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Monografia Carina Marcus Paolo

Monografia Carina Marcus Paolo

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  • 1. INTRODUÇÃO
  • 2. PROBLEMA
  • 3. OBJETIVO
  • 4. JUSTIFICATIVA
  • 5. PROBLEMATIZAÇÃO SISTEMATIZAÇÃO
  • 5.1. Caracterização e posição serial do sistema
  • 5.2. Ordenação hierárquica do sistema
  • 5.3. Expansão do sistema
  • 5.4. Modelagem comunicacional do sistema
  • 5.5. Fluxograma funcional ação-decisão
  • Figura 2.5 - Fluxograma funcional ação-decisão
  • 5.6. Tabela de função – informação – ação
  • Tabela 2.1 - Tabela de função – informação – ação
  • 5.7. Problematização do sistema homem-tarefa-máquina
  • a) Problemas interfaciais
  • b) Problemas acidentários
  • c) Problemas Acionais
  • d) Problemas psicossociais
  • 5.7.1. Hierarquização dos problemas – Técnica de GUT
  • Tabela 2.2 - Hierarquização dos problemas – Técnica de GUT
  • 5.7.2. Sugestões preliminares de melhoria
  • 5.7.3. Parecer Ergonômico
  • 5.8. Levantamento de dados ergonômicos
  • 5.8.1. Anatomia e Fisiologia da Coluna Vertebral
  • 5.8.1.1. Curvas da Coluna Vertebral
  • 5.8.1.2. Desvios do eixo da Coluna Vertebral
  • 5.8.1.3. Fisiologia da Coluna Vertebral
  • 5.8.1. Fisiopatologia da Degeneração Vertebral
  • 5.8.2. Anatomia da Coluna no Levantamento de Carga
  • 5.8.3. Anatomia e Fisiologia da Mão
  • 5.9. Levantamento de dados antropométricos
  • Tabela 2.5 – Projetação Ergonômica - Dimensionamento Homem-Máquina
  • 6. LEVANTAMENTO E ANÁLISE DE DADOS
  • 6.1. Observações
  • 6.2. Levantamento e Análise de Similares – Técnica de PNI
  • 6.3. Levantamento e Análise de Materiais e Processos de Fabricação
  • 6.3.1. Requisitos de Seleção
  • Tabela 3.2 – Processos de fabricação aplicados aos componentes do sistema
  • 6.3.2. Alumínio
  • 6.3.3. Aço
  • Tabela 3.3 – Normatização e especificação de alguns tipos de aço
  • 6.3.4. Estruturas Tubulares
  • Tabela 3.7 - Tubos retangulares de aço-carbono
  • Tabela 3.9 - Tubos circulares de aço-carbono
  • 6.3.5. Chapas
  • Tabela 3.10 - espessuras-padrão das chapas grossas de aço
  • Tabela 3.11 - Espessuras-padrão das chapas grossas de aço
  • 6.4. Dados do Mercado
  • 7. SÍNTESE
  • 7.1. Requisitos Projetuais
  • Tabela 4.1. Requisitos projetuais do subsistema 1
  • Tabela 4.2. Requisitos projetuais do subsistema 2
  • 8. GERAÇÃO E SELEÇÃO DE ALTERNATIVAS
  • 8.1. Alternativas Geradas
  • 8.2. Alternativa Selecionada
  • 9. DESENVOLVIMENTO
  • 9.2. Testes com Modelo Rústico
  • 10. ANEXOS
  • 10. REFERÊNCIAS

Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências

UNEB – PÓSDESIGN

2003

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Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências

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Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências

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Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências UNEB – PÓSDESIGN 2003 4 .

..........2................ 5.......5................................... Levantamento de dados antropométricos.7...................................... 8................ 5......................... Fluxograma funcional ação-decisão.......................................................8...........................................................................................................................1................................................................................................................................................. Anatomia da Coluna no Levantamento de Carga.......1................................................................................... 5................................................. Levantamento e Análise de Materiais e Processos de Fabricação...................3....................... 6..........................2.......................................... Levantamento de dados ergonômicos.......................................... Anatomia e Fisiologia da Coluna Vertebral........ Parecer Ergonômico... Hierarquização dos problemas – Técnica de GUT..................................................4....................................................... 3....................................................1........................ 5.....3......... Alternativas Geradas....3........................................................................................ 6..................................... Requisitos de Seleção.................................................................................. 6. LEVANTAMENTO E ANÁLISE DE DADOS..............................................3............................6.3...... 2..................... 5.. 5.... PROBLEMATIZAÇÃO SISTEMATIZAÇÃO................Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências SUMARIO 1........1........................................................................................ Tabela de função – informação – ação....................... Expansão do sistema...2.....................................................1....... Sugestões preliminares de melhoria...................1.......... Chapas.............................. 5........ Alternativa Selecionada..................................... 7.................... PROBLEMA....4................................... 6................................................................1.....8...8...........7. Curvas da Coluna Vertebral......... GERAÇÃO E SELEÇÃO DE ALTERNATIVAS............. Aço................................... Dados do Mercado...........................8..... 5...............3................................................................................................................................................. 5....................2.................................2.......................... 5.............................. OBJETIVO... 6............ Anatomia e Fisiologia da Mão..... 10 11 11 12 14 14 15 15 16 17 17 19 26 27 27 29 29 31 32 34 35 37 41 43 48 48 50 51 51 54 56 58 65 68 70 71 72 72 75 UNEB – PÓSDESIGN 2003 5 .........1............... 6.....3..................1......................... Observações... Requisitos Projetuais.................................................................................................... 5. 8....................................... 5........................ Fisiologia da Coluna Vertebral........7...............................1..7.............................. 5......................................2................................8................. SÍNTESE........ Caracterização e posição serial do sistema............. Fisiopatologia da Degeneração Vertebral..... 5................................................................. 6........................ 5............................................8................4............. 4.................................. Modelagem comunicacional do sistema.....................................................5.................. 5..3............. 7............... 6........8.......................................1.... Problematização do sistema homem-tarefa-máquina. 6.........2.................. 5................ JUSTIFICATIVA......1.....3........................................................... 5............................................................................................3....... Desvios do eixo da Coluna Vertebral.......... 5....................................... 8................................................................ Alumínio. Estruturas Tubulares.......................................... INTRODUÇÃO.......... 6................. Ordenação hierárquica do sistema.. Levantamento e Análise de Similares – Técnica de PNI....8................ 5...........................9....3....................

..................... DESENVOLVIMENTO...................... Testes com Modelo Rústico........Técnica de seleção de alternativa ANEXO IV – Questionário ANEXO V ............................................................................... ANEXO I ...... 9..................................................................................................................Desenho Técnico ANEXO VI – Rendering e protótipo 76 76 76 94 80 80 81 86 88 90 91 UNEB – PÓSDESIGN 2003 6 ...................Tabela de GUT ANEXO II ..................... 9........................................................ 10........................... REFERÊNCIAS.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 9............................................ 11..............Técnica de PNI ANEXO III .......................1.... Planilha de Planejamento para Construção e Testes com Modelos.........2.................... ANEXOS...

........................................................ 2............................................................. Problemas Acionais..................................... Problemas acidentários.......................................................................................................................................... 2................15......7......................................................................... 2..28.... Coluna vertebral....................................................................................31.........6..........36...................................... 2..3..............9... Exemplo da herniação do disco L5/S1 resultando em compressão e inflamação da raiz de um nervo espinhal................................................................................. 2................................14.................................................... Problemas Acionais...................................12.................................. Problemas interfaciais..8............................... Curvas da coluna vertebral....................................................35.............................. Movimento dos dedos............................................................ Sistema padrão de classificação postural desenvolvido por KEYSERLING (1986)........................ 2..............29................................................................................................. UNEB – PÓSDESIGN 2003 14 15 16 16 17 20 20 21 21 22 22 23 23 23 24 24 24 25 25 25 25 25 30 32 36 36 37 37 38 39 40 42 42 43 43 43 43 43 44 7 .... Ordenação hierárquica do sistema.. 2... 2.................. 2..................................... 2..... 2...........................5... Problemas acidentários.. Áreas de contato da mão........22.............. 2............ Problemas Acionais.................................. 2.............19.......................................................................................... 2................................................................. 2............................................................................................................... Dados Antropométricos da mão................................................ 2......... Problemas Acionais.......................................................................... 2...... 2............................................................................ Problemas interfaciais........................................................... Movimento dos dedos.... Espondilose Vertebral................ 2.................................10................................................................... 2............................................................................................... Problemas interfaciais.................................17................................ Movimento dos dedos................24........................................................................ 2......................... 2................................................. 2..............21................................................13...................37....................26.................................... Problemas Acionais...... Problemas Acionais........................................................................................... Ruptura discal.............................................. Modelagem comunicacional do sistema.............................. 2.... Posturas assumidas pela mão................18....... Problemas interfaciais....................30..................................................23........39....................................... 2........................ 2................27..... 2........................................ 2... Fluxograma funcional ação-decisão................................... Problemas psicossociais....................... 2.........................................................Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências LISTA DE FIGURAS 2...... Problemas psicossociais.................... 2............20..................................................................................... 2.......... Problemas Acionais............................. Corpo vertebral e disco............................................ 2........16............... 2....................2......................................................................33..................................................................................................... Caracterização e posição serial do sistema ....................... Problemas interfaciais.........................34........... Movimento dos dedos..32............................. Hérnia de disco.. Movimento dos dedos...........................................................25.......38............................ 2.......11......4.......... 2...............1........... 2.................................................................................... 2...................................................................... Problemas Acionais............................................. 2.................................... Expansão do sistema................................................................. Estreitamento de Canal....................................................................

................4........................... Modelo Rústico...................12............... Modelo Rústico.......................................................... Modelo Rústico..................................................... Modelo Rústico......... Alternativa 4.......................... Modelo Rústico........ 6........................................... 6. Alternativa 3...............2............................................................ 3...........................................................................................................................7............9................................................ 6.................................................................................... 6................ 6........................................ Modelo Rústico............................. Alternativa 2................................10.......... Modelo Rústico................................................13................................................................8..................... Modelo Rústico................................................................................ Queda da fecundidade..................................................................................... Modelo Rústico...............2... 6... 6........................................................................... Modelo Rústico........ 5.......................................................... 6........................................ Modelo Rústico............................................. Modelo Rústico...............................................................2.................... 6..........1...........................................................................Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 3....... 6.......... 5................. 5................................................................................... 6.........5..............................3....................................................................................................... 6........................... 5............................................................................ Fluxograma de desenvolvimento de um produto: condições de contorno e relações funcionais entre projeto.................................1............................................................................................. Alternativa 5............................ seleção de materiais e seleção de processo..................................3.......11....4......................................... Alternativa 1.................. 3.......................... 5................................................ 51 54 68 73 73 74 74 75 77 77 77 77 77 78 78 78 78 79 79 79 79 UNEB – PÓSDESIGN 2003 8 ...3...................................................1.......................... O “afunilamento” de um típico procedimento de seleção de materiais e alguns critérios de decisão ao longo do evento.............................................................. 6..........................5.........6...................................... Modelo Rústico..........

..... DPOC.......... 2.10...................2..... 2............................................................... 3....................... segundo a norma Alemã DIN 33402 de 1981 (Ilda........................................... Tubos circulares de aço-carbono........................................... Normatização e especificação de alguns tipos de aço.................14...................................................4.. 3......................................................2... Processos de fabricação aplicados aos componentes do sistema. Projetação Ergonômica ................17....................... 3......... Chapas finas a frio.. Dados antropométricos das mãos............................................ 3.8........................... 3. 2................... 3....4................................................................................... Hierarquização dos problemas – Técnica de GUT..................5......... Levantamento de dados antropométricos... 3.......... 3...16..........................1...................................................................12... 3.............................. Chapas finas a quente................................. Comparativo com 4 patologias (ICC................................................. 3... Tubos circulares de alumínio............................... AVC e Diabetes) e a diferença percentual entre a internação domiciliar e hospitalar.................................. 3..................1...................... 3.............Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências LISTA DE TABELAS 2................2............................................................ 4............................ 3.................................................................................. Espessuras-padrão das chapas grossas de aço..........................................3............... 3.........................9........................ 1990) ...................... Espessuras-padrão das chapas grossas de aço..... Quadro do parecer ergonômico....3..3................ Equipamentos utilizados nos cuidados com os pacientes...................................... 5...................................... 48 49 49 68 UNEB – PÓSDESIGN 2003 9 ...................... 3............ Custo unitário e o total do ano para unidades e a freqüência anual para os componentes do custo da internação hospitalar de pacientes com DPOC.........................................15....1........................................... 3....1................. Tubos quadrados de alumínio........ 18 26 28 45 46 47 52 53 57 60 61 62 63 63 64 65 66 66 67 67 69 69 70 71 71 76 76 LISTA DE GRAFICOS 3.......................... 3................................... Maiores dificuldades com o enfermo............ Tubos retangulares de alumínio...........................1.................................................................................................. 2.......... Requisitos projetuais do subsistema 1....4.............13.................................................................................... 3.....................6......................................... Cronograma.................................................................................. 6................... Tabela de função – informação – ação................. Custo unitário e o total do ano para unidades e a freqüência anual para os componentes do custo da internação domiciliar de pacientes com DPOC............................. 2........................... Queda da fecundidade........ Tubos quadrados de aço-carbono.. 3.............1...................................................7................. químicas e físicas dos materiais conforme as solicitações dos componentes do sistema.................................................................. Chapas zincadas (galvanizadas) .........................6............. 3..............................................................................11........................Dimensionamento Homem-Máquina............. Identificação das propriedades mecânicas................................. Requisitos projetuais do subsistema 2.............. Tubos retangulares de aço-carbono...5...................................... Resultados Check-list....................... 4................................. Acidentes mais freqüentes..............2........

não só no sistema privado de saúde. na prevenção. INTRODUÇÃO A medicina domiciliar é um termo genérico para um conjunto de procedimentos hospitalares que podem ser feitos na casa do paciente.2 milhões de dólares no grupo sem home care contra 600 mil dólares no grupo com home care. devido principalmente ao fato de o home care ser um tipo de serviço de saúde ainda muito recente. UNEB – PÓSDESIGN 2003 10 . Aplica-se a todas as etapas do cuidado médico. que também retornaram mais rapidamente às suas atividades normais. no que se entende por home care em diversos países e na comparação dos serviços oferecidos no mercado. dos quais metade recebeu cuidados médicos em casa e a outra metade recebeu os mesmos cuidados em hospitais ou centros de saúde comunitários. como o tratamento de feridas em diabéticos. cuidado no lar). este estudo demonstrou uma diferença significativa . A recuperação do estado de saúde foi mais rápida nos pacientes em home care. bem como nos procedimentos de reabilitação. de fazer sua própria higiene pessoal. Ao contabilizar os custos consumidos pelo home care e pelos hospitais. publicado na revista da Associação Médica Americana (JAMA. nas quais os pacientes não tem condições de se locomover. como a internação domiciliar para condições mais graves. 2000: 31) observou resultados desse tipo numa comparação de 100 pacientes vítimas de derrame. 1999: 287) demonstrou como o acompanhamento domiciliar diminuiu a necessidade de readmissão hospitalar em um grupo de 400 idosos com diversas complicações crônicas da saúde. no diagnóstico e no tratamento de doenças. Uma pesquisa publicada na revista da Associação Americana de Cardiologia (STROKE. Pouco a pouco. Outro estudo.cerca de 1. Além disso. a medicina domiciliar é mais acessível do que parece e seus custos já são cobertos pela maioria dos planos de saúde. no qual a atual implementação do programa de saúde da família pelo Ministério da Saúde segue os mesmos princípios básicos. podendo necessitar de respiração artificial. no retorno mais rápido às atividades cotidianas e na redução do número de readmissões hospitalares. Mas apesar dos resultados positivos. a medicina domiciliar abrange desde procedimentos simples. até outros de maior complexidade. Esse são apenas alguns exemplos de pesquisa científica nessa área. Longe de ser um luxo ou uma excentricidade restrita a poucos. terapia intravenosa e fototerapia para recém-nascidos. há dificuldades metodológicas relacionadas à variedade muito grande de doenças envolvidas. Também conhecida como home care (do inglês. essas dificuldades vão sendo superadas e o home care vai se tornando mais popular na sociedade. Os principais resultados aparecem na evolução do estado de saúde. Diversos estudos científicos vêm comprovando as vantagens do home care em relação à internação hospitalar.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 1. fazendo parte. terapia nutricional e acompanhamento integral por profissionais treinados. uma redução de 50%. mas também no setor público. a quantidade de pesquisas ainda é pequena.

3. excluídas as técnicas ou procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas. UNEB – PÓSDESIGN 2003 1 11 . o que acaba preservando alguns aspectos importantes de sua privacidade. as pesquisas atuais tem mostrado que fatores psicológicos também podem atuar favoravelmente na medicina domiciliar.o cuidador1. dificuldade de higienização. físicos e psicológicos. Verifica-se que o uso de móveis residências. evita que o paciente fique afastado de suas atividades de lazer. móveis hospitalares inseridos no ambiente doméstico. do Ministério da Saúde (1999). devido ao uso de um equipamento hospitalar em residência. OBJETIVO A proposta deste trabalho vincula-se à fatores psicológicos que interagem no sistema homem X tarefa X máquina. destoando do contexto familiar. uma vez que o ambiente familiar reúne condições físicas. além de dificuldades para a realização de necessidades fisiológicas. impossibilidade de realização de ajustes. que se tornam mais ativos. o cuidador é a uma pessoa. ele estabelece uma relação próxima com os profissionais de saúde. Outro fator humano importante no home care é a assistência individualizada que o paciente recebe. um posto de trabalho ergonomicamente planejado mantendo as características domiciliares do ambiente. 2. e ao usuário indireto de equipamentos hospitalares . ao usuário. para o tratamento domiciliar. Na utilização da cama hospitalar os problemas são verificados durante a realização de ajustes do equipamento e. provoca constrangimentos posturais do paciente e do cuidador. O convívio familiar e o ambiente doméstico promovem um maior envolvimento dos membros da família. Buscar parâmetros para o desenvolvimento de um sistema que permita a acomodação confortável e segura do paciente em tratamento domiciliar e. o uso de qualquer dos sistemas implica em constrangimentos. tem suas particularidades clínicas mais bem investigadas e se sente mais motivado a aderir ao tratamento. No entanto. medicação de rotina. ao cuidador. seja ele o cuidador ou o paciente.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Assim. cuida do idoso doente ou dependente no exercício das suas atividades diárias. nos constrangimentos psicológicos. Segundo o documento “Uma política Nacional para o Idoso”. no que se refere ao usuário direto . membro ou não da família. tais como alimentação. que. PROBLEMA Os atuais sistemas utilizados para a internação domiciliar são adaptações de móveis residenciais ou. particularmente na área de enfermagem. Em vez de se sentir como mais um número nas estatísticas. principalmente. simplesmente. higiene pessoal. participam mais das tomadas de decisão e melhoram a comunicação com a equipe de saúde. afetivas e sociais que são de extrema importância para a recuperação do paciente.o paciente. causados ao paciente e aos familiares. acompanhamento aos serviços de saúde ou outros serviços requeridos no cotidiano – como a ida a bancos ou farmácias -. com ou sem remuneração. A proximidade com a família evita a sensação de solidão que é comum na internação hospitalar.

Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 4. Séculos se passaram e hospital e hospitalidade conservam a raiz etimológica. absorveram os avanços da tecnologia.5% do total da população do país. mais de 20. até estarem em boas condições de saúde para partirem para a próxima viagem. Um hospital (para aqueles indivíduos que moravam longe e/ou que estavam fora do seu local de moradia). junto ao conforto da família. O hospital foi se transformando em uma instituição especializada no tratamento dos enfermos e ganhou. muitas vezes esses hóspedes estavam mal nutridos e doentes. ganharam profissionais especializados.000 prestadores de Serviços de Assistência Domiciliar estão cadastrados no país. A população cresceu. (HOUAISS. o status de instituição pública e essencial. em torno de 7 milhões de pessoas. era uma casa onde peregrinos e viajantes permaneciam temporariamente. Em 1997. Segundo dados da Associação Nacional de Home Care dos Estados Unidos. uma das tendências mais fortes no setor de saúde é a “desospitalização”. a Inglaterra na assistência à pacientes terminais e com patologias pulmonares. passaram a salvar cada vez mais vidas. mas do ponto de vista etimológico as palavras 'hospital' e 'hospitalidade' têm muito em comum. não decorre da má vontade ou da falta de preparo dos profissionais. Hospital vem da palavra latina hospes. No hospital medieval eles tomavam banho. Mas essa revolução também teve seu preço porque a tecnologia tem um custo muito alto. com idosos e dependentes de oxigenioterapia. Os hospitais cresceram. 2001). a África com geriatria. Em pleno início do século XXI. Israel com pacientes idosos e problemas cardíacos e a França com a Aids. como o Canadá na internação domiciliar de pacientes portadores de neoplasias. que no inglês derivou para host e tem o sentido de hospedar. contudo. mas na prática não se pode dizer que um hospital seja um lugar agradável para o paciente. JUSTIFICATIVA Nos dias de hoje pode até parecer estranho. que no francês se transformou em hospitalité e é um atributo daquele que trata bem seus hóspedes”. a Austrália com pacientes que apresentam doenças pulmonares obstrutivas crônicas. os pacientes e a população se inserem atualmente. Vindos de longas jornadas. na sociedade contemporânea. recebeu algum tipo de assistência à saúde no domicílio. recebiam comida e outros cuidados e se entretinham por algum tempo. Os hospitais tendem a se transformar em instituições dedicadas apenas aos pacientes que necessitam de cuidados intensivos e que correm risco de vida. A maioria dos pacientes não se encaixam nesses critérios e podem ser tratadas nas residências. no latim. Os tratamentos das doenças e seus tratamentos se tornaram mais complexos. UNEB – PÓSDESIGN 2003 12 . Acredita-se que ambas as palavras. 2. a expectativa de vida aumentou e o número de pacientes também. naquela época. A falta de hospitalidade. mas da transformação do contexto em que eles. De lá para cá muita coisa mudou. tenham surgido na Idade Média. A palavra hospes logo derivou para hospitalitas. Relatórios da World Health Organization – WHO (Organização Mundial de Saúde – OMS) mostram que outros países têm relatado suas experiências. além de cansados.

Há. que consomem um tempo médio de internação domiciliar de 27 dias. estão em regime de internação domiciliar no Rio de Janeiro.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências “Também no Brasil já se observa. acelerandu o processo de melhora. quadros clínicos agudos e de maior gravidade. entidades representativas de empresas privadas como a Associação Brasileira das Empresas de Medicina domiciliar (Abemid). cerca de 150 empresas privadas conhecidas como serviços domiciliares. A experiência pioneira da qual se tem registro é a do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. antibióticoterapia e outros procedimentos variados. Segundo MENDES (2001). com o objetivo de reduzir a necessidade de internação e ou tempo de permanência hospitalar. Estes pacientes demandam assistência ventilatória. Cabe salientar que o paciente na sua casa sente-se mais bem amparado. Após a alta. envolvendo a família na assistência. procurando assim ampliar a oferta de leitos para casos cirúrgicos. vem oferecendo atendimento a pacientes no domicílio. durante a última década. neoplasias e infecções. uma progressiva tendência de incremento de serviços dc assistência domiciliar. A relação torna-se mais humanizada. em média. cerca de 130 pacientes. atualmente. A maioria tem mais de 60 anos. doenças pulmonares obstrutivas crônicas. sendo que atualmente cerca de 70% dos pacientes são oriundos do hospital e 30% já são admitidos diretamente em domicílio. sendo as patologias preponderantes a estes os acidentes vascular. com o surgimento de empresas para atender a uma demanda potencial por serviços dessa natureza. que desde 1968. UNEB – PÓSDESIGN 2003 13 . ainda. representando empresas especializadas. observa-se que o paciente ganha mais autunomia diante das limitações causadas pela doença.” MENDES (2001). Devem existir.

paciente recuperado . equipamentos.Conforto (ajustes de altura e angulação) .o sistema alimentador . “O sistema é um conceito porque está organizado em torno de transformações (de entradas a saídas. De acordo com Meister (apud MORAES et alli. UNEB – PÓSDESIGN 2003 14 . por sua vez. 5. PROBLEMATIZAÇÃO SISTEMATIZAÇÃO A noção do sistema homem-máquina sempre se apresentou como um dos conceitos básicos da ergonomia. 2000). As entradas são processadas pelo processo característico do sistema alvo (Fig. produz saídas para um sistema que lhe é posterior . pode ser deduzido somente pelas entradas antecedentes e pelas conseqüentes saídas.fácil higienização SAÍDAS .o sistema ulterior.paciente c/ quadro agravado RESULTADOS DESPROPOSITADOS . é uma abstração e não uma configuração física ou um tipo de organização. É basicamente uma estrutura para a análise de sistemas.fácil locomoção do sistema . de estímulos a respostas) que são invisíveis. ULTERIOR Residência / hospital META Acomodar o paciente na postura deitada.1.Dificuldade de ajuste Figura 2.Queda do paciente .1 . Caracterização e posição serial do sistema Segundo MORAES (2000). 2000). o sistema-alvo situa-se numa posição serial e recebe entradas de um sistema que lhe é anterior .não alterar a aparência de móvel domiciliar . Meister (apud MORAES et alli. ALIMENTADOR Hospital ENTRADAS Paciente enfermo SISTEMA ALVO Sistema de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residência REQUISITOS .segurança . Aquilo que é encontrado dentro do sistema. tudo que se vê são os produtos destas transformações. máquinas e ambientes.1).Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 5. o sistema homem-máquina é essencialmente um conceito baseado em certas suposições. A natureza da construção do sistema é sugerida pelas várias maneiras nas quais ele foi definido”. como o comportamento humano em geral. ao enfocar a interação do homem com utensílios. de forma a permitir seu tratamento. dimensões domiciliar.Caracterização e posição serial do sistema SIST. 2.usabilidade . dimensões das camas existentes no mercado e normas técnicas SIST.e. RESTRIÇÕES custos.

Figura 2.2.2 .) Tem-se.3. (.3). e níveis hierárquicos inferiores constituídos de subsistemas e subsubsistemas e sub-sub-sistemas”. Ordenação hierárquica do sistema “Posiciona o sistema-alvo de acordo com sua continência ou inclusão em outros sistemas hierarquicamente superiores. uma das principais noções que a abordagem sistêmica propõe é a de expansionismo dos sistemas. Expansão do sistema De acordo com MORAES (2000).Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 5..Ordenação hierárquica do sistema 5. a partir do sistema alvo.. 2. A ordem hierárquica e a posição em série do sistema apresenta outros sistemas paralelos a ele próprio e recebe como entrada produtos provenientes de sistema serial que o antecede e produz saídas que o sucede. portanto. até o ecossistema. UNEB – PÓSDESIGN 2003 15 . o níveis hierárquicos superiores que são o supra sistema e o supra-suprasistema.2). MORAES (2000). (Fig. Existem ainda os sistemas redundantes que replicam o sistema alvo (Figura 2.

Manivelas ACIONAMENTOS: .4 .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências ECO-SISTEMA: Enfermo SUPRA-SISTEMA: Unidade de tratamento SISTEMA ALVO: Sistema de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residência SUB-SISTEMA 1: SIST. os subsistemas humanos de resposta / regulação (ações realizadas) .Tato .Botões . compreendendo os subsistemas humanos de tomada de informação / percepção (sentidos humanos envolvidos). Modelagem comunicacional do sistema A Modelagem comunicacional do sistema. de acomodação de remédios e pertences SISTEMA REDUNDANTE 1 Sistema de higienização SISTEMA REDUNDANTE 2 Cama hospitalar Cama residencial Figura 2.muleta . gestos.3 . os subsistemas da máquina que fornecem informações para serem processadas pelo homem.Movimentar .maca Hospital SUB-SISTEMA 3: Residência hospital Alimentação SISTEMA PARALELO 1 SISTEMA PARALELO 3 Sist.Com os pés . SERIAL 2: . SERIAL 1: SISTEMA PARALELO: Acomodação SUB-SISTEMA 2: Higienização SIST.Modelagem comunicacional do sistema UNEB – PÓSDESIGN 2003 16 .Segurar .Aparência física .Mover Respostas Humanas: .Apertar .Cadeira de rodas . os subsistemas da máquina que recebem as ações do homem (Figura 4).Visão .Com as mãos .Posicionar .Pedais . conforme MORAES (2000). MÁQUINA Fonte de Informação: HOMEM Sistemas Humanos Envolvidos: CANAIS DE TRANSMISSÃO .Puxar .Acomodar .palavra.Angulação .Audição NEURÔNIOS TRANSMISSÕES Comandos Ativados: .Expansão do sistema 5. deslocamentos.com os olhos Figura 2.Posicionamento . posturas.4. lida basicamente com a transmissão de informação.

A análise. fatores de indução ao erro e qualquer outro comentário relevante. (Figura 2. problemas potenciais.6. Ao fim. Fluxograma funcional ação-decisão “Como parte do enfoque sistêmico tem-se o fluxograma. MORAES (2002). UNEB – PÓSDESIGN 2003 17 .1) cada função ou ação identificada no diagrama funcional é estudada e. e prováveis soluções. temse uma lista detalhada de requisitos de informação e de ação para interfaces operador-sistema. A Escrita Figura 2.5.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 5.5).e as decisões implicadas”. as fontes de informação.Fluxograma funcional ação-decisão 5. seqüencial das funções/operações/atividades . alternativas. software e procedimentos. questionáveis .em série. identifica-se e descreve os requisitos de informação. Tabela de função – informação – ação Na tabela (Tabela 2. problemas potenciais. ainda pode produzir sugestões para a melhoria do design de hardware. que pode prever a necessidade de requisitos de suporte. Higienização Acordar Paciente confortável? não sim Alimentação Necessidades fisiológicas Medicação Repouso Assistir TV Leitura não sim OK? Fim Ajustar a cama A Bloco de ref. utilizando-se dos conhecimentos e de todas as informações disponíveis. simultâneas. assim como as ações e os objetos das ações. segundo MORAES (2002).5 .

peso do paciente 1. peso do paciente 2. procedimento para troca UNEB – PÓSDESIGN 2003 18 . localização 2. estado clínico do paciente 1. peso do paciente 2. posição desejada 1. pegar lençol 2. localização do lençol limpo 1. eliminar dejeto 1. lençol 2. retirar o lençol sujo 1. posição do paciente 1. comadre Higieni1. cama não ajustada 3. paciente dades da comadre e fisiolódo papagaio 2. altura da cama Retirar / 2.1 . ajustar a cama 1. mover paciente 3. Manual 2.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Tabela 2. perceber momento de troca 2. estado clínico do paciente 1. o ajuste pose não estar visível 1. paciente 1. localização 1. realização dos ajustes 1. pedais 2. paciente 3. qualificação 3. cama 2. paciente 2. paciente o papagaio o paciente 3. despir o paciente 1. estado físico do lençol 2. deslocar paciente 1. estado clínico do paciente 4. localização dos ajustes Dificuldades 2. lençol 2. paciente 3. cuidador do material de higienização 1. paciente Trocar lençóis 1. cama 1. ajustar o objeto para uso 1. comadre 1. cama não ajustada 3. procediAjustar a mento para cama ajuste 3. papagaio 2. localização do ajuste Funções Informações requeridas 1. Dificuldade de locomoção do paciente 1. paciente zação do paciente 2. não achar a comadre ou 2. posicionar 1. peso do paciente 2. paciente 3. botões 2. não ter prontuário 2. manivelas 3. cuidador 1. cama 2. cama não ajustada 1. cuidador gicas 1. cama não ajustada 3. prontuário do cuidador Necessi1. Ajustar 2. estado de higiene do paciente Conhecimento dos procedimentos de higienização 1. estado colocar clínico do paciente paciente na cama 3. estado clínico do paciente 1. papagaio 2. colocar lençol limpo 4.Tabela de função – informação – ação Informação Fontes de informação Ação Objetos da(s) Ação (ões) Dificuldades ação(ões) 1.

a análise do meio ambiente. em segundo lugar. material de leitura leitura 5. horário Medicação 2.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 1. para a identificação dos aspectos mais graves e flagrantes da situação problemática que. uma definição clara e objetiva do problema. acomodar 1. acomodar 2. localização do controle remoto 1. cama 1. posicionar 1. posição desejada 1. cama não ajustada 3. trocar medicamento 2. paciente 2. de forma a permitir. medicamento 2. cama o paciente 2. posicionar a cama 1. estado clínico do paciente 1. nesta primeira fase. e. desenvolvimento e formulação do problema. paciente 2. estado clínico do paciente 1. finalmente. cama 1. paciente o paciente 2. em primeiro lugar. relógio 1. numa primeira observação ou ao primeiro contato com a realidade. 'saltam aos olhos'. a delimitação da área de atuação. localização da TV Assistir TV 2. tipo de alimento 1. Problematização do sistema homem-tarefa-máquina Nesta etapa do projeto pretende-se identificar e levantar a maior quantidade de informação possível sobre a situação. conhecimento do sistema de ajuste 1. medicamento 4. posicionar a cama 1. estado clínico do paciente Repousar 1. horário da alimentação Alimentação 2. Segundo Bunge (apud MORAES et alli. posicionar 2. necessidade do paciente 1. prontuário 4. paciente a cama 3. trocar horário 1. 2000). estado clínico do paciente 4. paciente a cama 3. cama não ajustada 3.7. paciente 3. que subdivide a colocação do problema em três fases – reconhecimento. paciente 1. paciente 2. paciente 1. cuidador 1. cama a cama 2. estado clínico do paciente Ler 1. localização dos ajustes 2. posicionar 2. parte. equipamento 1. cuidador 1. localização do material de 3. peso do paciente 2. relógio 3. paciente 2. alimento sistema de alimentação 1. peso do paciente 1. cuidador 1. cama 2. ajustar 3. percepção da necessidade do paciente 2. tipo de medicamento 1. Através da observação assistemática retrata-se situações problemáticas envolvendo similares do sistema e seus usuários (não foi possível um registro UNEB – PÓSDESIGN 2003 19 .necessidade do paciente 2. conhecimento do sistema de ajuste 1. conhecimento do sistema de ajuste 1. localização dos ajustes 1.

6 Figura 2. acarretando na flexão da coluna. necessitando de ajuda para se alimentar (Figura 2.6) dificulta a manipulação do paciente. apenas observações e ouvimos relatos): a) Problemas interfaciais Altura do leito (Figura 2. realizamos. Rodízios inadequados dificultam deslocamento da cama (Figura 2.10). O mesmo ocorre se quando utiliza um calço para elevar a cama (Figura 2. na maioria das vezes. Figura 2.7). A grade de proteção aumenta a distância entre o paciente e a enfermeira forçando a torção do tronco desta (Figura 2.8).Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências maior através de fotos devido ao constrangimento dos pacientes.7 UNEB – PÓSDESIGN 2003 20 .9). Falta de suporte para realizar as refeições.

8 Figura 2.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 2.9 UNEB – PÓSDESIGN 2003 21 .

12).10 b) Problemas acidentários Falta de proteção e apoios para movimentação do paciente (Figura 2.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 2.11). Localização e formato das manivelas (Figura 2. Figura 2.11 UNEB – PÓSDESIGN 2003 22 .

17). Dificuldade para subir e descer da cama devido a inexistência de apoio e de ajuste de altura da cama (Figura 2. Postura prejudicial resultante do acionamento da manivela (Figura 2.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 2.16).19 e 2.20).16).12 c) Problemas Acionais Ajuste fora do envoltório acional do cuidador exigindo a flexão dos joelhos e uso de força para girar a manivela (Figura 2. Acionamento de ajuste da cama fora do alcance do paciente (Figura 2. Dificuldade de movimentação do paciente na cama (Figuras 2. Figura 2.13 a 2.18).13 Figura 214 UNEB – PÓSDESIGN 2003 23 .

16 Figura 2.15 Figura 2.17 UNEB – PÓSDESIGN 2003 24 .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 2.

19 Figura 2.21).21 Figura 2. Figura 2. Constrangimentos psicológicos pelo fato do uso de uma cama hospitalar em casa (Figura 2.22).18 Figura 2.20 d) Problemas psicossociais Inexistência de espaço no leito para o companheiro (Figura 2.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 2.22 UNEB – PÓSDESIGN 2003 25 .

Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências

5.7.1. Hierarquização dos problemas – Técnica de GUT Segundo MORAES (2002), a priorização e consolidação do problema compreende a seleção do subsistema ou subsistemas que serão objeto da diagnose. Utilizam-se critérios como gravidade e urgência de solução dos problemas existentes, a tendência de agravamento, as possibilidades tecnológicas e as decisões do decisor. Nesta etapa faz-se uma ilustração mais detalhada destas situações e apresentam-se os argumentos para sua seleção. A técnica de GUT (gravidade, urgência e tendência), desenvolvida por Kepner e Tregoe, permite abordar situações como um todo, hierarquizando os problemas e decidindo por qual começar. Resolver simultaneamente todos os problemas apontados pode ser impossível, contraproducente ou mesmo ineficiente. Para priorizar as ações a serem implementadas, fazem-se três perguntas a respeito de cada um: 1) Qual a gravidade do desvio? 2) Qual a urgência de se eliminar o problema? 3) Qual a tendência do desvio e seu potencial de crescimento? E, segundo a tabela em anexo (anexo I), hierarquizamos os problemas analisados, conforme tabela abaixo.
Tabela 2.2 - Hierarquização dos problemas – Técnica de GUT
CAT.
PROBLEMAS G U T GXUXT HIER.

Ajuste fora do envoltório acional do cuidador exigindo a flexão dos joelhos e uso de força para girar a manivela. Postura prejudicial resultante do acionamento da manivela. Dificuldade de movimentação do paciente na cama. Dificuldade para subir e descer da cama devido à inexistência de apoio e de ajuste de altura da cama. Altura do leito dificulta a manipulação do paciente acarretando flexão da coluna do cuidador. A grade de proteção aumenta a distância entre o paciente e a enfermeira forçando a torção do tronco. Falta de um suporte para realizar as refeições, necessitando de ajuda para se alimentar. Falta de proteção e apoios para movimentação do paciente.

4 4 5 4

3 3 4 4

3 3 4 4

36 36 80 64

5 5 3 4

Acionais

5 2

5 1

4 2

100 4

2 7

Interfaciais

4

5

4

80

3

Acidentários

5

5

4

100

2

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psicossociais

Inexistência de espaço no leito para o companheiro. Rodízios inadequados dificultam deslocamento da cama.

4 5

3 5

3 5

36 125

5 1

5.7.2. Sugestões preliminares de melhoria A partir da constatação da existência de problemas interfaciais, acionais, acidentários, de acessibilidade, movimentacionais e psicossociais e de sua priorização, pôde-se chegar a algumas sugestões preliminares de melhoria: Inserção de um sistema de ajustes de altura do leito; Colocação de grande escamoteável dentro do envoltório acional do enfermo; Sistema de controle remoto para acionamento dos ajustes; Inserção de suportes para realização de atividades do quotidiano como alimentação, leitura, medicação, diversão, higienização; Estética compatível com o ambiente doméstico; Utilização de um sistema compacto e de fácil manipulação e montagem. A partir dessas melhorias pretende-se minimizar os constrangimentos sofridos tanto pelo paciente quanto pelo enfermeiro ou cuidador. 5.7.3. Parecer Ergonômico Segundo MORAES (2002), No parecer ergonômico a conclusão é um fechamento onde se pode mencionar os problemas, focalizar os problemas priorizados, e apresentar algumas sugestões de métodos a serem utilizados (Tabela 2.3).

