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APOSTILA CLIMATOLOGIA AGRICOLA

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FACULDADES DA TERRA DE BRASÍLIA

AGRONOMIA / ZOOTECNIA

AGROMETEOROLOGIA

PROFESSOR: RICARDO MENDES - 2º SEMESTRE DE 2009

UNIDADE/ CONTÉUDO 1. Introdução e importância dos fatores climáticos e meteorológicos 1.1 . Definição de tempo e clima / meteorologia e climatologia 1.2 . Agroclimatologia: Definição, objetos e sua relação com outras ciências. 1.3 . Elementos e fatores climáticos 1.4 . Escala espacial dos atmosféricos 2. Atmosfera terrestre 2.1. Importância 2.2. Composição atmosférica 2.3. Estrutura vertical da atmosfera 2.4. Controle atmosférico como ferramenta agrícola 3. Radiação solar 3.1. Espectros solares e sua significação biológica 3.2. Balanço e distribuição geográfica da radiação solar 3.3. Efeito da radiação no crescimento vegetal (fotoperíodo) 4. Temperatura 4.1. Temperatura do ar, termoperiodismo, vernalização e unidades térmicas 4.2. Temperatura do solo e plantas cultivadas 5. Umidade do ar 5.1. Características físicas 5.2. Cálculo da umidade relativa 6. Ventos 6.1. Correntes de ventos fenômenos

6.2. Formação de massas de ar (altas e baixas pressões) 6.3. Classificação de ventos 6.4. Equipamentos e instrumentos de medição do vento 7. Chuvas 7.1. Classificação de nuvens e chuvas 7.2. Formação atmosférica diferenciada 7.3. Conseqüências para a agricultura 7.4. Medição e elaboração pluviométricos 8. Evapotranspiração de mapas

8.1. Definições e tipos de evapotranspiração 8.2. Determinação da evapotranspiração (métodos diretos e indiretos) 8.3. Coeficiente de cultura (Kc) 8.4. Aplicações agronômicas Evapotranspiração 9. Balanço Hídrico Climatológico da

9.1. Definições dos fatores que determinam o BHC 9.2. Determinação do BHC 9.3. Aplicações do BHC 10. Interações agrometeorológicas na agricultura e Zoneamento Agroclimático 11. Glossário Meteorológico 12. Estudo Dirigido 13. Trabalhos Extra-Classe 14. Referências Bibliográficas

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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA AGRÍCOLA
INTRODUÇÃO: TEMPO X CLIMA
TEMPO METEOROLÓGICO = ESTADO “INSTANTÂNEO” DA ATMOSFERA VARIAÇÃO GEOGRÁFICA VARIAÇÃO TEMPORAL EXPERIÊNCIA DIÁRIA INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO DIÁRIA CLIMA = GENERALIZAÇÃO OU INTEGRAÇÃO DAS CONDIÇÕES DO TEMPO PARA UM CERTO PERÍODO CRONOLÓGICO, EM UMA DETERMINADA ÁREA. TAMBÉM DEFINIDO COMO A SUCESSÃO HABITUAL DE TEMPOS ATMOSFÉRICOS OU A SÍNTESE DO TEMPO ATMOSFÉRICO NUM DADO LUGAR, DURANTE UM PERÍODO DE APROXIMADAMENTE 30 A 35 ANOS. VARIAÇÃO GEOGRÁFICA (MACROESCALA) VARIAÇÃO TEMPORAL SÉRIES HISTÓRICAS DE DADOS INTERPOLAÇÃO DE DADOS SOBRE A CURVA DA CONFIGURAÇÃO MÉDIA – CLIMA - SOBREPÕEM-SE AS VARIAÇÕES INSTANTÂNEAS – TEMPO. METEOROLOGIA = CIÊNCIA ATMOSFÉRICA (SENTIDO AMPLO) FÍSICA, QUÍMICA, DINÂMICA ATMOSFÉRICA EFEITOS DINÂMICOS SOBRE A SUPERFICIE DA TERRA OU DA ÁGUA CONSIDERA A BIOSFERA ENTENDIMENTO, PREVISÃO E CONTROLE DOS FENÔMENOS ATM. COMPLEXIDADE INTRÍNSECA

Meteorologia – Ciência Atmosférica
CLIMATOLOGIA = ESTUDO CIENTÍFICO DO CLIMA APLICAÇÕES PRÁTICAS MESMOS DADOS BÁSICOS DA METEOROLOGIA RESULTADOS LARGAMENTE UTILIZADOS (PREVISÃO DO TEMPO, AGRICULTURA, INDÚSTRIA, TRANSPORTES, BIOLOGIA, MEDICINA) CIÊNCIA APLICADA VISA O BENEFICIO HUMANO MÉTODOS METEOROLÓGICOS X RESULTADOS GEOGRÁFICOS

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Tipos Climáticos Brasileiros AGROCLIMATOLOGIA / AGROMETEOROLOGIA RAMO DA CLIMATOLOGIA LIGADO ÀS PRÁTICAS AGRÁRIAS PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE RISCOS OPORTUNIDADES MELHORAMENTO IRRIGAÇÃO ZONEAMENTO AGROCLIMÁTICO Agrometeorologia e interdisciplinaridade 3 .

Previsão do tempo e clima: em institutos de pesquisas que fornecem previsões para a sociedade através dos meios de comunicação. O tempo pode nos afetar de diversas maneiras. os ventos e a chuva e tentavam entender como eles estavam conectados. previsão de eventos extremos como furacões e tornados. institutos de pesquisa com problemas relacionados com aquecimento global. Isto significa que ela se relaciona com outras ciências por causa de suas aplicações em: agricultura (Agrometeorologia). Pesquisas atmosféricas em laboratórios. com química atmosférica que estuda processos relacionados com poluição atmosférica. A palavra Meteorologia vem do grego. previsão de relâmpagos. O meteorologista pode atuar em diversas áreas. entre outras. ela é conhecida como sendo uma ciência interdisciplinar. c. entre outras podemos citar: a. Por exemplo. A posssibilidade de se estudar os impactos ambientais da atmosfera e suas relações com a atividade humana são aspectos interessantes da Ciência Atmosférica. interação ar-mar (interações com a Oceanografia). hidrologia (Hidrometeorologia). biologia (Biometeorologia). ilhas de calor urbana (Meteorologia Urbana). também é conhecida como Ciências Atmosféricas. para o setor agrícola. clima (Climatologia). aumento do potencial de incêndios. a seca resulta na falta de água.METEOROLOGIA Meteorologia é a ciência que estuda a atmosfera terrestre e seus fenômenos. Mas a Meteorologia não faz só isso. As relações da sociedade atual com o meio ambiente se tornaram muito mais complexas e por isso podemos ser mais seriamente afetados com as mudanças que ocorrem na atmosfera. aviação. universidades. b. etc. existe uma importante área da Meteorologia que se dedica ao estudo e previsão do tempo. A compreensão do tempo era importante naquela época por causa da agricultura e das atividades de navegação. e estrago na colheita. Os gregos da antiguidade observavam as nuvens. etc. meteoron (alto no céu) e logia (conhecimento). Educação: Existe grande número de cursos de graduação em Meteorologia no país que necessitam de conhecimento especializado de um profissional da área 4 . Para entender como ocorrem as mudanças na atmosfera e como elas afetam o tempo e o clima de uma região.

Por que as safras ou épocas de semeadura são denominadas de safra das águas. Por que a irrigação é necessária em algumas regiões e em outras não ? 7. OFERECE RESPOSTAS ÀS SEGUINTES QUESTÕES: 1. safra da seca ou safrinha e safra de inverno? 3. é o ramo da Meteorologia que estuda a influência das condições meteorológicas nas atividades agropecuárias. Por que a época de semeadura das culturas anuais varia entre regiões para uma mesma safra ? 4. também conhecida como Agrometeorologia. Por que se cultiva uma cultura numa região e em outra não? 2. Por que as culturas anuais e perenes tem seus rendimentos variáveis entre regiões e anos de produção ? 5. Por que não se cultiva maçãs na BA e nem café no RS ? 6. Interage com as mais diversas áreas de conhecimento das Ciências Agrárias e isso faz dela uma disciplina extremamente importante na formação do Engenheiro Agrônomo / Zootecnista. Por que as doenças de plantas ocorrem mais em alguns anos do que em outros ? 5 .METEOROLOGIA AGRÍCOLA A Meteorologia Agrícola.

CHUVA.Zoneamento Agroclimático Delimita as áreas aptas ao cultivo de determinada cultura. PRESSÁO ATM. A isso chamamos de Agrometeorologia Operacional. VENTO. NEBULOSIDADE.: FATORES CÓSMICOS (MANCHAS SOLARES. etc. FATORES: CIRCUNSTÂNCIAS CAPAZES DE INFLUENCIAR OS ELEMENTOS CLIMÁTICOS EX. ELEMENTOS X FATORES CLIMÁTICOS ELEMENTOS: CONFEREM PROPRIEDADES E PECULIARIDADES AO MEIO ATMOSFERICO EX. ATIVIDADE ANTRÓPICA.: TEMPERATURA. 6 . UMIDADE. ÓRBITA TERRESTRE). levando-se em conta as exigências térmicas. VULCANISMO. em função das condições meteorológicas ou hídricas atuais do solo e da previsão do tempo para os próximos dias. etc. Tomadas de Decisão Possibilita decidir sobre a viabilidade ou necessidade de realização de uma prática agrícola. hídricas e fotoperiódicas.

Quem está muito próximo dos pólos. entre os trópicos de Câncer e Capricórnio. o Sol atinge a superfície de forma perpendicular ou pouco inclinado. Junto ao equador os raios solares são mais concentrados porque atingem uma área menor e nas grandes latitudes são dispersos pois atingem uma área bem maior. entre outros motivos.0º). porque os raios solares chegam com certo comprimento de onda e ao refletirem de volta para o espaço mudam este comprimento. enquanto nas altas altitudes o ar é mais rarefeito e possui menor capacidade de armazenar calor. No inverno não se vê o Sol. mais frio será e quanto menor a altitude. mas ele está sempre inclinado e. nas baixas altitudes o ar é mais concentrado (maior densidade) e por isso tem maior capacidade de acumular calor. isto é. Os raios solares sobre a Terra atingem a superfície de forma desigual. E quanto menor a latitude (mais perto do equador . mais quente será.90º norte ou sul). A altitude é tão importante para a determinação da temperatura que mesmo em áreas de baixa latitude podemos encontrar montanhas com neve eterna. no verão. ao meio dia no hemisfério sul o Sol está exatamente sobre as nossas cabeças (no verão) ou um pouco inclinado para o norte (no inverno). 7 . Isto ocorre. Além disso. Por exemplo. Latitudes terrestres 2) Altitude Quanto maior a altitude. enxerga o Sol 24 horas por dia. parece o Sol do início da manhã.Os fatores climáticos que se destacam na formação do clima são: 1) Latitude Quanto maior a latitude (mais perto dos pólos . mais quente. mesmo ao meio dia. mais frio será.

Ao atingirem a superfície. os raios solares encontram diferentes materiais como o gelo ou o asfalto. Conseqüentemente a cidade é muito mais quente que as superfícies brancas. menor será o calor acumulado. o gelo é muito claro e por isso reflete a maior parte da energia solar (albedo de 50 a 70% e absorve 50 a 30%). as florestas refletem de 3 a 10% e a água reflete de 2 a 4%. 8 . Por sua vez. a cidade é muito mais escura e reflete apenas de 14 a 18% (absorve 86 a 82% da energia solar). Quanto maior a reflexão.Altitude 3) Albedo O albedo é definido como o índice de reflexão dos raios solares.

em que a topografia condiciona o topo-clima. oceanalidade/continentalidade. que caracteriza o macro-clima de grandes áreas. pela cobertura do terreno ou pela adoção de alguma prática de manejo (irrigação. O uso de ambientes protegidos (coberturas plásticas) altera o microclima. devido às condições do relevo local: exposição e configuração do terreno. ou seja. Esses fatores são denominados de “topoclimáticos” e são de grande importância no planejamento agrícola. altitude. como a latitude. etc). atuação de massas de ar e frentes. adensamento de plantio.Escala espacial dos fenômenos atmosféricos MACRO-ESCALA Trata dos fenômenos em escala regional ou geográfica. A presença de mato nas entrelinhas e o adensamento das culturas perenes também interferem no microclima. TOPO-ESCALA Refere-se aos fenômenos em escala local. especialment e reduzindo a radiação solar e aumentando a temperatura diurna. Esses fatores são denominados “macroclimáticos”. O macroclima é o primeiro a ser considerado no zoneamento agroclimático. Culturas anuais semeadas no sistema convencional tem um microclima diferente daquelas cultivadas no sistema de plantio direto. 9 . Cada tipo de vegetação ou estrutura gera um microclima diferenciado. correntes oceânicas. MICRO-ESCALA É aquela que condiciona as condições meteorológicas (microclima) em uma pequena escala. devido aos fatores geográficos. cultivo protegido.

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ATMOSFERA TERRESTRE
CAMADA GASOSA QUE ENVOLVE A TERRA, PELA AÇÃO DA GRAVIDADE. CONSTITUI-SE DE UMA MISTURA MECÂNICA DE GASES (PRINCIPALMENTE NITROGÊNIO E OXIGÊNIO), PARTÍCULAS SÓLIDAS E MASSAS LÍQUIDAS, CONFERINDO-LHE CARACTERÍSTICAS PECULIARES.

IMPORTÂNCIA DA ATMOSFERA AMBIENTE PROPÍCIO À VIDA FLUXO DE ENERGIA FLUXO HÍDRICO PROTEÇÃO CONTRA EFEITOS DANOSOS AO PLANETA o RADIAÇÃO o TEMPERATURA o IMPEDE A PERDA DE GASES ESSENCIAIS o BARREIRA MECÂNICA EQUILÍBRIO CLIMÁTICO DO GLOBO FENÔMENOS METEOROLÓGICOS INTERFACE SOLO-ATMOSFERA ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA À ATIVIDADE AGRÁRIA

COMPOSIÇÃO ATMOSFÉRICA TABELA 1 – Composição “não-variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE NITROGÊNIO – N2 OXIGÊNIO – O2 ARGÔNIO – Ar NEÔNIO – Ne HÉLIO – He METANO – CH4 CRIPTÔNIO – Kr HIDROGÊNIO – H XENÔNIO – Xe % POR VOLUME 78,084 20,948 0,934 1,818 x 10-3 5,24 x 10-4 2 x 10-4 1,14 x 10-4 0,5 x 10 –4 0,087 x 10-4

TABELA 2 – Composição “variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE % POR VOLUME VAPOR D’ÁGUA – H2O 0a7 DIÓXIDO DE CARBONO – CO2 0,033 OZÔNIO – O3 0 a 0,01 DIÓXIDO DE ENXOFRE – SO2 0 a 0,0001 DIÓXIDO DE NITROGÊNIO – NO2 0 a 0,000002 11

CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS
AEROSÓIS PARTÍCULAS MATERIAIS NÃO FORMADAS POR ÁGUA OU GELO, DE TAMANHO MICROSCÓPICO OU NÃO, QUE FUNCIONAM COMO IMPORTANTES NÚCLEOS DE CONDENSAÇÃO E DE CRISTALIZAÇÃO, ABSORVEDORES E ESPALHADORES DE RADIAÇÃO E COMO PARTICIPANTES DE VÁRIOS CICLOS QUÍMICOS. EX.: POEIRA, FUMAÇA, MATÉRIA ORGÂNICA, SAL MARINHO, etc. VAPOR D’ÁGUA MATÉRIA PRIMA NA FORMAÇÃO DE NUVENS VEÍCULOS PARA O TRANSPORTE DE CALOR IMPORTANTE NO TEMPO METEOROLÓGICO TERMORREGULADOR (“EFEITO ESTUFA”)

DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) TERMORREGULADOR SUBPRODUTO FISIOLÓGICO (RESPIRAÇÃO) SUBPRODUTO TECNOLÓGICO AQUECIMENTO GLOBAL

OZÔNIO (O3) PRESENTE EM QUANTIDADES PEQUENAS SUBPRODUTO INDUSTRIAL POLUENTE EM BAIXAS CAMADAS (SUPERFÍCIE) PROTEÇÃO CONTRA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA (15 A 50 Km de altitude – “Camada de ozônio”) AQUECIMENTO DA ALTA ATMOSFERA DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO o CLOROFLUORCARBONOS

ESTRUTURA VERTICAL DA ATMOSFERA
A ATMOSFERA POSSUI ESTRUTURA VERTICAL VARIÁVEL QUANTO À: COMPOSIÇÃO,TEMPERATURA, UMIDADE, PRESSÃO, MOVIMENTOS E FENOMENOLOGIA

CAMADAS ATMOSFÉRICAS : TROPOSFERA – tropopausa – ESTRATOSFERA – estratopausa – MESOSFERA – mesopausa – TERMOSFERA.

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5 ºC / km) TEMPERATURA MAIS BAIXA DE TODA ATMOSFERA (-90ºC) PRESENÇA DE ÍONS E PARTÍCULAS LIVRES MESOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A MESOSFERA E A TERMOSFERA. POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA “PRESENÇA NA ATMOSFERA DE UM OU MAIS CONTAMINANTES. É ISOTÉRMICA (~0ºC). ESPESSURA: ~10 km. ESPESSURA: 3 km.TROPOSFERA CONTATO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE ALTITUDE APROXIMADA: 15-18 km (EQUADOR) e 6-8 km (PÓLOS) ESPESSURA VARIÁVEL (ESTAÇÕES DO ANO) FENÔMENOS METEOROLÓGICOS MAIS IMPORTANTES MOVIMENTOS ATMOSFÉRICOS INTENSOS TEMPERATURA CAI COM A ALTITUDE (6. OU QUE INTERFIRAM NO CONFORTO DA VIDA OU NO USO DAS PROPRIEDADES. ESTRATOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX. EM QUANTIDADE E DURAÇÃO TAIS QUE SEJAM OU TENDAM A SER PREJUDICIAIS AO SER HUMANO.5º C / km) AQUECIDA PELA ABSORÇÃO DE ONDAS LONGAS EMITIDA PELA SUPERFICIE CONTÉM 75% DA MASSA TOTAL E PRATICAMENTE TODO VAPOR D’ÁGUA TROPOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A TROPOSFERA E A ESTRATOSFERA. À VIDA ANIMAL OU ÀS PROPRIEDADES.” 13 . É ISOTÉRMICA (~0ºC). TERMOSFERA A PARTIR DE 90 km DE ALTITUDE LIMITE SUPERIOR: “TOPO DA ATMOSFERA” (1. ÀS PLANTAS. ESPESSURA: 3 – 5 km. É ISOTÉRMICA (-50 a –55ºC). 80 km DE ALTITUDE TEMPERATURA DIMINUI COM A ALTITUDE (3. O QUE PERMITE REFLETIR EFICIENTEMENTE ONDAS DE RÁDIO. 50 km DE ALTITUDE TEMPERATURA AUMENTA COM A ALTITUDE (OZÔNIO) FRIO POR BAIXO / QUENTE POR CIMA = SEM MOVIMENTOS VERTICAIS ESTRATOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A ESTRATOSFERA E A MESOSFERA.000 km DE ALTITUDE) IONOSFERA (PRIMEIROS 50 km DE TERMOSFERA) o GRANDE QUANTIDADE DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS IONIZADAS E ELÉTRONS LIVRES. PELA AÇÃO FOTOQUÍMICA DA RADIAÇÃO SOLAR. MESOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX.

14 .

A UMA TEMPERATURA DE 25° C.0 A SONDA ENCONTRA-SE INICIALMENTE EM EQUILIBRIO TÉRMICO COM O AMBIENTE.5 +5. RESPONDA AS QUESTÕES PEDIDAS. CONSIDERANDO OS DADOS FORNECIDOS. COM O OBJETIVO DE COLETAR A RESPEITO DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS ATÉ A ALTITUDE DE 120 km. DADOS CAMADA ATMOSFÉRICA TROPOSFERA TROPOPAUSA ESTRATOSFERA ESTRATOPAUSA MESOSFERA MESOPAUSA TERMOSFERA LIMITE SUPERIOR (km) 15 18 50 55 80 90 1000 ESPESSURA 15 3 32 5 25 10 ~ 910 AMPLITUDE TÉRMICA (° C /km) -6.0 +2.0 -3.0 +10.0 -3.UNIDADE 2 – ATMOSFERA TERRESTRE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO UMA SONDA METEOROLÓGICA FOI LANÇADA A PARTIR DA SUPERFÍCIE TERRESTRE (SOLO). PARA A COMPOSIÇÃO DE MAPAS CLIMÁTICOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO. EM QUAL CAMADA A SONDA SE ENCONTRA? 15 .5 +3. A QUE TEMPERATURA A SONDA SE ENCONTRA EM SEU DESTINO FINAL? 2. RESPONDA 1.

As variações na radiação solar recebida devidas à variação da distância são pequenas. o periélio (147x 106 km). em aproximadamente 4 de julho. é atingido aproximadamente em 3 de janeiro e o ponto mais distante. o afélio (152 x 106 km). Isto significa que a altura do Sol. O Hemisfério Sul se inclina para longe do Sol durante o nosso inverno e em direção ao Sol durante o nosso verão. A translação se refere ao movimento da Terra em sua órbita elíptica em torno do Sol. o ângulo de elevação do Sol acima do horizonte. A posição mais próxima ao Sol.Relações entre o Sol e a Terra As estações são causadas pela inclinação do eixo de rotação da Terra em relação à perpendicular ao plano definido pela órbita da Terra (plano da eclíptica). A rotação em torno de seu eixo é responsável pelo ciclo dia-noite. para uma dada hora do dia (por exemplo.MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES A Terra tem dois movimentos principais: rotação e translação. Figura 2 . Figura 1 . meio dia) varia no decorrer do ano.Posições relativas do sol 16 . Esta inclinação faz com que a orientação da Terra em relação ao Sol mude continuamente enquanto a Terra gira em torno do Sol.

A altura do Sol influencia a intensidade de radiação solar de duas maneiras. Como a Terra é curva. Segundo. os dias mais longos e há mais radiação solar. 3. 2) e a radiação solar sofre maior absorção. Primeiro. o percurso dos raios solares através da atmosfera cresce (Fig. a altura do sol influencia a interação da radiação solar com atmosfera. os raios que atingem a Terra percorrem distância maior na atmosfera. Quando menor a altura solar. Fig. Se a altura do Sol é pequena. 17 . o que reduz sua intensidade na superfície. reflexão ou espalhamento. No hemisfério de inverno as alturas do Sol são menores.Variação da altura do Sol com a latitude. os dias mais curtos e há menos radiação solar. Se a altura do sol decresce. a altura do Sol varia com a latitude. mais espalhada e menos intensa a radiação. A quantidade total de radiação solar recebida depende não apenas da duração do dia como também da altura do Sol.No hemisfério de verão as alturas do Sol são maiores. eles são mais concentrados. quando os raios solares atingem a Terra verticalmente.

MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO E FORMAÇÃO DAS ESTAÇÕES DO ANO DECLINAÇÃO SOLAR (LATITUDE NA QUAL O SOL ESTÁ “PASSANDO”) 18 .

