ENFERMAGEM

Profª Glenda Agra

ENFERMAGEM CIRÚRGICA

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1.CLÍNIA CIRÚRGICA: É a unidade hospitalar organizada, segundo um conjunto de requisitos que se torna apta a receber pacientes para tratamento cirúrgico em regime de internamento. 2.OBJETIVOS: Proporcionar ambiente terapêutico adequado aos pacientes com afecções clínicas diversificadas, em regime de internação. Manter elevado padrão da assistência, mediante planejamento, execução e avaliação das atividades de enfermagem. 3.DEPENDÊNCIAS: Enfermarias, expurgos, isolamentos, postos de enfermagem, repousos médicos e de enfermeiros, rouparias, sala de chefia de enfermagem, sala de curativos, sala de prescrição. 4.RELAÇÃO COM OUTROS SERVIÇOS: Almoxarifado, ambulatório, central de hemoterapia, CME, centro cirúrgico, CTI, CCIH, demais unidades de internação, divisão de enfermagem, farmácia, recepção e SAME. 5.POSIÇÃO ADMINISTRATIVA: O serviço de enfermagem da clínica está diretamente subordinado à divisão de enfermagem. 6.PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DA CLÍNICA CIRÚRGICA: Enfermeirogerente no horário da manhã. Enfermeiros: horários: manhã, tarde, noite. Auxiliares e Técnicos de enfermagem: horários: manhã, tarde, noite. Auxiliares operacionais de serviços: horários: manhã, tarde, noite. Auxiliares administrativos: horário comercial. 7.DIVISÃO DOS TURNOS DE TRABALHO: 1º TURNO: Manhã : 7:00 às 13:00h 2º TURNO: Tarde: 13:00 às 19:00h 3º TURNO: noite: 19:00 às 7:00h NORMAS E ROTINAS DA CLÍNICA CIRÚRGICA ROTINA DA MANHÃ Enfermeiro Assistencial : Assistir ao paciente. Enfermeiro Coordenador: Elabora as escalas e coordena o setor de enfermagem. Enfermeiro Responsável-técnico: Responsável por todos os outros profissionais de enfermagem, mediante o COREN.

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-Apresentar-se para receber o plantão; -Confirmar a presença de funcionários escalados; -Tomar conhecimento da escala das atribuições de tarefas e avisos; -Refazer a escala de atribuições, SN -Informar à Coordenação de enfermagem da unidade, as possíveis ausências e ocorrências; -Ler relatório geral para se inteirar das ocorrências; -Verificar exames a serem encaminhados; -Checar com os funcionários do horário, o encaminhamento de pacientes para o Centro Cirúrgico feito às 6:30h; -Verificar preparo de pacientes para exames; -Supervisionar o preparo de pacientes para cirurgias “a seguir” (AS) e encaminhá-los ao bloco cirúrgico, após solicitação. -Registrar no prontuário do paciente, os exames e cirurgias realizadas, os preparos para exames e cirurgias, exames e cirurgias não realizadas, alegando o motivo; -Realizar processo de enfermagem; -Receber paciente pós-cirurgia.

ROTINAS DA TARDE -Todos acima, exceto realização de alguns exames. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM GERAL AO PACIENTE CIRÚRGICO -Admissão ao paciente na unidade cirúrgica; -Preparar o leito antecipadamente; -Receber o paciente; -Apresentar o paciente à equipe; -Proceder de acordo com a rotina do serviço; -Entrevistar o paciente e realizar exame físico; -Preparar prontuário;

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-Verificar SSVV, peso e mensuração; -Observar estado geral do paciente; -Fazer anotações de enfermagem; -Arrolar roupas e valores; -Orientar o paciente; -Comunicar o médico; -Providenciar alimentação, medicação, etc. PREPARO PSICOLÓGICO -Visa reduzir as complicações intra e pós-operatórias; -Estudo completo das condições fisiológicas e psicológicas; -Avaliar tensão, ansiedade e nervosismo; -Buscar meios que minimizem anseios; -Solicitar o serviço de psicologia; -Pacientes orientados recuperam-se mais rápido; PREPARO FÍSICO Inicial -Melhor esclarecimento do diagnóstico; -Adequar o estado geral do paciente à cirurgia; -Inicia-se da admissão às 24h que antecede o pré-operatório imediato A enfermagem -Realiza exame físico; -Investiga determinantes que poderão afetar negativamente a cirurgia. Ex: idade, doenças. -Providencia e prepara o paciente para exames laboratoriais e outros; -Controla SSVV; -Realiza controle hidroeletrolítico; -Observa estado nutricional;

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-Orienta, estimula e administra medicamentos; -Ensina exercícios respiratórios; -Orienta quanto à higiene; -Tabagistas orientados a não fumar ou reduzir o vício; -Identifica e cuida das anormalidades que possam trazer complicações no préoperatório.

PERÍODOS OPERATÓRIOS

1.PRÉ-OPERATÓRIO MEDIATO OU TARDIO: Desde a admissão até o início do período pré-operatório imediato. 2.PRÉ-OPERATÓRIO IMEDIATO: Primeiras 24h que antecede o ato cirúrgico. 3.TRANS-OPERATÓRIO: Momento da cirurgia. 4.PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO: São as primeiras 24h após o ato cirúrgico. 5.PÓS-OPERATÓRIO MEDIATO OU TARDIO: São as 24 h subseqüentes do período pós-operatório, até a sua alta hospitalar. A CIRURGIA OBJETIVA: - Remover as possíveis fontes de infecção; -Preparar o paciente para a cirurgia; -Pré-operatório imediato: Inicia-se 24h que antecede a cirurgia. A ENFERMAGEM -Verificar listas de aviso cirúrgico; -Colhe sangue para tipagem sanguínea; -Observa alterações na sintomatologia; -Verifica SSVV; -Promove banho corporal; -Troca roupa de cama;

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-Avalia as condições gerais de higiene do paciente (retira esmalte, corta unhas); -Realiza preparo intestinal; -Orienta sobre o jejum (de acordo com a cirurgia = 8 a 12h). NO DIA DA CIRURGIA -Verifica se os preparos foram realizados; -Verificar e manter o jejum; -Retirar próteses; -Comunicar anormalidades; -Remover grampos, maquiagem; -Vestir roupas limpas; -Retirar jóias e adornos e notificar em livro; -Solicitar esvaziamento da bexiga; -Cateterismo deve se realizado no BC; -Controlar SSVV; -Administrar medicação pré-anestésica 45 minutos antes da cirurgia; -Fazer anotações e checar; -Revisar prontuário; -Transportar o paciente ao BC na hora marcada e de forma confortável; -Acompanhar o paciente até o recebimento do BC; -Controvérsias: Tricotomia. PREPARO ESPIRITUAL: Manter diálogo e questionar o paciente quanto à necessidade de padre, pastor ou outro representante de Deus, conforme a religiosidade.

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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO OBJETIVO: -Proporcionar assistência qualificada; -Vigilância contínua centralizada nas necessidades apresentadas; -Detectar precocemente complicações pós-operatórias. PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM: -Receber relatório contendo informações no intra-operatório; -Admitir o paciente na unidade em livro de admissão; -Evoluir o paciente; -Avaliar o estado geral do paciente; -Verificar SSVV; -Atentar para infiltração ou obstrução da hidratação periférica; -Avaliar o nível de consciência: Consciente, semi-consciente, inconsciente, narcose, -Prevenir a detectar precocemente problemas respiratórios, que levam a hipoxemia devido a obstrução hipofaríngeo; -Observar posicionamento do tubo endotraqueal; -Conectar em respirador mecânico SN; -Auxiliar nos procedimentos de desmame e extubação; -Verificar FR, presença de cianose e expansibilidade torácica; -Instalar oxigênio sob cateter nasal; -Aspirar secreções; -Verificar FC, ritmo, perfusão periférica; -Monitorizar o paciente; -Realizar ECG; -Observar posicionamento de drenos, sondas e infusões venosas; -Conectar funcionamento dos drenos e caracterizá-los.

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Padrão de prescrições de enfermagem para o cuidado pós-operatório do paciente durante a admissão na unidade clínica

1.Examinar a respiração e instalar oxigênio suplementar, se prescrito.

2.Monitorizar os sinais vitais e observar a pele quanto ao calor, umidade e coloração.

3.Avaliar o local da cirurgia e os sistemas de drenagem da ferida.

4.Avaliar o nível de consciência, a orientação e a capacidade para movimentar as extremidades.

5.Conectar todos os tubos de drenagem por gravidade ou por aspiração, se prescrito e, monitorizar intensivamente os sistemas de drenagem.

6.Avaliar o nível e as características da dor ( localização e qualidade) e horário, tipo e via de administração da última medicação analgésica.

7.Posicionar o paciente para promover o conforto, segurança e expansão pulmonar.

8.Avaliar as linhas endovenosas quanto à permeabilidade, assim como as infusões quanto à freqüência correta de fluxo e tipo de solução.

9.Avaliar o débito urinário no sistema de drenagem fechada ou a necessidade do paciente de urinar e distensão da bexiga.

10.Reforçar a necessidade de iniciar a respiração profunda e os exercícios para as pernas.

11.Posicionar ao alcance do paciente a campainha de chamada, a cuba-rim, as lascas de gelo ( se permitido) e a comadre ou o papagaio.

da coloração e umidade da pele.Avaliação do débito urinário e da capacidade de urinar voluntariamente.Avaliação do estado mental.Profª Glenda Agra 12. Proporcionar informação para o paciente e família.Iniciação dos exercícios de pernas e calçamento de meias antiembolismo ou o dispositivo de compressão pneumática.Iniciação dos líquidos orais ( a menos que contra-indicado pelo tipo de cirurgia).Avaliação e interpretação da ingestão e excreção. . 6. 10.Avaliação e interpretação da freqüência cardíaca. profundidade e qualidade. 4. 8. 9.Avaliação e tratamento das náuseas e dos vômitos.Avaliação e interpretação da freqüência respiratória. os níveis de eletrólitos. da pressão arterial. os exercícios respiratórios ou o uso do espirômetro de incentivo. Resumo de cuidado de enfermagem no período pós-operatório imediato 1. expansão pulmonar e prevenção da aspiração. 3.Posicionamento quanto ao conforto.Iniciar o oxigênio suplementar.Avaliação e tratamento da incisão cirúrgica. hemoglobina e hematócrito. 7. 5. 2. 11.

13.Atividades de promoção da saúde sugeridas ( ex: cessação do tabagismo. gerenciamento do estresse) 6. atividade progressiva.Regime terapêutico continuado. 4.Intervenções para adaptar quaisquer alterações permanentes na estrutura ou função. incluindo atividades a serem evitadas.Avaliação e tratamento das necessidades psicossociais do paciente e da família. sinais e sintomas de complicações e medidas preventivas. 3. 7. terapias adjuntas. cuidado da ferida 5.Recursos comunitários. 2.Consultas de acompanhamento com cirurgião ou outros profissionais .Profª Glenda Agra 12. dieta.O procedimento cirúrgico que foi realizado e quaisquer alterações permanentes na estrutura anatômica ou função. encaminhamentos para o cuidado domiciliar. Necessidades de instruções ao paciente após a cirurgia Todos os pacientes no pós-operatório precisam de informação e instrução nas seguintes áreas: 1.Complicações potenciais.Manutenção da segurança do paciente. incluindo: medicação.

hérnia simples. feridas por armas de fogo ou branca.Cirurgias paleativas: Ex: Paracentese. obstrução vesical ou intestinal. Exemplos: Sangramento grave. ritidoplastia. -Cirurgias para diagnóstico: Ex: Cateterismo cardíaco.CIRURGIA DE URGÊNCIA: O paciente precisa de atenção rápida. mamoplastia. 4. fratura de crânio. apendicectomia -Cirurgias reparadoras/reconstrutoras (plásticas): Ex: Blefaroplastia. eletrólitos e sangue): Cirurgias oftálmicas e otorrinolaringológicas -Cirurgias de Porte II (Média perda de líquidos.Profª Glenda Agra CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS *De acordo com o atendimento 1. queimaduras extensas. -Cirurgias de Porte III (Grande perda de líquidos.CIRURGIA DE EMERGÊNCIA: O paciente necessita de atenção imediata. eletrólitos e sangue): Histerectomia. cálculos renais ou uretrais. *De acordo com o objetivo . . Prostatectomia. cirurgias neurológicas. o distúrbio pode ser ameaçador à vida. Exemplos: Reparação de cicatrizes.CIRURGIA ELETIVA: O paciente pode ser operado. biópsias *Risco Cardiológico -Cirurgias de Porte I (Pequena perda de líquidos. cirurgias cardíacas. eletrólitos e sangue): Transplantes. colostomia -Cirurgias radicais: Ex: Mastectomia total. 2. Indicação para a cirurgia: Dentro de 24 a 30h. reparação vaginal. Indicação para a cirurgia: Sem demora. Indicação para a cirurgia: A não realização da cirurgia não é catastrófica. Exemplos: Infecção aguda da vesícula.

. Obstrução biliar ou urinária. gástrica ou duodenal. Colecistectomia. Cirurgias limpas com drenagem. Intestino delgado (eletiva). 2. curetagem uterine. Mastectomia. Cardíacas prolongadas com circulação extracorpórea. Câncer. gastroduodenopancreatectomia *Potencial de contaminação 1. bucal e dentária. respiratório e urinário. Enxertos cutâneos. Quando ocorre penetração nos tratos digestivos. Anastomose portocava e esplenorrenal. Ortoplastia. colecistectomia -Cirurgias de Porte III (De 4 a 6h):Revascularização cardíaca.CIRURGIA CONTAMINADA: São aquelas realizadas em tecidos traumatizados recentemente e abertos. Cirurgias em que não ocorre penetração nos tratos digestivo. C. das vias biliares sem estase ou obstrução biliar. bem como todas aquelas em que tenham ocorrido falhas técnicas grosseiras. C. amigdalectomia -Cirurgias de Porte II (De 2 a 4h):Histerectomia. Debridamento de queimados. C.CIRURGIA POTENCIALMENTE CONTAMINADA: São aquelas realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecido de difícil descontaminação. crsniotomia -Cirurgias de Porte IV (+ de 6h): Transplantes. na ausência de processo infeccioso e inflamatório e com falhas técnicas discretas no transoperatórios. Ex: Artroplastia do quadril.CIRURGIA LIMPA: São aquelas realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação. 3. na ausência do processo infeccioso e inflamatório local ou falhas técnicas grosseiras.Profª Glenda Agra *Duração do procedimento -Cirurgias de Porte I (Até 2h): Cesariana. na ausência de supuração local. Neurocirurgias. Ooforectomia. por obstrução duodenal. Úlcera gástrica e C. Herniorrafia. C. Presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de 2ª intenção.Cardíaca. Procedimento cirúrgico ortopédico. da orofaringe. C. Ex: Cirurgia do cólon. cirurgias eletivas atraumáticas com cicatrização de 1ª intenção e sem drenagem. colonizados por flora bacteriana abundante. C. grande contaminação a partir do trato digestivo. respiratórios ou urinário sem contaminação significativa. gástrica. C. Feridas traumáticas limpas (até 10h após o trauma). C. Fraturas expostas (10h após o ocorrido). cuja descontaminação é difícil ou impossível. Ex: Histerectomia abdominal.

na forma vegetativa (não esporulada) de artigos semi-críticos através de meios físicos e químico. Desinfecção: é o processo de destruição de microorganismos patogênicos ou não. inclusive a esporulada.CIRURGIA INFECTADA: São intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou órgão. Desinfectantes: são substâncias químicas capazes de destruir todas as formas vegetativas de bactérias. em áreas físicas consideradas limpas. Sanificação: É o processo de destruição de microorganismos patogênicos ou não. do reto e ânus com exsudato. Anti-sepsia: é a utilização de um produto anti-séptico numa área contaminada (tecido humano). Degermação: consiste na eliminação dos microorganismos patogênicos das mãos e dos antebraços da equipe cirúrgica. abdominal com presença de exsudato e conteúdo de cólon. fungos e vírus em artigos. . Esterilização: é o procedimento utilizado para a completa destruição de todas as formas de vida microbiana.Profª Glenda Agra 4.Tecido necrótico. TERMINOLOGIA ASSÉPTICA Assepsia: são meios utilizados para não contaminar uma área isenta de microorganismos. Limpeza: é o fundamental para a remoção de matéria orgânica presente nos artigos. Nefrectomia com presença de infecção. Anti-séptico: é o produto químico utilizado para a realização da anti-sepsia. C. Colecistectomia por colecistite aguda com empiema. Germicidas: são produtos ou substâncias capazes de destruir indiscriminadamente ou seletivamente microorganismos à temperatura ambiente. Ex: C. em presença do processo infeccioso(supuração local). Corpos estranhos e Feridas de origem suja. Presença de vísceras perfuradas.

a ação praticada ou patologia. Vejamos alguns elementos de origem grego-latina comumente empregados em enfermagem cirúrgica e seus respectivos significados. O primeiro elemento de composição da palavra se refere a um órgão.Profª Glenda Agra TERMINOLOGIA CIRÚRGICA A terminologia técnica utilizada pelos profissionais da área de Saúde é constituída. em sua maior parte. observar. Formação de palavras Conhecendo a disposição dos elementos e seu significado teremos a designação dos diversos tipos de intervenções cirúrgicas. Laringo + scopia = laringe + ato de ver. 1º ELEMENTO Adeno SIGNIFICADO Glândula 1º ELEMENTO Láparo SIGNIFICADO Cavidade abdomina Laringe Rim Nervo Olho Angio Artro Blefaro Cisto Vaso Articulação Pálpebra Bexiga Laringe Nefro Neuro Oftalmo . e o segundo elemento diz respeito à técnica ou procedimento executado. de palavras formadas pela composição de elementos gregos e latinos. aparelho ou parte do corpo humano.

observar Comunicação entre dois órgãos ocos ou entre um órgãos e pele Corte Pexia Plastia Ráfia Scopia Stomia Tomia Vejamos os principais nomes de procedimentos cirúrgicos em que o segundo elemento da composição é ectomia (remoção). PROCEDIMENTO PARA REMOÇÃO PROCEDIMENTO DE PARA REMOÇÃO DE .Profª Glenda Agra Colecisto Colo Colpo Entero Flebo Gastro Hepato Hístero Ooforo Vesícula Cólon Vagina Intestino Veia Estômago Fígado Útero Ovário Ooforo Orqui Osteo Oto Procto Rino Salpingo Traqueo Ovário Testículo Osso Ouvido Reto Nariz Trompa Traquéia 2º ELEMENTO Ectomia SIGNIFICADO Remoção total ou parcial Fixação de um órgão Reconstituição estética ou restauradora de uma parte do corpo Sutura Ato de ver.

o tecido doente ou danificado. ressecando então. Parte do fígado Útero Lobo de um órgão Mastectomia Miomectomia Nefrectomia Ooforectmia Pancreatectomia Pneumectomia Prostatectomia Mama Mioma Rim Ovário Pâncreas Pulmão Próstata Retossigmoidectomia Reto e sigmóide Salpingectomia Trompa Hepatetomia Histrectomia Lobectomia Apresentamos . terminadas em pexia ( fixação): PROCEDIMENTO Cistopexia Histeropexia Nefropexia PARA FIXAÇÃO DE Bexiga Útero Rim . desta vez. denominações de outras cirurgias. a seguir.Profª Glenda Agra Apendicectomia Cistectomia Colecistectomia Colectomia Embolectomia Esofagectomia Esplenectomia Facectomia Gastretomia Hemorroidectomia Laminectomia Apêndice Bexiga Vesícula biliar Cólon Êmbolo Esôfago Baço Cristalino Estômago Hemorróidas Excisão da lâmina vertebral para expor os componentes neurais do canal espinhal.

denominações de procedimentos onde o segundo elemento é ráfia ( sutura).Profª Glenda Agra Retinopexia Orquidopexia Retina Testículo Outros procedimentos cirúrgicos têm seus nomes terminados em plastia (reconstituição). como demonstrado a seguir: PROCEDIMENTO Blefarorrafia Colporrafia Gastrorrafia Herniorrafia Osteorrafia Palatorrafia Perineorrafia Perinorrafia PARA SUTURA DE Pálpebra Vagina Estômago Hérnia Osso Fenda palatina Períneo Tendão . como mostramos a seguir: PROCEDIMENTO Blefaroplastia Mamoplastia Piloroplastia Queiloplastia Rinoplastia Ritidoplastia Salpingoplastia PARA RECONSTITUIÇÃO DE Pálpebra Mama Piloro Lábio Nariz Face Trompa Há ainda.

e o retossigmoidoscópio. na broncoscopia. o artroscópio. na laparoscopia. desta vez. Vejamos agora os principais nomes de cirurgias cujo segundo elemento de formação é stomia ( comunicação entre dois órgão ocos ou entre um órgão e a pele). na retossigmoidoscopia. PROCEDIMENTO ÓRGÃO EM COMUNICAÇÃO COM A PELE .Profª Glenda Agra Vamos analisar outros nomes de procedimentos. o laparoscópio. na artroscopia. o broncoscópio. por exemplo. compostos com o elemento scopia ( observação): PROCEDIMENTO Artroscopia Broncoscopia Cistoscopia Colonoscopia Colposcopia Endoscopia Esofagoscopia Gastroscopia Laringoscopia Laparoscopia Retossigmoidoscopia Ureteroscopia Uretroscopia PARA OBSERVAÇÃO DE Articulação Bronquios Bexiga Cólon Vagina Órgãos internos Esôfago Estômago Laringe Cavidade abdominal Reto e sigmóide Ureter Uretra Ressaltamos ainda que nos procedimentos relacionados à observação interna dos órgãos utilizam-se vários aparelhos como.

Profª Glenda Agra Cistotomia Colostomia Gastrostomia Jejunostomia Traqueostomia Bexiga Cólon Estômago Jejuno Traquéia Finalmente. geralmente por sutura Fixação cirúrgica de articulações Remoção de um tecido vivo para exame Destruição de tecido por meio de um agente cáustico ou de calor. através do bisturi elétrico. as principais denominações de procedimentos cirúrgicos terminadas em tomia (corte): PROCEDIMENTO Episiotomia CORTE DA (O) Vulva Abdômen Tórax Traquéia Ureter Canal deferente Laparotomia Toracotomia Traqueotomia Ureterotomia Vasectomia Existem. termos ou expressões médicas freqüentemente utilizadas em clínicas cirúrgicas. ainda. por exemplo. Artrodese Biópsia Cauterização . Eis alguns deles: Amputação Anastomose Remoção de uma parte do corpo Conexão de dois órgãos tubulares.

Saída de um órgão ou de parte dele para fora do seu lugar. cavidade ou abscesso a uma superfície interna ou externa do corpo. Corte Cálculo Denominação genérica de punção para esvaziamento de cavidade. especialmente quando este surge em um orifício natural. Queda de um órgão Remoção cirúrgica de parte de um órgão Enxerto Evisceração Exerese Fístula Hérnia Incisão Litíase Paracentese Prolapso Ptose Ressecção .Profª Glenda Agra Cesariana Retirada do feto através de incisão na parede abdominal e no útero Ressecção da pele do prepúcio que cobre a glande Hérnia da bexiga por musculatura do períneo defeito na Circuncisão Cistocele Curetagem uterina Raspagem e remoção do conteúdo uterino Separação de bordas suturadas de uma ferida previamente Deiscência Dissecção Divertículo Corte ou separação de tecidos do corpo Abertura no formato de bolsa em um órgão com a forma de saco ou tubo Transplante de órgão ou tecido Saída de vísceras de sua cavidade Extirpação cirúrgica Passagem anormal que liga um órgão. Saída total ou parcial de um órgão do espaço que normalmente o contém.

a princípio originária da comunidade. INFECÇÃO AUTÓGENA X INFECÇÃO EXÓGENA As infecções podem ser diferenciadas de acordo com a origem dos microorganismos que a causam. Durante a hospitalização. INFECÇÃO PREVENÍVEL X INFECÇÃO NÃO-PREVENÍVEL . A maioria das infecções hospitalares causada pela microbiota do paciente. ficando difícil estabelecer sua origem. Infecções exógenas: são aquelas que resultam da transmissão a partir de fontes externas ao paciente. Infecção autógena: indica que a infecção foi derivada da flora do paciente. Punção cirúrgica na cavidade torácica Veias dilatadas no escroto Toracocentese Varicocele INFECÇÃO: É a resposta inflamatória provocada pela invasão ou pela presença de microorganismos em tecidos orgânicos.Profª Glenda Agra Retocele Hérnia da parede do reto por defeito na musculatura do períneo. sofrendo portanto alteração em decorrência da hospitalização. Infecções endógenas: são causadas pela microbiota do paciente. por isso foi criado o conceito de infecção autógena. independente de tê-la adquirido no ambiente hospitalar ou na comunidade. o paciente gradativamente adquire a flora hospitalar.

são também consideradas comunitárias todas as infecções de recém-nascidos associadas com bolsa rota superior a 24 horas. podem ser evitadas se for feita lavagem correta das mãos. . toxoplasmose. Por exemplo: infecções cruzadas. transmitidas pelas mãos dos funcionários. cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi comprovoda e que tornou-se evidente logo após o nascimento ( por exemplo. em relação à Portaria 930/92. Entretanto. 2. herpes simples. que regulamenta as ações do controle de infecções hospitalares no território nacional.Profª Glenda Agra Infecções preveníveis: são aquelas em que a alteração de algum evento relacionado pode implicar na prevenção da infecção. originárias a partir de sua flora. Geralmente. pelo próprio critério epidemiológico sua identificação. INFECÇÃO COMUNITÁRIA É a infecção constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente. traz em seu anexo II conceitos e critérios para o diagnóstico das infecções.preveníveis: são aquelas que acontecem a respeito de todas as precauções tomadas.Infecção em recém-nascido. especialmente as dde fonte comum. citomegalovirose. como vimos anteriormente. desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital. devemos lembrar que. CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DE INFECÇÃO HOSPITALAR A portaria 2. Adicionalmente. a identificação do evento desencadeador da infecção hospitalar é retrospectivo e difícil de ser estabelecido. se forem precocemente identificadas. sífilis e AIDS.616/98 do Ministério da Saúde. Infecções não. estas infecções representam no máximo 5% do total. pois. rubéola.). Este é o caso das infecções em pacientes imunologicamente comprometidos.As infecções associadas a complicações ou extensão da infecção já presente na admissão. são potencialmente preveníveis. classificando-as em comunitárias ou hospitalares. a menos que haja troca de microorganismos ou sinais ou sintomas fortemente sugestivos da aquisição de nova infecção. São também comunitárias: 1. a maioria das infecções hospitalares tem uma etiologia multicausal e nem todas estas causas podem ser preveníveis. Epidemias.

seguido do agravamento das condições clínicas do paciente. hipotermia com a queda desta temperatura abaixo de 33. algumas nem sempre de fácil acesso em nosso meio. hipotensão como pressão sistólica menor que 90mmHg em duas medidas tomadas com intervalo de uma hora. A sorologia é considerada positiva se for encontrada imunoglobulina específica da classe IgM ou um aumento de quatro vezes nos títulos de IgG específica. derivada da observação direta do paciente ou da análise de seu prontuário. ressaltando-se os exames microbológicos.Profª Glenda Agra INFECÇÃO HOSPITALAR É qualquer tipo de infecção adquirida após a internação do paciente e que se manifesta durante a internação ou mesmo após a alta.8º C. a pesquisar de antígenos e anticorpos. Para a uniformização de certos conceitos. quando associadas a procedimentos invasivos diagnósticos e/ou terapêuticos. endoscopia. .” Estes princípios pressupõem a busca ativa de casos a partir de pistas diagnósticas. resultado de exames de laboratório. e evidências de estudos com métodos de imagem.Quando na mesma topografia em que foi diagnosticada infecção comunitária for isolado um germe diferente. com exceção das transmitidas de forma transplacentária e aquelas associadas à bolsa rota superior a 24 horas.As infecções no recém-nascido são hospitalares. o caso deverá ser considerado como hospitalar. definimos febre como temperatura axilar acima de 37. Usam-se como critérios gerais: 1. quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. A Portaria Ministerial 930/92 define princípios para o diagnóstico de infecções hospitalares: “ O diagnóstico de infecções hospitalares deverá valorizar informações oriundas de evidência clínica. realizados previamente. 3. 2. Também são consideradas hospitalares aquelas infecções manifestadas antes de se completar 72 horas da internação. biópsia e outros.Quando se desconhecer o período de incubação do microoganismo e não houver evidência clínica e/ou dado laboratorial de infecção no momento da admissão. considera-se infecção hospitalar toda manifestação clínica de infecção que se apresentar 72 horas após a admissão.5ºC. e métodos de visualização.

particularmente a ventilação mecânica e os cateteres vasculares. Sua duração depende da correlação entre inóculo e virulência do microorganismo. são as IH identificadas em pacientes transferidos de uma unidade para outra. Quando for realizada sondagem vesical. na sua grande maioria. A infecção será incluída na nova unidade somente se o diagnóstico efetuado ocorrer após 72 horas da transferência. Para os demais procedimentos. na mesma topografia em que a infecção é suspeita. sendo estendido este prazo em até um ano. Uma questão freqüente para os controladores de infecção. A dúvida consiste em definir a unidade responsável pela infecção. a não ser que a infecção detectada esteja seguramente relacionada. por exemplo. Nas transferências sem procedimentos invasivos. Com estas condutas estaremos incluindo como infecção hospitalar todas as possibilidades. Entretanto.Profª Glenda Agra Nem todas as infecções diagnosticadas após a admissão do paciente são hospitalares.Quando transferido com procedimento a infecção é tabulada na unidade em que for diagnosticada. não há necessidade de esperarmos as 72 horas para classificá-la como hospitalar. A Portaria exclui as que estejam incubando no momento da internação. pois seu período de incubação varia de 15 a 21 dias. como infecção hospitalar aquela que foi diagnosticada após 72 horas de internação do paciente. consideramos hospitalar se a infecção for detectada até o valor máximo do período de incubação. a uma tromboflebite séptica relacionada a um cateter vascular. a infecção será creditada à unidade anterior. e consideram-se 30 dias após o ato cirúrgico. não há alteração do prazo de 72 horas. uma vez que as infecções estão. o prazo é ampliado para sete dias após a retirada do procedimento. mas é transferido sem este . independente do tempo de permanência do paciente. as infecções urinárias que se desenvolvem logo após cateterismo vesical. se identificarmos uma varicela no 17º dia de internação de um paciente.Assim sendo. Exemplificando. É considerada hospitalar se o tempo de hospitalização do paciente superar a duração mínima do período de incubação. O período de incubação é sempre expresso por um intervalo de tempo com um valor mínimo e um máximo. após a alta do paciente. utilizamos o período de 72 horas para definir a unidade da infecção. caso contrário. como é o caso das infecções urinárias e pneumonias. Se o paciente for submetido a um procedimento invasivo no hospital. Para as infecções que não têm período de incubação conhecido. Após a alta do paciente. e a resistência do hospedeiro. ela será considerada hospitalar. Não sofreu procedimento de risco Considerar 72 horas da transferência Sofre procedimento de risco. Uma varicela detectada no 21º dia após a alta é considerada hospitalar. dentro do próprio hospital. consideramos no Brasil. as infecções são consideradas hospitalares se manifestadas até 72 horas. relacionadas ao cirúrgico. a não ser que tenha havido implante.

em situações definidas e. Portanto.Profª Glenda Agra Considerar sete dias da retirada da sonda vesical e três dias para os demais procedimentos. Isolamento: Conjunto de medidas adotadas para fazer uma barreira que impeça a disseminação de agentes infecciosos de um paciente para outro. RECÉM-NASCIDO A Portaria 930/92 coloca todas as infecções do recém-nascido como hospitalares. geralmente por intermédio de profissionais de saúde e que também é considerada infecção hospitalar. esta recomendação sobre isolamentos deve se completar com o período de incubação e de transmissão das doenças. Colonização: é o aumento de um ou mais tipo de microorganismo sem causar uma reação. apenas durante o período de transmissibilidade das doenças. para os visitantes e/ou para o meio ambiente. Uma parturiente com bolsa . Sofre procedimento de risco e é transferido com este Considerar a infecção da unidade onde está o paciente. INFECÇÃO CRUZADA É a infecção transmitida de paciente para paciente. Diagnóstico de infecção cirúrgica Considerar a infecção da unidade onde está o paciente. excluindo apenas as transmitidas de forma transplacentária. Está indicado nas doenças transmissíveis.

pouco alterou em relação aos critérios diagnósticos gerais. 2. que passou a regulamentar o controle de infecção hospitalar em substituição à 930/92. exceto para as infecções detectadas em recém-nascidos. exceto aquelas transmitidas por via transplacentária. No caso de mães admitidas com bolsa rota.616/98. . As infecções identificadas no recém-nascido podem originar-se por via transplacentária ou por contaminação ascendente após a ruptura da bolsa. como sistematização propomos que: 1. a conseqüente da carioamnionite materna por bolsa rota. e as que ocorrem após o nascimento são indubitavelemente hospitalares. são consideradas infecções hospitalares as derivadas de contaminação durante a passagem do feto pelo canal do parto e aquelas adquiridas após o nascimento.Todas as infecções transplacentárias sejam consideradas comunitárias. esta infecção deve ser classificada como hospitalar.Profª Glenda Agra rota há 15 dias que. como as infecções congênitas. Então. como por exemplo. dá à luz um recém-nascido com sepse. Evidentemente. obviamente devem ser considerados hospitalares. as infecções originárias desta atividade devem ser consideradas nosocomiais. se o parto for hospitalar. A Portaria MS 2. As infecções transplacentárias já foram definidas como comunitárias. Os casos em que a parturiente dá entrada com bolsa íntegra. Todas as infecções neonatais são consideradas hospitalares. também excluiu aquelas associadas a mais de 24 horas de bolsa rota.Todas as demais infecções identificadas em recém-nascidos de mães admitidas com bolsa íntegra sejam consideradas hospitalares.como novidade. durante sua passagem pelo canal do parto ou após seu nascimento. ao entrar no hospital. Nestes pacientes ela continuou excluindo as infecções transmitidas de forma transplacentária e. Logo. e as decorrentes da contaminação comunitária intra-uterina. estas infecções serão hospitalares se diagnosticadas após 72 horas de internação materna. de acordo com a Portaria.

cancro mole. meningite por H. malária (em área não-endêmica). medicamentosa.Profª Glenda Agra RISCO DE INFECÇÃO NO CLIENTE Sabidamente. Intoxicação de qualquer natureza – química. diretamente ao Serviço de Vigilância Epidemiológica da cidade ou região (Distrito Sanitário). doença de Chagas (casos agudos) e paralisias flácidas tais como poliomielite. a infecção do sítio cirúrgico é uma das causas mais comuns de infecção hospitalar na maioria dos hospitais. difteria. linfagranuloma venero. influenzae. cobra e escorpião). febre amarela. uretrites e vaginites não gonocóccicas. das doenças relacionadas abaixo. DOENÇAS A SEREM ISOLADAS Respiratório: . tétano. plantas. donovanose. mieleites. lagartas e animais peçonhentos (aranha. procedimento bastante freqüente nos casos cirúrgicos. DSTs – sífilis. hepatite B. síndrome de Guillain Barrè. herpes genital. gonorréia. coqueluche. febre tifóide. sarampo. leptospirose. DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA Em casos suspeitos ou confirmados. exposição à radiação ionizante. leishmaniose visceral. condiloma acuminado. Da mesma forma. Doença meningocócica e outras meningites. toxi-infecção alimentar. na impossibilidade deste. uma vez que uma de suas principais causas é o cateterismo vesical. a infecção urinária hospitalar. dengue. AIDS. peste. rubéola. hanseníase. é obrigatória a notificação imediata ao Serviço de controle de Infecção Hospitalar (SCIH) e. Já a infecção respiratória apresenta-se como uma das complicações mais freqüentes dos clientes operados.

técnica cirúrgica. conforme dito. Cirurgias com duração acima de duas horas apresentam incidência maior de infecção da ferida cirúrgica de forma estatisticamente significante. a extensão da incisão também pode ser um fator de risco. com hemostasia inadequada (permitindo a formação de seromas e hematomas) com sutura defeituosa e . descolamento de tecidos além do necessário (que levam a sangramento e transudações). Teoricamente.Profª Glenda Agra O quarto de isolamento é obrigatório para: caxumba. sarampo. rubéola. meningite meningocócica. também deve ser considerado os aspectos relacionados à duração e extensão do procedimento cirúrgico. estreptococo betahemolítico (amigdalite. coqueluche. quanto maior a incisão. período em que o paciente está privado de seus mecanismos de defesa naturais. A técnica cirúrgica é crucial. maior tempo sob efeito de anestesia e de assistência ventilatória. ASPECTOS RELACIONADOS A TODOS PACIENTES CIRÚRGICOS Especificidades da cirurgia Além da classificação das cirurgias por potencial de contaminação. herpes zoster. escarlatina. TB (escarro positivo). duração do procedimento. A duração do procedimento cirúrgico pode aumentar o risco de infecção por vários motivos: aumento de microoorganismos que podem contaminar a ferida. maior a porta de entrada para microorganismos. aumento do período em que o tecido é privado de sistema de defesa devido à irrigação sanguínea insuficiente. meningite por haemophilus. hipotermia por grande quantidade de infusões e exposição da incisão ao ambiente frio da SO. Síndrome de Fournier ou Fasciite necrosante). uma vez que. A cirurgia com manuseio excessivo. tipo de cirurgia. aumento da destruição dos tecidos pelo tempo de manipulação. pneumonia estafilocócica.

fornece. a ação das drogas deprime o SNC. rejeição de órgãos transplantados. principalmente com administração de atropina. Anestesia e trauma anestésico-cirúrgico A anestesia geral pode estimular: infecção pós-operatória. brônquios e importante alteração hemodinâmica. inibição da fagocitose. A pneumonia por aspiração é um achado freqüente.. aliado a outras situações pode apresentar condições opostas: a presença de tecido isquêmico ou necrosado por uso de bisturi elétrico. ventilação controlada.Profª Glenda Agra formação de áreas de isquemia ou necrose pode favorecer proliferação de bactérias. portanto constituindo fatores de risco de infecção respiratória. levando a um relaxamento e paralisia dos músculos respiratórios. no sentido de minimizar os efeitos das situações mencionadas. crescimento de tumores. Tal quadro interfere na ventilação normal do paciente. com alteração dos centros subcorticais extrapiramidais. Assim. anafilaxia. um meio de cultura cujos agentes fagocitários não conseguem ali chegar. Período de hospitalização pré-operatória . Os anestésicos também podem interferir na transmissão do impulso nervoso para a musculatura lisa.inclusive como auxiliar no controle de infecção pela diminuição do tempo operatório e melhor e mais rápida hemostasia. intensificando a depressão respiratória. O uso de fios de sutura inadequados desperta forte reação como corpo estranho. com o tecido morto resultante. altas concentrações de oxigênio e inalação prolongada de gases sem umidificação. o fator mais importante na imunossupressão de clientes submetidos a cirurgias não seria a técnica anestésica ou o tipo de droga escolhido e sim o nível de bloqueio ao estresse cirúrgico. Participando diretamente de todos esses aspectos. depressão da resposta alérgica. aspiração. e principalmente englobando muito tecido. destaque-se a habilidade técnica do cirurgião. pois agem como lagos. assim como a possibilidade de permanência de microorganimos na mesma ainda que não se possa negar o avanço nas cirurgias com o uso de bisturi elétrico . facilitando a ação dos germes patogênicos. que necessita de assistência respiratória através de procedimentos invasivos como intubação. Os seromas e hematomas são causas importantes de diminuição da resistência local. O seu uso inadequado ou exagerado. por pontos hemostáticos abrangendo áreas extensas ou por suturas muito apertadas. Cirurgias que necessitam de grande quantidade de irrigação e quer não são adequadamente aspiradas ou drenadas aumentam o esforço do organismo para absorver o excesso de secreção. Mesmo que o medicamento anestésico isoladamente não esteja comprovadamente relacionado à infecção pós-operatória. Outros mecanismos não-específicos são alterados pela anestesia: diminuição de fluxo mucociliar. que isolam os agentes fagocitários. bloqueio dos reflexos com formação de muco e espasmos da laringe.

