ENFERMAGEM

Profª Glenda Agra

ENFERMAGEM CIRÚRGICA

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1.CLÍNIA CIRÚRGICA: É a unidade hospitalar organizada, segundo um conjunto de requisitos que se torna apta a receber pacientes para tratamento cirúrgico em regime de internamento. 2.OBJETIVOS: Proporcionar ambiente terapêutico adequado aos pacientes com afecções clínicas diversificadas, em regime de internação. Manter elevado padrão da assistência, mediante planejamento, execução e avaliação das atividades de enfermagem. 3.DEPENDÊNCIAS: Enfermarias, expurgos, isolamentos, postos de enfermagem, repousos médicos e de enfermeiros, rouparias, sala de chefia de enfermagem, sala de curativos, sala de prescrição. 4.RELAÇÃO COM OUTROS SERVIÇOS: Almoxarifado, ambulatório, central de hemoterapia, CME, centro cirúrgico, CTI, CCIH, demais unidades de internação, divisão de enfermagem, farmácia, recepção e SAME. 5.POSIÇÃO ADMINISTRATIVA: O serviço de enfermagem da clínica está diretamente subordinado à divisão de enfermagem. 6.PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DA CLÍNICA CIRÚRGICA: Enfermeirogerente no horário da manhã. Enfermeiros: horários: manhã, tarde, noite. Auxiliares e Técnicos de enfermagem: horários: manhã, tarde, noite. Auxiliares operacionais de serviços: horários: manhã, tarde, noite. Auxiliares administrativos: horário comercial. 7.DIVISÃO DOS TURNOS DE TRABALHO: 1º TURNO: Manhã : 7:00 às 13:00h 2º TURNO: Tarde: 13:00 às 19:00h 3º TURNO: noite: 19:00 às 7:00h NORMAS E ROTINAS DA CLÍNICA CIRÚRGICA ROTINA DA MANHÃ Enfermeiro Assistencial : Assistir ao paciente. Enfermeiro Coordenador: Elabora as escalas e coordena o setor de enfermagem. Enfermeiro Responsável-técnico: Responsável por todos os outros profissionais de enfermagem, mediante o COREN.

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-Apresentar-se para receber o plantão; -Confirmar a presença de funcionários escalados; -Tomar conhecimento da escala das atribuições de tarefas e avisos; -Refazer a escala de atribuições, SN -Informar à Coordenação de enfermagem da unidade, as possíveis ausências e ocorrências; -Ler relatório geral para se inteirar das ocorrências; -Verificar exames a serem encaminhados; -Checar com os funcionários do horário, o encaminhamento de pacientes para o Centro Cirúrgico feito às 6:30h; -Verificar preparo de pacientes para exames; -Supervisionar o preparo de pacientes para cirurgias “a seguir” (AS) e encaminhá-los ao bloco cirúrgico, após solicitação. -Registrar no prontuário do paciente, os exames e cirurgias realizadas, os preparos para exames e cirurgias, exames e cirurgias não realizadas, alegando o motivo; -Realizar processo de enfermagem; -Receber paciente pós-cirurgia.

ROTINAS DA TARDE -Todos acima, exceto realização de alguns exames. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM GERAL AO PACIENTE CIRÚRGICO -Admissão ao paciente na unidade cirúrgica; -Preparar o leito antecipadamente; -Receber o paciente; -Apresentar o paciente à equipe; -Proceder de acordo com a rotina do serviço; -Entrevistar o paciente e realizar exame físico; -Preparar prontuário;

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-Verificar SSVV, peso e mensuração; -Observar estado geral do paciente; -Fazer anotações de enfermagem; -Arrolar roupas e valores; -Orientar o paciente; -Comunicar o médico; -Providenciar alimentação, medicação, etc. PREPARO PSICOLÓGICO -Visa reduzir as complicações intra e pós-operatórias; -Estudo completo das condições fisiológicas e psicológicas; -Avaliar tensão, ansiedade e nervosismo; -Buscar meios que minimizem anseios; -Solicitar o serviço de psicologia; -Pacientes orientados recuperam-se mais rápido; PREPARO FÍSICO Inicial -Melhor esclarecimento do diagnóstico; -Adequar o estado geral do paciente à cirurgia; -Inicia-se da admissão às 24h que antecede o pré-operatório imediato A enfermagem -Realiza exame físico; -Investiga determinantes que poderão afetar negativamente a cirurgia. Ex: idade, doenças. -Providencia e prepara o paciente para exames laboratoriais e outros; -Controla SSVV; -Realiza controle hidroeletrolítico; -Observa estado nutricional;

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-Orienta, estimula e administra medicamentos; -Ensina exercícios respiratórios; -Orienta quanto à higiene; -Tabagistas orientados a não fumar ou reduzir o vício; -Identifica e cuida das anormalidades que possam trazer complicações no préoperatório.

PERÍODOS OPERATÓRIOS

1.PRÉ-OPERATÓRIO MEDIATO OU TARDIO: Desde a admissão até o início do período pré-operatório imediato. 2.PRÉ-OPERATÓRIO IMEDIATO: Primeiras 24h que antecede o ato cirúrgico. 3.TRANS-OPERATÓRIO: Momento da cirurgia. 4.PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO: São as primeiras 24h após o ato cirúrgico. 5.PÓS-OPERATÓRIO MEDIATO OU TARDIO: São as 24 h subseqüentes do período pós-operatório, até a sua alta hospitalar. A CIRURGIA OBJETIVA: - Remover as possíveis fontes de infecção; -Preparar o paciente para a cirurgia; -Pré-operatório imediato: Inicia-se 24h que antecede a cirurgia. A ENFERMAGEM -Verificar listas de aviso cirúrgico; -Colhe sangue para tipagem sanguínea; -Observa alterações na sintomatologia; -Verifica SSVV; -Promove banho corporal; -Troca roupa de cama;

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-Avalia as condições gerais de higiene do paciente (retira esmalte, corta unhas); -Realiza preparo intestinal; -Orienta sobre o jejum (de acordo com a cirurgia = 8 a 12h). NO DIA DA CIRURGIA -Verifica se os preparos foram realizados; -Verificar e manter o jejum; -Retirar próteses; -Comunicar anormalidades; -Remover grampos, maquiagem; -Vestir roupas limpas; -Retirar jóias e adornos e notificar em livro; -Solicitar esvaziamento da bexiga; -Cateterismo deve se realizado no BC; -Controlar SSVV; -Administrar medicação pré-anestésica 45 minutos antes da cirurgia; -Fazer anotações e checar; -Revisar prontuário; -Transportar o paciente ao BC na hora marcada e de forma confortável; -Acompanhar o paciente até o recebimento do BC; -Controvérsias: Tricotomia. PREPARO ESPIRITUAL: Manter diálogo e questionar o paciente quanto à necessidade de padre, pastor ou outro representante de Deus, conforme a religiosidade.

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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO OBJETIVO: -Proporcionar assistência qualificada; -Vigilância contínua centralizada nas necessidades apresentadas; -Detectar precocemente complicações pós-operatórias. PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM: -Receber relatório contendo informações no intra-operatório; -Admitir o paciente na unidade em livro de admissão; -Evoluir o paciente; -Avaliar o estado geral do paciente; -Verificar SSVV; -Atentar para infiltração ou obstrução da hidratação periférica; -Avaliar o nível de consciência: Consciente, semi-consciente, inconsciente, narcose, -Prevenir a detectar precocemente problemas respiratórios, que levam a hipoxemia devido a obstrução hipofaríngeo; -Observar posicionamento do tubo endotraqueal; -Conectar em respirador mecânico SN; -Auxiliar nos procedimentos de desmame e extubação; -Verificar FR, presença de cianose e expansibilidade torácica; -Instalar oxigênio sob cateter nasal; -Aspirar secreções; -Verificar FC, ritmo, perfusão periférica; -Monitorizar o paciente; -Realizar ECG; -Observar posicionamento de drenos, sondas e infusões venosas; -Conectar funcionamento dos drenos e caracterizá-los.

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Padrão de prescrições de enfermagem para o cuidado pós-operatório do paciente durante a admissão na unidade clínica

1.Examinar a respiração e instalar oxigênio suplementar, se prescrito.

2.Monitorizar os sinais vitais e observar a pele quanto ao calor, umidade e coloração.

3.Avaliar o local da cirurgia e os sistemas de drenagem da ferida.

4.Avaliar o nível de consciência, a orientação e a capacidade para movimentar as extremidades.

5.Conectar todos os tubos de drenagem por gravidade ou por aspiração, se prescrito e, monitorizar intensivamente os sistemas de drenagem.

6.Avaliar o nível e as características da dor ( localização e qualidade) e horário, tipo e via de administração da última medicação analgésica.

7.Posicionar o paciente para promover o conforto, segurança e expansão pulmonar.

8.Avaliar as linhas endovenosas quanto à permeabilidade, assim como as infusões quanto à freqüência correta de fluxo e tipo de solução.

9.Avaliar o débito urinário no sistema de drenagem fechada ou a necessidade do paciente de urinar e distensão da bexiga.

10.Reforçar a necessidade de iniciar a respiração profunda e os exercícios para as pernas.

11.Posicionar ao alcance do paciente a campainha de chamada, a cuba-rim, as lascas de gelo ( se permitido) e a comadre ou o papagaio.

Avaliação e tratamento das náuseas e dos vômitos.Iniciação dos líquidos orais ( a menos que contra-indicado pelo tipo de cirurgia).Avaliação e interpretação da ingestão e excreção. hemoglobina e hematócrito. 8. Resumo de cuidado de enfermagem no período pós-operatório imediato 1. 10.Iniciar o oxigênio suplementar. 2. .Avaliação e interpretação da freqüência cardíaca. os exercícios respiratórios ou o uso do espirômetro de incentivo. 9.Avaliação e interpretação da freqüência respiratória.Avaliação e tratamento da incisão cirúrgica. 3. Proporcionar informação para o paciente e família. os níveis de eletrólitos. profundidade e qualidade.Avaliação do estado mental.Iniciação dos exercícios de pernas e calçamento de meias antiembolismo ou o dispositivo de compressão pneumática.Posicionamento quanto ao conforto. 6. 11. 4. da pressão arterial. da coloração e umidade da pele. 5. expansão pulmonar e prevenção da aspiração.Avaliação do débito urinário e da capacidade de urinar voluntariamente.Profª Glenda Agra 12. 7.

cuidado da ferida 5. 13.Regime terapêutico continuado. incluindo: medicação.Atividades de promoção da saúde sugeridas ( ex: cessação do tabagismo. sinais e sintomas de complicações e medidas preventivas. atividade progressiva. incluindo atividades a serem evitadas. 4. terapias adjuntas. dieta.Complicações potenciais.Consultas de acompanhamento com cirurgião ou outros profissionais .Recursos comunitários. 3. Necessidades de instruções ao paciente após a cirurgia Todos os pacientes no pós-operatório precisam de informação e instrução nas seguintes áreas: 1. encaminhamentos para o cuidado domiciliar.Avaliação e tratamento das necessidades psicossociais do paciente e da família.O procedimento cirúrgico que foi realizado e quaisquer alterações permanentes na estrutura anatômica ou função.Profª Glenda Agra 12.Manutenção da segurança do paciente.Intervenções para adaptar quaisquer alterações permanentes na estrutura ou função. 2. gerenciamento do estresse) 6. 7.

cálculos renais ou uretrais.Profª Glenda Agra CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS *De acordo com o atendimento 1. .Cirurgias paleativas: Ex: Paracentese.CIRURGIA DE URGÊNCIA: O paciente precisa de atenção rápida. 4. cirurgias neurológicas. Exemplos: Reparação de cicatrizes.CIRURGIA ELETIVA: O paciente pode ser operado. ritidoplastia. colostomia -Cirurgias radicais: Ex: Mastectomia total. eletrólitos e sangue): Histerectomia. *De acordo com o objetivo . feridas por armas de fogo ou branca. Indicação para a cirurgia: Dentro de 24 a 30h. eletrólitos e sangue): Cirurgias oftálmicas e otorrinolaringológicas -Cirurgias de Porte II (Média perda de líquidos. Exemplos: Infecção aguda da vesícula.CIRURGIA DE EMERGÊNCIA: O paciente necessita de atenção imediata. reparação vaginal. mamoplastia. o distúrbio pode ser ameaçador à vida. Prostatectomia. hérnia simples. biópsias *Risco Cardiológico -Cirurgias de Porte I (Pequena perda de líquidos. Indicação para a cirurgia: A não realização da cirurgia não é catastrófica. Indicação para a cirurgia: Sem demora. 2. fratura de crânio. obstrução vesical ou intestinal. -Cirurgias para diagnóstico: Ex: Cateterismo cardíaco. Exemplos: Sangramento grave. apendicectomia -Cirurgias reparadoras/reconstrutoras (plásticas): Ex: Blefaroplastia. queimaduras extensas. -Cirurgias de Porte III (Grande perda de líquidos. eletrólitos e sangue): Transplantes. cirurgias cardíacas.

Intestino delgado (eletiva). das vias biliares sem estase ou obstrução biliar. Enxertos cutâneos. colonizados por flora bacteriana abundante. Ex: Cirurgia do cólon. na ausência de supuração local. Cirurgias limpas com drenagem.Profª Glenda Agra *Duração do procedimento -Cirurgias de Porte I (Até 2h): Cesariana. Neurocirurgias. gastroduodenopancreatectomia *Potencial de contaminação 1. Úlcera gástrica e C. gástrica ou duodenal. respiratório e urinário. Ooforectomia. Debridamento de queimados. respiratórios ou urinário sem contaminação significativa. C. cirurgias eletivas atraumáticas com cicatrização de 1ª intenção e sem drenagem. Feridas traumáticas limpas (até 10h após o trauma). gástrica. da orofaringe. C. na ausência do processo infeccioso e inflamatório local ou falhas técnicas grosseiras. Câncer. C. 3. C. C. cuja descontaminação é difícil ou impossível. por obstrução duodenal. colecistectomia -Cirurgias de Porte III (De 4 a 6h):Revascularização cardíaca. Ex: Histerectomia abdominal. . crsniotomia -Cirurgias de Porte IV (+ de 6h): Transplantes. bucal e dentária. C. C. Anastomose portocava e esplenorrenal. C. Fraturas expostas (10h após o ocorrido). Ex: Artroplastia do quadril. na ausência de processo infeccioso e inflamatório e com falhas técnicas discretas no transoperatórios. grande contaminação a partir do trato digestivo.CIRURGIA LIMPA: São aquelas realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação.Cardíaca. Cirurgias em que não ocorre penetração nos tratos digestivo. 2. Ortoplastia. Quando ocorre penetração nos tratos digestivos. Presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de 2ª intenção. bem como todas aquelas em que tenham ocorrido falhas técnicas grosseiras. curetagem uterine. Mastectomia.CIRURGIA CONTAMINADA: São aquelas realizadas em tecidos traumatizados recentemente e abertos. Cardíacas prolongadas com circulação extracorpórea. Obstrução biliar ou urinária. amigdalectomia -Cirurgias de Porte II (De 2 a 4h):Histerectomia. Herniorrafia.CIRURGIA POTENCIALMENTE CONTAMINADA: São aquelas realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecido de difícil descontaminação. Colecistectomia. Procedimento cirúrgico ortopédico.

abdominal com presença de exsudato e conteúdo de cólon. Limpeza: é o fundamental para a remoção de matéria orgânica presente nos artigos. Sanificação: É o processo de destruição de microorganismos patogênicos ou não. Degermação: consiste na eliminação dos microorganismos patogênicos das mãos e dos antebraços da equipe cirúrgica. Germicidas: são produtos ou substâncias capazes de destruir indiscriminadamente ou seletivamente microorganismos à temperatura ambiente. Anti-sepsia: é a utilização de um produto anti-séptico numa área contaminada (tecido humano). fungos e vírus em artigos. Colecistectomia por colecistite aguda com empiema. em presença do processo infeccioso(supuração local). Anti-séptico: é o produto químico utilizado para a realização da anti-sepsia. Nefrectomia com presença de infecção. na forma vegetativa (não esporulada) de artigos semi-críticos através de meios físicos e químico.CIRURGIA INFECTADA: São intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou órgão. Esterilização: é o procedimento utilizado para a completa destruição de todas as formas de vida microbiana.Profª Glenda Agra 4. TERMINOLOGIA ASSÉPTICA Assepsia: são meios utilizados para não contaminar uma área isenta de microorganismos. . Corpos estranhos e Feridas de origem suja. inclusive a esporulada. Desinfectantes: são substâncias químicas capazes de destruir todas as formas vegetativas de bactérias. C.Tecido necrótico. Ex: C. do reto e ânus com exsudato. Presença de vísceras perfuradas. em áreas físicas consideradas limpas. Desinfecção: é o processo de destruição de microorganismos patogênicos ou não.

observar. a ação praticada ou patologia. 1º ELEMENTO Adeno SIGNIFICADO Glândula 1º ELEMENTO Láparo SIGNIFICADO Cavidade abdomina Laringe Rim Nervo Olho Angio Artro Blefaro Cisto Vaso Articulação Pálpebra Bexiga Laringe Nefro Neuro Oftalmo . Laringo + scopia = laringe + ato de ver.Profª Glenda Agra TERMINOLOGIA CIRÚRGICA A terminologia técnica utilizada pelos profissionais da área de Saúde é constituída. Formação de palavras Conhecendo a disposição dos elementos e seu significado teremos a designação dos diversos tipos de intervenções cirúrgicas. e o segundo elemento diz respeito à técnica ou procedimento executado. em sua maior parte. O primeiro elemento de composição da palavra se refere a um órgão. Vejamos alguns elementos de origem grego-latina comumente empregados em enfermagem cirúrgica e seus respectivos significados. aparelho ou parte do corpo humano. de palavras formadas pela composição de elementos gregos e latinos.

PROCEDIMENTO PARA REMOÇÃO PROCEDIMENTO DE PARA REMOÇÃO DE . observar Comunicação entre dois órgãos ocos ou entre um órgãos e pele Corte Pexia Plastia Ráfia Scopia Stomia Tomia Vejamos os principais nomes de procedimentos cirúrgicos em que o segundo elemento da composição é ectomia (remoção).Profª Glenda Agra Colecisto Colo Colpo Entero Flebo Gastro Hepato Hístero Ooforo Vesícula Cólon Vagina Intestino Veia Estômago Fígado Útero Ovário Ooforo Orqui Osteo Oto Procto Rino Salpingo Traqueo Ovário Testículo Osso Ouvido Reto Nariz Trompa Traquéia 2º ELEMENTO Ectomia SIGNIFICADO Remoção total ou parcial Fixação de um órgão Reconstituição estética ou restauradora de uma parte do corpo Sutura Ato de ver.

a seguir.Profª Glenda Agra Apendicectomia Cistectomia Colecistectomia Colectomia Embolectomia Esofagectomia Esplenectomia Facectomia Gastretomia Hemorroidectomia Laminectomia Apêndice Bexiga Vesícula biliar Cólon Êmbolo Esôfago Baço Cristalino Estômago Hemorróidas Excisão da lâmina vertebral para expor os componentes neurais do canal espinhal. ressecando então. Parte do fígado Útero Lobo de um órgão Mastectomia Miomectomia Nefrectomia Ooforectmia Pancreatectomia Pneumectomia Prostatectomia Mama Mioma Rim Ovário Pâncreas Pulmão Próstata Retossigmoidectomia Reto e sigmóide Salpingectomia Trompa Hepatetomia Histrectomia Lobectomia Apresentamos . denominações de outras cirurgias. desta vez. o tecido doente ou danificado. terminadas em pexia ( fixação): PROCEDIMENTO Cistopexia Histeropexia Nefropexia PARA FIXAÇÃO DE Bexiga Útero Rim .

denominações de procedimentos onde o segundo elemento é ráfia ( sutura).Profª Glenda Agra Retinopexia Orquidopexia Retina Testículo Outros procedimentos cirúrgicos têm seus nomes terminados em plastia (reconstituição). como mostramos a seguir: PROCEDIMENTO Blefaroplastia Mamoplastia Piloroplastia Queiloplastia Rinoplastia Ritidoplastia Salpingoplastia PARA RECONSTITUIÇÃO DE Pálpebra Mama Piloro Lábio Nariz Face Trompa Há ainda. como demonstrado a seguir: PROCEDIMENTO Blefarorrafia Colporrafia Gastrorrafia Herniorrafia Osteorrafia Palatorrafia Perineorrafia Perinorrafia PARA SUTURA DE Pálpebra Vagina Estômago Hérnia Osso Fenda palatina Períneo Tendão .

Vejamos agora os principais nomes de cirurgias cujo segundo elemento de formação é stomia ( comunicação entre dois órgão ocos ou entre um órgão e a pele). e o retossigmoidoscópio. por exemplo. na retossigmoidoscopia.Profª Glenda Agra Vamos analisar outros nomes de procedimentos. compostos com o elemento scopia ( observação): PROCEDIMENTO Artroscopia Broncoscopia Cistoscopia Colonoscopia Colposcopia Endoscopia Esofagoscopia Gastroscopia Laringoscopia Laparoscopia Retossigmoidoscopia Ureteroscopia Uretroscopia PARA OBSERVAÇÃO DE Articulação Bronquios Bexiga Cólon Vagina Órgãos internos Esôfago Estômago Laringe Cavidade abdominal Reto e sigmóide Ureter Uretra Ressaltamos ainda que nos procedimentos relacionados à observação interna dos órgãos utilizam-se vários aparelhos como. na laparoscopia. o artroscópio. o laparoscópio. na artroscopia. o broncoscópio. PROCEDIMENTO ÓRGÃO EM COMUNICAÇÃO COM A PELE . na broncoscopia. desta vez.

geralmente por sutura Fixação cirúrgica de articulações Remoção de um tecido vivo para exame Destruição de tecido por meio de um agente cáustico ou de calor. através do bisturi elétrico.Profª Glenda Agra Cistotomia Colostomia Gastrostomia Jejunostomia Traqueostomia Bexiga Cólon Estômago Jejuno Traquéia Finalmente. por exemplo. as principais denominações de procedimentos cirúrgicos terminadas em tomia (corte): PROCEDIMENTO Episiotomia CORTE DA (O) Vulva Abdômen Tórax Traquéia Ureter Canal deferente Laparotomia Toracotomia Traqueotomia Ureterotomia Vasectomia Existem. ainda. Eis alguns deles: Amputação Anastomose Remoção de uma parte do corpo Conexão de dois órgãos tubulares. Artrodese Biópsia Cauterização . termos ou expressões médicas freqüentemente utilizadas em clínicas cirúrgicas.

Profª Glenda Agra Cesariana Retirada do feto através de incisão na parede abdominal e no útero Ressecção da pele do prepúcio que cobre a glande Hérnia da bexiga por musculatura do períneo defeito na Circuncisão Cistocele Curetagem uterina Raspagem e remoção do conteúdo uterino Separação de bordas suturadas de uma ferida previamente Deiscência Dissecção Divertículo Corte ou separação de tecidos do corpo Abertura no formato de bolsa em um órgão com a forma de saco ou tubo Transplante de órgão ou tecido Saída de vísceras de sua cavidade Extirpação cirúrgica Passagem anormal que liga um órgão. especialmente quando este surge em um orifício natural. Queda de um órgão Remoção cirúrgica de parte de um órgão Enxerto Evisceração Exerese Fístula Hérnia Incisão Litíase Paracentese Prolapso Ptose Ressecção . Corte Cálculo Denominação genérica de punção para esvaziamento de cavidade. cavidade ou abscesso a uma superfície interna ou externa do corpo. Saída de um órgão ou de parte dele para fora do seu lugar. Saída total ou parcial de um órgão do espaço que normalmente o contém.

A maioria das infecções hospitalares causada pela microbiota do paciente. INFECÇÃO PREVENÍVEL X INFECÇÃO NÃO-PREVENÍVEL . independente de tê-la adquirido no ambiente hospitalar ou na comunidade. por isso foi criado o conceito de infecção autógena.Profª Glenda Agra Retocele Hérnia da parede do reto por defeito na musculatura do períneo. a princípio originária da comunidade. Infecção autógena: indica que a infecção foi derivada da flora do paciente. Punção cirúrgica na cavidade torácica Veias dilatadas no escroto Toracocentese Varicocele INFECÇÃO: É a resposta inflamatória provocada pela invasão ou pela presença de microorganismos em tecidos orgânicos. sofrendo portanto alteração em decorrência da hospitalização. o paciente gradativamente adquire a flora hospitalar. Infecções exógenas: são aquelas que resultam da transmissão a partir de fontes externas ao paciente. ficando difícil estabelecer sua origem. Durante a hospitalização. Infecções endógenas: são causadas pela microbiota do paciente. INFECÇÃO AUTÓGENA X INFECÇÃO EXÓGENA As infecções podem ser diferenciadas de acordo com a origem dos microorganismos que a causam.

Profª Glenda Agra Infecções preveníveis: são aquelas em que a alteração de algum evento relacionado pode implicar na prevenção da infecção. são potencialmente preveníveis. herpes simples. INFECÇÃO COMUNITÁRIA É a infecção constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente. devemos lembrar que. rubéola. citomegalovirose.As infecções associadas a complicações ou extensão da infecção já presente na admissão. são também consideradas comunitárias todas as infecções de recém-nascidos associadas com bolsa rota superior a 24 horas.preveníveis: são aquelas que acontecem a respeito de todas as precauções tomadas. Adicionalmente. traz em seu anexo II conceitos e critérios para o diagnóstico das infecções. em relação à Portaria 930/92. desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital. Entretanto. Este é o caso das infecções em pacientes imunologicamente comprometidos. pelo próprio critério epidemiológico sua identificação.616/98 do Ministério da Saúde. a identificação do evento desencadeador da infecção hospitalar é retrospectivo e difícil de ser estabelecido. estas infecções representam no máximo 5% do total. Infecções não. 2. podem ser evitadas se for feita lavagem correta das mãos. se forem precocemente identificadas.). a maioria das infecções hospitalares tem uma etiologia multicausal e nem todas estas causas podem ser preveníveis. pois.Infecção em recém-nascido. classificando-as em comunitárias ou hospitalares. toxoplasmose. a menos que haja troca de microorganismos ou sinais ou sintomas fortemente sugestivos da aquisição de nova infecção. . como vimos anteriormente. Por exemplo: infecções cruzadas. cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi comprovoda e que tornou-se evidente logo após o nascimento ( por exemplo. que regulamenta as ações do controle de infecções hospitalares no território nacional. especialmente as dde fonte comum. Epidemias. transmitidas pelas mãos dos funcionários. CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DE INFECÇÃO HOSPITALAR A portaria 2. Geralmente. São também comunitárias: 1. sífilis e AIDS. originárias a partir de sua flora.

realizados previamente. quando associadas a procedimentos invasivos diagnósticos e/ou terapêuticos. . 2. o caso deverá ser considerado como hospitalar. quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. Para a uniformização de certos conceitos. com exceção das transmitidas de forma transplacentária e aquelas associadas à bolsa rota superior a 24 horas.5ºC. seguido do agravamento das condições clínicas do paciente. Usam-se como critérios gerais: 1.8º C. A Portaria Ministerial 930/92 define princípios para o diagnóstico de infecções hospitalares: “ O diagnóstico de infecções hospitalares deverá valorizar informações oriundas de evidência clínica. biópsia e outros. ressaltando-se os exames microbológicos. A sorologia é considerada positiva se for encontrada imunoglobulina específica da classe IgM ou um aumento de quatro vezes nos títulos de IgG específica. hipotensão como pressão sistólica menor que 90mmHg em duas medidas tomadas com intervalo de uma hora. considera-se infecção hospitalar toda manifestação clínica de infecção que se apresentar 72 horas após a admissão. a pesquisar de antígenos e anticorpos.Quando se desconhecer o período de incubação do microoganismo e não houver evidência clínica e/ou dado laboratorial de infecção no momento da admissão.” Estes princípios pressupõem a busca ativa de casos a partir de pistas diagnósticas. e evidências de estudos com métodos de imagem. algumas nem sempre de fácil acesso em nosso meio. resultado de exames de laboratório.Profª Glenda Agra INFECÇÃO HOSPITALAR É qualquer tipo de infecção adquirida após a internação do paciente e que se manifesta durante a internação ou mesmo após a alta. 3. e métodos de visualização. hipotermia com a queda desta temperatura abaixo de 33. Também são consideradas hospitalares aquelas infecções manifestadas antes de se completar 72 horas da internação.As infecções no recém-nascido são hospitalares. derivada da observação direta do paciente ou da análise de seu prontuário.Quando na mesma topografia em que foi diagnosticada infecção comunitária for isolado um germe diferente. endoscopia. definimos febre como temperatura axilar acima de 37.

O período de incubação é sempre expresso por um intervalo de tempo com um valor mínimo e um máximo. pois seu período de incubação varia de 15 a 21 dias. Não sofreu procedimento de risco Considerar 72 horas da transferência Sofre procedimento de risco. É considerada hospitalar se o tempo de hospitalização do paciente superar a duração mínima do período de incubação.Profª Glenda Agra Nem todas as infecções diagnosticadas após a admissão do paciente são hospitalares. não há necessidade de esperarmos as 72 horas para classificá-la como hospitalar. o prazo é ampliado para sete dias após a retirada do procedimento. Uma varicela detectada no 21º dia após a alta é considerada hospitalar. como é o caso das infecções urinárias e pneumonias. consideramos no Brasil. são as IH identificadas em pacientes transferidos de uma unidade para outra. sendo estendido este prazo em até um ano. dentro do próprio hospital. uma vez que as infecções estão. Para os demais procedimentos. a uma tromboflebite séptica relacionada a um cateter vascular. não há alteração do prazo de 72 horas. se identificarmos uma varicela no 17º dia de internação de um paciente. Exemplificando. a não ser que a infecção detectada esteja seguramente relacionada. Para as infecções que não têm período de incubação conhecido. Sua duração depende da correlação entre inóculo e virulência do microorganismo. Nas transferências sem procedimentos invasivos. na mesma topografia em que a infecção é suspeita. as infecções urinárias que se desenvolvem logo após cateterismo vesical. como infecção hospitalar aquela que foi diagnosticada após 72 horas de internação do paciente. Quando for realizada sondagem vesical. a infecção será creditada à unidade anterior. utilizamos o período de 72 horas para definir a unidade da infecção. independente do tempo de permanência do paciente. na sua grande maioria. A dúvida consiste em definir a unidade responsável pela infecção. particularmente a ventilação mecânica e os cateteres vasculares. mas é transferido sem este . Uma questão freqüente para os controladores de infecção. e consideram-se 30 dias após o ato cirúrgico. a não ser que tenha havido implante. por exemplo. Com estas condutas estaremos incluindo como infecção hospitalar todas as possibilidades. consideramos hospitalar se a infecção for detectada até o valor máximo do período de incubação. A infecção será incluída na nova unidade somente se o diagnóstico efetuado ocorrer após 72 horas da transferência. e a resistência do hospedeiro. Entretanto. Após a alta do paciente. ela será considerada hospitalar. as infecções são consideradas hospitalares se manifestadas até 72 horas. Se o paciente for submetido a um procedimento invasivo no hospital. após a alta do paciente. caso contrário. relacionadas ao cirúrgico.Assim sendo. A Portaria exclui as que estejam incubando no momento da internação.Quando transferido com procedimento a infecção é tabulada na unidade em que for diagnosticada.

Isolamento: Conjunto de medidas adotadas para fazer uma barreira que impeça a disseminação de agentes infecciosos de um paciente para outro. Uma parturiente com bolsa . Portanto. para os visitantes e/ou para o meio ambiente. apenas durante o período de transmissibilidade das doenças. excluindo apenas as transmitidas de forma transplacentária. geralmente por intermédio de profissionais de saúde e que também é considerada infecção hospitalar. Sofre procedimento de risco e é transferido com este Considerar a infecção da unidade onde está o paciente. RECÉM-NASCIDO A Portaria 930/92 coloca todas as infecções do recém-nascido como hospitalares. INFECÇÃO CRUZADA É a infecção transmitida de paciente para paciente. Está indicado nas doenças transmissíveis. em situações definidas e. esta recomendação sobre isolamentos deve se completar com o período de incubação e de transmissão das doenças. Diagnóstico de infecção cirúrgica Considerar a infecção da unidade onde está o paciente.Profª Glenda Agra Considerar sete dias da retirada da sonda vesical e três dias para os demais procedimentos. Colonização: é o aumento de um ou mais tipo de microorganismo sem causar uma reação.

Todas as infecções transplacentárias sejam consideradas comunitárias. As infecções transplacentárias já foram definidas como comunitárias. como sistematização propomos que: 1. Logo. dá à luz um recém-nascido com sepse. esta infecção deve ser classificada como hospitalar. e as decorrentes da contaminação comunitária intra-uterina. durante sua passagem pelo canal do parto ou após seu nascimento. Os casos em que a parturiente dá entrada com bolsa íntegra. também excluiu aquelas associadas a mais de 24 horas de bolsa rota. que passou a regulamentar o controle de infecção hospitalar em substituição à 930/92. de acordo com a Portaria. 2. . e as que ocorrem após o nascimento são indubitavelemente hospitalares. obviamente devem ser considerados hospitalares. como por exemplo.Profª Glenda Agra rota há 15 dias que. como as infecções congênitas. a conseqüente da carioamnionite materna por bolsa rota. se o parto for hospitalar. As infecções identificadas no recém-nascido podem originar-se por via transplacentária ou por contaminação ascendente após a ruptura da bolsa. exceto para as infecções detectadas em recém-nascidos. são consideradas infecções hospitalares as derivadas de contaminação durante a passagem do feto pelo canal do parto e aquelas adquiridas após o nascimento. ao entrar no hospital. No caso de mães admitidas com bolsa rota. Evidentemente.Todas as demais infecções identificadas em recém-nascidos de mães admitidas com bolsa íntegra sejam consideradas hospitalares. A Portaria MS 2. Nestes pacientes ela continuou excluindo as infecções transmitidas de forma transplacentária e.616/98. Todas as infecções neonatais são consideradas hospitalares. pouco alterou em relação aos critérios diagnósticos gerais.como novidade. as infecções originárias desta atividade devem ser consideradas nosocomiais. Então. exceto aquelas transmitidas por via transplacentária. estas infecções serão hospitalares se diagnosticadas após 72 horas de internação materna.

toxi-infecção alimentar. herpes genital. AIDS. Doença meningocócica e outras meningites. doença de Chagas (casos agudos) e paralisias flácidas tais como poliomielite. meningite por H. influenzae. é obrigatória a notificação imediata ao Serviço de controle de Infecção Hospitalar (SCIH) e. mieleites. na impossibilidade deste. coqueluche.Profª Glenda Agra RISCO DE INFECÇÃO NO CLIENTE Sabidamente. a infecção urinária hospitalar. exposição à radiação ionizante. DSTs – sífilis. hepatite B. leptospirose. condiloma acuminado. gonorréia. peste. a infecção do sítio cirúrgico é uma das causas mais comuns de infecção hospitalar na maioria dos hospitais. linfagranuloma venero. tétano. dengue. donovanose. procedimento bastante freqüente nos casos cirúrgicos. hanseníase. Da mesma forma. uma vez que uma de suas principais causas é o cateterismo vesical. rubéola. síndrome de Guillain Barrè. malária (em área não-endêmica). diretamente ao Serviço de Vigilância Epidemiológica da cidade ou região (Distrito Sanitário). difteria. Já a infecção respiratória apresenta-se como uma das complicações mais freqüentes dos clientes operados. uretrites e vaginites não gonocóccicas. medicamentosa. lagartas e animais peçonhentos (aranha. sarampo. cobra e escorpião). DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA Em casos suspeitos ou confirmados. febre amarela. leishmaniose visceral. DOENÇAS A SEREM ISOLADAS Respiratório: . cancro mole. febre tifóide. das doenças relacionadas abaixo. plantas. Intoxicação de qualquer natureza – química.

Síndrome de Fournier ou Fasciite necrosante). meningite meningocócica. aumento da destruição dos tecidos pelo tempo de manipulação. rubéola. A cirurgia com manuseio excessivo. estreptococo betahemolítico (amigdalite. hipotermia por grande quantidade de infusões e exposição da incisão ao ambiente frio da SO. descolamento de tecidos além do necessário (que levam a sangramento e transudações). duração do procedimento. escarlatina. período em que o paciente está privado de seus mecanismos de defesa naturais. herpes zoster. sarampo. Teoricamente. maior a porta de entrada para microorganismos. quanto maior a incisão. A técnica cirúrgica é crucial. tipo de cirurgia. meningite por haemophilus. Cirurgias com duração acima de duas horas apresentam incidência maior de infecção da ferida cirúrgica de forma estatisticamente significante. TB (escarro positivo). coqueluche. uma vez que. ASPECTOS RELACIONADOS A TODOS PACIENTES CIRÚRGICOS Especificidades da cirurgia Além da classificação das cirurgias por potencial de contaminação.Profª Glenda Agra O quarto de isolamento é obrigatório para: caxumba. a extensão da incisão também pode ser um fator de risco. pneumonia estafilocócica. conforme dito. com hemostasia inadequada (permitindo a formação de seromas e hematomas) com sutura defeituosa e . aumento do período em que o tecido é privado de sistema de defesa devido à irrigação sanguínea insuficiente. técnica cirúrgica. A duração do procedimento cirúrgico pode aumentar o risco de infecção por vários motivos: aumento de microoorganismos que podem contaminar a ferida. maior tempo sob efeito de anestesia e de assistência ventilatória. também deve ser considerado os aspectos relacionados à duração e extensão do procedimento cirúrgico.

brônquios e importante alteração hemodinâmica. Os seromas e hematomas são causas importantes de diminuição da resistência local. principalmente com administração de atropina. portanto constituindo fatores de risco de infecção respiratória. o fator mais importante na imunossupressão de clientes submetidos a cirurgias não seria a técnica anestésica ou o tipo de droga escolhido e sim o nível de bloqueio ao estresse cirúrgico.. altas concentrações de oxigênio e inalação prolongada de gases sem umidificação. assim como a possibilidade de permanência de microorganimos na mesma ainda que não se possa negar o avanço nas cirurgias com o uso de bisturi elétrico . inibição da fagocitose. um meio de cultura cujos agentes fagocitários não conseguem ali chegar. O seu uso inadequado ou exagerado. aspiração. pois agem como lagos.Profª Glenda Agra formação de áreas de isquemia ou necrose pode favorecer proliferação de bactérias. O uso de fios de sutura inadequados desperta forte reação como corpo estranho. no sentido de minimizar os efeitos das situações mencionadas. A pneumonia por aspiração é um achado freqüente. Tal quadro interfere na ventilação normal do paciente. aliado a outras situações pode apresentar condições opostas: a presença de tecido isquêmico ou necrosado por uso de bisturi elétrico.inclusive como auxiliar no controle de infecção pela diminuição do tempo operatório e melhor e mais rápida hemostasia. Assim. facilitando a ação dos germes patogênicos. intensificando a depressão respiratória. com alteração dos centros subcorticais extrapiramidais. a ação das drogas deprime o SNC. Período de hospitalização pré-operatória . rejeição de órgãos transplantados. Anestesia e trauma anestésico-cirúrgico A anestesia geral pode estimular: infecção pós-operatória. que necessita de assistência respiratória através de procedimentos invasivos como intubação. Participando diretamente de todos esses aspectos. crescimento de tumores. Os anestésicos também podem interferir na transmissão do impulso nervoso para a musculatura lisa. Outros mecanismos não-específicos são alterados pela anestesia: diminuição de fluxo mucociliar. bloqueio dos reflexos com formação de muco e espasmos da laringe. fornece. e principalmente englobando muito tecido. Cirurgias que necessitam de grande quantidade de irrigação e quer não são adequadamente aspiradas ou drenadas aumentam o esforço do organismo para absorver o excesso de secreção. anafilaxia. depressão da resposta alérgica. por pontos hemostáticos abrangendo áreas extensas ou por suturas muito apertadas. Mesmo que o medicamento anestésico isoladamente não esteja comprovadamente relacionado à infecção pós-operatória. com o tecido morto resultante. ventilação controlada. destaque-se a habilidade técnica do cirurgião. levando a um relaxamento e paralisia dos músculos respiratórios. que isolam os agentes fagocitários.

