FACULDADES DA TERRA DE BRASÍLIA

AGRONOMIA / ZOOTECNIA

AGROMETEOROLOGIA

PROFESSOR: RICARDO MENDES - 2º SEMESTRE DE 2009

UNIDADE/ CONTÉUDO 1. Introdução e importância dos fatores climáticos e meteorológicos 1.1 . Definição de tempo e clima / meteorologia e climatologia 1.2 . Agroclimatologia: Definição, objetos e sua relação com outras ciências. 1.3 . Elementos e fatores climáticos 1.4 . Escala espacial dos atmosféricos 2. Atmosfera terrestre 2.1. Importância 2.2. Composição atmosférica 2.3. Estrutura vertical da atmosfera 2.4. Controle atmosférico como ferramenta agrícola 3. Radiação solar 3.1. Espectros solares e sua significação biológica 3.2. Balanço e distribuição geográfica da radiação solar 3.3. Efeito da radiação no crescimento vegetal (fotoperíodo) 4. Temperatura 4.1. Temperatura do ar, termoperiodismo, vernalização e unidades térmicas 4.2. Temperatura do solo e plantas cultivadas 5. Umidade do ar 5.1. Características físicas 5.2. Cálculo da umidade relativa 6. Ventos 6.1. Correntes de ventos fenômenos

6.2. Formação de massas de ar (altas e baixas pressões) 6.3. Classificação de ventos 6.4. Equipamentos e instrumentos de medição do vento 7. Chuvas 7.1. Classificação de nuvens e chuvas 7.2. Formação atmosférica diferenciada 7.3. Conseqüências para a agricultura 7.4. Medição e elaboração pluviométricos 8. Evapotranspiração de mapas

8.1. Definições e tipos de evapotranspiração 8.2. Determinação da evapotranspiração (métodos diretos e indiretos) 8.3. Coeficiente de cultura (Kc) 8.4. Aplicações agronômicas Evapotranspiração 9. Balanço Hídrico Climatológico da

9.1. Definições dos fatores que determinam o BHC 9.2. Determinação do BHC 9.3. Aplicações do BHC 10. Interações agrometeorológicas na agricultura e Zoneamento Agroclimático 11. Glossário Meteorológico 12. Estudo Dirigido 13. Trabalhos Extra-Classe 14. Referências Bibliográficas

1

METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA AGRÍCOLA
INTRODUÇÃO: TEMPO X CLIMA
TEMPO METEOROLÓGICO = ESTADO “INSTANTÂNEO” DA ATMOSFERA VARIAÇÃO GEOGRÁFICA VARIAÇÃO TEMPORAL EXPERIÊNCIA DIÁRIA INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO DIÁRIA CLIMA = GENERALIZAÇÃO OU INTEGRAÇÃO DAS CONDIÇÕES DO TEMPO PARA UM CERTO PERÍODO CRONOLÓGICO, EM UMA DETERMINADA ÁREA. TAMBÉM DEFINIDO COMO A SUCESSÃO HABITUAL DE TEMPOS ATMOSFÉRICOS OU A SÍNTESE DO TEMPO ATMOSFÉRICO NUM DADO LUGAR, DURANTE UM PERÍODO DE APROXIMADAMENTE 30 A 35 ANOS. VARIAÇÃO GEOGRÁFICA (MACROESCALA) VARIAÇÃO TEMPORAL SÉRIES HISTÓRICAS DE DADOS INTERPOLAÇÃO DE DADOS SOBRE A CURVA DA CONFIGURAÇÃO MÉDIA – CLIMA - SOBREPÕEM-SE AS VARIAÇÕES INSTANTÂNEAS – TEMPO. METEOROLOGIA = CIÊNCIA ATMOSFÉRICA (SENTIDO AMPLO) FÍSICA, QUÍMICA, DINÂMICA ATMOSFÉRICA EFEITOS DINÂMICOS SOBRE A SUPERFICIE DA TERRA OU DA ÁGUA CONSIDERA A BIOSFERA ENTENDIMENTO, PREVISÃO E CONTROLE DOS FENÔMENOS ATM. COMPLEXIDADE INTRÍNSECA

Meteorologia – Ciência Atmosférica
CLIMATOLOGIA = ESTUDO CIENTÍFICO DO CLIMA APLICAÇÕES PRÁTICAS MESMOS DADOS BÁSICOS DA METEOROLOGIA RESULTADOS LARGAMENTE UTILIZADOS (PREVISÃO DO TEMPO, AGRICULTURA, INDÚSTRIA, TRANSPORTES, BIOLOGIA, MEDICINA) CIÊNCIA APLICADA VISA O BENEFICIO HUMANO MÉTODOS METEOROLÓGICOS X RESULTADOS GEOGRÁFICOS

2

Tipos Climáticos Brasileiros AGROCLIMATOLOGIA / AGROMETEOROLOGIA RAMO DA CLIMATOLOGIA LIGADO ÀS PRÁTICAS AGRÁRIAS PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE RISCOS OPORTUNIDADES MELHORAMENTO IRRIGAÇÃO ZONEAMENTO AGROCLIMÁTICO Agrometeorologia e interdisciplinaridade 3 .

e estrago na colheita. etc. c. O meteorologista pode atuar em diversas áreas. Previsão do tempo e clima: em institutos de pesquisas que fornecem previsões para a sociedade através dos meios de comunicação. Isto significa que ela se relaciona com outras ciências por causa de suas aplicações em: agricultura (Agrometeorologia). b. previsão de relâmpagos. A posssibilidade de se estudar os impactos ambientais da atmosfera e suas relações com a atividade humana são aspectos interessantes da Ciência Atmosférica. entre outras podemos citar: a. A compreensão do tempo era importante naquela época por causa da agricultura e das atividades de navegação. Educação: Existe grande número de cursos de graduação em Meteorologia no país que necessitam de conhecimento especializado de um profissional da área 4 . previsão de eventos extremos como furacões e tornados. Os gregos da antiguidade observavam as nuvens.METEOROLOGIA Meteorologia é a ciência que estuda a atmosfera terrestre e seus fenômenos. também é conhecida como Ciências Atmosféricas. biologia (Biometeorologia). Mas a Meteorologia não faz só isso. Pesquisas atmosféricas em laboratórios. Por exemplo. a seca resulta na falta de água. ilhas de calor urbana (Meteorologia Urbana). interação ar-mar (interações com a Oceanografia). meteoron (alto no céu) e logia (conhecimento). clima (Climatologia). ela é conhecida como sendo uma ciência interdisciplinar. O tempo pode nos afetar de diversas maneiras. para o setor agrícola. hidrologia (Hidrometeorologia). A palavra Meteorologia vem do grego. institutos de pesquisa com problemas relacionados com aquecimento global. os ventos e a chuva e tentavam entender como eles estavam conectados. As relações da sociedade atual com o meio ambiente se tornaram muito mais complexas e por isso podemos ser mais seriamente afetados com as mudanças que ocorrem na atmosfera. Para entender como ocorrem as mudanças na atmosfera e como elas afetam o tempo e o clima de uma região. entre outras. com química atmosférica que estuda processos relacionados com poluição atmosférica. etc. aumento do potencial de incêndios. existe uma importante área da Meteorologia que se dedica ao estudo e previsão do tempo. universidades. aviação.

Por que se cultiva uma cultura numa região e em outra não? 2. é o ramo da Meteorologia que estuda a influência das condições meteorológicas nas atividades agropecuárias. Interage com as mais diversas áreas de conhecimento das Ciências Agrárias e isso faz dela uma disciplina extremamente importante na formação do Engenheiro Agrônomo / Zootecnista. Por que a irrigação é necessária em algumas regiões e em outras não ? 7. Por que a época de semeadura das culturas anuais varia entre regiões para uma mesma safra ? 4. Por que as doenças de plantas ocorrem mais em alguns anos do que em outros ? 5 . safra da seca ou safrinha e safra de inverno? 3. OFERECE RESPOSTAS ÀS SEGUINTES QUESTÕES: 1.METEOROLOGIA AGRÍCOLA A Meteorologia Agrícola. Por que as culturas anuais e perenes tem seus rendimentos variáveis entre regiões e anos de produção ? 5. Por que as safras ou épocas de semeadura são denominadas de safra das águas. Por que não se cultiva maçãs na BA e nem café no RS ? 6. também conhecida como Agrometeorologia.

: FATORES CÓSMICOS (MANCHAS SOLARES. etc. UMIDADE. VULCANISMO. 6 . Tomadas de Decisão Possibilita decidir sobre a viabilidade ou necessidade de realização de uma prática agrícola.Zoneamento Agroclimático Delimita as áreas aptas ao cultivo de determinada cultura. VENTO. FATORES: CIRCUNSTÂNCIAS CAPAZES DE INFLUENCIAR OS ELEMENTOS CLIMÁTICOS EX. ATIVIDADE ANTRÓPICA. levando-se em conta as exigências térmicas.: TEMPERATURA. ÓRBITA TERRESTRE). NEBULOSIDADE. hídricas e fotoperiódicas. CHUVA. A isso chamamos de Agrometeorologia Operacional. ELEMENTOS X FATORES CLIMÁTICOS ELEMENTOS: CONFEREM PROPRIEDADES E PECULIARIDADES AO MEIO ATMOSFERICO EX. em função das condições meteorológicas ou hídricas atuais do solo e da previsão do tempo para os próximos dias. PRESSÁO ATM. etc.

ao meio dia no hemisfério sul o Sol está exatamente sobre as nossas cabeças (no verão) ou um pouco inclinado para o norte (no inverno). enquanto nas altas altitudes o ar é mais rarefeito e possui menor capacidade de armazenar calor. mais frio será e quanto menor a altitude. mas ele está sempre inclinado e.0º). mais frio será. parece o Sol do início da manhã. entre outros motivos. enxerga o Sol 24 horas por dia. Por exemplo. mais quente será. Os raios solares sobre a Terra atingem a superfície de forma desigual. entre os trópicos de Câncer e Capricórnio. nas baixas altitudes o ar é mais concentrado (maior densidade) e por isso tem maior capacidade de acumular calor. Isto ocorre. porque os raios solares chegam com certo comprimento de onda e ao refletirem de volta para o espaço mudam este comprimento. mesmo ao meio dia. Junto ao equador os raios solares são mais concentrados porque atingem uma área menor e nas grandes latitudes são dispersos pois atingem uma área bem maior. 7 .90º norte ou sul). Quem está muito próximo dos pólos. Além disso. No inverno não se vê o Sol. E quanto menor a latitude (mais perto do equador . Latitudes terrestres 2) Altitude Quanto maior a altitude. mais quente. isto é. A altitude é tão importante para a determinação da temperatura que mesmo em áreas de baixa latitude podemos encontrar montanhas com neve eterna. o Sol atinge a superfície de forma perpendicular ou pouco inclinado. no verão.Os fatores climáticos que se destacam na formação do clima são: 1) Latitude Quanto maior a latitude (mais perto dos pólos .

Ao atingirem a superfície. menor será o calor acumulado. a cidade é muito mais escura e reflete apenas de 14 a 18% (absorve 86 a 82% da energia solar). as florestas refletem de 3 a 10% e a água reflete de 2 a 4%. Quanto maior a reflexão. os raios solares encontram diferentes materiais como o gelo ou o asfalto. 8 .Altitude 3) Albedo O albedo é definido como o índice de reflexão dos raios solares. o gelo é muito claro e por isso reflete a maior parte da energia solar (albedo de 50 a 70% e absorve 50 a 30%). Conseqüentemente a cidade é muito mais quente que as superfícies brancas. Por sua vez.

TOPO-ESCALA Refere-se aos fenômenos em escala local. etc). Esses fatores são denominados de “topoclimáticos” e são de grande importância no planejamento agrícola. correntes oceânicas. Cada tipo de vegetação ou estrutura gera um microclima diferenciado. MICRO-ESCALA É aquela que condiciona as condições meteorológicas (microclima) em uma pequena escala. cultivo protegido. Culturas anuais semeadas no sistema convencional tem um microclima diferente daquelas cultivadas no sistema de plantio direto. Esses fatores são denominados “macroclimáticos”. atuação de massas de ar e frentes. devido aos fatores geográficos. que caracteriza o macro-clima de grandes áreas. devido às condições do relevo local: exposição e configuração do terreno. ou seja. especialment e reduzindo a radiação solar e aumentando a temperatura diurna.Escala espacial dos fenômenos atmosféricos MACRO-ESCALA Trata dos fenômenos em escala regional ou geográfica. oceanalidade/continentalidade. pela cobertura do terreno ou pela adoção de alguma prática de manejo (irrigação. A presença de mato nas entrelinhas e o adensamento das culturas perenes também interferem no microclima. O uso de ambientes protegidos (coberturas plásticas) altera o microclima. em que a topografia condiciona o topo-clima. altitude. adensamento de plantio. 9 . O macroclima é o primeiro a ser considerado no zoneamento agroclimático. como a latitude.

10

ATMOSFERA TERRESTRE
CAMADA GASOSA QUE ENVOLVE A TERRA, PELA AÇÃO DA GRAVIDADE. CONSTITUI-SE DE UMA MISTURA MECÂNICA DE GASES (PRINCIPALMENTE NITROGÊNIO E OXIGÊNIO), PARTÍCULAS SÓLIDAS E MASSAS LÍQUIDAS, CONFERINDO-LHE CARACTERÍSTICAS PECULIARES.

IMPORTÂNCIA DA ATMOSFERA AMBIENTE PROPÍCIO À VIDA FLUXO DE ENERGIA FLUXO HÍDRICO PROTEÇÃO CONTRA EFEITOS DANOSOS AO PLANETA o RADIAÇÃO o TEMPERATURA o IMPEDE A PERDA DE GASES ESSENCIAIS o BARREIRA MECÂNICA EQUILÍBRIO CLIMÁTICO DO GLOBO FENÔMENOS METEOROLÓGICOS INTERFACE SOLO-ATMOSFERA ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA À ATIVIDADE AGRÁRIA

COMPOSIÇÃO ATMOSFÉRICA TABELA 1 – Composição “não-variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE NITROGÊNIO – N2 OXIGÊNIO – O2 ARGÔNIO – Ar NEÔNIO – Ne HÉLIO – He METANO – CH4 CRIPTÔNIO – Kr HIDROGÊNIO – H XENÔNIO – Xe % POR VOLUME 78,084 20,948 0,934 1,818 x 10-3 5,24 x 10-4 2 x 10-4 1,14 x 10-4 0,5 x 10 –4 0,087 x 10-4

TABELA 2 – Composição “variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE % POR VOLUME VAPOR D’ÁGUA – H2O 0a7 DIÓXIDO DE CARBONO – CO2 0,033 OZÔNIO – O3 0 a 0,01 DIÓXIDO DE ENXOFRE – SO2 0 a 0,0001 DIÓXIDO DE NITROGÊNIO – NO2 0 a 0,000002 11

CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS
AEROSÓIS PARTÍCULAS MATERIAIS NÃO FORMADAS POR ÁGUA OU GELO, DE TAMANHO MICROSCÓPICO OU NÃO, QUE FUNCIONAM COMO IMPORTANTES NÚCLEOS DE CONDENSAÇÃO E DE CRISTALIZAÇÃO, ABSORVEDORES E ESPALHADORES DE RADIAÇÃO E COMO PARTICIPANTES DE VÁRIOS CICLOS QUÍMICOS. EX.: POEIRA, FUMAÇA, MATÉRIA ORGÂNICA, SAL MARINHO, etc. VAPOR D’ÁGUA MATÉRIA PRIMA NA FORMAÇÃO DE NUVENS VEÍCULOS PARA O TRANSPORTE DE CALOR IMPORTANTE NO TEMPO METEOROLÓGICO TERMORREGULADOR (“EFEITO ESTUFA”)

DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) TERMORREGULADOR SUBPRODUTO FISIOLÓGICO (RESPIRAÇÃO) SUBPRODUTO TECNOLÓGICO AQUECIMENTO GLOBAL

OZÔNIO (O3) PRESENTE EM QUANTIDADES PEQUENAS SUBPRODUTO INDUSTRIAL POLUENTE EM BAIXAS CAMADAS (SUPERFÍCIE) PROTEÇÃO CONTRA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA (15 A 50 Km de altitude – “Camada de ozônio”) AQUECIMENTO DA ALTA ATMOSFERA DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO o CLOROFLUORCARBONOS

ESTRUTURA VERTICAL DA ATMOSFERA
A ATMOSFERA POSSUI ESTRUTURA VERTICAL VARIÁVEL QUANTO À: COMPOSIÇÃO,TEMPERATURA, UMIDADE, PRESSÃO, MOVIMENTOS E FENOMENOLOGIA

CAMADAS ATMOSFÉRICAS : TROPOSFERA – tropopausa – ESTRATOSFERA – estratopausa – MESOSFERA – mesopausa – TERMOSFERA.

12

80 km DE ALTITUDE TEMPERATURA DIMINUI COM A ALTITUDE (3. É ISOTÉRMICA (-50 a –55ºC). ESTRATOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX.5º C / km) AQUECIDA PELA ABSORÇÃO DE ONDAS LONGAS EMITIDA PELA SUPERFICIE CONTÉM 75% DA MASSA TOTAL E PRATICAMENTE TODO VAPOR D’ÁGUA TROPOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A TROPOSFERA E A ESTRATOSFERA.” 13 . O QUE PERMITE REFLETIR EFICIENTEMENTE ONDAS DE RÁDIO.000 km DE ALTITUDE) IONOSFERA (PRIMEIROS 50 km DE TERMOSFERA) o GRANDE QUANTIDADE DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS IONIZADAS E ELÉTRONS LIVRES. É ISOTÉRMICA (~0ºC). OU QUE INTERFIRAM NO CONFORTO DA VIDA OU NO USO DAS PROPRIEDADES. É ISOTÉRMICA (~0ºC).TROPOSFERA CONTATO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE ALTITUDE APROXIMADA: 15-18 km (EQUADOR) e 6-8 km (PÓLOS) ESPESSURA VARIÁVEL (ESTAÇÕES DO ANO) FENÔMENOS METEOROLÓGICOS MAIS IMPORTANTES MOVIMENTOS ATMOSFÉRICOS INTENSOS TEMPERATURA CAI COM A ALTITUDE (6. À VIDA ANIMAL OU ÀS PROPRIEDADES. ESPESSURA: 3 – 5 km. ÀS PLANTAS. TERMOSFERA A PARTIR DE 90 km DE ALTITUDE LIMITE SUPERIOR: “TOPO DA ATMOSFERA” (1. MESOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX. EM QUANTIDADE E DURAÇÃO TAIS QUE SEJAM OU TENDAM A SER PREJUDICIAIS AO SER HUMANO.5 ºC / km) TEMPERATURA MAIS BAIXA DE TODA ATMOSFERA (-90ºC) PRESENÇA DE ÍONS E PARTÍCULAS LIVRES MESOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A MESOSFERA E A TERMOSFERA. ESPESSURA: 3 km. POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA “PRESENÇA NA ATMOSFERA DE UM OU MAIS CONTAMINANTES. ESPESSURA: ~10 km. PELA AÇÃO FOTOQUÍMICA DA RADIAÇÃO SOLAR. 50 km DE ALTITUDE TEMPERATURA AUMENTA COM A ALTITUDE (OZÔNIO) FRIO POR BAIXO / QUENTE POR CIMA = SEM MOVIMENTOS VERTICAIS ESTRATOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A ESTRATOSFERA E A MESOSFERA.

14 .

EM QUAL CAMADA A SONDA SE ENCONTRA? 15 .0 A SONDA ENCONTRA-SE INICIALMENTE EM EQUILIBRIO TÉRMICO COM O AMBIENTE. COM O OBJETIVO DE COLETAR A RESPEITO DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS ATÉ A ALTITUDE DE 120 km. PARA A COMPOSIÇÃO DE MAPAS CLIMÁTICOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO. CONSIDERANDO OS DADOS FORNECIDOS. A UMA TEMPERATURA DE 25° C.0 -3.5 +3.5 +5.0 +2. A QUE TEMPERATURA A SONDA SE ENCONTRA EM SEU DESTINO FINAL? 2.0 -3.UNIDADE 2 – ATMOSFERA TERRESTRE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO UMA SONDA METEOROLÓGICA FOI LANÇADA A PARTIR DA SUPERFÍCIE TERRESTRE (SOLO). RESPONDA 1.0 +10. DADOS CAMADA ATMOSFÉRICA TROPOSFERA TROPOPAUSA ESTRATOSFERA ESTRATOPAUSA MESOSFERA MESOPAUSA TERMOSFERA LIMITE SUPERIOR (km) 15 18 50 55 80 90 1000 ESPESSURA 15 3 32 5 25 10 ~ 910 AMPLITUDE TÉRMICA (° C /km) -6. RESPONDA AS QUESTÕES PEDIDAS.

Isto significa que a altura do Sol. O Hemisfério Sul se inclina para longe do Sol durante o nosso inverno e em direção ao Sol durante o nosso verão. o ângulo de elevação do Sol acima do horizonte.Relações entre o Sol e a Terra As estações são causadas pela inclinação do eixo de rotação da Terra em relação à perpendicular ao plano definido pela órbita da Terra (plano da eclíptica). meio dia) varia no decorrer do ano. Figura 2 . A posição mais próxima ao Sol. A translação se refere ao movimento da Terra em sua órbita elíptica em torno do Sol. As variações na radiação solar recebida devidas à variação da distância são pequenas.Posições relativas do sol 16 . para uma dada hora do dia (por exemplo. o afélio (152 x 106 km).MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES A Terra tem dois movimentos principais: rotação e translação. A rotação em torno de seu eixo é responsável pelo ciclo dia-noite. em aproximadamente 4 de julho. Esta inclinação faz com que a orientação da Terra em relação ao Sol mude continuamente enquanto a Terra gira em torno do Sol. o periélio (147x 106 km). Figura 1 . é atingido aproximadamente em 3 de janeiro e o ponto mais distante.

os dias mais curtos e há menos radiação solar. 17 . mais espalhada e menos intensa a radiação. quando os raios solares atingem a Terra verticalmente. No hemisfério de inverno as alturas do Sol são menores. Segundo.Variação da altura do Sol com a latitude. os raios que atingem a Terra percorrem distância maior na atmosfera. o percurso dos raios solares através da atmosfera cresce (Fig. A altura do Sol influencia a intensidade de radiação solar de duas maneiras. Se a altura do sol decresce.No hemisfério de verão as alturas do Sol são maiores. eles são mais concentrados. Fig. A quantidade total de radiação solar recebida depende não apenas da duração do dia como também da altura do Sol. a altura do sol influencia a interação da radiação solar com atmosfera. 2) e a radiação solar sofre maior absorção. Como a Terra é curva. 3. a altura do Sol varia com a latitude. os dias mais longos e há mais radiação solar. Quando menor a altura solar. Primeiro. Se a altura do Sol é pequena. o que reduz sua intensidade na superfície. reflexão ou espalhamento.

MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO E FORMAÇÃO DAS ESTAÇÕES DO ANO DECLINAÇÃO SOLAR (LATITUDE NA QUAL O SOL ESTÁ “PASSANDO”) 18 .

