FACULDADES DA TERRA DE BRASÍLIA

AGRONOMIA / ZOOTECNIA

AGROMETEOROLOGIA

PROFESSOR: RICARDO MENDES - 2º SEMESTRE DE 2009

UNIDADE/ CONTÉUDO 1. Introdução e importância dos fatores climáticos e meteorológicos 1.1 . Definição de tempo e clima / meteorologia e climatologia 1.2 . Agroclimatologia: Definição, objetos e sua relação com outras ciências. 1.3 . Elementos e fatores climáticos 1.4 . Escala espacial dos atmosféricos 2. Atmosfera terrestre 2.1. Importância 2.2. Composição atmosférica 2.3. Estrutura vertical da atmosfera 2.4. Controle atmosférico como ferramenta agrícola 3. Radiação solar 3.1. Espectros solares e sua significação biológica 3.2. Balanço e distribuição geográfica da radiação solar 3.3. Efeito da radiação no crescimento vegetal (fotoperíodo) 4. Temperatura 4.1. Temperatura do ar, termoperiodismo, vernalização e unidades térmicas 4.2. Temperatura do solo e plantas cultivadas 5. Umidade do ar 5.1. Características físicas 5.2. Cálculo da umidade relativa 6. Ventos 6.1. Correntes de ventos fenômenos

6.2. Formação de massas de ar (altas e baixas pressões) 6.3. Classificação de ventos 6.4. Equipamentos e instrumentos de medição do vento 7. Chuvas 7.1. Classificação de nuvens e chuvas 7.2. Formação atmosférica diferenciada 7.3. Conseqüências para a agricultura 7.4. Medição e elaboração pluviométricos 8. Evapotranspiração de mapas

8.1. Definições e tipos de evapotranspiração 8.2. Determinação da evapotranspiração (métodos diretos e indiretos) 8.3. Coeficiente de cultura (Kc) 8.4. Aplicações agronômicas Evapotranspiração 9. Balanço Hídrico Climatológico da

9.1. Definições dos fatores que determinam o BHC 9.2. Determinação do BHC 9.3. Aplicações do BHC 10. Interações agrometeorológicas na agricultura e Zoneamento Agroclimático 11. Glossário Meteorológico 12. Estudo Dirigido 13. Trabalhos Extra-Classe 14. Referências Bibliográficas

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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA AGRÍCOLA
INTRODUÇÃO: TEMPO X CLIMA
TEMPO METEOROLÓGICO = ESTADO “INSTANTÂNEO” DA ATMOSFERA VARIAÇÃO GEOGRÁFICA VARIAÇÃO TEMPORAL EXPERIÊNCIA DIÁRIA INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO DIÁRIA CLIMA = GENERALIZAÇÃO OU INTEGRAÇÃO DAS CONDIÇÕES DO TEMPO PARA UM CERTO PERÍODO CRONOLÓGICO, EM UMA DETERMINADA ÁREA. TAMBÉM DEFINIDO COMO A SUCESSÃO HABITUAL DE TEMPOS ATMOSFÉRICOS OU A SÍNTESE DO TEMPO ATMOSFÉRICO NUM DADO LUGAR, DURANTE UM PERÍODO DE APROXIMADAMENTE 30 A 35 ANOS. VARIAÇÃO GEOGRÁFICA (MACROESCALA) VARIAÇÃO TEMPORAL SÉRIES HISTÓRICAS DE DADOS INTERPOLAÇÃO DE DADOS SOBRE A CURVA DA CONFIGURAÇÃO MÉDIA – CLIMA - SOBREPÕEM-SE AS VARIAÇÕES INSTANTÂNEAS – TEMPO. METEOROLOGIA = CIÊNCIA ATMOSFÉRICA (SENTIDO AMPLO) FÍSICA, QUÍMICA, DINÂMICA ATMOSFÉRICA EFEITOS DINÂMICOS SOBRE A SUPERFICIE DA TERRA OU DA ÁGUA CONSIDERA A BIOSFERA ENTENDIMENTO, PREVISÃO E CONTROLE DOS FENÔMENOS ATM. COMPLEXIDADE INTRÍNSECA

Meteorologia – Ciência Atmosférica
CLIMATOLOGIA = ESTUDO CIENTÍFICO DO CLIMA APLICAÇÕES PRÁTICAS MESMOS DADOS BÁSICOS DA METEOROLOGIA RESULTADOS LARGAMENTE UTILIZADOS (PREVISÃO DO TEMPO, AGRICULTURA, INDÚSTRIA, TRANSPORTES, BIOLOGIA, MEDICINA) CIÊNCIA APLICADA VISA O BENEFICIO HUMANO MÉTODOS METEOROLÓGICOS X RESULTADOS GEOGRÁFICOS

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Tipos Climáticos Brasileiros AGROCLIMATOLOGIA / AGROMETEOROLOGIA RAMO DA CLIMATOLOGIA LIGADO ÀS PRÁTICAS AGRÁRIAS PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE RISCOS OPORTUNIDADES MELHORAMENTO IRRIGAÇÃO ZONEAMENTO AGROCLIMÁTICO Agrometeorologia e interdisciplinaridade 3 .

meteoron (alto no céu) e logia (conhecimento). os ventos e a chuva e tentavam entender como eles estavam conectados. Para entender como ocorrem as mudanças na atmosfera e como elas afetam o tempo e o clima de uma região. etc. aviação. c. hidrologia (Hidrometeorologia). clima (Climatologia). entre outras. Mas a Meteorologia não faz só isso. ela é conhecida como sendo uma ciência interdisciplinar. O tempo pode nos afetar de diversas maneiras. existe uma importante área da Meteorologia que se dedica ao estudo e previsão do tempo. etc. biologia (Biometeorologia). Isto significa que ela se relaciona com outras ciências por causa de suas aplicações em: agricultura (Agrometeorologia). e estrago na colheita. previsão de eventos extremos como furacões e tornados. interação ar-mar (interações com a Oceanografia). para o setor agrícola. previsão de relâmpagos. Previsão do tempo e clima: em institutos de pesquisas que fornecem previsões para a sociedade através dos meios de comunicação. aumento do potencial de incêndios. com química atmosférica que estuda processos relacionados com poluição atmosférica. O meteorologista pode atuar em diversas áreas. Educação: Existe grande número de cursos de graduação em Meteorologia no país que necessitam de conhecimento especializado de um profissional da área 4 . Os gregos da antiguidade observavam as nuvens. universidades. ilhas de calor urbana (Meteorologia Urbana). A palavra Meteorologia vem do grego. também é conhecida como Ciências Atmosféricas. b. As relações da sociedade atual com o meio ambiente se tornaram muito mais complexas e por isso podemos ser mais seriamente afetados com as mudanças que ocorrem na atmosfera.METEOROLOGIA Meteorologia é a ciência que estuda a atmosfera terrestre e seus fenômenos. a seca resulta na falta de água. A posssibilidade de se estudar os impactos ambientais da atmosfera e suas relações com a atividade humana são aspectos interessantes da Ciência Atmosférica. Por exemplo. A compreensão do tempo era importante naquela época por causa da agricultura e das atividades de navegação. Pesquisas atmosféricas em laboratórios. entre outras podemos citar: a. institutos de pesquisa com problemas relacionados com aquecimento global.

METEOROLOGIA AGRÍCOLA A Meteorologia Agrícola. Por que as culturas anuais e perenes tem seus rendimentos variáveis entre regiões e anos de produção ? 5. safra da seca ou safrinha e safra de inverno? 3. Por que a época de semeadura das culturas anuais varia entre regiões para uma mesma safra ? 4. também conhecida como Agrometeorologia. Por que não se cultiva maçãs na BA e nem café no RS ? 6. Por que a irrigação é necessária em algumas regiões e em outras não ? 7. OFERECE RESPOSTAS ÀS SEGUINTES QUESTÕES: 1. é o ramo da Meteorologia que estuda a influência das condições meteorológicas nas atividades agropecuárias. Por que se cultiva uma cultura numa região e em outra não? 2. Interage com as mais diversas áreas de conhecimento das Ciências Agrárias e isso faz dela uma disciplina extremamente importante na formação do Engenheiro Agrônomo / Zootecnista. Por que as doenças de plantas ocorrem mais em alguns anos do que em outros ? 5 . Por que as safras ou épocas de semeadura são denominadas de safra das águas.

etc.Zoneamento Agroclimático Delimita as áreas aptas ao cultivo de determinada cultura. ÓRBITA TERRESTRE).: TEMPERATURA. VULCANISMO. ELEMENTOS X FATORES CLIMÁTICOS ELEMENTOS: CONFEREM PROPRIEDADES E PECULIARIDADES AO MEIO ATMOSFERICO EX. em função das condições meteorológicas ou hídricas atuais do solo e da previsão do tempo para os próximos dias. Tomadas de Decisão Possibilita decidir sobre a viabilidade ou necessidade de realização de uma prática agrícola.: FATORES CÓSMICOS (MANCHAS SOLARES. hídricas e fotoperiódicas. ATIVIDADE ANTRÓPICA. CHUVA. PRESSÁO ATM. FATORES: CIRCUNSTÂNCIAS CAPAZES DE INFLUENCIAR OS ELEMENTOS CLIMÁTICOS EX. UMIDADE. levando-se em conta as exigências térmicas. etc. 6 . A isso chamamos de Agrometeorologia Operacional. VENTO. NEBULOSIDADE.

Junto ao equador os raios solares são mais concentrados porque atingem uma área menor e nas grandes latitudes são dispersos pois atingem uma área bem maior. isto é. ao meio dia no hemisfério sul o Sol está exatamente sobre as nossas cabeças (no verão) ou um pouco inclinado para o norte (no inverno). No inverno não se vê o Sol. mais quente. mesmo ao meio dia. parece o Sol do início da manhã. entre outros motivos. enquanto nas altas altitudes o ar é mais rarefeito e possui menor capacidade de armazenar calor. mais frio será e quanto menor a altitude. E quanto menor a latitude (mais perto do equador . Os raios solares sobre a Terra atingem a superfície de forma desigual. mas ele está sempre inclinado e. nas baixas altitudes o ar é mais concentrado (maior densidade) e por isso tem maior capacidade de acumular calor. A altitude é tão importante para a determinação da temperatura que mesmo em áreas de baixa latitude podemos encontrar montanhas com neve eterna. 7 . mais frio será.Os fatores climáticos que se destacam na formação do clima são: 1) Latitude Quanto maior a latitude (mais perto dos pólos . Além disso. porque os raios solares chegam com certo comprimento de onda e ao refletirem de volta para o espaço mudam este comprimento. mais quente será. Isto ocorre. no verão. o Sol atinge a superfície de forma perpendicular ou pouco inclinado.90º norte ou sul). entre os trópicos de Câncer e Capricórnio. Por exemplo. enxerga o Sol 24 horas por dia.0º). Quem está muito próximo dos pólos. Latitudes terrestres 2) Altitude Quanto maior a altitude.

menor será o calor acumulado. Ao atingirem a superfície.Altitude 3) Albedo O albedo é definido como o índice de reflexão dos raios solares. a cidade é muito mais escura e reflete apenas de 14 a 18% (absorve 86 a 82% da energia solar). os raios solares encontram diferentes materiais como o gelo ou o asfalto. Conseqüentemente a cidade é muito mais quente que as superfícies brancas. Quanto maior a reflexão. o gelo é muito claro e por isso reflete a maior parte da energia solar (albedo de 50 a 70% e absorve 50 a 30%). Por sua vez. as florestas refletem de 3 a 10% e a água reflete de 2 a 4%. 8 .

Esses fatores são denominados de “topoclimáticos” e são de grande importância no planejamento agrícola. 9 . O uso de ambientes protegidos (coberturas plásticas) altera o microclima. atuação de massas de ar e frentes. devido às condições do relevo local: exposição e configuração do terreno. correntes oceânicas. oceanalidade/continentalidade. TOPO-ESCALA Refere-se aos fenômenos em escala local. etc). em que a topografia condiciona o topo-clima. Esses fatores são denominados “macroclimáticos”. Cada tipo de vegetação ou estrutura gera um microclima diferenciado. MICRO-ESCALA É aquela que condiciona as condições meteorológicas (microclima) em uma pequena escala. O macroclima é o primeiro a ser considerado no zoneamento agroclimático. A presença de mato nas entrelinhas e o adensamento das culturas perenes também interferem no microclima. altitude. como a latitude. que caracteriza o macro-clima de grandes áreas. adensamento de plantio. especialment e reduzindo a radiação solar e aumentando a temperatura diurna. ou seja. pela cobertura do terreno ou pela adoção de alguma prática de manejo (irrigação. Culturas anuais semeadas no sistema convencional tem um microclima diferente daquelas cultivadas no sistema de plantio direto. cultivo protegido.Escala espacial dos fenômenos atmosféricos MACRO-ESCALA Trata dos fenômenos em escala regional ou geográfica. devido aos fatores geográficos.

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ATMOSFERA TERRESTRE
CAMADA GASOSA QUE ENVOLVE A TERRA, PELA AÇÃO DA GRAVIDADE. CONSTITUI-SE DE UMA MISTURA MECÂNICA DE GASES (PRINCIPALMENTE NITROGÊNIO E OXIGÊNIO), PARTÍCULAS SÓLIDAS E MASSAS LÍQUIDAS, CONFERINDO-LHE CARACTERÍSTICAS PECULIARES.

IMPORTÂNCIA DA ATMOSFERA AMBIENTE PROPÍCIO À VIDA FLUXO DE ENERGIA FLUXO HÍDRICO PROTEÇÃO CONTRA EFEITOS DANOSOS AO PLANETA o RADIAÇÃO o TEMPERATURA o IMPEDE A PERDA DE GASES ESSENCIAIS o BARREIRA MECÂNICA EQUILÍBRIO CLIMÁTICO DO GLOBO FENÔMENOS METEOROLÓGICOS INTERFACE SOLO-ATMOSFERA ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA À ATIVIDADE AGRÁRIA

COMPOSIÇÃO ATMOSFÉRICA TABELA 1 – Composição “não-variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE NITROGÊNIO – N2 OXIGÊNIO – O2 ARGÔNIO – Ar NEÔNIO – Ne HÉLIO – He METANO – CH4 CRIPTÔNIO – Kr HIDROGÊNIO – H XENÔNIO – Xe % POR VOLUME 78,084 20,948 0,934 1,818 x 10-3 5,24 x 10-4 2 x 10-4 1,14 x 10-4 0,5 x 10 –4 0,087 x 10-4

TABELA 2 – Composição “variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE % POR VOLUME VAPOR D’ÁGUA – H2O 0a7 DIÓXIDO DE CARBONO – CO2 0,033 OZÔNIO – O3 0 a 0,01 DIÓXIDO DE ENXOFRE – SO2 0 a 0,0001 DIÓXIDO DE NITROGÊNIO – NO2 0 a 0,000002 11

CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS
AEROSÓIS PARTÍCULAS MATERIAIS NÃO FORMADAS POR ÁGUA OU GELO, DE TAMANHO MICROSCÓPICO OU NÃO, QUE FUNCIONAM COMO IMPORTANTES NÚCLEOS DE CONDENSAÇÃO E DE CRISTALIZAÇÃO, ABSORVEDORES E ESPALHADORES DE RADIAÇÃO E COMO PARTICIPANTES DE VÁRIOS CICLOS QUÍMICOS. EX.: POEIRA, FUMAÇA, MATÉRIA ORGÂNICA, SAL MARINHO, etc. VAPOR D’ÁGUA MATÉRIA PRIMA NA FORMAÇÃO DE NUVENS VEÍCULOS PARA O TRANSPORTE DE CALOR IMPORTANTE NO TEMPO METEOROLÓGICO TERMORREGULADOR (“EFEITO ESTUFA”)

DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) TERMORREGULADOR SUBPRODUTO FISIOLÓGICO (RESPIRAÇÃO) SUBPRODUTO TECNOLÓGICO AQUECIMENTO GLOBAL

OZÔNIO (O3) PRESENTE EM QUANTIDADES PEQUENAS SUBPRODUTO INDUSTRIAL POLUENTE EM BAIXAS CAMADAS (SUPERFÍCIE) PROTEÇÃO CONTRA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA (15 A 50 Km de altitude – “Camada de ozônio”) AQUECIMENTO DA ALTA ATMOSFERA DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO o CLOROFLUORCARBONOS

ESTRUTURA VERTICAL DA ATMOSFERA
A ATMOSFERA POSSUI ESTRUTURA VERTICAL VARIÁVEL QUANTO À: COMPOSIÇÃO,TEMPERATURA, UMIDADE, PRESSÃO, MOVIMENTOS E FENOMENOLOGIA

CAMADAS ATMOSFÉRICAS : TROPOSFERA – tropopausa – ESTRATOSFERA – estratopausa – MESOSFERA – mesopausa – TERMOSFERA.

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ESPESSURA: 3 km. À VIDA ANIMAL OU ÀS PROPRIEDADES. POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA “PRESENÇA NA ATMOSFERA DE UM OU MAIS CONTAMINANTES.TROPOSFERA CONTATO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE ALTITUDE APROXIMADA: 15-18 km (EQUADOR) e 6-8 km (PÓLOS) ESPESSURA VARIÁVEL (ESTAÇÕES DO ANO) FENÔMENOS METEOROLÓGICOS MAIS IMPORTANTES MOVIMENTOS ATMOSFÉRICOS INTENSOS TEMPERATURA CAI COM A ALTITUDE (6.5º C / km) AQUECIDA PELA ABSORÇÃO DE ONDAS LONGAS EMITIDA PELA SUPERFICIE CONTÉM 75% DA MASSA TOTAL E PRATICAMENTE TODO VAPOR D’ÁGUA TROPOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A TROPOSFERA E A ESTRATOSFERA. 50 km DE ALTITUDE TEMPERATURA AUMENTA COM A ALTITUDE (OZÔNIO) FRIO POR BAIXO / QUENTE POR CIMA = SEM MOVIMENTOS VERTICAIS ESTRATOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A ESTRATOSFERA E A MESOSFERA.000 km DE ALTITUDE) IONOSFERA (PRIMEIROS 50 km DE TERMOSFERA) o GRANDE QUANTIDADE DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS IONIZADAS E ELÉTRONS LIVRES. O QUE PERMITE REFLETIR EFICIENTEMENTE ONDAS DE RÁDIO. MESOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX. PELA AÇÃO FOTOQUÍMICA DA RADIAÇÃO SOLAR. É ISOTÉRMICA (~0ºC). ESPESSURA: ~10 km. 80 km DE ALTITUDE TEMPERATURA DIMINUI COM A ALTITUDE (3. ÀS PLANTAS.” 13 . É ISOTÉRMICA (-50 a –55ºC).5 ºC / km) TEMPERATURA MAIS BAIXA DE TODA ATMOSFERA (-90ºC) PRESENÇA DE ÍONS E PARTÍCULAS LIVRES MESOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A MESOSFERA E A TERMOSFERA. EM QUANTIDADE E DURAÇÃO TAIS QUE SEJAM OU TENDAM A SER PREJUDICIAIS AO SER HUMANO. É ISOTÉRMICA (~0ºC). TERMOSFERA A PARTIR DE 90 km DE ALTITUDE LIMITE SUPERIOR: “TOPO DA ATMOSFERA” (1. OU QUE INTERFIRAM NO CONFORTO DA VIDA OU NO USO DAS PROPRIEDADES. ESTRATOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX. ESPESSURA: 3 – 5 km.

14 .

UNIDADE 2 – ATMOSFERA TERRESTRE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO UMA SONDA METEOROLÓGICA FOI LANÇADA A PARTIR DA SUPERFÍCIE TERRESTRE (SOLO). A QUE TEMPERATURA A SONDA SE ENCONTRA EM SEU DESTINO FINAL? 2. COM O OBJETIVO DE COLETAR A RESPEITO DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS ATÉ A ALTITUDE DE 120 km.0 A SONDA ENCONTRA-SE INICIALMENTE EM EQUILIBRIO TÉRMICO COM O AMBIENTE. RESPONDA 1. EM QUAL CAMADA A SONDA SE ENCONTRA? 15 . A UMA TEMPERATURA DE 25° C. DADOS CAMADA ATMOSFÉRICA TROPOSFERA TROPOPAUSA ESTRATOSFERA ESTRATOPAUSA MESOSFERA MESOPAUSA TERMOSFERA LIMITE SUPERIOR (km) 15 18 50 55 80 90 1000 ESPESSURA 15 3 32 5 25 10 ~ 910 AMPLITUDE TÉRMICA (° C /km) -6. PARA A COMPOSIÇÃO DE MAPAS CLIMÁTICOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO. CONSIDERANDO OS DADOS FORNECIDOS. RESPONDA AS QUESTÕES PEDIDAS.0 -3.0 +10.0 +2.0 -3.5 +3.5 +5.

As variações na radiação solar recebida devidas à variação da distância são pequenas. A rotação em torno de seu eixo é responsável pelo ciclo dia-noite. O Hemisfério Sul se inclina para longe do Sol durante o nosso inverno e em direção ao Sol durante o nosso verão. Esta inclinação faz com que a orientação da Terra em relação ao Sol mude continuamente enquanto a Terra gira em torno do Sol. Figura 2 . para uma dada hora do dia (por exemplo. Isto significa que a altura do Sol. meio dia) varia no decorrer do ano. o afélio (152 x 106 km). em aproximadamente 4 de julho.MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES A Terra tem dois movimentos principais: rotação e translação.Relações entre o Sol e a Terra As estações são causadas pela inclinação do eixo de rotação da Terra em relação à perpendicular ao plano definido pela órbita da Terra (plano da eclíptica).Posições relativas do sol 16 . é atingido aproximadamente em 3 de janeiro e o ponto mais distante. A posição mais próxima ao Sol. Figura 1 . o periélio (147x 106 km). A translação se refere ao movimento da Terra em sua órbita elíptica em torno do Sol. o ângulo de elevação do Sol acima do horizonte.

Segundo. Quando menor a altura solar. a altura do sol influencia a interação da radiação solar com atmosfera.No hemisfério de verão as alturas do Sol são maiores. Se a altura do sol decresce. Como a Terra é curva. quando os raios solares atingem a Terra verticalmente. Primeiro. Se a altura do Sol é pequena. os raios que atingem a Terra percorrem distância maior na atmosfera. 2) e a radiação solar sofre maior absorção. 3. eles são mais concentrados.Variação da altura do Sol com a latitude. No hemisfério de inverno as alturas do Sol são menores. A altura do Sol influencia a intensidade de radiação solar de duas maneiras. a altura do Sol varia com a latitude. Fig. reflexão ou espalhamento. o percurso dos raios solares através da atmosfera cresce (Fig. os dias mais curtos e há menos radiação solar. A quantidade total de radiação solar recebida depende não apenas da duração do dia como também da altura do Sol. o que reduz sua intensidade na superfície. 17 . mais espalhada e menos intensa a radiação. os dias mais longos e há mais radiação solar.

MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO E FORMAÇÃO DAS ESTAÇÕES DO ANO DECLINAÇÃO SOLAR (LATITUDE NA QUAL O SOL ESTÁ “PASSANDO”) 18 .

