FACULDADES DA TERRA DE BRASÍLIA

AGRONOMIA / ZOOTECNIA

AGROMETEOROLOGIA

PROFESSOR: RICARDO MENDES - 2º SEMESTRE DE 2009

UNIDADE/ CONTÉUDO 1. Introdução e importância dos fatores climáticos e meteorológicos 1.1 . Definição de tempo e clima / meteorologia e climatologia 1.2 . Agroclimatologia: Definição, objetos e sua relação com outras ciências. 1.3 . Elementos e fatores climáticos 1.4 . Escala espacial dos atmosféricos 2. Atmosfera terrestre 2.1. Importância 2.2. Composição atmosférica 2.3. Estrutura vertical da atmosfera 2.4. Controle atmosférico como ferramenta agrícola 3. Radiação solar 3.1. Espectros solares e sua significação biológica 3.2. Balanço e distribuição geográfica da radiação solar 3.3. Efeito da radiação no crescimento vegetal (fotoperíodo) 4. Temperatura 4.1. Temperatura do ar, termoperiodismo, vernalização e unidades térmicas 4.2. Temperatura do solo e plantas cultivadas 5. Umidade do ar 5.1. Características físicas 5.2. Cálculo da umidade relativa 6. Ventos 6.1. Correntes de ventos fenômenos

6.2. Formação de massas de ar (altas e baixas pressões) 6.3. Classificação de ventos 6.4. Equipamentos e instrumentos de medição do vento 7. Chuvas 7.1. Classificação de nuvens e chuvas 7.2. Formação atmosférica diferenciada 7.3. Conseqüências para a agricultura 7.4. Medição e elaboração pluviométricos 8. Evapotranspiração de mapas

8.1. Definições e tipos de evapotranspiração 8.2. Determinação da evapotranspiração (métodos diretos e indiretos) 8.3. Coeficiente de cultura (Kc) 8.4. Aplicações agronômicas Evapotranspiração 9. Balanço Hídrico Climatológico da

9.1. Definições dos fatores que determinam o BHC 9.2. Determinação do BHC 9.3. Aplicações do BHC 10. Interações agrometeorológicas na agricultura e Zoneamento Agroclimático 11. Glossário Meteorológico 12. Estudo Dirigido 13. Trabalhos Extra-Classe 14. Referências Bibliográficas

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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA AGRÍCOLA
INTRODUÇÃO: TEMPO X CLIMA
TEMPO METEOROLÓGICO = ESTADO “INSTANTÂNEO” DA ATMOSFERA VARIAÇÃO GEOGRÁFICA VARIAÇÃO TEMPORAL EXPERIÊNCIA DIÁRIA INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO DIÁRIA CLIMA = GENERALIZAÇÃO OU INTEGRAÇÃO DAS CONDIÇÕES DO TEMPO PARA UM CERTO PERÍODO CRONOLÓGICO, EM UMA DETERMINADA ÁREA. TAMBÉM DEFINIDO COMO A SUCESSÃO HABITUAL DE TEMPOS ATMOSFÉRICOS OU A SÍNTESE DO TEMPO ATMOSFÉRICO NUM DADO LUGAR, DURANTE UM PERÍODO DE APROXIMADAMENTE 30 A 35 ANOS. VARIAÇÃO GEOGRÁFICA (MACROESCALA) VARIAÇÃO TEMPORAL SÉRIES HISTÓRICAS DE DADOS INTERPOLAÇÃO DE DADOS SOBRE A CURVA DA CONFIGURAÇÃO MÉDIA – CLIMA - SOBREPÕEM-SE AS VARIAÇÕES INSTANTÂNEAS – TEMPO. METEOROLOGIA = CIÊNCIA ATMOSFÉRICA (SENTIDO AMPLO) FÍSICA, QUÍMICA, DINÂMICA ATMOSFÉRICA EFEITOS DINÂMICOS SOBRE A SUPERFICIE DA TERRA OU DA ÁGUA CONSIDERA A BIOSFERA ENTENDIMENTO, PREVISÃO E CONTROLE DOS FENÔMENOS ATM. COMPLEXIDADE INTRÍNSECA

Meteorologia – Ciência Atmosférica
CLIMATOLOGIA = ESTUDO CIENTÍFICO DO CLIMA APLICAÇÕES PRÁTICAS MESMOS DADOS BÁSICOS DA METEOROLOGIA RESULTADOS LARGAMENTE UTILIZADOS (PREVISÃO DO TEMPO, AGRICULTURA, INDÚSTRIA, TRANSPORTES, BIOLOGIA, MEDICINA) CIÊNCIA APLICADA VISA O BENEFICIO HUMANO MÉTODOS METEOROLÓGICOS X RESULTADOS GEOGRÁFICOS

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Tipos Climáticos Brasileiros AGROCLIMATOLOGIA / AGROMETEOROLOGIA RAMO DA CLIMATOLOGIA LIGADO ÀS PRÁTICAS AGRÁRIAS PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE RISCOS OPORTUNIDADES MELHORAMENTO IRRIGAÇÃO ZONEAMENTO AGROCLIMÁTICO Agrometeorologia e interdisciplinaridade 3 .

previsão de eventos extremos como furacões e tornados. Mas a Meteorologia não faz só isso. entre outras. O tempo pode nos afetar de diversas maneiras. Os gregos da antiguidade observavam as nuvens. Para entender como ocorrem as mudanças na atmosfera e como elas afetam o tempo e o clima de uma região. para o setor agrícola. interação ar-mar (interações com a Oceanografia).METEOROLOGIA Meteorologia é a ciência que estuda a atmosfera terrestre e seus fenômenos. A palavra Meteorologia vem do grego. A compreensão do tempo era importante naquela época por causa da agricultura e das atividades de navegação. entre outras podemos citar: a. O meteorologista pode atuar em diversas áreas. As relações da sociedade atual com o meio ambiente se tornaram muito mais complexas e por isso podemos ser mais seriamente afetados com as mudanças que ocorrem na atmosfera. ilhas de calor urbana (Meteorologia Urbana). b. existe uma importante área da Meteorologia que se dedica ao estudo e previsão do tempo. c. hidrologia (Hidrometeorologia). etc. ela é conhecida como sendo uma ciência interdisciplinar. os ventos e a chuva e tentavam entender como eles estavam conectados. meteoron (alto no céu) e logia (conhecimento). aumento do potencial de incêndios. Previsão do tempo e clima: em institutos de pesquisas que fornecem previsões para a sociedade através dos meios de comunicação. aviação. e estrago na colheita. previsão de relâmpagos. universidades. Por exemplo. biologia (Biometeorologia). clima (Climatologia). Pesquisas atmosféricas em laboratórios. a seca resulta na falta de água. com química atmosférica que estuda processos relacionados com poluição atmosférica. A posssibilidade de se estudar os impactos ambientais da atmosfera e suas relações com a atividade humana são aspectos interessantes da Ciência Atmosférica. Isto significa que ela se relaciona com outras ciências por causa de suas aplicações em: agricultura (Agrometeorologia). Educação: Existe grande número de cursos de graduação em Meteorologia no país que necessitam de conhecimento especializado de um profissional da área 4 . também é conhecida como Ciências Atmosféricas. institutos de pesquisa com problemas relacionados com aquecimento global. etc.

Por que não se cultiva maçãs na BA e nem café no RS ? 6. Por que as doenças de plantas ocorrem mais em alguns anos do que em outros ? 5 . Por que a época de semeadura das culturas anuais varia entre regiões para uma mesma safra ? 4. é o ramo da Meteorologia que estuda a influência das condições meteorológicas nas atividades agropecuárias. Por que as culturas anuais e perenes tem seus rendimentos variáveis entre regiões e anos de produção ? 5.METEOROLOGIA AGRÍCOLA A Meteorologia Agrícola. também conhecida como Agrometeorologia. Por que a irrigação é necessária em algumas regiões e em outras não ? 7. Por que as safras ou épocas de semeadura são denominadas de safra das águas. Interage com as mais diversas áreas de conhecimento das Ciências Agrárias e isso faz dela uma disciplina extremamente importante na formação do Engenheiro Agrônomo / Zootecnista. Por que se cultiva uma cultura numa região e em outra não? 2. OFERECE RESPOSTAS ÀS SEGUINTES QUESTÕES: 1. safra da seca ou safrinha e safra de inverno? 3.

6 . VENTO. CHUVA. em função das condições meteorológicas ou hídricas atuais do solo e da previsão do tempo para os próximos dias. etc. ATIVIDADE ANTRÓPICA. VULCANISMO. ÓRBITA TERRESTRE). etc.Zoneamento Agroclimático Delimita as áreas aptas ao cultivo de determinada cultura. PRESSÁO ATM. hídricas e fotoperiódicas.: TEMPERATURA. levando-se em conta as exigências térmicas. FATORES: CIRCUNSTÂNCIAS CAPAZES DE INFLUENCIAR OS ELEMENTOS CLIMÁTICOS EX.: FATORES CÓSMICOS (MANCHAS SOLARES. Tomadas de Decisão Possibilita decidir sobre a viabilidade ou necessidade de realização de uma prática agrícola. UMIDADE. ELEMENTOS X FATORES CLIMÁTICOS ELEMENTOS: CONFEREM PROPRIEDADES E PECULIARIDADES AO MEIO ATMOSFERICO EX. A isso chamamos de Agrometeorologia Operacional. NEBULOSIDADE.

mais frio será e quanto menor a altitude. mais frio será. E quanto menor a latitude (mais perto do equador . mesmo ao meio dia. parece o Sol do início da manhã.90º norte ou sul). enquanto nas altas altitudes o ar é mais rarefeito e possui menor capacidade de armazenar calor. Quem está muito próximo dos pólos. nas baixas altitudes o ar é mais concentrado (maior densidade) e por isso tem maior capacidade de acumular calor. enxerga o Sol 24 horas por dia. 7 . entre os trópicos de Câncer e Capricórnio. Junto ao equador os raios solares são mais concentrados porque atingem uma área menor e nas grandes latitudes são dispersos pois atingem uma área bem maior. no verão. mais quente. No inverno não se vê o Sol.Os fatores climáticos que se destacam na formação do clima são: 1) Latitude Quanto maior a latitude (mais perto dos pólos . Por exemplo. isto é. Além disso. Isto ocorre. A altitude é tão importante para a determinação da temperatura que mesmo em áreas de baixa latitude podemos encontrar montanhas com neve eterna. Latitudes terrestres 2) Altitude Quanto maior a altitude.0º). ao meio dia no hemisfério sul o Sol está exatamente sobre as nossas cabeças (no verão) ou um pouco inclinado para o norte (no inverno). entre outros motivos. Os raios solares sobre a Terra atingem a superfície de forma desigual. mais quente será. porque os raios solares chegam com certo comprimento de onda e ao refletirem de volta para o espaço mudam este comprimento. mas ele está sempre inclinado e. o Sol atinge a superfície de forma perpendicular ou pouco inclinado.

a cidade é muito mais escura e reflete apenas de 14 a 18% (absorve 86 a 82% da energia solar). as florestas refletem de 3 a 10% e a água reflete de 2 a 4%. Conseqüentemente a cidade é muito mais quente que as superfícies brancas.Altitude 3) Albedo O albedo é definido como o índice de reflexão dos raios solares. o gelo é muito claro e por isso reflete a maior parte da energia solar (albedo de 50 a 70% e absorve 50 a 30%). 8 . os raios solares encontram diferentes materiais como o gelo ou o asfalto. Ao atingirem a superfície. Quanto maior a reflexão. Por sua vez. menor será o calor acumulado.

Esses fatores são denominados “macroclimáticos”. cultivo protegido. O uso de ambientes protegidos (coberturas plásticas) altera o microclima. em que a topografia condiciona o topo-clima. pela cobertura do terreno ou pela adoção de alguma prática de manejo (irrigação. adensamento de plantio. TOPO-ESCALA Refere-se aos fenômenos em escala local. devido aos fatores geográficos. ou seja. correntes oceânicas.Escala espacial dos fenômenos atmosféricos MACRO-ESCALA Trata dos fenômenos em escala regional ou geográfica. especialment e reduzindo a radiação solar e aumentando a temperatura diurna. altitude. oceanalidade/continentalidade. Cada tipo de vegetação ou estrutura gera um microclima diferenciado. devido às condições do relevo local: exposição e configuração do terreno. atuação de massas de ar e frentes. O macroclima é o primeiro a ser considerado no zoneamento agroclimático. que caracteriza o macro-clima de grandes áreas. como a latitude. A presença de mato nas entrelinhas e o adensamento das culturas perenes também interferem no microclima. etc). Culturas anuais semeadas no sistema convencional tem um microclima diferente daquelas cultivadas no sistema de plantio direto. 9 . MICRO-ESCALA É aquela que condiciona as condições meteorológicas (microclima) em uma pequena escala. Esses fatores são denominados de “topoclimáticos” e são de grande importância no planejamento agrícola.

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ATMOSFERA TERRESTRE
CAMADA GASOSA QUE ENVOLVE A TERRA, PELA AÇÃO DA GRAVIDADE. CONSTITUI-SE DE UMA MISTURA MECÂNICA DE GASES (PRINCIPALMENTE NITROGÊNIO E OXIGÊNIO), PARTÍCULAS SÓLIDAS E MASSAS LÍQUIDAS, CONFERINDO-LHE CARACTERÍSTICAS PECULIARES.

IMPORTÂNCIA DA ATMOSFERA AMBIENTE PROPÍCIO À VIDA FLUXO DE ENERGIA FLUXO HÍDRICO PROTEÇÃO CONTRA EFEITOS DANOSOS AO PLANETA o RADIAÇÃO o TEMPERATURA o IMPEDE A PERDA DE GASES ESSENCIAIS o BARREIRA MECÂNICA EQUILÍBRIO CLIMÁTICO DO GLOBO FENÔMENOS METEOROLÓGICOS INTERFACE SOLO-ATMOSFERA ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA À ATIVIDADE AGRÁRIA

COMPOSIÇÃO ATMOSFÉRICA TABELA 1 – Composição “não-variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE NITROGÊNIO – N2 OXIGÊNIO – O2 ARGÔNIO – Ar NEÔNIO – Ne HÉLIO – He METANO – CH4 CRIPTÔNIO – Kr HIDROGÊNIO – H XENÔNIO – Xe % POR VOLUME 78,084 20,948 0,934 1,818 x 10-3 5,24 x 10-4 2 x 10-4 1,14 x 10-4 0,5 x 10 –4 0,087 x 10-4

TABELA 2 – Composição “variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE % POR VOLUME VAPOR D’ÁGUA – H2O 0a7 DIÓXIDO DE CARBONO – CO2 0,033 OZÔNIO – O3 0 a 0,01 DIÓXIDO DE ENXOFRE – SO2 0 a 0,0001 DIÓXIDO DE NITROGÊNIO – NO2 0 a 0,000002 11

CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS
AEROSÓIS PARTÍCULAS MATERIAIS NÃO FORMADAS POR ÁGUA OU GELO, DE TAMANHO MICROSCÓPICO OU NÃO, QUE FUNCIONAM COMO IMPORTANTES NÚCLEOS DE CONDENSAÇÃO E DE CRISTALIZAÇÃO, ABSORVEDORES E ESPALHADORES DE RADIAÇÃO E COMO PARTICIPANTES DE VÁRIOS CICLOS QUÍMICOS. EX.: POEIRA, FUMAÇA, MATÉRIA ORGÂNICA, SAL MARINHO, etc. VAPOR D’ÁGUA MATÉRIA PRIMA NA FORMAÇÃO DE NUVENS VEÍCULOS PARA O TRANSPORTE DE CALOR IMPORTANTE NO TEMPO METEOROLÓGICO TERMORREGULADOR (“EFEITO ESTUFA”)

DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) TERMORREGULADOR SUBPRODUTO FISIOLÓGICO (RESPIRAÇÃO) SUBPRODUTO TECNOLÓGICO AQUECIMENTO GLOBAL

OZÔNIO (O3) PRESENTE EM QUANTIDADES PEQUENAS SUBPRODUTO INDUSTRIAL POLUENTE EM BAIXAS CAMADAS (SUPERFÍCIE) PROTEÇÃO CONTRA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA (15 A 50 Km de altitude – “Camada de ozônio”) AQUECIMENTO DA ALTA ATMOSFERA DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO o CLOROFLUORCARBONOS

ESTRUTURA VERTICAL DA ATMOSFERA
A ATMOSFERA POSSUI ESTRUTURA VERTICAL VARIÁVEL QUANTO À: COMPOSIÇÃO,TEMPERATURA, UMIDADE, PRESSÃO, MOVIMENTOS E FENOMENOLOGIA

CAMADAS ATMOSFÉRICAS : TROPOSFERA – tropopausa – ESTRATOSFERA – estratopausa – MESOSFERA – mesopausa – TERMOSFERA.

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ESPESSURA: 3 km. EM QUANTIDADE E DURAÇÃO TAIS QUE SEJAM OU TENDAM A SER PREJUDICIAIS AO SER HUMANO.TROPOSFERA CONTATO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE ALTITUDE APROXIMADA: 15-18 km (EQUADOR) e 6-8 km (PÓLOS) ESPESSURA VARIÁVEL (ESTAÇÕES DO ANO) FENÔMENOS METEOROLÓGICOS MAIS IMPORTANTES MOVIMENTOS ATMOSFÉRICOS INTENSOS TEMPERATURA CAI COM A ALTITUDE (6.” 13 . É ISOTÉRMICA (~0ºC). ESTRATOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX. ÀS PLANTAS. POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA “PRESENÇA NA ATMOSFERA DE UM OU MAIS CONTAMINANTES. PELA AÇÃO FOTOQUÍMICA DA RADIAÇÃO SOLAR. TERMOSFERA A PARTIR DE 90 km DE ALTITUDE LIMITE SUPERIOR: “TOPO DA ATMOSFERA” (1. ESPESSURA: ~10 km.5 ºC / km) TEMPERATURA MAIS BAIXA DE TODA ATMOSFERA (-90ºC) PRESENÇA DE ÍONS E PARTÍCULAS LIVRES MESOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A MESOSFERA E A TERMOSFERA. MESOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX. À VIDA ANIMAL OU ÀS PROPRIEDADES. OU QUE INTERFIRAM NO CONFORTO DA VIDA OU NO USO DAS PROPRIEDADES.5º C / km) AQUECIDA PELA ABSORÇÃO DE ONDAS LONGAS EMITIDA PELA SUPERFICIE CONTÉM 75% DA MASSA TOTAL E PRATICAMENTE TODO VAPOR D’ÁGUA TROPOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A TROPOSFERA E A ESTRATOSFERA. 50 km DE ALTITUDE TEMPERATURA AUMENTA COM A ALTITUDE (OZÔNIO) FRIO POR BAIXO / QUENTE POR CIMA = SEM MOVIMENTOS VERTICAIS ESTRATOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A ESTRATOSFERA E A MESOSFERA. O QUE PERMITE REFLETIR EFICIENTEMENTE ONDAS DE RÁDIO. 80 km DE ALTITUDE TEMPERATURA DIMINUI COM A ALTITUDE (3. É ISOTÉRMICA (-50 a –55ºC).000 km DE ALTITUDE) IONOSFERA (PRIMEIROS 50 km DE TERMOSFERA) o GRANDE QUANTIDADE DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS IONIZADAS E ELÉTRONS LIVRES. ESPESSURA: 3 – 5 km. É ISOTÉRMICA (~0ºC).

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0 -3.5 +5.0 A SONDA ENCONTRA-SE INICIALMENTE EM EQUILIBRIO TÉRMICO COM O AMBIENTE. RESPONDA AS QUESTÕES PEDIDAS.UNIDADE 2 – ATMOSFERA TERRESTRE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO UMA SONDA METEOROLÓGICA FOI LANÇADA A PARTIR DA SUPERFÍCIE TERRESTRE (SOLO). A UMA TEMPERATURA DE 25° C. DADOS CAMADA ATMOSFÉRICA TROPOSFERA TROPOPAUSA ESTRATOSFERA ESTRATOPAUSA MESOSFERA MESOPAUSA TERMOSFERA LIMITE SUPERIOR (km) 15 18 50 55 80 90 1000 ESPESSURA 15 3 32 5 25 10 ~ 910 AMPLITUDE TÉRMICA (° C /km) -6. EM QUAL CAMADA A SONDA SE ENCONTRA? 15 .0 +10. RESPONDA 1.5 +3. PARA A COMPOSIÇÃO DE MAPAS CLIMÁTICOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO.0 +2. A QUE TEMPERATURA A SONDA SE ENCONTRA EM SEU DESTINO FINAL? 2. CONSIDERANDO OS DADOS FORNECIDOS.0 -3. COM O OBJETIVO DE COLETAR A RESPEITO DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS ATÉ A ALTITUDE DE 120 km.

o periélio (147x 106 km). A posição mais próxima ao Sol. Esta inclinação faz com que a orientação da Terra em relação ao Sol mude continuamente enquanto a Terra gira em torno do Sol.MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES A Terra tem dois movimentos principais: rotação e translação.Relações entre o Sol e a Terra As estações são causadas pela inclinação do eixo de rotação da Terra em relação à perpendicular ao plano definido pela órbita da Terra (plano da eclíptica). em aproximadamente 4 de julho. O Hemisfério Sul se inclina para longe do Sol durante o nosso inverno e em direção ao Sol durante o nosso verão. meio dia) varia no decorrer do ano. o ângulo de elevação do Sol acima do horizonte. Figura 1 .Posições relativas do sol 16 . As variações na radiação solar recebida devidas à variação da distância são pequenas. para uma dada hora do dia (por exemplo. o afélio (152 x 106 km). A translação se refere ao movimento da Terra em sua órbita elíptica em torno do Sol. Isto significa que a altura do Sol. Figura 2 . A rotação em torno de seu eixo é responsável pelo ciclo dia-noite. é atingido aproximadamente em 3 de janeiro e o ponto mais distante.

Variação da altura do Sol com a latitude. eles são mais concentrados. Fig. Segundo. o que reduz sua intensidade na superfície. quando os raios solares atingem a Terra verticalmente. Quando menor a altura solar. 17 . 2) e a radiação solar sofre maior absorção. o percurso dos raios solares através da atmosfera cresce (Fig. reflexão ou espalhamento. Se a altura do Sol é pequena. A altura do Sol influencia a intensidade de radiação solar de duas maneiras. No hemisfério de inverno as alturas do Sol são menores. os raios que atingem a Terra percorrem distância maior na atmosfera. Se a altura do sol decresce. Como a Terra é curva. a altura do sol influencia a interação da radiação solar com atmosfera. 3. os dias mais longos e há mais radiação solar. mais espalhada e menos intensa a radiação. os dias mais curtos e há menos radiação solar. a altura do Sol varia com a latitude.No hemisfério de verão as alturas do Sol são maiores. Primeiro. A quantidade total de radiação solar recebida depende não apenas da duração do dia como também da altura do Sol.

MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO E FORMAÇÃO DAS ESTAÇÕES DO ANO DECLINAÇÃO SOLAR (LATITUDE NA QUAL O SOL ESTÁ “PASSANDO”) 18 .

