ENFERMAGEM

Profª Glenda Agra

ENFERMAGEM CIRÚRGICA

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1.CLÍNIA CIRÚRGICA: É a unidade hospitalar organizada, segundo um conjunto de requisitos que se torna apta a receber pacientes para tratamento cirúrgico em regime de internamento. 2.OBJETIVOS: Proporcionar ambiente terapêutico adequado aos pacientes com afecções clínicas diversificadas, em regime de internação. Manter elevado padrão da assistência, mediante planejamento, execução e avaliação das atividades de enfermagem. 3.DEPENDÊNCIAS: Enfermarias, expurgos, isolamentos, postos de enfermagem, repousos médicos e de enfermeiros, rouparias, sala de chefia de enfermagem, sala de curativos, sala de prescrição. 4.RELAÇÃO COM OUTROS SERVIÇOS: Almoxarifado, ambulatório, central de hemoterapia, CME, centro cirúrgico, CTI, CCIH, demais unidades de internação, divisão de enfermagem, farmácia, recepção e SAME. 5.POSIÇÃO ADMINISTRATIVA: O serviço de enfermagem da clínica está diretamente subordinado à divisão de enfermagem. 6.PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DA CLÍNICA CIRÚRGICA: Enfermeirogerente no horário da manhã. Enfermeiros: horários: manhã, tarde, noite. Auxiliares e Técnicos de enfermagem: horários: manhã, tarde, noite. Auxiliares operacionais de serviços: horários: manhã, tarde, noite. Auxiliares administrativos: horário comercial. 7.DIVISÃO DOS TURNOS DE TRABALHO: 1º TURNO: Manhã : 7:00 às 13:00h 2º TURNO: Tarde: 13:00 às 19:00h 3º TURNO: noite: 19:00 às 7:00h NORMAS E ROTINAS DA CLÍNICA CIRÚRGICA ROTINA DA MANHÃ Enfermeiro Assistencial : Assistir ao paciente. Enfermeiro Coordenador: Elabora as escalas e coordena o setor de enfermagem. Enfermeiro Responsável-técnico: Responsável por todos os outros profissionais de enfermagem, mediante o COREN.

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-Apresentar-se para receber o plantão; -Confirmar a presença de funcionários escalados; -Tomar conhecimento da escala das atribuições de tarefas e avisos; -Refazer a escala de atribuições, SN -Informar à Coordenação de enfermagem da unidade, as possíveis ausências e ocorrências; -Ler relatório geral para se inteirar das ocorrências; -Verificar exames a serem encaminhados; -Checar com os funcionários do horário, o encaminhamento de pacientes para o Centro Cirúrgico feito às 6:30h; -Verificar preparo de pacientes para exames; -Supervisionar o preparo de pacientes para cirurgias “a seguir” (AS) e encaminhá-los ao bloco cirúrgico, após solicitação. -Registrar no prontuário do paciente, os exames e cirurgias realizadas, os preparos para exames e cirurgias, exames e cirurgias não realizadas, alegando o motivo; -Realizar processo de enfermagem; -Receber paciente pós-cirurgia.

ROTINAS DA TARDE -Todos acima, exceto realização de alguns exames. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM GERAL AO PACIENTE CIRÚRGICO -Admissão ao paciente na unidade cirúrgica; -Preparar o leito antecipadamente; -Receber o paciente; -Apresentar o paciente à equipe; -Proceder de acordo com a rotina do serviço; -Entrevistar o paciente e realizar exame físico; -Preparar prontuário;

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-Verificar SSVV, peso e mensuração; -Observar estado geral do paciente; -Fazer anotações de enfermagem; -Arrolar roupas e valores; -Orientar o paciente; -Comunicar o médico; -Providenciar alimentação, medicação, etc. PREPARO PSICOLÓGICO -Visa reduzir as complicações intra e pós-operatórias; -Estudo completo das condições fisiológicas e psicológicas; -Avaliar tensão, ansiedade e nervosismo; -Buscar meios que minimizem anseios; -Solicitar o serviço de psicologia; -Pacientes orientados recuperam-se mais rápido; PREPARO FÍSICO Inicial -Melhor esclarecimento do diagnóstico; -Adequar o estado geral do paciente à cirurgia; -Inicia-se da admissão às 24h que antecede o pré-operatório imediato A enfermagem -Realiza exame físico; -Investiga determinantes que poderão afetar negativamente a cirurgia. Ex: idade, doenças. -Providencia e prepara o paciente para exames laboratoriais e outros; -Controla SSVV; -Realiza controle hidroeletrolítico; -Observa estado nutricional;

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-Orienta, estimula e administra medicamentos; -Ensina exercícios respiratórios; -Orienta quanto à higiene; -Tabagistas orientados a não fumar ou reduzir o vício; -Identifica e cuida das anormalidades que possam trazer complicações no préoperatório.

PERÍODOS OPERATÓRIOS

1.PRÉ-OPERATÓRIO MEDIATO OU TARDIO: Desde a admissão até o início do período pré-operatório imediato. 2.PRÉ-OPERATÓRIO IMEDIATO: Primeiras 24h que antecede o ato cirúrgico. 3.TRANS-OPERATÓRIO: Momento da cirurgia. 4.PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO: São as primeiras 24h após o ato cirúrgico. 5.PÓS-OPERATÓRIO MEDIATO OU TARDIO: São as 24 h subseqüentes do período pós-operatório, até a sua alta hospitalar. A CIRURGIA OBJETIVA: - Remover as possíveis fontes de infecção; -Preparar o paciente para a cirurgia; -Pré-operatório imediato: Inicia-se 24h que antecede a cirurgia. A ENFERMAGEM -Verificar listas de aviso cirúrgico; -Colhe sangue para tipagem sanguínea; -Observa alterações na sintomatologia; -Verifica SSVV; -Promove banho corporal; -Troca roupa de cama;

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-Avalia as condições gerais de higiene do paciente (retira esmalte, corta unhas); -Realiza preparo intestinal; -Orienta sobre o jejum (de acordo com a cirurgia = 8 a 12h). NO DIA DA CIRURGIA -Verifica se os preparos foram realizados; -Verificar e manter o jejum; -Retirar próteses; -Comunicar anormalidades; -Remover grampos, maquiagem; -Vestir roupas limpas; -Retirar jóias e adornos e notificar em livro; -Solicitar esvaziamento da bexiga; -Cateterismo deve se realizado no BC; -Controlar SSVV; -Administrar medicação pré-anestésica 45 minutos antes da cirurgia; -Fazer anotações e checar; -Revisar prontuário; -Transportar o paciente ao BC na hora marcada e de forma confortável; -Acompanhar o paciente até o recebimento do BC; -Controvérsias: Tricotomia. PREPARO ESPIRITUAL: Manter diálogo e questionar o paciente quanto à necessidade de padre, pastor ou outro representante de Deus, conforme a religiosidade.

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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO OBJETIVO: -Proporcionar assistência qualificada; -Vigilância contínua centralizada nas necessidades apresentadas; -Detectar precocemente complicações pós-operatórias. PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM: -Receber relatório contendo informações no intra-operatório; -Admitir o paciente na unidade em livro de admissão; -Evoluir o paciente; -Avaliar o estado geral do paciente; -Verificar SSVV; -Atentar para infiltração ou obstrução da hidratação periférica; -Avaliar o nível de consciência: Consciente, semi-consciente, inconsciente, narcose, -Prevenir a detectar precocemente problemas respiratórios, que levam a hipoxemia devido a obstrução hipofaríngeo; -Observar posicionamento do tubo endotraqueal; -Conectar em respirador mecânico SN; -Auxiliar nos procedimentos de desmame e extubação; -Verificar FR, presença de cianose e expansibilidade torácica; -Instalar oxigênio sob cateter nasal; -Aspirar secreções; -Verificar FC, ritmo, perfusão periférica; -Monitorizar o paciente; -Realizar ECG; -Observar posicionamento de drenos, sondas e infusões venosas; -Conectar funcionamento dos drenos e caracterizá-los.

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Padrão de prescrições de enfermagem para o cuidado pós-operatório do paciente durante a admissão na unidade clínica

1.Examinar a respiração e instalar oxigênio suplementar, se prescrito.

2.Monitorizar os sinais vitais e observar a pele quanto ao calor, umidade e coloração.

3.Avaliar o local da cirurgia e os sistemas de drenagem da ferida.

4.Avaliar o nível de consciência, a orientação e a capacidade para movimentar as extremidades.

5.Conectar todos os tubos de drenagem por gravidade ou por aspiração, se prescrito e, monitorizar intensivamente os sistemas de drenagem.

6.Avaliar o nível e as características da dor ( localização e qualidade) e horário, tipo e via de administração da última medicação analgésica.

7.Posicionar o paciente para promover o conforto, segurança e expansão pulmonar.

8.Avaliar as linhas endovenosas quanto à permeabilidade, assim como as infusões quanto à freqüência correta de fluxo e tipo de solução.

9.Avaliar o débito urinário no sistema de drenagem fechada ou a necessidade do paciente de urinar e distensão da bexiga.

10.Reforçar a necessidade de iniciar a respiração profunda e os exercícios para as pernas.

11.Posicionar ao alcance do paciente a campainha de chamada, a cuba-rim, as lascas de gelo ( se permitido) e a comadre ou o papagaio.

6. 4. Proporcionar informação para o paciente e família. os níveis de eletrólitos.Profª Glenda Agra 12. 9. 11.Iniciação dos líquidos orais ( a menos que contra-indicado pelo tipo de cirurgia).Iniciar o oxigênio suplementar.Avaliação e interpretação da ingestão e excreção. da pressão arterial.Avaliação e tratamento da incisão cirúrgica.Avaliação do débito urinário e da capacidade de urinar voluntariamente. hemoglobina e hematócrito. Resumo de cuidado de enfermagem no período pós-operatório imediato 1.Avaliação e interpretação da freqüência cardíaca. 8. profundidade e qualidade.Posicionamento quanto ao conforto. . 5. 10.Avaliação e interpretação da freqüência respiratória. da coloração e umidade da pele.Avaliação do estado mental.Iniciação dos exercícios de pernas e calçamento de meias antiembolismo ou o dispositivo de compressão pneumática. 7. os exercícios respiratórios ou o uso do espirômetro de incentivo. 3. expansão pulmonar e prevenção da aspiração.Avaliação e tratamento das náuseas e dos vômitos. 2.

Manutenção da segurança do paciente.Profª Glenda Agra 12. sinais e sintomas de complicações e medidas preventivas. encaminhamentos para o cuidado domiciliar.Avaliação e tratamento das necessidades psicossociais do paciente e da família. 13.Regime terapêutico continuado. Necessidades de instruções ao paciente após a cirurgia Todos os pacientes no pós-operatório precisam de informação e instrução nas seguintes áreas: 1.O procedimento cirúrgico que foi realizado e quaisquer alterações permanentes na estrutura anatômica ou função. incluindo: medicação. dieta. gerenciamento do estresse) 6.Complicações potenciais. atividade progressiva.Consultas de acompanhamento com cirurgião ou outros profissionais .Recursos comunitários.Intervenções para adaptar quaisquer alterações permanentes na estrutura ou função. 3. 2.Atividades de promoção da saúde sugeridas ( ex: cessação do tabagismo. incluindo atividades a serem evitadas. 7. terapias adjuntas. 4. cuidado da ferida 5.

-Cirurgias de Porte III (Grande perda de líquidos. eletrólitos e sangue): Transplantes. eletrólitos e sangue): Histerectomia. Exemplos: Infecção aguda da vesícula. *De acordo com o objetivo . reparação vaginal. Indicação para a cirurgia: A não realização da cirurgia não é catastrófica. mamoplastia. obstrução vesical ou intestinal. apendicectomia -Cirurgias reparadoras/reconstrutoras (plásticas): Ex: Blefaroplastia. queimaduras extensas. hérnia simples. fratura de crânio. feridas por armas de fogo ou branca. Exemplos: Reparação de cicatrizes. . colostomia -Cirurgias radicais: Ex: Mastectomia total. biópsias *Risco Cardiológico -Cirurgias de Porte I (Pequena perda de líquidos. cálculos renais ou uretrais. o distúrbio pode ser ameaçador à vida. cirurgias neurológicas.CIRURGIA DE URGÊNCIA: O paciente precisa de atenção rápida. Prostatectomia. Exemplos: Sangramento grave. cirurgias cardíacas. Indicação para a cirurgia: Dentro de 24 a 30h.CIRURGIA ELETIVA: O paciente pode ser operado.Profª Glenda Agra CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS *De acordo com o atendimento 1. ritidoplastia. eletrólitos e sangue): Cirurgias oftálmicas e otorrinolaringológicas -Cirurgias de Porte II (Média perda de líquidos.CIRURGIA DE EMERGÊNCIA: O paciente necessita de atenção imediata.Cirurgias paleativas: Ex: Paracentese. 2. Indicação para a cirurgia: Sem demora. -Cirurgias para diagnóstico: Ex: Cateterismo cardíaco. 4.

da orofaringe. Debridamento de queimados. Ex: Cirurgia do cólon. Fraturas expostas (10h após o ocorrido). gástrica. respiratórios ou urinário sem contaminação significativa. Cirurgias em que não ocorre penetração nos tratos digestivo. C. Feridas traumáticas limpas (até 10h após o trauma). bem como todas aquelas em que tenham ocorrido falhas técnicas grosseiras. Câncer. C. respiratório e urinário. gástrica ou duodenal. Procedimento cirúrgico ortopédico.CIRURGIA LIMPA: São aquelas realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação. amigdalectomia -Cirurgias de Porte II (De 2 a 4h):Histerectomia. curetagem uterine. grande contaminação a partir do trato digestivo.Profª Glenda Agra *Duração do procedimento -Cirurgias de Porte I (Até 2h): Cesariana. cuja descontaminação é difícil ou impossível. Cardíacas prolongadas com circulação extracorpórea. C. bucal e dentária. Anastomose portocava e esplenorrenal.CIRURGIA POTENCIALMENTE CONTAMINADA: São aquelas realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecido de difícil descontaminação. Quando ocorre penetração nos tratos digestivos. Intestino delgado (eletiva). na ausência de supuração local. Cirurgias limpas com drenagem. gastroduodenopancreatectomia *Potencial de contaminação 1. C. Ex: Artroplastia do quadril. Presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de 2ª intenção. Ortoplastia. 2. cirurgias eletivas atraumáticas com cicatrização de 1ª intenção e sem drenagem. Colecistectomia. Ooforectomia. Neurocirurgias.CIRURGIA CONTAMINADA: São aquelas realizadas em tecidos traumatizados recentemente e abertos. 3.Cardíaca. Enxertos cutâneos. Úlcera gástrica e C. C. Herniorrafia. C. Mastectomia. colecistectomia -Cirurgias de Porte III (De 4 a 6h):Revascularização cardíaca. Ex: Histerectomia abdominal. por obstrução duodenal. na ausência de processo infeccioso e inflamatório e com falhas técnicas discretas no transoperatórios. . das vias biliares sem estase ou obstrução biliar. crsniotomia -Cirurgias de Porte IV (+ de 6h): Transplantes. Obstrução biliar ou urinária. C. na ausência do processo infeccioso e inflamatório local ou falhas técnicas grosseiras. C. colonizados por flora bacteriana abundante.

TERMINOLOGIA ASSÉPTICA Assepsia: são meios utilizados para não contaminar uma área isenta de microorganismos. Presença de vísceras perfuradas. inclusive a esporulada. Anti-séptico: é o produto químico utilizado para a realização da anti-sepsia. Desinfecção: é o processo de destruição de microorganismos patogênicos ou não. abdominal com presença de exsudato e conteúdo de cólon.Profª Glenda Agra 4. Anti-sepsia: é a utilização de um produto anti-séptico numa área contaminada (tecido humano). Nefrectomia com presença de infecção. na forma vegetativa (não esporulada) de artigos semi-críticos através de meios físicos e químico. Germicidas: são produtos ou substâncias capazes de destruir indiscriminadamente ou seletivamente microorganismos à temperatura ambiente. do reto e ânus com exsudato. Limpeza: é o fundamental para a remoção de matéria orgânica presente nos artigos. Corpos estranhos e Feridas de origem suja. fungos e vírus em artigos. Ex: C. em presença do processo infeccioso(supuração local). Desinfectantes: são substâncias químicas capazes de destruir todas as formas vegetativas de bactérias. Esterilização: é o procedimento utilizado para a completa destruição de todas as formas de vida microbiana. Colecistectomia por colecistite aguda com empiema. Degermação: consiste na eliminação dos microorganismos patogênicos das mãos e dos antebraços da equipe cirúrgica. . Sanificação: É o processo de destruição de microorganismos patogênicos ou não. em áreas físicas consideradas limpas.CIRURGIA INFECTADA: São intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou órgão. C.Tecido necrótico.

e o segundo elemento diz respeito à técnica ou procedimento executado. 1º ELEMENTO Adeno SIGNIFICADO Glândula 1º ELEMENTO Láparo SIGNIFICADO Cavidade abdomina Laringe Rim Nervo Olho Angio Artro Blefaro Cisto Vaso Articulação Pálpebra Bexiga Laringe Nefro Neuro Oftalmo . Laringo + scopia = laringe + ato de ver. Formação de palavras Conhecendo a disposição dos elementos e seu significado teremos a designação dos diversos tipos de intervenções cirúrgicas. em sua maior parte. observar. O primeiro elemento de composição da palavra se refere a um órgão. Vejamos alguns elementos de origem grego-latina comumente empregados em enfermagem cirúrgica e seus respectivos significados. aparelho ou parte do corpo humano.Profª Glenda Agra TERMINOLOGIA CIRÚRGICA A terminologia técnica utilizada pelos profissionais da área de Saúde é constituída. de palavras formadas pela composição de elementos gregos e latinos. a ação praticada ou patologia.

PROCEDIMENTO PARA REMOÇÃO PROCEDIMENTO DE PARA REMOÇÃO DE . observar Comunicação entre dois órgãos ocos ou entre um órgãos e pele Corte Pexia Plastia Ráfia Scopia Stomia Tomia Vejamos os principais nomes de procedimentos cirúrgicos em que o segundo elemento da composição é ectomia (remoção).Profª Glenda Agra Colecisto Colo Colpo Entero Flebo Gastro Hepato Hístero Ooforo Vesícula Cólon Vagina Intestino Veia Estômago Fígado Útero Ovário Ooforo Orqui Osteo Oto Procto Rino Salpingo Traqueo Ovário Testículo Osso Ouvido Reto Nariz Trompa Traquéia 2º ELEMENTO Ectomia SIGNIFICADO Remoção total ou parcial Fixação de um órgão Reconstituição estética ou restauradora de uma parte do corpo Sutura Ato de ver.

Parte do fígado Útero Lobo de um órgão Mastectomia Miomectomia Nefrectomia Ooforectmia Pancreatectomia Pneumectomia Prostatectomia Mama Mioma Rim Ovário Pâncreas Pulmão Próstata Retossigmoidectomia Reto e sigmóide Salpingectomia Trompa Hepatetomia Histrectomia Lobectomia Apresentamos . desta vez. denominações de outras cirurgias.Profª Glenda Agra Apendicectomia Cistectomia Colecistectomia Colectomia Embolectomia Esofagectomia Esplenectomia Facectomia Gastretomia Hemorroidectomia Laminectomia Apêndice Bexiga Vesícula biliar Cólon Êmbolo Esôfago Baço Cristalino Estômago Hemorróidas Excisão da lâmina vertebral para expor os componentes neurais do canal espinhal. terminadas em pexia ( fixação): PROCEDIMENTO Cistopexia Histeropexia Nefropexia PARA FIXAÇÃO DE Bexiga Útero Rim . ressecando então. a seguir. o tecido doente ou danificado.

como demonstrado a seguir: PROCEDIMENTO Blefarorrafia Colporrafia Gastrorrafia Herniorrafia Osteorrafia Palatorrafia Perineorrafia Perinorrafia PARA SUTURA DE Pálpebra Vagina Estômago Hérnia Osso Fenda palatina Períneo Tendão . denominações de procedimentos onde o segundo elemento é ráfia ( sutura). como mostramos a seguir: PROCEDIMENTO Blefaroplastia Mamoplastia Piloroplastia Queiloplastia Rinoplastia Ritidoplastia Salpingoplastia PARA RECONSTITUIÇÃO DE Pálpebra Mama Piloro Lábio Nariz Face Trompa Há ainda.Profª Glenda Agra Retinopexia Orquidopexia Retina Testículo Outros procedimentos cirúrgicos têm seus nomes terminados em plastia (reconstituição).

na artroscopia. desta vez. o artroscópio. compostos com o elemento scopia ( observação): PROCEDIMENTO Artroscopia Broncoscopia Cistoscopia Colonoscopia Colposcopia Endoscopia Esofagoscopia Gastroscopia Laringoscopia Laparoscopia Retossigmoidoscopia Ureteroscopia Uretroscopia PARA OBSERVAÇÃO DE Articulação Bronquios Bexiga Cólon Vagina Órgãos internos Esôfago Estômago Laringe Cavidade abdominal Reto e sigmóide Ureter Uretra Ressaltamos ainda que nos procedimentos relacionados à observação interna dos órgãos utilizam-se vários aparelhos como. por exemplo. na retossigmoidoscopia. e o retossigmoidoscópio. PROCEDIMENTO ÓRGÃO EM COMUNICAÇÃO COM A PELE . o broncoscópio. na laparoscopia.Profª Glenda Agra Vamos analisar outros nomes de procedimentos. na broncoscopia. Vejamos agora os principais nomes de cirurgias cujo segundo elemento de formação é stomia ( comunicação entre dois órgão ocos ou entre um órgão e a pele). o laparoscópio.

por exemplo. termos ou expressões médicas freqüentemente utilizadas em clínicas cirúrgicas.Profª Glenda Agra Cistotomia Colostomia Gastrostomia Jejunostomia Traqueostomia Bexiga Cólon Estômago Jejuno Traquéia Finalmente. Artrodese Biópsia Cauterização . através do bisturi elétrico. as principais denominações de procedimentos cirúrgicos terminadas em tomia (corte): PROCEDIMENTO Episiotomia CORTE DA (O) Vulva Abdômen Tórax Traquéia Ureter Canal deferente Laparotomia Toracotomia Traqueotomia Ureterotomia Vasectomia Existem. ainda. Eis alguns deles: Amputação Anastomose Remoção de uma parte do corpo Conexão de dois órgãos tubulares. geralmente por sutura Fixação cirúrgica de articulações Remoção de um tecido vivo para exame Destruição de tecido por meio de um agente cáustico ou de calor.

especialmente quando este surge em um orifício natural. Corte Cálculo Denominação genérica de punção para esvaziamento de cavidade. Saída total ou parcial de um órgão do espaço que normalmente o contém.Profª Glenda Agra Cesariana Retirada do feto através de incisão na parede abdominal e no útero Ressecção da pele do prepúcio que cobre a glande Hérnia da bexiga por musculatura do períneo defeito na Circuncisão Cistocele Curetagem uterina Raspagem e remoção do conteúdo uterino Separação de bordas suturadas de uma ferida previamente Deiscência Dissecção Divertículo Corte ou separação de tecidos do corpo Abertura no formato de bolsa em um órgão com a forma de saco ou tubo Transplante de órgão ou tecido Saída de vísceras de sua cavidade Extirpação cirúrgica Passagem anormal que liga um órgão. Saída de um órgão ou de parte dele para fora do seu lugar. cavidade ou abscesso a uma superfície interna ou externa do corpo. Queda de um órgão Remoção cirúrgica de parte de um órgão Enxerto Evisceração Exerese Fístula Hérnia Incisão Litíase Paracentese Prolapso Ptose Ressecção .

A maioria das infecções hospitalares causada pela microbiota do paciente. Infecção autógena: indica que a infecção foi derivada da flora do paciente. INFECÇÃO PREVENÍVEL X INFECÇÃO NÃO-PREVENÍVEL . Infecções endógenas: são causadas pela microbiota do paciente. independente de tê-la adquirido no ambiente hospitalar ou na comunidade. INFECÇÃO AUTÓGENA X INFECÇÃO EXÓGENA As infecções podem ser diferenciadas de acordo com a origem dos microorganismos que a causam. Punção cirúrgica na cavidade torácica Veias dilatadas no escroto Toracocentese Varicocele INFECÇÃO: É a resposta inflamatória provocada pela invasão ou pela presença de microorganismos em tecidos orgânicos. a princípio originária da comunidade. Durante a hospitalização. sofrendo portanto alteração em decorrência da hospitalização.Profª Glenda Agra Retocele Hérnia da parede do reto por defeito na musculatura do períneo. ficando difícil estabelecer sua origem. Infecções exógenas: são aquelas que resultam da transmissão a partir de fontes externas ao paciente. o paciente gradativamente adquire a flora hospitalar. por isso foi criado o conceito de infecção autógena.

desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital. se forem precocemente identificadas. cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi comprovoda e que tornou-se evidente logo após o nascimento ( por exemplo. classificando-as em comunitárias ou hospitalares. Geralmente. toxoplasmose.Infecção em recém-nascido. especialmente as dde fonte comum. . como vimos anteriormente. estas infecções representam no máximo 5% do total. rubéola. sífilis e AIDS. Epidemias. podem ser evitadas se for feita lavagem correta das mãos. transmitidas pelas mãos dos funcionários. são também consideradas comunitárias todas as infecções de recém-nascidos associadas com bolsa rota superior a 24 horas. Este é o caso das infecções em pacientes imunologicamente comprometidos. São também comunitárias: 1. Por exemplo: infecções cruzadas.).preveníveis: são aquelas que acontecem a respeito de todas as precauções tomadas.616/98 do Ministério da Saúde. a maioria das infecções hospitalares tem uma etiologia multicausal e nem todas estas causas podem ser preveníveis. em relação à Portaria 930/92. devemos lembrar que.Profª Glenda Agra Infecções preveníveis: são aquelas em que a alteração de algum evento relacionado pode implicar na prevenção da infecção. 2.As infecções associadas a complicações ou extensão da infecção já presente na admissão. CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DE INFECÇÃO HOSPITALAR A portaria 2. Entretanto. são potencialmente preveníveis. Infecções não. a identificação do evento desencadeador da infecção hospitalar é retrospectivo e difícil de ser estabelecido. a menos que haja troca de microorganismos ou sinais ou sintomas fortemente sugestivos da aquisição de nova infecção. citomegalovirose. herpes simples. traz em seu anexo II conceitos e critérios para o diagnóstico das infecções. originárias a partir de sua flora. Adicionalmente. que regulamenta as ações do controle de infecções hospitalares no território nacional. pelo próprio critério epidemiológico sua identificação. pois. INFECÇÃO COMUNITÁRIA É a infecção constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente.

As infecções no recém-nascido são hospitalares. o caso deverá ser considerado como hospitalar. Usam-se como critérios gerais: 1. Também são consideradas hospitalares aquelas infecções manifestadas antes de se completar 72 horas da internação. quando associadas a procedimentos invasivos diagnósticos e/ou terapêuticos. e evidências de estudos com métodos de imagem.8º C.Quando se desconhecer o período de incubação do microoganismo e não houver evidência clínica e/ou dado laboratorial de infecção no momento da admissão. . 2.5ºC. biópsia e outros. a pesquisar de antígenos e anticorpos. considera-se infecção hospitalar toda manifestação clínica de infecção que se apresentar 72 horas após a admissão. derivada da observação direta do paciente ou da análise de seu prontuário. A Portaria Ministerial 930/92 define princípios para o diagnóstico de infecções hospitalares: “ O diagnóstico de infecções hospitalares deverá valorizar informações oriundas de evidência clínica. e métodos de visualização. ressaltando-se os exames microbológicos. com exceção das transmitidas de forma transplacentária e aquelas associadas à bolsa rota superior a 24 horas. hipotermia com a queda desta temperatura abaixo de 33. 3. quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares.” Estes princípios pressupõem a busca ativa de casos a partir de pistas diagnósticas. Para a uniformização de certos conceitos. algumas nem sempre de fácil acesso em nosso meio. hipotensão como pressão sistólica menor que 90mmHg em duas medidas tomadas com intervalo de uma hora.Profª Glenda Agra INFECÇÃO HOSPITALAR É qualquer tipo de infecção adquirida após a internação do paciente e que se manifesta durante a internação ou mesmo após a alta. seguido do agravamento das condições clínicas do paciente. realizados previamente. A sorologia é considerada positiva se for encontrada imunoglobulina específica da classe IgM ou um aumento de quatro vezes nos títulos de IgG específica.Quando na mesma topografia em que foi diagnosticada infecção comunitária for isolado um germe diferente. definimos febre como temperatura axilar acima de 37. resultado de exames de laboratório. endoscopia.

particularmente a ventilação mecânica e os cateteres vasculares. Nas transferências sem procedimentos invasivos. utilizamos o período de 72 horas para definir a unidade da infecção. É considerada hospitalar se o tempo de hospitalização do paciente superar a duração mínima do período de incubação. Após a alta do paciente. por exemplo. as infecções urinárias que se desenvolvem logo após cateterismo vesical. A infecção será incluída na nova unidade somente se o diagnóstico efetuado ocorrer após 72 horas da transferência. na mesma topografia em que a infecção é suspeita. pois seu período de incubação varia de 15 a 21 dias. Quando for realizada sondagem vesical. a infecção será creditada à unidade anterior. não há alteração do prazo de 72 horas. se identificarmos uma varicela no 17º dia de internação de um paciente. Para as infecções que não têm período de incubação conhecido. a não ser que tenha havido implante. Exemplificando. após a alta do paciente. não há necessidade de esperarmos as 72 horas para classificá-la como hospitalar. na sua grande maioria.Quando transferido com procedimento a infecção é tabulada na unidade em que for diagnosticada. mas é transferido sem este . e a resistência do hospedeiro. A dúvida consiste em definir a unidade responsável pela infecção. consideramos hospitalar se a infecção for detectada até o valor máximo do período de incubação. dentro do próprio hospital. a não ser que a infecção detectada esteja seguramente relacionada. ela será considerada hospitalar. são as IH identificadas em pacientes transferidos de uma unidade para outra. independente do tempo de permanência do paciente. Uma questão freqüente para os controladores de infecção. o prazo é ampliado para sete dias após a retirada do procedimento.Assim sendo. A Portaria exclui as que estejam incubando no momento da internação.Profª Glenda Agra Nem todas as infecções diagnosticadas após a admissão do paciente são hospitalares. Sua duração depende da correlação entre inóculo e virulência do microorganismo. Entretanto. a uma tromboflebite séptica relacionada a um cateter vascular. relacionadas ao cirúrgico. Se o paciente for submetido a um procedimento invasivo no hospital. caso contrário. Com estas condutas estaremos incluindo como infecção hospitalar todas as possibilidades. consideramos no Brasil. sendo estendido este prazo em até um ano. Uma varicela detectada no 21º dia após a alta é considerada hospitalar. Não sofreu procedimento de risco Considerar 72 horas da transferência Sofre procedimento de risco. as infecções são consideradas hospitalares se manifestadas até 72 horas. e consideram-se 30 dias após o ato cirúrgico. O período de incubação é sempre expresso por um intervalo de tempo com um valor mínimo e um máximo. Para os demais procedimentos. como infecção hospitalar aquela que foi diagnosticada após 72 horas de internação do paciente. uma vez que as infecções estão. como é o caso das infecções urinárias e pneumonias.

apenas durante o período de transmissibilidade das doenças. para os visitantes e/ou para o meio ambiente. RECÉM-NASCIDO A Portaria 930/92 coloca todas as infecções do recém-nascido como hospitalares. Isolamento: Conjunto de medidas adotadas para fazer uma barreira que impeça a disseminação de agentes infecciosos de um paciente para outro.Profª Glenda Agra Considerar sete dias da retirada da sonda vesical e três dias para os demais procedimentos. em situações definidas e. geralmente por intermédio de profissionais de saúde e que também é considerada infecção hospitalar. esta recomendação sobre isolamentos deve se completar com o período de incubação e de transmissão das doenças. Diagnóstico de infecção cirúrgica Considerar a infecção da unidade onde está o paciente. INFECÇÃO CRUZADA É a infecção transmitida de paciente para paciente. Colonização: é o aumento de um ou mais tipo de microorganismo sem causar uma reação. Uma parturiente com bolsa . Está indicado nas doenças transmissíveis. excluindo apenas as transmitidas de forma transplacentária. Sofre procedimento de risco e é transferido com este Considerar a infecção da unidade onde está o paciente. Portanto.

Os casos em que a parturiente dá entrada com bolsa íntegra. esta infecção deve ser classificada como hospitalar.Profª Glenda Agra rota há 15 dias que. No caso de mães admitidas com bolsa rota. Nestes pacientes ela continuou excluindo as infecções transmitidas de forma transplacentária e. ao entrar no hospital. obviamente devem ser considerados hospitalares. Evidentemente.Todas as demais infecções identificadas em recém-nascidos de mães admitidas com bolsa íntegra sejam consideradas hospitalares. dá à luz um recém-nascido com sepse. . como as infecções congênitas. como por exemplo. exceto para as infecções detectadas em recém-nascidos.como novidade. e as que ocorrem após o nascimento são indubitavelemente hospitalares.Todas as infecções transplacentárias sejam consideradas comunitárias. As infecções transplacentárias já foram definidas como comunitárias. estas infecções serão hospitalares se diagnosticadas após 72 horas de internação materna.616/98. se o parto for hospitalar. durante sua passagem pelo canal do parto ou após seu nascimento. de acordo com a Portaria. A Portaria MS 2. Todas as infecções neonatais são consideradas hospitalares. as infecções originárias desta atividade devem ser consideradas nosocomiais. pouco alterou em relação aos critérios diagnósticos gerais. como sistematização propomos que: 1. também excluiu aquelas associadas a mais de 24 horas de bolsa rota. 2. a conseqüente da carioamnionite materna por bolsa rota. são consideradas infecções hospitalares as derivadas de contaminação durante a passagem do feto pelo canal do parto e aquelas adquiridas após o nascimento. Logo. que passou a regulamentar o controle de infecção hospitalar em substituição à 930/92. e as decorrentes da contaminação comunitária intra-uterina. Então. exceto aquelas transmitidas por via transplacentária. As infecções identificadas no recém-nascido podem originar-se por via transplacentária ou por contaminação ascendente após a ruptura da bolsa.

plantas. leishmaniose visceral. herpes genital. Intoxicação de qualquer natureza – química. meningite por H. medicamentosa. diretamente ao Serviço de Vigilância Epidemiológica da cidade ou região (Distrito Sanitário). tétano. coqueluche. a infecção urinária hospitalar. donovanose. condiloma acuminado. síndrome de Guillain Barrè. difteria. linfagranuloma venero. dengue. procedimento bastante freqüente nos casos cirúrgicos. a infecção do sítio cirúrgico é uma das causas mais comuns de infecção hospitalar na maioria dos hospitais. cancro mole. na impossibilidade deste. malária (em área não-endêmica). toxi-infecção alimentar. influenzae. Doença meningocócica e outras meningites. hepatite B. DOENÇAS A SEREM ISOLADAS Respiratório: . é obrigatória a notificação imediata ao Serviço de controle de Infecção Hospitalar (SCIH) e. mieleites. DSTs – sífilis. leptospirose. hanseníase. lagartas e animais peçonhentos (aranha. Da mesma forma. peste. uma vez que uma de suas principais causas é o cateterismo vesical. exposição à radiação ionizante. sarampo. DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA Em casos suspeitos ou confirmados. febre amarela. AIDS. febre tifóide. rubéola.Profª Glenda Agra RISCO DE INFECÇÃO NO CLIENTE Sabidamente. doença de Chagas (casos agudos) e paralisias flácidas tais como poliomielite. Já a infecção respiratória apresenta-se como uma das complicações mais freqüentes dos clientes operados. cobra e escorpião). uretrites e vaginites não gonocóccicas. das doenças relacionadas abaixo. gonorréia.

meningite meningocócica. maior a porta de entrada para microorganismos. A cirurgia com manuseio excessivo. estreptococo betahemolítico (amigdalite. descolamento de tecidos além do necessário (que levam a sangramento e transudações). duração do procedimento. escarlatina. TB (escarro positivo). também deve ser considerado os aspectos relacionados à duração e extensão do procedimento cirúrgico. a extensão da incisão também pode ser um fator de risco. período em que o paciente está privado de seus mecanismos de defesa naturais. sarampo. com hemostasia inadequada (permitindo a formação de seromas e hematomas) com sutura defeituosa e . maior tempo sob efeito de anestesia e de assistência ventilatória. aumento do período em que o tecido é privado de sistema de defesa devido à irrigação sanguínea insuficiente. uma vez que. técnica cirúrgica. hipotermia por grande quantidade de infusões e exposição da incisão ao ambiente frio da SO. Síndrome de Fournier ou Fasciite necrosante). meningite por haemophilus. Cirurgias com duração acima de duas horas apresentam incidência maior de infecção da ferida cirúrgica de forma estatisticamente significante.Profª Glenda Agra O quarto de isolamento é obrigatório para: caxumba. quanto maior a incisão. conforme dito. ASPECTOS RELACIONADOS A TODOS PACIENTES CIRÚRGICOS Especificidades da cirurgia Além da classificação das cirurgias por potencial de contaminação. rubéola. coqueluche. A técnica cirúrgica é crucial. A duração do procedimento cirúrgico pode aumentar o risco de infecção por vários motivos: aumento de microoorganismos que podem contaminar a ferida. Teoricamente. tipo de cirurgia. herpes zoster. aumento da destruição dos tecidos pelo tempo de manipulação. pneumonia estafilocócica.

a ação das drogas deprime o SNC. Os anestésicos também podem interferir na transmissão do impulso nervoso para a musculatura lisa. fornece. principalmente com administração de atropina. bloqueio dos reflexos com formação de muco e espasmos da laringe. Participando diretamente de todos esses aspectos. brônquios e importante alteração hemodinâmica.. que necessita de assistência respiratória através de procedimentos invasivos como intubação. pois agem como lagos. Cirurgias que necessitam de grande quantidade de irrigação e quer não são adequadamente aspiradas ou drenadas aumentam o esforço do organismo para absorver o excesso de secreção. Assim. Os seromas e hematomas são causas importantes de diminuição da resistência local. e principalmente englobando muito tecido.inclusive como auxiliar no controle de infecção pela diminuição do tempo operatório e melhor e mais rápida hemostasia. crescimento de tumores. Período de hospitalização pré-operatória . o fator mais importante na imunossupressão de clientes submetidos a cirurgias não seria a técnica anestésica ou o tipo de droga escolhido e sim o nível de bloqueio ao estresse cirúrgico. no sentido de minimizar os efeitos das situações mencionadas. Mesmo que o medicamento anestésico isoladamente não esteja comprovadamente relacionado à infecção pós-operatória. inibição da fagocitose. depressão da resposta alérgica. com alteração dos centros subcorticais extrapiramidais. um meio de cultura cujos agentes fagocitários não conseguem ali chegar. aspiração. com o tecido morto resultante. O uso de fios de sutura inadequados desperta forte reação como corpo estranho. ventilação controlada. assim como a possibilidade de permanência de microorganimos na mesma ainda que não se possa negar o avanço nas cirurgias com o uso de bisturi elétrico . altas concentrações de oxigênio e inalação prolongada de gases sem umidificação.Profª Glenda Agra formação de áreas de isquemia ou necrose pode favorecer proliferação de bactérias. rejeição de órgãos transplantados. destaque-se a habilidade técnica do cirurgião. por pontos hemostáticos abrangendo áreas extensas ou por suturas muito apertadas. Outros mecanismos não-específicos são alterados pela anestesia: diminuição de fluxo mucociliar. facilitando a ação dos germes patogênicos. intensificando a depressão respiratória. portanto constituindo fatores de risco de infecção respiratória. anafilaxia. que isolam os agentes fagocitários. Anestesia e trauma anestésico-cirúrgico A anestesia geral pode estimular: infecção pós-operatória. Tal quadro interfere na ventilação normal do paciente. A pneumonia por aspiração é um achado freqüente. O seu uso inadequado ou exagerado. aliado a outras situações pode apresentar condições opostas: a presença de tecido isquêmico ou necrosado por uso de bisturi elétrico. levando a um relaxamento e paralisia dos músculos respiratórios.

