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CICLOS ECONOMICOS

CICLOS ECONOMICOS

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Publicado porAdriano Elias

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RESUMO Este artigo possui uma explanação sobre Ciclos Econômicos e um histórico a partir do primeiro ciclo no Brasil, que

surgiu com a comercialização do Pau-Brasil, até os nossos dias. Explica também quais as causas e os diferentes ciclos bem como os principais estudiosos que conseguiram enxergar a influência destes na Economia Mundial. O principal objetivo é mostrar qual a influência dos ciclos econômicos na Economia Brasileira e Mundial.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 1. CICLOS ECONÔMICOS 1.1 Conceito econômico de Ciclo 1.2 A importância dos ciclos 2. TIPOS DE CICLOS ECONÔMICOS NO BRASIL 2.1 Ciclo do Pau-Brasil 2.2 Ciclo da Cana-de-açúcar 2.3 Ciclo da Mineração 2.4 Ciclo do Café 3. FASES DE UM CICLO ECONÔMICO 4. CONCLUSÃO 5. ESTUDIOSOS DOS CICLOS ECONÔMICOS 6. CONCLUSÃO 7. BIBLIOGRAFIA

INTRODUÇÃO Os ciclos econômicos podem ser definidos basicamente em quatro fases : o auge, a recessão, a depressão e a recuperação. Um exemplo : a Grande Depressão, que foi a crise econômica mais difícil que ocorreu no ano de 1930, a qual podemos enquadrar inteiramente na teoria do ciclo econômico. (BADARÓ, 2008) Desta forma, o ciclo segue uma simples lógica : um súbito crescimento é seguido por uma retração ou vice-versa, ou seja, tudo que sobe uma hora desce. 1. CICLOS ECONÔMICOS 1.1 Conceito econômico de Ciclo Ciclo econômico se refere à variações na Economia, no que diz respeito à intensidade e duração. Um ciclo econômico não é algo previsível mas suas fases podem ser previstas. ³Os ciclos são inerentes de mercados livres, capitalistas, mas alguns autores marxistas e mesmo os liberais enquadram a teoria dos ciclos nas economias planificadas.´ (BADARÓ, 2008) O conceito de ciclo iniciou-se a partir da Revolução Industrial, quando o nível da atividade financeira dos países capitalistas e industrializados começaram a flutuar, refletindo na Economia. E somente após a Segunda Guerra Mundial os ciclos ficaram mais contidos do que os ciclos anteriores.
³A política econômica de estabilização com a política fiscal e a política monetária parecem ter atenuado os piores excessos dos ciclos econômicos. A estabilização automática devido aos aspectos do orçamento do governo também ajudaram a derrotar o ciclo, mesmo sem uma ação consciente por parte dos decisores políticos´ (Burns e Mitchell, 1946)

Todos os estudos que foram feitos sobre ciclos econômicos não saíram da teoria, pois não há dados confiáveis nem elementos fundamentais para sua confirmação Até mesmo . estudos feitos pelo (NBER) National Bureau of Economic Research não foram conclusivos com respeito à confirmação científica dos ciclos. 1.2 A Importância dos Ciclos Mediante estudos feitos de ciclos econômicos podemos chegar a entender qual a importância destes.
³O economista Francês Clément Juglar identificou a presença de Ciclos Econômicos com duração de 7 à 11 anos. ; Ciclos de Kitchin de 3 à 5 anos ; Ciclos de Kuznets de 15 à 25 anos também conhecido como ciclo de construção e transporte. ; Ciclos de Kondrantieff conhecido também como ciclo tecnológico longo de 45 à 60 anos´ (George Allen e Unwin, 1954) .

