FACULDADES DA TERRA DE BRASÍLIA

AGRONOMIA / ZOOTECNIA

AGROMETEOROLOGIA

PROFESSOR: RICARDO MENDES - 2º SEMESTRE DE 2009

UNIDADE/ CONTÉUDO 1. Introdução e importância dos fatores climáticos e meteorológicos 1.1 . Definição de tempo e clima / meteorologia e climatologia 1.2 . Agroclimatologia: Definição, objetos e sua relação com outras ciências. 1.3 . Elementos e fatores climáticos 1.4 . Escala espacial dos atmosféricos 2. Atmosfera terrestre 2.1. Importância 2.2. Composição atmosférica 2.3. Estrutura vertical da atmosfera 2.4. Controle atmosférico como ferramenta agrícola 3. Radiação solar 3.1. Espectros solares e sua significação biológica 3.2. Balanço e distribuição geográfica da radiação solar 3.3. Efeito da radiação no crescimento vegetal (fotoperíodo) 4. Temperatura 4.1. Temperatura do ar, termoperiodismo, vernalização e unidades térmicas 4.2. Temperatura do solo e plantas cultivadas 5. Umidade do ar 5.1. Características físicas 5.2. Cálculo da umidade relativa 6. Ventos 6.1. Correntes de ventos fenômenos

6.2. Formação de massas de ar (altas e baixas pressões) 6.3. Classificação de ventos 6.4. Equipamentos e instrumentos de medição do vento 7. Chuvas 7.1. Classificação de nuvens e chuvas 7.2. Formação atmosférica diferenciada 7.3. Conseqüências para a agricultura 7.4. Medição e elaboração pluviométricos 8. Evapotranspiração de mapas

8.1. Definições e tipos de evapotranspiração 8.2. Determinação da evapotranspiração (métodos diretos e indiretos) 8.3. Coeficiente de cultura (Kc) 8.4. Aplicações agronômicas Evapotranspiração 9. Balanço Hídrico Climatológico da

9.1. Definições dos fatores que determinam o BHC 9.2. Determinação do BHC 9.3. Aplicações do BHC 10. Interações agrometeorológicas na agricultura e Zoneamento Agroclimático 11. Glossário Meteorológico 12. Estudo Dirigido 13. Trabalhos Extra-Classe 14. Referências Bibliográficas

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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA AGRÍCOLA
INTRODUÇÃO: TEMPO X CLIMA
TEMPO METEOROLÓGICO = ESTADO “INSTANTÂNEO” DA ATMOSFERA VARIAÇÃO GEOGRÁFICA VARIAÇÃO TEMPORAL EXPERIÊNCIA DIÁRIA INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO DIÁRIA CLIMA = GENERALIZAÇÃO OU INTEGRAÇÃO DAS CONDIÇÕES DO TEMPO PARA UM CERTO PERÍODO CRONOLÓGICO, EM UMA DETERMINADA ÁREA. TAMBÉM DEFINIDO COMO A SUCESSÃO HABITUAL DE TEMPOS ATMOSFÉRICOS OU A SÍNTESE DO TEMPO ATMOSFÉRICO NUM DADO LUGAR, DURANTE UM PERÍODO DE APROXIMADAMENTE 30 A 35 ANOS. VARIAÇÃO GEOGRÁFICA (MACROESCALA) VARIAÇÃO TEMPORAL SÉRIES HISTÓRICAS DE DADOS INTERPOLAÇÃO DE DADOS SOBRE A CURVA DA CONFIGURAÇÃO MÉDIA – CLIMA - SOBREPÕEM-SE AS VARIAÇÕES INSTANTÂNEAS – TEMPO. METEOROLOGIA = CIÊNCIA ATMOSFÉRICA (SENTIDO AMPLO) FÍSICA, QUÍMICA, DINÂMICA ATMOSFÉRICA EFEITOS DINÂMICOS SOBRE A SUPERFICIE DA TERRA OU DA ÁGUA CONSIDERA A BIOSFERA ENTENDIMENTO, PREVISÃO E CONTROLE DOS FENÔMENOS ATM. COMPLEXIDADE INTRÍNSECA

Meteorologia – Ciência Atmosférica
CLIMATOLOGIA = ESTUDO CIENTÍFICO DO CLIMA APLICAÇÕES PRÁTICAS MESMOS DADOS BÁSICOS DA METEOROLOGIA RESULTADOS LARGAMENTE UTILIZADOS (PREVISÃO DO TEMPO, AGRICULTURA, INDÚSTRIA, TRANSPORTES, BIOLOGIA, MEDICINA) CIÊNCIA APLICADA VISA O BENEFICIO HUMANO MÉTODOS METEOROLÓGICOS X RESULTADOS GEOGRÁFICOS

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Tipos Climáticos Brasileiros AGROCLIMATOLOGIA / AGROMETEOROLOGIA RAMO DA CLIMATOLOGIA LIGADO ÀS PRÁTICAS AGRÁRIAS PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE RISCOS OPORTUNIDADES MELHORAMENTO IRRIGAÇÃO ZONEAMENTO AGROCLIMÁTICO Agrometeorologia e interdisciplinaridade 3 .

e estrago na colheita. ela é conhecida como sendo uma ciência interdisciplinar. existe uma importante área da Meteorologia que se dedica ao estudo e previsão do tempo. A compreensão do tempo era importante naquela época por causa da agricultura e das atividades de navegação. hidrologia (Hidrometeorologia). para o setor agrícola. Por exemplo. aumento do potencial de incêndios. a seca resulta na falta de água. previsão de eventos extremos como furacões e tornados. As relações da sociedade atual com o meio ambiente se tornaram muito mais complexas e por isso podemos ser mais seriamente afetados com as mudanças que ocorrem na atmosfera. Previsão do tempo e clima: em institutos de pesquisas que fornecem previsões para a sociedade através dos meios de comunicação. também é conhecida como Ciências Atmosféricas. Educação: Existe grande número de cursos de graduação em Meteorologia no país que necessitam de conhecimento especializado de um profissional da área 4 . c. ilhas de calor urbana (Meteorologia Urbana). meteoron (alto no céu) e logia (conhecimento). Isto significa que ela se relaciona com outras ciências por causa de suas aplicações em: agricultura (Agrometeorologia). A palavra Meteorologia vem do grego. clima (Climatologia). universidades. entre outras. aviação. b. previsão de relâmpagos. com química atmosférica que estuda processos relacionados com poluição atmosférica. biologia (Biometeorologia). Os gregos da antiguidade observavam as nuvens. O tempo pode nos afetar de diversas maneiras. Mas a Meteorologia não faz só isso. Para entender como ocorrem as mudanças na atmosfera e como elas afetam o tempo e o clima de uma região. etc. institutos de pesquisa com problemas relacionados com aquecimento global.METEOROLOGIA Meteorologia é a ciência que estuda a atmosfera terrestre e seus fenômenos. etc. entre outras podemos citar: a. A posssibilidade de se estudar os impactos ambientais da atmosfera e suas relações com a atividade humana são aspectos interessantes da Ciência Atmosférica. os ventos e a chuva e tentavam entender como eles estavam conectados. interação ar-mar (interações com a Oceanografia). Pesquisas atmosféricas em laboratórios. O meteorologista pode atuar em diversas áreas.

Interage com as mais diversas áreas de conhecimento das Ciências Agrárias e isso faz dela uma disciplina extremamente importante na formação do Engenheiro Agrônomo / Zootecnista. Por que a irrigação é necessária em algumas regiões e em outras não ? 7. Por que as safras ou épocas de semeadura são denominadas de safra das águas. Por que as culturas anuais e perenes tem seus rendimentos variáveis entre regiões e anos de produção ? 5. OFERECE RESPOSTAS ÀS SEGUINTES QUESTÕES: 1. também conhecida como Agrometeorologia. é o ramo da Meteorologia que estuda a influência das condições meteorológicas nas atividades agropecuárias. Por que as doenças de plantas ocorrem mais em alguns anos do que em outros ? 5 . Por que a época de semeadura das culturas anuais varia entre regiões para uma mesma safra ? 4. safra da seca ou safrinha e safra de inverno? 3. Por que não se cultiva maçãs na BA e nem café no RS ? 6. Por que se cultiva uma cultura numa região e em outra não? 2.METEOROLOGIA AGRÍCOLA A Meteorologia Agrícola.

Tomadas de Decisão Possibilita decidir sobre a viabilidade ou necessidade de realização de uma prática agrícola.: FATORES CÓSMICOS (MANCHAS SOLARES. etc. levando-se em conta as exigências térmicas. hídricas e fotoperiódicas. A isso chamamos de Agrometeorologia Operacional. PRESSÁO ATM. UMIDADE.: TEMPERATURA. etc. 6 . FATORES: CIRCUNSTÂNCIAS CAPAZES DE INFLUENCIAR OS ELEMENTOS CLIMÁTICOS EX. ATIVIDADE ANTRÓPICA.Zoneamento Agroclimático Delimita as áreas aptas ao cultivo de determinada cultura. ÓRBITA TERRESTRE). VENTO. VULCANISMO. CHUVA. em função das condições meteorológicas ou hídricas atuais do solo e da previsão do tempo para os próximos dias. ELEMENTOS X FATORES CLIMÁTICOS ELEMENTOS: CONFEREM PROPRIEDADES E PECULIARIDADES AO MEIO ATMOSFERICO EX. NEBULOSIDADE.

mais frio será. A altitude é tão importante para a determinação da temperatura que mesmo em áreas de baixa latitude podemos encontrar montanhas com neve eterna. No inverno não se vê o Sol. o Sol atinge a superfície de forma perpendicular ou pouco inclinado. Isto ocorre. enquanto nas altas altitudes o ar é mais rarefeito e possui menor capacidade de armazenar calor. parece o Sol do início da manhã. entre outros motivos. mais quente. isto é. Latitudes terrestres 2) Altitude Quanto maior a altitude. no verão. mais quente será. Junto ao equador os raios solares são mais concentrados porque atingem uma área menor e nas grandes latitudes são dispersos pois atingem uma área bem maior. mais frio será e quanto menor a altitude.0º).Os fatores climáticos que se destacam na formação do clima são: 1) Latitude Quanto maior a latitude (mais perto dos pólos . nas baixas altitudes o ar é mais concentrado (maior densidade) e por isso tem maior capacidade de acumular calor. ao meio dia no hemisfério sul o Sol está exatamente sobre as nossas cabeças (no verão) ou um pouco inclinado para o norte (no inverno). mas ele está sempre inclinado e. porque os raios solares chegam com certo comprimento de onda e ao refletirem de volta para o espaço mudam este comprimento. Quem está muito próximo dos pólos. Por exemplo.90º norte ou sul). enxerga o Sol 24 horas por dia. entre os trópicos de Câncer e Capricórnio. 7 . Além disso. mesmo ao meio dia. Os raios solares sobre a Terra atingem a superfície de forma desigual. E quanto menor a latitude (mais perto do equador .

o gelo é muito claro e por isso reflete a maior parte da energia solar (albedo de 50 a 70% e absorve 50 a 30%). Ao atingirem a superfície. a cidade é muito mais escura e reflete apenas de 14 a 18% (absorve 86 a 82% da energia solar). 8 . os raios solares encontram diferentes materiais como o gelo ou o asfalto. Quanto maior a reflexão.Altitude 3) Albedo O albedo é definido como o índice de reflexão dos raios solares. as florestas refletem de 3 a 10% e a água reflete de 2 a 4%. Conseqüentemente a cidade é muito mais quente que as superfícies brancas. menor será o calor acumulado. Por sua vez.

Cada tipo de vegetação ou estrutura gera um microclima diferenciado. TOPO-ESCALA Refere-se aos fenômenos em escala local. cultivo protegido. 9 . A presença de mato nas entrelinhas e o adensamento das culturas perenes também interferem no microclima. MICRO-ESCALA É aquela que condiciona as condições meteorológicas (microclima) em uma pequena escala. que caracteriza o macro-clima de grandes áreas. altitude. correntes oceânicas. pela cobertura do terreno ou pela adoção de alguma prática de manejo (irrigação. devido às condições do relevo local: exposição e configuração do terreno.Escala espacial dos fenômenos atmosféricos MACRO-ESCALA Trata dos fenômenos em escala regional ou geográfica. devido aos fatores geográficos. etc). Culturas anuais semeadas no sistema convencional tem um microclima diferente daquelas cultivadas no sistema de plantio direto. O macroclima é o primeiro a ser considerado no zoneamento agroclimático. Esses fatores são denominados “macroclimáticos”. atuação de massas de ar e frentes. ou seja. como a latitude. adensamento de plantio. oceanalidade/continentalidade. em que a topografia condiciona o topo-clima. Esses fatores são denominados de “topoclimáticos” e são de grande importância no planejamento agrícola. O uso de ambientes protegidos (coberturas plásticas) altera o microclima. especialment e reduzindo a radiação solar e aumentando a temperatura diurna.

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ATMOSFERA TERRESTRE
CAMADA GASOSA QUE ENVOLVE A TERRA, PELA AÇÃO DA GRAVIDADE. CONSTITUI-SE DE UMA MISTURA MECÂNICA DE GASES (PRINCIPALMENTE NITROGÊNIO E OXIGÊNIO), PARTÍCULAS SÓLIDAS E MASSAS LÍQUIDAS, CONFERINDO-LHE CARACTERÍSTICAS PECULIARES.

IMPORTÂNCIA DA ATMOSFERA AMBIENTE PROPÍCIO À VIDA FLUXO DE ENERGIA FLUXO HÍDRICO PROTEÇÃO CONTRA EFEITOS DANOSOS AO PLANETA o RADIAÇÃO o TEMPERATURA o IMPEDE A PERDA DE GASES ESSENCIAIS o BARREIRA MECÂNICA EQUILÍBRIO CLIMÁTICO DO GLOBO FENÔMENOS METEOROLÓGICOS INTERFACE SOLO-ATMOSFERA ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA À ATIVIDADE AGRÁRIA

COMPOSIÇÃO ATMOSFÉRICA TABELA 1 – Composição “não-variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE NITROGÊNIO – N2 OXIGÊNIO – O2 ARGÔNIO – Ar NEÔNIO – Ne HÉLIO – He METANO – CH4 CRIPTÔNIO – Kr HIDROGÊNIO – H XENÔNIO – Xe % POR VOLUME 78,084 20,948 0,934 1,818 x 10-3 5,24 x 10-4 2 x 10-4 1,14 x 10-4 0,5 x 10 –4 0,087 x 10-4

TABELA 2 – Composição “variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE % POR VOLUME VAPOR D’ÁGUA – H2O 0a7 DIÓXIDO DE CARBONO – CO2 0,033 OZÔNIO – O3 0 a 0,01 DIÓXIDO DE ENXOFRE – SO2 0 a 0,0001 DIÓXIDO DE NITROGÊNIO – NO2 0 a 0,000002 11

CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS
AEROSÓIS PARTÍCULAS MATERIAIS NÃO FORMADAS POR ÁGUA OU GELO, DE TAMANHO MICROSCÓPICO OU NÃO, QUE FUNCIONAM COMO IMPORTANTES NÚCLEOS DE CONDENSAÇÃO E DE CRISTALIZAÇÃO, ABSORVEDORES E ESPALHADORES DE RADIAÇÃO E COMO PARTICIPANTES DE VÁRIOS CICLOS QUÍMICOS. EX.: POEIRA, FUMAÇA, MATÉRIA ORGÂNICA, SAL MARINHO, etc. VAPOR D’ÁGUA MATÉRIA PRIMA NA FORMAÇÃO DE NUVENS VEÍCULOS PARA O TRANSPORTE DE CALOR IMPORTANTE NO TEMPO METEOROLÓGICO TERMORREGULADOR (“EFEITO ESTUFA”)

DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) TERMORREGULADOR SUBPRODUTO FISIOLÓGICO (RESPIRAÇÃO) SUBPRODUTO TECNOLÓGICO AQUECIMENTO GLOBAL

OZÔNIO (O3) PRESENTE EM QUANTIDADES PEQUENAS SUBPRODUTO INDUSTRIAL POLUENTE EM BAIXAS CAMADAS (SUPERFÍCIE) PROTEÇÃO CONTRA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA (15 A 50 Km de altitude – “Camada de ozônio”) AQUECIMENTO DA ALTA ATMOSFERA DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO o CLOROFLUORCARBONOS

ESTRUTURA VERTICAL DA ATMOSFERA
A ATMOSFERA POSSUI ESTRUTURA VERTICAL VARIÁVEL QUANTO À: COMPOSIÇÃO,TEMPERATURA, UMIDADE, PRESSÃO, MOVIMENTOS E FENOMENOLOGIA

CAMADAS ATMOSFÉRICAS : TROPOSFERA – tropopausa – ESTRATOSFERA – estratopausa – MESOSFERA – mesopausa – TERMOSFERA.

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OU QUE INTERFIRAM NO CONFORTO DA VIDA OU NO USO DAS PROPRIEDADES. MESOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX.5º C / km) AQUECIDA PELA ABSORÇÃO DE ONDAS LONGAS EMITIDA PELA SUPERFICIE CONTÉM 75% DA MASSA TOTAL E PRATICAMENTE TODO VAPOR D’ÁGUA TROPOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A TROPOSFERA E A ESTRATOSFERA. 80 km DE ALTITUDE TEMPERATURA DIMINUI COM A ALTITUDE (3. ESPESSURA: 3 – 5 km. 50 km DE ALTITUDE TEMPERATURA AUMENTA COM A ALTITUDE (OZÔNIO) FRIO POR BAIXO / QUENTE POR CIMA = SEM MOVIMENTOS VERTICAIS ESTRATOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A ESTRATOSFERA E A MESOSFERA. ESPESSURA: ~10 km.5 ºC / km) TEMPERATURA MAIS BAIXA DE TODA ATMOSFERA (-90ºC) PRESENÇA DE ÍONS E PARTÍCULAS LIVRES MESOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A MESOSFERA E A TERMOSFERA.” 13 . À VIDA ANIMAL OU ÀS PROPRIEDADES. PELA AÇÃO FOTOQUÍMICA DA RADIAÇÃO SOLAR. POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA “PRESENÇA NA ATMOSFERA DE UM OU MAIS CONTAMINANTES. O QUE PERMITE REFLETIR EFICIENTEMENTE ONDAS DE RÁDIO.TROPOSFERA CONTATO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE ALTITUDE APROXIMADA: 15-18 km (EQUADOR) e 6-8 km (PÓLOS) ESPESSURA VARIÁVEL (ESTAÇÕES DO ANO) FENÔMENOS METEOROLÓGICOS MAIS IMPORTANTES MOVIMENTOS ATMOSFÉRICOS INTENSOS TEMPERATURA CAI COM A ALTITUDE (6. ÀS PLANTAS.000 km DE ALTITUDE) IONOSFERA (PRIMEIROS 50 km DE TERMOSFERA) o GRANDE QUANTIDADE DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS IONIZADAS E ELÉTRONS LIVRES. EM QUANTIDADE E DURAÇÃO TAIS QUE SEJAM OU TENDAM A SER PREJUDICIAIS AO SER HUMANO. ESPESSURA: 3 km. ESTRATOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX. É ISOTÉRMICA (~0ºC). TERMOSFERA A PARTIR DE 90 km DE ALTITUDE LIMITE SUPERIOR: “TOPO DA ATMOSFERA” (1. É ISOTÉRMICA (~0ºC). É ISOTÉRMICA (-50 a –55ºC).

14 .

5 +3.0 -3.0 +2.0 -3. DADOS CAMADA ATMOSFÉRICA TROPOSFERA TROPOPAUSA ESTRATOSFERA ESTRATOPAUSA MESOSFERA MESOPAUSA TERMOSFERA LIMITE SUPERIOR (km) 15 18 50 55 80 90 1000 ESPESSURA 15 3 32 5 25 10 ~ 910 AMPLITUDE TÉRMICA (° C /km) -6. A QUE TEMPERATURA A SONDA SE ENCONTRA EM SEU DESTINO FINAL? 2.UNIDADE 2 – ATMOSFERA TERRESTRE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO UMA SONDA METEOROLÓGICA FOI LANÇADA A PARTIR DA SUPERFÍCIE TERRESTRE (SOLO). PARA A COMPOSIÇÃO DE MAPAS CLIMÁTICOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO.0 +10. RESPONDA AS QUESTÕES PEDIDAS. RESPONDA 1. EM QUAL CAMADA A SONDA SE ENCONTRA? 15 . COM O OBJETIVO DE COLETAR A RESPEITO DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS ATÉ A ALTITUDE DE 120 km. CONSIDERANDO OS DADOS FORNECIDOS.5 +5.0 A SONDA ENCONTRA-SE INICIALMENTE EM EQUILIBRIO TÉRMICO COM O AMBIENTE. A UMA TEMPERATURA DE 25° C.

A rotação em torno de seu eixo é responsável pelo ciclo dia-noite.MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES A Terra tem dois movimentos principais: rotação e translação. meio dia) varia no decorrer do ano. Isto significa que a altura do Sol. para uma dada hora do dia (por exemplo. A posição mais próxima ao Sol. O Hemisfério Sul se inclina para longe do Sol durante o nosso inverno e em direção ao Sol durante o nosso verão. o ângulo de elevação do Sol acima do horizonte. Figura 1 . em aproximadamente 4 de julho. o periélio (147x 106 km). é atingido aproximadamente em 3 de janeiro e o ponto mais distante.Relações entre o Sol e a Terra As estações são causadas pela inclinação do eixo de rotação da Terra em relação à perpendicular ao plano definido pela órbita da Terra (plano da eclíptica). A translação se refere ao movimento da Terra em sua órbita elíptica em torno do Sol. o afélio (152 x 106 km).Posições relativas do sol 16 . Figura 2 . As variações na radiação solar recebida devidas à variação da distância são pequenas. Esta inclinação faz com que a orientação da Terra em relação ao Sol mude continuamente enquanto a Terra gira em torno do Sol.

a altura do Sol varia com a latitude. A quantidade total de radiação solar recebida depende não apenas da duração do dia como também da altura do Sol. 3. o que reduz sua intensidade na superfície.No hemisfério de verão as alturas do Sol são maiores. os dias mais longos e há mais radiação solar. a altura do sol influencia a interação da radiação solar com atmosfera. Fig. mais espalhada e menos intensa a radiação. No hemisfério de inverno as alturas do Sol são menores. Primeiro. eles são mais concentrados. 2) e a radiação solar sofre maior absorção. Se a altura do Sol é pequena. Quando menor a altura solar. Segundo. Se a altura do sol decresce. 17 . quando os raios solares atingem a Terra verticalmente.Variação da altura do Sol com a latitude. A altura do Sol influencia a intensidade de radiação solar de duas maneiras. os dias mais curtos e há menos radiação solar. o percurso dos raios solares através da atmosfera cresce (Fig. reflexão ou espalhamento. os raios que atingem a Terra percorrem distância maior na atmosfera. Como a Terra é curva.

MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO E FORMAÇÃO DAS ESTAÇÕES DO ANO DECLINAÇÃO SOLAR (LATITUDE NA QUAL O SOL ESTÁ “PASSANDO”) 18 .