Profª Glenda Agra Isso se explica pela possibilidade de o cliente se colonizar em seus vários sistemas com uma flora bacteriana modificada. sendo a mesma.A degermação das mãos e antebraços e anti-sepsia pré-operatória da pele são práticas bastante antigas do ritual cirúrgico. mas sim a possibilidade de ocorrer solução de continuidade da camada . a paramentação busca proteger o paciente contra contaminação da flora normal liberada pelo pessoal da SO e pelo paciente durante a cirurgia. Paramentação cirúrgica Semelhante ao item anterior. A remoção do pêlo não é o verdadeiro problema. A tricotomia tem recebido especial atenção com relação ao risco de infecção no sítio cirúrgico. Degermação e preparo pré-operatório da pele Não há como negar que as mãos e antebraços da equipe cirúrgica e a própria pele do sítio cirúrgico do cliente constituem fontes das mais importantes de microorganismos de flora endógena. Procedimentos invasivos Tricotomia. os microorganismos proliferam com maior intensidade sob as luvas. pelo contato direto e a manipulação continuada durante a intervenção cirúrgica. de longe. Se justifica a remoção dos pêlos adjacentes ao local operatório para facilitar a visualização e a técnica operatória. no caso da degermação das mãos da equipe cirúrgica. visto que. cateterismo vesical. esses procedimentos também têm o objetivo de estabelecer uma atividade residual que retarde a recolonização. punções e cateterismos vasculares são procedimentos invasivos a que o paciente pode ser submetido. presente no pessoal e no ambiente hospitalar. conhecida por flora de colonização. assim como para diminuir a contaminação da incisão com microorganismos presentes nos pêlos. além disso pode-se considerar comum as microperfurações das mesmas. a causadora da grande maioria das infecções do sítio cirúrgico e cuja transmissão pode ocorrer. Esses procedimentos devem garantir a rápida remoção ou a destruição de toda a flora transitória da pele e parte da flora residente. principalmente.Atualmente.

justamente. também a sua permanência e reprodução. está em vigor a Portaria nº 2. que revogou a Portaria nº930/92.983. SINAIS: Permite a obtenção de indicadores que consideram os riscos relacionados ao tempo de internação e de exposição a procedimentos invasivos e as características dos pacientes e das unidades de internação.431. que foi revogada e substituída pela Portaria MS nº 930/92. ao uso inadequado ou indiscriminado dos antibióticos. no Diário Oficial da União. Os tipos de alterações da integridade da pele variam desde a inflamação folicular. É uma iniciativa da ANVISA.997. propiciando.004. O Sistema nacional de Informação para o Controle de Infecções em Serviços de saúde (SINAIS).997. além da invasão de microorganismos. de 12 de maio de 19998. lançado em setembro de 2. .431/97. com a Portaria MS nº196/83. que é uma barreira natural de defesa contra a invasão de microorganismos. microcortes até cortes visíveis sangrantes. e contribuirá no combate à resistência microbiana. de 6 de janeiro de 1. Em maior ou menor intensidade todos provocam aumento da permeabilidade da camada epidérmica. foi publicada. coloca em seu artigo 1º que os hospitais do país são obrigados a manter Programa de controle de Infecções Hospitalares _ PICH. com o intuito de oferecer aos hospitais brasileiros e gestores de saúde uma ferramenta para aprimoramento das ações de prevenção e controle das infecções relacionadas à assistência à saúde. possibilitando a análise do perfil de sensibilidade de todos os organismos e o seu acompanhamento por tipo de ambiente ou unidade assistencial. Uso de antibióticos Uma das causas principais das infecções hospitalares atuais deve-se . conforme veremos mais adiante. a Lei nº 9. Atualmente. que em seu artigo 1º fala da obrigatoriedade dos hospitais em manterem um Programa de Infecções Hospitalares (PCIH) e no artigo 2º preconiza a criação de comissão de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH) para execução deste controle. reações alérgicas.Profª Glenda Agra epidérmica.616. CONTROLE DE INFECÇÕES HOSPITALARES O programa de controle de Infecção Hospitalar começou a ser regulamentado em 1. A Lei 9. tendo como meio de cultura a exsudação produzida. em 1.

crítica e legal sobre assuntos relacionados ao controle das infecções hospitalares. e. na diretoria e do SCIH. a vigilância sanitária e elaboração e execução do Programa de Controle de Infecção Hospitalar. mudanças de conduta e rotina. como: isolamento. Estes profissionais deverão ter como condição obrigatória atualização científica. colaborando com programas de treinamento. Colabora com os demais serviços nas padronizações de procedimentos invasivos e dos antimicrobianos. apresentam igual . O controle de infecção deve dar informações quanto à evolução da situação em questão. por outras categorias profissionais. com o objetivo de manter sob controle as infecções. podem traduzir-se em infecção hospitalar.Profª Glenda Agra considerando programa de controle de infecções hospitalares. O controle de infecção hospitalar tem como base em sua estrutura a Comissão de controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e um grupo executivo. em todos os setores da organização. A vigilância sanitária que é representada na instituição pelo controle de infecção. cuja assistência ao paciente é prestada indiretamente. o feedback ao setor envolvido. preocupando-se com as infecções de maneira pró-ativa. alocadas especificamente para tais funções. De acordo com a legislação brasileira. também chamada vigilância epidemiológica das infecções hospitalares. algumas instituições. todos os hospitais são obrigados a ter um Programa de controle de Infecção. ou seja. métodos de esterilização. observa os bastidores do hospital. padronizações. transformando suas informações em ações preventivas para toda a comunidade hospitalar.A coleta de dados. surtos ou outros problemas e propõe soluções no que diz respeito às infecções hospitalares. Detecta aumento de episódios. na aquisição de artigos e insumos que podem estar relacionados às infecções hospitalares. aquisição de recursos humanos. habitualmente são realizadas pela equipe do SCIH. sendo que a CCIH valida e divulga as propostas e ações do SCIH. para os efeitos desta Lei. assegurando desta maneira sua aderência junto aos demais serviços da instituição. Os setores de apoio. A CCIH deve ser composta de profissionais representantes dos serviços que atuam direta ou indiretamente na assistência ao paciente. em processos de construções e reformas arquitetônicas. a interpretação das informações coletadas.Oferece assessoria em medidas de proteção antiinfecciosa. Procedimentos invasivos realizados de forma incorreta. também chamado Serviço de controle Hospitalar (SCIH). materiais e equipamentos. justificando. Esta integração contribui para que bons resultados sejam alcançados. seja por problemas técnicos ou por condições inadequadas. soluções anti-sépticas e desinfetantes. sob o ponto de vista do controle de infecção hospitalar. reformas e outras medidas necessárias. sendo um elo de ligação para os demais trabalhadores. Este grupo é composto por enfermeiros e médicos. procurando corrigir as deficiências antes que a infecção ocorra. o conjunto de ações desenvolvidas deliberada e sistematicamente com vistas à redução máxima possível de incidência e da gravidade das infecções hospitalares.

podendo estar inseridos no aparecimento das infecções. manter e avaliar programa de controle de infecção hospitalar. ações relativas à implantação de um Sistema de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares. porém não substitui o papel da supervisão. e implantar imediatas de controle. as informações providas pelo Sistema de Vigilância Epidemiológica das infecções hospitalares e aprovar as medidas de controle propostas pelos membros executores da CCIH. 5. . germicidas e materiais médico-hospitalares. COMPETÊNCIAS DA CCIH A CCIH do hospital deverá: 1. capacitação do quadro de funcionários e profissionais da instituição.Elaborar. periodicamente. à autoridade máxima de instituição e às chefias de todos os setores do hospital. sempre que indicado. adequação. observa-se as atividades relacionadas aos pacientes e aos próprios profissionais estão sendo realizadas e em que condições estão ocorrendo. contemplando.Profª Glenda Agra importância na qualidade de seu atendimento.Avaliar.Realizar investigação epidemiológica de casos e surtos. também é alvo de atuação da vigilância sanitária. visando à prevenção e controle das infecções hospitalares. periódica e sistematicamente. 2. que deve continuamente exercer suas atividades de maneira integrada com o controle de infecção. no mínimo. devido à falta de recursos ou negligência do próprio profissional. implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnicooperacionais. por meio de medidas de precaução e de isolamento. regularmente.Elaborar e divulgar. Prevenir doenças originadas de aplicação incorreta das medidas de precauções. no que diz respeito à prevenção e controle das infecções hospitalares. relatórios e comunicar. a situação do controle das infecções hospitalares. implementar. 3. uso racional de antimicrobianos.Elaborar. promovendo seu amplo debate na comunidade hospitalar. Através de visitas. implementação e supervisão das normas e rotinas técnico-operacionais. visando limitar a disseminação de agentes presentes nas infecções em curso no hospital. adequado às características e necessidades da instituição. 4.

prontamente. bem como fornecer. as informações epidemiológicas solicitadas pelas autoridades competentes. 12.Cooperar com o setor de treinamento ou responsabilizar-se pelo treinamento. com vistas a obter capacitação adequada do quadro de funcionários e profissionais.Cooperar com a ação do órgão de gestão do SUS. os casos e surtos diagnosticados ou suspeitos de infecções associados à utilização de insumos e/ou produtos industrializados. visando a prevenção e o tratamento das infecções hospitalares.Profª Glenda Agra 6. em cooperação com a Comissão de Farmácia e Terapêutica. 8. 7. os casos diagnosticados ou suspeitos de outras doenças sob vigilância epidemiológica (notificação compulsória). germicidas e materiais médico-hospitalares para a instituição. no que diz respeito ao controle das infecções hospitalares. ao organismo de gestão do SUS.Elaborar regimento interno para a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. e atuar cooperativamente com os serviços de saúde coletiva.Adequar. .Notificar ao Serviço de Vigilância Epidemiológica e Sanitária do organismo de gestão do SUS. política de utilização de antimicrobianos. implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnicooperacionais. na ausência de um núcleo de epidemiologia. 9. 11.Notificar. 10.Definir. atendidos em qualquer dos serviços ou unidades do hospital.

seja do aparelho urinário. seja do tubo digestivo. Ministrar líquidos e alimentos. Acessoriamente. Orientar coleções e fístulas. A drenagem tem várias funções. dentre elas podemos destacar: Propiciar saída de secreções purulentas ou de conteúdo intestinal. As sondas tem indicação para o escoamento de conteúdo intraluminar. Na parede abdominal podem ser utilizadas com o objetivo de drenar secreções purulentas (abscessos) ou diminuir o espaço morto e eliminar restos de soro. Descomprimir o tubo digestivo. sangue. parietal ou visceral. tecidos. Terapêutica: se destina a promover a saída de material acumulado. destina-se a administrar líquidos e alimentos. São reconhecidos dois tipos de drenagem: Profilática: tem a finalidade de impedir o acúmulo de secreções. devido a grandes descolamentos no subcutâneo ou pela colocação de material protético empregado como reforço parietal. Os drenos são utilizados para remoção de acúmulos anormais no interior da cavidade ou nos permeios da parede abdominal.Profª Glenda Agra SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA UTILIZAÇÃO DOS DRENOS CIRÚRGICOS Os drenos e as sondas constituem em valiosos auxiliares utilizados na prática cirúrgica visando facilitar o escoamento de conteúdo cavitário. Evacuar líquidos intraluminares (urina. Remover qualquer líquido da cavidade peritoneal. A drenagem pode ser realizada por drenos e sondas: . bile).

porém maleável. conforme o mecanismo de ação: Drenagem laminar. Drenos túbulo-laminares. com calibre variado. Não deixar o dreno entrar em contigüidade com as linhas de sutura para evitar fístulas. peritônio. ser radiopacas ou não. estando destinadas à luz do tubo digestivo e seus anexos.Profª Glenda Agra Drenos: são lâminas ou tubos de material sintético. que apresentam paredes rígidas. de plástico ou de derivados do petróleo. Deve ficar suficientemente afastado da cicatriz cirúrgica para não interferir com os cuidados da FO. pericárdio) e do espaço intervisceral e tissular. com paredes flexíveis. largura variável. Sondas: são tubos de borracha. O orifício de saída deve-se localizar em local de declive para facilitar a drenagem por gravidade. PRINCÍPIOS DA COLOCAÇÃO DE DRENOS Os drenos intraperitoneais não devem ser exteriorizados pela incisão para evitar infecção e interferir na cicatrização. usados na drenagem das grandes cavidades serosas (pleura. O orifício de saída deve ser proporcional ao diâmetro do dreno para evitar compressão ou evisceração. TIPOS DE DRENAGEM Existem 4 tipos de drenagem. podendo ter balonete. Sempre fixar o dreno no local de exteriorização. Drenos de aspiração. árvore traqueobrônquica e sistema geniturinário. Não lesar com demasia a parede na confecção do trajeto parietal. .

por capilaridade. que é muito fino e. Deve-se periodicamente instilar soro para desobstruir o cateter. Dreno Portovac. Tem a preferência nas cirurgias do aparelho digestivo com anastomeses. de Sengstaken-Blackmore. para realizar drenagens percutâneas de coleções ou cateterização de via biliar. As sondas. Os tubos são fixados ao Penrose por meio de suturas individuais.Profª Glenda Agra Cateteres de drenagem. São utilizados em cirurgias com grande descolamento tecidual (hérnia incisional. ao mesmo tempo que se aspira sob baixa pressão por meio de outro. As sondas são tubos introduzidos no lúmen de vísceras ocas. abscessos ou quando se deseja lavar a cavidade abdominal. cecostomias. também podem ser utilizadas para administrar líquidos. Seu mecanismo de ação é por meio da drenagem passiva. guiados por TC ou USG. jejunostomias. utilizados por radiologistas. sonda retal. retalhos miocutâneos. medicamentos e nutrientes. firmes. Drenos de aspiração: Drenos de sucção fechada. Pode-se colocar gaze ou qualquer outro material sintético absorvente dentro do Penrose com a finalidade de aumentar a drenagem. gastrostomia. silicone ou teflon. Drenos túbulos-laminares: São formados por 2 ou 3 drenos tubulares de látex. Cateteres de Drenagem (pigtailed): Drenos tubulares. sendo divididas conforme o órgão em que será utilizada: sondas gastrintestinais. que evita o colabamento do sistema de sucção. nasojejunais. além de drenar o conteúdo presente no lúmen das vísceras ocas. retal. Utilizado nos casos de pancreatite. colocados dentro de um dreno de Penrose. . O sistema funciona instilando solução fisiológica por um dos tubos. descomprimir (sonda nasogástrica. O funcionamento é por capilaridade e por drenagem ativa. facilitando e acelerando o escoamento. finos. Este tipo de drenagem diminui o risco de contaminação a partir do dreno. sondas utilizadas para descomprimir anastomoses) ou comprimir (sonda de Sengstaken-Blackmore e sonda de Foley na prostatectomia). produzidos de silicone ou cloridrato de polivinil. Dreno de Sump. Drenagem laminar: Dreno de Penrose. nasobiliares. sondas urinárias entre outras. com múltiplas perfurações. de plástico ou látex. O terceiro tubo é o respiro. Seu mecanismo de ação funciona por sucção. sendo uma drenagem ativa. deve ser retirado em 24 a 72 horas. porém. parede resistente e pouco flexível. esvaziamentos ganglionares) e quando há extensa ressecção com espaço morto local. para fluidificar a coleção. tubulares.

5. O mesmo deve ser elevado a partir do 4º dia para diminuir o escoamento biliar. a utilização de drenos é discutível (vários autores contraindicam a drenagem por apresentarem maior risco de infecção). fígado) sem ser detectados. 3.Cirurgias em que há extensa área cruenta. 2.Cirurgias e que há sutura de órgãos sem serosa e extrapiramidais.Cirurgias em que podem ter sido abertos pequenos ductos (vesícula biliar. com a finalidade de descomprimir ou retirar secreções que coletam no leito cirúrgico. INDICAÇÕES ESPECÍFICAS Existem algumas cirurgias em que são acoplados sistemas de drenagem como rotina. má vascularização e infecção local. caso seja utilizado.Profª Glenda Agra INDICAÇÕES GERAIS Drenar secreções purulentas localizadas ou de conteúdo intestinal e remover profilaticamente qualquer líquido da cavidade peritoneal ou do subcutâneo. O emprego de drenos é conveniente nas seguintes situações: 1. colocas-se o Penrose ou dreno de aspiração Portovac tracionando-o no 1º dia e retirando-o no 2º ou 3º dia pós-operatório. 4.Anastomoses entre o trato digestivo. No caso de colecistectomia. . antes que sua presença cause complicações.Abscessos localizados e com parede espessa. fechado após o 7º dia pós-operatório (após a realização da colancistectomia) e retirado após o 14º dia. Vias Biliares: Tubo em “T” de Kher: descomprimir o hepatocolédoco. como suco bileopancreático ou seroma.Cirurgias de parede abdominal com grande descolamento de subcutâneo ou com utilização de próteses. quando há insegurança em relação ao fechamento. desproporção entre as bocas anastomóticas. 6. pâncreas.

Embora a drenagem aumente o risco de infecção. Estômago: Os drenos são usados após gastrectomias quando a anastomose for difícil. O dreno de escolha é de Penrose. Em caso de fistulização.Profª Glenda Agra Pâncreas: Em cirurgias em que se manipula ou se resseca o pâncreas. com um escoamento precoce e efetivo. Deve-se realizar drenagem sondagem nasogástrica e diminuir estímulo pancreático. utiliza-se o dreno de Sump com o objetivo de lavar e aspirar ao mesmo tempo. porém. devido à área cruenta no leito esplênico. exceção feita para os casos de anastomoses com o reto ou canal anal. emprega-se o dreno de Penrose. como fístula e infecção local. Nesses casos. colocam-se drenos de aspiração. irrita os tecidos vizinhos. que podem ocasionar. utilizam-se drenos de aspiração. sendo tracionado após o 3º dia e retirado após o 4º ou 5º dia pós-operatório. Baço: Após esplenectomia. há indicação de drenagem devido ao suco pancreático que. pela dificuldade de hemostasia causando pequenos sangramentos. Em todas as cirurgias que envolvem anastomoses intestinais. ou devido a pequenas lesões em causa do pâncreas. apresentando tecidos menos resistentes à infecção. A utilização dos mesmos não diminui a chance de fístula. Duodeno: Os drenos são necessários devido à alta mortalidade que as complicações. retirando-se após o 4º dia. Nas pancreatectomias parciais. tracionando-o pós-operatório. normalmente se utilizam drenos visando prevenir o acúmulo de secreções no espaço subfrênico. retirando-o após o 4º dia. . podem-se evitar cirurgias. pela ausência da camada serosa e por sua posição extraperitoneal. tempo necessário par acriar um trajeto ao redor do dreno e orientar a fístula. A sonda deve ser retirada após o término do íleo paralítico. utilizam-se SNGs ou jejunostomias para descomprimir o lúmen gastrintestinal. caso não haja fístula. de preferência 2m 24 a 72horas. retirando-o quando a aspiração diminui. até que o íleo paralítico desapareça. o dreno permanece por um período não inferior a 7 dias. utilizando dreno de Penrose. Deve-se sempre colocar SNG ou SNE para descomprimir o lúmen e iniciar precocemente a alimentação. Os drenos de escolha são de Sump e os de aspiração. retira-se após o paciente ter condições de via oral. No caso de abscesso pancreático. Intestino: Normalmente não se utilizam drenos em anastomoses intestinais. enquanto houver íleo paralítico. Se o intuito for alimentação. caso não haja complicação local. por meio de suas enzimas proteolíticas. sendo retirado quando a aspiração vier límpida. se for uma SNG. podendo causar fístulas ou abscessos peripancreáticos.

Nesses casos. faz-se apenas a lavagem exaustiva da cavidade. tracionando-os 24 horas antes de retirá-los definitivamente. Nos casos de abscesso intraabdominal. simultaneamente. Devem ser colocados por contra-incisão para evitar infecção da ferida operatória e diminuir o risco de deiscência. CIRURGIAS VASCULARES . não muito pequenos para facilitar a drenagem. sendo retirados após desligar a lavagem por 24 horas e o líquido sair límpido.O trajeto confeccionado deve ser mais retilíneo o possível para facilitar a drenagem e evitar coleções. Outros: A drenagem tubular tem espaço nas cirurgias da região cervical (TIREOIDECTOMIAS. A mesma deve permanecer por 2 a 3 dias. sem tração prévia. O tempo de drenagem pode variar conforme o volume exteriorizado e o motivo pelo qual o dreno foi colocado. sendo de escolha o de Penrose. Em cirurgias de grande porte e naquelas em que se manipulam as vias urinárias ou a próstata. porém evitando grandes aberturas para evitar hérnia incisional. pode-se utilizar os drenos de Sump.São colocados lateralmente ao músculo reto abdominal. mesmo que haja perfuração com coleção purulenta na cavidade. até que o volume drenado em 24 horas seja inferior a 150 ml e retirado em um só tempo. 2. ESVAZIAMENTOS LINFONODAIS. Parede Abdominal: Quando existe um grande descolamento do tecido subcutâneo ou quando se colocam próteses junto à musculatura. deve-se utilizar o dreno Portovac para evitar que se acumulem coleções no subcutâneo. MANEJO DOS TUBOS A colocação dos drenos na cavidade abdominal apresenta princípios básicos: 1. .Profª Glenda Agra Apendicite: Nos casos de apendicite aguda em que não há abscesso localizado. deve-se deixar um dreno junto à cavidade abscedada. Nas situações em que há abscesso localizado. quando se quiser realizar lavagem da cavidade. 3. nas cirurgias ORTOPÉDICAS que utilizam próteses e em qualquer outra cirurgia que apresente um espaço morto ou que não possa haver compressão das estruturas adjacentes. devendo permancer no local até não mais sair secreção purulenta. para limpar a cavidade e aspirar seu conteúdo. Nesses casos. deve-se realizar sondagem vesical . a drenagem não se faz necessária. os drenos de Sump estão indicados para lavar e aspirar continuamente o abscesso.

Deve ser introduzida com anestésico local.Se não houver balonete para fixação. Retira-se de modo gradativo.O curativo deve ser realizado separadamente ao da incisão principal para dificultar a contaminação da ferida operatória com as coleções drenadas.SNG não devem ficar mais que 7 dias. 5. deve-se pensar em antimicrobianos quando utilizadas por vários dias. Terapêuticos: São mantidos no local enquanto houver drenagem em quantidade significativa.Devem ser fixados à pele para evitar que o mesmo seja tracionado por descuido ou que entre na cavidade abdominal. 4.Se houver necessidade de troca. COMPLICAÇÕES Hérnia incisional Obstrução por aderências Necrose de tecidos vizinhos por compressão Hematoma de parede Perda do dreno na cavidade abdominal Fístula por erosão da anastomose SONDAS . 3.Profª Glenda Agra 4. deve-se trocar por sondas nasojejunais. 5. SONDAS Obedece alguns preceitos básicos: 1. de tal maneira a ocluir o trajeto da profundidade para a superfície. que são menos traumáticas e podem ficar por várias semanas. alguns centímetros a cada dia. REMOÇÃO DOS DRENOS Profiláticos: Remove-se tão logo haja evidências de que não há mais drenagem significativa e que o dreno não é mais necessário. 2.No caso de sondas urinárias. devido às ulcerações que a mesma pode causar na mucosa da orofaringe e do esôfago. fixa-se externamente com curativos ou pontos para dificultar a migração da mesma.

Profª Glenda Agra Erosões junto à mucosa por irritação ou isquemia Aumento da produção de ácido pelo estômago Fístulas Perfuração durante a colocação Infecção Hemorragias pela erosão DREDRENOS JACKSON PRATT DRENOS JACKSON PRATT .

Profª Glenda Agra Dreno de Jackson Pratt Drenos de Penrose .

Profª Glenda Agra Dreno de Black Dreno de sucção Sistema de drenagem mediastinal .

Profª Glenda Agra Sistema de drenagem de vias aéreas Simulador .

Profª Glenda Agra Dreno de Kher .

Profª Glenda Agra Sonda de Malecot Sonda Traqueal Comum de Nelaton .

Profª Glenda Agra Sonda Retal Sonda de Sengstaken-Blackemore Dreno de Penrose .

Profª Glenda Agra Sonda Nasoentérica Sonda Nasogá strica de Levine Sonda Vesical de Foley .

Profª Glenda Agra Sonda vesical de alívio de Nelaton .

Profª Glenda Agra Dreno de Black Dreno de sucção (Portovacc) FONTE: http://images.google.com.br/images CURATIVOS .

Ser impermeável às bactérias. A escolha do curativo depende do tipo de ferida. agindo como barreira mecânica entre a ferida e o meio ambiente. O curativo aderido à ferida deve ser retirado com umedecimento com Soro Fisiológico a 0. Notas: . Fornecer isolamento térmico – a temperatura de 37º estimula o processo de cicatrização. A troca de curativos pode baixar a temperatura da superfície em vários graus. Não se deve usar algodão ou gaze desfiada (aderência à ferida). Critérios: Os critérios para o curativo ideal foram definidos por Turner. Observações: Em feridas abertas não é recomendado o uso de curativo seco. diminuindo a dor e aumentando o processo de destruição natural dos tecidos necrosados.9% e s secar somente as bordas da ferida. Estar isento de partículas e substâncias tóxicas contaminadoras de feridas que podem manter a inflamação e retardar a cicatrização.9%. citado por Dealey. proporcionando um meio adequado para este processo. Remover o excesso de exsudação com o objetivo de evitar a maceração dos tecidos próximos. conforme segue: Manter alta umidade entre a ferida e o curativo acelerando a epitelização. Por isso. Curativo encharcado ou vazando favorece o movimento das bactérias em ambas as direções – ferida e meio ambiente – devendo ser trocado imediatamente.Profª Glenda Agra Curativo é o tratamento utilizado para promover a cicatrização da ferida. Permitir troca gasosa. não se deve limpá-la com solução fria nem deixá-las expostas por períodos prolongados. Deve-se umidificá-lo com Soro Fisiológico a 0. Permitir sua retirada sem ocasionar lesão por aderência.

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Exsudação: extravasamento de líquido da ferida, devido ao aumento da permeabilidade capilar. Maceração: amolecimento da pele, geralmente nas bordas da ferida, na maioria das vezes pela umidade excessiva. Classificações de curativos: Aberto: é aquele no qual utiliza-se apenas o anti-séptico, mantendo a ferida exposta. Ex: ferida cirúrgica limpa com 48 horas de evolução ou mais. Oclusivo: curativo que após a limpeza da ferida e aplicação do medicamento é fechado ou ocluído com gaze ou atadura. Seco: fechado com gaze ou compressa umedecida com pomada ou soluções prescritas. Compressivo: é aquele no qual é mantida compressão sobre a ferida para estancar hemorragias, eviscerações etc. Drenagens: Nos ferimentos com grande quantidade de exsudato coloca-se dreno ( Penrose, Kher), tubos, cateteres ou bolsas de colostomia. O dreno Penrose é introduzido na cavidade da ferida para escoamento de secreções que possam vir a infectá-lo ou para eliminar secreções purulentas. O dreno Penrose é um tubo de látex mole e delicado, de vários diâmetros, colocado através de um pequeno orifício ou na própria cicatriz operatória. Quando há necessidade de lavar o local que está sendo drenado, o cirurgião coloca, junto com o Penrose, um dreno tubular fino, geralmente, de polietileno, formando assim um dreno misto. Os drenos Penrose são usados em cirurgias gerais, com finalidade profilática e precisam ser protegidos por curativos. Mas se for preciso medir o volume de secreção que sai pelo dreno, pode-se substituir o curativo por bolsas coletoras, que variam de tamanho de acordo com a quantidade de secreção eliminada. O dreno Kher ou em T é utilizado nas operações que abrem a via biliar principal (hepático/calédoco), com a finalidade de escoar a bile para fora, por um determinado período. O dreno fechado de pressão negativa é conectado a uma bolsa coletora sanfonada elástica, por meio de um tubo. Quando a bolsa é comprimida para a retirada do ar do seu interior, cria um vácuo capaz de provocar aspiração contínua. A secreção ou o sangue são retirados da ferida, indo para o recipiente sanfonado por meio do tubo.

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Quando o recipiente estiver cheio, é necessário abrir a tampa de cima e esvazia-la. Para restabelecer a pressão negativa, comprime-se o recipiente até o ar sair totalmente e recoloca-se a tampa. Assim, a drenagem recomeçará. O dreno fechado de pressão negativa é geralmente usado em operações ortopédicas, neurocirúrgicas e outras onde haja sangramento residual. O dreno de tórax é utilizado na cavidade torácica para restaurar a pressão negativa e escoar secreções ou sangue. Debridamento: é a retirada do tecido necrosado, sem vitalidade, utilizando cobertura com ação debridante ou retirada mecânica com pinça, tesoura ou bisturi. Processo de cicatrização: No momento da incisão/injúria: formação de coágulo, estase, liberação de substâncias vasoativas. 2 horas: formação de crosta. 6 horas: neutrófilos liberam enzimas que efetuam a quebra dos restos celulares e dos agentes invasores. 12 horas: monócitos fagocitam bactérias e restos celulares. 24-48 horas: formação de ponte epitelial. 48 horas: fibroblastos : produzem colágeno para formação da cicatrização. 6 dias: a proliferação de fibroblastos atinge seu pico, repondo o tecido conjuntivo. Formação do tecido de granulação ( forma precoce de tecido cicatricial). 2 semanas: realinhamento das fibras colágenas – aumento da resistência e redução da espessura da cicatriz. Semanas e meses: contração – a cicatriz altera a sua aparência.

Objetivos do curativo: Proporcionar conforto ao paciente ( diminuição da dor) e promover a cicatrização. Proteger a ferida para prevenir infecções. Observar o aspecto da cicatriz cirúrgica.

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Manter a área limpa.

Regras para os curativos:

Curativos cirúrgicos limpos e secos não necessitam ser trocados nas primeiras 72 horas. Curativos devem ser mantidos limpos nas primeiras 48/72 horas de pós-operatório ou procedimento ou ainda a critério médico e/ou da instituição. Neste período ainda não ocorreu a epitelização da ferida. Curativos úmidos ( seja por secreções ou banho) devem ser trocados tantas vezes quanto necessário, não ultrapassando o tempo de seis horas ( tempo provável de multiplicação das bactérias). Após a epitelização da ferida pode-se deixá-la descoberta se não houver chance de contaminação pelas áreas vizinhas (colostomias, vômitos.secreções orais, secreções traqueais). Os acessos venosos, arteriais, drenos torácicos devem ser mantidos com curativos. Nunca tocar diretamente em ferida aberta ou recente ( até 72 horas da cirurgia) ou mantidas sob curativo. Em paciente com dois ou mais curativos ( limpos e contaminados) realizar primeiro o(s) limpo(s) e depois o(s) contaminado(s), cada qual com seu material de curativo estéril. Cuidado ao retirar o curativo sujo para não arrancar os drenos, cateteres que geralmente ficam aderidos ao curativo. Durante o curativo, inspecionar sempre sinais de infecção ( hiperemia, edema, dor, secreção) na ferida cirúrgica, locais de punção, áreas de drenos. Se houver suspeita de infecção, colher amostra de secreção e envia-la à bacteriologia para cultura e antibiograma conforme protocolo de Coleta de Material para Cultura. Informar ao médico e anotar no prontuário. A data da troca do curativo e o nome de quem o realizou devem ser anotados no curativo e no prontuário. Nos curativos de cateteres fixar também o mesmo na pele para evitar tração ou retiradas acidentais.

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Nota: Aplicações tópicas de antimicrobianos não são recomendadas, pois provocam alteração da flora microbiana local com o aparecimento de cepas resistentes. FATORES DE RISCO
Fatores de risco para complicações pulmonares pós-operatórias

1.Tipo de cirurgia – incidência maior após todas as formas de cirurgia abdominal quando comparadas com a cirurgia periférica.

2.O local da incisão – quanto mais próxima a incisão do diafragma, maior a incidência de complicações pulmonares.

3.Problemas respiratórios no pré-operatório.

4.Idade – maior risco após os 40 anos do que antes dos 40.

5.Sepse.

6.Obesidade – peso maior do que 10% do peso corporal ideal.

7.Repouso no leito prolongado.

8.Duração do procedimento cirúrgico – mais de 3 horas.

9.Aspiração.

10.Desidratação.

11.Desnutrição.

4.Pacientes de neurocirurgia. aqueles com malignidade. por exemplo.Profª Glenda Agra 12. os obesos. o risco de trombose venosa profunda na perna paralisada é tão alto quanto 75%).Pacientes de cirurgia geral com idade superior a 40 anos.Imunossupressão. semelhante a outros grupos de alto risco cirúrgico ( em pacientes com derrame. malignidade.Hipontensão e choque. reconstrução do joelho e outra cirurgia da extremidade inferior. os que tiveram anteriormente trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. 3. 5.Pacientes ortopédicos que se submeteram a cirurgia do quadril. infecção.Pacientes urológicos que se submeteram a prostatectomia transureteral e pacientes idosos submetidos à cirurgia urológica.Pacientes de ginecologia e obstetrícia com idade superior a 40 anos apresentando fatores de risco associados (veias varicosas. SINAIS FÍSICOS E SINTOMAS DAS COMPLICAÇÕES Sinais físicos e sintomas das complicações cirúrgicas e condições comuns associadas . ou aqueles submetidos a procedimentos cirúrgicos extensos e complicados. 2. Fatores de risco para Trombose Venosa Profunda pós-operatória 1. 13. trombose venosa prévia. obesidade).

infecções. reações transfusionais. febre. infecção intra-abdominal Hipoxemia. sepse. . 3. embolia pulmonar. arritmias cardíacas. sepse. abscesso intraabdominal. empiema. sepse. medicamentos. fístula biliar Íleo paralítico. obstrução urinária Hemólise. peritonite. tromboflebite. 2. medicamentos. sepse. acidente vascular cerebral. ascite Infecção. infecção da ferida. anafilaxia. constipação. edema pulmonar. psicose pós-operatória Taquicardia Taquipnéia e dispnéia Hipotensão Oligúria Icterícia Distensão abdominal Dor na ferida Alteração do nível de consciência Causas comuns de febre no pós-operatório 1. parotidite. infecção urinária. hipoxemia. hemorragia Hipovolemia. insuficiência cardíaca. hepatite. hemorragia intra-abdominal. abstinência do álcool. colecistite.Causas pulmonares: atelectasia. obstrução das vias biliares.Infecções: inflamação do acesso intravenoso e sepse. febre. nutrição venosa. pneumonia. hipovolemia. embolia pulmonar Hipovolemia.Profª Glenda Agra Sintoma Febre Condições associadas Atelectasia. obstrução intestinal. dor Ansiedade. pneumonia.Trombose venosa profunda e flebite. deiscência. embolia pulmonar Ansiedade. insuficiência renal. atelectasia.