A remoção do pêlo não é o verdadeiro problema. a paramentação busca proteger o paciente contra contaminação da flora normal liberada pelo pessoal da SO e pelo paciente durante a cirurgia. a causadora da grande maioria das infecções do sítio cirúrgico e cuja transmissão pode ocorrer. de longe. assim como para diminuir a contaminação da incisão com microorganismos presentes nos pêlos. visto que.Atualmente. Procedimentos invasivos Tricotomia. punções e cateterismos vasculares são procedimentos invasivos a que o paciente pode ser submetido. mas sim a possibilidade de ocorrer solução de continuidade da camada . presente no pessoal e no ambiente hospitalar. Paramentação cirúrgica Semelhante ao item anterior. no caso da degermação das mãos da equipe cirúrgica. esses procedimentos também têm o objetivo de estabelecer uma atividade residual que retarde a recolonização. Degermação e preparo pré-operatório da pele Não há como negar que as mãos e antebraços da equipe cirúrgica e a própria pele do sítio cirúrgico do cliente constituem fontes das mais importantes de microorganismos de flora endógena.Profª Glenda Agra Isso se explica pela possibilidade de o cliente se colonizar em seus vários sistemas com uma flora bacteriana modificada. pelo contato direto e a manipulação continuada durante a intervenção cirúrgica.A degermação das mãos e antebraços e anti-sepsia pré-operatória da pele são práticas bastante antigas do ritual cirúrgico. conhecida por flora de colonização. cateterismo vesical. sendo a mesma. principalmente. além disso pode-se considerar comum as microperfurações das mesmas. os microorganismos proliferam com maior intensidade sob as luvas. Se justifica a remoção dos pêlos adjacentes ao local operatório para facilitar a visualização e a técnica operatória. Esses procedimentos devem garantir a rápida remoção ou a destruição de toda a flora transitória da pele e parte da flora residente. A tricotomia tem recebido especial atenção com relação ao risco de infecção no sítio cirúrgico.

997. além da invasão de microorganismos. reações alérgicas. foi publicada. O Sistema nacional de Informação para o Controle de Infecções em Serviços de saúde (SINAIS). que revogou a Portaria nº930/92.431/97. lançado em setembro de 2. coloca em seu artigo 1º que os hospitais do país são obrigados a manter Programa de controle de Infecções Hospitalares _ PICH. . É uma iniciativa da ANVISA. que é uma barreira natural de defesa contra a invasão de microorganismos. e contribuirá no combate à resistência microbiana. está em vigor a Portaria nº 2. ao uso inadequado ou indiscriminado dos antibióticos.616. de 12 de maio de 19998. SINAIS: Permite a obtenção de indicadores que consideram os riscos relacionados ao tempo de internação e de exposição a procedimentos invasivos e as características dos pacientes e das unidades de internação. no Diário Oficial da União. Em maior ou menor intensidade todos provocam aumento da permeabilidade da camada epidérmica. também a sua permanência e reprodução. tendo como meio de cultura a exsudação produzida. A Lei 9. Atualmente. que em seu artigo 1º fala da obrigatoriedade dos hospitais em manterem um Programa de Infecções Hospitalares (PCIH) e no artigo 2º preconiza a criação de comissão de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH) para execução deste controle. CONTROLE DE INFECÇÕES HOSPITALARES O programa de controle de Infecção Hospitalar começou a ser regulamentado em 1. com o intuito de oferecer aos hospitais brasileiros e gestores de saúde uma ferramenta para aprimoramento das ações de prevenção e controle das infecções relacionadas à assistência à saúde.431. de 6 de janeiro de 1.004. possibilitando a análise do perfil de sensibilidade de todos os organismos e o seu acompanhamento por tipo de ambiente ou unidade assistencial. justamente. Os tipos de alterações da integridade da pele variam desde a inflamação folicular.983. a Lei nº 9. propiciando. conforme veremos mais adiante. com a Portaria MS nº196/83. em 1. Uso de antibióticos Uma das causas principais das infecções hospitalares atuais deve-se . microcortes até cortes visíveis sangrantes.Profª Glenda Agra epidérmica.997. que foi revogada e substituída pela Portaria MS nº 930/92.

Estes profissionais deverão ter como condição obrigatória atualização científica. preocupando-se com as infecções de maneira pró-ativa. O controle de infecção hospitalar tem como base em sua estrutura a Comissão de controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e um grupo executivo. Este grupo é composto por enfermeiros e médicos. colaborando com programas de treinamento. cuja assistência ao paciente é prestada indiretamente. habitualmente são realizadas pela equipe do SCIH. A vigilância sanitária que é representada na instituição pelo controle de infecção. Colabora com os demais serviços nas padronizações de procedimentos invasivos e dos antimicrobianos. seja por problemas técnicos ou por condições inadequadas. ou seja. assegurando desta maneira sua aderência junto aos demais serviços da instituição. Detecta aumento de episódios. o conjunto de ações desenvolvidas deliberada e sistematicamente com vistas à redução máxima possível de incidência e da gravidade das infecções hospitalares. sendo um elo de ligação para os demais trabalhadores. como: isolamento. a vigilância sanitária e elaboração e execução do Programa de Controle de Infecção Hospitalar. todos os hospitais são obrigados a ter um Programa de controle de Infecção. sendo que a CCIH valida e divulga as propostas e ações do SCIH. aquisição de recursos humanos.A coleta de dados.Oferece assessoria em medidas de proteção antiinfecciosa. Procedimentos invasivos realizados de forma incorreta. na aquisição de artigos e insumos que podem estar relacionados às infecções hospitalares. soluções anti-sépticas e desinfetantes. na diretoria e do SCIH. procurando corrigir as deficiências antes que a infecção ocorra. materiais e equipamentos. crítica e legal sobre assuntos relacionados ao controle das infecções hospitalares. podem traduzir-se em infecção hospitalar. apresentam igual . surtos ou outros problemas e propõe soluções no que diz respeito às infecções hospitalares. e. algumas instituições. sob o ponto de vista do controle de infecção hospitalar. mudanças de conduta e rotina. De acordo com a legislação brasileira. reformas e outras medidas necessárias. para os efeitos desta Lei. por outras categorias profissionais. também chamado Serviço de controle Hospitalar (SCIH). justificando. A CCIH deve ser composta de profissionais representantes dos serviços que atuam direta ou indiretamente na assistência ao paciente. transformando suas informações em ações preventivas para toda a comunidade hospitalar. padronizações. O controle de infecção deve dar informações quanto à evolução da situação em questão.Profª Glenda Agra considerando programa de controle de infecções hospitalares. métodos de esterilização. alocadas especificamente para tais funções. também chamada vigilância epidemiológica das infecções hospitalares. Os setores de apoio. o feedback ao setor envolvido. com o objetivo de manter sob controle as infecções. Esta integração contribui para que bons resultados sejam alcançados. a interpretação das informações coletadas. em todos os setores da organização. observa os bastidores do hospital. em processos de construções e reformas arquitetônicas.

Elaborar e divulgar.Elaborar. à autoridade máxima de instituição e às chefias de todos os setores do hospital. periódica e sistematicamente. uso racional de antimicrobianos. 5. regularmente. sempre que indicado. relatórios e comunicar. 3. que deve continuamente exercer suas atividades de maneira integrada com o controle de infecção. germicidas e materiais médico-hospitalares.Realizar investigação epidemiológica de casos e surtos. podendo estar inseridos no aparecimento das infecções. a situação do controle das infecções hospitalares. e implantar imediatas de controle. Através de visitas.Profª Glenda Agra importância na qualidade de seu atendimento. visando à prevenção e controle das infecções hospitalares. no que diz respeito à prevenção e controle das infecções hospitalares. implementar. visando limitar a disseminação de agentes presentes nas infecções em curso no hospital. implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnicooperacionais. por meio de medidas de precaução e de isolamento. 4.Elaborar. . COMPETÊNCIAS DA CCIH A CCIH do hospital deverá: 1. adequado às características e necessidades da instituição. porém não substitui o papel da supervisão. implementação e supervisão das normas e rotinas técnico-operacionais. também é alvo de atuação da vigilância sanitária. devido à falta de recursos ou negligência do próprio profissional.Avaliar. promovendo seu amplo debate na comunidade hospitalar. observa-se as atividades relacionadas aos pacientes e aos próprios profissionais estão sendo realizadas e em que condições estão ocorrendo. adequação. periodicamente. capacitação do quadro de funcionários e profissionais da instituição. contemplando. Prevenir doenças originadas de aplicação incorreta das medidas de precauções. ações relativas à implantação de um Sistema de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares. manter e avaliar programa de controle de infecção hospitalar. as informações providas pelo Sistema de Vigilância Epidemiológica das infecções hospitalares e aprovar as medidas de controle propostas pelos membros executores da CCIH. 2. no mínimo.

Profª Glenda Agra 6. . as informações epidemiológicas solicitadas pelas autoridades competentes. prontamente. e atuar cooperativamente com os serviços de saúde coletiva. no que diz respeito ao controle das infecções hospitalares. bem como fornecer. ao organismo de gestão do SUS.Notificar.Cooperar com a ação do órgão de gestão do SUS. política de utilização de antimicrobianos. implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnicooperacionais.Adequar. 12. com vistas a obter capacitação adequada do quadro de funcionários e profissionais. visando a prevenção e o tratamento das infecções hospitalares.Elaborar regimento interno para a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar.Notificar ao Serviço de Vigilância Epidemiológica e Sanitária do organismo de gestão do SUS.Definir. 7. 8. 10. atendidos em qualquer dos serviços ou unidades do hospital.Cooperar com o setor de treinamento ou responsabilizar-se pelo treinamento. em cooperação com a Comissão de Farmácia e Terapêutica. os casos diagnosticados ou suspeitos de outras doenças sob vigilância epidemiológica (notificação compulsória). germicidas e materiais médico-hospitalares para a instituição. na ausência de um núcleo de epidemiologia. 9. 11. os casos e surtos diagnosticados ou suspeitos de infecções associados à utilização de insumos e/ou produtos industrializados.

Terapêutica: se destina a promover a saída de material acumulado. sangue. A drenagem tem várias funções. seja do aparelho urinário. seja do tubo digestivo. Remover qualquer líquido da cavidade peritoneal. São reconhecidos dois tipos de drenagem: Profilática: tem a finalidade de impedir o acúmulo de secreções. Na parede abdominal podem ser utilizadas com o objetivo de drenar secreções purulentas (abscessos) ou diminuir o espaço morto e eliminar restos de soro. Acessoriamente. parietal ou visceral. devido a grandes descolamentos no subcutâneo ou pela colocação de material protético empregado como reforço parietal. Orientar coleções e fístulas.Profª Glenda Agra SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA UTILIZAÇÃO DOS DRENOS CIRÚRGICOS Os drenos e as sondas constituem em valiosos auxiliares utilizados na prática cirúrgica visando facilitar o escoamento de conteúdo cavitário. tecidos. Evacuar líquidos intraluminares (urina. destina-se a administrar líquidos e alimentos. bile). Os drenos são utilizados para remoção de acúmulos anormais no interior da cavidade ou nos permeios da parede abdominal. dentre elas podemos destacar: Propiciar saída de secreções purulentas ou de conteúdo intestinal. Descomprimir o tubo digestivo. A drenagem pode ser realizada por drenos e sondas: . As sondas tem indicação para o escoamento de conteúdo intraluminar. Ministrar líquidos e alimentos.

peritônio. Sempre fixar o dreno no local de exteriorização. Drenos túbulo-laminares. TIPOS DE DRENAGEM Existem 4 tipos de drenagem. podendo ter balonete. porém maleável. O orifício de saída deve-se localizar em local de declive para facilitar a drenagem por gravidade. estando destinadas à luz do tubo digestivo e seus anexos.Profª Glenda Agra Drenos: são lâminas ou tubos de material sintético. com calibre variado. Não deixar o dreno entrar em contigüidade com as linhas de sutura para evitar fístulas. PRINCÍPIOS DA COLOCAÇÃO DE DRENOS Os drenos intraperitoneais não devem ser exteriorizados pela incisão para evitar infecção e interferir na cicatrização. O orifício de saída deve ser proporcional ao diâmetro do dreno para evitar compressão ou evisceração. . árvore traqueobrônquica e sistema geniturinário. Sondas: são tubos de borracha. largura variável. de plástico ou de derivados do petróleo. ser radiopacas ou não. usados na drenagem das grandes cavidades serosas (pleura. com paredes flexíveis. Deve ficar suficientemente afastado da cicatriz cirúrgica para não interferir com os cuidados da FO. conforme o mecanismo de ação: Drenagem laminar. Não lesar com demasia a parede na confecção do trajeto parietal. que apresentam paredes rígidas. Drenos de aspiração. pericárdio) e do espaço intervisceral e tissular.

Drenagem laminar: Dreno de Penrose. Os tubos são fixados ao Penrose por meio de suturas individuais. gastrostomia. Dreno de Sump. retal. de Sengstaken-Blackmore. firmes. Pode-se colocar gaze ou qualquer outro material sintético absorvente dentro do Penrose com a finalidade de aumentar a drenagem. colocados dentro de um dreno de Penrose. Dreno Portovac. As sondas. tubulares. medicamentos e nutrientes. além de drenar o conteúdo presente no lúmen das vísceras ocas. parede resistente e pouco flexível. jejunostomias. O funcionamento é por capilaridade e por drenagem ativa. Drenos túbulos-laminares: São formados por 2 ou 3 drenos tubulares de látex. que é muito fino e. esvaziamentos ganglionares) e quando há extensa ressecção com espaço morto local. sonda retal. de plástico ou látex. nasobiliares. O sistema funciona instilando solução fisiológica por um dos tubos. utilizados por radiologistas. descomprimir (sonda nasogástrica. Deve-se periodicamente instilar soro para desobstruir o cateter. Seu mecanismo de ação funciona por sucção. que evita o colabamento do sistema de sucção. também podem ser utilizadas para administrar líquidos. porém. Drenos de aspiração: Drenos de sucção fechada. Este tipo de drenagem diminui o risco de contaminação a partir do dreno. . finos. ao mesmo tempo que se aspira sob baixa pressão por meio de outro. produzidos de silicone ou cloridrato de polivinil. deve ser retirado em 24 a 72 horas. sendo divididas conforme o órgão em que será utilizada: sondas gastrintestinais. As sondas são tubos introduzidos no lúmen de vísceras ocas. sendo uma drenagem ativa. Utilizado nos casos de pancreatite. sondas urinárias entre outras. silicone ou teflon. O terceiro tubo é o respiro. nasojejunais. São utilizados em cirurgias com grande descolamento tecidual (hérnia incisional. retalhos miocutâneos. Cateteres de Drenagem (pigtailed): Drenos tubulares. sondas utilizadas para descomprimir anastomoses) ou comprimir (sonda de Sengstaken-Blackmore e sonda de Foley na prostatectomia). Seu mecanismo de ação é por meio da drenagem passiva. cecostomias. para fluidificar a coleção. para realizar drenagens percutâneas de coleções ou cateterização de via biliar. abscessos ou quando se deseja lavar a cavidade abdominal. facilitando e acelerando o escoamento. Tem a preferência nas cirurgias do aparelho digestivo com anastomeses. por capilaridade. guiados por TC ou USG. com múltiplas perfurações.Profª Glenda Agra Cateteres de drenagem.

má vascularização e infecção local. fígado) sem ser detectados. com a finalidade de descomprimir ou retirar secreções que coletam no leito cirúrgico.Cirurgias e que há sutura de órgãos sem serosa e extrapiramidais. .Abscessos localizados e com parede espessa.Cirurgias de parede abdominal com grande descolamento de subcutâneo ou com utilização de próteses. 5. colocas-se o Penrose ou dreno de aspiração Portovac tracionando-o no 1º dia e retirando-o no 2º ou 3º dia pós-operatório. 6. 4. 2. 3. como suco bileopancreático ou seroma. No caso de colecistectomia.Cirurgias em que podem ter sido abertos pequenos ductos (vesícula biliar. O emprego de drenos é conveniente nas seguintes situações: 1.Profª Glenda Agra INDICAÇÕES GERAIS Drenar secreções purulentas localizadas ou de conteúdo intestinal e remover profilaticamente qualquer líquido da cavidade peritoneal ou do subcutâneo. caso seja utilizado.Anastomoses entre o trato digestivo.Cirurgias em que há extensa área cruenta. O mesmo deve ser elevado a partir do 4º dia para diminuir o escoamento biliar. Vias Biliares: Tubo em “T” de Kher: descomprimir o hepatocolédoco. antes que sua presença cause complicações. desproporção entre as bocas anastomóticas. fechado após o 7º dia pós-operatório (após a realização da colancistectomia) e retirado após o 14º dia. INDICAÇÕES ESPECÍFICAS Existem algumas cirurgias em que são acoplados sistemas de drenagem como rotina. quando há insegurança em relação ao fechamento. pâncreas. a utilização de drenos é discutível (vários autores contraindicam a drenagem por apresentarem maior risco de infecção).

A utilização dos mesmos não diminui a chance de fístula. Baço: Após esplenectomia. ou devido a pequenas lesões em causa do pâncreas. A sonda deve ser retirada após o término do íleo paralítico. retirando-o quando a aspiração diminui. até que o íleo paralítico desapareça. com um escoamento precoce e efetivo. O dreno de escolha é de Penrose. Nas pancreatectomias parciais. Duodeno: Os drenos são necessários devido à alta mortalidade que as complicações. Se o intuito for alimentação. Deve-se sempre colocar SNG ou SNE para descomprimir o lúmen e iniciar precocemente a alimentação. exceção feita para os casos de anastomoses com o reto ou canal anal. tempo necessário par acriar um trajeto ao redor do dreno e orientar a fístula. apresentando tecidos menos resistentes à infecção. Deve-se realizar drenagem sondagem nasogástrica e diminuir estímulo pancreático. se for uma SNG. enquanto houver íleo paralítico. irrita os tecidos vizinhos. retirando-se após o 4º dia. caso não haja fístula. retira-se após o paciente ter condições de via oral. podem-se evitar cirurgias. Em caso de fistulização. que podem ocasionar. pela ausência da camada serosa e por sua posição extraperitoneal. tracionando-o pós-operatório. de preferência 2m 24 a 72horas. há indicação de drenagem devido ao suco pancreático que. sendo tracionado após o 3º dia e retirado após o 4º ou 5º dia pós-operatório.Profª Glenda Agra Pâncreas: Em cirurgias em que se manipula ou se resseca o pâncreas. utilizam-se SNGs ou jejunostomias para descomprimir o lúmen gastrintestinal. devido à área cruenta no leito esplênico. pela dificuldade de hemostasia causando pequenos sangramentos. . por meio de suas enzimas proteolíticas. colocam-se drenos de aspiração. utiliza-se o dreno de Sump com o objetivo de lavar e aspirar ao mesmo tempo. Os drenos de escolha são de Sump e os de aspiração. normalmente se utilizam drenos visando prevenir o acúmulo de secreções no espaço subfrênico. caso não haja complicação local. retirando-o após o 4º dia. utilizam-se drenos de aspiração. podendo causar fístulas ou abscessos peripancreáticos. Embora a drenagem aumente o risco de infecção. No caso de abscesso pancreático. utilizando dreno de Penrose. sendo retirado quando a aspiração vier límpida. Nesses casos. como fístula e infecção local. porém. Estômago: Os drenos são usados após gastrectomias quando a anastomose for difícil. Intestino: Normalmente não se utilizam drenos em anastomoses intestinais. o dreno permanece por um período não inferior a 7 dias. emprega-se o dreno de Penrose. Em todas as cirurgias que envolvem anastomoses intestinais.

Em cirurgias de grande porte e naquelas em que se manipulam as vias urinárias ou a próstata. Nos casos de abscesso intraabdominal.São colocados lateralmente ao músculo reto abdominal. Outros: A drenagem tubular tem espaço nas cirurgias da região cervical (TIREOIDECTOMIAS. faz-se apenas a lavagem exaustiva da cavidade. Nas situações em que há abscesso localizado.Profª Glenda Agra Apendicite: Nos casos de apendicite aguda em que não há abscesso localizado. O tempo de drenagem pode variar conforme o volume exteriorizado e o motivo pelo qual o dreno foi colocado. sendo de escolha o de Penrose. para limpar a cavidade e aspirar seu conteúdo. pode-se utilizar os drenos de Sump. tracionando-os 24 horas antes de retirá-los definitivamente. quando se quiser realizar lavagem da cavidade. deve-se utilizar o dreno Portovac para evitar que se acumulem coleções no subcutâneo. nas cirurgias ORTOPÉDICAS que utilizam próteses e em qualquer outra cirurgia que apresente um espaço morto ou que não possa haver compressão das estruturas adjacentes. deve-se deixar um dreno junto à cavidade abscedada. MANEJO DOS TUBOS A colocação dos drenos na cavidade abdominal apresenta princípios básicos: 1. a drenagem não se faz necessária. Devem ser colocados por contra-incisão para evitar infecção da ferida operatória e diminuir o risco de deiscência. sendo retirados após desligar a lavagem por 24 horas e o líquido sair límpido. ESVAZIAMENTOS LINFONODAIS. Nesses casos. mesmo que haja perfuração com coleção purulenta na cavidade.O trajeto confeccionado deve ser mais retilíneo o possível para facilitar a drenagem e evitar coleções. 2. porém evitando grandes aberturas para evitar hérnia incisional. sem tração prévia. CIRURGIAS VASCULARES . não muito pequenos para facilitar a drenagem. até que o volume drenado em 24 horas seja inferior a 150 ml e retirado em um só tempo. simultaneamente. . Nesses casos. os drenos de Sump estão indicados para lavar e aspirar continuamente o abscesso. A mesma deve permanecer por 2 a 3 dias. Parede Abdominal: Quando existe um grande descolamento do tecido subcutâneo ou quando se colocam próteses junto à musculatura. devendo permancer no local até não mais sair secreção purulenta. 3. deve-se realizar sondagem vesical .

deve-se pensar em antimicrobianos quando utilizadas por vários dias. 5. alguns centímetros a cada dia.Profª Glenda Agra 4. de tal maneira a ocluir o trajeto da profundidade para a superfície. fixa-se externamente com curativos ou pontos para dificultar a migração da mesma. Retira-se de modo gradativo.Devem ser fixados à pele para evitar que o mesmo seja tracionado por descuido ou que entre na cavidade abdominal. deve-se trocar por sondas nasojejunais.O curativo deve ser realizado separadamente ao da incisão principal para dificultar a contaminação da ferida operatória com as coleções drenadas. devido às ulcerações que a mesma pode causar na mucosa da orofaringe e do esôfago. 3.Se não houver balonete para fixação.Deve ser introduzida com anestésico local. 4. 2. Terapêuticos: São mantidos no local enquanto houver drenagem em quantidade significativa.Se houver necessidade de troca. REMOÇÃO DOS DRENOS Profiláticos: Remove-se tão logo haja evidências de que não há mais drenagem significativa e que o dreno não é mais necessário.SNG não devem ficar mais que 7 dias. COMPLICAÇÕES Hérnia incisional Obstrução por aderências Necrose de tecidos vizinhos por compressão Hematoma de parede Perda do dreno na cavidade abdominal Fístula por erosão da anastomose SONDAS . 5. SONDAS Obedece alguns preceitos básicos: 1.No caso de sondas urinárias. que são menos traumáticas e podem ficar por várias semanas.

Profª Glenda Agra Erosões junto à mucosa por irritação ou isquemia Aumento da produção de ácido pelo estômago Fístulas Perfuração durante a colocação Infecção Hemorragias pela erosão DREDRENOS JACKSON PRATT DRENOS JACKSON PRATT .

Profª Glenda Agra Dreno de Jackson Pratt Drenos de Penrose .

Profª Glenda Agra Dreno de Black Dreno de sucção Sistema de drenagem mediastinal .

Profª Glenda Agra Sistema de drenagem de vias aéreas Simulador .

Profª Glenda Agra Dreno de Kher .

Profª Glenda Agra Sonda de Malecot Sonda Traqueal Comum de Nelaton .

Profª Glenda Agra Sonda Retal Sonda de Sengstaken-Blackemore Dreno de Penrose .

Profª Glenda Agra Sonda Nasoentérica Sonda Nasogá strica de Levine Sonda Vesical de Foley .

Profª Glenda Agra Sonda vesical de alívio de Nelaton .

Profª Glenda Agra Dreno de Black Dreno de sucção (Portovacc) FONTE: http://images.google.com.br/images CURATIVOS .

diminuindo a dor e aumentando o processo de destruição natural dos tecidos necrosados.Profª Glenda Agra Curativo é o tratamento utilizado para promover a cicatrização da ferida. Notas: . A escolha do curativo depende do tipo de ferida. agindo como barreira mecânica entre a ferida e o meio ambiente. O curativo aderido à ferida deve ser retirado com umedecimento com Soro Fisiológico a 0. A troca de curativos pode baixar a temperatura da superfície em vários graus. Permitir sua retirada sem ocasionar lesão por aderência. Permitir troca gasosa.9%. Remover o excesso de exsudação com o objetivo de evitar a maceração dos tecidos próximos. Observações: Em feridas abertas não é recomendado o uso de curativo seco. Fornecer isolamento térmico – a temperatura de 37º estimula o processo de cicatrização. proporcionando um meio adequado para este processo. Curativo encharcado ou vazando favorece o movimento das bactérias em ambas as direções – ferida e meio ambiente – devendo ser trocado imediatamente. Deve-se umidificá-lo com Soro Fisiológico a 0. Por isso.9% e s secar somente as bordas da ferida. Ser impermeável às bactérias. Não se deve usar algodão ou gaze desfiada (aderência à ferida). citado por Dealey. conforme segue: Manter alta umidade entre a ferida e o curativo acelerando a epitelização. não se deve limpá-la com solução fria nem deixá-las expostas por períodos prolongados. Estar isento de partículas e substâncias tóxicas contaminadoras de feridas que podem manter a inflamação e retardar a cicatrização. Critérios: Os critérios para o curativo ideal foram definidos por Turner.

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Exsudação: extravasamento de líquido da ferida, devido ao aumento da permeabilidade capilar. Maceração: amolecimento da pele, geralmente nas bordas da ferida, na maioria das vezes pela umidade excessiva. Classificações de curativos: Aberto: é aquele no qual utiliza-se apenas o anti-séptico, mantendo a ferida exposta. Ex: ferida cirúrgica limpa com 48 horas de evolução ou mais. Oclusivo: curativo que após a limpeza da ferida e aplicação do medicamento é fechado ou ocluído com gaze ou atadura. Seco: fechado com gaze ou compressa umedecida com pomada ou soluções prescritas. Compressivo: é aquele no qual é mantida compressão sobre a ferida para estancar hemorragias, eviscerações etc. Drenagens: Nos ferimentos com grande quantidade de exsudato coloca-se dreno ( Penrose, Kher), tubos, cateteres ou bolsas de colostomia. O dreno Penrose é introduzido na cavidade da ferida para escoamento de secreções que possam vir a infectá-lo ou para eliminar secreções purulentas. O dreno Penrose é um tubo de látex mole e delicado, de vários diâmetros, colocado através de um pequeno orifício ou na própria cicatriz operatória. Quando há necessidade de lavar o local que está sendo drenado, o cirurgião coloca, junto com o Penrose, um dreno tubular fino, geralmente, de polietileno, formando assim um dreno misto. Os drenos Penrose são usados em cirurgias gerais, com finalidade profilática e precisam ser protegidos por curativos. Mas se for preciso medir o volume de secreção que sai pelo dreno, pode-se substituir o curativo por bolsas coletoras, que variam de tamanho de acordo com a quantidade de secreção eliminada. O dreno Kher ou em T é utilizado nas operações que abrem a via biliar principal (hepático/calédoco), com a finalidade de escoar a bile para fora, por um determinado período. O dreno fechado de pressão negativa é conectado a uma bolsa coletora sanfonada elástica, por meio de um tubo. Quando a bolsa é comprimida para a retirada do ar do seu interior, cria um vácuo capaz de provocar aspiração contínua. A secreção ou o sangue são retirados da ferida, indo para o recipiente sanfonado por meio do tubo.

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Quando o recipiente estiver cheio, é necessário abrir a tampa de cima e esvazia-la. Para restabelecer a pressão negativa, comprime-se o recipiente até o ar sair totalmente e recoloca-se a tampa. Assim, a drenagem recomeçará. O dreno fechado de pressão negativa é geralmente usado em operações ortopédicas, neurocirúrgicas e outras onde haja sangramento residual. O dreno de tórax é utilizado na cavidade torácica para restaurar a pressão negativa e escoar secreções ou sangue. Debridamento: é a retirada do tecido necrosado, sem vitalidade, utilizando cobertura com ação debridante ou retirada mecânica com pinça, tesoura ou bisturi. Processo de cicatrização: No momento da incisão/injúria: formação de coágulo, estase, liberação de substâncias vasoativas. 2 horas: formação de crosta. 6 horas: neutrófilos liberam enzimas que efetuam a quebra dos restos celulares e dos agentes invasores. 12 horas: monócitos fagocitam bactérias e restos celulares. 24-48 horas: formação de ponte epitelial. 48 horas: fibroblastos : produzem colágeno para formação da cicatrização. 6 dias: a proliferação de fibroblastos atinge seu pico, repondo o tecido conjuntivo. Formação do tecido de granulação ( forma precoce de tecido cicatricial). 2 semanas: realinhamento das fibras colágenas – aumento da resistência e redução da espessura da cicatriz. Semanas e meses: contração – a cicatriz altera a sua aparência.

Objetivos do curativo: Proporcionar conforto ao paciente ( diminuição da dor) e promover a cicatrização. Proteger a ferida para prevenir infecções. Observar o aspecto da cicatriz cirúrgica.

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Manter a área limpa.

Regras para os curativos:

Curativos cirúrgicos limpos e secos não necessitam ser trocados nas primeiras 72 horas. Curativos devem ser mantidos limpos nas primeiras 48/72 horas de pós-operatório ou procedimento ou ainda a critério médico e/ou da instituição. Neste período ainda não ocorreu a epitelização da ferida. Curativos úmidos ( seja por secreções ou banho) devem ser trocados tantas vezes quanto necessário, não ultrapassando o tempo de seis horas ( tempo provável de multiplicação das bactérias). Após a epitelização da ferida pode-se deixá-la descoberta se não houver chance de contaminação pelas áreas vizinhas (colostomias, vômitos.secreções orais, secreções traqueais). Os acessos venosos, arteriais, drenos torácicos devem ser mantidos com curativos. Nunca tocar diretamente em ferida aberta ou recente ( até 72 horas da cirurgia) ou mantidas sob curativo. Em paciente com dois ou mais curativos ( limpos e contaminados) realizar primeiro o(s) limpo(s) e depois o(s) contaminado(s), cada qual com seu material de curativo estéril. Cuidado ao retirar o curativo sujo para não arrancar os drenos, cateteres que geralmente ficam aderidos ao curativo. Durante o curativo, inspecionar sempre sinais de infecção ( hiperemia, edema, dor, secreção) na ferida cirúrgica, locais de punção, áreas de drenos. Se houver suspeita de infecção, colher amostra de secreção e envia-la à bacteriologia para cultura e antibiograma conforme protocolo de Coleta de Material para Cultura. Informar ao médico e anotar no prontuário. A data da troca do curativo e o nome de quem o realizou devem ser anotados no curativo e no prontuário. Nos curativos de cateteres fixar também o mesmo na pele para evitar tração ou retiradas acidentais.

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Nota: Aplicações tópicas de antimicrobianos não são recomendadas, pois provocam alteração da flora microbiana local com o aparecimento de cepas resistentes. FATORES DE RISCO
Fatores de risco para complicações pulmonares pós-operatórias

1.Tipo de cirurgia – incidência maior após todas as formas de cirurgia abdominal quando comparadas com a cirurgia periférica.

2.O local da incisão – quanto mais próxima a incisão do diafragma, maior a incidência de complicações pulmonares.

3.Problemas respiratórios no pré-operatório.

4.Idade – maior risco após os 40 anos do que antes dos 40.

5.Sepse.

6.Obesidade – peso maior do que 10% do peso corporal ideal.

7.Repouso no leito prolongado.

8.Duração do procedimento cirúrgico – mais de 3 horas.

9.Aspiração.

10.Desidratação.

11.Desnutrição.

aqueles com malignidade.Profª Glenda Agra 12. obesidade). Fatores de risco para Trombose Venosa Profunda pós-operatória 1. por exemplo. ou aqueles submetidos a procedimentos cirúrgicos extensos e complicados.Imunossupressão.Pacientes urológicos que se submeteram a prostatectomia transureteral e pacientes idosos submetidos à cirurgia urológica. 2. infecção.Pacientes de neurocirurgia. os obesos. 4. malignidade. o risco de trombose venosa profunda na perna paralisada é tão alto quanto 75%). os que tiveram anteriormente trombose venosa profunda ou embolia pulmonar.Pacientes de ginecologia e obstetrícia com idade superior a 40 anos apresentando fatores de risco associados (veias varicosas. SINAIS FÍSICOS E SINTOMAS DAS COMPLICAÇÕES Sinais físicos e sintomas das complicações cirúrgicas e condições comuns associadas .Hipontensão e choque. 5.Pacientes ortopédicos que se submeteram a cirurgia do quadril. semelhante a outros grupos de alto risco cirúrgico ( em pacientes com derrame. trombose venosa prévia. reconstrução do joelho e outra cirurgia da extremidade inferior. 13. 3.Pacientes de cirurgia geral com idade superior a 40 anos.

arritmias cardíacas. sepse. tromboflebite. sepse. sepse. constipação. nutrição venosa. hemorragia Hipovolemia. edema pulmonar. fístula biliar Íleo paralítico. infecção urinária. . embolia pulmonar. obstrução intestinal. infecção da ferida. pneumonia. embolia pulmonar Hipovolemia.Trombose venosa profunda e flebite. embolia pulmonar Ansiedade. medicamentos. infecção intra-abdominal Hipoxemia. insuficiência renal.Infecções: inflamação do acesso intravenoso e sepse. hemorragia intra-abdominal. obstrução urinária Hemólise. hipovolemia. infecções. peritonite. medicamentos. abscesso intraabdominal. insuficiência cardíaca. colecistite. hipoxemia. dor Ansiedade. hepatite. febre. febre.Profª Glenda Agra Sintoma Febre Condições associadas Atelectasia. atelectasia. reações transfusionais. psicose pós-operatória Taquicardia Taquipnéia e dispnéia Hipotensão Oligúria Icterícia Distensão abdominal Dor na ferida Alteração do nível de consciência Causas comuns de febre no pós-operatório 1. acidente vascular cerebral. sepse. ascite Infecção. obstrução das vias biliares. parotidite. empiema. deiscência. abstinência do álcool. pneumonia.Causas pulmonares: atelectasia. 3. anafilaxia. 2.

Medicamentos: penicilina.Doença das vias biliares . 5. anfotericina.Colestase Induzida central por medicamentos Sepse Nutrição venosa 4. hematomas Reações transfusionais Reações medicamentosas Sepse Hemoglobinopatias 2.Doença parenquimatosa hepática Exacerbação de hepatopatia preexistente Hepatite viral Hepatite medicamentosa Lesão causada por choque Abscesso intra-hepático 3. Causas comuns de icterícia no pós-operatório 1.Reações transfusionais.Hemólise: Sangue extravasado. cefalosporina.Profª Glenda Agra 4.

Os hematomas se expandem rapidamente e podem comprimir estruturas adjacentes vitais como a traquéia. Se a hemorragia for arterial. Hematoma e seroma A hemostasia inadequada da ferida causa o acúmulo de sangue local após o fechamento. e elas só podem ser consideradas um sucesso após a cicatrização da ferida. causando disfunção renal. o hematoma pode dissecar entre os planos tissulares e crescer até um tamanho considerável. os seromas simples desaparecem espontaneamente ou após a aspiração. heparina. Qualquer que seja a técnica escolhida. Coagulopatias causadas pela doença do paciente ou pela administração perioperatória de aspirina. causando déficit neurológico. ou as veias renais. Existem três categorias de complicações na cicatrização da ferida: hematomas e seromas simples na ferida. a artéria carótida. Os hematomas da ferida geralmente desaparecem espontaneamente. dolorosos e em expansão necessitam de reexploração cirúrgica. podem necessitar de aspirações repetidas ou drenagem com sucção para serem resolvidas. deve-se preservar a esterilidade para evitar o surgimento de um abscesso secundário na ferida. Os sinais físicos são inchaço e dor na ferida e drenagem de sangue na linha de sutura. porém os hematomas grandes. e deiscência da ferida. Em geral. . causadas pela secreção ativa de um canal linfático importante. quando o hematoma é superficial. Essas coleções geralmente surgem devido à criação de grandes espaços subcutâneos na ferida que acumulam soro e/ou linfa. As coleções de líquido não-hematogênico na ferida podem ser classificadas como seromas ou linfoceles. causando estridor ventilatório.Profª Glenda Agra Coledocolitíase Ligadura inadvertida do colédoco Fístula ou vazamento da bile Colecistite Pancreatite com obstrução do colédoco Estenose da via biliar devida a trauma operatório COMPLICAÇÕES NA FERIDA Por todas as operações é necessária uma incisão. porém as linfoceles verdadeiras.Essas complicações são conseqüência de uma técnica cirúrgica imperfeita e de alterações na cicatrização da ferida. infecções da ferida. warfirin ou dextrano também contribuem para o aparecimento de hematomas de feridas.

as infecções da ferida se tornam evidentes entre o 4º e o 7º dia operatório e. a terapêutica mais importante é a abertura da cicatriz retirada do material infectado e curativo contínuos até a cicatrização por 2ª intenção. drenagem pururlenta. Citrobacter freundii. tornando obrigatório o desbridamento cirúrgico de urgência. podem surgir edema. esta prática tem pouco suporte em evidências científicas. Proteus sp. amolecimento da pele. Na maioria dos casos. bolhas violáceas. mas quando não existe sepse sistêmica ela geralmente é de pouco auxílio. Os sinais de infecção da ferida são febre.Profª Glenda Agra Infecções da ferida As infecções na ferida podem ocorrer em até 20% ou mais dos casos em que o campo cirúrgico foi contaminado durante a operação. porém grave. são causadas por bactérias Gram-negativas ou espécies de estafilococos. Fasciite necrosante: esta é uma infecção rara. A melhor conduta é abrir a cicatriz e tratar por via sistêmica quando os sinais locais de inflamação são exuberantes ou o paciente possui sintomas e sinais sistêmicos. as operações limpas. O diagnóstico é confirmado com achados . geralmente monobacteriana. sensibilidade dolorosa e inflamação nos estágios iniciais. rápida progressão e presença de ar em subcutâneo. áreas de parestesia e anestesia. Apesar da maioria dos pacientes receber antibióticos no início do diagnóstico de ISC. crepitação e isquemia da ferida. isquemia tissular e ruptura da ferida. Infecções potencialmente graves podem aparecer precocemente no pós-operatório. Se a infecção não for logo diagnosticada e tratada. As infecções causadas por este último organismo são extremamente sérias. Os indícios dessa infecção são drenagem serosa pouco espessa. Serratia marcescens e Enterobacter sp. O agente mais freqüente é o Streptococcus beta hemolítico do grupo A. pois a mionecrose pelo clostrídio (gangrena gasosa) pode evoluir rapidamenete. hemorragia cutânea. no entanto um quadro clínico semelhante pode ser causado por Vibrio vulnificus ou Aeromonas hydrophilia. Por outro lado. a sepse da ferida pode ocorrer em até 24 horas após a operação. que não envolvem o trato gastrintestinal. após se ter realizado um desbridamento cirúrgico e drenagem adequada. Mais freqüentemente em pós-operatório. alguns sintomas que sugerem estas patologias são: dor desproporcional aos achados do exame físico. O quadro clínico costuma ter evolução rápida com poucos sinais locais. apresentam um índice de infecção de 2% ou menos. este quadro pode ser causado por uma flora polimicrobiana composta por Escherichia coli.Quando os agentes etiológicos são espécies de Streptococcus ou Clostridia. A antibioticoterapia pode ser útil no tratamento da celulite inicial da ferida. Estudos com abscessos subcutâneos não identificaram benefícios quando a antibioticoterapia foi usada junto com a drenagem. Tratamento Em ISC restrita aos tecidos moles.

