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apostila4falência

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  • * Não ter com que pagar os credores, fracassar
  • * A falência como execução coletiva – A falência é um sistema de
  • 2) ORIGEM HISTÓRICA
  • BANCARROTA - “BANCA - ROTTA” - Itália - onde os credores tinham o
  • Pergunta-se, a Falência é um instituto de Direito Empresarial ou de
  • Direito Processual Civil ?
  • CRÍTICAS AO DECRETO-LEI nº 7.661/45
  • SITUAÇÃO DO ADMINISTRADOR
  • PLANO
  • * Apresentado o plano temos duas possibilidades:
  • PODER JUDICIÁRIO
  • SITUAÇÃO DOS TRABALHADORES
  • Criou-se o AGS - ASSURANCE POUR LA GARANTIES DES SALAIRES -
  • MASSA FALIDA
  • DESCONSIDERAÇÃO
  • PRESSUPOSTOS DA FALÊNCIA
  • CARACTERÍSTICAS DA FALÊNCIA
  • ENTIDADES NÃO SUJEITAS À FALÊNCIA
  • QUEM PODE SER DECLARADO FALIDO ? (Art. 3º)
  • 4 - Mulher casada que sem autorização do marido exerce o comércio –
  • 5 - Dos que, expressamente proibidos exercem o comércio – Existem
  • QUEM PODE REQUERER A FALÊNCIA? (Art.8º e 9º)
  • 1. O próprio devedor comerciante: (Art. 8º)
  • * Os documentos que acompanham o pedido: Art. 8º, I à III
  • 2 - Cônjuge sobrevivente, herdeiros do devedor ou inventariante - na
  • RAZÃO DA MATÉRIA
  • RAZÃO DO LUGAR – Art. 7º
  • PETIÇÃO INICIAL - Art. 282 CPC
  • RELAÇÃO DE DOCUMENTOS QUE DEVERÃO ACOMPANHAR A INICIAL
  • PEDIDO DE FALÊNCIA COM BASE NA IMPONTUALIDADE - Art. 1º
  • PEDIDO DE AUTOFALÊNCIA
  • PEDIDO DE FALÊNCIA DO ESPÓLIO
  • PEDIDO DE FALÊNCIA COM BASE NA INSOLVÊNCIA - Art. 2º
  • RITO DO PEDIDO (Art. 1º)
  • RITO DO PEDIDO
  • 1 - FALSIDADE DO TÍTULO DA OBRIGAÇÃO - Alteração dolosa da
  • 3 - NULIDADE DA OBRIGAÇÃO OU DO TÍTULO RESPECTIVO -
  • 4 - PAGAMENTO DA DÍVIDA, DEPOIS DO PROTESTO DO TÍTULO, ANTES
  • 5 - REQUERIMENTO DE CONCORDATA PREVENTIVA ANTERIOR À
  • 6 - DEPÓSITO JUDICIAL OPORTUNAMENTE FEITO - Ter feito o depósito
  • 7 - CESSAÇÃO DO EXERCÍCIO DO COMÉRCIO HÁ MAIS DE DOIS ANOS
  • 8 - QUALQUER MOTIVO QUE EXTINGA OU SUSPENDA O
  • 1. Cabeçalho;
  • 3. Resumo da Inicial;
  • * Observar Art. 301 do Código de Processo Civil:
  • 1. Inexistência ou nulidade da citação - Citação é indispensável para a
  • SENTENÇA DENEGATÓRIA
  • Estado de Fato ( subjetivo ) - Estado de Direito ( objetivo )
  • * Não pode retroagir por mais de 60 dias contados :
  • DIREITOS DOS CREDORES
  • * NÃO podem ser reclamados na falência:
  • 2. Suspensão das ações individuais (Art.24) - Os bens penhorados ou
  • 3. Vencimento antecipado dos créditos (Art.25) - Objetiva igual tratamento
  • 4. Suspensão da fluência de juros contra a massa falida (Art.26) - Em três
  • * Conclui-se:
  • * Exceção: (§ único, Art.26)
  • 5. Credor de obrigação solidária (Art.27) - Havendo solidariedade, assiste
  • 6. As massas dos coobrigados falidos não tem ação regressiva umas
  • 7. Os co-devedores solventes e os fiadores do falido (art.29) - Aquele que
  • 8. Garantia de direitos aos credores: (art.30)
  • 9. Procurador dos credores (art.31) - Uma só pessoa pode ser procurador
  • 10. Representantes dos credores: (art.32)
  • OBSERVAÇÃO:
  • * Fundamento - Art. 88 Lei Falimentar
  • * Impugnante deverá requerer :
  • QUANTO A PESSOA DO FALIDO
  • * Obrigações legais do falido (Art.34)
  • * Rigorosidade da lei (Art.35)
  • * Direitos do Falido (Art.36)
  • QUANTO AOS BENS DO FALIDO
  • * Desapossamento dos bens do devedor - A falência compreende todos os
  • * Nulidade dos atos praticados pelo falido - O devedor não poderá praticar
  • * Validade do pagamento de título pelo falido antes da quebra - Antes de
  • BENS EXCLUÍDOS DA FALÊNCIA
  • EMBARGOS DE TERCEIRO ( Art.79, § 1º e 2º) - Havendo arrecadação de
  • QUANTO AOS CONTRATOS DO FALIDO
  • * Execução dos contratos bilaterais pelo síndico (art.43) - Os contratos
  • * Não cumprimento do contrato pelo síndico (art. 43, § único) - Se o
  • REGRAS QUE PREVALECERÃO NAS RELAÇÕES CONTRATUAIS
  • * COISAS EM TRÂNSITO FALINDO O COMPRADOR (Art. 44, I)
  • * COISAS MÓVEIS VENDIDAS A PRESTAÇÃO E NÃO ENTREGUES (
  • * COMPRA E VENDA COM RESERVA DE DOMÍNIO ( Art. 44, IV) - Na
  • * COISAS VENDIDAS A TERMO (Art.44, V) - Vendas à Termo - São aquelas
  • * COMPRA E VENDA DE IMÓVEIS ( Art. 44, VI):
  • * CONTRATO DE LOCAÇÃO(Art. 44, VII) - Se o imóvel do estabelecimento
  • RECURSOS NO PROCESSO FALIMENTAR
  • SENTENÇA DECLARATÓRIA DA FALÊNCIA
  • SENTENÇA DENEGATÓRIA DA FALÊNCIA - Apelação (Art. 19)
  • * Matéria de Direito – Agravo de Instrumento - Recurso contra as decisões
  • REQUISITOS:
  • AGRAVO DE INSTRUMENTO
  • EMBARGOS
  • * Prazo - 15 (quinze) dias (Art. 508 CPC)
  • * Rito Procedimental (Art. 514 à 521 CPC)
  • * REQUISITOS
  • APELAÇÃO
  • * Ação Revocatória - Por ineficácia (Art. 52) - Os atos ineficazes,
  • * Ação Revocatória - Por fraude (Art. 53) - Pressupõe a intenção de
  • * Atos Ineficazes e Revogáveis que antecedem à falência -São atos
  • ATOS INEFICAZES - Termo legal (art. 52, I , II e III)
  • ATOS PRATICADOS NOS DOIS ANOS ANTERIORES À FALÊNCIA (Art
  • 52, IV e V)
  • OUTROS ATOS REVOGÁVEIS (Art. 52, VI, VII e VIII)
  • RITO DA AÇÃO REVOCATÓRIA
  • DIREÇÃO E SUPERINTENDÊNCIA DO JUIZ
  • DISTINÇÃO DA ATUAÇÃO DO JUIZ NA FALÊNCIA E NA CONCORDATA
  • JUÍZO ÚNICO E GERAL - UNIVERSALIDADE DO JUÍZO FALIMENTAR
  • * FUNÇÃO PREPONDERANTE DO JUIZ NAS FASES DA FALÊNCIA -
  • O JUIZ DEVERÁ DECIDIR :
  • * Previsões expressas de atuação do Ministério Público
  • * Proibições para o cargo de síndico (Art. 60, § 3º):
  • * Deveres e Atribuições do Síndico (Art. 62)
  • * Atribuições do Síndico Previstas no Art. 63:
  • * Liquidação (Art. 64)
  • * Termo de Compromisso (Art. 65)
  • * Destituição do Síndico (Art. 66)
  • * Remuneração do Síndico (Art. 67)
  • * Responsabilidade do Síndico por Prejuízos (Art. 68)
  • * Renúncia ou Destituição do Síndico (Art. 69)
  • * Nomeação do Comissário (Art. 161, IV)
  • * Atribuições do Comissário (Art. 169)
  • * Remuneração do Comissário (Art. 170)
  • * Substituição ou Destituição do Comissário (Art. 171)
  • NOÇÕES GERAIS
  • * Firma Individual e Sociedades Solidárias - O ativo contábil e mais os
  • * Bens de Fácil Deterioração ou Guarda que Importe Muita Despesa -
  • * Juiz ouvirá o falido e o Ministério Público - se deferir nomeará leiloeiro e
  • * Continuação do Negócio do Falido - São raros os casos, porém se a
  • * Particularidades da Falência Sumária
  • Pressupostos (Art. 76)
  • 1. Coisa arrecadada em poder do falido seja devida em virtude de um
  • 2. Coisa devida em decorrência de um contrato;
  • * Pedido de Restituição suspende a disponibilidade da coisa - enquanto
  • * Restituição de coisas vendidas à crédito - entregues ao devedor 15
  • Legitimidade Ativa
  • Legitimidade Passiva
  • EMBARGOS DE TERCEIRO (Art. 79)
  • * Turbação (ameaça) ou Esbulho (perda definitiva) por efeito da
  • Quadro Geral dos Credores
  • * Conclusão ao juiz para marcar o prazo da liquidação - venda
  • a) Leilão Público (Art. 117)
  • b) Venda Por Meio de Propostas (Art. 118)
  • 2. Venda por Deliberação dos Credores (Art. 122)
  • * Extingue-se as obrigações do falido: (Art. 135)
  • 1. Pagamento sendo permitida a novação dos créditos com garantia real;
  • Novação
  • 2. Pelo rateio de mais de 40% depois de realizado todo o ativo;
  • 3. Após 5 anos a partir do encerramento da falência, não tendo havido
  • 4. Após 10 anos a contar do encerramento da falência, se o falido tiver
  • * Espécies de Concordata – Art. 139
  • * Diferença entre Falência e Concordata
  • * Falência
  • * Concordata
  • * Vantagens para o Concordatário
  • * Vantagens para os Credores
  • * Modalidades de Concordata
  • * Modalidades adotadas em nosso ordenamento Jjurídico – Art. 156
  • Dilatória, Remissória e Mista
  • * Impedidos de requerer concordata – Art. 140
  • * Embargos ao pedido de concordata – Art. 142
  • * Fundamento legal para os embargos – Art. 143
  • * Não havendo embargos – Art. 144
  • * Havendo embargos
  • Rescisão da Concordata – Art. 150
  • * Formas de pagamento aos credores – Art. 156
  • * Representados no processo de concordata preventiva – Art. 157
  • * Além dos impedimentos do Art. 140, o devedor deve: Art. 158
  • Requisitos para a inicial do pedido de concordata – Art. 159 e 160
  • * Escrivão fará autos conclusos ao juiz – Falência ou Concordata – Art
  • * Juiz nomeará comissário – Art. 168
  • * Prazo para cumprimento da concordata – Art. 175 – inicia-se na data do
  • * Suspensão da falência - Art. 177
  • * Devedor deverá oferecer aos credores quirografários:
  • * Crimes de natureza econômica
  • Classificação dos Crimes Falimentares
  • Sanções Penais – Detenção
  • Crimes Falimentares Imputados a Terceiros
  • Lei nº 6.024, de 13 de março de 1.974
  • Instituições Financeiras – Privadas e Públicas não federais
  • Cooperativas de Crédito
  • INTERVENÇÃO - Art. 2º
  • * Efeitos da Intervenção – Art. 6º
  • * Cessará a Intervenção – Art. 7º
  • Processo de Intervenção
  • * Funções do Interventor – Art. 9º
  • * Interventor em 60 dias apresentará ao Banco Central relatório – Art. 11
  • * Após a apresentação do relatório ou da proposta do Interventor o
  • Banco Central poderá – Art. 12
  • * Interventor prestará contas ao Banco Central, no momento em que
  • LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL
  • * Será decretada: Art. 15
  • * Executada por liquidante, nomeado pelo Banco Central – Art. 16
  • * Atos, documentos e publicações será usada a expressão “Em
  • liquidação Extrajudicial” em seguida a denominação da sociedade – Art. 17
  • * Liquidante apresentará relatório ou proposta e o Banco Central

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DIREITO COMERCIAL

FALÊNCIA E CONCORDATA

Profª Maria Bernadete Miranda

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FALENCIA E CONCORDATA

DIREITO FALIMENTAR

-

É um ramo do Direito Empresarial, onde

encontramos normas jurídicas aplicáveis somente às empresas mercantis.

1) Origem Etimológica - Falência - Latim Fallentia - enganar, falsear. Proveniente do verbo falir que se origina do verbo latino Fallere, significando faltar com a palavra, com o prometido, esconder, encobrir, lograr, induzir em erro. * Não ter com que pagar os credores, fracassar.

No Direito Positivo, encontramos várias acepções do vocábulo Falência, tais como: 1) Falência - como situação do comerciante que não paga, engana ou tenta enganar os credores; 2) Falência - como a situação do patrimônio da empresa impotente para a satisfação dos débitos, que o agravam; 3) Falência - como cessação de pagamentos (índice de falência); 4) Falência - como quebra de um negociante reconhecida pelos tribunais; 5) Falência - como norma jurídica empresarial; 6) Falência - como norma, fato e relação jurídica; 7) Falência - como o conjunto de normas, que constituem particularmente o assim chamado processo de falência.

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* Aspecto jurídico da falência - A falência é simplesmente um processo de execução coletiva, instituído por lei, em benefício dos credores que constituem uma “massa” imposta pela lei que tem por fim o interesse comum dos próprios credores, impedindo que alguns dentre eles tenham a tentação de obter vantagens em detrimento de outros. A “massa falida”, não se constitui em uma pessoa jurídica (Art. 16 do Código Civil), mas sim em uma universalidade de direito, que seria um complexo de coisas destinadas a um fim pela vontade da lei. A lei não permite que ela se desfaça sem que tenha satisfeito os direitos que lhe foram confiados.