Doença das vias biliares .Medicamentos: penicilina.Doença parenquimatosa hepática Exacerbação de hepatopatia preexistente Hepatite viral Hepatite medicamentosa Lesão causada por choque Abscesso intra-hepático 3. anfotericina.Reações transfusionais.Profª Glenda Agra 4. hematomas Reações transfusionais Reações medicamentosas Sepse Hemoglobinopatias 2. cefalosporina.Colestase Induzida central por medicamentos Sepse Nutrição venosa 4. Causas comuns de icterícia no pós-operatório 1. 5.Hemólise: Sangue extravasado.

Em geral. podem necessitar de aspirações repetidas ou drenagem com sucção para serem resolvidas.Essas complicações são conseqüência de uma técnica cirúrgica imperfeita e de alterações na cicatrização da ferida. causando estridor ventilatório. Os sinais físicos são inchaço e dor na ferida e drenagem de sangue na linha de sutura. Existem três categorias de complicações na cicatrização da ferida: hematomas e seromas simples na ferida.Profª Glenda Agra Coledocolitíase Ligadura inadvertida do colédoco Fístula ou vazamento da bile Colecistite Pancreatite com obstrução do colédoco Estenose da via biliar devida a trauma operatório COMPLICAÇÕES NA FERIDA Por todas as operações é necessária uma incisão. warfirin ou dextrano também contribuem para o aparecimento de hematomas de feridas. Os hematomas da ferida geralmente desaparecem espontaneamente. Os hematomas se expandem rapidamente e podem comprimir estruturas adjacentes vitais como a traquéia. infecções da ferida. porém as linfoceles verdadeiras. os seromas simples desaparecem espontaneamente ou após a aspiração. o hematoma pode dissecar entre os planos tissulares e crescer até um tamanho considerável. quando o hematoma é superficial. dolorosos e em expansão necessitam de reexploração cirúrgica. a artéria carótida. deve-se preservar a esterilidade para evitar o surgimento de um abscesso secundário na ferida. heparina. Qualquer que seja a técnica escolhida. e deiscência da ferida. e elas só podem ser consideradas um sucesso após a cicatrização da ferida. ou as veias renais. causando déficit neurológico. causando disfunção renal. Coagulopatias causadas pela doença do paciente ou pela administração perioperatória de aspirina. . As coleções de líquido não-hematogênico na ferida podem ser classificadas como seromas ou linfoceles. Essas coleções geralmente surgem devido à criação de grandes espaços subcutâneos na ferida que acumulam soro e/ou linfa. porém os hematomas grandes. Se a hemorragia for arterial. Hematoma e seroma A hemostasia inadequada da ferida causa o acúmulo de sangue local após o fechamento. causadas pela secreção ativa de um canal linfático importante.

Infecções potencialmente graves podem aparecer precocemente no pós-operatório. O quadro clínico costuma ter evolução rápida com poucos sinais locais. O diagnóstico é confirmado com achados . porém grave. tornando obrigatório o desbridamento cirúrgico de urgência. este quadro pode ser causado por uma flora polimicrobiana composta por Escherichia coli. Citrobacter freundii. a sepse da ferida pode ocorrer em até 24 horas após a operação. Estudos com abscessos subcutâneos não identificaram benefícios quando a antibioticoterapia foi usada junto com a drenagem. geralmente monobacteriana. as infecções da ferida se tornam evidentes entre o 4º e o 7º dia operatório e. As infecções causadas por este último organismo são extremamente sérias. áreas de parestesia e anestesia. esta prática tem pouco suporte em evidências científicas. alguns sintomas que sugerem estas patologias são: dor desproporcional aos achados do exame físico. Fasciite necrosante: esta é uma infecção rara.Quando os agentes etiológicos são espécies de Streptococcus ou Clostridia. rápida progressão e presença de ar em subcutâneo. isquemia tissular e ruptura da ferida. Proteus sp. A melhor conduta é abrir a cicatriz e tratar por via sistêmica quando os sinais locais de inflamação são exuberantes ou o paciente possui sintomas e sinais sistêmicos. são causadas por bactérias Gram-negativas ou espécies de estafilococos. as operações limpas. Apesar da maioria dos pacientes receber antibióticos no início do diagnóstico de ISC. O agente mais freqüente é o Streptococcus beta hemolítico do grupo A. Tratamento Em ISC restrita aos tecidos moles. após se ter realizado um desbridamento cirúrgico e drenagem adequada. mas quando não existe sepse sistêmica ela geralmente é de pouco auxílio.Profª Glenda Agra Infecções da ferida As infecções na ferida podem ocorrer em até 20% ou mais dos casos em que o campo cirúrgico foi contaminado durante a operação. Por outro lado. Os sinais de infecção da ferida são febre. hemorragia cutânea. Serratia marcescens e Enterobacter sp. bolhas violáceas. que não envolvem o trato gastrintestinal. Mais freqüentemente em pós-operatório. a terapêutica mais importante é a abertura da cicatriz retirada do material infectado e curativo contínuos até a cicatrização por 2ª intenção. apresentam um índice de infecção de 2% ou menos. Os indícios dessa infecção são drenagem serosa pouco espessa. pois a mionecrose pelo clostrídio (gangrena gasosa) pode evoluir rapidamenete. Na maioria dos casos. no entanto um quadro clínico semelhante pode ser causado por Vibrio vulnificus ou Aeromonas hydrophilia. amolecimento da pele. drenagem pururlenta. A antibioticoterapia pode ser útil no tratamento da celulite inicial da ferida. sensibilidade dolorosa e inflamação nos estágios iniciais. podem surgir edema. Se a infecção não for logo diagnosticada e tratada. crepitação e isquemia da ferida.

devem ser removidos alguns pontos ou grampos para se verificar a integridade do fechamento da fáscia. a deiscência da fáscia é uma complicação bem mais grave. porém ela é mais comum cerca de uma semana após a operação. Clostrium hystoliticum ou Clostridium novyi. rash cutâneo. desnutrição. Quando isso ocorre. deve-se palpar cuidadosamente a ferida em busca de sinais de rompimento e. Síndrome do choque tóxico: é uma infecção causada pela toxina do S. A deiscência da ferida pode ser desencadeada por vários fatores. o quadro clínico é semelhante à fasciite necrosante podendo ser diferenciado desta. pela rotina de Gram do tecido. Geralmente se deve a uma infecção da ferida e pode evoluir para evisceração. Entretanto. e retorno imediato à sala de operações para correção cirúrgica. distensão abdominal. O quadro clínico é de início rápido no pós-operatório com febre. A deiscência cutânea geralmente traz poucas conseqüências. O debridamento deve ser realizado conforme avaliação clínica. tosse ou vômitos persistentes. para evitar lesões e ressecamento. Mais comumente. infecção da ferida devido à técnicas inadequadas de sutura. pois a ferida pode ser reaproximada com relativa facilidade. sendo semelhante a fasciite necrosante. como obesidade. a deiscência de uma incisão se deve à técnica cirúrgica deficiente. proteção das vísceras com compressas embebidas em soro fisiológico. se necessário. Gangrena gasosa: causada por Clostridium perfringens Clostrium septicum.. diabetes. A deiscência da ferida pode comprometer parte ou todas as camadas da ferida. O tratamento dessas duas síndromes é feito com debridamento cirúrgico e antibiótico sistêmico. A deiscência é muitas vezes anunciada por uma drenagem súbita de líquido sanguinolento na ferida entre o 5º e o 8º dias após a operação. muitas vezes sem o retorno à sala de operações. aureus que age como superantígeno provocando uma proliferação massiva de linfócitos T e produção de citocinas com IL1 e TNF. Nesta última situação ocorre protusão das vísceras (geralmente o intestino delgado em uma incisão abdominal) através da ferida ou da parede abdominal. O tratamento é realizado com antibiótico com atividade anti-estafilocócica e terapia de suporte. no qual o tecido subcutâneo apresenta-se acinzentado e a fáscia do músculo com estrias. pois ela exige correção cirúrgica para prevenir o aparecimento da hérnia incisional.Profª Glenda Agra do intraoperatório. ascite. a infecção se estende a planos mais profundos podendo envolver fáscia e tecido subcutâneo. queda do estado geral. edema e friável a manipulação. A evisceração é uma emergência cirúrgica que necessita do reposicionamento cuidadoso das vísceras na cavidade peritoneal. Deiscência de ferida A ruptura da ferida cirúrgica pode ocorrer a qualquer momento após a operação. insuficiência renal. clindamicina e penicilina. que evolui com necrose progressiva da pele podendo surgir lesões bolhosas e áreas de gangrena. .

distensão abdominal e algumas vezes vômitos. síndrome da angústia respiratória do adulto e embolia pulmonar. obstrução intestinal pós-operatória e hemorragia aguda da mucosa gástrica ( o tratamento consiste principalmente na neutralização do pH gástrico através da administração de antiácidos. um inibidor das células parietais.). e incluem: 1. colite. no fornecimento de quantidade adequada de líquido por via endovenosa para compensar as perdas para o terceiro espaço. através de uma SNG e.Profª Glenda Agra COMPLICAÇÕES RESPIRATÓRIAS As complicações respiratórias constituem os problemas mais comuns apresentados pelos pacientes submetidos a uma operação. pode ser necessária uma gastrectomia total para controlar a hemorragia. antagonistas dos receptores de histamina ou de omeprazol. vômitos. com risco de vida. está associada comumente a operações intraperitoneais. e é um sinal indicativo de insuficiência renal aguda incipiente. peritonite – e lesões retroperineais. DISFUNÇÃO RENAL A insuficiência renal oligúrica no pós-operatório é definida como o débito urinário inferior a 500ml/dia ou menor do que 0. constipação e impactação fecal. náuseas. pneumonia. A estase do ar deglutido e dos líquidos na luz do estômago e do intestino delgado dá origem a náuseas. O tratamento consiste na aspiração do estômago. assim como íleo paralítico (ausência de atividade peristáltica ou contração desordenada do intestino. atelectaia. Em casos raros. diminuição da capacidade hepática para processar a sobrecarga de pigmentos – por doença parenquimatosa ou por colestase – por obstrução das . COMPLICAÇÕES HEPATOBILIARES E ICTERÍCIA O surgimento de hiperbilirrubinemia no pós-operatório pode ser causado por produção exagerada de pigmentos biliares. hematoma.5ml/kg/hora. diarréia. A insuficiência renal também pode se manifestar através de um débito urinário elevado e passar despercebida na fase inicial da evolução. processos inflamatórios – abscesso. insuficiência respiratória aguda no pós-operatório. são complicações potenciais pós-operatórias. A anúria completa é rara e encontrada principalmente nos pacientes com obstrução pós-renal ou necrose cortical irreversível. DISFUNÇÃO DO TRATO ALIMENTAR Anorexia.

Profª Glenda Agra vias biliares. câncer. As duas causas mais comuns de sobrecarga de pigmentos no período pósoperatório são hemólise intravascular e reabsorção de sangue extravasado em hematomas intra-abdominais. pois pode causar comprometimento respiratório e morte súbita. em alguns casos. Também está indicado um período de repouso no leito por até uma semana para os pacientes cujo trombo não parece estar aderido à parede venosa na flebografia ou ultra-sonografia com Doppler. Na maioria das vezes a TVP ocorre nas veias das panturrilhas e das coxas. taquicardia e . ambos os casos se manifestam por hiperbilirrubinemia indireta. auto-imunidade ou sepse. insuficiência venosa crônica e operações demoradas. febre. ou pode ser desencadeada pela administração de diversos medicamentos. O diagnóstico de hemólise é confirmado pela elevação da fração não-conjugada de bilirrubina no soro. Os sinais clínicos incluem taquipnéia. O tratamento da icterícia hemolítica é direcionado para a correção da causa básica. TROMBOSE VENOSA PROFUNDA E EMBOLIA PUMONAR TVP A estase venosa pré e pós-operatória nas extremidades inferiores. às vezes. O tratamento da TVP exige anticoagulação terapêutica com heparina intravenosa e substituição posterior por warfarin oral a fim de prevenir a embolia pulmonar. uso de baixas doses de heparina no perioperatório. Os sintomas da EP são dispnéia. dor nos movimentos e. junto com a hipercoagulabilidade pós-operatória. redução da concentração de heptoglobina no soro e um perfil enzimático hepático normal. tosse e broncoespasmo. ultra-sonográficas com Doppler ou radiográficas para demonstrar a obstrução venosa ou a presença de um trombo. mas também pode ocorrer nas veias ilíacas. edema. A hemólise pode ser causada por transfusão de sangue incompatível. uso de meias para compressão intermitente durante a operação e. predispõe à trombose em veias profundas. Os sinais de TVP são sensibilidade local. Embolia pulmonar A embolia pulmonar é a complicação mais séria da TVP. o diagnóstico de TVP requer técnicas pletismográficas. retroperitoneais e pélvicos e.. No entanto. o que é conseguido com deambulação precoce no pósoperatório. a partir das quais a evolução subseqüente para a embolia pulmonar é mais comum. Outros fatores predisponentes para a TVP são obesidade. Os sinais clínicos isolados podem ser indicadores falsospositivos de TVP em até 50% dos casos. hemoglobinopatia. O melhor tratamento é a prevenção. porém muitos pacientes são assintomáticos.

A utilização aumentada de cateteres venosos na veia subclávia aumentou a incidência de trombose na veia subclávia e EP proveniente deste local. Tratamento: oxigenioterapia. terapia trombolítica (estreptoquinase). angiografia pulmonar. Durante a terapia trombolítica. SVF para monitorizar débito urinário. O diagnóstico é fortemente sugerido por uma falha de enchimento vascular na cintilografia da perfusão pulmonar. porém as cintilografias intermediárias não ajudam muito. As cintilografias normais excluem com segurança os casos de EP importantes. os glicosídeos digitálicos. A terapia anticoagulante está contra-indicada para pacientes que estão em risco de sangramento (distúrbios do TGI ou com sangramento pós-operatório ou pós-parto).ECG (avaliação de arritmias e insuficiência ventricular direita). para permitir o fluxo sanguíneo enquanto se aprisionam os êmbolos e embolectomia. Tratamento cirúrgico: ligadura da veia para prevenir que o êmbolo viaje até o coração. em razão do sangramento potencial. O diagnóstico definitivo pode ser obtido através da angiografia da artéria pulmonar. .Profª Glenda Agra febre. inserção de um filtro em gurda-chuva. executando-se os essenciais. a embolização pulmonar séptica e a contra-indicação para o tratamento com anticoagulantes fazem com que seja necessária a interrupção da veia cava (ligadura ou colocação de um filtro) para impedir a embolização adicional proveniente da pelve ou da extremidade inferior. gasometria arterial. hematócrito. warfirina). hemograma. CHOQUE Choque é a situação de falência do sistema cardiocirculatório em manter a distribuição de sangue oxigenado para os tecidos. e os exames laboratoriais revelam uma PaO2 inferior a 70 mmHg. administração de dopamina ou dobutamina (se: hipotensão). A EP recidivante na vigência de anticoagulação. A EP é tratada com anticoagulção sistêmica. todos os procedimentos invasivos são evitados. Se necessário são administrados concentrados de hemácias ou plasma para repor a perda sanguínea e reverter o sangramento. morfina (se paciente com ansiedade e desconforto torácico ou se estiver com VM facilitando a adaptação do tubo endotraqueal). coleta de sangue para avaliação de eletrólitos séricos. os diuréticos e os agentes antiarrítmicos são administrados quando apropriados. conforme descrito para a TVP. terapia anticoagulante (heparina. monitorização hemodinâmica. linha de infusão endovenosa para administração de líquidos e medicamentos.

A falha na circulação cerebral leva à diminuição do nível de consciência da vítima. num esforço para aumentar o fluxo de sangue para órgãos vitais. A esse processo que ocorre em nível de capilares dá-se o nome de perfusão tecidual. Cérebro. o sistema cv retira oxigênio dos pulmões. Para realizar adequadamente esse trabalho. os rins diminuem o débito urinário e o coração aumenta a freqüência de batimentos. até a morte do organismo. o órgão terá a sua função prejudicada basicamente pela falta de oxigênio de acúmulo de resíduos.Sobrevém a deterioração sistêmica com a morte de mais órgãos. que o volume de sangue circulante seja suficiente para encher os vasos e que o calibre dos vasos se ajuste às condições normais. agitação. cuja identificação e atendimento fazem parte da abordagem primária da vítima.com o agravamento do choque. Para que esse sistema funcione de forma adequada. especialmente ácidos e potássio. ainda na abordagem primária: Diminuição do nível de consciência ( por hipoperfusão cerebral) – ansiedade. . O choque pode estar relacionado a: Coração – falha na bomba e sangue: perda de sangue ou plasma. a vítima não será salva. levando a vítima a desenvolver o estado de choque. Tempo de enchimento capilar prolongado – acima de 2 segundos. retira o gás carbônico e detritos celulares da intimidade dos tecidos. Alguns sinais são fundamentais para detectar precocemente a hipóxia e prevenir o choque. Com a diminuição de perfusão tecidual. vasos: dilatação de vasos sanguíneos (capacidade do sistema cardiocirculatório muito maior do que o volume de sangue disponível para enche-lo). Uma vez que o estado de choque atinja certo nível de severidade.Profª Glenda Agra Trata-se de uma condição de extrema gravidade. nutrientes do intestino e fígado e leva para todas as células do organismo. Depois disso. levando-os para os órgãos responsáveis pela excreção (pulmões. o músculo cardíaco comprometido desenvolve bradicardia e parada cardíaca. coração e pulmões são os mais sensíveis à privação de oxigênio e em cerca de 4 a 6 minutos já tem suas funções prejudicadas. é necessário que o coração se mantenha bombeando o sangue.Cada órgão tem maior ou menor sensibilidade `a falta de oxigênio (hipóxia). fígado). rins. evoluindo para inconsciência. Mecanismo do choque O sistema cv é responsável por transportar oxigênio e nutrientes para todos os tecidos do corpo e eliminar gás carbônico e resíduos resultantes do processo de nutrição celular. Uma falha em qualquer desses fatores irá provocar falha na perfusão tecidual. e a progressão para a deterioração pode ser mais rápida (4 minutos) ou tardia (semanas).

vômitos. sede. cianose. Neste caso. Sinais e sintomas: ansiedade. náuseas. frio.Profª Glenda Agra Pele fria e pálida ( prejuízo da circulação periférica). hemorragia. Ex:Tauma. contusões e lesões traumáticas. queimaduras. pulso fraco e rápido.9% (cristalóides isotônicos: tampona a acidose metabólica) previamente aquecidos. diarréia. ascite e peritonite. secura na boca. pele fria e úmida. Queda de pressão arterial é sinal tardio que. tontura. pulso difícil de sentir ou até mesmo ausente). a situação é crítica e necessita intervenção de imediato.Choque hipovolêmico É o tipo mais comum de choque. na língua e nos lábios. Perda de líquidos pelo trato gastrintestinal – desidratação provocada por vômitos ou diarréia. O tratamento definitivo do choque hipovolêmico é a reposição de líquidos (soluções salinas e sangue). palidez. A redução no volume de sangue circulante causa uma diminuição no débito cardíaco e reduz toda a circulação ( perfusão tecidual comprometida). fraqueza. Perda de plasma – em caso de queimaduras. quando presente. SF 0. enchimento capilar acima de 2 segundos. Albumina e hetamido (expansor plasmático). cirurgia. Tratamento: Ringer Lactato. Pulso fraco e rápido. diurese e diabetes insípido. respiração rápida e profunda. queda acentuada da PA sistólica menor que 90 mmHg. inquietação. vômitos. Pode ser causado pelos seguintes fatores: Perda direta de sangue – hemorragia externa ou interna. . Sua característica básica é a diminuição acentuada do volume de sangue. 1. olhos vitrificados sem brilho e pupilas dilatadas. significa que o estado de choque está instalado. acima de 100 a 120 bpm ( quando há grande perda de sangue.

Tratamento: Oxigenioterapia. Gasometria arterial. Os sinais e sintomas são semelhantes ao item anterior. Se: hiperglicemia: insulina. Oxigenioterapia (cateter. Morfina (diminui a dor e alivia a dor torácica). se vômitos: antieméticos. nitroglicerina). Medicamentos vasoativos ( dopamina. 2. cânula ou máscara de Venturi). Posição de Trendenburg modificada. Suporte hídrico seletivo. arritmias. lesão valvular. Verificação de SSVV. Arritmias cardíacas. se diarréia: antidiarréicoss. tamponamento pericárdico também podem provocar choque cardiogênico. se diabetes insípido: desmopressina. Este enfraquecimento do músculo cardíaco pode ser conseqüência do IAM. Ex: IAM. Angioplastia. e a vítima normalmente apresenta dor torácica antes de entrar em choque. Gasometria arterial.Choque cardiogênico Surge por uma incapacidade de o coração bombear o sangue de forma efetiva. Monitoramento hemodinâmico. Cirurgia de enxerto de bypass da artéria coronária. Controle da FC. miocardiopatias. . tamponamento cardíaco.Profª Glenda Agra Concentrado de hemácias. Terapia trombolítica (observar quanto aos possíveis sangramentos). Avaliação de níveis de Hg e Ht e níveis de ingesta hídrica. situação freqüente.

havendo perfusão inadequada de órgãos. ECG. agindo: aumentando o volume sistólico. pois diminui o acúmulo de líquidos. melhorando a perfusão arterial coronariana. síncope e desmaio. BIA: fornece assistência circulatória. . Ocorre como conseqüência de lesão na medula espinhal. cujo controle depende do fluxo de informações pela medula. entretanto a vítima permanece alerta e orientada. 3. Depende de sua etiologia.Choque Neurogênico ou medular Caracterizado por perda. ação depressora de medicamentos ou falta de glicose. O resultado é a perda da resistência periférica e a dilatação da rede vascular. Se o leito vascular estiver dilatado. Tratamento: Restauração do tônus simpático. A administração de líquidos deve ser monitorada para detectar sinais de sobrecarga hídrica (Evitar EAP). se mantém aquecida e com pulso forte e com freqüência normal ou reduzida. não existirá sangue suficiente para preencher a circulação. Choques Distributivos ou Vasogênicos Ocorre quando o volume sanguíneo é anormalmente deslocado na vasculatura – por ex: quando o volume sanguíneo fica represado nos vasos sanguíneos periféricos. Balanço hídrico: avaliar débito urinário e níveis de uréia e creatinina. O choque medular também provoca queda da pressão arterial. interrompendo a comunicação entre o SNC e os vasos sanguíneos. Ex: TRM. pelo sistema nervoso. Diuréticos: Diminuir a carga do coração. diminuindo a pré-carga. diminuindo a demanda de oxigênio para o miocárdio. do controle do diâmetro vascular. anestesia espinhal ou lesão do SN. com tempo de enchimento capilar normal. Intracath: Avaliar PVC Para a acidose metabólica grave: bicarbonato de sódio EV.Profª Glenda Agra Marcapasso.

Ao socorrista cabe: Dar suporte básico de vida. por exemplo. Sinais e sintomas: pele avermelhada. Faz hipotensão arterial. coma. cianose.Choque anafilático Resulta de uma reação de sensibilidade a algo a que a pessoa é extremamente alérgica. respiração ruidosa e difícil. Providenciar o transporte rápido ao hospital ou deverá ser comunicado antecipadamente. 5. administrada por médico. porém a vítima recupera-se espontaneamente se colocada em decúbito dorsal. palidez. TRM: cuidadosa imobilização do paciente para evitar a lesão adicional da medula espinhal Medidas profiláticas para TVP. tontura. . A reação anafilática ocorre em questão de segundos ou minutos após o contato com a substância a qual o paciente é alérgico. como picada de inseto. 4. Ex: sensibilidade à penicilina. edema de face e língua. agentes radiopacos. manter vias aéreas pérvias e oxigenação. reação transfusional. pois ajuda na disseminação do anestésico para cima em direção à medula. Esse tipo de choque aparece em algumas condições. medicação. dor intensa. queda da PA. devido ao edema de cordas vocais.Choque psicogênico Desencadeado por estímulo do nervo vago e tem como característica principal bradicardia inicial seguida de taquicardia na fase de recuperação. com prurido ou queimação. A vítima em choque anafilático necessita de medicação de urgência para combater a reação.Profª Glenda Agra Elevar a cabeceira do leito pelo menos 30º e mantê-la assim. como. alimentos. inalantes ambientais. pulso fraco.

ocorre perda de plasma pela parede do vaso. 2. o paciente exibe uma resposta imune. aumentam a permeabilidade capilar. 3. o qual ativa os mediadores bioquímicos. TQT. Tratamento: A via parenteral de infecção deve ser retirada: 1. havendo broncodilatação.Choque séptico Numa situação severa. Adrenalina (vasoconstrição) EV. Além disso. Aminofilina : reverte o broncoespasmo EV. 5. vírus ou quando um microorganismo invade os tecidos do corpo. Ex: bactérias Gram -. 6. que por sua vez.Drenos devem ser retirados. diminuindo o volume sanguíneo.SVF. Gram +. Este tipo de choque ocorre em pacientes hospitalizados. provocando dilatação dos vasos sanguíneos e consequënte aumento da capacidade do sistema circulatório. 4.Área necrótica deve ser debridada. Intubação. toxinas são liberadas na circulação. .Profª Glenda Agra Tratamento: Retirar o Ag ( se medicamentos) Administrar medicamentos que restituam o tônus vascular Fornecimento de suporte de emergência para as funções básicas da vida. Se: PCR: Ressuscitação.acesso EV periférico ou central. Difenidramina EV: reverte os efeitos da histamina: reduzindo a permeabilidade capilar.Abscesso deve ser drenado.

caso não esteja presente. 8. tempo de enchimento capilar acima de 2 segundos. Antibiótico de escolha: Cefalosporina Observar pacientes de risco: idosos. taquipnéia. 6.Elevar MMII quando não houver contra-indicação. aqueles com trauma extenso. imunodeprimidos.Confortar a vítima. taquicardia. sob máscara facial bem ajustada à face).Administrar oxigênio ( 12 a 15 litros por minuto. Se necessário umedecer os lábios.Destruir o agente infeccioso. 7. controlar sangramentos e alinhar fraturas.Solicitar apoio médico. . 5. Ações de enfermagem (Gerais) 1. 2. palidez. Manter a vítima aquecida.Não fornecer líquido ou alimento pela boca.Reconhecer os sinais precoces de choque: alteração do nível da consciência. 4.diabetes.Profª Glenda Agra 6.Manter vias aéreas pérvias. queimaduras extensas. e transportar a vítima rapidamente ao hospital. desnutridos. 3.

gastrointestinal ou urinário em condições controladas e sem contaminação acidental. cirurgias realizadas em grandes hospitais. com o objetivo de estimar a probabilidade da ocorrência de ISC. alimentar genital e urinário. contaminação fecalóide.Profª Glenda Agra INFECÇÃO EM SÍTIO CIRÚRGICO As infecções em Sítio cirúrgico (ISC) são as maiores fontes de morbidade e mortalidade entre os pacientes submetidos a cirurgias. as cirurgias classicamente categorizadas segundo o seu potencial de contaminação. Sua incidência pode variar. Cirurgias que entram no trato urinário com urina infecciosa ou trato biliar com bile infectada ou cirurgias onde é achado tecido inflamatório agudo ou purulento. Cirurgias Limpas: Sítio cirúrgico sem sinais de inflamação. Com base em estudos que demonstraram a positividade de culturas do intra-operatório como preditor de infecção. Cirurgias Contaminadas: Feridas abertas acidentalmente ou cirurgias com quebra importante de técnica asséptica ou grande contaminação do trato gastrointestinal. Estima-se que as ISC prolonguem o tempo de internação em média mais de 7 dias e conseqüentemente o custo do procedimento. genital. quando há perfuração inesperada de víscera. Cirurgias Potencialmente Contaminadas: Sítio cirúrgico entra nos tratos respiratórios. Diagnóstico: . pacientes adultos em comparação com pediátricos e quantidade de inoculo bacteriano introduzido no ato operatório. sem contato com trato respiratório. como cirurgias cardíacas e queimados. O fechamento deve ser primário (1ª intenção) com drenagem quando necessária fechada. As ISC correspondem a aproximadamente 38% do total das infecções hospitalares em pacientes cirúrgicos e 16% do total de infecções hospitalares. sendo em média de 2% a % para as cirurgias consideradas “limpas”. Cirurgias infectadas: Lesões traumáticas antigas com tecido desvitalizado. Diversos fatores aumentam a incidência de ISC: alguns tipos de cirurgias. corpo estranho.

edema. 2. o exame da ferida é a principal fonte de informação. Nos casos de infecções superficiais de pele. a ferida cirúrgica é considerada infectada quando existe presença de drenagem purulenta pela cicatriz. O diagnóstico epidemiológico das ISC deve ser o mais padronizado possível para permitir a comparação ao longo do tempo em um determinado serviço e também a comparação entre os diversos serviços e instiruições. Infecção do Sítio Cirúrgico Incisional Profunda Deve ocorrer em 30 dias após o procedimento se não houver implante ou um ano se houver implante.Diagnóstico de infecção pelo médico que acompanha o paciente. A infecção deve envolver os tecidos moles profundos (músculo ou fáscia) e apresentar pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas: . nos EUA. 4. esta pode estar associada à presença de eritema. o o Center for Diseases Control and Prevention (CDC). calor.Microorganismo isolado de maneira asséptica de secreção ou tecido. Para isso. edema.Drenagem de secreção purulenta da incisão. deiscência. 3. rubor. eritema ou calor local. criou definições de ISC que são mundialmente usadas para vigilância epidemiológica.Profª Glenda Agra Clinicamente. em pacientes obesos ou com feridas profundas em múltiplos planos (com pós toracotomia). abscesso. Infecção de Sítio Cirúrgico Incisional Superficial Deve ocorrer em 30 dias após o procedimento e envolver apenas pele e tecido subcutâneo e apresentar pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas: 1.Pelo menos um dos sinais e sintomas e a abertura deliberada dos pontos pelo cirurgião exceto se cultura negativa: dor. os sinais externos são mais tardios.

re-operação.Drenagem purulenta de incisão profunda. protegida da contaminação exógena.Abscesso ou outra evidência de infecção envolvendo fáscia ou músculo. 2. 2. Infecções à distância podem ser fonte de microorganismos que contaminam a ferida cirúrgica e devem ser pesquisados e tratados no pré-operatório de cirurgias eletivas. 3. 3.Profª Glenda Agra 1. rubor exceto se cultura negativa. edema. como por exemplo. Infecção de órgão/espaço Deve ocorrer em 30 dias após o procedimento se não houver implante ou um ano se houver implante. casos de infecção por Streptococcus do grupo A transmitida por .Diagnóstico de infecção incisional profunda pelo médico que acompanha o paciente.Diagnóstico de infecção de órgão/espaço pelo médico que acompanha o paciente Agentes etiológicos A fonte mais freqüente é a flora endógena do paciente. achada ao exame direto. 4. histopatológico ou radiológico. O ar pode ser veículo de transmissão de alguns patógenos em casos especiais. portanto. Fontes exógenas podem ter importância durante o ato cirúrgico. Envolver qualquer outra região anatômica do sítio cirúrgico que não a incisão e apresentar pelo menos um dos seguintes sinais e sintomas: 1.Drenagem purulenta por dreno locado em órgão ou cavidade.Microorganismo isolado de maneira asséptica de secreção ou tecido de órgão ou cavidade. dor localizada. estima-se que após 24 h do procedimento a ferida cirúrgica está selada e. portanto uma rigorosa técnica asséptica deve ser mantida com intuito de prevenir a contaminação.Abscesso ou outra evidência de infecção envolvendo órgão ou cavidade achada ao exame direto. 4. histopatológico ou radiológico.Incisão profunda com deiscência espontânea ou deliberadamente aberta pelo cirurgião quando o paciente apresentar pelo menos um dos sinais ou sintomas: febre. reoperação.

c)resistência imunológica do hospedeiro. as espécies de Cândida. Fatores de Risco O risco de ocorrência de ISC é determinado por: a)dose do inoculo microbiano no sítio cirúrgico. A incidência de fungos vem crescendo devido ao grande número de pacientes imunodeprimidos. . d)status fisiológico do sítio cirúrgico no final da cirurgia. técnica cirúrgica empregada e doença de base do paciente. que é influenciado pela quantidade de tecido desvitalizado. as enterobactérias são mais freqüentemente encontradas de que em pacientes adultos. principalmente albicans e tropicalis são agentes mais comuns. Estratégias como as salas cirúrgicas com fluxo laminar e/ou radiação ultravioleta só foram eficazes em reduzir as taxas de ISC em cirurgias para colocação de prótese de quadril ou joelho. Na faixa etária pediátrica e em recém nascidos. o controle glicêmico no pós-operatório facilita a cicatrização e diminui o tempo de internação. o S. Em queimados. Os fatores de risco referentes ao hospedeiro são: 1. Os agentes mais freqüentes de ISC são os contaminantes comuns da pele do paciente: Staphylococcus aureus. entre eles. Staphylococcus epidermis e outros Staphylococcus coagulase negativa. aureus é o agente mais comum seguido de Pseudomonas aeruginosa. Em cirurgias abdominais existe uma maior freqüência de enterobactérias e Enterococcus sp.Profª Glenda Agra pessoas da equipe cirúrgica.Diabetes mellitus: um controle glicêmico adequado no pré-operatório e no intraoperatório é recomendável. A incidência de bactérias Gram-negativas e Enterococcus sp aumenta com o tempo de internação. b)virulência do microorganismo.

7. Quanto mais precoce a tricotomia.Tempo de internação pré-operatório: principalmente se o paciente estiver em UTI. 3. não existe consenso sobre a eficácia em reduzir a imunossupressão para realização de procedimentos para controle de ISC. Os fatores de risco relacionados à assistência pré-operatória são: 1.Obesidade: dificulta a cicatrização e a concentração tecidual adequada do antibiótico profilático. 6. A internação pré-operatória prolongada favorece a substituição da flora endógena do paciente.Tabagismo: o paciente deve ser orientado no pré-operatório a parar de fumar ou diminuir o uso de qualquer forma de consumo de tabaco. 4. contudo. 2. 5. . a albumina pode ser um bom marcador para controle.Desnutrição: se possível postergar a cirurgia para que o paciente melhore o estado nutricional.Perda rápida e recente de peso: pode ser um fator de risco principalmente por estar associada à desnutrição.Tricotomia extensa: principalmente se os pêlos forem raspados. pois este procedimento produz micro lesões que aumentam a colonização da pele e dificultam a antissepsia da mesma.Infecções de sítios distantes: devem ser pesquisadas e tratadas no pré-operatório. aumentando o risco de aquisição de microorganismos multi-resistentes. maior o risco.Imunossupressão : secundária ao uso de corticóide ou outros imunossupressores ou a doença de base.Idade avançada. 8.Profª Glenda Agra 2.

Diminuir o montante e o tipo de contaminação. geralmente cefalosporinas de primeira e segunda geração. 3. 2.Melhorar as feridas do hospedeiro. espaço morto. Caso a cirurgia seja prolongada. aureus é o agente mais freqüente de infecção. aumentar a imunossupressão por perda de sangue. existe uma grande perda volêmica ou se o paciente for obeso mórbido é recomendável uma segunda dose intra-operatória. a profilaxia deve ser realizada com antibióticos com atividade para este agente. 3.Uso de drenos: por permitir a migração retrógrada de bactérias da flora da pele. 2.Profª Glenda Agra Os fatores relacionados ao intra-operatório são: 1. abertura inadvertida de víscera. Como S. Os mais atuais guias para prevenção das infecções hospitalares são baseados em evidências científicas e categorizam as suas recomendações de acordo com a força destas evidências. A antibioticoprofilaxia deve ser realizada antes do início da cirurgia para que no momento da incisão da pele exista concentração tecidual adequada.Tempo intra-operatório prolongado: por aumentar o risco de contaminação da ferida. diminuir o efeito do antibiótico profilático quando não repicado e aumentar o número de suturas e uso do cautério. Prevenção São três as principais estratégias para reduzir e prevenir as ICS: 1. .Técnica cirúrgica como: manipulação intensa. O uso de antibióticos profiláticos que tem início no pós-operatório imediato e se estende por longos períodos não previne nem cura a inflamação ou infecção. aumentar a lesão tecidual.Melhorar as condições de ferida. controle inadequado de sangramento. quantidade de tecido desvitalizado.

