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Contrato de Compra e Vend1

Contrato de Compra e Vend1

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CONTRATO DE COMPRA E VENDA  O contrato de compra e venda teve origem na organização das sociedades e do advento da moeda ou do dinheiro.

 Na medida em que cresceu a compra e venda reduziu-se a importância da troca.

 Modernamente, a economia baseia-se na compra e venda, que abarca desde as vendas de rua (vendedores ambulantes e estacionários) até os que têm por objeto patrimônios, além das relações impessoais com utilização de máquinas ou da Internet.  A necessidade de defender o consumidor, introduziu no ordenamento jurídico pátrio, as cláusulas abusivas e das eficácias pré e pós-contratual, delimitando o campo de abrangência das normas comuns, estabelecidas no Código Civil, relativamente ao contrato de compra e venda, que passam a ter função supletiva.  O contrato de compra e venda foi afetado pela massificação contratual, com a adoção das condições gerais dos contratos, que funcionam como regulação contratual privada predisposta pelo vendedor à totalidade dos compradores aderentes, com características de generalidade, uniformidade, abstração e inalterabilidade.  As condições gerais dos contratos são fruto da fase pós-industrial, da passagem do sistema de economia da concorrência para o sistema de concentração de capital, do poder empresarial e da massificação das relações sociais.  Quando a venda decorrer de um contrato de adesão e houver incompatibilidade entre as condições gerais nele predispostas e as normas de caráter dispositivo ou supletivo previstas nos artigos 481 a 532 do Código Civil, estas preferem àquelas.  Art. 481. Pelo contrato de compra e venda, um dos contratantes se obriga a transferir o domínio de certa coisa, e o outro, a pagar-lhe certo preço em dinheiro. Segundo Caio Mário da Silva: “a compra e venda é o contrato em que uma pessoa se obriga a transferir a outra o domínio de uma coisa corpórea ou incorpórea, mediante o pagamento de certo preço em dinheiro ou valor fiduciário correspondente.”  No que diz respeito à estrutura, a compra e venda é contrato oneroso, translativo, bilateral ou sinalagmático e geralmente comutativo, mediante o qual o vendedor assume a obrigação de transferir bem ou coisa alienável e de valor econômico ao comprador, que por sua vez assume a obrigação de pagar o preço determinado ou determinável em dinheiro. CLASSIFICAÇÃO  Bilateral  Oneroso  Comutativo ou aleatório  Consensual ou solene  Translativo de domínio por servir como titulus adquirendi. No direito brasileiro, o contrato por si só não gera a transmissão do domínio do bem ou da coisa, mas o direito e o dever de realizá-la.  O objeto da obrigação do vendedor é a prestação de dar a coisa e o do comprador a prestação de dar o preço.  A coisa pode ser corpórea ou incorpórea.

 O contrato de compra e venda é meramente consensual, pois a transmissão do domínio ou da propriedade depende de modos específicos, dele decorrentes mas autônomos.   Registro do título, para os bens imóveis – artigo 1.245, do Código Civil; Tradição, para os bens móveis – artigo 1.267, do Código Civil.

 Art. 1.245. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis. § 1º Enquanto não se registrar o título translativo, o alienante continua a ser havido como dono do imóvel. § 2º Enquanto não se promover, por meio de ação própria, a decretação de invalidade do registro, e o respectivo cancelamento, o adquirente continua a ser havido como dono do imóvel.  Art. 1.267. A propriedade das coisas não se transfere pelos negócios jurídicos antes da tradição.

 Na tradição brasileira (e portuguesa) a expressão utilizada é ampla, ou seja, "compra e venda", que vem do direito romano, ressaltando a bilateralidade obrigacional, diferentemente de outros países que restringem a denominação a contrato de venda (direito francês, direito italiano) ou a contrato de compra (direito alemão, direito inglês). A Convenção de Viena (1980) adotou a denominação Contrato de Venda de Mercadorias.  A compra e venda pode corresponder a um contrato de execução instantânea, quando a prestação do comprador sucede à do vendedor, no mesmo instante, mas pode assumir características de contrato de execução duradoura (continuada ou diferida).  A EXECUÇÃO É CONTINUADA em contratos de fornecimento (água, luz, gaz), pois a prestação de dar o preço é correspondente ao consumo realizado em cada período medido.  É DIFERIDA quando o preço determinado é dividido em várias prestações.

 O contrato de fornecimento pode ser aberto quanto ao objeto e, sobretudo, quanto à quantidade do que se vai fornecer.  Considera-se devido o que seja necessário, no momento do consumo, em quantidade e qualidade.  O preço é correspondente ao que efetivamente foi consumido pelo comprador e às alterações decorrentes de mudanças de qualidade, de aplicação de índices de atualização monetária ou de outras circunstâncias que tenham previsão no contrato.  Não se considera compra e venda os contratos de fornecimento de serviços.

 Considera-se compra e venda de coisas genéricas o contrato de fornecimento de coisas fungíveis com prestações sucessivas ou periódicas.  O inadimplemento do contrato de compra e venda por parte do vendedor resolve-se por meio de ação pessoal para entrega de coisa.  Mesmo não existindo direito real, o adquirente de coisas móveis ou imóveis pode acionar o vendedor para entregá-la.  Pacta sunt servanda.  O inadimplemento do contrato de compra e venda não dá origem sistemática à indenização.

5 lotes de terreno. 483. § 2. o que os aproximam da compra e venda. a exemplo da Lei n.º Quando a obrigação for de prestações periódicas.º No caso de pluralidade de optantes. Ex: os direitos intelectuais. A compra e venda pode ter por objeto coisa atual ou futura. ou genérica. pelo gênero e pela quantidade. nos artigos. Nas obrigações alternativas.  O artigo sob comento impõe que seja coisa "certa". § 4º. decidirá o juiz. § 3. podendo ser incerta. § 1. 9. ficará sem efeito o contrato se esta não vier a existir. Admite-se também a venda de coisa alternativa  A coisa pode ser específica. pão. A compra e venda nem sempre tem por objeto coisas corpóreas.: 10 caixas de guaraná. legalmente inalienáveis por qualquer motivo. ou não puder exercê-la. a escolha cabe ao devedor.º Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra. computador. caberá ao juiz a escolha se não houver acordo entre as partes. Neste caso. e a cessão de direitos hereditários.795. sem dizer qual deles). Art. salvo se a intenção das partes era de concluir contrato aleatório. o que se entende como determinada ou determinável. ao menos. quando se determina precisamente o objeto que se vende. b) Individuação: a coisa deve ser determinada ou determinável no ato da execução do contrato. se outra coisa não se estipulou. a exemplo de venda de safra futura. Art. e este não quiser. quando se alude a quantidades ou gêneros de coisas sem precisar quais (ex.º Se o título deferir a opção a terceiro. livre de quaisquer condições de inalienabilidade.ELEMENTOS DA COMPRA E VENDA    coisa preço consentimento A COISA a) existência: a coisa para ser vendida deverá existir ou vir a existir no futuro. bens materiais. os órgãos do corpo humano (CF. Assim. ainda que sejam os mais freqüentes. ou seja. Ela é suscetível de ter por objeto um bem imaterial. que deve ser o contrato utilizado toda a vez que outro análogo não seja definido expressamente em lei especial. . concessão e cessão. Art. não havendo acordo unânime entre eles. cujos contratos recebem regência de legislação especial.  Os bens incorpóreos são transferidos a terceiros mediante contrapartida financeira. § 4. Art. 252. máquina. 286 a 298. 1. a coisa não pode encontrar-se na condição de insuscetíveis de apropriação. A coisa incerta será indicada. este muito próximo do contrato de compra e venda.11). como casa.610. findo o prazo por este assinado para a deliberação. 243. de 19 de fevereiro de 1998. 199. a faculdade de opção poderá ser exercida em cada período.). Não podem ser objeto de alienação os valores e direitos da personalidade (CC. c) Disponibilidade: a coisa a ser vendida deve estar disponível. sem dizer de que marca. que prevê para transferência dos direitos patrimoniais de autor os contratos de licenciamento.  O Código Civil disciplina a cessão de créditos.793 a 1. intangível. Art. nos artigos. desde que indique pelo menos o gênero e a quantidade.