Nestas datas os raios verticais do Sol atingem o equador (latitude = 0°). Fig. Este é o solstício de inverno para o HS.Características dos solstícios e equinócios Relação da Posição do Sol e as Estações Terrestres DATA 22 DEZ EVENTO Solstício Verão de ESTAÇÃO VERÃO POSIÇÃO DO SOL 90º Trópico de Capricórnio 90º Equador 90º Trópico de Câncer 90º Equador FOTOPERÍODO > 12 h 21 MAR 22 JUN 23 SET Equinócio de Outono Solstício de Inverno Equinócio de Primavera OUTONO INVERNO PRIMAVERA = 12 h < 12 h = 12 h 19 . Em 21 ou 22/6 eles incidem verticalmente em 23°27’N (Trópico de Câncer). No HS o equinócio de primavera ocorre em 22 ou 23 de setembro e o equinócio de outono em 21 ou 22 de março (Fig. No dia 21 ou 22/12 os raios solares incidem verticalmente (h=90°) em 23°27’S (Trópico de Capricórnio). Este é o solstício de verão para o Hemisfério Sul (HS). 4. A meio caminho entre os solstícios ocorrem os equinócios (dias e noites de igual duração). 4).Há 4 dias com especial significado na variação anual dos raios solares em relação à Terra.

SOLSTÍCIOS 20 .

o movimento aparente do Sol em relação à superfície da Terra origina também uma variação espacial tanto da disponibilidade de radiação solar (Qo) como do fotoperíodo (N). sendo esses os fatores mais importantes na formação do clima da Terra. Quanto mais se afasta do Equador maior a variação estacional da irradiância solar e do fotoperíodo ao longo do ano. REGIÃO EQUATORIAL (N ≈ 12 h e Qo entre 33 e 38 MJm-2d-1) LATITUDE DE 30o (N entre 10 e 14 h e Qo entre 18 e 44 MJm-2d-1) REGIÃO POLAR (N entre 0 e 24 h e Qo entre 0 e 48 MJm-2d-1) 21 .EQUINÓCIOS Além da variação temporal.

facilidade de manejo e solidez de construção. Porém. Estas observações se denominam observações sensoriais. antes de tudo. f) Altura da base das nuvens. podemos observar a quantidade de nuvens presente no céu ou determinar a direção do vento pelo movimento das folha. nossos sentidos não bastam e temos que recorrer aos instrumentos. Os elementos que se medem com ajuda dos instrumentos são: a) Duração da insolação ou brilho solar. que atuam sobre uma pena que escreve sobre um rolo de papel. Neste caso. Por exemplo. h) Quantidade de evaporação. É necessário evitar toda influência de árvores ou edifícios. De acordo com o modo de realizar a leitura. Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. mas não pode saber o valor exato da mesma. precisão. os instrumentos meteorológicos podem se dividir em duas categorias fundamentais: instrumentos de leitura direta e aparelhos registradores. Nossos sentidos e principalmente a vista e o tato nos permitem estimar um grande número de observações. de dados meteorológicos precisos. i) Radiação solar. A medida de certos elementos meteorológicos depende da instalação dos instrumentos. Os segundos se referem a instrumentos nos quais o movimento das partes móveis se amplia por alavancas. porém cada medida necessita de uma leitura. Estas bandas estão graduadas para poder determinar a hora exata de cada ponto da curva registrada. Os instrumentos meteorológicos para fins científicos devem cumprir os seguintes requisitos: regularidade no funcionamento. e) Velocidade e direção do vento. c) Pressão atmosférica.Instrumentação meteorológica* A importância dos instrumentos Todo estudo científico da atmosfera supõe dispor. Por exemplo. d) Umidade.cefetsc. Os primeiros são mais precisos.br) 22 . para o qual é necessário consultar um instrumento. as observações se chamam observações instrumentais. uma pessoa pode determinar se a pressão atmosférica está subindo ou descendo.edu. b) Temperatura do ar. g) Quantidade de chuva. da água e do solo.

23 . por sua característica de funcionamento pode ser colocada em qualquer lugar que possa fornecer energia elétrica ou em alguns casos pode funcionar com baterias.Temperaturas extremas .Evaporação .Temperatura do momento .Horas de sol ESTAÇÃO METEOROLÓGICA AUTOMÁTICA Estação meteorológica dotada de sensores eletrônicos.ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS A seguir temos uma lista das estações meteorológicas existentes e dos instrumentos meteorológicos mais comuns: ESTAÇÃO METEOROLÓGICA CONVENCIONAL Estação formada por instrumentos convencionais dos quais são observados por alunos e professores de meteorologia para a obtenção e atualização de dados tais como: .Precipitação .Umidade relativa .

umidade. cujas paredes são dispostas como persianas. alcance visual de pista(visibilidade). Se denomina também Atnómetro e é termo geral para denominar qualquer aparato que serve para medir a evaporação.Termômetro de Mínima . cobertura de céu nublado.Higrotermógrafo . PLUVIÓGRAFO 24 . etc.As estações meteorológicas automáticas integram sensores de temperatura. pressão. Os instrumentos que ficam dentro da casa são: . vento. que permitem a livre circulação do ar. As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada. integra todos os dados e entrega informação meteorológica em apresentação de tela de projeção. Por meio de um programa computacional instalado em um ordenador comum. ABRIGO METEOROLÓGICO É uma casa de madeira ou fibra de vidro. precipitação.Termômetro de Máxima . altura de nuvens até os 1500 metros.Psicrômetro EVAPORÍMETRO Instrumento para medir a quantidade de água que se evapora na atmosfera durante um intervalo de tempo.

que mede a umidade relativa (%) de um modo indireto. um chamado "Termômetro Seco". em milímetros (mm). PSICRÔMETRO Instrumento utilizado para medir a umidade da atmosfera. PLUVIÔMETRO É um instrumento que mede a quantidade de água caída em um período de tempo determinado (cada 6 horas). Mede a quantidade de chuva caída.É um instrumento que registra a quantidade de precipitação caída e indica a intensidade da mesma. 25 . chamado "Termômetro Úmido". e o outro. serve essencialmente para obter a temperatura do ar. é formado por dois termômetros idênticos. As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada.

ANEMÔMETRO Instrumento para medir a velocidade do vento (m/s) para a observação simultânea da direção e velocidade do vento. PIRANÔMETRO Instrumento que mede a radiação solar (radiação global) recebida de todo o hemisfério celeste sobre uma superfície horizontal terrestre. 26 . em alguns tipos. HELIÓGRAFO Instrumento registrador que mede unicamente a duração da insolação (horas de brilho solar) em horas e décimos. A unidade usada é (cal. também a direção (em graus). Mede a velocidade do vento (m/s) e.cm-²).

designadamente a atmosfera. devem a sua origem e as suas características à radiação solar. 27 . CONSTANTE SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA SOLAR RECEBIDA NO LIMITE SUPERIOR DA ATMOSFERA PELA SUPERFÍCIE DE 1 CM 2. EQUIVALE À MILÉSIMA PARTE DO MILÍMETRO. MILÍMETROS. responsáveis pelas condições meteorológicas. ETC. CONCEITOS LIGADOS À RADIAÇÃO SOLAR 1. EXPRIME-SE EM METROS.UM MICRÔMETRO OU MÍCRON (µM). pelas circulações oceânicas. pela modelação da crosta terrestre e por todos os fenômenos biológicos. Por isso. É USADO PARA DESCREVER OS COMPRIMENTOS DE ONDA DA RADIAÇÃO E NA CONSTRUÇÃO CIVIL. Todos os componentes do sistema climático. RADIAÇÃO SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA.).RADIAÇÃO SOLAR SOL – PRINCIPAL FONTE DE ENERGIA PARA A SUPERFÍCIE DA TERRA A energia solar constitui a verdadeira causa de todos os processos físicos e químicos que ocorrem na Terra. É UMA UNIDADE DE COMPRIMENTO DEFINIDO COMO UM MILIONÉSIMO DE METRO (OU 1 × 10-6 M). QUANTO MAIS ELEVADA FOR A TEMPERATURA DE UM CORPO MENOR É O SEU COMPRIMENTO DE ONDA. 4. a hidrosfera. 3. MICRONS (µM) OU ANGSTROMS (A). METALIZAÇÕES. SOB A FORMA DE LUZ E CALOR. O COMPRIMENTO DE ONDA É INVERSAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA. 2. a litosfera e a biosfera. EXPRIME-SE EM CALORIAS (CAL) E O SEU VALOR MÉDIO É DE CERCA DE 2 CAL/CM 2/MN. podemos dizer que a radiação solar é o fator meteorológico essencial do ambiente. COMPRIMENTO DE ONDA É A DISTÂNCIA ENTRE DUAS CRISTAS CONSECUTIVAS (DISTÂNCIA PERCORRIDA POR UMA VIBRAÇÃO). NOMEADAMENTE NA DEFINIÇÃO DE ESPESSURAS DE DIVERSOS MATERIAIS (PINTURAS. DURANTE UM MINUTO. MÍCRON OU MICROMETRO (µM) . ISTO É. RECEBIDA POR UNIDADE DE UMA SUPERFÍCIE HORIZONTAL. NA PERPENDICULAR COM OS RAIOS SOLARES.

Albedo de superfícies sob diferentes inclinações dos raios solares. CORPO NEGRO – MATERIAL HIPOTÉTICO QUE APRESENTA UM ESPECTRO DE RADIAÇÃO CONTÍNUO EM TODOS OS COMPRIMENTOS DE ONDA E É CAPAZ DE ABSORVER. 28 .5. ALBEDO – É UM TERMO QUE EXPRIME A REFLETIVIDADE DE UM MATERIAL. 9. REFLETIVIDADE (r) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É REFLETIDA PELO MATERIAL. ABSORVICIDADE (a) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É ABSORVIDA PELO MATERIAL. 7. É O COEFICIENTE DE REFLEXÃO. 6. QUANTO MAIOR A INCLINAÇÃO DO ÂNGULO DO RAIO SOLAR. a+r+t=1 8. TRANSMISSIVIDADE (t) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É TRANSMITIDA PELO MATERIAL. POR OUTRO LADO. VARIA DE 0 a 1. MAIOR É O ALBEDO (FIGURA ABAIXO). TODA A ENERGIA RADIANTE QUE INCIDE SOBRE ELE.

deserto Grama Floresta Neve (limpa. seca) Neve (molhada e/ou suja) Superfície do mar (sol > 25° acima do horizonte) Superfície do mar (pequena altura do sol) Nuvens espessas Nuvens finas Vidros (janela) Tinta branca Tinta vermelha. marrom ou verde Concreto Asfalto Albedo de diferentes superfícies 29 10-25 25-40 15-25 10-20 75-95 25-75 <10 10-70 70-80 25-50 08-52 50-90 20-35 10-35 05-20 .Albedo para algumas superfícies no intervalo visível ( % ) Solo descoberto Areia.

AOS QUENTES E ÚMIDOS DAS REGIÕES EQUATORIAIS. PASSANDO PELOS TEMPERADOS DAS LATITUDES MÉDIAS.CARACTERÍSICAS DA RADIAÇÃO SOLAR É A MAIOR FONTE DE ENERGIA PARA A TERRA É UM FATOR METEOROLÓGICO É O PRINCIPAL ELEMENTO METEOROLÓGICO. DESDE OS CLIMAS FRIOS DAS REGIÕES POLARES. FUNDAMENTAL ENERGÉTICA EM ESTUDOS ECOLÓGICOS E DE DISPONIBILIDADE Distribuição da Radiação Solar na Terra. 30 . CHUVA. AFETANDO TODOS OS OUTROS ELEMENTOS (TEMPERATURA. PRESSÃO. VENTO. UMIDADE) É ELEMENTO PRIMORDIAL NO ENTENDIMENTO DOS DEMAIS ELEMENTOS METEOROLÓGICOS É A FONTE PRIMÁRIA DE ENERGIA NOS PROCESSOS TERRESTRES: o CICLO DA ÁGUA OU CICLO HIDROLÓGICO o FOTOSSINTESE o FLUXO DE CALOR o DESIGUAL DISTRIBUIÇÃO DA TEMPERATURA o CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA E OCEANOS o TEMPESTADES o VENTOS E FURACÕES o DIVERSIDADE DE CLIMAS.

31 . NESTE INSTANTE A TERRA SE SITUA EM UMA ESFERA CUJO RAIO É IGUAL À SUA A DISTÂNCIA DO SOL (D) O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA (4 Π I) SERÁ IGUALMENTE DISTRIBUIDO NA ÁREA 4 Π D2 .3 min O SOL EMITE RADIAÇÕES IGUALMENTE EM TODAS AS 4 Π DIREÇÕES SE A INTENSIDADE LUMINOSA EM UM DADO INSTANTE FOR IGUAL A I. RESULTANDO EM UMA DENSIDADE DE FLUXO GLOBAL IGUAL A I / D2 DEFINIDA PELA LEI DO INVERSO DO QUADRADO DA DISTÂNCIA.3 min) NESTA TRAJETÓRIA TODOS OS FENÔMENOS SOLARES VISTOS DA SUPERFICIE JÁ ACONTECERAM A PELO MENOS 8. NA FORMA DE FEIXE DE RAIOS PARALELOS ENTRE SI. ENTÃO CERCA DE 500s (8. APENAS UMA PEQUENÍSSIMA FRAÇÃO DA ENERGIA EMITIDA ATINGE A SUPERFICIE DA TERRA. OU SEJA: “ A ENERGIA RECEBIDA EM UMA SUPERFÍCIE É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUADRADO DA DISTÂNCIA ENTRE A FONTE E A SUPERFÍCIE RECEPTORA” DEVIDO À DISTÂNCIA TERRA-SOL. DISTÂNCIA APROXIMADA: 150 MILHOES DE km (1.5 * 10 8 km) VELOCIDADE : 300 * 10 3 km/s A RADIAÇÃO GASTA. PROPAGANDO-SE SEGUNDO UM MOVIMENTO ONDULATÓRIO.ESPAÇO PERCORRIDO PELA RADIAÇÃO SOLAR É UM FENÔMENO DE NATUREZA ELECTROMAGNÉTICA. ENTÃO O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA NAQUELE INSTANTE SERÁ IGUAL A 4 Π I.

DEPENDENDO DO COMPRIMENTO DE ONDA E DO TAMANHO DO CONSTITUINTE ATMOSFÉRICO: 1. PARTÍCULAS DE IMPUREZAS E MOLÉCULAS DE GASES CAUSAM O ESPALHAMENTO DA RADIAÇÃO O PROCESSO AFETA A QUANTIDADE E A QUALIDADE DA RADIAÇÃO ESTE FENÔMENO CAUSA A COR AZUL DO CÉU. NA ALTA ATMOSFERA. DAS MOLÉCULAS DE GASES NA FAIXA DO AZUL. ABSORÇÃO DA RADIAÇÃO É SELETIVA POR CERTOS CONSTITUINTES DA ATMOSFERA E PARA CERTOS COMPRIMENTOS DE ONDAS PELO OXIGÊNIO / OZÔNIO = QUASE TODA A RADIAÇÃO (ULTRAVIOLETA) GÁS CARBÔNICO E VAPOR DE ÁGUA TAMBÉM ABSORVEM BASTANTE RADIAÇÃO (INFRAVERMELHO) RADIAÇÃO ALTAMENTE ENERGÉTICA TEM ALTO PODER DE PENETRAÇÃO CAUSA DISTÚRBIOS EM ORGANISMOS VIVOS (PRINCIPALMENTE MICROORGANISMOS) EM REGIÕES ALTAS = INCIDÊNCIA MAIOR NO NÍVEL DO MAR = INCIDÊNCIA MENOR A RADIAÇÃO VISÍVEL PASSA PELA ATMOSFERA PRATICAMENTE SEM SOFRER ABSORÇÃO 2.EFEITOS DA ATMOSFERA SOBRE O BALANÇO DE ENERGIA RADIANTE AO ATRAVESSAR A ATMOSFERA. 32 PRINCIPALMENTE O OZÔNIO. . DIFUSÃO (ESPALHAMENTO) DA RADIAÇÃO OS CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS MUDAM A DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES. A RADIAÇÃO SOLAR INTERAGE COM SEUS CONSTITUINTES (NATURAIS E ARTIFICIAIS) RESULTANDO NA MODIFICAÇÃO DA: QUANTIDADE. PELA DISPERSÃO. QUALIDADE E DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES ESTA INTERAÇÃO OCORRE DE DOIS MODOS.

A CONTRIBUIÇÃO DE CADA UMA PARA Qg DEPENDE. NÃO PROJETA SOMBRA NOS OBJETOS. SEPARANDO-A DA DIFUSÃO OU ESPALHAMENTO. A REFLEXÃO E A DISPERSÃO. COM A ATMOSFERA LIMPA. ENTÃO.PARTE É DEVOLVIDA PARA O ESPAÇO SIDERAL FACILMENTE PERCEPTÍVEL EM DIAS NUBLADOS. RAIOS DE COMPRIMENTO DE ONDAS MAIS LONGOS CHEGAM DIRETAMENTE AO SOLO. SENDO DENOMINADA DE RADIAÇÃO DIFUSA (Qc) RAIOS LUMINOSOS DE COMPRIMENTO DE ONDA MAIS CURTOS SÃO MAIS FACILMENTE DISPERSOS. A RADIAÇÃO QUE SOFRE MUDANÇA DE DIREÇÃO. A REFLEXÃO. NESTE CASO. DÃO COMO RESULTADO A RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA. PROJETANDO SOMBRA NOS OBJETOS. VINDO DE TODOS OS LADOS. É A RADIAÇÃO DIRETA (Qd) A RADIAÇÃO DIRETA É UNIDIRECIONAL E DETERMINADA PELO ÂNGULO ZENITAL DOS RAIOS SOLARES A RADIAÇÃO SOLAR TOTAL QUE ATINGE A SUPERFICIE É CHAMADA DE RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL (Qg). QUE CONSISTE NA QUANTIDADE DE RADIAÇÃO QUE AO INCIDIR SOBRE UM CORPO É DEVOLVIDA SEM MODIFICAR SUAS CARACTERÍSTICAS. SENDO A SOMA DA RADIAÇÃO DIFUSA COM A RADIAÇÃO DIRETA. DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS DO PERÍODO ALGUNS AUTORES CONSIDERAM AINDA UM TERCEIRO PROCESSO. 33 . COM MUITA POEIRA OU POLUIÇÃO. GRANDE PARTE DOS RAIOS SOLARES ATINGE DIRETAMENTE A SUPERFÍCIE.

OU Qg = Qd + Qc Distribuição da Radiação Solar na Atmosfera Componentes da radiação solar ao nível do solo 34 .BALANÇO DA RADIAÇÃO NA ATMOSFERA A RADIAÇÃO SOLAR RECEBIDA NA SUPERFÍCIE DA TERRA CONSISTE EM DUAS PARTES: RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL = RADIAÇÃO SOLAR DIRETA + RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA .

média anual típica (Wh/m2.dia) 35 .DISTRIBUIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR NO TERRITÓRIO BRASILEIRO Radiação solar global diária .

O AR É AQUECIDO POR CONDUÇÃO DE UMA SUPERFICIE QUALQUER. CONVECÇÃO: OCORRE MOVIMENTAÇÃO DE UMA MASSA FLUIDA (AR. O AR SE EXPANDE E SE TORNA MENOS DENSO c. a. por sua vez. CONDUÇÃO: ENERGIA TRANSFERIDA DE UMA MOLÉCULA PARA OUTRA. b. por isso. PODE SER HORIZONTAL OU VERTICAL 3. sem o qual a temperatura média na Terra seria de aproximadamente -238 °C e a água apenas existiria no estado sólido. Ilustração dos mecanismos de transferência de calor 36 . encontrandose. A MASSA DE AR QUENTE É SUBSTITUÍDA POR AR MAIS FRIO A CONVECÇÃO É UM DOS PRINCIPAIS MEIOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA (1500 – 3000m). POR MEIO DE ONDAS. Ao ser absorvida pela Terra. RADIAÇÃO: TRANSFERÊNCIA DE CALOR (ENERGIA) DE UM OBJETO PARA OUTRO SEM HAVER NECESSIDADE DE UM MEIO DE CONEXÃO. Os processos de transferência de calor que ocorrem na atmosfera são: 1. aquecendo a superfície terrestre. em equilíbrio térmico. emite a mesma quantidade de energia que recebe. ÁGUA) PROVOCADA POR UMA DIFERENÇA DE DENSIDADE. Esta. OU SEJA.PROCESSOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA Uma das maiores contribuições da radiação solar é o aquecimento do nosso planeta. 2. a radiação solar converte-se em energia calorífica.

irradia 116 unidades de energia de onda longa para a atmosfera. aproximadamente 30 unidades são refletidas de volta para o espaço. As restantes 6 unidades passam diretamente através da atmosfera e são perdidas no espaço.Como resultado deste processo. o sistema Terra-atmosfera estaria progressivamente se aquecendo ou resfriando. As restantes 70 unidades são absorvidas. Vamos examinar este balanço na abaixo. caso contrário. usando 100 unidades para representar a radiação solar interceptada no topo da atmosfera. a superfície recebe uma grande quantidade de radiação de onda longa da atmosfera (95 unidades). nesta troca (em onda longa) a atmosfera tem um ganho líquido de 15 unidades. Portanto. por moléculas de água durante o processo de evaporação (23 unidades). Outra parte das 30 unidades é transferida da superfície da Terra para a atmosfera por calor sensível (condução e convecção -7 unidades). Balanço de Calor da Terra e atmosfera Da radiação total interceptada pela Terra. absorvendo uma boa parte dela e reirradiando parte desta energia de volta para a Terra. Até agora contamos uma perda de 21 das 51 unidades de radiação de onda curta absorvidas pela superfície da Terra. por sua vez. enquanto a Terra tem uma perda líquida de 21 unidades. A superfície. E as 30 unidades restantes? Parte desta energia é transferida da superfície da Terra para a atmosfera através de calor latente.BALANÇO GLOBAL DO CALOR PROVENIENTE DA RADIAÇÃO Existe um balanço quase perfeito entre a quantidade de radiação solar incidente e a quantidade de radiação terrestre (sistema Terra-atmosfera) retornada para o espaço. 37 . Um balanço geral é obtido porque a atmosfera emite 64 unidades de energia para o espaço como radiação de onda longa. 19 unidades pela atmosfera e 51 unidades pela superfície da Terra (Terra-oceano). fechando o balanço entre radiação incidente e radiação emitida. Certos gases na atmosfera atuam no sentido de retardar a perda de radiação terrestre.

7 mícron – PARTE VISÍVEL – 41% Radiações azuis. verdes e parte das vermelhas 0.ESPECTRO SOLAR E BIOLOGIA ENERGIA SOLAR: CONJUNTO DE RADIAÇÕES COMPRIMENTOS DE ONDA VARIÁVEIS 0.4 a 0.7 a 4 micra – INFRAVERMELHO – 50% ESPECTRO VISÍVEL EM ORDEM CRESCENTE DE λ TEM-SE O VIOLETA – AZUL – VERDE – AMARELO – LARANJA – VERMELHO UTILIZADA PELAS PLANTAS NO PROCESSO FOTOSSINTÉTICO CHAMADO DE RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA INFRAVERMELHO RADIAÇÃO TERMAL LONGO COMPRIMENTO DE ONDA ABSORVIDAS PELO VAPOR D’AGUA E GÁS CARBÔNICO ATMOSFÉRICOS PARTÍCULAS SÓLIDAS PROVOCAM DISPERSÃO IMPORTANTES PARA O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL FITOCROMOS E HORMÔNIOS SÃO ATIVADOS / DESATIVADOS POR ESTA RADIAÇÃO EFEITOS MAIS QUALITATIVOS QUE QUANTITATIVOS ULTRAVIOLETA ABSORVIDAS NAS CAMADAS SUPERIORES DA ATM. OXIGÊNIO E OZÔNIO ATUAM PROTEÇÃO CONTRA A NOCIVIDADE DESTA RADIAÇÃO 38 .2 A 4 MICRAS CONSTITUEM O ESPECTRO SOLAR ESPECTRO SOLAR 0.2 a 0.4 mícron – ULTRAVIOLETA – 9% 0.

39 .COMPOSIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR As figuras seguintes mostram a divisão espectral da radiação solar. em diferentes comprimentos de onda.