IB e II para prevenção de ISC são apresentadas no quadro a seguir: Recomendações do CDC para prevenção de ISC Recomendação Nível de recomendação Preparação pré-operatória do paciente Diagnosticar e tratar infecções em sítios distantes antes do IA procedimento Internação pré-operatória mais breve possível IA . clínicos ou epidemiológicos bem desenhados. Tópicos não resolvidos ou sem recomendações: são medidas para as quais as evidências científicas são insuficientes ou não há consenso relativo a sua eficácia. normas ou padrões governamentais. Categoria II: são medidas sugeridas para implementação e são suportadas por estudos clínicos ou epidemiológicos indicativos e com uma razão teórica. Categoria IC: são medidas determinadas por regulamentações. As recomendações do CDC com os níveis de evidência IA.Profª Glenda Agra O CDC classifica suas recomendações de acordo com as seguintes categorias: Categoria IA: são medidas fortemente recomendadas para implementação e fortemente suportadas por estudos experimentais. clínicos ou epidemiológicos e com forte razão teórica. Categoria IB: são medidas fortemente recomendadas para a implementação e suportadas por alguns estudos experimentais.

se houver grande perda de sangue. em possíveis novas incisões e na inserção de drenos Considerar postergar a cirurgia em caso de desnutrição severa. nesses casos associar antibiótico via oral Administrar antibiótico antes da cirurgia para que haja concentração IA adequada de antibióticos no momento da incisão da pele. Idealmente 30 minutos antes Não estender a profilaxia no pós-operatório IB Considerar doses adicionais no intra-operatório: se a cirurgia se IB estender mais que a meia vida estimada do antibiótico. se a operação for em obesos mórbidos Não usar vancomicina como profilaxia de rotina IB . Controle glicêmico adequado: manter glicemia do intraoperatório  IB 200 Recomendar parar de fumar no mínimo 30 dias antes do IB procedimento Prescrever banho pré-operatório com anti-séptico na noite anterior e IB na manhã da cirurgia Lavar e limpar a pele ao redor da incisão para remover contaminação IB grosseira antes de aplicar solução anti-séptica Usar anti-séptico adequado para preparo da pele: clorohexidine. II realizar controle pela albumina Anti-sepsia das mãos e antebraços de toda equipe cirúrgica Antibiótico profilático Selecionar antimicrobiano profilático baseado no agente mais comum IA para o procedimento específico Para cesárea administrar imediatamente após o clampeamento do cordão. PVPI IB Aplicar anti-séptico em círculos concêntricos de dentro para fora. faze-la imediatamente antes da IA cirurgia. na IB área da incisão.Profª Glenda Agra Se for necessário realizar a tricotomia. com o uso de tricotomizador. Administrar antibiótico intravenoso. exceto nos casos de cirurgia IA coloretal.

para limpeza. IB colher esse tipo de material apenas quando indicado como parte de uma investigação epidemiológica Esterilizar todos os instrumentos cirúrgicos de acordo com as IB recomendações da CCIH Utilizar esterilização Flash para materiais que precisem ser IB esterilizados com urgência Não utilizar esterilização Flash para materiais que precisem ser IB esterilizados com urgência . usar desinfetante registrado no órgão competente.Profª Glenda Agra Administrar antibiótico o mais próximo possível da indução II anestésica Cuidados intra-operatório Sala cirúrgica Não realizar limpeza ou desinfecção especial após cirurgias IA contaminadas ou infectadas Não usar tapetes na entrada da sala cirúrgica com objetivo de IA controlar infecção Manter pressão positiva da ventilação da sala cirúrgica em relação ao IB corredor e áreas adjacentes Manter no mínimo 15 trocas de ar por hora sendo pelo menos 3 trocas IB com renovação Filtrar todo ar com filtros apropriados e aprovados pelo órgão IB competente Introduzir todo ar pelo teto e a exaustão pelo chão IB Manter as portas das salas fechadas exceto para passagem de IB equipamentos. antes da próxima cirurgia Realizar limpeza terminal na sala cirúrgica após a última cirurgia com IB desinfetante registrado no órgão competente Não realizar de rotina coleta e amostras ambientais da sala cirúrgica. profissionais e pacientes Quando sujeira visível ou contaminação com sangue ou fluidos IB corporais nos equipamentos durante a cirurgia.

quando risco de contaminação II para profissional for previsto Anestesia Toda a equipe anestésica deve seguir as recomendações para controle IA de infecção durante a cirurgia Técnica cirúrgica Manipular os tecidos delicadamente. Postergar o fechamento primário ou deixar a incisão aberta para IB fechamento por segunda intenção se o campo cirúrgico for severamente contaminado Se o dreno for necessário. manter hemostasia efetiva. Manter o curativo seco e não remover durante o banho . Colocar o IB dreno em uma incisão separada e remover assim que possível Cuidados pós-operatórios com a incisão Manter a incisão fechada com curativo estéril pelas primeiras 24-48 IA horas. IB contaminada e ou permeada de sangue ou outros materiais potencialmente infecciosos Usar máscara cirúrgica que cubra completamente a boca e o nariz IB quando entrar na sala cirúrgica se o material estéril estiver exposto ou a cirurgia já tiver começado.Profª Glenda Agra Não utilizar esterilização Flash rotineiramente por conveniência ou IB para poupar tempo Curativos e campos cirúrgicos Não usar propé com intuito de prevenir infecção IA Trocar a paramentação quando visivelmente molhada. usar dreno fechado de sucção. suja. erradicar espaço morto no sítio cirúrgico. Usar máscara durante todo o procedimento Toda a equipe cirúrgica deve usar luva estéril que deve ser colocada IB após o avental estéril O avental e campo cirúrgico devem ser de material impermeável IB Usar propé que cubra o pé e tornozelo. IB minimizar tecidos desvitalizados e corpos estranhos.

A melhor conduta é abrir a cicatriz e tratar por via sistêmica quando os sinais locais de inflamação são exuberantes ou o paciente possui sintomas e sinais sistêmicos. Apesar da maioria dos pacientes receber antibióticos no início do diagnóstico de ISC. apropriadamente estratificadas. indireta IB ou uma combinação das duas durante a internação. Infecções potencialmente graves podem aparecer precocemente no pós-operatório. as taxas de ISC para cada IB membro da equipe cirúrgica.Profª Glenda Agra Lavar a mão com anti-séptico antes de manipular o curativo ou sítio IA cirúrgico Orientar o paciente e familiares como cuidar da cicatriz e identificar II sinais e sintomas de infecção e a quem e onde reportar esses achados Vigilância Epidemiológica Usar as definições do CDC para identificar ISC IB Para busca de casos utilizar a observação prospectiva direta. Estudos com abscessos subcutâneos não identificaram benefícios quando a antibioticoterapia foi usada junto com a drenagem. Utilizar um sistema de vigilância pós-alta que seja compatível com os recursos e atenda a necessidade de obtenção de dados Para os pacientes que realizaram cirurgias que foram escolhidos para IB vigilância. alguns sintomas que sugerem estas patologias são: dor desproporcional aos achados do . O formato e a freqüência serão determinados pelo volume cirúrgico e os objetos locais. calcular as taxas de ISC por procedimento específico IB estratificadas pelas variáveis que são preditivas de risco para ISC Reportar. Tratamento Em ISC restrita aos tecidos moles. a terapêutica mais importante é a abertura da cicatriz retirada do material infectado e curativo contínuos até a cicatrização por 2ª intenção. esta prática tem pouco suporte em evidências científicas. registrar todas as variáveis que podem estar envolvidas em um risco aumentado de ISC Após o final da cirurgia um membro da equipe cirúrgica deve definir IB o potencial de contaminação da cirurgia Periodicamente.

o quadro clínico é semelhante à fasciite necrosante podendo ser diferenciado desta.. O quadro clínico é de início rápido no pós-operatório com febre. clindamicina e penicilina. Síndrome do choque tóxico: é uma infecção causada pela toxina do S. bolhas violáceas. amolecimento da pele. edema e friável a manipulação. sendo semelhante a fasciite necrosante. no qual o tecido subcutâneo apresenta-se acinzentado e a fáscia do músculo com estrias. aureus que age como superantígeno provocando uma proliferação massiva de linfócitos T e produção de citocinas com IL1 e TNF. queda do estado geral. Clostrium hystoliticum ou Clostridium novyi. Fasciite necrosante: esta é uma infecção rara.Profª Glenda Agra exame físico. rash cutâneo. . Proteus sp. áreas de parestesia e anestesia. O diagnóstico é confirmado com achados do intraoperatório. geralmente monobacteriana. Serratia marcescens e Enterobacter sp. hemorragia cutânea. pela rotina de Gram do tecido. O agente mais freqüente é o Streptococcus beta hemolítico do grupo A. Gangrena gasosa: causada por Clostridium perfringens Clostrium septicum. a infecção se estende a planos mais profundos podendo envolver fáscia e tecido subcutâneo. O tratamento é realizado com antibiótico com atividade anti-estafilocócica e terapia de suporte. que evolui com necrose progressiva da pele podendo surgir lesões bolhosas e áreas de gangrena. O debridamento deve ser realizado conforme avaliação clínica. rápida progressão e presença de ar em subcutâneo. Mais freqüentemente em pós-operatório. Citrobacter freundii. este quadro pode ser causado por uma flora polimicrobiana composta por Escherichia coli. porém grave. no entanto um quadro clínico semelhante pode ser causado por Vibrio vulnificus ou Aeromonas hydrophilia. O tratamento dessas duas síndromes é feito com debridamento cirúrgico e antibiótico sistêmico. O quadro clínico costuma ter evolução rápida com poucos sinais locais.

5 g/100 ml) e da desidrognase lática ( DHL inferior a 200UI/100 ml) e existem poucas células no líquido pleural. por ser o ponto de partida no esclarecimento do mecanismo fisiopatológico da doença. são importantes os aspectos clínicos e semiológicos.Profª Glenda Agra ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NOS PÉRÍODOS DA CIRURGIA: PRÉOPERATÓRIO E PÓS-OPERATÓRIO CIRURGIAS DO APRELHO RESPIRATÓRIO: DERRAME PLEURAL Definição O derrame pleural é o acúmulo anormal de liquido na cavidade pleural. com conseqüente alteração da permeabilidade pleural e formação do derrame.0g/100ml) e DHL (> 200 UI/100ml) e maior quantidade de células no líquido. Ficam caracterizados quando são baixas as taxas de proteínas ( geralmente inferior a 2. Os exsudatos desenvolvem-se a partir das alterações na permeabilidade capilar ou na drenagem linfática. Caracteriza-se pó taxas elevadas de proteínas ( > 3. radiológica e. as quais deslizam uma sobre a outra. bioquímica entre transudatos e exsudatos é o primeiro passo a ser analisado na presença de um derrame pleural. Os transudatos ocorrem por aumento da pressão hidrostática nos capilares ou por diminuição na pressão coloidosmótica. do diagnóstico diferencial e da necessidade de futuras investigações. sendo na maioria das vezes por ICC. insuficiência renal e estados de hipoproteinemia. São secundários a doneças que comprometem direta ou indiretamente o mesotélio. Ocorre em conseqüência de doenças extrapleurais. A partir da constatação da presença do derrame pleural. Principais sintomas associados ao derrame pleural . que é o espaço virtual entre as pleuras visceral e parietal. separadas por uma fina película de líquido. devendo estes valores ser comparados com as respectivas concentrações séricas. principalmente. A diferenciação clínica. bem como as características radiológicas e bioquímicas do derrame.

Elevação e alteração da forma do diafragma. no limite superior do derrame pleural. com retificação de sua porção medial. Apresentação radiológica do derrame pleural RX de tórax normal: derrames de pequeno volume não são identificados no RX de tórax em PA. em seu limite com o parênquima pulmonar. ou em sua fase de redução. . Ausculta pulmonar: redução ou abolição do MV sobre a região onde há presença de líquido. Os principais achados do exame físico relacionados à presença de derrame pleural são: Palpação: redução ou ausência do FTV. no início do processo. tosse e dispnéia.Profª Glenda Agra Dor torácica. pode estar presente na ausculta de atrito pleural. Percussão: macicez ou maciez sobre a região onde há maior acúmulo de líquido. Principais sinais associados ao derrame pleural Abaulamento do hemitórax acometido e de seus espaços intercostais. Obliteração do seio costofrênico – a partir de volumes que variam de 175 a 500 ml em adultos. MV pode estar aumentado. Nas fases de pleuite e pouca quantidade de líquido pleural. redução da expansibilidade torácica. desvio do ictus cardíaco e da traquéia.

abscesso pulmonar. ressecções pulmonares. iatrogênico. . doença metastática pleural. uso de drogas endovenosas. abscesso dentário. artrite reumatóide. rupturas vasculares: aneurisma de aorta torácica. perfuração esofagiana. telangectasia hemorrágica (síndrome de Osler-RenduWeber). após toracocentese ou biópsia pleural. Na maioria das vezes está associado a uma pneumonia bacteriana subjacente. pós-operatório. seqüestro broncopulmonar.Profª Glenda Agra Opacificação progressiva das porções inferiores dos campos pleuropulmonares com a forma de uma parábola com a concavidade voltada para cima. constituindo-se na progressão do derrame parapneumônico complicado. lesões de aorta durante arterioragrafias. abscesso subfrênico. associado ao pneumotórax espontâneo. pielonefrite. cirurgia esofagiana. mediastinite. pequenos procedimentos (ex: toracocentese). ducto arterioso patente. complicação de anti-coagualção na embolia pulmonar. coagulopatias: hemofilia e trombocitopenia. embolia pulmonar séptica. Hemotórax Presença de sangue na cavidade pleural. Empiema pleural È caracterizado pela presença de pus na cavidade pleural. com a obliteração do seio costofrênico posterior e desaparecimento da cúpula diafragmática correspondente ao hemitórax em que há o derrame. perfuração de veias centrais durante a instalação de cateteres. Principais causas: trauma torácico aberto ou fechado. fístula artério-venosa. hemotórax catamenial ( associado à endometriose pleural ou pélvica com comunicação das cavidades pleural e peritoneal por defeitos no diafragma). O derrame pleural pode ser identificado mais precocemente no RX de perfil. após biópsia ou aspirado pulmonar transcutâneo. traumatismo torácico com perfuração. Entretanto. outras causas de empiema pleural são descritas: Pneumonia bacteriana.

distensão jugular. As causas principais dos iatrogênicos incluem acesso venoso central. preconiza-se a colocação de 1 agulha grossa no 2º espaço intercosta anterior. quando sob ventilação mecânica. sem sinais de redução de volume drenado. taquicardia. hipoxemia. a indicação de toracotomia deve ser considerada. que podem requerer tamanhos específicos. impedindo o pulmão de se expandir. a expansão pulmonar após a drenagem pode tampona-lo. Se a evolução do pneumotórax for hipertensão intrapleural (pneumotórax hipertensivo geralmente visto em ventilação mecânica com PEEP) haverá desvio mediastinal. hipotensão. a qual diminui o risco de empiema ( o sangue funciona como meio de cultura) e o risco de fibrotórax . Quando o pneumotórax é pequeno. deve-se realizar drenagem torácica. A drenagem torácica permite a monitorização do volume de sangramento e se este se apresentar maior que 200ml/hora. linha médio-clavicular para alívio momentâneo.Profª Glenda Agra Abordagem terapêutica do hemotórax O manejo inicial do hemotórax é a drenagem torácica fechada. lesão de grandes vasos. juntam-se ao trauma iatrogênico. Pneumotórax É a presença de ar na cavidade pleural. na maioria das vezes necessitam de drenagem pleural. uma avaliação sistemática e detalhada deve ser feita na busca de lesões associadas. contusão pulmonar. expandindo-o novamente. . aumento da sonoridade à percussão. colapsando-o. Traumas torácicos perfurantes. quando o pneumotórax tem proporções maiores ou há lesão do parênquima pulmonar e insuficiência respiratória. fraturas de múltiplos arcos costais. ausência de movimentos respiratórios e murmúrio vesicular no lado comprometido. biópsia pleural etc. geralmente há a reabsorção do ar pelo sistema de circulação pleural. Este fato faz com que desapareça a pressão negativa normal entre pleurais. broncoscopia. etc. reanimação PCR. que deve ser precoce. fraturas de costelas com lesão pleural. toracocentese. alteração hemodinâmca importante por diminuição do retorno venoso e do DC. Normalmente classificado em espontâneo (roturas de bolhas pulmonares em DPOC) e provocado (iatrogênicos e traumáticos). . Os iatrogênicos e traumáticos. Nos casos de traumas torácicos. Nesses casos (emergência). Se o sangramento for decorrente de lacerações na pleura. No entanto. A traquéia desvia para olado oposto. como tamponamento pericárdio.

porém cerca de 50% necessitam de cuidados cirúrgicos. Biópsia pleural. estes derrames têm indicação de drenagem. punção do ducto (acidente em punção de veia subclávia esquerda). Enquanto procedimento diagnóstico ou terapêutico. 1. A toracocentese é realizada nos pacientes com vários problemas clínicos. O acúmulo do líquido pleural pode ocorrer em alguns distúrbios. Ações de enfermagem . à lesão cirúrgica. invasão neoplásica.TORACOCENTESE Uma fina camada de líquido pleural normalmente permanece no espaço pleural.Profª Glenda Agra Quilotórax A presença de quilotórax é mais rara e deve-se. Aspiração de líquido pleural para análise. a toracocentese pode ser utilizada para: Remoção de líquido e ar presentes na cavidade pleural. Instilação da medicação dentro do espaço pleural. Uma amostra desse líquido pode ser obtida por toracocentese ou por dreno de toracomotomia. A toracocentese é a aspiração do líquido pleural para fins diagnósticos ou terapêuticos. Contra-indicações: Alterações importantes da coagulação. na maioria das vezes. Quando grandes.

. Se possível. Deitado sobre o lado não afetado com o leito elevado em ângulo de 30º ou 45º. 7. 5. posicionar o paciente ereto ou em uma das seguintes posições: sentado na borda do leito com os pés apoiados e os braços e a cabeça sobre um travesseiro apoiado na mesa auxiliar.O procedimento é realizado sob condições assépticas.Profª Glenda Agra 1. se prescrito. 2. o local da toracocentese é determinado pelo RX de tórax.Avaliar o paciente quanto à alergia ao anestésico local que será utilizado. preparar o paciente para a sensação fria do germicida cutâneo e para a sensação de pressão decorrente da infiltração do agente anestésico local encorajar o paciente a reter a tosse.Informar ao paciente sobre a natureza do procedimento e: a importância de manter-se imóvel as sensações de pressão que serão sentidas que nenhum desconforto está prescrito após o procedimento. pelo imageamento com o ultra-som e pelos achados do exame físico. o médico utiliza uma agulha de pequeno calibre para injetar um anestésico local lentamente em direção ao espaço intercostal. 4. 3.Posicionar o paciente confortavelmente com apoios adequados. Após a pele ser limpa.Assegurar com antecedência de que a radiografia de tórax foi prescrita e realizada e o consentimento informado foi assinado.Apoiar e tranqüilizar o paciente durante o procedimento. se incapaz de permanecer em posição sentada. 6. com atenção para o local de macicez máxima à percussão. O local para a aspiração é visualizado pela radiografia de tórax e percussão.Expor todo o tórax. Escarranchado na cadeira com os braços e a cabeça repousando sobre o encosto (posição de cavalo). Se o líquido está na cavidade pleural. Também administrar o sedativo.

12. muco espumoso.de 20 ml com uma válvula de 3 vias é conectada à agulha ( um terminal do adaptador está conectado à agulha e o outro a uma sonda que leva ao recipiente receptor do líquido que está sendo aspirado) Se uma quantidade considerável de líquido é retirada. Um recipiente de amostra com formalina pode ser necessário para a biópsia pleural. A remoção do pulmão direito é mais perigosa do que a do esquerdo. a agulha é mantida no local sobre a parede do tórax com uma pequena pinça hemostática.Após a agulha ser retirada. Informar ao paciente que ele permanecerá em repouso no leito e a radiografia de tórax será realizada após a toracocentese. e um pequeno curativo estéril é fixado no local. aplicar pressão sobre o local de punção. rigidez no tórax. 11. bronquiectasias ou tuberculose unilateral extensa. Quando o espaço pleural é alcançado. 9. sanguinolento. 10. tonteira. preparar amostras do líquido para avaliação laboratorial. porque o pulmão direito tem um maior leito vascular e sua remoção impões uma maior comprometimento fisiológico. 2. Se indicado.Monitorizar o paciente em intervalos regulares quanto ao aumento da freqüência respiratória: assimetria no movimento respiratório. a sucção pode ser aplicada com a seringa.PNEUMONECTOMIA A remoção de um pulmão inteiro é realizada principalmente para o câncer quando a lesão não pode ser removida por um procedimento menos extensivo. pulso rápido.Profª Glenda Agra 8. Ela também pode ser realizada para abscessos pulmonares. . tosse incontrolada. e sinais de hipoxemia.O médico avança a agulha de toracocentese com uma seringa conectada. sua coloração e viscosidade.Registrar a quantidade total de líquido retirado com o procedimento e documentar a natureza do líquido.

geralmente. Após o lobo ser removido. é feita. Por vezes.Profª Glenda Agra Uma incisão de toracotomia póstero-lateral. os lobos remanescentes do pulmão são expandidos. . não são utilizados drenos porque a acumulação de líquido no hemitórax vazio evita o desvio do mediastino. por vezes. O dreno de tórax é conectado a um dispositivo de drenagem torácica por vários dias. O cirurgião realiza uma incisão de toracotomia. que é mais comum do que a pneumonectomia. com ressecção de uma costela. para o enfisema gigante. Quando o espaço pleural é alcançado. O dreno superior é para remoção de ar. o pulmão envolvido colapsa. a lobectomia ( remoção de um lobo do pulmão) é realizada. Geralmente. dois cateteres torácicos são inseridos para drenagem. 3. O brônquio principal é dividido e o pulmão removido. sendo os vasos lobares e os brônquios ligados e divididos. A lobectomia. apenas um cateter é necessário. tumores benignos.LOBECTOMIA Quando a patologia está limitada a uma área do pulmão. sua exata posição depende do lobo a ser ressecado. bronquiectasia e infecções fúngicas. pode ser realizada para o carcinoma broncogênico. o inferior é para drenagem de líquido. A artéria pulmonar e as veias pulmonares são ligadas e desviadas. tumores malignos metastáticos. ou antero-lateral. O coto bronquial é fechado e.

Profª Glenda Agra .

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utilizando uma valva de via única. movendo-se para cima quando o paciente inala e. quando o paciente exala. Sistemas: O dreno de tórax. A drenagem acumula-se na primeira câmara e o ar sai através da segunda câmara.DRENAGEM PLEURAL Uma intervenção fundamental para melhoramento da troca gasosa e da respiração no período pós-operatório é o tratamento adequado da drenagem de tórax e do sistema de drenagem de tórax. porém o ar não pode retornar para dentro do tórax. .org 3. ou cateter. Após a cirurgia torácica. líquido e sangue. é conectado ao sistema de drenagem. os drenos de tórax e o sistema de drenagem fechada são utilizados para reexpandir o pulmão comprometido e para remover o excesso de ar.Profª Glenda Agra REFEREÊNCIAS DAS ILUSTRAÇÕES: http://www. para baixo. O nível de água flutua conforme o paciente respira. A água na segunda câmara atua como um selo e permite ao ar e ao líquido drenar do tórax para dentro da primeira câmara.cirurgiatoracica. Os sistemas de drenagem de tórax também são utilizados no pneumotórax espontâneo e no trauma resultante em pneumotórax.

3. Ações de enfermagem Após muitos procedimentos intratorácicos. 1. assegure-se de que o corpo do paciente não comprime o dreno. 4. . conforme necessário. O sistema consiste em um ou mais cateteres mantidos no espaço pleural pela sutura à parede torácica. é necessário um sistema de drenagem pleural.Realizar com o braço e o ombro do lado afetado do paciente os exercícios de amplitude de movimento várias vezes ao dia. O sistema remove os líquidos e os gases provenientes do espaço pleural ou da cavidade torácica e do espaço mediastinal.Profª Glenda Agra Existem 3 tipos de sistemas: sistema de frasco único. Quando o paciente está na posição lateral. Isso pode ser feito pela desconexão do dreno do terminal de aspiração para proporcionar a ventilação. facilita a reexpansão do pulmão e restaura a função cardiorrespiratória normal após a cirurgia. Esses cateteres são então conectados a um sistema de drenagem. pela estabilização da pressão negativa na cavidade pleural. sistema de dois frascos e sistema de três frascos.Encorajar o paciente a assumir a posição de conforto com bom alinhamento corporal. trauma ou distúrbios clínicos.Delicadamente. 2. o sistema de drenagem deve ser aberto para a atmosfera de modo que o ar intrapleural possa escapar do sistema. ordenhe o dreno na direção do frasco de drenagem. OBS: Quando o vácuo de parede é desligado.Assegure-se de que o equipo de drenagem não racha nem dobra ou interfere com os movimentos do paciente. Encoraje o paciente a mudar de posição freqüentemente. Os analgésicos podem ser necessários para aliviar a dor.

6. Também ensine ao paciente como realizar a espirometria de incentivo. cianose. Observação: As flutuações de líquido no frasco de selo d’água ou a saída de ar na área indicadora irão parar quando: o pulmão se reexpandir o tubo estiver obstruído por fibrina ou coágulo sanguíneo ou dobrado dreno situa-se abaixo do resto do equipo aspirador.Profª Glenda Agra 5. 8.Observe e imediatamente relate a respiração rápida. 7. Também avalie o sistema de dreno de tórax quanto a extravasamentos externos corrigíveis. Se o equipo se desconecta. pressão no tórax. ou o vácuo de parede. Proporcione analgesia adequada. Simultamente. fazendo um . não está trabalhando adequadamente.Observe quanto aos extravasamentos de ar no sistema de drenagem: eles são indicados pelo constante borbulhamento no frasco de selo d’água ou pelo detector de saída de ar. Se necessário.Se o paciente está deitado sobre uma maca e deve ser transportado para uma outra área. instrua o paciente a realizar suavemente a manobra de Valsalva ou a respirar silenciosamente. Notifique o médico imediatamente do borbulhamento excessivo no frasco de selo d’água que não seja devido a extravasamentos externos. superficial. posicione o sistema de drenagem abaixo do nível do tórax.Encoraje o paciente a respirar profundamente e a tossir a intervalos freqüentes. sintomas de hemorragia ou alterações significativas nos sinais vitais. Então. Não feche o dreno de tórax durante o transporte. 10. corte fora as pontas contaminadas do dreno de tórax e do equipo. solicite uma prescrição para analgesia controlada pelo paciente.Quando ajuda na retirada do dreno de tórax. enfisema subcutâneo. insira um conector estéril nas extremidades cortadas e reconecte o sistema de drenagem. o dreno de tórax é fechado e rapidamente removido. 9.Assegure-se de que existe uma flutuação no nível do líquido no frasco de selo d’água ou na saída de ar na área indicadora. uma gaze pequena é colocada.

O caráter e a profundidade das respirações e a coloração do paciente servem como critérios importantes na avaliação sobre a expansibilidade adequada dos pulmões. Isso resulta em volumes correntes diminuídos. No período pós-operatório imediato. então. colocando o paciente em risco de falência respiratória. isso é obtido pela mensuração dos sinais vitais. Também é comum a sua prática em pacientes que tenham a linha arterial . Os pacientes submetidos à cirurgia torácica vivenciam .6 l/s. A oximetria de pulso é utilizada para monitorização contínua da adequação da oxigenação. da hemoglobina e dos valores do hematócrito e da pressão arterial. É importante monitorizar a frequência e o ritmo cardíaco pela ausculta e pelo eletrocardiograma porque grandes episódios de arritmias são comuns após a cirurgia cardíaca e torácica. a partir da linha básica de 0. menos freqüentemente. no período pós-operatório. A diminuição da VEF a partir da linha básica indica diminuição na força respiratória. uma linha arterial pode ser mantida para ajudar a monitorização freqüente dos gases sanguíneos. No pós-operatório imediato. É importante coletar sangue para mensuração da gasometria arterial precocemente. a freqüência pela qual os gases arteriais pós-operatórios são verificados depende de o paciente estar mecanicamente ventilado ou apresentar sinais de angústia respiratória. em média. A VEF é o volume de ar que o paciente pode expelir forçadamente no primeiro segundo. A pressão venosa central pode ser monitorizada para detectar precocemente sinais de distúrbios do volume de líquido.Profª Glenda Agra lacre contra o ar com uma gaze 4 x 4 vaselinada e completamente vedada com esparadrapo impermeável. conforme a condição do paciente se estabiliza. uma redução no VEF. A troca gasosa é determinada pela avaliação da oxigenação e da ventilação. no mínimo a cada 15 minutos nas primeiras 1 a 2 horas. dos eletrólitos séricos. as mensurações da gasometria sanguínea podem ajudar na determinação da terapia adequada. porém freqüentemente são observadas entre o segundo e o sexto dias pós-operatórios. As arritmias podem acontecer em qualquer momento. A incidência de arritmias aumenta nos pacientes maiores de 50 anos de idade e naqueles que se submeteram a pneumonectomia ou cirurgia esofagiana. para estabelecer uma linha de parâmetro que avalie a adequação da oxigenação e ventilação e a possível retenção de CO2.

melhora o mecanismo da tosse e permite uma avaliação precoce das alterações agudas pulmonares. que foram ensinadas antes da cirurgia devem ser praticadas pelo paciente a cada 2 horas para expandir os alvéolos e prevenir a atelectasia. O posicionamento também melhora a respiração. à medida que o paciente inspira mais profundamente. Isso facilita a ventilação. Após a pneumonectomia. o lado que foi operado deve ficar mais baixo. promove a drenagem de tórax do dreno de tórax inferior e ajuda o ar residual a subir para a parte superior do espaço pleural. Espirometria de incentivo: Assegurar que o volume de ar inalado é aumentado gradualmente. O paciente realiza uma respiração profunda através de um bucal. então. a cebeceira do leito é elevada a 30 a 40º durante o período pós-operatório imediato. A posição do paciente é mudada de horizontal para semi-ereta tão cedo quanto possível. Essa técnica otimiza a inflação pulmonar. A enfermeira deve consultar o cirurgião sobre o posicionamento do paciente. A monitorização hemodinâmica pode ser utilizada para avaliar a estabilidade hemodinâmica. relaxa e exala. tais como respiração diafragmática e a respiração com lábios semicerrados. onde pode ser removido através do dreno de tórax superior. Outra técnica para melhorar a ventilação é a terapia de inspiração máxima sustentada ou espirometria de incentivo. Quando o paciente está orientado e a pressão sanguínea está estabilizada. pára no pico da inflação pulmonar e. As técnicas de respiração. Cuidados de enfermagem com o sistema de drenagem torácica .Profª Glenda Agra instalada para obtenção de sangue para as verificações da gasometria arterial e para monitorizar a pressão sanguínea intensivamente. pois a permanência em uma posição tende a promover a retenção das secreções na parte mais baixa dos pulmões. de modo que o líquido no espaço pleural permaneça abaixo do nível do coto bronquial e o outro pulmão possa se expandir plenamente.

Para retirar o dreno. 7. verificando bem as conexões e rosqueamento das trompas.Profª Glenda Agra 1.O curativo de incisão do dreno deve ser oclusivo para evitar a entrada de ar pela ferida operatória. e verificar constantemente a drenagem.Observar periodicamente o perfeito funcionamento do sistema.Fazer anotações de enfermagem sobre volume. evitando sua obstrução por coágulos. 5.No sistema de aspiração contínua deve haver borbulhamento no frasco redutor. 4. 2.Observar continuamente se os intermediários longos dentro dos frascos permanecem em selo d’água (mergulhados).Na retirada de dreno de tórax deve-se observar: . com tiras largas de esparadrapo. rapidamente.Ordenhar periodicamente o dreno. 12. a enfermagem deve providenciar material de curativo. fazer curativo compressivo.Durante a permanência do dreno.Ao trocar os frascos de drenagem ou transportar o paciente. a enfermagem deverá observar o paciente quanto a: dores torácicas. fazer pinçamento duplo do dreno torácico. 3. 11. evitando-se a instalação de pneumotórax ( retorno de ar ao espaço pleural. 10. 9. hipertermia etc. Observar e anotar presença de secreções neste local.Evitar a entrada de ar no sistema. aspecto do líquido drenado e funcionamento dos sistema. dificuldade respiratória.Os frascos deverão permanecer abaixo do nível do tórax. 8. para evitar entrada de ar. colapsando o pulmão). 6. Após a retirada.

*se o dreno é mediano ou lateral. portanto. observar se o paciente apresenta insuficiência respiratória. necessitando. em ventilação espontânea. anti-sépticos e aspirador (vácuo de parede ou portátil). arritmias cardíacas e sangramentos podem ocorrer. aplicar imediatamente a placa de esparadrapo com gaze sobre o orifício. *simplesmente retirar o dreno. sonda nasogástrica grossa. retirar o dreno no final da inspiração. aplicar imediatamente a placa de esparadrapo com gaze sobre o orifício. pois contaminação. desconectar o respirador ao final da inspiração. pedir ao paciente para inspirar profundamente e prender a respiração. *Quando houver coágulo e o dreno for mediano (sem rompimento da pleura) o mesmo poderá ou não ser aspirado: *opção de retirar o dreno aspirando ao mesmo tempo. *retirada do dreno lateral ( os cuidados devem ser maiores) – preparar uma placa de esparadrapo com gaze. evitando-se qualquer entrada de ar e conseqüente pneumotórax. NOTAS: *Manobras descritas no item 12 referem-se a pacientes lúcidos. colaborativos. cortar o fio que prende o dreno à pele. sedados ou anestesiados. *a manobra de aspiração deve ser executada pelo médico. o fio bailarina romper-se. de luva estéril. em ventilação mecânica. *retirada do dreno mediano (sem abertura de pleuras) – pede-se ao paciente que segure a respiração. quando realizadas com pacientes comatosos. material de curativo.Profª Glenda Agra *se já foi ordenhado o suficiente. *Se o momento do nó. *somente aspirar o dreno. retirar o dreno e fixar o ponto da bailarina para ocluir o orifício do dreno. *após a retirada do dreno. . com ajuda da enfermagem. em seguida soltar o segundo fio. puxa-se o dreno e amarra-se fio para fechar o orifício de entrada.

O motor de aspiração mecânica ou o vácuo de parede. .Profª Glenda Agra *o volume e aspecto da drenagem devem ser anotados. o que implica que o sistema está funcionando adequadamente. 3.Sistema de dois frascos: O sistema de 2 frascos consiste na mesma câmara de selo d’água mais um frasco para a coleta de líquido. Quando o líquido pleural se acumula. Conforme o nível de líquido no frasco aumenta. o ar externo é aspirado para dentro do sistema. A quantidade de aspiração no sistema é controlada pelo vacuômetro. a aspiração pode ser aceitada.Sistema de Frasco Único: A extremidade final do dreno de tórax proveniente do tórax do paciente fica submersa na água. 2. cria e mantém uma pressão negativa ao longo de todo o sistema de drenagem fechada.Sistema de 3 frascos: É semelhante ao sistema de 2 frascos. A drenagem depende da força da gravidade ou da quantidade de aspiração acrescida ao sistema. o sistema de selo d’água não é afetado pelo volume de drenagem. SISTEMAS COMERCIAIS 1. Quando o vácuo no sistema torna-se maior do que a profundidade até a qual o tubo está submerso. torna-se progressivamente mais difícil para o ar e o líquido sair do tórax. exceto pelo acréscimo de um terceiro frasco para controlar a quantidade de aspiração aplicada. o que permite a drenagem de ar e líquido proveniente do espaço pleural. Assim. A quantidade de aspiração é determinada pela profundidade até a qual a ponta do tubo de vidro para ventilação está submersa. Isso resulta em um borbulhamento constante no frasco do vacuômetro ( ou regulador de pressão). MECANISMO DO SISTEMA COLETOR DE DRENAGEM TORÁCICA INDICAÇÕES Os sistemas coletores de drenagem pleural ou mediastinal são empregados em cirurgias torácicas ou cardíacas e destinam-se à evacuação de conteúdo líquido e/ou gasoso da cavidade torácica.

evitando a entrada de ar na cavidade torácica (pneumotórax aberto). de modo a atingir a marca do nível líquido mínimo obrigatório. conforme a capacidade do reservatório. que é negativa em relação à atmosférica. Os sistemas de frasco coletor único são os mais comumente empregados. Somente o correto rosqueamento possibilitará a vedação adequada quando for necessária a aspiração contínua.Profª Glenda Agra DESCRIÇÃO Os sistemas coletores de drenagem pleural utilizam o princípio da sinfonagem para manter em equilíbrio a pressão intrapleural ou intrapericárdia. PREPARO DO SISTEMA COLETOR A tampa do sistema deve ser rosqueada ao frasco coletor de modo correto e firme. PREPARO DO FRASCO COLETOR Verificar a capacidade do frasco coletor escolhido e colocar solução fisiológica ou água destilada estéril no frasco coletor. PREPARO DO MULTI-CONECTOR CÔNICO . devido AP seu baixo custo e fácil manuseio.

Verificar se existe oscilação ou borbulhamento no nível líquido. REVISÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM Rever se a extremidade do tubo no interior do frasco ficou submersa cerca de 2 cm abaixo do nível líquido mínimo obrigatório. 2º Preparar o dreno torácico para a conexão cortando-o transversalmente na extremidade chanfrada distal. Marcar na etiqueta do frasco coletor o nível líquido. 5º Conectar firmemente o dreno torácico. com isto otimiza-se o diâmetro interno da conexão evitando estreitamentos. 4º Cortar o multi-conector cônico no maior diâmetro que possibilite conexão firme com o diâmetro interno do dreno torácico. deve-se previamente preparar o dreno torácico e o multi-conector cônico para a conexão. unindo-o com o muti-conector cônico. 1º Instalar cirurgicamente o dreno torácico na cavidade pleural ou no mediastino. de modo a evitar desconexão por arrancamento.Profª Glenda Agra O multi-conector cônico permite a conexão da mangueira do sistema com drenos torácicos de diversos diâmetros. Entretanto. 6º A conexão entre o dreno torácico e a mangueira do sistema de drenagem poderá ser reforçada com fita adesiva. FAIXA ADESIVA DE FIXAÇÃO . 3º Verificar o diâmetro interno do dreno torácico. a data e a hora da instalação do frasco coletor.