um dos contratantes se obriga a transferir o domínio de certa coisa. Art. 139. Na falta de acordo. Art. Não pode também ser excessivamente elevado de modo a ser caracterizado como erro ou lesão. Convencionada a venda sem fixação de preço ou de critérios para a sua determinação. o que leva à modificação das cláusulas respectivas ou à nulidade por serem consideradas abusivas. 486.O PREÇO O preço é naturalmente elemento indispensável. 489.  Os preços nos contratos de compra e venda podem estar eventualmente limitados ou fixados pelo Poder Público. devendo ser sério e real. Nulo é o contrato de compra e venda. 139. Parágrafo único. Artigos 3º. I). sob pena do negócio jurídico se tornar anulável. 488. reduzindo-se a autonomia dos particulares. 482.interessa à natureza do negócio. salvo quando acordarem os contratantes designar outra pessoa. É lícito às partes fixar o preço em função de índices ou parâmetros. prevalecerá o termo médio. 487. e 4º. Art. V. Também se poderá deixar a fixação do preço à taxa de mercado ou de bolsa. O erro é substancial quando: I . entende-se que as partes se sujeitaram ao preço corrente nas vendas habituais do vendedor. se não houver tabelamento oficial.  O preço não poderá ser simbólico.) poderão ser supridas pela representação e pela assistência e pela autorização do juiz. por ter havido diversidade de preço. O negócio pode também ser anulado se houver erro substancial em relação ao objeto da venda (CC. desde que suscetíveis de objetiva determinação. desde que as partes acordarem no objeto e no preço. Em caso de incapacidade absoluta ou relativa (CC. e o outro. a pagar-lhe certo preço em dinheiro. O consentimento das partes Este ato deve ser livre e espontâneo. ou a alguma das qualidades a ele essenciais. Art. 485. Art. Pelo contrato de compra e venda. quando pura. 481. o preço não pode consistir em "prestações desproporcionais" ou em violação ao "justo equilíbrio entre direitos e obrigações das partes" (artigos 6º.  Para o consentimento é indispensável também a capacidade das partes. sob pena do contrato ser considerado de doação. Art. considerar-se-á obrigatória e perfeita.  Quando o contrato de compra e venda resultar de relação de consumo. ficará sem efeito o contrato. A compra e venda. Se o terceiro não aceitar a incumbência. A fixação do preço pode ser deixada ao arbítrio de terceiro. Art. . e 51 do Código de Defesa do Consumidor). quando se deixa ao arbítrio exclusivo de uma das partes a fixação do preço. Art. Art. ao objeto principal da declaração. em certo e determinado dia e lugar. vil ou fictício. que os contratantes logo designarem ou prometerem designar. seja ele definido previamente de forma objetiva ou determinável através de critérios específicos estabelecidos pelas partes no contrato de compra e venda. não sendo totalmente de livre fixação.

sem culpa do vendedor. os prejuízos que o desistente ou inadimplente causar ao grupo. acarretando ao comprador responsabilidade pelo risco. o fato se der após a tradição.CDC. bem como nas alienações fiduciárias em garantia.  Considerar-se-á como tradição. em razão do inadimplemento. contando.melhorias nas obrigações . sendo que o comprador é que suportará as conseqüências. devendo restituir o preço.  Igualmente.  obrigação de garantia. ter sido colocada à sua disposição. medir ou assinalar. a circunstância de a coisa. terá descontada. além da vantagem econômica auferida com a fruição.: se égua fica prenha antes da tradição o potro é do vendedor. do CC. até o momento da tradição.ex. se o preço se perder ou se degradar. o complemento da área. . que exibir certidão negativa de débito fiscal. imposta ao vendedor.  direito do adquirente de exigir. a rescisão do negócio ou o abatimento do preço.Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações. lugar e pelo modo ajustado.   exoneração do adquirente de imóvel. por caso fortuito ou força maior. a compensação ou a restituição das parcelas quitadas.  O comprador suportará os riscos da coisa adquirida. § 2º . pleitear a resolução do contrato e a retomada do produto alienado. do novo dono  direito do comprador de recusar a coisa vendida sob amostra por não ter sido entregue nas condições prometidas . Cláusulas especiais à compra e venda . o vendedor é que sofrerá as conseqüências. este terá direito ao preço. na venda ad mensuram. § 3º .Consequências Jurídicas  a obrigação do vendedor de entregar a coisa e do comprador de pagar o preço. ou de reclamar. se isso ocorrer após o pagamento. quando colocada a sua disposição no tempo.(Vetado). consideram-se nulas de pleno direito as cláusulas que estabeleçam a perda total das prestações pagas em benefício do credor que. antes da tradição.Os contratos de que trata o caput deste artigo serão expressos em moeda corrente nacional. contras os vícios redibitórios e a evicção. mesmo que o caso fortuito ocorra no ato de contar.  responsabilidade do alienante por defeito oculto nas vendas de coisas conjuntas. nulidade contratual no caso do artigo 53 da Lei 8078/90 . mas. os riscos da coisa correrão por conta do vendedor. o vendedor é que arcará com o prejuízo havido. se. medindo ou assinalando.  direito dos cômodos antes da tradição : artigo 868. 53 . se isso for impossível. por conta do comprador.Nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis. o comprador é que sofrerá o risco . se já havia recebido .  responsabilidade pelos riscos e despesas: antes da tradição ou da transcrição. que comumente se recebe. e os do preço. se estiver em mora de receber. § 1º .  Art.  Assim. na forma deste artigo. se o bem vier a se perder ou a se deteriorar. porém. se depois.

ou para a realização de benfeitorias necessárias.  Com a presença desta cláusula o negócio é realizado sob condição suspensiva. tornando o negócio condicional. nas negociações envolvendo gêneros alimentícios e bebidas finas. por estarem subordinados a eventos futuros.  O prazo de três anos é improrrogável e.  Ressalte-se que o direito de retrato.  venda com reserva de domínio  e venda sobre documentos. (artigo 505 do Código Civil)  Recusando-se o comprador a receber as quantias a que faz jus. inclusive as empregadas em melhoramento do imóvel. mesmo que a coisa tenha sido entregue. VENDA A CONTENTO  O contrato de compra e venda contendo cláusula de venda a contento e venda sujeito à prova é aplicado em geral. Em alguns contratos de compra e venda constam cláusulas especiais que embora não desfigurem a natureza contratual da compra e venda. se efetuaram com a sua autorização escrita.  venda a contendo e venda sujeito à prova. dão ao contrato uma fisionomia específica. mas passa a seus herdeiros. durante o período de resgate. poderá ser exercido contra o terceiro adquirente. não será o vendedor restituído no domínio da coisa.  O vendedor de coisa imóvel pode reservar-se o direito de recobrá-la no prazo máximo de decadência de 3 (três) anos. restituindo o preço recebido e reembolsando as despesas do comprador. extingue-se o direito. restituindo ao comprador o preço. RETROVENDA  É a cláusula pela qual o vendedor se reserva o direito de reaver. não sendo suscetível de cessão por ato inter vivos.  É apenas admissível nas vendas de imóveis. em certo prazo.  Verificada a insuficiência do depósito judicial.  Conta-se o dies a quo (termo inicial do prazo) da data do contrato e não do registro. . São elas:  retrovenda. CC). inclusive as que. independentemente de interpelação. o imóvel alienado.  O vendedor só poderá resgatar o imóvel alienado dentro de prazo improrrogável de três anos. ainda que terceiros adquirentes não conheçam a cláusula de retrovenda vinculada. que é cessível e transmissível a herdeiros e legatários. para exercer o direito de resgate. pois adquiriram propriedade resolúvel.  preempção ou preferência.  O direito de resgate é intransmissível. o vendedor. ininterruptos e insuscetíveis de suspensão.  Torna a propriedade resolúvel. as depositará judicialmente. mais as despesas por ele realizadas.  O alienante conserva seu direito contra terceiros adquirentes da coisa retrovendida. chegando o termo final. até e enquanto não for integralmente pago o comprador(artigo 506.

