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Sojicultura no Leste Maranhense e os impactos socioambientais para segmentos

camponeses

Nas três últimas décadas, uma série de transformações na estrutura agrária do Leste
Maranhense pôde ser observada a partir dos impactos socioambientais provocados pelo
agronegócio, especificamente da expansão do processo de produção sojícola. Estes
projetos tiveram grande repercussão nos segmentos camponeses, que vivem
basicamente da agricultura familiar e criação extensiva de animais e do extrativismo de
frutos do cerrado, mas encontram-se privados de suas atividades rotineiras para dar
lugar a esses empreendimentos. Formulou-se, então, um plano de estudo bibliográfico
que objetiva refletir sobre os impactos nos municípios da região e suas conseqüências
para o campesinato, além da analisar possíveis resistências camponesas em meio a essas
circunstâncias. Para alavancar a pesquisa, foi utilizada uma metodologia baseada em
entrevistas com mediadores (da Igreja católica, do Sindicato e de associações),
observação participante e diálogo com moradores daquela região, que foram
diretamente, ou não, afetados pelo plantio da soja. É importante ressaltar que a pesquisa
encontra-se em uma etapa inicial, mas foi possível identificar: o deslocamento
compulsório de famílias de seus lugares tradicionais, alterando, consequentemente, seus
modos de vida; exploração do trabalhador rural; desmatamento da floresta nativa,
desestruturando um sistema de usufruto comum da terra e mudando gradativamente o
clima da região.

Palavras-chaves: sojicultura, campesinato, impactos socioambientais.