40 . a clorofila absorve principalmente na zona do vermelho. Nessas reações os cloroplastos utilizam comprimentos de onda da luz visível compreendidos entre 400 nm e 720 nm. já que a água do mar filtra a radiação. Efeito da Radiação Solar no Crescimento Vegetal Nas plantas com clorofila. porém. Dentro do espectro absorvido. A luz vermelha fornece a energia necessária para a fotossíntese. também podem ser gorduras. Nestas pequenas formações microscópicas. cada cloroplasto é um minúsculo laboratório. as plantas terrestres captam sobretudo a luz vermelha e refletem a cor complementar. aproximadamente 20% é refletida pelas nuvens e partículas atmosféricas. vegetação etc. Portanto. que ilumina tenuemente o seu espaço vital. Nas algas marinhas que vivem a profundidades relativamente grandes (20 m-30 m) ocorre o fenómeno inverso: são coloridas geralmente de vermelho intenso e têm de utilizar o resíduo verde-azulado da luz solar. Apenas algumas reacções utilizam os infravermelhos e os ultravioletas.UTILIZAÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR PELAS PLANTAS Da energia recebida na superfície da terra.). o verde. a energia procedente da radiação solar desencadeia reações químicas cujos produtos finais são diversos tipos de açúcares. enquanto outra parte é absorvida pela superfície terrestre (solo. emitindo a radiação com outros comprimentos de onda. Da radiação líquida disponível. 40% é utilizada na evapotranspiração e somente 2% desta é usada no processo da fotossíntese que resulta no desenvolvimento e crescimento dos vegetais.

2ª BANDA (1. 4ª BANDA (0.72 μ): É A REGIÃO QUE EXERCE EFEITO SOBRE O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. CONTROLE DA FLORAÇÃO E COLORAÇÃO DOS FRUTOS. O TRECHO PRÓXIMO À 1. APRESENTANDO EM VÁRIOS CASOS TAMBÉM FORTE ATIVIDADE FOTOPERIÓDICA.40 > λ > 0.BANDAS DO ESPECTRO SOLAR QUE AFETAM O CRESCIMENTO VEGETAL 1ª BANDA (λ > 1. MATANDO-AS DEPOIS DE ALGUM TEMPO DE EXPOSIÇÃO. 6ª BANDA (0.51 > λ > 0.72 > λ > 0.61 > λ > 0. EXERCENDO AINDA VIGOROSA AÇÃO NA FORMAÇÃO DA PLANTA. GERA FORTE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA. QUE TORNAM-SE MAIS BAIXAS E COM FOLHAS MAIS ESPESSAS.0 μ É IMPORTANTE PARA O FOTOPERIODISMO. 41 .40 μ): É A REGIÃO DE MAIOR ABSORÇÃO PELA CLOROFILA E PIGMENTOS AMARELOS (CAROTENÓIDES).0 > λ > 0.51 μ): REGIÃO ESPECTRAL DE BAIXO EFEITO FOTOSSINTÉTICO E DE FRACA AÇÃO SOBRE A FORMAÇÃO DA PLANTA.315 μ): ESTA FAIXA EXERCE EFEITOS DEFORMATIVOS NAS PLANTAS.61 μ): REGIÃO ESPECTRAL FORTEMENTE ABSORVIDA PELA CLOROFILA.28 μ): É PREJUDICIAL À MAIORIA DAS PLANTAS. CORRESPONDE A REGIÃO VERDE DO ESPECTRO VISÍVEL. 3ª BANDA (0. GERMINAÇÃO DE SEMENTES. 7ª BANDA (0. CORRESPONDE AO AZUL VIOLETA E É TAMBÉM REGIÃO DE GRANDE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA.0 μ): NÃO CAUSAM DANOS E SÃO ABSORVIDAS PELA PLANTA. 5ª BANDA (0.315 > λ > 0.

A UV-A chega normalmente à superfície terrestre. que seriam muito agravadas se não fosse a proteção invisível que o ozônio proporciona. A camada de ozônio absorve apenas a radiação UV-B. A UV-B é fortemente absorvida pela camada de ozônio da atmosfera terrestre. A radiação ultravioleta mais merecedora de cuidados no dia-a-dia é a UV-B que é afetada pela camada de ozônio. O sol direto com irradiação prolongada pode resultar em graves queimaduras. como a UV-B. entre 280 e 320nm. mas duas outras faixas importantes são a do ultravioleta e a do infravermelho. Em excesso a radiação UV-A pode trazer complicações à saúde. 42 . não sendo absorvida eficientemente por nenhum dos constituintes atmosféricos. causando uma variação muito forte na intensidade da radiação medida na superfície entre os limites de 280 e 320nm.A RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA E OS ORGANISMOS VIVOS A radiação solar mais conhecida é a faixa visível. porém esta não tende a aumentar sua intensidade com o tempo. A faixa do ultravioleta é subdividida em 3: UV-A (entre 400 e 320 nm). Já o UVC é totalmente absorvido pela atmosfera terrestre. UV-B (entre 320 e 280 nm) e a UV-C (entre 280 e 100).

DECORRENTE DA TRANSFORMAÇÃO DA ENERGIA ELETROMAGNÉTICA DE ONDAS CURTAS OU LONGAS (PROVENIENTES DA RADIAÇÃO SOLAR) NA FORMA DE ENERGIA TERMAL. VARIÁVEL CLIMATOLÓGICA INTRINSECAMENTE RELACIONADA AO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. PASSANDO POR UM VALOR ÓTIMO. FRUTEIRAS TROPICAIS):  MÍNIMA: 15° a 18°C  ÓTIMA: 31° a 37° C  MÁXIMA: 44° a 50° C 43 . MELHORAMENTO GENÉTICO AMPLIOU A FAIXA DE ADAPTAÇÃO A DIFERENTES TEMPERATURAS. TRIGO. CASAS DE VEGETAÇÃO SIMULAM SITUAÇÕES FAVORÁVEIS DE TEMPERATURA. ADAPTAÇÃO DOS VEGETAIS EM DIFERENTES FAIXAS DE TEMPERATURA.TEMPERATURA ENERGIA PROPAGADA NA FORMA DE CALOR. MÉDIA E MÁXIMA. MEDIÇÃO DE TEMPERATURA: FEITA COM DIVERSOS TIPOS DE TERMÔMETROS. TEMPERATURA DO AR INFLUENCIA A TEMPERATURA DO SOLO. CONVECÇÃO OU TRANSMISSÃO DE CALOR (“RADIAÇÃO”) OCORREM. ATÉ UM VALOR MÁXIMO. TEMPERATURAS CARDEAIS O CRESCIMENTO VEGETAL ESTÁ LIMITADO POR FAIXAS DE TEMPERATURA QUE VARIAM DE UM VALOR MÍNIMO. EXISTE AMPLA FAIXA DE TEMPERATURAS PARA CRESCIMENTO VEGETAL (0 a 40ºC). PLANTAS TEMPERADAS (HEMISFÉRIO NORTE) OU TROPICAIS (EQUADOR E HEMISFÉRIO SUL). CENTEIO. QUE MEDEM AS TEMPERATURAS MÍNIMA. SORGO. EM CAMADAS DISTINTAS. ESTA VARIAÇÃO SE DÁ CONFORME: COMPLEXIDADE FISIOLÓGICA CULTURAS DE INVERNO (AVEIA. CEVADA):  MÍNIMA: 0° a 5° C  ÓTIMA: 25° a 31° C  MÁXIMA: 31° a 37° C CULTURAS DE VERÃO (MELÃO. RESPONSÁVEL DIRETA PELA DISTRIBUIÇÃO DAS PLANTAS NA TERRA. O AQUECIMENTO DA ATMOSFERA SE DÁ À MEDIDA EM QUE SE DESENVOLVEM OS PROCESSOS DE CONDUÇÃO.

A TEMPERATURA MÁXIMA OCORRE COM UMA DEFASAGEM DE DUAS A TRÊS HORAS EM RELAÇÃO AO HORÁRIO DE MAIOR IRRADIÂNCIA SOLAR (12h EM DIAS SEM NUVENS). VENTOS.TEMPERATURAS CARDEAIS VARIAM COM: FISIOLOGIA ESTÁDIO DE DESENVOLVIMENTO ESPÉCIE DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA TEMPERATURA DO AR E DO SOLO A ENERGIA RADIANTE QUE ATINGE A SUPERFÍCIE TERRESTRE SERÁ DESTINADA A ALGUNS PROCESSOS FÍSICOS PRINCIPAIS: CONVECÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO AR CONDUÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO SOLO TEMPERATURA DO AR É UM DOS EFEITOS MAIS IMPORTANTES DA RADIAÇÃO SOLAR OCORRE PELO TRANSPORTE DE CALOR DA SUPERFÍCIE AQUECIDA (CONDUÇÃO/CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA) A CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA DO AR AQUECIDO TRANSPORTA CALOR. 44 . NESSE CASO AS DIFERENÇAS REGISTRADAS SERÃO EM DECORRÊNCIA APENAS DO MACROCLIMA. NEBULOSIDADE. PARA AS CAMADAS SUPERIORES VARIAÇÃO DA TEMPERATURA DO AR: TEMPORAL E ESPACIAL VARIAÇÃO TEMPORAL = BALANÇO DE ENERGIA NA SUPERFÍCIE (MAIOR INTENSIDADE AO MEIO DIA) VARIAÇÃO ESPACIAL o ESCALA MACROCLIMÁTICA: PREDOMINÂNCIA DOS EFEITOS DA RADIAÇÃO SOLAR. AEROSÓIS. VAPOR D’ÁGUA.. A ALTURA DE MEDIÇÃO É ENTRE 1.0 m ACIMA DO NIVEL DO SOLO (DENTRO DO ABRIGO). ETC. o ESCALA TOPOCLIMÁTICA: EXPOSIÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO TERRENO SÃO OS MODULADORES DA TEMPERATURA o ESCALA MICROCLIMÁTICA: FATOR CONDICIONANTE É A COBERTURA DO TERRENO PARA FINS METEOROLÓGICOS E CLIMATOLÓGICOS A TEMPERATURA DO AR É MEDIDA SOB UMA CONDIÇÃO DE REFERÊNCIA (PADRÃO). TRANSPORTE CONVECCTIVO DE CALOR E CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA. A TEMPERATURA MÍNIMA OCORRE UM POUCO ANTES DO NASCER DO SOL. AS CONDIÇÕES PADRÃO SÃO: ÁREA PLANA (TOPOCLIMA) E GRAMADA (MICROCLIMA). POEIRA. PARA QUE SE PERMITA A COMPARAÇÃO ENTRE LOCAIS DIFERENTES.5 A 2.

BATATA. A FORMAÇÃO DE MATÉRIA SECA DOBRA”. ERVILHA) TEMPERATURAS NOTURNAS – NICTOTEMPERATURAS (TOMATE. FASE VEGETATIVA FOTOSSÍNTESE X RESPIRAÇÃO TEMPERATURA DE EQUILÍBRIO (ÓTIMO) . FASE REPRODUTIVA INDUÇÃO FLORAL POLINIZAÇÃO FERTILIZAÇÃO FORMAÇÃO DO FRUTO DORMÊNCIA DE GEMAS REPRODUTIVAS CICLOS DE CRESCIMENTO LEI DE VAN’T HOFF “PARA CADA 10°C DE AUMENTO DE TEMPERATURA. O DESENVOLVIMENTO VEGETAL TAMBÉM VAI DEPENDER DA RAZÃO ENTRE: TEMPERATURAS DIURNAS – FOTOTEMPERATURAS (MORANGO.FIGURA FOSSÍNTESE CAI DRASTICAMENTE SE A TEMPERATURA > 35°C RESPIRAÇÃO CAI DRASTICAMENTE COM TEMPERATURAS > 45°C EXEMPLO: TOMATEIRO TEMPERATURA: 20 ° C BAIXA RESPIRAÇÃO MÁXIMA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO LENTO CICLO TARDIO GRANDES CÉLULAS BOA COLHEITA TEMPERATURA: 35° C ALTA RESPIRAÇÃO BAIXA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO RÁPÍDO CICLO PRECOCE PEQUENAS CÉLULAS MÁ COLHEITA 2. CONSIDERANDO-SE ENTRE O MÍNIMO E O ÓTIMO. PIMENTA) 45 .TEMPERATURA DO AR REQUERIDA PELAS PLANTAS 1.

ESTRUTURA E TEOR DE ÁGUA. O PROCESSO RADIATIVO DE PERDA É MAIS EFICIENTE QUE O DE GANHO. 46 . A PLANTA DIMINUI SEU METABOLISMO E TRANSPIRAÇÃO. DE ACORDO COM AS ESTAÇÕES) E VARIAÇÃO ESPACIAL. A TEMPERATURA DO AR INFLUI DIRETAMENTE SOBRE A TEMPERATURA DO SOLO COM VALORES DE TEMPERATURA BAIXOS. TEMPERATURAS MUITO ALTAS OU MUITO BAIXAS IMPOSSIBILITAM O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. MULCH) o RELEVO = CONDICIONA O TERRENO A DIFERENTES EXPOSIÇÕES À RADIAÇÃO SOLAR o TIPO DE SOLO = TEXTURA. QUE DEPENDE DOS: FATORES EXTERNOS (ELEMENTOS BALANÇO NA SUPERFÍCIE) METEOROLÓGICOS QUE AFETAM O FATORES INTRÍNSECOS o TIPO DE COBERTURA DA SUPERFÍCIE = SOLOS NUS OU COBERTOS (VEGETAÇÃO. OCORRE VARIAÇÃO TEMPORAL (DIÁRIA E ANUAL. OUTROS EFEITOS DA TEMPERATURA CONDICIONA O NÍVEL DAS REAÇÕES FÍSICO-QUÍMICAS DAS PLANTAS PERDA DE ÁGUA AUMENTA OU DIMINUI CONFORME A TEMPERATURA.TEMPERATURA DO SOLO FLUXO DE CALOR DA SUPERFÍCIE PARA O INTERIOR DO SOLO (DURANTE E O DIA) E DO INTERIOR PARA A SUPERFÍCE (NOITE).

SE DESDE O MOMENTO EM QUE SE VERIFICA A GERMINAÇÃO SOMAR-SE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA. RESPOSTA LINEAR. EXEMPLOS: MILHO = 2500°C. O VALOR MÉDIO DIÁRIO NÃO É SIGNIFICATIVO. A SOMA TOTAL É SEMPRE A MESMA. É A TEMPERATURA ACUMULADA DESDE OS PRIMEIROS DIAS ATÉ A MATURAÇÃO DA PLANTA.UNIDADES TÉRMICAS DE CRESCIMENTO TEMPERATURA-BASE (OU BASAL)= TEMPERATURA ABAIXO DA QUAL AS PLANTAS NÃO SE DESENVOLVEM. O CRESCIMENTO VEGETAL VARIA DE ACORDO COM A QTDE DE CALOR AO QUAL É SUBMETIDO DURANTE O CICLO VITAL. TEMPERATURAS NOTURNAS E DIURNAS TEM O MESMO PESO. UNIDADES DE CALOR OU “GRAUS-DIA” = UM GRAU-DIA É A MEDIDA DA DIFERENÇA DA TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA ACIMA DO MÍNIMO DE TEMPERATURA. APLICA-SE TAMBÉM ÀS SUBFASES DE CULTIVO. TRIGO: 2000°C. É APROXIMADAMENTE CONSTANTE PARA CADA ESTAÇÃO DO ANO E PARA CADA CULTURA QUE CRESCE NUM MESMO LOCAL. OUTRAS VARIÁVEIS CLIMATOLÓGICAS INTERFEREM 47 . CONSTANTE TÉRMICA = É UM ÍNDICE RESIDUAL OU SEJA. O CICLO SERÁ DE 100 DIAS. MÉTODOS DE CÁLCULO: DIRETO = TEMPERATURA-BASE DE 0°C RESIDUAL = TEMPERATURA-BASE DE 6°C EXPONENCIAL = VELOCIDADE DAS REAÇÕES FISICO-QUIMICAS TERMOFISIOLÓGICO = VELOCIDADE DE CRESCIMENTO IMPERFEIÇÕES DA TEORIA DE GRAUS-DIA: SOMENTE UMA TEMPERATURA BASAL DURANTE O CICLO. TEMPERATURAS ABAIXO DE 0°C SÃO DESCONSIDERADAS. TEMPERATURAS ACIMA DE 27°C PODEM SER PREJUDICIAIS (PELO MÉTODO. É VARIÁVEL PARA CADA ESPÉCIE VEGETAL. QUALQUER QUE SEJA A SITUAÇÃO. CEVADA = 1700°C. NECESSÁRIO PARA UMA ESPÉCIE. É O SOMATÓRIO DO CALOR EFETIVO PARA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. MAIOR EFICIÊNCIA). SE O MILHO FOR CULTIVADO EM LOCAL ONDE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA É DE 25°C. ACUMULADO DURANTE O DIA. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA.

VISANDO MAIOR LUCRO? VARIEDADE DE FEIJÃO (HIPOTÉTICA) Exigência de 1276 graus-dia para amadurecer Temperatura-base = 6°C TEMPERATURA MÉDIA MENSAL SETEMBRO = 18°C OUTUBRO = 22°C NOVEMBRO = 20° C DEZEMBRO = 18.FATORES AMBIENTAIS QUE FAZEM VARIAR A CONSTANTE TÉRMICA FERTILIDADE POPULAÇÃO DE PLANTAS SOLOS TEMPERATURAS DO SOLO (DIFERENTES DA TEMP.00 DEZEMBRO = 80.00 OUTUBRO = 60. QUAL DATA SERÁ MELHOR PARA O PLANTIO. O AGRICULTOR DISPÕE DE APENAS UMA VARIEDADE DE FEIJÃO E DE UMA FAIXA DE TEMPO DE PLANTIO DE 15 DE SETEMBRO A 15 DE OUTUBRO.00 JANEIRO = 40.00 48 .5 °C JANEIRO = 17°C SAZONALIDADE DE PREÇOS (R$/saca) SETEMBRO= 50. MAS PRETENDE PLANEJAR SEU CULTIVO PARA ALCANÇAR A ÉPOCA ONDE O PREÇO DO FEIJÃO É MELHOR PARA ELE (MAIOR LUCRO). LEVANDO EM CONTA QUE O AGRICULTOR DEVE PLANTAR DIA 15 DE CADA MÊS. DO AR) UMIDADE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (UNIDADES TÉRMICAS) UM AGRICULTOR QUER FORNECER FEIJÃO PARA UMA FEIRINHA LOCAL DE SUA CIDADE.00 NOVEMBRO = 70.

NA PRESSÃO E TEMPERATURA EM QUE O AR SE ENCONTRA. 49 .UMIDADE DO AR ÁGUA NA FORMA DE VAPOR. FONTES NATURAIS: SUPERFÍCIES DE ÁGUA. GELO E NEVE SOLO SUPERFÍCIES VEGETAIS E ANIMAIS PROCESSOS FÍSICOS DETERMINANTES EVAPORAÇÃO SUBLIMAÇÃO TRANSPIRAÇÃO CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BAIXA (MÁX. UMIDADE RELATIVA DO AR = RELAÇÃO PERCENTUAL ENTRE A CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA EXISTENTE NO AR E A CONCENTRAÇÃO DE SATURAÇÃO. 4%) EXTREMAMENTE VARIÁVEL LIBERAÇÃO OU ABSORÇÃO DE CALOR LATENTE DISTRIBUIÇÃO DE CALOR NA TERRA TRANSPORTE DO VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BALANÇO DE RADIAÇÃO: EVAPORAÇÃO DA ÁGUA TRÊS PROCESSOS: o DIFUSÃO o CONVECÇÃO (LIVRE OU FORÇADA) o ADVECÇÃO CONTEÚDO DE VAPOR D’ÁGUA NO AR ATMOSFÉRICO AR SATURADO = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA EM SUA CONCENTRAÇÃO MÁXIMA. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. EXISTENTE NA ATMOSFERA. MAIOR É A CAPACIDADE DO AR EM RETER ÁGUA.

EM DETERMINADAS CONDIÇÕES DE TEMPERATURA E PRESSÃO.MEDIÇÃO DA UMIDADE DO AR PSICRÔMETROS = FORMADO POR DOIS TERMÔMETROS COMUNS. SENDO: o 1 BULBO SECO o 1 BULBO ÚMIDO HIGRÔMETROS OU HIGRÓGRAFOS = VARIAÇÃO DO COMPRIMENTO DO CABELO HUMANO COM A UMIDADE RELATIVA DO AR. A UMIDADE DO AR DEVE SER MEDIDA À SOMBRA. EM LOCAL VENTILADO E PROTEGIDO DA PRECIPITAÇÃO (CHUVA). 50 . PSICRÔMETROS (COMO MEDIR) VER TEMPERATURA BULBO SECO (Ts) VER TEMPERATURA BULO ÚMIDO (Tu) VER DEPRESSÃO PSICROMÉTRICA (d) d = Ts.Tu ENTRA COM VALOR DE Ts e d NA TABELA ENCONTRA UMIDADE RELATIVA DO AR NAQUELE MOMENTO UMIDADE ABSOLUTA DO AR = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA TOTAL EXISTENTE NO AR. GERALMENTE FICA DENTRO DOS ABRIGOS METEOROLÓGICOS.

EM CONDIÇÕES DE RESFRIAMENTO NOTURNO MODERADO. O VALOR MÍNIMO DE UMIDADE É ALCANÇADO NA TEMPERATURA MÁXIMA. SENDO MENOR DURANTE O DIA E MAIOR DURANTE A NOITE.VARIAÇÃO DIÁRIA DA UMIDADE DO AR A UR DO AR APRESENTA UM CURSO DIÁRIO INVERSO AO DA TEMPERATURA DO AR. TABELA 1: PRECIPITAÇÃO TOTAL ANUAL (MÉDIA) E UMIDADE RELATIVA DO AR EM DIFERENTES REGIÕES: ESTADO CE DF BA MT MG RS AM PRECIPITAÇÃO (mm) 971 1000 1203 1404 1421 1555 2705 UMIDADE RELATIVA (%) 70 65 72 75 76 77 87 51 . PRÓXIMO À 100%. VARIAÇÃO ANUAL DA UMIDADE DO AR ACOMPANHA O CURSO ANUAL DA COBERTURA DO CÉU E PRECIPITAÇÃO. ISTO PORQUE A TENSÃO DE SATURAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA É DIRETAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA E INVERSAMENTE PROPORCIONAL À UMIDADE RELATIVA DO AR. ATÉ A MANHA SEGUINTE (ORVALHO E/OU NEVOEIRO). A UR TENDE A SE ESTABILIZAR EM UM VALOR MÁXIMO.