Mais comumente. a deiscência da fáscia é uma complicação bem mais grave. pela rotina de Gram do tecido. A deiscência da ferida pode ser desencadeada por vários fatores. infecção da ferida devido à técnicas inadequadas de sutura. A deiscência é muitas vezes anunciada por uma drenagem súbita de líquido sanguinolento na ferida entre o 5º e o 8º dias após a operação. deve-se palpar cuidadosamente a ferida em busca de sinais de rompimento e. pois ela exige correção cirúrgica para prevenir o aparecimento da hérnia incisional. proteção das vísceras com compressas embebidas em soro fisiológico. e retorno imediato à sala de operações para correção cirúrgica. O debridamento deve ser realizado conforme avaliação clínica.Profª Glenda Agra do intraoperatório. como obesidade. sendo semelhante a fasciite necrosante. Geralmente se deve a uma infecção da ferida e pode evoluir para evisceração. ascite. clindamicina e penicilina. A deiscência cutânea geralmente traz poucas conseqüências. pois a ferida pode ser reaproximada com relativa facilidade. O tratamento é realizado com antibiótico com atividade anti-estafilocócica e terapia de suporte. Quando isso ocorre. Nesta última situação ocorre protusão das vísceras (geralmente o intestino delgado em uma incisão abdominal) através da ferida ou da parede abdominal. no qual o tecido subcutâneo apresenta-se acinzentado e a fáscia do músculo com estrias. A evisceração é uma emergência cirúrgica que necessita do reposicionamento cuidadoso das vísceras na cavidade peritoneal. diabetes. o quadro clínico é semelhante à fasciite necrosante podendo ser diferenciado desta. a deiscência de uma incisão se deve à técnica cirúrgica deficiente. . queda do estado geral. tosse ou vômitos persistentes.. Clostrium hystoliticum ou Clostridium novyi. desnutrição. Gangrena gasosa: causada por Clostridium perfringens Clostrium septicum. muitas vezes sem o retorno à sala de operações. que evolui com necrose progressiva da pele podendo surgir lesões bolhosas e áreas de gangrena. porém ela é mais comum cerca de uma semana após a operação. para evitar lesões e ressecamento. a infecção se estende a planos mais profundos podendo envolver fáscia e tecido subcutâneo. O tratamento dessas duas síndromes é feito com debridamento cirúrgico e antibiótico sistêmico. Síndrome do choque tóxico: é uma infecção causada pela toxina do S. devem ser removidos alguns pontos ou grampos para se verificar a integridade do fechamento da fáscia. se necessário. aureus que age como superantígeno provocando uma proliferação massiva de linfócitos T e produção de citocinas com IL1 e TNF. O quadro clínico é de início rápido no pós-operatório com febre. edema e friável a manipulação. distensão abdominal. insuficiência renal. Deiscência de ferida A ruptura da ferida cirúrgica pode ocorrer a qualquer momento após a operação. A deiscência da ferida pode comprometer parte ou todas as camadas da ferida. rash cutâneo. Entretanto.

está associada comumente a operações intraperitoneais. A anúria completa é rara e encontrada principalmente nos pacientes com obstrução pós-renal ou necrose cortical irreversível. pode ser necessária uma gastrectomia total para controlar a hemorragia. assim como íleo paralítico (ausência de atividade peristáltica ou contração desordenada do intestino. DISFUNÇÃO RENAL A insuficiência renal oligúrica no pós-operatório é definida como o débito urinário inferior a 500ml/dia ou menor do que 0. atelectaia. insuficiência respiratória aguda no pós-operatório. e é um sinal indicativo de insuficiência renal aguda incipiente. síndrome da angústia respiratória do adulto e embolia pulmonar. através de uma SNG e. O tratamento consiste na aspiração do estômago. peritonite – e lesões retroperineais.). colite.Profª Glenda Agra COMPLICAÇÕES RESPIRATÓRIAS As complicações respiratórias constituem os problemas mais comuns apresentados pelos pacientes submetidos a uma operação. hematoma. Em casos raros. pneumonia. A estase do ar deglutido e dos líquidos na luz do estômago e do intestino delgado dá origem a náuseas. vômitos. constipação e impactação fecal. distensão abdominal e algumas vezes vômitos.5ml/kg/hora. diarréia. DISFUNÇÃO DO TRATO ALIMENTAR Anorexia. são complicações potenciais pós-operatórias. náuseas. antagonistas dos receptores de histamina ou de omeprazol. diminuição da capacidade hepática para processar a sobrecarga de pigmentos – por doença parenquimatosa ou por colestase – por obstrução das . com risco de vida. obstrução intestinal pós-operatória e hemorragia aguda da mucosa gástrica ( o tratamento consiste principalmente na neutralização do pH gástrico através da administração de antiácidos. no fornecimento de quantidade adequada de líquido por via endovenosa para compensar as perdas para o terceiro espaço. A insuficiência renal também pode se manifestar através de um débito urinário elevado e passar despercebida na fase inicial da evolução. processos inflamatórios – abscesso. COMPLICAÇÕES HEPATOBILIARES E ICTERÍCIA O surgimento de hiperbilirrubinemia no pós-operatório pode ser causado por produção exagerada de pigmentos biliares. e incluem: 1. um inibidor das células parietais.

As duas causas mais comuns de sobrecarga de pigmentos no período pósoperatório são hemólise intravascular e reabsorção de sangue extravasado em hematomas intra-abdominais. O tratamento da TVP exige anticoagulação terapêutica com heparina intravenosa e substituição posterior por warfarin oral a fim de prevenir a embolia pulmonar. Os sinais clínicos incluem taquipnéia. retroperitoneais e pélvicos e. câncer. tosse e broncoespasmo. em alguns casos. O tratamento da icterícia hemolítica é direcionado para a correção da causa básica. uso de meias para compressão intermitente durante a operação e. O diagnóstico de hemólise é confirmado pela elevação da fração não-conjugada de bilirrubina no soro. junto com a hipercoagulabilidade pós-operatória. A hemólise pode ser causada por transfusão de sangue incompatível. No entanto. redução da concentração de heptoglobina no soro e um perfil enzimático hepático normal.. Os sinais de TVP são sensibilidade local. Também está indicado um período de repouso no leito por até uma semana para os pacientes cujo trombo não parece estar aderido à parede venosa na flebografia ou ultra-sonografia com Doppler. às vezes.Profª Glenda Agra vias biliares. Os sinais clínicos isolados podem ser indicadores falsospositivos de TVP em até 50% dos casos. a partir das quais a evolução subseqüente para a embolia pulmonar é mais comum. taquicardia e . o que é conseguido com deambulação precoce no pósoperatório. Na maioria das vezes a TVP ocorre nas veias das panturrilhas e das coxas. TROMBOSE VENOSA PROFUNDA E EMBOLIA PUMONAR TVP A estase venosa pré e pós-operatória nas extremidades inferiores. insuficiência venosa crônica e operações demoradas. pois pode causar comprometimento respiratório e morte súbita. febre. dor nos movimentos e. ou pode ser desencadeada pela administração de diversos medicamentos. Embolia pulmonar A embolia pulmonar é a complicação mais séria da TVP. Os sintomas da EP são dispnéia. hemoglobinopatia. Outros fatores predisponentes para a TVP são obesidade. o diagnóstico de TVP requer técnicas pletismográficas. predispõe à trombose em veias profundas. edema. mas também pode ocorrer nas veias ilíacas. auto-imunidade ou sepse. ambos os casos se manifestam por hiperbilirrubinemia indireta. porém muitos pacientes são assintomáticos. uso de baixas doses de heparina no perioperatório. ultra-sonográficas com Doppler ou radiográficas para demonstrar a obstrução venosa ou a presença de um trombo. O melhor tratamento é a prevenção.

Se necessário são administrados concentrados de hemácias ou plasma para repor a perda sanguínea e reverter o sangramento. O diagnóstico definitivo pode ser obtido através da angiografia da artéria pulmonar. e os exames laboratoriais revelam uma PaO2 inferior a 70 mmHg. A EP recidivante na vigência de anticoagulação. inserção de um filtro em gurda-chuva. os diuréticos e os agentes antiarrítmicos são administrados quando apropriados. Durante a terapia trombolítica. Tratamento: oxigenioterapia. hemograma. Tratamento cirúrgico: ligadura da veia para prevenir que o êmbolo viaje até o coração. para permitir o fluxo sanguíneo enquanto se aprisionam os êmbolos e embolectomia. As cintilografias normais excluem com segurança os casos de EP importantes. conforme descrito para a TVP. todos os procedimentos invasivos são evitados. executando-se os essenciais.Profª Glenda Agra febre. coleta de sangue para avaliação de eletrólitos séricos. a embolização pulmonar séptica e a contra-indicação para o tratamento com anticoagulantes fazem com que seja necessária a interrupção da veia cava (ligadura ou colocação de um filtro) para impedir a embolização adicional proveniente da pelve ou da extremidade inferior. hematócrito. A terapia anticoagulante está contra-indicada para pacientes que estão em risco de sangramento (distúrbios do TGI ou com sangramento pós-operatório ou pós-parto). monitorização hemodinâmica. terapia trombolítica (estreptoquinase). A utilização aumentada de cateteres venosos na veia subclávia aumentou a incidência de trombose na veia subclávia e EP proveniente deste local. angiografia pulmonar. administração de dopamina ou dobutamina (se: hipotensão). em razão do sangramento potencial. A EP é tratada com anticoagulção sistêmica. gasometria arterial. morfina (se paciente com ansiedade e desconforto torácico ou se estiver com VM facilitando a adaptação do tubo endotraqueal). CHOQUE Choque é a situação de falência do sistema cardiocirculatório em manter a distribuição de sangue oxigenado para os tecidos. linha de infusão endovenosa para administração de líquidos e medicamentos.ECG (avaliação de arritmias e insuficiência ventricular direita). os glicosídeos digitálicos. . warfirina). SVF para monitorizar débito urinário. porém as cintilografias intermediárias não ajudam muito. terapia anticoagulante (heparina. O diagnóstico é fortemente sugerido por uma falha de enchimento vascular na cintilografia da perfusão pulmonar.

O choque pode estar relacionado a: Coração – falha na bomba e sangue: perda de sangue ou plasma. a vítima não será salva.Sobrevém a deterioração sistêmica com a morte de mais órgãos. num esforço para aumentar o fluxo de sangue para órgãos vitais.Profª Glenda Agra Trata-se de uma condição de extrema gravidade.com o agravamento do choque. Para realizar adequadamente esse trabalho. o músculo cardíaco comprometido desenvolve bradicardia e parada cardíaca. A falha na circulação cerebral leva à diminuição do nível de consciência da vítima. os rins diminuem o débito urinário e o coração aumenta a freqüência de batimentos. evoluindo para inconsciência. levando-os para os órgãos responsáveis pela excreção (pulmões. A esse processo que ocorre em nível de capilares dá-se o nome de perfusão tecidual. Mecanismo do choque O sistema cv é responsável por transportar oxigênio e nutrientes para todos os tecidos do corpo e eliminar gás carbônico e resíduos resultantes do processo de nutrição celular. até a morte do organismo. Alguns sinais são fundamentais para detectar precocemente a hipóxia e prevenir o choque. e a progressão para a deterioração pode ser mais rápida (4 minutos) ou tardia (semanas). que o volume de sangue circulante seja suficiente para encher os vasos e que o calibre dos vasos se ajuste às condições normais. levando a vítima a desenvolver o estado de choque. retira o gás carbônico e detritos celulares da intimidade dos tecidos.Cada órgão tem maior ou menor sensibilidade `a falta de oxigênio (hipóxia). Com a diminuição de perfusão tecidual. o sistema cv retira oxigênio dos pulmões. Depois disso. Para que esse sistema funcione de forma adequada. especialmente ácidos e potássio. é necessário que o coração se mantenha bombeando o sangue. Uma vez que o estado de choque atinja certo nível de severidade. o órgão terá a sua função prejudicada basicamente pela falta de oxigênio de acúmulo de resíduos. cuja identificação e atendimento fazem parte da abordagem primária da vítima. agitação. ainda na abordagem primária: Diminuição do nível de consciência ( por hipoperfusão cerebral) – ansiedade. . nutrientes do intestino e fígado e leva para todas as células do organismo. coração e pulmões são os mais sensíveis à privação de oxigênio e em cerca de 4 a 6 minutos já tem suas funções prejudicadas. rins. Uma falha em qualquer desses fatores irá provocar falha na perfusão tecidual. Cérebro. fígado). Tempo de enchimento capilar prolongado – acima de 2 segundos. vasos: dilatação de vasos sanguíneos (capacidade do sistema cardiocirculatório muito maior do que o volume de sangue disponível para enche-lo).

queimaduras. queda acentuada da PA sistólica menor que 90 mmHg. olhos vitrificados sem brilho e pupilas dilatadas. vômitos. sede. Tratamento: Ringer Lactato. hemorragia. Pode ser causado pelos seguintes fatores: Perda direta de sangue – hemorragia externa ou interna. Sinais e sintomas: ansiedade. Perda de líquidos pelo trato gastrintestinal – desidratação provocada por vômitos ou diarréia. náuseas. cianose. diurese e diabetes insípido. pulso fraco e rápido. A redução no volume de sangue circulante causa uma diminuição no débito cardíaco e reduz toda a circulação ( perfusão tecidual comprometida). O tratamento definitivo do choque hipovolêmico é a reposição de líquidos (soluções salinas e sangue). Ex:Tauma. cirurgia. frio. pele fria e úmida. a situação é crítica e necessita intervenção de imediato. Neste caso. 1. fraqueza. significa que o estado de choque está instalado. Perda de plasma – em caso de queimaduras. quando presente.Profª Glenda Agra Pele fria e pálida ( prejuízo da circulação periférica). Pulso fraco e rápido. na língua e nos lábios. tontura. Albumina e hetamido (expansor plasmático). . diarréia.Choque hipovolêmico É o tipo mais comum de choque. Queda de pressão arterial é sinal tardio que. inquietação. pulso difícil de sentir ou até mesmo ausente). enchimento capilar acima de 2 segundos. secura na boca. palidez. vômitos. acima de 100 a 120 bpm ( quando há grande perda de sangue. respiração rápida e profunda. Sua característica básica é a diminuição acentuada do volume de sangue. contusões e lesões traumáticas. SF 0. ascite e peritonite.9% (cristalóides isotônicos: tampona a acidose metabólica) previamente aquecidos.

Morfina (diminui a dor e alivia a dor torácica). Tratamento: Oxigenioterapia. Controle da FC. Angioplastia. Gasometria arterial. se vômitos: antieméticos. Os sinais e sintomas são semelhantes ao item anterior. arritmias. lesão valvular. tamponamento cardíaco. Ex: IAM. Arritmias cardíacas. Se: hiperglicemia: insulina. Terapia trombolítica (observar quanto aos possíveis sangramentos). e a vítima normalmente apresenta dor torácica antes de entrar em choque. cânula ou máscara de Venturi). Suporte hídrico seletivo.Profª Glenda Agra Concentrado de hemácias. se diabetes insípido: desmopressina. tamponamento pericárdico também podem provocar choque cardiogênico. Medicamentos vasoativos ( dopamina. Verificação de SSVV. Oxigenioterapia (cateter. Cirurgia de enxerto de bypass da artéria coronária. Posição de Trendenburg modificada. miocardiopatias. Este enfraquecimento do músculo cardíaco pode ser conseqüência do IAM.Choque cardiogênico Surge por uma incapacidade de o coração bombear o sangue de forma efetiva. 2. Avaliação de níveis de Hg e Ht e níveis de ingesta hídrica. se diarréia: antidiarréicoss. situação freqüente. nitroglicerina). . Monitoramento hemodinâmico. Gasometria arterial.

ECG. O choque medular também provoca queda da pressão arterial. melhorando a perfusão arterial coronariana. Diuréticos: Diminuir a carga do coração.Profª Glenda Agra Marcapasso. Balanço hídrico: avaliar débito urinário e níveis de uréia e creatinina. agindo: aumentando o volume sistólico. pois diminui o acúmulo de líquidos. cujo controle depende do fluxo de informações pela medula. do controle do diâmetro vascular. com tempo de enchimento capilar normal. Ex: TRM. Se o leito vascular estiver dilatado. Choques Distributivos ou Vasogênicos Ocorre quando o volume sanguíneo é anormalmente deslocado na vasculatura – por ex: quando o volume sanguíneo fica represado nos vasos sanguíneos periféricos. havendo perfusão inadequada de órgãos. A administração de líquidos deve ser monitorada para detectar sinais de sobrecarga hídrica (Evitar EAP). síncope e desmaio. O resultado é a perda da resistência periférica e a dilatação da rede vascular. Intracath: Avaliar PVC Para a acidose metabólica grave: bicarbonato de sódio EV. se mantém aquecida e com pulso forte e com freqüência normal ou reduzida. entretanto a vítima permanece alerta e orientada. anestesia espinhal ou lesão do SN. pelo sistema nervoso. diminuindo a demanda de oxigênio para o miocárdio. Ocorre como conseqüência de lesão na medula espinhal. não existirá sangue suficiente para preencher a circulação.Choque Neurogênico ou medular Caracterizado por perda. diminuindo a pré-carga. . interrompendo a comunicação entre o SNC e os vasos sanguíneos. Depende de sua etiologia. Tratamento: Restauração do tônus simpático. BIA: fornece assistência circulatória. ação depressora de medicamentos ou falta de glicose. 3.

queda da PA. manter vias aéreas pérvias e oxigenação. cianose. pois ajuda na disseminação do anestésico para cima em direção à medula. Ex: sensibilidade à penicilina. alimentos. pulso fraco. devido ao edema de cordas vocais. administrada por médico. respiração ruidosa e difícil. Esse tipo de choque aparece em algumas condições. com prurido ou queimação. A reação anafilática ocorre em questão de segundos ou minutos após o contato com a substância a qual o paciente é alérgico. Ao socorrista cabe: Dar suporte básico de vida.Choque anafilático Resulta de uma reação de sensibilidade a algo a que a pessoa é extremamente alérgica. . Faz hipotensão arterial. por exemplo. reação transfusional.Choque psicogênico Desencadeado por estímulo do nervo vago e tem como característica principal bradicardia inicial seguida de taquicardia na fase de recuperação. coma. como. TRM: cuidadosa imobilização do paciente para evitar a lesão adicional da medula espinhal Medidas profiláticas para TVP. medicação. agentes radiopacos. como picada de inseto. 4.Profª Glenda Agra Elevar a cabeceira do leito pelo menos 30º e mantê-la assim. porém a vítima recupera-se espontaneamente se colocada em decúbito dorsal. Sinais e sintomas: pele avermelhada. inalantes ambientais. palidez. edema de face e língua. Providenciar o transporte rápido ao hospital ou deverá ser comunicado antecipadamente. dor intensa. 5. A vítima em choque anafilático necessita de medicação de urgência para combater a reação. tontura.

6.Choque séptico Numa situação severa. Se: PCR: Ressuscitação.acesso EV periférico ou central. 3.Profª Glenda Agra Tratamento: Retirar o Ag ( se medicamentos) Administrar medicamentos que restituam o tônus vascular Fornecimento de suporte de emergência para as funções básicas da vida. Gram +. o qual ativa os mediadores bioquímicos. que por sua vez. Ex: bactérias Gram -. Intubação.Drenos devem ser retirados. provocando dilatação dos vasos sanguíneos e consequënte aumento da capacidade do sistema circulatório. TQT. o paciente exibe uma resposta imune. Adrenalina (vasoconstrição) EV. ocorre perda de plasma pela parede do vaso. Tratamento: A via parenteral de infecção deve ser retirada: 1. Difenidramina EV: reverte os efeitos da histamina: reduzindo a permeabilidade capilar. diminuindo o volume sanguíneo. vírus ou quando um microorganismo invade os tecidos do corpo. Aminofilina : reverte o broncoespasmo EV. . havendo broncodilatação. 2.SVF.Abscesso deve ser drenado. 5. Além disso.Área necrótica deve ser debridada. 4. toxinas são liberadas na circulação. Este tipo de choque ocorre em pacientes hospitalizados. aumentam a permeabilidade capilar.

3. imunodeprimidos. palidez.Elevar MMII quando não houver contra-indicação. .Não fornecer líquido ou alimento pela boca. sob máscara facial bem ajustada à face). e transportar a vítima rapidamente ao hospital.Destruir o agente infeccioso. Se necessário umedecer os lábios. aqueles com trauma extenso. 4. desnutridos. queimaduras extensas. taquipnéia. 7. Manter a vítima aquecida. 2. 8.Solicitar apoio médico. 6.Profª Glenda Agra 6. 5.Confortar a vítima. Ações de enfermagem (Gerais) 1. controlar sangramentos e alinhar fraturas.Administrar oxigênio ( 12 a 15 litros por minuto.Manter vias aéreas pérvias. tempo de enchimento capilar acima de 2 segundos.diabetes.Reconhecer os sinais precoces de choque: alteração do nível da consciência. Antibiótico de escolha: Cefalosporina Observar pacientes de risco: idosos. taquicardia. caso não esteja presente.

contaminação fecalóide. Sua incidência pode variar. pacientes adultos em comparação com pediátricos e quantidade de inoculo bacteriano introduzido no ato operatório. Estima-se que as ISC prolonguem o tempo de internação em média mais de 7 dias e conseqüentemente o custo do procedimento. As ISC correspondem a aproximadamente 38% do total das infecções hospitalares em pacientes cirúrgicos e 16% do total de infecções hospitalares. O fechamento deve ser primário (1ª intenção) com drenagem quando necessária fechada. Diagnóstico: . Cirurgias Limpas: Sítio cirúrgico sem sinais de inflamação. Com base em estudos que demonstraram a positividade de culturas do intra-operatório como preditor de infecção. Cirurgias Contaminadas: Feridas abertas acidentalmente ou cirurgias com quebra importante de técnica asséptica ou grande contaminação do trato gastrointestinal. genital.Profª Glenda Agra INFECÇÃO EM SÍTIO CIRÚRGICO As infecções em Sítio cirúrgico (ISC) são as maiores fontes de morbidade e mortalidade entre os pacientes submetidos a cirurgias. com o objetivo de estimar a probabilidade da ocorrência de ISC. corpo estranho. Diversos fatores aumentam a incidência de ISC: alguns tipos de cirurgias. alimentar genital e urinário. gastrointestinal ou urinário em condições controladas e sem contaminação acidental. quando há perfuração inesperada de víscera. Cirurgias infectadas: Lesões traumáticas antigas com tecido desvitalizado. Cirurgias Potencialmente Contaminadas: Sítio cirúrgico entra nos tratos respiratórios. cirurgias realizadas em grandes hospitais. sendo em média de 2% a % para as cirurgias consideradas “limpas”. como cirurgias cardíacas e queimados. Cirurgias que entram no trato urinário com urina infecciosa ou trato biliar com bile infectada ou cirurgias onde é achado tecido inflamatório agudo ou purulento. sem contato com trato respiratório. as cirurgias classicamente categorizadas segundo o seu potencial de contaminação.

Pelo menos um dos sinais e sintomas e a abertura deliberada dos pontos pelo cirurgião exceto se cultura negativa: dor. o o Center for Diseases Control and Prevention (CDC).Diagnóstico de infecção pelo médico que acompanha o paciente. o exame da ferida é a principal fonte de informação. 4. edema.Profª Glenda Agra Clinicamente. Para isso. a ferida cirúrgica é considerada infectada quando existe presença de drenagem purulenta pela cicatriz. criou definições de ISC que são mundialmente usadas para vigilância epidemiológica. 3. nos EUA. 2. Infecção de Sítio Cirúrgico Incisional Superficial Deve ocorrer em 30 dias após o procedimento e envolver apenas pele e tecido subcutâneo e apresentar pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas: 1. esta pode estar associada à presença de eritema. em pacientes obesos ou com feridas profundas em múltiplos planos (com pós toracotomia). eritema ou calor local. abscesso. rubor. calor.Microorganismo isolado de maneira asséptica de secreção ou tecido.Drenagem de secreção purulenta da incisão. edema. O diagnóstico epidemiológico das ISC deve ser o mais padronizado possível para permitir a comparação ao longo do tempo em um determinado serviço e também a comparação entre os diversos serviços e instiruições. os sinais externos são mais tardios. Nos casos de infecções superficiais de pele. Infecção do Sítio Cirúrgico Incisional Profunda Deve ocorrer em 30 dias após o procedimento se não houver implante ou um ano se houver implante. A infecção deve envolver os tecidos moles profundos (músculo ou fáscia) e apresentar pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas: . deiscência.

protegida da contaminação exógena. estima-se que após 24 h do procedimento a ferida cirúrgica está selada e.Diagnóstico de infecção incisional profunda pelo médico que acompanha o paciente. 4. portanto uma rigorosa técnica asséptica deve ser mantida com intuito de prevenir a contaminação.Abscesso ou outra evidência de infecção envolvendo órgão ou cavidade achada ao exame direto. rubor exceto se cultura negativa. 4. 3. Envolver qualquer outra região anatômica do sítio cirúrgico que não a incisão e apresentar pelo menos um dos seguintes sinais e sintomas: 1.Incisão profunda com deiscência espontânea ou deliberadamente aberta pelo cirurgião quando o paciente apresentar pelo menos um dos sinais ou sintomas: febre. re-operação. histopatológico ou radiológico. dor localizada. 2. Fontes exógenas podem ter importância durante o ato cirúrgico. 2. histopatológico ou radiológico. Infecção de órgão/espaço Deve ocorrer em 30 dias após o procedimento se não houver implante ou um ano se houver implante.Profª Glenda Agra 1. como por exemplo.Drenagem purulenta por dreno locado em órgão ou cavidade. O ar pode ser veículo de transmissão de alguns patógenos em casos especiais. edema.Diagnóstico de infecção de órgão/espaço pelo médico que acompanha o paciente Agentes etiológicos A fonte mais freqüente é a flora endógena do paciente.Microorganismo isolado de maneira asséptica de secreção ou tecido de órgão ou cavidade. portanto.Abscesso ou outra evidência de infecção envolvendo fáscia ou músculo.Drenagem purulenta de incisão profunda. 3. achada ao exame direto. Infecções à distância podem ser fonte de microorganismos que contaminam a ferida cirúrgica e devem ser pesquisados e tratados no pré-operatório de cirurgias eletivas. casos de infecção por Streptococcus do grupo A transmitida por . reoperação.

Em cirurgias abdominais existe uma maior freqüência de enterobactérias e Enterococcus sp. aureus é o agente mais comum seguido de Pseudomonas aeruginosa. b)virulência do microorganismo. c)resistência imunológica do hospedeiro. as enterobactérias são mais freqüentemente encontradas de que em pacientes adultos. A incidência de fungos vem crescendo devido ao grande número de pacientes imunodeprimidos.Profª Glenda Agra pessoas da equipe cirúrgica. d)status fisiológico do sítio cirúrgico no final da cirurgia. Em queimados. Staphylococcus epidermis e outros Staphylococcus coagulase negativa.Diabetes mellitus: um controle glicêmico adequado no pré-operatório e no intraoperatório é recomendável. . técnica cirúrgica empregada e doença de base do paciente. que é influenciado pela quantidade de tecido desvitalizado. Estratégias como as salas cirúrgicas com fluxo laminar e/ou radiação ultravioleta só foram eficazes em reduzir as taxas de ISC em cirurgias para colocação de prótese de quadril ou joelho. principalmente albicans e tropicalis são agentes mais comuns. Os agentes mais freqüentes de ISC são os contaminantes comuns da pele do paciente: Staphylococcus aureus. Fatores de Risco O risco de ocorrência de ISC é determinado por: a)dose do inoculo microbiano no sítio cirúrgico. as espécies de Cândida. A incidência de bactérias Gram-negativas e Enterococcus sp aumenta com o tempo de internação. entre eles. Na faixa etária pediátrica e em recém nascidos. Os fatores de risco referentes ao hospedeiro são: 1. o S. o controle glicêmico no pós-operatório facilita a cicatrização e diminui o tempo de internação.

4.Infecções de sítios distantes: devem ser pesquisadas e tratadas no pré-operatório.Profª Glenda Agra 2.Tricotomia extensa: principalmente se os pêlos forem raspados. contudo. 7. . pois este procedimento produz micro lesões que aumentam a colonização da pele e dificultam a antissepsia da mesma.Perda rápida e recente de peso: pode ser um fator de risco principalmente por estar associada à desnutrição.Tempo de internação pré-operatório: principalmente se o paciente estiver em UTI. 5. Os fatores de risco relacionados à assistência pré-operatória são: 1. 6. não existe consenso sobre a eficácia em reduzir a imunossupressão para realização de procedimentos para controle de ISC. 3. Quanto mais precoce a tricotomia.Idade avançada. 2.Obesidade: dificulta a cicatrização e a concentração tecidual adequada do antibiótico profilático. a albumina pode ser um bom marcador para controle. aumentando o risco de aquisição de microorganismos multi-resistentes.Desnutrição: se possível postergar a cirurgia para que o paciente melhore o estado nutricional. maior o risco. A internação pré-operatória prolongada favorece a substituição da flora endógena do paciente.Tabagismo: o paciente deve ser orientado no pré-operatório a parar de fumar ou diminuir o uso de qualquer forma de consumo de tabaco.Imunossupressão : secundária ao uso de corticóide ou outros imunossupressores ou a doença de base. 8.

Uso de drenos: por permitir a migração retrógrada de bactérias da flora da pele.Melhorar as condições de ferida. A antibioticoprofilaxia deve ser realizada antes do início da cirurgia para que no momento da incisão da pele exista concentração tecidual adequada. abertura inadvertida de víscera. Os mais atuais guias para prevenção das infecções hospitalares são baseados em evidências científicas e categorizam as suas recomendações de acordo com a força destas evidências. aumentar a imunossupressão por perda de sangue. Como S.Melhorar as feridas do hospedeiro. O uso de antibióticos profiláticos que tem início no pós-operatório imediato e se estende por longos períodos não previne nem cura a inflamação ou infecção. existe uma grande perda volêmica ou se o paciente for obeso mórbido é recomendável uma segunda dose intra-operatória.Técnica cirúrgica como: manipulação intensa. a profilaxia deve ser realizada com antibióticos com atividade para este agente. 3. espaço morto. Prevenção São três as principais estratégias para reduzir e prevenir as ICS: 1. Caso a cirurgia seja prolongada. quantidade de tecido desvitalizado. .Tempo intra-operatório prolongado: por aumentar o risco de contaminação da ferida.Profª Glenda Agra Os fatores relacionados ao intra-operatório são: 1. diminuir o efeito do antibiótico profilático quando não repicado e aumentar o número de suturas e uso do cautério. controle inadequado de sangramento. 3. aumentar a lesão tecidual. 2. geralmente cefalosporinas de primeira e segunda geração. 2.Diminuir o montante e o tipo de contaminação. aureus é o agente mais freqüente de infecção.

Profª Glenda Agra O CDC classifica suas recomendações de acordo com as seguintes categorias: Categoria IA: são medidas fortemente recomendadas para implementação e fortemente suportadas por estudos experimentais. Categoria IB: são medidas fortemente recomendadas para a implementação e suportadas por alguns estudos experimentais. As recomendações do CDC com os níveis de evidência IA. IB e II para prevenção de ISC são apresentadas no quadro a seguir: Recomendações do CDC para prevenção de ISC Recomendação Nível de recomendação Preparação pré-operatória do paciente Diagnosticar e tratar infecções em sítios distantes antes do IA procedimento Internação pré-operatória mais breve possível IA . Tópicos não resolvidos ou sem recomendações: são medidas para as quais as evidências científicas são insuficientes ou não há consenso relativo a sua eficácia. clínicos ou epidemiológicos bem desenhados. Categoria II: são medidas sugeridas para implementação e são suportadas por estudos clínicos ou epidemiológicos indicativos e com uma razão teórica. normas ou padrões governamentais. clínicos ou epidemiológicos e com forte razão teórica. Categoria IC: são medidas determinadas por regulamentações.

Administrar antibiótico intravenoso. exceto nos casos de cirurgia IA coloretal.Profª Glenda Agra Se for necessário realizar a tricotomia. em possíveis novas incisões e na inserção de drenos Considerar postergar a cirurgia em caso de desnutrição severa. com o uso de tricotomizador. Idealmente 30 minutos antes Não estender a profilaxia no pós-operatório IB Considerar doses adicionais no intra-operatório: se a cirurgia se IB estender mais que a meia vida estimada do antibiótico. nesses casos associar antibiótico via oral Administrar antibiótico antes da cirurgia para que haja concentração IA adequada de antibióticos no momento da incisão da pele. se a operação for em obesos mórbidos Não usar vancomicina como profilaxia de rotina IB . se houver grande perda de sangue. na IB área da incisão. II realizar controle pela albumina Anti-sepsia das mãos e antebraços de toda equipe cirúrgica Antibiótico profilático Selecionar antimicrobiano profilático baseado no agente mais comum IA para o procedimento específico Para cesárea administrar imediatamente após o clampeamento do cordão. faze-la imediatamente antes da IA cirurgia. Controle glicêmico adequado: manter glicemia do intraoperatório  IB 200 Recomendar parar de fumar no mínimo 30 dias antes do IB procedimento Prescrever banho pré-operatório com anti-séptico na noite anterior e IB na manhã da cirurgia Lavar e limpar a pele ao redor da incisão para remover contaminação IB grosseira antes de aplicar solução anti-séptica Usar anti-séptico adequado para preparo da pele: clorohexidine. PVPI IB Aplicar anti-séptico em círculos concêntricos de dentro para fora.

Profª Glenda Agra Administrar antibiótico o mais próximo possível da indução II anestésica Cuidados intra-operatório Sala cirúrgica Não realizar limpeza ou desinfecção especial após cirurgias IA contaminadas ou infectadas Não usar tapetes na entrada da sala cirúrgica com objetivo de IA controlar infecção Manter pressão positiva da ventilação da sala cirúrgica em relação ao IB corredor e áreas adjacentes Manter no mínimo 15 trocas de ar por hora sendo pelo menos 3 trocas IB com renovação Filtrar todo ar com filtros apropriados e aprovados pelo órgão IB competente Introduzir todo ar pelo teto e a exaustão pelo chão IB Manter as portas das salas fechadas exceto para passagem de IB equipamentos. antes da próxima cirurgia Realizar limpeza terminal na sala cirúrgica após a última cirurgia com IB desinfetante registrado no órgão competente Não realizar de rotina coleta e amostras ambientais da sala cirúrgica. IB colher esse tipo de material apenas quando indicado como parte de uma investigação epidemiológica Esterilizar todos os instrumentos cirúrgicos de acordo com as IB recomendações da CCIH Utilizar esterilização Flash para materiais que precisem ser IB esterilizados com urgência Não utilizar esterilização Flash para materiais que precisem ser IB esterilizados com urgência . para limpeza. usar desinfetante registrado no órgão competente. profissionais e pacientes Quando sujeira visível ou contaminação com sangue ou fluidos IB corporais nos equipamentos durante a cirurgia.

usar dreno fechado de sucção. Manter o curativo seco e não remover durante o banho . Colocar o IB dreno em uma incisão separada e remover assim que possível Cuidados pós-operatórios com a incisão Manter a incisão fechada com curativo estéril pelas primeiras 24-48 IA horas. Usar máscara durante todo o procedimento Toda a equipe cirúrgica deve usar luva estéril que deve ser colocada IB após o avental estéril O avental e campo cirúrgico devem ser de material impermeável IB Usar propé que cubra o pé e tornozelo. quando risco de contaminação II para profissional for previsto Anestesia Toda a equipe anestésica deve seguir as recomendações para controle IA de infecção durante a cirurgia Técnica cirúrgica Manipular os tecidos delicadamente. IB contaminada e ou permeada de sangue ou outros materiais potencialmente infecciosos Usar máscara cirúrgica que cubra completamente a boca e o nariz IB quando entrar na sala cirúrgica se o material estéril estiver exposto ou a cirurgia já tiver começado. suja. manter hemostasia efetiva.Profª Glenda Agra Não utilizar esterilização Flash rotineiramente por conveniência ou IB para poupar tempo Curativos e campos cirúrgicos Não usar propé com intuito de prevenir infecção IA Trocar a paramentação quando visivelmente molhada. erradicar espaço morto no sítio cirúrgico. IB minimizar tecidos desvitalizados e corpos estranhos. Postergar o fechamento primário ou deixar a incisão aberta para IB fechamento por segunda intenção se o campo cirúrgico for severamente contaminado Se o dreno for necessário.

calcular as taxas de ISC por procedimento específico IB estratificadas pelas variáveis que são preditivas de risco para ISC Reportar. Tratamento Em ISC restrita aos tecidos moles. Utilizar um sistema de vigilância pós-alta que seja compatível com os recursos e atenda a necessidade de obtenção de dados Para os pacientes que realizaram cirurgias que foram escolhidos para IB vigilância. a terapêutica mais importante é a abertura da cicatriz retirada do material infectado e curativo contínuos até a cicatrização por 2ª intenção. as taxas de ISC para cada IB membro da equipe cirúrgica. alguns sintomas que sugerem estas patologias são: dor desproporcional aos achados do . registrar todas as variáveis que podem estar envolvidas em um risco aumentado de ISC Após o final da cirurgia um membro da equipe cirúrgica deve definir IB o potencial de contaminação da cirurgia Periodicamente. Estudos com abscessos subcutâneos não identificaram benefícios quando a antibioticoterapia foi usada junto com a drenagem. esta prática tem pouco suporte em evidências científicas. indireta IB ou uma combinação das duas durante a internação. O formato e a freqüência serão determinados pelo volume cirúrgico e os objetos locais.Profª Glenda Agra Lavar a mão com anti-séptico antes de manipular o curativo ou sítio IA cirúrgico Orientar o paciente e familiares como cuidar da cicatriz e identificar II sinais e sintomas de infecção e a quem e onde reportar esses achados Vigilância Epidemiológica Usar as definições do CDC para identificar ISC IB Para busca de casos utilizar a observação prospectiva direta. A melhor conduta é abrir a cicatriz e tratar por via sistêmica quando os sinais locais de inflamação são exuberantes ou o paciente possui sintomas e sinais sistêmicos. Infecções potencialmente graves podem aparecer precocemente no pós-operatório. Apesar da maioria dos pacientes receber antibióticos no início do diagnóstico de ISC. apropriadamente estratificadas.