enquanto não manifeste aceitá-la. A venda feita a contento do comprador entende-se realizada sob condição suspensiva. enquanto o adquirente não manifestar seu agrado. ou o sujeitarem ao puro arbítrio de uma das partes. são as de mero comodatário. não podendo o vendedor alegar que o comprador não aceitou por mera pirraça. o direito de manifestação do comprador é pessoal. (legal)  Na preempção convencional. à ordem pública ou aos bons costumes. com exclusão dos outros interessados. as obrigações do comprador.  Em ambos os casos. Assim. tendo este. Na venda sujeita à prova. enquanto que com a morte do vendedor. Se o comprador não se manifestar no prazo acordado. . presume-se perfeita e definitiva a venda. 122. em geral. Também a venda sujeita a prova presume-se feita sob a condição suspensiva de que a coisa tenha as qualidades asseguradas pelo vendedor e seja idônea para o fim a que se destina. Art. PREEMPÇÃO OU PREFERÊNCIA  É a cláusula contratual que impõe ao comprador a obrigação de.  Ex: A preferência de condômino na aquisição de coisa indivisa e do inquilino ma compra de imóvel locado quando posto à venda. o vendedor terá direito de intimá-lo. 512. que proíbe as condições meramente potestativas. para as cláusulas de venda a contento e venda sujeito à prova. Morrendo o comprador o direito é extinto.  A conclusão do contrato depende exclusivamente do arbítrio ou do gosto do comprador.  Art. que recebeu. antes de alienar a coisa comprada. ainda que a coisa lhe tenha sido entregue. todas as condições não contrárias à lei. não se transferindo a outras pessoas.  Esta cláusula constitui exceção ao disposto no artigo 122 do código civil. 509. Não havendo prazo estipulado para a declaração do comprador. para que o faça em prazo improrrogável. Há dois tipos de preempção:  Legal: decorrente de disposição de lei  Convencional ou contratual: expressa no acordo de vontade. oferecê-la ao vendedor de quem a obteve. a coisa comprada.  Art. e não se reputará perfeita. judicial ou extrajudicialmente. São lícitas.  Condição potestativa é a condição que torna a execução contratual dependente duma convenção que se acha subordinada à vontade ou ao arbítrio de uma ou outra das partes. é necessária a explicitação desta cláusula no contrato. sob condição suspensiva. por ser exceção. entre as condições defesas se incluem as que privarem de todo efeito o negócio jurídico. Art. preço por preço. o comprador poderá exercê-lo perante os herdeiros do vendedor. 510. não se aplica o artigo 122 do código. para que use do seu direito de preferência para readquirila. quer por atos inter vivos ou causa motis.

520. perder ou não exercer o seu direito.aquele que exerce o direito de preferência  Preferindo o preemptor recomprar a coisa. ou dar em pagamento. em decorrência do impedimento de seu exercício. o preço encontrado.  A iniciativa da manifestação da preferência pode ocorrer por parte do antigo vendedor.  Art. Quando o direito de preempção for estipulado a favor de dois ou mais indivíduos em comum. se a coisa for móvel. quando lhe constar que este vai vender a coisa. tanto por tanto. só pode ser exercido em relação à coisa no seu todo.  Art. obrigado a pagar.  Art. e. 515. a quem ele toque. Inexistindo prazo estipulado.  A preempção é um direito pessoal e não um direito real. O direito de preferência não se pode ceder nem passa aos herdeiros. impõe ao comprador a obrigação de oferecer ao vendedor a coisa que aquele vai vender. Responderá por perdas e danos o comprador. Parágrafo único. ou a dois anos. não se exercendo nos 3 (três) dias. Sendo assim. O direito de preferência só poderá ser exercido quando o comprador vier a vender a coisa. se o comprador não deu ciência ao preemptor poderá responder com a reparação do dano. Cabe ação de perdas e danos.  Art. e de até dois anos. Aquele que exerce a preferência está. A preempção. exercendo assim a preempção. 518.  Esta obrigação é da essência do instituto da preempção. 514. que ao tomar conhecimento que o comprador deseja vender a coisa ou dá-la em pagamento. O prazo para exercer o direito de preferência não poderá exceder a cento e oitenta dias. se alienar a coisa sem ter dado ao vendedor ciência do preço e das vantagens que por ela lhe oferecem. se imóvel. Se alguma das pessoas.  Art. se bens imóveis. em condições iguais. O vendedor pode também exercer o seu direito de prelação. Responderá solidariamente o adquirente. o direito de preempção caducará. 516. ou preferência. poderão as demais utilizá-lo na forma sobredita. 517. se a coisa for móvel. pode o vendedor intimar o comprador do seu interesse em recomprar a coisa. .  Art. se for imóvel. não se exercendo nos 60 (sessenta) dias subseqüentes à data em que o comprador tiver notificado o vendedor. intimando o comprador.     Art. para que este use de seu direito de prelação na compra. ou o ajustado. O terceiro (novo adquirente) poderá também responder solidariamente com o comprador se agiu de má-fé.  Responsabilidade do preemptor . sob pena de a perder. em caso de coisas móveis. não podendo ser pressionado a alienar o objeto. fica obrigado a pagar o preço nas mesmas condições eventualmente ajustadas com terceiro interessado. se tiver procedido de má-fé.  O prazo do exercício do direito de preempção poderá ser fixado em até cento e oitenta dias. não podendo ser cedido a terceiros e não se transfere aos herdeiros cabendo. 513.

