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Aretho de Oliveira Barbosa Mat.

: 20021125

Universidade Federal Da Paraíba


Centro De Ciências E Tecnologia
Departamento De Física

Curso: Graduação em Engenharia Elétrica


Disciplina: Laboratório de Ótica, Eletricidade e Magnetismo
Professor: Pedro Luiz do Nascimento

Relatório
Ótica Geométrica – Lente Biconvexa
Aretho de Oliveira Barbosa Mat.: 20021125

Aluno: Aretho de Oliveira Barbosa Mat.: 20021125


Turma: 01

25 de abril de 2002

1 – Resumo Teórico

As lentes são meios transparentes limitados por focos esféricos. As lentes


convergentes são as que tem bordas delgadas e fazem convergir os raios
luminosos. Já as lentes divergentes possuem bordas grossas e fazem divergir os
raios incidentes.
Quando ambas as faces são curva, ou uma é esférica e a outra é plana, a
lente é chamada esférica. Há seis possíveis tipos de lentes que preenchem essa.

As lentes apresentadas na figura acima são: biconvexa, plano-convexa,


côncavo-convexa, bicôncava, plano-côncava e convexo-côncava,
respectivamente.
Estudaremos para este experimento mais diretamente as lentes
biconvexas.
Imaginemos dois planos tangentes entre si, aos raios de curvatura IC e I’C’.
Se um raio luminoso, tal SI, atravessar a lente, esse raio sairá paralelo a SI, tendo
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apenas experimentado pequeno desvio lateral, como se tivesse atravessado uma


lâmina de faces paralelas. O ponto no qual o raio no interior na lente encontra o
eixo principal da mesma é chamado centro ótico. Isto está representado na figura
abaixo. Estas são apenas algumas das características das lentes biconvexas, que
na figura está representada como sendo a 1ª da esquerda para a direita.
Como nos espelhos esféricos, é possível determinar graficamente a posição
e a altura da imagem de um objeto conjugado com uma lente esférica. Imagem
de um ponto, ou conjugado de um ponto, é o encontro de dois ou mais
emergentes provenientes deste ponto, através da lente. As lentes esféricas são
representadas de forma simbólica.
Para as lentes biconvexas, existem algumas propriedades que ajudam a
determinar a localização e o tamanho da imagem nestas lentes, são elas:
● Se o objeto for perpendicular ao eixo principal, a imagem também o será;
● O foco do objeto e o foco da imagem estão em lados opostos da lente, e
espaçados a distâncias iguais do centro ótico. Os focos de lentes convergentes,
como a biconvexa, são reais e tem abscissas positivas;
● Quando um raio de luz atravessa a lente passando pelo centro ótico, este
não sofre desvio;
● Qualquer raio de luz que incidir na lente paralelamente ao seu eixo
principal se refrata passando pelo foco imagem;
● Ao se ter um raio de luz que incidindo na lente passando pelo foco objeto,
notamos que este se refrata paralelamente ao eixo principal.

2 – Objetivos

O objetivo principal buscado neste experimento é a determinação do foco


de uma lente delgada biconvexa e estudo da imagem.

3 – Material Utilizado

Para tanto, utilizamos os seguintes materiais:


● Lente biconvexa;
● Fonte de luz, neste caso, uma vela;
● Anteparo;
● Régua milimetrada;
● Acessórios;

4 - Procedimentos Experimentais e Dados Coletados

Para a determinação do foco fizemos incidir sobre a lente, raios luminosos


paralelos ao eixo principal. Esses raios convergiram para um ponto em comum, o
qual é denominado foco. Com isto, chegamos a um valor próximo a 20 cm.
Para o estudo da imagem, procedemos da seguinte maneira:
Quando o objeto estava situado entre o centro e o foco, fixamos a lente
biconvexa e variamos a fonte de luz (vela) em relação à lente. Medimos as
distâncias da fonte de lua à lente e da lente ao anteparo de forma que podíamos
obter a imagem da vela com maior nitidez no anteparo.
Quando o objeto estava situado depois do centro, fixamos a lente
biconvexa e variamos a fonte de luz (vela) em relação à lente novamente até
acharmos uma imagem nítida no anteparo. Medimos as respectivas distâncias e
anotamos todos os dados do experimento na Tabela – 1.
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Tabela – 1
Objeto
Objeto
situado
situado
entre o
depois do
centro e o
centro
foco
Objeto Imagem Objeto Imagem
26 cm 72 cm 50 cm 26,5 cm

Através dos dados coletados, quando o objeto estava colocado entre o


centro e o foco, o desvio obtido foi de aproximadamente 4%, já quando o objeto
estava colocado depois do centro da lente, o desvio obtido ficou em torno de
0,14%.
Com isto, podemos então apresentar o diagrama da determinação
geométrico da imagem em cada um dos casos acima relacionados.
Este primeiro retrata a primeira situação, quando a vela está situada entre
o centro e o foco.

Sendo F o foco-objeto da lente, C é o centro O é o objeto, I é a imagem e F’


é o foco-imagem. A imagem é formada pelo encontro dos raios refratados.
Observamos assim que a imagem formada é invertida e ampliada.

Neste segundo diagrama geométrico a vela está situada depois do centro.

Onde F é o foco-objeto da lente, C é o centro O é o objeto, I é a imagem e F’


é o foco-imagem. Aqui notamos que a imagem formada é invertida e reduzida.

5 – Conclusões
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Bem como nos experimentos anteriores, pudemos comprovar que as


teorias sobre a ótica geométrica são realmente válidas quando fazemos a
experimentação prática de tais leis.
Os erros obtidos neste experimento foram ocasionados pela falta de
precisão de alguns instrumentos aliados principalmente ao fato de que o agente
regulador é o homem, o que realmente implica em alguns problemas do tipo
“falta de exatidão”. Porém, tais erros foram bem pequenos e não
comprometeram nossas análises.