ENFERMAGEM

Profª Glenda Agra

ENFERMAGEM CIRÚRGICA

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1.CLÍNIA CIRÚRGICA: É a unidade hospitalar organizada, segundo um conjunto de requisitos que se torna apta a receber pacientes para tratamento cirúrgico em regime de internamento. 2.OBJETIVOS: Proporcionar ambiente terapêutico adequado aos pacientes com afecções clínicas diversificadas, em regime de internação. Manter elevado padrão da assistência, mediante planejamento, execução e avaliação das atividades de enfermagem. 3.DEPENDÊNCIAS: Enfermarias, expurgos, isolamentos, postos de enfermagem, repousos médicos e de enfermeiros, rouparias, sala de chefia de enfermagem, sala de curativos, sala de prescrição. 4.RELAÇÃO COM OUTROS SERVIÇOS: Almoxarifado, ambulatório, central de hemoterapia, CME, centro cirúrgico, CTI, CCIH, demais unidades de internação, divisão de enfermagem, farmácia, recepção e SAME. 5.POSIÇÃO ADMINISTRATIVA: O serviço de enfermagem da clínica está diretamente subordinado à divisão de enfermagem. 6.PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DA CLÍNICA CIRÚRGICA: Enfermeirogerente no horário da manhã. Enfermeiros: horários: manhã, tarde, noite. Auxiliares e Técnicos de enfermagem: horários: manhã, tarde, noite. Auxiliares operacionais de serviços: horários: manhã, tarde, noite. Auxiliares administrativos: horário comercial. 7.DIVISÃO DOS TURNOS DE TRABALHO: 1º TURNO: Manhã : 7:00 às 13:00h 2º TURNO: Tarde: 13:00 às 19:00h 3º TURNO: noite: 19:00 às 7:00h NORMAS E ROTINAS DA CLÍNICA CIRÚRGICA ROTINA DA MANHÃ Enfermeiro Assistencial : Assistir ao paciente. Enfermeiro Coordenador: Elabora as escalas e coordena o setor de enfermagem. Enfermeiro Responsável-técnico: Responsável por todos os outros profissionais de enfermagem, mediante o COREN.

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-Apresentar-se para receber o plantão; -Confirmar a presença de funcionários escalados; -Tomar conhecimento da escala das atribuições de tarefas e avisos; -Refazer a escala de atribuições, SN -Informar à Coordenação de enfermagem da unidade, as possíveis ausências e ocorrências; -Ler relatório geral para se inteirar das ocorrências; -Verificar exames a serem encaminhados; -Checar com os funcionários do horário, o encaminhamento de pacientes para o Centro Cirúrgico feito às 6:30h; -Verificar preparo de pacientes para exames; -Supervisionar o preparo de pacientes para cirurgias “a seguir” (AS) e encaminhá-los ao bloco cirúrgico, após solicitação. -Registrar no prontuário do paciente, os exames e cirurgias realizadas, os preparos para exames e cirurgias, exames e cirurgias não realizadas, alegando o motivo; -Realizar processo de enfermagem; -Receber paciente pós-cirurgia.

ROTINAS DA TARDE -Todos acima, exceto realização de alguns exames. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM GERAL AO PACIENTE CIRÚRGICO -Admissão ao paciente na unidade cirúrgica; -Preparar o leito antecipadamente; -Receber o paciente; -Apresentar o paciente à equipe; -Proceder de acordo com a rotina do serviço; -Entrevistar o paciente e realizar exame físico; -Preparar prontuário;

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-Verificar SSVV, peso e mensuração; -Observar estado geral do paciente; -Fazer anotações de enfermagem; -Arrolar roupas e valores; -Orientar o paciente; -Comunicar o médico; -Providenciar alimentação, medicação, etc. PREPARO PSICOLÓGICO -Visa reduzir as complicações intra e pós-operatórias; -Estudo completo das condições fisiológicas e psicológicas; -Avaliar tensão, ansiedade e nervosismo; -Buscar meios que minimizem anseios; -Solicitar o serviço de psicologia; -Pacientes orientados recuperam-se mais rápido; PREPARO FÍSICO Inicial -Melhor esclarecimento do diagnóstico; -Adequar o estado geral do paciente à cirurgia; -Inicia-se da admissão às 24h que antecede o pré-operatório imediato A enfermagem -Realiza exame físico; -Investiga determinantes que poderão afetar negativamente a cirurgia. Ex: idade, doenças. -Providencia e prepara o paciente para exames laboratoriais e outros; -Controla SSVV; -Realiza controle hidroeletrolítico; -Observa estado nutricional;

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-Orienta, estimula e administra medicamentos; -Ensina exercícios respiratórios; -Orienta quanto à higiene; -Tabagistas orientados a não fumar ou reduzir o vício; -Identifica e cuida das anormalidades que possam trazer complicações no préoperatório.

PERÍODOS OPERATÓRIOS

1.PRÉ-OPERATÓRIO MEDIATO OU TARDIO: Desde a admissão até o início do período pré-operatório imediato. 2.PRÉ-OPERATÓRIO IMEDIATO: Primeiras 24h que antecede o ato cirúrgico. 3.TRANS-OPERATÓRIO: Momento da cirurgia. 4.PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO: São as primeiras 24h após o ato cirúrgico. 5.PÓS-OPERATÓRIO MEDIATO OU TARDIO: São as 24 h subseqüentes do período pós-operatório, até a sua alta hospitalar. A CIRURGIA OBJETIVA: - Remover as possíveis fontes de infecção; -Preparar o paciente para a cirurgia; -Pré-operatório imediato: Inicia-se 24h que antecede a cirurgia. A ENFERMAGEM -Verificar listas de aviso cirúrgico; -Colhe sangue para tipagem sanguínea; -Observa alterações na sintomatologia; -Verifica SSVV; -Promove banho corporal; -Troca roupa de cama;

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-Avalia as condições gerais de higiene do paciente (retira esmalte, corta unhas); -Realiza preparo intestinal; -Orienta sobre o jejum (de acordo com a cirurgia = 8 a 12h). NO DIA DA CIRURGIA -Verifica se os preparos foram realizados; -Verificar e manter o jejum; -Retirar próteses; -Comunicar anormalidades; -Remover grampos, maquiagem; -Vestir roupas limpas; -Retirar jóias e adornos e notificar em livro; -Solicitar esvaziamento da bexiga; -Cateterismo deve se realizado no BC; -Controlar SSVV; -Administrar medicação pré-anestésica 45 minutos antes da cirurgia; -Fazer anotações e checar; -Revisar prontuário; -Transportar o paciente ao BC na hora marcada e de forma confortável; -Acompanhar o paciente até o recebimento do BC; -Controvérsias: Tricotomia. PREPARO ESPIRITUAL: Manter diálogo e questionar o paciente quanto à necessidade de padre, pastor ou outro representante de Deus, conforme a religiosidade.

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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO OBJETIVO: -Proporcionar assistência qualificada; -Vigilância contínua centralizada nas necessidades apresentadas; -Detectar precocemente complicações pós-operatórias. PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM: -Receber relatório contendo informações no intra-operatório; -Admitir o paciente na unidade em livro de admissão; -Evoluir o paciente; -Avaliar o estado geral do paciente; -Verificar SSVV; -Atentar para infiltração ou obstrução da hidratação periférica; -Avaliar o nível de consciência: Consciente, semi-consciente, inconsciente, narcose, -Prevenir a detectar precocemente problemas respiratórios, que levam a hipoxemia devido a obstrução hipofaríngeo; -Observar posicionamento do tubo endotraqueal; -Conectar em respirador mecânico SN; -Auxiliar nos procedimentos de desmame e extubação; -Verificar FR, presença de cianose e expansibilidade torácica; -Instalar oxigênio sob cateter nasal; -Aspirar secreções; -Verificar FC, ritmo, perfusão periférica; -Monitorizar o paciente; -Realizar ECG; -Observar posicionamento de drenos, sondas e infusões venosas; -Conectar funcionamento dos drenos e caracterizá-los.

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Padrão de prescrições de enfermagem para o cuidado pós-operatório do paciente durante a admissão na unidade clínica

1.Examinar a respiração e instalar oxigênio suplementar, se prescrito.

2.Monitorizar os sinais vitais e observar a pele quanto ao calor, umidade e coloração.

3.Avaliar o local da cirurgia e os sistemas de drenagem da ferida.

4.Avaliar o nível de consciência, a orientação e a capacidade para movimentar as extremidades.

5.Conectar todos os tubos de drenagem por gravidade ou por aspiração, se prescrito e, monitorizar intensivamente os sistemas de drenagem.

6.Avaliar o nível e as características da dor ( localização e qualidade) e horário, tipo e via de administração da última medicação analgésica.

7.Posicionar o paciente para promover o conforto, segurança e expansão pulmonar.

8.Avaliar as linhas endovenosas quanto à permeabilidade, assim como as infusões quanto à freqüência correta de fluxo e tipo de solução.

9.Avaliar o débito urinário no sistema de drenagem fechada ou a necessidade do paciente de urinar e distensão da bexiga.

10.Reforçar a necessidade de iniciar a respiração profunda e os exercícios para as pernas.

11.Posicionar ao alcance do paciente a campainha de chamada, a cuba-rim, as lascas de gelo ( se permitido) e a comadre ou o papagaio.

Iniciar o oxigênio suplementar.Avaliação do estado mental.Iniciação dos exercícios de pernas e calçamento de meias antiembolismo ou o dispositivo de compressão pneumática. 10. 9. os exercícios respiratórios ou o uso do espirômetro de incentivo.Avaliação e interpretação da ingestão e excreção.Profª Glenda Agra 12. 5. 3.Avaliação do débito urinário e da capacidade de urinar voluntariamente. profundidade e qualidade.Posicionamento quanto ao conforto. 8.Avaliação e tratamento das náuseas e dos vômitos. 11. 2.Iniciação dos líquidos orais ( a menos que contra-indicado pelo tipo de cirurgia). 7. hemoglobina e hematócrito. os níveis de eletrólitos. . 6.Avaliação e interpretação da freqüência cardíaca. expansão pulmonar e prevenção da aspiração. 4. Resumo de cuidado de enfermagem no período pós-operatório imediato 1.Avaliação e tratamento da incisão cirúrgica.Avaliação e interpretação da freqüência respiratória. Proporcionar informação para o paciente e família. da coloração e umidade da pele. da pressão arterial.

gerenciamento do estresse) 6. 7. 2. encaminhamentos para o cuidado domiciliar.Profª Glenda Agra 12. 3. cuidado da ferida 5.Complicações potenciais.Avaliação e tratamento das necessidades psicossociais do paciente e da família.Atividades de promoção da saúde sugeridas ( ex: cessação do tabagismo. dieta. Necessidades de instruções ao paciente após a cirurgia Todos os pacientes no pós-operatório precisam de informação e instrução nas seguintes áreas: 1.O procedimento cirúrgico que foi realizado e quaisquer alterações permanentes na estrutura anatômica ou função. 4.Regime terapêutico continuado. terapias adjuntas. atividade progressiva. 13. sinais e sintomas de complicações e medidas preventivas.Intervenções para adaptar quaisquer alterações permanentes na estrutura ou função.Recursos comunitários.Manutenção da segurança do paciente. incluindo atividades a serem evitadas. incluindo: medicação.Consultas de acompanhamento com cirurgião ou outros profissionais .

cálculos renais ou uretrais. apendicectomia -Cirurgias reparadoras/reconstrutoras (plásticas): Ex: Blefaroplastia. Exemplos: Sangramento grave. mamoplastia. cirurgias cardíacas. eletrólitos e sangue): Cirurgias oftálmicas e otorrinolaringológicas -Cirurgias de Porte II (Média perda de líquidos. Indicação para a cirurgia: Dentro de 24 a 30h. reparação vaginal. eletrólitos e sangue): Histerectomia.CIRURGIA ELETIVA: O paciente pode ser operado. ritidoplastia. Indicação para a cirurgia: A não realização da cirurgia não é catastrófica.Profª Glenda Agra CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS *De acordo com o atendimento 1. . hérnia simples. Prostatectomia. 4. Indicação para a cirurgia: Sem demora. -Cirurgias de Porte III (Grande perda de líquidos. obstrução vesical ou intestinal. 2. feridas por armas de fogo ou branca. colostomia -Cirurgias radicais: Ex: Mastectomia total. -Cirurgias para diagnóstico: Ex: Cateterismo cardíaco. biópsias *Risco Cardiológico -Cirurgias de Porte I (Pequena perda de líquidos.Cirurgias paleativas: Ex: Paracentese. Exemplos: Infecção aguda da vesícula. o distúrbio pode ser ameaçador à vida.CIRURGIA DE EMERGÊNCIA: O paciente necessita de atenção imediata. Exemplos: Reparação de cicatrizes.CIRURGIA DE URGÊNCIA: O paciente precisa de atenção rápida. eletrólitos e sangue): Transplantes. queimaduras extensas. fratura de crânio. cirurgias neurológicas. *De acordo com o objetivo .

Cardíaca. Mastectomia. da orofaringe. Procedimento cirúrgico ortopédico. colecistectomia -Cirurgias de Porte III (De 4 a 6h):Revascularização cardíaca. Feridas traumáticas limpas (até 10h após o trauma). .CIRURGIA CONTAMINADA: São aquelas realizadas em tecidos traumatizados recentemente e abertos. Úlcera gástrica e C. Colecistectomia. respiratórios ou urinário sem contaminação significativa. C. colonizados por flora bacteriana abundante. C.CIRURGIA LIMPA: São aquelas realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação. Enxertos cutâneos. na ausência de processo infeccioso e inflamatório e com falhas técnicas discretas no transoperatórios. Obstrução biliar ou urinária. Cardíacas prolongadas com circulação extracorpórea. 2. C. crsniotomia -Cirurgias de Porte IV (+ de 6h): Transplantes. gastroduodenopancreatectomia *Potencial de contaminação 1. respiratório e urinário. C. cuja descontaminação é difícil ou impossível. C. bem como todas aquelas em que tenham ocorrido falhas técnicas grosseiras. Neurocirurgias. Fraturas expostas (10h após o ocorrido). C. Herniorrafia. na ausência do processo infeccioso e inflamatório local ou falhas técnicas grosseiras. Cirurgias limpas com drenagem. na ausência de supuração local. Ex: Cirurgia do cólon. 3. Presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de 2ª intenção. C. Quando ocorre penetração nos tratos digestivos. grande contaminação a partir do trato digestivo. Intestino delgado (eletiva). Debridamento de queimados. das vias biliares sem estase ou obstrução biliar. por obstrução duodenal. C. bucal e dentária. amigdalectomia -Cirurgias de Porte II (De 2 a 4h):Histerectomia.CIRURGIA POTENCIALMENTE CONTAMINADA: São aquelas realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecido de difícil descontaminação. Ooforectomia. Cirurgias em que não ocorre penetração nos tratos digestivo. cirurgias eletivas atraumáticas com cicatrização de 1ª intenção e sem drenagem.Profª Glenda Agra *Duração do procedimento -Cirurgias de Porte I (Até 2h): Cesariana. curetagem uterine. gástrica. Câncer. Ex: Histerectomia abdominal. Ortoplastia. gástrica ou duodenal. Ex: Artroplastia do quadril. Anastomose portocava e esplenorrenal.

Tecido necrótico. na forma vegetativa (não esporulada) de artigos semi-críticos através de meios físicos e químico. Anti-sepsia: é a utilização de um produto anti-séptico numa área contaminada (tecido humano). do reto e ânus com exsudato. Nefrectomia com presença de infecção. C. Presença de vísceras perfuradas.CIRURGIA INFECTADA: São intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou órgão.Profª Glenda Agra 4. Esterilização: é o procedimento utilizado para a completa destruição de todas as formas de vida microbiana. Germicidas: são produtos ou substâncias capazes de destruir indiscriminadamente ou seletivamente microorganismos à temperatura ambiente. Limpeza: é o fundamental para a remoção de matéria orgânica presente nos artigos. . Corpos estranhos e Feridas de origem suja. Desinfectantes: são substâncias químicas capazes de destruir todas as formas vegetativas de bactérias. em presença do processo infeccioso(supuração local). abdominal com presença de exsudato e conteúdo de cólon. TERMINOLOGIA ASSÉPTICA Assepsia: são meios utilizados para não contaminar uma área isenta de microorganismos. Anti-séptico: é o produto químico utilizado para a realização da anti-sepsia. Colecistectomia por colecistite aguda com empiema. em áreas físicas consideradas limpas. Desinfecção: é o processo de destruição de microorganismos patogênicos ou não. fungos e vírus em artigos. inclusive a esporulada. Sanificação: É o processo de destruição de microorganismos patogênicos ou não. Ex: C. Degermação: consiste na eliminação dos microorganismos patogênicos das mãos e dos antebraços da equipe cirúrgica.

Profª Glenda Agra TERMINOLOGIA CIRÚRGICA A terminologia técnica utilizada pelos profissionais da área de Saúde é constituída. observar. em sua maior parte. a ação praticada ou patologia. Vejamos alguns elementos de origem grego-latina comumente empregados em enfermagem cirúrgica e seus respectivos significados. Formação de palavras Conhecendo a disposição dos elementos e seu significado teremos a designação dos diversos tipos de intervenções cirúrgicas. aparelho ou parte do corpo humano. O primeiro elemento de composição da palavra se refere a um órgão. Laringo + scopia = laringe + ato de ver. e o segundo elemento diz respeito à técnica ou procedimento executado. de palavras formadas pela composição de elementos gregos e latinos. 1º ELEMENTO Adeno SIGNIFICADO Glândula 1º ELEMENTO Láparo SIGNIFICADO Cavidade abdomina Laringe Rim Nervo Olho Angio Artro Blefaro Cisto Vaso Articulação Pálpebra Bexiga Laringe Nefro Neuro Oftalmo .

PROCEDIMENTO PARA REMOÇÃO PROCEDIMENTO DE PARA REMOÇÃO DE . observar Comunicação entre dois órgãos ocos ou entre um órgãos e pele Corte Pexia Plastia Ráfia Scopia Stomia Tomia Vejamos os principais nomes de procedimentos cirúrgicos em que o segundo elemento da composição é ectomia (remoção).Profª Glenda Agra Colecisto Colo Colpo Entero Flebo Gastro Hepato Hístero Ooforo Vesícula Cólon Vagina Intestino Veia Estômago Fígado Útero Ovário Ooforo Orqui Osteo Oto Procto Rino Salpingo Traqueo Ovário Testículo Osso Ouvido Reto Nariz Trompa Traquéia 2º ELEMENTO Ectomia SIGNIFICADO Remoção total ou parcial Fixação de um órgão Reconstituição estética ou restauradora de uma parte do corpo Sutura Ato de ver.

a seguir. desta vez. terminadas em pexia ( fixação): PROCEDIMENTO Cistopexia Histeropexia Nefropexia PARA FIXAÇÃO DE Bexiga Útero Rim . Parte do fígado Útero Lobo de um órgão Mastectomia Miomectomia Nefrectomia Ooforectmia Pancreatectomia Pneumectomia Prostatectomia Mama Mioma Rim Ovário Pâncreas Pulmão Próstata Retossigmoidectomia Reto e sigmóide Salpingectomia Trompa Hepatetomia Histrectomia Lobectomia Apresentamos . ressecando então.Profª Glenda Agra Apendicectomia Cistectomia Colecistectomia Colectomia Embolectomia Esofagectomia Esplenectomia Facectomia Gastretomia Hemorroidectomia Laminectomia Apêndice Bexiga Vesícula biliar Cólon Êmbolo Esôfago Baço Cristalino Estômago Hemorróidas Excisão da lâmina vertebral para expor os componentes neurais do canal espinhal. o tecido doente ou danificado. denominações de outras cirurgias.

como demonstrado a seguir: PROCEDIMENTO Blefarorrafia Colporrafia Gastrorrafia Herniorrafia Osteorrafia Palatorrafia Perineorrafia Perinorrafia PARA SUTURA DE Pálpebra Vagina Estômago Hérnia Osso Fenda palatina Períneo Tendão .Profª Glenda Agra Retinopexia Orquidopexia Retina Testículo Outros procedimentos cirúrgicos têm seus nomes terminados em plastia (reconstituição). como mostramos a seguir: PROCEDIMENTO Blefaroplastia Mamoplastia Piloroplastia Queiloplastia Rinoplastia Ritidoplastia Salpingoplastia PARA RECONSTITUIÇÃO DE Pálpebra Mama Piloro Lábio Nariz Face Trompa Há ainda. denominações de procedimentos onde o segundo elemento é ráfia ( sutura).

na artroscopia. por exemplo. na laparoscopia. o broncoscópio. Vejamos agora os principais nomes de cirurgias cujo segundo elemento de formação é stomia ( comunicação entre dois órgão ocos ou entre um órgão e a pele).Profª Glenda Agra Vamos analisar outros nomes de procedimentos. o laparoscópio. o artroscópio. na broncoscopia. na retossigmoidoscopia. compostos com o elemento scopia ( observação): PROCEDIMENTO Artroscopia Broncoscopia Cistoscopia Colonoscopia Colposcopia Endoscopia Esofagoscopia Gastroscopia Laringoscopia Laparoscopia Retossigmoidoscopia Ureteroscopia Uretroscopia PARA OBSERVAÇÃO DE Articulação Bronquios Bexiga Cólon Vagina Órgãos internos Esôfago Estômago Laringe Cavidade abdominal Reto e sigmóide Ureter Uretra Ressaltamos ainda que nos procedimentos relacionados à observação interna dos órgãos utilizam-se vários aparelhos como. desta vez. PROCEDIMENTO ÓRGÃO EM COMUNICAÇÃO COM A PELE . e o retossigmoidoscópio.

através do bisturi elétrico. por exemplo. termos ou expressões médicas freqüentemente utilizadas em clínicas cirúrgicas. as principais denominações de procedimentos cirúrgicos terminadas em tomia (corte): PROCEDIMENTO Episiotomia CORTE DA (O) Vulva Abdômen Tórax Traquéia Ureter Canal deferente Laparotomia Toracotomia Traqueotomia Ureterotomia Vasectomia Existem. Eis alguns deles: Amputação Anastomose Remoção de uma parte do corpo Conexão de dois órgãos tubulares. Artrodese Biópsia Cauterização .Profª Glenda Agra Cistotomia Colostomia Gastrostomia Jejunostomia Traqueostomia Bexiga Cólon Estômago Jejuno Traquéia Finalmente. geralmente por sutura Fixação cirúrgica de articulações Remoção de um tecido vivo para exame Destruição de tecido por meio de um agente cáustico ou de calor. ainda.

Saída total ou parcial de um órgão do espaço que normalmente o contém. Saída de um órgão ou de parte dele para fora do seu lugar. Queda de um órgão Remoção cirúrgica de parte de um órgão Enxerto Evisceração Exerese Fístula Hérnia Incisão Litíase Paracentese Prolapso Ptose Ressecção . especialmente quando este surge em um orifício natural.Profª Glenda Agra Cesariana Retirada do feto através de incisão na parede abdominal e no útero Ressecção da pele do prepúcio que cobre a glande Hérnia da bexiga por musculatura do períneo defeito na Circuncisão Cistocele Curetagem uterina Raspagem e remoção do conteúdo uterino Separação de bordas suturadas de uma ferida previamente Deiscência Dissecção Divertículo Corte ou separação de tecidos do corpo Abertura no formato de bolsa em um órgão com a forma de saco ou tubo Transplante de órgão ou tecido Saída de vísceras de sua cavidade Extirpação cirúrgica Passagem anormal que liga um órgão. cavidade ou abscesso a uma superfície interna ou externa do corpo. Corte Cálculo Denominação genérica de punção para esvaziamento de cavidade.

Punção cirúrgica na cavidade torácica Veias dilatadas no escroto Toracocentese Varicocele INFECÇÃO: É a resposta inflamatória provocada pela invasão ou pela presença de microorganismos em tecidos orgânicos. INFECÇÃO PREVENÍVEL X INFECÇÃO NÃO-PREVENÍVEL . a princípio originária da comunidade. A maioria das infecções hospitalares causada pela microbiota do paciente. ficando difícil estabelecer sua origem. o paciente gradativamente adquire a flora hospitalar. Infecções exógenas: são aquelas que resultam da transmissão a partir de fontes externas ao paciente. por isso foi criado o conceito de infecção autógena.Profª Glenda Agra Retocele Hérnia da parede do reto por defeito na musculatura do períneo. independente de tê-la adquirido no ambiente hospitalar ou na comunidade. sofrendo portanto alteração em decorrência da hospitalização. Infecção autógena: indica que a infecção foi derivada da flora do paciente. Infecções endógenas: são causadas pela microbiota do paciente. INFECÇÃO AUTÓGENA X INFECÇÃO EXÓGENA As infecções podem ser diferenciadas de acordo com a origem dos microorganismos que a causam. Durante a hospitalização.

estas infecções representam no máximo 5% do total. são potencialmente preveníveis. herpes simples.616/98 do Ministério da Saúde. toxoplasmose. classificando-as em comunitárias ou hospitalares. cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi comprovoda e que tornou-se evidente logo após o nascimento ( por exemplo. Este é o caso das infecções em pacientes imunologicamente comprometidos. a menos que haja troca de microorganismos ou sinais ou sintomas fortemente sugestivos da aquisição de nova infecção. pois. citomegalovirose. podem ser evitadas se for feita lavagem correta das mãos.).As infecções associadas a complicações ou extensão da infecção já presente na admissão. em relação à Portaria 930/92. transmitidas pelas mãos dos funcionários.Infecção em recém-nascido. Infecções não. São também comunitárias: 1. sífilis e AIDS. são também consideradas comunitárias todas as infecções de recém-nascidos associadas com bolsa rota superior a 24 horas. INFECÇÃO COMUNITÁRIA É a infecção constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente. como vimos anteriormente. 2.preveníveis: são aquelas que acontecem a respeito de todas as precauções tomadas. pelo próprio critério epidemiológico sua identificação. Geralmente. Entretanto. Por exemplo: infecções cruzadas. que regulamenta as ações do controle de infecções hospitalares no território nacional.Profª Glenda Agra Infecções preveníveis: são aquelas em que a alteração de algum evento relacionado pode implicar na prevenção da infecção. CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DE INFECÇÃO HOSPITALAR A portaria 2. . desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital. especialmente as dde fonte comum. originárias a partir de sua flora. se forem precocemente identificadas. Epidemias. Adicionalmente. a identificação do evento desencadeador da infecção hospitalar é retrospectivo e difícil de ser estabelecido. rubéola. devemos lembrar que. traz em seu anexo II conceitos e critérios para o diagnóstico das infecções. a maioria das infecções hospitalares tem uma etiologia multicausal e nem todas estas causas podem ser preveníveis.

com exceção das transmitidas de forma transplacentária e aquelas associadas à bolsa rota superior a 24 horas. Também são consideradas hospitalares aquelas infecções manifestadas antes de se completar 72 horas da internação.Profª Glenda Agra INFECÇÃO HOSPITALAR É qualquer tipo de infecção adquirida após a internação do paciente e que se manifesta durante a internação ou mesmo após a alta. a pesquisar de antígenos e anticorpos. Para a uniformização de certos conceitos. 2. ressaltando-se os exames microbológicos.” Estes princípios pressupõem a busca ativa de casos a partir de pistas diagnósticas. resultado de exames de laboratório. 3. quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares.Quando se desconhecer o período de incubação do microoganismo e não houver evidência clínica e/ou dado laboratorial de infecção no momento da admissão. e evidências de estudos com métodos de imagem. A sorologia é considerada positiva se for encontrada imunoglobulina específica da classe IgM ou um aumento de quatro vezes nos títulos de IgG específica.5ºC. . biópsia e outros. A Portaria Ministerial 930/92 define princípios para o diagnóstico de infecções hospitalares: “ O diagnóstico de infecções hospitalares deverá valorizar informações oriundas de evidência clínica. hipotensão como pressão sistólica menor que 90mmHg em duas medidas tomadas com intervalo de uma hora. definimos febre como temperatura axilar acima de 37. considera-se infecção hospitalar toda manifestação clínica de infecção que se apresentar 72 horas após a admissão.8º C. endoscopia. seguido do agravamento das condições clínicas do paciente. e métodos de visualização.As infecções no recém-nascido são hospitalares.Quando na mesma topografia em que foi diagnosticada infecção comunitária for isolado um germe diferente. Usam-se como critérios gerais: 1. algumas nem sempre de fácil acesso em nosso meio. hipotermia com a queda desta temperatura abaixo de 33. quando associadas a procedimentos invasivos diagnósticos e/ou terapêuticos. o caso deverá ser considerado como hospitalar. derivada da observação direta do paciente ou da análise de seu prontuário. realizados previamente.

como é o caso das infecções urinárias e pneumonias. consideramos no Brasil. Não sofreu procedimento de risco Considerar 72 horas da transferência Sofre procedimento de risco. Uma varicela detectada no 21º dia após a alta é considerada hospitalar. particularmente a ventilação mecânica e os cateteres vasculares. É considerada hospitalar se o tempo de hospitalização do paciente superar a duração mínima do período de incubação. são as IH identificadas em pacientes transferidos de uma unidade para outra. pois seu período de incubação varia de 15 a 21 dias. A dúvida consiste em definir a unidade responsável pela infecção. o prazo é ampliado para sete dias após a retirada do procedimento. Com estas condutas estaremos incluindo como infecção hospitalar todas as possibilidades. Uma questão freqüente para os controladores de infecção.Assim sendo. independente do tempo de permanência do paciente. A infecção será incluída na nova unidade somente se o diagnóstico efetuado ocorrer após 72 horas da transferência. se identificarmos uma varicela no 17º dia de internação de um paciente. Para os demais procedimentos. e a resistência do hospedeiro. as infecções são consideradas hospitalares se manifestadas até 72 horas. como infecção hospitalar aquela que foi diagnosticada após 72 horas de internação do paciente. não há necessidade de esperarmos as 72 horas para classificá-la como hospitalar. Se o paciente for submetido a um procedimento invasivo no hospital. Exemplificando. mas é transferido sem este . na mesma topografia em que a infecção é suspeita. caso contrário. Sua duração depende da correlação entre inóculo e virulência do microorganismo. as infecções urinárias que se desenvolvem logo após cateterismo vesical. por exemplo. Entretanto. sendo estendido este prazo em até um ano. consideramos hospitalar se a infecção for detectada até o valor máximo do período de incubação. a uma tromboflebite séptica relacionada a um cateter vascular.Quando transferido com procedimento a infecção é tabulada na unidade em que for diagnosticada. a não ser que a infecção detectada esteja seguramente relacionada.Profª Glenda Agra Nem todas as infecções diagnosticadas após a admissão do paciente são hospitalares. ela será considerada hospitalar. A Portaria exclui as que estejam incubando no momento da internação. e consideram-se 30 dias após o ato cirúrgico. após a alta do paciente. Nas transferências sem procedimentos invasivos. uma vez que as infecções estão. O período de incubação é sempre expresso por um intervalo de tempo com um valor mínimo e um máximo. não há alteração do prazo de 72 horas. dentro do próprio hospital. Após a alta do paciente. Para as infecções que não têm período de incubação conhecido. utilizamos o período de 72 horas para definir a unidade da infecção. a infecção será creditada à unidade anterior. Quando for realizada sondagem vesical. a não ser que tenha havido implante. na sua grande maioria. relacionadas ao cirúrgico.

INFECÇÃO CRUZADA É a infecção transmitida de paciente para paciente. para os visitantes e/ou para o meio ambiente. Está indicado nas doenças transmissíveis. Sofre procedimento de risco e é transferido com este Considerar a infecção da unidade onde está o paciente. excluindo apenas as transmitidas de forma transplacentária. Isolamento: Conjunto de medidas adotadas para fazer uma barreira que impeça a disseminação de agentes infecciosos de um paciente para outro. Portanto. apenas durante o período de transmissibilidade das doenças. Colonização: é o aumento de um ou mais tipo de microorganismo sem causar uma reação. RECÉM-NASCIDO A Portaria 930/92 coloca todas as infecções do recém-nascido como hospitalares.Profª Glenda Agra Considerar sete dias da retirada da sonda vesical e três dias para os demais procedimentos. Uma parturiente com bolsa . geralmente por intermédio de profissionais de saúde e que também é considerada infecção hospitalar. em situações definidas e. Diagnóstico de infecção cirúrgica Considerar a infecção da unidade onde está o paciente. esta recomendação sobre isolamentos deve se completar com o período de incubação e de transmissão das doenças.

As infecções identificadas no recém-nascido podem originar-se por via transplacentária ou por contaminação ascendente após a ruptura da bolsa. se o parto for hospitalar. Então. No caso de mães admitidas com bolsa rota. pouco alterou em relação aos critérios diagnósticos gerais. que passou a regulamentar o controle de infecção hospitalar em substituição à 930/92.como novidade. 2. são consideradas infecções hospitalares as derivadas de contaminação durante a passagem do feto pelo canal do parto e aquelas adquiridas após o nascimento.616/98.Todas as infecções transplacentárias sejam consideradas comunitárias. .Profª Glenda Agra rota há 15 dias que. como as infecções congênitas. Os casos em que a parturiente dá entrada com bolsa íntegra.Todas as demais infecções identificadas em recém-nascidos de mães admitidas com bolsa íntegra sejam consideradas hospitalares. esta infecção deve ser classificada como hospitalar. exceto para as infecções detectadas em recém-nascidos. também excluiu aquelas associadas a mais de 24 horas de bolsa rota. de acordo com a Portaria. como sistematização propomos que: 1. Evidentemente. durante sua passagem pelo canal do parto ou após seu nascimento. exceto aquelas transmitidas por via transplacentária. A Portaria MS 2. e as decorrentes da contaminação comunitária intra-uterina. Logo. obviamente devem ser considerados hospitalares. ao entrar no hospital. a conseqüente da carioamnionite materna por bolsa rota. e as que ocorrem após o nascimento são indubitavelemente hospitalares. Nestes pacientes ela continuou excluindo as infecções transmitidas de forma transplacentária e. Todas as infecções neonatais são consideradas hospitalares. As infecções transplacentárias já foram definidas como comunitárias. as infecções originárias desta atividade devem ser consideradas nosocomiais. como por exemplo. dá à luz um recém-nascido com sepse. estas infecções serão hospitalares se diagnosticadas após 72 horas de internação materna.

leptospirose. Da mesma forma. mieleites. malária (em área não-endêmica). donovanose. hepatite B. Intoxicação de qualquer natureza – química. procedimento bastante freqüente nos casos cirúrgicos. AIDS. plantas. é obrigatória a notificação imediata ao Serviço de controle de Infecção Hospitalar (SCIH) e. cobra e escorpião). uretrites e vaginites não gonocóccicas. DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA Em casos suspeitos ou confirmados. DSTs – sífilis. lagartas e animais peçonhentos (aranha. das doenças relacionadas abaixo. diretamente ao Serviço de Vigilância Epidemiológica da cidade ou região (Distrito Sanitário). hanseníase. a infecção urinária hospitalar. condiloma acuminado. doença de Chagas (casos agudos) e paralisias flácidas tais como poliomielite. na impossibilidade deste. medicamentosa. herpes genital. toxi-infecção alimentar. sarampo. febre tifóide. meningite por H. leishmaniose visceral. dengue. uma vez que uma de suas principais causas é o cateterismo vesical. DOENÇAS A SEREM ISOLADAS Respiratório: . coqueluche. febre amarela. síndrome de Guillain Barrè. rubéola. gonorréia. linfagranuloma venero. Doença meningocócica e outras meningites. influenzae. exposição à radiação ionizante. cancro mole. peste. Já a infecção respiratória apresenta-se como uma das complicações mais freqüentes dos clientes operados. difteria. tétano.Profª Glenda Agra RISCO DE INFECÇÃO NO CLIENTE Sabidamente. a infecção do sítio cirúrgico é uma das causas mais comuns de infecção hospitalar na maioria dos hospitais.

meningite meningocócica. coqueluche. A cirurgia com manuseio excessivo. TB (escarro positivo). aumento do período em que o tecido é privado de sistema de defesa devido à irrigação sanguínea insuficiente. escarlatina. herpes zoster. ASPECTOS RELACIONADOS A TODOS PACIENTES CIRÚRGICOS Especificidades da cirurgia Além da classificação das cirurgias por potencial de contaminação. hipotermia por grande quantidade de infusões e exposição da incisão ao ambiente frio da SO. sarampo. com hemostasia inadequada (permitindo a formação de seromas e hematomas) com sutura defeituosa e . pneumonia estafilocócica. meningite por haemophilus. maior tempo sob efeito de anestesia e de assistência ventilatória. duração do procedimento. a extensão da incisão também pode ser um fator de risco. rubéola. também deve ser considerado os aspectos relacionados à duração e extensão do procedimento cirúrgico. uma vez que. conforme dito. estreptococo betahemolítico (amigdalite. A duração do procedimento cirúrgico pode aumentar o risco de infecção por vários motivos: aumento de microoorganismos que podem contaminar a ferida. técnica cirúrgica. maior a porta de entrada para microorganismos.Profª Glenda Agra O quarto de isolamento é obrigatório para: caxumba. Síndrome de Fournier ou Fasciite necrosante). período em que o paciente está privado de seus mecanismos de defesa naturais. descolamento de tecidos além do necessário (que levam a sangramento e transudações). quanto maior a incisão. Cirurgias com duração acima de duas horas apresentam incidência maior de infecção da ferida cirúrgica de forma estatisticamente significante. tipo de cirurgia. aumento da destruição dos tecidos pelo tempo de manipulação. A técnica cirúrgica é crucial. Teoricamente.

rejeição de órgãos transplantados. aspiração. assim como a possibilidade de permanência de microorganimos na mesma ainda que não se possa negar o avanço nas cirurgias com o uso de bisturi elétrico . O seu uso inadequado ou exagerado. Cirurgias que necessitam de grande quantidade de irrigação e quer não são adequadamente aspiradas ou drenadas aumentam o esforço do organismo para absorver o excesso de secreção. e principalmente englobando muito tecido. que isolam os agentes fagocitários. facilitando a ação dos germes patogênicos. ventilação controlada. com alteração dos centros subcorticais extrapiramidais. A pneumonia por aspiração é um achado freqüente. por pontos hemostáticos abrangendo áreas extensas ou por suturas muito apertadas. anafilaxia. com o tecido morto resultante.. Período de hospitalização pré-operatória . brônquios e importante alteração hemodinâmica. que necessita de assistência respiratória através de procedimentos invasivos como intubação. O uso de fios de sutura inadequados desperta forte reação como corpo estranho. portanto constituindo fatores de risco de infecção respiratória. intensificando a depressão respiratória. Anestesia e trauma anestésico-cirúrgico A anestesia geral pode estimular: infecção pós-operatória. Os anestésicos também podem interferir na transmissão do impulso nervoso para a musculatura lisa. Outros mecanismos não-específicos são alterados pela anestesia: diminuição de fluxo mucociliar. o fator mais importante na imunossupressão de clientes submetidos a cirurgias não seria a técnica anestésica ou o tipo de droga escolhido e sim o nível de bloqueio ao estresse cirúrgico.Profª Glenda Agra formação de áreas de isquemia ou necrose pode favorecer proliferação de bactérias. Tal quadro interfere na ventilação normal do paciente. levando a um relaxamento e paralisia dos músculos respiratórios. aliado a outras situações pode apresentar condições opostas: a presença de tecido isquêmico ou necrosado por uso de bisturi elétrico. um meio de cultura cujos agentes fagocitários não conseguem ali chegar. pois agem como lagos. bloqueio dos reflexos com formação de muco e espasmos da laringe. no sentido de minimizar os efeitos das situações mencionadas. crescimento de tumores. inibição da fagocitose.inclusive como auxiliar no controle de infecção pela diminuição do tempo operatório e melhor e mais rápida hemostasia. Assim. depressão da resposta alérgica. altas concentrações de oxigênio e inalação prolongada de gases sem umidificação. a ação das drogas deprime o SNC. Mesmo que o medicamento anestésico isoladamente não esteja comprovadamente relacionado à infecção pós-operatória. destaque-se a habilidade técnica do cirurgião. fornece. principalmente com administração de atropina. Participando diretamente de todos esses aspectos. Os seromas e hematomas são causas importantes de diminuição da resistência local.

principalmente. assim como para diminuir a contaminação da incisão com microorganismos presentes nos pêlos. além disso pode-se considerar comum as microperfurações das mesmas. punções e cateterismos vasculares são procedimentos invasivos a que o paciente pode ser submetido.A degermação das mãos e antebraços e anti-sepsia pré-operatória da pele são práticas bastante antigas do ritual cirúrgico.Profª Glenda Agra Isso se explica pela possibilidade de o cliente se colonizar em seus vários sistemas com uma flora bacteriana modificada. Esses procedimentos devem garantir a rápida remoção ou a destruição de toda a flora transitória da pele e parte da flora residente. A tricotomia tem recebido especial atenção com relação ao risco de infecção no sítio cirúrgico. presente no pessoal e no ambiente hospitalar. esses procedimentos também têm o objetivo de estabelecer uma atividade residual que retarde a recolonização. Degermação e preparo pré-operatório da pele Não há como negar que as mãos e antebraços da equipe cirúrgica e a própria pele do sítio cirúrgico do cliente constituem fontes das mais importantes de microorganismos de flora endógena. sendo a mesma. cateterismo vesical. a paramentação busca proteger o paciente contra contaminação da flora normal liberada pelo pessoal da SO e pelo paciente durante a cirurgia.Atualmente. Paramentação cirúrgica Semelhante ao item anterior. mas sim a possibilidade de ocorrer solução de continuidade da camada . conhecida por flora de colonização. A remoção do pêlo não é o verdadeiro problema. a causadora da grande maioria das infecções do sítio cirúrgico e cuja transmissão pode ocorrer. Se justifica a remoção dos pêlos adjacentes ao local operatório para facilitar a visualização e a técnica operatória. no caso da degermação das mãos da equipe cirúrgica. os microorganismos proliferam com maior intensidade sob as luvas. de longe. visto que. Procedimentos invasivos Tricotomia. pelo contato direto e a manipulação continuada durante a intervenção cirúrgica.