sendo a dívida passível de execução judicial. b) que recaia sobre objeto individualizado. o comprador que se tornar inadimplente. Esta negociação tem caráter de venda sob condição suspensiva. . c) efetiva entrega desse objeto pelo vendedor ao comprador. d) pagamento do preço convencionado nas condições estipuladas. haja vista que a simples promessa de compra e venda para imóveis é mais segura para o vendedor. para diferenciá-la de outras do mesmo gênero. até que o preço esteja integralmente pago. VENDA COM RESERVA DE DOMÍNIO  É uma modalidade de negociação em que o vendedor de coisa móvel. podendo ainda o vendedor recuperar a coisa vendida através de uma ação judicial de reintegração de posse. e) obrigação do vendedor de transferir o domínio ao comprador. até que seja pago integralmente. sendo rara a sua utilização nestes casos.  O expropriado tem direito de preferência na aquisição do bem pelo preço atual.  Não pode ser objeto de venda com reserva de domínio a coisa insuscetível de caracterização perfeita. que só transfere a propriedade com o registro. somente a posse da coisa é transferida. regulando a cobrança pelo processo executório (podendo a penhora incidir sobre a coisa vendida) e a reintegração de posse (recuperação da coisa vendida).  A cláusula de reserva de domínio será estipulada por escrito e depende de registro no domicílio do comprador para valer contra terceiros.    Na dúvida. tem a garantia da propriedade da coisa vendida a prazo. normalmente em prestações. para os casos de desapropriação por parte do poder público. preferindo assim após a quitação do preço total. artigos 521 a 523). infungível. momento em que será transferido o domínio da coisa ao comprador. decide-se a favor do terceiro adquirente de boa-fé (CC.  Poderá sofrer protestos ou interpelação judicial. Elementos que caracterizam a compra e venda com reserva de domínio: a) compra e venda da coisa a crédito.  Não se veda a venda com reserva de domínio de bens imóveis. o vendedor pode reservar para si a propriedade.  A reserva de domínio é tratada pelo Código de Processo Civil nos artigos 1. logo após a conclusão do pagamento do preço ajustado. Enquanto não forem pagas as prestações na sua totalidade.071. caso o imóvel não venha ser utilizado pelo poder público.  Na venda de coisa móvel. A preferência legal conhecida como retrocessão está prevista no artigo 519.070 e 1.

 Art. Nas vendas a crédito com reserva de domínio. têm características específicas no que se refere ao procedimento para a sua efetivação o que a tornam especiais. São elas:  venda mediante amostra  venda “ad corpus” (pelo corpo.  Entretanto. venda conforme a medida). mediante protesto do título ou interpelação judicial. Título II. natural ou fabricado. sob pena de considerar aceita definitiva a entrega da mercadoria. o protótipo ou o modelo. responde ele pelos riscos da coisa. Parágrafo único. Capítulo IV. CPC . apresentado para demonstrar sua natureza. devendo o comprador protestar imediatamente discordando das especificações da mercadoria.070.  Pelos riscos da coisa responde o comprador.  Artigo 646. venda conforme a medida). ocorrerá o inadimplemento contratual por parte do vendedor. modelo ou protótipo. 591).  Ainda que o comprador não tenha a propriedade da coisa adquirida com reserva de domínio.A execução por quantia certa tem por objeto expropriar bens do devedor. Se a venda se realizar à vista de amostras.  Não estando a mercadoria entregue dentro dos mesmos padrões da amostra. qualidade ou tipo. Venda mediante amostra A amostra é uma porção. uma pequena parte ou unidade de uma mercadoria ou produto.  O artigo 524 do Código Civil determina que a transferência de propriedade ao comprador dá-se no momento em que o preço esteja integralmente pago. 484. no curso do processo. A amostra normalmente é destituída de valor comercial e é utilizada apenas com o objetivo de mostrar o que deverá ser a coisa a ser negociada. entretanto não existe qualquer proibição legal contra a venda com reserva de domínio de bens imóveis. observando-se o disposto no Livro II. o credor poderá cobrá-las.  A lei se refere apenas a coisas móveis. requerer-lhe a alienação judicial em leilão. é lícito a qualquer das partes. venda conforme o todo)  venda “ad mensuram” (por medida. sub-rogando-se nele a penhora. protótipos ou modelos. . se houver contradição ou diferença com a maneira pela qual se descreveu a coisa no contrato. § 1º Efetuada a penhora da coisa vendida. o vendedor somente poderá executar a cláusula de reserva de domínio após constituir o comprador em mora. a fim de satisfazer o direito do credor (Art. entender-se-á que o vendedor assegura ter a coisa as qualidades que a elas correspondem. 1. a partir de quando lhe foi entregue. venda conforme o todo) Venda ad mensuram (por medida. Prevalece a amostra.  Existem alguns tipos de operações de compra e venda que. § 2º O produto do leilão será depositado. quando as prestações estiverem representadas por título executivo. Venda “ad corpus” e venda “ad mensuram”   Venda ad corpus (pelo corpo. Art.

ou se determinar a respectiva área. não sendo atrelado à medida ou em números proporcionais à unidade. etc. devem ser propostas no prazo de um ano (prazo decadencial). sem a preocupação específica e rigorosa com as dimensões de cada parte. resolução do contrato ou abatimento do preço. a contar do registro do título. hectare. terreno. o comprador terá o direito de exigir o complemento da área. não se levando em consideração o rigor das medidas. ter sido a venda ad corpus. a exemplo da venda de uma chácara. CONTRATO DE DOAÇÃO Conceito:  A doação é a transferência de bens ou vantagens. A contagem deste prazo inicia-se da data da posse. pode ele. e o vendedor provar que tinha motivos para ignorar a medida exata da área vendida. a partir dela fluirá o prazo de decadência(CC. em que o comprador está comprando este imóvel como um todo.  Na venda ad mensuram é utilizada a unidade de medida. atribuível ao alienante. se o imóvel for vendido como coisa certa e discriminada. quando a diferença encontrada não exceder de um vigésimo da área total enunciada. de modo expresso. art. cuja imissão tenha atrasado por culta do alienante. às dimensões dadas.  Se em vez de falta houver excesso. à sua escolha. reclamar a resolução do contrato ou abatimento proporcional ao preço da área efetivamente recebida. casa e acessórios.  Presume-se que a referência às dimensões foi simplesmente enunciativa. tendo sido apenas enunciativa a referência às suas dimensões. ainda que não conste. e. em qualquer dos casos. 500. Art. nem devolução de excesso. ressalvado ao comprador o direito de provar que. pois nesta modalidade as referências às dimensões são apenas enunciativas.  Decai do direito de propor as ações previstas no artigo 500 citado. como medida de extensão ou de área.  Na venda ad corpus o negócio é feito considerando o conjunto como um todo. Não haverá complemento de área.  Na venda ad mensuram se não corresponder às dimensões contratadas o comprador tem o direito de reclamar o complemento da área.  Se houver atraso na imissão de posse no imóvel.  Na venda de um imóvel. não sendo isso possível.  Estas ações para complementação da área. 501). e na impossibilidade de complementação. não teria realizado o negócio. em tais circunstâncias. no conjunto.). e esta não corresponder.  Nas vendas ad corpus não poderá haver reclamação de complemento. a contar da data do registro do título. metro. se estipular o preço por medida de extensão. o de reclamar a resolução do contrato ou abatimento proporcional ao preço(CC. caberá ao comprador. . completar o valor correspondente ao preço ou devolver o excesso. sendo fatores de estipulação do total da venda. nem devolução de excesso de área ou extensão. do patrimônio do doador para o do donatário. o vendedor ou o comprador que não o fizer no prazo de um ano. O código civil trata destas modalidades de venda somente para as negociações com imóveis.  Neste caso pressupõe-se que o comprador conhece o que está comprando.