Nestas datas os raios verticais do Sol atingem o equador (latitude = 0°). Em 21 ou 22/6 eles incidem verticalmente em 23°27’N (Trópico de Câncer). Este é o solstício de verão para o Hemisfério Sul (HS). No dia 21 ou 22/12 os raios solares incidem verticalmente (h=90°) em 23°27’S (Trópico de Capricórnio). 4. Fig. Este é o solstício de inverno para o HS. 4). No HS o equinócio de primavera ocorre em 22 ou 23 de setembro e o equinócio de outono em 21 ou 22 de março (Fig.Características dos solstícios e equinócios Relação da Posição do Sol e as Estações Terrestres DATA 22 DEZ EVENTO Solstício Verão de ESTAÇÃO VERÃO POSIÇÃO DO SOL 90º Trópico de Capricórnio 90º Equador 90º Trópico de Câncer 90º Equador FOTOPERÍODO > 12 h 21 MAR 22 JUN 23 SET Equinócio de Outono Solstício de Inverno Equinócio de Primavera OUTONO INVERNO PRIMAVERA = 12 h < 12 h = 12 h 19 . A meio caminho entre os solstícios ocorrem os equinócios (dias e noites de igual duração).Há 4 dias com especial significado na variação anual dos raios solares em relação à Terra.

SOLSTÍCIOS 20 .

EQUINÓCIOS Além da variação temporal. sendo esses os fatores mais importantes na formação do clima da Terra. o movimento aparente do Sol em relação à superfície da Terra origina também uma variação espacial tanto da disponibilidade de radiação solar (Qo) como do fotoperíodo (N). REGIÃO EQUATORIAL (N ≈ 12 h e Qo entre 33 e 38 MJm-2d-1) LATITUDE DE 30o (N entre 10 e 14 h e Qo entre 18 e 44 MJm-2d-1) REGIÃO POLAR (N entre 0 e 24 h e Qo entre 0 e 48 MJm-2d-1) 21 . Quanto mais se afasta do Equador maior a variação estacional da irradiância solar e do fotoperíodo ao longo do ano.

Porém. podemos observar a quantidade de nuvens presente no céu ou determinar a direção do vento pelo movimento das folha. Estas bandas estão graduadas para poder determinar a hora exata de cada ponto da curva registrada. d) Umidade. Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. precisão.cefetsc. Os elementos que se medem com ajuda dos instrumentos são: a) Duração da insolação ou brilho solar. facilidade de manejo e solidez de construção. as observações se chamam observações instrumentais. e) Velocidade e direção do vento. g) Quantidade de chuva. c) Pressão atmosférica. Por exemplo. uma pessoa pode determinar se a pressão atmosférica está subindo ou descendo. Estas observações se denominam observações sensoriais. f) Altura da base das nuvens. nossos sentidos não bastam e temos que recorrer aos instrumentos. Neste caso. i) Radiação solar. que atuam sobre uma pena que escreve sobre um rolo de papel. É necessário evitar toda influência de árvores ou edifícios. Nossos sentidos e principalmente a vista e o tato nos permitem estimar um grande número de observações. h) Quantidade de evaporação. antes de tudo. Os segundos se referem a instrumentos nos quais o movimento das partes móveis se amplia por alavancas. da água e do solo.br) 22 . de dados meteorológicos precisos. Os instrumentos meteorológicos para fins científicos devem cumprir os seguintes requisitos: regularidade no funcionamento. mas não pode saber o valor exato da mesma. porém cada medida necessita de uma leitura. para o qual é necessário consultar um instrumento. Os primeiros são mais precisos.Instrumentação meteorológica* A importância dos instrumentos Todo estudo científico da atmosfera supõe dispor. A medida de certos elementos meteorológicos depende da instalação dos instrumentos. Por exemplo. De acordo com o modo de realizar a leitura.edu. b) Temperatura do ar. os instrumentos meteorológicos podem se dividir em duas categorias fundamentais: instrumentos de leitura direta e aparelhos registradores.

Temperatura do momento . 23 .Umidade relativa . por sua característica de funcionamento pode ser colocada em qualquer lugar que possa fornecer energia elétrica ou em alguns casos pode funcionar com baterias.Evaporação .ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS A seguir temos uma lista das estações meteorológicas existentes e dos instrumentos meteorológicos mais comuns: ESTAÇÃO METEOROLÓGICA CONVENCIONAL Estação formada por instrumentos convencionais dos quais são observados por alunos e professores de meteorologia para a obtenção e atualização de dados tais como: .Precipitação .Horas de sol ESTAÇÃO METEOROLÓGICA AUTOMÁTICA Estação meteorológica dotada de sensores eletrônicos.Temperaturas extremas .

altura de nuvens até os 1500 metros. Os instrumentos que ficam dentro da casa são: . etc. PLUVIÓGRAFO 24 . cobertura de céu nublado.Termômetro de Máxima .As estações meteorológicas automáticas integram sensores de temperatura. pressão. que permitem a livre circulação do ar. alcance visual de pista(visibilidade). cujas paredes são dispostas como persianas.Higrotermógrafo . precipitação. vento.Termômetro de Mínima .Psicrômetro EVAPORÍMETRO Instrumento para medir a quantidade de água que se evapora na atmosfera durante um intervalo de tempo. umidade. Por meio de um programa computacional instalado em um ordenador comum. As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada. Se denomina também Atnómetro e é termo geral para denominar qualquer aparato que serve para medir a evaporação. ABRIGO METEOROLÓGICO É uma casa de madeira ou fibra de vidro. integra todos os dados e entrega informação meteorológica em apresentação de tela de projeção.

As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada. e o outro. Mede a quantidade de chuva caída.É um instrumento que registra a quantidade de precipitação caída e indica a intensidade da mesma. PLUVIÔMETRO É um instrumento que mede a quantidade de água caída em um período de tempo determinado (cada 6 horas). 25 . é formado por dois termômetros idênticos. PSICRÔMETRO Instrumento utilizado para medir a umidade da atmosfera. um chamado "Termômetro Seco". chamado "Termômetro Úmido". em milímetros (mm). serve essencialmente para obter a temperatura do ar. que mede a umidade relativa (%) de um modo indireto.

26 . em alguns tipos. HELIÓGRAFO Instrumento registrador que mede unicamente a duração da insolação (horas de brilho solar) em horas e décimos. Mede a velocidade do vento (m/s) e.ANEMÔMETRO Instrumento para medir a velocidade do vento (m/s) para a observação simultânea da direção e velocidade do vento. PIRANÔMETRO Instrumento que mede a radiação solar (radiação global) recebida de todo o hemisfério celeste sobre uma superfície horizontal terrestre. também a direção (em graus). A unidade usada é (cal.cm-²).

a litosfera e a biosfera. responsáveis pelas condições meteorológicas. RADIAÇÃO SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA. a hidrosfera.RADIAÇÃO SOLAR SOL – PRINCIPAL FONTE DE ENERGIA PARA A SUPERFÍCIE DA TERRA A energia solar constitui a verdadeira causa de todos os processos físicos e químicos que ocorrem na Terra. NA PERPENDICULAR COM OS RAIOS SOLARES. EQUIVALE À MILÉSIMA PARTE DO MILÍMETRO. 4. EXPRIME-SE EM METROS. designadamente a atmosfera. 2. MÍCRON OU MICROMETRO (µM) .). EXPRIME-SE EM CALORIAS (CAL) E O SEU VALOR MÉDIO É DE CERCA DE 2 CAL/CM 2/MN. RECEBIDA POR UNIDADE DE UMA SUPERFÍCIE HORIZONTAL. pelas circulações oceânicas. DURANTE UM MINUTO.UM MICRÔMETRO OU MÍCRON (µM). pela modelação da crosta terrestre e por todos os fenômenos biológicos. 27 . QUANTO MAIS ELEVADA FOR A TEMPERATURA DE UM CORPO MENOR É O SEU COMPRIMENTO DE ONDA. CONCEITOS LIGADOS À RADIAÇÃO SOLAR 1. É USADO PARA DESCREVER OS COMPRIMENTOS DE ONDA DA RADIAÇÃO E NA CONSTRUÇÃO CIVIL. MILÍMETROS. O COMPRIMENTO DE ONDA É INVERSAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA. Todos os componentes do sistema climático. Por isso. ETC. CONSTANTE SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA SOLAR RECEBIDA NO LIMITE SUPERIOR DA ATMOSFERA PELA SUPERFÍCIE DE 1 CM 2. COMPRIMENTO DE ONDA É A DISTÂNCIA ENTRE DUAS CRISTAS CONSECUTIVAS (DISTÂNCIA PERCORRIDA POR UMA VIBRAÇÃO). É UMA UNIDADE DE COMPRIMENTO DEFINIDO COMO UM MILIONÉSIMO DE METRO (OU 1 × 10-6 M). devem a sua origem e as suas características à radiação solar. SOB A FORMA DE LUZ E CALOR. METALIZAÇÕES. MICRONS (µM) OU ANGSTROMS (A). NOMEADAMENTE NA DEFINIÇÃO DE ESPESSURAS DE DIVERSOS MATERIAIS (PINTURAS. podemos dizer que a radiação solar é o fator meteorológico essencial do ambiente. 3. ISTO É.

ABSORVICIDADE (a) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É ABSORVIDA PELO MATERIAL. 7. É O COEFICIENTE DE REFLEXÃO. 9. 6. Albedo de superfícies sob diferentes inclinações dos raios solares. ALBEDO – É UM TERMO QUE EXPRIME A REFLETIVIDADE DE UM MATERIAL. CORPO NEGRO – MATERIAL HIPOTÉTICO QUE APRESENTA UM ESPECTRO DE RADIAÇÃO CONTÍNUO EM TODOS OS COMPRIMENTOS DE ONDA E É CAPAZ DE ABSORVER. 28 . a+r+t=1 8. QUANTO MAIOR A INCLINAÇÃO DO ÂNGULO DO RAIO SOLAR.5. MAIOR É O ALBEDO (FIGURA ABAIXO). REFLETIVIDADE (r) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É REFLETIDA PELO MATERIAL. TRANSMISSIVIDADE (t) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É TRANSMITIDA PELO MATERIAL. VARIA DE 0 a 1. POR OUTRO LADO. TODA A ENERGIA RADIANTE QUE INCIDE SOBRE ELE.

deserto Grama Floresta Neve (limpa. seca) Neve (molhada e/ou suja) Superfície do mar (sol > 25° acima do horizonte) Superfície do mar (pequena altura do sol) Nuvens espessas Nuvens finas Vidros (janela) Tinta branca Tinta vermelha.Albedo para algumas superfícies no intervalo visível ( % ) Solo descoberto Areia. marrom ou verde Concreto Asfalto Albedo de diferentes superfícies 29 10-25 25-40 15-25 10-20 75-95 25-75 <10 10-70 70-80 25-50 08-52 50-90 20-35 10-35 05-20 .

AOS QUENTES E ÚMIDOS DAS REGIÕES EQUATORIAIS. UMIDADE) É ELEMENTO PRIMORDIAL NO ENTENDIMENTO DOS DEMAIS ELEMENTOS METEOROLÓGICOS É A FONTE PRIMÁRIA DE ENERGIA NOS PROCESSOS TERRESTRES: o CICLO DA ÁGUA OU CICLO HIDROLÓGICO o FOTOSSINTESE o FLUXO DE CALOR o DESIGUAL DISTRIBUIÇÃO DA TEMPERATURA o CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA E OCEANOS o TEMPESTADES o VENTOS E FURACÕES o DIVERSIDADE DE CLIMAS.CARACTERÍSICAS DA RADIAÇÃO SOLAR É A MAIOR FONTE DE ENERGIA PARA A TERRA É UM FATOR METEOROLÓGICO É O PRINCIPAL ELEMENTO METEOROLÓGICO. CHUVA. VENTO. FUNDAMENTAL ENERGÉTICA EM ESTUDOS ECOLÓGICOS E DE DISPONIBILIDADE Distribuição da Radiação Solar na Terra. 30 . AFETANDO TODOS OS OUTROS ELEMENTOS (TEMPERATURA. PASSANDO PELOS TEMPERADOS DAS LATITUDES MÉDIAS. PRESSÃO. DESDE OS CLIMAS FRIOS DAS REGIÕES POLARES.

OU SEJA: “ A ENERGIA RECEBIDA EM UMA SUPERFÍCIE É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUADRADO DA DISTÂNCIA ENTRE A FONTE E A SUPERFÍCIE RECEPTORA” DEVIDO À DISTÂNCIA TERRA-SOL. PROPAGANDO-SE SEGUNDO UM MOVIMENTO ONDULATÓRIO.ESPAÇO PERCORRIDO PELA RADIAÇÃO SOLAR É UM FENÔMENO DE NATUREZA ELECTROMAGNÉTICA. 31 . ENTÃO CERCA DE 500s (8. ENTÃO O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA NAQUELE INSTANTE SERÁ IGUAL A 4 Π I.3 min) NESTA TRAJETÓRIA TODOS OS FENÔMENOS SOLARES VISTOS DA SUPERFICIE JÁ ACONTECERAM A PELO MENOS 8. RESULTANDO EM UMA DENSIDADE DE FLUXO GLOBAL IGUAL A I / D2 DEFINIDA PELA LEI DO INVERSO DO QUADRADO DA DISTÂNCIA.3 min O SOL EMITE RADIAÇÕES IGUALMENTE EM TODAS AS 4 Π DIREÇÕES SE A INTENSIDADE LUMINOSA EM UM DADO INSTANTE FOR IGUAL A I.5 * 10 8 km) VELOCIDADE : 300 * 10 3 km/s A RADIAÇÃO GASTA. NA FORMA DE FEIXE DE RAIOS PARALELOS ENTRE SI. NESTE INSTANTE A TERRA SE SITUA EM UMA ESFERA CUJO RAIO É IGUAL À SUA A DISTÂNCIA DO SOL (D) O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA (4 Π I) SERÁ IGUALMENTE DISTRIBUIDO NA ÁREA 4 Π D2 . DISTÂNCIA APROXIMADA: 150 MILHOES DE km (1. APENAS UMA PEQUENÍSSIMA FRAÇÃO DA ENERGIA EMITIDA ATINGE A SUPERFICIE DA TERRA.

DAS MOLÉCULAS DE GASES NA FAIXA DO AZUL. DEPENDENDO DO COMPRIMENTO DE ONDA E DO TAMANHO DO CONSTITUINTE ATMOSFÉRICO: 1. . 32 PRINCIPALMENTE O OZÔNIO. NA ALTA ATMOSFERA.EFEITOS DA ATMOSFERA SOBRE O BALANÇO DE ENERGIA RADIANTE AO ATRAVESSAR A ATMOSFERA. A RADIAÇÃO SOLAR INTERAGE COM SEUS CONSTITUINTES (NATURAIS E ARTIFICIAIS) RESULTANDO NA MODIFICAÇÃO DA: QUANTIDADE. ABSORÇÃO DA RADIAÇÃO É SELETIVA POR CERTOS CONSTITUINTES DA ATMOSFERA E PARA CERTOS COMPRIMENTOS DE ONDAS PELO OXIGÊNIO / OZÔNIO = QUASE TODA A RADIAÇÃO (ULTRAVIOLETA) GÁS CARBÔNICO E VAPOR DE ÁGUA TAMBÉM ABSORVEM BASTANTE RADIAÇÃO (INFRAVERMELHO) RADIAÇÃO ALTAMENTE ENERGÉTICA TEM ALTO PODER DE PENETRAÇÃO CAUSA DISTÚRBIOS EM ORGANISMOS VIVOS (PRINCIPALMENTE MICROORGANISMOS) EM REGIÕES ALTAS = INCIDÊNCIA MAIOR NO NÍVEL DO MAR = INCIDÊNCIA MENOR A RADIAÇÃO VISÍVEL PASSA PELA ATMOSFERA PRATICAMENTE SEM SOFRER ABSORÇÃO 2. QUALIDADE E DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES ESTA INTERAÇÃO OCORRE DE DOIS MODOS. PELA DISPERSÃO. DIFUSÃO (ESPALHAMENTO) DA RADIAÇÃO OS CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS MUDAM A DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES. PARTÍCULAS DE IMPUREZAS E MOLÉCULAS DE GASES CAUSAM O ESPALHAMENTO DA RADIAÇÃO O PROCESSO AFETA A QUANTIDADE E A QUALIDADE DA RADIAÇÃO ESTE FENÔMENO CAUSA A COR AZUL DO CÉU.

SENDO A SOMA DA RADIAÇÃO DIFUSA COM A RADIAÇÃO DIRETA. A REFLEXÃO E A DISPERSÃO. A REFLEXÃO. É A RADIAÇÃO DIRETA (Qd) A RADIAÇÃO DIRETA É UNIDIRECIONAL E DETERMINADA PELO ÂNGULO ZENITAL DOS RAIOS SOLARES A RADIAÇÃO SOLAR TOTAL QUE ATINGE A SUPERFICIE É CHAMADA DE RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL (Qg). GRANDE PARTE DOS RAIOS SOLARES ATINGE DIRETAMENTE A SUPERFÍCIE. VINDO DE TODOS OS LADOS. ENTÃO. RAIOS DE COMPRIMENTO DE ONDAS MAIS LONGOS CHEGAM DIRETAMENTE AO SOLO. A CONTRIBUIÇÃO DE CADA UMA PARA Qg DEPENDE. COM MUITA POEIRA OU POLUIÇÃO. NESTE CASO.PARTE É DEVOLVIDA PARA O ESPAÇO SIDERAL FACILMENTE PERCEPTÍVEL EM DIAS NUBLADOS. SEPARANDO-A DA DIFUSÃO OU ESPALHAMENTO. PROJETANDO SOMBRA NOS OBJETOS. 33 . DÃO COMO RESULTADO A RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA. A RADIAÇÃO QUE SOFRE MUDANÇA DE DIREÇÃO. QUE CONSISTE NA QUANTIDADE DE RADIAÇÃO QUE AO INCIDIR SOBRE UM CORPO É DEVOLVIDA SEM MODIFICAR SUAS CARACTERÍSTICAS. COM A ATMOSFERA LIMPA. NÃO PROJETA SOMBRA NOS OBJETOS. SENDO DENOMINADA DE RADIAÇÃO DIFUSA (Qc) RAIOS LUMINOSOS DE COMPRIMENTO DE ONDA MAIS CURTOS SÃO MAIS FACILMENTE DISPERSOS. DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS DO PERÍODO ALGUNS AUTORES CONSIDERAM AINDA UM TERCEIRO PROCESSO.

BALANÇO DA RADIAÇÃO NA ATMOSFERA A RADIAÇÃO SOLAR RECEBIDA NA SUPERFÍCIE DA TERRA CONSISTE EM DUAS PARTES: RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL = RADIAÇÃO SOLAR DIRETA + RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA . OU Qg = Qd + Qc Distribuição da Radiação Solar na Atmosfera Componentes da radiação solar ao nível do solo 34 .

média anual típica (Wh/m2.DISTRIBUIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR NO TERRITÓRIO BRASILEIRO Radiação solar global diária .dia) 35 .

emite a mesma quantidade de energia que recebe. b. ÁGUA) PROVOCADA POR UMA DIFERENÇA DE DENSIDADE. O AR É AQUECIDO POR CONDUÇÃO DE UMA SUPERFICIE QUALQUER. a. A MASSA DE AR QUENTE É SUBSTITUÍDA POR AR MAIS FRIO A CONVECÇÃO É UM DOS PRINCIPAIS MEIOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA (1500 – 3000m). sem o qual a temperatura média na Terra seria de aproximadamente -238 °C e a água apenas existiria no estado sólido. Os processos de transferência de calor que ocorrem na atmosfera são: 1. em equilíbrio térmico. por sua vez. CONVECÇÃO: OCORRE MOVIMENTAÇÃO DE UMA MASSA FLUIDA (AR. encontrandose. a radiação solar converte-se em energia calorífica. RADIAÇÃO: TRANSFERÊNCIA DE CALOR (ENERGIA) DE UM OBJETO PARA OUTRO SEM HAVER NECESSIDADE DE UM MEIO DE CONEXÃO. por isso. 2.PROCESSOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA Uma das maiores contribuições da radiação solar é o aquecimento do nosso planeta. OU SEJA. Esta. POR MEIO DE ONDAS. Ao ser absorvida pela Terra. aquecendo a superfície terrestre. O AR SE EXPANDE E SE TORNA MENOS DENSO c. PODE SER HORIZONTAL OU VERTICAL 3. Ilustração dos mecanismos de transferência de calor 36 . CONDUÇÃO: ENERGIA TRANSFERIDA DE UMA MOLÉCULA PARA OUTRA.

Certos gases na atmosfera atuam no sentido de retardar a perda de radiação terrestre. Outra parte das 30 unidades é transferida da superfície da Terra para a atmosfera por calor sensível (condução e convecção -7 unidades). 19 unidades pela atmosfera e 51 unidades pela superfície da Terra (Terra-oceano). usando 100 unidades para representar a radiação solar interceptada no topo da atmosfera. Um balanço geral é obtido porque a atmosfera emite 64 unidades de energia para o espaço como radiação de onda longa. As restantes 70 unidades são absorvidas. por moléculas de água durante o processo de evaporação (23 unidades). a superfície recebe uma grande quantidade de radiação de onda longa da atmosfera (95 unidades). o sistema Terra-atmosfera estaria progressivamente se aquecendo ou resfriando. fechando o balanço entre radiação incidente e radiação emitida. 37 .Como resultado deste processo. irradia 116 unidades de energia de onda longa para a atmosfera. Portanto. As restantes 6 unidades passam diretamente através da atmosfera e são perdidas no espaço. aproximadamente 30 unidades são refletidas de volta para o espaço. Vamos examinar este balanço na abaixo. absorvendo uma boa parte dela e reirradiando parte desta energia de volta para a Terra. Até agora contamos uma perda de 21 das 51 unidades de radiação de onda curta absorvidas pela superfície da Terra. Balanço de Calor da Terra e atmosfera Da radiação total interceptada pela Terra. por sua vez. A superfície. nesta troca (em onda longa) a atmosfera tem um ganho líquido de 15 unidades. caso contrário. E as 30 unidades restantes? Parte desta energia é transferida da superfície da Terra para a atmosfera através de calor latente. enquanto a Terra tem uma perda líquida de 21 unidades.BALANÇO GLOBAL DO CALOR PROVENIENTE DA RADIAÇÃO Existe um balanço quase perfeito entre a quantidade de radiação solar incidente e a quantidade de radiação terrestre (sistema Terra-atmosfera) retornada para o espaço.

2 A 4 MICRAS CONSTITUEM O ESPECTRO SOLAR ESPECTRO SOLAR 0.4 mícron – ULTRAVIOLETA – 9% 0.7 mícron – PARTE VISÍVEL – 41% Radiações azuis.4 a 0.7 a 4 micra – INFRAVERMELHO – 50% ESPECTRO VISÍVEL EM ORDEM CRESCENTE DE λ TEM-SE O VIOLETA – AZUL – VERDE – AMARELO – LARANJA – VERMELHO UTILIZADA PELAS PLANTAS NO PROCESSO FOTOSSINTÉTICO CHAMADO DE RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA INFRAVERMELHO RADIAÇÃO TERMAL LONGO COMPRIMENTO DE ONDA ABSORVIDAS PELO VAPOR D’AGUA E GÁS CARBÔNICO ATMOSFÉRICOS PARTÍCULAS SÓLIDAS PROVOCAM DISPERSÃO IMPORTANTES PARA O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL FITOCROMOS E HORMÔNIOS SÃO ATIVADOS / DESATIVADOS POR ESTA RADIAÇÃO EFEITOS MAIS QUALITATIVOS QUE QUANTITATIVOS ULTRAVIOLETA ABSORVIDAS NAS CAMADAS SUPERIORES DA ATM.ESPECTRO SOLAR E BIOLOGIA ENERGIA SOLAR: CONJUNTO DE RADIAÇÕES COMPRIMENTOS DE ONDA VARIÁVEIS 0.2 a 0. OXIGÊNIO E OZÔNIO ATUAM PROTEÇÃO CONTRA A NOCIVIDADE DESTA RADIAÇÃO 38 . verdes e parte das vermelhas 0.

39 . em diferentes comprimentos de onda.COMPOSIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR As figuras seguintes mostram a divisão espectral da radiação solar.