A degermação das mãos e antebraços e anti-sepsia pré-operatória da pele são práticas bastante antigas do ritual cirúrgico. os microorganismos proliferam com maior intensidade sob as luvas. a paramentação busca proteger o paciente contra contaminação da flora normal liberada pelo pessoal da SO e pelo paciente durante a cirurgia. visto que.Atualmente. A tricotomia tem recebido especial atenção com relação ao risco de infecção no sítio cirúrgico. A remoção do pêlo não é o verdadeiro problema. pelo contato direto e a manipulação continuada durante a intervenção cirúrgica.Profª Glenda Agra Isso se explica pela possibilidade de o cliente se colonizar em seus vários sistemas com uma flora bacteriana modificada. conhecida por flora de colonização. mas sim a possibilidade de ocorrer solução de continuidade da camada . principalmente. no caso da degermação das mãos da equipe cirúrgica. Esses procedimentos devem garantir a rápida remoção ou a destruição de toda a flora transitória da pele e parte da flora residente. Degermação e preparo pré-operatório da pele Não há como negar que as mãos e antebraços da equipe cirúrgica e a própria pele do sítio cirúrgico do cliente constituem fontes das mais importantes de microorganismos de flora endógena. punções e cateterismos vasculares são procedimentos invasivos a que o paciente pode ser submetido. Procedimentos invasivos Tricotomia. Paramentação cirúrgica Semelhante ao item anterior. esses procedimentos também têm o objetivo de estabelecer uma atividade residual que retarde a recolonização. Se justifica a remoção dos pêlos adjacentes ao local operatório para facilitar a visualização e a técnica operatória. a causadora da grande maioria das infecções do sítio cirúrgico e cuja transmissão pode ocorrer. sendo a mesma. além disso pode-se considerar comum as microperfurações das mesmas. de longe. cateterismo vesical. assim como para diminuir a contaminação da incisão com microorganismos presentes nos pêlos. presente no pessoal e no ambiente hospitalar.

que revogou a Portaria nº930/92. Os tipos de alterações da integridade da pele variam desde a inflamação folicular. de 12 de maio de 19998. CONTROLE DE INFECÇÕES HOSPITALARES O programa de controle de Infecção Hospitalar começou a ser regulamentado em 1. ao uso inadequado ou indiscriminado dos antibióticos. está em vigor a Portaria nº 2. com o intuito de oferecer aos hospitais brasileiros e gestores de saúde uma ferramenta para aprimoramento das ações de prevenção e controle das infecções relacionadas à assistência à saúde. que é uma barreira natural de defesa contra a invasão de microorganismos. tendo como meio de cultura a exsudação produzida. O Sistema nacional de Informação para o Controle de Infecções em Serviços de saúde (SINAIS).004. e contribuirá no combate à resistência microbiana. possibilitando a análise do perfil de sensibilidade de todos os organismos e o seu acompanhamento por tipo de ambiente ou unidade assistencial. em 1. É uma iniciativa da ANVISA. com a Portaria MS nº196/83. além da invasão de microorganismos.431. conforme veremos mais adiante. A Lei 9.983.Profª Glenda Agra epidérmica. reações alérgicas. no Diário Oficial da União. Em maior ou menor intensidade todos provocam aumento da permeabilidade da camada epidérmica. que em seu artigo 1º fala da obrigatoriedade dos hospitais em manterem um Programa de Infecções Hospitalares (PCIH) e no artigo 2º preconiza a criação de comissão de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH) para execução deste controle. Atualmente.997. a Lei nº 9. coloca em seu artigo 1º que os hospitais do país são obrigados a manter Programa de controle de Infecções Hospitalares _ PICH. foi publicada. de 6 de janeiro de 1. microcortes até cortes visíveis sangrantes. também a sua permanência e reprodução. propiciando. . SINAIS: Permite a obtenção de indicadores que consideram os riscos relacionados ao tempo de internação e de exposição a procedimentos invasivos e as características dos pacientes e das unidades de internação.431/97. justamente.997.616. Uso de antibióticos Uma das causas principais das infecções hospitalares atuais deve-se . lançado em setembro de 2. que foi revogada e substituída pela Portaria MS nº 930/92.

métodos de esterilização. sendo que a CCIH valida e divulga as propostas e ações do SCIH. O controle de infecção deve dar informações quanto à evolução da situação em questão. Este grupo é composto por enfermeiros e médicos. também chamado Serviço de controle Hospitalar (SCIH). assegurando desta maneira sua aderência junto aos demais serviços da instituição. para os efeitos desta Lei. transformando suas informações em ações preventivas para toda a comunidade hospitalar. crítica e legal sobre assuntos relacionados ao controle das infecções hospitalares.Profª Glenda Agra considerando programa de controle de infecções hospitalares. habitualmente são realizadas pela equipe do SCIH. Os setores de apoio. reformas e outras medidas necessárias. justificando. materiais e equipamentos. na aquisição de artigos e insumos que podem estar relacionados às infecções hospitalares. todos os hospitais são obrigados a ter um Programa de controle de Infecção. aquisição de recursos humanos. preocupando-se com as infecções de maneira pró-ativa. colaborando com programas de treinamento. cuja assistência ao paciente é prestada indiretamente. Estes profissionais deverão ter como condição obrigatória atualização científica. A CCIH deve ser composta de profissionais representantes dos serviços que atuam direta ou indiretamente na assistência ao paciente. a vigilância sanitária e elaboração e execução do Programa de Controle de Infecção Hospitalar. sendo um elo de ligação para os demais trabalhadores. com o objetivo de manter sob controle as infecções. soluções anti-sépticas e desinfetantes. a interpretação das informações coletadas. O controle de infecção hospitalar tem como base em sua estrutura a Comissão de controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e um grupo executivo. sob o ponto de vista do controle de infecção hospitalar. Detecta aumento de episódios. observa os bastidores do hospital. em processos de construções e reformas arquitetônicas. Colabora com os demais serviços nas padronizações de procedimentos invasivos e dos antimicrobianos. alocadas especificamente para tais funções. apresentam igual . o feedback ao setor envolvido. Esta integração contribui para que bons resultados sejam alcançados. padronizações. mudanças de conduta e rotina. o conjunto de ações desenvolvidas deliberada e sistematicamente com vistas à redução máxima possível de incidência e da gravidade das infecções hospitalares. na diretoria e do SCIH. De acordo com a legislação brasileira.Oferece assessoria em medidas de proteção antiinfecciosa. surtos ou outros problemas e propõe soluções no que diz respeito às infecções hospitalares. em todos os setores da organização. A vigilância sanitária que é representada na instituição pelo controle de infecção. e. como: isolamento. podem traduzir-se em infecção hospitalar. ou seja. algumas instituições. seja por problemas técnicos ou por condições inadequadas. também chamada vigilância epidemiológica das infecções hospitalares. procurando corrigir as deficiências antes que a infecção ocorra. Procedimentos invasivos realizados de forma incorreta.A coleta de dados. por outras categorias profissionais.

capacitação do quadro de funcionários e profissionais da instituição. implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnicooperacionais. . 3. à autoridade máxima de instituição e às chefias de todos os setores do hospital. 5. no mínimo. que deve continuamente exercer suas atividades de maneira integrada com o controle de infecção. COMPETÊNCIAS DA CCIH A CCIH do hospital deverá: 1. periódica e sistematicamente. Prevenir doenças originadas de aplicação incorreta das medidas de precauções. manter e avaliar programa de controle de infecção hospitalar. observa-se as atividades relacionadas aos pacientes e aos próprios profissionais estão sendo realizadas e em que condições estão ocorrendo.Elaborar. também é alvo de atuação da vigilância sanitária. as informações providas pelo Sistema de Vigilância Epidemiológica das infecções hospitalares e aprovar as medidas de controle propostas pelos membros executores da CCIH. promovendo seu amplo debate na comunidade hospitalar. adequação. uso racional de antimicrobianos. implementar.Avaliar. visando à prevenção e controle das infecções hospitalares. germicidas e materiais médico-hospitalares. e implantar imediatas de controle. Através de visitas. a situação do controle das infecções hospitalares. podendo estar inseridos no aparecimento das infecções. sempre que indicado.Profª Glenda Agra importância na qualidade de seu atendimento. adequado às características e necessidades da instituição. por meio de medidas de precaução e de isolamento. ações relativas à implantação de um Sistema de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares. contemplando. periodicamente. devido à falta de recursos ou negligência do próprio profissional. implementação e supervisão das normas e rotinas técnico-operacionais. regularmente.Realizar investigação epidemiológica de casos e surtos. relatórios e comunicar. no que diz respeito à prevenção e controle das infecções hospitalares. visando limitar a disseminação de agentes presentes nas infecções em curso no hospital. porém não substitui o papel da supervisão. 2.Elaborar. 4.Elaborar e divulgar.

visando a prevenção e o tratamento das infecções hospitalares. em cooperação com a Comissão de Farmácia e Terapêutica. as informações epidemiológicas solicitadas pelas autoridades competentes. os casos diagnosticados ou suspeitos de outras doenças sob vigilância epidemiológica (notificação compulsória). implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnicooperacionais. 7. 10. com vistas a obter capacitação adequada do quadro de funcionários e profissionais. no que diz respeito ao controle das infecções hospitalares. atendidos em qualquer dos serviços ou unidades do hospital. germicidas e materiais médico-hospitalares para a instituição.Cooperar com a ação do órgão de gestão do SUS.Profª Glenda Agra 6.Adequar. . e atuar cooperativamente com os serviços de saúde coletiva.Definir. ao organismo de gestão do SUS.Notificar ao Serviço de Vigilância Epidemiológica e Sanitária do organismo de gestão do SUS. prontamente.Notificar. os casos e surtos diagnosticados ou suspeitos de infecções associados à utilização de insumos e/ou produtos industrializados. 12.Cooperar com o setor de treinamento ou responsabilizar-se pelo treinamento. na ausência de um núcleo de epidemiologia. 8. bem como fornecer. 9. 11. política de utilização de antimicrobianos.Elaborar regimento interno para a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar.

Profª Glenda Agra SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA UTILIZAÇÃO DOS DRENOS CIRÚRGICOS Os drenos e as sondas constituem em valiosos auxiliares utilizados na prática cirúrgica visando facilitar o escoamento de conteúdo cavitário. bile). Terapêutica: se destina a promover a saída de material acumulado. Na parede abdominal podem ser utilizadas com o objetivo de drenar secreções purulentas (abscessos) ou diminuir o espaço morto e eliminar restos de soro. A drenagem tem várias funções. dentre elas podemos destacar: Propiciar saída de secreções purulentas ou de conteúdo intestinal. sangue. seja do aparelho urinário. Evacuar líquidos intraluminares (urina. As sondas tem indicação para o escoamento de conteúdo intraluminar. A drenagem pode ser realizada por drenos e sondas: . Remover qualquer líquido da cavidade peritoneal. Ministrar líquidos e alimentos. Acessoriamente. devido a grandes descolamentos no subcutâneo ou pela colocação de material protético empregado como reforço parietal. parietal ou visceral. Orientar coleções e fístulas. Descomprimir o tubo digestivo. seja do tubo digestivo. destina-se a administrar líquidos e alimentos. São reconhecidos dois tipos de drenagem: Profilática: tem a finalidade de impedir o acúmulo de secreções. tecidos. Os drenos são utilizados para remoção de acúmulos anormais no interior da cavidade ou nos permeios da parede abdominal.

usados na drenagem das grandes cavidades serosas (pleura.Profª Glenda Agra Drenos: são lâminas ou tubos de material sintético. árvore traqueobrônquica e sistema geniturinário. pericárdio) e do espaço intervisceral e tissular. O orifício de saída deve ser proporcional ao diâmetro do dreno para evitar compressão ou evisceração. Deve ficar suficientemente afastado da cicatriz cirúrgica para não interferir com os cuidados da FO. Sempre fixar o dreno no local de exteriorização. ser radiopacas ou não. Drenos túbulo-laminares. conforme o mecanismo de ação: Drenagem laminar. com paredes flexíveis. podendo ter balonete. PRINCÍPIOS DA COLOCAÇÃO DE DRENOS Os drenos intraperitoneais não devem ser exteriorizados pela incisão para evitar infecção e interferir na cicatrização. de plástico ou de derivados do petróleo. porém maleável. que apresentam paredes rígidas. O orifício de saída deve-se localizar em local de declive para facilitar a drenagem por gravidade. Sondas: são tubos de borracha. peritônio. Não lesar com demasia a parede na confecção do trajeto parietal. com calibre variado. largura variável. Drenos de aspiração. . estando destinadas à luz do tubo digestivo e seus anexos. Não deixar o dreno entrar em contigüidade com as linhas de sutura para evitar fístulas. TIPOS DE DRENAGEM Existem 4 tipos de drenagem.

Dreno de Sump. porém.Profª Glenda Agra Cateteres de drenagem. medicamentos e nutrientes. Drenos túbulos-laminares: São formados por 2 ou 3 drenos tubulares de látex. sendo divididas conforme o órgão em que será utilizada: sondas gastrintestinais. O sistema funciona instilando solução fisiológica por um dos tubos. Deve-se periodicamente instilar soro para desobstruir o cateter. Utilizado nos casos de pancreatite. abscessos ou quando se deseja lavar a cavidade abdominal. Este tipo de drenagem diminui o risco de contaminação a partir do dreno. retal. jejunostomias. para realizar drenagens percutâneas de coleções ou cateterização de via biliar. utilizados por radiologistas. O funcionamento é por capilaridade e por drenagem ativa. As sondas. Cateteres de Drenagem (pigtailed): Drenos tubulares. Os tubos são fixados ao Penrose por meio de suturas individuais. As sondas são tubos introduzidos no lúmen de vísceras ocas. sendo uma drenagem ativa. Drenagem laminar: Dreno de Penrose. também podem ser utilizadas para administrar líquidos. deve ser retirado em 24 a 72 horas. nasojejunais. além de drenar o conteúdo presente no lúmen das vísceras ocas. por capilaridade. . firmes. com múltiplas perfurações. Tem a preferência nas cirurgias do aparelho digestivo com anastomeses. de Sengstaken-Blackmore. que é muito fino e. que evita o colabamento do sistema de sucção. Seu mecanismo de ação é por meio da drenagem passiva. retalhos miocutâneos. nasobiliares. sondas utilizadas para descomprimir anastomoses) ou comprimir (sonda de Sengstaken-Blackmore e sonda de Foley na prostatectomia). parede resistente e pouco flexível. descomprimir (sonda nasogástrica. guiados por TC ou USG. colocados dentro de um dreno de Penrose. silicone ou teflon. São utilizados em cirurgias com grande descolamento tecidual (hérnia incisional. facilitando e acelerando o escoamento. tubulares. sonda retal. Seu mecanismo de ação funciona por sucção. sondas urinárias entre outras. de plástico ou látex. para fluidificar a coleção. esvaziamentos ganglionares) e quando há extensa ressecção com espaço morto local. Pode-se colocar gaze ou qualquer outro material sintético absorvente dentro do Penrose com a finalidade de aumentar a drenagem. finos. O terceiro tubo é o respiro. produzidos de silicone ou cloridrato de polivinil. ao mesmo tempo que se aspira sob baixa pressão por meio de outro. Drenos de aspiração: Drenos de sucção fechada. Dreno Portovac. cecostomias. gastrostomia.

fígado) sem ser detectados. caso seja utilizado. pâncreas. como suco bileopancreático ou seroma.Profª Glenda Agra INDICAÇÕES GERAIS Drenar secreções purulentas localizadas ou de conteúdo intestinal e remover profilaticamente qualquer líquido da cavidade peritoneal ou do subcutâneo.Abscessos localizados e com parede espessa. quando há insegurança em relação ao fechamento. INDICAÇÕES ESPECÍFICAS Existem algumas cirurgias em que são acoplados sistemas de drenagem como rotina. colocas-se o Penrose ou dreno de aspiração Portovac tracionando-o no 1º dia e retirando-o no 2º ou 3º dia pós-operatório. Vias Biliares: Tubo em “T” de Kher: descomprimir o hepatocolédoco. . má vascularização e infecção local. com a finalidade de descomprimir ou retirar secreções que coletam no leito cirúrgico. antes que sua presença cause complicações. 4. O mesmo deve ser elevado a partir do 4º dia para diminuir o escoamento biliar.Cirurgias de parede abdominal com grande descolamento de subcutâneo ou com utilização de próteses.Cirurgias em que há extensa área cruenta. O emprego de drenos é conveniente nas seguintes situações: 1.Anastomoses entre o trato digestivo.Cirurgias e que há sutura de órgãos sem serosa e extrapiramidais. 5. No caso de colecistectomia. desproporção entre as bocas anastomóticas. 2. fechado após o 7º dia pós-operatório (após a realização da colancistectomia) e retirado após o 14º dia.Cirurgias em que podem ter sido abertos pequenos ductos (vesícula biliar. a utilização de drenos é discutível (vários autores contraindicam a drenagem por apresentarem maior risco de infecção). 6. 3.

tempo necessário par acriar um trajeto ao redor do dreno e orientar a fístula. ou devido a pequenas lesões em causa do pâncreas. com um escoamento precoce e efetivo. utilizando dreno de Penrose. por meio de suas enzimas proteolíticas. Em todas as cirurgias que envolvem anastomoses intestinais. Intestino: Normalmente não se utilizam drenos em anastomoses intestinais. utilizam-se SNGs ou jejunostomias para descomprimir o lúmen gastrintestinal. No caso de abscesso pancreático. utiliza-se o dreno de Sump com o objetivo de lavar e aspirar ao mesmo tempo. Os drenos de escolha são de Sump e os de aspiração. emprega-se o dreno de Penrose. podem-se evitar cirurgias. Nas pancreatectomias parciais. até que o íleo paralítico desapareça. Deve-se realizar drenagem sondagem nasogástrica e diminuir estímulo pancreático. apresentando tecidos menos resistentes à infecção. que podem ocasionar. colocam-se drenos de aspiração. retirando-o após o 4º dia. enquanto houver íleo paralítico. o dreno permanece por um período não inferior a 7 dias. de preferência 2m 24 a 72horas. irrita os tecidos vizinhos. se for uma SNG. A sonda deve ser retirada após o término do íleo paralítico. normalmente se utilizam drenos visando prevenir o acúmulo de secreções no espaço subfrênico. Se o intuito for alimentação. porém. pela ausência da camada serosa e por sua posição extraperitoneal. Deve-se sempre colocar SNG ou SNE para descomprimir o lúmen e iniciar precocemente a alimentação. há indicação de drenagem devido ao suco pancreático que. . Estômago: Os drenos são usados após gastrectomias quando a anastomose for difícil. devido à área cruenta no leito esplênico. exceção feita para os casos de anastomoses com o reto ou canal anal. sendo tracionado após o 3º dia e retirado após o 4º ou 5º dia pós-operatório. pela dificuldade de hemostasia causando pequenos sangramentos. Nesses casos.Profª Glenda Agra Pâncreas: Em cirurgias em que se manipula ou se resseca o pâncreas. Duodeno: Os drenos são necessários devido à alta mortalidade que as complicações. A utilização dos mesmos não diminui a chance de fístula. tracionando-o pós-operatório. Embora a drenagem aumente o risco de infecção. utilizam-se drenos de aspiração. podendo causar fístulas ou abscessos peripancreáticos. O dreno de escolha é de Penrose. retira-se após o paciente ter condições de via oral. retirando-o quando a aspiração diminui. retirando-se após o 4º dia. Em caso de fistulização. Baço: Após esplenectomia. caso não haja fístula. como fístula e infecção local. sendo retirado quando a aspiração vier límpida. caso não haja complicação local.

deve-se realizar sondagem vesical . simultaneamente.São colocados lateralmente ao músculo reto abdominal. deve-se deixar um dreno junto à cavidade abscedada. deve-se utilizar o dreno Portovac para evitar que se acumulem coleções no subcutâneo. Nesses casos. MANEJO DOS TUBOS A colocação dos drenos na cavidade abdominal apresenta princípios básicos: 1. CIRURGIAS VASCULARES . porém evitando grandes aberturas para evitar hérnia incisional. Nas situações em que há abscesso localizado. . devendo permancer no local até não mais sair secreção purulenta. nas cirurgias ORTOPÉDICAS que utilizam próteses e em qualquer outra cirurgia que apresente um espaço morto ou que não possa haver compressão das estruturas adjacentes. a drenagem não se faz necessária. faz-se apenas a lavagem exaustiva da cavidade. pode-se utilizar os drenos de Sump. Nesses casos. sendo de escolha o de Penrose. sem tração prévia. 3. sendo retirados após desligar a lavagem por 24 horas e o líquido sair límpido. Outros: A drenagem tubular tem espaço nas cirurgias da região cervical (TIREOIDECTOMIAS. Nos casos de abscesso intraabdominal. Parede Abdominal: Quando existe um grande descolamento do tecido subcutâneo ou quando se colocam próteses junto à musculatura. para limpar a cavidade e aspirar seu conteúdo. Em cirurgias de grande porte e naquelas em que se manipulam as vias urinárias ou a próstata. Devem ser colocados por contra-incisão para evitar infecção da ferida operatória e diminuir o risco de deiscência. não muito pequenos para facilitar a drenagem. A mesma deve permanecer por 2 a 3 dias. mesmo que haja perfuração com coleção purulenta na cavidade. tracionando-os 24 horas antes de retirá-los definitivamente.O trajeto confeccionado deve ser mais retilíneo o possível para facilitar a drenagem e evitar coleções. 2. até que o volume drenado em 24 horas seja inferior a 150 ml e retirado em um só tempo. os drenos de Sump estão indicados para lavar e aspirar continuamente o abscesso.Profª Glenda Agra Apendicite: Nos casos de apendicite aguda em que não há abscesso localizado. O tempo de drenagem pode variar conforme o volume exteriorizado e o motivo pelo qual o dreno foi colocado. quando se quiser realizar lavagem da cavidade. ESVAZIAMENTOS LINFONODAIS.

SNG não devem ficar mais que 7 dias.Se não houver balonete para fixação. que são menos traumáticas e podem ficar por várias semanas.Se houver necessidade de troca.Deve ser introduzida com anestésico local. Terapêuticos: São mantidos no local enquanto houver drenagem em quantidade significativa.Devem ser fixados à pele para evitar que o mesmo seja tracionado por descuido ou que entre na cavidade abdominal. 5. de tal maneira a ocluir o trajeto da profundidade para a superfície. Retira-se de modo gradativo.O curativo deve ser realizado separadamente ao da incisão principal para dificultar a contaminação da ferida operatória com as coleções drenadas. 5. deve-se trocar por sondas nasojejunais. 3. alguns centímetros a cada dia. 4. fixa-se externamente com curativos ou pontos para dificultar a migração da mesma. deve-se pensar em antimicrobianos quando utilizadas por vários dias.Profª Glenda Agra 4.No caso de sondas urinárias. SONDAS Obedece alguns preceitos básicos: 1. devido às ulcerações que a mesma pode causar na mucosa da orofaringe e do esôfago. REMOÇÃO DOS DRENOS Profiláticos: Remove-se tão logo haja evidências de que não há mais drenagem significativa e que o dreno não é mais necessário. COMPLICAÇÕES Hérnia incisional Obstrução por aderências Necrose de tecidos vizinhos por compressão Hematoma de parede Perda do dreno na cavidade abdominal Fístula por erosão da anastomose SONDAS . 2.

Profª Glenda Agra Erosões junto à mucosa por irritação ou isquemia Aumento da produção de ácido pelo estômago Fístulas Perfuração durante a colocação Infecção Hemorragias pela erosão DREDRENOS JACKSON PRATT DRENOS JACKSON PRATT .

Profª Glenda Agra Dreno de Jackson Pratt Drenos de Penrose .

Profª Glenda Agra Dreno de Black Dreno de sucção Sistema de drenagem mediastinal .

Profª Glenda Agra Sistema de drenagem de vias aéreas Simulador .

Profª Glenda Agra Dreno de Kher .

Profª Glenda Agra Sonda de Malecot Sonda Traqueal Comum de Nelaton .

Profª Glenda Agra Sonda Retal Sonda de Sengstaken-Blackemore Dreno de Penrose .

Profª Glenda Agra Sonda Nasoentérica Sonda Nasogá strica de Levine Sonda Vesical de Foley .

Profª Glenda Agra Sonda vesical de alívio de Nelaton .

Profª Glenda Agra Dreno de Black Dreno de sucção (Portovacc) FONTE: http://images.br/images CURATIVOS .google.com.

diminuindo a dor e aumentando o processo de destruição natural dos tecidos necrosados. Ser impermeável às bactérias. Permitir sua retirada sem ocasionar lesão por aderência. Estar isento de partículas e substâncias tóxicas contaminadoras de feridas que podem manter a inflamação e retardar a cicatrização. Notas: . Permitir troca gasosa. A escolha do curativo depende do tipo de ferida. conforme segue: Manter alta umidade entre a ferida e o curativo acelerando a epitelização. Remover o excesso de exsudação com o objetivo de evitar a maceração dos tecidos próximos. A troca de curativos pode baixar a temperatura da superfície em vários graus. citado por Dealey.Profª Glenda Agra Curativo é o tratamento utilizado para promover a cicatrização da ferida. O curativo aderido à ferida deve ser retirado com umedecimento com Soro Fisiológico a 0. Não se deve usar algodão ou gaze desfiada (aderência à ferida). Fornecer isolamento térmico – a temperatura de 37º estimula o processo de cicatrização. Observações: Em feridas abertas não é recomendado o uso de curativo seco. agindo como barreira mecânica entre a ferida e o meio ambiente. proporcionando um meio adequado para este processo.9% e s secar somente as bordas da ferida. Critérios: Os critérios para o curativo ideal foram definidos por Turner. Curativo encharcado ou vazando favorece o movimento das bactérias em ambas as direções – ferida e meio ambiente – devendo ser trocado imediatamente.9%. Deve-se umidificá-lo com Soro Fisiológico a 0. Por isso. não se deve limpá-la com solução fria nem deixá-las expostas por períodos prolongados.

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Exsudação: extravasamento de líquido da ferida, devido ao aumento da permeabilidade capilar. Maceração: amolecimento da pele, geralmente nas bordas da ferida, na maioria das vezes pela umidade excessiva. Classificações de curativos: Aberto: é aquele no qual utiliza-se apenas o anti-séptico, mantendo a ferida exposta. Ex: ferida cirúrgica limpa com 48 horas de evolução ou mais. Oclusivo: curativo que após a limpeza da ferida e aplicação do medicamento é fechado ou ocluído com gaze ou atadura. Seco: fechado com gaze ou compressa umedecida com pomada ou soluções prescritas. Compressivo: é aquele no qual é mantida compressão sobre a ferida para estancar hemorragias, eviscerações etc. Drenagens: Nos ferimentos com grande quantidade de exsudato coloca-se dreno ( Penrose, Kher), tubos, cateteres ou bolsas de colostomia. O dreno Penrose é introduzido na cavidade da ferida para escoamento de secreções que possam vir a infectá-lo ou para eliminar secreções purulentas. O dreno Penrose é um tubo de látex mole e delicado, de vários diâmetros, colocado através de um pequeno orifício ou na própria cicatriz operatória. Quando há necessidade de lavar o local que está sendo drenado, o cirurgião coloca, junto com o Penrose, um dreno tubular fino, geralmente, de polietileno, formando assim um dreno misto. Os drenos Penrose são usados em cirurgias gerais, com finalidade profilática e precisam ser protegidos por curativos. Mas se for preciso medir o volume de secreção que sai pelo dreno, pode-se substituir o curativo por bolsas coletoras, que variam de tamanho de acordo com a quantidade de secreção eliminada. O dreno Kher ou em T é utilizado nas operações que abrem a via biliar principal (hepático/calédoco), com a finalidade de escoar a bile para fora, por um determinado período. O dreno fechado de pressão negativa é conectado a uma bolsa coletora sanfonada elástica, por meio de um tubo. Quando a bolsa é comprimida para a retirada do ar do seu interior, cria um vácuo capaz de provocar aspiração contínua. A secreção ou o sangue são retirados da ferida, indo para o recipiente sanfonado por meio do tubo.

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Quando o recipiente estiver cheio, é necessário abrir a tampa de cima e esvazia-la. Para restabelecer a pressão negativa, comprime-se o recipiente até o ar sair totalmente e recoloca-se a tampa. Assim, a drenagem recomeçará. O dreno fechado de pressão negativa é geralmente usado em operações ortopédicas, neurocirúrgicas e outras onde haja sangramento residual. O dreno de tórax é utilizado na cavidade torácica para restaurar a pressão negativa e escoar secreções ou sangue. Debridamento: é a retirada do tecido necrosado, sem vitalidade, utilizando cobertura com ação debridante ou retirada mecânica com pinça, tesoura ou bisturi. Processo de cicatrização: No momento da incisão/injúria: formação de coágulo, estase, liberação de substâncias vasoativas. 2 horas: formação de crosta. 6 horas: neutrófilos liberam enzimas que efetuam a quebra dos restos celulares e dos agentes invasores. 12 horas: monócitos fagocitam bactérias e restos celulares. 24-48 horas: formação de ponte epitelial. 48 horas: fibroblastos : produzem colágeno para formação da cicatrização. 6 dias: a proliferação de fibroblastos atinge seu pico, repondo o tecido conjuntivo. Formação do tecido de granulação ( forma precoce de tecido cicatricial). 2 semanas: realinhamento das fibras colágenas – aumento da resistência e redução da espessura da cicatriz. Semanas e meses: contração – a cicatriz altera a sua aparência.

Objetivos do curativo: Proporcionar conforto ao paciente ( diminuição da dor) e promover a cicatrização. Proteger a ferida para prevenir infecções. Observar o aspecto da cicatriz cirúrgica.

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Manter a área limpa.

Regras para os curativos:

Curativos cirúrgicos limpos e secos não necessitam ser trocados nas primeiras 72 horas. Curativos devem ser mantidos limpos nas primeiras 48/72 horas de pós-operatório ou procedimento ou ainda a critério médico e/ou da instituição. Neste período ainda não ocorreu a epitelização da ferida. Curativos úmidos ( seja por secreções ou banho) devem ser trocados tantas vezes quanto necessário, não ultrapassando o tempo de seis horas ( tempo provável de multiplicação das bactérias). Após a epitelização da ferida pode-se deixá-la descoberta se não houver chance de contaminação pelas áreas vizinhas (colostomias, vômitos.secreções orais, secreções traqueais). Os acessos venosos, arteriais, drenos torácicos devem ser mantidos com curativos. Nunca tocar diretamente em ferida aberta ou recente ( até 72 horas da cirurgia) ou mantidas sob curativo. Em paciente com dois ou mais curativos ( limpos e contaminados) realizar primeiro o(s) limpo(s) e depois o(s) contaminado(s), cada qual com seu material de curativo estéril. Cuidado ao retirar o curativo sujo para não arrancar os drenos, cateteres que geralmente ficam aderidos ao curativo. Durante o curativo, inspecionar sempre sinais de infecção ( hiperemia, edema, dor, secreção) na ferida cirúrgica, locais de punção, áreas de drenos. Se houver suspeita de infecção, colher amostra de secreção e envia-la à bacteriologia para cultura e antibiograma conforme protocolo de Coleta de Material para Cultura. Informar ao médico e anotar no prontuário. A data da troca do curativo e o nome de quem o realizou devem ser anotados no curativo e no prontuário. Nos curativos de cateteres fixar também o mesmo na pele para evitar tração ou retiradas acidentais.

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Nota: Aplicações tópicas de antimicrobianos não são recomendadas, pois provocam alteração da flora microbiana local com o aparecimento de cepas resistentes. FATORES DE RISCO
Fatores de risco para complicações pulmonares pós-operatórias

1.Tipo de cirurgia – incidência maior após todas as formas de cirurgia abdominal quando comparadas com a cirurgia periférica.

2.O local da incisão – quanto mais próxima a incisão do diafragma, maior a incidência de complicações pulmonares.

3.Problemas respiratórios no pré-operatório.

4.Idade – maior risco após os 40 anos do que antes dos 40.

5.Sepse.

6.Obesidade – peso maior do que 10% do peso corporal ideal.

7.Repouso no leito prolongado.

8.Duração do procedimento cirúrgico – mais de 3 horas.

9.Aspiração.

10.Desidratação.

11.Desnutrição.

Pacientes de cirurgia geral com idade superior a 40 anos.Pacientes de ginecologia e obstetrícia com idade superior a 40 anos apresentando fatores de risco associados (veias varicosas.Profª Glenda Agra 12. por exemplo. ou aqueles submetidos a procedimentos cirúrgicos extensos e complicados. 13. 2.Pacientes ortopédicos que se submeteram a cirurgia do quadril. trombose venosa prévia. malignidade. aqueles com malignidade.Pacientes de neurocirurgia. 3.Pacientes urológicos que se submeteram a prostatectomia transureteral e pacientes idosos submetidos à cirurgia urológica. 5. 4. Fatores de risco para Trombose Venosa Profunda pós-operatória 1. obesidade). infecção.Hipontensão e choque. SINAIS FÍSICOS E SINTOMAS DAS COMPLICAÇÕES Sinais físicos e sintomas das complicações cirúrgicas e condições comuns associadas . semelhante a outros grupos de alto risco cirúrgico ( em pacientes com derrame. os obesos. reconstrução do joelho e outra cirurgia da extremidade inferior.Imunossupressão. os que tiveram anteriormente trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. o risco de trombose venosa profunda na perna paralisada é tão alto quanto 75%).

insuficiência renal. 3. tromboflebite. hepatite. pneumonia. ascite Infecção. reações transfusionais. sepse. obstrução das vias biliares. hemorragia Hipovolemia. embolia pulmonar Ansiedade. hemorragia intra-abdominal. constipação. febre. sepse. infecção da ferida. fístula biliar Íleo paralítico. atelectasia. obstrução intestinal. abstinência do álcool. acidente vascular cerebral. edema pulmonar. parotidite. embolia pulmonar.Trombose venosa profunda e flebite. psicose pós-operatória Taquicardia Taquipnéia e dispnéia Hipotensão Oligúria Icterícia Distensão abdominal Dor na ferida Alteração do nível de consciência Causas comuns de febre no pós-operatório 1. hipoxemia. nutrição venosa. . dor Ansiedade. infecções. embolia pulmonar Hipovolemia. abscesso intraabdominal. arritmias cardíacas.Causas pulmonares: atelectasia. medicamentos. 2. empiema. obstrução urinária Hemólise. febre. hipovolemia. insuficiência cardíaca. colecistite. deiscência. anafilaxia. peritonite. medicamentos.Infecções: inflamação do acesso intravenoso e sepse.Profª Glenda Agra Sintoma Febre Condições associadas Atelectasia. infecção urinária. sepse. sepse. infecção intra-abdominal Hipoxemia. pneumonia.

Hemólise: Sangue extravasado. hematomas Reações transfusionais Reações medicamentosas Sepse Hemoglobinopatias 2.Medicamentos: penicilina. Causas comuns de icterícia no pós-operatório 1. 5.Doença das vias biliares . anfotericina.Reações transfusionais. cefalosporina.Doença parenquimatosa hepática Exacerbação de hepatopatia preexistente Hepatite viral Hepatite medicamentosa Lesão causada por choque Abscesso intra-hepático 3.Profª Glenda Agra 4.Colestase Induzida central por medicamentos Sepse Nutrição venosa 4.

a artéria carótida. deve-se preservar a esterilidade para evitar o surgimento de um abscesso secundário na ferida. Hematoma e seroma A hemostasia inadequada da ferida causa o acúmulo de sangue local após o fechamento. quando o hematoma é superficial. causando disfunção renal. ou as veias renais. Os sinais físicos são inchaço e dor na ferida e drenagem de sangue na linha de sutura. Essas coleções geralmente surgem devido à criação de grandes espaços subcutâneos na ferida que acumulam soro e/ou linfa. porém as linfoceles verdadeiras. . dolorosos e em expansão necessitam de reexploração cirúrgica. Qualquer que seja a técnica escolhida. Se a hemorragia for arterial. e deiscência da ferida. Os hematomas da ferida geralmente desaparecem espontaneamente. Existem três categorias de complicações na cicatrização da ferida: hematomas e seromas simples na ferida. warfirin ou dextrano também contribuem para o aparecimento de hematomas de feridas. As coleções de líquido não-hematogênico na ferida podem ser classificadas como seromas ou linfoceles.Essas complicações são conseqüência de uma técnica cirúrgica imperfeita e de alterações na cicatrização da ferida. causadas pela secreção ativa de um canal linfático importante. causando estridor ventilatório. podem necessitar de aspirações repetidas ou drenagem com sucção para serem resolvidas.Profª Glenda Agra Coledocolitíase Ligadura inadvertida do colédoco Fístula ou vazamento da bile Colecistite Pancreatite com obstrução do colédoco Estenose da via biliar devida a trauma operatório COMPLICAÇÕES NA FERIDA Por todas as operações é necessária uma incisão. Os hematomas se expandem rapidamente e podem comprimir estruturas adjacentes vitais como a traquéia. os seromas simples desaparecem espontaneamente ou após a aspiração. o hematoma pode dissecar entre os planos tissulares e crescer até um tamanho considerável. causando déficit neurológico. porém os hematomas grandes. Em geral. infecções da ferida. e elas só podem ser consideradas um sucesso após a cicatrização da ferida. heparina. Coagulopatias causadas pela doença do paciente ou pela administração perioperatória de aspirina.

Fasciite necrosante: esta é uma infecção rara. Proteus sp. Mais freqüentemente em pós-operatório. Infecções potencialmente graves podem aparecer precocemente no pós-operatório. drenagem pururlenta. Por outro lado. a terapêutica mais importante é a abertura da cicatriz retirada do material infectado e curativo contínuos até a cicatrização por 2ª intenção. tornando obrigatório o desbridamento cirúrgico de urgência. bolhas violáceas. crepitação e isquemia da ferida. porém grave. isquemia tissular e ruptura da ferida. Apesar da maioria dos pacientes receber antibióticos no início do diagnóstico de ISC. Citrobacter freundii. Na maioria dos casos. amolecimento da pele. Se a infecção não for logo diagnosticada e tratada. As infecções causadas por este último organismo são extremamente sérias. apresentam um índice de infecção de 2% ou menos. sensibilidade dolorosa e inflamação nos estágios iniciais. Os indícios dessa infecção são drenagem serosa pouco espessa. Serratia marcescens e Enterobacter sp. O quadro clínico costuma ter evolução rápida com poucos sinais locais.Profª Glenda Agra Infecções da ferida As infecções na ferida podem ocorrer em até 20% ou mais dos casos em que o campo cirúrgico foi contaminado durante a operação. que não envolvem o trato gastrintestinal. rápida progressão e presença de ar em subcutâneo. O diagnóstico é confirmado com achados . esta prática tem pouco suporte em evidências científicas. Os sinais de infecção da ferida são febre.Quando os agentes etiológicos são espécies de Streptococcus ou Clostridia. hemorragia cutânea. geralmente monobacteriana. mas quando não existe sepse sistêmica ela geralmente é de pouco auxílio. áreas de parestesia e anestesia. pois a mionecrose pelo clostrídio (gangrena gasosa) pode evoluir rapidamenete. Estudos com abscessos subcutâneos não identificaram benefícios quando a antibioticoterapia foi usada junto com a drenagem. as operações limpas. alguns sintomas que sugerem estas patologias são: dor desproporcional aos achados do exame físico. A melhor conduta é abrir a cicatriz e tratar por via sistêmica quando os sinais locais de inflamação são exuberantes ou o paciente possui sintomas e sinais sistêmicos. são causadas por bactérias Gram-negativas ou espécies de estafilococos. este quadro pode ser causado por uma flora polimicrobiana composta por Escherichia coli. podem surgir edema. O agente mais freqüente é o Streptococcus beta hemolítico do grupo A. A antibioticoterapia pode ser útil no tratamento da celulite inicial da ferida. Tratamento Em ISC restrita aos tecidos moles. a sepse da ferida pode ocorrer em até 24 horas após a operação. no entanto um quadro clínico semelhante pode ser causado por Vibrio vulnificus ou Aeromonas hydrophilia. após se ter realizado um desbridamento cirúrgico e drenagem adequada. as infecções da ferida se tornam evidentes entre o 4º e o 7º dia operatório e.