Devido ao desenvolvimento da macroeconomia moderna o interesse nos diferentes tipos de ciclos tem diminuído, pois esses estudos não dão muita idéia de ciclos regulares periódicos. Mas por outro lado essas teorias ajudam a identificar as crises nos diferentes ramos do mercado, tendo cada um sua duração e peculiaridade. 2. TIPOS DE CICLOS ECONÔMICOS NO BRASIL No Brasil Colonial, ocorreu inúmeros ciclos principalmente no ramo agrônomocultural-exportadora, a começar pelo Ciclo do Pau-Brasil. O declínio se dava por fatores que fazem parte das regras de mercado : - Saturação do Mercado : acontece por excesso de oferta do produto no mercado. - Esgotamento das fontes do produto : ocorre quando se trata de um produto cujas fontes não são renováveis. - Retração dos importadores : geralmente provocada por uma depressão econômica, epidemia, guerras civis que geram uma inibição das importações. (FURTADO, 1998)

2.1 CICLO DO PAU-BRASIL A partir de 1501, com a primeira expedição exploradora de Portugal em território brasileiro deu-se início à exploração de vegetais e animais, dentre estes estava o pau-detinta , como também era conhecido, por ser uma madeira tinturial, muito usado na Europa para tingir tecidos e confeccionar peças nobres de carpintaria e armação de naus. Apesar de não ser um produto muito rentável para a Coroa Portuguesa ele se encaixou ao modelo mercantilista-colonialista adotado por Portugal além de gerar interesse em Florença, Veneza, Espanha e Flanders que também se interessaram por outras madeiras como ibirapitanga ou pau-vermelho e jacarandá ou pau-santo para os portugueses. (apud FURTADO, 1998) O Pau-Brasil era extraído da mata que margeava o Oceano Atlântico que se iniciava em Cabo de São Roque no estado que é hoje o Rio Grande do Norte até Cabo Frio no Rio de Janeiro. Foi uma extração em larga escala que apenas a produção inicial chegou a 10 mil quintais ano e por ganhar tal significação no mercado europeu acabou dando nome à nova terra. A planta foi a pauta de exportação do Brasil até 1555 mas ao passo que a matéria-prima começou a ficar escassa na orla marítima, foi-se aumentando o custo da extração diminuindo o interesse pelo seu comércio, findando aos poucos o ciclo do PauBrasil . (apud FURTADO, 1998) 2.2 CICLO DA CANA-DE-AÇÚCAR O consumo generalizado de açúcar na Europa, se tornou produto conjuntural a ser produzido em sua colônia americana e que serviu de base para fixação definitiva do Europeu no Brasil. Na segunda metade do século XVI até fins do século XVII o açúcar brasileiro dominou o comércio mundial. A importância comercial deste produto e a sua grande expansão em terras Brasileiras constituíram fatores geradores da Economia

este passou a financiar a agroindústria do açúcar no Brasil, tanto nas instalações de engenhos como nas importações de escravos da África. Com elevação contínua da produção e os preços do açúcar, o produto alcança o seu apogeu no período de 16461654. Tendo o Brasil neste período 350 engenhos e a produção em 30.000 toneladas. Em 1670, com a entrada do açúcar antilhano no mercado mundial houve uma queda no preço do produto, tirando condições de competitividade do açúcar Brasileiro e consequentemente, provocando a queda das exportações. Quando antes as receitas auferidas com a exportação eram bem significativas, com essa mudança no Mercado Internacional ocorreu a primeira grande crise da Economia Colonial Brasileira, estabelecendo assim apenas para o consumo interno e voltando a aquecer a Economia Açucareira somente no século XVIII, quando voltou a atender ao Mercado Europeu, privado do açúcar antilhano em decorrência de perturbações de natureza política que envolveram as possessões Inglesas e Francesas. (apud FURTADO, 1998)