A luz vermelha fornece a energia necessária para a fotossíntese.UTILIZAÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR PELAS PLANTAS Da energia recebida na superfície da terra. Portanto. Efeito da Radiação Solar no Crescimento Vegetal Nas plantas com clorofila. também podem ser gorduras. enquanto outra parte é absorvida pela superfície terrestre (solo. vegetação etc. Apenas algumas reacções utilizam os infravermelhos e os ultravioletas. já que a água do mar filtra a radiação. que ilumina tenuemente o seu espaço vital. o verde.). cada cloroplasto é um minúsculo laboratório. Nessas reações os cloroplastos utilizam comprimentos de onda da luz visível compreendidos entre 400 nm e 720 nm. 40 . aproximadamente 20% é refletida pelas nuvens e partículas atmosféricas. as plantas terrestres captam sobretudo a luz vermelha e refletem a cor complementar. a energia procedente da radiação solar desencadeia reações químicas cujos produtos finais são diversos tipos de açúcares. Dentro do espectro absorvido. Nestas pequenas formações microscópicas. 40% é utilizada na evapotranspiração e somente 2% desta é usada no processo da fotossíntese que resulta no desenvolvimento e crescimento dos vegetais. Nas algas marinhas que vivem a profundidades relativamente grandes (20 m-30 m) ocorre o fenómeno inverso: são coloridas geralmente de vermelho intenso e têm de utilizar o resíduo verde-azulado da luz solar. a clorofila absorve principalmente na zona do vermelho. emitindo a radiação com outros comprimentos de onda. porém. Da radiação líquida disponível.

6ª BANDA (0. QUE TORNAM-SE MAIS BAIXAS E COM FOLHAS MAIS ESPESSAS.BANDAS DO ESPECTRO SOLAR QUE AFETAM O CRESCIMENTO VEGETAL 1ª BANDA (λ > 1.0 μ): NÃO CAUSAM DANOS E SÃO ABSORVIDAS PELA PLANTA. 2ª BANDA (1.61 > λ > 0. CORRESPONDE AO AZUL VIOLETA E É TAMBÉM REGIÃO DE GRANDE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA. CONTROLE DA FLORAÇÃO E COLORAÇÃO DOS FRUTOS.315 > λ > 0.0 μ É IMPORTANTE PARA O FOTOPERIODISMO. 4ª BANDA (0.0 > λ > 0.28 μ): É PREJUDICIAL À MAIORIA DAS PLANTAS. O TRECHO PRÓXIMO À 1. 7ª BANDA (0. 3ª BANDA (0. MATANDO-AS DEPOIS DE ALGUM TEMPO DE EXPOSIÇÃO. GERMINAÇÃO DE SEMENTES.72 > λ > 0. GERA FORTE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA.72 μ): É A REGIÃO QUE EXERCE EFEITO SOBRE O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. CORRESPONDE A REGIÃO VERDE DO ESPECTRO VISÍVEL.51 > λ > 0.315 μ): ESTA FAIXA EXERCE EFEITOS DEFORMATIVOS NAS PLANTAS. 41 .61 μ): REGIÃO ESPECTRAL FORTEMENTE ABSORVIDA PELA CLOROFILA. EXERCENDO AINDA VIGOROSA AÇÃO NA FORMAÇÃO DA PLANTA. APRESENTANDO EM VÁRIOS CASOS TAMBÉM FORTE ATIVIDADE FOTOPERIÓDICA.51 μ): REGIÃO ESPECTRAL DE BAIXO EFEITO FOTOSSINTÉTICO E DE FRACA AÇÃO SOBRE A FORMAÇÃO DA PLANTA.40 μ): É A REGIÃO DE MAIOR ABSORÇÃO PELA CLOROFILA E PIGMENTOS AMARELOS (CAROTENÓIDES).40 > λ > 0. 5ª BANDA (0.

entre 280 e 320nm. A UV-B é fortemente absorvida pela camada de ozônio da atmosfera terrestre. que seriam muito agravadas se não fosse a proteção invisível que o ozônio proporciona. Em excesso a radiação UV-A pode trazer complicações à saúde. A UV-A chega normalmente à superfície terrestre. A camada de ozônio absorve apenas a radiação UV-B. porém esta não tende a aumentar sua intensidade com o tempo. como a UV-B. 42 . O sol direto com irradiação prolongada pode resultar em graves queimaduras. A faixa do ultravioleta é subdividida em 3: UV-A (entre 400 e 320 nm). UV-B (entre 320 e 280 nm) e a UV-C (entre 280 e 100). A radiação ultravioleta mais merecedora de cuidados no dia-a-dia é a UV-B que é afetada pela camada de ozônio.A RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA E OS ORGANISMOS VIVOS A radiação solar mais conhecida é a faixa visível. Já o UVC é totalmente absorvido pela atmosfera terrestre. causando uma variação muito forte na intensidade da radiação medida na superfície entre os limites de 280 e 320nm. não sendo absorvida eficientemente por nenhum dos constituintes atmosféricos. mas duas outras faixas importantes são a do ultravioleta e a do infravermelho.

CONVECÇÃO OU TRANSMISSÃO DE CALOR (“RADIAÇÃO”) OCORREM. TRIGO. VARIÁVEL CLIMATOLÓGICA INTRINSECAMENTE RELACIONADA AO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. ESTA VARIAÇÃO SE DÁ CONFORME: COMPLEXIDADE FISIOLÓGICA CULTURAS DE INVERNO (AVEIA. PLANTAS TEMPERADAS (HEMISFÉRIO NORTE) OU TROPICAIS (EQUADOR E HEMISFÉRIO SUL). EXISTE AMPLA FAIXA DE TEMPERATURAS PARA CRESCIMENTO VEGETAL (0 a 40ºC). MELHORAMENTO GENÉTICO AMPLIOU A FAIXA DE ADAPTAÇÃO A DIFERENTES TEMPERATURAS. TEMPERATURAS CARDEAIS O CRESCIMENTO VEGETAL ESTÁ LIMITADO POR FAIXAS DE TEMPERATURA QUE VARIAM DE UM VALOR MÍNIMO. DECORRENTE DA TRANSFORMAÇÃO DA ENERGIA ELETROMAGNÉTICA DE ONDAS CURTAS OU LONGAS (PROVENIENTES DA RADIAÇÃO SOLAR) NA FORMA DE ENERGIA TERMAL. O AQUECIMENTO DA ATMOSFERA SE DÁ À MEDIDA EM QUE SE DESENVOLVEM OS PROCESSOS DE CONDUÇÃO.TEMPERATURA ENERGIA PROPAGADA NA FORMA DE CALOR. PASSANDO POR UM VALOR ÓTIMO. CEVADA):  MÍNIMA: 0° a 5° C  ÓTIMA: 25° a 31° C  MÁXIMA: 31° a 37° C CULTURAS DE VERÃO (MELÃO. CENTEIO. RESPONSÁVEL DIRETA PELA DISTRIBUIÇÃO DAS PLANTAS NA TERRA. TEMPERATURA DO AR INFLUENCIA A TEMPERATURA DO SOLO. ADAPTAÇÃO DOS VEGETAIS EM DIFERENTES FAIXAS DE TEMPERATURA. EM CAMADAS DISTINTAS. ATÉ UM VALOR MÁXIMO. CASAS DE VEGETAÇÃO SIMULAM SITUAÇÕES FAVORÁVEIS DE TEMPERATURA. QUE MEDEM AS TEMPERATURAS MÍNIMA. FRUTEIRAS TROPICAIS):  MÍNIMA: 15° a 18°C  ÓTIMA: 31° a 37° C  MÁXIMA: 44° a 50° C 43 . SORGO. MEDIÇÃO DE TEMPERATURA: FEITA COM DIVERSOS TIPOS DE TERMÔMETROS. MÉDIA E MÁXIMA.

VENTOS. PARA AS CAMADAS SUPERIORES VARIAÇÃO DA TEMPERATURA DO AR: TEMPORAL E ESPACIAL VARIAÇÃO TEMPORAL = BALANÇO DE ENERGIA NA SUPERFÍCIE (MAIOR INTENSIDADE AO MEIO DIA) VARIAÇÃO ESPACIAL o ESCALA MACROCLIMÁTICA: PREDOMINÂNCIA DOS EFEITOS DA RADIAÇÃO SOLAR. NEBULOSIDADE. ETC. PARA QUE SE PERMITA A COMPARAÇÃO ENTRE LOCAIS DIFERENTES. AS CONDIÇÕES PADRÃO SÃO: ÁREA PLANA (TOPOCLIMA) E GRAMADA (MICROCLIMA). NESSE CASO AS DIFERENÇAS REGISTRADAS SERÃO EM DECORRÊNCIA APENAS DO MACROCLIMA. VAPOR D’ÁGUA. TRANSPORTE CONVECCTIVO DE CALOR E CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA. A ALTURA DE MEDIÇÃO É ENTRE 1. 44 . POEIRA.5 A 2.TEMPERATURAS CARDEAIS VARIAM COM: FISIOLOGIA ESTÁDIO DE DESENVOLVIMENTO ESPÉCIE DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA TEMPERATURA DO AR E DO SOLO A ENERGIA RADIANTE QUE ATINGE A SUPERFÍCIE TERRESTRE SERÁ DESTINADA A ALGUNS PROCESSOS FÍSICOS PRINCIPAIS: CONVECÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO AR CONDUÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO SOLO TEMPERATURA DO AR É UM DOS EFEITOS MAIS IMPORTANTES DA RADIAÇÃO SOLAR OCORRE PELO TRANSPORTE DE CALOR DA SUPERFÍCIE AQUECIDA (CONDUÇÃO/CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA) A CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA DO AR AQUECIDO TRANSPORTA CALOR. o ESCALA TOPOCLIMÁTICA: EXPOSIÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO TERRENO SÃO OS MODULADORES DA TEMPERATURA o ESCALA MICROCLIMÁTICA: FATOR CONDICIONANTE É A COBERTURA DO TERRENO PARA FINS METEOROLÓGICOS E CLIMATOLÓGICOS A TEMPERATURA DO AR É MEDIDA SOB UMA CONDIÇÃO DE REFERÊNCIA (PADRÃO).. A TEMPERATURA MÍNIMA OCORRE UM POUCO ANTES DO NASCER DO SOL. A TEMPERATURA MÁXIMA OCORRE COM UMA DEFASAGEM DE DUAS A TRÊS HORAS EM RELAÇÃO AO HORÁRIO DE MAIOR IRRADIÂNCIA SOLAR (12h EM DIAS SEM NUVENS). AEROSÓIS.0 m ACIMA DO NIVEL DO SOLO (DENTRO DO ABRIGO).

FASE REPRODUTIVA INDUÇÃO FLORAL POLINIZAÇÃO FERTILIZAÇÃO FORMAÇÃO DO FRUTO DORMÊNCIA DE GEMAS REPRODUTIVAS CICLOS DE CRESCIMENTO LEI DE VAN’T HOFF “PARA CADA 10°C DE AUMENTO DE TEMPERATURA. BATATA. CONSIDERANDO-SE ENTRE O MÍNIMO E O ÓTIMO. A FORMAÇÃO DE MATÉRIA SECA DOBRA”. ERVILHA) TEMPERATURAS NOTURNAS – NICTOTEMPERATURAS (TOMATE. PIMENTA) 45 . O DESENVOLVIMENTO VEGETAL TAMBÉM VAI DEPENDER DA RAZÃO ENTRE: TEMPERATURAS DIURNAS – FOTOTEMPERATURAS (MORANGO. FASE VEGETATIVA FOTOSSÍNTESE X RESPIRAÇÃO TEMPERATURA DE EQUILÍBRIO (ÓTIMO) .TEMPERATURA DO AR REQUERIDA PELAS PLANTAS 1.FIGURA FOSSÍNTESE CAI DRASTICAMENTE SE A TEMPERATURA > 35°C RESPIRAÇÃO CAI DRASTICAMENTE COM TEMPERATURAS > 45°C EXEMPLO: TOMATEIRO TEMPERATURA: 20 ° C BAIXA RESPIRAÇÃO MÁXIMA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO LENTO CICLO TARDIO GRANDES CÉLULAS BOA COLHEITA TEMPERATURA: 35° C ALTA RESPIRAÇÃO BAIXA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO RÁPÍDO CICLO PRECOCE PEQUENAS CÉLULAS MÁ COLHEITA 2.

MULCH) o RELEVO = CONDICIONA O TERRENO A DIFERENTES EXPOSIÇÕES À RADIAÇÃO SOLAR o TIPO DE SOLO = TEXTURA.TEMPERATURA DO SOLO FLUXO DE CALOR DA SUPERFÍCIE PARA O INTERIOR DO SOLO (DURANTE E O DIA) E DO INTERIOR PARA A SUPERFÍCE (NOITE). O PROCESSO RADIATIVO DE PERDA É MAIS EFICIENTE QUE O DE GANHO. OCORRE VARIAÇÃO TEMPORAL (DIÁRIA E ANUAL. OUTROS EFEITOS DA TEMPERATURA CONDICIONA O NÍVEL DAS REAÇÕES FÍSICO-QUÍMICAS DAS PLANTAS PERDA DE ÁGUA AUMENTA OU DIMINUI CONFORME A TEMPERATURA. A PLANTA DIMINUI SEU METABOLISMO E TRANSPIRAÇÃO. A TEMPERATURA DO AR INFLUI DIRETAMENTE SOBRE A TEMPERATURA DO SOLO COM VALORES DE TEMPERATURA BAIXOS. QUE DEPENDE DOS: FATORES EXTERNOS (ELEMENTOS BALANÇO NA SUPERFÍCIE) METEOROLÓGICOS QUE AFETAM O FATORES INTRÍNSECOS o TIPO DE COBERTURA DA SUPERFÍCIE = SOLOS NUS OU COBERTOS (VEGETAÇÃO. TEMPERATURAS MUITO ALTAS OU MUITO BAIXAS IMPOSSIBILITAM O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. 46 . ESTRUTURA E TEOR DE ÁGUA. DE ACORDO COM AS ESTAÇÕES) E VARIAÇÃO ESPACIAL.

TRIGO: 2000°C. NECESSÁRIO PARA UMA ESPÉCIE. OUTRAS VARIÁVEIS CLIMATOLÓGICAS INTERFEREM 47 . UNIDADES DE CALOR OU “GRAUS-DIA” = UM GRAU-DIA É A MEDIDA DA DIFERENÇA DA TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA ACIMA DO MÍNIMO DE TEMPERATURA. É VARIÁVEL PARA CADA ESPÉCIE VEGETAL. SE DESDE O MOMENTO EM QUE SE VERIFICA A GERMINAÇÃO SOMAR-SE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA. ACUMULADO DURANTE O DIA. APLICA-SE TAMBÉM ÀS SUBFASES DE CULTIVO.UNIDADES TÉRMICAS DE CRESCIMENTO TEMPERATURA-BASE (OU BASAL)= TEMPERATURA ABAIXO DA QUAL AS PLANTAS NÃO SE DESENVOLVEM. QUALQUER QUE SEJA A SITUAÇÃO. É APROXIMADAMENTE CONSTANTE PARA CADA ESTAÇÃO DO ANO E PARA CADA CULTURA QUE CRESCE NUM MESMO LOCAL. A SOMA TOTAL É SEMPRE A MESMA. CONSTANTE TÉRMICA = É UM ÍNDICE RESIDUAL OU SEJA. RESPOSTA LINEAR. TEMPERATURAS ACIMA DE 27°C PODEM SER PREJUDICIAIS (PELO MÉTODO. TEMPERATURAS NOTURNAS E DIURNAS TEM O MESMO PESO. CEVADA = 1700°C. O CRESCIMENTO VEGETAL VARIA DE ACORDO COM A QTDE DE CALOR AO QUAL É SUBMETIDO DURANTE O CICLO VITAL. MAIOR EFICIÊNCIA). EXEMPLOS: MILHO = 2500°C. É O SOMATÓRIO DO CALOR EFETIVO PARA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. SE O MILHO FOR CULTIVADO EM LOCAL ONDE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA É DE 25°C. É A TEMPERATURA ACUMULADA DESDE OS PRIMEIROS DIAS ATÉ A MATURAÇÃO DA PLANTA. TEMPERATURAS ABAIXO DE 0°C SÃO DESCONSIDERADAS. O VALOR MÉDIO DIÁRIO NÃO É SIGNIFICATIVO. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. O CICLO SERÁ DE 100 DIAS. MÉTODOS DE CÁLCULO: DIRETO = TEMPERATURA-BASE DE 0°C RESIDUAL = TEMPERATURA-BASE DE 6°C EXPONENCIAL = VELOCIDADE DAS REAÇÕES FISICO-QUIMICAS TERMOFISIOLÓGICO = VELOCIDADE DE CRESCIMENTO IMPERFEIÇÕES DA TEORIA DE GRAUS-DIA: SOMENTE UMA TEMPERATURA BASAL DURANTE O CICLO.

QUAL DATA SERÁ MELHOR PARA O PLANTIO. VISANDO MAIOR LUCRO? VARIEDADE DE FEIJÃO (HIPOTÉTICA) Exigência de 1276 graus-dia para amadurecer Temperatura-base = 6°C TEMPERATURA MÉDIA MENSAL SETEMBRO = 18°C OUTUBRO = 22°C NOVEMBRO = 20° C DEZEMBRO = 18. O AGRICULTOR DISPÕE DE APENAS UMA VARIEDADE DE FEIJÃO E DE UMA FAIXA DE TEMPO DE PLANTIO DE 15 DE SETEMBRO A 15 DE OUTUBRO. LEVANDO EM CONTA QUE O AGRICULTOR DEVE PLANTAR DIA 15 DE CADA MÊS.00 NOVEMBRO = 70.00 JANEIRO = 40.FATORES AMBIENTAIS QUE FAZEM VARIAR A CONSTANTE TÉRMICA FERTILIDADE POPULAÇÃO DE PLANTAS SOLOS TEMPERATURAS DO SOLO (DIFERENTES DA TEMP.00 48 .5 °C JANEIRO = 17°C SAZONALIDADE DE PREÇOS (R$/saca) SETEMBRO= 50. MAS PRETENDE PLANEJAR SEU CULTIVO PARA ALCANÇAR A ÉPOCA ONDE O PREÇO DO FEIJÃO É MELHOR PARA ELE (MAIOR LUCRO).00 DEZEMBRO = 80. DO AR) UMIDADE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (UNIDADES TÉRMICAS) UM AGRICULTOR QUER FORNECER FEIJÃO PARA UMA FEIRINHA LOCAL DE SUA CIDADE.00 OUTUBRO = 60.

QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. 49 . EXISTENTE NA ATMOSFERA. FONTES NATURAIS: SUPERFÍCIES DE ÁGUA. GELO E NEVE SOLO SUPERFÍCIES VEGETAIS E ANIMAIS PROCESSOS FÍSICOS DETERMINANTES EVAPORAÇÃO SUBLIMAÇÃO TRANSPIRAÇÃO CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BAIXA (MÁX. MAIOR É A CAPACIDADE DO AR EM RETER ÁGUA. UMIDADE RELATIVA DO AR = RELAÇÃO PERCENTUAL ENTRE A CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA EXISTENTE NO AR E A CONCENTRAÇÃO DE SATURAÇÃO. NA PRESSÃO E TEMPERATURA EM QUE O AR SE ENCONTRA.UMIDADE DO AR ÁGUA NA FORMA DE VAPOR. 4%) EXTREMAMENTE VARIÁVEL LIBERAÇÃO OU ABSORÇÃO DE CALOR LATENTE DISTRIBUIÇÃO DE CALOR NA TERRA TRANSPORTE DO VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BALANÇO DE RADIAÇÃO: EVAPORAÇÃO DA ÁGUA TRÊS PROCESSOS: o DIFUSÃO o CONVECÇÃO (LIVRE OU FORÇADA) o ADVECÇÃO CONTEÚDO DE VAPOR D’ÁGUA NO AR ATMOSFÉRICO AR SATURADO = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA EM SUA CONCENTRAÇÃO MÁXIMA.

EM LOCAL VENTILADO E PROTEGIDO DA PRECIPITAÇÃO (CHUVA). 50 . GERALMENTE FICA DENTRO DOS ABRIGOS METEOROLÓGICOS. SENDO: o 1 BULBO SECO o 1 BULBO ÚMIDO HIGRÔMETROS OU HIGRÓGRAFOS = VARIAÇÃO DO COMPRIMENTO DO CABELO HUMANO COM A UMIDADE RELATIVA DO AR.MEDIÇÃO DA UMIDADE DO AR PSICRÔMETROS = FORMADO POR DOIS TERMÔMETROS COMUNS. PSICRÔMETROS (COMO MEDIR) VER TEMPERATURA BULBO SECO (Ts) VER TEMPERATURA BULO ÚMIDO (Tu) VER DEPRESSÃO PSICROMÉTRICA (d) d = Ts. EM DETERMINADAS CONDIÇÕES DE TEMPERATURA E PRESSÃO. A UMIDADE DO AR DEVE SER MEDIDA À SOMBRA.Tu ENTRA COM VALOR DE Ts e d NA TABELA ENCONTRA UMIDADE RELATIVA DO AR NAQUELE MOMENTO UMIDADE ABSOLUTA DO AR = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA TOTAL EXISTENTE NO AR.

ATÉ A MANHA SEGUINTE (ORVALHO E/OU NEVOEIRO). EM CONDIÇÕES DE RESFRIAMENTO NOTURNO MODERADO. TABELA 1: PRECIPITAÇÃO TOTAL ANUAL (MÉDIA) E UMIDADE RELATIVA DO AR EM DIFERENTES REGIÕES: ESTADO CE DF BA MT MG RS AM PRECIPITAÇÃO (mm) 971 1000 1203 1404 1421 1555 2705 UMIDADE RELATIVA (%) 70 65 72 75 76 77 87 51 . A UR TENDE A SE ESTABILIZAR EM UM VALOR MÁXIMO. O VALOR MÍNIMO DE UMIDADE É ALCANÇADO NA TEMPERATURA MÁXIMA. VARIAÇÃO ANUAL DA UMIDADE DO AR ACOMPANHA O CURSO ANUAL DA COBERTURA DO CÉU E PRECIPITAÇÃO. SENDO MENOR DURANTE O DIA E MAIOR DURANTE A NOITE.VARIAÇÃO DIÁRIA DA UMIDADE DO AR A UR DO AR APRESENTA UM CURSO DIÁRIO INVERSO AO DA TEMPERATURA DO AR. ISTO PORQUE A TENSÃO DE SATURAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA É DIRETAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA E INVERSAMENTE PROPORCIONAL À UMIDADE RELATIVA DO AR. PRÓXIMO À 100%.

GRÁFICO PSICROMÉTRICO ( Porcentagem de umidade relativa (1000 Milibares) DEPRESSÃO DE BULBO ÚMIDO (Td .TW) 1 28 20 40 18 48 0 16 55 11 14 61 23 12 66 33 0 10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 71 41 13 73 48 20 0 77 54 32 11 79 58 37 20 1 81 63 45 28 11 83 67 51 36 20 6 85 70 56 42 27 14 86 72 59 46 35 22 10 0 87 74 62 51 39 28 17 6 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 10 88 76 65 54 43 33 24 13 4 12 88 78 67 57 48 38 28 19 10 2 14 89 79 69 60 50 41 33 25 16 8 1 1 0 0 0 4 0 5 4 4 4 5 16 90 80 71 62 54 45 37 29 21 14 7 18 91 81 72 64 56 48 40 33 26 19 12 6 20 91 82 74 66 58 51 44 36 30 23 17 11 5 22 92 83 75 68 60 53 46 40 33 27 21 15 10 4 24 92 84 76 69 62 55 49 42 36 30 25 20 14 9 26 92 85 77 70 64 57 51 45 39 34 28 23 18 13 9 28 93 86 78 71 65 59 53 47 42 36 31 26 21 17 12 8 30 93 86 79 72 66 61 55 49 44 39 34 29 25 20 16 12 8 32 93 86 80 73 68 62 56 55 46 41 36 32 27 22 19 14 11 8 34 93 86 81 74 69 63 58 52 48 43 38 34 30 26 22 18 14 11 8 36 94 87 81 75 69 64 59 54 50 44 40 36 32 28 24 21 17 13 10 7 38 94 87 82 76 70 66 60 55 51 46 42 38 34 30 26 23 20 16 13 10 40 94 89 82 76 71 67 61 57 52 48 44 40 36 33 29 25 22 19 16 13 52 .