* A falência como execução coletiva – A falência é um sistema de liquidação do patrimônio do devedor, com a finalidade de dividi-lo em partes iguais por todos aqueles que tenham direito (par conditio creditorum). Tal princípio significa a igualdade de condições dos credores, onde são ressalvadas as preferências impostas por lei, e todos os credores tem direitos iguais. Caracteriza-se, assim, como um processo de execução coletiva ou extraordinária, diferente da execução ordinária singular, exclusiva ou individual, na qual um ou mais bens determinados, móveis ou imóveis, são penhorados em benefício de um ou mais credores que agem individual e isoladamente. Na falência, arrecada-se o patrimônio do devedor para garantia comum de todos os seus credores, e também, o próprio devedor poderá provocar a declaração judicial de sua própria falência (autofalência), o que não se verifica na execução individual ou ordinária que só resulta da ação de um credor.

Itália . O que mais caracterizava este estado era o da infâmia. e o dinheiro arrecadado com a venda do devedor seria pago aos seus credores. O devedor. não importando quem fosse. caso contrário. Caso não conseguissem vender o escravo. nº 7. BANCARROTA . Os romanos não distinguiam o devedor civil do devedor comerciante. o credor teria o direito de matá-lo. da data do vencimento contados 60 dias e não paga a dívida. se fossem vários credores. Código Comercial de 1850 .Existia a Quebra. a perda da boa fama.Título Das Quebras (art. se tornariam escravos.797. saldando assim a dívida com todos os credores. Esses indivíduos seriam vendidos. para eles qualquer devedor era a bancarrota. foi revogado pelo Decreto-lei. proveniente do latim - Crepare .onde os credores tinham o hábito de quebrar nas feiras ou nos mercados as bancas dos mercadores devedores. seriam pagas suas dívidas. banca quebrada. deveria saldar seu débito.“BANCA . separar em partes.4 2) ORIGEM HISTÓRICA No Direito Romano os credores não faziam distinção entre devedores. dividiriam o morto entre si.ato ou efeito de quebrar. ou seja. .ROTTA” .661/45). ORDENAÇÕES DO REINO . tombo. ou seja a má fama. perda. e.

Estados Unidos - manifesta-se sobre qualquer FALÊNCIA . engana ou tenta enganar seus credores.Situação do comerciante que não paga. . fugindo dos credores.Brasil . com sua banca de mercado abandonava a cidade. “BANKRUPTICY” natureza da falência.estaria ligado aos vestígios deixados na estrada (route) pela carroça em que o comerciante insolvente.ROUTE” .França .5 “BANQUE .

Atividade econômica organizada para a produção de bens e serviços com objetivo de lucro. No Direito Comparado. a preocupação é com a empresa.6 DIREITO BRASILEIRO Com a revogação do Art. posteriormente o Anteprojeto de 24 de março de 1992. O Direito Brasileiro ainda se preocupa com o comerciante individual. deixando de lado a figura da empresa. A empresa não se confunde com o empresário. atingida. buscando a decisão desses conflitos. tivemos o Decreto . revisto pelo Substitutivo do Relator .661/45. . o Anteprojeto de 28 de julho de 1993 e o Projeto de Lei .850.Surge de um conflito de interesses entre credores e devedores. Trata-se da equidade não Os advogados falencistas.376/93. DIREITO FALIMENTAR . 797 do Código Comercial de 1.Deputado Osvaldo Biolchi em 18/04/96.lei nº 7. encontram-se quase sempre ao lado dos devedores. EMPRESA .nº 4.

7) Falência utilizada como meio de cobrança forçada. 4) Não faz distinção entre a empresa e o empresário. 6) Leva em conta a impontualidade e não a insolvência. e para se entender a falência é necessário conhecer os movimentos da empresa “ Teoria da Empresa”. .1º impontualidade. trazendo consequências graves as empresas. * Decreto-lei nº 7. § 1º. visualizando somente o comerciante individual. porque temos a atividade empresarial.7 Pergunta-se. obs: Art. a Falência é um instituto de Direito Empresarial ou de Direito Processual Civil ? Falência é instituto de Direito Empresarial. 2) Não reflete as consequências sócio-econômicas que a 2ª guerra trouxe para a economia do mundo. CRÍTICAS AO DECRETO-LEI nº 7.11. caput e inciso III.140.661/45 1) Desconformidade com nossa realidade. 3) Dirige-se ao comerciante individual deixando de lado a empresa.661/45 . 5) Nossa lei tornou-se processual não atingindo a realização do direito dos credores. obs: Art. e Art.Desconhece o Direito Empresarial.

é assim uma forma de cobrar.8 Na prática é meio de cobrança.. os empregados etc. Quando a falência é decretada é sinal de que o advogado do credor errou algo. porque senão o credor não receberá jamais. pois. o devedor não paga o fisco. O advogado do credor requer a falência e torce para que ela não seja decretada. porque estabelece 24 horas para o devedor depositar o dinheiro. só não deixa de pagar os fornecedores. . O objetivo é que o sujeito deposite a importância da dívida dentro do prazo.

9 DIREITO FRANCÊS Na França a Ordenance 85-98. SITUAÇÃO DO ADMINISTRADOR No Direito Francês. onde um será o administrador (representante do devedor) e o outro representante dos credores. fiscais e os credores. pois mantendo-se a empresa.1º cuida do “REDRESSEMENT” (Reerguimento) . . O “Redressement” procura preservando a empresa manter o emprego ( pois um não pode existir sem o outro). Encontramos também a satisfação do passivo. mantém-se as operações de débito e crédito. por via obliqua é atingida. que veio substituir o “Reglement Judiciaire” de 67. quando se deveria punir o empresário. No Brasil a empresa sofre penas pela má gestão do empresário. cumprindo-se assim as obrigações. prorrogados por mais 3 (três) meses e eventualmente por mais 6 (seis) meses. em seu Art. o que é muito mais importante do que pagar-se o que deve. O que é muito claro na França e que inexiste no Brasil é a separação da empresa e do empresário. o juiz-comissário irá nomear mandatários-judiciais. Existem também peritos para auxiliarem o administrador. PLANO No Redressement tem-se um período de observação de 3 (três) meses. e.

ASSURANCE POUR LA GARANTIES DES SALAIRES Trata-se de um seguro mantido pela contribuição do empregador. . não comerciante.É a própria falência. PODER JUDICIÁRIO Na França existem dois Tribunais: a) TRIBUNAL DO COMÉRCIO . e em seguida será apresentado um plano. etc. SITUAÇÃO DOS TRABALHADORES O trabalhador participa de todo o processo do “Redressement”.Devedor “pessoa jurídica”. criminal.Trata do devedor comerciante. trabalhista. contra o risco de não pagamento dos créditos trabalhistas. decisões até sobre o mérito econômico. A dispensa dos empregados. Durante o período de observação a dispensa de empregados deve ser autorizada pelo juiz-comissário e apresentar um caráter urgente. b) TRIBUNAL DE GRANDE INSTÂNCIA . condiciona-se a autorização do Tribunal. b) cessão da empresa (incorporação).10 Após este período de observação será apresentado um balanço da empresa ( social e econômico). O juiz decide o tempo todo. Criou-se o AGS . * Apresentado o plano temos duas possibilidades: 1) REDRESSEMENT . tem uma amplitude total. 2) LIQUIDAÇÃO .a) continuação da empresa.

DESCONSIDERAÇÃO No Brasil uma vez pagos os credores sobram todas as obrigações não solvidas que perseguem a empresa e o empresário.11 O risco é o não pagamento dos créditos e dos salários de um modo geral. fala-se na própria empresa preservada continuando no mercado competitivo. Na França a visão é oposta. o que não se pagou esquece-se. . porque em vista do plano são equacionadas. há uma desconsideração das obrigações anteriores. MASSA FALIDA Não se fala em Massa Falida porque visa preservar a empresa. O que se pagou de acordo com o plano muito bem.

* Administrador Judicial.12 O PROJETO DA NOVA LEI FALIMENTAR * Recuperação da Empresa . no lugar da antiga . no lugar da antiga . * Executado que não paga e não deposita bens à penhora. . no lugar do antigo – Síndico. A escolha será a cargo do Tribunal de Justiça de cada Estado.Falência.Concordata. * Liquidação Judicial . onde deverão participar os representantes dos empregados (não se sabe ainda como serão representados os empregados. se pelo sindicato ou não).Deverá ser formado um Comitê de Recuperação. * Recuperação Judicial . para fundamentar o pedido de Falência. * Trabalhadores . ou. * Exigência de 03 (três) títulos protestados. * Comitê de Recuperação que terá a finalidade de fiscalizar os atos do Administrador Judicial.Deverá ser efetuado o pagamento antecipado aos empregados logo que haja recursos disponíveis. * Separação da sorte da empresa da sorte do empresário.

. INSOLVABILIDADE - É um estado econômico do devedor.1º Decreto .lei nº 7. mas faltarem disponibilidades no momento. 2º Decreto .Independe do patrimônio. Exemplo: Art.661/45. onde o ativo pode ser maior que o passivo. onde o ativo é menor que o passivo e manifesta-se assim a crise da empresa.661/45. - Falência. INSOLVÊNCIA OCASIONAL . miséria. INADIMPLEMENTO . Insolvabilidade (Insolvência presumida) e Inadimplemento. contrato não cumprido.É um problema financeiro do devedor. No Direito falimentar iremos encontrar: Insolvência ocasional. O devedor poderá deixar de pagar por qualquer outra razão.13 FALÊNCIA – NOÇÕES GERAIS Em um sentido etimológico. Insolvência significa pobreza – aquele que não pode pagar o que deve.lei nº 7. Exemplo: Art. Exemplo: dúvida relevante quanto ao valor da dívida. falência do credor.

singular ou individual.sentença CARACTERÍSTICAS DA FALÊNCIA 1. 1º). pois não há falência ex-officio (Arts. * NEWTON DE LUCCA . 2.Falência é a solução judicial da situação jurídica do devedor comerciante que não paga no vencimento obrigação líquida. Depende de requerimento de um ou mais credores ou do próprio devedor. 2º ( problema econômico ). .1º (problema financeiro) ou pela Insolvabilidade (Insolvência Presumida) caracterizada pelo Art. Declaração Judicial . 3. 7º). 3. PRESSUPOSTOS DA FALÊNCIA 1. enquanto a Falência é um estado de * RUBENS REQUIÃO . 2. presumida ou autofalência (confessada). 8º e 9º). Só se aplica a devedor comerciante (Art. É decretada pela autoridade judiciária (Art.Falência é a solução judicial do estado patológico das finanças da empresa. Insolvência ocasional. Devedor comerciante . * direito. Insolvência é um estado de fato.14 No Direito Brasileiro a falência poderá ser declarada pela Impontualidade (Insolvência Ocasional) do Art.

70). 1º e 2º). Instaura um juízo universal ao qual devem concorrer todos os credores (comerciais e civis). Suspende todas as ações e execuções individuais dos credores contra o devedor (Art. b) Decretação. Compreende todo o patrimônio disponível do devedor (ativo e passivo) e. Empresas públicas.15 4. f) Liquidação do ativo (Art. 6. Usinas de açúcar. 14. 2. c) Arrecadação do ativo (Art. 3. 24). determina o vencimento antecipado de suas dívidas (Art. g) Pagamento do passivo (Arts. 5. 23. 133 e 134). 114). 124 e 125). sociedades de economia mista e sociedades de seguro. Devedores civis. formalidades e efeitos (Arts. 7. Consta de várias fases: a) Requerimento da falência. h) Encerramento e extinção (Arts. 34 e 43). ENTIDADES NÃO SUJEITAS À FALÊNCIA 1. sociedades de crédito rural. 102). Sociedades financeiras. 25). recebimento e discussão (Arts. . 80 e 102). d) Habilitação dos credores (art. e) Verificação e classificação dos créditos (Arts.

sejam coletivos (as sociedades comerciais).16 LEGITIMIDADE PASSIVA QUEM PODE SER DECLARADO FALIDO ? (Art. A falência do espólio. poderá ser requerida pelo credor. § 2º do Decreto-lei nº 7. conforme dispõe o Art. atuando com habitualidade e finalidade lucrativa. isto é.661/45. feita a partilha. para indicar o falecido. 597 CPC . desde que não seja dativo. pelo cônjuge sobrevivente. 2 . Na ocorrência de morte de uma pessoa. cada herdeiro responde por elas na proporção da parte que na herança lhe couber. 4º.Espólio do devedor comerciante – Espólio. servindo. como se sabe. 597 do CPC. . seus herdeiros irão sucede-la nos direitos e obrigações. são os bens deixados pelo morto. pelos herdeiros e pelo inventariante. A falência incide. de cuja sucessão se trata. Porém. mas. sobre todos os comerciantes.O espólio responde pelas dívidas do falecido. sejam individuais (comerciantes sob firma individual). portanto. Art. respondendo o espólio (os bens do “de cujus”) pelas dívidas que este porventura tenha deixado. via de regra designado pela expressão latina “de cujus”. conforme disposição do Art. 3º) 1 -Devedor comerciante Comerciante é aquele que pratica profissionalmente o comércio. a falência do espólio só pode ser requerida no decorrer de um ano da morte do comerciante.

poderá tornar-se capaz. somente poderia comerciar quando autorizada pelo marido. Porém com a promulgação do Estatuto da Mulher Casada. 4 . Assim. II do Decretolei nº 7. como todo comerciante. Estabelecendo-se o menor com economia própria . que mantém estabelecimento comercial. exercer profissão lucrativa.17 3 - Menor. determina que pode ser declarada a falência do menor. esta tornou-se plenamente capaz. a mulher casada era considerada relativamente incapaz e incluída. Porém o Art. independentemente de autorização marital. entre os 16 (dezesseis) e 18 (dezoito) anos de idade. dentre as quais. 6º do Código Civil (relativamente incapaz).Mulher casada que sem autorização do marido exerce o comércio – Antes de entrar em vigor a Lei nº 4. ao adquirirem 18 (dezoito) anos. 3º da Lei falimentar. . pois existe uma período vazio. sujeita à falência. por isso. Há uma divergência entre as normas do Código Civil e as da Lei de Falência. o comércio. com mais de dezoito anos. cessando. ou se este for morto da mãe. que mantenha estabelecimento comercial com economia própria. “Estatuto da Mulher Casada”. poderão ser emancipados por ato do pai. e por sentença do juiz ouvido o tutor. assim as restrições mencionadas. na relação contida no Art. estando. com economia própria – Os menores. 3º. com mais de 18 anos. durante o qual o menor sendo empresário comercial não estará sujeito à falência. nada mais justificando atualmente o inciso III do Art. adquirindo a qualidade de empresário comercial se se dedicar à prática de atos comerciais. podendo.121/62. se este for o caso.661/45.

etc. Apesar desta proibição. pelo contrário. estará sujeito à falência. qualquer um deles exercer o comércio. com o funcionário público. Se. com os militares. são pessoas plenamente capazes.18 5 . É o que ocorre com o magistrado. de nada valendo o impedimento mencionado. que em razão das profissões que exercem. Esta proibição não decorre de uma incapacidade. expressamente proibidos exercem o comércio – Existem determinadas pessoas.Dos que. estão proibidas de comerciar. . porém exercem funções que são consideradas incompatíveis com a atividade mercantil.