. também a sua permanência e reprodução. Atualmente. e contribuirá no combate à resistência microbiana. Em maior ou menor intensidade todos provocam aumento da permeabilidade da camada epidérmica.431/97. reações alérgicas. justamente.997. É uma iniciativa da ANVISA. em 1. que é uma barreira natural de defesa contra a invasão de microorganismos. que revogou a Portaria nº930/92. microcortes até cortes visíveis sangrantes. O Sistema nacional de Informação para o Controle de Infecções em Serviços de saúde (SINAIS). no Diário Oficial da União. ao uso inadequado ou indiscriminado dos antibióticos. possibilitando a análise do perfil de sensibilidade de todos os organismos e o seu acompanhamento por tipo de ambiente ou unidade assistencial.004. de 12 de maio de 19998. tendo como meio de cultura a exsudação produzida. coloca em seu artigo 1º que os hospitais do país são obrigados a manter Programa de controle de Infecções Hospitalares _ PICH. lançado em setembro de 2. propiciando. com o intuito de oferecer aos hospitais brasileiros e gestores de saúde uma ferramenta para aprimoramento das ações de prevenção e controle das infecções relacionadas à assistência à saúde.983. que foi revogada e substituída pela Portaria MS nº 930/92.997. além da invasão de microorganismos. A Lei 9. conforme veremos mais adiante. Uso de antibióticos Uma das causas principais das infecções hospitalares atuais deve-se . que em seu artigo 1º fala da obrigatoriedade dos hospitais em manterem um Programa de Infecções Hospitalares (PCIH) e no artigo 2º preconiza a criação de comissão de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH) para execução deste controle. CONTROLE DE INFECÇÕES HOSPITALARES O programa de controle de Infecção Hospitalar começou a ser regulamentado em 1. a Lei nº 9. com a Portaria MS nº196/83.Profª Glenda Agra epidérmica.431. de 6 de janeiro de 1. SINAIS: Permite a obtenção de indicadores que consideram os riscos relacionados ao tempo de internação e de exposição a procedimentos invasivos e as características dos pacientes e das unidades de internação.616. foi publicada. Os tipos de alterações da integridade da pele variam desde a inflamação folicular. está em vigor a Portaria nº 2.

o feedback ao setor envolvido. a vigilância sanitária e elaboração e execução do Programa de Controle de Infecção Hospitalar. colaborando com programas de treinamento. seja por problemas técnicos ou por condições inadequadas. reformas e outras medidas necessárias. aquisição de recursos humanos. também chamada vigilância epidemiológica das infecções hospitalares. transformando suas informações em ações preventivas para toda a comunidade hospitalar. apresentam igual . observa os bastidores do hospital. com o objetivo de manter sob controle as infecções. métodos de esterilização. Esta integração contribui para que bons resultados sejam alcançados. todos os hospitais são obrigados a ter um Programa de controle de Infecção. por outras categorias profissionais.A coleta de dados. assegurando desta maneira sua aderência junto aos demais serviços da instituição. A vigilância sanitária que é representada na instituição pelo controle de infecção.Profª Glenda Agra considerando programa de controle de infecções hospitalares. crítica e legal sobre assuntos relacionados ao controle das infecções hospitalares. mudanças de conduta e rotina. procurando corrigir as deficiências antes que a infecção ocorra. padronizações. O controle de infecção hospitalar tem como base em sua estrutura a Comissão de controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e um grupo executivo. Este grupo é composto por enfermeiros e médicos. De acordo com a legislação brasileira. materiais e equipamentos. Os setores de apoio. cuja assistência ao paciente é prestada indiretamente. algumas instituições. soluções anti-sépticas e desinfetantes. O controle de infecção deve dar informações quanto à evolução da situação em questão. como: isolamento. em processos de construções e reformas arquitetônicas. Detecta aumento de episódios. em todos os setores da organização. também chamado Serviço de controle Hospitalar (SCIH). sendo um elo de ligação para os demais trabalhadores. preocupando-se com as infecções de maneira pró-ativa. para os efeitos desta Lei. A CCIH deve ser composta de profissionais representantes dos serviços que atuam direta ou indiretamente na assistência ao paciente. Estes profissionais deverão ter como condição obrigatória atualização científica. a interpretação das informações coletadas. surtos ou outros problemas e propõe soluções no que diz respeito às infecções hospitalares. na diretoria e do SCIH. alocadas especificamente para tais funções. justificando. na aquisição de artigos e insumos que podem estar relacionados às infecções hospitalares.Oferece assessoria em medidas de proteção antiinfecciosa. Procedimentos invasivos realizados de forma incorreta. e. sob o ponto de vista do controle de infecção hospitalar. habitualmente são realizadas pela equipe do SCIH. ou seja. o conjunto de ações desenvolvidas deliberada e sistematicamente com vistas à redução máxima possível de incidência e da gravidade das infecções hospitalares. Colabora com os demais serviços nas padronizações de procedimentos invasivos e dos antimicrobianos. podem traduzir-se em infecção hospitalar. sendo que a CCIH valida e divulga as propostas e ações do SCIH.

relatórios e comunicar. implementação e supervisão das normas e rotinas técnico-operacionais. no mínimo. sempre que indicado. contemplando. periódica e sistematicamente. à autoridade máxima de instituição e às chefias de todos os setores do hospital. periodicamente. 3. porém não substitui o papel da supervisão.Elaborar. . regularmente. implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnicooperacionais. adequação. visando à prevenção e controle das infecções hospitalares.Profª Glenda Agra importância na qualidade de seu atendimento. podendo estar inseridos no aparecimento das infecções. a situação do controle das infecções hospitalares. observa-se as atividades relacionadas aos pacientes e aos próprios profissionais estão sendo realizadas e em que condições estão ocorrendo. 2.Elaborar e divulgar. uso racional de antimicrobianos. ações relativas à implantação de um Sistema de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares. que deve continuamente exercer suas atividades de maneira integrada com o controle de infecção. e implantar imediatas de controle. também é alvo de atuação da vigilância sanitária. Através de visitas.Elaborar. 4. por meio de medidas de precaução e de isolamento. adequado às características e necessidades da instituição. Prevenir doenças originadas de aplicação incorreta das medidas de precauções. visando limitar a disseminação de agentes presentes nas infecções em curso no hospital.Realizar investigação epidemiológica de casos e surtos. promovendo seu amplo debate na comunidade hospitalar. COMPETÊNCIAS DA CCIH A CCIH do hospital deverá: 1. 5. as informações providas pelo Sistema de Vigilância Epidemiológica das infecções hospitalares e aprovar as medidas de controle propostas pelos membros executores da CCIH. devido à falta de recursos ou negligência do próprio profissional. implementar.Avaliar. manter e avaliar programa de controle de infecção hospitalar. capacitação do quadro de funcionários e profissionais da instituição. germicidas e materiais médico-hospitalares. no que diz respeito à prevenção e controle das infecções hospitalares.

Elaborar regimento interno para a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. com vistas a obter capacitação adequada do quadro de funcionários e profissionais. atendidos em qualquer dos serviços ou unidades do hospital. 11. 8. 7.Definir. na ausência de um núcleo de epidemiologia. visando a prevenção e o tratamento das infecções hospitalares. os casos diagnosticados ou suspeitos de outras doenças sob vigilância epidemiológica (notificação compulsória). e atuar cooperativamente com os serviços de saúde coletiva.Profª Glenda Agra 6. prontamente.Cooperar com a ação do órgão de gestão do SUS. política de utilização de antimicrobianos. no que diz respeito ao controle das infecções hospitalares.Cooperar com o setor de treinamento ou responsabilizar-se pelo treinamento. bem como fornecer. os casos e surtos diagnosticados ou suspeitos de infecções associados à utilização de insumos e/ou produtos industrializados. ao organismo de gestão do SUS.Notificar. 9. germicidas e materiais médico-hospitalares para a instituição.Notificar ao Serviço de Vigilância Epidemiológica e Sanitária do organismo de gestão do SUS. as informações epidemiológicas solicitadas pelas autoridades competentes. implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnicooperacionais.Adequar. 12. . 10. em cooperação com a Comissão de Farmácia e Terapêutica.

sangue. A drenagem pode ser realizada por drenos e sondas: . Os drenos são utilizados para remoção de acúmulos anormais no interior da cavidade ou nos permeios da parede abdominal. destina-se a administrar líquidos e alimentos. A drenagem tem várias funções. seja do tubo digestivo. devido a grandes descolamentos no subcutâneo ou pela colocação de material protético empregado como reforço parietal. seja do aparelho urinário. Evacuar líquidos intraluminares (urina. As sondas tem indicação para o escoamento de conteúdo intraluminar.Profª Glenda Agra SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA UTILIZAÇÃO DOS DRENOS CIRÚRGICOS Os drenos e as sondas constituem em valiosos auxiliares utilizados na prática cirúrgica visando facilitar o escoamento de conteúdo cavitário. dentre elas podemos destacar: Propiciar saída de secreções purulentas ou de conteúdo intestinal. São reconhecidos dois tipos de drenagem: Profilática: tem a finalidade de impedir o acúmulo de secreções. Terapêutica: se destina a promover a saída de material acumulado. parietal ou visceral. Ministrar líquidos e alimentos. Acessoriamente. tecidos. Na parede abdominal podem ser utilizadas com o objetivo de drenar secreções purulentas (abscessos) ou diminuir o espaço morto e eliminar restos de soro. Descomprimir o tubo digestivo. Remover qualquer líquido da cavidade peritoneal. Orientar coleções e fístulas. bile).

Sondas: são tubos de borracha. ser radiopacas ou não. de plástico ou de derivados do petróleo. Não deixar o dreno entrar em contigüidade com as linhas de sutura para evitar fístulas. Não lesar com demasia a parede na confecção do trajeto parietal. largura variável. estando destinadas à luz do tubo digestivo e seus anexos. Sempre fixar o dreno no local de exteriorização. O orifício de saída deve-se localizar em local de declive para facilitar a drenagem por gravidade. que apresentam paredes rígidas. usados na drenagem das grandes cavidades serosas (pleura. podendo ter balonete. Drenos túbulo-laminares. peritônio. Deve ficar suficientemente afastado da cicatriz cirúrgica para não interferir com os cuidados da FO. Drenos de aspiração. PRINCÍPIOS DA COLOCAÇÃO DE DRENOS Os drenos intraperitoneais não devem ser exteriorizados pela incisão para evitar infecção e interferir na cicatrização. TIPOS DE DRENAGEM Existem 4 tipos de drenagem. O orifício de saída deve ser proporcional ao diâmetro do dreno para evitar compressão ou evisceração. . pericárdio) e do espaço intervisceral e tissular.Profª Glenda Agra Drenos: são lâminas ou tubos de material sintético. árvore traqueobrônquica e sistema geniturinário. conforme o mecanismo de ação: Drenagem laminar. porém maleável. com paredes flexíveis. com calibre variado.

utilizados por radiologistas. retalhos miocutâneos. cecostomias. Tem a preferência nas cirurgias do aparelho digestivo com anastomeses. Seu mecanismo de ação é por meio da drenagem passiva.Profª Glenda Agra Cateteres de drenagem. Drenagem laminar: Dreno de Penrose. sendo uma drenagem ativa. sonda retal. Seu mecanismo de ação funciona por sucção. Este tipo de drenagem diminui o risco de contaminação a partir do dreno. As sondas são tubos introduzidos no lúmen de vísceras ocas. também podem ser utilizadas para administrar líquidos. esvaziamentos ganglionares) e quando há extensa ressecção com espaço morto local. produzidos de silicone ou cloridrato de polivinil. Drenos túbulos-laminares: São formados por 2 ou 3 drenos tubulares de látex. firmes. As sondas. O terceiro tubo é o respiro. sendo divididas conforme o órgão em que será utilizada: sondas gastrintestinais. gastrostomia. Utilizado nos casos de pancreatite. Cateteres de Drenagem (pigtailed): Drenos tubulares. que evita o colabamento do sistema de sucção. que é muito fino e. abscessos ou quando se deseja lavar a cavidade abdominal. deve ser retirado em 24 a 72 horas. para realizar drenagens percutâneas de coleções ou cateterização de via biliar. Os tubos são fixados ao Penrose por meio de suturas individuais. colocados dentro de um dreno de Penrose. por capilaridade. Deve-se periodicamente instilar soro para desobstruir o cateter. com múltiplas perfurações. O sistema funciona instilando solução fisiológica por um dos tubos. parede resistente e pouco flexível. de Sengstaken-Blackmore. Dreno Portovac. porém. tubulares. O funcionamento é por capilaridade e por drenagem ativa. Pode-se colocar gaze ou qualquer outro material sintético absorvente dentro do Penrose com a finalidade de aumentar a drenagem. para fluidificar a coleção. sondas urinárias entre outras. jejunostomias. de plástico ou látex. nasobiliares. finos. São utilizados em cirurgias com grande descolamento tecidual (hérnia incisional. . Dreno de Sump. guiados por TC ou USG. além de drenar o conteúdo presente no lúmen das vísceras ocas. ao mesmo tempo que se aspira sob baixa pressão por meio de outro. sondas utilizadas para descomprimir anastomoses) ou comprimir (sonda de Sengstaken-Blackmore e sonda de Foley na prostatectomia). silicone ou teflon. descomprimir (sonda nasogástrica. retal. medicamentos e nutrientes. nasojejunais. Drenos de aspiração: Drenos de sucção fechada. facilitando e acelerando o escoamento.

Cirurgias em que há extensa área cruenta.Cirurgias em que podem ter sido abertos pequenos ductos (vesícula biliar.Profª Glenda Agra INDICAÇÕES GERAIS Drenar secreções purulentas localizadas ou de conteúdo intestinal e remover profilaticamente qualquer líquido da cavidade peritoneal ou do subcutâneo. desproporção entre as bocas anastomóticas. pâncreas. O mesmo deve ser elevado a partir do 4º dia para diminuir o escoamento biliar. . fígado) sem ser detectados.Abscessos localizados e com parede espessa. colocas-se o Penrose ou dreno de aspiração Portovac tracionando-o no 1º dia e retirando-o no 2º ou 3º dia pós-operatório. antes que sua presença cause complicações. 5. como suco bileopancreático ou seroma. O emprego de drenos é conveniente nas seguintes situações: 1. 2. má vascularização e infecção local. a utilização de drenos é discutível (vários autores contraindicam a drenagem por apresentarem maior risco de infecção). caso seja utilizado. 3. INDICAÇÕES ESPECÍFICAS Existem algumas cirurgias em que são acoplados sistemas de drenagem como rotina. 4.Anastomoses entre o trato digestivo.Cirurgias e que há sutura de órgãos sem serosa e extrapiramidais. Vias Biliares: Tubo em “T” de Kher: descomprimir o hepatocolédoco. 6. com a finalidade de descomprimir ou retirar secreções que coletam no leito cirúrgico. No caso de colecistectomia. fechado após o 7º dia pós-operatório (após a realização da colancistectomia) e retirado após o 14º dia. quando há insegurança em relação ao fechamento.Cirurgias de parede abdominal com grande descolamento de subcutâneo ou com utilização de próteses.

se for uma SNG. tracionando-o pós-operatório. Nas pancreatectomias parciais. Baço: Após esplenectomia. A utilização dos mesmos não diminui a chance de fístula. caso não haja complicação local. podendo causar fístulas ou abscessos peripancreáticos. colocam-se drenos de aspiração. O dreno de escolha é de Penrose. exceção feita para os casos de anastomoses com o reto ou canal anal. o dreno permanece por um período não inferior a 7 dias. irrita os tecidos vizinhos. há indicação de drenagem devido ao suco pancreático que. sendo retirado quando a aspiração vier límpida. até que o íleo paralítico desapareça. No caso de abscesso pancreático. utilizam-se SNGs ou jejunostomias para descomprimir o lúmen gastrintestinal. pela dificuldade de hemostasia causando pequenos sangramentos. retirando-se após o 4º dia. caso não haja fístula. Deve-se realizar drenagem sondagem nasogástrica e diminuir estímulo pancreático. utilizando dreno de Penrose. com um escoamento precoce e efetivo. devido à área cruenta no leito esplênico. Intestino: Normalmente não se utilizam drenos em anastomoses intestinais. sendo tracionado após o 3º dia e retirado após o 4º ou 5º dia pós-operatório. tempo necessário par acriar um trajeto ao redor do dreno e orientar a fístula. ou devido a pequenas lesões em causa do pâncreas. A sonda deve ser retirada após o término do íleo paralítico. Embora a drenagem aumente o risco de infecção. como fístula e infecção local. Nesses casos. Estômago: Os drenos são usados após gastrectomias quando a anastomose for difícil. normalmente se utilizam drenos visando prevenir o acúmulo de secreções no espaço subfrênico. retirando-o quando a aspiração diminui. retira-se após o paciente ter condições de via oral. retirando-o após o 4º dia. porém. utiliza-se o dreno de Sump com o objetivo de lavar e aspirar ao mesmo tempo. Duodeno: Os drenos são necessários devido à alta mortalidade que as complicações. Deve-se sempre colocar SNG ou SNE para descomprimir o lúmen e iniciar precocemente a alimentação. Os drenos de escolha são de Sump e os de aspiração. utilizam-se drenos de aspiração.Profª Glenda Agra Pâncreas: Em cirurgias em que se manipula ou se resseca o pâncreas. de preferência 2m 24 a 72horas. . podem-se evitar cirurgias. que podem ocasionar. Se o intuito for alimentação. apresentando tecidos menos resistentes à infecção. Em todas as cirurgias que envolvem anastomoses intestinais. enquanto houver íleo paralítico. por meio de suas enzimas proteolíticas. Em caso de fistulização. emprega-se o dreno de Penrose. pela ausência da camada serosa e por sua posição extraperitoneal.

sem tração prévia. Nesses casos.O trajeto confeccionado deve ser mais retilíneo o possível para facilitar a drenagem e evitar coleções. simultaneamente. tracionando-os 24 horas antes de retirá-los definitivamente. Nos casos de abscesso intraabdominal. Devem ser colocados por contra-incisão para evitar infecção da ferida operatória e diminuir o risco de deiscência. A mesma deve permanecer por 2 a 3 dias. porém evitando grandes aberturas para evitar hérnia incisional. CIRURGIAS VASCULARES . os drenos de Sump estão indicados para lavar e aspirar continuamente o abscesso. Parede Abdominal: Quando existe um grande descolamento do tecido subcutâneo ou quando se colocam próteses junto à musculatura. deve-se deixar um dreno junto à cavidade abscedada. não muito pequenos para facilitar a drenagem.Profª Glenda Agra Apendicite: Nos casos de apendicite aguda em que não há abscesso localizado. mesmo que haja perfuração com coleção purulenta na cavidade. O tempo de drenagem pode variar conforme o volume exteriorizado e o motivo pelo qual o dreno foi colocado. faz-se apenas a lavagem exaustiva da cavidade. nas cirurgias ORTOPÉDICAS que utilizam próteses e em qualquer outra cirurgia que apresente um espaço morto ou que não possa haver compressão das estruturas adjacentes. ESVAZIAMENTOS LINFONODAIS. devendo permancer no local até não mais sair secreção purulenta. MANEJO DOS TUBOS A colocação dos drenos na cavidade abdominal apresenta princípios básicos: 1. até que o volume drenado em 24 horas seja inferior a 150 ml e retirado em um só tempo. . sendo de escolha o de Penrose. Nas situações em que há abscesso localizado. 3. para limpar a cavidade e aspirar seu conteúdo.São colocados lateralmente ao músculo reto abdominal. pode-se utilizar os drenos de Sump. deve-se utilizar o dreno Portovac para evitar que se acumulem coleções no subcutâneo. Nesses casos. a drenagem não se faz necessária. quando se quiser realizar lavagem da cavidade. sendo retirados após desligar a lavagem por 24 horas e o líquido sair límpido. deve-se realizar sondagem vesical . 2. Em cirurgias de grande porte e naquelas em que se manipulam as vias urinárias ou a próstata. Outros: A drenagem tubular tem espaço nas cirurgias da região cervical (TIREOIDECTOMIAS.

deve-se pensar em antimicrobianos quando utilizadas por vários dias. 5. que são menos traumáticas e podem ficar por várias semanas.Profª Glenda Agra 4. COMPLICAÇÕES Hérnia incisional Obstrução por aderências Necrose de tecidos vizinhos por compressão Hematoma de parede Perda do dreno na cavidade abdominal Fístula por erosão da anastomose SONDAS . 4. devido às ulcerações que a mesma pode causar na mucosa da orofaringe e do esôfago.O curativo deve ser realizado separadamente ao da incisão principal para dificultar a contaminação da ferida operatória com as coleções drenadas.Deve ser introduzida com anestésico local. 3. fixa-se externamente com curativos ou pontos para dificultar a migração da mesma.No caso de sondas urinárias. REMOÇÃO DOS DRENOS Profiláticos: Remove-se tão logo haja evidências de que não há mais drenagem significativa e que o dreno não é mais necessário. alguns centímetros a cada dia. Terapêuticos: São mantidos no local enquanto houver drenagem em quantidade significativa.SNG não devem ficar mais que 7 dias. Retira-se de modo gradativo. 5. de tal maneira a ocluir o trajeto da profundidade para a superfície.Se houver necessidade de troca.Devem ser fixados à pele para evitar que o mesmo seja tracionado por descuido ou que entre na cavidade abdominal. deve-se trocar por sondas nasojejunais.Se não houver balonete para fixação. SONDAS Obedece alguns preceitos básicos: 1. 2.

Profª Glenda Agra Erosões junto à mucosa por irritação ou isquemia Aumento da produção de ácido pelo estômago Fístulas Perfuração durante a colocação Infecção Hemorragias pela erosão DREDRENOS JACKSON PRATT DRENOS JACKSON PRATT .

Profª Glenda Agra Dreno de Jackson Pratt Drenos de Penrose .

Profª Glenda Agra Dreno de Black Dreno de sucção Sistema de drenagem mediastinal .

Profª Glenda Agra Sistema de drenagem de vias aéreas Simulador .

Profª Glenda Agra Dreno de Kher .

Profª Glenda Agra Sonda de Malecot Sonda Traqueal Comum de Nelaton .

Profª Glenda Agra Sonda Retal Sonda de Sengstaken-Blackemore Dreno de Penrose .

Profª Glenda Agra Sonda Nasoentérica Sonda Nasogá strica de Levine Sonda Vesical de Foley .

Profª Glenda Agra Sonda vesical de alívio de Nelaton .

com.Profª Glenda Agra Dreno de Black Dreno de sucção (Portovacc) FONTE: http://images.google.br/images CURATIVOS .

Não se deve usar algodão ou gaze desfiada (aderência à ferida). Ser impermeável às bactérias. O curativo aderido à ferida deve ser retirado com umedecimento com Soro Fisiológico a 0.9%. agindo como barreira mecânica entre a ferida e o meio ambiente. Notas: .Profª Glenda Agra Curativo é o tratamento utilizado para promover a cicatrização da ferida. Deve-se umidificá-lo com Soro Fisiológico a 0. A troca de curativos pode baixar a temperatura da superfície em vários graus. Estar isento de partículas e substâncias tóxicas contaminadoras de feridas que podem manter a inflamação e retardar a cicatrização.9% e s secar somente as bordas da ferida. Por isso. Remover o excesso de exsudação com o objetivo de evitar a maceração dos tecidos próximos. Permitir sua retirada sem ocasionar lesão por aderência. diminuindo a dor e aumentando o processo de destruição natural dos tecidos necrosados. A escolha do curativo depende do tipo de ferida. Permitir troca gasosa. Critérios: Os critérios para o curativo ideal foram definidos por Turner. proporcionando um meio adequado para este processo. Observações: Em feridas abertas não é recomendado o uso de curativo seco. não se deve limpá-la com solução fria nem deixá-las expostas por períodos prolongados. Curativo encharcado ou vazando favorece o movimento das bactérias em ambas as direções – ferida e meio ambiente – devendo ser trocado imediatamente. Fornecer isolamento térmico – a temperatura de 37º estimula o processo de cicatrização. citado por Dealey. conforme segue: Manter alta umidade entre a ferida e o curativo acelerando a epitelização.

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Exsudação: extravasamento de líquido da ferida, devido ao aumento da permeabilidade capilar. Maceração: amolecimento da pele, geralmente nas bordas da ferida, na maioria das vezes pela umidade excessiva. Classificações de curativos: Aberto: é aquele no qual utiliza-se apenas o anti-séptico, mantendo a ferida exposta. Ex: ferida cirúrgica limpa com 48 horas de evolução ou mais. Oclusivo: curativo que após a limpeza da ferida e aplicação do medicamento é fechado ou ocluído com gaze ou atadura. Seco: fechado com gaze ou compressa umedecida com pomada ou soluções prescritas. Compressivo: é aquele no qual é mantida compressão sobre a ferida para estancar hemorragias, eviscerações etc. Drenagens: Nos ferimentos com grande quantidade de exsudato coloca-se dreno ( Penrose, Kher), tubos, cateteres ou bolsas de colostomia. O dreno Penrose é introduzido na cavidade da ferida para escoamento de secreções que possam vir a infectá-lo ou para eliminar secreções purulentas. O dreno Penrose é um tubo de látex mole e delicado, de vários diâmetros, colocado através de um pequeno orifício ou na própria cicatriz operatória. Quando há necessidade de lavar o local que está sendo drenado, o cirurgião coloca, junto com o Penrose, um dreno tubular fino, geralmente, de polietileno, formando assim um dreno misto. Os drenos Penrose são usados em cirurgias gerais, com finalidade profilática e precisam ser protegidos por curativos. Mas se for preciso medir o volume de secreção que sai pelo dreno, pode-se substituir o curativo por bolsas coletoras, que variam de tamanho de acordo com a quantidade de secreção eliminada. O dreno Kher ou em T é utilizado nas operações que abrem a via biliar principal (hepático/calédoco), com a finalidade de escoar a bile para fora, por um determinado período. O dreno fechado de pressão negativa é conectado a uma bolsa coletora sanfonada elástica, por meio de um tubo. Quando a bolsa é comprimida para a retirada do ar do seu interior, cria um vácuo capaz de provocar aspiração contínua. A secreção ou o sangue são retirados da ferida, indo para o recipiente sanfonado por meio do tubo.

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Quando o recipiente estiver cheio, é necessário abrir a tampa de cima e esvazia-la. Para restabelecer a pressão negativa, comprime-se o recipiente até o ar sair totalmente e recoloca-se a tampa. Assim, a drenagem recomeçará. O dreno fechado de pressão negativa é geralmente usado em operações ortopédicas, neurocirúrgicas e outras onde haja sangramento residual. O dreno de tórax é utilizado na cavidade torácica para restaurar a pressão negativa e escoar secreções ou sangue. Debridamento: é a retirada do tecido necrosado, sem vitalidade, utilizando cobertura com ação debridante ou retirada mecânica com pinça, tesoura ou bisturi. Processo de cicatrização: No momento da incisão/injúria: formação de coágulo, estase, liberação de substâncias vasoativas. 2 horas: formação de crosta. 6 horas: neutrófilos liberam enzimas que efetuam a quebra dos restos celulares e dos agentes invasores. 12 horas: monócitos fagocitam bactérias e restos celulares. 24-48 horas: formação de ponte epitelial. 48 horas: fibroblastos : produzem colágeno para formação da cicatrização. 6 dias: a proliferação de fibroblastos atinge seu pico, repondo o tecido conjuntivo. Formação do tecido de granulação ( forma precoce de tecido cicatricial). 2 semanas: realinhamento das fibras colágenas – aumento da resistência e redução da espessura da cicatriz. Semanas e meses: contração – a cicatriz altera a sua aparência.

Objetivos do curativo: Proporcionar conforto ao paciente ( diminuição da dor) e promover a cicatrização. Proteger a ferida para prevenir infecções. Observar o aspecto da cicatriz cirúrgica.

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Manter a área limpa.

Regras para os curativos:

Curativos cirúrgicos limpos e secos não necessitam ser trocados nas primeiras 72 horas. Curativos devem ser mantidos limpos nas primeiras 48/72 horas de pós-operatório ou procedimento ou ainda a critério médico e/ou da instituição. Neste período ainda não ocorreu a epitelização da ferida. Curativos úmidos ( seja por secreções ou banho) devem ser trocados tantas vezes quanto necessário, não ultrapassando o tempo de seis horas ( tempo provável de multiplicação das bactérias). Após a epitelização da ferida pode-se deixá-la descoberta se não houver chance de contaminação pelas áreas vizinhas (colostomias, vômitos.secreções orais, secreções traqueais). Os acessos venosos, arteriais, drenos torácicos devem ser mantidos com curativos. Nunca tocar diretamente em ferida aberta ou recente ( até 72 horas da cirurgia) ou mantidas sob curativo. Em paciente com dois ou mais curativos ( limpos e contaminados) realizar primeiro o(s) limpo(s) e depois o(s) contaminado(s), cada qual com seu material de curativo estéril. Cuidado ao retirar o curativo sujo para não arrancar os drenos, cateteres que geralmente ficam aderidos ao curativo. Durante o curativo, inspecionar sempre sinais de infecção ( hiperemia, edema, dor, secreção) na ferida cirúrgica, locais de punção, áreas de drenos. Se houver suspeita de infecção, colher amostra de secreção e envia-la à bacteriologia para cultura e antibiograma conforme protocolo de Coleta de Material para Cultura. Informar ao médico e anotar no prontuário. A data da troca do curativo e o nome de quem o realizou devem ser anotados no curativo e no prontuário. Nos curativos de cateteres fixar também o mesmo na pele para evitar tração ou retiradas acidentais.

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Nota: Aplicações tópicas de antimicrobianos não são recomendadas, pois provocam alteração da flora microbiana local com o aparecimento de cepas resistentes. FATORES DE RISCO
Fatores de risco para complicações pulmonares pós-operatórias

1.Tipo de cirurgia – incidência maior após todas as formas de cirurgia abdominal quando comparadas com a cirurgia periférica.

2.O local da incisão – quanto mais próxima a incisão do diafragma, maior a incidência de complicações pulmonares.

3.Problemas respiratórios no pré-operatório.

4.Idade – maior risco após os 40 anos do que antes dos 40.

5.Sepse.

6.Obesidade – peso maior do que 10% do peso corporal ideal.

7.Repouso no leito prolongado.

8.Duração do procedimento cirúrgico – mais de 3 horas.

9.Aspiração.

10.Desidratação.

11.Desnutrição.

Imunossupressão.Hipontensão e choque. os que tiveram anteriormente trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. 4. semelhante a outros grupos de alto risco cirúrgico ( em pacientes com derrame. aqueles com malignidade. reconstrução do joelho e outra cirurgia da extremidade inferior. obesidade). 5.Pacientes urológicos que se submeteram a prostatectomia transureteral e pacientes idosos submetidos à cirurgia urológica. SINAIS FÍSICOS E SINTOMAS DAS COMPLICAÇÕES Sinais físicos e sintomas das complicações cirúrgicas e condições comuns associadas . malignidade. por exemplo. Fatores de risco para Trombose Venosa Profunda pós-operatória 1. 13. trombose venosa prévia.Pacientes de cirurgia geral com idade superior a 40 anos. infecção. 3.Pacientes de ginecologia e obstetrícia com idade superior a 40 anos apresentando fatores de risco associados (veias varicosas.Pacientes ortopédicos que se submeteram a cirurgia do quadril. ou aqueles submetidos a procedimentos cirúrgicos extensos e complicados. o risco de trombose venosa profunda na perna paralisada é tão alto quanto 75%). 2. os obesos.Pacientes de neurocirurgia.Profª Glenda Agra 12.

hepatite. embolia pulmonar Hipovolemia. psicose pós-operatória Taquicardia Taquipnéia e dispnéia Hipotensão Oligúria Icterícia Distensão abdominal Dor na ferida Alteração do nível de consciência Causas comuns de febre no pós-operatório 1. deiscência. pneumonia. arritmias cardíacas. constipação.Infecções: inflamação do acesso intravenoso e sepse. abstinência do álcool. empiema. . hemorragia intra-abdominal. febre. 3. embolia pulmonar Ansiedade. ascite Infecção. embolia pulmonar. sepse. insuficiência cardíaca. hemorragia Hipovolemia. hipovolemia. edema pulmonar. colecistite. medicamentos. reações transfusionais. infecção urinária. dor Ansiedade. infecção da ferida. pneumonia. hipoxemia. 2. atelectasia. febre. abscesso intraabdominal. sepse. obstrução intestinal. peritonite.Profª Glenda Agra Sintoma Febre Condições associadas Atelectasia. tromboflebite. parotidite. insuficiência renal.Causas pulmonares: atelectasia. sepse. acidente vascular cerebral. medicamentos. sepse. infecção intra-abdominal Hipoxemia. obstrução das vias biliares. nutrição venosa. obstrução urinária Hemólise. fístula biliar Íleo paralítico. anafilaxia.Trombose venosa profunda e flebite. infecções.

cefalosporina. Causas comuns de icterícia no pós-operatório 1. anfotericina.Medicamentos: penicilina.Colestase Induzida central por medicamentos Sepse Nutrição venosa 4.Reações transfusionais.Doença das vias biliares .Hemólise: Sangue extravasado.Profª Glenda Agra 4. 5.Doença parenquimatosa hepática Exacerbação de hepatopatia preexistente Hepatite viral Hepatite medicamentosa Lesão causada por choque Abscesso intra-hepático 3. hematomas Reações transfusionais Reações medicamentosas Sepse Hemoglobinopatias 2.

e deiscência da ferida. porém os hematomas grandes. e elas só podem ser consideradas um sucesso após a cicatrização da ferida. quando o hematoma é superficial. Existem três categorias de complicações na cicatrização da ferida: hematomas e seromas simples na ferida. causadas pela secreção ativa de um canal linfático importante. Os hematomas se expandem rapidamente e podem comprimir estruturas adjacentes vitais como a traquéia. . causando estridor ventilatório. As coleções de líquido não-hematogênico na ferida podem ser classificadas como seromas ou linfoceles. Os hematomas da ferida geralmente desaparecem espontaneamente. porém as linfoceles verdadeiras. Coagulopatias causadas pela doença do paciente ou pela administração perioperatória de aspirina. Qualquer que seja a técnica escolhida. ou as veias renais. o hematoma pode dissecar entre os planos tissulares e crescer até um tamanho considerável. warfirin ou dextrano também contribuem para o aparecimento de hematomas de feridas. causando disfunção renal. dolorosos e em expansão necessitam de reexploração cirúrgica. infecções da ferida. Se a hemorragia for arterial. heparina. Hematoma e seroma A hemostasia inadequada da ferida causa o acúmulo de sangue local após o fechamento. a artéria carótida. causando déficit neurológico. os seromas simples desaparecem espontaneamente ou após a aspiração. Os sinais físicos são inchaço e dor na ferida e drenagem de sangue na linha de sutura.Essas complicações são conseqüência de uma técnica cirúrgica imperfeita e de alterações na cicatrização da ferida. Essas coleções geralmente surgem devido à criação de grandes espaços subcutâneos na ferida que acumulam soro e/ou linfa. podem necessitar de aspirações repetidas ou drenagem com sucção para serem resolvidas.Profª Glenda Agra Coledocolitíase Ligadura inadvertida do colédoco Fístula ou vazamento da bile Colecistite Pancreatite com obstrução do colédoco Estenose da via biliar devida a trauma operatório COMPLICAÇÕES NA FERIDA Por todas as operações é necessária uma incisão. Em geral. deve-se preservar a esterilidade para evitar o surgimento de um abscesso secundário na ferida.

O diagnóstico é confirmado com achados . Mais freqüentemente em pós-operatório. O quadro clínico costuma ter evolução rápida com poucos sinais locais. amolecimento da pele. as operações limpas. tornando obrigatório o desbridamento cirúrgico de urgência. crepitação e isquemia da ferida. Proteus sp. Apesar da maioria dos pacientes receber antibióticos no início do diagnóstico de ISC. no entanto um quadro clínico semelhante pode ser causado por Vibrio vulnificus ou Aeromonas hydrophilia. A melhor conduta é abrir a cicatriz e tratar por via sistêmica quando os sinais locais de inflamação são exuberantes ou o paciente possui sintomas e sinais sistêmicos. Estudos com abscessos subcutâneos não identificaram benefícios quando a antibioticoterapia foi usada junto com a drenagem. após se ter realizado um desbridamento cirúrgico e drenagem adequada. Na maioria dos casos. Citrobacter freundii. Infecções potencialmente graves podem aparecer precocemente no pós-operatório. Se a infecção não for logo diagnosticada e tratada. Fasciite necrosante: esta é uma infecção rara. Os indícios dessa infecção são drenagem serosa pouco espessa. a terapêutica mais importante é a abertura da cicatriz retirada do material infectado e curativo contínuos até a cicatrização por 2ª intenção. áreas de parestesia e anestesia. isquemia tissular e ruptura da ferida. mas quando não existe sepse sistêmica ela geralmente é de pouco auxílio. esta prática tem pouco suporte em evidências científicas. Serratia marcescens e Enterobacter sp. podem surgir edema. Por outro lado. apresentam um índice de infecção de 2% ou menos. as infecções da ferida se tornam evidentes entre o 4º e o 7º dia operatório e. A antibioticoterapia pode ser útil no tratamento da celulite inicial da ferida. hemorragia cutânea. O agente mais freqüente é o Streptococcus beta hemolítico do grupo A. rápida progressão e presença de ar em subcutâneo. Os sinais de infecção da ferida são febre. que não envolvem o trato gastrintestinal. bolhas violáceas. este quadro pode ser causado por uma flora polimicrobiana composta por Escherichia coli. porém grave. sensibilidade dolorosa e inflamação nos estágios iniciais.Quando os agentes etiológicos são espécies de Streptococcus ou Clostridia. Tratamento Em ISC restrita aos tecidos moles. são causadas por bactérias Gram-negativas ou espécies de estafilococos.Profª Glenda Agra Infecções da ferida As infecções na ferida podem ocorrer em até 20% ou mais dos casos em que o campo cirúrgico foi contaminado durante a operação. alguns sintomas que sugerem estas patologias são: dor desproporcional aos achados do exame físico. As infecções causadas por este último organismo são extremamente sérias. drenagem pururlenta. geralmente monobacteriana. a sepse da ferida pode ocorrer em até 24 horas após a operação. pois a mionecrose pelo clostrídio (gangrena gasosa) pode evoluir rapidamenete.