4). No dia 21 ou 22/12 os raios solares incidem verticalmente (h=90°) em 23°27’S (Trópico de Capricórnio). Este é o solstício de verão para o Hemisfério Sul (HS). 4. Este é o solstício de inverno para o HS.Características dos solstícios e equinócios Relação da Posição do Sol e as Estações Terrestres DATA 22 DEZ EVENTO Solstício Verão de ESTAÇÃO VERÃO POSIÇÃO DO SOL 90º Trópico de Capricórnio 90º Equador 90º Trópico de Câncer 90º Equador FOTOPERÍODO > 12 h 21 MAR 22 JUN 23 SET Equinócio de Outono Solstício de Inverno Equinócio de Primavera OUTONO INVERNO PRIMAVERA = 12 h < 12 h = 12 h 19 . No HS o equinócio de primavera ocorre em 22 ou 23 de setembro e o equinócio de outono em 21 ou 22 de março (Fig. A meio caminho entre os solstícios ocorrem os equinócios (dias e noites de igual duração). Fig. Em 21 ou 22/6 eles incidem verticalmente em 23°27’N (Trópico de Câncer).Há 4 dias com especial significado na variação anual dos raios solares em relação à Terra. Nestas datas os raios verticais do Sol atingem o equador (latitude = 0°).

SOLSTÍCIOS 20 .

REGIÃO EQUATORIAL (N ≈ 12 h e Qo entre 33 e 38 MJm-2d-1) LATITUDE DE 30o (N entre 10 e 14 h e Qo entre 18 e 44 MJm-2d-1) REGIÃO POLAR (N entre 0 e 24 h e Qo entre 0 e 48 MJm-2d-1) 21 . sendo esses os fatores mais importantes na formação do clima da Terra.EQUINÓCIOS Além da variação temporal. o movimento aparente do Sol em relação à superfície da Terra origina também uma variação espacial tanto da disponibilidade de radiação solar (Qo) como do fotoperíodo (N). Quanto mais se afasta do Equador maior a variação estacional da irradiância solar e do fotoperíodo ao longo do ano.

os instrumentos meteorológicos podem se dividir em duas categorias fundamentais: instrumentos de leitura direta e aparelhos registradores. Porém. Estas bandas estão graduadas para poder determinar a hora exata de cada ponto da curva registrada. antes de tudo. porém cada medida necessita de uma leitura. b) Temperatura do ar. Nossos sentidos e principalmente a vista e o tato nos permitem estimar um grande número de observações.br) 22 . Por exemplo. Estas observações se denominam observações sensoriais. facilidade de manejo e solidez de construção. mas não pode saber o valor exato da mesma.cefetsc.Instrumentação meteorológica* A importância dos instrumentos Todo estudo científico da atmosfera supõe dispor. g) Quantidade de chuva. Os primeiros são mais precisos. precisão. f) Altura da base das nuvens.edu. h) Quantidade de evaporação. i) Radiação solar. podemos observar a quantidade de nuvens presente no céu ou determinar a direção do vento pelo movimento das folha. d) Umidade. É necessário evitar toda influência de árvores ou edifícios. Por exemplo. nossos sentidos não bastam e temos que recorrer aos instrumentos. A medida de certos elementos meteorológicos depende da instalação dos instrumentos. Os instrumentos meteorológicos para fins científicos devem cumprir os seguintes requisitos: regularidade no funcionamento. da água e do solo. e) Velocidade e direção do vento. Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. para o qual é necessário consultar um instrumento. Neste caso. c) Pressão atmosférica. de dados meteorológicos precisos. Os elementos que se medem com ajuda dos instrumentos são: a) Duração da insolação ou brilho solar. De acordo com o modo de realizar a leitura. uma pessoa pode determinar se a pressão atmosférica está subindo ou descendo. as observações se chamam observações instrumentais. Os segundos se referem a instrumentos nos quais o movimento das partes móveis se amplia por alavancas. que atuam sobre uma pena que escreve sobre um rolo de papel.

Umidade relativa .ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS A seguir temos uma lista das estações meteorológicas existentes e dos instrumentos meteorológicos mais comuns: ESTAÇÃO METEOROLÓGICA CONVENCIONAL Estação formada por instrumentos convencionais dos quais são observados por alunos e professores de meteorologia para a obtenção e atualização de dados tais como: .Horas de sol ESTAÇÃO METEOROLÓGICA AUTOMÁTICA Estação meteorológica dotada de sensores eletrônicos. por sua característica de funcionamento pode ser colocada em qualquer lugar que possa fornecer energia elétrica ou em alguns casos pode funcionar com baterias.Evaporação .Temperaturas extremas .Temperatura do momento . 23 .Precipitação .

Se denomina também Atnómetro e é termo geral para denominar qualquer aparato que serve para medir a evaporação. alcance visual de pista(visibilidade). umidade. altura de nuvens até os 1500 metros. As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada. Por meio de um programa computacional instalado em um ordenador comum. pressão. que permitem a livre circulação do ar.Termômetro de Máxima .Psicrômetro EVAPORÍMETRO Instrumento para medir a quantidade de água que se evapora na atmosfera durante um intervalo de tempo. vento. etc. Os instrumentos que ficam dentro da casa são: .As estações meteorológicas automáticas integram sensores de temperatura. integra todos os dados e entrega informação meteorológica em apresentação de tela de projeção.Higrotermógrafo . PLUVIÓGRAFO 24 . ABRIGO METEOROLÓGICO É uma casa de madeira ou fibra de vidro.Termômetro de Mínima . cujas paredes são dispostas como persianas. precipitação. cobertura de céu nublado.

As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada. Mede a quantidade de chuva caída. chamado "Termômetro Úmido". um chamado "Termômetro Seco". é formado por dois termômetros idênticos. em milímetros (mm). serve essencialmente para obter a temperatura do ar.É um instrumento que registra a quantidade de precipitação caída e indica a intensidade da mesma. que mede a umidade relativa (%) de um modo indireto. PSICRÔMETRO Instrumento utilizado para medir a umidade da atmosfera. 25 . PLUVIÔMETRO É um instrumento que mede a quantidade de água caída em um período de tempo determinado (cada 6 horas). e o outro.

ANEMÔMETRO Instrumento para medir a velocidade do vento (m/s) para a observação simultânea da direção e velocidade do vento. PIRANÔMETRO Instrumento que mede a radiação solar (radiação global) recebida de todo o hemisfério celeste sobre uma superfície horizontal terrestre. em alguns tipos. 26 . Mede a velocidade do vento (m/s) e. A unidade usada é (cal.cm-²). HELIÓGRAFO Instrumento registrador que mede unicamente a duração da insolação (horas de brilho solar) em horas e décimos. também a direção (em graus).

SOB A FORMA DE LUZ E CALOR. Todos os componentes do sistema climático. MICRONS (µM) OU ANGSTROMS (A).UM MICRÔMETRO OU MÍCRON (µM). 3. pela modelação da crosta terrestre e por todos os fenômenos biológicos. a hidrosfera. EXPRIME-SE EM CALORIAS (CAL) E O SEU VALOR MÉDIO É DE CERCA DE 2 CAL/CM 2/MN.RADIAÇÃO SOLAR SOL – PRINCIPAL FONTE DE ENERGIA PARA A SUPERFÍCIE DA TERRA A energia solar constitui a verdadeira causa de todos os processos físicos e químicos que ocorrem na Terra. RADIAÇÃO SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA. designadamente a atmosfera. a litosfera e a biosfera. CONCEITOS LIGADOS À RADIAÇÃO SOLAR 1. DURANTE UM MINUTO. ETC. 27 . 4. MÍCRON OU MICROMETRO (µM) . Por isso.). responsáveis pelas condições meteorológicas. 2. devem a sua origem e as suas características à radiação solar. pelas circulações oceânicas. METALIZAÇÕES. ISTO É. O COMPRIMENTO DE ONDA É INVERSAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA. EQUIVALE À MILÉSIMA PARTE DO MILÍMETRO. podemos dizer que a radiação solar é o fator meteorológico essencial do ambiente. QUANTO MAIS ELEVADA FOR A TEMPERATURA DE UM CORPO MENOR É O SEU COMPRIMENTO DE ONDA. É USADO PARA DESCREVER OS COMPRIMENTOS DE ONDA DA RADIAÇÃO E NA CONSTRUÇÃO CIVIL. MILÍMETROS. NA PERPENDICULAR COM OS RAIOS SOLARES. CONSTANTE SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA SOLAR RECEBIDA NO LIMITE SUPERIOR DA ATMOSFERA PELA SUPERFÍCIE DE 1 CM 2. NOMEADAMENTE NA DEFINIÇÃO DE ESPESSURAS DE DIVERSOS MATERIAIS (PINTURAS. É UMA UNIDADE DE COMPRIMENTO DEFINIDO COMO UM MILIONÉSIMO DE METRO (OU 1 × 10-6 M). COMPRIMENTO DE ONDA É A DISTÂNCIA ENTRE DUAS CRISTAS CONSECUTIVAS (DISTÂNCIA PERCORRIDA POR UMA VIBRAÇÃO). RECEBIDA POR UNIDADE DE UMA SUPERFÍCIE HORIZONTAL. EXPRIME-SE EM METROS.

a+r+t=1 8. REFLETIVIDADE (r) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É REFLETIDA PELO MATERIAL. CORPO NEGRO – MATERIAL HIPOTÉTICO QUE APRESENTA UM ESPECTRO DE RADIAÇÃO CONTÍNUO EM TODOS OS COMPRIMENTOS DE ONDA E É CAPAZ DE ABSORVER. MAIOR É O ALBEDO (FIGURA ABAIXO). TRANSMISSIVIDADE (t) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É TRANSMITIDA PELO MATERIAL. 6. QUANTO MAIOR A INCLINAÇÃO DO ÂNGULO DO RAIO SOLAR. Albedo de superfícies sob diferentes inclinações dos raios solares. ABSORVICIDADE (a) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É ABSORVIDA PELO MATERIAL. É O COEFICIENTE DE REFLEXÃO. TODA A ENERGIA RADIANTE QUE INCIDE SOBRE ELE. 9. 28 . 7.5. POR OUTRO LADO. ALBEDO – É UM TERMO QUE EXPRIME A REFLETIVIDADE DE UM MATERIAL. VARIA DE 0 a 1.

Albedo para algumas superfícies no intervalo visível ( % ) Solo descoberto Areia. seca) Neve (molhada e/ou suja) Superfície do mar (sol > 25° acima do horizonte) Superfície do mar (pequena altura do sol) Nuvens espessas Nuvens finas Vidros (janela) Tinta branca Tinta vermelha. deserto Grama Floresta Neve (limpa. marrom ou verde Concreto Asfalto Albedo de diferentes superfícies 29 10-25 25-40 15-25 10-20 75-95 25-75 <10 10-70 70-80 25-50 08-52 50-90 20-35 10-35 05-20 .

VENTO. DESDE OS CLIMAS FRIOS DAS REGIÕES POLARES. 30 . PRESSÃO. CHUVA. FUNDAMENTAL ENERGÉTICA EM ESTUDOS ECOLÓGICOS E DE DISPONIBILIDADE Distribuição da Radiação Solar na Terra. UMIDADE) É ELEMENTO PRIMORDIAL NO ENTENDIMENTO DOS DEMAIS ELEMENTOS METEOROLÓGICOS É A FONTE PRIMÁRIA DE ENERGIA NOS PROCESSOS TERRESTRES: o CICLO DA ÁGUA OU CICLO HIDROLÓGICO o FOTOSSINTESE o FLUXO DE CALOR o DESIGUAL DISTRIBUIÇÃO DA TEMPERATURA o CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA E OCEANOS o TEMPESTADES o VENTOS E FURACÕES o DIVERSIDADE DE CLIMAS. AOS QUENTES E ÚMIDOS DAS REGIÕES EQUATORIAIS. AFETANDO TODOS OS OUTROS ELEMENTOS (TEMPERATURA. PASSANDO PELOS TEMPERADOS DAS LATITUDES MÉDIAS.CARACTERÍSICAS DA RADIAÇÃO SOLAR É A MAIOR FONTE DE ENERGIA PARA A TERRA É UM FATOR METEOROLÓGICO É O PRINCIPAL ELEMENTO METEOROLÓGICO.

ENTÃO CERCA DE 500s (8. OU SEJA: “ A ENERGIA RECEBIDA EM UMA SUPERFÍCIE É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUADRADO DA DISTÂNCIA ENTRE A FONTE E A SUPERFÍCIE RECEPTORA” DEVIDO À DISTÂNCIA TERRA-SOL. NA FORMA DE FEIXE DE RAIOS PARALELOS ENTRE SI. APENAS UMA PEQUENÍSSIMA FRAÇÃO DA ENERGIA EMITIDA ATINGE A SUPERFICIE DA TERRA.5 * 10 8 km) VELOCIDADE : 300 * 10 3 km/s A RADIAÇÃO GASTA. PROPAGANDO-SE SEGUNDO UM MOVIMENTO ONDULATÓRIO.3 min O SOL EMITE RADIAÇÕES IGUALMENTE EM TODAS AS 4 Π DIREÇÕES SE A INTENSIDADE LUMINOSA EM UM DADO INSTANTE FOR IGUAL A I.ESPAÇO PERCORRIDO PELA RADIAÇÃO SOLAR É UM FENÔMENO DE NATUREZA ELECTROMAGNÉTICA. RESULTANDO EM UMA DENSIDADE DE FLUXO GLOBAL IGUAL A I / D2 DEFINIDA PELA LEI DO INVERSO DO QUADRADO DA DISTÂNCIA. ENTÃO O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA NAQUELE INSTANTE SERÁ IGUAL A 4 Π I.3 min) NESTA TRAJETÓRIA TODOS OS FENÔMENOS SOLARES VISTOS DA SUPERFICIE JÁ ACONTECERAM A PELO MENOS 8. NESTE INSTANTE A TERRA SE SITUA EM UMA ESFERA CUJO RAIO É IGUAL À SUA A DISTÂNCIA DO SOL (D) O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA (4 Π I) SERÁ IGUALMENTE DISTRIBUIDO NA ÁREA 4 Π D2 . 31 . DISTÂNCIA APROXIMADA: 150 MILHOES DE km (1.

A RADIAÇÃO SOLAR INTERAGE COM SEUS CONSTITUINTES (NATURAIS E ARTIFICIAIS) RESULTANDO NA MODIFICAÇÃO DA: QUANTIDADE. DAS MOLÉCULAS DE GASES NA FAIXA DO AZUL. ABSORÇÃO DA RADIAÇÃO É SELETIVA POR CERTOS CONSTITUINTES DA ATMOSFERA E PARA CERTOS COMPRIMENTOS DE ONDAS PELO OXIGÊNIO / OZÔNIO = QUASE TODA A RADIAÇÃO (ULTRAVIOLETA) GÁS CARBÔNICO E VAPOR DE ÁGUA TAMBÉM ABSORVEM BASTANTE RADIAÇÃO (INFRAVERMELHO) RADIAÇÃO ALTAMENTE ENERGÉTICA TEM ALTO PODER DE PENETRAÇÃO CAUSA DISTÚRBIOS EM ORGANISMOS VIVOS (PRINCIPALMENTE MICROORGANISMOS) EM REGIÕES ALTAS = INCIDÊNCIA MAIOR NO NÍVEL DO MAR = INCIDÊNCIA MENOR A RADIAÇÃO VISÍVEL PASSA PELA ATMOSFERA PRATICAMENTE SEM SOFRER ABSORÇÃO 2. .EFEITOS DA ATMOSFERA SOBRE O BALANÇO DE ENERGIA RADIANTE AO ATRAVESSAR A ATMOSFERA. DIFUSÃO (ESPALHAMENTO) DA RADIAÇÃO OS CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS MUDAM A DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES. PARTÍCULAS DE IMPUREZAS E MOLÉCULAS DE GASES CAUSAM O ESPALHAMENTO DA RADIAÇÃO O PROCESSO AFETA A QUANTIDADE E A QUALIDADE DA RADIAÇÃO ESTE FENÔMENO CAUSA A COR AZUL DO CÉU. QUALIDADE E DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES ESTA INTERAÇÃO OCORRE DE DOIS MODOS. 32 PRINCIPALMENTE O OZÔNIO. PELA DISPERSÃO. NA ALTA ATMOSFERA. DEPENDENDO DO COMPRIMENTO DE ONDA E DO TAMANHO DO CONSTITUINTE ATMOSFÉRICO: 1.

QUE CONSISTE NA QUANTIDADE DE RADIAÇÃO QUE AO INCIDIR SOBRE UM CORPO É DEVOLVIDA SEM MODIFICAR SUAS CARACTERÍSTICAS. COM MUITA POEIRA OU POLUIÇÃO. 33 . COM A ATMOSFERA LIMPA. GRANDE PARTE DOS RAIOS SOLARES ATINGE DIRETAMENTE A SUPERFÍCIE. A REFLEXÃO E A DISPERSÃO. A REFLEXÃO. PROJETANDO SOMBRA NOS OBJETOS. SENDO A SOMA DA RADIAÇÃO DIFUSA COM A RADIAÇÃO DIRETA. DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS DO PERÍODO ALGUNS AUTORES CONSIDERAM AINDA UM TERCEIRO PROCESSO. NÃO PROJETA SOMBRA NOS OBJETOS.PARTE É DEVOLVIDA PARA O ESPAÇO SIDERAL FACILMENTE PERCEPTÍVEL EM DIAS NUBLADOS. A RADIAÇÃO QUE SOFRE MUDANÇA DE DIREÇÃO. VINDO DE TODOS OS LADOS. NESTE CASO. SEPARANDO-A DA DIFUSÃO OU ESPALHAMENTO. SENDO DENOMINADA DE RADIAÇÃO DIFUSA (Qc) RAIOS LUMINOSOS DE COMPRIMENTO DE ONDA MAIS CURTOS SÃO MAIS FACILMENTE DISPERSOS. A CONTRIBUIÇÃO DE CADA UMA PARA Qg DEPENDE. RAIOS DE COMPRIMENTO DE ONDAS MAIS LONGOS CHEGAM DIRETAMENTE AO SOLO. É A RADIAÇÃO DIRETA (Qd) A RADIAÇÃO DIRETA É UNIDIRECIONAL E DETERMINADA PELO ÂNGULO ZENITAL DOS RAIOS SOLARES A RADIAÇÃO SOLAR TOTAL QUE ATINGE A SUPERFICIE É CHAMADA DE RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL (Qg). DÃO COMO RESULTADO A RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA. ENTÃO.

OU Qg = Qd + Qc Distribuição da Radiação Solar na Atmosfera Componentes da radiação solar ao nível do solo 34 .BALANÇO DA RADIAÇÃO NA ATMOSFERA A RADIAÇÃO SOLAR RECEBIDA NA SUPERFÍCIE DA TERRA CONSISTE EM DUAS PARTES: RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL = RADIAÇÃO SOLAR DIRETA + RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA .

dia) 35 .DISTRIBUIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR NO TERRITÓRIO BRASILEIRO Radiação solar global diária .média anual típica (Wh/m2.

Esta. CONDUÇÃO: ENERGIA TRANSFERIDA DE UMA MOLÉCULA PARA OUTRA. a. encontrandose. O AR SE EXPANDE E SE TORNA MENOS DENSO c. 2. Ao ser absorvida pela Terra. OU SEJA. A MASSA DE AR QUENTE É SUBSTITUÍDA POR AR MAIS FRIO A CONVECÇÃO É UM DOS PRINCIPAIS MEIOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA (1500 – 3000m). CONVECÇÃO: OCORRE MOVIMENTAÇÃO DE UMA MASSA FLUIDA (AR. b. aquecendo a superfície terrestre.PROCESSOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA Uma das maiores contribuições da radiação solar é o aquecimento do nosso planeta. a radiação solar converte-se em energia calorífica. POR MEIO DE ONDAS. RADIAÇÃO: TRANSFERÊNCIA DE CALOR (ENERGIA) DE UM OBJETO PARA OUTRO SEM HAVER NECESSIDADE DE UM MEIO DE CONEXÃO. em equilíbrio térmico. PODE SER HORIZONTAL OU VERTICAL 3. O AR É AQUECIDO POR CONDUÇÃO DE UMA SUPERFICIE QUALQUER. emite a mesma quantidade de energia que recebe. por isso. sem o qual a temperatura média na Terra seria de aproximadamente -238 °C e a água apenas existiria no estado sólido. Os processos de transferência de calor que ocorrem na atmosfera são: 1. Ilustração dos mecanismos de transferência de calor 36 . ÁGUA) PROVOCADA POR UMA DIFERENÇA DE DENSIDADE. por sua vez.

As restantes 6 unidades passam diretamente através da atmosfera e são perdidas no espaço. a superfície recebe uma grande quantidade de radiação de onda longa da atmosfera (95 unidades). Balanço de Calor da Terra e atmosfera Da radiação total interceptada pela Terra. Até agora contamos uma perda de 21 das 51 unidades de radiação de onda curta absorvidas pela superfície da Terra. nesta troca (em onda longa) a atmosfera tem um ganho líquido de 15 unidades. enquanto a Terra tem uma perda líquida de 21 unidades. por sua vez. 37 . absorvendo uma boa parte dela e reirradiando parte desta energia de volta para a Terra. A superfície. usando 100 unidades para representar a radiação solar interceptada no topo da atmosfera. 19 unidades pela atmosfera e 51 unidades pela superfície da Terra (Terra-oceano). Vamos examinar este balanço na abaixo. Portanto.BALANÇO GLOBAL DO CALOR PROVENIENTE DA RADIAÇÃO Existe um balanço quase perfeito entre a quantidade de radiação solar incidente e a quantidade de radiação terrestre (sistema Terra-atmosfera) retornada para o espaço. As restantes 70 unidades são absorvidas.Como resultado deste processo. fechando o balanço entre radiação incidente e radiação emitida. aproximadamente 30 unidades são refletidas de volta para o espaço. Outra parte das 30 unidades é transferida da superfície da Terra para a atmosfera por calor sensível (condução e convecção -7 unidades). Um balanço geral é obtido porque a atmosfera emite 64 unidades de energia para o espaço como radiação de onda longa. por moléculas de água durante o processo de evaporação (23 unidades). E as 30 unidades restantes? Parte desta energia é transferida da superfície da Terra para a atmosfera através de calor latente. Certos gases na atmosfera atuam no sentido de retardar a perda de radiação terrestre. o sistema Terra-atmosfera estaria progressivamente se aquecendo ou resfriando. caso contrário. irradia 116 unidades de energia de onda longa para a atmosfera.

7 mícron – PARTE VISÍVEL – 41% Radiações azuis. verdes e parte das vermelhas 0.7 a 4 micra – INFRAVERMELHO – 50% ESPECTRO VISÍVEL EM ORDEM CRESCENTE DE λ TEM-SE O VIOLETA – AZUL – VERDE – AMARELO – LARANJA – VERMELHO UTILIZADA PELAS PLANTAS NO PROCESSO FOTOSSINTÉTICO CHAMADO DE RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA INFRAVERMELHO RADIAÇÃO TERMAL LONGO COMPRIMENTO DE ONDA ABSORVIDAS PELO VAPOR D’AGUA E GÁS CARBÔNICO ATMOSFÉRICOS PARTÍCULAS SÓLIDAS PROVOCAM DISPERSÃO IMPORTANTES PARA O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL FITOCROMOS E HORMÔNIOS SÃO ATIVADOS / DESATIVADOS POR ESTA RADIAÇÃO EFEITOS MAIS QUALITATIVOS QUE QUANTITATIVOS ULTRAVIOLETA ABSORVIDAS NAS CAMADAS SUPERIORES DA ATM.4 mícron – ULTRAVIOLETA – 9% 0.2 A 4 MICRAS CONSTITUEM O ESPECTRO SOLAR ESPECTRO SOLAR 0.4 a 0.2 a 0.ESPECTRO SOLAR E BIOLOGIA ENERGIA SOLAR: CONJUNTO DE RADIAÇÕES COMPRIMENTOS DE ONDA VARIÁVEIS 0. OXIGÊNIO E OZÔNIO ATUAM PROTEÇÃO CONTRA A NOCIVIDADE DESTA RADIAÇÃO 38 .

em diferentes comprimentos de onda. 39 .COMPOSIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR As figuras seguintes mostram a divisão espectral da radiação solar.