19 LEGITIMIDADE ATIVA QUEM PODE REQUERER A FALÊNCIA? (Art. * Os documentos que acompanham o pedido: Art. – Art.P.).C. . pois tratase de uma confissão. 349 .§ único – A confissão espontânea pode ser feita pela própria parte. 8º) * Súmula 190 do S. ou por mandatário com poderes especiais. O próprio devedor comerciante: (Art.P. 349 do C. não impede a concordata preventiva”.T.8º e 9º) A lei reconhece legitimidade para requere-la à várias pessoas: 1. 38 do C. Os 30 dias que a lei determina para a autofalência conta-se do dia seguinte ao do vencimento do título não pago. C. 8º. sem protesto.: “O não pagamento de título vencido há mais de 30 dias. I à III Em se tratando de comerciante individual. o requerimento pode ser assinado pelo próprio (§ único do Art.C.C. menos ainda pensar-se que o devedor deve protestar o título para requerimento. Não importa que não foi ainda protestado.P. ou por advogado constituído expressamente nos termos do Art.F.

ou no prazo do Art. – Art. desistir. tem que a esta renunciar. habilita o advogado a praticar todos os atos do processo. .Pelo sócio. ainda que comanditário.na falência do espólio (art.746. se o pedido for baseado no Art. 3 .20 C. 12.Pelo credor privilegiado ( notar a diferença entre credor privilegiado e credor com garantia real ). 9º). 2 .P.Pelo credor civil ou mercantil (não há mais o impedimento da Lei nº 5. 4 . dar quitação e firmar compromisso. mediante exame pericial preparatório. se a esta renunciar ou provar sua insuficiência. de 09/12/29). renunciar ao direito sobre que se funda a ação. 5 - Pelo credor com garantia real. reconhecer a procedência do pedido. herdeiros do devedor ou inventariante . 6 . receber.Cônjuge sobrevivente. confessar. § 3º ( 5 dias ). exibindo o contrato social. ou particular assinado pela parte. se o pedido tiver por fundamento os atos ou fatos falimentares. 38 – A procuração geral para o foro. que só aceitava o requerimento de falência ao credor civil quando do insucesso da execução singular. salvo receber citação inicial. transigir. 1º. A lei estabelece que o credor com garantia real. apresentando suas ações.C. conferida por instrumento público. e pelo acionista da sociedade por ações.

É a hipótese mais comum.P. O credor com garantia real é o oposto já tem o seu crédito garantido.O credor quirografário . pois trata-se de credor que está de posse de um título de crédito (Art. . Duplicata e Cheque). 585. Nota Promissória. não tendo interesse que a falência seja declarada.C. I do C. Letra de Câmbio. 7 .. As hipóteses mais comuns de crédito quirografário são as duplicatas vencidas e não pagas. Títulos de Crédito Extrajudiciais.21 O credor privilegiado tem todo o interesse em requerer a falência porque o seu privilégio só vai se manifestar na falência.

Comerciantes ambulantes e empresários de Espetáculos Públicos PROTESTO .10 ) . 7º * Estabelecimento Principal .impontualidade do devedor ( Art. onde existe um livro especial para registro ( art.Sociedades sediadas no estrangeiro * Lugar onde se encontrem .Sede da Administração * Filial no Brasil . deve instruir o pedido com o instrumento de protesto .Falência fundamentada no Art.11 ) TÍTULOS NÃO SUJEITOS A PROTESTO . 1º.nos cartórios de protestos de títulos e documentos.Devem ser protestados . Distritos Federal e Territórios * Juizes de Direito das Varas Cíveis RAZÃO DO LUGAR – Art.22 JUÍZO COMPETENTE PARA DECLARAR A FALÊNCIA RAZÃO DA MATÉRIA * Justiça Ordinária dos Estados.

O requerimento para a citação do réu. vencida. 5. 7º. O juiz ou tribunal a que é dirigida. O fato e fundamentos jurídicos do pedido. 3. 6. 7.Art. As provas com que o autor pretende demandar a verdade dos fatos. 4. O valor da causa. 11. 9º. . O pedido com suas especificações. b) não pagamento de obrigação líquida.1º do Decreto-lei nº 7. protestada e constante de título que legitime execução. 8º.Decreto-lei nº 7.23 PEDIDO DE FALÊNCIA .Art. c) não tenha relevante razão de direito para deixar de efetuar o pagamento.IMPONTUALIDADE . REFERÊNCIAS . Qualificação das partes.Arts. 2.pessoa física ou jurídica. retirados do Art.661/45 . são necessários os seguintes elementos. 1º. 282 CPC 1.1º * Para o credor pedir e obter a falência.661/45: a) devedor comerciante . 202 § 1º PETIÇÃO INICIAL .

Instrumento de protesto do título mencionado. Guia de recolhimento do mandato judicial. Contrato social. . Prova de que o requerido (devedor) é comerciante. 7. Guia de recolhimento da condução do oficial de justiça. valores e natureza dos créditos. ou os estatutos e ata de assembléia geral.protestado. não havendo. 5. Procuração “ad-judicia”. 1º 1. a qualificação de todos os sócios. 3. Prova de que o requerente é comerciante ( se o for). PEDIDO DE AUTOFALÊNCIA 1. 8. Guia de recolhimento das custas judiciais. (especialmente para requerer a falência). 3. 2. * O devedor deverá apresentar em cartório seus livros obrigatórios. Título de crédito em que se funda o pedido .Art. 6. Balanço do ativo e passivo com avaliação de todos os bens. 4. endereço. Relação nominal de todos os credores (civis e comerciais). 2.24 RELAÇÃO DE DOCUMENTOS QUE DEVERÃO ACOMPANHAR A INICIAL PEDIDO DE FALÊNCIA COM BASE NA IMPONTUALIDADE . ou. no caso de sociedades anônimas. assinadas por seus representantes legais.

Certidão da sentença exequenda.título executivo judicial .Art. Certidão de nascimento para os herdeiros. PEDIDO DE FALÊNCIA COM BASE NA INSOLVÊNCIA . certidão que demonstre legitimidade ativa. 4. Procuração “ad judicia”. Guia de recolhimento das custas e oficial de justiça. Prova de que o requerente é comerciante (se o for). 10. O Credor deverá juntar: 1.Art. 5. 2º * Credor deverá renunciar a execução singular.protestado . além dos documentos que caracterizam o estado de falência. . 2. Certidão do Juízo da Família e Sucessões para o inventariante. 1. 3. Certidão de casamento para o cônjuge sobrevivente. transitada em julgado . 2. Prova de que o requerido é comerciante. propondo em separado a ação falimentar. 3.25 PEDIDO DE FALÊNCIA DO ESPÓLIO Os requerentes deverão juntar.

sendo citado por edital. o Oficial de Justiça certificará a diligência. para efeito de prazo. o processo irá concluso para a sentença. autua (petição e documentos) e. o juiz ordenará em favor do requerente o levantamento da quantia depositada ou aquela legitimamente reconhecida. ( distribuída.Se não for encontrado.Feita a citação. registrada e autuada). para discussão da sua legitimidade ou importância. Em caso de revelia do devedor.Uma vez citado. o escrivão faz o registro. este tem 24 horas para apresentar a defesa que tiver. . com o prazo de 3 dias para a defesa. elidindo a falência. expede mandado de citação do devedor. 2 . o escrivão certificará a hora da devolução do mandado. logo em seguida.Recebida a petição. 1º) Entregue a petição ao juiz. este despacha.A. Citado o devedor. 4 . na parte em branco da petição: 1 .D. pode o devedor depositar a quantia correspondente ao crédito reclamado. 6. no prazo para a defesa. 5 . Verificada a improcedência das alegações do devedor. 7. Feito o depósito a falência não será declarada. cite-se.26 RITO DO PEDIDO (Art.R. 3 .

27

PEDIDO DE FALÊNCIA - INSOLVÊNCIA PRESUMIDA

* Os atos diversos da impontualidade, que revelam a insolvência presumida e dão ensejo à decretação da falência estão contidos no Art.2º, inc. I a VII e § único do Decreto-lei nº 7.661/45. * Todos os atos dessa natureza provenientes dos diretores, gerentes ou

liquidantes são considerados praticados pelas sociedades. * O requerente deverá especificar na petição os fatos que caracterizam a falência, juntando as provas que tiver e as que pretenda aduzir.

RITO DO PEDIDO 1. O devedor será citado para defender-se em 24 horas, apresentando

embargos do devedor, juntamente com as provas que pretende aduzir; 2. Se não comparecer será julgado a revelia; 3. Se não for encontrado, o juiz nomeará curador que o defenderá (

possibilidade de crime falimentar); 4. Não havendo provas, o juiz proferirá sentença; 5. Havendo provas o juiz procederá instrução sumária no prazo de 5 dias; 6. Sentença.

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CAUSAS IMPEDITIVAS DA FALÊNCIA (Art.4º)

* Prazo de 24 horas para o devedor apresentar sua defesa, que poderá: a) DEPOSITAR SEM CONTESTAR A falência não será declarada. O juiz

determinará o levantamento da quantia depositada em favor do requerente, julgando extinta a ação.

b) DEPOSITAR E CONTESTAR

-

A falência não será declarada,

deslocando-se a ação para a discussão da legitimidade do crédito.

c) CONTESTAR SEM DEPÓSITO

-

A falência será declarada, na

eventualidade das alegações da defesa não resultarem provadas.

* Na defesa sem depósito da quantia cobrada judicialmente, o devedor deverá apresentar as suas Relevantes Razões de Direito, que será a Matéria de Defesa, ou causas impeditivas da falência (Art.4º); * Ao devedor que alegue matéria relevante, o juiz pode conceder a seu pedido, 5 dias para provar a sua defesa, com intimação do requerente (Art.11, § 3º); * 5 dias para prova denomina-se - Dilação Probatória - e a esta defesa dizse Oposição do Devedor;

29 * A falência não será declarada, se a pessoa contra quem for requerida, provar: 1 - FALSIDADE DO TÍTULO DA verdade - Falsidade material ou intelectual * Material - aquela que se apresenta no texto, exemplo: vício de data, assinaturas, etc. * Intelectual fatos inverídicos, não coincidindo com o que as partes OBRIGAÇÃO Alteração dolosa da

pactuaram, porém, sem alteração do texto ( Art.299 falsidade ideológica ) “Omitir em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar, criar obrigação ou alterar a verdade sobre o fato juridicamente relevante “...

2 -

PRESCRIÇÃO

-

Só prevalecerá o pedido de falência quando ao

requerimento for juntado título não prescrito e devidamente protestado. * Prazos prescricionais são diversos e estão contidos nas normas específicas de cada instituto. * Prescrito o título, a falência não pode ser declarada

3 -

NULIDADE DA OBRIGAÇÃO OU DO TÍTULO RESPECTIVO

-

Obrigação nula quando praticada por pessoa absolutamente incapaz; quando o ato jurídico não revestir-se da forma prescrita em lei; quando a lei taxativamente o declarar nulo.

por faltar um dos requisitos fundamentais. DEPOIS DO PROTESTO DO TÍTULO. 6 .É permitido pela lei que aquele que não efetuou o pagamento da dívida no vencimento. 7 . ANTES DE REQUERIDA A FALÊNCIA .PAGAMENTO DA DÍVIDA.CESSAÇÃO DO EXERCÍCIO DO COMÉRCIO HÁ MAIS DE DOIS ANOS . poderá pagá-la mesmo que já tenha sido protestada e alegar como matéria relevante de direito. 5 .a) moratória . que já havia requerido concordata anteriormente e que a mesma já havia sido distribuída e despachada pelo juiz.Ter feito o depósito judicial antes do pedido de falência. será impraticável a falência 4 .DEPÓSITO JUDICIAL OPORTUNAMENTE FEITO . b) prova de que o devedor faleceu a mais de .Exemplo: uma letra de câmbio que falte a expressão “Letra de Câmbio” .30 Nulidade do Título .REQUERIMENTO DE CONCORDATA PREVENTIVA ANTERIOR À CITAÇÃO O requerido deve provar quando citado. 8 - QUALQUER MOTIVO QUE EXTINGA OU SUSPENDA O CUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO .Os dois anos conta-se da data do cancelamento de encerramento das atividades na Junta Comercial.o credor concede prazo de tolerância para o resgate do débito.

e) título furtado ou perdido. . h) pedido de falência insuficientemente instruído. f) compensação.31 um ano. d) nulidade do protesto. g) novação. c) se o credor comerciante não provar que tem firma inscrita no Registro do Comércio.

o seguinte: 3. * Cada ação terá argumentos especiais próprios e necessários. Ofício. 301 CPC .. * Seguir raciocínio lógico. 2. necessário para o verdadeiro e seguro esclarecimento de cada caso.. Petitório Réu pede a improcedência do pedido..O réu deverá alegar toda a matéria de defesa. 6.. Cabeçalho. vem. Resumo da Inicial.Preliminares . no prazo legal. Defesa do Mérito . expondo as razões de fato e de direito.Art. 4.Decreto-lei nº 7.Arts. Deve pedir a condenação em honorários e custas.Exa. Qualificação . ilustrar com jurisprudência. conciso. oferecer sua defesa expondo e requerendo à V. .661/45). Defesa Processual ..32 FORMA DE ELABORAÇÃO DA DEFESA 1. 300 e 302 do CPC .O réu vai narrando e arguirá todos os vícios e nulidades que tiverem ocorrido até o ponto da defesa.. com que impugna o pedido do autor e especificará as provas que pretende produzir (Art. objetivo. 4º.. sendo citado para se defender na Ação “X” movida perante esse Juízo e Cartório do . 5.Réu (completa) por seu advogado... por fulano. .

