ENFERMAGEM

Profª Glenda Agra

ENFERMAGEM CIRÚRGICA

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1.CLÍNIA CIRÚRGICA: É a unidade hospitalar organizada, segundo um conjunto de requisitos que se torna apta a receber pacientes para tratamento cirúrgico em regime de internamento. 2.OBJETIVOS: Proporcionar ambiente terapêutico adequado aos pacientes com afecções clínicas diversificadas, em regime de internação. Manter elevado padrão da assistência, mediante planejamento, execução e avaliação das atividades de enfermagem. 3.DEPENDÊNCIAS: Enfermarias, expurgos, isolamentos, postos de enfermagem, repousos médicos e de enfermeiros, rouparias, sala de chefia de enfermagem, sala de curativos, sala de prescrição. 4.RELAÇÃO COM OUTROS SERVIÇOS: Almoxarifado, ambulatório, central de hemoterapia, CME, centro cirúrgico, CTI, CCIH, demais unidades de internação, divisão de enfermagem, farmácia, recepção e SAME. 5.POSIÇÃO ADMINISTRATIVA: O serviço de enfermagem da clínica está diretamente subordinado à divisão de enfermagem. 6.PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DA CLÍNICA CIRÚRGICA: Enfermeirogerente no horário da manhã. Enfermeiros: horários: manhã, tarde, noite. Auxiliares e Técnicos de enfermagem: horários: manhã, tarde, noite. Auxiliares operacionais de serviços: horários: manhã, tarde, noite. Auxiliares administrativos: horário comercial. 7.DIVISÃO DOS TURNOS DE TRABALHO: 1º TURNO: Manhã : 7:00 às 13:00h 2º TURNO: Tarde: 13:00 às 19:00h 3º TURNO: noite: 19:00 às 7:00h NORMAS E ROTINAS DA CLÍNICA CIRÚRGICA ROTINA DA MANHÃ Enfermeiro Assistencial : Assistir ao paciente. Enfermeiro Coordenador: Elabora as escalas e coordena o setor de enfermagem. Enfermeiro Responsável-técnico: Responsável por todos os outros profissionais de enfermagem, mediante o COREN.

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-Apresentar-se para receber o plantão; -Confirmar a presença de funcionários escalados; -Tomar conhecimento da escala das atribuições de tarefas e avisos; -Refazer a escala de atribuições, SN -Informar à Coordenação de enfermagem da unidade, as possíveis ausências e ocorrências; -Ler relatório geral para se inteirar das ocorrências; -Verificar exames a serem encaminhados; -Checar com os funcionários do horário, o encaminhamento de pacientes para o Centro Cirúrgico feito às 6:30h; -Verificar preparo de pacientes para exames; -Supervisionar o preparo de pacientes para cirurgias “a seguir” (AS) e encaminhá-los ao bloco cirúrgico, após solicitação. -Registrar no prontuário do paciente, os exames e cirurgias realizadas, os preparos para exames e cirurgias, exames e cirurgias não realizadas, alegando o motivo; -Realizar processo de enfermagem; -Receber paciente pós-cirurgia.

ROTINAS DA TARDE -Todos acima, exceto realização de alguns exames. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM GERAL AO PACIENTE CIRÚRGICO -Admissão ao paciente na unidade cirúrgica; -Preparar o leito antecipadamente; -Receber o paciente; -Apresentar o paciente à equipe; -Proceder de acordo com a rotina do serviço; -Entrevistar o paciente e realizar exame físico; -Preparar prontuário;

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-Verificar SSVV, peso e mensuração; -Observar estado geral do paciente; -Fazer anotações de enfermagem; -Arrolar roupas e valores; -Orientar o paciente; -Comunicar o médico; -Providenciar alimentação, medicação, etc. PREPARO PSICOLÓGICO -Visa reduzir as complicações intra e pós-operatórias; -Estudo completo das condições fisiológicas e psicológicas; -Avaliar tensão, ansiedade e nervosismo; -Buscar meios que minimizem anseios; -Solicitar o serviço de psicologia; -Pacientes orientados recuperam-se mais rápido; PREPARO FÍSICO Inicial -Melhor esclarecimento do diagnóstico; -Adequar o estado geral do paciente à cirurgia; -Inicia-se da admissão às 24h que antecede o pré-operatório imediato A enfermagem -Realiza exame físico; -Investiga determinantes que poderão afetar negativamente a cirurgia. Ex: idade, doenças. -Providencia e prepara o paciente para exames laboratoriais e outros; -Controla SSVV; -Realiza controle hidroeletrolítico; -Observa estado nutricional;

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-Orienta, estimula e administra medicamentos; -Ensina exercícios respiratórios; -Orienta quanto à higiene; -Tabagistas orientados a não fumar ou reduzir o vício; -Identifica e cuida das anormalidades que possam trazer complicações no préoperatório.

PERÍODOS OPERATÓRIOS

1.PRÉ-OPERATÓRIO MEDIATO OU TARDIO: Desde a admissão até o início do período pré-operatório imediato. 2.PRÉ-OPERATÓRIO IMEDIATO: Primeiras 24h que antecede o ato cirúrgico. 3.TRANS-OPERATÓRIO: Momento da cirurgia. 4.PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO: São as primeiras 24h após o ato cirúrgico. 5.PÓS-OPERATÓRIO MEDIATO OU TARDIO: São as 24 h subseqüentes do período pós-operatório, até a sua alta hospitalar. A CIRURGIA OBJETIVA: - Remover as possíveis fontes de infecção; -Preparar o paciente para a cirurgia; -Pré-operatório imediato: Inicia-se 24h que antecede a cirurgia. A ENFERMAGEM -Verificar listas de aviso cirúrgico; -Colhe sangue para tipagem sanguínea; -Observa alterações na sintomatologia; -Verifica SSVV; -Promove banho corporal; -Troca roupa de cama;

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-Avalia as condições gerais de higiene do paciente (retira esmalte, corta unhas); -Realiza preparo intestinal; -Orienta sobre o jejum (de acordo com a cirurgia = 8 a 12h). NO DIA DA CIRURGIA -Verifica se os preparos foram realizados; -Verificar e manter o jejum; -Retirar próteses; -Comunicar anormalidades; -Remover grampos, maquiagem; -Vestir roupas limpas; -Retirar jóias e adornos e notificar em livro; -Solicitar esvaziamento da bexiga; -Cateterismo deve se realizado no BC; -Controlar SSVV; -Administrar medicação pré-anestésica 45 minutos antes da cirurgia; -Fazer anotações e checar; -Revisar prontuário; -Transportar o paciente ao BC na hora marcada e de forma confortável; -Acompanhar o paciente até o recebimento do BC; -Controvérsias: Tricotomia. PREPARO ESPIRITUAL: Manter diálogo e questionar o paciente quanto à necessidade de padre, pastor ou outro representante de Deus, conforme a religiosidade.

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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO OBJETIVO: -Proporcionar assistência qualificada; -Vigilância contínua centralizada nas necessidades apresentadas; -Detectar precocemente complicações pós-operatórias. PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM: -Receber relatório contendo informações no intra-operatório; -Admitir o paciente na unidade em livro de admissão; -Evoluir o paciente; -Avaliar o estado geral do paciente; -Verificar SSVV; -Atentar para infiltração ou obstrução da hidratação periférica; -Avaliar o nível de consciência: Consciente, semi-consciente, inconsciente, narcose, -Prevenir a detectar precocemente problemas respiratórios, que levam a hipoxemia devido a obstrução hipofaríngeo; -Observar posicionamento do tubo endotraqueal; -Conectar em respirador mecânico SN; -Auxiliar nos procedimentos de desmame e extubação; -Verificar FR, presença de cianose e expansibilidade torácica; -Instalar oxigênio sob cateter nasal; -Aspirar secreções; -Verificar FC, ritmo, perfusão periférica; -Monitorizar o paciente; -Realizar ECG; -Observar posicionamento de drenos, sondas e infusões venosas; -Conectar funcionamento dos drenos e caracterizá-los.

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Padrão de prescrições de enfermagem para o cuidado pós-operatório do paciente durante a admissão na unidade clínica

1.Examinar a respiração e instalar oxigênio suplementar, se prescrito.

2.Monitorizar os sinais vitais e observar a pele quanto ao calor, umidade e coloração.

3.Avaliar o local da cirurgia e os sistemas de drenagem da ferida.

4.Avaliar o nível de consciência, a orientação e a capacidade para movimentar as extremidades.

5.Conectar todos os tubos de drenagem por gravidade ou por aspiração, se prescrito e, monitorizar intensivamente os sistemas de drenagem.

6.Avaliar o nível e as características da dor ( localização e qualidade) e horário, tipo e via de administração da última medicação analgésica.

7.Posicionar o paciente para promover o conforto, segurança e expansão pulmonar.

8.Avaliar as linhas endovenosas quanto à permeabilidade, assim como as infusões quanto à freqüência correta de fluxo e tipo de solução.

9.Avaliar o débito urinário no sistema de drenagem fechada ou a necessidade do paciente de urinar e distensão da bexiga.

10.Reforçar a necessidade de iniciar a respiração profunda e os exercícios para as pernas.

11.Posicionar ao alcance do paciente a campainha de chamada, a cuba-rim, as lascas de gelo ( se permitido) e a comadre ou o papagaio.

Resumo de cuidado de enfermagem no período pós-operatório imediato 1. .Avaliação e interpretação da ingestão e excreção. 9. 5.Profª Glenda Agra 12. 2. 7. 11.Avaliação e interpretação da freqüência respiratória. expansão pulmonar e prevenção da aspiração. 10. os exercícios respiratórios ou o uso do espirômetro de incentivo. hemoglobina e hematócrito.Posicionamento quanto ao conforto. 3.Avaliação e tratamento das náuseas e dos vômitos.Iniciação dos exercícios de pernas e calçamento de meias antiembolismo ou o dispositivo de compressão pneumática. os níveis de eletrólitos. profundidade e qualidade. Proporcionar informação para o paciente e família.Avaliação e interpretação da freqüência cardíaca.Avaliação e tratamento da incisão cirúrgica. 6.Iniciação dos líquidos orais ( a menos que contra-indicado pelo tipo de cirurgia). 8. da pressão arterial.Iniciar o oxigênio suplementar.Avaliação do débito urinário e da capacidade de urinar voluntariamente. da coloração e umidade da pele.Avaliação do estado mental. 4.

Intervenções para adaptar quaisquer alterações permanentes na estrutura ou função. 4. gerenciamento do estresse) 6. 3. cuidado da ferida 5.Atividades de promoção da saúde sugeridas ( ex: cessação do tabagismo.Avaliação e tratamento das necessidades psicossociais do paciente e da família. sinais e sintomas de complicações e medidas preventivas.Consultas de acompanhamento com cirurgião ou outros profissionais . dieta. 7.Complicações potenciais.O procedimento cirúrgico que foi realizado e quaisquer alterações permanentes na estrutura anatômica ou função. incluindo atividades a serem evitadas. 2.Regime terapêutico continuado. atividade progressiva.Profª Glenda Agra 12. Necessidades de instruções ao paciente após a cirurgia Todos os pacientes no pós-operatório precisam de informação e instrução nas seguintes áreas: 1. encaminhamentos para o cuidado domiciliar. 13. terapias adjuntas.Recursos comunitários.Manutenção da segurança do paciente. incluindo: medicação.

feridas por armas de fogo ou branca. Prostatectomia.Cirurgias paleativas: Ex: Paracentese. hérnia simples. ritidoplastia. eletrólitos e sangue): Transplantes. Exemplos: Sangramento grave. o distúrbio pode ser ameaçador à vida. obstrução vesical ou intestinal. apendicectomia -Cirurgias reparadoras/reconstrutoras (plásticas): Ex: Blefaroplastia. 2. Exemplos: Reparação de cicatrizes. eletrólitos e sangue): Cirurgias oftálmicas e otorrinolaringológicas -Cirurgias de Porte II (Média perda de líquidos. cirurgias neurológicas. cálculos renais ou uretrais.CIRURGIA DE EMERGÊNCIA: O paciente necessita de atenção imediata. -Cirurgias para diagnóstico: Ex: Cateterismo cardíaco. Indicação para a cirurgia: Sem demora. . fratura de crânio. mamoplastia. biópsias *Risco Cardiológico -Cirurgias de Porte I (Pequena perda de líquidos. cirurgias cardíacas. Exemplos: Infecção aguda da vesícula.Profª Glenda Agra CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS *De acordo com o atendimento 1.CIRURGIA DE URGÊNCIA: O paciente precisa de atenção rápida. queimaduras extensas. 4. *De acordo com o objetivo . reparação vaginal. Indicação para a cirurgia: Dentro de 24 a 30h.CIRURGIA ELETIVA: O paciente pode ser operado. eletrólitos e sangue): Histerectomia. Indicação para a cirurgia: A não realização da cirurgia não é catastrófica. colostomia -Cirurgias radicais: Ex: Mastectomia total. -Cirurgias de Porte III (Grande perda de líquidos.

CIRURGIA CONTAMINADA: São aquelas realizadas em tecidos traumatizados recentemente e abertos. colonizados por flora bacteriana abundante. Enxertos cutâneos. . da orofaringe. 2. Ex: Cirurgia do cólon. Cirurgias limpas com drenagem. Fraturas expostas (10h após o ocorrido). Procedimento cirúrgico ortopédico. Ortoplastia. C. 3. Obstrução biliar ou urinária. cuja descontaminação é difícil ou impossível. Cirurgias em que não ocorre penetração nos tratos digestivo. Anastomose portocava e esplenorrenal. respiratório e urinário. Quando ocorre penetração nos tratos digestivos. curetagem uterine. Feridas traumáticas limpas (até 10h após o trauma). Ooforectomia. gástrica. cirurgias eletivas atraumáticas com cicatrização de 1ª intenção e sem drenagem. Intestino delgado (eletiva). Herniorrafia. gástrica ou duodenal. Câncer.Cardíaca.CIRURGIA LIMPA: São aquelas realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação. C. bucal e dentária. crsniotomia -Cirurgias de Porte IV (+ de 6h): Transplantes. na ausência do processo infeccioso e inflamatório local ou falhas técnicas grosseiras. das vias biliares sem estase ou obstrução biliar. bem como todas aquelas em que tenham ocorrido falhas técnicas grosseiras.Profª Glenda Agra *Duração do procedimento -Cirurgias de Porte I (Até 2h): Cesariana. Neurocirurgias. C. Presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de 2ª intenção.CIRURGIA POTENCIALMENTE CONTAMINADA: São aquelas realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecido de difícil descontaminação. C. Ex: Histerectomia abdominal. Cardíacas prolongadas com circulação extracorpórea. C. C. amigdalectomia -Cirurgias de Porte II (De 2 a 4h):Histerectomia. Debridamento de queimados. por obstrução duodenal. grande contaminação a partir do trato digestivo. gastroduodenopancreatectomia *Potencial de contaminação 1. Mastectomia. Úlcera gástrica e C. Colecistectomia. na ausência de processo infeccioso e inflamatório e com falhas técnicas discretas no transoperatórios. respiratórios ou urinário sem contaminação significativa. C. na ausência de supuração local. colecistectomia -Cirurgias de Porte III (De 4 a 6h):Revascularização cardíaca. Ex: Artroplastia do quadril. C.

Degermação: consiste na eliminação dos microorganismos patogênicos das mãos e dos antebraços da equipe cirúrgica. Germicidas: são produtos ou substâncias capazes de destruir indiscriminadamente ou seletivamente microorganismos à temperatura ambiente. Ex: C. Sanificação: É o processo de destruição de microorganismos patogênicos ou não. Nefrectomia com presença de infecção. Esterilização: é o procedimento utilizado para a completa destruição de todas as formas de vida microbiana. C. Desinfecção: é o processo de destruição de microorganismos patogênicos ou não. Anti-sepsia: é a utilização de um produto anti-séptico numa área contaminada (tecido humano). abdominal com presença de exsudato e conteúdo de cólon. do reto e ânus com exsudato. Presença de vísceras perfuradas.CIRURGIA INFECTADA: São intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou órgão. . Anti-séptico: é o produto químico utilizado para a realização da anti-sepsia. Colecistectomia por colecistite aguda com empiema.Tecido necrótico. inclusive a esporulada. em presença do processo infeccioso(supuração local). fungos e vírus em artigos. Corpos estranhos e Feridas de origem suja. Desinfectantes: são substâncias químicas capazes de destruir todas as formas vegetativas de bactérias. TERMINOLOGIA ASSÉPTICA Assepsia: são meios utilizados para não contaminar uma área isenta de microorganismos. na forma vegetativa (não esporulada) de artigos semi-críticos através de meios físicos e químico. em áreas físicas consideradas limpas.Profª Glenda Agra 4. Limpeza: é o fundamental para a remoção de matéria orgânica presente nos artigos.

O primeiro elemento de composição da palavra se refere a um órgão. Formação de palavras Conhecendo a disposição dos elementos e seu significado teremos a designação dos diversos tipos de intervenções cirúrgicas. observar. aparelho ou parte do corpo humano. a ação praticada ou patologia. e o segundo elemento diz respeito à técnica ou procedimento executado. Vejamos alguns elementos de origem grego-latina comumente empregados em enfermagem cirúrgica e seus respectivos significados. em sua maior parte.Profª Glenda Agra TERMINOLOGIA CIRÚRGICA A terminologia técnica utilizada pelos profissionais da área de Saúde é constituída. de palavras formadas pela composição de elementos gregos e latinos. 1º ELEMENTO Adeno SIGNIFICADO Glândula 1º ELEMENTO Láparo SIGNIFICADO Cavidade abdomina Laringe Rim Nervo Olho Angio Artro Blefaro Cisto Vaso Articulação Pálpebra Bexiga Laringe Nefro Neuro Oftalmo . Laringo + scopia = laringe + ato de ver.

observar Comunicação entre dois órgãos ocos ou entre um órgãos e pele Corte Pexia Plastia Ráfia Scopia Stomia Tomia Vejamos os principais nomes de procedimentos cirúrgicos em que o segundo elemento da composição é ectomia (remoção). PROCEDIMENTO PARA REMOÇÃO PROCEDIMENTO DE PARA REMOÇÃO DE .Profª Glenda Agra Colecisto Colo Colpo Entero Flebo Gastro Hepato Hístero Ooforo Vesícula Cólon Vagina Intestino Veia Estômago Fígado Útero Ovário Ooforo Orqui Osteo Oto Procto Rino Salpingo Traqueo Ovário Testículo Osso Ouvido Reto Nariz Trompa Traquéia 2º ELEMENTO Ectomia SIGNIFICADO Remoção total ou parcial Fixação de um órgão Reconstituição estética ou restauradora de uma parte do corpo Sutura Ato de ver.

desta vez. o tecido doente ou danificado.Profª Glenda Agra Apendicectomia Cistectomia Colecistectomia Colectomia Embolectomia Esofagectomia Esplenectomia Facectomia Gastretomia Hemorroidectomia Laminectomia Apêndice Bexiga Vesícula biliar Cólon Êmbolo Esôfago Baço Cristalino Estômago Hemorróidas Excisão da lâmina vertebral para expor os componentes neurais do canal espinhal. Parte do fígado Útero Lobo de um órgão Mastectomia Miomectomia Nefrectomia Ooforectmia Pancreatectomia Pneumectomia Prostatectomia Mama Mioma Rim Ovário Pâncreas Pulmão Próstata Retossigmoidectomia Reto e sigmóide Salpingectomia Trompa Hepatetomia Histrectomia Lobectomia Apresentamos . a seguir. denominações de outras cirurgias. terminadas em pexia ( fixação): PROCEDIMENTO Cistopexia Histeropexia Nefropexia PARA FIXAÇÃO DE Bexiga Útero Rim . ressecando então.

Profª Glenda Agra Retinopexia Orquidopexia Retina Testículo Outros procedimentos cirúrgicos têm seus nomes terminados em plastia (reconstituição). como demonstrado a seguir: PROCEDIMENTO Blefarorrafia Colporrafia Gastrorrafia Herniorrafia Osteorrafia Palatorrafia Perineorrafia Perinorrafia PARA SUTURA DE Pálpebra Vagina Estômago Hérnia Osso Fenda palatina Períneo Tendão . como mostramos a seguir: PROCEDIMENTO Blefaroplastia Mamoplastia Piloroplastia Queiloplastia Rinoplastia Ritidoplastia Salpingoplastia PARA RECONSTITUIÇÃO DE Pálpebra Mama Piloro Lábio Nariz Face Trompa Há ainda. denominações de procedimentos onde o segundo elemento é ráfia ( sutura).

compostos com o elemento scopia ( observação): PROCEDIMENTO Artroscopia Broncoscopia Cistoscopia Colonoscopia Colposcopia Endoscopia Esofagoscopia Gastroscopia Laringoscopia Laparoscopia Retossigmoidoscopia Ureteroscopia Uretroscopia PARA OBSERVAÇÃO DE Articulação Bronquios Bexiga Cólon Vagina Órgãos internos Esôfago Estômago Laringe Cavidade abdominal Reto e sigmóide Ureter Uretra Ressaltamos ainda que nos procedimentos relacionados à observação interna dos órgãos utilizam-se vários aparelhos como. na laparoscopia. PROCEDIMENTO ÓRGÃO EM COMUNICAÇÃO COM A PELE . na broncoscopia. o broncoscópio. Vejamos agora os principais nomes de cirurgias cujo segundo elemento de formação é stomia ( comunicação entre dois órgão ocos ou entre um órgão e a pele). e o retossigmoidoscópio. desta vez.Profª Glenda Agra Vamos analisar outros nomes de procedimentos. na artroscopia. o laparoscópio. por exemplo. na retossigmoidoscopia. o artroscópio.

através do bisturi elétrico. termos ou expressões médicas freqüentemente utilizadas em clínicas cirúrgicas. geralmente por sutura Fixação cirúrgica de articulações Remoção de um tecido vivo para exame Destruição de tecido por meio de um agente cáustico ou de calor. por exemplo. as principais denominações de procedimentos cirúrgicos terminadas em tomia (corte): PROCEDIMENTO Episiotomia CORTE DA (O) Vulva Abdômen Tórax Traquéia Ureter Canal deferente Laparotomia Toracotomia Traqueotomia Ureterotomia Vasectomia Existem. Eis alguns deles: Amputação Anastomose Remoção de uma parte do corpo Conexão de dois órgãos tubulares. Artrodese Biópsia Cauterização . ainda.Profª Glenda Agra Cistotomia Colostomia Gastrostomia Jejunostomia Traqueostomia Bexiga Cólon Estômago Jejuno Traquéia Finalmente.

Corte Cálculo Denominação genérica de punção para esvaziamento de cavidade. Saída total ou parcial de um órgão do espaço que normalmente o contém. Saída de um órgão ou de parte dele para fora do seu lugar. cavidade ou abscesso a uma superfície interna ou externa do corpo.Profª Glenda Agra Cesariana Retirada do feto através de incisão na parede abdominal e no útero Ressecção da pele do prepúcio que cobre a glande Hérnia da bexiga por musculatura do períneo defeito na Circuncisão Cistocele Curetagem uterina Raspagem e remoção do conteúdo uterino Separação de bordas suturadas de uma ferida previamente Deiscência Dissecção Divertículo Corte ou separação de tecidos do corpo Abertura no formato de bolsa em um órgão com a forma de saco ou tubo Transplante de órgão ou tecido Saída de vísceras de sua cavidade Extirpação cirúrgica Passagem anormal que liga um órgão. Queda de um órgão Remoção cirúrgica de parte de um órgão Enxerto Evisceração Exerese Fístula Hérnia Incisão Litíase Paracentese Prolapso Ptose Ressecção . especialmente quando este surge em um orifício natural.

Punção cirúrgica na cavidade torácica Veias dilatadas no escroto Toracocentese Varicocele INFECÇÃO: É a resposta inflamatória provocada pela invasão ou pela presença de microorganismos em tecidos orgânicos. Infecção autógena: indica que a infecção foi derivada da flora do paciente. independente de tê-la adquirido no ambiente hospitalar ou na comunidade. Durante a hospitalização. o paciente gradativamente adquire a flora hospitalar. a princípio originária da comunidade. sofrendo portanto alteração em decorrência da hospitalização. por isso foi criado o conceito de infecção autógena. INFECÇÃO AUTÓGENA X INFECÇÃO EXÓGENA As infecções podem ser diferenciadas de acordo com a origem dos microorganismos que a causam. INFECÇÃO PREVENÍVEL X INFECÇÃO NÃO-PREVENÍVEL . Infecções endógenas: são causadas pela microbiota do paciente. Infecções exógenas: são aquelas que resultam da transmissão a partir de fontes externas ao paciente. A maioria das infecções hospitalares causada pela microbiota do paciente. ficando difícil estabelecer sua origem.Profª Glenda Agra Retocele Hérnia da parede do reto por defeito na musculatura do períneo.

sífilis e AIDS. Por exemplo: infecções cruzadas. Adicionalmente. Este é o caso das infecções em pacientes imunologicamente comprometidos. 2. que regulamenta as ações do controle de infecções hospitalares no território nacional. especialmente as dde fonte comum.Infecção em recém-nascido. transmitidas pelas mãos dos funcionários. toxoplasmose.preveníveis: são aquelas que acontecem a respeito de todas as precauções tomadas. . classificando-as em comunitárias ou hospitalares.As infecções associadas a complicações ou extensão da infecção já presente na admissão.616/98 do Ministério da Saúde. podem ser evitadas se for feita lavagem correta das mãos. pelo próprio critério epidemiológico sua identificação. são também consideradas comunitárias todas as infecções de recém-nascidos associadas com bolsa rota superior a 24 horas. estas infecções representam no máximo 5% do total. pois. Epidemias. devemos lembrar que. como vimos anteriormente. São também comunitárias: 1. INFECÇÃO COMUNITÁRIA É a infecção constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente. herpes simples. Geralmente. citomegalovirose. se forem precocemente identificadas.). a identificação do evento desencadeador da infecção hospitalar é retrospectivo e difícil de ser estabelecido. a maioria das infecções hospitalares tem uma etiologia multicausal e nem todas estas causas podem ser preveníveis. cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi comprovoda e que tornou-se evidente logo após o nascimento ( por exemplo. rubéola. Infecções não. CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DE INFECÇÃO HOSPITALAR A portaria 2.Profª Glenda Agra Infecções preveníveis: são aquelas em que a alteração de algum evento relacionado pode implicar na prevenção da infecção. a menos que haja troca de microorganismos ou sinais ou sintomas fortemente sugestivos da aquisição de nova infecção. traz em seu anexo II conceitos e critérios para o diagnóstico das infecções. desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital. em relação à Portaria 930/92. são potencialmente preveníveis. Entretanto. originárias a partir de sua flora.

hipotermia com a queda desta temperatura abaixo de 33. derivada da observação direta do paciente ou da análise de seu prontuário. A Portaria Ministerial 930/92 define princípios para o diagnóstico de infecções hospitalares: “ O diagnóstico de infecções hospitalares deverá valorizar informações oriundas de evidência clínica. 2. considera-se infecção hospitalar toda manifestação clínica de infecção que se apresentar 72 horas após a admissão. e evidências de estudos com métodos de imagem. Para a uniformização de certos conceitos. seguido do agravamento das condições clínicas do paciente. Também são consideradas hospitalares aquelas infecções manifestadas antes de se completar 72 horas da internação.” Estes princípios pressupõem a busca ativa de casos a partir de pistas diagnósticas. resultado de exames de laboratório.Quando na mesma topografia em que foi diagnosticada infecção comunitária for isolado um germe diferente. e métodos de visualização. definimos febre como temperatura axilar acima de 37.As infecções no recém-nascido são hospitalares.8º C.5ºC. endoscopia. Usam-se como critérios gerais: 1.Quando se desconhecer o período de incubação do microoganismo e não houver evidência clínica e/ou dado laboratorial de infecção no momento da admissão. biópsia e outros. algumas nem sempre de fácil acesso em nosso meio.Profª Glenda Agra INFECÇÃO HOSPITALAR É qualquer tipo de infecção adquirida após a internação do paciente e que se manifesta durante a internação ou mesmo após a alta. 3. quando associadas a procedimentos invasivos diagnósticos e/ou terapêuticos. hipotensão como pressão sistólica menor que 90mmHg em duas medidas tomadas com intervalo de uma hora. . quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. o caso deverá ser considerado como hospitalar. com exceção das transmitidas de forma transplacentária e aquelas associadas à bolsa rota superior a 24 horas. a pesquisar de antígenos e anticorpos. ressaltando-se os exames microbológicos. realizados previamente. A sorologia é considerada positiva se for encontrada imunoglobulina específica da classe IgM ou um aumento de quatro vezes nos títulos de IgG específica.

Não sofreu procedimento de risco Considerar 72 horas da transferência Sofre procedimento de risco. a não ser que tenha havido implante. mas é transferido sem este . Após a alta do paciente. uma vez que as infecções estão. consideramos hospitalar se a infecção for detectada até o valor máximo do período de incubação. as infecções são consideradas hospitalares se manifestadas até 72 horas. na mesma topografia em que a infecção é suspeita. Sua duração depende da correlação entre inóculo e virulência do microorganismo. A Portaria exclui as que estejam incubando no momento da internação.Profª Glenda Agra Nem todas as infecções diagnosticadas após a admissão do paciente são hospitalares. É considerada hospitalar se o tempo de hospitalização do paciente superar a duração mínima do período de incubação. Para as infecções que não têm período de incubação conhecido. o prazo é ampliado para sete dias após a retirada do procedimento. a uma tromboflebite séptica relacionada a um cateter vascular. após a alta do paciente. não há alteração do prazo de 72 horas. a não ser que a infecção detectada esteja seguramente relacionada. Se o paciente for submetido a um procedimento invasivo no hospital. na sua grande maioria. ela será considerada hospitalar. Nas transferências sem procedimentos invasivos. Com estas condutas estaremos incluindo como infecção hospitalar todas as possibilidades. pois seu período de incubação varia de 15 a 21 dias. Para os demais procedimentos. a infecção será creditada à unidade anterior. e a resistência do hospedeiro. se identificarmos uma varicela no 17º dia de internação de um paciente. particularmente a ventilação mecânica e os cateteres vasculares. e consideram-se 30 dias após o ato cirúrgico. Uma varicela detectada no 21º dia após a alta é considerada hospitalar. as infecções urinárias que se desenvolvem logo após cateterismo vesical. relacionadas ao cirúrgico. Quando for realizada sondagem vesical. como infecção hospitalar aquela que foi diagnosticada após 72 horas de internação do paciente. consideramos no Brasil. A dúvida consiste em definir a unidade responsável pela infecção. dentro do próprio hospital. O período de incubação é sempre expresso por um intervalo de tempo com um valor mínimo e um máximo. são as IH identificadas em pacientes transferidos de uma unidade para outra. utilizamos o período de 72 horas para definir a unidade da infecção. caso contrário. independente do tempo de permanência do paciente. Uma questão freqüente para os controladores de infecção. não há necessidade de esperarmos as 72 horas para classificá-la como hospitalar. Exemplificando.Assim sendo. Entretanto. por exemplo. A infecção será incluída na nova unidade somente se o diagnóstico efetuado ocorrer após 72 horas da transferência. como é o caso das infecções urinárias e pneumonias.Quando transferido com procedimento a infecção é tabulada na unidade em que for diagnosticada. sendo estendido este prazo em até um ano.

excluindo apenas as transmitidas de forma transplacentária. apenas durante o período de transmissibilidade das doenças. RECÉM-NASCIDO A Portaria 930/92 coloca todas as infecções do recém-nascido como hospitalares. em situações definidas e. Isolamento: Conjunto de medidas adotadas para fazer uma barreira que impeça a disseminação de agentes infecciosos de um paciente para outro. Sofre procedimento de risco e é transferido com este Considerar a infecção da unidade onde está o paciente. Portanto. Colonização: é o aumento de um ou mais tipo de microorganismo sem causar uma reação.Profª Glenda Agra Considerar sete dias da retirada da sonda vesical e três dias para os demais procedimentos. Está indicado nas doenças transmissíveis. Diagnóstico de infecção cirúrgica Considerar a infecção da unidade onde está o paciente. Uma parturiente com bolsa . geralmente por intermédio de profissionais de saúde e que também é considerada infecção hospitalar. INFECÇÃO CRUZADA É a infecção transmitida de paciente para paciente. esta recomendação sobre isolamentos deve se completar com o período de incubação e de transmissão das doenças. para os visitantes e/ou para o meio ambiente.

Todas as infecções transplacentárias sejam consideradas comunitárias. Todas as infecções neonatais são consideradas hospitalares. como as infecções congênitas. durante sua passagem pelo canal do parto ou após seu nascimento. como por exemplo. As infecções identificadas no recém-nascido podem originar-se por via transplacentária ou por contaminação ascendente após a ruptura da bolsa. as infecções originárias desta atividade devem ser consideradas nosocomiais. Evidentemente. são consideradas infecções hospitalares as derivadas de contaminação durante a passagem do feto pelo canal do parto e aquelas adquiridas após o nascimento. Nestes pacientes ela continuou excluindo as infecções transmitidas de forma transplacentária e. que passou a regulamentar o controle de infecção hospitalar em substituição à 930/92. também excluiu aquelas associadas a mais de 24 horas de bolsa rota.Profª Glenda Agra rota há 15 dias que. Então. estas infecções serão hospitalares se diagnosticadas após 72 horas de internação materna. se o parto for hospitalar.616/98. exceto para as infecções detectadas em recém-nascidos. como sistematização propomos que: 1. As infecções transplacentárias já foram definidas como comunitárias. 2. exceto aquelas transmitidas por via transplacentária. ao entrar no hospital. esta infecção deve ser classificada como hospitalar. obviamente devem ser considerados hospitalares. a conseqüente da carioamnionite materna por bolsa rota.Todas as demais infecções identificadas em recém-nascidos de mães admitidas com bolsa íntegra sejam consideradas hospitalares. dá à luz um recém-nascido com sepse. No caso de mães admitidas com bolsa rota. Logo.como novidade. A Portaria MS 2. de acordo com a Portaria. Os casos em que a parturiente dá entrada com bolsa íntegra. pouco alterou em relação aos critérios diagnósticos gerais. e as que ocorrem após o nascimento são indubitavelemente hospitalares. . e as decorrentes da contaminação comunitária intra-uterina.

medicamentosa. síndrome de Guillain Barrè. tétano. Já a infecção respiratória apresenta-se como uma das complicações mais freqüentes dos clientes operados.Profª Glenda Agra RISCO DE INFECÇÃO NO CLIENTE Sabidamente. leishmaniose visceral. difteria. lagartas e animais peçonhentos (aranha. meningite por H. exposição à radiação ionizante. DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA Em casos suspeitos ou confirmados. DSTs – sífilis. Da mesma forma. influenzae. dengue. toxi-infecção alimentar. coqueluche. hanseníase. rubéola. Intoxicação de qualquer natureza – química. cobra e escorpião). AIDS. a infecção do sítio cirúrgico é uma das causas mais comuns de infecção hospitalar na maioria dos hospitais. DOENÇAS A SEREM ISOLADAS Respiratório: . é obrigatória a notificação imediata ao Serviço de controle de Infecção Hospitalar (SCIH) e. plantas. febre amarela. hepatite B. uretrites e vaginites não gonocóccicas. a infecção urinária hospitalar. febre tifóide. donovanose. doença de Chagas (casos agudos) e paralisias flácidas tais como poliomielite. herpes genital. mieleites. das doenças relacionadas abaixo. linfagranuloma venero. peste. na impossibilidade deste. diretamente ao Serviço de Vigilância Epidemiológica da cidade ou região (Distrito Sanitário). cancro mole. Doença meningocócica e outras meningites. sarampo. procedimento bastante freqüente nos casos cirúrgicos. malária (em área não-endêmica). condiloma acuminado. leptospirose. gonorréia. uma vez que uma de suas principais causas é o cateterismo vesical.

rubéola. a extensão da incisão também pode ser um fator de risco. Cirurgias com duração acima de duas horas apresentam incidência maior de infecção da ferida cirúrgica de forma estatisticamente significante. escarlatina. Síndrome de Fournier ou Fasciite necrosante). descolamento de tecidos além do necessário (que levam a sangramento e transudações). quanto maior a incisão. herpes zoster. pneumonia estafilocócica.Profª Glenda Agra O quarto de isolamento é obrigatório para: caxumba. A cirurgia com manuseio excessivo. também deve ser considerado os aspectos relacionados à duração e extensão do procedimento cirúrgico. ASPECTOS RELACIONADOS A TODOS PACIENTES CIRÚRGICOS Especificidades da cirurgia Além da classificação das cirurgias por potencial de contaminação. meningite por haemophilus. técnica cirúrgica. com hemostasia inadequada (permitindo a formação de seromas e hematomas) com sutura defeituosa e . estreptococo betahemolítico (amigdalite. sarampo. A técnica cirúrgica é crucial. tipo de cirurgia. TB (escarro positivo). duração do procedimento. maior a porta de entrada para microorganismos. hipotermia por grande quantidade de infusões e exposição da incisão ao ambiente frio da SO. coqueluche. meningite meningocócica. conforme dito. aumento da destruição dos tecidos pelo tempo de manipulação. período em que o paciente está privado de seus mecanismos de defesa naturais. uma vez que. aumento do período em que o tecido é privado de sistema de defesa devido à irrigação sanguínea insuficiente. A duração do procedimento cirúrgico pode aumentar o risco de infecção por vários motivos: aumento de microoorganismos que podem contaminar a ferida. Teoricamente. maior tempo sob efeito de anestesia e de assistência ventilatória.

fornece. principalmente com administração de atropina. crescimento de tumores. Tal quadro interfere na ventilação normal do paciente. com o tecido morto resultante. ventilação controlada. e principalmente englobando muito tecido. Mesmo que o medicamento anestésico isoladamente não esteja comprovadamente relacionado à infecção pós-operatória.. no sentido de minimizar os efeitos das situações mencionadas. A pneumonia por aspiração é um achado freqüente. levando a um relaxamento e paralisia dos músculos respiratórios. bloqueio dos reflexos com formação de muco e espasmos da laringe. destaque-se a habilidade técnica do cirurgião. Participando diretamente de todos esses aspectos. inibição da fagocitose. altas concentrações de oxigênio e inalação prolongada de gases sem umidificação. a ação das drogas deprime o SNC.Profª Glenda Agra formação de áreas de isquemia ou necrose pode favorecer proliferação de bactérias. pois agem como lagos. intensificando a depressão respiratória. um meio de cultura cujos agentes fagocitários não conseguem ali chegar. com alteração dos centros subcorticais extrapiramidais. Assim. facilitando a ação dos germes patogênicos. assim como a possibilidade de permanência de microorganimos na mesma ainda que não se possa negar o avanço nas cirurgias com o uso de bisturi elétrico . O uso de fios de sutura inadequados desperta forte reação como corpo estranho. que necessita de assistência respiratória através de procedimentos invasivos como intubação. depressão da resposta alérgica. O seu uso inadequado ou exagerado. o fator mais importante na imunossupressão de clientes submetidos a cirurgias não seria a técnica anestésica ou o tipo de droga escolhido e sim o nível de bloqueio ao estresse cirúrgico. rejeição de órgãos transplantados. aliado a outras situações pode apresentar condições opostas: a presença de tecido isquêmico ou necrosado por uso de bisturi elétrico. brônquios e importante alteração hemodinâmica. Anestesia e trauma anestésico-cirúrgico A anestesia geral pode estimular: infecção pós-operatória. Outros mecanismos não-específicos são alterados pela anestesia: diminuição de fluxo mucociliar. Os anestésicos também podem interferir na transmissão do impulso nervoso para a musculatura lisa. anafilaxia.inclusive como auxiliar no controle de infecção pela diminuição do tempo operatório e melhor e mais rápida hemostasia. por pontos hemostáticos abrangendo áreas extensas ou por suturas muito apertadas. Período de hospitalização pré-operatória . que isolam os agentes fagocitários. portanto constituindo fatores de risco de infecção respiratória. Os seromas e hematomas são causas importantes de diminuição da resistência local. Cirurgias que necessitam de grande quantidade de irrigação e quer não são adequadamente aspiradas ou drenadas aumentam o esforço do organismo para absorver o excesso de secreção. aspiração.

