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APOSTILA_DE_ENFERMAGEM_CIRÚRGICA_2010[1]

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ENFERMAGEM

Profª Glenda Agra

ENFERMAGEM CIRÚRGICA

Profª Glenda Agra

1.CLÍNIA CIRÚRGICA: É a unidade hospitalar organizada, segundo um conjunto de requisitos que se torna apta a receber pacientes para tratamento cirúrgico em regime de internamento. 2.OBJETIVOS: Proporcionar ambiente terapêutico adequado aos pacientes com afecções clínicas diversificadas, em regime de internação. Manter elevado padrão da assistência, mediante planejamento, execução e avaliação das atividades de enfermagem. 3.DEPENDÊNCIAS: Enfermarias, expurgos, isolamentos, postos de enfermagem, repousos médicos e de enfermeiros, rouparias, sala de chefia de enfermagem, sala de curativos, sala de prescrição. 4.RELAÇÃO COM OUTROS SERVIÇOS: Almoxarifado, ambulatório, central de hemoterapia, CME, centro cirúrgico, CTI, CCIH, demais unidades de internação, divisão de enfermagem, farmácia, recepção e SAME. 5.POSIÇÃO ADMINISTRATIVA: O serviço de enfermagem da clínica está diretamente subordinado à divisão de enfermagem. 6.PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DA CLÍNICA CIRÚRGICA: Enfermeirogerente no horário da manhã. Enfermeiros: horários: manhã, tarde, noite. Auxiliares e Técnicos de enfermagem: horários: manhã, tarde, noite. Auxiliares operacionais de serviços: horários: manhã, tarde, noite. Auxiliares administrativos: horário comercial. 7.DIVISÃO DOS TURNOS DE TRABALHO: 1º TURNO: Manhã : 7:00 às 13:00h 2º TURNO: Tarde: 13:00 às 19:00h 3º TURNO: noite: 19:00 às 7:00h NORMAS E ROTINAS DA CLÍNICA CIRÚRGICA ROTINA DA MANHÃ Enfermeiro Assistencial : Assistir ao paciente. Enfermeiro Coordenador: Elabora as escalas e coordena o setor de enfermagem. Enfermeiro Responsável-técnico: Responsável por todos os outros profissionais de enfermagem, mediante o COREN.

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-Apresentar-se para receber o plantão; -Confirmar a presença de funcionários escalados; -Tomar conhecimento da escala das atribuições de tarefas e avisos; -Refazer a escala de atribuições, SN -Informar à Coordenação de enfermagem da unidade, as possíveis ausências e ocorrências; -Ler relatório geral para se inteirar das ocorrências; -Verificar exames a serem encaminhados; -Checar com os funcionários do horário, o encaminhamento de pacientes para o Centro Cirúrgico feito às 6:30h; -Verificar preparo de pacientes para exames; -Supervisionar o preparo de pacientes para cirurgias “a seguir” (AS) e encaminhá-los ao bloco cirúrgico, após solicitação. -Registrar no prontuário do paciente, os exames e cirurgias realizadas, os preparos para exames e cirurgias, exames e cirurgias não realizadas, alegando o motivo; -Realizar processo de enfermagem; -Receber paciente pós-cirurgia.

ROTINAS DA TARDE -Todos acima, exceto realização de alguns exames. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM GERAL AO PACIENTE CIRÚRGICO -Admissão ao paciente na unidade cirúrgica; -Preparar o leito antecipadamente; -Receber o paciente; -Apresentar o paciente à equipe; -Proceder de acordo com a rotina do serviço; -Entrevistar o paciente e realizar exame físico; -Preparar prontuário;

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-Verificar SSVV, peso e mensuração; -Observar estado geral do paciente; -Fazer anotações de enfermagem; -Arrolar roupas e valores; -Orientar o paciente; -Comunicar o médico; -Providenciar alimentação, medicação, etc. PREPARO PSICOLÓGICO -Visa reduzir as complicações intra e pós-operatórias; -Estudo completo das condições fisiológicas e psicológicas; -Avaliar tensão, ansiedade e nervosismo; -Buscar meios que minimizem anseios; -Solicitar o serviço de psicologia; -Pacientes orientados recuperam-se mais rápido; PREPARO FÍSICO Inicial -Melhor esclarecimento do diagnóstico; -Adequar o estado geral do paciente à cirurgia; -Inicia-se da admissão às 24h que antecede o pré-operatório imediato A enfermagem -Realiza exame físico; -Investiga determinantes que poderão afetar negativamente a cirurgia. Ex: idade, doenças. -Providencia e prepara o paciente para exames laboratoriais e outros; -Controla SSVV; -Realiza controle hidroeletrolítico; -Observa estado nutricional;

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-Orienta, estimula e administra medicamentos; -Ensina exercícios respiratórios; -Orienta quanto à higiene; -Tabagistas orientados a não fumar ou reduzir o vício; -Identifica e cuida das anormalidades que possam trazer complicações no préoperatório.

PERÍODOS OPERATÓRIOS

1.PRÉ-OPERATÓRIO MEDIATO OU TARDIO: Desde a admissão até o início do período pré-operatório imediato. 2.PRÉ-OPERATÓRIO IMEDIATO: Primeiras 24h que antecede o ato cirúrgico. 3.TRANS-OPERATÓRIO: Momento da cirurgia. 4.PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO: São as primeiras 24h após o ato cirúrgico. 5.PÓS-OPERATÓRIO MEDIATO OU TARDIO: São as 24 h subseqüentes do período pós-operatório, até a sua alta hospitalar. A CIRURGIA OBJETIVA: - Remover as possíveis fontes de infecção; -Preparar o paciente para a cirurgia; -Pré-operatório imediato: Inicia-se 24h que antecede a cirurgia. A ENFERMAGEM -Verificar listas de aviso cirúrgico; -Colhe sangue para tipagem sanguínea; -Observa alterações na sintomatologia; -Verifica SSVV; -Promove banho corporal; -Troca roupa de cama;

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-Avalia as condições gerais de higiene do paciente (retira esmalte, corta unhas); -Realiza preparo intestinal; -Orienta sobre o jejum (de acordo com a cirurgia = 8 a 12h). NO DIA DA CIRURGIA -Verifica se os preparos foram realizados; -Verificar e manter o jejum; -Retirar próteses; -Comunicar anormalidades; -Remover grampos, maquiagem; -Vestir roupas limpas; -Retirar jóias e adornos e notificar em livro; -Solicitar esvaziamento da bexiga; -Cateterismo deve se realizado no BC; -Controlar SSVV; -Administrar medicação pré-anestésica 45 minutos antes da cirurgia; -Fazer anotações e checar; -Revisar prontuário; -Transportar o paciente ao BC na hora marcada e de forma confortável; -Acompanhar o paciente até o recebimento do BC; -Controvérsias: Tricotomia. PREPARO ESPIRITUAL: Manter diálogo e questionar o paciente quanto à necessidade de padre, pastor ou outro representante de Deus, conforme a religiosidade.

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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO OBJETIVO: -Proporcionar assistência qualificada; -Vigilância contínua centralizada nas necessidades apresentadas; -Detectar precocemente complicações pós-operatórias. PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM: -Receber relatório contendo informações no intra-operatório; -Admitir o paciente na unidade em livro de admissão; -Evoluir o paciente; -Avaliar o estado geral do paciente; -Verificar SSVV; -Atentar para infiltração ou obstrução da hidratação periférica; -Avaliar o nível de consciência: Consciente, semi-consciente, inconsciente, narcose, -Prevenir a detectar precocemente problemas respiratórios, que levam a hipoxemia devido a obstrução hipofaríngeo; -Observar posicionamento do tubo endotraqueal; -Conectar em respirador mecânico SN; -Auxiliar nos procedimentos de desmame e extubação; -Verificar FR, presença de cianose e expansibilidade torácica; -Instalar oxigênio sob cateter nasal; -Aspirar secreções; -Verificar FC, ritmo, perfusão periférica; -Monitorizar o paciente; -Realizar ECG; -Observar posicionamento de drenos, sondas e infusões venosas; -Conectar funcionamento dos drenos e caracterizá-los.

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Padrão de prescrições de enfermagem para o cuidado pós-operatório do paciente durante a admissão na unidade clínica

1.Examinar a respiração e instalar oxigênio suplementar, se prescrito.

2.Monitorizar os sinais vitais e observar a pele quanto ao calor, umidade e coloração.

3.Avaliar o local da cirurgia e os sistemas de drenagem da ferida.

4.Avaliar o nível de consciência, a orientação e a capacidade para movimentar as extremidades.

5.Conectar todos os tubos de drenagem por gravidade ou por aspiração, se prescrito e, monitorizar intensivamente os sistemas de drenagem.

6.Avaliar o nível e as características da dor ( localização e qualidade) e horário, tipo e via de administração da última medicação analgésica.

7.Posicionar o paciente para promover o conforto, segurança e expansão pulmonar.

8.Avaliar as linhas endovenosas quanto à permeabilidade, assim como as infusões quanto à freqüência correta de fluxo e tipo de solução.

9.Avaliar o débito urinário no sistema de drenagem fechada ou a necessidade do paciente de urinar e distensão da bexiga.

10.Reforçar a necessidade de iniciar a respiração profunda e os exercícios para as pernas.

11.Posicionar ao alcance do paciente a campainha de chamada, a cuba-rim, as lascas de gelo ( se permitido) e a comadre ou o papagaio.

3. 7. .Profª Glenda Agra 12.Iniciar o oxigênio suplementar. 2.Avaliação do débito urinário e da capacidade de urinar voluntariamente. os níveis de eletrólitos.Posicionamento quanto ao conforto. 5. expansão pulmonar e prevenção da aspiração. 9. 8. 11. Proporcionar informação para o paciente e família.Avaliação e interpretação da freqüência respiratória. hemoglobina e hematócrito. os exercícios respiratórios ou o uso do espirômetro de incentivo. da pressão arterial.Avaliação e tratamento das náuseas e dos vômitos.Avaliação e interpretação da ingestão e excreção. 6. 10.Avaliação e tratamento da incisão cirúrgica. Resumo de cuidado de enfermagem no período pós-operatório imediato 1.Iniciação dos exercícios de pernas e calçamento de meias antiembolismo ou o dispositivo de compressão pneumática. profundidade e qualidade. 4.Avaliação e interpretação da freqüência cardíaca. da coloração e umidade da pele.Iniciação dos líquidos orais ( a menos que contra-indicado pelo tipo de cirurgia).Avaliação do estado mental.

dieta. 2.Complicações potenciais. 3.Manutenção da segurança do paciente. incluindo atividades a serem evitadas. atividade progressiva.Profª Glenda Agra 12.Regime terapêutico continuado. encaminhamentos para o cuidado domiciliar. terapias adjuntas. sinais e sintomas de complicações e medidas preventivas.Atividades de promoção da saúde sugeridas ( ex: cessação do tabagismo. cuidado da ferida 5. incluindo: medicação.Recursos comunitários. 7.Avaliação e tratamento das necessidades psicossociais do paciente e da família.O procedimento cirúrgico que foi realizado e quaisquer alterações permanentes na estrutura anatômica ou função. gerenciamento do estresse) 6. 13.Intervenções para adaptar quaisquer alterações permanentes na estrutura ou função.Consultas de acompanhamento com cirurgião ou outros profissionais . 4. Necessidades de instruções ao paciente após a cirurgia Todos os pacientes no pós-operatório precisam de informação e instrução nas seguintes áreas: 1.

colostomia -Cirurgias radicais: Ex: Mastectomia total. Exemplos: Reparação de cicatrizes. Indicação para a cirurgia: Dentro de 24 a 30h. 4. fratura de crânio. mamoplastia. biópsias *Risco Cardiológico -Cirurgias de Porte I (Pequena perda de líquidos. reparação vaginal. eletrólitos e sangue): Transplantes.CIRURGIA ELETIVA: O paciente pode ser operado. Indicação para a cirurgia: A não realização da cirurgia não é catastrófica.Profª Glenda Agra CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS *De acordo com o atendimento 1. eletrólitos e sangue): Cirurgias oftálmicas e otorrinolaringológicas -Cirurgias de Porte II (Média perda de líquidos. Exemplos: Sangramento grave. queimaduras extensas. cirurgias neurológicas. Indicação para a cirurgia: Sem demora. -Cirurgias de Porte III (Grande perda de líquidos. 2. cálculos renais ou uretrais. cirurgias cardíacas.CIRURGIA DE URGÊNCIA: O paciente precisa de atenção rápida. feridas por armas de fogo ou branca. Prostatectomia. . o distúrbio pode ser ameaçador à vida. *De acordo com o objetivo . -Cirurgias para diagnóstico: Ex: Cateterismo cardíaco. eletrólitos e sangue): Histerectomia. hérnia simples. ritidoplastia.CIRURGIA DE EMERGÊNCIA: O paciente necessita de atenção imediata.Cirurgias paleativas: Ex: Paracentese. apendicectomia -Cirurgias reparadoras/reconstrutoras (plásticas): Ex: Blefaroplastia. Exemplos: Infecção aguda da vesícula. obstrução vesical ou intestinal.

C. 3. colecistectomia -Cirurgias de Porte III (De 4 a 6h):Revascularização cardíaca. . na ausência de supuração local. Ex: Cirurgia do cólon. Câncer. curetagem uterine. respiratório e urinário. Quando ocorre penetração nos tratos digestivos. Presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de 2ª intenção. cuja descontaminação é difícil ou impossível.Profª Glenda Agra *Duração do procedimento -Cirurgias de Porte I (Até 2h): Cesariana. Fraturas expostas (10h após o ocorrido).CIRURGIA POTENCIALMENTE CONTAMINADA: São aquelas realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecido de difícil descontaminação. gástrica. gástrica ou duodenal. C. Intestino delgado (eletiva). C. Cirurgias em que não ocorre penetração nos tratos digestivo. C. Mastectomia. cirurgias eletivas atraumáticas com cicatrização de 1ª intenção e sem drenagem. colonizados por flora bacteriana abundante. crsniotomia -Cirurgias de Porte IV (+ de 6h): Transplantes. das vias biliares sem estase ou obstrução biliar. C. Debridamento de queimados. bucal e dentária. 2. Herniorrafia. C. Úlcera gástrica e C. Feridas traumáticas limpas (até 10h após o trauma). C. Anastomose portocava e esplenorrenal. Ooforectomia. Enxertos cutâneos. Ex: Artroplastia do quadril. Ex: Histerectomia abdominal. Obstrução biliar ou urinária. Procedimento cirúrgico ortopédico. da orofaringe. Cardíacas prolongadas com circulação extracorpórea. grande contaminação a partir do trato digestivo. C. Neurocirurgias. respiratórios ou urinário sem contaminação significativa. na ausência do processo infeccioso e inflamatório local ou falhas técnicas grosseiras. bem como todas aquelas em que tenham ocorrido falhas técnicas grosseiras. na ausência de processo infeccioso e inflamatório e com falhas técnicas discretas no transoperatórios. amigdalectomia -Cirurgias de Porte II (De 2 a 4h):Histerectomia.CIRURGIA LIMPA: São aquelas realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação. gastroduodenopancreatectomia *Potencial de contaminação 1.Cardíaca. Colecistectomia. Cirurgias limpas com drenagem.CIRURGIA CONTAMINADA: São aquelas realizadas em tecidos traumatizados recentemente e abertos. Ortoplastia. por obstrução duodenal.

C. na forma vegetativa (não esporulada) de artigos semi-críticos através de meios físicos e químico. Ex: C. Colecistectomia por colecistite aguda com empiema. fungos e vírus em artigos.CIRURGIA INFECTADA: São intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou órgão. em presença do processo infeccioso(supuração local). inclusive a esporulada. Anti-sepsia: é a utilização de um produto anti-séptico numa área contaminada (tecido humano). Desinfectantes: são substâncias químicas capazes de destruir todas as formas vegetativas de bactérias.Tecido necrótico. do reto e ânus com exsudato. Desinfecção: é o processo de destruição de microorganismos patogênicos ou não.Profª Glenda Agra 4. Degermação: consiste na eliminação dos microorganismos patogênicos das mãos e dos antebraços da equipe cirúrgica. Presença de vísceras perfuradas. Sanificação: É o processo de destruição de microorganismos patogênicos ou não. . Anti-séptico: é o produto químico utilizado para a realização da anti-sepsia. Corpos estranhos e Feridas de origem suja. Nefrectomia com presença de infecção. Germicidas: são produtos ou substâncias capazes de destruir indiscriminadamente ou seletivamente microorganismos à temperatura ambiente. TERMINOLOGIA ASSÉPTICA Assepsia: são meios utilizados para não contaminar uma área isenta de microorganismos. Esterilização: é o procedimento utilizado para a completa destruição de todas as formas de vida microbiana. em áreas físicas consideradas limpas. abdominal com presença de exsudato e conteúdo de cólon. Limpeza: é o fundamental para a remoção de matéria orgânica presente nos artigos.

Profª Glenda Agra TERMINOLOGIA CIRÚRGICA A terminologia técnica utilizada pelos profissionais da área de Saúde é constituída. aparelho ou parte do corpo humano. Vejamos alguns elementos de origem grego-latina comumente empregados em enfermagem cirúrgica e seus respectivos significados. O primeiro elemento de composição da palavra se refere a um órgão. Formação de palavras Conhecendo a disposição dos elementos e seu significado teremos a designação dos diversos tipos de intervenções cirúrgicas. Laringo + scopia = laringe + ato de ver. a ação praticada ou patologia. em sua maior parte. observar. e o segundo elemento diz respeito à técnica ou procedimento executado. de palavras formadas pela composição de elementos gregos e latinos. 1º ELEMENTO Adeno SIGNIFICADO Glândula 1º ELEMENTO Láparo SIGNIFICADO Cavidade abdomina Laringe Rim Nervo Olho Angio Artro Blefaro Cisto Vaso Articulação Pálpebra Bexiga Laringe Nefro Neuro Oftalmo .

PROCEDIMENTO PARA REMOÇÃO PROCEDIMENTO DE PARA REMOÇÃO DE . observar Comunicação entre dois órgãos ocos ou entre um órgãos e pele Corte Pexia Plastia Ráfia Scopia Stomia Tomia Vejamos os principais nomes de procedimentos cirúrgicos em que o segundo elemento da composição é ectomia (remoção).Profª Glenda Agra Colecisto Colo Colpo Entero Flebo Gastro Hepato Hístero Ooforo Vesícula Cólon Vagina Intestino Veia Estômago Fígado Útero Ovário Ooforo Orqui Osteo Oto Procto Rino Salpingo Traqueo Ovário Testículo Osso Ouvido Reto Nariz Trompa Traquéia 2º ELEMENTO Ectomia SIGNIFICADO Remoção total ou parcial Fixação de um órgão Reconstituição estética ou restauradora de uma parte do corpo Sutura Ato de ver.

desta vez. denominações de outras cirurgias.Profª Glenda Agra Apendicectomia Cistectomia Colecistectomia Colectomia Embolectomia Esofagectomia Esplenectomia Facectomia Gastretomia Hemorroidectomia Laminectomia Apêndice Bexiga Vesícula biliar Cólon Êmbolo Esôfago Baço Cristalino Estômago Hemorróidas Excisão da lâmina vertebral para expor os componentes neurais do canal espinhal. o tecido doente ou danificado. a seguir. ressecando então. terminadas em pexia ( fixação): PROCEDIMENTO Cistopexia Histeropexia Nefropexia PARA FIXAÇÃO DE Bexiga Útero Rim . Parte do fígado Útero Lobo de um órgão Mastectomia Miomectomia Nefrectomia Ooforectmia Pancreatectomia Pneumectomia Prostatectomia Mama Mioma Rim Ovário Pâncreas Pulmão Próstata Retossigmoidectomia Reto e sigmóide Salpingectomia Trompa Hepatetomia Histrectomia Lobectomia Apresentamos .

Profª Glenda Agra Retinopexia Orquidopexia Retina Testículo Outros procedimentos cirúrgicos têm seus nomes terminados em plastia (reconstituição). denominações de procedimentos onde o segundo elemento é ráfia ( sutura). como demonstrado a seguir: PROCEDIMENTO Blefarorrafia Colporrafia Gastrorrafia Herniorrafia Osteorrafia Palatorrafia Perineorrafia Perinorrafia PARA SUTURA DE Pálpebra Vagina Estômago Hérnia Osso Fenda palatina Períneo Tendão . como mostramos a seguir: PROCEDIMENTO Blefaroplastia Mamoplastia Piloroplastia Queiloplastia Rinoplastia Ritidoplastia Salpingoplastia PARA RECONSTITUIÇÃO DE Pálpebra Mama Piloro Lábio Nariz Face Trompa Há ainda.

o broncoscópio. Vejamos agora os principais nomes de cirurgias cujo segundo elemento de formação é stomia ( comunicação entre dois órgão ocos ou entre um órgão e a pele). na artroscopia. na retossigmoidoscopia. desta vez. por exemplo. e o retossigmoidoscópio. na laparoscopia. compostos com o elemento scopia ( observação): PROCEDIMENTO Artroscopia Broncoscopia Cistoscopia Colonoscopia Colposcopia Endoscopia Esofagoscopia Gastroscopia Laringoscopia Laparoscopia Retossigmoidoscopia Ureteroscopia Uretroscopia PARA OBSERVAÇÃO DE Articulação Bronquios Bexiga Cólon Vagina Órgãos internos Esôfago Estômago Laringe Cavidade abdominal Reto e sigmóide Ureter Uretra Ressaltamos ainda que nos procedimentos relacionados à observação interna dos órgãos utilizam-se vários aparelhos como. o artroscópio. na broncoscopia.Profª Glenda Agra Vamos analisar outros nomes de procedimentos. PROCEDIMENTO ÓRGÃO EM COMUNICAÇÃO COM A PELE . o laparoscópio.

Profª Glenda Agra Cistotomia Colostomia Gastrostomia Jejunostomia Traqueostomia Bexiga Cólon Estômago Jejuno Traquéia Finalmente. ainda. termos ou expressões médicas freqüentemente utilizadas em clínicas cirúrgicas. Artrodese Biópsia Cauterização . geralmente por sutura Fixação cirúrgica de articulações Remoção de um tecido vivo para exame Destruição de tecido por meio de um agente cáustico ou de calor. através do bisturi elétrico. as principais denominações de procedimentos cirúrgicos terminadas em tomia (corte): PROCEDIMENTO Episiotomia CORTE DA (O) Vulva Abdômen Tórax Traquéia Ureter Canal deferente Laparotomia Toracotomia Traqueotomia Ureterotomia Vasectomia Existem. Eis alguns deles: Amputação Anastomose Remoção de uma parte do corpo Conexão de dois órgãos tubulares. por exemplo.

Saída de um órgão ou de parte dele para fora do seu lugar. Saída total ou parcial de um órgão do espaço que normalmente o contém.Profª Glenda Agra Cesariana Retirada do feto através de incisão na parede abdominal e no útero Ressecção da pele do prepúcio que cobre a glande Hérnia da bexiga por musculatura do períneo defeito na Circuncisão Cistocele Curetagem uterina Raspagem e remoção do conteúdo uterino Separação de bordas suturadas de uma ferida previamente Deiscência Dissecção Divertículo Corte ou separação de tecidos do corpo Abertura no formato de bolsa em um órgão com a forma de saco ou tubo Transplante de órgão ou tecido Saída de vísceras de sua cavidade Extirpação cirúrgica Passagem anormal que liga um órgão. especialmente quando este surge em um orifício natural. Corte Cálculo Denominação genérica de punção para esvaziamento de cavidade. Queda de um órgão Remoção cirúrgica de parte de um órgão Enxerto Evisceração Exerese Fístula Hérnia Incisão Litíase Paracentese Prolapso Ptose Ressecção . cavidade ou abscesso a uma superfície interna ou externa do corpo.

INFECÇÃO PREVENÍVEL X INFECÇÃO NÃO-PREVENÍVEL . INFECÇÃO AUTÓGENA X INFECÇÃO EXÓGENA As infecções podem ser diferenciadas de acordo com a origem dos microorganismos que a causam. independente de tê-la adquirido no ambiente hospitalar ou na comunidade. ficando difícil estabelecer sua origem. Infecções exógenas: são aquelas que resultam da transmissão a partir de fontes externas ao paciente. sofrendo portanto alteração em decorrência da hospitalização. A maioria das infecções hospitalares causada pela microbiota do paciente. Durante a hospitalização. Infecção autógena: indica que a infecção foi derivada da flora do paciente. por isso foi criado o conceito de infecção autógena.Profª Glenda Agra Retocele Hérnia da parede do reto por defeito na musculatura do períneo. Punção cirúrgica na cavidade torácica Veias dilatadas no escroto Toracocentese Varicocele INFECÇÃO: É a resposta inflamatória provocada pela invasão ou pela presença de microorganismos em tecidos orgânicos. a princípio originária da comunidade. Infecções endógenas: são causadas pela microbiota do paciente. o paciente gradativamente adquire a flora hospitalar.

são potencialmente preveníveis. originárias a partir de sua flora. sífilis e AIDS. rubéola.Infecção em recém-nascido. a maioria das infecções hospitalares tem uma etiologia multicausal e nem todas estas causas podem ser preveníveis. classificando-as em comunitárias ou hospitalares. Por exemplo: infecções cruzadas. podem ser evitadas se for feita lavagem correta das mãos. CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DE INFECÇÃO HOSPITALAR A portaria 2. a identificação do evento desencadeador da infecção hospitalar é retrospectivo e difícil de ser estabelecido. Infecções não. estas infecções representam no máximo 5% do total. se forem precocemente identificadas. citomegalovirose. desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital. transmitidas pelas mãos dos funcionários. Entretanto.). Geralmente. pois. cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi comprovoda e que tornou-se evidente logo após o nascimento ( por exemplo. Adicionalmente. especialmente as dde fonte comum. Este é o caso das infecções em pacientes imunologicamente comprometidos. INFECÇÃO COMUNITÁRIA É a infecção constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente. pelo próprio critério epidemiológico sua identificação. em relação à Portaria 930/92. São também comunitárias: 1. herpes simples. a menos que haja troca de microorganismos ou sinais ou sintomas fortemente sugestivos da aquisição de nova infecção. são também consideradas comunitárias todas as infecções de recém-nascidos associadas com bolsa rota superior a 24 horas. toxoplasmose.preveníveis: são aquelas que acontecem a respeito de todas as precauções tomadas. .Profª Glenda Agra Infecções preveníveis: são aquelas em que a alteração de algum evento relacionado pode implicar na prevenção da infecção. traz em seu anexo II conceitos e critérios para o diagnóstico das infecções. devemos lembrar que. que regulamenta as ações do controle de infecções hospitalares no território nacional.As infecções associadas a complicações ou extensão da infecção já presente na admissão.616/98 do Ministério da Saúde. como vimos anteriormente. 2. Epidemias.

e evidências de estudos com métodos de imagem. Usam-se como critérios gerais: 1. a pesquisar de antígenos e anticorpos. 2. quando associadas a procedimentos invasivos diagnósticos e/ou terapêuticos.Quando se desconhecer o período de incubação do microoganismo e não houver evidência clínica e/ou dado laboratorial de infecção no momento da admissão. A sorologia é considerada positiva se for encontrada imunoglobulina específica da classe IgM ou um aumento de quatro vezes nos títulos de IgG específica. Também são consideradas hospitalares aquelas infecções manifestadas antes de se completar 72 horas da internação. biópsia e outros. realizados previamente. ressaltando-se os exames microbológicos. A Portaria Ministerial 930/92 define princípios para o diagnóstico de infecções hospitalares: “ O diagnóstico de infecções hospitalares deverá valorizar informações oriundas de evidência clínica.” Estes princípios pressupõem a busca ativa de casos a partir de pistas diagnósticas.Quando na mesma topografia em que foi diagnosticada infecção comunitária for isolado um germe diferente. derivada da observação direta do paciente ou da análise de seu prontuário. resultado de exames de laboratório. o caso deverá ser considerado como hospitalar.8º C. hipotermia com a queda desta temperatura abaixo de 33. e métodos de visualização.Profª Glenda Agra INFECÇÃO HOSPITALAR É qualquer tipo de infecção adquirida após a internação do paciente e que se manifesta durante a internação ou mesmo após a alta. quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. com exceção das transmitidas de forma transplacentária e aquelas associadas à bolsa rota superior a 24 horas. seguido do agravamento das condições clínicas do paciente.As infecções no recém-nascido são hospitalares. .5ºC. hipotensão como pressão sistólica menor que 90mmHg em duas medidas tomadas com intervalo de uma hora. endoscopia. Para a uniformização de certos conceitos. 3. considera-se infecção hospitalar toda manifestação clínica de infecção que se apresentar 72 horas após a admissão. algumas nem sempre de fácil acesso em nosso meio. definimos febre como temperatura axilar acima de 37.

Quando for realizada sondagem vesical. Não sofreu procedimento de risco Considerar 72 horas da transferência Sofre procedimento de risco. Nas transferências sem procedimentos invasivos. dentro do próprio hospital. as infecções são consideradas hospitalares se manifestadas até 72 horas. na mesma topografia em que a infecção é suspeita. O período de incubação é sempre expresso por um intervalo de tempo com um valor mínimo e um máximo. A Portaria exclui as que estejam incubando no momento da internação. Após a alta do paciente. sendo estendido este prazo em até um ano. a não ser que tenha havido implante. o prazo é ampliado para sete dias após a retirada do procedimento. como é o caso das infecções urinárias e pneumonias. Entretanto. Uma varicela detectada no 21º dia após a alta é considerada hospitalar. caso contrário. Para os demais procedimentos. na sua grande maioria. independente do tempo de permanência do paciente. se identificarmos uma varicela no 17º dia de internação de um paciente. Se o paciente for submetido a um procedimento invasivo no hospital. não há necessidade de esperarmos as 72 horas para classificá-la como hospitalar. e a resistência do hospedeiro. as infecções urinárias que se desenvolvem logo após cateterismo vesical. relacionadas ao cirúrgico. Sua duração depende da correlação entre inóculo e virulência do microorganismo. são as IH identificadas em pacientes transferidos de uma unidade para outra. consideramos no Brasil. a infecção será creditada à unidade anterior. Uma questão freqüente para os controladores de infecção.Quando transferido com procedimento a infecção é tabulada na unidade em que for diagnosticada. a uma tromboflebite séptica relacionada a um cateter vascular. Exemplificando. como infecção hospitalar aquela que foi diagnosticada após 72 horas de internação do paciente. utilizamos o período de 72 horas para definir a unidade da infecção. É considerada hospitalar se o tempo de hospitalização do paciente superar a duração mínima do período de incubação. uma vez que as infecções estão. não há alteração do prazo de 72 horas.Assim sendo.Profª Glenda Agra Nem todas as infecções diagnosticadas após a admissão do paciente são hospitalares. pois seu período de incubação varia de 15 a 21 dias. por exemplo. após a alta do paciente. Com estas condutas estaremos incluindo como infecção hospitalar todas as possibilidades. ela será considerada hospitalar. consideramos hospitalar se a infecção for detectada até o valor máximo do período de incubação. A infecção será incluída na nova unidade somente se o diagnóstico efetuado ocorrer após 72 horas da transferência. A dúvida consiste em definir a unidade responsável pela infecção. particularmente a ventilação mecânica e os cateteres vasculares. Para as infecções que não têm período de incubação conhecido. a não ser que a infecção detectada esteja seguramente relacionada. mas é transferido sem este . e consideram-se 30 dias após o ato cirúrgico.

Profª Glenda Agra Considerar sete dias da retirada da sonda vesical e três dias para os demais procedimentos. em situações definidas e. Diagnóstico de infecção cirúrgica Considerar a infecção da unidade onde está o paciente. geralmente por intermédio de profissionais de saúde e que também é considerada infecção hospitalar. Portanto. RECÉM-NASCIDO A Portaria 930/92 coloca todas as infecções do recém-nascido como hospitalares. INFECÇÃO CRUZADA É a infecção transmitida de paciente para paciente. Uma parturiente com bolsa . para os visitantes e/ou para o meio ambiente. Sofre procedimento de risco e é transferido com este Considerar a infecção da unidade onde está o paciente. apenas durante o período de transmissibilidade das doenças. Está indicado nas doenças transmissíveis. Isolamento: Conjunto de medidas adotadas para fazer uma barreira que impeça a disseminação de agentes infecciosos de um paciente para outro. excluindo apenas as transmitidas de forma transplacentária. esta recomendação sobre isolamentos deve se completar com o período de incubação e de transmissão das doenças. Colonização: é o aumento de um ou mais tipo de microorganismo sem causar uma reação.

As infecções transplacentárias já foram definidas como comunitárias. Então. As infecções identificadas no recém-nascido podem originar-se por via transplacentária ou por contaminação ascendente após a ruptura da bolsa. esta infecção deve ser classificada como hospitalar. as infecções originárias desta atividade devem ser consideradas nosocomiais.como novidade. Os casos em que a parturiente dá entrada com bolsa íntegra. A Portaria MS 2. Evidentemente. pouco alterou em relação aos critérios diagnósticos gerais.Profª Glenda Agra rota há 15 dias que. No caso de mães admitidas com bolsa rota. exceto aquelas transmitidas por via transplacentária. . e as que ocorrem após o nascimento são indubitavelemente hospitalares. obviamente devem ser considerados hospitalares. exceto para as infecções detectadas em recém-nascidos. estas infecções serão hospitalares se diagnosticadas após 72 horas de internação materna. e as decorrentes da contaminação comunitária intra-uterina. durante sua passagem pelo canal do parto ou após seu nascimento. como sistematização propomos que: 1.Todas as infecções transplacentárias sejam consideradas comunitárias. ao entrar no hospital.616/98. 2. Logo. também excluiu aquelas associadas a mais de 24 horas de bolsa rota. Nestes pacientes ela continuou excluindo as infecções transmitidas de forma transplacentária e. que passou a regulamentar o controle de infecção hospitalar em substituição à 930/92. a conseqüente da carioamnionite materna por bolsa rota. dá à luz um recém-nascido com sepse. como as infecções congênitas. de acordo com a Portaria. como por exemplo.Todas as demais infecções identificadas em recém-nascidos de mães admitidas com bolsa íntegra sejam consideradas hospitalares. se o parto for hospitalar. são consideradas infecções hospitalares as derivadas de contaminação durante a passagem do feto pelo canal do parto e aquelas adquiridas após o nascimento. Todas as infecções neonatais são consideradas hospitalares.

meningite por H. coqueluche. Da mesma forma. AIDS. sarampo. DOENÇAS A SEREM ISOLADAS Respiratório: . uma vez que uma de suas principais causas é o cateterismo vesical. linfagranuloma venero. diretamente ao Serviço de Vigilância Epidemiológica da cidade ou região (Distrito Sanitário). exposição à radiação ionizante. gonorréia. a infecção urinária hospitalar. DSTs – sífilis. hepatite B. Intoxicação de qualquer natureza – química. na impossibilidade deste. lagartas e animais peçonhentos (aranha. das doenças relacionadas abaixo. medicamentosa. procedimento bastante freqüente nos casos cirúrgicos. febre tifóide. peste. donovanose. cancro mole. cobra e escorpião). hanseníase. leptospirose. toxi-infecção alimentar. a infecção do sítio cirúrgico é uma das causas mais comuns de infecção hospitalar na maioria dos hospitais. doença de Chagas (casos agudos) e paralisias flácidas tais como poliomielite. febre amarela. rubéola. DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA Em casos suspeitos ou confirmados. é obrigatória a notificação imediata ao Serviço de controle de Infecção Hospitalar (SCIH) e. Já a infecção respiratória apresenta-se como uma das complicações mais freqüentes dos clientes operados. tétano. herpes genital. mieleites. difteria. síndrome de Guillain Barrè. uretrites e vaginites não gonocóccicas. malária (em área não-endêmica). plantas. dengue.Profª Glenda Agra RISCO DE INFECÇÃO NO CLIENTE Sabidamente. leishmaniose visceral. condiloma acuminado. influenzae. Doença meningocócica e outras meningites.

maior tempo sob efeito de anestesia e de assistência ventilatória. meningite meningocócica. descolamento de tecidos além do necessário (que levam a sangramento e transudações). aumento da destruição dos tecidos pelo tempo de manipulação. A técnica cirúrgica é crucial. escarlatina. aumento do período em que o tecido é privado de sistema de defesa devido à irrigação sanguínea insuficiente. período em que o paciente está privado de seus mecanismos de defesa naturais. a extensão da incisão também pode ser um fator de risco. estreptococo betahemolítico (amigdalite. sarampo. duração do procedimento.Profª Glenda Agra O quarto de isolamento é obrigatório para: caxumba. também deve ser considerado os aspectos relacionados à duração e extensão do procedimento cirúrgico. hipotermia por grande quantidade de infusões e exposição da incisão ao ambiente frio da SO. uma vez que. conforme dito. herpes zoster. pneumonia estafilocócica. rubéola. quanto maior a incisão. Síndrome de Fournier ou Fasciite necrosante). A duração do procedimento cirúrgico pode aumentar o risco de infecção por vários motivos: aumento de microoorganismos que podem contaminar a ferida. maior a porta de entrada para microorganismos. com hemostasia inadequada (permitindo a formação de seromas e hematomas) com sutura defeituosa e . coqueluche. técnica cirúrgica. Cirurgias com duração acima de duas horas apresentam incidência maior de infecção da ferida cirúrgica de forma estatisticamente significante. TB (escarro positivo). A cirurgia com manuseio excessivo. meningite por haemophilus. ASPECTOS RELACIONADOS A TODOS PACIENTES CIRÚRGICOS Especificidades da cirurgia Além da classificação das cirurgias por potencial de contaminação. tipo de cirurgia. Teoricamente.

um meio de cultura cujos agentes fagocitários não conseguem ali chegar. a ação das drogas deprime o SNC. Período de hospitalização pré-operatória . rejeição de órgãos transplantados.inclusive como auxiliar no controle de infecção pela diminuição do tempo operatório e melhor e mais rápida hemostasia. e principalmente englobando muito tecido. Mesmo que o medicamento anestésico isoladamente não esteja comprovadamente relacionado à infecção pós-operatória. A pneumonia por aspiração é um achado freqüente. no sentido de minimizar os efeitos das situações mencionadas. Participando diretamente de todos esses aspectos. pois agem como lagos. Os anestésicos também podem interferir na transmissão do impulso nervoso para a musculatura lisa. ventilação controlada. Cirurgias que necessitam de grande quantidade de irrigação e quer não são adequadamente aspiradas ou drenadas aumentam o esforço do organismo para absorver o excesso de secreção. O seu uso inadequado ou exagerado. fornece. bloqueio dos reflexos com formação de muco e espasmos da laringe. assim como a possibilidade de permanência de microorganimos na mesma ainda que não se possa negar o avanço nas cirurgias com o uso de bisturi elétrico . anafilaxia. aspiração. intensificando a depressão respiratória. o fator mais importante na imunossupressão de clientes submetidos a cirurgias não seria a técnica anestésica ou o tipo de droga escolhido e sim o nível de bloqueio ao estresse cirúrgico. Outros mecanismos não-específicos são alterados pela anestesia: diminuição de fluxo mucociliar. O uso de fios de sutura inadequados desperta forte reação como corpo estranho. Tal quadro interfere na ventilação normal do paciente. com o tecido morto resultante. que necessita de assistência respiratória através de procedimentos invasivos como intubação. por pontos hemostáticos abrangendo áreas extensas ou por suturas muito apertadas.Profª Glenda Agra formação de áreas de isquemia ou necrose pode favorecer proliferação de bactérias. Anestesia e trauma anestésico-cirúrgico A anestesia geral pode estimular: infecção pós-operatória. levando a um relaxamento e paralisia dos músculos respiratórios. Os seromas e hematomas são causas importantes de diminuição da resistência local.. principalmente com administração de atropina. facilitando a ação dos germes patogênicos. Assim. inibição da fagocitose. com alteração dos centros subcorticais extrapiramidais. portanto constituindo fatores de risco de infecção respiratória. destaque-se a habilidade técnica do cirurgião. aliado a outras situações pode apresentar condições opostas: a presença de tecido isquêmico ou necrosado por uso de bisturi elétrico. crescimento de tumores. que isolam os agentes fagocitários. brônquios e importante alteração hemodinâmica. altas concentrações de oxigênio e inalação prolongada de gases sem umidificação. depressão da resposta alérgica.

principalmente. punções e cateterismos vasculares são procedimentos invasivos a que o paciente pode ser submetido. Degermação e preparo pré-operatório da pele Não há como negar que as mãos e antebraços da equipe cirúrgica e a própria pele do sítio cirúrgico do cliente constituem fontes das mais importantes de microorganismos de flora endógena. a paramentação busca proteger o paciente contra contaminação da flora normal liberada pelo pessoal da SO e pelo paciente durante a cirurgia. mas sim a possibilidade de ocorrer solução de continuidade da camada . a causadora da grande maioria das infecções do sítio cirúrgico e cuja transmissão pode ocorrer. Paramentação cirúrgica Semelhante ao item anterior. Esses procedimentos devem garantir a rápida remoção ou a destruição de toda a flora transitória da pele e parte da flora residente. Se justifica a remoção dos pêlos adjacentes ao local operatório para facilitar a visualização e a técnica operatória. conhecida por flora de colonização. assim como para diminuir a contaminação da incisão com microorganismos presentes nos pêlos. A remoção do pêlo não é o verdadeiro problema. A tricotomia tem recebido especial atenção com relação ao risco de infecção no sítio cirúrgico. cateterismo vesical. no caso da degermação das mãos da equipe cirúrgica.Profª Glenda Agra Isso se explica pela possibilidade de o cliente se colonizar em seus vários sistemas com uma flora bacteriana modificada. os microorganismos proliferam com maior intensidade sob as luvas. de longe. sendo a mesma. pelo contato direto e a manipulação continuada durante a intervenção cirúrgica.A degermação das mãos e antebraços e anti-sepsia pré-operatória da pele são práticas bastante antigas do ritual cirúrgico. presente no pessoal e no ambiente hospitalar. além disso pode-se considerar comum as microperfurações das mesmas. Procedimentos invasivos Tricotomia.Atualmente. esses procedimentos também têm o objetivo de estabelecer uma atividade residual que retarde a recolonização. visto que.