é da justiça comum dos Estados e do Distrito Federal . ou quando inexistir direito aplicável para o fato narrado. sociedade comercial. a citação com hora certa ou a citação postal. pessoa jurídica. ou. se se tratar de comerciante coletivo. em se tratando de falência.Ocorre quando da narração do fato não se puder constatar qual a causa da lide. b) citação por edital. 301 do Código de Processo Civil: 1. a competência é do juiz de direito da Vara Cível e Comercial. perante o juiz de direito. ainda. Dadas as particularidades da falência. A competência em razão da matéria. ainda que subsidiariamente. 13). quando o pedido for juridicamente impossível.Citação é indispensável para a validade do processo (Art.Ocorre quando o juízo não tem competência em razão da matéria. 214 do CPC). também. ou em razão da função. 2. Em razão da função. a ela se aplicam. Inexistência ou nulidade da citação . para conhecer e julgar a ação ajuizada. . 3. não tendo qualquer validade se levada a efeito na pessoa de funcionário ou auxiliar (Art. No processo de falência há apenas duas modalidades de citação: a) citação pessoal. deve ser levada a efeito na pessoa do devedor ou de seu representante legal.33 * Observar Art. Porém. Incompetência absoluta . Inépcia da inicial . ou. é o chamamento de alguém a juízo para defender-se de ação contra si proposta.

um ponto de ligação. e ocorre quando. como. por via de conseqüência. relação. dependência. forem diversas causas e existir entre elas um nexo. podendo ocorrer no processo falimentar. a tarefa de arrecadá-los e consequentemente a liquidação do passivo. Litispendência . forem eles incompatíveis entre si (Art. A sua inércia implicará a sua destituição e designação de novo síndico. o autor da ação der motivo à extinção do processo.34 havendo cumulação de pedidos. pois a declaração da falência transfere ao síndico a responsabilidade pela administração dos bens. quando então não mais poderá acionar o réu com base no mesmo objeto. Coisa Julgada . 6. por três vezes. evitando-se decisões . 4. por exemplo: a ação revogatória. Perempção . envolvendo o mesmo objeto e as mesmas partes. § único. A coisa julgada é frequente nos diversos procedimentos que a ação falimentar abriga.É a inexistência simultânea de duas ações perante juízes diversos. Não é possível no processo falimentar.Quando se repete uma ação já sentenciada e da qual já não caiba qualquer recurso. por abandono da causa por mais de trinta dias. exigindo. Conexão . 7. do CPC). 5.Significa extinção. Ocorre a conexão quando. um só julgamento. 295.Quer dizer nexo.

35 contraditórias. 242 da Lei nº 6.404/76). Não ocorre na ação falimentar. quando se configuraria a impossibilidade jurídica do pedido. Compromisso arbitral - Também é chamado de juízo arbitral. pois o mesmo tem como pressuposto uma dívida líquida. é o compromisso escrito.Seria o defeito de representação ou a falta de autorização. o mesmo ocorrendo com a pessoa jurídica. 8. Carência da ação . sobre os quais a lei admite transações (Art. 9. pois esta espécie de sociedade não está sujeita a falência (Art. ou ainda aquele que requerer a falência de uma sociedade de economia mista. 1. concernentes a direitos patrimoniais. pelo qual as partes se obrigam a resolver seus problemas judiciais e extrajudiciais através de árbitros. o louco. Poderíamos considerar carente na ação falimentar aquele credor que pretendesse a quebra do devedor sem estar munido de dívida líquida.072 do CPC). certa e exigível.Quando estão ausentes o interesse e a legitimidade para propô-la (Art. deve estar legitimamente representado em juízo. pois. 11 a 13 do CPC). Irregularidades na representação poderão ser arguidas como preliminar. . não podemos ignorar a “vis attractiva” do juízo universal. que se faz presente na pessoa de seu representante legal (Art. por exemplo: o incapaz. seriam pendências de qualquer valor. 10. 3º CPC). Incapacidade da parte . o menor de dezesseis anos. O compromisso arbitral seria estranho ao processo de falência.

Caução .É um dos dispositivos.36 11. onde alguém para propor uma ação está obrigado a prestar uma caução. . como por exemplo. o autor que resida no exterior ou pretenda ausentar-se do País (Arts. 835 e 836 do CPC).

e) O mesmo credor também. pois o juiz pode condená-lo na própria sentença denegatória. 20 ). 14 . só que a indenização prevista no § único do art. b) Não instaura execução coletiva sobre os bens do devedor. d) Qualquer credor pode reativar o dispositivo falimentar contra o mesmo devedor. c) Não tem sentido de coisa julgada ( § único. . deve ser reclamado em ação própria. 19 ). desde que com outra sustentação inicial.Juiz proferirá sentença declaratória ou denegatória da falência SENTENÇA DENEGATÓRIA a) Não há falência.37 SENTENÇA DENEGATÓRIA DA FALÊNCIA Art. f) O requerimento com dolo traz ao requerente graves consequências. g) O requerimento com culpa ou abuso também. em perdas e danos ( art. 20. art.

pois impõe pesados ônus ao falido.Termo legal da falência. constitutiva e condenatória: * Declaratória . pois constitui o falido neste novo estado * Condenatória.Nomeação do síndico ( art. gênero do comércio.dia ). A sentença que declarar a falência. 60 ). com a data que caracterizou este estado(Art. 80 ).Prazo marcado para os credores apresentarem a declaração de crédito ( art. 2 . § único do Art. pois declara a falência * Constitutiva. hora da declaração ( caso de omissão será meio .14. .nome do devedor. 14: 1 . endereço do principal estabelecimento. nome dos sócios e seus domicílios.38 SENTENÇA DECLARATÓRIA DA FALÊNCIA Natureza Jurídica declaratória - Falência é processo e se inicia com a sentença Estado de Fato ( subjetivo ) . desde o desapossamento de seus bens até medidas que restringem a sua liberdade. deverá conter. III). 4 . 3 . gerentes.Estado de Direito ( objetivo ) A Sentença da Falência é considerada declaratória. nome de seus diretores.

domicílio. * Publicada por edital e em jornais de grande circulação. 15: * Afixada na porta do estabelecimento comercial do falido. período suspeito.Se necessário ordenar a prisão do falido. * Na Junta Comercial em um livro especial. * Não pode retroagir por mais de 60 dias contados : a) Do primeiro protesto por falta de pagamento.é o espaço de tempo anterior a falência. b) Do despacho ao requerimento inicial da falência. juízo e cartório em que a falência se processa. Art. . 6 .39 5 . 24 horas do * Remetida pelo escrivão ao Ministério Público e a Junta Comercial. O resumo da Sentença Declaratória da Falência.Diligências de interesse da massa. c) Da distribuição do requerimento de concordata preventiva. * Termo Legal da Falência . * Após 3 horas o escrivão comunicará as estações telegráficas e postais locais a falência do devedor. o nome do síndico e a quem deverá ser entregue a correspondência. após recebimento dos autos no cartório será. será lançado o nome do falido.

comerciais ou civis (Art. sem intenção de receber uma contraprestação. O falido poderá através de pedido ao juiz exonerar-se da obrigação devido a mudança de seu estado. fixar a maneira da prestação devida. Art. decorrentes de declaração unilateral de vontade.23) * a qualidade de credor deve ser provada * crédito na falência somente o patrimonial * NÃO podem ser reclamados na falência: a) As obrigações a título gratuito.C. redução ou agravação do encargo. c) As despesas que os credores individualmente fizerem para tomar parte na falência. pois trata-se de encargo de cunho personalíssimo e não patrimonial. devem concorrer todos os credores .Se. exoneração. Formação da massa de credores . .C. fixados os alimentos. Art. b) Prestações alimentícias.Compete porém ao juiz. Exemplo: Doação.40 EFEITOS JURÍDICOS DA SENTENÇA DECLARATÓRIA DA FALÊNCIA DIREITOS DOS CREDORES 1. conforme as circunstâncias. 403 . C. se as circunstâncias exigirem. poderá o interessado reclamar ao juiz. 401 . C. sobrevier mudança na fortuna de quem os supre.Juízo da falência é Universal. ou na de quem os recebe.

§ 2º. * Bens já arrematados na época da declaração da falência: somente entrará para a massa a sobra depois de pago o exequente (Art. § 1º). 2. O que a Lei permite é ao credor que tiver litígio com a massa e for vencedor receba os honorários e custas (art. 124.24.§ 1º). I). § 2º.24) . Exemplo: créditos com garantia real. hipoteca. § 1º.aplicada por infração às leis trabalhistas. Suspensão das ações individuais (Art. continuam pelo síndico.Os bens penhorados ou apreendidos são arrecadados pela massa: * Bens em praça com dia definitivo para arrematação: far-se-á a arrematação entrando o produto para a massa (Art.24.41 Cada credor deve custear sua participação na falência. 124. * Multa administrativa .aplicada pela Fazenda. . Os bens ao serem vendidos atenderão primeiramente ao credor e o saldo se houver irá para a massa falida (Art. I).24. I). Ajuizamento do pedido não se incluem pois são dívidas da massa e ressarcíveis (art. penhor. d) As penas pecuniárias por infrações das leis penais e administrativas: * Multa fiscal . * Ações ou execuções que continuam com o síndico: a) As ações ou execuções ajuizadas antes da falência por títulos não sujeitos a rateio.

129). de indenização (Art. renovatórias de locação. aborda o assunto juros: Arts.26) a) as debêntures. assiste ao credor o exercício do seu direito contra um. Suspensão da fluência de juros contra a massa falida (Art. prestação ou abstenção de fato: São as ações possessórias. coisa certa. 5.Objetiva igual tratamento para todos os credores. 4. * Exceção: (§ único.27) . alguns ou todos os devedores solidários.25) .42 b) Credores que demandarem quantia ilíquida. 26 e 129 * Conclui-se: a) contra o falido não correm juros a partir da declaração falimentar. de responsabilidade civil. de despejo.26) .24. b) não são cobráveis os juros não vencidos em decorrência da antecipação do vencimento da dívida. 3. . § 2º. Credor de obrigação solidária (Art. c) se a massa comportar. II). cominatórias.661/45. então os juros serão pagos.Havendo solidariedade. Vencimento antecipado dos créditos (Art. Art.Em três momentos o Decreto-lei nº 7. porém referentes às dívidas vencidas antes da declaração falimentar (Art.25. b) juros dos créditos com garantia real.

Procurador dos credores (art. 10.28).32) a) administradores.31) .30) a) intervir. 7.Aquele que é solvente e paga dívida do falido. independente de autorização do juiz.43 6. b) fiscalizar a administração da massa. poderá habilitar-se na falência por tudo que houver pago. b) procuradores ad negotia. os livros. Os co-devedores solventes e os fiadores do falido (art. Representantes dos credores: (art.Uma só pessoa pode ser procurador de diversos credores. 9. papéis e administração da massa. As massas dos coobrigados falidos não tem ação regressiva umas contra as outras (Art. d) representantes dos incapazes e o inventariante. gerentes ou liquidantes das sociedades. . 8. c) eleito por assembléia geral dos debenturistas.29) . c) examinar. como assistentes. Garantia de direitos aos credores: (art.

venda de mercadoria Classificação – Quirografário.82) OBSERVAÇÃO: * As declarações de crédito serão apresentadas em cartório em duas vias.nome. endereço Valor . * A primeira via forma o auto de declaração. etc. qualificação e endereço Falido . * O escrivão dará recibo das declarações de crédito e documentos recebidos. * A primeira via terá que ter firma reconhecida.44 DECLARAÇÃO DE CRÉDITO (ART. garantia real. privilegiado. * O credor juntará na primeira via o título ou títulos de crédito.nome.da dívida Origem . * A segunda será entregue ao síndico para emitir o seu parecer. qualificação. Credor . . * As declarações deverão ser entregues dentro do prazo marcado pelo Juiz.

86). * Impugnação .legitimidade.dirigida ao juiz e instruída com documentos ou outras provas (Art. 87). 90).autuada em separado com as segundas vias da declação de crédito e documentos a ela relativos desentranhados dos autos da declaração (Art. . terão uma só autuação (Art. 88). 88.5 dias (Art.Juiz em 5 dias julgará os créditos não impugnados. 85). * Voltando . * Declarações poderão ser impugnadas nos próximos 5 dias . o síndico entregará em cartório em 2 vias. * Vista ao MP das declarações e impugnações . 88. § 1º). importância ou classificação . * Credores impugnados terão o prazo de 3 dias para contestar as impugnações (Art.45 IMPUGNAÇÃO DE CRÉDITO * Síndico e falido darão informações sobre os créditos declarados . * Impugnação .credores. * 5 dias após o término do prazo marcado pelo juiz para a habilitação. § 2º).deverá em 5 dias dar parecer (Art. * Diversas impugnações ao mesmo crédito. 85). pareceres e documentação (Art. * Síndico também apresentará seus créditos e irá requerer ao juiz a nomeação de dois credores para exame (Art. 91). sócios ou acionistas (Art.

palavra ao impugnante. * Audiência .poderá habilitar seu crédito . * Síndico organizará o quadro geral de credores (Art. * Retardatário não têm direito aos rateios distribuídos anteriormente.se necessário nomeará perito e os interessados poderão apresentar quesitos (Art. impugnado. * Credor retardatário .Apelação (Art. falido e a qualquer credor mesmo não tendo sido impugnante (Art. síndico. 97). 92 e 93). * Sentença . 98). * Sentença de verificação de crédito . declaração do falido e inquirição de testemunhas .publicação para impugnação . Ministério Público e sentença (Art.depoimento dos impugnantes e do impugnado.intimação do falido e síndico .46 * Créditos impugnados .vista ao Ministério Público.designará audiência de verificação de crédito . 96).Recurso de Apelação ao prejudicado. 95). .

c) Intimação do pretenso credor.Art. despesas processuais e honorários advocatícios.Observação * Fundamento . excluindo o credor da massa falida. e) Condenação do credor ao pagamento de custas. b) Que seja julgada procedente a impugnação.47 PEDIDO DE IMPUGNAÇÃO . . 88 Lei Falimentar * Impugnante deverá requerer : a) Impugnação do crédito. d) Manifestação do Ministério Público e síndico.

g) se faz parte de outras sociedades. d) o nome do contador. Prestar os esclarecimentos reclamados pelo Juiz. 5. livros. Examinar as contas do síndico. e) os mandatos outorgados. declarando: a) as causas determinantes da falência. os nomes dos sócios. papéis e documentos ao síndico. termo de comparecimento. Comparecer a todos os atos da falência. Entregar todos os bens.34) 1. sobre circunstâncias e fatos que interessem à falência. Assistir ao levantamento e balanço dos livros. b) a inscrição de sua firma. Síndico.48 CONSEQUÊNCIAS PARA O DEVEDOR QUANTO A PESSOA DO FALIDO * Obrigações legais do falido (Art. . 2. f) os bens imóveis e móveis que se encontram no estabelecimento. c) tratando-se de sociedade. Depositar em cartório seus livros obrigatórios. 3. 8. Não se ausentar do lugar da falência. Examinar as declarações de crédito apresentadas. 6. 7. Auxiliar o síndico. Ministério Público e credores. 10. 9. Assinar nos autos. 4.