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Tabela 2.3 – Quadro do parecer ergonômico

Problemas Leito fora do envoltório acional do cuidador (na cama convencional – doméstica) A grade de proteção limita a distância entre o paciente e a cuidador forçando a torção do tronco Acionamento de ajuste da cama fora do alcance do paciente Falta de suporte para realizar as refeições, necessitando de ajuda para se alimentar Falta de proteção e apoio para movimentação do paciente (na cama convencional – doméstica) Ajuste fora do envoltório acional do cuidador exigindo a flexão dos joelhos e uso de força para girar a manivela

Requisitos Altura do leito dentro do envoltório acional do enfermeiro

Custos Constrangihumanos mentos da do tarefa trabalho Dores e lesões na região dorsal da coluna.

Classe de Problema

Disfunções do sistema Dificuldades em manipular (acomodar, virar, recostar etc) o paciente no leito.

Sugestões preliminares de melhoria -Elevar a altura do leito; -Regulagem de altura do leito.

Restrições do sistema

Flexão da coluna

-

Espaço para o enfermeiro Torção do aproximartronco se do paciente. Acionamento de ajustes da cama dentro do envoltório acional do paciente. Existência de suporte de apoio à realização das refeições Existência de proteção e apoio para movimentação do paciente

Dores e lesões na região dorsal da coluna.

Interfaciais

Dificuldades em manipular (acomodar, -Grade virar, recostar escamoteável. etc) o paciente no leito. O paciente -Sistema de depende da controle ajuda de terceiros para remoto. ajustar o leito. -Queda de alimentos / talheres no leito / chão; - Paciente necessita de ajuda para alimentar-se. O paciente depende da ajuda de terceiros para movimentarse no leito.

-

-

Custo

possíveis derramam entos
- auxílio de outros -Possíveis quedas; -Esforço muscular.

-

-Inserção de suporte de apoio à realização das refeições -Colocação de grade de proteção; -Colocação de apoios para movimentação do paciente.

-

Acionamentos para o s ajustes da cama dentro do envoltório acional do cuidador

-Flexão dos joelhos; -Flexão da coluna; -Esforço muscular.

-Fraturas e lesões decorrente s de acidentes; -Fadiga muscular. -Lesões nas articulaçãoes dos joelhos; -Lesões na região dorsal da coluna; -Fadiga na musculatura dos braços.

Acidentários

-

-Dificuldades em ajustar a cama

-Elevar a manivela de ajuste; -Utilizar controle remoto

Acionais

Custo elevado

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apresentar 6 vértebras lombares ou 3 coccígenas. Levantamento de dados ergonômicos 5. havendo a -Fraturas e necessidade lesões de deixa-lo decorren(alimentação.23). Inexistência de espaço no leito para o companheiro Psicossociais -Solidão/ isolamento Constrangimentos psicológicos pelo fato do uso de uma cama hospitalar em casa Rodízios Inadequados dificultando deslocamento da cama.8. equivalente à região da cintura. correspondente ao dorso na região toráxica. tes de exercícios. Espaço físico disponível para a colocação do leito suplementar Leito com aparência de uma cama doméstica - Rodízios que permitam um fácil -Esforço deslocamuscular mento da cama Colocação de rodízios maiores e com de freio Movimentacionais - 5. -Possíveis acidentes Dificuldade de movimentação do paciente na cama -Esforço muscular. A coluna cervical. Necessidades fisiológicas) O paciente depende da -Fadiga ajuda de muscular.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Acionais Dificuldade para subir e descer da Ajuste de cama devido a altura do inexistência de leito apoio e de ajuste de altura da cama Existência de apoio para movimentação do paciente no leito Leito com dimensões de uma cama de casal. Anatomia e Fisiologia da Coluna Vertebral A estrutura óssea da coluna é formada por 33 vértebras (Figura 2. podendo. -Fadiga muscular -Dificuldades de movimentar o leito Ajuste de altura do leito Custo -Colocação de apoios para movimentação do paciente. Toda vértebra se articula com a vértebra que está acima e com aquela que está abaixo mediante apófises articulares. -Possível retardo na melhora. Este número pode variar conforme alteração genética da coluna de cada indivíduo. compõe-se de 7 vértebras. acidentes. A coluna dorsal. constituindo um osso único e compacto. possui 5 vértebras. -Esforço muscular. Leito com aparência de uma cama doméstica -Sensação de desconforto -Paciente permanecer -Fadiga na no leito musculamesmo tura. -Possível agravamento do quadro clínico do paciente. A região sacra. é composta por 5 vértebras fusionadas entre si. -Possível retardo na melhora.1. terceiros para movimentarse no leito. -Possível agravamento do quadro clínico do paciente. O cóccix é formado por 4 vértebras articuladas ao final do sacro.8. que está conectada diretamente com a bacia. - Leito com dimensões de uma cama de casal. possui 12 vértebras e a lombar. UNEB – PÓSDESIGN 2003 29 . correspondente ao pescoço. desta maneira.

suporta as forças de carga e pressão e é composto por uma estrutura óssea esponjosa. chamados apófises. O corpo vertebral encontra-se na porção anterior em relação ao eixo corporal. reunindo-se.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Todas as vértebras têm particularidades próprias. Este por sua vez articula-se com o ilíaco na região pélvica. As apófises dão inserção a músculos e ligamentos. de acordo com o lugar que ocupam na coluna vertebral. formam um anel. de espessura variável conforme a região. apresentando uma placa cartilaginosa na sua porção superior e inferior. as laterais se chamam apófises transversais. Os anéis apresentam. Os corpos vertebrais lombares são achatados e largos por constituírem as vértebras que suportam as maiores pressões da coluna vertebral. e.Coluna vertebral Toda vértebra é formada por um corpo em forma de disco. nesta posição. a posterior se chama apófise espinhal. O corpo vertebral. apêndices ósseos. dos lados e posteriormente. As vértebras sacras são fusionados entre si. constituindo-se num osso que apresenta forma triangular. apresentando a base fixa da coluna vertebral e sua relação com a pelve ou bacia.23 . estabelece-se a base de suporte da coluna vertebral do ser humano. Do corpo partem as lâminas vertebrais que convergem para dentro. UNEB – PÓSDESIGN 2003 30 . Assim. Da superposição desses anéis resulta um canal no qual está contida a medula espinhal. Figura 2.

1. apresenta curvas lordóticas. visto lateralmente ou em perfil. Na porção superior da curva cervical.1. constitui-se num edifício retilíneo por aposição das estruturas vertebrais. cifóticas. tendo a sua estabilidade apenas pelas inserções das estruturas ligamentares e musculares. onde se localizam as articulações costo-transversa e costo-vertebrais subseqüentemente. Curvas da Coluna Vertebral A coluna vertebral é composta por quatro curvas fisiológicas (Figura 2. As forças se concentram numa pequena superfície vertebral na região lombar e por esse motivo exercem essa grande pressão de carga. a base da coluna lombar suportaria pressões de até 1. A curva dorsal ou toráxica é cifótica com convexidade posterior e semirígida. A coluna vertebral. Portanto. semi-rígidas e móveis.000 Kg num homem de 70 Kg na posição sentada.8. Sua condição de semi-rígida é produzida pela fixação nos arcoscostais de ter movimentos. O conjunto de curvas exercem entre si um fenômeno compensatório.24) assim formadas: curva cervical. Isto revela a importância da integridade e treinamento da estrutura muscular e principalmente dos músculos abdominais para mantermos a boa estabilidade e rigidez da coluna vertebral. As móveis são as curvas dos segmentos cervical e lombar. se faz a sustentação da calota craniana e a apófise odontóide permite as rotações para a direita e para a esquerda do crânio em relação ao eixo vertebral. a sacra e a coccígena. rígidas. Sua estabilidade depende da vitalidade dos elementos ligamentares e musculares. Através das apófises transversas e da porção posterior dos corpos vertebrais toráxicos. No segmento cervical e lombar. os movimentos laterais e rotacionais se fazem com a participação das apófises articulares. a dorsal. a lombar. no sentido antero-posterior. Já no movimento antero-posteror temos a maior participação do disco intervertebral. UNEB – PÓSDESIGN 2003 31 . O edifício vertebral. pois as lordoses se compensam com as cifoses e viceversa. ligamentos inter-transverso e disco intervertebral. apófises articulares e ligamento inter-apofisário posterior e ligamento longitudinal anterior e posterior. tem a sustentação dos arcos-costais com os quais se articula. Este fenômeno auxilia na descarga do peso corporal. são elas que frequëntemente dão origem às lesões na unidade funcional.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 5. gerando com o mesmo a sustentação e estabilidade óssea de todo o edifício da coluna vertebral. A sacro-coccígena é uma curva de conveccidade cifótica e é rígida devido à fusão entre os corpos vertebrais. As forças de cizalhamento e rotacionais são as mais danosas e agressivas aos movimentos vertebrais. A estrutura do sacro articulase com o osso ilíaco. São móveis por serem livres de fixação óssea. Se não houvessem essas curvas.

Clinical Director of Tri-Hospital Resonance Center. ouface posterior do tronco. A dor lombar é uma queixa comum. Canadá) Figura 2. vértebras.24 . Toronto. pescoço e membros.8.2. e a curva compensatória ou secundária é aquela que busca a compensação para manter o tronco ereto. revelando que a curva principal se equilibra com a curva compensatória. músculos. são exageradas as curvas abertas para a frente tem-se a cifose. Imagem de resonância megnética mostrando a medula espinhal e a caudal eqüina no canal vertebral. vasos e nervos. Ontário. Quando são acentuadas as curvas abertas para trás. Desvios do eixo da Coluna Vertebral As curvas da coluna vertebral podem ser acentuadas por motivos patológicos. tem-se a escoliose. ao contrário. Vista lateral da coluna vertebral mostrando suas curvaturas normais (cervical. costelas (na região torácica).Curvas da coluna vertebral 5. Consiste de pele. B. (cortesia do Dr. Curva principal é a curva responsável pela deformidade. Kucharezyk.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências A.1. Quando a coluna vertebral apresenta uma curvatura para a direita ou para a esquerda. lombar e sacrococcígea) e sua relação com o crânio e os ossos do quadril. Os locais comuns de dores são as regiões cervical (pescoço) e lombar. UNEB – PÓSDESIGN 2003 32 . fáscia superficial contendo tecido adiposo. principalmente porque são as partes de maior mobilidade da coluna vertebral. discos intervertebrais. A escoliose compensada apresenta os ombros no mesmo nível. O dorso. temse a lordose. torácica. quando. é a parte principal do corpo à qual estão fixadas a cabeça. fáscia profunda.

hemi-vértebras e barras ósseas. A etiologia mais freqüente das hiperlordose são os distúrbios músculo-esquelético do ilíaco psoas e dos ísquios surais. a freqüência maior está relacionada às espondilolisteses e pseudo-espondilolistese que produzem o deslizamento intervertebral freqüentemente localizados entre a 4ª e a 5ª lombar e a 5ª lombar e 1ª sacra. doença de Von-Recklin Gausen (doença pseudo tumoral de estrutura nervosa). temos os defeitos congênitos. São caracterizadas pela curva em "C" e pela hipotrofia muscular. Outros exemplos de escoliose são causadas por seqüelas de efeitos traumáticos. A mais comum é a idiopática ou escoliose do adolescente. infecções. Podemos ainda classificar as escolioses como funcionais e estruturais. Nas patologias ósseas. quando a coluna processa uma curva completa sobre si mesma. A hiperlordose é um exagero com assentuação da curva lombar que está diretamente relacionada com a retificação cervical e com o aumento da cifose dorsal. A cifose é caracterizada pelos exageros da curvatura toráxica fora dos eixos dos limites fisiológicos. as escolioses por doenças endócrinas. Os principais exemplos estão nas agenesias vertebrais. Assim. Várias etiologias podem ser causas de cifose na coluna vertebral. que evolui durante o período de crescimento. buscando corrigir o defeito ósseo a partir do seu nascimento. fraturas. atingindo curvas severas de até 180º. processos infecciosos. Podemos ter ainda as escolioses congênitas. Ainda devemos classificar as curvas das deformidades como móveis e rígidas. As escolioses paralíticas são causadas pela paralisia de grupos musculares na sustentação da coluna. Costumeiramente tem uma curva em "S" e atinge o segmento dorsal e lombar com curvas leves e moderadas. por seqüelas das osteosporoses etc. Invariavelmente o tratamento é cirúrgico e precoce. As estruturais são aquelas em que a causa do desvio encontra-se localizada diretamente com as estruturas ósteo ligamentares vertebrais. cujas causas são deformidades congênitas da coluna vertebral. causando assim. doenças ósseas como a osteoporose e a doença de Scheuermann ou dorso curvo do adolescente. a queda lateral da coluna vertebral. um desvio do eixo da coluna pela variação de comprimento entre os dois membros. UNEB – PÓSDESIGN 2003 33 . causando assim.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências As escolioses podem ter diversas etiologias. A importância dessa classificação se faz para o planejamento da correção cirúrgica da deformidade. As funcionais são aquelas cujo desvio da coluna depende de alterações extrínsecas à mesma. constituindo-se em deformidades a partir da concepção. como por exemplo o encurtamento com disparidade entre os membros inferiores.

3. Na posição sentada. o corpo realiza complexos movimentos no sentido antero-posteiror (flexão e extensão) como no sentido lateral e rotacional. Esta função tem a importância de gerar os estímulos para percebermos a posição do eixo vertebral.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 5. uma vez rompido. onde localizam-se as apófises articulares. Este nervo "comunica" os estímulos recebidos. dores regionais segmentares no tronco ou dores irradiadas para os membros que se manifestam pelo processo inflamatório radicular. Portanto. O mesmo. O anel fibroso concêntrico suporta as pressões submetidas à coluna vertebral. verifica-se um deslocamento menor na porção anterior e um deslocamento intervertebral mais amplo na região posterior. é totalmente instabilizado. UNEB – PÓSDESIGN 2003 2 34 . Sua localização é a porção posterior do disco e o mesmo se comunica com a raiz nervosa emergente da coluna. Para que esses movimentos se realizem. Fisiologia da Coluna Vertebral A coluna vertebral tem duas funções básicas.1. Disco Intervertebral: O disco intervertebral constitui-se de uma estrutura fibrocartilaginosa formada por anéis concêntricos em sua porção externa e um núcleo gelatinoso formado por substâncias hidrófilas (muco polissacarídos) que garantem essa hidrofilia (retenção de água). A porção anterior da coluna vertebral tem como função principal a recepção de cargas corporais. não tem poder de cicatrização por ser exangue (ausência de circulação sangüínea). mantendo a capacidade de hidratação e flexibilidade do disco. estende-se desde C1 (primeira vértebra cervical) até L1 (primeira vértebra lombar). Um núcleo gelatinoso. Para agilizar os movimentos. A primeira serve como eixo de sustentação da estrutura corporal. as pressões num homem de 70 Kg chegam a 300 Kg. revelando aos músculos eretores da espinha as linhas de força de pressão sobre a coluna vertebral. estimula o anel fibroso na retenção das pressões e orienta o todo corporal quanto à posição da coluna vertebral. executando movimentos de carga. As vértebras desde C2 (segunda vértebra cervical) até S1 (primeira vértebra sacra) são interpostas por estruturas discais chamadas de discos intervertebrais. A segunda função da coluna vertebral está relacionada com a condução das estruturas nervosas através do canal vertebral e dos forâmens intervertebrais. uma vez que o disco intervertebral rompa. A estrutura medular nervosa como tal. a partir da ruptura do disco vertebral. Essa orientação é dada através dos ramos do nervo sinovertebral ou nervo de Luschka. transmitidas pelos corpos vertebrais. Este mecanismo se manifesta ao indivíduo na forma de cansaço. O mecanismo de suporte de cargas.8. pode receber pressões equivalente a 600 Kg força na região lombar. apófises transversas e posteriores. através do seu deslocamento. Ao todo são 23 discos. fica comprometida a estabilidade da unidade funcional e progressivamente reduz a sua capacidade de suportar cargas de pressão. A porção anterior ramifica-se no interior da musculatura eretora da coluna e transmite estímulos para a sua contração. As mesmas se transmitem através do disco2 que quando íntegro e hidratado.

denominando-se canal estreito espondilótico ou degenerativo. Quando se instala a lesão do disco. As dores. Dessa forma. As causas das rupturas discais relacionam-se a traumatismos e tem como UNEB – PÓSDESIGN 2003 35 . as outras. Cada crise álgica apresenta contratura da musculatura para-vertebral.1. Isto acontece com a obstrução parcial ou total do canal vertebral. Hérnia de disco: é causada por uma ruptura das fibras concêntricas do disco intervertebral. Assim. o disco tende a extruir do espaço intervertebral (hérnia de disco) ou pode perder o seu poder higroscópico. Com o rompimento da estrutura discal. visando a melhor estabilidade do segmento lesado. incapacidades motoras que vão desde as paresias até as paralisias e mecanismos de espasticidade muscular. as contrações musculares dividem-se em: contratura de ofensa e contratura de defesa. temos uma degeneração progressiva de todos os elementos que dela participam. Este mecanismo de pinçamento discal determina a formação do disco doloroso. Este processo reduz a estrutura discal. O disco suporta cargas corporais e une vértebra a vértebra. a coluna passa a ter uma instabilidade segmentar progressiva. conseqüentemente. Isto ocorre porque há uma relação íntima entre esses segmentos da coluna. que ocasiona crises álgicas lombares periódicas. cujo objetivo é imobilizar o segmento lesado. Se acontecer um desenvolvimento de hiperlordose lombar. Após se estabelecer uma lesão numa das curvas da coluna vertebral. A contratura de ofensa desenvolve-se a partir da lesão discal instalada e a sua repetição é danosa à unidade funcional. ocasionando a dor.8. Este desarranjo evolui com a redução da altura corporal do indivíduo e leva o nome de raquiadaptação. Com o pinçamento discal estabelece-se uma desestruturação completa da unidade funcional vertebral. que manifestam periodicamente. mudam a sua posição do eixo. desencadeia um processo inflamatório. dores irradiadas como as ciáticas e braquialgias. processa-se o deslocamento de seu núcleo até a extrusão do mesmo.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 5. são ocasionadas por processos inflamatórios cíclicos concernentes à evolução do dano vertebral. acarretará num aumento da cifose dorsal e a retificação da coluna cervical. A reação de defesa a este fenômeno de desmoronamento da coluna vertebral é realizada através da formação de osteofito (vulgarmente chamados de bico de papagaio). ocasionando uma maior aproximação entre os corpos vertebrais adjacentes. Estes têm a finalidade de aumentar a base de sustentação vertebral. A contratura de defesa se realiza durante os movimentos vertebrais e visa a proteção da coluna. Fisiopatologia da Degeneração Vertebral A partir da ruptura do disco intervertebral. gerando um processo de desidratação progressiva. Com a ruptura. Suas conseqüências se fazem através de dores incapacitantes nas regiões vertebrais.