Esses procedimentos devem garantir a rápida remoção ou a destruição de toda a flora transitória da pele e parte da flora residente. Degermação e preparo pré-operatório da pele Não há como negar que as mãos e antebraços da equipe cirúrgica e a própria pele do sítio cirúrgico do cliente constituem fontes das mais importantes de microorganismos de flora endógena.A degermação das mãos e antebraços e anti-sepsia pré-operatória da pele são práticas bastante antigas do ritual cirúrgico. presente no pessoal e no ambiente hospitalar. conhecida por flora de colonização. a causadora da grande maioria das infecções do sítio cirúrgico e cuja transmissão pode ocorrer. a paramentação busca proteger o paciente contra contaminação da flora normal liberada pelo pessoal da SO e pelo paciente durante a cirurgia. sendo a mesma.Atualmente. além disso pode-se considerar comum as microperfurações das mesmas. A tricotomia tem recebido especial atenção com relação ao risco de infecção no sítio cirúrgico. mas sim a possibilidade de ocorrer solução de continuidade da camada .Profª Glenda Agra Isso se explica pela possibilidade de o cliente se colonizar em seus vários sistemas com uma flora bacteriana modificada. pelo contato direto e a manipulação continuada durante a intervenção cirúrgica. esses procedimentos também têm o objetivo de estabelecer uma atividade residual que retarde a recolonização. visto que. Se justifica a remoção dos pêlos adjacentes ao local operatório para facilitar a visualização e a técnica operatória. no caso da degermação das mãos da equipe cirúrgica. principalmente. os microorganismos proliferam com maior intensidade sob as luvas. cateterismo vesical. Procedimentos invasivos Tricotomia. A remoção do pêlo não é o verdadeiro problema. de longe. Paramentação cirúrgica Semelhante ao item anterior. punções e cateterismos vasculares são procedimentos invasivos a que o paciente pode ser submetido. assim como para diminuir a contaminação da incisão com microorganismos presentes nos pêlos.

Profª Glenda Agra epidérmica. . no Diário Oficial da União. que revogou a Portaria nº930/92.997. microcortes até cortes visíveis sangrantes. propiciando. a Lei nº 9. Atualmente. É uma iniciativa da ANVISA. reações alérgicas. possibilitando a análise do perfil de sensibilidade de todos os organismos e o seu acompanhamento por tipo de ambiente ou unidade assistencial. de 12 de maio de 19998.997. coloca em seu artigo 1º que os hospitais do país são obrigados a manter Programa de controle de Infecções Hospitalares _ PICH.431. de 6 de janeiro de 1. A Lei 9. lançado em setembro de 2. além da invasão de microorganismos. foi publicada. justamente.004. em 1. tendo como meio de cultura a exsudação produzida.431/97. também a sua permanência e reprodução. conforme veremos mais adiante. e contribuirá no combate à resistência microbiana. que foi revogada e substituída pela Portaria MS nº 930/92. SINAIS: Permite a obtenção de indicadores que consideram os riscos relacionados ao tempo de internação e de exposição a procedimentos invasivos e as características dos pacientes e das unidades de internação. O Sistema nacional de Informação para o Controle de Infecções em Serviços de saúde (SINAIS). Uso de antibióticos Uma das causas principais das infecções hospitalares atuais deve-se . ao uso inadequado ou indiscriminado dos antibióticos. está em vigor a Portaria nº 2. que é uma barreira natural de defesa contra a invasão de microorganismos. com o intuito de oferecer aos hospitais brasileiros e gestores de saúde uma ferramenta para aprimoramento das ações de prevenção e controle das infecções relacionadas à assistência à saúde. com a Portaria MS nº196/83. Os tipos de alterações da integridade da pele variam desde a inflamação folicular.616. CONTROLE DE INFECÇÕES HOSPITALARES O programa de controle de Infecção Hospitalar começou a ser regulamentado em 1. Em maior ou menor intensidade todos provocam aumento da permeabilidade da camada epidérmica.983. que em seu artigo 1º fala da obrigatoriedade dos hospitais em manterem um Programa de Infecções Hospitalares (PCIH) e no artigo 2º preconiza a criação de comissão de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH) para execução deste controle.

para os efeitos desta Lei. soluções anti-sépticas e desinfetantes. como: isolamento. apresentam igual . Esta integração contribui para que bons resultados sejam alcançados. por outras categorias profissionais. Os setores de apoio. métodos de esterilização. surtos ou outros problemas e propõe soluções no que diz respeito às infecções hospitalares. na diretoria e do SCIH.Oferece assessoria em medidas de proteção antiinfecciosa. sendo um elo de ligação para os demais trabalhadores. assegurando desta maneira sua aderência junto aos demais serviços da instituição.A coleta de dados. padronizações. A vigilância sanitária que é representada na instituição pelo controle de infecção. também chamada vigilância epidemiológica das infecções hospitalares. De acordo com a legislação brasileira. ou seja. podem traduzir-se em infecção hospitalar. Colabora com os demais serviços nas padronizações de procedimentos invasivos e dos antimicrobianos. e. a interpretação das informações coletadas. colaborando com programas de treinamento. justificando. seja por problemas técnicos ou por condições inadequadas. crítica e legal sobre assuntos relacionados ao controle das infecções hospitalares. aquisição de recursos humanos. procurando corrigir as deficiências antes que a infecção ocorra. a vigilância sanitária e elaboração e execução do Programa de Controle de Infecção Hospitalar. preocupando-se com as infecções de maneira pró-ativa. Este grupo é composto por enfermeiros e médicos. reformas e outras medidas necessárias. na aquisição de artigos e insumos que podem estar relacionados às infecções hospitalares. o feedback ao setor envolvido. O controle de infecção hospitalar tem como base em sua estrutura a Comissão de controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e um grupo executivo. com o objetivo de manter sob controle as infecções. também chamado Serviço de controle Hospitalar (SCIH). em processos de construções e reformas arquitetônicas. observa os bastidores do hospital. habitualmente são realizadas pela equipe do SCIH. materiais e equipamentos. alocadas especificamente para tais funções. algumas instituições. todos os hospitais são obrigados a ter um Programa de controle de Infecção. Estes profissionais deverão ter como condição obrigatória atualização científica. sob o ponto de vista do controle de infecção hospitalar. mudanças de conduta e rotina. em todos os setores da organização.Profª Glenda Agra considerando programa de controle de infecções hospitalares. sendo que a CCIH valida e divulga as propostas e ações do SCIH. o conjunto de ações desenvolvidas deliberada e sistematicamente com vistas à redução máxima possível de incidência e da gravidade das infecções hospitalares. A CCIH deve ser composta de profissionais representantes dos serviços que atuam direta ou indiretamente na assistência ao paciente. transformando suas informações em ações preventivas para toda a comunidade hospitalar. cuja assistência ao paciente é prestada indiretamente. Procedimentos invasivos realizados de forma incorreta. O controle de infecção deve dar informações quanto à evolução da situação em questão. Detecta aumento de episódios.

contemplando. Prevenir doenças originadas de aplicação incorreta das medidas de precauções. podendo estar inseridos no aparecimento das infecções. adequado às características e necessidades da instituição. ações relativas à implantação de um Sistema de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares.Elaborar. implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnicooperacionais. uso racional de antimicrobianos. também é alvo de atuação da vigilância sanitária. e implantar imediatas de controle. visando limitar a disseminação de agentes presentes nas infecções em curso no hospital. germicidas e materiais médico-hospitalares.Avaliar. no que diz respeito à prevenção e controle das infecções hospitalares. manter e avaliar programa de controle de infecção hospitalar. 3. sempre que indicado. regularmente. devido à falta de recursos ou negligência do próprio profissional. por meio de medidas de precaução e de isolamento.Profª Glenda Agra importância na qualidade de seu atendimento. implementação e supervisão das normas e rotinas técnico-operacionais. que deve continuamente exercer suas atividades de maneira integrada com o controle de infecção. promovendo seu amplo debate na comunidade hospitalar. a situação do controle das infecções hospitalares. periodicamente.Elaborar e divulgar. 4. periódica e sistematicamente. as informações providas pelo Sistema de Vigilância Epidemiológica das infecções hospitalares e aprovar as medidas de controle propostas pelos membros executores da CCIH. relatórios e comunicar. implementar. COMPETÊNCIAS DA CCIH A CCIH do hospital deverá: 1. observa-se as atividades relacionadas aos pacientes e aos próprios profissionais estão sendo realizadas e em que condições estão ocorrendo. Através de visitas. à autoridade máxima de instituição e às chefias de todos os setores do hospital. visando à prevenção e controle das infecções hospitalares. . porém não substitui o papel da supervisão. 2.Realizar investigação epidemiológica de casos e surtos. no mínimo.Elaborar. 5. capacitação do quadro de funcionários e profissionais da instituição. adequação.

bem como fornecer. 8. na ausência de um núcleo de epidemiologia. 9. 10.Notificar.Cooperar com a ação do órgão de gestão do SUS. os casos e surtos diagnosticados ou suspeitos de infecções associados à utilização de insumos e/ou produtos industrializados. 11. . no que diz respeito ao controle das infecções hospitalares.Cooperar com o setor de treinamento ou responsabilizar-se pelo treinamento. as informações epidemiológicas solicitadas pelas autoridades competentes. 7. política de utilização de antimicrobianos. e atuar cooperativamente com os serviços de saúde coletiva.Elaborar regimento interno para a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnicooperacionais.Profª Glenda Agra 6. visando a prevenção e o tratamento das infecções hospitalares. os casos diagnosticados ou suspeitos de outras doenças sob vigilância epidemiológica (notificação compulsória). prontamente.Adequar. em cooperação com a Comissão de Farmácia e Terapêutica. 12. com vistas a obter capacitação adequada do quadro de funcionários e profissionais.Notificar ao Serviço de Vigilância Epidemiológica e Sanitária do organismo de gestão do SUS.Definir. ao organismo de gestão do SUS. atendidos em qualquer dos serviços ou unidades do hospital. germicidas e materiais médico-hospitalares para a instituição.

sangue. seja do tubo digestivo. São reconhecidos dois tipos de drenagem: Profilática: tem a finalidade de impedir o acúmulo de secreções. Ministrar líquidos e alimentos. Remover qualquer líquido da cavidade peritoneal. Terapêutica: se destina a promover a saída de material acumulado. Descomprimir o tubo digestivo. devido a grandes descolamentos no subcutâneo ou pela colocação de material protético empregado como reforço parietal.Profª Glenda Agra SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA UTILIZAÇÃO DOS DRENOS CIRÚRGICOS Os drenos e as sondas constituem em valiosos auxiliares utilizados na prática cirúrgica visando facilitar o escoamento de conteúdo cavitário. A drenagem tem várias funções. A drenagem pode ser realizada por drenos e sondas: . seja do aparelho urinário. Na parede abdominal podem ser utilizadas com o objetivo de drenar secreções purulentas (abscessos) ou diminuir o espaço morto e eliminar restos de soro. Os drenos são utilizados para remoção de acúmulos anormais no interior da cavidade ou nos permeios da parede abdominal. parietal ou visceral. Acessoriamente. tecidos. bile). Orientar coleções e fístulas. destina-se a administrar líquidos e alimentos. As sondas tem indicação para o escoamento de conteúdo intraluminar. Evacuar líquidos intraluminares (urina. dentre elas podemos destacar: Propiciar saída de secreções purulentas ou de conteúdo intestinal.

Sempre fixar o dreno no local de exteriorização. . estando destinadas à luz do tubo digestivo e seus anexos. podendo ter balonete. Não deixar o dreno entrar em contigüidade com as linhas de sutura para evitar fístulas. Drenos de aspiração. que apresentam paredes rígidas. Deve ficar suficientemente afastado da cicatriz cirúrgica para não interferir com os cuidados da FO. Sondas: são tubos de borracha. porém maleável.Profª Glenda Agra Drenos: são lâminas ou tubos de material sintético. PRINCÍPIOS DA COLOCAÇÃO DE DRENOS Os drenos intraperitoneais não devem ser exteriorizados pela incisão para evitar infecção e interferir na cicatrização. TIPOS DE DRENAGEM Existem 4 tipos de drenagem. largura variável. com paredes flexíveis. ser radiopacas ou não. Drenos túbulo-laminares. pericárdio) e do espaço intervisceral e tissular. O orifício de saída deve-se localizar em local de declive para facilitar a drenagem por gravidade. peritônio. de plástico ou de derivados do petróleo. usados na drenagem das grandes cavidades serosas (pleura. O orifício de saída deve ser proporcional ao diâmetro do dreno para evitar compressão ou evisceração. conforme o mecanismo de ação: Drenagem laminar. com calibre variado. Não lesar com demasia a parede na confecção do trajeto parietal. árvore traqueobrônquica e sistema geniturinário.

Tem a preferência nas cirurgias do aparelho digestivo com anastomeses. utilizados por radiologistas. sonda retal. Os tubos são fixados ao Penrose por meio de suturas individuais. . Seu mecanismo de ação é por meio da drenagem passiva. ao mesmo tempo que se aspira sob baixa pressão por meio de outro. Este tipo de drenagem diminui o risco de contaminação a partir do dreno. O sistema funciona instilando solução fisiológica por um dos tubos. também podem ser utilizadas para administrar líquidos. Drenagem laminar: Dreno de Penrose. tubulares. que é muito fino e. Utilizado nos casos de pancreatite. retalhos miocutâneos.Profª Glenda Agra Cateteres de drenagem. descomprimir (sonda nasogástrica. São utilizados em cirurgias com grande descolamento tecidual (hérnia incisional. para realizar drenagens percutâneas de coleções ou cateterização de via biliar. Drenos túbulos-laminares: São formados por 2 ou 3 drenos tubulares de látex. Deve-se periodicamente instilar soro para desobstruir o cateter. Seu mecanismo de ação funciona por sucção. sendo divididas conforme o órgão em que será utilizada: sondas gastrintestinais. O terceiro tubo é o respiro. Drenos de aspiração: Drenos de sucção fechada. Pode-se colocar gaze ou qualquer outro material sintético absorvente dentro do Penrose com a finalidade de aumentar a drenagem. Dreno Portovac. esvaziamentos ganglionares) e quando há extensa ressecção com espaço morto local. retal. nasojejunais. silicone ou teflon. deve ser retirado em 24 a 72 horas. Cateteres de Drenagem (pigtailed): Drenos tubulares. nasobiliares. Dreno de Sump. produzidos de silicone ou cloridrato de polivinil. sondas utilizadas para descomprimir anastomoses) ou comprimir (sonda de Sengstaken-Blackmore e sonda de Foley na prostatectomia). parede resistente e pouco flexível. As sondas são tubos introduzidos no lúmen de vísceras ocas. facilitando e acelerando o escoamento. para fluidificar a coleção. por capilaridade. porém. além de drenar o conteúdo presente no lúmen das vísceras ocas. abscessos ou quando se deseja lavar a cavidade abdominal. que evita o colabamento do sistema de sucção. gastrostomia. jejunostomias. de Sengstaken-Blackmore. cecostomias. firmes. guiados por TC ou USG. colocados dentro de um dreno de Penrose. finos. O funcionamento é por capilaridade e por drenagem ativa. sondas urinárias entre outras. As sondas. com múltiplas perfurações. de plástico ou látex. medicamentos e nutrientes. sendo uma drenagem ativa.

caso seja utilizado. má vascularização e infecção local.Cirurgias em que há extensa área cruenta. fechado após o 7º dia pós-operatório (após a realização da colancistectomia) e retirado após o 14º dia. O emprego de drenos é conveniente nas seguintes situações: 1. INDICAÇÕES ESPECÍFICAS Existem algumas cirurgias em que são acoplados sistemas de drenagem como rotina. colocas-se o Penrose ou dreno de aspiração Portovac tracionando-o no 1º dia e retirando-o no 2º ou 3º dia pós-operatório. 6. como suco bileopancreático ou seroma. a utilização de drenos é discutível (vários autores contraindicam a drenagem por apresentarem maior risco de infecção).Cirurgias em que podem ter sido abertos pequenos ductos (vesícula biliar. quando há insegurança em relação ao fechamento. Vias Biliares: Tubo em “T” de Kher: descomprimir o hepatocolédoco. No caso de colecistectomia.Cirurgias e que há sutura de órgãos sem serosa e extrapiramidais. antes que sua presença cause complicações. 4. desproporção entre as bocas anastomóticas. pâncreas.Profª Glenda Agra INDICAÇÕES GERAIS Drenar secreções purulentas localizadas ou de conteúdo intestinal e remover profilaticamente qualquer líquido da cavidade peritoneal ou do subcutâneo. fígado) sem ser detectados. . 2.Abscessos localizados e com parede espessa. O mesmo deve ser elevado a partir do 4º dia para diminuir o escoamento biliar. com a finalidade de descomprimir ou retirar secreções que coletam no leito cirúrgico.Cirurgias de parede abdominal com grande descolamento de subcutâneo ou com utilização de próteses. 3. 5.Anastomoses entre o trato digestivo.

caso não haja complicação local. se for uma SNG. normalmente se utilizam drenos visando prevenir o acúmulo de secreções no espaço subfrênico. por meio de suas enzimas proteolíticas. Duodeno: Os drenos são necessários devido à alta mortalidade que as complicações. Intestino: Normalmente não se utilizam drenos em anastomoses intestinais. com um escoamento precoce e efetivo. utiliza-se o dreno de Sump com o objetivo de lavar e aspirar ao mesmo tempo. pela ausência da camada serosa e por sua posição extraperitoneal. retirando-se após o 4º dia. que podem ocasionar.Profª Glenda Agra Pâncreas: Em cirurgias em que se manipula ou se resseca o pâncreas. emprega-se o dreno de Penrose. utilizando dreno de Penrose. podendo causar fístulas ou abscessos peripancreáticos. O dreno de escolha é de Penrose. Em todas as cirurgias que envolvem anastomoses intestinais. ou devido a pequenas lesões em causa do pâncreas. há indicação de drenagem devido ao suco pancreático que. Estômago: Os drenos são usados após gastrectomias quando a anastomose for difícil. retirando-o após o 4º dia. enquanto houver íleo paralítico. porém. Nesses casos. tempo necessário par acriar um trajeto ao redor do dreno e orientar a fístula. No caso de abscesso pancreático. utilizam-se drenos de aspiração. sendo retirado quando a aspiração vier límpida. podem-se evitar cirurgias. utilizam-se SNGs ou jejunostomias para descomprimir o lúmen gastrintestinal. tracionando-o pós-operatório. sendo tracionado após o 3º dia e retirado após o 4º ou 5º dia pós-operatório. de preferência 2m 24 a 72horas. Embora a drenagem aumente o risco de infecção. como fístula e infecção local. exceção feita para os casos de anastomoses com o reto ou canal anal. irrita os tecidos vizinhos. o dreno permanece por um período não inferior a 7 dias. Em caso de fistulização. Se o intuito for alimentação. Deve-se sempre colocar SNG ou SNE para descomprimir o lúmen e iniciar precocemente a alimentação. Deve-se realizar drenagem sondagem nasogástrica e diminuir estímulo pancreático. Os drenos de escolha são de Sump e os de aspiração. apresentando tecidos menos resistentes à infecção. Baço: Após esplenectomia. caso não haja fístula. . Nas pancreatectomias parciais. A utilização dos mesmos não diminui a chance de fístula. colocam-se drenos de aspiração. retira-se após o paciente ter condições de via oral. até que o íleo paralítico desapareça. devido à área cruenta no leito esplênico. pela dificuldade de hemostasia causando pequenos sangramentos. retirando-o quando a aspiração diminui. A sonda deve ser retirada após o término do íleo paralítico.

MANEJO DOS TUBOS A colocação dos drenos na cavidade abdominal apresenta princípios básicos: 1. nas cirurgias ORTOPÉDICAS que utilizam próteses e em qualquer outra cirurgia que apresente um espaço morto ou que não possa haver compressão das estruturas adjacentes. sem tração prévia.Profª Glenda Agra Apendicite: Nos casos de apendicite aguda em que não há abscesso localizado. a drenagem não se faz necessária. 2. sendo retirados após desligar a lavagem por 24 horas e o líquido sair límpido. deve-se utilizar o dreno Portovac para evitar que se acumulem coleções no subcutâneo. pode-se utilizar os drenos de Sump. CIRURGIAS VASCULARES . Nesses casos. porém evitando grandes aberturas para evitar hérnia incisional. tracionando-os 24 horas antes de retirá-los definitivamente. 3. Outros: A drenagem tubular tem espaço nas cirurgias da região cervical (TIREOIDECTOMIAS.O trajeto confeccionado deve ser mais retilíneo o possível para facilitar a drenagem e evitar coleções. não muito pequenos para facilitar a drenagem. A mesma deve permanecer por 2 a 3 dias. Devem ser colocados por contra-incisão para evitar infecção da ferida operatória e diminuir o risco de deiscência. Nos casos de abscesso intraabdominal. os drenos de Sump estão indicados para lavar e aspirar continuamente o abscesso. Parede Abdominal: Quando existe um grande descolamento do tecido subcutâneo ou quando se colocam próteses junto à musculatura.São colocados lateralmente ao músculo reto abdominal. ESVAZIAMENTOS LINFONODAIS. . para limpar a cavidade e aspirar seu conteúdo. simultaneamente. deve-se deixar um dreno junto à cavidade abscedada. deve-se realizar sondagem vesical . até que o volume drenado em 24 horas seja inferior a 150 ml e retirado em um só tempo. Nesses casos. Em cirurgias de grande porte e naquelas em que se manipulam as vias urinárias ou a próstata. O tempo de drenagem pode variar conforme o volume exteriorizado e o motivo pelo qual o dreno foi colocado. sendo de escolha o de Penrose. quando se quiser realizar lavagem da cavidade. mesmo que haja perfuração com coleção purulenta na cavidade. faz-se apenas a lavagem exaustiva da cavidade. devendo permancer no local até não mais sair secreção purulenta. Nas situações em que há abscesso localizado.

5. que são menos traumáticas e podem ficar por várias semanas.Se não houver balonete para fixação. SONDAS Obedece alguns preceitos básicos: 1. de tal maneira a ocluir o trajeto da profundidade para a superfície.Se houver necessidade de troca. Retira-se de modo gradativo.Devem ser fixados à pele para evitar que o mesmo seja tracionado por descuido ou que entre na cavidade abdominal.Deve ser introduzida com anestésico local. Terapêuticos: São mantidos no local enquanto houver drenagem em quantidade significativa. alguns centímetros a cada dia.SNG não devem ficar mais que 7 dias. COMPLICAÇÕES Hérnia incisional Obstrução por aderências Necrose de tecidos vizinhos por compressão Hematoma de parede Perda do dreno na cavidade abdominal Fístula por erosão da anastomose SONDAS . 2. deve-se pensar em antimicrobianos quando utilizadas por vários dias. fixa-se externamente com curativos ou pontos para dificultar a migração da mesma. deve-se trocar por sondas nasojejunais. 3.O curativo deve ser realizado separadamente ao da incisão principal para dificultar a contaminação da ferida operatória com as coleções drenadas.Profª Glenda Agra 4. devido às ulcerações que a mesma pode causar na mucosa da orofaringe e do esôfago. REMOÇÃO DOS DRENOS Profiláticos: Remove-se tão logo haja evidências de que não há mais drenagem significativa e que o dreno não é mais necessário. 5.No caso de sondas urinárias. 4.

Profª Glenda Agra Erosões junto à mucosa por irritação ou isquemia Aumento da produção de ácido pelo estômago Fístulas Perfuração durante a colocação Infecção Hemorragias pela erosão DREDRENOS JACKSON PRATT DRENOS JACKSON PRATT .

Profª Glenda Agra Dreno de Jackson Pratt Drenos de Penrose .

Profª Glenda Agra Dreno de Black Dreno de sucção Sistema de drenagem mediastinal .

Profª Glenda Agra Sistema de drenagem de vias aéreas Simulador .

Profª Glenda Agra Dreno de Kher .

Profª Glenda Agra Sonda de Malecot Sonda Traqueal Comum de Nelaton .

Profª Glenda Agra Sonda Retal Sonda de Sengstaken-Blackemore Dreno de Penrose .

Profª Glenda Agra Sonda Nasoentérica Sonda Nasogá strica de Levine Sonda Vesical de Foley .

Profª Glenda Agra Sonda vesical de alívio de Nelaton .

com.br/images CURATIVOS .Profª Glenda Agra Dreno de Black Dreno de sucção (Portovacc) FONTE: http://images.google.

Remover o excesso de exsudação com o objetivo de evitar a maceração dos tecidos próximos. Observações: Em feridas abertas não é recomendado o uso de curativo seco. Ser impermeável às bactérias.Profª Glenda Agra Curativo é o tratamento utilizado para promover a cicatrização da ferida. Permitir troca gasosa.9%. Por isso. diminuindo a dor e aumentando o processo de destruição natural dos tecidos necrosados. citado por Dealey. Permitir sua retirada sem ocasionar lesão por aderência. Não se deve usar algodão ou gaze desfiada (aderência à ferida). não se deve limpá-la com solução fria nem deixá-las expostas por períodos prolongados. Deve-se umidificá-lo com Soro Fisiológico a 0. proporcionando um meio adequado para este processo. Critérios: Os critérios para o curativo ideal foram definidos por Turner. O curativo aderido à ferida deve ser retirado com umedecimento com Soro Fisiológico a 0. conforme segue: Manter alta umidade entre a ferida e o curativo acelerando a epitelização. A troca de curativos pode baixar a temperatura da superfície em vários graus. Estar isento de partículas e substâncias tóxicas contaminadoras de feridas que podem manter a inflamação e retardar a cicatrização. Curativo encharcado ou vazando favorece o movimento das bactérias em ambas as direções – ferida e meio ambiente – devendo ser trocado imediatamente. A escolha do curativo depende do tipo de ferida. Fornecer isolamento térmico – a temperatura de 37º estimula o processo de cicatrização. Notas: . agindo como barreira mecânica entre a ferida e o meio ambiente.9% e s secar somente as bordas da ferida.

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Exsudação: extravasamento de líquido da ferida, devido ao aumento da permeabilidade capilar. Maceração: amolecimento da pele, geralmente nas bordas da ferida, na maioria das vezes pela umidade excessiva. Classificações de curativos: Aberto: é aquele no qual utiliza-se apenas o anti-séptico, mantendo a ferida exposta. Ex: ferida cirúrgica limpa com 48 horas de evolução ou mais. Oclusivo: curativo que após a limpeza da ferida e aplicação do medicamento é fechado ou ocluído com gaze ou atadura. Seco: fechado com gaze ou compressa umedecida com pomada ou soluções prescritas. Compressivo: é aquele no qual é mantida compressão sobre a ferida para estancar hemorragias, eviscerações etc. Drenagens: Nos ferimentos com grande quantidade de exsudato coloca-se dreno ( Penrose, Kher), tubos, cateteres ou bolsas de colostomia. O dreno Penrose é introduzido na cavidade da ferida para escoamento de secreções que possam vir a infectá-lo ou para eliminar secreções purulentas. O dreno Penrose é um tubo de látex mole e delicado, de vários diâmetros, colocado através de um pequeno orifício ou na própria cicatriz operatória. Quando há necessidade de lavar o local que está sendo drenado, o cirurgião coloca, junto com o Penrose, um dreno tubular fino, geralmente, de polietileno, formando assim um dreno misto. Os drenos Penrose são usados em cirurgias gerais, com finalidade profilática e precisam ser protegidos por curativos. Mas se for preciso medir o volume de secreção que sai pelo dreno, pode-se substituir o curativo por bolsas coletoras, que variam de tamanho de acordo com a quantidade de secreção eliminada. O dreno Kher ou em T é utilizado nas operações que abrem a via biliar principal (hepático/calédoco), com a finalidade de escoar a bile para fora, por um determinado período. O dreno fechado de pressão negativa é conectado a uma bolsa coletora sanfonada elástica, por meio de um tubo. Quando a bolsa é comprimida para a retirada do ar do seu interior, cria um vácuo capaz de provocar aspiração contínua. A secreção ou o sangue são retirados da ferida, indo para o recipiente sanfonado por meio do tubo.

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Quando o recipiente estiver cheio, é necessário abrir a tampa de cima e esvazia-la. Para restabelecer a pressão negativa, comprime-se o recipiente até o ar sair totalmente e recoloca-se a tampa. Assim, a drenagem recomeçará. O dreno fechado de pressão negativa é geralmente usado em operações ortopédicas, neurocirúrgicas e outras onde haja sangramento residual. O dreno de tórax é utilizado na cavidade torácica para restaurar a pressão negativa e escoar secreções ou sangue. Debridamento: é a retirada do tecido necrosado, sem vitalidade, utilizando cobertura com ação debridante ou retirada mecânica com pinça, tesoura ou bisturi. Processo de cicatrização: No momento da incisão/injúria: formação de coágulo, estase, liberação de substâncias vasoativas. 2 horas: formação de crosta. 6 horas: neutrófilos liberam enzimas que efetuam a quebra dos restos celulares e dos agentes invasores. 12 horas: monócitos fagocitam bactérias e restos celulares. 24-48 horas: formação de ponte epitelial. 48 horas: fibroblastos : produzem colágeno para formação da cicatrização. 6 dias: a proliferação de fibroblastos atinge seu pico, repondo o tecido conjuntivo. Formação do tecido de granulação ( forma precoce de tecido cicatricial). 2 semanas: realinhamento das fibras colágenas – aumento da resistência e redução da espessura da cicatriz. Semanas e meses: contração – a cicatriz altera a sua aparência.

Objetivos do curativo: Proporcionar conforto ao paciente ( diminuição da dor) e promover a cicatrização. Proteger a ferida para prevenir infecções. Observar o aspecto da cicatriz cirúrgica.

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Manter a área limpa.

Regras para os curativos:

Curativos cirúrgicos limpos e secos não necessitam ser trocados nas primeiras 72 horas. Curativos devem ser mantidos limpos nas primeiras 48/72 horas de pós-operatório ou procedimento ou ainda a critério médico e/ou da instituição. Neste período ainda não ocorreu a epitelização da ferida. Curativos úmidos ( seja por secreções ou banho) devem ser trocados tantas vezes quanto necessário, não ultrapassando o tempo de seis horas ( tempo provável de multiplicação das bactérias). Após a epitelização da ferida pode-se deixá-la descoberta se não houver chance de contaminação pelas áreas vizinhas (colostomias, vômitos.secreções orais, secreções traqueais). Os acessos venosos, arteriais, drenos torácicos devem ser mantidos com curativos. Nunca tocar diretamente em ferida aberta ou recente ( até 72 horas da cirurgia) ou mantidas sob curativo. Em paciente com dois ou mais curativos ( limpos e contaminados) realizar primeiro o(s) limpo(s) e depois o(s) contaminado(s), cada qual com seu material de curativo estéril. Cuidado ao retirar o curativo sujo para não arrancar os drenos, cateteres que geralmente ficam aderidos ao curativo. Durante o curativo, inspecionar sempre sinais de infecção ( hiperemia, edema, dor, secreção) na ferida cirúrgica, locais de punção, áreas de drenos. Se houver suspeita de infecção, colher amostra de secreção e envia-la à bacteriologia para cultura e antibiograma conforme protocolo de Coleta de Material para Cultura. Informar ao médico e anotar no prontuário. A data da troca do curativo e o nome de quem o realizou devem ser anotados no curativo e no prontuário. Nos curativos de cateteres fixar também o mesmo na pele para evitar tração ou retiradas acidentais.

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Nota: Aplicações tópicas de antimicrobianos não são recomendadas, pois provocam alteração da flora microbiana local com o aparecimento de cepas resistentes. FATORES DE RISCO
Fatores de risco para complicações pulmonares pós-operatórias

1.Tipo de cirurgia – incidência maior após todas as formas de cirurgia abdominal quando comparadas com a cirurgia periférica.

2.O local da incisão – quanto mais próxima a incisão do diafragma, maior a incidência de complicações pulmonares.

3.Problemas respiratórios no pré-operatório.

4.Idade – maior risco após os 40 anos do que antes dos 40.

5.Sepse.

6.Obesidade – peso maior do que 10% do peso corporal ideal.

7.Repouso no leito prolongado.

8.Duração do procedimento cirúrgico – mais de 3 horas.

9.Aspiração.

10.Desidratação.

11.Desnutrição.

ou aqueles submetidos a procedimentos cirúrgicos extensos e complicados.Hipontensão e choque. os que tiveram anteriormente trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. SINAIS FÍSICOS E SINTOMAS DAS COMPLICAÇÕES Sinais físicos e sintomas das complicações cirúrgicas e condições comuns associadas . o risco de trombose venosa profunda na perna paralisada é tão alto quanto 75%). os obesos. infecção. malignidade. reconstrução do joelho e outra cirurgia da extremidade inferior. trombose venosa prévia.Profª Glenda Agra 12. semelhante a outros grupos de alto risco cirúrgico ( em pacientes com derrame. por exemplo. obesidade).Pacientes de cirurgia geral com idade superior a 40 anos. 2.Pacientes urológicos que se submeteram a prostatectomia transureteral e pacientes idosos submetidos à cirurgia urológica. 13.Imunossupressão.Pacientes de neurocirurgia. 5. Fatores de risco para Trombose Venosa Profunda pós-operatória 1.Pacientes de ginecologia e obstetrícia com idade superior a 40 anos apresentando fatores de risco associados (veias varicosas.Pacientes ortopédicos que se submeteram a cirurgia do quadril. 4. aqueles com malignidade. 3.

Profª Glenda Agra Sintoma Febre Condições associadas Atelectasia. hipovolemia. sepse. infecção urinária. hemorragia Hipovolemia. embolia pulmonar. obstrução urinária Hemólise. 2. febre. peritonite. sepse. febre. abstinência do álcool. hipoxemia. colecistite. obstrução intestinal. tromboflebite. medicamentos.Trombose venosa profunda e flebite. infecção intra-abdominal Hipoxemia. sepse. atelectasia. acidente vascular cerebral. obstrução das vias biliares. ascite Infecção. insuficiência renal. anafilaxia. embolia pulmonar Hipovolemia. pneumonia. . hepatite. arritmias cardíacas.Causas pulmonares: atelectasia. nutrição venosa. fístula biliar Íleo paralítico. insuficiência cardíaca. edema pulmonar. abscesso intraabdominal. sepse. medicamentos. deiscência. psicose pós-operatória Taquicardia Taquipnéia e dispnéia Hipotensão Oligúria Icterícia Distensão abdominal Dor na ferida Alteração do nível de consciência Causas comuns de febre no pós-operatório 1. infecção da ferida.Infecções: inflamação do acesso intravenoso e sepse. pneumonia. reações transfusionais. dor Ansiedade. hemorragia intra-abdominal. constipação. empiema. infecções. 3. embolia pulmonar Ansiedade. parotidite.

Doença parenquimatosa hepática Exacerbação de hepatopatia preexistente Hepatite viral Hepatite medicamentosa Lesão causada por choque Abscesso intra-hepático 3. anfotericina.Profª Glenda Agra 4.Colestase Induzida central por medicamentos Sepse Nutrição venosa 4. 5. hematomas Reações transfusionais Reações medicamentosas Sepse Hemoglobinopatias 2.Hemólise: Sangue extravasado. cefalosporina.Reações transfusionais.Medicamentos: penicilina.Doença das vias biliares . Causas comuns de icterícia no pós-operatório 1.

Coagulopatias causadas pela doença do paciente ou pela administração perioperatória de aspirina. ou as veias renais. Se a hemorragia for arterial. heparina. deve-se preservar a esterilidade para evitar o surgimento de um abscesso secundário na ferida. Essas coleções geralmente surgem devido à criação de grandes espaços subcutâneos na ferida que acumulam soro e/ou linfa. a artéria carótida. podem necessitar de aspirações repetidas ou drenagem com sucção para serem resolvidas. e deiscência da ferida. o hematoma pode dissecar entre os planos tissulares e crescer até um tamanho considerável. As coleções de líquido não-hematogênico na ferida podem ser classificadas como seromas ou linfoceles. porém os hematomas grandes.Essas complicações são conseqüência de uma técnica cirúrgica imperfeita e de alterações na cicatrização da ferida. causadas pela secreção ativa de um canal linfático importante. dolorosos e em expansão necessitam de reexploração cirúrgica. Em geral. warfirin ou dextrano também contribuem para o aparecimento de hematomas de feridas. causando déficit neurológico. causando estridor ventilatório. os seromas simples desaparecem espontaneamente ou após a aspiração. Os sinais físicos são inchaço e dor na ferida e drenagem de sangue na linha de sutura. quando o hematoma é superficial. Qualquer que seja a técnica escolhida. .Profª Glenda Agra Coledocolitíase Ligadura inadvertida do colédoco Fístula ou vazamento da bile Colecistite Pancreatite com obstrução do colédoco Estenose da via biliar devida a trauma operatório COMPLICAÇÕES NA FERIDA Por todas as operações é necessária uma incisão. porém as linfoceles verdadeiras. e elas só podem ser consideradas um sucesso após a cicatrização da ferida. Existem três categorias de complicações na cicatrização da ferida: hematomas e seromas simples na ferida. infecções da ferida. Hematoma e seroma A hemostasia inadequada da ferida causa o acúmulo de sangue local após o fechamento. Os hematomas se expandem rapidamente e podem comprimir estruturas adjacentes vitais como a traquéia. Os hematomas da ferida geralmente desaparecem espontaneamente. causando disfunção renal.

Fasciite necrosante: esta é uma infecção rara. Serratia marcescens e Enterobacter sp. crepitação e isquemia da ferida. amolecimento da pele. após se ter realizado um desbridamento cirúrgico e drenagem adequada. no entanto um quadro clínico semelhante pode ser causado por Vibrio vulnificus ou Aeromonas hydrophilia.Profª Glenda Agra Infecções da ferida As infecções na ferida podem ocorrer em até 20% ou mais dos casos em que o campo cirúrgico foi contaminado durante a operação. isquemia tissular e ruptura da ferida. A melhor conduta é abrir a cicatriz e tratar por via sistêmica quando os sinais locais de inflamação são exuberantes ou o paciente possui sintomas e sinais sistêmicos. Citrobacter freundii. O quadro clínico costuma ter evolução rápida com poucos sinais locais. Tratamento Em ISC restrita aos tecidos moles. porém grave. a sepse da ferida pode ocorrer em até 24 horas após a operação. As infecções causadas por este último organismo são extremamente sérias. podem surgir edema. que não envolvem o trato gastrintestinal. alguns sintomas que sugerem estas patologias são: dor desproporcional aos achados do exame físico. esta prática tem pouco suporte em evidências científicas. Apesar da maioria dos pacientes receber antibióticos no início do diagnóstico de ISC. drenagem pururlenta. Proteus sp. são causadas por bactérias Gram-negativas ou espécies de estafilococos. as infecções da ferida se tornam evidentes entre o 4º e o 7º dia operatório e. A antibioticoterapia pode ser útil no tratamento da celulite inicial da ferida. hemorragia cutânea. bolhas violáceas. Se a infecção não for logo diagnosticada e tratada. áreas de parestesia e anestesia. rápida progressão e presença de ar em subcutâneo. pois a mionecrose pelo clostrídio (gangrena gasosa) pode evoluir rapidamenete. mas quando não existe sepse sistêmica ela geralmente é de pouco auxílio. Estudos com abscessos subcutâneos não identificaram benefícios quando a antibioticoterapia foi usada junto com a drenagem. O agente mais freqüente é o Streptococcus beta hemolítico do grupo A. Os sinais de infecção da ferida são febre. Mais freqüentemente em pós-operatório. as operações limpas. sensibilidade dolorosa e inflamação nos estágios iniciais. geralmente monobacteriana. apresentam um índice de infecção de 2% ou menos. este quadro pode ser causado por uma flora polimicrobiana composta por Escherichia coli. Infecções potencialmente graves podem aparecer precocemente no pós-operatório. O diagnóstico é confirmado com achados . Por outro lado. a terapêutica mais importante é a abertura da cicatriz retirada do material infectado e curativo contínuos até a cicatrização por 2ª intenção. tornando obrigatório o desbridamento cirúrgico de urgência.Quando os agentes etiológicos são espécies de Streptococcus ou Clostridia. Os indícios dessa infecção são drenagem serosa pouco espessa. Na maioria dos casos.