 Enquanto o donatário não aceita.e a diminuição do patrimônio de outro .  Consensual por tornar-se perfeito pelo simples acordo de vontades. Entretanto o donatário que não cumpre o encargo incorre em mora. Elementos característicos Contratualidade Animus donandi Transferência de bens ou direitos do patrimônio do doador para o patrimônio do donatário Aceitação do donatário O contrato de doação é:  gratuito  consensual  formal  Gratuito por reduzir o patrimônio somente de uma pessoa. uma vez aceito o benefício. pois geram obrigações ao invés de direitos reais.         O donatário não se vincula efetivamente a nenhuma prestação. mas contrato unilateral. 552). Para ficar caracterizada a doação é indispensável ocorrer o enriquecimento de um . As aceitações podem ser: .  Artigo 538 do CC: "considera-se doação o contrato em que uma pessoa. Sua obrigação.  É contrato unilateral por criar obrigações somente para uma parte. pela tradição no tocante aos móveis e pela escritura pública.  A bilateralidade do ato jurídico provém da oferta de doação pelo doador e pela aceitação da promessa pelo donatário. por liberalidade. Obrigações das partes O outorgante se compromete a entregar o bem. Quando expressamente assumir tais garantias. ou por culpa grave que a ele equivale.  O doador oferta o bem e o donatário o aceita. Efeitos jurídicos da doação São obrigacionais. O doador não responde:  Pelos vícios redibitórios (art. no caso de imóveis. está completo o ato jurídico bilateral.  Não está sujeito à juros de mora.  Formal por ter forma estabelecida pela lei.  Pela evicção (art.  A doação é ato jurídico bilateral. o doador. 441).  O doador responderá por dolo.o doador. é receber a coisa doada.o donatário .  A aceitação da doação pelo donatário é indispensável na formação do contrato de doação. pois é contrato de caráter unilateral. e não reais. NATUREZA JURÍDICA DA DOAÇÃO      Contratual Contrato nominado Regulada pelos artigos 538/564 do CC. não podendo ser celebrado de forma diversa. Salvo: Doações remuneratórias ou modais. transfere de seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra". a doação não passa de mera proposta.

1647. Artigo 542. sem a devida autorização exceto no regime de separação absoluta.  A aceitação tácita ocorre quando a vontade resulta do silêncio do donatário. Requisitos  Requisito subjetivo  Requisito objetivo  Requisito formal Requisito Subjetivo: É a capacidade ativa e passiva dos contratantes. por qualquer forma de manifestação da sua vontade.  A aceitação ficta é aquela emitida por norma legal e não pelo próprio donatário.  Doações módicas ou de pequeno valor (por não prejudicarem o patrimônio da família). a louco. conforme a inteligência do art.   artigo 539 do CC Esta idéia só valerá se o donatário tiver ciência do prazo fixado para o aceite. Artigo 1647. estão impedidos de fazer doação. 546 do CC. declara que aceita os bens ou vantagens oferecidos.CC. parágrafo único). .  Doações propter nuptias de bens feitas aos filhos e filhas por ocasião de seu casamento. a menor e a pessoa indeterminada (como o filho eventual de nubentes). b) Os cônjuges. Capacidade ativa Ou capacidade para doar: a) Os absoluta ou relativamente incapazes não poderão. ou por seus herdeiros necessários. CC. Artigos 1689. II e 1749. não sendo remuneratória. que não externando o seu desinteresse sobre o bem objeto da doação no prazo imputado. seu silêncio será reputado em aceitação. sob pena de anulabilidade (artigos 550 e 1642.  Ex: A doação a nascituro. Súmula 382/STF .a ser pleiteada pelo outro consorte. hipótese em que será indispensável o assentimento do outro consorte (art.   expressa tácita ficta  A aceitação expressa ocorre quando o donatário. só podendo ser impugnada a doação pela não realização do matrimônio. IV. ou dos que possam integrar futura meação. em regra.  Exemplo de aceitação tácita é a doação em contemplação de casamento futuro. Não é proibido que um dos cônjuges. desde que objetivem pagar serviços recebidos (não constituindo liberalidades). 1647. I e IV e 1642. doar. sem anuência do outro:  Doações remuneratórias de bens móveis. onde a anuência é a celebração das núpcias.  Doações de bens próprios exceto se imóveis. até dois anos depois de dissolvida a sociedade conjugal). II. nem por meio de seus representantes legais. com os bens e rendimentos comuns. ou para que possam estabelecer-se com economia própria (art.IV. porque é impossível o mesmo externar a sua volição naquele momento. IV) c) o cônjuge adúltero não pode fazer doação a seu cúmplice.

importando aditamento do que lhes cabe por herança. 1837 e 1838) e) o mandatário do doador não poderá nomear donatário ad libitum.  Entretanto. os credores prejudicados poderão anulá-la. divisíveis ou indivisíveis. o donatário. massa falida). em princípio. imóveis. a vedação imposta pelo artigo 548 poderá ser elidida se o doador se reservar o usufruto dos bens. A doação a entidade futura caducará se não for constituída regularmente em dois anos. Sujeitar-se-á a esta condição suspensiva. só poderá doar se o doador nomear no instrumento. direito autoral. pessoas jurídicas (41 e 44) podem doar e receber doações. Não poderão exceder a legítima sob pena de ser o excesso considerado inoficioso (2007 e 2008) e.  A doação pode. as de direito público se sujeitarão às restições de ordem administrativa e às de direito privado sofrerão limitação dos seus estatutos e atos constutitivos. 1ª parte).sociedades não personificadas (986/996). Nascituros e pessoas jurídicas poderão receber doações por meio de seus representantes legais. f) as entidades (órgãos públicos sem personalidade). 543). Contemplação de casamento futuro. aplicação financeira suficiente para a subsistência do doador (548). consumíveis ou não consumíveis. 1830. II). c) a doação inoficiosa é vedada por lei (parte excedente da legítima). Capacidade Passiva Ou capacidade para receber doação: Não há qualquer óbice nos casos de doação pura e simples por conta o caráter benéfico do ato. . (artigos 544. I a III. nada obsta a doação. Os absolutamente incapazes podem receber doação sendo dispensada a aceitação (art. assuma o passivo do doar (novação subjetiva/art. 1832. b) se com a doação o doador ficar insolvente. portanto.  A doação de bens futuros é afastada por virtude da natureza especial do contrato de doação.d) os consortes não poderão efetivar doação entre si se o regime matrimonial for o da comunhão universal. não havendo disposição em contrário. presentes ou futuros. ou o libere para escolher um entre os que designar. 2 parte. já que são herdeiros necessários necessários. 554). nulo. a) Não valerá a doação de todos os bens (doação universal) sem reserva de parte do patrimônio que possa ser transformada em renda pecuniária ou de outra renda originária de pensão. h) os ascendentes poderão fazer doações a seus filhos. vantagens patrimoniais de qualquer espécie. contados da efetivação da liberalidade (art. se outro for o regime. que importarão em adiantamento da legítima (554.  É admissível a doação de órgãos humanos para fins científicos e terapêuticos. direitos reais. fungíveis ou não fungíveis. 1831. visto ser o acervo patrimonial comum a ambos. grupos despersonificados (condomínio edilício. 360. g) o falido ou insolvente não poderá doar porque não está na administração de seus bens e porque lesaria seus credores. coisas simples ou compostas. Requisito Objetivo  Para ter validade a doação precisa ter objeto coisa que esteja in commercio: bens móveis. 1829. Nula será tal doação. Entretanto. salário. espólio. Nula será a parte excedente da doação. com o consentimento dos credores. corpóreos ou incorpóreos. a não ser que o donatário. ter por objeto mediato bens de qualquer natureza: móveis ou imóveis.