26). estresse etc (Figura 2.Ruptura discal UNEB – PÓSDESIGN 2003 36 .26 . O corte revela a ruptura interna do disco (Figura 2. Estreitamento do recesso lateral pela subluxação e alargamento osteofítico do processo articular superior da vértebra inferior (Figura 2.Hérnia de disco As hérnias discais cervicais incidem mais freqüentemente nas pessoas estressadas e tensas. rigidez corporal nos sedentários. Os fatores psicológicos também contribuem para a instalação desses quadros.25 . pois nesta área a coluna tem o suporte dos arcos costais (costelas). como deformidades da coluna. Figura 2. hipotonia e flacidez muscular. Espondilose Vertebral: Vértebras aproximadas como resultado de estreitamento do disco intervertebral. Estreitamento de Canal: Estreitamento do canal medular central pelo alargamento do processo articular inferior da vértebra superior. A hérnia lombar ocorre devido ao excesso de carga que a coluna suporta. obesidade.25).Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências agravante causas diversas. Figura 2. Já a dorsal é mais rara.27). Ruptura Discal: lesões na linha da circunferência e radiais afetando o anel fibroso e permitindo a herniação do núcleo pulposo (Figura 2.28). O processo articular superior da vértebra inferior invadiu o forâmen. tais como depressão.

Segundo CHAFFIN (2001).2. em muitos casos. Apesar dos resultados positivos proporcionados pelo uso do Home Care. Anatomia da Coluna no Levantamento de Carga As vantagens. torna-se possível a realização de análises sistêmicas do trabalhador (enfermeiro ou cuidador) e a determinação de parâmetros de projeto que reduzam ou minimizem as atividades que provocam custos humanos. do familiar que acompanha o tratamento.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 2. incapacidades psicofísicas e fisiológicas para os usuários. empurrar ou puxar manualmente um objeto tem sido uma preocupação continua daqueles que planejam o uso eficaz da força de trabalho. fez-se necessário o estudo e monitoramento dos movimentos empregados na tarefa. Desta forma.27 . podendo provocar distúrbios músculo esqueléticos.Espondilose Vertebral 5. e também daqueles que procuram prevenir lesões e doenças na realização de atividades. bem como do enfermeiro ou.Estreitamento de Canal Figura 2. o ato de elevar. atualmente estudada cientificamente.8. do uso do home care em relação à internação hospitalar. ergonômico e funcional destes equipamentos podem ser observados. vêm proporcionando ao homem retornar ao conceitos de ter o atendimento em casa. bem como das exigências biomecânicas relacionadas com levantamento de carga e posturas. problemas de caráter biomecânico.28 . no que se refere a fatores psicológicos e físicos do paciente. Tomando como base os requisitos ergonômicos e funcionais deste projeto. UNEB – PÓSDESIGN 2003 37 .

que resulta em reações inflamatórias. O levantamento de carga e os atos de empurrar ou puxar objetos. discos. permitindo que tendões e músculos estejam sujeitos a traumas cumulativos e à fadiga metabólica. dores e incapacidades temporárias ou permanentes. além as vértebras. 2001:231). Figura 2. ocasionada pela postura inadequada. exige a flexão e torção do tronco. observado na tarefa dos enfermeiros ou acompanhantes durante as atividades de alimentação e higienização do paciente. então. levando-os a uma sobrecarga na coluna dorsal. empregada na atividade.perdesse sua integridade estrutural (CHAFFIN. que acredita-se serem inervadas por receptores de dor (Figura 2.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências A principal razão para se examinar os problemas associados ao manuseio de cargas no trabalho. quando o disco (Figura 2. e de produtos mal projetados.29 – Corpo vertebral e disco UNEB – PÓSDESIGN 2003 38 . relaciona-se os uso indevido de força.19) .30). ligamentos e facetas articulares que constituem a unidade vertebral de movimento.e o anel fibroso em particular . mas só seria percebida tardiamente. Uma vez que se sabe que não há terminações nervosas de dor na placa cartilaginosa. fadiga muscular e microtraumas à unidade de movimento provocando a redução da tolerância tecidual e a degeneração dos discos intravertebrais da coluna lombar. causar inflamação e possivelmente compressão das raízes nervosas ou distorção dos ligamentos em torno do disco ou das facetas articulares posteriores. a lesão sobre esta estrutura poderia acontecer freqüentemente durante o levantamento de cargas pesadas. Esta falência iria. lesão aguda.

agem diretamente na força empregada tanto pelo enfermeiro quanto pelo paciente que. como por exemplo a realização de ajustes na cama. no que se refere à postura assumida (Figura 2.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 2.30 – Exemplo da herniação do disco L5/S1 resultando em compressão e inflamação da raiz de um nervo espinhal A tarefa. possui atividades estáticas e dinâmicas. ações musculares que estabilizarão parte do corpo e ações que exigem total movimento corpóreo. Em outras palavras. a força do músculo age através de braços de potência (ou de alavanca) finitos (CHAFFIN.31) na tarefa. 2001:106). em alguns casos. neste caso. ou seja. realizam atividades envolvendo o equipamento. Em ambas as situações os fatores fisiológicos e biomecânicos. O fator biomecânico pode ser observado ao se perceber que os músculos esqueléticos agem em torno de articulações para causar o giro dos segmentos corpóreos adjacentes. UNEB – PÓSDESIGN 2003 39 .

sistema padrão de classificação postural desenvolvido por KEYSERLING (1986) UNEB – PÓSDESIGN 2003 40 . Neutra (θ ≤ 45º) 2. Sentado – torção/flexão lateral CLASSIFICANDO AS POSTURAS DOS OMBROS Flexão/abdução do ombro é o ângulo interno θ entre o tronco e o úmero. Posturas padrão do ombros 1. De pé – torção/flexão dorsal (β ou γ > 20º) 6. De pé – neutro 3.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências CLASSIFICANDO AS POSTURAS DO TRONCO A postura neutra ocorre quando o tronco está dentro de 20 graus em relação à vertical com menos de 20 graus de rotação. De pé – flexão (20º < α ≤ 45º) 4. Posturas padrão do tronco 1. Sentado – neutro 8. Sentado – flexão leve 9. A postura neutra ocorre quando θ é menor que 45 graus. De pé – flexão (α > 45º) 5. De pé – extensão (α < 20º) 2.31 . Flexão/abdução leve (45º < θ ≤ 90º) 3. Deitado – de costas ou de lado 7. Flexão/abdução excessiva (θ > 90º) Figura 2.

A mão humana é dotada de uma grande riqueza funcional.8. A pega deveria ser boa . 5. O processo da vigilância passiva onde os próprios indivíduos relatam as dores sentidas durante a realização da tarefa e. o processo da vigilância ativa onde um ergonomista monitora as atividades do trabalhador durante um certo período. UNEB – PÓSDESIGN 2003 41 . eminência hipotenar (2). Objetos a serem levantados deveriam ter largura moderada. Desta forma salienta-se a importância do estudo anatômico e fisiológico da coluna e da mão no intuito de verificar os movimentos e as limitações dos mesmos. Neste último caso. trata-se do elemento que permite a interface direta com os subsistemas de acionamento. Conforme AYOUB (1992). capaz de exercer inúmeras ações e movimentos. o peso corporal e o sexo. nenhum suporte para o dorso (do tipo cinta lombar/dorsal) deveria ser utilizado. a mão representa a extremidade efetora do membro superior. enfaticamente. na coluna vertebral e na mão. Do ponto de vista fisiológico. As atividades. A mão. do espaço. nas atividades que envolvem os sistema. critérios psicofísico e fisiológico irão fornecer a base para os limites de levantamento freqüente de peso: O levantamento deveria ser suave e sem efeitos repentinos de aceleração. As posturas adotadas durante o levantamento não deveriam sofrer restrições. mantendo o contato pela eminência tenar (1). da temperatura e peso. Processos sistêmicos podem ser utilizados para identificar problemas relacionados às lesões músculo-esqueléticas em potencial ou já existentes. que envolvem o sistema de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências. possibilitando ao homem o reconhecimento do relevo.32. a mão deve adaptar-se à forma dos objetos.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Outros fatores devem ser observados e analisados a fim de detectar esforços prejudiciais e incapacidades músculo-esqueléticas como. Para realizar a preensão.as manoplas deveriam ser seguras e o potencial de escorregões deveria ser baixo. Anatomia e Fisiologia da Mão No contexto do trabalho.3. assim como fatores de risco do trabalho . podem ser utilizados formulários no qual o trabalhador indica os desconfortos e as dores sentidas. A temperatura deveria ser favorável para efetuar o levantamento. o levantamento biomecânico é realizado. devido ao trabalho em pé. apresentando-se em uma posição favorável. a variabilidade individual em tolerância a estresses no manuseio de cargas é ampla e precisa ser analisada. é demasiadamente prejudicada. da espessura.condições de trabalho. com separação das mãos de no máximo 75cm. cabeça dos metacarpianos (3) e a face palmar das falanges (4) – Figura 2. e da mão. a idade. sejam elas do cuidador ou do paciente. exigem maior esforço da musculatura da coluna que. membro principalmente utilizado para a realização de ajustes do sistema. da forma. Segundo Chaffin (2001:316).

isoladamente ou em conjunto com os demais dedos (Figuras 2. além de vários movimentos do punho e mão. extensão flexão dorsal. e abdução . permitindo uma variedade de movimentos. na direção do dedo mínimo (Figura 2. referem-se a anatomia das posturas do punho e mão.34 a 2. caracterizada pelo envolvimento palmar em torno do cabo da escova. ou seja. e a empunhadura.33). devido a sua posição antes da palma da mão e dos outros dedos. os aspectos de interface direta com a mão também devem ser considerados fatores biomecânicos.desvio ulnar. caracterizado pelo toque dos dedos e palma da mão na escova. O contato.36). O polegar ocupa papel de destaque na mão.32 – Áreas de contato da mão Outros aspectos biomecânicos a serem observados na atividade de acionamento do controle utilizado para ajuste da cama. Figura 2.33 – Posturas assumidas pela mão Do ponto de vista da usabilidade do controle. 42 UNEB – PÓSDESIGN 2003 .flexão palmar.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 2. Observam-se os movimentos de flexão .

de postos de trabalho ao ser humano. Levantamento de dados antropométricos As medidas humanas são muito importantes na determinação de diversos aspectos relacionados ao ambiente de trabalho no sentido de se manter uma boa postura. instrumentos.37 Figura 2. pela sua adequação antropométrica. Figura 2.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Outro dedo bastante utilizado para acionamento em controle é o dedo indicador (Figuras 2.35 Figura 2.38). tomando como tolerância UNEB – PÓSDESIGN 2003 43 .34 Figura 2. em termos de tamanho e proporções e.36 Figura 2.37 e 2.9. as dimensões do sistema de apoio para acomodação pode ser dimensionado (Tabela 2. equipamentos. A antropometria trata de medidas físicas corporais.38 5. Com base em tabelas antropométricas. máquinas.5).4 e 2. necessariamente. permite verificar o grau de adequação de produtos em geral. A qualidade ergonômica de um produto passa. enfim.

adotando ajustes que só poderão ser definidos na fase de teste com o protótipo.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências uma margem de erros de 5% e. de ajuste da angulação e altura do sistema. Iida (1990) reúne e apresenta dados antropométricos da norma alemã DIN 33402. deve-se levar em consideração as dimensões dos vários segmentos existentes na superfície desta. onde estão especificadas cinco variáveis antropométricas da mão de adultos (Tabela 2. C A D B Figura 2.6. Para a verificação da acomodação adequada do controle. Figura 2.39 – Dados Antropométricos da mão UNEB – PÓSDESIGN 2003 44 . na mão. de 1981. eventualmente.39).

Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências

Tabela 2.4 – Levantamento de dados antropométricos Cód. Título Pontos limites
Vétex

Aplicação Boneco antropométrico- definição do perfil coronal superior limite superior da cabeça em posição ao limite inferior (queixo), de modo a especificar por diferença, dimensões para os diferentes pontos da cabeça a partir do solo; altura mínina de passagens, portas, obstruções a visibilidade em anfiteatros. Boneco antropométrico – definição do perfil coronal superior, limite superior da cabeça em oposição ao limite inferior (queixo), de modo a expecificar por diferença, dimensões para os diferentes pontos da cabeça a partir do assento com sujeito sentado; altura mínima de cabines e de obstruções acima da cabeça; limitações em anfiteatros. Boneco antropométrico – definição do perfil sagital anterior com sujeito sentado; profundidade da superfície dos assentos. Boneco antropométrico – definição do perfil sagital com sujeito sentado, altura dos assentos. Determinação de espaços críticos, considerando-se obstruções laterais, ao nível da nádega. Distância horizontal frontal de botões, no plano sagital.

AP 04 Altura do topo da cabeça

Percentis indicado 97,5

Valores Maior homem 1880

AS 05 Altura do topo da cabeça sentado, a partir da superfície do assento.

Vertex

97,5

Maior homem 0973

PS11 Profundidade de nádega à cavidade popliteal, sentado. AS 26 Altura da cavidade polliteal, sentado. LP 18 Largura máxima do quadril. PP 07 Alcance frontal, mão em pegapinça, até a extremidade do polegar. AP 18 Altura do cotovelo em flexão, no olecrânio.

Dorsale – popliteale

2,5

Menor mulher 0401 Menor mulher 0363 Maior mulher 0393 Menor mulher 0665

Poplítion

2,5

97,5 2,5

Daktylion I

Olecranion

Boneco antropométrico – definição do perfil coronal lateral, altura de bancadas e consoles para trabalho de pé

97,5

Menor mulher 0894

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Tabela 2.5 – Projetação Ergonômica - Dimensionamento Homem-Máquina COTA / APLICAÇÃO AP04 - Altura do topo da cabeça. (vértex) VARIAVEL (CM) Maior Homem (97,5) Menor Mulher (2,5) 1880 1491 POSTURA

AS05 - Altura do topo da cabeça sentado, a partir da superfície do assento. (vértex)

Maior Homem (97,5) Menor Mulher (2,5)

0973 0782

PS11 - Profundidade de nádega à cavidade popliteal, sentado. (dorsale – popliteale)

Maior Homem (97,5) Menor Mulher (2,5) Maior Homem (97,5) Menor Mulher (2,5)

0511 0401

AS26 - Altura da cavidade polliteal, sentado. (Poplítion)

0470 0363

LP18 - Largura máxima do quadril.

Maior Mulher (97,5) Menor Mulher (2,5)

0393 0306 0881 0665 1551 0894

PP07 - Alcance frontal, mão em pega-pinça, até a extremidade do polegar.(Daktylion I) AP18 - Altura do cotovelo em flexão, no olecrânio. (Olecranion)

Maior Mulher (97,5) Menor Mulher (2,5) Maior Mulher (97,5) Menor Mulher (2,5)

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Tabela 2.6 – Dados antropométricos das mãos, segundo a norma Alemã DIN 33402 de 1981 (Ilda, 1990)

Dados antropométricos (em mm) Variáveis Comprimento da mão (A) Comprimento da palma (B) Largura da mão (C) Largura da palma da mão (D) Diâmetro máximo de pega

Homens %95 201 117 116 93 154

Mulheres %05 159 91 82 72 108

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bem como constrangimentos físicos decorrentes da execução da tarefa. mesmo em situações de internamento domiciliar. algumas entrevistadas atribuem esta dificuldade ao sistema de manivela e à altura da cama (Gráfico 3. Esta necessidade ainda é confirmada quando se observa que do total das entrevistadas. com mais de 21 anos (50% entre 21 e 30 anos de idade).1 – Equipamentos utilizados nos cuidados com os pacientes As maiores dificuldades dessas profissionais no trato com os enfermos são subir e descer da cama e conseguir ajustar a cama numa posição confortável (50%). Considerando também que. bandejas (Gráfico 3. macas.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 6. 33. por si só.1). a necessidade de ajustes eficientes. comadre e grades de proteção em suas atividades. 66. seguido de queda da cama durante movimentação do paciente.67% admitem já haverem ocorrido acidentes (Gráfico 3. carro de medicação. A totalidade dos entrevistados é sexo feminino. sendo o mais freqüente (50%) a queda ao descer ou subir na cama. Todas as profissionais entrevistadas utilizam suporte para soro. Desse modo. mesa de cabeceira. especificidades de sua atuação profissional.3).67% utilizam suporte para alimentação e 50% utilizam outros equipamentos. LEVANTAMENTO E ANÁLISE DE DADOS 6. 11% 15% 23% Suporte para soro Comadre 7% 22% 22% Grade de proteção Suporte para remédios Suporte para alimentação Outros Gráfico 3.1. cilindro de oxigênio.61 e 1. 66. seu público abrangeu cuidadores de pessoas enfermas e constou de questões sobre características físicas do entrevistado. facilitando o trato com o paciente e minimizando os constrangimentos físicos sofridos pelos profissionais que trabalham até 12 h por dia executando tais tarefas. Cerca de 66. sendo a metade das enfermeiras de estatura entre 1. cadeira de rodas. seja integrando-os ao produto ou simplesmente evitando conflitos entre a cama e esses suportes.70m e pesando entre 61 e 70 kg. Esta questão justifica. 33% utilizam suporte para remédios. papagaio. em alguns casos essa carga chega a 12 h/dia. como: bomba de infusão. Observações O questionário (anexo IV) foi aplicado a fim de obter alguns dados acerca da execução da tarefa e problemas dela decorrentes. constata-se a necessidade de um ambiente de trabalho pensado de modo a minimizar os constrangimentos da tarefa. no projeto deve ser considerado o uso desses equipamentos.2). Assim.66% das entrevistadas exercem a profissão a 8 anos ou mais e o mesmo percentual de pessoas trabalha 8h/dia ou mais. UNEB – PÓSDESIGN 2003 48 .