O debridamento deve ser realizado conforme avaliação clínica.Profª Glenda Agra exame físico. geralmente monobacteriana. áreas de parestesia e anestesia. o quadro clínico é semelhante à fasciite necrosante podendo ser diferenciado desta. pela rotina de Gram do tecido. Clostrium hystoliticum ou Clostridium novyi. rápida progressão e presença de ar em subcutâneo. Serratia marcescens e Enterobacter sp. a infecção se estende a planos mais profundos podendo envolver fáscia e tecido subcutâneo. aureus que age como superantígeno provocando uma proliferação massiva de linfócitos T e produção de citocinas com IL1 e TNF. Proteus sp. edema e friável a manipulação. Gangrena gasosa: causada por Clostridium perfringens Clostrium septicum. porém grave. rash cutâneo. O quadro clínico é de início rápido no pós-operatório com febre.. clindamicina e penicilina. sendo semelhante a fasciite necrosante. Mais freqüentemente em pós-operatório. bolhas violáceas. Citrobacter freundii. . O agente mais freqüente é o Streptococcus beta hemolítico do grupo A. O tratamento é realizado com antibiótico com atividade anti-estafilocócica e terapia de suporte. O tratamento dessas duas síndromes é feito com debridamento cirúrgico e antibiótico sistêmico. no entanto um quadro clínico semelhante pode ser causado por Vibrio vulnificus ou Aeromonas hydrophilia. no qual o tecido subcutâneo apresenta-se acinzentado e a fáscia do músculo com estrias. queda do estado geral. O diagnóstico é confirmado com achados do intraoperatório. O quadro clínico costuma ter evolução rápida com poucos sinais locais. amolecimento da pele. este quadro pode ser causado por uma flora polimicrobiana composta por Escherichia coli. hemorragia cutânea. Síndrome do choque tóxico: é uma infecção causada pela toxina do S. que evolui com necrose progressiva da pele podendo surgir lesões bolhosas e áreas de gangrena. Fasciite necrosante: esta é uma infecção rara.

principalmente. insuficiência renal e estados de hipoproteinemia. Ficam caracterizados quando são baixas as taxas de proteínas ( geralmente inferior a 2. Os exsudatos desenvolvem-se a partir das alterações na permeabilidade capilar ou na drenagem linfática. devendo estes valores ser comparados com as respectivas concentrações séricas. Principais sintomas associados ao derrame pleural . as quais deslizam uma sobre a outra. por ser o ponto de partida no esclarecimento do mecanismo fisiopatológico da doença. A diferenciação clínica. sendo na maioria das vezes por ICC. do diagnóstico diferencial e da necessidade de futuras investigações. bem como as características radiológicas e bioquímicas do derrame. separadas por uma fina película de líquido. Caracteriza-se pó taxas elevadas de proteínas ( > 3. A partir da constatação da presença do derrame pleural.Profª Glenda Agra ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NOS PÉRÍODOS DA CIRURGIA: PRÉOPERATÓRIO E PÓS-OPERATÓRIO CIRURGIAS DO APRELHO RESPIRATÓRIO: DERRAME PLEURAL Definição O derrame pleural é o acúmulo anormal de liquido na cavidade pleural. são importantes os aspectos clínicos e semiológicos.0g/100ml) e DHL (> 200 UI/100ml) e maior quantidade de células no líquido. que é o espaço virtual entre as pleuras visceral e parietal. Ocorre em conseqüência de doenças extrapleurais. Os transudatos ocorrem por aumento da pressão hidrostática nos capilares ou por diminuição na pressão coloidosmótica. com conseqüente alteração da permeabilidade pleural e formação do derrame. São secundários a doneças que comprometem direta ou indiretamente o mesotélio. radiológica e. bioquímica entre transudatos e exsudatos é o primeiro passo a ser analisado na presença de um derrame pleural.5 g/100 ml) e da desidrognase lática ( DHL inferior a 200UI/100 ml) e existem poucas células no líquido pleural.

Elevação e alteração da forma do diafragma. Nas fases de pleuite e pouca quantidade de líquido pleural. em seu limite com o parênquima pulmonar. MV pode estar aumentado. Principais sinais associados ao derrame pleural Abaulamento do hemitórax acometido e de seus espaços intercostais. no início do processo. Apresentação radiológica do derrame pleural RX de tórax normal: derrames de pequeno volume não são identificados no RX de tórax em PA. Os principais achados do exame físico relacionados à presença de derrame pleural são: Palpação: redução ou ausência do FTV. tosse e dispnéia.Profª Glenda Agra Dor torácica. . pode estar presente na ausculta de atrito pleural. Ausculta pulmonar: redução ou abolição do MV sobre a região onde há presença de líquido. desvio do ictus cardíaco e da traquéia. com retificação de sua porção medial. Percussão: macicez ou maciez sobre a região onde há maior acúmulo de líquido. redução da expansibilidade torácica. Obliteração do seio costofrênico – a partir de volumes que variam de 175 a 500 ml em adultos. no limite superior do derrame pleural. ou em sua fase de redução.

uso de drogas endovenosas. . associado ao pneumotórax espontâneo. pequenos procedimentos (ex: toracocentese). pielonefrite. fístula artério-venosa. telangectasia hemorrágica (síndrome de Osler-RenduWeber). rupturas vasculares: aneurisma de aorta torácica. abscesso dentário. perfuração esofagiana. outras causas de empiema pleural são descritas: Pneumonia bacteriana. constituindo-se na progressão do derrame parapneumônico complicado. Principais causas: trauma torácico aberto ou fechado. mediastinite. hemotórax catamenial ( associado à endometriose pleural ou pélvica com comunicação das cavidades pleural e peritoneal por defeitos no diafragma). cirurgia esofagiana. Empiema pleural È caracterizado pela presença de pus na cavidade pleural. com a obliteração do seio costofrênico posterior e desaparecimento da cúpula diafragmática correspondente ao hemitórax em que há o derrame. Entretanto. iatrogênico. doença metastática pleural. ducto arterioso patente. perfuração de veias centrais durante a instalação de cateteres. abscesso subfrênico. lesões de aorta durante arterioragrafias. ressecções pulmonares. O derrame pleural pode ser identificado mais precocemente no RX de perfil. após toracocentese ou biópsia pleural. traumatismo torácico com perfuração. artrite reumatóide. seqüestro broncopulmonar. Hemotórax Presença de sangue na cavidade pleural.Profª Glenda Agra Opacificação progressiva das porções inferiores dos campos pleuropulmonares com a forma de uma parábola com a concavidade voltada para cima. pós-operatório. embolia pulmonar séptica. coagulopatias: hemofilia e trombocitopenia. após biópsia ou aspirado pulmonar transcutâneo. Na maioria das vezes está associado a uma pneumonia bacteriana subjacente. complicação de anti-coagualção na embolia pulmonar. abscesso pulmonar.

ausência de movimentos respiratórios e murmúrio vesicular no lado comprometido. . que deve ser precoce. quando o pneumotórax tem proporções maiores ou há lesão do parênquima pulmonar e insuficiência respiratória. lesão de grandes vasos. Normalmente classificado em espontâneo (roturas de bolhas pulmonares em DPOC) e provocado (iatrogênicos e traumáticos). Se o sangramento for decorrente de lacerações na pleura. a expansão pulmonar após a drenagem pode tampona-lo. geralmente há a reabsorção do ar pelo sistema de circulação pleural. fraturas de múltiplos arcos costais. alteração hemodinâmca importante por diminuição do retorno venoso e do DC. Traumas torácicos perfurantes. . taquicardia. A drenagem torácica permite a monitorização do volume de sangramento e se este se apresentar maior que 200ml/hora. impedindo o pulmão de se expandir. deve-se realizar drenagem torácica. hipotensão. aumento da sonoridade à percussão. As causas principais dos iatrogênicos incluem acesso venoso central. Se a evolução do pneumotórax for hipertensão intrapleural (pneumotórax hipertensivo geralmente visto em ventilação mecânica com PEEP) haverá desvio mediastinal. juntam-se ao trauma iatrogênico. hipoxemia. reanimação PCR.Profª Glenda Agra Abordagem terapêutica do hemotórax O manejo inicial do hemotórax é a drenagem torácica fechada. Este fato faz com que desapareça a pressão negativa normal entre pleurais. colapsando-o. quando sob ventilação mecânica. linha médio-clavicular para alívio momentâneo. etc. como tamponamento pericárdio. preconiza-se a colocação de 1 agulha grossa no 2º espaço intercosta anterior. Os iatrogênicos e traumáticos. broncoscopia. fraturas de costelas com lesão pleural. a indicação de toracotomia deve ser considerada. No entanto. Pneumotórax É a presença de ar na cavidade pleural. contusão pulmonar. Quando o pneumotórax é pequeno. expandindo-o novamente. Nesses casos (emergência). que podem requerer tamanhos específicos. Nos casos de traumas torácicos. uma avaliação sistemática e detalhada deve ser feita na busca de lesões associadas. distensão jugular. a qual diminui o risco de empiema ( o sangue funciona como meio de cultura) e o risco de fibrotórax . toracocentese. biópsia pleural etc. A traquéia desvia para olado oposto. na maioria das vezes necessitam de drenagem pleural. sem sinais de redução de volume drenado.

1. O acúmulo do líquido pleural pode ocorrer em alguns distúrbios. a toracocentese pode ser utilizada para: Remoção de líquido e ar presentes na cavidade pleural. invasão neoplásica.Profª Glenda Agra Quilotórax A presença de quilotórax é mais rara e deve-se. Biópsia pleural. estes derrames têm indicação de drenagem. punção do ducto (acidente em punção de veia subclávia esquerda). A toracocentese é a aspiração do líquido pleural para fins diagnósticos ou terapêuticos. à lesão cirúrgica. Enquanto procedimento diagnóstico ou terapêutico. Uma amostra desse líquido pode ser obtida por toracocentese ou por dreno de toracomotomia. Ações de enfermagem . A toracocentese é realizada nos pacientes com vários problemas clínicos. Contra-indicações: Alterações importantes da coagulação. na maioria das vezes. Quando grandes. Instilação da medicação dentro do espaço pleural. Aspiração de líquido pleural para análise.TORACOCENTESE Uma fina camada de líquido pleural normalmente permanece no espaço pleural. porém cerca de 50% necessitam de cuidados cirúrgicos.

Profª Glenda Agra 1.Assegurar com antecedência de que a radiografia de tórax foi prescrita e realizada e o consentimento informado foi assinado.Apoiar e tranqüilizar o paciente durante o procedimento. . 2.Informar ao paciente sobre a natureza do procedimento e: a importância de manter-se imóvel as sensações de pressão que serão sentidas que nenhum desconforto está prescrito após o procedimento.Expor todo o tórax. Se o líquido está na cavidade pleural. 4. 3. 7.Avaliar o paciente quanto à alergia ao anestésico local que será utilizado. o médico utiliza uma agulha de pequeno calibre para injetar um anestésico local lentamente em direção ao espaço intercostal. com atenção para o local de macicez máxima à percussão. posicionar o paciente ereto ou em uma das seguintes posições: sentado na borda do leito com os pés apoiados e os braços e a cabeça sobre um travesseiro apoiado na mesa auxiliar. Escarranchado na cadeira com os braços e a cabeça repousando sobre o encosto (posição de cavalo). se prescrito. O local para a aspiração é visualizado pela radiografia de tórax e percussão. preparar o paciente para a sensação fria do germicida cutâneo e para a sensação de pressão decorrente da infiltração do agente anestésico local encorajar o paciente a reter a tosse.O procedimento é realizado sob condições assépticas. 5.Posicionar o paciente confortavelmente com apoios adequados. Deitado sobre o lado não afetado com o leito elevado em ângulo de 30º ou 45º. Após a pele ser limpa. se incapaz de permanecer em posição sentada. 6. o local da toracocentese é determinado pelo RX de tórax. Também administrar o sedativo. Se possível. pelo imageamento com o ultra-som e pelos achados do exame físico.

Profª Glenda Agra 8. e sinais de hipoxemia. a agulha é mantida no local sobre a parede do tórax com uma pequena pinça hemostática. pulso rápido.de 20 ml com uma válvula de 3 vias é conectada à agulha ( um terminal do adaptador está conectado à agulha e o outro a uma sonda que leva ao recipiente receptor do líquido que está sendo aspirado) Se uma quantidade considerável de líquido é retirada. tosse incontrolada. Informar ao paciente que ele permanecerá em repouso no leito e a radiografia de tórax será realizada após a toracocentese. Um recipiente de amostra com formalina pode ser necessário para a biópsia pleural.Monitorizar o paciente em intervalos regulares quanto ao aumento da freqüência respiratória: assimetria no movimento respiratório. 11.Registrar a quantidade total de líquido retirado com o procedimento e documentar a natureza do líquido. sanguinolento. sua coloração e viscosidade. bronquiectasias ou tuberculose unilateral extensa.Após a agulha ser retirada. preparar amostras do líquido para avaliação laboratorial. . e um pequeno curativo estéril é fixado no local. a sucção pode ser aplicada com a seringa. Ela também pode ser realizada para abscessos pulmonares. aplicar pressão sobre o local de punção.O médico avança a agulha de toracocentese com uma seringa conectada. A remoção do pulmão direito é mais perigosa do que a do esquerdo. Quando o espaço pleural é alcançado. rigidez no tórax. muco espumoso. porque o pulmão direito tem um maior leito vascular e sua remoção impões uma maior comprometimento fisiológico. tonteira. Se indicado. 12.PNEUMONECTOMIA A remoção de um pulmão inteiro é realizada principalmente para o câncer quando a lesão não pode ser removida por um procedimento menos extensivo. 10. 9. 2.

O dreno de tórax é conectado a um dispositivo de drenagem torácica por vários dias. pode ser realizada para o carcinoma broncogênico. O dreno superior é para remoção de ar. O brônquio principal é dividido e o pulmão removido. sendo os vasos lobares e os brônquios ligados e divididos. o pulmão envolvido colapsa.LOBECTOMIA Quando a patologia está limitada a uma área do pulmão. apenas um cateter é necessário. A lobectomia. por vezes. a lobectomia ( remoção de um lobo do pulmão) é realizada. tumores malignos metastáticos. bronquiectasia e infecções fúngicas. que é mais comum do que a pneumonectomia. Geralmente. não são utilizados drenos porque a acumulação de líquido no hemitórax vazio evita o desvio do mediastino. O coto bronquial é fechado e.Profª Glenda Agra Uma incisão de toracotomia póstero-lateral. dois cateteres torácicos são inseridos para drenagem. Após o lobo ser removido. sua exata posição depende do lobo a ser ressecado. Quando o espaço pleural é alcançado. 3. o inferior é para drenagem de líquido. O cirurgião realiza uma incisão de toracotomia. . tumores benignos. os lobos remanescentes do pulmão são expandidos. ou antero-lateral. é feita. A artéria pulmonar e as veias pulmonares são ligadas e desviadas. para o enfisema gigante. geralmente. com ressecção de uma costela. Por vezes.

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Profª Glenda Agra REFEREÊNCIAS DAS ILUSTRAÇÕES: http://www. Sistemas: O dreno de tórax. Após a cirurgia torácica. movendo-se para cima quando o paciente inala e. é conectado ao sistema de drenagem. . porém o ar não pode retornar para dentro do tórax. O nível de água flutua conforme o paciente respira. Os sistemas de drenagem de tórax também são utilizados no pneumotórax espontâneo e no trauma resultante em pneumotórax. utilizando uma valva de via única. quando o paciente exala. ou cateter.cirurgiatoracica. A drenagem acumula-se na primeira câmara e o ar sai através da segunda câmara. os drenos de tórax e o sistema de drenagem fechada são utilizados para reexpandir o pulmão comprometido e para remover o excesso de ar. A água na segunda câmara atua como um selo e permite ao ar e ao líquido drenar do tórax para dentro da primeira câmara. para baixo.org 3.DRENAGEM PLEURAL Uma intervenção fundamental para melhoramento da troca gasosa e da respiração no período pós-operatório é o tratamento adequado da drenagem de tórax e do sistema de drenagem de tórax. líquido e sangue.

Profª Glenda Agra Existem 3 tipos de sistemas: sistema de frasco único.Assegure-se de que o equipo de drenagem não racha nem dobra ou interfere com os movimentos do paciente. facilita a reexpansão do pulmão e restaura a função cardiorrespiratória normal após a cirurgia. conforme necessário. 4. sistema de dois frascos e sistema de três frascos. Encoraje o paciente a mudar de posição freqüentemente. Esses cateteres são então conectados a um sistema de drenagem. Ações de enfermagem Após muitos procedimentos intratorácicos. Quando o paciente está na posição lateral. O sistema remove os líquidos e os gases provenientes do espaço pleural ou da cavidade torácica e do espaço mediastinal. . 3. 2. ordenhe o dreno na direção do frasco de drenagem. O sistema consiste em um ou mais cateteres mantidos no espaço pleural pela sutura à parede torácica. OBS: Quando o vácuo de parede é desligado. Os analgésicos podem ser necessários para aliviar a dor. pela estabilização da pressão negativa na cavidade pleural. trauma ou distúrbios clínicos. 1. Isso pode ser feito pela desconexão do dreno do terminal de aspiração para proporcionar a ventilação. assegure-se de que o corpo do paciente não comprime o dreno.Encorajar o paciente a assumir a posição de conforto com bom alinhamento corporal.Realizar com o braço e o ombro do lado afetado do paciente os exercícios de amplitude de movimento várias vezes ao dia. é necessário um sistema de drenagem pleural.Delicadamente. o sistema de drenagem deve ser aberto para a atmosfera de modo que o ar intrapleural possa escapar do sistema.

Se o paciente está deitado sobre uma maca e deve ser transportado para uma outra área.Profª Glenda Agra 5. Simultamente.Observe e imediatamente relate a respiração rápida. Também ensine ao paciente como realizar a espirometria de incentivo. instrua o paciente a realizar suavemente a manobra de Valsalva ou a respirar silenciosamente. 9. enfisema subcutâneo.Quando ajuda na retirada do dreno de tórax. fazendo um . não está trabalhando adequadamente. superficial. insira um conector estéril nas extremidades cortadas e reconecte o sistema de drenagem. Proporcione analgesia adequada. Então.Assegure-se de que existe uma flutuação no nível do líquido no frasco de selo d’água ou na saída de ar na área indicadora. Não feche o dreno de tórax durante o transporte. sintomas de hemorragia ou alterações significativas nos sinais vitais. 6. pressão no tórax. Notifique o médico imediatamente do borbulhamento excessivo no frasco de selo d’água que não seja devido a extravasamentos externos.Observe quanto aos extravasamentos de ar no sistema de drenagem: eles são indicados pelo constante borbulhamento no frasco de selo d’água ou pelo detector de saída de ar.Encoraje o paciente a respirar profundamente e a tossir a intervalos freqüentes. 8. 7. ou o vácuo de parede. posicione o sistema de drenagem abaixo do nível do tórax. Se necessário. solicite uma prescrição para analgesia controlada pelo paciente. Também avalie o sistema de dreno de tórax quanto a extravasamentos externos corrigíveis. Se o equipo se desconecta. uma gaze pequena é colocada. corte fora as pontas contaminadas do dreno de tórax e do equipo. o dreno de tórax é fechado e rapidamente removido. cianose. Observação: As flutuações de líquido no frasco de selo d’água ou a saída de ar na área indicadora irão parar quando: o pulmão se reexpandir o tubo estiver obstruído por fibrina ou coágulo sanguíneo ou dobrado dreno situa-se abaixo do resto do equipo aspirador. 10.

6 l/s. Os pacientes submetidos à cirurgia torácica vivenciam .Profª Glenda Agra lacre contra o ar com uma gaze 4 x 4 vaselinada e completamente vedada com esparadrapo impermeável. Isso resulta em volumes correntes diminuídos. uma redução no VEF. menos freqüentemente. A incidência de arritmias aumenta nos pacientes maiores de 50 anos de idade e naqueles que se submeteram a pneumonectomia ou cirurgia esofagiana. As arritmias podem acontecer em qualquer momento. isso é obtido pela mensuração dos sinais vitais. O caráter e a profundidade das respirações e a coloração do paciente servem como critérios importantes na avaliação sobre a expansibilidade adequada dos pulmões. A pressão venosa central pode ser monitorizada para detectar precocemente sinais de distúrbios do volume de líquido. A VEF é o volume de ar que o paciente pode expelir forçadamente no primeiro segundo. da hemoglobina e dos valores do hematócrito e da pressão arterial. em média. a freqüência pela qual os gases arteriais pós-operatórios são verificados depende de o paciente estar mecanicamente ventilado ou apresentar sinais de angústia respiratória. conforme a condição do paciente se estabiliza. no período pós-operatório. É importante monitorizar a frequência e o ritmo cardíaco pela ausculta e pelo eletrocardiograma porque grandes episódios de arritmias são comuns após a cirurgia cardíaca e torácica. para estabelecer uma linha de parâmetro que avalie a adequação da oxigenação e ventilação e a possível retenção de CO2. A diminuição da VEF a partir da linha básica indica diminuição na força respiratória. No período pós-operatório imediato. No pós-operatório imediato. dos eletrólitos séricos. uma linha arterial pode ser mantida para ajudar a monitorização freqüente dos gases sanguíneos. A troca gasosa é determinada pela avaliação da oxigenação e da ventilação. a partir da linha básica de 0. no mínimo a cada 15 minutos nas primeiras 1 a 2 horas. Também é comum a sua prática em pacientes que tenham a linha arterial . porém freqüentemente são observadas entre o segundo e o sexto dias pós-operatórios. É importante coletar sangue para mensuração da gasometria arterial precocemente. as mensurações da gasometria sanguínea podem ajudar na determinação da terapia adequada. então. colocando o paciente em risco de falência respiratória. A oximetria de pulso é utilizada para monitorização contínua da adequação da oxigenação.

A monitorização hemodinâmica pode ser utilizada para avaliar a estabilidade hemodinâmica. Outra técnica para melhorar a ventilação é a terapia de inspiração máxima sustentada ou espirometria de incentivo. Isso facilita a ventilação.Profª Glenda Agra instalada para obtenção de sangue para as verificações da gasometria arterial e para monitorizar a pressão sanguínea intensivamente. então. o lado que foi operado deve ficar mais baixo. que foram ensinadas antes da cirurgia devem ser praticadas pelo paciente a cada 2 horas para expandir os alvéolos e prevenir a atelectasia. A enfermeira deve consultar o cirurgião sobre o posicionamento do paciente. Após a pneumonectomia. Essa técnica otimiza a inflação pulmonar. O posicionamento também melhora a respiração. onde pode ser removido através do dreno de tórax superior. pois a permanência em uma posição tende a promover a retenção das secreções na parte mais baixa dos pulmões. de modo que o líquido no espaço pleural permaneça abaixo do nível do coto bronquial e o outro pulmão possa se expandir plenamente. à medida que o paciente inspira mais profundamente. Espirometria de incentivo: Assegurar que o volume de ar inalado é aumentado gradualmente. O paciente realiza uma respiração profunda através de um bucal. Quando o paciente está orientado e a pressão sanguínea está estabilizada. a cebeceira do leito é elevada a 30 a 40º durante o período pós-operatório imediato. promove a drenagem de tórax do dreno de tórax inferior e ajuda o ar residual a subir para a parte superior do espaço pleural. Cuidados de enfermagem com o sistema de drenagem torácica . relaxa e exala. pára no pico da inflação pulmonar e. As técnicas de respiração. melhora o mecanismo da tosse e permite uma avaliação precoce das alterações agudas pulmonares. A posição do paciente é mudada de horizontal para semi-ereta tão cedo quanto possível. tais como respiração diafragmática e a respiração com lábios semicerrados.

para evitar entrada de ar.Fazer anotações de enfermagem sobre volume. rapidamente. fazer pinçamento duplo do dreno torácico. 11.O curativo de incisão do dreno deve ser oclusivo para evitar a entrada de ar pela ferida operatória. 7.Para retirar o dreno. verificando bem as conexões e rosqueamento das trompas. aspecto do líquido drenado e funcionamento dos sistema.Os frascos deverão permanecer abaixo do nível do tórax. 12. 4.Ordenhar periodicamente o dreno. 10. com tiras largas de esparadrapo.No sistema de aspiração contínua deve haver borbulhamento no frasco redutor.Evitar a entrada de ar no sistema.Observar periodicamente o perfeito funcionamento do sistema. 3.Na retirada de dreno de tórax deve-se observar: . Observar e anotar presença de secreções neste local.Durante a permanência do dreno. Após a retirada. e verificar constantemente a drenagem. colapsando o pulmão). evitando sua obstrução por coágulos. evitando-se a instalação de pneumotórax ( retorno de ar ao espaço pleural.Ao trocar os frascos de drenagem ou transportar o paciente.Profª Glenda Agra 1. 8. fazer curativo compressivo. 9. dificuldade respiratória.Observar continuamente se os intermediários longos dentro dos frascos permanecem em selo d’água (mergulhados). a enfermagem deverá observar o paciente quanto a: dores torácicas. 5. a enfermagem deve providenciar material de curativo. 2. hipertermia etc. 6.

portanto. aplicar imediatamente a placa de esparadrapo com gaze sobre o orifício. pedir ao paciente para inspirar profundamente e prender a respiração. *simplesmente retirar o dreno. NOTAS: *Manobras descritas no item 12 referem-se a pacientes lúcidos. arritmias cardíacas e sangramentos podem ocorrer. *somente aspirar o dreno. material de curativo. sonda nasogástrica grossa. anti-sépticos e aspirador (vácuo de parede ou portátil). de luva estéril. em seguida soltar o segundo fio. puxa-se o dreno e amarra-se fio para fechar o orifício de entrada. retirar o dreno e fixar o ponto da bailarina para ocluir o orifício do dreno. necessitando. desconectar o respirador ao final da inspiração. *Se o momento do nó. observar se o paciente apresenta insuficiência respiratória.Profª Glenda Agra *se já foi ordenhado o suficiente. *se o dreno é mediano ou lateral. . sedados ou anestesiados. pois contaminação. *retirada do dreno lateral ( os cuidados devem ser maiores) – preparar uma placa de esparadrapo com gaze. *após a retirada do dreno. com ajuda da enfermagem. em ventilação espontânea. *Quando houver coágulo e o dreno for mediano (sem rompimento da pleura) o mesmo poderá ou não ser aspirado: *opção de retirar o dreno aspirando ao mesmo tempo. o fio bailarina romper-se. retirar o dreno no final da inspiração. evitando-se qualquer entrada de ar e conseqüente pneumotórax. colaborativos. cortar o fio que prende o dreno à pele. *a manobra de aspiração deve ser executada pelo médico. em ventilação mecânica. aplicar imediatamente a placa de esparadrapo com gaze sobre o orifício. *retirada do dreno mediano (sem abertura de pleuras) – pede-se ao paciente que segure a respiração. quando realizadas com pacientes comatosos.

o sistema de selo d’água não é afetado pelo volume de drenagem. o que implica que o sistema está funcionando adequadamente. A quantidade de aspiração no sistema é controlada pelo vacuômetro. . o que permite a drenagem de ar e líquido proveniente do espaço pleural. A drenagem depende da força da gravidade ou da quantidade de aspiração acrescida ao sistema. O motor de aspiração mecânica ou o vácuo de parede. Conforme o nível de líquido no frasco aumenta. A quantidade de aspiração é determinada pela profundidade até a qual a ponta do tubo de vidro para ventilação está submersa. exceto pelo acréscimo de um terceiro frasco para controlar a quantidade de aspiração aplicada. 3. Assim. 2. o ar externo é aspirado para dentro do sistema. Isso resulta em um borbulhamento constante no frasco do vacuômetro ( ou regulador de pressão). torna-se progressivamente mais difícil para o ar e o líquido sair do tórax.Sistema de Frasco Único: A extremidade final do dreno de tórax proveniente do tórax do paciente fica submersa na água.Sistema de 3 frascos: É semelhante ao sistema de 2 frascos. Quando o líquido pleural se acumula. SISTEMAS COMERCIAIS 1. MECANISMO DO SISTEMA COLETOR DE DRENAGEM TORÁCICA INDICAÇÕES Os sistemas coletores de drenagem pleural ou mediastinal são empregados em cirurgias torácicas ou cardíacas e destinam-se à evacuação de conteúdo líquido e/ou gasoso da cavidade torácica. a aspiração pode ser aceitada. Quando o vácuo no sistema torna-se maior do que a profundidade até a qual o tubo está submerso.Sistema de dois frascos: O sistema de 2 frascos consiste na mesma câmara de selo d’água mais um frasco para a coleta de líquido.Profª Glenda Agra *o volume e aspecto da drenagem devem ser anotados. cria e mantém uma pressão negativa ao longo de todo o sistema de drenagem fechada.

Somente o correto rosqueamento possibilitará a vedação adequada quando for necessária a aspiração contínua. evitando a entrada de ar na cavidade torácica (pneumotórax aberto). que é negativa em relação à atmosférica. conforme a capacidade do reservatório. Os sistemas de frasco coletor único são os mais comumente empregados. PREPARO DO MULTI-CONECTOR CÔNICO . PREPARO DO SISTEMA COLETOR A tampa do sistema deve ser rosqueada ao frasco coletor de modo correto e firme. de modo a atingir a marca do nível líquido mínimo obrigatório. PREPARO DO FRASCO COLETOR Verificar a capacidade do frasco coletor escolhido e colocar solução fisiológica ou água destilada estéril no frasco coletor.Profª Glenda Agra DESCRIÇÃO Os sistemas coletores de drenagem pleural utilizam o princípio da sinfonagem para manter em equilíbrio a pressão intrapleural ou intrapericárdia. devido AP seu baixo custo e fácil manuseio.

5º Conectar firmemente o dreno torácico. 1º Instalar cirurgicamente o dreno torácico na cavidade pleural ou no mediastino. unindo-o com o muti-conector cônico. 3º Verificar o diâmetro interno do dreno torácico. 6º A conexão entre o dreno torácico e a mangueira do sistema de drenagem poderá ser reforçada com fita adesiva. a data e a hora da instalação do frasco coletor. Entretanto. FAIXA ADESIVA DE FIXAÇÃO . com isto otimiza-se o diâmetro interno da conexão evitando estreitamentos. REVISÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM Rever se a extremidade do tubo no interior do frasco ficou submersa cerca de 2 cm abaixo do nível líquido mínimo obrigatório. Verificar se existe oscilação ou borbulhamento no nível líquido. de modo a evitar desconexão por arrancamento. 4º Cortar o multi-conector cônico no maior diâmetro que possibilite conexão firme com o diâmetro interno do dreno torácico. Marcar na etiqueta do frasco coletor o nível líquido.Profª Glenda Agra O multi-conector cônico permite a conexão da mangueira do sistema com drenos torácicos de diversos diâmetros. deve-se previamente preparar o dreno torácico e o multi-conector cônico para a conexão. 2º Preparar o dreno torácico para a conexão cortando-o transversalmente na extremidade chanfrada distal.

deve-se observar se ocorreu arrancamento parcial do dreno torácico com deslocamento do(s) ponto(s) cirúrgico(s). . VERIFICAÇÃO DO(S) PONTO(S) CIRÚRGICO(S) Ao verificar as condições do(s) ponto(s) cirúrgico(s) e da fixação do dreno torácico durante o curativo. ORDENHA As manobras de ordenha são empregadas sob supervisão médica ou da enfermagem quando ocorrer obstrução por coágulos do sistema. Ela evita que as trações da mangueira do sistema sejam transmitidas ao(s) ponto(s) de fixação cirúrgica do dreno torácico com a pele. Utilizar pinça de ordenha ou ordenhar com a mão a mangueira de drenagem e o dreno torácico de modo a remover possíveis obstruções. em torno do dreno torácico. deverá ser trocado diariamente ou quantas vezes forem necessárias. Desta forma. se previne o doloroso deslocamento ou arrancamento do dreno torácico. CURATIVOS A limpeza da ferida cirúrgica deverá ser realizada com solução anti-séptica e o curativo da pele. Também se deve verificar se está ocorrendo vazamento aéreo em torno do dreno torácico devido à folga no(s) cirúrgico(s).Profª Glenda Agra A faixa adesiva de fixação é de extrema importância para o conforto do paciente e deverá ser fixada no flanco do paciente.

evita-se a formação de sifões por coleção de líquido na própria mangueira. Para evitar o refluxo de líquido para a cavidade torácica não se deve elevar o frasco coletor acima do nível da cintura. a mangueira do sistema deverá ser mantida quase esticada. Evitar o clampeamento prolongado da mangueira do sistema principalmente quando houver escape aéreo (borbulhamento). Em caso de ruptura do frasco coletor deve-se fechar a mangueira do sistema e rapidamente substituir por outro íntegro. PNEUMOTÓRAX ABERTO O pneumotórax aberto com suas repercussões clínicas de insuficiência respiratória ocorrerá em caso de desconexão do sistema. Portanto. . nunca tampe o suspiro do frasco coletor. Pelo mesmo motivo. sem curvas. Também nunca deixe virar ou tombar o frasco coletor.Profª Glenda Agra ADVERTÊNCIAS Alguns cuidados devem ser tomados de modo a evitar obstrução da mangueira do sistema por torção ou angulação excessiva. desta forma. ou se o frasco coletor estiver sem o nível líquido mínimo obrigatório. o que poderá provocar pneumotórax hipertensivo ou enfisema de subcutâneo.

Orientar que não se deve elevar o frasco coletor acima do nível da cintura. caso não haja contra-indicações clínicas. Também. INSTRUÇÕES AO PACIENTE A instrução sobre o funcionamento do sistema ao paciente ou aos seus cuidadores é de responsabilidade da Equipe médica e de enfermagem. Evitar as adaptações que podem ocorrer quando se utilizam dispositivos de diversos fabricantes. hidrotórax ou hemotórax) poderá provocar mal-estar. em caso de desconexão acidental ou sangramento. dor. dobras ou acotovelamentos. A evacuação rápida do líquido pleural (pneumotórax. deslocamento doloroso ou arrancamento do dreno torácico. Avisar imediatamente ao médico. para evitar o refluxo de líquidos do frasco coletor para a cavidade torácica. sem formar sinuosidades acentuadas. . dispnéia e até edema pulmonar com grave repercussão sistêmica. Orientar como manter a mangueira de drenagem quase esticada. deve-se orientar que o paciente não deite em cima da mangueira de drenagem a fim de não obstruí-la. Não é recomendável perfurar o dreno torácico ou a mangueira do sistema para colher secreções. As instruções devem incluir noções e cuidados para se obter um perfeita sinfonagem do sistema no paciente acamado. o que provocar desconexões. PRECAUÇÕES MÉDICAS A reexpansão rápida do pulmão colabado deve ser evitada.Profª Glenda Agra Verificar as conexões de todo o sistema de modo a não permitir vazamentos de líquido ou entrada de ar. DEAMBULAÇÃO O paciente deverá deambular normalmente. na deambulação e no transporte. Orientar como se devem evitar movimentos corpóreos bruscos de modo a não tracionar a mangueira de drenagem.

Manter sempre o frasco coletor abaixo do nível da cintura. Não pinçar o dreno torácico ao fazer Raio X. SISTEMA DE ASPIRAÇÃO CONTÍNUA A utilização de pressão negativa por aspiradores e pressão controlada auxilia na evacuação dos líquidos pleurais.Profª Glenda Agra Para uma maior comodidade. propiciando a reexpansão pulmonar. o dreno não deve ser pinçado durante o transporte em maca ou cadeira de rodas. transporte ao centro cirúrgico ou nas ambulâncias. . o paciente deverá utilizar a alça de transporte. TRANSPORTE DO PACIENTE Não deixar formar curvas acentuadas. dobras ou acotovelamentos na mangueira de drenagem. EXAMES RADIOGRÁFICOS A radiografia de tórax e tomografia computadorizada de tórax são indicadas na avaliação do posicionamento do dreno torácico e da efetividade da drenagem pleural. Na presença de fístula aérea. deste modo se evita que o líquido seja aspirado para o interior do tórax do paciente.

Em crianças maiores e nos adultos recomenda-se a pressão negativa de 10 a 20 cm H2O. A aspiração contínua com pressão negativa controlada poderá ser instalada no sistema coletor de drenagem. Este sistema de aspiração contínua serve para se guardar o nível de aspiração. ou seja. BORBULHAMENTO EXCESSIVO O borbulhamento excessivo devido à fistula aérea de alto débito pode formar espuma em grande quantidade que transborda pelo suspiro do frasco coletor. o qual será dependente não da força do aspirador. nos pacientes neuropatas.Profª Glenda Agra Por outro lado. pós-operatório imediato de cirurgia torácica etc. Portanto. maior será a força de aspiração. paraplégicos. sendo o seu valor estabelecido a critério médico. mas do quanto o respiro encontra-se mergulhado na água. . nos casos de fístula aérea brônquica devemos ponderar entre a vantagem de manutenção de uma pressão negativa constante e o inconveniente de maior “roubo” de ar pela fístula com sua possível manutenção aberta. traqueostomizados. Recomenda-se para RN pressões negativas de 5 cm de H2O. portadores de doenças musculares. com pressões máximas de 10 cm H2O. quanto mais mergulhado. Pressões negativas superiores a 25 cm H2O requerem atenção especial. A aspiração está formalmente indicada em pacientes que não conseguem aumentar a pressão pleural através da tosse.

as mais usadas são: solução alcoólica a 50% ou adição de dimeticona. SISTEMA DE DRENAGEM PARA PNEUMONECTOMIA Na figura abaixo.Profª Glenda Agra Este fenômeno pode ser evitado colocando-se substância adstringente no líquido do frasco coletor. SISTEMA DE DRENAGEM COM MÚLTIPLAS CÂMARAS Na figura abaixo temos um sistema de aspiração contínua acoplado ao sistema de drenagem pleural em que o primeiro frasco é usado exclusivamente como câmara coletora e o segundo frasco é usado como selo d´água. temos esquematicamente o mecanismo de drenagem pleural balanceada utilizado em pneumonectomias. .

Profª Glenda Agra ROTINA PARA O MANUSEIO E TROCA DO REFIL A freqüência da troca do frasco coletor antigo por outro novo estéril deverá ser diária. somente pinçar o dreno torácico para uma rápida troca do frasco coletor. Abrir o novo frasco coletor de modo que o interior do mesmo permaneça estéril. 250 ml ou 500ml de solução fisiológica estéril ou água destilada estéril no novo frasco coletor. ou seja. quando o mesmo estiver repleto ou a critério médico. Preparar um novo frasco antes de abrir a tampa do frasco em uso. Verificar o estado da embalagem. Pinçar a mangueira de drenagem por curto período de tempo. TROCA DOS FRASCOS COLETORES Utilizar luvas e seguir as normas da comissão de infecção hospitalar. de modo a atingir a marca do nível líquido mínimo obrigatório. para isto o novo frasco deverá já estar preparado. Adicionar. de acordo com o volume do frasco. A troca do frasco antigo pelo novo deverá ser rápida e precisa. o produto e o prazo de validade. que vai ser desprezado. .

Usar a técnica asséptica na desconexão do dreno torácico que deverá estar pinçado para evitar pneumotórax aberto. o pinçamento prolongado do dreno torácico provocará aumento do pneumotórax podendo ocasionar insuficiência respiratória ou enfisema de subcutâneo. CONTROLE DO VOLUME DRENADO Medir e anotar o volume e a cor do líquido drenado no frasco coletor de acordo com as orientações médicas. a data e a troca do novo frasco coletor. dobras ou acotovelamentos na mangueira de drenagem. Não deixar formar curvas acentuadas. Abrir a tampa do frasco coletor antigo. Conectar o novo frasco coletor fechando corretamente a tampa do frasco.Profª Glenda Agra Em caso de fístula aérea (borbulhamento). REAÇÕES ADVERSAS E CONTRA-INDICAÇÕES . o interior da mangueira de drenagem poderá ser colonizada por microorganismos. Trocar rapidamente o frasco antigo pelo novo. abrir a pinça da mangueira de drenagem. TROCA DA MANGUEIRA DE DRENAGEM Com o passar do tempo. Marcar na etiqueta do frasco coletor o nível do líquido. portanto recomenda-se a sua troca a cada 7 dias. Verificar e registrar se existe oscilação ou borbulhamento do nível líquido. Após a troca. REVISÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM Rever se a extremidade do tubo no interior do frasco coletor ficou submersa cerca de 2 cm abaixo do nível líquido mínimo obrigatório. Abrir a pinça do dreno torácico após a troca.

