FACULDADES DA TERRA DE BRASÍLIA

AGRONOMIA / ZOOTECNIA

AGROMETEOROLOGIA

PROFESSOR: RICARDO MENDES - 2º SEMESTRE DE 2009

UNIDADE/ CONTÉUDO 1. Introdução e importância dos fatores climáticos e meteorológicos 1.1 . Definição de tempo e clima / meteorologia e climatologia 1.2 . Agroclimatologia: Definição, objetos e sua relação com outras ciências. 1.3 . Elementos e fatores climáticos 1.4 . Escala espacial dos atmosféricos 2. Atmosfera terrestre 2.1. Importância 2.2. Composição atmosférica 2.3. Estrutura vertical da atmosfera 2.4. Controle atmosférico como ferramenta agrícola 3. Radiação solar 3.1. Espectros solares e sua significação biológica 3.2. Balanço e distribuição geográfica da radiação solar 3.3. Efeito da radiação no crescimento vegetal (fotoperíodo) 4. Temperatura 4.1. Temperatura do ar, termoperiodismo, vernalização e unidades térmicas 4.2. Temperatura do solo e plantas cultivadas 5. Umidade do ar 5.1. Características físicas 5.2. Cálculo da umidade relativa 6. Ventos 6.1. Correntes de ventos fenômenos

6.2. Formação de massas de ar (altas e baixas pressões) 6.3. Classificação de ventos 6.4. Equipamentos e instrumentos de medição do vento 7. Chuvas 7.1. Classificação de nuvens e chuvas 7.2. Formação atmosférica diferenciada 7.3. Conseqüências para a agricultura 7.4. Medição e elaboração pluviométricos 8. Evapotranspiração de mapas

8.1. Definições e tipos de evapotranspiração 8.2. Determinação da evapotranspiração (métodos diretos e indiretos) 8.3. Coeficiente de cultura (Kc) 8.4. Aplicações agronômicas Evapotranspiração 9. Balanço Hídrico Climatológico da

9.1. Definições dos fatores que determinam o BHC 9.2. Determinação do BHC 9.3. Aplicações do BHC 10. Interações agrometeorológicas na agricultura e Zoneamento Agroclimático 11. Glossário Meteorológico 12. Estudo Dirigido 13. Trabalhos Extra-Classe 14. Referências Bibliográficas

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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA AGRÍCOLA
INTRODUÇÃO: TEMPO X CLIMA
TEMPO METEOROLÓGICO = ESTADO “INSTANTÂNEO” DA ATMOSFERA VARIAÇÃO GEOGRÁFICA VARIAÇÃO TEMPORAL EXPERIÊNCIA DIÁRIA INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO DIÁRIA CLIMA = GENERALIZAÇÃO OU INTEGRAÇÃO DAS CONDIÇÕES DO TEMPO PARA UM CERTO PERÍODO CRONOLÓGICO, EM UMA DETERMINADA ÁREA. TAMBÉM DEFINIDO COMO A SUCESSÃO HABITUAL DE TEMPOS ATMOSFÉRICOS OU A SÍNTESE DO TEMPO ATMOSFÉRICO NUM DADO LUGAR, DURANTE UM PERÍODO DE APROXIMADAMENTE 30 A 35 ANOS. VARIAÇÃO GEOGRÁFICA (MACROESCALA) VARIAÇÃO TEMPORAL SÉRIES HISTÓRICAS DE DADOS INTERPOLAÇÃO DE DADOS SOBRE A CURVA DA CONFIGURAÇÃO MÉDIA – CLIMA - SOBREPÕEM-SE AS VARIAÇÕES INSTANTÂNEAS – TEMPO. METEOROLOGIA = CIÊNCIA ATMOSFÉRICA (SENTIDO AMPLO) FÍSICA, QUÍMICA, DINÂMICA ATMOSFÉRICA EFEITOS DINÂMICOS SOBRE A SUPERFICIE DA TERRA OU DA ÁGUA CONSIDERA A BIOSFERA ENTENDIMENTO, PREVISÃO E CONTROLE DOS FENÔMENOS ATM. COMPLEXIDADE INTRÍNSECA

Meteorologia – Ciência Atmosférica
CLIMATOLOGIA = ESTUDO CIENTÍFICO DO CLIMA APLICAÇÕES PRÁTICAS MESMOS DADOS BÁSICOS DA METEOROLOGIA RESULTADOS LARGAMENTE UTILIZADOS (PREVISÃO DO TEMPO, AGRICULTURA, INDÚSTRIA, TRANSPORTES, BIOLOGIA, MEDICINA) CIÊNCIA APLICADA VISA O BENEFICIO HUMANO MÉTODOS METEOROLÓGICOS X RESULTADOS GEOGRÁFICOS

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Tipos Climáticos Brasileiros AGROCLIMATOLOGIA / AGROMETEOROLOGIA RAMO DA CLIMATOLOGIA LIGADO ÀS PRÁTICAS AGRÁRIAS PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE RISCOS OPORTUNIDADES MELHORAMENTO IRRIGAÇÃO ZONEAMENTO AGROCLIMÁTICO Agrometeorologia e interdisciplinaridade 3 .

O meteorologista pode atuar em diversas áreas. aumento do potencial de incêndios. etc. aviação. b.METEOROLOGIA Meteorologia é a ciência que estuda a atmosfera terrestre e seus fenômenos. a seca resulta na falta de água. interação ar-mar (interações com a Oceanografia). e estrago na colheita. entre outras. ela é conhecida como sendo uma ciência interdisciplinar. etc. existe uma importante área da Meteorologia que se dedica ao estudo e previsão do tempo. Por exemplo. previsão de relâmpagos. A compreensão do tempo era importante naquela época por causa da agricultura e das atividades de navegação. previsão de eventos extremos como furacões e tornados. A palavra Meteorologia vem do grego. O tempo pode nos afetar de diversas maneiras. hidrologia (Hidrometeorologia). para o setor agrícola. biologia (Biometeorologia). Os gregos da antiguidade observavam as nuvens. Previsão do tempo e clima: em institutos de pesquisas que fornecem previsões para a sociedade através dos meios de comunicação. Mas a Meteorologia não faz só isso. A posssibilidade de se estudar os impactos ambientais da atmosfera e suas relações com a atividade humana são aspectos interessantes da Ciência Atmosférica. com química atmosférica que estuda processos relacionados com poluição atmosférica. ilhas de calor urbana (Meteorologia Urbana). meteoron (alto no céu) e logia (conhecimento). institutos de pesquisa com problemas relacionados com aquecimento global. os ventos e a chuva e tentavam entender como eles estavam conectados. Para entender como ocorrem as mudanças na atmosfera e como elas afetam o tempo e o clima de uma região. também é conhecida como Ciências Atmosféricas. c. As relações da sociedade atual com o meio ambiente se tornaram muito mais complexas e por isso podemos ser mais seriamente afetados com as mudanças que ocorrem na atmosfera. Isto significa que ela se relaciona com outras ciências por causa de suas aplicações em: agricultura (Agrometeorologia). universidades. entre outras podemos citar: a. Educação: Existe grande número de cursos de graduação em Meteorologia no país que necessitam de conhecimento especializado de um profissional da área 4 . Pesquisas atmosféricas em laboratórios. clima (Climatologia).

Por que a irrigação é necessária em algumas regiões e em outras não ? 7. Por que as doenças de plantas ocorrem mais em alguns anos do que em outros ? 5 . Por que não se cultiva maçãs na BA e nem café no RS ? 6. é o ramo da Meteorologia que estuda a influência das condições meteorológicas nas atividades agropecuárias. Por que as culturas anuais e perenes tem seus rendimentos variáveis entre regiões e anos de produção ? 5. OFERECE RESPOSTAS ÀS SEGUINTES QUESTÕES: 1. Por que se cultiva uma cultura numa região e em outra não? 2. safra da seca ou safrinha e safra de inverno? 3. Por que as safras ou épocas de semeadura são denominadas de safra das águas. também conhecida como Agrometeorologia.METEOROLOGIA AGRÍCOLA A Meteorologia Agrícola. Interage com as mais diversas áreas de conhecimento das Ciências Agrárias e isso faz dela uma disciplina extremamente importante na formação do Engenheiro Agrônomo / Zootecnista. Por que a época de semeadura das culturas anuais varia entre regiões para uma mesma safra ? 4.

Tomadas de Decisão Possibilita decidir sobre a viabilidade ou necessidade de realização de uma prática agrícola. CHUVA. ELEMENTOS X FATORES CLIMÁTICOS ELEMENTOS: CONFEREM PROPRIEDADES E PECULIARIDADES AO MEIO ATMOSFERICO EX. 6 . levando-se em conta as exigências térmicas.Zoneamento Agroclimático Delimita as áreas aptas ao cultivo de determinada cultura. ÓRBITA TERRESTRE). etc. PRESSÁO ATM. VENTO. UMIDADE. em função das condições meteorológicas ou hídricas atuais do solo e da previsão do tempo para os próximos dias. etc. NEBULOSIDADE.: TEMPERATURA. VULCANISMO. A isso chamamos de Agrometeorologia Operacional.: FATORES CÓSMICOS (MANCHAS SOLARES. FATORES: CIRCUNSTÂNCIAS CAPAZES DE INFLUENCIAR OS ELEMENTOS CLIMÁTICOS EX. hídricas e fotoperiódicas. ATIVIDADE ANTRÓPICA.

Por exemplo. o Sol atinge a superfície de forma perpendicular ou pouco inclinado. entre outros motivos. no verão.90º norte ou sul). Os raios solares sobre a Terra atingem a superfície de forma desigual. Latitudes terrestres 2) Altitude Quanto maior a altitude. mais quente será. nas baixas altitudes o ar é mais concentrado (maior densidade) e por isso tem maior capacidade de acumular calor. mais quente. parece o Sol do início da manhã. Além disso. Quem está muito próximo dos pólos. Isto ocorre. 7 . Junto ao equador os raios solares são mais concentrados porque atingem uma área menor e nas grandes latitudes são dispersos pois atingem uma área bem maior.Os fatores climáticos que se destacam na formação do clima são: 1) Latitude Quanto maior a latitude (mais perto dos pólos . isto é. E quanto menor a latitude (mais perto do equador . mesmo ao meio dia. ao meio dia no hemisfério sul o Sol está exatamente sobre as nossas cabeças (no verão) ou um pouco inclinado para o norte (no inverno). enquanto nas altas altitudes o ar é mais rarefeito e possui menor capacidade de armazenar calor. porque os raios solares chegam com certo comprimento de onda e ao refletirem de volta para o espaço mudam este comprimento. entre os trópicos de Câncer e Capricórnio. No inverno não se vê o Sol.0º). mas ele está sempre inclinado e. mais frio será e quanto menor a altitude. enxerga o Sol 24 horas por dia. A altitude é tão importante para a determinação da temperatura que mesmo em áreas de baixa latitude podemos encontrar montanhas com neve eterna. mais frio será.

a cidade é muito mais escura e reflete apenas de 14 a 18% (absorve 86 a 82% da energia solar). as florestas refletem de 3 a 10% e a água reflete de 2 a 4%. 8 . Conseqüentemente a cidade é muito mais quente que as superfícies brancas.Altitude 3) Albedo O albedo é definido como o índice de reflexão dos raios solares. Por sua vez. Quanto maior a reflexão. menor será o calor acumulado. o gelo é muito claro e por isso reflete a maior parte da energia solar (albedo de 50 a 70% e absorve 50 a 30%). os raios solares encontram diferentes materiais como o gelo ou o asfalto. Ao atingirem a superfície.

9 . adensamento de plantio. TOPO-ESCALA Refere-se aos fenômenos em escala local. como a latitude. especialment e reduzindo a radiação solar e aumentando a temperatura diurna. devido às condições do relevo local: exposição e configuração do terreno.Escala espacial dos fenômenos atmosféricos MACRO-ESCALA Trata dos fenômenos em escala regional ou geográfica. Culturas anuais semeadas no sistema convencional tem um microclima diferente daquelas cultivadas no sistema de plantio direto. MICRO-ESCALA É aquela que condiciona as condições meteorológicas (microclima) em uma pequena escala. ou seja. etc). que caracteriza o macro-clima de grandes áreas. O macroclima é o primeiro a ser considerado no zoneamento agroclimático. correntes oceânicas. devido aos fatores geográficos. Cada tipo de vegetação ou estrutura gera um microclima diferenciado. altitude. oceanalidade/continentalidade. atuação de massas de ar e frentes. em que a topografia condiciona o topo-clima. cultivo protegido. Esses fatores são denominados “macroclimáticos”. Esses fatores são denominados de “topoclimáticos” e são de grande importância no planejamento agrícola. O uso de ambientes protegidos (coberturas plásticas) altera o microclima. pela cobertura do terreno ou pela adoção de alguma prática de manejo (irrigação. A presença de mato nas entrelinhas e o adensamento das culturas perenes também interferem no microclima.

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ATMOSFERA TERRESTRE
CAMADA GASOSA QUE ENVOLVE A TERRA, PELA AÇÃO DA GRAVIDADE. CONSTITUI-SE DE UMA MISTURA MECÂNICA DE GASES (PRINCIPALMENTE NITROGÊNIO E OXIGÊNIO), PARTÍCULAS SÓLIDAS E MASSAS LÍQUIDAS, CONFERINDO-LHE CARACTERÍSTICAS PECULIARES.

IMPORTÂNCIA DA ATMOSFERA AMBIENTE PROPÍCIO À VIDA FLUXO DE ENERGIA FLUXO HÍDRICO PROTEÇÃO CONTRA EFEITOS DANOSOS AO PLANETA o RADIAÇÃO o TEMPERATURA o IMPEDE A PERDA DE GASES ESSENCIAIS o BARREIRA MECÂNICA EQUILÍBRIO CLIMÁTICO DO GLOBO FENÔMENOS METEOROLÓGICOS INTERFACE SOLO-ATMOSFERA ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA À ATIVIDADE AGRÁRIA

COMPOSIÇÃO ATMOSFÉRICA TABELA 1 – Composição “não-variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE NITROGÊNIO – N2 OXIGÊNIO – O2 ARGÔNIO – Ar NEÔNIO – Ne HÉLIO – He METANO – CH4 CRIPTÔNIO – Kr HIDROGÊNIO – H XENÔNIO – Xe % POR VOLUME 78,084 20,948 0,934 1,818 x 10-3 5,24 x 10-4 2 x 10-4 1,14 x 10-4 0,5 x 10 –4 0,087 x 10-4

TABELA 2 – Composição “variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE % POR VOLUME VAPOR D’ÁGUA – H2O 0a7 DIÓXIDO DE CARBONO – CO2 0,033 OZÔNIO – O3 0 a 0,01 DIÓXIDO DE ENXOFRE – SO2 0 a 0,0001 DIÓXIDO DE NITROGÊNIO – NO2 0 a 0,000002 11

CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS
AEROSÓIS PARTÍCULAS MATERIAIS NÃO FORMADAS POR ÁGUA OU GELO, DE TAMANHO MICROSCÓPICO OU NÃO, QUE FUNCIONAM COMO IMPORTANTES NÚCLEOS DE CONDENSAÇÃO E DE CRISTALIZAÇÃO, ABSORVEDORES E ESPALHADORES DE RADIAÇÃO E COMO PARTICIPANTES DE VÁRIOS CICLOS QUÍMICOS. EX.: POEIRA, FUMAÇA, MATÉRIA ORGÂNICA, SAL MARINHO, etc. VAPOR D’ÁGUA MATÉRIA PRIMA NA FORMAÇÃO DE NUVENS VEÍCULOS PARA O TRANSPORTE DE CALOR IMPORTANTE NO TEMPO METEOROLÓGICO TERMORREGULADOR (“EFEITO ESTUFA”)

DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) TERMORREGULADOR SUBPRODUTO FISIOLÓGICO (RESPIRAÇÃO) SUBPRODUTO TECNOLÓGICO AQUECIMENTO GLOBAL

OZÔNIO (O3) PRESENTE EM QUANTIDADES PEQUENAS SUBPRODUTO INDUSTRIAL POLUENTE EM BAIXAS CAMADAS (SUPERFÍCIE) PROTEÇÃO CONTRA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA (15 A 50 Km de altitude – “Camada de ozônio”) AQUECIMENTO DA ALTA ATMOSFERA DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO o CLOROFLUORCARBONOS

ESTRUTURA VERTICAL DA ATMOSFERA
A ATMOSFERA POSSUI ESTRUTURA VERTICAL VARIÁVEL QUANTO À: COMPOSIÇÃO,TEMPERATURA, UMIDADE, PRESSÃO, MOVIMENTOS E FENOMENOLOGIA

CAMADAS ATMOSFÉRICAS : TROPOSFERA – tropopausa – ESTRATOSFERA – estratopausa – MESOSFERA – mesopausa – TERMOSFERA.

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5 ºC / km) TEMPERATURA MAIS BAIXA DE TODA ATMOSFERA (-90ºC) PRESENÇA DE ÍONS E PARTÍCULAS LIVRES MESOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A MESOSFERA E A TERMOSFERA. É ISOTÉRMICA (~0ºC). O QUE PERMITE REFLETIR EFICIENTEMENTE ONDAS DE RÁDIO. MESOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX. TERMOSFERA A PARTIR DE 90 km DE ALTITUDE LIMITE SUPERIOR: “TOPO DA ATMOSFERA” (1. À VIDA ANIMAL OU ÀS PROPRIEDADES. ESTRATOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX. ÀS PLANTAS.TROPOSFERA CONTATO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE ALTITUDE APROXIMADA: 15-18 km (EQUADOR) e 6-8 km (PÓLOS) ESPESSURA VARIÁVEL (ESTAÇÕES DO ANO) FENÔMENOS METEOROLÓGICOS MAIS IMPORTANTES MOVIMENTOS ATMOSFÉRICOS INTENSOS TEMPERATURA CAI COM A ALTITUDE (6. 80 km DE ALTITUDE TEMPERATURA DIMINUI COM A ALTITUDE (3.000 km DE ALTITUDE) IONOSFERA (PRIMEIROS 50 km DE TERMOSFERA) o GRANDE QUANTIDADE DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS IONIZADAS E ELÉTRONS LIVRES. ESPESSURA: ~10 km. ESPESSURA: 3 – 5 km. OU QUE INTERFIRAM NO CONFORTO DA VIDA OU NO USO DAS PROPRIEDADES.” 13 . ESPESSURA: 3 km. É ISOTÉRMICA (~0ºC). POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA “PRESENÇA NA ATMOSFERA DE UM OU MAIS CONTAMINANTES. PELA AÇÃO FOTOQUÍMICA DA RADIAÇÃO SOLAR. É ISOTÉRMICA (-50 a –55ºC). 50 km DE ALTITUDE TEMPERATURA AUMENTA COM A ALTITUDE (OZÔNIO) FRIO POR BAIXO / QUENTE POR CIMA = SEM MOVIMENTOS VERTICAIS ESTRATOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A ESTRATOSFERA E A MESOSFERA. EM QUANTIDADE E DURAÇÃO TAIS QUE SEJAM OU TENDAM A SER PREJUDICIAIS AO SER HUMANO.5º C / km) AQUECIDA PELA ABSORÇÃO DE ONDAS LONGAS EMITIDA PELA SUPERFICIE CONTÉM 75% DA MASSA TOTAL E PRATICAMENTE TODO VAPOR D’ÁGUA TROPOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A TROPOSFERA E A ESTRATOSFERA.

14 .

A QUE TEMPERATURA A SONDA SE ENCONTRA EM SEU DESTINO FINAL? 2.0 A SONDA ENCONTRA-SE INICIALMENTE EM EQUILIBRIO TÉRMICO COM O AMBIENTE. RESPONDA 1. A UMA TEMPERATURA DE 25° C.0 -3. CONSIDERANDO OS DADOS FORNECIDOS. PARA A COMPOSIÇÃO DE MAPAS CLIMÁTICOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO.0 +10.5 +3. EM QUAL CAMADA A SONDA SE ENCONTRA? 15 .0 +2. DADOS CAMADA ATMOSFÉRICA TROPOSFERA TROPOPAUSA ESTRATOSFERA ESTRATOPAUSA MESOSFERA MESOPAUSA TERMOSFERA LIMITE SUPERIOR (km) 15 18 50 55 80 90 1000 ESPESSURA 15 3 32 5 25 10 ~ 910 AMPLITUDE TÉRMICA (° C /km) -6. COM O OBJETIVO DE COLETAR A RESPEITO DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS ATÉ A ALTITUDE DE 120 km.0 -3.5 +5. RESPONDA AS QUESTÕES PEDIDAS.UNIDADE 2 – ATMOSFERA TERRESTRE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO UMA SONDA METEOROLÓGICA FOI LANÇADA A PARTIR DA SUPERFÍCIE TERRESTRE (SOLO).

o periélio (147x 106 km). para uma dada hora do dia (por exemplo. As variações na radiação solar recebida devidas à variação da distância são pequenas. A posição mais próxima ao Sol. A rotação em torno de seu eixo é responsável pelo ciclo dia-noite.MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES A Terra tem dois movimentos principais: rotação e translação. O Hemisfério Sul se inclina para longe do Sol durante o nosso inverno e em direção ao Sol durante o nosso verão. o afélio (152 x 106 km). Isto significa que a altura do Sol. em aproximadamente 4 de julho. o ângulo de elevação do Sol acima do horizonte. A translação se refere ao movimento da Terra em sua órbita elíptica em torno do Sol. Figura 2 . meio dia) varia no decorrer do ano.Posições relativas do sol 16 . é atingido aproximadamente em 3 de janeiro e o ponto mais distante. Esta inclinação faz com que a orientação da Terra em relação ao Sol mude continuamente enquanto a Terra gira em torno do Sol. Figura 1 .Relações entre o Sol e a Terra As estações são causadas pela inclinação do eixo de rotação da Terra em relação à perpendicular ao plano definido pela órbita da Terra (plano da eclíptica).

eles são mais concentrados. A quantidade total de radiação solar recebida depende não apenas da duração do dia como também da altura do Sol. 2) e a radiação solar sofre maior absorção. Se a altura do sol decresce. a altura do sol influencia a interação da radiação solar com atmosfera. quando os raios solares atingem a Terra verticalmente. o que reduz sua intensidade na superfície. A altura do Sol influencia a intensidade de radiação solar de duas maneiras. Primeiro. Quando menor a altura solar. os dias mais curtos e há menos radiação solar. Se a altura do Sol é pequena. No hemisfério de inverno as alturas do Sol são menores. o percurso dos raios solares através da atmosfera cresce (Fig. os raios que atingem a Terra percorrem distância maior na atmosfera. 3. Segundo.Variação da altura do Sol com a latitude. a altura do Sol varia com a latitude. 17 . reflexão ou espalhamento. Como a Terra é curva. os dias mais longos e há mais radiação solar. mais espalhada e menos intensa a radiação. Fig.No hemisfério de verão as alturas do Sol são maiores.

MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO E FORMAÇÃO DAS ESTAÇÕES DO ANO DECLINAÇÃO SOLAR (LATITUDE NA QUAL O SOL ESTÁ “PASSANDO”) 18 .

Nestas datas os raios verticais do Sol atingem o equador (latitude = 0°). Este é o solstício de verão para o Hemisfério Sul (HS). Em 21 ou 22/6 eles incidem verticalmente em 23°27’N (Trópico de Câncer).Há 4 dias com especial significado na variação anual dos raios solares em relação à Terra. A meio caminho entre os solstícios ocorrem os equinócios (dias e noites de igual duração).Características dos solstícios e equinócios Relação da Posição do Sol e as Estações Terrestres DATA 22 DEZ EVENTO Solstício Verão de ESTAÇÃO VERÃO POSIÇÃO DO SOL 90º Trópico de Capricórnio 90º Equador 90º Trópico de Câncer 90º Equador FOTOPERÍODO > 12 h 21 MAR 22 JUN 23 SET Equinócio de Outono Solstício de Inverno Equinócio de Primavera OUTONO INVERNO PRIMAVERA = 12 h < 12 h = 12 h 19 . No HS o equinócio de primavera ocorre em 22 ou 23 de setembro e o equinócio de outono em 21 ou 22 de março (Fig. Fig. 4). Este é o solstício de inverno para o HS. No dia 21 ou 22/12 os raios solares incidem verticalmente (h=90°) em 23°27’S (Trópico de Capricórnio). 4.