é uma doação pura e simples em que o doador manifesta o porquê de sua liberalidade. ser celebrada verbalmente. g) o doador não será obrigado a pagar juros moratórios por ser uma liberalidade. f) a doção do cônjuge adúltero aos eu cúmplice poderá ser anulada pelo consorte enganado. ou motivação extraordinária”. modal. e) a doação pode ser feita em comum a várias pessoas. São dádivas que antes de tudo representam o cumprimento de um dever moral. exceto se for no regime de separação absoluta. religioso ou altruístico”. Espécies de Doação  Pura ou pura e simples  Onerosa. nem está sujeito à evicção ou à responsabilidade pelo vício redibitório. Artigo 451/CC. Poderá celebrar-se: a) por escrito particular: se os móveis doados forem de valor considerável ou de imóveis (com valor inferior ao fixado/108. de núpcias. i) é inadmissível a doação de bens alheios (poderá ser ratificada se o doador adquirir o bem doado posteriormente). b) por escritura pública: quando se tratar de imóvel. Requisito Formal A doação é um contrato solene: deverá ser escrita (por instrumeno público ou particular). É admitida. art. são considerados doações de menor porte. presentes de aniversário. podem ser verbais. de forma igual ou não. 546 e 547)  A termo  Conjuntiva  De pais a filhos ou de um cônjuge a outro  Pura e simples  Doação pura segundo Caio Mário da Silva Pereira é “a doação celebrada sob a inspiração do ânimo liberal exclusivamente. entratanto extingue-se com a morte do donatário. art. seguida de tradição se o objeto bem móvel e de pequeno valor (541.O herdeiro lesado com a doação inoficiosa poderá ingressar imediatamente com a ação pleiteando a nulidade ou redução da doação na parte excedente. A doação contemplativa ou meritória feita em contemplação do merecimento do donatário. que envolve a mutação do bem no propósito de favorecer o donatário. 441) h) o doador pode estipular que os bens doados voltem ao seu patrimônio se sobreviver ao donatário (547).   Ofertas consistentes em esmolas também configuram doações verbais. doações que não necessitam obedecer a forma expressa (escrita). . deverá obter o consentimento do outo cônjuge. se o doador for casado. gravada ou com encargo (artigos 553 e 540)  Remuneratória (art. 540)  Condicional (ex: artigos 545. parágrafo único) relativamente à fortuna do doador  Gorjetas e gratificações. e. de natal. c) verbalmente. isto é. d) a doação poderá ser periódica ou sucessiva. em casos especiais. 552 (exceto nas doações remuneratórias e com encargo. dentre outros. sem nada lhe ser exigido e sem subordinar-se a qualquer condição.

Artigo 547. se se apresentarem os vícios que lhe são peculiares (como a doação universal).  Se o doador perdoar o donatário. em dadas circunstâncias. no todo ou em parte. exceto se o contrato estipulou o contrário (551). Reversão por Premoriência do Donatário  O doador pode estipular a reversão dos bens a seu patrimônio se sobreviver ao donatário. e de vícios sociais. Doação conjuntiva  É feita em comum a mais de uma pessoa. gravada ou com encargo  É aquela em que o doador impõe ao donatário uma incumbência em seu benefício. A termo  Ocorre se tiver termo final ou inicial. B) Por descumprimento do encargo (562). como o erro. ou seja.  Pode ocorrer a reversão em uma doação a termo. por força de uma causa contemporânea a sua aquisição.  Não se revogam por ingratidão: Artigo 564  O prazo decadencial para propositura da Ação de Revogação é de um ano. a coação. ou se houver a presença de vícios de consentimento. a contar de quando chegue ao conhecimento do doador o fato aurizatório da revogação (artigo 559) Consequências da sentença que decreta a revogação:  Efeito ex nunc  Artigo 563. De pais a filhos ou de um cônjuge a outro  É aquela que importa em adiantamento da legítima. o dolo. ou seja. o doador não poderá revogar unilateralmente. Remuneratória  É aquela em que.  Não se transmite o direito a herdeiros do doador. como a simulação e a fraude contra credores. Condicional  É a que surte efeitos somente a partir de um determinado momento. Revogação  A revogação de um direito é a possibilidade de que um direito subjetivo. possa ou deva retornar ao seu precedente titular. desaparece o interesse de agir. EMPREITADA . salvo se ocorrerem as hipóteses previstas na lei. sob aparência de mera liberalidade. tais como:  Por ingratidão do donatário (artigos 555/560).  Invalidades  Invalidar-se-á a doação se ocorrerem casos de nulidade comuns aos contratos em geral. o donatário receberia.Onerosa. há firme propósito do doador de pagar serviços prestados pelo donatário ou alguma outra vantagem que haja recebido dele. em proveito de terceiro ou do interesse geral.  A legitimidade para propor tal ação é do doador. daquilo que por morte do doador. se já houve aceitação pelo donatário. é a que depende de acontecimento futuro e incerto. sendo distribuída por igual entre os diversos donatários. unicamente. que a tornam anulável. modal.

 não solene. e o dono da obra paga por esse resultado. b) empreitada mista: além do serviço. ou seja. Mas se estiver. se a coisa perecer antes de entregue.  Empreitada é o contrato mediante o qual uma das partes (o empreiteiro) se obriga a realizar uma obra específica. considerando que cada parte pode prevê as vantagens e os ônus.  Sendo a empreitada unicamente de lavor. por sua conta correrão os riscos. a contar da medição. não forem denunciados os vícios ou defeitos pelo dono da obra ou por quem estiver incumbido da sua fiscalização. sendo obrigação de dar (os materiais) e de fazer (o serviço. independentemente do tempo. correm por sua conta os riscos até o momento da entrega da obra.  A direção do trabalho é do próprio empreiteiro.  O empreiteiro de uma obra pode contribuir para ela só com seu trabalho ou com ele e os materiais. Características  O contrato de empreitada é bilateral. se não provar que a perda resultou de defeito dos materiais e que em tempo  reclamara contra a sua quantidade ou qualidade. pois ambas as partes têm benefícios correspondentes aos respectivos sacrifícios. podendo exigir o pagamento na proporção da obra executada.  O que se mediu presume-se verificado se.  Na empreitada contrata-se um profissional para executar uma obra. ou segundo as partes em que se dividir. pois gera obrigação para ambas as partes.  Se o empreiteiro só forneceu mão-de-obra. assumindo este.  Quando o empreiteiro fornece os materiais. em 30 (trinta) dias. . teremos prestação de serviço. e o empreiteiro só fornece sua mão-de-obra e a de seus operários.  Tudo o que se pagou presume-se verificado. cobrando uma remuneração a ser paga pela outra parte (proprietário da obra). os riscos da obra. sem vínculo de subordinação.  Se a obra constar de partes distintas. Espécies a) empreitada de lavor: o material é por conta do dono da obra.  é comutativo. resulta da lei ou da vontade das partes.  Neste tipo de contrato a remuneração não está vinculada ao tempo.  A empreitada visa a um resultado. o empreiteiro terá direito a que também se verifique por medida. somente de mão-de-obra.  é consensual. ou de fiscalizar-lhe a execução.  é oneroso. mas à conclusão da obra. se este não estiver em mora de receber. a medida que for sendo parcialmente concluída ou somente após a conclusão. 610 e 611). não havendo formalidades específicas na contratação. a contento de quem a encomendou. que responde pela sua qualidade e pela sua correta aplicação na obra. tendo apenas obrigação de fazer (612). ou for de natureza das que se determinam por medida. o material é por conta também do empreiteiro.  A obrigação de fornecer os materiais não se presume. É a locatio operis (locação de obra) dos romanos. pessoalmente ou por intermédio de terceiros. pois o empreiteiro se obriga a dar pronta a obra por um preço certo. sem mora do dono nem culpa do empreiteiro. todos os riscos em que não tiver culpa correrão por conta do dono. pois se conclui com o acordo de vontade das partes. este perderá a retribuição.  Se o tempo é levado em consideração.  O contrato para elaboração de um projeto não implica a obrigação de executá-lo.  A entrega da obra pode ser feita por partes.