ESTA FORÇA TENDE A INICIAR E MANTER O VENTO. ORIGEM GRADIENTES DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA ROTAÇÃO DA TERRA FORÇA CENTRÍFUGA AO MOVIMENTO DA TERRA ATRITO COM A SUPERFÍCIE GRADIENTE DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA GERADO PELO AQUECIMENTO DIFERENCIAL DA ATMOSFERA VARIAÇÃO DE PRESSÃO ISÓBARAS = LOCAIS QUE APRESENTAM O MESMO VALOR DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA. NA TENDÊNCIA DE IGUALÁ-LAS. maior será a velocidade de deslocamento. A manipulação do solo. proporcionando melhores condições para a produção. EFEITO DA ROTAÇÃO DA TERRA MOVIMENTO DE OESTE PARA LESTE O AR ATMOSFÉRICO TAMBÉM SE MOVE. CARTA GEOGRÁFICA ISOBÁRICA DELIMITA REGIÕES DE ALTA E BAIXA PRESSÃO CRUZAM-SE COM GRADIENTES HORIZONTAIS DE PRESSÃO O GRADIENTE HORIZONTAL DE PRESSÃO DETERMINA UMA MOVIMENTAÇÃO DO AR DAS ZONAS DE MAIORES PRESSÕES PARA A DE MENORES PRESSÕES. MAS EM VELOCIDADE DIFERENTE. que é o ar em movimento. O ambiente em que as plantas e animais crescem nem sempre é o ideal ou ótimo para sua produção. QUANTO MAIS PRÓXIMAS FOREM AS ISÓBARAS. a irrigação e o uso de ambientes parcialmente protegidos são algumas técnicas utilizadas com a finalidade de alterar o microclima de um local. Várias são as condições adversas do clima que interferem no seu crescimento e desenvolvimento. A atmosfera se movimenta em decorrência da diferença de pressão entre duas regiões. se desloca de áreas de maior pressão (mais frias) para áreas de menor pressão (mais quentes) e quanto maior a diferença entre as pressões dessas áreas. principalmente por causa da incidência e absorção dos raios solares de maneira distinta entre diferentes regiões. MAIOR O GRADIENTE DE PRESSÃO E MAIOR DEVERÁ SER A VELOCIDADE DO VENTO.VENTO O VENTO É O MOVIMENTO DO AR EM RELAÇÃO À SUPERFÍCIE TERRESTRE. 53 . O vento.

Meso e Micro. Apesar da variação temporal e espacial dos ventos sobre a superfície. sendo função dos gradientes de pressão. é possível se verificar uma certa tendência: a. c. Regiões Polares: Ventos de Leste. Entre os Trópicos e as regiões Sub-Polares: Ventos de Oeste. Classificação dos Ventos em nível Global 54 . MACROESCALA: são os ventos associados à circulação geral da atmosfera.EFEITO DA FORÇA CENTRÍFUGA O VENTO SE DESLOCA EM DIREÇÃO PERPENDICULAR ÀS ISÓBARAS MOVIMENTO CURVO FORÇA CENTRÍFUGA ACIMA DE 500m = VENTO GRADIENTE (PARALELO ÀS ISÓBARAS) ESCALAS DE FORMAÇÃO DO VENTO Ocorre nas três escalas do clima: Macro. b. Entre os Trópicos e o Equador: Alísios de NE (Hemisfério Norte) e Alísios de SE (Hemisfério Sul).

vento que sopra de dia. Durante o dia. a terra aquece mais rapidamente. do mar para terra. originando em terra baixas pressões e no mar altas pressões. 55 . que produzem um gradiente de pressão (razão de decréscimo ou aumento da pressão por unidade de distância num determinado período de tempo) entre o cume e o vale ou numa zona costeira. sistema orográfico e topografia. formam-se baixas pressões.MESOESCALA: os ventos oriundos da circulação geral modificam-se acentuadamente na escala de tempo e espaço devido ao aquecimento diferenciado.entre a superfície aquosa e terrestre. Ventos Foehn ou Chinook. sob influência da radiação solar (durante o dia) e da radiação terrestre (durante a noite). Brisa marítima . variando diariamente ou sazonalmente. entre continentes e oceanos. configuração da encosta. Brisa da montanha . Os principais tipos de vento na mesoescala são:    Brisa Terrestre (noite) e Brisa Marítima (dia). formando-se nos cumes baixas pressões. Uma Brisa é um vento local suave causado pelo aquecimento e pelo arrefecimento desigual de superfícies adjacentes. formando-se aí altas pressões e nos vales. Brisa do vale . com um arrefecimento mais lento. e conseqüente diferença de pressão. os cumes arrefecem mais rapidamente.vento fresco e moderado que sopra à noite do cume da montanha para o vale porque à noite. Brisa de montanha ou Catabática (noite) e Brisa de Vale ou Anabática (dia).sopra de manhã do vale para a montanha porque os cumes da montanha aquecem primeiro que o vale.

MICROESCALA: o processo é semelhante ao da mesoescala. Exemplos desse tipo de contraste são: áreas ensolaradas e sombreadas. porém. etc. objetos com diferentes coeficientes de absorção de radiação solar. com menor magnitude do fenômeno. formando-se aqui altas pressões. da terra para o mar. Durante a noite a terra arrefece mais rapidamente. áreas irrigadas e não irrigadas. Vento em microescala (luz/sombra) Mapa de ventos do Brasil 56 .vento que sopra de noite.Brisa terrestre . enquanto a água arrefece mais lentamente. criando-se no mar baixas pressões.

Altas velocidades do vento são prejudiciais ao crescimento das plantas 57 . Zo= parâmetro de rugosidade. τ1/2 /ρ . Fornecem medidas de fluxo de momento que permite avaliar a transferência de vapor d’água e dióxido de carbono e estimar a velocidade do vento em alturas diferentes a partir da medida em outra altura. a irrigação por aspersão. Faixa de 2 a 6% de perda de água pela planta pode ser atribuída ao vento h. EFEITO MECÂNICO SOBRE AS FOLHAS E RAMOS a. por exemplo. Z/Zo V= velocidade do vento na altura Z. Varia com a temperatura e a umidade do ar que incide sobre as plantas i. É variável conforme a espécie vegetal c. EFEITOS DO VENTO NO CRESCIMENTO DAS PLANTAS O VENTO AFETA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS SOB TRÊS ASPECTOS (PRINCIPALMENTE): 1. Equação Logarítmica do Perfil do Vento O perfil do vento próximo ao solo pode ser determinado com a seguinte equação: V = 1/k . varia com a rugosidade.PERFIL DO VENTO É a velocidade do vento em diversas alturas em relação ao solo. Em condições normais. τ= força tangencial. que é determinada pela área exposta f.: Palmeiras isoladas (100% de aumento da transpiração para velocidade de 2 m/s g. Maior influência sobre a transpiração cuticular que sobre a estomática d. Há um aumento linear da absorção de CO 2 com relação à velocidade do vento até 167 cm / s 3. ABSORÇÃO DE CO2 a. ln . Ex. Principalmente em hidrófitas (plantas com alta respiração cuticular e. ρ= densidade do ar. Ventos secos e quentes causam rápido murchamento das plantas (climas áridos) 2. Tais utilizações de dados sobre o perfil do vento são de extrema importância no planejamento de diversas práticas agrícolas como. cuja locação dos irrigadores é dependente da velocidade do vento no local. Aumenta com a velocidade do vento até certo ponto b. k=constante de von Karman de valor 0. O suprimento de CO2 é favorecido pela turbulência.40. o que favorece a fotossíntese b. TRANSPIRAÇÃO a. Efeito maior em plantas isoladas do que em populações i.

ii. sendo que 1 m/s = 3. Quebra da nervura central e do limbo foliar diminui a translocação em 99-100% e a fotossíntese em 84 % acima da regia afetada. Plantas de altitudes elevadas e do litoral tem configuração peculiar c. As que TOLERAM a ação do vento: diminuição da matéria seca em menor proporção 3. Estudo com a cana de açúcar (HARTT. Quebra da nervura central da folha diminui a translocação em 34-38% e a fotossíntese em 30%. com oito direções fundamentais: N. SO E O. S. As que ESCAPAM à ação do vento: plantas pequenas e rasteiras 2. SE.  A direção dos ventos é definida pelo seu ponto de origem. NO. O espaço percorrido dividido pelo tempo fornece a 58 .  A velocidade é dada pela componente horizontal em m/s ou km/h. 1963): i. MEDIDA DO VENTO  O regime dos ventos é medido por sua VELOCIDADE e DIREÇÃO. Folhas mecanicamente danificadas pelo vento têm reduzida capacidade de translocação e fotossíntese d.  Nos sensores digitais a direção é dada em graus.b. As SENSÍVEIS ao vento: não sobrevivem à exposição.  Os equipamentos medidores de velocidade são os ANEMÔMETROS: O número de giros das hélices ou canecas é transformado em deslocamento (espaço percorrido) por um odômetro. NE.6 km/h. CLASSIFICAÇÃO DAS PLANTAS QUANTO À REAÇÃO AOS VENTOS FORTES 1.

Os efeitos podem ser favoráveis ou desfavoráveis. atuando como substância de arrefecimento. Renovação do ar próximos às plantas. sendo decisivo na implantação de projetos. quando o ar se torna mais denso. facilitando a disseminação e diversificação de espécies. Translocação de vapor d’água. Dispersão de gases e partículas suspensas no ar. 59 . mantendo assim o suprimento de CO 2 para as folhas durante o processo de fotossíntese e aumentando sua eficiência. Remoção de calor de plantas e animais durante épocas quentes. Dispersão de esporos. tirando o excesso de regiões úmidas e umedecendo regiões mais secas. Sua importância engloba tanto aspectos positivos quanto negativos. pólen.velocidade média do vento. sementes. Fonte limpa e renovável de energia. furacão: danos generalizados Velocidade (km/h) <2 2a5 6 a 10 11 a 20 21 a 30 31 a 40 41 a 50 51 a 60 61 a 75 76 a 100 > 100 Efeitos do vento na Agricultura Essa importante variável climática tem efeitos em praticamente todos os setores da agricultura. podendo ser muito utilizada no campo. Efeitos favoráveis do vento na agricultura        Translocação de calor de regiões mais quentes para regiões mais frias. ESCALA DE VELOCIDADE DOS VENTOS Escala 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Categoria Calmo: fumaça vertical Quase calmo: fumaça desviada Brisa amena: agitação das folhas Vento leve: agitação das bandeiras Vento moderado: poeira no ar Vento forte: ondas em lagos e rios Vento muito forte Ventos fortíssimos: fios assobiam Ventania: impossível caminhar Vendaval: danos em edificações Tornado. diminuindo as concentrações que podem ser problemáticas principalmente no inverno. Em estações meteorológicas automáticas utiliza-se o ANEMÓGRAFO. desde a criação de animais até o cultivo de vegetais. amenizando assim o efeito da temperatura.

resultando em diminuição de ganho de peso.  Parte da energia armazenada e produzida é destinada aos processos de reconstrução dos tecidos danificados.  Para minimizar a perda de água por transpiração a planta reduz a área foliar e o número de estômatos por área (características xerófitas) o que resulta em redução na taxa de fotossíntese.  Para manter as taxas de transpiração e fotossíntese a planta desenvolve um sistema radicular profundo. constituindo um acelerador do processo de desertificação.  Aumento da evapotranspiração podendo levar ao fechamento dos estômatos.  Disseminação de patógenos e ervas-daninhas. 60 .  Danificação de tecidos vegetais devido à abrasão de partículas transportadas pelo vento.  Desconforto animal devido à remoção excessiva de calor.  Queda na taxa de fotossíntese devido aos danos citados.  Aumento do risco de incêndios em áreas florestais.  Eliminação de insetos polinizadores devido à dificuldade de vôo em áreas com grande incidência de ventos. fazendo com que o metabolismo fique acelerado para produzir calor e manter a temperatura corporal constante. diminuindo assim a energia disponível para o crescimento e desenvolvimento. acarretando diminuição na taxa de fotossíntese. permitindo a penetração de patógenos e diminuindo a translocação de substâncias.Efeitos desfavoráveis  Erosão eólica e deformação de paisagens.  Desfolha por efeito mecânico do vento.  Fissura de tecidos vegetais pela agitação contínua.  Conseqüente diminuição da produtividade. podendo provocar o nanismo da parte aérea devido ao gasto excessivo de energia com as raízes.  Deformações de plantas devido ao efeito mecânico do vento.

em geral plantas submetidas a ventos de 10 km/h ou mais continuamente. para que as atividades agrícolas sejam viáveis.Irrigação por Pivô Central Irrigação por Aspersão Em conseqüência do efeito sobre os processos nos vários processos citados. sejam eles naturais ou artificiais. interferindo no crescimento de culturas e animais. sendo necessário a proteção das culturas. tendo tanto efeitos favoráveis como desfavoráveis. principalmente. Ventos excessivos e contínuos representam um grande problema nas áreas rurais.  O vento é um elemento do clima que influi diretamente no microclima de uma área. 61 . através da utilização de quebra-ventos. mais grossas)  Menor número de estômatos por área foliar e estômatos menores. apresentam:  Redução no crescimento no desenvolvimento  Internódios menores e em menor número  Nanismo da parte aérea  Menor diâmetro  Menor número de folhas (menores.

com menor demanda atmosférica por água. Misto: combinação de árvores e plantas anuais. Ex. Outras estruturas como telhados (sombrites e ripados) também vem sendo utilizados como QV. eucalipto. grevílea e milho. c. b. principalmente a luminosidade e o vento. repercutindo na produtividade. cana-deaçúcar. 62 . os estômatos permanecem mais tempo abertos facilitando também a fotossíntese. d) as árvores do QV favorecem a manutenção de insetos polinizadores e de pássaros. pinus. contribuindo para a manutenção do equilíbrio ecológico da área. Temporários: plantas anuais ou semi-perenes. o que permite que ela aproveite melhor a acua disponível no solo. capim. inimigos naturais de alguns insetos predadores da cultura.   VANTAGENS DO USO DE QV a) altera o microclima. ajudando também na contenção de dunas. promovendo uma certa diversidade biológica. que por conseqüência altera as taxas de evapotranspiração da cultura. Seringueira. Ex: grevílea. Os QV servem tanto na proteção vegetal com na animal. A redução da velocidade do vento promove ambiente mais agradável aos animais. Permanentes: árvores. Ex: milho. sorgo. Geralmente. TIPOS DE QV  VEGETAIS: utilizados para grandes áreas a. minimizando o processo de desertificação. b) o QV também serve para proteger pastagens e animais. bananeira. se utiliza como QV plantas de porte maior do que aquelas que se quer proteger. Desse modo. principalmente em regiões planas. Para melhorar o aspecto ecológico pode-se considerar a possibilidade de se utilizar mais de uma espécie na linha de QV. que passa a viver num ambiente menos estressante. c) as árvores utilizadas como QV servem como abrigo para a fauna silvestre.Práticas Preventivas Contra os Efeitos Desfavoráveis do Vento  Locais menos sujeitos à incidência dos ventos  Ao se instalar uma cultura ou atividade agropecuária dentro de uma propriedade agrícola.  Uso de Quebraventos (QV) QUEBRA – VENTOS (QV)  Estruturas físicas que servem para reduzir a velocidade do vento a níveis suportáveis pelos seres vivos. devese escolher as áreas da propriedade menos sujeitas aos ventos frios e intensos.

moer grãos e serrar madeira. a energia eólica pode ser convertida em energia mecânica. Quando captada. pois dependem da durabilidade do produto empregado. em energia elétrica. Energia eólica 63 . Ex: sombrites e ripados. ARTIFICIAIS: utilizados para plantas de pequeno porte em cultivo intensivo e com alto valor econômico. que gira o rotor. as modernas turbinas eólicas convertem a energia eólica. Energia eólica É a energia contida na força dos ventos que sopram sobre a superfície da Terra. sendo temporários. para a realização de tarefas como bombear água. Conectando um rotor giratório (um conjunto de pás ligadas a um eixo) a um gerador elétrico.

derrubada de vegetação. podendo abranger o ano todo ou qualquer época dele. predominando no período da tarde e à noite (chuvas de verão). É resultado da diferença de temperatura. Precipitações frontais Originárias de nuvens formadas a partir do encontro de massas de ar frio e quente. podendo ser dos tipos: Orográfico Convecctivo Frontal A união dos “elementos de nuvem” forma os “elementos de chuva” Superação da força da gravidade. inundação). caracterizamse pela intensidade moderada. ventos fortes e granizos. após a evaporação e condensação. A precipitação ocorre sob as formas: Pluvial (chuva) Granizo Neve Originam-se de nuvens formadas pelo processo de resfriamento por expansão de massas de ar que se elevam na atmosfera. longa duração (dias) e sem horário predominante. 64 . curta duração. completando o ciclo hidrológico. Precipitações orográficas Ocorrem nas regiões que apresentam grandes variações de altitude. Conceito: Processo pelo qual a água condensada na atmosfera atinge gravitacionalmente a superfície terrestre. as chuvas são as principais formas de retorno da água para a su perfície terrestre. São originárias de nuvens convectivas (Convecção térmica) e caracterizam-se pela forte intensidade. Pela forte intensidade. carga elétrica e turbulência das gotículas no interior das nuvens.PRECIPITAÇÃO (CHUVA) Na região tropical. Originam-se devido à formação de nuvens por causa do relevo acidentado (regiões montanhosas) Precipitações convectivas Localizam-se na época de maior ganho de energia do ano. Concentram-se no período do ano em que ocorre a penetração de massas de ar de origem polar. quantidade. tamanho. pois a incidência é maior que a capacidade de infiltração do solo. trovoadas. podendo ocorrer descargas elétricas. Coalescência: crescimento das gotículas e agregação das mesmas. provocam muitos danos (erosão.

indicando os totais mensais. Consiste em determinar a espessura da camada de água líquida que se depositaria sobre a superfície horizontal. em decorrencia da precipitação. denominada altura de precipitação. V / A Onde: h = altura de precipitação (mm) V = volume de água captada (ml) Área da superfície coletora (cm2) Figuras do Pluviômetro e do Pluviógrafo Variação anual da precipitação O curso anual da precipitação é apresentado normalmente como um histograma (gráfico de barras). é determinada pela medida do volume de água captado por uma superfície horizontal de área conhecida. 65 . através da expressão: h = 10 .Medição da precipitação A medida da precipitação é feita por pluvíômetros e pluviógrafos. assumindo-se que: Evaporação Escorrimento superficial Infiltração Interceptação Esta espessura.

em torno do solsticio de verão.Precipitação no Brasil Região Sul = as precipitações mensais variam pouco ao longo do ano. com época mais chuvosa no equinócio de primavera. equinócio de primavera é menos chuvoso. não existindo diferenciação de períodos mais ou menos chuvosos. Região Nordeste: equinócio de outono e solsticio de inverno são mais chuvosos. Região Norte: precipitações mensais elevadas. 66 . Regiões Sudeste de Centro – Oeste: chuvas concentram-se na época mais quente do ano.

A condensação do vapor d’água no interior de uma massa de ar inicia-se quando esta atinge a saturação e ocorre sobre partículas microscópicas que se encontram em suspensão no interior da massa de ar. etc. Existem sais e óxidos higroscópicos normalmente na atmosfera e tornam-se ativos quando a umidade relativa do ar atinge um determinado valor (geralmente superior a 70%) e começam a adsorver moléculas de vapor d’água. aumentando de tamanho e formando as névoas. nuvens. OU DE AMBAS. Uma massa se mantém ou pode ser levada à saturação através do resfriamento. nevoeiros. adição de vapor d’água ou mistura com outra massa de ar de temperatura menor. ALÉM DE POEIRA. FUMAÇA OU RESÍDUOS INDUSTRIAIS. O processo de condensação pode ser descontínuo. produzidos nos centros urbanos e industriais. FORMAÇÃO DAS NUVENS A Condensação ou sublimação do vapor d’água origina nuvens. orvalho e geadas.Chuva na agricultura Fornecimento de água p/ as plantas Umidade relativa do ar Umidade do solo Ciclos biogeoquímicos Fator de intemperização Água para consumo humano e animal Muitos outros efeitos. PARTÍCULAS DE GELO. com a diminuição do teor de vapor e liberação de calor latente (vapor-líquido) e mantém-se enquanto prevalecerem as condições que propiciam a saturação da massa de ar. Os núcleos de condensação são constituídos de sais higroscópicos. 67 . Vapor d’água condensado nas nuvens: Precipitação. EVENTUALMENTE PODE INCLUIR ELEMENTOS DE NATUREZA HÍDRICA DE MAIORES DIMENSÕES. provenientes da água do mar e óxidos higroscópicos de enxofre e fósforo. NUVENS QUALQUER CONJUNTO VISÍVEL DE GOTÍCULAS D’ÁGUA. e que são chamadas de núcleo de condensação. EM SUSPENSÃO NA ATMOSFERA.

número e distribuição no espaço. Stratus e Ninbostratus Grande desenvolvimento vertical: ocorrem dos 600 até o limite superior da atmosfera. Quanto mais núcleos.000 e 6000 m  Autocumulus e Altostratus Baixas: do solo até 2000 m  Cumulus. mesmo com Umidade Relativa baixa. Resfriamento – diminuição da capacidade de retenção de vapor d’água – condensação dos núcleos existentes. dimensão. Stratocumulus. Elevação da massa de ar – menor pressão – expansão da massa de ar – diminuição da energia interna – resfriamento. Cirrocumulus e Cirrostratus Médias: Ocorrem entre 2.Processos de formação das Nuvens Processo principal: resfriamento por expansão adiabática (sem troca de energia/calor com o meio externo. As colorações são decorrência de sua posição em relação ao sol e ao observador. DAS PARTÍCULAS QUE A CONSTITUEM.  Cumuloninbus 68 . Podem assumir infinitas formas Atlas internacional de nuvens Constituem-se em quatro famílias Famílias de nuvens Altas: ocorrem na camada mais alta da Troposfera (acima de 6000 m)  Cirrus. maior a condensação. Deslocamento vertical de massas de ar Depende de: Relevo (esquema) Altitude do nível de condensação Processo de convecção térmica Superfícies frontais Classificação das nuvens O aspecto de uma nuvem depende essencialmente de: Natureza. São sempre brancas. Se o inverso acontece: dispersão das nuvens.

Classificação das Nuvens 69 .