40 .). cada cloroplasto é um minúsculo laboratório. já que a água do mar filtra a radiação. Efeito da Radiação Solar no Crescimento Vegetal Nas plantas com clorofila. Apenas algumas reacções utilizam os infravermelhos e os ultravioletas. Da radiação líquida disponível. as plantas terrestres captam sobretudo a luz vermelha e refletem a cor complementar. que ilumina tenuemente o seu espaço vital. Portanto. porém. aproximadamente 20% é refletida pelas nuvens e partículas atmosféricas. emitindo a radiação com outros comprimentos de onda. enquanto outra parte é absorvida pela superfície terrestre (solo.UTILIZAÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR PELAS PLANTAS Da energia recebida na superfície da terra. A luz vermelha fornece a energia necessária para a fotossíntese. vegetação etc. Nessas reações os cloroplastos utilizam comprimentos de onda da luz visível compreendidos entre 400 nm e 720 nm. Nestas pequenas formações microscópicas. o verde. Dentro do espectro absorvido. também podem ser gorduras. Nas algas marinhas que vivem a profundidades relativamente grandes (20 m-30 m) ocorre o fenómeno inverso: são coloridas geralmente de vermelho intenso e têm de utilizar o resíduo verde-azulado da luz solar. 40% é utilizada na evapotranspiração e somente 2% desta é usada no processo da fotossíntese que resulta no desenvolvimento e crescimento dos vegetais. a clorofila absorve principalmente na zona do vermelho. a energia procedente da radiação solar desencadeia reações químicas cujos produtos finais são diversos tipos de açúcares.

41 . GERMINAÇÃO DE SEMENTES.315 μ): ESTA FAIXA EXERCE EFEITOS DEFORMATIVOS NAS PLANTAS.72 > λ > 0.0 μ É IMPORTANTE PARA O FOTOPERIODISMO.40 > λ > 0. GERA FORTE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA. 2ª BANDA (1. QUE TORNAM-SE MAIS BAIXAS E COM FOLHAS MAIS ESPESSAS.72 μ): É A REGIÃO QUE EXERCE EFEITO SOBRE O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. 3ª BANDA (0.28 μ): É PREJUDICIAL À MAIORIA DAS PLANTAS.51 μ): REGIÃO ESPECTRAL DE BAIXO EFEITO FOTOSSINTÉTICO E DE FRACA AÇÃO SOBRE A FORMAÇÃO DA PLANTA.40 μ): É A REGIÃO DE MAIOR ABSORÇÃO PELA CLOROFILA E PIGMENTOS AMARELOS (CAROTENÓIDES). CONTROLE DA FLORAÇÃO E COLORAÇÃO DOS FRUTOS. MATANDO-AS DEPOIS DE ALGUM TEMPO DE EXPOSIÇÃO.61 > λ > 0.61 μ): REGIÃO ESPECTRAL FORTEMENTE ABSORVIDA PELA CLOROFILA. 6ª BANDA (0. 5ª BANDA (0. 7ª BANDA (0. APRESENTANDO EM VÁRIOS CASOS TAMBÉM FORTE ATIVIDADE FOTOPERIÓDICA. O TRECHO PRÓXIMO À 1. CORRESPONDE AO AZUL VIOLETA E É TAMBÉM REGIÃO DE GRANDE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA. EXERCENDO AINDA VIGOROSA AÇÃO NA FORMAÇÃO DA PLANTA.51 > λ > 0. 4ª BANDA (0.0 μ): NÃO CAUSAM DANOS E SÃO ABSORVIDAS PELA PLANTA.BANDAS DO ESPECTRO SOLAR QUE AFETAM O CRESCIMENTO VEGETAL 1ª BANDA (λ > 1.0 > λ > 0.315 > λ > 0. CORRESPONDE A REGIÃO VERDE DO ESPECTRO VISÍVEL.

entre 280 e 320nm. não sendo absorvida eficientemente por nenhum dos constituintes atmosféricos. A radiação ultravioleta mais merecedora de cuidados no dia-a-dia é a UV-B que é afetada pela camada de ozônio. A camada de ozônio absorve apenas a radiação UV-B. A UV-B é fortemente absorvida pela camada de ozônio da atmosfera terrestre.A RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA E OS ORGANISMOS VIVOS A radiação solar mais conhecida é a faixa visível. porém esta não tende a aumentar sua intensidade com o tempo. mas duas outras faixas importantes são a do ultravioleta e a do infravermelho. Em excesso a radiação UV-A pode trazer complicações à saúde. 42 . Já o UVC é totalmente absorvido pela atmosfera terrestre. UV-B (entre 320 e 280 nm) e a UV-C (entre 280 e 100). A UV-A chega normalmente à superfície terrestre. causando uma variação muito forte na intensidade da radiação medida na superfície entre os limites de 280 e 320nm. como a UV-B. A faixa do ultravioleta é subdividida em 3: UV-A (entre 400 e 320 nm). O sol direto com irradiação prolongada pode resultar em graves queimaduras. que seriam muito agravadas se não fosse a proteção invisível que o ozônio proporciona.

TEMPERATURA DO AR INFLUENCIA A TEMPERATURA DO SOLO. MEDIÇÃO DE TEMPERATURA: FEITA COM DIVERSOS TIPOS DE TERMÔMETROS. FRUTEIRAS TROPICAIS):  MÍNIMA: 15° a 18°C  ÓTIMA: 31° a 37° C  MÁXIMA: 44° a 50° C 43 . EXISTE AMPLA FAIXA DE TEMPERATURAS PARA CRESCIMENTO VEGETAL (0 a 40ºC). TRIGO. CENTEIO. QUE MEDEM AS TEMPERATURAS MÍNIMA. MELHORAMENTO GENÉTICO AMPLIOU A FAIXA DE ADAPTAÇÃO A DIFERENTES TEMPERATURAS. CASAS DE VEGETAÇÃO SIMULAM SITUAÇÕES FAVORÁVEIS DE TEMPERATURA. RESPONSÁVEL DIRETA PELA DISTRIBUIÇÃO DAS PLANTAS NA TERRA.TEMPERATURA ENERGIA PROPAGADA NA FORMA DE CALOR. PLANTAS TEMPERADAS (HEMISFÉRIO NORTE) OU TROPICAIS (EQUADOR E HEMISFÉRIO SUL). MÉDIA E MÁXIMA. O AQUECIMENTO DA ATMOSFERA SE DÁ À MEDIDA EM QUE SE DESENVOLVEM OS PROCESSOS DE CONDUÇÃO. ATÉ UM VALOR MÁXIMO. TEMPERATURAS CARDEAIS O CRESCIMENTO VEGETAL ESTÁ LIMITADO POR FAIXAS DE TEMPERATURA QUE VARIAM DE UM VALOR MÍNIMO. CEVADA):  MÍNIMA: 0° a 5° C  ÓTIMA: 25° a 31° C  MÁXIMA: 31° a 37° C CULTURAS DE VERÃO (MELÃO. ADAPTAÇÃO DOS VEGETAIS EM DIFERENTES FAIXAS DE TEMPERATURA. PASSANDO POR UM VALOR ÓTIMO. ESTA VARIAÇÃO SE DÁ CONFORME: COMPLEXIDADE FISIOLÓGICA CULTURAS DE INVERNO (AVEIA. EM CAMADAS DISTINTAS. DECORRENTE DA TRANSFORMAÇÃO DA ENERGIA ELETROMAGNÉTICA DE ONDAS CURTAS OU LONGAS (PROVENIENTES DA RADIAÇÃO SOLAR) NA FORMA DE ENERGIA TERMAL. SORGO. CONVECÇÃO OU TRANSMISSÃO DE CALOR (“RADIAÇÃO”) OCORREM. VARIÁVEL CLIMATOLÓGICA INTRINSECAMENTE RELACIONADA AO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL.

PARA QUE SE PERMITA A COMPARAÇÃO ENTRE LOCAIS DIFERENTES. A TEMPERATURA MÁXIMA OCORRE COM UMA DEFASAGEM DE DUAS A TRÊS HORAS EM RELAÇÃO AO HORÁRIO DE MAIOR IRRADIÂNCIA SOLAR (12h EM DIAS SEM NUVENS). A TEMPERATURA MÍNIMA OCORRE UM POUCO ANTES DO NASCER DO SOL.5 A 2. VENTOS. NEBULOSIDADE. 44 . o ESCALA TOPOCLIMÁTICA: EXPOSIÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO TERRENO SÃO OS MODULADORES DA TEMPERATURA o ESCALA MICROCLIMÁTICA: FATOR CONDICIONANTE É A COBERTURA DO TERRENO PARA FINS METEOROLÓGICOS E CLIMATOLÓGICOS A TEMPERATURA DO AR É MEDIDA SOB UMA CONDIÇÃO DE REFERÊNCIA (PADRÃO). A ALTURA DE MEDIÇÃO É ENTRE 1.0 m ACIMA DO NIVEL DO SOLO (DENTRO DO ABRIGO). AEROSÓIS. POEIRA. AS CONDIÇÕES PADRÃO SÃO: ÁREA PLANA (TOPOCLIMA) E GRAMADA (MICROCLIMA). TRANSPORTE CONVECCTIVO DE CALOR E CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA. ETC. NESSE CASO AS DIFERENÇAS REGISTRADAS SERÃO EM DECORRÊNCIA APENAS DO MACROCLIMA.. PARA AS CAMADAS SUPERIORES VARIAÇÃO DA TEMPERATURA DO AR: TEMPORAL E ESPACIAL VARIAÇÃO TEMPORAL = BALANÇO DE ENERGIA NA SUPERFÍCIE (MAIOR INTENSIDADE AO MEIO DIA) VARIAÇÃO ESPACIAL o ESCALA MACROCLIMÁTICA: PREDOMINÂNCIA DOS EFEITOS DA RADIAÇÃO SOLAR.TEMPERATURAS CARDEAIS VARIAM COM: FISIOLOGIA ESTÁDIO DE DESENVOLVIMENTO ESPÉCIE DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA TEMPERATURA DO AR E DO SOLO A ENERGIA RADIANTE QUE ATINGE A SUPERFÍCIE TERRESTRE SERÁ DESTINADA A ALGUNS PROCESSOS FÍSICOS PRINCIPAIS: CONVECÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO AR CONDUÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO SOLO TEMPERATURA DO AR É UM DOS EFEITOS MAIS IMPORTANTES DA RADIAÇÃO SOLAR OCORRE PELO TRANSPORTE DE CALOR DA SUPERFÍCIE AQUECIDA (CONDUÇÃO/CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA) A CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA DO AR AQUECIDO TRANSPORTA CALOR. VAPOR D’ÁGUA.

FASE VEGETATIVA FOTOSSÍNTESE X RESPIRAÇÃO TEMPERATURA DE EQUILÍBRIO (ÓTIMO) .FIGURA FOSSÍNTESE CAI DRASTICAMENTE SE A TEMPERATURA > 35°C RESPIRAÇÃO CAI DRASTICAMENTE COM TEMPERATURAS > 45°C EXEMPLO: TOMATEIRO TEMPERATURA: 20 ° C BAIXA RESPIRAÇÃO MÁXIMA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO LENTO CICLO TARDIO GRANDES CÉLULAS BOA COLHEITA TEMPERATURA: 35° C ALTA RESPIRAÇÃO BAIXA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO RÁPÍDO CICLO PRECOCE PEQUENAS CÉLULAS MÁ COLHEITA 2.TEMPERATURA DO AR REQUERIDA PELAS PLANTAS 1. O DESENVOLVIMENTO VEGETAL TAMBÉM VAI DEPENDER DA RAZÃO ENTRE: TEMPERATURAS DIURNAS – FOTOTEMPERATURAS (MORANGO. A FORMAÇÃO DE MATÉRIA SECA DOBRA”. ERVILHA) TEMPERATURAS NOTURNAS – NICTOTEMPERATURAS (TOMATE. BATATA. FASE REPRODUTIVA INDUÇÃO FLORAL POLINIZAÇÃO FERTILIZAÇÃO FORMAÇÃO DO FRUTO DORMÊNCIA DE GEMAS REPRODUTIVAS CICLOS DE CRESCIMENTO LEI DE VAN’T HOFF “PARA CADA 10°C DE AUMENTO DE TEMPERATURA. CONSIDERANDO-SE ENTRE O MÍNIMO E O ÓTIMO. PIMENTA) 45 .

46 . QUE DEPENDE DOS: FATORES EXTERNOS (ELEMENTOS BALANÇO NA SUPERFÍCIE) METEOROLÓGICOS QUE AFETAM O FATORES INTRÍNSECOS o TIPO DE COBERTURA DA SUPERFÍCIE = SOLOS NUS OU COBERTOS (VEGETAÇÃO. A PLANTA DIMINUI SEU METABOLISMO E TRANSPIRAÇÃO. TEMPERATURAS MUITO ALTAS OU MUITO BAIXAS IMPOSSIBILITAM O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL.TEMPERATURA DO SOLO FLUXO DE CALOR DA SUPERFÍCIE PARA O INTERIOR DO SOLO (DURANTE E O DIA) E DO INTERIOR PARA A SUPERFÍCE (NOITE). A TEMPERATURA DO AR INFLUI DIRETAMENTE SOBRE A TEMPERATURA DO SOLO COM VALORES DE TEMPERATURA BAIXOS. MULCH) o RELEVO = CONDICIONA O TERRENO A DIFERENTES EXPOSIÇÕES À RADIAÇÃO SOLAR o TIPO DE SOLO = TEXTURA. OUTROS EFEITOS DA TEMPERATURA CONDICIONA O NÍVEL DAS REAÇÕES FÍSICO-QUÍMICAS DAS PLANTAS PERDA DE ÁGUA AUMENTA OU DIMINUI CONFORME A TEMPERATURA. OCORRE VARIAÇÃO TEMPORAL (DIÁRIA E ANUAL. ESTRUTURA E TEOR DE ÁGUA. O PROCESSO RADIATIVO DE PERDA É MAIS EFICIENTE QUE O DE GANHO. DE ACORDO COM AS ESTAÇÕES) E VARIAÇÃO ESPACIAL.

CONSTANTE TÉRMICA = É UM ÍNDICE RESIDUAL OU SEJA. RESPOSTA LINEAR. QUALQUER QUE SEJA A SITUAÇÃO. MAIOR EFICIÊNCIA). TEMPERATURAS ABAIXO DE 0°C SÃO DESCONSIDERADAS. TEMPERATURAS NOTURNAS E DIURNAS TEM O MESMO PESO. É APROXIMADAMENTE CONSTANTE PARA CADA ESTAÇÃO DO ANO E PARA CADA CULTURA QUE CRESCE NUM MESMO LOCAL. SE DESDE O MOMENTO EM QUE SE VERIFICA A GERMINAÇÃO SOMAR-SE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA. O CRESCIMENTO VEGETAL VARIA DE ACORDO COM A QTDE DE CALOR AO QUAL É SUBMETIDO DURANTE O CICLO VITAL. UNIDADES DE CALOR OU “GRAUS-DIA” = UM GRAU-DIA É A MEDIDA DA DIFERENÇA DA TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA ACIMA DO MÍNIMO DE TEMPERATURA. É VARIÁVEL PARA CADA ESPÉCIE VEGETAL. O CICLO SERÁ DE 100 DIAS. A SOMA TOTAL É SEMPRE A MESMA. TEMPERATURAS ACIMA DE 27°C PODEM SER PREJUDICIAIS (PELO MÉTODO. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. TRIGO: 2000°C.UNIDADES TÉRMICAS DE CRESCIMENTO TEMPERATURA-BASE (OU BASAL)= TEMPERATURA ABAIXO DA QUAL AS PLANTAS NÃO SE DESENVOLVEM. EXEMPLOS: MILHO = 2500°C. ACUMULADO DURANTE O DIA. É O SOMATÓRIO DO CALOR EFETIVO PARA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. NECESSÁRIO PARA UMA ESPÉCIE. SE O MILHO FOR CULTIVADO EM LOCAL ONDE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA É DE 25°C. É A TEMPERATURA ACUMULADA DESDE OS PRIMEIROS DIAS ATÉ A MATURAÇÃO DA PLANTA. O VALOR MÉDIO DIÁRIO NÃO É SIGNIFICATIVO. MÉTODOS DE CÁLCULO: DIRETO = TEMPERATURA-BASE DE 0°C RESIDUAL = TEMPERATURA-BASE DE 6°C EXPONENCIAL = VELOCIDADE DAS REAÇÕES FISICO-QUIMICAS TERMOFISIOLÓGICO = VELOCIDADE DE CRESCIMENTO IMPERFEIÇÕES DA TEORIA DE GRAUS-DIA: SOMENTE UMA TEMPERATURA BASAL DURANTE O CICLO. APLICA-SE TAMBÉM ÀS SUBFASES DE CULTIVO. OUTRAS VARIÁVEIS CLIMATOLÓGICAS INTERFEREM 47 . CEVADA = 1700°C.

VISANDO MAIOR LUCRO? VARIEDADE DE FEIJÃO (HIPOTÉTICA) Exigência de 1276 graus-dia para amadurecer Temperatura-base = 6°C TEMPERATURA MÉDIA MENSAL SETEMBRO = 18°C OUTUBRO = 22°C NOVEMBRO = 20° C DEZEMBRO = 18.00 OUTUBRO = 60.00 DEZEMBRO = 80. O AGRICULTOR DISPÕE DE APENAS UMA VARIEDADE DE FEIJÃO E DE UMA FAIXA DE TEMPO DE PLANTIO DE 15 DE SETEMBRO A 15 DE OUTUBRO.FATORES AMBIENTAIS QUE FAZEM VARIAR A CONSTANTE TÉRMICA FERTILIDADE POPULAÇÃO DE PLANTAS SOLOS TEMPERATURAS DO SOLO (DIFERENTES DA TEMP. MAS PRETENDE PLANEJAR SEU CULTIVO PARA ALCANÇAR A ÉPOCA ONDE O PREÇO DO FEIJÃO É MELHOR PARA ELE (MAIOR LUCRO). QUAL DATA SERÁ MELHOR PARA O PLANTIO. DO AR) UMIDADE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (UNIDADES TÉRMICAS) UM AGRICULTOR QUER FORNECER FEIJÃO PARA UMA FEIRINHA LOCAL DE SUA CIDADE.5 °C JANEIRO = 17°C SAZONALIDADE DE PREÇOS (R$/saca) SETEMBRO= 50.00 JANEIRO = 40.00 NOVEMBRO = 70.00 48 . LEVANDO EM CONTA QUE O AGRICULTOR DEVE PLANTAR DIA 15 DE CADA MÊS.

GELO E NEVE SOLO SUPERFÍCIES VEGETAIS E ANIMAIS PROCESSOS FÍSICOS DETERMINANTES EVAPORAÇÃO SUBLIMAÇÃO TRANSPIRAÇÃO CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BAIXA (MÁX. 4%) EXTREMAMENTE VARIÁVEL LIBERAÇÃO OU ABSORÇÃO DE CALOR LATENTE DISTRIBUIÇÃO DE CALOR NA TERRA TRANSPORTE DO VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BALANÇO DE RADIAÇÃO: EVAPORAÇÃO DA ÁGUA TRÊS PROCESSOS: o DIFUSÃO o CONVECÇÃO (LIVRE OU FORÇADA) o ADVECÇÃO CONTEÚDO DE VAPOR D’ÁGUA NO AR ATMOSFÉRICO AR SATURADO = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA EM SUA CONCENTRAÇÃO MÁXIMA. MAIOR É A CAPACIDADE DO AR EM RETER ÁGUA. 49 . QUANTO MAIOR A TEMPERATURA.UMIDADE DO AR ÁGUA NA FORMA DE VAPOR. UMIDADE RELATIVA DO AR = RELAÇÃO PERCENTUAL ENTRE A CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA EXISTENTE NO AR E A CONCENTRAÇÃO DE SATURAÇÃO. FONTES NATURAIS: SUPERFÍCIES DE ÁGUA. EXISTENTE NA ATMOSFERA. NA PRESSÃO E TEMPERATURA EM QUE O AR SE ENCONTRA.

MEDIÇÃO DA UMIDADE DO AR PSICRÔMETROS = FORMADO POR DOIS TERMÔMETROS COMUNS. 50 . EM DETERMINADAS CONDIÇÕES DE TEMPERATURA E PRESSÃO. A UMIDADE DO AR DEVE SER MEDIDA À SOMBRA.Tu ENTRA COM VALOR DE Ts e d NA TABELA ENCONTRA UMIDADE RELATIVA DO AR NAQUELE MOMENTO UMIDADE ABSOLUTA DO AR = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA TOTAL EXISTENTE NO AR. EM LOCAL VENTILADO E PROTEGIDO DA PRECIPITAÇÃO (CHUVA). SENDO: o 1 BULBO SECO o 1 BULBO ÚMIDO HIGRÔMETROS OU HIGRÓGRAFOS = VARIAÇÃO DO COMPRIMENTO DO CABELO HUMANO COM A UMIDADE RELATIVA DO AR. GERALMENTE FICA DENTRO DOS ABRIGOS METEOROLÓGICOS. PSICRÔMETROS (COMO MEDIR) VER TEMPERATURA BULBO SECO (Ts) VER TEMPERATURA BULO ÚMIDO (Tu) VER DEPRESSÃO PSICROMÉTRICA (d) d = Ts.

ATÉ A MANHA SEGUINTE (ORVALHO E/OU NEVOEIRO). O VALOR MÍNIMO DE UMIDADE É ALCANÇADO NA TEMPERATURA MÁXIMA.VARIAÇÃO DIÁRIA DA UMIDADE DO AR A UR DO AR APRESENTA UM CURSO DIÁRIO INVERSO AO DA TEMPERATURA DO AR. VARIAÇÃO ANUAL DA UMIDADE DO AR ACOMPANHA O CURSO ANUAL DA COBERTURA DO CÉU E PRECIPITAÇÃO. ISTO PORQUE A TENSÃO DE SATURAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA É DIRETAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA E INVERSAMENTE PROPORCIONAL À UMIDADE RELATIVA DO AR. TABELA 1: PRECIPITAÇÃO TOTAL ANUAL (MÉDIA) E UMIDADE RELATIVA DO AR EM DIFERENTES REGIÕES: ESTADO CE DF BA MT MG RS AM PRECIPITAÇÃO (mm) 971 1000 1203 1404 1421 1555 2705 UMIDADE RELATIVA (%) 70 65 72 75 76 77 87 51 . EM CONDIÇÕES DE RESFRIAMENTO NOTURNO MODERADO. SENDO MENOR DURANTE O DIA E MAIOR DURANTE A NOITE. A UR TENDE A SE ESTABILIZAR EM UM VALOR MÁXIMO. PRÓXIMO À 100%.

GRÁFICO PSICROMÉTRICO ( Porcentagem de umidade relativa (1000 Milibares) DEPRESSÃO DE BULBO ÚMIDO (Td .TW) 1 28 20 40 18 48 0 16 55 11 14 61 23 12 66 33 0 10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 71 41 13 73 48 20 0 77 54 32 11 79 58 37 20 1 81 63 45 28 11 83 67 51 36 20 6 85 70 56 42 27 14 86 72 59 46 35 22 10 0 87 74 62 51 39 28 17 6 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 10 88 76 65 54 43 33 24 13 4 12 88 78 67 57 48 38 28 19 10 2 14 89 79 69 60 50 41 33 25 16 8 1 1 0 0 0 4 0 5 4 4 4 5 16 90 80 71 62 54 45 37 29 21 14 7 18 91 81 72 64 56 48 40 33 26 19 12 6 20 91 82 74 66 58 51 44 36 30 23 17 11 5 22 92 83 75 68 60 53 46 40 33 27 21 15 10 4 24 92 84 76 69 62 55 49 42 36 30 25 20 14 9 26 92 85 77 70 64 57 51 45 39 34 28 23 18 13 9 28 93 86 78 71 65 59 53 47 42 36 31 26 21 17 12 8 30 93 86 79 72 66 61 55 49 44 39 34 29 25 20 16 12 8 32 93 86 80 73 68 62 56 55 46 41 36 32 27 22 19 14 11 8 34 93 86 81 74 69 63 58 52 48 43 38 34 30 26 22 18 14 11 8 36 94 87 81 75 69 64 59 54 50 44 40 36 32 28 24 21 17 13 10 7 38 94 87 82 76 70 66 60 55 51 46 42 38 34 30 26 23 20 16 13 10 40 94 89 82 76 71 67 61 57 52 48 44 40 36 33 29 25 22 19 16 13 52 .