O produto é frágil. arejado e sem odor. portanto deve-se usar o produto imediatamente após a cuidadosa abertura da embalagem. Não há contra-indicações absolutas a utilização do sistema. ESTERILIZAÇÃO E RESSTERILIZAÇÃO O sistema coletor de drenagem pleural é esterilizado por óxido de etileno. ou seja. em local limpo. não deverá ser reutilizado. seco. Verifique eventuais defeitos de fabricações e os notifique ao fabricante. Seguir rigorosamente as normas hospitalares para desprezar ou destruir qualquer material. . Conferir a integridade das embalagens e armazenar em local de baixa umidade entre 15ºC a 30ºC. Verifique a data de fabricação e o prazo de validade na embalagem. devendo o fabricante ser notificado. não utilizá-lo se houver suspeita de dano por queda ou outro motivo que provoque abertura da embalagem.Profª Glenda Agra O sistema coletor de drenagem pleural não entra em contato com o organismo e é fabricado com materiais apirogênicos. DATA DE FABRICAÇÃO E VALIDADE Conservar a embalagem ao abrigo do sol. resíduos ou secreções potencialmente contaminadas. EMBALAGEM. LIXO HOSPITALAR O sistema coletor de drenagem pleural é de uso único e descartável.

O balão é uma fixação inflável da .Profª Glenda Agra REFERÊNCIAS: Ilustrações: http://www.geocities. A traqueostomia é realizada para desviar uma obstrução aérea superior. Um abertura é feita no segundo e terceiro anéis traqueais. e substtituir o tubo endotraqueal. Uma cânula de traqueostomia com balão de tamanho adequado é inserida. O procedimento é geralmente realizado na sala de operação ou em uma unidade de cuidado intensivo. o termo traqueostomia é utilizado. Quando uma cânula de demora é inserida para dentro da traquéia.com/manuseio/aspirar.html 4. permitir o uso por longo prazo da ventilação mecânica. onde a ventilação do paciente possa ser bem controlada e mantida uma ótima técnica asséptica. A traqueostomia pode ser temporária ou permanente. ajudar na remoção das secreções traqueobrônquicas.TRAQUEOSTOMIA A traqueostomia é um procedimento no qual uma abertura é feita para dentro da traquéia. prevenir a aspiração das secreções oral ou gástrica no paciente inconsciente ou paralisado (pelo fechamento da traquéia devido ao esôfago).

Explicar o procedimento ao paciente e à família. conforme apropriado.Usar luvas limpas. dilatação traqueal e isquemia e necrose da traquéia. As complicações de longo prazo incluem obstrução da via aérea devido ao acúmulo de secreções ou protusão do balão sobre a abertura da cânula. A cânula de traqueostomia é mantida no local por fitas atadas em torno do pescoço do paciente. aspiração.Lavagem das mãos. fístula traqueoesofágia. infecção. uma cânula de metal. 2.Profª Glenda Agra cânula de traqueostomia e tem o objetivo de ocluir o espaço entre as paredes da traquéia e a cânula para permitir uma ventilação mecânica eficaz e minimizar o risco de aspiração. As complicações podem ocorrer precoce ou tardiamente no curso do tratamento com cânula de traqueostomia. ruptura da artéria inonimada. remover e descartar o curativo sujo. incluindo luvas estéreis.Proporcionar ao paciente e à família instrução sobre os pontos principais quanto ao cuidado da traqueostomia. água oxigenada.Reúna o equipamento necessário. enfisema subcutâneo ou mediastinal. 5.A estenose da traquéia pode desenvolver-se após a cânula ser removida. Os pacientes necessitam utilizar uma cânula de traqueostomia por longo período e que podem respirar espontaneamente comumente utilizam uma cânula sem balão. 3. Uma cânula com balão (ar injetado dentro do balão) é necessária durante a ventilação mecânica. 4. disfagia. aplicadores tipo cotonete. embolia aérea. Um balão de baixa pressão é comumente utilizado. Ações de enfermagem 1. As complicações precoces incluem sangramento. iniciando sobre a inspeção do curativo da traqueostomia quanto a umidade ou drenagem. . lesão do nervo laríngeo recorrente e penetração da parede posterior da traquéia. pacote de curativo e fita de tecido. solução fisiológica ou água estéril. Elas podem mesmo acontecer anos após a cânula ser removida. Geralmente um quadrado de gaze estéril é colocado entre a cânula e a pele para absorver a drenagem e prevenir a infecção. pneumotórax.

inserindo a extremidade da fita através da abertura lateral da cânula externa. Passar a fita em torno da parte posterior do pescoço do paciente. 10. duas pessoas devem ajudar a troca da fita.Remova as fitas antigas e descarte-as em um recipiente de biossegurança. Para uma nova traqueostomia. incluindo a água oxigenada.Profª Glenda Agra 6.Embora algumas traqueostomias de longa duração com os estomas cicatrizados possam dispensar curativo.Lavar a cânula interna com água oxigenada e enxaguar com solução fisiológica ou substituir por uma cânula nova interna descartável. TRAQUESOSTOMIA . 7. o soro fisiológico ou a água destiladda.Após a nova fita estar no local. conforme mostrado adiante. Fixe com um laço. 11. (Alguns médicos aprovam a técnica limpa para traqueostomia de longo período em pacientes no domicílio). 9. inserindo-a através da abertura oposta da cânula externa. os aplicadores tipo cotonete.Preparar os suprimentos estéreis. utilize um curativo estéril de traqueostomia. Junte ambas as extremidades em torno de modo que elas possam se encontrar sobre um dos lados do pescoço. Enxaguar com soro fisiológico.Usar luvas estéreis. as outras traqueostomias necessitam curativo. Estreite a fita até que apenas dois dedos possam ser inseridos confortavelmente sob ela. o curativo e a fita. 8.Limpar a ferida e a asa da cânula de traqueostomia com o aplicador tipo cotonete umedecido com água oxigenada. remover a fita de tecido suja substituindo-a por uma fita limpa. 12. fixando-o firmemente sob as fitas de tecido e envolvendo a cânula de traqueostomia de modo que a incisão fique coberta. Colocar a fita de tecido limpo na posição para fixar a cânula de traqueostomia. Em tais casos.

pneumotórax e a necessidade de um procedimento operatório que é o próprio risco. Uma revisão da literatura revela a ausência de consenso sobre a regualção temporal ótima para a TQT. comunicação estimulada e possibilidade de alimentação oral. lesão do nervo laríngeo. obstrução do tubo de TQT. hemorragia aguda no local. Manter a pressão do balão no mínimo necessário para evitar o extravasamento de ar no ventilador reduz o risco de ruptura tissular devido à pressão excessiva sobre a parede traqueal. aspiração. O cuidado rotineiro com a TQT consiste em limpar pelo menos a cada 8 h e SN. infecção. embolia gasosa. disfunção da deglutição. As desvantagens incluem: hemorragia. As vantagens da TQT em relação à intubação orotraqueal incluem: desmame mais rápido ( pelo menos em parte por causa do espaço morto diminuído). fístula traqueoesofágica. múltiplas intubações ( alto risco de complicações). trocar a cânula interna ( ou de acordo com a política da instituição) e trocar os cadarços de TQT sujos SN. pneumotórax. descanulação acidental com perda da via aérea. As indicações incluem obstrução da via aérea superior. estenose traqueal. A fixação adequada do tubo de TQT reduz o movimento do tubo na via aérea e limita a lesão por atrito com a parede traqueal ou a laringe. complicações da intubação orotraqueal. infecção. O tubo de TQT deve ser firmemente fixado.Profª Glenda Agra O método preferido de controle da via aérea é o tubo de traqueostomia para ventilação a longo prazo. principalmente quando o paciente apresenta múltiplas morbidades concomitantes e demonstra dificuldade no desmame. falha do balão de TQT. enfisema subcutâneo e mediastinal. maior conforto do paciente. As complicações da TQT incluem: a mais grave reside na erosão que invade o tronco braquiocefálico que pode resultar em exsanguinação. ou possui diagnósticos neurológicos ou traumas associados à necessidade prolongada de uma via aérea artificial. . fraturas cervicais) e o desejo de melhorar o conforto do paciente. condições em que a intubação orotraqueal não é possível ( trauma facial. edema de via aérea devido à anafilaxia. de modo a evitar a descanulação. embora o momento mais comum pareça ser com 21 dias depois da intubação. A prática em algumas instituições têm sido a TQT mais precoce ( com 7 a 14 dias sob ventilador) para facilitar o desmame mais precoce. As suturas na TQT percutânea ou cirúrgica permanecem na posição por 48 a 72 horas ou mesmo por até uma semana 9 de acordo com o protocolo hospitalar). fracasso da intubação.

. O cuidado rotineiro das TQTs sempre é realizado como um procedimento asséptico. Esse intervalo de cuidado mais longo geralmente ocorre depois de 7 a 10 dias ou quando a secreção e drenagem da TQT são mínimas.Profª Glenda Agra progredindo para o cuidado diário e SN. enquanto no hospital.

Entretanto. no início do século XX. que operou um paciente com "abscesso na garganta" [1]. suas indicações e complicações [2. que descreveram pormenores da técnica. Anatomia Cirúrgica .Profª Glenda Agra Histórico e Definição O termo traqueostomia refere-se à operação que realiza uma abertura e exteriorização da luz traqueal. por um médico italiano. 3]. Antonio Musa Brasavola. A primeira descrição cirúrgica com sucesso data de 1546. a aceitação universal só veio com os trabalhos de Chevalier e Jackson.

Digno de nota. Cartilagem da laringe. A parede posterior é membranosa e faz relação com a parede anterior do esófago. o que torna compreensível o porquê dos anéis traqueais poderem ser lesados por isquemia. Outro aspecto interessante é a característica predominantemente submucosa desta rede anastomótica. devido à hiperinsulfIação de um cuff endotraqueal. com função de permeio das vias aéreas. pela simples flexão cervical. são: pele e subcutâneo. fonação. e é circundado pela cartilagem cricóide. Durante a realização de uma traqueostomia as estruturas que serão encontradas.0 cm).5 e 2. a sua porção cervical é irrigada. que é o único anel cartilaginoso completo das vias aéreas. musculatura pré-traqueal. A irrigação sangüínea da traquéia tem íntima relação com o suporte sanguíneo do esófago. predominantemente. assim como a hiperextensão pode trazer uma porção significativa situada no mediastino para a região cervical. o que nos leva a evitar a dissecção extensa nessa região. é que esta rede anastomótica penetra na traquéia na sua margem lateral. O espaço subglótico inicia-se abaixo das cordas vocais e se estende até à margem inferior da cartilagem cricóide.Profª Glenda Agra A laringe é composta por um esqueleto cartilaginoso rígido. eventualmente o istmo tireoideano (que se situa entre o 1º e o 2º anel traqueal). platisma. Visão anterior Copyright © 1995 CibaGeigy Corporation Ali rights reserved. a cartilagem cricóide e um par de cartilagens aritenóides. por ordem de aparição. . entre 1. Em nível do segundo anel traqueal. Outro aspecto interessante é a sua mobilidade. assim como uma dissecção circunferencial da traquéia durante a traqueostomia. Figura 1. características que predispõem este espaço a inúmeras complicações [5]. Ele é o local de menor diâmetro interno (no adulto. é sabido que toda sua extensão cervical pode se localizar no mediastino. e a fáscia pré-traqueal [4]. A membrana cricotireóidea faz a ligação da borda inferior da cartilagem tireóide à cartilagem cricóide. A traquéia estende-se da borda inferior da cartilagem cricóide até à carina. As três principais cartilagens envolvidas na função respiratória e vocal são: a cartilagem tireóide. por ramos da artéria tireóidea inferior. situa-se o istmo da tireóide. além de participar da primeira e da segunda fases da deglutição.

Disfunção laríngea b. Suporte ventilatório . Queimaduras e corrosivos d.Veias superficiais e nervos cutâneos do pescoço. Corpos estranhos e. Copyright © 1995 Ciba-Geigy Corporation Ali rights reserved Tabela 1 .Indicações de Traqueostomia 1. Neoplasias h. Infecções g. Apnéia do sono 2. Fraqueza c. Idade avançada b. Manejo pós-operatório i.Profª Glenda Agra Figura 2. Obstrução das vias aéreas a. Trauma c. Limpeza das vias aéreas a. Anomalias congênitas f. Doenças neuromusculares 3.

Nestas situações. mesmo na ausência de necessidade de ventilação mecânica. uma vez que a cricotireoidostomia não é recomendada nesta faixa etária [7]. que ocorre na lesão do nervo laríngeo recorrente (por exemplo. também não é possível realizá-la. Estenose da glote ou subglótica são exemplos de entidades conhecidas no recém-nato que podem necessitar de traqueostomia. Tentativas de retirada dos corpos estranhos são realizadas. mas. necessitando de uma traqueostomia. podemos fazer uso da traqueostomia.vida para promover a desobstrução das vias aéreas. ao chegar ao hospital. freqüentemente. Anomalias Congênitas. Trauma. é pouco utilizada. 1) Lesões maxilofaciais graves. tais como laringoscópio e broncoscópio de fibra ótica. A Tabela 1 resume estas três principais categorias de indicação da traqueostomia [6]: Obstrução das Vias Aéreas Disfunção Laríngea. a vítima já passou da fase aguda. A traqueostomia. a broncoscopia de fibra ótica possibilita reservar a traqueostomia para uma situação eletiva. 3) Lesões da medula cervical que impeçam uma manipulação do pescoço são situações encontradas no trauma onde a abordagem das vias aéreas por intubação oro ou nasotraqueal torna-se difícil ou inviável. . inicialmente. Uma outra situação especial para a sua utilização é no grupo pediátrico (abaixo de 12 anos) onde a intubação translaríngea não foi possível.Profª Glenda Agra Indicações Historicamente. que podem estar presentes nos traumas da porção anterior do pescoço. a traqueostomia foi desenvol. Nestes casos. nessas situações. Com os avanços técnicos atuais. por manobras mecânicas ou endoscópicas. A paralisia abdutora das cordas vocais. Há. as indicações tradicionais da traqueostomia (como por exemplo a epiglotite aguda e obstruções tumorais) sofreram uma grande mudança. portanto. fugindo da maior incidência de morbidade e mortalidade da traqueostomia de urgência. por isso a traqueostomia. a sua principal utilização é no manejo de pacientes que necessitam períodos prolongados de suporte ventilatório mecânico. ainda. Inalação de gases quentes. A preferência nestas situações seria pela cricotireoidostomia. 2) Fraturas ou transecções da laringe ou da traquéia. Comumente. Corpos Estranhos. está indicada a traqueostomia de urgência. Hoje em dia. a utilização da traqueostomia com o intuito de promover uma adequada limpeza das vias aéreas. gases tóxicos ou corrosivos podem resultar em edema glótico significativo. Queimaduras e Corrosivos. não é o procedimento de escolha no manejo da obstrução aguda das vias aéreas [3] . durante a realização de uma tireoidectomia) pode levar desde a obstrução leve das vias aéreas até a uma obstrução completa. Caso os métodos translaríngeos falhem ou sejam inviáveis.

a traqueostomia pode ser utilizada [8]. Atualmente. Contra-indicações Traqueostomia de Urgência. antes da conversão eletiva para traqueostomia. Neoplasias. secreções traqueobrônquicas decorrentes de pneumonia. a traqueostomia deve ser considerada o mais breve possível. bronquiectasia ou aspiração crónica. É sabido que os riscos de complicações são de duas a cinco vezes maiores do que em situações eletivas. Alguns pacientes possuem as vias aéreas livres quando acordados. possibilidade de comunicação pelo paciente. Estas complicações estão diretamente relacionadas com o tempo de intubação endotraqueal. Limpeza das Vias Aéreas Devido à idade. próximos cinco a sete dias. não havendo esta disponibilidade. Suporte Ventilatório Pacientes que recebem suporte ventilatório prolongado estão expostos a uma variedade de complicações tardias decorrentes da intubação endotraqueal prolongada. Apnéia do Sono. superior a 14 dias. sempre que necessário.Profª Glenda Agra Infecções. e um manuseio mais fácil pela enfermagem [3]. possibilidade da ingesta oral. melhor conforto para o paciente. tais como: menor taxa de autoextubação da traqueostomia. A traqueostomia deve ser realizada no centro cirúrgico com todos os suportes necessários. tais como: lesões da mucosa. As exceções se fazem nas situações específicas já citadas. a traqueostomia deve ser considerada. Traqueostomia à Beira do Leito. certos pacientes são incapazes de expelir. uma melhor higiene oral. mas pode haver obstrução das vias aéreas por flacidez e colapsamento dos músculos faríngeos durante o sono. estenose glótica e subglótica. fraqueza. ainda é controverso. portanto não é um método a ser utilizado na urgência [7]. ou doenças neuromusculares. temos utilizado os seguintes parâmetros [12]: um período de sete a 10 dias. Sabe-se também. O tempo ideal de duração de uma intubação oro ou nasotraqueal. a intubação orotraqueal em pacientes com epiglotite ou difteria pode ser realizada com o auxílio de um broncoscópio.túrbios severos é que são candidatos à traqueostomia [9]. estenose traqueal e abscesso cricóide. Nestes casos. que há outros benefícios com a conversão para uma traqueostomia. Apenas os pacientes com dis. Modernamente. a minitraqueostomia percutânea tem se mostrado eficaz na limpeza traqueobrônquica. surgindo como opção válida por sua simplicidade e segurança [10]. adequadamente. Desta maneira. a traqueostomia pode ser benéfica. A exceção se faz . sua realização à beira do leito deve ser evitada. pois permite a limpeza e aspiração das vias aéreas. A traqueostomia pode ser uma opção eficaz de alívio em casos de tumores avançados da laringe e orofaringe.

que possui instrumental. quando a saída do paciente daquele local pode trazer riscos para o mesmo. É factível. com 3 a 5 cm. a realização da traqueostomia no leito de uma UTI. realiza-se a infiltração anestésica do campo operatório. Nos casos onde a cartilagem cricóide é palpada na altura da fúrcula esternal. até encontrar o plano dos músculos pré-taqueais (Fig. Figura 5.Profª Glenda Agra em um ambiente de terapia intensiva. 4). O procedimento começa com o posicionamento do paciente. que deve estar em decúbito dorsal com um coxim sob os ombros e o pescoço em extensão (Fig. a incisão é realizada a uma polpa digital acima da fúrcula esternal. iluminação e assistência adequada. Técnica Cirúrgica A traqueostomia eletiva convencional deve ser realizada em um ambiente cirúrgico. . 3). desde que as condições cirúrgicas sejam estabelecidas no local [11]. A incisão prolonga-se na pele subcutânea. então. a uma polpa digital abaixo da cartilagem cricóide. A incisão deve ser transversal. Após a assepsia e anti-sepsia do campo operatório.

ou a sua recolocação em caso de extubação espontânea. ou 7? anel traqueal). pois predispõe a uma grave complicação. para melhor exposição da traquéia. fato que pode ocorrer pela hiperextensão do pescoço. na primeira semana. Após a abertura da traquéia. deve ser realizado uma radiografia de tórax e pescoço [14]. ou nos casos de dificuldade de realização da traqueostomia. é introduzida na luz traqueal (Fig. 5). já previamente selecionada e testada. Uma incisão horizontal é então realizada entre o terceiro e quarto anéis traqueais (Fig. a incisão deve ser realizada verticalmente. pode ser necessário a secção mediana do istmo com sutura de seus bordos. 6). como enfisema subcutâneo. Deve ser evitada a realização da abertura traqueal muito baixa (no 5Q. principalmente. Na maioria das vezes. Eventualmente. . mas não retirado. a traquéia é então aspirada para a remoção de sangue ou secreções. que é a fístula traqueoinominada [13]. Havendo dúvida quanto ao correto posicionamento da cânula. Iateralmente. abscesso periostômico ou celulite. Fixa-se a cânula de traqueostomia com uma fita ao redor do pescoço. Deve ser feita a imediata checagem de sua posição e perviedade. A técnica para a traqueostomia na urgência é modificada pela feitura da incisão da pele verticalmente e realização de toda a dissecção na linha mediana até a parede traqueal. São então passados fios de reparo em cada lado da abertura traqueal com o intuito de facilitar a troca da cânula. A ferida é fechada com pontos esparsos. o tubo endotraqueal. e a cânula traqueal. 6Q. quando presente. o istmo tireoideano é facilmente deslocado cranialmente por dissecção romba [3]. Figura 6. A musculatura prétraqueal (esternoióideo e esternotireóideo) é separada na sua rafe mediana e afastada. enquanto um trajeto delimitado do estoma ainda não foi formado. Em crianças. é cuidadosamente tracionado até um nível justamente acima da incisão traqueal.Profª Glenda Agra Figura 4. para evitar complicações precoces.

Há. estes cujfs eram associados a uma alta incidência de estenose traqueal (cujf de alta pressão) Figura 7. Para atingir estes resultados. Sangramento b. os cuffs atuais (Fig. Mau posicionamento do tubo c. Estenose traqueal e subglótica b. Laceração traqueal e fístula 2. a fim de que permita uma ventilação mecânica com pressão positiva. Os trabalhos atuais mostram uma morbidade em torno de 6% e uma taxa de mortalidade menor do que 1% [3. Complicações tardias a. Entretanto. Fístula . Complicações Jackson. começaram a ser experimentadas as cânulas plásticas que possuem um balonete (cuff) com a função de ocluir as vias aéreas. Por fim. complicações precoces e complicações tardias. ter um ambiente cirúrgico adequado. em sua porção posterior. As cânulas de Kistner são cânulas curtas e retas. mas não eliminaram. As complicações da traqueostomia podem ser divididas em três grupos: intraoperatórias. quando o primeiro tubo de traqueostomia foi descrito por Fabricius. Em fins de 1960. Complicações precoces a. 6]. Tabela 2 – Complicações de Traqueostomia 1. os tubos em "T" ou de Montgomery são utilizados sempre que pacientes são submetidos à reconstrução da traquéia com anastomose términoterminal. devemos seguir uma técnica meticulosa. em fins de 1920. ainda. com a metodização da técnica e redução da mortalidade operatória de 25% para 1% [2]. minimizaram. virtualmente todos os tubos eram feitos de metal. 07). [15].Profª Glenda Agra Tubos e Cânulas Desde o século XVI. até que a completa cicatrização da anastomose tenha ocorrido [3. com o intuito de permitir a fonação pelo paciente. Estes tubos possuem uma cânula interna que pode ser removida para limpeza. Infecção da ferida 3. Existem tubos que possuem uma válvula ou fenestração. uma série de outros tipos de tubos e cânulas disponíveis. revolucionou a traqueostomia. Sangramento b. A pressão ideal de um cufl deve ser em torno de 25 mmH2O ou o mínimo necessário para que não haja escape de ar durante a ventilação mecânica.17]. além de minimizar a aspiração de secreções da orofaringe.13.11. que se estendem da pele até à parede anterior da traquéia. Intra-operatórias a. que possuem um grande volume e baixa pressão. Cânula de traqueostomia. os problemas focais de isquemia da traquéia [16]. No passado.6. podendo ser abertas intermitentemente (muito útil para pacientes com miastenio gro1lis e apnéia do sono). escolher corretamente as cânulas e tubos. e prover cuidados pós-operatórios adequados.

Pneumotórax e Pneumomediastino. Laceração Traqueal ou Fístula Traqueoesofágica. como descrito anteriormente. pode ser evitada com a manutenção da intubação translaríngea. Pneumotórax e pneumomediastino f. É evitada com a dissecção restrita à linha média. podem ser sinais de um posicionamento inadequado desta. efetuada lateralmente à traquéia. Pneu. A incidência de pneumotórax pós-traqueostomia é de 0% a 4%. Fístula traqueoesofágica d. A presença de sangramento. Pode ocorrer lesão iatrogênica da parede traqueal ou da parede esofágica durante o procedimento. Ocorre devido à perda do controle das vias aéreas. e 10% a 17% em crianças [11. à colocação da cânula no espaço pré-traqueal. ou o estabelecimento da intubação translaríngea e ventilação. exposição deficiente das estruturas. istmo tireoideano intacto. na traquéia ou. Disfagia traqueoinominada c. Pode ocorrer. que leva à dissecção de ar através do tecido conjuntivo mediastinal. Manter a dissecção na linha média evita a lesão das artérias carótidas ou veias jugulares. até mesmo. até que a realização da traqueostomia seja assegurada e confirmada. a traqueos. Lesão do Nervo Laríngeo Recorrente. Esta complicação pode ser evitada com uma exposição adequada da traquéia e introdução cuidadosa da cânula. Nos pacientes com obstrução das vias aéreas que não possuem previamente um tubo endotraqueal. enfisema mediastinal. Parada Cardiorrespiratória. Em crianças. Parada cardiorrespiratória Intra-operatórias c. essa incidência é maior devido ao freqüente posicionamento da cúpula pleural acima da clavícula. Complicações Precoces . Mau Posicionamento da Cânula.momediastino pode ocorrer devido a um mau posicionamento da cânula. Estudos recentes demonstram que a radiografia de tórax de controle somente é necessária nos casos onde houve dificuldade de realização do procedimento ou na presença de sinais ou sintomas de pneumotórax ou pneumomediastino [14]. ou inexperiência podem levar a um posicionamento do estoma. tanto muito alto quanto muito baixo. em adultos. Obstrução da cânula e. se a dissecção é. Dificuldade na ventilação.tomia é melhor realizada com anestesia local e sedação mínima. inadvertidamente. Dificuldade de extubação Sangramento. Desposicionamento f.18] . Lesão do nervo laríngeo recorrente e. pneumotórax e dificuldade em aspirar através da cânula. Fístula traqueocutânea e. O tratamento consiste na imediata remoção e reinserção. Felizmente. Enfisema subcutâneo d.Profª Glenda Agra traqueoesofágica d. é uma complicação rara. O sangramento das veias jugulares anteriores ou do istmo da tireóide é facilmente controlado com ligaduras e cauterização cuidadosas. ou ruptura de uma bolha pulmonar. Pneumotórax pode ocorrer por lesão direta da cúpula pleural.

considerando que a ferida é deixada aberta. com os cujfs de grande volume e baixa pressão. que ocorre na cricotireoidostomia ou na traqueostomia realizada no primeiro anel traqueal. sangramentos pequenos podem ser controlados com a elevação da cabeceira do leito. Desposicionamento. O correto posicionamento da cânula. para uma adequada revisão da hemostasia. . Enfisema Subcutâneo. e uso da ligadura. Modernamente. pode levar ao edema e eventual estenose subglótica. com uma radiografia torácica. assim como excluir pneumotórax ou pneumomediastino. Obstrução da Cânula. Complicações Tardias Estenose Traqueal ou Subglótica. esta incidência baixou. Fios de reparo deixados nos bordos da abertura traqueal. A maioria dos pacientes com esta complicação tornam-se sintomáticos entre duas a seis semanas após a retirada da traqueostomia [13]. Disfagia. mas em uma proporção bem menor.bém pode ocorrer. O sangramento vultoso é raro. Aproximadamente 5% das traqueostomias desenvolvem enfisema subcutâneo. A coloca. Normalmente. regride em 48h. incapacidade de limpar secreções e estridor inspiratório ou expiratório. mas deve alertar o cirurgião para conferir o correto posicionamento da cânula. É importante frisar que: qualquer paciente com estes sintomas. Entretanto. Estenoses traqueais sintomáticas devem ser tratadas com ressecção traqueal segmentar e reconstrução. e geralmente é devido a uma lesão inadvertida da artéria inominada. Entretanto. até provo em contrário. O sangramento é a maior causa de complicação no período pós-operatório precoce [11. A disfagia propriamente dita tam. auxiliam no reposicionamento da cânula. Sintomas iniciais são: dispnéia aos esforços. As cânulas que possuem cânula interna ajudam no manejo desta complicação. Técnicas para minimizar esta complicação incluem: manter sempre a dissecção na linha média. Infecção da Ferida. Já a estenose traqueal é relacionada com a isquemia mucosa causada pela pressão do cujf [15]. sempre que possível [3]. E. humidificação dos gases ventilatórios.19]. Alguns pacientes com traqueos. além de irrigação e aspiração contínuas ajudam a prevenir esta complicação. com ligadura dos vasos sangrantes.tomia apresentam queixa de sensação de "bolo na garganta". após algum período de intubaçõo ou traqueostomia. ao invés da cauterização dos vasos sanguíneos. e exteriorizados. pois ainda há um trajeto delimitado da pele até a luz traqueal. mas também na ponta da cânula ou no local de abertura traqueal. O desposicionamento da cânula é mais problemático quando ocorre nos primeiros cinco a sete dias. tosse. pois possibilitam a retirada e limpeza da cânula interna. caso ocorram. especialmente nos pacientes obesos e com pescoço curto. Normalmente. A antibioticoprofilaxia é contraindicada [19]. abscessos periostômicos ou celulite são raros. a traqueostomia prolongada ainda é responsável pela maioria das estenoses traqueais benignas [5].ção da cânula traqueal próxima à área da glote. A estenose traqueal pode ocorrer não só no local do cuff. deve ser assumido como portador de obstrução mecânico. A traqueostomia é uma ferida contaminada. são tratados com cuidados locais e antibioticoterapia sistêmica.Profª Glenda Agra Sangramento. Mas sangramentos maiores devem ser tratados em ambiente cirúrgico. afastamento lateral dos tecidos por planos anatómicos. troca dos curativos e compressão local.

principalmente. Por vezes. Normalmente é devido à excessiva pressão do cuff da cânula contra uma SNG rígida [13]. a cricotireoidostomia é muito útil. pois permite o acesso rápido e seguro às vias aéreas. porém causa contaminação da árvore traqueobrônquica e interfere na adequada nutrição. As causas usuais de dificuldade de extubação são a presença de granuloma ou edema no local do estoma. Ocasionalmente. e requerem tratamento cirúrgico imediato. Não deve ser utilizada eletivamente para acesso prolongado das vias aéreas e também não deve ser utilizada no grupo pediátrico (abaixo de 10 anos).11]. Cricotireoidostomia A cricotireoidostomia consiste no acesso cirúrgico das vias aéreas através da membrana cricotireóidea. O controle temporário da hemorragia pode ser feito com a hiperinsulflação do cujf. uma cicatrização secundária [3]. onde a intubação translaríngea não foi possível ou é contra-indicada.Profª Glenda Agra Fístula Traqueoinominada. Esta é uma complicação benigna e pode ser tratada com a ressecção do trato epitelial. Toda cricotireoidostomia deve ser convertida para uma traqueostomia formal dentro de 24h a 72h [7. permitindo. Isso pode ser manejado com a troca da cânula por números progressivamente menores. fato que ocorre. Alguns granulomas são facilmente ressecados por loser endoscópico. assim. Um sangramento "sentinela" de sangue vivo ou a pulsação da cânula de traqueostomia são sinais que devem levar à suspeita desta complicação. . com a traqueostomia prolongada. Dificuldade de Extubação. Fístula Traqueocutânea.20]. combinado ou não com a compressão digital direta [3. Seu maior uso é no acesso emergencial das vias aéreas. esta grave complicação ocorre em menos de 1% das traqueostomias. É uma complicação que ocorre em menos de 1% das traqueostomias. Felizmente. Nestas situações. os pacientes são relutantes em retirar as cânulas de traqueostomia. particularmente em crianças. um estoma traqueal não fecha espontaneamente após a remoção da cânula traqueal. particularmente no paciente politraumatizado com lesões maxilofaciais graves. Fístula Traqueoesofágica.

onde os métodos translaríngeos e a cricotireoidostomia são inviáveis ou contraindicados (por exemplo. Se não houver mecanismo de tração disponível o cabo do bisturi pode ser colocado no local da incisão e faz-se posteriormente uma rotação de 90° para abrir a membrana. na altura do espaço cricotireóideo. que é a estenose subglótica. através da membrana cricotireóidea.Técnica para Cricotireoidostomia. por meio de uma punção desta membrana com um extracat [jelco) de grosso calibre. ou através de um reservatório caso disponível. A ventilação pode ser conseguida através de um alto fluxo de O2 [10 L/min). Cricotireoidostomia Percutânea (por Agulha) A cricotireoidostomia percutânea consegue ser um método ainda mais fácil e simples de acesso das vias aéreas do que a cricotireoidostomia propriamente dita. pode ser evitada com a conversão precoce para uma traqueostomia [7]. Existem também a descrição de sua utilização para a abordagem de secreções traqueobrônquicas. que é posteriormente incisada com o bisturi. O inconveniente desta técnica é que só se consegue uma oxigenação adequada por um espaço curto de tempo (mas que é suficiente até que um outro método definitivo seja obtido) [10]. 08) Uma vez incisada e dilatada a membrana (que pode ser feito com a própria lâmina de bisturi). basta a introdução da cânula. . na limpeza traqueobrônquica e microcirurgia de laringe.Profª Glenda Agra Figura 8. Incisão transversa da pele é feita sobre a membrana da cricotireoidiana. já que a cricotireoidostomia nesta faixa etária é contra-indicada). a ventilação deve ser feita com um baixo fluxo de 02 [3. (Fig. Sua realização é fácil e rápida devido ao fato de que uma vez incisada a pele. Este método nada mais é do que o acesso às vias aéreas.7]. a próxima estrutura a ser encontrada já é a própria membrana cricotireóidea. Uma complicação descrita. O maior uso desta técnica é no manejo de pacientes politraumatizados com urgência de acesso das vias aéreas. que neste caso deve ser de diâmetro menor (em torno de quatro a seis french). Nos casos de suspeita de corpos estranhos em vias aéreas. em crianças abaixo de 10 anos. Posteriormente é colocado o tubo de traqueostomia.

br .medstudents. Uma contra-indicação absoluta é o seu uso para um acesso de urgência das vias aéreas [3]. REFERÊNCIAS: TEXTO E ILUSTRAÇÕES: http://www. Apesar de alguns autores relatarem índices de complicações semelhantes ou inferiores à traqueostomia convencional. essencialmente. As vantagens do método são: sua rápida execução. poder ser realizada à beira do leito lo que torna o método de menor custo). que servirá de guia para a introdução de dilatadores seqüencialmente maiores. incapacidade de palpar as cartilagens tireóide e cricóide. principalmente quando realizada por profissionais pouco experientes [22.23]. existem estudos que mostram diversas complicações graves. de diâmetro semelhante ao da traqueostomia convencional. em 1986 [21]. É imperativo possuir os kits próprios para o método. até que se possa introduzir a cânula de traqueostomia propriamente dita. as mesmas da traqueostomia convencional. por meio de uma punção percutânea. É um método que só pode ser utilizado em condições eletivas. Ou seja. Contra-indicações relativas à traqueostomia percutânea incluem: idade precoce (menos de 16 anos). e na mesma localização que a traqueostomia convencional (3Q e 4Q anéis traqueais). não temos estudos prospectivos randomizados publicados que solidifiquem suas indicações e taxas de complicações. Este método foi descrito por Toye & Weinstein. As indicações são. Infelizmente. anéis traqueais calcificados e discrasias sangüíneas.com.Profª Glenda Agra Traqueostomia Percutânea A traqueostomia percutânea é um método que permite a introdução de cânulas de traqueostomia. uma glândula tireóide aumentada. até o momento. pneumotórax e morte. poder ser realizado por nãoespecialistas. Os resultados da literatura a respeito da eficácia e complicações da traqueostomia percutânea ainda são conflitantes. O método propriamente dito consiste na palpação da cartilagem cricóide para que se possa presumir a localização do 2? ou 3? anéis traqueais. é uma traqueostomia realizada sem a dissecção cirúrgica convencional. é passado um fio-guia metálico. O entusiasmo inicial do método como uma possibilidade para o amplo uso por não especialistas foi confrontado por inúmeros casos de complicações descritos na literatura. além de possuir um resultado estético melhor. inicialmente em 1969 e. Em seguida. uma agulha é então introduzida na luz traqueal. posteriormente. tais como falso trajeto.

trocar a cânula metálica uma semana antes da alta.9% ou água corrente e reinserida. que deverá ser tracionado superiormente para a identificação da abertura traqueal. Na falta de cânula nova.Umidificar o ar ou oxigênio inspirado. a cânula que saiu ou obstruiu pode ser rapidamente lavada com SF0. chegou-se a um valor que não comprometesse o exato funcionamento da cânula. junto ao leito do paciente.Conferir diariamente a pressão do balão. Esta pressão foi mensurada entre 18 e 25 cmH2O.Fazer fisioterapia respiratória e aspiração cuidadosa das secreções traqueobrônquicas. Este tipo de mensuração só pode ser realizado através de um cufômetro aferido. 11.Orientar a enfermagem sobre a reinserção da cânula traqueal em caso de descanulação. 8. 5. . 2. 6. 7. Através de comprovações técnicas e científicas.Deixar um fio único na extremidade da cartilagem aberta em U. ao mesmo tempo em que não causasse uma lesão na parede da traquéia do paciente (traqueomalácia).Manter curativo limpo ao redor da ferida cirúrgica. se possível com manômetro adequado para evitar lesão da mucosa traqueal.Deixar fixado na parede.Nas traqueostomias permanentes. 3. uma cânula esterilizada do mesmo diâmetro da que está no paciente para ser usada em caso de emergência. 9.Profª Glenda Agra Pós-operatório 1. 4.Broncoscopia de controle no pós-operatório tardio. para avaliar a possibilidade de descanulação.Trocar a cânula metálica a cada 1-2 meses e a maleável a cada mês.Limpar a cânula interna da traqueostomia metálica 3x por dia para evitar obstrução 10.

as colostomias são feitas agora em menos de um terço dos pacientes com câncer colorretal. . Com a melhoria das técnicas cirúrgicas. Ela permite a drenagem ou a evacuação dos conteúdos do cólon para fora do corpo. que é ditada pela localização do tumor e a extensão da invasão nos tecidos ao seu redor. Ileostomia ou colostomia permanente: forma paliativa de lesão obstrutiva sem possibilidade de ressecção.Profª Glenda Agra CIRURGIAS DO APARELHO DIGESTÓRIO COLOSTOMIA E ILEOSTOMIA A colostomia é uma criação cirúrgica de uma abertura (estoma) no cólon. A consistência da drenagem está relacionada ao local da colostomia. Ela pode ser criada como uma derivação temporária ou permanente.