GRÁFICO PSICROMÉTRICO ( Porcentagem de umidade relativa (1000 Milibares) DEPRESSÃO DE BULBO ÚMIDO (Td .TW) 1 28 20 40 18 48 0 16 55 11 14 61 23 12 66 33 0 10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 71 41 13 73 48 20 0 77 54 32 11 79 58 37 20 1 81 63 45 28 11 83 67 51 36 20 6 85 70 56 42 27 14 86 72 59 46 35 22 10 0 87 74 62 51 39 28 17 6 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 10 88 76 65 54 43 33 24 13 4 12 88 78 67 57 48 38 28 19 10 2 14 89 79 69 60 50 41 33 25 16 8 1 1 0 0 0 4 0 5 4 4 4 5 16 90 80 71 62 54 45 37 29 21 14 7 18 91 81 72 64 56 48 40 33 26 19 12 6 20 91 82 74 66 58 51 44 36 30 23 17 11 5 22 92 83 75 68 60 53 46 40 33 27 21 15 10 4 24 92 84 76 69 62 55 49 42 36 30 25 20 14 9 26 92 85 77 70 64 57 51 45 39 34 28 23 18 13 9 28 93 86 78 71 65 59 53 47 42 36 31 26 21 17 12 8 30 93 86 79 72 66 61 55 49 44 39 34 29 25 20 16 12 8 32 93 86 80 73 68 62 56 55 46 41 36 32 27 22 19 14 11 8 34 93 86 81 74 69 63 58 52 48 43 38 34 30 26 22 18 14 11 8 36 94 87 81 75 69 64 59 54 50 44 40 36 32 28 24 21 17 13 10 7 38 94 87 82 76 70 66 60 55 51 46 42 38 34 30 26 23 20 16 13 10 40 94 89 82 76 71 67 61 57 52 48 44 40 36 33 29 25 22 19 16 13 52 .

a irrigação e o uso de ambientes parcialmente protegidos são algumas técnicas utilizadas com a finalidade de alterar o microclima de um local. CARTA GEOGRÁFICA ISOBÁRICA DELIMITA REGIÕES DE ALTA E BAIXA PRESSÃO CRUZAM-SE COM GRADIENTES HORIZONTAIS DE PRESSÃO O GRADIENTE HORIZONTAL DE PRESSÃO DETERMINA UMA MOVIMENTAÇÃO DO AR DAS ZONAS DE MAIORES PRESSÕES PARA A DE MENORES PRESSÕES. principalmente por causa da incidência e absorção dos raios solares de maneira distinta entre diferentes regiões. se desloca de áreas de maior pressão (mais frias) para áreas de menor pressão (mais quentes) e quanto maior a diferença entre as pressões dessas áreas. proporcionando melhores condições para a produção. NA TENDÊNCIA DE IGUALÁ-LAS. MAS EM VELOCIDADE DIFERENTE. que é o ar em movimento. MAIOR O GRADIENTE DE PRESSÃO E MAIOR DEVERÁ SER A VELOCIDADE DO VENTO. EFEITO DA ROTAÇÃO DA TERRA MOVIMENTO DE OESTE PARA LESTE O AR ATMOSFÉRICO TAMBÉM SE MOVE. maior será a velocidade de deslocamento. A atmosfera se movimenta em decorrência da diferença de pressão entre duas regiões. O ambiente em que as plantas e animais crescem nem sempre é o ideal ou ótimo para sua produção. Várias são as condições adversas do clima que interferem no seu crescimento e desenvolvimento.VENTO O VENTO É O MOVIMENTO DO AR EM RELAÇÃO À SUPERFÍCIE TERRESTRE. ORIGEM GRADIENTES DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA ROTAÇÃO DA TERRA FORÇA CENTRÍFUGA AO MOVIMENTO DA TERRA ATRITO COM A SUPERFÍCIE GRADIENTE DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA GERADO PELO AQUECIMENTO DIFERENCIAL DA ATMOSFERA VARIAÇÃO DE PRESSÃO ISÓBARAS = LOCAIS QUE APRESENTAM O MESMO VALOR DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA. A manipulação do solo. 53 . ESTA FORÇA TENDE A INICIAR E MANTER O VENTO. QUANTO MAIS PRÓXIMAS FOREM AS ISÓBARAS. O vento.

Entre os Trópicos e as regiões Sub-Polares: Ventos de Oeste. Meso e Micro. Classificação dos Ventos em nível Global 54 . c. MACROESCALA: são os ventos associados à circulação geral da atmosfera. é possível se verificar uma certa tendência: a. Entre os Trópicos e o Equador: Alísios de NE (Hemisfério Norte) e Alísios de SE (Hemisfério Sul). Regiões Polares: Ventos de Leste. sendo função dos gradientes de pressão. b.EFEITO DA FORÇA CENTRÍFUGA O VENTO SE DESLOCA EM DIREÇÃO PERPENDICULAR ÀS ISÓBARAS MOVIMENTO CURVO FORÇA CENTRÍFUGA ACIMA DE 500m = VENTO GRADIENTE (PARALELO ÀS ISÓBARAS) ESCALAS DE FORMAÇÃO DO VENTO Ocorre nas três escalas do clima: Macro. Apesar da variação temporal e espacial dos ventos sobre a superfície.

Durante o dia.entre a superfície aquosa e terrestre.vento que sopra de dia. a terra aquece mais rapidamente. entre continentes e oceanos. os cumes arrefecem mais rapidamente. formando-se aí altas pressões e nos vales. 55 . do mar para terra. formando-se nos cumes baixas pressões. sistema orográfico e topografia. Os principais tipos de vento na mesoescala são:    Brisa Terrestre (noite) e Brisa Marítima (dia). Brisa da montanha .vento fresco e moderado que sopra à noite do cume da montanha para o vale porque à noite. Ventos Foehn ou Chinook. variando diariamente ou sazonalmente.MESOESCALA: os ventos oriundos da circulação geral modificam-se acentuadamente na escala de tempo e espaço devido ao aquecimento diferenciado. originando em terra baixas pressões e no mar altas pressões. configuração da encosta. Uma Brisa é um vento local suave causado pelo aquecimento e pelo arrefecimento desigual de superfícies adjacentes. sob influência da radiação solar (durante o dia) e da radiação terrestre (durante a noite). que produzem um gradiente de pressão (razão de decréscimo ou aumento da pressão por unidade de distância num determinado período de tempo) entre o cume e o vale ou numa zona costeira. Brisa de montanha ou Catabática (noite) e Brisa de Vale ou Anabática (dia). com um arrefecimento mais lento.sopra de manhã do vale para a montanha porque os cumes da montanha aquecem primeiro que o vale. e conseqüente diferença de pressão. formam-se baixas pressões. Brisa do vale . Brisa marítima .

Vento em microescala (luz/sombra) Mapa de ventos do Brasil 56 . com menor magnitude do fenômeno. da terra para o mar.Brisa terrestre . porém. etc. enquanto a água arrefece mais lentamente.vento que sopra de noite. Exemplos desse tipo de contraste são: áreas ensolaradas e sombreadas. áreas irrigadas e não irrigadas. MICROESCALA: o processo é semelhante ao da mesoescala. criando-se no mar baixas pressões. formando-se aqui altas pressões. Durante a noite a terra arrefece mais rapidamente. objetos com diferentes coeficientes de absorção de radiação solar.

Fornecem medidas de fluxo de momento que permite avaliar a transferência de vapor d’água e dióxido de carbono e estimar a velocidade do vento em alturas diferentes a partir da medida em outra altura. EFEITO MECÂNICO SOBRE AS FOLHAS E RAMOS a.40. Z/Zo V= velocidade do vento na altura Z. por exemplo. ρ= densidade do ar. τ= força tangencial. TRANSPIRAÇÃO a. Aumenta com a velocidade do vento até certo ponto b. Há um aumento linear da absorção de CO 2 com relação à velocidade do vento até 167 cm / s 3. Altas velocidades do vento são prejudiciais ao crescimento das plantas 57 . Em condições normais. k=constante de von Karman de valor 0. a irrigação por aspersão. Equação Logarítmica do Perfil do Vento O perfil do vento próximo ao solo pode ser determinado com a seguinte equação: V = 1/k . varia com a rugosidade. Ex. τ1/2 /ρ . Principalmente em hidrófitas (plantas com alta respiração cuticular e. Zo= parâmetro de rugosidade. ln . Ventos secos e quentes causam rápido murchamento das plantas (climas áridos) 2. Varia com a temperatura e a umidade do ar que incide sobre as plantas i. Faixa de 2 a 6% de perda de água pela planta pode ser atribuída ao vento h. O suprimento de CO2 é favorecido pela turbulência. cuja locação dos irrigadores é dependente da velocidade do vento no local. EFEITOS DO VENTO NO CRESCIMENTO DAS PLANTAS O VENTO AFETA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS SOB TRÊS ASPECTOS (PRINCIPALMENTE): 1. Maior influência sobre a transpiração cuticular que sobre a estomática d.PERFIL DO VENTO É a velocidade do vento em diversas alturas em relação ao solo. É variável conforme a espécie vegetal c. Efeito maior em plantas isoladas do que em populações i. que é determinada pela área exposta f. Tais utilizações de dados sobre o perfil do vento são de extrema importância no planejamento de diversas práticas agrícolas como. ABSORÇÃO DE CO2 a. o que favorece a fotossíntese b.: Palmeiras isoladas (100% de aumento da transpiração para velocidade de 2 m/s g.

As SENSÍVEIS ao vento: não sobrevivem à exposição. O espaço percorrido dividido pelo tempo fornece a 58 . SE. 1963): i. Quebra da nervura central da folha diminui a translocação em 34-38% e a fotossíntese em 30%. As que ESCAPAM à ação do vento: plantas pequenas e rasteiras 2. com oito direções fundamentais: N. S.  A direção dos ventos é definida pelo seu ponto de origem.  A velocidade é dada pela componente horizontal em m/s ou km/h. ii. NO.6 km/h. Folhas mecanicamente danificadas pelo vento têm reduzida capacidade de translocação e fotossíntese d.b.  Nos sensores digitais a direção é dada em graus. Quebra da nervura central e do limbo foliar diminui a translocação em 99-100% e a fotossíntese em 84 % acima da regia afetada. NE. Estudo com a cana de açúcar (HARTT. As que TOLERAM a ação do vento: diminuição da matéria seca em menor proporção 3. CLASSIFICAÇÃO DAS PLANTAS QUANTO À REAÇÃO AOS VENTOS FORTES 1. MEDIDA DO VENTO  O regime dos ventos é medido por sua VELOCIDADE e DIREÇÃO. SO E O. Plantas de altitudes elevadas e do litoral tem configuração peculiar c. sendo que 1 m/s = 3.  Os equipamentos medidores de velocidade são os ANEMÔMETROS: O número de giros das hélices ou canecas é transformado em deslocamento (espaço percorrido) por um odômetro.

velocidade média do vento. sementes. Em estações meteorológicas automáticas utiliza-se o ANEMÓGRAFO. atuando como substância de arrefecimento. furacão: danos generalizados Velocidade (km/h) <2 2a5 6 a 10 11 a 20 21 a 30 31 a 40 41 a 50 51 a 60 61 a 75 76 a 100 > 100 Efeitos do vento na Agricultura Essa importante variável climática tem efeitos em praticamente todos os setores da agricultura. podendo ser muito utilizada no campo. 59 . Efeitos favoráveis do vento na agricultura        Translocação de calor de regiões mais quentes para regiões mais frias. desde a criação de animais até o cultivo de vegetais. Renovação do ar próximos às plantas. diminuindo as concentrações que podem ser problemáticas principalmente no inverno. amenizando assim o efeito da temperatura. ESCALA DE VELOCIDADE DOS VENTOS Escala 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Categoria Calmo: fumaça vertical Quase calmo: fumaça desviada Brisa amena: agitação das folhas Vento leve: agitação das bandeiras Vento moderado: poeira no ar Vento forte: ondas em lagos e rios Vento muito forte Ventos fortíssimos: fios assobiam Ventania: impossível caminhar Vendaval: danos em edificações Tornado. Os efeitos podem ser favoráveis ou desfavoráveis. Remoção de calor de plantas e animais durante épocas quentes. Sua importância engloba tanto aspectos positivos quanto negativos. Translocação de vapor d’água. pólen. mantendo assim o suprimento de CO 2 para as folhas durante o processo de fotossíntese e aumentando sua eficiência. Fonte limpa e renovável de energia. Dispersão de esporos. Dispersão de gases e partículas suspensas no ar. sendo decisivo na implantação de projetos. facilitando a disseminação e diversificação de espécies. tirando o excesso de regiões úmidas e umedecendo regiões mais secas. quando o ar se torna mais denso.

 Desconforto animal devido à remoção excessiva de calor.  Queda na taxa de fotossíntese devido aos danos citados.  Conseqüente diminuição da produtividade.Efeitos desfavoráveis  Erosão eólica e deformação de paisagens.  Eliminação de insetos polinizadores devido à dificuldade de vôo em áreas com grande incidência de ventos.  Parte da energia armazenada e produzida é destinada aos processos de reconstrução dos tecidos danificados.  Danificação de tecidos vegetais devido à abrasão de partículas transportadas pelo vento.  Deformações de plantas devido ao efeito mecânico do vento. diminuindo assim a energia disponível para o crescimento e desenvolvimento. acarretando diminuição na taxa de fotossíntese.  Para minimizar a perda de água por transpiração a planta reduz a área foliar e o número de estômatos por área (características xerófitas) o que resulta em redução na taxa de fotossíntese.  Aumento da evapotranspiração podendo levar ao fechamento dos estômatos. permitindo a penetração de patógenos e diminuindo a translocação de substâncias. fazendo com que o metabolismo fique acelerado para produzir calor e manter a temperatura corporal constante.  Para manter as taxas de transpiração e fotossíntese a planta desenvolve um sistema radicular profundo. resultando em diminuição de ganho de peso.  Disseminação de patógenos e ervas-daninhas.  Fissura de tecidos vegetais pela agitação contínua. podendo provocar o nanismo da parte aérea devido ao gasto excessivo de energia com as raízes.  Desfolha por efeito mecânico do vento.  Aumento do risco de incêndios em áreas florestais. constituindo um acelerador do processo de desertificação. 60 .

em geral plantas submetidas a ventos de 10 km/h ou mais continuamente. sejam eles naturais ou artificiais. para que as atividades agrícolas sejam viáveis. 61 . principalmente. através da utilização de quebra-ventos. sendo necessário a proteção das culturas. tendo tanto efeitos favoráveis como desfavoráveis. apresentam:  Redução no crescimento no desenvolvimento  Internódios menores e em menor número  Nanismo da parte aérea  Menor diâmetro  Menor número de folhas (menores.Irrigação por Pivô Central Irrigação por Aspersão Em conseqüência do efeito sobre os processos nos vários processos citados. Ventos excessivos e contínuos representam um grande problema nas áreas rurais.  O vento é um elemento do clima que influi diretamente no microclima de uma área. interferindo no crescimento de culturas e animais. mais grossas)  Menor número de estômatos por área foliar e estômatos menores.

o que permite que ela aproveite melhor a acua disponível no solo. Geralmente. capim. c) as árvores utilizadas como QV servem como abrigo para a fauna silvestre. Misto: combinação de árvores e plantas anuais. Para melhorar o aspecto ecológico pode-se considerar a possibilidade de se utilizar mais de uma espécie na linha de QV. bananeira. que por conseqüência altera as taxas de evapotranspiração da cultura. os estômatos permanecem mais tempo abertos facilitando também a fotossíntese. que passa a viver num ambiente menos estressante. b) o QV também serve para proteger pastagens e animais. d) as árvores do QV favorecem a manutenção de insetos polinizadores e de pássaros. 62 . pinus.Práticas Preventivas Contra os Efeitos Desfavoráveis do Vento  Locais menos sujeitos à incidência dos ventos  Ao se instalar uma cultura ou atividade agropecuária dentro de uma propriedade agrícola. Temporários: plantas anuais ou semi-perenes. eucalipto. se utiliza como QV plantas de porte maior do que aquelas que se quer proteger. Seringueira. cana-deaçúcar. com menor demanda atmosférica por água. Ex: grevílea. Outras estruturas como telhados (sombrites e ripados) também vem sendo utilizados como QV. inimigos naturais de alguns insetos predadores da cultura. Ex. promovendo uma certa diversidade biológica. repercutindo na produtividade. devese escolher as áreas da propriedade menos sujeitas aos ventos frios e intensos. minimizando o processo de desertificação. principalmente a luminosidade e o vento.  Uso de Quebraventos (QV) QUEBRA – VENTOS (QV)  Estruturas físicas que servem para reduzir a velocidade do vento a níveis suportáveis pelos seres vivos. Os QV servem tanto na proteção vegetal com na animal. ajudando também na contenção de dunas. contribuindo para a manutenção do equilíbrio ecológico da área. sorgo.   VANTAGENS DO USO DE QV a) altera o microclima. A redução da velocidade do vento promove ambiente mais agradável aos animais. grevílea e milho. TIPOS DE QV  VEGETAIS: utilizados para grandes áreas a. c. Ex: milho. principalmente em regiões planas. Desse modo. Permanentes: árvores. b.

Conectando um rotor giratório (um conjunto de pás ligadas a um eixo) a um gerador elétrico. a energia eólica pode ser convertida em energia mecânica. para a realização de tarefas como bombear água. Ex: sombrites e ripados. pois dependem da durabilidade do produto empregado. Energia eólica 63 . moer grãos e serrar madeira. ARTIFICIAIS: utilizados para plantas de pequeno porte em cultivo intensivo e com alto valor econômico. que gira o rotor. em energia elétrica. Quando captada. sendo temporários. Energia eólica É a energia contida na força dos ventos que sopram sobre a superfície da Terra. as modernas turbinas eólicas convertem a energia eólica.

caracterizamse pela intensidade moderada. curta duração. pois a incidência é maior que a capacidade de infiltração do solo. Pela forte intensidade. completando o ciclo hidrológico. Concentram-se no período do ano em que ocorre a penetração de massas de ar de origem polar. ventos fortes e granizos. podendo ser dos tipos: Orográfico Convecctivo Frontal A união dos “elementos de nuvem” forma os “elementos de chuva” Superação da força da gravidade. inundação). É resultado da diferença de temperatura. tamanho. predominando no período da tarde e à noite (chuvas de verão). São originárias de nuvens convectivas (Convecção térmica) e caracterizam-se pela forte intensidade. Originam-se devido à formação de nuvens por causa do relevo acidentado (regiões montanhosas) Precipitações convectivas Localizam-se na época de maior ganho de energia do ano.PRECIPITAÇÃO (CHUVA) Na região tropical. Conceito: Processo pelo qual a água condensada na atmosfera atinge gravitacionalmente a superfície terrestre. quantidade. derrubada de vegetação. carga elétrica e turbulência das gotículas no interior das nuvens. 64 . longa duração (dias) e sem horário predominante. após a evaporação e condensação. Precipitações frontais Originárias de nuvens formadas a partir do encontro de massas de ar frio e quente. podendo ocorrer descargas elétricas. trovoadas. provocam muitos danos (erosão. A precipitação ocorre sob as formas: Pluvial (chuva) Granizo Neve Originam-se de nuvens formadas pelo processo de resfriamento por expansão de massas de ar que se elevam na atmosfera. Coalescência: crescimento das gotículas e agregação das mesmas. podendo abranger o ano todo ou qualquer época dele. Precipitações orográficas Ocorrem nas regiões que apresentam grandes variações de altitude. as chuvas são as principais formas de retorno da água para a su perfície terrestre.

V / A Onde: h = altura de precipitação (mm) V = volume de água captada (ml) Área da superfície coletora (cm2) Figuras do Pluviômetro e do Pluviógrafo Variação anual da precipitação O curso anual da precipitação é apresentado normalmente como um histograma (gráfico de barras). Consiste em determinar a espessura da camada de água líquida que se depositaria sobre a superfície horizontal. assumindo-se que: Evaporação Escorrimento superficial Infiltração Interceptação Esta espessura. indicando os totais mensais. denominada altura de precipitação.Medição da precipitação A medida da precipitação é feita por pluvíômetros e pluviógrafos. é determinada pela medida do volume de água captado por uma superfície horizontal de área conhecida. através da expressão: h = 10 . em decorrencia da precipitação. 65 .

Região Nordeste: equinócio de outono e solsticio de inverno são mais chuvosos. em torno do solsticio de verão.Precipitação no Brasil Região Sul = as precipitações mensais variam pouco ao longo do ano. Regiões Sudeste de Centro – Oeste: chuvas concentram-se na época mais quente do ano. equinócio de primavera é menos chuvoso. Região Norte: precipitações mensais elevadas. 66 . com época mais chuvosa no equinócio de primavera. não existindo diferenciação de períodos mais ou menos chuvosos.

O processo de condensação pode ser descontínuo. EVENTUALMENTE PODE INCLUIR ELEMENTOS DE NATUREZA HÍDRICA DE MAIORES DIMENSÕES. OU DE AMBAS. Os núcleos de condensação são constituídos de sais higroscópicos. Existem sais e óxidos higroscópicos normalmente na atmosfera e tornam-se ativos quando a umidade relativa do ar atinge um determinado valor (geralmente superior a 70%) e começam a adsorver moléculas de vapor d’água. e que são chamadas de núcleo de condensação. NUVENS QUALQUER CONJUNTO VISÍVEL DE GOTÍCULAS D’ÁGUA. com a diminuição do teor de vapor e liberação de calor latente (vapor-líquido) e mantém-se enquanto prevalecerem as condições que propiciam a saturação da massa de ar. 67 .Chuva na agricultura Fornecimento de água p/ as plantas Umidade relativa do ar Umidade do solo Ciclos biogeoquímicos Fator de intemperização Água para consumo humano e animal Muitos outros efeitos. provenientes da água do mar e óxidos higroscópicos de enxofre e fósforo. nuvens. PARTÍCULAS DE GELO. orvalho e geadas. etc. EM SUSPENSÃO NA ATMOSFERA. FUMAÇA OU RESÍDUOS INDUSTRIAIS. Vapor d’água condensado nas nuvens: Precipitação. produzidos nos centros urbanos e industriais. FORMAÇÃO DAS NUVENS A Condensação ou sublimação do vapor d’água origina nuvens. Uma massa se mantém ou pode ser levada à saturação através do resfriamento. ALÉM DE POEIRA. adição de vapor d’água ou mistura com outra massa de ar de temperatura menor. nevoeiros. A condensação do vapor d’água no interior de uma massa de ar inicia-se quando esta atinge a saturação e ocorre sobre partículas microscópicas que se encontram em suspensão no interior da massa de ar. aumentando de tamanho e formando as névoas.

Cirrocumulus e Cirrostratus Médias: Ocorrem entre 2. As colorações são decorrência de sua posição em relação ao sol e ao observador. Podem assumir infinitas formas Atlas internacional de nuvens Constituem-se em quatro famílias Famílias de nuvens Altas: ocorrem na camada mais alta da Troposfera (acima de 6000 m)  Cirrus. Stratocumulus. Se o inverso acontece: dispersão das nuvens. Resfriamento – diminuição da capacidade de retenção de vapor d’água – condensação dos núcleos existentes. Elevação da massa de ar – menor pressão – expansão da massa de ar – diminuição da energia interna – resfriamento. Deslocamento vertical de massas de ar Depende de: Relevo (esquema) Altitude do nível de condensação Processo de convecção térmica Superfícies frontais Classificação das nuvens O aspecto de uma nuvem depende essencialmente de: Natureza. Quanto mais núcleos.000 e 6000 m  Autocumulus e Altostratus Baixas: do solo até 2000 m  Cumulus. mesmo com Umidade Relativa baixa.Processos de formação das Nuvens Processo principal: resfriamento por expansão adiabática (sem troca de energia/calor com o meio externo.  Cumuloninbus 68 . número e distribuição no espaço. DAS PARTÍCULAS QUE A CONSTITUEM. São sempre brancas. maior a condensação. Stratus e Ninbostratus Grande desenvolvimento vertical: ocorrem dos 600 até o limite superior da atmosfera. dimensão.