Entretanto. Mais comumente. a deiscência de uma incisão se deve à técnica cirúrgica deficiente. e retorno imediato à sala de operações para correção cirúrgica. Clostrium hystoliticum ou Clostridium novyi. A deiscência da ferida pode comprometer parte ou todas as camadas da ferida. como obesidade. Quando isso ocorre. A evisceração é uma emergência cirúrgica que necessita do reposicionamento cuidadoso das vísceras na cavidade peritoneal. ascite. A deiscência cutânea geralmente traz poucas conseqüências. se necessário. aureus que age como superantígeno provocando uma proliferação massiva de linfócitos T e produção de citocinas com IL1 e TNF. a infecção se estende a planos mais profundos podendo envolver fáscia e tecido subcutâneo. Síndrome do choque tóxico: é uma infecção causada pela toxina do S. A deiscência é muitas vezes anunciada por uma drenagem súbita de líquido sanguinolento na ferida entre o 5º e o 8º dias após a operação. para evitar lesões e ressecamento. a deiscência da fáscia é uma complicação bem mais grave.. . O debridamento deve ser realizado conforme avaliação clínica. sendo semelhante a fasciite necrosante. tosse ou vômitos persistentes. no qual o tecido subcutâneo apresenta-se acinzentado e a fáscia do músculo com estrias. que evolui com necrose progressiva da pele podendo surgir lesões bolhosas e áreas de gangrena. O tratamento dessas duas síndromes é feito com debridamento cirúrgico e antibiótico sistêmico. O tratamento é realizado com antibiótico com atividade anti-estafilocócica e terapia de suporte. diabetes. pois a ferida pode ser reaproximada com relativa facilidade. clindamicina e penicilina. Nesta última situação ocorre protusão das vísceras (geralmente o intestino delgado em uma incisão abdominal) através da ferida ou da parede abdominal. queda do estado geral. rash cutâneo. pela rotina de Gram do tecido. proteção das vísceras com compressas embebidas em soro fisiológico. muitas vezes sem o retorno à sala de operações.Profª Glenda Agra do intraoperatório. o quadro clínico é semelhante à fasciite necrosante podendo ser diferenciado desta. Geralmente se deve a uma infecção da ferida e pode evoluir para evisceração. desnutrição. distensão abdominal. Gangrena gasosa: causada por Clostridium perfringens Clostrium septicum. edema e friável a manipulação. O quadro clínico é de início rápido no pós-operatório com febre. infecção da ferida devido à técnicas inadequadas de sutura. Deiscência de ferida A ruptura da ferida cirúrgica pode ocorrer a qualquer momento após a operação. devem ser removidos alguns pontos ou grampos para se verificar a integridade do fechamento da fáscia. porém ela é mais comum cerca de uma semana após a operação. A deiscência da ferida pode ser desencadeada por vários fatores. deve-se palpar cuidadosamente a ferida em busca de sinais de rompimento e. pois ela exige correção cirúrgica para prevenir o aparecimento da hérnia incisional. insuficiência renal.

pode ser necessária uma gastrectomia total para controlar a hemorragia. processos inflamatórios – abscesso. A estase do ar deglutido e dos líquidos na luz do estômago e do intestino delgado dá origem a náuseas. são complicações potenciais pós-operatórias. e incluem: 1.5ml/kg/hora. diminuição da capacidade hepática para processar a sobrecarga de pigmentos – por doença parenquimatosa ou por colestase – por obstrução das . hematoma. obstrução intestinal pós-operatória e hemorragia aguda da mucosa gástrica ( o tratamento consiste principalmente na neutralização do pH gástrico através da administração de antiácidos. com risco de vida. COMPLICAÇÕES HEPATOBILIARES E ICTERÍCIA O surgimento de hiperbilirrubinemia no pós-operatório pode ser causado por produção exagerada de pigmentos biliares. A anúria completa é rara e encontrada principalmente nos pacientes com obstrução pós-renal ou necrose cortical irreversível. diarréia. insuficiência respiratória aguda no pós-operatório. constipação e impactação fecal.). assim como íleo paralítico (ausência de atividade peristáltica ou contração desordenada do intestino.Profª Glenda Agra COMPLICAÇÕES RESPIRATÓRIAS As complicações respiratórias constituem os problemas mais comuns apresentados pelos pacientes submetidos a uma operação. está associada comumente a operações intraperitoneais. A insuficiência renal também pode se manifestar através de um débito urinário elevado e passar despercebida na fase inicial da evolução. náuseas. e é um sinal indicativo de insuficiência renal aguda incipiente. Em casos raros. pneumonia. no fornecimento de quantidade adequada de líquido por via endovenosa para compensar as perdas para o terceiro espaço. DISFUNÇÃO RENAL A insuficiência renal oligúrica no pós-operatório é definida como o débito urinário inferior a 500ml/dia ou menor do que 0. síndrome da angústia respiratória do adulto e embolia pulmonar. O tratamento consiste na aspiração do estômago. através de uma SNG e. distensão abdominal e algumas vezes vômitos. DISFUNÇÃO DO TRATO ALIMENTAR Anorexia. colite. vômitos. peritonite – e lesões retroperineais. atelectaia. um inibidor das células parietais. antagonistas dos receptores de histamina ou de omeprazol.

ou pode ser desencadeada pela administração de diversos medicamentos. Os sinais de TVP são sensibilidade local. predispõe à trombose em veias profundas. insuficiência venosa crônica e operações demoradas. redução da concentração de heptoglobina no soro e um perfil enzimático hepático normal. pois pode causar comprometimento respiratório e morte súbita. O tratamento da icterícia hemolítica é direcionado para a correção da causa básica. ultra-sonográficas com Doppler ou radiográficas para demonstrar a obstrução venosa ou a presença de um trombo. uso de meias para compressão intermitente durante a operação e. A hemólise pode ser causada por transfusão de sangue incompatível. TROMBOSE VENOSA PROFUNDA E EMBOLIA PUMONAR TVP A estase venosa pré e pós-operatória nas extremidades inferiores. O tratamento da TVP exige anticoagulação terapêutica com heparina intravenosa e substituição posterior por warfarin oral a fim de prevenir a embolia pulmonar. retroperitoneais e pélvicos e. O melhor tratamento é a prevenção. Embolia pulmonar A embolia pulmonar é a complicação mais séria da TVP. câncer. em alguns casos. febre. uso de baixas doses de heparina no perioperatório. dor nos movimentos e. tosse e broncoespasmo. junto com a hipercoagulabilidade pós-operatória. o diagnóstico de TVP requer técnicas pletismográficas. hemoglobinopatia. a partir das quais a evolução subseqüente para a embolia pulmonar é mais comum. As duas causas mais comuns de sobrecarga de pigmentos no período pósoperatório são hemólise intravascular e reabsorção de sangue extravasado em hematomas intra-abdominais. Os sinais clínicos incluem taquipnéia. Também está indicado um período de repouso no leito por até uma semana para os pacientes cujo trombo não parece estar aderido à parede venosa na flebografia ou ultra-sonografia com Doppler. o que é conseguido com deambulação precoce no pósoperatório. às vezes. auto-imunidade ou sepse. mas também pode ocorrer nas veias ilíacas.Profª Glenda Agra vias biliares. edema. ambos os casos se manifestam por hiperbilirrubinemia indireta. Outros fatores predisponentes para a TVP são obesidade. No entanto. Os sintomas da EP são dispnéia.. Os sinais clínicos isolados podem ser indicadores falsospositivos de TVP em até 50% dos casos. O diagnóstico de hemólise é confirmado pela elevação da fração não-conjugada de bilirrubina no soro. Na maioria das vezes a TVP ocorre nas veias das panturrilhas e das coxas. porém muitos pacientes são assintomáticos. taquicardia e .

CHOQUE Choque é a situação de falência do sistema cardiocirculatório em manter a distribuição de sangue oxigenado para os tecidos. todos os procedimentos invasivos são evitados. angiografia pulmonar. os glicosídeos digitálicos. SVF para monitorizar débito urinário. hematócrito. A terapia anticoagulante está contra-indicada para pacientes que estão em risco de sangramento (distúrbios do TGI ou com sangramento pós-operatório ou pós-parto). Durante a terapia trombolítica. morfina (se paciente com ansiedade e desconforto torácico ou se estiver com VM facilitando a adaptação do tubo endotraqueal). As cintilografias normais excluem com segurança os casos de EP importantes. a embolização pulmonar séptica e a contra-indicação para o tratamento com anticoagulantes fazem com que seja necessária a interrupção da veia cava (ligadura ou colocação de um filtro) para impedir a embolização adicional proveniente da pelve ou da extremidade inferior. coleta de sangue para avaliação de eletrólitos séricos. O diagnóstico é fortemente sugerido por uma falha de enchimento vascular na cintilografia da perfusão pulmonar. . Se necessário são administrados concentrados de hemácias ou plasma para repor a perda sanguínea e reverter o sangramento. monitorização hemodinâmica. e os exames laboratoriais revelam uma PaO2 inferior a 70 mmHg. linha de infusão endovenosa para administração de líquidos e medicamentos.Profª Glenda Agra febre. O diagnóstico definitivo pode ser obtido através da angiografia da artéria pulmonar. os diuréticos e os agentes antiarrítmicos são administrados quando apropriados. gasometria arterial. Tratamento: oxigenioterapia. hemograma. Tratamento cirúrgico: ligadura da veia para prevenir que o êmbolo viaje até o coração. para permitir o fluxo sanguíneo enquanto se aprisionam os êmbolos e embolectomia. em razão do sangramento potencial. A EP é tratada com anticoagulção sistêmica. porém as cintilografias intermediárias não ajudam muito. executando-se os essenciais. conforme descrito para a TVP. terapia trombolítica (estreptoquinase). terapia anticoagulante (heparina.ECG (avaliação de arritmias e insuficiência ventricular direita). inserção de um filtro em gurda-chuva. warfirina). A utilização aumentada de cateteres venosos na veia subclávia aumentou a incidência de trombose na veia subclávia e EP proveniente deste local. administração de dopamina ou dobutamina (se: hipotensão). A EP recidivante na vigência de anticoagulação.

o órgão terá a sua função prejudicada basicamente pela falta de oxigênio de acúmulo de resíduos. o músculo cardíaco comprometido desenvolve bradicardia e parada cardíaca. e a progressão para a deterioração pode ser mais rápida (4 minutos) ou tardia (semanas). agitação. Depois disso. que o volume de sangue circulante seja suficiente para encher os vasos e que o calibre dos vasos se ajuste às condições normais. Uma vez que o estado de choque atinja certo nível de severidade. Para que esse sistema funcione de forma adequada.Sobrevém a deterioração sistêmica com a morte de mais órgãos. cuja identificação e atendimento fazem parte da abordagem primária da vítima. Para realizar adequadamente esse trabalho. fígado). Cérebro. rins. a vítima não será salva. retira o gás carbônico e detritos celulares da intimidade dos tecidos.com o agravamento do choque. ainda na abordagem primária: Diminuição do nível de consciência ( por hipoperfusão cerebral) – ansiedade. o sistema cv retira oxigênio dos pulmões.Cada órgão tem maior ou menor sensibilidade `a falta de oxigênio (hipóxia). Mecanismo do choque O sistema cv é responsável por transportar oxigênio e nutrientes para todos os tecidos do corpo e eliminar gás carbônico e resíduos resultantes do processo de nutrição celular. vasos: dilatação de vasos sanguíneos (capacidade do sistema cardiocirculatório muito maior do que o volume de sangue disponível para enche-lo). os rins diminuem o débito urinário e o coração aumenta a freqüência de batimentos. Uma falha em qualquer desses fatores irá provocar falha na perfusão tecidual.Profª Glenda Agra Trata-se de uma condição de extrema gravidade. levando a vítima a desenvolver o estado de choque. evoluindo para inconsciência. coração e pulmões são os mais sensíveis à privação de oxigênio e em cerca de 4 a 6 minutos já tem suas funções prejudicadas. . até a morte do organismo. A falha na circulação cerebral leva à diminuição do nível de consciência da vítima. especialmente ácidos e potássio. levando-os para os órgãos responsáveis pela excreção (pulmões. é necessário que o coração se mantenha bombeando o sangue. Alguns sinais são fundamentais para detectar precocemente a hipóxia e prevenir o choque. Tempo de enchimento capilar prolongado – acima de 2 segundos. A esse processo que ocorre em nível de capilares dá-se o nome de perfusão tecidual. Com a diminuição de perfusão tecidual. num esforço para aumentar o fluxo de sangue para órgãos vitais. O choque pode estar relacionado a: Coração – falha na bomba e sangue: perda de sangue ou plasma. nutrientes do intestino e fígado e leva para todas as células do organismo.

sede. vômitos. respiração rápida e profunda. significa que o estado de choque está instalado. Ex:Tauma. Perda de líquidos pelo trato gastrintestinal – desidratação provocada por vômitos ou diarréia. A redução no volume de sangue circulante causa uma diminuição no débito cardíaco e reduz toda a circulação ( perfusão tecidual comprometida). inquietação. contusões e lesões traumáticas. Sinais e sintomas: ansiedade. diurese e diabetes insípido. fraqueza. .Profª Glenda Agra Pele fria e pálida ( prejuízo da circulação periférica).Choque hipovolêmico É o tipo mais comum de choque. pulso fraco e rápido. Sua característica básica é a diminuição acentuada do volume de sangue. pele fria e úmida. cirurgia. queda acentuada da PA sistólica menor que 90 mmHg. Pode ser causado pelos seguintes fatores: Perda direta de sangue – hemorragia externa ou interna. olhos vitrificados sem brilho e pupilas dilatadas. enchimento capilar acima de 2 segundos. quando presente. náuseas. O tratamento definitivo do choque hipovolêmico é a reposição de líquidos (soluções salinas e sangue). cianose. hemorragia.9% (cristalóides isotônicos: tampona a acidose metabólica) previamente aquecidos. secura na boca. Tratamento: Ringer Lactato. ascite e peritonite. tontura. queimaduras. SF 0. Neste caso. palidez. pulso difícil de sentir ou até mesmo ausente). na língua e nos lábios. frio. vômitos. acima de 100 a 120 bpm ( quando há grande perda de sangue. Perda de plasma – em caso de queimaduras. Albumina e hetamido (expansor plasmático). a situação é crítica e necessita intervenção de imediato. 1. diarréia. Queda de pressão arterial é sinal tardio que. Pulso fraco e rápido.

Gasometria arterial. Avaliação de níveis de Hg e Ht e níveis de ingesta hídrica. arritmias. situação freqüente. Angioplastia. Ex: IAM. Medicamentos vasoativos ( dopamina. Posição de Trendenburg modificada. Suporte hídrico seletivo. Cirurgia de enxerto de bypass da artéria coronária. Se: hiperglicemia: insulina. se vômitos: antieméticos. Os sinais e sintomas são semelhantes ao item anterior. Oxigenioterapia (cateter.Choque cardiogênico Surge por uma incapacidade de o coração bombear o sangue de forma efetiva. Terapia trombolítica (observar quanto aos possíveis sangramentos).Profª Glenda Agra Concentrado de hemácias. Morfina (diminui a dor e alivia a dor torácica). Controle da FC. 2. Arritmias cardíacas. Gasometria arterial. Monitoramento hemodinâmico. cânula ou máscara de Venturi). miocardiopatias. e a vítima normalmente apresenta dor torácica antes de entrar em choque. tamponamento cardíaco. Este enfraquecimento do músculo cardíaco pode ser conseqüência do IAM. Tratamento: Oxigenioterapia. . tamponamento pericárdico também podem provocar choque cardiogênico. nitroglicerina). Verificação de SSVV. se diarréia: antidiarréicoss. se diabetes insípido: desmopressina. lesão valvular.

Intracath: Avaliar PVC Para a acidose metabólica grave: bicarbonato de sódio EV. se mantém aquecida e com pulso forte e com freqüência normal ou reduzida.Profª Glenda Agra Marcapasso. com tempo de enchimento capilar normal. pois diminui o acúmulo de líquidos. cujo controle depende do fluxo de informações pela medula. BIA: fornece assistência circulatória. Depende de sua etiologia. entretanto a vítima permanece alerta e orientada. O resultado é a perda da resistência periférica e a dilatação da rede vascular. A administração de líquidos deve ser monitorada para detectar sinais de sobrecarga hídrica (Evitar EAP). ação depressora de medicamentos ou falta de glicose. interrompendo a comunicação entre o SNC e os vasos sanguíneos.Choque Neurogênico ou medular Caracterizado por perda. síncope e desmaio. Ocorre como conseqüência de lesão na medula espinhal. Balanço hídrico: avaliar débito urinário e níveis de uréia e creatinina. não existirá sangue suficiente para preencher a circulação. Choques Distributivos ou Vasogênicos Ocorre quando o volume sanguíneo é anormalmente deslocado na vasculatura – por ex: quando o volume sanguíneo fica represado nos vasos sanguíneos periféricos. pelo sistema nervoso. ECG. . 3. anestesia espinhal ou lesão do SN. Se o leito vascular estiver dilatado. O choque medular também provoca queda da pressão arterial. diminuindo a pré-carga. diminuindo a demanda de oxigênio para o miocárdio. havendo perfusão inadequada de órgãos. melhorando a perfusão arterial coronariana. Diuréticos: Diminuir a carga do coração. do controle do diâmetro vascular. Tratamento: Restauração do tônus simpático. agindo: aumentando o volume sistólico. Ex: TRM.

Choque anafilático Resulta de uma reação de sensibilidade a algo a que a pessoa é extremamente alérgica.Profª Glenda Agra Elevar a cabeceira do leito pelo menos 30º e mantê-la assim. palidez. cianose. pulso fraco. Sinais e sintomas: pele avermelhada. 4. Faz hipotensão arterial. A vítima em choque anafilático necessita de medicação de urgência para combater a reação. com prurido ou queimação. pois ajuda na disseminação do anestésico para cima em direção à medula. dor intensa. reação transfusional. TRM: cuidadosa imobilização do paciente para evitar a lesão adicional da medula espinhal Medidas profiláticas para TVP. manter vias aéreas pérvias e oxigenação. Providenciar o transporte rápido ao hospital ou deverá ser comunicado antecipadamente. agentes radiopacos. queda da PA. administrada por médico. medicação. coma. . inalantes ambientais. alimentos. devido ao edema de cordas vocais. porém a vítima recupera-se espontaneamente se colocada em decúbito dorsal. respiração ruidosa e difícil. Esse tipo de choque aparece em algumas condições. por exemplo. como. 5. Ex: sensibilidade à penicilina. como picada de inseto. Ao socorrista cabe: Dar suporte básico de vida.Choque psicogênico Desencadeado por estímulo do nervo vago e tem como característica principal bradicardia inicial seguida de taquicardia na fase de recuperação. edema de face e língua. tontura. A reação anafilática ocorre em questão de segundos ou minutos após o contato com a substância a qual o paciente é alérgico.

diminuindo o volume sanguíneo. 4.Drenos devem ser retirados. Intubação.acesso EV periférico ou central. que por sua vez. Este tipo de choque ocorre em pacientes hospitalizados. TQT. toxinas são liberadas na circulação. Difenidramina EV: reverte os efeitos da histamina: reduzindo a permeabilidade capilar. 2.Abscesso deve ser drenado.Área necrótica deve ser debridada. Tratamento: A via parenteral de infecção deve ser retirada: 1. Adrenalina (vasoconstrição) EV.Profª Glenda Agra Tratamento: Retirar o Ag ( se medicamentos) Administrar medicamentos que restituam o tônus vascular Fornecimento de suporte de emergência para as funções básicas da vida. aumentam a permeabilidade capilar. Se: PCR: Ressuscitação. 3. Além disso. ocorre perda de plasma pela parede do vaso. Gram +. Ex: bactérias Gram -. vírus ou quando um microorganismo invade os tecidos do corpo.Choque séptico Numa situação severa. 6. o qual ativa os mediadores bioquímicos. havendo broncodilatação. provocando dilatação dos vasos sanguíneos e consequënte aumento da capacidade do sistema circulatório. o paciente exibe uma resposta imune. Aminofilina : reverte o broncoespasmo EV.SVF. 5. .

Antibiótico de escolha: Cefalosporina Observar pacientes de risco: idosos. queimaduras extensas.Profª Glenda Agra 6. desnutridos. controlar sangramentos e alinhar fraturas. 6. caso não esteja presente.Solicitar apoio médico. taquicardia. aqueles com trauma extenso. sob máscara facial bem ajustada à face). 2. tempo de enchimento capilar acima de 2 segundos. 4.diabetes.Destruir o agente infeccioso. 7. e transportar a vítima rapidamente ao hospital. . palidez. taquipnéia. 8.Confortar a vítima.Manter vias aéreas pérvias. Manter a vítima aquecida. 5. Ações de enfermagem (Gerais) 1. imunodeprimidos.Elevar MMII quando não houver contra-indicação. 3.Não fornecer líquido ou alimento pela boca. Se necessário umedecer os lábios.Administrar oxigênio ( 12 a 15 litros por minuto.Reconhecer os sinais precoces de choque: alteração do nível da consciência.

gastrointestinal ou urinário em condições controladas e sem contaminação acidental.Profª Glenda Agra INFECÇÃO EM SÍTIO CIRÚRGICO As infecções em Sítio cirúrgico (ISC) são as maiores fontes de morbidade e mortalidade entre os pacientes submetidos a cirurgias. as cirurgias classicamente categorizadas segundo o seu potencial de contaminação. Diagnóstico: . sem contato com trato respiratório. As ISC correspondem a aproximadamente 38% do total das infecções hospitalares em pacientes cirúrgicos e 16% do total de infecções hospitalares. Cirurgias infectadas: Lesões traumáticas antigas com tecido desvitalizado. Sua incidência pode variar. O fechamento deve ser primário (1ª intenção) com drenagem quando necessária fechada. corpo estranho. sendo em média de 2% a % para as cirurgias consideradas “limpas”. com o objetivo de estimar a probabilidade da ocorrência de ISC. Cirurgias Limpas: Sítio cirúrgico sem sinais de inflamação. Cirurgias Contaminadas: Feridas abertas acidentalmente ou cirurgias com quebra importante de técnica asséptica ou grande contaminação do trato gastrointestinal. quando há perfuração inesperada de víscera. Estima-se que as ISC prolonguem o tempo de internação em média mais de 7 dias e conseqüentemente o custo do procedimento. Diversos fatores aumentam a incidência de ISC: alguns tipos de cirurgias. como cirurgias cardíacas e queimados. genital. contaminação fecalóide. Cirurgias Potencialmente Contaminadas: Sítio cirúrgico entra nos tratos respiratórios. alimentar genital e urinário. Cirurgias que entram no trato urinário com urina infecciosa ou trato biliar com bile infectada ou cirurgias onde é achado tecido inflamatório agudo ou purulento. cirurgias realizadas em grandes hospitais. pacientes adultos em comparação com pediátricos e quantidade de inoculo bacteriano introduzido no ato operatório. Com base em estudos que demonstraram a positividade de culturas do intra-operatório como preditor de infecção.

criou definições de ISC que são mundialmente usadas para vigilância epidemiológica. a ferida cirúrgica é considerada infectada quando existe presença de drenagem purulenta pela cicatriz. os sinais externos são mais tardios. calor. Infecção do Sítio Cirúrgico Incisional Profunda Deve ocorrer em 30 dias após o procedimento se não houver implante ou um ano se houver implante.Microorganismo isolado de maneira asséptica de secreção ou tecido. o o Center for Diseases Control and Prevention (CDC). Nos casos de infecções superficiais de pele. abscesso. 4. eritema ou calor local. rubor. A infecção deve envolver os tecidos moles profundos (músculo ou fáscia) e apresentar pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas: . edema. 2.Pelo menos um dos sinais e sintomas e a abertura deliberada dos pontos pelo cirurgião exceto se cultura negativa: dor. Para isso. 3.Diagnóstico de infecção pelo médico que acompanha o paciente. nos EUA. edema. deiscência. o exame da ferida é a principal fonte de informação.Profª Glenda Agra Clinicamente. O diagnóstico epidemiológico das ISC deve ser o mais padronizado possível para permitir a comparação ao longo do tempo em um determinado serviço e também a comparação entre os diversos serviços e instiruições.Drenagem de secreção purulenta da incisão. Infecção de Sítio Cirúrgico Incisional Superficial Deve ocorrer em 30 dias após o procedimento e envolver apenas pele e tecido subcutâneo e apresentar pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas: 1. em pacientes obesos ou com feridas profundas em múltiplos planos (com pós toracotomia). esta pode estar associada à presença de eritema.

achada ao exame direto.Microorganismo isolado de maneira asséptica de secreção ou tecido de órgão ou cavidade. Fontes exógenas podem ter importância durante o ato cirúrgico. 2. histopatológico ou radiológico.Abscesso ou outra evidência de infecção envolvendo fáscia ou músculo. rubor exceto se cultura negativa. protegida da contaminação exógena. re-operação. O ar pode ser veículo de transmissão de alguns patógenos em casos especiais. reoperação. 3.Profª Glenda Agra 1.Drenagem purulenta de incisão profunda.Drenagem purulenta por dreno locado em órgão ou cavidade. dor localizada. edema. como por exemplo.Incisão profunda com deiscência espontânea ou deliberadamente aberta pelo cirurgião quando o paciente apresentar pelo menos um dos sinais ou sintomas: febre. casos de infecção por Streptococcus do grupo A transmitida por . 2. 3. histopatológico ou radiológico. Infecção de órgão/espaço Deve ocorrer em 30 dias após o procedimento se não houver implante ou um ano se houver implante. Envolver qualquer outra região anatômica do sítio cirúrgico que não a incisão e apresentar pelo menos um dos seguintes sinais e sintomas: 1. estima-se que após 24 h do procedimento a ferida cirúrgica está selada e. 4.Diagnóstico de infecção incisional profunda pelo médico que acompanha o paciente. 4.Abscesso ou outra evidência de infecção envolvendo órgão ou cavidade achada ao exame direto. Infecções à distância podem ser fonte de microorganismos que contaminam a ferida cirúrgica e devem ser pesquisados e tratados no pré-operatório de cirurgias eletivas. portanto.Diagnóstico de infecção de órgão/espaço pelo médico que acompanha o paciente Agentes etiológicos A fonte mais freqüente é a flora endógena do paciente. portanto uma rigorosa técnica asséptica deve ser mantida com intuito de prevenir a contaminação.

entre eles. Os fatores de risco referentes ao hospedeiro são: 1. Fatores de Risco O risco de ocorrência de ISC é determinado por: a)dose do inoculo microbiano no sítio cirúrgico. Em cirurgias abdominais existe uma maior freqüência de enterobactérias e Enterococcus sp. Staphylococcus epidermis e outros Staphylococcus coagulase negativa. principalmente albicans e tropicalis são agentes mais comuns. que é influenciado pela quantidade de tecido desvitalizado. .Profª Glenda Agra pessoas da equipe cirúrgica. A incidência de bactérias Gram-negativas e Enterococcus sp aumenta com o tempo de internação. as enterobactérias são mais freqüentemente encontradas de que em pacientes adultos. d)status fisiológico do sítio cirúrgico no final da cirurgia. o S. as espécies de Cândida. o controle glicêmico no pós-operatório facilita a cicatrização e diminui o tempo de internação.Diabetes mellitus: um controle glicêmico adequado no pré-operatório e no intraoperatório é recomendável. Estratégias como as salas cirúrgicas com fluxo laminar e/ou radiação ultravioleta só foram eficazes em reduzir as taxas de ISC em cirurgias para colocação de prótese de quadril ou joelho. técnica cirúrgica empregada e doença de base do paciente. Os agentes mais freqüentes de ISC são os contaminantes comuns da pele do paciente: Staphylococcus aureus. c)resistência imunológica do hospedeiro. b)virulência do microorganismo. Em queimados. aureus é o agente mais comum seguido de Pseudomonas aeruginosa. A incidência de fungos vem crescendo devido ao grande número de pacientes imunodeprimidos. Na faixa etária pediátrica e em recém nascidos.

maior o risco. 5. 8. 3. Os fatores de risco relacionados à assistência pré-operatória são: 1.Infecções de sítios distantes: devem ser pesquisadas e tratadas no pré-operatório.Obesidade: dificulta a cicatrização e a concentração tecidual adequada do antibiótico profilático. 4. 6.Desnutrição: se possível postergar a cirurgia para que o paciente melhore o estado nutricional. Quanto mais precoce a tricotomia. A internação pré-operatória prolongada favorece a substituição da flora endógena do paciente.Profª Glenda Agra 2. 7.Imunossupressão : secundária ao uso de corticóide ou outros imunossupressores ou a doença de base. .Tricotomia extensa: principalmente se os pêlos forem raspados. não existe consenso sobre a eficácia em reduzir a imunossupressão para realização de procedimentos para controle de ISC.Perda rápida e recente de peso: pode ser um fator de risco principalmente por estar associada à desnutrição.Tempo de internação pré-operatório: principalmente se o paciente estiver em UTI.Idade avançada. contudo. aumentando o risco de aquisição de microorganismos multi-resistentes.Tabagismo: o paciente deve ser orientado no pré-operatório a parar de fumar ou diminuir o uso de qualquer forma de consumo de tabaco. 2. pois este procedimento produz micro lesões que aumentam a colonização da pele e dificultam a antissepsia da mesma. a albumina pode ser um bom marcador para controle.

espaço morto.Técnica cirúrgica como: manipulação intensa. quantidade de tecido desvitalizado.Profª Glenda Agra Os fatores relacionados ao intra-operatório são: 1. . Como S. aumentar a lesão tecidual.Melhorar as condições de ferida. O uso de antibióticos profiláticos que tem início no pós-operatório imediato e se estende por longos períodos não previne nem cura a inflamação ou infecção. aumentar a imunossupressão por perda de sangue. abertura inadvertida de víscera. aureus é o agente mais freqüente de infecção. 2. 3. geralmente cefalosporinas de primeira e segunda geração. a profilaxia deve ser realizada com antibióticos com atividade para este agente. A antibioticoprofilaxia deve ser realizada antes do início da cirurgia para que no momento da incisão da pele exista concentração tecidual adequada. Caso a cirurgia seja prolongada. 2. existe uma grande perda volêmica ou se o paciente for obeso mórbido é recomendável uma segunda dose intra-operatória. diminuir o efeito do antibiótico profilático quando não repicado e aumentar o número de suturas e uso do cautério. 3.Uso de drenos: por permitir a migração retrógrada de bactérias da flora da pele. controle inadequado de sangramento. Prevenção São três as principais estratégias para reduzir e prevenir as ICS: 1. Os mais atuais guias para prevenção das infecções hospitalares são baseados em evidências científicas e categorizam as suas recomendações de acordo com a força destas evidências.Melhorar as feridas do hospedeiro.Diminuir o montante e o tipo de contaminação.Tempo intra-operatório prolongado: por aumentar o risco de contaminação da ferida.

Categoria II: são medidas sugeridas para implementação e são suportadas por estudos clínicos ou epidemiológicos indicativos e com uma razão teórica. clínicos ou epidemiológicos bem desenhados. Tópicos não resolvidos ou sem recomendações: são medidas para as quais as evidências científicas são insuficientes ou não há consenso relativo a sua eficácia.Profª Glenda Agra O CDC classifica suas recomendações de acordo com as seguintes categorias: Categoria IA: são medidas fortemente recomendadas para implementação e fortemente suportadas por estudos experimentais. clínicos ou epidemiológicos e com forte razão teórica. As recomendações do CDC com os níveis de evidência IA. IB e II para prevenção de ISC são apresentadas no quadro a seguir: Recomendações do CDC para prevenção de ISC Recomendação Nível de recomendação Preparação pré-operatória do paciente Diagnosticar e tratar infecções em sítios distantes antes do IA procedimento Internação pré-operatória mais breve possível IA . Categoria IC: são medidas determinadas por regulamentações. Categoria IB: são medidas fortemente recomendadas para a implementação e suportadas por alguns estudos experimentais. normas ou padrões governamentais.

com o uso de tricotomizador. nesses casos associar antibiótico via oral Administrar antibiótico antes da cirurgia para que haja concentração IA adequada de antibióticos no momento da incisão da pele. Controle glicêmico adequado: manter glicemia do intraoperatório  IB 200 Recomendar parar de fumar no mínimo 30 dias antes do IB procedimento Prescrever banho pré-operatório com anti-séptico na noite anterior e IB na manhã da cirurgia Lavar e limpar a pele ao redor da incisão para remover contaminação IB grosseira antes de aplicar solução anti-séptica Usar anti-séptico adequado para preparo da pele: clorohexidine. Idealmente 30 minutos antes Não estender a profilaxia no pós-operatório IB Considerar doses adicionais no intra-operatório: se a cirurgia se IB estender mais que a meia vida estimada do antibiótico. II realizar controle pela albumina Anti-sepsia das mãos e antebraços de toda equipe cirúrgica Antibiótico profilático Selecionar antimicrobiano profilático baseado no agente mais comum IA para o procedimento específico Para cesárea administrar imediatamente após o clampeamento do cordão. na IB área da incisão. PVPI IB Aplicar anti-séptico em círculos concêntricos de dentro para fora.Profª Glenda Agra Se for necessário realizar a tricotomia. se a operação for em obesos mórbidos Não usar vancomicina como profilaxia de rotina IB . faze-la imediatamente antes da IA cirurgia. Administrar antibiótico intravenoso. exceto nos casos de cirurgia IA coloretal. se houver grande perda de sangue. em possíveis novas incisões e na inserção de drenos Considerar postergar a cirurgia em caso de desnutrição severa.

profissionais e pacientes Quando sujeira visível ou contaminação com sangue ou fluidos IB corporais nos equipamentos durante a cirurgia. antes da próxima cirurgia Realizar limpeza terminal na sala cirúrgica após a última cirurgia com IB desinfetante registrado no órgão competente Não realizar de rotina coleta e amostras ambientais da sala cirúrgica. para limpeza. IB colher esse tipo de material apenas quando indicado como parte de uma investigação epidemiológica Esterilizar todos os instrumentos cirúrgicos de acordo com as IB recomendações da CCIH Utilizar esterilização Flash para materiais que precisem ser IB esterilizados com urgência Não utilizar esterilização Flash para materiais que precisem ser IB esterilizados com urgência .Profª Glenda Agra Administrar antibiótico o mais próximo possível da indução II anestésica Cuidados intra-operatório Sala cirúrgica Não realizar limpeza ou desinfecção especial após cirurgias IA contaminadas ou infectadas Não usar tapetes na entrada da sala cirúrgica com objetivo de IA controlar infecção Manter pressão positiva da ventilação da sala cirúrgica em relação ao IB corredor e áreas adjacentes Manter no mínimo 15 trocas de ar por hora sendo pelo menos 3 trocas IB com renovação Filtrar todo ar com filtros apropriados e aprovados pelo órgão IB competente Introduzir todo ar pelo teto e a exaustão pelo chão IB Manter as portas das salas fechadas exceto para passagem de IB equipamentos. usar desinfetante registrado no órgão competente.

Profª Glenda Agra Não utilizar esterilização Flash rotineiramente por conveniência ou IB para poupar tempo Curativos e campos cirúrgicos Não usar propé com intuito de prevenir infecção IA Trocar a paramentação quando visivelmente molhada. suja. erradicar espaço morto no sítio cirúrgico. quando risco de contaminação II para profissional for previsto Anestesia Toda a equipe anestésica deve seguir as recomendações para controle IA de infecção durante a cirurgia Técnica cirúrgica Manipular os tecidos delicadamente. Manter o curativo seco e não remover durante o banho . manter hemostasia efetiva. Colocar o IB dreno em uma incisão separada e remover assim que possível Cuidados pós-operatórios com a incisão Manter a incisão fechada com curativo estéril pelas primeiras 24-48 IA horas. IB minimizar tecidos desvitalizados e corpos estranhos. Postergar o fechamento primário ou deixar a incisão aberta para IB fechamento por segunda intenção se o campo cirúrgico for severamente contaminado Se o dreno for necessário. Usar máscara durante todo o procedimento Toda a equipe cirúrgica deve usar luva estéril que deve ser colocada IB após o avental estéril O avental e campo cirúrgico devem ser de material impermeável IB Usar propé que cubra o pé e tornozelo. IB contaminada e ou permeada de sangue ou outros materiais potencialmente infecciosos Usar máscara cirúrgica que cubra completamente a boca e o nariz IB quando entrar na sala cirúrgica se o material estéril estiver exposto ou a cirurgia já tiver começado. usar dreno fechado de sucção.

esta prática tem pouco suporte em evidências científicas.Profª Glenda Agra Lavar a mão com anti-séptico antes de manipular o curativo ou sítio IA cirúrgico Orientar o paciente e familiares como cuidar da cicatriz e identificar II sinais e sintomas de infecção e a quem e onde reportar esses achados Vigilância Epidemiológica Usar as definições do CDC para identificar ISC IB Para busca de casos utilizar a observação prospectiva direta. as taxas de ISC para cada IB membro da equipe cirúrgica. Utilizar um sistema de vigilância pós-alta que seja compatível com os recursos e atenda a necessidade de obtenção de dados Para os pacientes que realizaram cirurgias que foram escolhidos para IB vigilância. calcular as taxas de ISC por procedimento específico IB estratificadas pelas variáveis que são preditivas de risco para ISC Reportar. O formato e a freqüência serão determinados pelo volume cirúrgico e os objetos locais. registrar todas as variáveis que podem estar envolvidas em um risco aumentado de ISC Após o final da cirurgia um membro da equipe cirúrgica deve definir IB o potencial de contaminação da cirurgia Periodicamente. Apesar da maioria dos pacientes receber antibióticos no início do diagnóstico de ISC. Infecções potencialmente graves podem aparecer precocemente no pós-operatório. a terapêutica mais importante é a abertura da cicatriz retirada do material infectado e curativo contínuos até a cicatrização por 2ª intenção. Estudos com abscessos subcutâneos não identificaram benefícios quando a antibioticoterapia foi usada junto com a drenagem. apropriadamente estratificadas. Tratamento Em ISC restrita aos tecidos moles. alguns sintomas que sugerem estas patologias são: dor desproporcional aos achados do . indireta IB ou uma combinação das duas durante a internação. A melhor conduta é abrir a cicatriz e tratar por via sistêmica quando os sinais locais de inflamação são exuberantes ou o paciente possui sintomas e sinais sistêmicos.