ORDENHA As manobras de ordenha são empregadas sob supervisão médica ou da enfermagem quando ocorrer obstrução por coágulos do sistema. se previne o doloroso deslocamento ou arrancamento do dreno torácico. em torno do dreno torácico. VERIFICAÇÃO DO(S) PONTO(S) CIRÚRGICO(S) Ao verificar as condições do(s) ponto(s) cirúrgico(s) e da fixação do dreno torácico durante o curativo. Também se deve verificar se está ocorrendo vazamento aéreo em torno do dreno torácico devido à folga no(s) cirúrgico(s). Desta forma. deve-se observar se ocorreu arrancamento parcial do dreno torácico com deslocamento do(s) ponto(s) cirúrgico(s). CURATIVOS A limpeza da ferida cirúrgica deverá ser realizada com solução anti-séptica e o curativo da pele. Utilizar pinça de ordenha ou ordenhar com a mão a mangueira de drenagem e o dreno torácico de modo a remover possíveis obstruções.Profª Glenda Agra A faixa adesiva de fixação é de extrema importância para o conforto do paciente e deverá ser fixada no flanco do paciente. Ela evita que as trações da mangueira do sistema sejam transmitidas ao(s) ponto(s) de fixação cirúrgica do dreno torácico com a pele. . deverá ser trocado diariamente ou quantas vezes forem necessárias.

desta forma. ou se o frasco coletor estiver sem o nível líquido mínimo obrigatório. Também nunca deixe virar ou tombar o frasco coletor. Portanto. o que poderá provocar pneumotórax hipertensivo ou enfisema de subcutâneo. Evitar o clampeamento prolongado da mangueira do sistema principalmente quando houver escape aéreo (borbulhamento). Pelo mesmo motivo. .Profª Glenda Agra ADVERTÊNCIAS Alguns cuidados devem ser tomados de modo a evitar obstrução da mangueira do sistema por torção ou angulação excessiva. a mangueira do sistema deverá ser mantida quase esticada. Em caso de ruptura do frasco coletor deve-se fechar a mangueira do sistema e rapidamente substituir por outro íntegro. sem curvas. nunca tampe o suspiro do frasco coletor. Para evitar o refluxo de líquido para a cavidade torácica não se deve elevar o frasco coletor acima do nível da cintura. evita-se a formação de sifões por coleção de líquido na própria mangueira. PNEUMOTÓRAX ABERTO O pneumotórax aberto com suas repercussões clínicas de insuficiência respiratória ocorrerá em caso de desconexão do sistema.

hidrotórax ou hemotórax) poderá provocar mal-estar. INSTRUÇÕES AO PACIENTE A instrução sobre o funcionamento do sistema ao paciente ou aos seus cuidadores é de responsabilidade da Equipe médica e de enfermagem. Evitar as adaptações que podem ocorrer quando se utilizam dispositivos de diversos fabricantes. na deambulação e no transporte. para evitar o refluxo de líquidos do frasco coletor para a cavidade torácica. deve-se orientar que o paciente não deite em cima da mangueira de drenagem a fim de não obstruí-la. A evacuação rápida do líquido pleural (pneumotórax. Orientar como se devem evitar movimentos corpóreos bruscos de modo a não tracionar a mangueira de drenagem. . DEAMBULAÇÃO O paciente deverá deambular normalmente. Avisar imediatamente ao médico. deslocamento doloroso ou arrancamento do dreno torácico.Profª Glenda Agra Verificar as conexões de todo o sistema de modo a não permitir vazamentos de líquido ou entrada de ar. dobras ou acotovelamentos. Não é recomendável perfurar o dreno torácico ou a mangueira do sistema para colher secreções. dor. em caso de desconexão acidental ou sangramento. PRECAUÇÕES MÉDICAS A reexpansão rápida do pulmão colabado deve ser evitada. o que provocar desconexões. Também. sem formar sinuosidades acentuadas. As instruções devem incluir noções e cuidados para se obter um perfeita sinfonagem do sistema no paciente acamado. dispnéia e até edema pulmonar com grave repercussão sistêmica. Orientar que não se deve elevar o frasco coletor acima do nível da cintura. caso não haja contra-indicações clínicas. Orientar como manter a mangueira de drenagem quase esticada.

dobras ou acotovelamentos na mangueira de drenagem. TRANSPORTE DO PACIENTE Não deixar formar curvas acentuadas. o dreno não deve ser pinçado durante o transporte em maca ou cadeira de rodas. Não pinçar o dreno torácico ao fazer Raio X. deste modo se evita que o líquido seja aspirado para o interior do tórax do paciente. EXAMES RADIOGRÁFICOS A radiografia de tórax e tomografia computadorizada de tórax são indicadas na avaliação do posicionamento do dreno torácico e da efetividade da drenagem pleural.Profª Glenda Agra Para uma maior comodidade. SISTEMA DE ASPIRAÇÃO CONTÍNUA A utilização de pressão negativa por aspiradores e pressão controlada auxilia na evacuação dos líquidos pleurais. propiciando a reexpansão pulmonar. transporte ao centro cirúrgico ou nas ambulâncias. Na presença de fístula aérea. . o paciente deverá utilizar a alça de transporte. Manter sempre o frasco coletor abaixo do nível da cintura.

Em crianças maiores e nos adultos recomenda-se a pressão negativa de 10 a 20 cm H2O. A aspiração está formalmente indicada em pacientes que não conseguem aumentar a pressão pleural através da tosse. Portanto. pós-operatório imediato de cirurgia torácica etc. paraplégicos. quanto mais mergulhado. sendo o seu valor estabelecido a critério médico. traqueostomizados. ou seja. Este sistema de aspiração contínua serve para se guardar o nível de aspiração. mas do quanto o respiro encontra-se mergulhado na água. BORBULHAMENTO EXCESSIVO O borbulhamento excessivo devido à fistula aérea de alto débito pode formar espuma em grande quantidade que transborda pelo suspiro do frasco coletor. .Profª Glenda Agra Por outro lado. maior será a força de aspiração. portadores de doenças musculares. nos casos de fístula aérea brônquica devemos ponderar entre a vantagem de manutenção de uma pressão negativa constante e o inconveniente de maior “roubo” de ar pela fístula com sua possível manutenção aberta. A aspiração contínua com pressão negativa controlada poderá ser instalada no sistema coletor de drenagem. Pressões negativas superiores a 25 cm H2O requerem atenção especial. nos pacientes neuropatas. Recomenda-se para RN pressões negativas de 5 cm de H2O. com pressões máximas de 10 cm H2O. o qual será dependente não da força do aspirador.

temos esquematicamente o mecanismo de drenagem pleural balanceada utilizado em pneumonectomias.Profª Glenda Agra Este fenômeno pode ser evitado colocando-se substância adstringente no líquido do frasco coletor. SISTEMA DE DRENAGEM PARA PNEUMONECTOMIA Na figura abaixo. as mais usadas são: solução alcoólica a 50% ou adição de dimeticona. SISTEMA DE DRENAGEM COM MÚLTIPLAS CÂMARAS Na figura abaixo temos um sistema de aspiração contínua acoplado ao sistema de drenagem pleural em que o primeiro frasco é usado exclusivamente como câmara coletora e o segundo frasco é usado como selo d´água. .

somente pinçar o dreno torácico para uma rápida troca do frasco coletor. ou seja. . para isto o novo frasco deverá já estar preparado. o produto e o prazo de validade.Profª Glenda Agra ROTINA PARA O MANUSEIO E TROCA DO REFIL A freqüência da troca do frasco coletor antigo por outro novo estéril deverá ser diária. de modo a atingir a marca do nível líquido mínimo obrigatório. de acordo com o volume do frasco. Adicionar. que vai ser desprezado. Verificar o estado da embalagem. A troca do frasco antigo pelo novo deverá ser rápida e precisa. TROCA DOS FRASCOS COLETORES Utilizar luvas e seguir as normas da comissão de infecção hospitalar. 250 ml ou 500ml de solução fisiológica estéril ou água destilada estéril no novo frasco coletor. Abrir o novo frasco coletor de modo que o interior do mesmo permaneça estéril. quando o mesmo estiver repleto ou a critério médico. Pinçar a mangueira de drenagem por curto período de tempo. Preparar um novo frasco antes de abrir a tampa do frasco em uso.

REAÇÕES ADVERSAS E CONTRA-INDICAÇÕES . abrir a pinça da mangueira de drenagem. Após a troca. TROCA DA MANGUEIRA DE DRENAGEM Com o passar do tempo. o interior da mangueira de drenagem poderá ser colonizada por microorganismos. Abrir a pinça do dreno torácico após a troca. Trocar rapidamente o frasco antigo pelo novo. o pinçamento prolongado do dreno torácico provocará aumento do pneumotórax podendo ocasionar insuficiência respiratória ou enfisema de subcutâneo. a data e a troca do novo frasco coletor. dobras ou acotovelamentos na mangueira de drenagem. Conectar o novo frasco coletor fechando corretamente a tampa do frasco.Profª Glenda Agra Em caso de fístula aérea (borbulhamento). Abrir a tampa do frasco coletor antigo. portanto recomenda-se a sua troca a cada 7 dias. CONTROLE DO VOLUME DRENADO Medir e anotar o volume e a cor do líquido drenado no frasco coletor de acordo com as orientações médicas. Usar a técnica asséptica na desconexão do dreno torácico que deverá estar pinçado para evitar pneumotórax aberto. Não deixar formar curvas acentuadas. Marcar na etiqueta do frasco coletor o nível do líquido. REVISÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM Rever se a extremidade do tubo no interior do frasco coletor ficou submersa cerca de 2 cm abaixo do nível líquido mínimo obrigatório. Verificar e registrar se existe oscilação ou borbulhamento do nível líquido.

LIXO HOSPITALAR O sistema coletor de drenagem pleural é de uso único e descartável. não deverá ser reutilizado. DATA DE FABRICAÇÃO E VALIDADE Conservar a embalagem ao abrigo do sol. ESTERILIZAÇÃO E RESSTERILIZAÇÃO O sistema coletor de drenagem pleural é esterilizado por óxido de etileno. Conferir a integridade das embalagens e armazenar em local de baixa umidade entre 15ºC a 30ºC. arejado e sem odor. . ou seja. devendo o fabricante ser notificado.Profª Glenda Agra O sistema coletor de drenagem pleural não entra em contato com o organismo e é fabricado com materiais apirogênicos. O produto é frágil. Seguir rigorosamente as normas hospitalares para desprezar ou destruir qualquer material. em local limpo. seco. portanto deve-se usar o produto imediatamente após a cuidadosa abertura da embalagem. resíduos ou secreções potencialmente contaminadas. Verifique eventuais defeitos de fabricações e os notifique ao fabricante. Não há contra-indicações absolutas a utilização do sistema. não utilizá-lo se houver suspeita de dano por queda ou outro motivo que provoque abertura da embalagem. EMBALAGEM. Verifique a data de fabricação e o prazo de validade na embalagem.

A traqueostomia é realizada para desviar uma obstrução aérea superior. O balão é uma fixação inflável da .com/manuseio/aspirar. ajudar na remoção das secreções traqueobrônquicas. Quando uma cânula de demora é inserida para dentro da traquéia. Uma cânula de traqueostomia com balão de tamanho adequado é inserida. permitir o uso por longo prazo da ventilação mecânica. A traqueostomia pode ser temporária ou permanente.geocities. O procedimento é geralmente realizado na sala de operação ou em uma unidade de cuidado intensivo. o termo traqueostomia é utilizado. prevenir a aspiração das secreções oral ou gástrica no paciente inconsciente ou paralisado (pelo fechamento da traquéia devido ao esôfago). e substtituir o tubo endotraqueal.html 4.Profª Glenda Agra REFERÊNCIAS: Ilustrações: http://www.TRAQUEOSTOMIA A traqueostomia é um procedimento no qual uma abertura é feita para dentro da traquéia. Um abertura é feita no segundo e terceiro anéis traqueais. onde a ventilação do paciente possa ser bem controlada e mantida uma ótima técnica asséptica.

incluindo luvas estéreis. pneumotórax. dilatação traqueal e isquemia e necrose da traquéia. conforme apropriado. embolia aérea. enfisema subcutâneo ou mediastinal.Proporcionar ao paciente e à família instrução sobre os pontos principais quanto ao cuidado da traqueostomia. A cânula de traqueostomia é mantida no local por fitas atadas em torno do pescoço do paciente. As complicações precoces incluem sangramento. pacote de curativo e fita de tecido. 4. água oxigenada. Um balão de baixa pressão é comumente utilizado.Explicar o procedimento ao paciente e à família. remover e descartar o curativo sujo. lesão do nervo laríngeo recorrente e penetração da parede posterior da traquéia. Geralmente um quadrado de gaze estéril é colocado entre a cânula e a pele para absorver a drenagem e prevenir a infecção.Reúna o equipamento necessário.A estenose da traquéia pode desenvolver-se após a cânula ser removida. iniciando sobre a inspeção do curativo da traqueostomia quanto a umidade ou drenagem.Usar luvas limpas. As complicações de longo prazo incluem obstrução da via aérea devido ao acúmulo de secreções ou protusão do balão sobre a abertura da cânula. Elas podem mesmo acontecer anos após a cânula ser removida. infecção. uma cânula de metal. 5. 2. Os pacientes necessitam utilizar uma cânula de traqueostomia por longo período e que podem respirar espontaneamente comumente utilizam uma cânula sem balão. aspiração.Profª Glenda Agra cânula de traqueostomia e tem o objetivo de ocluir o espaço entre as paredes da traquéia e a cânula para permitir uma ventilação mecânica eficaz e minimizar o risco de aspiração. fístula traqueoesofágia. As complicações podem ocorrer precoce ou tardiamente no curso do tratamento com cânula de traqueostomia. Ações de enfermagem 1. aplicadores tipo cotonete.Lavagem das mãos. . ruptura da artéria inonimada. 3. disfagia. Uma cânula com balão (ar injetado dentro do balão) é necessária durante a ventilação mecânica. solução fisiológica ou água estéril.

Estreite a fita até que apenas dois dedos possam ser inseridos confortavelmente sob ela. conforme mostrado adiante. (Alguns médicos aprovam a técnica limpa para traqueostomia de longo período em pacientes no domicílio). 8. Enxaguar com soro fisiológico. Colocar a fita de tecido limpo na posição para fixar a cânula de traqueostomia. Junte ambas as extremidades em torno de modo que elas possam se encontrar sobre um dos lados do pescoço. Fixe com um laço.Remova as fitas antigas e descarte-as em um recipiente de biossegurança. Para uma nova traqueostomia. 10.Limpar a ferida e a asa da cânula de traqueostomia com o aplicador tipo cotonete umedecido com água oxigenada. as outras traqueostomias necessitam curativo. remover a fita de tecido suja substituindo-a por uma fita limpa. o curativo e a fita. incluindo a água oxigenada. Em tais casos. 12. fixando-o firmemente sob as fitas de tecido e envolvendo a cânula de traqueostomia de modo que a incisão fique coberta.Usar luvas estéreis. os aplicadores tipo cotonete. o soro fisiológico ou a água destiladda. duas pessoas devem ajudar a troca da fita. 7.Preparar os suprimentos estéreis. 11. inserindo a extremidade da fita através da abertura lateral da cânula externa. inserindo-a através da abertura oposta da cânula externa.Profª Glenda Agra 6. Passar a fita em torno da parte posterior do pescoço do paciente. 9.Após a nova fita estar no local. TRAQUESOSTOMIA .Lavar a cânula interna com água oxigenada e enxaguar com solução fisiológica ou substituir por uma cânula nova interna descartável. utilize um curativo estéril de traqueostomia.Embora algumas traqueostomias de longa duração com os estomas cicatrizados possam dispensar curativo.

pneumotórax. . edema de via aérea devido à anafilaxia. pneumotórax e a necessidade de um procedimento operatório que é o próprio risco. fraturas cervicais) e o desejo de melhorar o conforto do paciente. infecção. comunicação estimulada e possibilidade de alimentação oral. Uma revisão da literatura revela a ausência de consenso sobre a regualção temporal ótima para a TQT. embolia gasosa. embora o momento mais comum pareça ser com 21 dias depois da intubação. lesão do nervo laríngeo. aspiração. de modo a evitar a descanulação. falha do balão de TQT. trocar a cânula interna ( ou de acordo com a política da instituição) e trocar os cadarços de TQT sujos SN. As vantagens da TQT em relação à intubação orotraqueal incluem: desmame mais rápido ( pelo menos em parte por causa do espaço morto diminuído). Manter a pressão do balão no mínimo necessário para evitar o extravasamento de ar no ventilador reduz o risco de ruptura tissular devido à pressão excessiva sobre a parede traqueal. As suturas na TQT percutânea ou cirúrgica permanecem na posição por 48 a 72 horas ou mesmo por até uma semana 9 de acordo com o protocolo hospitalar). obstrução do tubo de TQT. principalmente quando o paciente apresenta múltiplas morbidades concomitantes e demonstra dificuldade no desmame. As complicações da TQT incluem: a mais grave reside na erosão que invade o tronco braquiocefálico que pode resultar em exsanguinação. hemorragia aguda no local. A fixação adequada do tubo de TQT reduz o movimento do tubo na via aérea e limita a lesão por atrito com a parede traqueal ou a laringe. As desvantagens incluem: hemorragia. O tubo de TQT deve ser firmemente fixado. O cuidado rotineiro com a TQT consiste em limpar pelo menos a cada 8 h e SN. ou possui diagnósticos neurológicos ou traumas associados à necessidade prolongada de uma via aérea artificial. disfunção da deglutição. enfisema subcutâneo e mediastinal. infecção. descanulação acidental com perda da via aérea.Profª Glenda Agra O método preferido de controle da via aérea é o tubo de traqueostomia para ventilação a longo prazo. As indicações incluem obstrução da via aérea superior. condições em que a intubação orotraqueal não é possível ( trauma facial. A prática em algumas instituições têm sido a TQT mais precoce ( com 7 a 14 dias sob ventilador) para facilitar o desmame mais precoce. fístula traqueoesofágica. estenose traqueal. complicações da intubação orotraqueal. fracasso da intubação. múltiplas intubações ( alto risco de complicações). maior conforto do paciente.

Profª Glenda Agra progredindo para o cuidado diário e SN. enquanto no hospital. Esse intervalo de cuidado mais longo geralmente ocorre depois de 7 a 10 dias ou quando a secreção e drenagem da TQT são mínimas. . O cuidado rotineiro das TQTs sempre é realizado como um procedimento asséptico.

que descreveram pormenores da técnica. que operou um paciente com "abscesso na garganta" [1]. a aceitação universal só veio com os trabalhos de Chevalier e Jackson. A primeira descrição cirúrgica com sucesso data de 1546. Entretanto. por um médico italiano.Profª Glenda Agra Histórico e Definição O termo traqueostomia refere-se à operação que realiza uma abertura e exteriorização da luz traqueal. Antonio Musa Brasavola. Anatomia Cirúrgica . suas indicações e complicações [2. no início do século XX. 3].

Outro aspecto interessante é a sua mobilidade. por ramos da artéria tireóidea inferior. assim como uma dissecção circunferencial da traquéia durante a traqueostomia. por ordem de aparição. fonação. além de participar da primeira e da segunda fases da deglutição. A parede posterior é membranosa e faz relação com a parede anterior do esófago. A irrigação sangüínea da traquéia tem íntima relação com o suporte sanguíneo do esófago. A membrana cricotireóidea faz a ligação da borda inferior da cartilagem tireóide à cartilagem cricóide. . Ele é o local de menor diâmetro interno (no adulto. A traquéia estende-se da borda inferior da cartilagem cricóide até à carina. a cartilagem cricóide e um par de cartilagens aritenóides. musculatura pré-traqueal. O espaço subglótico inicia-se abaixo das cordas vocais e se estende até à margem inferior da cartilagem cricóide. predominantemente. Cartilagem da laringe. platisma. que é o único anel cartilaginoso completo das vias aéreas. situa-se o istmo da tireóide. Visão anterior Copyright © 1995 CibaGeigy Corporation Ali rights reserved. o que nos leva a evitar a dissecção extensa nessa região. Digno de nota. é que esta rede anastomótica penetra na traquéia na sua margem lateral. características que predispõem este espaço a inúmeras complicações [5]. assim como a hiperextensão pode trazer uma porção significativa situada no mediastino para a região cervical. devido à hiperinsulfIação de um cuff endotraqueal. Durante a realização de uma traqueostomia as estruturas que serão encontradas. eventualmente o istmo tireoideano (que se situa entre o 1º e o 2º anel traqueal). Em nível do segundo anel traqueal. entre 1. Figura 1. com função de permeio das vias aéreas.Profª Glenda Agra A laringe é composta por um esqueleto cartilaginoso rígido. é sabido que toda sua extensão cervical pode se localizar no mediastino.5 e 2. e é circundado pela cartilagem cricóide. e a fáscia pré-traqueal [4]. a sua porção cervical é irrigada. são: pele e subcutâneo. As três principais cartilagens envolvidas na função respiratória e vocal são: a cartilagem tireóide. Outro aspecto interessante é a característica predominantemente submucosa desta rede anastomótica. o que torna compreensível o porquê dos anéis traqueais poderem ser lesados por isquemia.0 cm). pela simples flexão cervical.

Queimaduras e corrosivos d. Corpos estranhos e. Manejo pós-operatório i. Infecções g. Neoplasias h. Idade avançada b. Copyright © 1995 Ciba-Geigy Corporation Ali rights reserved Tabela 1 . Apnéia do sono 2.Veias superficiais e nervos cutâneos do pescoço. Trauma c.Indicações de Traqueostomia 1.Profª Glenda Agra Figura 2. Limpeza das vias aéreas a. Disfunção laríngea b. Doenças neuromusculares 3. Fraqueza c. Obstrução das vias aéreas a. Suporte ventilatório . Anomalias congênitas f.

inicialmente.Profª Glenda Agra Indicações Historicamente. Há. as indicações tradicionais da traqueostomia (como por exemplo a epiglotite aguda e obstruções tumorais) sofreram uma grande mudança. necessitando de uma traqueostomia. Tentativas de retirada dos corpos estranhos são realizadas. nessas situações. durante a realização de uma tireoidectomia) pode levar desde a obstrução leve das vias aéreas até a uma obstrução completa. Trauma.vida para promover a desobstrução das vias aéreas. Anomalias Congênitas. 3) Lesões da medula cervical que impeçam uma manipulação do pescoço são situações encontradas no trauma onde a abordagem das vias aéreas por intubação oro ou nasotraqueal torna-se difícil ou inviável. por manobras mecânicas ou endoscópicas. a vítima já passou da fase aguda. por isso a traqueostomia. ao chegar ao hospital. Corpos Estranhos. não é o procedimento de escolha no manejo da obstrução aguda das vias aéreas [3] . é pouco utilizada. a traqueostomia foi desenvol. portanto. A traqueostomia. que ocorre na lesão do nervo laríngeo recorrente (por exemplo. Caso os métodos translaríngeos falhem ou sejam inviáveis. a utilização da traqueostomia com o intuito de promover uma adequada limpeza das vias aéreas. . também não é possível realizá-la. ainda. Nestas situações. está indicada a traqueostomia de urgência. uma vez que a cricotireoidostomia não é recomendada nesta faixa etária [7]. Comumente. a sua principal utilização é no manejo de pacientes que necessitam períodos prolongados de suporte ventilatório mecânico. A paralisia abdutora das cordas vocais. A Tabela 1 resume estas três principais categorias de indicação da traqueostomia [6]: Obstrução das Vias Aéreas Disfunção Laríngea. Uma outra situação especial para a sua utilização é no grupo pediátrico (abaixo de 12 anos) onde a intubação translaríngea não foi possível. que podem estar presentes nos traumas da porção anterior do pescoço. fugindo da maior incidência de morbidade e mortalidade da traqueostomia de urgência. Hoje em dia. tais como laringoscópio e broncoscópio de fibra ótica. a broncoscopia de fibra ótica possibilita reservar a traqueostomia para uma situação eletiva. mesmo na ausência de necessidade de ventilação mecânica. gases tóxicos ou corrosivos podem resultar em edema glótico significativo. Inalação de gases quentes. freqüentemente. mas. Estenose da glote ou subglótica são exemplos de entidades conhecidas no recém-nato que podem necessitar de traqueostomia. 1) Lesões maxilofaciais graves. Com os avanços técnicos atuais. Nestes casos. A preferência nestas situações seria pela cricotireoidostomia. podemos fazer uso da traqueostomia. Queimaduras e Corrosivos. 2) Fraturas ou transecções da laringe ou da traquéia.

a traqueostomia pode ser utilizada [8]. adequadamente. Neoplasias. portanto não é um método a ser utilizado na urgência [7]. tais como: menor taxa de autoextubação da traqueostomia. A traqueostomia pode ser uma opção eficaz de alívio em casos de tumores avançados da laringe e orofaringe. mas pode haver obstrução das vias aéreas por flacidez e colapsamento dos músculos faríngeos durante o sono. a traqueostomia pode ser benéfica. não havendo esta disponibilidade. próximos cinco a sete dias. Apnéia do Sono. e um manuseio mais fácil pela enfermagem [3]. Estas complicações estão diretamente relacionadas com o tempo de intubação endotraqueal.túrbios severos é que são candidatos à traqueostomia [9]. surgindo como opção válida por sua simplicidade e segurança [10]. possibilidade de comunicação pelo paciente. Nestes casos. possibilidade da ingesta oral. pois permite a limpeza e aspiração das vias aéreas. fraqueza. Alguns pacientes possuem as vias aéreas livres quando acordados. A exceção se faz . Traqueostomia à Beira do Leito. Limpeza das Vias Aéreas Devido à idade. melhor conforto para o paciente. a traqueostomia deve ser considerada. ou doenças neuromusculares. que há outros benefícios com a conversão para uma traqueostomia. As exceções se fazem nas situações específicas já citadas. Sabe-se também. Modernamente. estenose glótica e subglótica. ainda é controverso. Apenas os pacientes com dis. certos pacientes são incapazes de expelir. temos utilizado os seguintes parâmetros [12]: um período de sete a 10 dias. antes da conversão eletiva para traqueostomia. Suporte Ventilatório Pacientes que recebem suporte ventilatório prolongado estão expostos a uma variedade de complicações tardias decorrentes da intubação endotraqueal prolongada. a intubação orotraqueal em pacientes com epiglotite ou difteria pode ser realizada com o auxílio de um broncoscópio. uma melhor higiene oral. sempre que necessário. O tempo ideal de duração de uma intubação oro ou nasotraqueal. Atualmente. secreções traqueobrônquicas decorrentes de pneumonia. estenose traqueal e abscesso cricóide. a traqueostomia deve ser considerada o mais breve possível. Desta maneira. Contra-indicações Traqueostomia de Urgência.Profª Glenda Agra Infecções. sua realização à beira do leito deve ser evitada. A traqueostomia deve ser realizada no centro cirúrgico com todos os suportes necessários. tais como: lesões da mucosa. É sabido que os riscos de complicações são de duas a cinco vezes maiores do que em situações eletivas. a minitraqueostomia percutânea tem se mostrado eficaz na limpeza traqueobrônquica. bronquiectasia ou aspiração crónica. superior a 14 dias.

que possui instrumental. O procedimento começa com o posicionamento do paciente. realiza-se a infiltração anestésica do campo operatório. iluminação e assistência adequada. até encontrar o plano dos músculos pré-taqueais (Fig. com 3 a 5 cm. Nos casos onde a cartilagem cricóide é palpada na altura da fúrcula esternal. Técnica Cirúrgica A traqueostomia eletiva convencional deve ser realizada em um ambiente cirúrgico. Figura 5. a uma polpa digital abaixo da cartilagem cricóide. então. Após a assepsia e anti-sepsia do campo operatório. desde que as condições cirúrgicas sejam estabelecidas no local [11]. A incisão deve ser transversal. a incisão é realizada a uma polpa digital acima da fúrcula esternal. quando a saída do paciente daquele local pode trazer riscos para o mesmo. 4). a realização da traqueostomia no leito de uma UTI. que deve estar em decúbito dorsal com um coxim sob os ombros e o pescoço em extensão (Fig.Profª Glenda Agra em um ambiente de terapia intensiva. . 3). É factível. A incisão prolonga-se na pele subcutânea.

6). mas não retirado. pode ser necessário a secção mediana do istmo com sutura de seus bordos. que é a fístula traqueoinominada [13]. A ferida é fechada com pontos esparsos. A técnica para a traqueostomia na urgência é modificada pela feitura da incisão da pele verticalmente e realização de toda a dissecção na linha mediana até a parede traqueal. como enfisema subcutâneo. já previamente selecionada e testada. Iateralmente. A musculatura prétraqueal (esternoióideo e esternotireóideo) é separada na sua rafe mediana e afastada. Eventualmente. principalmente. 6Q. Deve ser evitada a realização da abertura traqueal muito baixa (no 5Q. fato que pode ocorrer pela hiperextensão do pescoço. Figura 6. e a cânula traqueal. Havendo dúvida quanto ao correto posicionamento da cânula. para evitar complicações precoces. São então passados fios de reparo em cada lado da abertura traqueal com o intuito de facilitar a troca da cânula. Uma incisão horizontal é então realizada entre o terceiro e quarto anéis traqueais (Fig. Após a abertura da traquéia. pois predispõe a uma grave complicação. o istmo tireoideano é facilmente deslocado cranialmente por dissecção romba [3]. 5). na primeira semana. ou a sua recolocação em caso de extubação espontânea. Em crianças. abscesso periostômico ou celulite. é cuidadosamente tracionado até um nível justamente acima da incisão traqueal. Fixa-se a cânula de traqueostomia com uma fita ao redor do pescoço. . é introduzida na luz traqueal (Fig.Profª Glenda Agra Figura 4. Na maioria das vezes. deve ser realizado uma radiografia de tórax e pescoço [14]. para melhor exposição da traquéia. quando presente. enquanto um trajeto delimitado do estoma ainda não foi formado. o tubo endotraqueal. ou nos casos de dificuldade de realização da traqueostomia. Deve ser feita a imediata checagem de sua posição e perviedade. ou 7? anel traqueal). a incisão deve ser realizada verticalmente. a traquéia é então aspirada para a remoção de sangue ou secreções.

11. Complicações Jackson. Para atingir estes resultados. A pressão ideal de um cufl deve ser em torno de 25 mmH2O ou o mínimo necessário para que não haja escape de ar durante a ventilação mecânica. devemos seguir uma técnica meticulosa. além de minimizar a aspiração de secreções da orofaringe. com a metodização da técnica e redução da mortalidade operatória de 25% para 1% [2]. virtualmente todos os tubos eram feitos de metal.6. com o intuito de permitir a fonação pelo paciente. os problemas focais de isquemia da traquéia [16]. As complicações da traqueostomia podem ser divididas em três grupos: intraoperatórias. que possuem um grande volume e baixa pressão. Intra-operatórias a. que se estendem da pele até à parede anterior da traquéia. Fístula . até que a completa cicatrização da anastomose tenha ocorrido [3. em sua porção posterior. Entretanto. quando o primeiro tubo de traqueostomia foi descrito por Fabricius. começaram a ser experimentadas as cânulas plásticas que possuem um balonete (cuff) com a função de ocluir as vias aéreas. Em fins de 1960. Complicações precoces a. os tubos em "T" ou de Montgomery são utilizados sempre que pacientes são submetidos à reconstrução da traquéia com anastomose términoterminal. As cânulas de Kistner são cânulas curtas e retas. mas não eliminaram. 6].13. Por fim. Laceração traqueal e fístula 2. Estes tubos possuem uma cânula interna que pode ser removida para limpeza. Cânula de traqueostomia. Sangramento b. podendo ser abertas intermitentemente (muito útil para pacientes com miastenio gro1lis e apnéia do sono). 07). revolucionou a traqueostomia. uma série de outros tipos de tubos e cânulas disponíveis.17]. Há. Complicações tardias a. a fim de que permita uma ventilação mecânica com pressão positiva. Estenose traqueal e subglótica b. Mau posicionamento do tubo c. estes cujfs eram associados a uma alta incidência de estenose traqueal (cujf de alta pressão) Figura 7. Tabela 2 – Complicações de Traqueostomia 1. complicações precoces e complicações tardias. No passado. escolher corretamente as cânulas e tubos. ter um ambiente cirúrgico adequado. ainda.Profª Glenda Agra Tubos e Cânulas Desde o século XVI. Existem tubos que possuem uma válvula ou fenestração. [15]. Sangramento b. os cuffs atuais (Fig. em fins de 1920. Infecção da ferida 3. minimizaram. Os trabalhos atuais mostram uma morbidade em torno de 6% e uma taxa de mortalidade menor do que 1% [3. e prover cuidados pós-operatórios adequados.

Manter a dissecção na linha média evita a lesão das artérias carótidas ou veias jugulares. A incidência de pneumotórax pós-traqueostomia é de 0% a 4%. Felizmente. Parada Cardiorrespiratória. Complicações Precoces . Nos pacientes com obstrução das vias aéreas que não possuem previamente um tubo endotraqueal. Estudos recentes demonstram que a radiografia de tórax de controle somente é necessária nos casos onde houve dificuldade de realização do procedimento ou na presença de sinais ou sintomas de pneumotórax ou pneumomediastino [14]. Fístula traqueoesofágica d. Lesão do nervo laríngeo recorrente e. Fístula traqueocutânea e. O sangramento das veias jugulares anteriores ou do istmo da tireóide é facilmente controlado com ligaduras e cauterização cuidadosas. na traquéia ou. Pneumotórax e pneumomediastino f. pneumotórax e dificuldade em aspirar através da cânula. Disfagia traqueoinominada c. é uma complicação rara. podem ser sinais de um posicionamento inadequado desta. Pode ocorrer lesão iatrogênica da parede traqueal ou da parede esofágica durante o procedimento. Em crianças.tomia é melhor realizada com anestesia local e sedação mínima. como descrito anteriormente. istmo tireoideano intacto. Pode ocorrer. Laceração Traqueal ou Fístula Traqueoesofágica. Desposicionamento f. enfisema mediastinal. à colocação da cânula no espaço pré-traqueal. Pneumotórax pode ocorrer por lesão direta da cúpula pleural. Esta complicação pode ser evitada com uma exposição adequada da traquéia e introdução cuidadosa da cânula. Ocorre devido à perda do controle das vias aéreas. até mesmo.momediastino pode ocorrer devido a um mau posicionamento da cânula. a traqueos. Obstrução da cânula e. essa incidência é maior devido ao freqüente posicionamento da cúpula pleural acima da clavícula. inadvertidamente. até que a realização da traqueostomia seja assegurada e confirmada. Lesão do Nervo Laríngeo Recorrente.18] . A presença de sangramento. Pneu. que leva à dissecção de ar através do tecido conjuntivo mediastinal. tanto muito alto quanto muito baixo. efetuada lateralmente à traquéia. Parada cardiorrespiratória Intra-operatórias c. exposição deficiente das estruturas. ou inexperiência podem levar a um posicionamento do estoma. É evitada com a dissecção restrita à linha média. Mau Posicionamento da Cânula. e 10% a 17% em crianças [11. em adultos. pode ser evitada com a manutenção da intubação translaríngea. Dificuldade de extubação Sangramento. O tratamento consiste na imediata remoção e reinserção.Profª Glenda Agra traqueoesofágica d. Dificuldade na ventilação. Enfisema subcutâneo d. Pneumotórax e Pneumomediastino. ou o estabelecimento da intubação translaríngea e ventilação. se a dissecção é. ou ruptura de uma bolha pulmonar.