. A evisceração é uma emergência cirúrgica que necessita do reposicionamento cuidadoso das vísceras na cavidade peritoneal. pela rotina de Gram do tecido. ascite. aureus que age como superantígeno provocando uma proliferação massiva de linfócitos T e produção de citocinas com IL1 e TNF. A deiscência da ferida pode ser desencadeada por vários fatores. pois ela exige correção cirúrgica para prevenir o aparecimento da hérnia incisional. porém ela é mais comum cerca de uma semana após a operação. no qual o tecido subcutâneo apresenta-se acinzentado e a fáscia do músculo com estrias. a deiscência de uma incisão se deve à técnica cirúrgica deficiente. O quadro clínico é de início rápido no pós-operatório com febre. muitas vezes sem o retorno à sala de operações. devem ser removidos alguns pontos ou grampos para se verificar a integridade do fechamento da fáscia. rash cutâneo. pois a ferida pode ser reaproximada com relativa facilidade. a infecção se estende a planos mais profundos podendo envolver fáscia e tecido subcutâneo. insuficiência renal. distensão abdominal. O tratamento é realizado com antibiótico com atividade anti-estafilocócica e terapia de suporte. A deiscência da ferida pode comprometer parte ou todas as camadas da ferida. queda do estado geral.Profª Glenda Agra do intraoperatório. que evolui com necrose progressiva da pele podendo surgir lesões bolhosas e áreas de gangrena. sendo semelhante a fasciite necrosante. Deiscência de ferida A ruptura da ferida cirúrgica pode ocorrer a qualquer momento após a operação. Clostrium hystoliticum ou Clostridium novyi. e retorno imediato à sala de operações para correção cirúrgica. A deiscência cutânea geralmente traz poucas conseqüências. Quando isso ocorre. proteção das vísceras com compressas embebidas em soro fisiológico. edema e friável a manipulação. deve-se palpar cuidadosamente a ferida em busca de sinais de rompimento e. . Nesta última situação ocorre protusão das vísceras (geralmente o intestino delgado em uma incisão abdominal) através da ferida ou da parede abdominal. Síndrome do choque tóxico: é uma infecção causada pela toxina do S. Mais comumente. para evitar lesões e ressecamento. infecção da ferida devido à técnicas inadequadas de sutura. O tratamento dessas duas síndromes é feito com debridamento cirúrgico e antibiótico sistêmico. diabetes. desnutrição. o quadro clínico é semelhante à fasciite necrosante podendo ser diferenciado desta. tosse ou vômitos persistentes. Entretanto. se necessário. a deiscência da fáscia é uma complicação bem mais grave. clindamicina e penicilina. Geralmente se deve a uma infecção da ferida e pode evoluir para evisceração. O debridamento deve ser realizado conforme avaliação clínica. A deiscência é muitas vezes anunciada por uma drenagem súbita de líquido sanguinolento na ferida entre o 5º e o 8º dias após a operação. Gangrena gasosa: causada por Clostridium perfringens Clostrium septicum. como obesidade.

DISFUNÇÃO RENAL A insuficiência renal oligúrica no pós-operatório é definida como o débito urinário inferior a 500ml/dia ou menor do que 0. hematoma. processos inflamatórios – abscesso. diarréia. COMPLICAÇÕES HEPATOBILIARES E ICTERÍCIA O surgimento de hiperbilirrubinemia no pós-operatório pode ser causado por produção exagerada de pigmentos biliares. antagonistas dos receptores de histamina ou de omeprazol. pneumonia. e é um sinal indicativo de insuficiência renal aguda incipiente. A estase do ar deglutido e dos líquidos na luz do estômago e do intestino delgado dá origem a náuseas. insuficiência respiratória aguda no pós-operatório. distensão abdominal e algumas vezes vômitos. diminuição da capacidade hepática para processar a sobrecarga de pigmentos – por doença parenquimatosa ou por colestase – por obstrução das . vômitos. DISFUNÇÃO DO TRATO ALIMENTAR Anorexia. Em casos raros. A anúria completa é rara e encontrada principalmente nos pacientes com obstrução pós-renal ou necrose cortical irreversível. constipação e impactação fecal. são complicações potenciais pós-operatórias.5ml/kg/hora. A insuficiência renal também pode se manifestar através de um débito urinário elevado e passar despercebida na fase inicial da evolução. e incluem: 1. peritonite – e lesões retroperineais. no fornecimento de quantidade adequada de líquido por via endovenosa para compensar as perdas para o terceiro espaço. atelectaia. um inibidor das células parietais. O tratamento consiste na aspiração do estômago. náuseas. está associada comumente a operações intraperitoneais. colite. com risco de vida. assim como íleo paralítico (ausência de atividade peristáltica ou contração desordenada do intestino. através de uma SNG e.Profª Glenda Agra COMPLICAÇÕES RESPIRATÓRIAS As complicações respiratórias constituem os problemas mais comuns apresentados pelos pacientes submetidos a uma operação. obstrução intestinal pós-operatória e hemorragia aguda da mucosa gástrica ( o tratamento consiste principalmente na neutralização do pH gástrico através da administração de antiácidos. síndrome da angústia respiratória do adulto e embolia pulmonar. pode ser necessária uma gastrectomia total para controlar a hemorragia.).

mas também pode ocorrer nas veias ilíacas. dor nos movimentos e. Também está indicado um período de repouso no leito por até uma semana para os pacientes cujo trombo não parece estar aderido à parede venosa na flebografia ou ultra-sonografia com Doppler. redução da concentração de heptoglobina no soro e um perfil enzimático hepático normal. febre. às vezes. uso de baixas doses de heparina no perioperatório. pois pode causar comprometimento respiratório e morte súbita. Os sintomas da EP são dispnéia. retroperitoneais e pélvicos e. hemoglobinopatia.Profª Glenda Agra vias biliares. O melhor tratamento é a prevenção. o diagnóstico de TVP requer técnicas pletismográficas. em alguns casos. ou pode ser desencadeada pela administração de diversos medicamentos. insuficiência venosa crônica e operações demoradas. As duas causas mais comuns de sobrecarga de pigmentos no período pósoperatório são hemólise intravascular e reabsorção de sangue extravasado em hematomas intra-abdominais. o que é conseguido com deambulação precoce no pósoperatório. taquicardia e . O tratamento da TVP exige anticoagulação terapêutica com heparina intravenosa e substituição posterior por warfarin oral a fim de prevenir a embolia pulmonar. Os sinais de TVP são sensibilidade local. TROMBOSE VENOSA PROFUNDA E EMBOLIA PUMONAR TVP A estase venosa pré e pós-operatória nas extremidades inferiores. O tratamento da icterícia hemolítica é direcionado para a correção da causa básica. No entanto. Os sinais clínicos incluem taquipnéia. Os sinais clínicos isolados podem ser indicadores falsospositivos de TVP em até 50% dos casos. junto com a hipercoagulabilidade pós-operatória. Embolia pulmonar A embolia pulmonar é a complicação mais séria da TVP. a partir das quais a evolução subseqüente para a embolia pulmonar é mais comum. tosse e broncoespasmo. Outros fatores predisponentes para a TVP são obesidade. edema. auto-imunidade ou sepse. Na maioria das vezes a TVP ocorre nas veias das panturrilhas e das coxas. câncer. predispõe à trombose em veias profundas. ambos os casos se manifestam por hiperbilirrubinemia indireta. A hemólise pode ser causada por transfusão de sangue incompatível. ultra-sonográficas com Doppler ou radiográficas para demonstrar a obstrução venosa ou a presença de um trombo. O diagnóstico de hemólise é confirmado pela elevação da fração não-conjugada de bilirrubina no soro. uso de meias para compressão intermitente durante a operação e. porém muitos pacientes são assintomáticos..

executando-se os essenciais. monitorização hemodinâmica. em razão do sangramento potencial.ECG (avaliação de arritmias e insuficiência ventricular direita). coleta de sangue para avaliação de eletrólitos séricos. a embolização pulmonar séptica e a contra-indicação para o tratamento com anticoagulantes fazem com que seja necessária a interrupção da veia cava (ligadura ou colocação de um filtro) para impedir a embolização adicional proveniente da pelve ou da extremidade inferior. porém as cintilografias intermediárias não ajudam muito. gasometria arterial. Se necessário são administrados concentrados de hemácias ou plasma para repor a perda sanguínea e reverter o sangramento. SVF para monitorizar débito urinário. Tratamento: oxigenioterapia. O diagnóstico definitivo pode ser obtido através da angiografia da artéria pulmonar. A EP é tratada com anticoagulção sistêmica. os glicosídeos digitálicos. hemograma. terapia trombolítica (estreptoquinase). morfina (se paciente com ansiedade e desconforto torácico ou se estiver com VM facilitando a adaptação do tubo endotraqueal). para permitir o fluxo sanguíneo enquanto se aprisionam os êmbolos e embolectomia. administração de dopamina ou dobutamina (se: hipotensão). angiografia pulmonar. linha de infusão endovenosa para administração de líquidos e medicamentos. A EP recidivante na vigência de anticoagulação. terapia anticoagulante (heparina. warfirina). os diuréticos e os agentes antiarrítmicos são administrados quando apropriados. hematócrito. inserção de um filtro em gurda-chuva. e os exames laboratoriais revelam uma PaO2 inferior a 70 mmHg. conforme descrito para a TVP. Tratamento cirúrgico: ligadura da veia para prevenir que o êmbolo viaje até o coração. CHOQUE Choque é a situação de falência do sistema cardiocirculatório em manter a distribuição de sangue oxigenado para os tecidos. O diagnóstico é fortemente sugerido por uma falha de enchimento vascular na cintilografia da perfusão pulmonar. A terapia anticoagulante está contra-indicada para pacientes que estão em risco de sangramento (distúrbios do TGI ou com sangramento pós-operatório ou pós-parto). Durante a terapia trombolítica. As cintilografias normais excluem com segurança os casos de EP importantes. . A utilização aumentada de cateteres venosos na veia subclávia aumentou a incidência de trombose na veia subclávia e EP proveniente deste local.Profª Glenda Agra febre. todos os procedimentos invasivos são evitados.

a vítima não será salva. fígado).com o agravamento do choque. Alguns sinais são fundamentais para detectar precocemente a hipóxia e prevenir o choque. A falha na circulação cerebral leva à diminuição do nível de consciência da vítima. .Profª Glenda Agra Trata-se de uma condição de extrema gravidade. o órgão terá a sua função prejudicada basicamente pela falta de oxigênio de acúmulo de resíduos. vasos: dilatação de vasos sanguíneos (capacidade do sistema cardiocirculatório muito maior do que o volume de sangue disponível para enche-lo). retira o gás carbônico e detritos celulares da intimidade dos tecidos. até a morte do organismo. e a progressão para a deterioração pode ser mais rápida (4 minutos) ou tardia (semanas). Depois disso. coração e pulmões são os mais sensíveis à privação de oxigênio e em cerca de 4 a 6 minutos já tem suas funções prejudicadas. Uma vez que o estado de choque atinja certo nível de severidade.Sobrevém a deterioração sistêmica com a morte de mais órgãos. levando-os para os órgãos responsáveis pela excreção (pulmões. o músculo cardíaco comprometido desenvolve bradicardia e parada cardíaca. o sistema cv retira oxigênio dos pulmões. é necessário que o coração se mantenha bombeando o sangue. num esforço para aumentar o fluxo de sangue para órgãos vitais. Tempo de enchimento capilar prolongado – acima de 2 segundos. Cérebro. cuja identificação e atendimento fazem parte da abordagem primária da vítima. evoluindo para inconsciência. rins. Com a diminuição de perfusão tecidual. que o volume de sangue circulante seja suficiente para encher os vasos e que o calibre dos vasos se ajuste às condições normais. Uma falha em qualquer desses fatores irá provocar falha na perfusão tecidual.Cada órgão tem maior ou menor sensibilidade `a falta de oxigênio (hipóxia). ainda na abordagem primária: Diminuição do nível de consciência ( por hipoperfusão cerebral) – ansiedade. Para realizar adequadamente esse trabalho. Mecanismo do choque O sistema cv é responsável por transportar oxigênio e nutrientes para todos os tecidos do corpo e eliminar gás carbônico e resíduos resultantes do processo de nutrição celular. agitação. os rins diminuem o débito urinário e o coração aumenta a freqüência de batimentos. Para que esse sistema funcione de forma adequada. especialmente ácidos e potássio. nutrientes do intestino e fígado e leva para todas as células do organismo. A esse processo que ocorre em nível de capilares dá-se o nome de perfusão tecidual. O choque pode estar relacionado a: Coração – falha na bomba e sangue: perda de sangue ou plasma. levando a vítima a desenvolver o estado de choque.

Perda de plasma – em caso de queimaduras. Pulso fraco e rápido. quando presente. queimaduras. A redução no volume de sangue circulante causa uma diminuição no débito cardíaco e reduz toda a circulação ( perfusão tecidual comprometida). olhos vitrificados sem brilho e pupilas dilatadas. palidez. Neste caso. diarréia. inquietação.Profª Glenda Agra Pele fria e pálida ( prejuízo da circulação periférica). Pode ser causado pelos seguintes fatores: Perda direta de sangue – hemorragia externa ou interna. Sinais e sintomas: ansiedade. Tratamento: Ringer Lactato. diurese e diabetes insípido. enchimento capilar acima de 2 segundos. queda acentuada da PA sistólica menor que 90 mmHg.9% (cristalóides isotônicos: tampona a acidose metabólica) previamente aquecidos. . cirurgia. Sua característica básica é a diminuição acentuada do volume de sangue. Ex:Tauma. Queda de pressão arterial é sinal tardio que. náuseas. sede. pulso difícil de sentir ou até mesmo ausente). vômitos. vômitos. na língua e nos lábios. a situação é crítica e necessita intervenção de imediato. hemorragia. significa que o estado de choque está instalado. ascite e peritonite. 1. acima de 100 a 120 bpm ( quando há grande perda de sangue. O tratamento definitivo do choque hipovolêmico é a reposição de líquidos (soluções salinas e sangue). pulso fraco e rápido. cianose. tontura. Perda de líquidos pelo trato gastrintestinal – desidratação provocada por vômitos ou diarréia. contusões e lesões traumáticas. respiração rápida e profunda. secura na boca. pele fria e úmida. SF 0.Choque hipovolêmico É o tipo mais comum de choque. fraqueza. frio. Albumina e hetamido (expansor plasmático).

Avaliação de níveis de Hg e Ht e níveis de ingesta hídrica. e a vítima normalmente apresenta dor torácica antes de entrar em choque. Posição de Trendenburg modificada. Se: hiperglicemia: insulina. Verificação de SSVV. Terapia trombolítica (observar quanto aos possíveis sangramentos). miocardiopatias. se diarréia: antidiarréicoss. Oxigenioterapia (cateter. Este enfraquecimento do músculo cardíaco pode ser conseqüência do IAM. . Monitoramento hemodinâmico. Suporte hídrico seletivo. Angioplastia. se diabetes insípido: desmopressina. Tratamento: Oxigenioterapia. nitroglicerina). Controle da FC. Arritmias cardíacas. Morfina (diminui a dor e alivia a dor torácica). lesão valvular. Os sinais e sintomas são semelhantes ao item anterior. arritmias. 2. Gasometria arterial. Gasometria arterial. Ex: IAM. cânula ou máscara de Venturi). Cirurgia de enxerto de bypass da artéria coronária. tamponamento pericárdico também podem provocar choque cardiogênico.Profª Glenda Agra Concentrado de hemácias. situação freqüente.Choque cardiogênico Surge por uma incapacidade de o coração bombear o sangue de forma efetiva. tamponamento cardíaco. Medicamentos vasoativos ( dopamina. se vômitos: antieméticos.

pelo sistema nervoso. Balanço hídrico: avaliar débito urinário e níveis de uréia e creatinina. não existirá sangue suficiente para preencher a circulação. com tempo de enchimento capilar normal. Ocorre como conseqüência de lesão na medula espinhal. ação depressora de medicamentos ou falta de glicose.Choque Neurogênico ou medular Caracterizado por perda. entretanto a vítima permanece alerta e orientada. 3. Tratamento: Restauração do tônus simpático. ECG. A administração de líquidos deve ser monitorada para detectar sinais de sobrecarga hídrica (Evitar EAP). . Depende de sua etiologia. cujo controle depende do fluxo de informações pela medula. diminuindo a demanda de oxigênio para o miocárdio. Ex: TRM. BIA: fornece assistência circulatória. O resultado é a perda da resistência periférica e a dilatação da rede vascular. Diuréticos: Diminuir a carga do coração. diminuindo a pré-carga. Se o leito vascular estiver dilatado. agindo: aumentando o volume sistólico. Intracath: Avaliar PVC Para a acidose metabólica grave: bicarbonato de sódio EV. se mantém aquecida e com pulso forte e com freqüência normal ou reduzida. O choque medular também provoca queda da pressão arterial. Choques Distributivos ou Vasogênicos Ocorre quando o volume sanguíneo é anormalmente deslocado na vasculatura – por ex: quando o volume sanguíneo fica represado nos vasos sanguíneos periféricos. síncope e desmaio.Profª Glenda Agra Marcapasso. do controle do diâmetro vascular. interrompendo a comunicação entre o SNC e os vasos sanguíneos. melhorando a perfusão arterial coronariana. pois diminui o acúmulo de líquidos. anestesia espinhal ou lesão do SN. havendo perfusão inadequada de órgãos.

por exemplo. Sinais e sintomas: pele avermelhada. palidez. com prurido ou queimação.Choque anafilático Resulta de uma reação de sensibilidade a algo a que a pessoa é extremamente alérgica. alimentos.Profª Glenda Agra Elevar a cabeceira do leito pelo menos 30º e mantê-la assim. Ex: sensibilidade à penicilina. porém a vítima recupera-se espontaneamente se colocada em decúbito dorsal. agentes radiopacos. respiração ruidosa e difícil. pois ajuda na disseminação do anestésico para cima em direção à medula. coma. pulso fraco. . queda da PA. edema de face e língua. A vítima em choque anafilático necessita de medicação de urgência para combater a reação. 4. Esse tipo de choque aparece em algumas condições. administrada por médico. 5. A reação anafilática ocorre em questão de segundos ou minutos após o contato com a substância a qual o paciente é alérgico.Choque psicogênico Desencadeado por estímulo do nervo vago e tem como característica principal bradicardia inicial seguida de taquicardia na fase de recuperação. Faz hipotensão arterial. Providenciar o transporte rápido ao hospital ou deverá ser comunicado antecipadamente. medicação. cianose. reação transfusional. como. TRM: cuidadosa imobilização do paciente para evitar a lesão adicional da medula espinhal Medidas profiláticas para TVP. devido ao edema de cordas vocais. tontura. como picada de inseto. manter vias aéreas pérvias e oxigenação. inalantes ambientais. dor intensa. Ao socorrista cabe: Dar suporte básico de vida.

ocorre perda de plasma pela parede do vaso.Profª Glenda Agra Tratamento: Retirar o Ag ( se medicamentos) Administrar medicamentos que restituam o tônus vascular Fornecimento de suporte de emergência para as funções básicas da vida.SVF. Aminofilina : reverte o broncoespasmo EV. o qual ativa os mediadores bioquímicos.Área necrótica deve ser debridada. Tratamento: A via parenteral de infecção deve ser retirada: 1. Gram +. que por sua vez. Difenidramina EV: reverte os efeitos da histamina: reduzindo a permeabilidade capilar. Além disso. Se: PCR: Ressuscitação. diminuindo o volume sanguíneo. aumentam a permeabilidade capilar. 6. Adrenalina (vasoconstrição) EV. vírus ou quando um microorganismo invade os tecidos do corpo. havendo broncodilatação.Abscesso deve ser drenado. 3. Intubação. .Drenos devem ser retirados. TQT.Choque séptico Numa situação severa. 2. 5. Ex: bactérias Gram -. provocando dilatação dos vasos sanguíneos e consequënte aumento da capacidade do sistema circulatório. 4. o paciente exibe uma resposta imune.acesso EV periférico ou central. toxinas são liberadas na circulação. Este tipo de choque ocorre em pacientes hospitalizados.

4. taquipnéia. queimaduras extensas.Confortar a vítima. palidez.diabetes.Solicitar apoio médico. 3. 2.Profª Glenda Agra 6. Manter a vítima aquecida. Antibiótico de escolha: Cefalosporina Observar pacientes de risco: idosos. controlar sangramentos e alinhar fraturas. aqueles com trauma extenso. taquicardia.Não fornecer líquido ou alimento pela boca. tempo de enchimento capilar acima de 2 segundos. 7. e transportar a vítima rapidamente ao hospital. Se necessário umedecer os lábios. 6. 5. desnutridos. . 8. caso não esteja presente. sob máscara facial bem ajustada à face).Elevar MMII quando não houver contra-indicação.Reconhecer os sinais precoces de choque: alteração do nível da consciência. imunodeprimidos.Destruir o agente infeccioso. Ações de enfermagem (Gerais) 1.Manter vias aéreas pérvias.Administrar oxigênio ( 12 a 15 litros por minuto.

Diversos fatores aumentam a incidência de ISC: alguns tipos de cirurgias. contaminação fecalóide. Cirurgias infectadas: Lesões traumáticas antigas com tecido desvitalizado. As ISC correspondem a aproximadamente 38% do total das infecções hospitalares em pacientes cirúrgicos e 16% do total de infecções hospitalares. O fechamento deve ser primário (1ª intenção) com drenagem quando necessária fechada. corpo estranho. sendo em média de 2% a % para as cirurgias consideradas “limpas”. gastrointestinal ou urinário em condições controladas e sem contaminação acidental. as cirurgias classicamente categorizadas segundo o seu potencial de contaminação. Cirurgias Limpas: Sítio cirúrgico sem sinais de inflamação. Cirurgias Potencialmente Contaminadas: Sítio cirúrgico entra nos tratos respiratórios. Com base em estudos que demonstraram a positividade de culturas do intra-operatório como preditor de infecção. Diagnóstico: . cirurgias realizadas em grandes hospitais.Profª Glenda Agra INFECÇÃO EM SÍTIO CIRÚRGICO As infecções em Sítio cirúrgico (ISC) são as maiores fontes de morbidade e mortalidade entre os pacientes submetidos a cirurgias. com o objetivo de estimar a probabilidade da ocorrência de ISC. sem contato com trato respiratório. genital. Cirurgias Contaminadas: Feridas abertas acidentalmente ou cirurgias com quebra importante de técnica asséptica ou grande contaminação do trato gastrointestinal. Sua incidência pode variar. como cirurgias cardíacas e queimados. pacientes adultos em comparação com pediátricos e quantidade de inoculo bacteriano introduzido no ato operatório. Estima-se que as ISC prolonguem o tempo de internação em média mais de 7 dias e conseqüentemente o custo do procedimento. quando há perfuração inesperada de víscera. Cirurgias que entram no trato urinário com urina infecciosa ou trato biliar com bile infectada ou cirurgias onde é achado tecido inflamatório agudo ou purulento. alimentar genital e urinário.

criou definições de ISC que são mundialmente usadas para vigilância epidemiológica.Microorganismo isolado de maneira asséptica de secreção ou tecido. Infecção de Sítio Cirúrgico Incisional Superficial Deve ocorrer em 30 dias após o procedimento e envolver apenas pele e tecido subcutâneo e apresentar pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas: 1. os sinais externos são mais tardios. esta pode estar associada à presença de eritema. abscesso.Diagnóstico de infecção pelo médico que acompanha o paciente. Infecção do Sítio Cirúrgico Incisional Profunda Deve ocorrer em 30 dias após o procedimento se não houver implante ou um ano se houver implante. nos EUA. calor.Drenagem de secreção purulenta da incisão. o o Center for Diseases Control and Prevention (CDC). o exame da ferida é a principal fonte de informação. 2. 4.Profª Glenda Agra Clinicamente. deiscência. edema. rubor. eritema ou calor local. Para isso. O diagnóstico epidemiológico das ISC deve ser o mais padronizado possível para permitir a comparação ao longo do tempo em um determinado serviço e também a comparação entre os diversos serviços e instiruições.Pelo menos um dos sinais e sintomas e a abertura deliberada dos pontos pelo cirurgião exceto se cultura negativa: dor. 3. A infecção deve envolver os tecidos moles profundos (músculo ou fáscia) e apresentar pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas: . edema. a ferida cirúrgica é considerada infectada quando existe presença de drenagem purulenta pela cicatriz. em pacientes obesos ou com feridas profundas em múltiplos planos (com pós toracotomia). Nos casos de infecções superficiais de pele.

casos de infecção por Streptococcus do grupo A transmitida por .Profª Glenda Agra 1. 2.Abscesso ou outra evidência de infecção envolvendo órgão ou cavidade achada ao exame direto.Diagnóstico de infecção incisional profunda pelo médico que acompanha o paciente. re-operação. Infecção de órgão/espaço Deve ocorrer em 30 dias após o procedimento se não houver implante ou um ano se houver implante. portanto.Incisão profunda com deiscência espontânea ou deliberadamente aberta pelo cirurgião quando o paciente apresentar pelo menos um dos sinais ou sintomas: febre. portanto uma rigorosa técnica asséptica deve ser mantida com intuito de prevenir a contaminação. 4. histopatológico ou radiológico. O ar pode ser veículo de transmissão de alguns patógenos em casos especiais.Diagnóstico de infecção de órgão/espaço pelo médico que acompanha o paciente Agentes etiológicos A fonte mais freqüente é a flora endógena do paciente.Drenagem purulenta de incisão profunda. rubor exceto se cultura negativa. estima-se que após 24 h do procedimento a ferida cirúrgica está selada e.Abscesso ou outra evidência de infecção envolvendo fáscia ou músculo. reoperação. Envolver qualquer outra região anatômica do sítio cirúrgico que não a incisão e apresentar pelo menos um dos seguintes sinais e sintomas: 1.Drenagem purulenta por dreno locado em órgão ou cavidade. como por exemplo. achada ao exame direto. Fontes exógenas podem ter importância durante o ato cirúrgico. 3. dor localizada. histopatológico ou radiológico. Infecções à distância podem ser fonte de microorganismos que contaminam a ferida cirúrgica e devem ser pesquisados e tratados no pré-operatório de cirurgias eletivas. 2.Microorganismo isolado de maneira asséptica de secreção ou tecido de órgão ou cavidade. protegida da contaminação exógena. edema. 4. 3.

Estratégias como as salas cirúrgicas com fluxo laminar e/ou radiação ultravioleta só foram eficazes em reduzir as taxas de ISC em cirurgias para colocação de prótese de quadril ou joelho. Os fatores de risco referentes ao hospedeiro são: 1. Em queimados. as espécies de Cândida. principalmente albicans e tropicalis são agentes mais comuns. Staphylococcus epidermis e outros Staphylococcus coagulase negativa. técnica cirúrgica empregada e doença de base do paciente. Fatores de Risco O risco de ocorrência de ISC é determinado por: a)dose do inoculo microbiano no sítio cirúrgico.Diabetes mellitus: um controle glicêmico adequado no pré-operatório e no intraoperatório é recomendável. Os agentes mais freqüentes de ISC são os contaminantes comuns da pele do paciente: Staphylococcus aureus. Em cirurgias abdominais existe uma maior freqüência de enterobactérias e Enterococcus sp. b)virulência do microorganismo. c)resistência imunológica do hospedeiro. Na faixa etária pediátrica e em recém nascidos. A incidência de fungos vem crescendo devido ao grande número de pacientes imunodeprimidos. o controle glicêmico no pós-operatório facilita a cicatrização e diminui o tempo de internação. d)status fisiológico do sítio cirúrgico no final da cirurgia. as enterobactérias são mais freqüentemente encontradas de que em pacientes adultos. aureus é o agente mais comum seguido de Pseudomonas aeruginosa.Profª Glenda Agra pessoas da equipe cirúrgica. o S. A incidência de bactérias Gram-negativas e Enterococcus sp aumenta com o tempo de internação. . entre eles. que é influenciado pela quantidade de tecido desvitalizado.

7.Tabagismo: o paciente deve ser orientado no pré-operatório a parar de fumar ou diminuir o uso de qualquer forma de consumo de tabaco. . A internação pré-operatória prolongada favorece a substituição da flora endógena do paciente. Quanto mais precoce a tricotomia.Obesidade: dificulta a cicatrização e a concentração tecidual adequada do antibiótico profilático. 8.Profª Glenda Agra 2.Tricotomia extensa: principalmente se os pêlos forem raspados. 6.Idade avançada.Tempo de internação pré-operatório: principalmente se o paciente estiver em UTI. contudo.Infecções de sítios distantes: devem ser pesquisadas e tratadas no pré-operatório. aumentando o risco de aquisição de microorganismos multi-resistentes. maior o risco. pois este procedimento produz micro lesões que aumentam a colonização da pele e dificultam a antissepsia da mesma. 3.Perda rápida e recente de peso: pode ser um fator de risco principalmente por estar associada à desnutrição. a albumina pode ser um bom marcador para controle.Imunossupressão : secundária ao uso de corticóide ou outros imunossupressores ou a doença de base. não existe consenso sobre a eficácia em reduzir a imunossupressão para realização de procedimentos para controle de ISC. 2. Os fatores de risco relacionados à assistência pré-operatória são: 1. 5. 4.Desnutrição: se possível postergar a cirurgia para que o paciente melhore o estado nutricional.

Como S. existe uma grande perda volêmica ou se o paciente for obeso mórbido é recomendável uma segunda dose intra-operatória.Melhorar as feridas do hospedeiro. .Profª Glenda Agra Os fatores relacionados ao intra-operatório são: 1. aureus é o agente mais freqüente de infecção. espaço morto.Diminuir o montante e o tipo de contaminação. geralmente cefalosporinas de primeira e segunda geração.Uso de drenos: por permitir a migração retrógrada de bactérias da flora da pele. Os mais atuais guias para prevenção das infecções hospitalares são baseados em evidências científicas e categorizam as suas recomendações de acordo com a força destas evidências.Tempo intra-operatório prolongado: por aumentar o risco de contaminação da ferida. O uso de antibióticos profiláticos que tem início no pós-operatório imediato e se estende por longos períodos não previne nem cura a inflamação ou infecção.Melhorar as condições de ferida. abertura inadvertida de víscera. A antibioticoprofilaxia deve ser realizada antes do início da cirurgia para que no momento da incisão da pele exista concentração tecidual adequada. diminuir o efeito do antibiótico profilático quando não repicado e aumentar o número de suturas e uso do cautério. a profilaxia deve ser realizada com antibióticos com atividade para este agente. quantidade de tecido desvitalizado. Caso a cirurgia seja prolongada. aumentar a lesão tecidual. 2. 2. 3. aumentar a imunossupressão por perda de sangue. controle inadequado de sangramento.Técnica cirúrgica como: manipulação intensa. 3. Prevenção São três as principais estratégias para reduzir e prevenir as ICS: 1.

As recomendações do CDC com os níveis de evidência IA. IB e II para prevenção de ISC são apresentadas no quadro a seguir: Recomendações do CDC para prevenção de ISC Recomendação Nível de recomendação Preparação pré-operatória do paciente Diagnosticar e tratar infecções em sítios distantes antes do IA procedimento Internação pré-operatória mais breve possível IA . Tópicos não resolvidos ou sem recomendações: são medidas para as quais as evidências científicas são insuficientes ou não há consenso relativo a sua eficácia. Categoria IB: são medidas fortemente recomendadas para a implementação e suportadas por alguns estudos experimentais.Profª Glenda Agra O CDC classifica suas recomendações de acordo com as seguintes categorias: Categoria IA: são medidas fortemente recomendadas para implementação e fortemente suportadas por estudos experimentais. Categoria IC: são medidas determinadas por regulamentações. normas ou padrões governamentais. Categoria II: são medidas sugeridas para implementação e são suportadas por estudos clínicos ou epidemiológicos indicativos e com uma razão teórica. clínicos ou epidemiológicos e com forte razão teórica. clínicos ou epidemiológicos bem desenhados.

PVPI IB Aplicar anti-séptico em círculos concêntricos de dentro para fora. na IB área da incisão. nesses casos associar antibiótico via oral Administrar antibiótico antes da cirurgia para que haja concentração IA adequada de antibióticos no momento da incisão da pele. em possíveis novas incisões e na inserção de drenos Considerar postergar a cirurgia em caso de desnutrição severa. faze-la imediatamente antes da IA cirurgia. se a operação for em obesos mórbidos Não usar vancomicina como profilaxia de rotina IB . exceto nos casos de cirurgia IA coloretal. se houver grande perda de sangue. Administrar antibiótico intravenoso. com o uso de tricotomizador. II realizar controle pela albumina Anti-sepsia das mãos e antebraços de toda equipe cirúrgica Antibiótico profilático Selecionar antimicrobiano profilático baseado no agente mais comum IA para o procedimento específico Para cesárea administrar imediatamente após o clampeamento do cordão.Profª Glenda Agra Se for necessário realizar a tricotomia. Controle glicêmico adequado: manter glicemia do intraoperatório  IB 200 Recomendar parar de fumar no mínimo 30 dias antes do IB procedimento Prescrever banho pré-operatório com anti-séptico na noite anterior e IB na manhã da cirurgia Lavar e limpar a pele ao redor da incisão para remover contaminação IB grosseira antes de aplicar solução anti-séptica Usar anti-séptico adequado para preparo da pele: clorohexidine. Idealmente 30 minutos antes Não estender a profilaxia no pós-operatório IB Considerar doses adicionais no intra-operatório: se a cirurgia se IB estender mais que a meia vida estimada do antibiótico.

profissionais e pacientes Quando sujeira visível ou contaminação com sangue ou fluidos IB corporais nos equipamentos durante a cirurgia.Profª Glenda Agra Administrar antibiótico o mais próximo possível da indução II anestésica Cuidados intra-operatório Sala cirúrgica Não realizar limpeza ou desinfecção especial após cirurgias IA contaminadas ou infectadas Não usar tapetes na entrada da sala cirúrgica com objetivo de IA controlar infecção Manter pressão positiva da ventilação da sala cirúrgica em relação ao IB corredor e áreas adjacentes Manter no mínimo 15 trocas de ar por hora sendo pelo menos 3 trocas IB com renovação Filtrar todo ar com filtros apropriados e aprovados pelo órgão IB competente Introduzir todo ar pelo teto e a exaustão pelo chão IB Manter as portas das salas fechadas exceto para passagem de IB equipamentos. IB colher esse tipo de material apenas quando indicado como parte de uma investigação epidemiológica Esterilizar todos os instrumentos cirúrgicos de acordo com as IB recomendações da CCIH Utilizar esterilização Flash para materiais que precisem ser IB esterilizados com urgência Não utilizar esterilização Flash para materiais que precisem ser IB esterilizados com urgência . antes da próxima cirurgia Realizar limpeza terminal na sala cirúrgica após a última cirurgia com IB desinfetante registrado no órgão competente Não realizar de rotina coleta e amostras ambientais da sala cirúrgica. usar desinfetante registrado no órgão competente. para limpeza.

IB contaminada e ou permeada de sangue ou outros materiais potencialmente infecciosos Usar máscara cirúrgica que cubra completamente a boca e o nariz IB quando entrar na sala cirúrgica se o material estéril estiver exposto ou a cirurgia já tiver começado. Manter o curativo seco e não remover durante o banho . suja. Colocar o IB dreno em uma incisão separada e remover assim que possível Cuidados pós-operatórios com a incisão Manter a incisão fechada com curativo estéril pelas primeiras 24-48 IA horas. Postergar o fechamento primário ou deixar a incisão aberta para IB fechamento por segunda intenção se o campo cirúrgico for severamente contaminado Se o dreno for necessário.Profª Glenda Agra Não utilizar esterilização Flash rotineiramente por conveniência ou IB para poupar tempo Curativos e campos cirúrgicos Não usar propé com intuito de prevenir infecção IA Trocar a paramentação quando visivelmente molhada. IB minimizar tecidos desvitalizados e corpos estranhos. usar dreno fechado de sucção. quando risco de contaminação II para profissional for previsto Anestesia Toda a equipe anestésica deve seguir as recomendações para controle IA de infecção durante a cirurgia Técnica cirúrgica Manipular os tecidos delicadamente. erradicar espaço morto no sítio cirúrgico. manter hemostasia efetiva. Usar máscara durante todo o procedimento Toda a equipe cirúrgica deve usar luva estéril que deve ser colocada IB após o avental estéril O avental e campo cirúrgico devem ser de material impermeável IB Usar propé que cubra o pé e tornozelo.

a terapêutica mais importante é a abertura da cicatriz retirada do material infectado e curativo contínuos até a cicatrização por 2ª intenção. O formato e a freqüência serão determinados pelo volume cirúrgico e os objetos locais. apropriadamente estratificadas. A melhor conduta é abrir a cicatriz e tratar por via sistêmica quando os sinais locais de inflamação são exuberantes ou o paciente possui sintomas e sinais sistêmicos. Estudos com abscessos subcutâneos não identificaram benefícios quando a antibioticoterapia foi usada junto com a drenagem. esta prática tem pouco suporte em evidências científicas. Tratamento Em ISC restrita aos tecidos moles. Utilizar um sistema de vigilância pós-alta que seja compatível com os recursos e atenda a necessidade de obtenção de dados Para os pacientes que realizaram cirurgias que foram escolhidos para IB vigilância.Profª Glenda Agra Lavar a mão com anti-séptico antes de manipular o curativo ou sítio IA cirúrgico Orientar o paciente e familiares como cuidar da cicatriz e identificar II sinais e sintomas de infecção e a quem e onde reportar esses achados Vigilância Epidemiológica Usar as definições do CDC para identificar ISC IB Para busca de casos utilizar a observação prospectiva direta. indireta IB ou uma combinação das duas durante a internação. alguns sintomas que sugerem estas patologias são: dor desproporcional aos achados do . registrar todas as variáveis que podem estar envolvidas em um risco aumentado de ISC Após o final da cirurgia um membro da equipe cirúrgica deve definir IB o potencial de contaminação da cirurgia Periodicamente. as taxas de ISC para cada IB membro da equipe cirúrgica. Infecções potencialmente graves podem aparecer precocemente no pós-operatório. Apesar da maioria dos pacientes receber antibióticos no início do diagnóstico de ISC. calcular as taxas de ISC por procedimento específico IB estratificadas pelas variáveis que são preditivas de risco para ISC Reportar.