Mais freqüentemente em pós-operatório. Gangrena gasosa: causada por Clostridium perfringens Clostrium septicum. áreas de parestesia e anestesia. rash cutâneo. O quadro clínico é de início rápido no pós-operatório com febre. Clostrium hystoliticum ou Clostridium novyi. edema e friável a manipulação.. O quadro clínico costuma ter evolução rápida com poucos sinais locais. no entanto um quadro clínico semelhante pode ser causado por Vibrio vulnificus ou Aeromonas hydrophilia. O debridamento deve ser realizado conforme avaliação clínica. O tratamento dessas duas síndromes é feito com debridamento cirúrgico e antibiótico sistêmico. amolecimento da pele. Síndrome do choque tóxico: é uma infecção causada pela toxina do S. Serratia marcescens e Enterobacter sp. O tratamento é realizado com antibiótico com atividade anti-estafilocócica e terapia de suporte. no qual o tecido subcutâneo apresenta-se acinzentado e a fáscia do músculo com estrias. queda do estado geral. Citrobacter freundii. rápida progressão e presença de ar em subcutâneo. O agente mais freqüente é o Streptococcus beta hemolítico do grupo A. hemorragia cutânea. Proteus sp. porém grave. este quadro pode ser causado por uma flora polimicrobiana composta por Escherichia coli. sendo semelhante a fasciite necrosante. O diagnóstico é confirmado com achados do intraoperatório.Profª Glenda Agra exame físico. clindamicina e penicilina. que evolui com necrose progressiva da pele podendo surgir lesões bolhosas e áreas de gangrena. o quadro clínico é semelhante à fasciite necrosante podendo ser diferenciado desta. pela rotina de Gram do tecido. aureus que age como superantígeno provocando uma proliferação massiva de linfócitos T e produção de citocinas com IL1 e TNF. bolhas violáceas. . Fasciite necrosante: esta é uma infecção rara. geralmente monobacteriana. a infecção se estende a planos mais profundos podendo envolver fáscia e tecido subcutâneo.

bioquímica entre transudatos e exsudatos é o primeiro passo a ser analisado na presença de um derrame pleural. radiológica e. A diferenciação clínica. as quais deslizam uma sobre a outra. São secundários a doneças que comprometem direta ou indiretamente o mesotélio. são importantes os aspectos clínicos e semiológicos. sendo na maioria das vezes por ICC. insuficiência renal e estados de hipoproteinemia.5 g/100 ml) e da desidrognase lática ( DHL inferior a 200UI/100 ml) e existem poucas células no líquido pleural. Principais sintomas associados ao derrame pleural .0g/100ml) e DHL (> 200 UI/100ml) e maior quantidade de células no líquido. Caracteriza-se pó taxas elevadas de proteínas ( > 3. bem como as características radiológicas e bioquímicas do derrame. principalmente. Ficam caracterizados quando são baixas as taxas de proteínas ( geralmente inferior a 2.Profª Glenda Agra ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NOS PÉRÍODOS DA CIRURGIA: PRÉOPERATÓRIO E PÓS-OPERATÓRIO CIRURGIAS DO APRELHO RESPIRATÓRIO: DERRAME PLEURAL Definição O derrame pleural é o acúmulo anormal de liquido na cavidade pleural. com conseqüente alteração da permeabilidade pleural e formação do derrame. por ser o ponto de partida no esclarecimento do mecanismo fisiopatológico da doença. devendo estes valores ser comparados com as respectivas concentrações séricas. Ocorre em conseqüência de doenças extrapleurais. separadas por uma fina película de líquido. Os transudatos ocorrem por aumento da pressão hidrostática nos capilares ou por diminuição na pressão coloidosmótica. A partir da constatação da presença do derrame pleural. Os exsudatos desenvolvem-se a partir das alterações na permeabilidade capilar ou na drenagem linfática. do diagnóstico diferencial e da necessidade de futuras investigações. que é o espaço virtual entre as pleuras visceral e parietal.

Apresentação radiológica do derrame pleural RX de tórax normal: derrames de pequeno volume não são identificados no RX de tórax em PA. MV pode estar aumentado. Percussão: macicez ou maciez sobre a região onde há maior acúmulo de líquido. Nas fases de pleuite e pouca quantidade de líquido pleural. . Os principais achados do exame físico relacionados à presença de derrame pleural são: Palpação: redução ou ausência do FTV. Obliteração do seio costofrênico – a partir de volumes que variam de 175 a 500 ml em adultos. no limite superior do derrame pleural. no início do processo.Profª Glenda Agra Dor torácica. Elevação e alteração da forma do diafragma. ou em sua fase de redução. redução da expansibilidade torácica. com retificação de sua porção medial. tosse e dispnéia. desvio do ictus cardíaco e da traquéia. Ausculta pulmonar: redução ou abolição do MV sobre a região onde há presença de líquido. pode estar presente na ausculta de atrito pleural. Principais sinais associados ao derrame pleural Abaulamento do hemitórax acometido e de seus espaços intercostais. em seu limite com o parênquima pulmonar.

pielonefrite. cirurgia esofagiana. Principais causas: trauma torácico aberto ou fechado. ressecções pulmonares. abscesso subfrênico. traumatismo torácico com perfuração. telangectasia hemorrágica (síndrome de Osler-RenduWeber). pequenos procedimentos (ex: toracocentese). fístula artério-venosa. associado ao pneumotórax espontâneo. hemotórax catamenial ( associado à endometriose pleural ou pélvica com comunicação das cavidades pleural e peritoneal por defeitos no diafragma). Entretanto. doença metastática pleural. com a obliteração do seio costofrênico posterior e desaparecimento da cúpula diafragmática correspondente ao hemitórax em que há o derrame. ducto arterioso patente. O derrame pleural pode ser identificado mais precocemente no RX de perfil. outras causas de empiema pleural são descritas: Pneumonia bacteriana. rupturas vasculares: aneurisma de aorta torácica. perfuração de veias centrais durante a instalação de cateteres. constituindo-se na progressão do derrame parapneumônico complicado. Na maioria das vezes está associado a uma pneumonia bacteriana subjacente. coagulopatias: hemofilia e trombocitopenia. perfuração esofagiana. abscesso dentário. iatrogênico. Hemotórax Presença de sangue na cavidade pleural. . abscesso pulmonar. complicação de anti-coagualção na embolia pulmonar.Profª Glenda Agra Opacificação progressiva das porções inferiores dos campos pleuropulmonares com a forma de uma parábola com a concavidade voltada para cima. após toracocentese ou biópsia pleural. lesões de aorta durante arterioragrafias. pós-operatório. Empiema pleural È caracterizado pela presença de pus na cavidade pleural. seqüestro broncopulmonar. uso de drogas endovenosas. após biópsia ou aspirado pulmonar transcutâneo. artrite reumatóide. embolia pulmonar séptica. mediastinite.

lesão de grandes vasos. quando o pneumotórax tem proporções maiores ou há lesão do parênquima pulmonar e insuficiência respiratória. preconiza-se a colocação de 1 agulha grossa no 2º espaço intercosta anterior. que deve ser precoce. broncoscopia. No entanto. deve-se realizar drenagem torácica. a indicação de toracotomia deve ser considerada. Normalmente classificado em espontâneo (roturas de bolhas pulmonares em DPOC) e provocado (iatrogênicos e traumáticos). fraturas de costelas com lesão pleural. juntam-se ao trauma iatrogênico. Traumas torácicos perfurantes. que podem requerer tamanhos específicos. uma avaliação sistemática e detalhada deve ser feita na busca de lesões associadas. toracocentese. impedindo o pulmão de se expandir. Quando o pneumotórax é pequeno. como tamponamento pericárdio. As causas principais dos iatrogênicos incluem acesso venoso central. quando sob ventilação mecânica. na maioria das vezes necessitam de drenagem pleural. sem sinais de redução de volume drenado. a expansão pulmonar após a drenagem pode tampona-lo. alteração hemodinâmca importante por diminuição do retorno venoso e do DC. hipotensão. . colapsando-o. linha médio-clavicular para alívio momentâneo. biópsia pleural etc. Pneumotórax É a presença de ar na cavidade pleural. ausência de movimentos respiratórios e murmúrio vesicular no lado comprometido. reanimação PCR. Os iatrogênicos e traumáticos. fraturas de múltiplos arcos costais. aumento da sonoridade à percussão.Profª Glenda Agra Abordagem terapêutica do hemotórax O manejo inicial do hemotórax é a drenagem torácica fechada. . contusão pulmonar. taquicardia. geralmente há a reabsorção do ar pelo sistema de circulação pleural. A traquéia desvia para olado oposto. Nos casos de traumas torácicos. a qual diminui o risco de empiema ( o sangue funciona como meio de cultura) e o risco de fibrotórax . Se o sangramento for decorrente de lacerações na pleura. Este fato faz com que desapareça a pressão negativa normal entre pleurais. A drenagem torácica permite a monitorização do volume de sangramento e se este se apresentar maior que 200ml/hora. etc. expandindo-o novamente. Se a evolução do pneumotórax for hipertensão intrapleural (pneumotórax hipertensivo geralmente visto em ventilação mecânica com PEEP) haverá desvio mediastinal. Nesses casos (emergência). hipoxemia. distensão jugular.

A toracocentese é realizada nos pacientes com vários problemas clínicos. à lesão cirúrgica. Aspiração de líquido pleural para análise.Profª Glenda Agra Quilotórax A presença de quilotórax é mais rara e deve-se. a toracocentese pode ser utilizada para: Remoção de líquido e ar presentes na cavidade pleural. Biópsia pleural. 1. Uma amostra desse líquido pode ser obtida por toracocentese ou por dreno de toracomotomia. porém cerca de 50% necessitam de cuidados cirúrgicos. Contra-indicações: Alterações importantes da coagulação.TORACOCENTESE Uma fina camada de líquido pleural normalmente permanece no espaço pleural. estes derrames têm indicação de drenagem. O acúmulo do líquido pleural pode ocorrer em alguns distúrbios. Instilação da medicação dentro do espaço pleural. punção do ducto (acidente em punção de veia subclávia esquerda). A toracocentese é a aspiração do líquido pleural para fins diagnósticos ou terapêuticos. Enquanto procedimento diagnóstico ou terapêutico. na maioria das vezes. Quando grandes. Ações de enfermagem . invasão neoplásica.

Avaliar o paciente quanto à alergia ao anestésico local que será utilizado.Apoiar e tranqüilizar o paciente durante o procedimento. 3. Se o líquido está na cavidade pleural. 4.Profª Glenda Agra 1. se incapaz de permanecer em posição sentada.Expor todo o tórax. o médico utiliza uma agulha de pequeno calibre para injetar um anestésico local lentamente em direção ao espaço intercostal.Informar ao paciente sobre a natureza do procedimento e: a importância de manter-se imóvel as sensações de pressão que serão sentidas que nenhum desconforto está prescrito após o procedimento. .Assegurar com antecedência de que a radiografia de tórax foi prescrita e realizada e o consentimento informado foi assinado. posicionar o paciente ereto ou em uma das seguintes posições: sentado na borda do leito com os pés apoiados e os braços e a cabeça sobre um travesseiro apoiado na mesa auxiliar. Também administrar o sedativo. Se possível. Deitado sobre o lado não afetado com o leito elevado em ângulo de 30º ou 45º. 6.O procedimento é realizado sob condições assépticas. Após a pele ser limpa. preparar o paciente para a sensação fria do germicida cutâneo e para a sensação de pressão decorrente da infiltração do agente anestésico local encorajar o paciente a reter a tosse. se prescrito. 2. 5. com atenção para o local de macicez máxima à percussão. pelo imageamento com o ultra-som e pelos achados do exame físico. o local da toracocentese é determinado pelo RX de tórax. 7.Posicionar o paciente confortavelmente com apoios adequados. O local para a aspiração é visualizado pela radiografia de tórax e percussão. Escarranchado na cadeira com os braços e a cabeça repousando sobre o encosto (posição de cavalo).

sanguinolento. Um recipiente de amostra com formalina pode ser necessário para a biópsia pleural. sua coloração e viscosidade. Ela também pode ser realizada para abscessos pulmonares. . aplicar pressão sobre o local de punção. 10. A remoção do pulmão direito é mais perigosa do que a do esquerdo.Profª Glenda Agra 8.PNEUMONECTOMIA A remoção de um pulmão inteiro é realizada principalmente para o câncer quando a lesão não pode ser removida por um procedimento menos extensivo. 12. 2. muco espumoso.Registrar a quantidade total de líquido retirado com o procedimento e documentar a natureza do líquido. Se indicado. tosse incontrolada. tonteira. e sinais de hipoxemia. bronquiectasias ou tuberculose unilateral extensa.Após a agulha ser retirada. porque o pulmão direito tem um maior leito vascular e sua remoção impões uma maior comprometimento fisiológico.Monitorizar o paciente em intervalos regulares quanto ao aumento da freqüência respiratória: assimetria no movimento respiratório. Quando o espaço pleural é alcançado. Informar ao paciente que ele permanecerá em repouso no leito e a radiografia de tórax será realizada após a toracocentese. 9. a agulha é mantida no local sobre a parede do tórax com uma pequena pinça hemostática. rigidez no tórax.de 20 ml com uma válvula de 3 vias é conectada à agulha ( um terminal do adaptador está conectado à agulha e o outro a uma sonda que leva ao recipiente receptor do líquido que está sendo aspirado) Se uma quantidade considerável de líquido é retirada. a sucção pode ser aplicada com a seringa. preparar amostras do líquido para avaliação laboratorial. e um pequeno curativo estéril é fixado no local. 11. pulso rápido.O médico avança a agulha de toracocentese com uma seringa conectada.

é feita. tumores benignos. . Quando o espaço pleural é alcançado. a lobectomia ( remoção de um lobo do pulmão) é realizada. o inferior é para drenagem de líquido. O cirurgião realiza uma incisão de toracotomia. para o enfisema gigante. ou antero-lateral. O coto bronquial é fechado e. Geralmente. que é mais comum do que a pneumonectomia. Após o lobo ser removido. pode ser realizada para o carcinoma broncogênico. não são utilizados drenos porque a acumulação de líquido no hemitórax vazio evita o desvio do mediastino. A artéria pulmonar e as veias pulmonares são ligadas e desviadas. os lobos remanescentes do pulmão são expandidos. O dreno superior é para remoção de ar. tumores malignos metastáticos. A lobectomia. por vezes. sendo os vasos lobares e os brônquios ligados e divididos. o pulmão envolvido colapsa. apenas um cateter é necessário. O dreno de tórax é conectado a um dispositivo de drenagem torácica por vários dias. Por vezes. com ressecção de uma costela.Profª Glenda Agra Uma incisão de toracotomia póstero-lateral. geralmente. dois cateteres torácicos são inseridos para drenagem. sua exata posição depende do lobo a ser ressecado.LOBECTOMIA Quando a patologia está limitada a uma área do pulmão. 3. bronquiectasia e infecções fúngicas. O brônquio principal é dividido e o pulmão removido.

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Os sistemas de drenagem de tórax também são utilizados no pneumotórax espontâneo e no trauma resultante em pneumotórax.org 3. O nível de água flutua conforme o paciente respira. A drenagem acumula-se na primeira câmara e o ar sai através da segunda câmara.cirurgiatoracica. é conectado ao sistema de drenagem. movendo-se para cima quando o paciente inala e. A água na segunda câmara atua como um selo e permite ao ar e ao líquido drenar do tórax para dentro da primeira câmara. os drenos de tórax e o sistema de drenagem fechada são utilizados para reexpandir o pulmão comprometido e para remover o excesso de ar. . ou cateter. líquido e sangue. porém o ar não pode retornar para dentro do tórax. Sistemas: O dreno de tórax.DRENAGEM PLEURAL Uma intervenção fundamental para melhoramento da troca gasosa e da respiração no período pós-operatório é o tratamento adequado da drenagem de tórax e do sistema de drenagem de tórax. para baixo. utilizando uma valva de via única. Após a cirurgia torácica. quando o paciente exala.Profª Glenda Agra REFEREÊNCIAS DAS ILUSTRAÇÕES: http://www.

Isso pode ser feito pela desconexão do dreno do terminal de aspiração para proporcionar a ventilação. 2. . OBS: Quando o vácuo de parede é desligado.Delicadamente. o sistema de drenagem deve ser aberto para a atmosfera de modo que o ar intrapleural possa escapar do sistema. facilita a reexpansão do pulmão e restaura a função cardiorrespiratória normal após a cirurgia. assegure-se de que o corpo do paciente não comprime o dreno. trauma ou distúrbios clínicos. Os analgésicos podem ser necessários para aliviar a dor.Encorajar o paciente a assumir a posição de conforto com bom alinhamento corporal. 1. O sistema remove os líquidos e os gases provenientes do espaço pleural ou da cavidade torácica e do espaço mediastinal. Ações de enfermagem Após muitos procedimentos intratorácicos. Esses cateteres são então conectados a um sistema de drenagem. pela estabilização da pressão negativa na cavidade pleural. O sistema consiste em um ou mais cateteres mantidos no espaço pleural pela sutura à parede torácica. sistema de dois frascos e sistema de três frascos. Quando o paciente está na posição lateral. 4. conforme necessário. ordenhe o dreno na direção do frasco de drenagem.Assegure-se de que o equipo de drenagem não racha nem dobra ou interfere com os movimentos do paciente. Encoraje o paciente a mudar de posição freqüentemente.Profª Glenda Agra Existem 3 tipos de sistemas: sistema de frasco único.Realizar com o braço e o ombro do lado afetado do paciente os exercícios de amplitude de movimento várias vezes ao dia. é necessário um sistema de drenagem pleural. 3.

Se o equipo se desconecta. não está trabalhando adequadamente. ou o vácuo de parede.Se o paciente está deitado sobre uma maca e deve ser transportado para uma outra área. Notifique o médico imediatamente do borbulhamento excessivo no frasco de selo d’água que não seja devido a extravasamentos externos.Assegure-se de que existe uma flutuação no nível do líquido no frasco de selo d’água ou na saída de ar na área indicadora. enfisema subcutâneo.Observe quanto aos extravasamentos de ar no sistema de drenagem: eles são indicados pelo constante borbulhamento no frasco de selo d’água ou pelo detector de saída de ar. Não feche o dreno de tórax durante o transporte. corte fora as pontas contaminadas do dreno de tórax e do equipo. pressão no tórax. Também avalie o sistema de dreno de tórax quanto a extravasamentos externos corrigíveis. uma gaze pequena é colocada.Profª Glenda Agra 5. Também ensine ao paciente como realizar a espirometria de incentivo. 6. 10. Proporcione analgesia adequada. fazendo um . 8. Então. cianose. Se necessário. sintomas de hemorragia ou alterações significativas nos sinais vitais. instrua o paciente a realizar suavemente a manobra de Valsalva ou a respirar silenciosamente. 7. superficial.Quando ajuda na retirada do dreno de tórax. Observação: As flutuações de líquido no frasco de selo d’água ou a saída de ar na área indicadora irão parar quando: o pulmão se reexpandir o tubo estiver obstruído por fibrina ou coágulo sanguíneo ou dobrado dreno situa-se abaixo do resto do equipo aspirador. 9.Observe e imediatamente relate a respiração rápida. o dreno de tórax é fechado e rapidamente removido. posicione o sistema de drenagem abaixo do nível do tórax. insira um conector estéril nas extremidades cortadas e reconecte o sistema de drenagem. solicite uma prescrição para analgesia controlada pelo paciente. Simultamente.Encoraje o paciente a respirar profundamente e a tossir a intervalos freqüentes.

Isso resulta em volumes correntes diminuídos. no mínimo a cada 15 minutos nas primeiras 1 a 2 horas. para estabelecer uma linha de parâmetro que avalie a adequação da oxigenação e ventilação e a possível retenção de CO2. colocando o paciente em risco de falência respiratória.6 l/s. isso é obtido pela mensuração dos sinais vitais. uma redução no VEF.Profª Glenda Agra lacre contra o ar com uma gaze 4 x 4 vaselinada e completamente vedada com esparadrapo impermeável. então. A diminuição da VEF a partir da linha básica indica diminuição na força respiratória. No período pós-operatório imediato. A VEF é o volume de ar que o paciente pode expelir forçadamente no primeiro segundo. da hemoglobina e dos valores do hematócrito e da pressão arterial. a freqüência pela qual os gases arteriais pós-operatórios são verificados depende de o paciente estar mecanicamente ventilado ou apresentar sinais de angústia respiratória. É importante monitorizar a frequência e o ritmo cardíaco pela ausculta e pelo eletrocardiograma porque grandes episódios de arritmias são comuns após a cirurgia cardíaca e torácica. conforme a condição do paciente se estabiliza. dos eletrólitos séricos. A pressão venosa central pode ser monitorizada para detectar precocemente sinais de distúrbios do volume de líquido. porém freqüentemente são observadas entre o segundo e o sexto dias pós-operatórios. Os pacientes submetidos à cirurgia torácica vivenciam . no período pós-operatório. A oximetria de pulso é utilizada para monitorização contínua da adequação da oxigenação. As arritmias podem acontecer em qualquer momento. A troca gasosa é determinada pela avaliação da oxigenação e da ventilação. as mensurações da gasometria sanguínea podem ajudar na determinação da terapia adequada. É importante coletar sangue para mensuração da gasometria arterial precocemente. menos freqüentemente. A incidência de arritmias aumenta nos pacientes maiores de 50 anos de idade e naqueles que se submeteram a pneumonectomia ou cirurgia esofagiana. em média. Também é comum a sua prática em pacientes que tenham a linha arterial . a partir da linha básica de 0. No pós-operatório imediato. uma linha arterial pode ser mantida para ajudar a monitorização freqüente dos gases sanguíneos. O caráter e a profundidade das respirações e a coloração do paciente servem como critérios importantes na avaliação sobre a expansibilidade adequada dos pulmões.

melhora o mecanismo da tosse e permite uma avaliação precoce das alterações agudas pulmonares. promove a drenagem de tórax do dreno de tórax inferior e ajuda o ar residual a subir para a parte superior do espaço pleural. Cuidados de enfermagem com o sistema de drenagem torácica . Espirometria de incentivo: Assegurar que o volume de ar inalado é aumentado gradualmente. então. a cebeceira do leito é elevada a 30 a 40º durante o período pós-operatório imediato. de modo que o líquido no espaço pleural permaneça abaixo do nível do coto bronquial e o outro pulmão possa se expandir plenamente. A monitorização hemodinâmica pode ser utilizada para avaliar a estabilidade hemodinâmica. Após a pneumonectomia. à medida que o paciente inspira mais profundamente. Essa técnica otimiza a inflação pulmonar. As técnicas de respiração. Isso facilita a ventilação.Profª Glenda Agra instalada para obtenção de sangue para as verificações da gasometria arterial e para monitorizar a pressão sanguínea intensivamente. Quando o paciente está orientado e a pressão sanguínea está estabilizada. o lado que foi operado deve ficar mais baixo. O posicionamento também melhora a respiração. A posição do paciente é mudada de horizontal para semi-ereta tão cedo quanto possível. A enfermeira deve consultar o cirurgião sobre o posicionamento do paciente. onde pode ser removido através do dreno de tórax superior. Outra técnica para melhorar a ventilação é a terapia de inspiração máxima sustentada ou espirometria de incentivo. O paciente realiza uma respiração profunda através de um bucal. relaxa e exala. tais como respiração diafragmática e a respiração com lábios semicerrados. pára no pico da inflação pulmonar e. pois a permanência em uma posição tende a promover a retenção das secreções na parte mais baixa dos pulmões. que foram ensinadas antes da cirurgia devem ser praticadas pelo paciente a cada 2 horas para expandir os alvéolos e prevenir a atelectasia.

10. fazer pinçamento duplo do dreno torácico.Profª Glenda Agra 1. Após a retirada.Os frascos deverão permanecer abaixo do nível do tórax. com tiras largas de esparadrapo.Evitar a entrada de ar no sistema. 8. 5. colapsando o pulmão).Durante a permanência do dreno. aspecto do líquido drenado e funcionamento dos sistema. para evitar entrada de ar. 6. evitando-se a instalação de pneumotórax ( retorno de ar ao espaço pleural.Fazer anotações de enfermagem sobre volume.Ao trocar os frascos de drenagem ou transportar o paciente. 12. 11. 4.No sistema de aspiração contínua deve haver borbulhamento no frasco redutor. Observar e anotar presença de secreções neste local.Observar continuamente se os intermediários longos dentro dos frascos permanecem em selo d’água (mergulhados). rapidamente. 9. 7. evitando sua obstrução por coágulos. e verificar constantemente a drenagem. a enfermagem deverá observar o paciente quanto a: dores torácicas. verificando bem as conexões e rosqueamento das trompas.Para retirar o dreno. fazer curativo compressivo. dificuldade respiratória. 2.Observar periodicamente o perfeito funcionamento do sistema. hipertermia etc. a enfermagem deve providenciar material de curativo.Ordenhar periodicamente o dreno.O curativo de incisão do dreno deve ser oclusivo para evitar a entrada de ar pela ferida operatória.Na retirada de dreno de tórax deve-se observar: . 3.

*se o dreno é mediano ou lateral. com ajuda da enfermagem. em ventilação mecânica. *somente aspirar o dreno. portanto. evitando-se qualquer entrada de ar e conseqüente pneumotórax. o fio bailarina romper-se. arritmias cardíacas e sangramentos podem ocorrer. cortar o fio que prende o dreno à pele. retirar o dreno no final da inspiração. . aplicar imediatamente a placa de esparadrapo com gaze sobre o orifício. anti-sépticos e aspirador (vácuo de parede ou portátil).Profª Glenda Agra *se já foi ordenhado o suficiente. *a manobra de aspiração deve ser executada pelo médico. colaborativos. de luva estéril. pois contaminação. sedados ou anestesiados. observar se o paciente apresenta insuficiência respiratória. pedir ao paciente para inspirar profundamente e prender a respiração. sonda nasogástrica grossa. quando realizadas com pacientes comatosos. *retirada do dreno mediano (sem abertura de pleuras) – pede-se ao paciente que segure a respiração. retirar o dreno e fixar o ponto da bailarina para ocluir o orifício do dreno. *retirada do dreno lateral ( os cuidados devem ser maiores) – preparar uma placa de esparadrapo com gaze. NOTAS: *Manobras descritas no item 12 referem-se a pacientes lúcidos. *Se o momento do nó. aplicar imediatamente a placa de esparadrapo com gaze sobre o orifício. *após a retirada do dreno. *simplesmente retirar o dreno. puxa-se o dreno e amarra-se fio para fechar o orifício de entrada. necessitando. em ventilação espontânea. desconectar o respirador ao final da inspiração. *Quando houver coágulo e o dreno for mediano (sem rompimento da pleura) o mesmo poderá ou não ser aspirado: *opção de retirar o dreno aspirando ao mesmo tempo. material de curativo. em seguida soltar o segundo fio.

O motor de aspiração mecânica ou o vácuo de parede. Quando o vácuo no sistema torna-se maior do que a profundidade até a qual o tubo está submerso.Profª Glenda Agra *o volume e aspecto da drenagem devem ser anotados.Sistema de 3 frascos: É semelhante ao sistema de 2 frascos. MECANISMO DO SISTEMA COLETOR DE DRENAGEM TORÁCICA INDICAÇÕES Os sistemas coletores de drenagem pleural ou mediastinal são empregados em cirurgias torácicas ou cardíacas e destinam-se à evacuação de conteúdo líquido e/ou gasoso da cavidade torácica. o que implica que o sistema está funcionando adequadamente.Sistema de dois frascos: O sistema de 2 frascos consiste na mesma câmara de selo d’água mais um frasco para a coleta de líquido. A drenagem depende da força da gravidade ou da quantidade de aspiração acrescida ao sistema. o sistema de selo d’água não é afetado pelo volume de drenagem. . o ar externo é aspirado para dentro do sistema. a aspiração pode ser aceitada. Conforme o nível de líquido no frasco aumenta. cria e mantém uma pressão negativa ao longo de todo o sistema de drenagem fechada. o que permite a drenagem de ar e líquido proveniente do espaço pleural. SISTEMAS COMERCIAIS 1. A quantidade de aspiração é determinada pela profundidade até a qual a ponta do tubo de vidro para ventilação está submersa. Quando o líquido pleural se acumula. 2.Sistema de Frasco Único: A extremidade final do dreno de tórax proveniente do tórax do paciente fica submersa na água. torna-se progressivamente mais difícil para o ar e o líquido sair do tórax. 3. A quantidade de aspiração no sistema é controlada pelo vacuômetro. exceto pelo acréscimo de um terceiro frasco para controlar a quantidade de aspiração aplicada. Assim. Isso resulta em um borbulhamento constante no frasco do vacuômetro ( ou regulador de pressão).

Somente o correto rosqueamento possibilitará a vedação adequada quando for necessária a aspiração contínua. conforme a capacidade do reservatório. PREPARO DO FRASCO COLETOR Verificar a capacidade do frasco coletor escolhido e colocar solução fisiológica ou água destilada estéril no frasco coletor. PREPARO DO SISTEMA COLETOR A tampa do sistema deve ser rosqueada ao frasco coletor de modo correto e firme. Os sistemas de frasco coletor único são os mais comumente empregados. evitando a entrada de ar na cavidade torácica (pneumotórax aberto). PREPARO DO MULTI-CONECTOR CÔNICO . devido AP seu baixo custo e fácil manuseio. de modo a atingir a marca do nível líquido mínimo obrigatório.Profª Glenda Agra DESCRIÇÃO Os sistemas coletores de drenagem pleural utilizam o princípio da sinfonagem para manter em equilíbrio a pressão intrapleural ou intrapericárdia. que é negativa em relação à atmosférica.

de modo a evitar desconexão por arrancamento. FAIXA ADESIVA DE FIXAÇÃO . Marcar na etiqueta do frasco coletor o nível líquido. 2º Preparar o dreno torácico para a conexão cortando-o transversalmente na extremidade chanfrada distal. a data e a hora da instalação do frasco coletor.Profª Glenda Agra O multi-conector cônico permite a conexão da mangueira do sistema com drenos torácicos de diversos diâmetros. 5º Conectar firmemente o dreno torácico. com isto otimiza-se o diâmetro interno da conexão evitando estreitamentos. 4º Cortar o multi-conector cônico no maior diâmetro que possibilite conexão firme com o diâmetro interno do dreno torácico. 6º A conexão entre o dreno torácico e a mangueira do sistema de drenagem poderá ser reforçada com fita adesiva. 3º Verificar o diâmetro interno do dreno torácico. deve-se previamente preparar o dreno torácico e o multi-conector cônico para a conexão. Verificar se existe oscilação ou borbulhamento no nível líquido. Entretanto. unindo-o com o muti-conector cônico. REVISÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM Rever se a extremidade do tubo no interior do frasco ficou submersa cerca de 2 cm abaixo do nível líquido mínimo obrigatório. 1º Instalar cirurgicamente o dreno torácico na cavidade pleural ou no mediastino.

VERIFICAÇÃO DO(S) PONTO(S) CIRÚRGICO(S) Ao verificar as condições do(s) ponto(s) cirúrgico(s) e da fixação do dreno torácico durante o curativo. Utilizar pinça de ordenha ou ordenhar com a mão a mangueira de drenagem e o dreno torácico de modo a remover possíveis obstruções. Também se deve verificar se está ocorrendo vazamento aéreo em torno do dreno torácico devido à folga no(s) cirúrgico(s). ORDENHA As manobras de ordenha são empregadas sob supervisão médica ou da enfermagem quando ocorrer obstrução por coágulos do sistema. CURATIVOS A limpeza da ferida cirúrgica deverá ser realizada com solução anti-séptica e o curativo da pele. deverá ser trocado diariamente ou quantas vezes forem necessárias. Ela evita que as trações da mangueira do sistema sejam transmitidas ao(s) ponto(s) de fixação cirúrgica do dreno torácico com a pele. . deve-se observar se ocorreu arrancamento parcial do dreno torácico com deslocamento do(s) ponto(s) cirúrgico(s). Desta forma. se previne o doloroso deslocamento ou arrancamento do dreno torácico.Profª Glenda Agra A faixa adesiva de fixação é de extrema importância para o conforto do paciente e deverá ser fixada no flanco do paciente. em torno do dreno torácico.

Pelo mesmo motivo. . Portanto. Em caso de ruptura do frasco coletor deve-se fechar a mangueira do sistema e rapidamente substituir por outro íntegro. desta forma. a mangueira do sistema deverá ser mantida quase esticada. evita-se a formação de sifões por coleção de líquido na própria mangueira. Também nunca deixe virar ou tombar o frasco coletor. Para evitar o refluxo de líquido para a cavidade torácica não se deve elevar o frasco coletor acima do nível da cintura. nunca tampe o suspiro do frasco coletor. ou se o frasco coletor estiver sem o nível líquido mínimo obrigatório. o que poderá provocar pneumotórax hipertensivo ou enfisema de subcutâneo. sem curvas. Evitar o clampeamento prolongado da mangueira do sistema principalmente quando houver escape aéreo (borbulhamento). PNEUMOTÓRAX ABERTO O pneumotórax aberto com suas repercussões clínicas de insuficiência respiratória ocorrerá em caso de desconexão do sistema.Profª Glenda Agra ADVERTÊNCIAS Alguns cuidados devem ser tomados de modo a evitar obstrução da mangueira do sistema por torção ou angulação excessiva.

INSTRUÇÕES AO PACIENTE A instrução sobre o funcionamento do sistema ao paciente ou aos seus cuidadores é de responsabilidade da Equipe médica e de enfermagem. dispnéia e até edema pulmonar com grave repercussão sistêmica. em caso de desconexão acidental ou sangramento. Orientar como se devem evitar movimentos corpóreos bruscos de modo a não tracionar a mangueira de drenagem. Evitar as adaptações que podem ocorrer quando se utilizam dispositivos de diversos fabricantes. hidrotórax ou hemotórax) poderá provocar mal-estar. dor. Orientar como manter a mangueira de drenagem quase esticada. na deambulação e no transporte. caso não haja contra-indicações clínicas. sem formar sinuosidades acentuadas. dobras ou acotovelamentos. Não é recomendável perfurar o dreno torácico ou a mangueira do sistema para colher secreções. A evacuação rápida do líquido pleural (pneumotórax. . PRECAUÇÕES MÉDICAS A reexpansão rápida do pulmão colabado deve ser evitada. As instruções devem incluir noções e cuidados para se obter um perfeita sinfonagem do sistema no paciente acamado. para evitar o refluxo de líquidos do frasco coletor para a cavidade torácica. Avisar imediatamente ao médico. DEAMBULAÇÃO O paciente deverá deambular normalmente. Orientar que não se deve elevar o frasco coletor acima do nível da cintura.Profª Glenda Agra Verificar as conexões de todo o sistema de modo a não permitir vazamentos de líquido ou entrada de ar. deve-se orientar que o paciente não deite em cima da mangueira de drenagem a fim de não obstruí-la. Também. deslocamento doloroso ou arrancamento do dreno torácico. o que provocar desconexões.

Na presença de fístula aérea. propiciando a reexpansão pulmonar. o paciente deverá utilizar a alça de transporte. EXAMES RADIOGRÁFICOS A radiografia de tórax e tomografia computadorizada de tórax são indicadas na avaliação do posicionamento do dreno torácico e da efetividade da drenagem pleural. dobras ou acotovelamentos na mangueira de drenagem.Profª Glenda Agra Para uma maior comodidade. Não pinçar o dreno torácico ao fazer Raio X. Manter sempre o frasco coletor abaixo do nível da cintura. . transporte ao centro cirúrgico ou nas ambulâncias. SISTEMA DE ASPIRAÇÃO CONTÍNUA A utilização de pressão negativa por aspiradores e pressão controlada auxilia na evacuação dos líquidos pleurais. o dreno não deve ser pinçado durante o transporte em maca ou cadeira de rodas. TRANSPORTE DO PACIENTE Não deixar formar curvas acentuadas. deste modo se evita que o líquido seja aspirado para o interior do tórax do paciente.

BORBULHAMENTO EXCESSIVO O borbulhamento excessivo devido à fistula aérea de alto débito pode formar espuma em grande quantidade que transborda pelo suspiro do frasco coletor. mas do quanto o respiro encontra-se mergulhado na água. Portanto. Pressões negativas superiores a 25 cm H2O requerem atenção especial. traqueostomizados. . sendo o seu valor estabelecido a critério médico. o qual será dependente não da força do aspirador. nos casos de fístula aérea brônquica devemos ponderar entre a vantagem de manutenção de uma pressão negativa constante e o inconveniente de maior “roubo” de ar pela fístula com sua possível manutenção aberta. Este sistema de aspiração contínua serve para se guardar o nível de aspiração. portadores de doenças musculares.Profª Glenda Agra Por outro lado. A aspiração contínua com pressão negativa controlada poderá ser instalada no sistema coletor de drenagem. quanto mais mergulhado. maior será a força de aspiração. pós-operatório imediato de cirurgia torácica etc. Em crianças maiores e nos adultos recomenda-se a pressão negativa de 10 a 20 cm H2O. paraplégicos. nos pacientes neuropatas. A aspiração está formalmente indicada em pacientes que não conseguem aumentar a pressão pleural através da tosse. ou seja. com pressões máximas de 10 cm H2O. Recomenda-se para RN pressões negativas de 5 cm de H2O.

Profª Glenda Agra Este fenômeno pode ser evitado colocando-se substância adstringente no líquido do frasco coletor. as mais usadas são: solução alcoólica a 50% ou adição de dimeticona. temos esquematicamente o mecanismo de drenagem pleural balanceada utilizado em pneumonectomias. SISTEMA DE DRENAGEM COM MÚLTIPLAS CÂMARAS Na figura abaixo temos um sistema de aspiração contínua acoplado ao sistema de drenagem pleural em que o primeiro frasco é usado exclusivamente como câmara coletora e o segundo frasco é usado como selo d´água. SISTEMA DE DRENAGEM PARA PNEUMONECTOMIA Na figura abaixo. .

Abrir o novo frasco coletor de modo que o interior do mesmo permaneça estéril. o produto e o prazo de validade. Verificar o estado da embalagem. quando o mesmo estiver repleto ou a critério médico. somente pinçar o dreno torácico para uma rápida troca do frasco coletor. Adicionar. . TROCA DOS FRASCOS COLETORES Utilizar luvas e seguir as normas da comissão de infecção hospitalar. de acordo com o volume do frasco. que vai ser desprezado.Profª Glenda Agra ROTINA PARA O MANUSEIO E TROCA DO REFIL A freqüência da troca do frasco coletor antigo por outro novo estéril deverá ser diária. A troca do frasco antigo pelo novo deverá ser rápida e precisa. Pinçar a mangueira de drenagem por curto período de tempo. ou seja. para isto o novo frasco deverá já estar preparado. Preparar um novo frasco antes de abrir a tampa do frasco em uso. de modo a atingir a marca do nível líquido mínimo obrigatório. 250 ml ou 500ml de solução fisiológica estéril ou água destilada estéril no novo frasco coletor.