Pileus Quando se observa o desenvolvimento dos grandes cúmulos congestus. produzindo os característicos halos à roda do sol e da lua. Os cúmulos são freqüentes em dia de sol. Os cúmulos começam tipicamente a formar-se a meio da manhã.Tipos de nuvens Cirros As nuvens em forma de filamentos. não a evaporar mas sim a crescer e podem ter uma duração longa. torna-se achatada assim que congela e espraia-se freqüentemente em forma de penacho (a "bigorna"). O aquecimento local do sol provoca correntes ascendentes de ar quente (Térmicas). Em geral precedem uma tempestade ou uma frente quente em aproximação. Formam-se muitas vezes agrupamentos destas nuvens. cirrostratos e cirrocúmulos formam-se quando o ar atinge o seu ponto de saturação a temperatura inferiores a –40ºc e congela imediatamente. É freqüente seguirem os cirros na aproximação de uma frente quente. Contudo. por ação dos ventos dominantes a grande altitude. anunciando a chegada de tempo instável. que é constituída por gotículas de água . que tem movimento horizontal. à medida que o ar arrefece e o vapor de água nele contido condensa. dissipando à medida que se afastam da fonte de ar quente que alimenta a sua formação. Cirrostratos(Cs) Os Cirrostratos são nuvens de cristais de gelo . mas difícil distingui las da bruma ou da neblina. Cúmulos (cu) 70 . Os cúmulos têm contornos bem marcados devido à continua produção de gotículas dentro da nuvem. Quando aparecerem no céu de forma espetacular são muitas vezes o pronuncio de uma tempestade ou de uma frente quente em aproximação. Os cumulonimbos completamente desenvolvidos são nuvens que provocam chuva forte ou granizo ou trovoadas. Em condições instáveis. O calor resultante da condensação de enormes quantidades de vapor de água realimenta as correntes ascendentes de ar quente. pode ter-se a sorte de avistar os sinais da evasiva nuvem pileus. formada transitoriamente acima de um cúmulo em desenvolvimento. todas com a base ao mesmo nível (Alinhamento de nuvens). ao contrário da bruma. característica dos cúmulos em desenvolvimento.Após o congelamento estas nuvens tendem. que crescem constantemente à medida que as gotículas de água são arrastadas para cima. e à sua rápida evaporação no ar mais seco circundante. As nuvens de gelo tais como os cirros. colocando-se a eles. São constituídas por cristais de gelo e desenvolvem uma configuração regular em bandas e filas de pequeníssimos tufos brancos.com o aspecto de um véu nebuloso transparente. uma nuvem pequena com uma cúpula superior arredondada. mas rapidamente o topo do cúmulo chega aí e a nuvem pileus desaparece na massa de nuvem que se eleva. A cúpula borbulhante. Se o ar for suficientemente húmido forma-se uma pequena nuvem no momento em que o ar atinge o pico desta brecha. têm a base entre os 500m e os 2Km e o topo situa-se entre os 3 e 6 Km. os minúsculos cristais de gelo dos quais o véu de Cirrostratos é composto ref letem a luz. congelando instantaneamente. formam-se entre os 5 e os 11 Km de altitude e são inteiramente constituídas por cristais de gelo. Cumulonimbos (cb) Em condições atmosféricas extremamente instáveis formam-se enormes e densos cúmulos. cada uma das quais produz uma nuvem em forma de couve flor. das extensões de maior altitude. antes de penetrar completamente nela. enquanto o sol aquece. Cirrocúmulos Os cirrocúmulos do " céu encarneirado" são nuvens altas formadas entre os 5 e os 11 Km. Os cúmulos pequenos duram apenas entre 15 e 20 minutos. quando o sol está fortemente aquecido. alimentada pelas correntes ascendentes de ar quente. Quando os cúmulos se elevam até uma camada superior de ar. devido às fortes correntes ascendentes convectivas no seu interior. Crescem a partir de cúmulos grandes. Quando uma massa de ar quente se eleva abruptamente a grande altitude a cima do ar frio o vapor de água nela contido vai condensar-se. Os enrolamentos e formas de gancho dos cirros são os finos rastos de cristais de gelo que caem lentamente. o ar ascendente que os precedem abre uma pequena brecha nesta camada. O topo destas nuvens congela em cristais de gelo. o ar no interior destas nuvens é mais quente do que o ar na vizinhança e assim as nuvens continuam a crescer. formadas entre 5 e 11Km. alcançam o seu máximo de extensão a meio da tarde dissipam-se quando o sol começa a arrefecer. brancos nos bordos mas muitos escuros na base e que se elevam como torres gigantescas até ao limite superior da troposfera. Elas podem apresentarem a forma de pequenos fragmentos brancos e sedosos ou então serem repuxados pelo vento e tomarem a forma de finos filamentos com as extremidades enroladas.

cinzenta. Substituem os cirrostratos à medida que uma frente quente se aproxima. com a base entre os 2Km e 6Km. Os estratos raramente são suficientemente espessos para produzir chuva. Se tornam mais espessas abaixam a sua base no seio de massa de ar frio e úmido. A força do vento molda-os em filamentos delicados. os estratos podem resultar da subida do nevoeiro. quando a chuva. Habitualmente os estratocúmulos não são muito espessos e tendem a provocar apenas chuva fraca ou chuvisco. freqüentemente com chuva contínua e apresentando farrapos soltos de nuvens cinzentas que correm muito depressa abaixo da base da nuvem principal. pois estão mais altos e mais longe. Os Altocúmulos são basicamente constituídos por gotículas de água mas podem conter cristais de gelo nas camadas superiores. Formam-se em condições de atmosfera estável. o ar quente é obrigado a subir. constituídas por massas globulares ou em rolos.Pois é composto por amontoados mais ou menos contínuos de nuvens esbranquiçadas. com base entre os 900 metros e os 3 km. pela aproximação de uma frente. Altocúmulos Os Altocúmulos. mas estas podem congelar ao serem capturadas por cristais de gelo que caem de nuvens mais altas. criadas pelo aquecimento do solo e pela direcção da brisa. Quando estas nuvens são espessas. Num dia de sol. no ar frio e úmido subjacente. Isto resulta de uma sucessão de correntes ascendentes e descendentes. neste caso. Nas imagens satélite é frequente observar-se grandes extensões destes alinhamentos de nuvens sobre os oceanos. misturando verticalmente o ar e transportando ar úmido da superfície para cima. os contornos são nítidos. ou neve fraca mas persistente. A sua base situa-se entre os 400m e os 2km. Podem Ter origem em extensões mais altas de estratocúmulos ou em cúmulos de grandes dimensões. O topo dos cúmulos Alinhamento das nuvens Em terrenos abertos e planos os cúmulos alinham-se frequentemente em filas. Dá lugar a chuva ou neve. De acordo com o movimento do ar podem tomar variadas formas. com base entre os 2Km e os 6Km de altitude. O nimbostrato produz um céu pesado cinzento e úmido. separando duas massas de ar úmido e resultam. quase sempre com porções escuras. onde o ar é tão frio que são todos feitos de cristais de gelo. ou então um céu quase negro que anuncia queda de neve. cai numa camada mais quente. mas podem provocar chuvisco. incluindo as bandas paralelas e configurações em célula. nuvens brancas ou acinzentadas das camadas médias da tropopausa. Estracumulos(Sc) Os estracumulos são nuvens baixas e muitas vezes formam-se quando o vento provoca turbulência no ar úmido junto ao solo . Quando é possível ver o sol através dos estratos. "rabos de égua": 71 . formam-se acima dos estratocúmulos. uma camada de ar bem misturado e demasiado quente para que se possa ocorrer condensação. O estracumulo não é uma camada acinzentada uniforme como os estratos (daí a adição da palavra "cúmulos"). cobrindo o céu totalmente ou parcialmente. podem transformar-se em nimbostratos. ou ainda mais abaixo. ou neve fraca a maior altitude. Assemelham-se freqüentemente aos estratocúmulos e poderá ser difícil distingui-los mas os seus elementos individuais parecem geralmente mais pequenos. e inversamente. evaporando e fazendo aumentar a umidade desta camada. designada por estrato. sobre uma superfície plana e uniforme. e quando a nuvem resultante tem a capacidade de se tornar suficientemente espessa para se formarem cristais de gelo nas camadas superiores da nuvem. Estas formações são por vezes o resultado de uma sucessão de nuvens geradas no ar húmido transportado para cima por correntes térmicas. que se estendem até perder de vista. Podem ainda aparecer num céu sem nuvens quando. dos altostratos que engrossam e descem.. ou neve. Esta camada é por vezes suficientemente ténue para deixar perceber a posição do sol através dela. separadas por vezes por porções de céu descoberto. às vezes listrada. Os estratos podem também formar-se por baixo de um nimbostrato. O nevoeiro é um estrato que se forma ao nível do solo na ausência da turbulência. tem a base a cerca de 400metros. produzida por este.Estratos(st) A camada nebulosa. Altostratos(as) Os altostratos são uma camada uniforme acinzentada ou azulada de nuvens. abaixo da base da nuvem.São muito freqüentes no inverno quando ar úmido se desloca para norte. mas onde o vento à superfície mantém. de acordo com a temperatura do ar abaixo dela . Os nimbostratos formam-se quando uma camada de ar quente é forçada a elevar-se por cima do ar frio ou então a subir uma montanha. forte e contínua. Rabos de égua Os cirros formam-se a grande altitude. muitas vezes sombria. Consistem principalmente de gotículas de água sobrearrefecidas. as nuvens causadoras de chuva. mas sem o deixar ver claramente. nas regiões montanhosas ou temperaturas inferiores a 0ºc. baixa e cinzenta. formam-se bandas paralelas regulares de nuvens. Podem resultar do espraiamento das partes medias ou superiores dos cúmulos quando estes alcançam uma camada de ar quente estável. Nimbostratos O nimbostrato é uma camada nebulosa espessa. ao mesmo tempo em que a arrefece. o contraste entre as partes claras e escuras é grande. Os nimbostratos acompanham tipicamente as frentes quentes. fria. a temperaturas acima do ponto de congelamento. e logo empurradas pelo vento.

Lençóis de nimbostratos. atenuando-se gradualmente e tornando-se cada vez menos nítidos.Um dia de chuva Nuvens sombrias. numa atmosfera úmida permanecem durante muito tempo. Os rastos de condensação são linhas retilíneas de nuvens que se formam no rasto dos aviões. A duração e a intensidade dos aguaceiros varia bastante. que pouco mais é que neblina. despejarem numa tarde um dilúvio. Os traços de dissipação são bandas de céu limpo. resultante da evaporação numa nuvem provocada pelo ar quente dos motores. O espaço entre o motor e o inicio do traço de condensação resulta do ar sair dos motores a uma atmosfera demasiado elevada para que se possa dar condensação de imediato. Numa atmosfera seca dispersam-se rapidamente. Estas nuvens são escuras porque são tão espessas e cheias de água que nenhuma luz as atravessa. são sinal certo de chuva iminente. Estratos baixos podem envolver-nos num chuviscar permanente. As maiores precipitações vêm das nuvens mais espessas e mais escuras. que pode durar horas e até dias seguidos. tendem a dar chuva mais lenta e persistente. cor de carvão. 72 . Nos trópicos é freqüente cumulonimbos gigantes. à medida que o avião atravessa a nuvem. como resultado da condensação do vapor de água emitido pelos motores (no vapor de água é um dos produtos da combustão do fuel). que têm toda a altura necessária para se formarem gotas de água. mais leves e finos. que chegam aos 15 Km de altitude.

PENMAN (1948). Isolando-se a Evapotranspiração: ET = P + I ± ΔS – D – ES HISTÓRICO O conceito de evapotranspiração em termos de demanda de água pelas plantas não é recente e apareceu no início do século passado com SPALDING (1905). Evapotranspiração é. CAMARGO (1966). onde a evapotranspiração é tratada como um processo físico. Vários outros cientistas tentaram desenvolver fórmulas para representar a relação entre os parâmetros atmosféricos e a água consumida pelas plantas. D = drenagem. Em 1944. constituído de dois requisitos básicos: uma fonte de energia que produz calor para a vaporização e um mecanismo de transporte para remover o vapor. estudos sistemáticos tem sido feitos por VASCONCELLOS. Seu trabalho foi um marco nos estudos de evapotranspiração no Brasil. Modificando-se os termos da equação do balanço hídrico. por precipitação pluvial mais irrigação suplementar e a quantidade de água perdida por percolação. e no crescimento das plantas. ES = escoamento superficial. para expressar a ocorrência concomitante de evaporação e transpiração de uma comunidade vegetal de pequeno porte. o termo evapotranspiração foi utilizado por THORNTWAITE. 73 .  = variação no S armazenamento de água no solo. iniciou uma série de estudos. obtém-se a equação: P + I – D – ES – ET ± ΔS = 0 onde: P= precipitação. que analisou a influência da intensidade da luz na demanda da transpiração. que são verificados no solo nu. mediu a diferença entre a quantidade de água recebida por um vaso. contribuindo para a melhoria das condições de produção. num determinado intervalo de tempo. Na região dos cerrados.EVAPOTRANSPIRAÇÃO CONCEITO: Quantidade de água evaporada da superfície do solo e das plantas mais a utilizada pelas plantas no processo de transpiração. a restituição de água para a atmosfera nas condições naturais do meio físico. Destes. cobrindo totalmente o solo. então. de maneira a determinar a ET de culturas no cerrado. preocupado em quantificar o consumo de água e a influência dos fatores climáticos no balanço hídrico. corresponde à evapotranspiração potencial do período. I= irrigação.

A evaporação é uma perda indesejável.Processos que atuam na Evapotranspiração EVAPORAÇÃO É o fenômeno pelo qual uma substância passa da fase líquida para a fase gasosa. Na transpiração há necessidade de um suprimento de energia externa. A transpiração é responsável pelo transporte de nutrientes no fluxo de massa e pela dissipação de calor. o calor. do sistema solo-planta para a atmosfera. que são estruturas microscópicas (<50 μm) e que ocorrem nas folhas (5 a 200 estômatos/mm2). Esta perda de água dáse na superfície do solo pela evaporação e na superfície da planta através da transpiração. Assim pode-se definir o fenômeno de evapotranspiração como a transferência de água na forma de vapor. participa de suas atividades biológicas. A transpiração pode ser considerada uma perda desejável de água. para atender à demanda evaporante da atmosfera. TRANSPIRAÇÃO É a evaporação da água que se dá através dos estômatos. Evapotranspiração 74 . que é o gradiente de pressão de vapor e a velocidade do vento. utilizando uma energia externa. pois é uma água que sai do solo sem participar das atividades biológicas da cultura. pois esta água que passa pela planta e se perde na atmosfera. do ponto de vista agronômico.

2. 1956). ETR será sempre menor ou igual a ETP. 3. EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL (ETR) É a evapotranspiração de determinada cultura. 5. de pequeno porte. fertilidade e disponibilidade de água no solo. 75 . 5. em qualquer estádio de crescimento (BERLATO & MOLION. 4. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA (ETc) Evapotranspiração de determinada cultura. Termos mais utilizados na atualidade: Evapotranspiração de referência e da cultura. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA (ET0 ou ETr) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira (gramínea verde com 8 a 15 cm de altura). quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no solo. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água (PENMAN. cobrindo completamente o solo. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. 2. em fase de crescimento ativo.TIPOS DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL (ETP) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA (ETm) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. isto é. 1981). 3. 4. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. de modo a permitir a produção potencial desta cultura nas condições de campo. sob as condições normais de cultivo. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL 1.

Evapotranspiração FATORES QUE DETERMINAM OS VALORES DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 

Climáticos: Radiação Solar; Temperatura; Umidade; Vento e Precipitação. Da planta: Espécie; variedade; sistema radicular; arquitetura, estádio de desenvolvimento. Do solo: Tipo; condutividade hidráulica; fertilidade; salinidade; infiltração e drenagem. Outros: presença de palhada, sanidade da cultura (pragas e doenças).
76

MÉTODOS DE AFERIÇÃO DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. DIRETOS Aparelhos que medem a quantidade evapotranspirada diretamente, em campo. 2. INDIRETOS Aparelhos que fornecem dados para o cálculo da evapotranspiração Equações empíricas MÉTODOS DIRETOS LISÍMETROS O lisímetro de percolação é o mais usado no país. Consiste em enterrar um tanque no solo deixando a sua borda superior 5 cm acima da superfície do solo. Do fundo do tanque sai um dreno que conduz a água até um coletor. O tanque deve ser cheio com o solo do local onde será instalado o lisímetro, mantendo a mesma ordem dos horizontes. No fundo do tanque coloca-se uma camada de brita coberta com uma camada de areia grossa, para facilitar a drenagem da água que percolou através do tanque. Pode ser de percolação, de pesagem mecânica, de flutuação e hidráulico.

Figura 1: Esquema de um lisímetro de percolação Fonte: Ferreira, 1996

Figura 2: Lisímetros de percolação (FAL – UnB) 77

SONDA DE NÊUTRONS Método muito recomendado devido a sua precisão, a sonda de nêutrons é baseada no princípio de que o hidrogênio é mais efetivo do que qualquer outro elemento para diminuir a velocidade dos nêutrons rápidos e que a maior parte dos núcleos de hidrogênio presentes no solo são encontrados na molécula de água. Os nêutrons rápidos irradiados dentro do solo são absorvidos pelo hidrogênio e então são refletidos de volta ao detector como nêutrons lentos (ROSENBERG, 1983).

Figura 1 – Sonda de Nêutrons instalada no campo

Figura 2 – Sonda de Nêutrons no campo (FAL – UnB), com a cultura da soja.

TENSIÔMETROS Os tensiômetros são aparelhos simples, colocados em diferentes profundidades no solo cultivado. A variação da água se obtém pela diferença nos respectivos teores de umidade, verificados a partir de leituras dos tensiômetros. O sinal a ser utilizado será variável conforme a variação no teor de umidade.

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que mede a condutividade hidráulica do solo. com a cultura da soja (FAL – UnB) TDR Aparelho que mede a umidade em um ponto do solo através de uma corrente elétrica. e dá a resposta em termos de umidade. Figura 3 – Modelos de TDR 79 .Figura 1: Tensiômetros digitais Figura 2: Tensiômetros instalados no solo.

Por meio da evaporação do tanque (EAC). EvTA = evaporação no Tanque Classe A (mm). Para transformar esses dados em evapotranspiração. construído normalmente de aço galvanizado. Deve ser instalado sobre um estrado de madeira e cheio de água até que o seu nível fique a 5 cm da borda superior do tanque. estima-se a ET0 pela multiplicação da evaporação medida pelo coeficiente Kp que leva em conta o clima e o meio circundante do tanque. A evapotranspiração é medida em micrômetros de gancho.MÉTODOS INDIRETOS TANQUE CLASSE A EQUAÇÕES EMPÍRICAS TANQUE CLASSE A Consiste em um recipiente circular. prático e econômico (STONE & SILVEIRA. Kp = coeficiente do tanque Figura 1 – Tanque Classe A Figura 2 – Tanque Classe A no campo (Estação Meteorológica – FAL – UnB) 80 . 1995). O Tanque Classe A é preciso. assentado sobre um poço tranqüilizador. é necessária a multiplicação pelo coeficiente Kp do tanque. dado pela equação: ET0 = EvTA . A evapotranspiração de referência estimada pelo método do Tanque Classe A é medida a partir da evaporação da água do tanque. Kp Onde: ET0 = evapotranspiração de referência (mm).

{ W . Nas áreas que possuem dados de temperatura. Indiretos) Disponibilidade para o trabalho em campo (mét.Evapotranspiração de referência de um cultivo (mm/dia) c . Blaney & Criddle.EQUAÇÕES EMPÍRICAS Existem métodos indiretos para o cálculo da evapotranspiração. Para estimativa da evapotranspiração por meio de Penman. Hargreaves & Samani. umidade. A PRECISÃO DA ESTIMATIVA VAI DEPENDER:    Fatores climáticos envolvidos Precisão dos dados meteorológicos requeridos (mét. Rn + (1 – W) . (ea – ed) Onde: ET0 . Makkink. Diretos) 81 . vento e insolação ou radiação. é utilizada a seguinte equação: ET0 = c . Monteith) Thornthwaite. que se baseiam em fórmulas que combinam diferentes elementos climáticos. 1992).Fator de correção W .Função relacionada com o vento (ea – ed) – Diferença de pressão de saturação de vapor de água e sua pressão real OUTRAS EQUAÇÕES: Modificações da equação de Penman (FAO.Fator relacionado com a temperatura Rn . pois é provável que proporcione resultados mais satisfatórios para avaliar os efeitos do clima sobre as necessidades de água das plantas (MOREIRA. sugere-se o emprego da equação de Penman modificado. etc.Radiação líquida f (u). f (u) .

e expressa a proporção da evapotranspiração que está ocorrendo. Exemplo de Gráfico para Kc. Fatores que influenciam o Kc: Genética da planta Época do plantio Ritmo de crescimento e duração do período vegetativo As condições climáticas Freqüência de irrigações e/ou precipitações na primeira fase de crescimento 82 .COEFICIENTE DA CULTURA (Kc) Relação entre a evapotranspiração da cultura e a evapotranspiração de referência: Kc = ETc / ET0 Pra que serve o Kc? O coeficiente da cultura é um importante parâmetro utilizado para a irrigação de diferentes culturas. em relação àquela que ocorreria em condições ótimas (de referência).

Maximização da produtividade das culturas Sanidade das culturas (diminuição de doenças) Conservação do solo Aumento do nível de controle na produção Desenvolvimento tecnológico. etc. manutenção.Utilização agronômica da evapotranspiração Dimensionamento de projetos e sistemas de irrigação Calculo de irrigação: quando e quanto? Redução de custos: investimentos. Conservação ambiental: água e energia. 83 . energia. água. etc. fertilizantes. redução de contaminação do lençol freático.

pode-se obter:          Informações relacionadas ao conhecimento do regime hidrológico de uma região. Excesso hídrico (E) = aparelhos ou estimativa Aplicações agronômicas do BHC À partir do conhecimento gerado pelo balanço hídrico climatológico. Armazenamento da água da chuva. 84 . numa região. ao longo do ano. Como calcular. Adoção de práticas conservacionistas visando o controle da erosão hídrica O CONHECIMENTO DAS NECESSIDADES BÁSICAS DAS CULTURAS E O FORNECIMENTO DE INSUMOS SEM INCORRER EM FALTA OU EXCESSO. Épocas mais adequadas para o preparo do solo e início das atividades agrícolas. CONTRIBUEM PARA UM EQUILÍBRIO NOS MEIOS PRODUTIVOS. Consumo hídrico de diferentes culturas. Zoneamento agroclimático. Viabilidade de implantação de sistemas de irrigação. sendo também uma ferramenta para se estudar a viabilidade de implantação de sistemas de irrigação e/ou drenagem. GERANDO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Viabilidade de produção de determinadas culturas ou aclimatação de espécies vegetais exóticas. Inferência analítica sobre o efeito do fator água sobre o interesse econômico. sonda de nêutrons) ou tabelas (recomendações). na prática o balanço hídrico climatológico? P + D – ET – Δa – E = 0 Precipitação (P) = aparelhos de medição (pluviômetro ou pluviógrafo) Déficit hídrico (D) = calculado à partir da evapotranspiração Evapotranspiração (ET) = aparelhos (métodos diretos) ou equações empíricas (indiretos) Variação no armazenamento de água do solo (a) = aparelhos (tensiômetros.BALANÇO HÍDRICO CLIMATOLÓGICO Possibilita monitorar o armazenamento de água no solo e quantificar o excesso e a deficiência hídrica.