. lançado em setembro de 2. que em seu artigo 1º fala da obrigatoriedade dos hospitais em manterem um Programa de Infecções Hospitalares (PCIH) e no artigo 2º preconiza a criação de comissão de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH) para execução deste controle. com a Portaria MS nº196/83. SINAIS: Permite a obtenção de indicadores que consideram os riscos relacionados ao tempo de internação e de exposição a procedimentos invasivos e as características dos pacientes e das unidades de internação. propiciando. que foi revogada e substituída pela Portaria MS nº 930/92.997. coloca em seu artigo 1º que os hospitais do país são obrigados a manter Programa de controle de Infecções Hospitalares _ PICH.Profª Glenda Agra epidérmica. está em vigor a Portaria nº 2. microcortes até cortes visíveis sangrantes. além da invasão de microorganismos. justamente. de 6 de janeiro de 1.004.997.983. A Lei 9. ao uso inadequado ou indiscriminado dos antibióticos. que revogou a Portaria nº930/92. a Lei nº 9. Os tipos de alterações da integridade da pele variam desde a inflamação folicular. reações alérgicas. e contribuirá no combate à resistência microbiana. É uma iniciativa da ANVISA. em 1.616. possibilitando a análise do perfil de sensibilidade de todos os organismos e o seu acompanhamento por tipo de ambiente ou unidade assistencial. com o intuito de oferecer aos hospitais brasileiros e gestores de saúde uma ferramenta para aprimoramento das ações de prevenção e controle das infecções relacionadas à assistência à saúde. foi publicada. Atualmente.431. que é uma barreira natural de defesa contra a invasão de microorganismos. de 12 de maio de 19998. também a sua permanência e reprodução. Uso de antibióticos Uma das causas principais das infecções hospitalares atuais deve-se .431/97. Em maior ou menor intensidade todos provocam aumento da permeabilidade da camada epidérmica. O Sistema nacional de Informação para o Controle de Infecções em Serviços de saúde (SINAIS). conforme veremos mais adiante. CONTROLE DE INFECÇÕES HOSPITALARES O programa de controle de Infecção Hospitalar começou a ser regulamentado em 1. tendo como meio de cultura a exsudação produzida. no Diário Oficial da União.

materiais e equipamentos. por outras categorias profissionais. A vigilância sanitária que é representada na instituição pelo controle de infecção. a vigilância sanitária e elaboração e execução do Programa de Controle de Infecção Hospitalar. assegurando desta maneira sua aderência junto aos demais serviços da instituição. Esta integração contribui para que bons resultados sejam alcançados. De acordo com a legislação brasileira. Procedimentos invasivos realizados de forma incorreta. Os setores de apoio. Estes profissionais deverão ter como condição obrigatória atualização científica.A coleta de dados. reformas e outras medidas necessárias. soluções anti-sépticas e desinfetantes. algumas instituições. todos os hospitais são obrigados a ter um Programa de controle de Infecção. justificando. podem traduzir-se em infecção hospitalar. transformando suas informações em ações preventivas para toda a comunidade hospitalar. em todos os setores da organização. preocupando-se com as infecções de maneira pró-ativa. métodos de esterilização. com o objetivo de manter sob controle as infecções. sendo que a CCIH valida e divulga as propostas e ações do SCIH. cuja assistência ao paciente é prestada indiretamente. para os efeitos desta Lei. aquisição de recursos humanos. também chamado Serviço de controle Hospitalar (SCIH). ou seja. na aquisição de artigos e insumos que podem estar relacionados às infecções hospitalares. Detecta aumento de episódios. e. surtos ou outros problemas e propõe soluções no que diz respeito às infecções hospitalares.Oferece assessoria em medidas de proteção antiinfecciosa. habitualmente são realizadas pela equipe do SCIH. Este grupo é composto por enfermeiros e médicos. apresentam igual . O controle de infecção hospitalar tem como base em sua estrutura a Comissão de controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e um grupo executivo. procurando corrigir as deficiências antes que a infecção ocorra. também chamada vigilância epidemiológica das infecções hospitalares. o feedback ao setor envolvido. alocadas especificamente para tais funções. como: isolamento. A CCIH deve ser composta de profissionais representantes dos serviços que atuam direta ou indiretamente na assistência ao paciente. observa os bastidores do hospital.Profª Glenda Agra considerando programa de controle de infecções hospitalares. O controle de infecção deve dar informações quanto à evolução da situação em questão. em processos de construções e reformas arquitetônicas. seja por problemas técnicos ou por condições inadequadas. na diretoria e do SCIH. colaborando com programas de treinamento. Colabora com os demais serviços nas padronizações de procedimentos invasivos e dos antimicrobianos. a interpretação das informações coletadas. padronizações. o conjunto de ações desenvolvidas deliberada e sistematicamente com vistas à redução máxima possível de incidência e da gravidade das infecções hospitalares. crítica e legal sobre assuntos relacionados ao controle das infecções hospitalares. sendo um elo de ligação para os demais trabalhadores. mudanças de conduta e rotina. sob o ponto de vista do controle de infecção hospitalar.

também é alvo de atuação da vigilância sanitária. Através de visitas. 5. porém não substitui o papel da supervisão. ações relativas à implantação de um Sistema de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares. COMPETÊNCIAS DA CCIH A CCIH do hospital deverá: 1. adequado às características e necessidades da instituição. devido à falta de recursos ou negligência do próprio profissional. germicidas e materiais médico-hospitalares. implementar. a situação do controle das infecções hospitalares. implementação e supervisão das normas e rotinas técnico-operacionais. 2.Elaborar. relatórios e comunicar. capacitação do quadro de funcionários e profissionais da instituição. . e implantar imediatas de controle. 4. regularmente. 3. sempre que indicado. no mínimo. visando à prevenção e controle das infecções hospitalares. Prevenir doenças originadas de aplicação incorreta das medidas de precauções. periodicamente. as informações providas pelo Sistema de Vigilância Epidemiológica das infecções hospitalares e aprovar as medidas de controle propostas pelos membros executores da CCIH. podendo estar inseridos no aparecimento das infecções.Elaborar. uso racional de antimicrobianos. contemplando.Profª Glenda Agra importância na qualidade de seu atendimento.Realizar investigação epidemiológica de casos e surtos. adequação. manter e avaliar programa de controle de infecção hospitalar. promovendo seu amplo debate na comunidade hospitalar.Elaborar e divulgar.Avaliar. periódica e sistematicamente. no que diz respeito à prevenção e controle das infecções hospitalares. observa-se as atividades relacionadas aos pacientes e aos próprios profissionais estão sendo realizadas e em que condições estão ocorrendo. à autoridade máxima de instituição e às chefias de todos os setores do hospital. que deve continuamente exercer suas atividades de maneira integrada com o controle de infecção. implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnicooperacionais. visando limitar a disseminação de agentes presentes nas infecções em curso no hospital. por meio de medidas de precaução e de isolamento.

Notificar ao Serviço de Vigilância Epidemiológica e Sanitária do organismo de gestão do SUS. bem como fornecer.Definir.Cooperar com o setor de treinamento ou responsabilizar-se pelo treinamento. as informações epidemiológicas solicitadas pelas autoridades competentes. em cooperação com a Comissão de Farmácia e Terapêutica. com vistas a obter capacitação adequada do quadro de funcionários e profissionais.Elaborar regimento interno para a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. 9. no que diz respeito ao controle das infecções hospitalares. implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnicooperacionais. ao organismo de gestão do SUS. 11. 10. prontamente. atendidos em qualquer dos serviços ou unidades do hospital. os casos diagnosticados ou suspeitos de outras doenças sob vigilância epidemiológica (notificação compulsória).Cooperar com a ação do órgão de gestão do SUS. .Adequar. e atuar cooperativamente com os serviços de saúde coletiva. na ausência de um núcleo de epidemiologia. política de utilização de antimicrobianos. 7. 8.Notificar.Profª Glenda Agra 6. 12. visando a prevenção e o tratamento das infecções hospitalares. os casos e surtos diagnosticados ou suspeitos de infecções associados à utilização de insumos e/ou produtos industrializados. germicidas e materiais médico-hospitalares para a instituição.

Os drenos são utilizados para remoção de acúmulos anormais no interior da cavidade ou nos permeios da parede abdominal. parietal ou visceral. Descomprimir o tubo digestivo. São reconhecidos dois tipos de drenagem: Profilática: tem a finalidade de impedir o acúmulo de secreções. sangue. As sondas tem indicação para o escoamento de conteúdo intraluminar. devido a grandes descolamentos no subcutâneo ou pela colocação de material protético empregado como reforço parietal. Terapêutica: se destina a promover a saída de material acumulado. Orientar coleções e fístulas. Acessoriamente. Na parede abdominal podem ser utilizadas com o objetivo de drenar secreções purulentas (abscessos) ou diminuir o espaço morto e eliminar restos de soro. seja do tubo digestivo. seja do aparelho urinário. Evacuar líquidos intraluminares (urina. tecidos. destina-se a administrar líquidos e alimentos. dentre elas podemos destacar: Propiciar saída de secreções purulentas ou de conteúdo intestinal. Ministrar líquidos e alimentos. A drenagem pode ser realizada por drenos e sondas: .Profª Glenda Agra SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA UTILIZAÇÃO DOS DRENOS CIRÚRGICOS Os drenos e as sondas constituem em valiosos auxiliares utilizados na prática cirúrgica visando facilitar o escoamento de conteúdo cavitário. bile). A drenagem tem várias funções. Remover qualquer líquido da cavidade peritoneal.

peritônio. podendo ter balonete. O orifício de saída deve-se localizar em local de declive para facilitar a drenagem por gravidade. TIPOS DE DRENAGEM Existem 4 tipos de drenagem. de plástico ou de derivados do petróleo. com calibre variado. Sempre fixar o dreno no local de exteriorização. Drenos de aspiração. com paredes flexíveis. largura variável. porém maleável. Deve ficar suficientemente afastado da cicatriz cirúrgica para não interferir com os cuidados da FO. PRINCÍPIOS DA COLOCAÇÃO DE DRENOS Os drenos intraperitoneais não devem ser exteriorizados pela incisão para evitar infecção e interferir na cicatrização. árvore traqueobrônquica e sistema geniturinário. usados na drenagem das grandes cavidades serosas (pleura. estando destinadas à luz do tubo digestivo e seus anexos. pericárdio) e do espaço intervisceral e tissular. Não lesar com demasia a parede na confecção do trajeto parietal. O orifício de saída deve ser proporcional ao diâmetro do dreno para evitar compressão ou evisceração. ser radiopacas ou não.Profª Glenda Agra Drenos: são lâminas ou tubos de material sintético. . conforme o mecanismo de ação: Drenagem laminar. Não deixar o dreno entrar em contigüidade com as linhas de sutura para evitar fístulas. que apresentam paredes rígidas. Sondas: são tubos de borracha. Drenos túbulo-laminares.

Os tubos são fixados ao Penrose por meio de suturas individuais. sonda retal. Seu mecanismo de ação é por meio da drenagem passiva. Seu mecanismo de ação funciona por sucção. O funcionamento é por capilaridade e por drenagem ativa. nasojejunais. Este tipo de drenagem diminui o risco de contaminação a partir do dreno. Pode-se colocar gaze ou qualquer outro material sintético absorvente dentro do Penrose com a finalidade de aumentar a drenagem. abscessos ou quando se deseja lavar a cavidade abdominal. esvaziamentos ganglionares) e quando há extensa ressecção com espaço morto local. sendo uma drenagem ativa. As sondas. firmes. Utilizado nos casos de pancreatite. sondas urinárias entre outras.Profª Glenda Agra Cateteres de drenagem. O terceiro tubo é o respiro. facilitando e acelerando o escoamento. Cateteres de Drenagem (pigtailed): Drenos tubulares. silicone ou teflon. produzidos de silicone ou cloridrato de polivinil. gastrostomia. para fluidificar a coleção. nasobiliares. sendo divididas conforme o órgão em que será utilizada: sondas gastrintestinais. retalhos miocutâneos. deve ser retirado em 24 a 72 horas. tubulares. descomprimir (sonda nasogástrica. jejunostomias. Dreno de Sump. também podem ser utilizadas para administrar líquidos. cecostomias. além de drenar o conteúdo presente no lúmen das vísceras ocas. por capilaridade. ao mesmo tempo que se aspira sob baixa pressão por meio de outro. Deve-se periodicamente instilar soro para desobstruir o cateter. sondas utilizadas para descomprimir anastomoses) ou comprimir (sonda de Sengstaken-Blackmore e sonda de Foley na prostatectomia). O sistema funciona instilando solução fisiológica por um dos tubos. Drenos de aspiração: Drenos de sucção fechada. Dreno Portovac. Drenagem laminar: Dreno de Penrose. As sondas são tubos introduzidos no lúmen de vísceras ocas. para realizar drenagens percutâneas de coleções ou cateterização de via biliar. colocados dentro de um dreno de Penrose. Tem a preferência nas cirurgias do aparelho digestivo com anastomeses. . que evita o colabamento do sistema de sucção. medicamentos e nutrientes. de Sengstaken-Blackmore. utilizados por radiologistas. São utilizados em cirurgias com grande descolamento tecidual (hérnia incisional. parede resistente e pouco flexível. que é muito fino e. com múltiplas perfurações. guiados por TC ou USG. Drenos túbulos-laminares: São formados por 2 ou 3 drenos tubulares de látex. de plástico ou látex. retal. finos. porém.

má vascularização e infecção local.Anastomoses entre o trato digestivo. . pâncreas. 3. a utilização de drenos é discutível (vários autores contraindicam a drenagem por apresentarem maior risco de infecção).Profª Glenda Agra INDICAÇÕES GERAIS Drenar secreções purulentas localizadas ou de conteúdo intestinal e remover profilaticamente qualquer líquido da cavidade peritoneal ou do subcutâneo. 5. colocas-se o Penrose ou dreno de aspiração Portovac tracionando-o no 1º dia e retirando-o no 2º ou 3º dia pós-operatório. 6. INDICAÇÕES ESPECÍFICAS Existem algumas cirurgias em que são acoplados sistemas de drenagem como rotina. 2.Cirurgias em que há extensa área cruenta.Cirurgias de parede abdominal com grande descolamento de subcutâneo ou com utilização de próteses. caso seja utilizado. como suco bileopancreático ou seroma. com a finalidade de descomprimir ou retirar secreções que coletam no leito cirúrgico. Vias Biliares: Tubo em “T” de Kher: descomprimir o hepatocolédoco.Cirurgias em que podem ter sido abertos pequenos ductos (vesícula biliar. O emprego de drenos é conveniente nas seguintes situações: 1.Abscessos localizados e com parede espessa. quando há insegurança em relação ao fechamento.Cirurgias e que há sutura de órgãos sem serosa e extrapiramidais. antes que sua presença cause complicações. fígado) sem ser detectados. No caso de colecistectomia. fechado após o 7º dia pós-operatório (após a realização da colancistectomia) e retirado após o 14º dia. O mesmo deve ser elevado a partir do 4º dia para diminuir o escoamento biliar. desproporção entre as bocas anastomóticas. 4.

colocam-se drenos de aspiração. enquanto houver íleo paralítico. Estômago: Os drenos são usados após gastrectomias quando a anastomose for difícil. Embora a drenagem aumente o risco de infecção. A sonda deve ser retirada após o término do íleo paralítico. Deve-se sempre colocar SNG ou SNE para descomprimir o lúmen e iniciar precocemente a alimentação. Deve-se realizar drenagem sondagem nasogástrica e diminuir estímulo pancreático. apresentando tecidos menos resistentes à infecção. caso não haja complicação local. Baço: Após esplenectomia. tempo necessário par acriar um trajeto ao redor do dreno e orientar a fístula. se for uma SNG. Nesses casos. ou devido a pequenas lesões em causa do pâncreas. Duodeno: Os drenos são necessários devido à alta mortalidade que as complicações. utilizam-se drenos de aspiração. utiliza-se o dreno de Sump com o objetivo de lavar e aspirar ao mesmo tempo. como fístula e infecção local. irrita os tecidos vizinhos. há indicação de drenagem devido ao suco pancreático que. Nas pancreatectomias parciais. Em todas as cirurgias que envolvem anastomoses intestinais. emprega-se o dreno de Penrose. A utilização dos mesmos não diminui a chance de fístula. com um escoamento precoce e efetivo. de preferência 2m 24 a 72horas. até que o íleo paralítico desapareça. retirando-o após o 4º dia. tracionando-o pós-operatório. O dreno de escolha é de Penrose. sendo retirado quando a aspiração vier límpida. utilizam-se SNGs ou jejunostomias para descomprimir o lúmen gastrintestinal. No caso de abscesso pancreático. o dreno permanece por um período não inferior a 7 dias. utilizando dreno de Penrose. que podem ocasionar. retirando-o quando a aspiração diminui. normalmente se utilizam drenos visando prevenir o acúmulo de secreções no espaço subfrênico. exceção feita para os casos de anastomoses com o reto ou canal anal. Intestino: Normalmente não se utilizam drenos em anastomoses intestinais. retira-se após o paciente ter condições de via oral. . Se o intuito for alimentação. podendo causar fístulas ou abscessos peripancreáticos. pela dificuldade de hemostasia causando pequenos sangramentos. porém. podem-se evitar cirurgias. sendo tracionado após o 3º dia e retirado após o 4º ou 5º dia pós-operatório. Em caso de fistulização. por meio de suas enzimas proteolíticas.Profª Glenda Agra Pâncreas: Em cirurgias em que se manipula ou se resseca o pâncreas. retirando-se após o 4º dia. Os drenos de escolha são de Sump e os de aspiração. devido à área cruenta no leito esplênico. pela ausência da camada serosa e por sua posição extraperitoneal. caso não haja fístula.

Nas situações em que há abscesso localizado. a drenagem não se faz necessária. MANEJO DOS TUBOS A colocação dos drenos na cavidade abdominal apresenta princípios básicos: 1. sendo de escolha o de Penrose. Devem ser colocados por contra-incisão para evitar infecção da ferida operatória e diminuir o risco de deiscência. Outros: A drenagem tubular tem espaço nas cirurgias da região cervical (TIREOIDECTOMIAS. tracionando-os 24 horas antes de retirá-los definitivamente. . quando se quiser realizar lavagem da cavidade.São colocados lateralmente ao músculo reto abdominal. 3. não muito pequenos para facilitar a drenagem. os drenos de Sump estão indicados para lavar e aspirar continuamente o abscesso. deve-se utilizar o dreno Portovac para evitar que se acumulem coleções no subcutâneo. devendo permancer no local até não mais sair secreção purulenta. O tempo de drenagem pode variar conforme o volume exteriorizado e o motivo pelo qual o dreno foi colocado. CIRURGIAS VASCULARES . Nos casos de abscesso intraabdominal. para limpar a cavidade e aspirar seu conteúdo. A mesma deve permanecer por 2 a 3 dias. sendo retirados após desligar a lavagem por 24 horas e o líquido sair límpido. ESVAZIAMENTOS LINFONODAIS. faz-se apenas a lavagem exaustiva da cavidade. mesmo que haja perfuração com coleção purulenta na cavidade.Profª Glenda Agra Apendicite: Nos casos de apendicite aguda em que não há abscesso localizado. sem tração prévia. deve-se deixar um dreno junto à cavidade abscedada.O trajeto confeccionado deve ser mais retilíneo o possível para facilitar a drenagem e evitar coleções. Parede Abdominal: Quando existe um grande descolamento do tecido subcutâneo ou quando se colocam próteses junto à musculatura. deve-se realizar sondagem vesical . até que o volume drenado em 24 horas seja inferior a 150 ml e retirado em um só tempo. Nesses casos. pode-se utilizar os drenos de Sump. Nesses casos. 2. simultaneamente. Em cirurgias de grande porte e naquelas em que se manipulam as vias urinárias ou a próstata. nas cirurgias ORTOPÉDICAS que utilizam próteses e em qualquer outra cirurgia que apresente um espaço morto ou que não possa haver compressão das estruturas adjacentes. porém evitando grandes aberturas para evitar hérnia incisional.

4.Se não houver balonete para fixação.Profª Glenda Agra 4.Devem ser fixados à pele para evitar que o mesmo seja tracionado por descuido ou que entre na cavidade abdominal. fixa-se externamente com curativos ou pontos para dificultar a migração da mesma.SNG não devem ficar mais que 7 dias. 5. COMPLICAÇÕES Hérnia incisional Obstrução por aderências Necrose de tecidos vizinhos por compressão Hematoma de parede Perda do dreno na cavidade abdominal Fístula por erosão da anastomose SONDAS . REMOÇÃO DOS DRENOS Profiláticos: Remove-se tão logo haja evidências de que não há mais drenagem significativa e que o dreno não é mais necessário. SONDAS Obedece alguns preceitos básicos: 1. deve-se pensar em antimicrobianos quando utilizadas por vários dias. 3. 5. 2. alguns centímetros a cada dia. devido às ulcerações que a mesma pode causar na mucosa da orofaringe e do esôfago. Terapêuticos: São mantidos no local enquanto houver drenagem em quantidade significativa.No caso de sondas urinárias. deve-se trocar por sondas nasojejunais.O curativo deve ser realizado separadamente ao da incisão principal para dificultar a contaminação da ferida operatória com as coleções drenadas.Se houver necessidade de troca. Retira-se de modo gradativo. de tal maneira a ocluir o trajeto da profundidade para a superfície. que são menos traumáticas e podem ficar por várias semanas.Deve ser introduzida com anestésico local.

Profª Glenda Agra Erosões junto à mucosa por irritação ou isquemia Aumento da produção de ácido pelo estômago Fístulas Perfuração durante a colocação Infecção Hemorragias pela erosão DREDRENOS JACKSON PRATT DRENOS JACKSON PRATT .

Profª Glenda Agra Dreno de Jackson Pratt Drenos de Penrose .

Profª Glenda Agra Dreno de Black Dreno de sucção Sistema de drenagem mediastinal .

Profª Glenda Agra Sistema de drenagem de vias aéreas Simulador .

Profª Glenda Agra Dreno de Kher .

Profª Glenda Agra Sonda de Malecot Sonda Traqueal Comum de Nelaton .

Profª Glenda Agra Sonda Retal Sonda de Sengstaken-Blackemore Dreno de Penrose .

Profª Glenda Agra Sonda Nasoentérica Sonda Nasogá strica de Levine Sonda Vesical de Foley .

Profª Glenda Agra Sonda vesical de alívio de Nelaton .

br/images CURATIVOS .com.google.Profª Glenda Agra Dreno de Black Dreno de sucção (Portovacc) FONTE: http://images.

Permitir sua retirada sem ocasionar lesão por aderência. Notas: . Curativo encharcado ou vazando favorece o movimento das bactérias em ambas as direções – ferida e meio ambiente – devendo ser trocado imediatamente. A troca de curativos pode baixar a temperatura da superfície em vários graus. diminuindo a dor e aumentando o processo de destruição natural dos tecidos necrosados.Profª Glenda Agra Curativo é o tratamento utilizado para promover a cicatrização da ferida. conforme segue: Manter alta umidade entre a ferida e o curativo acelerando a epitelização. Remover o excesso de exsudação com o objetivo de evitar a maceração dos tecidos próximos. citado por Dealey. Critérios: Os critérios para o curativo ideal foram definidos por Turner. Fornecer isolamento térmico – a temperatura de 37º estimula o processo de cicatrização.9% e s secar somente as bordas da ferida. Estar isento de partículas e substâncias tóxicas contaminadoras de feridas que podem manter a inflamação e retardar a cicatrização.9%. A escolha do curativo depende do tipo de ferida. Não se deve usar algodão ou gaze desfiada (aderência à ferida). Observações: Em feridas abertas não é recomendado o uso de curativo seco. não se deve limpá-la com solução fria nem deixá-las expostas por períodos prolongados. Permitir troca gasosa. O curativo aderido à ferida deve ser retirado com umedecimento com Soro Fisiológico a 0. Deve-se umidificá-lo com Soro Fisiológico a 0. Por isso. agindo como barreira mecânica entre a ferida e o meio ambiente. Ser impermeável às bactérias. proporcionando um meio adequado para este processo.

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Exsudação: extravasamento de líquido da ferida, devido ao aumento da permeabilidade capilar. Maceração: amolecimento da pele, geralmente nas bordas da ferida, na maioria das vezes pela umidade excessiva. Classificações de curativos: Aberto: é aquele no qual utiliza-se apenas o anti-séptico, mantendo a ferida exposta. Ex: ferida cirúrgica limpa com 48 horas de evolução ou mais. Oclusivo: curativo que após a limpeza da ferida e aplicação do medicamento é fechado ou ocluído com gaze ou atadura. Seco: fechado com gaze ou compressa umedecida com pomada ou soluções prescritas. Compressivo: é aquele no qual é mantida compressão sobre a ferida para estancar hemorragias, eviscerações etc. Drenagens: Nos ferimentos com grande quantidade de exsudato coloca-se dreno ( Penrose, Kher), tubos, cateteres ou bolsas de colostomia. O dreno Penrose é introduzido na cavidade da ferida para escoamento de secreções que possam vir a infectá-lo ou para eliminar secreções purulentas. O dreno Penrose é um tubo de látex mole e delicado, de vários diâmetros, colocado através de um pequeno orifício ou na própria cicatriz operatória. Quando há necessidade de lavar o local que está sendo drenado, o cirurgião coloca, junto com o Penrose, um dreno tubular fino, geralmente, de polietileno, formando assim um dreno misto. Os drenos Penrose são usados em cirurgias gerais, com finalidade profilática e precisam ser protegidos por curativos. Mas se for preciso medir o volume de secreção que sai pelo dreno, pode-se substituir o curativo por bolsas coletoras, que variam de tamanho de acordo com a quantidade de secreção eliminada. O dreno Kher ou em T é utilizado nas operações que abrem a via biliar principal (hepático/calédoco), com a finalidade de escoar a bile para fora, por um determinado período. O dreno fechado de pressão negativa é conectado a uma bolsa coletora sanfonada elástica, por meio de um tubo. Quando a bolsa é comprimida para a retirada do ar do seu interior, cria um vácuo capaz de provocar aspiração contínua. A secreção ou o sangue são retirados da ferida, indo para o recipiente sanfonado por meio do tubo.

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Quando o recipiente estiver cheio, é necessário abrir a tampa de cima e esvazia-la. Para restabelecer a pressão negativa, comprime-se o recipiente até o ar sair totalmente e recoloca-se a tampa. Assim, a drenagem recomeçará. O dreno fechado de pressão negativa é geralmente usado em operações ortopédicas, neurocirúrgicas e outras onde haja sangramento residual. O dreno de tórax é utilizado na cavidade torácica para restaurar a pressão negativa e escoar secreções ou sangue. Debridamento: é a retirada do tecido necrosado, sem vitalidade, utilizando cobertura com ação debridante ou retirada mecânica com pinça, tesoura ou bisturi. Processo de cicatrização: No momento da incisão/injúria: formação de coágulo, estase, liberação de substâncias vasoativas. 2 horas: formação de crosta. 6 horas: neutrófilos liberam enzimas que efetuam a quebra dos restos celulares e dos agentes invasores. 12 horas: monócitos fagocitam bactérias e restos celulares. 24-48 horas: formação de ponte epitelial. 48 horas: fibroblastos : produzem colágeno para formação da cicatrização. 6 dias: a proliferação de fibroblastos atinge seu pico, repondo o tecido conjuntivo. Formação do tecido de granulação ( forma precoce de tecido cicatricial). 2 semanas: realinhamento das fibras colágenas – aumento da resistência e redução da espessura da cicatriz. Semanas e meses: contração – a cicatriz altera a sua aparência.

Objetivos do curativo: Proporcionar conforto ao paciente ( diminuição da dor) e promover a cicatrização. Proteger a ferida para prevenir infecções. Observar o aspecto da cicatriz cirúrgica.

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Manter a área limpa.

Regras para os curativos:

Curativos cirúrgicos limpos e secos não necessitam ser trocados nas primeiras 72 horas. Curativos devem ser mantidos limpos nas primeiras 48/72 horas de pós-operatório ou procedimento ou ainda a critério médico e/ou da instituição. Neste período ainda não ocorreu a epitelização da ferida. Curativos úmidos ( seja por secreções ou banho) devem ser trocados tantas vezes quanto necessário, não ultrapassando o tempo de seis horas ( tempo provável de multiplicação das bactérias). Após a epitelização da ferida pode-se deixá-la descoberta se não houver chance de contaminação pelas áreas vizinhas (colostomias, vômitos.secreções orais, secreções traqueais). Os acessos venosos, arteriais, drenos torácicos devem ser mantidos com curativos. Nunca tocar diretamente em ferida aberta ou recente ( até 72 horas da cirurgia) ou mantidas sob curativo. Em paciente com dois ou mais curativos ( limpos e contaminados) realizar primeiro o(s) limpo(s) e depois o(s) contaminado(s), cada qual com seu material de curativo estéril. Cuidado ao retirar o curativo sujo para não arrancar os drenos, cateteres que geralmente ficam aderidos ao curativo. Durante o curativo, inspecionar sempre sinais de infecção ( hiperemia, edema, dor, secreção) na ferida cirúrgica, locais de punção, áreas de drenos. Se houver suspeita de infecção, colher amostra de secreção e envia-la à bacteriologia para cultura e antibiograma conforme protocolo de Coleta de Material para Cultura. Informar ao médico e anotar no prontuário. A data da troca do curativo e o nome de quem o realizou devem ser anotados no curativo e no prontuário. Nos curativos de cateteres fixar também o mesmo na pele para evitar tração ou retiradas acidentais.

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Nota: Aplicações tópicas de antimicrobianos não são recomendadas, pois provocam alteração da flora microbiana local com o aparecimento de cepas resistentes. FATORES DE RISCO
Fatores de risco para complicações pulmonares pós-operatórias

1.Tipo de cirurgia – incidência maior após todas as formas de cirurgia abdominal quando comparadas com a cirurgia periférica.

2.O local da incisão – quanto mais próxima a incisão do diafragma, maior a incidência de complicações pulmonares.

3.Problemas respiratórios no pré-operatório.

4.Idade – maior risco após os 40 anos do que antes dos 40.

5.Sepse.

6.Obesidade – peso maior do que 10% do peso corporal ideal.

7.Repouso no leito prolongado.

8.Duração do procedimento cirúrgico – mais de 3 horas.

9.Aspiração.

10.Desidratação.

11.Desnutrição.

os obesos. por exemplo. SINAIS FÍSICOS E SINTOMAS DAS COMPLICAÇÕES Sinais físicos e sintomas das complicações cirúrgicas e condições comuns associadas .Pacientes de neurocirurgia. aqueles com malignidade.Pacientes ortopédicos que se submeteram a cirurgia do quadril.Pacientes urológicos que se submeteram a prostatectomia transureteral e pacientes idosos submetidos à cirurgia urológica. semelhante a outros grupos de alto risco cirúrgico ( em pacientes com derrame. 13.Imunossupressão. obesidade). Fatores de risco para Trombose Venosa Profunda pós-operatória 1. ou aqueles submetidos a procedimentos cirúrgicos extensos e complicados. 4. trombose venosa prévia. 5. os que tiveram anteriormente trombose venosa profunda ou embolia pulmonar.Profª Glenda Agra 12. 2. infecção.Pacientes de ginecologia e obstetrícia com idade superior a 40 anos apresentando fatores de risco associados (veias varicosas. malignidade. o risco de trombose venosa profunda na perna paralisada é tão alto quanto 75%).Pacientes de cirurgia geral com idade superior a 40 anos. reconstrução do joelho e outra cirurgia da extremidade inferior. 3.Hipontensão e choque.

obstrução das vias biliares.Causas pulmonares: atelectasia. fístula biliar Íleo paralítico. psicose pós-operatória Taquicardia Taquipnéia e dispnéia Hipotensão Oligúria Icterícia Distensão abdominal Dor na ferida Alteração do nível de consciência Causas comuns de febre no pós-operatório 1. medicamentos. ascite Infecção. dor Ansiedade. infecção urinária. reações transfusionais.Profª Glenda Agra Sintoma Febre Condições associadas Atelectasia. hemorragia intra-abdominal. hipovolemia. deiscência. hipoxemia. obstrução urinária Hemólise. empiema. embolia pulmonar Ansiedade. parotidite. obstrução intestinal. hemorragia Hipovolemia. arritmias cardíacas. nutrição venosa. tromboflebite. anafilaxia. sepse. infecção intra-abdominal Hipoxemia. sepse. 3. constipação. embolia pulmonar Hipovolemia. pneumonia. colecistite. infecções. febre. peritonite. pneumonia. medicamentos. insuficiência renal. sepse. 2. acidente vascular cerebral. infecção da ferida.Trombose venosa profunda e flebite. edema pulmonar. sepse. atelectasia.Infecções: inflamação do acesso intravenoso e sepse. . insuficiência cardíaca. febre. abstinência do álcool. embolia pulmonar. hepatite. abscesso intraabdominal.

cefalosporina.Reações transfusionais.Profª Glenda Agra 4.Hemólise: Sangue extravasado.Doença parenquimatosa hepática Exacerbação de hepatopatia preexistente Hepatite viral Hepatite medicamentosa Lesão causada por choque Abscesso intra-hepático 3. anfotericina.Medicamentos: penicilina. Causas comuns de icterícia no pós-operatório 1. 5.Colestase Induzida central por medicamentos Sepse Nutrição venosa 4. hematomas Reações transfusionais Reações medicamentosas Sepse Hemoglobinopatias 2.Doença das vias biliares .

a artéria carótida. e elas só podem ser consideradas um sucesso após a cicatrização da ferida. porém os hematomas grandes. As coleções de líquido não-hematogênico na ferida podem ser classificadas como seromas ou linfoceles. causadas pela secreção ativa de um canal linfático importante. causando estridor ventilatório. e deiscência da ferida. deve-se preservar a esterilidade para evitar o surgimento de um abscesso secundário na ferida. porém as linfoceles verdadeiras. causando disfunção renal. Em geral. warfirin ou dextrano também contribuem para o aparecimento de hematomas de feridas. os seromas simples desaparecem espontaneamente ou após a aspiração. podem necessitar de aspirações repetidas ou drenagem com sucção para serem resolvidas. Os hematomas se expandem rapidamente e podem comprimir estruturas adjacentes vitais como a traquéia. Coagulopatias causadas pela doença do paciente ou pela administração perioperatória de aspirina. ou as veias renais. o hematoma pode dissecar entre os planos tissulares e crescer até um tamanho considerável. infecções da ferida. quando o hematoma é superficial. Hematoma e seroma A hemostasia inadequada da ferida causa o acúmulo de sangue local após o fechamento. . dolorosos e em expansão necessitam de reexploração cirúrgica. Qualquer que seja a técnica escolhida.Essas complicações são conseqüência de uma técnica cirúrgica imperfeita e de alterações na cicatrização da ferida. Existem três categorias de complicações na cicatrização da ferida: hematomas e seromas simples na ferida. Os sinais físicos são inchaço e dor na ferida e drenagem de sangue na linha de sutura. heparina. Essas coleções geralmente surgem devido à criação de grandes espaços subcutâneos na ferida que acumulam soro e/ou linfa. Se a hemorragia for arterial. Os hematomas da ferida geralmente desaparecem espontaneamente. causando déficit neurológico.Profª Glenda Agra Coledocolitíase Ligadura inadvertida do colédoco Fístula ou vazamento da bile Colecistite Pancreatite com obstrução do colédoco Estenose da via biliar devida a trauma operatório COMPLICAÇÕES NA FERIDA Por todas as operações é necessária uma incisão.