Marcar na etiqueta do frasco coletor o nível do líquido. Abrir a tampa do frasco coletor antigo. dobras ou acotovelamentos na mangueira de drenagem. Conectar o novo frasco coletor fechando corretamente a tampa do frasco.Profª Glenda Agra Em caso de fístula aérea (borbulhamento). a data e a troca do novo frasco coletor. abrir a pinça da mangueira de drenagem. Não deixar formar curvas acentuadas. REAÇÕES ADVERSAS E CONTRA-INDICAÇÕES . TROCA DA MANGUEIRA DE DRENAGEM Com o passar do tempo. Após a troca. o pinçamento prolongado do dreno torácico provocará aumento do pneumotórax podendo ocasionar insuficiência respiratória ou enfisema de subcutâneo. portanto recomenda-se a sua troca a cada 7 dias. Trocar rapidamente o frasco antigo pelo novo. Verificar e registrar se existe oscilação ou borbulhamento do nível líquido. Abrir a pinça do dreno torácico após a troca. REVISÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM Rever se a extremidade do tubo no interior do frasco coletor ficou submersa cerca de 2 cm abaixo do nível líquido mínimo obrigatório. o interior da mangueira de drenagem poderá ser colonizada por microorganismos. CONTROLE DO VOLUME DRENADO Medir e anotar o volume e a cor do líquido drenado no frasco coletor de acordo com as orientações médicas. Usar a técnica asséptica na desconexão do dreno torácico que deverá estar pinçado para evitar pneumotórax aberto.

resíduos ou secreções potencialmente contaminadas. não utilizá-lo se houver suspeita de dano por queda ou outro motivo que provoque abertura da embalagem. . O produto é frágil. Não há contra-indicações absolutas a utilização do sistema. devendo o fabricante ser notificado. portanto deve-se usar o produto imediatamente após a cuidadosa abertura da embalagem. DATA DE FABRICAÇÃO E VALIDADE Conservar a embalagem ao abrigo do sol. Conferir a integridade das embalagens e armazenar em local de baixa umidade entre 15ºC a 30ºC. ou seja. em local limpo.Profª Glenda Agra O sistema coletor de drenagem pleural não entra em contato com o organismo e é fabricado com materiais apirogênicos. EMBALAGEM. arejado e sem odor. seco. Verifique a data de fabricação e o prazo de validade na embalagem. Seguir rigorosamente as normas hospitalares para desprezar ou destruir qualquer material. Verifique eventuais defeitos de fabricações e os notifique ao fabricante. LIXO HOSPITALAR O sistema coletor de drenagem pleural é de uso único e descartável. não deverá ser reutilizado. ESTERILIZAÇÃO E RESSTERILIZAÇÃO O sistema coletor de drenagem pleural é esterilizado por óxido de etileno.

O procedimento é geralmente realizado na sala de operação ou em uma unidade de cuidado intensivo.com/manuseio/aspirar.geocities. Um abertura é feita no segundo e terceiro anéis traqueais.TRAQUEOSTOMIA A traqueostomia é um procedimento no qual uma abertura é feita para dentro da traquéia. ajudar na remoção das secreções traqueobrônquicas. Uma cânula de traqueostomia com balão de tamanho adequado é inserida. Quando uma cânula de demora é inserida para dentro da traquéia.Profª Glenda Agra REFERÊNCIAS: Ilustrações: http://www. O balão é uma fixação inflável da . o termo traqueostomia é utilizado. permitir o uso por longo prazo da ventilação mecânica. prevenir a aspiração das secreções oral ou gástrica no paciente inconsciente ou paralisado (pelo fechamento da traquéia devido ao esôfago). e substtituir o tubo endotraqueal. onde a ventilação do paciente possa ser bem controlada e mantida uma ótima técnica asséptica.html 4. A traqueostomia é realizada para desviar uma obstrução aérea superior. A traqueostomia pode ser temporária ou permanente.

iniciando sobre a inspeção do curativo da traqueostomia quanto a umidade ou drenagem. Geralmente um quadrado de gaze estéril é colocado entre a cânula e a pele para absorver a drenagem e prevenir a infecção. aspiração.Lavagem das mãos.Explicar o procedimento ao paciente e à família. disfagia. As complicações de longo prazo incluem obstrução da via aérea devido ao acúmulo de secreções ou protusão do balão sobre a abertura da cânula. remover e descartar o curativo sujo. A cânula de traqueostomia é mantida no local por fitas atadas em torno do pescoço do paciente. água oxigenada. Elas podem mesmo acontecer anos após a cânula ser removida. 3. embolia aérea.Usar luvas limpas. lesão do nervo laríngeo recorrente e penetração da parede posterior da traquéia. As complicações podem ocorrer precoce ou tardiamente no curso do tratamento com cânula de traqueostomia. solução fisiológica ou água estéril. 5. ruptura da artéria inonimada.A estenose da traquéia pode desenvolver-se após a cânula ser removida. Um balão de baixa pressão é comumente utilizado. pneumotórax. Uma cânula com balão (ar injetado dentro do balão) é necessária durante a ventilação mecânica. 2. incluindo luvas estéreis. . fístula traqueoesofágia. enfisema subcutâneo ou mediastinal. Os pacientes necessitam utilizar uma cânula de traqueostomia por longo período e que podem respirar espontaneamente comumente utilizam uma cânula sem balão.Reúna o equipamento necessário. infecção. uma cânula de metal. conforme apropriado. dilatação traqueal e isquemia e necrose da traquéia. Ações de enfermagem 1. pacote de curativo e fita de tecido. 4.Proporcionar ao paciente e à família instrução sobre os pontos principais quanto ao cuidado da traqueostomia. As complicações precoces incluem sangramento. aplicadores tipo cotonete.Profª Glenda Agra cânula de traqueostomia e tem o objetivo de ocluir o espaço entre as paredes da traquéia e a cânula para permitir uma ventilação mecânica eficaz e minimizar o risco de aspiração.

12. 7. Em tais casos.Lavar a cânula interna com água oxigenada e enxaguar com solução fisiológica ou substituir por uma cânula nova interna descartável.Remova as fitas antigas e descarte-as em um recipiente de biossegurança. os aplicadores tipo cotonete. remover a fita de tecido suja substituindo-a por uma fita limpa. Junte ambas as extremidades em torno de modo que elas possam se encontrar sobre um dos lados do pescoço. (Alguns médicos aprovam a técnica limpa para traqueostomia de longo período em pacientes no domicílio). Enxaguar com soro fisiológico. utilize um curativo estéril de traqueostomia. inserindo a extremidade da fita através da abertura lateral da cânula externa. 10. o soro fisiológico ou a água destiladda.Preparar os suprimentos estéreis. 9. Estreite a fita até que apenas dois dedos possam ser inseridos confortavelmente sob ela. conforme mostrado adiante. TRAQUESOSTOMIA . fixando-o firmemente sob as fitas de tecido e envolvendo a cânula de traqueostomia de modo que a incisão fique coberta. Para uma nova traqueostomia. o curativo e a fita. Fixe com um laço. 8.Limpar a ferida e a asa da cânula de traqueostomia com o aplicador tipo cotonete umedecido com água oxigenada. as outras traqueostomias necessitam curativo.Embora algumas traqueostomias de longa duração com os estomas cicatrizados possam dispensar curativo. Passar a fita em torno da parte posterior do pescoço do paciente. incluindo a água oxigenada. inserindo-a através da abertura oposta da cânula externa.Profª Glenda Agra 6. Colocar a fita de tecido limpo na posição para fixar a cânula de traqueostomia. 11.Após a nova fita estar no local. duas pessoas devem ajudar a troca da fita.Usar luvas estéreis.

complicações da intubação orotraqueal. lesão do nervo laríngeo. descanulação acidental com perda da via aérea. maior conforto do paciente. As complicações da TQT incluem: a mais grave reside na erosão que invade o tronco braquiocefálico que pode resultar em exsanguinação. infecção. infecção. enfisema subcutâneo e mediastinal. comunicação estimulada e possibilidade de alimentação oral. As indicações incluem obstrução da via aérea superior. . aspiração. hemorragia aguda no local. principalmente quando o paciente apresenta múltiplas morbidades concomitantes e demonstra dificuldade no desmame. de modo a evitar a descanulação. múltiplas intubações ( alto risco de complicações). disfunção da deglutição.Profª Glenda Agra O método preferido de controle da via aérea é o tubo de traqueostomia para ventilação a longo prazo. Manter a pressão do balão no mínimo necessário para evitar o extravasamento de ar no ventilador reduz o risco de ruptura tissular devido à pressão excessiva sobre a parede traqueal. condições em que a intubação orotraqueal não é possível ( trauma facial. O tubo de TQT deve ser firmemente fixado. embolia gasosa. fraturas cervicais) e o desejo de melhorar o conforto do paciente. falha do balão de TQT. trocar a cânula interna ( ou de acordo com a política da instituição) e trocar os cadarços de TQT sujos SN. A prática em algumas instituições têm sido a TQT mais precoce ( com 7 a 14 dias sob ventilador) para facilitar o desmame mais precoce. pneumotórax. As desvantagens incluem: hemorragia. A fixação adequada do tubo de TQT reduz o movimento do tubo na via aérea e limita a lesão por atrito com a parede traqueal ou a laringe. pneumotórax e a necessidade de um procedimento operatório que é o próprio risco. As vantagens da TQT em relação à intubação orotraqueal incluem: desmame mais rápido ( pelo menos em parte por causa do espaço morto diminuído). obstrução do tubo de TQT. fracasso da intubação. fístula traqueoesofágica. Uma revisão da literatura revela a ausência de consenso sobre a regualção temporal ótima para a TQT. O cuidado rotineiro com a TQT consiste em limpar pelo menos a cada 8 h e SN. ou possui diagnósticos neurológicos ou traumas associados à necessidade prolongada de uma via aérea artificial. As suturas na TQT percutânea ou cirúrgica permanecem na posição por 48 a 72 horas ou mesmo por até uma semana 9 de acordo com o protocolo hospitalar). edema de via aérea devido à anafilaxia. embora o momento mais comum pareça ser com 21 dias depois da intubação. estenose traqueal.

Profª Glenda Agra progredindo para o cuidado diário e SN. Esse intervalo de cuidado mais longo geralmente ocorre depois de 7 a 10 dias ou quando a secreção e drenagem da TQT são mínimas. O cuidado rotineiro das TQTs sempre é realizado como um procedimento asséptico. enquanto no hospital. .

por um médico italiano.Profª Glenda Agra Histórico e Definição O termo traqueostomia refere-se à operação que realiza uma abertura e exteriorização da luz traqueal. Antonio Musa Brasavola. a aceitação universal só veio com os trabalhos de Chevalier e Jackson. que descreveram pormenores da técnica. 3]. Anatomia Cirúrgica . que operou um paciente com "abscesso na garganta" [1]. no início do século XX. Entretanto. suas indicações e complicações [2. A primeira descrição cirúrgica com sucesso data de 1546.

por ordem de aparição. a sua porção cervical é irrigada. devido à hiperinsulfIação de um cuff endotraqueal. entre 1. com função de permeio das vias aéreas. Cartilagem da laringe. platisma. A traquéia estende-se da borda inferior da cartilagem cricóide até à carina.5 e 2. fonação.0 cm). pela simples flexão cervical. Outro aspecto interessante é a característica predominantemente submucosa desta rede anastomótica. características que predispõem este espaço a inúmeras complicações [5]. são: pele e subcutâneo. por ramos da artéria tireóidea inferior. Outro aspecto interessante é a sua mobilidade. o que nos leva a evitar a dissecção extensa nessa região.Profª Glenda Agra A laringe é composta por um esqueleto cartilaginoso rígido. Digno de nota. Figura 1. e a fáscia pré-traqueal [4]. A irrigação sangüínea da traquéia tem íntima relação com o suporte sanguíneo do esófago. Em nível do segundo anel traqueal. assim como uma dissecção circunferencial da traquéia durante a traqueostomia. O espaço subglótico inicia-se abaixo das cordas vocais e se estende até à margem inferior da cartilagem cricóide. o que torna compreensível o porquê dos anéis traqueais poderem ser lesados por isquemia. Visão anterior Copyright © 1995 CibaGeigy Corporation Ali rights reserved. musculatura pré-traqueal. assim como a hiperextensão pode trazer uma porção significativa situada no mediastino para a região cervical. As três principais cartilagens envolvidas na função respiratória e vocal são: a cartilagem tireóide. eventualmente o istmo tireoideano (que se situa entre o 1º e o 2º anel traqueal). predominantemente. Durante a realização de uma traqueostomia as estruturas que serão encontradas. situa-se o istmo da tireóide. A parede posterior é membranosa e faz relação com a parede anterior do esófago. além de participar da primeira e da segunda fases da deglutição. é sabido que toda sua extensão cervical pode se localizar no mediastino. que é o único anel cartilaginoso completo das vias aéreas. A membrana cricotireóidea faz a ligação da borda inferior da cartilagem tireóide à cartilagem cricóide. Ele é o local de menor diâmetro interno (no adulto. é que esta rede anastomótica penetra na traquéia na sua margem lateral. e é circundado pela cartilagem cricóide. . a cartilagem cricóide e um par de cartilagens aritenóides.

Suporte ventilatório .Veias superficiais e nervos cutâneos do pescoço.Profª Glenda Agra Figura 2. Infecções g. Limpeza das vias aéreas a. Doenças neuromusculares 3.Indicações de Traqueostomia 1. Copyright © 1995 Ciba-Geigy Corporation Ali rights reserved Tabela 1 . Queimaduras e corrosivos d. Apnéia do sono 2. Idade avançada b. Disfunção laríngea b. Manejo pós-operatório i. Fraqueza c. Corpos estranhos e. Trauma c. Anomalias congênitas f. Obstrução das vias aéreas a. Neoplasias h.

2) Fraturas ou transecções da laringe ou da traquéia. Caso os métodos translaríngeos falhem ou sejam inviáveis. não é o procedimento de escolha no manejo da obstrução aguda das vias aéreas [3] . é pouco utilizada. A Tabela 1 resume estas três principais categorias de indicação da traqueostomia [6]: Obstrução das Vias Aéreas Disfunção Laríngea. Inalação de gases quentes. ainda. a vítima já passou da fase aguda. a broncoscopia de fibra ótica possibilita reservar a traqueostomia para uma situação eletiva. necessitando de uma traqueostomia. inicialmente. ao chegar ao hospital. freqüentemente. Corpos Estranhos. Uma outra situação especial para a sua utilização é no grupo pediátrico (abaixo de 12 anos) onde a intubação translaríngea não foi possível. Trauma. que ocorre na lesão do nervo laríngeo recorrente (por exemplo. Nestas situações. também não é possível realizá-la. a utilização da traqueostomia com o intuito de promover uma adequada limpeza das vias aéreas. Nestes casos. tais como laringoscópio e broncoscópio de fibra ótica. as indicações tradicionais da traqueostomia (como por exemplo a epiglotite aguda e obstruções tumorais) sofreram uma grande mudança. portanto. . está indicada a traqueostomia de urgência. A preferência nestas situações seria pela cricotireoidostomia. Hoje em dia. por isso a traqueostomia. 1) Lesões maxilofaciais graves. nessas situações. Há. Comumente. mas.Profª Glenda Agra Indicações Historicamente. fugindo da maior incidência de morbidade e mortalidade da traqueostomia de urgência. Queimaduras e Corrosivos.vida para promover a desobstrução das vias aéreas. a sua principal utilização é no manejo de pacientes que necessitam períodos prolongados de suporte ventilatório mecânico. podemos fazer uso da traqueostomia. Anomalias Congênitas. que podem estar presentes nos traumas da porção anterior do pescoço. durante a realização de uma tireoidectomia) pode levar desde a obstrução leve das vias aéreas até a uma obstrução completa. a traqueostomia foi desenvol. Estenose da glote ou subglótica são exemplos de entidades conhecidas no recém-nato que podem necessitar de traqueostomia. mesmo na ausência de necessidade de ventilação mecânica. Com os avanços técnicos atuais. A traqueostomia. A paralisia abdutora das cordas vocais. por manobras mecânicas ou endoscópicas. 3) Lesões da medula cervical que impeçam uma manipulação do pescoço são situações encontradas no trauma onde a abordagem das vias aéreas por intubação oro ou nasotraqueal torna-se difícil ou inviável. uma vez que a cricotireoidostomia não é recomendada nesta faixa etária [7]. gases tóxicos ou corrosivos podem resultar em edema glótico significativo. Tentativas de retirada dos corpos estranhos são realizadas.

adequadamente. bronquiectasia ou aspiração crónica. Desta maneira. portanto não é um método a ser utilizado na urgência [7]. surgindo como opção válida por sua simplicidade e segurança [10]. Contra-indicações Traqueostomia de Urgência. uma melhor higiene oral. Apenas os pacientes com dis.túrbios severos é que são candidatos à traqueostomia [9]. a traqueostomia pode ser utilizada [8]. que há outros benefícios com a conversão para uma traqueostomia. a traqueostomia pode ser benéfica. melhor conforto para o paciente. As exceções se fazem nas situações específicas já citadas. Modernamente. Nestes casos. sempre que necessário. O tempo ideal de duração de uma intubação oro ou nasotraqueal. Atualmente. ou doenças neuromusculares. tais como: lesões da mucosa. certos pacientes são incapazes de expelir. possibilidade de comunicação pelo paciente. tais como: menor taxa de autoextubação da traqueostomia. a traqueostomia deve ser considerada. Apnéia do Sono. Neoplasias. ainda é controverso. A exceção se faz . possibilidade da ingesta oral. mas pode haver obstrução das vias aéreas por flacidez e colapsamento dos músculos faríngeos durante o sono. Estas complicações estão diretamente relacionadas com o tempo de intubação endotraqueal. estenose glótica e subglótica. A traqueostomia deve ser realizada no centro cirúrgico com todos os suportes necessários. a intubação orotraqueal em pacientes com epiglotite ou difteria pode ser realizada com o auxílio de um broncoscópio. superior a 14 dias. pois permite a limpeza e aspiração das vias aéreas. próximos cinco a sete dias. antes da conversão eletiva para traqueostomia. É sabido que os riscos de complicações são de duas a cinco vezes maiores do que em situações eletivas. estenose traqueal e abscesso cricóide. Limpeza das Vias Aéreas Devido à idade. temos utilizado os seguintes parâmetros [12]: um período de sete a 10 dias. fraqueza. secreções traqueobrônquicas decorrentes de pneumonia.Profª Glenda Agra Infecções. a traqueostomia deve ser considerada o mais breve possível. e um manuseio mais fácil pela enfermagem [3]. a minitraqueostomia percutânea tem se mostrado eficaz na limpeza traqueobrônquica. Traqueostomia à Beira do Leito. Sabe-se também. sua realização à beira do leito deve ser evitada. não havendo esta disponibilidade. Suporte Ventilatório Pacientes que recebem suporte ventilatório prolongado estão expostos a uma variedade de complicações tardias decorrentes da intubação endotraqueal prolongada. A traqueostomia pode ser uma opção eficaz de alívio em casos de tumores avançados da laringe e orofaringe. Alguns pacientes possuem as vias aéreas livres quando acordados.

Após a assepsia e anti-sepsia do campo operatório. realiza-se a infiltração anestésica do campo operatório. A incisão prolonga-se na pele subcutânea. até encontrar o plano dos músculos pré-taqueais (Fig. 3). O procedimento começa com o posicionamento do paciente. É factível. 4). que deve estar em decúbito dorsal com um coxim sob os ombros e o pescoço em extensão (Fig. . então. quando a saída do paciente daquele local pode trazer riscos para o mesmo. Nos casos onde a cartilagem cricóide é palpada na altura da fúrcula esternal. que possui instrumental. desde que as condições cirúrgicas sejam estabelecidas no local [11]. a realização da traqueostomia no leito de uma UTI. a uma polpa digital abaixo da cartilagem cricóide. Técnica Cirúrgica A traqueostomia eletiva convencional deve ser realizada em um ambiente cirúrgico. com 3 a 5 cm. Figura 5. iluminação e assistência adequada. a incisão é realizada a uma polpa digital acima da fúrcula esternal. A incisão deve ser transversal.Profª Glenda Agra em um ambiente de terapia intensiva.

na primeira semana. ou nos casos de dificuldade de realização da traqueostomia. Figura 6. enquanto um trajeto delimitado do estoma ainda não foi formado. a incisão deve ser realizada verticalmente.Profª Glenda Agra Figura 4. para evitar complicações precoces. Fixa-se a cânula de traqueostomia com uma fita ao redor do pescoço. quando presente. Eventualmente. Iateralmente. Uma incisão horizontal é então realizada entre o terceiro e quarto anéis traqueais (Fig. o tubo endotraqueal. Após a abertura da traquéia. que é a fístula traqueoinominada [13]. pois predispõe a uma grave complicação. 5). já previamente selecionada e testada. A técnica para a traqueostomia na urgência é modificada pela feitura da incisão da pele verticalmente e realização de toda a dissecção na linha mediana até a parede traqueal. Na maioria das vezes. São então passados fios de reparo em cada lado da abertura traqueal com o intuito de facilitar a troca da cânula. ou a sua recolocação em caso de extubação espontânea. A musculatura prétraqueal (esternoióideo e esternotireóideo) é separada na sua rafe mediana e afastada. deve ser realizado uma radiografia de tórax e pescoço [14]. Havendo dúvida quanto ao correto posicionamento da cânula. Em crianças. ou 7? anel traqueal). é introduzida na luz traqueal (Fig. a traquéia é então aspirada para a remoção de sangue ou secreções. como enfisema subcutâneo. 6). mas não retirado. A ferida é fechada com pontos esparsos. Deve ser evitada a realização da abertura traqueal muito baixa (no 5Q. principalmente. e a cânula traqueal. fato que pode ocorrer pela hiperextensão do pescoço. Deve ser feita a imediata checagem de sua posição e perviedade. abscesso periostômico ou celulite. . para melhor exposição da traquéia. 6Q. o istmo tireoideano é facilmente deslocado cranialmente por dissecção romba [3]. pode ser necessário a secção mediana do istmo com sutura de seus bordos. é cuidadosamente tracionado até um nível justamente acima da incisão traqueal.

A pressão ideal de um cufl deve ser em torno de 25 mmH2O ou o mínimo necessário para que não haja escape de ar durante a ventilação mecânica. Complicações Jackson. 07). Estenose traqueal e subglótica b. Sangramento b. minimizaram. As cânulas de Kistner são cânulas curtas e retas. 6]. que possuem um grande volume e baixa pressão. Tabela 2 – Complicações de Traqueostomia 1.11. com a metodização da técnica e redução da mortalidade operatória de 25% para 1% [2].13. escolher corretamente as cânulas e tubos. Os trabalhos atuais mostram uma morbidade em torno de 6% e uma taxa de mortalidade menor do que 1% [3. Para atingir estes resultados. Estes tubos possuem uma cânula interna que pode ser removida para limpeza. quando o primeiro tubo de traqueostomia foi descrito por Fabricius. Laceração traqueal e fístula 2. mas não eliminaram. revolucionou a traqueostomia. No passado. complicações precoces e complicações tardias. ainda. Há. Mau posicionamento do tubo c. virtualmente todos os tubos eram feitos de metal. podendo ser abertas intermitentemente (muito útil para pacientes com miastenio gro1lis e apnéia do sono). Existem tubos que possuem uma válvula ou fenestração. Infecção da ferida 3. Sangramento b. em fins de 1920. com o intuito de permitir a fonação pelo paciente. devemos seguir uma técnica meticulosa. os tubos em "T" ou de Montgomery são utilizados sempre que pacientes são submetidos à reconstrução da traquéia com anastomose términoterminal. estes cujfs eram associados a uma alta incidência de estenose traqueal (cujf de alta pressão) Figura 7. além de minimizar a aspiração de secreções da orofaringe.6. Fístula . Cânula de traqueostomia. em sua porção posterior. uma série de outros tipos de tubos e cânulas disponíveis. ter um ambiente cirúrgico adequado. [15]. começaram a ser experimentadas as cânulas plásticas que possuem um balonete (cuff) com a função de ocluir as vias aéreas.Profª Glenda Agra Tubos e Cânulas Desde o século XVI. até que a completa cicatrização da anastomose tenha ocorrido [3. a fim de que permita uma ventilação mecânica com pressão positiva. que se estendem da pele até à parede anterior da traquéia. Complicações tardias a. e prover cuidados pós-operatórios adequados. Por fim. os problemas focais de isquemia da traquéia [16]. os cuffs atuais (Fig. Entretanto. Intra-operatórias a. Complicações precoces a.17]. Em fins de 1960. As complicações da traqueostomia podem ser divididas em três grupos: intraoperatórias.

Complicações Precoces .Profª Glenda Agra traqueoesofágica d. É evitada com a dissecção restrita à linha média. tanto muito alto quanto muito baixo. Fístula traqueocutânea e. como descrito anteriormente. é uma complicação rara. Lesão do nervo laríngeo recorrente e. pode ser evitada com a manutenção da intubação translaríngea. Pode ocorrer. Esta complicação pode ser evitada com uma exposição adequada da traquéia e introdução cuidadosa da cânula. exposição deficiente das estruturas. Dificuldade de extubação Sangramento. se a dissecção é. Parada cardiorrespiratória Intra-operatórias c. istmo tireoideano intacto. Pneumotórax pode ocorrer por lesão direta da cúpula pleural. Parada Cardiorrespiratória. Desposicionamento f. essa incidência é maior devido ao freqüente posicionamento da cúpula pleural acima da clavícula. Enfisema subcutâneo d. A incidência de pneumotórax pós-traqueostomia é de 0% a 4%. a traqueos. Manter a dissecção na linha média evita a lesão das artérias carótidas ou veias jugulares. Fístula traqueoesofágica d. Em crianças. à colocação da cânula no espaço pré-traqueal. até mesmo. Dificuldade na ventilação. Ocorre devido à perda do controle das vias aéreas. Disfagia traqueoinominada c. até que a realização da traqueostomia seja assegurada e confirmada. A presença de sangramento.momediastino pode ocorrer devido a um mau posicionamento da cânula. Estudos recentes demonstram que a radiografia de tórax de controle somente é necessária nos casos onde houve dificuldade de realização do procedimento ou na presença de sinais ou sintomas de pneumotórax ou pneumomediastino [14]. Pode ocorrer lesão iatrogênica da parede traqueal ou da parede esofágica durante o procedimento. na traquéia ou. efetuada lateralmente à traquéia. Pneumotórax e pneumomediastino f. Pneumotórax e Pneumomediastino. e 10% a 17% em crianças [11. que leva à dissecção de ar através do tecido conjuntivo mediastinal. O tratamento consiste na imediata remoção e reinserção. ou ruptura de uma bolha pulmonar. ou inexperiência podem levar a um posicionamento do estoma. em adultos. Laceração Traqueal ou Fístula Traqueoesofágica. podem ser sinais de um posicionamento inadequado desta. inadvertidamente. Lesão do Nervo Laríngeo Recorrente. pneumotórax e dificuldade em aspirar através da cânula. ou o estabelecimento da intubação translaríngea e ventilação. Obstrução da cânula e. Nos pacientes com obstrução das vias aéreas que não possuem previamente um tubo endotraqueal. O sangramento das veias jugulares anteriores ou do istmo da tireóide é facilmente controlado com ligaduras e cauterização cuidadosas. Felizmente.tomia é melhor realizada com anestesia local e sedação mínima.18] . Mau Posicionamento da Cânula. Pneu. enfisema mediastinal.

considerando que a ferida é deixada aberta. A coloca. pois ainda há um trajeto delimitado da pele até a luz traqueal. e uso da ligadura. O sangramento é a maior causa de complicação no período pós-operatório precoce [11. Complicações Tardias Estenose Traqueal ou Subglótica. tosse. pode levar ao edema e eventual estenose subglótica. para uma adequada revisão da hemostasia. Mas sangramentos maiores devem ser tratados em ambiente cirúrgico. A disfagia propriamente dita tam. esta incidência baixou. Entretanto. humidificação dos gases ventilatórios. Normalmente. pois possibilitam a retirada e limpeza da cânula interna. O sangramento vultoso é raro. e exteriorizados. Disfagia. Infecção da Ferida. especialmente nos pacientes obesos e com pescoço curto.bém pode ocorrer. auxiliam no reposicionamento da cânula. É importante frisar que: qualquer paciente com estes sintomas. Obstrução da Cânula. deve ser assumido como portador de obstrução mecânico. Modernamente. mas deve alertar o cirurgião para conferir o correto posicionamento da cânula. Enfisema Subcutâneo. sempre que possível [3]. com os cujfs de grande volume e baixa pressão. Entretanto. são tratados com cuidados locais e antibioticoterapia sistêmica. A estenose traqueal pode ocorrer não só no local do cuff. Normalmente. regride em 48h. Sintomas iniciais são: dispnéia aos esforços. Alguns pacientes com traqueos. e geralmente é devido a uma lesão inadvertida da artéria inominada. A traqueostomia é uma ferida contaminada.tomia apresentam queixa de sensação de "bolo na garganta". a traqueostomia prolongada ainda é responsável pela maioria das estenoses traqueais benignas [5]. ao invés da cauterização dos vasos sanguíneos. além de irrigação e aspiração contínuas ajudam a prevenir esta complicação. com ligadura dos vasos sangrantes. com uma radiografia torácica. mas também na ponta da cânula ou no local de abertura traqueal.Profª Glenda Agra Sangramento. Técnicas para minimizar esta complicação incluem: manter sempre a dissecção na linha média.19]. Desposicionamento. As cânulas que possuem cânula interna ajudam no manejo desta complicação. A maioria dos pacientes com esta complicação tornam-se sintomáticos entre duas a seis semanas após a retirada da traqueostomia [13]. Estenoses traqueais sintomáticas devem ser tratadas com ressecção traqueal segmentar e reconstrução. O correto posicionamento da cânula.ção da cânula traqueal próxima à área da glote. A antibioticoprofilaxia é contraindicada [19]. Aproximadamente 5% das traqueostomias desenvolvem enfisema subcutâneo. mas em uma proporção bem menor. caso ocorram. sangramentos pequenos podem ser controlados com a elevação da cabeceira do leito. incapacidade de limpar secreções e estridor inspiratório ou expiratório. Já a estenose traqueal é relacionada com a isquemia mucosa causada pela pressão do cujf [15]. assim como excluir pneumotórax ou pneumomediastino. até provo em contrário. . Fios de reparo deixados nos bordos da abertura traqueal. que ocorre na cricotireoidostomia ou na traqueostomia realizada no primeiro anel traqueal. troca dos curativos e compressão local. O desposicionamento da cânula é mais problemático quando ocorre nos primeiros cinco a sete dias. E. após algum período de intubaçõo ou traqueostomia. abscessos periostômicos ou celulite são raros. afastamento lateral dos tecidos por planos anatómicos.

particularmente no paciente politraumatizado com lesões maxilofaciais graves. É uma complicação que ocorre em menos de 1% das traqueostomias. . a cricotireoidostomia é muito útil. Isso pode ser manejado com a troca da cânula por números progressivamente menores. Por vezes. Fístula Traqueocutânea. Dificuldade de Extubação. Toda cricotireoidostomia deve ser convertida para uma traqueostomia formal dentro de 24h a 72h [7. Esta é uma complicação benigna e pode ser tratada com a ressecção do trato epitelial. Cricotireoidostomia A cricotireoidostomia consiste no acesso cirúrgico das vias aéreas através da membrana cricotireóidea. Felizmente. e requerem tratamento cirúrgico imediato. particularmente em crianças. Nestas situações.Profª Glenda Agra Fístula Traqueoinominada. esta grave complicação ocorre em menos de 1% das traqueostomias. Alguns granulomas são facilmente ressecados por loser endoscópico.11]. combinado ou não com a compressão digital direta [3. Seu maior uso é no acesso emergencial das vias aéreas. principalmente. pois permite o acesso rápido e seguro às vias aéreas. Fístula Traqueoesofágica. uma cicatrização secundária [3]. Não deve ser utilizada eletivamente para acesso prolongado das vias aéreas e também não deve ser utilizada no grupo pediátrico (abaixo de 10 anos). fato que ocorre.20]. onde a intubação translaríngea não foi possível ou é contra-indicada. O controle temporário da hemorragia pode ser feito com a hiperinsulflação do cujf. Ocasionalmente. porém causa contaminação da árvore traqueobrônquica e interfere na adequada nutrição. os pacientes são relutantes em retirar as cânulas de traqueostomia. As causas usuais de dificuldade de extubação são a presença de granuloma ou edema no local do estoma. com a traqueostomia prolongada. Um sangramento "sentinela" de sangue vivo ou a pulsação da cânula de traqueostomia são sinais que devem levar à suspeita desta complicação. um estoma traqueal não fecha espontaneamente após a remoção da cânula traqueal. permitindo. assim. Normalmente é devido à excessiva pressão do cuff da cânula contra uma SNG rígida [13].

Nos casos de suspeita de corpos estranhos em vias aéreas. já que a cricotireoidostomia nesta faixa etária é contra-indicada). 08) Uma vez incisada e dilatada a membrana (que pode ser feito com a própria lâmina de bisturi). Sua realização é fácil e rápida devido ao fato de que uma vez incisada a pele. Uma complicação descrita. A ventilação pode ser conseguida através de um alto fluxo de O2 [10 L/min).Técnica para Cricotireoidostomia. Cricotireoidostomia Percutânea (por Agulha) A cricotireoidostomia percutânea consegue ser um método ainda mais fácil e simples de acesso das vias aéreas do que a cricotireoidostomia propriamente dita. que é posteriormente incisada com o bisturi. . em crianças abaixo de 10 anos. onde os métodos translaríngeos e a cricotireoidostomia são inviáveis ou contraindicados (por exemplo. a próxima estrutura a ser encontrada já é a própria membrana cricotireóidea. pode ser evitada com a conversão precoce para uma traqueostomia [7]. que é a estenose subglótica. a ventilação deve ser feita com um baixo fluxo de 02 [3. O maior uso desta técnica é no manejo de pacientes politraumatizados com urgência de acesso das vias aéreas. Incisão transversa da pele é feita sobre a membrana da cricotireoidiana.Profª Glenda Agra Figura 8. Posteriormente é colocado o tubo de traqueostomia. na limpeza traqueobrônquica e microcirurgia de laringe. na altura do espaço cricotireóideo.7]. através da membrana cricotireóidea. Existem também a descrição de sua utilização para a abordagem de secreções traqueobrônquicas. (Fig. basta a introdução da cânula. ou através de um reservatório caso disponível. por meio de uma punção desta membrana com um extracat [jelco) de grosso calibre. que neste caso deve ser de diâmetro menor (em torno de quatro a seis french). Se não houver mecanismo de tração disponível o cabo do bisturi pode ser colocado no local da incisão e faz-se posteriormente uma rotação de 90° para abrir a membrana. Este método nada mais é do que o acesso às vias aéreas. O inconveniente desta técnica é que só se consegue uma oxigenação adequada por um espaço curto de tempo (mas que é suficiente até que um outro método definitivo seja obtido) [10].

é passado um fio-guia metálico. as mesmas da traqueostomia convencional. poder ser realizada à beira do leito lo que torna o método de menor custo). O método propriamente dito consiste na palpação da cartilagem cricóide para que se possa presumir a localização do 2? ou 3? anéis traqueais. Em seguida. uma glândula tireóide aumentada. Infelizmente. Apesar de alguns autores relatarem índices de complicações semelhantes ou inferiores à traqueostomia convencional. e na mesma localização que a traqueostomia convencional (3Q e 4Q anéis traqueais). existem estudos que mostram diversas complicações graves. É imperativo possuir os kits próprios para o método. Este método foi descrito por Toye & Weinstein. incapacidade de palpar as cartilagens tireóide e cricóide. Os resultados da literatura a respeito da eficácia e complicações da traqueostomia percutânea ainda são conflitantes. além de possuir um resultado estético melhor.23]. tais como falso trajeto. Contra-indicações relativas à traqueostomia percutânea incluem: idade precoce (menos de 16 anos). posteriormente. não temos estudos prospectivos randomizados publicados que solidifiquem suas indicações e taxas de complicações. O entusiasmo inicial do método como uma possibilidade para o amplo uso por não especialistas foi confrontado por inúmeros casos de complicações descritos na literatura. é uma traqueostomia realizada sem a dissecção cirúrgica convencional. poder ser realizado por nãoespecialistas.com.medstudents. As indicações são. até que se possa introduzir a cânula de traqueostomia propriamente dita. por meio de uma punção percutânea.Profª Glenda Agra Traqueostomia Percutânea A traqueostomia percutânea é um método que permite a introdução de cânulas de traqueostomia. Ou seja. É um método que só pode ser utilizado em condições eletivas. que servirá de guia para a introdução de dilatadores seqüencialmente maiores. REFERÊNCIAS: TEXTO E ILUSTRAÇÕES: http://www. Uma contra-indicação absoluta é o seu uso para um acesso de urgência das vias aéreas [3]. inicialmente em 1969 e. até o momento. essencialmente. pneumotórax e morte. anéis traqueais calcificados e discrasias sangüíneas. uma agulha é então introduzida na luz traqueal. principalmente quando realizada por profissionais pouco experientes [22. de diâmetro semelhante ao da traqueostomia convencional.br . em 1986 [21]. As vantagens do método são: sua rápida execução.

5. Este tipo de mensuração só pode ser realizado através de um cufômetro aferido. Esta pressão foi mensurada entre 18 e 25 cmH2O. ao mesmo tempo em que não causasse uma lesão na parede da traquéia do paciente (traqueomalácia). . 2. 4.Broncoscopia de controle no pós-operatório tardio. 3. chegou-se a um valor que não comprometesse o exato funcionamento da cânula. junto ao leito do paciente. 6.Orientar a enfermagem sobre a reinserção da cânula traqueal em caso de descanulação. se possível com manômetro adequado para evitar lesão da mucosa traqueal.Nas traqueostomias permanentes.9% ou água corrente e reinserida. 8. que deverá ser tracionado superiormente para a identificação da abertura traqueal. para avaliar a possibilidade de descanulação. uma cânula esterilizada do mesmo diâmetro da que está no paciente para ser usada em caso de emergência.Umidificar o ar ou oxigênio inspirado.Manter curativo limpo ao redor da ferida cirúrgica.Fazer fisioterapia respiratória e aspiração cuidadosa das secreções traqueobrônquicas. Na falta de cânula nova.Conferir diariamente a pressão do balão. trocar a cânula metálica uma semana antes da alta.Deixar fixado na parede.Deixar um fio único na extremidade da cartilagem aberta em U.Trocar a cânula metálica a cada 1-2 meses e a maleável a cada mês. a cânula que saiu ou obstruiu pode ser rapidamente lavada com SF0. 7.Limpar a cânula interna da traqueostomia metálica 3x por dia para evitar obstrução 10.Profª Glenda Agra Pós-operatório 1. 9. 11. Através de comprovações técnicas e científicas.

Profª Glenda Agra CIRURGIAS DO APARELHO DIGESTÓRIO COLOSTOMIA E ILEOSTOMIA A colostomia é uma criação cirúrgica de uma abertura (estoma) no cólon. Ela permite a drenagem ou a evacuação dos conteúdos do cólon para fora do corpo. as colostomias são feitas agora em menos de um terço dos pacientes com câncer colorretal. Ela pode ser criada como uma derivação temporária ou permanente. . A consistência da drenagem está relacionada ao local da colostomia. que é ditada pela localização do tumor e a extensão da invasão nos tecidos ao seu redor. Ileostomia ou colostomia permanente: forma paliativa de lesão obstrutiva sem possibilidade de ressecção. Com a melhoria das técnicas cirúrgicas.

Profª Glenda Agra .

Antes do procedimento. introduza-o no estoma. para evitar retorno de água. A irrigação deve ser realizada todos os dias no mesmo horário. preferencialmente após as refeições. 2. 3. limpar o trato do intestino inferior e estabelecer um padrão regular de evacuação de forma que a pessoa possa ter uma vida normal.Permita que parte da solução flua pelo tubo e cateter. permita que a água flua devagar enquanto avança o cateter.Profª Glenda Agra Ações de enfermagem A colostomia é irrigada para esvaziar o cólon de fezes. delicadamente. Segure a bainha/tubo delicada mas firmamente contra o estoma. Um recipiente de irrigação com 500 a 1. Coloque a ponta final na comadre.Lubrifique o cateter e. o paciente senta na cadeira em frente do vaso ou no próprio vaso. Uma hora recomendável é selecionada. de forma que essa hora seja compatível com o padrão de atividade pós-hospitalar do paciente. Curativos ou bolsa são removidos. gás ou muco.Se o cateter não entrar facilmente. Não introduza o cateter mais do que 8 cm.500 ml de água é pendurado 45 a 50 cm acima do estoma ( altura do ombro quando o paciente está sentado).Aplique uma conexão ou uma bainha no estoma. 1. O seguinte procedimento é usado: o paciente é ajudado a participar no procedimento de forma a aprender a realizá-lo sem assistência. 4. Nunca force o cateter! .