SOLSTÍCIOS 20 .

Quanto mais se afasta do Equador maior a variação estacional da irradiância solar e do fotoperíodo ao longo do ano.EQUINÓCIOS Além da variação temporal. o movimento aparente do Sol em relação à superfície da Terra origina também uma variação espacial tanto da disponibilidade de radiação solar (Qo) como do fotoperíodo (N). REGIÃO EQUATORIAL (N ≈ 12 h e Qo entre 33 e 38 MJm-2d-1) LATITUDE DE 30o (N entre 10 e 14 h e Qo entre 18 e 44 MJm-2d-1) REGIÃO POLAR (N entre 0 e 24 h e Qo entre 0 e 48 MJm-2d-1) 21 . sendo esses os fatores mais importantes na formação do clima da Terra.

antes de tudo. de dados meteorológicos precisos. uma pessoa pode determinar se a pressão atmosférica está subindo ou descendo. podemos observar a quantidade de nuvens presente no céu ou determinar a direção do vento pelo movimento das folha. Por exemplo. que atuam sobre uma pena que escreve sobre um rolo de papel.br) 22 . Porém. para o qual é necessário consultar um instrumento. Estas bandas estão graduadas para poder determinar a hora exata de cada ponto da curva registrada. porém cada medida necessita de uma leitura. Por exemplo. facilidade de manejo e solidez de construção. Os elementos que se medem com ajuda dos instrumentos são: a) Duração da insolação ou brilho solar. d) Umidade. c) Pressão atmosférica. os instrumentos meteorológicos podem se dividir em duas categorias fundamentais: instrumentos de leitura direta e aparelhos registradores. Neste caso. b) Temperatura do ar. g) Quantidade de chuva. h) Quantidade de evaporação.edu. mas não pode saber o valor exato da mesma. nossos sentidos não bastam e temos que recorrer aos instrumentos. da água e do solo. De acordo com o modo de realizar a leitura.Instrumentação meteorológica* A importância dos instrumentos Todo estudo científico da atmosfera supõe dispor. Os primeiros são mais precisos. A medida de certos elementos meteorológicos depende da instalação dos instrumentos. Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. Os instrumentos meteorológicos para fins científicos devem cumprir os seguintes requisitos: regularidade no funcionamento. f) Altura da base das nuvens. i) Radiação solar. Os segundos se referem a instrumentos nos quais o movimento das partes móveis se amplia por alavancas. precisão. Nossos sentidos e principalmente a vista e o tato nos permitem estimar um grande número de observações. É necessário evitar toda influência de árvores ou edifícios. Estas observações se denominam observações sensoriais. e) Velocidade e direção do vento.cefetsc. as observações se chamam observações instrumentais.

ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS A seguir temos uma lista das estações meteorológicas existentes e dos instrumentos meteorológicos mais comuns: ESTAÇÃO METEOROLÓGICA CONVENCIONAL Estação formada por instrumentos convencionais dos quais são observados por alunos e professores de meteorologia para a obtenção e atualização de dados tais como: .Evaporação . 23 .Temperaturas extremas .Precipitação . por sua característica de funcionamento pode ser colocada em qualquer lugar que possa fornecer energia elétrica ou em alguns casos pode funcionar com baterias.Umidade relativa .Temperatura do momento .Horas de sol ESTAÇÃO METEOROLÓGICA AUTOMÁTICA Estação meteorológica dotada de sensores eletrônicos.

alcance visual de pista(visibilidade). que permitem a livre circulação do ar. altura de nuvens até os 1500 metros. umidade. Os instrumentos que ficam dentro da casa são: . Por meio de um programa computacional instalado em um ordenador comum.Higrotermógrafo . Se denomina também Atnómetro e é termo geral para denominar qualquer aparato que serve para medir a evaporação. cujas paredes são dispostas como persianas. ABRIGO METEOROLÓGICO É uma casa de madeira ou fibra de vidro. PLUVIÓGRAFO 24 .Psicrômetro EVAPORÍMETRO Instrumento para medir a quantidade de água que se evapora na atmosfera durante um intervalo de tempo. cobertura de céu nublado. pressão.As estações meteorológicas automáticas integram sensores de temperatura. etc. vento.Termômetro de Mínima . precipitação.Termômetro de Máxima . integra todos os dados e entrega informação meteorológica em apresentação de tela de projeção. As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada.

PLUVIÔMETRO É um instrumento que mede a quantidade de água caída em um período de tempo determinado (cada 6 horas). um chamado "Termômetro Seco". 25 . que mede a umidade relativa (%) de um modo indireto. Mede a quantidade de chuva caída. serve essencialmente para obter a temperatura do ar. PSICRÔMETRO Instrumento utilizado para medir a umidade da atmosfera. em milímetros (mm). As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada. e o outro.É um instrumento que registra a quantidade de precipitação caída e indica a intensidade da mesma. chamado "Termômetro Úmido". é formado por dois termômetros idênticos.

HELIÓGRAFO Instrumento registrador que mede unicamente a duração da insolação (horas de brilho solar) em horas e décimos. A unidade usada é (cal. PIRANÔMETRO Instrumento que mede a radiação solar (radiação global) recebida de todo o hemisfério celeste sobre uma superfície horizontal terrestre. em alguns tipos. também a direção (em graus). 26 .cm-²).ANEMÔMETRO Instrumento para medir a velocidade do vento (m/s) para a observação simultânea da direção e velocidade do vento. Mede a velocidade do vento (m/s) e.

a litosfera e a biosfera. EXPRIME-SE EM CALORIAS (CAL) E O SEU VALOR MÉDIO É DE CERCA DE 2 CAL/CM 2/MN. podemos dizer que a radiação solar é o fator meteorológico essencial do ambiente.).UM MICRÔMETRO OU MÍCRON (µM). 3. DURANTE UM MINUTO. devem a sua origem e as suas características à radiação solar. MICRONS (µM) OU ANGSTROMS (A). É UMA UNIDADE DE COMPRIMENTO DEFINIDO COMO UM MILIONÉSIMO DE METRO (OU 1 × 10-6 M). CONCEITOS LIGADOS À RADIAÇÃO SOLAR 1. RECEBIDA POR UNIDADE DE UMA SUPERFÍCIE HORIZONTAL. SOB A FORMA DE LUZ E CALOR. CONSTANTE SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA SOLAR RECEBIDA NO LIMITE SUPERIOR DA ATMOSFERA PELA SUPERFÍCIE DE 1 CM 2. Por isso. Todos os componentes do sistema climático. METALIZAÇÕES. NOMEADAMENTE NA DEFINIÇÃO DE ESPESSURAS DE DIVERSOS MATERIAIS (PINTURAS. 4. responsáveis pelas condições meteorológicas. RADIAÇÃO SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA. MILÍMETROS. 27 . MÍCRON OU MICROMETRO (µM) .RADIAÇÃO SOLAR SOL – PRINCIPAL FONTE DE ENERGIA PARA A SUPERFÍCIE DA TERRA A energia solar constitui a verdadeira causa de todos os processos físicos e químicos que ocorrem na Terra. O COMPRIMENTO DE ONDA É INVERSAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA. NA PERPENDICULAR COM OS RAIOS SOLARES. EXPRIME-SE EM METROS. pelas circulações oceânicas. EQUIVALE À MILÉSIMA PARTE DO MILÍMETRO. QUANTO MAIS ELEVADA FOR A TEMPERATURA DE UM CORPO MENOR É O SEU COMPRIMENTO DE ONDA. pela modelação da crosta terrestre e por todos os fenômenos biológicos. 2. ETC. ISTO É. designadamente a atmosfera. É USADO PARA DESCREVER OS COMPRIMENTOS DE ONDA DA RADIAÇÃO E NA CONSTRUÇÃO CIVIL. a hidrosfera. COMPRIMENTO DE ONDA É A DISTÂNCIA ENTRE DUAS CRISTAS CONSECUTIVAS (DISTÂNCIA PERCORRIDA POR UMA VIBRAÇÃO).

a+r+t=1 8. MAIOR É O ALBEDO (FIGURA ABAIXO). ALBEDO – É UM TERMO QUE EXPRIME A REFLETIVIDADE DE UM MATERIAL. REFLETIVIDADE (r) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É REFLETIDA PELO MATERIAL. QUANTO MAIOR A INCLINAÇÃO DO ÂNGULO DO RAIO SOLAR. 28 . 9. 6.5. 7. TODA A ENERGIA RADIANTE QUE INCIDE SOBRE ELE. Albedo de superfícies sob diferentes inclinações dos raios solares. POR OUTRO LADO. VARIA DE 0 a 1. É O COEFICIENTE DE REFLEXÃO. TRANSMISSIVIDADE (t) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É TRANSMITIDA PELO MATERIAL. CORPO NEGRO – MATERIAL HIPOTÉTICO QUE APRESENTA UM ESPECTRO DE RADIAÇÃO CONTÍNUO EM TODOS OS COMPRIMENTOS DE ONDA E É CAPAZ DE ABSORVER. ABSORVICIDADE (a) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É ABSORVIDA PELO MATERIAL.

seca) Neve (molhada e/ou suja) Superfície do mar (sol > 25° acima do horizonte) Superfície do mar (pequena altura do sol) Nuvens espessas Nuvens finas Vidros (janela) Tinta branca Tinta vermelha. deserto Grama Floresta Neve (limpa.Albedo para algumas superfícies no intervalo visível ( % ) Solo descoberto Areia. marrom ou verde Concreto Asfalto Albedo de diferentes superfícies 29 10-25 25-40 15-25 10-20 75-95 25-75 <10 10-70 70-80 25-50 08-52 50-90 20-35 10-35 05-20 .

DESDE OS CLIMAS FRIOS DAS REGIÕES POLARES. VENTO. 30 .CARACTERÍSICAS DA RADIAÇÃO SOLAR É A MAIOR FONTE DE ENERGIA PARA A TERRA É UM FATOR METEOROLÓGICO É O PRINCIPAL ELEMENTO METEOROLÓGICO. AOS QUENTES E ÚMIDOS DAS REGIÕES EQUATORIAIS. UMIDADE) É ELEMENTO PRIMORDIAL NO ENTENDIMENTO DOS DEMAIS ELEMENTOS METEOROLÓGICOS É A FONTE PRIMÁRIA DE ENERGIA NOS PROCESSOS TERRESTRES: o CICLO DA ÁGUA OU CICLO HIDROLÓGICO o FOTOSSINTESE o FLUXO DE CALOR o DESIGUAL DISTRIBUIÇÃO DA TEMPERATURA o CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA E OCEANOS o TEMPESTADES o VENTOS E FURACÕES o DIVERSIDADE DE CLIMAS. AFETANDO TODOS OS OUTROS ELEMENTOS (TEMPERATURA. FUNDAMENTAL ENERGÉTICA EM ESTUDOS ECOLÓGICOS E DE DISPONIBILIDADE Distribuição da Radiação Solar na Terra. PRESSÃO. CHUVA. PASSANDO PELOS TEMPERADOS DAS LATITUDES MÉDIAS.

DISTÂNCIA APROXIMADA: 150 MILHOES DE km (1. OU SEJA: “ A ENERGIA RECEBIDA EM UMA SUPERFÍCIE É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUADRADO DA DISTÂNCIA ENTRE A FONTE E A SUPERFÍCIE RECEPTORA” DEVIDO À DISTÂNCIA TERRA-SOL. NESTE INSTANTE A TERRA SE SITUA EM UMA ESFERA CUJO RAIO É IGUAL À SUA A DISTÂNCIA DO SOL (D) O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA (4 Π I) SERÁ IGUALMENTE DISTRIBUIDO NA ÁREA 4 Π D2 . ENTÃO O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA NAQUELE INSTANTE SERÁ IGUAL A 4 Π I. 31 .3 min) NESTA TRAJETÓRIA TODOS OS FENÔMENOS SOLARES VISTOS DA SUPERFICIE JÁ ACONTECERAM A PELO MENOS 8.3 min O SOL EMITE RADIAÇÕES IGUALMENTE EM TODAS AS 4 Π DIREÇÕES SE A INTENSIDADE LUMINOSA EM UM DADO INSTANTE FOR IGUAL A I. PROPAGANDO-SE SEGUNDO UM MOVIMENTO ONDULATÓRIO.5 * 10 8 km) VELOCIDADE : 300 * 10 3 km/s A RADIAÇÃO GASTA. NA FORMA DE FEIXE DE RAIOS PARALELOS ENTRE SI. APENAS UMA PEQUENÍSSIMA FRAÇÃO DA ENERGIA EMITIDA ATINGE A SUPERFICIE DA TERRA. RESULTANDO EM UMA DENSIDADE DE FLUXO GLOBAL IGUAL A I / D2 DEFINIDA PELA LEI DO INVERSO DO QUADRADO DA DISTÂNCIA. ENTÃO CERCA DE 500s (8.ESPAÇO PERCORRIDO PELA RADIAÇÃO SOLAR É UM FENÔMENO DE NATUREZA ELECTROMAGNÉTICA.

QUALIDADE E DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES ESTA INTERAÇÃO OCORRE DE DOIS MODOS. . PELA DISPERSÃO.EFEITOS DA ATMOSFERA SOBRE O BALANÇO DE ENERGIA RADIANTE AO ATRAVESSAR A ATMOSFERA. 32 PRINCIPALMENTE O OZÔNIO. DAS MOLÉCULAS DE GASES NA FAIXA DO AZUL. A RADIAÇÃO SOLAR INTERAGE COM SEUS CONSTITUINTES (NATURAIS E ARTIFICIAIS) RESULTANDO NA MODIFICAÇÃO DA: QUANTIDADE. DEPENDENDO DO COMPRIMENTO DE ONDA E DO TAMANHO DO CONSTITUINTE ATMOSFÉRICO: 1. NA ALTA ATMOSFERA. PARTÍCULAS DE IMPUREZAS E MOLÉCULAS DE GASES CAUSAM O ESPALHAMENTO DA RADIAÇÃO O PROCESSO AFETA A QUANTIDADE E A QUALIDADE DA RADIAÇÃO ESTE FENÔMENO CAUSA A COR AZUL DO CÉU. ABSORÇÃO DA RADIAÇÃO É SELETIVA POR CERTOS CONSTITUINTES DA ATMOSFERA E PARA CERTOS COMPRIMENTOS DE ONDAS PELO OXIGÊNIO / OZÔNIO = QUASE TODA A RADIAÇÃO (ULTRAVIOLETA) GÁS CARBÔNICO E VAPOR DE ÁGUA TAMBÉM ABSORVEM BASTANTE RADIAÇÃO (INFRAVERMELHO) RADIAÇÃO ALTAMENTE ENERGÉTICA TEM ALTO PODER DE PENETRAÇÃO CAUSA DISTÚRBIOS EM ORGANISMOS VIVOS (PRINCIPALMENTE MICROORGANISMOS) EM REGIÕES ALTAS = INCIDÊNCIA MAIOR NO NÍVEL DO MAR = INCIDÊNCIA MENOR A RADIAÇÃO VISÍVEL PASSA PELA ATMOSFERA PRATICAMENTE SEM SOFRER ABSORÇÃO 2. DIFUSÃO (ESPALHAMENTO) DA RADIAÇÃO OS CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS MUDAM A DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES.

QUE CONSISTE NA QUANTIDADE DE RADIAÇÃO QUE AO INCIDIR SOBRE UM CORPO É DEVOLVIDA SEM MODIFICAR SUAS CARACTERÍSTICAS. VINDO DE TODOS OS LADOS. COM MUITA POEIRA OU POLUIÇÃO. A CONTRIBUIÇÃO DE CADA UMA PARA Qg DEPENDE. A REFLEXÃO. DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS DO PERÍODO ALGUNS AUTORES CONSIDERAM AINDA UM TERCEIRO PROCESSO. PROJETANDO SOMBRA NOS OBJETOS. É A RADIAÇÃO DIRETA (Qd) A RADIAÇÃO DIRETA É UNIDIRECIONAL E DETERMINADA PELO ÂNGULO ZENITAL DOS RAIOS SOLARES A RADIAÇÃO SOLAR TOTAL QUE ATINGE A SUPERFICIE É CHAMADA DE RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL (Qg). SENDO DENOMINADA DE RADIAÇÃO DIFUSA (Qc) RAIOS LUMINOSOS DE COMPRIMENTO DE ONDA MAIS CURTOS SÃO MAIS FACILMENTE DISPERSOS.PARTE É DEVOLVIDA PARA O ESPAÇO SIDERAL FACILMENTE PERCEPTÍVEL EM DIAS NUBLADOS. GRANDE PARTE DOS RAIOS SOLARES ATINGE DIRETAMENTE A SUPERFÍCIE. A REFLEXÃO E A DISPERSÃO. SENDO A SOMA DA RADIAÇÃO DIFUSA COM A RADIAÇÃO DIRETA. ENTÃO. RAIOS DE COMPRIMENTO DE ONDAS MAIS LONGOS CHEGAM DIRETAMENTE AO SOLO. NÃO PROJETA SOMBRA NOS OBJETOS. NESTE CASO. DÃO COMO RESULTADO A RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA. COM A ATMOSFERA LIMPA. A RADIAÇÃO QUE SOFRE MUDANÇA DE DIREÇÃO. 33 . SEPARANDO-A DA DIFUSÃO OU ESPALHAMENTO.

OU Qg = Qd + Qc Distribuição da Radiação Solar na Atmosfera Componentes da radiação solar ao nível do solo 34 .BALANÇO DA RADIAÇÃO NA ATMOSFERA A RADIAÇÃO SOLAR RECEBIDA NA SUPERFÍCIE DA TERRA CONSISTE EM DUAS PARTES: RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL = RADIAÇÃO SOLAR DIRETA + RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA .

média anual típica (Wh/m2.DISTRIBUIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR NO TERRITÓRIO BRASILEIRO Radiação solar global diária .dia) 35 .

PROCESSOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA Uma das maiores contribuições da radiação solar é o aquecimento do nosso planeta. O AR É AQUECIDO POR CONDUÇÃO DE UMA SUPERFICIE QUALQUER. O AR SE EXPANDE E SE TORNA MENOS DENSO c. por isso. 2. RADIAÇÃO: TRANSFERÊNCIA DE CALOR (ENERGIA) DE UM OBJETO PARA OUTRO SEM HAVER NECESSIDADE DE UM MEIO DE CONEXÃO. aquecendo a superfície terrestre. b. ÁGUA) PROVOCADA POR UMA DIFERENÇA DE DENSIDADE. sem o qual a temperatura média na Terra seria de aproximadamente -238 °C e a água apenas existiria no estado sólido. OU SEJA. CONVECÇÃO: OCORRE MOVIMENTAÇÃO DE UMA MASSA FLUIDA (AR. Ilustração dos mecanismos de transferência de calor 36 . por sua vez. A MASSA DE AR QUENTE É SUBSTITUÍDA POR AR MAIS FRIO A CONVECÇÃO É UM DOS PRINCIPAIS MEIOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA (1500 – 3000m). a radiação solar converte-se em energia calorífica. a. Esta. Os processos de transferência de calor que ocorrem na atmosfera são: 1. Ao ser absorvida pela Terra. POR MEIO DE ONDAS. CONDUÇÃO: ENERGIA TRANSFERIDA DE UMA MOLÉCULA PARA OUTRA. PODE SER HORIZONTAL OU VERTICAL 3. em equilíbrio térmico. encontrandose. emite a mesma quantidade de energia que recebe.

Certos gases na atmosfera atuam no sentido de retardar a perda de radiação terrestre. usando 100 unidades para representar a radiação solar interceptada no topo da atmosfera.Como resultado deste processo. irradia 116 unidades de energia de onda longa para a atmosfera. Balanço de Calor da Terra e atmosfera Da radiação total interceptada pela Terra. A superfície. Um balanço geral é obtido porque a atmosfera emite 64 unidades de energia para o espaço como radiação de onda longa. 19 unidades pela atmosfera e 51 unidades pela superfície da Terra (Terra-oceano). Portanto. caso contrário.BALANÇO GLOBAL DO CALOR PROVENIENTE DA RADIAÇÃO Existe um balanço quase perfeito entre a quantidade de radiação solar incidente e a quantidade de radiação terrestre (sistema Terra-atmosfera) retornada para o espaço. absorvendo uma boa parte dela e reirradiando parte desta energia de volta para a Terra. o sistema Terra-atmosfera estaria progressivamente se aquecendo ou resfriando. Até agora contamos uma perda de 21 das 51 unidades de radiação de onda curta absorvidas pela superfície da Terra. enquanto a Terra tem uma perda líquida de 21 unidades. a superfície recebe uma grande quantidade de radiação de onda longa da atmosfera (95 unidades). por moléculas de água durante o processo de evaporação (23 unidades). E as 30 unidades restantes? Parte desta energia é transferida da superfície da Terra para a atmosfera através de calor latente. Vamos examinar este balanço na abaixo. aproximadamente 30 unidades são refletidas de volta para o espaço. nesta troca (em onda longa) a atmosfera tem um ganho líquido de 15 unidades. por sua vez. As restantes 70 unidades são absorvidas. fechando o balanço entre radiação incidente e radiação emitida. As restantes 6 unidades passam diretamente através da atmosfera e são perdidas no espaço. Outra parte das 30 unidades é transferida da superfície da Terra para a atmosfera por calor sensível (condução e convecção -7 unidades). 37 .

verdes e parte das vermelhas 0.ESPECTRO SOLAR E BIOLOGIA ENERGIA SOLAR: CONJUNTO DE RADIAÇÕES COMPRIMENTOS DE ONDA VARIÁVEIS 0.2 A 4 MICRAS CONSTITUEM O ESPECTRO SOLAR ESPECTRO SOLAR 0.4 a 0.2 a 0.7 mícron – PARTE VISÍVEL – 41% Radiações azuis.7 a 4 micra – INFRAVERMELHO – 50% ESPECTRO VISÍVEL EM ORDEM CRESCENTE DE λ TEM-SE O VIOLETA – AZUL – VERDE – AMARELO – LARANJA – VERMELHO UTILIZADA PELAS PLANTAS NO PROCESSO FOTOSSINTÉTICO CHAMADO DE RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA INFRAVERMELHO RADIAÇÃO TERMAL LONGO COMPRIMENTO DE ONDA ABSORVIDAS PELO VAPOR D’AGUA E GÁS CARBÔNICO ATMOSFÉRICOS PARTÍCULAS SÓLIDAS PROVOCAM DISPERSÃO IMPORTANTES PARA O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL FITOCROMOS E HORMÔNIOS SÃO ATIVADOS / DESATIVADOS POR ESTA RADIAÇÃO EFEITOS MAIS QUALITATIVOS QUE QUANTITATIVOS ULTRAVIOLETA ABSORVIDAS NAS CAMADAS SUPERIORES DA ATM. OXIGÊNIO E OZÔNIO ATUAM PROTEÇÃO CONTRA A NOCIVIDADE DESTA RADIAÇÃO 38 .4 mícron – ULTRAVIOLETA – 9% 0.

COMPOSIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR As figuras seguintes mostram a divisão espectral da radiação solar. 39 . em diferentes comprimentos de onda.

emitindo a radiação com outros comprimentos de onda. A luz vermelha fornece a energia necessária para a fotossíntese. Nestas pequenas formações microscópicas. Portanto. vegetação etc. 40% é utilizada na evapotranspiração e somente 2% desta é usada no processo da fotossíntese que resulta no desenvolvimento e crescimento dos vegetais.UTILIZAÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR PELAS PLANTAS Da energia recebida na superfície da terra. também podem ser gorduras. cada cloroplasto é um minúsculo laboratório. Efeito da Radiação Solar no Crescimento Vegetal Nas plantas com clorofila. o verde.). porém. Nas algas marinhas que vivem a profundidades relativamente grandes (20 m-30 m) ocorre o fenómeno inverso: são coloridas geralmente de vermelho intenso e têm de utilizar o resíduo verde-azulado da luz solar. que ilumina tenuemente o seu espaço vital. Nessas reações os cloroplastos utilizam comprimentos de onda da luz visível compreendidos entre 400 nm e 720 nm. 40 . a clorofila absorve principalmente na zona do vermelho. enquanto outra parte é absorvida pela superfície terrestre (solo. Da radiação líquida disponível. Apenas algumas reacções utilizam os infravermelhos e os ultravioletas. aproximadamente 20% é refletida pelas nuvens e partículas atmosféricas. Dentro do espectro absorvido. já que a água do mar filtra a radiação. as plantas terrestres captam sobretudo a luz vermelha e refletem a cor complementar. a energia procedente da radiação solar desencadeia reações químicas cujos produtos finais são diversos tipos de açúcares.

2ª BANDA (1.40 μ): É A REGIÃO DE MAIOR ABSORÇÃO PELA CLOROFILA E PIGMENTOS AMARELOS (CAROTENÓIDES).0 μ): NÃO CAUSAM DANOS E SÃO ABSORVIDAS PELA PLANTA.315 > λ > 0. 3ª BANDA (0. CORRESPONDE A REGIÃO VERDE DO ESPECTRO VISÍVEL.BANDAS DO ESPECTRO SOLAR QUE AFETAM O CRESCIMENTO VEGETAL 1ª BANDA (λ > 1. 7ª BANDA (0.51 > λ > 0.40 > λ > 0. 41 . MATANDO-AS DEPOIS DE ALGUM TEMPO DE EXPOSIÇÃO. GERA FORTE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA. CONTROLE DA FLORAÇÃO E COLORAÇÃO DOS FRUTOS. CORRESPONDE AO AZUL VIOLETA E É TAMBÉM REGIÃO DE GRANDE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA. O TRECHO PRÓXIMO À 1. 6ª BANDA (0. QUE TORNAM-SE MAIS BAIXAS E COM FOLHAS MAIS ESPESSAS.72 > λ > 0.0 μ É IMPORTANTE PARA O FOTOPERIODISMO. GERMINAÇÃO DE SEMENTES. EXERCENDO AINDA VIGOROSA AÇÃO NA FORMAÇÃO DA PLANTA. 5ª BANDA (0.61 > λ > 0.0 > λ > 0.315 μ): ESTA FAIXA EXERCE EFEITOS DEFORMATIVOS NAS PLANTAS. 4ª BANDA (0.28 μ): É PREJUDICIAL À MAIORIA DAS PLANTAS. APRESENTANDO EM VÁRIOS CASOS TAMBÉM FORTE ATIVIDADE FOTOPERIÓDICA.72 μ): É A REGIÃO QUE EXERCE EFEITO SOBRE O CRESCIMENTO DAS PLANTAS.61 μ): REGIÃO ESPECTRAL FORTEMENTE ABSORVIDA PELA CLOROFILA.51 μ): REGIÃO ESPECTRAL DE BAIXO EFEITO FOTOSSINTÉTICO E DE FRACA AÇÃO SOBRE A FORMAÇÃO DA PLANTA.

A camada de ozônio absorve apenas a radiação UV-B.A RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA E OS ORGANISMOS VIVOS A radiação solar mais conhecida é a faixa visível. causando uma variação muito forte na intensidade da radiação medida na superfície entre os limites de 280 e 320nm. A UV-A chega normalmente à superfície terrestre. Já o UVC é totalmente absorvido pela atmosfera terrestre. que seriam muito agravadas se não fosse a proteção invisível que o ozônio proporciona. como a UV-B. Em excesso a radiação UV-A pode trazer complicações à saúde. A radiação ultravioleta mais merecedora de cuidados no dia-a-dia é a UV-B que é afetada pela camada de ozônio. entre 280 e 320nm. não sendo absorvida eficientemente por nenhum dos constituintes atmosféricos. A faixa do ultravioleta é subdividida em 3: UV-A (entre 400 e 320 nm). porém esta não tende a aumentar sua intensidade com o tempo. 42 . O sol direto com irradiação prolongada pode resultar em graves queimaduras. A UV-B é fortemente absorvida pela camada de ozônio da atmosfera terrestre. mas duas outras faixas importantes são a do ultravioleta e a do infravermelho. UV-B (entre 320 e 280 nm) e a UV-C (entre 280 e 100).

TEMPERATURA ENERGIA PROPAGADA NA FORMA DE CALOR. TEMPERATURAS CARDEAIS O CRESCIMENTO VEGETAL ESTÁ LIMITADO POR FAIXAS DE TEMPERATURA QUE VARIAM DE UM VALOR MÍNIMO. EM CAMADAS DISTINTAS. MELHORAMENTO GENÉTICO AMPLIOU A FAIXA DE ADAPTAÇÃO A DIFERENTES TEMPERATURAS. MEDIÇÃO DE TEMPERATURA: FEITA COM DIVERSOS TIPOS DE TERMÔMETROS. TRIGO. PLANTAS TEMPERADAS (HEMISFÉRIO NORTE) OU TROPICAIS (EQUADOR E HEMISFÉRIO SUL). SORGO. CENTEIO. O AQUECIMENTO DA ATMOSFERA SE DÁ À MEDIDA EM QUE SE DESENVOLVEM OS PROCESSOS DE CONDUÇÃO. TEMPERATURA DO AR INFLUENCIA A TEMPERATURA DO SOLO. CONVECÇÃO OU TRANSMISSÃO DE CALOR (“RADIAÇÃO”) OCORREM. FRUTEIRAS TROPICAIS):  MÍNIMA: 15° a 18°C  ÓTIMA: 31° a 37° C  MÁXIMA: 44° a 50° C 43 . EXISTE AMPLA FAIXA DE TEMPERATURAS PARA CRESCIMENTO VEGETAL (0 a 40ºC). MÉDIA E MÁXIMA. CEVADA):  MÍNIMA: 0° a 5° C  ÓTIMA: 25° a 31° C  MÁXIMA: 31° a 37° C CULTURAS DE VERÃO (MELÃO. ESTA VARIAÇÃO SE DÁ CONFORME: COMPLEXIDADE FISIOLÓGICA CULTURAS DE INVERNO (AVEIA. RESPONSÁVEL DIRETA PELA DISTRIBUIÇÃO DAS PLANTAS NA TERRA. CASAS DE VEGETAÇÃO SIMULAM SITUAÇÕES FAVORÁVEIS DE TEMPERATURA. QUE MEDEM AS TEMPERATURAS MÍNIMA. VARIÁVEL CLIMATOLÓGICA INTRINSECAMENTE RELACIONADA AO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. PASSANDO POR UM VALOR ÓTIMO. ADAPTAÇÃO DOS VEGETAIS EM DIFERENTES FAIXAS DE TEMPERATURA. ATÉ UM VALOR MÁXIMO. DECORRENTE DA TRANSFORMAÇÃO DA ENERGIA ELETROMAGNÉTICA DE ONDAS CURTAS OU LONGAS (PROVENIENTES DA RADIAÇÃO SOLAR) NA FORMA DE ENERGIA TERMAL.

PARA AS CAMADAS SUPERIORES VARIAÇÃO DA TEMPERATURA DO AR: TEMPORAL E ESPACIAL VARIAÇÃO TEMPORAL = BALANÇO DE ENERGIA NA SUPERFÍCIE (MAIOR INTENSIDADE AO MEIO DIA) VARIAÇÃO ESPACIAL o ESCALA MACROCLIMÁTICA: PREDOMINÂNCIA DOS EFEITOS DA RADIAÇÃO SOLAR.0 m ACIMA DO NIVEL DO SOLO (DENTRO DO ABRIGO). AS CONDIÇÕES PADRÃO SÃO: ÁREA PLANA (TOPOCLIMA) E GRAMADA (MICROCLIMA). A TEMPERATURA MÁXIMA OCORRE COM UMA DEFASAGEM DE DUAS A TRÊS HORAS EM RELAÇÃO AO HORÁRIO DE MAIOR IRRADIÂNCIA SOLAR (12h EM DIAS SEM NUVENS). PARA QUE SE PERMITA A COMPARAÇÃO ENTRE LOCAIS DIFERENTES. NESSE CASO AS DIFERENÇAS REGISTRADAS SERÃO EM DECORRÊNCIA APENAS DO MACROCLIMA.. TRANSPORTE CONVECCTIVO DE CALOR E CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA.5 A 2. VENTOS. NEBULOSIDADE. o ESCALA TOPOCLIMÁTICA: EXPOSIÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO TERRENO SÃO OS MODULADORES DA TEMPERATURA o ESCALA MICROCLIMÁTICA: FATOR CONDICIONANTE É A COBERTURA DO TERRENO PARA FINS METEOROLÓGICOS E CLIMATOLÓGICOS A TEMPERATURA DO AR É MEDIDA SOB UMA CONDIÇÃO DE REFERÊNCIA (PADRÃO). VAPOR D’ÁGUA. A ALTURA DE MEDIÇÃO É ENTRE 1. AEROSÓIS. POEIRA.TEMPERATURAS CARDEAIS VARIAM COM: FISIOLOGIA ESTÁDIO DE DESENVOLVIMENTO ESPÉCIE DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA TEMPERATURA DO AR E DO SOLO A ENERGIA RADIANTE QUE ATINGE A SUPERFÍCIE TERRESTRE SERÁ DESTINADA A ALGUNS PROCESSOS FÍSICOS PRINCIPAIS: CONVECÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO AR CONDUÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO SOLO TEMPERATURA DO AR É UM DOS EFEITOS MAIS IMPORTANTES DA RADIAÇÃO SOLAR OCORRE PELO TRANSPORTE DE CALOR DA SUPERFÍCIE AQUECIDA (CONDUÇÃO/CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA) A CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA DO AR AQUECIDO TRANSPORTA CALOR. 44 . A TEMPERATURA MÍNIMA OCORRE UM POUCO ANTES DO NASCER DO SOL. ETC.

O DESENVOLVIMENTO VEGETAL TAMBÉM VAI DEPENDER DA RAZÃO ENTRE: TEMPERATURAS DIURNAS – FOTOTEMPERATURAS (MORANGO. FASE REPRODUTIVA INDUÇÃO FLORAL POLINIZAÇÃO FERTILIZAÇÃO FORMAÇÃO DO FRUTO DORMÊNCIA DE GEMAS REPRODUTIVAS CICLOS DE CRESCIMENTO LEI DE VAN’T HOFF “PARA CADA 10°C DE AUMENTO DE TEMPERATURA. FASE VEGETATIVA FOTOSSÍNTESE X RESPIRAÇÃO TEMPERATURA DE EQUILÍBRIO (ÓTIMO) .FIGURA FOSSÍNTESE CAI DRASTICAMENTE SE A TEMPERATURA > 35°C RESPIRAÇÃO CAI DRASTICAMENTE COM TEMPERATURAS > 45°C EXEMPLO: TOMATEIRO TEMPERATURA: 20 ° C BAIXA RESPIRAÇÃO MÁXIMA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO LENTO CICLO TARDIO GRANDES CÉLULAS BOA COLHEITA TEMPERATURA: 35° C ALTA RESPIRAÇÃO BAIXA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO RÁPÍDO CICLO PRECOCE PEQUENAS CÉLULAS MÁ COLHEITA 2.TEMPERATURA DO AR REQUERIDA PELAS PLANTAS 1. PIMENTA) 45 . A FORMAÇÃO DE MATÉRIA SECA DOBRA”. ERVILHA) TEMPERATURAS NOTURNAS – NICTOTEMPERATURAS (TOMATE. BATATA. CONSIDERANDO-SE ENTRE O MÍNIMO E O ÓTIMO.

MULCH) o RELEVO = CONDICIONA O TERRENO A DIFERENTES EXPOSIÇÕES À RADIAÇÃO SOLAR o TIPO DE SOLO = TEXTURA. TEMPERATURAS MUITO ALTAS OU MUITO BAIXAS IMPOSSIBILITAM O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. O PROCESSO RADIATIVO DE PERDA É MAIS EFICIENTE QUE O DE GANHO. OUTROS EFEITOS DA TEMPERATURA CONDICIONA O NÍVEL DAS REAÇÕES FÍSICO-QUÍMICAS DAS PLANTAS PERDA DE ÁGUA AUMENTA OU DIMINUI CONFORME A TEMPERATURA. A TEMPERATURA DO AR INFLUI DIRETAMENTE SOBRE A TEMPERATURA DO SOLO COM VALORES DE TEMPERATURA BAIXOS. DE ACORDO COM AS ESTAÇÕES) E VARIAÇÃO ESPACIAL. ESTRUTURA E TEOR DE ÁGUA. 46 . QUE DEPENDE DOS: FATORES EXTERNOS (ELEMENTOS BALANÇO NA SUPERFÍCIE) METEOROLÓGICOS QUE AFETAM O FATORES INTRÍNSECOS o TIPO DE COBERTURA DA SUPERFÍCIE = SOLOS NUS OU COBERTOS (VEGETAÇÃO.TEMPERATURA DO SOLO FLUXO DE CALOR DA SUPERFÍCIE PARA O INTERIOR DO SOLO (DURANTE E O DIA) E DO INTERIOR PARA A SUPERFÍCE (NOITE). A PLANTA DIMINUI SEU METABOLISMO E TRANSPIRAÇÃO. OCORRE VARIAÇÃO TEMPORAL (DIÁRIA E ANUAL.

O CRESCIMENTO VEGETAL VARIA DE ACORDO COM A QTDE DE CALOR AO QUAL É SUBMETIDO DURANTE O CICLO VITAL. UNIDADES DE CALOR OU “GRAUS-DIA” = UM GRAU-DIA É A MEDIDA DA DIFERENÇA DA TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA ACIMA DO MÍNIMO DE TEMPERATURA. É APROXIMADAMENTE CONSTANTE PARA CADA ESTAÇÃO DO ANO E PARA CADA CULTURA QUE CRESCE NUM MESMO LOCAL. SE DESDE O MOMENTO EM QUE SE VERIFICA A GERMINAÇÃO SOMAR-SE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA. OUTRAS VARIÁVEIS CLIMATOLÓGICAS INTERFEREM 47 . SE O MILHO FOR CULTIVADO EM LOCAL ONDE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA É DE 25°C. CONSTANTE TÉRMICA = É UM ÍNDICE RESIDUAL OU SEJA. O CICLO SERÁ DE 100 DIAS. É VARIÁVEL PARA CADA ESPÉCIE VEGETAL. TEMPERATURAS ABAIXO DE 0°C SÃO DESCONSIDERADAS. O VALOR MÉDIO DIÁRIO NÃO É SIGNIFICATIVO. MÉTODOS DE CÁLCULO: DIRETO = TEMPERATURA-BASE DE 0°C RESIDUAL = TEMPERATURA-BASE DE 6°C EXPONENCIAL = VELOCIDADE DAS REAÇÕES FISICO-QUIMICAS TERMOFISIOLÓGICO = VELOCIDADE DE CRESCIMENTO IMPERFEIÇÕES DA TEORIA DE GRAUS-DIA: SOMENTE UMA TEMPERATURA BASAL DURANTE O CICLO. NECESSÁRIO PARA UMA ESPÉCIE. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. MAIOR EFICIÊNCIA). TRIGO: 2000°C. TEMPERATURAS ACIMA DE 27°C PODEM SER PREJUDICIAIS (PELO MÉTODO. É A TEMPERATURA ACUMULADA DESDE OS PRIMEIROS DIAS ATÉ A MATURAÇÃO DA PLANTA. EXEMPLOS: MILHO = 2500°C. QUALQUER QUE SEJA A SITUAÇÃO. APLICA-SE TAMBÉM ÀS SUBFASES DE CULTIVO. É O SOMATÓRIO DO CALOR EFETIVO PARA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. CEVADA = 1700°C. TEMPERATURAS NOTURNAS E DIURNAS TEM O MESMO PESO. RESPOSTA LINEAR.UNIDADES TÉRMICAS DE CRESCIMENTO TEMPERATURA-BASE (OU BASAL)= TEMPERATURA ABAIXO DA QUAL AS PLANTAS NÃO SE DESENVOLVEM. A SOMA TOTAL É SEMPRE A MESMA. ACUMULADO DURANTE O DIA.

VISANDO MAIOR LUCRO? VARIEDADE DE FEIJÃO (HIPOTÉTICA) Exigência de 1276 graus-dia para amadurecer Temperatura-base = 6°C TEMPERATURA MÉDIA MENSAL SETEMBRO = 18°C OUTUBRO = 22°C NOVEMBRO = 20° C DEZEMBRO = 18.00 DEZEMBRO = 80.00 48 . DO AR) UMIDADE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (UNIDADES TÉRMICAS) UM AGRICULTOR QUER FORNECER FEIJÃO PARA UMA FEIRINHA LOCAL DE SUA CIDADE.00 OUTUBRO = 60.FATORES AMBIENTAIS QUE FAZEM VARIAR A CONSTANTE TÉRMICA FERTILIDADE POPULAÇÃO DE PLANTAS SOLOS TEMPERATURAS DO SOLO (DIFERENTES DA TEMP. MAS PRETENDE PLANEJAR SEU CULTIVO PARA ALCANÇAR A ÉPOCA ONDE O PREÇO DO FEIJÃO É MELHOR PARA ELE (MAIOR LUCRO). QUAL DATA SERÁ MELHOR PARA O PLANTIO. LEVANDO EM CONTA QUE O AGRICULTOR DEVE PLANTAR DIA 15 DE CADA MÊS.5 °C JANEIRO = 17°C SAZONALIDADE DE PREÇOS (R$/saca) SETEMBRO= 50.00 NOVEMBRO = 70.00 JANEIRO = 40. O AGRICULTOR DISPÕE DE APENAS UMA VARIEDADE DE FEIJÃO E DE UMA FAIXA DE TEMPO DE PLANTIO DE 15 DE SETEMBRO A 15 DE OUTUBRO.

EXISTENTE NA ATMOSFERA. 49 . QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. FONTES NATURAIS: SUPERFÍCIES DE ÁGUA. UMIDADE RELATIVA DO AR = RELAÇÃO PERCENTUAL ENTRE A CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA EXISTENTE NO AR E A CONCENTRAÇÃO DE SATURAÇÃO.UMIDADE DO AR ÁGUA NA FORMA DE VAPOR. GELO E NEVE SOLO SUPERFÍCIES VEGETAIS E ANIMAIS PROCESSOS FÍSICOS DETERMINANTES EVAPORAÇÃO SUBLIMAÇÃO TRANSPIRAÇÃO CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BAIXA (MÁX. MAIOR É A CAPACIDADE DO AR EM RETER ÁGUA. 4%) EXTREMAMENTE VARIÁVEL LIBERAÇÃO OU ABSORÇÃO DE CALOR LATENTE DISTRIBUIÇÃO DE CALOR NA TERRA TRANSPORTE DO VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BALANÇO DE RADIAÇÃO: EVAPORAÇÃO DA ÁGUA TRÊS PROCESSOS: o DIFUSÃO o CONVECÇÃO (LIVRE OU FORÇADA) o ADVECÇÃO CONTEÚDO DE VAPOR D’ÁGUA NO AR ATMOSFÉRICO AR SATURADO = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA EM SUA CONCENTRAÇÃO MÁXIMA. NA PRESSÃO E TEMPERATURA EM QUE O AR SE ENCONTRA.

SENDO: o 1 BULBO SECO o 1 BULBO ÚMIDO HIGRÔMETROS OU HIGRÓGRAFOS = VARIAÇÃO DO COMPRIMENTO DO CABELO HUMANO COM A UMIDADE RELATIVA DO AR. EM LOCAL VENTILADO E PROTEGIDO DA PRECIPITAÇÃO (CHUVA). PSICRÔMETROS (COMO MEDIR) VER TEMPERATURA BULBO SECO (Ts) VER TEMPERATURA BULO ÚMIDO (Tu) VER DEPRESSÃO PSICROMÉTRICA (d) d = Ts.Tu ENTRA COM VALOR DE Ts e d NA TABELA ENCONTRA UMIDADE RELATIVA DO AR NAQUELE MOMENTO UMIDADE ABSOLUTA DO AR = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA TOTAL EXISTENTE NO AR. A UMIDADE DO AR DEVE SER MEDIDA À SOMBRA. GERALMENTE FICA DENTRO DOS ABRIGOS METEOROLÓGICOS.MEDIÇÃO DA UMIDADE DO AR PSICRÔMETROS = FORMADO POR DOIS TERMÔMETROS COMUNS. 50 . EM DETERMINADAS CONDIÇÕES DE TEMPERATURA E PRESSÃO.

ISTO PORQUE A TENSÃO DE SATURAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA É DIRETAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA E INVERSAMENTE PROPORCIONAL À UMIDADE RELATIVA DO AR. TABELA 1: PRECIPITAÇÃO TOTAL ANUAL (MÉDIA) E UMIDADE RELATIVA DO AR EM DIFERENTES REGIÕES: ESTADO CE DF BA MT MG RS AM PRECIPITAÇÃO (mm) 971 1000 1203 1404 1421 1555 2705 UMIDADE RELATIVA (%) 70 65 72 75 76 77 87 51 . VARIAÇÃO ANUAL DA UMIDADE DO AR ACOMPANHA O CURSO ANUAL DA COBERTURA DO CÉU E PRECIPITAÇÃO. O VALOR MÍNIMO DE UMIDADE É ALCANÇADO NA TEMPERATURA MÁXIMA. PRÓXIMO À 100%.VARIAÇÃO DIÁRIA DA UMIDADE DO AR A UR DO AR APRESENTA UM CURSO DIÁRIO INVERSO AO DA TEMPERATURA DO AR. EM CONDIÇÕES DE RESFRIAMENTO NOTURNO MODERADO. SENDO MENOR DURANTE O DIA E MAIOR DURANTE A NOITE. A UR TENDE A SE ESTABILIZAR EM UM VALOR MÁXIMO. ATÉ A MANHA SEGUINTE (ORVALHO E/OU NEVOEIRO).

TW) 1 28 20 40 18 48 0 16 55 11 14 61 23 12 66 33 0 10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 71 41 13 73 48 20 0 77 54 32 11 79 58 37 20 1 81 63 45 28 11 83 67 51 36 20 6 85 70 56 42 27 14 86 72 59 46 35 22 10 0 87 74 62 51 39 28 17 6 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 10 88 76 65 54 43 33 24 13 4 12 88 78 67 57 48 38 28 19 10 2 14 89 79 69 60 50 41 33 25 16 8 1 1 0 0 0 4 0 5 4 4 4 5 16 90 80 71 62 54 45 37 29 21 14 7 18 91 81 72 64 56 48 40 33 26 19 12 6 20 91 82 74 66 58 51 44 36 30 23 17 11 5 22 92 83 75 68 60 53 46 40 33 27 21 15 10 4 24 92 84 76 69 62 55 49 42 36 30 25 20 14 9 26 92 85 77 70 64 57 51 45 39 34 28 23 18 13 9 28 93 86 78 71 65 59 53 47 42 36 31 26 21 17 12 8 30 93 86 79 72 66 61 55 49 44 39 34 29 25 20 16 12 8 32 93 86 80 73 68 62 56 55 46 41 36 32 27 22 19 14 11 8 34 93 86 81 74 69 63 58 52 48 43 38 34 30 26 22 18 14 11 8 36 94 87 81 75 69 64 59 54 50 44 40 36 32 28 24 21 17 13 10 7 38 94 87 82 76 70 66 60 55 51 46 42 38 34 30 26 23 20 16 13 10 40 94 89 82 76 71 67 61 57 52 48 44 40 36 33 29 25 22 19 16 13 52 .GRÁFICO PSICROMÉTRICO ( Porcentagem de umidade relativa (1000 Milibares) DEPRESSÃO DE BULBO ÚMIDO (Td .