4). Este é o solstício de verão para o Hemisfério Sul (HS). 4. Este é o solstício de inverno para o HS. Nestas datas os raios verticais do Sol atingem o equador (latitude = 0°). Em 21 ou 22/6 eles incidem verticalmente em 23°27’N (Trópico de Câncer).Características dos solstícios e equinócios Relação da Posição do Sol e as Estações Terrestres DATA 22 DEZ EVENTO Solstício Verão de ESTAÇÃO VERÃO POSIÇÃO DO SOL 90º Trópico de Capricórnio 90º Equador 90º Trópico de Câncer 90º Equador FOTOPERÍODO > 12 h 21 MAR 22 JUN 23 SET Equinócio de Outono Solstício de Inverno Equinócio de Primavera OUTONO INVERNO PRIMAVERA = 12 h < 12 h = 12 h 19 . No HS o equinócio de primavera ocorre em 22 ou 23 de setembro e o equinócio de outono em 21 ou 22 de março (Fig. No dia 21 ou 22/12 os raios solares incidem verticalmente (h=90°) em 23°27’S (Trópico de Capricórnio).Há 4 dias com especial significado na variação anual dos raios solares em relação à Terra. A meio caminho entre os solstícios ocorrem os equinócios (dias e noites de igual duração). Fig.

SOLSTÍCIOS 20 .

EQUINÓCIOS Além da variação temporal. REGIÃO EQUATORIAL (N ≈ 12 h e Qo entre 33 e 38 MJm-2d-1) LATITUDE DE 30o (N entre 10 e 14 h e Qo entre 18 e 44 MJm-2d-1) REGIÃO POLAR (N entre 0 e 24 h e Qo entre 0 e 48 MJm-2d-1) 21 . Quanto mais se afasta do Equador maior a variação estacional da irradiância solar e do fotoperíodo ao longo do ano. o movimento aparente do Sol em relação à superfície da Terra origina também uma variação espacial tanto da disponibilidade de radiação solar (Qo) como do fotoperíodo (N). sendo esses os fatores mais importantes na formação do clima da Terra.

antes de tudo. h) Quantidade de evaporação.cefetsc. Os primeiros são mais precisos. Por exemplo. c) Pressão atmosférica. Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. d) Umidade. facilidade de manejo e solidez de construção. precisão. f) Altura da base das nuvens. as observações se chamam observações instrumentais. podemos observar a quantidade de nuvens presente no céu ou determinar a direção do vento pelo movimento das folha. Os segundos se referem a instrumentos nos quais o movimento das partes móveis se amplia por alavancas. e) Velocidade e direção do vento. g) Quantidade de chuva.edu. Estas bandas estão graduadas para poder determinar a hora exata de cada ponto da curva registrada. Por exemplo. A medida de certos elementos meteorológicos depende da instalação dos instrumentos. os instrumentos meteorológicos podem se dividir em duas categorias fundamentais: instrumentos de leitura direta e aparelhos registradores. Porém. mas não pode saber o valor exato da mesma. porém cada medida necessita de uma leitura. Os instrumentos meteorológicos para fins científicos devem cumprir os seguintes requisitos: regularidade no funcionamento. i) Radiação solar. de dados meteorológicos precisos. nossos sentidos não bastam e temos que recorrer aos instrumentos. Os elementos que se medem com ajuda dos instrumentos são: a) Duração da insolação ou brilho solar. Nossos sentidos e principalmente a vista e o tato nos permitem estimar um grande número de observações. para o qual é necessário consultar um instrumento. uma pessoa pode determinar se a pressão atmosférica está subindo ou descendo. que atuam sobre uma pena que escreve sobre um rolo de papel. b) Temperatura do ar.br) 22 . Estas observações se denominam observações sensoriais. É necessário evitar toda influência de árvores ou edifícios. Neste caso.Instrumentação meteorológica* A importância dos instrumentos Todo estudo científico da atmosfera supõe dispor. De acordo com o modo de realizar a leitura. da água e do solo.

por sua característica de funcionamento pode ser colocada em qualquer lugar que possa fornecer energia elétrica ou em alguns casos pode funcionar com baterias.Evaporação .Umidade relativa .Precipitação .ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS A seguir temos uma lista das estações meteorológicas existentes e dos instrumentos meteorológicos mais comuns: ESTAÇÃO METEOROLÓGICA CONVENCIONAL Estação formada por instrumentos convencionais dos quais são observados por alunos e professores de meteorologia para a obtenção e atualização de dados tais como: . 23 .Temperatura do momento .Temperaturas extremas .Horas de sol ESTAÇÃO METEOROLÓGICA AUTOMÁTICA Estação meteorológica dotada de sensores eletrônicos.

que permitem a livre circulação do ar. Por meio de um programa computacional instalado em um ordenador comum.Termômetro de Mínima . integra todos os dados e entrega informação meteorológica em apresentação de tela de projeção. pressão. etc. Se denomina também Atnómetro e é termo geral para denominar qualquer aparato que serve para medir a evaporação. ABRIGO METEOROLÓGICO É uma casa de madeira ou fibra de vidro.Higrotermógrafo . vento. Os instrumentos que ficam dentro da casa são: . umidade. alcance visual de pista(visibilidade). cujas paredes são dispostas como persianas. As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada.Termômetro de Máxima . PLUVIÓGRAFO 24 .Psicrômetro EVAPORÍMETRO Instrumento para medir a quantidade de água que se evapora na atmosfera durante um intervalo de tempo. precipitação.As estações meteorológicas automáticas integram sensores de temperatura. altura de nuvens até os 1500 metros. cobertura de céu nublado.

que mede a umidade relativa (%) de um modo indireto. um chamado "Termômetro Seco". 25 . e o outro. serve essencialmente para obter a temperatura do ar. chamado "Termômetro Úmido". Mede a quantidade de chuva caída. é formado por dois termômetros idênticos.É um instrumento que registra a quantidade de precipitação caída e indica a intensidade da mesma. PLUVIÔMETRO É um instrumento que mede a quantidade de água caída em um período de tempo determinado (cada 6 horas). em milímetros (mm). PSICRÔMETRO Instrumento utilizado para medir a umidade da atmosfera. As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada.

26 . também a direção (em graus).ANEMÔMETRO Instrumento para medir a velocidade do vento (m/s) para a observação simultânea da direção e velocidade do vento. A unidade usada é (cal. PIRANÔMETRO Instrumento que mede a radiação solar (radiação global) recebida de todo o hemisfério celeste sobre uma superfície horizontal terrestre. HELIÓGRAFO Instrumento registrador que mede unicamente a duração da insolação (horas de brilho solar) em horas e décimos. Mede a velocidade do vento (m/s) e.cm-²). em alguns tipos.

RADIAÇÃO SOLAR SOL – PRINCIPAL FONTE DE ENERGIA PARA A SUPERFÍCIE DA TERRA A energia solar constitui a verdadeira causa de todos os processos físicos e químicos que ocorrem na Terra. devem a sua origem e as suas características à radiação solar. EQUIVALE À MILÉSIMA PARTE DO MILÍMETRO. 2. MICRONS (µM) OU ANGSTROMS (A). pela modelação da crosta terrestre e por todos os fenômenos biológicos. NA PERPENDICULAR COM OS RAIOS SOLARES. RADIAÇÃO SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA. pelas circulações oceânicas. 4. EXPRIME-SE EM CALORIAS (CAL) E O SEU VALOR MÉDIO É DE CERCA DE 2 CAL/CM 2/MN. MÍCRON OU MICROMETRO (µM) . ETC. DURANTE UM MINUTO. METALIZAÇÕES. O COMPRIMENTO DE ONDA É INVERSAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA. 27 . QUANTO MAIS ELEVADA FOR A TEMPERATURA DE UM CORPO MENOR É O SEU COMPRIMENTO DE ONDA. a litosfera e a biosfera. COMPRIMENTO DE ONDA É A DISTÂNCIA ENTRE DUAS CRISTAS CONSECUTIVAS (DISTÂNCIA PERCORRIDA POR UMA VIBRAÇÃO). É USADO PARA DESCREVER OS COMPRIMENTOS DE ONDA DA RADIAÇÃO E NA CONSTRUÇÃO CIVIL. 3. NOMEADAMENTE NA DEFINIÇÃO DE ESPESSURAS DE DIVERSOS MATERIAIS (PINTURAS. designadamente a atmosfera. EXPRIME-SE EM METROS. MILÍMETROS. responsáveis pelas condições meteorológicas. Por isso. Todos os componentes do sistema climático. É UMA UNIDADE DE COMPRIMENTO DEFINIDO COMO UM MILIONÉSIMO DE METRO (OU 1 × 10-6 M).UM MICRÔMETRO OU MÍCRON (µM). SOB A FORMA DE LUZ E CALOR. a hidrosfera. RECEBIDA POR UNIDADE DE UMA SUPERFÍCIE HORIZONTAL. podemos dizer que a radiação solar é o fator meteorológico essencial do ambiente. CONSTANTE SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA SOLAR RECEBIDA NO LIMITE SUPERIOR DA ATMOSFERA PELA SUPERFÍCIE DE 1 CM 2. ISTO É. CONCEITOS LIGADOS À RADIAÇÃO SOLAR 1.).

VARIA DE 0 a 1. TODA A ENERGIA RADIANTE QUE INCIDE SOBRE ELE. a+r+t=1 8. 7. ALBEDO – É UM TERMO QUE EXPRIME A REFLETIVIDADE DE UM MATERIAL. 6. ABSORVICIDADE (a) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É ABSORVIDA PELO MATERIAL. CORPO NEGRO – MATERIAL HIPOTÉTICO QUE APRESENTA UM ESPECTRO DE RADIAÇÃO CONTÍNUO EM TODOS OS COMPRIMENTOS DE ONDA E É CAPAZ DE ABSORVER. É O COEFICIENTE DE REFLEXÃO. Albedo de superfícies sob diferentes inclinações dos raios solares.5. 9. QUANTO MAIOR A INCLINAÇÃO DO ÂNGULO DO RAIO SOLAR. TRANSMISSIVIDADE (t) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É TRANSMITIDA PELO MATERIAL. MAIOR É O ALBEDO (FIGURA ABAIXO). 28 . REFLETIVIDADE (r) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É REFLETIDA PELO MATERIAL. POR OUTRO LADO.

marrom ou verde Concreto Asfalto Albedo de diferentes superfícies 29 10-25 25-40 15-25 10-20 75-95 25-75 <10 10-70 70-80 25-50 08-52 50-90 20-35 10-35 05-20 .Albedo para algumas superfícies no intervalo visível ( % ) Solo descoberto Areia. seca) Neve (molhada e/ou suja) Superfície do mar (sol > 25° acima do horizonte) Superfície do mar (pequena altura do sol) Nuvens espessas Nuvens finas Vidros (janela) Tinta branca Tinta vermelha. deserto Grama Floresta Neve (limpa.

PASSANDO PELOS TEMPERADOS DAS LATITUDES MÉDIAS. VENTO. CHUVA. UMIDADE) É ELEMENTO PRIMORDIAL NO ENTENDIMENTO DOS DEMAIS ELEMENTOS METEOROLÓGICOS É A FONTE PRIMÁRIA DE ENERGIA NOS PROCESSOS TERRESTRES: o CICLO DA ÁGUA OU CICLO HIDROLÓGICO o FOTOSSINTESE o FLUXO DE CALOR o DESIGUAL DISTRIBUIÇÃO DA TEMPERATURA o CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA E OCEANOS o TEMPESTADES o VENTOS E FURACÕES o DIVERSIDADE DE CLIMAS.CARACTERÍSICAS DA RADIAÇÃO SOLAR É A MAIOR FONTE DE ENERGIA PARA A TERRA É UM FATOR METEOROLÓGICO É O PRINCIPAL ELEMENTO METEOROLÓGICO. AOS QUENTES E ÚMIDOS DAS REGIÕES EQUATORIAIS. FUNDAMENTAL ENERGÉTICA EM ESTUDOS ECOLÓGICOS E DE DISPONIBILIDADE Distribuição da Radiação Solar na Terra. 30 . AFETANDO TODOS OS OUTROS ELEMENTOS (TEMPERATURA. DESDE OS CLIMAS FRIOS DAS REGIÕES POLARES. PRESSÃO.

3 min) NESTA TRAJETÓRIA TODOS OS FENÔMENOS SOLARES VISTOS DA SUPERFICIE JÁ ACONTECERAM A PELO MENOS 8. APENAS UMA PEQUENÍSSIMA FRAÇÃO DA ENERGIA EMITIDA ATINGE A SUPERFICIE DA TERRA. PROPAGANDO-SE SEGUNDO UM MOVIMENTO ONDULATÓRIO.ESPAÇO PERCORRIDO PELA RADIAÇÃO SOLAR É UM FENÔMENO DE NATUREZA ELECTROMAGNÉTICA. OU SEJA: “ A ENERGIA RECEBIDA EM UMA SUPERFÍCIE É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUADRADO DA DISTÂNCIA ENTRE A FONTE E A SUPERFÍCIE RECEPTORA” DEVIDO À DISTÂNCIA TERRA-SOL. NA FORMA DE FEIXE DE RAIOS PARALELOS ENTRE SI.5 * 10 8 km) VELOCIDADE : 300 * 10 3 km/s A RADIAÇÃO GASTA.3 min O SOL EMITE RADIAÇÕES IGUALMENTE EM TODAS AS 4 Π DIREÇÕES SE A INTENSIDADE LUMINOSA EM UM DADO INSTANTE FOR IGUAL A I. DISTÂNCIA APROXIMADA: 150 MILHOES DE km (1. ENTÃO O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA NAQUELE INSTANTE SERÁ IGUAL A 4 Π I. 31 . RESULTANDO EM UMA DENSIDADE DE FLUXO GLOBAL IGUAL A I / D2 DEFINIDA PELA LEI DO INVERSO DO QUADRADO DA DISTÂNCIA. NESTE INSTANTE A TERRA SE SITUA EM UMA ESFERA CUJO RAIO É IGUAL À SUA A DISTÂNCIA DO SOL (D) O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA (4 Π I) SERÁ IGUALMENTE DISTRIBUIDO NA ÁREA 4 Π D2 . ENTÃO CERCA DE 500s (8.

DAS MOLÉCULAS DE GASES NA FAIXA DO AZUL. DEPENDENDO DO COMPRIMENTO DE ONDA E DO TAMANHO DO CONSTITUINTE ATMOSFÉRICO: 1. PARTÍCULAS DE IMPUREZAS E MOLÉCULAS DE GASES CAUSAM O ESPALHAMENTO DA RADIAÇÃO O PROCESSO AFETA A QUANTIDADE E A QUALIDADE DA RADIAÇÃO ESTE FENÔMENO CAUSA A COR AZUL DO CÉU. QUALIDADE E DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES ESTA INTERAÇÃO OCORRE DE DOIS MODOS.EFEITOS DA ATMOSFERA SOBRE O BALANÇO DE ENERGIA RADIANTE AO ATRAVESSAR A ATMOSFERA. NA ALTA ATMOSFERA. DIFUSÃO (ESPALHAMENTO) DA RADIAÇÃO OS CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS MUDAM A DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES. PELA DISPERSÃO. A RADIAÇÃO SOLAR INTERAGE COM SEUS CONSTITUINTES (NATURAIS E ARTIFICIAIS) RESULTANDO NA MODIFICAÇÃO DA: QUANTIDADE. 32 PRINCIPALMENTE O OZÔNIO. . ABSORÇÃO DA RADIAÇÃO É SELETIVA POR CERTOS CONSTITUINTES DA ATMOSFERA E PARA CERTOS COMPRIMENTOS DE ONDAS PELO OXIGÊNIO / OZÔNIO = QUASE TODA A RADIAÇÃO (ULTRAVIOLETA) GÁS CARBÔNICO E VAPOR DE ÁGUA TAMBÉM ABSORVEM BASTANTE RADIAÇÃO (INFRAVERMELHO) RADIAÇÃO ALTAMENTE ENERGÉTICA TEM ALTO PODER DE PENETRAÇÃO CAUSA DISTÚRBIOS EM ORGANISMOS VIVOS (PRINCIPALMENTE MICROORGANISMOS) EM REGIÕES ALTAS = INCIDÊNCIA MAIOR NO NÍVEL DO MAR = INCIDÊNCIA MENOR A RADIAÇÃO VISÍVEL PASSA PELA ATMOSFERA PRATICAMENTE SEM SOFRER ABSORÇÃO 2.

NÃO PROJETA SOMBRA NOS OBJETOS. SEPARANDO-A DA DIFUSÃO OU ESPALHAMENTO. É A RADIAÇÃO DIRETA (Qd) A RADIAÇÃO DIRETA É UNIDIRECIONAL E DETERMINADA PELO ÂNGULO ZENITAL DOS RAIOS SOLARES A RADIAÇÃO SOLAR TOTAL QUE ATINGE A SUPERFICIE É CHAMADA DE RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL (Qg). GRANDE PARTE DOS RAIOS SOLARES ATINGE DIRETAMENTE A SUPERFÍCIE. A REFLEXÃO. DÃO COMO RESULTADO A RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA.PARTE É DEVOLVIDA PARA O ESPAÇO SIDERAL FACILMENTE PERCEPTÍVEL EM DIAS NUBLADOS. SENDO DENOMINADA DE RADIAÇÃO DIFUSA (Qc) RAIOS LUMINOSOS DE COMPRIMENTO DE ONDA MAIS CURTOS SÃO MAIS FACILMENTE DISPERSOS. COM MUITA POEIRA OU POLUIÇÃO. DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS DO PERÍODO ALGUNS AUTORES CONSIDERAM AINDA UM TERCEIRO PROCESSO. ENTÃO. A RADIAÇÃO QUE SOFRE MUDANÇA DE DIREÇÃO. COM A ATMOSFERA LIMPA. RAIOS DE COMPRIMENTO DE ONDAS MAIS LONGOS CHEGAM DIRETAMENTE AO SOLO. SENDO A SOMA DA RADIAÇÃO DIFUSA COM A RADIAÇÃO DIRETA. NESTE CASO. A CONTRIBUIÇÃO DE CADA UMA PARA Qg DEPENDE. PROJETANDO SOMBRA NOS OBJETOS. A REFLEXÃO E A DISPERSÃO. VINDO DE TODOS OS LADOS. QUE CONSISTE NA QUANTIDADE DE RADIAÇÃO QUE AO INCIDIR SOBRE UM CORPO É DEVOLVIDA SEM MODIFICAR SUAS CARACTERÍSTICAS. 33 .

OU Qg = Qd + Qc Distribuição da Radiação Solar na Atmosfera Componentes da radiação solar ao nível do solo 34 .BALANÇO DA RADIAÇÃO NA ATMOSFERA A RADIAÇÃO SOLAR RECEBIDA NA SUPERFÍCIE DA TERRA CONSISTE EM DUAS PARTES: RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL = RADIAÇÃO SOLAR DIRETA + RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA .

média anual típica (Wh/m2.DISTRIBUIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR NO TERRITÓRIO BRASILEIRO Radiação solar global diária .dia) 35 .

O AR SE EXPANDE E SE TORNA MENOS DENSO c. Ao ser absorvida pela Terra. RADIAÇÃO: TRANSFERÊNCIA DE CALOR (ENERGIA) DE UM OBJETO PARA OUTRO SEM HAVER NECESSIDADE DE UM MEIO DE CONEXÃO. a radiação solar converte-se em energia calorífica.PROCESSOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA Uma das maiores contribuições da radiação solar é o aquecimento do nosso planeta. 2. OU SEJA. a. O AR É AQUECIDO POR CONDUÇÃO DE UMA SUPERFICIE QUALQUER. CONDUÇÃO: ENERGIA TRANSFERIDA DE UMA MOLÉCULA PARA OUTRA. ÁGUA) PROVOCADA POR UMA DIFERENÇA DE DENSIDADE. por isso. b. PODE SER HORIZONTAL OU VERTICAL 3. CONVECÇÃO: OCORRE MOVIMENTAÇÃO DE UMA MASSA FLUIDA (AR. POR MEIO DE ONDAS. emite a mesma quantidade de energia que recebe. Os processos de transferência de calor que ocorrem na atmosfera são: 1. encontrandose. por sua vez. em equilíbrio térmico. Esta. A MASSA DE AR QUENTE É SUBSTITUÍDA POR AR MAIS FRIO A CONVECÇÃO É UM DOS PRINCIPAIS MEIOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA (1500 – 3000m). sem o qual a temperatura média na Terra seria de aproximadamente -238 °C e a água apenas existiria no estado sólido. aquecendo a superfície terrestre. Ilustração dos mecanismos de transferência de calor 36 .

Outra parte das 30 unidades é transferida da superfície da Terra para a atmosfera por calor sensível (condução e convecção -7 unidades). o sistema Terra-atmosfera estaria progressivamente se aquecendo ou resfriando. E as 30 unidades restantes? Parte desta energia é transferida da superfície da Terra para a atmosfera através de calor latente. a superfície recebe uma grande quantidade de radiação de onda longa da atmosfera (95 unidades).BALANÇO GLOBAL DO CALOR PROVENIENTE DA RADIAÇÃO Existe um balanço quase perfeito entre a quantidade de radiação solar incidente e a quantidade de radiação terrestre (sistema Terra-atmosfera) retornada para o espaço. irradia 116 unidades de energia de onda longa para a atmosfera.Como resultado deste processo. nesta troca (em onda longa) a atmosfera tem um ganho líquido de 15 unidades. absorvendo uma boa parte dela e reirradiando parte desta energia de volta para a Terra. enquanto a Terra tem uma perda líquida de 21 unidades. caso contrário. As restantes 70 unidades são absorvidas. A superfície. usando 100 unidades para representar a radiação solar interceptada no topo da atmosfera. Até agora contamos uma perda de 21 das 51 unidades de radiação de onda curta absorvidas pela superfície da Terra. As restantes 6 unidades passam diretamente através da atmosfera e são perdidas no espaço. fechando o balanço entre radiação incidente e radiação emitida. Vamos examinar este balanço na abaixo. 37 . por moléculas de água durante o processo de evaporação (23 unidades). Balanço de Calor da Terra e atmosfera Da radiação total interceptada pela Terra. Um balanço geral é obtido porque a atmosfera emite 64 unidades de energia para o espaço como radiação de onda longa. Portanto. Certos gases na atmosfera atuam no sentido de retardar a perda de radiação terrestre. aproximadamente 30 unidades são refletidas de volta para o espaço. por sua vez. 19 unidades pela atmosfera e 51 unidades pela superfície da Terra (Terra-oceano).

verdes e parte das vermelhas 0.ESPECTRO SOLAR E BIOLOGIA ENERGIA SOLAR: CONJUNTO DE RADIAÇÕES COMPRIMENTOS DE ONDA VARIÁVEIS 0.7 mícron – PARTE VISÍVEL – 41% Radiações azuis.2 a 0.4 a 0.4 mícron – ULTRAVIOLETA – 9% 0.7 a 4 micra – INFRAVERMELHO – 50% ESPECTRO VISÍVEL EM ORDEM CRESCENTE DE λ TEM-SE O VIOLETA – AZUL – VERDE – AMARELO – LARANJA – VERMELHO UTILIZADA PELAS PLANTAS NO PROCESSO FOTOSSINTÉTICO CHAMADO DE RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA INFRAVERMELHO RADIAÇÃO TERMAL LONGO COMPRIMENTO DE ONDA ABSORVIDAS PELO VAPOR D’AGUA E GÁS CARBÔNICO ATMOSFÉRICOS PARTÍCULAS SÓLIDAS PROVOCAM DISPERSÃO IMPORTANTES PARA O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL FITOCROMOS E HORMÔNIOS SÃO ATIVADOS / DESATIVADOS POR ESTA RADIAÇÃO EFEITOS MAIS QUALITATIVOS QUE QUANTITATIVOS ULTRAVIOLETA ABSORVIDAS NAS CAMADAS SUPERIORES DA ATM. OXIGÊNIO E OZÔNIO ATUAM PROTEÇÃO CONTRA A NOCIVIDADE DESTA RADIAÇÃO 38 .2 A 4 MICRAS CONSTITUEM O ESPECTRO SOLAR ESPECTRO SOLAR 0.

39 .COMPOSIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR As figuras seguintes mostram a divisão espectral da radiação solar. em diferentes comprimentos de onda.