Se houver cólicas. 10.para diminuir a massa. COLOSTOMIA Pré-operatório: 1. 4. eritromicina e o sulfato de neomicina são administrados um dia antes da cirurgia para reduzir a bactéria intestinal.Deixe a conexão/bainha no lugar por cerca de 30-45 minutos.Limpe a área com um sabão suave e água e seque-a.O preparo físico para a cirurgia envolve aumentar a estamina do paciente nos dias que precedem a cirurgia e limpar o intestino no dia anterior ao da cirurgia. para fornecer uma nutrição adequada e minimizar as cólicas pela diminuição da peristalse. remova-a delicadamente. . 9. A água deve fluir durante 5 a 10 minutos. antes da cirurgia. minerais.Dieta rica em líquidos.Dieta rica em proteínas. então.Espere 10 a 15 minutos para a maioria do retorno. 7. por vários dias. ou aplique o grampo apropriado ao final da conexão. 3.Antibióticos como o sulfato de canamicina (Kantrex).Permita que líquido tépido entre no cólon devagar. NPT pode ser necessária para repor nutrientes que estão em falta. 3. feche o tubo com um grampo e permita que o paciente repouse antes de prosseguir. 8. calorias e carboidratos e pobre em resíduo é recomendada.Se o paciente estiver no hospital nos dias que precedem a cirurgia. vitaminas.Recoloque o curativo da colostomia ou a bolsa.segure a bainha/tubo no lugar 10 segundos após a água ter sido instilada. enquanto o paciente se levanta e caminha por perto. então. 24 a 48 horas antes da cirurgia.Profª Glenda Agra 5. seque o final da conexão/bainha e prenda-a ao topo. 2. 6.

Profª Glenda Agra 5.A colostomia começará a funcionar de 3 a 6 dias após a cirurgia. impactação fecal e irritação da pele. O abdome é monitorizado para o retorno da peristalse e as características das fezes iniciais são avaliadas. como vazamento no local anastomosado. O cuidado com a pele periostomal é uma preocupação contínua porque a escoriação ou ulceração pode se desenvolver rapidamente. prolapso do estoma. 6. drenagem ( uma pequena quantidade de perda de secreção é normal) e sangramento ( um sinal anormal). 6. 2. 3. 4.Antieméticos são administrados CPM. durante as primeiras 24 horas.A ferida abdominal é examinada freqüentemente. cor ( um estoma saudável é rosa). 8.SNG : drenar líquidos acumulados e prevenir distensão abdominal Pós-operatório: 1. 9. enemas ou irrigações colônicas na tarde que antecede a cirurgia e na manhã de sua realização.Monitorização quanto às complicações. perfuração.Problemas de pele incluem infecções por fermentação e dermatite alérgica. 7. 5. para detectar sinais de hemorragia.O estoma é examinado para inchaço ( pequeno edema devido a manipulação cirúrgica é normal). O intestino é limpo com laxativos.Registro do balanço hídrico.Dieta zero. assim como complicações pulmonar e associadas com a cirurgia. retração do estoma. .

.Alimentos que causem excessivo odor e gases são evitados: repolho. sucos de maçã ou laxativo leve. Para constipação. café. 8.Profª Glenda Agra 7. peixe. chá ou bebidas carbonatadas. ameixas. O paciente é orientado para proteger a pele periostomal lavando frquentemente a área com um pano macio e úmido e sabão neutro. soda. alimentos ricos em fibras. Beber 2 litros de líquidos por dia. feijões e produtos de celulose como amendoim. ovos. Alimentos que podem causar diarréia: frutas.

Profª Glenda Agra Fonte: http://www.apostomizados.com .

murrasaca.com .Profª Glenda Agra Fonte: http://www.

O dispositivo deve ser mudado a qualquer momento que o paciente se queixar de queimação ou coceira por debaixo do disco ou dor na área do estoma. quando o intestino está menos ativo. Faça com que o paciente assuma uma posição relaxada. FONTE: http://www. se isso constituir problema.abraso. deve ficar de frente para o vaso sanitário.Profª Glenda Agra 2. Proporcione privacidade. Se o paciente preferir ficar de pé. mudanças de rotina deveriam ser realizadas pela manhã.ILEOSTOMIA Mudar um dispositivo de ileostomia é necessário para evitar vazamento (a bolsa geralmente é trocada a cada 2 ou 4 dias). antes do café da manhã.org. ou 2 ou 4 horas após a refeição. Exponha a área da ileostomia. remova o cinto da ileostomia ( se estiver usando) 2. Faça com que o paciente se sente no vaso sanitário ou em uma cadeira de frente para o vaso.Promover o conforto do paciente e envolve-lo no procedimento. para permitir o exame da pele ao redor do estoma e ajudar no controle do odor.br Ações de enfermagem 1.Remova o dispositivo. . O dispositivo (bolsa) pode ser removido puxando-se delicadamente a pele de maneira oposta ao adesivo. Explique detalhes do procedimento.

para garantir a aderência. é dada ao paciente uma dieta pobre em resíduo oferecida em pequenas e freqüentes refeições.Limpar a pele: Lavar a pele delicadamente com um pano macio e úmido. estes serão mantidos durante a fase cirúrgica. Enxágüe e seque a pele totalmente.Profª Glenda Agra 3. 5. ILEOSTOMIA Pré-operatório 1. use um elástico ou um pregador. após limpa-la. usando água morna e um sabonete neutro. Geralmente.Cheque o fundo da bolsa para ver se está bem fechada. Aplique spray de Kenalog.Se o paciente estiver fazendo uso de corticóides.Reposição hídrica e protéica antes da cirurgia. 4. retire o excesso de umidade com um pedaço de algodão e aplique levemente nistatina em pó.Aplicar o dispositivo (quando não houver irritação da pele): Um apropriado protetor de pele é aplicado na pele periostomal antes de a bolsa ser aplicada. Antibiótcos CPM 3. . seque-a com pequenos toques. 2. Pressione firmemente no lugar por 30 segundos. Remova a tampa da superfície adesiva do disco da bolsa plástica descartável e aplique diretamente na pele.Aplique o dispositivo (quando houver irritação da pele): Limpe a pele completa e delicadamente. 6. o paciente pode preferir tomar um banho antes de colocar o dispositivo limpo.

7. A drenagem é líquido contínuo do intestino delgado. proeminências ósseas.5 cm de comprimento. 10. cerca de 5 cm abaixo da cintura.000 ml de líquidos/dia). . dobras de pele ou fístulas. porque o estoma não tem o controle dos esfíncteres.Analgésicos são administrados CPM. mantidos fora do contato com a pele. 11. geralmente no quadrante inferior direito.Como esses pacientes perdem muitos líquidos nos primeiros períodos de pós-operatório ( cerca de 1.Profª Glenda Agra 4. 12. com isso. então. que deveria começar cerca de 72 horas após a cirurgia. sódio e potássio são perdidos. 9. após o paciente ter estabilizado e o estoma diminuído para uma forma estável. 6.Encorajar o paciente à deambulação precoce.Sucção nasogástrica também é parte do cuidado pós-operatório. o que o torna conveniente para o encaixe do dispositivo. 8. quando passar o edema.O estoma deve ser checado 3 semanas após a cirurgia. Geralmente.Os líquidos são dados endovenosamente para repor perdas líquidas durante 4 a 5 dias. Náuseas e distensão abdominal são observadas como sinais de obstrução e são relatadas imediatamente. em uma área longe de cicatrizes anteriores. cujo objetivo é prevenir o acúmulo do conteúdo gástrico. o estoma da ileostomia tem cerca de 2. Pós-operatório 5.A ileostomia é monitorizada para a drenagem das fezes. Os conteúdos drenam na bolsa plástica e são.000 a 2. O tamanho final e o tipo de dispositivo podem ser selecionados em 3 meses. O abdome é marcado para a coloração correta do estoma pelo cirurgião.

Inicialmente.Um agendamento regular para trocar a bolsa antes que o vazamento ocorra precisa ser estabelecido para aqueles com uma ileostomia tradicional. Tabletes de subcarbonato de bismuto. A consistência do efluente é afetada pela ingesta de alimentos. alimentos que causam odor incluem: repolho. 14. como o difenoxilato (Lomotil). irritação química do efluente. Alimentos como espinafre e salsa agem como desodorantes no trato intestinal. Geralmente. o tempo normal de usá-lo é de 5 a 7 dias. reação alérgica ao dispositivo da ostomia ou ao protetor da pele ou à pasta.Quando a descarga das fezes é espessa. . 19. a maioria dos pacientes usa um pequeno curativo sobre a abertura. 15. eventualmente. Se a irritação e o crescimento de fermentação estiverem presentes. acomodando.A escoriação da pele ao redor do estoma. Frutas espremidas e legumes e fontes de vitaminas A e C são dados. O dispositivo é esvaziado a cada 4 ou 6 horas. 16. a drenagem é de apenas 60 a 80 ml.Profª Glenda Agra 13. mas. A bolsa não é necessária. A bolsa interna de Kock esticará. dano mecânico devido à remoção dos dispositivo. nistatina em pó é aplicada levemente na pele periostomal. Mais tarde haverá poucas restrições dietéticas. 500 a 1000ml. ela aumenta significativamente. água pode ser injetada através do cateter para soltálas e amolecê-las. 18. cebola e peixe. e possível infecção. ou ao mesmo tempo em que o paciente esvazia a bexiga. à medida que o tempo passa. Um espessante de fezes. um cateter é inserido no reservatório para drenar o líquido e irrigado 1 x ao dia.O período de tempo durante o qual a pessoa pode manter o dispositivo fechado na superfície do corpo depende da localização do estoma e da estrutura do corpo. também pode ser prescrito para ser tomado VO e ajudar no controle da dor. 17. são eficazes na redução do odor.Para uma ileostomia continente (bolsa de Kock). que podem ser prescritos e tomados por via oral 3 ou 4 vezes ao dia. em vez disso. O paciente se guia pela sensação de pressão na bolsa para determinar com que freqüência ela deve ser esvaziada.Uma dieta com pouco resíduo é seguida pelas primeiras 6 ou 8 semanas. Um tubo de esvaziamento no fundo do dispositivo está fechado com clipe especial feito para isso.Muitas bolsas são descartáveis e à prova de mau cheiro.

Se o efluente for excessivamente periostomal é devida ao vazamento de líquidos. pipoca. 20. . Se o efluente (descarga fecal) é muito agudo. 24.Profª Glenda Agra com exceção de alimentos ricos em fibras ou sementes difíceis de digerir. 21. por causa da desidratação secundária à diminuição da ingesta de líquidos. O tecido cicatrizante precisa ser retirado.Cálculo urinário ocorre em cerca de 10%.potássio como suplementação para prevenir hipovolemia e hipocalemia.Administrar agentes antidiarréicos CPM. hematúria e sinais de desidratação indicam que a urina deve ser colhida. pode rapidamente levar a desidratação e perda de eletrólitos. alimentos fibrosos são restritos.Líquidos como Gatorade são de ajuda na manutenção do equilíbrio eletrolítico. sementes de papoula. 22. manifestada pelos líquidos muito irritantes que logo enchem a bolsa. que pode irradiar para as costas e ombro direito.Colelitíase devido ao colesterol ocorre 3 vezes mais freqüentemente do que na população em geral por causa das mudanças na absorção de ácidos biliares que ocorre no pósoperatório. como aipo.A ingesta hídrida é encorajada. milho. 23.A estenose é causada por tecido cicatrizante circular no local do estoma. Diarréia. Os alimentos são introduzidos um de cada vez. sódio.Espasmo de vesícula biliar causa dor abdominal direita superior intensa. São administrados água. sementes de coco. 25. Intensa dor abdominal inferior que irradia para as pernas.

Profª Glenda Agra COMPLICAÇÕES CIRÚRGICAS Ileostomia 1.Hérnia incisional periostomal 8.Perdas hidroeletrolíticas por diarréia 8.Estenose do estoma 13.Distúrbios eletrolíticos e ácido-básicos 3.Retração do estoma 11.Obstrução por bridas e aderências 7.Prolapso 14.Sangramento da mucosa colônica 9.Desidratação 2.Infecção da parede 4.Abscesso peristômico 10.Prolapso intestinal 4.Hérnia incisional periostomal 3.Fístula intestinal 13.Granuloma 15.Fecaloma do cólon distal 7.Isquemia e necrose do estoma 11.Estenose do estoma 12.Fístula intestinal 12.Varizes periestomais 9.Infecção da parede 2.Isquemia ou necrose do estoma .Deiscência da sutura mucocutânea 5.Sangramento exagerado Colostomia 1.Escoriação da pele por secreção intestinal 6.Dermatites periostomais 6.Obstrução do estoma por alimentos sólidos 5.Obstrução por bridas e aderências 10.

Do ponto de vista psicológico. o vômito prolongado. O paciente precisa saber que o propósito da cirurgia é fazer uma ponte (bypass) na boca e esôfago de forma que os alimentos líquidos possam ser administrados diretamente no estômago por meio de uma sonda de borracha ou plástico ou de uma prótese. a debilidade e a dificuldade de se alimentar. o paciente deve ser avisado. Em alguns momentos. Assim. O procedimento de Stamm requer o uso de suturas em bolsa concêntrica para segurar a sonda na parede gástrica anterior.Profª Glenda Agra GASTROSTOMIA Fonte: http://www. Ações de enfermagem . O procedimento de Janeway necessita da criação de um túnel (chamado tubo gástrico) que é exteriorizado através do abdômen para formar um estoma permanente. uma ferida de saída é criada no quadrante superior esquerdo do abdômen como acesso para a gastrostomia. a regurgitação é menos provável de ocorrer na gastrostomia do que com as alimentações NG. Para se criar uma gastrostomia. Quando o procedimento é realizado para aliviar o desconforto. As gastrostomias Stamm e o Janeway requerem tanto uma incisão na linha média abdominal superior como uma incisão transversa no quadrante superior esquerdo. A gastrostomia é preferível às alimentações NG nos pacientes comatosos porque o esfíncter gastroesofagiano permanece intacto. a gastrostomia é usada para nutrição prolongada. Janeway (permanente) e gastrostomia endoscópica percutânea (temporária).colegiosaofranscsco. o paciente acha o procedimento mais aceitável. Diferentes tipos de alimentações por gastrostomias podem ser usadas: a Stamm (temporária e permanente). Se a prótese será permanente. é muito difícil para o paciente aceitá-la. O propósito do procedimento cirúrgico é explicado de forma que o paciente tenha um melhor entendimento do curso pós-operatório esperado.com A gastrostomia é um procedimento cirúrgico para criar uma abertura no estômago com o propósito de administrar alimentos e líquidos. como no idoso ou no paciente debilitado.

Um pequeno curativo pode ser fixado sobre a saída da sonda e a sonda de gastrostomia pode ser presa no local por uma fita adesiva. As complicações mais freqüentes são infecção da ferida e outros problemas relacionados. de 180 a 240ml podem ser dados de uma só vez. se essa quantidade for tolerada e não houver vazamento de líquidos ao redor da sonda. após adicionar alimentação suficiente para atingir o volume total desejado. presa firmemente ao abdômen. as necessidades nutricionais e líquidas são avaliadas para garantir uma ingesta de alimentos e de líquidos apropriada. que é primeiramente torcida na sonda e. câncer). quaisquer sinais de infecção são prontamente comunicados ao médico de forma que a antibioticoterapia apropriada possa ser instituída. através de uma gastrostomia permanente. Ao mesmo tempo. O curativo protege a pele ao redor da incisão do vazamento de ácido gástrico e do derramamento dos alimentos. A enfermeira observa o estado da sonda quanto a uma manutenção apropriada.Profª Glenda Agra A enfermeira avalia as condições da pele do paciente e determina se um atraso na cicatrização da ferida pode ser esperado por causa de disfunções sistêmicas (p. Água e leite podem ser administrados após 24 horas. a enfermeira aspira as secreções gástricas e readministra-as. Como muitos pacientes que recebem alimentos por sonda estão debilitados e têm o estado nutricional comprometido.ex. No período pós-operatório. é evitada a dilação gástrica. O primeiro alimento líquido é administrado logo após a cirurgia. Inicialmente são fornecidos apenas 30 a 60 ml de cada vez. diabetes mellitus. mas essa quantidade é aumentada gradualmente. Em algumas circunstâncias. assim como da ferida quanto a quaisquer sinais de infecção. a enfermeira monitoriza o paciente para complicações potenciais. Durante o curso pós-operatório. no período pós-operatório recente. o paciente é avaliado quanto à sua resposta à mudança da imagem corporal e a um entendimento dos métodos de realização do procedimento de alimentação. No segundo dia. Líquidos altamente calóricos são adicionados gradativamente. . Por esse método. incluindo celulite local e abscessos na parede abdominal. então. geralmente consistindo em água e 10% de glicose.

Cuidados pós-operatórios 1. bem enxaguada e seca. Dobra-se o volume se a tolerância for boa em 2 ou 3 administrações consecutivas. Cuidados pré-operatórios 1. Pode se iniciar com água a temperatura ambiente ou glicose a 10%. tanto feita pelo paciente quanto pela pessoa responsável pelo cuidado.Orientar o paciente quanto ao procedimento. O trajeto fechará dentro de 4 a 6 horas se a sonda não for reposta. A pele ao redor da gastrostomia requer um cuidado especial. ferida e dolorida. e toda a drenagem do local operado. o médico é notificado imediatamente. Se a sonda for retirada prematuramente. A remoção prematura da sonda. é outra complicação. é necessário fazer um curativo. Quando o estoma cicatriza e não há nenhum vazamento. a pele se torna macerada. a pele é limpa e um curativo estéril é feito.Início da dieta pela gastrostomia: Administrada em pequenos volumes cerca de 4 a 6 horas após a gastrostomia endoscópia percutânea (GEP) e 2 a 3 dias após a gastrostomia convencional. A área ao redor da sonda é lavada com água e sabão diariamente.Jejum: 6 a 8 horas antes do procedimento. 2. vômitos e fezes são observados para evidência de sangramento. porque ela pode se tornar irritada devido à ação enzimática dos sucos gástricos que vazam ao redor da sonda. Qualquer incrustração é removida com soro e lavada com água. A pele no local da sonda é avaliada diariamente para sinais de solução de continuidade. . irritação. Quaisquer sinais de sangramento são comunicados prontamente. escoriação e presença de drenagem ou vazamento gástrico. Se não for tratada. 3. Os sinais vitais do paciente são monitorizados de perto. vermelha.Profª Glenda Agra Sangramento gastrintestinal no local da punção no estômago também pode ocorrer. com 30 a 60 ml a cada 3 horas no adulto ou 1ml/kg de cada vez na criança. ou inadvertidamente.Antibioticoprofilaxia: dose única de cefalotina ou cefalozina imediatamente antes do procedimento.

o cateter ou sonda de Foley poderá ser trocado por um dispositivo do tipo BOTTON-G OU MIC-KEY. numa velocidade de 20 a 30ml/h no 1º dia. 4. para evitar migração para o duodeno. pois a abertura pode se fechar em menos de 6 horas. *Reinserir imediatamente novo cateter ou sonda em caso de saída acidental da sonda.( Pacientes neurológicos frequentemente apresentaam gastroparesia sem que isso indique redução ou suspensão da dieta gástrica). evitar remover. retardo no esvaziamento gástrico. pelo risco de afastamento do estômago da parede abdominal. . 3. *Lavar as mãos antes e depois de manipular a gastrostomia e as conexões. *Entre 8 a 12 semanas após a cirurgia. *Preferencialmente. *Verificar resíduo antes da dieta. trocar ou desinsuflar o balão da sonda nas primeiras 3 a 6 semanas após a sua colocação. *Na GEP. através de sinfonagem ou BIC em 10 a 15 minutos. com uma fórmula com 1caloria/ml. *Fazer controle periódico com o cirurgião.Cuidados com a sonda: * Se a sonda usada não tem um anteparo externo. *Dispositivos tipo BOTTON-G OU MIC-KEY não permitem aspiração do conteúdo gástrico ( válvula de contenção0. * Medir e anotar o comprimento externo do cateter para identificar eventual migração. *Lavar a sonda diariamente com 5-10ml de SF0. com aumento progressivo para 50 a 60 ml no 2º dia e aumentando o aporte previsto (entre 60 a 90 ml/hora deinfusão contínua). infundir a dieta por gavagem em 30 minutos.Volume da dieta na gastrostomia: Adulto: Bolos de 300 a 500ml cada vez. diarréia e distúrbios da absorção: infusão lenta. e tracionar o cateter para a posição medida antes de refixá-lo. Nos pacientes com refluxo.9% para manter a perviedade. fixar a sonda à pele com esparadrapo.Volume da dieta na jejunostomia: Iniciada com 24 horas.Profª Glenda Agra 2.

*Peritonite. após a higienização) deve ser reintroduzida em poucas horas. escoriações. Observado através do aspirado gástrico. maceração. indicar imediatamente a cirurgia para tratar a fístula e manter a gastrostomia aberta com jejum de pelo menos 3 dias. e se preciso. NPT.Profª Glenda Agra 5. Se apresentação de fístula e vazamento. enxugar bem. abscesso intra-abdominal e sepse: Acontece nas GEP que desenvolvem sepse. *Hemorragia: Devido à incisão. São tratados com drenagem local e ATB. Usar uma sonda fina transpilórica passada pela gastrostomia ou preferir uma jejunostomia. *Pneumonia por aspiração: Acontence em pacientes com refluxo esofágico. *Usar dieta enteral por gavagem ou por BIC. Utiliza-se . *Saída aciental da sonda: Ocorre por tração da sonda ou ruptura do balão ou relaxamento do orifício. *Infecção local: Celulite e abscesso. *Manter um curativo com gaze seca em torno da saída da sonda. *Manter a perva com perviedade da sonda com infusão diária de 5-10ml de SF0. *Alterações da pele em volta da gastrostomia: Dermatite devido ao ácido das secreções: hiperemia. 2 x ao dia.Cuidados com a pele em volta da gastrostomia: * Limpar com SF0. proteger com retalho de hdrocolóide recortado para ser encaixado em volta da sonda ou passar pasta protetora (de alumínio).Jejunostomia: *Fixar a sonda com curativo na pele.5% a 1%. abrasões ou úlceras. Uma nova sonda (ou a mesma.9% ou lavar com água e sabão. Complicações: Gastrostomia: A mortalidade por complicações é de 0. irritação.9% com seringa. 6. *Nos pacientes com vazamento ou tendência à irritação da pele. tosse ou engasgo. para evitar que o mesmo se feche.

Profª Glenda Agra antiácido mineral (Hidróxido de alumínio e magnésio em forma de suspensão = deixar decantar o conteúdo e passar ao redor da sonda).gi. necrose intestinal.gif . drenagem e ATB. Repete todo o procedimento. *Outras: obstrução do cateter. Candidíase: cremes de nistatina ou miconazol associada às medidas de proteção. obstrução por angulação da alça. *Migração da sonda para o peritônio: Peritonite grave: tratamento cirúrgico. Jejunostomia: *Saída da sonda: Ocorre por deficiência na fixação. distensão abdominal. irritação e lesão de pele. *Infecção local: Celulite. abscesso de parede: Cuidados locais. diarréia por “dumping”. pneumatose.org/patients/gihealth/images/gastroparesis1. volvo intestinal. Fontehttp://www.

com FONTE: http://www.bp.smartimagebase.com/imagescooked/28293W.Profª Glenda Agra FONTE:http://2.blogspot.jpg .

br/Fotos/ FONTE: http://grupomoravi.tamussino.jpg .com.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.com/images/0001700588.

jpeg FONTE: http://3.blogspot.uniroma1.com/ .bp.Profª Glenda Agra FONTE: http://w3.it/step/nad/manuale/med_cerotto.

Profª Glenda Agra FONTE: http://www.com/martin.smartimagebase.JPG .com/imagescooked/27865W.jpg FONTE: http://misodor.

nos pacientes com SNE ou jejunostomia. possibilidade de ressecção colônica. SVF. retirá-la assim que o volume drenado for baixo e reaparecerem os ruídos peristálticos. 3. independetemente de repercussões.Início da dieta: Precoce. Quando a anastomose for com o esôfago. garantir preparo Cuidados pós-operatórios: 1. mantendo o suporte nutricional por via enteral ou parenteral. a dieta é reintroduzida no 3º ou 4º dia pós-operatório nas anastomoses com estômago.Retirada da SNG: Raramente é usada.Nos casos em que houver adequado do cólon.ATB 1 antes da cirurgia (cefalozina).SNG. 4.Profª Glenda Agra GASTRECTOMIA CÂNCER GÁSTRICO Tratamento cirúrgico: Gastrectomia parcial ou radical. Começar com dieta líquida em pequenos volumes e progredir para dieta livre. mas se tiver sido deixada. AVcalibroso. No dia seguinte à cirurgia.ANALGESIA: Epidural com fentanil e bupivacaína por 3 a 5 dias. reintroduzir a dieta oral após 7 a 10 dias. Cuidados pré-operatórios: 1. ou < 7 g/dl.ATB : Mantida por mais de 24 horas após o fim da cirurgia. seguida de opióide por VO ou parenteral. 2. 4.Hemotransfusão: Se Hg < 9mg/dl e houver complicações cardiorespiratórias. . 2.Monitorização padrão para cirurgia de grande porte em paciente grave. 5. 3. conforme tolerância. 6. Por VO.Fisioterapia pulmonar: exercícios respiratórios para a remoção de secreções e prevenção de atelectasias.

clinicaq.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.com.br/imagens/obes6.com.br/imagens/obes6.jpg .jpg FONTE: http://www.clinicaq.

br/images/foto_03.cirugiabariatrica.com.drgustavopeixoto.jpg .jpg FONTE: http://www.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.net/img_articulos/img_a4_867562.

Avaliação do nutricionista.Avaliação do cirurgião.w7. pós-operatório imediato e tardio até 3meses) .Consentimento e comprometimento por parte do paciente. 6. 5.Avaliação do psiquiatra ou psicólogo.com. 2.Avaliação do clínico geral ou endocrinologista.Avaliação do anestesista. 4. (Risco de mortalidade nos transoperatório. 3.jpg GASTROPLASTIA Cuidados pré-operatórios 1.pt/as/images/stories/sleeve.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.

. 3. 2. Pós-operatório imediato: 1.mantida até o 10º dia de pós-operatório. 3.Avaliação pré-anestésica: avaliar sinais de intubação difícil.Um preparo intestinal com laxantes nos dois dias anteriores constipados.O risco de hipoventilação. aspiração pulmonar e PCR súbita é maior nos obesos mórbidos.Profª Glenda Agra Pré-operatório imediato 1. 2. monitorizar saturimetria até que ele esteja bem desperto. cutâneo lateral e ulnar).Evitar sedativos nos pacientes com história de apnéia do sono. pressão e lesões 4. a partir da meia noite. aos pacientes Cuidados iniciais no bloco cirúrgico: 1. 3. 4. 2.Fisioterapia respiratória para evitar atelectasias.Posicionar o paciente em decúbito lateral ou com cabeça elevada. Evitar uso de sedativos pesados nos pacientes com apnéia do sono.ATB profilaxia com cefalozina no início da cirurgia e durante a cirurgia a cada 2h.È prudente a presença de 2 anestesistas na hora da intubação e indução anestésica e para manter uma monitorização completa.Nos casos de risco deve ser mantida até o 30º dia.Monitorização do débito urinário (SVF): Pacientes com comorbidades graves e para facilitar os cuidados no pós-operatório imediato no obeso grave. 6. femoral. para evitar TVP. 4. 5.Manter os medicamentos anti-hipertensivos e antiarritmicos e suspender os hipoglicemiantes orais.Jejum completo. Não é necessário usar no pós-operatório.Uso de meias elásticas compressivas ou equipamento de compressão intermitente das pernas: reduzir o risco de TVP.Posicionar o paciente corretamente na mesa: Evitar úlcera de nervosas (ciático. inclusive líquidos. substituindo-os por insulina.Heparinização profilática com heparina de baixo peso molecular SC iniciada cerca de 12h antes da cirurgia.

mas pode também ocorrer também nos casos de desnutrição. febre. 2.Vômitos incoercíveis no pós-operatório: Usar antieméticos. e é observada principalmente em alcoólatras.Causa morte súbita no POI. Heparinização profilática.Tromboembolismo pulmonar: Ocorre em 1%. uso de meias elásticas e deambulação precoce reduzem a chance do evento. 4. 3. Evitar atividades físicas que forcem o abdômen por 6 meses. é difícil a manobra de compressão torácica.Reinínio da dieta: iniciar com água e alimentos líquidos em pequenos volumes (20ml a cada 5 minutos) após 48 a 72h. 5. 6. 9. hidratação venosa e tiamina (vitamina B1) parenteral. devido a grande quantidade de tecido adiposo.Conversão laparoscópica para aberta: hemorragia de difícil controle. Quando evolui para a PCR.Atelectasia: Nas primeiras 24h e cursa com taquicardia. A ocorrência é menor nas cirurgias laparoscópicas. peritonite aguda e fístula: Ocorre em 1% a 6% dos casos. 8.Profª Glenda Agra 5.Retirada dos drenos: Drenos de Jackson-Pratt ou Blake: no tecido SC até a alta (2 a 6 dias) e na cavidade peritoneal próximo às anastomoses (retirado com 30 dias).Ruptura da anastomose.. 1 Síndrome de Wernicke-Korsakoff é uma encefalopatia causada pela deficiência de tiamina.Infecção da ferida cirúrgica: 10% = convencional e 2% = laparoscopia. 7.IAM: Ocorre 1% a 2%. hiperemese gravídica e em pacientes que fazem uso de nutrição parenteral sem tiamina. Fisioterapia respiratória: reduz o risco. lesão esplênica ou perfuração gástrica acidental. pois há relato de casos de encefalopatia de Wenick1 nesses casos. Ocorre no POI. 6. queda da saturação. 7.Deambulação precoce: evitar TVP.Seromas e coleções na parede: drenam espontâneamente ou são esvaziadas por punção ou drenagem. Afeta igualmente homens e mulheres sem . Complicações cirúrgicas precoces: 1.Hérnia incisional: Ocorre em 10% a 15% dos casos. 2ª causa de morte depois do tromboembolismo. Para evitá-la: fechamento adequado da parede e uso de fios inabsorvíveis mais grossos que o habitual.

náusea.) Alimentação após a cirurgia Alimentação do 1º mês: 1. *Iniciar com alimentos bem cozidos e de fácil digestão. *Evitar doces ou ingeri-los em pequenas quantidades depois do almoço e jantar. Encefalopatia de Wernicke é caracterizada por nistagmo. *Evitar pedaços grandes de carne. O açúcar deve ser evitado. Tomados no volume de 20 ml em intervalos de 5 a 10 minutos. sudorese. é pequeno. úlceras gástricas. retenção urinária. *Deve ser mantida a orientação de tomar 2 litros de líquidos por dia. Alimentação líquida e pastosa entre 15 e 30 dias: Alimentos de alta concentração calórica são proibidos: causam síndrome de dumping. distensão abdominal e rebote metabólico como tonteira. taquicardia. agora. mal-estar e aumenta o risco de deiscência. . 10.É também a lesão do músculo esquelético seguida pelo rompimento da célula e liberação do seus constituintes no plasma. febre. além de ataxia cerebelar e alterações mentais. *Dar prioridade a alimentos ricos em proteínas para evitar a desnutrição protéica.Profª Glenda Agra idadepreferencial. adoçados com adoçantes. cortá-los em pedaços pequenos. calmas e sossegadas e de pequeno volume por dia. náuseas e vômitos.Outras intercorrências: Dor. Alimentação líquida exclusiva e de baixo teor calórico nos primeiros 15 dias: todos os alimentos são líquidos (peneirados ou batidos). (1Rabdomiólise é uma síndrome resultado de danos na musculatura. pão e o bagaço ou parte fibrosa das frutas. sentir dor. *Sempre mastigar muito os alimentos. dificuldades respiratórias. além de perder pouco peso. *É fundamental realizar 5 a 6 refeições lentas. *Cada garfada deve ter menos de uma colher de chá de volume e intervalos de meio a um minuto entre as garfadas: 30 minutos para cada refeição (200 g de comida ou 4 a 6 colheres de sopa de comida ou um pires de comida). paralisia do nervo abducente (VI nervo) e do olhar conjugado. sensação de distensão gástrica. diarréia.Líquidos:Tomar pelo menos 2 litros de líquidos por dia. Se o paciente tomar volumes maiores: vomitar. vômito e desmaios. raddomiólise1. Alimentação a partir de 30 dias após a cirurgia: dieta sólida liberada de forma cuidadosa e o paciente precisa lembrar que o estômago . *Bebidas alcoólicas e refrigerantes gasosos devemser evitados nos primeiros 6 meses após a cirurgia pois causam malestar. distensão abdominal.

deslizamento da bandagem ajustável. *Suplementação nutricional: ferro. *Depressão aguda no pós-operatório. hérnias internas. colelitíase. *Estenose das anastomoses. deiscência de suturas ou linhas de grampeamento. Gastroplastia Y de Roux .Profª Glenda Agra Complicações crônicas ou tardias: *Dumping *Flatulência e mau-cheiro das fezes *Vômitos intratáveis *Distúrbios metabólicos. *Outras complicações: úlceras e estenoses das bocas anastomóticas. cálcio. impactação alimentar no esôfago. *Problemas nutricionais (Anemia por deficiência de ferro ou vitamina B12 e hipoalbuminemia).polivitamínicos e vitamina B12 de acordo com a necessidade.

Profª Glenda Agra Gastroplastia vertical de Mason Gastroplastia vertical com bandagem .

com/paulomaciell/index2000.htm .geocities.Profª Glenda Agra Gastroplastia com técnica de Scopinaro FONTES das ilustrações : www.

Observar os sinais de desidratação (mucosas secas.Registrar a ingesta da fórmula pelo paciente. 2.Lavar a sonda com 30 ml de água após cada bolo da alimentação ou administração de medicação. diminuição da eliminação urinária.Colocar o paciente em posição de Fowler (30º) antes e depois da administração da alimentação. ganho de peso súbito ou edema dependente ou periorbital. . 11.Checar o resíduo gástrico antes da alimentação. 7. pelo menos por 1 hora. diarréia e constipação).Comunicar a concentração de glicose na urina de +3 ou +4. proteína sérica. como as dos achados laboratoriais: uréia nitrogenada sanguínea. 5.Checar respostas clínicas. inchaço.Registrar incidentes como vômitos e diarréia ou distensão. 9.Administrar a alimentação à temperatura ambiente ou uma temperatura próxima à do corpo. pois facilita a digestão e diminui o risco da aspiração. vômitos. hemoglobina e hematócrito. Qualquer obstrução requer que a alimentação seja interrompida e que o médico seja notificado. 8. 3.Determinar a capacidade do paciente para tolerar a fórmula (avaliar a sensação de plenitude. 4. náuseas. 10.eliminação urinária diminuída). 6. Avaliar a velocidade do fluxo.Profª Glenda Agra NUTRIÇÃO ENTERAL 1. urticária. sede.

vômitos e diarréia. 13. e a velocidade de administração é determinada pela gravidade.600cal/dia) são eficazes em induzir um balanço nitrogenado positivo e um progressivo ganho de peso.Profª Glenda Agra 12.Pesar o paciente 2 a 3 vezes por semana. Velocidades de alimentação contínua de cerca de 100 a 150ml/h (2. a cada 4 horas. a alimentação é atrasada e as condições do paciente são reavalidas em 1 hora . 17.Substituir a fórmula a cada 4 horas por uma fórmula nova. 14. O conteúdo gástrico enteral é medido antes de cada alimentação intermitente e a cada 4 a 8 horas durante alimentações contínuas (Esse líquido aspirado é readministrado ao paciente).400 a 3. náuseas. Se a quantidade do conteúdo gástrico aspirado for maior do que 100 ml ( ou mais de 10 a 20% acima da velocidade de alimentação contínua horária).Consultar um nutricionista. náuseas e vômitos.Monitorizar a ingesta e a eliminação. 200 a 350 ml são administrados de 10 a 15 minutos. sem produzir cólicas abdominais e diarréia. distensão. As alimentações por gravidade são colocadas acima do nível do estômago. por bolo ou pela BIC. ou. As alimentações são administradas por gravidade (gotejamento).Trocar o recipiente da alimentação por sonda e os tubos a cada 24 a 48 horas. Parar as alimentações se o resíduo exceder 100 ml e retornar o aspirado para o estômago.Avaliar os volumes residuais antes de cada alimentação. em caso de alimentações contínuas. Se a alimentação é intermitente. Observar para complicações potenciais: síndrome do esvaziamento rápido. permitindo que a alimentação seja dada em pequenas quantidades em longo período reduzindo o risco de aspiração. As alimentações por bolo são dadas em grandes volumes ( 300 a 400 ml a cada 4 a 6 horas). A alimentação contínua é o método preferível. 16. infecção da pele no local. 15.

*cheiro desagradável. Constipação *muito conteúdo de leite. *medicamentos/antibioticoterapia. *permanecer deitado no leito. Pneumonia por aspiração *colocação inadequada da sonda.Profª Glenda Agra Tabela 1. *esvaziamento gástrico inadequado. *nível de osmolaridade sérica. *deficiência à lactase. rápido *fórmula fria. *falta de fibra. *infusão rápida. . *ingesta líquida inadequada/desidratação. *fórmula hiperosmolar. *sonda calibrosa. *fórmula fria. *alimentações contaminadas por bactérias. Náuseas e vômitos *mudança na velocidade. Complicações da terapia enteral COMPLICAÇÕES Diarréia CAUSAS *Alimentações hiperosmolares. Gases/plenitude gástrica/cólicas *Ar na sonda Síndrome do esvazimanto *Alimentação em bólus/ velocidade rápida. (atelectasia) *vômito e alimentação por sonda aspirada. *alergias alimentares. Deslocamento da sonda Obstrução da sonda *Tensão na sonda/sonda mal presa *limpeza inadequada da sonda/ velocidade da fórmula.

Antibióticos como as clindamicinas e lincomicina. Desidratação *Alimentações hiperosmolares com insuficiente ingesta de líquido. drogas antidisrítmicas. *terapia medicamentosa. por sonda *desidratação. Síndrome das alimentações *Uréia em excesso da mistura rica em proteína e fórmulas sem gordura. Para confirmar que a síndrome do esvaziamento rápido está causando diarréia. aminofilina e digitálicos aumentam a freqüência da síndrome.Profª Glenda Agra *medicamentos amassados inadequadamente e limpeza após a sua administração inadequada. Os sintomas da síndrome podem ser tratados da seguinte forma: *Diminuindo a velocidade de instilação para dar tempo dos carboidratos e eletrólitos se diluírem. MANTENDO UM PADRÃO DE ELIMINAÇÃO INTESTINAL NORMAL A Síndrome do esvaziamento rápido também leva à diarréia. Hiperglicemia *intolerância à glicose. *má nutrição. . outras possíveis causas precisam ser eliminadas: *deficiência de zinco (adicionar 15 mg de zinco na alimentação pela sonda a cada 24 horas é recomendado para manter um nível sérico normal de 50 150 mg/dl. *fórmula contaminada. *Administrando alimentações à temperatura ambiente. *alimentação rica em carboidrato. porque as temperaturas extremas estimulam a peristalse.