Aproximadamente 5% das traqueostomias desenvolvem enfisema subcutâneo. É importante frisar que: qualquer paciente com estes sintomas. além de irrigação e aspiração contínuas ajudam a prevenir esta complicação. Normalmente. regride em 48h. para uma adequada revisão da hemostasia. e uso da ligadura. Já a estenose traqueal é relacionada com a isquemia mucosa causada pela pressão do cujf [15]. humidificação dos gases ventilatórios. que ocorre na cricotireoidostomia ou na traqueostomia realizada no primeiro anel traqueal.bém pode ocorrer.ção da cânula traqueal próxima à área da glote. As cânulas que possuem cânula interna ajudam no manejo desta complicação. A antibioticoprofilaxia é contraindicada [19]. a traqueostomia prolongada ainda é responsável pela maioria das estenoses traqueais benignas [5]. tosse. e geralmente é devido a uma lesão inadvertida da artéria inominada.Profª Glenda Agra Sangramento. troca dos curativos e compressão local. assim como excluir pneumotórax ou pneumomediastino. A estenose traqueal pode ocorrer não só no local do cuff. com ligadura dos vasos sangrantes. sempre que possível [3]. afastamento lateral dos tecidos por planos anatómicos. Disfagia. mas em uma proporção bem menor. pois possibilitam a retirada e limpeza da cânula interna. O correto posicionamento da cânula. caso ocorram.tomia apresentam queixa de sensação de "bolo na garganta". com uma radiografia torácica. e exteriorizados. A traqueostomia é uma ferida contaminada. mas deve alertar o cirurgião para conferir o correto posicionamento da cânula. E. abscessos periostômicos ou celulite são raros. sangramentos pequenos podem ser controlados com a elevação da cabeceira do leito. são tratados com cuidados locais e antibioticoterapia sistêmica. considerando que a ferida é deixada aberta. com os cujfs de grande volume e baixa pressão. Sintomas iniciais são: dispnéia aos esforços. ao invés da cauterização dos vasos sanguíneos. Modernamente. Normalmente. A maioria dos pacientes com esta complicação tornam-se sintomáticos entre duas a seis semanas após a retirada da traqueostomia [13]. deve ser assumido como portador de obstrução mecânico. O sangramento vultoso é raro. O desposicionamento da cânula é mais problemático quando ocorre nos primeiros cinco a sete dias.19]. Fios de reparo deixados nos bordos da abertura traqueal. especialmente nos pacientes obesos e com pescoço curto. Obstrução da Cânula. Desposicionamento. A coloca. Enfisema Subcutâneo. Infecção da Ferida. Técnicas para minimizar esta complicação incluem: manter sempre a dissecção na linha média. . Entretanto. Mas sangramentos maiores devem ser tratados em ambiente cirúrgico. Estenoses traqueais sintomáticas devem ser tratadas com ressecção traqueal segmentar e reconstrução. incapacidade de limpar secreções e estridor inspiratório ou expiratório. esta incidência baixou. Alguns pacientes com traqueos. pode levar ao edema e eventual estenose subglótica. após algum período de intubaçõo ou traqueostomia. Complicações Tardias Estenose Traqueal ou Subglótica. até provo em contrário. mas também na ponta da cânula ou no local de abertura traqueal. pois ainda há um trajeto delimitado da pele até a luz traqueal. Entretanto. auxiliam no reposicionamento da cânula. O sangramento é a maior causa de complicação no período pós-operatório precoce [11. A disfagia propriamente dita tam.

11]. É uma complicação que ocorre em menos de 1% das traqueostomias. assim. os pacientes são relutantes em retirar as cânulas de traqueostomia. O controle temporário da hemorragia pode ser feito com a hiperinsulflação do cujf. a cricotireoidostomia é muito útil. esta grave complicação ocorre em menos de 1% das traqueostomias. pois permite o acesso rápido e seguro às vias aéreas. principalmente. Um sangramento "sentinela" de sangue vivo ou a pulsação da cânula de traqueostomia são sinais que devem levar à suspeita desta complicação. As causas usuais de dificuldade de extubação são a presença de granuloma ou edema no local do estoma. Alguns granulomas são facilmente ressecados por loser endoscópico. Não deve ser utilizada eletivamente para acesso prolongado das vias aéreas e também não deve ser utilizada no grupo pediátrico (abaixo de 10 anos). combinado ou não com a compressão digital direta [3. Cricotireoidostomia A cricotireoidostomia consiste no acesso cirúrgico das vias aéreas através da membrana cricotireóidea. fato que ocorre. onde a intubação translaríngea não foi possível ou é contra-indicada. um estoma traqueal não fecha espontaneamente após a remoção da cânula traqueal. e requerem tratamento cirúrgico imediato. . porém causa contaminação da árvore traqueobrônquica e interfere na adequada nutrição. Nestas situações. Normalmente é devido à excessiva pressão do cuff da cânula contra uma SNG rígida [13].20]. particularmente no paciente politraumatizado com lesões maxilofaciais graves. Seu maior uso é no acesso emergencial das vias aéreas. Felizmente. permitindo.Profª Glenda Agra Fístula Traqueoinominada. uma cicatrização secundária [3]. Esta é uma complicação benigna e pode ser tratada com a ressecção do trato epitelial. Toda cricotireoidostomia deve ser convertida para uma traqueostomia formal dentro de 24h a 72h [7. Fístula Traqueocutânea. particularmente em crianças. Dificuldade de Extubação. Ocasionalmente. Isso pode ser manejado com a troca da cânula por números progressivamente menores. com a traqueostomia prolongada. Fístula Traqueoesofágica. Por vezes.

08) Uma vez incisada e dilatada a membrana (que pode ser feito com a própria lâmina de bisturi). na altura do espaço cricotireóideo. pode ser evitada com a conversão precoce para uma traqueostomia [7]. a próxima estrutura a ser encontrada já é a própria membrana cricotireóidea. A ventilação pode ser conseguida através de um alto fluxo de O2 [10 L/min). basta a introdução da cânula. Uma complicação descrita. que é a estenose subglótica. Cricotireoidostomia Percutânea (por Agulha) A cricotireoidostomia percutânea consegue ser um método ainda mais fácil e simples de acesso das vias aéreas do que a cricotireoidostomia propriamente dita.Técnica para Cricotireoidostomia. Existem também a descrição de sua utilização para a abordagem de secreções traqueobrônquicas. Sua realização é fácil e rápida devido ao fato de que uma vez incisada a pele. Incisão transversa da pele é feita sobre a membrana da cricotireoidiana. ou através de um reservatório caso disponível. (Fig. O maior uso desta técnica é no manejo de pacientes politraumatizados com urgência de acesso das vias aéreas. através da membrana cricotireóidea. por meio de uma punção desta membrana com um extracat [jelco) de grosso calibre.7]. onde os métodos translaríngeos e a cricotireoidostomia são inviáveis ou contraindicados (por exemplo. Posteriormente é colocado o tubo de traqueostomia. Este método nada mais é do que o acesso às vias aéreas. . Nos casos de suspeita de corpos estranhos em vias aéreas. O inconveniente desta técnica é que só se consegue uma oxigenação adequada por um espaço curto de tempo (mas que é suficiente até que um outro método definitivo seja obtido) [10]. já que a cricotireoidostomia nesta faixa etária é contra-indicada). Se não houver mecanismo de tração disponível o cabo do bisturi pode ser colocado no local da incisão e faz-se posteriormente uma rotação de 90° para abrir a membrana. em crianças abaixo de 10 anos. que neste caso deve ser de diâmetro menor (em torno de quatro a seis french). a ventilação deve ser feita com um baixo fluxo de 02 [3. que é posteriormente incisada com o bisturi. na limpeza traqueobrônquica e microcirurgia de laringe.Profª Glenda Agra Figura 8.

é passado um fio-guia metálico. O entusiasmo inicial do método como uma possibilidade para o amplo uso por não especialistas foi confrontado por inúmeros casos de complicações descritos na literatura. Contra-indicações relativas à traqueostomia percutânea incluem: idade precoce (menos de 16 anos). essencialmente. as mesmas da traqueostomia convencional. Este método foi descrito por Toye & Weinstein.com. até o momento. Uma contra-indicação absoluta é o seu uso para um acesso de urgência das vias aéreas [3]. anéis traqueais calcificados e discrasias sangüíneas.23]. As vantagens do método são: sua rápida execução. poder ser realizada à beira do leito lo que torna o método de menor custo). pneumotórax e morte. por meio de uma punção percutânea. As indicações são. uma agulha é então introduzida na luz traqueal. Infelizmente. Em seguida. existem estudos que mostram diversas complicações graves. posteriormente. é uma traqueostomia realizada sem a dissecção cirúrgica convencional. não temos estudos prospectivos randomizados publicados que solidifiquem suas indicações e taxas de complicações. e na mesma localização que a traqueostomia convencional (3Q e 4Q anéis traqueais). Ou seja. REFERÊNCIAS: TEXTO E ILUSTRAÇÕES: http://www. que servirá de guia para a introdução de dilatadores seqüencialmente maiores. em 1986 [21]. de diâmetro semelhante ao da traqueostomia convencional. Apesar de alguns autores relatarem índices de complicações semelhantes ou inferiores à traqueostomia convencional.medstudents. É imperativo possuir os kits próprios para o método. O método propriamente dito consiste na palpação da cartilagem cricóide para que se possa presumir a localização do 2? ou 3? anéis traqueais. além de possuir um resultado estético melhor. poder ser realizado por nãoespecialistas. Os resultados da literatura a respeito da eficácia e complicações da traqueostomia percutânea ainda são conflitantes.br . principalmente quando realizada por profissionais pouco experientes [22. inicialmente em 1969 e. É um método que só pode ser utilizado em condições eletivas. incapacidade de palpar as cartilagens tireóide e cricóide. até que se possa introduzir a cânula de traqueostomia propriamente dita. uma glândula tireóide aumentada. tais como falso trajeto.Profª Glenda Agra Traqueostomia Percutânea A traqueostomia percutânea é um método que permite a introdução de cânulas de traqueostomia.

9% ou água corrente e reinserida.Deixar um fio único na extremidade da cartilagem aberta em U. 6. junto ao leito do paciente. .Umidificar o ar ou oxigênio inspirado. uma cânula esterilizada do mesmo diâmetro da que está no paciente para ser usada em caso de emergência. 11. Esta pressão foi mensurada entre 18 e 25 cmH2O. que deverá ser tracionado superiormente para a identificação da abertura traqueal.Broncoscopia de controle no pós-operatório tardio.Limpar a cânula interna da traqueostomia metálica 3x por dia para evitar obstrução 10.Fazer fisioterapia respiratória e aspiração cuidadosa das secreções traqueobrônquicas. Este tipo de mensuração só pode ser realizado através de um cufômetro aferido.Orientar a enfermagem sobre a reinserção da cânula traqueal em caso de descanulação. 7. 3. 9.Trocar a cânula metálica a cada 1-2 meses e a maleável a cada mês. chegou-se a um valor que não comprometesse o exato funcionamento da cânula. Através de comprovações técnicas e científicas.Profª Glenda Agra Pós-operatório 1. ao mesmo tempo em que não causasse uma lesão na parede da traquéia do paciente (traqueomalácia). 5. 4. trocar a cânula metálica uma semana antes da alta.Manter curativo limpo ao redor da ferida cirúrgica. para avaliar a possibilidade de descanulação.Conferir diariamente a pressão do balão. Na falta de cânula nova.Deixar fixado na parede. a cânula que saiu ou obstruiu pode ser rapidamente lavada com SF0. 8.Nas traqueostomias permanentes. se possível com manômetro adequado para evitar lesão da mucosa traqueal. 2.

Ela permite a drenagem ou a evacuação dos conteúdos do cólon para fora do corpo. Ela pode ser criada como uma derivação temporária ou permanente. . as colostomias são feitas agora em menos de um terço dos pacientes com câncer colorretal.Profª Glenda Agra CIRURGIAS DO APARELHO DIGESTÓRIO COLOSTOMIA E ILEOSTOMIA A colostomia é uma criação cirúrgica de uma abertura (estoma) no cólon. que é ditada pela localização do tumor e a extensão da invasão nos tecidos ao seu redor. Ileostomia ou colostomia permanente: forma paliativa de lesão obstrutiva sem possibilidade de ressecção. A consistência da drenagem está relacionada ao local da colostomia. Com a melhoria das técnicas cirúrgicas.

Profª Glenda Agra .

4. Curativos ou bolsa são removidos. O seguinte procedimento é usado: o paciente é ajudado a participar no procedimento de forma a aprender a realizá-lo sem assistência. 3. de forma que essa hora seja compatível com o padrão de atividade pós-hospitalar do paciente. delicadamente. permita que a água flua devagar enquanto avança o cateter. Um recipiente de irrigação com 500 a 1. gás ou muco. Antes do procedimento. A irrigação deve ser realizada todos os dias no mesmo horário. o paciente senta na cadeira em frente do vaso ou no próprio vaso.Aplique uma conexão ou uma bainha no estoma. para evitar retorno de água. limpar o trato do intestino inferior e estabelecer um padrão regular de evacuação de forma que a pessoa possa ter uma vida normal. preferencialmente após as refeições.Lubrifique o cateter e. 2. introduza-o no estoma. Nunca force o cateter! . Uma hora recomendável é selecionada. 1. Coloque a ponta final na comadre.Se o cateter não entrar facilmente.500 ml de água é pendurado 45 a 50 cm acima do estoma ( altura do ombro quando o paciente está sentado).Profª Glenda Agra Ações de enfermagem A colostomia é irrigada para esvaziar o cólon de fezes. Não introduza o cateter mais do que 8 cm. Segure a bainha/tubo delicada mas firmamente contra o estoma.Permita que parte da solução flua pelo tubo e cateter.

segure a bainha/tubo no lugar 10 segundos após a água ter sido instilada. 7. seque o final da conexão/bainha e prenda-a ao topo. Se houver cólicas.Dieta rica em líquidos.Permita que líquido tépido entre no cólon devagar. 9. enquanto o paciente se levanta e caminha por perto.para diminuir a massa. . antes da cirurgia. 2. 10.Recoloque o curativo da colostomia ou a bolsa.Espere 10 a 15 minutos para a maioria do retorno. remova-a delicadamente. feche o tubo com um grampo e permita que o paciente repouse antes de prosseguir. A água deve fluir durante 5 a 10 minutos.Profª Glenda Agra 5. 8.O preparo físico para a cirurgia envolve aumentar a estamina do paciente nos dias que precedem a cirurgia e limpar o intestino no dia anterior ao da cirurgia. eritromicina e o sulfato de neomicina são administrados um dia antes da cirurgia para reduzir a bactéria intestinal.Deixe a conexão/bainha no lugar por cerca de 30-45 minutos. 3. ou aplique o grampo apropriado ao final da conexão.Dieta rica em proteínas.Limpe a área com um sabão suave e água e seque-a.Antibióticos como o sulfato de canamicina (Kantrex). então. 4. COLOSTOMIA Pré-operatório: 1. minerais. 24 a 48 horas antes da cirurgia. 6. NPT pode ser necessária para repor nutrientes que estão em falta. para fornecer uma nutrição adequada e minimizar as cólicas pela diminuição da peristalse. calorias e carboidratos e pobre em resíduo é recomendada. então. por vários dias. vitaminas.Se o paciente estiver no hospital nos dias que precedem a cirurgia. 3.

Monitorização quanto às complicações. 8. 6.SNG : drenar líquidos acumulados e prevenir distensão abdominal Pós-operatório: 1. O cuidado com a pele periostomal é uma preocupação contínua porque a escoriação ou ulceração pode se desenvolver rapidamente. O intestino é limpo com laxativos.Registro do balanço hídrico.A ferida abdominal é examinada freqüentemente.Dieta zero. enemas ou irrigações colônicas na tarde que antecede a cirurgia e na manhã de sua realização.O estoma é examinado para inchaço ( pequeno edema devido a manipulação cirúrgica é normal). impactação fecal e irritação da pele. drenagem ( uma pequena quantidade de perda de secreção é normal) e sangramento ( um sinal anormal).A colostomia começará a funcionar de 3 a 6 dias após a cirurgia. durante as primeiras 24 horas. como vazamento no local anastomosado. retração do estoma.Problemas de pele incluem infecções por fermentação e dermatite alérgica. assim como complicações pulmonar e associadas com a cirurgia. 9. para detectar sinais de hemorragia. 4.Antieméticos são administrados CPM. . prolapso do estoma. O abdome é monitorizado para o retorno da peristalse e as características das fezes iniciais são avaliadas. 3. 6. 5.Profª Glenda Agra 5. perfuração. cor ( um estoma saudável é rosa). 2. 7.

feijões e produtos de celulose como amendoim. ameixas. 8. sucos de maçã ou laxativo leve. Alimentos que podem causar diarréia: frutas. chá ou bebidas carbonatadas.Profª Glenda Agra 7. alimentos ricos em fibras. café.Alimentos que causem excessivo odor e gases são evitados: repolho. soda. ovos. Beber 2 litros de líquidos por dia. O paciente é orientado para proteger a pele periostomal lavando frquentemente a área com um pano macio e úmido e sabão neutro. peixe. . Para constipação.

apostomizados.Profª Glenda Agra Fonte: http://www.com .

murrasaca.Profª Glenda Agra Fonte: http://www.com .

Se o paciente preferir ficar de pé. antes do café da manhã.Promover o conforto do paciente e envolve-lo no procedimento. Explique detalhes do procedimento.br Ações de enfermagem 1. Exponha a área da ileostomia.org.abraso.Remova o dispositivo. mudanças de rotina deveriam ser realizadas pela manhã. se isso constituir problema. . deve ficar de frente para o vaso sanitário. FONTE: http://www. Faça com que o paciente se sente no vaso sanitário ou em uma cadeira de frente para o vaso. ou 2 ou 4 horas após a refeição. Proporcione privacidade. para permitir o exame da pele ao redor do estoma e ajudar no controle do odor. quando o intestino está menos ativo.ILEOSTOMIA Mudar um dispositivo de ileostomia é necessário para evitar vazamento (a bolsa geralmente é trocada a cada 2 ou 4 dias). O dispositivo deve ser mudado a qualquer momento que o paciente se queixar de queimação ou coceira por debaixo do disco ou dor na área do estoma. O dispositivo (bolsa) pode ser removido puxando-se delicadamente a pele de maneira oposta ao adesivo. remova o cinto da ileostomia ( se estiver usando) 2. Faça com que o paciente assuma uma posição relaxada.Profª Glenda Agra 2.

use um elástico ou um pregador. após limpa-la. . Enxágüe e seque a pele totalmente.Aplique o dispositivo (quando houver irritação da pele): Limpe a pele completa e delicadamente. para garantir a aderência. 2. 5. 6. usando água morna e um sabonete neutro. Pressione firmemente no lugar por 30 segundos.Limpar a pele: Lavar a pele delicadamente com um pano macio e úmido. Geralmente. Aplique spray de Kenalog. o paciente pode preferir tomar um banho antes de colocar o dispositivo limpo. é dada ao paciente uma dieta pobre em resíduo oferecida em pequenas e freqüentes refeições.Cheque o fundo da bolsa para ver se está bem fechada.Reposição hídrica e protéica antes da cirurgia. ILEOSTOMIA Pré-operatório 1. Remova a tampa da superfície adesiva do disco da bolsa plástica descartável e aplique diretamente na pele. Antibiótcos CPM 3.Aplicar o dispositivo (quando não houver irritação da pele): Um apropriado protetor de pele é aplicado na pele periostomal antes de a bolsa ser aplicada.Profª Glenda Agra 3. estes serão mantidos durante a fase cirúrgica. seque-a com pequenos toques. retire o excesso de umidade com um pedaço de algodão e aplique levemente nistatina em pó.Se o paciente estiver fazendo uso de corticóides. 4.

9.A ileostomia é monitorizada para a drenagem das fezes.5 cm de comprimento. A drenagem é líquido contínuo do intestino delgado. quando passar o edema. proeminências ósseas. O tamanho final e o tipo de dispositivo podem ser selecionados em 3 meses.Como esses pacientes perdem muitos líquidos nos primeiros períodos de pós-operatório ( cerca de 1. após o paciente ter estabilizado e o estoma diminuído para uma forma estável. geralmente no quadrante inferior direito. O abdome é marcado para a coloração correta do estoma pelo cirurgião. Náuseas e distensão abdominal são observadas como sinais de obstrução e são relatadas imediatamente.000 a 2. . que deveria começar cerca de 72 horas após a cirurgia. Pós-operatório 5.Sucção nasogástrica também é parte do cuidado pós-operatório. o que o torna conveniente para o encaixe do dispositivo. Os conteúdos drenam na bolsa plástica e são.O estoma deve ser checado 3 semanas após a cirurgia. Geralmente. cerca de 5 cm abaixo da cintura. com isso. 11.Os líquidos são dados endovenosamente para repor perdas líquidas durante 4 a 5 dias. o estoma da ileostomia tem cerca de 2. então. em uma área longe de cicatrizes anteriores.Profª Glenda Agra 4. 12.Encorajar o paciente à deambulação precoce. mantidos fora do contato com a pele. 7. 8. 10. dobras de pele ou fístulas. cujo objetivo é prevenir o acúmulo do conteúdo gástrico.000 ml de líquidos/dia). porque o estoma não tem o controle dos esfíncteres.Analgésicos são administrados CPM. sódio e potássio são perdidos. 6.

A escoriação da pele ao redor do estoma. a drenagem é de apenas 60 a 80 ml. Geralmente. reação alérgica ao dispositivo da ostomia ou ao protetor da pele ou à pasta. Inicialmente. 18. O paciente se guia pela sensação de pressão na bolsa para determinar com que freqüência ela deve ser esvaziada. a maioria dos pacientes usa um pequeno curativo sobre a abertura. à medida que o tempo passa. e possível infecção. Um espessante de fezes. cebola e peixe. Frutas espremidas e legumes e fontes de vitaminas A e C são dados. Alimentos como espinafre e salsa agem como desodorantes no trato intestinal. A bolsa interna de Kock esticará.O período de tempo durante o qual a pessoa pode manter o dispositivo fechado na superfície do corpo depende da localização do estoma e da estrutura do corpo. eventualmente. em vez disso.Um agendamento regular para trocar a bolsa antes que o vazamento ocorra precisa ser estabelecido para aqueles com uma ileostomia tradicional. alimentos que causam odor incluem: repolho. 19. acomodando. nistatina em pó é aplicada levemente na pele periostomal. também pode ser prescrito para ser tomado VO e ajudar no controle da dor. ou ao mesmo tempo em que o paciente esvazia a bexiga.Profª Glenda Agra 13.Quando a descarga das fezes é espessa.Muitas bolsas são descartáveis e à prova de mau cheiro. um cateter é inserido no reservatório para drenar o líquido e irrigado 1 x ao dia. 15.Uma dieta com pouco resíduo é seguida pelas primeiras 6 ou 8 semanas. Tabletes de subcarbonato de bismuto. 17. A bolsa não é necessária. Se a irritação e o crescimento de fermentação estiverem presentes. O dispositivo é esvaziado a cada 4 ou 6 horas.Para uma ileostomia continente (bolsa de Kock). irritação química do efluente. 500 a 1000ml. Um tubo de esvaziamento no fundo do dispositivo está fechado com clipe especial feito para isso. como o difenoxilato (Lomotil). o tempo normal de usá-lo é de 5 a 7 dias. água pode ser injetada através do cateter para soltálas e amolecê-las. 14. mas. Mais tarde haverá poucas restrições dietéticas. 16. que podem ser prescritos e tomados por via oral 3 ou 4 vezes ao dia. . dano mecânico devido à remoção dos dispositivo. ela aumenta significativamente. A consistência do efluente é afetada pela ingesta de alimentos. são eficazes na redução do odor.

Colelitíase devido ao colesterol ocorre 3 vezes mais freqüentemente do que na população em geral por causa das mudanças na absorção de ácidos biliares que ocorre no pósoperatório. Se o efluente (descarga fecal) é muito agudo. Diarréia. sementes de coco. 23. O tecido cicatrizante precisa ser retirado. . hematúria e sinais de desidratação indicam que a urina deve ser colhida. 20.potássio como suplementação para prevenir hipovolemia e hipocalemia.A ingesta hídrida é encorajada. que pode irradiar para as costas e ombro direito.Cálculo urinário ocorre em cerca de 10%.Profª Glenda Agra com exceção de alimentos ricos em fibras ou sementes difíceis de digerir. 25. 24.Espasmo de vesícula biliar causa dor abdominal direita superior intensa. Os alimentos são introduzidos um de cada vez. milho. manifestada pelos líquidos muito irritantes que logo enchem a bolsa. sódio. São administrados água. alimentos fibrosos são restritos. pode rapidamente levar a desidratação e perda de eletrólitos.A estenose é causada por tecido cicatrizante circular no local do estoma. 22. Se o efluente for excessivamente periostomal é devida ao vazamento de líquidos.Líquidos como Gatorade são de ajuda na manutenção do equilíbrio eletrolítico.Administrar agentes antidiarréicos CPM. como aipo. por causa da desidratação secundária à diminuição da ingesta de líquidos. pipoca. Intensa dor abdominal inferior que irradia para as pernas. sementes de papoula. 21.

Obstrução do estoma por alimentos sólidos 5.Infecção da parede 2.Fecaloma do cólon distal 7.Desidratação 2.Hérnia incisional periostomal 3.Infecção da parede 4.Fístula intestinal 12.Sangramento da mucosa colônica 9.Fístula intestinal 13.Varizes periestomais 9.Deiscência da sutura mucocutânea 5.Prolapso intestinal 4.Prolapso 14.Granuloma 15.Hérnia incisional periostomal 8.Sangramento exagerado Colostomia 1.Obstrução por bridas e aderências 10.Distúrbios eletrolíticos e ácido-básicos 3.Abscesso peristômico 10.Retração do estoma 11.Isquemia e necrose do estoma 11.Dermatites periostomais 6.Estenose do estoma 12.Perdas hidroeletrolíticas por diarréia 8.Estenose do estoma 13.Obstrução por bridas e aderências 7.Isquemia ou necrose do estoma .Profª Glenda Agra COMPLICAÇÕES CIRÚRGICAS Ileostomia 1.Escoriação da pele por secreção intestinal 6.

O propósito do procedimento cirúrgico é explicado de forma que o paciente tenha um melhor entendimento do curso pós-operatório esperado. O procedimento de Stamm requer o uso de suturas em bolsa concêntrica para segurar a sonda na parede gástrica anterior.Profª Glenda Agra GASTROSTOMIA Fonte: http://www.com A gastrostomia é um procedimento cirúrgico para criar uma abertura no estômago com o propósito de administrar alimentos e líquidos. A gastrostomia é preferível às alimentações NG nos pacientes comatosos porque o esfíncter gastroesofagiano permanece intacto. o paciente acha o procedimento mais aceitável. o paciente deve ser avisado.colegiosaofranscsco. Para se criar uma gastrostomia. Quando o procedimento é realizado para aliviar o desconforto. Janeway (permanente) e gastrostomia endoscópica percutânea (temporária). As gastrostomias Stamm e o Janeway requerem tanto uma incisão na linha média abdominal superior como uma incisão transversa no quadrante superior esquerdo. Do ponto de vista psicológico. Em alguns momentos. O procedimento de Janeway necessita da criação de um túnel (chamado tubo gástrico) que é exteriorizado através do abdômen para formar um estoma permanente. Assim. é muito difícil para o paciente aceitá-la. como no idoso ou no paciente debilitado. a gastrostomia é usada para nutrição prolongada. o vômito prolongado. uma ferida de saída é criada no quadrante superior esquerdo do abdômen como acesso para a gastrostomia. O paciente precisa saber que o propósito da cirurgia é fazer uma ponte (bypass) na boca e esôfago de forma que os alimentos líquidos possam ser administrados diretamente no estômago por meio de uma sonda de borracha ou plástico ou de uma prótese. a regurgitação é menos provável de ocorrer na gastrostomia do que com as alimentações NG. Diferentes tipos de alimentações por gastrostomias podem ser usadas: a Stamm (temporária e permanente). Ações de enfermagem . a debilidade e a dificuldade de se alimentar. Se a prótese será permanente.

então. através de uma gastrostomia permanente. a enfermeira aspira as secreções gástricas e readministra-as. as necessidades nutricionais e líquidas são avaliadas para garantir uma ingesta de alimentos e de líquidos apropriada. incluindo celulite local e abscessos na parede abdominal. O curativo protege a pele ao redor da incisão do vazamento de ácido gástrico e do derramamento dos alimentos. o paciente é avaliado quanto à sua resposta à mudança da imagem corporal e a um entendimento dos métodos de realização do procedimento de alimentação. diabetes mellitus. Como muitos pacientes que recebem alimentos por sonda estão debilitados e têm o estado nutricional comprometido. A enfermeira observa o estado da sonda quanto a uma manutenção apropriada. assim como da ferida quanto a quaisquer sinais de infecção. quaisquer sinais de infecção são prontamente comunicados ao médico de forma que a antibioticoterapia apropriada possa ser instituída. Líquidos altamente calóricos são adicionados gradativamente. No período pós-operatório. no período pós-operatório recente. Por esse método. se essa quantidade for tolerada e não houver vazamento de líquidos ao redor da sonda. presa firmemente ao abdômen. geralmente consistindo em água e 10% de glicose. mas essa quantidade é aumentada gradualmente. a enfermeira monitoriza o paciente para complicações potenciais. é evitada a dilação gástrica. de 180 a 240ml podem ser dados de uma só vez. Água e leite podem ser administrados após 24 horas. . Em algumas circunstâncias. após adicionar alimentação suficiente para atingir o volume total desejado. As complicações mais freqüentes são infecção da ferida e outros problemas relacionados. câncer). que é primeiramente torcida na sonda e. Ao mesmo tempo.Profª Glenda Agra A enfermeira avalia as condições da pele do paciente e determina se um atraso na cicatrização da ferida pode ser esperado por causa de disfunções sistêmicas (p. Durante o curso pós-operatório. Um pequeno curativo pode ser fixado sobre a saída da sonda e a sonda de gastrostomia pode ser presa no local por uma fita adesiva. No segundo dia. Inicialmente são fornecidos apenas 30 a 60 ml de cada vez.ex. O primeiro alimento líquido é administrado logo após a cirurgia.

vômitos e fezes são observados para evidência de sangramento. irritação. ferida e dolorida. é outra complicação. Se não for tratada.Jejum: 6 a 8 horas antes do procedimento. ou inadvertidamente. com 30 a 60 ml a cada 3 horas no adulto ou 1ml/kg de cada vez na criança. é necessário fazer um curativo. o médico é notificado imediatamente. tanto feita pelo paciente quanto pela pessoa responsável pelo cuidado.Antibioticoprofilaxia: dose única de cefalotina ou cefalozina imediatamente antes do procedimento.Profª Glenda Agra Sangramento gastrintestinal no local da punção no estômago também pode ocorrer. A área ao redor da sonda é lavada com água e sabão diariamente. 2.Início da dieta pela gastrostomia: Administrada em pequenos volumes cerca de 4 a 6 horas após a gastrostomia endoscópia percutânea (GEP) e 2 a 3 dias após a gastrostomia convencional. e toda a drenagem do local operado. Quaisquer sinais de sangramento são comunicados prontamente. A pele no local da sonda é avaliada diariamente para sinais de solução de continuidade. vermelha. Dobra-se o volume se a tolerância for boa em 2 ou 3 administrações consecutivas. Cuidados pré-operatórios 1. porque ela pode se tornar irritada devido à ação enzimática dos sucos gástricos que vazam ao redor da sonda. Qualquer incrustração é removida com soro e lavada com água. Quando o estoma cicatriza e não há nenhum vazamento. Se a sonda for retirada prematuramente. bem enxaguada e seca. a pele se torna macerada. Cuidados pós-operatórios 1. O trajeto fechará dentro de 4 a 6 horas se a sonda não for reposta.Orientar o paciente quanto ao procedimento. Pode se iniciar com água a temperatura ambiente ou glicose a 10%. escoriação e presença de drenagem ou vazamento gástrico. . a pele é limpa e um curativo estéril é feito. Os sinais vitais do paciente são monitorizados de perto. A remoção prematura da sonda. 3. A pele ao redor da gastrostomia requer um cuidado especial.

pois a abertura pode se fechar em menos de 6 horas. numa velocidade de 20 a 30ml/h no 1º dia. diarréia e distúrbios da absorção: infusão lenta. através de sinfonagem ou BIC em 10 a 15 minutos. *Lavar as mãos antes e depois de manipular a gastrostomia e as conexões. evitar remover. e tracionar o cateter para a posição medida antes de refixá-lo. *Preferencialmente.Volume da dieta na jejunostomia: Iniciada com 24 horas. fixar a sonda à pele com esparadrapo.9% para manter a perviedade. pelo risco de afastamento do estômago da parede abdominal. * Medir e anotar o comprimento externo do cateter para identificar eventual migração. *Reinserir imediatamente novo cateter ou sonda em caso de saída acidental da sonda. *Fazer controle periódico com o cirurgião. retardo no esvaziamento gástrico.Volume da dieta na gastrostomia: Adulto: Bolos de 300 a 500ml cada vez. . *Verificar resíduo antes da dieta. *Na GEP. infundir a dieta por gavagem em 30 minutos. 3. com uma fórmula com 1caloria/ml. *Lavar a sonda diariamente com 5-10ml de SF0. 4. Nos pacientes com refluxo. *Dispositivos tipo BOTTON-G OU MIC-KEY não permitem aspiração do conteúdo gástrico ( válvula de contenção0.Cuidados com a sonda: * Se a sonda usada não tem um anteparo externo.( Pacientes neurológicos frequentemente apresentaam gastroparesia sem que isso indique redução ou suspensão da dieta gástrica). *Entre 8 a 12 semanas após a cirurgia.Profª Glenda Agra 2. para evitar migração para o duodeno. trocar ou desinsuflar o balão da sonda nas primeiras 3 a 6 semanas após a sua colocação. com aumento progressivo para 50 a 60 ml no 2º dia e aumentando o aporte previsto (entre 60 a 90 ml/hora deinfusão contínua). o cateter ou sonda de Foley poderá ser trocado por um dispositivo do tipo BOTTON-G OU MIC-KEY.

9% com seringa. *Manter um curativo com gaze seca em torno da saída da sonda. *Pneumonia por aspiração: Acontence em pacientes com refluxo esofágico. abscesso intra-abdominal e sepse: Acontece nas GEP que desenvolvem sepse. após a higienização) deve ser reintroduzida em poucas horas. Utiliza-se . São tratados com drenagem local e ATB. *Hemorragia: Devido à incisão. *Peritonite. *Alterações da pele em volta da gastrostomia: Dermatite devido ao ácido das secreções: hiperemia. maceração. *Saída aciental da sonda: Ocorre por tração da sonda ou ruptura do balão ou relaxamento do orifício. *Infecção local: Celulite e abscesso. proteger com retalho de hdrocolóide recortado para ser encaixado em volta da sonda ou passar pasta protetora (de alumínio). Usar uma sonda fina transpilórica passada pela gastrostomia ou preferir uma jejunostomia. para evitar que o mesmo se feche. *Usar dieta enteral por gavagem ou por BIC. NPT. *Manter a perva com perviedade da sonda com infusão diária de 5-10ml de SF0. Uma nova sonda (ou a mesma. Se apresentação de fístula e vazamento. escoriações. Observado através do aspirado gástrico.9% ou lavar com água e sabão. 2 x ao dia. e se preciso.5% a 1%.Cuidados com a pele em volta da gastrostomia: * Limpar com SF0. *Nos pacientes com vazamento ou tendência à irritação da pele. 6. abrasões ou úlceras.Profª Glenda Agra 5. tosse ou engasgo. enxugar bem. indicar imediatamente a cirurgia para tratar a fístula e manter a gastrostomia aberta com jejum de pelo menos 3 dias. Complicações: Gastrostomia: A mortalidade por complicações é de 0.Jejunostomia: *Fixar a sonda com curativo na pele. irritação.

distensão abdominal. volvo intestinal. pneumatose. Candidíase: cremes de nistatina ou miconazol associada às medidas de proteção. irritação e lesão de pele. Fontehttp://www. drenagem e ATB.gif . diarréia por “dumping”.gi. obstrução por angulação da alça.Profª Glenda Agra antiácido mineral (Hidróxido de alumínio e magnésio em forma de suspensão = deixar decantar o conteúdo e passar ao redor da sonda). necrose intestinal. *Migração da sonda para o peritônio: Peritonite grave: tratamento cirúrgico. *Outras: obstrução do cateter. abscesso de parede: Cuidados locais.org/patients/gihealth/images/gastroparesis1. *Infecção local: Celulite. Jejunostomia: *Saída da sonda: Ocorre por deficiência na fixação. Repete todo o procedimento.

blogspot.com/imagescooked/28293W.jpg .bp.smartimagebase.com FONTE: http://www.Profª Glenda Agra FONTE:http://2.

tamussino.br/Fotos/ FONTE: http://grupomoravi.com/images/0001700588.com.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.jpg .

blogspot.it/step/nad/manuale/med_cerotto.bp.jpeg FONTE: http://3.uniroma1.Profª Glenda Agra FONTE: http://w3.com/ .

com/martin.jpg FONTE: http://misodor.com/imagescooked/27865W.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.smartimagebase.JPG .

seguida de opióide por VO ou parenteral. No dia seguinte à cirurgia. 3.Início da dieta: Precoce. retirá-la assim que o volume drenado for baixo e reaparecerem os ruídos peristálticos. 4. SVF. independetemente de repercussões. a dieta é reintroduzida no 3º ou 4º dia pós-operatório nas anastomoses com estômago.Retirada da SNG: Raramente é usada.Hemotransfusão: Se Hg < 9mg/dl e houver complicações cardiorespiratórias. 6.ANALGESIA: Epidural com fentanil e bupivacaína por 3 a 5 dias. Quando a anastomose for com o esôfago.Profª Glenda Agra GASTRECTOMIA CÂNCER GÁSTRICO Tratamento cirúrgico: Gastrectomia parcial ou radical. conforme tolerância. 2. 5. ou < 7 g/dl. nos pacientes com SNE ou jejunostomia.ATB 1 antes da cirurgia (cefalozina). 3. 2. Por VO.Fisioterapia pulmonar: exercícios respiratórios para a remoção de secreções e prevenção de atelectasias. reintroduzir a dieta oral após 7 a 10 dias.ATB : Mantida por mais de 24 horas após o fim da cirurgia.SNG.Monitorização padrão para cirurgia de grande porte em paciente grave. mantendo o suporte nutricional por via enteral ou parenteral. mas se tiver sido deixada. . Começar com dieta líquida em pequenos volumes e progredir para dieta livre. 4. garantir preparo Cuidados pós-operatórios: 1.Nos casos em que houver adequado do cólon. Cuidados pré-operatórios: 1. AVcalibroso. possibilidade de ressecção colônica.

com.jpg .br/imagens/obes6.clinicaq.jpg FONTE: http://www.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.br/imagens/obes6.clinicaq.com.

cirugiabariatrica.br/images/foto_03.jpg .jpg FONTE: http://www.net/img_articulos/img_a4_867562.drgustavopeixoto.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.com.

jpg GASTROPLASTIA Cuidados pré-operatórios 1. 2. (Risco de mortalidade nos transoperatório.Avaliação do nutricionista. 6.Avaliação do anestesista.pt/as/images/stories/sleeve. 3. 4.Avaliação do psiquiatra ou psicólogo.Avaliação do cirurgião.w7. pós-operatório imediato e tardio até 3meses) .com.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.Consentimento e comprometimento por parte do paciente. 5.Avaliação do clínico geral ou endocrinologista.