Dentro do espectro absorvido. Apenas algumas reacções utilizam os infravermelhos e os ultravioletas. Da radiação líquida disponível. 40% é utilizada na evapotranspiração e somente 2% desta é usada no processo da fotossíntese que resulta no desenvolvimento e crescimento dos vegetais. emitindo a radiação com outros comprimentos de onda. cada cloroplasto é um minúsculo laboratório. que ilumina tenuemente o seu espaço vital. as plantas terrestres captam sobretudo a luz vermelha e refletem a cor complementar. enquanto outra parte é absorvida pela superfície terrestre (solo. aproximadamente 20% é refletida pelas nuvens e partículas atmosféricas.). 40 .UTILIZAÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR PELAS PLANTAS Da energia recebida na superfície da terra. o verde. Efeito da Radiação Solar no Crescimento Vegetal Nas plantas com clorofila. também podem ser gorduras. vegetação etc. a energia procedente da radiação solar desencadeia reações químicas cujos produtos finais são diversos tipos de açúcares. Nessas reações os cloroplastos utilizam comprimentos de onda da luz visível compreendidos entre 400 nm e 720 nm. Nas algas marinhas que vivem a profundidades relativamente grandes (20 m-30 m) ocorre o fenómeno inverso: são coloridas geralmente de vermelho intenso e têm de utilizar o resíduo verde-azulado da luz solar. A luz vermelha fornece a energia necessária para a fotossíntese. porém. a clorofila absorve principalmente na zona do vermelho. Portanto. Nestas pequenas formações microscópicas. já que a água do mar filtra a radiação.

315 μ): ESTA FAIXA EXERCE EFEITOS DEFORMATIVOS NAS PLANTAS. GERA FORTE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA. 5ª BANDA (0.72 > λ > 0.61 > λ > 0. CORRESPONDE AO AZUL VIOLETA E É TAMBÉM REGIÃO DE GRANDE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA.BANDAS DO ESPECTRO SOLAR QUE AFETAM O CRESCIMENTO VEGETAL 1ª BANDA (λ > 1.0 > λ > 0.51 > λ > 0.40 > λ > 0.61 μ): REGIÃO ESPECTRAL FORTEMENTE ABSORVIDA PELA CLOROFILA.28 μ): É PREJUDICIAL À MAIORIA DAS PLANTAS. 7ª BANDA (0. 3ª BANDA (0. 4ª BANDA (0.0 μ): NÃO CAUSAM DANOS E SÃO ABSORVIDAS PELA PLANTA. CONTROLE DA FLORAÇÃO E COLORAÇÃO DOS FRUTOS. CORRESPONDE A REGIÃO VERDE DO ESPECTRO VISÍVEL.0 μ É IMPORTANTE PARA O FOTOPERIODISMO. 6ª BANDA (0. QUE TORNAM-SE MAIS BAIXAS E COM FOLHAS MAIS ESPESSAS. GERMINAÇÃO DE SEMENTES. 41 .72 μ): É A REGIÃO QUE EXERCE EFEITO SOBRE O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. 2ª BANDA (1.40 μ): É A REGIÃO DE MAIOR ABSORÇÃO PELA CLOROFILA E PIGMENTOS AMARELOS (CAROTENÓIDES). EXERCENDO AINDA VIGOROSA AÇÃO NA FORMAÇÃO DA PLANTA. APRESENTANDO EM VÁRIOS CASOS TAMBÉM FORTE ATIVIDADE FOTOPERIÓDICA.51 μ): REGIÃO ESPECTRAL DE BAIXO EFEITO FOTOSSINTÉTICO E DE FRACA AÇÃO SOBRE A FORMAÇÃO DA PLANTA. O TRECHO PRÓXIMO À 1.315 > λ > 0. MATANDO-AS DEPOIS DE ALGUM TEMPO DE EXPOSIÇÃO.

mas duas outras faixas importantes são a do ultravioleta e a do infravermelho. Em excesso a radiação UV-A pode trazer complicações à saúde. entre 280 e 320nm. A faixa do ultravioleta é subdividida em 3: UV-A (entre 400 e 320 nm). como a UV-B. O sol direto com irradiação prolongada pode resultar em graves queimaduras. porém esta não tende a aumentar sua intensidade com o tempo. causando uma variação muito forte na intensidade da radiação medida na superfície entre os limites de 280 e 320nm. A UV-A chega normalmente à superfície terrestre. Já o UVC é totalmente absorvido pela atmosfera terrestre. UV-B (entre 320 e 280 nm) e a UV-C (entre 280 e 100). A radiação ultravioleta mais merecedora de cuidados no dia-a-dia é a UV-B que é afetada pela camada de ozônio. A UV-B é fortemente absorvida pela camada de ozônio da atmosfera terrestre. 42 . que seriam muito agravadas se não fosse a proteção invisível que o ozônio proporciona. não sendo absorvida eficientemente por nenhum dos constituintes atmosféricos.A RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA E OS ORGANISMOS VIVOS A radiação solar mais conhecida é a faixa visível. A camada de ozônio absorve apenas a radiação UV-B.

PLANTAS TEMPERADAS (HEMISFÉRIO NORTE) OU TROPICAIS (EQUADOR E HEMISFÉRIO SUL). CENTEIO. MÉDIA E MÁXIMA. O AQUECIMENTO DA ATMOSFERA SE DÁ À MEDIDA EM QUE SE DESENVOLVEM OS PROCESSOS DE CONDUÇÃO. FRUTEIRAS TROPICAIS):  MÍNIMA: 15° a 18°C  ÓTIMA: 31° a 37° C  MÁXIMA: 44° a 50° C 43 . ADAPTAÇÃO DOS VEGETAIS EM DIFERENTES FAIXAS DE TEMPERATURA. CASAS DE VEGETAÇÃO SIMULAM SITUAÇÕES FAVORÁVEIS DE TEMPERATURA. EM CAMADAS DISTINTAS. PASSANDO POR UM VALOR ÓTIMO.TEMPERATURA ENERGIA PROPAGADA NA FORMA DE CALOR. SORGO. MEDIÇÃO DE TEMPERATURA: FEITA COM DIVERSOS TIPOS DE TERMÔMETROS. QUE MEDEM AS TEMPERATURAS MÍNIMA. ESTA VARIAÇÃO SE DÁ CONFORME: COMPLEXIDADE FISIOLÓGICA CULTURAS DE INVERNO (AVEIA. VARIÁVEL CLIMATOLÓGICA INTRINSECAMENTE RELACIONADA AO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. MELHORAMENTO GENÉTICO AMPLIOU A FAIXA DE ADAPTAÇÃO A DIFERENTES TEMPERATURAS. CONVECÇÃO OU TRANSMISSÃO DE CALOR (“RADIAÇÃO”) OCORREM. TEMPERATURA DO AR INFLUENCIA A TEMPERATURA DO SOLO. TRIGO. EXISTE AMPLA FAIXA DE TEMPERATURAS PARA CRESCIMENTO VEGETAL (0 a 40ºC). ATÉ UM VALOR MÁXIMO. TEMPERATURAS CARDEAIS O CRESCIMENTO VEGETAL ESTÁ LIMITADO POR FAIXAS DE TEMPERATURA QUE VARIAM DE UM VALOR MÍNIMO. DECORRENTE DA TRANSFORMAÇÃO DA ENERGIA ELETROMAGNÉTICA DE ONDAS CURTAS OU LONGAS (PROVENIENTES DA RADIAÇÃO SOLAR) NA FORMA DE ENERGIA TERMAL. CEVADA):  MÍNIMA: 0° a 5° C  ÓTIMA: 25° a 31° C  MÁXIMA: 31° a 37° C CULTURAS DE VERÃO (MELÃO. RESPONSÁVEL DIRETA PELA DISTRIBUIÇÃO DAS PLANTAS NA TERRA.

VENTOS.5 A 2. PARA AS CAMADAS SUPERIORES VARIAÇÃO DA TEMPERATURA DO AR: TEMPORAL E ESPACIAL VARIAÇÃO TEMPORAL = BALANÇO DE ENERGIA NA SUPERFÍCIE (MAIOR INTENSIDADE AO MEIO DIA) VARIAÇÃO ESPACIAL o ESCALA MACROCLIMÁTICA: PREDOMINÂNCIA DOS EFEITOS DA RADIAÇÃO SOLAR. AEROSÓIS. POEIRA. A ALTURA DE MEDIÇÃO É ENTRE 1. AS CONDIÇÕES PADRÃO SÃO: ÁREA PLANA (TOPOCLIMA) E GRAMADA (MICROCLIMA). A TEMPERATURA MÁXIMA OCORRE COM UMA DEFASAGEM DE DUAS A TRÊS HORAS EM RELAÇÃO AO HORÁRIO DE MAIOR IRRADIÂNCIA SOLAR (12h EM DIAS SEM NUVENS). PARA QUE SE PERMITA A COMPARAÇÃO ENTRE LOCAIS DIFERENTES.. ETC. VAPOR D’ÁGUA. A TEMPERATURA MÍNIMA OCORRE UM POUCO ANTES DO NASCER DO SOL.TEMPERATURAS CARDEAIS VARIAM COM: FISIOLOGIA ESTÁDIO DE DESENVOLVIMENTO ESPÉCIE DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA TEMPERATURA DO AR E DO SOLO A ENERGIA RADIANTE QUE ATINGE A SUPERFÍCIE TERRESTRE SERÁ DESTINADA A ALGUNS PROCESSOS FÍSICOS PRINCIPAIS: CONVECÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO AR CONDUÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO SOLO TEMPERATURA DO AR É UM DOS EFEITOS MAIS IMPORTANTES DA RADIAÇÃO SOLAR OCORRE PELO TRANSPORTE DE CALOR DA SUPERFÍCIE AQUECIDA (CONDUÇÃO/CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA) A CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA DO AR AQUECIDO TRANSPORTA CALOR. TRANSPORTE CONVECCTIVO DE CALOR E CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA. NESSE CASO AS DIFERENÇAS REGISTRADAS SERÃO EM DECORRÊNCIA APENAS DO MACROCLIMA.0 m ACIMA DO NIVEL DO SOLO (DENTRO DO ABRIGO). NEBULOSIDADE. o ESCALA TOPOCLIMÁTICA: EXPOSIÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO TERRENO SÃO OS MODULADORES DA TEMPERATURA o ESCALA MICROCLIMÁTICA: FATOR CONDICIONANTE É A COBERTURA DO TERRENO PARA FINS METEOROLÓGICOS E CLIMATOLÓGICOS A TEMPERATURA DO AR É MEDIDA SOB UMA CONDIÇÃO DE REFERÊNCIA (PADRÃO). 44 .

O DESENVOLVIMENTO VEGETAL TAMBÉM VAI DEPENDER DA RAZÃO ENTRE: TEMPERATURAS DIURNAS – FOTOTEMPERATURAS (MORANGO. FASE VEGETATIVA FOTOSSÍNTESE X RESPIRAÇÃO TEMPERATURA DE EQUILÍBRIO (ÓTIMO) .TEMPERATURA DO AR REQUERIDA PELAS PLANTAS 1. FASE REPRODUTIVA INDUÇÃO FLORAL POLINIZAÇÃO FERTILIZAÇÃO FORMAÇÃO DO FRUTO DORMÊNCIA DE GEMAS REPRODUTIVAS CICLOS DE CRESCIMENTO LEI DE VAN’T HOFF “PARA CADA 10°C DE AUMENTO DE TEMPERATURA. PIMENTA) 45 . BATATA. A FORMAÇÃO DE MATÉRIA SECA DOBRA”. ERVILHA) TEMPERATURAS NOTURNAS – NICTOTEMPERATURAS (TOMATE. CONSIDERANDO-SE ENTRE O MÍNIMO E O ÓTIMO.FIGURA FOSSÍNTESE CAI DRASTICAMENTE SE A TEMPERATURA > 35°C RESPIRAÇÃO CAI DRASTICAMENTE COM TEMPERATURAS > 45°C EXEMPLO: TOMATEIRO TEMPERATURA: 20 ° C BAIXA RESPIRAÇÃO MÁXIMA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO LENTO CICLO TARDIO GRANDES CÉLULAS BOA COLHEITA TEMPERATURA: 35° C ALTA RESPIRAÇÃO BAIXA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO RÁPÍDO CICLO PRECOCE PEQUENAS CÉLULAS MÁ COLHEITA 2.

OCORRE VARIAÇÃO TEMPORAL (DIÁRIA E ANUAL.TEMPERATURA DO SOLO FLUXO DE CALOR DA SUPERFÍCIE PARA O INTERIOR DO SOLO (DURANTE E O DIA) E DO INTERIOR PARA A SUPERFÍCE (NOITE). QUE DEPENDE DOS: FATORES EXTERNOS (ELEMENTOS BALANÇO NA SUPERFÍCIE) METEOROLÓGICOS QUE AFETAM O FATORES INTRÍNSECOS o TIPO DE COBERTURA DA SUPERFÍCIE = SOLOS NUS OU COBERTOS (VEGETAÇÃO. OUTROS EFEITOS DA TEMPERATURA CONDICIONA O NÍVEL DAS REAÇÕES FÍSICO-QUÍMICAS DAS PLANTAS PERDA DE ÁGUA AUMENTA OU DIMINUI CONFORME A TEMPERATURA. 46 . DE ACORDO COM AS ESTAÇÕES) E VARIAÇÃO ESPACIAL. A PLANTA DIMINUI SEU METABOLISMO E TRANSPIRAÇÃO. A TEMPERATURA DO AR INFLUI DIRETAMENTE SOBRE A TEMPERATURA DO SOLO COM VALORES DE TEMPERATURA BAIXOS. TEMPERATURAS MUITO ALTAS OU MUITO BAIXAS IMPOSSIBILITAM O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. MULCH) o RELEVO = CONDICIONA O TERRENO A DIFERENTES EXPOSIÇÕES À RADIAÇÃO SOLAR o TIPO DE SOLO = TEXTURA. ESTRUTURA E TEOR DE ÁGUA. O PROCESSO RADIATIVO DE PERDA É MAIS EFICIENTE QUE O DE GANHO.

MAIOR EFICIÊNCIA). EXEMPLOS: MILHO = 2500°C. O CRESCIMENTO VEGETAL VARIA DE ACORDO COM A QTDE DE CALOR AO QUAL É SUBMETIDO DURANTE O CICLO VITAL. OUTRAS VARIÁVEIS CLIMATOLÓGICAS INTERFEREM 47 . TEMPERATURAS NOTURNAS E DIURNAS TEM O MESMO PESO. O VALOR MÉDIO DIÁRIO NÃO É SIGNIFICATIVO. UNIDADES DE CALOR OU “GRAUS-DIA” = UM GRAU-DIA É A MEDIDA DA DIFERENÇA DA TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA ACIMA DO MÍNIMO DE TEMPERATURA. A SOMA TOTAL É SEMPRE A MESMA. CONSTANTE TÉRMICA = É UM ÍNDICE RESIDUAL OU SEJA. ACUMULADO DURANTE O DIA. SE O MILHO FOR CULTIVADO EM LOCAL ONDE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA É DE 25°C. TEMPERATURAS ACIMA DE 27°C PODEM SER PREJUDICIAIS (PELO MÉTODO. TEMPERATURAS ABAIXO DE 0°C SÃO DESCONSIDERADAS. TRIGO: 2000°C. RESPOSTA LINEAR. É APROXIMADAMENTE CONSTANTE PARA CADA ESTAÇÃO DO ANO E PARA CADA CULTURA QUE CRESCE NUM MESMO LOCAL. O CICLO SERÁ DE 100 DIAS. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. É O SOMATÓRIO DO CALOR EFETIVO PARA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. APLICA-SE TAMBÉM ÀS SUBFASES DE CULTIVO. CEVADA = 1700°C.UNIDADES TÉRMICAS DE CRESCIMENTO TEMPERATURA-BASE (OU BASAL)= TEMPERATURA ABAIXO DA QUAL AS PLANTAS NÃO SE DESENVOLVEM. MÉTODOS DE CÁLCULO: DIRETO = TEMPERATURA-BASE DE 0°C RESIDUAL = TEMPERATURA-BASE DE 6°C EXPONENCIAL = VELOCIDADE DAS REAÇÕES FISICO-QUIMICAS TERMOFISIOLÓGICO = VELOCIDADE DE CRESCIMENTO IMPERFEIÇÕES DA TEORIA DE GRAUS-DIA: SOMENTE UMA TEMPERATURA BASAL DURANTE O CICLO. É A TEMPERATURA ACUMULADA DESDE OS PRIMEIROS DIAS ATÉ A MATURAÇÃO DA PLANTA. É VARIÁVEL PARA CADA ESPÉCIE VEGETAL. NECESSÁRIO PARA UMA ESPÉCIE. SE DESDE O MOMENTO EM QUE SE VERIFICA A GERMINAÇÃO SOMAR-SE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA. QUALQUER QUE SEJA A SITUAÇÃO.

00 DEZEMBRO = 80. DO AR) UMIDADE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (UNIDADES TÉRMICAS) UM AGRICULTOR QUER FORNECER FEIJÃO PARA UMA FEIRINHA LOCAL DE SUA CIDADE. LEVANDO EM CONTA QUE O AGRICULTOR DEVE PLANTAR DIA 15 DE CADA MÊS.5 °C JANEIRO = 17°C SAZONALIDADE DE PREÇOS (R$/saca) SETEMBRO= 50.00 48 .FATORES AMBIENTAIS QUE FAZEM VARIAR A CONSTANTE TÉRMICA FERTILIDADE POPULAÇÃO DE PLANTAS SOLOS TEMPERATURAS DO SOLO (DIFERENTES DA TEMP. MAS PRETENDE PLANEJAR SEU CULTIVO PARA ALCANÇAR A ÉPOCA ONDE O PREÇO DO FEIJÃO É MELHOR PARA ELE (MAIOR LUCRO).00 JANEIRO = 40. VISANDO MAIOR LUCRO? VARIEDADE DE FEIJÃO (HIPOTÉTICA) Exigência de 1276 graus-dia para amadurecer Temperatura-base = 6°C TEMPERATURA MÉDIA MENSAL SETEMBRO = 18°C OUTUBRO = 22°C NOVEMBRO = 20° C DEZEMBRO = 18.00 OUTUBRO = 60. O AGRICULTOR DISPÕE DE APENAS UMA VARIEDADE DE FEIJÃO E DE UMA FAIXA DE TEMPO DE PLANTIO DE 15 DE SETEMBRO A 15 DE OUTUBRO.00 NOVEMBRO = 70. QUAL DATA SERÁ MELHOR PARA O PLANTIO.

QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. UMIDADE RELATIVA DO AR = RELAÇÃO PERCENTUAL ENTRE A CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA EXISTENTE NO AR E A CONCENTRAÇÃO DE SATURAÇÃO. MAIOR É A CAPACIDADE DO AR EM RETER ÁGUA. FONTES NATURAIS: SUPERFÍCIES DE ÁGUA. 4%) EXTREMAMENTE VARIÁVEL LIBERAÇÃO OU ABSORÇÃO DE CALOR LATENTE DISTRIBUIÇÃO DE CALOR NA TERRA TRANSPORTE DO VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BALANÇO DE RADIAÇÃO: EVAPORAÇÃO DA ÁGUA TRÊS PROCESSOS: o DIFUSÃO o CONVECÇÃO (LIVRE OU FORÇADA) o ADVECÇÃO CONTEÚDO DE VAPOR D’ÁGUA NO AR ATMOSFÉRICO AR SATURADO = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA EM SUA CONCENTRAÇÃO MÁXIMA. NA PRESSÃO E TEMPERATURA EM QUE O AR SE ENCONTRA. GELO E NEVE SOLO SUPERFÍCIES VEGETAIS E ANIMAIS PROCESSOS FÍSICOS DETERMINANTES EVAPORAÇÃO SUBLIMAÇÃO TRANSPIRAÇÃO CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BAIXA (MÁX. EXISTENTE NA ATMOSFERA.UMIDADE DO AR ÁGUA NA FORMA DE VAPOR. 49 .

Tu ENTRA COM VALOR DE Ts e d NA TABELA ENCONTRA UMIDADE RELATIVA DO AR NAQUELE MOMENTO UMIDADE ABSOLUTA DO AR = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA TOTAL EXISTENTE NO AR. EM DETERMINADAS CONDIÇÕES DE TEMPERATURA E PRESSÃO.MEDIÇÃO DA UMIDADE DO AR PSICRÔMETROS = FORMADO POR DOIS TERMÔMETROS COMUNS. GERALMENTE FICA DENTRO DOS ABRIGOS METEOROLÓGICOS. 50 . PSICRÔMETROS (COMO MEDIR) VER TEMPERATURA BULBO SECO (Ts) VER TEMPERATURA BULO ÚMIDO (Tu) VER DEPRESSÃO PSICROMÉTRICA (d) d = Ts. A UMIDADE DO AR DEVE SER MEDIDA À SOMBRA. EM LOCAL VENTILADO E PROTEGIDO DA PRECIPITAÇÃO (CHUVA). SENDO: o 1 BULBO SECO o 1 BULBO ÚMIDO HIGRÔMETROS OU HIGRÓGRAFOS = VARIAÇÃO DO COMPRIMENTO DO CABELO HUMANO COM A UMIDADE RELATIVA DO AR.

SENDO MENOR DURANTE O DIA E MAIOR DURANTE A NOITE. VARIAÇÃO ANUAL DA UMIDADE DO AR ACOMPANHA O CURSO ANUAL DA COBERTURA DO CÉU E PRECIPITAÇÃO. ISTO PORQUE A TENSÃO DE SATURAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA É DIRETAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA E INVERSAMENTE PROPORCIONAL À UMIDADE RELATIVA DO AR. EM CONDIÇÕES DE RESFRIAMENTO NOTURNO MODERADO.VARIAÇÃO DIÁRIA DA UMIDADE DO AR A UR DO AR APRESENTA UM CURSO DIÁRIO INVERSO AO DA TEMPERATURA DO AR. PRÓXIMO À 100%. A UR TENDE A SE ESTABILIZAR EM UM VALOR MÁXIMO. O VALOR MÍNIMO DE UMIDADE É ALCANÇADO NA TEMPERATURA MÁXIMA. TABELA 1: PRECIPITAÇÃO TOTAL ANUAL (MÉDIA) E UMIDADE RELATIVA DO AR EM DIFERENTES REGIÕES: ESTADO CE DF BA MT MG RS AM PRECIPITAÇÃO (mm) 971 1000 1203 1404 1421 1555 2705 UMIDADE RELATIVA (%) 70 65 72 75 76 77 87 51 . ATÉ A MANHA SEGUINTE (ORVALHO E/OU NEVOEIRO).

TW) 1 28 20 40 18 48 0 16 55 11 14 61 23 12 66 33 0 10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 71 41 13 73 48 20 0 77 54 32 11 79 58 37 20 1 81 63 45 28 11 83 67 51 36 20 6 85 70 56 42 27 14 86 72 59 46 35 22 10 0 87 74 62 51 39 28 17 6 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 10 88 76 65 54 43 33 24 13 4 12 88 78 67 57 48 38 28 19 10 2 14 89 79 69 60 50 41 33 25 16 8 1 1 0 0 0 4 0 5 4 4 4 5 16 90 80 71 62 54 45 37 29 21 14 7 18 91 81 72 64 56 48 40 33 26 19 12 6 20 91 82 74 66 58 51 44 36 30 23 17 11 5 22 92 83 75 68 60 53 46 40 33 27 21 15 10 4 24 92 84 76 69 62 55 49 42 36 30 25 20 14 9 26 92 85 77 70 64 57 51 45 39 34 28 23 18 13 9 28 93 86 78 71 65 59 53 47 42 36 31 26 21 17 12 8 30 93 86 79 72 66 61 55 49 44 39 34 29 25 20 16 12 8 32 93 86 80 73 68 62 56 55 46 41 36 32 27 22 19 14 11 8 34 93 86 81 74 69 63 58 52 48 43 38 34 30 26 22 18 14 11 8 36 94 87 81 75 69 64 59 54 50 44 40 36 32 28 24 21 17 13 10 7 38 94 87 82 76 70 66 60 55 51 46 42 38 34 30 26 23 20 16 13 10 40 94 89 82 76 71 67 61 57 52 48 44 40 36 33 29 25 22 19 16 13 52 .GRÁFICO PSICROMÉTRICO ( Porcentagem de umidade relativa (1000 Milibares) DEPRESSÃO DE BULBO ÚMIDO (Td .