O debridamento deve ser realizado conforme avaliação clínica. a deiscência da fáscia é uma complicação bem mais grave. O tratamento é realizado com antibiótico com atividade anti-estafilocócica e terapia de suporte. A evisceração é uma emergência cirúrgica que necessita do reposicionamento cuidadoso das vísceras na cavidade peritoneal. muitas vezes sem o retorno à sala de operações. O quadro clínico é de início rápido no pós-operatório com febre. clindamicina e penicilina. pois a ferida pode ser reaproximada com relativa facilidade. distensão abdominal. proteção das vísceras com compressas embebidas em soro fisiológico. insuficiência renal. o quadro clínico é semelhante à fasciite necrosante podendo ser diferenciado desta. Clostrium hystoliticum ou Clostridium novyi. devem ser removidos alguns pontos ou grampos para se verificar a integridade do fechamento da fáscia. a infecção se estende a planos mais profundos podendo envolver fáscia e tecido subcutâneo. deve-se palpar cuidadosamente a ferida em busca de sinais de rompimento e. pela rotina de Gram do tecido. no qual o tecido subcutâneo apresenta-se acinzentado e a fáscia do músculo com estrias.Profª Glenda Agra do intraoperatório. Gangrena gasosa: causada por Clostridium perfringens Clostrium septicum. O tratamento dessas duas síndromes é feito com debridamento cirúrgico e antibiótico sistêmico. Entretanto. A deiscência cutânea geralmente traz poucas conseqüências. se necessário. diabetes. A deiscência da ferida pode comprometer parte ou todas as camadas da ferida. rash cutâneo. ascite. infecção da ferida devido à técnicas inadequadas de sutura. para evitar lesões e ressecamento. Quando isso ocorre. Mais comumente. Síndrome do choque tóxico: é uma infecção causada pela toxina do S. porém ela é mais comum cerca de uma semana após a operação. a deiscência de uma incisão se deve à técnica cirúrgica deficiente. como obesidade. edema e friável a manipulação. Geralmente se deve a uma infecção da ferida e pode evoluir para evisceração. Deiscência de ferida A ruptura da ferida cirúrgica pode ocorrer a qualquer momento após a operação. A deiscência da ferida pode ser desencadeada por vários fatores. . que evolui com necrose progressiva da pele podendo surgir lesões bolhosas e áreas de gangrena. Nesta última situação ocorre protusão das vísceras (geralmente o intestino delgado em uma incisão abdominal) através da ferida ou da parede abdominal. desnutrição. pois ela exige correção cirúrgica para prevenir o aparecimento da hérnia incisional. A deiscência é muitas vezes anunciada por uma drenagem súbita de líquido sanguinolento na ferida entre o 5º e o 8º dias após a operação.. e retorno imediato à sala de operações para correção cirúrgica. sendo semelhante a fasciite necrosante. tosse ou vômitos persistentes. queda do estado geral. aureus que age como superantígeno provocando uma proliferação massiva de linfócitos T e produção de citocinas com IL1 e TNF.

A estase do ar deglutido e dos líquidos na luz do estômago e do intestino delgado dá origem a náuseas. antagonistas dos receptores de histamina ou de omeprazol. distensão abdominal e algumas vezes vômitos.5ml/kg/hora.Profª Glenda Agra COMPLICAÇÕES RESPIRATÓRIAS As complicações respiratórias constituem os problemas mais comuns apresentados pelos pacientes submetidos a uma operação. diminuição da capacidade hepática para processar a sobrecarga de pigmentos – por doença parenquimatosa ou por colestase – por obstrução das .). com risco de vida. pneumonia. e é um sinal indicativo de insuficiência renal aguda incipiente. peritonite – e lesões retroperineais. DISFUNÇÃO DO TRATO ALIMENTAR Anorexia. um inibidor das células parietais. está associada comumente a operações intraperitoneais. obstrução intestinal pós-operatória e hemorragia aguda da mucosa gástrica ( o tratamento consiste principalmente na neutralização do pH gástrico através da administração de antiácidos. O tratamento consiste na aspiração do estômago. A insuficiência renal também pode se manifestar através de um débito urinário elevado e passar despercebida na fase inicial da evolução. vômitos. pode ser necessária uma gastrectomia total para controlar a hemorragia. A anúria completa é rara e encontrada principalmente nos pacientes com obstrução pós-renal ou necrose cortical irreversível. síndrome da angústia respiratória do adulto e embolia pulmonar. assim como íleo paralítico (ausência de atividade peristáltica ou contração desordenada do intestino. processos inflamatórios – abscesso. insuficiência respiratória aguda no pós-operatório. Em casos raros. diarréia. COMPLICAÇÕES HEPATOBILIARES E ICTERÍCIA O surgimento de hiperbilirrubinemia no pós-operatório pode ser causado por produção exagerada de pigmentos biliares. náuseas. colite. DISFUNÇÃO RENAL A insuficiência renal oligúrica no pós-operatório é definida como o débito urinário inferior a 500ml/dia ou menor do que 0. através de uma SNG e. hematoma. constipação e impactação fecal. no fornecimento de quantidade adequada de líquido por via endovenosa para compensar as perdas para o terceiro espaço. e incluem: 1. são complicações potenciais pós-operatórias. atelectaia.

Na maioria das vezes a TVP ocorre nas veias das panturrilhas e das coxas. ultra-sonográficas com Doppler ou radiográficas para demonstrar a obstrução venosa ou a presença de um trombo. O diagnóstico de hemólise é confirmado pela elevação da fração não-conjugada de bilirrubina no soro. junto com a hipercoagulabilidade pós-operatória. mas também pode ocorrer nas veias ilíacas. Os sintomas da EP são dispnéia. Os sinais clínicos isolados podem ser indicadores falsospositivos de TVP em até 50% dos casos. tosse e broncoespasmo. TROMBOSE VENOSA PROFUNDA E EMBOLIA PUMONAR TVP A estase venosa pré e pós-operatória nas extremidades inferiores. câncer. a partir das quais a evolução subseqüente para a embolia pulmonar é mais comum. pois pode causar comprometimento respiratório e morte súbita. No entanto. redução da concentração de heptoglobina no soro e um perfil enzimático hepático normal. O tratamento da icterícia hemolítica é direcionado para a correção da causa básica. em alguns casos. Também está indicado um período de repouso no leito por até uma semana para os pacientes cujo trombo não parece estar aderido à parede venosa na flebografia ou ultra-sonografia com Doppler. febre. porém muitos pacientes são assintomáticos. edema. O tratamento da TVP exige anticoagulação terapêutica com heparina intravenosa e substituição posterior por warfarin oral a fim de prevenir a embolia pulmonar. uso de meias para compressão intermitente durante a operação e. taquicardia e . o que é conseguido com deambulação precoce no pósoperatório. dor nos movimentos e. ou pode ser desencadeada pela administração de diversos medicamentos. As duas causas mais comuns de sobrecarga de pigmentos no período pósoperatório são hemólise intravascular e reabsorção de sangue extravasado em hematomas intra-abdominais. O melhor tratamento é a prevenção. ambos os casos se manifestam por hiperbilirrubinemia indireta. o diagnóstico de TVP requer técnicas pletismográficas. hemoglobinopatia. predispõe à trombose em veias profundas. às vezes. insuficiência venosa crônica e operações demoradas. retroperitoneais e pélvicos e. Os sinais clínicos incluem taquipnéia.Profª Glenda Agra vias biliares. auto-imunidade ou sepse. Outros fatores predisponentes para a TVP são obesidade. Os sinais de TVP são sensibilidade local. A hemólise pode ser causada por transfusão de sangue incompatível. Embolia pulmonar A embolia pulmonar é a complicação mais séria da TVP. uso de baixas doses de heparina no perioperatório..

A EP é tratada com anticoagulção sistêmica. terapia trombolítica (estreptoquinase).ECG (avaliação de arritmias e insuficiência ventricular direita). Durante a terapia trombolítica. a embolização pulmonar séptica e a contra-indicação para o tratamento com anticoagulantes fazem com que seja necessária a interrupção da veia cava (ligadura ou colocação de um filtro) para impedir a embolização adicional proveniente da pelve ou da extremidade inferior. hematócrito. O diagnóstico é fortemente sugerido por uma falha de enchimento vascular na cintilografia da perfusão pulmonar. todos os procedimentos invasivos são evitados. warfirina). A EP recidivante na vigência de anticoagulação. As cintilografias normais excluem com segurança os casos de EP importantes. hemograma. CHOQUE Choque é a situação de falência do sistema cardiocirculatório em manter a distribuição de sangue oxigenado para os tecidos. em razão do sangramento potencial. coleta de sangue para avaliação de eletrólitos séricos. porém as cintilografias intermediárias não ajudam muito. terapia anticoagulante (heparina. . conforme descrito para a TVP. O diagnóstico definitivo pode ser obtido através da angiografia da artéria pulmonar. os diuréticos e os agentes antiarrítmicos são administrados quando apropriados. Se necessário são administrados concentrados de hemácias ou plasma para repor a perda sanguínea e reverter o sangramento. para permitir o fluxo sanguíneo enquanto se aprisionam os êmbolos e embolectomia. os glicosídeos digitálicos.Profª Glenda Agra febre. A terapia anticoagulante está contra-indicada para pacientes que estão em risco de sangramento (distúrbios do TGI ou com sangramento pós-operatório ou pós-parto). Tratamento cirúrgico: ligadura da veia para prevenir que o êmbolo viaje até o coração. monitorização hemodinâmica. administração de dopamina ou dobutamina (se: hipotensão). e os exames laboratoriais revelam uma PaO2 inferior a 70 mmHg. inserção de um filtro em gurda-chuva. linha de infusão endovenosa para administração de líquidos e medicamentos. executando-se os essenciais. angiografia pulmonar. gasometria arterial. SVF para monitorizar débito urinário. morfina (se paciente com ansiedade e desconforto torácico ou se estiver com VM facilitando a adaptação do tubo endotraqueal). Tratamento: oxigenioterapia. A utilização aumentada de cateteres venosos na veia subclávia aumentou a incidência de trombose na veia subclávia e EP proveniente deste local.

o músculo cardíaco comprometido desenvolve bradicardia e parada cardíaca. O choque pode estar relacionado a: Coração – falha na bomba e sangue: perda de sangue ou plasma. especialmente ácidos e potássio. levando a vítima a desenvolver o estado de choque. Para realizar adequadamente esse trabalho. Com a diminuição de perfusão tecidual. Alguns sinais são fundamentais para detectar precocemente a hipóxia e prevenir o choque. coração e pulmões são os mais sensíveis à privação de oxigênio e em cerca de 4 a 6 minutos já tem suas funções prejudicadas. num esforço para aumentar o fluxo de sangue para órgãos vitais. é necessário que o coração se mantenha bombeando o sangue. ainda na abordagem primária: Diminuição do nível de consciência ( por hipoperfusão cerebral) – ansiedade. até a morte do organismo. A esse processo que ocorre em nível de capilares dá-se o nome de perfusão tecidual. retira o gás carbônico e detritos celulares da intimidade dos tecidos. o órgão terá a sua função prejudicada basicamente pela falta de oxigênio de acúmulo de resíduos. agitação. Mecanismo do choque O sistema cv é responsável por transportar oxigênio e nutrientes para todos os tecidos do corpo e eliminar gás carbônico e resíduos resultantes do processo de nutrição celular. que o volume de sangue circulante seja suficiente para encher os vasos e que o calibre dos vasos se ajuste às condições normais. Uma falha em qualquer desses fatores irá provocar falha na perfusão tecidual. vasos: dilatação de vasos sanguíneos (capacidade do sistema cardiocirculatório muito maior do que o volume de sangue disponível para enche-lo). nutrientes do intestino e fígado e leva para todas as células do organismo.Profª Glenda Agra Trata-se de uma condição de extrema gravidade. Para que esse sistema funcione de forma adequada.Cada órgão tem maior ou menor sensibilidade `a falta de oxigênio (hipóxia). Tempo de enchimento capilar prolongado – acima de 2 segundos. fígado). Depois disso. o sistema cv retira oxigênio dos pulmões. A falha na circulação cerebral leva à diminuição do nível de consciência da vítima. evoluindo para inconsciência.com o agravamento do choque. Uma vez que o estado de choque atinja certo nível de severidade.Sobrevém a deterioração sistêmica com a morte de mais órgãos. levando-os para os órgãos responsáveis pela excreção (pulmões. a vítima não será salva. cuja identificação e atendimento fazem parte da abordagem primária da vítima. Cérebro. os rins diminuem o débito urinário e o coração aumenta a freqüência de batimentos. e a progressão para a deterioração pode ser mais rápida (4 minutos) ou tardia (semanas). rins. .

Queda de pressão arterial é sinal tardio que. vômitos. respiração rápida e profunda. Neste caso. Albumina e hetamido (expansor plasmático). Perda de plasma – em caso de queimaduras. Tratamento: Ringer Lactato. acima de 100 a 120 bpm ( quando há grande perda de sangue. pulso fraco e rápido. Perda de líquidos pelo trato gastrintestinal – desidratação provocada por vômitos ou diarréia. significa que o estado de choque está instalado. Pulso fraco e rápido. SF 0. quando presente. cianose.9% (cristalóides isotônicos: tampona a acidose metabólica) previamente aquecidos. hemorragia.Profª Glenda Agra Pele fria e pálida ( prejuízo da circulação periférica). ascite e peritonite. náuseas. tontura. secura na boca. queimaduras. enchimento capilar acima de 2 segundos. fraqueza. diarréia. pele fria e úmida. contusões e lesões traumáticas. na língua e nos lábios. palidez. vômitos. queda acentuada da PA sistólica menor que 90 mmHg. diurese e diabetes insípido. olhos vitrificados sem brilho e pupilas dilatadas. Sua característica básica é a diminuição acentuada do volume de sangue. inquietação. Pode ser causado pelos seguintes fatores: Perda direta de sangue – hemorragia externa ou interna. frio. 1. a situação é crítica e necessita intervenção de imediato. sede. cirurgia. Ex:Tauma. pulso difícil de sentir ou até mesmo ausente).Choque hipovolêmico É o tipo mais comum de choque. O tratamento definitivo do choque hipovolêmico é a reposição de líquidos (soluções salinas e sangue). . A redução no volume de sangue circulante causa uma diminuição no débito cardíaco e reduz toda a circulação ( perfusão tecidual comprometida). Sinais e sintomas: ansiedade.

e a vítima normalmente apresenta dor torácica antes de entrar em choque. Verificação de SSVV. tamponamento cardíaco. Monitoramento hemodinâmico. Suporte hídrico seletivo. se diarréia: antidiarréicoss. Tratamento: Oxigenioterapia. Terapia trombolítica (observar quanto aos possíveis sangramentos). situação freqüente. Morfina (diminui a dor e alivia a dor torácica). Avaliação de níveis de Hg e Ht e níveis de ingesta hídrica. Ex: IAM. Angioplastia. Controle da FC. lesão valvular. Gasometria arterial. Os sinais e sintomas são semelhantes ao item anterior.Choque cardiogênico Surge por uma incapacidade de o coração bombear o sangue de forma efetiva. se diabetes insípido: desmopressina. cânula ou máscara de Venturi). Este enfraquecimento do músculo cardíaco pode ser conseqüência do IAM. se vômitos: antieméticos. miocardiopatias. 2. arritmias. .Profª Glenda Agra Concentrado de hemácias. Se: hiperglicemia: insulina. nitroglicerina). tamponamento pericárdico também podem provocar choque cardiogênico. Gasometria arterial. Arritmias cardíacas. Medicamentos vasoativos ( dopamina. Cirurgia de enxerto de bypass da artéria coronária. Oxigenioterapia (cateter. Posição de Trendenburg modificada.

. ação depressora de medicamentos ou falta de glicose. havendo perfusão inadequada de órgãos. interrompendo a comunicação entre o SNC e os vasos sanguíneos. diminuindo a pré-carga. Choques Distributivos ou Vasogênicos Ocorre quando o volume sanguíneo é anormalmente deslocado na vasculatura – por ex: quando o volume sanguíneo fica represado nos vasos sanguíneos periféricos. síncope e desmaio. com tempo de enchimento capilar normal. Diuréticos: Diminuir a carga do coração. O choque medular também provoca queda da pressão arterial. Se o leito vascular estiver dilatado. ECG. Balanço hídrico: avaliar débito urinário e níveis de uréia e creatinina. anestesia espinhal ou lesão do SN.Choque Neurogênico ou medular Caracterizado por perda. pois diminui o acúmulo de líquidos. se mantém aquecida e com pulso forte e com freqüência normal ou reduzida. Depende de sua etiologia. diminuindo a demanda de oxigênio para o miocárdio. melhorando a perfusão arterial coronariana. pelo sistema nervoso. Ex: TRM. Ocorre como conseqüência de lesão na medula espinhal. Intracath: Avaliar PVC Para a acidose metabólica grave: bicarbonato de sódio EV. O resultado é a perda da resistência periférica e a dilatação da rede vascular. A administração de líquidos deve ser monitorada para detectar sinais de sobrecarga hídrica (Evitar EAP). entretanto a vítima permanece alerta e orientada. Tratamento: Restauração do tônus simpático. cujo controle depende do fluxo de informações pela medula. 3. não existirá sangue suficiente para preencher a circulação. agindo: aumentando o volume sistólico. do controle do diâmetro vascular. BIA: fornece assistência circulatória.Profª Glenda Agra Marcapasso.

palidez. como. Providenciar o transporte rápido ao hospital ou deverá ser comunicado antecipadamente. medicação. 5. inalantes ambientais. edema de face e língua. pulso fraco. Sinais e sintomas: pele avermelhada. manter vias aéreas pérvias e oxigenação. pois ajuda na disseminação do anestésico para cima em direção à medula. reação transfusional. dor intensa. Faz hipotensão arterial. TRM: cuidadosa imobilização do paciente para evitar a lesão adicional da medula espinhal Medidas profiláticas para TVP. devido ao edema de cordas vocais. Esse tipo de choque aparece em algumas condições. por exemplo. alimentos. Ao socorrista cabe: Dar suporte básico de vida. queda da PA. com prurido ou queimação. administrada por médico. A reação anafilática ocorre em questão de segundos ou minutos após o contato com a substância a qual o paciente é alérgico. tontura.Choque anafilático Resulta de uma reação de sensibilidade a algo a que a pessoa é extremamente alérgica. agentes radiopacos. .Profª Glenda Agra Elevar a cabeceira do leito pelo menos 30º e mantê-la assim. coma. Ex: sensibilidade à penicilina. cianose. respiração ruidosa e difícil. porém a vítima recupera-se espontaneamente se colocada em decúbito dorsal. como picada de inseto.Choque psicogênico Desencadeado por estímulo do nervo vago e tem como característica principal bradicardia inicial seguida de taquicardia na fase de recuperação. 4. A vítima em choque anafilático necessita de medicação de urgência para combater a reação.

SVF. vírus ou quando um microorganismo invade os tecidos do corpo.Choque séptico Numa situação severa. Além disso. 2. 4. toxinas são liberadas na circulação. provocando dilatação dos vasos sanguíneos e consequënte aumento da capacidade do sistema circulatório. diminuindo o volume sanguíneo. que por sua vez. Aminofilina : reverte o broncoespasmo EV.acesso EV periférico ou central. Tratamento: A via parenteral de infecção deve ser retirada: 1.Profª Glenda Agra Tratamento: Retirar o Ag ( se medicamentos) Administrar medicamentos que restituam o tônus vascular Fornecimento de suporte de emergência para as funções básicas da vida. ocorre perda de plasma pela parede do vaso. Este tipo de choque ocorre em pacientes hospitalizados. 5.Drenos devem ser retirados. 3. havendo broncodilatação. 6. Ex: bactérias Gram -. Se: PCR: Ressuscitação. TQT. Gram +. o qual ativa os mediadores bioquímicos. Intubação. Adrenalina (vasoconstrição) EV.Área necrótica deve ser debridada. aumentam a permeabilidade capilar. Difenidramina EV: reverte os efeitos da histamina: reduzindo a permeabilidade capilar.Abscesso deve ser drenado. . o paciente exibe uma resposta imune.

caso não esteja presente. palidez.Confortar a vítima. 3. imunodeprimidos.Elevar MMII quando não houver contra-indicação. 4. Se necessário umedecer os lábios. 7. queimaduras extensas. Manter a vítima aquecida. Antibiótico de escolha: Cefalosporina Observar pacientes de risco: idosos. Ações de enfermagem (Gerais) 1. aqueles com trauma extenso. e transportar a vítima rapidamente ao hospital.Solicitar apoio médico. tempo de enchimento capilar acima de 2 segundos. 8. 2. sob máscara facial bem ajustada à face). 6.Profª Glenda Agra 6. . desnutridos.Reconhecer os sinais precoces de choque: alteração do nível da consciência. taquipnéia.diabetes.Manter vias aéreas pérvias. 5.Não fornecer líquido ou alimento pela boca.Destruir o agente infeccioso.Administrar oxigênio ( 12 a 15 litros por minuto. controlar sangramentos e alinhar fraturas. taquicardia.

Diversos fatores aumentam a incidência de ISC: alguns tipos de cirurgias. Diagnóstico: . Sua incidência pode variar. com o objetivo de estimar a probabilidade da ocorrência de ISC. corpo estranho. Estima-se que as ISC prolonguem o tempo de internação em média mais de 7 dias e conseqüentemente o custo do procedimento. Cirurgias infectadas: Lesões traumáticas antigas com tecido desvitalizado. pacientes adultos em comparação com pediátricos e quantidade de inoculo bacteriano introduzido no ato operatório. Com base em estudos que demonstraram a positividade de culturas do intra-operatório como preditor de infecção. O fechamento deve ser primário (1ª intenção) com drenagem quando necessária fechada. como cirurgias cardíacas e queimados. gastrointestinal ou urinário em condições controladas e sem contaminação acidental. contaminação fecalóide. cirurgias realizadas em grandes hospitais. sem contato com trato respiratório. genital. Cirurgias Potencialmente Contaminadas: Sítio cirúrgico entra nos tratos respiratórios. Cirurgias que entram no trato urinário com urina infecciosa ou trato biliar com bile infectada ou cirurgias onde é achado tecido inflamatório agudo ou purulento. Cirurgias Contaminadas: Feridas abertas acidentalmente ou cirurgias com quebra importante de técnica asséptica ou grande contaminação do trato gastrointestinal. As ISC correspondem a aproximadamente 38% do total das infecções hospitalares em pacientes cirúrgicos e 16% do total de infecções hospitalares. Cirurgias Limpas: Sítio cirúrgico sem sinais de inflamação. sendo em média de 2% a % para as cirurgias consideradas “limpas”. as cirurgias classicamente categorizadas segundo o seu potencial de contaminação. alimentar genital e urinário.Profª Glenda Agra INFECÇÃO EM SÍTIO CIRÚRGICO As infecções em Sítio cirúrgico (ISC) são as maiores fontes de morbidade e mortalidade entre os pacientes submetidos a cirurgias. quando há perfuração inesperada de víscera.

os sinais externos são mais tardios. eritema ou calor local. esta pode estar associada à presença de eritema. Nos casos de infecções superficiais de pele. em pacientes obesos ou com feridas profundas em múltiplos planos (com pós toracotomia). nos EUA. O diagnóstico epidemiológico das ISC deve ser o mais padronizado possível para permitir a comparação ao longo do tempo em um determinado serviço e também a comparação entre os diversos serviços e instiruições. abscesso. Infecção de Sítio Cirúrgico Incisional Superficial Deve ocorrer em 30 dias após o procedimento e envolver apenas pele e tecido subcutâneo e apresentar pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas: 1.Profª Glenda Agra Clinicamente. edema. rubor.Diagnóstico de infecção pelo médico que acompanha o paciente.Microorganismo isolado de maneira asséptica de secreção ou tecido. Infecção do Sítio Cirúrgico Incisional Profunda Deve ocorrer em 30 dias após o procedimento se não houver implante ou um ano se houver implante. criou definições de ISC que são mundialmente usadas para vigilância epidemiológica. 4. o o Center for Diseases Control and Prevention (CDC). Para isso. edema. deiscência. a ferida cirúrgica é considerada infectada quando existe presença de drenagem purulenta pela cicatriz.Drenagem de secreção purulenta da incisão. 2. calor. A infecção deve envolver os tecidos moles profundos (músculo ou fáscia) e apresentar pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas: . 3. o exame da ferida é a principal fonte de informação.Pelo menos um dos sinais e sintomas e a abertura deliberada dos pontos pelo cirurgião exceto se cultura negativa: dor.

portanto. casos de infecção por Streptococcus do grupo A transmitida por . Fontes exógenas podem ter importância durante o ato cirúrgico. achada ao exame direto.Profª Glenda Agra 1. dor localizada. Envolver qualquer outra região anatômica do sítio cirúrgico que não a incisão e apresentar pelo menos um dos seguintes sinais e sintomas: 1.Incisão profunda com deiscência espontânea ou deliberadamente aberta pelo cirurgião quando o paciente apresentar pelo menos um dos sinais ou sintomas: febre. Infecções à distância podem ser fonte de microorganismos que contaminam a ferida cirúrgica e devem ser pesquisados e tratados no pré-operatório de cirurgias eletivas. protegida da contaminação exógena. 2.Abscesso ou outra evidência de infecção envolvendo fáscia ou músculo.Microorganismo isolado de maneira asséptica de secreção ou tecido de órgão ou cavidade. 4.Drenagem purulenta de incisão profunda. O ar pode ser veículo de transmissão de alguns patógenos em casos especiais. reoperação. Infecção de órgão/espaço Deve ocorrer em 30 dias após o procedimento se não houver implante ou um ano se houver implante. rubor exceto se cultura negativa. portanto uma rigorosa técnica asséptica deve ser mantida com intuito de prevenir a contaminação. histopatológico ou radiológico.Drenagem purulenta por dreno locado em órgão ou cavidade.Diagnóstico de infecção de órgão/espaço pelo médico que acompanha o paciente Agentes etiológicos A fonte mais freqüente é a flora endógena do paciente. re-operação. 3. estima-se que após 24 h do procedimento a ferida cirúrgica está selada e.Abscesso ou outra evidência de infecção envolvendo órgão ou cavidade achada ao exame direto. 3. 4. histopatológico ou radiológico. como por exemplo.Diagnóstico de infecção incisional profunda pelo médico que acompanha o paciente. 2. edema.

c)resistência imunológica do hospedeiro.Diabetes mellitus: um controle glicêmico adequado no pré-operatório e no intraoperatório é recomendável. Na faixa etária pediátrica e em recém nascidos. . A incidência de bactérias Gram-negativas e Enterococcus sp aumenta com o tempo de internação. o S. Estratégias como as salas cirúrgicas com fluxo laminar e/ou radiação ultravioleta só foram eficazes em reduzir as taxas de ISC em cirurgias para colocação de prótese de quadril ou joelho. Em cirurgias abdominais existe uma maior freqüência de enterobactérias e Enterococcus sp. aureus é o agente mais comum seguido de Pseudomonas aeruginosa. as enterobactérias são mais freqüentemente encontradas de que em pacientes adultos. técnica cirúrgica empregada e doença de base do paciente. A incidência de fungos vem crescendo devido ao grande número de pacientes imunodeprimidos. Os fatores de risco referentes ao hospedeiro são: 1.Profª Glenda Agra pessoas da equipe cirúrgica. principalmente albicans e tropicalis são agentes mais comuns. entre eles. o controle glicêmico no pós-operatório facilita a cicatrização e diminui o tempo de internação. Em queimados. Staphylococcus epidermis e outros Staphylococcus coagulase negativa. Fatores de Risco O risco de ocorrência de ISC é determinado por: a)dose do inoculo microbiano no sítio cirúrgico. b)virulência do microorganismo. que é influenciado pela quantidade de tecido desvitalizado. d)status fisiológico do sítio cirúrgico no final da cirurgia. Os agentes mais freqüentes de ISC são os contaminantes comuns da pele do paciente: Staphylococcus aureus. as espécies de Cândida.

8. não existe consenso sobre a eficácia em reduzir a imunossupressão para realização de procedimentos para controle de ISC. aumentando o risco de aquisição de microorganismos multi-resistentes.Imunossupressão : secundária ao uso de corticóide ou outros imunossupressores ou a doença de base. a albumina pode ser um bom marcador para controle. Quanto mais precoce a tricotomia. 6. contudo.Tempo de internação pré-operatório: principalmente se o paciente estiver em UTI.Tabagismo: o paciente deve ser orientado no pré-operatório a parar de fumar ou diminuir o uso de qualquer forma de consumo de tabaco. maior o risco. 3.Perda rápida e recente de peso: pode ser um fator de risco principalmente por estar associada à desnutrição. A internação pré-operatória prolongada favorece a substituição da flora endógena do paciente. 2. 5. .Tricotomia extensa: principalmente se os pêlos forem raspados. 7.Obesidade: dificulta a cicatrização e a concentração tecidual adequada do antibiótico profilático. Os fatores de risco relacionados à assistência pré-operatória são: 1.Idade avançada.Desnutrição: se possível postergar a cirurgia para que o paciente melhore o estado nutricional. pois este procedimento produz micro lesões que aumentam a colonização da pele e dificultam a antissepsia da mesma.Infecções de sítios distantes: devem ser pesquisadas e tratadas no pré-operatório. 4.Profª Glenda Agra 2.

aureus é o agente mais freqüente de infecção. 2.Técnica cirúrgica como: manipulação intensa.Profª Glenda Agra Os fatores relacionados ao intra-operatório são: 1. Os mais atuais guias para prevenção das infecções hospitalares são baseados em evidências científicas e categorizam as suas recomendações de acordo com a força destas evidências.Tempo intra-operatório prolongado: por aumentar o risco de contaminação da ferida. a profilaxia deve ser realizada com antibióticos com atividade para este agente. A antibioticoprofilaxia deve ser realizada antes do início da cirurgia para que no momento da incisão da pele exista concentração tecidual adequada. espaço morto. quantidade de tecido desvitalizado. geralmente cefalosporinas de primeira e segunda geração.Melhorar as condições de ferida.Uso de drenos: por permitir a migração retrógrada de bactérias da flora da pele. Prevenção São três as principais estratégias para reduzir e prevenir as ICS: 1. 3. aumentar a imunossupressão por perda de sangue. 2. Caso a cirurgia seja prolongada. . Como S. 3. O uso de antibióticos profiláticos que tem início no pós-operatório imediato e se estende por longos períodos não previne nem cura a inflamação ou infecção.Melhorar as feridas do hospedeiro. diminuir o efeito do antibiótico profilático quando não repicado e aumentar o número de suturas e uso do cautério. aumentar a lesão tecidual. existe uma grande perda volêmica ou se o paciente for obeso mórbido é recomendável uma segunda dose intra-operatória.Diminuir o montante e o tipo de contaminação. controle inadequado de sangramento. abertura inadvertida de víscera.

Profª Glenda Agra O CDC classifica suas recomendações de acordo com as seguintes categorias: Categoria IA: são medidas fortemente recomendadas para implementação e fortemente suportadas por estudos experimentais. Categoria IB: são medidas fortemente recomendadas para a implementação e suportadas por alguns estudos experimentais. IB e II para prevenção de ISC são apresentadas no quadro a seguir: Recomendações do CDC para prevenção de ISC Recomendação Nível de recomendação Preparação pré-operatória do paciente Diagnosticar e tratar infecções em sítios distantes antes do IA procedimento Internação pré-operatória mais breve possível IA . clínicos ou epidemiológicos e com forte razão teórica. Categoria IC: são medidas determinadas por regulamentações. Tópicos não resolvidos ou sem recomendações: são medidas para as quais as evidências científicas são insuficientes ou não há consenso relativo a sua eficácia. As recomendações do CDC com os níveis de evidência IA. normas ou padrões governamentais. clínicos ou epidemiológicos bem desenhados. Categoria II: são medidas sugeridas para implementação e são suportadas por estudos clínicos ou epidemiológicos indicativos e com uma razão teórica.

na IB área da incisão. II realizar controle pela albumina Anti-sepsia das mãos e antebraços de toda equipe cirúrgica Antibiótico profilático Selecionar antimicrobiano profilático baseado no agente mais comum IA para o procedimento específico Para cesárea administrar imediatamente após o clampeamento do cordão. se a operação for em obesos mórbidos Não usar vancomicina como profilaxia de rotina IB . com o uso de tricotomizador.Profª Glenda Agra Se for necessário realizar a tricotomia. Idealmente 30 minutos antes Não estender a profilaxia no pós-operatório IB Considerar doses adicionais no intra-operatório: se a cirurgia se IB estender mais que a meia vida estimada do antibiótico. em possíveis novas incisões e na inserção de drenos Considerar postergar a cirurgia em caso de desnutrição severa. faze-la imediatamente antes da IA cirurgia. Administrar antibiótico intravenoso. se houver grande perda de sangue. nesses casos associar antibiótico via oral Administrar antibiótico antes da cirurgia para que haja concentração IA adequada de antibióticos no momento da incisão da pele. PVPI IB Aplicar anti-séptico em círculos concêntricos de dentro para fora. exceto nos casos de cirurgia IA coloretal. Controle glicêmico adequado: manter glicemia do intraoperatório  IB 200 Recomendar parar de fumar no mínimo 30 dias antes do IB procedimento Prescrever banho pré-operatório com anti-séptico na noite anterior e IB na manhã da cirurgia Lavar e limpar a pele ao redor da incisão para remover contaminação IB grosseira antes de aplicar solução anti-séptica Usar anti-séptico adequado para preparo da pele: clorohexidine.

para limpeza. profissionais e pacientes Quando sujeira visível ou contaminação com sangue ou fluidos IB corporais nos equipamentos durante a cirurgia. antes da próxima cirurgia Realizar limpeza terminal na sala cirúrgica após a última cirurgia com IB desinfetante registrado no órgão competente Não realizar de rotina coleta e amostras ambientais da sala cirúrgica.Profª Glenda Agra Administrar antibiótico o mais próximo possível da indução II anestésica Cuidados intra-operatório Sala cirúrgica Não realizar limpeza ou desinfecção especial após cirurgias IA contaminadas ou infectadas Não usar tapetes na entrada da sala cirúrgica com objetivo de IA controlar infecção Manter pressão positiva da ventilação da sala cirúrgica em relação ao IB corredor e áreas adjacentes Manter no mínimo 15 trocas de ar por hora sendo pelo menos 3 trocas IB com renovação Filtrar todo ar com filtros apropriados e aprovados pelo órgão IB competente Introduzir todo ar pelo teto e a exaustão pelo chão IB Manter as portas das salas fechadas exceto para passagem de IB equipamentos. IB colher esse tipo de material apenas quando indicado como parte de uma investigação epidemiológica Esterilizar todos os instrumentos cirúrgicos de acordo com as IB recomendações da CCIH Utilizar esterilização Flash para materiais que precisem ser IB esterilizados com urgência Não utilizar esterilização Flash para materiais que precisem ser IB esterilizados com urgência . usar desinfetante registrado no órgão competente.

IB minimizar tecidos desvitalizados e corpos estranhos. IB contaminada e ou permeada de sangue ou outros materiais potencialmente infecciosos Usar máscara cirúrgica que cubra completamente a boca e o nariz IB quando entrar na sala cirúrgica se o material estéril estiver exposto ou a cirurgia já tiver começado. Colocar o IB dreno em uma incisão separada e remover assim que possível Cuidados pós-operatórios com a incisão Manter a incisão fechada com curativo estéril pelas primeiras 24-48 IA horas. manter hemostasia efetiva.Profª Glenda Agra Não utilizar esterilização Flash rotineiramente por conveniência ou IB para poupar tempo Curativos e campos cirúrgicos Não usar propé com intuito de prevenir infecção IA Trocar a paramentação quando visivelmente molhada. erradicar espaço morto no sítio cirúrgico. usar dreno fechado de sucção. suja. Postergar o fechamento primário ou deixar a incisão aberta para IB fechamento por segunda intenção se o campo cirúrgico for severamente contaminado Se o dreno for necessário. quando risco de contaminação II para profissional for previsto Anestesia Toda a equipe anestésica deve seguir as recomendações para controle IA de infecção durante a cirurgia Técnica cirúrgica Manipular os tecidos delicadamente. Manter o curativo seco e não remover durante o banho . Usar máscara durante todo o procedimento Toda a equipe cirúrgica deve usar luva estéril que deve ser colocada IB após o avental estéril O avental e campo cirúrgico devem ser de material impermeável IB Usar propé que cubra o pé e tornozelo.

A melhor conduta é abrir a cicatriz e tratar por via sistêmica quando os sinais locais de inflamação são exuberantes ou o paciente possui sintomas e sinais sistêmicos. indireta IB ou uma combinação das duas durante a internação. a terapêutica mais importante é a abertura da cicatriz retirada do material infectado e curativo contínuos até a cicatrização por 2ª intenção. Utilizar um sistema de vigilância pós-alta que seja compatível com os recursos e atenda a necessidade de obtenção de dados Para os pacientes que realizaram cirurgias que foram escolhidos para IB vigilância. Estudos com abscessos subcutâneos não identificaram benefícios quando a antibioticoterapia foi usada junto com a drenagem. as taxas de ISC para cada IB membro da equipe cirúrgica. alguns sintomas que sugerem estas patologias são: dor desproporcional aos achados do . Infecções potencialmente graves podem aparecer precocemente no pós-operatório.Profª Glenda Agra Lavar a mão com anti-séptico antes de manipular o curativo ou sítio IA cirúrgico Orientar o paciente e familiares como cuidar da cicatriz e identificar II sinais e sintomas de infecção e a quem e onde reportar esses achados Vigilância Epidemiológica Usar as definições do CDC para identificar ISC IB Para busca de casos utilizar a observação prospectiva direta. Apesar da maioria dos pacientes receber antibióticos no início do diagnóstico de ISC. Tratamento Em ISC restrita aos tecidos moles. registrar todas as variáveis que podem estar envolvidas em um risco aumentado de ISC Após o final da cirurgia um membro da equipe cirúrgica deve definir IB o potencial de contaminação da cirurgia Periodicamente. esta prática tem pouco suporte em evidências científicas. O formato e a freqüência serão determinados pelo volume cirúrgico e os objetos locais. calcular as taxas de ISC por procedimento específico IB estratificadas pelas variáveis que são preditivas de risco para ISC Reportar. apropriadamente estratificadas.

amolecimento da pele. este quadro pode ser causado por uma flora polimicrobiana composta por Escherichia coli.. Gangrena gasosa: causada por Clostridium perfringens Clostrium septicum. Síndrome do choque tóxico: é uma infecção causada pela toxina do S. no entanto um quadro clínico semelhante pode ser causado por Vibrio vulnificus ou Aeromonas hydrophilia. rápida progressão e presença de ar em subcutâneo. áreas de parestesia e anestesia.Profª Glenda Agra exame físico. bolhas violáceas. sendo semelhante a fasciite necrosante. edema e friável a manipulação. O tratamento é realizado com antibiótico com atividade anti-estafilocócica e terapia de suporte. O quadro clínico costuma ter evolução rápida com poucos sinais locais. que evolui com necrose progressiva da pele podendo surgir lesões bolhosas e áreas de gangrena. O tratamento dessas duas síndromes é feito com debridamento cirúrgico e antibiótico sistêmico. . o quadro clínico é semelhante à fasciite necrosante podendo ser diferenciado desta. Clostrium hystoliticum ou Clostridium novyi. Fasciite necrosante: esta é uma infecção rara. Citrobacter freundii. queda do estado geral. Serratia marcescens e Enterobacter sp. O quadro clínico é de início rápido no pós-operatório com febre. hemorragia cutânea. porém grave. O diagnóstico é confirmado com achados do intraoperatório. a infecção se estende a planos mais profundos podendo envolver fáscia e tecido subcutâneo. Mais freqüentemente em pós-operatório. O debridamento deve ser realizado conforme avaliação clínica. Proteus sp. rash cutâneo. no qual o tecido subcutâneo apresenta-se acinzentado e a fáscia do músculo com estrias. O agente mais freqüente é o Streptococcus beta hemolítico do grupo A. geralmente monobacteriana. clindamicina e penicilina. pela rotina de Gram do tecido. aureus que age como superantígeno provocando uma proliferação massiva de linfócitos T e produção de citocinas com IL1 e TNF.