50% sente moderado desconforto nas costasUNEB – PÓSDESIGN 2003 49 .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 0% 33% 22% 0% 11% 34% Dar banho Aplicar injeções Subir e descer a cama Alimentar Conseguir ajustar a cama em posição confortável Dar medicamentos Gráfico 3. 66.2 – Maiores dificuldades com o enfermo 25% 17% 25% 17% 8% 8% Queda da cama durante alguma movimentação Queda ao descer ou subir da cama Ajustes descontrolados provocando má postura do enfermo Derramamento de alimentos por falta de apoio adequado Rodízios que provocam falhas ou impossibilidade de deslocamento Outros Gráfico 3. mas também aos requisitos do cuidador. 33% das entrevistadas queixam-se de algum desconforto no pescoço. Foi efetuada ainda uma escala de avaliação de avaliação de desconforto corporal. que atenda não apenas às necessidades do enfermo.67% considera-o ruim ou péssimo no que diz respeito a tipo e forma do ajuste. 66.67% sente algum ou moderado desconforto na região cervical. Essa rejeição do trabalhador em relação ao equipamento hospitalar é sintoma de uma demanda por equipamentos mais eficientes. no desempenho de sua atividade. 16. contra 16.67% que julga o mobiliário ótimo no que diz respeito à segurança do paciente.3 – Acidentes mais freqüentes Quando questionadas a respeito do mobiliário utilizado.67% sente bastante desconforto nas costas-superior. segurança do paciente e conforto para o paciente.

no que tange o conforto e segurança . e a significação (funções simbólicas).interface com a ergonomia. negativos e interessantes de cada produto. Equipamentos feitos de material que remetem ao ambiente hospitalar. c) Pontos interessantes: A cabeceira da cama tem um tubo integrado que poderia funcionar como pega para o deslocamento da cama. facilitando a manutenção e limpeza.67% sente moderado ou bastante desconforto nas costas-inferior. a usabilidade. 6. considerando os critérios de avaliação. busca-se os produtos existentes e as carências do mercado e. comunicação e representação . Levantamento e Análise de Similares – Técnica de PNI Através do levantamento e análise de similares. Uso de cores que remete ao ambiente hospitalar. Processo de fabricação e acabamento agressivos. Inexistência de cabeceira. Simplicidade estrutural. Existência de apenas um ajuste (na cabeceira). através da técnica do PNI levanta-se os pontos positivos. possuindo uma aparência agressiva e frágil. Ajustes de angulação. Estes dados indicam que a ineficiência dos ajustes da cama trajem inconvenientes á saúde dos cuidadores. no que se refere ao atendimento dos objetivos propostos pelo produto. Segundo os aspectos abordados na técnica do PNI (anexo II) e.2. os seguintes aspectos puderam ser apontados sobre as camas hospitalares e camas para home care existentes no mercado: a) Pontos positivos: Grades. Inexistência de ajuste de altura. que reduz o vínculo com o mobiliário residencial. UNEB – PÓSDESIGN 2003 50 . Apoio para soro. Uso da madeira. Rodízios.interface com a semiótica. Uso de cores dando um aspecto mais alegre ao produto. Ainda 50% das entrevistadas sente moderado desconforto na perna esquerda e 50% sente moderado ou bastante desconforto na perna direita. remetendo ao mobiliário residencial. Os acionamentos dos ajustes encontram-se fora do envoltório de alcance do paciente. Ajustes. b) Pontos negativos: Ausência de rodízios. considerando aspectos de informação. Dorso radiotransparente. tomando como critérios a funcionalidade. Ausência de grades. gerando dores nas costas desses usuários.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências médio e 66. Apoio para o paciente se virar.

da qual seleção de processo e design do produto também fazem parte e segundo FRANCISCO JÚNIOR (2002). Requisitos de Seleção As atividades de seleção de materiais podem ser executadas tendo múltiplos objetivos em mente.Fluxograma de desenvolvimento de um produto: condições de contorno e relações funcionais entre projeto. interdisciplinaridade e interatividade são particularmente exigidas na seleção de materiais. cada um caracterizado por um ou mais requisitos específicos. lembrando que essa lista não se esgota: Considerações dimensionais Considerações de forma Considerações de peso Considerações de resistência mecânica Resistência ao desgaste UNEB – PÓSDESIGN 2003 51 . teoricamente. e (IV) qual o custo da solução encontrada e como este se compara com as expectativas do mercado. A Figura 3. Portanto. Levantamento e Análise de Materiais e Processos de Fabricação A seleção de materiais é uma das atividade mais importantes do projeto de produto. (III) por quanto tempo. Multifuncionalidade. cuja amplitude dificilmente é abrangida por um só tipo de profissional por ser o ponto focal de uma série de especialidades tecnológicas. podem-se estabelecer. processabilidade. 6.1 mostra os passos necessários para produzir determinado produto e ressalta quatro considerações principais: (I) a função – o que o objeto deve fazer. Trata-se de atividade que envolve uma gama de conhecimentos técnicos.1. Essas vão desde a execução do projeto até a análise de desempenho em campo e necessariamente reúnem profissionais de diversas especialidades. criando um “meio termo” entre o hospital e a residência do paciente.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Combinação de materiais. Em outras palavras.1. Figura 3.3. (II) em que ambiente deverá operar. acabamento etc. seleção de materiais e seleção de processo. FRANCISCO JÚNIOR (2002) estabelece alguns tópicos que devemos considerar como mais representativos. através de vários critérios: propriedades. 6.3.

bem como o estrado.1) de forma a realizar criteriosamente a seleção do material. UNEB – PÓSDESIGN 2003 52 . O atrito será observado nas hastes de levantamento. químicas e físicas dos materiais conforme as solicitações dos componentes do sistema Produto Hastes de Estrutura Estrutura Estrado Grade levantada base superior Propriedades mento MECÂNICA Atrito Tração Torção Compressão Cisalhamento Flexão QUÍMICO Solventes Detergentes Intempéries FÍSICO Absorção de luz X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Através da aplicação da tabela. pode-se observar que a estrutura da base sofrerá compressão de todo o peso do sistema mais o peso do paciente. tomou-se como parâmetro as propriedades mecânicas. nas suas articulações e no trilho da estrutura superior.Identificação das propriedades mecânicas.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Conhecimento das variáveis de operações Facilidade de fabricação Facilidade de montagem Requisitos de durabilidade Número de unidades Disponibilidade de material Custo da matéria-prima Custo do processamento Existência de especificações e códigos Viabilidade de reciclagem Valor da sucata Grau de normalização Tipo de transporte Acabamento de superfície Tendo em vista tais objetivos. E a estrutura superior. que não é um peso estático. As hastes sofrerão tração ocasionada pelo motor. da parte superior do sistema e do peso do motor. E a ação de flexão ocorrerá devido ao peso do paciente.1 . químicas e físicas exigidas pelos componentes do sistema (Tabela 3. sofrerá compressão e flexão também ocasionada pelo peso do paciente. Tabela 3.

em ambiente doméstico.2. no momento em que o paciente utiliza-se deste componente como ponto de apoio para a realização de movimentos. que podem vir a ser utilizados para a produção do sistema. no caso específico da esterilização. todos os seus componentes sofrerão a ação de produtos químicos. o alumínio e o aço. mas que a aplicação sucessiva das restrições transforma essa abordagem inicial em uma mais detalhada e seletiva à medida que o processo se move para a direita da figura. e tomando como parâmetro as propriedades exigidas aos componentes do sistema em relação ao seu uso. Através dessas observações. fez-se a analise de dois materiais. através da tabela 3. Durante a higienização do sistema. E. o processo de seleção no formato de funil sugere que inicialmente deve-se considerar um grande número de materiais candidatos de modo a não perder nenhuma oportunidade razoável. UNEB – PÓSDESIGN 2003 53 . Com isso. Pode-se dizer que o processo de seleção inicia com uma abordagem macroscópica e termina com uma abordagem microscópica. intempéries e ação de produtos químicos. como é o caso de Salvador. o mesmo ocorre com a ação do salitre (intempéries) quando utilizado em regiões litorâneas. tração. Tabela 3. A ação física que age diretamente em todo o sistema refere-se à absorção de luz onde. flexão.2 – Processos de fabricação aplicados aos componentes do sistema Produto Hastes de Estrutura Estrutura Estrado levantasuperior da base mento Processos USINAGEM Furadeira horizontal Furadeira vertical Serra de disco Lixadeira de fita Lixadeira de disco CALDEIRARIA Curvadora de tubo Vincadora Guilhotina SISTEMA DE FIXAÇÃO Parafusos mecânicos Solda elétrica ACABAMENTO DA SUPERFÍCIE Polimento Desengraxante Pintura revolver eletrostática X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Grade Através do esquema da figura 3. os componentes estarão expostos a luminosidade freqüente.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências A ação da tração e compressão também poderá ser observada na grade.2 podemos concluir que o material mais indicado será um metal. conclui-se que todo o sistema deverá ser produzido em material com alta resistência à compressão.

3. Apesar de ser um dos metais mais abundantes da crosta terrestre. o alumínio ocupa o terceiro lugar. Mas só mesmo depois da II Guerra Mundial. o mineral de alumínio mais utilizado.2. dissolvidas em criolita fundida. com o processo desenvolvido. 6.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 3.nos xistos e na bauxita. ao processo de eletrólise (decomposição de substâncias em solução pela passagem de corrente elétrica).O “afunilamento” de um típico procedimento de seleção de materiais e alguns critérios de decisão ao longo do evento. pelo americano Charles Martin Hall e pelo francês Paul-Louis-Toussaint Héroult. O alumínio é um metal não ferroso.2 . entre as primeiras cabe UNEB – PÓSDESIGN 2003 54 . O alumínio é um dos elementos que existe em maior abundância nos mantos terrestres . consistia em submeter massas de alumina (óxido de alumínio) purificada. A moderna produção de alumínio teve início em 1886. característica de todos os elementos metálicos e é um dos elementos mais usado depois do ferro. Existente em combinação das rochas silicatadas . favorecido pela difusão do uso da energia elétrica. que não tinham outra função além da decorativa. quase simultaneamente. leve. branco e brilhante. a) Propriedades físicas e químicas. foram exibidos quatro grandes blocos de alumínio. dos elementos que constituem a crosta terrestre. representando cerca de oito por cento em peso do total. de acordo com o peso. Esse metal faz parte da composição de grande número de rochas e pedras preciosas. em 1855. o alumínio só tinha sido descoberto 28 anos antes e várias décadas ainda passariam antes de serem desenvolvidos processos que permitissem sua obtenção industrial em um estado razoavelmente puro. no qual se encontra misturada com o óxido férrico e com a sílica. Esse procedimento. o uso desse material tornou-se mais intenso. que apresenta uma estrutura cristalina cúbica de face centrada. Na ordem decrescente. Alumínio uma exposição internacional realizada em Paris.

a turmalina. bastante empregado na produção de recipientes e embalagens dos mais diversos tipos. produz imediatamente os respectivos haletos e sulfetos de alumínio. portas. o mais abundante minério de alumínio. também. Assim. As ligas de alumínio são bastante utilizadas em diversas aplicações industriais. e as ligas de alumínio e silício.2 a 95. empregadas na construção naval. passa através de um molde vazado. requisito que tem levado ao desenvolvimento de diversos processos de obtenção desse metal. dobradiças etc. aquelas que apresentam um maior teor de alumínio são o coríndon. a bauxita e a criolita. pinos.5% de alumínio.5% de manganês. graças a sua elevada resistência e solidez. O alumínio possui altos índices de condutividade térmica e elétrica. 0. peneiras. que desempenham papel importante na indústria automobilística. através da qual o metal. em estado semi-sólido. devido a sua elevada resistência mecânica e peso reduzido. a estrutura precisa de um tratamento térmico que consiste em aquecer e resfriar a liga num processo controlado (que pode durar mais de um dia) para garantir a resistência do mesmo. graças a seu interesse mineralógico ou metalúrgico. são amplamente empregadas na fabricação de parafusos. Como conseqüência. as micas. ao combinar-se com halogênios (cloro. 3. em alguns tipos. flúor. O cobre.5% de cobre. formado por 93. liberando grande quantidade de calor e. Entre as de maior interesse industrial. de que existem inúmeras variedades. As ligas de alumínio apresentam propriedades importantes. o magnésio e o silício são alguns dos elementos que mais se prestam a formar liga com o alumínio. os feldspatos. Apresenta. O principal processo de tratamento do alumínio é a laminação. bromo e iodo) e enxofre. O alumínio é. Outro processo habitual utilizado para a conformação do alumínio é a extrusão. Por ser mais maleável que o UNEB – PÓSDESIGN 2003 55 . Essas características delimitam outro dos grandes campos de aplicação do alumínio e suas ligas. todos baseados na redução da alumina extraída da bauxita. e não se altera em contato com o ar ou em presença de água. Para se obter essas ligas é necessário utilizar um alumínio de alta pureza. 0. móveis e utensílios de cozinha. principalmente no que diz respeito a sua facilidade de manipulação e deformação plástica.8% de magnésio e. elevada reatividade quando em contato com outros elementos: em presença de oxigênio. andaimes. Esse tipo de combinação. cujo fundamento é a redução ou modificação da espessura de uma peça metálica através de sua compressão em equipamentos especiais denominados laminadores. é a chamada liga leve. as safiras e os rubis. sofre reação de combustão. é comum a utilização desse metal no revestimento de fachadas e na fabricação de janelas. assim como na fabricação de componentes elétricos. o dos materiais de construção. silício. entretanto. Na industria de bens de consumo (produtos) as ligas mais utilizadas são da série 6000 e 7000. graças a sua elevada resistência à corrosão e soldabilidade. Entre as pedras preciosas. as ligas de alumínio e magnésio. de forma e dimensões semelhantes à da peça que se deseja obter. cabe mencionar o duralumínio (de Düren).5 a 0. Conforme a liga.5 a 5.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências mencionar. graças a uma fina capa de óxido que o protege de ataques do meio ambiente. caracterizadas por sua maior rigidez e resistência.

e na designação UNS a classe G1023 significa o mesmo teor de carbono. Forma do produto acabado – barras. por garantir uma estrutura leve. Ótimo refletor. os aços são classificados nos seguintes grupos: Composição – aços carbonos e aços ligas. No sistema SAE e AISI de classificação dos aços. com 0. (2002:15).06%. que ajuda na obtenção das ligas. em média.3. titânio e em alguns casos até mesmo o carbono. no entanto é um material com propensão a quebra. O aço é obtido pela fusão do minério de ferro com o carvão mineral ou vegetal. citando-se como exemplo a classe 1023 que significa aço-carbono. chapas finas. Alta condutibilidade elétrica e térmica. b) Características principais do alumínio: Pequena massa volumétrica. para manter a rigidez e durabilidade. a)Tipos de Aços Existentes: Aços-Carbono Aços para Fundição Aços Trilhos Aço para Tubos Arames e Fios Aços de Usinagem Fácil Aços para Nitretação UNEB – PÓSDESIGN 2003 Aço-Liga Aços Estruturais Aços para Produtos Planos Aços para Barras Aço para Molas Aços para Cementação Aços para Mancais 56 .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências aço ou titânio. em peso. A relação peso x preço é muito favorável no caso do alumínio. Processo de acabamento – aços laminados a quente e a frio. pois sua resistência à fadiga é pequena. Esta classificação subdivide esses grupos como aços-carbono de baixo. as letras XX ou XXX correspondem à cifras indicadoras dos teores de carbono.23% de carbono. Ponto de fusão normal. com a utilização de uma fonte calórica. Reciclável. resistente. 6. mas dependendo da qualidade do tubo e dos processos de fabricação utilizados este problema pode ser minimizado ou até mesmo eliminado. Segundo FRANCISCO JR. Aço É uma liga de ferro e carbono com teores máximos de carbono de 2. tiras. tubos ou perfis estruturais. durável a um custo relativamente baixo ao contrário de outros metais como cromo.3. médio e alto teor e os aços ligas que contém quantidades específicas de elementos de liga diferentes daqueles normalmente utilizados nos aços comuns e são classificados de acordo com os principais elementos de liga presentes. os tubos tem que ser maiores. chapas grossas. Forte resistência segundo as mudanças atmosféricas. O alumínio apresenta alta resistência à corrosão.

3 a 0. Existem vários sistemas de designação para os Aços.2 a 0. 0.5 Cr e 0.0% de carbono.7% de Cr Aços .2% Si Aços . 0. Outros elementos existem apenas em quantidades residuais.Cr. 0.003 de Boro Aços .05% Ni.Ni-Cr-Mo com 1.6% de Cr e 0. enquanto que a Classe é utilizada para descrever outros atributos. com alto P e S.35 % Mo Aços .Mn com manganês acima de 1% Aços .4 Mo Aços .Cr com 0. AISI (American Iron and Steel Institute). são classificados em Grau.65 a 2% Ni. como fósforo. O Grau normalmente identifica a faixa de composição química do aço.Cr-V com 0.15% V mínimo. 0.2% Mo Aços . e os alto carbono possuem de 0.Cr com 0.0005 a 0.Ni-Mo com 0. como nível de resistência e acabamento superficial.5% Cr e 0.12% Mo e 0.8% de Cr e 0. Enxofre e Fósforo.12% Mo e 0.25% Mo Aços . enxofre. Silício.0005 a 0. como o SAE (Society of Automotive Engineers).7 a 1. 0. Manganês. maior a dureza e menor a dutilidade do aço. os médios carbono possuem de 0.75% de Mn médio.Cromo com 0. UNEB – PÓSDESIGN 2003 57 .4 a 1. manganês e silício.45% Ni.carbono comuns Aços de usinagem fácil. 0.1% de Cr e 0.3% Ni.0005 a 0.0005 a 0.Cromo (forno elétrico) com 1.4% Cr.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Aços para Ferramentas e Matrizes Aços Resistentes à Corrosão Aços para Fins Elétricos e Magnéticos Aços Resistentes ao Desgaste Aços Resistentes ao Calor Tabela 3.95% Cr e 0.003 de Boro Aços . Aços . Os Aços-carbono possuem na sua composição quantidades limitadas dos elementos Carbono.00%. número.1 ou 0.Cr com 0.Cr-Mo com 0. com alto S.Ni-Cr-Mo com 1. tipo e classe utiliza uma letra.5% de Cr e 0. Aços .Ni-Cr-Mo com 0.4 a 0.3 Mo Aços . e 0.15 a 0. Aços .Si com 1. símbolo ou nome.Mo com 0. Aços . A maior parte do aço produzido no mundo é do tipo aço carbono. em geral.3% Mo Aços . A quantidade de Carbono presente no Aço define a sua classificação: os baixo carbono possuem no máximo 0. O Tipo identifica o processo de desoxidação utilizado.6 ou 0.Mn com 1.55% Ni.008% até aproximadamente 2. 0.7 a 2% Ni e 0.8 a 2.55% Ni.55% de Ni. Os aços.30% de Carbono.45% de Cr Aços .60%.Ni-Cr-Mo com 0. Cobre.9% Cr. 0. e outros elementos residuais. quanto maior o teor de carbono.2 a 0.Cromo (forno elétrico) com 1% Cr Aços .25% e Mo médio. Tipo e Classe.SAE 10XX 11XX 12XX 15XX 13XX 40XX 41XX 43XX 46XX 47XX 48XX 51XX E51100 E52100 61XX 86XX 87XX 88XX 9260 50BXX 51BXX 81B45 94BXX UNS G10XXX G11XXX G12XXX G15XXX G13XXX G40XXX G41XXX G43XXX G43XXX G47XXX G48XXX G51XXX G51986 G52986 G61XXX G86XXX G87XXX G88XXX G92XXX G50XXX G51601 GB1451 G94XXX TIPO DE AÇO Aços .1% Cr Aços .Mo com 0.08 a 0. resultantes do processo de fabricação.Ni-Cr-Mo com 0.003 de Boro b) Aços Carbono Liga de ferro-carbono contendo de 0. A designação do grau.2% Mo Aços . Em regra geral.Ni-Cr-Mo com 0. 0.45% Cr e 0.30 a 0.003 de Boro Aços .3 – Normatização e especificação de alguns tipos de aço AISI . Aços de usinagem fácil.60 a 1.45% Cr.

Os tubos podem ser produzidos em uma variada gama de matérias-primas (tipo de aço utilizado). (Solda por Resistência Elétrica) com alta freqüência. Os processos de fabricação para obtenção do produto final variam de acordo com a norma em que o tubo vai ser fabricado. Esta denominação veio de muito tempo atrás. Estruturas Tubulares Os tubos utilizados pela industria de produção de bens de consumo são chamados de "com costura". o que confere excelentes características aos produtos. e é designada pela sigla UNS (Unified Numbering System). Este processo garante a homogeneidade da matéria-prima com a solda.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências ASTM (American Society os Testing and Materials) e ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). UNEB – PÓSDESIGN 2003 58 . A normalização unificada vem sendo utlizada com freqüência cada vez maior.4. porém o nome se consolidou tal como "xerox". Esta é uma denominação errônea para o material. o que permite que fornecedores e consumidores se comuniquem com maior eficiência.W.3. Os aços-carbono seguem uma divisão padronizada na indústria. Hoje o processo é realizado com solda longitudinal pelo processo E. Os grupos de descrição de qualidade utilizados são os seguintes: Semi-acabados para forjamento Estrutural Placas Barras laminadas a quente Barras acabadas a frio Chapas finas laminadas a quente Chapas finas laminadas a frio Chapas com esmaltagem porcelânica Chapas chumbadas compridas Chapas galvanizadas Chapas revestidas por zincagem eletrolítica Bobinas laminadas a quente Bobinas laminadas a frio Folhas-de-flandres Arames Arame achatado Tubos Tubos estrutural Tubos para oleodutos Produtos tubulares para campos petrolíferos Produtos tubulares especiais Fios-máquina laminados a quente 6. quando o processo utilizado era de baixa freqüência (50 ou 60 hz) o que dava ao material uma aparência de material "costurado".R.

Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências que são normalmente fornecidas segundo especificações ASTM (American Society for Testing and Materials).Bobina Laminada A Quente Possuem uma cor escura e são menos susceptíveis a oxidação. Não garante a estanqueidade. API (American Petroleum Institute). b) BQ . sendo que são também denominadas de BG (Bobinas Grossas). Devido seu processo de fabricação ser maior que as BQ.Os tubos devem ser armazenados e transportados sempre evitando a umidade. Quando for necessário em uma espessura de BQ uma melhor condição dimensional podemos fazer uma relaminação a frio da chapa. porém é admitido como o teste opcional ao hidrostático na maioria das normas de condução devido a sua grande velocidade de execução.00 mm. Devemos apenas tomar pequenos cuidados quanto ao seu armazenamento. tais como alargamento. UNEB – PÓSDESIGN 2003 59 . Quando os tubos de condução são zincados a quente (galvanizados a fogo como são popularmente conhecidos) não tem a preocupação com a superfície do tubo. Estas bobinas são produzidas normalmente em espessuras abaixo de 2. quando a espessura for superior a 5. seu custo final é maior. flangeamento etc. sendo necessário alguns cuidados especiais aos tubos produzidos nesta matéria-prima. As chapas relaminadas a frio são chamadas de RL. o que pode causar sérias conseqüências na utilização final sobre o produto. SAE (Society of Automotive Engineers).Os tubos podem ser armazenados e transportados em condições normais até mesmo em céu aberto (por pouco tempo) sem ter sua qualidade prejudicada. senão tendem a amarelar. que podem ser: ELETROMAGNÉTICO: através de correntes parasitas testa o tubo quanto a descontinuidades. Este processo também é utilizado para se obter espessuras não fornecidas pelas Usinas.Estas bobinas são produzidas normalmente em espessuras acima de 2. pois ela é altamente susceptível a oxidação ( corrosão. ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e outras. HIDROSTÁTICO: Consiste em testar o tubo a uma determinada pressão hidráulica para garantir a estanqueidade do tubo. A verificação da qualidade da solda e/ou do produto final pode ser feita através de ensaios destrutivos e/ou ensaios não destrutivos. ENSAIOS DESTRUTIVOS: durante o processo de fabricação são realizados vários ensaios mecânicos destrutivos em amostras retiradas durante a produção. DIN (Deustaches Institute for Normuns).00 mm e não possuem uma tolerância dimensional tão restrita quanto as BF. AISI (American Institute of Steel and Iron). ferrugem).00 mm e possuem melhor tolerância dimensional e acabamento. que são classificadas em dois grandes grupos: a) BF . A matéria-prima utilizada é comprada em forma de bobinas.Bobina Laminada A Frio Possuem uma cor clara.

00 4.560 38.10 2.50 3.05 0.10 1.20 4.00 111.00 1.800 25.10 1.50 2.40 50.75 1.60 0. etc.645 25.40 80.918 38.580 31.40 1.10 1.090 38.00 45.875 21.40 50.17 0.50 80.80 1.854 40.870 44.545 12.45 1.00 76.00 0.00 0.123 32.00 3.428 25.20 3.366 50.10 1.40 76.00 2.280 44.00 UNEB – PÓSDESIGN 2003 60 .00 50.40 101.00 30.05 38.00 30.00 1.350 38.80 3.00 0.45 2.40 63.20 3.70 63.40 2.45 2.17 60.201 25.00 1.40 1.40 38.114 40. que são Fabricados de acordo com as normas NBR 8261.80 2. Tabela 3.00 1.497 20.40 12.05 101. a partir da qual se faz possível o cálculo da estrutura de acordo com o material.10 1.00 63.00 1.50 0.60 3.45 0.10 3.00 2.70 1.40 38.10 1.10 0.190 38.401 44.05 76.873 19.45 2.867 44.05 19.10 3.30 0.542 16.00 2.350 25.58 0.20 3.20 3.00 150.521 12.70 25. ASTM A 500.00 80.Tubos retangulares de alumínio N° Perfil TUB-4584 TUB-4536 TUB-4501 TUB-4585 TUB-4554 TUB-4553 TUB-4586 TUB-4451 TUB-4509 TUB-4562 TUB-4544 TUB-4541 TUB-4558 TUB-4550 TUB-4546 TUB-4538 TUB-4501 TUB-4545 TUB-4503 TUB-4587 TUB-4588 TUB-4563 TUB-4560 TUB-4504 TUB-4505 TUB-4589 TUB-4590 TUB-4591 TUB-4506 TUB-4507 TUB-4508 TUB-4581 Peso A B e Linear kg/m (mm) (mm) Espessura 0. máquinas agrícolas.50 3.17 127.05 152.058 25.417 22.00 40.05 76.253 40.05 1.00 1.60 3.76 88.40 50.00 0.382 20.00 1.45 2.70 25.00 1.872 25.810 25.60 3.50 0.535 20. indústrias moveleiras.496 37.00 4.20 152.00 1. A seguir podemos conferir algumas tabelas com especificações técnicas de alguns fabricantes de tubos produzidos dentro das referidas normas.750 38.20 2.00 1.520 50.00 77.951 40.40 3.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Existe uma gama muito grande de tubos de aço com costura.981 25.40 0.439 19. NBR 6591.80 2.00 76.00 40.40 60.10 0. porém os que realmente nos interessam são os tubos industriais/mecânicos.336 45.00 30.80 2.00 65.760 38.80 1.404 20.10 2.591 22.00 100.00 4.17 0.00 1.00 B e (mm) espessura 63.00 2.05 101.10 1.45 2.00 2.482 25.00 3.00 80.70 50.00 3.907 25.170 44.00 2.80 3.05 101.50 3.17 76.310 12.22 32.50 124.17 0.00 0.40 38.00 1.40 1.180 38.920 25.700 44.10 3.417 38.150 50.00 1.58 0.415 38.310 25.70 25.17 0.10 2.40 2. nas quais podemos também conferir a relação de dimensões e pesos.00 1.00 50. automotivas.00 20.875 38.596 25.420 40. ASTM A 513 e DIN 2394 e indicados para uso estrutural. serralherias.60 2.00 0.40 50.60 0.80 1.70 1.20 2.158 25.20 0.80 3.40 50.40 76.4 .10 2.760 25.404 30.50 0.40 3.965 44.00 1.00 3.70 N° Perfil TUB-4592 TUB-4512 TUB-4580 TUB-4513 TUB-4514 TUB-4515 TUB-4593 TUB-4543 TUB-4516 TUB-4517 TUB-4518 TUB-4537 TUB-4519 TUB-4520 TUB-4594 TUB-4561 TUB-4521 TUB-4572 TUB-4595 TUB-4557 TUB-4596 TUB-4522 TUB-4597 TUB-4570 TUB-4523 TUB-4524 TUB-4598 TUB-4525 TUB-4577 TUB-4555 TUB-4579 TUB-4526 Peso A Linear kg/m (mm) 1.00 2.32 2.05 25.80 64.20 0.90 3.40 50.00 1.60 3.50 0.30 1.17 76.80 2.05 50.00 1.65 0.00 1.075 44.40 101.181 38.00 1.300 12.560 25.00 1.40 50.05 1.80 1.65 0.30 0.00 0.50 50.

40 3.00 31.00 1.80 e (espessura) 1.203 1.417 1.560 1.00 3.Tubos quadrados de alumínio N° Peso Linear A=B e N° Peso Linear A=B e Perfil TUB-4059 TUB-4060 TUB-4001 TUB-4002 TUB-4038 TUB-4003 TUB-4051 TUB-4004 TUB-4005 TUB-4006 TUB-4052 TUB-4031 TUB-4039 TUB-4061 TUB-4045 TUB-4008 TUB-4009 TUB-4010 TUB-4051 TUB-4028 TUB-4046 TUB-4063 TUB-4011 TUB-4012 TUB-4013 TUB-4050 TUB-4033 TUB-4032 TUB-4064 TUB-4014 TUB-4053 TUB-4015 TUB-4016 TUB-4049 TUB-4017 kg/m 0.463 0.145 (mm) 12.355 1.17 3.00 2.40 3.00 40.35 3.05 19.00 30.05 Tabela 3.80 12.525 0.70 15.45 44.970 50.20 76.00 80.05 3.70 25.030 (mm) 40.780 0.402 0.50 3.127 0.170 7.05 20.995 5.250 1.534 1.40 3.05 19.80 50.290 0.760 0.80 4.00 70.189 0.035 1.40 3.60 3.40 25.30 2.40 63.00 80.10 38.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências TUB-4583 TUB-4556 TUB-4578 TUB-4510 TUB-4511 0.80 50.263 0.970 1.902 4.640 1.40 25.008 0.626 0.05 3.795 3.05 2.761 1.80 50.17 3.586 0.70 12.40 25.090 2.50 1.032 2.595 0.00 2.00 40.00 2.232 0.40 3.05 3.50 2.00 3.5 .920 1.00 25.80 50.40 TUB-4582 TUB-4576 TUB-4569 TUB-4527 TUB-4528 0.00 31.486 0.547 0.80 60.00 1.80 50.20 1.40 25.75 25.00 2.00 6.395 0.301 0.386 0.30 3.62 50.75 31.00 Perfis com código exclusivo ASA (matrizes disponíveis) Peso Linear kg/m A=B (mm) 0.90 19.196 0.17 1.10 1.985 1.40 2.50 50.10 38.366 2.00 38.80 3.60 101.984 0.00 25.17 1.80 63.50 2.284 0.263 0.20 80.20 76.80 50.526 2.00 1.05 19.05 19.940 0.293 1.70 12.00 34.60 30.27 1.57 2.170 30.395 1.20 1.40 25.50 5.195 0.10 1.00 3.05 3.40 25.041 0.40 2.00 1.00 76.45 50.00 2.70 31.00 1.00 40.491 0.065 2.17 3.50 4.00 1.00 (espessura) 1.50 2.50 N° Perfil TUB-4040 TÜB-4037 TUB-4018 TUB-4065 TUB-4019 TUB-4020 TUB-4021 TUB-4022 TUB-4048 TUB-4029 TUB-4047 TUB-4023 TUB-4030 TUB-4066 TUB-4024 TUB-4067 TUB-4042 TUB-4034 TUB-4035 TUB-4058 TUB-4054 TUB-4025 TUB-4026 TUB-4027 TUB-4068 kg/m 0.17 3.00 19.00 11.20 1.75 6.591 0.759 0.200 0.50 2.50 2.520 0.17 3.75 31.686 3.00 101.055 1.050 19.10 38.554 3.50 65.05 2.50 5.50 1.943 1.00 63.80 50.10 38.75 31.00 44.30 127.75 31.760 1.366 0.58 1.642 0.00 2.480 0.10 38.604 0.40 1.405 25.00 2.233 0.60 114.10 38.820 1.75 32.80 3.350 4.00 31.40 25.60 101.00 3.50 76.50 1.634 1.65 1.35 Perfil 73003 73006 73001 UNEB – PÓSDESIGN 2003 61 .80 50.05 19.80 50.05 3.10 (espessura) 1.50 1.

28 14.00 6.00 1.00 15.90 20.00 10.50 15.13 7.667 0.80 2.10 1.244 0.20 1.242 0.90 15.00 13.130 0.60 8.69 13.168 0.05 19.00 2.90 16.065 0.12 9.50 20.377 0.36 5.00 17.50 11.57 e espessura 1.80 4.Tubos circulares de alumínio N° Perfil TUB-440 TUB-333 TUB-374 TUB-208 TUB-374 TUB-315 TUB-449/DS TUB-001 TUB-002 TUB-003 TUB-004 TUB-005 TUB-145 TUB-006 TUB-007 TUB-299 TUB-463 TUB-532 TUB-008 TUB-009 TUB-010 TUB-629 TUB-172 TUB-011 TUB-012 TUB-533 TUB-534 TUB-013 TUB-014 TUB-015 TUB-357 TUB-016 TUB-535 TUB-302 TUB-527 TUB-320 TUB-538 TUB-536 TUB-539 Peso Linear kg/m 0.80 2.155 0.70 10.068 0.00 1.53 10.24 7.10 0.216 0.70 13.05 14.383 0.00 20.29 14.00 1.087 0.00 18.240 0.00 8.85 15.234 0.545 0.00 8.60 1.75 16.57 15.88 15.90 2.56 2.70 12.00 14.60 19.209 0.70 12.38 1.50 13.52 9.60 17.314 0.190 0.344 0.299 0.69 14.00 16.276 0.00 20.59 2.38 3.00 1.120 0.792 0.50 3.26 17.084 0.70 20.6 .24 1.167 0.88 15.80 1.59 1.00 13.149 0.58 1.17 3.52 9.53 1.40 0.60 19.29 10.29 10.145 0.92 7.127 0.75 15.18 2.52 7.180 0.80 5.83 5.70 20.90 8.18 2.88 15.290 0.072 0.00 6.36 5.70 11.20 1.05 19.00 12.05 13.70 12.33 9.00 1.88 12.30 UNEB – PÓSDESIGN 2003 62 .32 20.18 3.309 0.00 4.170 0.153 0.290 0.24 1.58 1.05 19.40 11.221 0.191 0.55 2.05 19.50 2.273 0.24 3.94 7.00 2.05 19.87 B (mm) 5.54 9.70 20.50 2.52 10.87 15.25 15.249 0.50 12.199 A (mm) 7.099 0.40 6.70 7.50 13.00 10.060 0.05 19.05 2.65 1.76 3.36 4.10 8.16 6.135 0.00 14.24 1.00 7.351 0.00 11.185 0.58 2.346 0.05 19.59 3.30 15.00 9.52 9.35 e espessura 2.88 9.184 0.620 0.00 16.82 16.89 15.222 0.275 0.00 1.65 N° Perfil TUB-020 TUB-021 TUB-171 TUB-537 TUB-303 TUB-146 TUB-540 TUB-358 TUB-345 TUB-023 TUB-024 TUB-247 TUB-190 TUB-025 TUB-026 TUB-541 TUB-027 TUB-028 TUB-542 TUB-450 TUB-437 TUB-029 TUB-544 TUB-244 TUB-030 TUB-031 TUB-032 TUB-434 TUB-350 TUB-359 TUB-033 TUB-480 TUB-545 TUB-546 TUB-547 TUB-548 TUB-304 TUB-307 TUB-549 Peso Linear kg/m 0.00 7.184 0.150 0.47 12.82 7.84 17.50 1.18 2.40 9.060 0.256 0.217 A (mm) 15.00 1.060 0.40 12.00 17.41 1.65 16.00 15.00 7.15 17.236 0.47 8.10 1.82 12.20 1.50 3.172 0.52 11.38 3.108 0.187 0.426 0.05 19.58 1.70 12.00 8.95 B (mm) 11.76 3.278 0.00 5.22 9.250 0.90 8.50 17.051 0.20 1.00 12.72 13.00 20.05 19.50 3.607 0.00 20.00 1.00 8.50 17.170 0.70 12.00 18.80 6.02 1.00 3.38 2.100 0.60 2.50 2.00 17.73 2.00 15.53 12.292 0.381 0.60 20.15 18.00 12.00 1.00 19.52 9.060 0.00 1.72 14.00 1.380 0.370 0.31 3.65 1.00 1.05 16.00 1.00 1.05 19.00 1.70 12.70 6.05 19.10 10.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Tabela 3.68 10.25 3.162 0.90 6.00 6.04 6.335 0.275 0.70 12.00 5.12 12.80 14.144 0.314 0.50 18.254 0.52 9.

PESO/METRO 6000 MM 3.0135 4.14.0155 4.18.18.18.6 32 41 TUBO METALON #1/8 100 X 50 Tabela 3.25 6000 MM 4.31.0060 4.0090 4.31.31.7 9 11 9.0125 4.0120 4.8 11 12.0180 4.18.0130 4.18.0010 4.0085 4.20.31.16.0065 4.0200 DESCRIÇÃO TUBO METALON #20 TUBO METALON #20 TUBO METALON #20 TUBO METALON #18 TUBO METALON #18 TUBO METALON #18 TUBO METALON #18 TUBO METALON #18 TUBO METALON #16 TUBO METALON #16 TUBO METALON #16 TUBO METALON #16 TUBO METALON #16 TUBO METALON #16 TUBO METALON #16 TUBO METALON #14 TUBO METALON #1/8 AxB 30 X 20 40 X 20 50 X 30 30 X 20 40 X 20 50 X 20 50 X 30 70 X 30 40 X 30 50 X 30 60 X30 70 X 30 90 X 30 60 X 40 80 X 40 80 X 40 80 X 40 COMP.95 6000 MM 4.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Tabela 3.0195 4.0115 .16.16.0100 UNEB – PÓSDESIGN DESCRIÇÃO AxB COMP.16.14.31.20. PESO/METRO 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 4.16.0075 4.Tubos quadrados de aço-carbono TUBO C/ COSTURA 4.5 6000 MM 44 TUBO METALON #20 20 X 20 TUBO METALON #20 25 X 25 TUBO METALON #20 30 X 30 TUBO METALON #18 20 X 20 TUBO METALON #16 40 X 40 TUBO METALON #16 50 X 50 TUBO METALON #16 60 X 60 TUBO METALON #16 80 X 80 TUBO METALON #14 40 X 40 TUBO METALON #14 50 X 50 TUBO METALON #14 80 X 80 TUBO METALON #1/8 30 X 30 TUBO METALON #1/8 40 X 40 TUBO METALON #1/8 50 X 50 TUBO METALON #1/8 60 X 60 TUBO METALON #1/8 80 X 80 2003 63 .0005 4.0050 4.20.0140 4.16.16.5 14 17 15 17 21.0105 4.18.0020 4.16.31 6000 MM 14.7 .0095 4.31.25 6000 MM 30 6000 MM 14 6000 MM 22 6000 MM 27 6000 MM 33.16.6 6.31 6000 MM 16.0175 4.20.95 7 5.20.0160 4.0165 4.8023 6000 MM 23 6000 MM 15 6000 MM 17.7 7.16.0190 4.Tubos retangulares de aço-carbono TUBO C/ COSTURA 4.16.1 6000 MM 4.14.8 .14.31.1 4.0055 4.0080 4.0185 4.0070 4.0170 4.20.0015 4.46 6000 MM 11.0045 4.0110 4.

0065 3.0100 3.25 TUBO REDONDO #16 1" TUBO REDONDO #16 1 1/4" TUBO REDONDO #16 1 1/2" TUBO REDONDO #16 2" TUBO REDONDO #16 2 1/2" TUBO REDONDO #16 3" TUBO REDONDO #14 1" TUBO REDONDO #13 1" TUBO REDONDO #13 1 1/4" TUBO REDONDO #13 1 1/12" TUBO REDONDO #13 2" TUBO REDONDO #13 2 1/2" TUBO REDONDO #13 3" TUBO REDONDO #13 3 1/2" TUBO REDONDO #13 4" TUBO REDONDO #12 1" TUBO REDONDO #12 1 1/4" TUBO REDONDO #12 1 1/2" TUBO REDONDO #12 2" TUBO REDONDO #12 2 1/2" TUBO REDONDO #12 3" TUBO REDONDO #12 3 1/2" TUBO REDONDO #12 4" UNEB – PÓSDESIGN 2003 64 .5 6000 MM 14.0105 3.16.13.13.16.14.16.18 6000 MM 5.0050 3.16.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Tabela 3.13.20.0035 3.18.18.0115 3.0075 3.0040 3.0020 3.12.18.94 6000 MM 3.0045 3.5 6000 MM 16.0140 3.0095 3.0015 3.25 6000 MM 3.18.9 .18.0090 3.0080 3.0010 3.4 6000 MM 6.8 6000 MM 8.3 6000 MM 2.13.8 6000 MM 21 6000 MM 26 6000 MM 30 6000 MM 34 6000 MM 9 6000 MM 11.8 6000 MM 4.16.0005 3.0155 3. PESO/METRO 6000 MM 2.13.12.13.12.12.0145 3.15 6000 MM 2.0060 3.0085 3.06 6000 MM 5.0030 3.20.0130 3.16.12.0057 3.3 6000 MM 5.20.0165 3.20.0135 3.0125 3.0160 3.Tubos circulares de aço-carbono TUBO C/ COSTURA 3.0170 DESCRIÇÃO AxB COMP.12.8 6000 MM 17 6000 MM 7 6000 MM 8 6000 MM 10 6000 MM 12.5 6000 MM 2.0025 3.13.2 6000 MM 11 6000 MM 13.5 6000 MM 20 6000 MM 25 6000 MM 30 6000 MM 35 6000 MM 45 TUBO REDONDO #20 5/8" TUBO REDONDO #20 3/4" TUBO REDONDO #20 7/8" TUBO REDONDO #20 1" TUBO REDONDO #18 5/8" TUBO REDONDO #18 3/4" TUBO REDONDO #18 7/8" TUBO REDONDO #18 1" TUBO REDONDO #18 1 1/8" TUBO REDONDO #18 1 1/4" TUBO REDONDO #18 2" TUBO REDONDO #18 2.0110 3.18.18.12.0120 3.13.18.0150 3.7 6000 MM 3.5 6000 MM 9 6000 MM 10.12.0055 3.0070 3.