Interpor recursos cabíveis. b) Jurisprudência: entendimento que caberá também Agravo de Instrumento e Habeas Corpus. O recurso cabível do despacho que decretar a prisão será: a) Agravo de Instrumento (Art. Fiscalizar a administração da massa.35) 1. ao falir. Se o falido faltar a qualquer de suas obrigações poderá ser preso por ordem do Juiz de ofício ou a requerimento do Ministério Público. A prisão será administrativa e não poderá exceder a 60 dias. * O juiz poderá conceder a continuação do negócio do falido. 5.36) 1.35. muitos pedidos confirmados. em carteira.49 * Rigorosidade da lei (Art. do síndico ou de qualquer credor. 4. pois em certos casos é interessante. * Direitos do Falido (Art. 2. nos processos em que a massa seja parte ou interessada.74). . § único). Intervir como assistente. 3. 2. Requerer medidas conservatórias com relação aos bens arrecadados. 3. Exemplo: o empresário que trabalhe sobre encomendas e que tenha. que verá mais entrada de dinheiro. O falido continuando no negócio será ótimo para a massa. Continuação do negócio (Art.

§ único).37. . não podendo reclamar em qualquer tempo (Art.50 * Assistência é facultativa. gerentes ou liquidantes. § único). porém se intimado ou avisado pela imprensa. * serão ouvidos nos casos em que a lei prescreve a audiência do falido. * ficarão sujeitos a todas as obrigações que a lei impõe ao devedor falido.37) a) Diretores. não comparecer ou deixar de intervir. O falido pode requerer ao Juiz uma remuneração: se for diligente no cumprimento de seus deveres e se a massa comportar.será o representante do espólio falido (art. b) Inventariante .35. * Remuneração do Falido (art. * Representantes das Sociedades Falidas (Art. * incorrerão na pena de prisão nos termos do Art.38) 1.36. os atos correrão a revelia. administradores.

O devedor não poderá praticar nenhum ato que se refira direta ou indiretamente aos bens. mas não perde a sua propriedade.40. pois o processo do inventário será suspenso. não haverá bens a partilhar. desde o momento da declaração da falência (Art. .No caso de falência do espólio.A falência compreende todos os bens do devedor. * Os bens compreendidos na falência chama-se “massa”.O falido perde o direito de administrar seus bens e dele dispor. * Nulidade dos atos praticados pelo falido .51 QUANTO AOS BENS DO FALIDO * Desapossamento dos bens do devedor .40). e o inventariante irá representar o espólio falido (§ único dos Arts. * Falência do espólio .37 e 39). sob pena de nulidade (Art. que sofre um desapossamento. § 1º). * Perda da administração dos bens . pois poderá voltar à sua posse e consequente administração se obtiver a concordata suspensiva (Art.39).

40. .52 * Validade do pagamento de título pelo falido antes da quebra .Antes de ser decretada a quebra é valido o ato de o falido ter efetuado pagamento de título sacado contra ele na data do vencimento (Art. dotais e dos filhos . 649.Não entram na falência os bens particulares da mulher.). por não pertencerem ao marido e não responderem por suas obrigações (Art. C. 76 e 79). * Meação da mulher casada . * Bens particulares . cabendo-lhe a prova de que tais dívidas não os beneficiaram.Apresentando a prova a mulher poderá entrar com pedido de restituição ou embargo de terceiro(Art. BENS EXCLUÍDOS DA FALÊNCIA Não entram na falência os bens que a lei processual considera comuns (Art. em atenção à sua pessoa e à sua família.42). * Pedido de restituição e embargos de terceiro . § 2º). entendendo-se que foram constituídos em prol do casal.Os bens que constituem a meação da mulher casada sob regime de comunhão de bens deverão ser arrecadados. * São também considerados absolutamente impenhoráveis: O direito de autor e respectivos rendimentos. O uso e habitação conferidos ao falido por terceiros. ou por acidente do trabalho.C. A firma ou nome comercial. O direito de indenização por danos resultantes de crime contra a pessoa do falido ou a sua honra. pois muitas vezes a mulher está em conluio com o marido.P. dotais e dos filhos.

Quem.79.C. depósito. inventário. 1. § 2º . ou apenas possuidor.C.Havendo arrecadação de bens de terceiros em poder do falido pode aquele fazer defesa dos seus bens através de terceiros. O processamento é na forma do Art. pelo título de sua aquisição ou pela qualidade em que os possuir.P. reservados ou de sua meação. § 1º . . Art.possuidor sem perder a sua posse vier a ser perturbado nela. partilha. não sendo parte no processo.P.046 do C. Da sentença cabe apelação que pode ser interposta pelo falido. mediante violência . arrecadação. síndico ou qualquer credor. sofrer turbação ou esbulho na posse de seus bens por ato de apreensão judicial. alienação judicial.Equipara-se a terceiro a parte que. arrolamento.Considera-se também terceiro o cônjuge quando defende a posse de bens dotais. Esbulho . poderá requerer lhe sejam manutenidos ou restituídos por meio de embargos. 1.C. próprios. arresto.046 . não podem ser atingidos pela apreensão judicial. sequestro.53 EMBARGOS DE TERCEIRO ( Art. ainda que não contestante. posto figure no processo.possuidor injustamente privado de sua posse. em casos como o de penhora. Turbação . § 1º e 2º) . defende bens que. § 3º .Os embargos podem ser de terceiro senhor e possuidor.

cujo valor será apurado em processo ordinário e constituirá crédito quirografário.Se o síndico optar pelo não cumprimento do contrato.Os contratos bilaterais poderão ser executados pelo síndico se o mesmo os achar conveniente para a massa. podendo exigir a execução integral.43) .Exemplo: doação.Exemplo: compra e venda. * Execução dos contratos bilaterais pelo síndico (art. * Não cumprimento do contrato pelo síndico (art.54 QUANTO AOS CONTRATOS DO FALIDO * CONTRATOS UNILATERAIS Quando existe direitos e obrigações somente para uma das partes . Continuam a viger quando o falido é credor e vencem-se na hipótese contrária * Falido beneficiário (credor) . * CONTRATOS BILATERAIS . § único) . .o credor terá que declarar o seu crédito e submeter-se à verificação e classificação do crédito. o contratante terá direito à indenização. 43.Quando existe direitos e obrigações para ambas as partes . * Falido doador (devedor) .a massa o substitui.

entregues ou remetidos pelo vendedor. o comprador poderá colocar à disposição da massa as coisas já recebidas.II) . que é pago em prestações. e está em trânsito. o síndico não executando o contrato. * COISAS MÓVEIS VENDIDAS A PRESTAÇÃO E NÃO ENTREGUES ( Art. III) . e o síndico resolver não continuar o contrato. pedindo perdas e danos.Na compra e venda com reserva de domínio a propriedade não se transfere para o comprador enquanto não for saldado o preço. I) a) Se não foi paga a coisa. 44.55 REGRAS QUE PREVALECERÃO NAS RELAÇÕES CONTRATUAIS * COISAS EM TRÂNSITO FALINDO O COMPRADOR (Art. Nada impede que o síndico. * COISAS COMPOSTAS (Art.Se o falido vendeu coisas compostas tendo entregue somente parte das coisas. * COMPRA E VENDA COM RESERVA DE DOMÍNIO ( Art. 44. ofereça ao . à vista das faturas e conhecimentos de transportes. IV) . 44. Com a decretação da falência a massa não terá disponibilidade para prosseguir o pagamento das parcelas. terá a massa que restituir ao comprador as prestações recebidas pelo falido.44. o vendedor pode sustar a entrega.Se o falido vendeu coisas móveis a prestações e não as entregou. b) Não pode sustar a entrega se o comprador havia vendido antes de falir.

São aquelas cuja execução se dará no futuro.o síndico arrecadará os direitos a ele relativos e os venderá em hasta pública.o síndico fica obrigado a dar cumprimento ao contrato.44. * COMPRA E VENDA DE IMÓVEIS ( Art. b) Falindo o comprador .Se o imóvel do estabelecimento comercial do falido for alugado e o pagamento dos aluguéis exceder a dois meses. poderá ser ajuizada ação de despejo. VI): a) Falindo o vendedor . 44. e a restituição deverá ser feita no valor da diferença entre a cotação do dia do contrato e a cotação da data em que deveria vencer o contrato.Vendas à Termo . o vendedor habilitar-se-á na falência. mas a execução se opera posteriormente. Não se executando o contrato. com crédito ilíquido. Há o acordo no preço e na coisa. VII) . V) . recebendo as prestações vincendas e outorgando a escritura definitiva quando o pagamento for completado. entrando o produto para a massa.56 vendedor a coisa de volta descontando-se de seu valor o que já foi pago em favor da massa. * CONTRATO DE LOCAÇÃO(Art. . * COISAS VENDIDAS A TERMO (Art. 44. podendo o síndico purgá-la no prazo de 10 dias.

Para o falido cessa o mandato ou comissão que houver recebido antes da falência.57 * CONTAS CORRENTES (Art. * MANDATOS (Art. continuam em vigor até que o síndico os revogue. salvo sobre matérias estranhas ao comércio. 49 e § único) . 45) .Antes da falência todos os mandatos outorgados pelo falido e que interessem à massa falida.No momento da declaração da falência as contas correntes consideram-se encerradas e o síndico não poderá dar continuidade. .

Agravo de Instrumento 3.Impontualidade (Art. RECURSOS NO PROCESSO FALIMENTAR 1. Embargos SENTENÇA DECLARATÓRIA DA FALÊNCIA * DEVEDOR .Agravo de Instrumento (Art. 19) . 18). provoca um novo exame dos autos.58 RECURSOS DA SENTENÇA FALIMENTAR RECURSO - É o meio pelo qual a parte interessada.Agravo de Instrumento (Art. b) Embargos (Art. no todo ou em parte desfavorável. c) Agravo e Embargos * DEVEDOR . Apelação 2. 17) SENTENÇA DENEGATÓRIA DA FALÊNCIA . objetivando a reforma de uma sentença que tenha sido. 1º) .Apelação (Art.Fatos enumerados na Lei (Art. 17).a)Agravo de Instrumento (Art. 2º) . 17) * CREDOR .

salvo os perecíveis (Art. O agravo de instrumento não tem efeito suspensivo (Art.Recurso contra as decisões interlocutórias. Nome e endereço dos advogados do processo (Art. § 1º). . 3. Autuado em apartado. 524 CPC). sobre questões incidentes . I CPC). Peças do processo que o agravante entender úteis (Art. Petição com exposição do fato e do direito (Art. 4. a petição do agravo de instrumento deverá ser interposta perante o Tribunal competente para o seu julgamento (Tribunal de Justiça). 525. Razões do pedido de reforma da decisão (Art.59 AGRAVO DE INSTRUMENTO * Matéria de Direito – Agravo de Instrumento .II CPC).II. Comprovante do pagamento das custas (Art. 522 CPC). Agravo de Instrumento é dirigido diretamente ao Tribunal competente (Art. devendo ser instruída com as peças obrigatórias e as que o agravante entender necessárias. 524.III CPC). 2. 524. ou seja.10 (dez) dias (Art. 497 CPC) . aquelas proferidas no curso do processo.Prazo .II CPC). 5. 525. 6. § único). Se reformada a sentença em segundo grau o requerido terá seus bens íntegros REQUISITOS: 1. Porém pendente o recurso o síndico não poderá vender os bens da massa. 17. 524.

§ único). Da sentença determinando ou retificando o termo legal (Art. 13. 22. Da sentença que conceder ou não a concordata (Art. Do despacho atendendo reclamação contra a nomeação do síndico(Art. § único). Do despacho que decretar a substituição do síndico ou deixar de fazê-lo (Art. § 3º). 17). 526 CPC) AGRAVO DE INSTRUMENTO 1. § 2º).60). § 2º). Do despacho que decretar a prisão do falido (Art. requerer juntada aos autos do processo (Art. Da decretação da falência por infração do artigo 162 (Art. 175 (Art. 66. 67. 35. 12. 4. Do despacho que arbitrar remuneração do comissário (Art.60 7. 11. § 8º). § 2º). 10. 8. 2.§ 4º). 170. Prazo de 03 (três) dias para o agravante. Do despacho que arbitrar a remuneração do síndico (Art. 200. § 4º). . Da sentença que declara a falência (Art. Da sentença que não julgar cumprida a concordata (Art. 5. 6.56. 155. § 2º). 175. 7. 146). 3. Da decisão que ordenar ou indeferir liminarmente o sequestro (Art. 9. 162. § 5º). Da sentença que julgar os créditos em falência com passivo inferior a 100 vezes o salário mínimo (Art. Da sentença de falência por descumprimento do prazo para depósito previsto no inciso I do § 1º do Art.

95). § único). 144. não interrompendo qualquer ato ou diligência do processo (Art. 3. . 142). Do devedor (Art. 18.perante o qual serão processados e julgados. 79). § 1º). ao mesmo juízo que proferiu a sentença. 2. Ao pedido de concordata (Art. § 3º) EMBARGOS 1. De terceiros . pedindo-se a citação do requerente da falência . À concordata suspensiva (Art.02 (dois) dias contados da publicação da sentença no jornal oficial . 18). 181). 18. § 4º). 5.Prazo para contestação do embargado 02 (dois) dias (Art. Juiz designará as provas a serem produzidas e marcará audiência de instrução e julgamento (Art. * Os embargos não suspendem os efeitos da sentença declaratória. isto é.se não preferir usar do pedido de restituição (Art.Prazo .É endereçado ao próprio juízo a quo. Contestação aos embargos ao pedido de concordata (Art. * Os embargos são processados em autos apartados.Embargos . objetivando sua revogação ( Recurso de Retratação) .61 EMBARGOS DO DEVEDOR Matéria de Fato . 4. * Da sentença cabe apelação (Art. 18.