5 g/100 ml) e da desidrognase lática ( DHL inferior a 200UI/100 ml) e existem poucas células no líquido pleural. Os exsudatos desenvolvem-se a partir das alterações na permeabilidade capilar ou na drenagem linfática. do diagnóstico diferencial e da necessidade de futuras investigações. bem como as características radiológicas e bioquímicas do derrame. insuficiência renal e estados de hipoproteinemia.Profª Glenda Agra ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NOS PÉRÍODOS DA CIRURGIA: PRÉOPERATÓRIO E PÓS-OPERATÓRIO CIRURGIAS DO APRELHO RESPIRATÓRIO: DERRAME PLEURAL Definição O derrame pleural é o acúmulo anormal de liquido na cavidade pleural. Os transudatos ocorrem por aumento da pressão hidrostática nos capilares ou por diminuição na pressão coloidosmótica.0g/100ml) e DHL (> 200 UI/100ml) e maior quantidade de células no líquido. que é o espaço virtual entre as pleuras visceral e parietal. Principais sintomas associados ao derrame pleural . A partir da constatação da presença do derrame pleural. com conseqüente alteração da permeabilidade pleural e formação do derrame. A diferenciação clínica. por ser o ponto de partida no esclarecimento do mecanismo fisiopatológico da doença. Ocorre em conseqüência de doenças extrapleurais. Caracteriza-se pó taxas elevadas de proteínas ( > 3. bioquímica entre transudatos e exsudatos é o primeiro passo a ser analisado na presença de um derrame pleural. sendo na maioria das vezes por ICC. principalmente. radiológica e. Ficam caracterizados quando são baixas as taxas de proteínas ( geralmente inferior a 2. devendo estes valores ser comparados com as respectivas concentrações séricas. são importantes os aspectos clínicos e semiológicos. São secundários a doneças que comprometem direta ou indiretamente o mesotélio. as quais deslizam uma sobre a outra. separadas por uma fina película de líquido.

pode estar presente na ausculta de atrito pleural. . com retificação de sua porção medial. em seu limite com o parênquima pulmonar. Percussão: macicez ou maciez sobre a região onde há maior acúmulo de líquido. Nas fases de pleuite e pouca quantidade de líquido pleural. no limite superior do derrame pleural. Obliteração do seio costofrênico – a partir de volumes que variam de 175 a 500 ml em adultos. Os principais achados do exame físico relacionados à presença de derrame pleural são: Palpação: redução ou ausência do FTV. Principais sinais associados ao derrame pleural Abaulamento do hemitórax acometido e de seus espaços intercostais. Elevação e alteração da forma do diafragma.Profª Glenda Agra Dor torácica. no início do processo. Apresentação radiológica do derrame pleural RX de tórax normal: derrames de pequeno volume não são identificados no RX de tórax em PA. redução da expansibilidade torácica. MV pode estar aumentado. ou em sua fase de redução. desvio do ictus cardíaco e da traquéia. Ausculta pulmonar: redução ou abolição do MV sobre a região onde há presença de líquido. tosse e dispnéia.

Empiema pleural È caracterizado pela presença de pus na cavidade pleural. ressecções pulmonares. doença metastática pleural. pequenos procedimentos (ex: toracocentese). abscesso pulmonar. O derrame pleural pode ser identificado mais precocemente no RX de perfil. associado ao pneumotórax espontâneo. seqüestro broncopulmonar. uso de drogas endovenosas. fístula artério-venosa. ducto arterioso patente. abscesso subfrênico. . lesões de aorta durante arterioragrafias. Principais causas: trauma torácico aberto ou fechado. rupturas vasculares: aneurisma de aorta torácica. traumatismo torácico com perfuração. pielonefrite. perfuração esofagiana. após biópsia ou aspirado pulmonar transcutâneo. perfuração de veias centrais durante a instalação de cateteres. iatrogênico. abscesso dentário. hemotórax catamenial ( associado à endometriose pleural ou pélvica com comunicação das cavidades pleural e peritoneal por defeitos no diafragma). cirurgia esofagiana. embolia pulmonar séptica. outras causas de empiema pleural são descritas: Pneumonia bacteriana. telangectasia hemorrágica (síndrome de Osler-RenduWeber). artrite reumatóide. complicação de anti-coagualção na embolia pulmonar. constituindo-se na progressão do derrame parapneumônico complicado. Hemotórax Presença de sangue na cavidade pleural. Entretanto. pós-operatório. mediastinite. coagulopatias: hemofilia e trombocitopenia. Na maioria das vezes está associado a uma pneumonia bacteriana subjacente.Profª Glenda Agra Opacificação progressiva das porções inferiores dos campos pleuropulmonares com a forma de uma parábola com a concavidade voltada para cima. após toracocentese ou biópsia pleural. com a obliteração do seio costofrênico posterior e desaparecimento da cúpula diafragmática correspondente ao hemitórax em que há o derrame.

Pneumotórax É a presença de ar na cavidade pleural. fraturas de múltiplos arcos costais. que podem requerer tamanhos específicos. a qual diminui o risco de empiema ( o sangue funciona como meio de cultura) e o risco de fibrotórax . aumento da sonoridade à percussão. Se o sangramento for decorrente de lacerações na pleura. quando sob ventilação mecânica. Nos casos de traumas torácicos. Normalmente classificado em espontâneo (roturas de bolhas pulmonares em DPOC) e provocado (iatrogênicos e traumáticos). como tamponamento pericárdio. fraturas de costelas com lesão pleural. taquicardia. colapsando-o. uma avaliação sistemática e detalhada deve ser feita na busca de lesões associadas. quando o pneumotórax tem proporções maiores ou há lesão do parênquima pulmonar e insuficiência respiratória. a expansão pulmonar após a drenagem pode tampona-lo. hipoxemia. A drenagem torácica permite a monitorização do volume de sangramento e se este se apresentar maior que 200ml/hora. A traquéia desvia para olado oposto. ausência de movimentos respiratórios e murmúrio vesicular no lado comprometido. contusão pulmonar. broncoscopia. Se a evolução do pneumotórax for hipertensão intrapleural (pneumotórax hipertensivo geralmente visto em ventilação mecânica com PEEP) haverá desvio mediastinal. biópsia pleural etc. preconiza-se a colocação de 1 agulha grossa no 2º espaço intercosta anterior. distensão jugular. Este fato faz com que desapareça a pressão negativa normal entre pleurais. hipotensão. lesão de grandes vasos. Quando o pneumotórax é pequeno. toracocentese. etc. geralmente há a reabsorção do ar pelo sistema de circulação pleural. expandindo-o novamente. que deve ser precoce. As causas principais dos iatrogênicos incluem acesso venoso central. a indicação de toracotomia deve ser considerada. alteração hemodinâmca importante por diminuição do retorno venoso e do DC. linha médio-clavicular para alívio momentâneo. . reanimação PCR. Traumas torácicos perfurantes. Nesses casos (emergência). deve-se realizar drenagem torácica. sem sinais de redução de volume drenado. juntam-se ao trauma iatrogênico. Os iatrogênicos e traumáticos. . na maioria das vezes necessitam de drenagem pleural. impedindo o pulmão de se expandir.Profª Glenda Agra Abordagem terapêutica do hemotórax O manejo inicial do hemotórax é a drenagem torácica fechada. No entanto.

A toracocentese é realizada nos pacientes com vários problemas clínicos. punção do ducto (acidente em punção de veia subclávia esquerda). O acúmulo do líquido pleural pode ocorrer em alguns distúrbios. A toracocentese é a aspiração do líquido pleural para fins diagnósticos ou terapêuticos. a toracocentese pode ser utilizada para: Remoção de líquido e ar presentes na cavidade pleural. Ações de enfermagem . Instilação da medicação dentro do espaço pleural. Contra-indicações: Alterações importantes da coagulação. Enquanto procedimento diagnóstico ou terapêutico. na maioria das vezes. porém cerca de 50% necessitam de cuidados cirúrgicos.Profª Glenda Agra Quilotórax A presença de quilotórax é mais rara e deve-se. invasão neoplásica. Quando grandes. à lesão cirúrgica. Uma amostra desse líquido pode ser obtida por toracocentese ou por dreno de toracomotomia. estes derrames têm indicação de drenagem. Biópsia pleural. Aspiração de líquido pleural para análise.TORACOCENTESE Uma fina camada de líquido pleural normalmente permanece no espaço pleural. 1.

se incapaz de permanecer em posição sentada. Se possível. . 6. Após a pele ser limpa. posicionar o paciente ereto ou em uma das seguintes posições: sentado na borda do leito com os pés apoiados e os braços e a cabeça sobre um travesseiro apoiado na mesa auxiliar.Assegurar com antecedência de que a radiografia de tórax foi prescrita e realizada e o consentimento informado foi assinado. pelo imageamento com o ultra-som e pelos achados do exame físico. Escarranchado na cadeira com os braços e a cabeça repousando sobre o encosto (posição de cavalo). Se o líquido está na cavidade pleural. Também administrar o sedativo. 5.Avaliar o paciente quanto à alergia ao anestésico local que será utilizado.Expor todo o tórax. o local da toracocentese é determinado pelo RX de tórax. 7.O procedimento é realizado sob condições assépticas. O local para a aspiração é visualizado pela radiografia de tórax e percussão.Informar ao paciente sobre a natureza do procedimento e: a importância de manter-se imóvel as sensações de pressão que serão sentidas que nenhum desconforto está prescrito após o procedimento.Posicionar o paciente confortavelmente com apoios adequados.Apoiar e tranqüilizar o paciente durante o procedimento. com atenção para o local de macicez máxima à percussão. 2. Deitado sobre o lado não afetado com o leito elevado em ângulo de 30º ou 45º.Profª Glenda Agra 1. o médico utiliza uma agulha de pequeno calibre para injetar um anestésico local lentamente em direção ao espaço intercostal. 3. se prescrito. preparar o paciente para a sensação fria do germicida cutâneo e para a sensação de pressão decorrente da infiltração do agente anestésico local encorajar o paciente a reter a tosse. 4.

Registrar a quantidade total de líquido retirado com o procedimento e documentar a natureza do líquido. 9. Informar ao paciente que ele permanecerá em repouso no leito e a radiografia de tórax será realizada após a toracocentese. 10. muco espumoso. pulso rápido. e um pequeno curativo estéril é fixado no local. a sucção pode ser aplicada com a seringa.Após a agulha ser retirada.Profª Glenda Agra 8. 11.de 20 ml com uma válvula de 3 vias é conectada à agulha ( um terminal do adaptador está conectado à agulha e o outro a uma sonda que leva ao recipiente receptor do líquido que está sendo aspirado) Se uma quantidade considerável de líquido é retirada. a agulha é mantida no local sobre a parede do tórax com uma pequena pinça hemostática. 2. sanguinolento. Um recipiente de amostra com formalina pode ser necessário para a biópsia pleural. rigidez no tórax.O médico avança a agulha de toracocentese com uma seringa conectada. A remoção do pulmão direito é mais perigosa do que a do esquerdo. Ela também pode ser realizada para abscessos pulmonares. sua coloração e viscosidade. Quando o espaço pleural é alcançado. Se indicado. bronquiectasias ou tuberculose unilateral extensa. e sinais de hipoxemia. preparar amostras do líquido para avaliação laboratorial. 12. aplicar pressão sobre o local de punção. tosse incontrolada.Monitorizar o paciente em intervalos regulares quanto ao aumento da freqüência respiratória: assimetria no movimento respiratório. . porque o pulmão direito tem um maior leito vascular e sua remoção impões uma maior comprometimento fisiológico. tonteira.PNEUMONECTOMIA A remoção de um pulmão inteiro é realizada principalmente para o câncer quando a lesão não pode ser removida por um procedimento menos extensivo.

pode ser realizada para o carcinoma broncogênico. por vezes. apenas um cateter é necessário. os lobos remanescentes do pulmão são expandidos. . é feita.LOBECTOMIA Quando a patologia está limitada a uma área do pulmão. sua exata posição depende do lobo a ser ressecado.Profª Glenda Agra Uma incisão de toracotomia póstero-lateral. O brônquio principal é dividido e o pulmão removido. a lobectomia ( remoção de um lobo do pulmão) é realizada. 3. não são utilizados drenos porque a acumulação de líquido no hemitórax vazio evita o desvio do mediastino. dois cateteres torácicos são inseridos para drenagem. O coto bronquial é fechado e. Após o lobo ser removido. Quando o espaço pleural é alcançado. com ressecção de uma costela. que é mais comum do que a pneumonectomia. O cirurgião realiza uma incisão de toracotomia. sendo os vasos lobares e os brônquios ligados e divididos. geralmente. o inferior é para drenagem de líquido. bronquiectasia e infecções fúngicas. ou antero-lateral. O dreno superior é para remoção de ar. para o enfisema gigante. A artéria pulmonar e as veias pulmonares são ligadas e desviadas. A lobectomia. O dreno de tórax é conectado a um dispositivo de drenagem torácica por vários dias. tumores benignos. Por vezes. o pulmão envolvido colapsa. Geralmente. tumores malignos metastáticos.

Profª Glenda Agra .

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cirurgiatoracica. quando o paciente exala. os drenos de tórax e o sistema de drenagem fechada são utilizados para reexpandir o pulmão comprometido e para remover o excesso de ar. A água na segunda câmara atua como um selo e permite ao ar e ao líquido drenar do tórax para dentro da primeira câmara. Os sistemas de drenagem de tórax também são utilizados no pneumotórax espontâneo e no trauma resultante em pneumotórax.Profª Glenda Agra REFEREÊNCIAS DAS ILUSTRAÇÕES: http://www. O nível de água flutua conforme o paciente respira. é conectado ao sistema de drenagem. Sistemas: O dreno de tórax. . movendo-se para cima quando o paciente inala e. para baixo. líquido e sangue. A drenagem acumula-se na primeira câmara e o ar sai através da segunda câmara.org 3. utilizando uma valva de via única.DRENAGEM PLEURAL Uma intervenção fundamental para melhoramento da troca gasosa e da respiração no período pós-operatório é o tratamento adequado da drenagem de tórax e do sistema de drenagem de tórax. porém o ar não pode retornar para dentro do tórax. ou cateter. Após a cirurgia torácica.

o sistema de drenagem deve ser aberto para a atmosfera de modo que o ar intrapleural possa escapar do sistema. sistema de dois frascos e sistema de três frascos. assegure-se de que o corpo do paciente não comprime o dreno. 2. . Encoraje o paciente a mudar de posição freqüentemente. pela estabilização da pressão negativa na cavidade pleural. Ações de enfermagem Após muitos procedimentos intratorácicos. O sistema remove os líquidos e os gases provenientes do espaço pleural ou da cavidade torácica e do espaço mediastinal. Esses cateteres são então conectados a um sistema de drenagem. O sistema consiste em um ou mais cateteres mantidos no espaço pleural pela sutura à parede torácica. Os analgésicos podem ser necessários para aliviar a dor. Isso pode ser feito pela desconexão do dreno do terminal de aspiração para proporcionar a ventilação. facilita a reexpansão do pulmão e restaura a função cardiorrespiratória normal após a cirurgia. conforme necessário. Quando o paciente está na posição lateral. ordenhe o dreno na direção do frasco de drenagem.Delicadamente.Realizar com o braço e o ombro do lado afetado do paciente os exercícios de amplitude de movimento várias vezes ao dia.Profª Glenda Agra Existem 3 tipos de sistemas: sistema de frasco único. é necessário um sistema de drenagem pleural.Assegure-se de que o equipo de drenagem não racha nem dobra ou interfere com os movimentos do paciente. OBS: Quando o vácuo de parede é desligado.Encorajar o paciente a assumir a posição de conforto com bom alinhamento corporal. trauma ou distúrbios clínicos. 1. 3. 4.

solicite uma prescrição para analgesia controlada pelo paciente. ou o vácuo de parede. posicione o sistema de drenagem abaixo do nível do tórax. Se necessário. corte fora as pontas contaminadas do dreno de tórax e do equipo. Então. sintomas de hemorragia ou alterações significativas nos sinais vitais. Proporcione analgesia adequada. Também ensine ao paciente como realizar a espirometria de incentivo. enfisema subcutâneo. 10.Se o paciente está deitado sobre uma maca e deve ser transportado para uma outra área.Observe e imediatamente relate a respiração rápida. 7. 9. insira um conector estéril nas extremidades cortadas e reconecte o sistema de drenagem. Notifique o médico imediatamente do borbulhamento excessivo no frasco de selo d’água que não seja devido a extravasamentos externos. o dreno de tórax é fechado e rapidamente removido. Se o equipo se desconecta.Profª Glenda Agra 5.Encoraje o paciente a respirar profundamente e a tossir a intervalos freqüentes.Observe quanto aos extravasamentos de ar no sistema de drenagem: eles são indicados pelo constante borbulhamento no frasco de selo d’água ou pelo detector de saída de ar.Quando ajuda na retirada do dreno de tórax. superficial. instrua o paciente a realizar suavemente a manobra de Valsalva ou a respirar silenciosamente. Observação: As flutuações de líquido no frasco de selo d’água ou a saída de ar na área indicadora irão parar quando: o pulmão se reexpandir o tubo estiver obstruído por fibrina ou coágulo sanguíneo ou dobrado dreno situa-se abaixo do resto do equipo aspirador. Não feche o dreno de tórax durante o transporte. Simultamente. pressão no tórax. uma gaze pequena é colocada. fazendo um . Também avalie o sistema de dreno de tórax quanto a extravasamentos externos corrigíveis. cianose.Assegure-se de que existe uma flutuação no nível do líquido no frasco de selo d’água ou na saída de ar na área indicadora. não está trabalhando adequadamente. 8. 6.

dos eletrólitos séricos. No pós-operatório imediato.Profª Glenda Agra lacre contra o ar com uma gaze 4 x 4 vaselinada e completamente vedada com esparadrapo impermeável. A diminuição da VEF a partir da linha básica indica diminuição na força respiratória. isso é obtido pela mensuração dos sinais vitais. A oximetria de pulso é utilizada para monitorização contínua da adequação da oxigenação. A troca gasosa é determinada pela avaliação da oxigenação e da ventilação. uma linha arterial pode ser mantida para ajudar a monitorização freqüente dos gases sanguíneos. colocando o paciente em risco de falência respiratória. então. As arritmias podem acontecer em qualquer momento. conforme a condição do paciente se estabiliza. A incidência de arritmias aumenta nos pacientes maiores de 50 anos de idade e naqueles que se submeteram a pneumonectomia ou cirurgia esofagiana. no mínimo a cada 15 minutos nas primeiras 1 a 2 horas. da hemoglobina e dos valores do hematócrito e da pressão arterial. as mensurações da gasometria sanguínea podem ajudar na determinação da terapia adequada. A VEF é o volume de ar que o paciente pode expelir forçadamente no primeiro segundo. porém freqüentemente são observadas entre o segundo e o sexto dias pós-operatórios. É importante monitorizar a frequência e o ritmo cardíaco pela ausculta e pelo eletrocardiograma porque grandes episódios de arritmias são comuns após a cirurgia cardíaca e torácica. em média. Também é comum a sua prática em pacientes que tenham a linha arterial . a freqüência pela qual os gases arteriais pós-operatórios são verificados depende de o paciente estar mecanicamente ventilado ou apresentar sinais de angústia respiratória. O caráter e a profundidade das respirações e a coloração do paciente servem como critérios importantes na avaliação sobre a expansibilidade adequada dos pulmões. para estabelecer uma linha de parâmetro que avalie a adequação da oxigenação e ventilação e a possível retenção de CO2.6 l/s. A pressão venosa central pode ser monitorizada para detectar precocemente sinais de distúrbios do volume de líquido. no período pós-operatório. Os pacientes submetidos à cirurgia torácica vivenciam . a partir da linha básica de 0. menos freqüentemente. uma redução no VEF. No período pós-operatório imediato. Isso resulta em volumes correntes diminuídos. É importante coletar sangue para mensuração da gasometria arterial precocemente.

As técnicas de respiração. que foram ensinadas antes da cirurgia devem ser praticadas pelo paciente a cada 2 horas para expandir os alvéolos e prevenir a atelectasia. Espirometria de incentivo: Assegurar que o volume de ar inalado é aumentado gradualmente. Outra técnica para melhorar a ventilação é a terapia de inspiração máxima sustentada ou espirometria de incentivo. relaxa e exala. tais como respiração diafragmática e a respiração com lábios semicerrados. Essa técnica otimiza a inflação pulmonar. O posicionamento também melhora a respiração. O paciente realiza uma respiração profunda através de um bucal. de modo que o líquido no espaço pleural permaneça abaixo do nível do coto bronquial e o outro pulmão possa se expandir plenamente. a cebeceira do leito é elevada a 30 a 40º durante o período pós-operatório imediato. A posição do paciente é mudada de horizontal para semi-ereta tão cedo quanto possível. Isso facilita a ventilação. à medida que o paciente inspira mais profundamente. o lado que foi operado deve ficar mais baixo. Após a pneumonectomia. A enfermeira deve consultar o cirurgião sobre o posicionamento do paciente. pára no pico da inflação pulmonar e. promove a drenagem de tórax do dreno de tórax inferior e ajuda o ar residual a subir para a parte superior do espaço pleural. melhora o mecanismo da tosse e permite uma avaliação precoce das alterações agudas pulmonares. Quando o paciente está orientado e a pressão sanguínea está estabilizada.Profª Glenda Agra instalada para obtenção de sangue para as verificações da gasometria arterial e para monitorizar a pressão sanguínea intensivamente. Cuidados de enfermagem com o sistema de drenagem torácica . A monitorização hemodinâmica pode ser utilizada para avaliar a estabilidade hemodinâmica. onde pode ser removido através do dreno de tórax superior. então. pois a permanência em uma posição tende a promover a retenção das secreções na parte mais baixa dos pulmões.

11. para evitar entrada de ar.Profª Glenda Agra 1.No sistema de aspiração contínua deve haver borbulhamento no frasco redutor.O curativo de incisão do dreno deve ser oclusivo para evitar a entrada de ar pela ferida operatória.Fazer anotações de enfermagem sobre volume.Observar continuamente se os intermediários longos dentro dos frascos permanecem em selo d’água (mergulhados). 7. a enfermagem deve providenciar material de curativo. rapidamente. a enfermagem deverá observar o paciente quanto a: dores torácicas. Observar e anotar presença de secreções neste local. 2. 8. evitando-se a instalação de pneumotórax ( retorno de ar ao espaço pleural.Os frascos deverão permanecer abaixo do nível do tórax.Ordenhar periodicamente o dreno. 5.Ao trocar os frascos de drenagem ou transportar o paciente. fazer pinçamento duplo do dreno torácico. 3. 12. evitando sua obstrução por coágulos.Durante a permanência do dreno.Observar periodicamente o perfeito funcionamento do sistema.Evitar a entrada de ar no sistema.Na retirada de dreno de tórax deve-se observar: . colapsando o pulmão). verificando bem as conexões e rosqueamento das trompas. 6. 4. com tiras largas de esparadrapo.Para retirar o dreno. 10. e verificar constantemente a drenagem. dificuldade respiratória. fazer curativo compressivo. 9. aspecto do líquido drenado e funcionamento dos sistema. Após a retirada. hipertermia etc.

sonda nasogástrica grossa. NOTAS: *Manobras descritas no item 12 referem-se a pacientes lúcidos. em ventilação espontânea. *retirada do dreno lateral ( os cuidados devem ser maiores) – preparar uma placa de esparadrapo com gaze. observar se o paciente apresenta insuficiência respiratória. material de curativo. *Se o momento do nó. necessitando. desconectar o respirador ao final da inspiração. de luva estéril. com ajuda da enfermagem. em ventilação mecânica. evitando-se qualquer entrada de ar e conseqüente pneumotórax. colaborativos. *se o dreno é mediano ou lateral. pois contaminação. retirar o dreno e fixar o ponto da bailarina para ocluir o orifício do dreno. *somente aspirar o dreno. *após a retirada do dreno. em seguida soltar o segundo fio. anti-sépticos e aspirador (vácuo de parede ou portátil). *retirada do dreno mediano (sem abertura de pleuras) – pede-se ao paciente que segure a respiração. portanto. o fio bailarina romper-se. *Quando houver coágulo e o dreno for mediano (sem rompimento da pleura) o mesmo poderá ou não ser aspirado: *opção de retirar o dreno aspirando ao mesmo tempo. aplicar imediatamente a placa de esparadrapo com gaze sobre o orifício. pedir ao paciente para inspirar profundamente e prender a respiração.Profª Glenda Agra *se já foi ordenhado o suficiente. quando realizadas com pacientes comatosos. *simplesmente retirar o dreno. sedados ou anestesiados. *a manobra de aspiração deve ser executada pelo médico. cortar o fio que prende o dreno à pele. aplicar imediatamente a placa de esparadrapo com gaze sobre o orifício. . puxa-se o dreno e amarra-se fio para fechar o orifício de entrada. arritmias cardíacas e sangramentos podem ocorrer. retirar o dreno no final da inspiração.

Quando o vácuo no sistema torna-se maior do que a profundidade até a qual o tubo está submerso. Quando o líquido pleural se acumula. A quantidade de aspiração é determinada pela profundidade até a qual a ponta do tubo de vidro para ventilação está submersa. .Sistema de Frasco Único: A extremidade final do dreno de tórax proveniente do tórax do paciente fica submersa na água. MECANISMO DO SISTEMA COLETOR DE DRENAGEM TORÁCICA INDICAÇÕES Os sistemas coletores de drenagem pleural ou mediastinal são empregados em cirurgias torácicas ou cardíacas e destinam-se à evacuação de conteúdo líquido e/ou gasoso da cavidade torácica. O motor de aspiração mecânica ou o vácuo de parede. o que implica que o sistema está funcionando adequadamente. torna-se progressivamente mais difícil para o ar e o líquido sair do tórax. exceto pelo acréscimo de um terceiro frasco para controlar a quantidade de aspiração aplicada. o sistema de selo d’água não é afetado pelo volume de drenagem. o ar externo é aspirado para dentro do sistema. Conforme o nível de líquido no frasco aumenta. a aspiração pode ser aceitada.Profª Glenda Agra *o volume e aspecto da drenagem devem ser anotados. 2. 3.Sistema de dois frascos: O sistema de 2 frascos consiste na mesma câmara de selo d’água mais um frasco para a coleta de líquido. Assim. Isso resulta em um borbulhamento constante no frasco do vacuômetro ( ou regulador de pressão). o que permite a drenagem de ar e líquido proveniente do espaço pleural. A drenagem depende da força da gravidade ou da quantidade de aspiração acrescida ao sistema.Sistema de 3 frascos: É semelhante ao sistema de 2 frascos. A quantidade de aspiração no sistema é controlada pelo vacuômetro. cria e mantém uma pressão negativa ao longo de todo o sistema de drenagem fechada. SISTEMAS COMERCIAIS 1.

que é negativa em relação à atmosférica. Somente o correto rosqueamento possibilitará a vedação adequada quando for necessária a aspiração contínua. evitando a entrada de ar na cavidade torácica (pneumotórax aberto). Os sistemas de frasco coletor único são os mais comumente empregados. PREPARO DO MULTI-CONECTOR CÔNICO . PREPARO DO SISTEMA COLETOR A tampa do sistema deve ser rosqueada ao frasco coletor de modo correto e firme. conforme a capacidade do reservatório. PREPARO DO FRASCO COLETOR Verificar a capacidade do frasco coletor escolhido e colocar solução fisiológica ou água destilada estéril no frasco coletor. de modo a atingir a marca do nível líquido mínimo obrigatório.Profª Glenda Agra DESCRIÇÃO Os sistemas coletores de drenagem pleural utilizam o princípio da sinfonagem para manter em equilíbrio a pressão intrapleural ou intrapericárdia. devido AP seu baixo custo e fácil manuseio.

deve-se previamente preparar o dreno torácico e o multi-conector cônico para a conexão. unindo-o com o muti-conector cônico. Marcar na etiqueta do frasco coletor o nível líquido. 2º Preparar o dreno torácico para a conexão cortando-o transversalmente na extremidade chanfrada distal. REVISÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM Rever se a extremidade do tubo no interior do frasco ficou submersa cerca de 2 cm abaixo do nível líquido mínimo obrigatório. com isto otimiza-se o diâmetro interno da conexão evitando estreitamentos. Entretanto. 1º Instalar cirurgicamente o dreno torácico na cavidade pleural ou no mediastino. 4º Cortar o multi-conector cônico no maior diâmetro que possibilite conexão firme com o diâmetro interno do dreno torácico.Profª Glenda Agra O multi-conector cônico permite a conexão da mangueira do sistema com drenos torácicos de diversos diâmetros. FAIXA ADESIVA DE FIXAÇÃO . 3º Verificar o diâmetro interno do dreno torácico. 5º Conectar firmemente o dreno torácico. a data e a hora da instalação do frasco coletor. 6º A conexão entre o dreno torácico e a mangueira do sistema de drenagem poderá ser reforçada com fita adesiva. de modo a evitar desconexão por arrancamento. Verificar se existe oscilação ou borbulhamento no nível líquido.

Desta forma. se previne o doloroso deslocamento ou arrancamento do dreno torácico.Profª Glenda Agra A faixa adesiva de fixação é de extrema importância para o conforto do paciente e deverá ser fixada no flanco do paciente. deverá ser trocado diariamente ou quantas vezes forem necessárias. ORDENHA As manobras de ordenha são empregadas sob supervisão médica ou da enfermagem quando ocorrer obstrução por coágulos do sistema. em torno do dreno torácico. . Também se deve verificar se está ocorrendo vazamento aéreo em torno do dreno torácico devido à folga no(s) cirúrgico(s). CURATIVOS A limpeza da ferida cirúrgica deverá ser realizada com solução anti-séptica e o curativo da pele. deve-se observar se ocorreu arrancamento parcial do dreno torácico com deslocamento do(s) ponto(s) cirúrgico(s). VERIFICAÇÃO DO(S) PONTO(S) CIRÚRGICO(S) Ao verificar as condições do(s) ponto(s) cirúrgico(s) e da fixação do dreno torácico durante o curativo. Ela evita que as trações da mangueira do sistema sejam transmitidas ao(s) ponto(s) de fixação cirúrgica do dreno torácico com a pele. Utilizar pinça de ordenha ou ordenhar com a mão a mangueira de drenagem e o dreno torácico de modo a remover possíveis obstruções.

o que poderá provocar pneumotórax hipertensivo ou enfisema de subcutâneo. a mangueira do sistema deverá ser mantida quase esticada. . evita-se a formação de sifões por coleção de líquido na própria mangueira. Em caso de ruptura do frasco coletor deve-se fechar a mangueira do sistema e rapidamente substituir por outro íntegro. PNEUMOTÓRAX ABERTO O pneumotórax aberto com suas repercussões clínicas de insuficiência respiratória ocorrerá em caso de desconexão do sistema.Profª Glenda Agra ADVERTÊNCIAS Alguns cuidados devem ser tomados de modo a evitar obstrução da mangueira do sistema por torção ou angulação excessiva. Evitar o clampeamento prolongado da mangueira do sistema principalmente quando houver escape aéreo (borbulhamento). nunca tampe o suspiro do frasco coletor. ou se o frasco coletor estiver sem o nível líquido mínimo obrigatório. Também nunca deixe virar ou tombar o frasco coletor. Portanto. Para evitar o refluxo de líquido para a cavidade torácica não se deve elevar o frasco coletor acima do nível da cintura. Pelo mesmo motivo. sem curvas. desta forma.

em caso de desconexão acidental ou sangramento. Orientar que não se deve elevar o frasco coletor acima do nível da cintura. PRECAUÇÕES MÉDICAS A reexpansão rápida do pulmão colabado deve ser evitada. INSTRUÇÕES AO PACIENTE A instrução sobre o funcionamento do sistema ao paciente ou aos seus cuidadores é de responsabilidade da Equipe médica e de enfermagem. As instruções devem incluir noções e cuidados para se obter um perfeita sinfonagem do sistema no paciente acamado. DEAMBULAÇÃO O paciente deverá deambular normalmente. dor. sem formar sinuosidades acentuadas. Avisar imediatamente ao médico. A evacuação rápida do líquido pleural (pneumotórax. Evitar as adaptações que podem ocorrer quando se utilizam dispositivos de diversos fabricantes. na deambulação e no transporte.Profª Glenda Agra Verificar as conexões de todo o sistema de modo a não permitir vazamentos de líquido ou entrada de ar. Também. Não é recomendável perfurar o dreno torácico ou a mangueira do sistema para colher secreções. o que provocar desconexões. deve-se orientar que o paciente não deite em cima da mangueira de drenagem a fim de não obstruí-la. para evitar o refluxo de líquidos do frasco coletor para a cavidade torácica. hidrotórax ou hemotórax) poderá provocar mal-estar. Orientar como manter a mangueira de drenagem quase esticada. Orientar como se devem evitar movimentos corpóreos bruscos de modo a não tracionar a mangueira de drenagem. dobras ou acotovelamentos. dispnéia e até edema pulmonar com grave repercussão sistêmica. caso não haja contra-indicações clínicas. deslocamento doloroso ou arrancamento do dreno torácico. .

Manter sempre o frasco coletor abaixo do nível da cintura. TRANSPORTE DO PACIENTE Não deixar formar curvas acentuadas. deste modo se evita que o líquido seja aspirado para o interior do tórax do paciente. Não pinçar o dreno torácico ao fazer Raio X. Na presença de fístula aérea. o dreno não deve ser pinçado durante o transporte em maca ou cadeira de rodas. dobras ou acotovelamentos na mangueira de drenagem. SISTEMA DE ASPIRAÇÃO CONTÍNUA A utilização de pressão negativa por aspiradores e pressão controlada auxilia na evacuação dos líquidos pleurais. EXAMES RADIOGRÁFICOS A radiografia de tórax e tomografia computadorizada de tórax são indicadas na avaliação do posicionamento do dreno torácico e da efetividade da drenagem pleural. . transporte ao centro cirúrgico ou nas ambulâncias.Profª Glenda Agra Para uma maior comodidade. o paciente deverá utilizar a alça de transporte. propiciando a reexpansão pulmonar.

sendo o seu valor estabelecido a critério médico. traqueostomizados. quanto mais mergulhado. BORBULHAMENTO EXCESSIVO O borbulhamento excessivo devido à fistula aérea de alto débito pode formar espuma em grande quantidade que transborda pelo suspiro do frasco coletor. nos pacientes neuropatas. com pressões máximas de 10 cm H2O. mas do quanto o respiro encontra-se mergulhado na água. . Recomenda-se para RN pressões negativas de 5 cm de H2O. portadores de doenças musculares. A aspiração contínua com pressão negativa controlada poderá ser instalada no sistema coletor de drenagem. Em crianças maiores e nos adultos recomenda-se a pressão negativa de 10 a 20 cm H2O. Este sistema de aspiração contínua serve para se guardar o nível de aspiração. o qual será dependente não da força do aspirador. Portanto. ou seja. pós-operatório imediato de cirurgia torácica etc. maior será a força de aspiração. A aspiração está formalmente indicada em pacientes que não conseguem aumentar a pressão pleural através da tosse. nos casos de fístula aérea brônquica devemos ponderar entre a vantagem de manutenção de uma pressão negativa constante e o inconveniente de maior “roubo” de ar pela fístula com sua possível manutenção aberta. Pressões negativas superiores a 25 cm H2O requerem atenção especial. paraplégicos.Profª Glenda Agra Por outro lado.

temos esquematicamente o mecanismo de drenagem pleural balanceada utilizado em pneumonectomias. SISTEMA DE DRENAGEM COM MÚLTIPLAS CÂMARAS Na figura abaixo temos um sistema de aspiração contínua acoplado ao sistema de drenagem pleural em que o primeiro frasco é usado exclusivamente como câmara coletora e o segundo frasco é usado como selo d´água. as mais usadas são: solução alcoólica a 50% ou adição de dimeticona. SISTEMA DE DRENAGEM PARA PNEUMONECTOMIA Na figura abaixo.Profª Glenda Agra Este fenômeno pode ser evitado colocando-se substância adstringente no líquido do frasco coletor. .

Pinçar a mangueira de drenagem por curto período de tempo. ou seja. para isto o novo frasco deverá já estar preparado. . somente pinçar o dreno torácico para uma rápida troca do frasco coletor. Verificar o estado da embalagem. quando o mesmo estiver repleto ou a critério médico. de modo a atingir a marca do nível líquido mínimo obrigatório. que vai ser desprezado. Preparar um novo frasco antes de abrir a tampa do frasco em uso. Adicionar. TROCA DOS FRASCOS COLETORES Utilizar luvas e seguir as normas da comissão de infecção hospitalar. A troca do frasco antigo pelo novo deverá ser rápida e precisa. 250 ml ou 500ml de solução fisiológica estéril ou água destilada estéril no novo frasco coletor. o produto e o prazo de validade.Profª Glenda Agra ROTINA PARA O MANUSEIO E TROCA DO REFIL A freqüência da troca do frasco coletor antigo por outro novo estéril deverá ser diária. de acordo com o volume do frasco. Abrir o novo frasco coletor de modo que o interior do mesmo permaneça estéril.

Usar a técnica asséptica na desconexão do dreno torácico que deverá estar pinçado para evitar pneumotórax aberto. Após a troca. TROCA DA MANGUEIRA DE DRENAGEM Com o passar do tempo. REVISÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM Rever se a extremidade do tubo no interior do frasco coletor ficou submersa cerca de 2 cm abaixo do nível líquido mínimo obrigatório. Abrir a pinça do dreno torácico após a troca. Conectar o novo frasco coletor fechando corretamente a tampa do frasco. Verificar e registrar se existe oscilação ou borbulhamento do nível líquido. CONTROLE DO VOLUME DRENADO Medir e anotar o volume e a cor do líquido drenado no frasco coletor de acordo com as orientações médicas. abrir a pinça da mangueira de drenagem. Abrir a tampa do frasco coletor antigo. o pinçamento prolongado do dreno torácico provocará aumento do pneumotórax podendo ocasionar insuficiência respiratória ou enfisema de subcutâneo.Profª Glenda Agra Em caso de fístula aérea (borbulhamento). dobras ou acotovelamentos na mangueira de drenagem. Não deixar formar curvas acentuadas. REAÇÕES ADVERSAS E CONTRA-INDICAÇÕES . a data e a troca do novo frasco coletor. Trocar rapidamente o frasco antigo pelo novo. Marcar na etiqueta do frasco coletor o nível do líquido. portanto recomenda-se a sua troca a cada 7 dias. o interior da mangueira de drenagem poderá ser colonizada por microorganismos.