As infecções causadas por este último organismo são extremamente sérias. Na maioria dos casos. Por outro lado. a terapêutica mais importante é a abertura da cicatriz retirada do material infectado e curativo contínuos até a cicatrização por 2ª intenção. A antibioticoterapia pode ser útil no tratamento da celulite inicial da ferida. Os indícios dessa infecção são drenagem serosa pouco espessa. Fasciite necrosante: esta é uma infecção rara. O quadro clínico costuma ter evolução rápida com poucos sinais locais. Os sinais de infecção da ferida são febre. amolecimento da pele. Citrobacter freundii. A melhor conduta é abrir a cicatriz e tratar por via sistêmica quando os sinais locais de inflamação são exuberantes ou o paciente possui sintomas e sinais sistêmicos. Estudos com abscessos subcutâneos não identificaram benefícios quando a antibioticoterapia foi usada junto com a drenagem. pois a mionecrose pelo clostrídio (gangrena gasosa) pode evoluir rapidamenete. Tratamento Em ISC restrita aos tecidos moles. a sepse da ferida pode ocorrer em até 24 horas após a operação. áreas de parestesia e anestesia. mas quando não existe sepse sistêmica ela geralmente é de pouco auxílio. Infecções potencialmente graves podem aparecer precocemente no pós-operatório. Mais freqüentemente em pós-operatório.Quando os agentes etiológicos são espécies de Streptococcus ou Clostridia. Proteus sp. hemorragia cutânea. que não envolvem o trato gastrintestinal. geralmente monobacteriana. as infecções da ferida se tornam evidentes entre o 4º e o 7º dia operatório e. isquemia tissular e ruptura da ferida. O agente mais freqüente é o Streptococcus beta hemolítico do grupo A. sensibilidade dolorosa e inflamação nos estágios iniciais. O diagnóstico é confirmado com achados . alguns sintomas que sugerem estas patologias são: dor desproporcional aos achados do exame físico. drenagem pururlenta. Se a infecção não for logo diagnosticada e tratada. crepitação e isquemia da ferida. são causadas por bactérias Gram-negativas ou espécies de estafilococos. este quadro pode ser causado por uma flora polimicrobiana composta por Escherichia coli. porém grave.Profª Glenda Agra Infecções da ferida As infecções na ferida podem ocorrer em até 20% ou mais dos casos em que o campo cirúrgico foi contaminado durante a operação. Apesar da maioria dos pacientes receber antibióticos no início do diagnóstico de ISC. no entanto um quadro clínico semelhante pode ser causado por Vibrio vulnificus ou Aeromonas hydrophilia. rápida progressão e presença de ar em subcutâneo. bolhas violáceas. tornando obrigatório o desbridamento cirúrgico de urgência. as operações limpas. esta prática tem pouco suporte em evidências científicas. Serratia marcescens e Enterobacter sp. apresentam um índice de infecção de 2% ou menos. após se ter realizado um desbridamento cirúrgico e drenagem adequada. podem surgir edema.

para evitar lesões e ressecamento. pela rotina de Gram do tecido. Clostrium hystoliticum ou Clostridium novyi. o quadro clínico é semelhante à fasciite necrosante podendo ser diferenciado desta. a deiscência da fáscia é uma complicação bem mais grave. pois ela exige correção cirúrgica para prevenir o aparecimento da hérnia incisional. que evolui com necrose progressiva da pele podendo surgir lesões bolhosas e áreas de gangrena. e retorno imediato à sala de operações para correção cirúrgica. Nesta última situação ocorre protusão das vísceras (geralmente o intestino delgado em uma incisão abdominal) através da ferida ou da parede abdominal. no qual o tecido subcutâneo apresenta-se acinzentado e a fáscia do músculo com estrias. O tratamento dessas duas síndromes é feito com debridamento cirúrgico e antibiótico sistêmico. a infecção se estende a planos mais profundos podendo envolver fáscia e tecido subcutâneo. O tratamento é realizado com antibiótico com atividade anti-estafilocócica e terapia de suporte. distensão abdominal. O debridamento deve ser realizado conforme avaliação clínica. proteção das vísceras com compressas embebidas em soro fisiológico. pois a ferida pode ser reaproximada com relativa facilidade. como obesidade. deve-se palpar cuidadosamente a ferida em busca de sinais de rompimento e. ascite. clindamicina e penicilina. . se necessário. diabetes. A deiscência da ferida pode comprometer parte ou todas as camadas da ferida. a deiscência de uma incisão se deve à técnica cirúrgica deficiente. Gangrena gasosa: causada por Clostridium perfringens Clostrium septicum. devem ser removidos alguns pontos ou grampos para se verificar a integridade do fechamento da fáscia. Síndrome do choque tóxico: é uma infecção causada pela toxina do S. Quando isso ocorre. insuficiência renal. Entretanto. desnutrição. Mais comumente. muitas vezes sem o retorno à sala de operações. O quadro clínico é de início rápido no pós-operatório com febre. edema e friável a manipulação. A deiscência da ferida pode ser desencadeada por vários fatores. A deiscência é muitas vezes anunciada por uma drenagem súbita de líquido sanguinolento na ferida entre o 5º e o 8º dias após a operação. infecção da ferida devido à técnicas inadequadas de sutura. A evisceração é uma emergência cirúrgica que necessita do reposicionamento cuidadoso das vísceras na cavidade peritoneal. queda do estado geral. Deiscência de ferida A ruptura da ferida cirúrgica pode ocorrer a qualquer momento após a operação. aureus que age como superantígeno provocando uma proliferação massiva de linfócitos T e produção de citocinas com IL1 e TNF. A deiscência cutânea geralmente traz poucas conseqüências. rash cutâneo. sendo semelhante a fasciite necrosante.. porém ela é mais comum cerca de uma semana após a operação.Profª Glenda Agra do intraoperatório. tosse ou vômitos persistentes. Geralmente se deve a uma infecção da ferida e pode evoluir para evisceração.

obstrução intestinal pós-operatória e hemorragia aguda da mucosa gástrica ( o tratamento consiste principalmente na neutralização do pH gástrico através da administração de antiácidos. pneumonia. síndrome da angústia respiratória do adulto e embolia pulmonar. COMPLICAÇÕES HEPATOBILIARES E ICTERÍCIA O surgimento de hiperbilirrubinemia no pós-operatório pode ser causado por produção exagerada de pigmentos biliares. colite. DISFUNÇÃO RENAL A insuficiência renal oligúrica no pós-operatório é definida como o débito urinário inferior a 500ml/dia ou menor do que 0. Em casos raros. assim como íleo paralítico (ausência de atividade peristáltica ou contração desordenada do intestino. hematoma. através de uma SNG e. náuseas. distensão abdominal e algumas vezes vômitos. insuficiência respiratória aguda no pós-operatório. A estase do ar deglutido e dos líquidos na luz do estômago e do intestino delgado dá origem a náuseas. e é um sinal indicativo de insuficiência renal aguda incipiente. diarréia. atelectaia.). antagonistas dos receptores de histamina ou de omeprazol. DISFUNÇÃO DO TRATO ALIMENTAR Anorexia. O tratamento consiste na aspiração do estômago.5ml/kg/hora. processos inflamatórios – abscesso. são complicações potenciais pós-operatórias. pode ser necessária uma gastrectomia total para controlar a hemorragia.Profª Glenda Agra COMPLICAÇÕES RESPIRATÓRIAS As complicações respiratórias constituem os problemas mais comuns apresentados pelos pacientes submetidos a uma operação. vômitos. e incluem: 1. está associada comumente a operações intraperitoneais. constipação e impactação fecal. no fornecimento de quantidade adequada de líquido por via endovenosa para compensar as perdas para o terceiro espaço. A insuficiência renal também pode se manifestar através de um débito urinário elevado e passar despercebida na fase inicial da evolução. peritonite – e lesões retroperineais. diminuição da capacidade hepática para processar a sobrecarga de pigmentos – por doença parenquimatosa ou por colestase – por obstrução das . A anúria completa é rara e encontrada principalmente nos pacientes com obstrução pós-renal ou necrose cortical irreversível. com risco de vida. um inibidor das células parietais.

Profª Glenda Agra vias biliares. tosse e broncoespasmo. hemoglobinopatia. Os sintomas da EP são dispnéia. uso de baixas doses de heparina no perioperatório. febre. predispõe à trombose em veias profundas. Também está indicado um período de repouso no leito por até uma semana para os pacientes cujo trombo não parece estar aderido à parede venosa na flebografia ou ultra-sonografia com Doppler. Outros fatores predisponentes para a TVP são obesidade. taquicardia e . a partir das quais a evolução subseqüente para a embolia pulmonar é mais comum. ambos os casos se manifestam por hiperbilirrubinemia indireta. O tratamento da TVP exige anticoagulação terapêutica com heparina intravenosa e substituição posterior por warfarin oral a fim de prevenir a embolia pulmonar. mas também pode ocorrer nas veias ilíacas. redução da concentração de heptoglobina no soro e um perfil enzimático hepático normal. No entanto. pois pode causar comprometimento respiratório e morte súbita. auto-imunidade ou sepse. Na maioria das vezes a TVP ocorre nas veias das panturrilhas e das coxas. o diagnóstico de TVP requer técnicas pletismográficas. Os sinais clínicos incluem taquipnéia. O tratamento da icterícia hemolítica é direcionado para a correção da causa básica. insuficiência venosa crônica e operações demoradas. dor nos movimentos e. Os sinais de TVP são sensibilidade local. porém muitos pacientes são assintomáticos. Embolia pulmonar A embolia pulmonar é a complicação mais séria da TVP. O diagnóstico de hemólise é confirmado pela elevação da fração não-conjugada de bilirrubina no soro. o que é conseguido com deambulação precoce no pósoperatório. retroperitoneais e pélvicos e. TROMBOSE VENOSA PROFUNDA E EMBOLIA PUMONAR TVP A estase venosa pré e pós-operatória nas extremidades inferiores. ultra-sonográficas com Doppler ou radiográficas para demonstrar a obstrução venosa ou a presença de um trombo. uso de meias para compressão intermitente durante a operação e. A hemólise pode ser causada por transfusão de sangue incompatível. às vezes. junto com a hipercoagulabilidade pós-operatória. As duas causas mais comuns de sobrecarga de pigmentos no período pósoperatório são hemólise intravascular e reabsorção de sangue extravasado em hematomas intra-abdominais.. câncer. edema. O melhor tratamento é a prevenção. em alguns casos. ou pode ser desencadeada pela administração de diversos medicamentos. Os sinais clínicos isolados podem ser indicadores falsospositivos de TVP em até 50% dos casos.

e os exames laboratoriais revelam uma PaO2 inferior a 70 mmHg. hemograma. CHOQUE Choque é a situação de falência do sistema cardiocirculatório em manter a distribuição de sangue oxigenado para os tecidos. monitorização hemodinâmica.Profª Glenda Agra febre. SVF para monitorizar débito urinário. conforme descrito para a TVP. . para permitir o fluxo sanguíneo enquanto se aprisionam os êmbolos e embolectomia. warfirina). A EP recidivante na vigência de anticoagulação. coleta de sangue para avaliação de eletrólitos séricos. a embolização pulmonar séptica e a contra-indicação para o tratamento com anticoagulantes fazem com que seja necessária a interrupção da veia cava (ligadura ou colocação de um filtro) para impedir a embolização adicional proveniente da pelve ou da extremidade inferior. Se necessário são administrados concentrados de hemácias ou plasma para repor a perda sanguínea e reverter o sangramento. os glicosídeos digitálicos. angiografia pulmonar. Tratamento: oxigenioterapia. linha de infusão endovenosa para administração de líquidos e medicamentos.ECG (avaliação de arritmias e insuficiência ventricular direita). gasometria arterial. administração de dopamina ou dobutamina (se: hipotensão). O diagnóstico é fortemente sugerido por uma falha de enchimento vascular na cintilografia da perfusão pulmonar. Durante a terapia trombolítica. em razão do sangramento potencial. A terapia anticoagulante está contra-indicada para pacientes que estão em risco de sangramento (distúrbios do TGI ou com sangramento pós-operatório ou pós-parto). os diuréticos e os agentes antiarrítmicos são administrados quando apropriados. As cintilografias normais excluem com segurança os casos de EP importantes. todos os procedimentos invasivos são evitados. morfina (se paciente com ansiedade e desconforto torácico ou se estiver com VM facilitando a adaptação do tubo endotraqueal). O diagnóstico definitivo pode ser obtido através da angiografia da artéria pulmonar. terapia trombolítica (estreptoquinase). A utilização aumentada de cateteres venosos na veia subclávia aumentou a incidência de trombose na veia subclávia e EP proveniente deste local. A EP é tratada com anticoagulção sistêmica. executando-se os essenciais. porém as cintilografias intermediárias não ajudam muito. terapia anticoagulante (heparina. inserção de um filtro em gurda-chuva. hematócrito. Tratamento cirúrgico: ligadura da veia para prevenir que o êmbolo viaje até o coração.

A esse processo que ocorre em nível de capilares dá-se o nome de perfusão tecidual. coração e pulmões são os mais sensíveis à privação de oxigênio e em cerca de 4 a 6 minutos já tem suas funções prejudicadas. ainda na abordagem primária: Diminuição do nível de consciência ( por hipoperfusão cerebral) – ansiedade.Sobrevém a deterioração sistêmica com a morte de mais órgãos. Para realizar adequadamente esse trabalho.Profª Glenda Agra Trata-se de uma condição de extrema gravidade. evoluindo para inconsciência. nutrientes do intestino e fígado e leva para todas as células do organismo. O choque pode estar relacionado a: Coração – falha na bomba e sangue: perda de sangue ou plasma. Tempo de enchimento capilar prolongado – acima de 2 segundos. levando-os para os órgãos responsáveis pela excreção (pulmões. Com a diminuição de perfusão tecidual. Para que esse sistema funcione de forma adequada. cuja identificação e atendimento fazem parte da abordagem primária da vítima. Cérebro. vasos: dilatação de vasos sanguíneos (capacidade do sistema cardiocirculatório muito maior do que o volume de sangue disponível para enche-lo). até a morte do organismo. Alguns sinais são fundamentais para detectar precocemente a hipóxia e prevenir o choque. o órgão terá a sua função prejudicada basicamente pela falta de oxigênio de acúmulo de resíduos. Mecanismo do choque O sistema cv é responsável por transportar oxigênio e nutrientes para todos os tecidos do corpo e eliminar gás carbônico e resíduos resultantes do processo de nutrição celular. que o volume de sangue circulante seja suficiente para encher os vasos e que o calibre dos vasos se ajuste às condições normais. o sistema cv retira oxigênio dos pulmões. Depois disso. e a progressão para a deterioração pode ser mais rápida (4 minutos) ou tardia (semanas). especialmente ácidos e potássio.com o agravamento do choque. Uma vez que o estado de choque atinja certo nível de severidade. A falha na circulação cerebral leva à diminuição do nível de consciência da vítima. os rins diminuem o débito urinário e o coração aumenta a freqüência de batimentos. num esforço para aumentar o fluxo de sangue para órgãos vitais. . fígado).Cada órgão tem maior ou menor sensibilidade `a falta de oxigênio (hipóxia). é necessário que o coração se mantenha bombeando o sangue. retira o gás carbônico e detritos celulares da intimidade dos tecidos. levando a vítima a desenvolver o estado de choque. agitação. rins. Uma falha em qualquer desses fatores irá provocar falha na perfusão tecidual. a vítima não será salva. o músculo cardíaco comprometido desenvolve bradicardia e parada cardíaca.

tontura. Albumina e hetamido (expansor plasmático). vômitos. enchimento capilar acima de 2 segundos. Pode ser causado pelos seguintes fatores: Perda direta de sangue – hemorragia externa ou interna. Perda de líquidos pelo trato gastrintestinal – desidratação provocada por vômitos ou diarréia. contusões e lesões traumáticas. O tratamento definitivo do choque hipovolêmico é a reposição de líquidos (soluções salinas e sangue). Tratamento: Ringer Lactato. 1. Sinais e sintomas: ansiedade. sede. Perda de plasma – em caso de queimaduras. palidez. . pulso fraco e rápido. secura na boca. queimaduras. olhos vitrificados sem brilho e pupilas dilatadas. SF 0. vômitos. hemorragia. cirurgia. frio.Profª Glenda Agra Pele fria e pálida ( prejuízo da circulação periférica). Sua característica básica é a diminuição acentuada do volume de sangue. pele fria e úmida.Choque hipovolêmico É o tipo mais comum de choque. Neste caso. cianose. Queda de pressão arterial é sinal tardio que. fraqueza. ascite e peritonite. acima de 100 a 120 bpm ( quando há grande perda de sangue. diurese e diabetes insípido. Ex:Tauma. na língua e nos lábios. significa que o estado de choque está instalado.9% (cristalóides isotônicos: tampona a acidose metabólica) previamente aquecidos. A redução no volume de sangue circulante causa uma diminuição no débito cardíaco e reduz toda a circulação ( perfusão tecidual comprometida). pulso difícil de sentir ou até mesmo ausente). a situação é crítica e necessita intervenção de imediato. diarréia. respiração rápida e profunda. queda acentuada da PA sistólica menor que 90 mmHg. quando presente. inquietação. Pulso fraco e rápido. náuseas.

Este enfraquecimento do músculo cardíaco pode ser conseqüência do IAM. Ex: IAM. e a vítima normalmente apresenta dor torácica antes de entrar em choque. situação freqüente. nitroglicerina). se vômitos: antieméticos.Profª Glenda Agra Concentrado de hemácias. se diarréia: antidiarréicoss. Monitoramento hemodinâmico. lesão valvular. Suporte hídrico seletivo. Posição de Trendenburg modificada. Verificação de SSVV. Medicamentos vasoativos ( dopamina. Gasometria arterial. 2. tamponamento pericárdico também podem provocar choque cardiogênico.Choque cardiogênico Surge por uma incapacidade de o coração bombear o sangue de forma efetiva. . Controle da FC. Oxigenioterapia (cateter. Gasometria arterial. Morfina (diminui a dor e alivia a dor torácica). arritmias. Angioplastia. Cirurgia de enxerto de bypass da artéria coronária. Arritmias cardíacas. tamponamento cardíaco. Os sinais e sintomas são semelhantes ao item anterior. Tratamento: Oxigenioterapia. Avaliação de níveis de Hg e Ht e níveis de ingesta hídrica. miocardiopatias. Terapia trombolítica (observar quanto aos possíveis sangramentos). se diabetes insípido: desmopressina. cânula ou máscara de Venturi). Se: hiperglicemia: insulina.

diminuindo a demanda de oxigênio para o miocárdio. . se mantém aquecida e com pulso forte e com freqüência normal ou reduzida. BIA: fornece assistência circulatória. ECG. melhorando a perfusão arterial coronariana. entretanto a vítima permanece alerta e orientada. pelo sistema nervoso. pois diminui o acúmulo de líquidos. síncope e desmaio. diminuindo a pré-carga.Choque Neurogênico ou medular Caracterizado por perda. Choques Distributivos ou Vasogênicos Ocorre quando o volume sanguíneo é anormalmente deslocado na vasculatura – por ex: quando o volume sanguíneo fica represado nos vasos sanguíneos periféricos. Tratamento: Restauração do tônus simpático. O choque medular também provoca queda da pressão arterial. Balanço hídrico: avaliar débito urinário e níveis de uréia e creatinina. Ex: TRM. A administração de líquidos deve ser monitorada para detectar sinais de sobrecarga hídrica (Evitar EAP). havendo perfusão inadequada de órgãos. Se o leito vascular estiver dilatado.Profª Glenda Agra Marcapasso. ação depressora de medicamentos ou falta de glicose. com tempo de enchimento capilar normal. O resultado é a perda da resistência periférica e a dilatação da rede vascular. do controle do diâmetro vascular. Ocorre como conseqüência de lesão na medula espinhal. não existirá sangue suficiente para preencher a circulação. interrompendo a comunicação entre o SNC e os vasos sanguíneos. agindo: aumentando o volume sistólico. Diuréticos: Diminuir a carga do coração. Intracath: Avaliar PVC Para a acidose metabólica grave: bicarbonato de sódio EV. cujo controle depende do fluxo de informações pela medula. Depende de sua etiologia. 3. anestesia espinhal ou lesão do SN.

tontura. edema de face e língua. inalantes ambientais. manter vias aéreas pérvias e oxigenação. Faz hipotensão arterial. administrada por médico.Profª Glenda Agra Elevar a cabeceira do leito pelo menos 30º e mantê-la assim. A reação anafilática ocorre em questão de segundos ou minutos após o contato com a substância a qual o paciente é alérgico. alimentos. devido ao edema de cordas vocais.Choque psicogênico Desencadeado por estímulo do nervo vago e tem como característica principal bradicardia inicial seguida de taquicardia na fase de recuperação. como. agentes radiopacos. Sinais e sintomas: pele avermelhada. Ex: sensibilidade à penicilina. respiração ruidosa e difícil. pulso fraco. cianose. por exemplo. Providenciar o transporte rápido ao hospital ou deverá ser comunicado antecipadamente. como picada de inseto. medicação.Choque anafilático Resulta de uma reação de sensibilidade a algo a que a pessoa é extremamente alérgica. 5. Esse tipo de choque aparece em algumas condições. porém a vítima recupera-se espontaneamente se colocada em decúbito dorsal. pois ajuda na disseminação do anestésico para cima em direção à medula. reação transfusional. TRM: cuidadosa imobilização do paciente para evitar a lesão adicional da medula espinhal Medidas profiláticas para TVP. A vítima em choque anafilático necessita de medicação de urgência para combater a reação. . 4. dor intensa. queda da PA. com prurido ou queimação. palidez. coma. Ao socorrista cabe: Dar suporte básico de vida.

acesso EV periférico ou central. 2. diminuindo o volume sanguíneo. toxinas são liberadas na circulação.Abscesso deve ser drenado. Além disso. Se: PCR: Ressuscitação. . Gram +.SVF. Adrenalina (vasoconstrição) EV. havendo broncodilatação. Tratamento: A via parenteral de infecção deve ser retirada: 1. aumentam a permeabilidade capilar. vírus ou quando um microorganismo invade os tecidos do corpo.Área necrótica deve ser debridada. TQT. 6. Difenidramina EV: reverte os efeitos da histamina: reduzindo a permeabilidade capilar. Ex: bactérias Gram -. 3. Intubação. ocorre perda de plasma pela parede do vaso.Profª Glenda Agra Tratamento: Retirar o Ag ( se medicamentos) Administrar medicamentos que restituam o tônus vascular Fornecimento de suporte de emergência para as funções básicas da vida. Este tipo de choque ocorre em pacientes hospitalizados. Aminofilina : reverte o broncoespasmo EV. o paciente exibe uma resposta imune. 4.Choque séptico Numa situação severa. provocando dilatação dos vasos sanguíneos e consequënte aumento da capacidade do sistema circulatório.Drenos devem ser retirados. 5. que por sua vez. o qual ativa os mediadores bioquímicos.

Antibiótico de escolha: Cefalosporina Observar pacientes de risco: idosos.Destruir o agente infeccioso. desnutridos.Reconhecer os sinais precoces de choque: alteração do nível da consciência. 7. taquipnéia. queimaduras extensas. Ações de enfermagem (Gerais) 1.Confortar a vítima. taquicardia.Elevar MMII quando não houver contra-indicação. imunodeprimidos. 2. 5. controlar sangramentos e alinhar fraturas.Não fornecer líquido ou alimento pela boca. caso não esteja presente. tempo de enchimento capilar acima de 2 segundos.Administrar oxigênio ( 12 a 15 litros por minuto. 6. palidez. sob máscara facial bem ajustada à face).diabetes. 4. aqueles com trauma extenso. . 8. 3. e transportar a vítima rapidamente ao hospital.Solicitar apoio médico.Manter vias aéreas pérvias. Manter a vítima aquecida. Se necessário umedecer os lábios.Profª Glenda Agra 6.

Diversos fatores aumentam a incidência de ISC: alguns tipos de cirurgias. como cirurgias cardíacas e queimados. pacientes adultos em comparação com pediátricos e quantidade de inoculo bacteriano introduzido no ato operatório. Cirurgias Contaminadas: Feridas abertas acidentalmente ou cirurgias com quebra importante de técnica asséptica ou grande contaminação do trato gastrointestinal. quando há perfuração inesperada de víscera. Sua incidência pode variar. com o objetivo de estimar a probabilidade da ocorrência de ISC. As ISC correspondem a aproximadamente 38% do total das infecções hospitalares em pacientes cirúrgicos e 16% do total de infecções hospitalares. cirurgias realizadas em grandes hospitais. Cirurgias infectadas: Lesões traumáticas antigas com tecido desvitalizado. Cirurgias Limpas: Sítio cirúrgico sem sinais de inflamação. Cirurgias Potencialmente Contaminadas: Sítio cirúrgico entra nos tratos respiratórios. Estima-se que as ISC prolonguem o tempo de internação em média mais de 7 dias e conseqüentemente o custo do procedimento. alimentar genital e urinário. sem contato com trato respiratório. gastrointestinal ou urinário em condições controladas e sem contaminação acidental. Diagnóstico: . Cirurgias que entram no trato urinário com urina infecciosa ou trato biliar com bile infectada ou cirurgias onde é achado tecido inflamatório agudo ou purulento. Com base em estudos que demonstraram a positividade de culturas do intra-operatório como preditor de infecção.Profª Glenda Agra INFECÇÃO EM SÍTIO CIRÚRGICO As infecções em Sítio cirúrgico (ISC) são as maiores fontes de morbidade e mortalidade entre os pacientes submetidos a cirurgias. genital. as cirurgias classicamente categorizadas segundo o seu potencial de contaminação. corpo estranho. sendo em média de 2% a % para as cirurgias consideradas “limpas”. contaminação fecalóide. O fechamento deve ser primário (1ª intenção) com drenagem quando necessária fechada.

edema. deiscência. O diagnóstico epidemiológico das ISC deve ser o mais padronizado possível para permitir a comparação ao longo do tempo em um determinado serviço e também a comparação entre os diversos serviços e instiruições. 3. os sinais externos são mais tardios. em pacientes obesos ou com feridas profundas em múltiplos planos (com pós toracotomia).Microorganismo isolado de maneira asséptica de secreção ou tecido. o o Center for Diseases Control and Prevention (CDC). 4. abscesso. a ferida cirúrgica é considerada infectada quando existe presença de drenagem purulenta pela cicatriz. rubor.Profª Glenda Agra Clinicamente. o exame da ferida é a principal fonte de informação. calor. esta pode estar associada à presença de eritema. nos EUA. Nos casos de infecções superficiais de pele.Diagnóstico de infecção pelo médico que acompanha o paciente. eritema ou calor local. 2.Pelo menos um dos sinais e sintomas e a abertura deliberada dos pontos pelo cirurgião exceto se cultura negativa: dor. Para isso. edema. Infecção do Sítio Cirúrgico Incisional Profunda Deve ocorrer em 30 dias após o procedimento se não houver implante ou um ano se houver implante. criou definições de ISC que são mundialmente usadas para vigilância epidemiológica. A infecção deve envolver os tecidos moles profundos (músculo ou fáscia) e apresentar pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas: .Drenagem de secreção purulenta da incisão. Infecção de Sítio Cirúrgico Incisional Superficial Deve ocorrer em 30 dias após o procedimento e envolver apenas pele e tecido subcutâneo e apresentar pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas: 1.

Diagnóstico de infecção de órgão/espaço pelo médico que acompanha o paciente Agentes etiológicos A fonte mais freqüente é a flora endógena do paciente. 2. histopatológico ou radiológico. como por exemplo. casos de infecção por Streptococcus do grupo A transmitida por . Envolver qualquer outra região anatômica do sítio cirúrgico que não a incisão e apresentar pelo menos um dos seguintes sinais e sintomas: 1. portanto uma rigorosa técnica asséptica deve ser mantida com intuito de prevenir a contaminação. histopatológico ou radiológico. rubor exceto se cultura negativa. reoperação.Abscesso ou outra evidência de infecção envolvendo órgão ou cavidade achada ao exame direto. portanto. 3.Profª Glenda Agra 1.Abscesso ou outra evidência de infecção envolvendo fáscia ou músculo. estima-se que após 24 h do procedimento a ferida cirúrgica está selada e.Diagnóstico de infecção incisional profunda pelo médico que acompanha o paciente. O ar pode ser veículo de transmissão de alguns patógenos em casos especiais. 4. 3. 2.Drenagem purulenta de incisão profunda.Drenagem purulenta por dreno locado em órgão ou cavidade. Infecções à distância podem ser fonte de microorganismos que contaminam a ferida cirúrgica e devem ser pesquisados e tratados no pré-operatório de cirurgias eletivas. achada ao exame direto.Incisão profunda com deiscência espontânea ou deliberadamente aberta pelo cirurgião quando o paciente apresentar pelo menos um dos sinais ou sintomas: febre. dor localizada. 4. protegida da contaminação exógena.Microorganismo isolado de maneira asséptica de secreção ou tecido de órgão ou cavidade. Fontes exógenas podem ter importância durante o ato cirúrgico. re-operação. edema. Infecção de órgão/espaço Deve ocorrer em 30 dias após o procedimento se não houver implante ou um ano se houver implante.

Os agentes mais freqüentes de ISC são os contaminantes comuns da pele do paciente: Staphylococcus aureus. Staphylococcus epidermis e outros Staphylococcus coagulase negativa. principalmente albicans e tropicalis são agentes mais comuns. c)resistência imunológica do hospedeiro. Em cirurgias abdominais existe uma maior freqüência de enterobactérias e Enterococcus sp. o S. técnica cirúrgica empregada e doença de base do paciente. b)virulência do microorganismo. o controle glicêmico no pós-operatório facilita a cicatrização e diminui o tempo de internação. entre eles. A incidência de bactérias Gram-negativas e Enterococcus sp aumenta com o tempo de internação. as espécies de Cândida. Estratégias como as salas cirúrgicas com fluxo laminar e/ou radiação ultravioleta só foram eficazes em reduzir as taxas de ISC em cirurgias para colocação de prótese de quadril ou joelho. que é influenciado pela quantidade de tecido desvitalizado.Profª Glenda Agra pessoas da equipe cirúrgica.Diabetes mellitus: um controle glicêmico adequado no pré-operatório e no intraoperatório é recomendável. Em queimados. Fatores de Risco O risco de ocorrência de ISC é determinado por: a)dose do inoculo microbiano no sítio cirúrgico. A incidência de fungos vem crescendo devido ao grande número de pacientes imunodeprimidos. . Os fatores de risco referentes ao hospedeiro são: 1. d)status fisiológico do sítio cirúrgico no final da cirurgia. aureus é o agente mais comum seguido de Pseudomonas aeruginosa. Na faixa etária pediátrica e em recém nascidos. as enterobactérias são mais freqüentemente encontradas de que em pacientes adultos.

A internação pré-operatória prolongada favorece a substituição da flora endógena do paciente.Idade avançada. Quanto mais precoce a tricotomia. . Os fatores de risco relacionados à assistência pré-operatória são: 1.Profª Glenda Agra 2. contudo. 5.Desnutrição: se possível postergar a cirurgia para que o paciente melhore o estado nutricional. pois este procedimento produz micro lesões que aumentam a colonização da pele e dificultam a antissepsia da mesma.Tabagismo: o paciente deve ser orientado no pré-operatório a parar de fumar ou diminuir o uso de qualquer forma de consumo de tabaco.Obesidade: dificulta a cicatrização e a concentração tecidual adequada do antibiótico profilático. maior o risco. não existe consenso sobre a eficácia em reduzir a imunossupressão para realização de procedimentos para controle de ISC. aumentando o risco de aquisição de microorganismos multi-resistentes. 7.Perda rápida e recente de peso: pode ser um fator de risco principalmente por estar associada à desnutrição. 3. 8.Tricotomia extensa: principalmente se os pêlos forem raspados. a albumina pode ser um bom marcador para controle. 2.Tempo de internação pré-operatório: principalmente se o paciente estiver em UTI.Infecções de sítios distantes: devem ser pesquisadas e tratadas no pré-operatório.Imunossupressão : secundária ao uso de corticóide ou outros imunossupressores ou a doença de base. 6. 4.

espaço morto. a profilaxia deve ser realizada com antibióticos com atividade para este agente. Os mais atuais guias para prevenção das infecções hospitalares são baseados em evidências científicas e categorizam as suas recomendações de acordo com a força destas evidências. Prevenção São três as principais estratégias para reduzir e prevenir as ICS: 1. 3. geralmente cefalosporinas de primeira e segunda geração. quantidade de tecido desvitalizado. diminuir o efeito do antibiótico profilático quando não repicado e aumentar o número de suturas e uso do cautério. aumentar a lesão tecidual.Melhorar as feridas do hospedeiro. 2.Profª Glenda Agra Os fatores relacionados ao intra-operatório são: 1. abertura inadvertida de víscera.Diminuir o montante e o tipo de contaminação. 2. existe uma grande perda volêmica ou se o paciente for obeso mórbido é recomendável uma segunda dose intra-operatória. controle inadequado de sangramento. Caso a cirurgia seja prolongada. A antibioticoprofilaxia deve ser realizada antes do início da cirurgia para que no momento da incisão da pele exista concentração tecidual adequada. O uso de antibióticos profiláticos que tem início no pós-operatório imediato e se estende por longos períodos não previne nem cura a inflamação ou infecção. aureus é o agente mais freqüente de infecção. Como S. . 3.Técnica cirúrgica como: manipulação intensa.Melhorar as condições de ferida. aumentar a imunossupressão por perda de sangue.Tempo intra-operatório prolongado: por aumentar o risco de contaminação da ferida.Uso de drenos: por permitir a migração retrógrada de bactérias da flora da pele.

Profª Glenda Agra O CDC classifica suas recomendações de acordo com as seguintes categorias: Categoria IA: são medidas fortemente recomendadas para implementação e fortemente suportadas por estudos experimentais. normas ou padrões governamentais. As recomendações do CDC com os níveis de evidência IA. Categoria IC: são medidas determinadas por regulamentações. IB e II para prevenção de ISC são apresentadas no quadro a seguir: Recomendações do CDC para prevenção de ISC Recomendação Nível de recomendação Preparação pré-operatória do paciente Diagnosticar e tratar infecções em sítios distantes antes do IA procedimento Internação pré-operatória mais breve possível IA . clínicos ou epidemiológicos bem desenhados. clínicos ou epidemiológicos e com forte razão teórica. Categoria II: são medidas sugeridas para implementação e são suportadas por estudos clínicos ou epidemiológicos indicativos e com uma razão teórica. Tópicos não resolvidos ou sem recomendações: são medidas para as quais as evidências científicas são insuficientes ou não há consenso relativo a sua eficácia. Categoria IB: são medidas fortemente recomendadas para a implementação e suportadas por alguns estudos experimentais.

se a operação for em obesos mórbidos Não usar vancomicina como profilaxia de rotina IB . Idealmente 30 minutos antes Não estender a profilaxia no pós-operatório IB Considerar doses adicionais no intra-operatório: se a cirurgia se IB estender mais que a meia vida estimada do antibiótico. na IB área da incisão. PVPI IB Aplicar anti-séptico em círculos concêntricos de dentro para fora. faze-la imediatamente antes da IA cirurgia.Profª Glenda Agra Se for necessário realizar a tricotomia. exceto nos casos de cirurgia IA coloretal. nesses casos associar antibiótico via oral Administrar antibiótico antes da cirurgia para que haja concentração IA adequada de antibióticos no momento da incisão da pele. Administrar antibiótico intravenoso. em possíveis novas incisões e na inserção de drenos Considerar postergar a cirurgia em caso de desnutrição severa. se houver grande perda de sangue. II realizar controle pela albumina Anti-sepsia das mãos e antebraços de toda equipe cirúrgica Antibiótico profilático Selecionar antimicrobiano profilático baseado no agente mais comum IA para o procedimento específico Para cesárea administrar imediatamente após o clampeamento do cordão. Controle glicêmico adequado: manter glicemia do intraoperatório  IB 200 Recomendar parar de fumar no mínimo 30 dias antes do IB procedimento Prescrever banho pré-operatório com anti-séptico na noite anterior e IB na manhã da cirurgia Lavar e limpar a pele ao redor da incisão para remover contaminação IB grosseira antes de aplicar solução anti-séptica Usar anti-séptico adequado para preparo da pele: clorohexidine. com o uso de tricotomizador.

usar desinfetante registrado no órgão competente. profissionais e pacientes Quando sujeira visível ou contaminação com sangue ou fluidos IB corporais nos equipamentos durante a cirurgia. antes da próxima cirurgia Realizar limpeza terminal na sala cirúrgica após a última cirurgia com IB desinfetante registrado no órgão competente Não realizar de rotina coleta e amostras ambientais da sala cirúrgica.Profª Glenda Agra Administrar antibiótico o mais próximo possível da indução II anestésica Cuidados intra-operatório Sala cirúrgica Não realizar limpeza ou desinfecção especial após cirurgias IA contaminadas ou infectadas Não usar tapetes na entrada da sala cirúrgica com objetivo de IA controlar infecção Manter pressão positiva da ventilação da sala cirúrgica em relação ao IB corredor e áreas adjacentes Manter no mínimo 15 trocas de ar por hora sendo pelo menos 3 trocas IB com renovação Filtrar todo ar com filtros apropriados e aprovados pelo órgão IB competente Introduzir todo ar pelo teto e a exaustão pelo chão IB Manter as portas das salas fechadas exceto para passagem de IB equipamentos. IB colher esse tipo de material apenas quando indicado como parte de uma investigação epidemiológica Esterilizar todos os instrumentos cirúrgicos de acordo com as IB recomendações da CCIH Utilizar esterilização Flash para materiais que precisem ser IB esterilizados com urgência Não utilizar esterilização Flash para materiais que precisem ser IB esterilizados com urgência . para limpeza.

Colocar o IB dreno em uma incisão separada e remover assim que possível Cuidados pós-operatórios com a incisão Manter a incisão fechada com curativo estéril pelas primeiras 24-48 IA horas. Manter o curativo seco e não remover durante o banho . Usar máscara durante todo o procedimento Toda a equipe cirúrgica deve usar luva estéril que deve ser colocada IB após o avental estéril O avental e campo cirúrgico devem ser de material impermeável IB Usar propé que cubra o pé e tornozelo. IB contaminada e ou permeada de sangue ou outros materiais potencialmente infecciosos Usar máscara cirúrgica que cubra completamente a boca e o nariz IB quando entrar na sala cirúrgica se o material estéril estiver exposto ou a cirurgia já tiver começado. suja. usar dreno fechado de sucção. erradicar espaço morto no sítio cirúrgico. quando risco de contaminação II para profissional for previsto Anestesia Toda a equipe anestésica deve seguir as recomendações para controle IA de infecção durante a cirurgia Técnica cirúrgica Manipular os tecidos delicadamente.Profª Glenda Agra Não utilizar esterilização Flash rotineiramente por conveniência ou IB para poupar tempo Curativos e campos cirúrgicos Não usar propé com intuito de prevenir infecção IA Trocar a paramentação quando visivelmente molhada. manter hemostasia efetiva. Postergar o fechamento primário ou deixar a incisão aberta para IB fechamento por segunda intenção se o campo cirúrgico for severamente contaminado Se o dreno for necessário. IB minimizar tecidos desvitalizados e corpos estranhos.