Pós-operatório imediato: 1. 6.Jejum completo. aspiração pulmonar e PCR súbita é maior nos obesos mórbidos. 2. substituindo-os por insulina. aos pacientes Cuidados iniciais no bloco cirúrgico: 1.Nos casos de risco deve ser mantida até o 30º dia.Posicionar o paciente em decúbito lateral ou com cabeça elevada. 3. a partir da meia noite. 2. Evitar uso de sedativos pesados nos pacientes com apnéia do sono.Avaliação pré-anestésica: avaliar sinais de intubação difícil.O risco de hipoventilação. para evitar TVP. . pressão e lesões 4.Monitorização do débito urinário (SVF): Pacientes com comorbidades graves e para facilitar os cuidados no pós-operatório imediato no obeso grave. femoral.mantida até o 10º dia de pós-operatório. inclusive líquidos.Uso de meias elásticas compressivas ou equipamento de compressão intermitente das pernas: reduzir o risco de TVP. 4. 4. monitorizar saturimetria até que ele esteja bem desperto.È prudente a presença de 2 anestesistas na hora da intubação e indução anestésica e para manter uma monitorização completa.Heparinização profilática com heparina de baixo peso molecular SC iniciada cerca de 12h antes da cirurgia. 5.Um preparo intestinal com laxantes nos dois dias anteriores constipados.Evitar sedativos nos pacientes com história de apnéia do sono.Posicionar o paciente corretamente na mesa: Evitar úlcera de nervosas (ciático. cutâneo lateral e ulnar). 3. 3.Fisioterapia respiratória para evitar atelectasias.ATB profilaxia com cefalozina no início da cirurgia e durante a cirurgia a cada 2h.Profª Glenda Agra Pré-operatório imediato 1. Não é necessário usar no pós-operatório. 2.Manter os medicamentos anti-hipertensivos e antiarritmicos e suspender os hipoglicemiantes orais.

Infecção da ferida cirúrgica: 10% = convencional e 2% = laparoscopia.Atelectasia: Nas primeiras 24h e cursa com taquicardia. lesão esplênica ou perfuração gástrica acidental. queda da saturação.Hérnia incisional: Ocorre em 10% a 15% dos casos. pois há relato de casos de encefalopatia de Wenick1 nesses casos. 6. 1 Síndrome de Wernicke-Korsakoff é uma encefalopatia causada pela deficiência de tiamina. uso de meias elásticas e deambulação precoce reduzem a chance do evento. 5. hiperemese gravídica e em pacientes que fazem uso de nutrição parenteral sem tiamina. 6. Quando evolui para a PCR. Afeta igualmente homens e mulheres sem . hidratação venosa e tiamina (vitamina B1) parenteral. Fisioterapia respiratória: reduz o risco.Conversão laparoscópica para aberta: hemorragia de difícil controle. 7. Complicações cirúrgicas precoces: 1. peritonite aguda e fístula: Ocorre em 1% a 6% dos casos.Deambulação precoce: evitar TVP.Reinínio da dieta: iniciar com água e alimentos líquidos em pequenos volumes (20ml a cada 5 minutos) após 48 a 72h. A ocorrência é menor nas cirurgias laparoscópicas.IAM: Ocorre 1% a 2%. 9.Ruptura da anastomose. 7. 2. Evitar atividades físicas que forcem o abdômen por 6 meses. Ocorre no POI. é difícil a manobra de compressão torácica. e é observada principalmente em alcoólatras.Profª Glenda Agra 5.Causa morte súbita no POI. 3.. devido a grande quantidade de tecido adiposo.Seromas e coleções na parede: drenam espontâneamente ou são esvaziadas por punção ou drenagem. Heparinização profilática. febre. 2ª causa de morte depois do tromboembolismo. Para evitá-la: fechamento adequado da parede e uso de fios inabsorvíveis mais grossos que o habitual. 4.Retirada dos drenos: Drenos de Jackson-Pratt ou Blake: no tecido SC até a alta (2 a 6 dias) e na cavidade peritoneal próximo às anastomoses (retirado com 30 dias). mas pode também ocorrer também nos casos de desnutrição.Vômitos incoercíveis no pós-operatório: Usar antieméticos.Tromboembolismo pulmonar: Ocorre em 1%. 8.

*Cada garfada deve ter menos de uma colher de chá de volume e intervalos de meio a um minuto entre as garfadas: 30 minutos para cada refeição (200 g de comida ou 4 a 6 colheres de sopa de comida ou um pires de comida). cortá-los em pedaços pequenos. O açúcar deve ser evitado. Tomados no volume de 20 ml em intervalos de 5 a 10 minutos. mal-estar e aumenta o risco de deiscência. (1Rabdomiólise é uma síndrome resultado de danos na musculatura. sensação de distensão gástrica. além de ataxia cerebelar e alterações mentais.Profª Glenda Agra idadepreferencial. *Dar prioridade a alimentos ricos em proteínas para evitar a desnutrição protéica. febre. sudorese. retenção urinária. adoçados com adoçantes. paralisia do nervo abducente (VI nervo) e do olhar conjugado. além de perder pouco peso. calmas e sossegadas e de pequeno volume por dia. Alimentação líquida e pastosa entre 15 e 30 dias: Alimentos de alta concentração calórica são proibidos: causam síndrome de dumping. agora.Outras intercorrências: Dor. dificuldades respiratórias. náuseas e vômitos. pão e o bagaço ou parte fibrosa das frutas. raddomiólise1. *É fundamental realizar 5 a 6 refeições lentas. Se o paciente tomar volumes maiores: vomitar. Alimentação a partir de 30 dias após a cirurgia: dieta sólida liberada de forma cuidadosa e o paciente precisa lembrar que o estômago .É também a lesão do músculo esquelético seguida pelo rompimento da célula e liberação do seus constituintes no plasma. diarréia. distensão abdominal. *Iniciar com alimentos bem cozidos e de fácil digestão. taquicardia. é pequeno. *Sempre mastigar muito os alimentos. vômito e desmaios.) Alimentação após a cirurgia Alimentação do 1º mês: 1. *Bebidas alcoólicas e refrigerantes gasosos devemser evitados nos primeiros 6 meses após a cirurgia pois causam malestar. sentir dor. *Evitar pedaços grandes de carne. distensão abdominal e rebote metabólico como tonteira. Alimentação líquida exclusiva e de baixo teor calórico nos primeiros 15 dias: todos os alimentos são líquidos (peneirados ou batidos). *Evitar doces ou ingeri-los em pequenas quantidades depois do almoço e jantar. náusea. úlceras gástricas. *Deve ser mantida a orientação de tomar 2 litros de líquidos por dia. . Encefalopatia de Wernicke é caracterizada por nistagmo. 10.Líquidos:Tomar pelo menos 2 litros de líquidos por dia.

impactação alimentar no esôfago. *Estenose das anastomoses. hérnias internas. cálcio.Profª Glenda Agra Complicações crônicas ou tardias: *Dumping *Flatulência e mau-cheiro das fezes *Vômitos intratáveis *Distúrbios metabólicos. colelitíase. deiscência de suturas ou linhas de grampeamento. *Suplementação nutricional: ferro. Gastroplastia Y de Roux . *Problemas nutricionais (Anemia por deficiência de ferro ou vitamina B12 e hipoalbuminemia). *Depressão aguda no pós-operatório. *Outras complicações: úlceras e estenoses das bocas anastomóticas. deslizamento da bandagem ajustável.polivitamínicos e vitamina B12 de acordo com a necessidade.

Profª Glenda Agra Gastroplastia vertical de Mason Gastroplastia vertical com bandagem .

com/paulomaciell/index2000.Profª Glenda Agra Gastroplastia com técnica de Scopinaro FONTES das ilustrações : www.geocities.htm .

6. 11. pois facilita a digestão e diminui o risco da aspiração. náuseas. 10. 2. 3.eliminação urinária diminuída). 7. vômitos.Checar respostas clínicas. Avaliar a velocidade do fluxo. 5. Qualquer obstrução requer que a alimentação seja interrompida e que o médico seja notificado. como as dos achados laboratoriais: uréia nitrogenada sanguínea.Registrar incidentes como vômitos e diarréia ou distensão. proteína sérica. 8. sede.Administrar a alimentação à temperatura ambiente ou uma temperatura próxima à do corpo.Determinar a capacidade do paciente para tolerar a fórmula (avaliar a sensação de plenitude. hemoglobina e hematócrito.Checar o resíduo gástrico antes da alimentação. urticária. inchaço. diarréia e constipação). ganho de peso súbito ou edema dependente ou periorbital.Lavar a sonda com 30 ml de água após cada bolo da alimentação ou administração de medicação. diminuição da eliminação urinária.Observar os sinais de desidratação (mucosas secas. 4. 9.Profª Glenda Agra NUTRIÇÃO ENTERAL 1.Registrar a ingesta da fórmula pelo paciente. pelo menos por 1 hora.Comunicar a concentração de glicose na urina de +3 ou +4. .Colocar o paciente em posição de Fowler (30º) antes e depois da administração da alimentação.

200 a 350 ml são administrados de 10 a 15 minutos.600cal/dia) são eficazes em induzir um balanço nitrogenado positivo e um progressivo ganho de peso. permitindo que a alimentação seja dada em pequenas quantidades em longo período reduzindo o risco de aspiração.Monitorizar a ingesta e a eliminação. 14. 15. vômitos e diarréia. distensão. e a velocidade de administração é determinada pela gravidade. O conteúdo gástrico enteral é medido antes de cada alimentação intermitente e a cada 4 a 8 horas durante alimentações contínuas (Esse líquido aspirado é readministrado ao paciente). Observar para complicações potenciais: síndrome do esvaziamento rápido. 17.Profª Glenda Agra 12. infecção da pele no local. sem produzir cólicas abdominais e diarréia. Se a quantidade do conteúdo gástrico aspirado for maior do que 100 ml ( ou mais de 10 a 20% acima da velocidade de alimentação contínua horária). 13. por bolo ou pela BIC. Parar as alimentações se o resíduo exceder 100 ml e retornar o aspirado para o estômago. As alimentações por bolo são dadas em grandes volumes ( 300 a 400 ml a cada 4 a 6 horas). 16.Trocar o recipiente da alimentação por sonda e os tubos a cada 24 a 48 horas. As alimentações por gravidade são colocadas acima do nível do estômago. Se a alimentação é intermitente. em caso de alimentações contínuas. náuseas.Pesar o paciente 2 a 3 vezes por semana. A alimentação contínua é o método preferível. Velocidades de alimentação contínua de cerca de 100 a 150ml/h (2.Substituir a fórmula a cada 4 horas por uma fórmula nova. ou.400 a 3.Consultar um nutricionista. a alimentação é atrasada e as condições do paciente são reavalidas em 1 hora . náuseas e vômitos.Avaliar os volumes residuais antes de cada alimentação. As alimentações são administradas por gravidade (gotejamento). a cada 4 horas.

*ingesta líquida inadequada/desidratação. *alergias alimentares. Pneumonia por aspiração *colocação inadequada da sonda. Constipação *muito conteúdo de leite. Complicações da terapia enteral COMPLICAÇÕES Diarréia CAUSAS *Alimentações hiperosmolares. *permanecer deitado no leito. *falta de fibra. *infusão rápida. *cheiro desagradável. *deficiência à lactase. rápido *fórmula fria. *fórmula hiperosmolar. .Profª Glenda Agra Tabela 1. *fórmula fria. Náuseas e vômitos *mudança na velocidade. *esvaziamento gástrico inadequado. *nível de osmolaridade sérica. Deslocamento da sonda Obstrução da sonda *Tensão na sonda/sonda mal presa *limpeza inadequada da sonda/ velocidade da fórmula. *sonda calibrosa. *alimentações contaminadas por bactérias. Gases/plenitude gástrica/cólicas *Ar na sonda Síndrome do esvazimanto *Alimentação em bólus/ velocidade rápida. *medicamentos/antibioticoterapia. (atelectasia) *vômito e alimentação por sonda aspirada.

. drogas antidisrítmicas. porque as temperaturas extremas estimulam a peristalse. aminofilina e digitálicos aumentam a freqüência da síndrome. *Administrando alimentações à temperatura ambiente.Profª Glenda Agra *medicamentos amassados inadequadamente e limpeza após a sua administração inadequada. *terapia medicamentosa. Síndrome das alimentações *Uréia em excesso da mistura rica em proteína e fórmulas sem gordura. Para confirmar que a síndrome do esvaziamento rápido está causando diarréia. Os sintomas da síndrome podem ser tratados da seguinte forma: *Diminuindo a velocidade de instilação para dar tempo dos carboidratos e eletrólitos se diluírem. MANTENDO UM PADRÃO DE ELIMINAÇÃO INTESTINAL NORMAL A Síndrome do esvaziamento rápido também leva à diarréia. *fórmula contaminada. Hiperglicemia *intolerância à glicose. outras possíveis causas precisam ser eliminadas: *deficiência de zinco (adicionar 15 mg de zinco na alimentação pela sonda a cada 24 horas é recomendado para manter um nível sérico normal de 50 150 mg/dl. *má nutrição. *alimentação rica em carboidrato. Desidratação *Alimentações hiperosmolares com insuficiente ingesta de líquido. Antibióticos como as clindamicinas e lincomicina. por sonda *desidratação.

*Administrando a menor quantidade de água necessária para limpar a sonda antes e depois da alimentação. e não mais do que 50 a 100 ml são dados de uma vez. REDUZINDO O RISCO DE ASPIRAÇÃO **Aconselhado o paciente a permanecer na posição de semi-Fowler. a faringe e a traquéia são aspiradas. ou 40 a 60 ml/h são dados na administrados por gotejamento contínuo. As soluções de NPT. a alimentação é diluída pelo menos até a metade. NUTRIÇÃO PARENTERAL TOTAL NPT é o método de suprir o corpo com nutrientes por uma via EV. diminuindo a influência da gravidade). para prevenir distensão súbita do intestino. aminoácidos. que fornecem nutrientes como a dextrose. pára-se a alimentação. por 1 hora após a alimentação (essa posição prolonga o tempo de trânsito.Profª Glenda Agra *Administrando a alimentação por gotejamento contínuo ( se tolerado). porque o líquido dado com a alimentação aumenta o tempo de trânsito. e não por jato. diminuindo a influência da gravidade). ** Se a aspiração é suspeitada. eletrólitos. promover ganho de peso e melhorar o processo de recuperação. No início da administração. manter a massa muscular. estabelecer um balanço nitrogenado positivo. vitaminas. minerais e emulsões de gordura dão calorias e nitrogênio para atender às . com a cabeceira da cama abaixada. MANTENDO A HIDRATAÇÃO ADEQUADA ***A água é dada a cada 4 ou 6 horas e após as alimentações para prevenir desidratação hipertônica. e o paciente é colocado em DLD. As metas são : melhorar o estado nutricional. *Aconselhado o paciente a permanecer na posição de semi-Fowler por 1 hora após a alimentação (essa posição prolonga o tempo de trânsito.

AIDS. fósforo. trauma. A NPT está indicada nas seguintes situações: *A ingesta do paciente é insuficiente para manter um estado anabólico ( p ex. Em geral. *A capacidade do paciente de ingerir alimento oralmente ou via sonda está comprometida (p. de grande fluxo (veia subclávia)). hiperêmese gravídica grave na gravidez). Para prevenir deficiências e atender aos requerimentos para síntese dos tecidos. em casos de queimaduras graves. uma incapacidade de ingerir líquidos ou alimentos dentro de 7 dias após a cirurgia e as situações hipercatabólicas. que irá rapidamente diluir os nutrientes ingeridos a um nível adequado à tolerância do corpo. . é necessário aumentar a concentração e usar uma via de administração (uma veia grande.000 calorias adicionais diariamente. Quando glicose altamente concentrada é administrada. a NPT fornece 30 a 35 kcal/kg e 1. outros elementos. como cálcio. em vez de usá-los para energia.5g/kg de proteína.0 a 1. O potássio é adicionado à solução para manter um equilíbrio eletrolítico adequado e para transportar glicose e aminoácidos através da membrana celular. ex.Profª Glenda Agra necessidades nutricionais diárias do paciente. síndrome do intestino curto. os requerimentos calóricos são satisfeitos e o corpo usa aminoácidos para a síntese protéica. doença de Crohn com obstrução. magnésio e cloreto de sódio são acrescentados. sepse e câncer). grandes cirurgias ou doença hipermetabólica pode necessitar de até 10. enterite pós-radiação. como grande infecção ou febre. Para fornecer as calorias necessárias em um pequeno volume. queimaduras. má nutrição. INDICAÇÔES As indicações da NPT incluem um déficit de 10% do peso corpóreo antes da doença. íleo paralítico. O paciente com febre.

As prescrições são iniciadas pesando-se o paciente e obtendo-se um hemograma completo. fístula enterocutânea alta). As soluções de NPT são iniciadas lentamente. Dessa forma. observando-se a data de expiração. cirurgia intestinal extensa).Profª Glenda Agra *O paciente não está interessado em ingerir ou não deseja ingerir nutrientes adequados (p. O rótulo é comparado com a prescrição médica. para prevenir flebite e outras .ex. contagem de plaquetas. *As necessidades nutricionais pré e pós-operatórias são prolongadas (p.ex.ex. anorexia nervosa. elas causam danos à parte íntima das veias periféricas. Um total de 2 a 3 litros de solução é administrado n decorrer de 24 horas. As soluções entregues nas unidades de enfermagem ficam refrigeradas até a sua utilização. Como as soluções de NPT têm cinco ou seis vezes a concentração do soluto do sangue. sendo gradualmente aumentadas a cada dia até a velocidade desejada e na medida em que a tolerância do paciente a líquidos e a glicose o permitir. a infusão de NPT deve ser inspecionada para checar a claridade e se há precipitação. NPT refere-se às fórmulas de aminoácido-dextrose. Os valores laboratoriais do paciente e a resposta à terapia com NPT são monitorizadas freqüentemente pela equipe de apoio nutricional. Antes da administração. magnésio e glicose sanguínea. pacientes idosos no pós-operatório). tempo de protrombina e níveis de eletrólitos. A solução endovenosa nutricional prescrita é preparada pelo farmacêutico sob um capacete de fluxo laminar de ar filtrado usando técnica asséptica estrita. quando amornadas até a temperatura ambiente. pancreatite aguda. *A condição médica subjacente impede ser alimentado oralmente ou por sonda (p.

vermilhidão. geralmente 2 ou 3 vezes por semana e quando for necessário. A enfermeira põe luvas estéreis e limpa a área com cotonetes com tintura de iodo-povidona. O paciente é pesado 2 a 3 vezes por semana. albicans é o organismo infeccioso mais comum. PVC . Os curativos são trocados assepticamente. A colocação da ponta do cateter deve ser confirmada pelos raio X antes de iniciar a terapia por NPT. removidos por álcool a 70%. essas soluções são administradas no sistema circulatório através de um cateter inserido em um vaso sanguíneo grande. drenagem de sangue. O paciente é pesado diariamente na mesma hora do dia. edema. Uma bomba de infusão é recomendada para NPT para manter a velocidade prescrita correta.ex. para uma comparação correta. O CDC recomenda a troca do curativo do dispositivo de acesso venoso central somente se ele estiver sujo. torção do cateter e reações na pele.Profª Glenda Agra complicações venosas. dor e drenagem purulenta. turgor da pele diminuído. A C. mas S. sede. e o cateter venoso central fornece a porta de entrada. aureus. do centro para fora. nas mesmas condições. Toda ingesta e eliminação do paciente são registrada a cada 8 horas de forma que o desequilíbrio hídrico possa ser detectado logo. Quando a solução EV acaba. com sangue. S. epidermis e K. o paciente não apresentará nem perda nem ganho de peso significativos. pneumoniae também estão presentes. solto ou molhado. como inflamação. A limpeza começa de uma maneira circular. A enfermeira avalia para sinais de desidratação (p. em situações ideais. com um fluxo alto (geralmente a veia subclávia). Registros exatos da ingesta e da eliminação e equilíbrio hídrico são mantidos. logo após. O grande conteúdo de glicose das soluções de NPT faz com que elas sejam um meio de cultura ideal para o crescimento de bactérias e fungos. é colocado um frasco de glicose a 10% com água até que o próximo frasco de NPT esteja disponível na farmácia. A velocidade de infusão não pode ser aumentada nem diminuída para compensar os líquidos que foram infundidos muito rápido ou muito devagar. A área é checada para vazamento.

TIPOS DE NUTRIÇÃO PARENTERAL TOTAL AUTOMIX Descrição . alterações na pele. para administração IV central ou periférica após mistura dos mesmos por rompimento do sistema “Peel-Seal” de selagem que os separa Após mistura temos a ativação da solução que corresponde a um sistema 2 : 1 de solução para nutrição parenteral total para administração em 24h com velocidade média de infusão de 83ml/h.75% + eletrólitos e solução de glicose 10% + cálcio. pH 6.Misturador para soluções de Nutrição Parenteral com 6 vias de acesso e infusão por gravimetria. eliminação de urina. alterações mentais. com solução final livre de bissulfitos. As bolsas de Clinimix possuem dois equipos especiais para aditivação de emulsão lipídica e outros nutrientes. pronto para uso.25/25. específica para pacientes em catabolismo suave a moderado.Profª Glenda Agra diminuída). As atividades e a deambulação são estimuladas. conteúdo calórico (Kcal / 2l) 680 e 1700. Total segurança e exatidão nos processos de automação para transferências gravimétricas de volumes de soluções nutritivas com sensibilidade de infusão mínima de 10ml.75/10 e 4. diarréia. para TNP contendo dois compartimentos distintos com solução de poliaminoácidos 2. Complicações metabólicas: neuropatias. . A complicação mais freqüente é a sepse. Clinimix E* Descrição . eletrólitos e oligoelementos e outro para administração IV.Solução RTU (Ready To Use). osmolaridade (mOsm/l) 920 e 1825. náuseas. vitaminas. É essencial monitorizar a glicose sanguínea porque a hiperglicemia pode causar diurese e excessiva perda de líquidos.0. respectivamente para Clinimix E 2.

para administração IV central ou periférica após mistura dos mesmos por rompimento do sistema “Peel-Seal” de selagem que os separa . com dois equipos para aditivação e administração e volume final de 2000ml.Soluções hipertônicas de glicose 50% e 70% são indicadas na prevenção de perda de nitrogênio (proteína) ou no tratamento de balanço nitrogenado negativo (BNN) como principais fontes calóricas em TNP.0. osmolaridade (mOsm/l) 785.Apresentação em bolsa flexível de PVC. pH 6. respectivamente para Clinomel N4. com composição adequada e balanceada de AAE.As bolsas de Clinomel possuem dois equipos especiais para aditivação nutrientes. 800.Apresentação em bolsas plástica tetralaminada Filme Clarity – exclusivo Baxter. CLINOMEL Descrição . . 1190. alta concentração de Lisina que induz anabolismo protéico e baixas concentrações de Metionina e AAA. . osmolaridade (mOsm/l) 840. pH 6. 880. AACE e AANE (12. N6. específica para pacientes em catabolismo moderado a severo ou grave.2g.24. NPP’s adulto e pediátrica. Leucina e Valina. garantindo maior segurança e rapidez na produção de soluções para nutrição parenteral em quantidades elevadas em serviços com procedimentos automatizados ou manuais (gravitacionais). pH aproximado 4. Isoleucina.5 [6.Apresentação em bolsas plástica CRYOVAC– exclusivo Baxter. sem complicações renais ou hepáticas. N5.03 . para TNP contendo três compartimentos distintos com solução de poliaminoácidos (Synthamin com 15 AA) + eletrólitos. eletrólitos e oligoelementos e outro para administração IV. 1020. vitaminas.0 . Após mistura temos a ativação da solução que corresponde a um sistema 3 : 1 de solução para nutrição parenteral total para administração em 24h com velocidade média de infusão de 83ml/h. contendo altas concentrações de AAER.Solução RTU (Ready To Use). 1470. solução de glicose 10% + cálcio e emulsão lipídica a 10% ou 20%. com solução final livre de bissulfitos. N7. associados à neurotoxicidade e alterações hepáticas. poupando a degradação de glutamina.Profª Glenda Agra . Fenilalanina e Triptofano. densidade 1.17 e 1. para evitar catabolismo muscular. . pronto para uso. osmolaridade (mOsm/l) 2520 e 3530. .0]. 7. VIAFLEX com 1000ml e 2000ml de solução. conteúdo calórico (Kcal/l) 1710 e 2390.0.N/ 1000ml). Hepatasol 8% 250ml Descrição . conteúdo calórico (Kcal / l) 540. 1040. densidade 1. sistemas 2:1 (AA : Glicose) e 3:1 (AA : Glicose : Lipídeos).Solução de aminoácidos à 8% específica para hepatopatas. com dois equipos para aditivação e administração e volume final de 1000ml e 2000ml Glicose 50% / Glicose 70% Descrição .

7.0]. com composição adequada e balanceada de AAE.5 [5. Renamin* 6. pH 6.N/ 1000ml).5% específica para nefropatas. respectivamente para as soluções à 10% e 20%. Tirosina e Serina.N/1000ml).0 . perfil de aminoácidos plasmáticos do cordão umbilical. 7. Travasol 10% Descrição . densidade 1. favorecendo a solubilidade de íons cálcio e fosfato em soluções 3:1.988. evitando desta forma a complementação com AAT padrão a 10%.02.03. AACE e AANE (16. pH 5.Solução de aminoácidos à 10% específica para pediatria. 7. 500ml e 1000ml (20%) de solução pronta para aditivação de outros nutrientes.5g. medicamentos compatíveis ou infusão IV central ou periférica PRIMENE 10% 250ml Descrição . importantes na insuficiência renal. contém Taurina e Cisteína aminoácidos essenciais para o RN.Emulsão Lipídica de óleo de soja à 10% e 20%.993 e 0. contendo fosfatídeos de ovo como emulsificante.Apresentação em frascos de vidro com 500ml de solução pronta para aditivação de outros nutrientes. Tirosina e Prolina. IVELIP* 10% 500ml / IVELIP* 20% 100ml / IVELIP* 20% 500ml / IVELIP* 20% 1L Descrição . . livre de bissulfito. Apresentação em frascos de vidro com 250ml de solução pronta para aditivação de outros nutrientes. osmolaridade (mOsm/l) 265 e 270. osmolaridade (mOsm/l) 998. osmolaridade (mOsm/ l) 600.5% 500ml Descrição .0]. densidade 0. pH 6 [5. Histidina.02. alta concentração de Lisina que induz anabolismo protéico e baixas concentrações de Fenilalanina. associados à neurotoxicidade e alterações hepáticas.Solução de aminoácidos à 10%. . densidade 1. oleato de sódio como co-emulsionante e estabilizante.0 .3 micron) aumentam a estabilidade da emulsão. conteúdo calórico (Kcal/l) 1100 e 2000.Apresentação em frascos de vidro com 50ml (10%) e 100ml. . Apresentação em frascos de vidro com 500ml de solução pronta para aditivação de outros nutrientes. rica fonte de calorias e de ácidos graxos essenciais (linoléico 54% a-linolênico 8%). sem alterar as propriedades metabólicas e de tolerância. suas partículas de tamanho pequeno (<0.Profª Glenda Agra . glicerol para garantir a isotonicidade da solução. AACE e AANE (15g. AANE (33%) e AACE (7%). osmolaridade (mOsm/l) 780.Solução de aminoácidos à 6. oferecendo composição balanceada de AAE (60%). densidade 1. favorecendo a solubilidade de íons cálcio e fosfato em soluções 3:1. pH 8. aumentando a estabilidade em sistemas 3 : 1 (AA : Glicose : Lipídeos).0]. com composição adequada e balanceada de AAE. ausência de bissulfito.0 .0 [5.0.

A cavidade abdominal é insuflada com dióxido de carbono (pneumoperitônio) para ajudar na inserção do laparoscópio e o cirurgião na visualização das estruturas abdominais. Colecistectomia Laparoscópica Esse procedimento é realizado por meio de uma pequena incisão ou punção feita através da parede abdominal. Diversas punções adicionais ou pequenas incisões são feitas na parede abdominal para introduzir outros instrumentos cirúrgicos dentro do campo operatório. Clinomel. REFERÊNCIAS DO TEXTO E ILUSTRAÇÕES: http://www. remover a causa da cólica biliar e tratar a colecistite aguda. ou pode ser realizada como um procedimento de emergência. O cirurgião pode visualizar o sistema biliar por meio do . O aparelho de fibra óptica é inserido através da pequena incisão umbilical.latinoamerica. quando os sintomas do paciente diminuíram. Automix. Hepatasol. na cicatriz umbilical. caso a condição do paciente assim obrigue. Primene.5 são marcas registradas em nome de Baxter International Inc. VIAFLEX é Marca Registrada em nome de Baxter International Inc. Travasol 10 e Travasol 8. A cirurgia pode ser eletiva.Profª Glenda Agra .baxter. Clinimix E. VIAFLEX com 2000ml e 500ml de solução.Apresentação em bolsa flexível de PVC. garantindo maior segurança e rapidez na produção de soluções para nutrição parenteral em quantidades elevadas em serviços com procedimentos automatizados ou manuais .com COLECISTECTOMIA O tratamento cirúrgico da doença da vesícula biliar e dos cálculos biliares é efetuado para aliviar os sintomas persistentes. Ivelip e Renamin são marcas depositadas em nome de Baxter International Inc.

o paciente recebe alta hospitalar no dia da cirurgia ou dentro de um a dois dias.com . Com o uso mais amplo dos procedimentos laparoscópicos. caso sejam encontrados problemas durante o procedimento laparoscópico. Com freqüência. O paciente é informado de que um procedimento abdominal aberto pode ser necessário. sendo a anestesia geral administrada. pode haver um aumento no número dessas conversões. A vantagem do procedimento laparoscópico é que o paciente não vivencia o íleo paralítico que ocorre com a cirurgia abdominal aberta e sente menos dor abdominal pós-operatória. uma câmera presa ao aparelho permite que a visão do campo intraabdominal seja transmitida para um monitor de televisão. Por causa da cuidadosa avaliação dos pacientes e da identificação daqueles em baixo risco para problemas. a conversão para um procedimento abdominal aberto somente é necessária de maneira ocasional.colegiosaofranscisco. isso acontece em cerca de 5% dos casos laparoscópicos. Fonte: http://www. podendo retomar suas atividades em plena e voltar ao trabalho dentro de uma semana depois. A conversão para um procedimento cirúrgico abdominal tradicional pode ser necessária. no entanto.Profª Glenda Agra laparoscópio.

Profª Glenda Agra Fonte: http://www.cervejasdomundo.com/gallblad.gif .

smartimagebase.epnet.Profª Glenda Agra Fonte: http://ebsco.jpg Fonte: http://services.aspx?ImageIID=2846 .com/imagescooked/27492W.com/GetImage.aspx/getImage.

com/imagescooked/27619W.Profª Glenda Agra Fonte: http://ebsco.smartimagebase.jpg .

ijp.jpg Fonte: http://www.Profª Glenda Agra Fonte: http://www.br/img/fbpe/acb/v14n4/4a11f4.com.scielo.br/images/cirurgias/06_colecistectomia.gif .

por causa do processo patológico subjacente do paciente.jpg Colecistectomia Nesse procedimento. Depois da recuperação do episódio agudo. .Profª Glenda Agra Fonte: http://www2.uepa. Um dreno (Penrose) é colocado na vesícula biliar e aflorado na pele através de uma incisão para drenar o sangue.br/tocea/arquivos/figuras/colecistite. Apesar de seu risco menor. a vesícula biliar é extirpada através de um a incisão abdominal depois que a artéria e o ducto cístico são ligados. a colecistectomia cirúrgica apresenta uma alta taxa de mortalidade. sendo um tubo de drenagem fixado com uma sutura em bolsa de tabaco. A colecistectomia é realizada quando a condição do paciente impede a cirurgia mais extensa ou quando a reação inflamatória aguda é grave. O dreno é ligado a um sistema de drenagem para evitar que a bile extravase ao redor do dreno ou escape para dentro da cavidade peritoneal. A vesícula biliar é aberta cirurgicamente. o paciente pode retornar para a colecistectomia. O procedimento é efetuado para a colecistite aguda e crônica. os líquidos serossanguinolentos e a bile para dentro de curativos absorventes.

10. Depois de vários dias de drenagem. A deambulação precoce impede complicações pulmonares. necessitando de trocas freqüentes dos curativos externos e de proteção da pele contra a irritação. sendo uma dieta leve iniciada mais adiante.Administrar analgésicos CPM. As pomadas de óxido de zinco. o paciente é colocado na posição de Fowler baixa.Depois da recuperação da anestesia. 4.Encorajar o paciente a fazer respirações profundas a cada hora. são documentadas a quantidade. a coloração e o cateter da drenagem. 8. com margem suficiente para que o paciente se movimente sem deslocá-lo ou torcê-lo.O paciente é observado quanto às indicações de infecção. bem como outras complicações. e a aspiração NSG (uma SNG é provavelmente inserida imediatamente antes da cirurgia para um procedimento não-laparoscópico) pode ser instituída para aliviar a distensão abdominal. 6. os curativos são trocados de acordo com a necessidade. O equipo deve ser fixado nos curativos. 2. 3.Profª Glenda Agra Prescrições de enfermagem: 1. alumínio evitam que a bile faça a digestão da pele. 5. o equipo pode ser pinçado por 1 hora .Água e outros líquidos podem ser fornecido em cerca de 24 horas. 9. 7.Os drenos devem ser conectados a um frasco de drenagem. a fim de expandir plenamente os pulmões e evitar atelectasia.A bile pode continuar a drenar a partir do trato de drenagem em quantidades consideráveis durante certo período. como a tromboflebite.Quando o dreno de Penrose é utilizado. extravasamento da bile para dentro da cavidade peritoneal e obstrução da drenagem.A bile coletada é medida a cada 24 horas.Os líquidos EV podem ser administrados. depois do retorno da atividade intestinal.

quando o paciente ingere lipídios. uma das finalidades da cirurgia da vesícula biliar é possibilitar uma dieta normal. o paciente é avaliado quanto à perda do apetite. é possível determinar se o pigmento biliar está desaparecendo do sangue e se está novamente drenando para dentro do duodeno. Alguns pacientes relatam uma a três evacuações por dia. vômitos. 15.Depois da colecistectomia laparoscópica. Depois disso. 14. dor. quando os ductos biliares se dilatam para acomodar o volume de bile. Entretanto.Monitorizar SSVV de perto. Dessa maneira. outrora suportado pela vesícula biliar. urina escura(colúria). como dor e febre. distensão do abdome e elevação da temperatura. prurido ou sinais de inflamação e infecção. Quando esses sinais e sintomas ocorrem. as fezes devem ser observadas diariamente. Gerenciando o autocuidado depois da colecistectomia laparoscópica Retomando a atividade . essa freqüência diminui durante um período de algumas semanas a vários meses. Amostras de urina e fezes podem ser enviadas para o laboratório para exame dos pigmentos biliares.Monitorizar para complicações potenciais: icterícia.A restrição de lipídeos é suspensa em 4 a 6 semanas. avaliação periódica quanto à sensibilidade aumentada e rigidez do abdome.Em todos os pacientes com drenagem biliar. É mantido um registro cuidadoso da ingestão e excreção hídricas. Esses sintomas podem indicar infecção ou ruptura do trato GI e devem ser relatados de imediato ao cirurgião. 12. podendo ocorrer flatulência. os lipídios podem não ser digeridos por completo ou de maneira adequada.Profª Glenda Agra antes e depois de cada refeição para fornecer bile para o duodeno. Isso é o resultado de um gotejamento contínuo de bile através da junção colédoco-duodenal após a colecistectomia. o tubo de drenagem é retirado 11. sendo anotada sua coloração. a drenagem e as incisões são inspecionadas quanto ao sangramento. visando auxiliar na digestão. Antes da cirurgia. Dentro de 7 a 14 dias. 13. Em geral. quando a ampola de Vater novamente funciona de maneira efetiva. a bile adequada será liberada para dentro do trato digestivo para emulsificar os lipídios e permitir sua digestão. fezes esbranquiçadas(acolia fecal). eles são relatados ao cirurgião.