ATMOSFERA . ADVECÇÃO .Área de pressão que diverge os ventos numa rotação anticiclônica (oposta à rotação da Terra). Muitas vezes confundida com nuvens do tipo cirrocumulus.É considerado como a mistura de gases que compõem a atmosfera da Terra. enquanto que baixas taxas de albedo incluem florestas e terra fresca. ATMOSFERA PADRÃO . É quando a temperatura média do mar está em torno de 15 graus Celsius. AJUSTE DE ALTÍMETRO . seus elementos (nuvens individuais) têm uma massa maior e projetam uma sombra em outros elementos. ANTICICLONE . ou sobre o nível do mar.93% e dióxido de carbono (CO2) a 0. e da maioria dos gases importantes em meteorologia. Também chamada de região polar. e violeta).Transmissão de calor ou qualquer fenômeno na atmosfera pelo movimento horizontal de uma massa de ar (vento). de cristais de gelo. de forma que ela indique a altitude de uma aeronave em relação ao nível do mar. grossas e cinzentas. é o vapor de água (H2O). É considerado o oposto de úmido quando se fala em climas. ALTAS LATITUDES . é o oposto de uma área de baixa pressão. sobre o local. ARCO-ÍRIS .Nota formal divulgada por meteorologistas quando se conclui que existem condições para ocorrer um furacão em uma área litorânea. Isto varia de acordo com a textura. é geralmente encontrada entre 2.033%.300 e 5.000 e 20.Relação da quantidade de radiação refletida da superfície de um objeto e comparada à quantidade de reflexos que a radiação produz.Arco luminoso que exibe todas as cores do espectro visível de luz (vermelho. ALBEDO .O movimento horizontal do ar mais frio em um local.Instrumento usado para determinar a altitude de um objeto a partir de um nível fixo. A observação é usada para informar à população. azul claro. ionospera e exosfera.946%. cor e expansão da superfície do objeto e é informado em percentagem. Nas latitudes média s. Um dos componentes mais importantes do ar.5 graus Celsius a cada quilômetro que nos elevamos na atmosfera.Composta de massas globulares baixas. ABSORÇÃO . ALERTA DE FURACÃO . argônio (A) a 0. ALTÍMETRO DE PRESSÃO . nas próximas 24 a 36 horas.GLOSSÁRIO METEOROLÓGICO ABRIGO METEOROLÓGICO . verde.000 e 18. mesosfera.09%.000 pés) de altitude. amarelo. O arco sempre é visto no céu do lado oposto em que está o Sol. ou 29. ALTOSTRATUS . estratosfera. ou ciclone.O gás ou a porção de ar do ambiente físico que cerca um planeta. Do branco ao cinzento. muitas vezes obscurecendo o Sol ou a Lua.O valor da pressão para o qual a balança do altímetro de uma aeronave é determinado. É um bom indicador de precipitação e freqüentemente precede uma tempestade. pelo reflexo total e pela dispersão da luz. Exemplos inclue m transmissão horizontal de calor e umidade.000 metros (8. Pode formar vários sub-tipos.Atmosfera padrão é uma expressão definida pela International Civil Aeronautical Organization (ICAO). ALTOCUMULUS .Termo usado para definir um clima extremamente seco. projetada para proteger os instrumentos que medem a temperatura da exposição direta ao Sol. Virga freqüentemente provém destas nuvens. Os gases principais que compõem o ar seco são nitrogênio (N2) a 78. ou altocumulus lenticularis. está situada mais ou menos perto da superfície e m razão da atração gravitacional da Terra. é encontrada entre 4. laranja. não existe umidade no ar. ALTÍMETRO . como altocumulus castellanus.Faixa de latitude localizada aproximadamente de 60 a 90 graus nos Hemisférios Norte e Sul.013. A isto é dado o apelido de "ovelhas" ou "flocos de algodão". No caso da Terra. Nas latitudes médias. O altímetro é ajustado com a aeronave no chão. ADVECÇÃO FRIA .400 e 6.Em meteorologia. oxigênio (O2) a 20. As divisões da atmosfera incluem: troposfera. Normalmente os meteorologistas medem a altitude a partir da pressão do nível do mar. A radiação absorvida é então transformada em energia molecular. É visível quando o Sol brilha e o ar contém água vaporizada ou pingos de chuva. esta nuvem de altura média é básicamente feita de gotículas de água. é a medida da altura de um objeto aerotransportado sobre a pressão constante de uma superfície. ANEMÔMETRO . A característica que a define é uma camada inchada e ondulada na nuvem que pode ser vista com freqüência. ADVECÇÃO QUENTE .92 polegadas de mercúrio.000 metros (15. em terra e no mar. 85 .25 milibares.Transmissão horizontal do ar mais quente em uma determinada área. a intensidade e o movimento da tempestade. É criado por refração.000 pés) de altitude . Superfícies com altas taxas de albedo incluem areia e neve. ÁRIDO . chuvas e condensação. as nuvens do tipo altostratus podem criar um véu ou lençol fibroso. o padrão de pressão é de 1. o que ocorre durante ou imediatamente após uma chuva.Instrumento que mede a velocidade e força do vento.Estrutura semelhante a uma caixa ventilada. ALTITUDE .Esta nuvem de altura média é basicamente composta de gotículas de água e. Também conhecida como área de alta pressão. às vezes. efetivamente. azul. Virga também provém destas nuvens. onde. Move-se no sentido no sentido antihorário no Hemisfério Sul e horário no Hemisfério Norte.Barômetro aneróide calibrado para indicar a altitude em pés em vez de unidades de pressão. e a variação da temperatura é de -6. AR . ou num grupo de ilhas.Processo no qual a energia luminosa incidente é retida por uma substância.

Embora barômetros de mercúrio sejam muito precisos. a aproximadamente 9. Registra a mudança na forma de uma célula de metal vazia para medir variações na pressão atmosférica. Oposto de crista.02 polegadas). CICLOGÊNESE . aberto numa ponta e fechado na outra.T. depositando-o num tanque de mercúrio. regiões de clima temperado. Dois exemplos são o Barômetro aneróide e o Barômetro de mercúrio. no centro da qual há um mínimo de pressão relati va. principalmente da água em estado líquido. O primeiro a usar o Barômetro de Mercúrio foi Evangelista Torricelli (1608-1647).O estado do céu quando nenhuma nuvem ou obscurecimento são vistos ou detectados do ponto de observação. As medidas no vidro registram a pressão em polegadas e milibares.Área alongada de baixa pressão atmosférica que é associada com uma área de circulação ciclônica mínima. É o nome dado para um ciclone tropical no Oceano Índico. Também chamado de extratropical baixo ou tempestade extratropical. CICLONE TROPICAL .Dispositivo usado para registrar a temperatura em grandes profundidades (pressão) do oceano.Instrumento usado para medir a mudança da pressão atmosférica. ou ciclone. Mede o ângulo da base da nuve m incluído pelo observador (ou equipamento). As medidas são calculadas em polegadas de mercúrio. Em termos oceânicos. foram eles que levaram os observadores a usar os Barômetros Aneróide. como os trópicos.O processo que cria um novo sistema de baixa pressão. Como exemplo. À medida em que a pressão atmosférica aumenta. ou intensifica um sistema preexistente. CHUVISCO . CICLONE EXTRATROPICAL . protegendo o planeta da radiação ultravioleta.Zona de transição entre a Terra e a atmosfera. Precede também o aparecimento de um Cavado Equatorial ("trough"). ou para elevar sua energia interna. Um vazio quase perfeito se forma na parte fechada do tubo. quando a pressão atmosférica di minui.Instrumento usado para medir a elevação angular de uma luz projetada na base de uma nuvem. A circulação do vento segue a direção horária no Hemisfério Sul e anti-horária no Hemisfério Norte. por um número determinado de anos. feita em geral de fósforo de bronze ou cobre de berílio. CICLONE . Oposto de um anticiclone ou de um sistema de alta pressão. veja Barômetro aneróide. tanto ao norte quanto ao sul do equador.Um instrumento que registra continuamente a leitura que um barômetro está fazendo da pressão atmosférica. É referida como "DZ" quando está em observação e pelo Metar. ou polar. a lanterna e a mancha iluminada na nuvem. BARÔMETRO . que se desenvolve sobre as águas tropicais e. Também chamado de região tropical ou tórrida.Condições atmosféricas destituídas de vento ou de qualquer outro movimento do ar. C CALMARIA . é a ausência aparente de movimento da superfície de água. considerando a média de sua ocorrência em um deter minado local.Camada atmosférica que contém uma proporção alta de oxigênio que existe como ozônio.Grandes áreas de circulação do ar criadas pela rotação da Terra e pela transferência de calor na linha do equador. dentro da qual é encontrada a maior parte das formas de vida terrestre. CALOR .Precipitação que cai lentamente em forma de minúsculas gotículas de água com diâmetros menores do que 0.Um instrumento para medir a pressão atmosférica.Um instrumento usado para medir a pressão atmosférica.5 milhas (15 a 20 quilômetros) da superfície da Terra. Provém de nuvens do tipo stratus e é freqüentemente associada com baixa visibilidade e névoa.5 a 12. CAVADO EQUATORIAL . BARÔMETRO DE MERCÚRIO . É um tubo de vidro longo.Forma de energia transferida entre dois sistemas em virtude de uma diferença na temperatura. É considerada a porção exterior da geosfera e a porção interna ou mais baixa da atmosfera. BARÔMETRO ANERÓIDE .5 milímetros (0. instrumento de medição que indica a intensidade da precipitação medido em milímetros de chuva.Cinturão localizado entre zero e 30 graus de latitude. às vezes. mas também pode ser chamado de sistema de baixa pressão. com ventos convergentes e circulares. A altura da coluna de mercúrio no tubo é a medida da pressão do ar.Quantidade de precipitação de qualquer tipo. Possa ser chamado de um B. Outros fenômenos com fluxo ciclônico podem ser definidos por esta expressão e também como poeira do diabo.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. Situa-se entre a troposfera e a estratosfera.Área de pressão de circulação fechada. CHUVA . o mercúrio volta para o fundo. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. CÉU CLARO . Na condição de ozônio ela age como um filtro. CAMADA DE OZÔNIO . para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica. CEILÔMETRO . Geralmente considerado como um ciclone fronteiriço migratório encontrado nas médias e altas latitudes.B BAIXAS LATITUDES . BATITERMÓGRAFO .Núcleo aquecido do sistema de baixa pressão atmosférica. BARÓGRAFO . depois que o mercúrio desce. CICLO DA ÁGUA . Normalmente mede-se a precipitação através de um pluviômetro. CÉLULAS DE CIRCULAÇÃO . o mercúrio se movimenta do tanque para a parte superior do tubo. A primeira Lei da Termodinâmica demonstrou que o calor absorvido por um sistema pode ser usado pelo sistema para fazê-lo funcionar. tornados e sistemas tropical e extratropical. o que influencia o clima dessas regiões. 86 . BIOSFERA .Qualquer ciclone de origem não tropical. físico e matemático italiano. Enche-se o tubo com mercúrio e sela-se o tubo temporariamente. quando não há nenhum vento ou ondulação. O aneróide é uma cápsula fina e fechada de metal ou célula. A circulação fica restrita a uma região específica.

Com o aquecimento adicional da superfície da Terra. CORRENTE DE JATO .Movimento do vento que resulta num influxo horizontal do ar em uma região específica. normalmente são encontradas formações dessas nuvens entre 20. é o oposto de subsidência. é usado para descrever o fluxo da corrente de água dentro de uma grande área. CUMULUS . CISALHAMENTO DIRECIONAL . o fenômeno pode ser classificado como perturbação tropical. do oeste para leste. COALESCÊNCIA . que se desenvolve a partir da nuvem cirrus e se estende em uma camada fina. É o processo físico oposto ao da evaporação. CIRROCUMULUS . as Correntes de Jato são causadas pelas mudanças da temperatura do ar ? quando o ar polar frio que se move para o equador encontra o ar equatorial quente que e stá se movendo para o pólo.Um das três formas básicas de nuvem (as outras duas são cirrus e stratus). depressão tropical. Em termos oceânicos. jatos polares. É o oposto de cavado equatorial ("trough"). ou pelo contato de uma substância com outra. CIRCULAÇÃO . É a nuvem mais alta que se forma no céu.000 metros).000 pés). Cirrus é uma nuve m magra. Também é o tipo de nuvem menos comum e se forma freqüentemente a partir das nuvens cirrus ou cirrustratus.000 e 9. na troposfera. do estado gasoso para o estado líquido. CIRRUS .Uma das três formas básicas de nuvem (as outras são cumulus e stratus). Deve ser suficientemente prolongado para que a falta de água cause sério desequilíbrio hidrológico.O estudo do clima.Área de ventos fortes concentrados em uma faixa relativamente estreita na troposfera superior das latitudes médias e regiões subtropicais dos Hemisférios Norte e Sul.Processo pelo qual o vapor de água sofre uma mudança. e jatos subtropicais. Em números absolutos. furacão ou tufão. COORDENADAS UNIVERSAIS DO TEMPO . CÚMULUNIMBUS . Nas latitudes médias. Inclui dados climáticos. jatos de superfície. Nuvens pequenas e esparsas do tipo cumulus estão associadas com tempo bom (cumulus humilis).Movimentos dos fluidos que transportam e misturam as propriedades de um fluido específico. Cria geralmente um "céu escamado". CLIMATOLOGIA . Quando usado para insinuar só o movimento superior vertical. elas podem crescer verticalmente ao longo do dia. é freqüentemente acompanhada por chuvas pesadas. a análise das causas das diferenças no clima e a aplicação de dados climáticos na solução de objetivos específicos ou problemas operacionais.A fusão de duas gotas de água em uma única gota maior.Nuvem do tipo cirro com desenvolvimento vertical.Rajada de vento criada por uma mudança rápida na direção do vento com altura. ou delgada. Também é um dos dois tipos de nuvem baixa.Fluxo ou movimento de um fluido em ou por uma determinada área ou volume. tornados. Oposto de divergência. Outros nomes para esta medida de tempo são Zulu (Z). indicando que isto pode ocorrer num prazo de 12 a 24 horas. com exceção do topo das bigornas de nuvens cumulunimbus que. CONVECÇÃO . com as quais é associada no céu. raios. Em algumas condições atmosféricas. uma vez que as ondulações podem se parecer com escamas de peixe. Pode dar ao céu um ligeiro tom leitoso ou velado. às vezes. Clima excessivamente seco numa região específica. A base da nuvem está freqüentemente a uma média de 900 metros de altitude (3. CORREDOR DOS TORNADOS . CRISTA . Em meteorologia. e que se movimenta de forma circular organizada. Dependendo dos ventos de sustentação da superfície.000 pés de altitude (6. trovões e. Descreve padrões menores em sistemas de pressão semi-permanentes como também as correntes relativas e permanentes globais do ar. ocasionalmente. estas nuvens podem se trans formar em nuvens 87 . O topo de tal nuvem pode alcançar facilment e 6. com a aparência de um lenço l plano e fibroso. CIRCULAÇÃO DESCENDENTE DE VALE E MONTANHA . tempestade tropical. CONVERGÊNCIA . CIRRUSTRATUS . usado pelas comunidades científicas e militares.000 metros de altitude (20. se formam em alturas excessivas. que tem a aparência de um lençol de bolas brancas e pequenas. CLIMA .subtropicais. é usado para descrever o fluxo de ar que se move no sistema de pressão da atmosfera.000 pés).Nuvem que se desenvolve verticalmente da nuvem cúmulo e é freqüentemente coberta por uma nuvem cirrus em forma de bigorna. As estatísticas são extraídas de várias décadas de observação. que aparece freqüenteme nte com a forma de véus remendados ou como margem de praia. Fluindo em uma faixa semi-contínua ao redor do globo.Um dos vários nomes para as 24 horas do dia. c huva de granizo. É marcado por uma concentração isotérmica e por um cisalhamento vertical forte. porém. CONDUÇÃO .000 e 30. É uma nuve m que se desenvolve numa direção vertical. Estas propriedades podem ser calor e/ou umidade.O aquecimento de um fluxo de ar quando desce uma colina ou o declive de uma montanha. ou Tempo Médio de Greenwich (GMT). A palavra é derivada do grego. significando inclinação e refletindo a importância que os estudos da antiguidade atribuíram à influência do Sol. Esta nuvem é uma boa precursora de precipitação. klima.Nuvem do tipo cirrus. Ventos convergentes em níveis mais baixos são associados com movimento superior. gerando um efeito ondulado. Também é um dos três tipos de nuvem alta.Transferência de calor pela ação de uma substância molecular. Também chamada de nuvem de temporal. esta parte dos Estados Unidos registra mais tornados do que qualquer outra. composta de cristais de gelo.Corredor geográfico nos Estados Unidos que vai do norte doTexas a Nebraska e Iowa.O registro histórico e a descrição da média diária e sazonal de eventos climáticos que ajudam a descrever uma região. a partir da base (fundo) para cima. Às vezes é confundida com altocumulus. estes cristais de gelo podem criar o efeito de halo ao redor do Sol ou da Lua. CONDENSAÇÃO . associada à área de circulação máxima de um anti -ciclone. ou ventos fortes e tempestuosos. mas o topo pode variar em altura.Área alongada de alta pressão atmosférica. Várias dessas correntes incluem jatos do ártico. tem uma massa individual menor e não lança sombra em outros elementos. ou mais. Oposto do circulação ascendente ("upslope"). Quando vistos da superfície da Terra.

Ponto no qual a eclíptica intercepta o equador celestial. Em oceanografia. Em 1948. raramente produz 88 .Uma das três formas básicas de nuvem (as outras duas são o cirrus e o cumulus). També m se aplica a uma fase de desenvolvimento do ciclone tropical conhecida como depressão tropical. É uma nuvem em forma de lençol e que não exibe elementos individuais. E EFEITO CORIOLIS . e m geral. É a linha imaginária que divide o planeta em Hemisfério Norte e Hemisfério Sul. Mais comumente usada em áreas que utilizam o sistema métrico de medida.Escala de temperatura em que a água. que é o nível de referência para todas as medidas atuais da pressão atmosférica naquela estação. tem camadas uniformes e raramente está a mais do que 1. ESCALA KELVIN DE TEMPERATURA . pode lentamente se formar a partir de uma perturbação tropical. EFEITO ESTUFA . que permitem que os raios do Sol aqueçam a Terra. ENCHENTE REPENTINA . ESCALA DE BEAUFORT . mas impedem que parte desse aquecimento retorne para o espaço. Divergência a níveis mais baixos está associada.0 graus Celsius ou 39.Inundação que acontece muito rapidamente.Escala de temperatura na qual o nível da água do mar tem um ponto de congelamento em zero graus C (Celsius) e um ponto de ebulição em +100 graus C. DEPRESSÃO . Também conhecida como Escala de Temperatura Absoluta. ou menos. Isto acontece quando as águas mornas equatoriais mudam e deslocam as águas mais frias da Corrente de Humbolt. A escala foi inventada por Sir Francis Beaufort (1777-1857). físico e matemático escocês nascido na Irlanda. Tendo. Também é um dos dois tipos baixos de nuvem.Relação da massa de uma substância com o volume que ela ocupa. A força é maior nos pólos Norte e Sul e quase inexistente no equador. DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) . 60 quilômetros por hora (33 nós). devido principalmente à presença de dióxido de carbono e vapor de água. DIVERGÊNCIA . Foi criada por Anders Celsius em 1742. no máximo. no qual os ventos de sustentação da superfície são de. sendo equidistante dos pólos Norte e Sul. no nível do mar. ESCALA FAHRENHEIT DE TEMPERATURA . conhecidas como cumulus congestus e podem produzir chuva. A nuvem estratos pode dar ao céu uma aparência nebulosa. é equivalente a uma gravidade específica e representa a relação do peso de um determinado volume de água do mar com o volume igual de água destilada a 4. enquanto que no Hemisfério Sul se desvia para a esquerda. DEPRESSÃO TROPICAL . Contrasta com macro-escala. EQUINÓCIO .2 graus Fahrenheit. sendo. um termo descritivo. No Hemisfério Norte. interrompendo seu processo de ascenção.Em meteorologia. o equinócio da primavera acontece em torno de 20 de março e o equinócio do outono em torno de 22 de setembro. um físico alemão que também inventou o álcool e os termômetros de mercúrio. Seu desenvolvimento pode criar mais tarde uma nuvem cumulu nimbus. Depende da latitude e da velocidade do objeto em movimento. Apresentada em 1848 por William T. no alto. Enchentes repentinas podem ser causadas por chuva súbita excessiva. D DENSIDADE . caracteristicamente. resulta de chuva intensa sobre uma área relativamente pequena. ESTRATOS . com pouca ou nenhuma possibilidade de um alerta antecipado e que. No Hemisfério Norte o ar se desvia para a direita de seu caminho. é outro nome usado para definir uma área de baixa pressão. Criada em 1714 por Gabriel Daniel Fahrenheit (1696-1736). Abrange 0. Oposto de convergência.Tamanho dos sistemas migratórios de alta ou baixa pressão na mais baixa troposfera.Distância vertical sobre o nível médio do mar.Um sistema para calcular e informar a velocidade do vento. Nevoeiros podem se formar de uma nuvem estrato que toque o solo. É baseado na Força ou Número de Beaufort.033%.O aquecimento cíclico da temperatura da água do mar no Oceano Pacífico Oriental e na costa ocidental da América do Sul.Aquecimento global da parte mais baixa da atmosfera da Terra. O mesmo que centígrado. ELEVAÇÃO DA ESTAÇÃO . a 9ª Conferência Geral de Pesos e Medidas substituiu a expressão "grau centígrado" por "grau Celsius".Ciclone tropical. Mais comumente usada em áreas que seguem o sistema inglês de medidas. ou pelo descongelamento de uma grande quantidade de gelo. cinzenta e baixa. ou cavado equatorial ("trough"). um ou mais isóbaras fechadas. É grossa . hidrógrafo da Marinha Real Britânica. EQUADOR . ESCALA DE TEMPERATURA CELSIUS . pelo rompimento de uma represa. Embora possa produzir garoa ou neve. meso-escala e tempestades.500 metros de altitude acima da superfície da Terra.maiores. que pode resultar em mudanças significativas dos padrões climáticos de várias regiões do planeta. com um movimento descendente do ar suspenso. para distinguir o fenômeno de outras características sinóticas. talvez. uma baixa. tem um ponto de congelamento de +32 graus F (Fahrenheit) e um ponto de ebulição de +212 graus F.Força por unidade de massa que deriva apenas da rotação da Terra e que age como força de deflexão. a mais comum de todas as nuvens baixas. ESCALA SINÓTICA . o qual é composto da velocidade de vento. levando em consideração uma área horizontal de várias centenas de quilômetros ou mais. Kelvin. ou de u ma ondulação que está se dirigindo para o leste de forma organizada. Dias e noites são quase iguais em duração.Círculo geográfico a zero graus de latitude na superfície da Terra. e os efeitos visíveis sobre as superfícies da Terra ou do mar.Movimento do vento que resulta numa corrente horizontal de ar vinda de uma região em particular. Barão de Largs (1824-1907).Escala de temperatura cujo ponto de congelamento é em +273 graus K (Kelvin) e o ponto de ebulição e m +373 graus K.Um gás pesado e incolor que é o quarto componente mais abundante do ar seco. É usada principalmente para propósitos científicos. EL NIÑO .