A melhor conduta é abrir a cicatriz e tratar por via sistêmica quando os sinais locais de inflamação são exuberantes ou o paciente possui sintomas e sinais sistêmicos. calcular as taxas de ISC por procedimento específico IB estratificadas pelas variáveis que são preditivas de risco para ISC Reportar. Tratamento Em ISC restrita aos tecidos moles. esta prática tem pouco suporte em evidências científicas.Profª Glenda Agra Lavar a mão com anti-séptico antes de manipular o curativo ou sítio IA cirúrgico Orientar o paciente e familiares como cuidar da cicatriz e identificar II sinais e sintomas de infecção e a quem e onde reportar esses achados Vigilância Epidemiológica Usar as definições do CDC para identificar ISC IB Para busca de casos utilizar a observação prospectiva direta. registrar todas as variáveis que podem estar envolvidas em um risco aumentado de ISC Após o final da cirurgia um membro da equipe cirúrgica deve definir IB o potencial de contaminação da cirurgia Periodicamente. Utilizar um sistema de vigilância pós-alta que seja compatível com os recursos e atenda a necessidade de obtenção de dados Para os pacientes que realizaram cirurgias que foram escolhidos para IB vigilância. indireta IB ou uma combinação das duas durante a internação. as taxas de ISC para cada IB membro da equipe cirúrgica. alguns sintomas que sugerem estas patologias são: dor desproporcional aos achados do . Apesar da maioria dos pacientes receber antibióticos no início do diagnóstico de ISC. Estudos com abscessos subcutâneos não identificaram benefícios quando a antibioticoterapia foi usada junto com a drenagem. O formato e a freqüência serão determinados pelo volume cirúrgico e os objetos locais. apropriadamente estratificadas. a terapêutica mais importante é a abertura da cicatriz retirada do material infectado e curativo contínuos até a cicatrização por 2ª intenção. Infecções potencialmente graves podem aparecer precocemente no pós-operatório.

que evolui com necrose progressiva da pele podendo surgir lesões bolhosas e áreas de gangrena. edema e friável a manipulação. Síndrome do choque tóxico: é uma infecção causada pela toxina do S. hemorragia cutânea. Citrobacter freundii. O diagnóstico é confirmado com achados do intraoperatório. O tratamento é realizado com antibiótico com atividade anti-estafilocócica e terapia de suporte. bolhas violáceas. rash cutâneo. sendo semelhante a fasciite necrosante. no qual o tecido subcutâneo apresenta-se acinzentado e a fáscia do músculo com estrias. no entanto um quadro clínico semelhante pode ser causado por Vibrio vulnificus ou Aeromonas hydrophilia. clindamicina e penicilina. Clostrium hystoliticum ou Clostridium novyi. O debridamento deve ser realizado conforme avaliação clínica. porém grave. O tratamento dessas duas síndromes é feito com debridamento cirúrgico e antibiótico sistêmico. o quadro clínico é semelhante à fasciite necrosante podendo ser diferenciado desta.Profª Glenda Agra exame físico. áreas de parestesia e anestesia.. este quadro pode ser causado por uma flora polimicrobiana composta por Escherichia coli. Gangrena gasosa: causada por Clostridium perfringens Clostrium septicum. Proteus sp. pela rotina de Gram do tecido. queda do estado geral. Fasciite necrosante: esta é uma infecção rara. . a infecção se estende a planos mais profundos podendo envolver fáscia e tecido subcutâneo. aureus que age como superantígeno provocando uma proliferação massiva de linfócitos T e produção de citocinas com IL1 e TNF. amolecimento da pele. rápida progressão e presença de ar em subcutâneo. O agente mais freqüente é o Streptococcus beta hemolítico do grupo A. Serratia marcescens e Enterobacter sp. Mais freqüentemente em pós-operatório. O quadro clínico é de início rápido no pós-operatório com febre. O quadro clínico costuma ter evolução rápida com poucos sinais locais. geralmente monobacteriana.

que é o espaço virtual entre as pleuras visceral e parietal.5 g/100 ml) e da desidrognase lática ( DHL inferior a 200UI/100 ml) e existem poucas células no líquido pleural. bem como as características radiológicas e bioquímicas do derrame. as quais deslizam uma sobre a outra. radiológica e. A diferenciação clínica. Os transudatos ocorrem por aumento da pressão hidrostática nos capilares ou por diminuição na pressão coloidosmótica. Ficam caracterizados quando são baixas as taxas de proteínas ( geralmente inferior a 2. principalmente. A partir da constatação da presença do derrame pleural. separadas por uma fina película de líquido. Principais sintomas associados ao derrame pleural . Caracteriza-se pó taxas elevadas de proteínas ( > 3. por ser o ponto de partida no esclarecimento do mecanismo fisiopatológico da doença.0g/100ml) e DHL (> 200 UI/100ml) e maior quantidade de células no líquido. bioquímica entre transudatos e exsudatos é o primeiro passo a ser analisado na presença de um derrame pleural. devendo estes valores ser comparados com as respectivas concentrações séricas. com conseqüente alteração da permeabilidade pleural e formação do derrame. insuficiência renal e estados de hipoproteinemia. Ocorre em conseqüência de doenças extrapleurais. são importantes os aspectos clínicos e semiológicos. Os exsudatos desenvolvem-se a partir das alterações na permeabilidade capilar ou na drenagem linfática.Profª Glenda Agra ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NOS PÉRÍODOS DA CIRURGIA: PRÉOPERATÓRIO E PÓS-OPERATÓRIO CIRURGIAS DO APRELHO RESPIRATÓRIO: DERRAME PLEURAL Definição O derrame pleural é o acúmulo anormal de liquido na cavidade pleural. sendo na maioria das vezes por ICC. do diagnóstico diferencial e da necessidade de futuras investigações. São secundários a doneças que comprometem direta ou indiretamente o mesotélio.

MV pode estar aumentado. Nas fases de pleuite e pouca quantidade de líquido pleural. no limite superior do derrame pleural. no início do processo. Ausculta pulmonar: redução ou abolição do MV sobre a região onde há presença de líquido. Os principais achados do exame físico relacionados à presença de derrame pleural são: Palpação: redução ou ausência do FTV. Apresentação radiológica do derrame pleural RX de tórax normal: derrames de pequeno volume não são identificados no RX de tórax em PA. . Elevação e alteração da forma do diafragma. tosse e dispnéia. redução da expansibilidade torácica. pode estar presente na ausculta de atrito pleural. em seu limite com o parênquima pulmonar. ou em sua fase de redução. com retificação de sua porção medial. Percussão: macicez ou maciez sobre a região onde há maior acúmulo de líquido. Obliteração do seio costofrênico – a partir de volumes que variam de 175 a 500 ml em adultos. Principais sinais associados ao derrame pleural Abaulamento do hemitórax acometido e de seus espaços intercostais. desvio do ictus cardíaco e da traquéia.Profª Glenda Agra Dor torácica.

Profª Glenda Agra Opacificação progressiva das porções inferiores dos campos pleuropulmonares com a forma de uma parábola com a concavidade voltada para cima. uso de drogas endovenosas. abscesso subfrênico. coagulopatias: hemofilia e trombocitopenia. iatrogênico. constituindo-se na progressão do derrame parapneumônico complicado. perfuração esofagiana. abscesso pulmonar. complicação de anti-coagualção na embolia pulmonar. rupturas vasculares: aneurisma de aorta torácica. com a obliteração do seio costofrênico posterior e desaparecimento da cúpula diafragmática correspondente ao hemitórax em que há o derrame. artrite reumatóide. Na maioria das vezes está associado a uma pneumonia bacteriana subjacente. traumatismo torácico com perfuração. Hemotórax Presença de sangue na cavidade pleural. lesões de aorta durante arterioragrafias. Entretanto. Principais causas: trauma torácico aberto ou fechado. após biópsia ou aspirado pulmonar transcutâneo. associado ao pneumotórax espontâneo. cirurgia esofagiana. após toracocentese ou biópsia pleural. doença metastática pleural. pielonefrite. O derrame pleural pode ser identificado mais precocemente no RX de perfil. telangectasia hemorrágica (síndrome de Osler-RenduWeber). outras causas de empiema pleural são descritas: Pneumonia bacteriana. ducto arterioso patente. Empiema pleural È caracterizado pela presença de pus na cavidade pleural. pós-operatório. . hemotórax catamenial ( associado à endometriose pleural ou pélvica com comunicação das cavidades pleural e peritoneal por defeitos no diafragma). mediastinite. seqüestro broncopulmonar. abscesso dentário. perfuração de veias centrais durante a instalação de cateteres. fístula artério-venosa. pequenos procedimentos (ex: toracocentese). ressecções pulmonares. embolia pulmonar séptica.

Se o sangramento for decorrente de lacerações na pleura. Traumas torácicos perfurantes. juntam-se ao trauma iatrogênico. linha médio-clavicular para alívio momentâneo. fraturas de costelas com lesão pleural. na maioria das vezes necessitam de drenagem pleural. quando sob ventilação mecânica. biópsia pleural etc. Os iatrogênicos e traumáticos. Este fato faz com que desapareça a pressão negativa normal entre pleurais. expandindo-o novamente. Quando o pneumotórax é pequeno. .Profª Glenda Agra Abordagem terapêutica do hemotórax O manejo inicial do hemotórax é a drenagem torácica fechada. geralmente há a reabsorção do ar pelo sistema de circulação pleural. fraturas de múltiplos arcos costais. sem sinais de redução de volume drenado. alteração hemodinâmca importante por diminuição do retorno venoso e do DC. colapsando-o. uma avaliação sistemática e detalhada deve ser feita na busca de lesões associadas. etc. como tamponamento pericárdio. No entanto. a expansão pulmonar após a drenagem pode tampona-lo. taquicardia. hipotensão. Normalmente classificado em espontâneo (roturas de bolhas pulmonares em DPOC) e provocado (iatrogênicos e traumáticos). preconiza-se a colocação de 1 agulha grossa no 2º espaço intercosta anterior. a qual diminui o risco de empiema ( o sangue funciona como meio de cultura) e o risco de fibrotórax . . que podem requerer tamanhos específicos. que deve ser precoce. A drenagem torácica permite a monitorização do volume de sangramento e se este se apresentar maior que 200ml/hora. deve-se realizar drenagem torácica. aumento da sonoridade à percussão. Nos casos de traumas torácicos. distensão jugular. a indicação de toracotomia deve ser considerada. As causas principais dos iatrogênicos incluem acesso venoso central. ausência de movimentos respiratórios e murmúrio vesicular no lado comprometido. impedindo o pulmão de se expandir. Nesses casos (emergência). A traquéia desvia para olado oposto. reanimação PCR. quando o pneumotórax tem proporções maiores ou há lesão do parênquima pulmonar e insuficiência respiratória. broncoscopia. contusão pulmonar. Se a evolução do pneumotórax for hipertensão intrapleural (pneumotórax hipertensivo geralmente visto em ventilação mecânica com PEEP) haverá desvio mediastinal. hipoxemia. toracocentese. lesão de grandes vasos. Pneumotórax É a presença de ar na cavidade pleural.

estes derrames têm indicação de drenagem. Biópsia pleural. A toracocentese é realizada nos pacientes com vários problemas clínicos. A toracocentese é a aspiração do líquido pleural para fins diagnósticos ou terapêuticos. Ações de enfermagem . na maioria das vezes. Contra-indicações: Alterações importantes da coagulação. Aspiração de líquido pleural para análise. Enquanto procedimento diagnóstico ou terapêutico.TORACOCENTESE Uma fina camada de líquido pleural normalmente permanece no espaço pleural. invasão neoplásica. Uma amostra desse líquido pode ser obtida por toracocentese ou por dreno de toracomotomia. 1. punção do ducto (acidente em punção de veia subclávia esquerda). a toracocentese pode ser utilizada para: Remoção de líquido e ar presentes na cavidade pleural. Quando grandes. porém cerca de 50% necessitam de cuidados cirúrgicos. à lesão cirúrgica.Profª Glenda Agra Quilotórax A presença de quilotórax é mais rara e deve-se. O acúmulo do líquido pleural pode ocorrer em alguns distúrbios. Instilação da medicação dentro do espaço pleural.

Deitado sobre o lado não afetado com o leito elevado em ângulo de 30º ou 45º. o local da toracocentese é determinado pelo RX de tórax.Posicionar o paciente confortavelmente com apoios adequados. o médico utiliza uma agulha de pequeno calibre para injetar um anestésico local lentamente em direção ao espaço intercostal. Após a pele ser limpa.Informar ao paciente sobre a natureza do procedimento e: a importância de manter-se imóvel as sensações de pressão que serão sentidas que nenhum desconforto está prescrito após o procedimento. posicionar o paciente ereto ou em uma das seguintes posições: sentado na borda do leito com os pés apoiados e os braços e a cabeça sobre um travesseiro apoiado na mesa auxiliar. se incapaz de permanecer em posição sentada. . se prescrito. Também administrar o sedativo. 5. 6. 4. 3.Assegurar com antecedência de que a radiografia de tórax foi prescrita e realizada e o consentimento informado foi assinado. Escarranchado na cadeira com os braços e a cabeça repousando sobre o encosto (posição de cavalo). O local para a aspiração é visualizado pela radiografia de tórax e percussão. pelo imageamento com o ultra-som e pelos achados do exame físico.Expor todo o tórax.Profª Glenda Agra 1.Apoiar e tranqüilizar o paciente durante o procedimento. Se possível.Avaliar o paciente quanto à alergia ao anestésico local que será utilizado. Se o líquido está na cavidade pleural. com atenção para o local de macicez máxima à percussão. 7.O procedimento é realizado sob condições assépticas. 2. preparar o paciente para a sensação fria do germicida cutâneo e para a sensação de pressão decorrente da infiltração do agente anestésico local encorajar o paciente a reter a tosse.

Ela também pode ser realizada para abscessos pulmonares.O médico avança a agulha de toracocentese com uma seringa conectada. rigidez no tórax. 2. e sinais de hipoxemia.Profª Glenda Agra 8. tosse incontrolada. aplicar pressão sobre o local de punção. Quando o espaço pleural é alcançado. e um pequeno curativo estéril é fixado no local. bronquiectasias ou tuberculose unilateral extensa. a sucção pode ser aplicada com a seringa. tonteira. .de 20 ml com uma válvula de 3 vias é conectada à agulha ( um terminal do adaptador está conectado à agulha e o outro a uma sonda que leva ao recipiente receptor do líquido que está sendo aspirado) Se uma quantidade considerável de líquido é retirada. pulso rápido.PNEUMONECTOMIA A remoção de um pulmão inteiro é realizada principalmente para o câncer quando a lesão não pode ser removida por um procedimento menos extensivo. porque o pulmão direito tem um maior leito vascular e sua remoção impões uma maior comprometimento fisiológico. Informar ao paciente que ele permanecerá em repouso no leito e a radiografia de tórax será realizada após a toracocentese. A remoção do pulmão direito é mais perigosa do que a do esquerdo. preparar amostras do líquido para avaliação laboratorial.Após a agulha ser retirada.Registrar a quantidade total de líquido retirado com o procedimento e documentar a natureza do líquido. muco espumoso.Monitorizar o paciente em intervalos regulares quanto ao aumento da freqüência respiratória: assimetria no movimento respiratório. a agulha é mantida no local sobre a parede do tórax com uma pequena pinça hemostática. 12. sanguinolento. sua coloração e viscosidade. 11. 9. Um recipiente de amostra com formalina pode ser necessário para a biópsia pleural. Se indicado. 10.

o pulmão envolvido colapsa. O coto bronquial é fechado e. . O cirurgião realiza uma incisão de toracotomia. 3. sendo os vasos lobares e os brônquios ligados e divididos. o inferior é para drenagem de líquido. sua exata posição depende do lobo a ser ressecado. bronquiectasia e infecções fúngicas. tumores malignos metastáticos. que é mais comum do que a pneumonectomia. Por vezes. Após o lobo ser removido. é feita. O dreno superior é para remoção de ar. por vezes. com ressecção de uma costela. A artéria pulmonar e as veias pulmonares são ligadas e desviadas. pode ser realizada para o carcinoma broncogênico.Profª Glenda Agra Uma incisão de toracotomia póstero-lateral. a lobectomia ( remoção de um lobo do pulmão) é realizada. A lobectomia. Quando o espaço pleural é alcançado. O brônquio principal é dividido e o pulmão removido. Geralmente. os lobos remanescentes do pulmão são expandidos. apenas um cateter é necessário. tumores benignos. não são utilizados drenos porque a acumulação de líquido no hemitórax vazio evita o desvio do mediastino. geralmente. para o enfisema gigante. O dreno de tórax é conectado a um dispositivo de drenagem torácica por vários dias. dois cateteres torácicos são inseridos para drenagem.LOBECTOMIA Quando a patologia está limitada a uma área do pulmão. ou antero-lateral.

Profª Glenda Agra .

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os drenos de tórax e o sistema de drenagem fechada são utilizados para reexpandir o pulmão comprometido e para remover o excesso de ar. A drenagem acumula-se na primeira câmara e o ar sai através da segunda câmara. para baixo.Profª Glenda Agra REFEREÊNCIAS DAS ILUSTRAÇÕES: http://www. movendo-se para cima quando o paciente inala e. .org 3. líquido e sangue. quando o paciente exala. O nível de água flutua conforme o paciente respira. Após a cirurgia torácica. é conectado ao sistema de drenagem. Os sistemas de drenagem de tórax também são utilizados no pneumotórax espontâneo e no trauma resultante em pneumotórax. A água na segunda câmara atua como um selo e permite ao ar e ao líquido drenar do tórax para dentro da primeira câmara. Sistemas: O dreno de tórax.cirurgiatoracica. ou cateter. porém o ar não pode retornar para dentro do tórax. utilizando uma valva de via única.DRENAGEM PLEURAL Uma intervenção fundamental para melhoramento da troca gasosa e da respiração no período pós-operatório é o tratamento adequado da drenagem de tórax e do sistema de drenagem de tórax.

2. OBS: Quando o vácuo de parede é desligado. . 4.Assegure-se de que o equipo de drenagem não racha nem dobra ou interfere com os movimentos do paciente. Ações de enfermagem Após muitos procedimentos intratorácicos. Quando o paciente está na posição lateral. Esses cateteres são então conectados a um sistema de drenagem. pela estabilização da pressão negativa na cavidade pleural. O sistema consiste em um ou mais cateteres mantidos no espaço pleural pela sutura à parede torácica. 1.Encorajar o paciente a assumir a posição de conforto com bom alinhamento corporal. conforme necessário. Isso pode ser feito pela desconexão do dreno do terminal de aspiração para proporcionar a ventilação. O sistema remove os líquidos e os gases provenientes do espaço pleural ou da cavidade torácica e do espaço mediastinal. o sistema de drenagem deve ser aberto para a atmosfera de modo que o ar intrapleural possa escapar do sistema. Encoraje o paciente a mudar de posição freqüentemente. facilita a reexpansão do pulmão e restaura a função cardiorrespiratória normal após a cirurgia. trauma ou distúrbios clínicos.Delicadamente. 3. Os analgésicos podem ser necessários para aliviar a dor.Realizar com o braço e o ombro do lado afetado do paciente os exercícios de amplitude de movimento várias vezes ao dia. sistema de dois frascos e sistema de três frascos.Profª Glenda Agra Existem 3 tipos de sistemas: sistema de frasco único. assegure-se de que o corpo do paciente não comprime o dreno. ordenhe o dreno na direção do frasco de drenagem. é necessário um sistema de drenagem pleural.

Se necessário. Proporcione analgesia adequada. solicite uma prescrição para analgesia controlada pelo paciente. fazendo um . instrua o paciente a realizar suavemente a manobra de Valsalva ou a respirar silenciosamente. 9. Também ensine ao paciente como realizar a espirometria de incentivo. Notifique o médico imediatamente do borbulhamento excessivo no frasco de selo d’água que não seja devido a extravasamentos externos. Simultamente.Assegure-se de que existe uma flutuação no nível do líquido no frasco de selo d’água ou na saída de ar na área indicadora. insira um conector estéril nas extremidades cortadas e reconecte o sistema de drenagem. Se o equipo se desconecta.Observe quanto aos extravasamentos de ar no sistema de drenagem: eles são indicados pelo constante borbulhamento no frasco de selo d’água ou pelo detector de saída de ar. cianose. pressão no tórax. Também avalie o sistema de dreno de tórax quanto a extravasamentos externos corrigíveis. não está trabalhando adequadamente.Se o paciente está deitado sobre uma maca e deve ser transportado para uma outra área.Encoraje o paciente a respirar profundamente e a tossir a intervalos freqüentes. corte fora as pontas contaminadas do dreno de tórax e do equipo. 6. 10. Então. 8. enfisema subcutâneo.Quando ajuda na retirada do dreno de tórax. o dreno de tórax é fechado e rapidamente removido. sintomas de hemorragia ou alterações significativas nos sinais vitais. uma gaze pequena é colocada. Não feche o dreno de tórax durante o transporte.Observe e imediatamente relate a respiração rápida. posicione o sistema de drenagem abaixo do nível do tórax. ou o vácuo de parede. 7. superficial. Observação: As flutuações de líquido no frasco de selo d’água ou a saída de ar na área indicadora irão parar quando: o pulmão se reexpandir o tubo estiver obstruído por fibrina ou coágulo sanguíneo ou dobrado dreno situa-se abaixo do resto do equipo aspirador.Profª Glenda Agra 5.

No pós-operatório imediato. A diminuição da VEF a partir da linha básica indica diminuição na força respiratória. conforme a condição do paciente se estabiliza. dos eletrólitos séricos. colocando o paciente em risco de falência respiratória. menos freqüentemente. É importante monitorizar a frequência e o ritmo cardíaco pela ausculta e pelo eletrocardiograma porque grandes episódios de arritmias são comuns após a cirurgia cardíaca e torácica. porém freqüentemente são observadas entre o segundo e o sexto dias pós-operatórios.6 l/s.Profª Glenda Agra lacre contra o ar com uma gaze 4 x 4 vaselinada e completamente vedada com esparadrapo impermeável. isso é obtido pela mensuração dos sinais vitais. A oximetria de pulso é utilizada para monitorização contínua da adequação da oxigenação. para estabelecer uma linha de parâmetro que avalie a adequação da oxigenação e ventilação e a possível retenção de CO2. A pressão venosa central pode ser monitorizada para detectar precocemente sinais de distúrbios do volume de líquido. no período pós-operatório. Os pacientes submetidos à cirurgia torácica vivenciam . em média. A VEF é o volume de ar que o paciente pode expelir forçadamente no primeiro segundo. as mensurações da gasometria sanguínea podem ajudar na determinação da terapia adequada. então. As arritmias podem acontecer em qualquer momento. O caráter e a profundidade das respirações e a coloração do paciente servem como critérios importantes na avaliação sobre a expansibilidade adequada dos pulmões. A incidência de arritmias aumenta nos pacientes maiores de 50 anos de idade e naqueles que se submeteram a pneumonectomia ou cirurgia esofagiana. a partir da linha básica de 0. no mínimo a cada 15 minutos nas primeiras 1 a 2 horas. uma redução no VEF. No período pós-operatório imediato. uma linha arterial pode ser mantida para ajudar a monitorização freqüente dos gases sanguíneos. a freqüência pela qual os gases arteriais pós-operatórios são verificados depende de o paciente estar mecanicamente ventilado ou apresentar sinais de angústia respiratória. A troca gasosa é determinada pela avaliação da oxigenação e da ventilação. Isso resulta em volumes correntes diminuídos. Também é comum a sua prática em pacientes que tenham a linha arterial . da hemoglobina e dos valores do hematócrito e da pressão arterial. É importante coletar sangue para mensuração da gasometria arterial precocemente.

pois a permanência em uma posição tende a promover a retenção das secreções na parte mais baixa dos pulmões. melhora o mecanismo da tosse e permite uma avaliação precoce das alterações agudas pulmonares. As técnicas de respiração. Quando o paciente está orientado e a pressão sanguínea está estabilizada. onde pode ser removido através do dreno de tórax superior. A posição do paciente é mudada de horizontal para semi-ereta tão cedo quanto possível. Essa técnica otimiza a inflação pulmonar. Após a pneumonectomia. O posicionamento também melhora a respiração. Isso facilita a ventilação. O paciente realiza uma respiração profunda através de um bucal. Espirometria de incentivo: Assegurar que o volume de ar inalado é aumentado gradualmente. de modo que o líquido no espaço pleural permaneça abaixo do nível do coto bronquial e o outro pulmão possa se expandir plenamente. Outra técnica para melhorar a ventilação é a terapia de inspiração máxima sustentada ou espirometria de incentivo. à medida que o paciente inspira mais profundamente. Cuidados de enfermagem com o sistema de drenagem torácica . A monitorização hemodinâmica pode ser utilizada para avaliar a estabilidade hemodinâmica. tais como respiração diafragmática e a respiração com lábios semicerrados. que foram ensinadas antes da cirurgia devem ser praticadas pelo paciente a cada 2 horas para expandir os alvéolos e prevenir a atelectasia. então. relaxa e exala. promove a drenagem de tórax do dreno de tórax inferior e ajuda o ar residual a subir para a parte superior do espaço pleural. pára no pico da inflação pulmonar e. a cebeceira do leito é elevada a 30 a 40º durante o período pós-operatório imediato. A enfermeira deve consultar o cirurgião sobre o posicionamento do paciente. o lado que foi operado deve ficar mais baixo.Profª Glenda Agra instalada para obtenção de sangue para as verificações da gasometria arterial e para monitorizar a pressão sanguínea intensivamente.

aspecto do líquido drenado e funcionamento dos sistema. fazer pinçamento duplo do dreno torácico. colapsando o pulmão).Profª Glenda Agra 1.Durante a permanência do dreno. 3. a enfermagem deve providenciar material de curativo.No sistema de aspiração contínua deve haver borbulhamento no frasco redutor.Os frascos deverão permanecer abaixo do nível do tórax.Observar periodicamente o perfeito funcionamento do sistema. 7.Fazer anotações de enfermagem sobre volume. rapidamente.Evitar a entrada de ar no sistema. evitando-se a instalação de pneumotórax ( retorno de ar ao espaço pleural.Ordenhar periodicamente o dreno. e verificar constantemente a drenagem. para evitar entrada de ar.Para retirar o dreno. 2. verificando bem as conexões e rosqueamento das trompas. evitando sua obstrução por coágulos. com tiras largas de esparadrapo. 11.Na retirada de dreno de tórax deve-se observar: . a enfermagem deverá observar o paciente quanto a: dores torácicas. 5.O curativo de incisão do dreno deve ser oclusivo para evitar a entrada de ar pela ferida operatória. 10. fazer curativo compressivo. Observar e anotar presença de secreções neste local. 4. 9. Após a retirada. hipertermia etc. 12.Ao trocar os frascos de drenagem ou transportar o paciente. 6. dificuldade respiratória. 8.Observar continuamente se os intermediários longos dentro dos frascos permanecem em selo d’água (mergulhados).

puxa-se o dreno e amarra-se fio para fechar o orifício de entrada. *retirada do dreno lateral ( os cuidados devem ser maiores) – preparar uma placa de esparadrapo com gaze. *se o dreno é mediano ou lateral. em seguida soltar o segundo fio. de luva estéril. material de curativo. sonda nasogástrica grossa. retirar o dreno no final da inspiração. com ajuda da enfermagem. arritmias cardíacas e sangramentos podem ocorrer. observar se o paciente apresenta insuficiência respiratória. em ventilação mecânica. cortar o fio que prende o dreno à pele. aplicar imediatamente a placa de esparadrapo com gaze sobre o orifício. . *Se o momento do nó. o fio bailarina romper-se.Profª Glenda Agra *se já foi ordenhado o suficiente. colaborativos. portanto. *retirada do dreno mediano (sem abertura de pleuras) – pede-se ao paciente que segure a respiração. quando realizadas com pacientes comatosos. em ventilação espontânea. necessitando. evitando-se qualquer entrada de ar e conseqüente pneumotórax. NOTAS: *Manobras descritas no item 12 referem-se a pacientes lúcidos. aplicar imediatamente a placa de esparadrapo com gaze sobre o orifício. *após a retirada do dreno. *Quando houver coágulo e o dreno for mediano (sem rompimento da pleura) o mesmo poderá ou não ser aspirado: *opção de retirar o dreno aspirando ao mesmo tempo. anti-sépticos e aspirador (vácuo de parede ou portátil). *somente aspirar o dreno. sedados ou anestesiados. pois contaminação. *a manobra de aspiração deve ser executada pelo médico. retirar o dreno e fixar o ponto da bailarina para ocluir o orifício do dreno. pedir ao paciente para inspirar profundamente e prender a respiração. desconectar o respirador ao final da inspiração. *simplesmente retirar o dreno.

Quando o vácuo no sistema torna-se maior do que a profundidade até a qual o tubo está submerso. A drenagem depende da força da gravidade ou da quantidade de aspiração acrescida ao sistema. a aspiração pode ser aceitada. Conforme o nível de líquido no frasco aumenta. . SISTEMAS COMERCIAIS 1. o sistema de selo d’água não é afetado pelo volume de drenagem. o ar externo é aspirado para dentro do sistema. A quantidade de aspiração é determinada pela profundidade até a qual a ponta do tubo de vidro para ventilação está submersa.Sistema de Frasco Único: A extremidade final do dreno de tórax proveniente do tórax do paciente fica submersa na água. cria e mantém uma pressão negativa ao longo de todo o sistema de drenagem fechada. 3. MECANISMO DO SISTEMA COLETOR DE DRENAGEM TORÁCICA INDICAÇÕES Os sistemas coletores de drenagem pleural ou mediastinal são empregados em cirurgias torácicas ou cardíacas e destinam-se à evacuação de conteúdo líquido e/ou gasoso da cavidade torácica.Sistema de dois frascos: O sistema de 2 frascos consiste na mesma câmara de selo d’água mais um frasco para a coleta de líquido. 2. o que implica que o sistema está funcionando adequadamente. Assim.Sistema de 3 frascos: É semelhante ao sistema de 2 frascos.Profª Glenda Agra *o volume e aspecto da drenagem devem ser anotados. exceto pelo acréscimo de um terceiro frasco para controlar a quantidade de aspiração aplicada. Quando o líquido pleural se acumula. A quantidade de aspiração no sistema é controlada pelo vacuômetro. O motor de aspiração mecânica ou o vácuo de parede. Isso resulta em um borbulhamento constante no frasco do vacuômetro ( ou regulador de pressão). torna-se progressivamente mais difícil para o ar e o líquido sair do tórax. o que permite a drenagem de ar e líquido proveniente do espaço pleural.

devido AP seu baixo custo e fácil manuseio. Os sistemas de frasco coletor único são os mais comumente empregados. evitando a entrada de ar na cavidade torácica (pneumotórax aberto). de modo a atingir a marca do nível líquido mínimo obrigatório.Profª Glenda Agra DESCRIÇÃO Os sistemas coletores de drenagem pleural utilizam o princípio da sinfonagem para manter em equilíbrio a pressão intrapleural ou intrapericárdia. conforme a capacidade do reservatório. Somente o correto rosqueamento possibilitará a vedação adequada quando for necessária a aspiração contínua. PREPARO DO FRASCO COLETOR Verificar a capacidade do frasco coletor escolhido e colocar solução fisiológica ou água destilada estéril no frasco coletor. PREPARO DO SISTEMA COLETOR A tampa do sistema deve ser rosqueada ao frasco coletor de modo correto e firme. que é negativa em relação à atmosférica. PREPARO DO MULTI-CONECTOR CÔNICO .

6º A conexão entre o dreno torácico e a mangueira do sistema de drenagem poderá ser reforçada com fita adesiva. REVISÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM Rever se a extremidade do tubo no interior do frasco ficou submersa cerca de 2 cm abaixo do nível líquido mínimo obrigatório. Marcar na etiqueta do frasco coletor o nível líquido. deve-se previamente preparar o dreno torácico e o multi-conector cônico para a conexão.Profª Glenda Agra O multi-conector cônico permite a conexão da mangueira do sistema com drenos torácicos de diversos diâmetros. 1º Instalar cirurgicamente o dreno torácico na cavidade pleural ou no mediastino. Verificar se existe oscilação ou borbulhamento no nível líquido. 2º Preparar o dreno torácico para a conexão cortando-o transversalmente na extremidade chanfrada distal. FAIXA ADESIVA DE FIXAÇÃO . Entretanto. a data e a hora da instalação do frasco coletor. 4º Cortar o multi-conector cônico no maior diâmetro que possibilite conexão firme com o diâmetro interno do dreno torácico. 3º Verificar o diâmetro interno do dreno torácico. 5º Conectar firmemente o dreno torácico. com isto otimiza-se o diâmetro interno da conexão evitando estreitamentos. unindo-o com o muti-conector cônico. de modo a evitar desconexão por arrancamento.

. se previne o doloroso deslocamento ou arrancamento do dreno torácico. Também se deve verificar se está ocorrendo vazamento aéreo em torno do dreno torácico devido à folga no(s) cirúrgico(s). Ela evita que as trações da mangueira do sistema sejam transmitidas ao(s) ponto(s) de fixação cirúrgica do dreno torácico com a pele. VERIFICAÇÃO DO(S) PONTO(S) CIRÚRGICO(S) Ao verificar as condições do(s) ponto(s) cirúrgico(s) e da fixação do dreno torácico durante o curativo. ORDENHA As manobras de ordenha são empregadas sob supervisão médica ou da enfermagem quando ocorrer obstrução por coágulos do sistema. em torno do dreno torácico. Desta forma. Utilizar pinça de ordenha ou ordenhar com a mão a mangueira de drenagem e o dreno torácico de modo a remover possíveis obstruções. deverá ser trocado diariamente ou quantas vezes forem necessárias.Profª Glenda Agra A faixa adesiva de fixação é de extrema importância para o conforto do paciente e deverá ser fixada no flanco do paciente. CURATIVOS A limpeza da ferida cirúrgica deverá ser realizada com solução anti-séptica e o curativo da pele. deve-se observar se ocorreu arrancamento parcial do dreno torácico com deslocamento do(s) ponto(s) cirúrgico(s).

PNEUMOTÓRAX ABERTO O pneumotórax aberto com suas repercussões clínicas de insuficiência respiratória ocorrerá em caso de desconexão do sistema. . a mangueira do sistema deverá ser mantida quase esticada. Para evitar o refluxo de líquido para a cavidade torácica não se deve elevar o frasco coletor acima do nível da cintura. o que poderá provocar pneumotórax hipertensivo ou enfisema de subcutâneo. Evitar o clampeamento prolongado da mangueira do sistema principalmente quando houver escape aéreo (borbulhamento). nunca tampe o suspiro do frasco coletor. Em caso de ruptura do frasco coletor deve-se fechar a mangueira do sistema e rapidamente substituir por outro íntegro. desta forma. sem curvas. Também nunca deixe virar ou tombar o frasco coletor.Profª Glenda Agra ADVERTÊNCIAS Alguns cuidados devem ser tomados de modo a evitar obstrução da mangueira do sistema por torção ou angulação excessiva. Pelo mesmo motivo. Portanto. ou se o frasco coletor estiver sem o nível líquido mínimo obrigatório. evita-se a formação de sifões por coleção de líquido na própria mangueira.

Evitar as adaptações que podem ocorrer quando se utilizam dispositivos de diversos fabricantes.Profª Glenda Agra Verificar as conexões de todo o sistema de modo a não permitir vazamentos de líquido ou entrada de ar. sem formar sinuosidades acentuadas. dobras ou acotovelamentos. dispnéia e até edema pulmonar com grave repercussão sistêmica. Orientar que não se deve elevar o frasco coletor acima do nível da cintura. Não é recomendável perfurar o dreno torácico ou a mangueira do sistema para colher secreções. para evitar o refluxo de líquidos do frasco coletor para a cavidade torácica. o que provocar desconexões. caso não haja contra-indicações clínicas. Também. deve-se orientar que o paciente não deite em cima da mangueira de drenagem a fim de não obstruí-la. . hidrotórax ou hemotórax) poderá provocar mal-estar. em caso de desconexão acidental ou sangramento. As instruções devem incluir noções e cuidados para se obter um perfeita sinfonagem do sistema no paciente acamado. A evacuação rápida do líquido pleural (pneumotórax. deslocamento doloroso ou arrancamento do dreno torácico. DEAMBULAÇÃO O paciente deverá deambular normalmente. INSTRUÇÕES AO PACIENTE A instrução sobre o funcionamento do sistema ao paciente ou aos seus cuidadores é de responsabilidade da Equipe médica e de enfermagem. Avisar imediatamente ao médico. na deambulação e no transporte. PRECAUÇÕES MÉDICAS A reexpansão rápida do pulmão colabado deve ser evitada. Orientar como manter a mangueira de drenagem quase esticada. Orientar como se devem evitar movimentos corpóreos bruscos de modo a não tracionar a mangueira de drenagem. dor.

Manter sempre o frasco coletor abaixo do nível da cintura. TRANSPORTE DO PACIENTE Não deixar formar curvas acentuadas. Na presença de fístula aérea. Não pinçar o dreno torácico ao fazer Raio X. SISTEMA DE ASPIRAÇÃO CONTÍNUA A utilização de pressão negativa por aspiradores e pressão controlada auxilia na evacuação dos líquidos pleurais. . EXAMES RADIOGRÁFICOS A radiografia de tórax e tomografia computadorizada de tórax são indicadas na avaliação do posicionamento do dreno torácico e da efetividade da drenagem pleural. transporte ao centro cirúrgico ou nas ambulâncias.Profª Glenda Agra Para uma maior comodidade. deste modo se evita que o líquido seja aspirado para o interior do tórax do paciente. dobras ou acotovelamentos na mangueira de drenagem. o paciente deverá utilizar a alça de transporte. o dreno não deve ser pinçado durante o transporte em maca ou cadeira de rodas. propiciando a reexpansão pulmonar.

mas do quanto o respiro encontra-se mergulhado na água. ou seja. quanto mais mergulhado. Pressões negativas superiores a 25 cm H2O requerem atenção especial. traqueostomizados. paraplégicos. Em crianças maiores e nos adultos recomenda-se a pressão negativa de 10 a 20 cm H2O. Recomenda-se para RN pressões negativas de 5 cm de H2O. com pressões máximas de 10 cm H2O. A aspiração contínua com pressão negativa controlada poderá ser instalada no sistema coletor de drenagem. Este sistema de aspiração contínua serve para se guardar o nível de aspiração. A aspiração está formalmente indicada em pacientes que não conseguem aumentar a pressão pleural através da tosse. maior será a força de aspiração. sendo o seu valor estabelecido a critério médico.Profª Glenda Agra Por outro lado. nos casos de fístula aérea brônquica devemos ponderar entre a vantagem de manutenção de uma pressão negativa constante e o inconveniente de maior “roubo” de ar pela fístula com sua possível manutenção aberta. BORBULHAMENTO EXCESSIVO O borbulhamento excessivo devido à fistula aérea de alto débito pode formar espuma em grande quantidade que transborda pelo suspiro do frasco coletor. pós-operatório imediato de cirurgia torácica etc. Portanto. nos pacientes neuropatas. portadores de doenças musculares. . o qual será dependente não da força do aspirador.

. temos esquematicamente o mecanismo de drenagem pleural balanceada utilizado em pneumonectomias. SISTEMA DE DRENAGEM PARA PNEUMONECTOMIA Na figura abaixo. SISTEMA DE DRENAGEM COM MÚLTIPLAS CÂMARAS Na figura abaixo temos um sistema de aspiração contínua acoplado ao sistema de drenagem pleural em que o primeiro frasco é usado exclusivamente como câmara coletora e o segundo frasco é usado como selo d´água. as mais usadas são: solução alcoólica a 50% ou adição de dimeticona.Profª Glenda Agra Este fenômeno pode ser evitado colocando-se substância adstringente no líquido do frasco coletor.

que vai ser desprezado. Verificar o estado da embalagem. para isto o novo frasco deverá já estar preparado. 250 ml ou 500ml de solução fisiológica estéril ou água destilada estéril no novo frasco coletor. TROCA DOS FRASCOS COLETORES Utilizar luvas e seguir as normas da comissão de infecção hospitalar. Pinçar a mangueira de drenagem por curto período de tempo. ou seja. Abrir o novo frasco coletor de modo que o interior do mesmo permaneça estéril.Profª Glenda Agra ROTINA PARA O MANUSEIO E TROCA DO REFIL A freqüência da troca do frasco coletor antigo por outro novo estéril deverá ser diária. de modo a atingir a marca do nível líquido mínimo obrigatório. somente pinçar o dreno torácico para uma rápida troca do frasco coletor. Adicionar. . Preparar um novo frasco antes de abrir a tampa do frasco em uso. A troca do frasco antigo pelo novo deverá ser rápida e precisa. o produto e o prazo de validade. quando o mesmo estiver repleto ou a critério médico. de acordo com o volume do frasco.

portanto recomenda-se a sua troca a cada 7 dias. Marcar na etiqueta do frasco coletor o nível do líquido. REAÇÕES ADVERSAS E CONTRA-INDICAÇÕES . o interior da mangueira de drenagem poderá ser colonizada por microorganismos. Abrir a tampa do frasco coletor antigo.Profª Glenda Agra Em caso de fístula aérea (borbulhamento). TROCA DA MANGUEIRA DE DRENAGEM Com o passar do tempo. CONTROLE DO VOLUME DRENADO Medir e anotar o volume e a cor do líquido drenado no frasco coletor de acordo com as orientações médicas. Não deixar formar curvas acentuadas. Abrir a pinça do dreno torácico após a troca. a data e a troca do novo frasco coletor. Verificar e registrar se existe oscilação ou borbulhamento do nível líquido. abrir a pinça da mangueira de drenagem. REVISÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM Rever se a extremidade do tubo no interior do frasco coletor ficou submersa cerca de 2 cm abaixo do nível líquido mínimo obrigatório. Após a troca. o pinçamento prolongado do dreno torácico provocará aumento do pneumotórax podendo ocasionar insuficiência respiratória ou enfisema de subcutâneo. dobras ou acotovelamentos na mangueira de drenagem. Trocar rapidamente o frasco antigo pelo novo. Usar a técnica asséptica na desconexão do dreno torácico que deverá estar pinçado para evitar pneumotórax aberto. Conectar o novo frasco coletor fechando corretamente a tampa do frasco.

seco. Conferir a integridade das embalagens e armazenar em local de baixa umidade entre 15ºC a 30ºC. DATA DE FABRICAÇÃO E VALIDADE Conservar a embalagem ao abrigo do sol. arejado e sem odor. LIXO HOSPITALAR O sistema coletor de drenagem pleural é de uso único e descartável. Não há contra-indicações absolutas a utilização do sistema.Profª Glenda Agra O sistema coletor de drenagem pleural não entra em contato com o organismo e é fabricado com materiais apirogênicos. não utilizá-lo se houver suspeita de dano por queda ou outro motivo que provoque abertura da embalagem. devendo o fabricante ser notificado. Seguir rigorosamente as normas hospitalares para desprezar ou destruir qualquer material. . EMBALAGEM. ESTERILIZAÇÃO E RESSTERILIZAÇÃO O sistema coletor de drenagem pleural é esterilizado por óxido de etileno. Verifique eventuais defeitos de fabricações e os notifique ao fabricante. ou seja. Verifique a data de fabricação e o prazo de validade na embalagem. O produto é frágil. não deverá ser reutilizado. portanto deve-se usar o produto imediatamente após a cuidadosa abertura da embalagem. em local limpo. resíduos ou secreções potencialmente contaminadas.