VENTO O VENTO É O MOVIMENTO DO AR EM RELAÇÃO À SUPERFÍCIE TERRESTRE. NA TENDÊNCIA DE IGUALÁ-LAS. QUANTO MAIS PRÓXIMAS FOREM AS ISÓBARAS. a irrigação e o uso de ambientes parcialmente protegidos são algumas técnicas utilizadas com a finalidade de alterar o microclima de um local. maior será a velocidade de deslocamento. A atmosfera se movimenta em decorrência da diferença de pressão entre duas regiões. ESTA FORÇA TENDE A INICIAR E MANTER O VENTO. EFEITO DA ROTAÇÃO DA TERRA MOVIMENTO DE OESTE PARA LESTE O AR ATMOSFÉRICO TAMBÉM SE MOVE. se desloca de áreas de maior pressão (mais frias) para áreas de menor pressão (mais quentes) e quanto maior a diferença entre as pressões dessas áreas. CARTA GEOGRÁFICA ISOBÁRICA DELIMITA REGIÕES DE ALTA E BAIXA PRESSÃO CRUZAM-SE COM GRADIENTES HORIZONTAIS DE PRESSÃO O GRADIENTE HORIZONTAL DE PRESSÃO DETERMINA UMA MOVIMENTAÇÃO DO AR DAS ZONAS DE MAIORES PRESSÕES PARA A DE MENORES PRESSÕES. A manipulação do solo. Várias são as condições adversas do clima que interferem no seu crescimento e desenvolvimento. proporcionando melhores condições para a produção. que é o ar em movimento. MAS EM VELOCIDADE DIFERENTE. 53 . O vento. O ambiente em que as plantas e animais crescem nem sempre é o ideal ou ótimo para sua produção. ORIGEM GRADIENTES DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA ROTAÇÃO DA TERRA FORÇA CENTRÍFUGA AO MOVIMENTO DA TERRA ATRITO COM A SUPERFÍCIE GRADIENTE DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA GERADO PELO AQUECIMENTO DIFERENCIAL DA ATMOSFERA VARIAÇÃO DE PRESSÃO ISÓBARAS = LOCAIS QUE APRESENTAM O MESMO VALOR DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA. principalmente por causa da incidência e absorção dos raios solares de maneira distinta entre diferentes regiões. MAIOR O GRADIENTE DE PRESSÃO E MAIOR DEVERÁ SER A VELOCIDADE DO VENTO.

b. Meso e Micro. Entre os Trópicos e o Equador: Alísios de NE (Hemisfério Norte) e Alísios de SE (Hemisfério Sul). Apesar da variação temporal e espacial dos ventos sobre a superfície.EFEITO DA FORÇA CENTRÍFUGA O VENTO SE DESLOCA EM DIREÇÃO PERPENDICULAR ÀS ISÓBARAS MOVIMENTO CURVO FORÇA CENTRÍFUGA ACIMA DE 500m = VENTO GRADIENTE (PARALELO ÀS ISÓBARAS) ESCALAS DE FORMAÇÃO DO VENTO Ocorre nas três escalas do clima: Macro. sendo função dos gradientes de pressão. MACROESCALA: são os ventos associados à circulação geral da atmosfera. Classificação dos Ventos em nível Global 54 . é possível se verificar uma certa tendência: a. c. Regiões Polares: Ventos de Leste. Entre os Trópicos e as regiões Sub-Polares: Ventos de Oeste.

sopra de manhã do vale para a montanha porque os cumes da montanha aquecem primeiro que o vale. sistema orográfico e topografia. sob influência da radiação solar (durante o dia) e da radiação terrestre (durante a noite). Uma Brisa é um vento local suave causado pelo aquecimento e pelo arrefecimento desigual de superfícies adjacentes. formam-se baixas pressões. e conseqüente diferença de pressão. variando diariamente ou sazonalmente. entre continentes e oceanos.entre a superfície aquosa e terrestre. 55 .MESOESCALA: os ventos oriundos da circulação geral modificam-se acentuadamente na escala de tempo e espaço devido ao aquecimento diferenciado. os cumes arrefecem mais rapidamente. configuração da encosta. originando em terra baixas pressões e no mar altas pressões. Os principais tipos de vento na mesoescala são:    Brisa Terrestre (noite) e Brisa Marítima (dia). Brisa do vale . Brisa de montanha ou Catabática (noite) e Brisa de Vale ou Anabática (dia). a terra aquece mais rapidamente. formando-se nos cumes baixas pressões. Durante o dia.vento fresco e moderado que sopra à noite do cume da montanha para o vale porque à noite. Brisa da montanha . Brisa marítima . que produzem um gradiente de pressão (razão de decréscimo ou aumento da pressão por unidade de distância num determinado período de tempo) entre o cume e o vale ou numa zona costeira. com um arrefecimento mais lento.vento que sopra de dia. do mar para terra. formando-se aí altas pressões e nos vales. Ventos Foehn ou Chinook.

da terra para o mar. áreas irrigadas e não irrigadas. com menor magnitude do fenômeno. formando-se aqui altas pressões.Brisa terrestre .vento que sopra de noite. etc. objetos com diferentes coeficientes de absorção de radiação solar. enquanto a água arrefece mais lentamente. MICROESCALA: o processo é semelhante ao da mesoescala. porém. Vento em microescala (luz/sombra) Mapa de ventos do Brasil 56 . Durante a noite a terra arrefece mais rapidamente. criando-se no mar baixas pressões. Exemplos desse tipo de contraste são: áreas ensolaradas e sombreadas.

Altas velocidades do vento são prejudiciais ao crescimento das plantas 57 . Fornecem medidas de fluxo de momento que permite avaliar a transferência de vapor d’água e dióxido de carbono e estimar a velocidade do vento em alturas diferentes a partir da medida em outra altura. Equação Logarítmica do Perfil do Vento O perfil do vento próximo ao solo pode ser determinado com a seguinte equação: V = 1/k . que é determinada pela área exposta f. o que favorece a fotossíntese b.PERFIL DO VENTO É a velocidade do vento em diversas alturas em relação ao solo. Tais utilizações de dados sobre o perfil do vento são de extrema importância no planejamento de diversas práticas agrícolas como. Há um aumento linear da absorção de CO 2 com relação à velocidade do vento até 167 cm / s 3. Efeito maior em plantas isoladas do que em populações i. ρ= densidade do ar. TRANSPIRAÇÃO a. τ= força tangencial. varia com a rugosidade. cuja locação dos irrigadores é dependente da velocidade do vento no local. Z/Zo V= velocidade do vento na altura Z. É variável conforme a espécie vegetal c. Ex. Zo= parâmetro de rugosidade. O suprimento de CO2 é favorecido pela turbulência. Faixa de 2 a 6% de perda de água pela planta pode ser atribuída ao vento h. Principalmente em hidrófitas (plantas com alta respiração cuticular e. ln . por exemplo. Aumenta com a velocidade do vento até certo ponto b. ABSORÇÃO DE CO2 a. k=constante de von Karman de valor 0. Em condições normais. τ1/2 /ρ . a irrigação por aspersão. EFEITOS DO VENTO NO CRESCIMENTO DAS PLANTAS O VENTO AFETA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS SOB TRÊS ASPECTOS (PRINCIPALMENTE): 1. Varia com a temperatura e a umidade do ar que incide sobre as plantas i.40. Maior influência sobre a transpiração cuticular que sobre a estomática d.: Palmeiras isoladas (100% de aumento da transpiração para velocidade de 2 m/s g. Ventos secos e quentes causam rápido murchamento das plantas (climas áridos) 2. EFEITO MECÂNICO SOBRE AS FOLHAS E RAMOS a.

 A velocidade é dada pela componente horizontal em m/s ou km/h.  Nos sensores digitais a direção é dada em graus. SE. CLASSIFICAÇÃO DAS PLANTAS QUANTO À REAÇÃO AOS VENTOS FORTES 1. sendo que 1 m/s = 3.  A direção dos ventos é definida pelo seu ponto de origem. Plantas de altitudes elevadas e do litoral tem configuração peculiar c. As que ESCAPAM à ação do vento: plantas pequenas e rasteiras 2. NO. Quebra da nervura central e do limbo foliar diminui a translocação em 99-100% e a fotossíntese em 84 % acima da regia afetada. ii. SO E O. Estudo com a cana de açúcar (HARTT. Folhas mecanicamente danificadas pelo vento têm reduzida capacidade de translocação e fotossíntese d. NE. S. com oito direções fundamentais: N.6 km/h. MEDIDA DO VENTO  O regime dos ventos é medido por sua VELOCIDADE e DIREÇÃO. 1963): i. As que TOLERAM a ação do vento: diminuição da matéria seca em menor proporção 3. O espaço percorrido dividido pelo tempo fornece a 58 . Quebra da nervura central da folha diminui a translocação em 34-38% e a fotossíntese em 30%.b. As SENSÍVEIS ao vento: não sobrevivem à exposição.  Os equipamentos medidores de velocidade são os ANEMÔMETROS: O número de giros das hélices ou canecas é transformado em deslocamento (espaço percorrido) por um odômetro.

Renovação do ar próximos às plantas. tirando o excesso de regiões úmidas e umedecendo regiões mais secas. Dispersão de gases e partículas suspensas no ar. quando o ar se torna mais denso. atuando como substância de arrefecimento. furacão: danos generalizados Velocidade (km/h) <2 2a5 6 a 10 11 a 20 21 a 30 31 a 40 41 a 50 51 a 60 61 a 75 76 a 100 > 100 Efeitos do vento na Agricultura Essa importante variável climática tem efeitos em praticamente todos os setores da agricultura. Dispersão de esporos. podendo ser muito utilizada no campo. facilitando a disseminação e diversificação de espécies. Fonte limpa e renovável de energia. Remoção de calor de plantas e animais durante épocas quentes. amenizando assim o efeito da temperatura. Em estações meteorológicas automáticas utiliza-se o ANEMÓGRAFO.velocidade média do vento. sementes. ESCALA DE VELOCIDADE DOS VENTOS Escala 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Categoria Calmo: fumaça vertical Quase calmo: fumaça desviada Brisa amena: agitação das folhas Vento leve: agitação das bandeiras Vento moderado: poeira no ar Vento forte: ondas em lagos e rios Vento muito forte Ventos fortíssimos: fios assobiam Ventania: impossível caminhar Vendaval: danos em edificações Tornado. Sua importância engloba tanto aspectos positivos quanto negativos. desde a criação de animais até o cultivo de vegetais. pólen. Efeitos favoráveis do vento na agricultura        Translocação de calor de regiões mais quentes para regiões mais frias. 59 . mantendo assim o suprimento de CO 2 para as folhas durante o processo de fotossíntese e aumentando sua eficiência. Os efeitos podem ser favoráveis ou desfavoráveis. diminuindo as concentrações que podem ser problemáticas principalmente no inverno. Translocação de vapor d’água. sendo decisivo na implantação de projetos.

 Desconforto animal devido à remoção excessiva de calor.Efeitos desfavoráveis  Erosão eólica e deformação de paisagens.  Aumento do risco de incêndios em áreas florestais. podendo provocar o nanismo da parte aérea devido ao gasto excessivo de energia com as raízes.  Danificação de tecidos vegetais devido à abrasão de partículas transportadas pelo vento.  Deformações de plantas devido ao efeito mecânico do vento. acarretando diminuição na taxa de fotossíntese. resultando em diminuição de ganho de peso.  Para manter as taxas de transpiração e fotossíntese a planta desenvolve um sistema radicular profundo.  Desfolha por efeito mecânico do vento.  Para minimizar a perda de água por transpiração a planta reduz a área foliar e o número de estômatos por área (características xerófitas) o que resulta em redução na taxa de fotossíntese.  Queda na taxa de fotossíntese devido aos danos citados. fazendo com que o metabolismo fique acelerado para produzir calor e manter a temperatura corporal constante. permitindo a penetração de patógenos e diminuindo a translocação de substâncias. diminuindo assim a energia disponível para o crescimento e desenvolvimento.  Conseqüente diminuição da produtividade.  Disseminação de patógenos e ervas-daninhas.  Aumento da evapotranspiração podendo levar ao fechamento dos estômatos.  Parte da energia armazenada e produzida é destinada aos processos de reconstrução dos tecidos danificados.  Eliminação de insetos polinizadores devido à dificuldade de vôo em áreas com grande incidência de ventos. constituindo um acelerador do processo de desertificação.  Fissura de tecidos vegetais pela agitação contínua. 60 .

sejam eles naturais ou artificiais.Irrigação por Pivô Central Irrigação por Aspersão Em conseqüência do efeito sobre os processos nos vários processos citados. tendo tanto efeitos favoráveis como desfavoráveis. Ventos excessivos e contínuos representam um grande problema nas áreas rurais.  O vento é um elemento do clima que influi diretamente no microclima de uma área. através da utilização de quebra-ventos. em geral plantas submetidas a ventos de 10 km/h ou mais continuamente. 61 . interferindo no crescimento de culturas e animais. sendo necessário a proteção das culturas. mais grossas)  Menor número de estômatos por área foliar e estômatos menores. apresentam:  Redução no crescimento no desenvolvimento  Internódios menores e em menor número  Nanismo da parte aérea  Menor diâmetro  Menor número de folhas (menores. para que as atividades agrícolas sejam viáveis. principalmente.

62 . Para melhorar o aspecto ecológico pode-se considerar a possibilidade de se utilizar mais de uma espécie na linha de QV.  Uso de Quebraventos (QV) QUEBRA – VENTOS (QV)  Estruturas físicas que servem para reduzir a velocidade do vento a níveis suportáveis pelos seres vivos. Desse modo. que passa a viver num ambiente menos estressante. Outras estruturas como telhados (sombrites e ripados) também vem sendo utilizados como QV. Os QV servem tanto na proteção vegetal com na animal. se utiliza como QV plantas de porte maior do que aquelas que se quer proteger. que por conseqüência altera as taxas de evapotranspiração da cultura. cana-deaçúcar. Seringueira. ajudando também na contenção de dunas. Permanentes: árvores. eucalipto. grevílea e milho. Ex: grevílea. d) as árvores do QV favorecem a manutenção de insetos polinizadores e de pássaros. minimizando o processo de desertificação. principalmente a luminosidade e o vento. Misto: combinação de árvores e plantas anuais. b. Geralmente. devese escolher as áreas da propriedade menos sujeitas aos ventos frios e intensos. o que permite que ela aproveite melhor a acua disponível no solo.   VANTAGENS DO USO DE QV a) altera o microclima. b) o QV também serve para proteger pastagens e animais. sorgo. Ex. os estômatos permanecem mais tempo abertos facilitando também a fotossíntese. capim. c) as árvores utilizadas como QV servem como abrigo para a fauna silvestre. repercutindo na produtividade. pinus. promovendo uma certa diversidade biológica. com menor demanda atmosférica por água. contribuindo para a manutenção do equilíbrio ecológico da área. Ex: milho. bananeira. Temporários: plantas anuais ou semi-perenes. inimigos naturais de alguns insetos predadores da cultura. principalmente em regiões planas.Práticas Preventivas Contra os Efeitos Desfavoráveis do Vento  Locais menos sujeitos à incidência dos ventos  Ao se instalar uma cultura ou atividade agropecuária dentro de uma propriedade agrícola. A redução da velocidade do vento promove ambiente mais agradável aos animais. TIPOS DE QV  VEGETAIS: utilizados para grandes áreas a. c.

sendo temporários. Conectando um rotor giratório (um conjunto de pás ligadas a um eixo) a um gerador elétrico. Quando captada. moer grãos e serrar madeira. que gira o rotor. a energia eólica pode ser convertida em energia mecânica. Ex: sombrites e ripados. Energia eólica 63 . pois dependem da durabilidade do produto empregado. Energia eólica É a energia contida na força dos ventos que sopram sobre a superfície da Terra. para a realização de tarefas como bombear água. as modernas turbinas eólicas convertem a energia eólica. ARTIFICIAIS: utilizados para plantas de pequeno porte em cultivo intensivo e com alto valor econômico. em energia elétrica.

trovoadas. podendo abranger o ano todo ou qualquer época dele. São originárias de nuvens convectivas (Convecção térmica) e caracterizam-se pela forte intensidade. Precipitações frontais Originárias de nuvens formadas a partir do encontro de massas de ar frio e quente. curta duração. longa duração (dias) e sem horário predominante. carga elétrica e turbulência das gotículas no interior das nuvens. provocam muitos danos (erosão. tamanho.PRECIPITAÇÃO (CHUVA) Na região tropical. Concentram-se no período do ano em que ocorre a penetração de massas de ar de origem polar. inundação). 64 . predominando no período da tarde e à noite (chuvas de verão). Conceito: Processo pelo qual a água condensada na atmosfera atinge gravitacionalmente a superfície terrestre. após a evaporação e condensação. completando o ciclo hidrológico. Precipitações orográficas Ocorrem nas regiões que apresentam grandes variações de altitude. ventos fortes e granizos. Coalescência: crescimento das gotículas e agregação das mesmas. caracterizamse pela intensidade moderada. podendo ser dos tipos: Orográfico Convecctivo Frontal A união dos “elementos de nuvem” forma os “elementos de chuva” Superação da força da gravidade. derrubada de vegetação. Originam-se devido à formação de nuvens por causa do relevo acidentado (regiões montanhosas) Precipitações convectivas Localizam-se na época de maior ganho de energia do ano. quantidade. pois a incidência é maior que a capacidade de infiltração do solo. as chuvas são as principais formas de retorno da água para a su perfície terrestre. Pela forte intensidade. É resultado da diferença de temperatura. podendo ocorrer descargas elétricas. A precipitação ocorre sob as formas: Pluvial (chuva) Granizo Neve Originam-se de nuvens formadas pelo processo de resfriamento por expansão de massas de ar que se elevam na atmosfera.

indicando os totais mensais. assumindo-se que: Evaporação Escorrimento superficial Infiltração Interceptação Esta espessura. através da expressão: h = 10 . denominada altura de precipitação. V / A Onde: h = altura de precipitação (mm) V = volume de água captada (ml) Área da superfície coletora (cm2) Figuras do Pluviômetro e do Pluviógrafo Variação anual da precipitação O curso anual da precipitação é apresentado normalmente como um histograma (gráfico de barras). em decorrencia da precipitação.Medição da precipitação A medida da precipitação é feita por pluvíômetros e pluviógrafos. é determinada pela medida do volume de água captado por uma superfície horizontal de área conhecida. Consiste em determinar a espessura da camada de água líquida que se depositaria sobre a superfície horizontal. 65 .

não existindo diferenciação de períodos mais ou menos chuvosos. Região Nordeste: equinócio de outono e solsticio de inverno são mais chuvosos.Precipitação no Brasil Região Sul = as precipitações mensais variam pouco ao longo do ano. em torno do solsticio de verão. equinócio de primavera é menos chuvoso. 66 . Regiões Sudeste de Centro – Oeste: chuvas concentram-se na época mais quente do ano. com época mais chuvosa no equinócio de primavera. Região Norte: precipitações mensais elevadas.

Os núcleos de condensação são constituídos de sais higroscópicos. PARTÍCULAS DE GELO. Uma massa se mantém ou pode ser levada à saturação através do resfriamento. Vapor d’água condensado nas nuvens: Precipitação. OU DE AMBAS. EM SUSPENSÃO NA ATMOSFERA.Chuva na agricultura Fornecimento de água p/ as plantas Umidade relativa do ar Umidade do solo Ciclos biogeoquímicos Fator de intemperização Água para consumo humano e animal Muitos outros efeitos. e que são chamadas de núcleo de condensação. Existem sais e óxidos higroscópicos normalmente na atmosfera e tornam-se ativos quando a umidade relativa do ar atinge um determinado valor (geralmente superior a 70%) e começam a adsorver moléculas de vapor d’água. O processo de condensação pode ser descontínuo. etc. nuvens. produzidos nos centros urbanos e industriais. EVENTUALMENTE PODE INCLUIR ELEMENTOS DE NATUREZA HÍDRICA DE MAIORES DIMENSÕES. com a diminuição do teor de vapor e liberação de calor latente (vapor-líquido) e mantém-se enquanto prevalecerem as condições que propiciam a saturação da massa de ar. aumentando de tamanho e formando as névoas. nevoeiros. provenientes da água do mar e óxidos higroscópicos de enxofre e fósforo. A condensação do vapor d’água no interior de uma massa de ar inicia-se quando esta atinge a saturação e ocorre sobre partículas microscópicas que se encontram em suspensão no interior da massa de ar. FORMAÇÃO DAS NUVENS A Condensação ou sublimação do vapor d’água origina nuvens. FUMAÇA OU RESÍDUOS INDUSTRIAIS. orvalho e geadas. NUVENS QUALQUER CONJUNTO VISÍVEL DE GOTÍCULAS D’ÁGUA. ALÉM DE POEIRA. 67 . adição de vapor d’água ou mistura com outra massa de ar de temperatura menor.

Podem assumir infinitas formas Atlas internacional de nuvens Constituem-se em quatro famílias Famílias de nuvens Altas: ocorrem na camada mais alta da Troposfera (acima de 6000 m)  Cirrus. maior a condensação. número e distribuição no espaço.Processos de formação das Nuvens Processo principal: resfriamento por expansão adiabática (sem troca de energia/calor com o meio externo. Stratocumulus. DAS PARTÍCULAS QUE A CONSTITUEM. dimensão. São sempre brancas. mesmo com Umidade Relativa baixa. Quanto mais núcleos. Se o inverso acontece: dispersão das nuvens. Cirrocumulus e Cirrostratus Médias: Ocorrem entre 2.000 e 6000 m  Autocumulus e Altostratus Baixas: do solo até 2000 m  Cumulus. As colorações são decorrência de sua posição em relação ao sol e ao observador. Resfriamento – diminuição da capacidade de retenção de vapor d’água – condensação dos núcleos existentes.  Cumuloninbus 68 . Elevação da massa de ar – menor pressão – expansão da massa de ar – diminuição da energia interna – resfriamento. Deslocamento vertical de massas de ar Depende de: Relevo (esquema) Altitude do nível de condensação Processo de convecção térmica Superfícies frontais Classificação das nuvens O aspecto de uma nuvem depende essencialmente de: Natureza. Stratus e Ninbostratus Grande desenvolvimento vertical: ocorrem dos 600 até o limite superior da atmosfera.