2.3 CICLO DA MINERAÇÃO (1697-1760) Por volta de 1697 iniciou-se o ciclo do ouro brasileiro causando grande alarde e atraindo atenções locais e internacionais. As demais atividades declinaram diante da importância deste metal que atraiu para Minas Gerais, junto com as classes dominantes, um contingente populacional carregado da ilusão do enriquecimento rápido. Os índios encontraram o ouro mineiro na região das cidades históricas de Minas Gerais. Deu início a corrida ao ouro brasileiro que, durante um século ocuparia o centro nervoso da Economia. (apud LACERDA, 2000) Ao contrário do ciclo anterior, na economia mineira, alguns escravos gozavam de uma posição diferenciada, com maior mobilidade social. Os africanos também contribuíram com seu trabalho para o aumento das atividades mineradoras desfrutando de maior autonomia na região da mineração, chegando até mesmo a trabalhar praticamente livres e entregando parte de sua produção aos seus proprietários, possibilitando que muitos comprassem sua alforria. O rendimento do escravo na mineração comparado com o seu rendimento na agroindústria do açúcar , pode ser considerado na agroindústria do açúcar, no entanto baixo. Isto se explica pelo fato de o maior investimento em equipamentos na elaboração do açúcar elevar sua produtividade . (apud LACERDA, 2000) Além dos impostos e das tarifas que incidiam sobre a extração mineral, acrescia-se, á carga tributária, uma série de outros impostos ± dízimos, donativos, sisa, contribuição literária (depois de 1750) e de taxas menores, como direitos sobre a entrada e trânsito pela região de mineração e passagem de rios ± que sobrecarregavam os colonos, diminuindo a sua capacidade de poupança para novos investimentos, além de estimular o contrabando e a sonegação em geral. Parte da arrecadação ficava na co lônia, sob a forma de serviços públicos, mas as tarifas sobre a extração eram canalizadas para a metrópole. Tamanho abuso de Lisboa determinou um clima de revolta, culminando com a Inconfidência Mineira que apesar de todos os percalços, conseguiu pôr um fim nesses atos predatórios para a colônia. (apud LACERDA, 2000)

Não havia mais abundância na extração do ouro juntamente com o baixo nível tecnológico pelo explorador, sem pesquisa ou aprofundamento de seus conhecimentos. A administração colonial não investira em educação nem na racionalização de processos produtivos. Tudo isso contribuiu para a queda na atividade mineradora. (apud LACERDA, 2000) O Brasil também teve participação na exploração de ³diamantes´, mas por pouco tempo pois a África do Sul descobriu posteriormente grandes jazidas dessa pedra. A mineração, apesar de relativamente efêmera, ocupou um lugar de destaque na história da colônia. No período de sua vigência, foi o foco das atenções no país, crescendo em detrimento das demais atividades. Houve uma corrida ao ouro, de outras regiões do país em direção á Minas Gerais, alterando o quadro populacional, promovendo a ocupação do Centro-Oeste e a mudança do eixo econômico, que até então estava localizado junto á produção açucareira. (apud LACERDA, 2000) 2.4 CICLO DO CAFÉ No final do século XVIII e início do século XX o Brasil produzia café e exportava em pequenas quantidades.
³O aumento do consumo interno, com a vinda da Corte Portuguesa, estimulou maior plantio nas encostas das montanhas do Rio de Janeiro, logo se estendendo às elevações às margens do Rio Paraíba, onde o café encontrou condições favoráveis para sua cultura. A produção aumentou em escala crescente, passando o café a se destacar na pauta de exportações, a partir de 1832. A produção de café no Brasil cresceu 206%, entre 1820 e 1840. O consumo internacional aumentou em grande escala e a produção brasileira atendeu plenamente a demanda. Assim sendo, mesmo quando o preço oscilava no mercado mundial, sua queda era compensada pelo aumento do volume de exportações, assegurando o nível de receita. A expansão cafeeira repercutiu em todos os setores a vida nacional. Enquanto a produção mundial de café triplicou, entre 1825-1850, a brasileira quintuplicou, marcando um novo ciclo de produção na economia do país, durante o qual o centro econômico e político deslocaram-se do Nordeste para o Sudeste e o Rio de Janeiro consolidou sua posição econômico-social como sede do Império.´ (apud LACERDA, 2000).