Clostrium hystoliticum ou Clostridium novyi. Gangrena gasosa: causada por Clostridium perfringens Clostrium septicum. Mais freqüentemente em pós-operatório. rápida progressão e presença de ar em subcutâneo. Citrobacter freundii. geralmente monobacteriana. pela rotina de Gram do tecido. sendo semelhante a fasciite necrosante. o quadro clínico é semelhante à fasciite necrosante podendo ser diferenciado desta. bolhas violáceas. este quadro pode ser causado por uma flora polimicrobiana composta por Escherichia coli. O agente mais freqüente é o Streptococcus beta hemolítico do grupo A. que evolui com necrose progressiva da pele podendo surgir lesões bolhosas e áreas de gangrena. queda do estado geral. aureus que age como superantígeno provocando uma proliferação massiva de linfócitos T e produção de citocinas com IL1 e TNF. O tratamento é realizado com antibiótico com atividade anti-estafilocócica e terapia de suporte. O tratamento dessas duas síndromes é feito com debridamento cirúrgico e antibiótico sistêmico. . a infecção se estende a planos mais profundos podendo envolver fáscia e tecido subcutâneo. amolecimento da pele. Síndrome do choque tóxico: é uma infecção causada pela toxina do S. O debridamento deve ser realizado conforme avaliação clínica. no qual o tecido subcutâneo apresenta-se acinzentado e a fáscia do músculo com estrias. Proteus sp. Serratia marcescens e Enterobacter sp. clindamicina e penicilina. O diagnóstico é confirmado com achados do intraoperatório. rash cutâneo.Profª Glenda Agra exame físico. edema e friável a manipulação. hemorragia cutânea. Fasciite necrosante: esta é uma infecção rara. porém grave. O quadro clínico costuma ter evolução rápida com poucos sinais locais. no entanto um quadro clínico semelhante pode ser causado por Vibrio vulnificus ou Aeromonas hydrophilia. áreas de parestesia e anestesia. O quadro clínico é de início rápido no pós-operatório com febre..

insuficiência renal e estados de hipoproteinemia. principalmente.0g/100ml) e DHL (> 200 UI/100ml) e maior quantidade de células no líquido. por ser o ponto de partida no esclarecimento do mecanismo fisiopatológico da doença. são importantes os aspectos clínicos e semiológicos. São secundários a doneças que comprometem direta ou indiretamente o mesotélio.5 g/100 ml) e da desidrognase lática ( DHL inferior a 200UI/100 ml) e existem poucas células no líquido pleural. Os exsudatos desenvolvem-se a partir das alterações na permeabilidade capilar ou na drenagem linfática. separadas por uma fina película de líquido. bem como as características radiológicas e bioquímicas do derrame. A partir da constatação da presença do derrame pleural. bioquímica entre transudatos e exsudatos é o primeiro passo a ser analisado na presença de um derrame pleural. as quais deslizam uma sobre a outra. Caracteriza-se pó taxas elevadas de proteínas ( > 3. Ocorre em conseqüência de doenças extrapleurais. que é o espaço virtual entre as pleuras visceral e parietal. Principais sintomas associados ao derrame pleural . com conseqüente alteração da permeabilidade pleural e formação do derrame.Profª Glenda Agra ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NOS PÉRÍODOS DA CIRURGIA: PRÉOPERATÓRIO E PÓS-OPERATÓRIO CIRURGIAS DO APRELHO RESPIRATÓRIO: DERRAME PLEURAL Definição O derrame pleural é o acúmulo anormal de liquido na cavidade pleural. sendo na maioria das vezes por ICC. Ficam caracterizados quando são baixas as taxas de proteínas ( geralmente inferior a 2. devendo estes valores ser comparados com as respectivas concentrações séricas. Os transudatos ocorrem por aumento da pressão hidrostática nos capilares ou por diminuição na pressão coloidosmótica. A diferenciação clínica. radiológica e. do diagnóstico diferencial e da necessidade de futuras investigações.

pode estar presente na ausculta de atrito pleural. no início do processo. em seu limite com o parênquima pulmonar. desvio do ictus cardíaco e da traquéia. MV pode estar aumentado. tosse e dispnéia. no limite superior do derrame pleural. com retificação de sua porção medial. Nas fases de pleuite e pouca quantidade de líquido pleural.Profª Glenda Agra Dor torácica. redução da expansibilidade torácica. Principais sinais associados ao derrame pleural Abaulamento do hemitórax acometido e de seus espaços intercostais. Percussão: macicez ou maciez sobre a região onde há maior acúmulo de líquido. Os principais achados do exame físico relacionados à presença de derrame pleural são: Palpação: redução ou ausência do FTV. Ausculta pulmonar: redução ou abolição do MV sobre a região onde há presença de líquido. ou em sua fase de redução. Apresentação radiológica do derrame pleural RX de tórax normal: derrames de pequeno volume não são identificados no RX de tórax em PA. . Elevação e alteração da forma do diafragma. Obliteração do seio costofrênico – a partir de volumes que variam de 175 a 500 ml em adultos.

ressecções pulmonares. traumatismo torácico com perfuração. hemotórax catamenial ( associado à endometriose pleural ou pélvica com comunicação das cavidades pleural e peritoneal por defeitos no diafragma). associado ao pneumotórax espontâneo. cirurgia esofagiana. rupturas vasculares: aneurisma de aorta torácica. fístula artério-venosa. após biópsia ou aspirado pulmonar transcutâneo. Principais causas: trauma torácico aberto ou fechado. pós-operatório. O derrame pleural pode ser identificado mais precocemente no RX de perfil. com a obliteração do seio costofrênico posterior e desaparecimento da cúpula diafragmática correspondente ao hemitórax em que há o derrame. abscesso pulmonar. Empiema pleural È caracterizado pela presença de pus na cavidade pleural. embolia pulmonar séptica. telangectasia hemorrágica (síndrome de Osler-RenduWeber). perfuração de veias centrais durante a instalação de cateteres. após toracocentese ou biópsia pleural. Entretanto. abscesso subfrênico. Na maioria das vezes está associado a uma pneumonia bacteriana subjacente. coagulopatias: hemofilia e trombocitopenia. uso de drogas endovenosas. outras causas de empiema pleural são descritas: Pneumonia bacteriana. mediastinite. abscesso dentário. constituindo-se na progressão do derrame parapneumônico complicado. lesões de aorta durante arterioragrafias. pequenos procedimentos (ex: toracocentese). Hemotórax Presença de sangue na cavidade pleural. artrite reumatóide. . complicação de anti-coagualção na embolia pulmonar. doença metastática pleural. ducto arterioso patente. pielonefrite. seqüestro broncopulmonar.Profª Glenda Agra Opacificação progressiva das porções inferiores dos campos pleuropulmonares com a forma de uma parábola com a concavidade voltada para cima. iatrogênico. perfuração esofagiana.

preconiza-se a colocação de 1 agulha grossa no 2º espaço intercosta anterior. na maioria das vezes necessitam de drenagem pleural. geralmente há a reabsorção do ar pelo sistema de circulação pleural. impedindo o pulmão de se expandir. uma avaliação sistemática e detalhada deve ser feita na busca de lesões associadas. a qual diminui o risco de empiema ( o sangue funciona como meio de cultura) e o risco de fibrotórax . hipotensão. a expansão pulmonar após a drenagem pode tampona-lo. As causas principais dos iatrogênicos incluem acesso venoso central. aumento da sonoridade à percussão. Quando o pneumotórax é pequeno. expandindo-o novamente. . Nos casos de traumas torácicos. como tamponamento pericárdio. linha médio-clavicular para alívio momentâneo. reanimação PCR. quando o pneumotórax tem proporções maiores ou há lesão do parênquima pulmonar e insuficiência respiratória. taquicardia. Se a evolução do pneumotórax for hipertensão intrapleural (pneumotórax hipertensivo geralmente visto em ventilação mecânica com PEEP) haverá desvio mediastinal. etc. ausência de movimentos respiratórios e murmúrio vesicular no lado comprometido. distensão jugular. Este fato faz com que desapareça a pressão negativa normal entre pleurais. No entanto. A traquéia desvia para olado oposto. Nesses casos (emergência). colapsando-o. hipoxemia. contusão pulmonar. toracocentese. Se o sangramento for decorrente de lacerações na pleura. Os iatrogênicos e traumáticos. que podem requerer tamanhos específicos. fraturas de costelas com lesão pleural. que deve ser precoce. a indicação de toracotomia deve ser considerada. sem sinais de redução de volume drenado. Normalmente classificado em espontâneo (roturas de bolhas pulmonares em DPOC) e provocado (iatrogênicos e traumáticos). fraturas de múltiplos arcos costais. Traumas torácicos perfurantes. . Pneumotórax É a presença de ar na cavidade pleural. biópsia pleural etc. quando sob ventilação mecânica. deve-se realizar drenagem torácica.Profª Glenda Agra Abordagem terapêutica do hemotórax O manejo inicial do hemotórax é a drenagem torácica fechada. broncoscopia. A drenagem torácica permite a monitorização do volume de sangramento e se este se apresentar maior que 200ml/hora. juntam-se ao trauma iatrogênico. alteração hemodinâmca importante por diminuição do retorno venoso e do DC. lesão de grandes vasos.

A toracocentese é realizada nos pacientes com vários problemas clínicos. Ações de enfermagem . Instilação da medicação dentro do espaço pleural. à lesão cirúrgica. Uma amostra desse líquido pode ser obtida por toracocentese ou por dreno de toracomotomia. a toracocentese pode ser utilizada para: Remoção de líquido e ar presentes na cavidade pleural. Contra-indicações: Alterações importantes da coagulação. estes derrames têm indicação de drenagem. na maioria das vezes. punção do ducto (acidente em punção de veia subclávia esquerda). invasão neoplásica. A toracocentese é a aspiração do líquido pleural para fins diagnósticos ou terapêuticos.TORACOCENTESE Uma fina camada de líquido pleural normalmente permanece no espaço pleural. Biópsia pleural. Enquanto procedimento diagnóstico ou terapêutico. O acúmulo do líquido pleural pode ocorrer em alguns distúrbios. 1. Quando grandes. porém cerca de 50% necessitam de cuidados cirúrgicos. Aspiração de líquido pleural para análise.Profª Glenda Agra Quilotórax A presença de quilotórax é mais rara e deve-se.

. 5.Assegurar com antecedência de que a radiografia de tórax foi prescrita e realizada e o consentimento informado foi assinado. O local para a aspiração é visualizado pela radiografia de tórax e percussão. 6. posicionar o paciente ereto ou em uma das seguintes posições: sentado na borda do leito com os pés apoiados e os braços e a cabeça sobre um travesseiro apoiado na mesa auxiliar. pelo imageamento com o ultra-som e pelos achados do exame físico. Após a pele ser limpa. Escarranchado na cadeira com os braços e a cabeça repousando sobre o encosto (posição de cavalo).Expor todo o tórax. 3. Se possível.Posicionar o paciente confortavelmente com apoios adequados.Profª Glenda Agra 1.O procedimento é realizado sob condições assépticas. 2. se prescrito. se incapaz de permanecer em posição sentada. o local da toracocentese é determinado pelo RX de tórax. o médico utiliza uma agulha de pequeno calibre para injetar um anestésico local lentamente em direção ao espaço intercostal. 4.Apoiar e tranqüilizar o paciente durante o procedimento. 7.Avaliar o paciente quanto à alergia ao anestésico local que será utilizado. com atenção para o local de macicez máxima à percussão. preparar o paciente para a sensação fria do germicida cutâneo e para a sensação de pressão decorrente da infiltração do agente anestésico local encorajar o paciente a reter a tosse.Informar ao paciente sobre a natureza do procedimento e: a importância de manter-se imóvel as sensações de pressão que serão sentidas que nenhum desconforto está prescrito após o procedimento. Se o líquido está na cavidade pleural. Deitado sobre o lado não afetado com o leito elevado em ângulo de 30º ou 45º. Também administrar o sedativo.

Monitorizar o paciente em intervalos regulares quanto ao aumento da freqüência respiratória: assimetria no movimento respiratório. 12. aplicar pressão sobre o local de punção. rigidez no tórax. a sucção pode ser aplicada com a seringa. preparar amostras do líquido para avaliação laboratorial. e sinais de hipoxemia. sua coloração e viscosidade. 2.Após a agulha ser retirada. Se indicado. e um pequeno curativo estéril é fixado no local. 10. Um recipiente de amostra com formalina pode ser necessário para a biópsia pleural. Ela também pode ser realizada para abscessos pulmonares. pulso rápido. 11. . a agulha é mantida no local sobre a parede do tórax com uma pequena pinça hemostática.PNEUMONECTOMIA A remoção de um pulmão inteiro é realizada principalmente para o câncer quando a lesão não pode ser removida por um procedimento menos extensivo.O médico avança a agulha de toracocentese com uma seringa conectada. bronquiectasias ou tuberculose unilateral extensa. porque o pulmão direito tem um maior leito vascular e sua remoção impões uma maior comprometimento fisiológico. tosse incontrolada.de 20 ml com uma válvula de 3 vias é conectada à agulha ( um terminal do adaptador está conectado à agulha e o outro a uma sonda que leva ao recipiente receptor do líquido que está sendo aspirado) Se uma quantidade considerável de líquido é retirada.Profª Glenda Agra 8. A remoção do pulmão direito é mais perigosa do que a do esquerdo.Registrar a quantidade total de líquido retirado com o procedimento e documentar a natureza do líquido. Quando o espaço pleural é alcançado. 9. muco espumoso. Informar ao paciente que ele permanecerá em repouso no leito e a radiografia de tórax será realizada após a toracocentese. tonteira. sanguinolento.

Por vezes. O dreno de tórax é conectado a um dispositivo de drenagem torácica por vários dias. por vezes. com ressecção de uma costela. A artéria pulmonar e as veias pulmonares são ligadas e desviadas.LOBECTOMIA Quando a patologia está limitada a uma área do pulmão. tumores benignos. dois cateteres torácicos são inseridos para drenagem. que é mais comum do que a pneumonectomia. não são utilizados drenos porque a acumulação de líquido no hemitórax vazio evita o desvio do mediastino.Profª Glenda Agra Uma incisão de toracotomia póstero-lateral. os lobos remanescentes do pulmão são expandidos. o inferior é para drenagem de líquido. para o enfisema gigante. geralmente. a lobectomia ( remoção de um lobo do pulmão) é realizada. ou antero-lateral. é feita. Após o lobo ser removido. O brônquio principal é dividido e o pulmão removido. Quando o espaço pleural é alcançado. O dreno superior é para remoção de ar. pode ser realizada para o carcinoma broncogênico. O coto bronquial é fechado e. 3. Geralmente. sendo os vasos lobares e os brônquios ligados e divididos. A lobectomia. bronquiectasia e infecções fúngicas. o pulmão envolvido colapsa. . O cirurgião realiza uma incisão de toracotomia. tumores malignos metastáticos. sua exata posição depende do lobo a ser ressecado. apenas um cateter é necessário.

Profª Glenda Agra .

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líquido e sangue. é conectado ao sistema de drenagem. ou cateter.cirurgiatoracica.DRENAGEM PLEURAL Uma intervenção fundamental para melhoramento da troca gasosa e da respiração no período pós-operatório é o tratamento adequado da drenagem de tórax e do sistema de drenagem de tórax. A drenagem acumula-se na primeira câmara e o ar sai através da segunda câmara. Após a cirurgia torácica. A água na segunda câmara atua como um selo e permite ao ar e ao líquido drenar do tórax para dentro da primeira câmara. . os drenos de tórax e o sistema de drenagem fechada são utilizados para reexpandir o pulmão comprometido e para remover o excesso de ar.Profª Glenda Agra REFEREÊNCIAS DAS ILUSTRAÇÕES: http://www. porém o ar não pode retornar para dentro do tórax. O nível de água flutua conforme o paciente respira.org 3. Os sistemas de drenagem de tórax também são utilizados no pneumotórax espontâneo e no trauma resultante em pneumotórax. quando o paciente exala. movendo-se para cima quando o paciente inala e. para baixo. utilizando uma valva de via única. Sistemas: O dreno de tórax.

ordenhe o dreno na direção do frasco de drenagem. sistema de dois frascos e sistema de três frascos. Encoraje o paciente a mudar de posição freqüentemente. Isso pode ser feito pela desconexão do dreno do terminal de aspiração para proporcionar a ventilação. conforme necessário. . O sistema consiste em um ou mais cateteres mantidos no espaço pleural pela sutura à parede torácica. 2. OBS: Quando o vácuo de parede é desligado. 3. 4.Assegure-se de que o equipo de drenagem não racha nem dobra ou interfere com os movimentos do paciente. pela estabilização da pressão negativa na cavidade pleural. Ações de enfermagem Após muitos procedimentos intratorácicos. 1. O sistema remove os líquidos e os gases provenientes do espaço pleural ou da cavidade torácica e do espaço mediastinal. Esses cateteres são então conectados a um sistema de drenagem. Os analgésicos podem ser necessários para aliviar a dor.Profª Glenda Agra Existem 3 tipos de sistemas: sistema de frasco único. facilita a reexpansão do pulmão e restaura a função cardiorrespiratória normal após a cirurgia.Realizar com o braço e o ombro do lado afetado do paciente os exercícios de amplitude de movimento várias vezes ao dia. assegure-se de que o corpo do paciente não comprime o dreno. é necessário um sistema de drenagem pleural.Encorajar o paciente a assumir a posição de conforto com bom alinhamento corporal. trauma ou distúrbios clínicos. Quando o paciente está na posição lateral.Delicadamente. o sistema de drenagem deve ser aberto para a atmosfera de modo que o ar intrapleural possa escapar do sistema.

6. uma gaze pequena é colocada.Quando ajuda na retirada do dreno de tórax.Profª Glenda Agra 5. Proporcione analgesia adequada. corte fora as pontas contaminadas do dreno de tórax e do equipo. superficial. Notifique o médico imediatamente do borbulhamento excessivo no frasco de selo d’água que não seja devido a extravasamentos externos. o dreno de tórax é fechado e rapidamente removido. Se o equipo se desconecta. 9. cianose. 7. Se necessário.Observe quanto aos extravasamentos de ar no sistema de drenagem: eles são indicados pelo constante borbulhamento no frasco de selo d’água ou pelo detector de saída de ar. Também avalie o sistema de dreno de tórax quanto a extravasamentos externos corrigíveis.Assegure-se de que existe uma flutuação no nível do líquido no frasco de selo d’água ou na saída de ar na área indicadora. 8. enfisema subcutâneo. posicione o sistema de drenagem abaixo do nível do tórax. ou o vácuo de parede. insira um conector estéril nas extremidades cortadas e reconecte o sistema de drenagem.Observe e imediatamente relate a respiração rápida. não está trabalhando adequadamente. sintomas de hemorragia ou alterações significativas nos sinais vitais. Observação: As flutuações de líquido no frasco de selo d’água ou a saída de ar na área indicadora irão parar quando: o pulmão se reexpandir o tubo estiver obstruído por fibrina ou coágulo sanguíneo ou dobrado dreno situa-se abaixo do resto do equipo aspirador. solicite uma prescrição para analgesia controlada pelo paciente.Se o paciente está deitado sobre uma maca e deve ser transportado para uma outra área. Não feche o dreno de tórax durante o transporte. Também ensine ao paciente como realizar a espirometria de incentivo. 10. Simultamente. pressão no tórax. fazendo um . instrua o paciente a realizar suavemente a manobra de Valsalva ou a respirar silenciosamente. Então.Encoraje o paciente a respirar profundamente e a tossir a intervalos freqüentes.

colocando o paciente em risco de falência respiratória. É importante coletar sangue para mensuração da gasometria arterial precocemente. No período pós-operatório imediato. uma redução no VEF. para estabelecer uma linha de parâmetro que avalie a adequação da oxigenação e ventilação e a possível retenção de CO2. No pós-operatório imediato. A incidência de arritmias aumenta nos pacientes maiores de 50 anos de idade e naqueles que se submeteram a pneumonectomia ou cirurgia esofagiana. A diminuição da VEF a partir da linha básica indica diminuição na força respiratória.Profª Glenda Agra lacre contra o ar com uma gaze 4 x 4 vaselinada e completamente vedada com esparadrapo impermeável. A pressão venosa central pode ser monitorizada para detectar precocemente sinais de distúrbios do volume de líquido. a partir da linha básica de 0. a freqüência pela qual os gases arteriais pós-operatórios são verificados depende de o paciente estar mecanicamente ventilado ou apresentar sinais de angústia respiratória. A VEF é o volume de ar que o paciente pode expelir forçadamente no primeiro segundo. A troca gasosa é determinada pela avaliação da oxigenação e da ventilação. menos freqüentemente. uma linha arterial pode ser mantida para ajudar a monitorização freqüente dos gases sanguíneos. da hemoglobina e dos valores do hematócrito e da pressão arterial. dos eletrólitos séricos. Os pacientes submetidos à cirurgia torácica vivenciam . isso é obtido pela mensuração dos sinais vitais. A oximetria de pulso é utilizada para monitorização contínua da adequação da oxigenação. no período pós-operatório. em média. conforme a condição do paciente se estabiliza.6 l/s. porém freqüentemente são observadas entre o segundo e o sexto dias pós-operatórios. as mensurações da gasometria sanguínea podem ajudar na determinação da terapia adequada. Isso resulta em volumes correntes diminuídos. As arritmias podem acontecer em qualquer momento. É importante monitorizar a frequência e o ritmo cardíaco pela ausculta e pelo eletrocardiograma porque grandes episódios de arritmias são comuns após a cirurgia cardíaca e torácica. Também é comum a sua prática em pacientes que tenham a linha arterial . O caráter e a profundidade das respirações e a coloração do paciente servem como critérios importantes na avaliação sobre a expansibilidade adequada dos pulmões. então. no mínimo a cada 15 minutos nas primeiras 1 a 2 horas.

A monitorização hemodinâmica pode ser utilizada para avaliar a estabilidade hemodinâmica. Espirometria de incentivo: Assegurar que o volume de ar inalado é aumentado gradualmente. Cuidados de enfermagem com o sistema de drenagem torácica . pára no pico da inflação pulmonar e. relaxa e exala. A enfermeira deve consultar o cirurgião sobre o posicionamento do paciente. Isso facilita a ventilação. Essa técnica otimiza a inflação pulmonar. de modo que o líquido no espaço pleural permaneça abaixo do nível do coto bronquial e o outro pulmão possa se expandir plenamente. que foram ensinadas antes da cirurgia devem ser praticadas pelo paciente a cada 2 horas para expandir os alvéolos e prevenir a atelectasia. o lado que foi operado deve ficar mais baixo. melhora o mecanismo da tosse e permite uma avaliação precoce das alterações agudas pulmonares. onde pode ser removido através do dreno de tórax superior. então. tais como respiração diafragmática e a respiração com lábios semicerrados. a cebeceira do leito é elevada a 30 a 40º durante o período pós-operatório imediato. A posição do paciente é mudada de horizontal para semi-ereta tão cedo quanto possível. Após a pneumonectomia. O paciente realiza uma respiração profunda através de um bucal. Outra técnica para melhorar a ventilação é a terapia de inspiração máxima sustentada ou espirometria de incentivo. As técnicas de respiração. à medida que o paciente inspira mais profundamente. Quando o paciente está orientado e a pressão sanguínea está estabilizada.Profª Glenda Agra instalada para obtenção de sangue para as verificações da gasometria arterial e para monitorizar a pressão sanguínea intensivamente. O posicionamento também melhora a respiração. pois a permanência em uma posição tende a promover a retenção das secreções na parte mais baixa dos pulmões. promove a drenagem de tórax do dreno de tórax inferior e ajuda o ar residual a subir para a parte superior do espaço pleural.

No sistema de aspiração contínua deve haver borbulhamento no frasco redutor. 10.Observar continuamente se os intermediários longos dentro dos frascos permanecem em selo d’água (mergulhados). 9. aspecto do líquido drenado e funcionamento dos sistema.Ao trocar os frascos de drenagem ou transportar o paciente. evitando-se a instalação de pneumotórax ( retorno de ar ao espaço pleural. 3. 2. a enfermagem deverá observar o paciente quanto a: dores torácicas.Na retirada de dreno de tórax deve-se observar: . e verificar constantemente a drenagem. 11. para evitar entrada de ar.Evitar a entrada de ar no sistema. fazer curativo compressivo.Fazer anotações de enfermagem sobre volume. dificuldade respiratória. 4. fazer pinçamento duplo do dreno torácico. rapidamente. 7. 6.Para retirar o dreno. a enfermagem deve providenciar material de curativo.Observar periodicamente o perfeito funcionamento do sistema. Após a retirada. Observar e anotar presença de secreções neste local. 5. 12. 8. evitando sua obstrução por coágulos.Ordenhar periodicamente o dreno.Os frascos deverão permanecer abaixo do nível do tórax.O curativo de incisão do dreno deve ser oclusivo para evitar a entrada de ar pela ferida operatória.Durante a permanência do dreno. hipertermia etc. com tiras largas de esparadrapo. verificando bem as conexões e rosqueamento das trompas.Profª Glenda Agra 1. colapsando o pulmão).

sonda nasogástrica grossa. portanto. pois contaminação. desconectar o respirador ao final da inspiração. *após a retirada do dreno. sedados ou anestesiados. *somente aspirar o dreno. *Se o momento do nó. de luva estéril. observar se o paciente apresenta insuficiência respiratória. em ventilação espontânea. cortar o fio que prende o dreno à pele. material de curativo. *retirada do dreno mediano (sem abertura de pleuras) – pede-se ao paciente que segure a respiração. puxa-se o dreno e amarra-se fio para fechar o orifício de entrada.Profª Glenda Agra *se já foi ordenhado o suficiente. com ajuda da enfermagem. evitando-se qualquer entrada de ar e conseqüente pneumotórax. aplicar imediatamente a placa de esparadrapo com gaze sobre o orifício. colaborativos. aplicar imediatamente a placa de esparadrapo com gaze sobre o orifício. em ventilação mecânica. NOTAS: *Manobras descritas no item 12 referem-se a pacientes lúcidos. arritmias cardíacas e sangramentos podem ocorrer. *simplesmente retirar o dreno. quando realizadas com pacientes comatosos. pedir ao paciente para inspirar profundamente e prender a respiração. o fio bailarina romper-se. retirar o dreno e fixar o ponto da bailarina para ocluir o orifício do dreno. *Quando houver coágulo e o dreno for mediano (sem rompimento da pleura) o mesmo poderá ou não ser aspirado: *opção de retirar o dreno aspirando ao mesmo tempo. em seguida soltar o segundo fio. anti-sépticos e aspirador (vácuo de parede ou portátil). *a manobra de aspiração deve ser executada pelo médico. *se o dreno é mediano ou lateral. retirar o dreno no final da inspiração. necessitando. *retirada do dreno lateral ( os cuidados devem ser maiores) – preparar uma placa de esparadrapo com gaze. .

torna-se progressivamente mais difícil para o ar e o líquido sair do tórax. Isso resulta em um borbulhamento constante no frasco do vacuômetro ( ou regulador de pressão). exceto pelo acréscimo de um terceiro frasco para controlar a quantidade de aspiração aplicada. O motor de aspiração mecânica ou o vácuo de parede.Profª Glenda Agra *o volume e aspecto da drenagem devem ser anotados. o que permite a drenagem de ar e líquido proveniente do espaço pleural. A drenagem depende da força da gravidade ou da quantidade de aspiração acrescida ao sistema. Conforme o nível de líquido no frasco aumenta. 3. Quando o líquido pleural se acumula. . MECANISMO DO SISTEMA COLETOR DE DRENAGEM TORÁCICA INDICAÇÕES Os sistemas coletores de drenagem pleural ou mediastinal são empregados em cirurgias torácicas ou cardíacas e destinam-se à evacuação de conteúdo líquido e/ou gasoso da cavidade torácica. SISTEMAS COMERCIAIS 1. o ar externo é aspirado para dentro do sistema. Assim. Quando o vácuo no sistema torna-se maior do que a profundidade até a qual o tubo está submerso. 2. cria e mantém uma pressão negativa ao longo de todo o sistema de drenagem fechada. o sistema de selo d’água não é afetado pelo volume de drenagem. A quantidade de aspiração no sistema é controlada pelo vacuômetro.Sistema de Frasco Único: A extremidade final do dreno de tórax proveniente do tórax do paciente fica submersa na água.Sistema de 3 frascos: É semelhante ao sistema de 2 frascos. o que implica que o sistema está funcionando adequadamente. A quantidade de aspiração é determinada pela profundidade até a qual a ponta do tubo de vidro para ventilação está submersa.Sistema de dois frascos: O sistema de 2 frascos consiste na mesma câmara de selo d’água mais um frasco para a coleta de líquido. a aspiração pode ser aceitada.

Somente o correto rosqueamento possibilitará a vedação adequada quando for necessária a aspiração contínua. PREPARO DO FRASCO COLETOR Verificar a capacidade do frasco coletor escolhido e colocar solução fisiológica ou água destilada estéril no frasco coletor. conforme a capacidade do reservatório.Profª Glenda Agra DESCRIÇÃO Os sistemas coletores de drenagem pleural utilizam o princípio da sinfonagem para manter em equilíbrio a pressão intrapleural ou intrapericárdia. que é negativa em relação à atmosférica. Os sistemas de frasco coletor único são os mais comumente empregados. devido AP seu baixo custo e fácil manuseio. evitando a entrada de ar na cavidade torácica (pneumotórax aberto). PREPARO DO SISTEMA COLETOR A tampa do sistema deve ser rosqueada ao frasco coletor de modo correto e firme. PREPARO DO MULTI-CONECTOR CÔNICO . de modo a atingir a marca do nível líquido mínimo obrigatório.

4º Cortar o multi-conector cônico no maior diâmetro que possibilite conexão firme com o diâmetro interno do dreno torácico. 5º Conectar firmemente o dreno torácico. deve-se previamente preparar o dreno torácico e o multi-conector cônico para a conexão.Profª Glenda Agra O multi-conector cônico permite a conexão da mangueira do sistema com drenos torácicos de diversos diâmetros. Marcar na etiqueta do frasco coletor o nível líquido. 6º A conexão entre o dreno torácico e a mangueira do sistema de drenagem poderá ser reforçada com fita adesiva. 2º Preparar o dreno torácico para a conexão cortando-o transversalmente na extremidade chanfrada distal. unindo-o com o muti-conector cônico. 1º Instalar cirurgicamente o dreno torácico na cavidade pleural ou no mediastino. com isto otimiza-se o diâmetro interno da conexão evitando estreitamentos. 3º Verificar o diâmetro interno do dreno torácico. Entretanto. de modo a evitar desconexão por arrancamento. REVISÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM Rever se a extremidade do tubo no interior do frasco ficou submersa cerca de 2 cm abaixo do nível líquido mínimo obrigatório. Verificar se existe oscilação ou borbulhamento no nível líquido. a data e a hora da instalação do frasco coletor. FAIXA ADESIVA DE FIXAÇÃO .

Profª Glenda Agra A faixa adesiva de fixação é de extrema importância para o conforto do paciente e deverá ser fixada no flanco do paciente. deverá ser trocado diariamente ou quantas vezes forem necessárias. . VERIFICAÇÃO DO(S) PONTO(S) CIRÚRGICO(S) Ao verificar as condições do(s) ponto(s) cirúrgico(s) e da fixação do dreno torácico durante o curativo. Utilizar pinça de ordenha ou ordenhar com a mão a mangueira de drenagem e o dreno torácico de modo a remover possíveis obstruções. Desta forma. Ela evita que as trações da mangueira do sistema sejam transmitidas ao(s) ponto(s) de fixação cirúrgica do dreno torácico com a pele. se previne o doloroso deslocamento ou arrancamento do dreno torácico. ORDENHA As manobras de ordenha são empregadas sob supervisão médica ou da enfermagem quando ocorrer obstrução por coágulos do sistema. Também se deve verificar se está ocorrendo vazamento aéreo em torno do dreno torácico devido à folga no(s) cirúrgico(s). CURATIVOS A limpeza da ferida cirúrgica deverá ser realizada com solução anti-séptica e o curativo da pele. deve-se observar se ocorreu arrancamento parcial do dreno torácico com deslocamento do(s) ponto(s) cirúrgico(s). em torno do dreno torácico.

o que poderá provocar pneumotórax hipertensivo ou enfisema de subcutâneo. Para evitar o refluxo de líquido para a cavidade torácica não se deve elevar o frasco coletor acima do nível da cintura. . evita-se a formação de sifões por coleção de líquido na própria mangueira.Profª Glenda Agra ADVERTÊNCIAS Alguns cuidados devem ser tomados de modo a evitar obstrução da mangueira do sistema por torção ou angulação excessiva. Em caso de ruptura do frasco coletor deve-se fechar a mangueira do sistema e rapidamente substituir por outro íntegro. a mangueira do sistema deverá ser mantida quase esticada. sem curvas. Evitar o clampeamento prolongado da mangueira do sistema principalmente quando houver escape aéreo (borbulhamento). Pelo mesmo motivo. Portanto. PNEUMOTÓRAX ABERTO O pneumotórax aberto com suas repercussões clínicas de insuficiência respiratória ocorrerá em caso de desconexão do sistema. desta forma. ou se o frasco coletor estiver sem o nível líquido mínimo obrigatório. Também nunca deixe virar ou tombar o frasco coletor. nunca tampe o suspiro do frasco coletor.

Evitar as adaptações que podem ocorrer quando se utilizam dispositivos de diversos fabricantes. hidrotórax ou hemotórax) poderá provocar mal-estar. dobras ou acotovelamentos. Também. deslocamento doloroso ou arrancamento do dreno torácico. Orientar que não se deve elevar o frasco coletor acima do nível da cintura. Orientar como se devem evitar movimentos corpóreos bruscos de modo a não tracionar a mangueira de drenagem. . dor. INSTRUÇÕES AO PACIENTE A instrução sobre o funcionamento do sistema ao paciente ou aos seus cuidadores é de responsabilidade da Equipe médica e de enfermagem. o que provocar desconexões.Profª Glenda Agra Verificar as conexões de todo o sistema de modo a não permitir vazamentos de líquido ou entrada de ar. caso não haja contra-indicações clínicas. dispnéia e até edema pulmonar com grave repercussão sistêmica. deve-se orientar que o paciente não deite em cima da mangueira de drenagem a fim de não obstruí-la. A evacuação rápida do líquido pleural (pneumotórax. Orientar como manter a mangueira de drenagem quase esticada. Não é recomendável perfurar o dreno torácico ou a mangueira do sistema para colher secreções. DEAMBULAÇÃO O paciente deverá deambular normalmente. As instruções devem incluir noções e cuidados para se obter um perfeita sinfonagem do sistema no paciente acamado. na deambulação e no transporte. para evitar o refluxo de líquidos do frasco coletor para a cavidade torácica. em caso de desconexão acidental ou sangramento. sem formar sinuosidades acentuadas. PRECAUÇÕES MÉDICAS A reexpansão rápida do pulmão colabado deve ser evitada. Avisar imediatamente ao médico.

Na presença de fístula aérea. Manter sempre o frasco coletor abaixo do nível da cintura. o paciente deverá utilizar a alça de transporte. SISTEMA DE ASPIRAÇÃO CONTÍNUA A utilização de pressão negativa por aspiradores e pressão controlada auxilia na evacuação dos líquidos pleurais. deste modo se evita que o líquido seja aspirado para o interior do tórax do paciente. transporte ao centro cirúrgico ou nas ambulâncias. EXAMES RADIOGRÁFICOS A radiografia de tórax e tomografia computadorizada de tórax são indicadas na avaliação do posicionamento do dreno torácico e da efetividade da drenagem pleural.Profª Glenda Agra Para uma maior comodidade. Não pinçar o dreno torácico ao fazer Raio X. . o dreno não deve ser pinçado durante o transporte em maca ou cadeira de rodas. propiciando a reexpansão pulmonar. dobras ou acotovelamentos na mangueira de drenagem. TRANSPORTE DO PACIENTE Não deixar formar curvas acentuadas.

ou seja. maior será a força de aspiração. A aspiração contínua com pressão negativa controlada poderá ser instalada no sistema coletor de drenagem.Profª Glenda Agra Por outro lado. A aspiração está formalmente indicada em pacientes que não conseguem aumentar a pressão pleural através da tosse. Recomenda-se para RN pressões negativas de 5 cm de H2O. portadores de doenças musculares. com pressões máximas de 10 cm H2O. pós-operatório imediato de cirurgia torácica etc. mas do quanto o respiro encontra-se mergulhado na água. Portanto. o qual será dependente não da força do aspirador. nos casos de fístula aérea brônquica devemos ponderar entre a vantagem de manutenção de uma pressão negativa constante e o inconveniente de maior “roubo” de ar pela fístula com sua possível manutenção aberta. paraplégicos. Pressões negativas superiores a 25 cm H2O requerem atenção especial. . nos pacientes neuropatas. BORBULHAMENTO EXCESSIVO O borbulhamento excessivo devido à fistula aérea de alto débito pode formar espuma em grande quantidade que transborda pelo suspiro do frasco coletor. sendo o seu valor estabelecido a critério médico. traqueostomizados. Este sistema de aspiração contínua serve para se guardar o nível de aspiração. Em crianças maiores e nos adultos recomenda-se a pressão negativa de 10 a 20 cm H2O. quanto mais mergulhado.

temos esquematicamente o mecanismo de drenagem pleural balanceada utilizado em pneumonectomias.Profª Glenda Agra Este fenômeno pode ser evitado colocando-se substância adstringente no líquido do frasco coletor. SISTEMA DE DRENAGEM PARA PNEUMONECTOMIA Na figura abaixo. . SISTEMA DE DRENAGEM COM MÚLTIPLAS CÂMARAS Na figura abaixo temos um sistema de aspiração contínua acoplado ao sistema de drenagem pleural em que o primeiro frasco é usado exclusivamente como câmara coletora e o segundo frasco é usado como selo d´água. as mais usadas são: solução alcoólica a 50% ou adição de dimeticona.

quando o mesmo estiver repleto ou a critério médico. que vai ser desprezado. 250 ml ou 500ml de solução fisiológica estéril ou água destilada estéril no novo frasco coletor. . de acordo com o volume do frasco. A troca do frasco antigo pelo novo deverá ser rápida e precisa. TROCA DOS FRASCOS COLETORES Utilizar luvas e seguir as normas da comissão de infecção hospitalar.Profª Glenda Agra ROTINA PARA O MANUSEIO E TROCA DO REFIL A freqüência da troca do frasco coletor antigo por outro novo estéril deverá ser diária. para isto o novo frasco deverá já estar preparado. o produto e o prazo de validade. Pinçar a mangueira de drenagem por curto período de tempo. somente pinçar o dreno torácico para uma rápida troca do frasco coletor. de modo a atingir a marca do nível líquido mínimo obrigatório. Abrir o novo frasco coletor de modo que o interior do mesmo permaneça estéril. Preparar um novo frasco antes de abrir a tampa do frasco em uso. ou seja. Adicionar. Verificar o estado da embalagem.

o interior da mangueira de drenagem poderá ser colonizada por microorganismos. dobras ou acotovelamentos na mangueira de drenagem. o pinçamento prolongado do dreno torácico provocará aumento do pneumotórax podendo ocasionar insuficiência respiratória ou enfisema de subcutâneo. Marcar na etiqueta do frasco coletor o nível do líquido. Não deixar formar curvas acentuadas. Abrir a pinça do dreno torácico após a troca. abrir a pinça da mangueira de drenagem. Conectar o novo frasco coletor fechando corretamente a tampa do frasco. a data e a troca do novo frasco coletor. REAÇÕES ADVERSAS E CONTRA-INDICAÇÕES . CONTROLE DO VOLUME DRENADO Medir e anotar o volume e a cor do líquido drenado no frasco coletor de acordo com as orientações médicas. Usar a técnica asséptica na desconexão do dreno torácico que deverá estar pinçado para evitar pneumotórax aberto. Verificar e registrar se existe oscilação ou borbulhamento do nível líquido.Profª Glenda Agra Em caso de fístula aérea (borbulhamento). Abrir a tampa do frasco coletor antigo. portanto recomenda-se a sua troca a cada 7 dias. REVISÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM Rever se a extremidade do tubo no interior do frasco coletor ficou submersa cerca de 2 cm abaixo do nível líquido mínimo obrigatório. TROCA DA MANGUEIRA DE DRENAGEM Com o passar do tempo. Trocar rapidamente o frasco antigo pelo novo. Após a troca.