MAS EM VELOCIDADE DIFERENTE. 53 . principalmente por causa da incidência e absorção dos raios solares de maneira distinta entre diferentes regiões. ESTA FORÇA TENDE A INICIAR E MANTER O VENTO. O vento. O ambiente em que as plantas e animais crescem nem sempre é o ideal ou ótimo para sua produção. maior será a velocidade de deslocamento. EFEITO DA ROTAÇÃO DA TERRA MOVIMENTO DE OESTE PARA LESTE O AR ATMOSFÉRICO TAMBÉM SE MOVE.VENTO O VENTO É O MOVIMENTO DO AR EM RELAÇÃO À SUPERFÍCIE TERRESTRE. NA TENDÊNCIA DE IGUALÁ-LAS. se desloca de áreas de maior pressão (mais frias) para áreas de menor pressão (mais quentes) e quanto maior a diferença entre as pressões dessas áreas. que é o ar em movimento. A manipulação do solo. QUANTO MAIS PRÓXIMAS FOREM AS ISÓBARAS. ORIGEM GRADIENTES DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA ROTAÇÃO DA TERRA FORÇA CENTRÍFUGA AO MOVIMENTO DA TERRA ATRITO COM A SUPERFÍCIE GRADIENTE DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA GERADO PELO AQUECIMENTO DIFERENCIAL DA ATMOSFERA VARIAÇÃO DE PRESSÃO ISÓBARAS = LOCAIS QUE APRESENTAM O MESMO VALOR DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA. CARTA GEOGRÁFICA ISOBÁRICA DELIMITA REGIÕES DE ALTA E BAIXA PRESSÃO CRUZAM-SE COM GRADIENTES HORIZONTAIS DE PRESSÃO O GRADIENTE HORIZONTAL DE PRESSÃO DETERMINA UMA MOVIMENTAÇÃO DO AR DAS ZONAS DE MAIORES PRESSÕES PARA A DE MENORES PRESSÕES. A atmosfera se movimenta em decorrência da diferença de pressão entre duas regiões. a irrigação e o uso de ambientes parcialmente protegidos são algumas técnicas utilizadas com a finalidade de alterar o microclima de um local. Várias são as condições adversas do clima que interferem no seu crescimento e desenvolvimento. proporcionando melhores condições para a produção. MAIOR O GRADIENTE DE PRESSÃO E MAIOR DEVERÁ SER A VELOCIDADE DO VENTO.

sendo função dos gradientes de pressão. Meso e Micro. MACROESCALA: são os ventos associados à circulação geral da atmosfera. Entre os Trópicos e as regiões Sub-Polares: Ventos de Oeste. c. Apesar da variação temporal e espacial dos ventos sobre a superfície.EFEITO DA FORÇA CENTRÍFUGA O VENTO SE DESLOCA EM DIREÇÃO PERPENDICULAR ÀS ISÓBARAS MOVIMENTO CURVO FORÇA CENTRÍFUGA ACIMA DE 500m = VENTO GRADIENTE (PARALELO ÀS ISÓBARAS) ESCALAS DE FORMAÇÃO DO VENTO Ocorre nas três escalas do clima: Macro. Regiões Polares: Ventos de Leste. Classificação dos Ventos em nível Global 54 . é possível se verificar uma certa tendência: a. Entre os Trópicos e o Equador: Alísios de NE (Hemisfério Norte) e Alísios de SE (Hemisfério Sul). b.

Brisa do vale . Durante o dia. que produzem um gradiente de pressão (razão de decréscimo ou aumento da pressão por unidade de distância num determinado período de tempo) entre o cume e o vale ou numa zona costeira. formam-se baixas pressões. entre continentes e oceanos.vento que sopra de dia. Os principais tipos de vento na mesoescala são:    Brisa Terrestre (noite) e Brisa Marítima (dia). do mar para terra.sopra de manhã do vale para a montanha porque os cumes da montanha aquecem primeiro que o vale. 55 . Brisa da montanha . Ventos Foehn ou Chinook. originando em terra baixas pressões e no mar altas pressões. sob influência da radiação solar (durante o dia) e da radiação terrestre (durante a noite). formando-se nos cumes baixas pressões. Brisa marítima . a terra aquece mais rapidamente. sistema orográfico e topografia. Brisa de montanha ou Catabática (noite) e Brisa de Vale ou Anabática (dia). os cumes arrefecem mais rapidamente. com um arrefecimento mais lento.vento fresco e moderado que sopra à noite do cume da montanha para o vale porque à noite. configuração da encosta. formando-se aí altas pressões e nos vales. variando diariamente ou sazonalmente.MESOESCALA: os ventos oriundos da circulação geral modificam-se acentuadamente na escala de tempo e espaço devido ao aquecimento diferenciado.entre a superfície aquosa e terrestre. e conseqüente diferença de pressão. Uma Brisa é um vento local suave causado pelo aquecimento e pelo arrefecimento desigual de superfícies adjacentes.

objetos com diferentes coeficientes de absorção de radiação solar. da terra para o mar.Brisa terrestre . Durante a noite a terra arrefece mais rapidamente. porém. MICROESCALA: o processo é semelhante ao da mesoescala. com menor magnitude do fenômeno. formando-se aqui altas pressões.vento que sopra de noite. criando-se no mar baixas pressões. Exemplos desse tipo de contraste são: áreas ensolaradas e sombreadas. áreas irrigadas e não irrigadas. Vento em microescala (luz/sombra) Mapa de ventos do Brasil 56 . etc. enquanto a água arrefece mais lentamente.

Principalmente em hidrófitas (plantas com alta respiração cuticular e. o que favorece a fotossíntese b. Ventos secos e quentes causam rápido murchamento das plantas (climas áridos) 2. k=constante de von Karman de valor 0. Zo= parâmetro de rugosidade. τ= força tangencial. cuja locação dos irrigadores é dependente da velocidade do vento no local. varia com a rugosidade. a irrigação por aspersão. Z/Zo V= velocidade do vento na altura Z. Há um aumento linear da absorção de CO 2 com relação à velocidade do vento até 167 cm / s 3. ρ= densidade do ar. que é determinada pela área exposta f. ln . EFEITOS DO VENTO NO CRESCIMENTO DAS PLANTAS O VENTO AFETA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS SOB TRÊS ASPECTOS (PRINCIPALMENTE): 1. Aumenta com a velocidade do vento até certo ponto b. Equação Logarítmica do Perfil do Vento O perfil do vento próximo ao solo pode ser determinado com a seguinte equação: V = 1/k . Ex. Efeito maior em plantas isoladas do que em populações i. ABSORÇÃO DE CO2 a.40. Maior influência sobre a transpiração cuticular que sobre a estomática d. por exemplo. TRANSPIRAÇÃO a. Faixa de 2 a 6% de perda de água pela planta pode ser atribuída ao vento h. O suprimento de CO2 é favorecido pela turbulência. EFEITO MECÂNICO SOBRE AS FOLHAS E RAMOS a. Varia com a temperatura e a umidade do ar que incide sobre as plantas i. Altas velocidades do vento são prejudiciais ao crescimento das plantas 57 . Em condições normais. τ1/2 /ρ . Fornecem medidas de fluxo de momento que permite avaliar a transferência de vapor d’água e dióxido de carbono e estimar a velocidade do vento em alturas diferentes a partir da medida em outra altura.PERFIL DO VENTO É a velocidade do vento em diversas alturas em relação ao solo.: Palmeiras isoladas (100% de aumento da transpiração para velocidade de 2 m/s g. É variável conforme a espécie vegetal c. Tais utilizações de dados sobre o perfil do vento são de extrema importância no planejamento de diversas práticas agrícolas como.

com oito direções fundamentais: N.  A direção dos ventos é definida pelo seu ponto de origem. MEDIDA DO VENTO  O regime dos ventos é medido por sua VELOCIDADE e DIREÇÃO. O espaço percorrido dividido pelo tempo fornece a 58 . SO E O. As que TOLERAM a ação do vento: diminuição da matéria seca em menor proporção 3.  Nos sensores digitais a direção é dada em graus. As SENSÍVEIS ao vento: não sobrevivem à exposição. As que ESCAPAM à ação do vento: plantas pequenas e rasteiras 2. SE. S. Plantas de altitudes elevadas e do litoral tem configuração peculiar c. CLASSIFICAÇÃO DAS PLANTAS QUANTO À REAÇÃO AOS VENTOS FORTES 1. ii. Quebra da nervura central da folha diminui a translocação em 34-38% e a fotossíntese em 30%. 1963): i. NO. Estudo com a cana de açúcar (HARTT. NE.b. Folhas mecanicamente danificadas pelo vento têm reduzida capacidade de translocação e fotossíntese d.  A velocidade é dada pela componente horizontal em m/s ou km/h.6 km/h. Quebra da nervura central e do limbo foliar diminui a translocação em 99-100% e a fotossíntese em 84 % acima da regia afetada.  Os equipamentos medidores de velocidade são os ANEMÔMETROS: O número de giros das hélices ou canecas é transformado em deslocamento (espaço percorrido) por um odômetro. sendo que 1 m/s = 3.

Os efeitos podem ser favoráveis ou desfavoráveis. amenizando assim o efeito da temperatura. 59 . Translocação de vapor d’água. Em estações meteorológicas automáticas utiliza-se o ANEMÓGRAFO. quando o ar se torna mais denso. furacão: danos generalizados Velocidade (km/h) <2 2a5 6 a 10 11 a 20 21 a 30 31 a 40 41 a 50 51 a 60 61 a 75 76 a 100 > 100 Efeitos do vento na Agricultura Essa importante variável climática tem efeitos em praticamente todos os setores da agricultura. Dispersão de gases e partículas suspensas no ar. podendo ser muito utilizada no campo. sendo decisivo na implantação de projetos. Efeitos favoráveis do vento na agricultura        Translocação de calor de regiões mais quentes para regiões mais frias. tirando o excesso de regiões úmidas e umedecendo regiões mais secas. diminuindo as concentrações que podem ser problemáticas principalmente no inverno. facilitando a disseminação e diversificação de espécies. Sua importância engloba tanto aspectos positivos quanto negativos. sementes. Fonte limpa e renovável de energia.velocidade média do vento. pólen. Dispersão de esporos. ESCALA DE VELOCIDADE DOS VENTOS Escala 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Categoria Calmo: fumaça vertical Quase calmo: fumaça desviada Brisa amena: agitação das folhas Vento leve: agitação das bandeiras Vento moderado: poeira no ar Vento forte: ondas em lagos e rios Vento muito forte Ventos fortíssimos: fios assobiam Ventania: impossível caminhar Vendaval: danos em edificações Tornado. Remoção de calor de plantas e animais durante épocas quentes. Renovação do ar próximos às plantas. atuando como substância de arrefecimento. mantendo assim o suprimento de CO 2 para as folhas durante o processo de fotossíntese e aumentando sua eficiência. desde a criação de animais até o cultivo de vegetais.

fazendo com que o metabolismo fique acelerado para produzir calor e manter a temperatura corporal constante.  Para manter as taxas de transpiração e fotossíntese a planta desenvolve um sistema radicular profundo. constituindo um acelerador do processo de desertificação.  Parte da energia armazenada e produzida é destinada aos processos de reconstrução dos tecidos danificados.  Deformações de plantas devido ao efeito mecânico do vento.  Aumento da evapotranspiração podendo levar ao fechamento dos estômatos. podendo provocar o nanismo da parte aérea devido ao gasto excessivo de energia com as raízes.  Fissura de tecidos vegetais pela agitação contínua. diminuindo assim a energia disponível para o crescimento e desenvolvimento. permitindo a penetração de patógenos e diminuindo a translocação de substâncias.  Conseqüente diminuição da produtividade.  Disseminação de patógenos e ervas-daninhas.  Aumento do risco de incêndios em áreas florestais.  Para minimizar a perda de água por transpiração a planta reduz a área foliar e o número de estômatos por área (características xerófitas) o que resulta em redução na taxa de fotossíntese.  Queda na taxa de fotossíntese devido aos danos citados.  Eliminação de insetos polinizadores devido à dificuldade de vôo em áreas com grande incidência de ventos.  Desfolha por efeito mecânico do vento.Efeitos desfavoráveis  Erosão eólica e deformação de paisagens. 60 . acarretando diminuição na taxa de fotossíntese.  Danificação de tecidos vegetais devido à abrasão de partículas transportadas pelo vento.  Desconforto animal devido à remoção excessiva de calor. resultando em diminuição de ganho de peso.

61 . principalmente. mais grossas)  Menor número de estômatos por área foliar e estômatos menores. através da utilização de quebra-ventos. sejam eles naturais ou artificiais. em geral plantas submetidas a ventos de 10 km/h ou mais continuamente. para que as atividades agrícolas sejam viáveis. Ventos excessivos e contínuos representam um grande problema nas áreas rurais.Irrigação por Pivô Central Irrigação por Aspersão Em conseqüência do efeito sobre os processos nos vários processos citados. tendo tanto efeitos favoráveis como desfavoráveis. sendo necessário a proteção das culturas.  O vento é um elemento do clima que influi diretamente no microclima de uma área. apresentam:  Redução no crescimento no desenvolvimento  Internódios menores e em menor número  Nanismo da parte aérea  Menor diâmetro  Menor número de folhas (menores. interferindo no crescimento de culturas e animais.

eucalipto. Desse modo. Temporários: plantas anuais ou semi-perenes. Permanentes: árvores. que passa a viver num ambiente menos estressante. b. Ex: grevílea. que por conseqüência altera as taxas de evapotranspiração da cultura. Ex: milho. cana-deaçúcar. c. c) as árvores utilizadas como QV servem como abrigo para a fauna silvestre. Ex. Os QV servem tanto na proteção vegetal com na animal.Práticas Preventivas Contra os Efeitos Desfavoráveis do Vento  Locais menos sujeitos à incidência dos ventos  Ao se instalar uma cultura ou atividade agropecuária dentro de uma propriedade agrícola. o que permite que ela aproveite melhor a acua disponível no solo. TIPOS DE QV  VEGETAIS: utilizados para grandes áreas a. principalmente a luminosidade e o vento. minimizando o processo de desertificação. Misto: combinação de árvores e plantas anuais. capim. pinus. Geralmente. Outras estruturas como telhados (sombrites e ripados) também vem sendo utilizados como QV. devese escolher as áreas da propriedade menos sujeitas aos ventos frios e intensos. sorgo. 62 .  Uso de Quebraventos (QV) QUEBRA – VENTOS (QV)  Estruturas físicas que servem para reduzir a velocidade do vento a níveis suportáveis pelos seres vivos. inimigos naturais de alguns insetos predadores da cultura. grevílea e milho. ajudando também na contenção de dunas. se utiliza como QV plantas de porte maior do que aquelas que se quer proteger. os estômatos permanecem mais tempo abertos facilitando também a fotossíntese. principalmente em regiões planas.   VANTAGENS DO USO DE QV a) altera o microclima. A redução da velocidade do vento promove ambiente mais agradável aos animais. promovendo uma certa diversidade biológica. repercutindo na produtividade. com menor demanda atmosférica por água. d) as árvores do QV favorecem a manutenção de insetos polinizadores e de pássaros. Para melhorar o aspecto ecológico pode-se considerar a possibilidade de se utilizar mais de uma espécie na linha de QV. b) o QV também serve para proteger pastagens e animais. Seringueira. bananeira. contribuindo para a manutenção do equilíbrio ecológico da área.

sendo temporários. Conectando um rotor giratório (um conjunto de pás ligadas a um eixo) a um gerador elétrico. para a realização de tarefas como bombear água. ARTIFICIAIS: utilizados para plantas de pequeno porte em cultivo intensivo e com alto valor econômico. que gira o rotor. Ex: sombrites e ripados. em energia elétrica. a energia eólica pode ser convertida em energia mecânica. moer grãos e serrar madeira. pois dependem da durabilidade do produto empregado. Quando captada. Energia eólica É a energia contida na força dos ventos que sopram sobre a superfície da Terra. Energia eólica 63 . as modernas turbinas eólicas convertem a energia eólica.

É resultado da diferença de temperatura. Originam-se devido à formação de nuvens por causa do relevo acidentado (regiões montanhosas) Precipitações convectivas Localizam-se na época de maior ganho de energia do ano. caracterizamse pela intensidade moderada. podendo ocorrer descargas elétricas. carga elétrica e turbulência das gotículas no interior das nuvens. Conceito: Processo pelo qual a água condensada na atmosfera atinge gravitacionalmente a superfície terrestre. predominando no período da tarde e à noite (chuvas de verão). podendo abranger o ano todo ou qualquer época dele. Precipitações orográficas Ocorrem nas regiões que apresentam grandes variações de altitude.PRECIPITAÇÃO (CHUVA) Na região tropical. Coalescência: crescimento das gotículas e agregação das mesmas. São originárias de nuvens convectivas (Convecção térmica) e caracterizam-se pela forte intensidade. trovoadas. Pela forte intensidade. provocam muitos danos (erosão. quantidade. inundação). curta duração. após a evaporação e condensação. derrubada de vegetação. completando o ciclo hidrológico. pois a incidência é maior que a capacidade de infiltração do solo. as chuvas são as principais formas de retorno da água para a su perfície terrestre. tamanho. A precipitação ocorre sob as formas: Pluvial (chuva) Granizo Neve Originam-se de nuvens formadas pelo processo de resfriamento por expansão de massas de ar que se elevam na atmosfera. ventos fortes e granizos. Precipitações frontais Originárias de nuvens formadas a partir do encontro de massas de ar frio e quente. podendo ser dos tipos: Orográfico Convecctivo Frontal A união dos “elementos de nuvem” forma os “elementos de chuva” Superação da força da gravidade. 64 . Concentram-se no período do ano em que ocorre a penetração de massas de ar de origem polar. longa duração (dias) e sem horário predominante.

assumindo-se que: Evaporação Escorrimento superficial Infiltração Interceptação Esta espessura.Medição da precipitação A medida da precipitação é feita por pluvíômetros e pluviógrafos. é determinada pela medida do volume de água captado por uma superfície horizontal de área conhecida. 65 . Consiste em determinar a espessura da camada de água líquida que se depositaria sobre a superfície horizontal. denominada altura de precipitação. em decorrencia da precipitação. através da expressão: h = 10 . V / A Onde: h = altura de precipitação (mm) V = volume de água captada (ml) Área da superfície coletora (cm2) Figuras do Pluviômetro e do Pluviógrafo Variação anual da precipitação O curso anual da precipitação é apresentado normalmente como um histograma (gráfico de barras). indicando os totais mensais.

Regiões Sudeste de Centro – Oeste: chuvas concentram-se na época mais quente do ano. Região Norte: precipitações mensais elevadas. Região Nordeste: equinócio de outono e solsticio de inverno são mais chuvosos. com época mais chuvosa no equinócio de primavera. em torno do solsticio de verão. não existindo diferenciação de períodos mais ou menos chuvosos. 66 . equinócio de primavera é menos chuvoso.Precipitação no Brasil Região Sul = as precipitações mensais variam pouco ao longo do ano.

O processo de condensação pode ser descontínuo. etc. nuvens. EM SUSPENSÃO NA ATMOSFERA. e que são chamadas de núcleo de condensação. nevoeiros. PARTÍCULAS DE GELO. orvalho e geadas. com a diminuição do teor de vapor e liberação de calor latente (vapor-líquido) e mantém-se enquanto prevalecerem as condições que propiciam a saturação da massa de ar. FORMAÇÃO DAS NUVENS A Condensação ou sublimação do vapor d’água origina nuvens. provenientes da água do mar e óxidos higroscópicos de enxofre e fósforo. Os núcleos de condensação são constituídos de sais higroscópicos. Existem sais e óxidos higroscópicos normalmente na atmosfera e tornam-se ativos quando a umidade relativa do ar atinge um determinado valor (geralmente superior a 70%) e começam a adsorver moléculas de vapor d’água. FUMAÇA OU RESÍDUOS INDUSTRIAIS. A condensação do vapor d’água no interior de uma massa de ar inicia-se quando esta atinge a saturação e ocorre sobre partículas microscópicas que se encontram em suspensão no interior da massa de ar. 67 . aumentando de tamanho e formando as névoas. Uma massa se mantém ou pode ser levada à saturação através do resfriamento. produzidos nos centros urbanos e industriais. NUVENS QUALQUER CONJUNTO VISÍVEL DE GOTÍCULAS D’ÁGUA. Vapor d’água condensado nas nuvens: Precipitação. ALÉM DE POEIRA. OU DE AMBAS.Chuva na agricultura Fornecimento de água p/ as plantas Umidade relativa do ar Umidade do solo Ciclos biogeoquímicos Fator de intemperização Água para consumo humano e animal Muitos outros efeitos. EVENTUALMENTE PODE INCLUIR ELEMENTOS DE NATUREZA HÍDRICA DE MAIORES DIMENSÕES. adição de vapor d’água ou mistura com outra massa de ar de temperatura menor.

Stratus e Ninbostratus Grande desenvolvimento vertical: ocorrem dos 600 até o limite superior da atmosfera. maior a condensação.  Cumuloninbus 68 . Resfriamento – diminuição da capacidade de retenção de vapor d’água – condensação dos núcleos existentes. Stratocumulus. Se o inverso acontece: dispersão das nuvens. mesmo com Umidade Relativa baixa. São sempre brancas. Cirrocumulus e Cirrostratus Médias: Ocorrem entre 2. dimensão.Processos de formação das Nuvens Processo principal: resfriamento por expansão adiabática (sem troca de energia/calor com o meio externo. Elevação da massa de ar – menor pressão – expansão da massa de ar – diminuição da energia interna – resfriamento. Quanto mais núcleos. Podem assumir infinitas formas Atlas internacional de nuvens Constituem-se em quatro famílias Famílias de nuvens Altas: ocorrem na camada mais alta da Troposfera (acima de 6000 m)  Cirrus. As colorações são decorrência de sua posição em relação ao sol e ao observador. DAS PARTÍCULAS QUE A CONSTITUEM.000 e 6000 m  Autocumulus e Altostratus Baixas: do solo até 2000 m  Cumulus. número e distribuição no espaço. Deslocamento vertical de massas de ar Depende de: Relevo (esquema) Altitude do nível de condensação Processo de convecção térmica Superfícies frontais Classificação das nuvens O aspecto de uma nuvem depende essencialmente de: Natureza.