Classificação das Nuvens 69 .

todas com a base ao mesmo nível (Alinhamento de nuvens). Cirrostratos(Cs) Os Cirrostratos são nuvens de cristais de gelo . característica dos cúmulos em desenvolvimento. que crescem constantemente à medida que as gotículas de água são arrastadas para cima. formam-se entre os 5 e os 11 Km de altitude e são inteiramente constituídas por cristais de gelo. Os cúmulos são freqüentes em dia de sol. antes de penetrar completamente nela. É freqüente seguirem os cirros na aproximação de uma frente quente. torna-se achatada assim que congela e espraia-se freqüentemente em forma de penacho (a "bigorna"). A cúpula borbulhante. colocando-se a eles. cada uma das quais produz uma nuvem em forma de couve flor. Se o ar for suficientemente húmido forma-se uma pequena nuvem no momento em que o ar atinge o pico desta brecha.Tipos de nuvens Cirros As nuvens em forma de filamentos. Os cúmulos pequenos duram apenas entre 15 e 20 minutos. Em geral precedem uma tempestade ou uma frente quente em aproximação. ao contrário da bruma. O calor resultante da condensação de enormes quantidades de vapor de água realimenta as correntes ascendentes de ar quente. Cúmulos (cu) 70 . têm a base entre os 500m e os 2Km e o topo situa-se entre os 3 e 6 Km. o ar ascendente que os precedem abre uma pequena brecha nesta camada. por ação dos ventos dominantes a grande altitude. anunciando a chegada de tempo instável. alimentada pelas correntes ascendentes de ar quente. formada transitoriamente acima de um cúmulo em desenvolvimento.com o aspecto de um véu nebuloso transparente. Os enrolamentos e formas de gancho dos cirros são os finos rastos de cristais de gelo que caem lentamente. Elas podem apresentarem a forma de pequenos fragmentos brancos e sedosos ou então serem repuxados pelo vento e tomarem a forma de finos filamentos com as extremidades enroladas. o ar no interior destas nuvens é mais quente do que o ar na vizinhança e assim as nuvens continuam a crescer.Após o congelamento estas nuvens tendem. O aquecimento local do sol provoca correntes ascendentes de ar quente (Térmicas). mas rapidamente o topo do cúmulo chega aí e a nuvem pileus desaparece na massa de nuvem que se eleva. Contudo. Formam-se muitas vezes agrupamentos destas nuvens. formadas entre 5 e 11Km. Crescem a partir de cúmulos grandes. os minúsculos cristais de gelo dos quais o véu de Cirrostratos é composto ref letem a luz. Os cúmulos começam tipicamente a formar-se a meio da manhã. Cirrocúmulos Os cirrocúmulos do " céu encarneirado" são nuvens altas formadas entre os 5 e os 11 Km. pode ter-se a sorte de avistar os sinais da evasiva nuvem pileus. Quando aparecerem no céu de forma espetacular são muitas vezes o pronuncio de uma tempestade ou de uma frente quente em aproximação. uma nuvem pequena com uma cúpula superior arredondada. Em condições instáveis. congelando instantaneamente. brancos nos bordos mas muitos escuros na base e que se elevam como torres gigantescas até ao limite superior da troposfera. Os cumulonimbos completamente desenvolvidos são nuvens que provocam chuva forte ou granizo ou trovoadas. O topo destas nuvens congela em cristais de gelo. e à sua rápida evaporação no ar mais seco circundante. cirrostratos e cirrocúmulos formam-se quando o ar atinge o seu ponto de saturação a temperatura inferiores a –40ºc e congela imediatamente. Quando os cúmulos se elevam até uma camada superior de ar. à medida que o ar arrefece e o vapor de água nele contido condensa. Pileus Quando se observa o desenvolvimento dos grandes cúmulos congestus. enquanto o sol aquece. São constituídas por cristais de gelo e desenvolvem uma configuração regular em bandas e filas de pequeníssimos tufos brancos. não a evaporar mas sim a crescer e podem ter uma duração longa. produzindo os característicos halos à roda do sol e da lua. Quando uma massa de ar quente se eleva abruptamente a grande altitude a cima do ar frio o vapor de água nela contido vai condensar-se. As nuvens de gelo tais como os cirros. dissipando à medida que se afastam da fonte de ar quente que alimenta a sua formação. alcançam o seu máximo de extensão a meio da tarde dissipam-se quando o sol começa a arrefecer. Os cúmulos têm contornos bem marcados devido à continua produção de gotículas dentro da nuvem. que é constituída por gotículas de água . devido às fortes correntes ascendentes convectivas no seu interior. das extensões de maior altitude. que tem movimento horizontal. Cumulonimbos (cb) Em condições atmosféricas extremamente instáveis formam-se enormes e densos cúmulos. quando o sol está fortemente aquecido. mas difícil distingui las da bruma ou da neblina.

Dá lugar a chuva ou neve. designada por estrato. Os nimbostratos acompanham tipicamente as frentes quentes. Altostratos(as) Os altostratos são uma camada uniforme acinzentada ou azulada de nuvens. O nimbostrato produz um céu pesado cinzento e úmido. uma camada de ar bem misturado e demasiado quente para que se possa ocorrer condensação. Consistem principalmente de gotículas de água sobrearrefecidas. e inversamente. ou ainda mais abaixo. Quando é possível ver o sol através dos estratos. Rabos de égua Os cirros formam-se a grande altitude. nas regiões montanhosas ou temperaturas inferiores a 0ºc. "rabos de égua": 71 . formam-se acima dos estratocúmulos. Num dia de sol. mas podem provocar chuvisco. baixa e cinzenta. Assemelham-se freqüentemente aos estratocúmulos e poderá ser difícil distingui-los mas os seus elementos individuais parecem geralmente mais pequenos. O estracumulo não é uma camada acinzentada uniforme como os estratos (daí a adição da palavra "cúmulos"). Isto resulta de uma sucessão de correntes ascendentes e descendentes. Nimbostratos O nimbostrato é uma camada nebulosa espessa. neste caso. Esta camada é por vezes suficientemente ténue para deixar perceber a posição do sol através dela. O nevoeiro é um estrato que se forma ao nível do solo na ausência da turbulência. Substituem os cirrostratos à medida que uma frente quente se aproxima. De acordo com o movimento do ar podem tomar variadas formas. Quando estas nuvens são espessas. A força do vento molda-os em filamentos delicados.Pois é composto por amontoados mais ou menos contínuos de nuvens esbranquiçadas. Altocúmulos Os Altocúmulos. Estracumulos(Sc) Os estracumulos são nuvens baixas e muitas vezes formam-se quando o vento provoca turbulência no ar úmido junto ao solo . de acordo com a temperatura do ar abaixo dela . às vezes listrada. abaixo da base da nuvem. ou neve fraca mas persistente. Os estratos podem também formar-se por baixo de um nimbostrato. mas sem o deixar ver claramente. O topo dos cúmulos Alinhamento das nuvens Em terrenos abertos e planos os cúmulos alinham-se frequentemente em filas. Os nimbostratos formam-se quando uma camada de ar quente é forçada a elevar-se por cima do ar frio ou então a subir uma montanha. os estratos podem resultar da subida do nevoeiro. quase sempre com porções escuras. as nuvens causadoras de chuva. Podem resultar do espraiamento das partes medias ou superiores dos cúmulos quando estes alcançam uma camada de ar quente estável. dos altostratos que engrossam e descem. constituídas por massas globulares ou em rolos. misturando verticalmente o ar e transportando ar úmido da superfície para cima. quando a chuva.São muito freqüentes no inverno quando ar úmido se desloca para norte. Os Altocúmulos são basicamente constituídos por gotículas de água mas podem conter cristais de gelo nas camadas superiores. nuvens brancas ou acinzentadas das camadas médias da tropopausa. separando duas massas de ar úmido e resultam. com a base entre os 2Km e 6Km. cinzenta.. formam-se bandas paralelas regulares de nuvens. ou neve. Estas formações são por vezes o resultado de uma sucessão de nuvens geradas no ar húmido transportado para cima por correntes térmicas. a temperaturas acima do ponto de congelamento. no ar frio e úmido subjacente. produzida por este. separadas por vezes por porções de céu descoberto. mas onde o vento à superfície mantém. que se estendem até perder de vista. Podem Ter origem em extensões mais altas de estratocúmulos ou em cúmulos de grandes dimensões. Os estratos raramente são suficientemente espessos para produzir chuva. evaporando e fazendo aumentar a umidade desta camada. o contraste entre as partes claras e escuras é grande. Podem ainda aparecer num céu sem nuvens quando. freqüentemente com chuva contínua e apresentando farrapos soltos de nuvens cinzentas que correm muito depressa abaixo da base da nuvem principal. com base entre os 900 metros e os 3 km. Se tornam mais espessas abaixam a sua base no seio de massa de ar frio e úmido. ou então um céu quase negro que anuncia queda de neve. Formam-se em condições de atmosfera estável. com base entre os 2Km e os 6Km de altitude. pela aproximação de uma frente. Habitualmente os estratocúmulos não são muito espessos e tendem a provocar apenas chuva fraca ou chuvisco. muitas vezes sombria. Nas imagens satélite é frequente observar-se grandes extensões destes alinhamentos de nuvens sobre os oceanos. cai numa camada mais quente. cobrindo o céu totalmente ou parcialmente.Estratos(st) A camada nebulosa. podem transformar-se em nimbostratos. pois estão mais altos e mais longe. onde o ar é tão frio que são todos feitos de cristais de gelo. o ar quente é obrigado a subir. criadas pelo aquecimento do solo e pela direcção da brisa. sobre uma superfície plana e uniforme. mas estas podem congelar ao serem capturadas por cristais de gelo que caem de nuvens mais altas. tem a base a cerca de 400metros. e quando a nuvem resultante tem a capacidade de se tornar suficientemente espessa para se formarem cristais de gelo nas camadas superiores da nuvem. ou neve fraca a maior altitude. fria. forte e contínua. os contornos são nítidos. e logo empurradas pelo vento. A sua base situa-se entre os 400m e os 2km. ao mesmo tempo em que a arrefece. incluindo as bandas paralelas e configurações em célula.

resultante da evaporação numa nuvem provocada pelo ar quente dos motores. Os traços de dissipação são bandas de céu limpo. são sinal certo de chuva iminente. O espaço entre o motor e o inicio do traço de condensação resulta do ar sair dos motores a uma atmosfera demasiado elevada para que se possa dar condensação de imediato. Estas nuvens são escuras porque são tão espessas e cheias de água que nenhuma luz as atravessa. As maiores precipitações vêm das nuvens mais espessas e mais escuras. A duração e a intensidade dos aguaceiros varia bastante. Numa atmosfera seca dispersam-se rapidamente. à medida que o avião atravessa a nuvem. mais leves e finos. que pouco mais é que neblina. Os rastos de condensação são linhas retilíneas de nuvens que se formam no rasto dos aviões. que pode durar horas e até dias seguidos.Um dia de chuva Nuvens sombrias. 72 . como resultado da condensação do vapor de água emitido pelos motores (no vapor de água é um dos produtos da combustão do fuel). atenuando-se gradualmente e tornando-se cada vez menos nítidos. Lençóis de nimbostratos. tendem a dar chuva mais lenta e persistente. que chegam aos 15 Km de altitude. despejarem numa tarde um dilúvio. Nos trópicos é freqüente cumulonimbos gigantes. cor de carvão. Estratos baixos podem envolver-nos num chuviscar permanente. numa atmosfera úmida permanecem durante muito tempo. que têm toda a altura necessária para se formarem gotas de água.

preocupado em quantificar o consumo de água e a influência dos fatores climáticos no balanço hídrico. Em 1944. Destes. Vários outros cientistas tentaram desenvolver fórmulas para representar a relação entre os parâmetros atmosféricos e a água consumida pelas plantas. o termo evapotranspiração foi utilizado por THORNTWAITE. que são verificados no solo nu.EVAPOTRANSPIRAÇÃO CONCEITO: Quantidade de água evaporada da superfície do solo e das plantas mais a utilizada pelas plantas no processo de transpiração. D = drenagem. por precipitação pluvial mais irrigação suplementar e a quantidade de água perdida por percolação. iniciou uma série de estudos. constituído de dois requisitos básicos: uma fonte de energia que produz calor para a vaporização e um mecanismo de transporte para remover o vapor. cobrindo totalmente o solo. PENMAN (1948). Seu trabalho foi um marco nos estudos de evapotranspiração no Brasil. mediu a diferença entre a quantidade de água recebida por um vaso. onde a evapotranspiração é tratada como um processo físico.  = variação no S armazenamento de água no solo. I= irrigação. num determinado intervalo de tempo. contribuindo para a melhoria das condições de produção. a restituição de água para a atmosfera nas condições naturais do meio físico. obtém-se a equação: P + I – D – ES – ET ± ΔS = 0 onde: P= precipitação. Modificando-se os termos da equação do balanço hídrico. ES = escoamento superficial. então. Isolando-se a Evapotranspiração: ET = P + I ± ΔS – D – ES HISTÓRICO O conceito de evapotranspiração em termos de demanda de água pelas plantas não é recente e apareceu no início do século passado com SPALDING (1905). que analisou a influência da intensidade da luz na demanda da transpiração. CAMARGO (1966). Evapotranspiração é. para expressar a ocorrência concomitante de evaporação e transpiração de uma comunidade vegetal de pequeno porte. Na região dos cerrados. e no crescimento das plantas. de maneira a determinar a ET de culturas no cerrado. estudos sistemáticos tem sido feitos por VASCONCELLOS. corresponde à evapotranspiração potencial do período. 73 .

utilizando uma energia externa. Evapotranspiração 74 . Esta perda de água dáse na superfície do solo pela evaporação e na superfície da planta através da transpiração. A transpiração é responsável pelo transporte de nutrientes no fluxo de massa e pela dissipação de calor. Na transpiração há necessidade de um suprimento de energia externa. Assim pode-se definir o fenômeno de evapotranspiração como a transferência de água na forma de vapor. TRANSPIRAÇÃO É a evaporação da água que se dá através dos estômatos. pois é uma água que sai do solo sem participar das atividades biológicas da cultura. A evaporação é uma perda indesejável. pois esta água que passa pela planta e se perde na atmosfera. A transpiração pode ser considerada uma perda desejável de água. para atender à demanda evaporante da atmosfera.Processos que atuam na Evapotranspiração EVAPORAÇÃO É o fenômeno pelo qual uma substância passa da fase líquida para a fase gasosa. que são estruturas microscópicas (<50 μm) e que ocorrem nas folhas (5 a 200 estômatos/mm2). que é o gradiente de pressão de vapor e a velocidade do vento. participa de suas atividades biológicas. o calor. do sistema solo-planta para a atmosfera. do ponto de vista agronômico.

4. isto é. 1981). 4. sob as condições normais de cultivo. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no solo. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA (ETm) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. cobrindo completamente o solo. 3. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL (ETP) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL 1. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA (ETc) Evapotranspiração de determinada cultura. ETR será sempre menor ou igual a ETP. 5. 2. de modo a permitir a produção potencial desta cultura nas condições de campo. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água (PENMAN. fertilidade e disponibilidade de água no solo. 75 . 1956). com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. em qualquer estádio de crescimento (BERLATO & MOLION. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL (ETR) É a evapotranspiração de determinada cultura.TIPOS DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. 3. 2. de pequeno porte. Termos mais utilizados na atualidade: Evapotranspiração de referência e da cultura. em fase de crescimento ativo. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA (ET0 ou ETr) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira (gramínea verde com 8 a 15 cm de altura). 5.

Evapotranspiração FATORES QUE DETERMINAM OS VALORES DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 

Climáticos: Radiação Solar; Temperatura; Umidade; Vento e Precipitação. Da planta: Espécie; variedade; sistema radicular; arquitetura, estádio de desenvolvimento. Do solo: Tipo; condutividade hidráulica; fertilidade; salinidade; infiltração e drenagem. Outros: presença de palhada, sanidade da cultura (pragas e doenças).
76

MÉTODOS DE AFERIÇÃO DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. DIRETOS Aparelhos que medem a quantidade evapotranspirada diretamente, em campo. 2. INDIRETOS Aparelhos que fornecem dados para o cálculo da evapotranspiração Equações empíricas MÉTODOS DIRETOS LISÍMETROS O lisímetro de percolação é o mais usado no país. Consiste em enterrar um tanque no solo deixando a sua borda superior 5 cm acima da superfície do solo. Do fundo do tanque sai um dreno que conduz a água até um coletor. O tanque deve ser cheio com o solo do local onde será instalado o lisímetro, mantendo a mesma ordem dos horizontes. No fundo do tanque coloca-se uma camada de brita coberta com uma camada de areia grossa, para facilitar a drenagem da água que percolou através do tanque. Pode ser de percolação, de pesagem mecânica, de flutuação e hidráulico.

Figura 1: Esquema de um lisímetro de percolação Fonte: Ferreira, 1996

Figura 2: Lisímetros de percolação (FAL – UnB) 77

SONDA DE NÊUTRONS Método muito recomendado devido a sua precisão, a sonda de nêutrons é baseada no princípio de que o hidrogênio é mais efetivo do que qualquer outro elemento para diminuir a velocidade dos nêutrons rápidos e que a maior parte dos núcleos de hidrogênio presentes no solo são encontrados na molécula de água. Os nêutrons rápidos irradiados dentro do solo são absorvidos pelo hidrogênio e então são refletidos de volta ao detector como nêutrons lentos (ROSENBERG, 1983).

Figura 1 – Sonda de Nêutrons instalada no campo

Figura 2 – Sonda de Nêutrons no campo (FAL – UnB), com a cultura da soja.

TENSIÔMETROS Os tensiômetros são aparelhos simples, colocados em diferentes profundidades no solo cultivado. A variação da água se obtém pela diferença nos respectivos teores de umidade, verificados a partir de leituras dos tensiômetros. O sinal a ser utilizado será variável conforme a variação no teor de umidade.

78

Figura 1: Tensiômetros digitais Figura 2: Tensiômetros instalados no solo. e dá a resposta em termos de umidade. com a cultura da soja (FAL – UnB) TDR Aparelho que mede a umidade em um ponto do solo através de uma corrente elétrica. Figura 3 – Modelos de TDR 79 . que mede a condutividade hidráulica do solo.

prático e econômico (STONE & SILVEIRA. Kp = coeficiente do tanque Figura 1 – Tanque Classe A Figura 2 – Tanque Classe A no campo (Estação Meteorológica – FAL – UnB) 80 . 1995). construído normalmente de aço galvanizado. Por meio da evaporação do tanque (EAC). EvTA = evaporação no Tanque Classe A (mm). é necessária a multiplicação pelo coeficiente Kp do tanque. assentado sobre um poço tranqüilizador. A evapotranspiração é medida em micrômetros de gancho. A evapotranspiração de referência estimada pelo método do Tanque Classe A é medida a partir da evaporação da água do tanque.MÉTODOS INDIRETOS TANQUE CLASSE A EQUAÇÕES EMPÍRICAS TANQUE CLASSE A Consiste em um recipiente circular. dado pela equação: ET0 = EvTA . estima-se a ET0 pela multiplicação da evaporação medida pelo coeficiente Kp que leva em conta o clima e o meio circundante do tanque. O Tanque Classe A é preciso. Deve ser instalado sobre um estrado de madeira e cheio de água até que o seu nível fique a 5 cm da borda superior do tanque. Kp Onde: ET0 = evapotranspiração de referência (mm). Para transformar esses dados em evapotranspiração.

Monteith) Thornthwaite.Função relacionada com o vento (ea – ed) – Diferença de pressão de saturação de vapor de água e sua pressão real OUTRAS EQUAÇÕES: Modificações da equação de Penman (FAO. { W . f (u) . é utilizada a seguinte equação: ET0 = c . Rn + (1 – W) . Nas áreas que possuem dados de temperatura. Indiretos) Disponibilidade para o trabalho em campo (mét. Blaney & Criddle. etc. vento e insolação ou radiação. sugere-se o emprego da equação de Penman modificado. Makkink. A PRECISÃO DA ESTIMATIVA VAI DEPENDER:    Fatores climáticos envolvidos Precisão dos dados meteorológicos requeridos (mét. Hargreaves & Samani.Radiação líquida f (u). Diretos) 81 . 1992). pois é provável que proporcione resultados mais satisfatórios para avaliar os efeitos do clima sobre as necessidades de água das plantas (MOREIRA.Fator de correção W . umidade.Fator relacionado com a temperatura Rn . Para estimativa da evapotranspiração por meio de Penman. (ea – ed) Onde: ET0 . que se baseiam em fórmulas que combinam diferentes elementos climáticos.EQUAÇÕES EMPÍRICAS Existem métodos indiretos para o cálculo da evapotranspiração.Evapotranspiração de referência de um cultivo (mm/dia) c .

COEFICIENTE DA CULTURA (Kc) Relação entre a evapotranspiração da cultura e a evapotranspiração de referência: Kc = ETc / ET0 Pra que serve o Kc? O coeficiente da cultura é um importante parâmetro utilizado para a irrigação de diferentes culturas. Exemplo de Gráfico para Kc. Fatores que influenciam o Kc: Genética da planta Época do plantio Ritmo de crescimento e duração do período vegetativo As condições climáticas Freqüência de irrigações e/ou precipitações na primeira fase de crescimento 82 . e expressa a proporção da evapotranspiração que está ocorrendo. em relação àquela que ocorreria em condições ótimas (de referência).

etc. fertilizantes.Utilização agronômica da evapotranspiração Dimensionamento de projetos e sistemas de irrigação Calculo de irrigação: quando e quanto? Redução de custos: investimentos. Conservação ambiental: água e energia. Maximização da produtividade das culturas Sanidade das culturas (diminuição de doenças) Conservação do solo Aumento do nível de controle na produção Desenvolvimento tecnológico. etc. energia. redução de contaminação do lençol freático. 83 . água. manutenção.

Viabilidade de produção de determinadas culturas ou aclimatação de espécies vegetais exóticas. sonda de nêutrons) ou tabelas (recomendações). Consumo hídrico de diferentes culturas. Excesso hídrico (E) = aparelhos ou estimativa Aplicações agronômicas do BHC À partir do conhecimento gerado pelo balanço hídrico climatológico. 84 . Épocas mais adequadas para o preparo do solo e início das atividades agrícolas. Viabilidade de implantação de sistemas de irrigação. Adoção de práticas conservacionistas visando o controle da erosão hídrica O CONHECIMENTO DAS NECESSIDADES BÁSICAS DAS CULTURAS E O FORNECIMENTO DE INSUMOS SEM INCORRER EM FALTA OU EXCESSO. ao longo do ano. Zoneamento agroclimático. pode-se obter:          Informações relacionadas ao conhecimento do regime hidrológico de uma região. numa região. Armazenamento da água da chuva. GERANDO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. CONTRIBUEM PARA UM EQUILÍBRIO NOS MEIOS PRODUTIVOS. Como calcular. na prática o balanço hídrico climatológico? P + D – ET – Δa – E = 0 Precipitação (P) = aparelhos de medição (pluviômetro ou pluviógrafo) Déficit hídrico (D) = calculado à partir da evapotranspiração Evapotranspiração (ET) = aparelhos (métodos diretos) ou equações empíricas (indiretos) Variação no armazenamento de água do solo (a) = aparelhos (tensiômetros. Inferência analítica sobre o efeito do fator água sobre o interesse econômico. sendo também uma ferramenta para se estudar a viabilidade de implantação de sistemas de irrigação e/ou drenagem.BALANÇO HÍDRICO CLIMATOLÓGICO Possibilita monitorar o armazenamento de água no solo e quantificar o excesso e a deficiência hídrica.