A meio caminho entre os solstícios ocorrem os equinócios (dias e noites de igual duração). No dia 21 ou 22/12 os raios solares incidem verticalmente (h=90°) em 23°27’S (Trópico de Capricórnio).Características dos solstícios e equinócios Relação da Posição do Sol e as Estações Terrestres DATA 22 DEZ EVENTO Solstício Verão de ESTAÇÃO VERÃO POSIÇÃO DO SOL 90º Trópico de Capricórnio 90º Equador 90º Trópico de Câncer 90º Equador FOTOPERÍODO > 12 h 21 MAR 22 JUN 23 SET Equinócio de Outono Solstício de Inverno Equinócio de Primavera OUTONO INVERNO PRIMAVERA = 12 h < 12 h = 12 h 19 . 4.Há 4 dias com especial significado na variação anual dos raios solares em relação à Terra. Este é o solstício de verão para o Hemisfério Sul (HS). Fig. Nestas datas os raios verticais do Sol atingem o equador (latitude = 0°). Em 21 ou 22/6 eles incidem verticalmente em 23°27’N (Trópico de Câncer). 4). Este é o solstício de inverno para o HS. No HS o equinócio de primavera ocorre em 22 ou 23 de setembro e o equinócio de outono em 21 ou 22 de março (Fig.

SOLSTÍCIOS 20 .

Quanto mais se afasta do Equador maior a variação estacional da irradiância solar e do fotoperíodo ao longo do ano. o movimento aparente do Sol em relação à superfície da Terra origina também uma variação espacial tanto da disponibilidade de radiação solar (Qo) como do fotoperíodo (N). REGIÃO EQUATORIAL (N ≈ 12 h e Qo entre 33 e 38 MJm-2d-1) LATITUDE DE 30o (N entre 10 e 14 h e Qo entre 18 e 44 MJm-2d-1) REGIÃO POLAR (N entre 0 e 24 h e Qo entre 0 e 48 MJm-2d-1) 21 .EQUINÓCIOS Além da variação temporal. sendo esses os fatores mais importantes na formação do clima da Terra.

antes de tudo. Os primeiros são mais precisos. Estas bandas estão graduadas para poder determinar a hora exata de cada ponto da curva registrada.edu. Porém. de dados meteorológicos precisos. Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. porém cada medida necessita de uma leitura. precisão. c) Pressão atmosférica. que atuam sobre uma pena que escreve sobre um rolo de papel. Estas observações se denominam observações sensoriais. Os elementos que se medem com ajuda dos instrumentos são: a) Duração da insolação ou brilho solar. Por exemplo. e) Velocidade e direção do vento. da água e do solo.Instrumentação meteorológica* A importância dos instrumentos Todo estudo científico da atmosfera supõe dispor. Por exemplo. g) Quantidade de chuva. h) Quantidade de evaporação.br) 22 . Neste caso. os instrumentos meteorológicos podem se dividir em duas categorias fundamentais: instrumentos de leitura direta e aparelhos registradores. d) Umidade. Os instrumentos meteorológicos para fins científicos devem cumprir os seguintes requisitos: regularidade no funcionamento. para o qual é necessário consultar um instrumento. nossos sentidos não bastam e temos que recorrer aos instrumentos. podemos observar a quantidade de nuvens presente no céu ou determinar a direção do vento pelo movimento das folha.cefetsc. De acordo com o modo de realizar a leitura. A medida de certos elementos meteorológicos depende da instalação dos instrumentos. b) Temperatura do ar. uma pessoa pode determinar se a pressão atmosférica está subindo ou descendo. facilidade de manejo e solidez de construção. f) Altura da base das nuvens. as observações se chamam observações instrumentais. i) Radiação solar. Os segundos se referem a instrumentos nos quais o movimento das partes móveis se amplia por alavancas. É necessário evitar toda influência de árvores ou edifícios. Nossos sentidos e principalmente a vista e o tato nos permitem estimar um grande número de observações. mas não pode saber o valor exato da mesma.

Umidade relativa .Temperatura do momento .Horas de sol ESTAÇÃO METEOROLÓGICA AUTOMÁTICA Estação meteorológica dotada de sensores eletrônicos.Temperaturas extremas .ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS A seguir temos uma lista das estações meteorológicas existentes e dos instrumentos meteorológicos mais comuns: ESTAÇÃO METEOROLÓGICA CONVENCIONAL Estação formada por instrumentos convencionais dos quais são observados por alunos e professores de meteorologia para a obtenção e atualização de dados tais como: .Precipitação .Evaporação . 23 . por sua característica de funcionamento pode ser colocada em qualquer lugar que possa fornecer energia elétrica ou em alguns casos pode funcionar com baterias.

pressão.Higrotermógrafo . ABRIGO METEOROLÓGICO É uma casa de madeira ou fibra de vidro. integra todos os dados e entrega informação meteorológica em apresentação de tela de projeção. altura de nuvens até os 1500 metros. alcance visual de pista(visibilidade).Psicrômetro EVAPORÍMETRO Instrumento para medir a quantidade de água que se evapora na atmosfera durante um intervalo de tempo. Se denomina também Atnómetro e é termo geral para denominar qualquer aparato que serve para medir a evaporação. etc. cobertura de céu nublado. precipitação. Por meio de um programa computacional instalado em um ordenador comum.Termômetro de Máxima . cujas paredes são dispostas como persianas. Os instrumentos que ficam dentro da casa são: . que permitem a livre circulação do ar.Termômetro de Mínima . vento. As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada. umidade. PLUVIÓGRAFO 24 .As estações meteorológicas automáticas integram sensores de temperatura.

e o outro.É um instrumento que registra a quantidade de precipitação caída e indica a intensidade da mesma. que mede a umidade relativa (%) de um modo indireto. chamado "Termômetro Úmido". Mede a quantidade de chuva caída. 25 . As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada. em milímetros (mm). é formado por dois termômetros idênticos. um chamado "Termômetro Seco". serve essencialmente para obter a temperatura do ar. PLUVIÔMETRO É um instrumento que mede a quantidade de água caída em um período de tempo determinado (cada 6 horas). PSICRÔMETRO Instrumento utilizado para medir a umidade da atmosfera.

Mede a velocidade do vento (m/s) e. 26 . HELIÓGRAFO Instrumento registrador que mede unicamente a duração da insolação (horas de brilho solar) em horas e décimos. A unidade usada é (cal.cm-²). também a direção (em graus).ANEMÔMETRO Instrumento para medir a velocidade do vento (m/s) para a observação simultânea da direção e velocidade do vento. PIRANÔMETRO Instrumento que mede a radiação solar (radiação global) recebida de todo o hemisfério celeste sobre uma superfície horizontal terrestre. em alguns tipos.

EQUIVALE À MILÉSIMA PARTE DO MILÍMETRO. Por isso. COMPRIMENTO DE ONDA É A DISTÂNCIA ENTRE DUAS CRISTAS CONSECUTIVAS (DISTÂNCIA PERCORRIDA POR UMA VIBRAÇÃO). designadamente a atmosfera. RECEBIDA POR UNIDADE DE UMA SUPERFÍCIE HORIZONTAL. devem a sua origem e as suas características à radiação solar. QUANTO MAIS ELEVADA FOR A TEMPERATURA DE UM CORPO MENOR É O SEU COMPRIMENTO DE ONDA.UM MICRÔMETRO OU MÍCRON (µM). a hidrosfera. podemos dizer que a radiação solar é o fator meteorológico essencial do ambiente. É UMA UNIDADE DE COMPRIMENTO DEFINIDO COMO UM MILIONÉSIMO DE METRO (OU 1 × 10-6 M). pela modelação da crosta terrestre e por todos os fenômenos biológicos. O COMPRIMENTO DE ONDA É INVERSAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA. 3. RADIAÇÃO SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA.). CONCEITOS LIGADOS À RADIAÇÃO SOLAR 1. 27 . SOB A FORMA DE LUZ E CALOR. É USADO PARA DESCREVER OS COMPRIMENTOS DE ONDA DA RADIAÇÃO E NA CONSTRUÇÃO CIVIL. 4. responsáveis pelas condições meteorológicas. NOMEADAMENTE NA DEFINIÇÃO DE ESPESSURAS DE DIVERSOS MATERIAIS (PINTURAS. pelas circulações oceânicas. METALIZAÇÕES. EXPRIME-SE EM CALORIAS (CAL) E O SEU VALOR MÉDIO É DE CERCA DE 2 CAL/CM 2/MN. a litosfera e a biosfera. NA PERPENDICULAR COM OS RAIOS SOLARES. MICRONS (µM) OU ANGSTROMS (A). 2.RADIAÇÃO SOLAR SOL – PRINCIPAL FONTE DE ENERGIA PARA A SUPERFÍCIE DA TERRA A energia solar constitui a verdadeira causa de todos os processos físicos e químicos que ocorrem na Terra. ISTO É. MILÍMETROS. MÍCRON OU MICROMETRO (µM) . Todos os componentes do sistema climático. DURANTE UM MINUTO. ETC. EXPRIME-SE EM METROS. CONSTANTE SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA SOLAR RECEBIDA NO LIMITE SUPERIOR DA ATMOSFERA PELA SUPERFÍCIE DE 1 CM 2.

9. VARIA DE 0 a 1. CORPO NEGRO – MATERIAL HIPOTÉTICO QUE APRESENTA UM ESPECTRO DE RADIAÇÃO CONTÍNUO EM TODOS OS COMPRIMENTOS DE ONDA E É CAPAZ DE ABSORVER. MAIOR É O ALBEDO (FIGURA ABAIXO). 6. ALBEDO – É UM TERMO QUE EXPRIME A REFLETIVIDADE DE UM MATERIAL. 7. QUANTO MAIOR A INCLINAÇÃO DO ÂNGULO DO RAIO SOLAR. TRANSMISSIVIDADE (t) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É TRANSMITIDA PELO MATERIAL. ABSORVICIDADE (a) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É ABSORVIDA PELO MATERIAL. POR OUTRO LADO.5. TODA A ENERGIA RADIANTE QUE INCIDE SOBRE ELE. 28 . a+r+t=1 8. REFLETIVIDADE (r) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É REFLETIDA PELO MATERIAL. Albedo de superfícies sob diferentes inclinações dos raios solares. É O COEFICIENTE DE REFLEXÃO.

deserto Grama Floresta Neve (limpa. marrom ou verde Concreto Asfalto Albedo de diferentes superfícies 29 10-25 25-40 15-25 10-20 75-95 25-75 <10 10-70 70-80 25-50 08-52 50-90 20-35 10-35 05-20 . seca) Neve (molhada e/ou suja) Superfície do mar (sol > 25° acima do horizonte) Superfície do mar (pequena altura do sol) Nuvens espessas Nuvens finas Vidros (janela) Tinta branca Tinta vermelha.Albedo para algumas superfícies no intervalo visível ( % ) Solo descoberto Areia.

CHUVA. PASSANDO PELOS TEMPERADOS DAS LATITUDES MÉDIAS. DESDE OS CLIMAS FRIOS DAS REGIÕES POLARES. FUNDAMENTAL ENERGÉTICA EM ESTUDOS ECOLÓGICOS E DE DISPONIBILIDADE Distribuição da Radiação Solar na Terra.CARACTERÍSICAS DA RADIAÇÃO SOLAR É A MAIOR FONTE DE ENERGIA PARA A TERRA É UM FATOR METEOROLÓGICO É O PRINCIPAL ELEMENTO METEOROLÓGICO. 30 . AOS QUENTES E ÚMIDOS DAS REGIÕES EQUATORIAIS. AFETANDO TODOS OS OUTROS ELEMENTOS (TEMPERATURA. VENTO. UMIDADE) É ELEMENTO PRIMORDIAL NO ENTENDIMENTO DOS DEMAIS ELEMENTOS METEOROLÓGICOS É A FONTE PRIMÁRIA DE ENERGIA NOS PROCESSOS TERRESTRES: o CICLO DA ÁGUA OU CICLO HIDROLÓGICO o FOTOSSINTESE o FLUXO DE CALOR o DESIGUAL DISTRIBUIÇÃO DA TEMPERATURA o CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA E OCEANOS o TEMPESTADES o VENTOS E FURACÕES o DIVERSIDADE DE CLIMAS. PRESSÃO.

NA FORMA DE FEIXE DE RAIOS PARALELOS ENTRE SI. ENTÃO CERCA DE 500s (8. PROPAGANDO-SE SEGUNDO UM MOVIMENTO ONDULATÓRIO. RESULTANDO EM UMA DENSIDADE DE FLUXO GLOBAL IGUAL A I / D2 DEFINIDA PELA LEI DO INVERSO DO QUADRADO DA DISTÂNCIA.5 * 10 8 km) VELOCIDADE : 300 * 10 3 km/s A RADIAÇÃO GASTA.3 min O SOL EMITE RADIAÇÕES IGUALMENTE EM TODAS AS 4 Π DIREÇÕES SE A INTENSIDADE LUMINOSA EM UM DADO INSTANTE FOR IGUAL A I. NESTE INSTANTE A TERRA SE SITUA EM UMA ESFERA CUJO RAIO É IGUAL À SUA A DISTÂNCIA DO SOL (D) O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA (4 Π I) SERÁ IGUALMENTE DISTRIBUIDO NA ÁREA 4 Π D2 . DISTÂNCIA APROXIMADA: 150 MILHOES DE km (1. APENAS UMA PEQUENÍSSIMA FRAÇÃO DA ENERGIA EMITIDA ATINGE A SUPERFICIE DA TERRA.ESPAÇO PERCORRIDO PELA RADIAÇÃO SOLAR É UM FENÔMENO DE NATUREZA ELECTROMAGNÉTICA.3 min) NESTA TRAJETÓRIA TODOS OS FENÔMENOS SOLARES VISTOS DA SUPERFICIE JÁ ACONTECERAM A PELO MENOS 8. OU SEJA: “ A ENERGIA RECEBIDA EM UMA SUPERFÍCIE É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUADRADO DA DISTÂNCIA ENTRE A FONTE E A SUPERFÍCIE RECEPTORA” DEVIDO À DISTÂNCIA TERRA-SOL. 31 . ENTÃO O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA NAQUELE INSTANTE SERÁ IGUAL A 4 Π I.

EFEITOS DA ATMOSFERA SOBRE O BALANÇO DE ENERGIA RADIANTE AO ATRAVESSAR A ATMOSFERA. QUALIDADE E DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES ESTA INTERAÇÃO OCORRE DE DOIS MODOS. DAS MOLÉCULAS DE GASES NA FAIXA DO AZUL. A RADIAÇÃO SOLAR INTERAGE COM SEUS CONSTITUINTES (NATURAIS E ARTIFICIAIS) RESULTANDO NA MODIFICAÇÃO DA: QUANTIDADE. PARTÍCULAS DE IMPUREZAS E MOLÉCULAS DE GASES CAUSAM O ESPALHAMENTO DA RADIAÇÃO O PROCESSO AFETA A QUANTIDADE E A QUALIDADE DA RADIAÇÃO ESTE FENÔMENO CAUSA A COR AZUL DO CÉU. 32 PRINCIPALMENTE O OZÔNIO. NA ALTA ATMOSFERA. PELA DISPERSÃO. DIFUSÃO (ESPALHAMENTO) DA RADIAÇÃO OS CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS MUDAM A DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES. ABSORÇÃO DA RADIAÇÃO É SELETIVA POR CERTOS CONSTITUINTES DA ATMOSFERA E PARA CERTOS COMPRIMENTOS DE ONDAS PELO OXIGÊNIO / OZÔNIO = QUASE TODA A RADIAÇÃO (ULTRAVIOLETA) GÁS CARBÔNICO E VAPOR DE ÁGUA TAMBÉM ABSORVEM BASTANTE RADIAÇÃO (INFRAVERMELHO) RADIAÇÃO ALTAMENTE ENERGÉTICA TEM ALTO PODER DE PENETRAÇÃO CAUSA DISTÚRBIOS EM ORGANISMOS VIVOS (PRINCIPALMENTE MICROORGANISMOS) EM REGIÕES ALTAS = INCIDÊNCIA MAIOR NO NÍVEL DO MAR = INCIDÊNCIA MENOR A RADIAÇÃO VISÍVEL PASSA PELA ATMOSFERA PRATICAMENTE SEM SOFRER ABSORÇÃO 2. DEPENDENDO DO COMPRIMENTO DE ONDA E DO TAMANHO DO CONSTITUINTE ATMOSFÉRICO: 1. .

A REFLEXÃO E A DISPERSÃO. É A RADIAÇÃO DIRETA (Qd) A RADIAÇÃO DIRETA É UNIDIRECIONAL E DETERMINADA PELO ÂNGULO ZENITAL DOS RAIOS SOLARES A RADIAÇÃO SOLAR TOTAL QUE ATINGE A SUPERFICIE É CHAMADA DE RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL (Qg). SENDO A SOMA DA RADIAÇÃO DIFUSA COM A RADIAÇÃO DIRETA. SENDO DENOMINADA DE RADIAÇÃO DIFUSA (Qc) RAIOS LUMINOSOS DE COMPRIMENTO DE ONDA MAIS CURTOS SÃO MAIS FACILMENTE DISPERSOS.PARTE É DEVOLVIDA PARA O ESPAÇO SIDERAL FACILMENTE PERCEPTÍVEL EM DIAS NUBLADOS. RAIOS DE COMPRIMENTO DE ONDAS MAIS LONGOS CHEGAM DIRETAMENTE AO SOLO. NESTE CASO. NÃO PROJETA SOMBRA NOS OBJETOS. SEPARANDO-A DA DIFUSÃO OU ESPALHAMENTO. A RADIAÇÃO QUE SOFRE MUDANÇA DE DIREÇÃO. VINDO DE TODOS OS LADOS. GRANDE PARTE DOS RAIOS SOLARES ATINGE DIRETAMENTE A SUPERFÍCIE. ENTÃO. COM A ATMOSFERA LIMPA. A REFLEXÃO. 33 . COM MUITA POEIRA OU POLUIÇÃO. DÃO COMO RESULTADO A RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA. DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS DO PERÍODO ALGUNS AUTORES CONSIDERAM AINDA UM TERCEIRO PROCESSO. QUE CONSISTE NA QUANTIDADE DE RADIAÇÃO QUE AO INCIDIR SOBRE UM CORPO É DEVOLVIDA SEM MODIFICAR SUAS CARACTERÍSTICAS. A CONTRIBUIÇÃO DE CADA UMA PARA Qg DEPENDE. PROJETANDO SOMBRA NOS OBJETOS.

OU Qg = Qd + Qc Distribuição da Radiação Solar na Atmosfera Componentes da radiação solar ao nível do solo 34 .BALANÇO DA RADIAÇÃO NA ATMOSFERA A RADIAÇÃO SOLAR RECEBIDA NA SUPERFÍCIE DA TERRA CONSISTE EM DUAS PARTES: RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL = RADIAÇÃO SOLAR DIRETA + RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA .

média anual típica (Wh/m2.dia) 35 .DISTRIBUIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR NO TERRITÓRIO BRASILEIRO Radiação solar global diária .

PROCESSOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA Uma das maiores contribuições da radiação solar é o aquecimento do nosso planeta. Ilustração dos mecanismos de transferência de calor 36 . POR MEIO DE ONDAS. sem o qual a temperatura média na Terra seria de aproximadamente -238 °C e a água apenas existiria no estado sólido. O AR É AQUECIDO POR CONDUÇÃO DE UMA SUPERFICIE QUALQUER. PODE SER HORIZONTAL OU VERTICAL 3. por isso. OU SEJA. a radiação solar converte-se em energia calorífica. Esta. a. CONVECÇÃO: OCORRE MOVIMENTAÇÃO DE UMA MASSA FLUIDA (AR. RADIAÇÃO: TRANSFERÊNCIA DE CALOR (ENERGIA) DE UM OBJETO PARA OUTRO SEM HAVER NECESSIDADE DE UM MEIO DE CONEXÃO. b. encontrandose. Os processos de transferência de calor que ocorrem na atmosfera são: 1. em equilíbrio térmico. ÁGUA) PROVOCADA POR UMA DIFERENÇA DE DENSIDADE. CONDUÇÃO: ENERGIA TRANSFERIDA DE UMA MOLÉCULA PARA OUTRA. por sua vez. Ao ser absorvida pela Terra. A MASSA DE AR QUENTE É SUBSTITUÍDA POR AR MAIS FRIO A CONVECÇÃO É UM DOS PRINCIPAIS MEIOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA (1500 – 3000m). O AR SE EXPANDE E SE TORNA MENOS DENSO c. emite a mesma quantidade de energia que recebe. 2. aquecendo a superfície terrestre.

Até agora contamos uma perda de 21 das 51 unidades de radiação de onda curta absorvidas pela superfície da Terra. usando 100 unidades para representar a radiação solar interceptada no topo da atmosfera. nesta troca (em onda longa) a atmosfera tem um ganho líquido de 15 unidades. Certos gases na atmosfera atuam no sentido de retardar a perda de radiação terrestre. por sua vez. A superfície. por moléculas de água durante o processo de evaporação (23 unidades). fechando o balanço entre radiação incidente e radiação emitida. enquanto a Terra tem uma perda líquida de 21 unidades. 19 unidades pela atmosfera e 51 unidades pela superfície da Terra (Terra-oceano). caso contrário.Como resultado deste processo. irradia 116 unidades de energia de onda longa para a atmosfera. Vamos examinar este balanço na abaixo. Outra parte das 30 unidades é transferida da superfície da Terra para a atmosfera por calor sensível (condução e convecção -7 unidades). Um balanço geral é obtido porque a atmosfera emite 64 unidades de energia para o espaço como radiação de onda longa. Balanço de Calor da Terra e atmosfera Da radiação total interceptada pela Terra. aproximadamente 30 unidades são refletidas de volta para o espaço. As restantes 6 unidades passam diretamente através da atmosfera e são perdidas no espaço. E as 30 unidades restantes? Parte desta energia é transferida da superfície da Terra para a atmosfera através de calor latente. absorvendo uma boa parte dela e reirradiando parte desta energia de volta para a Terra.BALANÇO GLOBAL DO CALOR PROVENIENTE DA RADIAÇÃO Existe um balanço quase perfeito entre a quantidade de radiação solar incidente e a quantidade de radiação terrestre (sistema Terra-atmosfera) retornada para o espaço. As restantes 70 unidades são absorvidas. Portanto. a superfície recebe uma grande quantidade de radiação de onda longa da atmosfera (95 unidades). 37 . o sistema Terra-atmosfera estaria progressivamente se aquecendo ou resfriando.

4 mícron – ULTRAVIOLETA – 9% 0.2 a 0.7 a 4 micra – INFRAVERMELHO – 50% ESPECTRO VISÍVEL EM ORDEM CRESCENTE DE λ TEM-SE O VIOLETA – AZUL – VERDE – AMARELO – LARANJA – VERMELHO UTILIZADA PELAS PLANTAS NO PROCESSO FOTOSSINTÉTICO CHAMADO DE RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA INFRAVERMELHO RADIAÇÃO TERMAL LONGO COMPRIMENTO DE ONDA ABSORVIDAS PELO VAPOR D’AGUA E GÁS CARBÔNICO ATMOSFÉRICOS PARTÍCULAS SÓLIDAS PROVOCAM DISPERSÃO IMPORTANTES PARA O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL FITOCROMOS E HORMÔNIOS SÃO ATIVADOS / DESATIVADOS POR ESTA RADIAÇÃO EFEITOS MAIS QUALITATIVOS QUE QUANTITATIVOS ULTRAVIOLETA ABSORVIDAS NAS CAMADAS SUPERIORES DA ATM. OXIGÊNIO E OZÔNIO ATUAM PROTEÇÃO CONTRA A NOCIVIDADE DESTA RADIAÇÃO 38 .7 mícron – PARTE VISÍVEL – 41% Radiações azuis.ESPECTRO SOLAR E BIOLOGIA ENERGIA SOLAR: CONJUNTO DE RADIAÇÕES COMPRIMENTOS DE ONDA VARIÁVEIS 0.2 A 4 MICRAS CONSTITUEM O ESPECTRO SOLAR ESPECTRO SOLAR 0. verdes e parte das vermelhas 0.4 a 0.

em diferentes comprimentos de onda.COMPOSIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR As figuras seguintes mostram a divisão espectral da radiação solar. 39 .

cada cloroplasto é um minúsculo laboratório. Da radiação líquida disponível. Dentro do espectro absorvido. a clorofila absorve principalmente na zona do vermelho. 40% é utilizada na evapotranspiração e somente 2% desta é usada no processo da fotossíntese que resulta no desenvolvimento e crescimento dos vegetais. 40 . as plantas terrestres captam sobretudo a luz vermelha e refletem a cor complementar. emitindo a radiação com outros comprimentos de onda. Nestas pequenas formações microscópicas. Efeito da Radiação Solar no Crescimento Vegetal Nas plantas com clorofila. a energia procedente da radiação solar desencadeia reações químicas cujos produtos finais são diversos tipos de açúcares. porém. Nas algas marinhas que vivem a profundidades relativamente grandes (20 m-30 m) ocorre o fenómeno inverso: são coloridas geralmente de vermelho intenso e têm de utilizar o resíduo verde-azulado da luz solar.). A luz vermelha fornece a energia necessária para a fotossíntese. Portanto. também podem ser gorduras. Nessas reações os cloroplastos utilizam comprimentos de onda da luz visível compreendidos entre 400 nm e 720 nm. o verde. vegetação etc. enquanto outra parte é absorvida pela superfície terrestre (solo. já que a água do mar filtra a radiação.UTILIZAÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR PELAS PLANTAS Da energia recebida na superfície da terra. Apenas algumas reacções utilizam os infravermelhos e os ultravioletas. aproximadamente 20% é refletida pelas nuvens e partículas atmosféricas. que ilumina tenuemente o seu espaço vital.