Classificação das Nuvens 69 .

alimentada pelas correntes ascendentes de ar quente. que tem movimento horizontal. os minúsculos cristais de gelo dos quais o véu de Cirrostratos é composto ref letem a luz. Cúmulos (cu) 70 . Cirrostratos(Cs) Os Cirrostratos são nuvens de cristais de gelo . formadas entre 5 e 11Km. todas com a base ao mesmo nível (Alinhamento de nuvens). não a evaporar mas sim a crescer e podem ter uma duração longa. A cúpula borbulhante. Os cúmulos pequenos duram apenas entre 15 e 20 minutos. têm a base entre os 500m e os 2Km e o topo situa-se entre os 3 e 6 Km. à medida que o ar arrefece e o vapor de água nele contido condensa. Se o ar for suficientemente húmido forma-se uma pequena nuvem no momento em que o ar atinge o pico desta brecha.Tipos de nuvens Cirros As nuvens em forma de filamentos. Os cumulonimbos completamente desenvolvidos são nuvens que provocam chuva forte ou granizo ou trovoadas. característica dos cúmulos em desenvolvimento. uma nuvem pequena com uma cúpula superior arredondada. É freqüente seguirem os cirros na aproximação de uma frente quente. Quando uma massa de ar quente se eleva abruptamente a grande altitude a cima do ar frio o vapor de água nela contido vai condensar-se. das extensões de maior altitude. O calor resultante da condensação de enormes quantidades de vapor de água realimenta as correntes ascendentes de ar quente. Contudo. que é constituída por gotículas de água . devido às fortes correntes ascendentes convectivas no seu interior. enquanto o sol aquece. dissipando à medida que se afastam da fonte de ar quente que alimenta a sua formação. cada uma das quais produz uma nuvem em forma de couve flor. O topo destas nuvens congela em cristais de gelo. São constituídas por cristais de gelo e desenvolvem uma configuração regular em bandas e filas de pequeníssimos tufos brancos. Formam-se muitas vezes agrupamentos destas nuvens. Quando aparecerem no céu de forma espetacular são muitas vezes o pronuncio de uma tempestade ou de uma frente quente em aproximação. alcançam o seu máximo de extensão a meio da tarde dissipam-se quando o sol começa a arrefecer. Os cúmulos têm contornos bem marcados devido à continua produção de gotículas dentro da nuvem. Quando os cúmulos se elevam até uma camada superior de ar. torna-se achatada assim que congela e espraia-se freqüentemente em forma de penacho (a "bigorna"). antes de penetrar completamente nela. Cumulonimbos (cb) Em condições atmosféricas extremamente instáveis formam-se enormes e densos cúmulos. As nuvens de gelo tais como os cirros. Os cúmulos começam tipicamente a formar-se a meio da manhã. ao contrário da bruma. formam-se entre os 5 e os 11 Km de altitude e são inteiramente constituídas por cristais de gelo. pode ter-se a sorte de avistar os sinais da evasiva nuvem pileus. Cirrocúmulos Os cirrocúmulos do " céu encarneirado" são nuvens altas formadas entre os 5 e os 11 Km. mas rapidamente o topo do cúmulo chega aí e a nuvem pileus desaparece na massa de nuvem que se eleva. produzindo os característicos halos à roda do sol e da lua. Em condições instáveis. Os enrolamentos e formas de gancho dos cirros são os finos rastos de cristais de gelo que caem lentamente. Pileus Quando se observa o desenvolvimento dos grandes cúmulos congestus. quando o sol está fortemente aquecido. que crescem constantemente à medida que as gotículas de água são arrastadas para cima. Os cúmulos são freqüentes em dia de sol. por ação dos ventos dominantes a grande altitude. mas difícil distingui las da bruma ou da neblina. e à sua rápida evaporação no ar mais seco circundante. o ar no interior destas nuvens é mais quente do que o ar na vizinhança e assim as nuvens continuam a crescer. Elas podem apresentarem a forma de pequenos fragmentos brancos e sedosos ou então serem repuxados pelo vento e tomarem a forma de finos filamentos com as extremidades enroladas. o ar ascendente que os precedem abre uma pequena brecha nesta camada. cirrostratos e cirrocúmulos formam-se quando o ar atinge o seu ponto de saturação a temperatura inferiores a –40ºc e congela imediatamente.Após o congelamento estas nuvens tendem. anunciando a chegada de tempo instável. congelando instantaneamente. Em geral precedem uma tempestade ou uma frente quente em aproximação. Crescem a partir de cúmulos grandes.com o aspecto de um véu nebuloso transparente. O aquecimento local do sol provoca correntes ascendentes de ar quente (Térmicas). formada transitoriamente acima de um cúmulo em desenvolvimento. colocando-se a eles. brancos nos bordos mas muitos escuros na base e que se elevam como torres gigantescas até ao limite superior da troposfera.

fria. cobrindo o céu totalmente ou parcialmente. Esta camada é por vezes suficientemente ténue para deixar perceber a posição do sol através dela. Nimbostratos O nimbostrato é uma camada nebulosa espessa. separadas por vezes por porções de céu descoberto. o ar quente é obrigado a subir. cinzenta. tem a base a cerca de 400metros. separando duas massas de ar úmido e resultam. Podem resultar do espraiamento das partes medias ou superiores dos cúmulos quando estes alcançam uma camada de ar quente estável. forte e contínua. Estracumulos(Sc) Os estracumulos são nuvens baixas e muitas vezes formam-se quando o vento provoca turbulência no ar úmido junto ao solo . quando a chuva. dos altostratos que engrossam e descem. podem transformar-se em nimbostratos. com base entre os 2Km e os 6Km de altitude. formam-se acima dos estratocúmulos. Formam-se em condições de atmosfera estável. muitas vezes sombria. sobre uma superfície plana e uniforme. Quando é possível ver o sol através dos estratos. e quando a nuvem resultante tem a capacidade de se tornar suficientemente espessa para se formarem cristais de gelo nas camadas superiores da nuvem. ou então um céu quase negro que anuncia queda de neve. Consistem principalmente de gotículas de água sobrearrefecidas. pois estão mais altos e mais longe. Isto resulta de uma sucessão de correntes ascendentes e descendentes. incluindo as bandas paralelas e configurações em célula. ou neve fraca a maior altitude. o contraste entre as partes claras e escuras é grande. as nuvens causadoras de chuva.Estratos(st) A camada nebulosa. e inversamente. O nimbostrato produz um céu pesado cinzento e úmido. O nevoeiro é um estrato que se forma ao nível do solo na ausência da turbulência. ou ainda mais abaixo. pela aproximação de uma frente. de acordo com a temperatura do ar abaixo dela . mas sem o deixar ver claramente. mas podem provocar chuvisco. Quando estas nuvens são espessas. Nas imagens satélite é frequente observar-se grandes extensões destes alinhamentos de nuvens sobre os oceanos. A sua base situa-se entre os 400m e os 2km. neste caso. formam-se bandas paralelas regulares de nuvens. produzida por este. Os estratos podem também formar-se por baixo de um nimbostrato. designada por estrato. onde o ar é tão frio que são todos feitos de cristais de gelo. nuvens brancas ou acinzentadas das camadas médias da tropopausa. A força do vento molda-os em filamentos delicados. e logo empurradas pelo vento. abaixo da base da nuvem. Se tornam mais espessas abaixam a sua base no seio de massa de ar frio e úmido. quase sempre com porções escuras. Os Altocúmulos são basicamente constituídos por gotículas de água mas podem conter cristais de gelo nas camadas superiores. Dá lugar a chuva ou neve. criadas pelo aquecimento do solo e pela direcção da brisa. ou neve. constituídas por massas globulares ou em rolos. com base entre os 900 metros e os 3 km. Habitualmente os estratocúmulos não são muito espessos e tendem a provocar apenas chuva fraca ou chuvisco. mas onde o vento à superfície mantém. Substituem os cirrostratos à medida que uma frente quente se aproxima. Os nimbostratos acompanham tipicamente as frentes quentes.. Estas formações são por vezes o resultado de uma sucessão de nuvens geradas no ar húmido transportado para cima por correntes térmicas. às vezes listrada. Os estratos raramente são suficientemente espessos para produzir chuva. a temperaturas acima do ponto de congelamento.Pois é composto por amontoados mais ou menos contínuos de nuvens esbranquiçadas. Podem ainda aparecer num céu sem nuvens quando. Altostratos(as) Os altostratos são uma camada uniforme acinzentada ou azulada de nuvens. no ar frio e úmido subjacente. Num dia de sol. O estracumulo não é uma camada acinzentada uniforme como os estratos (daí a adição da palavra "cúmulos"). os estratos podem resultar da subida do nevoeiro. mas estas podem congelar ao serem capturadas por cristais de gelo que caem de nuvens mais altas. Assemelham-se freqüentemente aos estratocúmulos e poderá ser difícil distingui-los mas os seus elementos individuais parecem geralmente mais pequenos. nas regiões montanhosas ou temperaturas inferiores a 0ºc. Rabos de égua Os cirros formam-se a grande altitude. com a base entre os 2Km e 6Km. uma camada de ar bem misturado e demasiado quente para que se possa ocorrer condensação. evaporando e fazendo aumentar a umidade desta camada. baixa e cinzenta. os contornos são nítidos. O topo dos cúmulos Alinhamento das nuvens Em terrenos abertos e planos os cúmulos alinham-se frequentemente em filas.São muito freqüentes no inverno quando ar úmido se desloca para norte. misturando verticalmente o ar e transportando ar úmido da superfície para cima. Os nimbostratos formam-se quando uma camada de ar quente é forçada a elevar-se por cima do ar frio ou então a subir uma montanha. ou neve fraca mas persistente. Podem Ter origem em extensões mais altas de estratocúmulos ou em cúmulos de grandes dimensões. cai numa camada mais quente. freqüentemente com chuva contínua e apresentando farrapos soltos de nuvens cinzentas que correm muito depressa abaixo da base da nuvem principal. ao mesmo tempo em que a arrefece. Altocúmulos Os Altocúmulos. que se estendem até perder de vista. "rabos de égua": 71 . De acordo com o movimento do ar podem tomar variadas formas.

Numa atmosfera seca dispersam-se rapidamente.Um dia de chuva Nuvens sombrias. Nos trópicos é freqüente cumulonimbos gigantes. cor de carvão. resultante da evaporação numa nuvem provocada pelo ar quente dos motores. despejarem numa tarde um dilúvio. mais leves e finos. que pode durar horas e até dias seguidos. Os traços de dissipação são bandas de céu limpo. à medida que o avião atravessa a nuvem. numa atmosfera úmida permanecem durante muito tempo. que pouco mais é que neblina. O espaço entre o motor e o inicio do traço de condensação resulta do ar sair dos motores a uma atmosfera demasiado elevada para que se possa dar condensação de imediato. atenuando-se gradualmente e tornando-se cada vez menos nítidos. tendem a dar chuva mais lenta e persistente. As maiores precipitações vêm das nuvens mais espessas e mais escuras. que chegam aos 15 Km de altitude. Lençóis de nimbostratos. Estratos baixos podem envolver-nos num chuviscar permanente. como resultado da condensação do vapor de água emitido pelos motores (no vapor de água é um dos produtos da combustão do fuel). Os rastos de condensação são linhas retilíneas de nuvens que se formam no rasto dos aviões. A duração e a intensidade dos aguaceiros varia bastante. Estas nuvens são escuras porque são tão espessas e cheias de água que nenhuma luz as atravessa. que têm toda a altura necessária para se formarem gotas de água. 72 . são sinal certo de chuva iminente.

 = variação no S armazenamento de água no solo. de maneira a determinar a ET de culturas no cerrado. CAMARGO (1966). D = drenagem. para expressar a ocorrência concomitante de evaporação e transpiração de uma comunidade vegetal de pequeno porte. obtém-se a equação: P + I – D – ES – ET ± ΔS = 0 onde: P= precipitação. ES = escoamento superficial. 73 . que são verificados no solo nu. por precipitação pluvial mais irrigação suplementar e a quantidade de água perdida por percolação. onde a evapotranspiração é tratada como um processo físico. Seu trabalho foi um marco nos estudos de evapotranspiração no Brasil. Modificando-se os termos da equação do balanço hídrico. preocupado em quantificar o consumo de água e a influência dos fatores climáticos no balanço hídrico. Vários outros cientistas tentaram desenvolver fórmulas para representar a relação entre os parâmetros atmosféricos e a água consumida pelas plantas. então. o termo evapotranspiração foi utilizado por THORNTWAITE. corresponde à evapotranspiração potencial do período. Na região dos cerrados. Isolando-se a Evapotranspiração: ET = P + I ± ΔS – D – ES HISTÓRICO O conceito de evapotranspiração em termos de demanda de água pelas plantas não é recente e apareceu no início do século passado com SPALDING (1905). num determinado intervalo de tempo. a restituição de água para a atmosfera nas condições naturais do meio físico. contribuindo para a melhoria das condições de produção. cobrindo totalmente o solo. iniciou uma série de estudos. Destes. estudos sistemáticos tem sido feitos por VASCONCELLOS. e no crescimento das plantas. constituído de dois requisitos básicos: uma fonte de energia que produz calor para a vaporização e um mecanismo de transporte para remover o vapor. Evapotranspiração é. PENMAN (1948). I= irrigação. que analisou a influência da intensidade da luz na demanda da transpiração. mediu a diferença entre a quantidade de água recebida por um vaso.EVAPOTRANSPIRAÇÃO CONCEITO: Quantidade de água evaporada da superfície do solo e das plantas mais a utilizada pelas plantas no processo de transpiração. Em 1944.

do sistema solo-planta para a atmosfera. Evapotranspiração 74 . pois é uma água que sai do solo sem participar das atividades biológicas da cultura. Na transpiração há necessidade de um suprimento de energia externa. A transpiração é responsável pelo transporte de nutrientes no fluxo de massa e pela dissipação de calor. do ponto de vista agronômico.Processos que atuam na Evapotranspiração EVAPORAÇÃO É o fenômeno pelo qual uma substância passa da fase líquida para a fase gasosa. TRANSPIRAÇÃO É a evaporação da água que se dá através dos estômatos. Assim pode-se definir o fenômeno de evapotranspiração como a transferência de água na forma de vapor. para atender à demanda evaporante da atmosfera. participa de suas atividades biológicas. A transpiração pode ser considerada uma perda desejável de água. que é o gradiente de pressão de vapor e a velocidade do vento. utilizando uma energia externa. o calor. Esta perda de água dáse na superfície do solo pela evaporação e na superfície da planta através da transpiração. A evaporação é uma perda indesejável. pois esta água que passa pela planta e se perde na atmosfera. que são estruturas microscópicas (<50 μm) e que ocorrem nas folhas (5 a 200 estômatos/mm2).

EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL (ETR) É a evapotranspiração de determinada cultura. 75 . de modo a permitir a produção potencial desta cultura nas condições de campo. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. 1956). isto é.TIPOS DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL (ETP) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. 2. em fase de crescimento ativo. cobrindo completamente o solo. 4. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. de pequeno porte. 3. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA (ETc) Evapotranspiração de determinada cultura. 5. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA (ET0 ou ETr) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira (gramínea verde com 8 a 15 cm de altura). 3. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no solo. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água (PENMAN. 5. 1981). ETR será sempre menor ou igual a ETP. sob as condições normais de cultivo. 2. fertilidade e disponibilidade de água no solo. em qualquer estádio de crescimento (BERLATO & MOLION. 4. EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA (ETm) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL 1. Termos mais utilizados na atualidade: Evapotranspiração de referência e da cultura.

Evapotranspiração FATORES QUE DETERMINAM OS VALORES DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 

Climáticos: Radiação Solar; Temperatura; Umidade; Vento e Precipitação. Da planta: Espécie; variedade; sistema radicular; arquitetura, estádio de desenvolvimento. Do solo: Tipo; condutividade hidráulica; fertilidade; salinidade; infiltração e drenagem. Outros: presença de palhada, sanidade da cultura (pragas e doenças).
76

MÉTODOS DE AFERIÇÃO DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. DIRETOS Aparelhos que medem a quantidade evapotranspirada diretamente, em campo. 2. INDIRETOS Aparelhos que fornecem dados para o cálculo da evapotranspiração Equações empíricas MÉTODOS DIRETOS LISÍMETROS O lisímetro de percolação é o mais usado no país. Consiste em enterrar um tanque no solo deixando a sua borda superior 5 cm acima da superfície do solo. Do fundo do tanque sai um dreno que conduz a água até um coletor. O tanque deve ser cheio com o solo do local onde será instalado o lisímetro, mantendo a mesma ordem dos horizontes. No fundo do tanque coloca-se uma camada de brita coberta com uma camada de areia grossa, para facilitar a drenagem da água que percolou através do tanque. Pode ser de percolação, de pesagem mecânica, de flutuação e hidráulico.

Figura 1: Esquema de um lisímetro de percolação Fonte: Ferreira, 1996

Figura 2: Lisímetros de percolação (FAL – UnB) 77

SONDA DE NÊUTRONS Método muito recomendado devido a sua precisão, a sonda de nêutrons é baseada no princípio de que o hidrogênio é mais efetivo do que qualquer outro elemento para diminuir a velocidade dos nêutrons rápidos e que a maior parte dos núcleos de hidrogênio presentes no solo são encontrados na molécula de água. Os nêutrons rápidos irradiados dentro do solo são absorvidos pelo hidrogênio e então são refletidos de volta ao detector como nêutrons lentos (ROSENBERG, 1983).

Figura 1 – Sonda de Nêutrons instalada no campo

Figura 2 – Sonda de Nêutrons no campo (FAL – UnB), com a cultura da soja.

TENSIÔMETROS Os tensiômetros são aparelhos simples, colocados em diferentes profundidades no solo cultivado. A variação da água se obtém pela diferença nos respectivos teores de umidade, verificados a partir de leituras dos tensiômetros. O sinal a ser utilizado será variável conforme a variação no teor de umidade.

78

Figura 3 – Modelos de TDR 79 .Figura 1: Tensiômetros digitais Figura 2: Tensiômetros instalados no solo. e dá a resposta em termos de umidade. que mede a condutividade hidráulica do solo. com a cultura da soja (FAL – UnB) TDR Aparelho que mede a umidade em um ponto do solo através de uma corrente elétrica.

1995). dado pela equação: ET0 = EvTA . Kp Onde: ET0 = evapotranspiração de referência (mm). A evapotranspiração de referência estimada pelo método do Tanque Classe A é medida a partir da evaporação da água do tanque. Kp = coeficiente do tanque Figura 1 – Tanque Classe A Figura 2 – Tanque Classe A no campo (Estação Meteorológica – FAL – UnB) 80 . é necessária a multiplicação pelo coeficiente Kp do tanque. A evapotranspiração é medida em micrômetros de gancho. prático e econômico (STONE & SILVEIRA. EvTA = evaporação no Tanque Classe A (mm). estima-se a ET0 pela multiplicação da evaporação medida pelo coeficiente Kp que leva em conta o clima e o meio circundante do tanque. Deve ser instalado sobre um estrado de madeira e cheio de água até que o seu nível fique a 5 cm da borda superior do tanque. Para transformar esses dados em evapotranspiração. O Tanque Classe A é preciso. Por meio da evaporação do tanque (EAC).MÉTODOS INDIRETOS TANQUE CLASSE A EQUAÇÕES EMPÍRICAS TANQUE CLASSE A Consiste em um recipiente circular. assentado sobre um poço tranqüilizador. construído normalmente de aço galvanizado.

Evapotranspiração de referência de um cultivo (mm/dia) c . Rn + (1 – W) . (ea – ed) Onde: ET0 .Fator de correção W . Nas áreas que possuem dados de temperatura. Makkink. umidade.Fator relacionado com a temperatura Rn . etc. Monteith) Thornthwaite. 1992). vento e insolação ou radiação. Hargreaves & Samani. A PRECISÃO DA ESTIMATIVA VAI DEPENDER:    Fatores climáticos envolvidos Precisão dos dados meteorológicos requeridos (mét. que se baseiam em fórmulas que combinam diferentes elementos climáticos.EQUAÇÕES EMPÍRICAS Existem métodos indiretos para o cálculo da evapotranspiração. { W . pois é provável que proporcione resultados mais satisfatórios para avaliar os efeitos do clima sobre as necessidades de água das plantas (MOREIRA. Diretos) 81 . sugere-se o emprego da equação de Penman modificado.Radiação líquida f (u). é utilizada a seguinte equação: ET0 = c . Indiretos) Disponibilidade para o trabalho em campo (mét. Blaney & Criddle. f (u) . Para estimativa da evapotranspiração por meio de Penman.Função relacionada com o vento (ea – ed) – Diferença de pressão de saturação de vapor de água e sua pressão real OUTRAS EQUAÇÕES: Modificações da equação de Penman (FAO.

Exemplo de Gráfico para Kc. e expressa a proporção da evapotranspiração que está ocorrendo.COEFICIENTE DA CULTURA (Kc) Relação entre a evapotranspiração da cultura e a evapotranspiração de referência: Kc = ETc / ET0 Pra que serve o Kc? O coeficiente da cultura é um importante parâmetro utilizado para a irrigação de diferentes culturas. em relação àquela que ocorreria em condições ótimas (de referência). Fatores que influenciam o Kc: Genética da planta Época do plantio Ritmo de crescimento e duração do período vegetativo As condições climáticas Freqüência de irrigações e/ou precipitações na primeira fase de crescimento 82 .

Maximização da produtividade das culturas Sanidade das culturas (diminuição de doenças) Conservação do solo Aumento do nível de controle na produção Desenvolvimento tecnológico.Utilização agronômica da evapotranspiração Dimensionamento de projetos e sistemas de irrigação Calculo de irrigação: quando e quanto? Redução de custos: investimentos. manutenção. fertilizantes. etc. água. redução de contaminação do lençol freático. energia. 83 . etc. Conservação ambiental: água e energia.