Conferir a integridade das embalagens e armazenar em local de baixa umidade entre 15ºC a 30ºC. não utilizá-lo se houver suspeita de dano por queda ou outro motivo que provoque abertura da embalagem.Profª Glenda Agra O sistema coletor de drenagem pleural não entra em contato com o organismo e é fabricado com materiais apirogênicos. Verifique a data de fabricação e o prazo de validade na embalagem. O produto é frágil. DATA DE FABRICAÇÃO E VALIDADE Conservar a embalagem ao abrigo do sol. EMBALAGEM. arejado e sem odor. . Seguir rigorosamente as normas hospitalares para desprezar ou destruir qualquer material. ou seja. em local limpo. ESTERILIZAÇÃO E RESSTERILIZAÇÃO O sistema coletor de drenagem pleural é esterilizado por óxido de etileno. não deverá ser reutilizado. Não há contra-indicações absolutas a utilização do sistema. LIXO HOSPITALAR O sistema coletor de drenagem pleural é de uso único e descartável. seco. devendo o fabricante ser notificado. Verifique eventuais defeitos de fabricações e os notifique ao fabricante. resíduos ou secreções potencialmente contaminadas. portanto deve-se usar o produto imediatamente após a cuidadosa abertura da embalagem.

A traqueostomia pode ser temporária ou permanente. prevenir a aspiração das secreções oral ou gástrica no paciente inconsciente ou paralisado (pelo fechamento da traquéia devido ao esôfago).com/manuseio/aspirar. Uma cânula de traqueostomia com balão de tamanho adequado é inserida. O balão é uma fixação inflável da .geocities.html 4.Profª Glenda Agra REFERÊNCIAS: Ilustrações: http://www. onde a ventilação do paciente possa ser bem controlada e mantida uma ótima técnica asséptica. Um abertura é feita no segundo e terceiro anéis traqueais. A traqueostomia é realizada para desviar uma obstrução aérea superior. e substtituir o tubo endotraqueal. Quando uma cânula de demora é inserida para dentro da traquéia. ajudar na remoção das secreções traqueobrônquicas. o termo traqueostomia é utilizado. permitir o uso por longo prazo da ventilação mecânica. O procedimento é geralmente realizado na sala de operação ou em uma unidade de cuidado intensivo.TRAQUEOSTOMIA A traqueostomia é um procedimento no qual uma abertura é feita para dentro da traquéia.

4.Proporcionar ao paciente e à família instrução sobre os pontos principais quanto ao cuidado da traqueostomia. uma cânula de metal. fístula traqueoesofágia. disfagia.Reúna o equipamento necessário. ruptura da artéria inonimada. 3.A estenose da traquéia pode desenvolver-se após a cânula ser removida. infecção. lesão do nervo laríngeo recorrente e penetração da parede posterior da traquéia. Os pacientes necessitam utilizar uma cânula de traqueostomia por longo período e que podem respirar espontaneamente comumente utilizam uma cânula sem balão. dilatação traqueal e isquemia e necrose da traquéia. conforme apropriado. Uma cânula com balão (ar injetado dentro do balão) é necessária durante a ventilação mecânica. enfisema subcutâneo ou mediastinal. 2. solução fisiológica ou água estéril. As complicações precoces incluem sangramento. aplicadores tipo cotonete. remover e descartar o curativo sujo. iniciando sobre a inspeção do curativo da traqueostomia quanto a umidade ou drenagem. Elas podem mesmo acontecer anos após a cânula ser removida.Profª Glenda Agra cânula de traqueostomia e tem o objetivo de ocluir o espaço entre as paredes da traquéia e a cânula para permitir uma ventilação mecânica eficaz e minimizar o risco de aspiração. incluindo luvas estéreis. As complicações de longo prazo incluem obstrução da via aérea devido ao acúmulo de secreções ou protusão do balão sobre a abertura da cânula. A cânula de traqueostomia é mantida no local por fitas atadas em torno do pescoço do paciente. pacote de curativo e fita de tecido. embolia aérea.Usar luvas limpas. aspiração. Um balão de baixa pressão é comumente utilizado. pneumotórax.Lavagem das mãos. Ações de enfermagem 1. água oxigenada. Geralmente um quadrado de gaze estéril é colocado entre a cânula e a pele para absorver a drenagem e prevenir a infecção. As complicações podem ocorrer precoce ou tardiamente no curso do tratamento com cânula de traqueostomia. 5. .Explicar o procedimento ao paciente e à família.

fixando-o firmemente sob as fitas de tecido e envolvendo a cânula de traqueostomia de modo que a incisão fique coberta. (Alguns médicos aprovam a técnica limpa para traqueostomia de longo período em pacientes no domicílio).Preparar os suprimentos estéreis.Remova as fitas antigas e descarte-as em um recipiente de biossegurança. utilize um curativo estéril de traqueostomia. as outras traqueostomias necessitam curativo. Enxaguar com soro fisiológico. 11. Em tais casos. inserindo a extremidade da fita através da abertura lateral da cânula externa. Junte ambas as extremidades em torno de modo que elas possam se encontrar sobre um dos lados do pescoço.Usar luvas estéreis. o soro fisiológico ou a água destiladda.Após a nova fita estar no local. 10. o curativo e a fita. inserindo-a através da abertura oposta da cânula externa. Colocar a fita de tecido limpo na posição para fixar a cânula de traqueostomia. remover a fita de tecido suja substituindo-a por uma fita limpa.Embora algumas traqueostomias de longa duração com os estomas cicatrizados possam dispensar curativo. Estreite a fita até que apenas dois dedos possam ser inseridos confortavelmente sob ela. duas pessoas devem ajudar a troca da fita. TRAQUESOSTOMIA .Limpar a ferida e a asa da cânula de traqueostomia com o aplicador tipo cotonete umedecido com água oxigenada. Passar a fita em torno da parte posterior do pescoço do paciente. 8. 12.Lavar a cânula interna com água oxigenada e enxaguar com solução fisiológica ou substituir por uma cânula nova interna descartável.Profª Glenda Agra 6. 9. conforme mostrado adiante. incluindo a água oxigenada. Fixe com um laço. os aplicadores tipo cotonete. Para uma nova traqueostomia. 7.

maior conforto do paciente. As suturas na TQT percutânea ou cirúrgica permanecem na posição por 48 a 72 horas ou mesmo por até uma semana 9 de acordo com o protocolo hospitalar). hemorragia aguda no local. O tubo de TQT deve ser firmemente fixado. descanulação acidental com perda da via aérea. estenose traqueal. falha do balão de TQT. principalmente quando o paciente apresenta múltiplas morbidades concomitantes e demonstra dificuldade no desmame. de modo a evitar a descanulação. fraturas cervicais) e o desejo de melhorar o conforto do paciente. lesão do nervo laríngeo. . trocar a cânula interna ( ou de acordo com a política da instituição) e trocar os cadarços de TQT sujos SN. disfunção da deglutição. Uma revisão da literatura revela a ausência de consenso sobre a regualção temporal ótima para a TQT. A fixação adequada do tubo de TQT reduz o movimento do tubo na via aérea e limita a lesão por atrito com a parede traqueal ou a laringe. fracasso da intubação. pneumotórax e a necessidade de um procedimento operatório que é o próprio risco. Manter a pressão do balão no mínimo necessário para evitar o extravasamento de ar no ventilador reduz o risco de ruptura tissular devido à pressão excessiva sobre a parede traqueal. A prática em algumas instituições têm sido a TQT mais precoce ( com 7 a 14 dias sob ventilador) para facilitar o desmame mais precoce. múltiplas intubações ( alto risco de complicações). comunicação estimulada e possibilidade de alimentação oral. obstrução do tubo de TQT. O cuidado rotineiro com a TQT consiste em limpar pelo menos a cada 8 h e SN. As desvantagens incluem: hemorragia. infecção. pneumotórax. ou possui diagnósticos neurológicos ou traumas associados à necessidade prolongada de uma via aérea artificial. embolia gasosa. infecção. embora o momento mais comum pareça ser com 21 dias depois da intubação. enfisema subcutâneo e mediastinal. condições em que a intubação orotraqueal não é possível ( trauma facial. As indicações incluem obstrução da via aérea superior.Profª Glenda Agra O método preferido de controle da via aérea é o tubo de traqueostomia para ventilação a longo prazo. fístula traqueoesofágica. complicações da intubação orotraqueal. edema de via aérea devido à anafilaxia. aspiração. As complicações da TQT incluem: a mais grave reside na erosão que invade o tronco braquiocefálico que pode resultar em exsanguinação. As vantagens da TQT em relação à intubação orotraqueal incluem: desmame mais rápido ( pelo menos em parte por causa do espaço morto diminuído).

enquanto no hospital. Esse intervalo de cuidado mais longo geralmente ocorre depois de 7 a 10 dias ou quando a secreção e drenagem da TQT são mínimas.Profª Glenda Agra progredindo para o cuidado diário e SN. O cuidado rotineiro das TQTs sempre é realizado como um procedimento asséptico. .

que operou um paciente com "abscesso na garganta" [1]. a aceitação universal só veio com os trabalhos de Chevalier e Jackson. Anatomia Cirúrgica . A primeira descrição cirúrgica com sucesso data de 1546. Antonio Musa Brasavola. 3]. Entretanto. que descreveram pormenores da técnica. suas indicações e complicações [2.Profª Glenda Agra Histórico e Definição O termo traqueostomia refere-se à operação que realiza uma abertura e exteriorização da luz traqueal. no início do século XX. por um médico italiano.

. As três principais cartilagens envolvidas na função respiratória e vocal são: a cartilagem tireóide. Visão anterior Copyright © 1995 CibaGeigy Corporation Ali rights reserved. a cartilagem cricóide e um par de cartilagens aritenóides. pela simples flexão cervical. Outro aspecto interessante é a característica predominantemente submucosa desta rede anastomótica. Outro aspecto interessante é a sua mobilidade. platisma. e a fáscia pré-traqueal [4].5 e 2. é sabido que toda sua extensão cervical pode se localizar no mediastino. por ordem de aparição. situa-se o istmo da tireóide. Ele é o local de menor diâmetro interno (no adulto. predominantemente. características que predispõem este espaço a inúmeras complicações [5]. assim como uma dissecção circunferencial da traquéia durante a traqueostomia. com função de permeio das vias aéreas. a sua porção cervical é irrigada. assim como a hiperextensão pode trazer uma porção significativa situada no mediastino para a região cervical. é que esta rede anastomótica penetra na traquéia na sua margem lateral. são: pele e subcutâneo. A traquéia estende-se da borda inferior da cartilagem cricóide até à carina.Profª Glenda Agra A laringe é composta por um esqueleto cartilaginoso rígido. entre 1. devido à hiperinsulfIação de um cuff endotraqueal.0 cm). Em nível do segundo anel traqueal. por ramos da artéria tireóidea inferior. Digno de nota. o que torna compreensível o porquê dos anéis traqueais poderem ser lesados por isquemia. eventualmente o istmo tireoideano (que se situa entre o 1º e o 2º anel traqueal). O espaço subglótico inicia-se abaixo das cordas vocais e se estende até à margem inferior da cartilagem cricóide. e é circundado pela cartilagem cricóide. fonação. Durante a realização de uma traqueostomia as estruturas que serão encontradas. A parede posterior é membranosa e faz relação com a parede anterior do esófago. A irrigação sangüínea da traquéia tem íntima relação com o suporte sanguíneo do esófago. além de participar da primeira e da segunda fases da deglutição. o que nos leva a evitar a dissecção extensa nessa região. A membrana cricotireóidea faz a ligação da borda inferior da cartilagem tireóide à cartilagem cricóide. que é o único anel cartilaginoso completo das vias aéreas. musculatura pré-traqueal. Figura 1. Cartilagem da laringe.

Profª Glenda Agra Figura 2. Copyright © 1995 Ciba-Geigy Corporation Ali rights reserved Tabela 1 . Queimaduras e corrosivos d. Neoplasias h. Manejo pós-operatório i.Indicações de Traqueostomia 1. Trauma c. Disfunção laríngea b. Fraqueza c. Corpos estranhos e. Infecções g. Suporte ventilatório . Anomalias congênitas f. Apnéia do sono 2. Limpeza das vias aéreas a.Veias superficiais e nervos cutâneos do pescoço. Doenças neuromusculares 3. Obstrução das vias aéreas a. Idade avançada b.

Trauma. também não é possível realizá-la. Corpos Estranhos. necessitando de uma traqueostomia. Com os avanços técnicos atuais. Inalação de gases quentes. 2) Fraturas ou transecções da laringe ou da traquéia. tais como laringoscópio e broncoscópio de fibra ótica. a traqueostomia foi desenvol. A Tabela 1 resume estas três principais categorias de indicação da traqueostomia [6]: Obstrução das Vias Aéreas Disfunção Laríngea. ainda.Profª Glenda Agra Indicações Historicamente. 1) Lesões maxilofaciais graves. A paralisia abdutora das cordas vocais. a utilização da traqueostomia com o intuito de promover uma adequada limpeza das vias aéreas. Queimaduras e Corrosivos. A preferência nestas situações seria pela cricotireoidostomia. ao chegar ao hospital. mas. Estenose da glote ou subglótica são exemplos de entidades conhecidas no recém-nato que podem necessitar de traqueostomia. é pouco utilizada. a vítima já passou da fase aguda. por manobras mecânicas ou endoscópicas. A traqueostomia. Há. não é o procedimento de escolha no manejo da obstrução aguda das vias aéreas [3] . uma vez que a cricotireoidostomia não é recomendada nesta faixa etária [7].vida para promover a desobstrução das vias aéreas. durante a realização de uma tireoidectomia) pode levar desde a obstrução leve das vias aéreas até a uma obstrução completa. freqüentemente. Comumente. podemos fazer uso da traqueostomia. que ocorre na lesão do nervo laríngeo recorrente (por exemplo. a broncoscopia de fibra ótica possibilita reservar a traqueostomia para uma situação eletiva. 3) Lesões da medula cervical que impeçam uma manipulação do pescoço são situações encontradas no trauma onde a abordagem das vias aéreas por intubação oro ou nasotraqueal torna-se difícil ou inviável. Uma outra situação especial para a sua utilização é no grupo pediátrico (abaixo de 12 anos) onde a intubação translaríngea não foi possível. Hoje em dia. nessas situações. Caso os métodos translaríngeos falhem ou sejam inviáveis. Nestas situações. mesmo na ausência de necessidade de ventilação mecânica. . está indicada a traqueostomia de urgência. portanto. Anomalias Congênitas. gases tóxicos ou corrosivos podem resultar em edema glótico significativo. a sua principal utilização é no manejo de pacientes que necessitam períodos prolongados de suporte ventilatório mecânico. que podem estar presentes nos traumas da porção anterior do pescoço. fugindo da maior incidência de morbidade e mortalidade da traqueostomia de urgência. Tentativas de retirada dos corpos estranhos são realizadas. Nestes casos. as indicações tradicionais da traqueostomia (como por exemplo a epiglotite aguda e obstruções tumorais) sofreram uma grande mudança. inicialmente. por isso a traqueostomia.

Neoplasias. Sabe-se também. a traqueostomia pode ser utilizada [8]. Desta maneira. adequadamente. a intubação orotraqueal em pacientes com epiglotite ou difteria pode ser realizada com o auxílio de um broncoscópio. uma melhor higiene oral. portanto não é um método a ser utilizado na urgência [7]. Contra-indicações Traqueostomia de Urgência. antes da conversão eletiva para traqueostomia. A traqueostomia pode ser uma opção eficaz de alívio em casos de tumores avançados da laringe e orofaringe. possibilidade da ingesta oral. Apenas os pacientes com dis. a traqueostomia pode ser benéfica. A traqueostomia deve ser realizada no centro cirúrgico com todos os suportes necessários. Suporte Ventilatório Pacientes que recebem suporte ventilatório prolongado estão expostos a uma variedade de complicações tardias decorrentes da intubação endotraqueal prolongada. A exceção se faz . e um manuseio mais fácil pela enfermagem [3]. Atualmente. secreções traqueobrônquicas decorrentes de pneumonia. É sabido que os riscos de complicações são de duas a cinco vezes maiores do que em situações eletivas. a traqueostomia deve ser considerada. não havendo esta disponibilidade. a minitraqueostomia percutânea tem se mostrado eficaz na limpeza traqueobrônquica. surgindo como opção válida por sua simplicidade e segurança [10]. bronquiectasia ou aspiração crónica.Profª Glenda Agra Infecções. temos utilizado os seguintes parâmetros [12]: um período de sete a 10 dias. que há outros benefícios com a conversão para uma traqueostomia. ou doenças neuromusculares. O tempo ideal de duração de uma intubação oro ou nasotraqueal. Apnéia do Sono. próximos cinco a sete dias. Traqueostomia à Beira do Leito. Modernamente. sempre que necessário. fraqueza. As exceções se fazem nas situações específicas já citadas. pois permite a limpeza e aspiração das vias aéreas. certos pacientes são incapazes de expelir.túrbios severos é que são candidatos à traqueostomia [9]. Estas complicações estão diretamente relacionadas com o tempo de intubação endotraqueal. estenose glótica e subglótica. Nestes casos. a traqueostomia deve ser considerada o mais breve possível. mas pode haver obstrução das vias aéreas por flacidez e colapsamento dos músculos faríngeos durante o sono. Limpeza das Vias Aéreas Devido à idade. sua realização à beira do leito deve ser evitada. tais como: menor taxa de autoextubação da traqueostomia. estenose traqueal e abscesso cricóide. Alguns pacientes possuem as vias aéreas livres quando acordados. ainda é controverso. superior a 14 dias. melhor conforto para o paciente. possibilidade de comunicação pelo paciente. tais como: lesões da mucosa.

então. a realização da traqueostomia no leito de uma UTI. O procedimento começa com o posicionamento do paciente. Nos casos onde a cartilagem cricóide é palpada na altura da fúrcula esternal. com 3 a 5 cm. É factível. . 3). A incisão deve ser transversal. Após a assepsia e anti-sepsia do campo operatório. a incisão é realizada a uma polpa digital acima da fúrcula esternal. 4). Figura 5. a uma polpa digital abaixo da cartilagem cricóide. desde que as condições cirúrgicas sejam estabelecidas no local [11]. A incisão prolonga-se na pele subcutânea. quando a saída do paciente daquele local pode trazer riscos para o mesmo. que possui instrumental. iluminação e assistência adequada.Profª Glenda Agra em um ambiente de terapia intensiva. realiza-se a infiltração anestésica do campo operatório. até encontrar o plano dos músculos pré-taqueais (Fig. Técnica Cirúrgica A traqueostomia eletiva convencional deve ser realizada em um ambiente cirúrgico. que deve estar em decúbito dorsal com um coxim sob os ombros e o pescoço em extensão (Fig.

abscesso periostômico ou celulite. A ferida é fechada com pontos esparsos. a incisão deve ser realizada verticalmente. é introduzida na luz traqueal (Fig. o istmo tireoideano é facilmente deslocado cranialmente por dissecção romba [3]. Deve ser feita a imediata checagem de sua posição e perviedade. pode ser necessário a secção mediana do istmo com sutura de seus bordos. Eventualmente. quando presente. pois predispõe a uma grave complicação. Havendo dúvida quanto ao correto posicionamento da cânula. Deve ser evitada a realização da abertura traqueal muito baixa (no 5Q. principalmente. ou 7? anel traqueal). Fixa-se a cânula de traqueostomia com uma fita ao redor do pescoço. São então passados fios de reparo em cada lado da abertura traqueal com o intuito de facilitar a troca da cânula. é cuidadosamente tracionado até um nível justamente acima da incisão traqueal.Profª Glenda Agra Figura 4. A musculatura prétraqueal (esternoióideo e esternotireóideo) é separada na sua rafe mediana e afastada. deve ser realizado uma radiografia de tórax e pescoço [14]. na primeira semana. fato que pode ocorrer pela hiperextensão do pescoço. 6). Uma incisão horizontal é então realizada entre o terceiro e quarto anéis traqueais (Fig. como enfisema subcutâneo. Após a abertura da traquéia. . já previamente selecionada e testada. para melhor exposição da traquéia. mas não retirado. que é a fístula traqueoinominada [13]. Iateralmente. a traquéia é então aspirada para a remoção de sangue ou secreções. Em crianças. enquanto um trajeto delimitado do estoma ainda não foi formado. e a cânula traqueal. para evitar complicações precoces. Figura 6. Na maioria das vezes. 5). A técnica para a traqueostomia na urgência é modificada pela feitura da incisão da pele verticalmente e realização de toda a dissecção na linha mediana até a parede traqueal. ou a sua recolocação em caso de extubação espontânea. 6Q. o tubo endotraqueal. ou nos casos de dificuldade de realização da traqueostomia.

Complicações tardias a. escolher corretamente as cânulas e tubos. Intra-operatórias a. Infecção da ferida 3. Complicações precoces a. Por fim. ter um ambiente cirúrgico adequado. podendo ser abertas intermitentemente (muito útil para pacientes com miastenio gro1lis e apnéia do sono). 6]. a fim de que permita uma ventilação mecânica com pressão positiva. os cuffs atuais (Fig. até que a completa cicatrização da anastomose tenha ocorrido [3. A pressão ideal de um cufl deve ser em torno de 25 mmH2O ou o mínimo necessário para que não haja escape de ar durante a ventilação mecânica. 07). em sua porção posterior. Existem tubos que possuem uma válvula ou fenestração. mas não eliminaram. Estes tubos possuem uma cânula interna que pode ser removida para limpeza. Fístula .17]. que se estendem da pele até à parede anterior da traquéia. os problemas focais de isquemia da traquéia [16]. Para atingir estes resultados. os tubos em "T" ou de Montgomery são utilizados sempre que pacientes são submetidos à reconstrução da traquéia com anastomose términoterminal. e prover cuidados pós-operatórios adequados. Sangramento b. Cânula de traqueostomia. Há. uma série de outros tipos de tubos e cânulas disponíveis. com o intuito de permitir a fonação pelo paciente. As cânulas de Kistner são cânulas curtas e retas. Os trabalhos atuais mostram uma morbidade em torno de 6% e uma taxa de mortalidade menor do que 1% [3. além de minimizar a aspiração de secreções da orofaringe. com a metodização da técnica e redução da mortalidade operatória de 25% para 1% [2]. em fins de 1920. As complicações da traqueostomia podem ser divididas em três grupos: intraoperatórias. complicações precoces e complicações tardias. quando o primeiro tubo de traqueostomia foi descrito por Fabricius. No passado.13. Sangramento b. Tabela 2 – Complicações de Traqueostomia 1. devemos seguir uma técnica meticulosa. ainda. minimizaram.Profª Glenda Agra Tubos e Cânulas Desde o século XVI. Complicações Jackson.11. virtualmente todos os tubos eram feitos de metal. começaram a ser experimentadas as cânulas plásticas que possuem um balonete (cuff) com a função de ocluir as vias aéreas. Em fins de 1960. [15]. Entretanto. Estenose traqueal e subglótica b. Laceração traqueal e fístula 2. revolucionou a traqueostomia. estes cujfs eram associados a uma alta incidência de estenose traqueal (cujf de alta pressão) Figura 7. Mau posicionamento do tubo c.6. que possuem um grande volume e baixa pressão.

momediastino pode ocorrer devido a um mau posicionamento da cânula. ou inexperiência podem levar a um posicionamento do estoma. Obstrução da cânula e. istmo tireoideano intacto. Esta complicação pode ser evitada com uma exposição adequada da traquéia e introdução cuidadosa da cânula. Lesão do nervo laríngeo recorrente e. Dificuldade de extubação Sangramento. a traqueos. Nos pacientes com obstrução das vias aéreas que não possuem previamente um tubo endotraqueal. Fístula traqueocutânea e. tanto muito alto quanto muito baixo. à colocação da cânula no espaço pré-traqueal. Mau Posicionamento da Cânula. Pode ocorrer lesão iatrogênica da parede traqueal ou da parede esofágica durante o procedimento. Felizmente. inadvertidamente. Parada Cardiorrespiratória. Disfagia traqueoinominada c.18] . Pneumotórax pode ocorrer por lesão direta da cúpula pleural. Manter a dissecção na linha média evita a lesão das artérias carótidas ou veias jugulares. enfisema mediastinal. É evitada com a dissecção restrita à linha média. ou ruptura de uma bolha pulmonar. Desposicionamento f.tomia é melhor realizada com anestesia local e sedação mínima. Pneumotórax e pneumomediastino f. que leva à dissecção de ar através do tecido conjuntivo mediastinal. O tratamento consiste na imediata remoção e reinserção. Ocorre devido à perda do controle das vias aéreas. Enfisema subcutâneo d. A incidência de pneumotórax pós-traqueostomia é de 0% a 4%. Pneumotórax e Pneumomediastino. O sangramento das veias jugulares anteriores ou do istmo da tireóide é facilmente controlado com ligaduras e cauterização cuidadosas. Fístula traqueoesofágica d. Estudos recentes demonstram que a radiografia de tórax de controle somente é necessária nos casos onde houve dificuldade de realização do procedimento ou na presença de sinais ou sintomas de pneumotórax ou pneumomediastino [14]. se a dissecção é. Lesão do Nervo Laríngeo Recorrente. A presença de sangramento.Profª Glenda Agra traqueoesofágica d. Parada cardiorrespiratória Intra-operatórias c. Pode ocorrer. ou o estabelecimento da intubação translaríngea e ventilação. como descrito anteriormente. até mesmo. pode ser evitada com a manutenção da intubação translaríngea. exposição deficiente das estruturas. Laceração Traqueal ou Fístula Traqueoesofágica. pneumotórax e dificuldade em aspirar através da cânula. em adultos. e 10% a 17% em crianças [11. efetuada lateralmente à traquéia. na traquéia ou. Em crianças. é uma complicação rara. Dificuldade na ventilação. Pneu. até que a realização da traqueostomia seja assegurada e confirmada. podem ser sinais de um posicionamento inadequado desta. Complicações Precoces . essa incidência é maior devido ao freqüente posicionamento da cúpula pleural acima da clavícula.

Aproximadamente 5% das traqueostomias desenvolvem enfisema subcutâneo. Já a estenose traqueal é relacionada com a isquemia mucosa causada pela pressão do cujf [15]. Normalmente. O sangramento vultoso é raro. Normalmente. tosse. mas deve alertar o cirurgião para conferir o correto posicionamento da cânula. com os cujfs de grande volume e baixa pressão. além de irrigação e aspiração contínuas ajudam a prevenir esta complicação. que ocorre na cricotireoidostomia ou na traqueostomia realizada no primeiro anel traqueal. pode levar ao edema e eventual estenose subglótica. troca dos curativos e compressão local. mas em uma proporção bem menor. O sangramento é a maior causa de complicação no período pós-operatório precoce [11. A estenose traqueal pode ocorrer não só no local do cuff. Mas sangramentos maiores devem ser tratados em ambiente cirúrgico. A maioria dos pacientes com esta complicação tornam-se sintomáticos entre duas a seis semanas após a retirada da traqueostomia [13]. Desposicionamento. esta incidência baixou. abscessos periostômicos ou celulite são raros. auxiliam no reposicionamento da cânula. são tratados com cuidados locais e antibioticoterapia sistêmica.tomia apresentam queixa de sensação de "bolo na garganta". ao invés da cauterização dos vasos sanguíneos. após algum período de intubaçõo ou traqueostomia. considerando que a ferida é deixada aberta. regride em 48h. A coloca. para uma adequada revisão da hemostasia. deve ser assumido como portador de obstrução mecânico. Técnicas para minimizar esta complicação incluem: manter sempre a dissecção na linha média. humidificação dos gases ventilatórios. Modernamente. a traqueostomia prolongada ainda é responsável pela maioria das estenoses traqueais benignas [5]. especialmente nos pacientes obesos e com pescoço curto. Obstrução da Cânula. Enfisema Subcutâneo. sempre que possível [3]. Complicações Tardias Estenose Traqueal ou Subglótica. e uso da ligadura.Profª Glenda Agra Sangramento. Disfagia. O desposicionamento da cânula é mais problemático quando ocorre nos primeiros cinco a sete dias. e exteriorizados. mas também na ponta da cânula ou no local de abertura traqueal. com ligadura dos vasos sangrantes. Entretanto. A antibioticoprofilaxia é contraindicada [19]. Fios de reparo deixados nos bordos da abertura traqueal. caso ocorram. A disfagia propriamente dita tam. até provo em contrário. As cânulas que possuem cânula interna ajudam no manejo desta complicação. E. sangramentos pequenos podem ser controlados com a elevação da cabeceira do leito. Entretanto. assim como excluir pneumotórax ou pneumomediastino.19]. incapacidade de limpar secreções e estridor inspiratório ou expiratório. com uma radiografia torácica. A traqueostomia é uma ferida contaminada.ção da cânula traqueal próxima à área da glote. . É importante frisar que: qualquer paciente com estes sintomas. Alguns pacientes com traqueos. pois ainda há um trajeto delimitado da pele até a luz traqueal. e geralmente é devido a uma lesão inadvertida da artéria inominada. afastamento lateral dos tecidos por planos anatómicos. Estenoses traqueais sintomáticas devem ser tratadas com ressecção traqueal segmentar e reconstrução. Infecção da Ferida. O correto posicionamento da cânula. Sintomas iniciais são: dispnéia aos esforços.bém pode ocorrer. pois possibilitam a retirada e limpeza da cânula interna.

Esta é uma complicação benigna e pode ser tratada com a ressecção do trato epitelial. onde a intubação translaríngea não foi possível ou é contra-indicada. a cricotireoidostomia é muito útil. Toda cricotireoidostomia deve ser convertida para uma traqueostomia formal dentro de 24h a 72h [7. particularmente no paciente politraumatizado com lesões maxilofaciais graves. Seu maior uso é no acesso emergencial das vias aéreas.20]. e requerem tratamento cirúrgico imediato. principalmente. os pacientes são relutantes em retirar as cânulas de traqueostomia. Normalmente é devido à excessiva pressão do cuff da cânula contra uma SNG rígida [13]. uma cicatrização secundária [3].Profª Glenda Agra Fístula Traqueoinominada. porém causa contaminação da árvore traqueobrônquica e interfere na adequada nutrição. É uma complicação que ocorre em menos de 1% das traqueostomias. Ocasionalmente. Cricotireoidostomia A cricotireoidostomia consiste no acesso cirúrgico das vias aéreas através da membrana cricotireóidea. Fístula Traqueoesofágica. particularmente em crianças. um estoma traqueal não fecha espontaneamente após a remoção da cânula traqueal. Isso pode ser manejado com a troca da cânula por números progressivamente menores. Felizmente. fato que ocorre. . Não deve ser utilizada eletivamente para acesso prolongado das vias aéreas e também não deve ser utilizada no grupo pediátrico (abaixo de 10 anos). com a traqueostomia prolongada. combinado ou não com a compressão digital direta [3. esta grave complicação ocorre em menos de 1% das traqueostomias. Dificuldade de Extubação. As causas usuais de dificuldade de extubação são a presença de granuloma ou edema no local do estoma. Alguns granulomas são facilmente ressecados por loser endoscópico. Nestas situações. permitindo. Um sangramento "sentinela" de sangue vivo ou a pulsação da cânula de traqueostomia são sinais que devem levar à suspeita desta complicação. assim. O controle temporário da hemorragia pode ser feito com a hiperinsulflação do cujf. Por vezes. Fístula Traqueocutânea. pois permite o acesso rápido e seguro às vias aéreas.11].

que neste caso deve ser de diâmetro menor (em torno de quatro a seis french). basta a introdução da cânula. Uma complicação descrita. (Fig. O inconveniente desta técnica é que só se consegue uma oxigenação adequada por um espaço curto de tempo (mas que é suficiente até que um outro método definitivo seja obtido) [10]. a ventilação deve ser feita com um baixo fluxo de 02 [3. Este método nada mais é do que o acesso às vias aéreas. Se não houver mecanismo de tração disponível o cabo do bisturi pode ser colocado no local da incisão e faz-se posteriormente uma rotação de 90° para abrir a membrana. Sua realização é fácil e rápida devido ao fato de que uma vez incisada a pele. pode ser evitada com a conversão precoce para uma traqueostomia [7]. Cricotireoidostomia Percutânea (por Agulha) A cricotireoidostomia percutânea consegue ser um método ainda mais fácil e simples de acesso das vias aéreas do que a cricotireoidostomia propriamente dita. O maior uso desta técnica é no manejo de pacientes politraumatizados com urgência de acesso das vias aéreas. em crianças abaixo de 10 anos. onde os métodos translaríngeos e a cricotireoidostomia são inviáveis ou contraindicados (por exemplo. por meio de uma punção desta membrana com um extracat [jelco) de grosso calibre. que é a estenose subglótica. . Incisão transversa da pele é feita sobre a membrana da cricotireoidiana.Técnica para Cricotireoidostomia. a próxima estrutura a ser encontrada já é a própria membrana cricotireóidea.Profª Glenda Agra Figura 8. que é posteriormente incisada com o bisturi. na limpeza traqueobrônquica e microcirurgia de laringe. Existem também a descrição de sua utilização para a abordagem de secreções traqueobrônquicas. Nos casos de suspeita de corpos estranhos em vias aéreas. através da membrana cricotireóidea.7]. Posteriormente é colocado o tubo de traqueostomia. já que a cricotireoidostomia nesta faixa etária é contra-indicada). na altura do espaço cricotireóideo. 08) Uma vez incisada e dilatada a membrana (que pode ser feito com a própria lâmina de bisturi). ou através de um reservatório caso disponível. A ventilação pode ser conseguida através de um alto fluxo de O2 [10 L/min).

br . Em seguida. poder ser realizado por nãoespecialistas. inicialmente em 1969 e.Profª Glenda Agra Traqueostomia Percutânea A traqueostomia percutânea é um método que permite a introdução de cânulas de traqueostomia. Uma contra-indicação absoluta é o seu uso para um acesso de urgência das vias aéreas [3]. é passado um fio-guia metálico. Este método foi descrito por Toye & Weinstein. O método propriamente dito consiste na palpação da cartilagem cricóide para que se possa presumir a localização do 2? ou 3? anéis traqueais. As indicações são. não temos estudos prospectivos randomizados publicados que solidifiquem suas indicações e taxas de complicações. posteriormente. Os resultados da literatura a respeito da eficácia e complicações da traqueostomia percutânea ainda são conflitantes. principalmente quando realizada por profissionais pouco experientes [22. essencialmente. uma agulha é então introduzida na luz traqueal.medstudents. As vantagens do método são: sua rápida execução. existem estudos que mostram diversas complicações graves. Contra-indicações relativas à traqueostomia percutânea incluem: idade precoce (menos de 16 anos). as mesmas da traqueostomia convencional. poder ser realizada à beira do leito lo que torna o método de menor custo). pneumotórax e morte. é uma traqueostomia realizada sem a dissecção cirúrgica convencional.23]. além de possuir um resultado estético melhor. Infelizmente. Ou seja. Apesar de alguns autores relatarem índices de complicações semelhantes ou inferiores à traqueostomia convencional. É um método que só pode ser utilizado em condições eletivas. anéis traqueais calcificados e discrasias sangüíneas. e na mesma localização que a traqueostomia convencional (3Q e 4Q anéis traqueais). REFERÊNCIAS: TEXTO E ILUSTRAÇÕES: http://www. até o momento. É imperativo possuir os kits próprios para o método. incapacidade de palpar as cartilagens tireóide e cricóide. O entusiasmo inicial do método como uma possibilidade para o amplo uso por não especialistas foi confrontado por inúmeros casos de complicações descritos na literatura. tais como falso trajeto. por meio de uma punção percutânea. de diâmetro semelhante ao da traqueostomia convencional. que servirá de guia para a introdução de dilatadores seqüencialmente maiores. uma glândula tireóide aumentada. em 1986 [21].com. até que se possa introduzir a cânula de traqueostomia propriamente dita.

Broncoscopia de controle no pós-operatório tardio. 11. 4. para avaliar a possibilidade de descanulação. ao mesmo tempo em que não causasse uma lesão na parede da traquéia do paciente (traqueomalácia). 7.Orientar a enfermagem sobre a reinserção da cânula traqueal em caso de descanulação. 2.Deixar fixado na parede. 3. se possível com manômetro adequado para evitar lesão da mucosa traqueal. a cânula que saiu ou obstruiu pode ser rapidamente lavada com SF0.Deixar um fio único na extremidade da cartilagem aberta em U.Trocar a cânula metálica a cada 1-2 meses e a maleável a cada mês. trocar a cânula metálica uma semana antes da alta.Manter curativo limpo ao redor da ferida cirúrgica.Conferir diariamente a pressão do balão. que deverá ser tracionado superiormente para a identificação da abertura traqueal.Limpar a cânula interna da traqueostomia metálica 3x por dia para evitar obstrução 10. chegou-se a um valor que não comprometesse o exato funcionamento da cânula.Profª Glenda Agra Pós-operatório 1. junto ao leito do paciente. 6.Nas traqueostomias permanentes. 5. .Fazer fisioterapia respiratória e aspiração cuidadosa das secreções traqueobrônquicas. 8.Umidificar o ar ou oxigênio inspirado. Na falta de cânula nova.9% ou água corrente e reinserida. 9. uma cânula esterilizada do mesmo diâmetro da que está no paciente para ser usada em caso de emergência. Esta pressão foi mensurada entre 18 e 25 cmH2O. Através de comprovações técnicas e científicas. Este tipo de mensuração só pode ser realizado através de um cufômetro aferido.

A consistência da drenagem está relacionada ao local da colostomia. Ela permite a drenagem ou a evacuação dos conteúdos do cólon para fora do corpo. que é ditada pela localização do tumor e a extensão da invasão nos tecidos ao seu redor. Ela pode ser criada como uma derivação temporária ou permanente. Ileostomia ou colostomia permanente: forma paliativa de lesão obstrutiva sem possibilidade de ressecção.Profª Glenda Agra CIRURGIAS DO APARELHO DIGESTÓRIO COLOSTOMIA E ILEOSTOMIA A colostomia é uma criação cirúrgica de uma abertura (estoma) no cólon. Com a melhoria das técnicas cirúrgicas. . as colostomias são feitas agora em menos de um terço dos pacientes com câncer colorretal.

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4.Aplique uma conexão ou uma bainha no estoma. o paciente senta na cadeira em frente do vaso ou no próprio vaso. de forma que essa hora seja compatível com o padrão de atividade pós-hospitalar do paciente. Nunca force o cateter! . A irrigação deve ser realizada todos os dias no mesmo horário. preferencialmente após as refeições. limpar o trato do intestino inferior e estabelecer um padrão regular de evacuação de forma que a pessoa possa ter uma vida normal.Permita que parte da solução flua pelo tubo e cateter.Se o cateter não entrar facilmente. 2. 1. introduza-o no estoma. Não introduza o cateter mais do que 8 cm.Profª Glenda Agra Ações de enfermagem A colostomia é irrigada para esvaziar o cólon de fezes. para evitar retorno de água. Um recipiente de irrigação com 500 a 1. Coloque a ponta final na comadre.500 ml de água é pendurado 45 a 50 cm acima do estoma ( altura do ombro quando o paciente está sentado). Antes do procedimento. Uma hora recomendável é selecionada. 3. Curativos ou bolsa são removidos. delicadamente. permita que a água flua devagar enquanto avança o cateter.Lubrifique o cateter e. Segure a bainha/tubo delicada mas firmamente contra o estoma. gás ou muco. O seguinte procedimento é usado: o paciente é ajudado a participar no procedimento de forma a aprender a realizá-lo sem assistência.