Seguir rigorosamente as normas hospitalares para desprezar ou destruir qualquer material. ESTERILIZAÇÃO E RESSTERILIZAÇÃO O sistema coletor de drenagem pleural é esterilizado por óxido de etileno. .Profª Glenda Agra O sistema coletor de drenagem pleural não entra em contato com o organismo e é fabricado com materiais apirogênicos. Conferir a integridade das embalagens e armazenar em local de baixa umidade entre 15ºC a 30ºC. EMBALAGEM. DATA DE FABRICAÇÃO E VALIDADE Conservar a embalagem ao abrigo do sol. seco. resíduos ou secreções potencialmente contaminadas. arejado e sem odor. LIXO HOSPITALAR O sistema coletor de drenagem pleural é de uso único e descartável. não utilizá-lo se houver suspeita de dano por queda ou outro motivo que provoque abertura da embalagem. O produto é frágil. não deverá ser reutilizado. em local limpo. Verifique a data de fabricação e o prazo de validade na embalagem. portanto deve-se usar o produto imediatamente após a cuidadosa abertura da embalagem. ou seja. Verifique eventuais defeitos de fabricações e os notifique ao fabricante. Não há contra-indicações absolutas a utilização do sistema. devendo o fabricante ser notificado.

html 4.TRAQUEOSTOMIA A traqueostomia é um procedimento no qual uma abertura é feita para dentro da traquéia. o termo traqueostomia é utilizado. e substtituir o tubo endotraqueal. permitir o uso por longo prazo da ventilação mecânica. O procedimento é geralmente realizado na sala de operação ou em uma unidade de cuidado intensivo. O balão é uma fixação inflável da .geocities. onde a ventilação do paciente possa ser bem controlada e mantida uma ótima técnica asséptica.Profª Glenda Agra REFERÊNCIAS: Ilustrações: http://www. Quando uma cânula de demora é inserida para dentro da traquéia. ajudar na remoção das secreções traqueobrônquicas. A traqueostomia pode ser temporária ou permanente. A traqueostomia é realizada para desviar uma obstrução aérea superior. Uma cânula de traqueostomia com balão de tamanho adequado é inserida.com/manuseio/aspirar. prevenir a aspiração das secreções oral ou gástrica no paciente inconsciente ou paralisado (pelo fechamento da traquéia devido ao esôfago). Um abertura é feita no segundo e terceiro anéis traqueais.

água oxigenada.Reúna o equipamento necessário. conforme apropriado.A estenose da traquéia pode desenvolver-se após a cânula ser removida.Usar luvas limpas. dilatação traqueal e isquemia e necrose da traquéia. iniciando sobre a inspeção do curativo da traqueostomia quanto a umidade ou drenagem. 5. 2. Geralmente um quadrado de gaze estéril é colocado entre a cânula e a pele para absorver a drenagem e prevenir a infecção. 3. incluindo luvas estéreis. A cânula de traqueostomia é mantida no local por fitas atadas em torno do pescoço do paciente. As complicações podem ocorrer precoce ou tardiamente no curso do tratamento com cânula de traqueostomia. infecção.Lavagem das mãos. As complicações de longo prazo incluem obstrução da via aérea devido ao acúmulo de secreções ou protusão do balão sobre a abertura da cânula. lesão do nervo laríngeo recorrente e penetração da parede posterior da traquéia. Elas podem mesmo acontecer anos após a cânula ser removida.Proporcionar ao paciente e à família instrução sobre os pontos principais quanto ao cuidado da traqueostomia. embolia aérea. . disfagia.Profª Glenda Agra cânula de traqueostomia e tem o objetivo de ocluir o espaço entre as paredes da traquéia e a cânula para permitir uma ventilação mecânica eficaz e minimizar o risco de aspiração. Ações de enfermagem 1. uma cânula de metal. enfisema subcutâneo ou mediastinal.Explicar o procedimento ao paciente e à família. pneumotórax. aspiração. Uma cânula com balão (ar injetado dentro do balão) é necessária durante a ventilação mecânica. solução fisiológica ou água estéril. aplicadores tipo cotonete. remover e descartar o curativo sujo. Os pacientes necessitam utilizar uma cânula de traqueostomia por longo período e que podem respirar espontaneamente comumente utilizam uma cânula sem balão. fístula traqueoesofágia. Um balão de baixa pressão é comumente utilizado. As complicações precoces incluem sangramento. ruptura da artéria inonimada. 4. pacote de curativo e fita de tecido.

utilize um curativo estéril de traqueostomia. Colocar a fita de tecido limpo na posição para fixar a cânula de traqueostomia. Fixe com um laço.Profª Glenda Agra 6. Junte ambas as extremidades em torno de modo que elas possam se encontrar sobre um dos lados do pescoço. (Alguns médicos aprovam a técnica limpa para traqueostomia de longo período em pacientes no domicílio). conforme mostrado adiante. remover a fita de tecido suja substituindo-a por uma fita limpa.Preparar os suprimentos estéreis. os aplicadores tipo cotonete. 7. 8. Em tais casos. TRAQUESOSTOMIA .Lavar a cânula interna com água oxigenada e enxaguar com solução fisiológica ou substituir por uma cânula nova interna descartável. inserindo-a através da abertura oposta da cânula externa.Embora algumas traqueostomias de longa duração com os estomas cicatrizados possam dispensar curativo. 9. Enxaguar com soro fisiológico.Remova as fitas antigas e descarte-as em um recipiente de biossegurança. fixando-o firmemente sob as fitas de tecido e envolvendo a cânula de traqueostomia de modo que a incisão fique coberta. Passar a fita em torno da parte posterior do pescoço do paciente. Estreite a fita até que apenas dois dedos possam ser inseridos confortavelmente sob ela.Limpar a ferida e a asa da cânula de traqueostomia com o aplicador tipo cotonete umedecido com água oxigenada. inserindo a extremidade da fita através da abertura lateral da cânula externa.Após a nova fita estar no local. 11. 12. as outras traqueostomias necessitam curativo.Usar luvas estéreis. o soro fisiológico ou a água destiladda. Para uma nova traqueostomia. o curativo e a fita. 10. incluindo a água oxigenada. duas pessoas devem ajudar a troca da fita.

maior conforto do paciente. enfisema subcutâneo e mediastinal. falha do balão de TQT. complicações da intubação orotraqueal. edema de via aérea devido à anafilaxia. principalmente quando o paciente apresenta múltiplas morbidades concomitantes e demonstra dificuldade no desmame. descanulação acidental com perda da via aérea. de modo a evitar a descanulação. As complicações da TQT incluem: a mais grave reside na erosão que invade o tronco braquiocefálico que pode resultar em exsanguinação. ou possui diagnósticos neurológicos ou traumas associados à necessidade prolongada de uma via aérea artificial. hemorragia aguda no local.Profª Glenda Agra O método preferido de controle da via aérea é o tubo de traqueostomia para ventilação a longo prazo. embolia gasosa. fístula traqueoesofágica. lesão do nervo laríngeo. fracasso da intubação. infecção. aspiração. As desvantagens incluem: hemorragia. . comunicação estimulada e possibilidade de alimentação oral. O tubo de TQT deve ser firmemente fixado. estenose traqueal. múltiplas intubações ( alto risco de complicações). As suturas na TQT percutânea ou cirúrgica permanecem na posição por 48 a 72 horas ou mesmo por até uma semana 9 de acordo com o protocolo hospitalar). fraturas cervicais) e o desejo de melhorar o conforto do paciente. embora o momento mais comum pareça ser com 21 dias depois da intubação. obstrução do tubo de TQT. disfunção da deglutição. As indicações incluem obstrução da via aérea superior. trocar a cânula interna ( ou de acordo com a política da instituição) e trocar os cadarços de TQT sujos SN. Manter a pressão do balão no mínimo necessário para evitar o extravasamento de ar no ventilador reduz o risco de ruptura tissular devido à pressão excessiva sobre a parede traqueal. pneumotórax. condições em que a intubação orotraqueal não é possível ( trauma facial. O cuidado rotineiro com a TQT consiste em limpar pelo menos a cada 8 h e SN. Uma revisão da literatura revela a ausência de consenso sobre a regualção temporal ótima para a TQT. As vantagens da TQT em relação à intubação orotraqueal incluem: desmame mais rápido ( pelo menos em parte por causa do espaço morto diminuído). pneumotórax e a necessidade de um procedimento operatório que é o próprio risco. A fixação adequada do tubo de TQT reduz o movimento do tubo na via aérea e limita a lesão por atrito com a parede traqueal ou a laringe. infecção. A prática em algumas instituições têm sido a TQT mais precoce ( com 7 a 14 dias sob ventilador) para facilitar o desmame mais precoce.

Esse intervalo de cuidado mais longo geralmente ocorre depois de 7 a 10 dias ou quando a secreção e drenagem da TQT são mínimas. . O cuidado rotineiro das TQTs sempre é realizado como um procedimento asséptico. enquanto no hospital.Profª Glenda Agra progredindo para o cuidado diário e SN.

que descreveram pormenores da técnica. a aceitação universal só veio com os trabalhos de Chevalier e Jackson. Antonio Musa Brasavola. no início do século XX. Anatomia Cirúrgica . 3]. suas indicações e complicações [2.Profª Glenda Agra Histórico e Definição O termo traqueostomia refere-se à operação que realiza uma abertura e exteriorização da luz traqueal. A primeira descrição cirúrgica com sucesso data de 1546. Entretanto. que operou um paciente com "abscesso na garganta" [1]. por um médico italiano.

platisma. Visão anterior Copyright © 1995 CibaGeigy Corporation Ali rights reserved. o que torna compreensível o porquê dos anéis traqueais poderem ser lesados por isquemia. A parede posterior é membranosa e faz relação com a parede anterior do esófago. predominantemente. características que predispõem este espaço a inúmeras complicações [5]. A membrana cricotireóidea faz a ligação da borda inferior da cartilagem tireóide à cartilagem cricóide. devido à hiperinsulfIação de um cuff endotraqueal.5 e 2. por ordem de aparição. assim como a hiperextensão pode trazer uma porção significativa situada no mediastino para a região cervical. fonação. entre 1. Digno de nota. Durante a realização de uma traqueostomia as estruturas que serão encontradas. Outro aspecto interessante é a sua mobilidade. que é o único anel cartilaginoso completo das vias aéreas. eventualmente o istmo tireoideano (que se situa entre o 1º e o 2º anel traqueal). Em nível do segundo anel traqueal. o que nos leva a evitar a dissecção extensa nessa região. assim como uma dissecção circunferencial da traquéia durante a traqueostomia. O espaço subglótico inicia-se abaixo das cordas vocais e se estende até à margem inferior da cartilagem cricóide. e a fáscia pré-traqueal [4]. Outro aspecto interessante é a característica predominantemente submucosa desta rede anastomótica. Cartilagem da laringe. é que esta rede anastomótica penetra na traquéia na sua margem lateral. além de participar da primeira e da segunda fases da deglutição. são: pele e subcutâneo. . As três principais cartilagens envolvidas na função respiratória e vocal são: a cartilagem tireóide. Figura 1. é sabido que toda sua extensão cervical pode se localizar no mediastino. e é circundado pela cartilagem cricóide. Ele é o local de menor diâmetro interno (no adulto. situa-se o istmo da tireóide. musculatura pré-traqueal.0 cm). A traquéia estende-se da borda inferior da cartilagem cricóide até à carina. com função de permeio das vias aéreas. A irrigação sangüínea da traquéia tem íntima relação com o suporte sanguíneo do esófago. a cartilagem cricóide e um par de cartilagens aritenóides. a sua porção cervical é irrigada. pela simples flexão cervical.Profª Glenda Agra A laringe é composta por um esqueleto cartilaginoso rígido. por ramos da artéria tireóidea inferior.

Copyright © 1995 Ciba-Geigy Corporation Ali rights reserved Tabela 1 .Indicações de Traqueostomia 1. Limpeza das vias aéreas a. Obstrução das vias aéreas a.Veias superficiais e nervos cutâneos do pescoço. Idade avançada b. Infecções g. Neoplasias h. Queimaduras e corrosivos d. Fraqueza c. Anomalias congênitas f. Corpos estranhos e.Profª Glenda Agra Figura 2. Apnéia do sono 2. Disfunção laríngea b. Suporte ventilatório . Manejo pós-operatório i. Doenças neuromusculares 3. Trauma c.

nessas situações. Uma outra situação especial para a sua utilização é no grupo pediátrico (abaixo de 12 anos) onde a intubação translaríngea não foi possível. que ocorre na lesão do nervo laríngeo recorrente (por exemplo. Queimaduras e Corrosivos. Com os avanços técnicos atuais.Profª Glenda Agra Indicações Historicamente. a broncoscopia de fibra ótica possibilita reservar a traqueostomia para uma situação eletiva. gases tóxicos ou corrosivos podem resultar em edema glótico significativo. ao chegar ao hospital. 2) Fraturas ou transecções da laringe ou da traquéia. Trauma. Caso os métodos translaríngeos falhem ou sejam inviáveis. uma vez que a cricotireoidostomia não é recomendada nesta faixa etária [7]. a traqueostomia foi desenvol. a vítima já passou da fase aguda. Tentativas de retirada dos corpos estranhos são realizadas. a sua principal utilização é no manejo de pacientes que necessitam períodos prolongados de suporte ventilatório mecânico. Nestes casos. é pouco utilizada. inicialmente. Hoje em dia. .vida para promover a desobstrução das vias aéreas. A Tabela 1 resume estas três principais categorias de indicação da traqueostomia [6]: Obstrução das Vias Aéreas Disfunção Laríngea. a utilização da traqueostomia com o intuito de promover uma adequada limpeza das vias aéreas. 1) Lesões maxilofaciais graves. que podem estar presentes nos traumas da porção anterior do pescoço. não é o procedimento de escolha no manejo da obstrução aguda das vias aéreas [3] . por manobras mecânicas ou endoscópicas. A traqueostomia. Comumente. por isso a traqueostomia. durante a realização de uma tireoidectomia) pode levar desde a obstrução leve das vias aéreas até a uma obstrução completa. Há. podemos fazer uso da traqueostomia. Anomalias Congênitas. ainda. 3) Lesões da medula cervical que impeçam uma manipulação do pescoço são situações encontradas no trauma onde a abordagem das vias aéreas por intubação oro ou nasotraqueal torna-se difícil ou inviável. necessitando de uma traqueostomia. Inalação de gases quentes. A paralisia abdutora das cordas vocais. freqüentemente. mesmo na ausência de necessidade de ventilação mecânica. portanto. mas. as indicações tradicionais da traqueostomia (como por exemplo a epiglotite aguda e obstruções tumorais) sofreram uma grande mudança. está indicada a traqueostomia de urgência. tais como laringoscópio e broncoscópio de fibra ótica. fugindo da maior incidência de morbidade e mortalidade da traqueostomia de urgência. A preferência nestas situações seria pela cricotireoidostomia. Corpos Estranhos. também não é possível realizá-la. Estenose da glote ou subglótica são exemplos de entidades conhecidas no recém-nato que podem necessitar de traqueostomia. Nestas situações.

a minitraqueostomia percutânea tem se mostrado eficaz na limpeza traqueobrônquica. ou doenças neuromusculares. a traqueostomia deve ser considerada o mais breve possível. superior a 14 dias. e um manuseio mais fácil pela enfermagem [3]. Atualmente. uma melhor higiene oral. Limpeza das Vias Aéreas Devido à idade. estenose glótica e subglótica. tais como: menor taxa de autoextubação da traqueostomia. adequadamente. possibilidade da ingesta oral. Modernamente. possibilidade de comunicação pelo paciente. antes da conversão eletiva para traqueostomia. não havendo esta disponibilidade. O tempo ideal de duração de uma intubação oro ou nasotraqueal. pois permite a limpeza e aspiração das vias aéreas. próximos cinco a sete dias. Suporte Ventilatório Pacientes que recebem suporte ventilatório prolongado estão expostos a uma variedade de complicações tardias decorrentes da intubação endotraqueal prolongada. A exceção se faz . mas pode haver obstrução das vias aéreas por flacidez e colapsamento dos músculos faríngeos durante o sono. sempre que necessário. As exceções se fazem nas situações específicas já citadas. a traqueostomia pode ser benéfica. certos pacientes são incapazes de expelir. Apnéia do Sono. portanto não é um método a ser utilizado na urgência [7]. estenose traqueal e abscesso cricóide. Neoplasias. Alguns pacientes possuem as vias aéreas livres quando acordados. Desta maneira. Nestes casos. temos utilizado os seguintes parâmetros [12]: um período de sete a 10 dias. tais como: lesões da mucosa. surgindo como opção válida por sua simplicidade e segurança [10].túrbios severos é que são candidatos à traqueostomia [9]. bronquiectasia ou aspiração crónica. que há outros benefícios com a conversão para uma traqueostomia.Profª Glenda Agra Infecções. a intubação orotraqueal em pacientes com epiglotite ou difteria pode ser realizada com o auxílio de um broncoscópio. a traqueostomia deve ser considerada. ainda é controverso. fraqueza. É sabido que os riscos de complicações são de duas a cinco vezes maiores do que em situações eletivas. Sabe-se também. a traqueostomia pode ser utilizada [8]. Contra-indicações Traqueostomia de Urgência. Estas complicações estão diretamente relacionadas com o tempo de intubação endotraqueal. A traqueostomia deve ser realizada no centro cirúrgico com todos os suportes necessários. secreções traqueobrônquicas decorrentes de pneumonia. sua realização à beira do leito deve ser evitada. A traqueostomia pode ser uma opção eficaz de alívio em casos de tumores avançados da laringe e orofaringe. Traqueostomia à Beira do Leito. Apenas os pacientes com dis. melhor conforto para o paciente.

O procedimento começa com o posicionamento do paciente. Após a assepsia e anti-sepsia do campo operatório. desde que as condições cirúrgicas sejam estabelecidas no local [11]. que possui instrumental. Nos casos onde a cartilagem cricóide é palpada na altura da fúrcula esternal. Técnica Cirúrgica A traqueostomia eletiva convencional deve ser realizada em um ambiente cirúrgico. Figura 5. até encontrar o plano dos músculos pré-taqueais (Fig. então. A incisão prolonga-se na pele subcutânea. . iluminação e assistência adequada. quando a saída do paciente daquele local pode trazer riscos para o mesmo. com 3 a 5 cm. a incisão é realizada a uma polpa digital acima da fúrcula esternal. a realização da traqueostomia no leito de uma UTI. A incisão deve ser transversal. que deve estar em decúbito dorsal com um coxim sob os ombros e o pescoço em extensão (Fig. a uma polpa digital abaixo da cartilagem cricóide. É factível.Profª Glenda Agra em um ambiente de terapia intensiva. 3). 4). realiza-se a infiltração anestésica do campo operatório.

Deve ser evitada a realização da abertura traqueal muito baixa (no 5Q. e a cânula traqueal. para melhor exposição da traquéia. 5). pois predispõe a uma grave complicação. A ferida é fechada com pontos esparsos. deve ser realizado uma radiografia de tórax e pescoço [14]. Em crianças. pode ser necessário a secção mediana do istmo com sutura de seus bordos. Fixa-se a cânula de traqueostomia com uma fita ao redor do pescoço. é cuidadosamente tracionado até um nível justamente acima da incisão traqueal. abscesso periostômico ou celulite. fato que pode ocorrer pela hiperextensão do pescoço. para evitar complicações precoces. o tubo endotraqueal. 6). a incisão deve ser realizada verticalmente. a traquéia é então aspirada para a remoção de sangue ou secreções. A técnica para a traqueostomia na urgência é modificada pela feitura da incisão da pele verticalmente e realização de toda a dissecção na linha mediana até a parede traqueal. já previamente selecionada e testada. Deve ser feita a imediata checagem de sua posição e perviedade. São então passados fios de reparo em cada lado da abertura traqueal com o intuito de facilitar a troca da cânula. . ou nos casos de dificuldade de realização da traqueostomia. enquanto um trajeto delimitado do estoma ainda não foi formado. é introduzida na luz traqueal (Fig. ou 7? anel traqueal). Após a abertura da traquéia. Figura 6. mas não retirado. o istmo tireoideano é facilmente deslocado cranialmente por dissecção romba [3]. principalmente. quando presente. Iateralmente. 6Q. Havendo dúvida quanto ao correto posicionamento da cânula. como enfisema subcutâneo. Na maioria das vezes. Uma incisão horizontal é então realizada entre o terceiro e quarto anéis traqueais (Fig. A musculatura prétraqueal (esternoióideo e esternotireóideo) é separada na sua rafe mediana e afastada. na primeira semana. Eventualmente.Profª Glenda Agra Figura 4. que é a fístula traqueoinominada [13]. ou a sua recolocação em caso de extubação espontânea.

As complicações da traqueostomia podem ser divididas em três grupos: intraoperatórias.Profª Glenda Agra Tubos e Cânulas Desde o século XVI. em sua porção posterior. Complicações Jackson. em fins de 1920. Laceração traqueal e fístula 2. revolucionou a traqueostomia. devemos seguir uma técnica meticulosa. Em fins de 1960. ter um ambiente cirúrgico adequado. No passado. os problemas focais de isquemia da traquéia [16]. Estenose traqueal e subglótica b. que se estendem da pele até à parede anterior da traquéia. [15]. Entretanto. podendo ser abertas intermitentemente (muito útil para pacientes com miastenio gro1lis e apnéia do sono).6. mas não eliminaram. Há. os tubos em "T" ou de Montgomery são utilizados sempre que pacientes são submetidos à reconstrução da traquéia com anastomose términoterminal. 07). Os trabalhos atuais mostram uma morbidade em torno de 6% e uma taxa de mortalidade menor do que 1% [3. começaram a ser experimentadas as cânulas plásticas que possuem um balonete (cuff) com a função de ocluir as vias aéreas.17]. com o intuito de permitir a fonação pelo paciente. uma série de outros tipos de tubos e cânulas disponíveis. até que a completa cicatrização da anastomose tenha ocorrido [3. os cuffs atuais (Fig. virtualmente todos os tubos eram feitos de metal. A pressão ideal de um cufl deve ser em torno de 25 mmH2O ou o mínimo necessário para que não haja escape de ar durante a ventilação mecânica. 6]. quando o primeiro tubo de traqueostomia foi descrito por Fabricius.13. Para atingir estes resultados. Por fim. estes cujfs eram associados a uma alta incidência de estenose traqueal (cujf de alta pressão) Figura 7. com a metodização da técnica e redução da mortalidade operatória de 25% para 1% [2]. Existem tubos que possuem uma válvula ou fenestração. As cânulas de Kistner são cânulas curtas e retas.11. escolher corretamente as cânulas e tubos. Sangramento b. Infecção da ferida 3. Mau posicionamento do tubo c. Fístula . Complicações tardias a. complicações precoces e complicações tardias. e prover cuidados pós-operatórios adequados. que possuem um grande volume e baixa pressão. Complicações precoces a. além de minimizar a aspiração de secreções da orofaringe. a fim de que permita uma ventilação mecânica com pressão positiva. Cânula de traqueostomia. Sangramento b. Intra-operatórias a. ainda. Tabela 2 – Complicações de Traqueostomia 1. Estes tubos possuem uma cânula interna que pode ser removida para limpeza. minimizaram.

que leva à dissecção de ar através do tecido conjuntivo mediastinal. até mesmo. essa incidência é maior devido ao freqüente posicionamento da cúpula pleural acima da clavícula. Mau Posicionamento da Cânula. Estudos recentes demonstram que a radiografia de tórax de controle somente é necessária nos casos onde houve dificuldade de realização do procedimento ou na presença de sinais ou sintomas de pneumotórax ou pneumomediastino [14]. Lesão do Nervo Laríngeo Recorrente. Pneu. Nos pacientes com obstrução das vias aéreas que não possuem previamente um tubo endotraqueal. Disfagia traqueoinominada c. Manter a dissecção na linha média evita a lesão das artérias carótidas ou veias jugulares. na traquéia ou. É evitada com a dissecção restrita à linha média. Em crianças. Fístula traqueoesofágica d. Felizmente. Pneumotórax e pneumomediastino f. exposição deficiente das estruturas. pode ser evitada com a manutenção da intubação translaríngea. ou ruptura de uma bolha pulmonar. A incidência de pneumotórax pós-traqueostomia é de 0% a 4%. ou o estabelecimento da intubação translaríngea e ventilação. e 10% a 17% em crianças [11. pneumotórax e dificuldade em aspirar através da cânula. istmo tireoideano intacto. Pode ocorrer. se a dissecção é. em adultos. podem ser sinais de um posicionamento inadequado desta. Obstrução da cânula e. A presença de sangramento. Pode ocorrer lesão iatrogênica da parede traqueal ou da parede esofágica durante o procedimento. Dificuldade na ventilação.Profª Glenda Agra traqueoesofágica d. como descrito anteriormente. ou inexperiência podem levar a um posicionamento do estoma. Parada cardiorrespiratória Intra-operatórias c.tomia é melhor realizada com anestesia local e sedação mínima. efetuada lateralmente à traquéia. Ocorre devido à perda do controle das vias aéreas.18] .momediastino pode ocorrer devido a um mau posicionamento da cânula. enfisema mediastinal. Fístula traqueocutânea e. Pneumotórax e Pneumomediastino. tanto muito alto quanto muito baixo. Laceração Traqueal ou Fístula Traqueoesofágica. Dificuldade de extubação Sangramento. é uma complicação rara. a traqueos. Lesão do nervo laríngeo recorrente e. Complicações Precoces . Enfisema subcutâneo d. até que a realização da traqueostomia seja assegurada e confirmada. Esta complicação pode ser evitada com uma exposição adequada da traquéia e introdução cuidadosa da cânula. à colocação da cânula no espaço pré-traqueal. O sangramento das veias jugulares anteriores ou do istmo da tireóide é facilmente controlado com ligaduras e cauterização cuidadosas. Parada Cardiorrespiratória. Desposicionamento f. O tratamento consiste na imediata remoção e reinserção. Pneumotórax pode ocorrer por lesão direta da cúpula pleural. inadvertidamente.

Infecção da Ferida. além de irrigação e aspiração contínuas ajudam a prevenir esta complicação. A disfagia propriamente dita tam. Normalmente. e exteriorizados. são tratados com cuidados locais e antibioticoterapia sistêmica. caso ocorram. mas também na ponta da cânula ou no local de abertura traqueal. Desposicionamento. Técnicas para minimizar esta complicação incluem: manter sempre a dissecção na linha média. O sangramento é a maior causa de complicação no período pós-operatório precoce [11. O sangramento vultoso é raro. ao invés da cauterização dos vasos sanguíneos. A maioria dos pacientes com esta complicação tornam-se sintomáticos entre duas a seis semanas após a retirada da traqueostomia [13]. pois possibilitam a retirada e limpeza da cânula interna. Modernamente. esta incidência baixou.tomia apresentam queixa de sensação de "bolo na garganta". após algum período de intubaçõo ou traqueostomia. com ligadura dos vasos sangrantes. até provo em contrário. sempre que possível [3]. Mas sangramentos maiores devem ser tratados em ambiente cirúrgico. incapacidade de limpar secreções e estridor inspiratório ou expiratório. considerando que a ferida é deixada aberta. e uso da ligadura. Entretanto. Já a estenose traqueal é relacionada com a isquemia mucosa causada pela pressão do cujf [15]. especialmente nos pacientes obesos e com pescoço curto. O desposicionamento da cânula é mais problemático quando ocorre nos primeiros cinco a sete dias. afastamento lateral dos tecidos por planos anatómicos.ção da cânula traqueal próxima à área da glote. assim como excluir pneumotórax ou pneumomediastino. Aproximadamente 5% das traqueostomias desenvolvem enfisema subcutâneo. auxiliam no reposicionamento da cânula. pode levar ao edema e eventual estenose subglótica. humidificação dos gases ventilatórios. E.19].Profª Glenda Agra Sangramento. com uma radiografia torácica.bém pode ocorrer. tosse. deve ser assumido como portador de obstrução mecânico. Alguns pacientes com traqueos. A estenose traqueal pode ocorrer não só no local do cuff. Complicações Tardias Estenose Traqueal ou Subglótica. A antibioticoprofilaxia é contraindicada [19]. com os cujfs de grande volume e baixa pressão. Normalmente. A traqueostomia é uma ferida contaminada. e geralmente é devido a uma lesão inadvertida da artéria inominada. A coloca. pois ainda há um trajeto delimitado da pele até a luz traqueal. mas em uma proporção bem menor. . regride em 48h. Obstrução da Cânula. Sintomas iniciais são: dispnéia aos esforços. As cânulas que possuem cânula interna ajudam no manejo desta complicação. É importante frisar que: qualquer paciente com estes sintomas. Estenoses traqueais sintomáticas devem ser tratadas com ressecção traqueal segmentar e reconstrução. abscessos periostômicos ou celulite são raros. O correto posicionamento da cânula. Fios de reparo deixados nos bordos da abertura traqueal. para uma adequada revisão da hemostasia. a traqueostomia prolongada ainda é responsável pela maioria das estenoses traqueais benignas [5]. Entretanto. mas deve alertar o cirurgião para conferir o correto posicionamento da cânula. que ocorre na cricotireoidostomia ou na traqueostomia realizada no primeiro anel traqueal. troca dos curativos e compressão local. sangramentos pequenos podem ser controlados com a elevação da cabeceira do leito. Disfagia. Enfisema Subcutâneo.

e requerem tratamento cirúrgico imediato. Seu maior uso é no acesso emergencial das vias aéreas. assim. combinado ou não com a compressão digital direta [3. Por vezes. Cricotireoidostomia A cricotireoidostomia consiste no acesso cirúrgico das vias aéreas através da membrana cricotireóidea. Fístula Traqueoesofágica. Dificuldade de Extubação.Profª Glenda Agra Fístula Traqueoinominada. Normalmente é devido à excessiva pressão do cuff da cânula contra uma SNG rígida [13]. Alguns granulomas são facilmente ressecados por loser endoscópico. particularmente no paciente politraumatizado com lesões maxilofaciais graves. um estoma traqueal não fecha espontaneamente após a remoção da cânula traqueal. Ocasionalmente. a cricotireoidostomia é muito útil. Nestas situações. os pacientes são relutantes em retirar as cânulas de traqueostomia. É uma complicação que ocorre em menos de 1% das traqueostomias. permitindo. Fístula Traqueocutânea. particularmente em crianças. porém causa contaminação da árvore traqueobrônquica e interfere na adequada nutrição. principalmente.20]. Não deve ser utilizada eletivamente para acesso prolongado das vias aéreas e também não deve ser utilizada no grupo pediátrico (abaixo de 10 anos). fato que ocorre. pois permite o acesso rápido e seguro às vias aéreas. . Toda cricotireoidostomia deve ser convertida para uma traqueostomia formal dentro de 24h a 72h [7. com a traqueostomia prolongada.11]. onde a intubação translaríngea não foi possível ou é contra-indicada. O controle temporário da hemorragia pode ser feito com a hiperinsulflação do cujf. Um sangramento "sentinela" de sangue vivo ou a pulsação da cânula de traqueostomia são sinais que devem levar à suspeita desta complicação. Felizmente. Isso pode ser manejado com a troca da cânula por números progressivamente menores. As causas usuais de dificuldade de extubação são a presença de granuloma ou edema no local do estoma. uma cicatrização secundária [3]. esta grave complicação ocorre em menos de 1% das traqueostomias. Esta é uma complicação benigna e pode ser tratada com a ressecção do trato epitelial.

08) Uma vez incisada e dilatada a membrana (que pode ser feito com a própria lâmina de bisturi). a ventilação deve ser feita com um baixo fluxo de 02 [3. O inconveniente desta técnica é que só se consegue uma oxigenação adequada por um espaço curto de tempo (mas que é suficiente até que um outro método definitivo seja obtido) [10]. já que a cricotireoidostomia nesta faixa etária é contra-indicada). pode ser evitada com a conversão precoce para uma traqueostomia [7]. Incisão transversa da pele é feita sobre a membrana da cricotireoidiana. O maior uso desta técnica é no manejo de pacientes politraumatizados com urgência de acesso das vias aéreas. na limpeza traqueobrônquica e microcirurgia de laringe. Cricotireoidostomia Percutânea (por Agulha) A cricotireoidostomia percutânea consegue ser um método ainda mais fácil e simples de acesso das vias aéreas do que a cricotireoidostomia propriamente dita. basta a introdução da cânula. ou através de um reservatório caso disponível. que neste caso deve ser de diâmetro menor (em torno de quatro a seis french). em crianças abaixo de 10 anos.7]. Existem também a descrição de sua utilização para a abordagem de secreções traqueobrônquicas. . Nos casos de suspeita de corpos estranhos em vias aéreas. a próxima estrutura a ser encontrada já é a própria membrana cricotireóidea. Posteriormente é colocado o tubo de traqueostomia. na altura do espaço cricotireóideo. Se não houver mecanismo de tração disponível o cabo do bisturi pode ser colocado no local da incisão e faz-se posteriormente uma rotação de 90° para abrir a membrana. A ventilação pode ser conseguida através de um alto fluxo de O2 [10 L/min). Este método nada mais é do que o acesso às vias aéreas.Profª Glenda Agra Figura 8. Uma complicação descrita. através da membrana cricotireóidea. (Fig. por meio de uma punção desta membrana com um extracat [jelco) de grosso calibre. onde os métodos translaríngeos e a cricotireoidostomia são inviáveis ou contraindicados (por exemplo. que é posteriormente incisada com o bisturi.Técnica para Cricotireoidostomia. que é a estenose subglótica. Sua realização é fácil e rápida devido ao fato de que uma vez incisada a pele.

por meio de uma punção percutânea. O método propriamente dito consiste na palpação da cartilagem cricóide para que se possa presumir a localização do 2? ou 3? anéis traqueais. Infelizmente. Os resultados da literatura a respeito da eficácia e complicações da traqueostomia percutânea ainda são conflitantes.Profª Glenda Agra Traqueostomia Percutânea A traqueostomia percutânea é um método que permite a introdução de cânulas de traqueostomia. uma glândula tireóide aumentada. além de possuir um resultado estético melhor. as mesmas da traqueostomia convencional. anéis traqueais calcificados e discrasias sangüíneas. O entusiasmo inicial do método como uma possibilidade para o amplo uso por não especialistas foi confrontado por inúmeros casos de complicações descritos na literatura. é passado um fio-guia metálico. até o momento. existem estudos que mostram diversas complicações graves. poder ser realizado por nãoespecialistas. de diâmetro semelhante ao da traqueostomia convencional. poder ser realizada à beira do leito lo que torna o método de menor custo).com.23]. Contra-indicações relativas à traqueostomia percutânea incluem: idade precoce (menos de 16 anos). É um método que só pode ser utilizado em condições eletivas. As indicações são. inicialmente em 1969 e. É imperativo possuir os kits próprios para o método. não temos estudos prospectivos randomizados publicados que solidifiquem suas indicações e taxas de complicações. que servirá de guia para a introdução de dilatadores seqüencialmente maiores. Apesar de alguns autores relatarem índices de complicações semelhantes ou inferiores à traqueostomia convencional. Em seguida. e na mesma localização que a traqueostomia convencional (3Q e 4Q anéis traqueais). em 1986 [21]. tais como falso trajeto. As vantagens do método são: sua rápida execução. Uma contra-indicação absoluta é o seu uso para um acesso de urgência das vias aéreas [3].medstudents. Ou seja. Este método foi descrito por Toye & Weinstein. é uma traqueostomia realizada sem a dissecção cirúrgica convencional. pneumotórax e morte. uma agulha é então introduzida na luz traqueal. principalmente quando realizada por profissionais pouco experientes [22. até que se possa introduzir a cânula de traqueostomia propriamente dita. incapacidade de palpar as cartilagens tireóide e cricóide. essencialmente. REFERÊNCIAS: TEXTO E ILUSTRAÇÕES: http://www. posteriormente.br .

se possível com manômetro adequado para evitar lesão da mucosa traqueal. 5.Trocar a cânula metálica a cada 1-2 meses e a maleável a cada mês. para avaliar a possibilidade de descanulação. 8. junto ao leito do paciente.Conferir diariamente a pressão do balão.Profª Glenda Agra Pós-operatório 1. Esta pressão foi mensurada entre 18 e 25 cmH2O.Manter curativo limpo ao redor da ferida cirúrgica. Na falta de cânula nova.9% ou água corrente e reinserida. trocar a cânula metálica uma semana antes da alta.Deixar um fio único na extremidade da cartilagem aberta em U. que deverá ser tracionado superiormente para a identificação da abertura traqueal. . 9. Este tipo de mensuração só pode ser realizado através de um cufômetro aferido. uma cânula esterilizada do mesmo diâmetro da que está no paciente para ser usada em caso de emergência.Orientar a enfermagem sobre a reinserção da cânula traqueal em caso de descanulação. 6.Deixar fixado na parede.Umidificar o ar ou oxigênio inspirado. 11.Fazer fisioterapia respiratória e aspiração cuidadosa das secreções traqueobrônquicas.Broncoscopia de controle no pós-operatório tardio. Através de comprovações técnicas e científicas. 4. 7. 3. 2. ao mesmo tempo em que não causasse uma lesão na parede da traquéia do paciente (traqueomalácia). a cânula que saiu ou obstruiu pode ser rapidamente lavada com SF0. chegou-se a um valor que não comprometesse o exato funcionamento da cânula.Limpar a cânula interna da traqueostomia metálica 3x por dia para evitar obstrução 10.Nas traqueostomias permanentes.

que é ditada pela localização do tumor e a extensão da invasão nos tecidos ao seu redor. Ela pode ser criada como uma derivação temporária ou permanente. as colostomias são feitas agora em menos de um terço dos pacientes com câncer colorretal. Ileostomia ou colostomia permanente: forma paliativa de lesão obstrutiva sem possibilidade de ressecção. Ela permite a drenagem ou a evacuação dos conteúdos do cólon para fora do corpo. A consistência da drenagem está relacionada ao local da colostomia. .Profª Glenda Agra CIRURGIAS DO APARELHO DIGESTÓRIO COLOSTOMIA E ILEOSTOMIA A colostomia é uma criação cirúrgica de uma abertura (estoma) no cólon. Com a melhoria das técnicas cirúrgicas.

Profª Glenda Agra .

Não introduza o cateter mais do que 8 cm. Segure a bainha/tubo delicada mas firmamente contra o estoma. para evitar retorno de água.Permita que parte da solução flua pelo tubo e cateter. o paciente senta na cadeira em frente do vaso ou no próprio vaso. Um recipiente de irrigação com 500 a 1. A irrigação deve ser realizada todos os dias no mesmo horário. 1. 3.Profª Glenda Agra Ações de enfermagem A colostomia é irrigada para esvaziar o cólon de fezes. delicadamente. gás ou muco. Uma hora recomendável é selecionada. preferencialmente após as refeições. limpar o trato do intestino inferior e estabelecer um padrão regular de evacuação de forma que a pessoa possa ter uma vida normal.500 ml de água é pendurado 45 a 50 cm acima do estoma ( altura do ombro quando o paciente está sentado). permita que a água flua devagar enquanto avança o cateter. de forma que essa hora seja compatível com o padrão de atividade pós-hospitalar do paciente.Aplique uma conexão ou uma bainha no estoma. Nunca force o cateter! .Lubrifique o cateter e. Curativos ou bolsa são removidos.Se o cateter não entrar facilmente. Coloque a ponta final na comadre. O seguinte procedimento é usado: o paciente é ajudado a participar no procedimento de forma a aprender a realizá-lo sem assistência. 2. introduza-o no estoma. Antes do procedimento. 4.