5.espessuras-padrão das chapas grossas de aço 6. As chapas finas apresentam largurapadrão entre 1.50 mm 12. 12 m de comprimento e espessuras.00mm e 150. As chapas com espessuras maiores (1.00 mm) são relaminadas a frio e denominadas chapas finas a frio.00m a 6.00m (chapas a frio) e de 2. Tabela 3.0 mm 100. As chapas finas são fabricadas pelas siderúrgicas com espessuras variando entre 0. sendo classificados como chapas grossas (espessura superior a 5mm) e chapas finas (espessura inferior ou igual a 5mm). mas também podem ser utilizadas.5 mm 50. As chapas grossas são fabricadas pelas siderúrgicas com espessuras variando entre 5. em perfis formados a frio.80m e comprimento-padrão entre 6. As chapas finas podem também ser fornecidas em bobinas.10.3.4 mm 25. na forma plana.0 mm As chapas grossas são utilizadas geralmente para a fabricação dos perfis soldados. largura-padrão entre 1. UNEB – PÓSDESIGN 2003 65 .00 a 12.20m por 2.00m a 3.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 6.11.5 mm 37.30 mm 8. As dimensões preferências fornecidas pelas siderúrgicas.00m (chapas a quente).20m por 3. dependendo da disponibilidade de equipamento adequado para dobramento. Chapas Chapas são produtos planos laminados de aço com largura superior a 500mm.60 mm e 5.50m e comprimento-padrão entre 2.00mm.10 .00m e 1.00m.80 mm a 5. conforme indicado na tabela 3.0 mm 75.60 mm a 3.5 mm 16. ou seja. enquanto as com menores espessuras (0.00 mm 9. as mais econômicas.00m e 3.0 mm 19. são: chapas finas a quente 1.00 mm) são laminadas a quente e denominadas chapas finas a quente.00 mm.0 mm 63. As espessuras preferenciais são as fornecidas na tabela 3. possuindo nesse caso custo unitário menor.0 mm 31. As dimensões preferenciais.00m e chapas finas a frio 1.44m de largura.0 mm 22. são: 2.00m.

00 38.50 1. são empregadas as chapas finas a quente.35 3.00 36.35 mm 3.11 . etc. dutos.75 mm 5.25 mm 4.00 mm 3.00 2.90 mm 1.65 mm 3.00 UNEB – PÓSDESIGN 2003 66 .80 2.70 mm 1. Kg/m2 9.85 mm 0.20 24.00 40.75 mm 0.00 34.Espessuras-padrão das chapas grossas de aço 0.20 1.00 3.60 12.25 4.60 mm 0. enquanto as chapas finas a frio são utilizadas na fabricação de elementos complementares na construção.90 mm 2.25 mm 2.00 14.75 5.00 PESO APROX.30 30.65 3. esquadrias.75 mm 4.50 mm 4.20 mm 1.00 26.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Tabela 3.25 2. calhas. tais como: telhas.50 mm 1. na obtenção de perfis formados a frio.00 18.12 – Chapas finas a quente BITOLA MSG 18 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 3/16" 6 ESPESSURA mm 1.00 mm Para fins estruturais.00 21.40 16.50 4.06 mm 1. Tabela 3.75 4.

60 12.95 2.90 2.75 0.40 15.14 – Chapas zincadas (galvanizadas) BITOLA MSG 32 30 28 26 24 22 20 19 18 16 14 13 12 ESPESSURA mm 0.50 1.00 5.60 0.20 18. Kg/m2 2.50 0.88 10.06 1.30 0.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Tabela 3.43 0.20 1.20 8.40 2.48 9.30 0.45 0.11 1.65 PESO APROX.60 4.80 0.44 4.70 PESO APROX.40 3.80 6.60 18. Kg/m2 2.13 – Chapas finas a frio BITOLA MSG 30 28 26 24 22 20 19 18 16 14 13 12 ESPESSURA mm 0.30 2.95 1.25 2.40 21.00 21.00 7.00 15.90 1.20 Tabela 3.60 UNEB – PÓSDESIGN 2003 67 .00 12.80 3.65 0.04 3.55 1.40 7.38 0.20 6.60 8.35 0.25 1.

15. doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).4. como pode ser observado nas tabelas 3. do Grupo Hospitalar Conceição (em São Paulo). 3. Ocorre em função da descoberta de novas técnicas da medicina e de melhoria nas condições de vida da população.16 e 3. 25 mil laboratórios e 17 mil clínicas. O maior envelhecimento da população é um fato. em comparação com a internação domiciliar. em estado terminal ou tratamento terapêutico. A preocupação dos planos de saúde com os elevados custos desta população tem procedência e exige investimentos em programas de prevenção que sejam efetivos e seus resultados facilmente quantificáveis. ressalta o elevado custo de internação domiciliar. acidente cerebral vascular (AVC) e insuficiência cardíaca congestiva (ICC).4). hipertensão). Existe hoje um contingente enorme de pacientes em recuperação pós-cirúrgica. UNEB – PÓSDESIGN 2003 68 . e com o apoio do Ministério da Saúde. A população de idosos acima de 60 anos no Brasil era de 32 milhões de pessoas nos meados dos anos 2000 (IBGE). com doenças crônicas (diabetes.17. críticas como câncer. E no início desse mesmo ano o número de usuários privados de saúde era de 57 milhões de brasileiros. a mudança estrutural porém ocorre na constatação da queda acentuada na taxa de natalidade.4 – Queda da fecundidade A previsão para o Brasil é de que a população tenderá a estabilizar e a decrescer a partir do ano 2020. com mais de 8 mil hospitais. Dados do Mercado O Brasil vem se projetando como o segundo maior mercado de saúde do mundo. modificando a estrutura até então assumida pela previdência e pelo mercado de que os jovens estariam aptos a cuidar de seus idosos (Gráfico 3. Estudos realizados através do “Projeto de Internação Domiciliar”.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 6. Gráfico 3. de idosos com mais de 65 anos portadores de diabetes millitus.

99 9825.Eletrólitos (Na/K) Exame 2 16.910 261.0700 2.Slbutamol spray Amp. Quat.61 Custo total do paciente/ano 77456.10 4 8.Hemograma Exame 3 8.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Tabela 3.37 296.80 Serviços médicos Hora 3.15 – custo unitário e o total do ano para unidades e a freqüência anual para os componentes do custo da internação domiciliar de pacientes com DPOC.16 – custo unitário e o total do ano para unidades e a freqüência anual para os componentes do custo da internação hospitalar de pacientes com DPOC.56 4 138.Fisioterapeuta Hora 104 27.68 752.76 SADTs: .14 4 4.08 .070 25. Componentes/Custos Unid.Uréia Exame 2 3.00 Material médico-cirúrgico e medicamentos: .10 4 28.08 4 64. Int.O2 contínuo Litro 43200 0.9600 28.Heparina 5000U Litro 30 0. 60 0.16 .67 Custo total do paciente/mês Fonte: Projeto de Internação Domiciliar – Grupo Hospitalar Conceição (1999) 621.67 Fonte: Projeto de Internação Domiciliar – Grupo Hospitalar Conceição (1999) UNEB – PÓSDESIGN 2003 69 .Aux.30 4 129.87 14.Glicemia Exame 2 13.Gasometria arterial Exame 6 16.40 2 8. 30 0. De enfermagem Hora 24 12.40 .75 62.55 7.Predinisona 20 Comp.44 940.16 Sub-total 181. Custos Custo total Custo Componentes/Custos Unid.55 7.20 .10 .70 2058.Acetominofen 50mg . 30 0.40 .04 . total ano Diárias Dia 15 89.19 410.28 .80 4 1099.87 4 75.Soro glicosado Frasco 30 9.Raios X do tórax Exame 2 14.90 .08 28.Raios X do tórax Exame 2 14.1600 274.Enfermeiro Hora 12 34.00 1596.80 4 115.16 4 14.17 365.24 Sub-total 361.90 4 3.59 .32 . social Hora 2 26.17 1444.50 1345.Médico Hora 12 62.04 16.Concentrador O2 Aparelho 12 133.08 28.10 4 1460.Slbutamol spray Frasco 24 10.20 .Eletrocardiograma Exame 1 12.Aminofilina 200mg Caps.15 32.51 14.Gasometria arterial Exame 112.20 .Bacterioológico Exame 2 8.55 7.72 .Uréia Exame 2 3.74 4 .Eletrólitos (Na/K) Exame 2 8.019 54.40 .51 4 58.Creatinina Exame 2 3.Ass.84 .20 Custo total 2026.0008 34.Cefalotina 1g Comp.68 140.00 Sub-total 1937.56 .39 Tabela 3.0190 1. ano Ano unitários int.0299 0.04 16.55 7.48 .44 .68 .10 4 28.10 .50 4 5382.Fisioterapia Sessão 30 Sub-total 514. 2880 0.32 26.88 Sub-total 4364.67 SADTs: 26.15 96.Predinisona 20 Comp.61 4 106.42 2851.66 53.64 .Creatinina Exame 2 3.64 .98 Custos adicionais 15% 972.32 Material médico-cirúrgico e medicamentos: . Ano Custos unitários Custo total ano Equipe técnica: .20 . 30 0.32 .Aminofilina 200mg Comp.96 .87 70. 360 0.6290 18. Quat.

demonstra diminuição do tempo médio de permanência. quando o cuidador necessitar prestar auxílio ao paciente. Sistemas de grade e alimentação tornam-se necessários para o paciente e serão acoplados ao sistema principal de ajuste. alimentar e outras.15 38598. Esta estrutura irá permitir ao paciente. tornando-se pouco aparente e desta forma deixando de interferir significativamente no aspecto domiciliar do ambiente. SÍNTESE O sistema de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residência constitui-se de uma estrutura que deverá ser anexada à cama do enfermo. que encontra-se em tratamento domiciliar. DPOC. em tratamento domiciliar. O sistema de apoio deverá ser acoplado à cama do paciente permitindo que o mesmo faça uso do próprio móvel. Com isso. tendo em vista que um dos problemas mais freqüentes e agravantes no tratamento em domicílio.17 – comparativo com 4 patologias (ICC. levantar. e. é o quadro depressivo causado por mobiliários hospitalares em ambiente domiciliar. como abaixar. dar banho no paciente e outros.95 75 DPOC 7456.67 24 AVC 4778.00 em relação à internação hospitalar. ressaltando a vantagem econômica da internação domiciliar que pode chegar a uma diferença de R$ 192. O sistema de acionamento dos ajustes. o sistema será recuado para o estrato.96 58 Diabetes 4707. principalmente de idosos. AVC e Diabetes) e a diferença percentual entre a internação domiciliar e hospitalar. Quando assumir a posição para dormir e para o paciente se levantar. minimizando os danos físicos advindos dos esforços exercidos durante os cuidados com o paciente. salvo algumas exceções onde as camas precisarão passar por pequenas reformas para garantir a fixação do sistema. através de imãs que permitirão que o usuário coloque-os em posição mais confortável e adequada ao uso. escrever. será fixada no estrato da cama do próprio paciente. Custo anual R$ Patologias % Domiciliar Hospitalar ICC 1888. calculados em função de cada uma das patologias e no somatório delas. será um controle remoto móvel o suficiente para uso do paciente em posição UNEB – PÓSDESIGN 2003 70 .10 52 TOTAL/ANO 18831. 7. além de proporcionar ao cuidador um posto de trabalho em posição adequada.75 11306.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Tabela 3. ou seja.64 9906. a redução do número de reinternações. os ajustes necessários para as atividades diárias sejam elas sentar. o aumento da aderência ao tratamento e possui maior autonomia e conscientização do tratamento. a estrutura que permitirá os ajustes tanto para o paciente quanto para o cuidador. O custo torna-se reduzido uma vez que o paciente.67 9825.09 7505. só se tornará aparente quanto houver a necessidade de elevação da mesma. tanto de angulação quanto de altura da cama. sob o ponto de vista psicológico.68 51 Observa-se uma grande diferença percentual nos custos das internações.

Tais requisitos fornecem parâmetros projetuais que visam atender as funções de uso.1. em caso de extrema urgência do seu uso. Medicação Sub-subsitema 4: .Fornecer suporte para que o enfermo atenda e realize UNEB – PÓSDESIGN 2003 71 .Fornecer suporte para medicação do enfermo. quando não utilizado. Estrutura . Cabe ainda salientar o compromisso do usuário em adequar a cama para o acoplamento do sistema que.Fornecer apoio e sustentação de todo o sistema.Possibilitar ajustes de angulação da cabeceira e colchão pezeira facilitando a troca de posições do enfermo. Guarda-corpo .Permitir ajuste de altura do sistema Tabela 4. Suporte para o . e para o uso do cuidador em pé.Proteger o enfermo evitando que seu corpo se projete para fora da cama.Acomodar de maneira confortável o enfermo. 7.Possibilitar a variação de altura do suporte. Requisitos projetuais do subsistema 1 Subsistema 1 – Acomodação Sub-subsistema 1: .fornecer apoio para realização das atividades de Refeição alimentação. este sistema será ligado diretamente à cama. . Sub-subsistema 2: . . Os botões de acionamento deste controle não deverão ser salientes.Fornecer suporte para a realização das atividades de Leitura /Escrita escrita e leitura Sub-subsistema 3: . será restrito às camas de solteiro. o acionamento deverá fez executado por pressão.Oferecer apoio para a movimentação do enfermo Sub-subsitema 4: . Requisitos projetuais do subsistema 2 Subsistema 2 – Apoio Sub-subsistema 1: . Sub-subsistema 3: .Deve permanecer seco e limpo.2. Neste sistema deverá também conter um local próprio para fixação do controle de acionamento com o intuito que o mesmo. Requisitos Projetuais Os requisitos projetuais partem das recomendações ergonômicas e necessidades constatadas na análise da tarefa e problematização.Permitir fácil assepsia. No entanto. através de um cabo flexível.Possibilitar a variação de posturas do enfermo da maneira mais fácil e rápida possível.1. estéticas e simbólicas do sistema de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residência. esteja em local inadequado. de forma a permitir que o mesmo não se extravie ou quando. fique seguramente guardado. a) Funções de uso Tabela 4.Seus acionamentos devem estar dentro do alcance e do campo de visão dos usuários.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências deitada ou sentada. Sub-subsistema 2: . Todo o sistema de apoio deverá ser suficientemente leve para o transporte e a fixação do mesmo deverá ser detalhadamente descrita em um manual que irá junto ao sistema. Colchão . à princípio. Sub-subsistema 5: . Ajustes .Fornecer apoio para o peso do corpo do usuário.

b) Função estética Sistema deve estabelecer uma relação harmoniosa entre os seus diversos elementos configuracionais (forma.4). texturas e acabamentos) transmitindo uma sensação de compatibilidade entre as funções de uso e os requisitos do produto. superfície. . Alternativas Geradas Através dos dados adquiridos na problematização. c) Função simbólica Transmitir aos usuários sensação de conforto. tornou-se possível a geração de algumas alternativas (Figuras 5.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Telefone Sub-subsitema 5: Higienização Subsistema 3: Locomoção (pés/rodízios) chamadas telefônicas. .Permitir o deslocamento do sistema de maneira fácil e segura. liberdade. análise e síntese. UNEB – PÓSDESIGN 2003 72 .1.1 a 5. aconchego. deve-se mover a carga no plano sagital médio com ambas as mãos). além de ser compatível com o ambiente doméstico. A partir dos estudos biomecânicos alguns autores fazem recomendações que também podem ser levadas em consideração durante a elaboração do projeto: Recomenda-se que a altura ótima da manopla deveria ser de aproximadamente 91 a 114cm acima do piso (isto é. aproximadamente na altura dos quadris de indivíduos do sexo masculino). integrando-o ao ambiente doméstico e diminuindo qualquer relação de semelhança com o ambiente hospitalar 8. segurança. sejam eles o paciente ou o cuidador. material. cor. GERAÇÃO E SELEÇÃO DE ALTERNATIVAS Tendo em vista todos os estudo realizados foram geradas alternativas que atendesse aos requisitos projetuais delimitados com o intuito de satisfazer às necessidades dos usuário. Recomenda-se que o manuseio de cargas seja feito de forma simétrica (isto é. resistência.Dar suporte à realização das necessidades fisiológicas e de assepsia do enfermo. 8.

Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 5.1 – Alternativa 1 Figura 5.2 .Alternativa 2 UNEB – PÓSDESIGN 2003 73 .

3 .4 .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 5.Alternativa 4 UNEB – PÓSDESIGN 2003 74 .Alternativa 3 Figura 5.

Os ajustes de posições do colchão. conceitos. diminuindo o desconforto e a sensação de confinamento.5 . atedem a requisitos indispensáveis em casos específicos de enfermidades onde o paciente deva permanecer com as pernas elevadas ou não possam deitar-se completamente (por dificuldades respiratórias).Alternativa 5 8.1). causado no paciente pelo móvel hospitalar. Nessa proposta o sistema possui dois mecanismos. facilitando a realização de algumas atividades como alimentação. o cuidador regule a altura do paciente em relação a sua altura e ao tipo de atividade ao mesmo tempo que permite ao paciente subir e descer da cama sem a utilização de escadas ou apoios. etc. O mecanismo de elevação permite que. as alternativas foram submetidas um Chek-list (Tabela 5. Alternativa Selecionada Após análise criteriosa das alternativas geradas e discussões sobre materiais. chegou-se então a alternativa selecionada (Figura 5.5) como a mais adequada à proposta do projeto. técnica (anexo III) mais indicada quando se deseja fazer uma comparação entre diversas alternativas. A idéia de aproveitar a própria cama do paciente como base para o sistema norteia o projeto. lembrando que a proposta inicial buscava integrar o sistema ao ambiente doméstico. através do acionamento de dois motores de motores / compressores elétricos monofásicos. aplicando a cada uma delas um questionário de critérios que permite vislumbra-las de modo rápido. dimensões.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 5. forma. sem sair da cama. facilitando a identificação daquela tida como mais satisfatória. permitem q o paciente vá da posição de repouso (deitado) ate a posição sentado. medicação. A possibilidade de elevação de apenas um dos lados de cada vez. um de elevação da cama e um outro de ajustes de angulação do colchão.2. UNEB – PÓSDESIGN 2003 75 .