Nuvens que produzem precipitação pesada podem existir sobre a camada da nuvem estratos. Podem se transformar em neblina quando viajam por uma grande distância (40 a 160 quilômetros. G GELO . a pressão atmosférica sobe e. são considerados granizo.Frente semi-estacionária é a frente que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. o movimento das frentes climáticas e o desenvolvimento de um sistema tropical. Este mesmo ciclone tropical é conhecido como tufão no Pacífico ocidental e como ciclone no Oceano Índico. é transformado em estado gasoso. F FOTOS DE SATÉLITE . É o processo físico oposto de condensação. É informado como "FU" quando está em observação e pelo Metar. neve. É també m conhecida como frente estacionária. É referido como "GR" quando está em observação e pelo Metar. Em geral. GRAU . Precipitação em forma de chuva. ou a mbas se movem sobre uma superfície que fortalece suas propriedades originais.Condição marcada por temperatura realmente baixa. ou "água sólida". Isto acontece quando duas massas de ar adjacentes ? que exibem densidades e temperaturas diferentes ? se reúnem pela ação dos ventos. Por exemplo. mas algumas condições para nevoeiro também podem ser produzidas pelo ar quente. FURACÃO . FRENTE ESTACIONÁRIA .Frente que é quase estacionária. ou quando as partículas maiores se dispersam. assim como chuvas convectivas e temporais. Oposto de frontólise. Veja Frente Oclusa e Frente Quente.Medida de diferença de temperatura que representa uma única divisão numa escala de temperatura.O total de água transferida da superfície da Terra para a atmosfera. FRONTÓLISE . FRENTE . Sob temperaturas mais frias. a pressão sobe e o vento muda de direção (normalmente do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte).A extremidade principal de uma massa de ar fria que avança deslocando o ar quente de seu caminho.Extremidade principal de uma massa de ar quente que. geralmente antecedem a frente na superfície. no Oceano Atlântico Norte. uma linha de tormenta pode antecipar a frente. FRENTE POLAR . bolas de neve. Pedaços com um diâmetro de cinco milímetros ou mais.O processo físico pelo qual um líquido. Granizo pequeno ou bolas de neve são referidas como "GS" quando estão em observação e pelo Metar. e que cai em forma de bolas ou pedaços irregulares de gelo ? quando os pedaços têm formatos e tamanhos diferentes. ao avançar. Fahrentheit e 89 . FRENTE QUENTE . O tipo de fronteira criado por elas depende da maneira como elas se encontram. Ausência de calor. como cumulunimbus. EVAPOTRANSPIRAÇÃO . ou mais). É comum nas costas orientais da América do Norte e da Ásia. Precipitação geralmente antecede ou sucede a frente fria e. como vapor de água. Pode ser encontrado na atmosfera em forma de cristais de gelo. ou mais. substitui uma massa de ar relativamente fria que está indo embora. Veja frente oclusa e frente fria. Outras são tiradas com lentes infra-vermelhas.precipitação pesada. Veja escalas em Celsius. Algumas fotos são tiradas durante um período de luz visível (luz do dia). ar úmido e frio e ar seco. FUMAÇA . a temperatura e a umidade aumentam. pedaços menores de gelo são classificados como bolas de gelo. Geralmente.Zona de transição ou superfície de contato entre duas massas de ar de densidades diferentes. a área de convergência entre calor. Geralmente.Forma sólida de água. ou que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico. as partículas restantes se espalham amplamente pela atmosfera. por exemplo GRANIZO . Desenvolve-se quando três massas de ar de temperaturas diferentes colidem. FRENTE OCLUSA . Bolas isoladas são chamadas de pedras. ou nenhuma fronteira distinta. a passagem de uma frente quente não é tão pronunciada quanto a passagem de uma frente fria. como o fluxo do vapor de água. acrescida da transpiração das plantas. ou garoa. com a passagem de uma frente fria. FRENTE FRIA . É composto da evaporação do líquido. nevoeiros também podem anteceder a entrada da frente quente. do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). criando uma frente. que revelam a temperatura das nuvens e podem ser usadas de dia ou de noite. EVAPORAÇÃO . é uma frente complexa que se forma quando uma frente fria se encontra com uma frente quente. semi-permanente que existe entre massas de ar polar e massas de ar tropical. com a passagem de uma frente quente. Veja Frente fria e Frente quente. quando a massa de ar que se move sobre o oceano tem uma fronteira fraca. a temperatura e a umidade diminuem. FRENTE SEMI-ESTACIONÁRIA .Fronteira quase sempre semi-contínua. FRONTOGÊNESE . ou granizo mole. FRIO .Fotos tiradas por satélite meteorológico que revelam informações importantes. mar caribenho.Nascimento ou criação de uma frente. de forma muito rápida.Nome dado a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós).Precipitação que se origina de nuvens convectivas. o que normalmente implica temperaturas diferentes. Parte integrante de uma antiga teoria meteorológica conhecida como "Teoria da Frente Polar". Veja Frente Fria e Frente Quente. Oposto de Gênes e das Frentes (frontogênese). embora os ventos troquem de direção (em geral. Poderia acontecer quando qualquer uma das massas de ar.O término ou "morte" de uma frente.Também conhecida como "oclusão". quando a zona de transição está perdendo suas propriedades contrastantes. bolas de gelo e granizo.Pequenas partículas suspensas no ar produzidas por combustão. como a água. o ar fica claro depois da passagem da frente. Neste caso. Também conhecida como frente semi-estacionária. Seqüências de imagens registradas por satélites ajudam os meteorologistas a elaborar as previsões do tempo.

Localização. condições atuais do tempo.Kelvin. Quando esta massa de ar se move de sua região de origem. pode ficar mais rasa em altura. Julho e Agosto no Hemisfério Sul. LATITUDES MÉDIAS . hidrometeorologia operacional e sinóptica. LATITUDE . e a linha do equador está a zero grau. Isto ocorre nos meses de Dezembro. Descreve a média da perda de calor num corpo humano e a maneira como a temperatura é sentida. aviação. I ÍNDICE DE CALOR . INVERSÃO . as temperaturas máxima. Um milibar é equivalente a 100 newtons por metro quadrado.Qualquer mapa ou quadro que descreva as condições meteorológicas ou atmosféricas de uma grande área em qualquer momento determinado. MCSs e as rajadas de vento. e nos meses de Junho. Tende a migrar para o sul no inverno do Hemisfério Norte e para o norte no verão. MESO-ESCALA .Localização.e o Meridiano Principal. enquanto que os de maior extensão são classificados na escala sinóptica. ÍNDICES DE FRIO DO VENTO . LONGITUDE . visibilidade. Para um exemplo. Algumas áreas da meteorologia abrangem estudos sobre agricultura aplicada. MASSA DE AR . Não é a temperatura atual do ar. As Zonas de tempo são relacionadas à longitude. Cientistas que estudam a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. em Greenwich. veja o mapa de frio do vento.Unidade padrão de medida para pressão atmosférica usada pelo National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos).O conceito está associado ao aumento ou redução habituais de uma propriedade atmosférica em grandes altitudes.Acrônimo de Meteorological Aerodrome Report.Ciência que estuda a atmosfera e os fenômenos atmosféricos.A temperatura média de um dia. É encontrado a aproximadamente 25 a 35 graus de latitude norte e.000 metros de altitude. METAR . confira o mapa dos índices de calor. L LANTERNA . em relação ao Meridiano Principal. Os pólos Norte e Sul estão a 90 graus em relação à linha do equador. METEOROLOGIA / METEOROLOGISTAS . este jato de vento é a fronteira entre o ar subtropical e o ar tropical.Instrumento que consiste de um tambor e um sistema ótico que projetam uma faixa estreita e vertical de luz sobre uma base de nuvem. dinâmica. Veja Tempo Médio de Greenwich. A região também é chamada de zona temperada. uma característica semi-permanente. Para um exemplo. Sua representação é feita em linhas verticais que cruzam a Terra do Pólo Norte ao Pólo Sul. quando o Sol está sobre o hemisfério oposto. de um dado ponto na superfície da Terra. no mínimo: velocidade e direção dos ventos.Massa de ar que se desenvolve ao redor dos polos. É medida em graus.Um corpo extenso de ar. entre outros. MÉDIA DIÁRIA DE TEMPERATURA . de um dado ponto na superfície da Terra. na medida em que se movimenta para o sul. em geral. é medida em graus . Fenômenos menores são classificados pelos valores da micro-escala. é o período entre o solstício de inverno e o equinócio vernal. MASSA DE AR POLAR . ponto de condensação e ajuste de altímetro. É o código básico de mensagens de observação exigido e usado nos Estados Unidos para informar sobre condições meteorológicas na superfície. a informação deve conter. Segundo o Metar.Do ponto de vista astronômico. considerando-se a média das leituras de hora em hora ou. condições do céu. Não se trata de temperatura atual do ar. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Norte. Isto inclui os MCCs.Escala de fenômenos meteorológicos que variam em tamanho de alguns quilômetros até cem quilômetros aproximadamente.Instrumento projetado para registrar continuamente a leitura que um barômetro faz das pequenas alterações na pressão atmosférica. em relação à linha do equador. A pressão padrão da superfície terrestre é 1. condições da pista. É caracterizado pelas temperaturas mais frias do ano.2 milibares. mais freqüentemente. caracterizada pelo frio da superfície nas grandes altitudes.Combinação da temperatura do ar e umidade que descrevem como a temperatura é sentida. a mais de 12. 90 .Cálculo de temperatura que considera os efeitos do vento e da temperatura no corpo humano.Cinturão localizado aproximadamente entre 35 a 65 graus de latitude norte e sul. A distância entre as linhas de longitude é maior no equador e menor latitudes mais altas. Sua representação é feita através de linhas paralelas que cirdundam o planeta horizo ntalmente e o dividem em Norte e Sul. ao longo do qual as características da temperatura horizontal e da umidade são semelhantes. MILIBAR . semi-contínua. J JATO SUBTROPICAL .Marcado por uma concentração de curvas isotérmicas e ventos verticais. corresponde a zero grau de longitude. INVERNO . O limite desta massa de ar é freqüentemente definido como frente polar.013. MICRO-BARÓGRAFO . Tal como a latitude. M MAPA SINÓTICO . temperatura. que é o inverso do declínio habitual da temperatura em locais altos. mínima das 00 e 12TMG. Normalmente refere-se à razão direta do aumento de temperatura em elevação de altitude.

é considerado como o momento em que a extremidade superior do Sol aparece no horizonte no nível do mar. The Weather Channel usa 91 .852 quilômetros por hora. ventos (velocidade e direção). O cálculo do nascer do Sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. reduz a visibilidade para apenas 400 metros. ou ventos que descrevem o estado da atmosfera. em geral em forma hexagonal e complexamente ramificados. NEVADA . NUVENS ESPARSAS . NUBLADO . com ventos de 56Kmh. Freqüentemente tem a aparência de um mosaico. NEVE . na superfície da Terra ou no alto. É informado como "SN" quando está em observação e pelo Metar. ou 1. formas arredondadas e cilíndricas. pressão. como gotículas de água ou cristais de gelo no ar. a tempestade está se intensificando. pressão. que reduzem a visibilidade horizontal para menos de mil metros. Promove e qualifica medidas de interesse do meio-ambiente mundial. Um observador é aquele que registra as avaliações dos fatores meteorológicos.Condição severa do tempo caracterizada por baixas temperaturas. como temperatura. Uma nuvem se forma na atmosfera por causa da condensação do vapor de água. freqüentemente. Pode variar em tamanho. neve. o que.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem. OLHO . NÓ . mas também pode se originar das nuvens do tipo cúmulo. situado em Silver Spring. Os Parâmetros podem incluir temperaturas (altas. refere-se ao momento em que o centro do disco solar está à vista. Um nó é equivalente a 1. Normalmente os cristais são agrupados em flocos de neve. formam uma sup erfície na qual o vapor de água pode condensar.Período de tempo desconfortável e excessivamente quente. formados diretamente pelo congelamento do vapor de água que se encontra suspenso na atmosfera. é a avaliação de um ou mais fatores meteorológicos. Em geral. quantidade de nuvens. Muitas vezes sua base não pode ser vista devido ao peso da precipitação. Maryland. NÉVOA .N NASCER DO SOL . contudo. É formada quando a temperatura e o ponto de condensação do ar se tornam os mesmos .2C). O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos.Nuvem típica da formação de chuva ou neve. NEVASCA . NEBLINA . com o topo e a base relativamente planos. Para informação adicional.Conjunto de microscópicas gotículas de água suspensas na atmosfera. NEVOEIRO . Geralmente quando três a quatro oitavos da abóbada celeste está encoberta. temporais.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. É produzida freqüentemente por nuvens do tipo estrato.ou quase os mesmos . "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual.Medida de velocidade náutica. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. É referido como "HZ" quando está em observação e pelo Metar. dependendo do tamanho das gotículas de água e da quantidade de luz solar que a atravessa.Suspensão de partículas de poeira fina e/ou fumaça no ar. Núcleos de condensação. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. como na fumaça ou nas partículas de poeira.Céu encoberto por oito oitavos de camada de nuvem. percentagem de umidade relativa. Invisíveis a olho nu. Uma nevasca violenta é caracterizada por temperaturas em torno ou abaixo de 10 graus Fahrenheit (-12. Usado principalmente para interesses marítimos e em observações do tempo. enfatizando os recursos atmosféricos e marinhos. etc. aparecer em qualquer estação.Precipitação congelada em forma de neve. e grande quantidade de neve e ve nto no ar. precipitação (chuva.). Pode ser clara ou ter um tom acinzentado. NUVEM . Geralmente associadas com as condições climáticas do outono e do inverno. e dura pelo menos três horas.Em meteorologia. é a principal organização do National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). ou mais.Um conjunto visível de partículas minúsculas de matéria. NORMAL . caracterizada por um começo e um fim súbitos. ONDA DE CALOR . Pode ser em estado sólido ou líquido. próximas ou junto à superfície da Terra.e suficientes núcleos de condensação estão presentes. Um olho normalmente se desenvolverá quando a velocidade do vento exceder 124Kmh. etc.Seção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos. Pode se formar de nuvens do tipo Cumulus quando estas estão se transformando em estrato.Partícula na qual a condensação do vapor de água acontece. as partículas reduzem a visibilidade e são suficientemente numerosas para dar ao ar um aspecto opaco. por um número determinado de anos.Centro de uma tempestade tropical ou furacão.Aparecimento diário do Sol a leste do horizont e que acontece devido ao movimento de rotação da Terra. baixas e variações). mas o tamanho comum é de 32 quilômetros. NIMBUSTRATUS . considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. NATIONAL OCEANIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION (NOAA) .151 milhas por hora. É informado como "SHSN" quando está em observação e pelo Metar. Não reduz a visibilidade como o nevoeiro e freqüentemente é confundida com chuvisco. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica NÚCLEO DE CONDENSAÇÃO . contate o NOAA. Nos Estados Unidos.Precipitação de cristais de gelo translúcidos e brancos. É referida como "FG" quando está em observação e pelo Metar. Pode durar vários dias ou várias semanas. de 8 a 96 quilômetros. quando o olho começa a diminuir seu tamanho. Veja Poe nte ou pôr-do-sol para uma comparação. estas nuvens podem. ventos que excedem 72Kmh e visibilidade reduzida quase a zero pela precipitação de neve. ou menos. Nuvem baixa composta de camadas ou de partes dos elementos de outra nuvem.Massa de minúsculas mas visíveis gotículas de água suspensas na atmosfera. igual à velocidade na qual uma milha náutica é percorrida em uma hora. O OBSERVAÇÃO . Na Inglaterra. caracterizado por uma área mais ou menos circular de ventos claros e chuvas esparsas.

OUTONO . que se origina nos trópicos ? ocasionalmente nos sub-trópicos ? e que mantém suas características por 24 horas. predomínio de nublado. PAREDE DO OLHO . Geralmente está associada a uma extensa área de nebulosidade e chuvas.Desaparecimento diário do Sol no oeste do horizonte devido ao movimento de rotação da Terra. contate a OMM. A temperatura à qual um líquido se solidifica sob qualquer condição. chuva intensa e ventos muito fortes. Caracteriza-se pela diminuição de temperaturas nas latitudes médias. ONDA FRIA .Condensação na forma de pequenas gotas de água que se formam na grama e em outros objetos pequenos perto do chão. Veja Pressão Barométrica. Outubro e Novembro no Hemisfério Norte e nos meses de Março.M. Fundada pelas Nações Unidas em 1951. Representa a distribuição da temperatura e da pressão atmosférica sobre uma área oceânica. PASSAGEM DE FRENTE . OZÔNIO .M. A água pura sob pressão atmosférica congela a zero grau Celsius ou 32 graus Fahrenheit.01"").Outro nome atribuído a uma ondulação a leste. Veja Nascer do Sol para uma comparação. Contém nuvem cumulunimbus. é a primeira fase de desenvolvimento de qualquer depressão tropical subseqüente.Área de convecção organizada. Uma polegada de mercúrio é equivalente a 33. PERTURBAÇÃO . ou pôr-do-sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. a OMM tem 184 sócios. comércio e atividades sociais. mas o céu não está completamente coberto e m nenhum momento do dia. incluindo mudanças e atividades do clima. ou simplesmente nublado. É percebida pela mudança no ponto de condensação e na temperatura. ou mais. ou 25. ou furacão."Instrumento que mede o índice de queda de chuva. Pode ser chamada de "fropa". Do ponto de vista astronômico. ORVALHO . Também pode ser aplicado para uma área que esteja exibindo sinais de desenvolvimento ciclônico. O físico e matemático italiano Evangelista Torricelli (1608-1647).Uma faixa organizada de conveccão que cerca o olho. Na Inglaterra. É referida como "DU" quando está em observação e como pó de larga expansão pelo Metar. foi o primeiro a usar esta divisão para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica. OXIGÊNIO . estudos sobre a diminuição da camada de ozônio e previsões de tempestades tropicais. ORGANIZAÇÃO METEOROLOGICA MUNDIAL (O. Para mais 5informações. coordena a atividade científica global visando à constante precisão de informações meteorológicas. Suíça.) . ou ciclone pequeno em tamanho e influência. Abril e Maio no Hemis fério Sul. indústria.De previsões do tempo a pesquisas sobre poluição.Gás quase incolor e uma forma de oxigênio (O2). é uma área de relativamente baixa pressão atmosférica que se move na direção do oeste através dos ventos convergentes do leste. geralmente durante a noite.É a passagem de uma frente sobre um ponto específico na superfície. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) não tem um percentual padrão de céu encoberto para esta condição.Temperatura na qual um líquido se transforma em estado gasoso. tempestade tropical.40 milímetros. é o período entre o equinócio de outono e o solstício de inverno. quando a temperatura cai até o ponto de condensação. Em oceanografia. nuvens esparsas. e pode ser associada com o possível desenvolvimento de um ciclone tropical.Este termo tem várias aplicações. ciências hidrológicas e oceanográficas. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. ou mais. PERTURBAÇÃO TROPICAL . Organização que promove a formação e o avanço profissional sobre a atmosfera. O cáculo do poente. Nos Estados Unidos.Reversão periódica do padrão da pressão atmosférica na parte tropical do Oceano Pacífico durante as ocorrências do El Niño. É composto de uma molécula de oxigênio composta de três átomos de oxigênio em vez de dois. O termo também é usado para definir uma fase de desenvolvimento de um ciclone tropical conhecida como perturbação tropical.os seguintes critérios para definir uma onda de calor: a temperatura deve estar acima de 90 F (32 C) em pelo menos 10 estados e. situada em Genebra. é considerado como aquele momento em que a extremidade superior do Sol desaparece no horizonte no nível do mar. pela troca da direção do vento e pela mudança da pressão atmosférica. OSCILAÇÃO DO SUL .Estado do tempo quando as nuvens estão notavelmente presentes. PONTO DE CONGELAMENTO . bem como de outros serviços de interesse público. ONDA TROPICAL .Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de inverno. Pode ser aplicado para uma área de baixa pressão. para distinguir o fenômeno de outras características sinópticas. A temperatura na qual o equilíbrio da pressão do vapor 92 . considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. PONTO DE EBULIÇÃO . Sua unidade de medida são centésimos de polegadas (0. PLUVIÔMETRO . refere-se ao momento em que o centro do disco do sol desaparece.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. P PARCIALMENTE NUBLADO .Queda rápida de temperatura num prazo de 24 horas. a O. Refere-se a tempo bom. incluindo linhas aéreas internacionais e indústrias de transporte. Com freqüência. pelo menos.86 milibares." POEIRA Partículas pequenas de terra ou outra substância suspensa no ar. aquele diminui. Isto ocorre nos meses de Setembro.M. ou mesmo do setor privado e comercial. nuvens espalhadas. ou centro de um ciclone tropical. É o oposto de fusão.Nome que vem do uso de barômetros mercuriais que comparam a altura de uma coluna de mercúrio com a pressão do ar. POENTE OU PÔR-DO-SOL . e que demanda cuidados especiais na agricultura. o ponto de congelamento da água é inversamente proporcional à salinidade: se esta for crescente. Junto com uma passagem de frente podem ocorrer precipitação e nuvens.Processo de mudança de um líquido para o estado sólido. cinco graus acima do normal em partes daquela área durante pelo menos dois dias.M. por um número determinado de anos. POLEGADAS DE MERCÚRIO .

PRECIPITAÇÃO . freqüentemente observado em anticiclones. Os efeitos do radar de Doppler são usados para medir a velocidade das partículas.Precipitação que parte de uma nuvem convectiva. PRIMAVERA . Consiste de dois termômetros. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. que se manisfesta com a queda de pequenas pedras ou bolas de gelo que rebatem quando caem no solo ou em qualquer outra superfície dura.Pressão atmosférica média do nível do mar.013. entre cinco a sete oitavos da abóbada celeste estão encobertos por uma camada de nuvem. O ponto de ebulição da água pura.Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. chuva. explicou por que o apito de um trem é mais alto quando que está se aproximando do que quando parte. 14. Do ponto de vista astronômico. neve (SHSN). ou 212 graus Fahrenheit.Precipitação típica do inverno. PREDOMÍNIO DE NUBLADO . como gotas de precipitação.Todas as formas de água. normalmente expressada em polegadas de profundidade de neve num período superior a seis horas.Acrônimo de RAdio Detection And Ranging ("alcance da detecção de sinal de rádio"). referindo-se ao estado da água . RADAR DOPPLER . Radar de Doppler e Nexrad são alguns exemplos de radares.A temperatura na qual o ar deve ser esfriado a uma pressão constante para ser saturado. granizo. ou gelo (SHPE). 2) entre duas ou mais nuvens.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de verão e é caracterizada pelo aumento da temperatura nas latitudes médias. É equivalente a 1. PRESSÃO DA ESTAÇÃO . Também conhecida como pressão atmosférica ou pressão barométrica. Precipitação e nuvens são fenômenos detectáveis pela força dos sinais eletromagnéticos por eles refletidos.92 polegadas de mercúrio. ou 29.se líquida ou sólida . em polegadas ou em milímetros de mercúrio (Hg).Pressão atmosférica relativa à elevação da estação. Isto ocorre nos meses de Março. ""Predomínio de nublado"" significa que. ou 4) entre uma nuvem e a atmosfera. PRESSÃO DO NÍVEL DO MAR .Refere-se à quantidade de neve precipitada num dado período. É informado como "PE" quando está em observação e pelo Metar. veja descarga elétrica esférica. Acontece na forma de chuva (SHRA).7 libras por polegada quadrada.8 quilômetros por hora) e a variação entre cumes e calmarias é de pelo menos 10 nós (18. É o instrumento eletrônico usado para detectar objetos a distância através da maneira como esses objetos propagam ou refletem ondas de rádio. Para um exemplo.Medida da pressão atmosférica em condições padrões. Ventos de cume têm que alcançar pelo menos 16 nós (28.Aumento súbito e significativo. Sua medida pode ser expressada em milibares.Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. PREVISÃO . RAJADA DE VENTO . Radiação eletromagnética é a que emite calor e luz.4 quilômetros por hora). ou em polegadas ou milímetros de mercúrio (Hg).033 gramas por centímetro quadrado. e por mudancas intensas e bruscas no aspecto do céu. caracterizada por um começo e um fim súbitos.Descarga súbita e visível de eletricidade produzida em resposta à intensificação da atividade elétrica existente entre: 1) nuvem e solo. Também conhecida como pressão atmosférica. ou 1. ou sobre a superfície da Terra. é 100 graus Celsius.Instrumento usado para medir o conteúdo do vapor de água da atmosfera. A previsão do tempo inclui o uso de modelos objetivos baseados em certos parâmetros atmosféricos.Processo pelo qual a energia é propagada em qualquer meio através do movimento da onda daquele meio. Outubro e Novembro no Hemis fério Sul.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem. alcançando o solo: garoa. chuva fria. PRECIPITAÇÃO REPENTINA . um de bulbo molhado e outro de bulbo seco. garoa gelada. bolas de neve e partículas de neve. O radar recebeu o nome do físico austríaco J. em 1842. É informada como "SH" quando está e m observação e pelo Metar. 760 milímetros de mercúrio. PRECIPITAÇÃO DE NEVE . Ondas de som também são radiações. Também chamada de prognóstico. R RADAR . líquida ou sólida. Sua medida pode ser expressada em milibares. PRESSÃO PADRÃO DE SUPERFÍCIE . Abril e Maio no Hemisfério Norte e nos meses de Setembro.Descrição detalhada de ocorrências futuras esperadas. este é o período entre o equinócio vernal e o solstício de verão. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. Mais predomi nante quando o ar 93 . cristais de gelo.que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo. considerando a pressão padrão. PRESSÃO ATMOSFÉRICA . bolas de gelo. PSICRÔMETRO . Q QUEDA DE NEVE . determinando se o movimento atmosférico se distancia ou se aproxima horizontalmente do radar. RADIAÇÃO . É também conhecida como pressão barométrica. Christian Doppler que. Seu volume é expressado geralmente em polegadas. RAIO .Radar meteorológico que mede a direção e a velocidade de um objeto em movimento. que caem das nuvens.É a força por unidade de área causada pelo peso da atmosfera sobre um ponto. normalmente determinada a partir da pressão da estação em que é observada. PONTO DE ORVALHO . ou flutuações rápidas da velocidade do vento. PRESSÃO . Rebaixamento ou movimento descendente do ar. mais a habilidade e experiência de um meteorologista.entre um líquido e seu vapor é igual à pressão externa no líquido. PRESSÃO BAROMÉTRICA .25 milibares. neve. que também são formas de radiação. A duração normalmente é menor do que 20 segundos. 3) dentro de uma única nuvem.