4.15 (quinze) dias (Art.62 APELAÇÃO * É o recurso onde se pretende revogar ou modificar sentença de um juiz ou tribunal inferior. . pedindo a sua remessa ao tribunal. 514 à 521 CPC) * REQUISITOS 1. Salvo exceções a apelação terá efeito suspensivo e devolutivo (Art. pela superior instância. Da sentença que julgar os embargos em falência ( Art. § 2º). Da sentença denegatória da falência em face de depósito elisivo (Art. Da sentença que julgar as contas do síndico (Art. 3. Juntada nos próprios autos. § 3º). Razões da Apelação devem ser apresentadas com a própria petição. 18. Da sentença que julgar a ação revocatória (Art. 2. Petição conterá: a) nome e qualificação das partes. § 4º). 508 CPC) * Rito Procedimental (Art. § 2º). b) fundamentos de fato e de direito. 2. 56. Petição dirigida ao juiz que julgou o feito. 4. 520 CPC) * Prazo .11. c) pedido de nova decisão. APELAÇÃO 1. 69. 3.

Da sentença que julgar crédito declarado fora do prazo (Art. 9. 13. § 4º). 11. § único). 8. 19). 12. § 3º). § 2º). 97). retificação. 79. 6.63 5. § 2º). Da sentença que julgar cumprida a concordata (Art. ou outra classificação de crédito (Art. 77. . 99. Da sentença em pedido de exclusão.98. § 4º). 7. 132. Da sentença na verificação de crédito (Art. Da sentença da extinção das obrigações do falido (Art. Da sentença em pedido de restituição (Art. 10. 137. 155. Da sentença de encerramento da falência (Art. Da sentença que não declarar a falência (Art. § 3º). Da sentença em embargos de terceiros (Art.

pois no Direito Civil. 109). que já o eram ao tempo desses atos.C. 38. L. ou por eles reduzido à insolvência. . conforme o Digesto. D. quando os pratique o devedor já insolvente.Os atos de transmissão gratuita de bens. poderão ser anulados pelos credores quirografários como lesivos dos seus direitos (Art.Serão igualmente anuláveis os contratos onerosos do devedor insolvente. Esta ação objetiva desconstituir o ato fraudulento praticado em prejuízo do credor. que mantém seus direitos contra ele (Art. anula-se o ato e no Direito Falimentar a sentença proferida nesta ação não anula o ato praticado. Usuris. 107 C. quando a insolvência for notória ou houver motivo para ser conhecida do outro contraente. criada pelo Pretor Paulo. mas não da mesma forma para o falido. Art. . § 4º. No Direito Falimentar a Ação Revocatória é diferente daquela usada nos Arts.64 REVOGAÇÃO DOS ATOS PRATICADOS PELO FALIDO AÇÃO REVOCATÓRIA OU PAULIANA . . pois subsiste a responsabilidade deste perante terceiros.Só os credores. § 1º e § 3º). Fala-se em revogar o ato do devedor. 54. Art. Parágrafo único .C. ou remissão de dívida.É proveniente do Direito Romano. 106 e 107 do Código Civil. podem pleitear-lhes a anulação. 106 C. apenas o torna ineficaz ou revogável relativamente à massa. daí o seu nome “Ação Revocatória”.

ATOS INEFICAZES .65 Art.A ação. ou seja o período suspeito anterior à falência. devendo o autor provar a fraude do devedor e do terceiro que com ele contrata. II e III) 1. ou terceiros adquirentes que hajam procedido de má-fé.Os atos ineficazes. 53) . . Pagamento de dívidas não vencidas ou por meios não previstos no ATOS PRATICADOS NOS DOIS ANOS ANTERIORES À FALÊNCIA (Art.Por ineficácia (Art. IV e V) 1. 52) independem de intenção de fraudar credores. 52.C. poderá ser intentada contra o devedor insolvente. 2. * Ação Revocatória . 109 C. . * Atos Ineficazes e Revogáveis que antecedem à falência -São atos praticados no período do termo legal. nos casos dos Arts. Prática de atos gratuitos. contrato. 2. . 106 e 107. Constituição de direito real de garantia. * Ação Revocatória .Por fraude (Art. Renúncia à herança ou legado. a pessoa que com ele celebrou a estipulação considerada fraudulenta.Termo legal (art. I .Pressupõe a intenção de fraudar. 52.

o bem seja restituído à massa. Competência .66 OUTROS ATOS REVOGÁVEIS (Art.P. AÇÃO REVOCATÓRIA .C. Inscrição intempestiva de direitos reais ( registros e averbações tardias). se vale. Procedimento . com a declaração da ineficácia ou revogação do ato. * Os bens devem ser restituídos à massa. 56) . 53). 3. garantidos ou beneficiados. 282) C. Legitimidade Passiva (Art.Juízo da Falência.. Legitimidade Ativa (Art.Ratione Materiae (Art. VI. 55) outro credor. 52. para que. b) Revocatória por Fraude (Art.(razão da matéria) .Ordinário (Arts. b) Contra os herdeiros ou legatários das pessoas acima indicadas. não sendo possível dar-se-á indenização (Art.É o meio judicial pelo qual o síndico ou na sua omissão qualquer credor. 2. RITO DA AÇÃO REVOCATÓRIA 1. Restituição antecipada de dote. qualquer . 56) . Há duas espécies de Ação Revocatória : a) Revocatória por Ineficácia (Art. ou que por efeito dele foram pagos. VII e VIII) 1. 52). 4. a) Síndico . b) Na sua omissão.a) Contra todos os que figuram no ato. 2. 3. Venda ou transferência de estabelecimento comercial (sem reserva de bens suficientes para solver o passivo). 54).

§ 1º) . Recurso . Prazo (Art. 6. 5. 56. 56. § 4º). 56. a contar da data da publicação do aviso do síndico. 7. se estes tiverem conhecimento. § 3º) . ao se criar o direito. .A ação revocatória pode ser precedida de medida cautelar ( Sequestro). dando conta da iniciação da realização do ativo e o pagamento do passivo (Art. da intenção do falido de prejudicar os credores.Da sentença proferida em ação revocatória cabe o recurso de apelação em quinze dias (Art. o recurso cabível é o agravo de instrumento (Art. ou nas hipóteses previstas no Art. 52 da Lei de Falências. § 2º). Ação precedida de pedido de sequestro indeferida a medida cautelar. 56. 114).67 c) Contra os terceiros adquirentes. Sequestro dos bens em poder de terceiros (Art.Deve ser proposta até um ano.

porém está sujeito a atuação dos demais órgãos para levar a falência a bom termo. é o órgão máximo do processo.661/45.Juiz.68 ORGÃOS DA FALÊNCIA * O Decreto-lei nº 7.Juiz. Juiz. prevê básicamente três órgãos operantes na falência e nos processos de concordata.Melhor definição encontramos na parte final do Art. JUIZ . * FALÊNCIA . * Credores possuem papel secundário em ambos os processos não sendo colocados na categoria de órgão atuante. Comissário com a intervenção do Ministério Público. Síndico e Ministério Público. 59 que. . ao mencionar sobre a administração da falência diz que o síndico a exercerá SOB DIREÇÃO E SUPERINTENDÊNCIA DO JUIZ. * CONCORDATA .

O juízo falimentar goza deste princípio.69 DISTINÇÃO DA ATUAÇÃO DO JUIZ NA FALÊNCIA E NA CONCORDATA * FALÊNCIA . Princípio da Indivisibilidade . Medidas preventivas (Art. mas decide. . onde os processos trabalhistas deverão HABILITAR seu crédito e os fiscais DENUNCIÁ-LO ao juiz com fins de reservas de valores. 3. Sequestro de bens (Art. é a autoridade suprema que preside o processo falimentar.O juiz é o principal órgão do processo falimentar. 34). pois é competente para todas as ações de interesse da massa. Art. que prosseguirão em seus locais de origem até a fase de execução.UNIVERSALIDADE DO JUÍZO FALIMENTAR JUIZ Órgão de superintendência e de decisão. nem sempre acata a É aquele onde se encontra o centro de proposta do síndico. Principal Estabelecimento deliberação da empresa. 2. exceção feita aos processos de natureza fiscal e trabalhista. O juiz irá determinar as melhores medidas para proteger os interesses da massa de credores. § 4º). JUÍZO ÚNICO E GERAL . 14. busca e apreensão de livros e documentos e até medidas de natureza penal como a prisão administrativa dos sócios da empresa (descumprimento das obrigações do art.Competência para declaração da falência. VI). tais como: 1. Paralização de atividade empresarial. 7º . 12. o juiz em cuja jurisdição a empresa possui seu principal estabelecimento. lacração.

Atrai para si todos os processos de crime falimentar.Despacho concessivo ou não do processo de concordata .70 * NOMEAÇÃO DO SÍNDICO . * FUNÇÃO PREPONDERANTE DO JUIZ NAS FASES DA FALÊNCIA Sindicância e Liquidação de Bens. 66. - O JUIZ DEVERÁ DECIDIR : 1. JUIZ . desde o inquérito com o recebimento da denúncia e ação penal falimentar com o seu efetivo julgamento * CONCORDATA . Sentenciar nas impugnações de crédito 3. tendo poderes para sua substituição e destituição nos termos do Art. 60. Embargos de terceiro JUIZO FALIMENTAR .Caberá ao juiz a nomeação do síndico nos parâmetros legais do Art. Todos os incidentes processuais 2.O juiz não exerce uma atuação tão marcante como no processo falimentar. Pedidos de restituição de mercadoria 4.

pois não é necessário a habilitação dos créditos desde que devidamente relacionados pelo devedor. * RUBENS REQUIÃO . . e o juiz também não poderá intervir na forma de pagamento escolhida pelo concordatário * O juiz apenas aguarda o julgamento de eventuais impugnações de créditos e restituições de mercadorias. A atuação do Ministério Público é como parte ativa (denúncia em crime falimentar) * CARVALHO DE MENDONÇA .O Ministério Público funciona nos processos de falência com a finalidade de representar a sociedade zelando pelo cumprimento da lei. somente suspende as ações e execuções contra a devedora de créditos sujeitos aos efeitos da concordata. manifestações em restituições. a atuação desse órgão é indispensável. criando situações jurídicas especiais que interessam à sociedade. O Ministério Público funciona como auxiliar do juiz na administração da massa (leilões.Esclarece que como a falência se constitui em um fato social e econômico.Diz que a atuação do Ministério Público deveria limitar-se somente à esfera penal. impugnações ou declaração de crédito). dando despachos ordenatórios ou de mero expediente MINISTÉRIO PÚBLICO .71 * Não possui o poder de atração do Juizo da Falência. sem determinar que sejam trazidos para si * Após a nomeação do comissário o juiz passa a ter papel secundário. É muito atuante no processo falimentar. porque todo e qualquer ato da falência é levado à sua apreciação.

210 amplia seu limite. 5. Organizar relatórios de falência caso o Síndico não o faça (Art. O juiz sempre que houver necessidade de um despacho mais elaborado. 6. 3. Situações de atuação do Ministério Público não são muitas. Manifestar sobre a venda antecipada de bens ou continuação do negócio do falido (Art. Manifestar-se no Inquérito Judicial. * Previsões expressas de atuação do Ministério Público 1. 137. Assistir ao Síndico na arrecadação dos bens e assinar o termo lavrado (Art. 8. em alguns casos a sua quebra. pois nem sempre esses representantes consideram o fenômeno da empresa. ocasionando. Art. 105 e 108). 77. § 6º. ofertando denúncia ou não (Art. 117. Participar da Liquidação do Ativo (Art. 98.72 Objeção quanto a atuação do Ministério Público diz respeito aos processos de Concordata. solicita o concurso do Ministério Público em qualquer processo de falência ou concordata. verificação e habilitações de créditos tempestivas e retardatárias e impugnações (Art. § 2º). § 1º e 3º). Manifestar-se na extinção de obrigação (Art. 74). 70. Destituição do síndico (Art. 118. 66). 91 e Art. embargos de terceiro. 4. mas o Art. § único). Manifestar-se nos pedidos de restituição. . § 1º e Art. § 2º). 2. opinando sobre propostas de compra da massa . 131. Art. 73. 7. § 2º).

Aquele síndico nomeado pelo juiz em outra falência há menos de um ano. § 5º). residentes no foro da falência. sobre o cumprimento da concordata (Art. Manifestar-se na falência sumário (Art. 60) . 3. bem como.73 9. Parentesco ou afinidade até o terceiro grau com o falido: amigo. 60. * Escolha do Síndico (Art. 4. § único). 2. após a terceira recusa o juiz nomeia um síndico dativo (Art. há menos de 6 meses. 155. três meses antes de requerida a falência. inimigo ou dependente. 60. § 2º).O Síndico é o órgão essencial da falência pois a ele compete a administração e representação da massa e a administração da falência sob a direção e superintendência do juiz (Art. O síndico ou comissário destituído em outra falência. 5. SÍNDICO . 59). de reconhecida idoneidade moral e financeira. 200. O que recusou cargo de síndico. 10. § 2º). 149 e 182.Será escolhido entre um dos maiores credores. Cessionário de créditos (aquele que transferiu a outrem os seus direitos). . * São Paulo .Magistrados possuem um corpo de profissionais relacionados previamente para esse exercício * Proibições para o cargo de síndico (Art. * Se os credores não aceitarem o cargo. § 3º): 1. Manifestar-se sobre venda de bens do concordatário (Art.

5. 11. 12. 7. Apresentar ao juiz a necessidade da venda de bens deterioráveis. 4. Diligenciar a cobrança de dívidas ativas e passar a respectiva quitação. Recolher em 24 horas as quantias pertencentes à massa na forma do Art. Receber a correspondência dirigida ao falido. Escolher auxiliares para o serviço de administração. 2. Convocar avaliadores. . 3. 62. 8. 63: 1. 62) Nomeado será obrigado a assinar em cartório termo de compromisso de fielmente desempenhar o cargo e de assumir todas as responsabilidades de administrador. Arrecadar os bens e livros do falido. Fornecer todas as informações aos interessados sobre a falência e administração da massa. 6. 209. Designar perito contador. 10. Exigir dos credores informações verbais ou escritas. § único). No ato da assinatura do termo entregará em cartório a declaração de seu crédito (Art. Dar publicidade à sentença declaratória da falência. 9. Preparar a verificação e classificação dos créditos. * Atribuições do Síndico Previstas no Art.74 * Deveres e Atribuições do Síndico (Art. para o exame da escrituração do falido.

15. uma remuneração. 67) Será arbitrada ao síndico. 67. 67. * Termo de Compromisso (Art. incorrer em falência ou concordata preventiva. * Destituição do Síndico (Art. pelo representante do ministério público ou por qualquer credor.75 13. 66) O síndico poderá ser destituído pelo juiz. vendidos ou liquidados pelo síndico (Art. 65) Se o síndico não assinar o termo de compromisso dentro de 24 horas após sua intimação. falecer. . § 1º). não aceitar o cargo. for declarado interdito. * Liquidação (Art. 64) Iniciada a liquidação o síndico fica com poderes para todos os atos necessários para realização do ativo e pagamento do passivo. Resgatar penhores e objetos retidos. com autorização do juiz e em benefício da massa. Representar a massa em juízo como autora. 14. Requerer todas as diligências necessárias para indenizar a massa. o juiz designará substituto. renunciar. atendendo seu trabalho e responsabilidade da função. e. será paga depois de julgadas suas contas (Art. * Remuneração do Síndico (Art. Esta remuneração será calculada sobre o produto dos bens ou valores da massa. § 3º). pelo juiz.