As soluções de NPT. com a cabeceira da cama abaixada. e não por jato. NUTRIÇÃO PARENTERAL TOTAL NPT é o método de suprir o corpo com nutrientes por uma via EV. e o paciente é colocado em DLD. por 1 hora após a alimentação (essa posição prolonga o tempo de trânsito. diminuindo a influência da gravidade). a alimentação é diluída pelo menos até a metade. a faringe e a traquéia são aspiradas. que fornecem nutrientes como a dextrose.Profª Glenda Agra *Administrando a alimentação por gotejamento contínuo ( se tolerado). aminoácidos. manter a massa muscular. MANTENDO A HIDRATAÇÃO ADEQUADA ***A água é dada a cada 4 ou 6 horas e após as alimentações para prevenir desidratação hipertônica. No início da administração. estabelecer um balanço nitrogenado positivo. diminuindo a influência da gravidade). *Aconselhado o paciente a permanecer na posição de semi-Fowler por 1 hora após a alimentação (essa posição prolonga o tempo de trânsito. e não mais do que 50 a 100 ml são dados de uma vez. As metas são : melhorar o estado nutricional. pára-se a alimentação. REDUZINDO O RISCO DE ASPIRAÇÃO **Aconselhado o paciente a permanecer na posição de semi-Fowler. *Administrando a menor quantidade de água necessária para limpar a sonda antes e depois da alimentação. eletrólitos. ** Se a aspiração é suspeitada. porque o líquido dado com a alimentação aumenta o tempo de trânsito. para prevenir distensão súbita do intestino. promover ganho de peso e melhorar o processo de recuperação. ou 40 a 60 ml/h são dados na administrados por gotejamento contínuo. vitaminas. minerais e emulsões de gordura dão calorias e nitrogênio para atender às .

que irá rapidamente diluir os nutrientes ingeridos a um nível adequado à tolerância do corpo. A NPT está indicada nas seguintes situações: *A ingesta do paciente é insuficiente para manter um estado anabólico ( p ex.000 calorias adicionais diariamente. hiperêmese gravídica grave na gravidez). . doença de Crohn com obstrução. ex. síndrome do intestino curto. *A capacidade do paciente de ingerir alimento oralmente ou via sonda está comprometida (p. em casos de queimaduras graves.Profª Glenda Agra necessidades nutricionais diárias do paciente. enterite pós-radiação. Quando glicose altamente concentrada é administrada. Em geral. queimaduras. má nutrição. grandes cirurgias ou doença hipermetabólica pode necessitar de até 10. O potássio é adicionado à solução para manter um equilíbrio eletrolítico adequado e para transportar glicose e aminoácidos através da membrana celular. outros elementos. Para prevenir deficiências e atender aos requerimentos para síntese dos tecidos. a NPT fornece 30 a 35 kcal/kg e 1. como grande infecção ou febre.0 a 1. fósforo. AIDS. em vez de usá-los para energia. como cálcio. Para fornecer as calorias necessárias em um pequeno volume.5g/kg de proteína. de grande fluxo (veia subclávia)). uma incapacidade de ingerir líquidos ou alimentos dentro de 7 dias após a cirurgia e as situações hipercatabólicas. íleo paralítico. INDICAÇÔES As indicações da NPT incluem um déficit de 10% do peso corpóreo antes da doença. os requerimentos calóricos são satisfeitos e o corpo usa aminoácidos para a síntese protéica. sepse e câncer). O paciente com febre. é necessário aumentar a concentração e usar uma via de administração (uma veia grande. trauma. magnésio e cloreto de sódio são acrescentados.

NPT refere-se às fórmulas de aminoácido-dextrose. Um total de 2 a 3 litros de solução é administrado n decorrer de 24 horas. elas causam danos à parte íntima das veias periféricas. quando amornadas até a temperatura ambiente. *As necessidades nutricionais pré e pós-operatórias são prolongadas (p. magnésio e glicose sanguínea. A solução endovenosa nutricional prescrita é preparada pelo farmacêutico sob um capacete de fluxo laminar de ar filtrado usando técnica asséptica estrita.ex. Dessa forma. As soluções entregues nas unidades de enfermagem ficam refrigeradas até a sua utilização. observando-se a data de expiração. Como as soluções de NPT têm cinco ou seis vezes a concentração do soluto do sangue. tempo de protrombina e níveis de eletrólitos. fístula enterocutânea alta). Os valores laboratoriais do paciente e a resposta à terapia com NPT são monitorizadas freqüentemente pela equipe de apoio nutricional. sendo gradualmente aumentadas a cada dia até a velocidade desejada e na medida em que a tolerância do paciente a líquidos e a glicose o permitir. para prevenir flebite e outras .ex. anorexia nervosa. Antes da administração. pancreatite aguda. a infusão de NPT deve ser inspecionada para checar a claridade e se há precipitação. *A condição médica subjacente impede ser alimentado oralmente ou por sonda (p.Profª Glenda Agra *O paciente não está interessado em ingerir ou não deseja ingerir nutrientes adequados (p. contagem de plaquetas. O rótulo é comparado com a prescrição médica. As prescrições são iniciadas pesando-se o paciente e obtendo-se um hemograma completo.ex. pacientes idosos no pós-operatório). cirurgia intestinal extensa). As soluções de NPT são iniciadas lentamente.

albicans é o organismo infeccioso mais comum. O grande conteúdo de glicose das soluções de NPT faz com que elas sejam um meio de cultura ideal para o crescimento de bactérias e fungos. logo após. O CDC recomenda a troca do curativo do dispositivo de acesso venoso central somente se ele estiver sujo. geralmente 2 ou 3 vezes por semana e quando for necessário. PVC . Os curativos são trocados assepticamente. essas soluções são administradas no sistema circulatório através de um cateter inserido em um vaso sanguíneo grande. A colocação da ponta do cateter deve ser confirmada pelos raio X antes de iniciar a terapia por NPT. do centro para fora.ex. como inflamação. para uma comparação correta. pneumoniae também estão presentes. A C. O paciente é pesado 2 a 3 vezes por semana. sede. turgor da pele diminuído. dor e drenagem purulenta. o paciente não apresentará nem perda nem ganho de peso significativos. é colocado um frasco de glicose a 10% com água até que o próximo frasco de NPT esteja disponível na farmácia. aureus. A área é checada para vazamento. S. O paciente é pesado diariamente na mesma hora do dia. A velocidade de infusão não pode ser aumentada nem diminuída para compensar os líquidos que foram infundidos muito rápido ou muito devagar. nas mesmas condições. Registros exatos da ingesta e da eliminação e equilíbrio hídrico são mantidos. com sangue. A enfermeira põe luvas estéreis e limpa a área com cotonetes com tintura de iodo-povidona. Uma bomba de infusão é recomendada para NPT para manter a velocidade prescrita correta. epidermis e K. com um fluxo alto (geralmente a veia subclávia). A limpeza começa de uma maneira circular. torção do cateter e reações na pele. Quando a solução EV acaba. removidos por álcool a 70%. solto ou molhado. em situações ideais. Toda ingesta e eliminação do paciente são registrada a cada 8 horas de forma que o desequilíbrio hídrico possa ser detectado logo. mas S. e o cateter venoso central fornece a porta de entrada. edema.Profª Glenda Agra complicações venosas. A enfermeira avalia para sinais de desidratação (p. drenagem de sangue. vermilhidão.

diarréia. respectivamente para Clinimix E 2.75% + eletrólitos e solução de glicose 10% + cálcio.0.75/10 e 4. Complicações metabólicas: neuropatias. para administração IV central ou periférica após mistura dos mesmos por rompimento do sistema “Peel-Seal” de selagem que os separa Após mistura temos a ativação da solução que corresponde a um sistema 2 : 1 de solução para nutrição parenteral total para administração em 24h com velocidade média de infusão de 83ml/h. conteúdo calórico (Kcal / 2l) 680 e 1700. eletrólitos e oligoelementos e outro para administração IV.Solução RTU (Ready To Use). Total segurança e exatidão nos processos de automação para transferências gravimétricas de volumes de soluções nutritivas com sensibilidade de infusão mínima de 10ml. com solução final livre de bissulfitos. náuseas. As atividades e a deambulação são estimuladas. A complicação mais freqüente é a sepse. É essencial monitorizar a glicose sanguínea porque a hiperglicemia pode causar diurese e excessiva perda de líquidos. específica para pacientes em catabolismo suave a moderado.25/25. TIPOS DE NUTRIÇÃO PARENTERAL TOTAL AUTOMIX Descrição . . osmolaridade (mOsm/l) 920 e 1825.Misturador para soluções de Nutrição Parenteral com 6 vias de acesso e infusão por gravimetria. vitaminas. pH 6. Clinimix E* Descrição . alterações mentais. eliminação de urina. alterações na pele.Profª Glenda Agra diminuída). pronto para uso. As bolsas de Clinimix possuem dois equipos especiais para aditivação de emulsão lipídica e outros nutrientes. para TNP contendo dois compartimentos distintos com solução de poliaminoácidos 2.

Após mistura temos a ativação da solução que corresponde a um sistema 3 : 1 de solução para nutrição parenteral total para administração em 24h com velocidade média de infusão de 83ml/h.Apresentação em bolsa flexível de PVC. com solução final livre de bissulfitos. para TNP contendo três compartimentos distintos com solução de poliaminoácidos (Synthamin com 15 AA) + eletrólitos. osmolaridade (mOsm/l) 785. conteúdo calórico (Kcal/l) 1710 e 2390.Apresentação em bolsas plástica CRYOVAC– exclusivo Baxter. sem complicações renais ou hepáticas. Hepatasol 8% 250ml Descrição . pH aproximado 4. associados à neurotoxicidade e alterações hepáticas. Leucina e Valina.Solução de aminoácidos à 8% específica para hepatopatas. alta concentração de Lisina que induz anabolismo protéico e baixas concentrações de Metionina e AAA. .N/ 1000ml). . poupando a degradação de glutamina.Apresentação em bolsas plástica tetralaminada Filme Clarity – exclusivo Baxter. com dois equipos para aditivação e administração e volume final de 1000ml e 2000ml Glicose 50% / Glicose 70% Descrição . osmolaridade (mOsm/l) 2520 e 3530. 1470.Soluções hipertônicas de glicose 50% e 70% são indicadas na prevenção de perda de nitrogênio (proteína) ou no tratamento de balanço nitrogenado negativo (BNN) como principais fontes calóricas em TNP.0]. VIAFLEX com 1000ml e 2000ml de solução. garantindo maior segurança e rapidez na produção de soluções para nutrição parenteral em quantidades elevadas em serviços com procedimentos automatizados ou manuais (gravitacionais). osmolaridade (mOsm/l) 840. Isoleucina. sistemas 2:1 (AA : Glicose) e 3:1 (AA : Glicose : Lipídeos). . para evitar catabolismo muscular.Profª Glenda Agra .0.0. CLINOMEL Descrição .17 e 1. vitaminas. pH 6. específica para pacientes em catabolismo moderado a severo ou grave. N6.03 . 1020. densidade 1. para administração IV central ou periférica após mistura dos mesmos por rompimento do sistema “Peel-Seal” de selagem que os separa . conteúdo calórico (Kcal / l) 540. N7. pH 6. contendo altas concentrações de AAER.As bolsas de Clinomel possuem dois equipos especiais para aditivação nutrientes.24. 800. com composição adequada e balanceada de AAE. 880. Fenilalanina e Triptofano. pronto para uso. .Solução RTU (Ready To Use).0 .2g. 1040. eletrólitos e oligoelementos e outro para administração IV.5 [6. solução de glicose 10% + cálcio e emulsão lipídica a 10% ou 20%. N5. com dois equipos para aditivação e administração e volume final de 2000ml. densidade 1. 7. NPP’s adulto e pediátrica. 1190. respectivamente para Clinomel N4. AACE e AANE (12.

densidade 1.993 e 0. Tirosina e Serina. oleato de sódio como co-emulsionante e estabilizante. densidade 1.5% específica para nefropatas. pH 5.Emulsão Lipídica de óleo de soja à 10% e 20%. rica fonte de calorias e de ácidos graxos essenciais (linoléico 54% a-linolênico 8%). osmolaridade (mOsm/l) 265 e 270. .0 . 500ml e 1000ml (20%) de solução pronta para aditivação de outros nutrientes.Solução de aminoácidos à 10% específica para pediatria. evitando desta forma a complementação com AAT padrão a 10%. 7. importantes na insuficiência renal. Tirosina e Prolina. pH 6 [5. IVELIP* 10% 500ml / IVELIP* 20% 100ml / IVELIP* 20% 500ml / IVELIP* 20% 1L Descrição . contendo fosfatídeos de ovo como emulsificante. associados à neurotoxicidade e alterações hepáticas.0]. com composição adequada e balanceada de AAE.N/1000ml).5g. pH 6.0].Solução de aminoácidos à 10%. osmolaridade (mOsm/l) 998. sem alterar as propriedades metabólicas e de tolerância.0 . conteúdo calórico (Kcal/l) 1100 e 2000. favorecendo a solubilidade de íons cálcio e fosfato em soluções 3:1. Apresentação em frascos de vidro com 500ml de solução pronta para aditivação de outros nutrientes.0. densidade 0.Apresentação em frascos de vidro com 500ml de solução pronta para aditivação de outros nutrientes. aumentando a estabilidade em sistemas 3 : 1 (AA : Glicose : Lipídeos).02. Apresentação em frascos de vidro com 250ml de solução pronta para aditivação de outros nutrientes. osmolaridade (mOsm/ l) 600.Profª Glenda Agra .0 . Travasol 10% Descrição . . densidade 1. respectivamente para as soluções à 10% e 20%. 7. livre de bissulfito. glicerol para garantir a isotonicidade da solução. com composição adequada e balanceada de AAE.988. pH 8.5% 500ml Descrição .0].5 [5.Apresentação em frascos de vidro com 50ml (10%) e 100ml. osmolaridade (mOsm/l) 780. . contém Taurina e Cisteína aminoácidos essenciais para o RN. alta concentração de Lisina que induz anabolismo protéico e baixas concentrações de Fenilalanina.0 [5.Solução de aminoácidos à 6. ausência de bissulfito. AACE e AANE (15g. favorecendo a solubilidade de íons cálcio e fosfato em soluções 3:1. 7.02. suas partículas de tamanho pequeno (<0. AANE (33%) e AACE (7%).03.N/ 1000ml). perfil de aminoácidos plasmáticos do cordão umbilical. AACE e AANE (16. oferecendo composição balanceada de AAE (60%).3 micron) aumentam a estabilidade da emulsão. medicamentos compatíveis ou infusão IV central ou periférica PRIMENE 10% 250ml Descrição . Renamin* 6. Histidina.

REFERÊNCIAS DO TEXTO E ILUSTRAÇÕES: http://www.com COLECISTECTOMIA O tratamento cirúrgico da doença da vesícula biliar e dos cálculos biliares é efetuado para aliviar os sintomas persistentes. Automix. quando os sintomas do paciente diminuíram. O cirurgião pode visualizar o sistema biliar por meio do . Hepatasol.Apresentação em bolsa flexível de PVC.latinoamerica.baxter. ou pode ser realizada como um procedimento de emergência.5 são marcas registradas em nome de Baxter International Inc. garantindo maior segurança e rapidez na produção de soluções para nutrição parenteral em quantidades elevadas em serviços com procedimentos automatizados ou manuais . Primene. VIAFLEX é Marca Registrada em nome de Baxter International Inc. Clinomel. O aparelho de fibra óptica é inserido através da pequena incisão umbilical. Ivelip e Renamin são marcas depositadas em nome de Baxter International Inc. Colecistectomia Laparoscópica Esse procedimento é realizado por meio de uma pequena incisão ou punção feita através da parede abdominal. na cicatriz umbilical. A cavidade abdominal é insuflada com dióxido de carbono (pneumoperitônio) para ajudar na inserção do laparoscópio e o cirurgião na visualização das estruturas abdominais. A cirurgia pode ser eletiva. VIAFLEX com 2000ml e 500ml de solução. Diversas punções adicionais ou pequenas incisões são feitas na parede abdominal para introduzir outros instrumentos cirúrgicos dentro do campo operatório. remover a causa da cólica biliar e tratar a colecistite aguda. Clinimix E. caso a condição do paciente assim obrigue. Travasol 10 e Travasol 8.Profª Glenda Agra .

a conversão para um procedimento abdominal aberto somente é necessária de maneira ocasional. no entanto. o paciente recebe alta hospitalar no dia da cirurgia ou dentro de um a dois dias. uma câmera presa ao aparelho permite que a visão do campo intraabdominal seja transmitida para um monitor de televisão. O paciente é informado de que um procedimento abdominal aberto pode ser necessário. pode haver um aumento no número dessas conversões. Fonte: http://www. caso sejam encontrados problemas durante o procedimento laparoscópico.colegiosaofranscisco. isso acontece em cerca de 5% dos casos laparoscópicos. A conversão para um procedimento cirúrgico abdominal tradicional pode ser necessária.com . sendo a anestesia geral administrada. Por causa da cuidadosa avaliação dos pacientes e da identificação daqueles em baixo risco para problemas. podendo retomar suas atividades em plena e voltar ao trabalho dentro de uma semana depois. Com o uso mais amplo dos procedimentos laparoscópicos.Profª Glenda Agra laparoscópio. A vantagem do procedimento laparoscópico é que o paciente não vivencia o íleo paralítico que ocorre com a cirurgia abdominal aberta e sente menos dor abdominal pós-operatória. Com freqüência.

com/gallblad.Profª Glenda Agra Fonte: http://www.cervejasdomundo.gif .

aspx?ImageIID=2846 .com/imagescooked/27492W.aspx/getImage.jpg Fonte: http://services.com/GetImage.epnet.Profª Glenda Agra Fonte: http://ebsco.smartimagebase.

com/imagescooked/27619W.Profª Glenda Agra Fonte: http://ebsco.jpg .smartimagebase.

ijp.gif .jpg Fonte: http://www.com.br/img/fbpe/acb/v14n4/4a11f4.scielo.Profª Glenda Agra Fonte: http://www.br/images/cirurgias/06_colecistectomia.

O dreno é ligado a um sistema de drenagem para evitar que a bile extravase ao redor do dreno ou escape para dentro da cavidade peritoneal. por causa do processo patológico subjacente do paciente. A colecistectomia é realizada quando a condição do paciente impede a cirurgia mais extensa ou quando a reação inflamatória aguda é grave. a vesícula biliar é extirpada através de um a incisão abdominal depois que a artéria e o ducto cístico são ligados. os líquidos serossanguinolentos e a bile para dentro de curativos absorventes. sendo um tubo de drenagem fixado com uma sutura em bolsa de tabaco.Profª Glenda Agra Fonte: http://www2. o paciente pode retornar para a colecistectomia.uepa. A vesícula biliar é aberta cirurgicamente.br/tocea/arquivos/figuras/colecistite. Depois da recuperação do episódio agudo. .jpg Colecistectomia Nesse procedimento. O procedimento é efetuado para a colecistite aguda e crônica. Um dreno (Penrose) é colocado na vesícula biliar e aflorado na pele através de uma incisão para drenar o sangue. Apesar de seu risco menor. a colecistectomia cirúrgica apresenta uma alta taxa de mortalidade.

como a tromboflebite. a coloração e o cateter da drenagem. extravasamento da bile para dentro da cavidade peritoneal e obstrução da drenagem. Depois de vários dias de drenagem. o equipo pode ser pinçado por 1 hora . e a aspiração NSG (uma SNG é provavelmente inserida imediatamente antes da cirurgia para um procedimento não-laparoscópico) pode ser instituída para aliviar a distensão abdominal. 4. a fim de expandir plenamente os pulmões e evitar atelectasia. 7. necessitando de trocas freqüentes dos curativos externos e de proteção da pele contra a irritação. As pomadas de óxido de zinco. o paciente é colocado na posição de Fowler baixa. alumínio evitam que a bile faça a digestão da pele. os curativos são trocados de acordo com a necessidade.Quando o dreno de Penrose é utilizado. sendo uma dieta leve iniciada mais adiante. bem como outras complicações. 9. 10. A deambulação precoce impede complicações pulmonares.Administrar analgésicos CPM. O equipo deve ser fixado nos curativos.A bile pode continuar a drenar a partir do trato de drenagem em quantidades consideráveis durante certo período.Água e outros líquidos podem ser fornecido em cerca de 24 horas. depois do retorno da atividade intestinal.Os drenos devem ser conectados a um frasco de drenagem. 5. 2. 6.Os líquidos EV podem ser administrados. são documentadas a quantidade.Encorajar o paciente a fazer respirações profundas a cada hora.Depois da recuperação da anestesia.O paciente é observado quanto às indicações de infecção.A bile coletada é medida a cada 24 horas. com margem suficiente para que o paciente se movimente sem deslocá-lo ou torcê-lo. 3.Profª Glenda Agra Prescrições de enfermagem: 1. 8.

Antes da cirurgia. como dor e febre. Esses sintomas podem indicar infecção ou ruptura do trato GI e devem ser relatados de imediato ao cirurgião. 12. Gerenciando o autocuidado depois da colecistectomia laparoscópica Retomando a atividade . os lipídios podem não ser digeridos por completo ou de maneira adequada. 15. dor. sendo anotada sua coloração. prurido ou sinais de inflamação e infecção. fezes esbranquiçadas(acolia fecal). distensão do abdome e elevação da temperatura. Isso é o resultado de um gotejamento contínuo de bile através da junção colédoco-duodenal após a colecistectomia. quando o paciente ingere lipídios. Em geral. o tubo de drenagem é retirado 11. Entretanto. eles são relatados ao cirurgião. o paciente é avaliado quanto à perda do apetite. 13. essa freqüência diminui durante um período de algumas semanas a vários meses. quando os ductos biliares se dilatam para acomodar o volume de bile. 14. quando a ampola de Vater novamente funciona de maneira efetiva. visando auxiliar na digestão. Amostras de urina e fezes podem ser enviadas para o laboratório para exame dos pigmentos biliares. é possível determinar se o pigmento biliar está desaparecendo do sangue e se está novamente drenando para dentro do duodeno. urina escura(colúria). Dessa maneira.Em todos os pacientes com drenagem biliar. a bile adequada será liberada para dentro do trato digestivo para emulsificar os lipídios e permitir sua digestão.Monitorizar SSVV de perto.Depois da colecistectomia laparoscópica. Alguns pacientes relatam uma a três evacuações por dia. outrora suportado pela vesícula biliar. a drenagem e as incisões são inspecionadas quanto ao sangramento. vômitos.Profª Glenda Agra antes e depois de cada refeição para fornecer bile para o duodeno. Depois disso. Quando esses sinais e sintomas ocorrem.Monitorizar para complicações potenciais: icterícia. uma das finalidades da cirurgia da vesícula biliar é possibilitar uma dieta normal. avaliação periódica quanto à sensibilidade aumentada e rigidez do abdome. podendo ocorrer flatulência. Dentro de 7 a 14 dias. É mantido um registro cuidadoso da ingestão e excreção hídricas.A restrição de lipídeos é suspensa em 4 a 6 semanas. as fezes devem ser observadas diariamente.

5 kg depois da cirurgia. vômitos ou dor abdominal. Tratando da dor pode experimentar dor ou desconforto no ombro direito devido ao gás empregado para insuflar a área abdominal durante a cirurgia. por 2 dias consecutivos Ligar para o cirurgião caso o paciente desenvolva náuseas. ou caminhar pode diminuir o desconforto. Gerenciando o cuidado de acompanhamento Faça uma consulta com seu cirurgião em 7 a 10 dias Ligar para o cirurgião caso o paciente apresente qualquer sinal de infecção no local da punção ou ao redor dele: rubor. no leito ou em uma cadeira. sentar de maneira ereta. edema. acrescentar gradualmente os lipídeos de volta à sua dieta em pequenos incrementos. geralmente por 1 semana. Por vezes. Retomando a alimentação Retomar a dieta normal Se apresentava intolerância a lipídeos antes da cirurgia. calor. Não puxá-las.7ºC. drenagem Ligar para o cirurgião caso o paciente apresente febre de 37.Profª Glenda Agra Começar imediatamente com exercícios leves (caminhar) Dirigir automóvel depois de 3 a 4 dias Tomar banho de chuveiro depois de 1 a 2 dias Retomar as atividades sexuais quando desejado Evitar levantar objetos com peso superior a 2. . Cuidando da incisão Verificar o local da punção diariamente quanto aos sinais de infecção Lavar o local de punção com saponáceo suave e água Permitir que as fitas adesivas especiais se descolem do local de incisão. ou mais.

seus conteúdos podem ser recolocados na cavidade peritoneal através de uma manipulação adequada. A hérnia estrangulada provoca. As hérnias ventrais são aquelas que comprometem a parede abdominal. para evitar uma operação de emergência. em última análise. uma razão para correção cirúrgica mais urgente. Embora essa situação não constitua.. se a hérnia estiver encarcerada deve-se fazer todas as tentativas possíveis para reduzi-la. apresentando tecido gorduroso subcutâneo abaixo da pele.Como o saco herniário e seus conteúdos se encontram consideravelmente aumentados. impede o fluxo arterial com subseqüente isquemia e gangrena. necessariamente. De longe. . em decorrência do aumento da pressão venosa. além de edema intersticial. Por essa razão. Esses defeitos permitem que o peritônio. pois esse colo geralmente tem um diâmetro muito menor do que a própria hérnia. é .Profª Glenda Agra HERNIORRAFIA OU HERNIOPLASTIA A maior parte das hérnias tem como causa defeitos nos tecidos fasciais da parede abdominal. Em muitos casos. O resultado é um saco herniário de peritônio. particularmente o intestino delgado. Quando a hérnia não é redutível. O tratamento adequado para a ampla maioria das hérnias é a correção cirúrgica. uma hérnia encarcerada raramente pode ser reduzida através do colo do saco. até mesmo fatais. para evitar complicações sérias. pois não está associada à isquemia ou à gangrena intestinal ou dos conteúdos herniários. a hérnia encarcerada é considerada estrangulada. ou seja. via de regra. ela é chamada de encarcerada. mas isso é muito incomum. uma hérnia estrangulada pode ser reduzida. com mais aumento da pressão intesticial. penetre até o tecido subcutâneo da parede abdominal. exceto aquelas da região inguinal – elas incluem as hérnias epigástricas e incisionais. sendo responsáveis por cerca de 75% do total. em decorrência da pressão intra-abdominal. o saco herniário contém vísceras. um problema cirúrgico. A maioria das hérnias é redutível. as mais comuns das hérnias da parede abdominal são aquelas que ocorrem na região inguinal. edema do intestino e do mesentério vizinho. e é obrigatória uma operação de emergência para a redução da hérnia e a correção do defeito. Em circunstâncias bastante raras. no entanto. que . que ocorrem através de incisões abdominais prévias e que não cicatrizam por completo. Se ocorrer isquemia ou gangrena intestinal.

ligamento lacunar medialmente.Hérnia inguinal: Presença de um abaulamento na região inguinal ou uma massa aparente que desce na região inguinal para o escroto. tornando possível uma recidiva da hérnia. primariamente a fáscia do reto abdominal e músculo oblíquo externo. As hérnias inguinais são muito mais comuns nos homens do que nas mulheres. Outro fator que causa hérnia umbilical é o aumento da pressão abdominal. ser seguida de infecção das vias urinárias. a não ser que uma enfermidade clínica séria coexistente impeça o tratamento. e ocasionalmente. Dentre os fatores etiológicos estão o defeito congênito do fechamento do anel interno. Deve-se ter especial cuidado de evitar aproximação do músculo a esses ligamentos. e pelo. O diagnóstico da hérnia femoral é feito pela presença de uma massa. com a necessidade de antibióticos. Isso deve ser seguido de uma avaliação cuidadosa dos tecidos ao redor do defeito herniário e da mobilização das estruturas fasciais. e sutura desses fortes músculos. bem como hematomas. dcorrente da ascite. primariamente. massas abdominais ou obesidade. A retenção urinária pode constituir um problema e necessitar de cateterismo. pois o músculo não segura bem as suturas.Hérnia umbilical: são de origem congênita. Os princípios gerais da correção cirúrgica consistem. estão já presentes no nascimento. Complicações pós-operatórias: Podem ocorrer infecções da ferida cirúrgica. Tipos de hérnias: 1. em dissecção cuidadosa do saco herniário com fechamento ao nível de seu colo e excisão do excesso de saco. O tratamento é imperativo: cirúrgico. O tratamento adequado é o cirúrgico. lateralmente. muitas vezes. O sangramento escrotal pode ocorrer e necessitar de reoperação para controle. além de uma variedade de fatores que causam aumento da pressão intra-abdominal. seja ao ligamento inguinal ou ao ligamento de Cooper. devido a razões pouco conhecidas . mas bem observadas.Hérnia femoral: Ocorrem na virilha e são limitadas pela veia femoral. dolorosa. no triângulo femoral.Profª Glenda Agra Como a correção cirúrgica das hérnias depende de uma ampla compreensão dos aspectos anatômicos dos defeitos. Nos adultos a . Quase todas essas hérnias se fecham espontaneamente. embrionarimente. 2. predispondo ao desenvolvimento de uma hérnia. essa compreensão constitui um aspecto de grande importância na patogenia das hérnias. 3.

Hérnia Spigeliana: Dentro da cavidade abdominal. Uma hérnia dessa fáscia é chamada de hérnia spigeliana.Hérnia epigástrica: Ocorem na linha alba entre o processo xifóide e o umbigo. e via de regra o fechamento é direto. A conduta cirúrgica geralmente é recomendada. ou que sofreram considerável tensão. o diagnóstico é estabelecido no momento da operação. eles . 7. PARTICULARMENTE. SE PROVOCADAS POR UMA INFECÇÃO CIRÚRGICA NA FERIDA. a linha semilunar é um local anatômico no qual o músculo transverso abdominal se transforma em aponeurose. PODEM SER BASTANTE EXTENSAS. que delineia o defeito na parede abdominal. sendo bastante incomum a recidiva. e área entre a linha semilunar e a borda lateral reto abdominal é chamada de fáscia spigeliana. 8.Hérnia Obturadora: quando um saco herniário surge na pelve. 6. via de regra. quase sempre obesos. Com esse defeito. A linha está localizada lateralmente à borda lateral do músculo reto abdominal. no canal obturador.Elas podem ser bastante dolorosa e causar desconforto e ansiedade ao paciente. Podem ser bastante sérias.Profª Glenda Agra coreção cirúrgica através de uma aproximação direta das bordas do defeito herniário quase sempre é curativa. 4. muitas vezes se queixam de dor ou de uma massa na região.Hérnia incisional: Resultam de incisões prévias que cicatrizaram insatisfatoriamente.Hérnia de Richter: Somente uma parte da circunsferência do intestino está comprimido. ela sai da cavidade peritoneal no local dos vasos e nervos obturadores e penetra na membrana obturadora através do forame obturador. Como os sinais e sintomas não são significativamente diferentes das outras hérnias nesses locais. Quando surgem os sintomas. Essa linha se curva para fora e se estende desde a porção média da margem costal até o tubérculo pubiano. na borda antimesentérica.Hérnia de Littré: A maioria destas hérnias está na região inguinal e femoral e podem encarcerar. A correção é cirúrgica. Um diagnóstico definitivo pode ser estabelecido pela TC. pois pode ocorrer isquemia da porção herniada do intestino. É indicada operação. Devem fechadas por suturas diretas. 9. os pacientes. com o desenvolvimento de gangrena e perfuração. 5. o defeito é fechado por dissecção do anel e fechamento direto.

Sutura continua con hilos irreabsorbibles u otros de reabsorción lenta números 4 ó 5 ceros gastrointestinal. A prevenção constitui o aspecto mais importante dessas hérnias. necessitam de correção cirúrgica. pode haver o desenvolvimento. hematomas e músculo herniado. Después de abordar la región por incisión oblicua y apertura de la pared anterior del conducto. aislamiento.Hérnia peristomal: quando se faz um colostomia ou ileostomia. mais tarde.Dor e aumento da sensibilidade são sintomas. até que é encarcerada. fibromas.Hérnia perineal: os músculos do assoalho perineal ocasionlamente podem ser um local de hérnia. Podem ser diagnosticadas por TC. Resección circular del músculo cremáster. que comenzando en el tubérculo púbico (figura 1) engloba la FT en la zona débil y del defecto en "V" hasta el anillo inguinal profundo. Disección. Necessitam de um preparo cuidadoso antes da intervenção cirúrgica. O diagnóstico diferencial inclui lipomas. mas quando elas ocorrem. ligadura alta y resección de los sacos indirectos o invaginación de los directos. O defeito é fechado por uma sutura direta. HERNIORRAFIA: TÉCNICA QUIRÚRGICA Anestesia local y sedación. e também raras vezes é sintomática. 13. donde se suturan los bordes del arco aponeurótico del transverso (AAT) por encima y la cintilla iliopubiana (CIP) por debajo para obliterar adecuadamente el anillo (figura 2). 12.Profª Glenda Agra geralmente consistem de náusea. Podem ser oriundas de procedimentos cirúrgicos como prostatectomia. de uma hérnia ostomal no local por onde passa o intestino pela parede abdominal. se diseca y aísla el cordón espermático.Hérnia lombar: Ocorrem no flanco e são denominadas hérnias lombares ou dorsais. ressecção abdômino-perineal e outras operações pélvicas. 10.Hérnia ciática: Uma hérnia através do forame ciático maior ocorre raramente. . vômito e dor abdominal do tipo característico de obstrução intestinal. 11.

Profª Glenda Agra FIGURA 1. donde es nuevamente anudado (figura 5). Sutura continua para crear una capa de fascia transversalis con fascia transversalis desde la proyección de tubérculo público. FIGURA 2. Continuación de la sutura en dirección al anillo inguinal profundo. . Para obliterar el anillo inguinal profundo. cerrando el defecto en V de fascia transversalis. FIGURA 3. se entrecruza el hilo tomando arco aponeurótico del transverso y cintilla iliopubiana. Se imbrica el hilo (figura 3) y se continúa en dirección al tubérculo púbico. se engloba solo CIP y AAT (figura 4).

Se va creando la sobrecapa afrontando el arco aponeurótico del transverso a la cintilla iliopubiana hasta llegar al inicio de la sutura. Fonte da técnica cirúrgica: http://www. dor intensa.scielo. enquanto uma pressão com a palma da mão e massagem ascendente são feitas ao longo do canal inguinal. sinais de obstrução intestinal com .Profª Glenda Agra FIGURA 4. FIGURA 5. Se coloca el cordón en el nuevo lecho y se cierra el conducto con sutura continua de catgut cromado 00 en la aponeurosis del oblicuo mayor.com Pré-operatório: Redução manual da hérnia encarcerada: O paciente deve ser deitado com as pernas elevadas. hiperemia na parede abdominal sobre a hérnia. se possível em ligeiro Trendelemburg. Na prática. os sinais de que a alça já sofreu lesão mais grave são : febre. Finaliza el proceder con un nuevo anudado del hilo de sutura y creada la sobrecapa de fascia transversalis. Analgesia e sedação prévias aumentam a chance do sucesso. Si es necesario se realiza incisión relajadora.

Monitorização por ECG. Verificação dos SSVV. . sempre na dependência da tolerância do SVC. Pré-operatório de hérnia encarcerada: Colocação de um cateter na veia subclávia superior: infusão de líquidos e verificação da PVC e coleta de amostras sanguíneas para os exames laboratoriais. a conduta consiste na aplicação de analgésicos e correção de distúrbios hidroeletrolíticos por via EV.Profª Glenda Agra vômitos biliosos e quadro de encarceramento por mais de 24 horas. →PLASMA. Cateterismo nasogástrico: descompressão intestinal e gástrica. hipotensão e íleo funcional. Antibioticoprofilaxia: A hernioplastia é uma cirurgia limpa e o risco de infecção cirúrgica é de 1% a 2% na cirurgia convencional e menor ainda na videolaparoscopia. Cateterismo vesical de demora: avaliar débito urinário. o paciente deve ser mantido em observação. portanto. Se houver dúvida. Analgésicos prescritos específicos. ALBUMINA. pois uma perfuração pode se manifestar até 72 horas depois. recomenda-se a cirurgia de urgência. O antibiótico também deve ser indicado ao se utilizar prótese (tela) para corrigir a hérnia. →TRANSFUSÃO: indicada quando Hg < 9g e Ht< 30%. A deficiência é estimada em 15 mEq/L a 20mEq/L de suco digestivo perdido + 40mEq/L de perda renal. DEXTRAN: 25g de albumina ou 01 frasco de plasma para cada 2l de RL ou SF0. →HIPOCALEMIA produz arritmias cardíacas. Cálculo do volume de líquido a ser reposto. Verificar enchimento capilar. variando de acordo com as condições clínicas do paciente. Administração de antibióticos por via EV ou IM antes da operação: combate choque endotóxico e hipovolêmico. O uso de Cefalozina em uma dose única de 1 a 2g cerca de 1hora antes da incisão. Realizar coleta para gasometria arterial. Nas crianças.9%. Após a redução.

com.gastronet.br/cirurgia3.gastronet.br/cirurgia3.htm FONTE: http://www.htm .com.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.

br/cirurgia3.com.htm .gastronet.gastronet.br/cirurgia3.com.htm FONTE: http://www.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.

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gi .Profª Glenda Agra FONTE: http://www.com/images/inguinalcanal.herniaonline.

br/imgres Pós-operatório: Repouso no leito de aproximadamente 12horas.google.Profª Glenda Agra FONTE:http://images. Controle de parâmetros hemodinâmicos. Ingestão de líquidos (deve ser administrado nas primeiras 6 horas sempre com o paciente em boas condições).com. .

Curativo oclusivo é opcional. Antibióticos preventivos. Retorno ao trabalho com média de 20 dias. ou quando o paciente saí do íleo paralítico e inicia a eliminação de flatos. 180 e 360 dias. Cateter vesical de alívio diante intermitente diante de retenção urinária. porém recomenda-se um prazo mínimo de 30 dias. pequenas sufusões hemorrágicas. pequenos hematomas ou dor local. Pode-seutilizar gaze seca esterilizada. Dieta deve ser iniciada com 8 horas após o ato operatório nas hérnias não complicadas. Reiniciar atividades sexuais quando puder realizá-la com conforto e sem necessidade de tomar analgésicos. Controle pós-operatório tardio com 60. Recomendações para reavaliação e retirada dos pontos de 7 a 10 dias. Calor úmido ou seco sobre a FO diante de edema. quando indicados. Orientado o uso do banho de chuveiro com 24horas de pós-operatório. de acordo com o restabelecimento dos efeitos analgésicos.Profª Glenda Agra Orientação de micção em recipiente adequado ou ida ao banheiro. Analgésicos à base de dipirona. hioscina ou paracetamol nas primeiras 24horas. Orientações de atividades leves com 15 dias e exercício forçado 45 a 60 dias. Convalescença de 15 dias. Instruções verbais sob movimentação no leito e fora do mesmo e nos cuidados com a FO. Voltar a dirigir veículos entre o 15º e 30º dia pós-operatório. Alta hospitalar com 48 horas. Drenos: são utilizados nas hérnias estranguladas com peritonite e devem ser mantidos por tempo mínimo indispensável. após hérnias estranguladas. esparadrapos de micropore. Complicações: . serão interrompidos com 24 horas.

pela impossibilidade de aproximação dos planos. Nesse casos. Sepse: Manter FO aberta. e . Deiscência: A reintervenção é obrigatória sob qualquer anestesia. levando à isquemia e atrofia testicular e. este deve ser praticado o mais breve possível. COLONOSCOPIA FIBRÓTICA . na impossibilidade de observar adequadamente os planos da parede abdominal. tumefações ou abscessos: drenagem ou punção percutânea. cuidando-se mais tarde do fechamento definitivo da parede. a esterilidade. adotam-se tratamentos conservadores.Profª Glenda Agra Lesão dos vasos deferentes. Lesão do íleoinguinal. se bilateral. Seroma. seguidos de curativos em série sob supervisão médica + antibioticoterapia à base de peniclina ou cefalosporinas. fazer debridamento cuidadoso. Edema local e escrotal. Lesão de vísceras: alça intestinal. Hemorragia ou hematoma intra-operatória ou na FO. bexiga. SALVO se a presença de infecção na parede abdominal contra-indicar. Lesões viscerais. Hidrocele pós-operatória pode ocorrer por trauma do testículo ou cordão espermático. Lesões nervosas: manifestam-se em forma de dor crônica pós-operatória. utilizando-se compressas úmidas com SF0. promover irrigações copiosas locais.9% ou tela de Marlex ou de Politetrafluoroetileno (PTFE) para proteger a cavidade peritoneal. cólon. Quando é possível o fechamento. utiliza-se o fechamento em um plano só com fio forte.

sondas térmicas e injeções de agentes esclerosantes ou vasoconstritores são todos possíveis durante o procedimento. É utilizado para estudo adicional de anormalidades detectadas pelo enema baritado. Esse procedimento também pode ser utilizado para tratar aáreas de sangramento ou estenose.meb. A doença inflamatória ou outra doença intestinal pode ser diagnosticada.uni-bonn A inspeção visual direta do cólon até o ceco é possível por meio de um colonoscópio flexívxel. Todos os pólipos visíveis são removidos. A remoção dos pólipos faz-se através de um cautério.Profª Glenda Agra Fonte: http://www. É empregado para a avaliação de câncer. sangramento oculto ou anemia. . para avaliação. As biópsias teciduais podem ser conseguidas através da retirada de pólipos. A terapia a laser é utilizada para lesões hemorrágicas ou neoplasias colônicas. O desconforto pode resultar a partir da instalação de ar para expandir o cólon ou em virtude da inserção e movimentação do aparelho. As potenciais complicações incluem: disritmias cardíacas e a depressão respiratória decorrente dos medicamentos administrados. reações vasovagais e sobrecarga circulatória ou hipotensão decorrente da hidratação excessiva ou deficiente durante a preparação intestinal. O procedimento dura em torno de 1 hora. O uso de coaguladores bipolares e unipolares. A descompressão intestinal pode ser completada durante o procedimento. Esse procedimento pode ser utilizado na avaliação dos pacientes com diarréia de etiologia desconhecida.