pela solidez e segurança do trabalho. .por culpa do dono. o dono da obra que não propuser a ação contra o empreiteiro. poderá este ser revisto. ou ainda pode quem encomendou a obra. o empreiteiro tem direito a receber o preço ajustado. salvo se ajustado em consideração às qualidades pessoais do empreiteiro (Artigo 626 do CC). calculada em função do que ele teria ganho. porém. ou outras semelhantes. se por imperícia ou negligência os inutilizar. a pedido do dono da obra. Poderá o empreiteiro suspender a obra: I . Concluída a obra de acordo com o ajuste. forem desproporcionais ao projeto aprovado. desde que pague ao empreiteiro as despesas e lucros relativos aos serviços já feitos.se as modificações exigidas pelo dono da obra. recebê-la com abatimento no preço. III . mais indenização razoável. pois seus operários é que estão trabalhando (932. nos 180 (cento e oitenta) dias seguintes ao aparecimento do vício ou defeito. de modo que torne a empreitada excessivamente onerosa. na primeira o construtor se encarrega da execução do projeto.  O contrato de empreitada se extingue pelo seu cumprimento e pode resolver-se se um dos contratantes não cumpre qualquer das cláusulas assumidas. pode o dono da obra suspendê-la.  Não se extingue o contrato de empreitada pela morte de qualquer das partes. o dono é obrigado a recebê-la.  Também por danos causados a terceiros (Por exemplo: tijolos caindo na casa vizinha). observados os preços.  Nos contratos de empreitada de edifícios ou outras construções consideráveis. como do solo. se o empreiteiro não cumpriu as instruções recebidas e dos planos dados. em vez de enjeitá-la.quando.  Suspensa a execução da empreitada sem justa causa. e o dono da obra se opuser ao reajuste do preço inerente ao projeto por ele elaborado. se concluída a obra.  Garantias  O empreiteiro responde pela solidez da obra pelo prazo de cinco anos (artigo 618 e § único do CC).  Decairá desse direito. II . podendo rejeitá-la.  O empreiteiro é obrigado a pagar os materiais que recebeu. O proprietário da obra assume todos os encargos do empreendimento. se manifestarem dificuldades imprevisíveis de execução. assim em razão dos materiais. podendo exercer o direito de retenção sobre a obra enquanto não for pago pelo dono-empreitante. resultantes de causas geológicas ou hídricas. o empreiteiro de materiais e execução responderá. para que se lhe assegure a diferença apurada.  Concluída a obra (615/ 616 do CC). ou das regras técnicas em trabalhos de tal natureza. responde o empreiteiro por perdas e danos. por seu vulto e natureza. durante o prazo irredutível de 5 (cinco) anos. Ressalte-se: A construção sob administração é diferente da empreitada.  Mesmo após iniciada a construção. ou por motivo de força maior. ainda que o dono se disponha a arcar com o acréscimo de preço.  Se ocorrer diminuição no preço do material ou da mão-de-obra superior a um décimo do preço global convencionado. no decorrer dos serviços. sendo remunerado de forma fixa ou um percentual sobre o custo da obra. ou o costume do lugar. III do CC).

personalidade jurídica própria. 594. o tempo de serviço e sua qualidade. todas as demais prestações de serviços serão reguladas pelo código civil. ou paga em prestações. Consolidação das Leis Trabalhistas • Art. a locação ou prestação de serviços é o contrato em que uma das partes (prestador) se obriga para com a outra (tomador) a fornecer-lhe a prestação de uma atividade.No segundo caso (empreitada) o empreiteiro assume os gastos globais da obra contratada. que admitirem trabalhadores como empregados. estiverem sob a direção. as instituições de beneficência. que.  Art. A prestação de serviço.  Art.  Art.  Devem ser excluídas as relações de emprego e outros serviços regulados por legislação específica.  Art. controle ou administração de outra. pelo código do consumidor ou outras leis especiais. se. não sendo atividade vinculada ao código civil. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO  A prestação de serviços é entendida como a realização de trabalho oferecido ou contratado por terceiros (comunidade ou empresa). Toda a espécie de serviço ou trabalho lícito. no contrato individual de trabalho pressupõe-se a continuidade. não houver de ser adiantada. § 1º Equiparam-se ao empregador.  Quando a prestação de serviço for oferecida como curso ou projeto de extensão. material ou imaterial. para os direitos exclusivos da relação de emprego. ela é registrada como tal (cursos e projetos).  Segundo Caio Mário da Silva Pereira. 2º Considera-se empregador a empresa individual ou coletiva. os profissionais liberais. ou costumes. o instrumento poderá ser assinado a rogo e subscrito por duas testemunhas. incluindo assessorias. A retribuição pagar-se-á depois de prestado o serviço. quando qualquer das partes não souber ler. mediante remuneração. as associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos. inseparabilidade (produzido e utilizado ao mesmo tempo) e não resulta na posse de um bem. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. 593.  É toda espécie de atividade ou trabalho lícito. tendo. 594).  A prestação de serviços se caracteriza pela intangibilidade. 597. contratada mediante retribuição (CC.  Deixados de fora os serviços regulados pela legislação trabalhista. a dependência econômica e a subordinação. art. constituindo grupo industrial.  Quanto ao vínculo empregatício. cada uma delas. Não se tendo estipulado. fixar-se-á por arbitramento a retribuição. reger-se-á pelas disposições deste Capítulo.  São regulados por legislação própria. pode ser contratada mediante retribuição. 595.  Art. § 2º Sempre que uma ou mais empresas. admite. os serviços de natureza trabalhista. assumindo os riscos de atividade econômica. material ou imaterial. segundo o costume do lugar. consultorias e cooperação interinstitucional. comercial ou de qualquer outra atividade . nem escrever. por convenção. que não estiver sujeita às leis trabalhistas ou à lei especial. nem chegado a acordo as partes. embora. 596. sendo a remuneração total fechada previamente. No contrato de prestação de serviço.

ou concluída a obra. mediante aviso prévio. f) pela impossibilidade da continuação do contrato.  Para os contratos firmados com prazo determinado. qualquer das partes unilateralmente. para os efeitos da relação de emprego. e) por inadimplemento de qualquer das partes. b) pelo escoamento do prazo. II . dar-se-á o aviso: I . pode rescindir o contrato. III . não se pode ausentar. deixou de servir. ou.  O prestador de serviço contratado por tempo certo. Resolução do contrato de prestação de serviços: a) com a morte de qualquer das partes.  Quando não há prazo fixo. d) pela rescisão do contrato mediante aviso prévio. b) oneroso. . parágrafo único. ou por obra determinada. ou mais. (Artigos 598 a 600 do CC). Parágrafo único. independente de qualquer fato ou materialidade subseqüente. 3º Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador. ou despedir. se o salário se tiver ajustado por semana.com antecedência de 8 (oito) dias. motivada por força maior. sob a dependência deste e mediante salário. quando se tenha contratado por menos de 7 (sete) dias.  No contrato de prestação de serviços regulado pelo Código Civil a remuneração é paga por quem contrata o serviço (normalmente o tomador).com antecipação de 4 (quatro) dias. pois se aperfeiçoa com o simples acordo de vontade das partes.de véspera. solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. este não poderá ser superior a quatro anos. c) pela conclusão da obra. ou quinzena. Artigo 599. CLT Art.  Não se conta no prazo do contrato o tempo em que o prestador de serviço. c) consensual.  Não sendo o prestador de serviço contratado para certo e determinado trabalho. técnico e manual. por culpa sua. Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador. se o salário se houver fixado por tempo de 1 (um) mês. considerando que há benefício recíproco para as partes. nem entre o trabalho intelectual. sem justa causa. entender-se-á que se obrigou a todo e qualquer serviço compatível com as suas forças e condições. serão. Características do contrato de prestação de serviços a) é bilateral.econômica. pois gera obrigação para ambos os contratantes. antes de preenchido o tempo.  Artigo 601 e ss do CC.  O prazo de contratação dos serviços não pode ser demasiadamente longo.