GLOSSÁRIO METEOROLÓGICO ABRIGO METEOROLÓGICO .300 e 5. Virga freqüentemente provém destas nuvens.92 polegadas de mercúrio.000 metros (15. seus elementos (nuvens individuais) têm uma massa maior e projetam uma sombra em outros elementos.Instrumento usado para determinar a altitude de um objeto a partir de um nível fixo.25 milibares. enquanto que baixas taxas de albedo incluem florestas e terra fresca. ALTITUDE . ou ciclone. Exemplos inclue m transmissão horizontal de calor e umidade. é encontrada entre 4. está situada mais ou menos perto da superfície e m razão da atração gravitacional da Terra. Normalmente os meteorologistas medem a altitude a partir da pressão do nível do mar. A observação é usada para informar à população.Nota formal divulgada por meteorologistas quando se conclui que existem condições para ocorrer um furacão em uma área litorânea. Um dos componentes mais importantes do ar. Isto varia de acordo com a textura. ALBEDO .09%. Pode formar vários sub-tipos. ALTOCUMULUS .033%. de cristais de gelo. 85 . ADVECÇÃO .Esta nuvem de altura média é basicamente composta de gotículas de água e. ANTICICLONE . Do branco ao cinzento. AR . ionospera e exosfera.000 pés) de altitude. não existe umidade no ar.Área de pressão que diverge os ventos numa rotação anticiclônica (oposta à rotação da Terra). em terra e no mar. ALTÍMETRO DE PRESSÃO . ATMOSFERA . azul claro. o que ocorre durante ou imediatamente após uma chuva. ou sobre o nível do mar. sobre o local. e violeta). A característica que a define é uma camada inchada e ondulada na nuvem que pode ser vista com freqüência. é a medida da altura de um objeto aerotransportado sobre a pressão constante de uma superfície. argônio (A) a 0. AJUSTE DE ALTÍMETRO .Relação da quantidade de radiação refletida da superfície de um objeto e comparada à quantidade de reflexos que a radiação produz. A radiação absorvida é então transformada em energia molecular.400 e 6. cor e expansão da superfície do objeto e é informado em percentagem. esta nuvem de altura média é básicamente feita de gotículas de água. ALERTA DE FURACÃO . No caso da Terra.000 e 18. verde. As divisões da atmosfera incluem: troposfera. ALTOSTRATUS . ou altocumulus lenticularis.Transmissão horizontal do ar mais quente em uma determinada área. ANEMÔMETRO . efetivamente. ATMOSFERA PADRÃO .Processo no qual a energia luminosa incidente é retida por uma substância.Barômetro aneróide calibrado para indicar a altitude em pés em vez de unidades de pressão.Transmissão de calor ou qualquer fenômeno na atmosfera pelo movimento horizontal de uma massa de ar (vento).Termo usado para definir um clima extremamente seco.946%. Muitas vezes confundida com nuvens do tipo cirrocumulus. mesosfera.É considerado como a mistura de gases que compõem a atmosfera da Terra. Nas latitudes média s. chuvas e condensação.Faixa de latitude localizada aproximadamente de 60 a 90 graus nos Hemisférios Norte e Sul. Os gases principais que compõem o ar seco são nitrogênio (N2) a 78. muitas vezes obscurecendo o Sol ou a Lua. ABSORÇÃO . É considerado o oposto de úmido quando se fala em climas. estratosfera. ADVECÇÃO QUENTE .5 graus Celsius a cada quilômetro que nos elevamos na atmosfera. o padrão de pressão é de 1. laranja.93% e dióxido de carbono (CO2) a 0. como altocumulus castellanus. Também conhecida como área de alta pressão. amarelo. ADVECÇÃO FRIA . Nas latitudes médias.O movimento horizontal do ar mais frio em um local. É criado por refração.000 e 20.Composta de massas globulares baixas.O valor da pressão para o qual a balança do altímetro de uma aeronave é determinado. ARCO-ÍRIS . projetada para proteger os instrumentos que medem a temperatura da exposição direta ao Sol. azul.O gás ou a porção de ar do ambiente físico que cerca um planeta. onde. ÁRIDO . O altímetro é ajustado com a aeronave no chão. A isto é dado o apelido de "ovelhas" ou "flocos de algodão". oxigênio (O2) a 20. e a variação da temperatura é de -6. ALTAS LATITUDES . às vezes. é o oposto de uma área de baixa pressão. Move-se no sentido no sentido antihorário no Hemisfério Sul e horário no Hemisfério Norte. É visível quando o Sol brilha e o ar contém água vaporizada ou pingos de chuva.Arco luminoso que exibe todas as cores do espectro visível de luz (vermelho.000 metros (8. é geralmente encontrada entre 2. É quando a temperatura média do mar está em torno de 15 graus Celsius. grossas e cinzentas. pelo reflexo total e pela dispersão da luz. é o vapor de água (H2O). ALTÍMETRO .000 pés) de altitude . ou 29.Estrutura semelhante a uma caixa ventilada. e da maioria dos gases importantes em meteorologia. as nuvens do tipo altostratus podem criar um véu ou lençol fibroso. ou num grupo de ilhas.Instrumento que mede a velocidade e força do vento. nas próximas 24 a 36 horas. Superfícies com altas taxas de albedo incluem areia e neve.Em meteorologia. de forma que ela indique a altitude de uma aeronave em relação ao nível do mar.013. É um bom indicador de precipitação e freqüentemente precede uma tempestade. O arco sempre é visto no céu do lado oposto em que está o Sol.Atmosfera padrão é uma expressão definida pela International Civil Aeronautical Organization (ICAO). Também chamada de região polar. Virga também provém destas nuvens. a intensidade e o movimento da tempestade.

Área alongada de baixa pressão atmosférica que é associada com uma área de circulação ciclônica mínima.Zona de transição entre a Terra e a atmosfera. BARÔMETRO ANERÓIDE . CICLONE TROPICAL . A primeira Lei da Termodinâmica demonstrou que o calor absorvido por um sistema pode ser usado pelo sistema para fazê-lo funcionar. para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica. A altura da coluna de mercúrio no tubo é a medida da pressão do ar. feita em geral de fósforo de bronze ou cobre de berílio. CICLONE . CAVADO EQUATORIAL . veja Barômetro aneróide. Oposto de um anticiclone ou de um sistema de alta pressão. CICLONE EXTRATROPICAL . CICLOGÊNESE .Instrumento usado para medir a elevação angular de uma luz projetada na base de uma nuvem.B BAIXAS LATITUDES . protegendo o planeta da radiação ultravioleta.Instrumento usado para medir a mudança da pressão atmosférica. às vezes. C CALMARIA . o mercúrio se movimenta do tanque para a parte superior do tubo. CHUVISCO . É referida como "DZ" quando está em observação e pelo Metar.Condições atmosféricas destituídas de vento ou de qualquer outro movimento do ar. quando não há nenhum vento ou ondulação.02 polegadas). dentro da qual é encontrada a maior parte das formas de vida terrestre. À medida em que a pressão atmosférica aumenta. Embora barômetros de mercúrio sejam muito precisos. Normalmente mede-se a precipitação através de um pluviômetro. depositando-o num tanque de mercúrio. é a ausência aparente de movimento da superfície de água. a lanterna e a mancha iluminada na nuvem. ou polar. no centro da qual há um mínimo de pressão relati va. Enche-se o tubo com mercúrio e sela-se o tubo temporariamente. Mede o ângulo da base da nuve m incluído pelo observador (ou equipamento). BARÔMETRO DE MERCÚRIO .5 milhas (15 a 20 quilômetros) da superfície da Terra. CÉLULAS DE CIRCULAÇÃO . Dois exemplos são o Barômetro aneróide e o Barômetro de mercúrio. CEILÔMETRO . CICLO DA ÁGUA .Grandes áreas de circulação do ar criadas pela rotação da Terra e pela transferência de calor na linha do equador. Oposto de crista. ou intensifica um sistema preexistente. Possa ser chamado de um B. aberto numa ponta e fechado na outra. foram eles que levaram os observadores a usar os Barômetros Aneróide.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. Um vazio quase perfeito se forma na parte fechada do tubo. BARÓGRAFO . Registra a mudança na forma de uma célula de metal vazia para medir variações na pressão atmosférica.Área de pressão de circulação fechada. ou para elevar sua energia interna. ou ciclone. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual.Um instrumento usado para medir a pressão atmosférica. Precede também o aparecimento de um Cavado Equatorial ("trough").Precipitação que cai lentamente em forma de minúsculas gotículas de água com diâmetros menores do que 0. Como exemplo.Cinturão localizado entre zero e 30 graus de latitude. o que influencia o clima dessas regiões. 86 . principalmente da água em estado líquido.Camada atmosférica que contém uma proporção alta de oxigênio que existe como ozônio. com ventos convergentes e circulares. Geralmente considerado como um ciclone fronteiriço migratório encontrado nas médias e altas latitudes. CALOR . a aproximadamente 9. O primeiro a usar o Barômetro de Mercúrio foi Evangelista Torricelli (1608-1647). depois que o mercúrio desce.O processo que cria um novo sistema de baixa pressão. É o nome dado para um ciclone tropical no Oceano Índico.5 milímetros (0. tanto ao norte quanto ao sul do equador.5 a 12. Situa-se entre a troposfera e a estratosfera. Provém de nuvens do tipo stratus e é freqüentemente associada com baixa visibilidade e névoa. tornados e sistemas tropical e extratropical.Dispositivo usado para registrar a temperatura em grandes profundidades (pressão) do oceano.Um instrumento que registra continuamente a leitura que um barômetro está fazendo da pressão atmosférica. CÉU CLARO . quando a pressão atmosférica di minui.Qualquer ciclone de origem não tropical. físico e matemático italiano. A circulação fica restrita a uma região específica. por um número determinado de anos.Quantidade de precipitação de qualquer tipo. o mercúrio volta para o fundo. considerando a média de sua ocorrência em um deter minado local.Núcleo aquecido do sistema de baixa pressão atmosférica.T. Também chamado de extratropical baixo ou tempestade extratropical. Também chamado de região tropical ou tórrida. É considerada a porção exterior da geosfera e a porção interna ou mais baixa da atmosfera. Em termos oceânicos. como os trópicos. Na condição de ozônio ela age como um filtro. As medidas são calculadas em polegadas de mercúrio. instrumento de medição que indica a intensidade da precipitação medido em milímetros de chuva. BATITERMÓGRAFO . É um tubo de vidro longo. mas também pode ser chamado de sistema de baixa pressão.O estado do céu quando nenhuma nuvem ou obscurecimento são vistos ou detectados do ponto de observação. As medidas no vidro registram a pressão em polegadas e milibares. CAMADA DE OZÔNIO . Outros fenômenos com fluxo ciclônico podem ser definidos por esta expressão e também como poeira do diabo. regiões de clima temperado. A circulação do vento segue a direção horária no Hemisfério Sul e anti-horária no Hemisfério Norte.Um instrumento para medir a pressão atmosférica. CHUVA . BARÔMETRO . BIOSFERA .Forma de energia transferida entre dois sistemas em virtude de uma diferença na temperatura. que se desenvolve sobre as águas tropicais e. O aneróide é uma cápsula fina e fechada de metal ou célula.

A base da nuvem está freqüentemente a uma média de 900 metros de altitude (3. CUMULUS .000 metros de altitude (20. Também é o tipo de nuvem menos comum e se forma freqüentemente a partir das nuvens cirrus ou cirrustratus. depressão tropical.A fusão de duas gotas de água em uma única gota maior. Quando usado para insinuar só o movimento superior vertical. significando inclinação e refletindo a importância que os estudos da antiguidade atribuíram à influência do Sol. Também é um dos três tipos de nuvem alta.Nuvem do tipo cirrus. CONDUÇÃO . porém. CORRENTE DE JATO .000 e 30. Descreve padrões menores em sistemas de pressão semi-permanentes como também as correntes relativas e permanentes globais do ar. c huva de granizo. Esta nuvem é uma boa precursora de precipitação. CLIMA . Dependendo dos ventos de sustentação da superfície. Pode dar ao céu um ligeiro tom leitoso ou velado. usado pelas comunidades científicas e militares. tem uma massa individual menor e não lança sombra em outros elementos.O estudo do clima.Área de ventos fortes concentrados em uma faixa relativamente estreita na troposfera superior das latitudes médias e regiões subtropicais dos Hemisférios Norte e Sul. que tem a aparência de um lençol de bolas brancas e pequenas. trovões e. Também é um dos dois tipos de nuvem baixa.000 pés). É a nuvem mais alta que se forma no céu. Em meteorologia. furacão ou tufão.Rajada de vento criada por uma mudança rápida na direção do vento com altura. Quando vistos da superfície da Terra. se formam em alturas excessivas. CIRCULAÇÃO DESCENDENTE DE VALE E MONTANHA .Movimentos dos fluidos que transportam e misturam as propriedades de um fluido específico. Clima excessivamente seco numa região específica. com as quais é associada no céu. tempestade tropical.Transferência de calor pela ação de uma substância molecular. esta parte dos Estados Unidos registra mais tornados do que qualquer outra. as Correntes de Jato são causadas pelas mudanças da temperatura do ar ? quando o ar polar frio que se move para o equador encontra o ar equatorial quente que e stá se movendo para o pólo. CRISTA . e que se movimenta de forma circular organizada. Várias dessas correntes incluem jatos do ártico. que aparece freqüenteme nte com a forma de véus remendados ou como margem de praia. é usado para descrever o fluxo da corrente de água dentro de uma grande área. é usado para descrever o fluxo de ar que se move no sistema de pressão da atmosfera. ocasionalmente. É marcado por uma concentração isotérmica e por um cisalhamento vertical forte. ou Tempo Médio de Greenwich (GMT). a partir da base (fundo) para cima.O registro histórico e a descrição da média diária e sazonal de eventos climáticos que ajudam a descrever uma região. com exceção do topo das bigornas de nuvens cumulunimbus que. ou ventos fortes e tempestuosos. na troposfera. mas o topo pode variar em altura.subtropicais. ou mais. As estatísticas são extraídas de várias décadas de observação. gerando um efeito ondulado. Inclui dados climáticos. É uma nuve m que se desenvolve numa direção vertical. indicando que isto pode ocorrer num prazo de 12 a 24 horas. Às vezes é confundida com altocumulus. CONDENSAÇÃO . Cirrus é uma nuve m magra. tornados. Fluindo em uma faixa semi-contínua ao redor do globo. CORREDOR DOS TORNADOS . jatos de superfície. do oeste para leste. CIRROCUMULUS . Deve ser suficientemente prolongado para que a falta de água cause sério desequilíbrio hidrológico. É o oposto de cavado equatorial ("trough"). CONVERGÊNCIA .Uma das três formas básicas de nuvem (as outras são cumulus e stratus).Nuvem que se desenvolve verticalmente da nuvem cúmulo e é freqüentemente coberta por uma nuvem cirrus em forma de bigorna. CIRRUS . e jatos subtropicais. Outros nomes para esta medida de tempo são Zulu (Z).Área alongada de alta pressão atmosférica. estes cristais de gelo podem criar o efeito de halo ao redor do Sol ou da Lua. composta de cristais de gelo. às vezes. ou pelo contato de uma substância com outra. COORDENADAS UNIVERSAIS DO TEMPO . CLIMATOLOGIA . é o oposto de subsidência.000 pés). ou delgada.O aquecimento de um fluxo de ar quando desce uma colina ou o declive de uma montanha. COALESCÊNCIA . klima. CISALHAMENTO DIRECIONAL . Em termos oceânicos. Nas latitudes médias.Um dos vários nomes para as 24 horas do dia. normalmente são encontradas formações dessas nuvens entre 20. jatos polares. Nuvens pequenas e esparsas do tipo cumulus estão associadas com tempo bom (cumulus humilis). com a aparência de um lenço l plano e fibroso.Um das três formas básicas de nuvem (as outras duas são cirrus e stratus). do estado gasoso para o estado líquido.000 pés de altitude (6. Oposto de divergência.Processo pelo qual o vapor de água sofre uma mudança. que se desenvolve a partir da nuvem cirrus e se estende em uma camada fina.Nuvem do tipo cirro com desenvolvimento vertical. é freqüentemente acompanhada por chuvas pesadas. CÚMULUNIMBUS . Em algumas condições atmosféricas. Cria geralmente um "céu escamado". o fenômeno pode ser classificado como perturbação tropical. Com o aquecimento adicional da superfície da Terra. É o processo físico oposto ao da evaporação. elas podem crescer verticalmente ao longo do dia.Corredor geográfico nos Estados Unidos que vai do norte doTexas a Nebraska e Iowa. raios.000 metros). Oposto do circulação ascendente ("upslope"). associada à área de circulação máxima de um anti -ciclone. Também chamada de nuvem de temporal. Em números absolutos. estas nuvens podem se trans formar em nuvens 87 . Ventos convergentes em níveis mais baixos são associados com movimento superior. a análise das causas das diferenças no clima e a aplicação de dados climáticos na solução de objetivos específicos ou problemas operacionais. CIRCULAÇÃO . O topo de tal nuvem pode alcançar facilment e 6. Estas propriedades podem ser calor e/ou umidade.Fluxo ou movimento de um fluido em ou por uma determinada área ou volume. A palavra é derivada do grego. CONVECÇÃO . CIRRUSTRATUS . uma vez que as ondulações podem se parecer com escamas de peixe.Movimento do vento que resulta num influxo horizontal do ar em uma região específica.000 e 9.

Distância vertical sobre o nível médio do mar.O aquecimento cíclico da temperatura da água do mar no Oceano Pacífico Oriental e na costa ocidental da América do Sul. Abrange 0. ENCHENTE REPENTINA . um termo descritivo. Apresentada em 1848 por William T. Oposto de convergência. DEPRESSÃO TROPICAL . EL NIÑO . Criada em 1714 por Gabriel Daniel Fahrenheit (1696-1736). o qual é composto da velocidade de vento. no nível do mar. para distinguir o fenômeno de outras características sinóticas. Depende da latitude e da velocidade do objeto em movimento.500 metros de altitude acima da superfície da Terra.Movimento do vento que resulta numa corrente horizontal de ar vinda de uma região em particular. raramente produz 88 . é outro nome usado para definir uma área de baixa pressão. pode lentamente se formar a partir de uma perturbação tropical. sendo. sendo equidistante dos pólos Norte e Sul. com um movimento descendente do ar suspenso. D DENSIDADE . ou de u ma ondulação que está se dirigindo para o leste de forma organizada. A nuvem estratos pode dar ao céu uma aparência nebulosa.Escala de temperatura na qual o nível da água do mar tem um ponto de congelamento em zero graus C (Celsius) e um ponto de ebulição em +100 graus C. Barão de Largs (1824-1907). um ou mais isóbaras fechadas. No Hemisfério Norte o ar se desvia para a direita de seu caminho. Foi criada por Anders Celsius em 1742. físico e matemático escocês nascido na Irlanda.Círculo geográfico a zero graus de latitude na superfície da Terra.Em meteorologia. Enchentes repentinas podem ser causadas por chuva súbita excessiva.maiores. EQUINÓCIO . devido principalmente à presença de dióxido de carbono e vapor de água. mas impedem que parte desse aquecimento retorne para o espaço. Dias e noites são quase iguais em duração. E EFEITO CORIOLIS . 60 quilômetros por hora (33 nós). É usada principalmente para propósitos científicos. uma baixa.Uma das três formas básicas de nuvem (as outras duas são o cirrus e o cumulus). cinzenta e baixa. o equinócio da primavera acontece em torno de 20 de março e o equinócio do outono em torno de 22 de setembro.Relação da massa de uma substância com o volume que ela ocupa. Seu desenvolvimento pode criar mais tarde uma nuvem cumulu nimbus. talvez.0 graus Celsius ou 39. Nevoeiros podem se formar de uma nuvem estrato que toque o solo. A escala foi inventada por Sir Francis Beaufort (1777-1857). Em oceanografia. A força é maior nos pólos Norte e Sul e quase inexistente no equador. Embora possa produzir garoa ou neve.2 graus Fahrenheit. interrompendo seu processo de ascenção. e m geral. ESTRATOS . tem um ponto de congelamento de +32 graus F (Fahrenheit) e um ponto de ebulição de +212 graus F. que permitem que os raios do Sol aqueçam a Terra. hidrógrafo da Marinha Real Britânica. Mais comumente usada em áreas que utilizam o sistema métrico de medida. resulta de chuva intensa sobre uma área relativamente pequena.Ciclone tropical. que pode resultar em mudanças significativas dos padrões climáticos de várias regiões do planeta. tem camadas uniformes e raramente está a mais do que 1. que é o nível de referência para todas as medidas atuais da pressão atmosférica naquela estação. Também é um dos dois tipos baixos de nuvem. é equivalente a uma gravidade específica e representa a relação do peso de um determinado volume de água do mar com o volume igual de água destilada a 4. DIVERGÊNCIA . a 9ª Conferência Geral de Pesos e Medidas substituiu a expressão "grau centígrado" por "grau Celsius". ESCALA DE BEAUFORT . ESCALA SINÓTICA . com pouca ou nenhuma possibilidade de um alerta antecipado e que. um físico alemão que também inventou o álcool e os termômetros de mercúrio. ESCALA DE TEMPERATURA CELSIUS . Divergência a níveis mais baixos está associada. no máximo. O mesmo que centígrado. També m se aplica a uma fase de desenvolvimento do ciclone tropical conhecida como depressão tropical. Tendo. Mais comumente usada em áreas que seguem o sistema inglês de medidas. No Hemisfério Norte. ou cavado equatorial ("trough"). EQUADOR . Em 1948. EFEITO ESTUFA . e os efeitos visíveis sobre as superfícies da Terra ou do mar. conhecidas como cumulus congestus e podem produzir chuva. ou menos. É baseado na Força ou Número de Beaufort.033%. DEPRESSÃO .Escala de temperatura cujo ponto de congelamento é em +273 graus K (Kelvin) e o ponto de ebulição e m +373 graus K.Aquecimento global da parte mais baixa da atmosfera da Terra.Tamanho dos sistemas migratórios de alta ou baixa pressão na mais baixa troposfera.Inundação que acontece muito rapidamente. DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) .Um gás pesado e incolor que é o quarto componente mais abundante do ar seco. meso-escala e tempestades. Isto acontece quando as águas mornas equatoriais mudam e deslocam as águas mais frias da Corrente de Humbolt. no qual os ventos de sustentação da superfície são de. Kelvin. ESCALA FAHRENHEIT DE TEMPERATURA .Um sistema para calcular e informar a velocidade do vento. pelo rompimento de uma represa. É a linha imaginária que divide o planeta em Hemisfério Norte e Hemisfério Sul.Força por unidade de massa que deriva apenas da rotação da Terra e que age como força de deflexão. ou pelo descongelamento de uma grande quantidade de gelo. a mais comum de todas as nuvens baixas. Contrasta com macro-escala. levando em consideração uma área horizontal de várias centenas de quilômetros ou mais. ESCALA KELVIN DE TEMPERATURA . É uma nuvem em forma de lençol e que não exibe elementos individuais.Ponto no qual a eclíptica intercepta o equador celestial. ELEVAÇÃO DA ESTAÇÃO . É grossa .Escala de temperatura em que a água. no alto. enquanto que no Hemisfério Sul se desvia para a esquerda. caracteristicamente. Também conhecida como Escala de Temperatura Absoluta.