. cólicas. Ações adicionais: 1. As soluções de lavagem são então ingeridas por VO em intervalos. os medicamentos não serão digeridos e. A limpeza do intestino é rápida ( o efluente fecal fica claro em cerca de 4 horas). inchação. serão ineficazes. assim. O uso de soluções de lavagem está contra-indicado nos pacientes com obstrução intestinal e doença intestinal inflamatória. Administra-se CPM. Dieta líquida leve.Profª Glenda Agra É importante monitorizar continuamente as funções cardíaca e respiratória do paciente. recomenda-se aos pacientes beber a preparação o mais gelado possível a fim de tornar seu sabor mais tolerável). Prescrições de enfermagem A limpeza adequada do cólon fornecerá a visualização ótima e diminuirá o tempo necessário para o procedimento. laxativo por 2 noites antes do exame e um Fleet enema ou de soro fisiológico até que o retorno seja claro na manhã do exame. plenitude abdominal. durante 3 a 4 horas seguidas.Instruir o paciente a não tomar os medicamentos rotineiros quando a solução de lavagem for ingerida. Efeitos como: náuseas. desequilíbrio hidroeletrolítico e hipotermia ( com freqüência. começando à noite do dia anterior ao exame. Limitação da ingesta de líquidos do paciente durante 24 a 72 horas antes do exame.

aspirina. para manter a ingesta líquida. 3. A colonoscopia não pode ser realizada quando existe uma perfuração colônica suspeitada ou documentada. Depois do posicionamento. eletrolítica e calórica adequada.Profª Glenda Agra 2. enquanto sofrem limpeza intestinal. Após o exame. um analgésico opióide ou um sedativo (Midazolam) pode ser fornecido por via EV para fornecer sedação consciente e aliviar a ansiedade durante o procedimento glucagon pode ser utilizado. os pacientes que foram sedados são mantidos em repouso no leito até que estejam alerta. em particular os idosos. observar o paciente a fim de detectar sinais e sintomas de perfuração intestinal ( sangramento retal. por causa do alto risco de sangramento excessivo pós procedimento.Aconselhar o paciente diabético a consultar seu médico sobre o ajuste do medicamento para evitar a hiper. ticlodipina e pentoxifilina devem ser interrompidos antes do exame e por 2 semanas depois do procedimento. diverticulite grave aguda ou colite fulminante. Os agentes antiinflamatórios não esteróides. ou sinais peritoneais focais). distensão abdominal. dor. Alguns terão cólicas abdominais causadas por peristalse aumentada estimulada pelo ar insuflado dentro do intestino durante o procedimento.Instruir todos os pacientes. Antes do exame. Dieta zero pós 20:00 h antes do exame. em pacientes com coagulopatias ou naqueles que recebem terapia de anticoagulação.ou hipoglicemia por causa das modificações dietéticas exigidas na preparação para o exame. quando necessário. . febre. para relaxar a musculatura colônica e reduzir o espasmo durante o exame.

thefreedictionary. Durante a cirurgia. o trajeto dos seios é identificado inserindo-se uma sonda e/ou injetando-se no trajeto uma solução de azul de metileno. .com Uma fístula anal é um trajeto fino. A fístula é dissecada ou fica aberta devido a uma incisão que vai da sua abertura anal até a sua saída. A ferida é coberta com gaze. Elas também podem se desenvolver a partir de um trauma.Profª Glenda Agra FÍSTULA ANAL(FISTULECTOMIA) Fonte: http://www.medicalditionary. dependendo do trajeto da fístula. Outros sintomas podem ser a passagem de flatos ou fezes da vagina ou bexiga. de fissuras ou da enterite regional. Fístulas não tratadas podem causar infecção sistêmica com sintomas relacionados. Pus ou fezes podem vazar constantemente da abertura cutânea. O intestino delgado é evacuado totalmente por meio de vários enemas prescritos. tubular e fibroso que se estende dentro do canal anal por uma abertura localizada ao lado do ânus. As fístulas geralmente são resultantes de uma infecção. Uma fistulectomia (excisão do trajeto da fístula) é um procedimento cirúrgico recomendado. A cirurgia sempre é recomendada porque poucas fístulas cicatrizam espontaneamente.

um aumento na ingesta hídrica. Um supositório combinado anestésico com corticóide ajudará a aliviar o desconforto.Profª Glenda Agra FISSURA ANAL Uma fissura anal é um rasgo longitudinal ou uma ulceração na camada interna do canal anal. trauma. Isso produz uma paralisia do esfíncter externo. o esfíncter anal é dilatado e a fissura extirpada. que incluem amolecedores de fezes e agentes formadores de massa. As fissuras são caracterizadas por defecações extremamente dolorosas. e uso excessivo de laxantes. Outras causas incluem: parto. As fissuras são geralmente causadas pelo trauma da passagem de fezes grandes e firmes ou pelo persistente fechamento do canal secundário ao estresse e à ansiedade (levando à constipação). A maioria dessas fissuras irão cicatrizar se tratadas por medidas conservadoras. Se fissuras não respondem ao tratamento conservador. . ardência e sangramento. a cirurgia é indicada. com conseqüente alívio do espasmo. em outros. permitindo que a úlcera cicatrize. Dilatação anal sob anestesia pode ser necessária. a parte externa do esfíncter é dividida. banhos de assento e supositórios emolientes. Muitos tipos de procedimentos podem ser realizados: em alguns casos.

Profª Glenda Agra Fissura Anal É uma úlcera pequena. isoladamente. Crianças Normalmente está associada à constipação intestinal quando as fezes endurecidas machucam o ânus. superficial e sem endurecimento tecidual em torno da lesão (costuma cicatrizar rápida e espontaneamente)de localizacão posterior ou anterior. a diarréia e a introdução de corpos estranhos. a constipação intestinal (fezes endurecidas). seja responsável pelo aparecimento da fissura anal. Mais freqüente nos homens entre os 20 e 40 anos. superficial e dolorosa que compromete o ânus. Classificação Aguda Lesão ulcerada do canal anal em forma de fenda. estreita. seja para fins terapêuticos fins eróticos ou por acidente. Adultos Geralmente não se consegue apontar uma causa que. mas sabe-se que a maioria dos pacientes possuem um esfíncter interno hipertônico que perpetua o processo uma vez desencadeado por algum trauma como o parto normal. Crônica .

no entanto.(quase sempre de tratamento cirúrgico). O resultado da esfincterotomia lateral interna subcutânea (ELIS) é melhor do que o obtido pelo tratamento clínico. Tratamento Inicialmente deve ser clínico. dando índices de recidiva de 0 a 2%. A fissurectomia está indicada apenas na fissura infectada. que pode ser feita até com anestesia local. a abolição do uso do papel higiênico. Reconhecida por uma tríade diagnóstica: plicoma sentinela . . A técnica cirúrgica que atualmente confere os melhores resultados é a esfincterotomia anal interna lateral subcutânea.Profª Glenda Agra Lesão ulcerada com bordas bem definidas. Os pacientes que não respondem ao tratamento clínico em 4 a 8 semanas devem ser tratados cirurgicamente. Incisão cutânea póstero-lateral esquerda Esfíncter anal interno sendo seccionado com a tesoura. a fissura anal propriamente dita e a papilite hipertrófica . O índice de recidiva.pequeno caroço na borda anal -. pois até 40 % dos casos da doença cicatrizam com esta conduta. com exposição das fibras musculares brancas transversais do esfíncter anal interno e plicoma sentinela.1% tem aumentado os índices de cicatrização em até 80 % após 4 semanas. chega a ser elevado. O tratamento da constipação intestinal.pequeno caroço no canal anal . banhos de assento mornos e preparados anestésicos e antiinflamatórios de uso tópico anal chegam a cicatrizar até 80 % das fissuras anais agudas observadas ambulatorialmente. em que é necessário a sua remoção junto com o tecido infectado circundante. Recentemente o emprego tópico (endo e perianal) do dinitrato de isossorbida a 1% associado ao betanecol a 0.

colegiosaofranscisco. supositórios. Adultos Em adultos. não se consegue apontar uma causa que isoladamente seja responsável pelo aparecimento de fissuras anais. ou por acidente (empalamento.Profª Glenda Agra Fonte: http://www. Traumatismos anais pela introdução de corpos estranhos no canal anal. produzindo fissuras anais posteriores por trauma sobre a região posterior do canal anal. facilmente à passagem do conteúdo calibroso. em geral. a constipação intestinal também tem sido responsabilizada pelo surgimento de fissuras anais em adultos de ambos os sexos. por acolamento tecidual fibrótico. a fissura anal geralmente está associada à constipação intestinal. que acaba provocando erosões cutâneas superficiais que evoluem para fissuras. seja para fins terapêuticos (termômetros. Etiologia Crianças Em crianças. Estas duas eventualidades explicariam a maior predisposição das mulheres para fissuras anais anteriores. .). Ainda assim. que provocaria retração cicatricial e acolamento anormal da submucosa anterior do canal anal. fins eróticos. queda a cavaleiro) são descritos como causa de fissuras anais. tornando a pele adjacente vulnerável ao rompimento caso seja demasiadamente estirada (especialmente pela passagem de fezes duras e volumosas). A diarréia também tem sido implicada como causa de fissuras anais pela acidez das fezes eliminadas. bem como o trauma perineal que redunda do parto normal. O bolo fecal volumoso e endurecido pelo ressecamento esgarça a pele da região posterior do canal anal que está intimamente aderida ao esfíncter interno. a retração cicatricial que resulta do selamento de feridas anais outrora existentes enrijece localmente a circunferência do canal anal. A história de doenças anais prévias também tem sido levantada em muitos pacientes portadores de fissura anal. Da mesma forma que nas crianças. e não cede. destarte.br FISSURA ANAL A expressão Fissura Anal. como afecção proctológica distinta. etc. o parto normal tem sido responsabilizado pelo aparecimento de fissuras anais em mulheres. bico de dispositivos para lavagem intestinal. Provavelmente.com. define a presença de uma úlcera superficial benigna na pele do canal anal.

Situa-se na pele modificada do canal anal. ao serem eliminadas em canais anais de indivíduos com hipertonia esfinctérica interna. A fissura anal crônica. Neles. Estando a pele de revestimento do canal anal ajustada anatomicamente a conviver com este canal de menor calibre. costuma ser reconhecida por uma tríade diagnóstica: plicoma sentinela. (Apenas para lembrar. . A fissura anal aguda é superficial e sua base é formada por tecido conjuntivo frouxo. Patologia A fissura anal primária tipicamente possui um formato fusiforme (assemelha-se ao formato de uma canoa) e as fibras do músculo interno do ânus podem normalmente ser vistas em seu leito. Fissura anal às 6 h (linha média posterior). recobertos por pele modificada. o ânus estaria submetido normalmente a uma força maior de fechamento. mas para dentro do orifício anal. desprovida de fâneros. O plicoma sentinela e a papilite hipertrófica são formados pelo edema inflamatório que resulta da presença da úlcera anal profunda que não cicatriza. sendo seus 2 cm distais. que é causa de sintomas de ânus úmido. Costuma cicatrizar rápida e espontaneamente e muito provavelmente a maioria de nós já a apresentou várias vezes. Fezes volumosas então.Profª Glenda Agra O tônus elevado de repouso do músculo esfíncter interno do ânus tem sido responsabilizado pelo aparecimento de fissuras anais em determinados indivíduos. que se oporia à passagem de fezes mais volumosas. Suas bordas são cortantes e não há endurecimento tecidual circunjacente. o canal anal cirúrgico possui cerca de 4 cm de extensão. elevadas e arredondadas. e em alguns casos a fissura pode evoluir para a formação de um abscesso/fístula anal. trazendo-a do interior do canal anal (paciente em posição de litotomia). romperiam o tegumento por estiramento demasiado e provocariam o aparecimento de fissuras anais. É comum ocorrer infecção superficial no leito da fissura. não suportaria dilatações maiores do que está acostumada a sofrer para a eliminação fecal. situados abaixo da linha pectínea. abaixo da linha pectínea. com maior ou menor expressão clínica.) A fissura anal pode ser aguda ou crônica. Em seu leito podem ser vistas as fibras transversas do músculo esfíncter interno e suas bordas são endurecidas. A pele anal está sendo firmemente afastada a fim de expor a ferida. fissura anal propriamente dita e papilite hipertrófica. Uma fissura anal primária não costuma invadir a linha pectínea. por outro lado.

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Plicoma sentinela (paciente em posição de Sims, sentido cranial à direita). Fonte: http://www.colegiosaofranscisco.com.br A fissura anal ocorre normalmente na linha média posterior (6 h), mas em 20% das mulheres que apresentam fissura anal, a afecção costuma ser encontrada na linha média anterior (12 h). Uma explicação plausível para estes achados ainda não foi dada. A hipertonia do músculo esfíncter interno é um achado invariável em casos de fissura anal primária, não se sabe se como causa da afecção ou conseqüência dela. A exposição de terminações nervosas sensitivas no leito da fissura, provocando dor, leva à contração voluntária do esfíncter externo e o processo inflamatório presente na fissura leva à contração involuntária do esfíncter interno, que fica em estado de permanente hipertonia.

Incidência
A fissura anal em geral incide mais em homens do que em mulheres e esta difereça se faz notar principalmente a partir da segunda década de vida. Em crianças e adolescentes, no entanto, a fissura anal é uma doença mais encontrada em indivíduos do sexo feminino. A distribuição etária da fissura anal é maior entre os 20 e 40 anos de idade. É difícil de estimar a incidência da fissura anal na polulação geral, mas, num ambulatório universitário de Coloproctologia na cidade de Birmingham (Inglaterra), observou-se que 9% dos pacientes que procuravam a instituição por queixas proctológicas o faziam por causa de uma fissura anal.

Quadro Clínico
Crianças - Em geral choram ao defecar por estarem eliminando fezes volumosas e ressecadas, que rompem o tegumento anal e provocam pequeno sangramento. A fissura anal é uma das causas mais comuns de sangramento anal em crianças. Indivíduos desta faixa etária com fissura anal em geral apresentam constipação intestinal, que pode ser causa ou conseqüência da doença anal. Adultos - Os sintomas mais apresentados por adultos com fissura anal são dor ao defecar com sangramento vivo, aumento de volume orificial e, ocasionalmente, ânus úmido. No início do quadro a dor sobrevém principalmente com a defecação, mas, com a cronificação do processo, até andar pode ser doloroso, que dirá rir ou espirrar (toda a atividade que demande contração dos esfíncteres anais será cruel para com o portador de fissura anal crônica)! Em casos

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arrastados de fissura anal crônica ocorre o aparecimento do plicoma sentinela. Pode também ocorrer edema orificial pelo processo inflamatório crônico. Em situações avançadas, o ânus úmido (pela eliminação de secreções anais serosas ou seropurulentas) e o prurido anal podem ser observados. Ocasionalmente, um paciente com fissura anal crônica pode apresentar sintomas urinários, tais como polaciúria e disúria.

Diagnóstico
O diagnóstico de fissura anal é feito pelo exame físico (proctológico) do paciente. Normalmente, o diagnóstico pode ser feito apenas pela inspeção e, na maioria dos casos, é bom que não se faça nada além dela, pois os pacientes já estão apavorados com a idéia de que o exame retal vai causar-lhes uma dor insuportável. Entretanto, a inspeção deve ser adequadamente realizada, senão deixará de evidenciar a fissura. Deve-se ter em mente que o paciente, com medo, contrai voluntariamente as nádegas e, por causa da dor da fissura, apresenta o ânus demasiadamente contraído. Tudo, então, contribui para que a região da pele modificada do canal anal não seja exposta adequadamente e a fissura não possa ser evidenciada. Deve-se conquistar a confiança do paciente, acalmá-lo e examiná-lo afastando firme e continuamente a pele das nádegas justa-orificial. A tração firme e continuada da pele perianal acabará vencendo o tempo de contração tônica voluntária do esfíncter externo, que em geral não ultrapassa 30 segundos, e o orifício anal relaxar-se-á. Pede-se então ao paciente para produzir a manobra de Valsalva (fazer força para defecar) e poder-se-á observar a descida perineal, por relaxamento da musculatura levantadora do ânus e, com o relaxamento associado dos esfíncteres anais, a pele modificada do canal anal será evertida. É nela que a fissura anal será observada. O primeiro exame deve parar por aí e o paciente deverá ser tratado, para, após algumas semanas, ser reexaminado, desta vez com manobras invasivas. A presença de um plicoma externo não é sinal de que o paciente seja portador de fissura anal! Entretanto, se não for descoberta uma fissura anal à inspeção, o toque retal deverá ser realizado com cuidado, para afastar a presença de outras afecções (como um abscesso interesfinctérico ou submucoso). No segundo exame, após o tratamento inicial da fissura anal, o paciente, sem dor ou com ela acentuadamente diminuída, será submetido a um toque retal. Notar-se-á em geral uma hipertonia esfinctérica. Em casos de fissura anal crônica, as bordas da fissura estarão endurecidas e poder-se-á evidenciar a presença de um nódulo intra-anal doloroso e pediculado (a papila hipertrófica). Todos os pacientes com fissura anal devem ser examinados por meio de uma retossigmoidoscopia, para afastar a presença de afecções concomitantes. Hemorróidas são observadas em associação com fissuras anais em até 1/3 dos pacientes. Com a retossigmoidoscopia poderão ser detectadas papilas anais hipertróficas, fístulas anais, estenose anal e abscessos interesfinctéricos, todas afecções que podem cursar concomitantemente com fissuras anais. O exame retossigmoidoscópico poderá detectar também afecções não correlatas em até 11% dos casos, tais como proctite, pólipos adenomatosos, condilomas, etc.

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O exame proctológico completo com retossigmoidoscopia reveste-se de importância fundamental no diagnóstico diferencial entre fissura anal primária e secundária. A fissura anal secundária em geral não é mediana, sendo lateral; não possui formato fusiforme, sendo irregular; não é única, havendo normalmente mais de uma; apresenta bordas infiltradas e produz mais secreção do que a fissura anal primária, por cursar, em maior grau, com infecção. Também não obedece a localização da fissura anal primária, invadindo a pele perianal ou subindo além da linha pectínea, e normalmente é mais profunda, por vezes provocando destruição muscular subjacente. A fissura anal secundária pode ser observada em pacientes com Doença de Cröhn, retocolite ulcerativa idiopática, tuberculose intestinal, prurido anal, carcinoma anal, sífilis, herpes anal, cancro mole, AIDS (por herpes anal, sarcoma de Kaposi, infecção pelo citomegalovírus, ou linfoma de células B) e leucemia. Se um exame adequado do paciente não pôde ser realizado ambulatorialmente, o paciente deve ser examinado sob anestesia. No caso de fissuras anais primárias, a investigação pode cessar com a retossigmoidoscopia. Por outro lado, diante de uma fissura anal secundária, uma investigação mais completa do paciente será mandatória, com enema opaco, colonoscopia, exames hematológicos, microbiológicos e de investigação imunológica, segundo a suspeita diagnóstica levantada. Algumas vezes um paciente com uma dor muito semelhante à fissura anal, porém sem sangramento anal, poderá nada apresentar ao exame físico. Deve-se cogitar estar diante de uma caso de proctalgia fugax.

Tratamento
Todo o tratamento da fissura anal primária está voltado para o relaxamento do esfíncter interno, que, conseguido, causará desaparecimento da dor e facilitará a cicatrização da fissura. O tratamento inicial da fissura anal primária deve ser clínico, pois até 40 % dos casos da doença cicatrizam com esta conduta. Como normalmente os pacientes apresentam constipação intestinal, eles devem ser orientados a observar um dieta rica em fibras não processadas (pois as fibras adsorvem água, encorpando e amolecendo as fezes), a ingerir bastante líquidos durante o dia (para hidratar as fezes e amolecêlas) e a obedecer o reflexo gastrocólico, principalmente o matinal, após o desjejum. Deve-se aconselhar aos pacientes que abandonem o uso do papel higiênico para diminuir o trauma local à pele anal, já "sofrida" com a presença da fissura. Pomadas, geléias e cremes de uso tópico com medicações anestésicas e antiinflamatórias têm sido empregadas na prática clínica com sucesso, talvez principalmente porque alviem a dor. O amolecimento das fezes com o emprego de moderadores do trânsito intestinal (metilcelulose, ispágula ou estercúlia), que são laxantes por aumentarem o volume das fezes às custas de adsorção hídrica é fundamental em pacientes com constipação intestinal. Uma medicação útil é o pó solúvel da semente do psyllium, que amolece as fezes e provoca defecações fisiológicas e confortáveis. O emprego de banhos de assento mornos freqüentes alivia a dor da fissura anal por promover relaxamento esfinctérico. O calor úmido possui propriedades antiinflamatórias e analgésicas.

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O uso associado de moderadores do trânsito intestinal, preparados anestésicos/antiinflamatórios de uso tópico anal e banhos de assento mornos chega a cicatrizar até 80 % das fissuras anais agudas observadas ambulatorialmente. O índice de recidiva, no entanto, chega a ser elevado. Recentemente tem sido descrito o emprego tópico anal de preparados com nitroglicerina a 0,2% em veículo gelatinoso em pacientes com fissura anal. A nitroglicerina é degradada metabolicamente, liberando óxido nítrico, que é um um potente vasodilatador e provoca relaxamento da musculatura lisa. Relaxando o esfíncter interno, haverá maior possibilidade de cicatrização da fissura. Índices de cicatrização de até 80 % em 8 semanas com o emprego de preparados contendo nitroglicerina têm sido descritos, com taxa de recidiva da fissura muito baixas (< 3%). A cefaléia tem sido descrita em alguns pacientes que utilizam tal tipo de terapêutica. Atualmente estamos desenvolvendo um estudo prospectivo, randomizado, duplo cego e controlado em pacientes com fissura anal que procuram o Ambulatório Araújo Lima do Hospital Universitário Getúlio Vargas, nos quais é empregado ou um preparado com nitroglicerina 0,2% ou xylocaína geléia a 2%. O estudo encontra-se em andamento. Uma outra substância que tem sido utilizada ultimamente, com excelentes resultados, em pacientes com fissura anal é a toxina botulínica. O produto é injetado localmente e promove o relaxamento esfinctérico esperado para que a fissura cicatrize, sem apresentar a cefaléia descrita em alguns dos pacientes que utilizam os preparados à base de nitroglicerina. Por ser forma terapêutica de emprego recente, necessita de maiores estudos clínicos para ser validada. Os pacientes que não respondem ao tratamento clínico em 4 a 8 semanas devem ser tratados cirurgicamente. A técnica cirúrgica que atualmente confere os melhores resultados é a esfincterotomia anal interna lateral subcutânea, que pode ser feita até com anestesia local (bloqueio hemorroidário inferior). Nela, após a anestesia, introduz-se uma lâmina 11 de bisturi no sulco interesfinctérico (existente entre os esfíncteres anais interno e externo) na posição das 3 h (olhando-se de frente para o orifício anal do paciente em posição de litotomia) e secciona-se o terço inferior do esfíncter interno, sem causar lesão no revestimento interno do canal anal. A pequena ferida cirúrgica orificial resultante cicatrizará horas depois e o paciente normalmente obtém alívio imediato da dor. Não há necessidade de excisar a fissura, o plicoma ou a papila hipertrófica, pois em geral, com a cicatrização da fissura, estes dois últimos apresentarão redução de volume. Quando o plicoma e a papila forem exageradamente hipertróficos, eles poderão ser excisados, mas a esfincterotomia sempre deve ser feita lateralmente, e nunca no leito da fissura, para que não ocorra incontinência pós-operatória. O tratamento de fissuras anais secundárias está voltado primeiramente para o tratamento da doença de base. Na maioria das vezes, controlando esta, a fissura acaba cicatrizando. Quando não, procede-se ao tratamento como para a fissura anal primária.

Prognóstico
O tratamento clínico da fissura anal primária é eficaz em cerca de 70% dos pacientes sem plicomas sentinelas e em apenas 47% dos com. Neles, apesar de um elevado índice de cicatrização inicial com as medidas clínicas adotadas, a fissura acaba retornando. O resultado da esfincterotomia lateral interna subcutânea (ELIS) é melhor do que o obtido pelo tratamento clínico, dando índices de recidiva de apenas em média 0 a 2 %.

Fonte: itmedicina. e.med. com ela.Profª Glenda Agra Após o advento da ELIS os índices de complicações da cirurgia da fissura anal diminuíram acentuadamente. em geral. Até a idade de 50 anos.br HEMORROIDECTOMIA Hemorróidas são porções dilatadas das veias no canal anal. . Graus variados de incontinência. A gravidez é conhecida por iniciar ou agravar as hemorróidas existentes. 50% das pessoas têm hemorróidas de alguma forma. As hemorróidas são classificadas em dois tipos. comuns nos métodos cirúrgicos antigos de tratamento de fissuras anais. Elas são muito comuns. e aquelas que aparecem fora do esfíncter externo e que são chamadas de hemorróidas externas. caíram para em média 6% com a ELIS. só ocorrem graus menores de incontinência. As que acontecem acima do esfíncter anal e que são chamadas de hemorróidas internas.

Isso pode levar à isquemia da área e a uma necrose eventual.cl As hemorróidas causam coceira e dor.uach. Os sintomas das hemorróidas e o desconforto podem ser aliviados por uma boa higiene pessoal e evitando-se força excessiva durante a evacuação.Gestação 7. Hemorróidas internas geralmente não são dolorosas até elas sangrarem ou prolapsarem quando se tornam muito grandes. adstringentes e repouso no leito são medidas que permitem resolver o ingurgitamento.Profª Glenda Agra Fonte: http://mingaonline.Predisposição genética 2.Constipação crônica .Obesidade 6.Costume de permanecer no vaso sanitário longamente 4. se isso falhar. Uma dieta rica em resíduos e que contenha frutas e farelos pode ser todo o tratamento necessário.Trabalhar em pé 5. Principais causas e fatores de risco da doença hemorroidária são: 1. Banhos de assento.Esforço excessivo e prolongado para evacuar 3. Hemorróidas externas estão associadas com intensa dor devido à inflamação e edema causados pela trombose ( a coagulação do sangue dentro das hemorróidas). e são a causa mais comum de sangramento vermelho-vivo que ocorre com a defecação. emolientes e supositórios contendo anestésicos. um laxante que absorva água à medida que passe através dos intestinos pode ajudar.

Hemorroidectomia convencional 5.Injeção submucosa de esclerosantes 3.Prostatismo Classificação da hemorróida interna GRAU I :Sangramento recorrente isolado GRAU II: Sangramento e prolapso reversível espontaneamente GRAUIII:Sangramento e prolapso que exige redução manual GRAUIV:Sangramento. Contra-indicações: Hemorróidas abaixo da linha dentada imunossuprimidos. mas não para prolapsos.Hemorroidectomia com grampeador circular 1.Profª Glenda Agra 8.Inatividade e sedentarismo 11. 2.Diarréia crônica 9. prolapso que não pode ser reduzido e pode estrangular Tratamento cirúrgico 1. É eficaz para evitar sangramentos.INJEÇÃO DE ESCLEROSANTE Indicações: Hemorróidas grau I e II em pacientes que não toleram a ligadura elástica ou como medida complementar a esta.LIGADURA ELÁSTICA Indicações: Casos de grau II e casos selecionados de grau III. ligadura acidental da espessura completa da parede retal prolapsada. infecção local e sepse. discrasias sanguíneas ou uso de coagulantes.Idade avançada 10. . Complicações: dor intensa.Fotocoagulação com infravermelho 4.Ligadura elástica 2. ou externas.

Com a técnica aberta. nos casos de trombose e encarceramento com necrose tecidual.HEMORROIDECTOMIA EXCISIONAL Indicações: Hemorróidas volumosas de grau III e hemorróidas grau IV. e a sua porção proximal acima da linha mucocutânea é presa com um instrumento. mostrou-se doloroso para outros e passível de causar hemorragia secundária. Um pequeno elástico é então colocado na hemorróida. as bordas são aproximadas com 1 a 3 pontos separados. Casos mistos (hemorróidas internas e externas). A cirurgia pode ser feita ambulatoriamente como emergência nas 48 horas. as áreas cruentas podem ser deixadas sem sutura para cicatrização por segunda intenção ou fechadas com pontos absorvíveis. Apesar de esse tratamento ter sido satisfatório para alguns pacientes. O tratamento cirúrgico consiste em excisão do tecido trombosado sob anestesia local e cicatrização por 2ª intenção. É conhecido por causar infecção perineal. mas a dor e o risco de abscesso são menores. a mucosa anal inferior é puxada para cima e adere ao músculo subjeacente. Como emergência. O tecido distal preso pelo elástico necrosa após muitos dias e se desprende. Casos refratários ao tratamento com bandas elásticas ou esclerosantes. a cicatrização é mais lenta.HEMORROIDECTOMIA POR GRAMPEAMENTO Hemorróidas externas trombosadas podem ser tratadas clinicamente ou cirurgicamente. . Após esse período.Profª Glenda Agra 3. A hemorróida é visualizada através do anoscópio. 4. Na técnica semi-fechada. fechada ou semifechada: Após a hemorróidectomia. Um tratamento cirúrgico conservador de hemorróida interna é procedimento de ligadura com elástico. Cuidados pré-operatórios: Clister glicerinado 3 a 4 horas antes da cirurgia Técnica aberta. Ocorre a fibrose e. com calor local e pomadas proctológicas antiinflamatórias é mais apropriado. o tratamento clínico. assim.

pedaços de Gelfoam ou gaze Oxycel podem ser colocados sobre as feridas anais. particularmente das externas. previa disección del paquete hemorroidal externo. Após completado o procedimento cirúrgico. Os métodos de tratar hemorróidas aqui descritos não são eficazes nos casos de veias trombosadas avançadas. que precisam ser tratadas por meio de cirurgias mais extensas. O laser Nd:YAG tem sido útil recentemente na excisão das hemoróidas. FIGURA 1. Hemorragia e abscesso são complicações pós-operatórias raras. ou são ligadas e. um pequeno tubo pode ser inserido através do esfíncter para permitir o escape de flatos e sangue. Se aprecia el complejo hemorroidal interno tomado de manera longitudinal con pinza recta.Profª Glenda Agra Hemorroidectomia criocirúrgica é outro método para remover hemorróidas e envolve congelar o tecido da hemorróida por um tempo suficiente para causar necrose. e as hemorróidas são removidas com um grampo ou cauterizadas. Durante a cirurgia. O tratamento é rápido e relativamente sem dor. esse procedimento não é muito usado porque a drenagem é malcheirosa e a cicatrização prolongada. Apesar de ser relativamente indolor. . excisadas. Hemorroidectomia ou excisão cirúrgica pode ser realizada para remover todo o tecido redundante envolvido no processo. então. o esfíncter anal é geralmente dilatado de forma digital.

El punto de material reabsorbible se pasa y anuda en el extremo de la pinza. Sutura corrida por sobre la pinza recta hasta la línea pectínea.uach.cl . FIGURA 4.Profª Glenda Agra FIGURA 2. La resección de los plexos se realiza con tijera o bisturí frío. Fonte: http://mingaonline. FIGURA 3.

assim como gelo e substâncias analgésicas e opióides potentes (Codeína ou Tramadol) Compressas mornas podem promover circulação e aliviar os tecidos irritados. O tratamento da dor é a principal consideração. O paciente é instruído para ficar sentado em intervalos. 24 horas após a cirurgia. Laxativos dessa massa. anti-sépticos. Almofadas debaixo das nádegas. vaselina deverá ser aplicada ao redor da área anal. Pode ser de ajuda o paciente fazer exercícios de relaxamento antes de defecar para relaxar os músculos perineal e abdominal que possam estar contraídos ou em espasmo.A ingesta de pelo menos 2 litros de água diariamente é encorajada para fornecer uma hidratação adequada. porque essa posição promove a saída da drenagem do líquido edematoso. . quando sentado ajudarão a diminuir a dor. Os pacientes terão mais adesão ao tratamento e ficarão menos apreensivos se eles estiverem sem dor. Medicamentos podem incluir anestésicos tópicos (supositórios). Durante as primeiras 24 horas após a cirurgia retal. O paciente é aconselhado a reservar um tempo para o funcionamento intestinal e prestar atenção na vontade de defecar o mais rápido possível. Quando as compressas úmidas são usadas continuamnete. agentes anestésicsos locais podem ser benéficos para aliviar a irritação e dor local. podem ocorrer espasmos dolorosos do esfíncter e dos músculos perineais. como o Metamucil e amolecedores de fezes. para prevenir a maceração da pele. tranquilizantes e antieméticos. Compressas úmidas saturadas com partes iguais de água fria loção de hamamélis ajudarão a aliviar o edema. O paciente é encorajado a assumir uma posição confortável.Profª Glenda Agra Ações de enfermagem 1. Banhos de assento. A administração de um analgésico antes da movimentação intestinal pode ser benéfica. adstringentes. 3 a 4 vezes por dia aliviarão a irritação e a dor pelo relaxamento do espasmo de esfíncter. são administrados conforme prescrição médica. Alimentos ricos em fibras são recomendados para promover uma massa de fezes e fazer a matéria fecal passar mais facilmente pelo reto.

Compressas úmidas saturadas com partes iguais de água fria e loção de hamamélis ajudarão a aliviar o edema.Promovendo o cuidado domiciliar: Evitar esfregar a área com papel higiênico. 3. Portanto. adstringentes. 4. banhos de assento (3 a 4 x por dia). 5. laxativos (metamucil = absorve água). porque essa posição promove a saída da drenagem dependente do líquido edematoso.Aliviar a dor: 24 horas após a cirurgia retal. 6. FÍSTULAS ANAIS E FISSURAS ANAIS Pós-operatório 1. compressas mornas. acarretando dor. . faz-se : almofadas debaixo das nádegas.Monitorizando as complicações: O local deve ser observado. Se sangramento. por causa do espasmo reflexo do esfíncter na saída da bexiga e uma certa quantidade de represamento muscular devido à apreensão e À dor. Dieta rica em fibras para facilitar o trânsito intestinal.Profª Glenda Agra Urinar pode ser um problema no pós-operatório. Lembrar de Semio*. 7. A vaselina previne a maceração da pele. Banhos de assento devem ser dados após cada eliminação intestinal. gelo. O paciente é instruído para ficar sentado em intervalos. Compressas úmidas e quentes são evitadas uma vez que encorajam a dilatação e o sangramento das veias. HEMOROIDECTOMIA. Todos os métodos para encorajar o paciente a urinar voluntariamente deveriam ser tentados antes de lançar mão do cateterismo. ocorrem espasmos dolorosos do esfíncter e dos músculos perineais. no pós-operatório há reflexo do esfíncter na saída da bexiga. quanto à presença de sangramento retal. agentes anestésicos locais ou supositórios. Paciente é encorajado a responder prontamente à vontade de evacuar. substâncias analgésicas.Para aliviar a constipação: 2 litros de água. notifica ao médico. durante 1 a 2 semanas após a cirurgia. analgesic. alimentos ricos em fibras.Promovendo a eliminação urinária: geralmente. anti-sépticos tranqüilizantes e antieméticos. 2.

Aplicar compressas úmidas CPM. Assegurar reposição adequada de líquidos e eletrólitos. ferida cirúrgica Monitorizar Temperatura. calafrios.Profª Glenda Agra COMPLICAÇÕES POTENCIAIS E PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM APÓS A CIRURGIA INTESTINAL Complicação Ìleo paralítico Prescrição de Enfermagem Iniciar ou manter a sondagem nasogástrica CPM. soluços. Assistir no estabelecimento da drenagem local. Administrar antibióticos prescritos se o paciente tiver sintomas de peritonite. Administrar antibióticos CPM. Preparar para drenagem cirúrgica. Observar para hiperemia. Preparar para descompressão do tubo intestinal. Observar o aparecimento súbito de muita Formação de abscesso Complicações (infecção) da Rompimento da ferida . Obstrução intraperitoneal abdominal) Condições (peritonite) sépticas intra-abdominais Avaliar o paciente para náuseas. Preparar o paciente para procedimento de drenagem. Administrando antibióticos CPM. náuseas e vômitos. Preparar o paciente para estudos de Raios X. Obter espécime de material de drenagem para a cultura e estudos de sensibilidade. Instituir terapia parenteral de líquidos e eletrólitos CPM. picos febris. sensibilidade e dor ao redor da ferida. Administrar líquidos e eletrólitos via endovenosa CPM. informar temperatura elevada. taquicardia. pulso rápido e elevação da temperatura. Administrar antibióticos CPM. Monitorizar para evidência de dor abdominal constante ou generalizada. Preparar o paciente para cirurgia se a condição deteriorar. mecânica e infecção (infecção Avaliar o paciente para dor como cólica da ferida intermitente.

W. São Paulo: Atheneu.M. D. São Paulo: EPU.D. F. E. Enfermagem em clínica cirúrgica. E. Técnica cirúrgica: bases anatômicas. Administrar líquidos parenterais CPM para corrigir deficiências hidroeletrolíticas. et al. São Paulo: Atheneu.S. SUDDARTH. 1996. E.. 1986. Rio de Janeiro: SENAC/DN/DEP. GOFFI. 2000. Tratado de enfermgem médico-cirúrgico. A. NISHIDE. CINTRA. Complicações anastomóticas da anastomose. Cobrir a área da ferida com toalhas estéreis presas no local com uma faixa. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.2007. L. V. BRUNNER. Preparar o paciente imediatamente para a cirurgia.Profª Glenda Agra drenagem serosa na ferida. Assistir na descompressão intestinal. Assistência de enfermagem ao paciente crítico. M.. REFERÊNCIAS BARROS. S.S. fisiopatológicas e técnicas cirúrgicas. Enfermagem cirúrgica. fístulas) (deiscência Preparar o paciente para a cirurgia. 2002.C.. NUNES.A. . KAWAMOTO.

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