TRAQUEOSTOMIA A traqueostomia é um procedimento no qual uma abertura é feita para dentro da traquéia. o termo traqueostomia é utilizado. Um abertura é feita no segundo e terceiro anéis traqueais.geocities. Quando uma cânula de demora é inserida para dentro da traquéia. O balão é uma fixação inflável da . permitir o uso por longo prazo da ventilação mecânica.Profª Glenda Agra REFERÊNCIAS: Ilustrações: http://www. O procedimento é geralmente realizado na sala de operação ou em uma unidade de cuidado intensivo. e substtituir o tubo endotraqueal. A traqueostomia é realizada para desviar uma obstrução aérea superior. onde a ventilação do paciente possa ser bem controlada e mantida uma ótima técnica asséptica. Uma cânula de traqueostomia com balão de tamanho adequado é inserida.com/manuseio/aspirar. A traqueostomia pode ser temporária ou permanente.html 4. prevenir a aspiração das secreções oral ou gástrica no paciente inconsciente ou paralisado (pelo fechamento da traquéia devido ao esôfago). ajudar na remoção das secreções traqueobrônquicas.

Reúna o equipamento necessário.A estenose da traquéia pode desenvolver-se após a cânula ser removida. As complicações de longo prazo incluem obstrução da via aérea devido ao acúmulo de secreções ou protusão do balão sobre a abertura da cânula. lesão do nervo laríngeo recorrente e penetração da parede posterior da traquéia. 4. Uma cânula com balão (ar injetado dentro do balão) é necessária durante a ventilação mecânica. Os pacientes necessitam utilizar uma cânula de traqueostomia por longo período e que podem respirar espontaneamente comumente utilizam uma cânula sem balão. solução fisiológica ou água estéril. fístula traqueoesofágia. Elas podem mesmo acontecer anos após a cânula ser removida.Explicar o procedimento ao paciente e à família. água oxigenada. embolia aérea. 3.Profª Glenda Agra cânula de traqueostomia e tem o objetivo de ocluir o espaço entre as paredes da traquéia e a cânula para permitir uma ventilação mecânica eficaz e minimizar o risco de aspiração.Lavagem das mãos.Usar luvas limpas. pacote de curativo e fita de tecido. As complicações podem ocorrer precoce ou tardiamente no curso do tratamento com cânula de traqueostomia. pneumotórax. As complicações precoces incluem sangramento. infecção. aplicadores tipo cotonete. iniciando sobre a inspeção do curativo da traqueostomia quanto a umidade ou drenagem. enfisema subcutâneo ou mediastinal. ruptura da artéria inonimada. uma cânula de metal. dilatação traqueal e isquemia e necrose da traquéia. Um balão de baixa pressão é comumente utilizado. incluindo luvas estéreis. 5. Ações de enfermagem 1. A cânula de traqueostomia é mantida no local por fitas atadas em torno do pescoço do paciente. Geralmente um quadrado de gaze estéril é colocado entre a cânula e a pele para absorver a drenagem e prevenir a infecção. . aspiração. remover e descartar o curativo sujo. conforme apropriado. 2. disfagia.Proporcionar ao paciente e à família instrução sobre os pontos principais quanto ao cuidado da traqueostomia.

Limpar a ferida e a asa da cânula de traqueostomia com o aplicador tipo cotonete umedecido com água oxigenada. conforme mostrado adiante. incluindo a água oxigenada. 8. duas pessoas devem ajudar a troca da fita. (Alguns médicos aprovam a técnica limpa para traqueostomia de longo período em pacientes no domicílio). 7. fixando-o firmemente sob as fitas de tecido e envolvendo a cânula de traqueostomia de modo que a incisão fique coberta. Fixe com um laço. Passar a fita em torno da parte posterior do pescoço do paciente. inserindo-a através da abertura oposta da cânula externa.Usar luvas estéreis. Em tais casos. 12. 10. Junte ambas as extremidades em torno de modo que elas possam se encontrar sobre um dos lados do pescoço. Colocar a fita de tecido limpo na posição para fixar a cânula de traqueostomia. 11.Preparar os suprimentos estéreis. remover a fita de tecido suja substituindo-a por uma fita limpa. utilize um curativo estéril de traqueostomia.Profª Glenda Agra 6. TRAQUESOSTOMIA . inserindo a extremidade da fita através da abertura lateral da cânula externa.Lavar a cânula interna com água oxigenada e enxaguar com solução fisiológica ou substituir por uma cânula nova interna descartável. Enxaguar com soro fisiológico. o soro fisiológico ou a água destiladda.Embora algumas traqueostomias de longa duração com os estomas cicatrizados possam dispensar curativo. as outras traqueostomias necessitam curativo.Após a nova fita estar no local. Para uma nova traqueostomia. o curativo e a fita.Remova as fitas antigas e descarte-as em um recipiente de biossegurança. Estreite a fita até que apenas dois dedos possam ser inseridos confortavelmente sob ela. os aplicadores tipo cotonete. 9.

maior conforto do paciente. falha do balão de TQT. A prática em algumas instituições têm sido a TQT mais precoce ( com 7 a 14 dias sob ventilador) para facilitar o desmame mais precoce. embora o momento mais comum pareça ser com 21 dias depois da intubação. múltiplas intubações ( alto risco de complicações). de modo a evitar a descanulação. O tubo de TQT deve ser firmemente fixado. As complicações da TQT incluem: a mais grave reside na erosão que invade o tronco braquiocefálico que pode resultar em exsanguinação.Profª Glenda Agra O método preferido de controle da via aérea é o tubo de traqueostomia para ventilação a longo prazo. enfisema subcutâneo e mediastinal. Manter a pressão do balão no mínimo necessário para evitar o extravasamento de ar no ventilador reduz o risco de ruptura tissular devido à pressão excessiva sobre a parede traqueal. . ou possui diagnósticos neurológicos ou traumas associados à necessidade prolongada de uma via aérea artificial. descanulação acidental com perda da via aérea. trocar a cânula interna ( ou de acordo com a política da instituição) e trocar os cadarços de TQT sujos SN. aspiração. estenose traqueal. As desvantagens incluem: hemorragia. fístula traqueoesofágica. lesão do nervo laríngeo. infecção. obstrução do tubo de TQT. embolia gasosa. O cuidado rotineiro com a TQT consiste em limpar pelo menos a cada 8 h e SN. fracasso da intubação. edema de via aérea devido à anafilaxia. condições em que a intubação orotraqueal não é possível ( trauma facial. fraturas cervicais) e o desejo de melhorar o conforto do paciente. As suturas na TQT percutânea ou cirúrgica permanecem na posição por 48 a 72 horas ou mesmo por até uma semana 9 de acordo com o protocolo hospitalar). Uma revisão da literatura revela a ausência de consenso sobre a regualção temporal ótima para a TQT. As vantagens da TQT em relação à intubação orotraqueal incluem: desmame mais rápido ( pelo menos em parte por causa do espaço morto diminuído). hemorragia aguda no local. pneumotórax. As indicações incluem obstrução da via aérea superior. pneumotórax e a necessidade de um procedimento operatório que é o próprio risco. complicações da intubação orotraqueal. A fixação adequada do tubo de TQT reduz o movimento do tubo na via aérea e limita a lesão por atrito com a parede traqueal ou a laringe. principalmente quando o paciente apresenta múltiplas morbidades concomitantes e demonstra dificuldade no desmame. infecção. disfunção da deglutição. comunicação estimulada e possibilidade de alimentação oral.

Esse intervalo de cuidado mais longo geralmente ocorre depois de 7 a 10 dias ou quando a secreção e drenagem da TQT são mínimas.Profª Glenda Agra progredindo para o cuidado diário e SN. O cuidado rotineiro das TQTs sempre é realizado como um procedimento asséptico. enquanto no hospital. .

A primeira descrição cirúrgica com sucesso data de 1546. no início do século XX. Entretanto. que operou um paciente com "abscesso na garganta" [1]. Anatomia Cirúrgica . a aceitação universal só veio com os trabalhos de Chevalier e Jackson. por um médico italiano. que descreveram pormenores da técnica.Profª Glenda Agra Histórico e Definição O termo traqueostomia refere-se à operação que realiza uma abertura e exteriorização da luz traqueal. suas indicações e complicações [2. Antonio Musa Brasavola. 3].

Durante a realização de uma traqueostomia as estruturas que serão encontradas. a sua porção cervical é irrigada.Profª Glenda Agra A laringe é composta por um esqueleto cartilaginoso rígido. fonação. situa-se o istmo da tireóide.5 e 2.0 cm). Digno de nota. pela simples flexão cervical. eventualmente o istmo tireoideano (que se situa entre o 1º e o 2º anel traqueal). predominantemente. assim como a hiperextensão pode trazer uma porção significativa situada no mediastino para a região cervical. Outro aspecto interessante é a sua mobilidade. entre 1. e a fáscia pré-traqueal [4]. por ramos da artéria tireóidea inferior. Em nível do segundo anel traqueal. é que esta rede anastomótica penetra na traquéia na sua margem lateral. O espaço subglótico inicia-se abaixo das cordas vocais e se estende até à margem inferior da cartilagem cricóide. Visão anterior Copyright © 1995 CibaGeigy Corporation Ali rights reserved. As três principais cartilagens envolvidas na função respiratória e vocal são: a cartilagem tireóide. Figura 1. além de participar da primeira e da segunda fases da deglutição. A irrigação sangüínea da traquéia tem íntima relação com o suporte sanguíneo do esófago. o que torna compreensível o porquê dos anéis traqueais poderem ser lesados por isquemia. o que nos leva a evitar a dissecção extensa nessa região. platisma. Outro aspecto interessante é a característica predominantemente submucosa desta rede anastomótica. são: pele e subcutâneo. musculatura pré-traqueal. . características que predispõem este espaço a inúmeras complicações [5]. A membrana cricotireóidea faz a ligação da borda inferior da cartilagem tireóide à cartilagem cricóide. Cartilagem da laringe. devido à hiperinsulfIação de um cuff endotraqueal. que é o único anel cartilaginoso completo das vias aéreas. A parede posterior é membranosa e faz relação com a parede anterior do esófago. com função de permeio das vias aéreas. A traquéia estende-se da borda inferior da cartilagem cricóide até à carina. por ordem de aparição. a cartilagem cricóide e um par de cartilagens aritenóides. assim como uma dissecção circunferencial da traquéia durante a traqueostomia. Ele é o local de menor diâmetro interno (no adulto. é sabido que toda sua extensão cervical pode se localizar no mediastino. e é circundado pela cartilagem cricóide.

Limpeza das vias aéreas a. Corpos estranhos e.Profª Glenda Agra Figura 2. Doenças neuromusculares 3. Infecções g. Copyright © 1995 Ciba-Geigy Corporation Ali rights reserved Tabela 1 .Veias superficiais e nervos cutâneos do pescoço. Idade avançada b. Suporte ventilatório .Indicações de Traqueostomia 1. Neoplasias h. Disfunção laríngea b. Queimaduras e corrosivos d. Trauma c. Fraqueza c. Manejo pós-operatório i. Obstrução das vias aéreas a. Apnéia do sono 2. Anomalias congênitas f.

portanto. necessitando de uma traqueostomia. Nestas situações. a sua principal utilização é no manejo de pacientes que necessitam períodos prolongados de suporte ventilatório mecânico. Nestes casos. tais como laringoscópio e broncoscópio de fibra ótica. Corpos Estranhos. gases tóxicos ou corrosivos podem resultar em edema glótico significativo. Inalação de gases quentes. Com os avanços técnicos atuais. A paralisia abdutora das cordas vocais. Caso os métodos translaríngeos falhem ou sejam inviáveis. mesmo na ausência de necessidade de ventilação mecânica. podemos fazer uso da traqueostomia. a vítima já passou da fase aguda. ainda. Anomalias Congênitas. a broncoscopia de fibra ótica possibilita reservar a traqueostomia para uma situação eletiva. a traqueostomia foi desenvol.vida para promover a desobstrução das vias aéreas. está indicada a traqueostomia de urgência. 1) Lesões maxilofaciais graves. por manobras mecânicas ou endoscópicas. durante a realização de uma tireoidectomia) pode levar desde a obstrução leve das vias aéreas até a uma obstrução completa. . as indicações tradicionais da traqueostomia (como por exemplo a epiglotite aguda e obstruções tumorais) sofreram uma grande mudança. Trauma. é pouco utilizada. inicialmente. Comumente. Uma outra situação especial para a sua utilização é no grupo pediátrico (abaixo de 12 anos) onde a intubação translaríngea não foi possível.Profª Glenda Agra Indicações Historicamente. fugindo da maior incidência de morbidade e mortalidade da traqueostomia de urgência. A preferência nestas situações seria pela cricotireoidostomia. que podem estar presentes nos traumas da porção anterior do pescoço. mas. Tentativas de retirada dos corpos estranhos são realizadas. 2) Fraturas ou transecções da laringe ou da traquéia. Há. por isso a traqueostomia. a utilização da traqueostomia com o intuito de promover uma adequada limpeza das vias aéreas. 3) Lesões da medula cervical que impeçam uma manipulação do pescoço são situações encontradas no trauma onde a abordagem das vias aéreas por intubação oro ou nasotraqueal torna-se difícil ou inviável. freqüentemente. nessas situações. também não é possível realizá-la. ao chegar ao hospital. não é o procedimento de escolha no manejo da obstrução aguda das vias aéreas [3] . A Tabela 1 resume estas três principais categorias de indicação da traqueostomia [6]: Obstrução das Vias Aéreas Disfunção Laríngea. A traqueostomia. Hoje em dia. Queimaduras e Corrosivos. Estenose da glote ou subglótica são exemplos de entidades conhecidas no recém-nato que podem necessitar de traqueostomia. que ocorre na lesão do nervo laríngeo recorrente (por exemplo. uma vez que a cricotireoidostomia não é recomendada nesta faixa etária [7].

Desta maneira. fraqueza. tais como: lesões da mucosa. possibilidade da ingesta oral. uma melhor higiene oral. Limpeza das Vias Aéreas Devido à idade. a intubação orotraqueal em pacientes com epiglotite ou difteria pode ser realizada com o auxílio de um broncoscópio. Modernamente. melhor conforto para o paciente. Apnéia do Sono. Nestes casos. a traqueostomia deve ser considerada. certos pacientes são incapazes de expelir. mas pode haver obstrução das vias aéreas por flacidez e colapsamento dos músculos faríngeos durante o sono. temos utilizado os seguintes parâmetros [12]: um período de sete a 10 dias. ainda é controverso. sempre que necessário. estenose traqueal e abscesso cricóide. que há outros benefícios com a conversão para uma traqueostomia. Atualmente. A traqueostomia deve ser realizada no centro cirúrgico com todos os suportes necessários. e um manuseio mais fácil pela enfermagem [3]. É sabido que os riscos de complicações são de duas a cinco vezes maiores do que em situações eletivas. estenose glótica e subglótica. sua realização à beira do leito deve ser evitada. superior a 14 dias.túrbios severos é que são candidatos à traqueostomia [9]. Alguns pacientes possuem as vias aéreas livres quando acordados. secreções traqueobrônquicas decorrentes de pneumonia. A exceção se faz . Apenas os pacientes com dis. Contra-indicações Traqueostomia de Urgência. possibilidade de comunicação pelo paciente. a traqueostomia pode ser benéfica. a minitraqueostomia percutânea tem se mostrado eficaz na limpeza traqueobrônquica.Profª Glenda Agra Infecções. bronquiectasia ou aspiração crónica. A traqueostomia pode ser uma opção eficaz de alívio em casos de tumores avançados da laringe e orofaringe. pois permite a limpeza e aspiração das vias aéreas. O tempo ideal de duração de uma intubação oro ou nasotraqueal. antes da conversão eletiva para traqueostomia. As exceções se fazem nas situações específicas já citadas. tais como: menor taxa de autoextubação da traqueostomia. Sabe-se também. portanto não é um método a ser utilizado na urgência [7]. Traqueostomia à Beira do Leito. próximos cinco a sete dias. Estas complicações estão diretamente relacionadas com o tempo de intubação endotraqueal. Neoplasias. não havendo esta disponibilidade. Suporte Ventilatório Pacientes que recebem suporte ventilatório prolongado estão expostos a uma variedade de complicações tardias decorrentes da intubação endotraqueal prolongada. a traqueostomia pode ser utilizada [8]. surgindo como opção válida por sua simplicidade e segurança [10]. adequadamente. a traqueostomia deve ser considerada o mais breve possível. ou doenças neuromusculares.

3). 4). A incisão deve ser transversal. com 3 a 5 cm. que deve estar em decúbito dorsal com um coxim sob os ombros e o pescoço em extensão (Fig. a uma polpa digital abaixo da cartilagem cricóide. então. a realização da traqueostomia no leito de uma UTI. desde que as condições cirúrgicas sejam estabelecidas no local [11].Profª Glenda Agra em um ambiente de terapia intensiva. Após a assepsia e anti-sepsia do campo operatório. a incisão é realizada a uma polpa digital acima da fúrcula esternal. É factível. O procedimento começa com o posicionamento do paciente. iluminação e assistência adequada. que possui instrumental. quando a saída do paciente daquele local pode trazer riscos para o mesmo. . realiza-se a infiltração anestésica do campo operatório. até encontrar o plano dos músculos pré-taqueais (Fig. A incisão prolonga-se na pele subcutânea. Técnica Cirúrgica A traqueostomia eletiva convencional deve ser realizada em um ambiente cirúrgico. Figura 5. Nos casos onde a cartilagem cricóide é palpada na altura da fúrcula esternal.

A técnica para a traqueostomia na urgência é modificada pela feitura da incisão da pele verticalmente e realização de toda a dissecção na linha mediana até a parede traqueal. 5). o tubo endotraqueal. abscesso periostômico ou celulite. Deve ser evitada a realização da abertura traqueal muito baixa (no 5Q. Em crianças. Fixa-se a cânula de traqueostomia com uma fita ao redor do pescoço. para evitar complicações precoces. na primeira semana. Após a abertura da traquéia. e a cânula traqueal. é introduzida na luz traqueal (Fig. A ferida é fechada com pontos esparsos. pode ser necessário a secção mediana do istmo com sutura de seus bordos. São então passados fios de reparo em cada lado da abertura traqueal com o intuito de facilitar a troca da cânula. já previamente selecionada e testada. Na maioria das vezes.Profª Glenda Agra Figura 4. Eventualmente. Iateralmente. a incisão deve ser realizada verticalmente. deve ser realizado uma radiografia de tórax e pescoço [14]. ou nos casos de dificuldade de realização da traqueostomia. Deve ser feita a imediata checagem de sua posição e perviedade. 6). como enfisema subcutâneo. Figura 6. quando presente. ou 7? anel traqueal). principalmente. A musculatura prétraqueal (esternoióideo e esternotireóideo) é separada na sua rafe mediana e afastada. o istmo tireoideano é facilmente deslocado cranialmente por dissecção romba [3]. que é a fístula traqueoinominada [13]. fato que pode ocorrer pela hiperextensão do pescoço. ou a sua recolocação em caso de extubação espontânea. Havendo dúvida quanto ao correto posicionamento da cânula. . mas não retirado. 6Q. enquanto um trajeto delimitado do estoma ainda não foi formado. é cuidadosamente tracionado até um nível justamente acima da incisão traqueal. pois predispõe a uma grave complicação. Uma incisão horizontal é então realizada entre o terceiro e quarto anéis traqueais (Fig. a traquéia é então aspirada para a remoção de sangue ou secreções. para melhor exposição da traquéia.

revolucionou a traqueostomia. que se estendem da pele até à parede anterior da traquéia. os problemas focais de isquemia da traquéia [16]. Sangramento b. Estenose traqueal e subglótica b. Existem tubos que possuem uma válvula ou fenestração. em fins de 1920. Sangramento b. Em fins de 1960. uma série de outros tipos de tubos e cânulas disponíveis.13. Intra-operatórias a. A pressão ideal de um cufl deve ser em torno de 25 mmH2O ou o mínimo necessário para que não haja escape de ar durante a ventilação mecânica. Complicações Jackson. além de minimizar a aspiração de secreções da orofaringe. [15]. Complicações tardias a. Mau posicionamento do tubo c. Para atingir estes resultados. 6]. virtualmente todos os tubos eram feitos de metal. escolher corretamente as cânulas e tubos. ainda. Laceração traqueal e fístula 2. os cuffs atuais (Fig. mas não eliminaram. Estes tubos possuem uma cânula interna que pode ser removida para limpeza. Complicações precoces a. Tabela 2 – Complicações de Traqueostomia 1. até que a completa cicatrização da anastomose tenha ocorrido [3. Os trabalhos atuais mostram uma morbidade em torno de 6% e uma taxa de mortalidade menor do que 1% [3.17]. os tubos em "T" ou de Montgomery são utilizados sempre que pacientes são submetidos à reconstrução da traquéia com anastomose términoterminal. com o intuito de permitir a fonação pelo paciente. quando o primeiro tubo de traqueostomia foi descrito por Fabricius.Profª Glenda Agra Tubos e Cânulas Desde o século XVI. minimizaram. começaram a ser experimentadas as cânulas plásticas que possuem um balonete (cuff) com a função de ocluir as vias aéreas. estes cujfs eram associados a uma alta incidência de estenose traqueal (cujf de alta pressão) Figura 7. a fim de que permita uma ventilação mecânica com pressão positiva. e prover cuidados pós-operatórios adequados. complicações precoces e complicações tardias. Cânula de traqueostomia. Há. Fístula . Infecção da ferida 3.11. em sua porção posterior. com a metodização da técnica e redução da mortalidade operatória de 25% para 1% [2]. 07). podendo ser abertas intermitentemente (muito útil para pacientes com miastenio gro1lis e apnéia do sono). devemos seguir uma técnica meticulosa. ter um ambiente cirúrgico adequado. As complicações da traqueostomia podem ser divididas em três grupos: intraoperatórias. No passado. que possuem um grande volume e baixa pressão.6. As cânulas de Kistner são cânulas curtas e retas. Por fim. Entretanto.

Complicações Precoces . O tratamento consiste na imediata remoção e reinserção. inadvertidamente.momediastino pode ocorrer devido a um mau posicionamento da cânula.tomia é melhor realizada com anestesia local e sedação mínima. Lesão do nervo laríngeo recorrente e. exposição deficiente das estruturas.18] . O sangramento das veias jugulares anteriores ou do istmo da tireóide é facilmente controlado com ligaduras e cauterização cuidadosas. na traquéia ou. Em crianças. Estudos recentes demonstram que a radiografia de tórax de controle somente é necessária nos casos onde houve dificuldade de realização do procedimento ou na presença de sinais ou sintomas de pneumotórax ou pneumomediastino [14]. Dificuldade na ventilação. Esta complicação pode ser evitada com uma exposição adequada da traquéia e introdução cuidadosa da cânula. Pneumotórax e pneumomediastino f. ou ruptura de uma bolha pulmonar. pode ser evitada com a manutenção da intubação translaríngea. Pneumotórax e Pneumomediastino. A presença de sangramento. Enfisema subcutâneo d. Manter a dissecção na linha média evita a lesão das artérias carótidas ou veias jugulares. ou o estabelecimento da intubação translaríngea e ventilação. Obstrução da cânula e. se a dissecção é. Parada Cardiorrespiratória. a traqueos. Mau Posicionamento da Cânula. Desposicionamento f. Lesão do Nervo Laríngeo Recorrente. pneumotórax e dificuldade em aspirar através da cânula. até que a realização da traqueostomia seja assegurada e confirmada. Disfagia traqueoinominada c. em adultos. podem ser sinais de um posicionamento inadequado desta. istmo tireoideano intacto. Pode ocorrer. essa incidência é maior devido ao freqüente posicionamento da cúpula pleural acima da clavícula. efetuada lateralmente à traquéia. e 10% a 17% em crianças [11. como descrito anteriormente. Pneu. Ocorre devido à perda do controle das vias aéreas. tanto muito alto quanto muito baixo. ou inexperiência podem levar a um posicionamento do estoma. É evitada com a dissecção restrita à linha média. até mesmo. Nos pacientes com obstrução das vias aéreas que não possuem previamente um tubo endotraqueal. Pneumotórax pode ocorrer por lesão direta da cúpula pleural. Fístula traqueoesofágica d. que leva à dissecção de ar através do tecido conjuntivo mediastinal. é uma complicação rara. A incidência de pneumotórax pós-traqueostomia é de 0% a 4%. Fístula traqueocutânea e.Profª Glenda Agra traqueoesofágica d. Laceração Traqueal ou Fístula Traqueoesofágica. Parada cardiorrespiratória Intra-operatórias c. à colocação da cânula no espaço pré-traqueal. Felizmente. Dificuldade de extubação Sangramento. Pode ocorrer lesão iatrogênica da parede traqueal ou da parede esofágica durante o procedimento. enfisema mediastinal.

até provo em contrário. Aproximadamente 5% das traqueostomias desenvolvem enfisema subcutâneo. sempre que possível [3]. pois ainda há um trajeto delimitado da pele até a luz traqueal. com ligadura dos vasos sangrantes. A estenose traqueal pode ocorrer não só no local do cuff. E. assim como excluir pneumotórax ou pneumomediastino. Desposicionamento. com os cujfs de grande volume e baixa pressão. auxiliam no reposicionamento da cânula. O sangramento vultoso é raro. ao invés da cauterização dos vasos sanguíneos. mas também na ponta da cânula ou no local de abertura traqueal. que ocorre na cricotireoidostomia ou na traqueostomia realizada no primeiro anel traqueal. esta incidência baixou. pois possibilitam a retirada e limpeza da cânula interna. deve ser assumido como portador de obstrução mecânico. O desposicionamento da cânula é mais problemático quando ocorre nos primeiros cinco a sete dias. A coloca. para uma adequada revisão da hemostasia. . caso ocorram. Normalmente. e exteriorizados. considerando que a ferida é deixada aberta. incapacidade de limpar secreções e estridor inspiratório ou expiratório. Entretanto. após algum período de intubaçõo ou traqueostomia. A disfagia propriamente dita tam. O sangramento é a maior causa de complicação no período pós-operatório precoce [11. com uma radiografia torácica. Disfagia. são tratados com cuidados locais e antibioticoterapia sistêmica. Estenoses traqueais sintomáticas devem ser tratadas com ressecção traqueal segmentar e reconstrução. O correto posicionamento da cânula. humidificação dos gases ventilatórios. tosse. Infecção da Ferida. a traqueostomia prolongada ainda é responsável pela maioria das estenoses traqueais benignas [5]. Alguns pacientes com traqueos. Normalmente. É importante frisar que: qualquer paciente com estes sintomas. Sintomas iniciais são: dispnéia aos esforços. A antibioticoprofilaxia é contraindicada [19]. mas deve alertar o cirurgião para conferir o correto posicionamento da cânula. além de irrigação e aspiração contínuas ajudam a prevenir esta complicação.bém pode ocorrer. Técnicas para minimizar esta complicação incluem: manter sempre a dissecção na linha média. A maioria dos pacientes com esta complicação tornam-se sintomáticos entre duas a seis semanas após a retirada da traqueostomia [13]. Modernamente. troca dos curativos e compressão local. pode levar ao edema e eventual estenose subglótica. Fios de reparo deixados nos bordos da abertura traqueal. especialmente nos pacientes obesos e com pescoço curto.Profª Glenda Agra Sangramento.tomia apresentam queixa de sensação de "bolo na garganta". sangramentos pequenos podem ser controlados com a elevação da cabeceira do leito. Enfisema Subcutâneo. Obstrução da Cânula. A traqueostomia é uma ferida contaminada. abscessos periostômicos ou celulite são raros.19].ção da cânula traqueal próxima à área da glote. Já a estenose traqueal é relacionada com a isquemia mucosa causada pela pressão do cujf [15]. e geralmente é devido a uma lesão inadvertida da artéria inominada. afastamento lateral dos tecidos por planos anatómicos. regride em 48h. e uso da ligadura. mas em uma proporção bem menor. Entretanto. As cânulas que possuem cânula interna ajudam no manejo desta complicação. Mas sangramentos maiores devem ser tratados em ambiente cirúrgico. Complicações Tardias Estenose Traqueal ou Subglótica.

esta grave complicação ocorre em menos de 1% das traqueostomias. uma cicatrização secundária [3]. Nestas situações. Não deve ser utilizada eletivamente para acesso prolongado das vias aéreas e também não deve ser utilizada no grupo pediátrico (abaixo de 10 anos). O controle temporário da hemorragia pode ser feito com a hiperinsulflação do cujf. Ocasionalmente. Alguns granulomas são facilmente ressecados por loser endoscópico. os pacientes são relutantes em retirar as cânulas de traqueostomia.Profª Glenda Agra Fístula Traqueoinominada. porém causa contaminação da árvore traqueobrônquica e interfere na adequada nutrição. combinado ou não com a compressão digital direta [3.11]. Dificuldade de Extubação. As causas usuais de dificuldade de extubação são a presença de granuloma ou edema no local do estoma. Fístula Traqueocutânea. particularmente em crianças. permitindo.20]. Um sangramento "sentinela" de sangue vivo ou a pulsação da cânula de traqueostomia são sinais que devem levar à suspeita desta complicação. Seu maior uso é no acesso emergencial das vias aéreas. pois permite o acesso rápido e seguro às vias aéreas. É uma complicação que ocorre em menos de 1% das traqueostomias. a cricotireoidostomia é muito útil. Normalmente é devido à excessiva pressão do cuff da cânula contra uma SNG rígida [13]. com a traqueostomia prolongada. um estoma traqueal não fecha espontaneamente após a remoção da cânula traqueal. Isso pode ser manejado com a troca da cânula por números progressivamente menores. Cricotireoidostomia A cricotireoidostomia consiste no acesso cirúrgico das vias aéreas através da membrana cricotireóidea. Fístula Traqueoesofágica. . Esta é uma complicação benigna e pode ser tratada com a ressecção do trato epitelial. principalmente. Por vezes. Felizmente. fato que ocorre. Toda cricotireoidostomia deve ser convertida para uma traqueostomia formal dentro de 24h a 72h [7. onde a intubação translaríngea não foi possível ou é contra-indicada. assim. particularmente no paciente politraumatizado com lesões maxilofaciais graves. e requerem tratamento cirúrgico imediato.

em crianças abaixo de 10 anos. Existem também a descrição de sua utilização para a abordagem de secreções traqueobrônquicas. que neste caso deve ser de diâmetro menor (em torno de quatro a seis french). já que a cricotireoidostomia nesta faixa etária é contra-indicada). ou através de um reservatório caso disponível. O inconveniente desta técnica é que só se consegue uma oxigenação adequada por um espaço curto de tempo (mas que é suficiente até que um outro método definitivo seja obtido) [10].Profª Glenda Agra Figura 8. Incisão transversa da pele é feita sobre a membrana da cricotireoidiana. Este método nada mais é do que o acesso às vias aéreas. Posteriormente é colocado o tubo de traqueostomia. .Técnica para Cricotireoidostomia. Nos casos de suspeita de corpos estranhos em vias aéreas. através da membrana cricotireóidea. basta a introdução da cânula. que é a estenose subglótica. a próxima estrutura a ser encontrada já é a própria membrana cricotireóidea. Cricotireoidostomia Percutânea (por Agulha) A cricotireoidostomia percutânea consegue ser um método ainda mais fácil e simples de acesso das vias aéreas do que a cricotireoidostomia propriamente dita.7]. Sua realização é fácil e rápida devido ao fato de que uma vez incisada a pele. a ventilação deve ser feita com um baixo fluxo de 02 [3. 08) Uma vez incisada e dilatada a membrana (que pode ser feito com a própria lâmina de bisturi). na limpeza traqueobrônquica e microcirurgia de laringe. Se não houver mecanismo de tração disponível o cabo do bisturi pode ser colocado no local da incisão e faz-se posteriormente uma rotação de 90° para abrir a membrana. por meio de uma punção desta membrana com um extracat [jelco) de grosso calibre. A ventilação pode ser conseguida através de um alto fluxo de O2 [10 L/min). O maior uso desta técnica é no manejo de pacientes politraumatizados com urgência de acesso das vias aéreas. (Fig. pode ser evitada com a conversão precoce para uma traqueostomia [7]. na altura do espaço cricotireóideo. Uma complicação descrita. onde os métodos translaríngeos e a cricotireoidostomia são inviáveis ou contraindicados (por exemplo. que é posteriormente incisada com o bisturi.

br . poder ser realizada à beira do leito lo que torna o método de menor custo).medstudents. Os resultados da literatura a respeito da eficácia e complicações da traqueostomia percutânea ainda são conflitantes. Contra-indicações relativas à traqueostomia percutânea incluem: idade precoce (menos de 16 anos). poder ser realizado por nãoespecialistas. além de possuir um resultado estético melhor. Apesar de alguns autores relatarem índices de complicações semelhantes ou inferiores à traqueostomia convencional. Em seguida. O entusiasmo inicial do método como uma possibilidade para o amplo uso por não especialistas foi confrontado por inúmeros casos de complicações descritos na literatura. Infelizmente. pneumotórax e morte. que servirá de guia para a introdução de dilatadores seqüencialmente maiores. É um método que só pode ser utilizado em condições eletivas. anéis traqueais calcificados e discrasias sangüíneas. principalmente quando realizada por profissionais pouco experientes [22. é uma traqueostomia realizada sem a dissecção cirúrgica convencional. É imperativo possuir os kits próprios para o método. até o momento. de diâmetro semelhante ao da traqueostomia convencional. As indicações são. as mesmas da traqueostomia convencional. não temos estudos prospectivos randomizados publicados que solidifiquem suas indicações e taxas de complicações. uma glândula tireóide aumentada. e na mesma localização que a traqueostomia convencional (3Q e 4Q anéis traqueais). incapacidade de palpar as cartilagens tireóide e cricóide. uma agulha é então introduzida na luz traqueal. é passado um fio-guia metálico.Profª Glenda Agra Traqueostomia Percutânea A traqueostomia percutânea é um método que permite a introdução de cânulas de traqueostomia. Este método foi descrito por Toye & Weinstein. O método propriamente dito consiste na palpação da cartilagem cricóide para que se possa presumir a localização do 2? ou 3? anéis traqueais. REFERÊNCIAS: TEXTO E ILUSTRAÇÕES: http://www. posteriormente. essencialmente. Uma contra-indicação absoluta é o seu uso para um acesso de urgência das vias aéreas [3]. As vantagens do método são: sua rápida execução. Ou seja. até que se possa introduzir a cânula de traqueostomia propriamente dita. por meio de uma punção percutânea.com. existem estudos que mostram diversas complicações graves. inicialmente em 1969 e. tais como falso trajeto. em 1986 [21].23].

Nas traqueostomias permanentes. 2. a cânula que saiu ou obstruiu pode ser rapidamente lavada com SF0. que deverá ser tracionado superiormente para a identificação da abertura traqueal. trocar a cânula metálica uma semana antes da alta. Este tipo de mensuração só pode ser realizado através de um cufômetro aferido. ao mesmo tempo em que não causasse uma lesão na parede da traquéia do paciente (traqueomalácia). uma cânula esterilizada do mesmo diâmetro da que está no paciente para ser usada em caso de emergência. .Manter curativo limpo ao redor da ferida cirúrgica.9% ou água corrente e reinserida. 3.Profª Glenda Agra Pós-operatório 1.Limpar a cânula interna da traqueostomia metálica 3x por dia para evitar obstrução 10. 7. chegou-se a um valor que não comprometesse o exato funcionamento da cânula. Na falta de cânula nova. Através de comprovações técnicas e científicas.Deixar um fio único na extremidade da cartilagem aberta em U.Conferir diariamente a pressão do balão. 11. junto ao leito do paciente. 8.Orientar a enfermagem sobre a reinserção da cânula traqueal em caso de descanulação. 4. para avaliar a possibilidade de descanulação. se possível com manômetro adequado para evitar lesão da mucosa traqueal. Esta pressão foi mensurada entre 18 e 25 cmH2O. 9.Trocar a cânula metálica a cada 1-2 meses e a maleável a cada mês. 6.Umidificar o ar ou oxigênio inspirado.Deixar fixado na parede.Broncoscopia de controle no pós-operatório tardio. 5.Fazer fisioterapia respiratória e aspiração cuidadosa das secreções traqueobrônquicas.

Ileostomia ou colostomia permanente: forma paliativa de lesão obstrutiva sem possibilidade de ressecção. Com a melhoria das técnicas cirúrgicas. . Ela pode ser criada como uma derivação temporária ou permanente. as colostomias são feitas agora em menos de um terço dos pacientes com câncer colorretal.Profª Glenda Agra CIRURGIAS DO APARELHO DIGESTÓRIO COLOSTOMIA E ILEOSTOMIA A colostomia é uma criação cirúrgica de uma abertura (estoma) no cólon. A consistência da drenagem está relacionada ao local da colostomia. que é ditada pela localização do tumor e a extensão da invasão nos tecidos ao seu redor. Ela permite a drenagem ou a evacuação dos conteúdos do cólon para fora do corpo.

Profª Glenda Agra .