CARTA GEOGRÁFICA ISOBÁRICA DELIMITA REGIÕES DE ALTA E BAIXA PRESSÃO CRUZAM-SE COM GRADIENTES HORIZONTAIS DE PRESSÃO O GRADIENTE HORIZONTAL DE PRESSÃO DETERMINA UMA MOVIMENTAÇÃO DO AR DAS ZONAS DE MAIORES PRESSÕES PARA A DE MENORES PRESSÕES. proporcionando melhores condições para a produção. a irrigação e o uso de ambientes parcialmente protegidos são algumas técnicas utilizadas com a finalidade de alterar o microclima de um local. QUANTO MAIS PRÓXIMAS FOREM AS ISÓBARAS. principalmente por causa da incidência e absorção dos raios solares de maneira distinta entre diferentes regiões. MAS EM VELOCIDADE DIFERENTE. maior será a velocidade de deslocamento. EFEITO DA ROTAÇÃO DA TERRA MOVIMENTO DE OESTE PARA LESTE O AR ATMOSFÉRICO TAMBÉM SE MOVE. O ambiente em que as plantas e animais crescem nem sempre é o ideal ou ótimo para sua produção. MAIOR O GRADIENTE DE PRESSÃO E MAIOR DEVERÁ SER A VELOCIDADE DO VENTO. O vento. se desloca de áreas de maior pressão (mais frias) para áreas de menor pressão (mais quentes) e quanto maior a diferença entre as pressões dessas áreas. NA TENDÊNCIA DE IGUALÁ-LAS. que é o ar em movimento. 53 .VENTO O VENTO É O MOVIMENTO DO AR EM RELAÇÃO À SUPERFÍCIE TERRESTRE. ORIGEM GRADIENTES DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA ROTAÇÃO DA TERRA FORÇA CENTRÍFUGA AO MOVIMENTO DA TERRA ATRITO COM A SUPERFÍCIE GRADIENTE DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA GERADO PELO AQUECIMENTO DIFERENCIAL DA ATMOSFERA VARIAÇÃO DE PRESSÃO ISÓBARAS = LOCAIS QUE APRESENTAM O MESMO VALOR DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA. Várias são as condições adversas do clima que interferem no seu crescimento e desenvolvimento. A manipulação do solo. A atmosfera se movimenta em decorrência da diferença de pressão entre duas regiões. ESTA FORÇA TENDE A INICIAR E MANTER O VENTO.

Apesar da variação temporal e espacial dos ventos sobre a superfície. sendo função dos gradientes de pressão. b. Meso e Micro. c. Entre os Trópicos e as regiões Sub-Polares: Ventos de Oeste. Classificação dos Ventos em nível Global 54 . é possível se verificar uma certa tendência: a.EFEITO DA FORÇA CENTRÍFUGA O VENTO SE DESLOCA EM DIREÇÃO PERPENDICULAR ÀS ISÓBARAS MOVIMENTO CURVO FORÇA CENTRÍFUGA ACIMA DE 500m = VENTO GRADIENTE (PARALELO ÀS ISÓBARAS) ESCALAS DE FORMAÇÃO DO VENTO Ocorre nas três escalas do clima: Macro. Regiões Polares: Ventos de Leste. Entre os Trópicos e o Equador: Alísios de NE (Hemisfério Norte) e Alísios de SE (Hemisfério Sul). MACROESCALA: são os ventos associados à circulação geral da atmosfera.

sopra de manhã do vale para a montanha porque os cumes da montanha aquecem primeiro que o vale. Os principais tipos de vento na mesoescala são:    Brisa Terrestre (noite) e Brisa Marítima (dia). e conseqüente diferença de pressão. com um arrefecimento mais lento. que produzem um gradiente de pressão (razão de decréscimo ou aumento da pressão por unidade de distância num determinado período de tempo) entre o cume e o vale ou numa zona costeira. configuração da encosta. entre continentes e oceanos. sob influência da radiação solar (durante o dia) e da radiação terrestre (durante a noite). Uma Brisa é um vento local suave causado pelo aquecimento e pelo arrefecimento desigual de superfícies adjacentes. Brisa marítima . originando em terra baixas pressões e no mar altas pressões.vento fresco e moderado que sopra à noite do cume da montanha para o vale porque à noite. sistema orográfico e topografia.vento que sopra de dia. Brisa do vale . Durante o dia.MESOESCALA: os ventos oriundos da circulação geral modificam-se acentuadamente na escala de tempo e espaço devido ao aquecimento diferenciado. formam-se baixas pressões. formando-se aí altas pressões e nos vales. Brisa da montanha . a terra aquece mais rapidamente. formando-se nos cumes baixas pressões. variando diariamente ou sazonalmente. Brisa de montanha ou Catabática (noite) e Brisa de Vale ou Anabática (dia). Ventos Foehn ou Chinook. os cumes arrefecem mais rapidamente.entre a superfície aquosa e terrestre. do mar para terra. 55 .

Vento em microescala (luz/sombra) Mapa de ventos do Brasil 56 . objetos com diferentes coeficientes de absorção de radiação solar.Brisa terrestre . da terra para o mar. áreas irrigadas e não irrigadas. criando-se no mar baixas pressões. com menor magnitude do fenômeno. etc. porém. formando-se aqui altas pressões. MICROESCALA: o processo é semelhante ao da mesoescala. enquanto a água arrefece mais lentamente. Durante a noite a terra arrefece mais rapidamente.vento que sopra de noite. Exemplos desse tipo de contraste são: áreas ensolaradas e sombreadas.

EFEITO MECÂNICO SOBRE AS FOLHAS E RAMOS a. varia com a rugosidade. k=constante de von Karman de valor 0. Zo= parâmetro de rugosidade. ln . Varia com a temperatura e a umidade do ar que incide sobre as plantas i. TRANSPIRAÇÃO a. o que favorece a fotossíntese b. ρ= densidade do ar. a irrigação por aspersão. Ventos secos e quentes causam rápido murchamento das plantas (climas áridos) 2. É variável conforme a espécie vegetal c. Fornecem medidas de fluxo de momento que permite avaliar a transferência de vapor d’água e dióxido de carbono e estimar a velocidade do vento em alturas diferentes a partir da medida em outra altura. O suprimento de CO2 é favorecido pela turbulência. por exemplo. Tais utilizações de dados sobre o perfil do vento são de extrema importância no planejamento de diversas práticas agrícolas como. Principalmente em hidrófitas (plantas com alta respiração cuticular e. Há um aumento linear da absorção de CO 2 com relação à velocidade do vento até 167 cm / s 3. Aumenta com a velocidade do vento até certo ponto b. Em condições normais.PERFIL DO VENTO É a velocidade do vento em diversas alturas em relação ao solo. Altas velocidades do vento são prejudiciais ao crescimento das plantas 57 . Equação Logarítmica do Perfil do Vento O perfil do vento próximo ao solo pode ser determinado com a seguinte equação: V = 1/k . Efeito maior em plantas isoladas do que em populações i. τ1/2 /ρ . cuja locação dos irrigadores é dependente da velocidade do vento no local. Maior influência sobre a transpiração cuticular que sobre a estomática d.40. τ= força tangencial. EFEITOS DO VENTO NO CRESCIMENTO DAS PLANTAS O VENTO AFETA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS SOB TRÊS ASPECTOS (PRINCIPALMENTE): 1.: Palmeiras isoladas (100% de aumento da transpiração para velocidade de 2 m/s g. Z/Zo V= velocidade do vento na altura Z. que é determinada pela área exposta f. Faixa de 2 a 6% de perda de água pela planta pode ser atribuída ao vento h. ABSORÇÃO DE CO2 a. Ex.

CLASSIFICAÇÃO DAS PLANTAS QUANTO À REAÇÃO AOS VENTOS FORTES 1. Quebra da nervura central da folha diminui a translocação em 34-38% e a fotossíntese em 30%. com oito direções fundamentais: N.  Nos sensores digitais a direção é dada em graus. Folhas mecanicamente danificadas pelo vento têm reduzida capacidade de translocação e fotossíntese d.  A velocidade é dada pela componente horizontal em m/s ou km/h.6 km/h. As SENSÍVEIS ao vento: não sobrevivem à exposição.  A direção dos ventos é definida pelo seu ponto de origem. Quebra da nervura central e do limbo foliar diminui a translocação em 99-100% e a fotossíntese em 84 % acima da regia afetada. NE. MEDIDA DO VENTO  O regime dos ventos é medido por sua VELOCIDADE e DIREÇÃO. As que TOLERAM a ação do vento: diminuição da matéria seca em menor proporção 3. SO E O.  Os equipamentos medidores de velocidade são os ANEMÔMETROS: O número de giros das hélices ou canecas é transformado em deslocamento (espaço percorrido) por um odômetro. Plantas de altitudes elevadas e do litoral tem configuração peculiar c. As que ESCAPAM à ação do vento: plantas pequenas e rasteiras 2. SE. S.b. sendo que 1 m/s = 3. NO. O espaço percorrido dividido pelo tempo fornece a 58 . ii. Estudo com a cana de açúcar (HARTT. 1963): i.

furacão: danos generalizados Velocidade (km/h) <2 2a5 6 a 10 11 a 20 21 a 30 31 a 40 41 a 50 51 a 60 61 a 75 76 a 100 > 100 Efeitos do vento na Agricultura Essa importante variável climática tem efeitos em praticamente todos os setores da agricultura. facilitando a disseminação e diversificação de espécies. Efeitos favoráveis do vento na agricultura        Translocação de calor de regiões mais quentes para regiões mais frias. quando o ar se torna mais denso. tirando o excesso de regiões úmidas e umedecendo regiões mais secas. Dispersão de esporos. pólen. Fonte limpa e renovável de energia. mantendo assim o suprimento de CO 2 para as folhas durante o processo de fotossíntese e aumentando sua eficiência. desde a criação de animais até o cultivo de vegetais. 59 . Renovação do ar próximos às plantas. Remoção de calor de plantas e animais durante épocas quentes. Dispersão de gases e partículas suspensas no ar. atuando como substância de arrefecimento. sementes. amenizando assim o efeito da temperatura.velocidade média do vento. ESCALA DE VELOCIDADE DOS VENTOS Escala 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Categoria Calmo: fumaça vertical Quase calmo: fumaça desviada Brisa amena: agitação das folhas Vento leve: agitação das bandeiras Vento moderado: poeira no ar Vento forte: ondas em lagos e rios Vento muito forte Ventos fortíssimos: fios assobiam Ventania: impossível caminhar Vendaval: danos em edificações Tornado. podendo ser muito utilizada no campo. sendo decisivo na implantação de projetos. Translocação de vapor d’água. Os efeitos podem ser favoráveis ou desfavoráveis. Em estações meteorológicas automáticas utiliza-se o ANEMÓGRAFO. Sua importância engloba tanto aspectos positivos quanto negativos. diminuindo as concentrações que podem ser problemáticas principalmente no inverno.

 Queda na taxa de fotossíntese devido aos danos citados.  Desconforto animal devido à remoção excessiva de calor. acarretando diminuição na taxa de fotossíntese.  Aumento da evapotranspiração podendo levar ao fechamento dos estômatos. resultando em diminuição de ganho de peso.  Parte da energia armazenada e produzida é destinada aos processos de reconstrução dos tecidos danificados. permitindo a penetração de patógenos e diminuindo a translocação de substâncias. diminuindo assim a energia disponível para o crescimento e desenvolvimento.  Fissura de tecidos vegetais pela agitação contínua. podendo provocar o nanismo da parte aérea devido ao gasto excessivo de energia com as raízes.  Para manter as taxas de transpiração e fotossíntese a planta desenvolve um sistema radicular profundo.  Desfolha por efeito mecânico do vento.Efeitos desfavoráveis  Erosão eólica e deformação de paisagens.  Disseminação de patógenos e ervas-daninhas.  Conseqüente diminuição da produtividade. constituindo um acelerador do processo de desertificação.  Danificação de tecidos vegetais devido à abrasão de partículas transportadas pelo vento.  Para minimizar a perda de água por transpiração a planta reduz a área foliar e o número de estômatos por área (características xerófitas) o que resulta em redução na taxa de fotossíntese. 60 .  Aumento do risco de incêndios em áreas florestais.  Eliminação de insetos polinizadores devido à dificuldade de vôo em áreas com grande incidência de ventos.  Deformações de plantas devido ao efeito mecânico do vento. fazendo com que o metabolismo fique acelerado para produzir calor e manter a temperatura corporal constante.

principalmente. mais grossas)  Menor número de estômatos por área foliar e estômatos menores. sejam eles naturais ou artificiais. tendo tanto efeitos favoráveis como desfavoráveis. para que as atividades agrícolas sejam viáveis. Ventos excessivos e contínuos representam um grande problema nas áreas rurais. interferindo no crescimento de culturas e animais. sendo necessário a proteção das culturas. através da utilização de quebra-ventos.  O vento é um elemento do clima que influi diretamente no microclima de uma área. em geral plantas submetidas a ventos de 10 km/h ou mais continuamente.Irrigação por Pivô Central Irrigação por Aspersão Em conseqüência do efeito sobre os processos nos vários processos citados. apresentam:  Redução no crescimento no desenvolvimento  Internódios menores e em menor número  Nanismo da parte aérea  Menor diâmetro  Menor número de folhas (menores. 61 .

ajudando também na contenção de dunas. sorgo.   VANTAGENS DO USO DE QV a) altera o microclima. devese escolher as áreas da propriedade menos sujeitas aos ventos frios e intensos. Geralmente. Ex: milho. Para melhorar o aspecto ecológico pode-se considerar a possibilidade de se utilizar mais de uma espécie na linha de QV. promovendo uma certa diversidade biológica. A redução da velocidade do vento promove ambiente mais agradável aos animais. b. TIPOS DE QV  VEGETAIS: utilizados para grandes áreas a. d) as árvores do QV favorecem a manutenção de insetos polinizadores e de pássaros. cana-deaçúcar. grevílea e milho. principalmente em regiões planas. c) as árvores utilizadas como QV servem como abrigo para a fauna silvestre. se utiliza como QV plantas de porte maior do que aquelas que se quer proteger. contribuindo para a manutenção do equilíbrio ecológico da área. c. eucalipto.  Uso de Quebraventos (QV) QUEBRA – VENTOS (QV)  Estruturas físicas que servem para reduzir a velocidade do vento a níveis suportáveis pelos seres vivos. Outras estruturas como telhados (sombrites e ripados) também vem sendo utilizados como QV. pinus. principalmente a luminosidade e o vento. bananeira. com menor demanda atmosférica por água. Seringueira. b) o QV também serve para proteger pastagens e animais. Temporários: plantas anuais ou semi-perenes. repercutindo na produtividade. inimigos naturais de alguns insetos predadores da cultura. 62 . Permanentes: árvores. minimizando o processo de desertificação. o que permite que ela aproveite melhor a acua disponível no solo. Os QV servem tanto na proteção vegetal com na animal. que passa a viver num ambiente menos estressante. Ex: grevílea. os estômatos permanecem mais tempo abertos facilitando também a fotossíntese.Práticas Preventivas Contra os Efeitos Desfavoráveis do Vento  Locais menos sujeitos à incidência dos ventos  Ao se instalar uma cultura ou atividade agropecuária dentro de uma propriedade agrícola. Desse modo. capim. Misto: combinação de árvores e plantas anuais. Ex. que por conseqüência altera as taxas de evapotranspiração da cultura.

Energia eólica 63 . que gira o rotor. Ex: sombrites e ripados. sendo temporários. para a realização de tarefas como bombear água. em energia elétrica. Quando captada. a energia eólica pode ser convertida em energia mecânica. Energia eólica É a energia contida na força dos ventos que sopram sobre a superfície da Terra. as modernas turbinas eólicas convertem a energia eólica. moer grãos e serrar madeira. ARTIFICIAIS: utilizados para plantas de pequeno porte em cultivo intensivo e com alto valor econômico. Conectando um rotor giratório (um conjunto de pás ligadas a um eixo) a um gerador elétrico. pois dependem da durabilidade do produto empregado.

podendo ocorrer descargas elétricas. podendo ser dos tipos: Orográfico Convecctivo Frontal A união dos “elementos de nuvem” forma os “elementos de chuva” Superação da força da gravidade. derrubada de vegetação. Conceito: Processo pelo qual a água condensada na atmosfera atinge gravitacionalmente a superfície terrestre. as chuvas são as principais formas de retorno da água para a su perfície terrestre. podendo abranger o ano todo ou qualquer época dele. 64 . tamanho. ventos fortes e granizos. após a evaporação e condensação. Precipitações orográficas Ocorrem nas regiões que apresentam grandes variações de altitude. A precipitação ocorre sob as formas: Pluvial (chuva) Granizo Neve Originam-se de nuvens formadas pelo processo de resfriamento por expansão de massas de ar que se elevam na atmosfera. longa duração (dias) e sem horário predominante. curta duração. pois a incidência é maior que a capacidade de infiltração do solo. Originam-se devido à formação de nuvens por causa do relevo acidentado (regiões montanhosas) Precipitações convectivas Localizam-se na época de maior ganho de energia do ano. provocam muitos danos (erosão. Concentram-se no período do ano em que ocorre a penetração de massas de ar de origem polar. quantidade. Precipitações frontais Originárias de nuvens formadas a partir do encontro de massas de ar frio e quente. Coalescência: crescimento das gotículas e agregação das mesmas. Pela forte intensidade. completando o ciclo hidrológico. caracterizamse pela intensidade moderada.PRECIPITAÇÃO (CHUVA) Na região tropical. carga elétrica e turbulência das gotículas no interior das nuvens. predominando no período da tarde e à noite (chuvas de verão). inundação). É resultado da diferença de temperatura. trovoadas. São originárias de nuvens convectivas (Convecção térmica) e caracterizam-se pela forte intensidade.

V / A Onde: h = altura de precipitação (mm) V = volume de água captada (ml) Área da superfície coletora (cm2) Figuras do Pluviômetro e do Pluviógrafo Variação anual da precipitação O curso anual da precipitação é apresentado normalmente como um histograma (gráfico de barras). denominada altura de precipitação. é determinada pela medida do volume de água captado por uma superfície horizontal de área conhecida. Consiste em determinar a espessura da camada de água líquida que se depositaria sobre a superfície horizontal.Medição da precipitação A medida da precipitação é feita por pluvíômetros e pluviógrafos. indicando os totais mensais. em decorrencia da precipitação. através da expressão: h = 10 . assumindo-se que: Evaporação Escorrimento superficial Infiltração Interceptação Esta espessura. 65 .

Regiões Sudeste de Centro – Oeste: chuvas concentram-se na época mais quente do ano. Região Nordeste: equinócio de outono e solsticio de inverno são mais chuvosos. em torno do solsticio de verão. com época mais chuvosa no equinócio de primavera. 66 . equinócio de primavera é menos chuvoso. Região Norte: precipitações mensais elevadas. não existindo diferenciação de períodos mais ou menos chuvosos.Precipitação no Brasil Região Sul = as precipitações mensais variam pouco ao longo do ano.

FUMAÇA OU RESÍDUOS INDUSTRIAIS. A condensação do vapor d’água no interior de uma massa de ar inicia-se quando esta atinge a saturação e ocorre sobre partículas microscópicas que se encontram em suspensão no interior da massa de ar. produzidos nos centros urbanos e industriais. PARTÍCULAS DE GELO. orvalho e geadas. 67 . Uma massa se mantém ou pode ser levada à saturação através do resfriamento. adição de vapor d’água ou mistura com outra massa de ar de temperatura menor. provenientes da água do mar e óxidos higroscópicos de enxofre e fósforo. Existem sais e óxidos higroscópicos normalmente na atmosfera e tornam-se ativos quando a umidade relativa do ar atinge um determinado valor (geralmente superior a 70%) e começam a adsorver moléculas de vapor d’água.Chuva na agricultura Fornecimento de água p/ as plantas Umidade relativa do ar Umidade do solo Ciclos biogeoquímicos Fator de intemperização Água para consumo humano e animal Muitos outros efeitos. nevoeiros. Vapor d’água condensado nas nuvens: Precipitação. NUVENS QUALQUER CONJUNTO VISÍVEL DE GOTÍCULAS D’ÁGUA. ALÉM DE POEIRA. O processo de condensação pode ser descontínuo. e que são chamadas de núcleo de condensação. com a diminuição do teor de vapor e liberação de calor latente (vapor-líquido) e mantém-se enquanto prevalecerem as condições que propiciam a saturação da massa de ar. Os núcleos de condensação são constituídos de sais higroscópicos. EVENTUALMENTE PODE INCLUIR ELEMENTOS DE NATUREZA HÍDRICA DE MAIORES DIMENSÕES. aumentando de tamanho e formando as névoas. OU DE AMBAS. etc. EM SUSPENSÃO NA ATMOSFERA. nuvens. FORMAÇÃO DAS NUVENS A Condensação ou sublimação do vapor d’água origina nuvens.

Podem assumir infinitas formas Atlas internacional de nuvens Constituem-se em quatro famílias Famílias de nuvens Altas: ocorrem na camada mais alta da Troposfera (acima de 6000 m)  Cirrus. Resfriamento – diminuição da capacidade de retenção de vapor d’água – condensação dos núcleos existentes. mesmo com Umidade Relativa baixa. maior a condensação. Deslocamento vertical de massas de ar Depende de: Relevo (esquema) Altitude do nível de condensação Processo de convecção térmica Superfícies frontais Classificação das nuvens O aspecto de uma nuvem depende essencialmente de: Natureza. Quanto mais núcleos.Processos de formação das Nuvens Processo principal: resfriamento por expansão adiabática (sem troca de energia/calor com o meio externo. Se o inverso acontece: dispersão das nuvens. Stratocumulus. número e distribuição no espaço. Stratus e Ninbostratus Grande desenvolvimento vertical: ocorrem dos 600 até o limite superior da atmosfera. dimensão. Elevação da massa de ar – menor pressão – expansão da massa de ar – diminuição da energia interna – resfriamento.  Cumuloninbus 68 . São sempre brancas.000 e 6000 m  Autocumulus e Altostratus Baixas: do solo até 2000 m  Cumulus. As colorações são decorrência de sua posição em relação ao sol e ao observador. Cirrocumulus e Cirrostratus Médias: Ocorrem entre 2. DAS PARTÍCULAS QUE A CONSTITUEM.