6.Profª Glenda Agra 5.Antibióticos como o sulfato de canamicina (Kantrex).segure a bainha/tubo no lugar 10 segundos após a água ter sido instilada. remova-a delicadamente.Recoloque o curativo da colostomia ou a bolsa.Permita que líquido tépido entre no cólon devagar. 9. COLOSTOMIA Pré-operatório: 1. enquanto o paciente se levanta e caminha por perto. 7. antes da cirurgia. NPT pode ser necessária para repor nutrientes que estão em falta. seque o final da conexão/bainha e prenda-a ao topo.Dieta rica em proteínas. eritromicina e o sulfato de neomicina são administrados um dia antes da cirurgia para reduzir a bactéria intestinal.Espere 10 a 15 minutos para a maioria do retorno. 4. calorias e carboidratos e pobre em resíduo é recomendada. A água deve fluir durante 5 a 10 minutos.Se o paciente estiver no hospital nos dias que precedem a cirurgia. 3. .O preparo físico para a cirurgia envolve aumentar a estamina do paciente nos dias que precedem a cirurgia e limpar o intestino no dia anterior ao da cirurgia. então. vitaminas. 2. 24 a 48 horas antes da cirurgia. feche o tubo com um grampo e permita que o paciente repouse antes de prosseguir.para diminuir a massa.Deixe a conexão/bainha no lugar por cerca de 30-45 minutos. 8. 10. por vários dias. 3. ou aplique o grampo apropriado ao final da conexão.Dieta rica em líquidos. Se houver cólicas. minerais.Limpe a área com um sabão suave e água e seque-a. para fornecer uma nutrição adequada e minimizar as cólicas pela diminuição da peristalse. então.

7.SNG : drenar líquidos acumulados e prevenir distensão abdominal Pós-operatório: 1. 6. para detectar sinais de hemorragia. perfuração.A colostomia começará a funcionar de 3 a 6 dias após a cirurgia. O cuidado com a pele periostomal é uma preocupação contínua porque a escoriação ou ulceração pode se desenvolver rapidamente.O estoma é examinado para inchaço ( pequeno edema devido a manipulação cirúrgica é normal). O abdome é monitorizado para o retorno da peristalse e as características das fezes iniciais são avaliadas.Antieméticos são administrados CPM. 4. . retração do estoma. drenagem ( uma pequena quantidade de perda de secreção é normal) e sangramento ( um sinal anormal). prolapso do estoma. 2. enemas ou irrigações colônicas na tarde que antecede a cirurgia e na manhã de sua realização. 6. assim como complicações pulmonar e associadas com a cirurgia.Problemas de pele incluem infecções por fermentação e dermatite alérgica.A ferida abdominal é examinada freqüentemente.Registro do balanço hídrico.Dieta zero. 3. impactação fecal e irritação da pele. durante as primeiras 24 horas.Profª Glenda Agra 5. como vazamento no local anastomosado. cor ( um estoma saudável é rosa). 5. O intestino é limpo com laxativos.Monitorização quanto às complicações. 8. 9.

Alimentos que podem causar diarréia: frutas.Alimentos que causem excessivo odor e gases são evitados: repolho. 8. Beber 2 litros de líquidos por dia. . ovos. alimentos ricos em fibras. ameixas. sucos de maçã ou laxativo leve. Para constipação. café. soda.Profª Glenda Agra 7. chá ou bebidas carbonatadas. O paciente é orientado para proteger a pele periostomal lavando frquentemente a área com um pano macio e úmido e sabão neutro. peixe. feijões e produtos de celulose como amendoim.

Profª Glenda Agra Fonte: http://www.apostomizados.com .

murrasaca.com .Profª Glenda Agra Fonte: http://www.

Promover o conforto do paciente e envolve-lo no procedimento. quando o intestino está menos ativo. O dispositivo (bolsa) pode ser removido puxando-se delicadamente a pele de maneira oposta ao adesivo. Se o paciente preferir ficar de pé. se isso constituir problema. Faça com que o paciente se sente no vaso sanitário ou em uma cadeira de frente para o vaso.br Ações de enfermagem 1. O dispositivo deve ser mudado a qualquer momento que o paciente se queixar de queimação ou coceira por debaixo do disco ou dor na área do estoma. remova o cinto da ileostomia ( se estiver usando) 2. Faça com que o paciente assuma uma posição relaxada. FONTE: http://www. deve ficar de frente para o vaso sanitário. . mudanças de rotina deveriam ser realizadas pela manhã. ou 2 ou 4 horas após a refeição. Exponha a área da ileostomia.abraso. antes do café da manhã.ILEOSTOMIA Mudar um dispositivo de ileostomia é necessário para evitar vazamento (a bolsa geralmente é trocada a cada 2 ou 4 dias). Proporcione privacidade.Remova o dispositivo.org.Profª Glenda Agra 2. para permitir o exame da pele ao redor do estoma e ajudar no controle do odor. Explique detalhes do procedimento.

retire o excesso de umidade com um pedaço de algodão e aplique levemente nistatina em pó. Aplique spray de Kenalog. Enxágüe e seque a pele totalmente. use um elástico ou um pregador.Cheque o fundo da bolsa para ver se está bem fechada. para garantir a aderência. o paciente pode preferir tomar um banho antes de colocar o dispositivo limpo. Remova a tampa da superfície adesiva do disco da bolsa plástica descartável e aplique diretamente na pele.Profª Glenda Agra 3. . Geralmente.Se o paciente estiver fazendo uso de corticóides.Limpar a pele: Lavar a pele delicadamente com um pano macio e úmido. ILEOSTOMIA Pré-operatório 1. após limpa-la. 5. 2.Aplicar o dispositivo (quando não houver irritação da pele): Um apropriado protetor de pele é aplicado na pele periostomal antes de a bolsa ser aplicada. Antibiótcos CPM 3. estes serão mantidos durante a fase cirúrgica.Aplique o dispositivo (quando houver irritação da pele): Limpe a pele completa e delicadamente. 6. é dada ao paciente uma dieta pobre em resíduo oferecida em pequenas e freqüentes refeições. Pressione firmemente no lugar por 30 segundos. 4.Reposição hídrica e protéica antes da cirurgia. usando água morna e um sabonete neutro. seque-a com pequenos toques.

Os conteúdos drenam na bolsa plástica e são. 12. Náuseas e distensão abdominal são observadas como sinais de obstrução e são relatadas imediatamente. 8. 9. mantidos fora do contato com a pele. com isso. então. porque o estoma não tem o controle dos esfíncteres. cerca de 5 cm abaixo da cintura. o que o torna conveniente para o encaixe do dispositivo.Os líquidos são dados endovenosamente para repor perdas líquidas durante 4 a 5 dias. 10. A drenagem é líquido contínuo do intestino delgado. cujo objetivo é prevenir o acúmulo do conteúdo gástrico. O abdome é marcado para a coloração correta do estoma pelo cirurgião. sódio e potássio são perdidos. o estoma da ileostomia tem cerca de 2. Pós-operatório 5.Analgésicos são administrados CPM. quando passar o edema. geralmente no quadrante inferior direito.Como esses pacientes perdem muitos líquidos nos primeiros períodos de pós-operatório ( cerca de 1. 7. . 6.Encorajar o paciente à deambulação precoce.O estoma deve ser checado 3 semanas após a cirurgia.Profª Glenda Agra 4. Geralmente. proeminências ósseas. 11.A ileostomia é monitorizada para a drenagem das fezes. em uma área longe de cicatrizes anteriores. dobras de pele ou fístulas.Sucção nasogástrica também é parte do cuidado pós-operatório. O tamanho final e o tipo de dispositivo podem ser selecionados em 3 meses.5 cm de comprimento. após o paciente ter estabilizado e o estoma diminuído para uma forma estável.000 a 2.000 ml de líquidos/dia). que deveria começar cerca de 72 horas após a cirurgia.

Alimentos como espinafre e salsa agem como desodorantes no trato intestinal.Profª Glenda Agra 13. A bolsa interna de Kock esticará. também pode ser prescrito para ser tomado VO e ajudar no controle da dor.A escoriação da pele ao redor do estoma. 16. um cateter é inserido no reservatório para drenar o líquido e irrigado 1 x ao dia. Frutas espremidas e legumes e fontes de vitaminas A e C são dados. Tabletes de subcarbonato de bismuto. irritação química do efluente. que podem ser prescritos e tomados por via oral 3 ou 4 vezes ao dia. ou ao mesmo tempo em que o paciente esvazia a bexiga. o tempo normal de usá-lo é de 5 a 7 dias. A bolsa não é necessária.Uma dieta com pouco resíduo é seguida pelas primeiras 6 ou 8 semanas. 17. Um espessante de fezes. acomodando. O paciente se guia pela sensação de pressão na bolsa para determinar com que freqüência ela deve ser esvaziada. e possível infecção. 19. reação alérgica ao dispositivo da ostomia ou ao protetor da pele ou à pasta. . alimentos que causam odor incluem: repolho. dano mecânico devido à remoção dos dispositivo.Para uma ileostomia continente (bolsa de Kock).Quando a descarga das fezes é espessa. 15. são eficazes na redução do odor. Se a irritação e o crescimento de fermentação estiverem presentes.Muitas bolsas são descartáveis e à prova de mau cheiro.O período de tempo durante o qual a pessoa pode manter o dispositivo fechado na superfície do corpo depende da localização do estoma e da estrutura do corpo.Um agendamento regular para trocar a bolsa antes que o vazamento ocorra precisa ser estabelecido para aqueles com uma ileostomia tradicional. ela aumenta significativamente. nistatina em pó é aplicada levemente na pele periostomal. 500 a 1000ml. a drenagem é de apenas 60 a 80 ml. A consistência do efluente é afetada pela ingesta de alimentos. Um tubo de esvaziamento no fundo do dispositivo está fechado com clipe especial feito para isso. Inicialmente. Geralmente. como o difenoxilato (Lomotil). à medida que o tempo passa. mas. a maioria dos pacientes usa um pequeno curativo sobre a abertura. em vez disso. O dispositivo é esvaziado a cada 4 ou 6 horas. 18. 14. água pode ser injetada através do cateter para soltálas e amolecê-las. Mais tarde haverá poucas restrições dietéticas. cebola e peixe. eventualmente.

sementes de papoula. sementes de coco. 22. que pode irradiar para as costas e ombro direito. por causa da desidratação secundária à diminuição da ingesta de líquidos. 25. Se o efluente (descarga fecal) é muito agudo.Cálculo urinário ocorre em cerca de 10%.A estenose é causada por tecido cicatrizante circular no local do estoma. Se o efluente for excessivamente periostomal é devida ao vazamento de líquidos. milho. 20.Espasmo de vesícula biliar causa dor abdominal direita superior intensa. alimentos fibrosos são restritos.Líquidos como Gatorade são de ajuda na manutenção do equilíbrio eletrolítico. Intensa dor abdominal inferior que irradia para as pernas. Os alimentos são introduzidos um de cada vez. O tecido cicatrizante precisa ser retirado.Colelitíase devido ao colesterol ocorre 3 vezes mais freqüentemente do que na população em geral por causa das mudanças na absorção de ácidos biliares que ocorre no pósoperatório. pipoca. sódio. Diarréia. 23. 24. São administrados água. . pode rapidamente levar a desidratação e perda de eletrólitos.Profª Glenda Agra com exceção de alimentos ricos em fibras ou sementes difíceis de digerir.potássio como suplementação para prevenir hipovolemia e hipocalemia. manifestada pelos líquidos muito irritantes que logo enchem a bolsa.Administrar agentes antidiarréicos CPM. como aipo. hematúria e sinais de desidratação indicam que a urina deve ser colhida.A ingesta hídrida é encorajada. 21.

Isquemia ou necrose do estoma .Hérnia incisional periostomal 8.Prolapso intestinal 4.Perdas hidroeletrolíticas por diarréia 8.Deiscência da sutura mucocutânea 5.Estenose do estoma 13.Escoriação da pele por secreção intestinal 6.Profª Glenda Agra COMPLICAÇÕES CIRÚRGICAS Ileostomia 1.Estenose do estoma 12.Prolapso 14.Fístula intestinal 13.Sangramento exagerado Colostomia 1.Obstrução por bridas e aderências 7.Isquemia e necrose do estoma 11.Fístula intestinal 12.Sangramento da mucosa colônica 9.Obstrução do estoma por alimentos sólidos 5.Infecção da parede 4.Infecção da parede 2.Abscesso peristômico 10.Desidratação 2.Distúrbios eletrolíticos e ácido-básicos 3.Hérnia incisional periostomal 3.Granuloma 15.Varizes periestomais 9.Dermatites periostomais 6.Obstrução por bridas e aderências 10.Fecaloma do cólon distal 7.Retração do estoma 11.

O propósito do procedimento cirúrgico é explicado de forma que o paciente tenha um melhor entendimento do curso pós-operatório esperado. Assim. As gastrostomias Stamm e o Janeway requerem tanto uma incisão na linha média abdominal superior como uma incisão transversa no quadrante superior esquerdo. Janeway (permanente) e gastrostomia endoscópica percutânea (temporária). Do ponto de vista psicológico. Quando o procedimento é realizado para aliviar o desconforto. o paciente deve ser avisado. O procedimento de Janeway necessita da criação de um túnel (chamado tubo gástrico) que é exteriorizado através do abdômen para formar um estoma permanente. Em alguns momentos.Profª Glenda Agra GASTROSTOMIA Fonte: http://www. Para se criar uma gastrostomia. O paciente precisa saber que o propósito da cirurgia é fazer uma ponte (bypass) na boca e esôfago de forma que os alimentos líquidos possam ser administrados diretamente no estômago por meio de uma sonda de borracha ou plástico ou de uma prótese. uma ferida de saída é criada no quadrante superior esquerdo do abdômen como acesso para a gastrostomia. Ações de enfermagem . a regurgitação é menos provável de ocorrer na gastrostomia do que com as alimentações NG. O procedimento de Stamm requer o uso de suturas em bolsa concêntrica para segurar a sonda na parede gástrica anterior. o paciente acha o procedimento mais aceitável. o vômito prolongado. Se a prótese será permanente. A gastrostomia é preferível às alimentações NG nos pacientes comatosos porque o esfíncter gastroesofagiano permanece intacto. a debilidade e a dificuldade de se alimentar. a gastrostomia é usada para nutrição prolongada.com A gastrostomia é um procedimento cirúrgico para criar uma abertura no estômago com o propósito de administrar alimentos e líquidos. é muito difícil para o paciente aceitá-la. Diferentes tipos de alimentações por gastrostomias podem ser usadas: a Stamm (temporária e permanente). como no idoso ou no paciente debilitado.colegiosaofranscsco.

Líquidos altamente calóricos são adicionados gradativamente.ex. incluindo celulite local e abscessos na parede abdominal. presa firmemente ao abdômen. No segundo dia. Inicialmente são fornecidos apenas 30 a 60 ml de cada vez. a enfermeira monitoriza o paciente para complicações potenciais. . as necessidades nutricionais e líquidas são avaliadas para garantir uma ingesta de alimentos e de líquidos apropriada. através de uma gastrostomia permanente. de 180 a 240ml podem ser dados de uma só vez. Ao mesmo tempo. câncer). no período pós-operatório recente. Durante o curso pós-operatório. O curativo protege a pele ao redor da incisão do vazamento de ácido gástrico e do derramamento dos alimentos. No período pós-operatório. O primeiro alimento líquido é administrado logo após a cirurgia. diabetes mellitus. então. Como muitos pacientes que recebem alimentos por sonda estão debilitados e têm o estado nutricional comprometido. após adicionar alimentação suficiente para atingir o volume total desejado. Água e leite podem ser administrados após 24 horas. o paciente é avaliado quanto à sua resposta à mudança da imagem corporal e a um entendimento dos métodos de realização do procedimento de alimentação. quaisquer sinais de infecção são prontamente comunicados ao médico de forma que a antibioticoterapia apropriada possa ser instituída. Um pequeno curativo pode ser fixado sobre a saída da sonda e a sonda de gastrostomia pode ser presa no local por uma fita adesiva.Profª Glenda Agra A enfermeira avalia as condições da pele do paciente e determina se um atraso na cicatrização da ferida pode ser esperado por causa de disfunções sistêmicas (p. As complicações mais freqüentes são infecção da ferida e outros problemas relacionados. assim como da ferida quanto a quaisquer sinais de infecção. Em algumas circunstâncias. mas essa quantidade é aumentada gradualmente. Por esse método. a enfermeira aspira as secreções gástricas e readministra-as. é evitada a dilação gástrica. se essa quantidade for tolerada e não houver vazamento de líquidos ao redor da sonda. geralmente consistindo em água e 10% de glicose. A enfermeira observa o estado da sonda quanto a uma manutenção apropriada. que é primeiramente torcida na sonda e.

Antibioticoprofilaxia: dose única de cefalotina ou cefalozina imediatamente antes do procedimento. com 30 a 60 ml a cada 3 horas no adulto ou 1ml/kg de cada vez na criança. escoriação e presença de drenagem ou vazamento gástrico. a pele se torna macerada. Se a sonda for retirada prematuramente. a pele é limpa e um curativo estéril é feito. A pele no local da sonda é avaliada diariamente para sinais de solução de continuidade. Cuidados pós-operatórios 1. é outra complicação. Cuidados pré-operatórios 1.Jejum: 6 a 8 horas antes do procedimento. porque ela pode se tornar irritada devido à ação enzimática dos sucos gástricos que vazam ao redor da sonda. A remoção prematura da sonda. vômitos e fezes são observados para evidência de sangramento. Quaisquer sinais de sangramento são comunicados prontamente. Quando o estoma cicatriza e não há nenhum vazamento.Início da dieta pela gastrostomia: Administrada em pequenos volumes cerca de 4 a 6 horas após a gastrostomia endoscópia percutânea (GEP) e 2 a 3 dias após a gastrostomia convencional. tanto feita pelo paciente quanto pela pessoa responsável pelo cuidado.Orientar o paciente quanto ao procedimento. 3. irritação. vermelha. 2. Pode se iniciar com água a temperatura ambiente ou glicose a 10%. é necessário fazer um curativo. . Se não for tratada. ou inadvertidamente. A pele ao redor da gastrostomia requer um cuidado especial. O trajeto fechará dentro de 4 a 6 horas se a sonda não for reposta. Os sinais vitais do paciente são monitorizados de perto. e toda a drenagem do local operado. bem enxaguada e seca. Dobra-se o volume se a tolerância for boa em 2 ou 3 administrações consecutivas.Profª Glenda Agra Sangramento gastrintestinal no local da punção no estômago também pode ocorrer. A área ao redor da sonda é lavada com água e sabão diariamente. Qualquer incrustração é removida com soro e lavada com água. ferida e dolorida. o médico é notificado imediatamente.

e tracionar o cateter para a posição medida antes de refixá-lo. 4. *Lavar a sonda diariamente com 5-10ml de SF0. com aumento progressivo para 50 a 60 ml no 2º dia e aumentando o aporte previsto (entre 60 a 90 ml/hora deinfusão contínua). *Entre 8 a 12 semanas após a cirurgia. .Cuidados com a sonda: * Se a sonda usada não tem um anteparo externo. *Fazer controle periódico com o cirurgião. Nos pacientes com refluxo. *Reinserir imediatamente novo cateter ou sonda em caso de saída acidental da sonda. evitar remover. * Medir e anotar o comprimento externo do cateter para identificar eventual migração. através de sinfonagem ou BIC em 10 a 15 minutos. *Na GEP. 3.Volume da dieta na gastrostomia: Adulto: Bolos de 300 a 500ml cada vez. fixar a sonda à pele com esparadrapo. numa velocidade de 20 a 30ml/h no 1º dia.Volume da dieta na jejunostomia: Iniciada com 24 horas. trocar ou desinsuflar o balão da sonda nas primeiras 3 a 6 semanas após a sua colocação. infundir a dieta por gavagem em 30 minutos. com uma fórmula com 1caloria/ml.( Pacientes neurológicos frequentemente apresentaam gastroparesia sem que isso indique redução ou suspensão da dieta gástrica). *Lavar as mãos antes e depois de manipular a gastrostomia e as conexões. pelo risco de afastamento do estômago da parede abdominal. *Dispositivos tipo BOTTON-G OU MIC-KEY não permitem aspiração do conteúdo gástrico ( válvula de contenção0. *Preferencialmente.9% para manter a perviedade.Profª Glenda Agra 2. *Verificar resíduo antes da dieta. o cateter ou sonda de Foley poderá ser trocado por um dispositivo do tipo BOTTON-G OU MIC-KEY. pois a abertura pode se fechar em menos de 6 horas. diarréia e distúrbios da absorção: infusão lenta. para evitar migração para o duodeno. retardo no esvaziamento gástrico.

5% a 1%. tosse ou engasgo. NPT. escoriações. enxugar bem. após a higienização) deve ser reintroduzida em poucas horas. *Usar dieta enteral por gavagem ou por BIC. *Infecção local: Celulite e abscesso. indicar imediatamente a cirurgia para tratar a fístula e manter a gastrostomia aberta com jejum de pelo menos 3 dias. *Manter um curativo com gaze seca em torno da saída da sonda. 6. Observado através do aspirado gástrico. *Peritonite. Uma nova sonda (ou a mesma. Usar uma sonda fina transpilórica passada pela gastrostomia ou preferir uma jejunostomia.Jejunostomia: *Fixar a sonda com curativo na pele. e se preciso. 2 x ao dia. *Hemorragia: Devido à incisão. *Nos pacientes com vazamento ou tendência à irritação da pele.Cuidados com a pele em volta da gastrostomia: * Limpar com SF0. irritação. Se apresentação de fístula e vazamento. São tratados com drenagem local e ATB.9% com seringa. Complicações: Gastrostomia: A mortalidade por complicações é de 0. *Saída aciental da sonda: Ocorre por tração da sonda ou ruptura do balão ou relaxamento do orifício. abrasões ou úlceras. *Manter a perva com perviedade da sonda com infusão diária de 5-10ml de SF0. abscesso intra-abdominal e sepse: Acontece nas GEP que desenvolvem sepse. *Pneumonia por aspiração: Acontence em pacientes com refluxo esofágico. para evitar que o mesmo se feche. maceração.9% ou lavar com água e sabão. proteger com retalho de hdrocolóide recortado para ser encaixado em volta da sonda ou passar pasta protetora (de alumínio). Utiliza-se . *Alterações da pele em volta da gastrostomia: Dermatite devido ao ácido das secreções: hiperemia.Profª Glenda Agra 5.

irritação e lesão de pele. Repete todo o procedimento. volvo intestinal. Candidíase: cremes de nistatina ou miconazol associada às medidas de proteção. Jejunostomia: *Saída da sonda: Ocorre por deficiência na fixação.gif . necrose intestinal. *Outras: obstrução do cateter.Profª Glenda Agra antiácido mineral (Hidróxido de alumínio e magnésio em forma de suspensão = deixar decantar o conteúdo e passar ao redor da sonda). diarréia por “dumping”. *Migração da sonda para o peritônio: Peritonite grave: tratamento cirúrgico. Fontehttp://www. obstrução por angulação da alça. *Infecção local: Celulite. drenagem e ATB. distensão abdominal.org/patients/gihealth/images/gastroparesis1. pneumatose. abscesso de parede: Cuidados locais.gi.

jpg .bp.smartimagebase.com FONTE: http://www.blogspot.Profª Glenda Agra FONTE:http://2.com/imagescooked/28293W.

com/images/0001700588.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.tamussino.com.br/Fotos/ FONTE: http://grupomoravi.jpg .

com/ .it/step/nad/manuale/med_cerotto.uniroma1.bp.blogspot.jpeg FONTE: http://3.Profª Glenda Agra FONTE: http://w3.

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2. garantir preparo Cuidados pós-operatórios: 1.ANALGESIA: Epidural com fentanil e bupivacaína por 3 a 5 dias.Retirada da SNG: Raramente é usada. nos pacientes com SNE ou jejunostomia. reintroduzir a dieta oral após 7 a 10 dias. SVF. Cuidados pré-operatórios: 1. mantendo o suporte nutricional por via enteral ou parenteral. 3.Fisioterapia pulmonar: exercícios respiratórios para a remoção de secreções e prevenção de atelectasias. 5. 2. conforme tolerância. 4.Hemotransfusão: Se Hg < 9mg/dl e houver complicações cardiorespiratórias. . seguida de opióide por VO ou parenteral. retirá-la assim que o volume drenado for baixo e reaparecerem os ruídos peristálticos. Começar com dieta líquida em pequenos volumes e progredir para dieta livre.SNG. 6. possibilidade de ressecção colônica.ATB 1 antes da cirurgia (cefalozina).Início da dieta: Precoce. No dia seguinte à cirurgia. independetemente de repercussões.ATB : Mantida por mais de 24 horas após o fim da cirurgia. 4. AVcalibroso. a dieta é reintroduzida no 3º ou 4º dia pós-operatório nas anastomoses com estômago.Nos casos em que houver adequado do cólon.Monitorização padrão para cirurgia de grande porte em paciente grave. ou < 7 g/dl.Profª Glenda Agra GASTRECTOMIA CÂNCER GÁSTRICO Tratamento cirúrgico: Gastrectomia parcial ou radical. Quando a anastomose for com o esôfago. mas se tiver sido deixada. 3. Por VO.

clinicaq.jpg FONTE: http://www.br/imagens/obes6.com.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.jpg .com.clinicaq.br/imagens/obes6.

net/img_articulos/img_a4_867562.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.jpg FONTE: http://www.drgustavopeixoto.cirugiabariatrica.com.jpg .br/images/foto_03.

3.Profª Glenda Agra FONTE: http://www. 5.Avaliação do psiquiatra ou psicólogo. (Risco de mortalidade nos transoperatório.w7.jpg GASTROPLASTIA Cuidados pré-operatórios 1.com.Avaliação do nutricionista.Avaliação do cirurgião. 4.Consentimento e comprometimento por parte do paciente. 6. 2. pós-operatório imediato e tardio até 3meses) .Avaliação do clínico geral ou endocrinologista.pt/as/images/stories/sleeve.Avaliação do anestesista.

Nos casos de risco deve ser mantida até o 30º dia. 2.Posicionar o paciente em decúbito lateral ou com cabeça elevada.mantida até o 10º dia de pós-operatório.Fisioterapia respiratória para evitar atelectasias. aspiração pulmonar e PCR súbita é maior nos obesos mórbidos. inclusive líquidos.Posicionar o paciente corretamente na mesa: Evitar úlcera de nervosas (ciático. substituindo-os por insulina. Evitar uso de sedativos pesados nos pacientes com apnéia do sono.ATB profilaxia com cefalozina no início da cirurgia e durante a cirurgia a cada 2h. 3. 6. para evitar TVP. 4.Jejum completo.Profª Glenda Agra Pré-operatório imediato 1.Manter os medicamentos anti-hipertensivos e antiarritmicos e suspender os hipoglicemiantes orais. 3.Uso de meias elásticas compressivas ou equipamento de compressão intermitente das pernas: reduzir o risco de TVP. 2. Pós-operatório imediato: 1. femoral. . a partir da meia noite.Avaliação pré-anestésica: avaliar sinais de intubação difícil. 2.Monitorização do débito urinário (SVF): Pacientes com comorbidades graves e para facilitar os cuidados no pós-operatório imediato no obeso grave. cutâneo lateral e ulnar). 5. 4. Não é necessário usar no pós-operatório. 3.O risco de hipoventilação. aos pacientes Cuidados iniciais no bloco cirúrgico: 1.Evitar sedativos nos pacientes com história de apnéia do sono. pressão e lesões 4. monitorizar saturimetria até que ele esteja bem desperto.È prudente a presença de 2 anestesistas na hora da intubação e indução anestésica e para manter uma monitorização completa.Um preparo intestinal com laxantes nos dois dias anteriores constipados.Heparinização profilática com heparina de baixo peso molecular SC iniciada cerca de 12h antes da cirurgia.

1 Síndrome de Wernicke-Korsakoff é uma encefalopatia causada pela deficiência de tiamina.Reinínio da dieta: iniciar com água e alimentos líquidos em pequenos volumes (20ml a cada 5 minutos) após 48 a 72h.Hérnia incisional: Ocorre em 10% a 15% dos casos. 6. peritonite aguda e fístula: Ocorre em 1% a 6% dos casos. Ocorre no POI.Conversão laparoscópica para aberta: hemorragia de difícil controle. Heparinização profilática. 9. 7.Deambulação precoce: evitar TVP.. Afeta igualmente homens e mulheres sem .IAM: Ocorre 1% a 2%.Causa morte súbita no POI. 2.Tromboembolismo pulmonar: Ocorre em 1%. queda da saturação. devido a grande quantidade de tecido adiposo. 2ª causa de morte depois do tromboembolismo.Retirada dos drenos: Drenos de Jackson-Pratt ou Blake: no tecido SC até a alta (2 a 6 dias) e na cavidade peritoneal próximo às anastomoses (retirado com 30 dias). Fisioterapia respiratória: reduz o risco. Para evitá-la: fechamento adequado da parede e uso de fios inabsorvíveis mais grossos que o habitual. 5. 4. mas pode também ocorrer também nos casos de desnutrição.Vômitos incoercíveis no pós-operatório: Usar antieméticos. 6. e é observada principalmente em alcoólatras. Evitar atividades físicas que forcem o abdômen por 6 meses.Infecção da ferida cirúrgica: 10% = convencional e 2% = laparoscopia.Profª Glenda Agra 5. Complicações cirúrgicas precoces: 1. 3.Ruptura da anastomose. uso de meias elásticas e deambulação precoce reduzem a chance do evento. lesão esplênica ou perfuração gástrica acidental. 7. febre. Quando evolui para a PCR.Atelectasia: Nas primeiras 24h e cursa com taquicardia. hiperemese gravídica e em pacientes que fazem uso de nutrição parenteral sem tiamina. A ocorrência é menor nas cirurgias laparoscópicas.Seromas e coleções na parede: drenam espontâneamente ou são esvaziadas por punção ou drenagem. 8. hidratação venosa e tiamina (vitamina B1) parenteral. pois há relato de casos de encefalopatia de Wenick1 nesses casos. é difícil a manobra de compressão torácica.

*Bebidas alcoólicas e refrigerantes gasosos devemser evitados nos primeiros 6 meses após a cirurgia pois causam malestar. *Iniciar com alimentos bem cozidos e de fácil digestão. distensão abdominal. adoçados com adoçantes. *Evitar doces ou ingeri-los em pequenas quantidades depois do almoço e jantar. raddomiólise1. diarréia. além de ataxia cerebelar e alterações mentais. O açúcar deve ser evitado.Outras intercorrências: Dor. dificuldades respiratórias. úlceras gástricas. pão e o bagaço ou parte fibrosa das frutas. náuseas e vômitos. Tomados no volume de 20 ml em intervalos de 5 a 10 minutos. náusea. é pequeno. *Sempre mastigar muito os alimentos. calmas e sossegadas e de pequeno volume por dia. *Cada garfada deve ter menos de uma colher de chá de volume e intervalos de meio a um minuto entre as garfadas: 30 minutos para cada refeição (200 g de comida ou 4 a 6 colheres de sopa de comida ou um pires de comida). além de perder pouco peso.É também a lesão do músculo esquelético seguida pelo rompimento da célula e liberação do seus constituintes no plasma. *Dar prioridade a alimentos ricos em proteínas para evitar a desnutrição protéica. (1Rabdomiólise é uma síndrome resultado de danos na musculatura. Alimentação líquida exclusiva e de baixo teor calórico nos primeiros 15 dias: todos os alimentos são líquidos (peneirados ou batidos). *É fundamental realizar 5 a 6 refeições lentas. cortá-los em pedaços pequenos. sentir dor. sensação de distensão gástrica. sudorese. mal-estar e aumenta o risco de deiscência. 10. . paralisia do nervo abducente (VI nervo) e do olhar conjugado. retenção urinária. Se o paciente tomar volumes maiores: vomitar. *Deve ser mantida a orientação de tomar 2 litros de líquidos por dia.Líquidos:Tomar pelo menos 2 litros de líquidos por dia. *Evitar pedaços grandes de carne. distensão abdominal e rebote metabólico como tonteira.) Alimentação após a cirurgia Alimentação do 1º mês: 1. Alimentação líquida e pastosa entre 15 e 30 dias: Alimentos de alta concentração calórica são proibidos: causam síndrome de dumping. Alimentação a partir de 30 dias após a cirurgia: dieta sólida liberada de forma cuidadosa e o paciente precisa lembrar que o estômago . Encefalopatia de Wernicke é caracterizada por nistagmo. agora. taquicardia.Profª Glenda Agra idadepreferencial. vômito e desmaios. febre.

*Suplementação nutricional: ferro. Gastroplastia Y de Roux .Profª Glenda Agra Complicações crônicas ou tardias: *Dumping *Flatulência e mau-cheiro das fezes *Vômitos intratáveis *Distúrbios metabólicos.polivitamínicos e vitamina B12 de acordo com a necessidade. *Outras complicações: úlceras e estenoses das bocas anastomóticas. deiscência de suturas ou linhas de grampeamento. *Depressão aguda no pós-operatório. *Problemas nutricionais (Anemia por deficiência de ferro ou vitamina B12 e hipoalbuminemia). cálcio. hérnias internas. colelitíase. deslizamento da bandagem ajustável. impactação alimentar no esôfago. *Estenose das anastomoses.

Profª Glenda Agra Gastroplastia vertical de Mason Gastroplastia vertical com bandagem .

geocities.htm .com/paulomaciell/index2000.Profª Glenda Agra Gastroplastia com técnica de Scopinaro FONTES das ilustrações : www.

urticária.Checar o resíduo gástrico antes da alimentação. inchaço. 6. 8. 10. pois facilita a digestão e diminui o risco da aspiração. 5. hemoglobina e hematócrito. Qualquer obstrução requer que a alimentação seja interrompida e que o médico seja notificado. pelo menos por 1 hora. diarréia e constipação). 3.Determinar a capacidade do paciente para tolerar a fórmula (avaliar a sensação de plenitude. 9. 4. sede. . proteína sérica.Registrar incidentes como vômitos e diarréia ou distensão.Lavar a sonda com 30 ml de água após cada bolo da alimentação ou administração de medicação.eliminação urinária diminuída).Colocar o paciente em posição de Fowler (30º) antes e depois da administração da alimentação. ganho de peso súbito ou edema dependente ou periorbital.Registrar a ingesta da fórmula pelo paciente. diminuição da eliminação urinária. Avaliar a velocidade do fluxo.Comunicar a concentração de glicose na urina de +3 ou +4. 7. vômitos.Administrar a alimentação à temperatura ambiente ou uma temperatura próxima à do corpo.Checar respostas clínicas. como as dos achados laboratoriais: uréia nitrogenada sanguínea. 11.Profª Glenda Agra NUTRIÇÃO ENTERAL 1. náuseas. 2.Observar os sinais de desidratação (mucosas secas.

O conteúdo gástrico enteral é medido antes de cada alimentação intermitente e a cada 4 a 8 horas durante alimentações contínuas (Esse líquido aspirado é readministrado ao paciente).Consultar um nutricionista.400 a 3. As alimentações por bolo são dadas em grandes volumes ( 300 a 400 ml a cada 4 a 6 horas). 200 a 350 ml são administrados de 10 a 15 minutos. Velocidades de alimentação contínua de cerca de 100 a 150ml/h (2.Pesar o paciente 2 a 3 vezes por semana. Observar para complicações potenciais: síndrome do esvaziamento rápido. Se a alimentação é intermitente. permitindo que a alimentação seja dada em pequenas quantidades em longo período reduzindo o risco de aspiração. infecção da pele no local. 14.Avaliar os volumes residuais antes de cada alimentação.600cal/dia) são eficazes em induzir um balanço nitrogenado positivo e um progressivo ganho de peso. A alimentação contínua é o método preferível. e a velocidade de administração é determinada pela gravidade. 15. vômitos e diarréia. As alimentações por gravidade são colocadas acima do nível do estômago. 13. por bolo ou pela BIC.Monitorizar a ingesta e a eliminação.Trocar o recipiente da alimentação por sonda e os tubos a cada 24 a 48 horas. distensão.Profª Glenda Agra 12. ou.Substituir a fórmula a cada 4 horas por uma fórmula nova. em caso de alimentações contínuas. 17. a alimentação é atrasada e as condições do paciente são reavalidas em 1 hora . a cada 4 horas. Parar as alimentações se o resíduo exceder 100 ml e retornar o aspirado para o estômago. sem produzir cólicas abdominais e diarréia. 16. náuseas e vômitos. Se a quantidade do conteúdo gástrico aspirado for maior do que 100 ml ( ou mais de 10 a 20% acima da velocidade de alimentação contínua horária). As alimentações são administradas por gravidade (gotejamento). náuseas.

rápido *fórmula fria. *infusão rápida. Náuseas e vômitos *mudança na velocidade. *alergias alimentares. (atelectasia) *vômito e alimentação por sonda aspirada. Deslocamento da sonda Obstrução da sonda *Tensão na sonda/sonda mal presa *limpeza inadequada da sonda/ velocidade da fórmula. *cheiro desagradável. Complicações da terapia enteral COMPLICAÇÕES Diarréia CAUSAS *Alimentações hiperosmolares. *fórmula fria. *alimentações contaminadas por bactérias. Constipação *muito conteúdo de leite. *medicamentos/antibioticoterapia. *falta de fibra. *ingesta líquida inadequada/desidratação. Pneumonia por aspiração *colocação inadequada da sonda. *sonda calibrosa. *esvaziamento gástrico inadequado. *fórmula hiperosmolar. Gases/plenitude gástrica/cólicas *Ar na sonda Síndrome do esvazimanto *Alimentação em bólus/ velocidade rápida. . *deficiência à lactase. *permanecer deitado no leito.Profª Glenda Agra Tabela 1. *nível de osmolaridade sérica.

*terapia medicamentosa. Hiperglicemia *intolerância à glicose. outras possíveis causas precisam ser eliminadas: *deficiência de zinco (adicionar 15 mg de zinco na alimentação pela sonda a cada 24 horas é recomendado para manter um nível sérico normal de 50 150 mg/dl. MANTENDO UM PADRÃO DE ELIMINAÇÃO INTESTINAL NORMAL A Síndrome do esvaziamento rápido também leva à diarréia. Antibióticos como as clindamicinas e lincomicina. *fórmula contaminada. aminofilina e digitálicos aumentam a freqüência da síndrome. Desidratação *Alimentações hiperosmolares com insuficiente ingesta de líquido. *má nutrição. drogas antidisrítmicas. *alimentação rica em carboidrato. Síndrome das alimentações *Uréia em excesso da mistura rica em proteína e fórmulas sem gordura. porque as temperaturas extremas estimulam a peristalse. por sonda *desidratação. Para confirmar que a síndrome do esvaziamento rápido está causando diarréia.Profª Glenda Agra *medicamentos amassados inadequadamente e limpeza após a sua administração inadequada. . *Administrando alimentações à temperatura ambiente. Os sintomas da síndrome podem ser tratados da seguinte forma: *Diminuindo a velocidade de instilação para dar tempo dos carboidratos e eletrólitos se diluírem.

a alimentação é diluída pelo menos até a metade. diminuindo a influência da gravidade). REDUZINDO O RISCO DE ASPIRAÇÃO **Aconselhado o paciente a permanecer na posição de semi-Fowler. No início da administração. estabelecer um balanço nitrogenado positivo. NUTRIÇÃO PARENTERAL TOTAL NPT é o método de suprir o corpo com nutrientes por uma via EV. por 1 hora após a alimentação (essa posição prolonga o tempo de trânsito. As soluções de NPT. ou 40 a 60 ml/h são dados na administrados por gotejamento contínuo. pára-se a alimentação. eletrólitos. MANTENDO A HIDRATAÇÃO ADEQUADA ***A água é dada a cada 4 ou 6 horas e após as alimentações para prevenir desidratação hipertônica. As metas são : melhorar o estado nutricional. manter a massa muscular. aminoácidos. promover ganho de peso e melhorar o processo de recuperação. a faringe e a traquéia são aspiradas. para prevenir distensão súbita do intestino. e não por jato. porque o líquido dado com a alimentação aumenta o tempo de trânsito. ** Se a aspiração é suspeitada. com a cabeceira da cama abaixada. *Administrando a menor quantidade de água necessária para limpar a sonda antes e depois da alimentação. diminuindo a influência da gravidade). e não mais do que 50 a 100 ml são dados de uma vez. e o paciente é colocado em DLD. minerais e emulsões de gordura dão calorias e nitrogênio para atender às . que fornecem nutrientes como a dextrose.Profª Glenda Agra *Administrando a alimentação por gotejamento contínuo ( se tolerado). vitaminas. *Aconselhado o paciente a permanecer na posição de semi-Fowler por 1 hora após a alimentação (essa posição prolonga o tempo de trânsito.