Classificação das Nuvens 69 .

com o aspecto de um véu nebuloso transparente. Os cúmulos começam tipicamente a formar-se a meio da manhã. que tem movimento horizontal. cirrostratos e cirrocúmulos formam-se quando o ar atinge o seu ponto de saturação a temperatura inferiores a –40ºc e congela imediatamente. cada uma das quais produz uma nuvem em forma de couve flor. brancos nos bordos mas muitos escuros na base e que se elevam como torres gigantescas até ao limite superior da troposfera. alimentada pelas correntes ascendentes de ar quente. Formam-se muitas vezes agrupamentos destas nuvens. os minúsculos cristais de gelo dos quais o véu de Cirrostratos é composto ref letem a luz. que é constituída por gotículas de água . formada transitoriamente acima de um cúmulo em desenvolvimento. Em geral precedem uma tempestade ou uma frente quente em aproximação. As nuvens de gelo tais como os cirros. o ar ascendente que os precedem abre uma pequena brecha nesta camada. devido às fortes correntes ascendentes convectivas no seu interior. quando o sol está fortemente aquecido. Elas podem apresentarem a forma de pequenos fragmentos brancos e sedosos ou então serem repuxados pelo vento e tomarem a forma de finos filamentos com as extremidades enroladas. não a evaporar mas sim a crescer e podem ter uma duração longa. Quando aparecerem no céu de forma espetacular são muitas vezes o pronuncio de uma tempestade ou de uma frente quente em aproximação. pode ter-se a sorte de avistar os sinais da evasiva nuvem pileus.Após o congelamento estas nuvens tendem. torna-se achatada assim que congela e espraia-se freqüentemente em forma de penacho (a "bigorna"). o ar no interior destas nuvens é mais quente do que o ar na vizinhança e assim as nuvens continuam a crescer. Em condições instáveis. antes de penetrar completamente nela. anunciando a chegada de tempo instável. característica dos cúmulos em desenvolvimento. enquanto o sol aquece. colocando-se a eles. e à sua rápida evaporação no ar mais seco circundante. Os cúmulos pequenos duram apenas entre 15 e 20 minutos. formadas entre 5 e 11Km. Contudo. Pileus Quando se observa o desenvolvimento dos grandes cúmulos congestus. Se o ar for suficientemente húmido forma-se uma pequena nuvem no momento em que o ar atinge o pico desta brecha. O topo destas nuvens congela em cristais de gelo. Os cúmulos são freqüentes em dia de sol. Cirrostratos(Cs) Os Cirrostratos são nuvens de cristais de gelo . Os cumulonimbos completamente desenvolvidos são nuvens que provocam chuva forte ou granizo ou trovoadas. por ação dos ventos dominantes a grande altitude. O aquecimento local do sol provoca correntes ascendentes de ar quente (Térmicas).Tipos de nuvens Cirros As nuvens em forma de filamentos. O calor resultante da condensação de enormes quantidades de vapor de água realimenta as correntes ascendentes de ar quente. mas rapidamente o topo do cúmulo chega aí e a nuvem pileus desaparece na massa de nuvem que se eleva. produzindo os característicos halos à roda do sol e da lua. Quando uma massa de ar quente se eleva abruptamente a grande altitude a cima do ar frio o vapor de água nela contido vai condensar-se. É freqüente seguirem os cirros na aproximação de uma frente quente. Os enrolamentos e formas de gancho dos cirros são os finos rastos de cristais de gelo que caem lentamente. que crescem constantemente à medida que as gotículas de água são arrastadas para cima. São constituídas por cristais de gelo e desenvolvem uma configuração regular em bandas e filas de pequeníssimos tufos brancos. Cumulonimbos (cb) Em condições atmosféricas extremamente instáveis formam-se enormes e densos cúmulos. Cirrocúmulos Os cirrocúmulos do " céu encarneirado" são nuvens altas formadas entre os 5 e os 11 Km. A cúpula borbulhante. alcançam o seu máximo de extensão a meio da tarde dissipam-se quando o sol começa a arrefecer. Crescem a partir de cúmulos grandes. têm a base entre os 500m e os 2Km e o topo situa-se entre os 3 e 6 Km. à medida que o ar arrefece e o vapor de água nele contido condensa. congelando instantaneamente. todas com a base ao mesmo nível (Alinhamento de nuvens). uma nuvem pequena com uma cúpula superior arredondada. ao contrário da bruma. Quando os cúmulos se elevam até uma camada superior de ar. dissipando à medida que se afastam da fonte de ar quente que alimenta a sua formação. das extensões de maior altitude. formam-se entre os 5 e os 11 Km de altitude e são inteiramente constituídas por cristais de gelo. Os cúmulos têm contornos bem marcados devido à continua produção de gotículas dentro da nuvem. Cúmulos (cu) 70 . mas difícil distingui las da bruma ou da neblina.

cai numa camada mais quente. que se estendem até perder de vista. Isto resulta de uma sucessão de correntes ascendentes e descendentes. uma camada de ar bem misturado e demasiado quente para que se possa ocorrer condensação. de acordo com a temperatura do ar abaixo dela . o contraste entre as partes claras e escuras é grande. Altostratos(as) Os altostratos são uma camada uniforme acinzentada ou azulada de nuvens. O estracumulo não é uma camada acinzentada uniforme como os estratos (daí a adição da palavra "cúmulos"). ou neve fraca mas persistente. muitas vezes sombria. as nuvens causadoras de chuva. Podem ainda aparecer num céu sem nuvens quando. mas onde o vento à superfície mantém. separadas por vezes por porções de céu descoberto. O nimbostrato produz um céu pesado cinzento e úmido. no ar frio e úmido subjacente. "rabos de égua": 71 . O nevoeiro é um estrato que se forma ao nível do solo na ausência da turbulência. designada por estrato. Os Altocúmulos são basicamente constituídos por gotículas de água mas podem conter cristais de gelo nas camadas superiores. sobre uma superfície plana e uniforme. nuvens brancas ou acinzentadas das camadas médias da tropopausa. evaporando e fazendo aumentar a umidade desta camada. ao mesmo tempo em que a arrefece. formam-se acima dos estratocúmulos. e quando a nuvem resultante tem a capacidade de se tornar suficientemente espessa para se formarem cristais de gelo nas camadas superiores da nuvem. Os nimbostratos formam-se quando uma camada de ar quente é forçada a elevar-se por cima do ar frio ou então a subir uma montanha. Substituem os cirrostratos à medida que uma frente quente se aproxima. tem a base a cerca de 400metros. Formam-se em condições de atmosfera estável. Os estratos raramente são suficientemente espessos para produzir chuva. Altocúmulos Os Altocúmulos. e logo empurradas pelo vento. Rabos de égua Os cirros formam-se a grande altitude. A força do vento molda-os em filamentos delicados. com base entre os 2Km e os 6Km de altitude. Quando é possível ver o sol através dos estratos. O topo dos cúmulos Alinhamento das nuvens Em terrenos abertos e planos os cúmulos alinham-se frequentemente em filas. mas sem o deixar ver claramente. mas podem provocar chuvisco. forte e contínua. misturando verticalmente o ar e transportando ar úmido da superfície para cima. Os estratos podem também formar-se por baixo de um nimbostrato. a temperaturas acima do ponto de congelamento. De acordo com o movimento do ar podem tomar variadas formas. pela aproximação de uma frente. constituídas por massas globulares ou em rolos.. cinzenta. Assemelham-se freqüentemente aos estratocúmulos e poderá ser difícil distingui-los mas os seus elementos individuais parecem geralmente mais pequenos. ou então um céu quase negro que anuncia queda de neve. às vezes listrada. formam-se bandas paralelas regulares de nuvens. com a base entre os 2Km e 6Km. quase sempre com porções escuras. Consistem principalmente de gotículas de água sobrearrefecidas. os contornos são nítidos. podem transformar-se em nimbostratos. Os nimbostratos acompanham tipicamente as frentes quentes. Nas imagens satélite é frequente observar-se grandes extensões destes alinhamentos de nuvens sobre os oceanos. freqüentemente com chuva contínua e apresentando farrapos soltos de nuvens cinzentas que correm muito depressa abaixo da base da nuvem principal. Quando estas nuvens são espessas. ou neve fraca a maior altitude. Podem Ter origem em extensões mais altas de estratocúmulos ou em cúmulos de grandes dimensões. Esta camada é por vezes suficientemente ténue para deixar perceber a posição do sol através dela. Estas formações são por vezes o resultado de uma sucessão de nuvens geradas no ar húmido transportado para cima por correntes térmicas. cobrindo o céu totalmente ou parcialmente. quando a chuva. ou neve. Podem resultar do espraiamento das partes medias ou superiores dos cúmulos quando estes alcançam uma camada de ar quente estável. produzida por este.Estratos(st) A camada nebulosa. fria. Estracumulos(Sc) Os estracumulos são nuvens baixas e muitas vezes formam-se quando o vento provoca turbulência no ar úmido junto ao solo . com base entre os 900 metros e os 3 km.Pois é composto por amontoados mais ou menos contínuos de nuvens esbranquiçadas. dos altostratos que engrossam e descem. Dá lugar a chuva ou neve. abaixo da base da nuvem. separando duas massas de ar úmido e resultam. A sua base situa-se entre os 400m e os 2km. Num dia de sol. Habitualmente os estratocúmulos não são muito espessos e tendem a provocar apenas chuva fraca ou chuvisco. Se tornam mais espessas abaixam a sua base no seio de massa de ar frio e úmido. os estratos podem resultar da subida do nevoeiro. neste caso. ou ainda mais abaixo.São muito freqüentes no inverno quando ar úmido se desloca para norte. pois estão mais altos e mais longe. e inversamente. incluindo as bandas paralelas e configurações em célula. Nimbostratos O nimbostrato é uma camada nebulosa espessa. criadas pelo aquecimento do solo e pela direcção da brisa. o ar quente é obrigado a subir. onde o ar é tão frio que são todos feitos de cristais de gelo. mas estas podem congelar ao serem capturadas por cristais de gelo que caem de nuvens mais altas. nas regiões montanhosas ou temperaturas inferiores a 0ºc. baixa e cinzenta.

Nos trópicos é freqüente cumulonimbos gigantes. As maiores precipitações vêm das nuvens mais espessas e mais escuras. numa atmosfera úmida permanecem durante muito tempo. tendem a dar chuva mais lenta e persistente. à medida que o avião atravessa a nuvem. despejarem numa tarde um dilúvio. atenuando-se gradualmente e tornando-se cada vez menos nítidos. que pode durar horas e até dias seguidos. Os rastos de condensação são linhas retilíneas de nuvens que se formam no rasto dos aviões. O espaço entre o motor e o inicio do traço de condensação resulta do ar sair dos motores a uma atmosfera demasiado elevada para que se possa dar condensação de imediato. Estratos baixos podem envolver-nos num chuviscar permanente. A duração e a intensidade dos aguaceiros varia bastante. cor de carvão. Numa atmosfera seca dispersam-se rapidamente. como resultado da condensação do vapor de água emitido pelos motores (no vapor de água é um dos produtos da combustão do fuel). 72 . resultante da evaporação numa nuvem provocada pelo ar quente dos motores. que têm toda a altura necessária para se formarem gotas de água. Estas nuvens são escuras porque são tão espessas e cheias de água que nenhuma luz as atravessa. Os traços de dissipação são bandas de céu limpo. que pouco mais é que neblina.Um dia de chuva Nuvens sombrias. que chegam aos 15 Km de altitude. são sinal certo de chuva iminente. mais leves e finos. Lençóis de nimbostratos.

que são verificados no solo nu. Modificando-se os termos da equação do balanço hídrico. 73 . então. obtém-se a equação: P + I – D – ES – ET ± ΔS = 0 onde: P= precipitação. a restituição de água para a atmosfera nas condições naturais do meio físico. e no crescimento das plantas. PENMAN (1948). para expressar a ocorrência concomitante de evaporação e transpiração de uma comunidade vegetal de pequeno porte.  = variação no S armazenamento de água no solo. onde a evapotranspiração é tratada como um processo físico. preocupado em quantificar o consumo de água e a influência dos fatores climáticos no balanço hídrico. Em 1944. cobrindo totalmente o solo. D = drenagem. estudos sistemáticos tem sido feitos por VASCONCELLOS. I= irrigação. de maneira a determinar a ET de culturas no cerrado. num determinado intervalo de tempo. ES = escoamento superficial. Seu trabalho foi um marco nos estudos de evapotranspiração no Brasil. Vários outros cientistas tentaram desenvolver fórmulas para representar a relação entre os parâmetros atmosféricos e a água consumida pelas plantas. iniciou uma série de estudos. Isolando-se a Evapotranspiração: ET = P + I ± ΔS – D – ES HISTÓRICO O conceito de evapotranspiração em termos de demanda de água pelas plantas não é recente e apareceu no início do século passado com SPALDING (1905). CAMARGO (1966). Destes. Evapotranspiração é. mediu a diferença entre a quantidade de água recebida por um vaso. constituído de dois requisitos básicos: uma fonte de energia que produz calor para a vaporização e um mecanismo de transporte para remover o vapor. que analisou a influência da intensidade da luz na demanda da transpiração. corresponde à evapotranspiração potencial do período. Na região dos cerrados. o termo evapotranspiração foi utilizado por THORNTWAITE. contribuindo para a melhoria das condições de produção.EVAPOTRANSPIRAÇÃO CONCEITO: Quantidade de água evaporada da superfície do solo e das plantas mais a utilizada pelas plantas no processo de transpiração. por precipitação pluvial mais irrigação suplementar e a quantidade de água perdida por percolação.

A transpiração pode ser considerada uma perda desejável de água. do sistema solo-planta para a atmosfera. TRANSPIRAÇÃO É a evaporação da água que se dá através dos estômatos. Na transpiração há necessidade de um suprimento de energia externa.Processos que atuam na Evapotranspiração EVAPORAÇÃO É o fenômeno pelo qual uma substância passa da fase líquida para a fase gasosa. pois esta água que passa pela planta e se perde na atmosfera. do ponto de vista agronômico. que são estruturas microscópicas (<50 μm) e que ocorrem nas folhas (5 a 200 estômatos/mm2). A evaporação é uma perda indesejável. que é o gradiente de pressão de vapor e a velocidade do vento. Assim pode-se definir o fenômeno de evapotranspiração como a transferência de água na forma de vapor. Esta perda de água dáse na superfície do solo pela evaporação e na superfície da planta através da transpiração. A transpiração é responsável pelo transporte de nutrientes no fluxo de massa e pela dissipação de calor. Evapotranspiração 74 . pois é uma água que sai do solo sem participar das atividades biológicas da cultura. o calor. utilizando uma energia externa. participa de suas atividades biológicas. para atender à demanda evaporante da atmosfera.

5. 75 . cobrindo completamente o solo. em fase de crescimento ativo. sob as condições normais de cultivo. EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA (ETm) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água (PENMAN. 2. 4. EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL (ETR) É a evapotranspiração de determinada cultura. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL (ETP) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. ETR será sempre menor ou igual a ETP. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. 1956). de modo a permitir a produção potencial desta cultura nas condições de campo. 4. fertilidade e disponibilidade de água no solo. 2. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL 1.TIPOS DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no solo. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA (ETc) Evapotranspiração de determinada cultura. isto é. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA (ET0 ou ETr) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira (gramínea verde com 8 a 15 cm de altura). em qualquer estádio de crescimento (BERLATO & MOLION. 5. 3. de pequeno porte. 1981). Termos mais utilizados na atualidade: Evapotranspiração de referência e da cultura. 3.

Evapotranspiração FATORES QUE DETERMINAM OS VALORES DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 

Climáticos: Radiação Solar; Temperatura; Umidade; Vento e Precipitação. Da planta: Espécie; variedade; sistema radicular; arquitetura, estádio de desenvolvimento. Do solo: Tipo; condutividade hidráulica; fertilidade; salinidade; infiltração e drenagem. Outros: presença de palhada, sanidade da cultura (pragas e doenças).
76

MÉTODOS DE AFERIÇÃO DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. DIRETOS Aparelhos que medem a quantidade evapotranspirada diretamente, em campo. 2. INDIRETOS Aparelhos que fornecem dados para o cálculo da evapotranspiração Equações empíricas MÉTODOS DIRETOS LISÍMETROS O lisímetro de percolação é o mais usado no país. Consiste em enterrar um tanque no solo deixando a sua borda superior 5 cm acima da superfície do solo. Do fundo do tanque sai um dreno que conduz a água até um coletor. O tanque deve ser cheio com o solo do local onde será instalado o lisímetro, mantendo a mesma ordem dos horizontes. No fundo do tanque coloca-se uma camada de brita coberta com uma camada de areia grossa, para facilitar a drenagem da água que percolou através do tanque. Pode ser de percolação, de pesagem mecânica, de flutuação e hidráulico.

Figura 1: Esquema de um lisímetro de percolação Fonte: Ferreira, 1996

Figura 2: Lisímetros de percolação (FAL – UnB) 77

SONDA DE NÊUTRONS Método muito recomendado devido a sua precisão, a sonda de nêutrons é baseada no princípio de que o hidrogênio é mais efetivo do que qualquer outro elemento para diminuir a velocidade dos nêutrons rápidos e que a maior parte dos núcleos de hidrogênio presentes no solo são encontrados na molécula de água. Os nêutrons rápidos irradiados dentro do solo são absorvidos pelo hidrogênio e então são refletidos de volta ao detector como nêutrons lentos (ROSENBERG, 1983).

Figura 1 – Sonda de Nêutrons instalada no campo

Figura 2 – Sonda de Nêutrons no campo (FAL – UnB), com a cultura da soja.

TENSIÔMETROS Os tensiômetros são aparelhos simples, colocados em diferentes profundidades no solo cultivado. A variação da água se obtém pela diferença nos respectivos teores de umidade, verificados a partir de leituras dos tensiômetros. O sinal a ser utilizado será variável conforme a variação no teor de umidade.

78

Figura 1: Tensiômetros digitais Figura 2: Tensiômetros instalados no solo. e dá a resposta em termos de umidade. que mede a condutividade hidráulica do solo. Figura 3 – Modelos de TDR 79 . com a cultura da soja (FAL – UnB) TDR Aparelho que mede a umidade em um ponto do solo através de uma corrente elétrica.

A evapotranspiração de referência estimada pelo método do Tanque Classe A é medida a partir da evaporação da água do tanque. Para transformar esses dados em evapotranspiração. Kp Onde: ET0 = evapotranspiração de referência (mm). Deve ser instalado sobre um estrado de madeira e cheio de água até que o seu nível fique a 5 cm da borda superior do tanque. assentado sobre um poço tranqüilizador. O Tanque Classe A é preciso.MÉTODOS INDIRETOS TANQUE CLASSE A EQUAÇÕES EMPÍRICAS TANQUE CLASSE A Consiste em um recipiente circular. EvTA = evaporação no Tanque Classe A (mm). Kp = coeficiente do tanque Figura 1 – Tanque Classe A Figura 2 – Tanque Classe A no campo (Estação Meteorológica – FAL – UnB) 80 . dado pela equação: ET0 = EvTA . prático e econômico (STONE & SILVEIRA. construído normalmente de aço galvanizado. é necessária a multiplicação pelo coeficiente Kp do tanque. 1995). Por meio da evaporação do tanque (EAC). estima-se a ET0 pela multiplicação da evaporação medida pelo coeficiente Kp que leva em conta o clima e o meio circundante do tanque. A evapotranspiração é medida em micrômetros de gancho.

etc. umidade. f (u) . Indiretos) Disponibilidade para o trabalho em campo (mét. é utilizada a seguinte equação: ET0 = c . Monteith) Thornthwaite.Radiação líquida f (u).Fator relacionado com a temperatura Rn . pois é provável que proporcione resultados mais satisfatórios para avaliar os efeitos do clima sobre as necessidades de água das plantas (MOREIRA. que se baseiam em fórmulas que combinam diferentes elementos climáticos. 1992).EQUAÇÕES EMPÍRICAS Existem métodos indiretos para o cálculo da evapotranspiração. Para estimativa da evapotranspiração por meio de Penman.Evapotranspiração de referência de um cultivo (mm/dia) c . Nas áreas que possuem dados de temperatura. Blaney & Criddle. Diretos) 81 . Makkink. (ea – ed) Onde: ET0 . Rn + (1 – W) .Função relacionada com o vento (ea – ed) – Diferença de pressão de saturação de vapor de água e sua pressão real OUTRAS EQUAÇÕES: Modificações da equação de Penman (FAO.Fator de correção W . A PRECISÃO DA ESTIMATIVA VAI DEPENDER:    Fatores climáticos envolvidos Precisão dos dados meteorológicos requeridos (mét. sugere-se o emprego da equação de Penman modificado. vento e insolação ou radiação. Hargreaves & Samani. { W .

e expressa a proporção da evapotranspiração que está ocorrendo. Exemplo de Gráfico para Kc. em relação àquela que ocorreria em condições ótimas (de referência).COEFICIENTE DA CULTURA (Kc) Relação entre a evapotranspiração da cultura e a evapotranspiração de referência: Kc = ETc / ET0 Pra que serve o Kc? O coeficiente da cultura é um importante parâmetro utilizado para a irrigação de diferentes culturas. Fatores que influenciam o Kc: Genética da planta Época do plantio Ritmo de crescimento e duração do período vegetativo As condições climáticas Freqüência de irrigações e/ou precipitações na primeira fase de crescimento 82 .

etc. 83 . etc. Maximização da produtividade das culturas Sanidade das culturas (diminuição de doenças) Conservação do solo Aumento do nível de controle na produção Desenvolvimento tecnológico. água. fertilizantes. manutenção. energia.Utilização agronômica da evapotranspiração Dimensionamento de projetos e sistemas de irrigação Calculo de irrigação: quando e quanto? Redução de custos: investimentos. Conservação ambiental: água e energia. redução de contaminação do lençol freático.

na prática o balanço hídrico climatológico? P + D – ET – Δa – E = 0 Precipitação (P) = aparelhos de medição (pluviômetro ou pluviógrafo) Déficit hídrico (D) = calculado à partir da evapotranspiração Evapotranspiração (ET) = aparelhos (métodos diretos) ou equações empíricas (indiretos) Variação no armazenamento de água do solo (a) = aparelhos (tensiômetros. Consumo hídrico de diferentes culturas. pode-se obter:          Informações relacionadas ao conhecimento do regime hidrológico de uma região. Viabilidade de produção de determinadas culturas ou aclimatação de espécies vegetais exóticas. Inferência analítica sobre o efeito do fator água sobre o interesse econômico. 84 . ao longo do ano. Excesso hídrico (E) = aparelhos ou estimativa Aplicações agronômicas do BHC À partir do conhecimento gerado pelo balanço hídrico climatológico. Zoneamento agroclimático. sendo também uma ferramenta para se estudar a viabilidade de implantação de sistemas de irrigação e/ou drenagem. Armazenamento da água da chuva. Como calcular. Épocas mais adequadas para o preparo do solo e início das atividades agrícolas. sonda de nêutrons) ou tabelas (recomendações). Viabilidade de implantação de sistemas de irrigação. CONTRIBUEM PARA UM EQUILÍBRIO NOS MEIOS PRODUTIVOS. Adoção de práticas conservacionistas visando o controle da erosão hídrica O CONHECIMENTO DAS NECESSIDADES BÁSICAS DAS CULTURAS E O FORNECIMENTO DE INSUMOS SEM INCORRER EM FALTA OU EXCESSO. GERANDO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.BALANÇO HÍDRICO CLIMATOLÓGICO Possibilita monitorar o armazenamento de água no solo e quantificar o excesso e a deficiência hídrica. numa região.