Classificação das Nuvens 69 .

pode ter-se a sorte de avistar os sinais da evasiva nuvem pileus.Tipos de nuvens Cirros As nuvens em forma de filamentos. que crescem constantemente à medida que as gotículas de água são arrastadas para cima. quando o sol está fortemente aquecido. Cumulonimbos (cb) Em condições atmosféricas extremamente instáveis formam-se enormes e densos cúmulos. cada uma das quais produz uma nuvem em forma de couve flor. brancos nos bordos mas muitos escuros na base e que se elevam como torres gigantescas até ao limite superior da troposfera. e à sua rápida evaporação no ar mais seco circundante. à medida que o ar arrefece e o vapor de água nele contido condensa. Os cúmulos começam tipicamente a formar-se a meio da manhã. Cúmulos (cu) 70 . São constituídas por cristais de gelo e desenvolvem uma configuração regular em bandas e filas de pequeníssimos tufos brancos. Cirrocúmulos Os cirrocúmulos do " céu encarneirado" são nuvens altas formadas entre os 5 e os 11 Km. colocando-se a eles. o ar no interior destas nuvens é mais quente do que o ar na vizinhança e assim as nuvens continuam a crescer. têm a base entre os 500m e os 2Km e o topo situa-se entre os 3 e 6 Km. torna-se achatada assim que congela e espraia-se freqüentemente em forma de penacho (a "bigorna"). O topo destas nuvens congela em cristais de gelo. formam-se entre os 5 e os 11 Km de altitude e são inteiramente constituídas por cristais de gelo. característica dos cúmulos em desenvolvimento. Os cúmulos têm contornos bem marcados devido à continua produção de gotículas dentro da nuvem. o ar ascendente que os precedem abre uma pequena brecha nesta camada. dissipando à medida que se afastam da fonte de ar quente que alimenta a sua formação. mas rapidamente o topo do cúmulo chega aí e a nuvem pileus desaparece na massa de nuvem que se eleva. todas com a base ao mesmo nível (Alinhamento de nuvens). Os enrolamentos e formas de gancho dos cirros são os finos rastos de cristais de gelo que caem lentamente. não a evaporar mas sim a crescer e podem ter uma duração longa. produzindo os característicos halos à roda do sol e da lua. que tem movimento horizontal. O aquecimento local do sol provoca correntes ascendentes de ar quente (Térmicas). os minúsculos cristais de gelo dos quais o véu de Cirrostratos é composto ref letem a luz. Formam-se muitas vezes agrupamentos destas nuvens. A cúpula borbulhante. Em geral precedem uma tempestade ou uma frente quente em aproximação. por ação dos ventos dominantes a grande altitude. As nuvens de gelo tais como os cirros. das extensões de maior altitude. Em condições instáveis.Após o congelamento estas nuvens tendem.com o aspecto de um véu nebuloso transparente. Cirrostratos(Cs) Os Cirrostratos são nuvens de cristais de gelo . devido às fortes correntes ascendentes convectivas no seu interior. mas difícil distingui las da bruma ou da neblina. antes de penetrar completamente nela. Quando os cúmulos se elevam até uma camada superior de ar. Crescem a partir de cúmulos grandes. Contudo. Os cumulonimbos completamente desenvolvidos são nuvens que provocam chuva forte ou granizo ou trovoadas. ao contrário da bruma. que é constituída por gotículas de água . Se o ar for suficientemente húmido forma-se uma pequena nuvem no momento em que o ar atinge o pico desta brecha. congelando instantaneamente. formadas entre 5 e 11Km. anunciando a chegada de tempo instável. Pileus Quando se observa o desenvolvimento dos grandes cúmulos congestus. formada transitoriamente acima de um cúmulo em desenvolvimento. Quando uma massa de ar quente se eleva abruptamente a grande altitude a cima do ar frio o vapor de água nela contido vai condensar-se. É freqüente seguirem os cirros na aproximação de uma frente quente. Elas podem apresentarem a forma de pequenos fragmentos brancos e sedosos ou então serem repuxados pelo vento e tomarem a forma de finos filamentos com as extremidades enroladas. Os cúmulos pequenos duram apenas entre 15 e 20 minutos. alimentada pelas correntes ascendentes de ar quente. Quando aparecerem no céu de forma espetacular são muitas vezes o pronuncio de uma tempestade ou de uma frente quente em aproximação. uma nuvem pequena com uma cúpula superior arredondada. Os cúmulos são freqüentes em dia de sol. O calor resultante da condensação de enormes quantidades de vapor de água realimenta as correntes ascendentes de ar quente. alcançam o seu máximo de extensão a meio da tarde dissipam-se quando o sol começa a arrefecer. cirrostratos e cirrocúmulos formam-se quando o ar atinge o seu ponto de saturação a temperatura inferiores a –40ºc e congela imediatamente. enquanto o sol aquece.

nuvens brancas ou acinzentadas das camadas médias da tropopausa. uma camada de ar bem misturado e demasiado quente para que se possa ocorrer condensação. misturando verticalmente o ar e transportando ar úmido da superfície para cima. e logo empurradas pelo vento. e quando a nuvem resultante tem a capacidade de se tornar suficientemente espessa para se formarem cristais de gelo nas camadas superiores da nuvem. Altocúmulos Os Altocúmulos. Altostratos(as) Os altostratos são uma camada uniforme acinzentada ou azulada de nuvens. neste caso. o contraste entre as partes claras e escuras é grande. Quando é possível ver o sol através dos estratos. às vezes listrada. Nas imagens satélite é frequente observar-se grandes extensões destes alinhamentos de nuvens sobre os oceanos. O topo dos cúmulos Alinhamento das nuvens Em terrenos abertos e planos os cúmulos alinham-se frequentemente em filas.. Os estratos podem também formar-se por baixo de um nimbostrato. ou neve fraca a maior altitude. produzida por este. mas onde o vento à superfície mantém. De acordo com o movimento do ar podem tomar variadas formas. Os Altocúmulos são basicamente constituídos por gotículas de água mas podem conter cristais de gelo nas camadas superiores. Podem Ter origem em extensões mais altas de estratocúmulos ou em cúmulos de grandes dimensões. quando a chuva. evaporando e fazendo aumentar a umidade desta camada. pela aproximação de uma frente. ou então um céu quase negro que anuncia queda de neve. Os estratos raramente são suficientemente espessos para produzir chuva. forte e contínua. formam-se acima dos estratocúmulos. Rabos de égua Os cirros formam-se a grande altitude. dos altostratos que engrossam e descem. sobre uma superfície plana e uniforme. no ar frio e úmido subjacente. Os nimbostratos formam-se quando uma camada de ar quente é forçada a elevar-se por cima do ar frio ou então a subir uma montanha. com a base entre os 2Km e 6Km. Quando estas nuvens são espessas. Habitualmente os estratocúmulos não são muito espessos e tendem a provocar apenas chuva fraca ou chuvisco. o ar quente é obrigado a subir. ou ainda mais abaixo. Num dia de sol. onde o ar é tão frio que são todos feitos de cristais de gelo. podem transformar-se em nimbostratos. baixa e cinzenta. Formam-se em condições de atmosfera estável. incluindo as bandas paralelas e configurações em célula. a temperaturas acima do ponto de congelamento. Assemelham-se freqüentemente aos estratocúmulos e poderá ser difícil distingui-los mas os seus elementos individuais parecem geralmente mais pequenos. fria. Dá lugar a chuva ou neve. cobrindo o céu totalmente ou parcialmente. muitas vezes sombria. tem a base a cerca de 400metros. separadas por vezes por porções de céu descoberto. "rabos de égua": 71 . Podem ainda aparecer num céu sem nuvens quando. Consistem principalmente de gotículas de água sobrearrefecidas. quase sempre com porções escuras. Estas formações são por vezes o resultado de uma sucessão de nuvens geradas no ar húmido transportado para cima por correntes térmicas. e inversamente. ou neve fraca mas persistente. Esta camada é por vezes suficientemente ténue para deixar perceber a posição do sol através dela. A força do vento molda-os em filamentos delicados. O nevoeiro é um estrato que se forma ao nível do solo na ausência da turbulência. Substituem os cirrostratos à medida que uma frente quente se aproxima. Estracumulos(Sc) Os estracumulos são nuvens baixas e muitas vezes formam-se quando o vento provoca turbulência no ar úmido junto ao solo .São muito freqüentes no inverno quando ar úmido se desloca para norte. Os nimbostratos acompanham tipicamente as frentes quentes. cai numa camada mais quente. A sua base situa-se entre os 400m e os 2km.Estratos(st) A camada nebulosa. com base entre os 2Km e os 6Km de altitude. formam-se bandas paralelas regulares de nuvens. O nimbostrato produz um céu pesado cinzento e úmido. designada por estrato. Isto resulta de uma sucessão de correntes ascendentes e descendentes. cinzenta. mas estas podem congelar ao serem capturadas por cristais de gelo que caem de nuvens mais altas. Nimbostratos O nimbostrato é uma camada nebulosa espessa. pois estão mais altos e mais longe. O estracumulo não é uma camada acinzentada uniforme como os estratos (daí a adição da palavra "cúmulos"). nas regiões montanhosas ou temperaturas inferiores a 0ºc. freqüentemente com chuva contínua e apresentando farrapos soltos de nuvens cinzentas que correm muito depressa abaixo da base da nuvem principal. abaixo da base da nuvem. que se estendem até perder de vista. mas podem provocar chuvisco. com base entre os 900 metros e os 3 km. os contornos são nítidos. de acordo com a temperatura do ar abaixo dela . constituídas por massas globulares ou em rolos. Podem resultar do espraiamento das partes medias ou superiores dos cúmulos quando estes alcançam uma camada de ar quente estável. as nuvens causadoras de chuva. Se tornam mais espessas abaixam a sua base no seio de massa de ar frio e úmido. ao mesmo tempo em que a arrefece. separando duas massas de ar úmido e resultam. os estratos podem resultar da subida do nevoeiro. ou neve. mas sem o deixar ver claramente. criadas pelo aquecimento do solo e pela direcção da brisa.Pois é composto por amontoados mais ou menos contínuos de nuvens esbranquiçadas.

à medida que o avião atravessa a nuvem.Um dia de chuva Nuvens sombrias. Lençóis de nimbostratos. atenuando-se gradualmente e tornando-se cada vez menos nítidos. que pode durar horas e até dias seguidos. despejarem numa tarde um dilúvio. que pouco mais é que neblina. Estas nuvens são escuras porque são tão espessas e cheias de água que nenhuma luz as atravessa. que chegam aos 15 Km de altitude. O espaço entre o motor e o inicio do traço de condensação resulta do ar sair dos motores a uma atmosfera demasiado elevada para que se possa dar condensação de imediato. Os rastos de condensação são linhas retilíneas de nuvens que se formam no rasto dos aviões. Estratos baixos podem envolver-nos num chuviscar permanente. Os traços de dissipação são bandas de céu limpo. numa atmosfera úmida permanecem durante muito tempo. As maiores precipitações vêm das nuvens mais espessas e mais escuras. A duração e a intensidade dos aguaceiros varia bastante. cor de carvão. Numa atmosfera seca dispersam-se rapidamente. como resultado da condensação do vapor de água emitido pelos motores (no vapor de água é um dos produtos da combustão do fuel). Nos trópicos é freqüente cumulonimbos gigantes. que têm toda a altura necessária para se formarem gotas de água. resultante da evaporação numa nuvem provocada pelo ar quente dos motores. 72 . são sinal certo de chuva iminente. tendem a dar chuva mais lenta e persistente. mais leves e finos.

onde a evapotranspiração é tratada como um processo físico. e no crescimento das plantas. Modificando-se os termos da equação do balanço hídrico. cobrindo totalmente o solo. a restituição de água para a atmosfera nas condições naturais do meio físico. estudos sistemáticos tem sido feitos por VASCONCELLOS. iniciou uma série de estudos. contribuindo para a melhoria das condições de produção. mediu a diferença entre a quantidade de água recebida por um vaso. Evapotranspiração é. preocupado em quantificar o consumo de água e a influência dos fatores climáticos no balanço hídrico. constituído de dois requisitos básicos: uma fonte de energia que produz calor para a vaporização e um mecanismo de transporte para remover o vapor. CAMARGO (1966). ES = escoamento superficial. PENMAN (1948). 73 . o termo evapotranspiração foi utilizado por THORNTWAITE. de maneira a determinar a ET de culturas no cerrado. para expressar a ocorrência concomitante de evaporação e transpiração de uma comunidade vegetal de pequeno porte. Destes. Isolando-se a Evapotranspiração: ET = P + I ± ΔS – D – ES HISTÓRICO O conceito de evapotranspiração em termos de demanda de água pelas plantas não é recente e apareceu no início do século passado com SPALDING (1905).  = variação no S armazenamento de água no solo. Em 1944. Seu trabalho foi um marco nos estudos de evapotranspiração no Brasil.EVAPOTRANSPIRAÇÃO CONCEITO: Quantidade de água evaporada da superfície do solo e das plantas mais a utilizada pelas plantas no processo de transpiração. obtém-se a equação: P + I – D – ES – ET ± ΔS = 0 onde: P= precipitação. que são verificados no solo nu. num determinado intervalo de tempo. então. por precipitação pluvial mais irrigação suplementar e a quantidade de água perdida por percolação. D = drenagem. que analisou a influência da intensidade da luz na demanda da transpiração. corresponde à evapotranspiração potencial do período. I= irrigação. Vários outros cientistas tentaram desenvolver fórmulas para representar a relação entre os parâmetros atmosféricos e a água consumida pelas plantas. Na região dos cerrados.

Esta perda de água dáse na superfície do solo pela evaporação e na superfície da planta através da transpiração. A transpiração é responsável pelo transporte de nutrientes no fluxo de massa e pela dissipação de calor. para atender à demanda evaporante da atmosfera. do sistema solo-planta para a atmosfera. que são estruturas microscópicas (<50 μm) e que ocorrem nas folhas (5 a 200 estômatos/mm2). participa de suas atividades biológicas. pois esta água que passa pela planta e se perde na atmosfera. Evapotranspiração 74 .Processos que atuam na Evapotranspiração EVAPORAÇÃO É o fenômeno pelo qual uma substância passa da fase líquida para a fase gasosa. do ponto de vista agronômico. A transpiração pode ser considerada uma perda desejável de água. TRANSPIRAÇÃO É a evaporação da água que se dá através dos estômatos. que é o gradiente de pressão de vapor e a velocidade do vento. pois é uma água que sai do solo sem participar das atividades biológicas da cultura. Assim pode-se definir o fenômeno de evapotranspiração como a transferência de água na forma de vapor. Na transpiração há necessidade de um suprimento de energia externa. utilizando uma energia externa. o calor. A evaporação é uma perda indesejável.

Termos mais utilizados na atualidade: Evapotranspiração de referência e da cultura. EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA (ETm) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. fertilidade e disponibilidade de água no solo. 3. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada.TIPOS DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. 3. 5. ETR será sempre menor ou igual a ETP. 2. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL 1. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA (ETc) Evapotranspiração de determinada cultura. 1981). EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL (ETR) É a evapotranspiração de determinada cultura. de pequeno porte. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água (PENMAN. de modo a permitir a produção potencial desta cultura nas condições de campo. sob as condições normais de cultivo. 75 . 1956). quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no solo. em fase de crescimento ativo. em qualquer estádio de crescimento (BERLATO & MOLION. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA (ET0 ou ETr) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira (gramínea verde com 8 a 15 cm de altura). EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL (ETP) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. isto é. 4. 5. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. 2. cobrindo completamente o solo. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. 4.

Evapotranspiração FATORES QUE DETERMINAM OS VALORES DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 

Climáticos: Radiação Solar; Temperatura; Umidade; Vento e Precipitação. Da planta: Espécie; variedade; sistema radicular; arquitetura, estádio de desenvolvimento. Do solo: Tipo; condutividade hidráulica; fertilidade; salinidade; infiltração e drenagem. Outros: presença de palhada, sanidade da cultura (pragas e doenças).
76

MÉTODOS DE AFERIÇÃO DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. DIRETOS Aparelhos que medem a quantidade evapotranspirada diretamente, em campo. 2. INDIRETOS Aparelhos que fornecem dados para o cálculo da evapotranspiração Equações empíricas MÉTODOS DIRETOS LISÍMETROS O lisímetro de percolação é o mais usado no país. Consiste em enterrar um tanque no solo deixando a sua borda superior 5 cm acima da superfície do solo. Do fundo do tanque sai um dreno que conduz a água até um coletor. O tanque deve ser cheio com o solo do local onde será instalado o lisímetro, mantendo a mesma ordem dos horizontes. No fundo do tanque coloca-se uma camada de brita coberta com uma camada de areia grossa, para facilitar a drenagem da água que percolou através do tanque. Pode ser de percolação, de pesagem mecânica, de flutuação e hidráulico.

Figura 1: Esquema de um lisímetro de percolação Fonte: Ferreira, 1996

Figura 2: Lisímetros de percolação (FAL – UnB) 77

SONDA DE NÊUTRONS Método muito recomendado devido a sua precisão, a sonda de nêutrons é baseada no princípio de que o hidrogênio é mais efetivo do que qualquer outro elemento para diminuir a velocidade dos nêutrons rápidos e que a maior parte dos núcleos de hidrogênio presentes no solo são encontrados na molécula de água. Os nêutrons rápidos irradiados dentro do solo são absorvidos pelo hidrogênio e então são refletidos de volta ao detector como nêutrons lentos (ROSENBERG, 1983).

Figura 1 – Sonda de Nêutrons instalada no campo

Figura 2 – Sonda de Nêutrons no campo (FAL – UnB), com a cultura da soja.

TENSIÔMETROS Os tensiômetros são aparelhos simples, colocados em diferentes profundidades no solo cultivado. A variação da água se obtém pela diferença nos respectivos teores de umidade, verificados a partir de leituras dos tensiômetros. O sinal a ser utilizado será variável conforme a variação no teor de umidade.

78

Figura 1: Tensiômetros digitais Figura 2: Tensiômetros instalados no solo. Figura 3 – Modelos de TDR 79 . que mede a condutividade hidráulica do solo. com a cultura da soja (FAL – UnB) TDR Aparelho que mede a umidade em um ponto do solo através de uma corrente elétrica. e dá a resposta em termos de umidade.

Kp = coeficiente do tanque Figura 1 – Tanque Classe A Figura 2 – Tanque Classe A no campo (Estação Meteorológica – FAL – UnB) 80 . é necessária a multiplicação pelo coeficiente Kp do tanque. Para transformar esses dados em evapotranspiração. Deve ser instalado sobre um estrado de madeira e cheio de água até que o seu nível fique a 5 cm da borda superior do tanque. assentado sobre um poço tranqüilizador. Kp Onde: ET0 = evapotranspiração de referência (mm). Por meio da evaporação do tanque (EAC). O Tanque Classe A é preciso. 1995). EvTA = evaporação no Tanque Classe A (mm). dado pela equação: ET0 = EvTA . construído normalmente de aço galvanizado.MÉTODOS INDIRETOS TANQUE CLASSE A EQUAÇÕES EMPÍRICAS TANQUE CLASSE A Consiste em um recipiente circular. estima-se a ET0 pela multiplicação da evaporação medida pelo coeficiente Kp que leva em conta o clima e o meio circundante do tanque. A evapotranspiração é medida em micrômetros de gancho. prático e econômico (STONE & SILVEIRA. A evapotranspiração de referência estimada pelo método do Tanque Classe A é medida a partir da evaporação da água do tanque.

Nas áreas que possuem dados de temperatura.Fator relacionado com a temperatura Rn . Para estimativa da evapotranspiração por meio de Penman. é utilizada a seguinte equação: ET0 = c . sugere-se o emprego da equação de Penman modificado. que se baseiam em fórmulas que combinam diferentes elementos climáticos. Hargreaves & Samani. f (u) .Evapotranspiração de referência de um cultivo (mm/dia) c . Diretos) 81 . Rn + (1 – W) . Indiretos) Disponibilidade para o trabalho em campo (mét. Makkink. 1992).EQUAÇÕES EMPÍRICAS Existem métodos indiretos para o cálculo da evapotranspiração. Monteith) Thornthwaite. etc. umidade. (ea – ed) Onde: ET0 .Radiação líquida f (u). pois é provável que proporcione resultados mais satisfatórios para avaliar os efeitos do clima sobre as necessidades de água das plantas (MOREIRA. Blaney & Criddle.Função relacionada com o vento (ea – ed) – Diferença de pressão de saturação de vapor de água e sua pressão real OUTRAS EQUAÇÕES: Modificações da equação de Penman (FAO. A PRECISÃO DA ESTIMATIVA VAI DEPENDER:    Fatores climáticos envolvidos Precisão dos dados meteorológicos requeridos (mét.Fator de correção W . { W . vento e insolação ou radiação.

em relação àquela que ocorreria em condições ótimas (de referência). e expressa a proporção da evapotranspiração que está ocorrendo. Fatores que influenciam o Kc: Genética da planta Época do plantio Ritmo de crescimento e duração do período vegetativo As condições climáticas Freqüência de irrigações e/ou precipitações na primeira fase de crescimento 82 .COEFICIENTE DA CULTURA (Kc) Relação entre a evapotranspiração da cultura e a evapotranspiração de referência: Kc = ETc / ET0 Pra que serve o Kc? O coeficiente da cultura é um importante parâmetro utilizado para a irrigação de diferentes culturas. Exemplo de Gráfico para Kc.

manutenção. água. Conservação ambiental: água e energia. fertilizantes.Utilização agronômica da evapotranspiração Dimensionamento de projetos e sistemas de irrigação Calculo de irrigação: quando e quanto? Redução de custos: investimentos. etc. etc. redução de contaminação do lençol freático. Maximização da produtividade das culturas Sanidade das culturas (diminuição de doenças) Conservação do solo Aumento do nível de controle na produção Desenvolvimento tecnológico. 83 . energia.

Excesso hídrico (E) = aparelhos ou estimativa Aplicações agronômicas do BHC À partir do conhecimento gerado pelo balanço hídrico climatológico. GERANDO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. ao longo do ano. numa região. Consumo hídrico de diferentes culturas. na prática o balanço hídrico climatológico? P + D – ET – Δa – E = 0 Precipitação (P) = aparelhos de medição (pluviômetro ou pluviógrafo) Déficit hídrico (D) = calculado à partir da evapotranspiração Evapotranspiração (ET) = aparelhos (métodos diretos) ou equações empíricas (indiretos) Variação no armazenamento de água do solo (a) = aparelhos (tensiômetros. 84 . CONTRIBUEM PARA UM EQUILÍBRIO NOS MEIOS PRODUTIVOS. sonda de nêutrons) ou tabelas (recomendações). Como calcular. sendo também uma ferramenta para se estudar a viabilidade de implantação de sistemas de irrigação e/ou drenagem. Épocas mais adequadas para o preparo do solo e início das atividades agrícolas. Viabilidade de implantação de sistemas de irrigação.BALANÇO HÍDRICO CLIMATOLÓGICO Possibilita monitorar o armazenamento de água no solo e quantificar o excesso e a deficiência hídrica. Armazenamento da água da chuva. Adoção de práticas conservacionistas visando o controle da erosão hídrica O CONHECIMENTO DAS NECESSIDADES BÁSICAS DAS CULTURAS E O FORNECIMENTO DE INSUMOS SEM INCORRER EM FALTA OU EXCESSO. pode-se obter:          Informações relacionadas ao conhecimento do regime hidrológico de uma região. Zoneamento agroclimático. Viabilidade de produção de determinadas culturas ou aclimatação de espécies vegetais exóticas. Inferência analítica sobre o efeito do fator água sobre o interesse econômico.