3. gás ou muco. Nunca force o cateter! . limpar o trato do intestino inferior e estabelecer um padrão regular de evacuação de forma que a pessoa possa ter uma vida normal. Um recipiente de irrigação com 500 a 1. introduza-o no estoma. 2. preferencialmente após as refeições. Curativos ou bolsa são removidos. delicadamente. Antes do procedimento. de forma que essa hora seja compatível com o padrão de atividade pós-hospitalar do paciente.Profª Glenda Agra Ações de enfermagem A colostomia é irrigada para esvaziar o cólon de fezes. Uma hora recomendável é selecionada.Aplique uma conexão ou uma bainha no estoma.Permita que parte da solução flua pelo tubo e cateter.Lubrifique o cateter e. O seguinte procedimento é usado: o paciente é ajudado a participar no procedimento de forma a aprender a realizá-lo sem assistência. para evitar retorno de água. Não introduza o cateter mais do que 8 cm.Se o cateter não entrar facilmente. Segure a bainha/tubo delicada mas firmamente contra o estoma. A irrigação deve ser realizada todos os dias no mesmo horário. Coloque a ponta final na comadre. 4.500 ml de água é pendurado 45 a 50 cm acima do estoma ( altura do ombro quando o paciente está sentado). permita que a água flua devagar enquanto avança o cateter. 1. o paciente senta na cadeira em frente do vaso ou no próprio vaso.

para fornecer uma nutrição adequada e minimizar as cólicas pela diminuição da peristalse.Permita que líquido tépido entre no cólon devagar. A água deve fluir durante 5 a 10 minutos. por vários dias.Espere 10 a 15 minutos para a maioria do retorno. 8. NPT pode ser necessária para repor nutrientes que estão em falta. calorias e carboidratos e pobre em resíduo é recomendada.Dieta rica em líquidos. remova-a delicadamente.segure a bainha/tubo no lugar 10 segundos após a água ter sido instilada.O preparo físico para a cirurgia envolve aumentar a estamina do paciente nos dias que precedem a cirurgia e limpar o intestino no dia anterior ao da cirurgia. 4. 7. 10. 2. 6. feche o tubo com um grampo e permita que o paciente repouse antes de prosseguir.para diminuir a massa. então.Recoloque o curativo da colostomia ou a bolsa.Dieta rica em proteínas.Deixe a conexão/bainha no lugar por cerca de 30-45 minutos. 3.Profª Glenda Agra 5. 24 a 48 horas antes da cirurgia.Limpe a área com um sabão suave e água e seque-a. enquanto o paciente se levanta e caminha por perto. Se houver cólicas. .Se o paciente estiver no hospital nos dias que precedem a cirurgia. vitaminas. então. antes da cirurgia. ou aplique o grampo apropriado ao final da conexão. COLOSTOMIA Pré-operatório: 1. eritromicina e o sulfato de neomicina são administrados um dia antes da cirurgia para reduzir a bactéria intestinal. minerais.Antibióticos como o sulfato de canamicina (Kantrex). 3. seque o final da conexão/bainha e prenda-a ao topo. 9.

Problemas de pele incluem infecções por fermentação e dermatite alérgica. assim como complicações pulmonar e associadas com a cirurgia. 4. 9. 8. durante as primeiras 24 horas. 7. O abdome é monitorizado para o retorno da peristalse e as características das fezes iniciais são avaliadas.Monitorização quanto às complicações. O intestino é limpo com laxativos.Profª Glenda Agra 5. drenagem ( uma pequena quantidade de perda de secreção é normal) e sangramento ( um sinal anormal). prolapso do estoma. como vazamento no local anastomosado. . enemas ou irrigações colônicas na tarde que antecede a cirurgia e na manhã de sua realização.Registro do balanço hídrico. para detectar sinais de hemorragia.O estoma é examinado para inchaço ( pequeno edema devido a manipulação cirúrgica é normal). 3. retração do estoma. O cuidado com a pele periostomal é uma preocupação contínua porque a escoriação ou ulceração pode se desenvolver rapidamente. impactação fecal e irritação da pele.A ferida abdominal é examinada freqüentemente. 2. cor ( um estoma saudável é rosa).SNG : drenar líquidos acumulados e prevenir distensão abdominal Pós-operatório: 1. perfuração. 5.A colostomia começará a funcionar de 3 a 6 dias após a cirurgia. 6.Dieta zero.Antieméticos são administrados CPM. 6.

ovos. peixe. feijões e produtos de celulose como amendoim. 8.Alimentos que causem excessivo odor e gases são evitados: repolho. Beber 2 litros de líquidos por dia. Para constipação. café. sucos de maçã ou laxativo leve. Alimentos que podem causar diarréia: frutas. alimentos ricos em fibras. . O paciente é orientado para proteger a pele periostomal lavando frquentemente a área com um pano macio e úmido e sabão neutro. chá ou bebidas carbonatadas. soda.Profª Glenda Agra 7. ameixas.

com .apostomizados.Profª Glenda Agra Fonte: http://www.

com .Profª Glenda Agra Fonte: http://www.murrasaca.

remova o cinto da ileostomia ( se estiver usando) 2. O dispositivo deve ser mudado a qualquer momento que o paciente se queixar de queimação ou coceira por debaixo do disco ou dor na área do estoma. para permitir o exame da pele ao redor do estoma e ajudar no controle do odor. mudanças de rotina deveriam ser realizadas pela manhã.abraso. Faça com que o paciente se sente no vaso sanitário ou em uma cadeira de frente para o vaso. Faça com que o paciente assuma uma posição relaxada. antes do café da manhã. FONTE: http://www. deve ficar de frente para o vaso sanitário. Exponha a área da ileostomia.Remova o dispositivo.Profª Glenda Agra 2. Explique detalhes do procedimento. . Proporcione privacidade. quando o intestino está menos ativo.br Ações de enfermagem 1. O dispositivo (bolsa) pode ser removido puxando-se delicadamente a pele de maneira oposta ao adesivo.ILEOSTOMIA Mudar um dispositivo de ileostomia é necessário para evitar vazamento (a bolsa geralmente é trocada a cada 2 ou 4 dias). ou 2 ou 4 horas após a refeição.Promover o conforto do paciente e envolve-lo no procedimento. Se o paciente preferir ficar de pé. se isso constituir problema.org.

use um elástico ou um pregador. retire o excesso de umidade com um pedaço de algodão e aplique levemente nistatina em pó. Aplique spray de Kenalog. Geralmente. ILEOSTOMIA Pré-operatório 1. Pressione firmemente no lugar por 30 segundos. após limpa-la. o paciente pode preferir tomar um banho antes de colocar o dispositivo limpo. Remova a tampa da superfície adesiva do disco da bolsa plástica descartável e aplique diretamente na pele.Limpar a pele: Lavar a pele delicadamente com um pano macio e úmido.Se o paciente estiver fazendo uso de corticóides. 6.Aplicar o dispositivo (quando não houver irritação da pele): Um apropriado protetor de pele é aplicado na pele periostomal antes de a bolsa ser aplicada. é dada ao paciente uma dieta pobre em resíduo oferecida em pequenas e freqüentes refeições. usando água morna e um sabonete neutro. seque-a com pequenos toques. 5. 2. .Reposição hídrica e protéica antes da cirurgia.Cheque o fundo da bolsa para ver se está bem fechada. 4. Enxágüe e seque a pele totalmente. estes serão mantidos durante a fase cirúrgica.Profª Glenda Agra 3. para garantir a aderência. Antibiótcos CPM 3.Aplique o dispositivo (quando houver irritação da pele): Limpe a pele completa e delicadamente.

Geralmente. 12.000 a 2. sódio e potássio são perdidos. Náuseas e distensão abdominal são observadas como sinais de obstrução e são relatadas imediatamente. .Sucção nasogástrica também é parte do cuidado pós-operatório. após o paciente ter estabilizado e o estoma diminuído para uma forma estável. porque o estoma não tem o controle dos esfíncteres. Os conteúdos drenam na bolsa plástica e são. 9. cerca de 5 cm abaixo da cintura. 6.Os líquidos são dados endovenosamente para repor perdas líquidas durante 4 a 5 dias. com isso. então.5 cm de comprimento.O estoma deve ser checado 3 semanas após a cirurgia. O tamanho final e o tipo de dispositivo podem ser selecionados em 3 meses. proeminências ósseas. cujo objetivo é prevenir o acúmulo do conteúdo gástrico. em uma área longe de cicatrizes anteriores.A ileostomia é monitorizada para a drenagem das fezes. 11. mantidos fora do contato com a pele. O abdome é marcado para a coloração correta do estoma pelo cirurgião. quando passar o edema.000 ml de líquidos/dia).Analgésicos são administrados CPM.Encorajar o paciente à deambulação precoce. que deveria começar cerca de 72 horas após a cirurgia. o que o torna conveniente para o encaixe do dispositivo. 7. o estoma da ileostomia tem cerca de 2. geralmente no quadrante inferior direito. A drenagem é líquido contínuo do intestino delgado. dobras de pele ou fístulas. 10. 8.Como esses pacientes perdem muitos líquidos nos primeiros períodos de pós-operatório ( cerca de 1.Profª Glenda Agra 4. Pós-operatório 5.

em vez disso. à medida que o tempo passa. alimentos que causam odor incluem: repolho. a maioria dos pacientes usa um pequeno curativo sobre a abertura. Um espessante de fezes. O paciente se guia pela sensação de pressão na bolsa para determinar com que freqüência ela deve ser esvaziada. 14. . 500 a 1000ml. cebola e peixe.Para uma ileostomia continente (bolsa de Kock). nistatina em pó é aplicada levemente na pele periostomal.O período de tempo durante o qual a pessoa pode manter o dispositivo fechado na superfície do corpo depende da localização do estoma e da estrutura do corpo. são eficazes na redução do odor. Inicialmente. a drenagem é de apenas 60 a 80 ml. Frutas espremidas e legumes e fontes de vitaminas A e C são dados. ela aumenta significativamente. 15. A consistência do efluente é afetada pela ingesta de alimentos. Se a irritação e o crescimento de fermentação estiverem presentes. A bolsa interna de Kock esticará. reação alérgica ao dispositivo da ostomia ou ao protetor da pele ou à pasta. Tabletes de subcarbonato de bismuto. A bolsa não é necessária. água pode ser injetada através do cateter para soltálas e amolecê-las.Um agendamento regular para trocar a bolsa antes que o vazamento ocorra precisa ser estabelecido para aqueles com uma ileostomia tradicional. Alimentos como espinafre e salsa agem como desodorantes no trato intestinal. um cateter é inserido no reservatório para drenar o líquido e irrigado 1 x ao dia. e possível infecção.A escoriação da pele ao redor do estoma. dano mecânico devido à remoção dos dispositivo. 18. mas. Mais tarde haverá poucas restrições dietéticas. Um tubo de esvaziamento no fundo do dispositivo está fechado com clipe especial feito para isso.Profª Glenda Agra 13. Geralmente. irritação química do efluente. que podem ser prescritos e tomados por via oral 3 ou 4 vezes ao dia. também pode ser prescrito para ser tomado VO e ajudar no controle da dor. o tempo normal de usá-lo é de 5 a 7 dias.Uma dieta com pouco resíduo é seguida pelas primeiras 6 ou 8 semanas. 16. eventualmente.Quando a descarga das fezes é espessa. acomodando. O dispositivo é esvaziado a cada 4 ou 6 horas.Muitas bolsas são descartáveis e à prova de mau cheiro. ou ao mesmo tempo em que o paciente esvazia a bexiga. como o difenoxilato (Lomotil). 19. 17.

alimentos fibrosos são restritos. sódio.Líquidos como Gatorade são de ajuda na manutenção do equilíbrio eletrolítico. São administrados água.A estenose é causada por tecido cicatrizante circular no local do estoma. Se o efluente (descarga fecal) é muito agudo. 23.A ingesta hídrida é encorajada.Cálculo urinário ocorre em cerca de 10%. 24.Profª Glenda Agra com exceção de alimentos ricos em fibras ou sementes difíceis de digerir. . hematúria e sinais de desidratação indicam que a urina deve ser colhida.potássio como suplementação para prevenir hipovolemia e hipocalemia. 21.Administrar agentes antidiarréicos CPM. 22. sementes de papoula. por causa da desidratação secundária à diminuição da ingesta de líquidos. Diarréia. milho. sementes de coco. 25.Colelitíase devido ao colesterol ocorre 3 vezes mais freqüentemente do que na população em geral por causa das mudanças na absorção de ácidos biliares que ocorre no pósoperatório. pode rapidamente levar a desidratação e perda de eletrólitos. Os alimentos são introduzidos um de cada vez. Intensa dor abdominal inferior que irradia para as pernas. Se o efluente for excessivamente periostomal é devida ao vazamento de líquidos.Espasmo de vesícula biliar causa dor abdominal direita superior intensa. pipoca. 20. que pode irradiar para as costas e ombro direito. manifestada pelos líquidos muito irritantes que logo enchem a bolsa. O tecido cicatrizante precisa ser retirado. como aipo.

Prolapso intestinal 4.Prolapso 14.Obstrução por bridas e aderências 10.Distúrbios eletrolíticos e ácido-básicos 3.Hérnia incisional periostomal 3.Estenose do estoma 12.Sangramento exagerado Colostomia 1.Hérnia incisional periostomal 8.Sangramento da mucosa colônica 9.Escoriação da pele por secreção intestinal 6.Deiscência da sutura mucocutânea 5.Isquemia e necrose do estoma 11.Fístula intestinal 13.Fecaloma do cólon distal 7.Isquemia ou necrose do estoma .Dermatites periostomais 6.Granuloma 15.Obstrução do estoma por alimentos sólidos 5.Varizes periestomais 9.Infecção da parede 2.Abscesso peristômico 10.Estenose do estoma 13.Desidratação 2.Retração do estoma 11.Fístula intestinal 12.Obstrução por bridas e aderências 7.Perdas hidroeletrolíticas por diarréia 8.Infecção da parede 4.Profª Glenda Agra COMPLICAÇÕES CIRÚRGICAS Ileostomia 1.

Diferentes tipos de alimentações por gastrostomias podem ser usadas: a Stamm (temporária e permanente). Do ponto de vista psicológico.colegiosaofranscsco. o paciente deve ser avisado. a gastrostomia é usada para nutrição prolongada. Se a prótese será permanente. O procedimento de Janeway necessita da criação de um túnel (chamado tubo gástrico) que é exteriorizado através do abdômen para formar um estoma permanente. O paciente precisa saber que o propósito da cirurgia é fazer uma ponte (bypass) na boca e esôfago de forma que os alimentos líquidos possam ser administrados diretamente no estômago por meio de uma sonda de borracha ou plástico ou de uma prótese.Profª Glenda Agra GASTROSTOMIA Fonte: http://www. Assim.com A gastrostomia é um procedimento cirúrgico para criar uma abertura no estômago com o propósito de administrar alimentos e líquidos. Quando o procedimento é realizado para aliviar o desconforto. Ações de enfermagem . Em alguns momentos. O propósito do procedimento cirúrgico é explicado de forma que o paciente tenha um melhor entendimento do curso pós-operatório esperado. As gastrostomias Stamm e o Janeway requerem tanto uma incisão na linha média abdominal superior como uma incisão transversa no quadrante superior esquerdo. o paciente acha o procedimento mais aceitável. é muito difícil para o paciente aceitá-la. Janeway (permanente) e gastrostomia endoscópica percutânea (temporária). Para se criar uma gastrostomia. como no idoso ou no paciente debilitado. a debilidade e a dificuldade de se alimentar. uma ferida de saída é criada no quadrante superior esquerdo do abdômen como acesso para a gastrostomia. a regurgitação é menos provável de ocorrer na gastrostomia do que com as alimentações NG. A gastrostomia é preferível às alimentações NG nos pacientes comatosos porque o esfíncter gastroesofagiano permanece intacto. o vômito prolongado. O procedimento de Stamm requer o uso de suturas em bolsa concêntrica para segurar a sonda na parede gástrica anterior.

então. O primeiro alimento líquido é administrado logo após a cirurgia. o paciente é avaliado quanto à sua resposta à mudança da imagem corporal e a um entendimento dos métodos de realização do procedimento de alimentação. é evitada a dilação gástrica. câncer). Por esse método. Inicialmente são fornecidos apenas 30 a 60 ml de cada vez. assim como da ferida quanto a quaisquer sinais de infecção. após adicionar alimentação suficiente para atingir o volume total desejado. que é primeiramente torcida na sonda e. Ao mesmo tempo. incluindo celulite local e abscessos na parede abdominal.ex. diabetes mellitus. No segundo dia. mas essa quantidade é aumentada gradualmente. através de uma gastrostomia permanente. No período pós-operatório. Em algumas circunstâncias.Profª Glenda Agra A enfermeira avalia as condições da pele do paciente e determina se um atraso na cicatrização da ferida pode ser esperado por causa de disfunções sistêmicas (p. Um pequeno curativo pode ser fixado sobre a saída da sonda e a sonda de gastrostomia pode ser presa no local por uma fita adesiva. Água e leite podem ser administrados após 24 horas. presa firmemente ao abdômen. Como muitos pacientes que recebem alimentos por sonda estão debilitados e têm o estado nutricional comprometido. se essa quantidade for tolerada e não houver vazamento de líquidos ao redor da sonda. geralmente consistindo em água e 10% de glicose. quaisquer sinais de infecção são prontamente comunicados ao médico de forma que a antibioticoterapia apropriada possa ser instituída. de 180 a 240ml podem ser dados de uma só vez. As complicações mais freqüentes são infecção da ferida e outros problemas relacionados. a enfermeira aspira as secreções gástricas e readministra-as. Líquidos altamente calóricos são adicionados gradativamente. as necessidades nutricionais e líquidas são avaliadas para garantir uma ingesta de alimentos e de líquidos apropriada. a enfermeira monitoriza o paciente para complicações potenciais. . no período pós-operatório recente. O curativo protege a pele ao redor da incisão do vazamento de ácido gástrico e do derramamento dos alimentos. A enfermeira observa o estado da sonda quanto a uma manutenção apropriada. Durante o curso pós-operatório.

A pele no local da sonda é avaliada diariamente para sinais de solução de continuidade. é necessário fazer um curativo. Se a sonda for retirada prematuramente. . Quando o estoma cicatriza e não há nenhum vazamento. e toda a drenagem do local operado.Antibioticoprofilaxia: dose única de cefalotina ou cefalozina imediatamente antes do procedimento. 3. a pele se torna macerada. Pode se iniciar com água a temperatura ambiente ou glicose a 10%. irritação.Início da dieta pela gastrostomia: Administrada em pequenos volumes cerca de 4 a 6 horas após a gastrostomia endoscópia percutânea (GEP) e 2 a 3 dias após a gastrostomia convencional. Dobra-se o volume se a tolerância for boa em 2 ou 3 administrações consecutivas. A área ao redor da sonda é lavada com água e sabão diariamente.Profª Glenda Agra Sangramento gastrintestinal no local da punção no estômago também pode ocorrer. porque ela pode se tornar irritada devido à ação enzimática dos sucos gástricos que vazam ao redor da sonda. ou inadvertidamente. Se não for tratada.Orientar o paciente quanto ao procedimento. 2. A pele ao redor da gastrostomia requer um cuidado especial. Quaisquer sinais de sangramento são comunicados prontamente. é outra complicação. O trajeto fechará dentro de 4 a 6 horas se a sonda não for reposta. o médico é notificado imediatamente. Cuidados pré-operatórios 1. vômitos e fezes são observados para evidência de sangramento. escoriação e presença de drenagem ou vazamento gástrico. bem enxaguada e seca. tanto feita pelo paciente quanto pela pessoa responsável pelo cuidado.Jejum: 6 a 8 horas antes do procedimento. a pele é limpa e um curativo estéril é feito. A remoção prematura da sonda. Cuidados pós-operatórios 1. Os sinais vitais do paciente são monitorizados de perto. vermelha. Qualquer incrustração é removida com soro e lavada com água. com 30 a 60 ml a cada 3 horas no adulto ou 1ml/kg de cada vez na criança. ferida e dolorida.

Volume da dieta na jejunostomia: Iniciada com 24 horas.( Pacientes neurológicos frequentemente apresentaam gastroparesia sem que isso indique redução ou suspensão da dieta gástrica). . trocar ou desinsuflar o balão da sonda nas primeiras 3 a 6 semanas após a sua colocação. o cateter ou sonda de Foley poderá ser trocado por um dispositivo do tipo BOTTON-G OU MIC-KEY. *Na GEP.Volume da dieta na gastrostomia: Adulto: Bolos de 300 a 500ml cada vez. retardo no esvaziamento gástrico. 3. para evitar migração para o duodeno. Nos pacientes com refluxo. com uma fórmula com 1caloria/ml. numa velocidade de 20 a 30ml/h no 1º dia. diarréia e distúrbios da absorção: infusão lenta. fixar a sonda à pele com esparadrapo. pelo risco de afastamento do estômago da parede abdominal. evitar remover.Cuidados com a sonda: * Se a sonda usada não tem um anteparo externo. *Reinserir imediatamente novo cateter ou sonda em caso de saída acidental da sonda.9% para manter a perviedade. *Lavar as mãos antes e depois de manipular a gastrostomia e as conexões. *Verificar resíduo antes da dieta. 4. *Lavar a sonda diariamente com 5-10ml de SF0. * Medir e anotar o comprimento externo do cateter para identificar eventual migração. com aumento progressivo para 50 a 60 ml no 2º dia e aumentando o aporte previsto (entre 60 a 90 ml/hora deinfusão contínua). e tracionar o cateter para a posição medida antes de refixá-lo. através de sinfonagem ou BIC em 10 a 15 minutos. *Fazer controle periódico com o cirurgião. pois a abertura pode se fechar em menos de 6 horas. infundir a dieta por gavagem em 30 minutos. *Preferencialmente.Profª Glenda Agra 2. *Entre 8 a 12 semanas após a cirurgia. *Dispositivos tipo BOTTON-G OU MIC-KEY não permitem aspiração do conteúdo gástrico ( válvula de contenção0.

maceração. *Nos pacientes com vazamento ou tendência à irritação da pele. *Hemorragia: Devido à incisão. enxugar bem. irritação. Observado através do aspirado gástrico. tosse ou engasgo. NPT. *Manter a perva com perviedade da sonda com infusão diária de 5-10ml de SF0.9% ou lavar com água e sabão. e se preciso. após a higienização) deve ser reintroduzida em poucas horas.Jejunostomia: *Fixar a sonda com curativo na pele.Cuidados com a pele em volta da gastrostomia: * Limpar com SF0. *Pneumonia por aspiração: Acontence em pacientes com refluxo esofágico. *Saída aciental da sonda: Ocorre por tração da sonda ou ruptura do balão ou relaxamento do orifício. proteger com retalho de hdrocolóide recortado para ser encaixado em volta da sonda ou passar pasta protetora (de alumínio). indicar imediatamente a cirurgia para tratar a fístula e manter a gastrostomia aberta com jejum de pelo menos 3 dias.Profª Glenda Agra 5. Uma nova sonda (ou a mesma. abrasões ou úlceras. abscesso intra-abdominal e sepse: Acontece nas GEP que desenvolvem sepse. 2 x ao dia. Se apresentação de fístula e vazamento. *Alterações da pele em volta da gastrostomia: Dermatite devido ao ácido das secreções: hiperemia. para evitar que o mesmo se feche. *Usar dieta enteral por gavagem ou por BIC.5% a 1%. escoriações. Complicações: Gastrostomia: A mortalidade por complicações é de 0. *Infecção local: Celulite e abscesso. *Manter um curativo com gaze seca em torno da saída da sonda. *Peritonite. 6. Usar uma sonda fina transpilórica passada pela gastrostomia ou preferir uma jejunostomia. São tratados com drenagem local e ATB.9% com seringa. Utiliza-se .

*Outras: obstrução do cateter. abscesso de parede: Cuidados locais. diarréia por “dumping”. Jejunostomia: *Saída da sonda: Ocorre por deficiência na fixação.gif . Repete todo o procedimento. Fontehttp://www. distensão abdominal.org/patients/gihealth/images/gastroparesis1. *Migração da sonda para o peritônio: Peritonite grave: tratamento cirúrgico.gi. Candidíase: cremes de nistatina ou miconazol associada às medidas de proteção. *Infecção local: Celulite. pneumatose. volvo intestinal. obstrução por angulação da alça. drenagem e ATB. irritação e lesão de pele.Profª Glenda Agra antiácido mineral (Hidróxido de alumínio e magnésio em forma de suspensão = deixar decantar o conteúdo e passar ao redor da sonda). necrose intestinal.

Profª Glenda Agra FONTE:http://2.blogspot.com/imagescooked/28293W.smartimagebase.com FONTE: http://www.jpg .bp.

jpg .tamussino.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.com/images/0001700588.com.br/Fotos/ FONTE: http://grupomoravi.

bp.blogspot.it/step/nad/manuale/med_cerotto.uniroma1.jpeg FONTE: http://3.Profª Glenda Agra FONTE: http://w3.com/ .

smartimagebase.jpg FONTE: http://misodor.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.com/martin.JPG .com/imagescooked/27865W.

a dieta é reintroduzida no 3º ou 4º dia pós-operatório nas anastomoses com estômago.Hemotransfusão: Se Hg < 9mg/dl e houver complicações cardiorespiratórias. independetemente de repercussões. 2. 3. 5.Nos casos em que houver adequado do cólon.Profª Glenda Agra GASTRECTOMIA CÂNCER GÁSTRICO Tratamento cirúrgico: Gastrectomia parcial ou radical. AVcalibroso. mas se tiver sido deixada. nos pacientes com SNE ou jejunostomia. mantendo o suporte nutricional por via enteral ou parenteral. SVF. seguida de opióide por VO ou parenteral.Fisioterapia pulmonar: exercícios respiratórios para a remoção de secreções e prevenção de atelectasias.ATB 1 antes da cirurgia (cefalozina).Retirada da SNG: Raramente é usada.ANALGESIA: Epidural com fentanil e bupivacaína por 3 a 5 dias. 6. Cuidados pré-operatórios: 1. 4. garantir preparo Cuidados pós-operatórios: 1. 3.Início da dieta: Precoce. No dia seguinte à cirurgia. Quando a anastomose for com o esôfago. possibilidade de ressecção colônica. Começar com dieta líquida em pequenos volumes e progredir para dieta livre. retirá-la assim que o volume drenado for baixo e reaparecerem os ruídos peristálticos.ATB : Mantida por mais de 24 horas após o fim da cirurgia. 2. ou < 7 g/dl. reintroduzir a dieta oral após 7 a 10 dias. 4.SNG. conforme tolerância.Monitorização padrão para cirurgia de grande porte em paciente grave. . Por VO.

br/imagens/obes6.com.jpg FONTE: http://www.jpg .clinicaq.clinicaq.com.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.br/imagens/obes6.

com.jpg FONTE: http://www.cirugiabariatrica.net/img_articulos/img_a4_867562.drgustavopeixoto.br/images/foto_03.jpg .Profª Glenda Agra FONTE: http://www.

pt/as/images/stories/sleeve. 2.jpg GASTROPLASTIA Cuidados pré-operatórios 1.Avaliação do anestesista.Avaliação do clínico geral ou endocrinologista.Avaliação do cirurgião. 5. 4.Consentimento e comprometimento por parte do paciente.Profª Glenda Agra FONTE: http://www. pós-operatório imediato e tardio até 3meses) . 3. (Risco de mortalidade nos transoperatório.com.Avaliação do nutricionista.w7. 6.Avaliação do psiquiatra ou psicólogo.

4.Manter os medicamentos anti-hipertensivos e antiarritmicos e suspender os hipoglicemiantes orais. inclusive líquidos.ATB profilaxia com cefalozina no início da cirurgia e durante a cirurgia a cada 2h. 2. a partir da meia noite. pressão e lesões 4.Profª Glenda Agra Pré-operatório imediato 1. 5.Posicionar o paciente em decúbito lateral ou com cabeça elevada. Não é necessário usar no pós-operatório.Uso de meias elásticas compressivas ou equipamento de compressão intermitente das pernas: reduzir o risco de TVP. para evitar TVP. femoral. aos pacientes Cuidados iniciais no bloco cirúrgico: 1. .mantida até o 10º dia de pós-operatório. aspiração pulmonar e PCR súbita é maior nos obesos mórbidos. 3.Evitar sedativos nos pacientes com história de apnéia do sono. 2. 6. substituindo-os por insulina. cutâneo lateral e ulnar). 3. monitorizar saturimetria até que ele esteja bem desperto. Evitar uso de sedativos pesados nos pacientes com apnéia do sono.O risco de hipoventilação.Um preparo intestinal com laxantes nos dois dias anteriores constipados.Nos casos de risco deve ser mantida até o 30º dia.Jejum completo.Heparinização profilática com heparina de baixo peso molecular SC iniciada cerca de 12h antes da cirurgia.Posicionar o paciente corretamente na mesa: Evitar úlcera de nervosas (ciático. 2.Fisioterapia respiratória para evitar atelectasias. Pós-operatório imediato: 1. 4.Monitorização do débito urinário (SVF): Pacientes com comorbidades graves e para facilitar os cuidados no pós-operatório imediato no obeso grave.Avaliação pré-anestésica: avaliar sinais de intubação difícil. 3.È prudente a presença de 2 anestesistas na hora da intubação e indução anestésica e para manter uma monitorização completa.

Evitar atividades físicas que forcem o abdômen por 6 meses. 2.Profª Glenda Agra 5. pois há relato de casos de encefalopatia de Wenick1 nesses casos. 2ª causa de morte depois do tromboembolismo. 8. hiperemese gravídica e em pacientes que fazem uso de nutrição parenteral sem tiamina.Seromas e coleções na parede: drenam espontâneamente ou são esvaziadas por punção ou drenagem.Hérnia incisional: Ocorre em 10% a 15% dos casos. é difícil a manobra de compressão torácica.Infecção da ferida cirúrgica: 10% = convencional e 2% = laparoscopia. 4.Vômitos incoercíveis no pós-operatório: Usar antieméticos. 1 Síndrome de Wernicke-Korsakoff é uma encefalopatia causada pela deficiência de tiamina. uso de meias elásticas e deambulação precoce reduzem a chance do evento. peritonite aguda e fístula: Ocorre em 1% a 6% dos casos. hidratação venosa e tiamina (vitamina B1) parenteral.. febre. lesão esplênica ou perfuração gástrica acidental. Ocorre no POI. 5. Heparinização profilática. Afeta igualmente homens e mulheres sem . queda da saturação. e é observada principalmente em alcoólatras. Para evitá-la: fechamento adequado da parede e uso de fios inabsorvíveis mais grossos que o habitual.IAM: Ocorre 1% a 2%. mas pode também ocorrer também nos casos de desnutrição. 7.Conversão laparoscópica para aberta: hemorragia de difícil controle.Ruptura da anastomose.Causa morte súbita no POI. 6. devido a grande quantidade de tecido adiposo. 3. 9. Quando evolui para a PCR.Reinínio da dieta: iniciar com água e alimentos líquidos em pequenos volumes (20ml a cada 5 minutos) após 48 a 72h. Fisioterapia respiratória: reduz o risco.Deambulação precoce: evitar TVP. Complicações cirúrgicas precoces: 1. 6. 7.Retirada dos drenos: Drenos de Jackson-Pratt ou Blake: no tecido SC até a alta (2 a 6 dias) e na cavidade peritoneal próximo às anastomoses (retirado com 30 dias). A ocorrência é menor nas cirurgias laparoscópicas.Tromboembolismo pulmonar: Ocorre em 1%.Atelectasia: Nas primeiras 24h e cursa com taquicardia.

dificuldades respiratórias. náuseas e vômitos. *Deve ser mantida a orientação de tomar 2 litros de líquidos por dia. distensão abdominal e rebote metabólico como tonteira. diarréia. Alimentação líquida e pastosa entre 15 e 30 dias: Alimentos de alta concentração calórica são proibidos: causam síndrome de dumping. . sudorese. é pequeno. náusea. além de perder pouco peso. retenção urinária. 10. O açúcar deve ser evitado. raddomiólise1. febre.Profª Glenda Agra idadepreferencial. *É fundamental realizar 5 a 6 refeições lentas. mal-estar e aumenta o risco de deiscência. sensação de distensão gástrica. *Iniciar com alimentos bem cozidos e de fácil digestão.Outras intercorrências: Dor. taquicardia. cortá-los em pedaços pequenos. calmas e sossegadas e de pequeno volume por dia.Líquidos:Tomar pelo menos 2 litros de líquidos por dia. sentir dor. *Sempre mastigar muito os alimentos.) Alimentação após a cirurgia Alimentação do 1º mês: 1. úlceras gástricas. (1Rabdomiólise é uma síndrome resultado de danos na musculatura. Encefalopatia de Wernicke é caracterizada por nistagmo. distensão abdominal. *Evitar doces ou ingeri-los em pequenas quantidades depois do almoço e jantar. agora. além de ataxia cerebelar e alterações mentais. vômito e desmaios. adoçados com adoçantes. Alimentação líquida exclusiva e de baixo teor calórico nos primeiros 15 dias: todos os alimentos são líquidos (peneirados ou batidos). paralisia do nervo abducente (VI nervo) e do olhar conjugado. Se o paciente tomar volumes maiores: vomitar. *Dar prioridade a alimentos ricos em proteínas para evitar a desnutrição protéica. *Evitar pedaços grandes de carne. pão e o bagaço ou parte fibrosa das frutas.É também a lesão do músculo esquelético seguida pelo rompimento da célula e liberação do seus constituintes no plasma. *Cada garfada deve ter menos de uma colher de chá de volume e intervalos de meio a um minuto entre as garfadas: 30 minutos para cada refeição (200 g de comida ou 4 a 6 colheres de sopa de comida ou um pires de comida). Alimentação a partir de 30 dias após a cirurgia: dieta sólida liberada de forma cuidadosa e o paciente precisa lembrar que o estômago . Tomados no volume de 20 ml em intervalos de 5 a 10 minutos. *Bebidas alcoólicas e refrigerantes gasosos devemser evitados nos primeiros 6 meses após a cirurgia pois causam malestar.

polivitamínicos e vitamina B12 de acordo com a necessidade. *Estenose das anastomoses. impactação alimentar no esôfago. colelitíase. *Outras complicações: úlceras e estenoses das bocas anastomóticas. deslizamento da bandagem ajustável. Gastroplastia Y de Roux . hérnias internas. deiscência de suturas ou linhas de grampeamento. cálcio. *Suplementação nutricional: ferro. *Depressão aguda no pós-operatório.Profª Glenda Agra Complicações crônicas ou tardias: *Dumping *Flatulência e mau-cheiro das fezes *Vômitos intratáveis *Distúrbios metabólicos. *Problemas nutricionais (Anemia por deficiência de ferro ou vitamina B12 e hipoalbuminemia).

Profª Glenda Agra Gastroplastia vertical de Mason Gastroplastia vertical com bandagem .

Profª Glenda Agra Gastroplastia com técnica de Scopinaro FONTES das ilustrações : www.geocities.htm .com/paulomaciell/index2000.

Comunicar a concentração de glicose na urina de +3 ou +4.Lavar a sonda com 30 ml de água após cada bolo da alimentação ou administração de medicação. ganho de peso súbito ou edema dependente ou periorbital. vômitos.Observar os sinais de desidratação (mucosas secas. proteína sérica. pois facilita a digestão e diminui o risco da aspiração. diminuição da eliminação urinária. 9. como as dos achados laboratoriais: uréia nitrogenada sanguínea. Avaliar a velocidade do fluxo. 4. 11.Checar respostas clínicas. 8. . sede. diarréia e constipação). 2.Administrar a alimentação à temperatura ambiente ou uma temperatura próxima à do corpo.Checar o resíduo gástrico antes da alimentação.Colocar o paciente em posição de Fowler (30º) antes e depois da administração da alimentação.Profª Glenda Agra NUTRIÇÃO ENTERAL 1. pelo menos por 1 hora. 3.Registrar a ingesta da fórmula pelo paciente. Qualquer obstrução requer que a alimentação seja interrompida e que o médico seja notificado. 5. hemoglobina e hematócrito.Registrar incidentes como vômitos e diarréia ou distensão.Determinar a capacidade do paciente para tolerar a fórmula (avaliar a sensação de plenitude. 6. 10. urticária. inchaço. 7.eliminação urinária diminuída). náuseas.

Pesar o paciente 2 a 3 vezes por semana. 15. ou. 13. As alimentações por bolo são dadas em grandes volumes ( 300 a 400 ml a cada 4 a 6 horas). náuseas e vômitos. e a velocidade de administração é determinada pela gravidade. O conteúdo gástrico enteral é medido antes de cada alimentação intermitente e a cada 4 a 8 horas durante alimentações contínuas (Esse líquido aspirado é readministrado ao paciente).Avaliar os volumes residuais antes de cada alimentação.Profª Glenda Agra 12. infecção da pele no local. em caso de alimentações contínuas. Se a alimentação é intermitente.400 a 3. 16. Parar as alimentações se o resíduo exceder 100 ml e retornar o aspirado para o estômago. As alimentações são administradas por gravidade (gotejamento). náuseas.Consultar um nutricionista. 17.600cal/dia) são eficazes em induzir um balanço nitrogenado positivo e um progressivo ganho de peso. a cada 4 horas.Monitorizar a ingesta e a eliminação. 200 a 350 ml são administrados de 10 a 15 minutos. Se a quantidade do conteúdo gástrico aspirado for maior do que 100 ml ( ou mais de 10 a 20% acima da velocidade de alimentação contínua horária). permitindo que a alimentação seja dada em pequenas quantidades em longo período reduzindo o risco de aspiração. Velocidades de alimentação contínua de cerca de 100 a 150ml/h (2. 14. vômitos e diarréia. distensão. Observar para complicações potenciais: síndrome do esvaziamento rápido.Trocar o recipiente da alimentação por sonda e os tubos a cada 24 a 48 horas. A alimentação contínua é o método preferível. a alimentação é atrasada e as condições do paciente são reavalidas em 1 hora . por bolo ou pela BIC. sem produzir cólicas abdominais e diarréia.Substituir a fórmula a cada 4 horas por uma fórmula nova. As alimentações por gravidade são colocadas acima do nível do estômago.

*fórmula fria. Náuseas e vômitos *mudança na velocidade. *alimentações contaminadas por bactérias. *deficiência à lactase. rápido *fórmula fria. *sonda calibrosa. *permanecer deitado no leito. *alergias alimentares. *falta de fibra. Complicações da terapia enteral COMPLICAÇÕES Diarréia CAUSAS *Alimentações hiperosmolares. *infusão rápida. *cheiro desagradável. Deslocamento da sonda Obstrução da sonda *Tensão na sonda/sonda mal presa *limpeza inadequada da sonda/ velocidade da fórmula. Constipação *muito conteúdo de leite. *esvaziamento gástrico inadequado. (atelectasia) *vômito e alimentação por sonda aspirada. Gases/plenitude gástrica/cólicas *Ar na sonda Síndrome do esvazimanto *Alimentação em bólus/ velocidade rápida. *fórmula hiperosmolar. Pneumonia por aspiração *colocação inadequada da sonda.Profª Glenda Agra Tabela 1. . *ingesta líquida inadequada/desidratação. *medicamentos/antibioticoterapia. *nível de osmolaridade sérica.

*fórmula contaminada. drogas antidisrítmicas. *alimentação rica em carboidrato. *má nutrição. aminofilina e digitálicos aumentam a freqüência da síndrome. MANTENDO UM PADRÃO DE ELIMINAÇÃO INTESTINAL NORMAL A Síndrome do esvaziamento rápido também leva à diarréia. Antibióticos como as clindamicinas e lincomicina. outras possíveis causas precisam ser eliminadas: *deficiência de zinco (adicionar 15 mg de zinco na alimentação pela sonda a cada 24 horas é recomendado para manter um nível sérico normal de 50 150 mg/dl. Hiperglicemia *intolerância à glicose. Para confirmar que a síndrome do esvaziamento rápido está causando diarréia. Síndrome das alimentações *Uréia em excesso da mistura rica em proteína e fórmulas sem gordura. porque as temperaturas extremas estimulam a peristalse. *Administrando alimentações à temperatura ambiente. *terapia medicamentosa. . Os sintomas da síndrome podem ser tratados da seguinte forma: *Diminuindo a velocidade de instilação para dar tempo dos carboidratos e eletrólitos se diluírem. Desidratação *Alimentações hiperosmolares com insuficiente ingesta de líquido. por sonda *desidratação.Profª Glenda Agra *medicamentos amassados inadequadamente e limpeza após a sua administração inadequada.

por 1 hora após a alimentação (essa posição prolonga o tempo de trânsito.Profª Glenda Agra *Administrando a alimentação por gotejamento contínuo ( se tolerado). e não por jato. porque o líquido dado com a alimentação aumenta o tempo de trânsito. pára-se a alimentação. No início da administração. ou 40 a 60 ml/h são dados na administrados por gotejamento contínuo. eletrólitos. *Administrando a menor quantidade de água necessária para limpar a sonda antes e depois da alimentação. estabelecer um balanço nitrogenado positivo. manter a massa muscular. para prevenir distensão súbita do intestino. diminuindo a influência da gravidade). As metas são : melhorar o estado nutricional. minerais e emulsões de gordura dão calorias e nitrogênio para atender às . aminoácidos. As soluções de NPT. NUTRIÇÃO PARENTERAL TOTAL NPT é o método de suprir o corpo com nutrientes por uma via EV. que fornecem nutrientes como a dextrose. REDUZINDO O RISCO DE ASPIRAÇÃO **Aconselhado o paciente a permanecer na posição de semi-Fowler. *Aconselhado o paciente a permanecer na posição de semi-Fowler por 1 hora após a alimentação (essa posição prolonga o tempo de trânsito. promover ganho de peso e melhorar o processo de recuperação. a faringe e a traquéia são aspiradas. vitaminas. com a cabeceira da cama abaixada. diminuindo a influência da gravidade). ** Se a aspiração é suspeitada. MANTENDO A HIDRATAÇÃO ADEQUADA ***A água é dada a cada 4 ou 6 horas e após as alimentações para prevenir desidratação hipertônica. e não mais do que 50 a 100 ml são dados de uma vez. a alimentação é diluída pelo menos até a metade. e o paciente é colocado em DLD.