Viabilidade de implantação de sistemas de irrigação. Excesso hídrico (E) = aparelhos ou estimativa Aplicações agronômicas do BHC À partir do conhecimento gerado pelo balanço hídrico climatológico. GERANDO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Como calcular. Consumo hídrico de diferentes culturas. Épocas mais adequadas para o preparo do solo e início das atividades agrícolas. Zoneamento agroclimático.BALANÇO HÍDRICO CLIMATOLÓGICO Possibilita monitorar o armazenamento de água no solo e quantificar o excesso e a deficiência hídrica. Adoção de práticas conservacionistas visando o controle da erosão hídrica O CONHECIMENTO DAS NECESSIDADES BÁSICAS DAS CULTURAS E O FORNECIMENTO DE INSUMOS SEM INCORRER EM FALTA OU EXCESSO. ao longo do ano. na prática o balanço hídrico climatológico? P + D – ET – Δa – E = 0 Precipitação (P) = aparelhos de medição (pluviômetro ou pluviógrafo) Déficit hídrico (D) = calculado à partir da evapotranspiração Evapotranspiração (ET) = aparelhos (métodos diretos) ou equações empíricas (indiretos) Variação no armazenamento de água do solo (a) = aparelhos (tensiômetros. pode-se obter:          Informações relacionadas ao conhecimento do regime hidrológico de uma região. CONTRIBUEM PARA UM EQUILÍBRIO NOS MEIOS PRODUTIVOS. Inferência analítica sobre o efeito do fator água sobre o interesse econômico. Armazenamento da água da chuva. numa região. sendo também uma ferramenta para se estudar a viabilidade de implantação de sistemas de irrigação e/ou drenagem. 84 . Viabilidade de produção de determinadas culturas ou aclimatação de espécies vegetais exóticas. sonda de nêutrons) ou tabelas (recomendações).

está situada mais ou menos perto da superfície e m razão da atração gravitacional da Terra. é a medida da altura de um objeto aerotransportado sobre a pressão constante de uma superfície. pelo reflexo total e pela dispersão da luz. É visível quando o Sol brilha e o ar contém água vaporizada ou pingos de chuva. ADVECÇÃO . e da maioria dos gases importantes em meteorologia.O movimento horizontal do ar mais frio em um local. Isto varia de acordo com a textura. amarelo. é o oposto de uma área de baixa pressão. É quando a temperatura média do mar está em torno de 15 graus Celsius.O gás ou a porção de ar do ambiente físico que cerca um planeta. A observação é usada para informar à população. ANEMÔMETRO . Superfícies com altas taxas de albedo incluem areia e neve. Nas latitudes média s. É criado por refração. de cristais de gelo. o que ocorre durante ou imediatamente após uma chuva. ou sobre o nível do mar. É considerado o oposto de úmido quando se fala em climas. ABSORÇÃO . Move-se no sentido no sentido antihorário no Hemisfério Sul e horário no Hemisfério Norte. estratosfera. A radiação absorvida é então transformada em energia molecular. O arco sempre é visto no céu do lado oposto em que está o Sol. Pode formar vários sub-tipos.Esta nuvem de altura média é basicamente composta de gotículas de água e.000 pés) de altitude .Instrumento usado para determinar a altitude de um objeto a partir de um nível fixo. é o vapor de água (H2O). ou 29. verde.000 e 18.Instrumento que mede a velocidade e força do vento. As divisões da atmosfera incluem: troposfera. Do branco ao cinzento. ALTÍMETRO . sobre o local.O valor da pressão para o qual a balança do altímetro de uma aeronave é determinado. ÁRIDO .Área de pressão que diverge os ventos numa rotação anticiclônica (oposta à rotação da Terra). é geralmente encontrada entre 2. Nas latitudes médias. ALTÍMETRO DE PRESSÃO .Relação da quantidade de radiação refletida da superfície de um objeto e comparada à quantidade de reflexos que a radiação produz.5 graus Celsius a cada quilômetro que nos elevamos na atmosfera.Processo no qual a energia luminosa incidente é retida por uma substância. e violeta). Um dos componentes mais importantes do ar. ADVECÇÃO QUENTE .09%.Barômetro aneróide calibrado para indicar a altitude em pés em vez de unidades de pressão.013.93% e dióxido de carbono (CO2) a 0. chuvas e condensação. ALERTA DE FURACÃO . onde.Transmissão de calor ou qualquer fenômeno na atmosfera pelo movimento horizontal de uma massa de ar (vento). ALTITUDE . oxigênio (O2) a 20. efetivamente. azul claro. mesosfera. a intensidade e o movimento da tempestade. e a variação da temperatura é de -6. ALTOCUMULUS .000 pés) de altitude. Os gases principais que compõem o ar seco são nitrogênio (N2) a 78.Nota formal divulgada por meteorologistas quando se conclui que existem condições para ocorrer um furacão em uma área litorânea. projetada para proteger os instrumentos que medem a temperatura da exposição direta ao Sol. Muitas vezes confundida com nuvens do tipo cirrocumulus. de forma que ela indique a altitude de uma aeronave em relação ao nível do mar. ou num grupo de ilhas. 85 . não existe umidade no ar. as nuvens do tipo altostratus podem criar um véu ou lençol fibroso. em terra e no mar.92 polegadas de mercúrio.300 e 5. argônio (A) a 0. grossas e cinzentas. ALTAS LATITUDES . Também conhecida como área de alta pressão. laranja. o padrão de pressão é de 1.Estrutura semelhante a uma caixa ventilada.25 milibares. Exemplos inclue m transmissão horizontal de calor e umidade. ALBEDO . às vezes. nas próximas 24 a 36 horas.Arco luminoso que exibe todas as cores do espectro visível de luz (vermelho. Virga também provém destas nuvens. seus elementos (nuvens individuais) têm uma massa maior e projetam uma sombra em outros elementos.Transmissão horizontal do ar mais quente em uma determinada área. A isto é dado o apelido de "ovelhas" ou "flocos de algodão". cor e expansão da superfície do objeto e é informado em percentagem.Atmosfera padrão é uma expressão definida pela International Civil Aeronautical Organization (ICAO).000 metros (15. esta nuvem de altura média é básicamente feita de gotículas de água. como altocumulus castellanus. ionospera e exosfera. Também chamada de região polar. É um bom indicador de precipitação e freqüentemente precede uma tempestade. ATMOSFERA . ADVECÇÃO FRIA . ALTOSTRATUS . No caso da Terra.400 e 6.Faixa de latitude localizada aproximadamente de 60 a 90 graus nos Hemisférios Norte e Sul.Em meteorologia. é encontrada entre 4. Normalmente os meteorologistas medem a altitude a partir da pressão do nível do mar. muitas vezes obscurecendo o Sol ou a Lua. ou ciclone.033%. AR . Virga freqüentemente provém destas nuvens.É considerado como a mistura de gases que compõem a atmosfera da Terra.946%.Composta de massas globulares baixas. ANTICICLONE . ou altocumulus lenticularis. enquanto que baixas taxas de albedo incluem florestas e terra fresca. O altímetro é ajustado com a aeronave no chão.000 metros (8.Termo usado para definir um clima extremamente seco. AJUSTE DE ALTÍMETRO . ATMOSFERA PADRÃO . azul.000 e 20. A característica que a define é uma camada inchada e ondulada na nuvem que pode ser vista com freqüência.GLOSSÁRIO METEOROLÓGICO ABRIGO METEOROLÓGICO . ARCO-ÍRIS .

aberto numa ponta e fechado na outra. CÉLULAS DE CIRCULAÇÃO . veja Barômetro aneróide. é a ausência aparente de movimento da superfície de água.Condições atmosféricas destituídas de vento ou de qualquer outro movimento do ar. CHUVISCO .5 milhas (15 a 20 quilômetros) da superfície da Terra. a lanterna e a mancha iluminada na nuvem. À medida em que a pressão atmosférica aumenta. CICLOGÊNESE . A primeira Lei da Termodinâmica demonstrou que o calor absorvido por um sistema pode ser usado pelo sistema para fazê-lo funcionar. ou intensifica um sistema preexistente. às vezes.Camada atmosférica que contém uma proporção alta de oxigênio que existe como ozônio. Provém de nuvens do tipo stratus e é freqüentemente associada com baixa visibilidade e névoa. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual.5 a 12. As medidas no vidro registram a pressão em polegadas e milibares. foram eles que levaram os observadores a usar os Barômetros Aneróide. CAVADO EQUATORIAL . Normalmente mede-se a precipitação através de um pluviômetro. quando não há nenhum vento ou ondulação. Na condição de ozônio ela age como um filtro. tornados e sistemas tropical e extratropical. o que influencia o clima dessas regiões.Área alongada de baixa pressão atmosférica que é associada com uma área de circulação ciclônica mínima. As medidas são calculadas em polegadas de mercúrio. O aneróide é uma cápsula fina e fechada de metal ou célula. físico e matemático italiano. Embora barômetros de mercúrio sejam muito precisos.O processo que cria um novo sistema de baixa pressão. Dois exemplos são o Barômetro aneróide e o Barômetro de mercúrio. Possa ser chamado de um B.Forma de energia transferida entre dois sistemas em virtude de uma diferença na temperatura. regiões de clima temperado. tanto ao norte quanto ao sul do equador.Precipitação que cai lentamente em forma de minúsculas gotículas de água com diâmetros menores do que 0. ou polar. no centro da qual há um mínimo de pressão relati va. Geralmente considerado como um ciclone fronteiriço migratório encontrado nas médias e altas latitudes.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico.Dispositivo usado para registrar a temperatura em grandes profundidades (pressão) do oceano. Situa-se entre a troposfera e a estratosfera. A altura da coluna de mercúrio no tubo é a medida da pressão do ar. feita em geral de fósforo de bronze ou cobre de berílio. É um tubo de vidro longo. A circulação do vento segue a direção horária no Hemisfério Sul e anti-horária no Hemisfério Norte. que se desenvolve sobre as águas tropicais e.Qualquer ciclone de origem não tropical. ou para elevar sua energia interna. Mede o ângulo da base da nuve m incluído pelo observador (ou equipamento). CHUVA . Como exemplo. BARÔMETRO ANERÓIDE .Um instrumento para medir a pressão atmosférica. É o nome dado para um ciclone tropical no Oceano Índico. protegendo o planeta da radiação ultravioleta. CICLONE . BARÔMETRO DE MERCÚRIO .Quantidade de precipitação de qualquer tipo.Um instrumento usado para medir a pressão atmosférica. CAMADA DE OZÔNIO .Núcleo aquecido do sistema de baixa pressão atmosférica. CEILÔMETRO . Precede também o aparecimento de um Cavado Equatorial ("trough"). com ventos convergentes e circulares.Cinturão localizado entre zero e 30 graus de latitude. Outros fenômenos com fluxo ciclônico podem ser definidos por esta expressão e também como poeira do diabo. mas também pode ser chamado de sistema de baixa pressão. como os trópicos. dentro da qual é encontrada a maior parte das formas de vida terrestre. CICLO DA ÁGUA . o mercúrio volta para o fundo.T.Um instrumento que registra continuamente a leitura que um barômetro está fazendo da pressão atmosférica.5 milímetros (0.Grandes áreas de circulação do ar criadas pela rotação da Terra e pela transferência de calor na linha do equador.O estado do céu quando nenhuma nuvem ou obscurecimento são vistos ou detectados do ponto de observação. BIOSFERA . CICLONE TROPICAL . O primeiro a usar o Barômetro de Mercúrio foi Evangelista Torricelli (1608-1647). CALOR . CICLONE EXTRATROPICAL . BATITERMÓGRAFO . instrumento de medição que indica a intensidade da precipitação medido em milímetros de chuva. Enche-se o tubo com mercúrio e sela-se o tubo temporariamente. a aproximadamente 9. Um vazio quase perfeito se forma na parte fechada do tubo. para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica. Também chamado de região tropical ou tórrida. ou ciclone.02 polegadas). considerando a média de sua ocorrência em um deter minado local.Instrumento usado para medir a elevação angular de uma luz projetada na base de uma nuvem. É referida como "DZ" quando está em observação e pelo Metar. Oposto de crista. o mercúrio se movimenta do tanque para a parte superior do tubo. Em termos oceânicos.Instrumento usado para medir a mudança da pressão atmosférica. Oposto de um anticiclone ou de um sistema de alta pressão. BARÓGRAFO .B BAIXAS LATITUDES .Área de pressão de circulação fechada.Zona de transição entre a Terra e a atmosfera. É considerada a porção exterior da geosfera e a porção interna ou mais baixa da atmosfera. Registra a mudança na forma de uma célula de metal vazia para medir variações na pressão atmosférica. por um número determinado de anos. A circulação fica restrita a uma região específica. 86 . quando a pressão atmosférica di minui. depositando-o num tanque de mercúrio. depois que o mercúrio desce. Também chamado de extratropical baixo ou tempestade extratropical. BARÔMETRO . principalmente da água em estado líquido. C CALMARIA . CÉU CLARO .

Em algumas condições atmosféricas. com a aparência de um lenço l plano e fibroso. É o oposto de cavado equatorial ("trough"). COORDENADAS UNIVERSAIS DO TEMPO . Cria geralmente um "céu escamado".Um dos vários nomes para as 24 horas do dia. c huva de granizo. trovões e. uma vez que as ondulações podem se parecer com escamas de peixe.Rajada de vento criada por uma mudança rápida na direção do vento com altura. mas o topo pode variar em altura. Em números absolutos. elas podem crescer verticalmente ao longo do dia. é freqüentemente acompanhada por chuvas pesadas. na troposfera. composta de cristais de gelo.Corredor geográfico nos Estados Unidos que vai do norte doTexas a Nebraska e Iowa. Deve ser suficientemente prolongado para que a falta de água cause sério desequilíbrio hidrológico. CÚMULUNIMBUS . Pode dar ao céu um ligeiro tom leitoso ou velado.Movimento do vento que resulta num influxo horizontal do ar em uma região específica. Também é um dos dois tipos de nuvem baixa. Esta nuvem é uma boa precursora de precipitação. normalmente são encontradas formações dessas nuvens entre 20. indicando que isto pode ocorrer num prazo de 12 a 24 horas.000 pés de altitude (6. Às vezes é confundida com altocumulus. às vezes. Descreve padrões menores em sistemas de pressão semi-permanentes como também as correntes relativas e permanentes globais do ar. que se desenvolve a partir da nuvem cirrus e se estende em uma camada fina. A base da nuvem está freqüentemente a uma média de 900 metros de altitude (3. do estado gasoso para o estado líquido. Fluindo em uma faixa semi-contínua ao redor do globo.O estudo do clima. jatos de superfície. É marcado por uma concentração isotérmica e por um cisalhamento vertical forte. ou ventos fortes e tempestuosos. Cirrus é uma nuve m magra. Nuvens pequenas e esparsas do tipo cumulus estão associadas com tempo bom (cumulus humilis).000 metros de altitude (20.Área alongada de alta pressão atmosférica. o fenômeno pode ser classificado como perturbação tropical. ou delgada. com as quais é associada no céu. COALESCÊNCIA . CONVERGÊNCIA . esta parte dos Estados Unidos registra mais tornados do que qualquer outra. CISALHAMENTO DIRECIONAL . ou Tempo Médio de Greenwich (GMT). CLIMATOLOGIA . tornados.O aquecimento de um fluxo de ar quando desce uma colina ou o declive de uma montanha. com exceção do topo das bigornas de nuvens cumulunimbus que. depressão tropical. A palavra é derivada do grego. Oposto de divergência.Área de ventos fortes concentrados em uma faixa relativamente estreita na troposfera superior das latitudes médias e regiões subtropicais dos Hemisférios Norte e Sul. Ventos convergentes em níveis mais baixos são associados com movimento superior. Dependendo dos ventos de sustentação da superfície. CONDENSAÇÃO . do oeste para leste. ou pelo contato de uma substância com outra. e jatos subtropicais. CIRRUS . Estas propriedades podem ser calor e/ou umidade. CIRROCUMULUS .Uma das três formas básicas de nuvem (as outras são cumulus e stratus). furacão ou tufão. ou mais. raios. que aparece freqüenteme nte com a forma de véus remendados ou como margem de praia.Nuvem do tipo cirrus. é usado para descrever o fluxo de ar que se move no sistema de pressão da atmosfera. significando inclinação e refletindo a importância que os estudos da antiguidade atribuíram à influência do Sol. CONDUÇÃO .000 e 9. é usado para descrever o fluxo da corrente de água dentro de uma grande área. Clima excessivamente seco numa região específica. Também é um dos três tipos de nuvem alta. Outros nomes para esta medida de tempo são Zulu (Z). que tem a aparência de um lençol de bolas brancas e pequenas. Várias dessas correntes incluem jatos do ártico. Quando vistos da superfície da Terra. CIRRUSTRATUS . Oposto do circulação ascendente ("upslope"). e que se movimenta de forma circular organizada.000 metros). As estatísticas são extraídas de várias décadas de observação. usado pelas comunidades científicas e militares.Processo pelo qual o vapor de água sofre uma mudança. porém. CORRENTE DE JATO . CIRCULAÇÃO .Movimentos dos fluidos que transportam e misturam as propriedades de um fluido específico. estas nuvens podem se trans formar em nuvens 87 .subtropicais. a partir da base (fundo) para cima.Um das três formas básicas de nuvem (as outras duas são cirrus e stratus). as Correntes de Jato são causadas pelas mudanças da temperatura do ar ? quando o ar polar frio que se move para o equador encontra o ar equatorial quente que e stá se movendo para o pólo. associada à área de circulação máxima de um anti -ciclone. Nas latitudes médias. jatos polares.A fusão de duas gotas de água em uma única gota maior.Fluxo ou movimento de um fluido em ou por uma determinada área ou volume. CUMULUS . tem uma massa individual menor e não lança sombra em outros elementos. estes cristais de gelo podem criar o efeito de halo ao redor do Sol ou da Lua. Com o aquecimento adicional da superfície da Terra. Em termos oceânicos. Também é o tipo de nuvem menos comum e se forma freqüentemente a partir das nuvens cirrus ou cirrustratus.Transferência de calor pela ação de uma substância molecular. tempestade tropical. É uma nuve m que se desenvolve numa direção vertical. CRISTA . é o oposto de subsidência.O registro histórico e a descrição da média diária e sazonal de eventos climáticos que ajudam a descrever uma região. gerando um efeito ondulado. se formam em alturas excessivas. Quando usado para insinuar só o movimento superior vertical.000 pés). É o processo físico oposto ao da evaporação. Inclui dados climáticos.Nuvem que se desenvolve verticalmente da nuvem cúmulo e é freqüentemente coberta por uma nuvem cirrus em forma de bigorna. klima.000 pés). Em meteorologia.Nuvem do tipo cirro com desenvolvimento vertical. Também chamada de nuvem de temporal.000 e 30. a análise das causas das diferenças no clima e a aplicação de dados climáticos na solução de objetivos específicos ou problemas operacionais. O topo de tal nuvem pode alcançar facilment e 6. CLIMA . CIRCULAÇÃO DESCENDENTE DE VALE E MONTANHA . CORREDOR DOS TORNADOS . É a nuvem mais alta que se forma no céu. CONVECÇÃO . ocasionalmente.

maiores. Apresentada em 1848 por William T. DIVERGÊNCIA . EFEITO ESTUFA .033%. ESCALA FAHRENHEIT DE TEMPERATURA . para distinguir o fenômeno de outras características sinóticas.2 graus Fahrenheit. o qual é composto da velocidade de vento. ENCHENTE REPENTINA . Abrange 0. no nível do mar. é equivalente a uma gravidade específica e representa a relação do peso de um determinado volume de água do mar com o volume igual de água destilada a 4. DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) .O aquecimento cíclico da temperatura da água do mar no Oceano Pacífico Oriental e na costa ocidental da América do Sul. Mais comumente usada em áreas que seguem o sistema inglês de medidas. meso-escala e tempestades. mas impedem que parte desse aquecimento retorne para o espaço. Kelvin. Também conhecida como Escala de Temperatura Absoluta.Um sistema para calcular e informar a velocidade do vento. o equinócio da primavera acontece em torno de 20 de março e o equinócio do outono em torno de 22 de setembro.Inundação que acontece muito rapidamente. Contrasta com macro-escala. E EFEITO CORIOLIS . Mais comumente usada em áreas que utilizam o sistema métrico de medida. e os efeitos visíveis sobre as superfícies da Terra ou do mar. Nevoeiros podem se formar de uma nuvem estrato que toque o solo. ESCALA KELVIN DE TEMPERATURA . Barão de Largs (1824-1907). enquanto que no Hemisfério Sul se desvia para a esquerda. com pouca ou nenhuma possibilidade de um alerta antecipado e que. tem um ponto de congelamento de +32 graus F (Fahrenheit) e um ponto de ebulição de +212 graus F. ou pelo descongelamento de uma grande quantidade de gelo. ou cavado equatorial ("trough"). Isto acontece quando as águas mornas equatoriais mudam e deslocam as águas mais frias da Corrente de Humbolt. D DENSIDADE . Enchentes repentinas podem ser causadas por chuva súbita excessiva. EQUINÓCIO . Oposto de convergência. A força é maior nos pólos Norte e Sul e quase inexistente no equador. ESCALA DE TEMPERATURA CELSIUS .Escala de temperatura na qual o nível da água do mar tem um ponto de congelamento em zero graus C (Celsius) e um ponto de ebulição em +100 graus C. ou menos.Um gás pesado e incolor que é o quarto componente mais abundante do ar seco. uma baixa. Em oceanografia.Em meteorologia. que permitem que os raios do Sol aqueçam a Terra. é outro nome usado para definir uma área de baixa pressão.Uma das três formas básicas de nuvem (as outras duas são o cirrus e o cumulus). ESCALA DE BEAUFORT . cinzenta e baixa. no alto. 60 quilômetros por hora (33 nós). pelo rompimento de uma represa. O mesmo que centígrado. ou de u ma ondulação que está se dirigindo para o leste de forma organizada. levando em consideração uma área horizontal de várias centenas de quilômetros ou mais. resulta de chuva intensa sobre uma área relativamente pequena. ESTRATOS . ESCALA SINÓTICA . DEPRESSÃO . Embora possa produzir garoa ou neve. A escala foi inventada por Sir Francis Beaufort (1777-1857).Ponto no qual a eclíptica intercepta o equador celestial. interrompendo seu processo de ascenção. um termo descritivo. raramente produz 88 . É usada principalmente para propósitos científicos. a mais comum de todas as nuvens baixas. sendo equidistante dos pólos Norte e Sul. ELEVAÇÃO DA ESTAÇÃO . Seu desenvolvimento pode criar mais tarde uma nuvem cumulu nimbus. talvez.Força por unidade de massa que deriva apenas da rotação da Terra e que age como força de deflexão. devido principalmente à presença de dióxido de carbono e vapor de água. É grossa .500 metros de altitude acima da superfície da Terra. DEPRESSÃO TROPICAL .0 graus Celsius ou 39.Relação da massa de uma substância com o volume que ela ocupa. EL NIÑO .Círculo geográfico a zero graus de latitude na superfície da Terra. No Hemisfério Norte o ar se desvia para a direita de seu caminho. a 9ª Conferência Geral de Pesos e Medidas substituiu a expressão "grau centígrado" por "grau Celsius".Ciclone tropical.Escala de temperatura em que a água. Tendo.Aquecimento global da parte mais baixa da atmosfera da Terra. físico e matemático escocês nascido na Irlanda.Escala de temperatura cujo ponto de congelamento é em +273 graus K (Kelvin) e o ponto de ebulição e m +373 graus K. É baseado na Força ou Número de Beaufort. Também é um dos dois tipos baixos de nuvem. Criada em 1714 por Gabriel Daniel Fahrenheit (1696-1736). e m geral. um físico alemão que também inventou o álcool e os termômetros de mercúrio. tem camadas uniformes e raramente está a mais do que 1. É a linha imaginária que divide o planeta em Hemisfério Norte e Hemisfério Sul. Depende da latitude e da velocidade do objeto em movimento. Em 1948. Dias e noites são quase iguais em duração. sendo. conhecidas como cumulus congestus e podem produzir chuva. que é o nível de referência para todas as medidas atuais da pressão atmosférica naquela estação. no qual os ventos de sustentação da superfície são de. pode lentamente se formar a partir de uma perturbação tropical. É uma nuvem em forma de lençol e que não exibe elementos individuais. També m se aplica a uma fase de desenvolvimento do ciclone tropical conhecida como depressão tropical. hidrógrafo da Marinha Real Britânica. com um movimento descendente do ar suspenso. Divergência a níveis mais baixos está associada. um ou mais isóbaras fechadas. caracteristicamente. No Hemisfério Norte. Foi criada por Anders Celsius em 1742.Distância vertical sobre o nível médio do mar.Movimento do vento que resulta numa corrente horizontal de ar vinda de uma região em particular. EQUADOR . que pode resultar em mudanças significativas dos padrões climáticos de várias regiões do planeta.Tamanho dos sistemas migratórios de alta ou baixa pressão na mais baixa troposfera. no máximo. A nuvem estratos pode dar ao céu uma aparência nebulosa.