antecedidas pelo sinal menos ( -). T TEMPERATURA . umidade. SISTEMA DE ALTA PRESSÃO SISTEMA DE BAIXA PRESSÃO Sistemas de pressão e ventos relativamente estáveis e estacionários onde a pressão é predominantemente alta ou baixa com a mudança das estações. Um dos dois termômetros que compõem um psicrômetro. veja Escala Saffir-Simpson. TORNADO . Este é também o Principal Meridiano de Longitude. i ndicando que o número de horas deve ser somado para se obter o GMT. TEMPORAL COM TROVOADAS . Acima de três-quartos da descarga elétrica do raio. A Saffir-Simpson é a medida de intensidade de um furacão numa classificação de 1 a 5. É calculado subtraindo-se a maré astronômica normal da maré observada em tempestade. mas é mais freqüente nos Estados Unidos numa área confinada entre as Montanhas Rochosas (a oeste) e os Montes Apalaches (a leste). comparativo aos períodos em que nenhuma tempestade está ocorrendo. RESSACA . Outros nomes para esta medida de tempo são: Coordenadas Universais do Tempo (UTC) e Zulu (Z). com respeito ao período do ano e à localizaçã o física. ventos tempestuosos de superfície. Se o céu estiver totalmente obscurecido. sob condições mais graves. TEMPESTADE TROPICAL . Para o leste deste meridiano. um termômetro que também é um registrador. TETO . O "Tempo Padrão" começa em Greenwich.Nome usado pelas comunidades científicas e militares para definir as 24 horas do dia. S SAFFIR-SIMPSON .Essencialmente. Não são sistemas de natureza transitória. Freqüentemente a média entre temperaturas máxima e mínima. ou tornados. que primeiro utilizou este método de tempo mundial.000 graus Celsius em fração de segundos. qualquer evento destrutivo do tempo. Em observações de superfície. considerando a maneira como o tempo afeta a vida e as atividades do ser humano. Considerado como condições agradáveis do tempo. que variam de moderados a extremamente fortes e que. turbulência. Para o oeste. É a mais destrutiva de todas as tempestades na escala de classificação dos fenômenos atmosféricos. então Diretor do National Hurricane Center. Exemplos disso são o sistema de baixa pressão da Islândia e o sistema de alta pressão das Bermudas no Atlântico Norte.Média da leitura de temperaturas verificada num período específico de tempo. Pode acontecer em qualquer parte do mundo.Esta é uma descrição subjetiva. conhecida como predomínio de nublado ou céu nublado. 62 quilômetros (34 nós) a 116 quilômetros por hora (63 nós). TEMPERATURA MÉDIA . O globo é dividido em 24 (vinte e quatro) zonas de tempo de 15 graus de arco. na velocidade dos ventos e na elevação do nível do mar. as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. é um evento de micro-escala.Desenvolvida no início dos anos 70 por Herbert Saffir. raios. nevascas. mas são antecedidas pelo sinal mais (+). visibilidade e vento. refere-se principalmente ao ar livre ou à temperatura ambiente perto da superfície da Terra.Som emitido pela rápida expansão de gases ao longo da descarga elétrica provocada pela passagem de um relâmpago.Produzido por nuvens do tipo cúmulo-nimbo. engenheiro consultor. O termo é usado geralmente para indicar o oposto de convecção atmosférica.Medida do movimento molecular ou do grau de calor de uma substância.Elevação do nível do mar. Inglaterra. temporais intensos com trovoadas. resultando numa violenta onda de pressão composta de compressão e rarefação. Para mais informações. TERMÓGRAFO . TEMPO MÉDIO DE GREENWICH (TMG) . temperatura. é a altura da visibilidade vertical. O estrondo do trovão é 94 . Quando isto acontece.A camada mais baixa de nuvem.Termômetro usado para medir a temperatura ambiente.Ciclone tropical. opostas às mudanças de longo prazo ou climáticas. caso o vento favoreça essa condição. É medida em diversas escalas a partir do zero grau absoluto. precipitação. Registra continuamente a temperatura num mapa. dentro e imediatamente em torno deste canal. SATÉLITE Satélite cuja órbita inclui passagens sobre ambos os Pólos da Terra. quando as moléculas teoricamente param de se movimentar. precipitação. TEMPO BOM . É também medida de calor ou de frio. As diferentes escalas usadas em meteorologia são: Celsius.Instrumento usado para medir a temperatura. Refere-se freqüentemente à luminosidade ou nebulosidade do dia. Fahrenheit e Kelvin (ou Absoluto). granizo.Coluna giratória e violenta de ar que entra em contato com a extensão entre uma nuvem convectiva e a superfície da Terra. as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. desde que existam as condições certas. como os sistemas de baixa pressão migratória que resultam das diferenças de temperatura e densidade. pois o número de horas deve ser subtraído para se obter o Tempo de Greenwich (GMT). podem se transformar em tornados. TERMÔMETRO . Compare com um satélite geo-estacionário. São as variações de curto prazo da atmosfera. mas normalmente se aplica a tempestades localizadas. duração relativamente curta. o fenômeno recebe um nome e passa a ser rastreado. e Robert Simpson. O potencial de danos é baseado na pressão barométrica. casa do Observatório Real.está mais frio e mais denso no alto. TROVÃO . A temperatura registrada é considerada idêntica à temperatura do ar. o trovão aquece os gases da atmosfera. ou o tempo de uma hora separadamente. cujos ventos de sustentação na superfície são de. Embora as elevações mais dramáticas estejam associadas com a presença de furacões. gelo. TERMÔMETRO DE BULBO SECO . caracterizado por trovões.VISIBILIDADE VERTICAL . TEMPO . As temperaturas podem chegar a mais de 10.Condições da atmosfera por um determinado período.Geralmente. TEMPO SEVERO . no máximo. sistemas menores de baixa pressão atmosférica também podem causar um leve aumento no nível do mar.

centrado sobre as latitudes médias de cada hemisfério. UMIDADE RELATIVA .Nome atribuído a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). ou da variação de temperatura e pressão. pelo menos. originários de alta pressão subtropical central. são ventos de nível mais baixo.Movimentos irregulares e instantâneos do ar. ou mais. velocidade. Durante o verão no Hemisfério Norte. os ventos do oeste se estendem de aproximadamente 35 até 65 graus de latitude. VENTO .cefetsc. U UMIDADE . sopram da direção sudeste. VENTO DE LESTE . Basicamente. Fonte: Weather. sondas meteorológicas. sem nenhum alerta em forma de nuvem. Quatro características do vento são verificadas: direção. Nos níveis mais altos eles se estendem na direção dos pólos e do equador. É caracterizado pelas temperaturas mais quentes do ano.Dois cinturões de ventos persistentes. compostos de vários pequenos redemoinhos que se deslocam no ar. tipo (rajadas e ventanias) e troca de ventos.Precipitação pequena e rápida produzida pelas nuvens e que contém água ou partículas de gelo.Uma gíria usada nos Estados Unidos para tornado. e durante os meses de Dezembro. os ventos convergentes sopram do nordeste e no Hemisfério Sul.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente oeste.Nome dado à turbulência que pode ocorrer quando o ar está perfeitamente claro. A unidade mais freqüentemente adotada nos Estados Unidos é a de mil has por hora. em baixas fechadas em grandes altitudes. onde grandes rajadas horizontais e verticais são encontradas. A turbulência atmosférica é causada por flutuações fortuitas no fluxo do vento. Pode decorrer de uma corrente térmica ou de correntes convectivas. permitindo ocasionalmente a formação de perturbações tropicais.br) 95 . tanto o efeito Coriolis. TWISTER . horizontalmente sobre a superfície da Terra. ou tornado. Ventos de superfície são medidos por cata-ventos e anemômetros. a ZCIT se move em direção ao norte sobre o sul do Atlântico Norte e sul da Ásia. É freqüentemente confundido com umidade relativa do ar ou ponto de condensação. "visibilidade de setor" é a visibilidade numa direção específica que esteja. Z ZONA DE CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL . É o movimento atmosférico persistente dominante. alto-estrato. como os ventos convergentes do leste. o ar que contém vapor de água é mais claro que o ar seco. enquanto que os ventos altos são detectados por balões dirigidos. VENTOS CONVERGENTES . que sopram do leste na direção da cavada equatorial. Isto contribui para que o ar úmido tenda a se elevar.com Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. é medida em nós.Quantidade de vapor de água no ar. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Sul. num arco de 45 graus da linha do horizonte. TURBULÊNCIA . geralmente localizada a 10 graus entre o norte e o sul do equador. e é chamado de ciclone no Oceano Índico. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) classifica o conceito em diferentes categorias: "visibilidade de superfície" é determinada a partir de um dado ponto de observação. Quando estão próximos da superfície da Terra. em geral. Pode ser medida de vários modos. É mais comum nas proximidades das correntes de vento. TUFÃO .Área de ventos convergentes nos Hemisférios Norte e Sul. ou milhas náuticas por hora. É uma extensa área de baixa pressão atmosférica onde.Do ponto de vista astronômico. Quando está em observação. Este mesmo ciclone tropical recebe o nome de furacão no leste do Pacífico Norte e no norte do Oceano Atlântico. pode às vezes ser confundida com uma nuvem em forma de funil. VIRGA . ou cúmulos-nimbos de grandes altitudes.edu. "visibilidade predominante" é a que representa as condições de visibilidade a partir de um posto atual de observação. TURBULÊNCIA EM CÉU CLARO . umidade e umidade específica.É a umidade verificada entre a pressão de vapor de água na atmosfera e a saturação da pressão de vapor na mesma temperatura. Julho e Agosto no Hemisfério Norte.Medida da nebulosidade da atmosfera. mas que evapora antes de alcançar o chão. exceto em algumas regiões tropicais. diferenças de terreno e velocidade do vento ao longo de uma zona fronteiriça. Em geral é produzida por nuvens do tipo alto-cúmulo. É freqüentemente chamada de CAT. É um dos componentes mais importantes da atmosfera. VISIBILIDADE . Tipos de umidade incluem umidade absoluta. e que costuma acontecer no oeste do Oceano Pacífico Norte. É expressado em percentagem. Vista a distância. Pode acontecer também em áreas próximas a montanhas.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente do leste. VERÃO . No Hemisfério Norte. assim co mo em regiões de cisalhamento. embora não esteja limitada apenas a estes locais.Ar que flui. ou a maior distância a que uma pessoa com visão normal pode enxergar objetos de vulto. ou por relatórios feitos de uma aeronave. VENTOS DO OESTE . caracterizados por um grande poder de direção.Quantificação do movimento do ar numa unidade de tempo.Água em forma gasosa. Devido ao seu conteúdo molecular. Isto ocorre durante os meses de Junho. V VAPOR DE ÁGUA . "visibilidade de torre" é a visibilidade determinada pela torre de controle de tráfego aéreo de um aeroporto. como o declínio da baixa pressão atmosférica estão enfraquecidos.criado quando nossos ouvidos ouvem as outras partes da descarga. é o período entre o solstício de verão e o equinócio do outono. VELOCIDADE DO VENTO .

ESCALA ESPACIAL DOS FENÔMENOS ATMOSFÉRICOS 10. Explique o papel dos principais constituintes atmosféricos (vapor d’água. Defina atmosfera terrestre. 16. Qual é a sua importância? 13. Quais as principais áreas da agronomia que interagem com a meteorologia agrícola ? 6. CO 2 e O3) da atmosfera. O que é meteorologia agrícola e por que ela interage com as mais diversas áreas da agronomia ? 5. 9. Como é dividida a escala dos fenômenos atmosféricos? Quais são as três classificações? 11. O que é poluição atmosférica e como pode afetar a agricultura? 96 . ATMOSFERA 12. 2. Diferencie os fenômenos em macro-escala daqueles em micro-escala. 17. Diferencie Tempo de Clima. Qual a diferença entre planejamento agrícola e tomadas de decisão ? Do que depende cada uma e qual é a finalidade delas ? Qual delas denominamos de agrometeorologia operacional ? 7. 8. Qual é o campo de estudo da agroclimatologia? 4.ESTUDO DIRIGIDO PARA AS AVALIAÇÕES TEMPO E CLIMA 1. O que são Elementos Climáticos? E Fatores Climáticos. Descreva a estrutura vertical da atmosfera (camadas atmosféricas). Dê exemplos. Explique como a altitude influencia na formação do clima. como é composta a atmosfera terrestre (em %)? 14. Em termos gerais. Qual camada atmosférica é mais importante do ponto de vista meteorológico? Por quê? 18. A Ionosfera constitui-se em uma camada separada? Por quê? 19. Quais são os fatores climáticos que se destacam na formação do clima? Explique como a latitude influencia o clima. O que são aerosóis e qual é a sua importância? 15. Quais são as diferenças entre meteorologia e climatologia? 3.

Quais são os comprimentos de onda do espectro solar que são mais importantes para as plantas? Por quê? 36. Quais são os fatores que afetam o coeficiente de reflexão de uma cultura qualquer? 37. Conceitue-os. b. 41. Quando a radiação solar incide sobre um determinado corpo. Que importante papel é desempenhado pela “camada de ozônio” na proteção da biosfera? 35. 29. em termos quantitativos? 40. O que acontece com a radiação emitida a partir da superfície da terra? (ondas longas)? 38. Plantas de Dias Curtos. O que é albedo? Dê exemplos de albedo para diferentes materiais. Discuta: sem radiação solar. 24. 30. Defina: a. Diferencie “observações sensoriais” de “observações instrumentais”. MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES 22. Defina Afélio e Periélio. Se um material tem albedo negativo. o que isto significa? 31. Assim como na atmosfera. Quais são os movimentos terrestres e o que determinam? 23. RADIAÇÃO SOLAR 26. Qual a percentagem dos principais tipos de radiação do espectro solar que chega à atmosfera terrestre? 33. ocorre transferência de calor nas plantas. Quais são os processos de transferência de energia (calor). Por que a radiação ultravioleta é nociva à vida? 34. Como se dá a distribuição geográfica da radiação solar na Terra. O que é fotoperiodismo? 44. 42. Faça um quadro com as principais diferenças entre as Estações Meteorológicas Convencionais e Automáticas. 21. Diferencie solstício de equinócio. três processos podem ocorrer com a energia incidente. Qual a causa das diferentes estações do ano e em que datas ocorrem no Hemisfério Sul? 25. Qual é o conceito de corpo negro? Este tipo de material é encontrado em condições naturais? 28. a sobrevivência vegetal seria impossível. Plantas de Dias Longos. O que é radiação líquida? 39. Por que motivos a eficiência na utilização da radiação solar pelas culturas é normalmente reduzida? 43. Descreva os três processos. O que é espectro solar? Que tipos de radiação o compõem? 32. que ocorrem na atmosfera? 27. 97 .INSTRUMENTAÇÃO METEOROLÓGICA 20.

Quais são as fontes naturais de água na atmosfera? 60. Em que consiste a Lei de Van’t Hoff? Você consegue ver alguma aplicação agronômica (prática ) para esta lei? 51. O que é temperatura-base ou basal? 52. O que são temperaturas cardeais? Dê exemplos. Como se dá a variação diária da umidade? E a variação anual? 65. Qual é o conceito de graus-dia? 53. Conceitue umidade absoluta do ar. 50. Quais são os aparelhos de medição de umidade do ar? 63.45. Calcule a umidade relativa do ar. sabendo que. Explique (com um gráfico) a relação existente entre fotossíntese e respiração nas plantas e como estes processos são influenciados pela temperatura. Que fatores ambientais fazem variar a constante térmica? 55. 64. Quais processos físicos são determinantes para a umidade relativa do ar? Explique-os. 98 . 59. TEMPERATURA 47. Dê pelo menos um exemplo prático de aplicação agronômica da radiação solar. Explique o papel da luz e do escuro para o desenvolvimento vegetal. Defina constante térmica e explique que aplicações agronômicas podem ser feitas com conhecimento da mesma. em determinado dia.8°C e a temperatura de bulbo úmido foi de 18. 61. O que é termoperiodismo? 57.3ºC (calcule a depressão psicrométrica e utilize a tabela de porcentagem de umidade relativa). Conceitue umidade relativa do ar. 46. Em que consiste a vernalização? UMIDADE 58. O que é temperatura? 48. Quais são as imperfeições na teoria de graus-dia? 56. Quais são os processos de transporte de água na atmosfera? 62. 54. 49. a temperatura medida no termômetro de bulbo seco de um psicrômetro foi de 25.

De que depende o deslocamento vertical de massas de ar? 88. O que é e como se dá a formação do vento? 67. O que são quebra-ventos? Cite três cuidados que devem ser observados na utilização dos mesmos na agricultura. Quais são as principais práticas preventivas contra os efeitos desfavoráveis do vento na agricultura? 75.. O que é e qual a utilização prática do chamado “perfil do vento”? 71. Qual é o conceito de evapotranspiração e quais processos físicos atuam na ET? 92. O que são precipitações orográficas? 81. O que é precipitação e qual seu papel na região dos trópicos? 78. O que é energia eólica? CHUVA (PRECIPITAÇÃO) 77. Por que a evapotranspiração é considerada a variável mais importante no balanço hídrico do solo? 99 . O que são precipitações frontais e quando ocorrem? 83. Quais são os tipos de famílias de nuvens existentes?: 90. Explique 05 efeitos desfavoráveis do vento para as práticas agrícolas.VENTO 66. Quais são as escalas de ocorrência dos ventos? 68. 76. Quais as diferenças de precipitação entre as regiões brasileiras? 85. O que são precipitações convectivas e porque causam danos à agricultura? 82. 69. Do que depende o aspecto de uma nuvem? 89. Explique a formação dos ventos em macroescala. Quais são as formas de precipitação existentes? 79. 73. Como é feita a medida de precipitação? 84. 87. Quais são os principais efeitos favoráveis do vento para as práticas agrícolas? 72. Quais são os principais efeitos em plantas submetidas a ventos intensos? 74. Qual processo físico se destaca na formação de nuvens? Explique. Quais são os tipos de precipitação existentes? 80. Qual a diferença entre os ventos de meso e microescala? 70. Quais são os efeitos da chuva para a agricultura? EVAPOTRANSPIRAÇÃO 91. O que são nuvens e como se formam? 86.

Evapotranspiração Da Cultura 10. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no cobrindo completamente o solo. 100. ( ) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. em fase de crescimento ativo. 1976) para obter os valores de Kc (considere o feijão em estádio de desenvolvimento IV e utilize um valor médio).5 se a temperatura média for menor ou igual a 20° C e de 0. sob as condições normais de cultivo. Evapotranspiração Potencial 7. Evapotranspiração Máxima 9. Quais as limitações de se utilizar o Tanque Classe A para se estimar a evapotranspiração de referência e como este problema pode ser solucionado? 97. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. ( ) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira. isto é. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo.Evapotranspiração Real ( ) É a evapotranspiração de determinada cultura. ) Evapotranspiração de determinada cultura.65 se a temperatura média for maior que 22° C. na mesma semana. ( ) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. O que é e pra que serve o coeficiente da cultura (Kc)? 98. Determine os valores da ETc para o feijão. utilizando os dados da tabela 19 (DOORENBOS & PRUITT. Qual a diferença entre Balanço Hídrico Climatológico e Balanço Hídrico do solo? 94. Por que o lisímetro é o método direto mais utilizado em pesquisa no Brasil? 96. cujos dados meteorológicos foram fornecidos pela Estação Meteorológica do Campus II da FTB.93. em qualquer estádio de crescimento. Relacione: 6. ( solo. Evapotranspiração De Referência 8. pelo método do Tanque Classe A. Escolha uma utilização agronômica da ET e explique com suas palavras como ET pode ser útil nesta prática. 99. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água. Cite três fatores que determinam a ET e explique como eles podem influenciá-la. 95. Calcule a Evapotranspiração de Referência para uma semana do mês de outubro do corrente ano. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. fertilidade e disponibilidade de água no solo. 100 . Leve em consideração um Kp (coeficiente do tanque) de 0. de pequeno porte.

Práticas mitigadoras e. Como afeta as atividades agrícolas d. visando completar o aprendizado dos alunos. que não podem ser pormenorizados nas aulas devido ao tempo escasso. Conceito b. Conceito b. impreterivelmente. Utilização Agronômica do Fotoperiodismo e. etc) ii. Gerais (industriais. Exemplos práticos (práticas agrícolas) f. EFEITO ESTUFA a. Conceito b. 101 . Formação c. políticas. Práticas Agrícolas que combatem o Efeito Estufa e. CAMADA DE OZÔNIO a. tecnológicos. FOTOPERIODISMO a.TRABALHOS EXTRA-CLASSE Os trabalhos Extra-Classe visam abordar temas relevantes para o Engenheiro Agrônomo na atualidade. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Práticas mitigadoras i. econômicas. Recomenda-se que o aluno que não puder estar na aula no dia da entrega envie o trabalho antes do prazo final ou no dia. políticos ii. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Formação do Efeito Estufa c. por um outro colega. mais a correção normal. Generalistas (tecnológicas. Na agricultura d. Créditos de Carbono f. O prazo para entrega dos trabalhos é de duas semanas. Cada trabalho está relacionado a um tema específico do programa da disciplina Meteorologia e Climatologia Agrícola. Principais problemas envolvendo a Camada de Ozônio (o “Buraco”) d. 2. 1. Principais agravantes do Efeito Estufa i. Formação c. pois a entrega fora do dia combinado acarretará a penalização de 50% na nota. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. 3. Como os problemas podem afetar as práticas agrícolas? (Conclusão) f.

Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Como é feito o zoneamento agroclimático c. Exemplo prático de utilização de QV g. Vantagens e Desvantagens do uso agronômico dos QV f. 5. Instituições brasileiras que trabalham com zoneamento agroclimático d.4. Conceito b. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Utilização agronômica dos zoneamentos agroclimáticos e. ZONEAMENTO AGROCLIMATICO a. Como fazer um QV d. Conceito b. Utilização Agronômica dos QV c. Exemplos práticos de utilização f. QUEBRA-VENTOS a. 102 . Tipos de Espécies de QV e.

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