íleo paralítico. fósforo. enterite pós-radiação.Profª Glenda Agra necessidades nutricionais diárias do paciente. em vez de usá-los para energia. uma incapacidade de ingerir líquidos ou alimentos dentro de 7 dias após a cirurgia e as situações hipercatabólicas. Em geral.0 a 1. os requerimentos calóricos são satisfeitos e o corpo usa aminoácidos para a síntese protéica. ex. sepse e câncer). trauma. a NPT fornece 30 a 35 kcal/kg e 1. como grande infecção ou febre. síndrome do intestino curto. é necessário aumentar a concentração e usar uma via de administração (uma veia grande. A NPT está indicada nas seguintes situações: *A ingesta do paciente é insuficiente para manter um estado anabólico ( p ex. hiperêmese gravídica grave na gravidez). *A capacidade do paciente de ingerir alimento oralmente ou via sonda está comprometida (p. O potássio é adicionado à solução para manter um equilíbrio eletrolítico adequado e para transportar glicose e aminoácidos através da membrana celular. Para fornecer as calorias necessárias em um pequeno volume.000 calorias adicionais diariamente. má nutrição. como cálcio. magnésio e cloreto de sódio são acrescentados. que irá rapidamente diluir os nutrientes ingeridos a um nível adequado à tolerância do corpo. grandes cirurgias ou doença hipermetabólica pode necessitar de até 10. Quando glicose altamente concentrada é administrada. O paciente com febre. queimaduras. em casos de queimaduras graves. outros elementos. de grande fluxo (veia subclávia)). Para prevenir deficiências e atender aos requerimentos para síntese dos tecidos. INDICAÇÔES As indicações da NPT incluem um déficit de 10% do peso corpóreo antes da doença. doença de Crohn com obstrução. AIDS.5g/kg de proteína. .

As soluções de NPT são iniciadas lentamente. pacientes idosos no pós-operatório). cirurgia intestinal extensa). magnésio e glicose sanguínea.Profª Glenda Agra *O paciente não está interessado em ingerir ou não deseja ingerir nutrientes adequados (p. Os valores laboratoriais do paciente e a resposta à terapia com NPT são monitorizadas freqüentemente pela equipe de apoio nutricional. a infusão de NPT deve ser inspecionada para checar a claridade e se há precipitação. A solução endovenosa nutricional prescrita é preparada pelo farmacêutico sob um capacete de fluxo laminar de ar filtrado usando técnica asséptica estrita. contagem de plaquetas. observando-se a data de expiração. *As necessidades nutricionais pré e pós-operatórias são prolongadas (p. para prevenir flebite e outras .ex. Um total de 2 a 3 litros de solução é administrado n decorrer de 24 horas. O rótulo é comparado com a prescrição médica. Dessa forma. As prescrições são iniciadas pesando-se o paciente e obtendo-se um hemograma completo. quando amornadas até a temperatura ambiente. fístula enterocutânea alta). Antes da administração. *A condição médica subjacente impede ser alimentado oralmente ou por sonda (p. NPT refere-se às fórmulas de aminoácido-dextrose. As soluções entregues nas unidades de enfermagem ficam refrigeradas até a sua utilização.ex. tempo de protrombina e níveis de eletrólitos. anorexia nervosa. elas causam danos à parte íntima das veias periféricas. pancreatite aguda. sendo gradualmente aumentadas a cada dia até a velocidade desejada e na medida em que a tolerância do paciente a líquidos e a glicose o permitir. Como as soluções de NPT têm cinco ou seis vezes a concentração do soluto do sangue.ex.

solto ou molhado. aureus. sede. A área é checada para vazamento. albicans é o organismo infeccioso mais comum. em situações ideais. é colocado um frasco de glicose a 10% com água até que o próximo frasco de NPT esteja disponível na farmácia. A limpeza começa de uma maneira circular. turgor da pele diminuído. geralmente 2 ou 3 vezes por semana e quando for necessário. pneumoniae também estão presentes. o paciente não apresentará nem perda nem ganho de peso significativos. A colocação da ponta do cateter deve ser confirmada pelos raio X antes de iniciar a terapia por NPT. O CDC recomenda a troca do curativo do dispositivo de acesso venoso central somente se ele estiver sujo. nas mesmas condições. essas soluções são administradas no sistema circulatório através de um cateter inserido em um vaso sanguíneo grande. edema. dor e drenagem purulenta. Uma bomba de infusão é recomendada para NPT para manter a velocidade prescrita correta. O grande conteúdo de glicose das soluções de NPT faz com que elas sejam um meio de cultura ideal para o crescimento de bactérias e fungos. Toda ingesta e eliminação do paciente são registrada a cada 8 horas de forma que o desequilíbrio hídrico possa ser detectado logo. logo após.ex. A velocidade de infusão não pode ser aumentada nem diminuída para compensar os líquidos que foram infundidos muito rápido ou muito devagar. A enfermeira põe luvas estéreis e limpa a área com cotonetes com tintura de iodo-povidona.Profª Glenda Agra complicações venosas. Os curativos são trocados assepticamente. mas S. como inflamação. com um fluxo alto (geralmente a veia subclávia). epidermis e K. Quando a solução EV acaba. e o cateter venoso central fornece a porta de entrada. drenagem de sangue. vermilhidão. do centro para fora. removidos por álcool a 70%. torção do cateter e reações na pele. A enfermeira avalia para sinais de desidratação (p. A C. O paciente é pesado diariamente na mesma hora do dia. PVC . para uma comparação correta. Registros exatos da ingesta e da eliminação e equilíbrio hídrico são mantidos. S. O paciente é pesado 2 a 3 vezes por semana. com sangue.

respectivamente para Clinimix E 2. eliminação de urina.75/10 e 4.Profª Glenda Agra diminuída). para administração IV central ou periférica após mistura dos mesmos por rompimento do sistema “Peel-Seal” de selagem que os separa Após mistura temos a ativação da solução que corresponde a um sistema 2 : 1 de solução para nutrição parenteral total para administração em 24h com velocidade média de infusão de 83ml/h. As atividades e a deambulação são estimuladas.Misturador para soluções de Nutrição Parenteral com 6 vias de acesso e infusão por gravimetria. para TNP contendo dois compartimentos distintos com solução de poliaminoácidos 2. Total segurança e exatidão nos processos de automação para transferências gravimétricas de volumes de soluções nutritivas com sensibilidade de infusão mínima de 10ml. específica para pacientes em catabolismo suave a moderado. diarréia. com solução final livre de bissulfitos. TIPOS DE NUTRIÇÃO PARENTERAL TOTAL AUTOMIX Descrição . A complicação mais freqüente é a sepse. Clinimix E* Descrição . osmolaridade (mOsm/l) 920 e 1825. náuseas. alterações na pele. Complicações metabólicas: neuropatias.25/25. eletrólitos e oligoelementos e outro para administração IV. pronto para uso. alterações mentais.75% + eletrólitos e solução de glicose 10% + cálcio. .Solução RTU (Ready To Use). pH 6. vitaminas.0. As bolsas de Clinimix possuem dois equipos especiais para aditivação de emulsão lipídica e outros nutrientes. conteúdo calórico (Kcal / 2l) 680 e 1700. É essencial monitorizar a glicose sanguínea porque a hiperglicemia pode causar diurese e excessiva perda de líquidos.

17 e 1.0. osmolaridade (mOsm/l) 2520 e 3530. associados à neurotoxicidade e alterações hepáticas.24.Apresentação em bolsas plástica tetralaminada Filme Clarity – exclusivo Baxter. 800.Profª Glenda Agra .0]. NPP’s adulto e pediátrica. 7.N/ 1000ml). N6. poupando a degradação de glutamina. pronto para uso. . para evitar catabolismo muscular. conteúdo calórico (Kcal / l) 540. densidade 1.Solução de aminoácidos à 8% específica para hepatopatas. com composição adequada e balanceada de AAE. com dois equipos para aditivação e administração e volume final de 2000ml. . conteúdo calórico (Kcal/l) 1710 e 2390. osmolaridade (mOsm/l) 840.2g. para TNP contendo três compartimentos distintos com solução de poliaminoácidos (Synthamin com 15 AA) + eletrólitos. .03 . alta concentração de Lisina que induz anabolismo protéico e baixas concentrações de Metionina e AAA. Isoleucina. AACE e AANE (12.Apresentação em bolsas plástica CRYOVAC– exclusivo Baxter. pH 6. para administração IV central ou periférica após mistura dos mesmos por rompimento do sistema “Peel-Seal” de selagem que os separa . pH 6. densidade 1. sem complicações renais ou hepáticas.0.As bolsas de Clinomel possuem dois equipos especiais para aditivação nutrientes. Leucina e Valina. 1470. 1020. respectivamente para Clinomel N4. pH aproximado 4. Fenilalanina e Triptofano.0 . solução de glicose 10% + cálcio e emulsão lipídica a 10% ou 20%. 1040. Após mistura temos a ativação da solução que corresponde a um sistema 3 : 1 de solução para nutrição parenteral total para administração em 24h com velocidade média de infusão de 83ml/h. sistemas 2:1 (AA : Glicose) e 3:1 (AA : Glicose : Lipídeos). .Solução RTU (Ready To Use). específica para pacientes em catabolismo moderado a severo ou grave.Apresentação em bolsa flexível de PVC. com solução final livre de bissulfitos.Soluções hipertônicas de glicose 50% e 70% são indicadas na prevenção de perda de nitrogênio (proteína) ou no tratamento de balanço nitrogenado negativo (BNN) como principais fontes calóricas em TNP. Hepatasol 8% 250ml Descrição . N5. garantindo maior segurança e rapidez na produção de soluções para nutrição parenteral em quantidades elevadas em serviços com procedimentos automatizados ou manuais (gravitacionais). CLINOMEL Descrição . VIAFLEX com 1000ml e 2000ml de solução. com dois equipos para aditivação e administração e volume final de 1000ml e 2000ml Glicose 50% / Glicose 70% Descrição . contendo altas concentrações de AAER. 1190. 880. N7. eletrólitos e oligoelementos e outro para administração IV. osmolaridade (mOsm/l) 785.5 [6. vitaminas.

glicerol para garantir a isotonicidade da solução.993 e 0. oleato de sódio como co-emulsionante e estabilizante. associados à neurotoxicidade e alterações hepáticas. Histidina. sem alterar as propriedades metabólicas e de tolerância.0 .Solução de aminoácidos à 10% específica para pediatria. Apresentação em frascos de vidro com 250ml de solução pronta para aditivação de outros nutrientes. AACE e AANE (15g.N/1000ml). favorecendo a solubilidade de íons cálcio e fosfato em soluções 3:1.988.Solução de aminoácidos à 6. densidade 1. Travasol 10% Descrição .5 [5.5% 500ml Descrição . AANE (33%) e AACE (7%). ausência de bissulfito. pH 5. osmolaridade (mOsm/l) 998. com composição adequada e balanceada de AAE. respectivamente para as soluções à 10% e 20%. densidade 1. . suas partículas de tamanho pequeno (<0.Emulsão Lipídica de óleo de soja à 10% e 20%.3 micron) aumentam a estabilidade da emulsão.03.N/ 1000ml). densidade 0. osmolaridade (mOsm/l) 265 e 270. rica fonte de calorias e de ácidos graxos essenciais (linoléico 54% a-linolênico 8%). osmolaridade (mOsm/l) 780.0].0 [5.Apresentação em frascos de vidro com 500ml de solução pronta para aditivação de outros nutrientes. . aumentando a estabilidade em sistemas 3 : 1 (AA : Glicose : Lipídeos). AACE e AANE (16. osmolaridade (mOsm/ l) 600. importantes na insuficiência renal.0]. conteúdo calórico (Kcal/l) 1100 e 2000.Apresentação em frascos de vidro com 50ml (10%) e 100ml.5% específica para nefropatas. pH 6 [5.0 . Tirosina e Prolina. 7.02. Renamin* 6. Apresentação em frascos de vidro com 500ml de solução pronta para aditivação de outros nutrientes. favorecendo a solubilidade de íons cálcio e fosfato em soluções 3:1. 7. pH 8.5g. alta concentração de Lisina que induz anabolismo protéico e baixas concentrações de Fenilalanina.02.Solução de aminoácidos à 10%. 7. evitando desta forma a complementação com AAT padrão a 10%. oferecendo composição balanceada de AAE (60%).0. contendo fosfatídeos de ovo como emulsificante. perfil de aminoácidos plasmáticos do cordão umbilical. densidade 1. .0]. livre de bissulfito. contém Taurina e Cisteína aminoácidos essenciais para o RN.Profª Glenda Agra . IVELIP* 10% 500ml / IVELIP* 20% 100ml / IVELIP* 20% 500ml / IVELIP* 20% 1L Descrição . com composição adequada e balanceada de AAE. medicamentos compatíveis ou infusão IV central ou periférica PRIMENE 10% 250ml Descrição . Tirosina e Serina. pH 6. 500ml e 1000ml (20%) de solução pronta para aditivação de outros nutrientes.0 .

caso a condição do paciente assim obrigue.5 são marcas registradas em nome de Baxter International Inc. VIAFLEX é Marca Registrada em nome de Baxter International Inc. O aparelho de fibra óptica é inserido através da pequena incisão umbilical. Ivelip e Renamin são marcas depositadas em nome de Baxter International Inc.Profª Glenda Agra . A cavidade abdominal é insuflada com dióxido de carbono (pneumoperitônio) para ajudar na inserção do laparoscópio e o cirurgião na visualização das estruturas abdominais. ou pode ser realizada como um procedimento de emergência.latinoamerica.baxter. garantindo maior segurança e rapidez na produção de soluções para nutrição parenteral em quantidades elevadas em serviços com procedimentos automatizados ou manuais . Automix. Diversas punções adicionais ou pequenas incisões são feitas na parede abdominal para introduzir outros instrumentos cirúrgicos dentro do campo operatório. O cirurgião pode visualizar o sistema biliar por meio do . na cicatriz umbilical. VIAFLEX com 2000ml e 500ml de solução. Colecistectomia Laparoscópica Esse procedimento é realizado por meio de uma pequena incisão ou punção feita através da parede abdominal. Travasol 10 e Travasol 8.com COLECISTECTOMIA O tratamento cirúrgico da doença da vesícula biliar e dos cálculos biliares é efetuado para aliviar os sintomas persistentes. A cirurgia pode ser eletiva. quando os sintomas do paciente diminuíram. REFERÊNCIAS DO TEXTO E ILUSTRAÇÕES: http://www. Hepatasol. remover a causa da cólica biliar e tratar a colecistite aguda. Clinimix E. Primene.Apresentação em bolsa flexível de PVC. Clinomel.

no entanto. o paciente recebe alta hospitalar no dia da cirurgia ou dentro de um a dois dias. O paciente é informado de que um procedimento abdominal aberto pode ser necessário. pode haver um aumento no número dessas conversões. Com freqüência. isso acontece em cerca de 5% dos casos laparoscópicos. Com o uso mais amplo dos procedimentos laparoscópicos. sendo a anestesia geral administrada.Profª Glenda Agra laparoscópio. A vantagem do procedimento laparoscópico é que o paciente não vivencia o íleo paralítico que ocorre com a cirurgia abdominal aberta e sente menos dor abdominal pós-operatória. Fonte: http://www.com . uma câmera presa ao aparelho permite que a visão do campo intraabdominal seja transmitida para um monitor de televisão. podendo retomar suas atividades em plena e voltar ao trabalho dentro de uma semana depois. a conversão para um procedimento abdominal aberto somente é necessária de maneira ocasional. Por causa da cuidadosa avaliação dos pacientes e da identificação daqueles em baixo risco para problemas. A conversão para um procedimento cirúrgico abdominal tradicional pode ser necessária. caso sejam encontrados problemas durante o procedimento laparoscópico.colegiosaofranscisco.

gif .com/gallblad.Profª Glenda Agra Fonte: http://www.cervejasdomundo.

aspx?ImageIID=2846 .jpg Fonte: http://services.com/GetImage.com/imagescooked/27492W.Profª Glenda Agra Fonte: http://ebsco.smartimagebase.aspx/getImage.epnet.

smartimagebase.com/imagescooked/27619W.Profª Glenda Agra Fonte: http://ebsco.jpg .

br/img/fbpe/acb/v14n4/4a11f4.com.br/images/cirurgias/06_colecistectomia.ijp.jpg Fonte: http://www.Profª Glenda Agra Fonte: http://www.scielo.gif .

Um dreno (Penrose) é colocado na vesícula biliar e aflorado na pele através de uma incisão para drenar o sangue. sendo um tubo de drenagem fixado com uma sutura em bolsa de tabaco. A vesícula biliar é aberta cirurgicamente. Apesar de seu risco menor.jpg Colecistectomia Nesse procedimento. O dreno é ligado a um sistema de drenagem para evitar que a bile extravase ao redor do dreno ou escape para dentro da cavidade peritoneal. Depois da recuperação do episódio agudo. os líquidos serossanguinolentos e a bile para dentro de curativos absorventes.uepa. a colecistectomia cirúrgica apresenta uma alta taxa de mortalidade.br/tocea/arquivos/figuras/colecistite. por causa do processo patológico subjacente do paciente. A colecistectomia é realizada quando a condição do paciente impede a cirurgia mais extensa ou quando a reação inflamatória aguda é grave. o paciente pode retornar para a colecistectomia.Profª Glenda Agra Fonte: http://www2. a vesícula biliar é extirpada através de um a incisão abdominal depois que a artéria e o ducto cístico são ligados. . O procedimento é efetuado para a colecistite aguda e crônica.

O paciente é observado quanto às indicações de infecção. o paciente é colocado na posição de Fowler baixa. 4. 8. As pomadas de óxido de zinco.Encorajar o paciente a fazer respirações profundas a cada hora. O equipo deve ser fixado nos curativos. depois do retorno da atividade intestinal. com margem suficiente para que o paciente se movimente sem deslocá-lo ou torcê-lo. alumínio evitam que a bile faça a digestão da pele. 7. sendo uma dieta leve iniciada mais adiante. 2. e a aspiração NSG (uma SNG é provavelmente inserida imediatamente antes da cirurgia para um procedimento não-laparoscópico) pode ser instituída para aliviar a distensão abdominal. a coloração e o cateter da drenagem. são documentadas a quantidade.Depois da recuperação da anestesia.Os drenos devem ser conectados a um frasco de drenagem.Quando o dreno de Penrose é utilizado. 6. a fim de expandir plenamente os pulmões e evitar atelectasia.Água e outros líquidos podem ser fornecido em cerca de 24 horas.A bile pode continuar a drenar a partir do trato de drenagem em quantidades consideráveis durante certo período. o equipo pode ser pinçado por 1 hora . necessitando de trocas freqüentes dos curativos externos e de proteção da pele contra a irritação.Os líquidos EV podem ser administrados. como a tromboflebite. bem como outras complicações.Profª Glenda Agra Prescrições de enfermagem: 1.Administrar analgésicos CPM. 5. extravasamento da bile para dentro da cavidade peritoneal e obstrução da drenagem.A bile coletada é medida a cada 24 horas. os curativos são trocados de acordo com a necessidade. 10. 3. 9. A deambulação precoce impede complicações pulmonares. Depois de vários dias de drenagem.

as fezes devem ser observadas diariamente. podendo ocorrer flatulência. Gerenciando o autocuidado depois da colecistectomia laparoscópica Retomando a atividade . fezes esbranquiçadas(acolia fecal). 13. quando o paciente ingere lipídios. 15. prurido ou sinais de inflamação e infecção. urina escura(colúria). distensão do abdome e elevação da temperatura. Esses sintomas podem indicar infecção ou ruptura do trato GI e devem ser relatados de imediato ao cirurgião. Antes da cirurgia. os lipídios podem não ser digeridos por completo ou de maneira adequada. 14. Quando esses sinais e sintomas ocorrem. o tubo de drenagem é retirado 11. Alguns pacientes relatam uma a três evacuações por dia. É mantido um registro cuidadoso da ingestão e excreção hídricas.Profª Glenda Agra antes e depois de cada refeição para fornecer bile para o duodeno. avaliação periódica quanto à sensibilidade aumentada e rigidez do abdome. Em geral. Dessa maneira. Entretanto.Monitorizar SSVV de perto. outrora suportado pela vesícula biliar. vômitos. eles são relatados ao cirurgião.Depois da colecistectomia laparoscópica. é possível determinar se o pigmento biliar está desaparecendo do sangue e se está novamente drenando para dentro do duodeno. o paciente é avaliado quanto à perda do apetite. visando auxiliar na digestão. quando os ductos biliares se dilatam para acomodar o volume de bile. 12.Em todos os pacientes com drenagem biliar. Isso é o resultado de um gotejamento contínuo de bile através da junção colédoco-duodenal após a colecistectomia. uma das finalidades da cirurgia da vesícula biliar é possibilitar uma dieta normal. sendo anotada sua coloração. quando a ampola de Vater novamente funciona de maneira efetiva. como dor e febre. Amostras de urina e fezes podem ser enviadas para o laboratório para exame dos pigmentos biliares. a bile adequada será liberada para dentro do trato digestivo para emulsificar os lipídios e permitir sua digestão. Dentro de 7 a 14 dias. a drenagem e as incisões são inspecionadas quanto ao sangramento.A restrição de lipídeos é suspensa em 4 a 6 semanas. essa freqüência diminui durante um período de algumas semanas a vários meses.Monitorizar para complicações potenciais: icterícia. dor. Depois disso.

Não puxá-las. ou mais.5 kg depois da cirurgia. geralmente por 1 semana. por 2 dias consecutivos Ligar para o cirurgião caso o paciente desenvolva náuseas. Tratando da dor pode experimentar dor ou desconforto no ombro direito devido ao gás empregado para insuflar a área abdominal durante a cirurgia. drenagem Ligar para o cirurgião caso o paciente apresente febre de 37. no leito ou em uma cadeira.Profª Glenda Agra Começar imediatamente com exercícios leves (caminhar) Dirigir automóvel depois de 3 a 4 dias Tomar banho de chuveiro depois de 1 a 2 dias Retomar as atividades sexuais quando desejado Evitar levantar objetos com peso superior a 2. calor. .7ºC. Gerenciando o cuidado de acompanhamento Faça uma consulta com seu cirurgião em 7 a 10 dias Ligar para o cirurgião caso o paciente apresente qualquer sinal de infecção no local da punção ou ao redor dele: rubor. acrescentar gradualmente os lipídeos de volta à sua dieta em pequenos incrementos. vômitos ou dor abdominal. sentar de maneira ereta. Retomando a alimentação Retomar a dieta normal Se apresentava intolerância a lipídeos antes da cirurgia. Por vezes. ou caminhar pode diminuir o desconforto. edema. Cuidando da incisão Verificar o local da punção diariamente quanto aos sinais de infecção Lavar o local de punção com saponáceo suave e água Permitir que as fitas adesivas especiais se descolem do local de incisão.

ela é chamada de encarcerada. se a hérnia estiver encarcerada deve-se fazer todas as tentativas possíveis para reduzi-la. que ocorrem através de incisões abdominais prévias e que não cicatrizam por completo. para evitar uma operação de emergência. via de regra. mas isso é muito incomum. A maioria das hérnias é redutível. Em muitos casos. exceto aquelas da região inguinal – elas incluem as hérnias epigástricas e incisionais. O resultado é um saco herniário de peritônio. e é obrigatória uma operação de emergência para a redução da hérnia e a correção do defeito. necessariamente. Quando a hérnia não é redutível. até mesmo fatais. Se ocorrer isquemia ou gangrena intestinal. Esses defeitos permitem que o peritônio. uma razão para correção cirúrgica mais urgente. em última análise. em decorrência da pressão intra-abdominal. O tratamento adequado para a ampla maioria das hérnias é a correção cirúrgica. para evitar complicações sérias.. De longe. As hérnias ventrais são aquelas que comprometem a parede abdominal. o saco herniário contém vísceras. no entanto. edema do intestino e do mesentério vizinho.Como o saco herniário e seus conteúdos se encontram consideravelmente aumentados. Em circunstâncias bastante raras. a hérnia encarcerada é considerada estrangulada. particularmente o intestino delgado. impede o fluxo arterial com subseqüente isquemia e gangrena. Embora essa situação não constitua. uma hérnia encarcerada raramente pode ser reduzida através do colo do saco. é . que .Profª Glenda Agra HERNIORRAFIA OU HERNIOPLASTIA A maior parte das hérnias tem como causa defeitos nos tecidos fasciais da parede abdominal. penetre até o tecido subcutâneo da parede abdominal. um problema cirúrgico. com mais aumento da pressão intesticial. pois esse colo geralmente tem um diâmetro muito menor do que a própria hérnia. em decorrência do aumento da pressão venosa. sendo responsáveis por cerca de 75% do total. apresentando tecido gorduroso subcutâneo abaixo da pele. . ou seja. Por essa razão. as mais comuns das hérnias da parede abdominal são aquelas que ocorrem na região inguinal. pois não está associada à isquemia ou à gangrena intestinal ou dos conteúdos herniários. além de edema intersticial. uma hérnia estrangulada pode ser reduzida. seus conteúdos podem ser recolocados na cavidade peritoneal através de uma manipulação adequada. A hérnia estrangulada provoca.

2. com a necessidade de antibióticos. Outro fator que causa hérnia umbilical é o aumento da pressão abdominal. Complicações pós-operatórias: Podem ocorrer infecções da ferida cirúrgica. estão já presentes no nascimento. Nos adultos a . ser seguida de infecção das vias urinárias.Hérnia inguinal: Presença de um abaulamento na região inguinal ou uma massa aparente que desce na região inguinal para o escroto. 3. Isso deve ser seguido de uma avaliação cuidadosa dos tecidos ao redor do defeito herniário e da mobilização das estruturas fasciais. no triângulo femoral. pois o músculo não segura bem as suturas. Tipos de hérnias: 1. e sutura desses fortes músculos. além de uma variedade de fatores que causam aumento da pressão intra-abdominal. embrionarimente. Dentre os fatores etiológicos estão o defeito congênito do fechamento do anel interno. em dissecção cuidadosa do saco herniário com fechamento ao nível de seu colo e excisão do excesso de saco. Quase todas essas hérnias se fecham espontaneamente. A retenção urinária pode constituir um problema e necessitar de cateterismo. O diagnóstico da hérnia femoral é feito pela presença de uma massa. As hérnias inguinais são muito mais comuns nos homens do que nas mulheres. O sangramento escrotal pode ocorrer e necessitar de reoperação para controle. massas abdominais ou obesidade. muitas vezes. e pelo. primariamente. mas bem observadas.Hérnia umbilical: são de origem congênita. seja ao ligamento inguinal ou ao ligamento de Cooper. Os princípios gerais da correção cirúrgica consistem. a não ser que uma enfermidade clínica séria coexistente impeça o tratamento. essa compreensão constitui um aspecto de grande importância na patogenia das hérnias. predispondo ao desenvolvimento de uma hérnia. Deve-se ter especial cuidado de evitar aproximação do músculo a esses ligamentos.Hérnia femoral: Ocorrem na virilha e são limitadas pela veia femoral. dolorosa. ligamento lacunar medialmente. devido a razões pouco conhecidas . bem como hematomas. tornando possível uma recidiva da hérnia. lateralmente. O tratamento é imperativo: cirúrgico. O tratamento adequado é o cirúrgico. primariamente a fáscia do reto abdominal e músculo oblíquo externo. e ocasionalmente. dcorrente da ascite.Profª Glenda Agra Como a correção cirúrgica das hérnias depende de uma ampla compreensão dos aspectos anatômicos dos defeitos.

quase sempre obesos. 7. com o desenvolvimento de gangrena e perfuração. sendo bastante incomum a recidiva. e via de regra o fechamento é direto. 4. no canal obturador. É indicada operação. os pacientes. o diagnóstico é estabelecido no momento da operação. A correção é cirúrgica. PODEM SER BASTANTE EXTENSAS. Uma hérnia dessa fáscia é chamada de hérnia spigeliana. ela sai da cavidade peritoneal no local dos vasos e nervos obturadores e penetra na membrana obturadora através do forame obturador. ou que sofreram considerável tensão. o defeito é fechado por dissecção do anel e fechamento direto. Quando surgem os sintomas. 6.Hérnia Spigeliana: Dentro da cavidade abdominal. na borda antimesentérica.Hérnia incisional: Resultam de incisões prévias que cicatrizaram insatisfatoriamente. A conduta cirúrgica geralmente é recomendada.Elas podem ser bastante dolorosa e causar desconforto e ansiedade ao paciente. Com esse defeito. 8.Hérnia de Richter: Somente uma parte da circunsferência do intestino está comprimido. Podem ser bastante sérias.Profª Glenda Agra coreção cirúrgica através de uma aproximação direta das bordas do defeito herniário quase sempre é curativa. muitas vezes se queixam de dor ou de uma massa na região. Um diagnóstico definitivo pode ser estabelecido pela TC. Essa linha se curva para fora e se estende desde a porção média da margem costal até o tubérculo pubiano. Devem fechadas por suturas diretas. que delineia o defeito na parede abdominal. via de regra. Como os sinais e sintomas não são significativamente diferentes das outras hérnias nesses locais. PARTICULARMENTE. 9.Hérnia epigástrica: Ocorem na linha alba entre o processo xifóide e o umbigo.Hérnia de Littré: A maioria destas hérnias está na região inguinal e femoral e podem encarcerar. pois pode ocorrer isquemia da porção herniada do intestino. e área entre a linha semilunar e a borda lateral reto abdominal é chamada de fáscia spigeliana. eles . SE PROVOCADAS POR UMA INFECÇÃO CIRÚRGICA NA FERIDA. 5. a linha semilunar é um local anatômico no qual o músculo transverso abdominal se transforma em aponeurose.Hérnia Obturadora: quando um saco herniário surge na pelve. A linha está localizada lateralmente à borda lateral do músculo reto abdominal.

A prevenção constitui o aspecto mais importante dessas hérnias. O defeito é fechado por uma sutura direta. 13. que comenzando en el tubérculo púbico (figura 1) engloba la FT en la zona débil y del defecto en "V" hasta el anillo inguinal profundo. Necessitam de um preparo cuidadoso antes da intervenção cirúrgica. e também raras vezes é sintomática.Hérnia ciática: Uma hérnia através do forame ciático maior ocorre raramente. vômito e dor abdominal do tipo característico de obstrução intestinal. donde se suturan los bordes del arco aponeurótico del transverso (AAT) por encima y la cintilla iliopubiana (CIP) por debajo para obliterar adecuadamente el anillo (figura 2).Hérnia peristomal: quando se faz um colostomia ou ileostomia. até que é encarcerada. fibromas. ressecção abdômino-perineal e outras operações pélvicas. 12.Hérnia lombar: Ocorrem no flanco e são denominadas hérnias lombares ou dorsais. O diagnóstico diferencial inclui lipomas. ligadura alta y resección de los sacos indirectos o invaginación de los directos. pode haver o desenvolvimento. aislamiento. . Podem ser diagnosticadas por TC. mais tarde.Hérnia perineal: os músculos do assoalho perineal ocasionlamente podem ser um local de hérnia. Después de abordar la región por incisión oblicua y apertura de la pared anterior del conducto. Sutura continua con hilos irreabsorbibles u otros de reabsorción lenta números 4 ó 5 ceros gastrointestinal. de uma hérnia ostomal no local por onde passa o intestino pela parede abdominal. Podem ser oriundas de procedimentos cirúrgicos como prostatectomia.Profª Glenda Agra geralmente consistem de náusea.Dor e aumento da sensibilidade são sintomas. Disección. hematomas e músculo herniado. 10. Resección circular del músculo cremáster. se diseca y aísla el cordón espermático. 11. HERNIORRAFIA: TÉCNICA QUIRÚRGICA Anestesia local y sedación. mas quando elas ocorrem. necessitam de correção cirúrgica.

Se imbrica el hilo (figura 3) y se continúa en dirección al tubérculo púbico. . donde es nuevamente anudado (figura 5). Continuación de la sutura en dirección al anillo inguinal profundo. Para obliterar el anillo inguinal profundo.Profª Glenda Agra FIGURA 1. se engloba solo CIP y AAT (figura 4). FIGURA 2. Sutura continua para crear una capa de fascia transversalis con fascia transversalis desde la proyección de tubérculo público. cerrando el defecto en V de fascia transversalis. FIGURA 3. se entrecruza el hilo tomando arco aponeurótico del transverso y cintilla iliopubiana.

scielo.Profª Glenda Agra FIGURA 4. Analgesia e sedação prévias aumentam a chance do sucesso. hiperemia na parede abdominal sobre a hérnia. Fonte da técnica cirúrgica: http://www. se possível em ligeiro Trendelemburg. enquanto uma pressão com a palma da mão e massagem ascendente são feitas ao longo do canal inguinal. Na prática. Si es necesario se realiza incisión relajadora. Se va creando la sobrecapa afrontando el arco aponeurótico del transverso a la cintilla iliopubiana hasta llegar al inicio de la sutura. Se coloca el cordón en el nuevo lecho y se cierra el conducto con sutura continua de catgut cromado 00 en la aponeurosis del oblicuo mayor. os sinais de que a alça já sofreu lesão mais grave são : febre. Finaliza el proceder con un nuevo anudado del hilo de sutura y creada la sobrecapa de fascia transversalis. FIGURA 5.com Pré-operatório: Redução manual da hérnia encarcerada: O paciente deve ser deitado com as pernas elevadas. dor intensa. sinais de obstrução intestinal com .

o paciente deve ser mantido em observação. variando de acordo com as condições clínicas do paciente. ALBUMINA. portanto. →HIPOCALEMIA produz arritmias cardíacas. Realizar coleta para gasometria arterial. hipotensão e íleo funcional. Monitorização por ECG. pois uma perfuração pode se manifestar até 72 horas depois. . a conduta consiste na aplicação de analgésicos e correção de distúrbios hidroeletrolíticos por via EV.Profª Glenda Agra vômitos biliosos e quadro de encarceramento por mais de 24 horas. recomenda-se a cirurgia de urgência. Antibioticoprofilaxia: A hernioplastia é uma cirurgia limpa e o risco de infecção cirúrgica é de 1% a 2% na cirurgia convencional e menor ainda na videolaparoscopia.9%. →PLASMA. Administração de antibióticos por via EV ou IM antes da operação: combate choque endotóxico e hipovolêmico. Pré-operatório de hérnia encarcerada: Colocação de um cateter na veia subclávia superior: infusão de líquidos e verificação da PVC e coleta de amostras sanguíneas para os exames laboratoriais. Após a redução. Nas crianças. →TRANSFUSÃO: indicada quando Hg < 9g e Ht< 30%. O antibiótico também deve ser indicado ao se utilizar prótese (tela) para corrigir a hérnia. Verificar enchimento capilar. A deficiência é estimada em 15 mEq/L a 20mEq/L de suco digestivo perdido + 40mEq/L de perda renal. Verificação dos SSVV. Cateterismo nasogástrico: descompressão intestinal e gástrica. Analgésicos prescritos específicos. Se houver dúvida. Cateterismo vesical de demora: avaliar débito urinário. Cálculo do volume de líquido a ser reposto. DEXTRAN: 25g de albumina ou 01 frasco de plasma para cada 2l de RL ou SF0. O uso de Cefalozina em uma dose única de 1 a 2g cerca de 1hora antes da incisão. sempre na dependência da tolerância do SVC.

gastronet.com.br/cirurgia3.br/cirurgia3.htm FONTE: http://www.htm .gastronet.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.com.

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Profª Glenda Agra FONTE: http://www.gi .herniaonline.com/images/inguinalcanal.

Ingestão de líquidos (deve ser administrado nas primeiras 6 horas sempre com o paciente em boas condições). Controle de parâmetros hemodinâmicos.br/imgres Pós-operatório: Repouso no leito de aproximadamente 12horas.com.google.Profª Glenda Agra FONTE:http://images. .

Controle pós-operatório tardio com 60. esparadrapos de micropore. Analgésicos à base de dipirona. Orientações de atividades leves com 15 dias e exercício forçado 45 a 60 dias. quando indicados. Orientado o uso do banho de chuveiro com 24horas de pós-operatório. Dieta deve ser iniciada com 8 horas após o ato operatório nas hérnias não complicadas. Cateter vesical de alívio diante intermitente diante de retenção urinária. Drenos: são utilizados nas hérnias estranguladas com peritonite e devem ser mantidos por tempo mínimo indispensável. serão interrompidos com 24 horas. Curativo oclusivo é opcional. de acordo com o restabelecimento dos efeitos analgésicos. Recomendações para reavaliação e retirada dos pontos de 7 a 10 dias. após hérnias estranguladas. Complicações: . Reiniciar atividades sexuais quando puder realizá-la com conforto e sem necessidade de tomar analgésicos. Convalescença de 15 dias. Pode-seutilizar gaze seca esterilizada. 180 e 360 dias. Voltar a dirigir veículos entre o 15º e 30º dia pós-operatório.Profª Glenda Agra Orientação de micção em recipiente adequado ou ida ao banheiro. Antibióticos preventivos. porém recomenda-se um prazo mínimo de 30 dias. Instruções verbais sob movimentação no leito e fora do mesmo e nos cuidados com a FO. ou quando o paciente saí do íleo paralítico e inicia a eliminação de flatos. Retorno ao trabalho com média de 20 dias. Alta hospitalar com 48 horas. hioscina ou paracetamol nas primeiras 24horas. Calor úmido ou seco sobre a FO diante de edema. pequenas sufusões hemorrágicas. pequenos hematomas ou dor local.

Hemorragia ou hematoma intra-operatória ou na FO. fazer debridamento cuidadoso. Lesões nervosas: manifestam-se em forma de dor crônica pós-operatória. Hidrocele pós-operatória pode ocorrer por trauma do testículo ou cordão espermático.Profª Glenda Agra Lesão dos vasos deferentes. na impossibilidade de observar adequadamente os planos da parede abdominal. utilizando-se compressas úmidas com SF0. promover irrigações copiosas locais. utiliza-se o fechamento em um plano só com fio forte. se bilateral. Nesse casos. bexiga. Deiscência: A reintervenção é obrigatória sob qualquer anestesia. Lesões viscerais. adotam-se tratamentos conservadores. Lesão de vísceras: alça intestinal. e . Edema local e escrotal. Seroma. a esterilidade. tumefações ou abscessos: drenagem ou punção percutânea. COLONOSCOPIA FIBRÓTICA . Sepse: Manter FO aberta. Quando é possível o fechamento. cuidando-se mais tarde do fechamento definitivo da parede. cólon. seguidos de curativos em série sob supervisão médica + antibioticoterapia à base de peniclina ou cefalosporinas. levando à isquemia e atrofia testicular e. este deve ser praticado o mais breve possível. Lesão do íleoinguinal. pela impossibilidade de aproximação dos planos. SALVO se a presença de infecção na parede abdominal contra-indicar.9% ou tela de Marlex ou de Politetrafluoroetileno (PTFE) para proteger a cavidade peritoneal.