Profª Glenda Agra .

gás ou muco. permita que a água flua devagar enquanto avança o cateter. o paciente senta na cadeira em frente do vaso ou no próprio vaso.Aplique uma conexão ou uma bainha no estoma. para evitar retorno de água.Se o cateter não entrar facilmente. 1.500 ml de água é pendurado 45 a 50 cm acima do estoma ( altura do ombro quando o paciente está sentado). Uma hora recomendável é selecionada. limpar o trato do intestino inferior e estabelecer um padrão regular de evacuação de forma que a pessoa possa ter uma vida normal. 4. 3. Segure a bainha/tubo delicada mas firmamente contra o estoma. Nunca force o cateter! . O seguinte procedimento é usado: o paciente é ajudado a participar no procedimento de forma a aprender a realizá-lo sem assistência. delicadamente.Permita que parte da solução flua pelo tubo e cateter.Profª Glenda Agra Ações de enfermagem A colostomia é irrigada para esvaziar o cólon de fezes. Coloque a ponta final na comadre. Não introduza o cateter mais do que 8 cm.Lubrifique o cateter e. Antes do procedimento. preferencialmente após as refeições. introduza-o no estoma. 2. A irrigação deve ser realizada todos os dias no mesmo horário. de forma que essa hora seja compatível com o padrão de atividade pós-hospitalar do paciente. Um recipiente de irrigação com 500 a 1. Curativos ou bolsa são removidos.

ou aplique o grampo apropriado ao final da conexão.Limpe a área com um sabão suave e água e seque-a. 9.Se o paciente estiver no hospital nos dias que precedem a cirurgia. . 6. para fornecer uma nutrição adequada e minimizar as cólicas pela diminuição da peristalse.Dieta rica em líquidos. Se houver cólicas.para diminuir a massa. enquanto o paciente se levanta e caminha por perto. 10. NPT pode ser necessária para repor nutrientes que estão em falta.Recoloque o curativo da colostomia ou a bolsa. feche o tubo com um grampo e permita que o paciente repouse antes de prosseguir.Deixe a conexão/bainha no lugar por cerca de 30-45 minutos. 3.segure a bainha/tubo no lugar 10 segundos após a água ter sido instilada. seque o final da conexão/bainha e prenda-a ao topo. COLOSTOMIA Pré-operatório: 1. 8. eritromicina e o sulfato de neomicina são administrados um dia antes da cirurgia para reduzir a bactéria intestinal. remova-a delicadamente.Antibióticos como o sulfato de canamicina (Kantrex).Dieta rica em proteínas. então. minerais. por vários dias.O preparo físico para a cirurgia envolve aumentar a estamina do paciente nos dias que precedem a cirurgia e limpar o intestino no dia anterior ao da cirurgia.Espere 10 a 15 minutos para a maioria do retorno. A água deve fluir durante 5 a 10 minutos. 7. 4.Profª Glenda Agra 5. 24 a 48 horas antes da cirurgia. vitaminas. antes da cirurgia. então. 2.Permita que líquido tépido entre no cólon devagar. 3. calorias e carboidratos e pobre em resíduo é recomendada.

como vazamento no local anastomosado. . cor ( um estoma saudável é rosa). 6. assim como complicações pulmonar e associadas com a cirurgia. 2. O cuidado com a pele periostomal é uma preocupação contínua porque a escoriação ou ulceração pode se desenvolver rapidamente. 7.Profª Glenda Agra 5. prolapso do estoma.Monitorização quanto às complicações. 3. durante as primeiras 24 horas. 6. 8. O abdome é monitorizado para o retorno da peristalse e as características das fezes iniciais são avaliadas. retração do estoma.Dieta zero. impactação fecal e irritação da pele. 5. 4. 9.Problemas de pele incluem infecções por fermentação e dermatite alérgica.Registro do balanço hídrico. enemas ou irrigações colônicas na tarde que antecede a cirurgia e na manhã de sua realização.A colostomia começará a funcionar de 3 a 6 dias após a cirurgia.SNG : drenar líquidos acumulados e prevenir distensão abdominal Pós-operatório: 1.O estoma é examinado para inchaço ( pequeno edema devido a manipulação cirúrgica é normal). perfuração. para detectar sinais de hemorragia. O intestino é limpo com laxativos.A ferida abdominal é examinada freqüentemente. drenagem ( uma pequena quantidade de perda de secreção é normal) e sangramento ( um sinal anormal).Antieméticos são administrados CPM.

feijões e produtos de celulose como amendoim. . ameixas. sucos de maçã ou laxativo leve. Alimentos que podem causar diarréia: frutas. 8. peixe. café. O paciente é orientado para proteger a pele periostomal lavando frquentemente a área com um pano macio e úmido e sabão neutro.Alimentos que causem excessivo odor e gases são evitados: repolho. Para constipação. ovos. soda. Beber 2 litros de líquidos por dia.Profª Glenda Agra 7. chá ou bebidas carbonatadas. alimentos ricos em fibras.

com .Profª Glenda Agra Fonte: http://www.apostomizados.

Profª Glenda Agra Fonte: http://www.com .murrasaca.

ILEOSTOMIA Mudar um dispositivo de ileostomia é necessário para evitar vazamento (a bolsa geralmente é trocada a cada 2 ou 4 dias).abraso. Explique detalhes do procedimento. remova o cinto da ileostomia ( se estiver usando) 2. antes do café da manhã.org. Proporcione privacidade. Se o paciente preferir ficar de pé. mudanças de rotina deveriam ser realizadas pela manhã. .Profª Glenda Agra 2. ou 2 ou 4 horas após a refeição.Promover o conforto do paciente e envolve-lo no procedimento. para permitir o exame da pele ao redor do estoma e ajudar no controle do odor. quando o intestino está menos ativo. Faça com que o paciente se sente no vaso sanitário ou em uma cadeira de frente para o vaso. O dispositivo deve ser mudado a qualquer momento que o paciente se queixar de queimação ou coceira por debaixo do disco ou dor na área do estoma. se isso constituir problema. Exponha a área da ileostomia.br Ações de enfermagem 1.Remova o dispositivo. FONTE: http://www. O dispositivo (bolsa) pode ser removido puxando-se delicadamente a pele de maneira oposta ao adesivo. deve ficar de frente para o vaso sanitário. Faça com que o paciente assuma uma posição relaxada.

retire o excesso de umidade com um pedaço de algodão e aplique levemente nistatina em pó. . use um elástico ou um pregador. Remova a tampa da superfície adesiva do disco da bolsa plástica descartável e aplique diretamente na pele.Reposição hídrica e protéica antes da cirurgia. Geralmente. 5. para garantir a aderência. 6.Aplicar o dispositivo (quando não houver irritação da pele): Um apropriado protetor de pele é aplicado na pele periostomal antes de a bolsa ser aplicada. o paciente pode preferir tomar um banho antes de colocar o dispositivo limpo. Aplique spray de Kenalog. seque-a com pequenos toques. Enxágüe e seque a pele totalmente. Pressione firmemente no lugar por 30 segundos.Profª Glenda Agra 3. após limpa-la. estes serão mantidos durante a fase cirúrgica. é dada ao paciente uma dieta pobre em resíduo oferecida em pequenas e freqüentes refeições. 4. Antibiótcos CPM 3.Aplique o dispositivo (quando houver irritação da pele): Limpe a pele completa e delicadamente.Limpar a pele: Lavar a pele delicadamente com um pano macio e úmido. ILEOSTOMIA Pré-operatório 1. 2.Se o paciente estiver fazendo uso de corticóides. usando água morna e um sabonete neutro.Cheque o fundo da bolsa para ver se está bem fechada.

sódio e potássio são perdidos. geralmente no quadrante inferior direito.000 ml de líquidos/dia). A drenagem é líquido contínuo do intestino delgado. 8. então. com isso. 10. em uma área longe de cicatrizes anteriores.Analgésicos são administrados CPM. 6. 9.O estoma deve ser checado 3 semanas após a cirurgia.Os líquidos são dados endovenosamente para repor perdas líquidas durante 4 a 5 dias. .Encorajar o paciente à deambulação precoce. Náuseas e distensão abdominal são observadas como sinais de obstrução e são relatadas imediatamente. após o paciente ter estabilizado e o estoma diminuído para uma forma estável. cerca de 5 cm abaixo da cintura. Os conteúdos drenam na bolsa plástica e são.A ileostomia é monitorizada para a drenagem das fezes.5 cm de comprimento. o estoma da ileostomia tem cerca de 2. 12. que deveria começar cerca de 72 horas após a cirurgia. Geralmente.Como esses pacientes perdem muitos líquidos nos primeiros períodos de pós-operatório ( cerca de 1. porque o estoma não tem o controle dos esfíncteres.Sucção nasogástrica também é parte do cuidado pós-operatório. O abdome é marcado para a coloração correta do estoma pelo cirurgião. 11. mantidos fora do contato com a pele.000 a 2. Pós-operatório 5. quando passar o edema. dobras de pele ou fístulas. 7. cujo objetivo é prevenir o acúmulo do conteúdo gástrico. O tamanho final e o tipo de dispositivo podem ser selecionados em 3 meses. proeminências ósseas. o que o torna conveniente para o encaixe do dispositivo.Profª Glenda Agra 4.

um cateter é inserido no reservatório para drenar o líquido e irrigado 1 x ao dia.Uma dieta com pouco resíduo é seguida pelas primeiras 6 ou 8 semanas.Muitas bolsas são descartáveis e à prova de mau cheiro. Frutas espremidas e legumes e fontes de vitaminas A e C são dados.Profª Glenda Agra 13. à medida que o tempo passa. que podem ser prescritos e tomados por via oral 3 ou 4 vezes ao dia. ela aumenta significativamente. em vez disso. Mais tarde haverá poucas restrições dietéticas. ou ao mesmo tempo em que o paciente esvazia a bexiga. Inicialmente. a maioria dos pacientes usa um pequeno curativo sobre a abertura. 15. e possível infecção. irritação química do efluente. 17. A bolsa interna de Kock esticará. O dispositivo é esvaziado a cada 4 ou 6 horas.Um agendamento regular para trocar a bolsa antes que o vazamento ocorra precisa ser estabelecido para aqueles com uma ileostomia tradicional. Um espessante de fezes. alimentos que causam odor incluem: repolho. Geralmente. eventualmente. dano mecânico devido à remoção dos dispositivo. Tabletes de subcarbonato de bismuto. A bolsa não é necessária. são eficazes na redução do odor. A consistência do efluente é afetada pela ingesta de alimentos. mas. cebola e peixe. acomodando. Alimentos como espinafre e salsa agem como desodorantes no trato intestinal. 18. água pode ser injetada através do cateter para soltálas e amolecê-las. 14. reação alérgica ao dispositivo da ostomia ou ao protetor da pele ou à pasta. O paciente se guia pela sensação de pressão na bolsa para determinar com que freqüência ela deve ser esvaziada. Um tubo de esvaziamento no fundo do dispositivo está fechado com clipe especial feito para isso.Para uma ileostomia continente (bolsa de Kock). também pode ser prescrito para ser tomado VO e ajudar no controle da dor. 19. Se a irritação e o crescimento de fermentação estiverem presentes.O período de tempo durante o qual a pessoa pode manter o dispositivo fechado na superfície do corpo depende da localização do estoma e da estrutura do corpo. a drenagem é de apenas 60 a 80 ml. . 500 a 1000ml.Quando a descarga das fezes é espessa. o tempo normal de usá-lo é de 5 a 7 dias. como o difenoxilato (Lomotil).A escoriação da pele ao redor do estoma. 16. nistatina em pó é aplicada levemente na pele periostomal.

Administrar agentes antidiarréicos CPM. Intensa dor abdominal inferior que irradia para as pernas. Os alimentos são introduzidos um de cada vez. sódio. São administrados água. manifestada pelos líquidos muito irritantes que logo enchem a bolsa.A estenose é causada por tecido cicatrizante circular no local do estoma. alimentos fibrosos são restritos. pode rapidamente levar a desidratação e perda de eletrólitos. .potássio como suplementação para prevenir hipovolemia e hipocalemia. 21.Espasmo de vesícula biliar causa dor abdominal direita superior intensa.Líquidos como Gatorade são de ajuda na manutenção do equilíbrio eletrolítico. por causa da desidratação secundária à diminuição da ingesta de líquidos. Se o efluente for excessivamente periostomal é devida ao vazamento de líquidos. 22. 23. O tecido cicatrizante precisa ser retirado. milho.Profª Glenda Agra com exceção de alimentos ricos em fibras ou sementes difíceis de digerir. sementes de coco. 25. 24. como aipo.Colelitíase devido ao colesterol ocorre 3 vezes mais freqüentemente do que na população em geral por causa das mudanças na absorção de ácidos biliares que ocorre no pósoperatório. Diarréia. sementes de papoula. que pode irradiar para as costas e ombro direito. 20.Cálculo urinário ocorre em cerca de 10%.A ingesta hídrida é encorajada. Se o efluente (descarga fecal) é muito agudo. pipoca. hematúria e sinais de desidratação indicam que a urina deve ser colhida.

Fístula intestinal 12.Obstrução por bridas e aderências 7.Prolapso 14.Obstrução por bridas e aderências 10.Hérnia incisional periostomal 3.Sangramento exagerado Colostomia 1.Sangramento da mucosa colônica 9.Varizes periestomais 9.Deiscência da sutura mucocutânea 5.Estenose do estoma 13.Fecaloma do cólon distal 7.Infecção da parede 2.Distúrbios eletrolíticos e ácido-básicos 3.Retração do estoma 11.Profª Glenda Agra COMPLICAÇÕES CIRÚRGICAS Ileostomia 1.Abscesso peristômico 10.Isquemia e necrose do estoma 11.Prolapso intestinal 4.Perdas hidroeletrolíticas por diarréia 8.Granuloma 15.Estenose do estoma 12.Dermatites periostomais 6.Isquemia ou necrose do estoma .Escoriação da pele por secreção intestinal 6.Obstrução do estoma por alimentos sólidos 5.Fístula intestinal 13.Hérnia incisional periostomal 8.Infecção da parede 4.Desidratação 2.

As gastrostomias Stamm e o Janeway requerem tanto uma incisão na linha média abdominal superior como uma incisão transversa no quadrante superior esquerdo. é muito difícil para o paciente aceitá-la. Para se criar uma gastrostomia. Diferentes tipos de alimentações por gastrostomias podem ser usadas: a Stamm (temporária e permanente).colegiosaofranscsco.com A gastrostomia é um procedimento cirúrgico para criar uma abertura no estômago com o propósito de administrar alimentos e líquidos. a regurgitação é menos provável de ocorrer na gastrostomia do que com as alimentações NG. Se a prótese será permanente. o vômito prolongado. O propósito do procedimento cirúrgico é explicado de forma que o paciente tenha um melhor entendimento do curso pós-operatório esperado. Ações de enfermagem .Profª Glenda Agra GASTROSTOMIA Fonte: http://www. Do ponto de vista psicológico. a gastrostomia é usada para nutrição prolongada. Assim. O procedimento de Stamm requer o uso de suturas em bolsa concêntrica para segurar a sonda na parede gástrica anterior. como no idoso ou no paciente debilitado. O procedimento de Janeway necessita da criação de um túnel (chamado tubo gástrico) que é exteriorizado através do abdômen para formar um estoma permanente. A gastrostomia é preferível às alimentações NG nos pacientes comatosos porque o esfíncter gastroesofagiano permanece intacto. Quando o procedimento é realizado para aliviar o desconforto. o paciente deve ser avisado. a debilidade e a dificuldade de se alimentar. Janeway (permanente) e gastrostomia endoscópica percutânea (temporária). uma ferida de saída é criada no quadrante superior esquerdo do abdômen como acesso para a gastrostomia. o paciente acha o procedimento mais aceitável. Em alguns momentos. O paciente precisa saber que o propósito da cirurgia é fazer uma ponte (bypass) na boca e esôfago de forma que os alimentos líquidos possam ser administrados diretamente no estômago por meio de uma sonda de borracha ou plástico ou de uma prótese.

então. incluindo celulite local e abscessos na parede abdominal. a enfermeira aspira as secreções gástricas e readministra-as. quaisquer sinais de infecção são prontamente comunicados ao médico de forma que a antibioticoterapia apropriada possa ser instituída. assim como da ferida quanto a quaisquer sinais de infecção. Em algumas circunstâncias. Como muitos pacientes que recebem alimentos por sonda estão debilitados e têm o estado nutricional comprometido. é evitada a dilação gástrica. Líquidos altamente calóricos são adicionados gradativamente. No segundo dia.Profª Glenda Agra A enfermeira avalia as condições da pele do paciente e determina se um atraso na cicatrização da ferida pode ser esperado por causa de disfunções sistêmicas (p. Um pequeno curativo pode ser fixado sobre a saída da sonda e a sonda de gastrostomia pode ser presa no local por uma fita adesiva. Ao mesmo tempo. após adicionar alimentação suficiente para atingir o volume total desejado. no período pós-operatório recente. Água e leite podem ser administrados após 24 horas. presa firmemente ao abdômen. As complicações mais freqüentes são infecção da ferida e outros problemas relacionados. através de uma gastrostomia permanente. a enfermeira monitoriza o paciente para complicações potenciais. que é primeiramente torcida na sonda e. de 180 a 240ml podem ser dados de uma só vez. câncer). A enfermeira observa o estado da sonda quanto a uma manutenção apropriada. as necessidades nutricionais e líquidas são avaliadas para garantir uma ingesta de alimentos e de líquidos apropriada. geralmente consistindo em água e 10% de glicose. . diabetes mellitus. Por esse método. No período pós-operatório.ex. mas essa quantidade é aumentada gradualmente. O primeiro alimento líquido é administrado logo após a cirurgia. Inicialmente são fornecidos apenas 30 a 60 ml de cada vez. O curativo protege a pele ao redor da incisão do vazamento de ácido gástrico e do derramamento dos alimentos. Durante o curso pós-operatório. se essa quantidade for tolerada e não houver vazamento de líquidos ao redor da sonda. o paciente é avaliado quanto à sua resposta à mudança da imagem corporal e a um entendimento dos métodos de realização do procedimento de alimentação.

com 30 a 60 ml a cada 3 horas no adulto ou 1ml/kg de cada vez na criança. A remoção prematura da sonda. ferida e dolorida. vômitos e fezes são observados para evidência de sangramento. porque ela pode se tornar irritada devido à ação enzimática dos sucos gástricos que vazam ao redor da sonda. ou inadvertidamente. e toda a drenagem do local operado. bem enxaguada e seca. Se não for tratada. Quaisquer sinais de sangramento são comunicados prontamente.Antibioticoprofilaxia: dose única de cefalotina ou cefalozina imediatamente antes do procedimento. Quando o estoma cicatriza e não há nenhum vazamento.Jejum: 6 a 8 horas antes do procedimento. 3. a pele se torna macerada. é necessário fazer um curativo. . Cuidados pré-operatórios 1. tanto feita pelo paciente quanto pela pessoa responsável pelo cuidado. é outra complicação. A área ao redor da sonda é lavada com água e sabão diariamente. Cuidados pós-operatórios 1. O trajeto fechará dentro de 4 a 6 horas se a sonda não for reposta. A pele ao redor da gastrostomia requer um cuidado especial.Profª Glenda Agra Sangramento gastrintestinal no local da punção no estômago também pode ocorrer. Pode se iniciar com água a temperatura ambiente ou glicose a 10%. 2. o médico é notificado imediatamente.Orientar o paciente quanto ao procedimento.Início da dieta pela gastrostomia: Administrada em pequenos volumes cerca de 4 a 6 horas após a gastrostomia endoscópia percutânea (GEP) e 2 a 3 dias após a gastrostomia convencional. vermelha. Se a sonda for retirada prematuramente. A pele no local da sonda é avaliada diariamente para sinais de solução de continuidade. irritação. Qualquer incrustração é removida com soro e lavada com água. Os sinais vitais do paciente são monitorizados de perto. a pele é limpa e um curativo estéril é feito. escoriação e presença de drenagem ou vazamento gástrico. Dobra-se o volume se a tolerância for boa em 2 ou 3 administrações consecutivas.

9% para manter a perviedade. 4. *Entre 8 a 12 semanas após a cirurgia. *Lavar as mãos antes e depois de manipular a gastrostomia e as conexões. através de sinfonagem ou BIC em 10 a 15 minutos. numa velocidade de 20 a 30ml/h no 1º dia. *Fazer controle periódico com o cirurgião. o cateter ou sonda de Foley poderá ser trocado por um dispositivo do tipo BOTTON-G OU MIC-KEY. * Medir e anotar o comprimento externo do cateter para identificar eventual migração. *Reinserir imediatamente novo cateter ou sonda em caso de saída acidental da sonda. fixar a sonda à pele com esparadrapo. 3. pois a abertura pode se fechar em menos de 6 horas. trocar ou desinsuflar o balão da sonda nas primeiras 3 a 6 semanas após a sua colocação. diarréia e distúrbios da absorção: infusão lenta. infundir a dieta por gavagem em 30 minutos. para evitar migração para o duodeno.Profª Glenda Agra 2. *Verificar resíduo antes da dieta. evitar remover.Cuidados com a sonda: * Se a sonda usada não tem um anteparo externo. pelo risco de afastamento do estômago da parede abdominal.Volume da dieta na gastrostomia: Adulto: Bolos de 300 a 500ml cada vez. *Preferencialmente. retardo no esvaziamento gástrico. *Lavar a sonda diariamente com 5-10ml de SF0. com aumento progressivo para 50 a 60 ml no 2º dia e aumentando o aporte previsto (entre 60 a 90 ml/hora deinfusão contínua).( Pacientes neurológicos frequentemente apresentaam gastroparesia sem que isso indique redução ou suspensão da dieta gástrica). . e tracionar o cateter para a posição medida antes de refixá-lo.Volume da dieta na jejunostomia: Iniciada com 24 horas. *Na GEP. Nos pacientes com refluxo. *Dispositivos tipo BOTTON-G OU MIC-KEY não permitem aspiração do conteúdo gástrico ( válvula de contenção0. com uma fórmula com 1caloria/ml.

Utiliza-se . proteger com retalho de hdrocolóide recortado para ser encaixado em volta da sonda ou passar pasta protetora (de alumínio). *Alterações da pele em volta da gastrostomia: Dermatite devido ao ácido das secreções: hiperemia. irritação.Cuidados com a pele em volta da gastrostomia: * Limpar com SF0.Jejunostomia: *Fixar a sonda com curativo na pele. Usar uma sonda fina transpilórica passada pela gastrostomia ou preferir uma jejunostomia. maceração.9% com seringa. enxugar bem. 2 x ao dia. para evitar que o mesmo se feche. São tratados com drenagem local e ATB. *Usar dieta enteral por gavagem ou por BIC.5% a 1%. *Peritonite. tosse ou engasgo. após a higienização) deve ser reintroduzida em poucas horas. Se apresentação de fístula e vazamento. Complicações: Gastrostomia: A mortalidade por complicações é de 0. *Nos pacientes com vazamento ou tendência à irritação da pele. *Manter um curativo com gaze seca em torno da saída da sonda.Profª Glenda Agra 5. indicar imediatamente a cirurgia para tratar a fístula e manter a gastrostomia aberta com jejum de pelo menos 3 dias. escoriações. *Saída aciental da sonda: Ocorre por tração da sonda ou ruptura do balão ou relaxamento do orifício. abrasões ou úlceras. abscesso intra-abdominal e sepse: Acontece nas GEP que desenvolvem sepse. *Hemorragia: Devido à incisão. *Manter a perva com perviedade da sonda com infusão diária de 5-10ml de SF0.9% ou lavar com água e sabão. e se preciso. Uma nova sonda (ou a mesma. Observado através do aspirado gástrico. NPT. *Pneumonia por aspiração: Acontence em pacientes com refluxo esofágico. *Infecção local: Celulite e abscesso. 6.

gif . *Outras: obstrução do cateter.gi. Jejunostomia: *Saída da sonda: Ocorre por deficiência na fixação. Repete todo o procedimento. irritação e lesão de pele. volvo intestinal. abscesso de parede: Cuidados locais. pneumatose. *Infecção local: Celulite. Fontehttp://www.Profª Glenda Agra antiácido mineral (Hidróxido de alumínio e magnésio em forma de suspensão = deixar decantar o conteúdo e passar ao redor da sonda). obstrução por angulação da alça. distensão abdominal. Candidíase: cremes de nistatina ou miconazol associada às medidas de proteção. diarréia por “dumping”. necrose intestinal. *Migração da sonda para o peritônio: Peritonite grave: tratamento cirúrgico.org/patients/gihealth/images/gastroparesis1. drenagem e ATB.

com FONTE: http://www.smartimagebase.blogspot.Profª Glenda Agra FONTE:http://2.jpg .bp.com/imagescooked/28293W.

Profª Glenda Agra FONTE: http://www.com.br/Fotos/ FONTE: http://grupomoravi.com/images/0001700588.jpg .tamussino.

Profª Glenda Agra FONTE: http://w3.uniroma1.bp.blogspot.com/ .it/step/nad/manuale/med_cerotto.jpeg FONTE: http://3.

Profª Glenda Agra FONTE: http://www.smartimagebase.jpg FONTE: http://misodor.com/imagescooked/27865W.com/martin.JPG .

mantendo o suporte nutricional por via enteral ou parenteral. seguida de opióide por VO ou parenteral.Nos casos em que houver adequado do cólon. 4. 2. Cuidados pré-operatórios: 1.ATB 1 antes da cirurgia (cefalozina). 2. SVF.ANALGESIA: Epidural com fentanil e bupivacaína por 3 a 5 dias.Profª Glenda Agra GASTRECTOMIA CÂNCER GÁSTRICO Tratamento cirúrgico: Gastrectomia parcial ou radical. 6. 5. Por VO. nos pacientes com SNE ou jejunostomia. reintroduzir a dieta oral após 7 a 10 dias. a dieta é reintroduzida no 3º ou 4º dia pós-operatório nas anastomoses com estômago. 3.Hemotransfusão: Se Hg < 9mg/dl e houver complicações cardiorespiratórias. garantir preparo Cuidados pós-operatórios: 1.Início da dieta: Precoce. independetemente de repercussões. Começar com dieta líquida em pequenos volumes e progredir para dieta livre. . mas se tiver sido deixada. ou < 7 g/dl. 4.Retirada da SNG: Raramente é usada. possibilidade de ressecção colônica. 3.Monitorização padrão para cirurgia de grande porte em paciente grave.ATB : Mantida por mais de 24 horas após o fim da cirurgia. AVcalibroso. Quando a anastomose for com o esôfago.Fisioterapia pulmonar: exercícios respiratórios para a remoção de secreções e prevenção de atelectasias. conforme tolerância. No dia seguinte à cirurgia.SNG. retirá-la assim que o volume drenado for baixo e reaparecerem os ruídos peristálticos.

com.jpg FONTE: http://www.com.clinicaq.clinicaq.br/imagens/obes6.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.br/imagens/obes6.jpg .

br/images/foto_03.cirugiabariatrica.com.net/img_articulos/img_a4_867562.jpg FONTE: http://www.drgustavopeixoto.jpg .Profª Glenda Agra FONTE: http://www.

jpg GASTROPLASTIA Cuidados pré-operatórios 1. (Risco de mortalidade nos transoperatório. 6. 2. 5.Avaliação do anestesista.Profª Glenda Agra FONTE: http://www. 4.Consentimento e comprometimento por parte do paciente.Avaliação do cirurgião. pós-operatório imediato e tardio até 3meses) .Avaliação do nutricionista. 3.pt/as/images/stories/sleeve.w7.Avaliação do psiquiatra ou psicólogo.com.Avaliação do clínico geral ou endocrinologista.

5. a partir da meia noite. 4.Jejum completo.Avaliação pré-anestésica: avaliar sinais de intubação difícil.O risco de hipoventilação. aspiração pulmonar e PCR súbita é maior nos obesos mórbidos. aos pacientes Cuidados iniciais no bloco cirúrgico: 1.mantida até o 10º dia de pós-operatório.Monitorização do débito urinário (SVF): Pacientes com comorbidades graves e para facilitar os cuidados no pós-operatório imediato no obeso grave.Uso de meias elásticas compressivas ou equipamento de compressão intermitente das pernas: reduzir o risco de TVP.Heparinização profilática com heparina de baixo peso molecular SC iniciada cerca de 12h antes da cirurgia. cutâneo lateral e ulnar).È prudente a presença de 2 anestesistas na hora da intubação e indução anestésica e para manter uma monitorização completa. Pós-operatório imediato: 1. femoral. . substituindo-os por insulina. 2.Profª Glenda Agra Pré-operatório imediato 1. 2. 3. 6.ATB profilaxia com cefalozina no início da cirurgia e durante a cirurgia a cada 2h.Um preparo intestinal com laxantes nos dois dias anteriores constipados. pressão e lesões 4. Evitar uso de sedativos pesados nos pacientes com apnéia do sono.Fisioterapia respiratória para evitar atelectasias. 4.Posicionar o paciente corretamente na mesa: Evitar úlcera de nervosas (ciático.Nos casos de risco deve ser mantida até o 30º dia. 2.Evitar sedativos nos pacientes com história de apnéia do sono.Posicionar o paciente em decúbito lateral ou com cabeça elevada.Manter os medicamentos anti-hipertensivos e antiarritmicos e suspender os hipoglicemiantes orais. 3. Não é necessário usar no pós-operatório. monitorizar saturimetria até que ele esteja bem desperto. 3. inclusive líquidos. para evitar TVP.

Retirada dos drenos: Drenos de Jackson-Pratt ou Blake: no tecido SC até a alta (2 a 6 dias) e na cavidade peritoneal próximo às anastomoses (retirado com 30 dias). 5. 4.Tromboembolismo pulmonar: Ocorre em 1%. 8. 2. 6. 7.Seromas e coleções na parede: drenam espontâneamente ou são esvaziadas por punção ou drenagem. Afeta igualmente homens e mulheres sem . 6. queda da saturação. lesão esplênica ou perfuração gástrica acidental. Para evitá-la: fechamento adequado da parede e uso de fios inabsorvíveis mais grossos que o habitual. hiperemese gravídica e em pacientes que fazem uso de nutrição parenteral sem tiamina. 9. uso de meias elásticas e deambulação precoce reduzem a chance do evento. devido a grande quantidade de tecido adiposo. 1 Síndrome de Wernicke-Korsakoff é uma encefalopatia causada pela deficiência de tiamina.Reinínio da dieta: iniciar com água e alimentos líquidos em pequenos volumes (20ml a cada 5 minutos) após 48 a 72h. hidratação venosa e tiamina (vitamina B1) parenteral. Heparinização profilática. Ocorre no POI. A ocorrência é menor nas cirurgias laparoscópicas. 7.Ruptura da anastomose. Evitar atividades físicas que forcem o abdômen por 6 meses. pois há relato de casos de encefalopatia de Wenick1 nesses casos.Conversão laparoscópica para aberta: hemorragia de difícil controle. 3. Complicações cirúrgicas precoces: 1.Profª Glenda Agra 5. 2ª causa de morte depois do tromboembolismo. é difícil a manobra de compressão torácica. Quando evolui para a PCR.Hérnia incisional: Ocorre em 10% a 15% dos casos.IAM: Ocorre 1% a 2%. e é observada principalmente em alcoólatras..Deambulação precoce: evitar TVP.Vômitos incoercíveis no pós-operatório: Usar antieméticos. mas pode também ocorrer também nos casos de desnutrição.Atelectasia: Nas primeiras 24h e cursa com taquicardia. Fisioterapia respiratória: reduz o risco. peritonite aguda e fístula: Ocorre em 1% a 6% dos casos.Infecção da ferida cirúrgica: 10% = convencional e 2% = laparoscopia. febre.Causa morte súbita no POI.

úlceras gástricas. *Deve ser mantida a orientação de tomar 2 litros de líquidos por dia.Profª Glenda Agra idadepreferencial. náusea. . cortá-los em pedaços pequenos. calmas e sossegadas e de pequeno volume por dia. *É fundamental realizar 5 a 6 refeições lentas. Encefalopatia de Wernicke é caracterizada por nistagmo.Outras intercorrências: Dor. *Sempre mastigar muito os alimentos. é pequeno. O açúcar deve ser evitado. 10. adoçados com adoçantes. raddomiólise1. (1Rabdomiólise é uma síndrome resultado de danos na musculatura. retenção urinária. Alimentação a partir de 30 dias após a cirurgia: dieta sólida liberada de forma cuidadosa e o paciente precisa lembrar que o estômago . pão e o bagaço ou parte fibrosa das frutas. diarréia. agora. *Evitar doces ou ingeri-los em pequenas quantidades depois do almoço e jantar. sentir dor. Alimentação líquida e pastosa entre 15 e 30 dias: Alimentos de alta concentração calórica são proibidos: causam síndrome de dumping.) Alimentação após a cirurgia Alimentação do 1º mês: 1. distensão abdominal. *Bebidas alcoólicas e refrigerantes gasosos devemser evitados nos primeiros 6 meses após a cirurgia pois causam malestar. Alimentação líquida exclusiva e de baixo teor calórico nos primeiros 15 dias: todos os alimentos são líquidos (peneirados ou batidos).É também a lesão do músculo esquelético seguida pelo rompimento da célula e liberação do seus constituintes no plasma. paralisia do nervo abducente (VI nervo) e do olhar conjugado. além de perder pouco peso.Líquidos:Tomar pelo menos 2 litros de líquidos por dia. Se o paciente tomar volumes maiores: vomitar. febre. *Iniciar com alimentos bem cozidos e de fácil digestão. vômito e desmaios. além de ataxia cerebelar e alterações mentais. taquicardia. dificuldades respiratórias. sudorese. *Evitar pedaços grandes de carne. *Cada garfada deve ter menos de uma colher de chá de volume e intervalos de meio a um minuto entre as garfadas: 30 minutos para cada refeição (200 g de comida ou 4 a 6 colheres de sopa de comida ou um pires de comida). náuseas e vômitos. sensação de distensão gástrica. *Dar prioridade a alimentos ricos em proteínas para evitar a desnutrição protéica. Tomados no volume de 20 ml em intervalos de 5 a 10 minutos. distensão abdominal e rebote metabólico como tonteira. mal-estar e aumenta o risco de deiscência.

*Problemas nutricionais (Anemia por deficiência de ferro ou vitamina B12 e hipoalbuminemia).Profª Glenda Agra Complicações crônicas ou tardias: *Dumping *Flatulência e mau-cheiro das fezes *Vômitos intratáveis *Distúrbios metabólicos.polivitamínicos e vitamina B12 de acordo com a necessidade. deslizamento da bandagem ajustável. *Estenose das anastomoses. Gastroplastia Y de Roux . *Suplementação nutricional: ferro. *Outras complicações: úlceras e estenoses das bocas anastomóticas. deiscência de suturas ou linhas de grampeamento. hérnias internas. *Depressão aguda no pós-operatório. impactação alimentar no esôfago. cálcio. colelitíase.

Profª Glenda Agra Gastroplastia vertical de Mason Gastroplastia vertical com bandagem .

com/paulomaciell/index2000.htm .geocities.Profª Glenda Agra Gastroplastia com técnica de Scopinaro FONTES das ilustrações : www.

eliminação urinária diminuída).Observar os sinais de desidratação (mucosas secas. 7.Registrar a ingesta da fórmula pelo paciente. como as dos achados laboratoriais: uréia nitrogenada sanguínea. diarréia e constipação). 9. Qualquer obstrução requer que a alimentação seja interrompida e que o médico seja notificado.Colocar o paciente em posição de Fowler (30º) antes e depois da administração da alimentação. 4. proteína sérica. 10.Checar o resíduo gástrico antes da alimentação. 8. 11. . 5.Determinar a capacidade do paciente para tolerar a fórmula (avaliar a sensação de plenitude. vômitos. hemoglobina e hematócrito. 3. diminuição da eliminação urinária. inchaço.Checar respostas clínicas.Profª Glenda Agra NUTRIÇÃO ENTERAL 1. urticária. 6. Avaliar a velocidade do fluxo.Lavar a sonda com 30 ml de água após cada bolo da alimentação ou administração de medicação. ganho de peso súbito ou edema dependente ou periorbital. 2.Registrar incidentes como vômitos e diarréia ou distensão.Administrar a alimentação à temperatura ambiente ou uma temperatura próxima à do corpo.Comunicar a concentração de glicose na urina de +3 ou +4. pois facilita a digestão e diminui o risco da aspiração. pelo menos por 1 hora. sede. náuseas.

Se a alimentação é intermitente.600cal/dia) são eficazes em induzir um balanço nitrogenado positivo e um progressivo ganho de peso. vômitos e diarréia. 15. infecção da pele no local.Profª Glenda Agra 12. em caso de alimentações contínuas. Parar as alimentações se o resíduo exceder 100 ml e retornar o aspirado para o estômago. 14. Velocidades de alimentação contínua de cerca de 100 a 150ml/h (2.Trocar o recipiente da alimentação por sonda e os tubos a cada 24 a 48 horas.Avaliar os volumes residuais antes de cada alimentação. a cada 4 horas.400 a 3. As alimentações por bolo são dadas em grandes volumes ( 300 a 400 ml a cada 4 a 6 horas). náuseas e vômitos. permitindo que a alimentação seja dada em pequenas quantidades em longo período reduzindo o risco de aspiração. sem produzir cólicas abdominais e diarréia. distensão. 17. Observar para complicações potenciais: síndrome do esvaziamento rápido. por bolo ou pela BIC. ou. Se a quantidade do conteúdo gástrico aspirado for maior do que 100 ml ( ou mais de 10 a 20% acima da velocidade de alimentação contínua horária). 16.Substituir a fórmula a cada 4 horas por uma fórmula nova. 200 a 350 ml são administrados de 10 a 15 minutos.Monitorizar a ingesta e a eliminação. náuseas.Consultar um nutricionista. As alimentações são administradas por gravidade (gotejamento). 13. As alimentações por gravidade são colocadas acima do nível do estômago.Pesar o paciente 2 a 3 vezes por semana. a alimentação é atrasada e as condições do paciente são reavalidas em 1 hora . e a velocidade de administração é determinada pela gravidade. A alimentação contínua é o método preferível. O conteúdo gástrico enteral é medido antes de cada alimentação intermitente e a cada 4 a 8 horas durante alimentações contínuas (Esse líquido aspirado é readministrado ao paciente).

*falta de fibra. . *sonda calibrosa. *alergias alimentares. *deficiência à lactase. *esvaziamento gástrico inadequado. *medicamentos/antibioticoterapia. Constipação *muito conteúdo de leite. rápido *fórmula fria. *alimentações contaminadas por bactérias. *cheiro desagradável. *permanecer deitado no leito. *fórmula fria. *infusão rápida. Complicações da terapia enteral COMPLICAÇÕES Diarréia CAUSAS *Alimentações hiperosmolares. *nível de osmolaridade sérica. Gases/plenitude gástrica/cólicas *Ar na sonda Síndrome do esvazimanto *Alimentação em bólus/ velocidade rápida. Náuseas e vômitos *mudança na velocidade. Pneumonia por aspiração *colocação inadequada da sonda. (atelectasia) *vômito e alimentação por sonda aspirada.Profª Glenda Agra Tabela 1. Deslocamento da sonda Obstrução da sonda *Tensão na sonda/sonda mal presa *limpeza inadequada da sonda/ velocidade da fórmula. *fórmula hiperosmolar. *ingesta líquida inadequada/desidratação.