7ª BANDA (0. 4ª BANDA (0.51 > λ > 0. GERMINAÇÃO DE SEMENTES.61 μ): REGIÃO ESPECTRAL FORTEMENTE ABSORVIDA PELA CLOROFILA. 5ª BANDA (0. MATANDO-AS DEPOIS DE ALGUM TEMPO DE EXPOSIÇÃO.BANDAS DO ESPECTRO SOLAR QUE AFETAM O CRESCIMENTO VEGETAL 1ª BANDA (λ > 1. O TRECHO PRÓXIMO À 1.28 μ): É PREJUDICIAL À MAIORIA DAS PLANTAS.0 > λ > 0.51 μ): REGIÃO ESPECTRAL DE BAIXO EFEITO FOTOSSINTÉTICO E DE FRACA AÇÃO SOBRE A FORMAÇÃO DA PLANTA.315 μ): ESTA FAIXA EXERCE EFEITOS DEFORMATIVOS NAS PLANTAS. EXERCENDO AINDA VIGOROSA AÇÃO NA FORMAÇÃO DA PLANTA.0 μ): NÃO CAUSAM DANOS E SÃO ABSORVIDAS PELA PLANTA. 41 .40 > λ > 0. APRESENTANDO EM VÁRIOS CASOS TAMBÉM FORTE ATIVIDADE FOTOPERIÓDICA. 3ª BANDA (0. CORRESPONDE AO AZUL VIOLETA E É TAMBÉM REGIÃO DE GRANDE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA. GERA FORTE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA. CORRESPONDE A REGIÃO VERDE DO ESPECTRO VISÍVEL.40 μ): É A REGIÃO DE MAIOR ABSORÇÃO PELA CLOROFILA E PIGMENTOS AMARELOS (CAROTENÓIDES).72 μ): É A REGIÃO QUE EXERCE EFEITO SOBRE O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. 6ª BANDA (0. 2ª BANDA (1.0 μ É IMPORTANTE PARA O FOTOPERIODISMO.61 > λ > 0.72 > λ > 0. CONTROLE DA FLORAÇÃO E COLORAÇÃO DOS FRUTOS.315 > λ > 0. QUE TORNAM-SE MAIS BAIXAS E COM FOLHAS MAIS ESPESSAS.

A camada de ozônio absorve apenas a radiação UV-B. Já o UVC é totalmente absorvido pela atmosfera terrestre. não sendo absorvida eficientemente por nenhum dos constituintes atmosféricos. mas duas outras faixas importantes são a do ultravioleta e a do infravermelho. 42 . que seriam muito agravadas se não fosse a proteção invisível que o ozônio proporciona.A RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA E OS ORGANISMOS VIVOS A radiação solar mais conhecida é a faixa visível. UV-B (entre 320 e 280 nm) e a UV-C (entre 280 e 100). Em excesso a radiação UV-A pode trazer complicações à saúde. como a UV-B. A radiação ultravioleta mais merecedora de cuidados no dia-a-dia é a UV-B que é afetada pela camada de ozônio. porém esta não tende a aumentar sua intensidade com o tempo. O sol direto com irradiação prolongada pode resultar em graves queimaduras. A faixa do ultravioleta é subdividida em 3: UV-A (entre 400 e 320 nm). entre 280 e 320nm. A UV-A chega normalmente à superfície terrestre. causando uma variação muito forte na intensidade da radiação medida na superfície entre os limites de 280 e 320nm. A UV-B é fortemente absorvida pela camada de ozônio da atmosfera terrestre.

TRIGO. EXISTE AMPLA FAIXA DE TEMPERATURAS PARA CRESCIMENTO VEGETAL (0 a 40ºC). SORGO. RESPONSÁVEL DIRETA PELA DISTRIBUIÇÃO DAS PLANTAS NA TERRA. FRUTEIRAS TROPICAIS):  MÍNIMA: 15° a 18°C  ÓTIMA: 31° a 37° C  MÁXIMA: 44° a 50° C 43 . CONVECÇÃO OU TRANSMISSÃO DE CALOR (“RADIAÇÃO”) OCORREM. DECORRENTE DA TRANSFORMAÇÃO DA ENERGIA ELETROMAGNÉTICA DE ONDAS CURTAS OU LONGAS (PROVENIENTES DA RADIAÇÃO SOLAR) NA FORMA DE ENERGIA TERMAL. ATÉ UM VALOR MÁXIMO. TEMPERATURA DO AR INFLUENCIA A TEMPERATURA DO SOLO. PASSANDO POR UM VALOR ÓTIMO. CEVADA):  MÍNIMA: 0° a 5° C  ÓTIMA: 25° a 31° C  MÁXIMA: 31° a 37° C CULTURAS DE VERÃO (MELÃO. CASAS DE VEGETAÇÃO SIMULAM SITUAÇÕES FAVORÁVEIS DE TEMPERATURA. EM CAMADAS DISTINTAS. QUE MEDEM AS TEMPERATURAS MÍNIMA. VARIÁVEL CLIMATOLÓGICA INTRINSECAMENTE RELACIONADA AO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL.TEMPERATURA ENERGIA PROPAGADA NA FORMA DE CALOR. TEMPERATURAS CARDEAIS O CRESCIMENTO VEGETAL ESTÁ LIMITADO POR FAIXAS DE TEMPERATURA QUE VARIAM DE UM VALOR MÍNIMO. CENTEIO. MÉDIA E MÁXIMA. MEDIÇÃO DE TEMPERATURA: FEITA COM DIVERSOS TIPOS DE TERMÔMETROS. PLANTAS TEMPERADAS (HEMISFÉRIO NORTE) OU TROPICAIS (EQUADOR E HEMISFÉRIO SUL). ESTA VARIAÇÃO SE DÁ CONFORME: COMPLEXIDADE FISIOLÓGICA CULTURAS DE INVERNO (AVEIA. O AQUECIMENTO DA ATMOSFERA SE DÁ À MEDIDA EM QUE SE DESENVOLVEM OS PROCESSOS DE CONDUÇÃO. MELHORAMENTO GENÉTICO AMPLIOU A FAIXA DE ADAPTAÇÃO A DIFERENTES TEMPERATURAS. ADAPTAÇÃO DOS VEGETAIS EM DIFERENTES FAIXAS DE TEMPERATURA.

AS CONDIÇÕES PADRÃO SÃO: ÁREA PLANA (TOPOCLIMA) E GRAMADA (MICROCLIMA). 44 . A TEMPERATURA MÁXIMA OCORRE COM UMA DEFASAGEM DE DUAS A TRÊS HORAS EM RELAÇÃO AO HORÁRIO DE MAIOR IRRADIÂNCIA SOLAR (12h EM DIAS SEM NUVENS). A TEMPERATURA MÍNIMA OCORRE UM POUCO ANTES DO NASCER DO SOL. PARA AS CAMADAS SUPERIORES VARIAÇÃO DA TEMPERATURA DO AR: TEMPORAL E ESPACIAL VARIAÇÃO TEMPORAL = BALANÇO DE ENERGIA NA SUPERFÍCIE (MAIOR INTENSIDADE AO MEIO DIA) VARIAÇÃO ESPACIAL o ESCALA MACROCLIMÁTICA: PREDOMINÂNCIA DOS EFEITOS DA RADIAÇÃO SOLAR.0 m ACIMA DO NIVEL DO SOLO (DENTRO DO ABRIGO). ETC. TRANSPORTE CONVECCTIVO DE CALOR E CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA.. VENTOS. o ESCALA TOPOCLIMÁTICA: EXPOSIÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO TERRENO SÃO OS MODULADORES DA TEMPERATURA o ESCALA MICROCLIMÁTICA: FATOR CONDICIONANTE É A COBERTURA DO TERRENO PARA FINS METEOROLÓGICOS E CLIMATOLÓGICOS A TEMPERATURA DO AR É MEDIDA SOB UMA CONDIÇÃO DE REFERÊNCIA (PADRÃO). VAPOR D’ÁGUA. POEIRA. NESSE CASO AS DIFERENÇAS REGISTRADAS SERÃO EM DECORRÊNCIA APENAS DO MACROCLIMA. A ALTURA DE MEDIÇÃO É ENTRE 1.TEMPERATURAS CARDEAIS VARIAM COM: FISIOLOGIA ESTÁDIO DE DESENVOLVIMENTO ESPÉCIE DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA TEMPERATURA DO AR E DO SOLO A ENERGIA RADIANTE QUE ATINGE A SUPERFÍCIE TERRESTRE SERÁ DESTINADA A ALGUNS PROCESSOS FÍSICOS PRINCIPAIS: CONVECÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO AR CONDUÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO SOLO TEMPERATURA DO AR É UM DOS EFEITOS MAIS IMPORTANTES DA RADIAÇÃO SOLAR OCORRE PELO TRANSPORTE DE CALOR DA SUPERFÍCIE AQUECIDA (CONDUÇÃO/CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA) A CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA DO AR AQUECIDO TRANSPORTA CALOR.5 A 2. AEROSÓIS. NEBULOSIDADE. PARA QUE SE PERMITA A COMPARAÇÃO ENTRE LOCAIS DIFERENTES.

FIGURA FOSSÍNTESE CAI DRASTICAMENTE SE A TEMPERATURA > 35°C RESPIRAÇÃO CAI DRASTICAMENTE COM TEMPERATURAS > 45°C EXEMPLO: TOMATEIRO TEMPERATURA: 20 ° C BAIXA RESPIRAÇÃO MÁXIMA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO LENTO CICLO TARDIO GRANDES CÉLULAS BOA COLHEITA TEMPERATURA: 35° C ALTA RESPIRAÇÃO BAIXA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO RÁPÍDO CICLO PRECOCE PEQUENAS CÉLULAS MÁ COLHEITA 2. CONSIDERANDO-SE ENTRE O MÍNIMO E O ÓTIMO. A FORMAÇÃO DE MATÉRIA SECA DOBRA”. FASE REPRODUTIVA INDUÇÃO FLORAL POLINIZAÇÃO FERTILIZAÇÃO FORMAÇÃO DO FRUTO DORMÊNCIA DE GEMAS REPRODUTIVAS CICLOS DE CRESCIMENTO LEI DE VAN’T HOFF “PARA CADA 10°C DE AUMENTO DE TEMPERATURA. ERVILHA) TEMPERATURAS NOTURNAS – NICTOTEMPERATURAS (TOMATE. FASE VEGETATIVA FOTOSSÍNTESE X RESPIRAÇÃO TEMPERATURA DE EQUILÍBRIO (ÓTIMO) . O DESENVOLVIMENTO VEGETAL TAMBÉM VAI DEPENDER DA RAZÃO ENTRE: TEMPERATURAS DIURNAS – FOTOTEMPERATURAS (MORANGO.TEMPERATURA DO AR REQUERIDA PELAS PLANTAS 1. BATATA. PIMENTA) 45 .

TEMPERATURA DO SOLO FLUXO DE CALOR DA SUPERFÍCIE PARA O INTERIOR DO SOLO (DURANTE E O DIA) E DO INTERIOR PARA A SUPERFÍCE (NOITE). QUE DEPENDE DOS: FATORES EXTERNOS (ELEMENTOS BALANÇO NA SUPERFÍCIE) METEOROLÓGICOS QUE AFETAM O FATORES INTRÍNSECOS o TIPO DE COBERTURA DA SUPERFÍCIE = SOLOS NUS OU COBERTOS (VEGETAÇÃO. O PROCESSO RADIATIVO DE PERDA É MAIS EFICIENTE QUE O DE GANHO. 46 . A PLANTA DIMINUI SEU METABOLISMO E TRANSPIRAÇÃO. MULCH) o RELEVO = CONDICIONA O TERRENO A DIFERENTES EXPOSIÇÕES À RADIAÇÃO SOLAR o TIPO DE SOLO = TEXTURA. DE ACORDO COM AS ESTAÇÕES) E VARIAÇÃO ESPACIAL. OUTROS EFEITOS DA TEMPERATURA CONDICIONA O NÍVEL DAS REAÇÕES FÍSICO-QUÍMICAS DAS PLANTAS PERDA DE ÁGUA AUMENTA OU DIMINUI CONFORME A TEMPERATURA. ESTRUTURA E TEOR DE ÁGUA. A TEMPERATURA DO AR INFLUI DIRETAMENTE SOBRE A TEMPERATURA DO SOLO COM VALORES DE TEMPERATURA BAIXOS. TEMPERATURAS MUITO ALTAS OU MUITO BAIXAS IMPOSSIBILITAM O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. OCORRE VARIAÇÃO TEMPORAL (DIÁRIA E ANUAL.

MAIOR EFICIÊNCIA). O CICLO SERÁ DE 100 DIAS. ACUMULADO DURANTE O DIA. TEMPERATURAS ACIMA DE 27°C PODEM SER PREJUDICIAIS (PELO MÉTODO. TEMPERATURAS NOTURNAS E DIURNAS TEM O MESMO PESO. UNIDADES DE CALOR OU “GRAUS-DIA” = UM GRAU-DIA É A MEDIDA DA DIFERENÇA DA TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA ACIMA DO MÍNIMO DE TEMPERATURA.UNIDADES TÉRMICAS DE CRESCIMENTO TEMPERATURA-BASE (OU BASAL)= TEMPERATURA ABAIXO DA QUAL AS PLANTAS NÃO SE DESENVOLVEM. TEMPERATURAS ABAIXO DE 0°C SÃO DESCONSIDERADAS. É APROXIMADAMENTE CONSTANTE PARA CADA ESTAÇÃO DO ANO E PARA CADA CULTURA QUE CRESCE NUM MESMO LOCAL. É O SOMATÓRIO DO CALOR EFETIVO PARA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. QUALQUER QUE SEJA A SITUAÇÃO. A SOMA TOTAL É SEMPRE A MESMA. NECESSÁRIO PARA UMA ESPÉCIE. O VALOR MÉDIO DIÁRIO NÃO É SIGNIFICATIVO. É VARIÁVEL PARA CADA ESPÉCIE VEGETAL. EXEMPLOS: MILHO = 2500°C. O CRESCIMENTO VEGETAL VARIA DE ACORDO COM A QTDE DE CALOR AO QUAL É SUBMETIDO DURANTE O CICLO VITAL. SE DESDE O MOMENTO EM QUE SE VERIFICA A GERMINAÇÃO SOMAR-SE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA. APLICA-SE TAMBÉM ÀS SUBFASES DE CULTIVO. TRIGO: 2000°C. OUTRAS VARIÁVEIS CLIMATOLÓGICAS INTERFEREM 47 . CONSTANTE TÉRMICA = É UM ÍNDICE RESIDUAL OU SEJA. RESPOSTA LINEAR. MÉTODOS DE CÁLCULO: DIRETO = TEMPERATURA-BASE DE 0°C RESIDUAL = TEMPERATURA-BASE DE 6°C EXPONENCIAL = VELOCIDADE DAS REAÇÕES FISICO-QUIMICAS TERMOFISIOLÓGICO = VELOCIDADE DE CRESCIMENTO IMPERFEIÇÕES DA TEORIA DE GRAUS-DIA: SOMENTE UMA TEMPERATURA BASAL DURANTE O CICLO. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. SE O MILHO FOR CULTIVADO EM LOCAL ONDE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA É DE 25°C. CEVADA = 1700°C. É A TEMPERATURA ACUMULADA DESDE OS PRIMEIROS DIAS ATÉ A MATURAÇÃO DA PLANTA.

5 °C JANEIRO = 17°C SAZONALIDADE DE PREÇOS (R$/saca) SETEMBRO= 50.00 JANEIRO = 40. QUAL DATA SERÁ MELHOR PARA O PLANTIO. VISANDO MAIOR LUCRO? VARIEDADE DE FEIJÃO (HIPOTÉTICA) Exigência de 1276 graus-dia para amadurecer Temperatura-base = 6°C TEMPERATURA MÉDIA MENSAL SETEMBRO = 18°C OUTUBRO = 22°C NOVEMBRO = 20° C DEZEMBRO = 18. MAS PRETENDE PLANEJAR SEU CULTIVO PARA ALCANÇAR A ÉPOCA ONDE O PREÇO DO FEIJÃO É MELHOR PARA ELE (MAIOR LUCRO).00 48 .FATORES AMBIENTAIS QUE FAZEM VARIAR A CONSTANTE TÉRMICA FERTILIDADE POPULAÇÃO DE PLANTAS SOLOS TEMPERATURAS DO SOLO (DIFERENTES DA TEMP.00 DEZEMBRO = 80.00 NOVEMBRO = 70. DO AR) UMIDADE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (UNIDADES TÉRMICAS) UM AGRICULTOR QUER FORNECER FEIJÃO PARA UMA FEIRINHA LOCAL DE SUA CIDADE. LEVANDO EM CONTA QUE O AGRICULTOR DEVE PLANTAR DIA 15 DE CADA MÊS. O AGRICULTOR DISPÕE DE APENAS UMA VARIEDADE DE FEIJÃO E DE UMA FAIXA DE TEMPO DE PLANTIO DE 15 DE SETEMBRO A 15 DE OUTUBRO.00 OUTUBRO = 60.

EXISTENTE NA ATMOSFERA. GELO E NEVE SOLO SUPERFÍCIES VEGETAIS E ANIMAIS PROCESSOS FÍSICOS DETERMINANTES EVAPORAÇÃO SUBLIMAÇÃO TRANSPIRAÇÃO CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BAIXA (MÁX. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. 49 . NA PRESSÃO E TEMPERATURA EM QUE O AR SE ENCONTRA. FONTES NATURAIS: SUPERFÍCIES DE ÁGUA. UMIDADE RELATIVA DO AR = RELAÇÃO PERCENTUAL ENTRE A CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA EXISTENTE NO AR E A CONCENTRAÇÃO DE SATURAÇÃO. 4%) EXTREMAMENTE VARIÁVEL LIBERAÇÃO OU ABSORÇÃO DE CALOR LATENTE DISTRIBUIÇÃO DE CALOR NA TERRA TRANSPORTE DO VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BALANÇO DE RADIAÇÃO: EVAPORAÇÃO DA ÁGUA TRÊS PROCESSOS: o DIFUSÃO o CONVECÇÃO (LIVRE OU FORÇADA) o ADVECÇÃO CONTEÚDO DE VAPOR D’ÁGUA NO AR ATMOSFÉRICO AR SATURADO = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA EM SUA CONCENTRAÇÃO MÁXIMA.UMIDADE DO AR ÁGUA NA FORMA DE VAPOR. MAIOR É A CAPACIDADE DO AR EM RETER ÁGUA.

MEDIÇÃO DA UMIDADE DO AR PSICRÔMETROS = FORMADO POR DOIS TERMÔMETROS COMUNS. PSICRÔMETROS (COMO MEDIR) VER TEMPERATURA BULBO SECO (Ts) VER TEMPERATURA BULO ÚMIDO (Tu) VER DEPRESSÃO PSICROMÉTRICA (d) d = Ts. GERALMENTE FICA DENTRO DOS ABRIGOS METEOROLÓGICOS. A UMIDADE DO AR DEVE SER MEDIDA À SOMBRA. SENDO: o 1 BULBO SECO o 1 BULBO ÚMIDO HIGRÔMETROS OU HIGRÓGRAFOS = VARIAÇÃO DO COMPRIMENTO DO CABELO HUMANO COM A UMIDADE RELATIVA DO AR. EM DETERMINADAS CONDIÇÕES DE TEMPERATURA E PRESSÃO. EM LOCAL VENTILADO E PROTEGIDO DA PRECIPITAÇÃO (CHUVA). 50 .Tu ENTRA COM VALOR DE Ts e d NA TABELA ENCONTRA UMIDADE RELATIVA DO AR NAQUELE MOMENTO UMIDADE ABSOLUTA DO AR = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA TOTAL EXISTENTE NO AR.

ISTO PORQUE A TENSÃO DE SATURAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA É DIRETAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA E INVERSAMENTE PROPORCIONAL À UMIDADE RELATIVA DO AR. A UR TENDE A SE ESTABILIZAR EM UM VALOR MÁXIMO.VARIAÇÃO DIÁRIA DA UMIDADE DO AR A UR DO AR APRESENTA UM CURSO DIÁRIO INVERSO AO DA TEMPERATURA DO AR. SENDO MENOR DURANTE O DIA E MAIOR DURANTE A NOITE. PRÓXIMO À 100%. O VALOR MÍNIMO DE UMIDADE É ALCANÇADO NA TEMPERATURA MÁXIMA. VARIAÇÃO ANUAL DA UMIDADE DO AR ACOMPANHA O CURSO ANUAL DA COBERTURA DO CÉU E PRECIPITAÇÃO. EM CONDIÇÕES DE RESFRIAMENTO NOTURNO MODERADO. ATÉ A MANHA SEGUINTE (ORVALHO E/OU NEVOEIRO). TABELA 1: PRECIPITAÇÃO TOTAL ANUAL (MÉDIA) E UMIDADE RELATIVA DO AR EM DIFERENTES REGIÕES: ESTADO CE DF BA MT MG RS AM PRECIPITAÇÃO (mm) 971 1000 1203 1404 1421 1555 2705 UMIDADE RELATIVA (%) 70 65 72 75 76 77 87 51 .

TW) 1 28 20 40 18 48 0 16 55 11 14 61 23 12 66 33 0 10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 71 41 13 73 48 20 0 77 54 32 11 79 58 37 20 1 81 63 45 28 11 83 67 51 36 20 6 85 70 56 42 27 14 86 72 59 46 35 22 10 0 87 74 62 51 39 28 17 6 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 10 88 76 65 54 43 33 24 13 4 12 88 78 67 57 48 38 28 19 10 2 14 89 79 69 60 50 41 33 25 16 8 1 1 0 0 0 4 0 5 4 4 4 5 16 90 80 71 62 54 45 37 29 21 14 7 18 91 81 72 64 56 48 40 33 26 19 12 6 20 91 82 74 66 58 51 44 36 30 23 17 11 5 22 92 83 75 68 60 53 46 40 33 27 21 15 10 4 24 92 84 76 69 62 55 49 42 36 30 25 20 14 9 26 92 85 77 70 64 57 51 45 39 34 28 23 18 13 9 28 93 86 78 71 65 59 53 47 42 36 31 26 21 17 12 8 30 93 86 79 72 66 61 55 49 44 39 34 29 25 20 16 12 8 32 93 86 80 73 68 62 56 55 46 41 36 32 27 22 19 14 11 8 34 93 86 81 74 69 63 58 52 48 43 38 34 30 26 22 18 14 11 8 36 94 87 81 75 69 64 59 54 50 44 40 36 32 28 24 21 17 13 10 7 38 94 87 82 76 70 66 60 55 51 46 42 38 34 30 26 23 20 16 13 10 40 94 89 82 76 71 67 61 57 52 48 44 40 36 33 29 25 22 19 16 13 52 .GRÁFICO PSICROMÉTRICO ( Porcentagem de umidade relativa (1000 Milibares) DEPRESSÃO DE BULBO ÚMIDO (Td .

53 . que é o ar em movimento. QUANTO MAIS PRÓXIMAS FOREM AS ISÓBARAS. ORIGEM GRADIENTES DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA ROTAÇÃO DA TERRA FORÇA CENTRÍFUGA AO MOVIMENTO DA TERRA ATRITO COM A SUPERFÍCIE GRADIENTE DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA GERADO PELO AQUECIMENTO DIFERENCIAL DA ATMOSFERA VARIAÇÃO DE PRESSÃO ISÓBARAS = LOCAIS QUE APRESENTAM O MESMO VALOR DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA. O vento. O ambiente em que as plantas e animais crescem nem sempre é o ideal ou ótimo para sua produção. EFEITO DA ROTAÇÃO DA TERRA MOVIMENTO DE OESTE PARA LESTE O AR ATMOSFÉRICO TAMBÉM SE MOVE. se desloca de áreas de maior pressão (mais frias) para áreas de menor pressão (mais quentes) e quanto maior a diferença entre as pressões dessas áreas. CARTA GEOGRÁFICA ISOBÁRICA DELIMITA REGIÕES DE ALTA E BAIXA PRESSÃO CRUZAM-SE COM GRADIENTES HORIZONTAIS DE PRESSÃO O GRADIENTE HORIZONTAL DE PRESSÃO DETERMINA UMA MOVIMENTAÇÃO DO AR DAS ZONAS DE MAIORES PRESSÕES PARA A DE MENORES PRESSÕES. Várias são as condições adversas do clima que interferem no seu crescimento e desenvolvimento. MAIOR O GRADIENTE DE PRESSÃO E MAIOR DEVERÁ SER A VELOCIDADE DO VENTO. maior será a velocidade de deslocamento. A atmosfera se movimenta em decorrência da diferença de pressão entre duas regiões. proporcionando melhores condições para a produção. a irrigação e o uso de ambientes parcialmente protegidos são algumas técnicas utilizadas com a finalidade de alterar o microclima de um local. NA TENDÊNCIA DE IGUALÁ-LAS. MAS EM VELOCIDADE DIFERENTE. ESTA FORÇA TENDE A INICIAR E MANTER O VENTO. principalmente por causa da incidência e absorção dos raios solares de maneira distinta entre diferentes regiões.VENTO O VENTO É O MOVIMENTO DO AR EM RELAÇÃO À SUPERFÍCIE TERRESTRE. A manipulação do solo.

c. b. MACROESCALA: são os ventos associados à circulação geral da atmosfera. Regiões Polares: Ventos de Leste. Entre os Trópicos e o Equador: Alísios de NE (Hemisfério Norte) e Alísios de SE (Hemisfério Sul). Meso e Micro. Apesar da variação temporal e espacial dos ventos sobre a superfície. sendo função dos gradientes de pressão. Entre os Trópicos e as regiões Sub-Polares: Ventos de Oeste. é possível se verificar uma certa tendência: a.EFEITO DA FORÇA CENTRÍFUGA O VENTO SE DESLOCA EM DIREÇÃO PERPENDICULAR ÀS ISÓBARAS MOVIMENTO CURVO FORÇA CENTRÍFUGA ACIMA DE 500m = VENTO GRADIENTE (PARALELO ÀS ISÓBARAS) ESCALAS DE FORMAÇÃO DO VENTO Ocorre nas três escalas do clima: Macro. Classificação dos Ventos em nível Global 54 .

Os principais tipos de vento na mesoescala são:    Brisa Terrestre (noite) e Brisa Marítima (dia).MESOESCALA: os ventos oriundos da circulação geral modificam-se acentuadamente na escala de tempo e espaço devido ao aquecimento diferenciado. Brisa do vale . com um arrefecimento mais lento. Brisa de montanha ou Catabática (noite) e Brisa de Vale ou Anabática (dia). Brisa marítima . Ventos Foehn ou Chinook. sob influência da radiação solar (durante o dia) e da radiação terrestre (durante a noite). e conseqüente diferença de pressão. variando diariamente ou sazonalmente. Brisa da montanha .vento fresco e moderado que sopra à noite do cume da montanha para o vale porque à noite. os cumes arrefecem mais rapidamente.entre a superfície aquosa e terrestre. Uma Brisa é um vento local suave causado pelo aquecimento e pelo arrefecimento desigual de superfícies adjacentes. configuração da encosta.vento que sopra de dia. formando-se nos cumes baixas pressões. sistema orográfico e topografia. formam-se baixas pressões.sopra de manhã do vale para a montanha porque os cumes da montanha aquecem primeiro que o vale. que produzem um gradiente de pressão (razão de decréscimo ou aumento da pressão por unidade de distância num determinado período de tempo) entre o cume e o vale ou numa zona costeira. do mar para terra. 55 . a terra aquece mais rapidamente. Durante o dia. entre continentes e oceanos. formando-se aí altas pressões e nos vales. originando em terra baixas pressões e no mar altas pressões.

porém.vento que sopra de noite. áreas irrigadas e não irrigadas. enquanto a água arrefece mais lentamente. Vento em microescala (luz/sombra) Mapa de ventos do Brasil 56 .Brisa terrestre . da terra para o mar. com menor magnitude do fenômeno. formando-se aqui altas pressões. etc. criando-se no mar baixas pressões. objetos com diferentes coeficientes de absorção de radiação solar. MICROESCALA: o processo é semelhante ao da mesoescala. Exemplos desse tipo de contraste são: áreas ensolaradas e sombreadas. Durante a noite a terra arrefece mais rapidamente.

: Palmeiras isoladas (100% de aumento da transpiração para velocidade de 2 m/s g. O suprimento de CO2 é favorecido pela turbulência. Zo= parâmetro de rugosidade. Fornecem medidas de fluxo de momento que permite avaliar a transferência de vapor d’água e dióxido de carbono e estimar a velocidade do vento em alturas diferentes a partir da medida em outra altura. ρ= densidade do ar. Efeito maior em plantas isoladas do que em populações i. Principalmente em hidrófitas (plantas com alta respiração cuticular e. Aumenta com a velocidade do vento até certo ponto b. EFEITO MECÂNICO SOBRE AS FOLHAS E RAMOS a. a irrigação por aspersão. ln . varia com a rugosidade.PERFIL DO VENTO É a velocidade do vento em diversas alturas em relação ao solo. Varia com a temperatura e a umidade do ar que incide sobre as plantas i. EFEITOS DO VENTO NO CRESCIMENTO DAS PLANTAS O VENTO AFETA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS SOB TRÊS ASPECTOS (PRINCIPALMENTE): 1. Tais utilizações de dados sobre o perfil do vento são de extrema importância no planejamento de diversas práticas agrícolas como. Equação Logarítmica do Perfil do Vento O perfil do vento próximo ao solo pode ser determinado com a seguinte equação: V = 1/k . por exemplo. ABSORÇÃO DE CO2 a. TRANSPIRAÇÃO a. É variável conforme a espécie vegetal c. τ= força tangencial. Faixa de 2 a 6% de perda de água pela planta pode ser atribuída ao vento h.40. Há um aumento linear da absorção de CO 2 com relação à velocidade do vento até 167 cm / s 3. Em condições normais. cuja locação dos irrigadores é dependente da velocidade do vento no local. que é determinada pela área exposta f. k=constante de von Karman de valor 0. Z/Zo V= velocidade do vento na altura Z. Ex. τ1/2 /ρ . Altas velocidades do vento são prejudiciais ao crescimento das plantas 57 . Ventos secos e quentes causam rápido murchamento das plantas (climas áridos) 2. Maior influência sobre a transpiração cuticular que sobre a estomática d. o que favorece a fotossíntese b.

 Nos sensores digitais a direção é dada em graus. MEDIDA DO VENTO  O regime dos ventos é medido por sua VELOCIDADE e DIREÇÃO. Folhas mecanicamente danificadas pelo vento têm reduzida capacidade de translocação e fotossíntese d. com oito direções fundamentais: N.  Os equipamentos medidores de velocidade são os ANEMÔMETROS: O número de giros das hélices ou canecas é transformado em deslocamento (espaço percorrido) por um odômetro. Estudo com a cana de açúcar (HARTT.  A velocidade é dada pela componente horizontal em m/s ou km/h. ii. SO E O. Plantas de altitudes elevadas e do litoral tem configuração peculiar c.b. SE. sendo que 1 m/s = 3. S.6 km/h.  A direção dos ventos é definida pelo seu ponto de origem. O espaço percorrido dividido pelo tempo fornece a 58 . CLASSIFICAÇÃO DAS PLANTAS QUANTO À REAÇÃO AOS VENTOS FORTES 1. As SENSÍVEIS ao vento: não sobrevivem à exposição. Quebra da nervura central e do limbo foliar diminui a translocação em 99-100% e a fotossíntese em 84 % acima da regia afetada. 1963): i. NO. Quebra da nervura central da folha diminui a translocação em 34-38% e a fotossíntese em 30%. As que ESCAPAM à ação do vento: plantas pequenas e rasteiras 2. As que TOLERAM a ação do vento: diminuição da matéria seca em menor proporção 3. NE.

pólen. Os efeitos podem ser favoráveis ou desfavoráveis. Dispersão de gases e partículas suspensas no ar. Dispersão de esporos. diminuindo as concentrações que podem ser problemáticas principalmente no inverno. mantendo assim o suprimento de CO 2 para as folhas durante o processo de fotossíntese e aumentando sua eficiência.velocidade média do vento. podendo ser muito utilizada no campo. 59 . Remoção de calor de plantas e animais durante épocas quentes. Sua importância engloba tanto aspectos positivos quanto negativos. desde a criação de animais até o cultivo de vegetais. Fonte limpa e renovável de energia. facilitando a disseminação e diversificação de espécies. sementes. Em estações meteorológicas automáticas utiliza-se o ANEMÓGRAFO. quando o ar se torna mais denso. Renovação do ar próximos às plantas. amenizando assim o efeito da temperatura. Efeitos favoráveis do vento na agricultura        Translocação de calor de regiões mais quentes para regiões mais frias. sendo decisivo na implantação de projetos. atuando como substância de arrefecimento. ESCALA DE VELOCIDADE DOS VENTOS Escala 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Categoria Calmo: fumaça vertical Quase calmo: fumaça desviada Brisa amena: agitação das folhas Vento leve: agitação das bandeiras Vento moderado: poeira no ar Vento forte: ondas em lagos e rios Vento muito forte Ventos fortíssimos: fios assobiam Ventania: impossível caminhar Vendaval: danos em edificações Tornado. tirando o excesso de regiões úmidas e umedecendo regiões mais secas. Translocação de vapor d’água. furacão: danos generalizados Velocidade (km/h) <2 2a5 6 a 10 11 a 20 21 a 30 31 a 40 41 a 50 51 a 60 61 a 75 76 a 100 > 100 Efeitos do vento na Agricultura Essa importante variável climática tem efeitos em praticamente todos os setores da agricultura.

 Fissura de tecidos vegetais pela agitação contínua. resultando em diminuição de ganho de peso.  Danificação de tecidos vegetais devido à abrasão de partículas transportadas pelo vento.Efeitos desfavoráveis  Erosão eólica e deformação de paisagens.  Eliminação de insetos polinizadores devido à dificuldade de vôo em áreas com grande incidência de ventos. permitindo a penetração de patógenos e diminuindo a translocação de substâncias.  Desconforto animal devido à remoção excessiva de calor.  Aumento da evapotranspiração podendo levar ao fechamento dos estômatos.  Parte da energia armazenada e produzida é destinada aos processos de reconstrução dos tecidos danificados.  Para minimizar a perda de água por transpiração a planta reduz a área foliar e o número de estômatos por área (características xerófitas) o que resulta em redução na taxa de fotossíntese. fazendo com que o metabolismo fique acelerado para produzir calor e manter a temperatura corporal constante.  Disseminação de patógenos e ervas-daninhas. podendo provocar o nanismo da parte aérea devido ao gasto excessivo de energia com as raízes. acarretando diminuição na taxa de fotossíntese.  Queda na taxa de fotossíntese devido aos danos citados.  Deformações de plantas devido ao efeito mecânico do vento.  Aumento do risco de incêndios em áreas florestais. diminuindo assim a energia disponível para o crescimento e desenvolvimento.  Desfolha por efeito mecânico do vento.  Para manter as taxas de transpiração e fotossíntese a planta desenvolve um sistema radicular profundo. 60 . constituindo um acelerador do processo de desertificação.  Conseqüente diminuição da produtividade.

sendo necessário a proteção das culturas. interferindo no crescimento de culturas e animais. em geral plantas submetidas a ventos de 10 km/h ou mais continuamente. sejam eles naturais ou artificiais. Ventos excessivos e contínuos representam um grande problema nas áreas rurais. tendo tanto efeitos favoráveis como desfavoráveis. principalmente. através da utilização de quebra-ventos. mais grossas)  Menor número de estômatos por área foliar e estômatos menores. 61 .Irrigação por Pivô Central Irrigação por Aspersão Em conseqüência do efeito sobre os processos nos vários processos citados. apresentam:  Redução no crescimento no desenvolvimento  Internódios menores e em menor número  Nanismo da parte aérea  Menor diâmetro  Menor número de folhas (menores. para que as atividades agrícolas sejam viáveis.  O vento é um elemento do clima que influi diretamente no microclima de uma área.

cana-deaçúcar. 62 .  Uso de Quebraventos (QV) QUEBRA – VENTOS (QV)  Estruturas físicas que servem para reduzir a velocidade do vento a níveis suportáveis pelos seres vivos. que passa a viver num ambiente menos estressante. d) as árvores do QV favorecem a manutenção de insetos polinizadores e de pássaros. se utiliza como QV plantas de porte maior do que aquelas que se quer proteger. Outras estruturas como telhados (sombrites e ripados) também vem sendo utilizados como QV. com menor demanda atmosférica por água. principalmente em regiões planas.Práticas Preventivas Contra os Efeitos Desfavoráveis do Vento  Locais menos sujeitos à incidência dos ventos  Ao se instalar uma cultura ou atividade agropecuária dentro de uma propriedade agrícola. Misto: combinação de árvores e plantas anuais.   VANTAGENS DO USO DE QV a) altera o microclima. promovendo uma certa diversidade biológica. grevílea e milho. TIPOS DE QV  VEGETAIS: utilizados para grandes áreas a. principalmente a luminosidade e o vento. pinus. A redução da velocidade do vento promove ambiente mais agradável aos animais. contribuindo para a manutenção do equilíbrio ecológico da área. b. capim. que por conseqüência altera as taxas de evapotranspiração da cultura. sorgo. inimigos naturais de alguns insetos predadores da cultura. Geralmente. Ex: milho. Desse modo. c) as árvores utilizadas como QV servem como abrigo para a fauna silvestre. Ex: grevílea. ajudando também na contenção de dunas. Permanentes: árvores. Temporários: plantas anuais ou semi-perenes. eucalipto. Ex. Seringueira. Para melhorar o aspecto ecológico pode-se considerar a possibilidade de se utilizar mais de uma espécie na linha de QV. o que permite que ela aproveite melhor a acua disponível no solo. b) o QV também serve para proteger pastagens e animais. bananeira. devese escolher as áreas da propriedade menos sujeitas aos ventos frios e intensos. minimizando o processo de desertificação. os estômatos permanecem mais tempo abertos facilitando também a fotossíntese. c. repercutindo na produtividade. Os QV servem tanto na proteção vegetal com na animal.

pois dependem da durabilidade do produto empregado. sendo temporários. que gira o rotor. em energia elétrica. Ex: sombrites e ripados. Quando captada. moer grãos e serrar madeira. para a realização de tarefas como bombear água. a energia eólica pode ser convertida em energia mecânica. Energia eólica É a energia contida na força dos ventos que sopram sobre a superfície da Terra. Energia eólica 63 . ARTIFICIAIS: utilizados para plantas de pequeno porte em cultivo intensivo e com alto valor econômico. Conectando um rotor giratório (um conjunto de pás ligadas a um eixo) a um gerador elétrico. as modernas turbinas eólicas convertem a energia eólica.

tamanho. longa duração (dias) e sem horário predominante. curta duração. podendo ocorrer descargas elétricas. podendo abranger o ano todo ou qualquer época dele. Coalescência: crescimento das gotículas e agregação das mesmas. inundação). as chuvas são as principais formas de retorno da água para a su perfície terrestre. A precipitação ocorre sob as formas: Pluvial (chuva) Granizo Neve Originam-se de nuvens formadas pelo processo de resfriamento por expansão de massas de ar que se elevam na atmosfera. podendo ser dos tipos: Orográfico Convecctivo Frontal A união dos “elementos de nuvem” forma os “elementos de chuva” Superação da força da gravidade. completando o ciclo hidrológico. Originam-se devido à formação de nuvens por causa do relevo acidentado (regiões montanhosas) Precipitações convectivas Localizam-se na época de maior ganho de energia do ano. Conceito: Processo pelo qual a água condensada na atmosfera atinge gravitacionalmente a superfície terrestre. provocam muitos danos (erosão. Pela forte intensidade. pois a incidência é maior que a capacidade de infiltração do solo. derrubada de vegetação. É resultado da diferença de temperatura. Concentram-se no período do ano em que ocorre a penetração de massas de ar de origem polar. ventos fortes e granizos. Precipitações frontais Originárias de nuvens formadas a partir do encontro de massas de ar frio e quente. quantidade.PRECIPITAÇÃO (CHUVA) Na região tropical. São originárias de nuvens convectivas (Convecção térmica) e caracterizam-se pela forte intensidade. predominando no período da tarde e à noite (chuvas de verão). carga elétrica e turbulência das gotículas no interior das nuvens. após a evaporação e condensação. 64 . trovoadas. Precipitações orográficas Ocorrem nas regiões que apresentam grandes variações de altitude. caracterizamse pela intensidade moderada.

V / A Onde: h = altura de precipitação (mm) V = volume de água captada (ml) Área da superfície coletora (cm2) Figuras do Pluviômetro e do Pluviógrafo Variação anual da precipitação O curso anual da precipitação é apresentado normalmente como um histograma (gráfico de barras). 65 .Medição da precipitação A medida da precipitação é feita por pluvíômetros e pluviógrafos. assumindo-se que: Evaporação Escorrimento superficial Infiltração Interceptação Esta espessura. em decorrencia da precipitação. através da expressão: h = 10 . é determinada pela medida do volume de água captado por uma superfície horizontal de área conhecida. indicando os totais mensais. denominada altura de precipitação. Consiste em determinar a espessura da camada de água líquida que se depositaria sobre a superfície horizontal.

em torno do solsticio de verão. Região Norte: precipitações mensais elevadas. não existindo diferenciação de períodos mais ou menos chuvosos. 66 . Região Nordeste: equinócio de outono e solsticio de inverno são mais chuvosos.Precipitação no Brasil Região Sul = as precipitações mensais variam pouco ao longo do ano. equinócio de primavera é menos chuvoso. Regiões Sudeste de Centro – Oeste: chuvas concentram-se na época mais quente do ano. com época mais chuvosa no equinócio de primavera.

FORMAÇÃO DAS NUVENS A Condensação ou sublimação do vapor d’água origina nuvens. produzidos nos centros urbanos e industriais. FUMAÇA OU RESÍDUOS INDUSTRIAIS. ALÉM DE POEIRA. aumentando de tamanho e formando as névoas. OU DE AMBAS. nuvens. Existem sais e óxidos higroscópicos normalmente na atmosfera e tornam-se ativos quando a umidade relativa do ar atinge um determinado valor (geralmente superior a 70%) e começam a adsorver moléculas de vapor d’água. adição de vapor d’água ou mistura com outra massa de ar de temperatura menor. nevoeiros. A condensação do vapor d’água no interior de uma massa de ar inicia-se quando esta atinge a saturação e ocorre sobre partículas microscópicas que se encontram em suspensão no interior da massa de ar. com a diminuição do teor de vapor e liberação de calor latente (vapor-líquido) e mantém-se enquanto prevalecerem as condições que propiciam a saturação da massa de ar. e que são chamadas de núcleo de condensação. NUVENS QUALQUER CONJUNTO VISÍVEL DE GOTÍCULAS D’ÁGUA. etc. Uma massa se mantém ou pode ser levada à saturação através do resfriamento.Chuva na agricultura Fornecimento de água p/ as plantas Umidade relativa do ar Umidade do solo Ciclos biogeoquímicos Fator de intemperização Água para consumo humano e animal Muitos outros efeitos. EVENTUALMENTE PODE INCLUIR ELEMENTOS DE NATUREZA HÍDRICA DE MAIORES DIMENSÕES. Os núcleos de condensação são constituídos de sais higroscópicos. EM SUSPENSÃO NA ATMOSFERA. 67 . PARTÍCULAS DE GELO. Vapor d’água condensado nas nuvens: Precipitação. O processo de condensação pode ser descontínuo. provenientes da água do mar e óxidos higroscópicos de enxofre e fósforo. orvalho e geadas.

Quanto mais núcleos. Se o inverso acontece: dispersão das nuvens. As colorações são decorrência de sua posição em relação ao sol e ao observador.Processos de formação das Nuvens Processo principal: resfriamento por expansão adiabática (sem troca de energia/calor com o meio externo. Deslocamento vertical de massas de ar Depende de: Relevo (esquema) Altitude do nível de condensação Processo de convecção térmica Superfícies frontais Classificação das nuvens O aspecto de uma nuvem depende essencialmente de: Natureza. Stratus e Ninbostratus Grande desenvolvimento vertical: ocorrem dos 600 até o limite superior da atmosfera.  Cumuloninbus 68 . DAS PARTÍCULAS QUE A CONSTITUEM. Stratocumulus. São sempre brancas. Elevação da massa de ar – menor pressão – expansão da massa de ar – diminuição da energia interna – resfriamento. maior a condensação. mesmo com Umidade Relativa baixa. Podem assumir infinitas formas Atlas internacional de nuvens Constituem-se em quatro famílias Famílias de nuvens Altas: ocorrem na camada mais alta da Troposfera (acima de 6000 m)  Cirrus. Cirrocumulus e Cirrostratus Médias: Ocorrem entre 2. dimensão. Resfriamento – diminuição da capacidade de retenção de vapor d’água – condensação dos núcleos existentes.000 e 6000 m  Autocumulus e Altostratus Baixas: do solo até 2000 m  Cumulus. número e distribuição no espaço.

Classificação das Nuvens 69 .

Os cumulonimbos completamente desenvolvidos são nuvens que provocam chuva forte ou granizo ou trovoadas. brancos nos bordos mas muitos escuros na base e que se elevam como torres gigantescas até ao limite superior da troposfera. Quando aparecerem no céu de forma espetacular são muitas vezes o pronuncio de uma tempestade ou de uma frente quente em aproximação. alimentada pelas correntes ascendentes de ar quente. cada uma das quais produz uma nuvem em forma de couve flor. formam-se entre os 5 e os 11 Km de altitude e são inteiramente constituídas por cristais de gelo. devido às fortes correntes ascendentes convectivas no seu interior. Em geral precedem uma tempestade ou uma frente quente em aproximação. São constituídas por cristais de gelo e desenvolvem uma configuração regular em bandas e filas de pequeníssimos tufos brancos. Cúmulos (cu) 70 . Cirrostratos(Cs) Os Cirrostratos são nuvens de cristais de gelo . à medida que o ar arrefece e o vapor de água nele contido condensa. têm a base entre os 500m e os 2Km e o topo situa-se entre os 3 e 6 Km. Pileus Quando se observa o desenvolvimento dos grandes cúmulos congestus. o ar ascendente que os precedem abre uma pequena brecha nesta camada. e à sua rápida evaporação no ar mais seco circundante. antes de penetrar completamente nela. ao contrário da bruma. por ação dos ventos dominantes a grande altitude. Crescem a partir de cúmulos grandes.Tipos de nuvens Cirros As nuvens em forma de filamentos. O aquecimento local do sol provoca correntes ascendentes de ar quente (Térmicas). não a evaporar mas sim a crescer e podem ter uma duração longa. Elas podem apresentarem a forma de pequenos fragmentos brancos e sedosos ou então serem repuxados pelo vento e tomarem a forma de finos filamentos com as extremidades enroladas. Formam-se muitas vezes agrupamentos destas nuvens. o ar no interior destas nuvens é mais quente do que o ar na vizinhança e assim as nuvens continuam a crescer. que crescem constantemente à medida que as gotículas de água são arrastadas para cima. pode ter-se a sorte de avistar os sinais da evasiva nuvem pileus. Quando uma massa de ar quente se eleva abruptamente a grande altitude a cima do ar frio o vapor de água nela contido vai condensar-se. formadas entre 5 e 11Km. mas rapidamente o topo do cúmulo chega aí e a nuvem pileus desaparece na massa de nuvem que se eleva. Cirrocúmulos Os cirrocúmulos do " céu encarneirado" são nuvens altas formadas entre os 5 e os 11 Km. que tem movimento horizontal. Os cúmulos começam tipicamente a formar-se a meio da manhã. Os cúmulos pequenos duram apenas entre 15 e 20 minutos. O topo destas nuvens congela em cristais de gelo. Os cúmulos são freqüentes em dia de sol. produzindo os característicos halos à roda do sol e da lua. os minúsculos cristais de gelo dos quais o véu de Cirrostratos é composto ref letem a luz. enquanto o sol aquece. das extensões de maior altitude. todas com a base ao mesmo nível (Alinhamento de nuvens). colocando-se a eles. A cúpula borbulhante. Quando os cúmulos se elevam até uma camada superior de ar. O calor resultante da condensação de enormes quantidades de vapor de água realimenta as correntes ascendentes de ar quente. cirrostratos e cirrocúmulos formam-se quando o ar atinge o seu ponto de saturação a temperatura inferiores a –40ºc e congela imediatamente. As nuvens de gelo tais como os cirros. Os cúmulos têm contornos bem marcados devido à continua produção de gotículas dentro da nuvem. Cumulonimbos (cb) Em condições atmosféricas extremamente instáveis formam-se enormes e densos cúmulos. mas difícil distingui las da bruma ou da neblina. formada transitoriamente acima de um cúmulo em desenvolvimento. torna-se achatada assim que congela e espraia-se freqüentemente em forma de penacho (a "bigorna"). Contudo.Após o congelamento estas nuvens tendem. congelando instantaneamente. anunciando a chegada de tempo instável. quando o sol está fortemente aquecido. É freqüente seguirem os cirros na aproximação de uma frente quente. uma nuvem pequena com uma cúpula superior arredondada. Os enrolamentos e formas de gancho dos cirros são os finos rastos de cristais de gelo que caem lentamente. alcançam o seu máximo de extensão a meio da tarde dissipam-se quando o sol começa a arrefecer.com o aspecto de um véu nebuloso transparente. Se o ar for suficientemente húmido forma-se uma pequena nuvem no momento em que o ar atinge o pico desta brecha. que é constituída por gotículas de água . Em condições instáveis. característica dos cúmulos em desenvolvimento. dissipando à medida que se afastam da fonte de ar quente que alimenta a sua formação.

forte e contínua. ao mesmo tempo em que a arrefece. separando duas massas de ar úmido e resultam. Altocúmulos Os Altocúmulos. podem transformar-se em nimbostratos. com a base entre os 2Km e 6Km. o contraste entre as partes claras e escuras é grande. no ar frio e úmido subjacente. a temperaturas acima do ponto de congelamento. "rabos de égua": 71 . de acordo com a temperatura do ar abaixo dela . e logo empurradas pelo vento. os estratos podem resultar da subida do nevoeiro. onde o ar é tão frio que são todos feitos de cristais de gelo. Consistem principalmente de gotículas de água sobrearrefecidas. cai numa camada mais quente. Podem resultar do espraiamento das partes medias ou superiores dos cúmulos quando estes alcançam uma camada de ar quente estável.Pois é composto por amontoados mais ou menos contínuos de nuvens esbranquiçadas. pois estão mais altos e mais longe. Nas imagens satélite é frequente observar-se grandes extensões destes alinhamentos de nuvens sobre os oceanos. formam-se acima dos estratocúmulos. mas podem provocar chuvisco. produzida por este. A sua base situa-se entre os 400m e os 2km. O topo dos cúmulos Alinhamento das nuvens Em terrenos abertos e planos os cúmulos alinham-se frequentemente em filas. abaixo da base da nuvem. O nimbostrato produz um céu pesado cinzento e úmido. os contornos são nítidos. constituídas por massas globulares ou em rolos. Altostratos(as) Os altostratos são uma camada uniforme acinzentada ou azulada de nuvens.Estratos(st) A camada nebulosa. ou ainda mais abaixo. cinzenta. com base entre os 900 metros e os 3 km. que se estendem até perder de vista. às vezes listrada. as nuvens causadoras de chuva. Os estratos raramente são suficientemente espessos para produzir chuva. Formam-se em condições de atmosfera estável. ou neve fraca mas persistente. misturando verticalmente o ar e transportando ar úmido da superfície para cima. com base entre os 2Km e os 6Km de altitude. Podem ainda aparecer num céu sem nuvens quando. e inversamente. Quando é possível ver o sol através dos estratos. O estracumulo não é uma camada acinzentada uniforme como os estratos (daí a adição da palavra "cúmulos"). Dá lugar a chuva ou neve. Estracumulos(Sc) Os estracumulos são nuvens baixas e muitas vezes formam-se quando o vento provoca turbulência no ar úmido junto ao solo . mas estas podem congelar ao serem capturadas por cristais de gelo que caem de nuvens mais altas. evaporando e fazendo aumentar a umidade desta camada. sobre uma superfície plana e uniforme. mas onde o vento à superfície mantém. incluindo as bandas paralelas e configurações em célula. Os estratos podem também formar-se por baixo de um nimbostrato. e quando a nuvem resultante tem a capacidade de se tornar suficientemente espessa para se formarem cristais de gelo nas camadas superiores da nuvem. Podem Ter origem em extensões mais altas de estratocúmulos ou em cúmulos de grandes dimensões. ou neve fraca a maior altitude. fria. Os nimbostratos acompanham tipicamente as frentes quentes. Rabos de égua Os cirros formam-se a grande altitude. dos altostratos que engrossam e descem. Nimbostratos O nimbostrato é uma camada nebulosa espessa. criadas pelo aquecimento do solo e pela direcção da brisa. Isto resulta de uma sucessão de correntes ascendentes e descendentes. pela aproximação de uma frente. mas sem o deixar ver claramente. freqüentemente com chuva contínua e apresentando farrapos soltos de nuvens cinzentas que correm muito depressa abaixo da base da nuvem principal. nuvens brancas ou acinzentadas das camadas médias da tropopausa. quase sempre com porções escuras. neste caso.São muito freqüentes no inverno quando ar úmido se desloca para norte. De acordo com o movimento do ar podem tomar variadas formas. separadas por vezes por porções de céu descoberto. muitas vezes sombria. nas regiões montanhosas ou temperaturas inferiores a 0ºc. uma camada de ar bem misturado e demasiado quente para que se possa ocorrer condensação. Quando estas nuvens são espessas. O nevoeiro é um estrato que se forma ao nível do solo na ausência da turbulência. tem a base a cerca de 400metros. formam-se bandas paralelas regulares de nuvens. baixa e cinzenta. Os nimbostratos formam-se quando uma camada de ar quente é forçada a elevar-se por cima do ar frio ou então a subir uma montanha. Os Altocúmulos são basicamente constituídos por gotículas de água mas podem conter cristais de gelo nas camadas superiores. ou então um céu quase negro que anuncia queda de neve.. quando a chuva. Substituem os cirrostratos à medida que uma frente quente se aproxima. o ar quente é obrigado a subir. Estas formações são por vezes o resultado de uma sucessão de nuvens geradas no ar húmido transportado para cima por correntes térmicas. Habitualmente os estratocúmulos não são muito espessos e tendem a provocar apenas chuva fraca ou chuvisco. A força do vento molda-os em filamentos delicados. Num dia de sol. designada por estrato. Assemelham-se freqüentemente aos estratocúmulos e poderá ser difícil distingui-los mas os seus elementos individuais parecem geralmente mais pequenos. cobrindo o céu totalmente ou parcialmente. Esta camada é por vezes suficientemente ténue para deixar perceber a posição do sol através dela. Se tornam mais espessas abaixam a sua base no seio de massa de ar frio e úmido. ou neve.

Os rastos de condensação são linhas retilíneas de nuvens que se formam no rasto dos aviões. As maiores precipitações vêm das nuvens mais espessas e mais escuras. atenuando-se gradualmente e tornando-se cada vez menos nítidos. cor de carvão. O espaço entre o motor e o inicio do traço de condensação resulta do ar sair dos motores a uma atmosfera demasiado elevada para que se possa dar condensação de imediato. tendem a dar chuva mais lenta e persistente. que pouco mais é que neblina. Estas nuvens são escuras porque são tão espessas e cheias de água que nenhuma luz as atravessa. como resultado da condensação do vapor de água emitido pelos motores (no vapor de água é um dos produtos da combustão do fuel). 72 . Os traços de dissipação são bandas de céu limpo. despejarem numa tarde um dilúvio. Estratos baixos podem envolver-nos num chuviscar permanente. numa atmosfera úmida permanecem durante muito tempo. à medida que o avião atravessa a nuvem. Numa atmosfera seca dispersam-se rapidamente. que chegam aos 15 Km de altitude. que pode durar horas e até dias seguidos. são sinal certo de chuva iminente. A duração e a intensidade dos aguaceiros varia bastante. que têm toda a altura necessária para se formarem gotas de água. mais leves e finos. Nos trópicos é freqüente cumulonimbos gigantes.Um dia de chuva Nuvens sombrias. Lençóis de nimbostratos. resultante da evaporação numa nuvem provocada pelo ar quente dos motores.

então. ES = escoamento superficial. corresponde à evapotranspiração potencial do período. e no crescimento das plantas. estudos sistemáticos tem sido feitos por VASCONCELLOS. para expressar a ocorrência concomitante de evaporação e transpiração de uma comunidade vegetal de pequeno porte. PENMAN (1948).  = variação no S armazenamento de água no solo. preocupado em quantificar o consumo de água e a influência dos fatores climáticos no balanço hídrico. CAMARGO (1966). D = drenagem. onde a evapotranspiração é tratada como um processo físico. constituído de dois requisitos básicos: uma fonte de energia que produz calor para a vaporização e um mecanismo de transporte para remover o vapor. mediu a diferença entre a quantidade de água recebida por um vaso. por precipitação pluvial mais irrigação suplementar e a quantidade de água perdida por percolação. Destes. o termo evapotranspiração foi utilizado por THORNTWAITE. contribuindo para a melhoria das condições de produção. Em 1944. Na região dos cerrados. Isolando-se a Evapotranspiração: ET = P + I ± ΔS – D – ES HISTÓRICO O conceito de evapotranspiração em termos de demanda de água pelas plantas não é recente e apareceu no início do século passado com SPALDING (1905). Evapotranspiração é. Modificando-se os termos da equação do balanço hídrico. que são verificados no solo nu. a restituição de água para a atmosfera nas condições naturais do meio físico. Vários outros cientistas tentaram desenvolver fórmulas para representar a relação entre os parâmetros atmosféricos e a água consumida pelas plantas. que analisou a influência da intensidade da luz na demanda da transpiração. I= irrigação.EVAPOTRANSPIRAÇÃO CONCEITO: Quantidade de água evaporada da superfície do solo e das plantas mais a utilizada pelas plantas no processo de transpiração. cobrindo totalmente o solo. iniciou uma série de estudos. Seu trabalho foi um marco nos estudos de evapotranspiração no Brasil. obtém-se a equação: P + I – D – ES – ET ± ΔS = 0 onde: P= precipitação. de maneira a determinar a ET de culturas no cerrado. 73 . num determinado intervalo de tempo.

A transpiração é responsável pelo transporte de nutrientes no fluxo de massa e pela dissipação de calor. pois esta água que passa pela planta e se perde na atmosfera. o calor. A transpiração pode ser considerada uma perda desejável de água. A evaporação é uma perda indesejável. utilizando uma energia externa. do ponto de vista agronômico. que são estruturas microscópicas (<50 μm) e que ocorrem nas folhas (5 a 200 estômatos/mm2). Esta perda de água dáse na superfície do solo pela evaporação e na superfície da planta através da transpiração. Na transpiração há necessidade de um suprimento de energia externa. Assim pode-se definir o fenômeno de evapotranspiração como a transferência de água na forma de vapor. participa de suas atividades biológicas. para atender à demanda evaporante da atmosfera. TRANSPIRAÇÃO É a evaporação da água que se dá através dos estômatos. que é o gradiente de pressão de vapor e a velocidade do vento. do sistema solo-planta para a atmosfera.Processos que atuam na Evapotranspiração EVAPORAÇÃO É o fenômeno pelo qual uma substância passa da fase líquida para a fase gasosa. Evapotranspiração 74 . pois é uma água que sai do solo sem participar das atividades biológicas da cultura.

de modo a permitir a produção potencial desta cultura nas condições de campo. 2. cobrindo completamente o solo. 75 . EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA (ETc) Evapotranspiração de determinada cultura. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. 3. EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA (ETm) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. em fase de crescimento ativo. ETR será sempre menor ou igual a ETP. 5. 3. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL (ETP) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL 1. de pequeno porte. isto é. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA (ET0 ou ETr) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira (gramínea verde com 8 a 15 cm de altura). 2. EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL (ETR) É a evapotranspiração de determinada cultura. 5. 4. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. 4. fertilidade e disponibilidade de água no solo.TIPOS DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. 1956). sob as condições normais de cultivo. 1981). quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no solo. em qualquer estádio de crescimento (BERLATO & MOLION. Termos mais utilizados na atualidade: Evapotranspiração de referência e da cultura. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água (PENMAN.

Evapotranspiração FATORES QUE DETERMINAM OS VALORES DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 

Climáticos: Radiação Solar; Temperatura; Umidade; Vento e Precipitação. Da planta: Espécie; variedade; sistema radicular; arquitetura, estádio de desenvolvimento. Do solo: Tipo; condutividade hidráulica; fertilidade; salinidade; infiltração e drenagem. Outros: presença de palhada, sanidade da cultura (pragas e doenças).
76

MÉTODOS DE AFERIÇÃO DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. DIRETOS Aparelhos que medem a quantidade evapotranspirada diretamente, em campo. 2. INDIRETOS Aparelhos que fornecem dados para o cálculo da evapotranspiração Equações empíricas MÉTODOS DIRETOS LISÍMETROS O lisímetro de percolação é o mais usado no país. Consiste em enterrar um tanque no solo deixando a sua borda superior 5 cm acima da superfície do solo. Do fundo do tanque sai um dreno que conduz a água até um coletor. O tanque deve ser cheio com o solo do local onde será instalado o lisímetro, mantendo a mesma ordem dos horizontes. No fundo do tanque coloca-se uma camada de brita coberta com uma camada de areia grossa, para facilitar a drenagem da água que percolou através do tanque. Pode ser de percolação, de pesagem mecânica, de flutuação e hidráulico.

Figura 1: Esquema de um lisímetro de percolação Fonte: Ferreira, 1996

Figura 2: Lisímetros de percolação (FAL – UnB) 77

SONDA DE NÊUTRONS Método muito recomendado devido a sua precisão, a sonda de nêutrons é baseada no princípio de que o hidrogênio é mais efetivo do que qualquer outro elemento para diminuir a velocidade dos nêutrons rápidos e que a maior parte dos núcleos de hidrogênio presentes no solo são encontrados na molécula de água. Os nêutrons rápidos irradiados dentro do solo são absorvidos pelo hidrogênio e então são refletidos de volta ao detector como nêutrons lentos (ROSENBERG, 1983).

Figura 1 – Sonda de Nêutrons instalada no campo

Figura 2 – Sonda de Nêutrons no campo (FAL – UnB), com a cultura da soja.

TENSIÔMETROS Os tensiômetros são aparelhos simples, colocados em diferentes profundidades no solo cultivado. A variação da água se obtém pela diferença nos respectivos teores de umidade, verificados a partir de leituras dos tensiômetros. O sinal a ser utilizado será variável conforme a variação no teor de umidade.

78

Figura 1: Tensiômetros digitais Figura 2: Tensiômetros instalados no solo. Figura 3 – Modelos de TDR 79 . com a cultura da soja (FAL – UnB) TDR Aparelho que mede a umidade em um ponto do solo através de uma corrente elétrica. que mede a condutividade hidráulica do solo. e dá a resposta em termos de umidade.

Deve ser instalado sobre um estrado de madeira e cheio de água até que o seu nível fique a 5 cm da borda superior do tanque.MÉTODOS INDIRETOS TANQUE CLASSE A EQUAÇÕES EMPÍRICAS TANQUE CLASSE A Consiste em um recipiente circular. construído normalmente de aço galvanizado. assentado sobre um poço tranqüilizador. dado pela equação: ET0 = EvTA . Kp Onde: ET0 = evapotranspiração de referência (mm). A evapotranspiração de referência estimada pelo método do Tanque Classe A é medida a partir da evaporação da água do tanque. O Tanque Classe A é preciso. estima-se a ET0 pela multiplicação da evaporação medida pelo coeficiente Kp que leva em conta o clima e o meio circundante do tanque. 1995). EvTA = evaporação no Tanque Classe A (mm). A evapotranspiração é medida em micrômetros de gancho. Por meio da evaporação do tanque (EAC). Kp = coeficiente do tanque Figura 1 – Tanque Classe A Figura 2 – Tanque Classe A no campo (Estação Meteorológica – FAL – UnB) 80 . é necessária a multiplicação pelo coeficiente Kp do tanque. Para transformar esses dados em evapotranspiração. prático e econômico (STONE & SILVEIRA.

Indiretos) Disponibilidade para o trabalho em campo (mét. pois é provável que proporcione resultados mais satisfatórios para avaliar os efeitos do clima sobre as necessidades de água das plantas (MOREIRA.EQUAÇÕES EMPÍRICAS Existem métodos indiretos para o cálculo da evapotranspiração. A PRECISÃO DA ESTIMATIVA VAI DEPENDER:    Fatores climáticos envolvidos Precisão dos dados meteorológicos requeridos (mét. Para estimativa da evapotranspiração por meio de Penman. sugere-se o emprego da equação de Penman modificado. Hargreaves & Samani.Fator relacionado com a temperatura Rn .Função relacionada com o vento (ea – ed) – Diferença de pressão de saturação de vapor de água e sua pressão real OUTRAS EQUAÇÕES: Modificações da equação de Penman (FAO. que se baseiam em fórmulas que combinam diferentes elementos climáticos. Diretos) 81 . { W . f (u) .Fator de correção W . umidade. Makkink. Blaney & Criddle.Radiação líquida f (u). (ea – ed) Onde: ET0 .Evapotranspiração de referência de um cultivo (mm/dia) c . Monteith) Thornthwaite. 1992). Rn + (1 – W) . etc. vento e insolação ou radiação. Nas áreas que possuem dados de temperatura. é utilizada a seguinte equação: ET0 = c .

Fatores que influenciam o Kc: Genética da planta Época do plantio Ritmo de crescimento e duração do período vegetativo As condições climáticas Freqüência de irrigações e/ou precipitações na primeira fase de crescimento 82 . Exemplo de Gráfico para Kc.COEFICIENTE DA CULTURA (Kc) Relação entre a evapotranspiração da cultura e a evapotranspiração de referência: Kc = ETc / ET0 Pra que serve o Kc? O coeficiente da cultura é um importante parâmetro utilizado para a irrigação de diferentes culturas. e expressa a proporção da evapotranspiração que está ocorrendo. em relação àquela que ocorreria em condições ótimas (de referência).

83 . etc.Utilização agronômica da evapotranspiração Dimensionamento de projetos e sistemas de irrigação Calculo de irrigação: quando e quanto? Redução de custos: investimentos. Conservação ambiental: água e energia. energia. Maximização da produtividade das culturas Sanidade das culturas (diminuição de doenças) Conservação do solo Aumento do nível de controle na produção Desenvolvimento tecnológico. etc. fertilizantes. redução de contaminação do lençol freático. água. manutenção.

sendo também uma ferramenta para se estudar a viabilidade de implantação de sistemas de irrigação e/ou drenagem. na prática o balanço hídrico climatológico? P + D – ET – Δa – E = 0 Precipitação (P) = aparelhos de medição (pluviômetro ou pluviógrafo) Déficit hídrico (D) = calculado à partir da evapotranspiração Evapotranspiração (ET) = aparelhos (métodos diretos) ou equações empíricas (indiretos) Variação no armazenamento de água do solo (a) = aparelhos (tensiômetros. ao longo do ano. 84 . Inferência analítica sobre o efeito do fator água sobre o interesse econômico. Épocas mais adequadas para o preparo do solo e início das atividades agrícolas. CONTRIBUEM PARA UM EQUILÍBRIO NOS MEIOS PRODUTIVOS. Zoneamento agroclimático. Consumo hídrico de diferentes culturas. Adoção de práticas conservacionistas visando o controle da erosão hídrica O CONHECIMENTO DAS NECESSIDADES BÁSICAS DAS CULTURAS E O FORNECIMENTO DE INSUMOS SEM INCORRER EM FALTA OU EXCESSO. Viabilidade de implantação de sistemas de irrigação. Viabilidade de produção de determinadas culturas ou aclimatação de espécies vegetais exóticas. GERANDO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. numa região.BALANÇO HÍDRICO CLIMATOLÓGICO Possibilita monitorar o armazenamento de água no solo e quantificar o excesso e a deficiência hídrica. pode-se obter:          Informações relacionadas ao conhecimento do regime hidrológico de uma região. Como calcular. sonda de nêutrons) ou tabelas (recomendações). Excesso hídrico (E) = aparelhos ou estimativa Aplicações agronômicas do BHC À partir do conhecimento gerado pelo balanço hídrico climatológico. Armazenamento da água da chuva.

é encontrada entre 4. Os gases principais que compõem o ar seco são nitrogênio (N2) a 78.000 metros (8. É quando a temperatura média do mar está em torno de 15 graus Celsius. ALTAS LATITUDES . ATMOSFERA PADRÃO .5 graus Celsius a cada quilômetro que nos elevamos na atmosfera. e violeta).000 pés) de altitude . ALTOCUMULUS .Em meteorologia.Instrumento usado para determinar a altitude de um objeto a partir de um nível fixo. não existe umidade no ar. e a variação da temperatura é de -6. Move-se no sentido no sentido antihorário no Hemisfério Sul e horário no Hemisfério Norte. Muitas vezes confundida com nuvens do tipo cirrocumulus.033%.Faixa de latitude localizada aproximadamente de 60 a 90 graus nos Hemisférios Norte e Sul.300 e 5. pelo reflexo total e pela dispersão da luz. Pode formar vários sub-tipos. o padrão de pressão é de 1. como altocumulus castellanus. ionospera e exosfera. muitas vezes obscurecendo o Sol ou a Lua. 85 . seus elementos (nuvens individuais) têm uma massa maior e projetam uma sombra em outros elementos. ÁRIDO . onde. A característica que a define é uma camada inchada e ondulada na nuvem que pode ser vista com freqüência. ALTITUDE . Também conhecida como área de alta pressão. amarelo. ou altocumulus lenticularis. ou num grupo de ilhas.Termo usado para definir um clima extremamente seco. e da maioria dos gases importantes em meteorologia. Também chamada de região polar. AJUSTE DE ALTÍMETRO . estratosfera.O movimento horizontal do ar mais frio em um local. chuvas e condensação. sobre o local. argônio (A) a 0. azul. efetivamente.000 e 20. ALBEDO . Nas latitudes média s.Arco luminoso que exibe todas as cores do espectro visível de luz (vermelho. o que ocorre durante ou imediatamente após uma chuva. azul claro. Nas latitudes médias. ADVECÇÃO . Virga também provém destas nuvens. Isto varia de acordo com a textura.013. ou sobre o nível do mar. ARCO-ÍRIS . cor e expansão da superfície do objeto e é informado em percentagem. ou 29.000 e 18.09%. é o vapor de água (H2O). ALERTA DE FURACÃO . grossas e cinzentas. Superfícies com altas taxas de albedo incluem areia e neve. mesosfera. A isto é dado o apelido de "ovelhas" ou "flocos de algodão". ALTÍMETRO DE PRESSÃO . É considerado o oposto de úmido quando se fala em climas. esta nuvem de altura média é básicamente feita de gotículas de água. Virga freqüentemente provém destas nuvens.Estrutura semelhante a uma caixa ventilada. de cristais de gelo.Atmosfera padrão é uma expressão definida pela International Civil Aeronautical Organization (ICAO). é a medida da altura de um objeto aerotransportado sobre a pressão constante de uma superfície. é o oposto de uma área de baixa pressão.O gás ou a porção de ar do ambiente físico que cerca um planeta.Barômetro aneróide calibrado para indicar a altitude em pés em vez de unidades de pressão. às vezes. É criado por refração. é geralmente encontrada entre 2. A radiação absorvida é então transformada em energia molecular.Área de pressão que diverge os ventos numa rotação anticiclônica (oposta à rotação da Terra).Transmissão horizontal do ar mais quente em uma determinada área. As divisões da atmosfera incluem: troposfera. O altímetro é ajustado com a aeronave no chão. a intensidade e o movimento da tempestade. ANEMÔMETRO . O arco sempre é visto no céu do lado oposto em que está o Sol.Transmissão de calor ou qualquer fenômeno na atmosfera pelo movimento horizontal de uma massa de ar (vento).25 milibares. laranja.93% e dióxido de carbono (CO2) a 0. A observação é usada para informar à população. Um dos componentes mais importantes do ar. projetada para proteger os instrumentos que medem a temperatura da exposição direta ao Sol.Nota formal divulgada por meteorologistas quando se conclui que existem condições para ocorrer um furacão em uma área litorânea.400 e 6. enquanto que baixas taxas de albedo incluem florestas e terra fresca. ABSORÇÃO . Do branco ao cinzento.92 polegadas de mercúrio. ALTOSTRATUS .Processo no qual a energia luminosa incidente é retida por uma substância. verde. de forma que ela indique a altitude de uma aeronave em relação ao nível do mar.000 pés) de altitude. AR . É visível quando o Sol brilha e o ar contém água vaporizada ou pingos de chuva. No caso da Terra.Esta nuvem de altura média é basicamente composta de gotículas de água e. É um bom indicador de precipitação e freqüentemente precede uma tempestade.É considerado como a mistura de gases que compõem a atmosfera da Terra. ANTICICLONE . as nuvens do tipo altostratus podem criar um véu ou lençol fibroso. ATMOSFERA .Composta de massas globulares baixas. Normalmente os meteorologistas medem a altitude a partir da pressão do nível do mar.Instrumento que mede a velocidade e força do vento. nas próximas 24 a 36 horas. está situada mais ou menos perto da superfície e m razão da atração gravitacional da Terra.000 metros (15. Exemplos inclue m transmissão horizontal de calor e umidade. oxigênio (O2) a 20.O valor da pressão para o qual a balança do altímetro de uma aeronave é determinado. ALTÍMETRO . ADVECÇÃO QUENTE .946%. em terra e no mar.Relação da quantidade de radiação refletida da superfície de um objeto e comparada à quantidade de reflexos que a radiação produz. ou ciclone.GLOSSÁRIO METEOROLÓGICO ABRIGO METEOROLÓGICO . ADVECÇÃO FRIA .

Qualquer ciclone de origem não tropical. CEILÔMETRO . CÉU CLARO .Cinturão localizado entre zero e 30 graus de latitude. feita em geral de fósforo de bronze ou cobre de berílio. é a ausência aparente de movimento da superfície de água. o que influencia o clima dessas regiões. a aproximadamente 9. CAVADO EQUATORIAL . BATITERMÓGRAFO .Zona de transição entre a Terra e a atmosfera.T.O estado do céu quando nenhuma nuvem ou obscurecimento são vistos ou detectados do ponto de observação.Grandes áreas de circulação do ar criadas pela rotação da Terra e pela transferência de calor na linha do equador. tanto ao norte quanto ao sul do equador. O aneróide é uma cápsula fina e fechada de metal ou célula.Um instrumento para medir a pressão atmosférica. Precede também o aparecimento de um Cavado Equatorial ("trough").O processo que cria um novo sistema de baixa pressão. depositando-o num tanque de mercúrio.Área alongada de baixa pressão atmosférica que é associada com uma área de circulação ciclônica mínima. CICLO DA ÁGUA . dentro da qual é encontrada a maior parte das formas de vida terrestre.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. mas também pode ser chamado de sistema de baixa pressão. instrumento de medição que indica a intensidade da precipitação medido em milímetros de chuva. Possa ser chamado de um B. aberto numa ponta e fechado na outra. Em termos oceânicos. É o nome dado para um ciclone tropical no Oceano Índico. Enche-se o tubo com mercúrio e sela-se o tubo temporariamente. por um número determinado de anos. ou para elevar sua energia interna. protegendo o planeta da radiação ultravioleta.02 polegadas). Geralmente considerado como um ciclone fronteiriço migratório encontrado nas médias e altas latitudes. no centro da qual há um mínimo de pressão relati va. CICLONE EXTRATROPICAL . considerando a média de sua ocorrência em um deter minado local. Normalmente mede-se a precipitação através de um pluviômetro. que se desenvolve sobre as águas tropicais e. BARÔMETRO . CHUVISCO . As medidas no vidro registram a pressão em polegadas e milibares.5 milhas (15 a 20 quilômetros) da superfície da Terra. A altura da coluna de mercúrio no tubo é a medida da pressão do ar. Na condição de ozônio ela age como um filtro. CHUVA .Dispositivo usado para registrar a temperatura em grandes profundidades (pressão) do oceano.Um instrumento usado para medir a pressão atmosférica. Situa-se entre a troposfera e a estratosfera.5 milímetros (0.B BAIXAS LATITUDES . À medida em que a pressão atmosférica aumenta. É referida como "DZ" quando está em observação e pelo Metar.Núcleo aquecido do sistema de baixa pressão atmosférica. foram eles que levaram os observadores a usar os Barômetros Aneróide. principalmente da água em estado líquido. A circulação do vento segue a direção horária no Hemisfério Sul e anti-horária no Hemisfério Norte. BARÓGRAFO . Oposto de crista. a lanterna e a mancha iluminada na nuvem.Quantidade de precipitação de qualquer tipo. CAMADA DE OZÔNIO . o mercúrio se movimenta do tanque para a parte superior do tubo. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual.Instrumento usado para medir a elevação angular de uma luz projetada na base de uma nuvem. Dois exemplos são o Barômetro aneróide e o Barômetro de mercúrio. ou intensifica um sistema preexistente. CALOR . A primeira Lei da Termodinâmica demonstrou que o calor absorvido por um sistema pode ser usado pelo sistema para fazê-lo funcionar. com ventos convergentes e circulares. quando não há nenhum vento ou ondulação. É um tubo de vidro longo. tornados e sistemas tropical e extratropical. Oposto de um anticiclone ou de um sistema de alta pressão. ou polar. Outros fenômenos com fluxo ciclônico podem ser definidos por esta expressão e também como poeira do diabo. CICLONE . para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica. Também chamado de extratropical baixo ou tempestade extratropical. 86 . Mede o ângulo da base da nuve m incluído pelo observador (ou equipamento). C CALMARIA . CICLONE TROPICAL . Registra a mudança na forma de uma célula de metal vazia para medir variações na pressão atmosférica. ou ciclone.Área de pressão de circulação fechada.Um instrumento que registra continuamente a leitura que um barômetro está fazendo da pressão atmosférica. veja Barômetro aneróide. Um vazio quase perfeito se forma na parte fechada do tubo.Camada atmosférica que contém uma proporção alta de oxigênio que existe como ozônio. regiões de clima temperado. como os trópicos. BARÔMETRO ANERÓIDE . Como exemplo. CICLOGÊNESE .Precipitação que cai lentamente em forma de minúsculas gotículas de água com diâmetros menores do que 0. físico e matemático italiano. É considerada a porção exterior da geosfera e a porção interna ou mais baixa da atmosfera.Condições atmosféricas destituídas de vento ou de qualquer outro movimento do ar. Provém de nuvens do tipo stratus e é freqüentemente associada com baixa visibilidade e névoa. O primeiro a usar o Barômetro de Mercúrio foi Evangelista Torricelli (1608-1647).5 a 12. às vezes. depois que o mercúrio desce.Instrumento usado para medir a mudança da pressão atmosférica. BIOSFERA . A circulação fica restrita a uma região específica. BARÔMETRO DE MERCÚRIO . Embora barômetros de mercúrio sejam muito precisos. As medidas são calculadas em polegadas de mercúrio. Também chamado de região tropical ou tórrida. quando a pressão atmosférica di minui. o mercúrio volta para o fundo.Forma de energia transferida entre dois sistemas em virtude de uma diferença na temperatura. CÉLULAS DE CIRCULAÇÃO .

CÚMULUNIMBUS . na troposfera. com as quais é associada no céu.Área alongada de alta pressão atmosférica. É marcado por uma concentração isotérmica e por um cisalhamento vertical forte. às vezes. gerando um efeito ondulado. Inclui dados climáticos. depressão tropical. Outros nomes para esta medida de tempo são Zulu (Z). É o oposto de cavado equatorial ("trough"). a partir da base (fundo) para cima. é usado para descrever o fluxo da corrente de água dentro de uma grande área. Quando vistos da superfície da Terra. CORREDOR DOS TORNADOS . Esta nuvem é uma boa precursora de precipitação. Às vezes é confundida com altocumulus. ocasionalmente.Fluxo ou movimento de um fluido em ou por uma determinada área ou volume. mas o topo pode variar em altura.Corredor geográfico nos Estados Unidos que vai do norte doTexas a Nebraska e Iowa.Nuvem que se desenvolve verticalmente da nuvem cúmulo e é freqüentemente coberta por uma nuvem cirrus em forma de bigorna. tempestade tropical. Clima excessivamente seco numa região específica. e jatos subtropicais.Área de ventos fortes concentrados em uma faixa relativamente estreita na troposfera superior das latitudes médias e regiões subtropicais dos Hemisférios Norte e Sul. esta parte dos Estados Unidos registra mais tornados do que qualquer outra. Com o aquecimento adicional da superfície da Terra. CLIMATOLOGIA . e que se movimenta de forma circular organizada. é usado para descrever o fluxo de ar que se move no sistema de pressão da atmosfera. CORRENTE DE JATO . Oposto de divergência. elas podem crescer verticalmente ao longo do dia.000 pés de altitude (6. CONVECÇÃO . Fluindo em uma faixa semi-contínua ao redor do globo. CIRRUSTRATUS . é freqüentemente acompanhada por chuvas pesadas. o fenômeno pode ser classificado como perturbação tropical. Em números absolutos. associada à área de circulação máxima de um anti -ciclone. composta de cristais de gelo. estes cristais de gelo podem criar o efeito de halo ao redor do Sol ou da Lua. Oposto do circulação ascendente ("upslope"). usado pelas comunidades científicas e militares. a análise das causas das diferenças no clima e a aplicação de dados climáticos na solução de objetivos específicos ou problemas operacionais. CIRROCUMULUS .A fusão de duas gotas de água em uma única gota maior. O topo de tal nuvem pode alcançar facilment e 6. Deve ser suficientemente prolongado para que a falta de água cause sério desequilíbrio hidrológico.O estudo do clima. CONDENSAÇÃO .000 e 30. ou ventos fortes e tempestuosos.Movimento do vento que resulta num influxo horizontal do ar em uma região específica. Também é um dos dois tipos de nuvem baixa.Nuvem do tipo cirrus. raios.Transferência de calor pela ação de uma substância molecular. A palavra é derivada do grego. estas nuvens podem se trans formar em nuvens 87 . CIRCULAÇÃO DESCENDENTE DE VALE E MONTANHA . as Correntes de Jato são causadas pelas mudanças da temperatura do ar ? quando o ar polar frio que se move para o equador encontra o ar equatorial quente que e stá se movendo para o pólo.000 metros). Também é o tipo de nuvem menos comum e se forma freqüentemente a partir das nuvens cirrus ou cirrustratus. Nas latitudes médias. É a nuvem mais alta que se forma no céu. uma vez que as ondulações podem se parecer com escamas de peixe. trovões e.Processo pelo qual o vapor de água sofre uma mudança.Rajada de vento criada por uma mudança rápida na direção do vento com altura. tem uma massa individual menor e não lança sombra em outros elementos.000 pés). Em algumas condições atmosféricas. ou pelo contato de uma substância com outra. As estatísticas são extraídas de várias décadas de observação. Também é um dos três tipos de nuvem alta. do estado gasoso para o estado líquido. significando inclinação e refletindo a importância que os estudos da antiguidade atribuíram à influência do Sol.Uma das três formas básicas de nuvem (as outras são cumulus e stratus). normalmente são encontradas formações dessas nuvens entre 20. Descreve padrões menores em sistemas de pressão semi-permanentes como também as correntes relativas e permanentes globais do ar. ou Tempo Médio de Greenwich (GMT).000 e 9. Nuvens pequenas e esparsas do tipo cumulus estão associadas com tempo bom (cumulus humilis).Um das três formas básicas de nuvem (as outras duas são cirrus e stratus). porém. Também chamada de nuvem de temporal.000 metros de altitude (20.O registro histórico e a descrição da média diária e sazonal de eventos climáticos que ajudam a descrever uma região. tornados. É o processo físico oposto ao da evaporação. c huva de granizo. Em meteorologia.Movimentos dos fluidos que transportam e misturam as propriedades de um fluido específico. Cria geralmente um "céu escamado". é o oposto de subsidência. que tem a aparência de um lençol de bolas brancas e pequenas.subtropicais. Estas propriedades podem ser calor e/ou umidade. jatos polares. do oeste para leste.O aquecimento de um fluxo de ar quando desce uma colina ou o declive de uma montanha. Dependendo dos ventos de sustentação da superfície. Cirrus é uma nuve m magra. se formam em alturas excessivas. indicando que isto pode ocorrer num prazo de 12 a 24 horas. klima. CRISTA . com exceção do topo das bigornas de nuvens cumulunimbus que. que aparece freqüenteme nte com a forma de véus remendados ou como margem de praia. Quando usado para insinuar só o movimento superior vertical. CISALHAMENTO DIRECIONAL . CONVERGÊNCIA . CONDUÇÃO . CIRCULAÇÃO . jatos de superfície. ou mais. Pode dar ao céu um ligeiro tom leitoso ou velado. CLIMA . COORDENADAS UNIVERSAIS DO TEMPO . ou delgada. furacão ou tufão.Um dos vários nomes para as 24 horas do dia.000 pés). Ventos convergentes em níveis mais baixos são associados com movimento superior. que se desenvolve a partir da nuvem cirrus e se estende em uma camada fina. COALESCÊNCIA . CUMULUS . Em termos oceânicos. Várias dessas correntes incluem jatos do ártico. A base da nuvem está freqüentemente a uma média de 900 metros de altitude (3. com a aparência de um lenço l plano e fibroso. CIRRUS . É uma nuve m que se desenvolve numa direção vertical.Nuvem do tipo cirro com desenvolvimento vertical.

É baseado na Força ou Número de Beaufort.Aquecimento global da parte mais baixa da atmosfera da Terra.2 graus Fahrenheit. raramente produz 88 . ELEVAÇÃO DA ESTAÇÃO . caracteristicamente. ou menos. Mais comumente usada em áreas que seguem o sistema inglês de medidas. ou cavado equatorial ("trough").Ponto no qual a eclíptica intercepta o equador celestial. Tendo. Também conhecida como Escala de Temperatura Absoluta.Um sistema para calcular e informar a velocidade do vento. É uma nuvem em forma de lençol e que não exibe elementos individuais. meso-escala e tempestades.Escala de temperatura cujo ponto de congelamento é em +273 graus K (Kelvin) e o ponto de ebulição e m +373 graus K. Barão de Largs (1824-1907). para distinguir o fenômeno de outras características sinóticas. conhecidas como cumulus congestus e podem produzir chuva.Escala de temperatura em que a água. e os efeitos visíveis sobre as superfícies da Terra ou do mar. e m geral. No Hemisfério Norte o ar se desvia para a direita de seu caminho. A escala foi inventada por Sir Francis Beaufort (1777-1857). com pouca ou nenhuma possibilidade de um alerta antecipado e que. Criada em 1714 por Gabriel Daniel Fahrenheit (1696-1736). É a linha imaginária que divide o planeta em Hemisfério Norte e Hemisfério Sul. cinzenta e baixa. resulta de chuva intensa sobre uma área relativamente pequena. A força é maior nos pólos Norte e Sul e quase inexistente no equador. É usada principalmente para propósitos científicos. Isto acontece quando as águas mornas equatoriais mudam e deslocam as águas mais frias da Corrente de Humbolt. DEPRESSÃO . ESCALA DE BEAUFORT . Seu desenvolvimento pode criar mais tarde uma nuvem cumulu nimbus. Foi criada por Anders Celsius em 1742. O mesmo que centígrado. ou pelo descongelamento de uma grande quantidade de gelo. pelo rompimento de uma represa.Um gás pesado e incolor que é o quarto componente mais abundante do ar seco. EFEITO ESTUFA . enquanto que no Hemisfério Sul se desvia para a esquerda.Tamanho dos sistemas migratórios de alta ou baixa pressão na mais baixa troposfera. levando em consideração uma área horizontal de várias centenas de quilômetros ou mais. mas impedem que parte desse aquecimento retorne para o espaço. Contrasta com macro-escala. é outro nome usado para definir uma área de baixa pressão. É grossa . Embora possa produzir garoa ou neve. EQUADOR . ESCALA KELVIN DE TEMPERATURA .Círculo geográfico a zero graus de latitude na superfície da Terra. Kelvin. ou de u ma ondulação que está se dirigindo para o leste de forma organizada. a 9ª Conferência Geral de Pesos e Medidas substituiu a expressão "grau centígrado" por "grau Celsius". DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) . que pode resultar em mudanças significativas dos padrões climáticos de várias regiões do planeta. Enchentes repentinas podem ser causadas por chuva súbita excessiva. interrompendo seu processo de ascenção. ESCALA FAHRENHEIT DE TEMPERATURA . um físico alemão que também inventou o álcool e os termômetros de mercúrio. A nuvem estratos pode dar ao céu uma aparência nebulosa. Abrange 0. sendo equidistante dos pólos Norte e Sul. o equinócio da primavera acontece em torno de 20 de março e o equinócio do outono em torno de 22 de setembro. Mais comumente usada em áreas que utilizam o sistema métrico de medida. físico e matemático escocês nascido na Irlanda. DIVERGÊNCIA .Relação da massa de uma substância com o volume que ela ocupa. no nível do mar. 60 quilômetros por hora (33 nós).Escala de temperatura na qual o nível da água do mar tem um ponto de congelamento em zero graus C (Celsius) e um ponto de ebulição em +100 graus C. hidrógrafo da Marinha Real Britânica. No Hemisfério Norte. no qual os ventos de sustentação da superfície são de. que permitem que os raios do Sol aqueçam a Terra. um ou mais isóbaras fechadas.O aquecimento cíclico da temperatura da água do mar no Oceano Pacífico Oriental e na costa ocidental da América do Sul.0 graus Celsius ou 39.maiores. tem um ponto de congelamento de +32 graus F (Fahrenheit) e um ponto de ebulição de +212 graus F. Apresentada em 1848 por William T.Movimento do vento que resulta numa corrente horizontal de ar vinda de uma região em particular. no alto. Dias e noites são quase iguais em duração. Em oceanografia. talvez. tem camadas uniformes e raramente está a mais do que 1. EQUINÓCIO . um termo descritivo. Também é um dos dois tipos baixos de nuvem. ESTRATOS .Força por unidade de massa que deriva apenas da rotação da Terra e que age como força de deflexão.500 metros de altitude acima da superfície da Terra. ESCALA DE TEMPERATURA CELSIUS .Inundação que acontece muito rapidamente. ENCHENTE REPENTINA . pode lentamente se formar a partir de uma perturbação tropical. DEPRESSÃO TROPICAL . També m se aplica a uma fase de desenvolvimento do ciclone tropical conhecida como depressão tropical. Depende da latitude e da velocidade do objeto em movimento.Ciclone tropical. a mais comum de todas as nuvens baixas. o qual é composto da velocidade de vento.Em meteorologia. E EFEITO CORIOLIS .033%.Uma das três formas básicas de nuvem (as outras duas são o cirrus e o cumulus). EL NIÑO . sendo. no máximo. D DENSIDADE . é equivalente a uma gravidade específica e representa a relação do peso de um determinado volume de água do mar com o volume igual de água destilada a 4. Nevoeiros podem se formar de uma nuvem estrato que toque o solo. uma baixa. devido principalmente à presença de dióxido de carbono e vapor de água. Em 1948. Divergência a níveis mais baixos está associada. que é o nível de referência para todas as medidas atuais da pressão atmosférica naquela estação.Distância vertical sobre o nível médio do mar. ESCALA SINÓTICA . Oposto de convergência. com um movimento descendente do ar suspenso.

precipitação pesada. Poderia acontecer quando qualquer uma das massas de ar.Nome dado a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). FUMAÇA . FRONTÓLISE . É també m conhecida como frente estacionária. Precipitação geralmente antecede ou sucede a frente fria e.Precipitação que se origina de nuvens convectivas. nevoeiros também podem anteceder a entrada da frente quente.Forma sólida de água. O tipo de fronteira criado por elas depende da maneira como elas se encontram. Nuvens que produzem precipitação pesada podem existir sobre a camada da nuvem estratos. Granizo pequeno ou bolas de neve são referidas como "GS" quando estão em observação e pelo Metar. é uma frente complexa que se forma quando uma frente fria se encontra com uma frente quente. É composto da evaporação do líquido. Fahrentheit e 89 . Geralmente. Neste caso. são considerados granizo. Veja Frente Fria e Frente Quente. ar úmido e frio e ar seco. Também conhecida como frente semi-estacionária. Geralmente.O processo físico pelo qual um líquido. Pode ser encontrado na atmosfera em forma de cristais de gelo. como cumulunimbus. FRENTE OCLUSA . neve. Isto acontece quando duas massas de ar adjacentes ? que exibem densidades e temperaturas diferentes ? se reúnem pela ação dos ventos.Medida de diferença de temperatura que representa uma única divisão numa escala de temperatura. Pedaços com um diâmetro de cinco milímetros ou mais. FRENTE POLAR . com a passagem de uma frente fria. a área de convergência entre calor. mas algumas condições para nevoeiro também podem ser produzidas pelo ar quente.Condição marcada por temperatura realmente baixa. FRONTOGÊNESE . É o processo físico oposto de condensação. F FOTOS DE SATÉLITE . Em geral. quando a zona de transição está perdendo suas propriedades contrastantes. que revelam a temperatura das nuvens e podem ser usadas de dia ou de noite. Este mesmo ciclone tropical é conhecido como tufão no Pacífico ocidental e como ciclone no Oceano Índico. ou nenhuma fronteira distinta. FRENTE FRIA . ou mais. com a passagem de uma frente quente.O término ou "morte" de uma frente.Também conhecida como "oclusão". FRENTE . EVAPOTRANSPIRAÇÃO . assim como chuvas convectivas e temporais. é transformado em estado gasoso. uma linha de tormenta pode antecipar a frente. Ausência de calor. EVAPORAÇÃO . quando a massa de ar que se move sobre o oceano tem uma fronteira fraca. criando uma frente. como a água. Veja frente oclusa e frente fria. geralmente antecedem a frente na superfície. bolas de gelo e granizo. ou quando as partículas maiores se dispersam. Veja Frente fria e Frente quente. Oposto de Gênes e das Frentes (frontogênese). como o fluxo do vapor de água. ao avançar. É referido como "GR" quando está em observação e pelo Metar. Oposto de frontólise.A extremidade principal de uma massa de ar fria que avança deslocando o ar quente de seu caminho. a passagem de uma frente quente não é tão pronunciada quanto a passagem de uma frente fria. Seqüências de imagens registradas por satélites ajudam os meteorologistas a elaborar as previsões do tempo. ou granizo mole. o ar fica claro depois da passagem da frente. embora os ventos troquem de direção (em geral. Outras são tiradas com lentes infra-vermelhas. a pressão sobe e o vento muda de direção (normalmente do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). as partículas restantes se espalham amplamente pela atmosfera. G GELO . Parte integrante de uma antiga teoria meteorológica conhecida como "Teoria da Frente Polar". do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). a pressão atmosférica sobe e.Frente que é quase estacionária. substitui uma massa de ar relativamente fria que está indo embora.Fronteira quase sempre semi-contínua. semi-permanente que existe entre massas de ar polar e massas de ar tropical.Fotos tiradas por satélite meteorológico que revelam informações importantes. ou "água sólida". Veja escalas em Celsius. pedaços menores de gelo são classificados como bolas de gelo. FURACÃO . Sob temperaturas mais frias.Pequenas partículas suspensas no ar produzidas por combustão. Algumas fotos são tiradas durante um período de luz visível (luz do dia). acrescida da transpiração das plantas. Desenvolve-se quando três massas de ar de temperaturas diferentes colidem. É informado como "FU" quando está em observação e pelo Metar. a temperatura e a umidade aumentam. de forma muito rápida.Zona de transição ou superfície de contato entre duas massas de ar de densidades diferentes. mar caribenho. no Oceano Atlântico Norte. bolas de neve. e que cai em forma de bolas ou pedaços irregulares de gelo ? quando os pedaços têm formatos e tamanhos diferentes. GRAU . FRENTE QUENTE . o que normalmente implica temperaturas diferentes. É comum nas costas orientais da América do Norte e da Ásia.O total de água transferida da superfície da Terra para a atmosfera. Bolas isoladas são chamadas de pedras. ou a mbas se movem sobre uma superfície que fortalece suas propriedades originais. FRIO . FRENTE SEMI-ESTACIONÁRIA . o movimento das frentes climáticas e o desenvolvimento de um sistema tropical. Veja Frente Oclusa e Frente Quente. ou que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. FRENTE ESTACIONÁRIA . ou mais). Podem se transformar em neblina quando viajam por uma grande distância (40 a 160 quilômetros. Precipitação em forma de chuva. Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico. como vapor de água. Por exemplo.Frente semi-estacionária é a frente que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica.Extremidade principal de uma massa de ar quente que. ou garoa. por exemplo GRANIZO .Nascimento ou criação de uma frente. a temperatura e a umidade diminuem.

é o período entre o solstício de inverno e o equinócio vernal. Cientistas que estudam a atmosfera e os fenômenos atmosféricos.Localização. Tende a migrar para o sul no inverno do Hemisfério Norte e para o norte no verão. Algumas áreas da meteorologia abrangem estudos sobre agricultura aplicada.Um corpo extenso de ar. entre outros.2 milibares. Não se trata de temperatura atual do ar. condições atuais do tempo. ao longo do qual as características da temperatura horizontal e da umidade são semelhantes. As Zonas de tempo são relacionadas à longitude. mais freqüentemente. A pressão padrão da superfície terrestre é 1.Qualquer mapa ou quadro que descreva as condições meteorológicas ou atmosféricas de uma grande área em qualquer momento determinado. É o código básico de mensagens de observação exigido e usado nos Estados Unidos para informar sobre condições meteorológicas na superfície. Isto inclui os MCCs. Um milibar é equivalente a 100 newtons por metro quadrado. de um dado ponto na superfície da Terra. mínima das 00 e 12TMG. MASSA DE AR POLAR . no mínimo: velocidade e direção dos ventos. Sua representação é feita em linhas verticais que cruzam a Terra do Pólo Norte ao Pólo Sul. ÍNDICES DE FRIO DO VENTO . MASSA DE AR .013. e nos meses de Junho. de um dado ponto na superfície da Terra. Julho e Agosto no Hemisfério Sul. visibilidade.000 metros de altitude. Para um exemplo. J JATO SUBTROPICAL .Escala de fenômenos meteorológicos que variam em tamanho de alguns quilômetros até cem quilômetros aproximadamente. INVERNO .Unidade padrão de medida para pressão atmosférica usada pelo National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). Sua representação é feita através de linhas paralelas que cirdundam o planeta horizo ntalmente e o dividem em Norte e Sul. condições da pista.Cinturão localizado aproximadamente entre 35 a 65 graus de latitude norte e sul. ponto de condensação e ajuste de altímetro. MICRO-BARÓGRAFO . Normalmente refere-se à razão direta do aumento de temperatura em elevação de altitude. em relação à linha do equador.Kelvin. METAR . veja o mapa de frio do vento. O limite desta massa de ar é freqüentemente definido como frente polar. Tal como a latitude. MESO-ESCALA .Ciência que estuda a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. LATITUDES MÉDIAS .Do ponto de vista astronômico. que é o inverso do declínio habitual da temperatura em locais altos. Segundo o Metar. Fenômenos menores são classificados pelos valores da micro-escala. as temperaturas máxima.Instrumento que consiste de um tambor e um sistema ótico que projetam uma faixa estreita e vertical de luz sobre uma base de nuvem. MCSs e as rajadas de vento. Descreve a média da perda de calor num corpo humano e a maneira como a temperatura é sentida. Não é a temperatura atual do ar. na medida em que se movimenta para o sul. LONGITUDE . a mais de 12.O conceito está associado ao aumento ou redução habituais de uma propriedade atmosférica em grandes altitudes. caracterizada pelo frio da superfície nas grandes altitudes. INVERSÃO . e a linha do equador está a zero grau. 90 . É caracterizado pelas temperaturas mais frias do ano. semi-contínua. LATITUDE .Localização. L LANTERNA . considerando-se a média das leituras de hora em hora ou. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Norte. em geral. quando o Sol está sobre o hemisfério oposto. É medida em graus. é medida em graus . Quando esta massa de ar se move de sua região de origem. pode ficar mais rasa em altura. este jato de vento é a fronteira entre o ar subtropical e o ar tropical. Para um exemplo. A região também é chamada de zona temperada. a informação deve conter.Combinação da temperatura do ar e umidade que descrevem como a temperatura é sentida. em Greenwich.Acrônimo de Meteorological Aerodrome Report. hidrometeorologia operacional e sinóptica. confira o mapa dos índices de calor. aviação. temperatura.Cálculo de temperatura que considera os efeitos do vento e da temperatura no corpo humano. Isto ocorre nos meses de Dezembro. Os pólos Norte e Sul estão a 90 graus em relação à linha do equador. MILIBAR .Marcado por uma concentração de curvas isotérmicas e ventos verticais.A temperatura média de um dia. METEOROLOGIA / METEOROLOGISTAS . I ÍNDICE DE CALOR . Veja Tempo Médio de Greenwich. condições do céu. corresponde a zero grau de longitude. MÉDIA DIÁRIA DE TEMPERATURA . enquanto que os de maior extensão são classificados na escala sinóptica. M MAPA SINÓTICO .e o Meridiano Principal. uma característica semi-permanente.Massa de ar que se desenvolve ao redor dos polos. A distância entre as linhas de longitude é maior no equador e menor latitudes mais altas. É encontrado a aproximadamente 25 a 35 graus de latitude norte e.Instrumento projetado para registrar continuamente a leitura que um barômetro faz das pequenas alterações na pressão atmosférica. em relação ao Meridiano Principal. dinâmica.

quantidade de nuvens. ventos que excedem 72Kmh e visibilidade reduzida quase a zero pela precipitação de neve. NEBLINA .Suspensão de partículas de poeira fina e/ou fumaça no ar. freqüentemente. Geralmente associadas com as condições climáticas do outono e do inverno.Em meteorologia. como temperatura. como gotículas de água ou cristais de gelo no ar.2C). baixas e variações). temporais.Medida de velocidade náutica. Núcleos de condensação. Freqüentemente tem a aparência de um mosaico. Nuvem baixa composta de camadas ou de partes dos elementos de outra nuvem. Um olho normalmente se desenvolverá quando a velocidade do vento exceder 124Kmh.Condição severa do tempo caracterizada por baixas temperaturas. mas também pode se originar das nuvens do tipo cúmulo.ou quase os mesmos . ou 1. é considerado como o momento em que a extremidade superior do Sol aparece no horizonte no nível do mar. NATIONAL OCEANIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION (NOAA) . Normalmente os cristais são agrupados em flocos de neve. caracterizada por um começo e um fim súbitos. Pode variar em tamanho. É formada quando a temperatura e o ponto de condensação do ar se tornam os mesmos .). estas nuvens podem. NÉVOA . É produzida freqüentemente por nuvens do tipo estrato.N NASCER DO SOL . O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. Em geral. de 8 a 96 quilômetros. NIMBUSTRATUS . aparecer em qualquer estação. Pode se formar de nuvens do tipo Cumulus quando estas estão se transformando em estrato. Geralmente quando três a quatro oitavos da abóbada celeste está encoberta. É informado como "SN" quando está em observação e pelo Metar. Nos Estados Unidos. caracterizado por uma área mais ou menos circular de ventos claros e chuvas esparsas.Massa de minúsculas mas visíveis gotículas de água suspensas na atmosfera. e grande quantidade de neve e ve nto no ar. situado em Silver Spring. NEVOEIRO . é a avaliação de um ou mais fatores meteorológicos. Pode durar vários dias ou várias semanas. Para informação adicional. etc. NUVEM . pressão. formam uma sup erfície na qual o vapor de água pode condensar.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. ou ventos que descrevem o estado da atmosfera. O OBSERVAÇÃO . como na fumaça ou nas partículas de poeira. refere-se ao momento em que o centro do disco solar está à vista. em geral em forma hexagonal e complexamente ramificados. Usado principalmente para interesses marítimos e em observações do tempo. É informado como "SHSN" quando está em observação e pelo Metar. percentagem de umidade relativa. as partículas reduzem a visibilidade e são suficientemente numerosas para dar ao ar um aspecto opaco. Não reduz a visibilidade como o nevoeiro e freqüentemente é confundida com chuvisco. etc. Maryland. NEVE . "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. precipitação (chuva. formados diretamente pelo congelamento do vapor de água que se encontra suspenso na atmosfera. Os Parâmetros podem incluir temperaturas (altas. formas arredondadas e cilíndricas.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem. ou mais. O cálculo do nascer do Sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar.Seção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos.151 milhas por hora.Conjunto de microscópicas gotículas de água suspensas na atmosfera. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica NÚCLEO DE CONDENSAÇÃO . NUBLADO . ONDA DE CALOR . Uma nuvem se forma na atmosfera por causa da condensação do vapor de água.e suficientes núcleos de condensação estão presentes. reduz a visibilidade para apenas 400 metros.Precipitação congelada em forma de neve.Nuvem típica da formação de chuva ou neve. que reduzem a visibilidade horizontal para menos de mil metros.Céu encoberto por oito oitavos de camada de nuvem. e dura pelo menos três horas. É referido como "HZ" quando está em observação e pelo Metar. Pode ser clara ou ter um tom acinzentado. NORMAL . contate o NOAA. igual à velocidade na qual uma milha náutica é percorrida em uma hora. Na Inglaterra.852 quilômetros por hora.Precipitação de cristais de gelo translúcidos e brancos. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. The Weather Channel usa 91 .Período de tempo desconfortável e excessivamente quente. Um observador é aquele que registra as avaliações dos fatores meteorológicos. Muitas vezes sua base não pode ser vista devido ao peso da precipitação. Uma nevasca violenta é caracterizada por temperaturas em torno ou abaixo de 10 graus Fahrenheit (-12. neve. NÓ . OLHO . a tempestade está se intensificando. na superfície da Terra ou no alto. mas o tamanho comum é de 32 quilômetros. com o topo e a base relativamente planos. ventos (velocidade e direção). ou menos. pressão. é a principal organização do National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. quando o olho começa a diminuir seu tamanho. Invisíveis a olho nu. Um nó é equivalente a 1. NEVASCA . NUVENS ESPARSAS .Partícula na qual a condensação do vapor de água acontece. Pode ser em estado sólido ou líquido. Promove e qualifica medidas de interesse do meio-ambiente mundial. NEVADA . o que. contudo. por um número determinado de anos. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos.Centro de uma tempestade tropical ou furacão. próximas ou junto à superfície da Terra. dependendo do tamanho das gotículas de água e da quantidade de luz solar que a atravessa. Veja Poe nte ou pôr-do-sol para uma comparação. enfatizando os recursos atmosféricos e marinhos. É referida como "FG" quando está em observação e pelo Metar.Um conjunto visível de partículas minúsculas de matéria.Aparecimento diário do Sol a leste do horizont e que acontece devido ao movimento de rotação da Terra. com ventos de 56Kmh.

M. mas o céu não está completamente coberto e m nenhum momento do dia. nuvens esparsas. considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. ou centro de um ciclone tropical.) . aquele diminui. Junto com uma passagem de frente podem ocorrer precipitação e nuvens. predomínio de nublado. Isto ocorre nos meses de Setembro. a OMM tem 184 sócios. a O.86 milibares.Nome que vem do uso de barômetros mercuriais que comparam a altura de uma coluna de mercúrio com a pressão do ar. contate a OMM. Para mais 5informações. nuvens espalhadas. OZÔNIO . Nos Estados Unidos. cinco graus acima do normal em partes daquela área durante pelo menos dois dias. ORGANIZAÇÃO METEOROLOGICA MUNDIAL (O. ou mesmo do setor privado e comercial. PERTURBAÇÃO . estudos sobre a diminuição da camada de ozônio e previsões de tempestades tropicais.Queda rápida de temperatura num prazo de 24 horas. É composto de uma molécula de oxigênio composta de três átomos de oxigênio em vez de dois.M. Veja Nascer do Sol para uma comparação. indústria. A água pura sob pressão atmosférica congela a zero grau Celsius ou 32 graus Fahrenheit. O cáculo do poente. Sua unidade de medida são centésimos de polegadas (0. refere-se ao momento em que o centro do disco do sol desaparece. incluindo mudanças e atividades do clima. Contém nuvem cumulunimbus. bem como de outros serviços de interesse público. Do ponto de vista astronômico. ou mais. P PARCIALMENTE NUBLADO . Representa a distribuição da temperatura e da pressão atmosférica sobre uma área oceânica. ou pôr-do-sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. Suíça." POEIRA Partículas pequenas de terra ou outra substância suspensa no ar. coordena a atividade científica global visando à constante precisão de informações meteorológicas.É a passagem de uma frente sobre um ponto específico na superfície. POENTE OU PÔR-DO-SOL . ou 25. OXIGÊNIO . Outubro e Novembro no Hemisfério Norte e nos meses de Março. e pode ser associada com o possível desenvolvimento de um ciclone tropical. O físico e matemático italiano Evangelista Torricelli (1608-1647). Na Inglaterra. POLEGADAS DE MERCÚRIO . ONDA TROPICAL . Uma polegada de mercúrio é equivalente a 33. pela troca da direção do vento e pela mudança da pressão atmosférica. É percebida pela mudança no ponto de condensação e na temperatura. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) não tem um percentual padrão de céu encoberto para esta condição. ciências hidrológicas e oceanográficas. Veja Pressão Barométrica. É o oposto de fusão. O termo também é usado para definir uma fase de desenvolvimento de um ciclone tropical conhecida como perturbação tropical. Geralmente está associada a uma extensa área de nebulosidade e chuvas. É referida como "DU" quando está em observação e como pó de larga expansão pelo Metar. quando a temperatura cai até o ponto de condensação. é uma área de relativamente baixa pressão atmosférica que se move na direção do oeste através dos ventos convergentes do leste.Uma faixa organizada de conveccão que cerca o olho.Reversão periódica do padrão da pressão atmosférica na parte tropical do Oceano Pacífico durante as ocorrências do El Niño. o ponto de congelamento da água é inversamente proporcional à salinidade: se esta for crescente.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de inverno. situada em Genebra. Também pode ser aplicado para uma área que esteja exibindo sinais de desenvolvimento ciclônico. e que demanda cuidados especiais na agricultura. comércio e atividades sociais. A temperatura à qual um líquido se solidifica sob qualquer condição.De previsões do tempo a pesquisas sobre poluição.Temperatura na qual um líquido se transforma em estado gasoso. chuva intensa e ventos muito fortes. é considerado como aquele momento em que a extremidade superior do Sol desaparece no horizonte no nível do mar. OSCILAÇÃO DO SUL . é a primeira fase de desenvolvimento de qualquer depressão tropical subseqüente. ou simplesmente nublado.40 milímetros. geralmente durante a noite.Estado do tempo quando as nuvens estão notavelmente presentes. ONDA FRIA . Abril e Maio no Hemis fério Sul. Pode ser chamada de "fropa".Outro nome atribuído a uma ondulação a leste.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. PAREDE DO OLHO ."Instrumento que mede o índice de queda de chuva. ou furacão.M. para distinguir o fenômeno de outras características sinópticas. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. ou ciclone pequeno em tamanho e influência. PONTO DE CONGELAMENTO .Área de convecção organizada.Este termo tem várias aplicações. Com freqüência. é o período entre o equinócio de outono e o solstício de inverno. Pode ser aplicado para uma área de baixa pressão. PERTURBAÇÃO TROPICAL .M. Fundada pelas Nações Unidas em 1951. por um número determinado de anos. tempestade tropical. PASSAGEM DE FRENTE . PLUVIÔMETRO .01""). ORVALHO . incluindo linhas aéreas internacionais e indústrias de transporte. A temperatura na qual o equilíbrio da pressão do vapor 92 . foi o primeiro a usar esta divisão para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica.Condensação na forma de pequenas gotas de água que se formam na grama e em outros objetos pequenos perto do chão. Organização que promove a formação e o avanço profissional sobre a atmosfera. pelo menos. Em oceanografia.Processo de mudança de um líquido para o estado sólido. que se origina nos trópicos ? ocasionalmente nos sub-trópicos ? e que mantém suas características por 24 horas. PONTO DE EBULIÇÃO .Gás quase incolor e uma forma de oxigênio (O2). Caracteriza-se pela diminuição de temperaturas nas latitudes médias. ou mais.os seguintes critérios para definir uma onda de calor: a temperatura deve estar acima de 90 F (32 C) em pelo menos 10 estados e. OUTONO . Refere-se a tempo bom.Desaparecimento diário do Sol no oeste do horizonte devido ao movimento de rotação da Terra.

O radar recebeu o nome do físico austríaco J. Sua medida pode ser expressada em milibares. em 1842. PSICRÔMETRO . PRESSÃO ATMOSFÉRICA . em polegadas ou em milímetros de mercúrio (Hg).Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. Também conhecida como pressão atmosférica. Q QUEDA DE NEVE . A duração normalmente é menor do que 20 segundos. alcançando o solo: garoa. considerando a pressão padrão. granizo. Seu volume é expressado geralmente em polegadas.entre um líquido e seu vapor é igual à pressão externa no líquido.Pressão atmosférica média do nível do mar. Para um exemplo. RADAR DOPPLER . chuva fria. ou 29. garoa gelada. RADIAÇÃO . PONTO DE ORVALHO . um de bulbo molhado e outro de bulbo seco. Precipitação e nuvens são fenômenos detectáveis pela força dos sinais eletromagnéticos por eles refletidos. que também são formas de radiação. chuva. caracterizada por um começo e um fim súbitos.Todas as formas de água.Medida da pressão atmosférica em condições padrões. mais a habilidade e experiência de um meteorologista. normalmente expressada em polegadas de profundidade de neve num período superior a seis horas.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem.Radar meteorológico que mede a direção e a velocidade de um objeto em movimento.Descarga súbita e visível de eletricidade produzida em resposta à intensificação da atividade elétrica existente entre: 1) nuvem e solo. PRIMAVERA . Ondas de som também são radiações.92 polegadas de mercúrio. Também conhecida como pressão atmosférica ou pressão barométrica. freqüentemente observado em anticiclones. PRESSÃO PADRÃO DE SUPERFÍCIE .Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto.Aumento súbito e significativo. Isto ocorre nos meses de Março. Consiste de dois termômetros. ou 1. Mais predomi nante quando o ar 93 . Radar de Doppler e Nexrad são alguns exemplos de radares. Os efeitos do radar de Doppler são usados para medir a velocidade das partículas. Outubro e Novembro no Hemis fério Sul.013.4 quilômetros por hora). PRESSÃO DA ESTAÇÃO . O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos.se líquida ou sólida .8 quilômetros por hora) e a variação entre cumes e calmarias é de pelo menos 10 nós (18. PRECIPITAÇÃO DE NEVE . RAJADA DE VENTO .Acrônimo de RAdio Detection And Ranging ("alcance da detecção de sinal de rádio").Precipitação típica do inverno. é 100 graus Celsius. ou sobre a superfície da Terra. este é o período entre o equinócio vernal e o solstício de verão. PREDOMÍNIO DE NUBLADO . PRESSÃO BAROMÉTRICA . bolas de gelo. Radiação eletromagnética é a que emite calor e luz. 3) dentro de uma única nuvem. É informado como "PE" quando está em observação e pelo Metar. PRECIPITAÇÃO REPENTINA . Rebaixamento ou movimento descendente do ar. determinando se o movimento atmosférico se distancia ou se aproxima horizontalmente do radar. bolas de neve e partículas de neve. Também chamada de prognóstico. explicou por que o apito de um trem é mais alto quando que está se aproximando do que quando parte.Refere-se à quantidade de neve precipitada num dado período.Pressão atmosférica relativa à elevação da estação.25 milibares.que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de verão e é caracterizada pelo aumento da temperatura nas latitudes médias. cristais de gelo. normalmente determinada a partir da pressão da estação em que é observada.Descrição detalhada de ocorrências futuras esperadas. 760 milímetros de mercúrio.A temperatura na qual o ar deve ser esfriado a uma pressão constante para ser saturado. ou 4) entre uma nuvem e a atmosfera. R RADAR .É a força por unidade de área causada pelo peso da atmosfera sobre um ponto. O ponto de ebulição da água pura. 2) entre duas ou mais nuvens. ou 212 graus Fahrenheit. neve. É o instrumento eletrônico usado para detectar objetos a distância através da maneira como esses objetos propagam ou refletem ondas de rádio. PRECIPITAÇÃO . ""Predomínio de nublado"" significa que. Acontece na forma de chuva (SHRA). Abril e Maio no Hemisfério Norte e nos meses de Setembro.Processo pelo qual a energia é propagada em qualquer meio através do movimento da onda daquele meio. ou gelo (SHPE). PREVISÃO . É equivalente a 1. que caem das nuvens. Christian Doppler que. ou em polegadas ou milímetros de mercúrio (Hg). Sua medida pode ser expressada em milibares. que se manisfesta com a queda de pequenas pedras ou bolas de gelo que rebatem quando caem no solo ou em qualquer outra superfície dura. veja descarga elétrica esférica.033 gramas por centímetro quadrado. RAIO . 14. PRESSÃO . A previsão do tempo inclui o uso de modelos objetivos baseados em certos parâmetros atmosféricos. e por mudancas intensas e bruscas no aspecto do céu. Do ponto de vista astronômico. neve (SHSN).7 libras por polegada quadrada. entre cinco a sete oitavos da abóbada celeste estão encobertos por uma camada de nuvem. Ventos de cume têm que alcançar pelo menos 16 nós (28. como gotas de precipitação.Instrumento usado para medir o conteúdo do vapor de água da atmosfera. É também conhecida como pressão barométrica. ou flutuações rápidas da velocidade do vento. PRESSÃO DO NÍVEL DO MAR . É informada como "SH" quando está e m observação e pelo Metar. referindo-se ao estado da água .Precipitação que parte de uma nuvem convectiva. líquida ou sólida. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica.

Essencialmente. caracterizado por trovões.Instrumento usado para medir a temperatura. mas é mais freqüente nos Estados Unidos numa área confinada entre as Montanhas Rochosas (a oeste) e os Montes Apalaches (a leste).Termômetro usado para medir a temperatura ambiente. raios.000 graus Celsius em fração de segundos. mas são antecedidas pelo sinal mais (+). Inglaterra. TEMPO BOM . na velocidade dos ventos e na elevação do nível do mar. comparativo aos períodos em que nenhuma tempestade está ocorrendo. Este é também o Principal Meridiano de Longitude. precipitação.Nome usado pelas comunidades científicas e militares para definir as 24 horas do dia. Quando isto acontece.Condições da atmosfera por um determinado período. i ndicando que o número de horas deve ser somado para se obter o GMT. desde que existam as condições certas. Considerado como condições agradáveis do tempo. Para o leste deste meridiano. TETO . como os sistemas de baixa pressão migratória que resultam das diferenças de temperatura e densidade. O potencial de danos é baseado na pressão barométrica. visibilidade e vento. Para mais informações.Ciclone tropical. TEMPORAL COM TROVOADAS . cujos ventos de sustentação na superfície são de.Média da leitura de temperaturas verificada num período específico de tempo. O "Tempo Padrão" começa em Greenwich.Elevação do nível do mar. com respeito ao período do ano e à localizaçã o física. O globo é dividido em 24 (vinte e quatro) zonas de tempo de 15 graus de arco.Produzido por nuvens do tipo cúmulo-nimbo. Compare com um satélite geo-estacionário. Outros nomes para esta medida de tempo são: Coordenadas Universais do Tempo (UTC) e Zulu (Z). gelo. no máximo. antecedidas pelo sinal menos ( -). e Robert Simpson. umidade.Coluna giratória e violenta de ar que entra em contato com a extensão entre uma nuvem convectiva e a superfície da Terra. São as variações de curto prazo da atmosfera. Registra continuamente a temperatura num mapa. A Saffir-Simpson é a medida de intensidade de um furacão numa classificação de 1 a 5. O estrondo do trovão é 94 . granizo. que variam de moderados a extremamente fortes e que. 62 quilômetros (34 nós) a 116 quilômetros por hora (63 nós). então Diretor do National Hurricane Center. as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. sob condições mais graves. SATÉLITE Satélite cuja órbita inclui passagens sobre ambos os Pólos da Terra. ou tornados. T TEMPERATURA . sistemas menores de baixa pressão atmosférica também podem causar um leve aumento no nível do mar. É calculado subtraindo-se a maré astronômica normal da maré observada em tempestade. TEMPO MÉDIO DE GREENWICH (TMG) . refere-se principalmente ao ar livre ou à temperatura ambiente perto da superfície da Terra. ventos tempestuosos de superfície. que primeiro utilizou este método de tempo mundial. Não são sistemas de natureza transitória. resultando numa violenta onda de pressão composta de compressão e rarefação. o fenômeno recebe um nome e passa a ser rastreado. A temperatura registrada é considerada idêntica à temperatura do ar. TERMÓGRAFO . opostas às mudanças de longo prazo ou climáticas. conhecida como predomínio de nublado ou céu nublado. TERMÔMETRO DE BULBO SECO .VISIBILIDADE VERTICAL . caso o vento favoreça essa condição. RESSACA . Acima de três-quartos da descarga elétrica do raio. Fahrenheit e Kelvin (ou Absoluto).Desenvolvida no início dos anos 70 por Herbert Saffir. Exemplos disso são o sistema de baixa pressão da Islândia e o sistema de alta pressão das Bermudas no Atlântico Norte. Embora as elevações mais dramáticas estejam associadas com a presença de furacões. podem se transformar em tornados. Em observações de superfície. Um dos dois termômetros que compõem um psicrômetro. Refere-se freqüentemente à luminosidade ou nebulosidade do dia. O termo é usado geralmente para indicar o oposto de convecção atmosférica. Se o céu estiver totalmente obscurecido.A camada mais baixa de nuvem. Para o oeste.Geralmente.Esta é uma descrição subjetiva. é um evento de micro-escala. nevascas. As diferentes escalas usadas em meteorologia são: Celsius. As temperaturas podem chegar a mais de 10. dentro e imediatamente em torno deste canal. duração relativamente curta. qualquer evento destrutivo do tempo. casa do Observatório Real. TEMPO . Pode acontecer em qualquer parte do mundo. temperatura.Medida do movimento molecular ou do grau de calor de uma substância. considerando a maneira como o tempo afeta a vida e as atividades do ser humano. TEMPESTADE TROPICAL .está mais frio e mais denso no alto. o trovão aquece os gases da atmosfera. mas normalmente se aplica a tempestades localizadas. um termômetro que também é um registrador. TROVÃO . É medida em diversas escalas a partir do zero grau absoluto. precipitação. É a mais destrutiva de todas as tempestades na escala de classificação dos fenômenos atmosféricos. pois o número de horas deve ser subtraído para se obter o Tempo de Greenwich (GMT). S SAFFIR-SIMPSON . engenheiro consultor. quando as moléculas teoricamente param de se movimentar. as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. É também medida de calor ou de frio. ou o tempo de uma hora separadamente. TEMPERATURA MÉDIA . turbulência. TORNADO . SISTEMA DE ALTA PRESSÃO SISTEMA DE BAIXA PRESSÃO Sistemas de pressão e ventos relativamente estáveis e estacionários onde a pressão é predominantemente alta ou baixa com a mudança das estações. TEMPO SEVERO . Freqüentemente a média entre temperaturas máxima e mínima. temporais intensos com trovoadas.Som emitido pela rápida expansão de gases ao longo da descarga elétrica provocada pela passagem de um relâmpago. TERMÔMETRO . é a altura da visibilidade vertical. veja Escala Saffir-Simpson.

VELOCIDADE DO VENTO . permitindo ocasionalmente a formação de perturbações tropicais. É expressado em percentagem. alto-estrato. e é chamado de ciclone no Oceano Índico. Julho e Agosto no Hemisfério Norte.Movimentos irregulares e instantâneos do ar. VENTO . o ar que contém vapor de água é mais claro que o ar seco. exceto em algumas regiões tropicais. mas que evapora antes de alcançar o chão. os ventos convergentes sopram do nordeste e no Hemisfério Sul. TURBULÊNCIA .Uma gíria usada nos Estados Unidos para tornado. Fonte: Weather.Dois cinturões de ventos persistentes.Nome atribuído a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós).Água em forma gasosa. A unidade mais freqüentemente adotada nos Estados Unidos é a de mil has por hora. sem nenhum alerta em forma de nuvem.com Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. ou mais. e durante os meses de Dezembro. é o período entre o solstício de verão e o equinócio do outono. Pode decorrer de uma corrente térmica ou de correntes convectivas. onde grandes rajadas horizontais e verticais são encontradas. VENTO DE LESTE .Medida da nebulosidade da atmosfera. velocidade. Quando está em observação. VISIBILIDADE .Quantidade de vapor de água no ar.Área de ventos convergentes nos Hemisférios Norte e Sul. originários de alta pressão subtropical central. centrado sobre as latitudes médias de cada hemisfério. geralmente localizada a 10 graus entre o norte e o sul do equador. Em geral é produzida por nuvens do tipo alto-cúmulo. A turbulência atmosférica é causada por flutuações fortuitas no fluxo do vento.Quantificação do movimento do ar numa unidade de tempo. a ZCIT se move em direção ao norte sobre o sul do Atlântico Norte e sul da Ásia. Isto contribui para que o ar úmido tenda a se elevar. embora não esteja limitada apenas a estes locais. Pode acontecer também em áreas próximas a montanhas. Z ZONA DE CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL . Este mesmo ciclone tropical recebe o nome de furacão no leste do Pacífico Norte e no norte do Oceano Atlântico. pelo menos. É caracterizado pelas temperaturas mais quentes do ano. É uma extensa área de baixa pressão atmosférica onde. É freqüentemente confundido com umidade relativa do ar ou ponto de condensação.criado quando nossos ouvidos ouvem as outras partes da descarga. Devido ao seu conteúdo molecular. caracterizados por um grande poder de direção. em geral. Quatro características do vento são verificadas: direção. ou tornado. VENTOS DO OESTE . É um dos componentes mais importantes da atmosfera. ou da variação de temperatura e pressão. Isto ocorre durante os meses de Junho. "visibilidade de torre" é a visibilidade determinada pela torre de controle de tráfego aéreo de um aeroporto. pode às vezes ser confundida com uma nuvem em forma de funil. é medida em nós.br) 95 . umidade e umidade específica. tanto o efeito Coriolis. compostos de vários pequenos redemoinhos que se deslocam no ar. É o movimento atmosférico persistente dominante. ou milhas náuticas por hora.É a umidade verificada entre a pressão de vapor de água na atmosfera e a saturação da pressão de vapor na mesma temperatura. enquanto que os ventos altos são detectados por balões dirigidos. Nos níveis mais altos eles se estendem na direção dos pólos e do equador. "visibilidade de setor" é a visibilidade numa direção específica que esteja.cefetsc. Durante o verão no Hemisfério Norte. UMIDADE RELATIVA . "visibilidade predominante" é a que representa as condições de visibilidade a partir de um posto atual de observação. VENTOS CONVERGENTES .Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente oeste. Quando estão próximos da superfície da Terra. É freqüentemente chamada de CAT. TWISTER . V VAPOR DE ÁGUA . que sopram do leste na direção da cavada equatorial. como o declínio da baixa pressão atmosférica estão enfraquecidos.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente do leste.Nome dado à turbulência que pode ocorrer quando o ar está perfeitamente claro. No Hemisfério Norte. ou por relatórios feitos de uma aeronave. em baixas fechadas em grandes altitudes. e que costuma acontecer no oeste do Oceano Pacífico Norte.edu. ou a maior distância a que uma pessoa com visão normal pode enxergar objetos de vulto. TURBULÊNCIA EM CÉU CLARO . Ventos de superfície são medidos por cata-ventos e anemômetros. tipo (rajadas e ventanias) e troca de ventos. TUFÃO . sopram da direção sudeste. sondas meteorológicas. num arco de 45 graus da linha do horizonte. Pode ser medida de vários modos. diferenças de terreno e velocidade do vento ao longo de uma zona fronteiriça. É mais comum nas proximidades das correntes de vento. U UMIDADE . os ventos do oeste se estendem de aproximadamente 35 até 65 graus de latitude. ou cúmulos-nimbos de grandes altitudes. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Sul. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) classifica o conceito em diferentes categorias: "visibilidade de superfície" é determinada a partir de um dado ponto de observação. horizontalmente sobre a superfície da Terra. Tipos de umidade incluem umidade absoluta. assim co mo em regiões de cisalhamento. VERÃO . VIRGA .Ar que flui.Precipitação pequena e rápida produzida pelas nuvens e que contém água ou partículas de gelo. são ventos de nível mais baixo. como os ventos convergentes do leste. Vista a distância.Do ponto de vista astronômico. Basicamente.

Qual é o campo de estudo da agroclimatologia? 4. Qual camada atmosférica é mais importante do ponto de vista meteorológico? Por quê? 18. Explique como a altitude influencia na formação do clima. O que são aerosóis e qual é a sua importância? 15. CO 2 e O3) da atmosfera. Diferencie Tempo de Clima. O que é meteorologia agrícola e por que ela interage com as mais diversas áreas da agronomia ? 5. 16. como é composta a atmosfera terrestre (em %)? 14. Diferencie os fenômenos em macro-escala daqueles em micro-escala. ATMOSFERA 12. 9. 8.ESTUDO DIRIGIDO PARA AS AVALIAÇÕES TEMPO E CLIMA 1. Qual é a sua importância? 13. 17. Quais são os fatores climáticos que se destacam na formação do clima? Explique como a latitude influencia o clima. Explique o papel dos principais constituintes atmosféricos (vapor d’água. O que é poluição atmosférica e como pode afetar a agricultura? 96 . O que são Elementos Climáticos? E Fatores Climáticos. Descreva a estrutura vertical da atmosfera (camadas atmosféricas). Defina atmosfera terrestre. A Ionosfera constitui-se em uma camada separada? Por quê? 19. Dê exemplos. Quais as principais áreas da agronomia que interagem com a meteorologia agrícola ? 6. Quais são as diferenças entre meteorologia e climatologia? 3. ESCALA ESPACIAL DOS FENÔMENOS ATMOSFÉRICOS 10. Em termos gerais. Qual a diferença entre planejamento agrícola e tomadas de decisão ? Do que depende cada uma e qual é a finalidade delas ? Qual delas denominamos de agrometeorologia operacional ? 7. 2. Como é dividida a escala dos fenômenos atmosféricos? Quais são as três classificações? 11.

42. Plantas de Dias Longos. 97 . 41. Diferencie solstício de equinócio. 24. Assim como na atmosfera. Diferencie “observações sensoriais” de “observações instrumentais”. Defina Afélio e Periélio. 21. Plantas de Dias Curtos. Como se dá a distribuição geográfica da radiação solar na Terra. que ocorrem na atmosfera? 27. três processos podem ocorrer com a energia incidente. Quais são os fatores que afetam o coeficiente de reflexão de uma cultura qualquer? 37. Quando a radiação solar incide sobre um determinado corpo. O que é radiação líquida? 39. O que é albedo? Dê exemplos de albedo para diferentes materiais.INSTRUMENTAÇÃO METEOROLÓGICA 20. Qual a causa das diferentes estações do ano e em que datas ocorrem no Hemisfério Sul? 25. o que isto significa? 31. 29. MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES 22. Quais são os processos de transferência de energia (calor). O que é fotoperiodismo? 44. O que é espectro solar? Que tipos de radiação o compõem? 32. Discuta: sem radiação solar. Descreva os três processos. Quais são os movimentos terrestres e o que determinam? 23. ocorre transferência de calor nas plantas. O que acontece com a radiação emitida a partir da superfície da terra? (ondas longas)? 38. Qual a percentagem dos principais tipos de radiação do espectro solar que chega à atmosfera terrestre? 33. Qual é o conceito de corpo negro? Este tipo de material é encontrado em condições naturais? 28. Defina: a. Faça um quadro com as principais diferenças entre as Estações Meteorológicas Convencionais e Automáticas. Por que motivos a eficiência na utilização da radiação solar pelas culturas é normalmente reduzida? 43. RADIAÇÃO SOLAR 26. Quais são os comprimentos de onda do espectro solar que são mais importantes para as plantas? Por quê? 36. b. Se um material tem albedo negativo. Conceitue-os. Que importante papel é desempenhado pela “camada de ozônio” na proteção da biosfera? 35. a sobrevivência vegetal seria impossível. em termos quantitativos? 40. 30. Por que a radiação ultravioleta é nociva à vida? 34.

3ºC (calcule a depressão psicrométrica e utilize a tabela de porcentagem de umidade relativa). 46. O que é termoperiodismo? 57.8°C e a temperatura de bulbo úmido foi de 18. Em que consiste a vernalização? UMIDADE 58. Como se dá a variação diária da umidade? E a variação anual? 65.45. Explique (com um gráfico) a relação existente entre fotossíntese e respiração nas plantas e como estes processos são influenciados pela temperatura. Conceitue umidade relativa do ar. O que é temperatura-base ou basal? 52. 64. sabendo que. em determinado dia. a temperatura medida no termômetro de bulbo seco de um psicrômetro foi de 25. Qual é o conceito de graus-dia? 53. 59. Dê pelo menos um exemplo prático de aplicação agronômica da radiação solar. 98 . Explique o papel da luz e do escuro para o desenvolvimento vegetal. 54. Quais são as imperfeições na teoria de graus-dia? 56. 50. Quais são as fontes naturais de água na atmosfera? 60. O que são temperaturas cardeais? Dê exemplos. Conceitue umidade absoluta do ar. Quais são os aparelhos de medição de umidade do ar? 63. Defina constante térmica e explique que aplicações agronômicas podem ser feitas com conhecimento da mesma. Quais são os processos de transporte de água na atmosfera? 62. 49. 61. Em que consiste a Lei de Van’t Hoff? Você consegue ver alguma aplicação agronômica (prática ) para esta lei? 51. Que fatores ambientais fazem variar a constante térmica? 55. O que é temperatura? 48. TEMPERATURA 47. Quais processos físicos são determinantes para a umidade relativa do ar? Explique-os. Calcule a umidade relativa do ar.

O que é e como se dá a formação do vento? 67. Quais são as escalas de ocorrência dos ventos? 68. O que são precipitações convectivas e porque causam danos à agricultura? 82. 69. Como é feita a medida de precipitação? 84. 76. O que é energia eólica? CHUVA (PRECIPITAÇÃO) 77. O que é precipitação e qual seu papel na região dos trópicos? 78. Quais são os principais efeitos em plantas submetidas a ventos intensos? 74. Quais são os tipos de precipitação existentes? 80. Do que depende o aspecto de uma nuvem? 89. Por que a evapotranspiração é considerada a variável mais importante no balanço hídrico do solo? 99 . Qual processo físico se destaca na formação de nuvens? Explique. Quais as diferenças de precipitação entre as regiões brasileiras? 85. Explique a formação dos ventos em macroescala. O que são quebra-ventos? Cite três cuidados que devem ser observados na utilização dos mesmos na agricultura. Qual a diferença entre os ventos de meso e microescala? 70. Qual é o conceito de evapotranspiração e quais processos físicos atuam na ET? 92. Quais são os principais efeitos favoráveis do vento para as práticas agrícolas? 72. Explique 05 efeitos desfavoráveis do vento para as práticas agrícolas. O que são precipitações orográficas? 81. Quais são as formas de precipitação existentes? 79. O que são nuvens e como se formam? 86. Quais são os tipos de famílias de nuvens existentes?: 90. 87.VENTO 66. O que são precipitações frontais e quando ocorrem? 83. De que depende o deslocamento vertical de massas de ar? 88. Quais são os efeitos da chuva para a agricultura? EVAPOTRANSPIRAÇÃO 91. 73. O que é e qual a utilização prática do chamado “perfil do vento”? 71. Quais são as principais práticas preventivas contra os efeitos desfavoráveis do vento na agricultura? 75..

Determine os valores da ETc para o feijão. Evapotranspiração De Referência 8. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. de pequeno porte. Leve em consideração um Kp (coeficiente do tanque) de 0. na mesma semana. fertilidade e disponibilidade de água no solo. pelo método do Tanque Classe A.65 se a temperatura média for maior que 22° C. Por que o lisímetro é o método direto mais utilizado em pesquisa no Brasil? 96. ( ) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. ( ) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. em qualquer estádio de crescimento. 100. Escolha uma utilização agronômica da ET e explique com suas palavras como ET pode ser útil nesta prática. Calcule a Evapotranspiração de Referência para uma semana do mês de outubro do corrente ano. 100 . Cite três fatores que determinam a ET e explique como eles podem influenciá-la. em fase de crescimento ativo. Qual a diferença entre Balanço Hídrico Climatológico e Balanço Hídrico do solo? 94. Relacione: 6. ) Evapotranspiração de determinada cultura. ( solo. Evapotranspiração Máxima 9. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas.Evapotranspiração Real ( ) É a evapotranspiração de determinada cultura. Quais as limitações de se utilizar o Tanque Classe A para se estimar a evapotranspiração de referência e como este problema pode ser solucionado? 97. utilizando os dados da tabela 19 (DOORENBOS & PRUITT. ( ) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira. 95. 1976) para obter os valores de Kc (considere o feijão em estádio de desenvolvimento IV e utilize um valor médio). isto é.5 se a temperatura média for menor ou igual a 20° C e de 0. Evapotranspiração Da Cultura 10. Evapotranspiração Potencial 7. cujos dados meteorológicos foram fornecidos pela Estação Meteorológica do Campus II da FTB. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água. 99. O que é e pra que serve o coeficiente da cultura (Kc)? 98. sob as condições normais de cultivo. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no cobrindo completamente o solo.93.

Principais problemas envolvendo a Camada de Ozônio (o “Buraco”) d. Recomenda-se que o aluno que não puder estar na aula no dia da entrega envie o trabalho antes do prazo final ou no dia. Créditos de Carbono f. Cada trabalho está relacionado a um tema específico do programa da disciplina Meteorologia e Climatologia Agrícola. Formação c. Formação c. O prazo para entrega dos trabalhos é de duas semanas. Generalistas (tecnológicas. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. 101 . Utilização Agronômica do Fotoperiodismo e.TRABALHOS EXTRA-CLASSE Os trabalhos Extra-Classe visam abordar temas relevantes para o Engenheiro Agrônomo na atualidade. econômicas. que não podem ser pormenorizados nas aulas devido ao tempo escasso. Como afeta as atividades agrícolas d. Práticas Agrícolas que combatem o Efeito Estufa e. visando completar o aprendizado dos alunos. por um outro colega. CAMADA DE OZÔNIO a. Como os problemas podem afetar as práticas agrícolas? (Conclusão) f. Práticas mitigadoras e. pois a entrega fora do dia combinado acarretará a penalização de 50% na nota. políticas. tecnológicos. 3. Gerais (industriais. EFEITO ESTUFA a. Conceito b. políticos ii. Principais agravantes do Efeito Estufa i. Conceito b. mais a correção normal. Formação do Efeito Estufa c. Conceito b. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. FOTOPERIODISMO a. Na agricultura d. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Práticas mitigadoras i. 1. 2. etc) ii. impreterivelmente. Exemplos práticos (práticas agrícolas) f.

Como é feito o zoneamento agroclimático c.4. 5. Como fazer um QV d. Vantagens e Desvantagens do uso agronômico dos QV f. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Conceito b. Exemplos práticos de utilização f. Tipos de Espécies de QV e. QUEBRA-VENTOS a. ZONEAMENTO AGROCLIMATICO a. Exemplo prático de utilização de QV g. 102 . Conceito b. Instituições brasileiras que trabalham com zoneamento agroclimático d. Utilização agronômica dos zoneamentos agroclimáticos e. Utilização Agronômica dos QV c.