Oposto de Gênes e das Frentes (frontogênese). É comum nas costas orientais da América do Norte e da Ásia.Também conhecida como "oclusão". Nuvens que produzem precipitação pesada podem existir sobre a camada da nuvem estratos. FRENTE FRIA . como cumulunimbus. Em geral. a temperatura e a umidade diminuem. Este mesmo ciclone tropical é conhecido como tufão no Pacífico ocidental e como ciclone no Oceano Índico. mar caribenho. embora os ventos troquem de direção (em geral. no Oceano Atlântico Norte. FRENTE ESTACIONÁRIA . substitui uma massa de ar relativamente fria que está indo embora. Algumas fotos são tiradas durante um período de luz visível (luz do dia). assim como chuvas convectivas e temporais. GRAU . FRENTE SEMI-ESTACIONÁRIA . ou que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica.Frente que é quase estacionária. a pressão atmosférica sobe e. G GELO . de forma muito rápida. Parte integrante de uma antiga teoria meteorológica conhecida como "Teoria da Frente Polar". como o fluxo do vapor de água. ou granizo mole.Fotos tiradas por satélite meteorológico que revelam informações importantes. ou "água sólida". com a passagem de uma frente quente. como vapor de água. Oposto de frontólise. o que normalmente implica temperaturas diferentes. uma linha de tormenta pode antecipar a frente. ou mais.O processo físico pelo qual um líquido. FRONTOGÊNESE . ao avançar. Pedaços com um diâmetro de cinco milímetros ou mais. Isto acontece quando duas massas de ar adjacentes ? que exibem densidades e temperaturas diferentes ? se reúnem pela ação dos ventos. ar úmido e frio e ar seco. a passagem de uma frente quente não é tão pronunciada quanto a passagem de uma frente fria. Seqüências de imagens registradas por satélites ajudam os meteorologistas a elaborar as previsões do tempo.Medida de diferença de temperatura que representa uma única divisão numa escala de temperatura. Ausência de calor. É també m conhecida como frente estacionária. é uma frente complexa que se forma quando uma frente fria se encontra com uma frente quente. o ar fica claro depois da passagem da frente. como a água.Pequenas partículas suspensas no ar produzidas por combustão. são considerados granizo. FRENTE POLAR . É composto da evaporação do líquido. por exemplo GRANIZO . a temperatura e a umidade aumentam. e que cai em forma de bolas ou pedaços irregulares de gelo ? quando os pedaços têm formatos e tamanhos diferentes. quando a zona de transição está perdendo suas propriedades contrastantes. o movimento das frentes climáticas e o desenvolvimento de um sistema tropical. Bolas isoladas são chamadas de pedras. mas algumas condições para nevoeiro também podem ser produzidas pelo ar quente. FRENTE . a pressão sobe e o vento muda de direção (normalmente do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). Precipitação em forma de chuva. FRENTE QUENTE . Sob temperaturas mais frias. Precipitação geralmente antecede ou sucede a frente fria e.Forma sólida de água. Veja Frente fria e Frente quente. a área de convergência entre calor. FUMAÇA . ou a mbas se movem sobre uma superfície que fortalece suas propriedades originais. que revelam a temperatura das nuvens e podem ser usadas de dia ou de noite.Nome dado a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). Geralmente.O total de água transferida da superfície da Terra para a atmosfera. Desenvolve-se quando três massas de ar de temperaturas diferentes colidem.O término ou "morte" de uma frente. é transformado em estado gasoso. EVAPORAÇÃO . Veja Frente Oclusa e Frente Quente. ou garoa. O tipo de fronteira criado por elas depende da maneira como elas se encontram. Também conhecida como frente semi-estacionária. pedaços menores de gelo são classificados como bolas de gelo.Fronteira quase sempre semi-contínua. bolas de neve. É o processo físico oposto de condensação. ou mais). Neste caso. neve. quando a massa de ar que se move sobre o oceano tem uma fronteira fraca. ou nenhuma fronteira distinta. do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico. É referido como "GR" quando está em observação e pelo Metar.precipitação pesada. FRENTE OCLUSA . nevoeiros também podem anteceder a entrada da frente quente. Outras são tiradas com lentes infra-vermelhas. É informado como "FU" quando está em observação e pelo Metar.A extremidade principal de uma massa de ar fria que avança deslocando o ar quente de seu caminho. Podem se transformar em neblina quando viajam por uma grande distância (40 a 160 quilômetros. FURACÃO . ou quando as partículas maiores se dispersam. as partículas restantes se espalham amplamente pela atmosfera. criando uma frente. Veja escalas em Celsius. acrescida da transpiração das plantas. Poderia acontecer quando qualquer uma das massas de ar. FRONTÓLISE .Precipitação que se origina de nuvens convectivas.Condição marcada por temperatura realmente baixa.Extremidade principal de uma massa de ar quente que. Veja frente oclusa e frente fria. FRIO . Pode ser encontrado na atmosfera em forma de cristais de gelo. Fahrentheit e 89 . Granizo pequeno ou bolas de neve são referidas como "GS" quando estão em observação e pelo Metar.Zona de transição ou superfície de contato entre duas massas de ar de densidades diferentes. EVAPOTRANSPIRAÇÃO . Por exemplo. com a passagem de uma frente fria. geralmente antecedem a frente na superfície. F FOTOS DE SATÉLITE .Nascimento ou criação de uma frente. semi-permanente que existe entre massas de ar polar e massas de ar tropical. bolas de gelo e granizo.Frente semi-estacionária é a frente que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. Geralmente. Veja Frente Fria e Frente Quente.

Instrumento projetado para registrar continuamente a leitura que um barômetro faz das pequenas alterações na pressão atmosférica.000 metros de altitude. Isto ocorre nos meses de Dezembro. que é o inverso do declínio habitual da temperatura em locais altos. Algumas áreas da meteorologia abrangem estudos sobre agricultura aplicada.Massa de ar que se desenvolve ao redor dos polos. as temperaturas máxima. MICRO-BARÓGRAFO . INVERSÃO . em geral. Fenômenos menores são classificados pelos valores da micro-escala. MASSA DE AR . confira o mapa dos índices de calor. É caracterizado pelas temperaturas mais frias do ano. veja o mapa de frio do vento.Unidade padrão de medida para pressão atmosférica usada pelo National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). MASSA DE AR POLAR . em relação à linha do equador.Marcado por uma concentração de curvas isotérmicas e ventos verticais.Kelvin.Instrumento que consiste de um tambor e um sistema ótico que projetam uma faixa estreita e vertical de luz sobre uma base de nuvem. enquanto que os de maior extensão são classificados na escala sinóptica. LATITUDE . A pressão padrão da superfície terrestre é 1. na medida em que se movimenta para o sul. É o código básico de mensagens de observação exigido e usado nos Estados Unidos para informar sobre condições meteorológicas na superfície.Do ponto de vista astronômico. As Zonas de tempo são relacionadas à longitude. MESO-ESCALA . A região também é chamada de zona temperada. METAR . LONGITUDE . uma característica semi-permanente. condições atuais do tempo. dinâmica. Sua representação é feita em linhas verticais que cruzam a Terra do Pólo Norte ao Pólo Sul. aviação. Segundo o Metar. LATITUDES MÉDIAS .Escala de fenômenos meteorológicos que variam em tamanho de alguns quilômetros até cem quilômetros aproximadamente. condições do céu. Tal como a latitude. a mais de 12. A distância entre as linhas de longitude é maior no equador e menor latitudes mais altas. mais freqüentemente. Tende a migrar para o sul no inverno do Hemisfério Norte e para o norte no verão.A temperatura média de um dia. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Norte.Combinação da temperatura do ar e umidade que descrevem como a temperatura é sentida. semi-contínua. de um dado ponto na superfície da Terra.Cálculo de temperatura que considera os efeitos do vento e da temperatura no corpo humano. MCSs e as rajadas de vento. MÉDIA DIÁRIA DE TEMPERATURA .Acrônimo de Meteorological Aerodrome Report. de um dado ponto na superfície da Terra.2 milibares. caracterizada pelo frio da superfície nas grandes altitudes. e a linha do equador está a zero grau. O limite desta massa de ar é freqüentemente definido como frente polar. Isto inclui os MCCs. a informação deve conter. este jato de vento é a fronteira entre o ar subtropical e o ar tropical. Julho e Agosto no Hemisfério Sul. em Greenwich. I ÍNDICE DE CALOR .Localização. entre outros. Veja Tempo Médio de Greenwich. ÍNDICES DE FRIO DO VENTO . J JATO SUBTROPICAL . MILIBAR .O conceito está associado ao aumento ou redução habituais de uma propriedade atmosférica em grandes altitudes. é o período entre o solstício de inverno e o equinócio vernal. INVERNO . temperatura. É encontrado a aproximadamente 25 a 35 graus de latitude norte e.013. Um milibar é equivalente a 100 newtons por metro quadrado. hidrometeorologia operacional e sinóptica. Sua representação é feita através de linhas paralelas que cirdundam o planeta horizo ntalmente e o dividem em Norte e Sul. Não é a temperatura atual do ar. Descreve a média da perda de calor num corpo humano e a maneira como a temperatura é sentida. considerando-se a média das leituras de hora em hora ou.Um corpo extenso de ar.Localização. 90 . É medida em graus.e o Meridiano Principal. visibilidade. quando o Sol está sobre o hemisfério oposto. Não se trata de temperatura atual do ar. e nos meses de Junho. ponto de condensação e ajuste de altímetro. Para um exemplo. METEOROLOGIA / METEOROLOGISTAS . Os pólos Norte e Sul estão a 90 graus em relação à linha do equador. Para um exemplo.Cinturão localizado aproximadamente entre 35 a 65 graus de latitude norte e sul. mínima das 00 e 12TMG. é medida em graus .Ciência que estuda a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. Quando esta massa de ar se move de sua região de origem. ao longo do qual as características da temperatura horizontal e da umidade são semelhantes. no mínimo: velocidade e direção dos ventos. M MAPA SINÓTICO .Qualquer mapa ou quadro que descreva as condições meteorológicas ou atmosféricas de uma grande área em qualquer momento determinado. condições da pista. Normalmente refere-se à razão direta do aumento de temperatura em elevação de altitude. em relação ao Meridiano Principal. Cientistas que estudam a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. L LANTERNA . corresponde a zero grau de longitude. pode ficar mais rasa em altura.

pressão. Para informação adicional. baixas e variações). contudo. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. Em geral. Maryland. Na Inglaterra.Seção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos.Céu encoberto por oito oitavos de camada de nuvem. mas o tamanho comum é de 32 quilômetros.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico.Precipitação congelada em forma de neve. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos.e suficientes núcleos de condensação estão presentes. ONDA DE CALOR . Invisíveis a olho nu. com o topo e a base relativamente planos. igual à velocidade na qual uma milha náutica é percorrida em uma hora. NUVEM .Aparecimento diário do Sol a leste do horizont e que acontece devido ao movimento de rotação da Terra. reduz a visibilidade para apenas 400 metros. ou ventos que descrevem o estado da atmosfera. ou 1. NATIONAL OCEANIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION (NOAA) . caracterizada por um começo e um fim súbitos. como na fumaça ou nas partículas de poeira.Nuvem típica da formação de chuva ou neve. É formada quando a temperatura e o ponto de condensação do ar se tornam os mesmos . O cálculo do nascer do Sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. Uma nuvem se forma na atmosfera por causa da condensação do vapor de água. formam uma sup erfície na qual o vapor de água pode condensar. NUVENS ESPARSAS . considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. as partículas reduzem a visibilidade e são suficientemente numerosas para dar ao ar um aspecto opaco. enfatizando os recursos atmosféricos e marinhos. É produzida freqüentemente por nuvens do tipo estrato. de 8 a 96 quilômetros. O OBSERVAÇÃO . por um número determinado de anos. Freqüentemente tem a aparência de um mosaico. Pode se formar de nuvens do tipo Cumulus quando estas estão se transformando em estrato. Geralmente associadas com as condições climáticas do outono e do inverno. em geral em forma hexagonal e complexamente ramificados.Suspensão de partículas de poeira fina e/ou fumaça no ar. Um observador é aquele que registra as avaliações dos fatores meteorológicos. NEVADA . refere-se ao momento em que o centro do disco solar está à vista. NEBLINA .Precipitação de cristais de gelo translúcidos e brancos. situado em Silver Spring. NÉVOA . Pode ser em estado sólido ou líquido. aparecer em qualquer estação.151 milhas por hora.Partícula na qual a condensação do vapor de água acontece. pressão. a tempestade está se intensificando.Período de tempo desconfortável e excessivamente quente. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica NÚCLEO DE CONDENSAÇÃO . NORMAL . Núcleos de condensação. formados diretamente pelo congelamento do vapor de água que se encontra suspenso na atmosfera. que reduzem a visibilidade horizontal para menos de mil metros. ventos (velocidade e direção). é a principal organização do National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. ou mais. freqüentemente. É informado como "SHSN" quando está em observação e pelo Metar. e dura pelo menos três horas. formas arredondadas e cilíndricas. neve. É referida como "FG" quando está em observação e pelo Metar. etc. Veja Poe nte ou pôr-do-sol para uma comparação. É referido como "HZ" quando está em observação e pelo Metar. OLHO .Condição severa do tempo caracterizada por baixas temperaturas. temporais.N NASCER DO SOL . é considerado como o momento em que a extremidade superior do Sol aparece no horizonte no nível do mar. Pode variar em tamanho.Conjunto de microscópicas gotículas de água suspensas na atmosfera. NEVE . ou menos. Pode ser clara ou ter um tom acinzentado. Geralmente quando três a quatro oitavos da abóbada celeste está encoberta.Centro de uma tempestade tropical ou furacão.2C). Nuvem baixa composta de camadas ou de partes dos elementos de outra nuvem.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem. Nos Estados Unidos. NÓ . dependendo do tamanho das gotículas de água e da quantidade de luz solar que a atravessa. NEVASCA . percentagem de umidade relativa. o que.852 quilômetros por hora. Os Parâmetros podem incluir temperaturas (altas. na superfície da Terra ou no alto. mas também pode se originar das nuvens do tipo cúmulo. The Weather Channel usa 91 . Pode durar vários dias ou várias semanas. quantidade de nuvens. contate o NOAA.Massa de minúsculas mas visíveis gotículas de água suspensas na atmosfera. NEVOEIRO . e grande quantidade de neve e ve nto no ar. Muitas vezes sua base não pode ser vista devido ao peso da precipitação. com ventos de 56Kmh. Não reduz a visibilidade como o nevoeiro e freqüentemente é confundida com chuvisco. estas nuvens podem. como temperatura. Promove e qualifica medidas de interesse do meio-ambiente mundial. Normalmente os cristais são agrupados em flocos de neve. etc.ou quase os mesmos . é a avaliação de um ou mais fatores meteorológicos. Um olho normalmente se desenvolverá quando a velocidade do vento exceder 124Kmh. NUBLADO .).Um conjunto visível de partículas minúsculas de matéria. É informado como "SN" quando está em observação e pelo Metar. Um nó é equivalente a 1. ventos que excedem 72Kmh e visibilidade reduzida quase a zero pela precipitação de neve. caracterizado por uma área mais ou menos circular de ventos claros e chuvas esparsas. próximas ou junto à superfície da Terra.Em meteorologia. Usado principalmente para interesses marítimos e em observações do tempo. NIMBUSTRATUS . Uma nevasca violenta é caracterizada por temperaturas em torno ou abaixo de 10 graus Fahrenheit (-12. precipitação (chuva.Medida de velocidade náutica. como gotículas de água ou cristais de gelo no ar. quando o olho começa a diminuir seu tamanho.

A temperatura à qual um líquido se solidifica sob qualquer condição. Representa a distribuição da temperatura e da pressão atmosférica sobre uma área oceânica. o ponto de congelamento da água é inversamente proporcional à salinidade: se esta for crescente.Uma faixa organizada de conveccão que cerca o olho. POLEGADAS DE MERCÚRIO . quando a temperatura cai até o ponto de condensação. Pode ser chamada de "fropa".Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de inverno. O físico e matemático italiano Evangelista Torricelli (1608-1647). Outubro e Novembro no Hemisfério Norte e nos meses de Março. É referida como "DU" quando está em observação e como pó de larga expansão pelo Metar. chuva intensa e ventos muito fortes. Pode ser aplicado para uma área de baixa pressão. O termo também é usado para definir uma fase de desenvolvimento de um ciclone tropical conhecida como perturbação tropical. nuvens esparsas. É percebida pela mudança no ponto de condensação e na temperatura. O cáculo do poente. A temperatura na qual o equilíbrio da pressão do vapor 92 . Abril e Maio no Hemis fério Sul. Refere-se a tempo bom. PASSAGEM DE FRENTE . situada em Genebra. Fundada pelas Nações Unidas em 1951.De previsões do tempo a pesquisas sobre poluição. é a primeira fase de desenvolvimento de qualquer depressão tropical subseqüente. comércio e atividades sociais. P PARCIALMENTE NUBLADO .É a passagem de uma frente sobre um ponto específico na superfície. refere-se ao momento em que o centro do disco do sol desaparece.Nome que vem do uso de barômetros mercuriais que comparam a altura de uma coluna de mercúrio com a pressão do ar. ou mais. PERTURBAÇÃO TROPICAL . Junto com uma passagem de frente podem ocorrer precipitação e nuvens. considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. É composto de uma molécula de oxigênio composta de três átomos de oxigênio em vez de dois.M. nuvens espalhadas. geralmente durante a noite. É o oposto de fusão. pela troca da direção do vento e pela mudança da pressão atmosférica. ou mais. incluindo mudanças e atividades do clima.os seguintes critérios para definir uma onda de calor: a temperatura deve estar acima de 90 F (32 C) em pelo menos 10 estados e.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. por um número determinado de anos." POEIRA Partículas pequenas de terra ou outra substância suspensa no ar. estudos sobre a diminuição da camada de ozônio e previsões de tempestades tropicais. ou simplesmente nublado. ciências hidrológicas e oceanográficas. ou 25. que se origina nos trópicos ? ocasionalmente nos sub-trópicos ? e que mantém suas características por 24 horas. Veja Pressão Barométrica. a OMM tem 184 sócios.Estado do tempo quando as nuvens estão notavelmente presentes.Outro nome atribuído a uma ondulação a leste. ou centro de um ciclone tropical. Nos Estados Unidos.M. e pode ser associada com o possível desenvolvimento de um ciclone tropical. aquele diminui. ou ciclone pequeno em tamanho e influência.40 milímetros. Contém nuvem cumulunimbus.M. cinco graus acima do normal em partes daquela área durante pelo menos dois dias.86 milibares. Na Inglaterra. é o período entre o equinócio de outono e o solstício de inverno. bem como de outros serviços de interesse público. coordena a atividade científica global visando à constante precisão de informações meteorológicas."Instrumento que mede o índice de queda de chuva. é uma área de relativamente baixa pressão atmosférica que se move na direção do oeste através dos ventos convergentes do leste. ONDA FRIA .Reversão periódica do padrão da pressão atmosférica na parte tropical do Oceano Pacífico durante as ocorrências do El Niño. mas o céu não está completamente coberto e m nenhum momento do dia. Sua unidade de medida são centésimos de polegadas (0. A água pura sob pressão atmosférica congela a zero grau Celsius ou 32 graus Fahrenheit.Este termo tem várias aplicações. Para mais 5informações. Suíça. Em oceanografia. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. indústria. OXIGÊNIO .Condensação na forma de pequenas gotas de água que se formam na grama e em outros objetos pequenos perto do chão.M. PONTO DE EBULIÇÃO . ORVALHO . contate a OMM. Organização que promove a formação e o avanço profissional sobre a atmosfera. Isto ocorre nos meses de Setembro. Geralmente está associada a uma extensa área de nebulosidade e chuvas. ou furacão. e que demanda cuidados especiais na agricultura. OUTONO .Desaparecimento diário do Sol no oeste do horizonte devido ao movimento de rotação da Terra. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) não tem um percentual padrão de céu encoberto para esta condição. PLUVIÔMETRO . a O. para distinguir o fenômeno de outras características sinópticas.Processo de mudança de um líquido para o estado sólido. OZÔNIO . tempestade tropical. pelo menos. Com freqüência. OSCILAÇÃO DO SUL . ORGANIZAÇÃO METEOROLOGICA MUNDIAL (O.01""). Também pode ser aplicado para uma área que esteja exibindo sinais de desenvolvimento ciclônico. ou mesmo do setor privado e comercial.Temperatura na qual um líquido se transforma em estado gasoso. POENTE OU PÔR-DO-SOL . Uma polegada de mercúrio é equivalente a 33.Queda rápida de temperatura num prazo de 24 horas. Veja Nascer do Sol para uma comparação.Área de convecção organizada.Gás quase incolor e uma forma de oxigênio (O2). Caracteriza-se pela diminuição de temperaturas nas latitudes médias. é considerado como aquele momento em que a extremidade superior do Sol desaparece no horizonte no nível do mar. ou pôr-do-sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. Do ponto de vista astronômico. ONDA TROPICAL . predomínio de nublado.) . PONTO DE CONGELAMENTO . PERTURBAÇÃO . incluindo linhas aéreas internacionais e indústrias de transporte. foi o primeiro a usar esta divisão para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica. PAREDE DO OLHO .

neve (SHSN). Para um exemplo.Precipitação que parte de uma nuvem convectiva. Consiste de dois termômetros. que se manisfesta com a queda de pequenas pedras ou bolas de gelo que rebatem quando caem no solo ou em qualquer outra superfície dura.Medida da pressão atmosférica em condições padrões. 14. alcançando o solo: garoa. PRESSÃO PADRÃO DE SUPERFÍCIE . Isto ocorre nos meses de Março. ou 212 graus Fahrenheit. PRIMAVERA .É a força por unidade de área causada pelo peso da atmosfera sobre um ponto.Refere-se à quantidade de neve precipitada num dado período. chuva fria. É o instrumento eletrônico usado para detectar objetos a distância através da maneira como esses objetos propagam ou refletem ondas de rádio. garoa gelada. Outubro e Novembro no Hemis fério Sul. Radiação eletromagnética é a que emite calor e luz. em polegadas ou em milímetros de mercúrio (Hg).013. PRESSÃO BAROMÉTRICA . explicou por que o apito de um trem é mais alto quando que está se aproximando do que quando parte. 2) entre duas ou mais nuvens. bolas de neve e partículas de neve. É informado como "PE" quando está em observação e pelo Metar. freqüentemente observado em anticiclones. O radar recebeu o nome do físico austríaco J. Rebaixamento ou movimento descendente do ar. granizo. bolas de gelo. O ponto de ebulição da água pura. PRECIPITAÇÃO . veja descarga elétrica esférica.Processo pelo qual a energia é propagada em qualquer meio através do movimento da onda daquele meio. Precipitação e nuvens são fenômenos detectáveis pela força dos sinais eletromagnéticos por eles refletidos.Pressão atmosférica média do nível do mar. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos.8 quilômetros por hora) e a variação entre cumes e calmarias é de pelo menos 10 nós (18. Sua medida pode ser expressada em milibares. como gotas de precipitação. RADIAÇÃO .Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto.Instrumento usado para medir o conteúdo do vapor de água da atmosfera. que também são formas de radiação.que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo. Radar de Doppler e Nexrad são alguns exemplos de radares. ou sobre a superfície da Terra. Q QUEDA DE NEVE .entre um líquido e seu vapor é igual à pressão externa no líquido. Também conhecida como pressão atmosférica. PRECIPITAÇÃO REPENTINA . e por mudancas intensas e bruscas no aspecto do céu. Ventos de cume têm que alcançar pelo menos 16 nós (28. R RADAR . Do ponto de vista astronômico.7 libras por polegada quadrada. mais a habilidade e experiência de um meteorologista. um de bulbo molhado e outro de bulbo seco.Todas as formas de água.Pressão atmosférica relativa à elevação da estação. É também conhecida como pressão barométrica. A previsão do tempo inclui o uso de modelos objetivos baseados em certos parâmetros atmosféricos. 3) dentro de uma única nuvem.Aumento súbito e significativo. PSICRÔMETRO .92 polegadas de mercúrio. Acontece na forma de chuva (SHRA). normalmente expressada em polegadas de profundidade de neve num período superior a seis horas.se líquida ou sólida .Descrição detalhada de ocorrências futuras esperadas. Christian Doppler que. RAJADA DE VENTO . em 1842. PREDOMÍNIO DE NUBLADO . RADAR DOPPLER . ou em polegadas ou milímetros de mercúrio (Hg).Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem. A duração normalmente é menor do que 20 segundos. determinando se o movimento atmosférico se distancia ou se aproxima horizontalmente do radar.A temperatura na qual o ar deve ser esfriado a uma pressão constante para ser saturado. ""Predomínio de nublado"" significa que. Os efeitos do radar de Doppler são usados para medir a velocidade das partículas. Sua medida pode ser expressada em milibares. É informada como "SH" quando está e m observação e pelo Metar.25 milibares. neve. Também chamada de prognóstico.Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. cristais de gelo. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. chuva. PRESSÃO DA ESTAÇÃO .Radar meteorológico que mede a direção e a velocidade de um objeto em movimento. RAIO . que caem das nuvens. PREVISÃO . ou 29.Precipitação típica do inverno.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de verão e é caracterizada pelo aumento da temperatura nas latitudes médias. Seu volume é expressado geralmente em polegadas. PRESSÃO DO NÍVEL DO MAR . este é o período entre o equinócio vernal e o solstício de verão.033 gramas por centímetro quadrado. ou 1. Abril e Maio no Hemisfério Norte e nos meses de Setembro. PRESSÃO . referindo-se ao estado da água . é 100 graus Celsius.4 quilômetros por hora). entre cinco a sete oitavos da abóbada celeste estão encobertos por uma camada de nuvem.Descarga súbita e visível de eletricidade produzida em resposta à intensificação da atividade elétrica existente entre: 1) nuvem e solo. ou gelo (SHPE). É equivalente a 1. considerando a pressão padrão. ou flutuações rápidas da velocidade do vento. Mais predomi nante quando o ar 93 . líquida ou sólida. Também conhecida como pressão atmosférica ou pressão barométrica. PRECIPITAÇÃO DE NEVE .Acrônimo de RAdio Detection And Ranging ("alcance da detecção de sinal de rádio"). caracterizada por um começo e um fim súbitos. normalmente determinada a partir da pressão da estação em que é observada. PONTO DE ORVALHO . PRESSÃO ATMOSFÉRICA . 760 milímetros de mercúrio. ou 4) entre uma nuvem e a atmosfera. Ondas de som também são radiações.