O uso de coaguladores bipolares e unipolares. sangramento oculto ou anemia. É utilizado para estudo adicional de anormalidades detectadas pelo enema baritado. para avaliação. A remoção dos pólipos faz-se através de um cautério. O procedimento dura em torno de 1 hora. Esse procedimento também pode ser utilizado para tratar aáreas de sangramento ou estenose. Todos os pólipos visíveis são removidos. É empregado para a avaliação de câncer. . sondas térmicas e injeções de agentes esclerosantes ou vasoconstritores são todos possíveis durante o procedimento. reações vasovagais e sobrecarga circulatória ou hipotensão decorrente da hidratação excessiva ou deficiente durante a preparação intestinal. As biópsias teciduais podem ser conseguidas através da retirada de pólipos. As potenciais complicações incluem: disritmias cardíacas e a depressão respiratória decorrente dos medicamentos administrados. A descompressão intestinal pode ser completada durante o procedimento.uni-bonn A inspeção visual direta do cólon até o ceco é possível por meio de um colonoscópio flexívxel. O desconforto pode resultar a partir da instalação de ar para expandir o cólon ou em virtude da inserção e movimentação do aparelho. A doença inflamatória ou outra doença intestinal pode ser diagnosticada. A terapia a laser é utilizada para lesões hemorrágicas ou neoplasias colônicas.meb. Esse procedimento pode ser utilizado na avaliação dos pacientes com diarréia de etiologia desconhecida.Profª Glenda Agra Fonte: http://www.

Efeitos como: náuseas. Prescrições de enfermagem A limpeza adequada do cólon fornecerá a visualização ótima e diminuirá o tempo necessário para o procedimento. plenitude abdominal. durante 3 a 4 horas seguidas. Limitação da ingesta de líquidos do paciente durante 24 a 72 horas antes do exame. começando à noite do dia anterior ao exame. desequilíbrio hidroeletrolítico e hipotermia ( com freqüência.Profª Glenda Agra É importante monitorizar continuamente as funções cardíaca e respiratória do paciente. As soluções de lavagem são então ingeridas por VO em intervalos. inchação. Dieta líquida leve. os medicamentos não serão digeridos e. . assim. Ações adicionais: 1. recomenda-se aos pacientes beber a preparação o mais gelado possível a fim de tornar seu sabor mais tolerável).Instruir o paciente a não tomar os medicamentos rotineiros quando a solução de lavagem for ingerida. O uso de soluções de lavagem está contra-indicado nos pacientes com obstrução intestinal e doença intestinal inflamatória. laxativo por 2 noites antes do exame e um Fleet enema ou de soro fisiológico até que o retorno seja claro na manhã do exame. cólicas. serão ineficazes. A limpeza do intestino é rápida ( o efluente fecal fica claro em cerca de 4 horas). Administra-se CPM.

quando necessário. em particular os idosos.Instruir todos os pacientes. em pacientes com coagulopatias ou naqueles que recebem terapia de anticoagulação. Alguns terão cólicas abdominais causadas por peristalse aumentada estimulada pelo ar insuflado dentro do intestino durante o procedimento. Depois do posicionamento. para manter a ingesta líquida. enquanto sofrem limpeza intestinal.ou hipoglicemia por causa das modificações dietéticas exigidas na preparação para o exame. A colonoscopia não pode ser realizada quando existe uma perfuração colônica suspeitada ou documentada. Os agentes antiinflamatórios não esteróides. aspirina. para relaxar a musculatura colônica e reduzir o espasmo durante o exame. observar o paciente a fim de detectar sinais e sintomas de perfuração intestinal ( sangramento retal. Dieta zero pós 20:00 h antes do exame. . Antes do exame. por causa do alto risco de sangramento excessivo pós procedimento. Após o exame.Profª Glenda Agra 2. os pacientes que foram sedados são mantidos em repouso no leito até que estejam alerta. 3. ticlodipina e pentoxifilina devem ser interrompidos antes do exame e por 2 semanas depois do procedimento. distensão abdominal. febre.Aconselhar o paciente diabético a consultar seu médico sobre o ajuste do medicamento para evitar a hiper. dor. ou sinais peritoneais focais). eletrolítica e calórica adequada. um analgésico opióide ou um sedativo (Midazolam) pode ser fornecido por via EV para fornecer sedação consciente e aliviar a ansiedade durante o procedimento glucagon pode ser utilizado. diverticulite grave aguda ou colite fulminante.

com Uma fístula anal é um trajeto fino. dependendo do trajeto da fístula. A cirurgia sempre é recomendada porque poucas fístulas cicatrizam espontaneamente. Outros sintomas podem ser a passagem de flatos ou fezes da vagina ou bexiga. de fissuras ou da enterite regional. tubular e fibroso que se estende dentro do canal anal por uma abertura localizada ao lado do ânus. O intestino delgado é evacuado totalmente por meio de vários enemas prescritos. Elas também podem se desenvolver a partir de um trauma. A fístula é dissecada ou fica aberta devido a uma incisão que vai da sua abertura anal até a sua saída. Durante a cirurgia.Profª Glenda Agra FÍSTULA ANAL(FISTULECTOMIA) Fonte: http://www. Fístulas não tratadas podem causar infecção sistêmica com sintomas relacionados. Uma fistulectomia (excisão do trajeto da fístula) é um procedimento cirúrgico recomendado. . A ferida é coberta com gaze. o trajeto dos seios é identificado inserindo-se uma sonda e/ou injetando-se no trajeto uma solução de azul de metileno.thefreedictionary.medicalditionary. As fístulas geralmente são resultantes de uma infecção. Pus ou fezes podem vazar constantemente da abertura cutânea.

Profª Glenda Agra FISSURA ANAL Uma fissura anal é um rasgo longitudinal ou uma ulceração na camada interna do canal anal. a cirurgia é indicada. a parte externa do esfíncter é dividida. ardência e sangramento. Outras causas incluem: parto. banhos de assento e supositórios emolientes. Muitos tipos de procedimentos podem ser realizados: em alguns casos. e uso excessivo de laxantes. A maioria dessas fissuras irão cicatrizar se tratadas por medidas conservadoras. que incluem amolecedores de fezes e agentes formadores de massa. As fissuras são caracterizadas por defecações extremamente dolorosas. As fissuras são geralmente causadas pelo trauma da passagem de fezes grandes e firmes ou pelo persistente fechamento do canal secundário ao estresse e à ansiedade (levando à constipação). o esfíncter anal é dilatado e a fissura extirpada. trauma. Dilatação anal sob anestesia pode ser necessária. Se fissuras não respondem ao tratamento conservador. com conseqüente alívio do espasmo. Um supositório combinado anestésico com corticóide ajudará a aliviar o desconforto. . Isso produz uma paralisia do esfíncter externo. permitindo que a úlcera cicatrize. em outros. um aumento na ingesta hídrica.

a diarréia e a introdução de corpos estranhos. Mais freqüente nos homens entre os 20 e 40 anos. isoladamente. mas sabe-se que a maioria dos pacientes possuem um esfíncter interno hipertônico que perpetua o processo uma vez desencadeado por algum trauma como o parto normal. superficial e sem endurecimento tecidual em torno da lesão (costuma cicatrizar rápida e espontaneamente)de localizacão posterior ou anterior. seja responsável pelo aparecimento da fissura anal. Adultos Geralmente não se consegue apontar uma causa que.Profª Glenda Agra Fissura Anal É uma úlcera pequena. superficial e dolorosa que compromete o ânus. a constipação intestinal (fezes endurecidas). seja para fins terapêuticos fins eróticos ou por acidente. Classificação Aguda Lesão ulcerada do canal anal em forma de fenda. estreita. Crianças Normalmente está associada à constipação intestinal quando as fezes endurecidas machucam o ânus. Crônica .

Profª Glenda Agra Lesão ulcerada com bordas bem definidas. Incisão cutânea póstero-lateral esquerda Esfíncter anal interno sendo seccionado com a tesoura.pequeno caroço no canal anal . no entanto.pequeno caroço na borda anal -.1% tem aumentado os índices de cicatrização em até 80 % após 4 semanas. chega a ser elevado. em que é necessário a sua remoção junto com o tecido infectado circundante. com exposição das fibras musculares brancas transversais do esfíncter anal interno e plicoma sentinela. banhos de assento mornos e preparados anestésicos e antiinflamatórios de uso tópico anal chegam a cicatrizar até 80 % das fissuras anais agudas observadas ambulatorialmente. Os pacientes que não respondem ao tratamento clínico em 4 a 8 semanas devem ser tratados cirurgicamente. que pode ser feita até com anestesia local. O tratamento da constipação intestinal. Reconhecida por uma tríade diagnóstica: plicoma sentinela . Tratamento Inicialmente deve ser clínico. . a fissura anal propriamente dita e a papilite hipertrófica . A técnica cirúrgica que atualmente confere os melhores resultados é a esfincterotomia anal interna lateral subcutânea. pois até 40 % dos casos da doença cicatrizam com esta conduta. A fissurectomia está indicada apenas na fissura infectada. Recentemente o emprego tópico (endo e perianal) do dinitrato de isossorbida a 1% associado ao betanecol a 0. O resultado da esfincterotomia lateral interna subcutânea (ELIS) é melhor do que o obtido pelo tratamento clínico. O índice de recidiva.(quase sempre de tratamento cirúrgico). a abolição do uso do papel higiênico. dando índices de recidiva de 0 a 2%.

bico de dispositivos para lavagem intestinal. Provavelmente.colegiosaofranscisco. . supositórios. Etiologia Crianças Em crianças. produzindo fissuras anais posteriores por trauma sobre a região posterior do canal anal. fins eróticos. A história de doenças anais prévias também tem sido levantada em muitos pacientes portadores de fissura anal. Ainda assim. como afecção proctológica distinta. ou por acidente (empalamento. não se consegue apontar uma causa que isoladamente seja responsável pelo aparecimento de fissuras anais. etc. define a presença de uma úlcera superficial benigna na pele do canal anal. a retração cicatricial que resulta do selamento de feridas anais outrora existentes enrijece localmente a circunferência do canal anal. bem como o trauma perineal que redunda do parto normal. A diarréia também tem sido implicada como causa de fissuras anais pela acidez das fezes eliminadas.br FISSURA ANAL A expressão Fissura Anal. tornando a pele adjacente vulnerável ao rompimento caso seja demasiadamente estirada (especialmente pela passagem de fezes duras e volumosas). que acaba provocando erosões cutâneas superficiais que evoluem para fissuras. Adultos Em adultos. que provocaria retração cicatricial e acolamento anormal da submucosa anterior do canal anal. e não cede. queda a cavaleiro) são descritos como causa de fissuras anais.Profª Glenda Agra Fonte: http://www. em geral. seja para fins terapêuticos (termômetros. O bolo fecal volumoso e endurecido pelo ressecamento esgarça a pele da região posterior do canal anal que está intimamente aderida ao esfíncter interno. Traumatismos anais pela introdução de corpos estranhos no canal anal. Estas duas eventualidades explicariam a maior predisposição das mulheres para fissuras anais anteriores. destarte. facilmente à passagem do conteúdo calibroso. a constipação intestinal também tem sido responsabilizada pelo surgimento de fissuras anais em adultos de ambos os sexos.com. a fissura anal geralmente está associada à constipação intestinal. o parto normal tem sido responsabilizado pelo aparecimento de fissuras anais em mulheres. Da mesma forma que nas crianças.). por acolamento tecidual fibrótico.

ao serem eliminadas em canais anais de indivíduos com hipertonia esfinctérica interna. costuma ser reconhecida por uma tríade diagnóstica: plicoma sentinela.Profª Glenda Agra O tônus elevado de repouso do músculo esfíncter interno do ânus tem sido responsabilizado pelo aparecimento de fissuras anais em determinados indivíduos. recobertos por pele modificada. trazendo-a do interior do canal anal (paciente em posição de litotomia). Uma fissura anal primária não costuma invadir a linha pectínea. abaixo da linha pectínea. elevadas e arredondadas. mas para dentro do orifício anal. fissura anal propriamente dita e papilite hipertrófica. não suportaria dilatações maiores do que está acostumada a sofrer para a eliminação fecal.) A fissura anal pode ser aguda ou crônica. Patologia A fissura anal primária tipicamente possui um formato fusiforme (assemelha-se ao formato de uma canoa) e as fibras do músculo interno do ânus podem normalmente ser vistas em seu leito. Fezes volumosas então. Estando a pele de revestimento do canal anal ajustada anatomicamente a conviver com este canal de menor calibre. Costuma cicatrizar rápida e espontaneamente e muito provavelmente a maioria de nós já a apresentou várias vezes. Situa-se na pele modificada do canal anal. A fissura anal aguda é superficial e sua base é formada por tecido conjuntivo frouxo. . desprovida de fâneros. com maior ou menor expressão clínica. Neles. Fissura anal às 6 h (linha média posterior). Em seu leito podem ser vistas as fibras transversas do músculo esfíncter interno e suas bordas são endurecidas. e em alguns casos a fissura pode evoluir para a formação de um abscesso/fístula anal. o ânus estaria submetido normalmente a uma força maior de fechamento. o canal anal cirúrgico possui cerca de 4 cm de extensão. que é causa de sintomas de ânus úmido. A pele anal está sendo firmemente afastada a fim de expor a ferida. situados abaixo da linha pectínea. É comum ocorrer infecção superficial no leito da fissura. sendo seus 2 cm distais. O plicoma sentinela e a papilite hipertrófica são formados pelo edema inflamatório que resulta da presença da úlcera anal profunda que não cicatriza. A fissura anal crônica. romperiam o tegumento por estiramento demasiado e provocariam o aparecimento de fissuras anais. por outro lado. Suas bordas são cortantes e não há endurecimento tecidual circunjacente. que se oporia à passagem de fezes mais volumosas. (Apenas para lembrar.

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Plicoma sentinela (paciente em posição de Sims, sentido cranial à direita). Fonte: http://www.colegiosaofranscisco.com.br A fissura anal ocorre normalmente na linha média posterior (6 h), mas em 20% das mulheres que apresentam fissura anal, a afecção costuma ser encontrada na linha média anterior (12 h). Uma explicação plausível para estes achados ainda não foi dada. A hipertonia do músculo esfíncter interno é um achado invariável em casos de fissura anal primária, não se sabe se como causa da afecção ou conseqüência dela. A exposição de terminações nervosas sensitivas no leito da fissura, provocando dor, leva à contração voluntária do esfíncter externo e o processo inflamatório presente na fissura leva à contração involuntária do esfíncter interno, que fica em estado de permanente hipertonia.

Incidência
A fissura anal em geral incide mais em homens do que em mulheres e esta difereça se faz notar principalmente a partir da segunda década de vida. Em crianças e adolescentes, no entanto, a fissura anal é uma doença mais encontrada em indivíduos do sexo feminino. A distribuição etária da fissura anal é maior entre os 20 e 40 anos de idade. É difícil de estimar a incidência da fissura anal na polulação geral, mas, num ambulatório universitário de Coloproctologia na cidade de Birmingham (Inglaterra), observou-se que 9% dos pacientes que procuravam a instituição por queixas proctológicas o faziam por causa de uma fissura anal.

Quadro Clínico
Crianças - Em geral choram ao defecar por estarem eliminando fezes volumosas e ressecadas, que rompem o tegumento anal e provocam pequeno sangramento. A fissura anal é uma das causas mais comuns de sangramento anal em crianças. Indivíduos desta faixa etária com fissura anal em geral apresentam constipação intestinal, que pode ser causa ou conseqüência da doença anal. Adultos - Os sintomas mais apresentados por adultos com fissura anal são dor ao defecar com sangramento vivo, aumento de volume orificial e, ocasionalmente, ânus úmido. No início do quadro a dor sobrevém principalmente com a defecação, mas, com a cronificação do processo, até andar pode ser doloroso, que dirá rir ou espirrar (toda a atividade que demande contração dos esfíncteres anais será cruel para com o portador de fissura anal crônica)! Em casos

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arrastados de fissura anal crônica ocorre o aparecimento do plicoma sentinela. Pode também ocorrer edema orificial pelo processo inflamatório crônico. Em situações avançadas, o ânus úmido (pela eliminação de secreções anais serosas ou seropurulentas) e o prurido anal podem ser observados. Ocasionalmente, um paciente com fissura anal crônica pode apresentar sintomas urinários, tais como polaciúria e disúria.

Diagnóstico
O diagnóstico de fissura anal é feito pelo exame físico (proctológico) do paciente. Normalmente, o diagnóstico pode ser feito apenas pela inspeção e, na maioria dos casos, é bom que não se faça nada além dela, pois os pacientes já estão apavorados com a idéia de que o exame retal vai causar-lhes uma dor insuportável. Entretanto, a inspeção deve ser adequadamente realizada, senão deixará de evidenciar a fissura. Deve-se ter em mente que o paciente, com medo, contrai voluntariamente as nádegas e, por causa da dor da fissura, apresenta o ânus demasiadamente contraído. Tudo, então, contribui para que a região da pele modificada do canal anal não seja exposta adequadamente e a fissura não possa ser evidenciada. Deve-se conquistar a confiança do paciente, acalmá-lo e examiná-lo afastando firme e continuamente a pele das nádegas justa-orificial. A tração firme e continuada da pele perianal acabará vencendo o tempo de contração tônica voluntária do esfíncter externo, que em geral não ultrapassa 30 segundos, e o orifício anal relaxar-se-á. Pede-se então ao paciente para produzir a manobra de Valsalva (fazer força para defecar) e poder-se-á observar a descida perineal, por relaxamento da musculatura levantadora do ânus e, com o relaxamento associado dos esfíncteres anais, a pele modificada do canal anal será evertida. É nela que a fissura anal será observada. O primeiro exame deve parar por aí e o paciente deverá ser tratado, para, após algumas semanas, ser reexaminado, desta vez com manobras invasivas. A presença de um plicoma externo não é sinal de que o paciente seja portador de fissura anal! Entretanto, se não for descoberta uma fissura anal à inspeção, o toque retal deverá ser realizado com cuidado, para afastar a presença de outras afecções (como um abscesso interesfinctérico ou submucoso). No segundo exame, após o tratamento inicial da fissura anal, o paciente, sem dor ou com ela acentuadamente diminuída, será submetido a um toque retal. Notar-se-á em geral uma hipertonia esfinctérica. Em casos de fissura anal crônica, as bordas da fissura estarão endurecidas e poder-se-á evidenciar a presença de um nódulo intra-anal doloroso e pediculado (a papila hipertrófica). Todos os pacientes com fissura anal devem ser examinados por meio de uma retossigmoidoscopia, para afastar a presença de afecções concomitantes. Hemorróidas são observadas em associação com fissuras anais em até 1/3 dos pacientes. Com a retossigmoidoscopia poderão ser detectadas papilas anais hipertróficas, fístulas anais, estenose anal e abscessos interesfinctéricos, todas afecções que podem cursar concomitantemente com fissuras anais. O exame retossigmoidoscópico poderá detectar também afecções não correlatas em até 11% dos casos, tais como proctite, pólipos adenomatosos, condilomas, etc.

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O exame proctológico completo com retossigmoidoscopia reveste-se de importância fundamental no diagnóstico diferencial entre fissura anal primária e secundária. A fissura anal secundária em geral não é mediana, sendo lateral; não possui formato fusiforme, sendo irregular; não é única, havendo normalmente mais de uma; apresenta bordas infiltradas e produz mais secreção do que a fissura anal primária, por cursar, em maior grau, com infecção. Também não obedece a localização da fissura anal primária, invadindo a pele perianal ou subindo além da linha pectínea, e normalmente é mais profunda, por vezes provocando destruição muscular subjacente. A fissura anal secundária pode ser observada em pacientes com Doença de Cröhn, retocolite ulcerativa idiopática, tuberculose intestinal, prurido anal, carcinoma anal, sífilis, herpes anal, cancro mole, AIDS (por herpes anal, sarcoma de Kaposi, infecção pelo citomegalovírus, ou linfoma de células B) e leucemia. Se um exame adequado do paciente não pôde ser realizado ambulatorialmente, o paciente deve ser examinado sob anestesia. No caso de fissuras anais primárias, a investigação pode cessar com a retossigmoidoscopia. Por outro lado, diante de uma fissura anal secundária, uma investigação mais completa do paciente será mandatória, com enema opaco, colonoscopia, exames hematológicos, microbiológicos e de investigação imunológica, segundo a suspeita diagnóstica levantada. Algumas vezes um paciente com uma dor muito semelhante à fissura anal, porém sem sangramento anal, poderá nada apresentar ao exame físico. Deve-se cogitar estar diante de uma caso de proctalgia fugax.

Tratamento
Todo o tratamento da fissura anal primária está voltado para o relaxamento do esfíncter interno, que, conseguido, causará desaparecimento da dor e facilitará a cicatrização da fissura. O tratamento inicial da fissura anal primária deve ser clínico, pois até 40 % dos casos da doença cicatrizam com esta conduta. Como normalmente os pacientes apresentam constipação intestinal, eles devem ser orientados a observar um dieta rica em fibras não processadas (pois as fibras adsorvem água, encorpando e amolecendo as fezes), a ingerir bastante líquidos durante o dia (para hidratar as fezes e amolecêlas) e a obedecer o reflexo gastrocólico, principalmente o matinal, após o desjejum. Deve-se aconselhar aos pacientes que abandonem o uso do papel higiênico para diminuir o trauma local à pele anal, já "sofrida" com a presença da fissura. Pomadas, geléias e cremes de uso tópico com medicações anestésicas e antiinflamatórias têm sido empregadas na prática clínica com sucesso, talvez principalmente porque alviem a dor. O amolecimento das fezes com o emprego de moderadores do trânsito intestinal (metilcelulose, ispágula ou estercúlia), que são laxantes por aumentarem o volume das fezes às custas de adsorção hídrica é fundamental em pacientes com constipação intestinal. Uma medicação útil é o pó solúvel da semente do psyllium, que amolece as fezes e provoca defecações fisiológicas e confortáveis. O emprego de banhos de assento mornos freqüentes alivia a dor da fissura anal por promover relaxamento esfinctérico. O calor úmido possui propriedades antiinflamatórias e analgésicas.

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O uso associado de moderadores do trânsito intestinal, preparados anestésicos/antiinflamatórios de uso tópico anal e banhos de assento mornos chega a cicatrizar até 80 % das fissuras anais agudas observadas ambulatorialmente. O índice de recidiva, no entanto, chega a ser elevado. Recentemente tem sido descrito o emprego tópico anal de preparados com nitroglicerina a 0,2% em veículo gelatinoso em pacientes com fissura anal. A nitroglicerina é degradada metabolicamente, liberando óxido nítrico, que é um um potente vasodilatador e provoca relaxamento da musculatura lisa. Relaxando o esfíncter interno, haverá maior possibilidade de cicatrização da fissura. Índices de cicatrização de até 80 % em 8 semanas com o emprego de preparados contendo nitroglicerina têm sido descritos, com taxa de recidiva da fissura muito baixas (< 3%). A cefaléia tem sido descrita em alguns pacientes que utilizam tal tipo de terapêutica. Atualmente estamos desenvolvendo um estudo prospectivo, randomizado, duplo cego e controlado em pacientes com fissura anal que procuram o Ambulatório Araújo Lima do Hospital Universitário Getúlio Vargas, nos quais é empregado ou um preparado com nitroglicerina 0,2% ou xylocaína geléia a 2%. O estudo encontra-se em andamento. Uma outra substância que tem sido utilizada ultimamente, com excelentes resultados, em pacientes com fissura anal é a toxina botulínica. O produto é injetado localmente e promove o relaxamento esfinctérico esperado para que a fissura cicatrize, sem apresentar a cefaléia descrita em alguns dos pacientes que utilizam os preparados à base de nitroglicerina. Por ser forma terapêutica de emprego recente, necessita de maiores estudos clínicos para ser validada. Os pacientes que não respondem ao tratamento clínico em 4 a 8 semanas devem ser tratados cirurgicamente. A técnica cirúrgica que atualmente confere os melhores resultados é a esfincterotomia anal interna lateral subcutânea, que pode ser feita até com anestesia local (bloqueio hemorroidário inferior). Nela, após a anestesia, introduz-se uma lâmina 11 de bisturi no sulco interesfinctérico (existente entre os esfíncteres anais interno e externo) na posição das 3 h (olhando-se de frente para o orifício anal do paciente em posição de litotomia) e secciona-se o terço inferior do esfíncter interno, sem causar lesão no revestimento interno do canal anal. A pequena ferida cirúrgica orificial resultante cicatrizará horas depois e o paciente normalmente obtém alívio imediato da dor. Não há necessidade de excisar a fissura, o plicoma ou a papila hipertrófica, pois em geral, com a cicatrização da fissura, estes dois últimos apresentarão redução de volume. Quando o plicoma e a papila forem exageradamente hipertróficos, eles poderão ser excisados, mas a esfincterotomia sempre deve ser feita lateralmente, e nunca no leito da fissura, para que não ocorra incontinência pós-operatória. O tratamento de fissuras anais secundárias está voltado primeiramente para o tratamento da doença de base. Na maioria das vezes, controlando esta, a fissura acaba cicatrizando. Quando não, procede-se ao tratamento como para a fissura anal primária.

Prognóstico
O tratamento clínico da fissura anal primária é eficaz em cerca de 70% dos pacientes sem plicomas sentinelas e em apenas 47% dos com. Neles, apesar de um elevado índice de cicatrização inicial com as medidas clínicas adotadas, a fissura acaba retornando. O resultado da esfincterotomia lateral interna subcutânea (ELIS) é melhor do que o obtido pelo tratamento clínico, dando índices de recidiva de apenas em média 0 a 2 %.

Elas são muito comuns. A gravidez é conhecida por iniciar ou agravar as hemorróidas existentes. e. 50% das pessoas têm hemorróidas de alguma forma. . As que acontecem acima do esfíncter anal e que são chamadas de hemorróidas internas. Graus variados de incontinência. só ocorrem graus menores de incontinência. em geral. As hemorróidas são classificadas em dois tipos. comuns nos métodos cirúrgicos antigos de tratamento de fissuras anais. Fonte: itmedicina.br HEMORROIDECTOMIA Hemorróidas são porções dilatadas das veias no canal anal. caíram para em média 6% com a ELIS. Até a idade de 50 anos. e aquelas que aparecem fora do esfíncter externo e que são chamadas de hemorróidas externas. com ela.Profª Glenda Agra Após o advento da ELIS os índices de complicações da cirurgia da fissura anal diminuíram acentuadamente.med.

e são a causa mais comum de sangramento vermelho-vivo que ocorre com a defecação. emolientes e supositórios contendo anestésicos. Hemorróidas externas estão associadas com intensa dor devido à inflamação e edema causados pela trombose ( a coagulação do sangue dentro das hemorróidas). Banhos de assento. adstringentes e repouso no leito são medidas que permitem resolver o ingurgitamento. Os sintomas das hemorróidas e o desconforto podem ser aliviados por uma boa higiene pessoal e evitando-se força excessiva durante a evacuação. um laxante que absorva água à medida que passe através dos intestinos pode ajudar. Uma dieta rica em resíduos e que contenha frutas e farelos pode ser todo o tratamento necessário.Obesidade 6.Constipação crônica . Hemorróidas internas geralmente não são dolorosas até elas sangrarem ou prolapsarem quando se tornam muito grandes. se isso falhar.uach. Principais causas e fatores de risco da doença hemorroidária são: 1.cl As hemorróidas causam coceira e dor.Trabalhar em pé 5.Predisposição genética 2.Esforço excessivo e prolongado para evacuar 3. Isso pode levar à isquemia da área e a uma necrose eventual.Gestação 7.Profª Glenda Agra Fonte: http://mingaonline.Costume de permanecer no vaso sanitário longamente 4.

2. Contra-indicações: Hemorróidas abaixo da linha dentada imunossuprimidos.Hemorroidectomia convencional 5. prolapso que não pode ser reduzido e pode estrangular Tratamento cirúrgico 1. ou externas.Fotocoagulação com infravermelho 4.Prostatismo Classificação da hemorróida interna GRAU I :Sangramento recorrente isolado GRAU II: Sangramento e prolapso reversível espontaneamente GRAUIII:Sangramento e prolapso que exige redução manual GRAUIV:Sangramento.Idade avançada 10.Diarréia crônica 9.Hemorroidectomia com grampeador circular 1.LIGADURA ELÁSTICA Indicações: Casos de grau II e casos selecionados de grau III.INJEÇÃO DE ESCLEROSANTE Indicações: Hemorróidas grau I e II em pacientes que não toleram a ligadura elástica ou como medida complementar a esta. discrasias sanguíneas ou uso de coagulantes. ligadura acidental da espessura completa da parede retal prolapsada. É eficaz para evitar sangramentos.Profª Glenda Agra 8. Complicações: dor intensa. infecção local e sepse. mas não para prolapsos. .Ligadura elástica 2.Inatividade e sedentarismo 11.Injeção submucosa de esclerosantes 3.

assim. Casos refratários ao tratamento com bandas elásticas ou esclerosantes.HEMORROIDECTOMIA EXCISIONAL Indicações: Hemorróidas volumosas de grau III e hemorróidas grau IV. A cirurgia pode ser feita ambulatoriamente como emergência nas 48 horas. 4. Após esse período. Um tratamento cirúrgico conservador de hemorróida interna é procedimento de ligadura com elástico. . Um pequeno elástico é então colocado na hemorróida. É conhecido por causar infecção perineal. com calor local e pomadas proctológicas antiinflamatórias é mais apropriado. A hemorróida é visualizada através do anoscópio. o tratamento clínico. mostrou-se doloroso para outros e passível de causar hemorragia secundária. Na técnica semi-fechada.HEMORROIDECTOMIA POR GRAMPEAMENTO Hemorróidas externas trombosadas podem ser tratadas clinicamente ou cirurgicamente. mas a dor e o risco de abscesso são menores. Como emergência. e a sua porção proximal acima da linha mucocutânea é presa com um instrumento. fechada ou semifechada: Após a hemorróidectomia. a mucosa anal inferior é puxada para cima e adere ao músculo subjeacente.Profª Glenda Agra 3. Ocorre a fibrose e. Com a técnica aberta. as bordas são aproximadas com 1 a 3 pontos separados. as áreas cruentas podem ser deixadas sem sutura para cicatrização por segunda intenção ou fechadas com pontos absorvíveis. O tecido distal preso pelo elástico necrosa após muitos dias e se desprende. O tratamento cirúrgico consiste em excisão do tecido trombosado sob anestesia local e cicatrização por 2ª intenção. Casos mistos (hemorróidas internas e externas). Cuidados pré-operatórios: Clister glicerinado 3 a 4 horas antes da cirurgia Técnica aberta. nos casos de trombose e encarceramento com necrose tecidual. a cicatrização é mais lenta. Apesar de esse tratamento ter sido satisfatório para alguns pacientes.

que precisam ser tratadas por meio de cirurgias mais extensas. Durante a cirurgia. FIGURA 1. particularmente das externas. Hemorragia e abscesso são complicações pós-operatórias raras. Apesar de ser relativamente indolor. esse procedimento não é muito usado porque a drenagem é malcheirosa e a cicatrização prolongada. Se aprecia el complejo hemorroidal interno tomado de manera longitudinal con pinza recta. Hemorroidectomia ou excisão cirúrgica pode ser realizada para remover todo o tecido redundante envolvido no processo. .Profª Glenda Agra Hemorroidectomia criocirúrgica é outro método para remover hemorróidas e envolve congelar o tecido da hemorróida por um tempo suficiente para causar necrose. e as hemorróidas são removidas com um grampo ou cauterizadas. ou são ligadas e. um pequeno tubo pode ser inserido através do esfíncter para permitir o escape de flatos e sangue. O laser Nd:YAG tem sido útil recentemente na excisão das hemoróidas. excisadas. Após completado o procedimento cirúrgico. pedaços de Gelfoam ou gaze Oxycel podem ser colocados sobre as feridas anais. Os métodos de tratar hemorróidas aqui descritos não são eficazes nos casos de veias trombosadas avançadas. o esfíncter anal é geralmente dilatado de forma digital. então. previa disección del paquete hemorroidal externo. O tratamento é rápido e relativamente sem dor.

uach. FIGURA 3.cl . Sutura corrida por sobre la pinza recta hasta la línea pectínea. El punto de material reabsorbible se pasa y anuda en el extremo de la pinza.Profª Glenda Agra FIGURA 2. La resección de los plexos se realiza con tijera o bisturí frío. FIGURA 4. Fonte: http://mingaonline.

Laxativos dessa massa. Pode ser de ajuda o paciente fazer exercícios de relaxamento antes de defecar para relaxar os músculos perineal e abdominal que possam estar contraídos ou em espasmo. O paciente é instruído para ficar sentado em intervalos. como o Metamucil e amolecedores de fezes. Os pacientes terão mais adesão ao tratamento e ficarão menos apreensivos se eles estiverem sem dor. 3 a 4 vezes por dia aliviarão a irritação e a dor pelo relaxamento do espasmo de esfíncter. O paciente é aconselhado a reservar um tempo para o funcionamento intestinal e prestar atenção na vontade de defecar o mais rápido possível. vaselina deverá ser aplicada ao redor da área anal. adstringentes. tranquilizantes e antieméticos. Medicamentos podem incluir anestésicos tópicos (supositórios). A administração de um analgésico antes da movimentação intestinal pode ser benéfica. O paciente é encorajado a assumir uma posição confortável. Compressas úmidas saturadas com partes iguais de água fria loção de hamamélis ajudarão a aliviar o edema. agentes anestésicsos locais podem ser benéficos para aliviar a irritação e dor local. Quando as compressas úmidas são usadas continuamnete. 24 horas após a cirurgia. para prevenir a maceração da pele. Durante as primeiras 24 horas após a cirurgia retal. quando sentado ajudarão a diminuir a dor. Banhos de assento. anti-sépticos.Profª Glenda Agra Ações de enfermagem 1. O tratamento da dor é a principal consideração. . porque essa posição promove a saída da drenagem do líquido edematoso. assim como gelo e substâncias analgésicas e opióides potentes (Codeína ou Tramadol) Compressas mornas podem promover circulação e aliviar os tecidos irritados.A ingesta de pelo menos 2 litros de água diariamente é encorajada para fornecer uma hidratação adequada. são administrados conforme prescrição médica. Almofadas debaixo das nádegas. podem ocorrer espasmos dolorosos do esfíncter e dos músculos perineais. Alimentos ricos em fibras são recomendados para promover uma massa de fezes e fazer a matéria fecal passar mais facilmente pelo reto.

Banhos de assento devem ser dados após cada eliminação intestinal. O paciente é instruído para ficar sentado em intervalos. agentes anestésicos locais ou supositórios.Aliviar a dor: 24 horas após a cirurgia retal.Monitorizando as complicações: O local deve ser observado. porque essa posição promove a saída da drenagem dependente do líquido edematoso. anti-sépticos tranqüilizantes e antieméticos. Todos os métodos para encorajar o paciente a urinar voluntariamente deveriam ser tentados antes de lançar mão do cateterismo.Profª Glenda Agra Urinar pode ser um problema no pós-operatório. laxativos (metamucil = absorve água). FÍSTULAS ANAIS E FISSURAS ANAIS Pós-operatório 1. 4. 7. notifica ao médico. HEMOROIDECTOMIA. Paciente é encorajado a responder prontamente à vontade de evacuar. adstringentes. 2. Dieta rica em fibras para facilitar o trânsito intestinal. acarretando dor. Compressas úmidas e quentes são evitadas uma vez que encorajam a dilatação e o sangramento das veias.Compressas úmidas saturadas com partes iguais de água fria e loção de hamamélis ajudarão a aliviar o edema. compressas mornas. Se sangramento.Promovendo a eliminação urinária: geralmente. substâncias analgésicas. 3. por causa do espasmo reflexo do esfíncter na saída da bexiga e uma certa quantidade de represamento muscular devido à apreensão e À dor. durante 1 a 2 semanas após a cirurgia. ocorrem espasmos dolorosos do esfíncter e dos músculos perineais. analgesic. alimentos ricos em fibras. gelo. Lembrar de Semio*. banhos de assento (3 a 4 x por dia). quanto à presença de sangramento retal. no pós-operatório há reflexo do esfíncter na saída da bexiga. 6. . faz-se : almofadas debaixo das nádegas. Portanto.Para aliviar a constipação: 2 litros de água. 5.Promovendo o cuidado domiciliar: Evitar esfregar a área com papel higiênico. A vaselina previne a maceração da pele.

pulso rápido e elevação da temperatura. taquicardia. Administrar antibióticos CPM. Monitorizar para evidência de dor abdominal constante ou generalizada. Aplicar compressas úmidas CPM. náuseas e vômitos. informar temperatura elevada. Administrar antibióticos prescritos se o paciente tiver sintomas de peritonite. Obter espécime de material de drenagem para a cultura e estudos de sensibilidade. Obstrução intraperitoneal abdominal) Condições (peritonite) sépticas intra-abdominais Avaliar o paciente para náuseas. picos febris.Profª Glenda Agra COMPLICAÇÕES POTENCIAIS E PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM APÓS A CIRURGIA INTESTINAL Complicação Ìleo paralítico Prescrição de Enfermagem Iniciar ou manter a sondagem nasogástrica CPM. Preparar o paciente para procedimento de drenagem. Observar para hiperemia. Preparar o paciente para estudos de Raios X. Preparar para descompressão do tubo intestinal. Assegurar reposição adequada de líquidos e eletrólitos. Administrando antibióticos CPM. Administrar líquidos e eletrólitos via endovenosa CPM. ferida cirúrgica Monitorizar Temperatura. Assistir no estabelecimento da drenagem local. soluços. Preparar o paciente para cirurgia se a condição deteriorar. Observar o aparecimento súbito de muita Formação de abscesso Complicações (infecção) da Rompimento da ferida . mecânica e infecção (infecção Avaliar o paciente para dor como cólica da ferida intermitente. calafrios. Administrar antibióticos CPM. Instituir terapia parenteral de líquidos e eletrólitos CPM. Preparar para drenagem cirúrgica. sensibilidade e dor ao redor da ferida.

São Paulo: Atheneu. Rio de Janeiro: SENAC/DN/DEP.A. L. NUNES. Técnica cirúrgica: bases anatômicas.M. A. W. fisiopatológicas e técnicas cirúrgicas. Cobrir a área da ferida com toalhas estéreis presas no local com uma faixa. 1996. REFERÊNCIAS BARROS. 2002. BRUNNER.C.S. Tratado de enfermgem médico-cirúrgico. E. São Paulo: EPU. 2000. Assistência de enfermagem ao paciente crítico. Administrar líquidos parenterais CPM para corrigir deficiências hidroeletrolíticas.. D.2007. V. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. S.S. M. E. Preparar o paciente imediatamente para a cirurgia. Complicações anastomóticas da anastomose. Enfermagem em clínica cirúrgica.. KAWAMOTO. 1986. E. NISHIDE. São Paulo: Atheneu. Assistir na descompressão intestinal. fístulas) (deiscência Preparar o paciente para a cirurgia.Profª Glenda Agra drenagem serosa na ferida. GOFFI. .D.. F. CINTRA. SUDDARTH. Enfermagem cirúrgica. et al.

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