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Receptação Qualificada - Slides

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Elias de Souza Maciel João Guilherme de A. Santos Maíra Battistella Marina Silva Thiago Lobo Valmor Trentin Jr.

Receptação Qualificada
Sob a ótica jurídica acadêmica

Introdução
22

O que são qualificadoras? O que é receptação? Qual a constitucionalidade da qualificadora?

Receptação Qualificada
33

05 condutas que a caracterizam:
– –

– – –

Receptação Receptação parte final) Receptação Receptação Receptação

culposa (§ 3º) privilegiada (§ 5º, de bens públicos (§ 6º) imprópria qualificada (§ 1º)

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44

Art. 180 do CP reza:

Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte:
(...)

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55

Receptação culposa (§ 3º):
Permanecem puníveis, a título de culpa, as condutas de quem "adquire" ou "recebe" coisa que” deve presumirse obtida por meio criminoso".

Receptação privilegiada (§ 5º, parte final):
Aplicação do privilégio apenas à receptação simples ou, também, à receptação qualificada, já que ambas

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66

Receptação de bens públicos (§ 6º): a pena de receptação simples, que dá reclusão, é de 02 (dois) a 08 (oito) anos e multa.
Receptação imprópria: ocorre somente quando há intermediação para que terceiro de boa-fé "adquira", "receba" ou "oculte" a res, inexistindo, porém, quando há intermediação para o "transporte" ou "condução“.

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77

Receptação qualificada (§ 1º):
A qualificadora se dá em razão do exercício de atividade comercial ou industrial, por parte do sujeito ativo da relação criminal, relacionada à receptação. Não é necessária a atividade comercial regular, posto que a ela se equipare qualquer atividade de comércio, ostensiva ou clandestina, mesmo irregular, ainda que exercida em residência (§ 2º).

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88

Condutas: Além das cinco condutas que caracterizam a receptação simples, a se distinguirem em razão da atividade, na forma acima vista, o legislador tipifica outras sete: ● "ter em depósito“;
● ● ● ● ●

"desmontar“; "montar“; "remontar”; "vender“; "expor à venda”;

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99

As novas condutas: Vieram suprir uma lacuna que deixava impunes as condutas daqueles que "atravessavam" a res furtiva, do ladrão ao efetivo receptador, porque inviabilizava ou, pelo menos, dificultava a caracterização do estado de flagrância de tais condutas.

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10 10

"Transportar" e "conduzir": Com essas novas condutas, está em flagrante-delito aquele que leva consigo a res furtiva, da mesma forma em que está aquele que a "adquire", "recebe" ou "oculta".
Ex:
motoristas que estão dirigindo o carro roubado, que estão levando nos caminhões as peças roubadas, etc.

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11 11

Condutas permanentes:
De se notar que as condutas "transportar" e "conduzir" são permanentes, protraindo-se no tempo o momento consumativo, com sua conseqüência flagrancial. Enquanto durar o deslocamento da res furtiva está sendo cometida a infração penal.

12 12

"Transportar" x "conduzir"

"Transportar" é deslocar de um local de origem para outro local de destino.

"Conduzir" é menos do que "transportar", ao passo em que basta para sua caracterização, ter o agente a res furtiva, em trânsito, em seu

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13 13

Elemento subjetivo:

É o dolo, consistente na vontade livre e consciente de praticar uma das doze condutas da receptação qualificada, para levar vantagem (proveito próprio ou alheio), no exercício de atividade comercial (própria ou equiparada) ou industrial, tendo por objeto material coisas que "deve saber ser produto de crime".

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14 14

Em se tratando do crime de receptação, o melhor entendimento é o daqueles que afirmam ser a expressão “deve saber ser produto de crime”, indicativa de dolo eventual, já que o crime de receptação culposa já vem expressamente previsto no §3° do art. 180 do Código Penal.

Doutrina
15 15

Damásio Evangelista de Jesus faz crítica à denominação "receptação qualificada". Guilherme de Souza Nucci, entretanto, discorda da posição de Damásio Evangelista de Jesus.

16 16

Damásio Evangelista de Jesus
"O dispositivo não descreve causa de aumento de pena ou qualificadora. Não contém meras circunstâncias. Cuida-se de figura típica autônoma: menciona seis verbos que não estão no caput, repete cinco condutas e apresenta dois elementos subjetivos do tipo. Não é um simples acréscimo à figura reitora da receptação." (JESUS, 2005, p.690)

Guilherme de Souza Nucci
17 17

"Em que pesa parte da doutrina ter feito restrição à consideração desse parágrafo como figura qualificada da receptação, seja porque ingressaram novas condutas, seja pelo fato de se criar um delito próprio, cujo sujeito ativo é especial, cremos que houve acerto do legislador. Na essência, a figura do §1° é, sem dúvida, uma receptação - dar abrigo a produto de crime -, embora com algumas modificações estruturais. Portanto, a simples introdução de

18 18

Elemento subjetivo do tipo penal da receptação qualificada
Elemento subjetivo do crime de receptação, seja na sua modalidade simples ou qualificada, é o dolo, ou seja, a vontade consciente de concretizar as características objetivas do tipo penal incriminador.

19 19

Elemento subjetivo do Para doutrinadores como Celso Delmanto tipo penal da receptação (1991, p.330) e Paulo José da Costa Junior, qualificada
a expressão "deve saber ser produto de crime" é indicativa de dolo eventual; para outros, como Nelson Hungria, Magalhães Noronha e Heleno Cláudio Fragoso (1978, p.2:173), significa culpa.

Jurisprudências
20 20

PRINCIPIO DA LEGALIDADE. RECEPTACAO. SUMULA 453, DO STF. Apelação. Receptação qualificada. Tipificação. A ciência da origem criminosa do bem, pelo receptador, não se inclui entre as elementares da forma qualificada do § 1º do artigo 180 do CP, que prevê apenas a hipótese de dolo eventual, representado pela expressão "deve saber". Nesse caso, se o apelante sabia da procedência ilícita da "res" não poderia responder pelo delito do § 1º do

Jurisprudências
21 21

"‘HABEAS CORPUS'. RECEPTAÇÃO QUALIFICADA. INCONSTITUCIONALIDADE. ALEGAÇÃO DE FALTA DE PROVAS. PRETENSÃO A SER APURÁVEL POR COGNIÇÃO PLENA. EXAME FÁTICO. FASE EXECUTÓRIA. REVISÃO CRIMINAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA.

Conclusão
22 22

Por tudo o que foi exposto até aqui, embora haja Código em tela intensa Penal, é discussão conclui-se aquela a figura que acerca que da a constitucionalidade do §1° do art. 180 do interpretação mais acertada do dispositivo considera da constitucional receptação. qualificada

Conclusão
23 23

Não há dúvida de que o legislador deveria ter sido mais claro e utilizado no dispositivo as duas expressões: "sabe" e "deve saber". Mas exigir tal clareza de nossos legisladores nem sempre é tarefa assim tão fácil. Resta saber, entretanto, qual será o posicionamento adotado pela Suprema

Referências
24 24

AZEVEDO, David Teixeira de. Atualidades no direito e processo penal. São Paulo: Método, 2001. BRASIL. Decreto-lei n. 2.848, de 7 de Dezembro de 1940. Código Penal. Rio de Janeiro: Senado Federal, 1941. CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal: parte especial. Vol II. 4. ed. Rev. e atual. São Paulo: Saraiva, 2004. DELMANTO, Celso. Código penal comentado. 5 ed. Coimbra: Coimbra Editora, 2000.

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