NPT pode ser necessária para repor nutrientes que estão em falta.Se o paciente estiver no hospital nos dias que precedem a cirurgia.Dieta rica em proteínas. 7.Recoloque o curativo da colostomia ou a bolsa. . enquanto o paciente se levanta e caminha por perto. então. 4.Antibióticos como o sulfato de canamicina (Kantrex). 3. calorias e carboidratos e pobre em resíduo é recomendada. 8.para diminuir a massa.Deixe a conexão/bainha no lugar por cerca de 30-45 minutos. seque o final da conexão/bainha e prenda-a ao topo. feche o tubo com um grampo e permita que o paciente repouse antes de prosseguir.Espere 10 a 15 minutos para a maioria do retorno. então. Se houver cólicas.Dieta rica em líquidos. minerais. 10.Permita que líquido tépido entre no cólon devagar. para fornecer uma nutrição adequada e minimizar as cólicas pela diminuição da peristalse. eritromicina e o sulfato de neomicina são administrados um dia antes da cirurgia para reduzir a bactéria intestinal.Limpe a área com um sabão suave e água e seque-a. 24 a 48 horas antes da cirurgia. 3. antes da cirurgia. COLOSTOMIA Pré-operatório: 1. 2. remova-a delicadamente. por vários dias. 6. ou aplique o grampo apropriado ao final da conexão.Profª Glenda Agra 5.O preparo físico para a cirurgia envolve aumentar a estamina do paciente nos dias que precedem a cirurgia e limpar o intestino no dia anterior ao da cirurgia.segure a bainha/tubo no lugar 10 segundos após a água ter sido instilada. vitaminas. A água deve fluir durante 5 a 10 minutos. 9.

. 4.O estoma é examinado para inchaço ( pequeno edema devido a manipulação cirúrgica é normal). 9. 6. 2.Monitorização quanto às complicações. 6. drenagem ( uma pequena quantidade de perda de secreção é normal) e sangramento ( um sinal anormal). assim como complicações pulmonar e associadas com a cirurgia.SNG : drenar líquidos acumulados e prevenir distensão abdominal Pós-operatório: 1. para detectar sinais de hemorragia. 7. 8.A ferida abdominal é examinada freqüentemente.Dieta zero. prolapso do estoma. O cuidado com a pele periostomal é uma preocupação contínua porque a escoriação ou ulceração pode se desenvolver rapidamente.Problemas de pele incluem infecções por fermentação e dermatite alérgica.A colostomia começará a funcionar de 3 a 6 dias após a cirurgia. perfuração. O intestino é limpo com laxativos. retração do estoma. impactação fecal e irritação da pele. O abdome é monitorizado para o retorno da peristalse e as características das fezes iniciais são avaliadas. 3. enemas ou irrigações colônicas na tarde que antecede a cirurgia e na manhã de sua realização. como vazamento no local anastomosado. 5. cor ( um estoma saudável é rosa). durante as primeiras 24 horas.Registro do balanço hídrico.Profª Glenda Agra 5.Antieméticos são administrados CPM.

8. sucos de maçã ou laxativo leve. feijões e produtos de celulose como amendoim. Para constipação. Alimentos que podem causar diarréia: frutas. O paciente é orientado para proteger a pele periostomal lavando frquentemente a área com um pano macio e úmido e sabão neutro. ameixas. Beber 2 litros de líquidos por dia. alimentos ricos em fibras. ovos.Alimentos que causem excessivo odor e gases são evitados: repolho. . peixe. café.Profª Glenda Agra 7. chá ou bebidas carbonatadas. soda.

apostomizados.Profª Glenda Agra Fonte: http://www.com .

Profª Glenda Agra Fonte: http://www.com .murrasaca.

quando o intestino está menos ativo. . O dispositivo deve ser mudado a qualquer momento que o paciente se queixar de queimação ou coceira por debaixo do disco ou dor na área do estoma.ILEOSTOMIA Mudar um dispositivo de ileostomia é necessário para evitar vazamento (a bolsa geralmente é trocada a cada 2 ou 4 dias). ou 2 ou 4 horas após a refeição. Proporcione privacidade. deve ficar de frente para o vaso sanitário. mudanças de rotina deveriam ser realizadas pela manhã.br Ações de enfermagem 1. O dispositivo (bolsa) pode ser removido puxando-se delicadamente a pele de maneira oposta ao adesivo. se isso constituir problema.Promover o conforto do paciente e envolve-lo no procedimento. Faça com que o paciente se sente no vaso sanitário ou em uma cadeira de frente para o vaso.Profª Glenda Agra 2. Se o paciente preferir ficar de pé. Explique detalhes do procedimento. antes do café da manhã. remova o cinto da ileostomia ( se estiver usando) 2. Faça com que o paciente assuma uma posição relaxada. para permitir o exame da pele ao redor do estoma e ajudar no controle do odor.abraso. FONTE: http://www.Remova o dispositivo.org. Exponha a área da ileostomia.

2. o paciente pode preferir tomar um banho antes de colocar o dispositivo limpo.Aplique o dispositivo (quando houver irritação da pele): Limpe a pele completa e delicadamente. seque-a com pequenos toques. retire o excesso de umidade com um pedaço de algodão e aplique levemente nistatina em pó. usando água morna e um sabonete neutro. Aplique spray de Kenalog. Antibiótcos CPM 3. é dada ao paciente uma dieta pobre em resíduo oferecida em pequenas e freqüentes refeições. 6.Se o paciente estiver fazendo uso de corticóides.Cheque o fundo da bolsa para ver se está bem fechada. Geralmente. após limpa-la. estes serão mantidos durante a fase cirúrgica.Aplicar o dispositivo (quando não houver irritação da pele): Um apropriado protetor de pele é aplicado na pele periostomal antes de a bolsa ser aplicada. use um elástico ou um pregador.Reposição hídrica e protéica antes da cirurgia.Profª Glenda Agra 3. Pressione firmemente no lugar por 30 segundos. Remova a tampa da superfície adesiva do disco da bolsa plástica descartável e aplique diretamente na pele. 5.Limpar a pele: Lavar a pele delicadamente com um pano macio e úmido. ILEOSTOMIA Pré-operatório 1. 4. Enxágüe e seque a pele totalmente. . para garantir a aderência.

Os líquidos são dados endovenosamente para repor perdas líquidas durante 4 a 5 dias. 10.Encorajar o paciente à deambulação precoce. após o paciente ter estabilizado e o estoma diminuído para uma forma estável.000 a 2. quando passar o edema. O abdome é marcado para a coloração correta do estoma pelo cirurgião. geralmente no quadrante inferior direito. proeminências ósseas.O estoma deve ser checado 3 semanas após a cirurgia. sódio e potássio são perdidos. cujo objetivo é prevenir o acúmulo do conteúdo gástrico. 8. cerca de 5 cm abaixo da cintura. o que o torna conveniente para o encaixe do dispositivo. 11. em uma área longe de cicatrizes anteriores.Profª Glenda Agra 4. Os conteúdos drenam na bolsa plástica e são. A drenagem é líquido contínuo do intestino delgado.Sucção nasogástrica também é parte do cuidado pós-operatório.Analgésicos são administrados CPM. com isso. então. porque o estoma não tem o controle dos esfíncteres. dobras de pele ou fístulas. O tamanho final e o tipo de dispositivo podem ser selecionados em 3 meses. Geralmente. Pós-operatório 5. 12. o estoma da ileostomia tem cerca de 2. . 7. mantidos fora do contato com a pele.5 cm de comprimento.Como esses pacientes perdem muitos líquidos nos primeiros períodos de pós-operatório ( cerca de 1.000 ml de líquidos/dia). que deveria começar cerca de 72 horas após a cirurgia. 6. Náuseas e distensão abdominal são observadas como sinais de obstrução e são relatadas imediatamente.A ileostomia é monitorizada para a drenagem das fezes. 9.

Mais tarde haverá poucas restrições dietéticas. Frutas espremidas e legumes e fontes de vitaminas A e C são dados. ou ao mesmo tempo em que o paciente esvazia a bexiga. são eficazes na redução do odor. a maioria dos pacientes usa um pequeno curativo sobre a abertura. 14. dano mecânico devido à remoção dos dispositivo. 15. à medida que o tempo passa. a drenagem é de apenas 60 a 80 ml. mas. Um tubo de esvaziamento no fundo do dispositivo está fechado com clipe especial feito para isso. água pode ser injetada através do cateter para soltálas e amolecê-las. 500 a 1000ml.Profª Glenda Agra 13. O paciente se guia pela sensação de pressão na bolsa para determinar com que freqüência ela deve ser esvaziada. Inicialmente. Um espessante de fezes. 16. Se a irritação e o crescimento de fermentação estiverem presentes. acomodando. que podem ser prescritos e tomados por via oral 3 ou 4 vezes ao dia.Um agendamento regular para trocar a bolsa antes que o vazamento ocorra precisa ser estabelecido para aqueles com uma ileostomia tradicional. . A bolsa interna de Kock esticará. A bolsa não é necessária. 18. ela aumenta significativamente.Muitas bolsas são descartáveis e à prova de mau cheiro. 19. 17. também pode ser prescrito para ser tomado VO e ajudar no controle da dor. Geralmente. eventualmente.A escoriação da pele ao redor do estoma. A consistência do efluente é afetada pela ingesta de alimentos. O dispositivo é esvaziado a cada 4 ou 6 horas. em vez disso. reação alérgica ao dispositivo da ostomia ou ao protetor da pele ou à pasta. o tempo normal de usá-lo é de 5 a 7 dias.Uma dieta com pouco resíduo é seguida pelas primeiras 6 ou 8 semanas. nistatina em pó é aplicada levemente na pele periostomal.Para uma ileostomia continente (bolsa de Kock). cebola e peixe. Tabletes de subcarbonato de bismuto. alimentos que causam odor incluem: repolho.Quando a descarga das fezes é espessa. um cateter é inserido no reservatório para drenar o líquido e irrigado 1 x ao dia.O período de tempo durante o qual a pessoa pode manter o dispositivo fechado na superfície do corpo depende da localização do estoma e da estrutura do corpo. irritação química do efluente. como o difenoxilato (Lomotil). Alimentos como espinafre e salsa agem como desodorantes no trato intestinal. e possível infecção.

como aipo.Líquidos como Gatorade são de ajuda na manutenção do equilíbrio eletrolítico. milho. manifestada pelos líquidos muito irritantes que logo enchem a bolsa.A ingesta hídrida é encorajada. 22. 25. O tecido cicatrizante precisa ser retirado. por causa da desidratação secundária à diminuição da ingesta de líquidos. sementes de papoula. Se o efluente (descarga fecal) é muito agudo. pipoca. 24. que pode irradiar para as costas e ombro direito. Intensa dor abdominal inferior que irradia para as pernas. 21. Diarréia. . hematúria e sinais de desidratação indicam que a urina deve ser colhida. Os alimentos são introduzidos um de cada vez.Profª Glenda Agra com exceção de alimentos ricos em fibras ou sementes difíceis de digerir. alimentos fibrosos são restritos. Se o efluente for excessivamente periostomal é devida ao vazamento de líquidos. 23.Espasmo de vesícula biliar causa dor abdominal direita superior intensa. 20. sementes de coco.Administrar agentes antidiarréicos CPM.A estenose é causada por tecido cicatrizante circular no local do estoma. São administrados água.potássio como suplementação para prevenir hipovolemia e hipocalemia. pode rapidamente levar a desidratação e perda de eletrólitos. sódio.Cálculo urinário ocorre em cerca de 10%.Colelitíase devido ao colesterol ocorre 3 vezes mais freqüentemente do que na população em geral por causa das mudanças na absorção de ácidos biliares que ocorre no pósoperatório.

Escoriação da pele por secreção intestinal 6.Fístula intestinal 13.Infecção da parede 4.Varizes periestomais 9.Obstrução por bridas e aderências 7.Estenose do estoma 13.Hérnia incisional periostomal 8.Isquemia e necrose do estoma 11.Hérnia incisional periostomal 3.Abscesso peristômico 10.Desidratação 2.Sangramento da mucosa colônica 9.Perdas hidroeletrolíticas por diarréia 8.Estenose do estoma 12.Deiscência da sutura mucocutânea 5.Isquemia ou necrose do estoma .Obstrução por bridas e aderências 10.Infecção da parede 2.Prolapso 14.Distúrbios eletrolíticos e ácido-básicos 3.Fístula intestinal 12.Retração do estoma 11.Sangramento exagerado Colostomia 1.Obstrução do estoma por alimentos sólidos 5.Dermatites periostomais 6.Prolapso intestinal 4.Fecaloma do cólon distal 7.Granuloma 15.Profª Glenda Agra COMPLICAÇÕES CIRÚRGICAS Ileostomia 1.

como no idoso ou no paciente debilitado. Diferentes tipos de alimentações por gastrostomias podem ser usadas: a Stamm (temporária e permanente). Em alguns momentos. o paciente acha o procedimento mais aceitável. a debilidade e a dificuldade de se alimentar. O procedimento de Stamm requer o uso de suturas em bolsa concêntrica para segurar a sonda na parede gástrica anterior. Janeway (permanente) e gastrostomia endoscópica percutânea (temporária). A gastrostomia é preferível às alimentações NG nos pacientes comatosos porque o esfíncter gastroesofagiano permanece intacto.Profª Glenda Agra GASTROSTOMIA Fonte: http://www. O paciente precisa saber que o propósito da cirurgia é fazer uma ponte (bypass) na boca e esôfago de forma que os alimentos líquidos possam ser administrados diretamente no estômago por meio de uma sonda de borracha ou plástico ou de uma prótese. uma ferida de saída é criada no quadrante superior esquerdo do abdômen como acesso para a gastrostomia. O procedimento de Janeway necessita da criação de um túnel (chamado tubo gástrico) que é exteriorizado através do abdômen para formar um estoma permanente. Ações de enfermagem . Do ponto de vista psicológico. a regurgitação é menos provável de ocorrer na gastrostomia do que com as alimentações NG. Para se criar uma gastrostomia. o vômito prolongado.colegiosaofranscsco. a gastrostomia é usada para nutrição prolongada.com A gastrostomia é um procedimento cirúrgico para criar uma abertura no estômago com o propósito de administrar alimentos e líquidos. Quando o procedimento é realizado para aliviar o desconforto. O propósito do procedimento cirúrgico é explicado de forma que o paciente tenha um melhor entendimento do curso pós-operatório esperado. Assim. o paciente deve ser avisado. As gastrostomias Stamm e o Janeway requerem tanto uma incisão na linha média abdominal superior como uma incisão transversa no quadrante superior esquerdo. é muito difícil para o paciente aceitá-la. Se a prótese será permanente.

Como muitos pacientes que recebem alimentos por sonda estão debilitados e têm o estado nutricional comprometido. Um pequeno curativo pode ser fixado sobre a saída da sonda e a sonda de gastrostomia pode ser presa no local por uma fita adesiva. presa firmemente ao abdômen. . O curativo protege a pele ao redor da incisão do vazamento de ácido gástrico e do derramamento dos alimentos. assim como da ferida quanto a quaisquer sinais de infecção. as necessidades nutricionais e líquidas são avaliadas para garantir uma ingesta de alimentos e de líquidos apropriada. no período pós-operatório recente. é evitada a dilação gástrica. de 180 a 240ml podem ser dados de uma só vez. No segundo dia. após adicionar alimentação suficiente para atingir o volume total desejado. geralmente consistindo em água e 10% de glicose. mas essa quantidade é aumentada gradualmente. se essa quantidade for tolerada e não houver vazamento de líquidos ao redor da sonda.ex. câncer). que é primeiramente torcida na sonda e.Profª Glenda Agra A enfermeira avalia as condições da pele do paciente e determina se um atraso na cicatrização da ferida pode ser esperado por causa de disfunções sistêmicas (p. As complicações mais freqüentes são infecção da ferida e outros problemas relacionados. diabetes mellitus. quaisquer sinais de infecção são prontamente comunicados ao médico de forma que a antibioticoterapia apropriada possa ser instituída. a enfermeira aspira as secreções gástricas e readministra-as. No período pós-operatório. o paciente é avaliado quanto à sua resposta à mudança da imagem corporal e a um entendimento dos métodos de realização do procedimento de alimentação. Ao mesmo tempo. Por esse método. através de uma gastrostomia permanente. Água e leite podem ser administrados após 24 horas. incluindo celulite local e abscessos na parede abdominal. a enfermeira monitoriza o paciente para complicações potenciais. O primeiro alimento líquido é administrado logo após a cirurgia. então. Inicialmente são fornecidos apenas 30 a 60 ml de cada vez. Durante o curso pós-operatório. Em algumas circunstâncias. A enfermeira observa o estado da sonda quanto a uma manutenção apropriada. Líquidos altamente calóricos são adicionados gradativamente.

3. escoriação e presença de drenagem ou vazamento gástrico. é necessário fazer um curativo. Cuidados pré-operatórios 1. o médico é notificado imediatamente. com 30 a 60 ml a cada 3 horas no adulto ou 1ml/kg de cada vez na criança. A pele no local da sonda é avaliada diariamente para sinais de solução de continuidade. a pele se torna macerada. A pele ao redor da gastrostomia requer um cuidado especial. Os sinais vitais do paciente são monitorizados de perto.Profª Glenda Agra Sangramento gastrintestinal no local da punção no estômago também pode ocorrer. Se não for tratada. vômitos e fezes são observados para evidência de sangramento.Início da dieta pela gastrostomia: Administrada em pequenos volumes cerca de 4 a 6 horas após a gastrostomia endoscópia percutânea (GEP) e 2 a 3 dias após a gastrostomia convencional. Dobra-se o volume se a tolerância for boa em 2 ou 3 administrações consecutivas. é outra complicação. 2. vermelha. ou inadvertidamente. tanto feita pelo paciente quanto pela pessoa responsável pelo cuidado. a pele é limpa e um curativo estéril é feito. ferida e dolorida. bem enxaguada e seca.Antibioticoprofilaxia: dose única de cefalotina ou cefalozina imediatamente antes do procedimento. A área ao redor da sonda é lavada com água e sabão diariamente. e toda a drenagem do local operado. Quando o estoma cicatriza e não há nenhum vazamento. Qualquer incrustração é removida com soro e lavada com água. porque ela pode se tornar irritada devido à ação enzimática dos sucos gástricos que vazam ao redor da sonda. Pode se iniciar com água a temperatura ambiente ou glicose a 10%. irritação. Cuidados pós-operatórios 1. O trajeto fechará dentro de 4 a 6 horas se a sonda não for reposta.Jejum: 6 a 8 horas antes do procedimento.Orientar o paciente quanto ao procedimento. Se a sonda for retirada prematuramente. A remoção prematura da sonda. . Quaisquer sinais de sangramento são comunicados prontamente.

o cateter ou sonda de Foley poderá ser trocado por um dispositivo do tipo BOTTON-G OU MIC-KEY. evitar remover. fixar a sonda à pele com esparadrapo. . e tracionar o cateter para a posição medida antes de refixá-lo. infundir a dieta por gavagem em 30 minutos. Nos pacientes com refluxo. *Lavar as mãos antes e depois de manipular a gastrostomia e as conexões.Cuidados com a sonda: * Se a sonda usada não tem um anteparo externo. com uma fórmula com 1caloria/ml. * Medir e anotar o comprimento externo do cateter para identificar eventual migração. trocar ou desinsuflar o balão da sonda nas primeiras 3 a 6 semanas após a sua colocação. *Lavar a sonda diariamente com 5-10ml de SF0. *Preferencialmente.Volume da dieta na gastrostomia: Adulto: Bolos de 300 a 500ml cada vez. 3. diarréia e distúrbios da absorção: infusão lenta.( Pacientes neurológicos frequentemente apresentaam gastroparesia sem que isso indique redução ou suspensão da dieta gástrica). numa velocidade de 20 a 30ml/h no 1º dia. *Fazer controle periódico com o cirurgião.Volume da dieta na jejunostomia: Iniciada com 24 horas. pelo risco de afastamento do estômago da parede abdominal. *Na GEP. *Reinserir imediatamente novo cateter ou sonda em caso de saída acidental da sonda. com aumento progressivo para 50 a 60 ml no 2º dia e aumentando o aporte previsto (entre 60 a 90 ml/hora deinfusão contínua). 4. pois a abertura pode se fechar em menos de 6 horas. retardo no esvaziamento gástrico. para evitar migração para o duodeno. *Verificar resíduo antes da dieta.9% para manter a perviedade. *Entre 8 a 12 semanas após a cirurgia. através de sinfonagem ou BIC em 10 a 15 minutos.Profª Glenda Agra 2. *Dispositivos tipo BOTTON-G OU MIC-KEY não permitem aspiração do conteúdo gástrico ( válvula de contenção0.

São tratados com drenagem local e ATB. Uma nova sonda (ou a mesma. indicar imediatamente a cirurgia para tratar a fístula e manter a gastrostomia aberta com jejum de pelo menos 3 dias. *Pneumonia por aspiração: Acontence em pacientes com refluxo esofágico. 2 x ao dia. *Nos pacientes com vazamento ou tendência à irritação da pele. Se apresentação de fístula e vazamento. maceração. irritação. *Manter um curativo com gaze seca em torno da saída da sonda.5% a 1%. *Infecção local: Celulite e abscesso. Utiliza-se . proteger com retalho de hdrocolóide recortado para ser encaixado em volta da sonda ou passar pasta protetora (de alumínio). *Hemorragia: Devido à incisão.Jejunostomia: *Fixar a sonda com curativo na pele. *Peritonite. tosse ou engasgo. e se preciso. abrasões ou úlceras.9% com seringa. Usar uma sonda fina transpilórica passada pela gastrostomia ou preferir uma jejunostomia. *Saída aciental da sonda: Ocorre por tração da sonda ou ruptura do balão ou relaxamento do orifício. *Usar dieta enteral por gavagem ou por BIC. *Alterações da pele em volta da gastrostomia: Dermatite devido ao ácido das secreções: hiperemia. após a higienização) deve ser reintroduzida em poucas horas.Profª Glenda Agra 5. Complicações: Gastrostomia: A mortalidade por complicações é de 0. 6. Observado através do aspirado gástrico. enxugar bem. para evitar que o mesmo se feche. NPT. abscesso intra-abdominal e sepse: Acontece nas GEP que desenvolvem sepse. escoriações.9% ou lavar com água e sabão. *Manter a perva com perviedade da sonda com infusão diária de 5-10ml de SF0.Cuidados com a pele em volta da gastrostomia: * Limpar com SF0.

Fontehttp://www. abscesso de parede: Cuidados locais. *Migração da sonda para o peritônio: Peritonite grave: tratamento cirúrgico. volvo intestinal. drenagem e ATB. necrose intestinal. Repete todo o procedimento. Candidíase: cremes de nistatina ou miconazol associada às medidas de proteção. pneumatose. irritação e lesão de pele.gi.org/patients/gihealth/images/gastroparesis1. Jejunostomia: *Saída da sonda: Ocorre por deficiência na fixação. *Infecção local: Celulite.gif .Profª Glenda Agra antiácido mineral (Hidróxido de alumínio e magnésio em forma de suspensão = deixar decantar o conteúdo e passar ao redor da sonda). diarréia por “dumping”. *Outras: obstrução do cateter. distensão abdominal. obstrução por angulação da alça.

jpg .smartimagebase.blogspot.com/imagescooked/28293W.Profª Glenda Agra FONTE:http://2.bp.com FONTE: http://www.

Profª Glenda Agra FONTE: http://www.tamussino.com.br/Fotos/ FONTE: http://grupomoravi.jpg .com/images/0001700588.

uniroma1.it/step/nad/manuale/med_cerotto.blogspot.jpeg FONTE: http://3.com/ .Profª Glenda Agra FONTE: http://w3.bp.

Profª Glenda Agra FONTE: http://www.JPG .com/martin.jpg FONTE: http://misodor.smartimagebase.com/imagescooked/27865W.

Monitorização padrão para cirurgia de grande porte em paciente grave. Quando a anastomose for com o esôfago.Fisioterapia pulmonar: exercícios respiratórios para a remoção de secreções e prevenção de atelectasias.Início da dieta: Precoce. retirá-la assim que o volume drenado for baixo e reaparecerem os ruídos peristálticos.ATB 1 antes da cirurgia (cefalozina). 2. . ou < 7 g/dl.ANALGESIA: Epidural com fentanil e bupivacaína por 3 a 5 dias. mantendo o suporte nutricional por via enteral ou parenteral. a dieta é reintroduzida no 3º ou 4º dia pós-operatório nas anastomoses com estômago. 3.ATB : Mantida por mais de 24 horas após o fim da cirurgia. mas se tiver sido deixada. garantir preparo Cuidados pós-operatórios: 1. 2. seguida de opióide por VO ou parenteral. nos pacientes com SNE ou jejunostomia.SNG. 5. 3. Cuidados pré-operatórios: 1.Profª Glenda Agra GASTRECTOMIA CÂNCER GÁSTRICO Tratamento cirúrgico: Gastrectomia parcial ou radical. conforme tolerância. reintroduzir a dieta oral após 7 a 10 dias. 4. Começar com dieta líquida em pequenos volumes e progredir para dieta livre.Hemotransfusão: Se Hg < 9mg/dl e houver complicações cardiorespiratórias. Por VO. independetemente de repercussões. 4. AVcalibroso.Retirada da SNG: Raramente é usada. SVF. No dia seguinte à cirurgia. 6. possibilidade de ressecção colônica.Nos casos em que houver adequado do cólon.

jpg .br/imagens/obes6.clinicaq.jpg FONTE: http://www.br/imagens/obes6.clinicaq.com.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.com.

net/img_articulos/img_a4_867562.cirugiabariatrica.jpg FONTE: http://www.br/images/foto_03.drgustavopeixoto.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.com.jpg .

Avaliação do anestesista.Avaliação do psiquiatra ou psicólogo. 6.Avaliação do nutricionista.w7. 3. 5.com.Avaliação do cirurgião. 4.pt/as/images/stories/sleeve.jpg GASTROPLASTIA Cuidados pré-operatórios 1.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.Avaliação do clínico geral ou endocrinologista.Consentimento e comprometimento por parte do paciente. (Risco de mortalidade nos transoperatório. pós-operatório imediato e tardio até 3meses) . 2.

2. femoral. inclusive líquidos.Jejum completo. aspiração pulmonar e PCR súbita é maior nos obesos mórbidos. Pós-operatório imediato: 1. cutâneo lateral e ulnar). para evitar TVP. 3.O risco de hipoventilação.Heparinização profilática com heparina de baixo peso molecular SC iniciada cerca de 12h antes da cirurgia.Nos casos de risco deve ser mantida até o 30º dia. Evitar uso de sedativos pesados nos pacientes com apnéia do sono. Não é necessário usar no pós-operatório. substituindo-os por insulina.È prudente a presença de 2 anestesistas na hora da intubação e indução anestésica e para manter uma monitorização completa.Posicionar o paciente corretamente na mesa: Evitar úlcera de nervosas (ciático. 4.Manter os medicamentos anti-hipertensivos e antiarritmicos e suspender os hipoglicemiantes orais. 3. monitorizar saturimetria até que ele esteja bem desperto. aos pacientes Cuidados iniciais no bloco cirúrgico: 1. a partir da meia noite.Uso de meias elásticas compressivas ou equipamento de compressão intermitente das pernas: reduzir o risco de TVP. 2.Posicionar o paciente em decúbito lateral ou com cabeça elevada.Fisioterapia respiratória para evitar atelectasias.Um preparo intestinal com laxantes nos dois dias anteriores constipados.mantida até o 10º dia de pós-operatório. 5. 6. pressão e lesões 4. 4.Evitar sedativos nos pacientes com história de apnéia do sono. 3. 2.Avaliação pré-anestésica: avaliar sinais de intubação difícil. .Profª Glenda Agra Pré-operatório imediato 1.ATB profilaxia com cefalozina no início da cirurgia e durante a cirurgia a cada 2h.Monitorização do débito urinário (SVF): Pacientes com comorbidades graves e para facilitar os cuidados no pós-operatório imediato no obeso grave.

Deambulação precoce: evitar TVP.Conversão laparoscópica para aberta: hemorragia de difícil controle.Retirada dos drenos: Drenos de Jackson-Pratt ou Blake: no tecido SC até a alta (2 a 6 dias) e na cavidade peritoneal próximo às anastomoses (retirado com 30 dias).Vômitos incoercíveis no pós-operatório: Usar antieméticos.Causa morte súbita no POI. Ocorre no POI. 6.Seromas e coleções na parede: drenam espontâneamente ou são esvaziadas por punção ou drenagem.. 6. 2ª causa de morte depois do tromboembolismo. é difícil a manobra de compressão torácica. mas pode também ocorrer também nos casos de desnutrição. queda da saturação. peritonite aguda e fístula: Ocorre em 1% a 6% dos casos.IAM: Ocorre 1% a 2%. 2. Evitar atividades físicas que forcem o abdômen por 6 meses. Fisioterapia respiratória: reduz o risco. 5.Hérnia incisional: Ocorre em 10% a 15% dos casos.Reinínio da dieta: iniciar com água e alimentos líquidos em pequenos volumes (20ml a cada 5 minutos) após 48 a 72h.Atelectasia: Nas primeiras 24h e cursa com taquicardia. Quando evolui para a PCR. uso de meias elásticas e deambulação precoce reduzem a chance do evento.Infecção da ferida cirúrgica: 10% = convencional e 2% = laparoscopia. Afeta igualmente homens e mulheres sem . 3.Ruptura da anastomose. A ocorrência é menor nas cirurgias laparoscópicas. Heparinização profilática. pois há relato de casos de encefalopatia de Wenick1 nesses casos. 9. Para evitá-la: fechamento adequado da parede e uso de fios inabsorvíveis mais grossos que o habitual. febre. 1 Síndrome de Wernicke-Korsakoff é uma encefalopatia causada pela deficiência de tiamina. 8.Tromboembolismo pulmonar: Ocorre em 1%. hidratação venosa e tiamina (vitamina B1) parenteral. hiperemese gravídica e em pacientes que fazem uso de nutrição parenteral sem tiamina. 7. 7. devido a grande quantidade de tecido adiposo. 4. lesão esplênica ou perfuração gástrica acidental. e é observada principalmente em alcoólatras.Profª Glenda Agra 5. Complicações cirúrgicas precoces: 1.

Alimentação líquida exclusiva e de baixo teor calórico nos primeiros 15 dias: todos os alimentos são líquidos (peneirados ou batidos). taquicardia. Tomados no volume de 20 ml em intervalos de 5 a 10 minutos. *Evitar doces ou ingeri-los em pequenas quantidades depois do almoço e jantar. febre. agora. 10. *Cada garfada deve ter menos de uma colher de chá de volume e intervalos de meio a um minuto entre as garfadas: 30 minutos para cada refeição (200 g de comida ou 4 a 6 colheres de sopa de comida ou um pires de comida). náuseas e vômitos. raddomiólise1.É também a lesão do músculo esquelético seguida pelo rompimento da célula e liberação do seus constituintes no plasma. além de ataxia cerebelar e alterações mentais. cortá-los em pedaços pequenos.Líquidos:Tomar pelo menos 2 litros de líquidos por dia. diarréia. paralisia do nervo abducente (VI nervo) e do olhar conjugado. *Dar prioridade a alimentos ricos em proteínas para evitar a desnutrição protéica. distensão abdominal e rebote metabólico como tonteira. sudorese. distensão abdominal. além de perder pouco peso. adoçados com adoçantes. pão e o bagaço ou parte fibrosa das frutas. sentir dor.Outras intercorrências: Dor.) Alimentação após a cirurgia Alimentação do 1º mês: 1. sensação de distensão gástrica. Encefalopatia de Wernicke é caracterizada por nistagmo. . *Sempre mastigar muito os alimentos. Se o paciente tomar volumes maiores: vomitar. retenção urinária. náusea. *Evitar pedaços grandes de carne. vômito e desmaios. (1Rabdomiólise é uma síndrome resultado de danos na musculatura. dificuldades respiratórias. Alimentação a partir de 30 dias após a cirurgia: dieta sólida liberada de forma cuidadosa e o paciente precisa lembrar que o estômago . Alimentação líquida e pastosa entre 15 e 30 dias: Alimentos de alta concentração calórica são proibidos: causam síndrome de dumping. *Bebidas alcoólicas e refrigerantes gasosos devemser evitados nos primeiros 6 meses após a cirurgia pois causam malestar. mal-estar e aumenta o risco de deiscência. *Deve ser mantida a orientação de tomar 2 litros de líquidos por dia. *É fundamental realizar 5 a 6 refeições lentas. úlceras gástricas. O açúcar deve ser evitado. *Iniciar com alimentos bem cozidos e de fácil digestão. calmas e sossegadas e de pequeno volume por dia. é pequeno.Profª Glenda Agra idadepreferencial.

*Problemas nutricionais (Anemia por deficiência de ferro ou vitamina B12 e hipoalbuminemia). *Estenose das anastomoses. hérnias internas. *Outras complicações: úlceras e estenoses das bocas anastomóticas. *Depressão aguda no pós-operatório. cálcio.polivitamínicos e vitamina B12 de acordo com a necessidade. *Suplementação nutricional: ferro. impactação alimentar no esôfago.Profª Glenda Agra Complicações crônicas ou tardias: *Dumping *Flatulência e mau-cheiro das fezes *Vômitos intratáveis *Distúrbios metabólicos. deiscência de suturas ou linhas de grampeamento. colelitíase. deslizamento da bandagem ajustável. Gastroplastia Y de Roux .

Profª Glenda Agra Gastroplastia vertical de Mason Gastroplastia vertical com bandagem .

Profª Glenda Agra Gastroplastia com técnica de Scopinaro FONTES das ilustrações : www.geocities.htm .com/paulomaciell/index2000.

Checar o resíduo gástrico antes da alimentação. vômitos. 9. 10.Comunicar a concentração de glicose na urina de +3 ou +4.Lavar a sonda com 30 ml de água após cada bolo da alimentação ou administração de medicação.Observar os sinais de desidratação (mucosas secas. Avaliar a velocidade do fluxo.Colocar o paciente em posição de Fowler (30º) antes e depois da administração da alimentação.eliminação urinária diminuída). 3.Checar respostas clínicas. .Determinar a capacidade do paciente para tolerar a fórmula (avaliar a sensação de plenitude. diarréia e constipação). como as dos achados laboratoriais: uréia nitrogenada sanguínea. sede. pois facilita a digestão e diminui o risco da aspiração. 2. 6. pelo menos por 1 hora. náuseas. 4. proteína sérica. diminuição da eliminação urinária.Registrar a ingesta da fórmula pelo paciente. urticária.Administrar a alimentação à temperatura ambiente ou uma temperatura próxima à do corpo. 11. ganho de peso súbito ou edema dependente ou periorbital. 7. 5. Qualquer obstrução requer que a alimentação seja interrompida e que o médico seja notificado.Profª Glenda Agra NUTRIÇÃO ENTERAL 1. inchaço. 8. hemoglobina e hematócrito.Registrar incidentes como vômitos e diarréia ou distensão.

a alimentação é atrasada e as condições do paciente são reavalidas em 1 hora . em caso de alimentações contínuas.Consultar um nutricionista.Substituir a fórmula a cada 4 horas por uma fórmula nova.400 a 3. As alimentações por bolo são dadas em grandes volumes ( 300 a 400 ml a cada 4 a 6 horas). 13. 16. por bolo ou pela BIC.Monitorizar a ingesta e a eliminação. e a velocidade de administração é determinada pela gravidade. A alimentação contínua é o método preferível. As alimentações são administradas por gravidade (gotejamento). infecção da pele no local. sem produzir cólicas abdominais e diarréia. 17. 14. distensão. Velocidades de alimentação contínua de cerca de 100 a 150ml/h (2. náuseas e vômitos. 200 a 350 ml são administrados de 10 a 15 minutos. 15. a cada 4 horas. O conteúdo gástrico enteral é medido antes de cada alimentação intermitente e a cada 4 a 8 horas durante alimentações contínuas (Esse líquido aspirado é readministrado ao paciente).600cal/dia) são eficazes em induzir um balanço nitrogenado positivo e um progressivo ganho de peso. náuseas. Se a alimentação é intermitente.Avaliar os volumes residuais antes de cada alimentação. Observar para complicações potenciais: síndrome do esvaziamento rápido.Pesar o paciente 2 a 3 vezes por semana. Parar as alimentações se o resíduo exceder 100 ml e retornar o aspirado para o estômago.Trocar o recipiente da alimentação por sonda e os tubos a cada 24 a 48 horas. vômitos e diarréia.Profª Glenda Agra 12. ou. As alimentações por gravidade são colocadas acima do nível do estômago. permitindo que a alimentação seja dada em pequenas quantidades em longo período reduzindo o risco de aspiração. Se a quantidade do conteúdo gástrico aspirado for maior do que 100 ml ( ou mais de 10 a 20% acima da velocidade de alimentação contínua horária).