amarelo. está situada mais ou menos perto da superfície e m razão da atração gravitacional da Terra.Atmosfera padrão é uma expressão definida pela International Civil Aeronautical Organization (ICAO). azul claro. é o vapor de água (H2O).Termo usado para definir um clima extremamente seco. laranja.GLOSSÁRIO METEOROLÓGICO ABRIGO METEOROLÓGICO . mesosfera. ALBEDO .92 polegadas de mercúrio.É considerado como a mistura de gases que compõem a atmosfera da Terra. ALTITUDE . ALTOSTRATUS . AR . ou num grupo de ilhas.Área de pressão que diverge os ventos numa rotação anticiclônica (oposta à rotação da Terra).Nota formal divulgada por meteorologistas quando se conclui que existem condições para ocorrer um furacão em uma área litorânea. Um dos componentes mais importantes do ar. Nas latitudes média s.000 metros (8.000 metros (15. ALTOCUMULUS .Transmissão de calor ou qualquer fenômeno na atmosfera pelo movimento horizontal de uma massa de ar (vento). É criado por refração. As divisões da atmosfera incluem: troposfera. projetada para proteger os instrumentos que medem a temperatura da exposição direta ao Sol.Composta de massas globulares baixas. No caso da Terra.09%. Virga também provém destas nuvens.000 e 20. sobre o local. A radiação absorvida é então transformada em energia molecular.Barômetro aneróide calibrado para indicar a altitude em pés em vez de unidades de pressão. ou 29.000 e 18.300 e 5.000 pés) de altitude . grossas e cinzentas. Do branco ao cinzento. ou sobre o nível do mar. Também conhecida como área de alta pressão. ARCO-ÍRIS . ATMOSFERA . e violeta).000 pés) de altitude. ATMOSFERA PADRÃO . não existe umidade no ar. ou altocumulus lenticularis. argônio (A) a 0. estratosfera. ANEMÔMETRO . Virga freqüentemente provém destas nuvens.25 milibares. Normalmente os meteorologistas medem a altitude a partir da pressão do nível do mar. azul. O altímetro é ajustado com a aeronave no chão. Muitas vezes confundida com nuvens do tipo cirrocumulus.O movimento horizontal do ar mais frio em um local. ADVECÇÃO QUENTE . nas próximas 24 a 36 horas.O valor da pressão para o qual a balança do altímetro de uma aeronave é determinado. É visível quando o Sol brilha e o ar contém água vaporizada ou pingos de chuva. muitas vezes obscurecendo o Sol ou a Lua.93% e dióxido de carbono (CO2) a 0. ANTICICLONE .400 e 6. oxigênio (O2) a 20. Move-se no sentido no sentido antihorário no Hemisfério Sul e horário no Hemisfério Norte. como altocumulus castellanus. o padrão de pressão é de 1. Nas latitudes médias.Processo no qual a energia luminosa incidente é retida por uma substância. ADVECÇÃO .Em meteorologia. pelo reflexo total e pela dispersão da luz. é o oposto de uma área de baixa pressão. O arco sempre é visto no céu do lado oposto em que está o Sol. efetivamente.Arco luminoso que exibe todas as cores do espectro visível de luz (vermelho.5 graus Celsius a cada quilômetro que nos elevamos na atmosfera. ALTÍMETRO .946%. as nuvens do tipo altostratus podem criar um véu ou lençol fibroso. Os gases principais que compõem o ar seco são nitrogênio (N2) a 78. Isto varia de acordo com a textura. onde. verde. ALERTA DE FURACÃO . o que ocorre durante ou imediatamente após uma chuva.Instrumento usado para determinar a altitude de um objeto a partir de um nível fixo. esta nuvem de altura média é básicamente feita de gotículas de água. A observação é usada para informar à população. Pode formar vários sub-tipos. é encontrada entre 4. 85 . É quando a temperatura média do mar está em torno de 15 graus Celsius. e a variação da temperatura é de -6. ÁRIDO . A característica que a define é uma camada inchada e ondulada na nuvem que pode ser vista com freqüência.Estrutura semelhante a uma caixa ventilada. enquanto que baixas taxas de albedo incluem florestas e terra fresca. ou ciclone.013. de cristais de gelo.Esta nuvem de altura média é basicamente composta de gotículas de água e. AJUSTE DE ALTÍMETRO .Relação da quantidade de radiação refletida da superfície de um objeto e comparada à quantidade de reflexos que a radiação produz. a intensidade e o movimento da tempestade. às vezes.Transmissão horizontal do ar mais quente em uma determinada área. cor e expansão da superfície do objeto e é informado em percentagem. ALTAS LATITUDES . é a medida da altura de um objeto aerotransportado sobre a pressão constante de uma superfície.Faixa de latitude localizada aproximadamente de 60 a 90 graus nos Hemisférios Norte e Sul. ALTÍMETRO DE PRESSÃO . e da maioria dos gases importantes em meteorologia. de forma que ela indique a altitude de uma aeronave em relação ao nível do mar. Superfícies com altas taxas de albedo incluem areia e neve. em terra e no mar.Instrumento que mede a velocidade e força do vento. Exemplos inclue m transmissão horizontal de calor e umidade. seus elementos (nuvens individuais) têm uma massa maior e projetam uma sombra em outros elementos. chuvas e condensação. É um bom indicador de precipitação e freqüentemente precede uma tempestade. É considerado o oposto de úmido quando se fala em climas. ABSORÇÃO . é geralmente encontrada entre 2. ionospera e exosfera.033%. Também chamada de região polar.O gás ou a porção de ar do ambiente físico que cerca um planeta. A isto é dado o apelido de "ovelhas" ou "flocos de algodão". ADVECÇÃO FRIA .

5 milhas (15 a 20 quilômetros) da superfície da Terra.O processo que cria um novo sistema de baixa pressão. As medidas são calculadas em polegadas de mercúrio. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. o mercúrio volta para o fundo. como os trópicos.5 milímetros (0. CICLO DA ÁGUA .Instrumento usado para medir a elevação angular de uma luz projetada na base de uma nuvem. Oposto de crista. BATITERMÓGRAFO . Também chamado de extratropical baixo ou tempestade extratropical. quando a pressão atmosférica di minui. Geralmente considerado como um ciclone fronteiriço migratório encontrado nas médias e altas latitudes. BARÔMETRO DE MERCÚRIO . instrumento de medição que indica a intensidade da precipitação medido em milímetros de chuva. As medidas no vidro registram a pressão em polegadas e milibares. ou polar. o mercúrio se movimenta do tanque para a parte superior do tubo. A circulação do vento segue a direção horária no Hemisfério Sul e anti-horária no Hemisfério Norte.Grandes áreas de circulação do ar criadas pela rotação da Terra e pela transferência de calor na linha do equador. A altura da coluna de mercúrio no tubo é a medida da pressão do ar. é a ausência aparente de movimento da superfície de água.Área de pressão de circulação fechada.Área alongada de baixa pressão atmosférica que é associada com uma área de circulação ciclônica mínima. BARÓGRAFO . É o nome dado para um ciclone tropical no Oceano Índico. ou para elevar sua energia interna. o que influencia o clima dessas regiões. É um tubo de vidro longo. a lanterna e a mancha iluminada na nuvem. CEILÔMETRO . 86 . Situa-se entre a troposfera e a estratosfera. CAVADO EQUATORIAL . a aproximadamente 9. Registra a mudança na forma de uma célula de metal vazia para medir variações na pressão atmosférica. principalmente da água em estado líquido. O primeiro a usar o Barômetro de Mercúrio foi Evangelista Torricelli (1608-1647). Enche-se o tubo com mercúrio e sela-se o tubo temporariamente.Zona de transição entre a Terra e a atmosfera. CHUVA . Precede também o aparecimento de um Cavado Equatorial ("trough"). Normalmente mede-se a precipitação através de um pluviômetro. CHUVISCO .5 a 12. BARÔMETRO .Forma de energia transferida entre dois sistemas em virtude de uma diferença na temperatura. A primeira Lei da Termodinâmica demonstrou que o calor absorvido por um sistema pode ser usado pelo sistema para fazê-lo funcionar. A circulação fica restrita a uma região específica. para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica. no centro da qual há um mínimo de pressão relati va. CALOR . Outros fenômenos com fluxo ciclônico podem ser definidos por esta expressão e também como poeira do diabo. que se desenvolve sobre as águas tropicais e. CICLONE TROPICAL . Também chamado de região tropical ou tórrida.Qualquer ciclone de origem não tropical. aberto numa ponta e fechado na outra.Um instrumento para medir a pressão atmosférica. CICLONE EXTRATROPICAL . ou intensifica um sistema preexistente. depois que o mercúrio desce. às vezes. foram eles que levaram os observadores a usar os Barômetros Aneróide. mas também pode ser chamado de sistema de baixa pressão. CÉU CLARO . CICLONE . tornados e sistemas tropical e extratropical. com ventos convergentes e circulares. Mede o ângulo da base da nuve m incluído pelo observador (ou equipamento).Condições atmosféricas destituídas de vento ou de qualquer outro movimento do ar. É considerada a porção exterior da geosfera e a porção interna ou mais baixa da atmosfera. considerando a média de sua ocorrência em um deter minado local. Oposto de um anticiclone ou de um sistema de alta pressão. CICLOGÊNESE . O aneróide é uma cápsula fina e fechada de metal ou célula. quando não há nenhum vento ou ondulação.Camada atmosférica que contém uma proporção alta de oxigênio que existe como ozônio.Um instrumento que registra continuamente a leitura que um barômetro está fazendo da pressão atmosférica.B BAIXAS LATITUDES . Provém de nuvens do tipo stratus e é freqüentemente associada com baixa visibilidade e névoa.O estado do céu quando nenhuma nuvem ou obscurecimento são vistos ou detectados do ponto de observação. Como exemplo. feita em geral de fósforo de bronze ou cobre de berílio. CÉLULAS DE CIRCULAÇÃO .Precipitação que cai lentamente em forma de minúsculas gotículas de água com diâmetros menores do que 0. dentro da qual é encontrada a maior parte das formas de vida terrestre.T. protegendo o planeta da radiação ultravioleta. tanto ao norte quanto ao sul do equador.Cinturão localizado entre zero e 30 graus de latitude. BARÔMETRO ANERÓIDE . Possa ser chamado de um B.Instrumento usado para medir a mudança da pressão atmosférica. Dois exemplos são o Barômetro aneróide e o Barômetro de mercúrio. veja Barômetro aneróide. regiões de clima temperado. É referida como "DZ" quando está em observação e pelo Metar. Embora barômetros de mercúrio sejam muito precisos. Na condição de ozônio ela age como um filtro. Um vazio quase perfeito se forma na parte fechada do tubo.02 polegadas).Núcleo aquecido do sistema de baixa pressão atmosférica. CAMADA DE OZÔNIO .Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico.Dispositivo usado para registrar a temperatura em grandes profundidades (pressão) do oceano. físico e matemático italiano. C CALMARIA . À medida em que a pressão atmosférica aumenta. BIOSFERA . ou ciclone. depositando-o num tanque de mercúrio.Um instrumento usado para medir a pressão atmosférica.Quantidade de precipitação de qualquer tipo. Em termos oceânicos. por um número determinado de anos.

A palavra é derivada do grego. Outros nomes para esta medida de tempo são Zulu (Z).Nuvem que se desenvolve verticalmente da nuvem cúmulo e é freqüentemente coberta por uma nuvem cirrus em forma de bigorna. Cria geralmente um "céu escamado". Ventos convergentes em níveis mais baixos são associados com movimento superior. é freqüentemente acompanhada por chuvas pesadas. Oposto do circulação ascendente ("upslope"). ocasionalmente. Cirrus é uma nuve m magra. Também chamada de nuvem de temporal. significando inclinação e refletindo a importância que os estudos da antiguidade atribuíram à influência do Sol. na troposfera.000 metros). Em termos oceânicos. Nuvens pequenas e esparsas do tipo cumulus estão associadas com tempo bom (cumulus humilis). Esta nuvem é uma boa precursora de precipitação. a análise das causas das diferenças no clima e a aplicação de dados climáticos na solução de objetivos específicos ou problemas operacionais. CONVERGÊNCIA . É a nuvem mais alta que se forma no céu. CORREDOR DOS TORNADOS . É o oposto de cavado equatorial ("trough"). CUMULUS . com as quais é associada no céu. Também é o tipo de nuvem menos comum e se forma freqüentemente a partir das nuvens cirrus ou cirrustratus. Nas latitudes médias. CÚMULUNIMBUS . CORRENTE DE JATO . Quando vistos da superfície da Terra. elas podem crescer verticalmente ao longo do dia. mas o topo pode variar em altura. que se desenvolve a partir da nuvem cirrus e se estende em uma camada fina. é o oposto de subsidência. estes cristais de gelo podem criar o efeito de halo ao redor do Sol ou da Lua. Estas propriedades podem ser calor e/ou umidade. porém. CONVECÇÃO . às vezes. Descreve padrões menores em sistemas de pressão semi-permanentes como também as correntes relativas e permanentes globais do ar.O aquecimento de um fluxo de ar quando desce uma colina ou o declive de uma montanha.Processo pelo qual o vapor de água sofre uma mudança. depressão tropical. Pode dar ao céu um ligeiro tom leitoso ou velado. A base da nuvem está freqüentemente a uma média de 900 metros de altitude (3. CRISTA . Em números absolutos. COALESCÊNCIA . tempestade tropical. ou delgada. Quando usado para insinuar só o movimento superior vertical. gerando um efeito ondulado. c huva de granizo. que tem a aparência de um lençol de bolas brancas e pequenas. composta de cristais de gelo. Várias dessas correntes incluem jatos do ártico. CIRRUS . esta parte dos Estados Unidos registra mais tornados do que qualquer outra.000 pés). Inclui dados climáticos.Transferência de calor pela ação de uma substância molecular. COORDENADAS UNIVERSAIS DO TEMPO . ou pelo contato de uma substância com outra. estas nuvens podem se trans formar em nuvens 87 . tornados. o fenômeno pode ser classificado como perturbação tropical. Também é um dos três tipos de nuvem alta. O topo de tal nuvem pode alcançar facilment e 6. usado pelas comunidades científicas e militares. CIRROCUMULUS . ou Tempo Médio de Greenwich (GMT). uma vez que as ondulações podem se parecer com escamas de peixe. e que se movimenta de forma circular organizada. associada à área de circulação máxima de um anti -ciclone. jatos de superfície. CONDUÇÃO . que aparece freqüenteme nte com a forma de véus remendados ou como margem de praia. É marcado por uma concentração isotérmica e por um cisalhamento vertical forte. É o processo físico oposto ao da evaporação. Clima excessivamente seco numa região específica.000 metros de altitude (20. klima. raios.Área de ventos fortes concentrados em uma faixa relativamente estreita na troposfera superior das latitudes médias e regiões subtropicais dos Hemisférios Norte e Sul.000 pés de altitude (6. furacão ou tufão. normalmente são encontradas formações dessas nuvens entre 20. e jatos subtropicais. se formam em alturas excessivas. CIRCULAÇÃO DESCENDENTE DE VALE E MONTANHA . CLIMATOLOGIA . CONDENSAÇÃO . Fluindo em uma faixa semi-contínua ao redor do globo. CLIMA .O registro histórico e a descrição da média diária e sazonal de eventos climáticos que ajudam a descrever uma região.Fluxo ou movimento de um fluido em ou por uma determinada área ou volume. ou mais. do estado gasoso para o estado líquido. tem uma massa individual menor e não lança sombra em outros elementos.Movimento do vento que resulta num influxo horizontal do ar em uma região específica.Nuvem do tipo cirrus.Um dos vários nomes para as 24 horas do dia. é usado para descrever o fluxo de ar que se move no sistema de pressão da atmosfera.Área alongada de alta pressão atmosférica.Uma das três formas básicas de nuvem (as outras são cumulus e stratus).Corredor geográfico nos Estados Unidos que vai do norte doTexas a Nebraska e Iowa.Rajada de vento criada por uma mudança rápida na direção do vento com altura. jatos polares. Às vezes é confundida com altocumulus. as Correntes de Jato são causadas pelas mudanças da temperatura do ar ? quando o ar polar frio que se move para o equador encontra o ar equatorial quente que e stá se movendo para o pólo.000 e 9.000 e 30. Em algumas condições atmosféricas. CIRRUSTRATUS .Movimentos dos fluidos que transportam e misturam as propriedades de um fluido específico. Com o aquecimento adicional da superfície da Terra. Também é um dos dois tipos de nuvem baixa. É uma nuve m que se desenvolve numa direção vertical.A fusão de duas gotas de água em uma única gota maior.Um das três formas básicas de nuvem (as outras duas são cirrus e stratus). Deve ser suficientemente prolongado para que a falta de água cause sério desequilíbrio hidrológico. Dependendo dos ventos de sustentação da superfície. As estatísticas são extraídas de várias décadas de observação. Em meteorologia.O estudo do clima. Oposto de divergência. trovões e. é usado para descrever o fluxo da corrente de água dentro de uma grande área.000 pés). ou ventos fortes e tempestuosos.subtropicais. com a aparência de um lenço l plano e fibroso. CIRCULAÇÃO . do oeste para leste. com exceção do topo das bigornas de nuvens cumulunimbus que.Nuvem do tipo cirro com desenvolvimento vertical. indicando que isto pode ocorrer num prazo de 12 a 24 horas. CISALHAMENTO DIRECIONAL . a partir da base (fundo) para cima.

um termo descritivo. e os efeitos visíveis sobre as superfícies da Terra ou do mar. DEPRESSÃO TROPICAL . raramente produz 88 .Escala de temperatura em que a água. mas impedem que parte desse aquecimento retorne para o espaço. D DENSIDADE .maiores.Inundação que acontece muito rapidamente. ESCALA KELVIN DE TEMPERATURA . que permitem que os raios do Sol aqueçam a Terra. um ou mais isóbaras fechadas.Distância vertical sobre o nível médio do mar. ELEVAÇÃO DA ESTAÇÃO . no nível do mar. pode lentamente se formar a partir de uma perturbação tropical.500 metros de altitude acima da superfície da Terra. Mais comumente usada em áreas que seguem o sistema inglês de medidas.Um sistema para calcular e informar a velocidade do vento. Tendo. Em 1948. É grossa . Também é um dos dois tipos baixos de nuvem. ESTRATOS . Kelvin. pelo rompimento de uma represa. talvez. que pode resultar em mudanças significativas dos padrões climáticos de várias regiões do planeta. o qual é composto da velocidade de vento. É uma nuvem em forma de lençol e que não exibe elementos individuais. no alto. a mais comum de todas as nuvens baixas.033%. é equivalente a uma gravidade específica e representa a relação do peso de um determinado volume de água do mar com o volume igual de água destilada a 4. EL NIÑO . ou de u ma ondulação que está se dirigindo para o leste de forma organizada. e m geral. Barão de Largs (1824-1907). conhecidas como cumulus congestus e podem produzir chuva. Embora possa produzir garoa ou neve. Seu desenvolvimento pode criar mais tarde uma nuvem cumulu nimbus.Relação da massa de uma substância com o volume que ela ocupa. é outro nome usado para definir uma área de baixa pressão.0 graus Celsius ou 39. No Hemisfério Norte o ar se desvia para a direita de seu caminho. com pouca ou nenhuma possibilidade de um alerta antecipado e que. para distinguir o fenômeno de outras características sinóticas. DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) .Escala de temperatura na qual o nível da água do mar tem um ponto de congelamento em zero graus C (Celsius) e um ponto de ebulição em +100 graus C.2 graus Fahrenheit. hidrógrafo da Marinha Real Britânica. EQUADOR . interrompendo seu processo de ascenção. o equinócio da primavera acontece em torno de 20 de março e o equinócio do outono em torno de 22 de setembro. meso-escala e tempestades. Também conhecida como Escala de Temperatura Absoluta. um físico alemão que também inventou o álcool e os termômetros de mercúrio.O aquecimento cíclico da temperatura da água do mar no Oceano Pacífico Oriental e na costa ocidental da América do Sul. que é o nível de referência para todas as medidas atuais da pressão atmosférica naquela estação. DEPRESSÃO . ou menos. A escala foi inventada por Sir Francis Beaufort (1777-1857). ESCALA DE TEMPERATURA CELSIUS . devido principalmente à presença de dióxido de carbono e vapor de água.Movimento do vento que resulta numa corrente horizontal de ar vinda de uma região em particular. Apresentada em 1848 por William T.Círculo geográfico a zero graus de latitude na superfície da Terra. Contrasta com macro-escala. 60 quilômetros por hora (33 nós). sendo equidistante dos pólos Norte e Sul. físico e matemático escocês nascido na Irlanda. També m se aplica a uma fase de desenvolvimento do ciclone tropical conhecida como depressão tropical. tem um ponto de congelamento de +32 graus F (Fahrenheit) e um ponto de ebulição de +212 graus F. cinzenta e baixa. Oposto de convergência. A força é maior nos pólos Norte e Sul e quase inexistente no equador.Força por unidade de massa que deriva apenas da rotação da Terra e que age como força de deflexão. É a linha imaginária que divide o planeta em Hemisfério Norte e Hemisfério Sul. no máximo. resulta de chuva intensa sobre uma área relativamente pequena. Depende da latitude e da velocidade do objeto em movimento. ou pelo descongelamento de uma grande quantidade de gelo. tem camadas uniformes e raramente está a mais do que 1.Aquecimento global da parte mais baixa da atmosfera da Terra. com um movimento descendente do ar suspenso. Foi criada por Anders Celsius em 1742.Escala de temperatura cujo ponto de congelamento é em +273 graus K (Kelvin) e o ponto de ebulição e m +373 graus K. E EFEITO CORIOLIS . É usada principalmente para propósitos científicos.Tamanho dos sistemas migratórios de alta ou baixa pressão na mais baixa troposfera.Um gás pesado e incolor que é o quarto componente mais abundante do ar seco. Em oceanografia. Mais comumente usada em áreas que utilizam o sistema métrico de medida. enquanto que no Hemisfério Sul se desvia para a esquerda. EFEITO ESTUFA . A nuvem estratos pode dar ao céu uma aparência nebulosa. sendo.Ponto no qual a eclíptica intercepta o equador celestial. Abrange 0. Dias e noites são quase iguais em duração. caracteristicamente. EQUINÓCIO .Uma das três formas básicas de nuvem (as outras duas são o cirrus e o cumulus). É baseado na Força ou Número de Beaufort. ESCALA SINÓTICA .Em meteorologia. ENCHENTE REPENTINA . ESCALA FAHRENHEIT DE TEMPERATURA . Isto acontece quando as águas mornas equatoriais mudam e deslocam as águas mais frias da Corrente de Humbolt. DIVERGÊNCIA . Criada em 1714 por Gabriel Daniel Fahrenheit (1696-1736).Ciclone tropical. levando em consideração uma área horizontal de várias centenas de quilômetros ou mais. no qual os ventos de sustentação da superfície são de. uma baixa. No Hemisfério Norte. Divergência a níveis mais baixos está associada. O mesmo que centígrado. Enchentes repentinas podem ser causadas por chuva súbita excessiva. a 9ª Conferência Geral de Pesos e Medidas substituiu a expressão "grau centígrado" por "grau Celsius". ESCALA DE BEAUFORT . Nevoeiros podem se formar de uma nuvem estrato que toque o solo. ou cavado equatorial ("trough").