. como cálcio.5g/kg de proteína. O paciente com febre. é necessário aumentar a concentração e usar uma via de administração (uma veia grande. hiperêmese gravídica grave na gravidez). AIDS. A NPT está indicada nas seguintes situações: *A ingesta do paciente é insuficiente para manter um estado anabólico ( p ex. outros elementos. como grande infecção ou febre. Para fornecer as calorias necessárias em um pequeno volume. enterite pós-radiação. Quando glicose altamente concentrada é administrada. grandes cirurgias ou doença hipermetabólica pode necessitar de até 10. sepse e câncer). doença de Crohn com obstrução.Profª Glenda Agra necessidades nutricionais diárias do paciente. íleo paralítico. a NPT fornece 30 a 35 kcal/kg e 1. queimaduras. ex. Para prevenir deficiências e atender aos requerimentos para síntese dos tecidos. em casos de queimaduras graves. magnésio e cloreto de sódio são acrescentados. de grande fluxo (veia subclávia)). *A capacidade do paciente de ingerir alimento oralmente ou via sonda está comprometida (p. síndrome do intestino curto. fósforo. em vez de usá-los para energia. INDICAÇÔES As indicações da NPT incluem um déficit de 10% do peso corpóreo antes da doença. uma incapacidade de ingerir líquidos ou alimentos dentro de 7 dias após a cirurgia e as situações hipercatabólicas. má nutrição. os requerimentos calóricos são satisfeitos e o corpo usa aminoácidos para a síntese protéica.0 a 1. Em geral. que irá rapidamente diluir os nutrientes ingeridos a um nível adequado à tolerância do corpo. O potássio é adicionado à solução para manter um equilíbrio eletrolítico adequado e para transportar glicose e aminoácidos através da membrana celular. trauma.000 calorias adicionais diariamente.

ex. cirurgia intestinal extensa). Como as soluções de NPT têm cinco ou seis vezes a concentração do soluto do sangue. O rótulo é comparado com a prescrição médica. pacientes idosos no pós-operatório). fístula enterocutânea alta). As prescrições são iniciadas pesando-se o paciente e obtendo-se um hemograma completo. As soluções entregues nas unidades de enfermagem ficam refrigeradas até a sua utilização. As soluções de NPT são iniciadas lentamente. Antes da administração. tempo de protrombina e níveis de eletrólitos. Um total de 2 a 3 litros de solução é administrado n decorrer de 24 horas. *A condição médica subjacente impede ser alimentado oralmente ou por sonda (p. sendo gradualmente aumentadas a cada dia até a velocidade desejada e na medida em que a tolerância do paciente a líquidos e a glicose o permitir. Dessa forma. para prevenir flebite e outras . *As necessidades nutricionais pré e pós-operatórias são prolongadas (p.Profª Glenda Agra *O paciente não está interessado em ingerir ou não deseja ingerir nutrientes adequados (p. anorexia nervosa. Os valores laboratoriais do paciente e a resposta à terapia com NPT são monitorizadas freqüentemente pela equipe de apoio nutricional. A solução endovenosa nutricional prescrita é preparada pelo farmacêutico sob um capacete de fluxo laminar de ar filtrado usando técnica asséptica estrita. contagem de plaquetas. NPT refere-se às fórmulas de aminoácido-dextrose. magnésio e glicose sanguínea. observando-se a data de expiração.ex. a infusão de NPT deve ser inspecionada para checar a claridade e se há precipitação.ex. pancreatite aguda. quando amornadas até a temperatura ambiente. elas causam danos à parte íntima das veias periféricas.

A área é checada para vazamento. O paciente é pesado 2 a 3 vezes por semana. com sangue. pneumoniae também estão presentes. como inflamação. O CDC recomenda a troca do curativo do dispositivo de acesso venoso central somente se ele estiver sujo. mas S. dor e drenagem purulenta. Uma bomba de infusão é recomendada para NPT para manter a velocidade prescrita correta. logo após.Profª Glenda Agra complicações venosas. torção do cateter e reações na pele. nas mesmas condições. O grande conteúdo de glicose das soluções de NPT faz com que elas sejam um meio de cultura ideal para o crescimento de bactérias e fungos. A enfermeira avalia para sinais de desidratação (p. para uma comparação correta. A velocidade de infusão não pode ser aumentada nem diminuída para compensar os líquidos que foram infundidos muito rápido ou muito devagar. com um fluxo alto (geralmente a veia subclávia).ex. A enfermeira põe luvas estéreis e limpa a área com cotonetes com tintura de iodo-povidona. turgor da pele diminuído. aureus. PVC . em situações ideais. Quando a solução EV acaba. solto ou molhado. Os curativos são trocados assepticamente. removidos por álcool a 70%. O paciente é pesado diariamente na mesma hora do dia. é colocado um frasco de glicose a 10% com água até que o próximo frasco de NPT esteja disponível na farmácia. S. geralmente 2 ou 3 vezes por semana e quando for necessário. do centro para fora. drenagem de sangue. epidermis e K. Toda ingesta e eliminação do paciente são registrada a cada 8 horas de forma que o desequilíbrio hídrico possa ser detectado logo. A limpeza começa de uma maneira circular. o paciente não apresentará nem perda nem ganho de peso significativos. e o cateter venoso central fornece a porta de entrada. Registros exatos da ingesta e da eliminação e equilíbrio hídrico são mantidos. edema. A C. sede. essas soluções são administradas no sistema circulatório através de um cateter inserido em um vaso sanguíneo grande. albicans é o organismo infeccioso mais comum. vermilhidão. A colocação da ponta do cateter deve ser confirmada pelos raio X antes de iniciar a terapia por NPT.

específica para pacientes em catabolismo suave a moderado. As bolsas de Clinimix possuem dois equipos especiais para aditivação de emulsão lipídica e outros nutrientes. conteúdo calórico (Kcal / 2l) 680 e 1700. náuseas.Misturador para soluções de Nutrição Parenteral com 6 vias de acesso e infusão por gravimetria. Clinimix E* Descrição .25/25. diarréia. . pronto para uso. para TNP contendo dois compartimentos distintos com solução de poliaminoácidos 2. pH 6. Total segurança e exatidão nos processos de automação para transferências gravimétricas de volumes de soluções nutritivas com sensibilidade de infusão mínima de 10ml. TIPOS DE NUTRIÇÃO PARENTERAL TOTAL AUTOMIX Descrição . eliminação de urina. para administração IV central ou periférica após mistura dos mesmos por rompimento do sistema “Peel-Seal” de selagem que os separa Após mistura temos a ativação da solução que corresponde a um sistema 2 : 1 de solução para nutrição parenteral total para administração em 24h com velocidade média de infusão de 83ml/h.0. É essencial monitorizar a glicose sanguínea porque a hiperglicemia pode causar diurese e excessiva perda de líquidos. com solução final livre de bissulfitos. vitaminas. As atividades e a deambulação são estimuladas.Profª Glenda Agra diminuída).75/10 e 4. A complicação mais freqüente é a sepse.75% + eletrólitos e solução de glicose 10% + cálcio. alterações na pele. alterações mentais. Complicações metabólicas: neuropatias. respectivamente para Clinimix E 2. osmolaridade (mOsm/l) 920 e 1825. eletrólitos e oligoelementos e outro para administração IV.Solução RTU (Ready To Use).

Fenilalanina e Triptofano.As bolsas de Clinomel possuem dois equipos especiais para aditivação nutrientes. 800.0. pH 6. NPP’s adulto e pediátrica.Apresentação em bolsas plástica CRYOVAC– exclusivo Baxter. com composição adequada e balanceada de AAE. poupando a degradação de glutamina. Leucina e Valina. conteúdo calórico (Kcal/l) 1710 e 2390. densidade 1.2g. Hepatasol 8% 250ml Descrição . eletrólitos e oligoelementos e outro para administração IV.Profª Glenda Agra . com solução final livre de bissulfitos. solução de glicose 10% + cálcio e emulsão lipídica a 10% ou 20%. VIAFLEX com 1000ml e 2000ml de solução. Após mistura temos a ativação da solução que corresponde a um sistema 3 : 1 de solução para nutrição parenteral total para administração em 24h com velocidade média de infusão de 83ml/h. . 1040. 1020. osmolaridade (mOsm/l) 2520 e 3530.Solução de aminoácidos à 8% específica para hepatopatas. conteúdo calórico (Kcal / l) 540.N/ 1000ml).17 e 1. CLINOMEL Descrição . com dois equipos para aditivação e administração e volume final de 2000ml.Apresentação em bolsas plástica tetralaminada Filme Clarity – exclusivo Baxter.0.Solução RTU (Ready To Use). . pH 6. 1470. N7.0]. pronto para uso.24. associados à neurotoxicidade e alterações hepáticas. respectivamente para Clinomel N4. AACE e AANE (12. N5. contendo altas concentrações de AAER. vitaminas. . pH aproximado 4.03 . para TNP contendo três compartimentos distintos com solução de poliaminoácidos (Synthamin com 15 AA) + eletrólitos. . garantindo maior segurança e rapidez na produção de soluções para nutrição parenteral em quantidades elevadas em serviços com procedimentos automatizados ou manuais (gravitacionais). 880. 7.Apresentação em bolsa flexível de PVC.0 . osmolaridade (mOsm/l) 785. com dois equipos para aditivação e administração e volume final de 1000ml e 2000ml Glicose 50% / Glicose 70% Descrição . densidade 1. para administração IV central ou periférica após mistura dos mesmos por rompimento do sistema “Peel-Seal” de selagem que os separa . sistemas 2:1 (AA : Glicose) e 3:1 (AA : Glicose : Lipídeos). N6. osmolaridade (mOsm/l) 840.Soluções hipertônicas de glicose 50% e 70% são indicadas na prevenção de perda de nitrogênio (proteína) ou no tratamento de balanço nitrogenado negativo (BNN) como principais fontes calóricas em TNP. Isoleucina. para evitar catabolismo muscular. específica para pacientes em catabolismo moderado a severo ou grave.5 [6. alta concentração de Lisina que induz anabolismo protéico e baixas concentrações de Metionina e AAA. sem complicações renais ou hepáticas. 1190.

0]. densidade 1. com composição adequada e balanceada de AAE. densidade 1. oferecendo composição balanceada de AAE (60%).5g. Apresentação em frascos de vidro com 500ml de solução pronta para aditivação de outros nutrientes.0.Solução de aminoácidos à 6. Histidina. contém Taurina e Cisteína aminoácidos essenciais para o RN. livre de bissulfito. IVELIP* 10% 500ml / IVELIP* 20% 100ml / IVELIP* 20% 500ml / IVELIP* 20% 1L Descrição .993 e 0.5% específica para nefropatas. conteúdo calórico (Kcal/l) 1100 e 2000. respectivamente para as soluções à 10% e 20%.02. pH 6. 500ml e 1000ml (20%) de solução pronta para aditivação de outros nutrientes. associados à neurotoxicidade e alterações hepáticas. ausência de bissulfito. 7. suas partículas de tamanho pequeno (<0. aumentando a estabilidade em sistemas 3 : 1 (AA : Glicose : Lipídeos). rica fonte de calorias e de ácidos graxos essenciais (linoléico 54% a-linolênico 8%). 7. osmolaridade (mOsm/l) 265 e 270.0 [5. glicerol para garantir a isotonicidade da solução.5% 500ml Descrição .5 [5.0].0 . perfil de aminoácidos plasmáticos do cordão umbilical.Solução de aminoácidos à 10% específica para pediatria. AACE e AANE (16.3 micron) aumentam a estabilidade da emulsão. Travasol 10% Descrição .988. Apresentação em frascos de vidro com 250ml de solução pronta para aditivação de outros nutrientes.03. favorecendo a solubilidade de íons cálcio e fosfato em soluções 3:1. pH 5.N/1000ml).N/ 1000ml). pH 8. contendo fosfatídeos de ovo como emulsificante.02. osmolaridade (mOsm/l) 998. alta concentração de Lisina que induz anabolismo protéico e baixas concentrações de Fenilalanina.0 .Apresentação em frascos de vidro com 500ml de solução pronta para aditivação de outros nutrientes. . osmolaridade (mOsm/ l) 600. 7.Profª Glenda Agra .0]. . Tirosina e Prolina.0 .Solução de aminoácidos à 10%.Apresentação em frascos de vidro com 50ml (10%) e 100ml. importantes na insuficiência renal. . AANE (33%) e AACE (7%). favorecendo a solubilidade de íons cálcio e fosfato em soluções 3:1. medicamentos compatíveis ou infusão IV central ou periférica PRIMENE 10% 250ml Descrição . sem alterar as propriedades metabólicas e de tolerância. Tirosina e Serina. AACE e AANE (15g. com composição adequada e balanceada de AAE. evitando desta forma a complementação com AAT padrão a 10%. oleato de sódio como co-emulsionante e estabilizante. densidade 0. pH 6 [5.Emulsão Lipídica de óleo de soja à 10% e 20%. Renamin* 6. densidade 1. osmolaridade (mOsm/l) 780.

Primene. garantindo maior segurança e rapidez na produção de soluções para nutrição parenteral em quantidades elevadas em serviços com procedimentos automatizados ou manuais . O aparelho de fibra óptica é inserido através da pequena incisão umbilical. A cirurgia pode ser eletiva. VIAFLEX é Marca Registrada em nome de Baxter International Inc. VIAFLEX com 2000ml e 500ml de solução. REFERÊNCIAS DO TEXTO E ILUSTRAÇÕES: http://www. na cicatriz umbilical. A cavidade abdominal é insuflada com dióxido de carbono (pneumoperitônio) para ajudar na inserção do laparoscópio e o cirurgião na visualização das estruturas abdominais. Clinomel. quando os sintomas do paciente diminuíram. Diversas punções adicionais ou pequenas incisões são feitas na parede abdominal para introduzir outros instrumentos cirúrgicos dentro do campo operatório. O cirurgião pode visualizar o sistema biliar por meio do . Clinimix E. Travasol 10 e Travasol 8.Apresentação em bolsa flexível de PVC. Ivelip e Renamin são marcas depositadas em nome de Baxter International Inc. caso a condição do paciente assim obrigue.baxter.com COLECISTECTOMIA O tratamento cirúrgico da doença da vesícula biliar e dos cálculos biliares é efetuado para aliviar os sintomas persistentes. Automix.Profª Glenda Agra .5 são marcas registradas em nome de Baxter International Inc. Hepatasol. remover a causa da cólica biliar e tratar a colecistite aguda. Colecistectomia Laparoscópica Esse procedimento é realizado por meio de uma pequena incisão ou punção feita através da parede abdominal.latinoamerica. ou pode ser realizada como um procedimento de emergência.

o paciente recebe alta hospitalar no dia da cirurgia ou dentro de um a dois dias. Por causa da cuidadosa avaliação dos pacientes e da identificação daqueles em baixo risco para problemas.Profª Glenda Agra laparoscópio. Com o uso mais amplo dos procedimentos laparoscópicos. Com freqüência. no entanto. a conversão para um procedimento abdominal aberto somente é necessária de maneira ocasional. caso sejam encontrados problemas durante o procedimento laparoscópico. uma câmera presa ao aparelho permite que a visão do campo intraabdominal seja transmitida para um monitor de televisão.colegiosaofranscisco. podendo retomar suas atividades em plena e voltar ao trabalho dentro de uma semana depois. isso acontece em cerca de 5% dos casos laparoscópicos.com . pode haver um aumento no número dessas conversões. Fonte: http://www. A conversão para um procedimento cirúrgico abdominal tradicional pode ser necessária. A vantagem do procedimento laparoscópico é que o paciente não vivencia o íleo paralítico que ocorre com a cirurgia abdominal aberta e sente menos dor abdominal pós-operatória. sendo a anestesia geral administrada. O paciente é informado de que um procedimento abdominal aberto pode ser necessário.

cervejasdomundo.Profª Glenda Agra Fonte: http://www.gif .com/gallblad.

smartimagebase.Profª Glenda Agra Fonte: http://ebsco.com/imagescooked/27492W.aspx?ImageIID=2846 .jpg Fonte: http://services.com/GetImage.aspx/getImage.epnet.

jpg .Profª Glenda Agra Fonte: http://ebsco.smartimagebase.com/imagescooked/27619W.

br/img/fbpe/acb/v14n4/4a11f4.ijp.jpg Fonte: http://www.br/images/cirurgias/06_colecistectomia.scielo.gif .Profª Glenda Agra Fonte: http://www.com.

A colecistectomia é realizada quando a condição do paciente impede a cirurgia mais extensa ou quando a reação inflamatória aguda é grave.Profª Glenda Agra Fonte: http://www2.br/tocea/arquivos/figuras/colecistite. .uepa. a vesícula biliar é extirpada através de um a incisão abdominal depois que a artéria e o ducto cístico são ligados. O dreno é ligado a um sistema de drenagem para evitar que a bile extravase ao redor do dreno ou escape para dentro da cavidade peritoneal. o paciente pode retornar para a colecistectomia. A vesícula biliar é aberta cirurgicamente. por causa do processo patológico subjacente do paciente. a colecistectomia cirúrgica apresenta uma alta taxa de mortalidade. sendo um tubo de drenagem fixado com uma sutura em bolsa de tabaco. Depois da recuperação do episódio agudo. O procedimento é efetuado para a colecistite aguda e crônica.jpg Colecistectomia Nesse procedimento. Um dreno (Penrose) é colocado na vesícula biliar e aflorado na pele através de uma incisão para drenar o sangue. os líquidos serossanguinolentos e a bile para dentro de curativos absorventes. Apesar de seu risco menor.

como a tromboflebite. sendo uma dieta leve iniciada mais adiante. 7. A deambulação precoce impede complicações pulmonares.Água e outros líquidos podem ser fornecido em cerca de 24 horas.Profª Glenda Agra Prescrições de enfermagem: 1.Administrar analgésicos CPM. o paciente é colocado na posição de Fowler baixa. Depois de vários dias de drenagem. com margem suficiente para que o paciente se movimente sem deslocá-lo ou torcê-lo. alumínio evitam que a bile faça a digestão da pele. 9. depois do retorno da atividade intestinal. O equipo deve ser fixado nos curativos. são documentadas a quantidade. 10. e a aspiração NSG (uma SNG é provavelmente inserida imediatamente antes da cirurgia para um procedimento não-laparoscópico) pode ser instituída para aliviar a distensão abdominal.Os líquidos EV podem ser administrados. a fim de expandir plenamente os pulmões e evitar atelectasia. os curativos são trocados de acordo com a necessidade. 5.Os drenos devem ser conectados a um frasco de drenagem. 3.Encorajar o paciente a fazer respirações profundas a cada hora.A bile pode continuar a drenar a partir do trato de drenagem em quantidades consideráveis durante certo período. bem como outras complicações.Depois da recuperação da anestesia. extravasamento da bile para dentro da cavidade peritoneal e obstrução da drenagem. 6.O paciente é observado quanto às indicações de infecção. o equipo pode ser pinçado por 1 hora . As pomadas de óxido de zinco. 8. 2. a coloração e o cateter da drenagem.A bile coletada é medida a cada 24 horas. necessitando de trocas freqüentes dos curativos externos e de proteção da pele contra a irritação. 4.Quando o dreno de Penrose é utilizado.

uma das finalidades da cirurgia da vesícula biliar é possibilitar uma dieta normal. o tubo de drenagem é retirado 11. Gerenciando o autocuidado depois da colecistectomia laparoscópica Retomando a atividade . quando a ampola de Vater novamente funciona de maneira efetiva. visando auxiliar na digestão.A restrição de lipídeos é suspensa em 4 a 6 semanas. sendo anotada sua coloração. quando o paciente ingere lipídios. como dor e febre. a drenagem e as incisões são inspecionadas quanto ao sangramento. 12. É mantido um registro cuidadoso da ingestão e excreção hídricas. Em geral. Alguns pacientes relatam uma a três evacuações por dia.Monitorizar para complicações potenciais: icterícia. quando os ductos biliares se dilatam para acomodar o volume de bile. 14. os lipídios podem não ser digeridos por completo ou de maneira adequada. Quando esses sinais e sintomas ocorrem. Antes da cirurgia. Amostras de urina e fezes podem ser enviadas para o laboratório para exame dos pigmentos biliares. prurido ou sinais de inflamação e infecção. Entretanto.Profª Glenda Agra antes e depois de cada refeição para fornecer bile para o duodeno. Esses sintomas podem indicar infecção ou ruptura do trato GI e devem ser relatados de imediato ao cirurgião. avaliação periódica quanto à sensibilidade aumentada e rigidez do abdome. urina escura(colúria). a bile adequada será liberada para dentro do trato digestivo para emulsificar os lipídios e permitir sua digestão.Em todos os pacientes com drenagem biliar. distensão do abdome e elevação da temperatura. Isso é o resultado de um gotejamento contínuo de bile através da junção colédoco-duodenal após a colecistectomia. Dentro de 7 a 14 dias. 13.Monitorizar SSVV de perto. 15. eles são relatados ao cirurgião. Depois disso. é possível determinar se o pigmento biliar está desaparecendo do sangue e se está novamente drenando para dentro do duodeno. fezes esbranquiçadas(acolia fecal).Depois da colecistectomia laparoscópica. as fezes devem ser observadas diariamente. Dessa maneira. dor. o paciente é avaliado quanto à perda do apetite. essa freqüência diminui durante um período de algumas semanas a vários meses. podendo ocorrer flatulência. vômitos. outrora suportado pela vesícula biliar.

ou caminhar pode diminuir o desconforto. por 2 dias consecutivos Ligar para o cirurgião caso o paciente desenvolva náuseas. drenagem Ligar para o cirurgião caso o paciente apresente febre de 37. calor. acrescentar gradualmente os lipídeos de volta à sua dieta em pequenos incrementos. vômitos ou dor abdominal. Cuidando da incisão Verificar o local da punção diariamente quanto aos sinais de infecção Lavar o local de punção com saponáceo suave e água Permitir que as fitas adesivas especiais se descolem do local de incisão. Retomando a alimentação Retomar a dieta normal Se apresentava intolerância a lipídeos antes da cirurgia. Por vezes.7ºC. . no leito ou em uma cadeira.Profª Glenda Agra Começar imediatamente com exercícios leves (caminhar) Dirigir automóvel depois de 3 a 4 dias Tomar banho de chuveiro depois de 1 a 2 dias Retomar as atividades sexuais quando desejado Evitar levantar objetos com peso superior a 2. geralmente por 1 semana. edema.5 kg depois da cirurgia. sentar de maneira ereta. Não puxá-las. Tratando da dor pode experimentar dor ou desconforto no ombro direito devido ao gás empregado para insuflar a área abdominal durante a cirurgia. Gerenciando o cuidado de acompanhamento Faça uma consulta com seu cirurgião em 7 a 10 dias Ligar para o cirurgião caso o paciente apresente qualquer sinal de infecção no local da punção ou ao redor dele: rubor. ou mais.

. é . que ocorrem através de incisões abdominais prévias e que não cicatrizam por completo. As hérnias ventrais são aquelas que comprometem a parede abdominal. Em circunstâncias bastante raras. se a hérnia estiver encarcerada deve-se fazer todas as tentativas possíveis para reduzi-la. pois esse colo geralmente tem um diâmetro muito menor do que a própria hérnia. para evitar uma operação de emergência. Em muitos casos. em última análise. com mais aumento da pressão intesticial.Profª Glenda Agra HERNIORRAFIA OU HERNIOPLASTIA A maior parte das hérnias tem como causa defeitos nos tecidos fasciais da parede abdominal. A maioria das hérnias é redutível. para evitar complicações sérias. um problema cirúrgico. que . no entanto. mas isso é muito incomum. e é obrigatória uma operação de emergência para a redução da hérnia e a correção do defeito. sendo responsáveis por cerca de 75% do total. De longe. seus conteúdos podem ser recolocados na cavidade peritoneal através de uma manipulação adequada. A hérnia estrangulada provoca. em decorrência do aumento da pressão venosa. Por essa razão. o saco herniário contém vísceras. via de regra. até mesmo fatais. penetre até o tecido subcutâneo da parede abdominal. exceto aquelas da região inguinal – elas incluem as hérnias epigástricas e incisionais. particularmente o intestino delgado. uma hérnia encarcerada raramente pode ser reduzida através do colo do saco. a hérnia encarcerada é considerada estrangulada. pois não está associada à isquemia ou à gangrena intestinal ou dos conteúdos herniários.Como o saco herniário e seus conteúdos se encontram consideravelmente aumentados. uma razão para correção cirúrgica mais urgente. Esses defeitos permitem que o peritônio. em decorrência da pressão intra-abdominal. ou seja. O tratamento adequado para a ampla maioria das hérnias é a correção cirúrgica. as mais comuns das hérnias da parede abdominal são aquelas que ocorrem na região inguinal. necessariamente. além de edema intersticial. uma hérnia estrangulada pode ser reduzida. impede o fluxo arterial com subseqüente isquemia e gangrena. apresentando tecido gorduroso subcutâneo abaixo da pele. Quando a hérnia não é redutível. Se ocorrer isquemia ou gangrena intestinal. . edema do intestino e do mesentério vizinho. ela é chamada de encarcerada. O resultado é um saco herniário de peritônio. Embora essa situação não constitua.

ligamento lacunar medialmente. dolorosa. pois o músculo não segura bem as suturas. Isso deve ser seguido de uma avaliação cuidadosa dos tecidos ao redor do defeito herniário e da mobilização das estruturas fasciais. As hérnias inguinais são muito mais comuns nos homens do que nas mulheres. e pelo. ser seguida de infecção das vias urinárias. O sangramento escrotal pode ocorrer e necessitar de reoperação para controle. 2. seja ao ligamento inguinal ou ao ligamento de Cooper. O tratamento é imperativo: cirúrgico. mas bem observadas. em dissecção cuidadosa do saco herniário com fechamento ao nível de seu colo e excisão do excesso de saco.Profª Glenda Agra Como a correção cirúrgica das hérnias depende de uma ampla compreensão dos aspectos anatômicos dos defeitos. O tratamento adequado é o cirúrgico. bem como hematomas. e ocasionalmente. Nos adultos a . Tipos de hérnias: 1. essa compreensão constitui um aspecto de grande importância na patogenia das hérnias. Os princípios gerais da correção cirúrgica consistem. a não ser que uma enfermidade clínica séria coexistente impeça o tratamento. muitas vezes.Hérnia umbilical: são de origem congênita. estão já presentes no nascimento. predispondo ao desenvolvimento de uma hérnia. massas abdominais ou obesidade.Hérnia inguinal: Presença de um abaulamento na região inguinal ou uma massa aparente que desce na região inguinal para o escroto. Outro fator que causa hérnia umbilical é o aumento da pressão abdominal. Complicações pós-operatórias: Podem ocorrer infecções da ferida cirúrgica. Quase todas essas hérnias se fecham espontaneamente. tornando possível uma recidiva da hérnia. com a necessidade de antibióticos. Deve-se ter especial cuidado de evitar aproximação do músculo a esses ligamentos. lateralmente. 3. Dentre os fatores etiológicos estão o defeito congênito do fechamento do anel interno. primariamente a fáscia do reto abdominal e músculo oblíquo externo. primariamente. embrionarimente.Hérnia femoral: Ocorrem na virilha e são limitadas pela veia femoral. e sutura desses fortes músculos. A retenção urinária pode constituir um problema e necessitar de cateterismo. dcorrente da ascite. O diagnóstico da hérnia femoral é feito pela presença de uma massa. devido a razões pouco conhecidas . no triângulo femoral. além de uma variedade de fatores que causam aumento da pressão intra-abdominal.

e área entre a linha semilunar e a borda lateral reto abdominal é chamada de fáscia spigeliana. com o desenvolvimento de gangrena e perfuração. A correção é cirúrgica. a linha semilunar é um local anatômico no qual o músculo transverso abdominal se transforma em aponeurose. 9.Hérnia epigástrica: Ocorem na linha alba entre o processo xifóide e o umbigo. e via de regra o fechamento é direto. pois pode ocorrer isquemia da porção herniada do intestino.Hérnia Obturadora: quando um saco herniário surge na pelve. Com esse defeito. Uma hérnia dessa fáscia é chamada de hérnia spigeliana. É indicada operação. eles . SE PROVOCADAS POR UMA INFECÇÃO CIRÚRGICA NA FERIDA. o diagnóstico é estabelecido no momento da operação. Quando surgem os sintomas.Hérnia de Richter: Somente uma parte da circunsferência do intestino está comprimido. sendo bastante incomum a recidiva.Hérnia incisional: Resultam de incisões prévias que cicatrizaram insatisfatoriamente.Hérnia Spigeliana: Dentro da cavidade abdominal. ou que sofreram considerável tensão. 6. muitas vezes se queixam de dor ou de uma massa na região. 5. 4. 8. o defeito é fechado por dissecção do anel e fechamento direto. no canal obturador.Profª Glenda Agra coreção cirúrgica através de uma aproximação direta das bordas do defeito herniário quase sempre é curativa. A conduta cirúrgica geralmente é recomendada. Podem ser bastante sérias. ela sai da cavidade peritoneal no local dos vasos e nervos obturadores e penetra na membrana obturadora através do forame obturador. que delineia o defeito na parede abdominal. PARTICULARMENTE. Essa linha se curva para fora e se estende desde a porção média da margem costal até o tubérculo pubiano. 7. Como os sinais e sintomas não são significativamente diferentes das outras hérnias nesses locais. A linha está localizada lateralmente à borda lateral do músculo reto abdominal.Hérnia de Littré: A maioria destas hérnias está na região inguinal e femoral e podem encarcerar. Um diagnóstico definitivo pode ser estabelecido pela TC. na borda antimesentérica. os pacientes. PODEM SER BASTANTE EXTENSAS. Devem fechadas por suturas diretas.Elas podem ser bastante dolorosa e causar desconforto e ansiedade ao paciente. quase sempre obesos. via de regra.

Hérnia perineal: os músculos do assoalho perineal ocasionlamente podem ser um local de hérnia. se diseca y aísla el cordón espermático. de uma hérnia ostomal no local por onde passa o intestino pela parede abdominal. mais tarde. e também raras vezes é sintomática. 10. Después de abordar la región por incisión oblicua y apertura de la pared anterior del conducto. O defeito é fechado por uma sutura direta. hematomas e músculo herniado. necessitam de correção cirúrgica. ligadura alta y resección de los sacos indirectos o invaginación de los directos. Sutura continua con hilos irreabsorbibles u otros de reabsorción lenta números 4 ó 5 ceros gastrointestinal. até que é encarcerada. O diagnóstico diferencial inclui lipomas.Dor e aumento da sensibilidade são sintomas. 11. 13. que comenzando en el tubérculo púbico (figura 1) engloba la FT en la zona débil y del defecto en "V" hasta el anillo inguinal profundo. Resección circular del músculo cremáster. A prevenção constitui o aspecto mais importante dessas hérnias. Disección. vômito e dor abdominal do tipo característico de obstrução intestinal. mas quando elas ocorrem. Podem ser diagnosticadas por TC. aislamiento. donde se suturan los bordes del arco aponeurótico del transverso (AAT) por encima y la cintilla iliopubiana (CIP) por debajo para obliterar adecuadamente el anillo (figura 2). pode haver o desenvolvimento.Hérnia lombar: Ocorrem no flanco e são denominadas hérnias lombares ou dorsais.Hérnia peristomal: quando se faz um colostomia ou ileostomia. HERNIORRAFIA: TÉCNICA QUIRÚRGICA Anestesia local y sedación.Profª Glenda Agra geralmente consistem de náusea. . 12. Necessitam de um preparo cuidadoso antes da intervenção cirúrgica. fibromas. Podem ser oriundas de procedimentos cirúrgicos como prostatectomia.Hérnia ciática: Uma hérnia através do forame ciático maior ocorre raramente. ressecção abdômino-perineal e outras operações pélvicas.

se entrecruza el hilo tomando arco aponeurótico del transverso y cintilla iliopubiana. FIGURA 3. se engloba solo CIP y AAT (figura 4). donde es nuevamente anudado (figura 5). Se imbrica el hilo (figura 3) y se continúa en dirección al tubérculo púbico. Sutura continua para crear una capa de fascia transversalis con fascia transversalis desde la proyección de tubérculo público. . Para obliterar el anillo inguinal profundo. cerrando el defecto en V de fascia transversalis. FIGURA 2. Continuación de la sutura en dirección al anillo inguinal profundo.Profª Glenda Agra FIGURA 1.

Finaliza el proceder con un nuevo anudado del hilo de sutura y creada la sobrecapa de fascia transversalis. FIGURA 5. Na prática. Fonte da técnica cirúrgica: http://www. hiperemia na parede abdominal sobre a hérnia. Si es necesario se realiza incisión relajadora. sinais de obstrução intestinal com . os sinais de que a alça já sofreu lesão mais grave são : febre.scielo. enquanto uma pressão com a palma da mão e massagem ascendente são feitas ao longo do canal inguinal.com Pré-operatório: Redução manual da hérnia encarcerada: O paciente deve ser deitado com as pernas elevadas. dor intensa. Se va creando la sobrecapa afrontando el arco aponeurótico del transverso a la cintilla iliopubiana hasta llegar al inicio de la sutura. Se coloca el cordón en el nuevo lecho y se cierra el conducto con sutura continua de catgut cromado 00 en la aponeurosis del oblicuo mayor.Profª Glenda Agra FIGURA 4. se possível em ligeiro Trendelemburg. Analgesia e sedação prévias aumentam a chance do sucesso.

hipotensão e íleo funcional. →TRANSFUSÃO: indicada quando Hg < 9g e Ht< 30%. Cateterismo nasogástrico: descompressão intestinal e gástrica. pois uma perfuração pode se manifestar até 72 horas depois.9%. o paciente deve ser mantido em observação. Verificação dos SSVV. Monitorização por ECG. Analgésicos prescritos específicos. sempre na dependência da tolerância do SVC. Verificar enchimento capilar. . Se houver dúvida. O antibiótico também deve ser indicado ao se utilizar prótese (tela) para corrigir a hérnia. Nas crianças.Profª Glenda Agra vômitos biliosos e quadro de encarceramento por mais de 24 horas. Realizar coleta para gasometria arterial. Cateterismo vesical de demora: avaliar débito urinário. Pré-operatório de hérnia encarcerada: Colocação de um cateter na veia subclávia superior: infusão de líquidos e verificação da PVC e coleta de amostras sanguíneas para os exames laboratoriais. DEXTRAN: 25g de albumina ou 01 frasco de plasma para cada 2l de RL ou SF0. ALBUMINA. Cálculo do volume de líquido a ser reposto. A deficiência é estimada em 15 mEq/L a 20mEq/L de suco digestivo perdido + 40mEq/L de perda renal. recomenda-se a cirurgia de urgência. Após a redução. portanto. Antibioticoprofilaxia: A hernioplastia é uma cirurgia limpa e o risco de infecção cirúrgica é de 1% a 2% na cirurgia convencional e menor ainda na videolaparoscopia. O uso de Cefalozina em uma dose única de 1 a 2g cerca de 1hora antes da incisão. →PLASMA. variando de acordo com as condições clínicas do paciente. →HIPOCALEMIA produz arritmias cardíacas. Administração de antibióticos por via EV ou IM antes da operação: combate choque endotóxico e hipovolêmico. a conduta consiste na aplicação de analgésicos e correção de distúrbios hidroeletrolíticos por via EV.

htm .htm FONTE: http://www.com.br/cirurgia3.gastronet.com.br/cirurgia3.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.gastronet.

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Profª Glenda Agra FONTE: http://www.com/images/inguinalcanal.herniaonline.gi .

Profª Glenda Agra FONTE:http://images.com.br/imgres Pós-operatório: Repouso no leito de aproximadamente 12horas. Controle de parâmetros hemodinâmicos. . Ingestão de líquidos (deve ser administrado nas primeiras 6 horas sempre com o paciente em boas condições).google.

porém recomenda-se um prazo mínimo de 30 dias. Retorno ao trabalho com média de 20 dias. Pode-seutilizar gaze seca esterilizada. Curativo oclusivo é opcional. Controle pós-operatório tardio com 60. esparadrapos de micropore.Profª Glenda Agra Orientação de micção em recipiente adequado ou ida ao banheiro. pequenas sufusões hemorrágicas. serão interrompidos com 24 horas. hioscina ou paracetamol nas primeiras 24horas. Dieta deve ser iniciada com 8 horas após o ato operatório nas hérnias não complicadas. de acordo com o restabelecimento dos efeitos analgésicos. Convalescença de 15 dias. Calor úmido ou seco sobre a FO diante de edema. Orientações de atividades leves com 15 dias e exercício forçado 45 a 60 dias. Cateter vesical de alívio diante intermitente diante de retenção urinária. Voltar a dirigir veículos entre o 15º e 30º dia pós-operatório. quando indicados. Drenos: são utilizados nas hérnias estranguladas com peritonite e devem ser mantidos por tempo mínimo indispensável. Complicações: . Antibióticos preventivos. Alta hospitalar com 48 horas. após hérnias estranguladas. 180 e 360 dias. Recomendações para reavaliação e retirada dos pontos de 7 a 10 dias. Orientado o uso do banho de chuveiro com 24horas de pós-operatório. Analgésicos à base de dipirona. Instruções verbais sob movimentação no leito e fora do mesmo e nos cuidados com a FO. pequenos hematomas ou dor local. Reiniciar atividades sexuais quando puder realizá-la com conforto e sem necessidade de tomar analgésicos. ou quando o paciente saí do íleo paralítico e inicia a eliminação de flatos.

bexiga. cólon. utiliza-se o fechamento em um plano só com fio forte. Lesão de vísceras: alça intestinal. Deiscência: A reintervenção é obrigatória sob qualquer anestesia. e . pela impossibilidade de aproximação dos planos. SALVO se a presença de infecção na parede abdominal contra-indicar. fazer debridamento cuidadoso. Lesões nervosas: manifestam-se em forma de dor crônica pós-operatória. este deve ser praticado o mais breve possível. Sepse: Manter FO aberta. Lesões viscerais. a esterilidade. na impossibilidade de observar adequadamente os planos da parede abdominal. Lesão do íleoinguinal. COLONOSCOPIA FIBRÓTICA . se bilateral. cuidando-se mais tarde do fechamento definitivo da parede.Profª Glenda Agra Lesão dos vasos deferentes. tumefações ou abscessos: drenagem ou punção percutânea. utilizando-se compressas úmidas com SF0. adotam-se tratamentos conservadores. seguidos de curativos em série sob supervisão médica + antibioticoterapia à base de peniclina ou cefalosporinas. Seroma. Quando é possível o fechamento. Nesse casos. Hidrocele pós-operatória pode ocorrer por trauma do testículo ou cordão espermático. promover irrigações copiosas locais. Edema local e escrotal.9% ou tela de Marlex ou de Politetrafluoroetileno (PTFE) para proteger a cavidade peritoneal. Hemorragia ou hematoma intra-operatória ou na FO. levando à isquemia e atrofia testicular e.