Constipação *muito conteúdo de leite. Gases/plenitude gástrica/cólicas *Ar na sonda Síndrome do esvazimanto *Alimentação em bólus/ velocidade rápida. *permanecer deitado no leito.Profª Glenda Agra Tabela 1. *sonda calibrosa. Pneumonia por aspiração *colocação inadequada da sonda. *cheiro desagradável. *falta de fibra. Náuseas e vômitos *mudança na velocidade. *nível de osmolaridade sérica. *fórmula hiperosmolar. *alergias alimentares. Deslocamento da sonda Obstrução da sonda *Tensão na sonda/sonda mal presa *limpeza inadequada da sonda/ velocidade da fórmula. *esvaziamento gástrico inadequado. Complicações da terapia enteral COMPLICAÇÕES Diarréia CAUSAS *Alimentações hiperosmolares. *deficiência à lactase. *fórmula fria. rápido *fórmula fria. . (atelectasia) *vômito e alimentação por sonda aspirada. *infusão rápida. *medicamentos/antibioticoterapia. *ingesta líquida inadequada/desidratação. *alimentações contaminadas por bactérias.

outras possíveis causas precisam ser eliminadas: *deficiência de zinco (adicionar 15 mg de zinco na alimentação pela sonda a cada 24 horas é recomendado para manter um nível sérico normal de 50 150 mg/dl. porque as temperaturas extremas estimulam a peristalse. Síndrome das alimentações *Uréia em excesso da mistura rica em proteína e fórmulas sem gordura. Desidratação *Alimentações hiperosmolares com insuficiente ingesta de líquido. *alimentação rica em carboidrato. Para confirmar que a síndrome do esvaziamento rápido está causando diarréia. *má nutrição. drogas antidisrítmicas. *terapia medicamentosa. Os sintomas da síndrome podem ser tratados da seguinte forma: *Diminuindo a velocidade de instilação para dar tempo dos carboidratos e eletrólitos se diluírem. MANTENDO UM PADRÃO DE ELIMINAÇÃO INTESTINAL NORMAL A Síndrome do esvaziamento rápido também leva à diarréia. *Administrando alimentações à temperatura ambiente. *fórmula contaminada. Hiperglicemia *intolerância à glicose. . aminofilina e digitálicos aumentam a freqüência da síndrome.Profª Glenda Agra *medicamentos amassados inadequadamente e limpeza após a sua administração inadequada. Antibióticos como as clindamicinas e lincomicina. por sonda *desidratação.

diminuindo a influência da gravidade). aminoácidos. As metas são : melhorar o estado nutricional. a alimentação é diluída pelo menos até a metade. *Aconselhado o paciente a permanecer na posição de semi-Fowler por 1 hora após a alimentação (essa posição prolonga o tempo de trânsito. e não mais do que 50 a 100 ml são dados de uma vez. e o paciente é colocado em DLD. para prevenir distensão súbita do intestino. MANTENDO A HIDRATAÇÃO ADEQUADA ***A água é dada a cada 4 ou 6 horas e após as alimentações para prevenir desidratação hipertônica. NUTRIÇÃO PARENTERAL TOTAL NPT é o método de suprir o corpo com nutrientes por uma via EV. *Administrando a menor quantidade de água necessária para limpar a sonda antes e depois da alimentação. eletrólitos. vitaminas. ** Se a aspiração é suspeitada. que fornecem nutrientes como a dextrose.Profª Glenda Agra *Administrando a alimentação por gotejamento contínuo ( se tolerado). diminuindo a influência da gravidade). por 1 hora após a alimentação (essa posição prolonga o tempo de trânsito. promover ganho de peso e melhorar o processo de recuperação. ou 40 a 60 ml/h são dados na administrados por gotejamento contínuo. No início da administração. manter a massa muscular. e não por jato. porque o líquido dado com a alimentação aumenta o tempo de trânsito. com a cabeceira da cama abaixada. pára-se a alimentação. minerais e emulsões de gordura dão calorias e nitrogênio para atender às . a faringe e a traquéia são aspiradas. estabelecer um balanço nitrogenado positivo. REDUZINDO O RISCO DE ASPIRAÇÃO **Aconselhado o paciente a permanecer na posição de semi-Fowler. As soluções de NPT.

má nutrição. INDICAÇÔES As indicações da NPT incluem um déficit de 10% do peso corpóreo antes da doença. os requerimentos calóricos são satisfeitos e o corpo usa aminoácidos para a síntese protéica. magnésio e cloreto de sódio são acrescentados.0 a 1. fósforo. íleo paralítico. outros elementos.5g/kg de proteína. . que irá rapidamente diluir os nutrientes ingeridos a um nível adequado à tolerância do corpo. trauma. *A capacidade do paciente de ingerir alimento oralmente ou via sonda está comprometida (p. ex. doença de Crohn com obstrução. O potássio é adicionado à solução para manter um equilíbrio eletrolítico adequado e para transportar glicose e aminoácidos através da membrana celular. sepse e câncer). AIDS.000 calorias adicionais diariamente. em vez de usá-los para energia. é necessário aumentar a concentração e usar uma via de administração (uma veia grande.Profª Glenda Agra necessidades nutricionais diárias do paciente. em casos de queimaduras graves. grandes cirurgias ou doença hipermetabólica pode necessitar de até 10. Quando glicose altamente concentrada é administrada. enterite pós-radiação. uma incapacidade de ingerir líquidos ou alimentos dentro de 7 dias após a cirurgia e as situações hipercatabólicas. como cálcio. Para prevenir deficiências e atender aos requerimentos para síntese dos tecidos. hiperêmese gravídica grave na gravidez). a NPT fornece 30 a 35 kcal/kg e 1. Em geral. A NPT está indicada nas seguintes situações: *A ingesta do paciente é insuficiente para manter um estado anabólico ( p ex. Para fornecer as calorias necessárias em um pequeno volume. de grande fluxo (veia subclávia)). queimaduras. síndrome do intestino curto. como grande infecção ou febre. O paciente com febre.

cirurgia intestinal extensa).ex. contagem de plaquetas. pancreatite aguda. Dessa forma. *A condição médica subjacente impede ser alimentado oralmente ou por sonda (p. elas causam danos à parte íntima das veias periféricas. a infusão de NPT deve ser inspecionada para checar a claridade e se há precipitação. As prescrições são iniciadas pesando-se o paciente e obtendo-se um hemograma completo. anorexia nervosa.ex. magnésio e glicose sanguínea. NPT refere-se às fórmulas de aminoácido-dextrose. As soluções de NPT são iniciadas lentamente. *As necessidades nutricionais pré e pós-operatórias são prolongadas (p. Como as soluções de NPT têm cinco ou seis vezes a concentração do soluto do sangue. O rótulo é comparado com a prescrição médica. para prevenir flebite e outras . Antes da administração. Os valores laboratoriais do paciente e a resposta à terapia com NPT são monitorizadas freqüentemente pela equipe de apoio nutricional.ex.Profª Glenda Agra *O paciente não está interessado em ingerir ou não deseja ingerir nutrientes adequados (p. pacientes idosos no pós-operatório). sendo gradualmente aumentadas a cada dia até a velocidade desejada e na medida em que a tolerância do paciente a líquidos e a glicose o permitir. Um total de 2 a 3 litros de solução é administrado n decorrer de 24 horas. quando amornadas até a temperatura ambiente. As soluções entregues nas unidades de enfermagem ficam refrigeradas até a sua utilização. fístula enterocutânea alta). observando-se a data de expiração. A solução endovenosa nutricional prescrita é preparada pelo farmacêutico sob um capacete de fluxo laminar de ar filtrado usando técnica asséptica estrita. tempo de protrombina e níveis de eletrólitos.

A área é checada para vazamento. Uma bomba de infusão é recomendada para NPT para manter a velocidade prescrita correta. torção do cateter e reações na pele. drenagem de sangue. aureus. removidos por álcool a 70%. O CDC recomenda a troca do curativo do dispositivo de acesso venoso central somente se ele estiver sujo.ex. em situações ideais. logo após. S. epidermis e K. edema. albicans é o organismo infeccioso mais comum. A colocação da ponta do cateter deve ser confirmada pelos raio X antes de iniciar a terapia por NPT. com um fluxo alto (geralmente a veia subclávia). nas mesmas condições. do centro para fora. mas S.Profª Glenda Agra complicações venosas. com sangue. PVC . como inflamação. o paciente não apresentará nem perda nem ganho de peso significativos. O paciente é pesado 2 a 3 vezes por semana. é colocado um frasco de glicose a 10% com água até que o próximo frasco de NPT esteja disponível na farmácia. A enfermeira avalia para sinais de desidratação (p. para uma comparação correta. essas soluções são administradas no sistema circulatório através de um cateter inserido em um vaso sanguíneo grande. solto ou molhado. e o cateter venoso central fornece a porta de entrada. dor e drenagem purulenta. O grande conteúdo de glicose das soluções de NPT faz com que elas sejam um meio de cultura ideal para o crescimento de bactérias e fungos. A enfermeira põe luvas estéreis e limpa a área com cotonetes com tintura de iodo-povidona. Toda ingesta e eliminação do paciente são registrada a cada 8 horas de forma que o desequilíbrio hídrico possa ser detectado logo. A C. Os curativos são trocados assepticamente. geralmente 2 ou 3 vezes por semana e quando for necessário. A velocidade de infusão não pode ser aumentada nem diminuída para compensar os líquidos que foram infundidos muito rápido ou muito devagar. turgor da pele diminuído. vermilhidão. O paciente é pesado diariamente na mesma hora do dia. pneumoniae também estão presentes. Quando a solução EV acaba. sede. Registros exatos da ingesta e da eliminação e equilíbrio hídrico são mantidos. A limpeza começa de uma maneira circular.

alterações mentais. Complicações metabólicas: neuropatias.Solução RTU (Ready To Use). para TNP contendo dois compartimentos distintos com solução de poliaminoácidos 2.Misturador para soluções de Nutrição Parenteral com 6 vias de acesso e infusão por gravimetria. eletrólitos e oligoelementos e outro para administração IV. alterações na pele. específica para pacientes em catabolismo suave a moderado. eliminação de urina.0. respectivamente para Clinimix E 2. náuseas. pronto para uso. É essencial monitorizar a glicose sanguínea porque a hiperglicemia pode causar diurese e excessiva perda de líquidos. . diarréia.75/10 e 4. com solução final livre de bissulfitos. As atividades e a deambulação são estimuladas. TIPOS DE NUTRIÇÃO PARENTERAL TOTAL AUTOMIX Descrição .Profª Glenda Agra diminuída). As bolsas de Clinimix possuem dois equipos especiais para aditivação de emulsão lipídica e outros nutrientes. Total segurança e exatidão nos processos de automação para transferências gravimétricas de volumes de soluções nutritivas com sensibilidade de infusão mínima de 10ml.25/25. vitaminas. Clinimix E* Descrição . pH 6. A complicação mais freqüente é a sepse. para administração IV central ou periférica após mistura dos mesmos por rompimento do sistema “Peel-Seal” de selagem que os separa Após mistura temos a ativação da solução que corresponde a um sistema 2 : 1 de solução para nutrição parenteral total para administração em 24h com velocidade média de infusão de 83ml/h. conteúdo calórico (Kcal / 2l) 680 e 1700. osmolaridade (mOsm/l) 920 e 1825.75% + eletrólitos e solução de glicose 10% + cálcio.

03 . com solução final livre de bissulfitos.Soluções hipertônicas de glicose 50% e 70% são indicadas na prevenção de perda de nitrogênio (proteína) ou no tratamento de balanço nitrogenado negativo (BNN) como principais fontes calóricas em TNP. garantindo maior segurança e rapidez na produção de soluções para nutrição parenteral em quantidades elevadas em serviços com procedimentos automatizados ou manuais (gravitacionais). . eletrólitos e oligoelementos e outro para administração IV.0]. 1190. sem complicações renais ou hepáticas. 1040. . pH 6. pH aproximado 4. osmolaridade (mOsm/l) 785. Fenilalanina e Triptofano. NPP’s adulto e pediátrica.0. N7.Apresentação em bolsas plástica CRYOVAC– exclusivo Baxter. 1470.0.17 e 1. conteúdo calórico (Kcal / l) 540.0 . solução de glicose 10% + cálcio e emulsão lipídica a 10% ou 20%.Solução de aminoácidos à 8% específica para hepatopatas. pronto para uso. específica para pacientes em catabolismo moderado a severo ou grave. associados à neurotoxicidade e alterações hepáticas. poupando a degradação de glutamina.As bolsas de Clinomel possuem dois equipos especiais para aditivação nutrientes. 1020. contendo altas concentrações de AAER. 880. com composição adequada e balanceada de AAE. para TNP contendo três compartimentos distintos com solução de poliaminoácidos (Synthamin com 15 AA) + eletrólitos. com dois equipos para aditivação e administração e volume final de 1000ml e 2000ml Glicose 50% / Glicose 70% Descrição . AACE e AANE (12. vitaminas. Leucina e Valina. para evitar catabolismo muscular. densidade 1.Apresentação em bolsas plástica tetralaminada Filme Clarity – exclusivo Baxter. . conteúdo calórico (Kcal/l) 1710 e 2390. alta concentração de Lisina que induz anabolismo protéico e baixas concentrações de Metionina e AAA. sistemas 2:1 (AA : Glicose) e 3:1 (AA : Glicose : Lipídeos).2g. osmolaridade (mOsm/l) 2520 e 3530. 7.24. para administração IV central ou periférica após mistura dos mesmos por rompimento do sistema “Peel-Seal” de selagem que os separa . N5. com dois equipos para aditivação e administração e volume final de 2000ml. Isoleucina. 800.Profª Glenda Agra . pH 6. respectivamente para Clinomel N4.Solução RTU (Ready To Use). osmolaridade (mOsm/l) 840. N6. . Após mistura temos a ativação da solução que corresponde a um sistema 3 : 1 de solução para nutrição parenteral total para administração em 24h com velocidade média de infusão de 83ml/h.Apresentação em bolsa flexível de PVC. densidade 1.5 [6.N/ 1000ml). CLINOMEL Descrição . Hepatasol 8% 250ml Descrição . VIAFLEX com 1000ml e 2000ml de solução.

livre de bissulfito. Apresentação em frascos de vidro com 250ml de solução pronta para aditivação de outros nutrientes. AACE e AANE (16.5 [5.N/1000ml). pH 5. suas partículas de tamanho pequeno (<0. .5% específica para nefropatas. 500ml e 1000ml (20%) de solução pronta para aditivação de outros nutrientes. com composição adequada e balanceada de AAE. Histidina. sem alterar as propriedades metabólicas e de tolerância.0 .993 e 0. respectivamente para as soluções à 10% e 20%.0 . . osmolaridade (mOsm/l) 265 e 270. favorecendo a solubilidade de íons cálcio e fosfato em soluções 3:1. rica fonte de calorias e de ácidos graxos essenciais (linoléico 54% a-linolênico 8%).5% 500ml Descrição . Tirosina e Prolina.02. . 7.02.Apresentação em frascos de vidro com 500ml de solução pronta para aditivação de outros nutrientes. osmolaridade (mOsm/ l) 600. contém Taurina e Cisteína aminoácidos essenciais para o RN. associados à neurotoxicidade e alterações hepáticas. ausência de bissulfito.Emulsão Lipídica de óleo de soja à 10% e 20%.Solução de aminoácidos à 6.Apresentação em frascos de vidro com 50ml (10%) e 100ml. densidade 1. 7. pH 6. osmolaridade (mOsm/l) 998.0]. osmolaridade (mOsm/l) 780. contendo fosfatídeos de ovo como emulsificante. com composição adequada e balanceada de AAE. Renamin* 6. favorecendo a solubilidade de íons cálcio e fosfato em soluções 3:1. oleato de sódio como co-emulsionante e estabilizante.0]. pH 6 [5. densidade 0. IVELIP* 10% 500ml / IVELIP* 20% 100ml / IVELIP* 20% 500ml / IVELIP* 20% 1L Descrição . alta concentração de Lisina que induz anabolismo protéico e baixas concentrações de Fenilalanina. Apresentação em frascos de vidro com 500ml de solução pronta para aditivação de outros nutrientes. densidade 1.3 micron) aumentam a estabilidade da emulsão. densidade 1. Travasol 10% Descrição . pH 8.Profª Glenda Agra .Solução de aminoácidos à 10% específica para pediatria. conteúdo calórico (Kcal/l) 1100 e 2000. AANE (33%) e AACE (7%). medicamentos compatíveis ou infusão IV central ou periférica PRIMENE 10% 250ml Descrição .03. AACE e AANE (15g.0 [5.5g. aumentando a estabilidade em sistemas 3 : 1 (AA : Glicose : Lipídeos). perfil de aminoácidos plasmáticos do cordão umbilical. evitando desta forma a complementação com AAT padrão a 10%.N/ 1000ml). importantes na insuficiência renal.Solução de aminoácidos à 10%.0]. oferecendo composição balanceada de AAE (60%).0 .0.988. glicerol para garantir a isotonicidade da solução. Tirosina e Serina. 7.

Automix.Profª Glenda Agra .baxter.Apresentação em bolsa flexível de PVC. O cirurgião pode visualizar o sistema biliar por meio do . caso a condição do paciente assim obrigue.5 são marcas registradas em nome de Baxter International Inc.com COLECISTECTOMIA O tratamento cirúrgico da doença da vesícula biliar e dos cálculos biliares é efetuado para aliviar os sintomas persistentes. VIAFLEX é Marca Registrada em nome de Baxter International Inc. REFERÊNCIAS DO TEXTO E ILUSTRAÇÕES: http://www. remover a causa da cólica biliar e tratar a colecistite aguda. Clinomel. Travasol 10 e Travasol 8. quando os sintomas do paciente diminuíram. na cicatriz umbilical. VIAFLEX com 2000ml e 500ml de solução. Ivelip e Renamin são marcas depositadas em nome de Baxter International Inc. garantindo maior segurança e rapidez na produção de soluções para nutrição parenteral em quantidades elevadas em serviços com procedimentos automatizados ou manuais . Colecistectomia Laparoscópica Esse procedimento é realizado por meio de uma pequena incisão ou punção feita através da parede abdominal. A cirurgia pode ser eletiva. ou pode ser realizada como um procedimento de emergência. O aparelho de fibra óptica é inserido através da pequena incisão umbilical. A cavidade abdominal é insuflada com dióxido de carbono (pneumoperitônio) para ajudar na inserção do laparoscópio e o cirurgião na visualização das estruturas abdominais. Clinimix E. Hepatasol.latinoamerica. Diversas punções adicionais ou pequenas incisões são feitas na parede abdominal para introduzir outros instrumentos cirúrgicos dentro do campo operatório. Primene.

no entanto. isso acontece em cerca de 5% dos casos laparoscópicos. Por causa da cuidadosa avaliação dos pacientes e da identificação daqueles em baixo risco para problemas.colegiosaofranscisco. podendo retomar suas atividades em plena e voltar ao trabalho dentro de uma semana depois. uma câmera presa ao aparelho permite que a visão do campo intraabdominal seja transmitida para um monitor de televisão.com . O paciente é informado de que um procedimento abdominal aberto pode ser necessário. sendo a anestesia geral administrada. A conversão para um procedimento cirúrgico abdominal tradicional pode ser necessária. o paciente recebe alta hospitalar no dia da cirurgia ou dentro de um a dois dias. caso sejam encontrados problemas durante o procedimento laparoscópico. A vantagem do procedimento laparoscópico é que o paciente não vivencia o íleo paralítico que ocorre com a cirurgia abdominal aberta e sente menos dor abdominal pós-operatória. Com freqüência. Fonte: http://www. pode haver um aumento no número dessas conversões. Com o uso mais amplo dos procedimentos laparoscópicos.Profª Glenda Agra laparoscópio. a conversão para um procedimento abdominal aberto somente é necessária de maneira ocasional.

Profª Glenda Agra Fonte: http://www.com/gallblad.gif .cervejasdomundo.

epnet.smartimagebase.aspx/getImage.jpg Fonte: http://services.Profª Glenda Agra Fonte: http://ebsco.com/GetImage.aspx?ImageIID=2846 .com/imagescooked/27492W.

com/imagescooked/27619W.smartimagebase.Profª Glenda Agra Fonte: http://ebsco.jpg .

ijp.Profª Glenda Agra Fonte: http://www.br/img/fbpe/acb/v14n4/4a11f4.scielo.jpg Fonte: http://www.com.gif .br/images/cirurgias/06_colecistectomia.

o paciente pode retornar para a colecistectomia.br/tocea/arquivos/figuras/colecistite.uepa. A colecistectomia é realizada quando a condição do paciente impede a cirurgia mais extensa ou quando a reação inflamatória aguda é grave. . A vesícula biliar é aberta cirurgicamente.Profª Glenda Agra Fonte: http://www2. por causa do processo patológico subjacente do paciente.jpg Colecistectomia Nesse procedimento. os líquidos serossanguinolentos e a bile para dentro de curativos absorventes. a vesícula biliar é extirpada através de um a incisão abdominal depois que a artéria e o ducto cístico são ligados. Apesar de seu risco menor. Um dreno (Penrose) é colocado na vesícula biliar e aflorado na pele através de uma incisão para drenar o sangue. Depois da recuperação do episódio agudo. sendo um tubo de drenagem fixado com uma sutura em bolsa de tabaco. O procedimento é efetuado para a colecistite aguda e crônica. O dreno é ligado a um sistema de drenagem para evitar que a bile extravase ao redor do dreno ou escape para dentro da cavidade peritoneal. a colecistectomia cirúrgica apresenta uma alta taxa de mortalidade.

Administrar analgésicos CPM. 7. bem como outras complicações. A deambulação precoce impede complicações pulmonares. 4. depois do retorno da atividade intestinal. a coloração e o cateter da drenagem.Quando o dreno de Penrose é utilizado.A bile coletada é medida a cada 24 horas. necessitando de trocas freqüentes dos curativos externos e de proteção da pele contra a irritação. como a tromboflebite.Os drenos devem ser conectados a um frasco de drenagem. com margem suficiente para que o paciente se movimente sem deslocá-lo ou torcê-lo.Depois da recuperação da anestesia. 6.Encorajar o paciente a fazer respirações profundas a cada hora. Depois de vários dias de drenagem. e a aspiração NSG (uma SNG é provavelmente inserida imediatamente antes da cirurgia para um procedimento não-laparoscópico) pode ser instituída para aliviar a distensão abdominal. são documentadas a quantidade.A bile pode continuar a drenar a partir do trato de drenagem em quantidades consideráveis durante certo período. a fim de expandir plenamente os pulmões e evitar atelectasia. 9. o equipo pode ser pinçado por 1 hora . extravasamento da bile para dentro da cavidade peritoneal e obstrução da drenagem. As pomadas de óxido de zinco.Profª Glenda Agra Prescrições de enfermagem: 1. 3. 10. 2. os curativos são trocados de acordo com a necessidade. 5. o paciente é colocado na posição de Fowler baixa. alumínio evitam que a bile faça a digestão da pele. sendo uma dieta leve iniciada mais adiante. O equipo deve ser fixado nos curativos. 8.O paciente é observado quanto às indicações de infecção.Água e outros líquidos podem ser fornecido em cerca de 24 horas.Os líquidos EV podem ser administrados.

urina escura(colúria). Amostras de urina e fezes podem ser enviadas para o laboratório para exame dos pigmentos biliares. Esses sintomas podem indicar infecção ou ruptura do trato GI e devem ser relatados de imediato ao cirurgião.Monitorizar para complicações potenciais: icterícia. quando os ductos biliares se dilatam para acomodar o volume de bile. é possível determinar se o pigmento biliar está desaparecendo do sangue e se está novamente drenando para dentro do duodeno. quando o paciente ingere lipídios. 14. o tubo de drenagem é retirado 11. Dentro de 7 a 14 dias. dor. prurido ou sinais de inflamação e infecção. eles são relatados ao cirurgião. Em geral. Gerenciando o autocuidado depois da colecistectomia laparoscópica Retomando a atividade .A restrição de lipídeos é suspensa em 4 a 6 semanas. a bile adequada será liberada para dentro do trato digestivo para emulsificar os lipídios e permitir sua digestão. como dor e febre. vômitos. Depois disso. avaliação periódica quanto à sensibilidade aumentada e rigidez do abdome. visando auxiliar na digestão. as fezes devem ser observadas diariamente. 13. o paciente é avaliado quanto à perda do apetite. sendo anotada sua coloração. essa freqüência diminui durante um período de algumas semanas a vários meses. distensão do abdome e elevação da temperatura. Isso é o resultado de um gotejamento contínuo de bile através da junção colédoco-duodenal após a colecistectomia.Monitorizar SSVV de perto. quando a ampola de Vater novamente funciona de maneira efetiva. Quando esses sinais e sintomas ocorrem. a drenagem e as incisões são inspecionadas quanto ao sangramento. É mantido um registro cuidadoso da ingestão e excreção hídricas. Alguns pacientes relatam uma a três evacuações por dia. fezes esbranquiçadas(acolia fecal). podendo ocorrer flatulência. 15. os lipídios podem não ser digeridos por completo ou de maneira adequada. Dessa maneira. Antes da cirurgia. outrora suportado pela vesícula biliar. uma das finalidades da cirurgia da vesícula biliar é possibilitar uma dieta normal.Profª Glenda Agra antes e depois de cada refeição para fornecer bile para o duodeno.Em todos os pacientes com drenagem biliar.Depois da colecistectomia laparoscópica. 12. Entretanto.

Gerenciando o cuidado de acompanhamento Faça uma consulta com seu cirurgião em 7 a 10 dias Ligar para o cirurgião caso o paciente apresente qualquer sinal de infecção no local da punção ou ao redor dele: rubor. Por vezes. edema. ou caminhar pode diminuir o desconforto. geralmente por 1 semana. Retomando a alimentação Retomar a dieta normal Se apresentava intolerância a lipídeos antes da cirurgia. vômitos ou dor abdominal. Tratando da dor pode experimentar dor ou desconforto no ombro direito devido ao gás empregado para insuflar a área abdominal durante a cirurgia.Profª Glenda Agra Começar imediatamente com exercícios leves (caminhar) Dirigir automóvel depois de 3 a 4 dias Tomar banho de chuveiro depois de 1 a 2 dias Retomar as atividades sexuais quando desejado Evitar levantar objetos com peso superior a 2.5 kg depois da cirurgia. por 2 dias consecutivos Ligar para o cirurgião caso o paciente desenvolva náuseas. ou mais.7ºC. no leito ou em uma cadeira. Não puxá-las. acrescentar gradualmente os lipídeos de volta à sua dieta em pequenos incrementos. drenagem Ligar para o cirurgião caso o paciente apresente febre de 37. . calor. sentar de maneira ereta. Cuidando da incisão Verificar o local da punção diariamente quanto aos sinais de infecção Lavar o local de punção com saponáceo suave e água Permitir que as fitas adesivas especiais se descolem do local de incisão.

Profª Glenda Agra HERNIORRAFIA OU HERNIOPLASTIA A maior parte das hérnias tem como causa defeitos nos tecidos fasciais da parede abdominal. uma hérnia estrangulada pode ser reduzida. pois esse colo geralmente tem um diâmetro muito menor do que a própria hérnia. Embora essa situação não constitua. as mais comuns das hérnias da parede abdominal são aquelas que ocorrem na região inguinal. se a hérnia estiver encarcerada deve-se fazer todas as tentativas possíveis para reduzi-la. em última análise. a hérnia encarcerada é considerada estrangulada. Quando a hérnia não é redutível. sendo responsáveis por cerca de 75% do total. via de regra. A maioria das hérnias é redutível. em decorrência do aumento da pressão venosa. que ocorrem através de incisões abdominais prévias e que não cicatrizam por completo. impede o fluxo arterial com subseqüente isquemia e gangrena. O resultado é um saco herniário de peritônio. O tratamento adequado para a ampla maioria das hérnias é a correção cirúrgica. além de edema intersticial. e é obrigatória uma operação de emergência para a redução da hérnia e a correção do defeito. o saco herniário contém vísceras. em decorrência da pressão intra-abdominal. com mais aumento da pressão intesticial. Por essa razão. ou seja. necessariamente. para evitar uma operação de emergência. As hérnias ventrais são aquelas que comprometem a parede abdominal. edema do intestino e do mesentério vizinho. Esses defeitos permitem que o peritônio. pois não está associada à isquemia ou à gangrena intestinal ou dos conteúdos herniários. para evitar complicações sérias. A hérnia estrangulada provoca. um problema cirúrgico. ela é chamada de encarcerada.. exceto aquelas da região inguinal – elas incluem as hérnias epigástricas e incisionais. . uma hérnia encarcerada raramente pode ser reduzida através do colo do saco. particularmente o intestino delgado. até mesmo fatais. Em muitos casos. seus conteúdos podem ser recolocados na cavidade peritoneal através de uma manipulação adequada. uma razão para correção cirúrgica mais urgente. apresentando tecido gorduroso subcutâneo abaixo da pele. é .Como o saco herniário e seus conteúdos se encontram consideravelmente aumentados. mas isso é muito incomum. De longe. Em circunstâncias bastante raras. penetre até o tecido subcutâneo da parede abdominal. no entanto. Se ocorrer isquemia ou gangrena intestinal. que .

Tipos de hérnias: 1. lateralmente.Hérnia femoral: Ocorrem na virilha e são limitadas pela veia femoral. Isso deve ser seguido de uma avaliação cuidadosa dos tecidos ao redor do defeito herniário e da mobilização das estruturas fasciais. e pelo. e sutura desses fortes músculos. Dentre os fatores etiológicos estão o defeito congênito do fechamento do anel interno. O tratamento é imperativo: cirúrgico. Outro fator que causa hérnia umbilical é o aumento da pressão abdominal. predispondo ao desenvolvimento de uma hérnia. A retenção urinária pode constituir um problema e necessitar de cateterismo. devido a razões pouco conhecidas . no triângulo femoral. muitas vezes. estão já presentes no nascimento. primariamente. dcorrente da ascite.Hérnia inguinal: Presença de um abaulamento na região inguinal ou uma massa aparente que desce na região inguinal para o escroto. O diagnóstico da hérnia femoral é feito pela presença de uma massa. Complicações pós-operatórias: Podem ocorrer infecções da ferida cirúrgica. ligamento lacunar medialmente. primariamente a fáscia do reto abdominal e músculo oblíquo externo. com a necessidade de antibióticos. 3. pois o músculo não segura bem as suturas.Profª Glenda Agra Como a correção cirúrgica das hérnias depende de uma ampla compreensão dos aspectos anatômicos dos defeitos.Hérnia umbilical: são de origem congênita. As hérnias inguinais são muito mais comuns nos homens do que nas mulheres. mas bem observadas. O tratamento adequado é o cirúrgico. 2. O sangramento escrotal pode ocorrer e necessitar de reoperação para controle. em dissecção cuidadosa do saco herniário com fechamento ao nível de seu colo e excisão do excesso de saco. embrionarimente. essa compreensão constitui um aspecto de grande importância na patogenia das hérnias. Deve-se ter especial cuidado de evitar aproximação do músculo a esses ligamentos. ser seguida de infecção das vias urinárias. e ocasionalmente. a não ser que uma enfermidade clínica séria coexistente impeça o tratamento. Quase todas essas hérnias se fecham espontaneamente. massas abdominais ou obesidade. além de uma variedade de fatores que causam aumento da pressão intra-abdominal. tornando possível uma recidiva da hérnia. dolorosa. seja ao ligamento inguinal ou ao ligamento de Cooper. bem como hematomas. Os princípios gerais da correção cirúrgica consistem. Nos adultos a .

A correção é cirúrgica.Elas podem ser bastante dolorosa e causar desconforto e ansiedade ao paciente. eles . PARTICULARMENTE. ou que sofreram considerável tensão. Quando surgem os sintomas. É indicada operação. o defeito é fechado por dissecção do anel e fechamento direto. Como os sinais e sintomas não são significativamente diferentes das outras hérnias nesses locais.Hérnia Obturadora: quando um saco herniário surge na pelve. com o desenvolvimento de gangrena e perfuração. Devem fechadas por suturas diretas. sendo bastante incomum a recidiva. A linha está localizada lateralmente à borda lateral do músculo reto abdominal. 9.Hérnia Spigeliana: Dentro da cavidade abdominal.Profª Glenda Agra coreção cirúrgica através de uma aproximação direta das bordas do defeito herniário quase sempre é curativa. pois pode ocorrer isquemia da porção herniada do intestino. PODEM SER BASTANTE EXTENSAS.Hérnia de Richter: Somente uma parte da circunsferência do intestino está comprimido. 6. A conduta cirúrgica geralmente é recomendada. no canal obturador. Podem ser bastante sérias. e área entre a linha semilunar e a borda lateral reto abdominal é chamada de fáscia spigeliana. 4. Essa linha se curva para fora e se estende desde a porção média da margem costal até o tubérculo pubiano. via de regra. 8. o diagnóstico é estabelecido no momento da operação. 7. muitas vezes se queixam de dor ou de uma massa na região. na borda antimesentérica. Uma hérnia dessa fáscia é chamada de hérnia spigeliana.Hérnia epigástrica: Ocorem na linha alba entre o processo xifóide e o umbigo. 5. Com esse defeito. que delineia o defeito na parede abdominal.Hérnia de Littré: A maioria destas hérnias está na região inguinal e femoral e podem encarcerar. SE PROVOCADAS POR UMA INFECÇÃO CIRÚRGICA NA FERIDA. ela sai da cavidade peritoneal no local dos vasos e nervos obturadores e penetra na membrana obturadora através do forame obturador.Hérnia incisional: Resultam de incisões prévias que cicatrizaram insatisfatoriamente. os pacientes. quase sempre obesos. a linha semilunar é um local anatômico no qual o músculo transverso abdominal se transforma em aponeurose. Um diagnóstico definitivo pode ser estabelecido pela TC. e via de regra o fechamento é direto.

Podem ser oriundas de procedimentos cirúrgicos como prostatectomia. Podem ser diagnosticadas por TC. hematomas e músculo herniado.Dor e aumento da sensibilidade são sintomas. 12. de uma hérnia ostomal no local por onde passa o intestino pela parede abdominal. se diseca y aísla el cordón espermático. Necessitam de um preparo cuidadoso antes da intervenção cirúrgica. Después de abordar la región por incisión oblicua y apertura de la pared anterior del conducto. 11. ressecção abdômino-perineal e outras operações pélvicas. A prevenção constitui o aspecto mais importante dessas hérnias. O diagnóstico diferencial inclui lipomas.Hérnia peristomal: quando se faz um colostomia ou ileostomia. pode haver o desenvolvimento.Hérnia ciática: Uma hérnia através do forame ciático maior ocorre raramente. mais tarde. 13. aislamiento. donde se suturan los bordes del arco aponeurótico del transverso (AAT) por encima y la cintilla iliopubiana (CIP) por debajo para obliterar adecuadamente el anillo (figura 2). mas quando elas ocorrem. Resección circular del músculo cremáster. HERNIORRAFIA: TÉCNICA QUIRÚRGICA Anestesia local y sedación. 10. necessitam de correção cirúrgica. ligadura alta y resección de los sacos indirectos o invaginación de los directos. . até que é encarcerada. vômito e dor abdominal do tipo característico de obstrução intestinal. e também raras vezes é sintomática.Hérnia perineal: os músculos do assoalho perineal ocasionlamente podem ser um local de hérnia.Hérnia lombar: Ocorrem no flanco e são denominadas hérnias lombares ou dorsais. fibromas.Profª Glenda Agra geralmente consistem de náusea. O defeito é fechado por uma sutura direta. Disección. que comenzando en el tubérculo púbico (figura 1) engloba la FT en la zona débil y del defecto en "V" hasta el anillo inguinal profundo. Sutura continua con hilos irreabsorbibles u otros de reabsorción lenta números 4 ó 5 ceros gastrointestinal.

Continuación de la sutura en dirección al anillo inguinal profundo. FIGURA 2. Para obliterar el anillo inguinal profundo. donde es nuevamente anudado (figura 5).Profª Glenda Agra FIGURA 1. Se imbrica el hilo (figura 3) y se continúa en dirección al tubérculo púbico. . FIGURA 3. Sutura continua para crear una capa de fascia transversalis con fascia transversalis desde la proyección de tubérculo público. se engloba solo CIP y AAT (figura 4). cerrando el defecto en V de fascia transversalis. se entrecruza el hilo tomando arco aponeurótico del transverso y cintilla iliopubiana.

com Pré-operatório: Redução manual da hérnia encarcerada: O paciente deve ser deitado com as pernas elevadas. Finaliza el proceder con un nuevo anudado del hilo de sutura y creada la sobrecapa de fascia transversalis.Profª Glenda Agra FIGURA 4. dor intensa. se possível em ligeiro Trendelemburg. FIGURA 5. Analgesia e sedação prévias aumentam a chance do sucesso. os sinais de que a alça já sofreu lesão mais grave são : febre. Se va creando la sobrecapa afrontando el arco aponeurótico del transverso a la cintilla iliopubiana hasta llegar al inicio de la sutura. sinais de obstrução intestinal com . Se coloca el cordón en el nuevo lecho y se cierra el conducto con sutura continua de catgut cromado 00 en la aponeurosis del oblicuo mayor. hiperemia na parede abdominal sobre a hérnia. Si es necesario se realiza incisión relajadora. Fonte da técnica cirúrgica: http://www. enquanto uma pressão com a palma da mão e massagem ascendente são feitas ao longo do canal inguinal. Na prática.scielo.

→TRANSFUSÃO: indicada quando Hg < 9g e Ht< 30%. Cálculo do volume de líquido a ser reposto. a conduta consiste na aplicação de analgésicos e correção de distúrbios hidroeletrolíticos por via EV. hipotensão e íleo funcional. Antibioticoprofilaxia: A hernioplastia é uma cirurgia limpa e o risco de infecção cirúrgica é de 1% a 2% na cirurgia convencional e menor ainda na videolaparoscopia. ALBUMINA.9%. sempre na dependência da tolerância do SVC. recomenda-se a cirurgia de urgência. Realizar coleta para gasometria arterial. →PLASMA. Se houver dúvida. variando de acordo com as condições clínicas do paciente. Verificar enchimento capilar. pois uma perfuração pode se manifestar até 72 horas depois. Administração de antibióticos por via EV ou IM antes da operação: combate choque endotóxico e hipovolêmico. Monitorização por ECG. portanto. Cateterismo vesical de demora: avaliar débito urinário. Analgésicos prescritos específicos. Cateterismo nasogástrico: descompressão intestinal e gástrica. o paciente deve ser mantido em observação. . Nas crianças. DEXTRAN: 25g de albumina ou 01 frasco de plasma para cada 2l de RL ou SF0. O antibiótico também deve ser indicado ao se utilizar prótese (tela) para corrigir a hérnia. O uso de Cefalozina em uma dose única de 1 a 2g cerca de 1hora antes da incisão. →HIPOCALEMIA produz arritmias cardíacas. Após a redução. A deficiência é estimada em 15 mEq/L a 20mEq/L de suco digestivo perdido + 40mEq/L de perda renal. Verificação dos SSVV. Pré-operatório de hérnia encarcerada: Colocação de um cateter na veia subclávia superior: infusão de líquidos e verificação da PVC e coleta de amostras sanguíneas para os exames laboratoriais.Profª Glenda Agra vômitos biliosos e quadro de encarceramento por mais de 24 horas.

gastronet.htm .com.br/cirurgia3.htm FONTE: http://www.br/cirurgia3.gastronet.com.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.

htm .htm FONTE: http://www.gastronet.com.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.gastronet.com.br/cirurgia3.br/cirurgia3.

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com/images/inguinalcanal.herniaonline.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.gi .

. Ingestão de líquidos (deve ser administrado nas primeiras 6 horas sempre com o paciente em boas condições).google.com.br/imgres Pós-operatório: Repouso no leito de aproximadamente 12horas. Controle de parâmetros hemodinâmicos.Profª Glenda Agra FONTE:http://images.

Antibióticos preventivos. Calor úmido ou seco sobre a FO diante de edema. porém recomenda-se um prazo mínimo de 30 dias. pequenas sufusões hemorrágicas. Convalescença de 15 dias. quando indicados. Orientado o uso do banho de chuveiro com 24horas de pós-operatório. após hérnias estranguladas. esparadrapos de micropore. Voltar a dirigir veículos entre o 15º e 30º dia pós-operatório. serão interrompidos com 24 horas. Instruções verbais sob movimentação no leito e fora do mesmo e nos cuidados com a FO. Complicações: . Dieta deve ser iniciada com 8 horas após o ato operatório nas hérnias não complicadas. Retorno ao trabalho com média de 20 dias. Analgésicos à base de dipirona. Alta hospitalar com 48 horas. Cateter vesical de alívio diante intermitente diante de retenção urinária. Orientações de atividades leves com 15 dias e exercício forçado 45 a 60 dias. Reiniciar atividades sexuais quando puder realizá-la com conforto e sem necessidade de tomar analgésicos.Profª Glenda Agra Orientação de micção em recipiente adequado ou ida ao banheiro. Recomendações para reavaliação e retirada dos pontos de 7 a 10 dias. pequenos hematomas ou dor local. ou quando o paciente saí do íleo paralítico e inicia a eliminação de flatos. Drenos: são utilizados nas hérnias estranguladas com peritonite e devem ser mantidos por tempo mínimo indispensável. 180 e 360 dias. hioscina ou paracetamol nas primeiras 24horas. Pode-seutilizar gaze seca esterilizada. Curativo oclusivo é opcional. de acordo com o restabelecimento dos efeitos analgésicos. Controle pós-operatório tardio com 60.

fazer debridamento cuidadoso. bexiga.9% ou tela de Marlex ou de Politetrafluoroetileno (PTFE) para proteger a cavidade peritoneal. Nesse casos. COLONOSCOPIA FIBRÓTICA . Lesão do íleoinguinal. se bilateral. Seroma. Hidrocele pós-operatória pode ocorrer por trauma do testículo ou cordão espermático. na impossibilidade de observar adequadamente os planos da parede abdominal. Edema local e escrotal. Deiscência: A reintervenção é obrigatória sob qualquer anestesia. Lesões nervosas: manifestam-se em forma de dor crônica pós-operatória. Sepse: Manter FO aberta. utilizando-se compressas úmidas com SF0. pela impossibilidade de aproximação dos planos. promover irrigações copiosas locais. cólon. utiliza-se o fechamento em um plano só com fio forte. cuidando-se mais tarde do fechamento definitivo da parede. tumefações ou abscessos: drenagem ou punção percutânea. este deve ser praticado o mais breve possível. Quando é possível o fechamento. Lesões viscerais.Profª Glenda Agra Lesão dos vasos deferentes. adotam-se tratamentos conservadores. Hemorragia ou hematoma intra-operatória ou na FO. levando à isquemia e atrofia testicular e. a esterilidade. Lesão de vísceras: alça intestinal. seguidos de curativos em série sob supervisão médica + antibioticoterapia à base de peniclina ou cefalosporinas. SALVO se a presença de infecção na parede abdominal contra-indicar. e .