A isto é dado o apelido de "ovelhas" ou "flocos de algodão". é geralmente encontrada entre 2. ionospera e exosfera.Nota formal divulgada por meteorologistas quando se conclui que existem condições para ocorrer um furacão em uma área litorânea.400 e 6.Em meteorologia. Nas latitudes médias. Move-se no sentido no sentido antihorário no Hemisfério Sul e horário no Hemisfério Norte. ALTOCUMULUS .92 polegadas de mercúrio. argônio (A) a 0. esta nuvem de altura média é básicamente feita de gotículas de água. ANTICICLONE . e a variação da temperatura é de -6. ATMOSFERA . muitas vezes obscurecendo o Sol ou a Lua. ou num grupo de ilhas. No caso da Terra. ALTAS LATITUDES . Virga também provém destas nuvens. oxigênio (O2) a 20.000 e 20. Superfícies com altas taxas de albedo incluem areia e neve.93% e dióxido de carbono (CO2) a 0. amarelo.000 metros (15. ALTÍMETRO . É visível quando o Sol brilha e o ar contém água vaporizada ou pingos de chuva. Um dos componentes mais importantes do ar. AJUSTE DE ALTÍMETRO . A característica que a define é uma camada inchada e ondulada na nuvem que pode ser vista com freqüência. Exemplos inclue m transmissão horizontal de calor e umidade.GLOSSÁRIO METEOROLÓGICO ABRIGO METEOROLÓGICO .Estrutura semelhante a uma caixa ventilada. É criado por refração. mesosfera.Composta de massas globulares baixas. laranja. enquanto que baixas taxas de albedo incluem florestas e terra fresca. o que ocorre durante ou imediatamente após uma chuva.5 graus Celsius a cada quilômetro que nos elevamos na atmosfera.000 e 18. As divisões da atmosfera incluem: troposfera.013.Instrumento usado para determinar a altitude de um objeto a partir de um nível fixo.Processo no qual a energia luminosa incidente é retida por uma substância. ou sobre o nível do mar. ADVECÇÃO QUENTE .Arco luminoso que exibe todas as cores do espectro visível de luz (vermelho. ALBEDO . AR . ABSORÇÃO .033%. pelo reflexo total e pela dispersão da luz.Instrumento que mede a velocidade e força do vento.000 metros (8. Do branco ao cinzento. como altocumulus castellanus. ARCO-ÍRIS . verde. de cristais de gelo. ALTÍMETRO DE PRESSÃO . azul claro. É um bom indicador de precipitação e freqüentemente precede uma tempestade. estratosfera. projetada para proteger os instrumentos que medem a temperatura da exposição direta ao Sol. efetivamente. A observação é usada para informar à população. ALTOSTRATUS . grossas e cinzentas. Nas latitudes média s. não existe umidade no ar.Relação da quantidade de radiação refletida da superfície de um objeto e comparada à quantidade de reflexos que a radiação produz. O arco sempre é visto no céu do lado oposto em que está o Sol. de forma que ela indique a altitude de uma aeronave em relação ao nível do mar. sobre o local. O altímetro é ajustado com a aeronave no chão. cor e expansão da superfície do objeto e é informado em percentagem. nas próximas 24 a 36 horas. em terra e no mar.Esta nuvem de altura média é basicamente composta de gotículas de água e. ALERTA DE FURACÃO . Pode formar vários sub-tipos. azul. ou altocumulus lenticularis.000 pés) de altitude. Virga freqüentemente provém destas nuvens. É quando a temperatura média do mar está em torno de 15 graus Celsius.Transmissão horizontal do ar mais quente em uma determinada área.Área de pressão que diverge os ventos numa rotação anticiclônica (oposta à rotação da Terra). é a medida da altura de um objeto aerotransportado sobre a pressão constante de uma superfície.Transmissão de calor ou qualquer fenômeno na atmosfera pelo movimento horizontal de uma massa de ar (vento).O valor da pressão para o qual a balança do altímetro de uma aeronave é determinado. as nuvens do tipo altostratus podem criar um véu ou lençol fibroso.946%. a intensidade e o movimento da tempestade.Barômetro aneróide calibrado para indicar a altitude em pés em vez de unidades de pressão.25 milibares. ATMOSFERA PADRÃO . Também chamada de região polar. Isto varia de acordo com a textura.Atmosfera padrão é uma expressão definida pela International Civil Aeronautical Organization (ICAO). Muitas vezes confundida com nuvens do tipo cirrocumulus. e violeta). o padrão de pressão é de 1.É considerado como a mistura de gases que compõem a atmosfera da Terra. é encontrada entre 4.O movimento horizontal do ar mais frio em um local. ANEMÔMETRO . É considerado o oposto de úmido quando se fala em climas. Os gases principais que compõem o ar seco são nitrogênio (N2) a 78. A radiação absorvida é então transformada em energia molecular. ADVECÇÃO FRIA . onde. ou ciclone. Normalmente os meteorologistas medem a altitude a partir da pressão do nível do mar. é o oposto de uma área de baixa pressão. ÁRIDO . chuvas e condensação. está situada mais ou menos perto da superfície e m razão da atração gravitacional da Terra. e da maioria dos gases importantes em meteorologia.300 e 5.Termo usado para definir um clima extremamente seco. ou 29.09%.O gás ou a porção de ar do ambiente físico que cerca um planeta.Faixa de latitude localizada aproximadamente de 60 a 90 graus nos Hemisférios Norte e Sul. Também conhecida como área de alta pressão. seus elementos (nuvens individuais) têm uma massa maior e projetam uma sombra em outros elementos. às vezes. é o vapor de água (H2O).000 pés) de altitude . 85 . ALTITUDE . ADVECÇÃO .

dentro da qual é encontrada a maior parte das formas de vida terrestre. À medida em que a pressão atmosférica aumenta. A circulação do vento segue a direção horária no Hemisfério Sul e anti-horária no Hemisfério Norte. Enche-se o tubo com mercúrio e sela-se o tubo temporariamente. Provém de nuvens do tipo stratus e é freqüentemente associada com baixa visibilidade e névoa. CHUVA . CÉLULAS DE CIRCULAÇÃO . As medidas no vidro registram a pressão em polegadas e milibares.Um instrumento para medir a pressão atmosférica. Oposto de um anticiclone ou de um sistema de alta pressão.Forma de energia transferida entre dois sistemas em virtude de uma diferença na temperatura.Condições atmosféricas destituídas de vento ou de qualquer outro movimento do ar.Núcleo aquecido do sistema de baixa pressão atmosférica. Oposto de crista. Como exemplo.O estado do céu quando nenhuma nuvem ou obscurecimento são vistos ou detectados do ponto de observação.Qualquer ciclone de origem não tropical. mas também pode ser chamado de sistema de baixa pressão. CEILÔMETRO . veja Barômetro aneróide. o que influencia o clima dessas regiões. É o nome dado para um ciclone tropical no Oceano Índico. CICLONE TROPICAL . CAMADA DE OZÔNIO . é a ausência aparente de movimento da superfície de água. Normalmente mede-se a precipitação através de um pluviômetro.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico.Quantidade de precipitação de qualquer tipo. o mercúrio se movimenta do tanque para a parte superior do tubo. BARÓGRAFO . Registra a mudança na forma de uma célula de metal vazia para medir variações na pressão atmosférica. CÉU CLARO . Possa ser chamado de um B. ou para elevar sua energia interna. instrumento de medição que indica a intensidade da precipitação medido em milímetros de chuva.Camada atmosférica que contém uma proporção alta de oxigênio que existe como ozônio. ou intensifica um sistema preexistente. BARÔMETRO ANERÓIDE . CICLONE EXTRATROPICAL . Mede o ângulo da base da nuve m incluído pelo observador (ou equipamento). Geralmente considerado como um ciclone fronteiriço migratório encontrado nas médias e altas latitudes. principalmente da água em estado líquido. 86 .Um instrumento que registra continuamente a leitura que um barômetro está fazendo da pressão atmosférica. Um vazio quase perfeito se forma na parte fechada do tubo. para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica.Dispositivo usado para registrar a temperatura em grandes profundidades (pressão) do oceano. feita em geral de fósforo de bronze ou cobre de berílio. BARÔMETRO . como os trópicos. aberto numa ponta e fechado na outra. Também chamado de região tropical ou tórrida. CICLOGÊNESE .B BAIXAS LATITUDES .5 milímetros (0. É considerada a porção exterior da geosfera e a porção interna ou mais baixa da atmosfera. CICLONE . CICLO DA ÁGUA .Precipitação que cai lentamente em forma de minúsculas gotículas de água com diâmetros menores do que 0. no centro da qual há um mínimo de pressão relati va. regiões de clima temperado. a aproximadamente 9. físico e matemático italiano. É um tubo de vidro longo. As medidas são calculadas em polegadas de mercúrio. tanto ao norte quanto ao sul do equador. Também chamado de extratropical baixo ou tempestade extratropical. O aneróide é uma cápsula fina e fechada de metal ou célula. tornados e sistemas tropical e extratropical.Um instrumento usado para medir a pressão atmosférica.Grandes áreas de circulação do ar criadas pela rotação da Terra e pela transferência de calor na linha do equador. o mercúrio volta para o fundo. A primeira Lei da Termodinâmica demonstrou que o calor absorvido por um sistema pode ser usado pelo sistema para fazê-lo funcionar. A circulação fica restrita a uma região específica.Cinturão localizado entre zero e 30 graus de latitude.O processo que cria um novo sistema de baixa pressão. quando não há nenhum vento ou ondulação.Instrumento usado para medir a elevação angular de uma luz projetada na base de uma nuvem.02 polegadas). depois que o mercúrio desce. C CALMARIA . foram eles que levaram os observadores a usar os Barômetros Aneróide. ou ciclone. CAVADO EQUATORIAL . considerando a média de sua ocorrência em um deter minado local. CHUVISCO .T. BARÔMETRO DE MERCÚRIO . a lanterna e a mancha iluminada na nuvem.5 a 12. Dois exemplos são o Barômetro aneróide e o Barômetro de mercúrio. quando a pressão atmosférica di minui. BIOSFERA . depositando-o num tanque de mercúrio. Em termos oceânicos.Área alongada de baixa pressão atmosférica que é associada com uma área de circulação ciclônica mínima. Outros fenômenos com fluxo ciclônico podem ser definidos por esta expressão e também como poeira do diabo.5 milhas (15 a 20 quilômetros) da superfície da Terra. A altura da coluna de mercúrio no tubo é a medida da pressão do ar. Embora barômetros de mercúrio sejam muito precisos.Zona de transição entre a Terra e a atmosfera. CALOR . ou polar.Área de pressão de circulação fechada. Precede também o aparecimento de um Cavado Equatorial ("trough"). protegendo o planeta da radiação ultravioleta. É referida como "DZ" quando está em observação e pelo Metar. O primeiro a usar o Barômetro de Mercúrio foi Evangelista Torricelli (1608-1647).Instrumento usado para medir a mudança da pressão atmosférica. às vezes. Na condição de ozônio ela age como um filtro. por um número determinado de anos. que se desenvolve sobre as águas tropicais e. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. com ventos convergentes e circulares. BATITERMÓGRAFO . Situa-se entre a troposfera e a estratosfera.

Ventos convergentes em níveis mais baixos são associados com movimento superior. raios. com as quais é associada no céu.Fluxo ou movimento de um fluido em ou por uma determinada área ou volume. é usado para descrever o fluxo de ar que se move no sistema de pressão da atmosfera. com a aparência de um lenço l plano e fibroso. CONVECÇÃO . Esta nuvem é uma boa precursora de precipitação.Movimento do vento que resulta num influxo horizontal do ar em uma região específica. CONDUÇÃO . É o oposto de cavado equatorial ("trough").Nuvem do tipo cirrus. depressão tropical. trovões e. significando inclinação e refletindo a importância que os estudos da antiguidade atribuíram à influência do Sol. normalmente são encontradas formações dessas nuvens entre 20. Às vezes é confundida com altocumulus. Cirrus é uma nuve m magra. usado pelas comunidades científicas e militares. jatos de superfície. É o processo físico oposto ao da evaporação. esta parte dos Estados Unidos registra mais tornados do que qualquer outra. CRISTA . Em algumas condições atmosféricas. Quando usado para insinuar só o movimento superior vertical.Um das três formas básicas de nuvem (as outras duas são cirrus e stratus). elas podem crescer verticalmente ao longo do dia. CÚMULUNIMBUS . Também é o tipo de nuvem menos comum e se forma freqüentemente a partir das nuvens cirrus ou cirrustratus. ou pelo contato de uma substância com outra.Uma das três formas básicas de nuvem (as outras são cumulus e stratus).Um dos vários nomes para as 24 horas do dia. Deve ser suficientemente prolongado para que a falta de água cause sério desequilíbrio hidrológico. klima. Também chamada de nuvem de temporal. Pode dar ao céu um ligeiro tom leitoso ou velado. se formam em alturas excessivas. CORRENTE DE JATO . que tem a aparência de um lençol de bolas brancas e pequenas. É marcado por uma concentração isotérmica e por um cisalhamento vertical forte. Em números absolutos. na troposfera. COALESCÊNCIA . c huva de granizo. É uma nuve m que se desenvolve numa direção vertical. do estado gasoso para o estado líquido. porém.Nuvem do tipo cirro com desenvolvimento vertical. CIRCULAÇÃO DESCENDENTE DE VALE E MONTANHA . uma vez que as ondulações podem se parecer com escamas de peixe. e que se movimenta de forma circular organizada.Rajada de vento criada por uma mudança rápida na direção do vento com altura. O topo de tal nuvem pode alcançar facilment e 6.000 pés de altitude (6. Fluindo em uma faixa semi-contínua ao redor do globo. composta de cristais de gelo. o fenômeno pode ser classificado como perturbação tropical. Inclui dados climáticos.O estudo do clima. ou delgada. estes cristais de gelo podem criar o efeito de halo ao redor do Sol ou da Lua. ocasionalmente. A palavra é derivada do grego. furacão ou tufão. CIRRUSTRATUS . com exceção do topo das bigornas de nuvens cumulunimbus que. COORDENADAS UNIVERSAIS DO TEMPO .O registro histórico e a descrição da média diária e sazonal de eventos climáticos que ajudam a descrever uma região. é usado para descrever o fluxo da corrente de água dentro de uma grande área. Oposto do circulação ascendente ("upslope").A fusão de duas gotas de água em uma única gota maior. Várias dessas correntes incluem jatos do ártico. Nas latitudes médias. é freqüentemente acompanhada por chuvas pesadas.Área de ventos fortes concentrados em uma faixa relativamente estreita na troposfera superior das latitudes médias e regiões subtropicais dos Hemisférios Norte e Sul. associada à área de circulação máxima de um anti -ciclone. Em meteorologia.000 metros de altitude (20. estas nuvens podem se trans formar em nuvens 87 . As estatísticas são extraídas de várias décadas de observação.000 e 9. ou mais. Também é um dos três tipos de nuvem alta.000 metros). Com o aquecimento adicional da superfície da Terra.Transferência de calor pela ação de uma substância molecular. Outros nomes para esta medida de tempo são Zulu (Z).000 e 30. CORREDOR DOS TORNADOS . e jatos subtropicais.O aquecimento de um fluxo de ar quando desce uma colina ou o declive de uma montanha. CLIMATOLOGIA . Estas propriedades podem ser calor e/ou umidade. CUMULUS . é o oposto de subsidência. Clima excessivamente seco numa região específica. Cria geralmente um "céu escamado". a partir da base (fundo) para cima. CISALHAMENTO DIRECIONAL . mas o topo pode variar em altura.000 pés). A base da nuvem está freqüentemente a uma média de 900 metros de altitude (3. às vezes. CIRCULAÇÃO . que aparece freqüenteme nte com a forma de véus remendados ou como margem de praia. gerando um efeito ondulado. Dependendo dos ventos de sustentação da superfície. ou Tempo Médio de Greenwich (GMT). Também é um dos dois tipos de nuvem baixa.subtropicais. ou ventos fortes e tempestuosos. Nuvens pequenas e esparsas do tipo cumulus estão associadas com tempo bom (cumulus humilis). CONDENSAÇÃO .Corredor geográfico nos Estados Unidos que vai do norte doTexas a Nebraska e Iowa. CIRROCUMULUS . a análise das causas das diferenças no clima e a aplicação de dados climáticos na solução de objetivos específicos ou problemas operacionais. É a nuvem mais alta que se forma no céu. do oeste para leste. tem uma massa individual menor e não lança sombra em outros elementos. Oposto de divergência. as Correntes de Jato são causadas pelas mudanças da temperatura do ar ? quando o ar polar frio que se move para o equador encontra o ar equatorial quente que e stá se movendo para o pólo. jatos polares. indicando que isto pode ocorrer num prazo de 12 a 24 horas. Em termos oceânicos. CONVERGÊNCIA . que se desenvolve a partir da nuvem cirrus e se estende em uma camada fina.Área alongada de alta pressão atmosférica. CIRRUS .Nuvem que se desenvolve verticalmente da nuvem cúmulo e é freqüentemente coberta por uma nuvem cirrus em forma de bigorna.Movimentos dos fluidos que transportam e misturam as propriedades de um fluido específico. CLIMA . Quando vistos da superfície da Terra. tornados.Processo pelo qual o vapor de água sofre uma mudança.000 pés). Descreve padrões menores em sistemas de pressão semi-permanentes como também as correntes relativas e permanentes globais do ar. tempestade tropical.

É uma nuvem em forma de lençol e que não exibe elementos individuais. Mais comumente usada em áreas que seguem o sistema inglês de medidas. tem camadas uniformes e raramente está a mais do que 1. EQUINÓCIO . DIVERGÊNCIA . que permitem que os raios do Sol aqueçam a Terra. Mais comumente usada em áreas que utilizam o sistema métrico de medida. resulta de chuva intensa sobre uma área relativamente pequena. E EFEITO CORIOLIS . 60 quilômetros por hora (33 nós). ou menos. Foi criada por Anders Celsius em 1742. no nível do mar. ESCALA FAHRENHEIT DE TEMPERATURA . EFEITO ESTUFA . no alto. pode lentamente se formar a partir de uma perturbação tropical. para distinguir o fenômeno de outras características sinóticas.Um sistema para calcular e informar a velocidade do vento.Uma das três formas básicas de nuvem (as outras duas são o cirrus e o cumulus). interrompendo seu processo de ascenção.Força por unidade de massa que deriva apenas da rotação da Terra e que age como força de deflexão. ENCHENTE REPENTINA . A escala foi inventada por Sir Francis Beaufort (1777-1857). um termo descritivo. Também conhecida como Escala de Temperatura Absoluta. É baseado na Força ou Número de Beaufort. conhecidas como cumulus congestus e podem produzir chuva. No Hemisfério Norte o ar se desvia para a direita de seu caminho. Seu desenvolvimento pode criar mais tarde uma nuvem cumulu nimbus.500 metros de altitude acima da superfície da Terra. ou pelo descongelamento de uma grande quantidade de gelo. sendo.Distância vertical sobre o nível médio do mar. Em oceanografia. Dias e noites são quase iguais em duração.Escala de temperatura em que a água.2 graus Fahrenheit. D DENSIDADE . raramente produz 88 .Um gás pesado e incolor que é o quarto componente mais abundante do ar seco. Depende da latitude e da velocidade do objeto em movimento. EQUADOR . tem um ponto de congelamento de +32 graus F (Fahrenheit) e um ponto de ebulição de +212 graus F. Apresentada em 1848 por William T. Kelvin. També m se aplica a uma fase de desenvolvimento do ciclone tropical conhecida como depressão tropical. ELEVAÇÃO DA ESTAÇÃO .O aquecimento cíclico da temperatura da água do mar no Oceano Pacífico Oriental e na costa ocidental da América do Sul. Oposto de convergência. A nuvem estratos pode dar ao céu uma aparência nebulosa. meso-escala e tempestades. a 9ª Conferência Geral de Pesos e Medidas substituiu a expressão "grau centígrado" por "grau Celsius". DEPRESSÃO . ESCALA SINÓTICA . ESTRATOS . pelo rompimento de uma represa. Divergência a níveis mais baixos está associada. Isto acontece quando as águas mornas equatoriais mudam e deslocam as águas mais frias da Corrente de Humbolt. ESCALA DE TEMPERATURA CELSIUS . Embora possa produzir garoa ou neve. Barão de Largs (1824-1907). com um movimento descendente do ar suspenso. devido principalmente à presença de dióxido de carbono e vapor de água.Escala de temperatura cujo ponto de congelamento é em +273 graus K (Kelvin) e o ponto de ebulição e m +373 graus K. o qual é composto da velocidade de vento. no máximo. ou de u ma ondulação que está se dirigindo para o leste de forma organizada. É usada principalmente para propósitos científicos.Ciclone tropical. levando em consideração uma área horizontal de várias centenas de quilômetros ou mais. o equinócio da primavera acontece em torno de 20 de março e o equinócio do outono em torno de 22 de setembro. Também é um dos dois tipos baixos de nuvem. DEPRESSÃO TROPICAL . Contrasta com macro-escala.Ponto no qual a eclíptica intercepta o equador celestial. É grossa . ESCALA DE BEAUFORT . O mesmo que centígrado. um físico alemão que também inventou o álcool e os termômetros de mercúrio.Movimento do vento que resulta numa corrente horizontal de ar vinda de uma região em particular. e os efeitos visíveis sobre as superfícies da Terra ou do mar. Criada em 1714 por Gabriel Daniel Fahrenheit (1696-1736). uma baixa.033%. Nevoeiros podem se formar de uma nuvem estrato que toque o solo. ou cavado equatorial ("trough"). ESCALA KELVIN DE TEMPERATURA . Enchentes repentinas podem ser causadas por chuva súbita excessiva. DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) . talvez. enquanto que no Hemisfério Sul se desvia para a esquerda. A força é maior nos pólos Norte e Sul e quase inexistente no equador.Inundação que acontece muito rapidamente.Relação da massa de uma substância com o volume que ela ocupa. que pode resultar em mudanças significativas dos padrões climáticos de várias regiões do planeta.Aquecimento global da parte mais baixa da atmosfera da Terra.Em meteorologia.Círculo geográfico a zero graus de latitude na superfície da Terra. hidrógrafo da Marinha Real Britânica. um ou mais isóbaras fechadas. físico e matemático escocês nascido na Irlanda. EL NIÑO .0 graus Celsius ou 39.maiores.Tamanho dos sistemas migratórios de alta ou baixa pressão na mais baixa troposfera.Escala de temperatura na qual o nível da água do mar tem um ponto de congelamento em zero graus C (Celsius) e um ponto de ebulição em +100 graus C. é outro nome usado para definir uma área de baixa pressão. É a linha imaginária que divide o planeta em Hemisfério Norte e Hemisfério Sul. Tendo. Abrange 0. com pouca ou nenhuma possibilidade de um alerta antecipado e que. e m geral. cinzenta e baixa. No Hemisfério Norte. que é o nível de referência para todas as medidas atuais da pressão atmosférica naquela estação. a mais comum de todas as nuvens baixas. sendo equidistante dos pólos Norte e Sul. mas impedem que parte desse aquecimento retorne para o espaço. Em 1948. no qual os ventos de sustentação da superfície são de. caracteristicamente. é equivalente a uma gravidade específica e representa a relação do peso de um determinado volume de água do mar com o volume igual de água destilada a 4.