A altura mínima permite ao paciente subir e descer da cama sem o auxílio de escadas e outros.Cronograma ATIVIDADE Desenho preliminar da alternativa selecionada Cotar a alternativa selecionada Construir o modelo Realizar testes Conclusões MARÇO 1 2 3 4 5 6 1 2 ABRIL 3 4 5 9. A altura máxima permite ao cuidador tratar o paciente em posição ereta e com os braços em posição confortável.5).2).6) quanto para a menor mulher (Figura 6. cotovelos dobrados em ângulo reto. realizaram-se os testes dimensionais e funcionais do subsistema de acomodação do sistema de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências. uma altura de 10 a 15 cm abaixo da altura do cotovelo.2. a altura adequada está entre 5 a 10 cm abaixo da altura do cotovelo. A altura máxima e mínima assumida pelo sistema mostraram-se adequadas tanto para o maior homem .7). Além disso. utilizada para acomodação das nádegas. e pesado.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Tabela 5. com emprego de força e uso do peso do tronco. altura entre 15 a 40 cm abaixo da altura do cotovelo. em compensado e sarrafo de madeira. e sentar mantendo os pés devidamente apoiados no chão.1 – Resultados Check-list Total de Respostas Positivas Total de Respostas Negativas Total de Respostas Não Aplicavel Alternativa I Alternativa II Alternativa III Alternativa IV Alternativa V TOTAL 14 18 20 11 32 64 23 16 19 29 8 57 3 6 1 0 0 9 9. Os testes realizados no subsistema de acomodação permitiram visualizar que as dimensões das divisões do estrado estão inadequadas tanto para o maior homem (Figura 6. segundo Grandjean.5 (Figura 6. proporciona ao cuidador uma regulagem adequada à sua altura e ao tipo de atividade desenvolvida.1 e 6. 1998).1.3 a 6. está pequena e consequentemente UNEB – PÓSDESIGN 2003 76 . seja ela delicada que. leve. com o braço na posição vertical (Grandjean. quanto para a menor mulher . A menor divisão. Testes com Modelo Rústico Através da construção do primeiro modelo. DESENVOLVIMENTO 9.1 .percentil 2. Planilha de Planejamento para Construção e Testes com Modelos Tabela 6.percentil 95 (Figura 6. o ajuste de altura permitido pelo sistema.

Modelo Rústico Figura 6.Modelo Rústico Figura 6. Figura 6.4 .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências desconfortável para o paciente.Modelo Rústico Figura 6.Modelo Rústico UNEB – PÓSDESIGN 2003 77 .Modelo Rústico Figura 6. Como solução para o pretende-se aumentar esta divisão em 5 cm e diminuir a divisão para o apoio da coxa na mesma posição. necessitando que sua largura seja aumentada em 4 cm.3 .2 .5 .1 . No teste dimensional verificou-se que o sistema não se encaixa na estrado de uma cama de solteiro padronizada (90X190 cm).

9 . Figura 6.Modelo Rústico Outros aspectos analisados foram as possíveis posições que o sistema poderá assumir conforme necessidade do paciente e do cuidador (Figuras 8 a 13).Modelo Rústico Figura 6.Modelo Rústico Figura 6.6 .Modelo Rústico UNEB – PÓSDESIGN 2003 78 .7 .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 6.8 .

10 – Modelo Rústico Figura 6.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 6.13 – Modelo Rústico UNEB – PÓSDESIGN 2003 79 .12 – Modelo Rústico Figura 6.11 – Modelo Rústico Figura 6.

ANEXOS ANEXO I .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 10.TABELA DE GUT UNEB – PÓSDESIGN 2003 80 .

-Uso da madeira.Sofá cama. -Rodízios. M263 . -Aparência agressiva devido à conformação de seus elementos metálicos.Suporte para soro Critérios / Avaliação Funcionalidade Positivo -Solução razoavelmente completa. criando um “meio termo” entre o hospital e a residência do paciente.M262 . -Uso de laminado. “maquiando” a aparência da madeira. -Ajustes de angulação. Usabilidade Significação - -Inexistência de ajuste de altura. - -Combinação de madeira e metal. M255 – Poltrona reclinável.Mesa de cabeceira e refeição.TÉCNICA DE PNI Fig. M326 . -Os acionamentos dos ajustes encontram-se fora do envoltório de alcance do paciente. podendo criar um “meio termo” entre o hospital e a residência do paciente. Significação -Uso de cores quentes. 2 . -Grades. Fig.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências ANEXO II . -Ajustes de angulação.Cama específica para home care Critérios / Avaliação Funcionalidade Usabilidade Positivo -Grades -Ajustes -Ajustes Negativo -Ausência de rodízios.Inexistência de ajuste de altura.Escada 2 degraus. 1 . M317 . mesa de cabeceira e refeição). UNEB – PÓSDESIGN 2003 81 . -Os acionamentos dos ajustes encontram-se fora do envoltório de alcance do paciente. dando um aspecto mais alegre ao produto. -Combinação do cromado com a madeira. Negativo . -Estrutura metálica cinzenta e modelada de modo idêntico às utilizadas em hospitais. M206 FW – Cama fawler. remetendo ao mobiliário residencial. Interessante -Produtos com mais de uma função (sofá cama. Interessante -A cabeceira da cama tem um tubo integrado que poderia funcionar como pega para o deslocamento da cama.

que remete ao ambiente hospitalar. -Uso do branco. -Inexistência de ajuste de altura. facilitando a manutenção e limpeza. -Pobreza nos ajustes. -Ajustes de angulação. -Uso do branco. que remete ao ambiente hospitalar. UNEB – PÓSDESIGN 2003 82 . -Aparência agressiva devido à conformação de seus elementos metálicos. -Ausência de rodízios. podendo criar um “meio termo” entre o hospital e a residência do paciente. standard Cabeceira em tubos redondos de 1. -Inesistência de rodízios.M-201 – Cama com Cabeceira Móvel. -Uso de laminado. 4 . Interessante - - Significação - -Combinação de madeira e metal. 3 . simples. “maquiando” a aparência da madeira. Negativo -Ausência de grades. -Aparência delgada e frágil.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Fig. -Apoio para o paciente se virar. Interessante - Usabilidade Significação - - - Fig. Negativo -Existência de apenas um ajuste (na cabeceira).cama fawler com cabeceira tubular Critérios / Avaliação Funcionalidade Usabilidade Positivo -Ajustes de angulação.1/4’ Critérios / Avaliação Funcionalidade Positivo -Simplicidade estrutural. -Aparência agressiva devido à conformação de seus elementos metálicos. -Ausência de grades. -Os acionamentos dos ajustes encontram-se fora do envoltório de alcance do paciente.

-Os acionamentos dos ajustes encontram-se fora do envoltório de alcance do paciente. 5 . -Inexistência de cabeceira. -Grades.85 Critérios / Avaliação Funcionalidade Usabilidade Positivo -Ajustes de angulação. tornando-a menos idêntico às utilizadas em agressiva.Cama FAWLER Standard Luxo c/ rodízios. UNEB – PÓSDESIGN 2003 83 . -Grades.cama de recuperação – dimensões 2. -Ajustes de angulação. Interessante - - Significação - - Fig. Negativo -Os acionamentos dos ajustes encontram-se fora do envoltório de alcance do paciente. Interessante -Inexistência de ajuste de altura. -Rodízios.15x0. Negativo -Inexistência de ajuste de altura. -Aparência agressiva devido à conformação de seus elementos metálicos. 6 . -Rodízios. -Estrutura metálica cinzenta -Conformação simples da e modelada de modo grade. remetendo ao mobiliário residencial. -Uso do branco. -Ajustes de angulação. que reduz o vínculo com o mobiliário residencial. com grades (Opcional) Critérios / Avaliação Funcionalidade Positivo -Apoio para o paciente se virar. que remete ao ambiente hospitalar. -Ajustes de angulação.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Fig. hospitais. Usabilidade Significação -Uso da madeira.

-Estrutura metálica remetendo ao mobiliário modelada de modo idêntico residencial.Cama FAWLER padrão Luxo Lar Elétrica c/ Altura Variável c/ Grade (Opcional) Critérios / Avaliação Funcionalidade Positivo Negativo -Apoio para o paciente se virar. . Interessante -Ajustes elétricos. UNEB – PÓSDESIGN 2003 84 . as utilizadas em hospitais. Interessante -Ajustes elétricos.Uso de cores quentes. .Estrutura metálica dando um aspecto mais modelada de modo idêntico alegre ao produto. -Grades.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Fig. -Ajustes de angulação e altura. -Rodízios. -acionamento dos ajustes dentro do envoltório de alcance do paciente. podendo criar um “meio termo” entre o hospital e a residência do paciente. -Ajustes de angulação e altura. -Ajustes de angulação e altura. 8 .Cama FAWLER padrão Luxo Lar Elétrica c/ Altura Variável c/ Grade (Opcional) Critérios / Avaliação Funcionalidade Positivo Negativo -Apoio para o paciente se virar. -Acionamento dos ajustes dentro do envoltório de alcance do paciente. -Grades. -Ajustes de angulação e altura. -Rodízios. 7 .Combinação de madeira e metal. Usabilidade - Significação . Usabilidade - Significação - Fig. -Uso da madeira. as utilizadas em hospitais.

Cama de CTI com leito pintado. Negativo Interessante -Ajustes elétricos. que reduz o vínculo com o mobiliário residencial. Critérios / Avaliação Funcionalidade Positivo -Apoio para soro. -Os acionamentos dos ajustes encontram-se fora do envoltório de alcance do paciente. -Uso exclusivo do aço inox. -Aparência agressiva devido à conformação de seus elementos metálicos. -Inexistência de ajuste de altura. -Grades. -Rodízios. Opção: sem dorso radiotransparente. -Uso do branco. -Ajustes de angulação. -Apoio para o paciente se virar. 10 . 9 . -Acionamento dos ajustes dentro do envoltório de alcance do paciente. que reduz o vínculo com o mobiliário residencial. Interessante - Usabilidade - Significação - - Fig. -Inexistência de cabeceira. - Usabilidade -Inexistência de cabeceira. Negativo -Inexistência de ajuste de altura. -Ajustes de angulação e altura. -Os acionamentos dos ajustes encontram-se fora do envoltório de alcance do paciente. -Dorso radiotransparente. -Aparência agressiva devido à conformação de seus elementos metálicos.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Fig. trendelenburg e reverso com dorso radiotransparente. que remete ao ambiente hospitalar. - Significação - - UNEB – PÓSDESIGN 2003 85 . que remete ao ambiente hospitalar. grades e estrutura inox. -Ajustes de angulação. -Grades.Cama de CTI elétrica totalmente Inox c/ elevação. -Rodízios. Opção: Manual com grades inox e estrutura e leito pintado Critérios / Avaliação Funcionalidade Positivo -Apoio para o paciente se virar. -Ajustes de angulação e altura.

entre várias alternativas. Essa avaliação pode ser feita individualmente ou em grupo. No caso de se optar pela avaliação individual. portanto a mais indicada. AVALIAÇÃO DAS ALTERNATIVAS Os participantes submetem cada uma das alternativas existentes às mesmas perguntas (critérios).Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências ANEXO III . o check-list ficará sujeito a erros de avaliação. Embora não apresente avaliação mais profunda (é atribuído o mesmo peso a todos os critérios). aquelas tidas como mais satisfatórias. com os participantes discutindo e dando as respostas de comum acordo. ATENÇÃO: as perguntas devem ser estruturadas de modo que as resposta sim seja sempre desejável. CLASSIFICAÇÃO • Quanto à finalidade: resolução dos problemas. elaborar uma lista de critérios que considerem importantes e que servirão como parâmetro para a avaliação. Um exemplo de pergunta corretamente formulada seria “o custo é baixo?” (resposta desejável: sim)e. Caso contrário. em função de um conjunto de dez critérios expressos na forma de perguntas. para se ter a totalização dos resultados. A que apresentar o maior número de respostas não. através do consenso. explorando maior número de critérios e. as respostas deverão ser reunidas (somadas) no final. ELABORAÇÃO DOS CRITÉRIOS Os participantes discutem entre si procurando. • Quanto à complexidade: média. Essa lista de critérios deve ser feita em forma de perguntas que demandem as seguintes respostas: sim. QUANDO USAR Quando se tem várias alternativas e se quer optar por uma delas. é a menos indicada. conseqüentemente. ao contrário. nunca.TÉCNICA DE SELEÇÃO DE ALTERNATIVA CHECK LIST OBJETIVO Fazer uma comparação entre diversas alternativas através de check-list (questionário de critérios). “o custo é alto? (resposta desejável: não). essa técnica permite vislumbrar as alternativas de modo rápido. ampliando a percepção do universo de cada opção. A alternativa que apresentar maior número de respostas sim. DESENVOLVIMENTO DA TÉCNICA Trata-se de um instrumento de apoio que procura identificar. não ou desconhecida/não aplicável. indicando ser a alternativa favorável àquele critério. • Quanto à abordagem: decisão. UNEB – PÓSDESIGN 2003 86 . é a considerada mais satisfatória e.

O sistema é seguro? 4. garantem o conforto de diversos usuários do sistema (cuidador e enfermo)? 3. O sistema possibilita fácil higienização de suas partes? 7. As funções de ajuste de Altura e angulação. tanton no aspecto formal quanto conceitual? 5.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências QUESTIONÁRIO UTILIZADO CHEK-LIST ALTERNATIVA: ________ 1. Acomoda de maneira confortável o enfermo? 9. higienização. A proposta apresenta adequação ao ambiente domiciliar. originais? 2. etc. Fornece apoio para os demais subsistemas como o subsistema de refeição. Garantia de fácil manutenção e acesso a estrutura mecânica do sistema? 8. Apresenta facilidades em relação a recursos e meios de produção. As modificaçõe sugeridas são realmente novas. medicação. bem como utilização de materia-prima adequada a custo relativamente baixo? SIM NÃO D/NA UNEB – PÓSDESIGN 2003 87 . Os ajustes e funções estão dentro do envoltório acional dos usuários? 6.? 10.

Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências ANEXO IV . Quanto mais precisas forem as respostas.QUESTIONÁRIO QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO DO SISTEMA DE ACOMODAÇÃO DO ENFERMO Caro Sr. Quais os equipamentos utilizados? Suporte para soro Suporte para remédios Comadre Grade de proteção Suporte para alimentação Outros __________________________________ 9. Contamos com a sua cooperação. Quais os acidentes mais freqüentes? queda da cama durante alguma movimentação queda ao descer os subir da cama ajustes descontrolados provocando má postura do enfermo derramamento de alimentos por falta de apoio adequado rodízios que provocam falhas ou impossibilidade de deslocamento Outros __________________________________________________________________ Sim Não UNEB – PÓSDESIGN 2003 88 . Quantas horas em média você trabalha cuidando do enfermo? ____________ 8. com absoluta sinceridade./Sra. mais facilmente poderemos propor mudanças no sistema e consequentemente melhorar as condições de trabalho e de saúde.. Qual a sua maior dificuldade no trato com o enfermo (marque apenas 1 alternativa)? dar banho alimentar aplicar injeções subir e descer a cama conseguir ajustar a cama em posição confortável dar medicamentos outros __________________________________________________________________ Porque? __________________________________________________________________ 10. cansaço. para pesquisar o grau de desconforto experimentado. Altura ______________________ 4. Peso ______________________ 5. Todas as respostas serão tratadas com total confidência e só o pesquisador terá acesso aos dados. Durante o tratamento já ocorreram acidentes? 11. dores nos músculos e articulações: durante o seu trabalho. Idade _______________________ Masculino Feminino 3. Sexo 2. 1. Quanto tempo trabalha com esta função? ______________________________ 7. Qual a sua função? ________________________________________________ 6. Gostaríamos que você completasse este questionário relacionado com a sua saúde.

mesmo que você não tenha tido problemas em qualquer parte do corpo. marque como o grau de intensidade "1" (nenhum desconforto/dor). tome como base a escala progressiva de desconforto/dor (abaixo) e assinale o número que você acha correspondente ao grau de intensidade sentido deste desconforto/dor (marque com um X).Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 12. Escala de avaliação de desconforto corporal Por favor. marque a região do diagrama do corpo humano abaixo onde você sente desconforto/dor. Por favor. Qual sua opinião sobre o mobiliário que utiliza quanto: a) tipo e forma de ajuste b) segurança do paciente c) conforto para o paciente ótimo ótimo ótimo bom bom bom ruim ruim ruim péssimo péssimo péssimo 13. Em seguida. UNEB – PÓSDESIGN 2003 89 .

Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências ANEXO V .Desenho Técnico UNEB – PÓSDESIGN 2003 90 .

12 – Sistema na altura máxima Fig. 13 – Ajuste do tronco e das pernas UNEB – PÓSDESIGN 2003 91 .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências ANEXO VI – Rendering e Protótipo Fig. 11 – Rendering Fig.

Sub-sistema de elevação do sistema (motores) Fig. 14 . 18 – Sub-sistema de elevação UNEB – PÓSDESIGN 2003 92 . 16 – Roldanas Fig. 15 – Protótipo Fig.Movimento de elevação do sistema Fig. 17 .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Fig.

23 – Roldanas Fig. 21 – Cabos de aço. 24 – Controle remoto Fig. roldanas e motores (sistema movente) Fig.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Fig. 25 – Equipe UNEB – PÓSDESIGN 2003 93 . 19 – Sub-sistema de elevação das pernas Fig. 22 – Motor que eleva o encosto Fig. 20 – Sub-sistema de elevação do tronco Fig.

com. Marcia Maria Neves Teixeira. ANDERSON. april/2000.COMPANHIA SIDERURGICA NACIONAL – Capturado em 10 de abril de 2003. G. A.. R. Série Oficina: Rio de Janeiro.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 10. Trad.asaaluminio. Belo Horizonte: Ergo Editora. Ergodesign para Trabalho com Terminais Informatizados. (2). p.1016 – 1023.Armadilhas na saúde. 5ª Ed. 1993. J.. SANTOS. R.br/Brazil/Corporate/SiteBrasil. J.. Suzi Mariño. 1990. Fernanda Saltiel.Journal of the American Heart Association.R. São Carlos. Online. Edição 135. Editora Edgard Blücher: São Paulo. Biomecânica Ocupacional..br DANGELO. São Paulo: Editora Globo. Chicago. S. J. JAMA . MORAES. UNEB – PÓSDESIGN 2003 94 . Capturado em 22 de abril de 2003. I. N.. Disponível na Internet: http://jama. REVISTA ÉPOCA. Ergonomia Projeto e Produção. Fisiologia articular – Membro superior. e FATTINI. There’s No Place Like Home : An Evaluation of Early Supported Discharge for Stroke. e MARTIN. S. A. “Materials selection as an interdisciplinary technical activity: basic methodology and case studies” Materials Research. Editora Atheneu: São Paulo.com. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. J. 3 ed. Online..A. Trad. Stroke . Vol.1-9. MORAES. 2 ed. v3. LAVILLE. 2000. B. v. Capturado na Internet em 15 de abril de 2003. Online. HOUAISS. 1977. B. p.31.alcoa. Editora Manole: São Paulo.alcan. 1. Anatomia Humana Básica. CÔTÉ. Disponível na Internet: http://www.com.JOURNAL OF THE AMERICAN MEDICAL ASSOCIATION. E. C. Serviços Médicos . IIDA.br ALCAN – ALUMINIO DO BRASIL LTDA.org/issues/v287n7/abs/joc20065. 2001.nsf/ ASA ALUMINIO. Capturado em 15 de abril de 2003. Disponível na Internet: http://www. may/2000. Ergonomia. Editora pedagógica e universitária: São Paulo. Capturado em 20 de novembro de 2002. MONT’ALVÃO. dezembro/2000. D. Rio de Janeiro: Editora Objetiva. REFERÊNCIAS ALCOA. CSN .html KAPANDJI. 136 p. 1995. and TAMBLYN.G. MAYO. 579 p. CARLTON.csn. Itiro.F. FERRANTE. Ergonomia: Conceitos e Aplicações. C. C.A.br CHAFFIN. B. 2000.. ampliada.com. 2001. Editora 2AB. GAYTON.amaassn. Online.ALUMINIO S. de. WOOD-DAUPHINEE. J. A. BUTTERY.. Online. Rio de Janeiro: Editora 2AB.F M. J. Ana Maria de e PEQUINI. Antoine. Disponível na Internet: http://www. Disponível na internet: http://www. D.

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