ou garoa. FRENTE QUENTE . FRENTE POLAR . ou nenhuma fronteira distinta. Algumas fotos são tiradas durante um período de luz visível (luz do dia). Veja frente oclusa e frente fria. Sob temperaturas mais frias. neve. Geralmente. a pressão atmosférica sobe e. FRENTE OCLUSA . ao avançar. a temperatura e a umidade aumentam. é uma frente complexa que se forma quando uma frente fria se encontra com uma frente quente. a área de convergência entre calor.Frente semi-estacionária é a frente que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. Veja Frente Fria e Frente Quente.Precipitação que se origina de nuvens convectivas. Este mesmo ciclone tropical é conhecido como tufão no Pacífico ocidental e como ciclone no Oceano Índico. ou "água sólida". FRENTE . Também conhecida como frente semi-estacionária.Zona de transição ou superfície de contato entre duas massas de ar de densidades diferentes. como vapor de água. ou quando as partículas maiores se dispersam.O término ou "morte" de uma frente. Neste caso. assim como chuvas convectivas e temporais. Ausência de calor. Em geral. mar caribenho. O tipo de fronteira criado por elas depende da maneira como elas se encontram.Fronteira quase sempre semi-contínua. como o fluxo do vapor de água. substitui uma massa de ar relativamente fria que está indo embora. Isto acontece quando duas massas de ar adjacentes ? que exibem densidades e temperaturas diferentes ? se reúnem pela ação dos ventos. Pode ser encontrado na atmosfera em forma de cristais de gelo. GRAU . Fahrentheit e 89 . EVAPORAÇÃO . as partículas restantes se espalham amplamente pela atmosfera. É informado como "FU" quando está em observação e pelo Metar.Medida de diferença de temperatura que representa uma única divisão numa escala de temperatura. são considerados granizo. ou que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. FRENTE SEMI-ESTACIONÁRIA . F FOTOS DE SATÉLITE .Condição marcada por temperatura realmente baixa.Também conhecida como "oclusão". FURACÃO . com a passagem de uma frente fria. FRIO . o que normalmente implica temperaturas diferentes. É també m conhecida como frente estacionária. que revelam a temperatura das nuvens e podem ser usadas de dia ou de noite. de forma muito rápida. Seqüências de imagens registradas por satélites ajudam os meteorologistas a elaborar as previsões do tempo. FRONTÓLISE . Pedaços com um diâmetro de cinco milímetros ou mais. bolas de neve. acrescida da transpiração das plantas. É o processo físico oposto de condensação. Nuvens que produzem precipitação pesada podem existir sobre a camada da nuvem estratos. FRENTE FRIA . a passagem de uma frente quente não é tão pronunciada quanto a passagem de uma frente fria. EVAPOTRANSPIRAÇÃO . Por exemplo. a pressão sobe e o vento muda de direção (normalmente do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico.A extremidade principal de uma massa de ar fria que avança deslocando o ar quente de seu caminho. embora os ventos troquem de direção (em geral. o ar fica claro depois da passagem da frente. Oposto de frontólise.O total de água transferida da superfície da Terra para a atmosfera.Fotos tiradas por satélite meteorológico que revelam informações importantes.O processo físico pelo qual um líquido. ou mais).precipitação pesada. Precipitação em forma de chuva. pedaços menores de gelo são classificados como bolas de gelo. Oposto de Gênes e das Frentes (frontogênese). FRONTOGÊNESE . ou granizo mole. quando a zona de transição está perdendo suas propriedades contrastantes. G GELO . Precipitação geralmente antecede ou sucede a frente fria e. e que cai em forma de bolas ou pedaços irregulares de gelo ? quando os pedaços têm formatos e tamanhos diferentes. Bolas isoladas são chamadas de pedras. Veja escalas em Celsius. Parte integrante de uma antiga teoria meteorológica conhecida como "Teoria da Frente Polar". criando uma frente. o movimento das frentes climáticas e o desenvolvimento de um sistema tropical. Granizo pequeno ou bolas de neve são referidas como "GS" quando estão em observação e pelo Metar. Desenvolve-se quando três massas de ar de temperaturas diferentes colidem. ou mais. ar úmido e frio e ar seco. semi-permanente que existe entre massas de ar polar e massas de ar tropical. Outras são tiradas com lentes infra-vermelhas. nevoeiros também podem anteceder a entrada da frente quente. é transformado em estado gasoso.Nome dado a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). Veja Frente Oclusa e Frente Quente. do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). É composto da evaporação do líquido. Geralmente. ou a mbas se movem sobre uma superfície que fortalece suas propriedades originais. É comum nas costas orientais da América do Norte e da Ásia. mas algumas condições para nevoeiro também podem ser produzidas pelo ar quente. uma linha de tormenta pode antecipar a frente. Veja Frente fria e Frente quente. geralmente antecedem a frente na superfície. bolas de gelo e granizo. FRENTE ESTACIONÁRIA . Poderia acontecer quando qualquer uma das massas de ar. como a água. Podem se transformar em neblina quando viajam por uma grande distância (40 a 160 quilômetros. com a passagem de uma frente quente. É referido como "GR" quando está em observação e pelo Metar. a temperatura e a umidade diminuem.Pequenas partículas suspensas no ar produzidas por combustão.Forma sólida de água. no Oceano Atlântico Norte.Nascimento ou criação de uma frente.Extremidade principal de uma massa de ar quente que.Frente que é quase estacionária. como cumulunimbus. FUMAÇA . quando a massa de ar que se move sobre o oceano tem uma fronteira fraca. por exemplo GRANIZO .

confira o mapa dos índices de calor. É o código básico de mensagens de observação exigido e usado nos Estados Unidos para informar sobre condições meteorológicas na superfície.Marcado por uma concentração de curvas isotérmicas e ventos verticais. Tal como a latitude.Kelvin.O conceito está associado ao aumento ou redução habituais de uma propriedade atmosférica em grandes altitudes. INVERNO . Quando esta massa de ar se move de sua região de origem.Escala de fenômenos meteorológicos que variam em tamanho de alguns quilômetros até cem quilômetros aproximadamente. MÉDIA DIÁRIA DE TEMPERATURA . Segundo o Metar. temperatura. MCSs e as rajadas de vento. mais freqüentemente. MICRO-BARÓGRAFO . e a linha do equador está a zero grau. Tende a migrar para o sul no inverno do Hemisfério Norte e para o norte no verão. dinâmica. Veja Tempo Médio de Greenwich. METAR . aviação. a informação deve conter. A distância entre as linhas de longitude é maior no equador e menor latitudes mais altas.A temperatura média de um dia.Massa de ar que se desenvolve ao redor dos polos.013. hidrometeorologia operacional e sinóptica. LATITUDE . I ÍNDICE DE CALOR . condições atuais do tempo. INVERSÃO . Isto inclui os MCCs.Cinturão localizado aproximadamente entre 35 a 65 graus de latitude norte e sul. mínima das 00 e 12TMG. O limite desta massa de ar é freqüentemente definido como frente polar. em Greenwich. MASSA DE AR POLAR . Cientistas que estudam a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. Para um exemplo. caracterizada pelo frio da superfície nas grandes altitudes. pode ficar mais rasa em altura. condições da pista. M MAPA SINÓTICO . LONGITUDE .Ciência que estuda a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. ÍNDICES DE FRIO DO VENTO .e o Meridiano Principal. MILIBAR .Cálculo de temperatura que considera os efeitos do vento e da temperatura no corpo humano. É medida em graus. e nos meses de Junho. Isto ocorre nos meses de Dezembro. ao longo do qual as características da temperatura horizontal e da umidade são semelhantes. em geral. uma característica semi-permanente. Fenômenos menores são classificados pelos valores da micro-escala.Do ponto de vista astronômico. Sua representação é feita através de linhas paralelas que cirdundam o planeta horizo ntalmente e o dividem em Norte e Sul. visibilidade. MESO-ESCALA . METEOROLOGIA / METEOROLOGISTAS . entre outros.000 metros de altitude. Descreve a média da perda de calor num corpo humano e a maneira como a temperatura é sentida. em relação à linha do equador. Sua representação é feita em linhas verticais que cruzam a Terra do Pólo Norte ao Pólo Sul. a mais de 12. L LANTERNA . é medida em graus . Normalmente refere-se à razão direta do aumento de temperatura em elevação de altitude.Acrônimo de Meteorological Aerodrome Report. LATITUDES MÉDIAS . 90 . que é o inverso do declínio habitual da temperatura em locais altos. enquanto que os de maior extensão são classificados na escala sinóptica. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Norte. A pressão padrão da superfície terrestre é 1. veja o mapa de frio do vento. condições do céu. na medida em que se movimenta para o sul.2 milibares.Localização. Algumas áreas da meteorologia abrangem estudos sobre agricultura aplicada.Unidade padrão de medida para pressão atmosférica usada pelo National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos).Localização. este jato de vento é a fronteira entre o ar subtropical e o ar tropical. Julho e Agosto no Hemisfério Sul. de um dado ponto na superfície da Terra. Os pólos Norte e Sul estão a 90 graus em relação à linha do equador.Instrumento projetado para registrar continuamente a leitura que um barômetro faz das pequenas alterações na pressão atmosférica. É encontrado a aproximadamente 25 a 35 graus de latitude norte e. MASSA DE AR . de um dado ponto na superfície da Terra. semi-contínua. Um milibar é equivalente a 100 newtons por metro quadrado. considerando-se a média das leituras de hora em hora ou.Instrumento que consiste de um tambor e um sistema ótico que projetam uma faixa estreita e vertical de luz sobre uma base de nuvem. Para um exemplo. A região também é chamada de zona temperada. Não se trata de temperatura atual do ar. em relação ao Meridiano Principal. as temperaturas máxima. É caracterizado pelas temperaturas mais frias do ano. é o período entre o solstício de inverno e o equinócio vernal. ponto de condensação e ajuste de altímetro.Qualquer mapa ou quadro que descreva as condições meteorológicas ou atmosféricas de uma grande área em qualquer momento determinado. quando o Sol está sobre o hemisfério oposto. corresponde a zero grau de longitude. Não é a temperatura atual do ar.Combinação da temperatura do ar e umidade que descrevem como a temperatura é sentida. no mínimo: velocidade e direção dos ventos.Um corpo extenso de ar. J JATO SUBTROPICAL . As Zonas de tempo são relacionadas à longitude.

O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. caracterizado por uma área mais ou menos circular de ventos claros e chuvas esparsas. NEVADA . ou ventos que descrevem o estado da atmosfera.151 milhas por hora.Período de tempo desconfortável e excessivamente quente. pressão. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica NÚCLEO DE CONDENSAÇÃO . pressão.Medida de velocidade náutica. É referida como "FG" quando está em observação e pelo Metar. NEBLINA . ou 1. Muitas vezes sua base não pode ser vista devido ao peso da precipitação. percentagem de umidade relativa. Um observador é aquele que registra as avaliações dos fatores meteorológicos. quando o olho começa a diminuir seu tamanho. formam uma sup erfície na qual o vapor de água pode condensar. situado em Silver Spring. Nos Estados Unidos.Em meteorologia. Pode se formar de nuvens do tipo Cumulus quando estas estão se transformando em estrato. Em geral. é a principal organização do National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos).2C). dependendo do tamanho das gotículas de água e da quantidade de luz solar que a atravessa. precipitação (chuva. Freqüentemente tem a aparência de um mosaico. considerando a média de sua ocorrência em um determinado local.). "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. em geral em forma hexagonal e complexamente ramificados. reduz a visibilidade para apenas 400 metros. Na Inglaterra. É formada quando a temperatura e o ponto de condensação do ar se tornam os mesmos . Uma nuvem se forma na atmosfera por causa da condensação do vapor de água. The Weather Channel usa 91 .Conjunto de microscópicas gotículas de água suspensas na atmosfera. O cálculo do nascer do Sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar.Massa de minúsculas mas visíveis gotículas de água suspensas na atmosfera. NORMAL . Para informação adicional. ventos que excedem 72Kmh e visibilidade reduzida quase a zero pela precipitação de neve. formas arredondadas e cilíndricas. Os Parâmetros podem incluir temperaturas (altas. Nuvem baixa composta de camadas ou de partes dos elementos de outra nuvem.Nuvem típica da formação de chuva ou neve. Veja Poe nte ou pôr-do-sol para uma comparação. com ventos de 56Kmh. o que.N NASCER DO SOL . refere-se ao momento em que o centro do disco solar está à vista. Promove e qualifica medidas de interesse do meio-ambiente mundial. formados diretamente pelo congelamento do vapor de água que se encontra suspenso na atmosfera. etc. caracterizada por um começo e um fim súbitos. próximas ou junto à superfície da Terra. O OBSERVAÇÃO .852 quilômetros por hora. temporais. enfatizando os recursos atmosféricos e marinhos.Centro de uma tempestade tropical ou furacão. Um nó é equivalente a 1. neve.Céu encoberto por oito oitavos de camada de nuvem. é considerado como o momento em que a extremidade superior do Sol aparece no horizonte no nível do mar. Geralmente quando três a quatro oitavos da abóbada celeste está encoberta. NATIONAL OCEANIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION (NOAA) . Normalmente os cristais são agrupados em flocos de neve. É informado como "SHSN" quando está em observação e pelo Metar. NEVOEIRO .Seção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos.Precipitação de cristais de gelo translúcidos e brancos. Uma nevasca violenta é caracterizada por temperaturas em torno ou abaixo de 10 graus Fahrenheit (-12. com o topo e a base relativamente planos. aparecer em qualquer estação. que reduzem a visibilidade horizontal para menos de mil metros.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem. Invisíveis a olho nu. Não reduz a visibilidade como o nevoeiro e freqüentemente é confundida com chuvisco. Um olho normalmente se desenvolverá quando a velocidade do vento exceder 124Kmh. e dura pelo menos três horas. de 8 a 96 quilômetros. contate o NOAA. contudo. NUBLADO . ONDA DE CALOR . ou mais. NUVEM . mas o tamanho comum é de 32 quilômetros. NÉVOA . NUVENS ESPARSAS . O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. Pode ser clara ou ter um tom acinzentado. como gotículas de água ou cristais de gelo no ar. Núcleos de condensação. como temperatura. é a avaliação de um ou mais fatores meteorológicos. freqüentemente. Pode variar em tamanho. como na fumaça ou nas partículas de poeira. quantidade de nuvens. NEVASCA . É produzida freqüentemente por nuvens do tipo estrato. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. É informado como "SN" quando está em observação e pelo Metar. baixas e variações). NÓ . mas também pode se originar das nuvens do tipo cúmulo. Geralmente associadas com as condições climáticas do outono e do inverno. a tempestade está se intensificando. Pode durar vários dias ou várias semanas. ventos (velocidade e direção). na superfície da Terra ou no alto. NEVE .Condição severa do tempo caracterizada por baixas temperaturas.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico.Um conjunto visível de partículas minúsculas de matéria. É referido como "HZ" quando está em observação e pelo Metar. OLHO . NIMBUSTRATUS .Aparecimento diário do Sol a leste do horizont e que acontece devido ao movimento de rotação da Terra. igual à velocidade na qual uma milha náutica é percorrida em uma hora. Pode ser em estado sólido ou líquido.Precipitação congelada em forma de neve. Maryland.Suspensão de partículas de poeira fina e/ou fumaça no ar. Usado principalmente para interesses marítimos e em observações do tempo. etc.ou quase os mesmos . as partículas reduzem a visibilidade e são suficientemente numerosas para dar ao ar um aspecto opaco. por um número determinado de anos.Partícula na qual a condensação do vapor de água acontece.e suficientes núcleos de condensação estão presentes. ou menos. estas nuvens podem. e grande quantidade de neve e ve nto no ar.

"Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. é considerado como aquele momento em que a extremidade superior do Sol desaparece no horizonte no nível do mar.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico.M.Outro nome atribuído a uma ondulação a leste.) .os seguintes critérios para definir uma onda de calor: a temperatura deve estar acima de 90 F (32 C) em pelo menos 10 estados e.Temperatura na qual um líquido se transforma em estado gasoso. comércio e atividades sociais. bem como de outros serviços de interesse público. É composto de uma molécula de oxigênio composta de três átomos de oxigênio em vez de dois.40 milímetros.Uma faixa organizada de conveccão que cerca o olho. Pode ser aplicado para uma área de baixa pressão.Reversão periódica do padrão da pressão atmosférica na parte tropical do Oceano Pacífico durante as ocorrências do El Niño. Com freqüência. para distinguir o fenômeno de outras características sinópticas.M. ou 25. geralmente durante a noite. nuvens espalhadas. é a primeira fase de desenvolvimento de qualquer depressão tropical subseqüente. ou furacão. PERTURBAÇÃO .Processo de mudança de um líquido para o estado sólido.Nome que vem do uso de barômetros mercuriais que comparam a altura de uma coluna de mercúrio com a pressão do ar.Condensação na forma de pequenas gotas de água que se formam na grama e em outros objetos pequenos perto do chão. indústria.M. tempestade tropical. É referida como "DU" quando está em observação e como pó de larga expansão pelo Metar. Abril e Maio no Hemis fério Sul. ou pôr-do-sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. e pode ser associada com o possível desenvolvimento de um ciclone tropical. OUTONO .Desaparecimento diário do Sol no oeste do horizonte devido ao movimento de rotação da Terra. Caracteriza-se pela diminuição de temperaturas nas latitudes médias. ou centro de um ciclone tropical. Refere-se a tempo bom.Área de convecção organizada. ORVALHO . PERTURBAÇÃO TROPICAL . O cáculo do poente. considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. por um número determinado de anos. Contém nuvem cumulunimbus. foi o primeiro a usar esta divisão para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica. refere-se ao momento em que o centro do disco do sol desaparece. POLEGADAS DE MERCÚRIO . A água pura sob pressão atmosférica congela a zero grau Celsius ou 32 graus Fahrenheit. O físico e matemático italiano Evangelista Torricelli (1608-1647).01"").Este termo tem várias aplicações.86 milibares. O termo também é usado para definir uma fase de desenvolvimento de um ciclone tropical conhecida como perturbação tropical. PONTO DE CONGELAMENTO . A temperatura na qual o equilíbrio da pressão do vapor 92 .M. quando a temperatura cai até o ponto de condensação. POENTE OU PÔR-DO-SOL . ciências hidrológicas e oceanográficas. PAREDE DO OLHO . ONDA TROPICAL . PASSAGEM DE FRENTE . Suíça.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de inverno. ou mais. é o período entre o equinócio de outono e o solstício de inverno." POEIRA Partículas pequenas de terra ou outra substância suspensa no ar. nuvens esparsas. OXIGÊNIO . Sua unidade de medida são centésimos de polegadas (0. e que demanda cuidados especiais na agricultura. incluindo linhas aéreas internacionais e indústrias de transporte.Queda rápida de temperatura num prazo de 24 horas. a O. P PARCIALMENTE NUBLADO . estudos sobre a diminuição da camada de ozônio e previsões de tempestades tropicais. Também pode ser aplicado para uma área que esteja exibindo sinais de desenvolvimento ciclônico. A temperatura à qual um líquido se solidifica sob qualquer condição. cinco graus acima do normal em partes daquela área durante pelo menos dois dias. ou ciclone pequeno em tamanho e influência. Outubro e Novembro no Hemisfério Norte e nos meses de Março. Uma polegada de mercúrio é equivalente a 33. chuva intensa e ventos muito fortes. Para mais 5informações. o ponto de congelamento da água é inversamente proporcional à salinidade: se esta for crescente. Veja Pressão Barométrica.Gás quase incolor e uma forma de oxigênio (O2). Em oceanografia. PLUVIÔMETRO . contate a OMM. Nos Estados Unidos.De previsões do tempo a pesquisas sobre poluição. Veja Nascer do Sol para uma comparação. situada em Genebra. É o oposto de fusão. a OMM tem 184 sócios. OSCILAÇÃO DO SUL . ORGANIZAÇÃO METEOROLOGICA MUNDIAL (O. Organização que promove a formação e o avanço profissional sobre a atmosfera. É percebida pela mudança no ponto de condensação e na temperatura.Estado do tempo quando as nuvens estão notavelmente presentes. OZÔNIO . Geralmente está associada a uma extensa área de nebulosidade e chuvas. Fundada pelas Nações Unidas em 1951. incluindo mudanças e atividades do clima. ou simplesmente nublado.É a passagem de uma frente sobre um ponto específico na superfície. coordena a atividade científica global visando à constante precisão de informações meteorológicas. ou mais. pelo menos. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) não tem um percentual padrão de céu encoberto para esta condição. Pode ser chamada de "fropa". é uma área de relativamente baixa pressão atmosférica que se move na direção do oeste através dos ventos convergentes do leste. Do ponto de vista astronômico. ONDA FRIA . Isto ocorre nos meses de Setembro. Na Inglaterra. Representa a distribuição da temperatura e da pressão atmosférica sobre uma área oceânica. PONTO DE EBULIÇÃO . ou mesmo do setor privado e comercial."Instrumento que mede o índice de queda de chuva. predomínio de nublado. Junto com uma passagem de frente podem ocorrer precipitação e nuvens. mas o céu não está completamente coberto e m nenhum momento do dia. que se origina nos trópicos ? ocasionalmente nos sub-trópicos ? e que mantém suas características por 24 horas. aquele diminui. pela troca da direção do vento e pela mudança da pressão atmosférica.

que se manisfesta com a queda de pequenas pedras ou bolas de gelo que rebatem quando caem no solo ou em qualquer outra superfície dura. PSICRÔMETRO .entre um líquido e seu vapor é igual à pressão externa no líquido. PRECIPITAÇÃO DE NEVE .que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.7 libras por polegada quadrada. caracterizada por um começo e um fim súbitos. Ondas de som também são radiações.Processo pelo qual a energia é propagada em qualquer meio através do movimento da onda daquele meio.Radar meteorológico que mede a direção e a velocidade de um objeto em movimento. Christian Doppler que. Radar de Doppler e Nexrad são alguns exemplos de radares. PREVISÃO .se líquida ou sólida .033 gramas por centímetro quadrado. bolas de gelo. Outubro e Novembro no Hemis fério Sul. R RADAR .Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. ou 29. em polegadas ou em milímetros de mercúrio (Hg). RADAR DOPPLER . O radar recebeu o nome do físico austríaco J. É equivalente a 1. considerando a pressão padrão. A duração normalmente é menor do que 20 segundos. Também conhecida como pressão atmosférica. É informado como "PE" quando está em observação e pelo Metar. 2) entre duas ou mais nuvens. líquida ou sólida. Ventos de cume têm que alcançar pelo menos 16 nós (28. que também são formas de radiação. Consiste de dois termômetros.Refere-se à quantidade de neve precipitada num dado período. PRESSÃO PADRÃO DE SUPERFÍCIE .Precipitação típica do inverno. PRESSÃO BAROMÉTRICA . PRECIPITAÇÃO REPENTINA . ou gelo (SHPE). ou 4) entre uma nuvem e a atmosfera.Aumento súbito e significativo. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. é 100 graus Celsius. PRESSÃO . O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. RADIAÇÃO . Rebaixamento ou movimento descendente do ar. garoa gelada.Descarga súbita e visível de eletricidade produzida em resposta à intensificação da atividade elétrica existente entre: 1) nuvem e solo. A previsão do tempo inclui o uso de modelos objetivos baseados em certos parâmetros atmosféricos. O ponto de ebulição da água pura. ""Predomínio de nublado"" significa que. freqüentemente observado em anticiclones. Radiação eletromagnética é a que emite calor e luz. Mais predomi nante quando o ar 93 . cristais de gelo. referindo-se ao estado da água . determinando se o movimento atmosférico se distancia ou se aproxima horizontalmente do radar. PONTO DE ORVALHO . PRESSÃO DA ESTAÇÃO .Precipitação que parte de uma nuvem convectiva. em 1842. alcançando o solo: garoa.Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. ou flutuações rápidas da velocidade do vento. 760 milímetros de mercúrio. Precipitação e nuvens são fenômenos detectáveis pela força dos sinais eletromagnéticos por eles refletidos. um de bulbo molhado e outro de bulbo seco. que caem das nuvens. ou em polegadas ou milímetros de mercúrio (Hg). explicou por que o apito de um trem é mais alto quando que está se aproximando do que quando parte. granizo. Acontece na forma de chuva (SHRA). ou 1. É informada como "SH" quando está e m observação e pelo Metar. Para um exemplo. Do ponto de vista astronômico. bolas de neve e partículas de neve. chuva.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem.A temperatura na qual o ar deve ser esfriado a uma pressão constante para ser saturado.8 quilômetros por hora) e a variação entre cumes e calmarias é de pelo menos 10 nós (18. PRESSÃO ATMOSFÉRICA .Instrumento usado para medir o conteúdo do vapor de água da atmosfera. É o instrumento eletrônico usado para detectar objetos a distância através da maneira como esses objetos propagam ou refletem ondas de rádio.92 polegadas de mercúrio. entre cinco a sete oitavos da abóbada celeste estão encobertos por uma camada de nuvem.É a força por unidade de área causada pelo peso da atmosfera sobre um ponto. PRIMAVERA . PRECIPITAÇÃO .Descrição detalhada de ocorrências futuras esperadas. PRESSÃO DO NÍVEL DO MAR . chuva fria. Também conhecida como pressão atmosférica ou pressão barométrica. este é o período entre o equinócio vernal e o solstício de verão. veja descarga elétrica esférica. Sua medida pode ser expressada em milibares.Medida da pressão atmosférica em condições padrões.Todas as formas de água.013. neve. Seu volume é expressado geralmente em polegadas. normalmente determinada a partir da pressão da estação em que é observada. PREDOMÍNIO DE NUBLADO . neve (SHSN). normalmente expressada em polegadas de profundidade de neve num período superior a seis horas. RAIO . Sua medida pode ser expressada em milibares. Isto ocorre nos meses de Março. É também conhecida como pressão barométrica. Também chamada de prognóstico. e por mudancas intensas e bruscas no aspecto do céu.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de verão e é caracterizada pelo aumento da temperatura nas latitudes médias. Os efeitos do radar de Doppler são usados para medir a velocidade das partículas.Pressão atmosférica média do nível do mar. ou 212 graus Fahrenheit. como gotas de precipitação.25 milibares. Abril e Maio no Hemisfério Norte e nos meses de Setembro. mais a habilidade e experiência de um meteorologista. 3) dentro de uma única nuvem.4 quilômetros por hora). Q QUEDA DE NEVE .Acrônimo de RAdio Detection And Ranging ("alcance da detecção de sinal de rádio"). 14. RAJADA DE VENTO .Pressão atmosférica relativa à elevação da estação. ou sobre a superfície da Terra.