76 * Responsabilidade do Síndico por Prejuízos (Art. pois o concordatário continua na administração de seus bens. 68) O síndico responde por prejuízos e pela má administração da massa. . será nomeado entre um dos maiores credores. 169) 1. * Nomeação do Comissário (Art. 3. 5. COMISSÁRIO . * Atribuições do Comissário (Art. 161. * Renúncia ou Destituição do Síndico (Art.O comissário é nomeado pelo juiz. Dar publicidade da concordata. 69) O síndico prestará contas de sua administração no caso de renúncia ou destituição do cargo. 2. Apresentar relatórios. É órgão do processo de concordata com atribuições definidas na lei. 4. IV) O processo de nomeação é o mesmo que o do síndico. Fiscalizar o procedimento do devedor. Examinar livros e papéis do devedor. Designar perito contador. ou seja. porém não é tutor dos interesses dos credores.

* Remuneração do Comissário (Art. . * Substituição ou Destituição do Comissário (Art. conforme disposto nos Arts. 65 e 66. 170) Fixada pelo juiz no fim do exercício de seu cargo.77 * Conversão da Concordata em Falência o comissário prossegue com a função de síndico. 171) Mesmos casos em que o síndico.

XII e Art. 105). * Exposição instruída com o laudo do perito – exame de escrituração do falido e quaisquer outros documentos que possam servir como fundamento para a ação penal. * Nos 5 (cinco) dias seguintes o falido poderá contestar o Inquérito Judicial e requerer o que entender conveniente (Art. .78 EXPOSIÇÃO DO SÍNDICO E INQUÉRITO JUDICIAL (art. 186). * 24 horas após o dobro do prazo para habilitação do crédito. * 2ª vias serão juntadas aos autos da falência. 106). 104). 107). * Especificar o procedimento do devedor antes e depois da falência. laudo e documentos formarão o Inquérito Judicial. * Vista ao Ministério Público. 103) * O síndico deverá apresentar em cartório exposição sobre as causas da falência em 2 (duas) vias. * Os autos serão conclusos ao Juiz que em 48 horas deferirá ou não as provas requeridas (Art. * Inquérito Judicial – credores poderão se manifestar sobre o inquérito – 5 (cinco) dias (Art. * Especificar atos que constituem crime falimentar (Art. * 1ª vias da exposição. 63. que irá opinar em 3 (três) dias sobre a exposição do síndico e alegações dos credores (Art.

os autos permanecerão em cartório. * Denúncia ou queixa (haja ou não) o escrivão fará os autos conclusos. * Se for oferecida denúncia ou queixa o Juiz determinará a remessa imediata dos autos ao Juízo Criminal (Art. * Recebimento da denúncia ou queixa obstará o pedido de concordata suspensiva até sentença penal definitiva (Art.79 * Vista ao Ministério Público – 5 (cinco) dias pedirá a apensação do Inquérito Judicial ao processo de falência ou oferecerá denúncia contra o falido (Art. . * Ministério Público não oferece denúncia. o Juiz se não houver denúncia ou queixa ou se não receber a que foi oferecida. 109. § 2º). determinará que os autos sejam apensados ao processo da falência (Art. 109). * Antes da remessa ao Juízo Criminal o escrivão extrairá do despacho cópia que juntará aos autos da falência (Art. 108). § único). 108. e o síndico ou qualquer credor poderá oferecer queixa (Art. § 3º). 109. 111). * 5 (cinco) dias.

se este não atender não deve o síndico esperar. incluindo todos os direitos e ações (Art. LIVROS E DOCUMENTOS DO FALIDO NOÇÕES GERAIS Arrecadação na falência tem o mesmo sentido que a penhora na execução. juros.F. livros.). * Cumprimento da Obrigação . * Arrecadação . pois tem obrigação de assinar o inventário (Art.F.Da origem ao Auto de Arrecadação que faz parte integrante do Inventário. 39 e 40 L. 70.imediata posse dos bens. bens.).Cabe ao síndico . * Execução Singular . * Ministério Público fica ciente da arrecadação mesmo não assistindo. promovendo a arrecadação o mais rápido possível. bem como requerer ao juiz a prisão do falido (Art.São arrecadados todo o ativo.). * Arrecadação . custas e honorários advocatícios. § 3º L.F. * Falência (execução coletiva) .80 ARRECADAÇÃO E GUARDA DOS BENS. pois todos os credores dependerão da arrecadação.Penhora de bens visa o montante necessário para garantir o pagamento do principal. 35 L. documentos.Auxílio de oficiais de justiça e ainda pedido de força à autoridade policial que poderá ser requisitada. . * O síndico convida o representante do Ministério Público.

se deferir nomeará leiloeiro e mandará que conste do alvará a discriminação dos bens (Art. Ministério Público ou dos credores (Art. * Firma Individual e Sociedades Solidárias . Juiz poderá cassar a autorização da continuação do negócio. o próprio ativo registrado na contabilidade. porém se a continuação do negócio for útil aos interesses dos credores. 73) * Continuação do Negócio do Falido .O ativo contábil e mais os bens que não compõem o estabelecimento comercial (Art. 74. poderá deferir o requerimento do falido. * Juiz ouvirá o falido e o Ministério Público .5 dias após o relatório do síndico (Art. 63.se o falido não pedir concordata suspensiva no prazo do Art. 72). XIX) . * O inventário será datado e assinado pelo Síndico. 178 . * Os bens arrecadados ficam sobre a guarda do síndico ou pessoa por ele escolhida (Art. * Bens de Fácil Deterioração ou Guarda que Importe Muita Despesa Poderão ser vendidos antecipadamente. e .81 * Inventário . Ministério Público e Falido. o Juiz após ouvir o Síndico e o Ministério Público. desde que o síndico. se presente. mediante petição fundamentada informe ao juiz sobre a necessidade da venda. § 6º e 7º) Poderá cassar .São raros os casos.Relação dos bens do falido. a requerimento do síndico. nomeará pessoa idônea para gerenciar. 71).

8. O inquérito judicial também tem forma sumária. 63. 103 com o relatório do Art. a falência se processa sumariamente (Art. 6. Desvia para o rito sumário após o término do prazo para as habilitações. 3. Na liquidação o processo volta ao rito comum. o juiz proferirá em seguida sua decisão.Síndico verifica se o falido possui bens suficientes para o procedimento normal da falência Se faltar ou for de pequena quantidade. . 200 § 5º. Ocorre a fusão da exposição do Art. A tramitação da concordata suspensiva é também sumária. 7. 2. encerrando a falência nos respectivos autos * Particularidades da Falência Sumária 1. Segue inicialmente o rito comum. quando o síndico comunica ao juiz que os créditos declarados são inferior a cem vezes o salário mínimo vigente. Não há quadro geral de credores. 200) Atendido o disposto no Art. XIX. de verificação de créditos. 4. Os crédito declarados são julgados e aprovados em uma única audiência. tudo reunindo uma única peça.82 * Insuficiência de Bens . 5.

habitação. anticrese. servidões. 76.enquanto não for julgada a coisa o síndico não pode aliená-la.os contratos mais comuns são: leasing. 68). alienação fiduciária. usufruto. Coisa devida em decorrência de um contrato. 76) 1. § 2º). 2. * Pedido de Restituição suspende a disponibilidade da coisa . Direitos Reais . uso. rendas expressamente constituídas sobre imóveis. . penhor. Contratos .se não foram alienadas pela massa poderão ser reivindicadas (Art.propriedade. * Restituição de coisas vendidas à crédito . reserva de domínio. enfiteuse. hipoteca. respondendo pelos prejuízos que causar à massa (Art.o síndico poderá optar pelo seu cumprimento .entregues ao devedor 15 (quinze) dias antes de declarada a falência . 647 Código Civil). Coisa arrecadada em poder do falido seja devida em virtude de um direito real (Art.83 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO E EMBARGOS DE TERCEIRO Pressupostos (Art.

2.84 AÇÃO DE RESTITUIÇÃO OU RESTITUITÓRIA Legitimidade Ativa 1. * Inicial fundamentada deverá individuar a coisa reclamada. Terceiro cujo bem foi arrecadado por estar em poder do falido. * Juízo da falência. * Autuação em separado . * Sentença . 77.Audi6encia segue o curso previsto no Art.Juiz designará dentro de 20 (vinte) dias Audiência de Instrução e Julgamento (Art. Credor que entregou a coisa à crédito ao falido nos 15 (quinze) dias anteriores ao requerimento da falência. 77. § 3º) . .5 (cinco) dias para contestar (Art. * Parecer contrário do falido ou síndico valerá como contestação (Art.15 (quinze) dias (Art.requerimento e documento. o pedido .Recurso de Apelação . § 1º). * Havendo contestação . se não foi alienada pela massa. § 4º). 95 e seus parágrafos. § 2º). Massa Falida. Legitimidade Passiva 1. * Escrivão informará pelo órgão oficial aos interessados. 77. 77.

79) * Turbação (ameaça) ou Esbulho (perda definitiva) por efeito da arrecadação ou sequestro . 2. 77. será entregue pela massa o resultado da sub-rogação. § 7º). EMBARGOS DE TERCEIRO (Art. Se foi sub-rogada (substituída) por outra. nem a sub-rogada.credor será incluído na classificação que por direito lhe caiba (Art. falido. 77. § 5º). 77. * Despesas reclamadas quando não contestadas será por conta do reclamante.juiz determinará em 48 horas expedição do mandado para entrega da coisa reclamada (Art. se contestadas pelo vencido (Art. * Não havendo contestação .85 * Negada a Restituição . * Sentença qualquer credor. 78) 1. § 6º). será entregue o valor estimado ou o respectivo preço. Se não existir a coisa.Forma prevista no Código de Processo Civil.Pedido de Restituição ou Embargos de Terceiro. Recurso Apelação pelo embargante. * Pedido de restituição suspende a disponibilidade da coisa que deverá ser restituída em espécie: (Art. síndico ou . * Embargos .

Créditos com Direito Real de Garantia . Créditos Subquirografários .Art.Lei nº 6.886/65 Representantes Comerciais Art. Dívidas da massa . § 4º e CTN .Art.Art. Encargos da Massa . 102.Art. III 8.Art.86 CLASSIFICAÇÃO DOS CRÉDITOS 1. 102. Créditos com Privilégio Especial sobre determinados Bens . 4º. § 1º 4. § 1º e Lei 4. 124.Art. II 7.Art. Créditos com Privilégio Geral . § 4º Quadro Geral dos Credores * Publicado por duas vezes no órgão oficial e nas comarcas que não sejam as das capitais dos Estados. Créditos Trabalhistas . 102. § 2º 5. ou territórios * Afixadas também na sede do juízo * Jornal diário .Art.Art.Art. Créditos Fiscais .Lei 6. I 6. Créditos Quirografários . 58. 449.830/80 . IV 9. 102.CLT .404/76 . 186 3. 124. 44 2.

a) Leilão Público. 117. ou seja. * O produto das vendas deverá ser depositado no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal (Art. conforme se trata de coisas móveis ou imóveis. * No leilão estará presente o representante do Ministério Público. * Leiloeiro deverá ser escolhido pelo síndico. . Vendas pelo Síndico . 209).(Art. na sua falta o porteiro do auditório (Art.Publicação no Diário Oficial. a venda dos bens da massa para pagamento do passivo. 115 e 116). * Formas de Liquidação Venda pelo Síndico ou por deliberação de credores 2/3 dos créditos . b) Melhor Proposta. 117) * Será anunciado com 10 ou 20 dias de antecedência. a) Leilão Público (Art.87 LIQUIDAÇÃO Liquidação é a realização do ativo. 114). * Conclusão ao juiz para marcar o prazo da liquidação venda englobada ou separadamente (Art. * Aviso pelo síndico . do início da liquidação (Art. § 1º). 123): 1.

Venda será feita por corretor oficial (art.Independe de outorga uxória (Art. b) Venda Por Meio de Propostas (Art. * Dia e hora marcada o juiz abrirá as propostas. onde o escrivão lavrará o auto com a assinatura de todos os presentes (Art.se autorizar a venda mandará expedir o alvará (Art. * Síndico se pronunciará sobre as propostas indicando a que melhor parecer. * Valores negociáveis em Bolsa . durante 30 dias intercalados (Art. perante o síndico e os interessados. 118. 117. completando o restante em 3 dias. devendo instruir a inicial com a certidão do leiloeiro (Art. * Os anúncios deverão especificar a forma das propostas. . § 1º). 118) * Convocará os concorrentes por publicação no Diário Oficial ou Jornal de grande circulação. 118. * Juiz se manifestará após ouvir o falido e o membro do Ministério Público . sob pena da coisa ser levada a novo leilão e perderá o sinal e ficará obrigado a prestar a diferença e pagar as respectivas despesas. 118. 117. § 2º). * As propostas devem ser entregues ao escrivão em envelopes lacrados e mediante recibo (Art. § 3º). * Bens Imóveis . § 1º). 118). hora em que elas estarão abertas.88 * O arrematante dará um sinal nunca inferior a 20%. § 2). 117. * O síndico irá cobrar através da ação executiva. o dia. § 4º).

. b) Os credores poderão autorizar o síndico a ceder o ativo a terceiros (Art. § 1º). 123. venda.89 * Efetuada a venda dos bens. administração. 123. Venda por Deliberação dos Credores (Art. será então feito o pagamento aos credores da falência. depósito ou comissão do síndico. § 1º). 122) a) Os credores poderão organizar sociedades para continuação do negócio (Art. será descontada as custas e despesas de arrecadação. 2.

os credores receberão imediatamente a importância de seus créditos. o que foi apurado com a venda dos bens. em 20 dias. e) Créditos remanescentes que não puderam ser pagos por insuficiência de bens. isto é.90 PAGAMENTO AOS CREDORES * Vendidos os bens e descontadas as despesas. * Se a massa comportar o pagamento do principal e dos juros. 131) a) Montante do ativo. 125). . * Terminada a liquidação e efetuado o pagamento pelo síndico. 129). d) Pagamento feito aos credores habilitados. até onde chegar o produto dos bens que assegurem o seu pagamento (Art. será restituído ao falido a sobra (Art. b) Produto da realização do ativo. apresentar relatório final da falência que conterá: (Art. c) Montante do passivo. este deverá. ou seja. o valor dos bens do falido.