O procedimento dura em torno de 1 hora. para avaliação.uni-bonn A inspeção visual direta do cólon até o ceco é possível por meio de um colonoscópio flexívxel. A remoção dos pólipos faz-se através de um cautério. reações vasovagais e sobrecarga circulatória ou hipotensão decorrente da hidratação excessiva ou deficiente durante a preparação intestinal. sangramento oculto ou anemia. Todos os pólipos visíveis são removidos. A doença inflamatória ou outra doença intestinal pode ser diagnosticada. É empregado para a avaliação de câncer. Esse procedimento pode ser utilizado na avaliação dos pacientes com diarréia de etiologia desconhecida.meb. Esse procedimento também pode ser utilizado para tratar aáreas de sangramento ou estenose. . A descompressão intestinal pode ser completada durante o procedimento. O desconforto pode resultar a partir da instalação de ar para expandir o cólon ou em virtude da inserção e movimentação do aparelho. As potenciais complicações incluem: disritmias cardíacas e a depressão respiratória decorrente dos medicamentos administrados. As biópsias teciduais podem ser conseguidas através da retirada de pólipos. A terapia a laser é utilizada para lesões hemorrágicas ou neoplasias colônicas. sondas térmicas e injeções de agentes esclerosantes ou vasoconstritores são todos possíveis durante o procedimento. É utilizado para estudo adicional de anormalidades detectadas pelo enema baritado. O uso de coaguladores bipolares e unipolares.Profª Glenda Agra Fonte: http://www.

Profª Glenda Agra É importante monitorizar continuamente as funções cardíaca e respiratória do paciente. A limpeza do intestino é rápida ( o efluente fecal fica claro em cerca de 4 horas). cólicas. laxativo por 2 noites antes do exame e um Fleet enema ou de soro fisiológico até que o retorno seja claro na manhã do exame. desequilíbrio hidroeletrolítico e hipotermia ( com freqüência.Instruir o paciente a não tomar os medicamentos rotineiros quando a solução de lavagem for ingerida. O uso de soluções de lavagem está contra-indicado nos pacientes com obstrução intestinal e doença intestinal inflamatória. inchação. recomenda-se aos pacientes beber a preparação o mais gelado possível a fim de tornar seu sabor mais tolerável). Prescrições de enfermagem A limpeza adequada do cólon fornecerá a visualização ótima e diminuirá o tempo necessário para o procedimento. As soluções de lavagem são então ingeridas por VO em intervalos. Efeitos como: náuseas. Ações adicionais: 1. Dieta líquida leve. durante 3 a 4 horas seguidas. plenitude abdominal. Administra-se CPM. serão ineficazes. . Limitação da ingesta de líquidos do paciente durante 24 a 72 horas antes do exame. assim. os medicamentos não serão digeridos e. começando à noite do dia anterior ao exame.

por causa do alto risco de sangramento excessivo pós procedimento. em particular os idosos. Dieta zero pós 20:00 h antes do exame. 3. eletrolítica e calórica adequada. em pacientes com coagulopatias ou naqueles que recebem terapia de anticoagulação. diverticulite grave aguda ou colite fulminante. dor. para relaxar a musculatura colônica e reduzir o espasmo durante o exame. aspirina. . ou sinais peritoneais focais).Aconselhar o paciente diabético a consultar seu médico sobre o ajuste do medicamento para evitar a hiper. ticlodipina e pentoxifilina devem ser interrompidos antes do exame e por 2 semanas depois do procedimento. A colonoscopia não pode ser realizada quando existe uma perfuração colônica suspeitada ou documentada. Depois do posicionamento. Antes do exame.Instruir todos os pacientes. Os agentes antiinflamatórios não esteróides. distensão abdominal. Alguns terão cólicas abdominais causadas por peristalse aumentada estimulada pelo ar insuflado dentro do intestino durante o procedimento. os pacientes que foram sedados são mantidos em repouso no leito até que estejam alerta. para manter a ingesta líquida.Profª Glenda Agra 2. enquanto sofrem limpeza intestinal. Após o exame. observar o paciente a fim de detectar sinais e sintomas de perfuração intestinal ( sangramento retal. quando necessário. um analgésico opióide ou um sedativo (Midazolam) pode ser fornecido por via EV para fornecer sedação consciente e aliviar a ansiedade durante o procedimento glucagon pode ser utilizado.ou hipoglicemia por causa das modificações dietéticas exigidas na preparação para o exame. febre.

com Uma fístula anal é um trajeto fino. Outros sintomas podem ser a passagem de flatos ou fezes da vagina ou bexiga. A fístula é dissecada ou fica aberta devido a uma incisão que vai da sua abertura anal até a sua saída. Elas também podem se desenvolver a partir de um trauma. Fístulas não tratadas podem causar infecção sistêmica com sintomas relacionados. Pus ou fezes podem vazar constantemente da abertura cutânea. o trajeto dos seios é identificado inserindo-se uma sonda e/ou injetando-se no trajeto uma solução de azul de metileno. dependendo do trajeto da fístula.Profª Glenda Agra FÍSTULA ANAL(FISTULECTOMIA) Fonte: http://www. de fissuras ou da enterite regional. As fístulas geralmente são resultantes de uma infecção.thefreedictionary. A cirurgia sempre é recomendada porque poucas fístulas cicatrizam espontaneamente. Uma fistulectomia (excisão do trajeto da fístula) é um procedimento cirúrgico recomendado. tubular e fibroso que se estende dentro do canal anal por uma abertura localizada ao lado do ânus. .medicalditionary. O intestino delgado é evacuado totalmente por meio de vários enemas prescritos. Durante a cirurgia. A ferida é coberta com gaze.

a cirurgia é indicada. banhos de assento e supositórios emolientes. a parte externa do esfíncter é dividida. que incluem amolecedores de fezes e agentes formadores de massa. em outros. Muitos tipos de procedimentos podem ser realizados: em alguns casos. trauma. Outras causas incluem: parto. ardência e sangramento.Profª Glenda Agra FISSURA ANAL Uma fissura anal é um rasgo longitudinal ou uma ulceração na camada interna do canal anal. As fissuras são caracterizadas por defecações extremamente dolorosas. Um supositório combinado anestésico com corticóide ajudará a aliviar o desconforto. permitindo que a úlcera cicatrize. . com conseqüente alívio do espasmo. o esfíncter anal é dilatado e a fissura extirpada. Se fissuras não respondem ao tratamento conservador. e uso excessivo de laxantes. As fissuras são geralmente causadas pelo trauma da passagem de fezes grandes e firmes ou pelo persistente fechamento do canal secundário ao estresse e à ansiedade (levando à constipação). Dilatação anal sob anestesia pode ser necessária. Isso produz uma paralisia do esfíncter externo. A maioria dessas fissuras irão cicatrizar se tratadas por medidas conservadoras. um aumento na ingesta hídrica.

superficial e sem endurecimento tecidual em torno da lesão (costuma cicatrizar rápida e espontaneamente)de localizacão posterior ou anterior. Crianças Normalmente está associada à constipação intestinal quando as fezes endurecidas machucam o ânus. isoladamente. estreita.Profª Glenda Agra Fissura Anal É uma úlcera pequena. seja para fins terapêuticos fins eróticos ou por acidente. Mais freqüente nos homens entre os 20 e 40 anos. Adultos Geralmente não se consegue apontar uma causa que. a diarréia e a introdução de corpos estranhos. a constipação intestinal (fezes endurecidas). Classificação Aguda Lesão ulcerada do canal anal em forma de fenda. Crônica . mas sabe-se que a maioria dos pacientes possuem um esfíncter interno hipertônico que perpetua o processo uma vez desencadeado por algum trauma como o parto normal. superficial e dolorosa que compromete o ânus. seja responsável pelo aparecimento da fissura anal.

dando índices de recidiva de 0 a 2%. com exposição das fibras musculares brancas transversais do esfíncter anal interno e plicoma sentinela. em que é necessário a sua remoção junto com o tecido infectado circundante. no entanto. A técnica cirúrgica que atualmente confere os melhores resultados é a esfincterotomia anal interna lateral subcutânea. Recentemente o emprego tópico (endo e perianal) do dinitrato de isossorbida a 1% associado ao betanecol a 0. Tratamento Inicialmente deve ser clínico. .pequeno caroço no canal anal . O tratamento da constipação intestinal. pois até 40 % dos casos da doença cicatrizam com esta conduta. Incisão cutânea póstero-lateral esquerda Esfíncter anal interno sendo seccionado com a tesoura. Os pacientes que não respondem ao tratamento clínico em 4 a 8 semanas devem ser tratados cirurgicamente. banhos de assento mornos e preparados anestésicos e antiinflamatórios de uso tópico anal chegam a cicatrizar até 80 % das fissuras anais agudas observadas ambulatorialmente. O índice de recidiva. A fissurectomia está indicada apenas na fissura infectada. Reconhecida por uma tríade diagnóstica: plicoma sentinela . chega a ser elevado. O resultado da esfincterotomia lateral interna subcutânea (ELIS) é melhor do que o obtido pelo tratamento clínico.pequeno caroço na borda anal -. que pode ser feita até com anestesia local. a fissura anal propriamente dita e a papilite hipertrófica . a abolição do uso do papel higiênico.1% tem aumentado os índices de cicatrização em até 80 % após 4 semanas.(quase sempre de tratamento cirúrgico).Profª Glenda Agra Lesão ulcerada com bordas bem definidas.

br FISSURA ANAL A expressão Fissura Anal. que provocaria retração cicatricial e acolamento anormal da submucosa anterior do canal anal. por acolamento tecidual fibrótico. O bolo fecal volumoso e endurecido pelo ressecamento esgarça a pele da região posterior do canal anal que está intimamente aderida ao esfíncter interno. fins eróticos. a retração cicatricial que resulta do selamento de feridas anais outrora existentes enrijece localmente a circunferência do canal anal. etc. ou por acidente (empalamento. Adultos Em adultos. que acaba provocando erosões cutâneas superficiais que evoluem para fissuras. a constipação intestinal também tem sido responsabilizada pelo surgimento de fissuras anais em adultos de ambos os sexos. A diarréia também tem sido implicada como causa de fissuras anais pela acidez das fezes eliminadas. bico de dispositivos para lavagem intestinal.com. define a presença de uma úlcera superficial benigna na pele do canal anal. Provavelmente. bem como o trauma perineal que redunda do parto normal. produzindo fissuras anais posteriores por trauma sobre a região posterior do canal anal. Ainda assim. em geral. supositórios. facilmente à passagem do conteúdo calibroso. Etiologia Crianças Em crianças. não se consegue apontar uma causa que isoladamente seja responsável pelo aparecimento de fissuras anais. a fissura anal geralmente está associada à constipação intestinal. Estas duas eventualidades explicariam a maior predisposição das mulheres para fissuras anais anteriores. e não cede.Profª Glenda Agra Fonte: http://www. Da mesma forma que nas crianças. o parto normal tem sido responsabilizado pelo aparecimento de fissuras anais em mulheres. seja para fins terapêuticos (termômetros. .). tornando a pele adjacente vulnerável ao rompimento caso seja demasiadamente estirada (especialmente pela passagem de fezes duras e volumosas). destarte.colegiosaofranscisco. Traumatismos anais pela introdução de corpos estranhos no canal anal. como afecção proctológica distinta. A história de doenças anais prévias também tem sido levantada em muitos pacientes portadores de fissura anal. queda a cavaleiro) são descritos como causa de fissuras anais.

Profª Glenda Agra O tônus elevado de repouso do músculo esfíncter interno do ânus tem sido responsabilizado pelo aparecimento de fissuras anais em determinados indivíduos. costuma ser reconhecida por uma tríade diagnóstica: plicoma sentinela. Costuma cicatrizar rápida e espontaneamente e muito provavelmente a maioria de nós já a apresentou várias vezes. A fissura anal crônica. A pele anal está sendo firmemente afastada a fim de expor a ferida. Uma fissura anal primária não costuma invadir a linha pectínea. com maior ou menor expressão clínica. É comum ocorrer infecção superficial no leito da fissura. não suportaria dilatações maiores do que está acostumada a sofrer para a eliminação fecal. o canal anal cirúrgico possui cerca de 4 cm de extensão. O plicoma sentinela e a papilite hipertrófica são formados pelo edema inflamatório que resulta da presença da úlcera anal profunda que não cicatriza. (Apenas para lembrar. ao serem eliminadas em canais anais de indivíduos com hipertonia esfinctérica interna. o ânus estaria submetido normalmente a uma força maior de fechamento. mas para dentro do orifício anal. desprovida de fâneros. . que se oporia à passagem de fezes mais volumosas. fissura anal propriamente dita e papilite hipertrófica. Suas bordas são cortantes e não há endurecimento tecidual circunjacente. situados abaixo da linha pectínea. Fezes volumosas então. elevadas e arredondadas. por outro lado. Patologia A fissura anal primária tipicamente possui um formato fusiforme (assemelha-se ao formato de uma canoa) e as fibras do músculo interno do ânus podem normalmente ser vistas em seu leito. recobertos por pele modificada. romperiam o tegumento por estiramento demasiado e provocariam o aparecimento de fissuras anais. Neles. que é causa de sintomas de ânus úmido. e em alguns casos a fissura pode evoluir para a formação de um abscesso/fístula anal. trazendo-a do interior do canal anal (paciente em posição de litotomia). sendo seus 2 cm distais. Situa-se na pele modificada do canal anal. Em seu leito podem ser vistas as fibras transversas do músculo esfíncter interno e suas bordas são endurecidas. Fissura anal às 6 h (linha média posterior). abaixo da linha pectínea. Estando a pele de revestimento do canal anal ajustada anatomicamente a conviver com este canal de menor calibre.) A fissura anal pode ser aguda ou crônica. A fissura anal aguda é superficial e sua base é formada por tecido conjuntivo frouxo.

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Plicoma sentinela (paciente em posição de Sims, sentido cranial à direita). Fonte: http://www.colegiosaofranscisco.com.br A fissura anal ocorre normalmente na linha média posterior (6 h), mas em 20% das mulheres que apresentam fissura anal, a afecção costuma ser encontrada na linha média anterior (12 h). Uma explicação plausível para estes achados ainda não foi dada. A hipertonia do músculo esfíncter interno é um achado invariável em casos de fissura anal primária, não se sabe se como causa da afecção ou conseqüência dela. A exposição de terminações nervosas sensitivas no leito da fissura, provocando dor, leva à contração voluntária do esfíncter externo e o processo inflamatório presente na fissura leva à contração involuntária do esfíncter interno, que fica em estado de permanente hipertonia.

Incidência
A fissura anal em geral incide mais em homens do que em mulheres e esta difereça se faz notar principalmente a partir da segunda década de vida. Em crianças e adolescentes, no entanto, a fissura anal é uma doença mais encontrada em indivíduos do sexo feminino. A distribuição etária da fissura anal é maior entre os 20 e 40 anos de idade. É difícil de estimar a incidência da fissura anal na polulação geral, mas, num ambulatório universitário de Coloproctologia na cidade de Birmingham (Inglaterra), observou-se que 9% dos pacientes que procuravam a instituição por queixas proctológicas o faziam por causa de uma fissura anal.

Quadro Clínico
Crianças - Em geral choram ao defecar por estarem eliminando fezes volumosas e ressecadas, que rompem o tegumento anal e provocam pequeno sangramento. A fissura anal é uma das causas mais comuns de sangramento anal em crianças. Indivíduos desta faixa etária com fissura anal em geral apresentam constipação intestinal, que pode ser causa ou conseqüência da doença anal. Adultos - Os sintomas mais apresentados por adultos com fissura anal são dor ao defecar com sangramento vivo, aumento de volume orificial e, ocasionalmente, ânus úmido. No início do quadro a dor sobrevém principalmente com a defecação, mas, com a cronificação do processo, até andar pode ser doloroso, que dirá rir ou espirrar (toda a atividade que demande contração dos esfíncteres anais será cruel para com o portador de fissura anal crônica)! Em casos

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arrastados de fissura anal crônica ocorre o aparecimento do plicoma sentinela. Pode também ocorrer edema orificial pelo processo inflamatório crônico. Em situações avançadas, o ânus úmido (pela eliminação de secreções anais serosas ou seropurulentas) e o prurido anal podem ser observados. Ocasionalmente, um paciente com fissura anal crônica pode apresentar sintomas urinários, tais como polaciúria e disúria.

Diagnóstico
O diagnóstico de fissura anal é feito pelo exame físico (proctológico) do paciente. Normalmente, o diagnóstico pode ser feito apenas pela inspeção e, na maioria dos casos, é bom que não se faça nada além dela, pois os pacientes já estão apavorados com a idéia de que o exame retal vai causar-lhes uma dor insuportável. Entretanto, a inspeção deve ser adequadamente realizada, senão deixará de evidenciar a fissura. Deve-se ter em mente que o paciente, com medo, contrai voluntariamente as nádegas e, por causa da dor da fissura, apresenta o ânus demasiadamente contraído. Tudo, então, contribui para que a região da pele modificada do canal anal não seja exposta adequadamente e a fissura não possa ser evidenciada. Deve-se conquistar a confiança do paciente, acalmá-lo e examiná-lo afastando firme e continuamente a pele das nádegas justa-orificial. A tração firme e continuada da pele perianal acabará vencendo o tempo de contração tônica voluntária do esfíncter externo, que em geral não ultrapassa 30 segundos, e o orifício anal relaxar-se-á. Pede-se então ao paciente para produzir a manobra de Valsalva (fazer força para defecar) e poder-se-á observar a descida perineal, por relaxamento da musculatura levantadora do ânus e, com o relaxamento associado dos esfíncteres anais, a pele modificada do canal anal será evertida. É nela que a fissura anal será observada. O primeiro exame deve parar por aí e o paciente deverá ser tratado, para, após algumas semanas, ser reexaminado, desta vez com manobras invasivas. A presença de um plicoma externo não é sinal de que o paciente seja portador de fissura anal! Entretanto, se não for descoberta uma fissura anal à inspeção, o toque retal deverá ser realizado com cuidado, para afastar a presença de outras afecções (como um abscesso interesfinctérico ou submucoso). No segundo exame, após o tratamento inicial da fissura anal, o paciente, sem dor ou com ela acentuadamente diminuída, será submetido a um toque retal. Notar-se-á em geral uma hipertonia esfinctérica. Em casos de fissura anal crônica, as bordas da fissura estarão endurecidas e poder-se-á evidenciar a presença de um nódulo intra-anal doloroso e pediculado (a papila hipertrófica). Todos os pacientes com fissura anal devem ser examinados por meio de uma retossigmoidoscopia, para afastar a presença de afecções concomitantes. Hemorróidas são observadas em associação com fissuras anais em até 1/3 dos pacientes. Com a retossigmoidoscopia poderão ser detectadas papilas anais hipertróficas, fístulas anais, estenose anal e abscessos interesfinctéricos, todas afecções que podem cursar concomitantemente com fissuras anais. O exame retossigmoidoscópico poderá detectar também afecções não correlatas em até 11% dos casos, tais como proctite, pólipos adenomatosos, condilomas, etc.

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O exame proctológico completo com retossigmoidoscopia reveste-se de importância fundamental no diagnóstico diferencial entre fissura anal primária e secundária. A fissura anal secundária em geral não é mediana, sendo lateral; não possui formato fusiforme, sendo irregular; não é única, havendo normalmente mais de uma; apresenta bordas infiltradas e produz mais secreção do que a fissura anal primária, por cursar, em maior grau, com infecção. Também não obedece a localização da fissura anal primária, invadindo a pele perianal ou subindo além da linha pectínea, e normalmente é mais profunda, por vezes provocando destruição muscular subjacente. A fissura anal secundária pode ser observada em pacientes com Doença de Cröhn, retocolite ulcerativa idiopática, tuberculose intestinal, prurido anal, carcinoma anal, sífilis, herpes anal, cancro mole, AIDS (por herpes anal, sarcoma de Kaposi, infecção pelo citomegalovírus, ou linfoma de células B) e leucemia. Se um exame adequado do paciente não pôde ser realizado ambulatorialmente, o paciente deve ser examinado sob anestesia. No caso de fissuras anais primárias, a investigação pode cessar com a retossigmoidoscopia. Por outro lado, diante de uma fissura anal secundária, uma investigação mais completa do paciente será mandatória, com enema opaco, colonoscopia, exames hematológicos, microbiológicos e de investigação imunológica, segundo a suspeita diagnóstica levantada. Algumas vezes um paciente com uma dor muito semelhante à fissura anal, porém sem sangramento anal, poderá nada apresentar ao exame físico. Deve-se cogitar estar diante de uma caso de proctalgia fugax.

Tratamento
Todo o tratamento da fissura anal primária está voltado para o relaxamento do esfíncter interno, que, conseguido, causará desaparecimento da dor e facilitará a cicatrização da fissura. O tratamento inicial da fissura anal primária deve ser clínico, pois até 40 % dos casos da doença cicatrizam com esta conduta. Como normalmente os pacientes apresentam constipação intestinal, eles devem ser orientados a observar um dieta rica em fibras não processadas (pois as fibras adsorvem água, encorpando e amolecendo as fezes), a ingerir bastante líquidos durante o dia (para hidratar as fezes e amolecêlas) e a obedecer o reflexo gastrocólico, principalmente o matinal, após o desjejum. Deve-se aconselhar aos pacientes que abandonem o uso do papel higiênico para diminuir o trauma local à pele anal, já "sofrida" com a presença da fissura. Pomadas, geléias e cremes de uso tópico com medicações anestésicas e antiinflamatórias têm sido empregadas na prática clínica com sucesso, talvez principalmente porque alviem a dor. O amolecimento das fezes com o emprego de moderadores do trânsito intestinal (metilcelulose, ispágula ou estercúlia), que são laxantes por aumentarem o volume das fezes às custas de adsorção hídrica é fundamental em pacientes com constipação intestinal. Uma medicação útil é o pó solúvel da semente do psyllium, que amolece as fezes e provoca defecações fisiológicas e confortáveis. O emprego de banhos de assento mornos freqüentes alivia a dor da fissura anal por promover relaxamento esfinctérico. O calor úmido possui propriedades antiinflamatórias e analgésicas.

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O uso associado de moderadores do trânsito intestinal, preparados anestésicos/antiinflamatórios de uso tópico anal e banhos de assento mornos chega a cicatrizar até 80 % das fissuras anais agudas observadas ambulatorialmente. O índice de recidiva, no entanto, chega a ser elevado. Recentemente tem sido descrito o emprego tópico anal de preparados com nitroglicerina a 0,2% em veículo gelatinoso em pacientes com fissura anal. A nitroglicerina é degradada metabolicamente, liberando óxido nítrico, que é um um potente vasodilatador e provoca relaxamento da musculatura lisa. Relaxando o esfíncter interno, haverá maior possibilidade de cicatrização da fissura. Índices de cicatrização de até 80 % em 8 semanas com o emprego de preparados contendo nitroglicerina têm sido descritos, com taxa de recidiva da fissura muito baixas (< 3%). A cefaléia tem sido descrita em alguns pacientes que utilizam tal tipo de terapêutica. Atualmente estamos desenvolvendo um estudo prospectivo, randomizado, duplo cego e controlado em pacientes com fissura anal que procuram o Ambulatório Araújo Lima do Hospital Universitário Getúlio Vargas, nos quais é empregado ou um preparado com nitroglicerina 0,2% ou xylocaína geléia a 2%. O estudo encontra-se em andamento. Uma outra substância que tem sido utilizada ultimamente, com excelentes resultados, em pacientes com fissura anal é a toxina botulínica. O produto é injetado localmente e promove o relaxamento esfinctérico esperado para que a fissura cicatrize, sem apresentar a cefaléia descrita em alguns dos pacientes que utilizam os preparados à base de nitroglicerina. Por ser forma terapêutica de emprego recente, necessita de maiores estudos clínicos para ser validada. Os pacientes que não respondem ao tratamento clínico em 4 a 8 semanas devem ser tratados cirurgicamente. A técnica cirúrgica que atualmente confere os melhores resultados é a esfincterotomia anal interna lateral subcutânea, que pode ser feita até com anestesia local (bloqueio hemorroidário inferior). Nela, após a anestesia, introduz-se uma lâmina 11 de bisturi no sulco interesfinctérico (existente entre os esfíncteres anais interno e externo) na posição das 3 h (olhando-se de frente para o orifício anal do paciente em posição de litotomia) e secciona-se o terço inferior do esfíncter interno, sem causar lesão no revestimento interno do canal anal. A pequena ferida cirúrgica orificial resultante cicatrizará horas depois e o paciente normalmente obtém alívio imediato da dor. Não há necessidade de excisar a fissura, o plicoma ou a papila hipertrófica, pois em geral, com a cicatrização da fissura, estes dois últimos apresentarão redução de volume. Quando o plicoma e a papila forem exageradamente hipertróficos, eles poderão ser excisados, mas a esfincterotomia sempre deve ser feita lateralmente, e nunca no leito da fissura, para que não ocorra incontinência pós-operatória. O tratamento de fissuras anais secundárias está voltado primeiramente para o tratamento da doença de base. Na maioria das vezes, controlando esta, a fissura acaba cicatrizando. Quando não, procede-se ao tratamento como para a fissura anal primária.

Prognóstico
O tratamento clínico da fissura anal primária é eficaz em cerca de 70% dos pacientes sem plicomas sentinelas e em apenas 47% dos com. Neles, apesar de um elevado índice de cicatrização inicial com as medidas clínicas adotadas, a fissura acaba retornando. O resultado da esfincterotomia lateral interna subcutânea (ELIS) é melhor do que o obtido pelo tratamento clínico, dando índices de recidiva de apenas em média 0 a 2 %.

As hemorróidas são classificadas em dois tipos. com ela. caíram para em média 6% com a ELIS. e aquelas que aparecem fora do esfíncter externo e que são chamadas de hemorróidas externas. 50% das pessoas têm hemorróidas de alguma forma.Profª Glenda Agra Após o advento da ELIS os índices de complicações da cirurgia da fissura anal diminuíram acentuadamente. só ocorrem graus menores de incontinência. comuns nos métodos cirúrgicos antigos de tratamento de fissuras anais. Fonte: itmedicina. Graus variados de incontinência. As que acontecem acima do esfíncter anal e que são chamadas de hemorróidas internas. Até a idade de 50 anos. e.med.br HEMORROIDECTOMIA Hemorróidas são porções dilatadas das veias no canal anal. A gravidez é conhecida por iniciar ou agravar as hemorróidas existentes. . em geral. Elas são muito comuns.

se isso falhar. emolientes e supositórios contendo anestésicos. Isso pode levar à isquemia da área e a uma necrose eventual. um laxante que absorva água à medida que passe através dos intestinos pode ajudar.uach.Constipação crônica .Profª Glenda Agra Fonte: http://mingaonline. Principais causas e fatores de risco da doença hemorroidária são: 1. Os sintomas das hemorróidas e o desconforto podem ser aliviados por uma boa higiene pessoal e evitando-se força excessiva durante a evacuação.Costume de permanecer no vaso sanitário longamente 4. e são a causa mais comum de sangramento vermelho-vivo que ocorre com a defecação. Hemorróidas externas estão associadas com intensa dor devido à inflamação e edema causados pela trombose ( a coagulação do sangue dentro das hemorróidas).Esforço excessivo e prolongado para evacuar 3.Trabalhar em pé 5. Banhos de assento.Predisposição genética 2. Uma dieta rica em resíduos e que contenha frutas e farelos pode ser todo o tratamento necessário.Gestação 7.Obesidade 6. adstringentes e repouso no leito são medidas que permitem resolver o ingurgitamento. Hemorróidas internas geralmente não são dolorosas até elas sangrarem ou prolapsarem quando se tornam muito grandes.cl As hemorróidas causam coceira e dor.

Idade avançada 10.INJEÇÃO DE ESCLEROSANTE Indicações: Hemorróidas grau I e II em pacientes que não toleram a ligadura elástica ou como medida complementar a esta.Inatividade e sedentarismo 11.Diarréia crônica 9. ligadura acidental da espessura completa da parede retal prolapsada.Injeção submucosa de esclerosantes 3.Hemorroidectomia convencional 5.Profª Glenda Agra 8. . 2. discrasias sanguíneas ou uso de coagulantes.LIGADURA ELÁSTICA Indicações: Casos de grau II e casos selecionados de grau III. prolapso que não pode ser reduzido e pode estrangular Tratamento cirúrgico 1. mas não para prolapsos. É eficaz para evitar sangramentos.Fotocoagulação com infravermelho 4.Ligadura elástica 2.Prostatismo Classificação da hemorróida interna GRAU I :Sangramento recorrente isolado GRAU II: Sangramento e prolapso reversível espontaneamente GRAUIII:Sangramento e prolapso que exige redução manual GRAUIV:Sangramento. Complicações: dor intensa. Contra-indicações: Hemorróidas abaixo da linha dentada imunossuprimidos. ou externas. infecção local e sepse.Hemorroidectomia com grampeador circular 1.

É conhecido por causar infecção perineal. O tecido distal preso pelo elástico necrosa após muitos dias e se desprende. Após esse período. 4. . Na técnica semi-fechada. Um tratamento cirúrgico conservador de hemorróida interna é procedimento de ligadura com elástico. com calor local e pomadas proctológicas antiinflamatórias é mais apropriado. o tratamento clínico. Como emergência. mas a dor e o risco de abscesso são menores. A hemorróida é visualizada através do anoscópio.Profª Glenda Agra 3. as bordas são aproximadas com 1 a 3 pontos separados. fechada ou semifechada: Após a hemorróidectomia. Apesar de esse tratamento ter sido satisfatório para alguns pacientes.HEMORROIDECTOMIA EXCISIONAL Indicações: Hemorróidas volumosas de grau III e hemorróidas grau IV. nos casos de trombose e encarceramento com necrose tecidual. A cirurgia pode ser feita ambulatoriamente como emergência nas 48 horas. Ocorre a fibrose e. Um pequeno elástico é então colocado na hemorróida. a cicatrização é mais lenta. e a sua porção proximal acima da linha mucocutânea é presa com um instrumento. assim. Com a técnica aberta. mostrou-se doloroso para outros e passível de causar hemorragia secundária. Casos mistos (hemorróidas internas e externas). Cuidados pré-operatórios: Clister glicerinado 3 a 4 horas antes da cirurgia Técnica aberta. O tratamento cirúrgico consiste em excisão do tecido trombosado sob anestesia local e cicatrização por 2ª intenção. a mucosa anal inferior é puxada para cima e adere ao músculo subjeacente. as áreas cruentas podem ser deixadas sem sutura para cicatrização por segunda intenção ou fechadas com pontos absorvíveis. Casos refratários ao tratamento com bandas elásticas ou esclerosantes.HEMORROIDECTOMIA POR GRAMPEAMENTO Hemorróidas externas trombosadas podem ser tratadas clinicamente ou cirurgicamente.

Apesar de ser relativamente indolor. Após completado o procedimento cirúrgico. o esfíncter anal é geralmente dilatado de forma digital. FIGURA 1. . excisadas. esse procedimento não é muito usado porque a drenagem é malcheirosa e a cicatrização prolongada.Profª Glenda Agra Hemorroidectomia criocirúrgica é outro método para remover hemorróidas e envolve congelar o tecido da hemorróida por um tempo suficiente para causar necrose. então. particularmente das externas. Hemorragia e abscesso são complicações pós-operatórias raras. que precisam ser tratadas por meio de cirurgias mais extensas. pedaços de Gelfoam ou gaze Oxycel podem ser colocados sobre as feridas anais. Hemorroidectomia ou excisão cirúrgica pode ser realizada para remover todo o tecido redundante envolvido no processo. O laser Nd:YAG tem sido útil recentemente na excisão das hemoróidas. um pequeno tubo pode ser inserido através do esfíncter para permitir o escape de flatos e sangue. previa disección del paquete hemorroidal externo. O tratamento é rápido e relativamente sem dor. Se aprecia el complejo hemorroidal interno tomado de manera longitudinal con pinza recta. ou são ligadas e. Durante a cirurgia. Os métodos de tratar hemorróidas aqui descritos não são eficazes nos casos de veias trombosadas avançadas. e as hemorróidas são removidas com um grampo ou cauterizadas.

Profª Glenda Agra FIGURA 2. Sutura corrida por sobre la pinza recta hasta la línea pectínea.cl . Fonte: http://mingaonline. El punto de material reabsorbible se pasa y anuda en el extremo de la pinza. FIGURA 3. FIGURA 4.uach. La resección de los plexos se realiza con tijera o bisturí frío.

são administrados conforme prescrição médica. Os pacientes terão mais adesão ao tratamento e ficarão menos apreensivos se eles estiverem sem dor. 24 horas após a cirurgia.Profª Glenda Agra Ações de enfermagem 1. Compressas úmidas saturadas com partes iguais de água fria loção de hamamélis ajudarão a aliviar o edema. anti-sépticos. para prevenir a maceração da pele. adstringentes. Laxativos dessa massa. . Banhos de assento. O paciente é aconselhado a reservar um tempo para o funcionamento intestinal e prestar atenção na vontade de defecar o mais rápido possível. porque essa posição promove a saída da drenagem do líquido edematoso. assim como gelo e substâncias analgésicas e opióides potentes (Codeína ou Tramadol) Compressas mornas podem promover circulação e aliviar os tecidos irritados. quando sentado ajudarão a diminuir a dor. Quando as compressas úmidas são usadas continuamnete. O paciente é instruído para ficar sentado em intervalos. tranquilizantes e antieméticos.A ingesta de pelo menos 2 litros de água diariamente é encorajada para fornecer uma hidratação adequada. Durante as primeiras 24 horas após a cirurgia retal. O tratamento da dor é a principal consideração. Almofadas debaixo das nádegas. A administração de um analgésico antes da movimentação intestinal pode ser benéfica. agentes anestésicsos locais podem ser benéficos para aliviar a irritação e dor local. como o Metamucil e amolecedores de fezes. podem ocorrer espasmos dolorosos do esfíncter e dos músculos perineais. Medicamentos podem incluir anestésicos tópicos (supositórios). Pode ser de ajuda o paciente fazer exercícios de relaxamento antes de defecar para relaxar os músculos perineal e abdominal que possam estar contraídos ou em espasmo. O paciente é encorajado a assumir uma posição confortável. vaselina deverá ser aplicada ao redor da área anal. 3 a 4 vezes por dia aliviarão a irritação e a dor pelo relaxamento do espasmo de esfíncter. Alimentos ricos em fibras são recomendados para promover uma massa de fezes e fazer a matéria fecal passar mais facilmente pelo reto.

no pós-operatório há reflexo do esfíncter na saída da bexiga.Monitorizando as complicações: O local deve ser observado. Portanto. anti-sépticos tranqüilizantes e antieméticos. 4. Todos os métodos para encorajar o paciente a urinar voluntariamente deveriam ser tentados antes de lançar mão do cateterismo. substâncias analgésicas. banhos de assento (3 a 4 x por dia). O paciente é instruído para ficar sentado em intervalos. Dieta rica em fibras para facilitar o trânsito intestinal.Compressas úmidas saturadas com partes iguais de água fria e loção de hamamélis ajudarão a aliviar o edema.Profª Glenda Agra Urinar pode ser um problema no pós-operatório. 3. 7. A vaselina previne a maceração da pele. 2. notifica ao médico. ocorrem espasmos dolorosos do esfíncter e dos músculos perineais. quanto à presença de sangramento retal. Paciente é encorajado a responder prontamente à vontade de evacuar. Banhos de assento devem ser dados após cada eliminação intestinal. porque essa posição promove a saída da drenagem dependente do líquido edematoso. analgesic. alimentos ricos em fibras. faz-se : almofadas debaixo das nádegas.Para aliviar a constipação: 2 litros de água. acarretando dor. Compressas úmidas e quentes são evitadas uma vez que encorajam a dilatação e o sangramento das veias. adstringentes. compressas mornas. 5.Aliviar a dor: 24 horas após a cirurgia retal. durante 1 a 2 semanas após a cirurgia. agentes anestésicos locais ou supositórios.Promovendo a eliminação urinária: geralmente. FÍSTULAS ANAIS E FISSURAS ANAIS Pós-operatório 1. HEMOROIDECTOMIA.Promovendo o cuidado domiciliar: Evitar esfregar a área com papel higiênico. 6. Lembrar de Semio*. por causa do espasmo reflexo do esfíncter na saída da bexiga e uma certa quantidade de represamento muscular devido à apreensão e À dor. laxativos (metamucil = absorve água). . gelo. Se sangramento.

picos febris. ferida cirúrgica Monitorizar Temperatura. pulso rápido e elevação da temperatura. Preparar para drenagem cirúrgica. Administrar antibióticos CPM. Assegurar reposição adequada de líquidos e eletrólitos. Preparar o paciente para cirurgia se a condição deteriorar. Administrar antibióticos CPM. mecânica e infecção (infecção Avaliar o paciente para dor como cólica da ferida intermitente. Preparar para descompressão do tubo intestinal. Administrar antibióticos prescritos se o paciente tiver sintomas de peritonite. Obstrução intraperitoneal abdominal) Condições (peritonite) sépticas intra-abdominais Avaliar o paciente para náuseas. Administrando antibióticos CPM. Assistir no estabelecimento da drenagem local. Observar o aparecimento súbito de muita Formação de abscesso Complicações (infecção) da Rompimento da ferida . soluços. Observar para hiperemia. Administrar líquidos e eletrólitos via endovenosa CPM. informar temperatura elevada. náuseas e vômitos. Instituir terapia parenteral de líquidos e eletrólitos CPM.Profª Glenda Agra COMPLICAÇÕES POTENCIAIS E PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM APÓS A CIRURGIA INTESTINAL Complicação Ìleo paralítico Prescrição de Enfermagem Iniciar ou manter a sondagem nasogástrica CPM. Preparar o paciente para procedimento de drenagem. Aplicar compressas úmidas CPM. Obter espécime de material de drenagem para a cultura e estudos de sensibilidade. calafrios. taquicardia. Preparar o paciente para estudos de Raios X. sensibilidade e dor ao redor da ferida. Monitorizar para evidência de dor abdominal constante ou generalizada.

1996. REFERÊNCIAS BARROS.. fístulas) (deiscência Preparar o paciente para a cirurgia. Cobrir a área da ferida com toalhas estéreis presas no local com uma faixa. W. SUDDARTH. D. Assistir na descompressão intestinal.C. E. E. Rio de Janeiro: SENAC/DN/DEP. BRUNNER. M. E. fisiopatológicas e técnicas cirúrgicas. F. Enfermagem em clínica cirúrgica. et al. S.Profª Glenda Agra drenagem serosa na ferida. A.. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2000. GOFFI. 2002. V. São Paulo: EPU. Tratado de enfermgem médico-cirúrgico. Administrar líquidos parenterais CPM para corrigir deficiências hidroeletrolíticas.A. 1986.D.. CINTRA. NUNES.S. Técnica cirúrgica: bases anatômicas. Complicações anastomóticas da anastomose. Assistência de enfermagem ao paciente crítico. NISHIDE. Preparar o paciente imediatamente para a cirurgia. Enfermagem cirúrgica.M. KAWAMOTO.2007. São Paulo: Atheneu. São Paulo: Atheneu. L. .S.

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