É també m conhecida como frente estacionária. Bolas isoladas são chamadas de pedras. O tipo de fronteira criado por elas depende da maneira como elas se encontram.Nome dado a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). são considerados granizo. ou garoa. Granizo pequeno ou bolas de neve são referidas como "GS" quando estão em observação e pelo Metar. Veja frente oclusa e frente fria. É composto da evaporação do líquido. ou quando as partículas maiores se dispersam. neve. ou que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. FRENTE . é transformado em estado gasoso. G GELO . Pode ser encontrado na atmosfera em forma de cristais de gelo.precipitação pesada. Neste caso. Precipitação em forma de chuva. ou nenhuma fronteira distinta. Precipitação geralmente antecede ou sucede a frente fria e. EVAPOTRANSPIRAÇÃO . É referido como "GR" quando está em observação e pelo Metar. mar caribenho.Zona de transição ou superfície de contato entre duas massas de ar de densidades diferentes. mas algumas condições para nevoeiro também podem ser produzidas pelo ar quente. ou granizo mole. ou "água sólida". substitui uma massa de ar relativamente fria que está indo embora. a temperatura e a umidade diminuem. Fahrentheit e 89 . como o fluxo do vapor de água. Este mesmo ciclone tropical é conhecido como tufão no Pacífico ocidental e como ciclone no Oceano Índico. Parte integrante de uma antiga teoria meteorológica conhecida como "Teoria da Frente Polar".O total de água transferida da superfície da Terra para a atmosfera. Veja Frente Oclusa e Frente Quente. FRENTE POLAR . Veja Frente Fria e Frente Quente. a pressão sobe e o vento muda de direção (normalmente do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). Veja Frente fria e Frente quente. quando a massa de ar que se move sobre o oceano tem uma fronteira fraca. as partículas restantes se espalham amplamente pela atmosfera. FRENTE QUENTE . Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico. Pedaços com um diâmetro de cinco milímetros ou mais. no Oceano Atlântico Norte. com a passagem de uma frente quente.Forma sólida de água.Frente semi-estacionária é a frente que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. pedaços menores de gelo são classificados como bolas de gelo. criando uma frente.Pequenas partículas suspensas no ar produzidas por combustão. ou mais. Poderia acontecer quando qualquer uma das massas de ar. embora os ventos troquem de direção (em geral. FRONTOGÊNESE . FUMAÇA . Oposto de frontólise. FRENTE OCLUSA .Fotos tiradas por satélite meteorológico que revelam informações importantes. FRENTE FRIA . e que cai em forma de bolas ou pedaços irregulares de gelo ? quando os pedaços têm formatos e tamanhos diferentes. Desenvolve-se quando três massas de ar de temperaturas diferentes colidem. acrescida da transpiração das plantas. a pressão atmosférica sobe e. do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte).Também conhecida como "oclusão". FRENTE ESTACIONÁRIA . Sob temperaturas mais frias. uma linha de tormenta pode antecipar a frente. ar úmido e frio e ar seco. Geralmente. o movimento das frentes climáticas e o desenvolvimento de um sistema tropical. Nuvens que produzem precipitação pesada podem existir sobre a camada da nuvem estratos. quando a zona de transição está perdendo suas propriedades contrastantes. bolas de gelo e granizo. FRENTE SEMI-ESTACIONÁRIA . geralmente antecedem a frente na superfície. de forma muito rápida. FRIO . ou mais). nevoeiros também podem anteceder a entrada da frente quente. a área de convergência entre calor. o ar fica claro depois da passagem da frente. Geralmente. a temperatura e a umidade aumentam.Fronteira quase sempre semi-contínua.Nascimento ou criação de uma frente. Seqüências de imagens registradas por satélites ajudam os meteorologistas a elaborar as previsões do tempo. Oposto de Gênes e das Frentes (frontogênese). ao avançar. Isto acontece quando duas massas de ar adjacentes ? que exibem densidades e temperaturas diferentes ? se reúnem pela ação dos ventos.O término ou "morte" de uma frente. com a passagem de uma frente fria. Por exemplo. F FOTOS DE SATÉLITE . Em geral. Veja escalas em Celsius. como vapor de água. assim como chuvas convectivas e temporais. GRAU . o que normalmente implica temperaturas diferentes. Também conhecida como frente semi-estacionária. Ausência de calor. FRONTÓLISE .Precipitação que se origina de nuvens convectivas. Algumas fotos são tiradas durante um período de luz visível (luz do dia). que revelam a temperatura das nuvens e podem ser usadas de dia ou de noite. Podem se transformar em neblina quando viajam por uma grande distância (40 a 160 quilômetros. É informado como "FU" quando está em observação e pelo Metar.Frente que é quase estacionária. semi-permanente que existe entre massas de ar polar e massas de ar tropical. como cumulunimbus. como a água. É comum nas costas orientais da América do Norte e da Ásia.Extremidade principal de uma massa de ar quente que. é uma frente complexa que se forma quando uma frente fria se encontra com uma frente quente. Outras são tiradas com lentes infra-vermelhas. EVAPORAÇÃO .A extremidade principal de uma massa de ar fria que avança deslocando o ar quente de seu caminho. ou a mbas se movem sobre uma superfície que fortalece suas propriedades originais.O processo físico pelo qual um líquido. É o processo físico oposto de condensação. por exemplo GRANIZO . a passagem de uma frente quente não é tão pronunciada quanto a passagem de uma frente fria. bolas de neve.Medida de diferença de temperatura que representa uma única divisão numa escala de temperatura. FURACÃO .Condição marcada por temperatura realmente baixa.

Um milibar é equivalente a 100 newtons por metro quadrado.Massa de ar que se desenvolve ao redor dos polos. Tende a migrar para o sul no inverno do Hemisfério Norte e para o norte no verão. É encontrado a aproximadamente 25 a 35 graus de latitude norte e. A região também é chamada de zona temperada. de um dado ponto na superfície da Terra. semi-contínua. em relação à linha do equador.Instrumento que consiste de um tambor e um sistema ótico que projetam uma faixa estreita e vertical de luz sobre uma base de nuvem. Veja Tempo Médio de Greenwich. este jato de vento é a fronteira entre o ar subtropical e o ar tropical.Localização. em relação ao Meridiano Principal. confira o mapa dos índices de calor. uma característica semi-permanente. INVERNO . Cientistas que estudam a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. Segundo o Metar. aviação. MESO-ESCALA .A temperatura média de um dia. As Zonas de tempo são relacionadas à longitude.Kelvin. LATITUDES MÉDIAS . METEOROLOGIA / METEOROLOGISTAS . a informação deve conter. Isto ocorre nos meses de Dezembro.Cinturão localizado aproximadamente entre 35 a 65 graus de latitude norte e sul. e nos meses de Junho. MASSA DE AR POLAR . Sua representação é feita em linhas verticais que cruzam a Terra do Pólo Norte ao Pólo Sul. em geral. M MAPA SINÓTICO . veja o mapa de frio do vento.Instrumento projetado para registrar continuamente a leitura que um barômetro faz das pequenas alterações na pressão atmosférica.Localização. quando o Sol está sobre o hemisfério oposto. J JATO SUBTROPICAL . no mínimo: velocidade e direção dos ventos.Cálculo de temperatura que considera os efeitos do vento e da temperatura no corpo humano.Do ponto de vista astronômico. é o período entre o solstício de inverno e o equinócio vernal. A distância entre as linhas de longitude é maior no equador e menor latitudes mais altas. pode ficar mais rasa em altura. Descreve a média da perda de calor num corpo humano e a maneira como a temperatura é sentida. I ÍNDICE DE CALOR .Ciência que estuda a atmosfera e os fenômenos atmosféricos.Qualquer mapa ou quadro que descreva as condições meteorológicas ou atmosféricas de uma grande área em qualquer momento determinado. Os pólos Norte e Sul estão a 90 graus em relação à linha do equador. caracterizada pelo frio da superfície nas grandes altitudes.Unidade padrão de medida para pressão atmosférica usada pelo National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). de um dado ponto na superfície da Terra. a mais de 12. considerando-se a média das leituras de hora em hora ou.000 metros de altitude. condições do céu. é medida em graus . A pressão padrão da superfície terrestre é 1. dinâmica. entre outros. que é o inverso do declínio habitual da temperatura em locais altos.2 milibares. LATITUDE . Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Norte. Não se trata de temperatura atual do ar. METAR . ao longo do qual as características da temperatura horizontal e da umidade são semelhantes.013. Para um exemplo. hidrometeorologia operacional e sinóptica.Acrônimo de Meteorological Aerodrome Report. Sua representação é feita através de linhas paralelas que cirdundam o planeta horizo ntalmente e o dividem em Norte e Sul. na medida em que se movimenta para o sul.e o Meridiano Principal. É o código básico de mensagens de observação exigido e usado nos Estados Unidos para informar sobre condições meteorológicas na superfície. visibilidade. Normalmente refere-se à razão direta do aumento de temperatura em elevação de altitude. LONGITUDE . corresponde a zero grau de longitude. O limite desta massa de ar é freqüentemente definido como frente polar. ponto de condensação e ajuste de altímetro. ÍNDICES DE FRIO DO VENTO . Tal como a latitude. Algumas áreas da meteorologia abrangem estudos sobre agricultura aplicada. Não é a temperatura atual do ar. É caracterizado pelas temperaturas mais frias do ano. Julho e Agosto no Hemisfério Sul. MÉDIA DIÁRIA DE TEMPERATURA . MICRO-BARÓGRAFO . Para um exemplo. Isto inclui os MCCs. mais freqüentemente. MILIBAR . 90 . MCSs e as rajadas de vento. em Greenwich. mínima das 00 e 12TMG.Marcado por uma concentração de curvas isotérmicas e ventos verticais.Um corpo extenso de ar. L LANTERNA . condições atuais do tempo. Quando esta massa de ar se move de sua região de origem. Fenômenos menores são classificados pelos valores da micro-escala.O conceito está associado ao aumento ou redução habituais de uma propriedade atmosférica em grandes altitudes. condições da pista. MASSA DE AR . INVERSÃO . temperatura.Combinação da temperatura do ar e umidade que descrevem como a temperatura é sentida. as temperaturas máxima. enquanto que os de maior extensão são classificados na escala sinóptica. É medida em graus.Escala de fenômenos meteorológicos que variam em tamanho de alguns quilômetros até cem quilômetros aproximadamente. e a linha do equador está a zero grau.

2C). quando o olho começa a diminuir seu tamanho. etc. É informado como "SHSN" quando está em observação e pelo Metar. como gotículas de água ou cristais de gelo no ar. em geral em forma hexagonal e complexamente ramificados. freqüentemente. Nos Estados Unidos. É informado como "SN" quando está em observação e pelo Metar.Seção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos. Uma nevasca violenta é caracterizada por temperaturas em torno ou abaixo de 10 graus Fahrenheit (-12. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. e grande quantidade de neve e ve nto no ar. dependendo do tamanho das gotículas de água e da quantidade de luz solar que a atravessa. NEVOEIRO . Invisíveis a olho nu.Partícula na qual a condensação do vapor de água acontece. ONDA DE CALOR .Em meteorologia.Medida de velocidade náutica. como na fumaça ou nas partículas de poeira.N NASCER DO SOL .). O cálculo do nascer do Sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. próximas ou junto à superfície da Terra. Geralmente associadas com as condições climáticas do outono e do inverno.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem. que reduzem a visibilidade horizontal para menos de mil metros. contudo. É produzida freqüentemente por nuvens do tipo estrato. Em geral.Massa de minúsculas mas visíveis gotículas de água suspensas na atmosfera. estas nuvens podem. NUVEM . ventos (velocidade e direção). Muitas vezes sua base não pode ser vista devido ao peso da precipitação. pressão.ou quase os mesmos .Precipitação congelada em forma de neve. quantidade de nuvens. neve. igual à velocidade na qual uma milha náutica é percorrida em uma hora. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica NÚCLEO DE CONDENSAÇÃO .Nuvem típica da formação de chuva ou neve. OLHO . Freqüentemente tem a aparência de um mosaico.Condição severa do tempo caracterizada por baixas temperaturas. Pode durar vários dias ou várias semanas. é a avaliação de um ou mais fatores meteorológicos. formados diretamente pelo congelamento do vapor de água que se encontra suspenso na atmosfera. Um nó é equivalente a 1. caracterizada por um começo e um fim súbitos.Período de tempo desconfortável e excessivamente quente. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. NEVADA . situado em Silver Spring. baixas e variações). ou 1. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. Os Parâmetros podem incluir temperaturas (altas. e dura pelo menos três horas. como temperatura. Pode ser em estado sólido ou líquido. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. na superfície da Terra ou no alto. etc. Promove e qualifica medidas de interesse do meio-ambiente mundial. É referido como "HZ" quando está em observação e pelo Metar. Núcleos de condensação. Pode variar em tamanho. Usado principalmente para interesses marítimos e em observações do tempo.Precipitação de cristais de gelo translúcidos e brancos. aparecer em qualquer estação. É formada quando a temperatura e o ponto de condensação do ar se tornam os mesmos . Nuvem baixa composta de camadas ou de partes dos elementos de outra nuvem. NUVENS ESPARSAS . por um número determinado de anos. precipitação (chuva.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. NUBLADO . é a principal organização do National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). percentagem de umidade relativa. NATIONAL OCEANIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION (NOAA) . mas também pode se originar das nuvens do tipo cúmulo. contate o NOAA. É referida como "FG" quando está em observação e pelo Metar. considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. refere-se ao momento em que o centro do disco solar está à vista. com o topo e a base relativamente planos. formam uma sup erfície na qual o vapor de água pode condensar. temporais. Veja Poe nte ou pôr-do-sol para uma comparação. NEBLINA . formas arredondadas e cilíndricas. NÉVOA . o que. NORMAL . Pode se formar de nuvens do tipo Cumulus quando estas estão se transformando em estrato. enfatizando os recursos atmosféricos e marinhos. ventos que excedem 72Kmh e visibilidade reduzida quase a zero pela precipitação de neve. Geralmente quando três a quatro oitavos da abóbada celeste está encoberta. mas o tamanho comum é de 32 quilômetros.e suficientes núcleos de condensação estão presentes. Normalmente os cristais são agrupados em flocos de neve.Um conjunto visível de partículas minúsculas de matéria.Céu encoberto por oito oitavos de camada de nuvem. Para informação adicional. NÓ . as partículas reduzem a visibilidade e são suficientemente numerosas para dar ao ar um aspecto opaco. O OBSERVAÇÃO . The Weather Channel usa 91 . NIMBUSTRATUS .151 milhas por hora. ou ventos que descrevem o estado da atmosfera. Uma nuvem se forma na atmosfera por causa da condensação do vapor de água. com ventos de 56Kmh. Um observador é aquele que registra as avaliações dos fatores meteorológicos.852 quilômetros por hora. reduz a visibilidade para apenas 400 metros. Pode ser clara ou ter um tom acinzentado. pressão.Centro de uma tempestade tropical ou furacão. a tempestade está se intensificando. ou mais. de 8 a 96 quilômetros.Suspensão de partículas de poeira fina e/ou fumaça no ar. Não reduz a visibilidade como o nevoeiro e freqüentemente é confundida com chuvisco.Conjunto de microscópicas gotículas de água suspensas na atmosfera. NEVE . Maryland.Aparecimento diário do Sol a leste do horizont e que acontece devido ao movimento de rotação da Terra. Um olho normalmente se desenvolverá quando a velocidade do vento exceder 124Kmh. é considerado como o momento em que a extremidade superior do Sol aparece no horizonte no nível do mar. Na Inglaterra. ou menos. caracterizado por uma área mais ou menos circular de ventos claros e chuvas esparsas. NEVASCA .

Outubro e Novembro no Hemisfério Norte e nos meses de Março. a OMM tem 184 sócios. Uma polegada de mercúrio é equivalente a 33. foi o primeiro a usar esta divisão para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica. incluindo linhas aéreas internacionais e indústrias de transporte. por um número determinado de anos. quando a temperatura cai até o ponto de condensação. PERTURBAÇÃO TROPICAL . cinco graus acima do normal em partes daquela área durante pelo menos dois dias.Área de convecção organizada.Estado do tempo quando as nuvens estão notavelmente presentes. indústria.Queda rápida de temperatura num prazo de 24 horas. Contém nuvem cumulunimbus. Organização que promove a formação e o avanço profissional sobre a atmosfera. PERTURBAÇÃO . comércio e atividades sociais. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) não tem um percentual padrão de céu encoberto para esta condição. nuvens espalhadas. A temperatura à qual um líquido se solidifica sob qualquer condição. mas o céu não está completamente coberto e m nenhum momento do dia. e que demanda cuidados especiais na agricultura. ciências hidrológicas e oceanográficas. Veja Nascer do Sol para uma comparação. Pode ser aplicado para uma área de baixa pressão. É composto de uma molécula de oxigênio composta de três átomos de oxigênio em vez de dois. bem como de outros serviços de interesse público.Uma faixa organizada de conveccão que cerca o olho. O físico e matemático italiano Evangelista Torricelli (1608-1647).Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. Fundada pelas Nações Unidas em 1951.M.Desaparecimento diário do Sol no oeste do horizonte devido ao movimento de rotação da Terra. Com freqüência. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. ou furacão. o ponto de congelamento da água é inversamente proporcional à salinidade: se esta for crescente. PONTO DE EBULIÇÃO . O termo também é usado para definir uma fase de desenvolvimento de um ciclone tropical conhecida como perturbação tropical. OXIGÊNIO . a O.M. chuva intensa e ventos muito fortes. P PARCIALMENTE NUBLADO . ORGANIZAÇÃO METEOROLOGICA MUNDIAL (O. Veja Pressão Barométrica. Abril e Maio no Hemis fério Sul. ou mesmo do setor privado e comercial.86 milibares. POLEGADAS DE MERCÚRIO . tempestade tropical. Suíça.40 milímetros. Do ponto de vista astronômico. para distinguir o fenômeno de outras características sinópticas. Refere-se a tempo bom.M. pelo menos. ou mais. É o oposto de fusão." POEIRA Partículas pequenas de terra ou outra substância suspensa no ar. ou mais. ONDA TROPICAL . Junto com uma passagem de frente podem ocorrer precipitação e nuvens. Pode ser chamada de "fropa"."Instrumento que mede o índice de queda de chuva.Reversão periódica do padrão da pressão atmosférica na parte tropical do Oceano Pacífico durante as ocorrências do El Niño.Este termo tem várias aplicações.Nome que vem do uso de barômetros mercuriais que comparam a altura de uma coluna de mercúrio com a pressão do ar. ou 25. Para mais 5informações. PAREDE DO OLHO . OSCILAÇÃO DO SUL . estudos sobre a diminuição da camada de ozônio e previsões de tempestades tropicais.Outro nome atribuído a uma ondulação a leste. pela troca da direção do vento e pela mudança da pressão atmosférica.M.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de inverno.Temperatura na qual um líquido se transforma em estado gasoso. predomínio de nublado. nuvens esparsas. ou pôr-do-sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. PASSAGEM DE FRENTE . Geralmente está associada a uma extensa área de nebulosidade e chuvas. que se origina nos trópicos ? ocasionalmente nos sub-trópicos ? e que mantém suas características por 24 horas. ONDA FRIA . contate a OMM. É percebida pela mudança no ponto de condensação e na temperatura.É a passagem de uma frente sobre um ponto específico na superfície. considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. É referida como "DU" quando está em observação e como pó de larga expansão pelo Metar.os seguintes critérios para definir uma onda de calor: a temperatura deve estar acima de 90 F (32 C) em pelo menos 10 estados e.01""). A água pura sob pressão atmosférica congela a zero grau Celsius ou 32 graus Fahrenheit. ou centro de um ciclone tropical. PONTO DE CONGELAMENTO . é a primeira fase de desenvolvimento de qualquer depressão tropical subseqüente. Em oceanografia. OZÔNIO . ou ciclone pequeno em tamanho e influência. refere-se ao momento em que o centro do disco do sol desaparece. Sua unidade de medida são centésimos de polegadas (0.Processo de mudança de um líquido para o estado sólido.Condensação na forma de pequenas gotas de água que se formam na grama e em outros objetos pequenos perto do chão. aquele diminui. O cáculo do poente. é o período entre o equinócio de outono e o solstício de inverno. Isto ocorre nos meses de Setembro. e pode ser associada com o possível desenvolvimento de um ciclone tropical. Nos Estados Unidos. ou simplesmente nublado. Representa a distribuição da temperatura e da pressão atmosférica sobre uma área oceânica. coordena a atividade científica global visando à constante precisão de informações meteorológicas. POENTE OU PÔR-DO-SOL . ORVALHO . Na Inglaterra. PLUVIÔMETRO .Gás quase incolor e uma forma de oxigênio (O2). OUTONO . geralmente durante a noite.) . é considerado como aquele momento em que a extremidade superior do Sol desaparece no horizonte no nível do mar. Também pode ser aplicado para uma área que esteja exibindo sinais de desenvolvimento ciclônico. é uma área de relativamente baixa pressão atmosférica que se move na direção do oeste através dos ventos convergentes do leste. situada em Genebra. incluindo mudanças e atividades do clima. A temperatura na qual o equilíbrio da pressão do vapor 92 .De previsões do tempo a pesquisas sobre poluição. Caracteriza-se pela diminuição de temperaturas nas latitudes médias.

Também conhecida como pressão atmosférica ou pressão barométrica.Precipitação que parte de uma nuvem convectiva. PRESSÃO ATMOSFÉRICA .Precipitação típica do inverno. Ventos de cume têm que alcançar pelo menos 16 nós (28. PRESSÃO .A temperatura na qual o ar deve ser esfriado a uma pressão constante para ser saturado. RAIO .Descrição detalhada de ocorrências futuras esperadas. chuva fria. Q QUEDA DE NEVE . PREVISÃO . Sua medida pode ser expressada em milibares. em 1842. explicou por que o apito de um trem é mais alto quando que está se aproximando do que quando parte. Precipitação e nuvens são fenômenos detectáveis pela força dos sinais eletromagnéticos por eles refletidos. A duração normalmente é menor do que 20 segundos. É também conhecida como pressão barométrica. PRECIPITAÇÃO . Seu volume é expressado geralmente em polegadas. 2) entre duas ou mais nuvens. 3) dentro de uma única nuvem.Instrumento usado para medir o conteúdo do vapor de água da atmosfera.033 gramas por centímetro quadrado. neve (SHSN). Christian Doppler que. líquida ou sólida.se líquida ou sólida . Para um exemplo. normalmente expressada em polegadas de profundidade de neve num período superior a seis horas. Rebaixamento ou movimento descendente do ar.Refere-se à quantidade de neve precipitada num dado período. cristais de gelo. considerando a pressão padrão. em polegadas ou em milímetros de mercúrio (Hg). bolas de gelo. mais a habilidade e experiência de um meteorologista. referindo-se ao estado da água . PONTO DE ORVALHO . RADAR DOPPLER . É equivalente a 1. Consiste de dois termômetros. e por mudancas intensas e bruscas no aspecto do céu. PRECIPITAÇÃO REPENTINA .8 quilômetros por hora) e a variação entre cumes e calmarias é de pelo menos 10 nós (18. garoa gelada.Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. que se manisfesta com a queda de pequenas pedras ou bolas de gelo que rebatem quando caem no solo ou em qualquer outra superfície dura. chuva. bolas de neve e partículas de neve. Radar de Doppler e Nexrad são alguns exemplos de radares. entre cinco a sete oitavos da abóbada celeste estão encobertos por uma camada de nuvem.Aumento súbito e significativo. Ondas de som também são radiações.Radar meteorológico que mede a direção e a velocidade de um objeto em movimento.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem.013. Do ponto de vista astronômico. PRESSÃO DO NÍVEL DO MAR . ou 29. Isto ocorre nos meses de Março. PREDOMÍNIO DE NUBLADO . ou em polegadas ou milímetros de mercúrio (Hg). veja descarga elétrica esférica. PRIMAVERA . caracterizada por um começo e um fim súbitos. É o instrumento eletrônico usado para detectar objetos a distância através da maneira como esses objetos propagam ou refletem ondas de rádio.4 quilômetros por hora). A previsão do tempo inclui o uso de modelos objetivos baseados em certos parâmetros atmosféricos. Abril e Maio no Hemisfério Norte e nos meses de Setembro.25 milibares.que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo. que caem das nuvens.Pressão atmosférica relativa à elevação da estação. PSICRÔMETRO . neve. ou sobre a superfície da Terra.92 polegadas de mercúrio. 760 milímetros de mercúrio. PRECIPITAÇÃO DE NEVE .Acrônimo de RAdio Detection And Ranging ("alcance da detecção de sinal de rádio"). O ponto de ebulição da água pura. este é o período entre o equinócio vernal e o solstício de verão. É informado como "PE" quando está em observação e pelo Metar.Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto.entre um líquido e seu vapor é igual à pressão externa no líquido. que também são formas de radiação. determinando se o movimento atmosférico se distancia ou se aproxima horizontalmente do radar. Os efeitos do radar de Doppler são usados para medir a velocidade das partículas.Descarga súbita e visível de eletricidade produzida em resposta à intensificação da atividade elétrica existente entre: 1) nuvem e solo.Pressão atmosférica média do nível do mar. alcançando o solo: garoa.É a força por unidade de área causada pelo peso da atmosfera sobre um ponto. Outubro e Novembro no Hemis fério Sul. ""Predomínio de nublado"" significa que. R RADAR . freqüentemente observado em anticiclones. O radar recebeu o nome do físico austríaco J. Acontece na forma de chuva (SHRA). É informada como "SH" quando está e m observação e pelo Metar. granizo. como gotas de precipitação. ou gelo (SHPE). ou 4) entre uma nuvem e a atmosfera.Todas as formas de água. RAJADA DE VENTO . O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. PRESSÃO PADRÃO DE SUPERFÍCIE . Mais predomi nante quando o ar 93 . PRESSÃO BAROMÉTRICA . é 100 graus Celsius. Radiação eletromagnética é a que emite calor e luz.7 libras por polegada quadrada. Também conhecida como pressão atmosférica. ou 1. ou flutuações rápidas da velocidade do vento. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. PRESSÃO DA ESTAÇÃO . normalmente determinada a partir da pressão da estação em que é observada. RADIAÇÃO .Processo pelo qual a energia é propagada em qualquer meio através do movimento da onda daquele meio.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de verão e é caracterizada pelo aumento da temperatura nas latitudes médias. 14. um de bulbo molhado e outro de bulbo seco. Também chamada de prognóstico. Sua medida pode ser expressada em milibares.Medida da pressão atmosférica em condições padrões. ou 212 graus Fahrenheit.