e por metade a que lhe tocaria de então ao termo legal do contrato. terá direito à retribuição vencida. previstos” O vasto campo de abrangência dos seguros na sociedade e a constante evolução das necessidades sociais.  por inadimplemento de qualquer das partes  ou pela impossibilidade da continuação do contrato.  O prestador de serviço que for despedido sem justa causa. a indenizá-la. ou se tiver havido motivo justo para deixar o serviço. mesmo sendo integrado por espécies diferentes. nem aquele a quem os serviços são prestados. acidente do trabalho. etc). poderá transferir a outrem o direito aos serviços ajustados. CONTRATO DE SEGURO  Para Caio Mário da Silva Pereira “é o contrato por via do qual uma das partes (segurador) se obriga para com a outra (segurado).  pela rescisão do contrato mediante aviso prévio. mas responderá por perdas e danos. ou a terceiros.  Os segurados são implicitamente solidários.  É o contrato que divide entre várias pessoas o prejuízo imposto a alguém pelo acaso. dar substituto que os preste. não poderá quem os prestou cobrar a retribuição normalmente correspondente ao trabalho executado. de prejuízos resultantes de riscos futuros. fez com que o legislador deixasse para a legislação extravagante a disciplina das diversas subespécies de seguro. se despedido sem justa causa. o juiz atribuirá a quem o prestou uma compensação razoável. quando a proibição da prestação de serviço resultar de lei de ordem pública. O mesmo dar-se-á. de forma geral. Capacidade  Se o trabalho for prestado por quem não possua título de habilitação. ou não satisfaça requisitos outros estabelecidos em lei. nem o prestador de serviços. motivada por força maior.  findo o contrato. Mas se deste resultar benefício para a outra parte. pois cada um contribui para indenizar quem sofrer um acidente. salário maternidade. Igual direito lhe cabe. desde que tenha agido com boa-fé. Encerramento  O contrato de prestação de serviço acaba com a morte de qualquer das partes.  pela conclusão da obra.  Algumas pessoas pagam e apenas aquelas que sofrerem perdas. sem aprazimento da outra parte. seguro desemprego. tendo um sistema unitário.  Na relação obrigacional. a depender do destino (=álea). Não se aplica a segunda parte deste artigo. mediante o recebimento de um prêmio. O Código o disciplinou.  Se se despedir sem justa causa. receberão indenização. Há duas espécies de seguro tratadas no Código Civil  Seguro de dano  Seguro de Pessoa Seguro de Dano .  pelo escoamento do prazo.  O contrato de seguro interessa também ao Direito Comercial (ex: seguro marítimo) e ao Direito Previdenciário (ex: seguros sociais. o prestador de serviço tem direito a exigir da outra parte a declaração de que o contrato está findo. a outra parte será obrigada a pagar-lhe por inteiro a retribuição vencida. se for despedido sem justa causa.

é contrato bilateral: o segurado tem a obrigação de pagar o prêmio à seguradora pelo risco por ela assumido (763). ex: o carro dorme em garagem ou na rua? Quem guia mais o carro é um jovem ou um adulto?)  A lei pune com a perda da indenização o segurado que viola a boa-fé.é contrato aleatório: a obrigação do segurado é certa. contra incêndio. assume o risco e paga a indenização se ocorrer o sinistro. Seguro de Pessoa Subdivide-se em:  seguro de saúde  seguro de vida  Pode ser feito seguro de pessoa em mais de uma seguradora (789). e tem a obrigação de pagar a indenização se o sinistro ocorrer (776.é duradouro: o seguro pode durar dias. a lhe pagar uma indenização se ocorrer um sinistro previsto no contrato ao patrimônio do segurado (757/CC).  A seguradora recebe o prêmio. . é o risco. Características:  .  O seguro de dano protege o patrimônio do segurado. roubo.  Só pode ser seguradora pessoa jurídica devidamente autorizada (§ único do 757/CC).  No seguro de vida (não tem preço).  .  .  Não se admite segurar um bem em mais de uma seguradora (782). 784 e § único). afinal seguro não existe para enriquecer. após sua morte ou invalidez permanente (792 e § único). O consumidor é o “proponente” e a seguradora pode recusá-lo porque aumenta a potencialidade do risco.  O que se permite nos seguros de alto valor é que várias seguradoras dividam seus riscos (co-seguro do 761). 760.  O seguro de vida consiste no pagamento pela seguradora de um capital a um beneficiário do segurado.  A seguradora não pode dispensar o prêmio de um dos segurados. surgindo para a seguradora a obrigação de indenizar. tem também o dever de não agravar o risco (768.). acidente. mas admite-se seguro pelo consenso.  Se o sinistro ocorrido não estiver expressamente previsto no contrato não há indenização. onerando o custo do seguro para os bons consumidores (por isso a proposta pode ser recusada). etc. surgindo o consenso com o “aceite” do consumidor.  Qualquer bem pode subitamente sofrer um dano e perecer. meses e anos.772).é solene: prova-se por escrito mediante apólice com os detalhes do art.  O segurado não pode mentir e nem omitir nenhuma informação relevante à seguradora (765. mesmo que o bem segurado tenha sido vistoriado pela seguradora (766.  Quando o risco se materializa nós temos o sinistro. já a da seguradora é eventual. Se durante a vigência do contrato não ocorrer sinistro algum.  O seguro de saúde garante as condições médico-hospitalares em caso de enfermidades.  Quando a seguradora paga o prejuízo do segurado.é contrato de adesão: suas cláusulas previamente estabelecidas pelo Governo (Susep) e pela seguradora.  No seguro de saúde as indenizações serão divididas entre as seguradoras que o cliente tiver porque o objeto da indenização é a despesa comprovada.  . porém o sinistro é potencial. É o contrato pelo qual uma empresa especializada obriga-se para com uma pessoa física ou jurídica. não se podendo segurar uma coisa por mais do que ela valha (778). e terá direito à indenização se ocorrer o sinistro. abalroamento. terá ação regressiva contra o causador do dano (786/CC) Valor máximo da indenização  O seguro de dano tem por limite o valor da coisa.  O princípio da boa fé é aplicável a todos os contratos. apenas para evitar uma perda.  . A seguradora tem interesse na conservação do bem do segurado (771).  A seguradora visa ao lucro no seu negócio. mediante prêmio por esta devida. mas o segurado não (781). a seguradora nada irá desembolsar. mas é exigido com mais rigor nos contratos de seguro. qualquer que seja o bem de pessoa física ou jurídica. todas as apólices serão indenizadas. antes da apólice (ex: se transmite à seguradora o fax da nota fiscal do carro 0 km adquirido numa loja.  O segurado paga uma remuneração = prêmio. porém o prêmio não será devolvido (764).

768).  O segurado paga um prêmio à seguradora que assume o risco da sua morte (796).  Seguro de pessoas em grupo está previsto no art.  O segurado não pode agravar o risco de morrer (ex: pular de pára-quedas. 798. a seguradora pagará o capital ao beneficiário só após o prazo de carência do art. por isso um estranho pode ser beneficiário. O beneficiário pode ser indicado e substituído a qualquer tempo pelo segurado. mesmo sem ser parente (794).  Igualmente a seguradora não cobre acidente provocado intencionalmente pelo próprio segurado (762). pois não integra o patrimônio do segurado. .  O capital pago pela seguradora não é herança. 801 do CC e é usado por empresas para garantir saúde a seus funcionários.  Se o segurado se suicida.

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