mas normalmente se aplica a tempestades localizadas. TERMÔMETRO DE BULBO SECO . Quando isto acontece. desde que existam as condições certas.Ciclone tropical. Para o leste deste meridiano. e Robert Simpson. TEMPERATURA MÉDIA . sob condições mais graves. quando as moléculas teoricamente param de se movimentar. turbulência. A Saffir-Simpson é a medida de intensidade de um furacão numa classificação de 1 a 5. TORNADO . refere-se principalmente ao ar livre ou à temperatura ambiente perto da superfície da Terra. É calculado subtraindo-se a maré astronômica normal da maré observada em tempestade. É também medida de calor ou de frio. O potencial de danos é baseado na pressão barométrica. visibilidade e vento. Para mais informações. O termo é usado geralmente para indicar o oposto de convecção atmosférica.Essencialmente. mas são antecedidas pelo sinal mais (+). pois o número de horas deve ser subtraído para se obter o Tempo de Greenwich (GMT). Freqüentemente a média entre temperaturas máxima e mínima.Condições da atmosfera por um determinado período. granizo. É a mais destrutiva de todas as tempestades na escala de classificação dos fenômenos atmosféricos. 62 quilômetros (34 nós) a 116 quilômetros por hora (63 nós).Som emitido pela rápida expansão de gases ao longo da descarga elétrica provocada pela passagem de um relâmpago. Pode acontecer em qualquer parte do mundo. ou tornados. engenheiro consultor. TROVÃO .Esta é uma descrição subjetiva. RESSACA . temporais intensos com trovoadas. ou o tempo de uma hora separadamente. As temperaturas podem chegar a mais de 10. TETO . com respeito ao período do ano e à localizaçã o física. que variam de moderados a extremamente fortes e que. comparativo aos períodos em que nenhuma tempestade está ocorrendo. temperatura.Desenvolvida no início dos anos 70 por Herbert Saffir. T TEMPERATURA . dentro e imediatamente em torno deste canal. SISTEMA DE ALTA PRESSÃO SISTEMA DE BAIXA PRESSÃO Sistemas de pressão e ventos relativamente estáveis e estacionários onde a pressão é predominantemente alta ou baixa com a mudança das estações. A temperatura registrada é considerada idêntica à temperatura do ar. como os sistemas de baixa pressão migratória que resultam das diferenças de temperatura e densidade. um termômetro que também é um registrador. TEMPESTADE TROPICAL .VISIBILIDADE VERTICAL .A camada mais baixa de nuvem.Média da leitura de temperaturas verificada num período específico de tempo. precipitação. precipitação. no máximo. TEMPORAL COM TROVOADAS .está mais frio e mais denso no alto. TEMPO . casa do Observatório Real. conhecida como predomínio de nublado ou céu nublado.Medida do movimento molecular ou do grau de calor de uma substância. O estrondo do trovão é 94 . considerando a maneira como o tempo afeta a vida e as atividades do ser humano. então Diretor do National Hurricane Center.Coluna giratória e violenta de ar que entra em contato com a extensão entre uma nuvem convectiva e a superfície da Terra. opostas às mudanças de longo prazo ou climáticas. Compare com um satélite geo-estacionário. raios. Exemplos disso são o sistema de baixa pressão da Islândia e o sistema de alta pressão das Bermudas no Atlântico Norte. SATÉLITE Satélite cuja órbita inclui passagens sobre ambos os Pólos da Terra. Este é também o Principal Meridiano de Longitude. mas é mais freqüente nos Estados Unidos numa área confinada entre as Montanhas Rochosas (a oeste) e os Montes Apalaches (a leste). TEMPO BOM .Nome usado pelas comunidades científicas e militares para definir as 24 horas do dia. veja Escala Saffir-Simpson. Não são sistemas de natureza transitória. Refere-se freqüentemente à luminosidade ou nebulosidade do dia. i ndicando que o número de horas deve ser somado para se obter o GMT. é a altura da visibilidade vertical. ventos tempestuosos de superfície. antecedidas pelo sinal menos ( -). qualquer evento destrutivo do tempo. As diferentes escalas usadas em meteorologia são: Celsius. Acima de três-quartos da descarga elétrica do raio.Geralmente. S SAFFIR-SIMPSON . Para o oeste. TERMÓGRAFO . O "Tempo Padrão" começa em Greenwich. caso o vento favoreça essa condição. que primeiro utilizou este método de tempo mundial. na velocidade dos ventos e na elevação do nível do mar. resultando numa violenta onda de pressão composta de compressão e rarefação. o fenômeno recebe um nome e passa a ser rastreado. as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. podem se transformar em tornados.Elevação do nível do mar. Se o céu estiver totalmente obscurecido. Um dos dois termômetros que compõem um psicrômetro. caracterizado por trovões. Inglaterra.000 graus Celsius em fração de segundos. nevascas. o trovão aquece os gases da atmosfera. TERMÔMETRO . O globo é dividido em 24 (vinte e quatro) zonas de tempo de 15 graus de arco. Em observações de superfície. Embora as elevações mais dramáticas estejam associadas com a presença de furacões.Produzido por nuvens do tipo cúmulo-nimbo. É medida em diversas escalas a partir do zero grau absoluto. umidade. Outros nomes para esta medida de tempo são: Coordenadas Universais do Tempo (UTC) e Zulu (Z). cujos ventos de sustentação na superfície são de. Registra continuamente a temperatura num mapa. sistemas menores de baixa pressão atmosférica também podem causar um leve aumento no nível do mar.Instrumento usado para medir a temperatura. TEMPO SEVERO . TEMPO MÉDIO DE GREENWICH (TMG) . gelo. Considerado como condições agradáveis do tempo.Termômetro usado para medir a temperatura ambiente. duração relativamente curta. São as variações de curto prazo da atmosfera. as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. Fahrenheit e Kelvin (ou Absoluto). é um evento de micro-escala.

num arco de 45 graus da linha do horizonte. UMIDADE RELATIVA . os ventos convergentes sopram do nordeste e no Hemisfério Sul. diferenças de terreno e velocidade do vento ao longo de uma zona fronteiriça. e que costuma acontecer no oeste do Oceano Pacífico Norte. V VAPOR DE ÁGUA . horizontalmente sobre a superfície da Terra. VISIBILIDADE . a ZCIT se move em direção ao norte sobre o sul do Atlântico Norte e sul da Ásia.Quantidade de vapor de água no ar. Isto contribui para que o ar úmido tenda a se elevar. Quando está em observação. Vista a distância. A turbulência atmosférica é causada por flutuações fortuitas no fluxo do vento.Nome atribuído a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). onde grandes rajadas horizontais e verticais são encontradas. ou a maior distância a que uma pessoa com visão normal pode enxergar objetos de vulto. e é chamado de ciclone no Oceano Índico. exceto em algumas regiões tropicais.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente do leste. sopram da direção sudeste.criado quando nossos ouvidos ouvem as outras partes da descarga.com Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. VERÃO . e durante os meses de Dezembro. em geral. alto-estrato. centrado sobre as latitudes médias de cada hemisfério. assim co mo em regiões de cisalhamento. os ventos do oeste se estendem de aproximadamente 35 até 65 graus de latitude. TUFÃO . VELOCIDADE DO VENTO . VENTO . sondas meteorológicas. pode às vezes ser confundida com uma nuvem em forma de funil. Devido ao seu conteúdo molecular. permitindo ocasionalmente a formação de perturbações tropicais. ou mais. Tipos de umidade incluem umidade absoluta. pelo menos.Uma gíria usada nos Estados Unidos para tornado.cefetsc.edu. é o período entre o solstício de verão e o equinócio do outono. geralmente localizada a 10 graus entre o norte e o sul do equador.É a umidade verificada entre a pressão de vapor de água na atmosfera e a saturação da pressão de vapor na mesma temperatura. Em geral é produzida por nuvens do tipo alto-cúmulo. É freqüentemente confundido com umidade relativa do ar ou ponto de condensação. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Sul. compostos de vários pequenos redemoinhos que se deslocam no ar. A unidade mais freqüentemente adotada nos Estados Unidos é a de mil has por hora. Este mesmo ciclone tropical recebe o nome de furacão no leste do Pacífico Norte e no norte do Oceano Atlântico. "visibilidade de setor" é a visibilidade numa direção específica que esteja. Durante o verão no Hemisfério Norte. Z ZONA DE CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL . Isto ocorre durante os meses de Junho. U UMIDADE .br) 95 . Pode acontecer também em áreas próximas a montanhas. É uma extensa área de baixa pressão atmosférica onde. "visibilidade de torre" é a visibilidade determinada pela torre de controle de tráfego aéreo de um aeroporto. TWISTER . como o declínio da baixa pressão atmosférica estão enfraquecidos. ou da variação de temperatura e pressão.Dois cinturões de ventos persistentes. É um dos componentes mais importantes da atmosfera. É caracterizado pelas temperaturas mais quentes do ano. É o movimento atmosférico persistente dominante.Ar que flui.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente oeste.Nome dado à turbulência que pode ocorrer quando o ar está perfeitamente claro. tanto o efeito Coriolis. umidade e umidade específica. No Hemisfério Norte.Área de ventos convergentes nos Hemisférios Norte e Sul. TURBULÊNCIA EM CÉU CLARO . é medida em nós. em baixas fechadas em grandes altitudes. VENTOS CONVERGENTES . Quando estão próximos da superfície da Terra. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) classifica o conceito em diferentes categorias: "visibilidade de superfície" é determinada a partir de um dado ponto de observação.Do ponto de vista astronômico. ou cúmulos-nimbos de grandes altitudes. embora não esteja limitada apenas a estes locais. "visibilidade predominante" é a que representa as condições de visibilidade a partir de um posto atual de observação. são ventos de nível mais baixo. sem nenhum alerta em forma de nuvem. enquanto que os ventos altos são detectados por balões dirigidos. Fonte: Weather. ou tornado. tipo (rajadas e ventanias) e troca de ventos. como os ventos convergentes do leste. Pode decorrer de uma corrente térmica ou de correntes convectivas. Julho e Agosto no Hemisfério Norte. VENTOS DO OESTE .Movimentos irregulares e instantâneos do ar. velocidade. originários de alta pressão subtropical central. Basicamente. VIRGA .Precipitação pequena e rápida produzida pelas nuvens e que contém água ou partículas de gelo. VENTO DE LESTE . mas que evapora antes de alcançar o chão. que sopram do leste na direção da cavada equatorial. Nos níveis mais altos eles se estendem na direção dos pólos e do equador.Água em forma gasosa.Quantificação do movimento do ar numa unidade de tempo. caracterizados por um grande poder de direção. Pode ser medida de vários modos. o ar que contém vapor de água é mais claro que o ar seco. ou por relatórios feitos de uma aeronave.Medida da nebulosidade da atmosfera. É mais comum nas proximidades das correntes de vento. ou milhas náuticas por hora. Quatro características do vento são verificadas: direção. Ventos de superfície são medidos por cata-ventos e anemômetros. É freqüentemente chamada de CAT. É expressado em percentagem. TURBULÊNCIA .

ESCALA ESPACIAL DOS FENÔMENOS ATMOSFÉRICOS 10.ESTUDO DIRIGIDO PARA AS AVALIAÇÕES TEMPO E CLIMA 1. 9. 17. Em termos gerais. Qual camada atmosférica é mais importante do ponto de vista meteorológico? Por quê? 18. Como é dividida a escala dos fenômenos atmosféricos? Quais são as três classificações? 11. Qual a diferença entre planejamento agrícola e tomadas de decisão ? Do que depende cada uma e qual é a finalidade delas ? Qual delas denominamos de agrometeorologia operacional ? 7. O que é poluição atmosférica e como pode afetar a agricultura? 96 . Descreva a estrutura vertical da atmosfera (camadas atmosféricas). O que é meteorologia agrícola e por que ela interage com as mais diversas áreas da agronomia ? 5. Diferencie os fenômenos em macro-escala daqueles em micro-escala. Dê exemplos. Explique o papel dos principais constituintes atmosféricos (vapor d’água. O que são aerosóis e qual é a sua importância? 15. Explique como a altitude influencia na formação do clima. como é composta a atmosfera terrestre (em %)? 14. O que são Elementos Climáticos? E Fatores Climáticos. ATMOSFERA 12. 16. Quais as principais áreas da agronomia que interagem com a meteorologia agrícola ? 6. Quais são as diferenças entre meteorologia e climatologia? 3. Quais são os fatores climáticos que se destacam na formação do clima? Explique como a latitude influencia o clima. CO 2 e O3) da atmosfera. Defina atmosfera terrestre. Qual é a sua importância? 13. 2. Diferencie Tempo de Clima. A Ionosfera constitui-se em uma camada separada? Por quê? 19. 8. Qual é o campo de estudo da agroclimatologia? 4.

O que é espectro solar? Que tipos de radiação o compõem? 32. que ocorrem na atmosfera? 27. Quais são os fatores que afetam o coeficiente de reflexão de uma cultura qualquer? 37. Quais são os movimentos terrestres e o que determinam? 23. O que acontece com a radiação emitida a partir da superfície da terra? (ondas longas)? 38. Defina Afélio e Periélio. em termos quantitativos? 40. 30. O que é fotoperiodismo? 44. Assim como na atmosfera. Conceitue-os.INSTRUMENTAÇÃO METEOROLÓGICA 20. Qual a causa das diferentes estações do ano e em que datas ocorrem no Hemisfério Sul? 25. Se um material tem albedo negativo. três processos podem ocorrer com a energia incidente. Defina: a. O que é radiação líquida? 39. Por que a radiação ultravioleta é nociva à vida? 34. Como se dá a distribuição geográfica da radiação solar na Terra. Qual é o conceito de corpo negro? Este tipo de material é encontrado em condições naturais? 28. Discuta: sem radiação solar. O que é albedo? Dê exemplos de albedo para diferentes materiais. Quais são os processos de transferência de energia (calor). a sobrevivência vegetal seria impossível. Que importante papel é desempenhado pela “camada de ozônio” na proteção da biosfera? 35. 29. o que isto significa? 31. Qual a percentagem dos principais tipos de radiação do espectro solar que chega à atmosfera terrestre? 33. 42. Quais são os comprimentos de onda do espectro solar que são mais importantes para as plantas? Por quê? 36. ocorre transferência de calor nas plantas. RADIAÇÃO SOLAR 26. Por que motivos a eficiência na utilização da radiação solar pelas culturas é normalmente reduzida? 43. 97 . Plantas de Dias Curtos. MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES 22. 21. b. 24. 41. Diferencie solstício de equinócio. Descreva os três processos. Faça um quadro com as principais diferenças entre as Estações Meteorológicas Convencionais e Automáticas. Diferencie “observações sensoriais” de “observações instrumentais”. Quando a radiação solar incide sobre um determinado corpo. Plantas de Dias Longos.

Calcule a umidade relativa do ar. Quais são as imperfeições na teoria de graus-dia? 56. Defina constante térmica e explique que aplicações agronômicas podem ser feitas com conhecimento da mesma. O que é temperatura-base ou basal? 52. 98 . Explique o papel da luz e do escuro para o desenvolvimento vegetal.8°C e a temperatura de bulbo úmido foi de 18. Quais são as fontes naturais de água na atmosfera? 60. 54. em determinado dia. Quais processos físicos são determinantes para a umidade relativa do ar? Explique-os. a temperatura medida no termômetro de bulbo seco de um psicrômetro foi de 25. TEMPERATURA 47. 49. Em que consiste a Lei de Van’t Hoff? Você consegue ver alguma aplicação agronômica (prática ) para esta lei? 51. 59. 46. sabendo que. 64. Em que consiste a vernalização? UMIDADE 58. O que é temperatura? 48. Conceitue umidade absoluta do ar. Explique (com um gráfico) a relação existente entre fotossíntese e respiração nas plantas e como estes processos são influenciados pela temperatura. Quais são os processos de transporte de água na atmosfera? 62.45. Quais são os aparelhos de medição de umidade do ar? 63.3ºC (calcule a depressão psicrométrica e utilize a tabela de porcentagem de umidade relativa). 50. Qual é o conceito de graus-dia? 53. Conceitue umidade relativa do ar. O que são temperaturas cardeais? Dê exemplos. Como se dá a variação diária da umidade? E a variação anual? 65. Que fatores ambientais fazem variar a constante térmica? 55. Dê pelo menos um exemplo prático de aplicação agronômica da radiação solar. O que é termoperiodismo? 57. 61.

87. Qual a diferença entre os ventos de meso e microescala? 70. O que são quebra-ventos? Cite três cuidados que devem ser observados na utilização dos mesmos na agricultura. Quais são os efeitos da chuva para a agricultura? EVAPOTRANSPIRAÇÃO 91. Quais são os principais efeitos favoráveis do vento para as práticas agrícolas? 72. 73. Explique 05 efeitos desfavoráveis do vento para as práticas agrícolas. Quais são os tipos de famílias de nuvens existentes?: 90. Qual processo físico se destaca na formação de nuvens? Explique. O que são precipitações frontais e quando ocorrem? 83. O que é precipitação e qual seu papel na região dos trópicos? 78. 69.VENTO 66. O que são precipitações convectivas e porque causam danos à agricultura? 82. 76. Do que depende o aspecto de uma nuvem? 89. Quais são as escalas de ocorrência dos ventos? 68. Quais são os tipos de precipitação existentes? 80. Quais são as formas de precipitação existentes? 79. Qual é o conceito de evapotranspiração e quais processos físicos atuam na ET? 92. Por que a evapotranspiração é considerada a variável mais importante no balanço hídrico do solo? 99 . Quais são as principais práticas preventivas contra os efeitos desfavoráveis do vento na agricultura? 75.. O que é e qual a utilização prática do chamado “perfil do vento”? 71. O que são nuvens e como se formam? 86. O que é e como se dá a formação do vento? 67. O que são precipitações orográficas? 81. Quais são os principais efeitos em plantas submetidas a ventos intensos? 74. Quais as diferenças de precipitação entre as regiões brasileiras? 85. De que depende o deslocamento vertical de massas de ar? 88. Como é feita a medida de precipitação? 84. O que é energia eólica? CHUVA (PRECIPITAÇÃO) 77. Explique a formação dos ventos em macroescala.

pelo método do Tanque Classe A. Calcule a Evapotranspiração de Referência para uma semana do mês de outubro do corrente ano. na mesma semana. Quais as limitações de se utilizar o Tanque Classe A para se estimar a evapotranspiração de referência e como este problema pode ser solucionado? 97. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no cobrindo completamente o solo. Leve em consideração um Kp (coeficiente do tanque) de 0. Relacione: 6. Qual a diferença entre Balanço Hídrico Climatológico e Balanço Hídrico do solo? 94.Evapotranspiração Real ( ) É a evapotranspiração de determinada cultura. Por que o lisímetro é o método direto mais utilizado em pesquisa no Brasil? 96. cujos dados meteorológicos foram fornecidos pela Estação Meteorológica do Campus II da FTB. isto é. ) Evapotranspiração de determinada cultura. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. em fase de crescimento ativo. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. Cite três fatores que determinam a ET e explique como eles podem influenciá-la. de pequeno porte. 99.93. O que é e pra que serve o coeficiente da cultura (Kc)? 98. ( ) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. 95. Evapotranspiração Potencial 7. ( ) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira. sob as condições normais de cultivo. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. Escolha uma utilização agronômica da ET e explique com suas palavras como ET pode ser útil nesta prática. Evapotranspiração Da Cultura 10. 100.5 se a temperatura média for menor ou igual a 20° C e de 0. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água. ( ) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. utilizando os dados da tabela 19 (DOORENBOS & PRUITT. 100 . 1976) para obter os valores de Kc (considere o feijão em estádio de desenvolvimento IV e utilize um valor médio). fertilidade e disponibilidade de água no solo. Evapotranspiração De Referência 8. ( solo. Evapotranspiração Máxima 9. Determine os valores da ETc para o feijão.65 se a temperatura média for maior que 22° C. em qualquer estádio de crescimento.

Práticas mitigadoras i. Na agricultura d. políticos ii. Conceito b. Principais problemas envolvendo a Camada de Ozônio (o “Buraco”) d. 1. Exemplos práticos (práticas agrícolas) f. impreterivelmente. tecnológicos.TRABALHOS EXTRA-CLASSE Os trabalhos Extra-Classe visam abordar temas relevantes para o Engenheiro Agrônomo na atualidade. Formação c. políticas. Práticas mitigadoras e. Formação c. etc) ii. CAMADA DE OZÔNIO a. que não podem ser pormenorizados nas aulas devido ao tempo escasso. por um outro colega. Práticas Agrícolas que combatem o Efeito Estufa e. Conceito b. Conceito b. 101 . Créditos de Carbono f. 2. econômicas. EFEITO ESTUFA a. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Como afeta as atividades agrícolas d. Recomenda-se que o aluno que não puder estar na aula no dia da entrega envie o trabalho antes do prazo final ou no dia. FOTOPERIODISMO a. Gerais (industriais. 3. Principais agravantes do Efeito Estufa i. Generalistas (tecnológicas. mais a correção normal. Cada trabalho está relacionado a um tema específico do programa da disciplina Meteorologia e Climatologia Agrícola. Utilização Agronômica do Fotoperiodismo e. O prazo para entrega dos trabalhos é de duas semanas. Formação do Efeito Estufa c. Como os problemas podem afetar as práticas agrícolas? (Conclusão) f. pois a entrega fora do dia combinado acarretará a penalização de 50% na nota. visando completar o aprendizado dos alunos.

Instituições brasileiras que trabalham com zoneamento agroclimático d. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Tipos de Espécies de QV e. Exemplo prático de utilização de QV g. Como fazer um QV d. 5. Vantagens e Desvantagens do uso agronômico dos QV f. ZONEAMENTO AGROCLIMATICO a. Conceito b.4. 102 . Utilização agronômica dos zoneamentos agroclimáticos e. Exemplos práticos de utilização f. QUEBRA-VENTOS a. Conceito b. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Utilização Agronômica dos QV c. Como é feito o zoneamento agroclimático c.

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