dentro e imediatamente em torno deste canal. raios. Em observações de superfície. então Diretor do National Hurricane Center.está mais frio e mais denso no alto. Para o oeste. Exemplos disso são o sistema de baixa pressão da Islândia e o sistema de alta pressão das Bermudas no Atlântico Norte. SATÉLITE Satélite cuja órbita inclui passagens sobre ambos os Pólos da Terra. Pode acontecer em qualquer parte do mundo. precipitação. mas é mais freqüente nos Estados Unidos numa área confinada entre as Montanhas Rochosas (a oeste) e os Montes Apalaches (a leste).Elevação do nível do mar. umidade. As diferentes escalas usadas em meteorologia são: Celsius.Desenvolvida no início dos anos 70 por Herbert Saffir. com respeito ao período do ano e à localizaçã o física. 62 quilômetros (34 nós) a 116 quilômetros por hora (63 nós). engenheiro consultor.A camada mais baixa de nuvem. TEMPO . na velocidade dos ventos e na elevação do nível do mar. um termômetro que também é um registrador.Condições da atmosfera por um determinado período. S SAFFIR-SIMPSON . Este é também o Principal Meridiano de Longitude.Nome usado pelas comunidades científicas e militares para definir as 24 horas do dia. sob condições mais graves. É a mais destrutiva de todas as tempestades na escala de classificação dos fenômenos atmosféricos. TEMPO MÉDIO DE GREENWICH (TMG) . O termo é usado geralmente para indicar o oposto de convecção atmosférica. comparativo aos períodos em que nenhuma tempestade está ocorrendo. T TEMPERATURA . Quando isto acontece. TEMPO SEVERO . A temperatura registrada é considerada idêntica à temperatura do ar. As temperaturas podem chegar a mais de 10.Som emitido pela rápida expansão de gases ao longo da descarga elétrica provocada pela passagem de um relâmpago. antecedidas pelo sinal menos ( -). como os sistemas de baixa pressão migratória que resultam das diferenças de temperatura e densidade. O estrondo do trovão é 94 . Inglaterra. A Saffir-Simpson é a medida de intensidade de um furacão numa classificação de 1 a 5. caracterizado por trovões. Fahrenheit e Kelvin (ou Absoluto). caso o vento favoreça essa condição. O globo é dividido em 24 (vinte e quatro) zonas de tempo de 15 graus de arco. TROVÃO . é a altura da visibilidade vertical. Compare com um satélite geo-estacionário. Um dos dois termômetros que compõem um psicrômetro. sistemas menores de baixa pressão atmosférica também podem causar um leve aumento no nível do mar. O "Tempo Padrão" começa em Greenwich. TEMPORAL COM TROVOADAS . qualquer evento destrutivo do tempo. temperatura. temporais intensos com trovoadas. TEMPERATURA MÉDIA . Não são sistemas de natureza transitória. duração relativamente curta. o trovão aquece os gases da atmosfera.Medida do movimento molecular ou do grau de calor de uma substância. quando as moléculas teoricamente param de se movimentar. Refere-se freqüentemente à luminosidade ou nebulosidade do dia. cujos ventos de sustentação na superfície são de. É medida em diversas escalas a partir do zero grau absoluto. Se o céu estiver totalmente obscurecido. casa do Observatório Real.Instrumento usado para medir a temperatura. que variam de moderados a extremamente fortes e que. Outros nomes para esta medida de tempo são: Coordenadas Universais do Tempo (UTC) e Zulu (Z). resultando numa violenta onda de pressão composta de compressão e rarefação.Coluna giratória e violenta de ar que entra em contato com a extensão entre uma nuvem convectiva e a superfície da Terra. O potencial de danos é baseado na pressão barométrica.Esta é uma descrição subjetiva. Para o leste deste meridiano. o fenômeno recebe um nome e passa a ser rastreado. ou tornados. São as variações de curto prazo da atmosfera. RESSACA .Ciclone tropical. SISTEMA DE ALTA PRESSÃO SISTEMA DE BAIXA PRESSÃO Sistemas de pressão e ventos relativamente estáveis e estacionários onde a pressão é predominantemente alta ou baixa com a mudança das estações. TERMÔMETRO . que primeiro utilizou este método de tempo mundial. TORNADO . Registra continuamente a temperatura num mapa. Freqüentemente a média entre temperaturas máxima e mínima. ou o tempo de uma hora separadamente. desde que existam as condições certas. granizo. turbulência. TERMÔMETRO DE BULBO SECO .Essencialmente. conhecida como predomínio de nublado ou céu nublado. gelo. podem se transformar em tornados.000 graus Celsius em fração de segundos. mas normalmente se aplica a tempestades localizadas. É calculado subtraindo-se a maré astronômica normal da maré observada em tempestade.Termômetro usado para medir a temperatura ambiente. visibilidade e vento. Considerado como condições agradáveis do tempo.VISIBILIDADE VERTICAL . as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. refere-se principalmente ao ar livre ou à temperatura ambiente perto da superfície da Terra.Geralmente. i ndicando que o número de horas deve ser somado para se obter o GMT. e Robert Simpson. mas são antecedidas pelo sinal mais (+). é um evento de micro-escala. Acima de três-quartos da descarga elétrica do raio. Embora as elevações mais dramáticas estejam associadas com a presença de furacões. ventos tempestuosos de superfície. precipitação. veja Escala Saffir-Simpson. considerando a maneira como o tempo afeta a vida e as atividades do ser humano. É também medida de calor ou de frio.Produzido por nuvens do tipo cúmulo-nimbo. as zonas de tempo vão de uma a 12 horas.Média da leitura de temperaturas verificada num período específico de tempo. no máximo. nevascas. pois o número de horas deve ser subtraído para se obter o Tempo de Greenwich (GMT). TEMPO BOM . TEMPESTADE TROPICAL . TETO . opostas às mudanças de longo prazo ou climáticas. TERMÓGRAFO . Para mais informações.

VENTO DE LESTE . como o declínio da baixa pressão atmosférica estão enfraquecidos. ou a maior distância a que uma pessoa com visão normal pode enxergar objetos de vulto. que sopram do leste na direção da cavada equatorial. Pode ser medida de vários modos. e é chamado de ciclone no Oceano Índico. A unidade mais freqüentemente adotada nos Estados Unidos é a de mil has por hora. pelo menos.Medida da nebulosidade da atmosfera. velocidade.criado quando nossos ouvidos ouvem as outras partes da descarga. TURBULÊNCIA . É um dos componentes mais importantes da atmosfera. é o período entre o solstício de verão e o equinócio do outono.Movimentos irregulares e instantâneos do ar. Este mesmo ciclone tropical recebe o nome de furacão no leste do Pacífico Norte e no norte do Oceano Atlântico. É uma extensa área de baixa pressão atmosférica onde. alto-estrato. VENTO . Devido ao seu conteúdo molecular. e durante os meses de Dezembro. centrado sobre as latitudes médias de cada hemisfério. VELOCIDADE DO VENTO . Fonte: Weather.Nome dado à turbulência que pode ocorrer quando o ar está perfeitamente claro. onde grandes rajadas horizontais e verticais são encontradas. "visibilidade de setor" é a visibilidade numa direção específica que esteja.É a umidade verificada entre a pressão de vapor de água na atmosfera e a saturação da pressão de vapor na mesma temperatura. No Hemisfério Norte.Água em forma gasosa. V VAPOR DE ÁGUA . É freqüentemente chamada de CAT. sopram da direção sudeste. umidade e umidade específica. caracterizados por um grande poder de direção. exceto em algumas regiões tropicais.Uma gíria usada nos Estados Unidos para tornado. É expressado em percentagem.edu. É o movimento atmosférico persistente dominante. sondas meteorológicas. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) classifica o conceito em diferentes categorias: "visibilidade de superfície" é determinada a partir de um dado ponto de observação. mas que evapora antes de alcançar o chão. É caracterizado pelas temperaturas mais quentes do ano.cefetsc.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente do leste. pode às vezes ser confundida com uma nuvem em forma de funil. TWISTER . Quatro características do vento são verificadas: direção. Quando estão próximos da superfície da Terra. Em geral é produzida por nuvens do tipo alto-cúmulo. geralmente localizada a 10 graus entre o norte e o sul do equador. VENTOS DO OESTE . "visibilidade de torre" é a visibilidade determinada pela torre de controle de tráfego aéreo de um aeroporto.Ar que flui. ou cúmulos-nimbos de grandes altitudes. Isto ocorre durante os meses de Junho. os ventos do oeste se estendem de aproximadamente 35 até 65 graus de latitude. TUFÃO . diferenças de terreno e velocidade do vento ao longo de uma zona fronteiriça. ou por relatórios feitos de uma aeronave. tanto o efeito Coriolis. ou mais.Quantidade de vapor de água no ar. VENTOS CONVERGENTES . como os ventos convergentes do leste. o ar que contém vapor de água é mais claro que o ar seco. ou milhas náuticas por hora. Julho e Agosto no Hemisfério Norte. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Sul. e que costuma acontecer no oeste do Oceano Pacífico Norte.Precipitação pequena e rápida produzida pelas nuvens e que contém água ou partículas de gelo. Pode decorrer de uma corrente térmica ou de correntes convectivas.Do ponto de vista astronômico. a ZCIT se move em direção ao norte sobre o sul do Atlântico Norte e sul da Ásia. U UMIDADE .Quantificação do movimento do ar numa unidade de tempo. Z ZONA DE CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL . são ventos de nível mais baixo. enquanto que os ventos altos são detectados por balões dirigidos. compostos de vários pequenos redemoinhos que se deslocam no ar. num arco de 45 graus da linha do horizonte. ou tornado. Nos níveis mais altos eles se estendem na direção dos pólos e do equador. Isto contribui para que o ar úmido tenda a se elevar. Pode acontecer também em áreas próximas a montanhas. Vista a distância. em geral. horizontalmente sobre a superfície da Terra.com Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. UMIDADE RELATIVA . ou da variação de temperatura e pressão. em baixas fechadas em grandes altitudes. Basicamente. É mais comum nas proximidades das correntes de vento.Dois cinturões de ventos persistentes.Nome atribuído a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). os ventos convergentes sopram do nordeste e no Hemisfério Sul. VIRGA . Ventos de superfície são medidos por cata-ventos e anemômetros. Tipos de umidade incluem umidade absoluta. VERÃO . "visibilidade predominante" é a que representa as condições de visibilidade a partir de um posto atual de observação. A turbulência atmosférica é causada por flutuações fortuitas no fluxo do vento.br) 95 . sem nenhum alerta em forma de nuvem. tipo (rajadas e ventanias) e troca de ventos. permitindo ocasionalmente a formação de perturbações tropicais. é medida em nós. originários de alta pressão subtropical central. Quando está em observação. É freqüentemente confundido com umidade relativa do ar ou ponto de condensação. VISIBILIDADE .Área de ventos convergentes nos Hemisférios Norte e Sul. embora não esteja limitada apenas a estes locais. TURBULÊNCIA EM CÉU CLARO . Durante o verão no Hemisfério Norte. assim co mo em regiões de cisalhamento.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente oeste.

ATMOSFERA 12. como é composta a atmosfera terrestre (em %)? 14. 8. Explique como a altitude influencia na formação do clima. Quais as principais áreas da agronomia que interagem com a meteorologia agrícola ? 6. Descreva a estrutura vertical da atmosfera (camadas atmosféricas). O que são Elementos Climáticos? E Fatores Climáticos. Como é dividida a escala dos fenômenos atmosféricos? Quais são as três classificações? 11. O que é poluição atmosférica e como pode afetar a agricultura? 96 . Diferencie os fenômenos em macro-escala daqueles em micro-escala. 9. 16. Qual camada atmosférica é mais importante do ponto de vista meteorológico? Por quê? 18. Quais são as diferenças entre meteorologia e climatologia? 3. O que é meteorologia agrícola e por que ela interage com as mais diversas áreas da agronomia ? 5. 17.ESTUDO DIRIGIDO PARA AS AVALIAÇÕES TEMPO E CLIMA 1. Em termos gerais. Qual é o campo de estudo da agroclimatologia? 4. O que são aerosóis e qual é a sua importância? 15. Quais são os fatores climáticos que se destacam na formação do clima? Explique como a latitude influencia o clima. Defina atmosfera terrestre. Qual a diferença entre planejamento agrícola e tomadas de decisão ? Do que depende cada uma e qual é a finalidade delas ? Qual delas denominamos de agrometeorologia operacional ? 7. ESCALA ESPACIAL DOS FENÔMENOS ATMOSFÉRICOS 10. CO 2 e O3) da atmosfera. A Ionosfera constitui-se em uma camada separada? Por quê? 19. Explique o papel dos principais constituintes atmosféricos (vapor d’água. Qual é a sua importância? 13. Diferencie Tempo de Clima. Dê exemplos. 2.

O que é fotoperiodismo? 44. Que importante papel é desempenhado pela “camada de ozônio” na proteção da biosfera? 35. 41. a sobrevivência vegetal seria impossível. Diferencie solstício de equinócio. Qual é o conceito de corpo negro? Este tipo de material é encontrado em condições naturais? 28. Qual a percentagem dos principais tipos de radiação do espectro solar que chega à atmosfera terrestre? 33. Plantas de Dias Curtos. O que é albedo? Dê exemplos de albedo para diferentes materiais. Defina: a. 97 . 21. 24. Plantas de Dias Longos. Faça um quadro com as principais diferenças entre as Estações Meteorológicas Convencionais e Automáticas. em termos quantitativos? 40. ocorre transferência de calor nas plantas. Discuta: sem radiação solar. RADIAÇÃO SOLAR 26. Quais são os fatores que afetam o coeficiente de reflexão de uma cultura qualquer? 37. Conceitue-os. Se um material tem albedo negativo. Como se dá a distribuição geográfica da radiação solar na Terra. MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES 22. que ocorrem na atmosfera? 27. o que isto significa? 31. Descreva os três processos. 29. O que acontece com a radiação emitida a partir da superfície da terra? (ondas longas)? 38. O que é espectro solar? Que tipos de radiação o compõem? 32. Quais são os movimentos terrestres e o que determinam? 23. O que é radiação líquida? 39. Quais são os comprimentos de onda do espectro solar que são mais importantes para as plantas? Por quê? 36. Por que motivos a eficiência na utilização da radiação solar pelas culturas é normalmente reduzida? 43. b. Diferencie “observações sensoriais” de “observações instrumentais”.INSTRUMENTAÇÃO METEOROLÓGICA 20. Quando a radiação solar incide sobre um determinado corpo. três processos podem ocorrer com a energia incidente. Por que a radiação ultravioleta é nociva à vida? 34. Assim como na atmosfera. Quais são os processos de transferência de energia (calor). Qual a causa das diferentes estações do ano e em que datas ocorrem no Hemisfério Sul? 25. 30. 42. Defina Afélio e Periélio.

Quais são as fontes naturais de água na atmosfera? 60. Explique o papel da luz e do escuro para o desenvolvimento vegetal. em determinado dia. O que é termoperiodismo? 57. Como se dá a variação diária da umidade? E a variação anual? 65. Conceitue umidade relativa do ar. Em que consiste a Lei de Van’t Hoff? Você consegue ver alguma aplicação agronômica (prática ) para esta lei? 51.3ºC (calcule a depressão psicrométrica e utilize a tabela de porcentagem de umidade relativa). TEMPERATURA 47. a temperatura medida no termômetro de bulbo seco de um psicrômetro foi de 25. sabendo que. 64. 50. Em que consiste a vernalização? UMIDADE 58. Quais são as imperfeições na teoria de graus-dia? 56. Defina constante térmica e explique que aplicações agronômicas podem ser feitas com conhecimento da mesma. Quais são os aparelhos de medição de umidade do ar? 63. Calcule a umidade relativa do ar. 49. 54. 61. 46. Que fatores ambientais fazem variar a constante térmica? 55. Quais processos físicos são determinantes para a umidade relativa do ar? Explique-os. Conceitue umidade absoluta do ar. 98 .45. Quais são os processos de transporte de água na atmosfera? 62. Explique (com um gráfico) a relação existente entre fotossíntese e respiração nas plantas e como estes processos são influenciados pela temperatura. Dê pelo menos um exemplo prático de aplicação agronômica da radiação solar. 59. Qual é o conceito de graus-dia? 53. O que são temperaturas cardeais? Dê exemplos. O que é temperatura-base ou basal? 52.8°C e a temperatura de bulbo úmido foi de 18. O que é temperatura? 48.

Quais são os principais efeitos favoráveis do vento para as práticas agrícolas? 72. Quais são as formas de precipitação existentes? 79. O que são precipitações orográficas? 81. O que é energia eólica? CHUVA (PRECIPITAÇÃO) 77. 73. O que são precipitações frontais e quando ocorrem? 83. Quais são as principais práticas preventivas contra os efeitos desfavoráveis do vento na agricultura? 75. Quais são os efeitos da chuva para a agricultura? EVAPOTRANSPIRAÇÃO 91. O que é e qual a utilização prática do chamado “perfil do vento”? 71. O que são precipitações convectivas e porque causam danos à agricultura? 82. Quais são os tipos de precipitação existentes? 80. 69. Explique 05 efeitos desfavoráveis do vento para as práticas agrícolas. O que é precipitação e qual seu papel na região dos trópicos? 78. Explique a formação dos ventos em macroescala. Do que depende o aspecto de uma nuvem? 89. Qual é o conceito de evapotranspiração e quais processos físicos atuam na ET? 92. O que são nuvens e como se formam? 86. O que são quebra-ventos? Cite três cuidados que devem ser observados na utilização dos mesmos na agricultura.. 87. Quais as diferenças de precipitação entre as regiões brasileiras? 85. Por que a evapotranspiração é considerada a variável mais importante no balanço hídrico do solo? 99 . De que depende o deslocamento vertical de massas de ar? 88. Quais são os principais efeitos em plantas submetidas a ventos intensos? 74. 76. Quais são os tipos de famílias de nuvens existentes?: 90. O que é e como se dá a formação do vento? 67. Qual a diferença entre os ventos de meso e microescala? 70. Quais são as escalas de ocorrência dos ventos? 68. Qual processo físico se destaca na formação de nuvens? Explique. Como é feita a medida de precipitação? 84.VENTO 66.

Evapotranspiração Potencial 7. 100 . 95. ( ) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira. fertilidade e disponibilidade de água no solo. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água. 99. sob as condições normais de cultivo. isto é.65 se a temperatura média for maior que 22° C. ( solo. Relacione: 6. Qual a diferença entre Balanço Hídrico Climatológico e Balanço Hídrico do solo? 94. ) Evapotranspiração de determinada cultura. Calcule a Evapotranspiração de Referência para uma semana do mês de outubro do corrente ano. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. Evapotranspiração Máxima 9.93. Leve em consideração um Kp (coeficiente do tanque) de 0. Cite três fatores que determinam a ET e explique como eles podem influenciá-la. ( ) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. Determine os valores da ETc para o feijão. em qualquer estádio de crescimento. em fase de crescimento ativo. Por que o lisímetro é o método direto mais utilizado em pesquisa no Brasil? 96. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. Escolha uma utilização agronômica da ET e explique com suas palavras como ET pode ser útil nesta prática.5 se a temperatura média for menor ou igual a 20° C e de 0. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no cobrindo completamente o solo. pelo método do Tanque Classe A. na mesma semana. utilizando os dados da tabela 19 (DOORENBOS & PRUITT.Evapotranspiração Real ( ) É a evapotranspiração de determinada cultura. 100. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. Evapotranspiração Da Cultura 10. cujos dados meteorológicos foram fornecidos pela Estação Meteorológica do Campus II da FTB. de pequeno porte. Evapotranspiração De Referência 8. Quais as limitações de se utilizar o Tanque Classe A para se estimar a evapotranspiração de referência e como este problema pode ser solucionado? 97. O que é e pra que serve o coeficiente da cultura (Kc)? 98. ( ) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. 1976) para obter os valores de Kc (considere o feijão em estádio de desenvolvimento IV e utilize um valor médio).

Como afeta as atividades agrícolas d. Créditos de Carbono f. Principais agravantes do Efeito Estufa i. Recomenda-se que o aluno que não puder estar na aula no dia da entrega envie o trabalho antes do prazo final ou no dia. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Como os problemas podem afetar as práticas agrícolas? (Conclusão) f. Práticas mitigadoras e. Práticas Agrícolas que combatem o Efeito Estufa e. Formação c. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Formação do Efeito Estufa c. Na agricultura d. Generalistas (tecnológicas. econômicas. CAMADA DE OZÔNIO a. Gerais (industriais. que não podem ser pormenorizados nas aulas devido ao tempo escasso. Principais problemas envolvendo a Camada de Ozônio (o “Buraco”) d. 1. O prazo para entrega dos trabalhos é de duas semanas. 101 . Conceito b. Conceito b. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. impreterivelmente. 2. Cada trabalho está relacionado a um tema específico do programa da disciplina Meteorologia e Climatologia Agrícola. pois a entrega fora do dia combinado acarretará a penalização de 50% na nota. mais a correção normal. Utilização Agronômica do Fotoperiodismo e. por um outro colega. visando completar o aprendizado dos alunos. Conceito b. etc) ii. Exemplos práticos (práticas agrícolas) f. Formação c. FOTOPERIODISMO a. políticas. Práticas mitigadoras i. EFEITO ESTUFA a. 3. políticos ii.TRABALHOS EXTRA-CLASSE Os trabalhos Extra-Classe visam abordar temas relevantes para o Engenheiro Agrônomo na atualidade. tecnológicos.

Conceito b. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. 102 . QUEBRA-VENTOS a. Utilização agronômica dos zoneamentos agroclimáticos e. Conceito b. Tipos de Espécies de QV e. Exemplos práticos de utilização f. Como fazer um QV d. Exemplo prático de utilização de QV g. Utilização Agronômica dos QV c. Como é feito o zoneamento agroclimático c. Instituições brasileiras que trabalham com zoneamento agroclimático d. Vantagens e Desvantagens do uso agronômico dos QV f. ZONEAMENTO AGROCLIMATICO a. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007.4. 5.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful