FACULDADES DA TERRA DE BRASÍLIA

AGRONOMIA / ZOOTECNIA

AGROMETEOROLOGIA

PROFESSOR: RICARDO MENDES - 2º SEMESTRE DE 2009

UNIDADE/ CONTÉUDO 1. Introdução e importância dos fatores climáticos e meteorológicos 1.1 . Definição de tempo e clima / meteorologia e climatologia 1.2 . Agroclimatologia: Definição, objetos e sua relação com outras ciências. 1.3 . Elementos e fatores climáticos 1.4 . Escala espacial dos atmosféricos 2. Atmosfera terrestre 2.1. Importância 2.2. Composição atmosférica 2.3. Estrutura vertical da atmosfera 2.4. Controle atmosférico como ferramenta agrícola 3. Radiação solar 3.1. Espectros solares e sua significação biológica 3.2. Balanço e distribuição geográfica da radiação solar 3.3. Efeito da radiação no crescimento vegetal (fotoperíodo) 4. Temperatura 4.1. Temperatura do ar, termoperiodismo, vernalização e unidades térmicas 4.2. Temperatura do solo e plantas cultivadas 5. Umidade do ar 5.1. Características físicas 5.2. Cálculo da umidade relativa 6. Ventos 6.1. Correntes de ventos fenômenos

6.2. Formação de massas de ar (altas e baixas pressões) 6.3. Classificação de ventos 6.4. Equipamentos e instrumentos de medição do vento 7. Chuvas 7.1. Classificação de nuvens e chuvas 7.2. Formação atmosférica diferenciada 7.3. Conseqüências para a agricultura 7.4. Medição e elaboração pluviométricos 8. Evapotranspiração de mapas

8.1. Definições e tipos de evapotranspiração 8.2. Determinação da evapotranspiração (métodos diretos e indiretos) 8.3. Coeficiente de cultura (Kc) 8.4. Aplicações agronômicas Evapotranspiração 9. Balanço Hídrico Climatológico da

9.1. Definições dos fatores que determinam o BHC 9.2. Determinação do BHC 9.3. Aplicações do BHC 10. Interações agrometeorológicas na agricultura e Zoneamento Agroclimático 11. Glossário Meteorológico 12. Estudo Dirigido 13. Trabalhos Extra-Classe 14. Referências Bibliográficas

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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA AGRÍCOLA
INTRODUÇÃO: TEMPO X CLIMA
TEMPO METEOROLÓGICO = ESTADO “INSTANTÂNEO” DA ATMOSFERA VARIAÇÃO GEOGRÁFICA VARIAÇÃO TEMPORAL EXPERIÊNCIA DIÁRIA INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO DIÁRIA CLIMA = GENERALIZAÇÃO OU INTEGRAÇÃO DAS CONDIÇÕES DO TEMPO PARA UM CERTO PERÍODO CRONOLÓGICO, EM UMA DETERMINADA ÁREA. TAMBÉM DEFINIDO COMO A SUCESSÃO HABITUAL DE TEMPOS ATMOSFÉRICOS OU A SÍNTESE DO TEMPO ATMOSFÉRICO NUM DADO LUGAR, DURANTE UM PERÍODO DE APROXIMADAMENTE 30 A 35 ANOS. VARIAÇÃO GEOGRÁFICA (MACROESCALA) VARIAÇÃO TEMPORAL SÉRIES HISTÓRICAS DE DADOS INTERPOLAÇÃO DE DADOS SOBRE A CURVA DA CONFIGURAÇÃO MÉDIA – CLIMA - SOBREPÕEM-SE AS VARIAÇÕES INSTANTÂNEAS – TEMPO. METEOROLOGIA = CIÊNCIA ATMOSFÉRICA (SENTIDO AMPLO) FÍSICA, QUÍMICA, DINÂMICA ATMOSFÉRICA EFEITOS DINÂMICOS SOBRE A SUPERFICIE DA TERRA OU DA ÁGUA CONSIDERA A BIOSFERA ENTENDIMENTO, PREVISÃO E CONTROLE DOS FENÔMENOS ATM. COMPLEXIDADE INTRÍNSECA

Meteorologia – Ciência Atmosférica
CLIMATOLOGIA = ESTUDO CIENTÍFICO DO CLIMA APLICAÇÕES PRÁTICAS MESMOS DADOS BÁSICOS DA METEOROLOGIA RESULTADOS LARGAMENTE UTILIZADOS (PREVISÃO DO TEMPO, AGRICULTURA, INDÚSTRIA, TRANSPORTES, BIOLOGIA, MEDICINA) CIÊNCIA APLICADA VISA O BENEFICIO HUMANO MÉTODOS METEOROLÓGICOS X RESULTADOS GEOGRÁFICOS

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Tipos Climáticos Brasileiros AGROCLIMATOLOGIA / AGROMETEOROLOGIA RAMO DA CLIMATOLOGIA LIGADO ÀS PRÁTICAS AGRÁRIAS PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE RISCOS OPORTUNIDADES MELHORAMENTO IRRIGAÇÃO ZONEAMENTO AGROCLIMÁTICO Agrometeorologia e interdisciplinaridade 3 .

interação ar-mar (interações com a Oceanografia). existe uma importante área da Meteorologia que se dedica ao estudo e previsão do tempo. O tempo pode nos afetar de diversas maneiras. com química atmosférica que estuda processos relacionados com poluição atmosférica. universidades. etc. os ventos e a chuva e tentavam entender como eles estavam conectados. Por exemplo. institutos de pesquisa com problemas relacionados com aquecimento global. c. Para entender como ocorrem as mudanças na atmosfera e como elas afetam o tempo e o clima de uma região. Previsão do tempo e clima: em institutos de pesquisas que fornecem previsões para a sociedade através dos meios de comunicação. Os gregos da antiguidade observavam as nuvens. biologia (Biometeorologia). aviação. a seca resulta na falta de água. etc. meteoron (alto no céu) e logia (conhecimento). previsão de relâmpagos. entre outras. previsão de eventos extremos como furacões e tornados. Pesquisas atmosféricas em laboratórios. A posssibilidade de se estudar os impactos ambientais da atmosfera e suas relações com a atividade humana são aspectos interessantes da Ciência Atmosférica.METEOROLOGIA Meteorologia é a ciência que estuda a atmosfera terrestre e seus fenômenos. aumento do potencial de incêndios. ela é conhecida como sendo uma ciência interdisciplinar. b. ilhas de calor urbana (Meteorologia Urbana). também é conhecida como Ciências Atmosféricas. hidrologia (Hidrometeorologia). A palavra Meteorologia vem do grego. A compreensão do tempo era importante naquela época por causa da agricultura e das atividades de navegação. Isto significa que ela se relaciona com outras ciências por causa de suas aplicações em: agricultura (Agrometeorologia). clima (Climatologia). e estrago na colheita. entre outras podemos citar: a. Mas a Meteorologia não faz só isso. As relações da sociedade atual com o meio ambiente se tornaram muito mais complexas e por isso podemos ser mais seriamente afetados com as mudanças que ocorrem na atmosfera. O meteorologista pode atuar em diversas áreas. Educação: Existe grande número de cursos de graduação em Meteorologia no país que necessitam de conhecimento especializado de um profissional da área 4 . para o setor agrícola.

safra da seca ou safrinha e safra de inverno? 3. Por que a época de semeadura das culturas anuais varia entre regiões para uma mesma safra ? 4. também conhecida como Agrometeorologia.METEOROLOGIA AGRÍCOLA A Meteorologia Agrícola. Por que não se cultiva maçãs na BA e nem café no RS ? 6. Por que as doenças de plantas ocorrem mais em alguns anos do que em outros ? 5 . é o ramo da Meteorologia que estuda a influência das condições meteorológicas nas atividades agropecuárias. Interage com as mais diversas áreas de conhecimento das Ciências Agrárias e isso faz dela uma disciplina extremamente importante na formação do Engenheiro Agrônomo / Zootecnista. Por que se cultiva uma cultura numa região e em outra não? 2. OFERECE RESPOSTAS ÀS SEGUINTES QUESTÕES: 1. Por que as culturas anuais e perenes tem seus rendimentos variáveis entre regiões e anos de produção ? 5. Por que as safras ou épocas de semeadura são denominadas de safra das águas. Por que a irrigação é necessária em algumas regiões e em outras não ? 7.

Tomadas de Decisão Possibilita decidir sobre a viabilidade ou necessidade de realização de uma prática agrícola. hídricas e fotoperiódicas. FATORES: CIRCUNSTÂNCIAS CAPAZES DE INFLUENCIAR OS ELEMENTOS CLIMÁTICOS EX. CHUVA.Zoneamento Agroclimático Delimita as áreas aptas ao cultivo de determinada cultura.: TEMPERATURA. ATIVIDADE ANTRÓPICA. VENTO. A isso chamamos de Agrometeorologia Operacional. NEBULOSIDADE.: FATORES CÓSMICOS (MANCHAS SOLARES. ELEMENTOS X FATORES CLIMÁTICOS ELEMENTOS: CONFEREM PROPRIEDADES E PECULIARIDADES AO MEIO ATMOSFERICO EX. levando-se em conta as exigências térmicas. em função das condições meteorológicas ou hídricas atuais do solo e da previsão do tempo para os próximos dias. UMIDADE. 6 . ÓRBITA TERRESTRE). VULCANISMO. PRESSÁO ATM. etc. etc.

mais frio será. mas ele está sempre inclinado e. mesmo ao meio dia. 7 . entre os trópicos de Câncer e Capricórnio. no verão. mais frio será e quanto menor a altitude. mais quente. parece o Sol do início da manhã. Os raios solares sobre a Terra atingem a superfície de forma desigual. enquanto nas altas altitudes o ar é mais rarefeito e possui menor capacidade de armazenar calor. No inverno não se vê o Sol. A altitude é tão importante para a determinação da temperatura que mesmo em áreas de baixa latitude podemos encontrar montanhas com neve eterna.0º). isto é. Isto ocorre. Quem está muito próximo dos pólos.90º norte ou sul). Latitudes terrestres 2) Altitude Quanto maior a altitude. Por exemplo. Junto ao equador os raios solares são mais concentrados porque atingem uma área menor e nas grandes latitudes são dispersos pois atingem uma área bem maior. o Sol atinge a superfície de forma perpendicular ou pouco inclinado. enxerga o Sol 24 horas por dia. porque os raios solares chegam com certo comprimento de onda e ao refletirem de volta para o espaço mudam este comprimento. ao meio dia no hemisfério sul o Sol está exatamente sobre as nossas cabeças (no verão) ou um pouco inclinado para o norte (no inverno). Além disso. entre outros motivos. nas baixas altitudes o ar é mais concentrado (maior densidade) e por isso tem maior capacidade de acumular calor.Os fatores climáticos que se destacam na formação do clima são: 1) Latitude Quanto maior a latitude (mais perto dos pólos . mais quente será. E quanto menor a latitude (mais perto do equador .

8 . a cidade é muito mais escura e reflete apenas de 14 a 18% (absorve 86 a 82% da energia solar). menor será o calor acumulado. as florestas refletem de 3 a 10% e a água reflete de 2 a 4%. Ao atingirem a superfície. Por sua vez. Quanto maior a reflexão. Conseqüentemente a cidade é muito mais quente que as superfícies brancas. o gelo é muito claro e por isso reflete a maior parte da energia solar (albedo de 50 a 70% e absorve 50 a 30%). os raios solares encontram diferentes materiais como o gelo ou o asfalto.Altitude 3) Albedo O albedo é definido como o índice de reflexão dos raios solares.

oceanalidade/continentalidade. pela cobertura do terreno ou pela adoção de alguma prática de manejo (irrigação. adensamento de plantio. O macroclima é o primeiro a ser considerado no zoneamento agroclimático. 9 . O uso de ambientes protegidos (coberturas plásticas) altera o microclima. MICRO-ESCALA É aquela que condiciona as condições meteorológicas (microclima) em uma pequena escala.Escala espacial dos fenômenos atmosféricos MACRO-ESCALA Trata dos fenômenos em escala regional ou geográfica. ou seja. cultivo protegido. em que a topografia condiciona o topo-clima. que caracteriza o macro-clima de grandes áreas. atuação de massas de ar e frentes. como a latitude. altitude. devido às condições do relevo local: exposição e configuração do terreno. correntes oceânicas. etc). Esses fatores são denominados “macroclimáticos”. Esses fatores são denominados de “topoclimáticos” e são de grande importância no planejamento agrícola. TOPO-ESCALA Refere-se aos fenômenos em escala local. Culturas anuais semeadas no sistema convencional tem um microclima diferente daquelas cultivadas no sistema de plantio direto. Cada tipo de vegetação ou estrutura gera um microclima diferenciado. especialment e reduzindo a radiação solar e aumentando a temperatura diurna. A presença de mato nas entrelinhas e o adensamento das culturas perenes também interferem no microclima. devido aos fatores geográficos.

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ATMOSFERA TERRESTRE
CAMADA GASOSA QUE ENVOLVE A TERRA, PELA AÇÃO DA GRAVIDADE. CONSTITUI-SE DE UMA MISTURA MECÂNICA DE GASES (PRINCIPALMENTE NITROGÊNIO E OXIGÊNIO), PARTÍCULAS SÓLIDAS E MASSAS LÍQUIDAS, CONFERINDO-LHE CARACTERÍSTICAS PECULIARES.

IMPORTÂNCIA DA ATMOSFERA AMBIENTE PROPÍCIO À VIDA FLUXO DE ENERGIA FLUXO HÍDRICO PROTEÇÃO CONTRA EFEITOS DANOSOS AO PLANETA o RADIAÇÃO o TEMPERATURA o IMPEDE A PERDA DE GASES ESSENCIAIS o BARREIRA MECÂNICA EQUILÍBRIO CLIMÁTICO DO GLOBO FENÔMENOS METEOROLÓGICOS INTERFACE SOLO-ATMOSFERA ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA À ATIVIDADE AGRÁRIA

COMPOSIÇÃO ATMOSFÉRICA TABELA 1 – Composição “não-variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE NITROGÊNIO – N2 OXIGÊNIO – O2 ARGÔNIO – Ar NEÔNIO – Ne HÉLIO – He METANO – CH4 CRIPTÔNIO – Kr HIDROGÊNIO – H XENÔNIO – Xe % POR VOLUME 78,084 20,948 0,934 1,818 x 10-3 5,24 x 10-4 2 x 10-4 1,14 x 10-4 0,5 x 10 –4 0,087 x 10-4

TABELA 2 – Composição “variável” do ar atmosférico (FLEAGLE & BUSINGER, 1980) CONSTITUINTE % POR VOLUME VAPOR D’ÁGUA – H2O 0a7 DIÓXIDO DE CARBONO – CO2 0,033 OZÔNIO – O3 0 a 0,01 DIÓXIDO DE ENXOFRE – SO2 0 a 0,0001 DIÓXIDO DE NITROGÊNIO – NO2 0 a 0,000002 11

CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS
AEROSÓIS PARTÍCULAS MATERIAIS NÃO FORMADAS POR ÁGUA OU GELO, DE TAMANHO MICROSCÓPICO OU NÃO, QUE FUNCIONAM COMO IMPORTANTES NÚCLEOS DE CONDENSAÇÃO E DE CRISTALIZAÇÃO, ABSORVEDORES E ESPALHADORES DE RADIAÇÃO E COMO PARTICIPANTES DE VÁRIOS CICLOS QUÍMICOS. EX.: POEIRA, FUMAÇA, MATÉRIA ORGÂNICA, SAL MARINHO, etc. VAPOR D’ÁGUA MATÉRIA PRIMA NA FORMAÇÃO DE NUVENS VEÍCULOS PARA O TRANSPORTE DE CALOR IMPORTANTE NO TEMPO METEOROLÓGICO TERMORREGULADOR (“EFEITO ESTUFA”)

DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) TERMORREGULADOR SUBPRODUTO FISIOLÓGICO (RESPIRAÇÃO) SUBPRODUTO TECNOLÓGICO AQUECIMENTO GLOBAL

OZÔNIO (O3) PRESENTE EM QUANTIDADES PEQUENAS SUBPRODUTO INDUSTRIAL POLUENTE EM BAIXAS CAMADAS (SUPERFÍCIE) PROTEÇÃO CONTRA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA (15 A 50 Km de altitude – “Camada de ozônio”) AQUECIMENTO DA ALTA ATMOSFERA DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO o CLOROFLUORCARBONOS

ESTRUTURA VERTICAL DA ATMOSFERA
A ATMOSFERA POSSUI ESTRUTURA VERTICAL VARIÁVEL QUANTO À: COMPOSIÇÃO,TEMPERATURA, UMIDADE, PRESSÃO, MOVIMENTOS E FENOMENOLOGIA

CAMADAS ATMOSFÉRICAS : TROPOSFERA – tropopausa – ESTRATOSFERA – estratopausa – MESOSFERA – mesopausa – TERMOSFERA.

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EM QUANTIDADE E DURAÇÃO TAIS QUE SEJAM OU TENDAM A SER PREJUDICIAIS AO SER HUMANO. ESPESSURA: ~10 km. TERMOSFERA A PARTIR DE 90 km DE ALTITUDE LIMITE SUPERIOR: “TOPO DA ATMOSFERA” (1. OU QUE INTERFIRAM NO CONFORTO DA VIDA OU NO USO DAS PROPRIEDADES.5º C / km) AQUECIDA PELA ABSORÇÃO DE ONDAS LONGAS EMITIDA PELA SUPERFICIE CONTÉM 75% DA MASSA TOTAL E PRATICAMENTE TODO VAPOR D’ÁGUA TROPOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A TROPOSFERA E A ESTRATOSFERA. O QUE PERMITE REFLETIR EFICIENTEMENTE ONDAS DE RÁDIO. ESPESSURA: 3 – 5 km. PELA AÇÃO FOTOQUÍMICA DA RADIAÇÃO SOLAR.TROPOSFERA CONTATO COM A SUPERFÍCIE TERRESTRE ALTITUDE APROXIMADA: 15-18 km (EQUADOR) e 6-8 km (PÓLOS) ESPESSURA VARIÁVEL (ESTAÇÕES DO ANO) FENÔMENOS METEOROLÓGICOS MAIS IMPORTANTES MOVIMENTOS ATMOSFÉRICOS INTENSOS TEMPERATURA CAI COM A ALTITUDE (6. À VIDA ANIMAL OU ÀS PROPRIEDADES.5 ºC / km) TEMPERATURA MAIS BAIXA DE TODA ATMOSFERA (-90ºC) PRESENÇA DE ÍONS E PARTÍCULAS LIVRES MESOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A MESOSFERA E A TERMOSFERA.” 13 . ESPESSURA: 3 km. É ISOTÉRMICA (~0ºC). 50 km DE ALTITUDE TEMPERATURA AUMENTA COM A ALTITUDE (OZÔNIO) FRIO POR BAIXO / QUENTE POR CIMA = SEM MOVIMENTOS VERTICAIS ESTRATOPAUSA REGIÃO DE TRANSIÇÃO ENTRE A ESTRATOSFERA E A MESOSFERA. MESOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX. É ISOTÉRMICA (~0ºC). 80 km DE ALTITUDE TEMPERATURA DIMINUI COM A ALTITUDE (3. É ISOTÉRMICA (-50 a –55ºC).000 km DE ALTITUDE) IONOSFERA (PRIMEIROS 50 km DE TERMOSFERA) o GRANDE QUANTIDADE DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS IONIZADAS E ELÉTRONS LIVRES. ESTRATOSFERA LIMITE SUPERIOR: APROX. ÀS PLANTAS. POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA “PRESENÇA NA ATMOSFERA DE UM OU MAIS CONTAMINANTES.

14 .

0 A SONDA ENCONTRA-SE INICIALMENTE EM EQUILIBRIO TÉRMICO COM O AMBIENTE. DADOS CAMADA ATMOSFÉRICA TROPOSFERA TROPOPAUSA ESTRATOSFERA ESTRATOPAUSA MESOSFERA MESOPAUSA TERMOSFERA LIMITE SUPERIOR (km) 15 18 50 55 80 90 1000 ESPESSURA 15 3 32 5 25 10 ~ 910 AMPLITUDE TÉRMICA (° C /km) -6. RESPONDA AS QUESTÕES PEDIDAS. A QUE TEMPERATURA A SONDA SE ENCONTRA EM SEU DESTINO FINAL? 2.0 +10.5 +5. COM O OBJETIVO DE COLETAR A RESPEITO DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS ATÉ A ALTITUDE DE 120 km.5 +3. A UMA TEMPERATURA DE 25° C. PARA A COMPOSIÇÃO DE MAPAS CLIMÁTICOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO.UNIDADE 2 – ATMOSFERA TERRESTRE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO UMA SONDA METEOROLÓGICA FOI LANÇADA A PARTIR DA SUPERFÍCIE TERRESTRE (SOLO).0 +2.0 -3. RESPONDA 1.0 -3. CONSIDERANDO OS DADOS FORNECIDOS. EM QUAL CAMADA A SONDA SE ENCONTRA? 15 .

é atingido aproximadamente em 3 de janeiro e o ponto mais distante. As variações na radiação solar recebida devidas à variação da distância são pequenas. Figura 2 . o periélio (147x 106 km). Figura 1 .Posições relativas do sol 16 .Relações entre o Sol e a Terra As estações são causadas pela inclinação do eixo de rotação da Terra em relação à perpendicular ao plano definido pela órbita da Terra (plano da eclíptica). Esta inclinação faz com que a orientação da Terra em relação ao Sol mude continuamente enquanto a Terra gira em torno do Sol. meio dia) varia no decorrer do ano. A translação se refere ao movimento da Terra em sua órbita elíptica em torno do Sol. o afélio (152 x 106 km).MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES A Terra tem dois movimentos principais: rotação e translação. A rotação em torno de seu eixo é responsável pelo ciclo dia-noite. para uma dada hora do dia (por exemplo. em aproximadamente 4 de julho. O Hemisfério Sul se inclina para longe do Sol durante o nosso inverno e em direção ao Sol durante o nosso verão. o ângulo de elevação do Sol acima do horizonte. A posição mais próxima ao Sol. Isto significa que a altura do Sol.

3. No hemisfério de inverno as alturas do Sol são menores. A altura do Sol influencia a intensidade de radiação solar de duas maneiras. eles são mais concentrados.No hemisfério de verão as alturas do Sol são maiores. os dias mais longos e há mais radiação solar. Se a altura do sol decresce. reflexão ou espalhamento. os raios que atingem a Terra percorrem distância maior na atmosfera. o percurso dos raios solares através da atmosfera cresce (Fig. A quantidade total de radiação solar recebida depende não apenas da duração do dia como também da altura do Sol. a altura do Sol varia com a latitude. o que reduz sua intensidade na superfície. Segundo.Variação da altura do Sol com a latitude. Como a Terra é curva. Se a altura do Sol é pequena. Fig. mais espalhada e menos intensa a radiação. Quando menor a altura solar. 17 . 2) e a radiação solar sofre maior absorção. a altura do sol influencia a interação da radiação solar com atmosfera. os dias mais curtos e há menos radiação solar. quando os raios solares atingem a Terra verticalmente. Primeiro.

MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO E FORMAÇÃO DAS ESTAÇÕES DO ANO DECLINAÇÃO SOLAR (LATITUDE NA QUAL O SOL ESTÁ “PASSANDO”) 18 .

Há 4 dias com especial significado na variação anual dos raios solares em relação à Terra. Fig. 4. 4). Em 21 ou 22/6 eles incidem verticalmente em 23°27’N (Trópico de Câncer). Este é o solstício de verão para o Hemisfério Sul (HS).Características dos solstícios e equinócios Relação da Posição do Sol e as Estações Terrestres DATA 22 DEZ EVENTO Solstício Verão de ESTAÇÃO VERÃO POSIÇÃO DO SOL 90º Trópico de Capricórnio 90º Equador 90º Trópico de Câncer 90º Equador FOTOPERÍODO > 12 h 21 MAR 22 JUN 23 SET Equinócio de Outono Solstício de Inverno Equinócio de Primavera OUTONO INVERNO PRIMAVERA = 12 h < 12 h = 12 h 19 . No HS o equinócio de primavera ocorre em 22 ou 23 de setembro e o equinócio de outono em 21 ou 22 de março (Fig. A meio caminho entre os solstícios ocorrem os equinócios (dias e noites de igual duração). Este é o solstício de inverno para o HS. Nestas datas os raios verticais do Sol atingem o equador (latitude = 0°). No dia 21 ou 22/12 os raios solares incidem verticalmente (h=90°) em 23°27’S (Trópico de Capricórnio).

SOLSTÍCIOS 20 .

EQUINÓCIOS Além da variação temporal. Quanto mais se afasta do Equador maior a variação estacional da irradiância solar e do fotoperíodo ao longo do ano. REGIÃO EQUATORIAL (N ≈ 12 h e Qo entre 33 e 38 MJm-2d-1) LATITUDE DE 30o (N entre 10 e 14 h e Qo entre 18 e 44 MJm-2d-1) REGIÃO POLAR (N entre 0 e 24 h e Qo entre 0 e 48 MJm-2d-1) 21 . sendo esses os fatores mais importantes na formação do clima da Terra. o movimento aparente do Sol em relação à superfície da Terra origina também uma variação espacial tanto da disponibilidade de radiação solar (Qo) como do fotoperíodo (N).

nossos sentidos não bastam e temos que recorrer aos instrumentos. i) Radiação solar. É necessário evitar toda influência de árvores ou edifícios. de dados meteorológicos precisos. as observações se chamam observações instrumentais. porém cada medida necessita de uma leitura. d) Umidade. De acordo com o modo de realizar a leitura. para o qual é necessário consultar um instrumento. b) Temperatura do ar. c) Pressão atmosférica. Por exemplo. facilidade de manejo e solidez de construção. Os segundos se referem a instrumentos nos quais o movimento das partes móveis se amplia por alavancas. Estas observações se denominam observações sensoriais. Os primeiros são mais precisos.cefetsc.br) 22 . A medida de certos elementos meteorológicos depende da instalação dos instrumentos. Os instrumentos meteorológicos para fins científicos devem cumprir os seguintes requisitos: regularidade no funcionamento. antes de tudo. Nossos sentidos e principalmente a vista e o tato nos permitem estimar um grande número de observações. mas não pode saber o valor exato da mesma. h) Quantidade de evaporação. os instrumentos meteorológicos podem se dividir em duas categorias fundamentais: instrumentos de leitura direta e aparelhos registradores. podemos observar a quantidade de nuvens presente no céu ou determinar a direção do vento pelo movimento das folha. Neste caso.Instrumentação meteorológica* A importância dos instrumentos Todo estudo científico da atmosfera supõe dispor. Por exemplo. que atuam sobre uma pena que escreve sobre um rolo de papel.edu. Os elementos que se medem com ajuda dos instrumentos são: a) Duração da insolação ou brilho solar. Porém. uma pessoa pode determinar se a pressão atmosférica está subindo ou descendo. g) Quantidade de chuva. precisão. f) Altura da base das nuvens. Estas bandas estão graduadas para poder determinar a hora exata de cada ponto da curva registrada. Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. da água e do solo. e) Velocidade e direção do vento.

por sua característica de funcionamento pode ser colocada em qualquer lugar que possa fornecer energia elétrica ou em alguns casos pode funcionar com baterias.Umidade relativa .Precipitação .Evaporação .Horas de sol ESTAÇÃO METEOROLÓGICA AUTOMÁTICA Estação meteorológica dotada de sensores eletrônicos.ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS A seguir temos uma lista das estações meteorológicas existentes e dos instrumentos meteorológicos mais comuns: ESTAÇÃO METEOROLÓGICA CONVENCIONAL Estação formada por instrumentos convencionais dos quais são observados por alunos e professores de meteorologia para a obtenção e atualização de dados tais como: .Temperatura do momento .Temperaturas extremas . 23 .

ABRIGO METEOROLÓGICO É uma casa de madeira ou fibra de vidro. pressão. alcance visual de pista(visibilidade). PLUVIÓGRAFO 24 . vento. umidade. precipitação. altura de nuvens até os 1500 metros.Termômetro de Máxima .As estações meteorológicas automáticas integram sensores de temperatura. cobertura de céu nublado. Por meio de um programa computacional instalado em um ordenador comum. Os instrumentos que ficam dentro da casa são: . integra todos os dados e entrega informação meteorológica em apresentação de tela de projeção. cujas paredes são dispostas como persianas.Termômetro de Mínima . etc. Se denomina também Atnómetro e é termo geral para denominar qualquer aparato que serve para medir a evaporação.Higrotermógrafo . As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada. que permitem a livre circulação do ar.Psicrômetro EVAPORÍMETRO Instrumento para medir a quantidade de água que se evapora na atmosfera durante um intervalo de tempo.

25 . Mede a quantidade de chuva caída. é formado por dois termômetros idênticos. serve essencialmente para obter a temperatura do ar. PSICRÔMETRO Instrumento utilizado para medir a umidade da atmosfera. e o outro. em milímetros (mm). PLUVIÔMETRO É um instrumento que mede a quantidade de água caída em um período de tempo determinado (cada 6 horas). um chamado "Termômetro Seco". chamado "Termômetro Úmido". que mede a umidade relativa (%) de um modo indireto.É um instrumento que registra a quantidade de precipitação caída e indica a intensidade da mesma. As unidades são em mililitro (mm) ou em milímetro de água evaporada.

Mede a velocidade do vento (m/s) e.ANEMÔMETRO Instrumento para medir a velocidade do vento (m/s) para a observação simultânea da direção e velocidade do vento. 26 .cm-²). em alguns tipos. HELIÓGRAFO Instrumento registrador que mede unicamente a duração da insolação (horas de brilho solar) em horas e décimos. também a direção (em graus). PIRANÔMETRO Instrumento que mede a radiação solar (radiação global) recebida de todo o hemisfério celeste sobre uma superfície horizontal terrestre. A unidade usada é (cal.

2. NOMEADAMENTE NA DEFINIÇÃO DE ESPESSURAS DE DIVERSOS MATERIAIS (PINTURAS. Todos os componentes do sistema climático. EQUIVALE À MILÉSIMA PARTE DO MILÍMETRO. MICRONS (µM) OU ANGSTROMS (A). METALIZAÇÕES. a litosfera e a biosfera.).UM MICRÔMETRO OU MÍCRON (µM). SOB A FORMA DE LUZ E CALOR. É UMA UNIDADE DE COMPRIMENTO DEFINIDO COMO UM MILIONÉSIMO DE METRO (OU 1 × 10-6 M). Por isso. MILÍMETROS. designadamente a atmosfera. devem a sua origem e as suas características à radiação solar. pelas circulações oceânicas. responsáveis pelas condições meteorológicas. EXPRIME-SE EM CALORIAS (CAL) E O SEU VALOR MÉDIO É DE CERCA DE 2 CAL/CM 2/MN. DURANTE UM MINUTO. COMPRIMENTO DE ONDA É A DISTÂNCIA ENTRE DUAS CRISTAS CONSECUTIVAS (DISTÂNCIA PERCORRIDA POR UMA VIBRAÇÃO). podemos dizer que a radiação solar é o fator meteorológico essencial do ambiente. NA PERPENDICULAR COM OS RAIOS SOLARES. CONCEITOS LIGADOS À RADIAÇÃO SOLAR 1. ETC. É USADO PARA DESCREVER OS COMPRIMENTOS DE ONDA DA RADIAÇÃO E NA CONSTRUÇÃO CIVIL. 3. a hidrosfera.RADIAÇÃO SOLAR SOL – PRINCIPAL FONTE DE ENERGIA PARA A SUPERFÍCIE DA TERRA A energia solar constitui a verdadeira causa de todos os processos físicos e químicos que ocorrem na Terra. 4. CONSTANTE SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA SOLAR RECEBIDA NO LIMITE SUPERIOR DA ATMOSFERA PELA SUPERFÍCIE DE 1 CM 2. RECEBIDA POR UNIDADE DE UMA SUPERFÍCIE HORIZONTAL. MÍCRON OU MICROMETRO (µM) . ISTO É. RADIAÇÃO SOLAR É A QUANTIDADE DE ENERGIA. O COMPRIMENTO DE ONDA É INVERSAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA. QUANTO MAIS ELEVADA FOR A TEMPERATURA DE UM CORPO MENOR É O SEU COMPRIMENTO DE ONDA. 27 . EXPRIME-SE EM METROS. pela modelação da crosta terrestre e por todos os fenômenos biológicos.

5. TRANSMISSIVIDADE (t) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É TRANSMITIDA PELO MATERIAL. a+r+t=1 8. MAIOR É O ALBEDO (FIGURA ABAIXO). REFLETIVIDADE (r) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É REFLETIDA PELO MATERIAL. É O COEFICIENTE DE REFLEXÃO. 6. ALBEDO – É UM TERMO QUE EXPRIME A REFLETIVIDADE DE UM MATERIAL. 7. Albedo de superfícies sob diferentes inclinações dos raios solares. QUANTO MAIOR A INCLINAÇÃO DO ÂNGULO DO RAIO SOLAR. 9. CORPO NEGRO – MATERIAL HIPOTÉTICO QUE APRESENTA UM ESPECTRO DE RADIAÇÃO CONTÍNUO EM TODOS OS COMPRIMENTOS DE ONDA E É CAPAZ DE ABSORVER. ABSORVICIDADE (a) – FRAÇÃO DA RADIAÇÃO INCIDENTE QUE É ABSORVIDA PELO MATERIAL. TODA A ENERGIA RADIANTE QUE INCIDE SOBRE ELE. VARIA DE 0 a 1. 28 . POR OUTRO LADO.

deserto Grama Floresta Neve (limpa. marrom ou verde Concreto Asfalto Albedo de diferentes superfícies 29 10-25 25-40 15-25 10-20 75-95 25-75 <10 10-70 70-80 25-50 08-52 50-90 20-35 10-35 05-20 .Albedo para algumas superfícies no intervalo visível ( % ) Solo descoberto Areia. seca) Neve (molhada e/ou suja) Superfície do mar (sol > 25° acima do horizonte) Superfície do mar (pequena altura do sol) Nuvens espessas Nuvens finas Vidros (janela) Tinta branca Tinta vermelha.

PRESSÃO. 30 . AOS QUENTES E ÚMIDOS DAS REGIÕES EQUATORIAIS. UMIDADE) É ELEMENTO PRIMORDIAL NO ENTENDIMENTO DOS DEMAIS ELEMENTOS METEOROLÓGICOS É A FONTE PRIMÁRIA DE ENERGIA NOS PROCESSOS TERRESTRES: o CICLO DA ÁGUA OU CICLO HIDROLÓGICO o FOTOSSINTESE o FLUXO DE CALOR o DESIGUAL DISTRIBUIÇÃO DA TEMPERATURA o CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA E OCEANOS o TEMPESTADES o VENTOS E FURACÕES o DIVERSIDADE DE CLIMAS. FUNDAMENTAL ENERGÉTICA EM ESTUDOS ECOLÓGICOS E DE DISPONIBILIDADE Distribuição da Radiação Solar na Terra. VENTO.CARACTERÍSICAS DA RADIAÇÃO SOLAR É A MAIOR FONTE DE ENERGIA PARA A TERRA É UM FATOR METEOROLÓGICO É O PRINCIPAL ELEMENTO METEOROLÓGICO. DESDE OS CLIMAS FRIOS DAS REGIÕES POLARES. AFETANDO TODOS OS OUTROS ELEMENTOS (TEMPERATURA. CHUVA. PASSANDO PELOS TEMPERADOS DAS LATITUDES MÉDIAS.

31 . ENTÃO CERCA DE 500s (8. NA FORMA DE FEIXE DE RAIOS PARALELOS ENTRE SI. ENTÃO O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA NAQUELE INSTANTE SERÁ IGUAL A 4 Π I. RESULTANDO EM UMA DENSIDADE DE FLUXO GLOBAL IGUAL A I / D2 DEFINIDA PELA LEI DO INVERSO DO QUADRADO DA DISTÂNCIA. APENAS UMA PEQUENÍSSIMA FRAÇÃO DA ENERGIA EMITIDA ATINGE A SUPERFICIE DA TERRA. PROPAGANDO-SE SEGUNDO UM MOVIMENTO ONDULATÓRIO.3 min) NESTA TRAJETÓRIA TODOS OS FENÔMENOS SOLARES VISTOS DA SUPERFICIE JÁ ACONTECERAM A PELO MENOS 8. NESTE INSTANTE A TERRA SE SITUA EM UMA ESFERA CUJO RAIO É IGUAL À SUA A DISTÂNCIA DO SOL (D) O TOTAL DE ENERGIA EMITIDA (4 Π I) SERÁ IGUALMENTE DISTRIBUIDO NA ÁREA 4 Π D2 .5 * 10 8 km) VELOCIDADE : 300 * 10 3 km/s A RADIAÇÃO GASTA.ESPAÇO PERCORRIDO PELA RADIAÇÃO SOLAR É UM FENÔMENO DE NATUREZA ELECTROMAGNÉTICA. OU SEJA: “ A ENERGIA RECEBIDA EM UMA SUPERFÍCIE É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUADRADO DA DISTÂNCIA ENTRE A FONTE E A SUPERFÍCIE RECEPTORA” DEVIDO À DISTÂNCIA TERRA-SOL. DISTÂNCIA APROXIMADA: 150 MILHOES DE km (1.3 min O SOL EMITE RADIAÇÕES IGUALMENTE EM TODAS AS 4 Π DIREÇÕES SE A INTENSIDADE LUMINOSA EM UM DADO INSTANTE FOR IGUAL A I.

DEPENDENDO DO COMPRIMENTO DE ONDA E DO TAMANHO DO CONSTITUINTE ATMOSFÉRICO: 1. 32 PRINCIPALMENTE O OZÔNIO.EFEITOS DA ATMOSFERA SOBRE O BALANÇO DE ENERGIA RADIANTE AO ATRAVESSAR A ATMOSFERA. ABSORÇÃO DA RADIAÇÃO É SELETIVA POR CERTOS CONSTITUINTES DA ATMOSFERA E PARA CERTOS COMPRIMENTOS DE ONDAS PELO OXIGÊNIO / OZÔNIO = QUASE TODA A RADIAÇÃO (ULTRAVIOLETA) GÁS CARBÔNICO E VAPOR DE ÁGUA TAMBÉM ABSORVEM BASTANTE RADIAÇÃO (INFRAVERMELHO) RADIAÇÃO ALTAMENTE ENERGÉTICA TEM ALTO PODER DE PENETRAÇÃO CAUSA DISTÚRBIOS EM ORGANISMOS VIVOS (PRINCIPALMENTE MICROORGANISMOS) EM REGIÕES ALTAS = INCIDÊNCIA MAIOR NO NÍVEL DO MAR = INCIDÊNCIA MENOR A RADIAÇÃO VISÍVEL PASSA PELA ATMOSFERA PRATICAMENTE SEM SOFRER ABSORÇÃO 2. A RADIAÇÃO SOLAR INTERAGE COM SEUS CONSTITUINTES (NATURAIS E ARTIFICIAIS) RESULTANDO NA MODIFICAÇÃO DA: QUANTIDADE. NA ALTA ATMOSFERA. QUALIDADE E DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES ESTA INTERAÇÃO OCORRE DE DOIS MODOS. DIFUSÃO (ESPALHAMENTO) DA RADIAÇÃO OS CONSTITUINTES ATMOSFÉRICOS MUDAM A DIREÇÃO DOS RAIOS SOLARES. PELA DISPERSÃO. DAS MOLÉCULAS DE GASES NA FAIXA DO AZUL. PARTÍCULAS DE IMPUREZAS E MOLÉCULAS DE GASES CAUSAM O ESPALHAMENTO DA RADIAÇÃO O PROCESSO AFETA A QUANTIDADE E A QUALIDADE DA RADIAÇÃO ESTE FENÔMENO CAUSA A COR AZUL DO CÉU. .

SEPARANDO-A DA DIFUSÃO OU ESPALHAMENTO. SENDO DENOMINADA DE RADIAÇÃO DIFUSA (Qc) RAIOS LUMINOSOS DE COMPRIMENTO DE ONDA MAIS CURTOS SÃO MAIS FACILMENTE DISPERSOS. NÃO PROJETA SOMBRA NOS OBJETOS. A RADIAÇÃO QUE SOFRE MUDANÇA DE DIREÇÃO.PARTE É DEVOLVIDA PARA O ESPAÇO SIDERAL FACILMENTE PERCEPTÍVEL EM DIAS NUBLADOS. A REFLEXÃO. RAIOS DE COMPRIMENTO DE ONDAS MAIS LONGOS CHEGAM DIRETAMENTE AO SOLO. DÃO COMO RESULTADO A RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA. COM A ATMOSFERA LIMPA. A REFLEXÃO E A DISPERSÃO. ENTÃO. 33 . A CONTRIBUIÇÃO DE CADA UMA PARA Qg DEPENDE. COM MUITA POEIRA OU POLUIÇÃO. VINDO DE TODOS OS LADOS. DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS DO PERÍODO ALGUNS AUTORES CONSIDERAM AINDA UM TERCEIRO PROCESSO. PROJETANDO SOMBRA NOS OBJETOS. NESTE CASO. É A RADIAÇÃO DIRETA (Qd) A RADIAÇÃO DIRETA É UNIDIRECIONAL E DETERMINADA PELO ÂNGULO ZENITAL DOS RAIOS SOLARES A RADIAÇÃO SOLAR TOTAL QUE ATINGE A SUPERFICIE É CHAMADA DE RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL (Qg). SENDO A SOMA DA RADIAÇÃO DIFUSA COM A RADIAÇÃO DIRETA. QUE CONSISTE NA QUANTIDADE DE RADIAÇÃO QUE AO INCIDIR SOBRE UM CORPO É DEVOLVIDA SEM MODIFICAR SUAS CARACTERÍSTICAS. GRANDE PARTE DOS RAIOS SOLARES ATINGE DIRETAMENTE A SUPERFÍCIE.

OU Qg = Qd + Qc Distribuição da Radiação Solar na Atmosfera Componentes da radiação solar ao nível do solo 34 .BALANÇO DA RADIAÇÃO NA ATMOSFERA A RADIAÇÃO SOLAR RECEBIDA NA SUPERFÍCIE DA TERRA CONSISTE EM DUAS PARTES: RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL = RADIAÇÃO SOLAR DIRETA + RADIAÇÃO SOLAR DIFUSA .

média anual típica (Wh/m2.dia) 35 .DISTRIBUIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR NO TERRITÓRIO BRASILEIRO Radiação solar global diária .

O AR SE EXPANDE E SE TORNA MENOS DENSO c. CONVECÇÃO: OCORRE MOVIMENTAÇÃO DE UMA MASSA FLUIDA (AR. RADIAÇÃO: TRANSFERÊNCIA DE CALOR (ENERGIA) DE UM OBJETO PARA OUTRO SEM HAVER NECESSIDADE DE UM MEIO DE CONEXÃO. PODE SER HORIZONTAL OU VERTICAL 3. CONDUÇÃO: ENERGIA TRANSFERIDA DE UMA MOLÉCULA PARA OUTRA. POR MEIO DE ONDAS. a. sem o qual a temperatura média na Terra seria de aproximadamente -238 °C e a água apenas existiria no estado sólido. O AR É AQUECIDO POR CONDUÇÃO DE UMA SUPERFICIE QUALQUER.PROCESSOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA Uma das maiores contribuições da radiação solar é o aquecimento do nosso planeta. emite a mesma quantidade de energia que recebe. Esta. ÁGUA) PROVOCADA POR UMA DIFERENÇA DE DENSIDADE. A MASSA DE AR QUENTE É SUBSTITUÍDA POR AR MAIS FRIO A CONVECÇÃO É UM DOS PRINCIPAIS MEIOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR NA ATMOSFERA (1500 – 3000m). Ilustração dos mecanismos de transferência de calor 36 . por isso. OU SEJA. a radiação solar converte-se em energia calorífica. por sua vez. 2. Os processos de transferência de calor que ocorrem na atmosfera são: 1. b. aquecendo a superfície terrestre. Ao ser absorvida pela Terra. em equilíbrio térmico. encontrandose.

Até agora contamos uma perda de 21 das 51 unidades de radiação de onda curta absorvidas pela superfície da Terra. Portanto. a superfície recebe uma grande quantidade de radiação de onda longa da atmosfera (95 unidades). As restantes 6 unidades passam diretamente através da atmosfera e são perdidas no espaço. por moléculas de água durante o processo de evaporação (23 unidades). irradia 116 unidades de energia de onda longa para a atmosfera. As restantes 70 unidades são absorvidas. 37 .BALANÇO GLOBAL DO CALOR PROVENIENTE DA RADIAÇÃO Existe um balanço quase perfeito entre a quantidade de radiação solar incidente e a quantidade de radiação terrestre (sistema Terra-atmosfera) retornada para o espaço. por sua vez. fechando o balanço entre radiação incidente e radiação emitida. nesta troca (em onda longa) a atmosfera tem um ganho líquido de 15 unidades. absorvendo uma boa parte dela e reirradiando parte desta energia de volta para a Terra. 19 unidades pela atmosfera e 51 unidades pela superfície da Terra (Terra-oceano). Outra parte das 30 unidades é transferida da superfície da Terra para a atmosfera por calor sensível (condução e convecção -7 unidades). enquanto a Terra tem uma perda líquida de 21 unidades. caso contrário. o sistema Terra-atmosfera estaria progressivamente se aquecendo ou resfriando. A superfície.Como resultado deste processo. Balanço de Calor da Terra e atmosfera Da radiação total interceptada pela Terra. Vamos examinar este balanço na abaixo. aproximadamente 30 unidades são refletidas de volta para o espaço. usando 100 unidades para representar a radiação solar interceptada no topo da atmosfera. Certos gases na atmosfera atuam no sentido de retardar a perda de radiação terrestre. Um balanço geral é obtido porque a atmosfera emite 64 unidades de energia para o espaço como radiação de onda longa. E as 30 unidades restantes? Parte desta energia é transferida da superfície da Terra para a atmosfera através de calor latente.

verdes e parte das vermelhas 0.7 mícron – PARTE VISÍVEL – 41% Radiações azuis.4 mícron – ULTRAVIOLETA – 9% 0.2 A 4 MICRAS CONSTITUEM O ESPECTRO SOLAR ESPECTRO SOLAR 0. OXIGÊNIO E OZÔNIO ATUAM PROTEÇÃO CONTRA A NOCIVIDADE DESTA RADIAÇÃO 38 .4 a 0.ESPECTRO SOLAR E BIOLOGIA ENERGIA SOLAR: CONJUNTO DE RADIAÇÕES COMPRIMENTOS DE ONDA VARIÁVEIS 0.2 a 0.7 a 4 micra – INFRAVERMELHO – 50% ESPECTRO VISÍVEL EM ORDEM CRESCENTE DE λ TEM-SE O VIOLETA – AZUL – VERDE – AMARELO – LARANJA – VERMELHO UTILIZADA PELAS PLANTAS NO PROCESSO FOTOSSINTÉTICO CHAMADO DE RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA INFRAVERMELHO RADIAÇÃO TERMAL LONGO COMPRIMENTO DE ONDA ABSORVIDAS PELO VAPOR D’AGUA E GÁS CARBÔNICO ATMOSFÉRICOS PARTÍCULAS SÓLIDAS PROVOCAM DISPERSÃO IMPORTANTES PARA O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL FITOCROMOS E HORMÔNIOS SÃO ATIVADOS / DESATIVADOS POR ESTA RADIAÇÃO EFEITOS MAIS QUALITATIVOS QUE QUANTITATIVOS ULTRAVIOLETA ABSORVIDAS NAS CAMADAS SUPERIORES DA ATM.

39 . em diferentes comprimentos de onda.COMPOSIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR As figuras seguintes mostram a divisão espectral da radiação solar.

vegetação etc. que ilumina tenuemente o seu espaço vital. Nas algas marinhas que vivem a profundidades relativamente grandes (20 m-30 m) ocorre o fenómeno inverso: são coloridas geralmente de vermelho intenso e têm de utilizar o resíduo verde-azulado da luz solar. A luz vermelha fornece a energia necessária para a fotossíntese.). Apenas algumas reacções utilizam os infravermelhos e os ultravioletas. cada cloroplasto é um minúsculo laboratório. Nestas pequenas formações microscópicas. Dentro do espectro absorvido. Efeito da Radiação Solar no Crescimento Vegetal Nas plantas com clorofila. também podem ser gorduras. porém. a clorofila absorve principalmente na zona do vermelho. Da radiação líquida disponível. já que a água do mar filtra a radiação. as plantas terrestres captam sobretudo a luz vermelha e refletem a cor complementar. enquanto outra parte é absorvida pela superfície terrestre (solo. o verde.UTILIZAÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR PELAS PLANTAS Da energia recebida na superfície da terra. 40% é utilizada na evapotranspiração e somente 2% desta é usada no processo da fotossíntese que resulta no desenvolvimento e crescimento dos vegetais. 40 . Portanto. emitindo a radiação com outros comprimentos de onda. aproximadamente 20% é refletida pelas nuvens e partículas atmosféricas. Nessas reações os cloroplastos utilizam comprimentos de onda da luz visível compreendidos entre 400 nm e 720 nm. a energia procedente da radiação solar desencadeia reações químicas cujos produtos finais são diversos tipos de açúcares.

MATANDO-AS DEPOIS DE ALGUM TEMPO DE EXPOSIÇÃO.315 μ): ESTA FAIXA EXERCE EFEITOS DEFORMATIVOS NAS PLANTAS.51 > λ > 0. 6ª BANDA (0. GERMINAÇÃO DE SEMENTES. 41 . 5ª BANDA (0.61 > λ > 0.0 μ): NÃO CAUSAM DANOS E SÃO ABSORVIDAS PELA PLANTA.0 > λ > 0. QUE TORNAM-SE MAIS BAIXAS E COM FOLHAS MAIS ESPESSAS.BANDAS DO ESPECTRO SOLAR QUE AFETAM O CRESCIMENTO VEGETAL 1ª BANDA (λ > 1.40 > λ > 0.72 > λ > 0. APRESENTANDO EM VÁRIOS CASOS TAMBÉM FORTE ATIVIDADE FOTOPERIÓDICA. CORRESPONDE AO AZUL VIOLETA E É TAMBÉM REGIÃO DE GRANDE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA.0 μ É IMPORTANTE PARA O FOTOPERIODISMO.315 > λ > 0.40 μ): É A REGIÃO DE MAIOR ABSORÇÃO PELA CLOROFILA E PIGMENTOS AMARELOS (CAROTENÓIDES).72 μ): É A REGIÃO QUE EXERCE EFEITO SOBRE O CRESCIMENTO DAS PLANTAS.51 μ): REGIÃO ESPECTRAL DE BAIXO EFEITO FOTOSSINTÉTICO E DE FRACA AÇÃO SOBRE A FORMAÇÃO DA PLANTA. CORRESPONDE A REGIÃO VERDE DO ESPECTRO VISÍVEL. GERA FORTE ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA.28 μ): É PREJUDICIAL À MAIORIA DAS PLANTAS. CONTROLE DA FLORAÇÃO E COLORAÇÃO DOS FRUTOS. EXERCENDO AINDA VIGOROSA AÇÃO NA FORMAÇÃO DA PLANTA. 3ª BANDA (0. 7ª BANDA (0. 2ª BANDA (1. O TRECHO PRÓXIMO À 1. 4ª BANDA (0.61 μ): REGIÃO ESPECTRAL FORTEMENTE ABSORVIDA PELA CLOROFILA.

A camada de ozônio absorve apenas a radiação UV-B. A radiação ultravioleta mais merecedora de cuidados no dia-a-dia é a UV-B que é afetada pela camada de ozônio. Já o UVC é totalmente absorvido pela atmosfera terrestre. que seriam muito agravadas se não fosse a proteção invisível que o ozônio proporciona. A faixa do ultravioleta é subdividida em 3: UV-A (entre 400 e 320 nm). como a UV-B. A UV-B é fortemente absorvida pela camada de ozônio da atmosfera terrestre.A RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA E OS ORGANISMOS VIVOS A radiação solar mais conhecida é a faixa visível. A UV-A chega normalmente à superfície terrestre. entre 280 e 320nm. UV-B (entre 320 e 280 nm) e a UV-C (entre 280 e 100). 42 . causando uma variação muito forte na intensidade da radiação medida na superfície entre os limites de 280 e 320nm. mas duas outras faixas importantes são a do ultravioleta e a do infravermelho. não sendo absorvida eficientemente por nenhum dos constituintes atmosféricos. porém esta não tende a aumentar sua intensidade com o tempo. Em excesso a radiação UV-A pode trazer complicações à saúde. O sol direto com irradiação prolongada pode resultar em graves queimaduras.

ESTA VARIAÇÃO SE DÁ CONFORME: COMPLEXIDADE FISIOLÓGICA CULTURAS DE INVERNO (AVEIA. PLANTAS TEMPERADAS (HEMISFÉRIO NORTE) OU TROPICAIS (EQUADOR E HEMISFÉRIO SUL). ADAPTAÇÃO DOS VEGETAIS EM DIFERENTES FAIXAS DE TEMPERATURA. CASAS DE VEGETAÇÃO SIMULAM SITUAÇÕES FAVORÁVEIS DE TEMPERATURA. ATÉ UM VALOR MÁXIMO. DECORRENTE DA TRANSFORMAÇÃO DA ENERGIA ELETROMAGNÉTICA DE ONDAS CURTAS OU LONGAS (PROVENIENTES DA RADIAÇÃO SOLAR) NA FORMA DE ENERGIA TERMAL. MÉDIA E MÁXIMA. CENTEIO. EM CAMADAS DISTINTAS. TRIGO. PASSANDO POR UM VALOR ÓTIMO. VARIÁVEL CLIMATOLÓGICA INTRINSECAMENTE RELACIONADA AO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. MEDIÇÃO DE TEMPERATURA: FEITA COM DIVERSOS TIPOS DE TERMÔMETROS. FRUTEIRAS TROPICAIS):  MÍNIMA: 15° a 18°C  ÓTIMA: 31° a 37° C  MÁXIMA: 44° a 50° C 43 . CEVADA):  MÍNIMA: 0° a 5° C  ÓTIMA: 25° a 31° C  MÁXIMA: 31° a 37° C CULTURAS DE VERÃO (MELÃO. CONVECÇÃO OU TRANSMISSÃO DE CALOR (“RADIAÇÃO”) OCORREM. EXISTE AMPLA FAIXA DE TEMPERATURAS PARA CRESCIMENTO VEGETAL (0 a 40ºC). RESPONSÁVEL DIRETA PELA DISTRIBUIÇÃO DAS PLANTAS NA TERRA. O AQUECIMENTO DA ATMOSFERA SE DÁ À MEDIDA EM QUE SE DESENVOLVEM OS PROCESSOS DE CONDUÇÃO. TEMPERATURAS CARDEAIS O CRESCIMENTO VEGETAL ESTÁ LIMITADO POR FAIXAS DE TEMPERATURA QUE VARIAM DE UM VALOR MÍNIMO.TEMPERATURA ENERGIA PROPAGADA NA FORMA DE CALOR. MELHORAMENTO GENÉTICO AMPLIOU A FAIXA DE ADAPTAÇÃO A DIFERENTES TEMPERATURAS. SORGO. TEMPERATURA DO AR INFLUENCIA A TEMPERATURA DO SOLO. QUE MEDEM AS TEMPERATURAS MÍNIMA.

PARA AS CAMADAS SUPERIORES VARIAÇÃO DA TEMPERATURA DO AR: TEMPORAL E ESPACIAL VARIAÇÃO TEMPORAL = BALANÇO DE ENERGIA NA SUPERFÍCIE (MAIOR INTENSIDADE AO MEIO DIA) VARIAÇÃO ESPACIAL o ESCALA MACROCLIMÁTICA: PREDOMINÂNCIA DOS EFEITOS DA RADIAÇÃO SOLAR. NESSE CASO AS DIFERENÇAS REGISTRADAS SERÃO EM DECORRÊNCIA APENAS DO MACROCLIMA. NEBULOSIDADE. 44 . A TEMPERATURA MÍNIMA OCORRE UM POUCO ANTES DO NASCER DO SOL. AEROSÓIS.. PARA QUE SE PERMITA A COMPARAÇÃO ENTRE LOCAIS DIFERENTES. ETC. o ESCALA TOPOCLIMÁTICA: EXPOSIÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO TERRENO SÃO OS MODULADORES DA TEMPERATURA o ESCALA MICROCLIMÁTICA: FATOR CONDICIONANTE É A COBERTURA DO TERRENO PARA FINS METEOROLÓGICOS E CLIMATOLÓGICOS A TEMPERATURA DO AR É MEDIDA SOB UMA CONDIÇÃO DE REFERÊNCIA (PADRÃO).TEMPERATURAS CARDEAIS VARIAM COM: FISIOLOGIA ESTÁDIO DE DESENVOLVIMENTO ESPÉCIE DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA TEMPERATURA DO AR E DO SOLO A ENERGIA RADIANTE QUE ATINGE A SUPERFÍCIE TERRESTRE SERÁ DESTINADA A ALGUNS PROCESSOS FÍSICOS PRINCIPAIS: CONVECÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO AR CONDUÇÃO – RELACIONADO PRINCIPALMENTE AO AQUECIMENTO DO SOLO TEMPERATURA DO AR É UM DOS EFEITOS MAIS IMPORTANTES DA RADIAÇÃO SOLAR OCORRE PELO TRANSPORTE DE CALOR DA SUPERFÍCIE AQUECIDA (CONDUÇÃO/CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA) A CONVECÇÃO OU DIFUSÃO TURBULENTA DO AR AQUECIDO TRANSPORTA CALOR. A TEMPERATURA MÁXIMA OCORRE COM UMA DEFASAGEM DE DUAS A TRÊS HORAS EM RELAÇÃO AO HORÁRIO DE MAIOR IRRADIÂNCIA SOLAR (12h EM DIAS SEM NUVENS). A ALTURA DE MEDIÇÃO É ENTRE 1.5 A 2. POEIRA. AS CONDIÇÕES PADRÃO SÃO: ÁREA PLANA (TOPOCLIMA) E GRAMADA (MICROCLIMA). TRANSPORTE CONVECCTIVO DE CALOR E CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA. VENTOS.0 m ACIMA DO NIVEL DO SOLO (DENTRO DO ABRIGO). VAPOR D’ÁGUA.

O DESENVOLVIMENTO VEGETAL TAMBÉM VAI DEPENDER DA RAZÃO ENTRE: TEMPERATURAS DIURNAS – FOTOTEMPERATURAS (MORANGO. ERVILHA) TEMPERATURAS NOTURNAS – NICTOTEMPERATURAS (TOMATE. PIMENTA) 45 .TEMPERATURA DO AR REQUERIDA PELAS PLANTAS 1. CONSIDERANDO-SE ENTRE O MÍNIMO E O ÓTIMO. FASE VEGETATIVA FOTOSSÍNTESE X RESPIRAÇÃO TEMPERATURA DE EQUILÍBRIO (ÓTIMO) .FIGURA FOSSÍNTESE CAI DRASTICAMENTE SE A TEMPERATURA > 35°C RESPIRAÇÃO CAI DRASTICAMENTE COM TEMPERATURAS > 45°C EXEMPLO: TOMATEIRO TEMPERATURA: 20 ° C BAIXA RESPIRAÇÃO MÁXIMA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO LENTO CICLO TARDIO GRANDES CÉLULAS BOA COLHEITA TEMPERATURA: 35° C ALTA RESPIRAÇÃO BAIXA PRODUÇÃO DE MS DESENVOLVIMENTO RÁPÍDO CICLO PRECOCE PEQUENAS CÉLULAS MÁ COLHEITA 2. FASE REPRODUTIVA INDUÇÃO FLORAL POLINIZAÇÃO FERTILIZAÇÃO FORMAÇÃO DO FRUTO DORMÊNCIA DE GEMAS REPRODUTIVAS CICLOS DE CRESCIMENTO LEI DE VAN’T HOFF “PARA CADA 10°C DE AUMENTO DE TEMPERATURA. A FORMAÇÃO DE MATÉRIA SECA DOBRA”. BATATA.

O PROCESSO RADIATIVO DE PERDA É MAIS EFICIENTE QUE O DE GANHO. A PLANTA DIMINUI SEU METABOLISMO E TRANSPIRAÇÃO. A TEMPERATURA DO AR INFLUI DIRETAMENTE SOBRE A TEMPERATURA DO SOLO COM VALORES DE TEMPERATURA BAIXOS. QUE DEPENDE DOS: FATORES EXTERNOS (ELEMENTOS BALANÇO NA SUPERFÍCIE) METEOROLÓGICOS QUE AFETAM O FATORES INTRÍNSECOS o TIPO DE COBERTURA DA SUPERFÍCIE = SOLOS NUS OU COBERTOS (VEGETAÇÃO. OCORRE VARIAÇÃO TEMPORAL (DIÁRIA E ANUAL. DE ACORDO COM AS ESTAÇÕES) E VARIAÇÃO ESPACIAL. 46 . TEMPERATURAS MUITO ALTAS OU MUITO BAIXAS IMPOSSIBILITAM O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO VEGETAL. MULCH) o RELEVO = CONDICIONA O TERRENO A DIFERENTES EXPOSIÇÕES À RADIAÇÃO SOLAR o TIPO DE SOLO = TEXTURA. ESTRUTURA E TEOR DE ÁGUA.TEMPERATURA DO SOLO FLUXO DE CALOR DA SUPERFÍCIE PARA O INTERIOR DO SOLO (DURANTE E O DIA) E DO INTERIOR PARA A SUPERFÍCE (NOITE). OUTROS EFEITOS DA TEMPERATURA CONDICIONA O NÍVEL DAS REAÇÕES FÍSICO-QUÍMICAS DAS PLANTAS PERDA DE ÁGUA AUMENTA OU DIMINUI CONFORME A TEMPERATURA.

MÉTODOS DE CÁLCULO: DIRETO = TEMPERATURA-BASE DE 0°C RESIDUAL = TEMPERATURA-BASE DE 6°C EXPONENCIAL = VELOCIDADE DAS REAÇÕES FISICO-QUIMICAS TERMOFISIOLÓGICO = VELOCIDADE DE CRESCIMENTO IMPERFEIÇÕES DA TEORIA DE GRAUS-DIA: SOMENTE UMA TEMPERATURA BASAL DURANTE O CICLO. SE DESDE O MOMENTO EM QUE SE VERIFICA A GERMINAÇÃO SOMAR-SE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA. TRIGO: 2000°C. O CRESCIMENTO VEGETAL VARIA DE ACORDO COM A QTDE DE CALOR AO QUAL É SUBMETIDO DURANTE O CICLO VITAL. QUALQUER QUE SEJA A SITUAÇÃO. UNIDADES DE CALOR OU “GRAUS-DIA” = UM GRAU-DIA É A MEDIDA DA DIFERENÇA DA TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA ACIMA DO MÍNIMO DE TEMPERATURA. É APROXIMADAMENTE CONSTANTE PARA CADA ESTAÇÃO DO ANO E PARA CADA CULTURA QUE CRESCE NUM MESMO LOCAL. TEMPERATURAS NOTURNAS E DIURNAS TEM O MESMO PESO. É O SOMATÓRIO DO CALOR EFETIVO PARA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS. CONSTANTE TÉRMICA = É UM ÍNDICE RESIDUAL OU SEJA. NECESSÁRIO PARA UMA ESPÉCIE. EXEMPLOS: MILHO = 2500°C. TEMPERATURAS ABAIXO DE 0°C SÃO DESCONSIDERADAS. O CICLO SERÁ DE 100 DIAS. ACUMULADO DURANTE O DIA. O VALOR MÉDIO DIÁRIO NÃO É SIGNIFICATIVO.UNIDADES TÉRMICAS DE CRESCIMENTO TEMPERATURA-BASE (OU BASAL)= TEMPERATURA ABAIXO DA QUAL AS PLANTAS NÃO SE DESENVOLVEM. CEVADA = 1700°C. OUTRAS VARIÁVEIS CLIMATOLÓGICAS INTERFEREM 47 . SE O MILHO FOR CULTIVADO EM LOCAL ONDE A TEMPERATURA MÉDIA DIÁRIA É DE 25°C. É A TEMPERATURA ACUMULADA DESDE OS PRIMEIROS DIAS ATÉ A MATURAÇÃO DA PLANTA. É VARIÁVEL PARA CADA ESPÉCIE VEGETAL. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. A SOMA TOTAL É SEMPRE A MESMA. MAIOR EFICIÊNCIA). TEMPERATURAS ACIMA DE 27°C PODEM SER PREJUDICIAIS (PELO MÉTODO. RESPOSTA LINEAR. APLICA-SE TAMBÉM ÀS SUBFASES DE CULTIVO.

00 DEZEMBRO = 80.FATORES AMBIENTAIS QUE FAZEM VARIAR A CONSTANTE TÉRMICA FERTILIDADE POPULAÇÃO DE PLANTAS SOLOS TEMPERATURAS DO SOLO (DIFERENTES DA TEMP.5 °C JANEIRO = 17°C SAZONALIDADE DE PREÇOS (R$/saca) SETEMBRO= 50.00 OUTUBRO = 60.00 NOVEMBRO = 70. DO AR) UMIDADE EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (UNIDADES TÉRMICAS) UM AGRICULTOR QUER FORNECER FEIJÃO PARA UMA FEIRINHA LOCAL DE SUA CIDADE.00 48 . MAS PRETENDE PLANEJAR SEU CULTIVO PARA ALCANÇAR A ÉPOCA ONDE O PREÇO DO FEIJÃO É MELHOR PARA ELE (MAIOR LUCRO). QUAL DATA SERÁ MELHOR PARA O PLANTIO.00 JANEIRO = 40. LEVANDO EM CONTA QUE O AGRICULTOR DEVE PLANTAR DIA 15 DE CADA MÊS. VISANDO MAIOR LUCRO? VARIEDADE DE FEIJÃO (HIPOTÉTICA) Exigência de 1276 graus-dia para amadurecer Temperatura-base = 6°C TEMPERATURA MÉDIA MENSAL SETEMBRO = 18°C OUTUBRO = 22°C NOVEMBRO = 20° C DEZEMBRO = 18. O AGRICULTOR DISPÕE DE APENAS UMA VARIEDADE DE FEIJÃO E DE UMA FAIXA DE TEMPO DE PLANTIO DE 15 DE SETEMBRO A 15 DE OUTUBRO.

UMIDADE RELATIVA DO AR = RELAÇÃO PERCENTUAL ENTRE A CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA EXISTENTE NO AR E A CONCENTRAÇÃO DE SATURAÇÃO. QUANTO MAIOR A TEMPERATURA. 49 . EXISTENTE NA ATMOSFERA.UMIDADE DO AR ÁGUA NA FORMA DE VAPOR. MAIOR É A CAPACIDADE DO AR EM RETER ÁGUA. NA PRESSÃO E TEMPERATURA EM QUE O AR SE ENCONTRA. GELO E NEVE SOLO SUPERFÍCIES VEGETAIS E ANIMAIS PROCESSOS FÍSICOS DETERMINANTES EVAPORAÇÃO SUBLIMAÇÃO TRANSPIRAÇÃO CONCENTRAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BAIXA (MÁX. FONTES NATURAIS: SUPERFÍCIES DE ÁGUA. 4%) EXTREMAMENTE VARIÁVEL LIBERAÇÃO OU ABSORÇÃO DE CALOR LATENTE DISTRIBUIÇÃO DE CALOR NA TERRA TRANSPORTE DO VAPOR D’ÁGUA NA ATMOSFERA BALANÇO DE RADIAÇÃO: EVAPORAÇÃO DA ÁGUA TRÊS PROCESSOS: o DIFUSÃO o CONVECÇÃO (LIVRE OU FORÇADA) o ADVECÇÃO CONTEÚDO DE VAPOR D’ÁGUA NO AR ATMOSFÉRICO AR SATURADO = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA EM SUA CONCENTRAÇÃO MÁXIMA.

Tu ENTRA COM VALOR DE Ts e d NA TABELA ENCONTRA UMIDADE RELATIVA DO AR NAQUELE MOMENTO UMIDADE ABSOLUTA DO AR = QUANTIDADE DE VAPOR D’ÁGUA TOTAL EXISTENTE NO AR. EM DETERMINADAS CONDIÇÕES DE TEMPERATURA E PRESSÃO.MEDIÇÃO DA UMIDADE DO AR PSICRÔMETROS = FORMADO POR DOIS TERMÔMETROS COMUNS. GERALMENTE FICA DENTRO DOS ABRIGOS METEOROLÓGICOS. A UMIDADE DO AR DEVE SER MEDIDA À SOMBRA. SENDO: o 1 BULBO SECO o 1 BULBO ÚMIDO HIGRÔMETROS OU HIGRÓGRAFOS = VARIAÇÃO DO COMPRIMENTO DO CABELO HUMANO COM A UMIDADE RELATIVA DO AR. EM LOCAL VENTILADO E PROTEGIDO DA PRECIPITAÇÃO (CHUVA). 50 . PSICRÔMETROS (COMO MEDIR) VER TEMPERATURA BULBO SECO (Ts) VER TEMPERATURA BULO ÚMIDO (Tu) VER DEPRESSÃO PSICROMÉTRICA (d) d = Ts.

ISTO PORQUE A TENSÃO DE SATURAÇÃO DE VAPOR D’ÁGUA É DIRETAMENTE PROPORCIONAL À TEMPERATURA E INVERSAMENTE PROPORCIONAL À UMIDADE RELATIVA DO AR. ATÉ A MANHA SEGUINTE (ORVALHO E/OU NEVOEIRO). EM CONDIÇÕES DE RESFRIAMENTO NOTURNO MODERADO. SENDO MENOR DURANTE O DIA E MAIOR DURANTE A NOITE. TABELA 1: PRECIPITAÇÃO TOTAL ANUAL (MÉDIA) E UMIDADE RELATIVA DO AR EM DIFERENTES REGIÕES: ESTADO CE DF BA MT MG RS AM PRECIPITAÇÃO (mm) 971 1000 1203 1404 1421 1555 2705 UMIDADE RELATIVA (%) 70 65 72 75 76 77 87 51 . VARIAÇÃO ANUAL DA UMIDADE DO AR ACOMPANHA O CURSO ANUAL DA COBERTURA DO CÉU E PRECIPITAÇÃO. A UR TENDE A SE ESTABILIZAR EM UM VALOR MÁXIMO.VARIAÇÃO DIÁRIA DA UMIDADE DO AR A UR DO AR APRESENTA UM CURSO DIÁRIO INVERSO AO DA TEMPERATURA DO AR. O VALOR MÍNIMO DE UMIDADE É ALCANÇADO NA TEMPERATURA MÁXIMA. PRÓXIMO À 100%.

TW) 1 28 20 40 18 48 0 16 55 11 14 61 23 12 66 33 0 10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 71 41 13 73 48 20 0 77 54 32 11 79 58 37 20 1 81 63 45 28 11 83 67 51 36 20 6 85 70 56 42 27 14 86 72 59 46 35 22 10 0 87 74 62 51 39 28 17 6 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 10 88 76 65 54 43 33 24 13 4 12 88 78 67 57 48 38 28 19 10 2 14 89 79 69 60 50 41 33 25 16 8 1 1 0 0 0 4 0 5 4 4 4 5 16 90 80 71 62 54 45 37 29 21 14 7 18 91 81 72 64 56 48 40 33 26 19 12 6 20 91 82 74 66 58 51 44 36 30 23 17 11 5 22 92 83 75 68 60 53 46 40 33 27 21 15 10 4 24 92 84 76 69 62 55 49 42 36 30 25 20 14 9 26 92 85 77 70 64 57 51 45 39 34 28 23 18 13 9 28 93 86 78 71 65 59 53 47 42 36 31 26 21 17 12 8 30 93 86 79 72 66 61 55 49 44 39 34 29 25 20 16 12 8 32 93 86 80 73 68 62 56 55 46 41 36 32 27 22 19 14 11 8 34 93 86 81 74 69 63 58 52 48 43 38 34 30 26 22 18 14 11 8 36 94 87 81 75 69 64 59 54 50 44 40 36 32 28 24 21 17 13 10 7 38 94 87 82 76 70 66 60 55 51 46 42 38 34 30 26 23 20 16 13 10 40 94 89 82 76 71 67 61 57 52 48 44 40 36 33 29 25 22 19 16 13 52 .GRÁFICO PSICROMÉTRICO ( Porcentagem de umidade relativa (1000 Milibares) DEPRESSÃO DE BULBO ÚMIDO (Td .

A manipulação do solo. Várias são as condições adversas do clima que interferem no seu crescimento e desenvolvimento.VENTO O VENTO É O MOVIMENTO DO AR EM RELAÇÃO À SUPERFÍCIE TERRESTRE. O vento. QUANTO MAIS PRÓXIMAS FOREM AS ISÓBARAS. a irrigação e o uso de ambientes parcialmente protegidos são algumas técnicas utilizadas com a finalidade de alterar o microclima de um local. EFEITO DA ROTAÇÃO DA TERRA MOVIMENTO DE OESTE PARA LESTE O AR ATMOSFÉRICO TAMBÉM SE MOVE. ORIGEM GRADIENTES DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA ROTAÇÃO DA TERRA FORÇA CENTRÍFUGA AO MOVIMENTO DA TERRA ATRITO COM A SUPERFÍCIE GRADIENTE DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA GERADO PELO AQUECIMENTO DIFERENCIAL DA ATMOSFERA VARIAÇÃO DE PRESSÃO ISÓBARAS = LOCAIS QUE APRESENTAM O MESMO VALOR DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA. A atmosfera se movimenta em decorrência da diferença de pressão entre duas regiões. MAIOR O GRADIENTE DE PRESSÃO E MAIOR DEVERÁ SER A VELOCIDADE DO VENTO. principalmente por causa da incidência e absorção dos raios solares de maneira distinta entre diferentes regiões. ESTA FORÇA TENDE A INICIAR E MANTER O VENTO. CARTA GEOGRÁFICA ISOBÁRICA DELIMITA REGIÕES DE ALTA E BAIXA PRESSÃO CRUZAM-SE COM GRADIENTES HORIZONTAIS DE PRESSÃO O GRADIENTE HORIZONTAL DE PRESSÃO DETERMINA UMA MOVIMENTAÇÃO DO AR DAS ZONAS DE MAIORES PRESSÕES PARA A DE MENORES PRESSÕES. 53 . que é o ar em movimento. MAS EM VELOCIDADE DIFERENTE. proporcionando melhores condições para a produção. se desloca de áreas de maior pressão (mais frias) para áreas de menor pressão (mais quentes) e quanto maior a diferença entre as pressões dessas áreas. NA TENDÊNCIA DE IGUALÁ-LAS. maior será a velocidade de deslocamento. O ambiente em que as plantas e animais crescem nem sempre é o ideal ou ótimo para sua produção.

sendo função dos gradientes de pressão. Regiões Polares: Ventos de Leste. b. Apesar da variação temporal e espacial dos ventos sobre a superfície. Classificação dos Ventos em nível Global 54 . Meso e Micro. Entre os Trópicos e o Equador: Alísios de NE (Hemisfério Norte) e Alísios de SE (Hemisfério Sul).EFEITO DA FORÇA CENTRÍFUGA O VENTO SE DESLOCA EM DIREÇÃO PERPENDICULAR ÀS ISÓBARAS MOVIMENTO CURVO FORÇA CENTRÍFUGA ACIMA DE 500m = VENTO GRADIENTE (PARALELO ÀS ISÓBARAS) ESCALAS DE FORMAÇÃO DO VENTO Ocorre nas três escalas do clima: Macro. c. é possível se verificar uma certa tendência: a. Entre os Trópicos e as regiões Sub-Polares: Ventos de Oeste. MACROESCALA: são os ventos associados à circulação geral da atmosfera.

formando-se nos cumes baixas pressões.vento fresco e moderado que sopra à noite do cume da montanha para o vale porque à noite. variando diariamente ou sazonalmente. formando-se aí altas pressões e nos vales.vento que sopra de dia. entre continentes e oceanos. com um arrefecimento mais lento. Brisa do vale .MESOESCALA: os ventos oriundos da circulação geral modificam-se acentuadamente na escala de tempo e espaço devido ao aquecimento diferenciado. Os principais tipos de vento na mesoescala são:    Brisa Terrestre (noite) e Brisa Marítima (dia). Brisa marítima . sob influência da radiação solar (durante o dia) e da radiação terrestre (durante a noite). Brisa de montanha ou Catabática (noite) e Brisa de Vale ou Anabática (dia). formam-se baixas pressões. os cumes arrefecem mais rapidamente.sopra de manhã do vale para a montanha porque os cumes da montanha aquecem primeiro que o vale. do mar para terra. Durante o dia. sistema orográfico e topografia. Brisa da montanha . Ventos Foehn ou Chinook. originando em terra baixas pressões e no mar altas pressões. Uma Brisa é um vento local suave causado pelo aquecimento e pelo arrefecimento desigual de superfícies adjacentes. que produzem um gradiente de pressão (razão de decréscimo ou aumento da pressão por unidade de distância num determinado período de tempo) entre o cume e o vale ou numa zona costeira. 55 . a terra aquece mais rapidamente. configuração da encosta.entre a superfície aquosa e terrestre. e conseqüente diferença de pressão.

criando-se no mar baixas pressões. enquanto a água arrefece mais lentamente. Durante a noite a terra arrefece mais rapidamente. Vento em microescala (luz/sombra) Mapa de ventos do Brasil 56 . áreas irrigadas e não irrigadas. MICROESCALA: o processo é semelhante ao da mesoescala. formando-se aqui altas pressões. com menor magnitude do fenômeno.vento que sopra de noite. objetos com diferentes coeficientes de absorção de radiação solar. da terra para o mar.Brisa terrestre . Exemplos desse tipo de contraste são: áreas ensolaradas e sombreadas. etc. porém.

EFEITO MECÂNICO SOBRE AS FOLHAS E RAMOS a. a irrigação por aspersão. Aumenta com a velocidade do vento até certo ponto b. Faixa de 2 a 6% de perda de água pela planta pode ser atribuída ao vento h. Efeito maior em plantas isoladas do que em populações i.: Palmeiras isoladas (100% de aumento da transpiração para velocidade de 2 m/s g. ρ= densidade do ar. Maior influência sobre a transpiração cuticular que sobre a estomática d. Z/Zo V= velocidade do vento na altura Z. Varia com a temperatura e a umidade do ar que incide sobre as plantas i. Ventos secos e quentes causam rápido murchamento das plantas (climas áridos) 2. EFEITOS DO VENTO NO CRESCIMENTO DAS PLANTAS O VENTO AFETA O CRESCIMENTO DAS PLANTAS SOB TRÊS ASPECTOS (PRINCIPALMENTE): 1. τ= força tangencial. Equação Logarítmica do Perfil do Vento O perfil do vento próximo ao solo pode ser determinado com a seguinte equação: V = 1/k . ABSORÇÃO DE CO2 a. o que favorece a fotossíntese b. Fornecem medidas de fluxo de momento que permite avaliar a transferência de vapor d’água e dióxido de carbono e estimar a velocidade do vento em alturas diferentes a partir da medida em outra altura. Zo= parâmetro de rugosidade. Principalmente em hidrófitas (plantas com alta respiração cuticular e. por exemplo.PERFIL DO VENTO É a velocidade do vento em diversas alturas em relação ao solo. ln . TRANSPIRAÇÃO a. k=constante de von Karman de valor 0. Em condições normais. Tais utilizações de dados sobre o perfil do vento são de extrema importância no planejamento de diversas práticas agrícolas como. É variável conforme a espécie vegetal c. O suprimento de CO2 é favorecido pela turbulência. que é determinada pela área exposta f. cuja locação dos irrigadores é dependente da velocidade do vento no local. τ1/2 /ρ . Altas velocidades do vento são prejudiciais ao crescimento das plantas 57 .40. Há um aumento linear da absorção de CO 2 com relação à velocidade do vento até 167 cm / s 3. varia com a rugosidade. Ex.

MEDIDA DO VENTO  O regime dos ventos é medido por sua VELOCIDADE e DIREÇÃO.  A direção dos ventos é definida pelo seu ponto de origem.6 km/h. sendo que 1 m/s = 3.  Os equipamentos medidores de velocidade são os ANEMÔMETROS: O número de giros das hélices ou canecas é transformado em deslocamento (espaço percorrido) por um odômetro. NE.  A velocidade é dada pela componente horizontal em m/s ou km/h. Quebra da nervura central e do limbo foliar diminui a translocação em 99-100% e a fotossíntese em 84 % acima da regia afetada. O espaço percorrido dividido pelo tempo fornece a 58 . 1963): i. SO E O. com oito direções fundamentais: N. CLASSIFICAÇÃO DAS PLANTAS QUANTO À REAÇÃO AOS VENTOS FORTES 1. Estudo com a cana de açúcar (HARTT. As SENSÍVEIS ao vento: não sobrevivem à exposição. Plantas de altitudes elevadas e do litoral tem configuração peculiar c. NO. S.b. Folhas mecanicamente danificadas pelo vento têm reduzida capacidade de translocação e fotossíntese d. SE. Quebra da nervura central da folha diminui a translocação em 34-38% e a fotossíntese em 30%. As que ESCAPAM à ação do vento: plantas pequenas e rasteiras 2. As que TOLERAM a ação do vento: diminuição da matéria seca em menor proporção 3. ii.  Nos sensores digitais a direção é dada em graus.

59 . pólen. sementes. podendo ser muito utilizada no campo. tirando o excesso de regiões úmidas e umedecendo regiões mais secas. Renovação do ar próximos às plantas. Sua importância engloba tanto aspectos positivos quanto negativos. mantendo assim o suprimento de CO 2 para as folhas durante o processo de fotossíntese e aumentando sua eficiência. Dispersão de esporos. Translocação de vapor d’água. facilitando a disseminação e diversificação de espécies. Efeitos favoráveis do vento na agricultura        Translocação de calor de regiões mais quentes para regiões mais frias. furacão: danos generalizados Velocidade (km/h) <2 2a5 6 a 10 11 a 20 21 a 30 31 a 40 41 a 50 51 a 60 61 a 75 76 a 100 > 100 Efeitos do vento na Agricultura Essa importante variável climática tem efeitos em praticamente todos os setores da agricultura. Dispersão de gases e partículas suspensas no ar.velocidade média do vento. Remoção de calor de plantas e animais durante épocas quentes. amenizando assim o efeito da temperatura. desde a criação de animais até o cultivo de vegetais. quando o ar se torna mais denso. diminuindo as concentrações que podem ser problemáticas principalmente no inverno. Em estações meteorológicas automáticas utiliza-se o ANEMÓGRAFO. Fonte limpa e renovável de energia. atuando como substância de arrefecimento. sendo decisivo na implantação de projetos. ESCALA DE VELOCIDADE DOS VENTOS Escala 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Categoria Calmo: fumaça vertical Quase calmo: fumaça desviada Brisa amena: agitação das folhas Vento leve: agitação das bandeiras Vento moderado: poeira no ar Vento forte: ondas em lagos e rios Vento muito forte Ventos fortíssimos: fios assobiam Ventania: impossível caminhar Vendaval: danos em edificações Tornado. Os efeitos podem ser favoráveis ou desfavoráveis.

 Disseminação de patógenos e ervas-daninhas.  Desfolha por efeito mecânico do vento.  Queda na taxa de fotossíntese devido aos danos citados.  Deformações de plantas devido ao efeito mecânico do vento. resultando em diminuição de ganho de peso.  Eliminação de insetos polinizadores devido à dificuldade de vôo em áreas com grande incidência de ventos.  Para minimizar a perda de água por transpiração a planta reduz a área foliar e o número de estômatos por área (características xerófitas) o que resulta em redução na taxa de fotossíntese. constituindo um acelerador do processo de desertificação.  Conseqüente diminuição da produtividade. podendo provocar o nanismo da parte aérea devido ao gasto excessivo de energia com as raízes.  Aumento da evapotranspiração podendo levar ao fechamento dos estômatos.  Para manter as taxas de transpiração e fotossíntese a planta desenvolve um sistema radicular profundo. permitindo a penetração de patógenos e diminuindo a translocação de substâncias. acarretando diminuição na taxa de fotossíntese. 60 .  Desconforto animal devido à remoção excessiva de calor. fazendo com que o metabolismo fique acelerado para produzir calor e manter a temperatura corporal constante.  Fissura de tecidos vegetais pela agitação contínua.  Danificação de tecidos vegetais devido à abrasão de partículas transportadas pelo vento. diminuindo assim a energia disponível para o crescimento e desenvolvimento.Efeitos desfavoráveis  Erosão eólica e deformação de paisagens.  Parte da energia armazenada e produzida é destinada aos processos de reconstrução dos tecidos danificados.  Aumento do risco de incêndios em áreas florestais.

para que as atividades agrícolas sejam viáveis. em geral plantas submetidas a ventos de 10 km/h ou mais continuamente. através da utilização de quebra-ventos. Ventos excessivos e contínuos representam um grande problema nas áreas rurais. sejam eles naturais ou artificiais.Irrigação por Pivô Central Irrigação por Aspersão Em conseqüência do efeito sobre os processos nos vários processos citados. tendo tanto efeitos favoráveis como desfavoráveis. interferindo no crescimento de culturas e animais. 61 . mais grossas)  Menor número de estômatos por área foliar e estômatos menores. sendo necessário a proteção das culturas. apresentam:  Redução no crescimento no desenvolvimento  Internódios menores e em menor número  Nanismo da parte aérea  Menor diâmetro  Menor número de folhas (menores.  O vento é um elemento do clima que influi diretamente no microclima de uma área. principalmente.

Outras estruturas como telhados (sombrites e ripados) também vem sendo utilizados como QV. TIPOS DE QV  VEGETAIS: utilizados para grandes áreas a. c. ajudando também na contenção de dunas. que passa a viver num ambiente menos estressante. Ex: milho. c) as árvores utilizadas como QV servem como abrigo para a fauna silvestre. principalmente em regiões planas. minimizando o processo de desertificação. Seringueira. que por conseqüência altera as taxas de evapotranspiração da cultura. devese escolher as áreas da propriedade menos sujeitas aos ventos frios e intensos. pinus. A redução da velocidade do vento promove ambiente mais agradável aos animais. Misto: combinação de árvores e plantas anuais. Os QV servem tanto na proteção vegetal com na animal. Temporários: plantas anuais ou semi-perenes. o que permite que ela aproveite melhor a acua disponível no solo. Para melhorar o aspecto ecológico pode-se considerar a possibilidade de se utilizar mais de uma espécie na linha de QV.Práticas Preventivas Contra os Efeitos Desfavoráveis do Vento  Locais menos sujeitos à incidência dos ventos  Ao se instalar uma cultura ou atividade agropecuária dentro de uma propriedade agrícola. b. d) as árvores do QV favorecem a manutenção de insetos polinizadores e de pássaros. b) o QV também serve para proteger pastagens e animais. repercutindo na produtividade. os estômatos permanecem mais tempo abertos facilitando também a fotossíntese. Desse modo. principalmente a luminosidade e o vento.  Uso de Quebraventos (QV) QUEBRA – VENTOS (QV)  Estruturas físicas que servem para reduzir a velocidade do vento a níveis suportáveis pelos seres vivos. promovendo uma certa diversidade biológica. 62 . sorgo. Ex.   VANTAGENS DO USO DE QV a) altera o microclima. capim. inimigos naturais de alguns insetos predadores da cultura. cana-deaçúcar. contribuindo para a manutenção do equilíbrio ecológico da área. com menor demanda atmosférica por água. grevílea e milho. bananeira. eucalipto. Geralmente. Ex: grevílea. se utiliza como QV plantas de porte maior do que aquelas que se quer proteger. Permanentes: árvores.

para a realização de tarefas como bombear água. em energia elétrica. Quando captada. Ex: sombrites e ripados. Conectando um rotor giratório (um conjunto de pás ligadas a um eixo) a um gerador elétrico. ARTIFICIAIS: utilizados para plantas de pequeno porte em cultivo intensivo e com alto valor econômico. Energia eólica 63 . sendo temporários. que gira o rotor. pois dependem da durabilidade do produto empregado. as modernas turbinas eólicas convertem a energia eólica. Energia eólica É a energia contida na força dos ventos que sopram sobre a superfície da Terra. a energia eólica pode ser convertida em energia mecânica. moer grãos e serrar madeira.

podendo abranger o ano todo ou qualquer época dele. Pela forte intensidade. curta duração. as chuvas são as principais formas de retorno da água para a su perfície terrestre. quantidade. A precipitação ocorre sob as formas: Pluvial (chuva) Granizo Neve Originam-se de nuvens formadas pelo processo de resfriamento por expansão de massas de ar que se elevam na atmosfera. pois a incidência é maior que a capacidade de infiltração do solo. carga elétrica e turbulência das gotículas no interior das nuvens. caracterizamse pela intensidade moderada. Originam-se devido à formação de nuvens por causa do relevo acidentado (regiões montanhosas) Precipitações convectivas Localizam-se na época de maior ganho de energia do ano. Concentram-se no período do ano em que ocorre a penetração de massas de ar de origem polar. trovoadas. longa duração (dias) e sem horário predominante. Coalescência: crescimento das gotículas e agregação das mesmas. tamanho. predominando no período da tarde e à noite (chuvas de verão). provocam muitos danos (erosão. completando o ciclo hidrológico. Conceito: Processo pelo qual a água condensada na atmosfera atinge gravitacionalmente a superfície terrestre. após a evaporação e condensação. podendo ser dos tipos: Orográfico Convecctivo Frontal A união dos “elementos de nuvem” forma os “elementos de chuva” Superação da força da gravidade. ventos fortes e granizos. Precipitações frontais Originárias de nuvens formadas a partir do encontro de massas de ar frio e quente. 64 . derrubada de vegetação. Precipitações orográficas Ocorrem nas regiões que apresentam grandes variações de altitude. podendo ocorrer descargas elétricas.PRECIPITAÇÃO (CHUVA) Na região tropical. São originárias de nuvens convectivas (Convecção térmica) e caracterizam-se pela forte intensidade. É resultado da diferença de temperatura. inundação).

Medição da precipitação A medida da precipitação é feita por pluvíômetros e pluviógrafos. V / A Onde: h = altura de precipitação (mm) V = volume de água captada (ml) Área da superfície coletora (cm2) Figuras do Pluviômetro e do Pluviógrafo Variação anual da precipitação O curso anual da precipitação é apresentado normalmente como um histograma (gráfico de barras). indicando os totais mensais. denominada altura de precipitação. assumindo-se que: Evaporação Escorrimento superficial Infiltração Interceptação Esta espessura. 65 . é determinada pela medida do volume de água captado por uma superfície horizontal de área conhecida. em decorrencia da precipitação. através da expressão: h = 10 . Consiste em determinar a espessura da camada de água líquida que se depositaria sobre a superfície horizontal.

Regiões Sudeste de Centro – Oeste: chuvas concentram-se na época mais quente do ano. Região Nordeste: equinócio de outono e solsticio de inverno são mais chuvosos. Região Norte: precipitações mensais elevadas. 66 . com época mais chuvosa no equinócio de primavera. em torno do solsticio de verão.Precipitação no Brasil Região Sul = as precipitações mensais variam pouco ao longo do ano. equinócio de primavera é menos chuvoso. não existindo diferenciação de períodos mais ou menos chuvosos.

produzidos nos centros urbanos e industriais. Os núcleos de condensação são constituídos de sais higroscópicos. O processo de condensação pode ser descontínuo. e que são chamadas de núcleo de condensação. adição de vapor d’água ou mistura com outra massa de ar de temperatura menor. com a diminuição do teor de vapor e liberação de calor latente (vapor-líquido) e mantém-se enquanto prevalecerem as condições que propiciam a saturação da massa de ar. provenientes da água do mar e óxidos higroscópicos de enxofre e fósforo. EVENTUALMENTE PODE INCLUIR ELEMENTOS DE NATUREZA HÍDRICA DE MAIORES DIMENSÕES. PARTÍCULAS DE GELO. OU DE AMBAS.Chuva na agricultura Fornecimento de água p/ as plantas Umidade relativa do ar Umidade do solo Ciclos biogeoquímicos Fator de intemperização Água para consumo humano e animal Muitos outros efeitos. Uma massa se mantém ou pode ser levada à saturação através do resfriamento. Existem sais e óxidos higroscópicos normalmente na atmosfera e tornam-se ativos quando a umidade relativa do ar atinge um determinado valor (geralmente superior a 70%) e começam a adsorver moléculas de vapor d’água. Vapor d’água condensado nas nuvens: Precipitação. FORMAÇÃO DAS NUVENS A Condensação ou sublimação do vapor d’água origina nuvens. EM SUSPENSÃO NA ATMOSFERA. 67 . nevoeiros. NUVENS QUALQUER CONJUNTO VISÍVEL DE GOTÍCULAS D’ÁGUA. ALÉM DE POEIRA. etc. orvalho e geadas. FUMAÇA OU RESÍDUOS INDUSTRIAIS. aumentando de tamanho e formando as névoas. A condensação do vapor d’água no interior de uma massa de ar inicia-se quando esta atinge a saturação e ocorre sobre partículas microscópicas que se encontram em suspensão no interior da massa de ar. nuvens.

DAS PARTÍCULAS QUE A CONSTITUEM. Stratus e Ninbostratus Grande desenvolvimento vertical: ocorrem dos 600 até o limite superior da atmosfera. mesmo com Umidade Relativa baixa.Processos de formação das Nuvens Processo principal: resfriamento por expansão adiabática (sem troca de energia/calor com o meio externo. As colorações são decorrência de sua posição em relação ao sol e ao observador. Elevação da massa de ar – menor pressão – expansão da massa de ar – diminuição da energia interna – resfriamento. Se o inverso acontece: dispersão das nuvens.000 e 6000 m  Autocumulus e Altostratus Baixas: do solo até 2000 m  Cumulus. dimensão. número e distribuição no espaço.  Cumuloninbus 68 . São sempre brancas. maior a condensação. Quanto mais núcleos. Podem assumir infinitas formas Atlas internacional de nuvens Constituem-se em quatro famílias Famílias de nuvens Altas: ocorrem na camada mais alta da Troposfera (acima de 6000 m)  Cirrus. Stratocumulus. Resfriamento – diminuição da capacidade de retenção de vapor d’água – condensação dos núcleos existentes. Deslocamento vertical de massas de ar Depende de: Relevo (esquema) Altitude do nível de condensação Processo de convecção térmica Superfícies frontais Classificação das nuvens O aspecto de uma nuvem depende essencialmente de: Natureza. Cirrocumulus e Cirrostratus Médias: Ocorrem entre 2.

Classificação das Nuvens 69 .

Cúmulos (cu) 70 . Crescem a partir de cúmulos grandes. Os enrolamentos e formas de gancho dos cirros são os finos rastos de cristais de gelo que caem lentamente. o ar ascendente que os precedem abre uma pequena brecha nesta camada. das extensões de maior altitude. alimentada pelas correntes ascendentes de ar quente. Em condições instáveis. O calor resultante da condensação de enormes quantidades de vapor de água realimenta as correntes ascendentes de ar quente. A cúpula borbulhante. mas rapidamente o topo do cúmulo chega aí e a nuvem pileus desaparece na massa de nuvem que se eleva. Pileus Quando se observa o desenvolvimento dos grandes cúmulos congestus. Os cúmulos começam tipicamente a formar-se a meio da manhã. Os cumulonimbos completamente desenvolvidos são nuvens que provocam chuva forte ou granizo ou trovoadas. formadas entre 5 e 11Km. produzindo os característicos halos à roda do sol e da lua. Formam-se muitas vezes agrupamentos destas nuvens. Se o ar for suficientemente húmido forma-se uma pequena nuvem no momento em que o ar atinge o pico desta brecha. São constituídas por cristais de gelo e desenvolvem uma configuração regular em bandas e filas de pequeníssimos tufos brancos. que é constituída por gotículas de água .Tipos de nuvens Cirros As nuvens em forma de filamentos. enquanto o sol aquece. pode ter-se a sorte de avistar os sinais da evasiva nuvem pileus. Cirrocúmulos Os cirrocúmulos do " céu encarneirado" são nuvens altas formadas entre os 5 e os 11 Km. Os cúmulos têm contornos bem marcados devido à continua produção de gotículas dentro da nuvem. Contudo.Após o congelamento estas nuvens tendem. todas com a base ao mesmo nível (Alinhamento de nuvens). e à sua rápida evaporação no ar mais seco circundante. não a evaporar mas sim a crescer e podem ter uma duração longa. os minúsculos cristais de gelo dos quais o véu de Cirrostratos é composto ref letem a luz. têm a base entre os 500m e os 2Km e o topo situa-se entre os 3 e 6 Km. formada transitoriamente acima de um cúmulo em desenvolvimento. Cumulonimbos (cb) Em condições atmosféricas extremamente instáveis formam-se enormes e densos cúmulos. Os cúmulos pequenos duram apenas entre 15 e 20 minutos. O aquecimento local do sol provoca correntes ascendentes de ar quente (Térmicas). colocando-se a eles. É freqüente seguirem os cirros na aproximação de uma frente quente. alcançam o seu máximo de extensão a meio da tarde dissipam-se quando o sol começa a arrefecer. dissipando à medida que se afastam da fonte de ar quente que alimenta a sua formação. cada uma das quais produz uma nuvem em forma de couve flor. quando o sol está fortemente aquecido. ao contrário da bruma. uma nuvem pequena com uma cúpula superior arredondada.com o aspecto de um véu nebuloso transparente. que crescem constantemente à medida que as gotículas de água são arrastadas para cima. Em geral precedem uma tempestade ou uma frente quente em aproximação. antes de penetrar completamente nela. cirrostratos e cirrocúmulos formam-se quando o ar atinge o seu ponto de saturação a temperatura inferiores a –40ºc e congela imediatamente. que tem movimento horizontal. o ar no interior destas nuvens é mais quente do que o ar na vizinhança e assim as nuvens continuam a crescer. formam-se entre os 5 e os 11 Km de altitude e são inteiramente constituídas por cristais de gelo. à medida que o ar arrefece e o vapor de água nele contido condensa. Elas podem apresentarem a forma de pequenos fragmentos brancos e sedosos ou então serem repuxados pelo vento e tomarem a forma de finos filamentos com as extremidades enroladas. congelando instantaneamente. As nuvens de gelo tais como os cirros. Quando os cúmulos se elevam até uma camada superior de ar. O topo destas nuvens congela em cristais de gelo. anunciando a chegada de tempo instável. Quando aparecerem no céu de forma espetacular são muitas vezes o pronuncio de uma tempestade ou de uma frente quente em aproximação. característica dos cúmulos em desenvolvimento. por ação dos ventos dominantes a grande altitude. mas difícil distingui las da bruma ou da neblina. Cirrostratos(Cs) Os Cirrostratos são nuvens de cristais de gelo . Quando uma massa de ar quente se eleva abruptamente a grande altitude a cima do ar frio o vapor de água nela contido vai condensar-se. torna-se achatada assim que congela e espraia-se freqüentemente em forma de penacho (a "bigorna"). Os cúmulos são freqüentes em dia de sol. brancos nos bordos mas muitos escuros na base e que se elevam como torres gigantescas até ao limite superior da troposfera. devido às fortes correntes ascendentes convectivas no seu interior.

Nimbostratos O nimbostrato é uma camada nebulosa espessa. os contornos são nítidos. Os estratos raramente são suficientemente espessos para produzir chuva. formam-se acima dos estratocúmulos. fria. os estratos podem resultar da subida do nevoeiro. De acordo com o movimento do ar podem tomar variadas formas. Se tornam mais espessas abaixam a sua base no seio de massa de ar frio e úmido. mas sem o deixar ver claramente.. cobrindo o céu totalmente ou parcialmente. e inversamente. uma camada de ar bem misturado e demasiado quente para que se possa ocorrer condensação. Estas formações são por vezes o resultado de uma sucessão de nuvens geradas no ar húmido transportado para cima por correntes térmicas. mas estas podem congelar ao serem capturadas por cristais de gelo que caem de nuvens mais altas. o ar quente é obrigado a subir. Consistem principalmente de gotículas de água sobrearrefecidas. Estracumulos(Sc) Os estracumulos são nuvens baixas e muitas vezes formam-se quando o vento provoca turbulência no ar úmido junto ao solo . com base entre os 900 metros e os 3 km. pela aproximação de uma frente. abaixo da base da nuvem. produzida por este. Rabos de égua Os cirros formam-se a grande altitude. cai numa camada mais quente. A sua base situa-se entre os 400m e os 2km. Podem resultar do espraiamento das partes medias ou superiores dos cúmulos quando estes alcançam uma camada de ar quente estável. designada por estrato. dos altostratos que engrossam e descem. Os Altocúmulos são basicamente constituídos por gotículas de água mas podem conter cristais de gelo nas camadas superiores. ou neve. Os nimbostratos formam-se quando uma camada de ar quente é forçada a elevar-se por cima do ar frio ou então a subir uma montanha. pois estão mais altos e mais longe. mas podem provocar chuvisco. cinzenta. mas onde o vento à superfície mantém. ou ainda mais abaixo. o contraste entre as partes claras e escuras é grande. Dá lugar a chuva ou neve. e logo empurradas pelo vento. Altostratos(as) Os altostratos são uma camada uniforme acinzentada ou azulada de nuvens. separadas por vezes por porções de céu descoberto. Podem ainda aparecer num céu sem nuvens quando. separando duas massas de ar úmido e resultam. misturando verticalmente o ar e transportando ar úmido da superfície para cima. ou então um céu quase negro que anuncia queda de neve. Assemelham-se freqüentemente aos estratocúmulos e poderá ser difícil distingui-los mas os seus elementos individuais parecem geralmente mais pequenos.Pois é composto por amontoados mais ou menos contínuos de nuvens esbranquiçadas. A força do vento molda-os em filamentos delicados. nas regiões montanhosas ou temperaturas inferiores a 0ºc. quase sempre com porções escuras. muitas vezes sombria. O topo dos cúmulos Alinhamento das nuvens Em terrenos abertos e planos os cúmulos alinham-se frequentemente em filas. as nuvens causadoras de chuva.Estratos(st) A camada nebulosa. que se estendem até perder de vista. tem a base a cerca de 400metros. ao mesmo tempo em que a arrefece. Altocúmulos Os Altocúmulos. freqüentemente com chuva contínua e apresentando farrapos soltos de nuvens cinzentas que correm muito depressa abaixo da base da nuvem principal. constituídas por massas globulares ou em rolos. a temperaturas acima do ponto de congelamento. Habitualmente os estratocúmulos não são muito espessos e tendem a provocar apenas chuva fraca ou chuvisco. criadas pelo aquecimento do solo e pela direcção da brisa. onde o ar é tão frio que são todos feitos de cristais de gelo. Os nimbostratos acompanham tipicamente as frentes quentes. Nas imagens satélite é frequente observar-se grandes extensões destes alinhamentos de nuvens sobre os oceanos. Podem Ter origem em extensões mais altas de estratocúmulos ou em cúmulos de grandes dimensões. ou neve fraca a maior altitude. forte e contínua. O nimbostrato produz um céu pesado cinzento e úmido. incluindo as bandas paralelas e configurações em célula. baixa e cinzenta. às vezes listrada. Substituem os cirrostratos à medida que uma frente quente se aproxima. no ar frio e úmido subjacente. neste caso. Os estratos podem também formar-se por baixo de um nimbostrato. Num dia de sol. "rabos de égua": 71 . e quando a nuvem resultante tem a capacidade de se tornar suficientemente espessa para se formarem cristais de gelo nas camadas superiores da nuvem. evaporando e fazendo aumentar a umidade desta camada. ou neve fraca mas persistente. nuvens brancas ou acinzentadas das camadas médias da tropopausa. com a base entre os 2Km e 6Km. quando a chuva. Isto resulta de uma sucessão de correntes ascendentes e descendentes. Formam-se em condições de atmosfera estável. sobre uma superfície plana e uniforme.São muito freqüentes no inverno quando ar úmido se desloca para norte. Quando é possível ver o sol através dos estratos. Quando estas nuvens são espessas. podem transformar-se em nimbostratos. O estracumulo não é uma camada acinzentada uniforme como os estratos (daí a adição da palavra "cúmulos"). formam-se bandas paralelas regulares de nuvens. com base entre os 2Km e os 6Km de altitude. O nevoeiro é um estrato que se forma ao nível do solo na ausência da turbulência. de acordo com a temperatura do ar abaixo dela . Esta camada é por vezes suficientemente ténue para deixar perceber a posição do sol através dela.

tendem a dar chuva mais lenta e persistente. que pode durar horas e até dias seguidos.Um dia de chuva Nuvens sombrias. mais leves e finos. 72 . são sinal certo de chuva iminente. cor de carvão. despejarem numa tarde um dilúvio. como resultado da condensação do vapor de água emitido pelos motores (no vapor de água é um dos produtos da combustão do fuel). que têm toda a altura necessária para se formarem gotas de água. A duração e a intensidade dos aguaceiros varia bastante. As maiores precipitações vêm das nuvens mais espessas e mais escuras. atenuando-se gradualmente e tornando-se cada vez menos nítidos. Os traços de dissipação são bandas de céu limpo. O espaço entre o motor e o inicio do traço de condensação resulta do ar sair dos motores a uma atmosfera demasiado elevada para que se possa dar condensação de imediato. numa atmosfera úmida permanecem durante muito tempo. resultante da evaporação numa nuvem provocada pelo ar quente dos motores. Estas nuvens são escuras porque são tão espessas e cheias de água que nenhuma luz as atravessa. Estratos baixos podem envolver-nos num chuviscar permanente. à medida que o avião atravessa a nuvem. Numa atmosfera seca dispersam-se rapidamente. Lençóis de nimbostratos. Nos trópicos é freqüente cumulonimbos gigantes. que chegam aos 15 Km de altitude. que pouco mais é que neblina. Os rastos de condensação são linhas retilíneas de nuvens que se formam no rasto dos aviões.

estudos sistemáticos tem sido feitos por VASCONCELLOS. a restituição de água para a atmosfera nas condições naturais do meio físico. Na região dos cerrados.  = variação no S armazenamento de água no solo. num determinado intervalo de tempo. ES = escoamento superficial. Evapotranspiração é. que são verificados no solo nu. por precipitação pluvial mais irrigação suplementar e a quantidade de água perdida por percolação. Vários outros cientistas tentaram desenvolver fórmulas para representar a relação entre os parâmetros atmosféricos e a água consumida pelas plantas. mediu a diferença entre a quantidade de água recebida por um vaso. preocupado em quantificar o consumo de água e a influência dos fatores climáticos no balanço hídrico. para expressar a ocorrência concomitante de evaporação e transpiração de uma comunidade vegetal de pequeno porte. CAMARGO (1966). de maneira a determinar a ET de culturas no cerrado.EVAPOTRANSPIRAÇÃO CONCEITO: Quantidade de água evaporada da superfície do solo e das plantas mais a utilizada pelas plantas no processo de transpiração. onde a evapotranspiração é tratada como um processo físico. contribuindo para a melhoria das condições de produção. corresponde à evapotranspiração potencial do período. cobrindo totalmente o solo. iniciou uma série de estudos. que analisou a influência da intensidade da luz na demanda da transpiração. PENMAN (1948). I= irrigação. Destes. Isolando-se a Evapotranspiração: ET = P + I ± ΔS – D – ES HISTÓRICO O conceito de evapotranspiração em termos de demanda de água pelas plantas não é recente e apareceu no início do século passado com SPALDING (1905). e no crescimento das plantas. o termo evapotranspiração foi utilizado por THORNTWAITE. constituído de dois requisitos básicos: uma fonte de energia que produz calor para a vaporização e um mecanismo de transporte para remover o vapor. então. D = drenagem. 73 . obtém-se a equação: P + I – D – ES – ET ± ΔS = 0 onde: P= precipitação. Modificando-se os termos da equação do balanço hídrico. Em 1944. Seu trabalho foi um marco nos estudos de evapotranspiração no Brasil.

pois esta água que passa pela planta e se perde na atmosfera. do sistema solo-planta para a atmosfera. participa de suas atividades biológicas. que é o gradiente de pressão de vapor e a velocidade do vento. Esta perda de água dáse na superfície do solo pela evaporação e na superfície da planta através da transpiração. A transpiração é responsável pelo transporte de nutrientes no fluxo de massa e pela dissipação de calor. para atender à demanda evaporante da atmosfera. o calor. utilizando uma energia externa. pois é uma água que sai do solo sem participar das atividades biológicas da cultura. Assim pode-se definir o fenômeno de evapotranspiração como a transferência de água na forma de vapor. TRANSPIRAÇÃO É a evaporação da água que se dá através dos estômatos. A transpiração pode ser considerada uma perda desejável de água. Evapotranspiração 74 . Na transpiração há necessidade de um suprimento de energia externa.Processos que atuam na Evapotranspiração EVAPORAÇÃO É o fenômeno pelo qual uma substância passa da fase líquida para a fase gasosa. A evaporação é uma perda indesejável. do ponto de vista agronômico. que são estruturas microscópicas (<50 μm) e que ocorrem nas folhas (5 a 200 estômatos/mm2).

4. 75 . sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA (ETc) Evapotranspiração de determinada cultura. de modo a permitir a produção potencial desta cultura nas condições de campo. 5. 5. em fase de crescimento ativo. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água (PENMAN. 4. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no solo. 2. isto é. EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA (ET0 ou ETr) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira (gramínea verde com 8 a 15 cm de altura). 1981). cobrindo completamente o solo. ETR será sempre menor ou igual a ETP. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. 2. sob as condições normais de cultivo. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL (ETP) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde.TIPOS DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA (ETm) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL (ETR) É a evapotranspiração de determinada cultura. 3. 3. Termos mais utilizados na atualidade: Evapotranspiração de referência e da cultura. fertilidade e disponibilidade de água no solo. em qualquer estádio de crescimento (BERLATO & MOLION. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. 1956). de pequeno porte. EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÁXIMA EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CULTURA EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL 1.

Evapotranspiração FATORES QUE DETERMINAM OS VALORES DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 

Climáticos: Radiação Solar; Temperatura; Umidade; Vento e Precipitação. Da planta: Espécie; variedade; sistema radicular; arquitetura, estádio de desenvolvimento. Do solo: Tipo; condutividade hidráulica; fertilidade; salinidade; infiltração e drenagem. Outros: presença de palhada, sanidade da cultura (pragas e doenças).
76

MÉTODOS DE AFERIÇÃO DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO 1. DIRETOS Aparelhos que medem a quantidade evapotranspirada diretamente, em campo. 2. INDIRETOS Aparelhos que fornecem dados para o cálculo da evapotranspiração Equações empíricas MÉTODOS DIRETOS LISÍMETROS O lisímetro de percolação é o mais usado no país. Consiste em enterrar um tanque no solo deixando a sua borda superior 5 cm acima da superfície do solo. Do fundo do tanque sai um dreno que conduz a água até um coletor. O tanque deve ser cheio com o solo do local onde será instalado o lisímetro, mantendo a mesma ordem dos horizontes. No fundo do tanque coloca-se uma camada de brita coberta com uma camada de areia grossa, para facilitar a drenagem da água que percolou através do tanque. Pode ser de percolação, de pesagem mecânica, de flutuação e hidráulico.

Figura 1: Esquema de um lisímetro de percolação Fonte: Ferreira, 1996

Figura 2: Lisímetros de percolação (FAL – UnB) 77

SONDA DE NÊUTRONS Método muito recomendado devido a sua precisão, a sonda de nêutrons é baseada no princípio de que o hidrogênio é mais efetivo do que qualquer outro elemento para diminuir a velocidade dos nêutrons rápidos e que a maior parte dos núcleos de hidrogênio presentes no solo são encontrados na molécula de água. Os nêutrons rápidos irradiados dentro do solo são absorvidos pelo hidrogênio e então são refletidos de volta ao detector como nêutrons lentos (ROSENBERG, 1983).

Figura 1 – Sonda de Nêutrons instalada no campo

Figura 2 – Sonda de Nêutrons no campo (FAL – UnB), com a cultura da soja.

TENSIÔMETROS Os tensiômetros são aparelhos simples, colocados em diferentes profundidades no solo cultivado. A variação da água se obtém pela diferença nos respectivos teores de umidade, verificados a partir de leituras dos tensiômetros. O sinal a ser utilizado será variável conforme a variação no teor de umidade.

78

Figura 3 – Modelos de TDR 79 . com a cultura da soja (FAL – UnB) TDR Aparelho que mede a umidade em um ponto do solo através de uma corrente elétrica. e dá a resposta em termos de umidade.Figura 1: Tensiômetros digitais Figura 2: Tensiômetros instalados no solo. que mede a condutividade hidráulica do solo.

A evapotranspiração é medida em micrômetros de gancho. estima-se a ET0 pela multiplicação da evaporação medida pelo coeficiente Kp que leva em conta o clima e o meio circundante do tanque. é necessária a multiplicação pelo coeficiente Kp do tanque. 1995). Deve ser instalado sobre um estrado de madeira e cheio de água até que o seu nível fique a 5 cm da borda superior do tanque.MÉTODOS INDIRETOS TANQUE CLASSE A EQUAÇÕES EMPÍRICAS TANQUE CLASSE A Consiste em um recipiente circular. Para transformar esses dados em evapotranspiração. EvTA = evaporação no Tanque Classe A (mm). O Tanque Classe A é preciso. assentado sobre um poço tranqüilizador. dado pela equação: ET0 = EvTA . Por meio da evaporação do tanque (EAC). prático e econômico (STONE & SILVEIRA. Kp Onde: ET0 = evapotranspiração de referência (mm). construído normalmente de aço galvanizado. Kp = coeficiente do tanque Figura 1 – Tanque Classe A Figura 2 – Tanque Classe A no campo (Estação Meteorológica – FAL – UnB) 80 . A evapotranspiração de referência estimada pelo método do Tanque Classe A é medida a partir da evaporação da água do tanque.

{ W . umidade.EQUAÇÕES EMPÍRICAS Existem métodos indiretos para o cálculo da evapotranspiração. Rn + (1 – W) . pois é provável que proporcione resultados mais satisfatórios para avaliar os efeitos do clima sobre as necessidades de água das plantas (MOREIRA.Radiação líquida f (u). Diretos) 81 .Fator relacionado com a temperatura Rn . A PRECISÃO DA ESTIMATIVA VAI DEPENDER:    Fatores climáticos envolvidos Precisão dos dados meteorológicos requeridos (mét. Monteith) Thornthwaite.Evapotranspiração de referência de um cultivo (mm/dia) c . Indiretos) Disponibilidade para o trabalho em campo (mét.Fator de correção W . que se baseiam em fórmulas que combinam diferentes elementos climáticos. Hargreaves & Samani. (ea – ed) Onde: ET0 . etc. é utilizada a seguinte equação: ET0 = c . Blaney & Criddle. sugere-se o emprego da equação de Penman modificado. f (u) . Makkink. Para estimativa da evapotranspiração por meio de Penman. 1992). Nas áreas que possuem dados de temperatura.Função relacionada com o vento (ea – ed) – Diferença de pressão de saturação de vapor de água e sua pressão real OUTRAS EQUAÇÕES: Modificações da equação de Penman (FAO. vento e insolação ou radiação.

Fatores que influenciam o Kc: Genética da planta Época do plantio Ritmo de crescimento e duração do período vegetativo As condições climáticas Freqüência de irrigações e/ou precipitações na primeira fase de crescimento 82 . em relação àquela que ocorreria em condições ótimas (de referência).COEFICIENTE DA CULTURA (Kc) Relação entre a evapotranspiração da cultura e a evapotranspiração de referência: Kc = ETc / ET0 Pra que serve o Kc? O coeficiente da cultura é um importante parâmetro utilizado para a irrigação de diferentes culturas. e expressa a proporção da evapotranspiração que está ocorrendo. Exemplo de Gráfico para Kc.

água.Utilização agronômica da evapotranspiração Dimensionamento de projetos e sistemas de irrigação Calculo de irrigação: quando e quanto? Redução de custos: investimentos. fertilizantes. etc. energia. Maximização da produtividade das culturas Sanidade das culturas (diminuição de doenças) Conservação do solo Aumento do nível de controle na produção Desenvolvimento tecnológico. 83 . redução de contaminação do lençol freático. Conservação ambiental: água e energia. manutenção. etc.

84 . GERANDO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Como calcular. Armazenamento da água da chuva. numa região. Adoção de práticas conservacionistas visando o controle da erosão hídrica O CONHECIMENTO DAS NECESSIDADES BÁSICAS DAS CULTURAS E O FORNECIMENTO DE INSUMOS SEM INCORRER EM FALTA OU EXCESSO. Épocas mais adequadas para o preparo do solo e início das atividades agrícolas. Zoneamento agroclimático.BALANÇO HÍDRICO CLIMATOLÓGICO Possibilita monitorar o armazenamento de água no solo e quantificar o excesso e a deficiência hídrica. CONTRIBUEM PARA UM EQUILÍBRIO NOS MEIOS PRODUTIVOS. Inferência analítica sobre o efeito do fator água sobre o interesse econômico. sonda de nêutrons) ou tabelas (recomendações). Excesso hídrico (E) = aparelhos ou estimativa Aplicações agronômicas do BHC À partir do conhecimento gerado pelo balanço hídrico climatológico. Viabilidade de produção de determinadas culturas ou aclimatação de espécies vegetais exóticas. na prática o balanço hídrico climatológico? P + D – ET – Δa – E = 0 Precipitação (P) = aparelhos de medição (pluviômetro ou pluviógrafo) Déficit hídrico (D) = calculado à partir da evapotranspiração Evapotranspiração (ET) = aparelhos (métodos diretos) ou equações empíricas (indiretos) Variação no armazenamento de água do solo (a) = aparelhos (tensiômetros. pode-se obter:          Informações relacionadas ao conhecimento do regime hidrológico de uma região. sendo também uma ferramenta para se estudar a viabilidade de implantação de sistemas de irrigação e/ou drenagem. Viabilidade de implantação de sistemas de irrigação. ao longo do ano. Consumo hídrico de diferentes culturas.

Termo usado para definir um clima extremamente seco. é encontrada entre 4.Esta nuvem de altura média é basicamente composta de gotículas de água e. e da maioria dos gases importantes em meteorologia. Muitas vezes confundida com nuvens do tipo cirrocumulus. o padrão de pressão é de 1.Relação da quantidade de radiação refletida da superfície de um objeto e comparada à quantidade de reflexos que a radiação produz.033%.400 e 6.Arco luminoso que exibe todas as cores do espectro visível de luz (vermelho. onde.Nota formal divulgada por meteorologistas quando se conclui que existem condições para ocorrer um furacão em uma área litorânea. Virga também provém destas nuvens. Move-se no sentido no sentido antihorário no Hemisfério Sul e horário no Hemisfério Norte. nas próximas 24 a 36 horas. azul. ADVECÇÃO . ARCO-ÍRIS .Composta de massas globulares baixas.25 milibares. ÁRIDO . estratosfera. as nuvens do tipo altostratus podem criar um véu ou lençol fibroso. é o vapor de água (H2O). AR .Transmissão horizontal do ar mais quente em uma determinada área.000 pés) de altitude . Virga freqüentemente provém destas nuvens. e a variação da temperatura é de -6. ou sobre o nível do mar.Atmosfera padrão é uma expressão definida pela International Civil Aeronautical Organization (ICAO). ALTOCUMULUS .Instrumento usado para determinar a altitude de um objeto a partir de um nível fixo.300 e 5. de forma que ela indique a altitude de uma aeronave em relação ao nível do mar. ou altocumulus lenticularis.946%. É um bom indicador de precipitação e freqüentemente precede uma tempestade. ADVECÇÃO FRIA . O arco sempre é visto no céu do lado oposto em que está o Sol. mesosfera.Estrutura semelhante a uma caixa ventilada.000 metros (8. seus elementos (nuvens individuais) têm uma massa maior e projetam uma sombra em outros elementos.000 pés) de altitude. Também conhecida como área de alta pressão. grossas e cinzentas. A característica que a define é uma camada inchada e ondulada na nuvem que pode ser vista com freqüência. e violeta). ANTICICLONE . AJUSTE DE ALTÍMETRO . 85 . Exemplos inclue m transmissão horizontal de calor e umidade. de cristais de gelo.Área de pressão que diverge os ventos numa rotação anticiclônica (oposta à rotação da Terra).92 polegadas de mercúrio. chuvas e condensação. ou 29. sobre o local. ionospera e exosfera.000 e 18. É visível quando o Sol brilha e o ar contém água vaporizada ou pingos de chuva.5 graus Celsius a cada quilômetro que nos elevamos na atmosfera. ALTAS LATITUDES . pelo reflexo total e pela dispersão da luz.É considerado como a mistura de gases que compõem a atmosfera da Terra.Barômetro aneróide calibrado para indicar a altitude em pés em vez de unidades de pressão.000 e 20. Do branco ao cinzento. a intensidade e o movimento da tempestade. Nas latitudes médias. em terra e no mar. muitas vezes obscurecendo o Sol ou a Lua. Pode formar vários sub-tipos. ALTÍMETRO DE PRESSÃO . A isto é dado o apelido de "ovelhas" ou "flocos de algodão".Transmissão de calor ou qualquer fenômeno na atmosfera pelo movimento horizontal de uma massa de ar (vento). projetada para proteger os instrumentos que medem a temperatura da exposição direta ao Sol. Normalmente os meteorologistas medem a altitude a partir da pressão do nível do mar. amarelo. como altocumulus castellanus. ABSORÇÃO . No caso da Terra.O valor da pressão para o qual a balança do altímetro de uma aeronave é determinado. ou ciclone. ALTITUDE . É considerado o oposto de úmido quando se fala em climas.Processo no qual a energia luminosa incidente é retida por uma substância. ALBEDO . O altímetro é ajustado com a aeronave no chão. oxigênio (O2) a 20. é geralmente encontrada entre 2. é a medida da altura de um objeto aerotransportado sobre a pressão constante de uma superfície. às vezes. Também chamada de região polar. A radiação absorvida é então transformada em energia molecular. efetivamente. Superfícies com altas taxas de albedo incluem areia e neve. ALTÍMETRO .O gás ou a porção de ar do ambiente físico que cerca um planeta. ou num grupo de ilhas. ATMOSFERA . azul claro. ALTOSTRATUS .013. verde. cor e expansão da superfície do objeto e é informado em percentagem. A observação é usada para informar à população. Nas latitudes média s.09%. ALERTA DE FURACÃO .Instrumento que mede a velocidade e força do vento. Isto varia de acordo com a textura.000 metros (15. enquanto que baixas taxas de albedo incluem florestas e terra fresca. É quando a temperatura média do mar está em torno de 15 graus Celsius. laranja. ATMOSFERA PADRÃO . esta nuvem de altura média é básicamente feita de gotículas de água. Um dos componentes mais importantes do ar. ADVECÇÃO QUENTE .GLOSSÁRIO METEOROLÓGICO ABRIGO METEOROLÓGICO . Os gases principais que compõem o ar seco são nitrogênio (N2) a 78. o que ocorre durante ou imediatamente após uma chuva. está situada mais ou menos perto da superfície e m razão da atração gravitacional da Terra. ANEMÔMETRO .O movimento horizontal do ar mais frio em um local. não existe umidade no ar. argônio (A) a 0. é o oposto de uma área de baixa pressão.93% e dióxido de carbono (CO2) a 0.Faixa de latitude localizada aproximadamente de 60 a 90 graus nos Hemisférios Norte e Sul. As divisões da atmosfera incluem: troposfera. É criado por refração.Em meteorologia.

Também chamado de região tropical ou tórrida. ou intensifica um sistema preexistente. CÉLULAS DE CIRCULAÇÃO .Camada atmosférica que contém uma proporção alta de oxigênio que existe como ozônio.Zona de transição entre a Terra e a atmosfera. CEILÔMETRO . dentro da qual é encontrada a maior parte das formas de vida terrestre. BARÔMETRO DE MERCÚRIO . Na condição de ozônio ela age como um filtro.Quantidade de precipitação de qualquer tipo.5 a 12. BIOSFERA .O processo que cria um novo sistema de baixa pressão.Instrumento usado para medir a mudança da pressão atmosférica.Precipitação que cai lentamente em forma de minúsculas gotículas de água com diâmetros menores do que 0. Precede também o aparecimento de um Cavado Equatorial ("trough"). por um número determinado de anos.Um instrumento que registra continuamente a leitura que um barômetro está fazendo da pressão atmosférica.02 polegadas). como os trópicos. C CALMARIA . CALOR . a lanterna e a mancha iluminada na nuvem. o mercúrio se movimenta do tanque para a parte superior do tubo. aberto numa ponta e fechado na outra. A altura da coluna de mercúrio no tubo é a medida da pressão do ar.Núcleo aquecido do sistema de baixa pressão atmosférica. BARÔMETRO . É um tubo de vidro longo. A circulação fica restrita a uma região específica. considerando a média de sua ocorrência em um deter minado local. Oposto de um anticiclone ou de um sistema de alta pressão. CICLONE TROPICAL . principalmente da água em estado líquido. tornados e sistemas tropical e extratropical. As medidas no vidro registram a pressão em polegadas e milibares. Mede o ângulo da base da nuve m incluído pelo observador (ou equipamento). Em termos oceânicos. o que influencia o clima dessas regiões. A primeira Lei da Termodinâmica demonstrou que o calor absorvido por um sistema pode ser usado pelo sistema para fazê-lo funcionar. CICLONE . é a ausência aparente de movimento da superfície de água. CICLOGÊNESE .O estado do céu quando nenhuma nuvem ou obscurecimento são vistos ou detectados do ponto de observação.Área alongada de baixa pressão atmosférica que é associada com uma área de circulação ciclônica mínima.T. Como exemplo. o mercúrio volta para o fundo. a aproximadamente 9. quando a pressão atmosférica di minui. Um vazio quase perfeito se forma na parte fechada do tubo.Área de pressão de circulação fechada. instrumento de medição que indica a intensidade da precipitação medido em milímetros de chuva. protegendo o planeta da radiação ultravioleta.Um instrumento usado para medir a pressão atmosférica. que se desenvolve sobre as águas tropicais e. Enche-se o tubo com mercúrio e sela-se o tubo temporariamente.Qualquer ciclone de origem não tropical.B BAIXAS LATITUDES .Um instrumento para medir a pressão atmosférica.Forma de energia transferida entre dois sistemas em virtude de uma diferença na temperatura. Oposto de crista. às vezes. ou polar.Instrumento usado para medir a elevação angular de uma luz projetada na base de uma nuvem. 86 . CHUVISCO . À medida em que a pressão atmosférica aumenta. Geralmente considerado como um ciclone fronteiriço migratório encontrado nas médias e altas latitudes. ou ciclone. CÉU CLARO .Condições atmosféricas destituídas de vento ou de qualquer outro movimento do ar. O aneróide é uma cápsula fina e fechada de metal ou célula. Embora barômetros de mercúrio sejam muito precisos. regiões de clima temperado. CHUVA . CICLONE EXTRATROPICAL .5 milímetros (0. BATITERMÓGRAFO . "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. Normalmente mede-se a precipitação através de um pluviômetro.5 milhas (15 a 20 quilômetros) da superfície da Terra. veja Barômetro aneróide. para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica. É o nome dado para um ciclone tropical no Oceano Índico. Provém de nuvens do tipo stratus e é freqüentemente associada com baixa visibilidade e névoa. O primeiro a usar o Barômetro de Mercúrio foi Evangelista Torricelli (1608-1647). É referida como "DZ" quando está em observação e pelo Metar. Outros fenômenos com fluxo ciclônico podem ser definidos por esta expressão e também como poeira do diabo. depositando-o num tanque de mercúrio.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. quando não há nenhum vento ou ondulação. Dois exemplos são o Barômetro aneróide e o Barômetro de mercúrio.Dispositivo usado para registrar a temperatura em grandes profundidades (pressão) do oceano. Também chamado de extratropical baixo ou tempestade extratropical. A circulação do vento segue a direção horária no Hemisfério Sul e anti-horária no Hemisfério Norte. CAMADA DE OZÔNIO . É considerada a porção exterior da geosfera e a porção interna ou mais baixa da atmosfera. feita em geral de fósforo de bronze ou cobre de berílio. com ventos convergentes e circulares. tanto ao norte quanto ao sul do equador. depois que o mercúrio desce. Registra a mudança na forma de uma célula de metal vazia para medir variações na pressão atmosférica. Possa ser chamado de um B. foram eles que levaram os observadores a usar os Barômetros Aneróide. no centro da qual há um mínimo de pressão relati va. mas também pode ser chamado de sistema de baixa pressão. BARÓGRAFO .Cinturão localizado entre zero e 30 graus de latitude. BARÔMETRO ANERÓIDE . CAVADO EQUATORIAL . As medidas são calculadas em polegadas de mercúrio. ou para elevar sua energia interna. físico e matemático italiano. CICLO DA ÁGUA . Situa-se entre a troposfera e a estratosfera.Grandes áreas de circulação do ar criadas pela rotação da Terra e pela transferência de calor na linha do equador.

Fluindo em uma faixa semi-contínua ao redor do globo. Cria geralmente um "céu escamado". é usado para descrever o fluxo de ar que se move no sistema de pressão da atmosfera.000 e 9. CORREDOR DOS TORNADOS . CLIMA . é freqüentemente acompanhada por chuvas pesadas. Quando vistos da superfície da Terra. indicando que isto pode ocorrer num prazo de 12 a 24 horas. CIRROCUMULUS . elas podem crescer verticalmente ao longo do dia.000 metros de altitude (20.O aquecimento de um fluxo de ar quando desce uma colina ou o declive de uma montanha.Área de ventos fortes concentrados em uma faixa relativamente estreita na troposfera superior das latitudes médias e regiões subtropicais dos Hemisférios Norte e Sul. estas nuvens podem se trans formar em nuvens 87 . Inclui dados climáticos. As estatísticas são extraídas de várias décadas de observação. às vezes.000 pés). furacão ou tufão. Também é um dos dois tipos de nuvem baixa. Oposto de divergência.O estudo do clima.Movimentos dos fluidos que transportam e misturam as propriedades de um fluido específico.000 pés). CONVECÇÃO .000 metros). com exceção do topo das bigornas de nuvens cumulunimbus que. CIRCULAÇÃO . CIRRUS . Em termos oceânicos. se formam em alturas excessivas.000 e 30. É o oposto de cavado equatorial ("trough"). c huva de granizo. tem uma massa individual menor e não lança sombra em outros elementos. ou Tempo Médio de Greenwich (GMT). significando inclinação e refletindo a importância que os estudos da antiguidade atribuíram à influência do Sol. esta parte dos Estados Unidos registra mais tornados do que qualquer outra. Quando usado para insinuar só o movimento superior vertical. COALESCÊNCIA . Nas latitudes médias. É marcado por uma concentração isotérmica e por um cisalhamento vertical forte. Descreve padrões menores em sistemas de pressão semi-permanentes como também as correntes relativas e permanentes globais do ar. CIRCULAÇÃO DESCENDENTE DE VALE E MONTANHA . jatos de superfície. É o processo físico oposto ao da evaporação. do estado gasoso para o estado líquido. que tem a aparência de um lençol de bolas brancas e pequenas. raios. A palavra é derivada do grego. a análise das causas das diferenças no clima e a aplicação de dados climáticos na solução de objetivos específicos ou problemas operacionais. CLIMATOLOGIA . Outros nomes para esta medida de tempo são Zulu (Z). Nuvens pequenas e esparsas do tipo cumulus estão associadas com tempo bom (cumulus humilis). Em meteorologia. tornados. Deve ser suficientemente prolongado para que a falta de água cause sério desequilíbrio hidrológico. normalmente são encontradas formações dessas nuvens entre 20.000 pés de altitude (6. ou mais. com as quais é associada no céu. Esta nuvem é uma boa precursora de precipitação. que se desenvolve a partir da nuvem cirrus e se estende em uma camada fina. É a nuvem mais alta que se forma no céu.Corredor geográfico nos Estados Unidos que vai do norte doTexas a Nebraska e Iowa. Em algumas condições atmosféricas. jatos polares. usado pelas comunidades científicas e militares. com a aparência de um lenço l plano e fibroso. na troposfera. depressão tropical. associada à área de circulação máxima de um anti -ciclone.Rajada de vento criada por uma mudança rápida na direção do vento com altura.Área alongada de alta pressão atmosférica.Fluxo ou movimento de um fluido em ou por uma determinada área ou volume. A base da nuvem está freqüentemente a uma média de 900 metros de altitude (3.Transferência de calor pela ação de uma substância molecular. Cirrus é uma nuve m magra.Processo pelo qual o vapor de água sofre uma mudança. as Correntes de Jato são causadas pelas mudanças da temperatura do ar ? quando o ar polar frio que se move para o equador encontra o ar equatorial quente que e stá se movendo para o pólo. a partir da base (fundo) para cima. e que se movimenta de forma circular organizada.Nuvem do tipo cirro com desenvolvimento vertical.Uma das três formas básicas de nuvem (as outras são cumulus e stratus). Também é o tipo de nuvem menos comum e se forma freqüentemente a partir das nuvens cirrus ou cirrustratus. ou ventos fortes e tempestuosos. trovões e. que aparece freqüenteme nte com a forma de véus remendados ou como margem de praia. CONDUÇÃO . uma vez que as ondulações podem se parecer com escamas de peixe. o fenômeno pode ser classificado como perturbação tropical.A fusão de duas gotas de água em uma única gota maior. É uma nuve m que se desenvolve numa direção vertical. CIRRUSTRATUS . CRISTA . mas o topo pode variar em altura.Movimento do vento que resulta num influxo horizontal do ar em uma região específica. CISALHAMENTO DIRECIONAL . CORRENTE DE JATO . Às vezes é confundida com altocumulus. O topo de tal nuvem pode alcançar facilment e 6. e jatos subtropicais. Pode dar ao céu um ligeiro tom leitoso ou velado.Nuvem que se desenvolve verticalmente da nuvem cúmulo e é freqüentemente coberta por uma nuvem cirrus em forma de bigorna. Também chamada de nuvem de temporal. CONVERGÊNCIA . Dependendo dos ventos de sustentação da superfície.Nuvem do tipo cirrus. é usado para descrever o fluxo da corrente de água dentro de uma grande área. CONDENSAÇÃO . ocasionalmente. Várias dessas correntes incluem jatos do ártico. Estas propriedades podem ser calor e/ou umidade. Com o aquecimento adicional da superfície da Terra. Também é um dos três tipos de nuvem alta. Em números absolutos.subtropicais. Oposto do circulação ascendente ("upslope").Um das três formas básicas de nuvem (as outras duas são cirrus e stratus).O registro histórico e a descrição da média diária e sazonal de eventos climáticos que ajudam a descrever uma região. composta de cristais de gelo. é o oposto de subsidência. ou pelo contato de uma substância com outra. Ventos convergentes em níveis mais baixos são associados com movimento superior. CÚMULUNIMBUS . estes cristais de gelo podem criar o efeito de halo ao redor do Sol ou da Lua. tempestade tropical.Um dos vários nomes para as 24 horas do dia. klima. do oeste para leste. ou delgada. porém. Clima excessivamente seco numa região específica. CUMULUS . COORDENADAS UNIVERSAIS DO TEMPO . gerando um efeito ondulado.

resulta de chuva intensa sobre uma área relativamente pequena. que pode resultar em mudanças significativas dos padrões climáticos de várias regiões do planeta. devido principalmente à presença de dióxido de carbono e vapor de água. Seu desenvolvimento pode criar mais tarde uma nuvem cumulu nimbus. o qual é composto da velocidade de vento. cinzenta e baixa.2 graus Fahrenheit. A escala foi inventada por Sir Francis Beaufort (1777-1857).Uma das três formas básicas de nuvem (as outras duas são o cirrus e o cumulus). levando em consideração uma área horizontal de várias centenas de quilômetros ou mais. ou cavado equatorial ("trough"). físico e matemático escocês nascido na Irlanda.033%.Círculo geográfico a zero graus de latitude na superfície da Terra. També m se aplica a uma fase de desenvolvimento do ciclone tropical conhecida como depressão tropical.Um sistema para calcular e informar a velocidade do vento. Dias e noites são quase iguais em duração. mas impedem que parte desse aquecimento retorne para o espaço. E EFEITO CORIOLIS . 60 quilômetros por hora (33 nós). talvez.Tamanho dos sistemas migratórios de alta ou baixa pressão na mais baixa troposfera.Em meteorologia. Apresentada em 1848 por William T. A nuvem estratos pode dar ao céu uma aparência nebulosa. ou de u ma ondulação que está se dirigindo para o leste de forma organizada. um termo descritivo. com um movimento descendente do ar suspenso. O mesmo que centígrado. a mais comum de todas as nuvens baixas. e m geral. No Hemisfério Norte. Também é um dos dois tipos baixos de nuvem. Foi criada por Anders Celsius em 1742. EL NIÑO . tem camadas uniformes e raramente está a mais do que 1. Depende da latitude e da velocidade do objeto em movimento. conhecidas como cumulus congestus e podem produzir chuva.Força por unidade de massa que deriva apenas da rotação da Terra e que age como força de deflexão. D DENSIDADE . Mais comumente usada em áreas que utilizam o sistema métrico de medida. com pouca ou nenhuma possibilidade de um alerta antecipado e que. ESCALA FAHRENHEIT DE TEMPERATURA . sendo. ESCALA DE TEMPERATURA CELSIUS . Divergência a níveis mais baixos está associada. o equinócio da primavera acontece em torno de 20 de março e o equinócio do outono em torno de 22 de setembro. ou menos.Um gás pesado e incolor que é o quarto componente mais abundante do ar seco. EQUINÓCIO . para distinguir o fenômeno de outras características sinóticas. DIVERGÊNCIA . DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) .Ponto no qual a eclíptica intercepta o equador celestial. Contrasta com macro-escala. Abrange 0. Isto acontece quando as águas mornas equatoriais mudam e deslocam as águas mais frias da Corrente de Humbolt. É uma nuvem em forma de lençol e que não exibe elementos individuais.O aquecimento cíclico da temperatura da água do mar no Oceano Pacífico Oriental e na costa ocidental da América do Sul. Nevoeiros podem se formar de uma nuvem estrato que toque o solo.Distância vertical sobre o nível médio do mar. no alto. um físico alemão que também inventou o álcool e os termômetros de mercúrio.Escala de temperatura em que a água. caracteristicamente. ESCALA DE BEAUFORT .Aquecimento global da parte mais baixa da atmosfera da Terra. ESCALA SINÓTICA . Criada em 1714 por Gabriel Daniel Fahrenheit (1696-1736). no máximo.500 metros de altitude acima da superfície da Terra. hidrógrafo da Marinha Real Britânica. Oposto de convergência. enquanto que no Hemisfério Sul se desvia para a esquerda. no nível do mar. É baseado na Força ou Número de Beaufort. Em oceanografia. No Hemisfério Norte o ar se desvia para a direita de seu caminho. ELEVAÇÃO DA ESTAÇÃO . É usada principalmente para propósitos científicos. interrompendo seu processo de ascenção. um ou mais isóbaras fechadas. ESTRATOS . no qual os ventos de sustentação da superfície são de. Kelvin. que permitem que os raios do Sol aqueçam a Terra.Escala de temperatura cujo ponto de congelamento é em +273 graus K (Kelvin) e o ponto de ebulição e m +373 graus K. Tendo. É a linha imaginária que divide o planeta em Hemisfério Norte e Hemisfério Sul. É grossa . A força é maior nos pólos Norte e Sul e quase inexistente no equador.maiores. raramente produz 88 . Em 1948. meso-escala e tempestades. Enchentes repentinas podem ser causadas por chuva súbita excessiva. sendo equidistante dos pólos Norte e Sul.Relação da massa de uma substância com o volume que ela ocupa. pode lentamente se formar a partir de uma perturbação tropical. Embora possa produzir garoa ou neve. pelo rompimento de uma represa.0 graus Celsius ou 39. uma baixa. que é o nível de referência para todas as medidas atuais da pressão atmosférica naquela estação.Escala de temperatura na qual o nível da água do mar tem um ponto de congelamento em zero graus C (Celsius) e um ponto de ebulição em +100 graus C. Também conhecida como Escala de Temperatura Absoluta.Movimento do vento que resulta numa corrente horizontal de ar vinda de uma região em particular. ESCALA KELVIN DE TEMPERATURA . e os efeitos visíveis sobre as superfícies da Terra ou do mar. DEPRESSÃO TROPICAL . Barão de Largs (1824-1907). é equivalente a uma gravidade específica e representa a relação do peso de um determinado volume de água do mar com o volume igual de água destilada a 4. EFEITO ESTUFA . a 9ª Conferência Geral de Pesos e Medidas substituiu a expressão "grau centígrado" por "grau Celsius". Mais comumente usada em áreas que seguem o sistema inglês de medidas. tem um ponto de congelamento de +32 graus F (Fahrenheit) e um ponto de ebulição de +212 graus F. ou pelo descongelamento de uma grande quantidade de gelo. é outro nome usado para definir uma área de baixa pressão. EQUADOR . ENCHENTE REPENTINA .Ciclone tropical. DEPRESSÃO .Inundação que acontece muito rapidamente.

Bolas isoladas são chamadas de pedras. mar caribenho. como o fluxo do vapor de água.Medida de diferença de temperatura que representa uma única divisão numa escala de temperatura. ou nenhuma fronteira distinta. Veja frente oclusa e frente fria. F FOTOS DE SATÉLITE . com a passagem de uma frente quente. criando uma frente. ou mais). Algumas fotos são tiradas durante um período de luz visível (luz do dia). É informado como "FU" quando está em observação e pelo Metar. FRENTE POLAR . Em geral. ou mais. que revelam a temperatura das nuvens e podem ser usadas de dia ou de noite. neve. É composto da evaporação do líquido. ou granizo mole. Fahrentheit e 89 .Condição marcada por temperatura realmente baixa. Geralmente.precipitação pesada. Isto acontece quando duas massas de ar adjacentes ? que exibem densidades e temperaturas diferentes ? se reúnem pela ação dos ventos. ar úmido e frio e ar seco. Veja Frente fria e Frente quente. Oposto de frontólise. Pedaços com um diâmetro de cinco milímetros ou mais. FRENTE QUENTE . ou a mbas se movem sobre uma superfície que fortalece suas propriedades originais.Frente que é quase estacionária. FRENTE . o movimento das frentes climáticas e o desenvolvimento de um sistema tropical.A extremidade principal de uma massa de ar fria que avança deslocando o ar quente de seu caminho. Granizo pequeno ou bolas de neve são referidas como "GS" quando estão em observação e pelo Metar. EVAPOTRANSPIRAÇÃO . são considerados granizo. é transformado em estado gasoso.Zona de transição ou superfície de contato entre duas massas de ar de densidades diferentes.Fotos tiradas por satélite meteorológico que revelam informações importantes. as partículas restantes se espalham amplamente pela atmosfera. Neste caso. com a passagem de uma frente fria. acrescida da transpiração das plantas. Ausência de calor. ou "água sólida". embora os ventos troquem de direção (em geral. a pressão atmosférica sobe e. do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). Poderia acontecer quando qualquer uma das massas de ar.Fronteira quase sempre semi-contínua.Nascimento ou criação de uma frente.Precipitação que se origina de nuvens convectivas. EVAPORAÇÃO . de forma muito rápida. FRENTE OCLUSA . a área de convergência entre calor. a passagem de uma frente quente não é tão pronunciada quanto a passagem de uma frente fria. O tipo de fronteira criado por elas depende da maneira como elas se encontram. como vapor de água. no Oceano Atlântico Norte. o ar fica claro depois da passagem da frente. Veja escalas em Celsius. bolas de gelo e granizo. e que cai em forma de bolas ou pedaços irregulares de gelo ? quando os pedaços têm formatos e tamanhos diferentes. Desenvolve-se quando três massas de ar de temperaturas diferentes colidem. a pressão sobe e o vento muda de direção (normalmente do sudoeste para o noroeste no Hemisfério Norte). quando a zona de transição está perdendo suas propriedades contrastantes. É també m conhecida como frente estacionária. Também conhecida como frente semi-estacionária. pedaços menores de gelo são classificados como bolas de gelo. Por exemplo.Também conhecida como "oclusão". Veja Frente Oclusa e Frente Quente. Pode ser encontrado na atmosfera em forma de cristais de gelo. ao avançar. FUMAÇA . Nuvens que produzem precipitação pesada podem existir sobre a camada da nuvem estratos. por exemplo GRANIZO .Extremidade principal de uma massa de ar quente que. FRONTÓLISE . É referido como "GR" quando está em observação e pelo Metar. ou que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. É o processo físico oposto de condensação. bolas de neve. Podem se transformar em neblina quando viajam por uma grande distância (40 a 160 quilômetros. como cumulunimbus. Outras são tiradas com lentes infra-vermelhas. FRIO . quando a massa de ar que se move sobre o oceano tem uma fronteira fraca. Precipitação em forma de chuva. Precipitação geralmente antecede ou sucede a frente fria e. FRENTE SEMI-ESTACIONÁRIA . substitui uma massa de ar relativamente fria que está indo embora.Pequenas partículas suspensas no ar produzidas por combustão. Este mesmo ciclone tropical é conhecido como tufão no Pacífico ocidental e como ciclone no Oceano Índico. é uma frente complexa que se forma quando uma frente fria se encontra com uma frente quente. uma linha de tormenta pode antecipar a frente. Oposto de Gênes e das Frentes (frontogênese). FRENTE FRIA . Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico. a temperatura e a umidade diminuem. o que normalmente implica temperaturas diferentes.Nome dado a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). a temperatura e a umidade aumentam. assim como chuvas convectivas e temporais. ou quando as partículas maiores se dispersam. ou garoa. FRENTE ESTACIONÁRIA . É comum nas costas orientais da América do Norte e da Ásia. Seqüências de imagens registradas por satélites ajudam os meteorologistas a elaborar as previsões do tempo. semi-permanente que existe entre massas de ar polar e massas de ar tropical.O total de água transferida da superfície da Terra para a atmosfera. como a água. mas algumas condições para nevoeiro também podem ser produzidas pelo ar quente. FRONTOGÊNESE .O término ou "morte" de uma frente. FURACÃO .Frente semi-estacionária é a frente que se move muito pouco desde sua última posição sinóptica. Parte integrante de uma antiga teoria meteorológica conhecida como "Teoria da Frente Polar". nevoeiros também podem anteceder a entrada da frente quente.Forma sólida de água. GRAU . Sob temperaturas mais frias. G GELO . Veja Frente Fria e Frente Quente.O processo físico pelo qual um líquido. geralmente antecedem a frente na superfície. Geralmente.

Para um exemplo. Segundo o Metar. as temperaturas máxima.Um corpo extenso de ar.Instrumento projetado para registrar continuamente a leitura que um barômetro faz das pequenas alterações na pressão atmosférica. visibilidade. entre outros.A temperatura média de um dia. LATITUDE . É o código básico de mensagens de observação exigido e usado nos Estados Unidos para informar sobre condições meteorológicas na superfície. a informação deve conter. este jato de vento é a fronteira entre o ar subtropical e o ar tropical. Os pólos Norte e Sul estão a 90 graus em relação à linha do equador. Tal como a latitude. confira o mapa dos índices de calor. uma característica semi-permanente. É medida em graus. INVERNO . condições atuais do tempo. Isto ocorre nos meses de Dezembro. quando o Sol está sobre o hemisfério oposto. Sua representação é feita em linhas verticais que cruzam a Terra do Pólo Norte ao Pólo Sul. aviação. LONGITUDE .Localização. mínima das 00 e 12TMG. enquanto que os de maior extensão são classificados na escala sinóptica. ÍNDICES DE FRIO DO VENTO . MASSA DE AR POLAR . É caracterizado pelas temperaturas mais frias do ano.Combinação da temperatura do ar e umidade que descrevem como a temperatura é sentida. de um dado ponto na superfície da Terra. A pressão padrão da superfície terrestre é 1. no mínimo: velocidade e direção dos ventos. mais freqüentemente.Marcado por uma concentração de curvas isotérmicas e ventos verticais. dinâmica. em Greenwich. Veja Tempo Médio de Greenwich. temperatura. a mais de 12.Instrumento que consiste de um tambor e um sistema ótico que projetam uma faixa estreita e vertical de luz sobre uma base de nuvem. INVERSÃO . MÉDIA DIÁRIA DE TEMPERATURA .013. J JATO SUBTROPICAL . que é o inverso do declínio habitual da temperatura em locais altos. Normalmente refere-se à razão direta do aumento de temperatura em elevação de altitude. Quando esta massa de ar se move de sua região de origem. Algumas áreas da meteorologia abrangem estudos sobre agricultura aplicada.Cinturão localizado aproximadamente entre 35 a 65 graus de latitude norte e sul.2 milibares.Kelvin.Localização. Isto inclui os MCCs. MILIBAR .000 metros de altitude.O conceito está associado ao aumento ou redução habituais de uma propriedade atmosférica em grandes altitudes. semi-contínua. Um milibar é equivalente a 100 newtons por metro quadrado. 90 . L LANTERNA . em relação ao Meridiano Principal.Do ponto de vista astronômico. Tende a migrar para o sul no inverno do Hemisfério Norte e para o norte no verão. considerando-se a média das leituras de hora em hora ou. MICRO-BARÓGRAFO .e o Meridiano Principal.Acrônimo de Meteorological Aerodrome Report. condições do céu. é medida em graus .Escala de fenômenos meteorológicos que variam em tamanho de alguns quilômetros até cem quilômetros aproximadamente.Ciência que estuda a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. ponto de condensação e ajuste de altímetro. caracterizada pelo frio da superfície nas grandes altitudes. É encontrado a aproximadamente 25 a 35 graus de latitude norte e. Sua representação é feita através de linhas paralelas que cirdundam o planeta horizo ntalmente e o dividem em Norte e Sul. O limite desta massa de ar é freqüentemente definido como frente polar. I ÍNDICE DE CALOR . METEOROLOGIA / METEOROLOGISTAS . MASSA DE AR . em geral. Descreve a média da perda de calor num corpo humano e a maneira como a temperatura é sentida. METAR . de um dado ponto na superfície da Terra.Massa de ar que se desenvolve ao redor dos polos. MCSs e as rajadas de vento. hidrometeorologia operacional e sinóptica. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Norte.Unidade padrão de medida para pressão atmosférica usada pelo National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos).Qualquer mapa ou quadro que descreva as condições meteorológicas ou atmosféricas de uma grande área em qualquer momento determinado. As Zonas de tempo são relacionadas à longitude. corresponde a zero grau de longitude. em relação à linha do equador. é o período entre o solstício de inverno e o equinócio vernal. condições da pista. na medida em que se movimenta para o sul.Cálculo de temperatura que considera os efeitos do vento e da temperatura no corpo humano. MESO-ESCALA . LATITUDES MÉDIAS . e a linha do equador está a zero grau. M MAPA SINÓTICO . Para um exemplo. Julho e Agosto no Hemisfério Sul. ao longo do qual as características da temperatura horizontal e da umidade são semelhantes. veja o mapa de frio do vento. Não se trata de temperatura atual do ar. Não é a temperatura atual do ar. A região também é chamada de zona temperada. e nos meses de Junho. Fenômenos menores são classificados pelos valores da micro-escala. pode ficar mais rasa em altura. Cientistas que estudam a atmosfera e os fenômenos atmosféricos. A distância entre as linhas de longitude é maior no equador e menor latitudes mais altas.

Um nó é equivalente a 1. Um olho normalmente se desenvolverá quando a velocidade do vento exceder 124Kmh.Período de tempo desconfortável e excessivamente quente. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica NÚCLEO DE CONDENSAÇÃO . é considerado como o momento em que a extremidade superior do Sol aparece no horizonte no nível do mar. OLHO . estas nuvens podem. o que.Partícula na qual a condensação do vapor de água acontece.2C). caracterizada por um começo e um fim súbitos.N NASCER DO SOL .Em meteorologia. formas arredondadas e cilíndricas. e grande quantidade de neve e ve nto no ar.Seção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos.Céu encoberto por oito oitavos de camada de nuvem. em geral em forma hexagonal e complexamente ramificados. baixas e variações). freqüentemente. Muitas vezes sua base não pode ser vista devido ao peso da precipitação. O OBSERVAÇÃO . Pode variar em tamanho. Pode durar vários dias ou várias semanas. mas também pode se originar das nuvens do tipo cúmulo. caracterizado por uma área mais ou menos circular de ventos claros e chuvas esparsas. enfatizando os recursos atmosféricos e marinhos. situado em Silver Spring. aparecer em qualquer estação. ou menos. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. igual à velocidade na qual uma milha náutica é percorrida em uma hora. reduz a visibilidade para apenas 400 metros. NEVASCA .Aparecimento diário do Sol a leste do horizont e que acontece devido ao movimento de rotação da Terra. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. Freqüentemente tem a aparência de um mosaico. Na Inglaterra. quantidade de nuvens. é a avaliação de um ou mais fatores meteorológicos. É formada quando a temperatura e o ponto de condensação do ar se tornam os mesmos . ONDA DE CALOR . dependendo do tamanho das gotículas de água e da quantidade de luz solar que a atravessa.Precipitação congelada em forma de neve.Precipitação de cristais de gelo translúcidos e brancos. NIMBUSTRATUS .852 quilômetros por hora. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos.Nuvem típica da formação de chuva ou neve.Conjunto de microscópicas gotículas de água suspensas na atmosfera. ou 1. NEVADA .Um conjunto visível de partículas minúsculas de matéria. The Weather Channel usa 91 . Uma nuvem se forma na atmosfera por causa da condensação do vapor de água. como gotículas de água ou cristais de gelo no ar.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. de 8 a 96 quilômetros.151 milhas por hora. e dura pelo menos três horas. como na fumaça ou nas partículas de poeira. neve. É informado como "SN" quando está em observação e pelo Metar. Normalmente os cristais são agrupados em flocos de neve. etc. Pode ser clara ou ter um tom acinzentado. O cálculo do nascer do Sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. a tempestade está se intensificando. NÉVOA . Um observador é aquele que registra as avaliações dos fatores meteorológicos. contate o NOAA. ou mais. próximas ou junto à superfície da Terra. etc. Invisíveis a olho nu. NEBLINA . Promove e qualifica medidas de interesse do meio-ambiente mundial. Não reduz a visibilidade como o nevoeiro e freqüentemente é confundida com chuvisco. NEVOEIRO . contudo.Medida de velocidade náutica. temporais. Nos Estados Unidos. Uma nevasca violenta é caracterizada por temperaturas em torno ou abaixo de 10 graus Fahrenheit (-12. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. Os Parâmetros podem incluir temperaturas (altas.ou quase os mesmos . que reduzem a visibilidade horizontal para menos de mil metros. NATIONAL OCEANIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION (NOAA) . É informado como "SHSN" quando está em observação e pelo Metar. Geralmente quando três a quatro oitavos da abóbada celeste está encoberta. com ventos de 56Kmh. É referida como "FG" quando está em observação e pelo Metar. Núcleos de condensação.Centro de uma tempestade tropical ou furacão. as partículas reduzem a visibilidade e são suficientemente numerosas para dar ao ar um aspecto opaco. por um número determinado de anos.Condição severa do tempo caracterizada por baixas temperaturas. ou ventos que descrevem o estado da atmosfera.). Geralmente associadas com as condições climáticas do outono e do inverno. ventos que excedem 72Kmh e visibilidade reduzida quase a zero pela precipitação de neve. Usado principalmente para interesses marítimos e em observações do tempo. quando o olho começa a diminuir seu tamanho. como temperatura. Nuvem baixa composta de camadas ou de partes dos elementos de outra nuvem.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem. É produzida freqüentemente por nuvens do tipo estrato. NÓ . NEVE .Massa de minúsculas mas visíveis gotículas de água suspensas na atmosfera. mas o tamanho comum é de 32 quilômetros. NORMAL . ventos (velocidade e direção). NUVENS ESPARSAS . na superfície da Terra ou no alto. Para informação adicional. é a principal organização do National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). Pode ser em estado sólido ou líquido. pressão. precipitação (chuva. formados diretamente pelo congelamento do vapor de água que se encontra suspenso na atmosfera. pressão. refere-se ao momento em que o centro do disco solar está à vista. É referido como "HZ" quando está em observação e pelo Metar. Pode se formar de nuvens do tipo Cumulus quando estas estão se transformando em estrato. percentagem de umidade relativa. NUVEM .e suficientes núcleos de condensação estão presentes.Suspensão de partículas de poeira fina e/ou fumaça no ar. com o topo e a base relativamente planos. formam uma sup erfície na qual o vapor de água pode condensar. considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. Veja Poe nte ou pôr-do-sol para uma comparação. Em geral. NUBLADO . Maryland.

Uma faixa organizada de conveccão que cerca o olho. O físico e matemático italiano Evangelista Torricelli (1608-1647).Estado do tempo quando as nuvens estão notavelmente presentes. a OMM tem 184 sócios. OZÔNIO .Processo de mudança de um líquido para o estado sólido. Fundada pelas Nações Unidas em 1951. Para mais 5informações. ou ciclone pequeno em tamanho e influência. comércio e atividades sociais. OXIGÊNIO . para distinguir o fenômeno de outras características sinópticas.) . Veja Pressão Barométrica. cinco graus acima do normal em partes daquela área durante pelo menos dois dias. incluindo linhas aéreas internacionais e indústrias de transporte. O cáculo do poente. Refere-se a tempo bom. ou pôr-do-sol é feito de acordo com o nível médio da água do mar. Outubro e Novembro no Hemisfério Norte e nos meses de Março. ORGANIZAÇÃO METEOROLOGICA MUNDIAL (O. OUTONO . Geralmente está associada a uma extensa área de nebulosidade e chuvas. é considerado como aquele momento em que a extremidade superior do Sol desaparece no horizonte no nível do mar. aquele diminui. ONDA FRIA . é o período entre o equinócio de outono e o solstício de inverno. Também pode ser aplicado para uma área que esteja exibindo sinais de desenvolvimento ciclônico. PASSAGEM DE FRENTE . pelo menos. Caracteriza-se pela diminuição de temperaturas nas latitudes médias. e que demanda cuidados especiais na agricultura. Junto com uma passagem de frente podem ocorrer precipitação e nuvens. POLEGADAS DE MERCÚRIO . incluindo mudanças e atividades do clima."Instrumento que mede o índice de queda de chuva. PONTO DE EBULIÇÃO . Sua unidade de medida são centésimos de polegadas (0. que se origina nos trópicos ? ocasionalmente nos sub-trópicos ? e que mantém suas características por 24 horas. PERTURBAÇÃO .M.40 milímetros. por um número determinado de anos. ORVALHO . considerando a média de sua ocorrência em um determinado local. Abril e Maio no Hemis fério Sul. e pode ser associada com o possível desenvolvimento de um ciclone tropical. foi o primeiro a usar esta divisão para explicar os princípios fundamentais da hidromecânica.Valor padrão reconhecido de um elemento meteorológico. Do ponto de vista astronômico.Reversão periódica do padrão da pressão atmosférica na parte tropical do Oceano Pacífico durante as ocorrências do El Niño. Pode ser chamada de "fropa". o ponto de congelamento da água é inversamente proporcional à salinidade: se esta for crescente. Nos Estados Unidos. O termo também é usado para definir uma fase de desenvolvimento de um ciclone tropical conhecida como perturbação tropical. PERTURBAÇÃO TROPICAL . É o oposto de fusão. Com freqüência. Na Inglaterra. POENTE OU PÔR-DO-SOL . ou mesmo do setor privado e comercial.Nome que vem do uso de barômetros mercuriais que comparam a altura de uma coluna de mercúrio com a pressão do ar. pela troca da direção do vento e pela mudança da pressão atmosférica. OSCILAÇÃO DO SUL . ou mais. bem como de outros serviços de interesse público. quando a temperatura cai até o ponto de condensação. Organização que promove a formação e o avanço profissional sobre a atmosfera. A temperatura na qual o equilíbrio da pressão do vapor 92 .Temperatura na qual um líquido se transforma em estado gasoso. Isto ocorre nos meses de Setembro. refere-se ao momento em que o centro do disco do sol desaparece. tempestade tropical.Área de convecção organizada. O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) não tem um percentual padrão de céu encoberto para esta condição. é uma área de relativamente baixa pressão atmosférica que se move na direção do oeste através dos ventos convergentes do leste. indústria.Este termo tem várias aplicações. predomínio de nublado. Em oceanografia. contate a OMM. É composto de uma molécula de oxigênio composta de três átomos de oxigênio em vez de dois. é a primeira fase de desenvolvimento de qualquer depressão tropical subseqüente. PONTO DE CONGELAMENTO . Contém nuvem cumulunimbus. Representa a distribuição da temperatura e da pressão atmosférica sobre uma área oceânica. ciências hidrológicas e oceanográficas. PLUVIÔMETRO . É referida como "DU" quando está em observação e como pó de larga expansão pelo Metar. situada em Genebra.Desaparecimento diário do Sol no oeste do horizonte devido ao movimento de rotação da Terra. Veja Nascer do Sol para uma comparação.01"").M. ou mais. A água pura sob pressão atmosférica congela a zero grau Celsius ou 32 graus Fahrenheit. mas o céu não está completamente coberto e m nenhum momento do dia. estudos sobre a diminuição da camada de ozônio e previsões de tempestades tropicais.Condensação na forma de pequenas gotas de água que se formam na grama e em outros objetos pequenos perto do chão. nuvens esparsas. ou simplesmente nublado.M. É percebida pela mudança no ponto de condensação e na temperatura. ou centro de um ciclone tropical.Gás quase incolor e uma forma de oxigênio (O2). ou furacão.86 milibares. Pode ser aplicado para uma área de baixa pressão. PAREDE DO OLHO . chuva intensa e ventos muito fortes.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de inverno. "Normal" significa a distribuição dos dados dentro de uma faixa de incidência habitual. ONDA TROPICAL . coordena a atividade científica global visando à constante precisão de informações meteorológicas. ou 25.M. a O. geralmente durante a noite." POEIRA Partículas pequenas de terra ou outra substância suspensa no ar. Suíça.Outro nome atribuído a uma ondulação a leste.os seguintes critérios para definir uma onda de calor: a temperatura deve estar acima de 90 F (32 C) em pelo menos 10 estados e.É a passagem de uma frente sobre um ponto específico na superfície. nuvens espalhadas. P PARCIALMENTE NUBLADO .De previsões do tempo a pesquisas sobre poluição. Uma polegada de mercúrio é equivalente a 33.Queda rápida de temperatura num prazo de 24 horas. A temperatura à qual um líquido se solidifica sob qualquer condição.

25 milibares. O radar recebeu o nome do físico austríaco J. garoa gelada. referindo-se ao estado da água . PRESSÃO PADRÃO DE SUPERFÍCIE . alcançando o solo: garoa. explicou por que o apito de um trem é mais alto quando que está se aproximando do que quando parte. e por mudancas intensas e bruscas no aspecto do céu. Radar de Doppler e Nexrad são alguns exemplos de radares. Também conhecida como pressão atmosférica ou pressão barométrica. Abril e Maio no Hemisfério Norte e nos meses de Setembro. 2) entre duas ou mais nuvens.Aumento súbito e significativo. Rebaixamento ou movimento descendente do ar. mais a habilidade e experiência de um meteorologista.que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo. como gotas de precipitação. granizo. determinando se o movimento atmosférico se distancia ou se aproxima horizontalmente do radar. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica. RADIAÇÃO .4 quilômetros por hora). neve (SHSN). ou 4) entre uma nuvem e a atmosfera. Precipitação e nuvens são fenômenos detectáveis pela força dos sinais eletromagnéticos por eles refletidos. chuva. PRECIPITAÇÃO REPENTINA . um de bulbo molhado e outro de bulbo seco. PRESSÃO DO NÍVEL DO MAR . que caem das nuvens. PRECIPITAÇÃO DE NEVE . ou flutuações rápidas da velocidade do vento. este é o período entre o equinócio vernal e o solstício de verão. RAIO . Outubro e Novembro no Hemis fério Sul. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos.Processo pelo qual a energia é propagada em qualquer meio através do movimento da onda daquele meio. Seu volume é expressado geralmente em polegadas. O ponto de ebulição da água pura. PRESSÃO DA ESTAÇÃO . entre cinco a sete oitavos da abóbada celeste estão encobertos por uma camada de nuvem. A previsão do tempo inclui o uso de modelos objetivos baseados em certos parâmetros atmosféricos. RADAR DOPPLER . ou sobre a superfície da Terra. PRIMAVERA . Mais predomi nante quando o ar 93 . É informada como "SH" quando está e m observação e pelo Metar.Radar meteorológico que mede a direção e a velocidade de um objeto em movimento. ou 1. Os efeitos do radar de Doppler são usados para medir a velocidade das partículas.Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto.Descarga súbita e visível de eletricidade produzida em resposta à intensificação da atividade elétrica existente entre: 1) nuvem e solo.Pressão atmosférica média do nível do mar.013. R RADAR . PRESSÃO ATMOSFÉRICA .Precipitação que parte de uma nuvem convectiva. PRESSÃO . É informado como "PE" quando está em observação e pelo Metar.entre um líquido e seu vapor é igual à pressão externa no líquido.8 quilômetros por hora) e a variação entre cumes e calmarias é de pelo menos 10 nós (18.Pressão atmosférica relativa à elevação da estação. RAJADA DE VENTO .7 libras por polegada quadrada. neve. ou gelo (SHPE). bolas de neve e partículas de neve. Ventos de cume têm que alcançar pelo menos 16 nós (28. que também são formas de radiação. cristais de gelo. Ondas de som também são radiações. é 100 graus Celsius.É a força por unidade de área causada pelo peso da atmosfera sobre um ponto. É o instrumento eletrônico usado para detectar objetos a distância através da maneira como esses objetos propagam ou refletem ondas de rádio. normalmente expressada em polegadas de profundidade de neve num período superior a seis horas. ""Predomínio de nublado"" significa que. 14. Acontece na forma de chuva (SHRA).92 polegadas de mercúrio. 760 milímetros de mercúrio.se líquida ou sólida . caracterizada por um começo e um fim súbitos. Também chamada de prognóstico. Sua medida pode ser expressada em milibares. 3) dentro de uma única nuvem. Para um exemplo.Estação do ano que se inicia quando o Sol se aproxima do solstício de verão e é caracterizada pelo aumento da temperatura nas latitudes médias.033 gramas por centímetro quadrado.Medida da pressão atmosférica em condições padrões. PRECIPITAÇÃO . em polegadas ou em milímetros de mercúrio (Hg).Descrição detalhada de ocorrências futuras esperadas. Q QUEDA DE NEVE . chuva fria. PSICRÔMETRO . em 1842. É equivalente a 1. líquida ou sólida. freqüentemente observado em anticiclones. ou 212 graus Fahrenheit.Todas as formas de água. Isto ocorre nos meses de Março. Sua medida pode ser expressada em milibares. A duração normalmente é menor do que 20 segundos. Consiste de dois termômetros. PRESSÃO BAROMÉTRICA .Precipitação típica do inverno. ou 29. ou em polegadas ou milímetros de mercúrio (Hg). É também conhecida como pressão barométrica. considerando a pressão padrão. bolas de gelo.A temperatura na qual o ar deve ser esfriado a uma pressão constante para ser saturado. Do ponto de vista astronômico.Refere-se à quantidade de neve precipitada num dado período. PONTO DE ORVALHO . Também conhecida como pressão atmosférica. normalmente determinada a partir da pressão da estação em que é observada. PREDOMÍNIO DE NUBLADO . Radiação eletromagnética é a que emite calor e luz. Christian Doppler que.Acrônimo de RAdio Detection And Ranging ("alcance da detecção de sinal de rádio"). veja descarga elétrica esférica.Instrumento usado para medir o conteúdo do vapor de água da atmosfera.Parte do céu encoberto por uma camada de nuvem.Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. que se manisfesta com a queda de pequenas pedras ou bolas de gelo que rebatem quando caem no solo ou em qualquer outra superfície dura. PREVISÃO .

Compare com um satélite geo-estacionário. quando as moléculas teoricamente param de se movimentar. sob condições mais graves. caso o vento favoreça essa condição. Pode acontecer em qualquer parte do mundo. SATÉLITE Satélite cuja órbita inclui passagens sobre ambos os Pólos da Terra. dentro e imediatamente em torno deste canal. Um dos dois termômetros que compõem um psicrômetro.Instrumento usado para medir a temperatura. Embora as elevações mais dramáticas estejam associadas com a presença de furacões. raios. ventos tempestuosos de superfície. RESSACA .Termômetro usado para medir a temperatura ambiente. TROVÃO . O termo é usado geralmente para indicar o oposto de convecção atmosférica. podem se transformar em tornados.A camada mais baixa de nuvem. pois o número de horas deve ser subtraído para se obter o Tempo de Greenwich (GMT). i ndicando que o número de horas deve ser somado para se obter o GMT.Ciclone tropical. comparativo aos períodos em que nenhuma tempestade está ocorrendo. O "Tempo Padrão" começa em Greenwich. É a mais destrutiva de todas as tempestades na escala de classificação dos fenômenos atmosféricos.Elevação do nível do mar.Essencialmente. caracterizado por trovões. É também medida de calor ou de frio. Considerado como condições agradáveis do tempo. É calculado subtraindo-se a maré astronômica normal da maré observada em tempestade. com respeito ao período do ano e à localizaçã o física.Medida do movimento molecular ou do grau de calor de uma substância. que variam de moderados a extremamente fortes e que. Freqüentemente a média entre temperaturas máxima e mínima. O globo é dividido em 24 (vinte e quatro) zonas de tempo de 15 graus de arco. sistemas menores de baixa pressão atmosférica também podem causar um leve aumento no nível do mar. ou o tempo de uma hora separadamente. mas é mais freqüente nos Estados Unidos numa área confinada entre as Montanhas Rochosas (a oeste) e os Montes Apalaches (a leste). TEMPO SEVERO . o fenômeno recebe um nome e passa a ser rastreado. O potencial de danos é baseado na pressão barométrica. TEMPO . ou tornados. Se o céu estiver totalmente obscurecido. Outros nomes para esta medida de tempo são: Coordenadas Universais do Tempo (UTC) e Zulu (Z). resultando numa violenta onda de pressão composta de compressão e rarefação. conhecida como predomínio de nublado ou céu nublado. granizo.Coluna giratória e violenta de ar que entra em contato com a extensão entre uma nuvem convectiva e a superfície da Terra. umidade. mas normalmente se aplica a tempestades localizadas. TERMÓGRAFO . na velocidade dos ventos e na elevação do nível do mar.Produzido por nuvens do tipo cúmulo-nimbo. Inglaterra. é a altura da visibilidade vertical. S SAFFIR-SIMPSON . T TEMPERATURA .Desenvolvida no início dos anos 70 por Herbert Saffir. precipitação. cujos ventos de sustentação na superfície são de. TORNADO .000 graus Celsius em fração de segundos. A Saffir-Simpson é a medida de intensidade de um furacão numa classificação de 1 a 5. nevascas. no máximo.Nome usado pelas comunidades científicas e militares para definir as 24 horas do dia. precipitação. opostas às mudanças de longo prazo ou climáticas. Registra continuamente a temperatura num mapa. temporais intensos com trovoadas. É medida em diversas escalas a partir do zero grau absoluto. temperatura. e Robert Simpson. casa do Observatório Real. TERMÔMETRO . As temperaturas podem chegar a mais de 10. como os sistemas de baixa pressão migratória que resultam das diferenças de temperatura e densidade. Em observações de superfície. refere-se principalmente ao ar livre ou à temperatura ambiente perto da superfície da Terra. as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. TEMPORAL COM TROVOADAS .está mais frio e mais denso no alto. Refere-se freqüentemente à luminosidade ou nebulosidade do dia.Som emitido pela rápida expansão de gases ao longo da descarga elétrica provocada pela passagem de um relâmpago. Para o leste deste meridiano. SISTEMA DE ALTA PRESSÃO SISTEMA DE BAIXA PRESSÃO Sistemas de pressão e ventos relativamente estáveis e estacionários onde a pressão é predominantemente alta ou baixa com a mudança das estações. Não são sistemas de natureza transitória.Condições da atmosfera por um determinado período. mas são antecedidas pelo sinal mais (+). é um evento de micro-escala. Exemplos disso são o sistema de baixa pressão da Islândia e o sistema de alta pressão das Bermudas no Atlântico Norte. Para o oeste. o trovão aquece os gases da atmosfera.Geralmente. TETO .VISIBILIDADE VERTICAL . TERMÔMETRO DE BULBO SECO . Para mais informações. desde que existam as condições certas. TEMPO BOM . um termômetro que também é um registrador.Esta é uma descrição subjetiva. A temperatura registrada é considerada idêntica à temperatura do ar. que primeiro utilizou este método de tempo mundial. qualquer evento destrutivo do tempo. as zonas de tempo vão de uma a 12 horas. São as variações de curto prazo da atmosfera. Acima de três-quartos da descarga elétrica do raio.Média da leitura de temperaturas verificada num período específico de tempo. antecedidas pelo sinal menos ( -). veja Escala Saffir-Simpson. gelo. engenheiro consultor. visibilidade e vento. considerando a maneira como o tempo afeta a vida e as atividades do ser humano. TEMPESTADE TROPICAL . turbulência. 62 quilômetros (34 nós) a 116 quilômetros por hora (63 nós). duração relativamente curta. TEMPERATURA MÉDIA . então Diretor do National Hurricane Center. O estrondo do trovão é 94 . As diferentes escalas usadas em meteorologia são: Celsius. Este é também o Principal Meridiano de Longitude. Quando isto acontece. Fahrenheit e Kelvin (ou Absoluto). TEMPO MÉDIO DE GREENWICH (TMG) .

Este mesmo ciclone tropical recebe o nome de furacão no leste do Pacífico Norte e no norte do Oceano Atlântico. centrado sobre as latitudes médias de cada hemisfério. VIRGA . O National Weather Service (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) classifica o conceito em diferentes categorias: "visibilidade de superfície" é determinada a partir de um dado ponto de observação. No Hemisfério Norte.Área de ventos convergentes nos Hemisférios Norte e Sul.Medida da nebulosidade da atmosfera. UMIDADE RELATIVA .Quantificação do movimento do ar numa unidade de tempo. Fonte: Weather. Pode decorrer de uma corrente térmica ou de correntes convectivas. Isto contribui para que o ar úmido tenda a se elevar. É freqüentemente chamada de CAT. Ventos de superfície são medidos por cata-ventos e anemômetros.Ar que flui. tipo (rajadas e ventanias) e troca de ventos. alto-estrato.edu.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente do leste. o ar que contém vapor de água é mais claro que o ar seco. A unidade mais freqüentemente adotada nos Estados Unidos é a de mil has por hora.Nome dado à turbulência que pode ocorrer quando o ar está perfeitamente claro. assim co mo em regiões de cisalhamento. e durante os meses de Dezembro. VELOCIDADE DO VENTO .Água em forma gasosa. Basicamente. Devido ao seu conteúdo molecular. Quatro características do vento são verificadas: direção. É caracterizado pelas temperaturas mais quentes do ano. em geral. como o declínio da baixa pressão atmosférica estão enfraquecidos.Normalmente aplicado aos largos padrões de ventos persistentes com um componente oeste.cefetsc. Durante o verão no Hemisfério Norte. TURBULÊNCIA . Pode ser medida de vários modos. "visibilidade de setor" é a visibilidade numa direção específica que esteja. Pode acontecer também em áreas próximas a montanhas. pelo menos. U UMIDADE .com Material retirado do site do Curso Técnico de Meteorologia do CEFETSC (www. ou mais. VISIBILIDADE . "visibilidade predominante" é a que representa as condições de visibilidade a partir de um posto atual de observação. a ZCIT se move em direção ao norte sobre o sul do Atlântico Norte e sul da Ásia. VENTOS CONVERGENTES . É expressado em percentagem. É um dos componentes mais importantes da atmosfera. originários de alta pressão subtropical central. Tipos de umidade incluem umidade absoluta.Dois cinturões de ventos persistentes. enquanto que os ventos altos são detectados por balões dirigidos. Isto ocorre durante os meses de Junho.É a umidade verificada entre a pressão de vapor de água na atmosfera e a saturação da pressão de vapor na mesma temperatura. são ventos de nível mais baixo. sondas meteorológicas. compostos de vários pequenos redemoinhos que se deslocam no ar. A turbulência atmosférica é causada por flutuações fortuitas no fluxo do vento. É o movimento atmosférico persistente dominante. que sopram do leste na direção da cavada equatorial. Janeiro e Fevereiro no Hemisfério Sul. Julho e Agosto no Hemisfério Norte. em baixas fechadas em grandes altitudes. Quando estão próximos da superfície da Terra. onde grandes rajadas horizontais e verticais são encontradas.Movimentos irregulares e instantâneos do ar. ou milhas náuticas por hora. ou por relatórios feitos de uma aeronave. Nos níveis mais altos eles se estendem na direção dos pólos e do equador.Precipitação pequena e rápida produzida pelas nuvens e que contém água ou partículas de gelo. pode às vezes ser confundida com uma nuvem em forma de funil. V VAPOR DE ÁGUA .Nome atribuído a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós). tanto o efeito Coriolis. ou cúmulos-nimbos de grandes altitudes. TWISTER . geralmente localizada a 10 graus entre o norte e o sul do equador. TURBULÊNCIA EM CÉU CLARO . como os ventos convergentes do leste. Vista a distância.br) 95 . os ventos do oeste se estendem de aproximadamente 35 até 65 graus de latitude. "visibilidade de torre" é a visibilidade determinada pela torre de controle de tráfego aéreo de um aeroporto. permitindo ocasionalmente a formação de perturbações tropicais. mas que evapora antes de alcançar o chão. É uma extensa área de baixa pressão atmosférica onde. sopram da direção sudeste. Quando está em observação. É mais comum nas proximidades das correntes de vento. umidade e umidade específica. é o período entre o solstício de verão e o equinócio do outono. é medida em nós. VENTO . ou tornado. Em geral é produzida por nuvens do tipo alto-cúmulo. É freqüentemente confundido com umidade relativa do ar ou ponto de condensação. os ventos convergentes sopram do nordeste e no Hemisfério Sul.criado quando nossos ouvidos ouvem as outras partes da descarga. exceto em algumas regiões tropicais. caracterizados por um grande poder de direção. sem nenhum alerta em forma de nuvem. VENTO DE LESTE . diferenças de terreno e velocidade do vento ao longo de uma zona fronteiriça. Z ZONA DE CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL . ou a maior distância a que uma pessoa com visão normal pode enxergar objetos de vulto. VENTOS DO OESTE . velocidade. ou da variação de temperatura e pressão.Do ponto de vista astronômico. e que costuma acontecer no oeste do Oceano Pacífico Norte. TUFÃO . horizontalmente sobre a superfície da Terra. num arco de 45 graus da linha do horizonte.Uma gíria usada nos Estados Unidos para tornado.Quantidade de vapor de água no ar. e é chamado de ciclone no Oceano Índico. VERÃO . embora não esteja limitada apenas a estes locais.

Quais são as diferenças entre meteorologia e climatologia? 3. O que é poluição atmosférica e como pode afetar a agricultura? 96 . Quais as principais áreas da agronomia que interagem com a meteorologia agrícola ? 6. Quais são os fatores climáticos que se destacam na formação do clima? Explique como a latitude influencia o clima. Em termos gerais. Explique o papel dos principais constituintes atmosféricos (vapor d’água. CO 2 e O3) da atmosfera. Qual camada atmosférica é mais importante do ponto de vista meteorológico? Por quê? 18. Dê exemplos. 8.ESTUDO DIRIGIDO PARA AS AVALIAÇÕES TEMPO E CLIMA 1. 17. O que é meteorologia agrícola e por que ela interage com as mais diversas áreas da agronomia ? 5. Como é dividida a escala dos fenômenos atmosféricos? Quais são as três classificações? 11. 9. Diferencie Tempo de Clima. 2. Explique como a altitude influencia na formação do clima. Qual é o campo de estudo da agroclimatologia? 4. O que são Elementos Climáticos? E Fatores Climáticos. Diferencie os fenômenos em macro-escala daqueles em micro-escala. Defina atmosfera terrestre. Qual a diferença entre planejamento agrícola e tomadas de decisão ? Do que depende cada uma e qual é a finalidade delas ? Qual delas denominamos de agrometeorologia operacional ? 7. Qual é a sua importância? 13. 16. Descreva a estrutura vertical da atmosfera (camadas atmosféricas). como é composta a atmosfera terrestre (em %)? 14. A Ionosfera constitui-se em uma camada separada? Por quê? 19. O que são aerosóis e qual é a sua importância? 15. ATMOSFERA 12. ESCALA ESPACIAL DOS FENÔMENOS ATMOSFÉRICOS 10.

três processos podem ocorrer com a energia incidente. Como se dá a distribuição geográfica da radiação solar na Terra. Quais são os processos de transferência de energia (calor). O que é espectro solar? Que tipos de radiação o compõem? 32. RADIAÇÃO SOLAR 26. O que acontece com a radiação emitida a partir da superfície da terra? (ondas longas)? 38. Quais são os comprimentos de onda do espectro solar que são mais importantes para as plantas? Por quê? 36. Conceitue-os. Que importante papel é desempenhado pela “camada de ozônio” na proteção da biosfera? 35. 21. Faça um quadro com as principais diferenças entre as Estações Meteorológicas Convencionais e Automáticas. Qual a percentagem dos principais tipos de radiação do espectro solar que chega à atmosfera terrestre? 33. Descreva os três processos. 30. Diferencie solstício de equinócio. 97 . 29. Plantas de Dias Curtos. que ocorrem na atmosfera? 27. Assim como na atmosfera. 42. Discuta: sem radiação solar. 24. Qual é o conceito de corpo negro? Este tipo de material é encontrado em condições naturais? 28. Quais são os fatores que afetam o coeficiente de reflexão de uma cultura qualquer? 37. a sobrevivência vegetal seria impossível. Se um material tem albedo negativo. Diferencie “observações sensoriais” de “observações instrumentais”. Quando a radiação solar incide sobre um determinado corpo. Quais são os movimentos terrestres e o que determinam? 23.INSTRUMENTAÇÃO METEOROLÓGICA 20. o que isto significa? 31. Plantas de Dias Longos. Defina Afélio e Periélio. MOVIMENTOS DA TERRA E ESTAÇÕES 22. em termos quantitativos? 40. Defina: a. ocorre transferência de calor nas plantas. O que é fotoperiodismo? 44. O que é albedo? Dê exemplos de albedo para diferentes materiais. Por que motivos a eficiência na utilização da radiação solar pelas culturas é normalmente reduzida? 43. 41. O que é radiação líquida? 39. Por que a radiação ultravioleta é nociva à vida? 34. b. Qual a causa das diferentes estações do ano e em que datas ocorrem no Hemisfério Sul? 25.

Defina constante térmica e explique que aplicações agronômicas podem ser feitas com conhecimento da mesma. 59. O que é termoperiodismo? 57. a temperatura medida no termômetro de bulbo seco de um psicrômetro foi de 25. 54. em determinado dia. TEMPERATURA 47. Dê pelo menos um exemplo prático de aplicação agronômica da radiação solar. Quais são os processos de transporte de água na atmosfera? 62.3ºC (calcule a depressão psicrométrica e utilize a tabela de porcentagem de umidade relativa). Explique (com um gráfico) a relação existente entre fotossíntese e respiração nas plantas e como estes processos são influenciados pela temperatura. 64. Que fatores ambientais fazem variar a constante térmica? 55. Conceitue umidade absoluta do ar. 49. O que é temperatura? 48. O que é temperatura-base ou basal? 52. O que são temperaturas cardeais? Dê exemplos. 61. 98 . 50. Conceitue umidade relativa do ar.45. Em que consiste a Lei de Van’t Hoff? Você consegue ver alguma aplicação agronômica (prática ) para esta lei? 51. Como se dá a variação diária da umidade? E a variação anual? 65.8°C e a temperatura de bulbo úmido foi de 18. Quais são os aparelhos de medição de umidade do ar? 63. Em que consiste a vernalização? UMIDADE 58. 46. sabendo que. Qual é o conceito de graus-dia? 53. Quais são as fontes naturais de água na atmosfera? 60. Explique o papel da luz e do escuro para o desenvolvimento vegetal. Quais são as imperfeições na teoria de graus-dia? 56. Quais processos físicos são determinantes para a umidade relativa do ar? Explique-os. Calcule a umidade relativa do ar.

Quais são os efeitos da chuva para a agricultura? EVAPOTRANSPIRAÇÃO 91. O que é precipitação e qual seu papel na região dos trópicos? 78. O que são precipitações convectivas e porque causam danos à agricultura? 82. Quais são as escalas de ocorrência dos ventos? 68. 73. O que são nuvens e como se formam? 86. Quais são as formas de precipitação existentes? 79. Quais as diferenças de precipitação entre as regiões brasileiras? 85. O que é e como se dá a formação do vento? 67.. O que são precipitações orográficas? 81. O que é e qual a utilização prática do chamado “perfil do vento”? 71. Qual é o conceito de evapotranspiração e quais processos físicos atuam na ET? 92. Quais são as principais práticas preventivas contra os efeitos desfavoráveis do vento na agricultura? 75. O que são quebra-ventos? Cite três cuidados que devem ser observados na utilização dos mesmos na agricultura. De que depende o deslocamento vertical de massas de ar? 88.VENTO 66. Quais são os tipos de famílias de nuvens existentes?: 90. Qual processo físico se destaca na formação de nuvens? Explique. Do que depende o aspecto de uma nuvem? 89. Explique a formação dos ventos em macroescala. Qual a diferença entre os ventos de meso e microescala? 70. O que são precipitações frontais e quando ocorrem? 83. Quais são os principais efeitos favoráveis do vento para as práticas agrícolas? 72. Quais são os tipos de precipitação existentes? 80. 76. Por que a evapotranspiração é considerada a variável mais importante no balanço hídrico do solo? 99 . Quais são os principais efeitos em plantas submetidas a ventos intensos? 74. 69. Explique 05 efeitos desfavoráveis do vento para as práticas agrícolas. 87. Como é feita a medida de precipitação? 84. O que é energia eólica? CHUVA (PRECIPITAÇÃO) 77.

100. na mesma semana. 100 . de pequeno porte. em qualquer estádio de crescimento. 1976) para obter os valores de Kc (considere o feijão em estádio de desenvolvimento IV e utilize um valor médio). Evapotranspiração Potencial 7. ) Evapotranspiração de determinada cultura. Quais as limitações de se utilizar o Tanque Classe A para se estimar a evapotranspiração de referência e como este problema pode ser solucionado? 97. Escolha uma utilização agronômica da ET e explique com suas palavras como ET pode ser útil nesta prática. ( ) Quantidade de água evapotranspirada de uma superfície totalmente coberta por vegetação rasteira. em fase de crescimento ativo. Evapotranspiração Da Cultura 10. Evapotranspiração De Referência 8. ( ) Quantidade de água perdida para a atmosfera de uma cultura em condições ótimas de densidade. ( ) Quantidade de água evapotranspirada na unidade de tempo por uma cultura verde. quando se tem ótimas condições de umidade e nutrientes no cobrindo completamente o solo. 95. sem restrições de umidade no solo e com bordadura adequada. utilizando os dados da tabela 19 (DOORENBOS & PRUITT. sob as condições normais de cultivo. Cite três fatores que determinam a ET e explique como eles podem influenciá-la. cujos dados meteorológicos foram fornecidos pela Estação Meteorológica do Campus II da FTB. Leve em consideração um Kp (coeficiente do tanque) de 0. ( solo. Calcule a Evapotranspiração de Referência para uma semana do mês de outubro do corrente ano. O que é e pra que serve o coeficiente da cultura (Kc)? 98. de altura uniforme e não submetida a qualquer restrições de água. sem obrigatoriamente o teor de umidade permanecer próximo a capacidade de campo. fertilidade e disponibilidade de água no solo. Evapotranspiração Máxima 9. Determine os valores da ETc para o feijão. Qual a diferença entre Balanço Hídrico Climatológico e Balanço Hídrico do solo? 94. com determinada bordadura e condições atmosféricas típicas. Relacione: 6. pelo método do Tanque Classe A.65 se a temperatura média for maior que 22° C.5 se a temperatura média for menor ou igual a 20° C e de 0.Evapotranspiração Real ( ) É a evapotranspiração de determinada cultura. isto é. Por que o lisímetro é o método direto mais utilizado em pesquisa no Brasil? 96.93. 99.

etc) ii. pois a entrega fora do dia combinado acarretará a penalização de 50% na nota. Créditos de Carbono f. Formação c. impreterivelmente. Principais agravantes do Efeito Estufa i. Exemplos práticos (práticas agrícolas) f. 3. Formação c. Cada trabalho está relacionado a um tema específico do programa da disciplina Meteorologia e Climatologia Agrícola. Recomenda-se que o aluno que não puder estar na aula no dia da entrega envie o trabalho antes do prazo final ou no dia. Conceito b. que não podem ser pormenorizados nas aulas devido ao tempo escasso. políticos ii. Conceito b. EFEITO ESTUFA a. CAMADA DE OZÔNIO a. Práticas mitigadoras e. Gerais (industriais. Principais problemas envolvendo a Camada de Ozônio (o “Buraco”) d. O prazo para entrega dos trabalhos é de duas semanas. Práticas mitigadoras i. Conceito b. 1. Generalistas (tecnológicas. tecnológicos. Utilização Agronômica do Fotoperiodismo e. Como afeta as atividades agrícolas d. Na agricultura d. Práticas Agrícolas que combatem o Efeito Estufa e. Formação do Efeito Estufa c. FOTOPERIODISMO a. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007.TRABALHOS EXTRA-CLASSE Os trabalhos Extra-Classe visam abordar temas relevantes para o Engenheiro Agrônomo na atualidade. econômicas. mais a correção normal. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. 101 . Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. políticas. por um outro colega. 2. Como os problemas podem afetar as práticas agrícolas? (Conclusão) f. visando completar o aprendizado dos alunos.

Como fazer um QV d. Instituições brasileiras que trabalham com zoneamento agroclimático d.4. QUEBRA-VENTOS a. Utilização Agronômica dos QV c. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007. Vantagens e Desvantagens do uso agronômico dos QV f. Como é feito o zoneamento agroclimático c. Conceito b. Exemplos práticos de utilização f. Tipos de Espécies de QV e. 102 . Conceito b. Utilização agronômica dos zoneamentos agroclimáticos e. 5. Exemplo prático de utilização de QV g. ZONEAMENTO AGROCLIMATICO a. Referências Bibliográficas Data da entrega: ____/____/2007.

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