Também conhecida como frente semi-estacionária. FRIO .A extremidade principal de uma massa de ar fria que avança deslocando o ar quente de seu caminho. são considerados granizo. ar úmido e frio e ar seco. bolas de neve. nevoeiros também podem anteceder a entrada da frente quente. Algumas fotos são tiradas durante um período de luz visível (luz do dia). Geralmente. ou granizo mole. bolas de gelo e granizo. ou mais.Condição marcada por temperatura realmente baixa. GRAU . FRENTE FRIA . o movimento das frentes climáticas e o desenvolvimento de um sistema tropical.Fronteira quase sempre semi-contínua. com a passagem de uma frente fria. a temperatura e a umidade aumentam. FRENTE SEMI-ESTACIONÁRIA . acrescida da transpiração das plantas. Podem se transformar em neblina quando viajam por uma grande distância (40 a 160 quilômetros.Zona de transição ou superfície de contato entre duas massas de ar de densidades diferentes. é uma frente complexa que se forma quando uma frente fria se encontra com uma frente quente. Sob temperaturas mais frias. Pedaços com um diâmetro de cinco milímetros ou mais. FRENTE POLAR . criando uma frente. Outras são tiradas com lentes infra-vermelhas. Em geral. FRONTÓLISE . geralmente antecedem a frente na superfície. É també m conhecida como frente estacionária. FRENTE ESTACIONÁRIA . Veja Frente fria e Frente quente. FUMAÇA . FRENTE QUENTE . É informado como "FU" quando está em observação e pelo Metar. as partículas restantes se espalham amplamente pela atmosfera. semi-permanente que existe entre massas de ar polar e massas de ar tropical. de forma muito rápida. mar caribenho.Extremidade principal de uma massa de ar quente que. Veja Frente Oclusa e Frente Quente.Medida de diferença de temperatura que representa uma única divisão numa escala de temperatura. Veja escalas em Celsius. Desenvolve-se quando três massas de ar de temperaturas diferentes colidem. F FOTOS DE SATÉLITE . a pressão atmosférica sobe e. neve. o que normalmente implica temperaturas diferentes. quando a massa de ar que se move sobre o oceano tem uma fronteira fraca. Nuvens que produzem precipitação pesada podem existir sobre a camada da nuvem estratos. como o fluxo do vapor de água. a temperatura e a umidade diminuem.Nascimento ou criação de uma frente. assim como chuvas convectivas e temporais. Parte integrante de uma antiga teoria meteorológica conhecida como "Teoria da Frente Polar". Bolas isoladas são chamadas de pedras.Frente semi-estacionária é a frente que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica.precipitação pesada. Veja frente oclusa e frente fria. ou mais). ou nenhuma fronteira distinta. Isto acontece quando duas massas de ar adjacentes ? que exibem densidades e temperaturas diferentes ? se reúnem pela ação dos ventos. ou quando as partículas maiores se dispersam. no Oceano Atlântico Norte. do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). FRONTOGÊNESE . a passagem de uma frente quente não é tão pronunciada quanto a passagem de uma frente fria. ou que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. Oposto de Gênes e das Frentes (frontogênese). como vapor de água. Fahrentheit e 89 .Pequenas partículas suspensas no ar produzidas por combustão.O término ou "morte" de uma frente. FRENTE OCLUSA . Precipitação em forma de chuva. ou "água sólida". EVAPOTRANSPIRAÇÃO . Poderia acontecer quando qualquer uma das massas de ar. Neste caso. com a passagem de uma frente quente. Por exemplo. Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico. O tipo de fronteira criado por elas depende da maneira como elas se encontram. ou a mbas se movem sobre uma superfície que fortalece suas propriedades originais. Seqüências de imagens registradas por satélites ajudam os meteorologistas a elaborar as previsões do tempo. Pode ser encontrado na atmosfera em forma de cristais de gelo. ao avançar. É referido como "GR" quando está em observação e pelo Metar. é transformado em estado gasoso. Ausência de calor. Oposto de frontólise. embora os ventos troquem de direção (em geral.O total de água transferida da superfície da Terra para a atmosfera. Este mesmo ciclone tropical é conhecido como tufão no Pacífico ocidental e como ciclone no Oceano Índico. É comum nas costas orientais da América do Norte e da Ásia.O processo físico pelo qual um líquido. G GELO . É o processo físico oposto de condensação. FRENTE . como cumulunimbus. a área de convergência entre calor.Também conhecida como "oclusão". o ar fica claro depois da passagem da frente.Forma sólida de água. e que cai em forma de bolas ou pedaços irregulares de gelo ? quando os pedaços têm formatos e tamanhos diferentes. EVAPORAÇÃO . FURACÃO . É composto da evaporação do líquido. Veja Frente Fria e Frente Quente. uma linha de tormenta pode antecipar a frente. ou garoa.Nome dado a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós).Precipitação que se origina de nuvens convectivas. que revelam a temperatura das nuvens e podem ser usadas de dia ou de noite. como a água.Frente que é quase estacionária. quando a zona de transição está perdendo suas propriedades contrastantes. a pressão sobe e o vento muda de direção (normalmente do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte).Fotos tiradas por satélite meteorológico que revelam informações importantes. Precipitação geralmente antecede ou sucede a frente fria e. mas algumas condições para nevoeiro também podem ser produzidas pelo ar quente. pedaços menores de gelo são classificados como bolas de gelo. Geralmente. por exemplo GRANIZO . Granizo pequeno ou bolas de neve são referidas como "GS" quando estão em observação e pelo Metar. substitui uma massa de ar relativamente fria que está indo embora.

as temperaturas máxima. e a linha do equador está a zero grau. MÉDIA DIÁRIA DE TEMPERATURA .Kelvin.A temperatura média de um dia. ÍNDICES DE FRIO DO VENTO . Fenômenos menores são classificados pelos valores da micro-escala. Descreve a média da perda de calor num corpo humano e a maneira como a temperatura é sentida. As Zonas de tempo são relacionadas à longitude.Marcado por uma concentração de curvas isotérmicas e ventos verticais. Segundo o Metar. em relação à linha do equador. É o código básico de mensagens de observação exigido e usado nos Estados Unidos para informar sobre condições meteorológicas na superfície. O limite desta massa de ar é freqüentemente definido como frente polar.O conceito está associado ao aumento ou redução habituais de uma propriedade atmosférica em grandes altitudes.Instrumento projetado para registrar continuamente a leitura que um barômetro faz das pequenas alterações na pressão atmosférica.Acrônimo de Meteorological Aerodrome Report. Sua representação é feita através de linhas paralelas que cirdundam o planeta horizo ntalmente e o dividem em Norte e Sul. Para um exemplo. É encontrado a aproximadamente 25 a 35 graus de latitude norte e. Os pólos Norte e Sul estão a 90 graus em relação à linha do equador. considerando-se a média das leituras de hora em hora ou. mínima das 00 e 12TMG.2 milibares. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Norte.Instrumento que consiste de um tambor e um sistema ótico que projetam uma faixa estreita e vertical de luz sobre uma base de nuvem. I ÍNDICE DE CALOR . condições do céu. de um dado ponto na superfície da Terra. INVERSÃO . Não se trata de temperatura atual do ar. visibilidade. LONGITUDE . Quando esta massa de ar se move de sua região de origem. temperatura. condições da pista. hidrometeorologia operacional e sinóptica.Do ponto de vista astronômico. quando o Sol está sobre o hemisfério oposto. Julho e Agosto no Hemisfério Sul.Escala de fenômenos meteorológicos que variam em tamanho de alguns quilômetros até cem quilômetros aproximadamente. caracterizada pelo frio da superfície nas grandes altitudes. MASSA DE AR POLAR .Cálculo de temperatura que considera os efeitos do vento e da temperatura no corpo humano. INVERNO . no mínimo: velocidade e direção dos ventos. semi-contínua.e o Meridiano Principal. Um milibar é equivalente a 100 newtons por metro quadrado. Tal como a latitude. L LANTERNA . Sua representação é feita em linhas verticais que cruzam a Terra do Pólo Norte ao Pólo Sul. é medida em graus . na medida em que se movimenta para o sul. é o período entre o solstício de inverno e o equinócio vernal. em Greenwich. em relação ao Meridiano Principal.Unidade padrão de medida para pressão atmosférica usada pelo National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). confira o mapa dos índices de calor. Isto ocorre nos meses de Dezembro. Cientistas que estudam a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. entre outros. METEOROLOGIA / METEOROLOGISTAS .000 metros de altitude.Combinação da temperatura do ar e umidade que descrevem como a temperatura é sentida. aviação. condições atuais do tempo. Normalmente refere-se à razão direta do aumento de temperatura em elevação de altitude. A distância entre as linhas de longitude é maior no equador e menor latitudes mais altas. dinâmica. mais freqüentemente.Cinturão localizado aproximadamente entre 35 a 65 graus de latitude norte e sul. A pressão padrão da superfície terrestre é 1. que é o inverso do declínio habitual da temperatura em locais altos.Qualquer mapa ou quadro que descreva as condições meteorológicas ou atmosféricas de uma grande área em qualquer momento determinado.Ciência que estuda a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. MESO-ESCALA .013. pode ficar mais rasa em altura.Um corpo extenso de ar. É medida em graus. a informação deve conter.Massa de ar que se desenvolve ao redor dos polos. A região também é chamada de zona temperada. e nos meses de Junho. J JATO SUBTROPICAL . enquanto que os de maior extensão são classificados na escala sinóptica. Não é a temperatura atual do ar. Tende a migrar para o sul no inverno do Hemisfério Norte e para o norte no verão. METAR . a mais de 12. este jato de vento é a fronteira entre o ar subtropical e o ar tropical. MASSA DE AR . MCSs e as rajadas de vento. em geral. ponto de condensação e ajuste de altímetro. uma característica semi-permanente. Para um exemplo.Localização. corresponde a zero grau de longitude. MICRO-BARÓGRAFO . MILIBAR . M MAPA SINÓTICO .Localização. Isto inclui os MCCs. Veja Tempo Médio de Greenwich. de um dado ponto na superfície da Terra. Algumas áreas da meteorologia abrangem estudos sobre agricultura aplicada. ao longo do qual as características da temperatura horizontal e da umidade são semelhantes. LATITUDE . É caracterizado pelas temperaturas mais frias do ano. veja o mapa de frio do vento. LATITUDES MÉDIAS . 90 .

ONDA DE CALOR . etc. formam uma sup erfície na qual o vapor de água pode condensar. Na Inglaterra.852 quilômetros por hora. com ventos de 56Kmh. ventos (velocidade e direção). NUBLADO . mas o tamanho comum é de 32 quilômetros. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. NORMAL . É produzida freqüentemente por nuvens do tipo estrato. Um observador é aquele que registra as avaliações dos fatores meteorológicos. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica NÚCLEO DE CONDENSAÇÃO . Um olho normalmente se desenvolverá quando a velocidade do vento exceder 124Kmh. Os Parâmetros podem incluir temperaturas (altas. reduz a visibilidade para apenas 400 metros. o que. Maryland. de 8 a 96 quilômetros. Uma nevasca violenta é caracterizada por temperaturas em torno ou abaixo de 10 graus Fahrenheit (-12. É referida como "FG" quando está em observação e pelo Metar. como gotículas de água ou cristais de gelo no ar. Nuvem baixa composta de camadas ou de partes dos elementos de outra nuvem. ventos que excedem 72Kmh e visibilidade reduzida quase a zero pela precipitação de neve. freqüentemente.Um conjunto visível de partículas minúsculas de matéria. Pode ser clara ou ter um tom acinzentado. Pode durar vários dias ou várias semanas. NEVASCA . NÉVOA . Pode variar em tamanho. por um número determinado de anos. na superfície da Terra ou no alto. Invisíveis a olho nu. baixas e variações). mas também pode se originar das nuvens do tipo cúmulo. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. Usado principalmente para interesses marítimos e em observações do tempo. etc. considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. Em geral. refere-se ao momento em que o centro do disco solar está à vista.Período de tempo desconfortável e excessivamente quente. Geralmente associadas com as condições climáticas do outono e do inverno.Suspensão de partículas de poeira fina e/ou fumaça no ar.Medida de velocidade náutica. Veja Poe nte ou pôr-do-sol para uma comparação. caracterizado por uma área mais ou menos circular de ventos claros e chuvas esparsas.Massa de minúsculas mas visíveis gotículas de água suspensas na atmosfera.Centro de uma tempestade tropical ou furacão. aparecer em qualquer estação. Promove e qualifica medidas de interesse do meio-ambiente mundial. próximas ou junto à superfície da Terra.Precipitação congelada em forma de neve. como na fumaça ou nas partículas de poeira. NEVOEIRO . ou ventos que descrevem o estado da atmosfera. situado em Silver Spring. ou 1.ou quase os mesmos . Núcleos de condensação. e dura pelo menos três horas.Condição severa do tempo caracterizada por baixas temperaturas. NEVE .e suficientes núcleos de condensação estão presentes. NEBLINA . pressão. Normalmente os cristais são agrupados em flocos de neve. ou mais. Muitas vezes sua base não pode ser vista devido ao peso da precipitação. igual à velocidade na qual uma milha náutica é percorrida em uma hora. como temperatura. precipitação (chuva. a tempestade está se intensificando. quantidade de nuvens. NATIONAL OCEANIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION (NOAA) .Nuvem típica da formação de chuva ou neve. É formada quando a temperatura e o ponto de condensação do ar se tornam os mesmos . Pode se formar de nuvens do tipo Cumulus quando estas estão se transformando em estrato.Precipitação de cristais de gelo translúcidos e brancos. O cálculo do nascer do Sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. NEVADA . percentagem de umidade relativa. É informado como "SN" quando está em observação e pelo Metar. NUVENS ESPARSAS . é a principal organização do National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). Nos Estados Unidos. NÓ . Uma nuvem se forma na atmosfera por causa da condensação do vapor de água.151 milhas por hora. É referido como "HZ" quando está em observação e pelo Metar. é a avaliação de um ou mais fatores meteorológicos.Partícula na qual a condensação do vapor de água acontece. Não reduz a visibilidade como o nevoeiro e freqüentemente é confundida com chuvisco. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. em geral em forma hexagonal e complexamente ramificados. The Weather Channel usa 91 .). e grande quantidade de neve e ve nto no ar. Geralmente quando três a quatro oitavos da abóbada celeste está encoberta.Céu encoberto por oito oitavos de camada de nuvem. as partículas reduzem a visibilidade e são suficientemente numerosas para dar ao ar um aspecto opaco. contate o NOAA.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. estas nuvens podem. Um nó é equivalente a 1.Em meteorologia. temporais. dependendo do tamanho das gotículas de água e da quantidade de luz solar que a atravessa. NUVEM .N NASCER DO SOL .Aparecimento diário do Sol a leste do horizont e que acontece devido ao movimento de rotação da Terra. Pode ser em estado sólido ou líquido.Seção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. Para informação adicional. OLHO . caracterizada por um começo e um fim súbitos.2C).Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem. formados diretamente pelo congelamento do vapor de água que se encontra suspenso na atmosfera. contudo. pressão. formas arredondadas e cilíndricas. O OBSERVAÇÃO . neve. ou menos. NIMBUSTRATUS .Conjunto de microscópicas gotículas de água suspensas na atmosfera. com o topo e a base relativamente planos. que reduzem a visibilidade horizontal para menos de mil metros. enfatizando os recursos atmosféricos e marinhos. é considerado como o momento em que a extremidade superior do Sol aparece no horizonte no nível do mar. Freqüentemente tem a aparência de um mosaico. É informado como "SHSN" quando está em observação e pelo Metar. quando o olho começa a diminuir seu tamanho.

ou mais. coordena a atividade científica global visando à constante precisão de informações meteorológicas. OXIGÊNIO ."Instrumento que mede o índice de queda de chuva. A temperatura à qual um líquido se solidifica sob qualquer condição. ou furacão. ORGANIZAÇÃO METEOROLOGICA MUNDIAL (O. bem como de outros serviços de interesse público. ou pôr-do-sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. estudos sobre a diminuição da camada de ozônio e previsões de tempestades tropicais.De previsões do tempo a pesquisas sobre poluição. ou ciclone pequeno em tamanho e influência. a OMM tem 184 sócios. Pode ser chamada de "fropa". A água pura sob pressão atmosférica congela a zero grau Celsius ou 32 graus Fahrenheit. O termo também é usado para definir uma fase de desenvolvimento de um ciclone tropical conhecida como perturbação tropical.Este termo tem várias aplicações. OZÔNIO .Temperatura na qual um líquido se transforma em estado gasoso.M. PASSAGEM DE FRENTE . Na Inglaterra. quando a temperatura cai até o ponto de condensação. ou centro de um ciclone tropical. é o período entre o equinócio de outono e o solstício de inverno. Geralmente está associada a uma extensa área de nebulosidade e chuvas. Também pode ser aplicado para uma área que esteja exibindo sinais de desenvolvimento ciclônico. ou simplesmente nublado. para distinguir o fenômeno de outras características sinópticas. ciências hidrológicas e oceanográficas.Reversão periódica do padrão da pressão atmosférica na parte tropical do Oceano Pacífico durante as ocorrências do El Niño.Processo de mudança de um líquido para o estado sólido. a O.40 milímetros. PERTURBAÇÃO TROPICAL . Contém nuvem cumulunimbus. geralmente durante a noite. O físico e matemático italiano Evangelista Torricelli (1608-1647).) . predomínio de nublado. PAREDE DO OLHO . Veja Nascer do Sol para uma comparação. ou mesmo do setor privado e comercial. PLUVIÔMETRO . é a primeira fase de desenvolvimento de qualquer depressão tropical subseqüente." POEIRA Partículas pequenas de terra ou outra substância suspensa no ar. chuva intensa e ventos muito fortes. É composto de uma molécula de oxigênio composta de três átomos de oxigênio em vez de dois.Nome que vem do uso de barômetros mercuriais que comparam a altura de uma coluna de mercúrio com a pressão do ar.Estado do tempo quando as nuvens estão notavelmente presentes. A temperatura na qual o equilíbrio da pressão do vapor 92 . ONDA TROPICAL . Outubro e Novembro no Hemisfério Norte e nos meses de Março. por um número determinado de anos. incluindo mudanças e atividades do clima. PONTO DE CONGELAMENTO . POLEGADAS DE MERCÚRIO .Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. Em oceanografia.Queda rápida de temperatura num prazo de 24 horas. tempestade tropical. indústria. Com freqüência. que se origina nos trópicos ? ocasionalmente nos sub-trópicos ? e que mantém suas características por 24 horas. Caracteriza-se pela diminuição de temperaturas nas latitudes médias. Sua unidade de medida são centésimos de polegadas (0. Representa a distribuição da temperatura e da pressão atmosférica sobre uma área oceânica. É percebida pela mudança no ponto de condensação e na temperatura. situada em Genebra. Abril e Maio no Hemis fério Sul.01""). O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) não tem um percentual padrão de céu encoberto para esta condição. OSCILAÇÃO DO SUL .Uma faixa organizada de conveccão que cerca o olho. nuvens espalhadas. foi o primeiro a usar esta divisão para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica. é considerado como aquele momento em que a extremidade superior do Sol desaparece no horizonte no nível do mar. considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. Junto com uma passagem de frente podem ocorrer precipitação e nuvens. O cáculo do poente. Refere-se a tempo bom. mas o céu não está completamente coberto e m nenhum momento do dia. Pode ser aplicado para uma área de baixa pressão.os seguintes critérios para definir uma onda de calor: a temperatura deve estar acima de 90 F (32 C) em pelo menos 10 estados e.M. PERTURBAÇÃO . incluindo linhas aéreas internacionais e indústrias de transporte. pela troca da direção do vento e pela mudança da pressão atmosférica. POENTE OU PÔR-DO-SOL . Veja Pressão Barométrica. contate a OMM.Desaparecimento diário do Sol no oeste do horizonte devido ao movimento de rotação da Terra. e pode ser associada com o possível desenvolvimento de um ciclone tropical. PONTO DE EBULIÇÃO . é uma área de relativamente baixa pressão atmosférica que se move na direção do oeste através dos ventos convergentes do leste. P PARCIALMENTE NUBLADO . ou mais. refere-se ao momento em que o centro do disco do sol desaparece.86 milibares.É a passagem de uma frente sobre um ponto específico na superfície.Área de convecção organizada. nuvens esparsas. Do ponto de vista astronômico.Outro nome atribuído a uma ondulação a leste. e que demanda cuidados especiais na agricultura. Organização que promove a formação e o avanço profissional sobre a atmosfera. Isto ocorre nos meses de Setembro.Condensação na forma de pequenas gotas de água que se formam na grama e em outros objetos pequenos perto do chão. É o oposto de fusão. o ponto de congelamento da água é inversamente proporcional à salinidade: se esta for crescente.M. ONDA FRIA . pelo menos. ou 25. cinco graus acima do normal em partes daquela área durante pelo menos dois dias.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de inverno. Uma polegada de mercúrio é equivalente a 33. OUTONO . É referida como "DU" quando está em observação e como pó de larga expansão pelo Metar. Para mais 5informações.Gás quase incolor e uma forma de oxigênio (O2). comércio e atividades sociais. Fundada pelas Nações Unidas em 1951. ORVALHO . Suíça.M. aquele diminui. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. Nos Estados Unidos.

ou 212 graus Fahrenheit. Rebaixamento ou movimento descendente do ar.8 quilômetros por hora) e a variação entre cumes e calmarias é de pelo menos 10 nós (18.Precipitação que parte de uma nuvem convectiva.Acrônimo de RAdio Detection And Ranging ("alcance da detecção de sinal de rádio"). Isto ocorre nos meses de Março.Medida da pressão atmosférica em condições padrões. Radiação eletromagnética é a que emite calor e luz. alcançando o solo: garoa. PRECIPITAÇÃO . PRESSÃO PADRÃO DE SUPERFÍCIE . Acontece na forma de chuva (SHRA). normalmente expressada em polegadas de profundidade de neve num período superior a seis horas. ""Predomínio de nublado"" significa que. Radar de Doppler e Nexrad são alguns exemplos de radares. Ventos de cume têm que alcançar pelo menos 16 nós (28. ou 29. PRESSÃO . É informado como "PE" quando está em observação e pelo Metar. PRIMAVERA . este é o período entre o equinócio vernal e o solstício de verão.92 polegadas de mercúrio. ou 4) entre uma nuvem e a atmosfera.Aumento súbito e significativo. chuva fria. que se manisfesta com a queda de pequenas pedras ou bolas de gelo que rebatem quando caem no solo ou em qualquer outra superfície dura.Pressão atmosférica média do nível do mar. bolas de neve e partículas de neve. PONTO DE ORVALHO . veja descarga elétrica esférica. neve. PRECIPITAÇÃO REPENTINA . Seu volume é expressado geralmente em polegadas. Abril e Maio no Hemisfério Norte e nos meses de Setembro. 14. É equivalente a 1. PRECIPITAÇÃO DE NEVE . líquida ou sólida.Radar meteorológico que mede a direção e a velocidade de um objeto em movimento. É o instrumento eletrônico usado para detectar objetos a distância através da maneira como esses objetos propagam ou refletem ondas de rádio. Do ponto de vista astronômico.É a força por unidade de área causada pelo peso da atmosfera sobre um ponto.A temperatura na qual o ar deve ser esfriado a uma pressão constante para ser saturado. PRESSÃO DA ESTAÇÃO . que também são formas de radiação.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem. Consiste de dois termômetros.033 gramas por centímetro quadrado. 3) dentro de uma única nuvem. PRESSÃO BAROMÉTRICA . determinando se o movimento atmosférico se distancia ou se aproxima horizontalmente do radar.Todas as formas de água. Também chamada de prognóstico. PSICRÔMETRO .Descrição detalhada de ocorrências futuras esperadas.7 libras por polegada quadrada. cristais de gelo. freqüentemente observado em anticiclones. 2) entre duas ou mais nuvens. Mais predomi nante quando o ar 93 . Sua medida pode ser expressada em milibares.Precipitação típica do inverno. R RADAR . neve (SHSN). PREDOMÍNIO DE NUBLADO .Descarga súbita e visível de eletricidade produzida em resposta à intensificação da atividade elétrica existente entre: 1) nuvem e solo.que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo. normalmente determinada a partir da pressão da estação em que é observada. PRESSÃO ATMOSFÉRICA . como gotas de precipitação. RADAR DOPPLER . 760 milímetros de mercúrio. É também conhecida como pressão barométrica. mais a habilidade e experiência de um meteorologista. chuva.Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto.se líquida ou sólida . em polegadas ou em milímetros de mercúrio (Hg).Processo pelo qual a energia é propagada em qualquer meio através do movimento da onda daquele meio. Os efeitos do radar de Doppler são usados para medir a velocidade das partículas.Pressão atmosférica relativa à elevação da estação. ou gelo (SHPE). que caem das nuvens. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica.Instrumento usado para medir o conteúdo do vapor de água da atmosfera. O ponto de ebulição da água pura. PRESSÃO DO NÍVEL DO MAR . Q QUEDA DE NEVE . referindo-se ao estado da água . Precipitação e nuvens são fenômenos detectáveis pela força dos sinais eletromagnéticos por eles refletidos. PREVISÃO . Para um exemplo. granizo. em 1842. RADIAÇÃO . considerando a pressão padrão. RAIO .Refere-se à quantidade de neve precipitada num dado período. Também conhecida como pressão atmosférica. ou em polegadas ou milímetros de mercúrio (Hg). ou sobre a superfície da Terra.Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de verão e é caracterizada pelo aumento da temperatura nas latitudes médias. ou 1.entre um líquido e seu vapor é igual à pressão externa no líquido. Sua medida pode ser expressada em milibares. Christian Doppler que.4 quilômetros por hora). ou flutuações rápidas da velocidade do vento. Outubro e Novembro no Hemis fério Sul. caracterizada por um começo e um fim súbitos. é 100 graus Celsius. A duração normalmente é menor do que 20 segundos. A previsão do tempo inclui o uso de modelos objetivos baseados em certos parâmetros atmosféricos. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. bolas de gelo. garoa gelada. explicou por que o apito de um trem é mais alto quando que está se aproximando do que quando parte. É informada como "SH" quando está e m observação e pelo Metar.25 milibares.013. RAJADA DE VENTO . um de bulbo molhado e outro de bulbo seco. Também conhecida como pressão atmosférica ou pressão barométrica. e por mudancas intensas e bruscas no aspecto do céu. O radar recebeu o nome do físico austríaco J. entre cinco a sete oitavos da abóbada celeste estão encobertos por uma camada de nuvem. Ondas de som também são radiações.