131. * Apresentado o relatório final o juiz deverá encerrar a falência. 133). através da sentença de encerramento da falência (Art. 132. falido e Ministério Público.91 * O relatório deverá ser comprovado com documentos. . autuado em separado e com vista aos interessados para impugnação (credores habilitados. * Síndico não apresenta relatório final – será destituído (art. * A certidão de quanto o falido ficou devendo ao credor na data do encerramento da falência é título hábil para execução por saldo (Art. § único) e o relatório será feito pelo membro do Ministério Público. * Sentença deverá ser publicada por edital e o recurso será apelação (Art. 132). § 2º).

se o falido tiver sido condenado a pena de detenção por crime falimentar. Pelo rateio de mais de 40% depois de realizado todo o ativo. quando o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir a . b) quando novo devedor sucede ao anterior. 2. ficando este quitado com o credor. * Extingue-se as obrigações do falido: (Art. 4. conta-se a partir da sentença de encerramento da falência (Art. por força de obrigação nova. ficando o devedor quitado. 134). Após 10 anos a contar do encerramento da falência. Novação a) anterior. Após 5 anos a partir do encerramento da falência. não tendo havido condenação por crime falimentar. Pagamento sendo permitida a novação dos créditos com garantia real.92 EXTINÇÃO DAS OBRIGAÇÕES A prescrição relativa as obrigações do falido. c) quando. 3. outro credor é substituído ao antigo. 135) 1.

* Findo o prazo. 137. § 4º). .93 * Extintas suas obrigações o falido tem o direito de vê-las declaradas por sentença (Art. * O requerimento deverá ser autuado em separado e publicado por edital com prazo de 30 dias. * Dentro do prazo do edital qualquer credor poderá opor-se ao pedido do falido (Art. § 3º). 138). havendo oposição o juiz ouvirá falido e Ministério Público e proferirá sentença (Art. * Com a sentença declaratória da extinção das obrigações fica o falido autorizado a exercer o comércio (Art. 137. no órgão oficial e pelos jornais de grande liquidação (Art. 137. 135. § 2º). 137. § 1º). 137. 137. * Se o requerimento for anterior ao encerramento da falência (Art. 137). § 6º). 136). * Sentença que declarar extintas as obrigações. § 5º). será publicada por edital e comunicada a todos os funcionários e entidades avisadas pela falência (Art. I) o juiz ao declarar extintas as obrigações encerrará a falência (Art. * Da sentença cabe apelação (Art. * Julgada a decisão os autos serão apensados aos da falência (Art.

2. evitando-a Suspensiva – Requerida após a falência. Impõe restrições à liberdade do comerciante e lhes retira a administração de seus bens. que só continuará a funcionar em condições especiais.94 CONCORDATA CONCORDATA tratado. evite ou suspenda a falência. * Espécies de Concordata – Art. . 139 Preventiva – Requerida antes da falência. Paralização da empresa. * Diferença entre Falência e Concordata * Falência 1. concedida pelo juiz. Conceito – É o favor legal pelo qual o devedor propõe em juízo uma forma de pagamento a seus credores. a fim de que. fazendo cessar seus efeitos. Concordare – acordo. - Latim Concordatus. convenção.

ou seja. ou a elas voltar (suspensiva) * Vantagens para os Credores Possibilita o recebimento de seu crédito (total ou parcial). Não impõe restrições à liberdade do empresário. Remissória – devedor propõe uma remissão parcial dos débitos. 2. um abatimento na quantia por ele devida a seus credores. Moratória ou Dilatória – Aquela em que o devedor propõe a seus credores apenas uma dilação de prazo para o pagamento. conforme prazo e acrescidos de juros * Modalidades de Concordata 1. 2. 149.95 * Concordata 1. Funcionamento da empresa não paraliza. 3. que permanece na administração de seus negócios. 3. Sofre limitações somente à venda de imóveis e à transferência de seu estabelecimento – Art. . Mista – devedor conjuga as duas modalidades – dilação de prazo e abatimento da dívida. * Vantagens para o Concordatário Evita a sua ruína e permite que ele possa permanecer nas suas atividades mercantis.

100% . 75% .18 meses. 2. 90% .6 meses. 156 Dilatória. Remissória e Mista 50% . será ouvido o Ministério Público. Qualquer ato de fraude ou má fé que influa na formação da concordata. 140 * Embargos ao pedido de concordata – Art. 5 (cinco) dias seguintes e a seguir os autos serão conclusos ao juiz que proferirá sentença.96 * Modalidades adotadas em nosso ordenamento Jjurídico – Art. deverão ser pagos pelo menos 2/5 no primeiro ano. Impossibilidade de cumprimento da concordata. 142 Prazo – 5 dias (preventiva) a contar do aviso do comissário – Art. 144 Decorrido o prazo para os embargos. II 5 dias (suspensiva) a contar do edital do Art.à vista. 3. .12 meses. 60% . Inexatidão de relatório laudo e informações do síndico ou do comissário que facilite a concessão do pedido. * Impedidos de requerer concordata – Art. deverão ser pagos pelo menos 2/5 no primeiro ano. 143 1. 174. * Não havendo embargos – Art.24 meses. concedendo ou negando a concordata. 181 * Fundamento legal para os embargos – Art.

indicando provas .§ único. 155. * Sentença que não julgar cumprida a concordata – Recurso – Agravo de Instrumento (concordatário) – Art. Concordata concedida obriga a todos os credores quirografários comerciais e civis – Art. Juiz designará audiência – Art. Sentença que conceder ou não a concordata – Recurso – Agravo de Instrumento (embargantes ou devedor) – Art. 150 * Pode requerer rescisão da concordata qualquer credor – Art.97 * Havendo embargos 1. . o devedor deve requerer ao juiz que seja julgada cumprida a concordata – Art. 2. § 3º. § 3º. Devedor em 48 horas poderá contestar. prosseguirá a falência – Art. 147 Rescisão da Concordata – Art. Art. 144. 155. 151 * Rescindida a concordata. 146 4. 152 * Pagos os credores e cumprida as obrigações assumidas. 155 * Sentença que julgar cumprida a concordata – Recurso – Apelação (pelos interessados) – Art. 145 3.

98 CONCORDATA PREVENTIVA * Formas de pagamento aos credores – Art. Não ser falido. 161 e 162 * Juiz nomeará comissário – Art. Demais sociedades – sócio que tiver qualidade da gerência da sociedade 5. 4. Exercer o comércio há mais de 2 anos. 159 e 160 * Escrivão fará autos conclusos ao juiz – Falência ou Concordata – Art. Devedor interdito – curador 3. . Não ter título protestado. Requisitos para a inicial do pedido de concordata – Art. 157 1. 175 – inicia-se na data do ingresso do pedido em juízo. Sociedades em liquidação – liquidante * Além dos impedimentos do Art. 168 * Prazo para cumprimento da concordata – Art. Espólio do devedor – inventariante 2. Ativo que corresponda a mais de 50% do passivo quirografário. o devedor deve: Art. 158 1. 2. 3. 156 * Representados no processo de concordata preventiva – Art. 140. Sociedades anônimas – diretores 4.

Art. o síndico publicará aviso para iniciar a realização do ativo e pagamento do passivo . 181 * Negada a concordata.Art.à prazo que não poderá exceder 2 anos . 178 * Pedido de concordata da sociedade depende de consentimento dos sócios . 183 .Art. juiz publicará por edital e marcará o prazo de 05 (cinco) dias para os credores oporem embargos à concordata .à vista 50% .Art. 179 * Verificando que o pedido está formulado nos termos da lei. 182. 177 * Devedor deverá oferecer aos credores quirografários: 35% .99 CONCORDATA SUSPENSIVA * Suspensão da falência .Art. 182 * Para a venda de determinados bens.devendo ser pago 2/5 no primeiro ano * Pedido deverá ser feito dentro dos 5 dias seguintes ao prazo para entrega do relatório do síndico . * Concedida a concordata os bens arrecadados serão entregues ao concordatário . o juiz pode permitir que se aguarde o julgamento do Agravo . § único.Art.Art.

174.Art. 2. 185 . exibir prova de quitações do Art. poderá pedila a qualquer tempo.100 * Prazo para cumprimento da concordata. devendo o concordatário em 30 dias cumprir determinadas obrigações . I. pagar os encargos e dívidas da massa e os créditos com privilégio geral. pagar a porcentagem devida aos credores quirografários se a concordata for à vista * O falido que não pedir concordata suspensiva dentro do prazo.Art. não interrompendo a realização do ativo e pagamento do passivo . inicia-se na data da sentença. 183. § único 1. 3.

escrivão. Pós-falimentares – Praticados após a declaração da falência. Classificação dos Crimes Falimentares Próprios – Praticados pelo falido.101 CRIMES FALIMENTARES – Art. Sanções Penais – Detenção Reclusão. 186 * Crimes de natureza econômica Condição – Devedor comerciante. etc. Sujeito Ativo – Comerciante. etc). Impróprios – Praticados por terceiros como o síndico. . Ocorrência de atos e fatos enumerados na Lei Falimentar. Pré-falimentares – Praticados antes da declaração da falência. contador. Sentença declaratória da falência. Outras pessoas (síndico.

admitindo Sursis – livramento condicional – 6 meses a 3 anos – Art. excepcionalmente admite Sursis – 1 ano a 4 anos – Arts. 190. Detenção – 1 ano a 2 anos – Art. 191.102 Detenção – pena restritiva da liberdade. Reclusão – pena restritiva da liberdade. gerentes ou liquidantes – Art. 189. Crimes Falimentares Imputados a Terceiros Reclusão – 1 ano a 3 anos – Art. 187 e 188. 186. administradores. Falência das Sociedades – são equiparados ao falido seus diretores. .

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INTERVENÇÃO E LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

Lei nº 6.024, de 13 de março de 1.974 Instituições Financeiras – Privadas e Públicas não federais Cooperativas de Crédito

INTERVENÇÃO - Art. 2º É uma medida administrativa, que objetiva sanar as dificuldades materiais da empresa 1. Entidade sofrer prejuizo, de má administração; 2. Infrações a dispositivos da legislação bancária; 3. Hipóteses de correr qualquer dos fatos dos Arts. 1º e 2º da Lei de Falências

* Decretação ex-officio pelo Banco Central do Brasil ou por qualquer administrador da instituição de acordo com o estatuto – Art. 3º * Prazo – Não superior a 6 meses, prorrogado por mais 6 meses – Art. 4º * Interventor – Nomeado pelo Banco Central – Art. 5º

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* Efeitos da Intervenção – Art. 6º 1. Suspensão das exigibilidades das obrigações vencidas; 2. Suspensão das obrigações vincendas contraídas; 3. Inexigibilidade dos depósitos já existentes à data de sua decretação

* Cessará a Intervenção – Art. 7º 1. Interessados, apresentarem condições de garantia ao Banco Central; 2. Quando a situação da entidade houver se normalizado (critério do Banco Central); 3. Decretada liquidação extrajudicial ou falência da entidade

Processo de Intervenção * Nomeação do Interventor, mediante termo lavrado no Diário da entidade ou qualquer livro que o substituir – Art. 8º

* Funções do Interventor – Art. 9º 1. Arrecadar os livros da entidade e documentos de interesse da administração; 2. Levantar balanço e inventário dos livros, documentos, dinheiro.

105 * Administradores deverão entregar ao interventor em 5 dias –

declaração assinada em que conste: Art. 10 1. Qualificação dos administradores e membros do conselho fiscal; 2. Mandatos outorgados em nome da instituição; 3. Bens imóveis e móveis que estiverem fora do estabelecimento; 4. Participação que cada administrador ou conselheiro tenha em outras sociedades.

* Interventor em 60 dias apresentará ao Banco Central relatório – Art. 11 1. Exame da escrituração e situação econômico financeira da instituição; 2. Indicação dos atos e omissões danosos que tenha verificado; 3. Proposta de providências convenientes a instituição.

*

Após a apresentação do relatório ou da proposta do Interventor o

Banco Central poderá – Art. 12 1. Determinar a cessação da intervenção; 2. Manter a Instituição sob Intervenção, até serem eliminadas as irregularidades; 3. Decretar a liquidação extrajudicial; 4. Autorizar o interventor a requerer a falência da entidade

* Interventor prestará contas ao Banco Central, no momento em que deixar suas funções ou a qualquer tempo – responderá civil e criminalmente – Art. 14

20 * Liquidante apresentará relatório ou proposta e o Banco Central poderá: Art. 15 1. Ex-officio. nomeado pelo Banco Central – Art. Art. 2. 21 1. * Prosseguimento – liquidante mandará publicar no DOU e jornais de grande circulação aviso aos credores para declararem seus créditos – Art. 2. 17 * Será aplicado ao processo de liquidação o disposto no processo de intervenção – Art.106 LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL É um processo de natureza administrativa que visa à extinção da empresa insolvente * Será decretada: Art. Prosseguir a liquidação. 16 * Atos. 31 . * Executada por liquidante. 25 * Será feita a realização do ativo segundo escolha do liquidante – Art. 22 * Liquidante organizará quadro geral de credores e publicará – Art. documentos e publicações será usada a expressão “Em liquidação Extrajudicial” em seguida a denominação da sociedade – Art. Requerimento dos administradores da instituição. 22 * Prazo – 20 à 40 dias . Requerer falência da entidade.§ 1º.

33 * Liquidante é equiparado ao síndico na falência – Art.107 * Central * Liquidante responderá civil e criminalmente por seus atos – Art. 34 Pagamento do passivo e prestação de contas do liquidante ao Banco .

Sebastião José – Direito falimentar.108 BIBLIOGRAFIA ALMEIDA. Saraiva. Maria Bernadete – A reorganização da empresa como objetivo principal do processo falimentar. Ícone. Luiz – Direito falimentar. 1993. REQUIÃO. São Paulo.Decreto. Rubens – Curso de direito falimentar. Dissertação de Mestrado. PUC/SP. São Paulo. ABRÃO. Revista dos Tribunais. São Paulo.376/93 O novo direito falimentar. Nelson – Curso de direito falimentar. Revista dos Tribunais. São Paulo. São Paulo. -----------------------Tribunais. ROQUE. Código Comercial . Amador Paes de – Curso de falência e concordata. Saraiva. São Paulo. TZIRULNIK. Revista dos .lei nº 7.661/45 Projeto de Lei nº 4. MIRANDA.

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