Os sintomas da síndrome podem ser tratados da seguinte forma: *Diminuindo a velocidade de instilação para dar tempo dos carboidratos e eletrólitos se diluírem. MANTENDO UM PADRÃO DE ELIMINAÇÃO INTESTINAL NORMAL A Síndrome do esvaziamento rápido também leva à diarréia. porque as temperaturas extremas estimulam a peristalse. Antibióticos como as clindamicinas e lincomicina. Para confirmar que a síndrome do esvaziamento rápido está causando diarréia. *má nutrição.Profª Glenda Agra *medicamentos amassados inadequadamente e limpeza após a sua administração inadequada. aminofilina e digitálicos aumentam a freqüência da síndrome. por sonda *desidratação. outras possíveis causas precisam ser eliminadas: *deficiência de zinco (adicionar 15 mg de zinco na alimentação pela sonda a cada 24 horas é recomendado para manter um nível sérico normal de 50 150 mg/dl. Hiperglicemia *intolerância à glicose. Síndrome das alimentações *Uréia em excesso da mistura rica em proteína e fórmulas sem gordura. *Administrando alimentações à temperatura ambiente. Desidratação *Alimentações hiperosmolares com insuficiente ingesta de líquido. drogas antidisrítmicas. *terapia medicamentosa. *alimentação rica em carboidrato. *fórmula contaminada. .

pára-se a alimentação. por 1 hora após a alimentação (essa posição prolonga o tempo de trânsito. que fornecem nutrientes como a dextrose. No início da administração. e não por jato. minerais e emulsões de gordura dão calorias e nitrogênio para atender às . aminoácidos. diminuindo a influência da gravidade). vitaminas. para prevenir distensão súbita do intestino. a alimentação é diluída pelo menos até a metade. MANTENDO A HIDRATAÇÃO ADEQUADA ***A água é dada a cada 4 ou 6 horas e após as alimentações para prevenir desidratação hipertônica.Profª Glenda Agra *Administrando a alimentação por gotejamento contínuo ( se tolerado). *Administrando a menor quantidade de água necessária para limpar a sonda antes e depois da alimentação. promover ganho de peso e melhorar o processo de recuperação. porque o líquido dado com a alimentação aumenta o tempo de trânsito. e o paciente é colocado em DLD. ** Se a aspiração é suspeitada. As metas são : melhorar o estado nutricional. estabelecer um balanço nitrogenado positivo. e não mais do que 50 a 100 ml são dados de uma vez. com a cabeceira da cama abaixada. diminuindo a influência da gravidade). ou 40 a 60 ml/h são dados na administrados por gotejamento contínuo. eletrólitos. *Aconselhado o paciente a permanecer na posição de semi-Fowler por 1 hora após a alimentação (essa posição prolonga o tempo de trânsito. As soluções de NPT. a faringe e a traquéia são aspiradas. REDUZINDO O RISCO DE ASPIRAÇÃO **Aconselhado o paciente a permanecer na posição de semi-Fowler. manter a massa muscular. NUTRIÇÃO PARENTERAL TOTAL NPT é o método de suprir o corpo com nutrientes por uma via EV.

sepse e câncer). grandes cirurgias ou doença hipermetabólica pode necessitar de até 10. Para prevenir deficiências e atender aos requerimentos para síntese dos tecidos. hiperêmese gravídica grave na gravidez).000 calorias adicionais diariamente. em casos de queimaduras graves. O potássio é adicionado à solução para manter um equilíbrio eletrolítico adequado e para transportar glicose e aminoácidos através da membrana celular.5g/kg de proteína. de grande fluxo (veia subclávia)). síndrome do intestino curto. ex. enterite pós-radiação. Quando glicose altamente concentrada é administrada. *A capacidade do paciente de ingerir alimento oralmente ou via sonda está comprometida (p. a NPT fornece 30 a 35 kcal/kg e 1. fósforo.0 a 1.Profª Glenda Agra necessidades nutricionais diárias do paciente. íleo paralítico. como cálcio. INDICAÇÔES As indicações da NPT incluem um déficit de 10% do peso corpóreo antes da doença. os requerimentos calóricos são satisfeitos e o corpo usa aminoácidos para a síntese protéica. má nutrição. trauma. em vez de usá-los para energia. AIDS. que irá rapidamente diluir os nutrientes ingeridos a um nível adequado à tolerância do corpo. magnésio e cloreto de sódio são acrescentados. uma incapacidade de ingerir líquidos ou alimentos dentro de 7 dias após a cirurgia e as situações hipercatabólicas. O paciente com febre. . Em geral. doença de Crohn com obstrução. A NPT está indicada nas seguintes situações: *A ingesta do paciente é insuficiente para manter um estado anabólico ( p ex. como grande infecção ou febre. é necessário aumentar a concentração e usar uma via de administração (uma veia grande. Para fornecer as calorias necessárias em um pequeno volume. queimaduras. outros elementos.

magnésio e glicose sanguínea. quando amornadas até a temperatura ambiente. sendo gradualmente aumentadas a cada dia até a velocidade desejada e na medida em que a tolerância do paciente a líquidos e a glicose o permitir.ex. A solução endovenosa nutricional prescrita é preparada pelo farmacêutico sob um capacete de fluxo laminar de ar filtrado usando técnica asséptica estrita.ex. observando-se a data de expiração. tempo de protrombina e níveis de eletrólitos. a infusão de NPT deve ser inspecionada para checar a claridade e se há precipitação. pacientes idosos no pós-operatório). NPT refere-se às fórmulas de aminoácido-dextrose. *As necessidades nutricionais pré e pós-operatórias são prolongadas (p. As prescrições são iniciadas pesando-se o paciente e obtendo-se um hemograma completo. pancreatite aguda. Antes da administração. Os valores laboratoriais do paciente e a resposta à terapia com NPT são monitorizadas freqüentemente pela equipe de apoio nutricional. O rótulo é comparado com a prescrição médica. Como as soluções de NPT têm cinco ou seis vezes a concentração do soluto do sangue. elas causam danos à parte íntima das veias periféricas.ex.Profª Glenda Agra *O paciente não está interessado em ingerir ou não deseja ingerir nutrientes adequados (p. As soluções entregues nas unidades de enfermagem ficam refrigeradas até a sua utilização. cirurgia intestinal extensa). para prevenir flebite e outras . contagem de plaquetas. fístula enterocutânea alta). anorexia nervosa. *A condição médica subjacente impede ser alimentado oralmente ou por sonda (p. Um total de 2 a 3 litros de solução é administrado n decorrer de 24 horas. As soluções de NPT são iniciadas lentamente. Dessa forma.

solto ou molhado. logo após. como inflamação. Toda ingesta e eliminação do paciente são registrada a cada 8 horas de forma que o desequilíbrio hídrico possa ser detectado logo. PVC . A enfermeira avalia para sinais de desidratação (p. Registros exatos da ingesta e da eliminação e equilíbrio hídrico são mantidos. O CDC recomenda a troca do curativo do dispositivo de acesso venoso central somente se ele estiver sujo. vermilhidão. A velocidade de infusão não pode ser aumentada nem diminuída para compensar os líquidos que foram infundidos muito rápido ou muito devagar. o paciente não apresentará nem perda nem ganho de peso significativos. drenagem de sangue. Os curativos são trocados assepticamente.ex. torção do cateter e reações na pele. do centro para fora. dor e drenagem purulenta. com sangue. Quando a solução EV acaba.Profª Glenda Agra complicações venosas. O grande conteúdo de glicose das soluções de NPT faz com que elas sejam um meio de cultura ideal para o crescimento de bactérias e fungos. em situações ideais. é colocado um frasco de glicose a 10% com água até que o próximo frasco de NPT esteja disponível na farmácia. removidos por álcool a 70%. turgor da pele diminuído. aureus. A limpeza começa de uma maneira circular. A enfermeira põe luvas estéreis e limpa a área com cotonetes com tintura de iodo-povidona. para uma comparação correta. essas soluções são administradas no sistema circulatório através de um cateter inserido em um vaso sanguíneo grande. e o cateter venoso central fornece a porta de entrada. pneumoniae também estão presentes. nas mesmas condições. A C. albicans é o organismo infeccioso mais comum. A área é checada para vazamento. A colocação da ponta do cateter deve ser confirmada pelos raio X antes de iniciar a terapia por NPT. O paciente é pesado 2 a 3 vezes por semana. S. epidermis e K. edema. mas S. geralmente 2 ou 3 vezes por semana e quando for necessário. Uma bomba de infusão é recomendada para NPT para manter a velocidade prescrita correta. O paciente é pesado diariamente na mesma hora do dia. com um fluxo alto (geralmente a veia subclávia). sede.

respectivamente para Clinimix E 2. vitaminas. A complicação mais freqüente é a sepse. Complicações metabólicas: neuropatias. pH 6. para TNP contendo dois compartimentos distintos com solução de poliaminoácidos 2. TIPOS DE NUTRIÇÃO PARENTERAL TOTAL AUTOMIX Descrição . eliminação de urina. específica para pacientes em catabolismo suave a moderado. diarréia.Solução RTU (Ready To Use). Clinimix E* Descrição . alterações mentais. com solução final livre de bissulfitos.25/25.75/10 e 4.75% + eletrólitos e solução de glicose 10% + cálcio. É essencial monitorizar a glicose sanguínea porque a hiperglicemia pode causar diurese e excessiva perda de líquidos. pronto para uso. náuseas.Profª Glenda Agra diminuída).Misturador para soluções de Nutrição Parenteral com 6 vias de acesso e infusão por gravimetria. . As atividades e a deambulação são estimuladas. eletrólitos e oligoelementos e outro para administração IV. osmolaridade (mOsm/l) 920 e 1825. Total segurança e exatidão nos processos de automação para transferências gravimétricas de volumes de soluções nutritivas com sensibilidade de infusão mínima de 10ml. conteúdo calórico (Kcal / 2l) 680 e 1700.0. para administração IV central ou periférica após mistura dos mesmos por rompimento do sistema “Peel-Seal” de selagem que os separa Após mistura temos a ativação da solução que corresponde a um sistema 2 : 1 de solução para nutrição parenteral total para administração em 24h com velocidade média de infusão de 83ml/h. As bolsas de Clinimix possuem dois equipos especiais para aditivação de emulsão lipídica e outros nutrientes. alterações na pele.

conteúdo calórico (Kcal/l) 1710 e 2390. densidade 1.2g.Solução RTU (Ready To Use). pH aproximado 4. . AACE e AANE (12. com dois equipos para aditivação e administração e volume final de 2000ml. . Após mistura temos a ativação da solução que corresponde a um sistema 3 : 1 de solução para nutrição parenteral total para administração em 24h com velocidade média de infusão de 83ml/h. com dois equipos para aditivação e administração e volume final de 1000ml e 2000ml Glicose 50% / Glicose 70% Descrição . para administração IV central ou periférica após mistura dos mesmos por rompimento do sistema “Peel-Seal” de selagem que os separa . Fenilalanina e Triptofano. vitaminas. densidade 1. 7.0. osmolaridade (mOsm/l) 785. N5. Leucina e Valina.Apresentação em bolsa flexível de PVC. 800.5 [6. com composição adequada e balanceada de AAE. específica para pacientes em catabolismo moderado a severo ou grave. para TNP contendo três compartimentos distintos com solução de poliaminoácidos (Synthamin com 15 AA) + eletrólitos. Isoleucina. 1020. contendo altas concentrações de AAER.Apresentação em bolsas plástica CRYOVAC– exclusivo Baxter.17 e 1. associados à neurotoxicidade e alterações hepáticas.Apresentação em bolsas plástica tetralaminada Filme Clarity – exclusivo Baxter. para evitar catabolismo muscular.N/ 1000ml). N7. conteúdo calórico (Kcal / l) 540. alta concentração de Lisina que induz anabolismo protéico e baixas concentrações de Metionina e AAA. CLINOMEL Descrição . N6. respectivamente para Clinomel N4. garantindo maior segurança e rapidez na produção de soluções para nutrição parenteral em quantidades elevadas em serviços com procedimentos automatizados ou manuais (gravitacionais). VIAFLEX com 1000ml e 2000ml de solução. 1190. pH 6.03 . 880.24. eletrólitos e oligoelementos e outro para administração IV.Solução de aminoácidos à 8% específica para hepatopatas. . poupando a degradação de glutamina. com solução final livre de bissulfitos. 1470. NPP’s adulto e pediátrica. pronto para uso.0. 1040. pH 6.0 .Profª Glenda Agra . osmolaridade (mOsm/l) 840. sem complicações renais ou hepáticas. sistemas 2:1 (AA : Glicose) e 3:1 (AA : Glicose : Lipídeos).0]. osmolaridade (mOsm/l) 2520 e 3530. solução de glicose 10% + cálcio e emulsão lipídica a 10% ou 20%. . Hepatasol 8% 250ml Descrição .Soluções hipertônicas de glicose 50% e 70% são indicadas na prevenção de perda de nitrogênio (proteína) ou no tratamento de balanço nitrogenado negativo (BNN) como principais fontes calóricas em TNP.As bolsas de Clinomel possuem dois equipos especiais para aditivação nutrientes.

livre de bissulfito. 7.0 [5. oferecendo composição balanceada de AAE (60%).Solução de aminoácidos à 10% específica para pediatria. Travasol 10% Descrição . sem alterar as propriedades metabólicas e de tolerância. medicamentos compatíveis ou infusão IV central ou periférica PRIMENE 10% 250ml Descrição .Emulsão Lipídica de óleo de soja à 10% e 20%. 7. respectivamente para as soluções à 10% e 20%. AANE (33%) e AACE (7%).0. favorecendo a solubilidade de íons cálcio e fosfato em soluções 3:1. Renamin* 6. osmolaridade (mOsm/ l) 600. densidade 1.Solução de aminoácidos à 6. osmolaridade (mOsm/l) 998.N/ 1000ml). Apresentação em frascos de vidro com 500ml de solução pronta para aditivação de outros nutrientes. rica fonte de calorias e de ácidos graxos essenciais (linoléico 54% a-linolênico 8%).N/1000ml).988. pH 6 [5.02. densidade 1. pH 6. pH 8. pH 5.Apresentação em frascos de vidro com 50ml (10%) e 100ml. evitando desta forma a complementação com AAT padrão a 10%.Solução de aminoácidos à 10%. ausência de bissulfito. associados à neurotoxicidade e alterações hepáticas.0]. densidade 1. Apresentação em frascos de vidro com 250ml de solução pronta para aditivação de outros nutrientes. conteúdo calórico (Kcal/l) 1100 e 2000. .03. favorecendo a solubilidade de íons cálcio e fosfato em soluções 3:1.5% específica para nefropatas. densidade 0.Profª Glenda Agra . osmolaridade (mOsm/l) 780.0 . . Tirosina e Serina.5 [5.02. oleato de sódio como co-emulsionante e estabilizante.0 . contém Taurina e Cisteína aminoácidos essenciais para o RN.5g.3 micron) aumentam a estabilidade da emulsão. contendo fosfatídeos de ovo como emulsificante. AACE e AANE (16. Tirosina e Prolina. . AACE e AANE (15g. IVELIP* 10% 500ml / IVELIP* 20% 100ml / IVELIP* 20% 500ml / IVELIP* 20% 1L Descrição .993 e 0. com composição adequada e balanceada de AAE.Apresentação em frascos de vidro com 500ml de solução pronta para aditivação de outros nutrientes. com composição adequada e balanceada de AAE.0]. perfil de aminoácidos plasmáticos do cordão umbilical. alta concentração de Lisina que induz anabolismo protéico e baixas concentrações de Fenilalanina. osmolaridade (mOsm/l) 265 e 270.0]. importantes na insuficiência renal.0 . Histidina. suas partículas de tamanho pequeno (<0. 7. aumentando a estabilidade em sistemas 3 : 1 (AA : Glicose : Lipídeos). 500ml e 1000ml (20%) de solução pronta para aditivação de outros nutrientes.5% 500ml Descrição . glicerol para garantir a isotonicidade da solução.

Travasol 10 e Travasol 8. Primene. Clinimix E. Automix. VIAFLEX com 2000ml e 500ml de solução. Clinomel. Ivelip e Renamin são marcas depositadas em nome de Baxter International Inc.Apresentação em bolsa flexível de PVC.baxter. VIAFLEX é Marca Registrada em nome de Baxter International Inc. Hepatasol.5 são marcas registradas em nome de Baxter International Inc.Profª Glenda Agra . na cicatriz umbilical.com COLECISTECTOMIA O tratamento cirúrgico da doença da vesícula biliar e dos cálculos biliares é efetuado para aliviar os sintomas persistentes. ou pode ser realizada como um procedimento de emergência. caso a condição do paciente assim obrigue. remover a causa da cólica biliar e tratar a colecistite aguda. A cirurgia pode ser eletiva.latinoamerica. quando os sintomas do paciente diminuíram. Colecistectomia Laparoscópica Esse procedimento é realizado por meio de uma pequena incisão ou punção feita através da parede abdominal. O aparelho de fibra óptica é inserido através da pequena incisão umbilical. REFERÊNCIAS DO TEXTO E ILUSTRAÇÕES: http://www. Diversas punções adicionais ou pequenas incisões são feitas na parede abdominal para introduzir outros instrumentos cirúrgicos dentro do campo operatório. O cirurgião pode visualizar o sistema biliar por meio do . A cavidade abdominal é insuflada com dióxido de carbono (pneumoperitônio) para ajudar na inserção do laparoscópio e o cirurgião na visualização das estruturas abdominais. garantindo maior segurança e rapidez na produção de soluções para nutrição parenteral em quantidades elevadas em serviços com procedimentos automatizados ou manuais .

sendo a anestesia geral administrada. isso acontece em cerca de 5% dos casos laparoscópicos. A vantagem do procedimento laparoscópico é que o paciente não vivencia o íleo paralítico que ocorre com a cirurgia abdominal aberta e sente menos dor abdominal pós-operatória.com . Fonte: http://www. a conversão para um procedimento abdominal aberto somente é necessária de maneira ocasional. pode haver um aumento no número dessas conversões. Com freqüência. no entanto. podendo retomar suas atividades em plena e voltar ao trabalho dentro de uma semana depois. O paciente é informado de que um procedimento abdominal aberto pode ser necessário. o paciente recebe alta hospitalar no dia da cirurgia ou dentro de um a dois dias. Com o uso mais amplo dos procedimentos laparoscópicos. Por causa da cuidadosa avaliação dos pacientes e da identificação daqueles em baixo risco para problemas. A conversão para um procedimento cirúrgico abdominal tradicional pode ser necessária.colegiosaofranscisco. uma câmera presa ao aparelho permite que a visão do campo intraabdominal seja transmitida para um monitor de televisão. caso sejam encontrados problemas durante o procedimento laparoscópico.Profª Glenda Agra laparoscópio.

cervejasdomundo.com/gallblad.Profª Glenda Agra Fonte: http://www.gif .

com/imagescooked/27492W.aspx?ImageIID=2846 .Profª Glenda Agra Fonte: http://ebsco.com/GetImage.aspx/getImage.smartimagebase.epnet.jpg Fonte: http://services.

com/imagescooked/27619W.smartimagebase.jpg .Profª Glenda Agra Fonte: http://ebsco.

br/img/fbpe/acb/v14n4/4a11f4.jpg Fonte: http://www.ijp.Profª Glenda Agra Fonte: http://www.gif .br/images/cirurgias/06_colecistectomia.scielo.com.

por causa do processo patológico subjacente do paciente.br/tocea/arquivos/figuras/colecistite. a vesícula biliar é extirpada através de um a incisão abdominal depois que a artéria e o ducto cístico são ligados. O dreno é ligado a um sistema de drenagem para evitar que a bile extravase ao redor do dreno ou escape para dentro da cavidade peritoneal. o paciente pode retornar para a colecistectomia. Um dreno (Penrose) é colocado na vesícula biliar e aflorado na pele através de uma incisão para drenar o sangue. A colecistectomia é realizada quando a condição do paciente impede a cirurgia mais extensa ou quando a reação inflamatória aguda é grave. .uepa. O procedimento é efetuado para a colecistite aguda e crônica. a colecistectomia cirúrgica apresenta uma alta taxa de mortalidade. Apesar de seu risco menor.Profª Glenda Agra Fonte: http://www2. A vesícula biliar é aberta cirurgicamente.jpg Colecistectomia Nesse procedimento. sendo um tubo de drenagem fixado com uma sutura em bolsa de tabaco. os líquidos serossanguinolentos e a bile para dentro de curativos absorventes. Depois da recuperação do episódio agudo.

Os drenos devem ser conectados a um frasco de drenagem. os curativos são trocados de acordo com a necessidade. como a tromboflebite.Encorajar o paciente a fazer respirações profundas a cada hora. o equipo pode ser pinçado por 1 hora .A bile pode continuar a drenar a partir do trato de drenagem em quantidades consideráveis durante certo período. 9. e a aspiração NSG (uma SNG é provavelmente inserida imediatamente antes da cirurgia para um procedimento não-laparoscópico) pode ser instituída para aliviar a distensão abdominal.Água e outros líquidos podem ser fornecido em cerca de 24 horas.Profª Glenda Agra Prescrições de enfermagem: 1. 5. Depois de vários dias de drenagem.O paciente é observado quanto às indicações de infecção. 4. 3. 10. O equipo deve ser fixado nos curativos. alumínio evitam que a bile faça a digestão da pele. 7. bem como outras complicações. extravasamento da bile para dentro da cavidade peritoneal e obstrução da drenagem.A bile coletada é medida a cada 24 horas. depois do retorno da atividade intestinal. necessitando de trocas freqüentes dos curativos externos e de proteção da pele contra a irritação. são documentadas a quantidade. 6. a coloração e o cateter da drenagem. sendo uma dieta leve iniciada mais adiante. o paciente é colocado na posição de Fowler baixa. com margem suficiente para que o paciente se movimente sem deslocá-lo ou torcê-lo. As pomadas de óxido de zinco. 8. a fim de expandir plenamente os pulmões e evitar atelectasia.Quando o dreno de Penrose é utilizado.Os líquidos EV podem ser administrados. 2. A deambulação precoce impede complicações pulmonares.Depois da recuperação da anestesia.Administrar analgésicos CPM.

distensão do abdome e elevação da temperatura.Monitorizar SSVV de perto. vômitos. Antes da cirurgia. Alguns pacientes relatam uma a três evacuações por dia. Em geral. as fezes devem ser observadas diariamente. o paciente é avaliado quanto à perda do apetite. os lipídios podem não ser digeridos por completo ou de maneira adequada. eles são relatados ao cirurgião. podendo ocorrer flatulência. a bile adequada será liberada para dentro do trato digestivo para emulsificar os lipídios e permitir sua digestão. 15. Dentro de 7 a 14 dias. quando a ampola de Vater novamente funciona de maneira efetiva.Em todos os pacientes com drenagem biliar. o tubo de drenagem é retirado 11. 12. sendo anotada sua coloração. urina escura(colúria). a drenagem e as incisões são inspecionadas quanto ao sangramento. É mantido um registro cuidadoso da ingestão e excreção hídricas. 13. 14. essa freqüência diminui durante um período de algumas semanas a vários meses. quando os ductos biliares se dilatam para acomodar o volume de bile. prurido ou sinais de inflamação e infecção. uma das finalidades da cirurgia da vesícula biliar é possibilitar uma dieta normal. como dor e febre. Dessa maneira. outrora suportado pela vesícula biliar. Quando esses sinais e sintomas ocorrem. fezes esbranquiçadas(acolia fecal).Depois da colecistectomia laparoscópica. é possível determinar se o pigmento biliar está desaparecendo do sangue e se está novamente drenando para dentro do duodeno. dor. visando auxiliar na digestão.A restrição de lipídeos é suspensa em 4 a 6 semanas. Isso é o resultado de um gotejamento contínuo de bile através da junção colédoco-duodenal após a colecistectomia. Gerenciando o autocuidado depois da colecistectomia laparoscópica Retomando a atividade .Profª Glenda Agra antes e depois de cada refeição para fornecer bile para o duodeno. quando o paciente ingere lipídios. Esses sintomas podem indicar infecção ou ruptura do trato GI e devem ser relatados de imediato ao cirurgião. Depois disso. avaliação periódica quanto à sensibilidade aumentada e rigidez do abdome.Monitorizar para complicações potenciais: icterícia. Entretanto. Amostras de urina e fezes podem ser enviadas para o laboratório para exame dos pigmentos biliares.

drenagem Ligar para o cirurgião caso o paciente apresente febre de 37. acrescentar gradualmente os lipídeos de volta à sua dieta em pequenos incrementos. Cuidando da incisão Verificar o local da punção diariamente quanto aos sinais de infecção Lavar o local de punção com saponáceo suave e água Permitir que as fitas adesivas especiais se descolem do local de incisão.Profª Glenda Agra Começar imediatamente com exercícios leves (caminhar) Dirigir automóvel depois de 3 a 4 dias Tomar banho de chuveiro depois de 1 a 2 dias Retomar as atividades sexuais quando desejado Evitar levantar objetos com peso superior a 2.7ºC. . no leito ou em uma cadeira. ou caminhar pode diminuir o desconforto. edema. Por vezes. Retomando a alimentação Retomar a dieta normal Se apresentava intolerância a lipídeos antes da cirurgia. por 2 dias consecutivos Ligar para o cirurgião caso o paciente desenvolva náuseas.5 kg depois da cirurgia. geralmente por 1 semana. Gerenciando o cuidado de acompanhamento Faça uma consulta com seu cirurgião em 7 a 10 dias Ligar para o cirurgião caso o paciente apresente qualquer sinal de infecção no local da punção ou ao redor dele: rubor. Tratando da dor pode experimentar dor ou desconforto no ombro direito devido ao gás empregado para insuflar a área abdominal durante a cirurgia. sentar de maneira ereta. calor. vômitos ou dor abdominal. ou mais. Não puxá-las.

além de edema intersticial. As hérnias ventrais são aquelas que comprometem a parede abdominal. a hérnia encarcerada é considerada estrangulada. . as mais comuns das hérnias da parede abdominal são aquelas que ocorrem na região inguinal. uma hérnia encarcerada raramente pode ser reduzida através do colo do saco. pois não está associada à isquemia ou à gangrena intestinal ou dos conteúdos herniários. De longe. apresentando tecido gorduroso subcutâneo abaixo da pele. Em circunstâncias bastante raras. um problema cirúrgico. se a hérnia estiver encarcerada deve-se fazer todas as tentativas possíveis para reduzi-la. ou seja. O tratamento adequado para a ampla maioria das hérnias é a correção cirúrgica. sendo responsáveis por cerca de 75% do total. no entanto. seus conteúdos podem ser recolocados na cavidade peritoneal através de uma manipulação adequada. Se ocorrer isquemia ou gangrena intestinal. que ocorrem através de incisões abdominais prévias e que não cicatrizam por completo. em decorrência da pressão intra-abdominal. em decorrência do aumento da pressão venosa. em última análise. o saco herniário contém vísceras. é . ela é chamada de encarcerada. edema do intestino e do mesentério vizinho. que . via de regra.Como o saco herniário e seus conteúdos se encontram consideravelmente aumentados. penetre até o tecido subcutâneo da parede abdominal.Profª Glenda Agra HERNIORRAFIA OU HERNIOPLASTIA A maior parte das hérnias tem como causa defeitos nos tecidos fasciais da parede abdominal. Por essa razão. Quando a hérnia não é redutível. exceto aquelas da região inguinal – elas incluem as hérnias epigástricas e incisionais. necessariamente. Esses defeitos permitem que o peritônio. mas isso é muito incomum. uma razão para correção cirúrgica mais urgente. e é obrigatória uma operação de emergência para a redução da hérnia e a correção do defeito.. pois esse colo geralmente tem um diâmetro muito menor do que a própria hérnia. Embora essa situação não constitua. particularmente o intestino delgado. A maioria das hérnias é redutível. até mesmo fatais. uma hérnia estrangulada pode ser reduzida. O resultado é um saco herniário de peritônio. com mais aumento da pressão intesticial. impede o fluxo arterial com subseqüente isquemia e gangrena. para evitar uma operação de emergência. para evitar complicações sérias. Em muitos casos. A hérnia estrangulada provoca.

e pelo. ser seguida de infecção das vias urinárias. embrionarimente. e ocasionalmente.Profª Glenda Agra Como a correção cirúrgica das hérnias depende de uma ampla compreensão dos aspectos anatômicos dos defeitos. pois o músculo não segura bem as suturas. O tratamento é imperativo: cirúrgico. Tipos de hérnias: 1. O diagnóstico da hérnia femoral é feito pela presença de uma massa. devido a razões pouco conhecidas . Outro fator que causa hérnia umbilical é o aumento da pressão abdominal. Dentre os fatores etiológicos estão o defeito congênito do fechamento do anel interno. predispondo ao desenvolvimento de uma hérnia. mas bem observadas. primariamente. As hérnias inguinais são muito mais comuns nos homens do que nas mulheres. tornando possível uma recidiva da hérnia. ligamento lacunar medialmente. Isso deve ser seguido de uma avaliação cuidadosa dos tecidos ao redor do defeito herniário e da mobilização das estruturas fasciais. O sangramento escrotal pode ocorrer e necessitar de reoperação para controle. 2.Hérnia umbilical: são de origem congênita. massas abdominais ou obesidade. estão já presentes no nascimento. Complicações pós-operatórias: Podem ocorrer infecções da ferida cirúrgica. lateralmente.Hérnia femoral: Ocorrem na virilha e são limitadas pela veia femoral. Quase todas essas hérnias se fecham espontaneamente. seja ao ligamento inguinal ou ao ligamento de Cooper. essa compreensão constitui um aspecto de grande importância na patogenia das hérnias. e sutura desses fortes músculos. O tratamento adequado é o cirúrgico. bem como hematomas. primariamente a fáscia do reto abdominal e músculo oblíquo externo. no triângulo femoral. muitas vezes. dolorosa. com a necessidade de antibióticos.Hérnia inguinal: Presença de um abaulamento na região inguinal ou uma massa aparente que desce na região inguinal para o escroto. dcorrente da ascite. a não ser que uma enfermidade clínica séria coexistente impeça o tratamento. A retenção urinária pode constituir um problema e necessitar de cateterismo. em dissecção cuidadosa do saco herniário com fechamento ao nível de seu colo e excisão do excesso de saco. além de uma variedade de fatores que causam aumento da pressão intra-abdominal. 3. Nos adultos a . Deve-se ter especial cuidado de evitar aproximação do músculo a esses ligamentos. Os princípios gerais da correção cirúrgica consistem.

com o desenvolvimento de gangrena e perfuração. Um diagnóstico definitivo pode ser estabelecido pela TC.Hérnia Spigeliana: Dentro da cavidade abdominal. pois pode ocorrer isquemia da porção herniada do intestino. 9. ou que sofreram considerável tensão. SE PROVOCADAS POR UMA INFECÇÃO CIRÚRGICA NA FERIDA. o defeito é fechado por dissecção do anel e fechamento direto. 5. ela sai da cavidade peritoneal no local dos vasos e nervos obturadores e penetra na membrana obturadora através do forame obturador. a linha semilunar é um local anatômico no qual o músculo transverso abdominal se transforma em aponeurose.Hérnia epigástrica: Ocorem na linha alba entre o processo xifóide e o umbigo. 8. via de regra. Devem fechadas por suturas diretas.Hérnia incisional: Resultam de incisões prévias que cicatrizaram insatisfatoriamente. É indicada operação. 6. PARTICULARMENTE. A correção é cirúrgica.Hérnia de Richter: Somente uma parte da circunsferência do intestino está comprimido. A conduta cirúrgica geralmente é recomendada. Essa linha se curva para fora e se estende desde a porção média da margem costal até o tubérculo pubiano. no canal obturador.Hérnia de Littré: A maioria destas hérnias está na região inguinal e femoral e podem encarcerar.Hérnia Obturadora: quando um saco herniário surge na pelve. que delineia o defeito na parede abdominal.Elas podem ser bastante dolorosa e causar desconforto e ansiedade ao paciente. 7. os pacientes. sendo bastante incomum a recidiva. Como os sinais e sintomas não são significativamente diferentes das outras hérnias nesses locais. quase sempre obesos. PODEM SER BASTANTE EXTENSAS. Podem ser bastante sérias. na borda antimesentérica. o diagnóstico é estabelecido no momento da operação. muitas vezes se queixam de dor ou de uma massa na região. Quando surgem os sintomas. e via de regra o fechamento é direto. 4. A linha está localizada lateralmente à borda lateral do músculo reto abdominal. Com esse defeito.Profª Glenda Agra coreção cirúrgica através de uma aproximação direta das bordas do defeito herniário quase sempre é curativa. Uma hérnia dessa fáscia é chamada de hérnia spigeliana. eles . e área entre a linha semilunar e a borda lateral reto abdominal é chamada de fáscia spigeliana.

vômito e dor abdominal do tipo característico de obstrução intestinal. de uma hérnia ostomal no local por onde passa o intestino pela parede abdominal. mas quando elas ocorrem. . mais tarde. Disección. 10.Dor e aumento da sensibilidade são sintomas. A prevenção constitui o aspecto mais importante dessas hérnias. donde se suturan los bordes del arco aponeurótico del transverso (AAT) por encima y la cintilla iliopubiana (CIP) por debajo para obliterar adecuadamente el anillo (figura 2). Podem ser oriundas de procedimentos cirúrgicos como prostatectomia. e também raras vezes é sintomática. se diseca y aísla el cordón espermático.Hérnia lombar: Ocorrem no flanco e são denominadas hérnias lombares ou dorsais. O diagnóstico diferencial inclui lipomas. ligadura alta y resección de los sacos indirectos o invaginación de los directos.Hérnia perineal: os músculos do assoalho perineal ocasionlamente podem ser um local de hérnia. até que é encarcerada. O defeito é fechado por uma sutura direta. HERNIORRAFIA: TÉCNICA QUIRÚRGICA Anestesia local y sedación. ressecção abdômino-perineal e outras operações pélvicas. Sutura continua con hilos irreabsorbibles u otros de reabsorción lenta números 4 ó 5 ceros gastrointestinal. Necessitam de um preparo cuidadoso antes da intervenção cirúrgica. Resección circular del músculo cremáster. aislamiento. 11.Hérnia ciática: Uma hérnia através do forame ciático maior ocorre raramente. pode haver o desenvolvimento. que comenzando en el tubérculo púbico (figura 1) engloba la FT en la zona débil y del defecto en "V" hasta el anillo inguinal profundo. 13. fibromas. 12.Profª Glenda Agra geralmente consistem de náusea. necessitam de correção cirúrgica. hematomas e músculo herniado.Hérnia peristomal: quando se faz um colostomia ou ileostomia. Después de abordar la región por incisión oblicua y apertura de la pared anterior del conducto. Podem ser diagnosticadas por TC.

FIGURA 3. Para obliterar el anillo inguinal profundo. se engloba solo CIP y AAT (figura 4). cerrando el defecto en V de fascia transversalis. FIGURA 2. donde es nuevamente anudado (figura 5). Se imbrica el hilo (figura 3) y se continúa en dirección al tubérculo púbico. Continuación de la sutura en dirección al anillo inguinal profundo. Sutura continua para crear una capa de fascia transversalis con fascia transversalis desde la proyección de tubérculo público. . se entrecruza el hilo tomando arco aponeurótico del transverso y cintilla iliopubiana.Profª Glenda Agra FIGURA 1.

Profª Glenda Agra FIGURA 4. FIGURA 5. Se coloca el cordón en el nuevo lecho y se cierra el conducto con sutura continua de catgut cromado 00 en la aponeurosis del oblicuo mayor. Analgesia e sedação prévias aumentam a chance do sucesso. Finaliza el proceder con un nuevo anudado del hilo de sutura y creada la sobrecapa de fascia transversalis. se possível em ligeiro Trendelemburg. Fonte da técnica cirúrgica: http://www. sinais de obstrução intestinal com .com Pré-operatório: Redução manual da hérnia encarcerada: O paciente deve ser deitado com as pernas elevadas. enquanto uma pressão com a palma da mão e massagem ascendente são feitas ao longo do canal inguinal.scielo. Na prática. Si es necesario se realiza incisión relajadora. os sinais de que a alça já sofreu lesão mais grave são : febre. dor intensa. Se va creando la sobrecapa afrontando el arco aponeurótico del transverso a la cintilla iliopubiana hasta llegar al inicio de la sutura. hiperemia na parede abdominal sobre a hérnia.

→HIPOCALEMIA produz arritmias cardíacas. pois uma perfuração pode se manifestar até 72 horas depois. Pré-operatório de hérnia encarcerada: Colocação de um cateter na veia subclávia superior: infusão de líquidos e verificação da PVC e coleta de amostras sanguíneas para os exames laboratoriais. Verificação dos SSVV. O antibiótico também deve ser indicado ao se utilizar prótese (tela) para corrigir a hérnia. a conduta consiste na aplicação de analgésicos e correção de distúrbios hidroeletrolíticos por via EV. Antibioticoprofilaxia: A hernioplastia é uma cirurgia limpa e o risco de infecção cirúrgica é de 1% a 2% na cirurgia convencional e menor ainda na videolaparoscopia. →PLASMA. O uso de Cefalozina em uma dose única de 1 a 2g cerca de 1hora antes da incisão. Realizar coleta para gasometria arterial. recomenda-se a cirurgia de urgência. →TRANSFUSÃO: indicada quando Hg < 9g e Ht< 30%. Cálculo do volume de líquido a ser reposto. Cateterismo nasogástrico: descompressão intestinal e gástrica. Monitorização por ECG. portanto. ALBUMINA. A deficiência é estimada em 15 mEq/L a 20mEq/L de suco digestivo perdido + 40mEq/L de perda renal.Profª Glenda Agra vômitos biliosos e quadro de encarceramento por mais de 24 horas. . Administração de antibióticos por via EV ou IM antes da operação: combate choque endotóxico e hipovolêmico. sempre na dependência da tolerância do SVC. Nas crianças. Verificar enchimento capilar. Se houver dúvida. Após a redução. DEXTRAN: 25g de albumina ou 01 frasco de plasma para cada 2l de RL ou SF0. Cateterismo vesical de demora: avaliar débito urinário.9%. variando de acordo com as condições clínicas do paciente. Analgésicos prescritos específicos. o paciente deve ser mantido em observação. hipotensão e íleo funcional.

com.htm .gastronet.gastronet.br/cirurgia3.br/cirurgia3.htm FONTE: http://www.com.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.

htm .com.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.br/cirurgia3.br/cirurgia3.gastronet.com.htm FONTE: http://www.gastronet.

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Profª Glenda Agra FONTE: http://www.herniaonline.gi .com/images/inguinalcanal.

Profª Glenda Agra FONTE:http://images.google.br/imgres Pós-operatório: Repouso no leito de aproximadamente 12horas. Controle de parâmetros hemodinâmicos.com. . Ingestão de líquidos (deve ser administrado nas primeiras 6 horas sempre com o paciente em boas condições).

Orientações de atividades leves com 15 dias e exercício forçado 45 a 60 dias. hioscina ou paracetamol nas primeiras 24horas. Convalescença de 15 dias. quando indicados. esparadrapos de micropore. Cateter vesical de alívio diante intermitente diante de retenção urinária. 180 e 360 dias. Complicações: . Analgésicos à base de dipirona. serão interrompidos com 24 horas. ou quando o paciente saí do íleo paralítico e inicia a eliminação de flatos. Dieta deve ser iniciada com 8 horas após o ato operatório nas hérnias não complicadas. Controle pós-operatório tardio com 60. Voltar a dirigir veículos entre o 15º e 30º dia pós-operatório. Instruções verbais sob movimentação no leito e fora do mesmo e nos cuidados com a FO. de acordo com o restabelecimento dos efeitos analgésicos. Antibióticos preventivos. Alta hospitalar com 48 horas.Profª Glenda Agra Orientação de micção em recipiente adequado ou ida ao banheiro. Pode-seutilizar gaze seca esterilizada. após hérnias estranguladas. Orientado o uso do banho de chuveiro com 24horas de pós-operatório. Recomendações para reavaliação e retirada dos pontos de 7 a 10 dias. Retorno ao trabalho com média de 20 dias. Drenos: são utilizados nas hérnias estranguladas com peritonite e devem ser mantidos por tempo mínimo indispensável. Reiniciar atividades sexuais quando puder realizá-la com conforto e sem necessidade de tomar analgésicos. pequenos hematomas ou dor local. Calor úmido ou seco sobre a FO diante de edema. porém recomenda-se um prazo mínimo de 30 dias. Curativo oclusivo é opcional. pequenas sufusões hemorrágicas.

seguidos de curativos em série sob supervisão médica + antibioticoterapia à base de peniclina ou cefalosporinas. Sepse: Manter FO aberta. Seroma. fazer debridamento cuidadoso. promover irrigações copiosas locais. cuidando-se mais tarde do fechamento definitivo da parede. utiliza-se o fechamento em um plano só com fio forte. a esterilidade. Lesões nervosas: manifestam-se em forma de dor crônica pós-operatória. Deiscência: A reintervenção é obrigatória sob qualquer anestesia. cólon. Edema local e escrotal. Lesões viscerais. se bilateral. bexiga. Lesão de vísceras: alça intestinal.9% ou tela de Marlex ou de Politetrafluoroetileno (PTFE) para proteger a cavidade peritoneal. SALVO se a presença de infecção na parede abdominal contra-indicar. adotam-se tratamentos conservadores. levando à isquemia e atrofia testicular e. na impossibilidade de observar adequadamente os planos da parede abdominal. tumefações ou abscessos: drenagem ou punção percutânea. COLONOSCOPIA FIBRÓTICA . Hemorragia ou hematoma intra-operatória ou na FO. Quando é possível o fechamento. pela impossibilidade de aproximação dos planos. e .Profª Glenda Agra Lesão dos vasos deferentes. Hidrocele pós-operatória pode ocorrer por trauma do testículo ou cordão espermático. Nesse casos. Lesão do íleoinguinal. este deve ser praticado o mais breve possível. utilizando-se compressas úmidas com SF0.