A Saffir-Simpson é a medida de intensidade de um furacão numa classificação de 1 a 5. precipitação. i ndicando que o número de horas deve ser somado para se obter o GMT. O termo é usado geralmente para indicar o oposto de convecção atmosférica. Para mais informações. RESSACA . TORNADO .Geralmente. veja Escala Saffir-Simpson. então Diretor do National Hurricane Center.Nome usado pelas comunidades científicas e militares para definir as 24 horas do dia. mas normalmente se aplica a tempestades localizadas. raios. temperatura. pois o número de horas deve ser subtraído para se obter o Tempo de Greenwich (GMT).Ciclone tropical. Refere-se freqüentemente à luminosidade ou nebulosidade do dia. caracterizado por trovões. É a mais destrutiva de todas as tempestades na escala de classificação dos fenômenos atmosféricos. nevascas. e Robert Simpson.A camada mais baixa de nuvem. Outros nomes para esta medida de tempo são: Coordenadas Universais do Tempo (UTC) e Zulu (Z). as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. antecedidas pelo sinal menos ( -). desde que existam as condições certas. Um dos dois termômetros que compõem um psicrômetro. na velocidade dos ventos e na elevação do nível do mar. TEMPO MÉDIO DE GREENWICH (TMG) . visibilidade e vento. um termômetro que também é um registrador. A temperatura registrada é considerada idêntica à temperatura do ar. TEMPO BOM . ventos tempestuosos de superfície. conhecida como predomínio de nublado ou céu nublado. duração relativamente curta. caso o vento favoreça essa condição. 62 quilômetros (34 nós) a 116 quilômetros por hora (63 nós). TROVÃO . Não são sistemas de natureza transitória. TEMPESTADE TROPICAL . TERMÓGRAFO . que variam de moderados a extremamente fortes e que. é a altura da visibilidade vertical.000 graus Celsius em fração de segundos. opostas às mudanças de longo prazo ou climáticas.Elevação do nível do mar. umidade. Este é também o Principal Meridiano de Longitude. comparativo aos períodos em que nenhuma tempestade está ocorrendo. TEMPERATURA MÉDIA . Embora as elevações mais dramáticas estejam associadas com a presença de furacões. É calculado subtraindo-se a maré astronômica normal da maré observada em tempestade. É também medida de calor ou de frio. Para o leste deste meridiano. temporais intensos com trovoadas. o fenômeno recebe um nome e passa a ser rastreado.Medida do movimento molecular ou do grau de calor de uma substância. T TEMPERATURA . refere-se principalmente ao ar livre ou à temperatura ambiente perto da superfície da Terra.está mais frio e mais denso no alto.Instrumento usado para medir a temperatura. TEMPO .Produzido por nuvens do tipo cúmulo-nimbo. qualquer evento destrutivo do tempo. engenheiro consultor. Quando isto acontece. SATÉLITE Satélite cuja órbita inclui passagens sobre ambos os Pólos da Terra. Fahrenheit e Kelvin (ou Absoluto).Esta é uma descrição subjetiva. sob condições mais graves. SISTEMA DE ALTA PRESSÃO SISTEMA DE BAIXA PRESSÃO Sistemas de pressão e ventos relativamente estáveis e estacionários onde a pressão é predominantemente alta ou baixa com a mudança das estações.Condições da atmosfera por um determinado período. As temperaturas podem chegar a mais de 10. que primeiro utilizou este método de tempo mundial. Em observações de superfície. S SAFFIR-SIMPSON .Média da leitura de temperaturas verificada num período específico de tempo. as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. O estrondo do trovão é 94 . Se o céu estiver totalmente obscurecido.VISIBILIDADE VERTICAL . O "Tempo Padrão" começa em Greenwich. Exemplos disso são o sistema de baixa pressão da Islândia e o sistema de alta pressão das Bermudas no Atlântico Norte.Coluna giratória e violenta de ar que entra em contato com a extensão entre uma nuvem convectiva e a superfície da Terra. Considerado como condições agradáveis do tempo. TEMPO SEVERO . Para o oeste. Compare com um satélite geo-estacionário. gelo.Essencialmente. podem se transformar em tornados. Pode acontecer em qualquer parte do mundo. turbulência. mas são antecedidas pelo sinal mais (+). considerando a maneira como o tempo afeta a vida e as atividades do ser humano. quando as moléculas teoricamente param de se movimentar.Termômetro usado para medir a temperatura ambiente. mas é mais freqüente nos Estados Unidos numa área confinada entre as Montanhas Rochosas (a oeste) e os Montes Apalaches (a leste). dentro e imediatamente em torno deste canal. precipitação. Registra continuamente a temperatura num mapa. casa do Observatório Real. TEMPORAL COM TROVOADAS .Som emitido pela rápida expansão de gases ao longo da descarga elétrica provocada pela passagem de um relâmpago. TETO . com respeito ao período do ano e à localizaçã o física. ou tornados. cujos ventos de sustentação na superfície são de. TERMÔMETRO DE BULBO SECO . resultando numa violenta onda de pressão composta de compressão e rarefação. O globo é dividido em 24 (vinte e quatro) zonas de tempo de 15 graus de arco.Desenvolvida no início dos anos 70 por Herbert Saffir. como os sistemas de baixa pressão migratória que resultam das diferenças de temperatura e densidade. granizo. O potencial de danos é baseado na pressão barométrica. sistemas menores de baixa pressão atmosférica também podem causar um leve aumento no nível do mar. no máximo. TERMÔMETRO . Acima de três-quartos da descarga elétrica do raio. Freqüentemente a média entre temperaturas máxima e mínima. Inglaterra. ou o tempo de uma hora separadamente. o trovão aquece os gases da atmosfera. é um evento de micro-escala. São as variações de curto prazo da atmosfera. É medida em diversas escalas a partir do zero grau absoluto. As diferentes escalas usadas em meteorologia são: Celsius.

é o período entre o solstício de verão e o equinócio do outono. TWISTER . TURBULÊNCIA . e durante os meses de Dezembro. Julho e Agosto no Hemisfério Norte. pode às vezes ser confundida com uma nuvem em forma de funil. ou por relatórios feitos de uma aeronave. ou tornado. A unidade mais freqüentemente adotada nos Estados Unidos é a de mil has por hora.Nome dado à turbulência que pode ocorrer quando o ar está perfeitamente claro. ou milhas náuticas por hora. é medida em nós. UMIDADE RELATIVA . Devido ao seu conteúdo molecular. VERÃO . É o movimento atmosférico persistente dominante. Quando estão próximos da superfície da Terra.cefetsc. assim co mo em regiões de cisalhamento. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Sul. Isto ocorre durante os meses de Junho. TURBULÊNCIA EM CÉU CLARO . Fonte: Weather. horizontalmente sobre a superfície da Terra. Ventos de superfície são medidos por cata-ventos e anemômetros. como o declínio da baixa pressão atmosférica estão enfraquecidos. VENTOS DO OESTE . sem nenhum alerta em forma de nuvem.Do ponto de vista astronômico. É uma extensa área de baixa pressão atmosférica onde. VENTO .Movimentos irregulares e instantâneos do ar.Ar que flui. É freqüentemente chamada de CAT.com Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. como os ventos convergentes do leste. Pode decorrer de uma corrente térmica ou de correntes convectivas. Durante o verão no Hemisfério Norte. velocidade.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente oeste.Quantidade de vapor de água no ar. ou a maior distância a que uma pessoa com visão normal pode enxergar objetos de vulto. É caracterizado pelas temperaturas mais quentes do ano. U UMIDADE . enquanto que os ventos altos são detectados por balões dirigidos. permitindo ocasionalmente a formação de perturbações tropicais. são ventos de nível mais baixo.Medida da nebulosidade da atmosfera. VIRGA . É expressado em percentagem. ou da variação de temperatura e pressão. Vista a distância. ou cúmulos-nimbos de grandes altitudes. "visibilidade de torre" é a visibilidade determinada pela torre de controle de tráfego aéreo de um aeroporto.br) 95 . a ZCIT se move em direção ao norte sobre o sul do Atlântico Norte e sul da Ásia. Pode ser medida de vários modos. o ar que contém vapor de água é mais claro que o ar seco. É um dos componentes mais importantes da atmosfera.Uma gíria usada nos Estados Unidos para tornado. embora não esteja limitada apenas a estes locais.Quantificação do movimento do ar numa unidade de tempo. VISIBILIDADE . diferenças de terreno e velocidade do vento ao longo de uma zona fronteiriça. sondas meteorológicas.Nome atribuído a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). e que costuma acontecer no oeste do Oceano Pacífico Norte. ou mais. os ventos convergentes sopram do nordeste e no Hemisfério Sul. No Hemisfério Norte. "visibilidade predominante" é a que representa as condições de visibilidade a partir de um posto atual de observação. É mais comum nas proximidades das correntes de vento. sopram da direção sudeste. exceto em algumas regiões tropicais. Quatro características do vento são verificadas: direção. e é chamado de ciclone no Oceano Índico. tipo (rajadas e ventanias) e troca de ventos. Nos níveis mais altos eles se estendem na direção dos pólos e do equador. num arco de 45 graus da linha do horizonte. V VAPOR DE ÁGUA .É a umidade verificada entre a pressão de vapor de água na atmosfera e a saturação da pressão de vapor na mesma temperatura. centrado sobre as latitudes médias de cada hemisfério.Área de ventos convergentes nos Hemisférios Norte e Sul. VELOCIDADE DO VENTO . caracterizados por um grande poder de direção. É freqüentemente confundido com umidade relativa do ar ou ponto de condensação. alto-estrato.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente do leste.Dois cinturões de ventos persistentes. tanto o efeito Coriolis. Este mesmo ciclone tropical recebe o nome de furacão no leste do Pacífico Norte e no norte do Oceano Atlântico. umidade e umidade específica. Pode acontecer também em áreas próximas a montanhas. que sopram do leste na direção da cavada equatorial.edu. onde grandes rajadas horizontais e verticais são encontradas.criado quando nossos ouvidos ouvem as outras partes da descarga. VENTOS CONVERGENTES . "visibilidade de setor" é a visibilidade numa direção específica que esteja. compostos de vários pequenos redemoinhos que se deslocam no ar. geralmente localizada a 10 graus entre o norte e o sul do equador. os ventos do oeste se estendem de aproximadamente 35 até 65 graus de latitude. Isto contribui para que o ar úmido tenda a se elevar. A turbulência atmosférica é causada por flutuações fortuitas no fluxo do vento. VENTO DE LESTE . Tipos de umidade incluem umidade absoluta. Em geral é produzida por nuvens do tipo alto-cúmulo.Precipitação pequena e rápida produzida pelas nuvens e que contém água ou partículas de gelo.Água em forma gasosa. Quando está em observação. Basicamente. em geral. TUFÃO . originários de alta pressão subtropical central. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) classifica o conceito em diferentes categorias: "visibilidade de superfície" é determinada a partir de um dado ponto de observação. mas que evapora antes de alcançar o chão. pelo menos. em baixas fechadas em grandes altitudes. Z ZONA DE CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL .

CO 2 e O3) da atmosfera. Quais as principais áreas da agronomia que interagem com a meteorologia agrícola ? 6. como é composta a atmosfera terrestre (em %)? 14. A Ionosfera constitui-se em uma camada separada? Por quê? 19. Diferencie os fenômenos em macro-escala daqueles em micro-escala. Explique o papel dos principais constituintes atmosféricos (vapor d’água. Em termos gerais. 17. O que é poluição atmosférica e como pode afetar a agricultura? 96 . Qual a diferença entre planejamento agrícola e tomadas de decisão ? Do que depende cada uma e qual é a finalidade delas ? Qual delas denominamos de agrometeorologia operacional ? 7. Diferencie Tempo de Clima. ATMOSFERA 12. 16. Descreva a estrutura vertical da atmosfera (camadas atmosféricas). O que é meteorologia agrícola e por que ela interage com as mais diversas áreas da agronomia ? 5.ESTUDO DIRIGIDO PARA AS AVALIAÇÕES TEMPO E CLIMA 1. ESCALA ESPACIAL DOS FENÔMENOS ATMOSFÉRICOS 10. O que são Elementos Climáticos? E Fatores Climáticos. Qual é o campo de estudo da agroclimatologia? 4. Dê exemplos. Quais são os fatores climáticos que se destacam na formação do clima? Explique como a latitude influencia o clima. 2. Explique como a altitude influencia na formação do clima. Defina atmosfera terrestre. Quais são as diferenças entre meteorologia e climatologia? 3. Como é dividida a escala dos fenômenos atmosféricos? Quais são as três classificações? 11. Qual camada atmosférica é mais importante do ponto de vista meteorológico? Por quê? 18. 8. O que são aerosóis e qual é a sua importância? 15. Qual é a sua importância? 13. 9.

Por que motivos a eficiência na utilização da radiação solar pelas culturas é normalmente reduzida? 43. 42. O que é albedo? Dê exemplos de albedo para diferentes materiais. Descreva os três processos.INSTRUMENTAÇÃO METEOROLÓGICA 20. Que importante papel é desempenhado pela “camada de ozônio” na proteção da biosfera? 35. O que é fotoperiodismo? 44. Quais são os movimentos terrestres e o que determinam? 23. 29. Quais são os comprimentos de onda do espectro solar que são mais importantes para as plantas? Por quê? 36. em termos quantitativos? 40. Assim como na atmosfera. Plantas de Dias Longos. Qual a percentagem dos principais tipos de radiação do espectro solar que chega à atmosfera terrestre? 33. Se um material tem albedo negativo. que ocorrem na atmosfera? 27. Defina Afélio e Periélio. Faça um quadro com as principais diferenças entre as Estações Meteorológicas Convencionais e Automáticas. Diferencie “observações sensoriais” de “observações instrumentais”. Plantas de Dias Curtos. três processos podem ocorrer com a energia incidente. Qual a causa das diferentes estações do ano e em que datas ocorrem no Hemisfério Sul? 25. Diferencie solstício de equinócio. Defina: a. 30. Quais são os processos de transferência de energia (calor). O que acontece com a radiação emitida a partir da superfície da terra? (ondas longas)? 38. 21. ocorre transferência de calor nas plantas. O que é radiação líquida? 39. O que é espectro solar? Que tipos de radiação o compõem? 32. Conceitue-os. MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES 22. a sobrevivência vegetal seria impossível. Qual é o conceito de corpo negro? Este tipo de material é encontrado em condições naturais? 28. b. Discuta: sem radiação solar. Por que a radiação ultravioleta é nociva à vida? 34. 41. 24. o que isto significa? 31. Quais são os fatores que afetam o coeficiente de reflexão de uma cultura qualquer? 37. Como se dá a distribuição geográfica da radiação solar na Terra. 97 . RADIAÇÃO SOLAR 26. Quando a radiação solar incide sobre um determinado corpo.

Explique o papel da luz e do escuro para o desenvolvimento vegetal. Conceitue umidade absoluta do ar. O que é temperatura? 48. Dê pelo menos um exemplo prático de aplicação agronômica da radiação solar. Quais são os aparelhos de medição de umidade do ar? 63. 50. em determinado dia. 98 . Quais são as imperfeições na teoria de graus-dia? 56. 61.8°C e a temperatura de bulbo úmido foi de 18. Calcule a umidade relativa do ar. Qual é o conceito de graus-dia? 53. a temperatura medida no termômetro de bulbo seco de um psicrômetro foi de 25. 46. Que fatores ambientais fazem variar a constante térmica? 55. Explique (com um gráfico) a relação existente entre fotossíntese e respiração nas plantas e como estes processos são influenciados pela temperatura. Em que consiste a Lei de Van’t Hoff? Você consegue ver alguma aplicação agronômica (prática ) para esta lei? 51. 54. 64. 59. 49. O que são temperaturas cardeais? Dê exemplos. sabendo que. Quais são as fontes naturais de água na atmosfera? 60. Em que consiste a vernalização? UMIDADE 58. Conceitue umidade relativa do ar. Defina constante térmica e explique que aplicações agronômicas podem ser feitas com conhecimento da mesma. Quais processos físicos são determinantes para a umidade relativa do ar? Explique-os. TEMPERATURA 47. O que é termoperiodismo? 57. Como se dá a variação diária da umidade? E a variação anual? 65.3ºC (calcule a depressão psicrométrica e utilize a tabela de porcentagem de umidade relativa). O que é temperatura-base ou basal? 52. Quais são os processos de transporte de água na atmosfera? 62.45.

69. Qual processo físico se destaca na formação de nuvens? Explique. O que é energia eólica? CHUVA (PRECIPITAÇÃO) 77. 76.VENTO 66. Explique a formação dos ventos em macroescala. Explique 05 efeitos desfavoráveis do vento para as práticas agrícolas. O que são nuvens e como se formam? 86. Quais são os tipos de famílias de nuvens existentes?: 90. O que é e qual a utilização prática do chamado “perfil do vento”? 71. O que são precipitações frontais e quando ocorrem? 83. O que é precipitação e qual seu papel na região dos trópicos? 78. Por que a evapotranspiração é considerada a variável mais importante no balanço hídrico do solo? 99 . O que são precipitações orográficas? 81. Quais são as principais práticas preventivas contra os efeitos desfavoráveis do vento na agricultura? 75. Como é feita a medida de precipitação? 84. O que são quebra-ventos? Cite três cuidados que devem ser observados na utilização dos mesmos na agricultura. Quais são as formas de precipitação existentes? 79. 87. 73. Quais são os principais efeitos favoráveis do vento para as práticas agrícolas? 72. Qual a diferença entre os ventos de meso e microescala? 70. Quais são os tipos de precipitação existentes? 80. Quais são os efeitos da chuva para a agricultura? EVAPOTRANSPIRAÇÃO 91. Qual é o conceito de evapotranspiração e quais processos físicos atuam na ET? 92. O que é e como se dá a formação do vento? 67.. Quais são os principais efeitos em plantas submetidas a ventos intensos? 74. De que depende o deslocamento vertical de massas de ar? 88. Quais as diferenças de precipitação entre as regiões brasileiras? 85. O que são precipitações convectivas e porque causam danos à agricultura? 82. Do que depende o aspecto de uma nuvem? 89. Quais são as escalas de ocorrência dos ventos? 68.

Evapotranspiração Real ( ) É a evapotranspiração de determinada cultura. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. Relacione: 6. 99. ) Evapotranspiração de determinada cultura. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. ( ) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. ( solo. 95. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água. ( ) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. Determine os valores da ETc para o feijão.65 se a temperatura média for maior que 22° C. pelo método do Tanque Classe A. Evapotranspiração Da Cultura 10. utilizando os dados da tabela 19 (DOORENBOS & PRUITT. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. ( ) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira. sob as condições normais de cultivo. Qual a diferença entre Balanço Hídrico Climatológico e Balanço Hídrico do solo? 94. O que é e pra que serve o coeficiente da cultura (Kc)? 98. de pequeno porte. 1976) para obter os valores de Kc (considere o feijão em estádio de desenvolvimento IV e utilize um valor médio). isto é. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no cobrindo completamente o solo. Evapotranspiração Potencial 7. Calcule a Evapotranspiração de Referência para uma semana do mês de outubro do corrente ano.5 se a temperatura média for menor ou igual a 20° C e de 0. Cite três fatores que determinam a ET e explique como eles podem influenciá-la. em fase de crescimento ativo. em qualquer estádio de crescimento. Evapotranspiração Máxima 9. 100 . Escolha uma utilização agronômica da ET e explique com suas palavras como ET pode ser útil nesta prática. cujos dados meteorológicos foram fornecidos pela Estação Meteorológica do Campus II da FTB. 100. Evapotranspiração De Referência 8. Leve em consideração um Kp (coeficiente do tanque) de 0. fertilidade e disponibilidade de água no solo.93. Por que o lisímetro é o método direto mais utilizado em pesquisa no Brasil? 96. na mesma semana. Quais as limitações de se utilizar o Tanque Classe A para se estimar a evapotranspiração de referência e como este problema pode ser solucionado? 97.

Como afeta as atividades agrícolas d. Cada trabalho está relacionado a um tema específico do programa da disciplina Meteorologia e Climatologia Agrícola. políticas. Gerais (industriais. FOTOPERIODISMO a. Práticas Agrícolas que combatem o Efeito Estufa e. impreterivelmente. Generalistas (tecnológicas. Créditos de Carbono f. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. pois a entrega fora do dia combinado acarretará a penalização de 50% na nota. políticos ii. econômicas. Utilização Agronômica do Fotoperiodismo e. por um outro colega. Na agricultura d. Práticas mitigadoras i. Recomenda-se que o aluno que não puder estar na aula no dia da entrega envie o trabalho antes do prazo final ou no dia. Conceito b. Conceito b.TRABALHOS EXTRA-CLASSE Os trabalhos Extra-Classe visam abordar temas relevantes para o Engenheiro Agrônomo na atualidade. tecnológicos. Formação c. 1. EFEITO ESTUFA a. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. 3. Exemplos práticos (práticas agrícolas) f. mais a correção normal. 101 . Formação c. que não podem ser pormenorizados nas aulas devido ao tempo escasso. O prazo para entrega dos trabalhos é de duas semanas. visando completar o aprendizado dos alunos. Formação do Efeito Estufa c. 2. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Principais problemas envolvendo a Camada de Ozônio (o “Buraco”) d. Conceito b. Principais agravantes do Efeito Estufa i. Como os problemas podem afetar as práticas agrícolas? (Conclusão) f. CAMADA DE OZÔNIO a. etc) ii. Práticas mitigadoras e.

Utilização agronômica dos zoneamentos agroclimáticos e. 5. Exemplo prático de utilização de QV g. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Como fazer um QV d. 102 . Vantagens e Desvantagens do uso agronômico dos QV f. Tipos de Espécies de QV e. Conceito b. ZONEAMENTO AGROCLIMATICO a. Conceito b. QUEBRA-VENTOS a. Exemplos práticos de utilização f. Como é feito o zoneamento agroclimático c. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Utilização Agronômica dos QV c. Instituições brasileiras que trabalham com zoneamento agroclimático d.4.

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