dentro e imediatamente em torno deste canal. RESSACA . 62 quilômetros (34 nós) a 116 quilômetros por hora (63 nós). Acima de três-quartos da descarga elétrica do raio. TEMPO MÉDIO DE GREENWICH (TMG) . Refere-se freqüentemente à luminosidade ou nebulosidade do dia. Exemplos disso são o sistema de baixa pressão da Islândia e o sistema de alta pressão das Bermudas no Atlântico Norte.Condições da atmosfera por um determinado período. É também medida de calor ou de frio. na velocidade dos ventos e na elevação do nível do mar.A camada mais baixa de nuvem. A temperatura registrada é considerada idêntica à temperatura do ar. Compare com um satélite geo-estacionário. Um dos dois termômetros que compõem um psicrômetro. Inglaterra. Para o leste deste meridiano. ou o tempo de uma hora separadamente. o fenômeno recebe um nome e passa a ser rastreado. conhecida como predomínio de nublado ou céu nublado. qualquer evento destrutivo do tempo. Este é também o Principal Meridiano de Longitude. turbulência. i ndicando que o número de horas deve ser somado para se obter o GMT. TEMPESTADE TROPICAL . antecedidas pelo sinal menos ( -). ou tornados. Não são sistemas de natureza transitória. Pode acontecer em qualquer parte do mundo.Desenvolvida no início dos anos 70 por Herbert Saffir. engenheiro consultor. Em observações de superfície. que variam de moderados a extremamente fortes e que. TEMPO .Geralmente. É medida em diversas escalas a partir do zero grau absoluto. como os sistemas de baixa pressão migratória que resultam das diferenças de temperatura e densidade. é um evento de micro-escala.Som emitido pela rápida expansão de gases ao longo da descarga elétrica provocada pela passagem de um relâmpago.Termômetro usado para medir a temperatura ambiente.Produzido por nuvens do tipo cúmulo-nimbo. ventos tempestuosos de superfície. veja Escala Saffir-Simpson. um termômetro que também é um registrador. pois o número de horas deve ser subtraído para se obter o Tempo de Greenwich (GMT). A Saffir-Simpson é a medida de intensidade de um furacão numa classificação de 1 a 5.está mais frio e mais denso no alto. sistemas menores de baixa pressão atmosférica também podem causar um leve aumento no nível do mar. mas é mais freqüente nos Estados Unidos numa área confinada entre as Montanhas Rochosas (a oeste) e os Montes Apalaches (a leste). raios. O termo é usado geralmente para indicar o oposto de convecção atmosférica. sob condições mais graves.Média da leitura de temperaturas verificada num período específico de tempo. As diferentes escalas usadas em meteorologia são: Celsius. precipitação. no máximo. Registra continuamente a temperatura num mapa. caso o vento favoreça essa condição. temporais intensos com trovoadas. SATÉLITE Satélite cuja órbita inclui passagens sobre ambos os Pólos da Terra. T TEMPERATURA . Para o oeste. Embora as elevações mais dramáticas estejam associadas com a presença de furacões. quando as moléculas teoricamente param de se movimentar. então Diretor do National Hurricane Center. Fahrenheit e Kelvin (ou Absoluto). granizo. podem se transformar em tornados. Quando isto acontece. O "Tempo Padrão" começa em Greenwich. TEMPORAL COM TROVOADAS . opostas às mudanças de longo prazo ou climáticas. refere-se principalmente ao ar livre ou à temperatura ambiente perto da superfície da Terra. São as variações de curto prazo da atmosfera.VISIBILIDADE VERTICAL . TERMÔMETRO . com respeito ao período do ano e à localizaçã o física. temperatura. comparativo aos períodos em que nenhuma tempestade está ocorrendo. É calculado subtraindo-se a maré astronômica normal da maré observada em tempestade. Para mais informações.Elevação do nível do mar.Ciclone tropical.Medida do movimento molecular ou do grau de calor de uma substância.Essencialmente. duração relativamente curta. caracterizado por trovões. desde que existam as condições certas. cujos ventos de sustentação na superfície são de. é a altura da visibilidade vertical. Outros nomes para esta medida de tempo são: Coordenadas Universais do Tempo (UTC) e Zulu (Z). casa do Observatório Real. resultando numa violenta onda de pressão composta de compressão e rarefação. TROVÃO . Freqüentemente a média entre temperaturas máxima e mínima. É a mais destrutiva de todas as tempestades na escala de classificação dos fenômenos atmosféricos. O globo é dividido em 24 (vinte e quatro) zonas de tempo de 15 graus de arco. Considerado como condições agradáveis do tempo.Coluna giratória e violenta de ar que entra em contato com a extensão entre uma nuvem convectiva e a superfície da Terra.Nome usado pelas comunidades científicas e militares para definir as 24 horas do dia. O estrondo do trovão é 94 . que primeiro utilizou este método de tempo mundial. e Robert Simpson. gelo. precipitação.Instrumento usado para medir a temperatura. TERMÓGRAFO . nevascas. visibilidade e vento. TEMPO SEVERO . mas são antecedidas pelo sinal mais (+). S SAFFIR-SIMPSON . TETO . mas normalmente se aplica a tempestades localizadas. considerando a maneira como o tempo afeta a vida e as atividades do ser humano. TERMÔMETRO DE BULBO SECO . O potencial de danos é baseado na pressão barométrica. TEMPO BOM . Se o céu estiver totalmente obscurecido. as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. TORNADO . TEMPERATURA MÉDIA . As temperaturas podem chegar a mais de 10. o trovão aquece os gases da atmosfera. SISTEMA DE ALTA PRESSÃO SISTEMA DE BAIXA PRESSÃO Sistemas de pressão e ventos relativamente estáveis e estacionários onde a pressão é predominantemente alta ou baixa com a mudança das estações.000 graus Celsius em fração de segundos. as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. umidade.Esta é uma descrição subjetiva.

com Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. o ar que contém vapor de água é mais claro que o ar seco. ou tornado.Uma gíria usada nos Estados Unidos para tornado. centrado sobre as latitudes médias de cada hemisfério. compostos de vários pequenos redemoinhos que se deslocam no ar. VENTO DE LESTE . assim co mo em regiões de cisalhamento. Durante o verão no Hemisfério Norte. Pode decorrer de uma corrente térmica ou de correntes convectivas. U UMIDADE . Ventos de superfície são medidos por cata-ventos e anemômetros.Nome dado à turbulência que pode ocorrer quando o ar está perfeitamente claro. É um dos componentes mais importantes da atmosfera.Medida da nebulosidade da atmosfera. ou mais.cefetsc. são ventos de nível mais baixo. enquanto que os ventos altos são detectados por balões dirigidos. VENTO . Quando está em observação. e durante os meses de Dezembro. é o período entre o solstício de verão e o equinócio do outono. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Sul. em baixas fechadas em grandes altitudes. umidade e umidade específica. Z ZONA DE CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL . os ventos convergentes sopram do nordeste e no Hemisfério Sul. Tipos de umidade incluem umidade absoluta. Fonte: Weather. Pode acontecer também em áreas próximas a montanhas.Nome atribuído a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). como o declínio da baixa pressão atmosférica estão enfraquecidos. permitindo ocasionalmente a formação de perturbações tropicais. Quando estão próximos da superfície da Terra. "visibilidade de torre" é a visibilidade determinada pela torre de controle de tráfego aéreo de um aeroporto.edu. UMIDADE RELATIVA . pelo menos.Dois cinturões de ventos persistentes. e é chamado de ciclone no Oceano Índico. ou por relatórios feitos de uma aeronave. ou da variação de temperatura e pressão. A turbulência atmosférica é causada por flutuações fortuitas no fluxo do vento. os ventos do oeste se estendem de aproximadamente 35 até 65 graus de latitude. VENTOS CONVERGENTES . "visibilidade predominante" é a que representa as condições de visibilidade a partir de um posto atual de observação. tanto o efeito Coriolis. Isto ocorre durante os meses de Junho. TURBULÊNCIA . Em geral é produzida por nuvens do tipo alto-cúmulo. É expressado em percentagem.Água em forma gasosa. No Hemisfério Norte. pode às vezes ser confundida com uma nuvem em forma de funil. sondas meteorológicas. embora não esteja limitada apenas a estes locais. VISIBILIDADE . Nos níveis mais altos eles se estendem na direção dos pólos e do equador. Basicamente. V VAPOR DE ÁGUA . ou a maior distância a que uma pessoa com visão normal pode enxergar objetos de vulto.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente do leste. Pode ser medida de vários modos. É o movimento atmosférico persistente dominante. ou milhas náuticas por hora. É freqüentemente chamada de CAT. TURBULÊNCIA EM CÉU CLARO . VIRGA . TUFÃO . Devido ao seu conteúdo molecular. num arco de 45 graus da linha do horizonte. sem nenhum alerta em forma de nuvem. a ZCIT se move em direção ao norte sobre o sul do Atlântico Norte e sul da Ásia. geralmente localizada a 10 graus entre o norte e o sul do equador. VELOCIDADE DO VENTO .Precipitação pequena e rápida produzida pelas nuvens e que contém água ou partículas de gelo.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente oeste. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) classifica o conceito em diferentes categorias: "visibilidade de superfície" é determinada a partir de um dado ponto de observação. "visibilidade de setor" é a visibilidade numa direção específica que esteja.É a umidade verificada entre a pressão de vapor de água na atmosfera e a saturação da pressão de vapor na mesma temperatura. Este mesmo ciclone tropical recebe o nome de furacão no leste do Pacífico Norte e no norte do Oceano Atlântico. VERÃO .criado quando nossos ouvidos ouvem as outras partes da descarga. É mais comum nas proximidades das correntes de vento. como os ventos convergentes do leste. diferenças de terreno e velocidade do vento ao longo de uma zona fronteiriça. sopram da direção sudeste. Julho e Agosto no Hemisfério Norte. que sopram do leste na direção da cavada equatorial. onde grandes rajadas horizontais e verticais são encontradas. é medida em nós. Quatro características do vento são verificadas: direção. A unidade mais freqüentemente adotada nos Estados Unidos é a de mil has por hora. TWISTER . em geral. horizontalmente sobre a superfície da Terra. É caracterizado pelas temperaturas mais quentes do ano. velocidade. tipo (rajadas e ventanias) e troca de ventos. alto-estrato. ou cúmulos-nimbos de grandes altitudes. exceto em algumas regiões tropicais. É freqüentemente confundido com umidade relativa do ar ou ponto de condensação. mas que evapora antes de alcançar o chão. originários de alta pressão subtropical central.Do ponto de vista astronômico. É uma extensa área de baixa pressão atmosférica onde.Quantidade de vapor de água no ar. VENTOS DO OESTE .Área de ventos convergentes nos Hemisférios Norte e Sul. Isto contribui para que o ar úmido tenda a se elevar.br) 95 . Vista a distância.Quantificação do movimento do ar numa unidade de tempo. e que costuma acontecer no oeste do Oceano Pacífico Norte.Ar que flui.Movimentos irregulares e instantâneos do ar. caracterizados por um grande poder de direção.

Defina atmosfera terrestre. O que é poluição atmosférica e como pode afetar a agricultura? 96 . Qual é o campo de estudo da agroclimatologia? 4. Em termos gerais. Qual camada atmosférica é mais importante do ponto de vista meteorológico? Por quê? 18. Qual é a sua importância? 13. ATMOSFERA 12. ESCALA ESPACIAL DOS FENÔMENOS ATMOSFÉRICOS 10. como é composta a atmosfera terrestre (em %)? 14. O que são aerosóis e qual é a sua importância? 15. 17. Quais as principais áreas da agronomia que interagem com a meteorologia agrícola ? 6. O que é meteorologia agrícola e por que ela interage com as mais diversas áreas da agronomia ? 5. Quais são os fatores climáticos que se destacam na formação do clima? Explique como a latitude influencia o clima. Explique como a altitude influencia na formação do clima. Como é dividida a escala dos fenômenos atmosféricos? Quais são as três classificações? 11. 8. Dê exemplos.ESTUDO DIRIGIDO PARA AS AVALIAÇÕES TEMPO E CLIMA 1. O que são Elementos Climáticos? E Fatores Climáticos. 2. Diferencie Tempo de Clima. CO 2 e O3) da atmosfera. Explique o papel dos principais constituintes atmosféricos (vapor d’água. Diferencie os fenômenos em macro-escala daqueles em micro-escala. 9. A Ionosfera constitui-se em uma camada separada? Por quê? 19. Qual a diferença entre planejamento agrícola e tomadas de decisão ? Do que depende cada uma e qual é a finalidade delas ? Qual delas denominamos de agrometeorologia operacional ? 7. Descreva a estrutura vertical da atmosfera (camadas atmosféricas). 16. Quais são as diferenças entre meteorologia e climatologia? 3.

o que isto significa? 31. três processos podem ocorrer com a energia incidente. 97 . Como se dá a distribuição geográfica da radiação solar na Terra. O que é fotoperiodismo? 44. O que acontece com a radiação emitida a partir da superfície da terra? (ondas longas)? 38. b. Quais são os comprimentos de onda do espectro solar que são mais importantes para as plantas? Por quê? 36. Quais são os fatores que afetam o coeficiente de reflexão de uma cultura qualquer? 37. O que é radiação líquida? 39. a sobrevivência vegetal seria impossível. Defina Afélio e Periélio. Diferencie solstício de equinócio. Descreva os três processos. Plantas de Dias Longos. 29. Defina: a. Se um material tem albedo negativo. Que importante papel é desempenhado pela “camada de ozônio” na proteção da biosfera? 35. Qual é o conceito de corpo negro? Este tipo de material é encontrado em condições naturais? 28. Qual a percentagem dos principais tipos de radiação do espectro solar que chega à atmosfera terrestre? 33. Quando a radiação solar incide sobre um determinado corpo. Faça um quadro com as principais diferenças entre as Estações Meteorológicas Convencionais e Automáticas. MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES 22. ocorre transferência de calor nas plantas. O que é albedo? Dê exemplos de albedo para diferentes materiais. O que é espectro solar? Que tipos de radiação o compõem? 32. 24. em termos quantitativos? 40. RADIAÇÃO SOLAR 26. Plantas de Dias Curtos. Conceitue-os.INSTRUMENTAÇÃO METEOROLÓGICA 20. Por que motivos a eficiência na utilização da radiação solar pelas culturas é normalmente reduzida? 43. 21. 42. Quais são os processos de transferência de energia (calor). Diferencie “observações sensoriais” de “observações instrumentais”. que ocorrem na atmosfera? 27. Qual a causa das diferentes estações do ano e em que datas ocorrem no Hemisfério Sul? 25. 41. Discuta: sem radiação solar. 30. Assim como na atmosfera. Quais são os movimentos terrestres e o que determinam? 23. Por que a radiação ultravioleta é nociva à vida? 34.

Como se dá a variação diária da umidade? E a variação anual? 65. Qual é o conceito de graus-dia? 53. Quais são as fontes naturais de água na atmosfera? 60. a temperatura medida no termômetro de bulbo seco de um psicrômetro foi de 25. Quais são os aparelhos de medição de umidade do ar? 63. 98 . 46. Defina constante térmica e explique que aplicações agronômicas podem ser feitas com conhecimento da mesma. Que fatores ambientais fazem variar a constante térmica? 55. Em que consiste a vernalização? UMIDADE 58. 59. Calcule a umidade relativa do ar. O que é temperatura? 48. Conceitue umidade relativa do ar. Quais são as imperfeições na teoria de graus-dia? 56. Dê pelo menos um exemplo prático de aplicação agronômica da radiação solar.3ºC (calcule a depressão psicrométrica e utilize a tabela de porcentagem de umidade relativa). 64. TEMPERATURA 47. O que são temperaturas cardeais? Dê exemplos. Em que consiste a Lei de Van’t Hoff? Você consegue ver alguma aplicação agronômica (prática ) para esta lei? 51. 50.8°C e a temperatura de bulbo úmido foi de 18. 54. O que é temperatura-base ou basal? 52. Explique o papel da luz e do escuro para o desenvolvimento vegetal. Conceitue umidade absoluta do ar. 49. em determinado dia. 61. Quais processos físicos são determinantes para a umidade relativa do ar? Explique-os. O que é termoperiodismo? 57. sabendo que.45. Explique (com um gráfico) a relação existente entre fotossíntese e respiração nas plantas e como estes processos são influenciados pela temperatura. Quais são os processos de transporte de água na atmosfera? 62.

O que é e qual a utilização prática do chamado “perfil do vento”? 71. O que são nuvens e como se formam? 86. Quais são os tipos de famílias de nuvens existentes?: 90. Quais são as principais práticas preventivas contra os efeitos desfavoráveis do vento na agricultura? 75.. Qual é o conceito de evapotranspiração e quais processos físicos atuam na ET? 92. 87. Qual processo físico se destaca na formação de nuvens? Explique. O que são precipitações orográficas? 81. O que é precipitação e qual seu papel na região dos trópicos? 78. Do que depende o aspecto de uma nuvem? 89. Quais são os principais efeitos favoráveis do vento para as práticas agrícolas? 72. O que são quebra-ventos? Cite três cuidados que devem ser observados na utilização dos mesmos na agricultura. Por que a evapotranspiração é considerada a variável mais importante no balanço hídrico do solo? 99 . 73. O que é e como se dá a formação do vento? 67. Explique a formação dos ventos em macroescala. Quais são os efeitos da chuva para a agricultura? EVAPOTRANSPIRAÇÃO 91. Quais são as escalas de ocorrência dos ventos? 68. O que são precipitações convectivas e porque causam danos à agricultura? 82. Qual a diferença entre os ventos de meso e microescala? 70. O que é energia eólica? CHUVA (PRECIPITAÇÃO) 77. Quais são os tipos de precipitação existentes? 80. Quais são os principais efeitos em plantas submetidas a ventos intensos? 74. Como é feita a medida de precipitação? 84. Explique 05 efeitos desfavoráveis do vento para as práticas agrícolas. Quais são as formas de precipitação existentes? 79.VENTO 66. 76. Quais as diferenças de precipitação entre as regiões brasileiras? 85. De que depende o deslocamento vertical de massas de ar? 88. 69. O que são precipitações frontais e quando ocorrem? 83.

100 . fertilidade e disponibilidade de água no solo. pelo método do Tanque Classe A. ( solo. ( ) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. Cite três fatores que determinam a ET e explique como eles podem influenciá-la. Evapotranspiração Potencial 7. em fase de crescimento ativo. O que é e pra que serve o coeficiente da cultura (Kc)? 98. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo.Evapotranspiração Real ( ) É a evapotranspiração de determinada cultura. de pequeno porte. Calcule a Evapotranspiração de Referência para uma semana do mês de outubro do corrente ano. cujos dados meteorológicos foram fornecidos pela Estação Meteorológica do Campus II da FTB. Evapotranspiração De Referência 8. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. Evapotranspiração Da Cultura 10. ( ) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. Qual a diferença entre Balanço Hídrico Climatológico e Balanço Hídrico do solo? 94.93. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água. isto é. Leve em consideração um Kp (coeficiente do tanque) de 0. utilizando os dados da tabela 19 (DOORENBOS & PRUITT. Quais as limitações de se utilizar o Tanque Classe A para se estimar a evapotranspiração de referência e como este problema pode ser solucionado? 97. Por que o lisímetro é o método direto mais utilizado em pesquisa no Brasil? 96.5 se a temperatura média for menor ou igual a 20° C e de 0. ) Evapotranspiração de determinada cultura. ( ) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira. 99. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no cobrindo completamente o solo. em qualquer estádio de crescimento. 95. Relacione: 6. 100. sob as condições normais de cultivo. na mesma semana. Escolha uma utilização agronômica da ET e explique com suas palavras como ET pode ser útil nesta prática. Determine os valores da ETc para o feijão. 1976) para obter os valores de Kc (considere o feijão em estádio de desenvolvimento IV e utilize um valor médio).65 se a temperatura média for maior que 22° C. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. Evapotranspiração Máxima 9.

Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. por um outro colega. Práticas Agrícolas que combatem o Efeito Estufa e.TRABALHOS EXTRA-CLASSE Os trabalhos Extra-Classe visam abordar temas relevantes para o Engenheiro Agrônomo na atualidade. Créditos de Carbono f. Generalistas (tecnológicas. Utilização Agronômica do Fotoperiodismo e. Formação c. econômicas. Práticas mitigadoras i. O prazo para entrega dos trabalhos é de duas semanas. Conceito b. EFEITO ESTUFA a. Conceito b. Na agricultura d. Recomenda-se que o aluno que não puder estar na aula no dia da entrega envie o trabalho antes do prazo final ou no dia. Principais problemas envolvendo a Camada de Ozônio (o “Buraco”) d. pois a entrega fora do dia combinado acarretará a penalização de 50% na nota. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Como afeta as atividades agrícolas d. Principais agravantes do Efeito Estufa i. CAMADA DE OZÔNIO a. Exemplos práticos (práticas agrícolas) f. Formação do Efeito Estufa c. Gerais (industriais. Práticas mitigadoras e. Cada trabalho está relacionado a um tema específico do programa da disciplina Meteorologia e Climatologia Agrícola. Como os problemas podem afetar as práticas agrícolas? (Conclusão) f. políticas. etc) ii. Conceito b. 101 . que não podem ser pormenorizados nas aulas devido ao tempo escasso. políticos ii. impreterivelmente. mais a correção normal. 2. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. visando completar o aprendizado dos alunos. FOTOPERIODISMO a. 3. tecnológicos. Formação c. 1.

QUEBRA-VENTOS a. 102 . Conceito b. 5. Como fazer um QV d. Utilização Agronômica dos QV c. Instituições brasileiras que trabalham com zoneamento agroclimático d. Exemplos práticos de utilização f. Exemplo prático de utilização de QV g. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007.4. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. ZONEAMENTO AGROCLIMATICO a. Conceito b. Tipos de Espécies de QV e. Vantagens e Desvantagens do uso agronômico dos QV f. Utilização agronômica dos zoneamentos agroclimáticos e. Como é feito o zoneamento agroclimático c.

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