Por conta da crise da superprodução houve a queda do preço do café no mercado mundial e o Governo, como forma de proteção ao exportador, foi desvalorizando a moeda comprometendo a capacidade de o país saldar sua dívida externa.
³A falta de liquidez do setor cafeeiro, nos últimos anos do Império, decorrente da contenção monetária, foi solucionada com as emissões e maior facilidade de crédito, através da reforma bancária de 1888. No início do período republicano, permaneceram baixas as cotações do café no mercado internacional, devido ao excesso de oferta, ocorrendo uma superprodução em 1898. A Primeira Guerra (1914-1918) causou interrupção na execução do plano de valorização do café e uma queda violenta do preço do produto. No fim de 1929, o setor cafeeiro teve de enfrentar sérias dificuldades financeiras e a previsão da safra 19291930 era recorde ± 28,9 milhões de sacas. Seguiu-se, logo após a crise

profundos. A partir de 1937, o Governo Federal, já com os estoques reduzidos, adotou uma política de mercado pela qual liberou a produção, visando a baixa do preço e a saída dos concorrentes do mercado internacional e simultaneamente, negociou um acordo com os demais países produtores. O objetivo era deixar livre a venda do café de boa qualidade a preço de mercado e reduzir, progressivamente, o imposto único sobre a exportação. Essa política, desenvolvida pelo governo através do DNC, fez com que se elevasse o nível das exportações no período de 1937-1938, a 16,5 milhões de sacas. Todavia, a baixa dos preços do café no mercado externo, apesar de ter afastado os produtores, provocou um declínio acentuado da receita de exportação. Em parte esse declínio foi compensado pelo aumento da taxa cambial de 1937. O mecanismo de mercado funcionou em 1938, mas o início da Segunda Guerra fez com que essa política fosse interrompida e restabelecidos os controles. Os mercados europeus ficaram fechados ao Brasil de 1939 a 1945, porém o consumo do café nos EUA aumentou. Apesar das condições adversas, o café participou da receita cambial em 35%, no período 1939-1946, elevando-se essa participação a 50,4% no período pós-guerra (1947-1950), mantendo-se sempre acima de 55% até 1965.´ (apud LACERDA, 2000)

o café ocupou uma posição de destaque na pauta de exportações e se manteve com boa demanda no mercado consumidor interno, mas perdeu sua posição como principal fator gerador da economia nacional a partir dos anos trinta, com a mudança da política econômica do País. 4. FASES DE UM CICLO ECONÔMICO Hoje considera-se o Ciclo Econômico, compreendendo 4 fases: Prosperidade: é a fase mais alta da atividade econômica. Não é necessário porém que haja pleno emprego. Recessão: há, quando se nota o declínio dessa atividade. Depressão: é o ponto mais baixo que a atividade econômica pode chegar, durante o período do ciclo (crises). Recuperação: quando o nível da produção, dos negócios começa a subir de novo. 5. ESTUDIOSOS DOS CICLOS ECONÔMICOS Lord Overstone em 1857 ; Clément Juglar em 1862 ; J. Kitchin em 1923 ; Simon Kuznets em 1930 ; Joseph Schumpeter em 1939 ; Nicolai Kondrantieff na década de 20 ;

Realmente

6. CONCLUSÃO O presente trabalho teve como finalidade fazer com que entendêssemos como se dão os Ciclos Econômicos no Brasil e no Mundo. Portanto, concluímos que o Ciclo Econômico é imprevisível, e por isso é necessário que haja medidas governamentais eficazes para superar as Crises Econômicas e não cair em uma Grande Depressão Com relação ao Setor Privado de qualquer atividade econômica, é necessário tomar iniciativa de desenvolvimento para não perder sua posição e manter a Demanda no Mercado Consumidor. Diante a esses Fenômenos Econômicos, entendemos também o quanto é essencial que cada cidadão conheça algo sobre os Sistemas Econômicos e observá-los para se certificar que a situação econômica no Mundo não é estável.

7. BIBLIOGRAFIA

FURTADO, Milton Braga. Síntese da Economia Brasileira, 1998 LACERDA, Antônio Corrêa et alii Economia Brasileira, 2000 BADARÓ, Murilo Prado (Artigo ± 2008) (kitchin, Joseph (1923).´Cycles and trends in Economic Factors´. Review of economic estatistics 5 (1:10-16.) HTTP://www.jstor.org/stable/1927031.); (Kondratieff, N. D.; Stolper, W.F.(1935). ³The Long Waves in Economy Life´. Review of Economics and Statistics 17(6):105-115).

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