A descompressão intestinal pode ser completada durante o procedimento. As potenciais complicações incluem: disritmias cardíacas e a depressão respiratória decorrente dos medicamentos administrados.uni-bonn A inspeção visual direta do cólon até o ceco é possível por meio de um colonoscópio flexívxel. Esse procedimento também pode ser utilizado para tratar aáreas de sangramento ou estenose.Profª Glenda Agra Fonte: http://www. É utilizado para estudo adicional de anormalidades detectadas pelo enema baritado. A terapia a laser é utilizada para lesões hemorrágicas ou neoplasias colônicas. sangramento oculto ou anemia. para avaliação. . O desconforto pode resultar a partir da instalação de ar para expandir o cólon ou em virtude da inserção e movimentação do aparelho. O uso de coaguladores bipolares e unipolares. A remoção dos pólipos faz-se através de um cautério. É empregado para a avaliação de câncer. Todos os pólipos visíveis são removidos. A doença inflamatória ou outra doença intestinal pode ser diagnosticada. sondas térmicas e injeções de agentes esclerosantes ou vasoconstritores são todos possíveis durante o procedimento. reações vasovagais e sobrecarga circulatória ou hipotensão decorrente da hidratação excessiva ou deficiente durante a preparação intestinal. Esse procedimento pode ser utilizado na avaliação dos pacientes com diarréia de etiologia desconhecida. O procedimento dura em torno de 1 hora.meb. As biópsias teciduais podem ser conseguidas através da retirada de pólipos.

durante 3 a 4 horas seguidas. Prescrições de enfermagem A limpeza adequada do cólon fornecerá a visualização ótima e diminuirá o tempo necessário para o procedimento. As soluções de lavagem são então ingeridas por VO em intervalos. . os medicamentos não serão digeridos e. inchação. recomenda-se aos pacientes beber a preparação o mais gelado possível a fim de tornar seu sabor mais tolerável). serão ineficazes. cólicas. Efeitos como: náuseas. Limitação da ingesta de líquidos do paciente durante 24 a 72 horas antes do exame. desequilíbrio hidroeletrolítico e hipotermia ( com freqüência. A limpeza do intestino é rápida ( o efluente fecal fica claro em cerca de 4 horas). Ações adicionais: 1. Dieta líquida leve.Profª Glenda Agra É importante monitorizar continuamente as funções cardíaca e respiratória do paciente.Instruir o paciente a não tomar os medicamentos rotineiros quando a solução de lavagem for ingerida. assim. plenitude abdominal. começando à noite do dia anterior ao exame. O uso de soluções de lavagem está contra-indicado nos pacientes com obstrução intestinal e doença intestinal inflamatória. Administra-se CPM. laxativo por 2 noites antes do exame e um Fleet enema ou de soro fisiológico até que o retorno seja claro na manhã do exame.

Alguns terão cólicas abdominais causadas por peristalse aumentada estimulada pelo ar insuflado dentro do intestino durante o procedimento. Após o exame. ou sinais peritoneais focais). febre. eletrolítica e calórica adequada. um analgésico opióide ou um sedativo (Midazolam) pode ser fornecido por via EV para fornecer sedação consciente e aliviar a ansiedade durante o procedimento glucagon pode ser utilizado. enquanto sofrem limpeza intestinal. por causa do alto risco de sangramento excessivo pós procedimento. diverticulite grave aguda ou colite fulminante.Aconselhar o paciente diabético a consultar seu médico sobre o ajuste do medicamento para evitar a hiper. dor. A colonoscopia não pode ser realizada quando existe uma perfuração colônica suspeitada ou documentada. Depois do posicionamento. para manter a ingesta líquida.Profª Glenda Agra 2. em pacientes com coagulopatias ou naqueles que recebem terapia de anticoagulação.ou hipoglicemia por causa das modificações dietéticas exigidas na preparação para o exame.Instruir todos os pacientes. ticlodipina e pentoxifilina devem ser interrompidos antes do exame e por 2 semanas depois do procedimento. os pacientes que foram sedados são mantidos em repouso no leito até que estejam alerta. para relaxar a musculatura colônica e reduzir o espasmo durante o exame. aspirina. Os agentes antiinflamatórios não esteróides. . quando necessário. observar o paciente a fim de detectar sinais e sintomas de perfuração intestinal ( sangramento retal. Antes do exame. em particular os idosos. Dieta zero pós 20:00 h antes do exame. distensão abdominal. 3.

Profª Glenda Agra FÍSTULA ANAL(FISTULECTOMIA) Fonte: http://www.com Uma fístula anal é um trajeto fino. Durante a cirurgia. A fístula é dissecada ou fica aberta devido a uma incisão que vai da sua abertura anal até a sua saída. Uma fistulectomia (excisão do trajeto da fístula) é um procedimento cirúrgico recomendado. Pus ou fezes podem vazar constantemente da abertura cutânea. Fístulas não tratadas podem causar infecção sistêmica com sintomas relacionados.thefreedictionary.medicalditionary. A ferida é coberta com gaze. As fístulas geralmente são resultantes de uma infecção. Outros sintomas podem ser a passagem de flatos ou fezes da vagina ou bexiga. tubular e fibroso que se estende dentro do canal anal por uma abertura localizada ao lado do ânus. A cirurgia sempre é recomendada porque poucas fístulas cicatrizam espontaneamente. de fissuras ou da enterite regional. o trajeto dos seios é identificado inserindo-se uma sonda e/ou injetando-se no trajeto uma solução de azul de metileno. O intestino delgado é evacuado totalmente por meio de vários enemas prescritos. Elas também podem se desenvolver a partir de um trauma. . dependendo do trajeto da fístula.

Isso produz uma paralisia do esfíncter externo. que incluem amolecedores de fezes e agentes formadores de massa. a cirurgia é indicada.Profª Glenda Agra FISSURA ANAL Uma fissura anal é um rasgo longitudinal ou uma ulceração na camada interna do canal anal. A maioria dessas fissuras irão cicatrizar se tratadas por medidas conservadoras. As fissuras são caracterizadas por defecações extremamente dolorosas. banhos de assento e supositórios emolientes. e uso excessivo de laxantes. Se fissuras não respondem ao tratamento conservador. trauma. Dilatação anal sob anestesia pode ser necessária. em outros. Um supositório combinado anestésico com corticóide ajudará a aliviar o desconforto. As fissuras são geralmente causadas pelo trauma da passagem de fezes grandes e firmes ou pelo persistente fechamento do canal secundário ao estresse e à ansiedade (levando à constipação). Muitos tipos de procedimentos podem ser realizados: em alguns casos. permitindo que a úlcera cicatrize. um aumento na ingesta hídrica. . ardência e sangramento. a parte externa do esfíncter é dividida. o esfíncter anal é dilatado e a fissura extirpada. com conseqüente alívio do espasmo. Outras causas incluem: parto.

mas sabe-se que a maioria dos pacientes possuem um esfíncter interno hipertônico que perpetua o processo uma vez desencadeado por algum trauma como o parto normal. a constipação intestinal (fezes endurecidas). superficial e sem endurecimento tecidual em torno da lesão (costuma cicatrizar rápida e espontaneamente)de localizacão posterior ou anterior. Mais freqüente nos homens entre os 20 e 40 anos. Crônica . superficial e dolorosa que compromete o ânus. isoladamente. Classificação Aguda Lesão ulcerada do canal anal em forma de fenda. Crianças Normalmente está associada à constipação intestinal quando as fezes endurecidas machucam o ânus. a diarréia e a introdução de corpos estranhos. seja responsável pelo aparecimento da fissura anal. Adultos Geralmente não se consegue apontar uma causa que. estreita. seja para fins terapêuticos fins eróticos ou por acidente.Profª Glenda Agra Fissura Anal É uma úlcera pequena.

O índice de recidiva. com exposição das fibras musculares brancas transversais do esfíncter anal interno e plicoma sentinela. dando índices de recidiva de 0 a 2%. Recentemente o emprego tópico (endo e perianal) do dinitrato de isossorbida a 1% associado ao betanecol a 0. no entanto. que pode ser feita até com anestesia local. banhos de assento mornos e preparados anestésicos e antiinflamatórios de uso tópico anal chegam a cicatrizar até 80 % das fissuras anais agudas observadas ambulatorialmente. pois até 40 % dos casos da doença cicatrizam com esta conduta.Profª Glenda Agra Lesão ulcerada com bordas bem definidas.pequeno caroço na borda anal -.1% tem aumentado os índices de cicatrização em até 80 % após 4 semanas. A técnica cirúrgica que atualmente confere os melhores resultados é a esfincterotomia anal interna lateral subcutânea. Tratamento Inicialmente deve ser clínico. a fissura anal propriamente dita e a papilite hipertrófica . chega a ser elevado. A fissurectomia está indicada apenas na fissura infectada. a abolição do uso do papel higiênico. em que é necessário a sua remoção junto com o tecido infectado circundante. O tratamento da constipação intestinal. Incisão cutânea póstero-lateral esquerda Esfíncter anal interno sendo seccionado com a tesoura. Reconhecida por uma tríade diagnóstica: plicoma sentinela . Os pacientes que não respondem ao tratamento clínico em 4 a 8 semanas devem ser tratados cirurgicamente.(quase sempre de tratamento cirúrgico). . O resultado da esfincterotomia lateral interna subcutânea (ELIS) é melhor do que o obtido pelo tratamento clínico.pequeno caroço no canal anal .

). Estas duas eventualidades explicariam a maior predisposição das mulheres para fissuras anais anteriores. produzindo fissuras anais posteriores por trauma sobre a região posterior do canal anal.com. A diarréia também tem sido implicada como causa de fissuras anais pela acidez das fezes eliminadas. tornando a pele adjacente vulnerável ao rompimento caso seja demasiadamente estirada (especialmente pela passagem de fezes duras e volumosas). seja para fins terapêuticos (termômetros. Ainda assim.colegiosaofranscisco. . Da mesma forma que nas crianças. por acolamento tecidual fibrótico. como afecção proctológica distinta. Adultos Em adultos. fins eróticos. define a presença de uma úlcera superficial benigna na pele do canal anal. ou por acidente (empalamento. etc. a constipação intestinal também tem sido responsabilizada pelo surgimento de fissuras anais em adultos de ambos os sexos. facilmente à passagem do conteúdo calibroso. queda a cavaleiro) são descritos como causa de fissuras anais. o parto normal tem sido responsabilizado pelo aparecimento de fissuras anais em mulheres. A história de doenças anais prévias também tem sido levantada em muitos pacientes portadores de fissura anal. bico de dispositivos para lavagem intestinal. a retração cicatricial que resulta do selamento de feridas anais outrora existentes enrijece localmente a circunferência do canal anal. Etiologia Crianças Em crianças. a fissura anal geralmente está associada à constipação intestinal. que provocaria retração cicatricial e acolamento anormal da submucosa anterior do canal anal. em geral. que acaba provocando erosões cutâneas superficiais que evoluem para fissuras. supositórios. O bolo fecal volumoso e endurecido pelo ressecamento esgarça a pele da região posterior do canal anal que está intimamente aderida ao esfíncter interno. Traumatismos anais pela introdução de corpos estranhos no canal anal. bem como o trauma perineal que redunda do parto normal. não se consegue apontar uma causa que isoladamente seja responsável pelo aparecimento de fissuras anais.br FISSURA ANAL A expressão Fissura Anal.Profª Glenda Agra Fonte: http://www. destarte. Provavelmente. e não cede.

Patologia A fissura anal primária tipicamente possui um formato fusiforme (assemelha-se ao formato de uma canoa) e as fibras do músculo interno do ânus podem normalmente ser vistas em seu leito. que é causa de sintomas de ânus úmido. romperiam o tegumento por estiramento demasiado e provocariam o aparecimento de fissuras anais. o ânus estaria submetido normalmente a uma força maior de fechamento. abaixo da linha pectínea. É comum ocorrer infecção superficial no leito da fissura. não suportaria dilatações maiores do que está acostumada a sofrer para a eliminação fecal. Neles. A fissura anal crônica. situados abaixo da linha pectínea.Profª Glenda Agra O tônus elevado de repouso do músculo esfíncter interno do ânus tem sido responsabilizado pelo aparecimento de fissuras anais em determinados indivíduos. e em alguns casos a fissura pode evoluir para a formação de um abscesso/fístula anal. elevadas e arredondadas. Suas bordas são cortantes e não há endurecimento tecidual circunjacente. costuma ser reconhecida por uma tríade diagnóstica: plicoma sentinela. A pele anal está sendo firmemente afastada a fim de expor a ferida. trazendo-a do interior do canal anal (paciente em posição de litotomia). Estando a pele de revestimento do canal anal ajustada anatomicamente a conviver com este canal de menor calibre. Em seu leito podem ser vistas as fibras transversas do músculo esfíncter interno e suas bordas são endurecidas. por outro lado. Costuma cicatrizar rápida e espontaneamente e muito provavelmente a maioria de nós já a apresentou várias vezes. . recobertos por pele modificada. Fezes volumosas então. ao serem eliminadas em canais anais de indivíduos com hipertonia esfinctérica interna. Uma fissura anal primária não costuma invadir a linha pectínea. o canal anal cirúrgico possui cerca de 4 cm de extensão. com maior ou menor expressão clínica. desprovida de fâneros. A fissura anal aguda é superficial e sua base é formada por tecido conjuntivo frouxo.) A fissura anal pode ser aguda ou crônica. mas para dentro do orifício anal. (Apenas para lembrar. sendo seus 2 cm distais. Situa-se na pele modificada do canal anal. O plicoma sentinela e a papilite hipertrófica são formados pelo edema inflamatório que resulta da presença da úlcera anal profunda que não cicatriza. fissura anal propriamente dita e papilite hipertrófica. Fissura anal às 6 h (linha média posterior). que se oporia à passagem de fezes mais volumosas.

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Plicoma sentinela (paciente em posição de Sims, sentido cranial à direita). Fonte: http://www.colegiosaofranscisco.com.br A fissura anal ocorre normalmente na linha média posterior (6 h), mas em 20% das mulheres que apresentam fissura anal, a afecção costuma ser encontrada na linha média anterior (12 h). Uma explicação plausível para estes achados ainda não foi dada. A hipertonia do músculo esfíncter interno é um achado invariável em casos de fissura anal primária, não se sabe se como causa da afecção ou conseqüência dela. A exposição de terminações nervosas sensitivas no leito da fissura, provocando dor, leva à contração voluntária do esfíncter externo e o processo inflamatório presente na fissura leva à contração involuntária do esfíncter interno, que fica em estado de permanente hipertonia.

Incidência
A fissura anal em geral incide mais em homens do que em mulheres e esta difereça se faz notar principalmente a partir da segunda década de vida. Em crianças e adolescentes, no entanto, a fissura anal é uma doença mais encontrada em indivíduos do sexo feminino. A distribuição etária da fissura anal é maior entre os 20 e 40 anos de idade. É difícil de estimar a incidência da fissura anal na polulação geral, mas, num ambulatório universitário de Coloproctologia na cidade de Birmingham (Inglaterra), observou-se que 9% dos pacientes que procuravam a instituição por queixas proctológicas o faziam por causa de uma fissura anal.

Quadro Clínico
Crianças - Em geral choram ao defecar por estarem eliminando fezes volumosas e ressecadas, que rompem o tegumento anal e provocam pequeno sangramento. A fissura anal é uma das causas mais comuns de sangramento anal em crianças. Indivíduos desta faixa etária com fissura anal em geral apresentam constipação intestinal, que pode ser causa ou conseqüência da doença anal. Adultos - Os sintomas mais apresentados por adultos com fissura anal são dor ao defecar com sangramento vivo, aumento de volume orificial e, ocasionalmente, ânus úmido. No início do quadro a dor sobrevém principalmente com a defecação, mas, com a cronificação do processo, até andar pode ser doloroso, que dirá rir ou espirrar (toda a atividade que demande contração dos esfíncteres anais será cruel para com o portador de fissura anal crônica)! Em casos

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arrastados de fissura anal crônica ocorre o aparecimento do plicoma sentinela. Pode também ocorrer edema orificial pelo processo inflamatório crônico. Em situações avançadas, o ânus úmido (pela eliminação de secreções anais serosas ou seropurulentas) e o prurido anal podem ser observados. Ocasionalmente, um paciente com fissura anal crônica pode apresentar sintomas urinários, tais como polaciúria e disúria.

Diagnóstico
O diagnóstico de fissura anal é feito pelo exame físico (proctológico) do paciente. Normalmente, o diagnóstico pode ser feito apenas pela inspeção e, na maioria dos casos, é bom que não se faça nada além dela, pois os pacientes já estão apavorados com a idéia de que o exame retal vai causar-lhes uma dor insuportável. Entretanto, a inspeção deve ser adequadamente realizada, senão deixará de evidenciar a fissura. Deve-se ter em mente que o paciente, com medo, contrai voluntariamente as nádegas e, por causa da dor da fissura, apresenta o ânus demasiadamente contraído. Tudo, então, contribui para que a região da pele modificada do canal anal não seja exposta adequadamente e a fissura não possa ser evidenciada. Deve-se conquistar a confiança do paciente, acalmá-lo e examiná-lo afastando firme e continuamente a pele das nádegas justa-orificial. A tração firme e continuada da pele perianal acabará vencendo o tempo de contração tônica voluntária do esfíncter externo, que em geral não ultrapassa 30 segundos, e o orifício anal relaxar-se-á. Pede-se então ao paciente para produzir a manobra de Valsalva (fazer força para defecar) e poder-se-á observar a descida perineal, por relaxamento da musculatura levantadora do ânus e, com o relaxamento associado dos esfíncteres anais, a pele modificada do canal anal será evertida. É nela que a fissura anal será observada. O primeiro exame deve parar por aí e o paciente deverá ser tratado, para, após algumas semanas, ser reexaminado, desta vez com manobras invasivas. A presença de um plicoma externo não é sinal de que o paciente seja portador de fissura anal! Entretanto, se não for descoberta uma fissura anal à inspeção, o toque retal deverá ser realizado com cuidado, para afastar a presença de outras afecções (como um abscesso interesfinctérico ou submucoso). No segundo exame, após o tratamento inicial da fissura anal, o paciente, sem dor ou com ela acentuadamente diminuída, será submetido a um toque retal. Notar-se-á em geral uma hipertonia esfinctérica. Em casos de fissura anal crônica, as bordas da fissura estarão endurecidas e poder-se-á evidenciar a presença de um nódulo intra-anal doloroso e pediculado (a papila hipertrófica). Todos os pacientes com fissura anal devem ser examinados por meio de uma retossigmoidoscopia, para afastar a presença de afecções concomitantes. Hemorróidas são observadas em associação com fissuras anais em até 1/3 dos pacientes. Com a retossigmoidoscopia poderão ser detectadas papilas anais hipertróficas, fístulas anais, estenose anal e abscessos interesfinctéricos, todas afecções que podem cursar concomitantemente com fissuras anais. O exame retossigmoidoscópico poderá detectar também afecções não correlatas em até 11% dos casos, tais como proctite, pólipos adenomatosos, condilomas, etc.

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O exame proctológico completo com retossigmoidoscopia reveste-se de importância fundamental no diagnóstico diferencial entre fissura anal primária e secundária. A fissura anal secundária em geral não é mediana, sendo lateral; não possui formato fusiforme, sendo irregular; não é única, havendo normalmente mais de uma; apresenta bordas infiltradas e produz mais secreção do que a fissura anal primária, por cursar, em maior grau, com infecção. Também não obedece a localização da fissura anal primária, invadindo a pele perianal ou subindo além da linha pectínea, e normalmente é mais profunda, por vezes provocando destruição muscular subjacente. A fissura anal secundária pode ser observada em pacientes com Doença de Cröhn, retocolite ulcerativa idiopática, tuberculose intestinal, prurido anal, carcinoma anal, sífilis, herpes anal, cancro mole, AIDS (por herpes anal, sarcoma de Kaposi, infecção pelo citomegalovírus, ou linfoma de células B) e leucemia. Se um exame adequado do paciente não pôde ser realizado ambulatorialmente, o paciente deve ser examinado sob anestesia. No caso de fissuras anais primárias, a investigação pode cessar com a retossigmoidoscopia. Por outro lado, diante de uma fissura anal secundária, uma investigação mais completa do paciente será mandatória, com enema opaco, colonoscopia, exames hematológicos, microbiológicos e de investigação imunológica, segundo a suspeita diagnóstica levantada. Algumas vezes um paciente com uma dor muito semelhante à fissura anal, porém sem sangramento anal, poderá nada apresentar ao exame físico. Deve-se cogitar estar diante de uma caso de proctalgia fugax.

Tratamento
Todo o tratamento da fissura anal primária está voltado para o relaxamento do esfíncter interno, que, conseguido, causará desaparecimento da dor e facilitará a cicatrização da fissura. O tratamento inicial da fissura anal primária deve ser clínico, pois até 40 % dos casos da doença cicatrizam com esta conduta. Como normalmente os pacientes apresentam constipação intestinal, eles devem ser orientados a observar um dieta rica em fibras não processadas (pois as fibras adsorvem água, encorpando e amolecendo as fezes), a ingerir bastante líquidos durante o dia (para hidratar as fezes e amolecêlas) e a obedecer o reflexo gastrocólico, principalmente o matinal, após o desjejum. Deve-se aconselhar aos pacientes que abandonem o uso do papel higiênico para diminuir o trauma local à pele anal, já "sofrida" com a presença da fissura. Pomadas, geléias e cremes de uso tópico com medicações anestésicas e antiinflamatórias têm sido empregadas na prática clínica com sucesso, talvez principalmente porque alviem a dor. O amolecimento das fezes com o emprego de moderadores do trânsito intestinal (metilcelulose, ispágula ou estercúlia), que são laxantes por aumentarem o volume das fezes às custas de adsorção hídrica é fundamental em pacientes com constipação intestinal. Uma medicação útil é o pó solúvel da semente do psyllium, que amolece as fezes e provoca defecações fisiológicas e confortáveis. O emprego de banhos de assento mornos freqüentes alivia a dor da fissura anal por promover relaxamento esfinctérico. O calor úmido possui propriedades antiinflamatórias e analgésicas.

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O uso associado de moderadores do trânsito intestinal, preparados anestésicos/antiinflamatórios de uso tópico anal e banhos de assento mornos chega a cicatrizar até 80 % das fissuras anais agudas observadas ambulatorialmente. O índice de recidiva, no entanto, chega a ser elevado. Recentemente tem sido descrito o emprego tópico anal de preparados com nitroglicerina a 0,2% em veículo gelatinoso em pacientes com fissura anal. A nitroglicerina é degradada metabolicamente, liberando óxido nítrico, que é um um potente vasodilatador e provoca relaxamento da musculatura lisa. Relaxando o esfíncter interno, haverá maior possibilidade de cicatrização da fissura. Índices de cicatrização de até 80 % em 8 semanas com o emprego de preparados contendo nitroglicerina têm sido descritos, com taxa de recidiva da fissura muito baixas (< 3%). A cefaléia tem sido descrita em alguns pacientes que utilizam tal tipo de terapêutica. Atualmente estamos desenvolvendo um estudo prospectivo, randomizado, duplo cego e controlado em pacientes com fissura anal que procuram o Ambulatório Araújo Lima do Hospital Universitário Getúlio Vargas, nos quais é empregado ou um preparado com nitroglicerina 0,2% ou xylocaína geléia a 2%. O estudo encontra-se em andamento. Uma outra substância que tem sido utilizada ultimamente, com excelentes resultados, em pacientes com fissura anal é a toxina botulínica. O produto é injetado localmente e promove o relaxamento esfinctérico esperado para que a fissura cicatrize, sem apresentar a cefaléia descrita em alguns dos pacientes que utilizam os preparados à base de nitroglicerina. Por ser forma terapêutica de emprego recente, necessita de maiores estudos clínicos para ser validada. Os pacientes que não respondem ao tratamento clínico em 4 a 8 semanas devem ser tratados cirurgicamente. A técnica cirúrgica que atualmente confere os melhores resultados é a esfincterotomia anal interna lateral subcutânea, que pode ser feita até com anestesia local (bloqueio hemorroidário inferior). Nela, após a anestesia, introduz-se uma lâmina 11 de bisturi no sulco interesfinctérico (existente entre os esfíncteres anais interno e externo) na posição das 3 h (olhando-se de frente para o orifício anal do paciente em posição de litotomia) e secciona-se o terço inferior do esfíncter interno, sem causar lesão no revestimento interno do canal anal. A pequena ferida cirúrgica orificial resultante cicatrizará horas depois e o paciente normalmente obtém alívio imediato da dor. Não há necessidade de excisar a fissura, o plicoma ou a papila hipertrófica, pois em geral, com a cicatrização da fissura, estes dois últimos apresentarão redução de volume. Quando o plicoma e a papila forem exageradamente hipertróficos, eles poderão ser excisados, mas a esfincterotomia sempre deve ser feita lateralmente, e nunca no leito da fissura, para que não ocorra incontinência pós-operatória. O tratamento de fissuras anais secundárias está voltado primeiramente para o tratamento da doença de base. Na maioria das vezes, controlando esta, a fissura acaba cicatrizando. Quando não, procede-se ao tratamento como para a fissura anal primária.

Prognóstico
O tratamento clínico da fissura anal primária é eficaz em cerca de 70% dos pacientes sem plicomas sentinelas e em apenas 47% dos com. Neles, apesar de um elevado índice de cicatrização inicial com as medidas clínicas adotadas, a fissura acaba retornando. O resultado da esfincterotomia lateral interna subcutânea (ELIS) é melhor do que o obtido pelo tratamento clínico, dando índices de recidiva de apenas em média 0 a 2 %.

Graus variados de incontinência. e aquelas que aparecem fora do esfíncter externo e que são chamadas de hemorróidas externas. Até a idade de 50 anos. e. As hemorróidas são classificadas em dois tipos. Elas são muito comuns. 50% das pessoas têm hemorróidas de alguma forma. . só ocorrem graus menores de incontinência. em geral. As que acontecem acima do esfíncter anal e que são chamadas de hemorróidas internas.br HEMORROIDECTOMIA Hemorróidas são porções dilatadas das veias no canal anal. Fonte: itmedicina.Profª Glenda Agra Após o advento da ELIS os índices de complicações da cirurgia da fissura anal diminuíram acentuadamente. comuns nos métodos cirúrgicos antigos de tratamento de fissuras anais. com ela. caíram para em média 6% com a ELIS.med. A gravidez é conhecida por iniciar ou agravar as hemorróidas existentes.

Obesidade 6. Hemorróidas internas geralmente não são dolorosas até elas sangrarem ou prolapsarem quando se tornam muito grandes.cl As hemorróidas causam coceira e dor.Costume de permanecer no vaso sanitário longamente 4. se isso falhar. adstringentes e repouso no leito são medidas que permitem resolver o ingurgitamento. Banhos de assento. Os sintomas das hemorróidas e o desconforto podem ser aliviados por uma boa higiene pessoal e evitando-se força excessiva durante a evacuação.Gestação 7.Esforço excessivo e prolongado para evacuar 3.Constipação crônica . Principais causas e fatores de risco da doença hemorroidária são: 1.Trabalhar em pé 5. e são a causa mais comum de sangramento vermelho-vivo que ocorre com a defecação.Predisposição genética 2.uach. Hemorróidas externas estão associadas com intensa dor devido à inflamação e edema causados pela trombose ( a coagulação do sangue dentro das hemorróidas). um laxante que absorva água à medida que passe através dos intestinos pode ajudar.Profª Glenda Agra Fonte: http://mingaonline. Uma dieta rica em resíduos e que contenha frutas e farelos pode ser todo o tratamento necessário. emolientes e supositórios contendo anestésicos. Isso pode levar à isquemia da área e a uma necrose eventual.

2. discrasias sanguíneas ou uso de coagulantes.Hemorroidectomia com grampeador circular 1. É eficaz para evitar sangramentos.INJEÇÃO DE ESCLEROSANTE Indicações: Hemorróidas grau I e II em pacientes que não toleram a ligadura elástica ou como medida complementar a esta. mas não para prolapsos.Fotocoagulação com infravermelho 4.Ligadura elástica 2. .Injeção submucosa de esclerosantes 3.Profª Glenda Agra 8. Contra-indicações: Hemorróidas abaixo da linha dentada imunossuprimidos.Prostatismo Classificação da hemorróida interna GRAU I :Sangramento recorrente isolado GRAU II: Sangramento e prolapso reversível espontaneamente GRAUIII:Sangramento e prolapso que exige redução manual GRAUIV:Sangramento. ligadura acidental da espessura completa da parede retal prolapsada.LIGADURA ELÁSTICA Indicações: Casos de grau II e casos selecionados de grau III. Complicações: dor intensa. infecção local e sepse. prolapso que não pode ser reduzido e pode estrangular Tratamento cirúrgico 1.Inatividade e sedentarismo 11. ou externas.Diarréia crônica 9.Idade avançada 10.Hemorroidectomia convencional 5.

. Casos mistos (hemorróidas internas e externas).HEMORROIDECTOMIA POR GRAMPEAMENTO Hemorróidas externas trombosadas podem ser tratadas clinicamente ou cirurgicamente. e a sua porção proximal acima da linha mucocutânea é presa com um instrumento. a cicatrização é mais lenta. A hemorróida é visualizada através do anoscópio. Como emergência. Cuidados pré-operatórios: Clister glicerinado 3 a 4 horas antes da cirurgia Técnica aberta. Após esse período. Ocorre a fibrose e. com calor local e pomadas proctológicas antiinflamatórias é mais apropriado. A cirurgia pode ser feita ambulatoriamente como emergência nas 48 horas. as bordas são aproximadas com 1 a 3 pontos separados. mas a dor e o risco de abscesso são menores. as áreas cruentas podem ser deixadas sem sutura para cicatrização por segunda intenção ou fechadas com pontos absorvíveis. Na técnica semi-fechada. O tratamento cirúrgico consiste em excisão do tecido trombosado sob anestesia local e cicatrização por 2ª intenção. Apesar de esse tratamento ter sido satisfatório para alguns pacientes. mostrou-se doloroso para outros e passível de causar hemorragia secundária.Profª Glenda Agra 3. É conhecido por causar infecção perineal. Casos refratários ao tratamento com bandas elásticas ou esclerosantes.HEMORROIDECTOMIA EXCISIONAL Indicações: Hemorróidas volumosas de grau III e hemorróidas grau IV. a mucosa anal inferior é puxada para cima e adere ao músculo subjeacente. 4. assim. fechada ou semifechada: Após a hemorróidectomia. Com a técnica aberta. nos casos de trombose e encarceramento com necrose tecidual. O tecido distal preso pelo elástico necrosa após muitos dias e se desprende. Um tratamento cirúrgico conservador de hemorróida interna é procedimento de ligadura com elástico. Um pequeno elástico é então colocado na hemorróida. o tratamento clínico.

FIGURA 1. esse procedimento não é muito usado porque a drenagem é malcheirosa e a cicatrização prolongada. previa disección del paquete hemorroidal externo. Durante a cirurgia. O tratamento é rápido e relativamente sem dor. que precisam ser tratadas por meio de cirurgias mais extensas. Hemorroidectomia ou excisão cirúrgica pode ser realizada para remover todo o tecido redundante envolvido no processo. Após completado o procedimento cirúrgico.Profª Glenda Agra Hemorroidectomia criocirúrgica é outro método para remover hemorróidas e envolve congelar o tecido da hemorróida por um tempo suficiente para causar necrose. ou são ligadas e. particularmente das externas. Os métodos de tratar hemorróidas aqui descritos não são eficazes nos casos de veias trombosadas avançadas. o esfíncter anal é geralmente dilatado de forma digital. e as hemorróidas são removidas com um grampo ou cauterizadas. O laser Nd:YAG tem sido útil recentemente na excisão das hemoróidas. então. Hemorragia e abscesso são complicações pós-operatórias raras. um pequeno tubo pode ser inserido através do esfíncter para permitir o escape de flatos e sangue. . pedaços de Gelfoam ou gaze Oxycel podem ser colocados sobre as feridas anais. Apesar de ser relativamente indolor. Se aprecia el complejo hemorroidal interno tomado de manera longitudinal con pinza recta. excisadas.

Profª Glenda Agra FIGURA 2.cl . FIGURA 3. FIGURA 4. La resección de los plexos se realiza con tijera o bisturí frío.uach. Sutura corrida por sobre la pinza recta hasta la línea pectínea. Fonte: http://mingaonline. El punto de material reabsorbible se pasa y anuda en el extremo de la pinza.

Laxativos dessa massa. porque essa posição promove a saída da drenagem do líquido edematoso. anti-sépticos. O tratamento da dor é a principal consideração. agentes anestésicsos locais podem ser benéficos para aliviar a irritação e dor local. como o Metamucil e amolecedores de fezes. A administração de um analgésico antes da movimentação intestinal pode ser benéfica. tranquilizantes e antieméticos. para prevenir a maceração da pele.Profª Glenda Agra Ações de enfermagem 1. quando sentado ajudarão a diminuir a dor. adstringentes. 3 a 4 vezes por dia aliviarão a irritação e a dor pelo relaxamento do espasmo de esfíncter. O paciente é aconselhado a reservar um tempo para o funcionamento intestinal e prestar atenção na vontade de defecar o mais rápido possível. vaselina deverá ser aplicada ao redor da área anal. O paciente é encorajado a assumir uma posição confortável. Medicamentos podem incluir anestésicos tópicos (supositórios). Alimentos ricos em fibras são recomendados para promover uma massa de fezes e fazer a matéria fecal passar mais facilmente pelo reto. O paciente é instruído para ficar sentado em intervalos. Compressas úmidas saturadas com partes iguais de água fria loção de hamamélis ajudarão a aliviar o edema. Banhos de assento. assim como gelo e substâncias analgésicas e opióides potentes (Codeína ou Tramadol) Compressas mornas podem promover circulação e aliviar os tecidos irritados. podem ocorrer espasmos dolorosos do esfíncter e dos músculos perineais. Pode ser de ajuda o paciente fazer exercícios de relaxamento antes de defecar para relaxar os músculos perineal e abdominal que possam estar contraídos ou em espasmo. Almofadas debaixo das nádegas. Durante as primeiras 24 horas após a cirurgia retal. .A ingesta de pelo menos 2 litros de água diariamente é encorajada para fornecer uma hidratação adequada. Os pacientes terão mais adesão ao tratamento e ficarão menos apreensivos se eles estiverem sem dor. 24 horas após a cirurgia. são administrados conforme prescrição médica. Quando as compressas úmidas são usadas continuamnete.

gelo. 2. porque essa posição promove a saída da drenagem dependente do líquido edematoso. no pós-operatório há reflexo do esfíncter na saída da bexiga. 5.Promovendo o cuidado domiciliar: Evitar esfregar a área com papel higiênico. O paciente é instruído para ficar sentado em intervalos. Se sangramento. Todos os métodos para encorajar o paciente a urinar voluntariamente deveriam ser tentados antes de lançar mão do cateterismo. 3. substâncias analgésicas. .Aliviar a dor: 24 horas após a cirurgia retal. laxativos (metamucil = absorve água). alimentos ricos em fibras. durante 1 a 2 semanas após a cirurgia. agentes anestésicos locais ou supositórios.Promovendo a eliminação urinária: geralmente. Portanto. Lembrar de Semio*.Para aliviar a constipação: 2 litros de água. 7. 6. Banhos de assento devem ser dados após cada eliminação intestinal.Monitorizando as complicações: O local deve ser observado. Compressas úmidas e quentes são evitadas uma vez que encorajam a dilatação e o sangramento das veias. HEMOROIDECTOMIA. ocorrem espasmos dolorosos do esfíncter e dos músculos perineais. anti-sépticos tranqüilizantes e antieméticos. por causa do espasmo reflexo do esfíncter na saída da bexiga e uma certa quantidade de represamento muscular devido à apreensão e À dor. notifica ao médico. 4. A vaselina previne a maceração da pele.Compressas úmidas saturadas com partes iguais de água fria e loção de hamamélis ajudarão a aliviar o edema. acarretando dor. banhos de assento (3 a 4 x por dia). Paciente é encorajado a responder prontamente à vontade de evacuar. adstringentes. faz-se : almofadas debaixo das nádegas. FÍSTULAS ANAIS E FISSURAS ANAIS Pós-operatório 1. analgesic. Dieta rica em fibras para facilitar o trânsito intestinal.Profª Glenda Agra Urinar pode ser um problema no pós-operatório. quanto à presença de sangramento retal. compressas mornas.

náuseas e vômitos. calafrios.Profª Glenda Agra COMPLICAÇÕES POTENCIAIS E PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM APÓS A CIRURGIA INTESTINAL Complicação Ìleo paralítico Prescrição de Enfermagem Iniciar ou manter a sondagem nasogástrica CPM. Preparar para descompressão do tubo intestinal. Obstrução intraperitoneal abdominal) Condições (peritonite) sépticas intra-abdominais Avaliar o paciente para náuseas. Observar o aparecimento súbito de muita Formação de abscesso Complicações (infecção) da Rompimento da ferida . informar temperatura elevada. Obter espécime de material de drenagem para a cultura e estudos de sensibilidade. Preparar o paciente para procedimento de drenagem. Preparar o paciente para cirurgia se a condição deteriorar. Monitorizar para evidência de dor abdominal constante ou generalizada. Administrando antibióticos CPM. Observar para hiperemia. taquicardia. Preparar para drenagem cirúrgica. Administrar antibióticos CPM. Instituir terapia parenteral de líquidos e eletrólitos CPM. Administrar líquidos e eletrólitos via endovenosa CPM. picos febris. Preparar o paciente para estudos de Raios X. Assistir no estabelecimento da drenagem local. Administrar antibióticos CPM. mecânica e infecção (infecção Avaliar o paciente para dor como cólica da ferida intermitente. pulso rápido e elevação da temperatura. sensibilidade e dor ao redor da ferida. Administrar antibióticos prescritos se o paciente tiver sintomas de peritonite. Assegurar reposição adequada de líquidos e eletrólitos. Aplicar compressas úmidas CPM. ferida cirúrgica Monitorizar Temperatura. soluços.

D. Cobrir a área da ferida com toalhas estéreis presas no local com uma faixa. CINTRA. E. REFERÊNCIAS BARROS. A.. Assistência de enfermagem ao paciente crítico.S. E. V... NUNES. S.A.C. São Paulo: EPU.M.D. Enfermagem em clínica cirúrgica. GOFFI. 2000. Administrar líquidos parenterais CPM para corrigir deficiências hidroeletrolíticas. E.2007. Preparar o paciente imediatamente para a cirurgia. BRUNNER. Técnica cirúrgica: bases anatômicas. Tratado de enfermgem médico-cirúrgico. W. SUDDARTH. Enfermagem cirúrgica. . Rio de Janeiro: SENAC/DN/DEP. L. Complicações anastomóticas da anastomose. NISHIDE.S. 1996. F. São Paulo: Atheneu. 1986. Assistir na descompressão intestinal. KAWAMOTO. M. et al. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. fisiopatológicas e técnicas cirúrgicas. São Paulo: Atheneu. 2002. fístulas) (deiscência Preparar o paciente para a cirurgia.Profª Glenda Agra drenagem serosa na ferida.

. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Cuidados críticos de enfermagem: uma abordagem holística. P. M.Profª Glenda Agra LOPEZ. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Curitiba: Os autores. R.ROTHROCK. M..G. J.H. NELSON. O hospital: manual do ambiente hospitalar. 1997. Atlas de cirurgia geral. Rio de Janeiro: McGraw-Hill Interamericana. 1995. 2007. J. 2000. D. 2005. SABISTON. Guias práticos de enfermagem: centro cirúrgico.C. Cuidados de enfermagem ao paciente cirúrgico. MEEKER. M. M. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. . et al. CRUZ. MORTON.C.

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