É empregado para a avaliação de câncer. Todos os pólipos visíveis são removidos. O desconforto pode resultar a partir da instalação de ar para expandir o cólon ou em virtude da inserção e movimentação do aparelho. As potenciais complicações incluem: disritmias cardíacas e a depressão respiratória decorrente dos medicamentos administrados.meb. reações vasovagais e sobrecarga circulatória ou hipotensão decorrente da hidratação excessiva ou deficiente durante a preparação intestinal. Esse procedimento também pode ser utilizado para tratar aáreas de sangramento ou estenose.uni-bonn A inspeção visual direta do cólon até o ceco é possível por meio de um colonoscópio flexívxel. Esse procedimento pode ser utilizado na avaliação dos pacientes com diarréia de etiologia desconhecida. O uso de coaguladores bipolares e unipolares. A remoção dos pólipos faz-se através de um cautério. sangramento oculto ou anemia. A doença inflamatória ou outra doença intestinal pode ser diagnosticada. A descompressão intestinal pode ser completada durante o procedimento.Profª Glenda Agra Fonte: http://www. . É utilizado para estudo adicional de anormalidades detectadas pelo enema baritado. As biópsias teciduais podem ser conseguidas através da retirada de pólipos. para avaliação. A terapia a laser é utilizada para lesões hemorrágicas ou neoplasias colônicas. O procedimento dura em torno de 1 hora. sondas térmicas e injeções de agentes esclerosantes ou vasoconstritores são todos possíveis durante o procedimento.

inchação. Prescrições de enfermagem A limpeza adequada do cólon fornecerá a visualização ótima e diminuirá o tempo necessário para o procedimento. recomenda-se aos pacientes beber a preparação o mais gelado possível a fim de tornar seu sabor mais tolerável). durante 3 a 4 horas seguidas. começando à noite do dia anterior ao exame. Ações adicionais: 1. laxativo por 2 noites antes do exame e um Fleet enema ou de soro fisiológico até que o retorno seja claro na manhã do exame. O uso de soluções de lavagem está contra-indicado nos pacientes com obstrução intestinal e doença intestinal inflamatória. Efeitos como: náuseas. Dieta líquida leve. Limitação da ingesta de líquidos do paciente durante 24 a 72 horas antes do exame. As soluções de lavagem são então ingeridas por VO em intervalos.Profª Glenda Agra É importante monitorizar continuamente as funções cardíaca e respiratória do paciente. plenitude abdominal.Instruir o paciente a não tomar os medicamentos rotineiros quando a solução de lavagem for ingerida. . desequilíbrio hidroeletrolítico e hipotermia ( com freqüência. os medicamentos não serão digeridos e. cólicas. serão ineficazes. assim. A limpeza do intestino é rápida ( o efluente fecal fica claro em cerca de 4 horas). Administra-se CPM.

para relaxar a musculatura colônica e reduzir o espasmo durante o exame. distensão abdominal. ou sinais peritoneais focais). diverticulite grave aguda ou colite fulminante. ticlodipina e pentoxifilina devem ser interrompidos antes do exame e por 2 semanas depois do procedimento. em pacientes com coagulopatias ou naqueles que recebem terapia de anticoagulação. quando necessário. por causa do alto risco de sangramento excessivo pós procedimento. enquanto sofrem limpeza intestinal. A colonoscopia não pode ser realizada quando existe uma perfuração colônica suspeitada ou documentada. Os agentes antiinflamatórios não esteróides.Instruir todos os pacientes. febre. aspirina. dor.Profª Glenda Agra 2. Antes do exame. eletrolítica e calórica adequada. um analgésico opióide ou um sedativo (Midazolam) pode ser fornecido por via EV para fornecer sedação consciente e aliviar a ansiedade durante o procedimento glucagon pode ser utilizado. para manter a ingesta líquida. Após o exame. Alguns terão cólicas abdominais causadas por peristalse aumentada estimulada pelo ar insuflado dentro do intestino durante o procedimento. observar o paciente a fim de detectar sinais e sintomas de perfuração intestinal ( sangramento retal. . em particular os idosos.Aconselhar o paciente diabético a consultar seu médico sobre o ajuste do medicamento para evitar a hiper.ou hipoglicemia por causa das modificações dietéticas exigidas na preparação para o exame. os pacientes que foram sedados são mantidos em repouso no leito até que estejam alerta. 3. Dieta zero pós 20:00 h antes do exame. Depois do posicionamento.

Outros sintomas podem ser a passagem de flatos ou fezes da vagina ou bexiga. Fístulas não tratadas podem causar infecção sistêmica com sintomas relacionados. Pus ou fezes podem vazar constantemente da abertura cutânea. Uma fistulectomia (excisão do trajeto da fístula) é um procedimento cirúrgico recomendado.thefreedictionary.medicalditionary. tubular e fibroso que se estende dentro do canal anal por uma abertura localizada ao lado do ânus. o trajeto dos seios é identificado inserindo-se uma sonda e/ou injetando-se no trajeto uma solução de azul de metileno.Profª Glenda Agra FÍSTULA ANAL(FISTULECTOMIA) Fonte: http://www. O intestino delgado é evacuado totalmente por meio de vários enemas prescritos. Durante a cirurgia. de fissuras ou da enterite regional. A ferida é coberta com gaze.com Uma fístula anal é um trajeto fino. A fístula é dissecada ou fica aberta devido a uma incisão que vai da sua abertura anal até a sua saída. . As fístulas geralmente são resultantes de uma infecção. Elas também podem se desenvolver a partir de um trauma. dependendo do trajeto da fístula. A cirurgia sempre é recomendada porque poucas fístulas cicatrizam espontaneamente.

em outros. A maioria dessas fissuras irão cicatrizar se tratadas por medidas conservadoras. As fissuras são geralmente causadas pelo trauma da passagem de fezes grandes e firmes ou pelo persistente fechamento do canal secundário ao estresse e à ansiedade (levando à constipação). Muitos tipos de procedimentos podem ser realizados: em alguns casos. Um supositório combinado anestésico com corticóide ajudará a aliviar o desconforto. Se fissuras não respondem ao tratamento conservador. Isso produz uma paralisia do esfíncter externo. Dilatação anal sob anestesia pode ser necessária. ardência e sangramento. trauma. a parte externa do esfíncter é dividida. . o esfíncter anal é dilatado e a fissura extirpada. um aumento na ingesta hídrica. As fissuras são caracterizadas por defecações extremamente dolorosas. banhos de assento e supositórios emolientes. permitindo que a úlcera cicatrize. com conseqüente alívio do espasmo. Outras causas incluem: parto. e uso excessivo de laxantes. que incluem amolecedores de fezes e agentes formadores de massa.Profª Glenda Agra FISSURA ANAL Uma fissura anal é um rasgo longitudinal ou uma ulceração na camada interna do canal anal. a cirurgia é indicada.

Profª Glenda Agra Fissura Anal É uma úlcera pequena. Classificação Aguda Lesão ulcerada do canal anal em forma de fenda. Crianças Normalmente está associada à constipação intestinal quando as fezes endurecidas machucam o ânus. a constipação intestinal (fezes endurecidas). superficial e dolorosa que compromete o ânus. superficial e sem endurecimento tecidual em torno da lesão (costuma cicatrizar rápida e espontaneamente)de localizacão posterior ou anterior. estreita. isoladamente. a diarréia e a introdução de corpos estranhos. mas sabe-se que a maioria dos pacientes possuem um esfíncter interno hipertônico que perpetua o processo uma vez desencadeado por algum trauma como o parto normal. Adultos Geralmente não se consegue apontar uma causa que. seja responsável pelo aparecimento da fissura anal. seja para fins terapêuticos fins eróticos ou por acidente. Crônica . Mais freqüente nos homens entre os 20 e 40 anos.

Incisão cutânea póstero-lateral esquerda Esfíncter anal interno sendo seccionado com a tesoura. Os pacientes que não respondem ao tratamento clínico em 4 a 8 semanas devem ser tratados cirurgicamente.pequeno caroço no canal anal . O tratamento da constipação intestinal. a fissura anal propriamente dita e a papilite hipertrófica . A técnica cirúrgica que atualmente confere os melhores resultados é a esfincterotomia anal interna lateral subcutânea. com exposição das fibras musculares brancas transversais do esfíncter anal interno e plicoma sentinela. banhos de assento mornos e preparados anestésicos e antiinflamatórios de uso tópico anal chegam a cicatrizar até 80 % das fissuras anais agudas observadas ambulatorialmente. O resultado da esfincterotomia lateral interna subcutânea (ELIS) é melhor do que o obtido pelo tratamento clínico. em que é necessário a sua remoção junto com o tecido infectado circundante.1% tem aumentado os índices de cicatrização em até 80 % após 4 semanas.(quase sempre de tratamento cirúrgico). Tratamento Inicialmente deve ser clínico. A fissurectomia está indicada apenas na fissura infectada. O índice de recidiva. dando índices de recidiva de 0 a 2%. no entanto.Profª Glenda Agra Lesão ulcerada com bordas bem definidas. a abolição do uso do papel higiênico. Reconhecida por uma tríade diagnóstica: plicoma sentinela . que pode ser feita até com anestesia local.pequeno caroço na borda anal -. Recentemente o emprego tópico (endo e perianal) do dinitrato de isossorbida a 1% associado ao betanecol a 0. . chega a ser elevado. pois até 40 % dos casos da doença cicatrizam com esta conduta.

e não cede. A diarréia também tem sido implicada como causa de fissuras anais pela acidez das fezes eliminadas. Da mesma forma que nas crianças. . supositórios. como afecção proctológica distinta. queda a cavaleiro) são descritos como causa de fissuras anais. que provocaria retração cicatricial e acolamento anormal da submucosa anterior do canal anal. fins eróticos. define a presença de uma úlcera superficial benigna na pele do canal anal. não se consegue apontar uma causa que isoladamente seja responsável pelo aparecimento de fissuras anais. ou por acidente (empalamento.Profª Glenda Agra Fonte: http://www. facilmente à passagem do conteúdo calibroso. Ainda assim. por acolamento tecidual fibrótico. tornando a pele adjacente vulnerável ao rompimento caso seja demasiadamente estirada (especialmente pela passagem de fezes duras e volumosas). seja para fins terapêuticos (termômetros.com. o parto normal tem sido responsabilizado pelo aparecimento de fissuras anais em mulheres. em geral. Adultos Em adultos. a retração cicatricial que resulta do selamento de feridas anais outrora existentes enrijece localmente a circunferência do canal anal.). a fissura anal geralmente está associada à constipação intestinal.br FISSURA ANAL A expressão Fissura Anal. que acaba provocando erosões cutâneas superficiais que evoluem para fissuras. bico de dispositivos para lavagem intestinal. destarte. a constipação intestinal também tem sido responsabilizada pelo surgimento de fissuras anais em adultos de ambos os sexos. Traumatismos anais pela introdução de corpos estranhos no canal anal. etc. Provavelmente. produzindo fissuras anais posteriores por trauma sobre a região posterior do canal anal. A história de doenças anais prévias também tem sido levantada em muitos pacientes portadores de fissura anal. Etiologia Crianças Em crianças.colegiosaofranscisco. O bolo fecal volumoso e endurecido pelo ressecamento esgarça a pele da região posterior do canal anal que está intimamente aderida ao esfíncter interno. bem como o trauma perineal que redunda do parto normal. Estas duas eventualidades explicariam a maior predisposição das mulheres para fissuras anais anteriores.

fissura anal propriamente dita e papilite hipertrófica. Fissura anal às 6 h (linha média posterior). abaixo da linha pectínea. e em alguns casos a fissura pode evoluir para a formação de um abscesso/fístula anal.Profª Glenda Agra O tônus elevado de repouso do músculo esfíncter interno do ânus tem sido responsabilizado pelo aparecimento de fissuras anais em determinados indivíduos. Uma fissura anal primária não costuma invadir a linha pectínea. (Apenas para lembrar. situados abaixo da linha pectínea. Neles. Em seu leito podem ser vistas as fibras transversas do músculo esfíncter interno e suas bordas são endurecidas. que é causa de sintomas de ânus úmido. sendo seus 2 cm distais. A pele anal está sendo firmemente afastada a fim de expor a ferida. A fissura anal crônica. É comum ocorrer infecção superficial no leito da fissura. Situa-se na pele modificada do canal anal. Costuma cicatrizar rápida e espontaneamente e muito provavelmente a maioria de nós já a apresentou várias vezes. que se oporia à passagem de fezes mais volumosas. por outro lado. com maior ou menor expressão clínica.) A fissura anal pode ser aguda ou crônica. Suas bordas são cortantes e não há endurecimento tecidual circunjacente. A fissura anal aguda é superficial e sua base é formada por tecido conjuntivo frouxo. . Fezes volumosas então. o ânus estaria submetido normalmente a uma força maior de fechamento. mas para dentro do orifício anal. O plicoma sentinela e a papilite hipertrófica são formados pelo edema inflamatório que resulta da presença da úlcera anal profunda que não cicatriza. ao serem eliminadas em canais anais de indivíduos com hipertonia esfinctérica interna. Estando a pele de revestimento do canal anal ajustada anatomicamente a conviver com este canal de menor calibre. recobertos por pele modificada. desprovida de fâneros. costuma ser reconhecida por uma tríade diagnóstica: plicoma sentinela. não suportaria dilatações maiores do que está acostumada a sofrer para a eliminação fecal. trazendo-a do interior do canal anal (paciente em posição de litotomia). o canal anal cirúrgico possui cerca de 4 cm de extensão. elevadas e arredondadas. Patologia A fissura anal primária tipicamente possui um formato fusiforme (assemelha-se ao formato de uma canoa) e as fibras do músculo interno do ânus podem normalmente ser vistas em seu leito. romperiam o tegumento por estiramento demasiado e provocariam o aparecimento de fissuras anais.

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Plicoma sentinela (paciente em posição de Sims, sentido cranial à direita). Fonte: http://www.colegiosaofranscisco.com.br A fissura anal ocorre normalmente na linha média posterior (6 h), mas em 20% das mulheres que apresentam fissura anal, a afecção costuma ser encontrada na linha média anterior (12 h). Uma explicação plausível para estes achados ainda não foi dada. A hipertonia do músculo esfíncter interno é um achado invariável em casos de fissura anal primária, não se sabe se como causa da afecção ou conseqüência dela. A exposição de terminações nervosas sensitivas no leito da fissura, provocando dor, leva à contração voluntária do esfíncter externo e o processo inflamatório presente na fissura leva à contração involuntária do esfíncter interno, que fica em estado de permanente hipertonia.

Incidência
A fissura anal em geral incide mais em homens do que em mulheres e esta difereça se faz notar principalmente a partir da segunda década de vida. Em crianças e adolescentes, no entanto, a fissura anal é uma doença mais encontrada em indivíduos do sexo feminino. A distribuição etária da fissura anal é maior entre os 20 e 40 anos de idade. É difícil de estimar a incidência da fissura anal na polulação geral, mas, num ambulatório universitário de Coloproctologia na cidade de Birmingham (Inglaterra), observou-se que 9% dos pacientes que procuravam a instituição por queixas proctológicas o faziam por causa de uma fissura anal.

Quadro Clínico
Crianças - Em geral choram ao defecar por estarem eliminando fezes volumosas e ressecadas, que rompem o tegumento anal e provocam pequeno sangramento. A fissura anal é uma das causas mais comuns de sangramento anal em crianças. Indivíduos desta faixa etária com fissura anal em geral apresentam constipação intestinal, que pode ser causa ou conseqüência da doença anal. Adultos - Os sintomas mais apresentados por adultos com fissura anal são dor ao defecar com sangramento vivo, aumento de volume orificial e, ocasionalmente, ânus úmido. No início do quadro a dor sobrevém principalmente com a defecação, mas, com a cronificação do processo, até andar pode ser doloroso, que dirá rir ou espirrar (toda a atividade que demande contração dos esfíncteres anais será cruel para com o portador de fissura anal crônica)! Em casos

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arrastados de fissura anal crônica ocorre o aparecimento do plicoma sentinela. Pode também ocorrer edema orificial pelo processo inflamatório crônico. Em situações avançadas, o ânus úmido (pela eliminação de secreções anais serosas ou seropurulentas) e o prurido anal podem ser observados. Ocasionalmente, um paciente com fissura anal crônica pode apresentar sintomas urinários, tais como polaciúria e disúria.

Diagnóstico
O diagnóstico de fissura anal é feito pelo exame físico (proctológico) do paciente. Normalmente, o diagnóstico pode ser feito apenas pela inspeção e, na maioria dos casos, é bom que não se faça nada além dela, pois os pacientes já estão apavorados com a idéia de que o exame retal vai causar-lhes uma dor insuportável. Entretanto, a inspeção deve ser adequadamente realizada, senão deixará de evidenciar a fissura. Deve-se ter em mente que o paciente, com medo, contrai voluntariamente as nádegas e, por causa da dor da fissura, apresenta o ânus demasiadamente contraído. Tudo, então, contribui para que a região da pele modificada do canal anal não seja exposta adequadamente e a fissura não possa ser evidenciada. Deve-se conquistar a confiança do paciente, acalmá-lo e examiná-lo afastando firme e continuamente a pele das nádegas justa-orificial. A tração firme e continuada da pele perianal acabará vencendo o tempo de contração tônica voluntária do esfíncter externo, que em geral não ultrapassa 30 segundos, e o orifício anal relaxar-se-á. Pede-se então ao paciente para produzir a manobra de Valsalva (fazer força para defecar) e poder-se-á observar a descida perineal, por relaxamento da musculatura levantadora do ânus e, com o relaxamento associado dos esfíncteres anais, a pele modificada do canal anal será evertida. É nela que a fissura anal será observada. O primeiro exame deve parar por aí e o paciente deverá ser tratado, para, após algumas semanas, ser reexaminado, desta vez com manobras invasivas. A presença de um plicoma externo não é sinal de que o paciente seja portador de fissura anal! Entretanto, se não for descoberta uma fissura anal à inspeção, o toque retal deverá ser realizado com cuidado, para afastar a presença de outras afecções (como um abscesso interesfinctérico ou submucoso). No segundo exame, após o tratamento inicial da fissura anal, o paciente, sem dor ou com ela acentuadamente diminuída, será submetido a um toque retal. Notar-se-á em geral uma hipertonia esfinctérica. Em casos de fissura anal crônica, as bordas da fissura estarão endurecidas e poder-se-á evidenciar a presença de um nódulo intra-anal doloroso e pediculado (a papila hipertrófica). Todos os pacientes com fissura anal devem ser examinados por meio de uma retossigmoidoscopia, para afastar a presença de afecções concomitantes. Hemorróidas são observadas em associação com fissuras anais em até 1/3 dos pacientes. Com a retossigmoidoscopia poderão ser detectadas papilas anais hipertróficas, fístulas anais, estenose anal e abscessos interesfinctéricos, todas afecções que podem cursar concomitantemente com fissuras anais. O exame retossigmoidoscópico poderá detectar também afecções não correlatas em até 11% dos casos, tais como proctite, pólipos adenomatosos, condilomas, etc.

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O exame proctológico completo com retossigmoidoscopia reveste-se de importância fundamental no diagnóstico diferencial entre fissura anal primária e secundária. A fissura anal secundária em geral não é mediana, sendo lateral; não possui formato fusiforme, sendo irregular; não é única, havendo normalmente mais de uma; apresenta bordas infiltradas e produz mais secreção do que a fissura anal primária, por cursar, em maior grau, com infecção. Também não obedece a localização da fissura anal primária, invadindo a pele perianal ou subindo além da linha pectínea, e normalmente é mais profunda, por vezes provocando destruição muscular subjacente. A fissura anal secundária pode ser observada em pacientes com Doença de Cröhn, retocolite ulcerativa idiopática, tuberculose intestinal, prurido anal, carcinoma anal, sífilis, herpes anal, cancro mole, AIDS (por herpes anal, sarcoma de Kaposi, infecção pelo citomegalovírus, ou linfoma de células B) e leucemia. Se um exame adequado do paciente não pôde ser realizado ambulatorialmente, o paciente deve ser examinado sob anestesia. No caso de fissuras anais primárias, a investigação pode cessar com a retossigmoidoscopia. Por outro lado, diante de uma fissura anal secundária, uma investigação mais completa do paciente será mandatória, com enema opaco, colonoscopia, exames hematológicos, microbiológicos e de investigação imunológica, segundo a suspeita diagnóstica levantada. Algumas vezes um paciente com uma dor muito semelhante à fissura anal, porém sem sangramento anal, poderá nada apresentar ao exame físico. Deve-se cogitar estar diante de uma caso de proctalgia fugax.

Tratamento
Todo o tratamento da fissura anal primária está voltado para o relaxamento do esfíncter interno, que, conseguido, causará desaparecimento da dor e facilitará a cicatrização da fissura. O tratamento inicial da fissura anal primária deve ser clínico, pois até 40 % dos casos da doença cicatrizam com esta conduta. Como normalmente os pacientes apresentam constipação intestinal, eles devem ser orientados a observar um dieta rica em fibras não processadas (pois as fibras adsorvem água, encorpando e amolecendo as fezes), a ingerir bastante líquidos durante o dia (para hidratar as fezes e amolecêlas) e a obedecer o reflexo gastrocólico, principalmente o matinal, após o desjejum. Deve-se aconselhar aos pacientes que abandonem o uso do papel higiênico para diminuir o trauma local à pele anal, já "sofrida" com a presença da fissura. Pomadas, geléias e cremes de uso tópico com medicações anestésicas e antiinflamatórias têm sido empregadas na prática clínica com sucesso, talvez principalmente porque alviem a dor. O amolecimento das fezes com o emprego de moderadores do trânsito intestinal (metilcelulose, ispágula ou estercúlia), que são laxantes por aumentarem o volume das fezes às custas de adsorção hídrica é fundamental em pacientes com constipação intestinal. Uma medicação útil é o pó solúvel da semente do psyllium, que amolece as fezes e provoca defecações fisiológicas e confortáveis. O emprego de banhos de assento mornos freqüentes alivia a dor da fissura anal por promover relaxamento esfinctérico. O calor úmido possui propriedades antiinflamatórias e analgésicas.

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O uso associado de moderadores do trânsito intestinal, preparados anestésicos/antiinflamatórios de uso tópico anal e banhos de assento mornos chega a cicatrizar até 80 % das fissuras anais agudas observadas ambulatorialmente. O índice de recidiva, no entanto, chega a ser elevado. Recentemente tem sido descrito o emprego tópico anal de preparados com nitroglicerina a 0,2% em veículo gelatinoso em pacientes com fissura anal. A nitroglicerina é degradada metabolicamente, liberando óxido nítrico, que é um um potente vasodilatador e provoca relaxamento da musculatura lisa. Relaxando o esfíncter interno, haverá maior possibilidade de cicatrização da fissura. Índices de cicatrização de até 80 % em 8 semanas com o emprego de preparados contendo nitroglicerina têm sido descritos, com taxa de recidiva da fissura muito baixas (< 3%). A cefaléia tem sido descrita em alguns pacientes que utilizam tal tipo de terapêutica. Atualmente estamos desenvolvendo um estudo prospectivo, randomizado, duplo cego e controlado em pacientes com fissura anal que procuram o Ambulatório Araújo Lima do Hospital Universitário Getúlio Vargas, nos quais é empregado ou um preparado com nitroglicerina 0,2% ou xylocaína geléia a 2%. O estudo encontra-se em andamento. Uma outra substância que tem sido utilizada ultimamente, com excelentes resultados, em pacientes com fissura anal é a toxina botulínica. O produto é injetado localmente e promove o relaxamento esfinctérico esperado para que a fissura cicatrize, sem apresentar a cefaléia descrita em alguns dos pacientes que utilizam os preparados à base de nitroglicerina. Por ser forma terapêutica de emprego recente, necessita de maiores estudos clínicos para ser validada. Os pacientes que não respondem ao tratamento clínico em 4 a 8 semanas devem ser tratados cirurgicamente. A técnica cirúrgica que atualmente confere os melhores resultados é a esfincterotomia anal interna lateral subcutânea, que pode ser feita até com anestesia local (bloqueio hemorroidário inferior). Nela, após a anestesia, introduz-se uma lâmina 11 de bisturi no sulco interesfinctérico (existente entre os esfíncteres anais interno e externo) na posição das 3 h (olhando-se de frente para o orifício anal do paciente em posição de litotomia) e secciona-se o terço inferior do esfíncter interno, sem causar lesão no revestimento interno do canal anal. A pequena ferida cirúrgica orificial resultante cicatrizará horas depois e o paciente normalmente obtém alívio imediato da dor. Não há necessidade de excisar a fissura, o plicoma ou a papila hipertrófica, pois em geral, com a cicatrização da fissura, estes dois últimos apresentarão redução de volume. Quando o plicoma e a papila forem exageradamente hipertróficos, eles poderão ser excisados, mas a esfincterotomia sempre deve ser feita lateralmente, e nunca no leito da fissura, para que não ocorra incontinência pós-operatória. O tratamento de fissuras anais secundárias está voltado primeiramente para o tratamento da doença de base. Na maioria das vezes, controlando esta, a fissura acaba cicatrizando. Quando não, procede-se ao tratamento como para a fissura anal primária.

Prognóstico
O tratamento clínico da fissura anal primária é eficaz em cerca de 70% dos pacientes sem plicomas sentinelas e em apenas 47% dos com. Neles, apesar de um elevado índice de cicatrização inicial com as medidas clínicas adotadas, a fissura acaba retornando. O resultado da esfincterotomia lateral interna subcutânea (ELIS) é melhor do que o obtido pelo tratamento clínico, dando índices de recidiva de apenas em média 0 a 2 %.

e. com ela. só ocorrem graus menores de incontinência. em geral. As que acontecem acima do esfíncter anal e que são chamadas de hemorróidas internas. Até a idade de 50 anos. Elas são muito comuns. Graus variados de incontinência. e aquelas que aparecem fora do esfíncter externo e que são chamadas de hemorróidas externas.br HEMORROIDECTOMIA Hemorróidas são porções dilatadas das veias no canal anal. 50% das pessoas têm hemorróidas de alguma forma.med. Fonte: itmedicina. A gravidez é conhecida por iniciar ou agravar as hemorróidas existentes. . comuns nos métodos cirúrgicos antigos de tratamento de fissuras anais. As hemorróidas são classificadas em dois tipos.Profª Glenda Agra Após o advento da ELIS os índices de complicações da cirurgia da fissura anal diminuíram acentuadamente. caíram para em média 6% com a ELIS.

emolientes e supositórios contendo anestésicos. Hemorróidas internas geralmente não são dolorosas até elas sangrarem ou prolapsarem quando se tornam muito grandes. um laxante que absorva água à medida que passe através dos intestinos pode ajudar.uach. adstringentes e repouso no leito são medidas que permitem resolver o ingurgitamento.Gestação 7.Profª Glenda Agra Fonte: http://mingaonline.Costume de permanecer no vaso sanitário longamente 4. Os sintomas das hemorróidas e o desconforto podem ser aliviados por uma boa higiene pessoal e evitando-se força excessiva durante a evacuação. se isso falhar.Constipação crônica . Principais causas e fatores de risco da doença hemorroidária são: 1.Esforço excessivo e prolongado para evacuar 3.Obesidade 6. Banhos de assento. Isso pode levar à isquemia da área e a uma necrose eventual.Predisposição genética 2. Hemorróidas externas estão associadas com intensa dor devido à inflamação e edema causados pela trombose ( a coagulação do sangue dentro das hemorróidas). e são a causa mais comum de sangramento vermelho-vivo que ocorre com a defecação.Trabalhar em pé 5. Uma dieta rica em resíduos e que contenha frutas e farelos pode ser todo o tratamento necessário.cl As hemorróidas causam coceira e dor.

INJEÇÃO DE ESCLEROSANTE Indicações: Hemorróidas grau I e II em pacientes que não toleram a ligadura elástica ou como medida complementar a esta. infecção local e sepse.LIGADURA ELÁSTICA Indicações: Casos de grau II e casos selecionados de grau III. ligadura acidental da espessura completa da parede retal prolapsada.Prostatismo Classificação da hemorróida interna GRAU I :Sangramento recorrente isolado GRAU II: Sangramento e prolapso reversível espontaneamente GRAUIII:Sangramento e prolapso que exige redução manual GRAUIV:Sangramento.Inatividade e sedentarismo 11. mas não para prolapsos. ou externas.Profª Glenda Agra 8. prolapso que não pode ser reduzido e pode estrangular Tratamento cirúrgico 1. Complicações: dor intensa. Contra-indicações: Hemorróidas abaixo da linha dentada imunossuprimidos.Fotocoagulação com infravermelho 4.Ligadura elástica 2. discrasias sanguíneas ou uso de coagulantes. 2.Hemorroidectomia convencional 5.Idade avançada 10.Injeção submucosa de esclerosantes 3. .Diarréia crônica 9. É eficaz para evitar sangramentos.Hemorroidectomia com grampeador circular 1.

O tratamento cirúrgico consiste em excisão do tecido trombosado sob anestesia local e cicatrização por 2ª intenção. Após esse período. O tecido distal preso pelo elástico necrosa após muitos dias e se desprende. Ocorre a fibrose e. Cuidados pré-operatórios: Clister glicerinado 3 a 4 horas antes da cirurgia Técnica aberta. assim. mostrou-se doloroso para outros e passível de causar hemorragia secundária. as bordas são aproximadas com 1 a 3 pontos separados. Apesar de esse tratamento ter sido satisfatório para alguns pacientes. Com a técnica aberta. fechada ou semifechada: Após a hemorróidectomia. Um pequeno elástico é então colocado na hemorróida. nos casos de trombose e encarceramento com necrose tecidual. Casos mistos (hemorróidas internas e externas).HEMORROIDECTOMIA EXCISIONAL Indicações: Hemorróidas volumosas de grau III e hemorróidas grau IV. É conhecido por causar infecção perineal. A cirurgia pode ser feita ambulatoriamente como emergência nas 48 horas. Um tratamento cirúrgico conservador de hemorróida interna é procedimento de ligadura com elástico. Casos refratários ao tratamento com bandas elásticas ou esclerosantes.HEMORROIDECTOMIA POR GRAMPEAMENTO Hemorróidas externas trombosadas podem ser tratadas clinicamente ou cirurgicamente. mas a dor e o risco de abscesso são menores. o tratamento clínico. Como emergência. e a sua porção proximal acima da linha mucocutânea é presa com um instrumento. 4. a mucosa anal inferior é puxada para cima e adere ao músculo subjeacente. Na técnica semi-fechada. . a cicatrização é mais lenta. com calor local e pomadas proctológicas antiinflamatórias é mais apropriado. as áreas cruentas podem ser deixadas sem sutura para cicatrização por segunda intenção ou fechadas com pontos absorvíveis. A hemorróida é visualizada através do anoscópio.Profª Glenda Agra 3.

o esfíncter anal é geralmente dilatado de forma digital. Se aprecia el complejo hemorroidal interno tomado de manera longitudinal con pinza recta. um pequeno tubo pode ser inserido através do esfíncter para permitir o escape de flatos e sangue. Hemorragia e abscesso são complicações pós-operatórias raras. Durante a cirurgia. Apesar de ser relativamente indolor. e as hemorróidas são removidas com um grampo ou cauterizadas. que precisam ser tratadas por meio de cirurgias mais extensas. Após completado o procedimento cirúrgico. Hemorroidectomia ou excisão cirúrgica pode ser realizada para remover todo o tecido redundante envolvido no processo.Profª Glenda Agra Hemorroidectomia criocirúrgica é outro método para remover hemorróidas e envolve congelar o tecido da hemorróida por um tempo suficiente para causar necrose. O laser Nd:YAG tem sido útil recentemente na excisão das hemoróidas. então. previa disección del paquete hemorroidal externo. FIGURA 1. particularmente das externas. . O tratamento é rápido e relativamente sem dor. pedaços de Gelfoam ou gaze Oxycel podem ser colocados sobre as feridas anais. esse procedimento não é muito usado porque a drenagem é malcheirosa e a cicatrização prolongada. ou são ligadas e. Os métodos de tratar hemorróidas aqui descritos não são eficazes nos casos de veias trombosadas avançadas. excisadas.

El punto de material reabsorbible se pasa y anuda en el extremo de la pinza.cl . Fonte: http://mingaonline. FIGURA 3. Sutura corrida por sobre la pinza recta hasta la línea pectínea.Profª Glenda Agra FIGURA 2. FIGURA 4. La resección de los plexos se realiza con tijera o bisturí frío.uach.

tranquilizantes e antieméticos. Pode ser de ajuda o paciente fazer exercícios de relaxamento antes de defecar para relaxar os músculos perineal e abdominal que possam estar contraídos ou em espasmo. quando sentado ajudarão a diminuir a dor. porque essa posição promove a saída da drenagem do líquido edematoso. Os pacientes terão mais adesão ao tratamento e ficarão menos apreensivos se eles estiverem sem dor. Durante as primeiras 24 horas após a cirurgia retal. O paciente é instruído para ficar sentado em intervalos.Profª Glenda Agra Ações de enfermagem 1. O tratamento da dor é a principal consideração. anti-sépticos. 3 a 4 vezes por dia aliviarão a irritação e a dor pelo relaxamento do espasmo de esfíncter. são administrados conforme prescrição médica. Alimentos ricos em fibras são recomendados para promover uma massa de fezes e fazer a matéria fecal passar mais facilmente pelo reto. A administração de um analgésico antes da movimentação intestinal pode ser benéfica. podem ocorrer espasmos dolorosos do esfíncter e dos músculos perineais. Almofadas debaixo das nádegas. adstringentes. Banhos de assento. assim como gelo e substâncias analgésicas e opióides potentes (Codeína ou Tramadol) Compressas mornas podem promover circulação e aliviar os tecidos irritados.A ingesta de pelo menos 2 litros de água diariamente é encorajada para fornecer uma hidratação adequada. O paciente é encorajado a assumir uma posição confortável. Medicamentos podem incluir anestésicos tópicos (supositórios). como o Metamucil e amolecedores de fezes. Quando as compressas úmidas são usadas continuamnete. agentes anestésicsos locais podem ser benéficos para aliviar a irritação e dor local. Compressas úmidas saturadas com partes iguais de água fria loção de hamamélis ajudarão a aliviar o edema. Laxativos dessa massa. O paciente é aconselhado a reservar um tempo para o funcionamento intestinal e prestar atenção na vontade de defecar o mais rápido possível. para prevenir a maceração da pele. . vaselina deverá ser aplicada ao redor da área anal. 24 horas após a cirurgia.

4.Promovendo a eliminação urinária: geralmente. por causa do espasmo reflexo do esfíncter na saída da bexiga e uma certa quantidade de represamento muscular devido à apreensão e À dor.Profª Glenda Agra Urinar pode ser um problema no pós-operatório. Lembrar de Semio*. HEMOROIDECTOMIA.Compressas úmidas saturadas com partes iguais de água fria e loção de hamamélis ajudarão a aliviar o edema.Promovendo o cuidado domiciliar: Evitar esfregar a área com papel higiênico. Banhos de assento devem ser dados após cada eliminação intestinal.Para aliviar a constipação: 2 litros de água. banhos de assento (3 a 4 x por dia). gelo. faz-se : almofadas debaixo das nádegas. Todos os métodos para encorajar o paciente a urinar voluntariamente deveriam ser tentados antes de lançar mão do cateterismo. . Se sangramento. analgesic. A vaselina previne a maceração da pele. substâncias analgésicas. 3. notifica ao médico. ocorrem espasmos dolorosos do esfíncter e dos músculos perineais. adstringentes. 2.Monitorizando as complicações: O local deve ser observado.Aliviar a dor: 24 horas após a cirurgia retal. Dieta rica em fibras para facilitar o trânsito intestinal. durante 1 a 2 semanas após a cirurgia. FÍSTULAS ANAIS E FISSURAS ANAIS Pós-operatório 1. acarretando dor. 7. 5. agentes anestésicos locais ou supositórios. Compressas úmidas e quentes são evitadas uma vez que encorajam a dilatação e o sangramento das veias. no pós-operatório há reflexo do esfíncter na saída da bexiga. O paciente é instruído para ficar sentado em intervalos. compressas mornas. laxativos (metamucil = absorve água). Paciente é encorajado a responder prontamente à vontade de evacuar. porque essa posição promove a saída da drenagem dependente do líquido edematoso. anti-sépticos tranqüilizantes e antieméticos. Portanto. quanto à presença de sangramento retal. alimentos ricos em fibras. 6.

ferida cirúrgica Monitorizar Temperatura. Observar o aparecimento súbito de muita Formação de abscesso Complicações (infecção) da Rompimento da ferida . Monitorizar para evidência de dor abdominal constante ou generalizada. calafrios. Administrar líquidos e eletrólitos via endovenosa CPM. mecânica e infecção (infecção Avaliar o paciente para dor como cólica da ferida intermitente. Aplicar compressas úmidas CPM. Preparar para descompressão do tubo intestinal. Preparar o paciente para procedimento de drenagem. Preparar o paciente para cirurgia se a condição deteriorar. Administrar antibióticos CPM. picos febris. Observar para hiperemia. sensibilidade e dor ao redor da ferida. Obstrução intraperitoneal abdominal) Condições (peritonite) sépticas intra-abdominais Avaliar o paciente para náuseas. Assistir no estabelecimento da drenagem local. soluços. informar temperatura elevada. Administrar antibióticos CPM. Preparar o paciente para estudos de Raios X. Preparar para drenagem cirúrgica. pulso rápido e elevação da temperatura.Profª Glenda Agra COMPLICAÇÕES POTENCIAIS E PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM APÓS A CIRURGIA INTESTINAL Complicação Ìleo paralítico Prescrição de Enfermagem Iniciar ou manter a sondagem nasogástrica CPM. taquicardia. Assegurar reposição adequada de líquidos e eletrólitos. Obter espécime de material de drenagem para a cultura e estudos de sensibilidade. Administrar antibióticos prescritos se o paciente tiver sintomas de peritonite. Administrando antibióticos CPM. Instituir terapia parenteral de líquidos e eletrólitos CPM. náuseas e vômitos.

E. fístulas) (deiscência Preparar o paciente para a cirurgia. Assistir na descompressão intestinal. NUNES. fisiopatológicas e técnicas cirúrgicas.S. KAWAMOTO.A. São Paulo: Atheneu. Preparar o paciente imediatamente para a cirurgia. E.2007. V.S. W. et al. Complicações anastomóticas da anastomose. L.D.. REFERÊNCIAS BARROS. CINTRA. NISHIDE. A. São Paulo: Atheneu. Enfermagem em clínica cirúrgica.. GOFFI. Rio de Janeiro: SENAC/DN/DEP. S. . Técnica cirúrgica: bases anatômicas. BRUNNER. 1996. E. Tratado de enfermgem médico-cirúrgico. Administrar líquidos parenterais CPM para corrigir deficiências hidroeletrolíticas. 2000. Assistência de enfermagem ao paciente crítico. 1986. SUDDARTH. M.M.. Enfermagem cirúrgica. F. 2002. São Paulo: EPU. Cobrir a área da ferida com toalhas estéreis presas no local com uma faixa. D.Profª Glenda Agra drenagem serosa na ferida. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.C.

Profª Glenda Agra LOPEZ. 2007. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.ROTHROCK. J. P.. NELSON. M. M. MEEKER.G. Curitiba: Os autores. 1997. Cuidados críticos de enfermagem: uma abordagem holística. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Rio de Janeiro: McGraw-Hill Interamericana. O hospital: manual do ambiente hospitalar. MORTON. D. 2005. 1995. 2000. J. . Atlas de cirurgia geral. Cuidados de enfermagem ao paciente cirúrgico. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.C. M.C.. CRUZ. Guias práticos de enfermagem: centro cirúrgico. SABISTON. et al. R.H. M.

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