Gerenciando o cuidado de acompanhamento Faça uma consulta com seu cirurgião em 7 a 10 dias Ligar para o cirurgião caso o paciente apresente qualquer sinal de infecção no local da punção ou ao redor dele: rubor. edema. ou mais. sentar de maneira ereta.7ºC. Cuidando da incisão Verificar o local da punção diariamente quanto aos sinais de infecção Lavar o local de punção com saponáceo suave e água Permitir que as fitas adesivas especiais se descolem do local de incisão.5 kg depois da cirurgia. Não puxá-las. Tratando da dor pode experimentar dor ou desconforto no ombro direito devido ao gás empregado para insuflar a área abdominal durante a cirurgia. geralmente por 1 semana. Por vezes.Profª Glenda Agra Começar imediatamente com exercícios leves (caminhar) Dirigir automóvel depois de 3 a 4 dias Tomar banho de chuveiro depois de 1 a 2 dias Retomar as atividades sexuais quando desejado Evitar levantar objetos com peso superior a 2. calor. drenagem Ligar para o cirurgião caso o paciente apresente febre de 37. por 2 dias consecutivos Ligar para o cirurgião caso o paciente desenvolva náuseas. Retomando a alimentação Retomar a dieta normal Se apresentava intolerância a lipídeos antes da cirurgia. . no leito ou em uma cadeira. ou caminhar pode diminuir o desconforto. vômitos ou dor abdominal. acrescentar gradualmente os lipídeos de volta à sua dieta em pequenos incrementos.

ela é chamada de encarcerada. sendo responsáveis por cerca de 75% do total. Se ocorrer isquemia ou gangrena intestinal. Embora essa situação não constitua.Profª Glenda Agra HERNIORRAFIA OU HERNIOPLASTIA A maior parte das hérnias tem como causa defeitos nos tecidos fasciais da parede abdominal. A maioria das hérnias é redutível. seus conteúdos podem ser recolocados na cavidade peritoneal através de uma manipulação adequada. um problema cirúrgico. edema do intestino e do mesentério vizinho. O resultado é um saco herniário de peritônio. uma hérnia encarcerada raramente pode ser reduzida através do colo do saco. Em circunstâncias bastante raras.Como o saco herniário e seus conteúdos se encontram consideravelmente aumentados. De longe. impede o fluxo arterial com subseqüente isquemia e gangrena.. em decorrência da pressão intra-abdominal. uma razão para correção cirúrgica mais urgente. pois não está associada à isquemia ou à gangrena intestinal ou dos conteúdos herniários. uma hérnia estrangulada pode ser reduzida. é . e é obrigatória uma operação de emergência para a redução da hérnia e a correção do defeito. necessariamente. as mais comuns das hérnias da parede abdominal são aquelas que ocorrem na região inguinal. penetre até o tecido subcutâneo da parede abdominal. que ocorrem através de incisões abdominais prévias e que não cicatrizam por completo. a hérnia encarcerada é considerada estrangulada. Por essa razão. até mesmo fatais. Em muitos casos. Quando a hérnia não é redutível. com mais aumento da pressão intesticial. particularmente o intestino delgado. As hérnias ventrais são aquelas que comprometem a parede abdominal. para evitar complicações sérias. no entanto. pois esse colo geralmente tem um diâmetro muito menor do que a própria hérnia. apresentando tecido gorduroso subcutâneo abaixo da pele. além de edema intersticial. via de regra. mas isso é muito incomum. que . para evitar uma operação de emergência. Esses defeitos permitem que o peritônio. O tratamento adequado para a ampla maioria das hérnias é a correção cirúrgica. ou seja. o saco herniário contém vísceras. se a hérnia estiver encarcerada deve-se fazer todas as tentativas possíveis para reduzi-la. em última análise. . A hérnia estrangulada provoca. exceto aquelas da região inguinal – elas incluem as hérnias epigástricas e incisionais. em decorrência do aumento da pressão venosa.

primariamente a fáscia do reto abdominal e músculo oblíquo externo. muitas vezes. além de uma variedade de fatores que causam aumento da pressão intra-abdominal. seja ao ligamento inguinal ou ao ligamento de Cooper. O tratamento é imperativo: cirúrgico. massas abdominais ou obesidade. e ocasionalmente. 2.Hérnia umbilical: são de origem congênita. O tratamento adequado é o cirúrgico. bem como hematomas. tornando possível uma recidiva da hérnia. Outro fator que causa hérnia umbilical é o aumento da pressão abdominal. Deve-se ter especial cuidado de evitar aproximação do músculo a esses ligamentos. ser seguida de infecção das vias urinárias. e pelo. embrionarimente. primariamente. O sangramento escrotal pode ocorrer e necessitar de reoperação para controle. Os princípios gerais da correção cirúrgica consistem.Profª Glenda Agra Como a correção cirúrgica das hérnias depende de uma ampla compreensão dos aspectos anatômicos dos defeitos. O diagnóstico da hérnia femoral é feito pela presença de uma massa. pois o músculo não segura bem as suturas. Nos adultos a . dolorosa. estão já presentes no nascimento. mas bem observadas. As hérnias inguinais são muito mais comuns nos homens do que nas mulheres. essa compreensão constitui um aspecto de grande importância na patogenia das hérnias.Hérnia femoral: Ocorrem na virilha e são limitadas pela veia femoral. no triângulo femoral. Dentre os fatores etiológicos estão o defeito congênito do fechamento do anel interno. Tipos de hérnias: 1. A retenção urinária pode constituir um problema e necessitar de cateterismo. a não ser que uma enfermidade clínica séria coexistente impeça o tratamento. devido a razões pouco conhecidas . Complicações pós-operatórias: Podem ocorrer infecções da ferida cirúrgica. lateralmente. 3. dcorrente da ascite. com a necessidade de antibióticos. e sutura desses fortes músculos. ligamento lacunar medialmente. Quase todas essas hérnias se fecham espontaneamente. Isso deve ser seguido de uma avaliação cuidadosa dos tecidos ao redor do defeito herniário e da mobilização das estruturas fasciais. em dissecção cuidadosa do saco herniário com fechamento ao nível de seu colo e excisão do excesso de saco. predispondo ao desenvolvimento de uma hérnia.Hérnia inguinal: Presença de um abaulamento na região inguinal ou uma massa aparente que desce na região inguinal para o escroto.

A conduta cirúrgica geralmente é recomendada.Hérnia Obturadora: quando um saco herniário surge na pelve. PARTICULARMENTE. os pacientes. quase sempre obesos.Elas podem ser bastante dolorosa e causar desconforto e ansiedade ao paciente.Hérnia de Littré: A maioria destas hérnias está na região inguinal e femoral e podem encarcerar. A linha está localizada lateralmente à borda lateral do músculo reto abdominal. o diagnóstico é estabelecido no momento da operação. 9. ou que sofreram considerável tensão. 4. pois pode ocorrer isquemia da porção herniada do intestino. Quando surgem os sintomas. Uma hérnia dessa fáscia é chamada de hérnia spigeliana. ela sai da cavidade peritoneal no local dos vasos e nervos obturadores e penetra na membrana obturadora através do forame obturador. Um diagnóstico definitivo pode ser estabelecido pela TC. e via de regra o fechamento é direto. sendo bastante incomum a recidiva. Como os sinais e sintomas não são significativamente diferentes das outras hérnias nesses locais. com o desenvolvimento de gangrena e perfuração. que delineia o defeito na parede abdominal. o defeito é fechado por dissecção do anel e fechamento direto. É indicada operação. Devem fechadas por suturas diretas. A correção é cirúrgica. PODEM SER BASTANTE EXTENSAS.Hérnia incisional: Resultam de incisões prévias que cicatrizaram insatisfatoriamente. no canal obturador. 5. 7. a linha semilunar é um local anatômico no qual o músculo transverso abdominal se transforma em aponeurose. SE PROVOCADAS POR UMA INFECÇÃO CIRÚRGICA NA FERIDA. e área entre a linha semilunar e a borda lateral reto abdominal é chamada de fáscia spigeliana. via de regra. 8.Hérnia Spigeliana: Dentro da cavidade abdominal.Hérnia de Richter: Somente uma parte da circunsferência do intestino está comprimido. Com esse defeito.Profª Glenda Agra coreção cirúrgica através de uma aproximação direta das bordas do defeito herniário quase sempre é curativa. na borda antimesentérica. 6. muitas vezes se queixam de dor ou de uma massa na região. eles . Podem ser bastante sérias.Hérnia epigástrica: Ocorem na linha alba entre o processo xifóide e o umbigo. Essa linha se curva para fora e se estende desde a porção média da margem costal até o tubérculo pubiano.

até que é encarcerada. Resección circular del músculo cremáster.Hérnia ciática: Uma hérnia através do forame ciático maior ocorre raramente. hematomas e músculo herniado. aislamiento. vômito e dor abdominal do tipo característico de obstrução intestinal.Hérnia lombar: Ocorrem no flanco e são denominadas hérnias lombares ou dorsais. se diseca y aísla el cordón espermático.Hérnia peristomal: quando se faz um colostomia ou ileostomia. O defeito é fechado por uma sutura direta.Dor e aumento da sensibilidade são sintomas. Podem ser diagnosticadas por TC. donde se suturan los bordes del arco aponeurótico del transverso (AAT) por encima y la cintilla iliopubiana (CIP) por debajo para obliterar adecuadamente el anillo (figura 2). . 11. Necessitam de um preparo cuidadoso antes da intervenção cirúrgica. necessitam de correção cirúrgica. fibromas. HERNIORRAFIA: TÉCNICA QUIRÚRGICA Anestesia local y sedación. 12. ligadura alta y resección de los sacos indirectos o invaginación de los directos. de uma hérnia ostomal no local por onde passa o intestino pela parede abdominal. O diagnóstico diferencial inclui lipomas. e também raras vezes é sintomática. mas quando elas ocorrem. Sutura continua con hilos irreabsorbibles u otros de reabsorción lenta números 4 ó 5 ceros gastrointestinal.Hérnia perineal: os músculos do assoalho perineal ocasionlamente podem ser um local de hérnia. Disección. 10. Podem ser oriundas de procedimentos cirúrgicos como prostatectomia. que comenzando en el tubérculo púbico (figura 1) engloba la FT en la zona débil y del defecto en "V" hasta el anillo inguinal profundo. A prevenção constitui o aspecto mais importante dessas hérnias. pode haver o desenvolvimento. 13. mais tarde. ressecção abdômino-perineal e outras operações pélvicas.Profª Glenda Agra geralmente consistem de náusea. Después de abordar la región por incisión oblicua y apertura de la pared anterior del conducto.

Profª Glenda Agra FIGURA 1. cerrando el defecto en V de fascia transversalis. Sutura continua para crear una capa de fascia transversalis con fascia transversalis desde la proyección de tubérculo público. Para obliterar el anillo inguinal profundo. . Continuación de la sutura en dirección al anillo inguinal profundo. donde es nuevamente anudado (figura 5). FIGURA 3. Se imbrica el hilo (figura 3) y se continúa en dirección al tubérculo púbico. FIGURA 2. se engloba solo CIP y AAT (figura 4). se entrecruza el hilo tomando arco aponeurótico del transverso y cintilla iliopubiana.

scielo. Analgesia e sedação prévias aumentam a chance do sucesso. os sinais de que a alça já sofreu lesão mais grave são : febre.com Pré-operatório: Redução manual da hérnia encarcerada: O paciente deve ser deitado com as pernas elevadas. Se coloca el cordón en el nuevo lecho y se cierra el conducto con sutura continua de catgut cromado 00 en la aponeurosis del oblicuo mayor. Finaliza el proceder con un nuevo anudado del hilo de sutura y creada la sobrecapa de fascia transversalis. Na prática. sinais de obstrução intestinal com . Se va creando la sobrecapa afrontando el arco aponeurótico del transverso a la cintilla iliopubiana hasta llegar al inicio de la sutura. FIGURA 5. hiperemia na parede abdominal sobre a hérnia. Fonte da técnica cirúrgica: http://www. dor intensa.Profª Glenda Agra FIGURA 4. enquanto uma pressão com a palma da mão e massagem ascendente são feitas ao longo do canal inguinal. Si es necesario se realiza incisión relajadora. se possível em ligeiro Trendelemburg.

A deficiência é estimada em 15 mEq/L a 20mEq/L de suco digestivo perdido + 40mEq/L de perda renal. O uso de Cefalozina em uma dose única de 1 a 2g cerca de 1hora antes da incisão. Verificação dos SSVV. Realizar coleta para gasometria arterial. recomenda-se a cirurgia de urgência. Cálculo do volume de líquido a ser reposto. Cateterismo nasogástrico: descompressão intestinal e gástrica.Profª Glenda Agra vômitos biliosos e quadro de encarceramento por mais de 24 horas. Cateterismo vesical de demora: avaliar débito urinário. a conduta consiste na aplicação de analgésicos e correção de distúrbios hidroeletrolíticos por via EV. hipotensão e íleo funcional. sempre na dependência da tolerância do SVC. Nas crianças. →PLASMA. ALBUMINA. Antibioticoprofilaxia: A hernioplastia é uma cirurgia limpa e o risco de infecção cirúrgica é de 1% a 2% na cirurgia convencional e menor ainda na videolaparoscopia.9%. Pré-operatório de hérnia encarcerada: Colocação de um cateter na veia subclávia superior: infusão de líquidos e verificação da PVC e coleta de amostras sanguíneas para os exames laboratoriais. pois uma perfuração pode se manifestar até 72 horas depois. o paciente deve ser mantido em observação. O antibiótico também deve ser indicado ao se utilizar prótese (tela) para corrigir a hérnia. →HIPOCALEMIA produz arritmias cardíacas. →TRANSFUSÃO: indicada quando Hg < 9g e Ht< 30%. variando de acordo com as condições clínicas do paciente. Verificar enchimento capilar. Após a redução. Administração de antibióticos por via EV ou IM antes da operação: combate choque endotóxico e hipovolêmico. . Se houver dúvida. Analgésicos prescritos específicos. portanto. DEXTRAN: 25g de albumina ou 01 frasco de plasma para cada 2l de RL ou SF0. Monitorização por ECG.

com.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.htm .br/cirurgia3.gastronet.br/cirurgia3.gastronet.htm FONTE: http://www.com.

gastronet.Profª Glenda Agra FONTE: http://www.com.gastronet.br/cirurgia3.com.htm .br/cirurgia3.htm FONTE: http://www.

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Profª Glenda Agra FONTE:http://images.com. . Ingestão de líquidos (deve ser administrado nas primeiras 6 horas sempre com o paciente em boas condições). Controle de parâmetros hemodinâmicos.google.br/imgres Pós-operatório: Repouso no leito de aproximadamente 12horas.

Convalescença de 15 dias. Dieta deve ser iniciada com 8 horas após o ato operatório nas hérnias não complicadas. Voltar a dirigir veículos entre o 15º e 30º dia pós-operatório. de acordo com o restabelecimento dos efeitos analgésicos. Calor úmido ou seco sobre a FO diante de edema. hioscina ou paracetamol nas primeiras 24horas. Orientações de atividades leves com 15 dias e exercício forçado 45 a 60 dias. Cateter vesical de alívio diante intermitente diante de retenção urinária. Curativo oclusivo é opcional. ou quando o paciente saí do íleo paralítico e inicia a eliminação de flatos. Instruções verbais sob movimentação no leito e fora do mesmo e nos cuidados com a FO. Pode-seutilizar gaze seca esterilizada. Recomendações para reavaliação e retirada dos pontos de 7 a 10 dias. Controle pós-operatório tardio com 60.Profª Glenda Agra Orientação de micção em recipiente adequado ou ida ao banheiro. 180 e 360 dias. porém recomenda-se um prazo mínimo de 30 dias. serão interrompidos com 24 horas. Drenos: são utilizados nas hérnias estranguladas com peritonite e devem ser mantidos por tempo mínimo indispensável. Alta hospitalar com 48 horas. Orientado o uso do banho de chuveiro com 24horas de pós-operatório. Complicações: . esparadrapos de micropore. Antibióticos preventivos. após hérnias estranguladas. quando indicados. Analgésicos à base de dipirona. pequenos hematomas ou dor local. Reiniciar atividades sexuais quando puder realizá-la com conforto e sem necessidade de tomar analgésicos. Retorno ao trabalho com média de 20 dias. pequenas sufusões hemorrágicas.

Seroma. bexiga. Lesão de vísceras: alça intestinal. Deiscência: A reintervenção é obrigatória sob qualquer anestesia. Lesões viscerais. cuidando-se mais tarde do fechamento definitivo da parede. a esterilidade. Lesão do íleoinguinal. Hidrocele pós-operatória pode ocorrer por trauma do testículo ou cordão espermático. cólon. Hemorragia ou hematoma intra-operatória ou na FO.Profª Glenda Agra Lesão dos vasos deferentes. Lesões nervosas: manifestam-se em forma de dor crônica pós-operatória. utiliza-se o fechamento em um plano só com fio forte. levando à isquemia e atrofia testicular e. utilizando-se compressas úmidas com SF0. seguidos de curativos em série sob supervisão médica + antibioticoterapia à base de peniclina ou cefalosporinas.9% ou tela de Marlex ou de Politetrafluoroetileno (PTFE) para proteger a cavidade peritoneal. pela impossibilidade de aproximação dos planos. promover irrigações copiosas locais. adotam-se tratamentos conservadores. este deve ser praticado o mais breve possível. e . se bilateral. na impossibilidade de observar adequadamente os planos da parede abdominal. fazer debridamento cuidadoso. COLONOSCOPIA FIBRÓTICA . Sepse: Manter FO aberta. SALVO se a presença de infecção na parede abdominal contra-indicar. Quando é possível o fechamento. Nesse casos. Edema local e escrotal. tumefações ou abscessos: drenagem ou punção percutânea.

As biópsias teciduais podem ser conseguidas através da retirada de pólipos. É utilizado para estudo adicional de anormalidades detectadas pelo enema baritado. O procedimento dura em torno de 1 hora. sondas térmicas e injeções de agentes esclerosantes ou vasoconstritores são todos possíveis durante o procedimento. O desconforto pode resultar a partir da instalação de ar para expandir o cólon ou em virtude da inserção e movimentação do aparelho. Esse procedimento também pode ser utilizado para tratar aáreas de sangramento ou estenose. A doença inflamatória ou outra doença intestinal pode ser diagnosticada. É empregado para a avaliação de câncer.Profª Glenda Agra Fonte: http://www. A descompressão intestinal pode ser completada durante o procedimento.meb. Todos os pólipos visíveis são removidos. reações vasovagais e sobrecarga circulatória ou hipotensão decorrente da hidratação excessiva ou deficiente durante a preparação intestinal. Esse procedimento pode ser utilizado na avaliação dos pacientes com diarréia de etiologia desconhecida. A remoção dos pólipos faz-se através de um cautério. A terapia a laser é utilizada para lesões hemorrágicas ou neoplasias colônicas. sangramento oculto ou anemia. O uso de coaguladores bipolares e unipolares.uni-bonn A inspeção visual direta do cólon até o ceco é possível por meio de um colonoscópio flexívxel. para avaliação. As potenciais complicações incluem: disritmias cardíacas e a depressão respiratória decorrente dos medicamentos administrados. .

assim. inchação. A limpeza do intestino é rápida ( o efluente fecal fica claro em cerca de 4 horas). . Administra-se CPM. Efeitos como: náuseas. As soluções de lavagem são então ingeridas por VO em intervalos. laxativo por 2 noites antes do exame e um Fleet enema ou de soro fisiológico até que o retorno seja claro na manhã do exame. cólicas. plenitude abdominal. recomenda-se aos pacientes beber a preparação o mais gelado possível a fim de tornar seu sabor mais tolerável). Dieta líquida leve. durante 3 a 4 horas seguidas. O uso de soluções de lavagem está contra-indicado nos pacientes com obstrução intestinal e doença intestinal inflamatória. Limitação da ingesta de líquidos do paciente durante 24 a 72 horas antes do exame. Prescrições de enfermagem A limpeza adequada do cólon fornecerá a visualização ótima e diminuirá o tempo necessário para o procedimento. desequilíbrio hidroeletrolítico e hipotermia ( com freqüência.Instruir o paciente a não tomar os medicamentos rotineiros quando a solução de lavagem for ingerida. começando à noite do dia anterior ao exame. os medicamentos não serão digeridos e.Profª Glenda Agra É importante monitorizar continuamente as funções cardíaca e respiratória do paciente. serão ineficazes. Ações adicionais: 1.

Profª Glenda Agra 2. diverticulite grave aguda ou colite fulminante. A colonoscopia não pode ser realizada quando existe uma perfuração colônica suspeitada ou documentada. quando necessário. para relaxar a musculatura colônica e reduzir o espasmo durante o exame. Dieta zero pós 20:00 h antes do exame. os pacientes que foram sedados são mantidos em repouso no leito até que estejam alerta.Aconselhar o paciente diabético a consultar seu médico sobre o ajuste do medicamento para evitar a hiper. Depois do posicionamento. Alguns terão cólicas abdominais causadas por peristalse aumentada estimulada pelo ar insuflado dentro do intestino durante o procedimento. dor. 3. distensão abdominal. por causa do alto risco de sangramento excessivo pós procedimento. um analgésico opióide ou um sedativo (Midazolam) pode ser fornecido por via EV para fornecer sedação consciente e aliviar a ansiedade durante o procedimento glucagon pode ser utilizado. Os agentes antiinflamatórios não esteróides. em pacientes com coagulopatias ou naqueles que recebem terapia de anticoagulação. em particular os idosos. Antes do exame. aspirina. febre.ou hipoglicemia por causa das modificações dietéticas exigidas na preparação para o exame. enquanto sofrem limpeza intestinal.Instruir todos os pacientes. para manter a ingesta líquida. ou sinais peritoneais focais). . observar o paciente a fim de detectar sinais e sintomas de perfuração intestinal ( sangramento retal. eletrolítica e calórica adequada. Após o exame. ticlodipina e pentoxifilina devem ser interrompidos antes do exame e por 2 semanas depois do procedimento.

O intestino delgado é evacuado totalmente por meio de vários enemas prescritos. As fístulas geralmente são resultantes de uma infecção. de fissuras ou da enterite regional.Profª Glenda Agra FÍSTULA ANAL(FISTULECTOMIA) Fonte: http://www. tubular e fibroso que se estende dentro do canal anal por uma abertura localizada ao lado do ânus. dependendo do trajeto da fístula. A ferida é coberta com gaze. A cirurgia sempre é recomendada porque poucas fístulas cicatrizam espontaneamente.com Uma fístula anal é um trajeto fino. o trajeto dos seios é identificado inserindo-se uma sonda e/ou injetando-se no trajeto uma solução de azul de metileno. . Elas também podem se desenvolver a partir de um trauma. Pus ou fezes podem vazar constantemente da abertura cutânea. A fístula é dissecada ou fica aberta devido a uma incisão que vai da sua abertura anal até a sua saída. Fístulas não tratadas podem causar infecção sistêmica com sintomas relacionados. Durante a cirurgia. Outros sintomas podem ser a passagem de flatos ou fezes da vagina ou bexiga.thefreedictionary. Uma fistulectomia (excisão do trajeto da fístula) é um procedimento cirúrgico recomendado.medicalditionary.

Outras causas incluem: parto. que incluem amolecedores de fezes e agentes formadores de massa. banhos de assento e supositórios emolientes. a cirurgia é indicada. Isso produz uma paralisia do esfíncter externo. Muitos tipos de procedimentos podem ser realizados: em alguns casos. Se fissuras não respondem ao tratamento conservador. ardência e sangramento. As fissuras são geralmente causadas pelo trauma da passagem de fezes grandes e firmes ou pelo persistente fechamento do canal secundário ao estresse e à ansiedade (levando à constipação). Dilatação anal sob anestesia pode ser necessária.Profª Glenda Agra FISSURA ANAL Uma fissura anal é um rasgo longitudinal ou uma ulceração na camada interna do canal anal. em outros. As fissuras são caracterizadas por defecações extremamente dolorosas. Um supositório combinado anestésico com corticóide ajudará a aliviar o desconforto. permitindo que a úlcera cicatrize. a parte externa do esfíncter é dividida. trauma. . um aumento na ingesta hídrica. e uso excessivo de laxantes. A maioria dessas fissuras irão cicatrizar se tratadas por medidas conservadoras. o esfíncter anal é dilatado e a fissura extirpada. com conseqüente alívio do espasmo.

a constipação intestinal (fezes endurecidas). seja para fins terapêuticos fins eróticos ou por acidente. Crônica . isoladamente.Profª Glenda Agra Fissura Anal É uma úlcera pequena. Adultos Geralmente não se consegue apontar uma causa que. Mais freqüente nos homens entre os 20 e 40 anos. estreita. superficial e sem endurecimento tecidual em torno da lesão (costuma cicatrizar rápida e espontaneamente)de localizacão posterior ou anterior. seja responsável pelo aparecimento da fissura anal. Classificação Aguda Lesão ulcerada do canal anal em forma de fenda. a diarréia e a introdução de corpos estranhos. superficial e dolorosa que compromete o ânus. mas sabe-se que a maioria dos pacientes possuem um esfíncter interno hipertônico que perpetua o processo uma vez desencadeado por algum trauma como o parto normal. Crianças Normalmente está associada à constipação intestinal quando as fezes endurecidas machucam o ânus.

banhos de assento mornos e preparados anestésicos e antiinflamatórios de uso tópico anal chegam a cicatrizar até 80 % das fissuras anais agudas observadas ambulatorialmente. Os pacientes que não respondem ao tratamento clínico em 4 a 8 semanas devem ser tratados cirurgicamente. em que é necessário a sua remoção junto com o tecido infectado circundante. A técnica cirúrgica que atualmente confere os melhores resultados é a esfincterotomia anal interna lateral subcutânea. O resultado da esfincterotomia lateral interna subcutânea (ELIS) é melhor do que o obtido pelo tratamento clínico. Recentemente o emprego tópico (endo e perianal) do dinitrato de isossorbida a 1% associado ao betanecol a 0. .pequeno caroço na borda anal -. a fissura anal propriamente dita e a papilite hipertrófica .1% tem aumentado os índices de cicatrização em até 80 % após 4 semanas. Reconhecida por uma tríade diagnóstica: plicoma sentinela . com exposição das fibras musculares brancas transversais do esfíncter anal interno e plicoma sentinela. Tratamento Inicialmente deve ser clínico. que pode ser feita até com anestesia local. no entanto. O tratamento da constipação intestinal.pequeno caroço no canal anal . O índice de recidiva. dando índices de recidiva de 0 a 2%. chega a ser elevado.Profª Glenda Agra Lesão ulcerada com bordas bem definidas. pois até 40 % dos casos da doença cicatrizam com esta conduta. a abolição do uso do papel higiênico.(quase sempre de tratamento cirúrgico). Incisão cutânea póstero-lateral esquerda Esfíncter anal interno sendo seccionado com a tesoura. A fissurectomia está indicada apenas na fissura infectada.

ou por acidente (empalamento. tornando a pele adjacente vulnerável ao rompimento caso seja demasiadamente estirada (especialmente pela passagem de fezes duras e volumosas). a constipação intestinal também tem sido responsabilizada pelo surgimento de fissuras anais em adultos de ambos os sexos. Traumatismos anais pela introdução de corpos estranhos no canal anal. seja para fins terapêuticos (termômetros. bico de dispositivos para lavagem intestinal. a retração cicatricial que resulta do selamento de feridas anais outrora existentes enrijece localmente a circunferência do canal anal. etc. fins eróticos. o parto normal tem sido responsabilizado pelo aparecimento de fissuras anais em mulheres. Etiologia Crianças Em crianças. por acolamento tecidual fibrótico. como afecção proctológica distinta. Ainda assim. não se consegue apontar uma causa que isoladamente seja responsável pelo aparecimento de fissuras anais.Profª Glenda Agra Fonte: http://www. A diarréia também tem sido implicada como causa de fissuras anais pela acidez das fezes eliminadas. a fissura anal geralmente está associada à constipação intestinal. Da mesma forma que nas crianças. A história de doenças anais prévias também tem sido levantada em muitos pacientes portadores de fissura anal. em geral.colegiosaofranscisco. . queda a cavaleiro) são descritos como causa de fissuras anais.br FISSURA ANAL A expressão Fissura Anal. supositórios. Adultos Em adultos. define a presença de uma úlcera superficial benigna na pele do canal anal.). facilmente à passagem do conteúdo calibroso.com. destarte. Provavelmente. que acaba provocando erosões cutâneas superficiais que evoluem para fissuras. bem como o trauma perineal que redunda do parto normal. O bolo fecal volumoso e endurecido pelo ressecamento esgarça a pele da região posterior do canal anal que está intimamente aderida ao esfíncter interno. que provocaria retração cicatricial e acolamento anormal da submucosa anterior do canal anal. Estas duas eventualidades explicariam a maior predisposição das mulheres para fissuras anais anteriores. e não cede. produzindo fissuras anais posteriores por trauma sobre a região posterior do canal anal.

Neles. desprovida de fâneros. que é causa de sintomas de ânus úmido. Costuma cicatrizar rápida e espontaneamente e muito provavelmente a maioria de nós já a apresentou várias vezes. Patologia A fissura anal primária tipicamente possui um formato fusiforme (assemelha-se ao formato de uma canoa) e as fibras do músculo interno do ânus podem normalmente ser vistas em seu leito. o ânus estaria submetido normalmente a uma força maior de fechamento. situados abaixo da linha pectínea.) A fissura anal pode ser aguda ou crônica. não suportaria dilatações maiores do que está acostumada a sofrer para a eliminação fecal. É comum ocorrer infecção superficial no leito da fissura. O plicoma sentinela e a papilite hipertrófica são formados pelo edema inflamatório que resulta da presença da úlcera anal profunda que não cicatriza. A fissura anal aguda é superficial e sua base é formada por tecido conjuntivo frouxo. trazendo-a do interior do canal anal (paciente em posição de litotomia). ao serem eliminadas em canais anais de indivíduos com hipertonia esfinctérica interna. Estando a pele de revestimento do canal anal ajustada anatomicamente a conviver com este canal de menor calibre. sendo seus 2 cm distais. fissura anal propriamente dita e papilite hipertrófica. Fissura anal às 6 h (linha média posterior). mas para dentro do orifício anal. recobertos por pele modificada. . Fezes volumosas então. romperiam o tegumento por estiramento demasiado e provocariam o aparecimento de fissuras anais. que se oporia à passagem de fezes mais volumosas. com maior ou menor expressão clínica.Profª Glenda Agra O tônus elevado de repouso do músculo esfíncter interno do ânus tem sido responsabilizado pelo aparecimento de fissuras anais em determinados indivíduos. e em alguns casos a fissura pode evoluir para a formação de um abscesso/fístula anal. A pele anal está sendo firmemente afastada a fim de expor a ferida. A fissura anal crônica. costuma ser reconhecida por uma tríade diagnóstica: plicoma sentinela. elevadas e arredondadas. por outro lado. o canal anal cirúrgico possui cerca de 4 cm de extensão. Uma fissura anal primária não costuma invadir a linha pectínea. abaixo da linha pectínea. Situa-se na pele modificada do canal anal. Suas bordas são cortantes e não há endurecimento tecidual circunjacente. (Apenas para lembrar. Em seu leito podem ser vistas as fibras transversas do músculo esfíncter interno e suas bordas são endurecidas.

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Plicoma sentinela (paciente em posição de Sims, sentido cranial à direita). Fonte: http://www.colegiosaofranscisco.com.br A fissura anal ocorre normalmente na linha média posterior (6 h), mas em 20% das mulheres que apresentam fissura anal, a afecção costuma ser encontrada na linha média anterior (12 h). Uma explicação plausível para estes achados ainda não foi dada. A hipertonia do músculo esfíncter interno é um achado invariável em casos de fissura anal primária, não se sabe se como causa da afecção ou conseqüência dela. A exposição de terminações nervosas sensitivas no leito da fissura, provocando dor, leva à contração voluntária do esfíncter externo e o processo inflamatório presente na fissura leva à contração involuntária do esfíncter interno, que fica em estado de permanente hipertonia.

Incidência
A fissura anal em geral incide mais em homens do que em mulheres e esta difereça se faz notar principalmente a partir da segunda década de vida. Em crianças e adolescentes, no entanto, a fissura anal é uma doença mais encontrada em indivíduos do sexo feminino. A distribuição etária da fissura anal é maior entre os 20 e 40 anos de idade. É difícil de estimar a incidência da fissura anal na polulação geral, mas, num ambulatório universitário de Coloproctologia na cidade de Birmingham (Inglaterra), observou-se que 9% dos pacientes que procuravam a instituição por queixas proctológicas o faziam por causa de uma fissura anal.

Quadro Clínico
Crianças - Em geral choram ao defecar por estarem eliminando fezes volumosas e ressecadas, que rompem o tegumento anal e provocam pequeno sangramento. A fissura anal é uma das causas mais comuns de sangramento anal em crianças. Indivíduos desta faixa etária com fissura anal em geral apresentam constipação intestinal, que pode ser causa ou conseqüência da doença anal. Adultos - Os sintomas mais apresentados por adultos com fissura anal são dor ao defecar com sangramento vivo, aumento de volume orificial e, ocasionalmente, ânus úmido. No início do quadro a dor sobrevém principalmente com a defecação, mas, com a cronificação do processo, até andar pode ser doloroso, que dirá rir ou espirrar (toda a atividade que demande contração dos esfíncteres anais será cruel para com o portador de fissura anal crônica)! Em casos

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arrastados de fissura anal crônica ocorre o aparecimento do plicoma sentinela. Pode também ocorrer edema orificial pelo processo inflamatório crônico. Em situações avançadas, o ânus úmido (pela eliminação de secreções anais serosas ou seropurulentas) e o prurido anal podem ser observados. Ocasionalmente, um paciente com fissura anal crônica pode apresentar sintomas urinários, tais como polaciúria e disúria.

Diagnóstico
O diagnóstico de fissura anal é feito pelo exame físico (proctológico) do paciente. Normalmente, o diagnóstico pode ser feito apenas pela inspeção e, na maioria dos casos, é bom que não se faça nada além dela, pois os pacientes já estão apavorados com a idéia de que o exame retal vai causar-lhes uma dor insuportável. Entretanto, a inspeção deve ser adequadamente realizada, senão deixará de evidenciar a fissura. Deve-se ter em mente que o paciente, com medo, contrai voluntariamente as nádegas e, por causa da dor da fissura, apresenta o ânus demasiadamente contraído. Tudo, então, contribui para que a região da pele modificada do canal anal não seja exposta adequadamente e a fissura não possa ser evidenciada. Deve-se conquistar a confiança do paciente, acalmá-lo e examiná-lo afastando firme e continuamente a pele das nádegas justa-orificial. A tração firme e continuada da pele perianal acabará vencendo o tempo de contração tônica voluntária do esfíncter externo, que em geral não ultrapassa 30 segundos, e o orifício anal relaxar-se-á. Pede-se então ao paciente para produzir a manobra de Valsalva (fazer força para defecar) e poder-se-á observar a descida perineal, por relaxamento da musculatura levantadora do ânus e, com o relaxamento associado dos esfíncteres anais, a pele modificada do canal anal será evertida. É nela que a fissura anal será observada. O primeiro exame deve parar por aí e o paciente deverá ser tratado, para, após algumas semanas, ser reexaminado, desta vez com manobras invasivas. A presença de um plicoma externo não é sinal de que o paciente seja portador de fissura anal! Entretanto, se não for descoberta uma fissura anal à inspeção, o toque retal deverá ser realizado com cuidado, para afastar a presença de outras afecções (como um abscesso interesfinctérico ou submucoso). No segundo exame, após o tratamento inicial da fissura anal, o paciente, sem dor ou com ela acentuadamente diminuída, será submetido a um toque retal. Notar-se-á em geral uma hipertonia esfinctérica. Em casos de fissura anal crônica, as bordas da fissura estarão endurecidas e poder-se-á evidenciar a presença de um nódulo intra-anal doloroso e pediculado (a papila hipertrófica). Todos os pacientes com fissura anal devem ser examinados por meio de uma retossigmoidoscopia, para afastar a presença de afecções concomitantes. Hemorróidas são observadas em associação com fissuras anais em até 1/3 dos pacientes. Com a retossigmoidoscopia poderão ser detectadas papilas anais hipertróficas, fístulas anais, estenose anal e abscessos interesfinctéricos, todas afecções que podem cursar concomitantemente com fissuras anais. O exame retossigmoidoscópico poderá detectar também afecções não correlatas em até 11% dos casos, tais como proctite, pólipos adenomatosos, condilomas, etc.

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O exame proctológico completo com retossigmoidoscopia reveste-se de importância fundamental no diagnóstico diferencial entre fissura anal primária e secundária. A fissura anal secundária em geral não é mediana, sendo lateral; não possui formato fusiforme, sendo irregular; não é única, havendo normalmente mais de uma; apresenta bordas infiltradas e produz mais secreção do que a fissura anal primária, por cursar, em maior grau, com infecção. Também não obedece a localização da fissura anal primária, invadindo a pele perianal ou subindo além da linha pectínea, e normalmente é mais profunda, por vezes provocando destruição muscular subjacente. A fissura anal secundária pode ser observada em pacientes com Doença de Cröhn, retocolite ulcerativa idiopática, tuberculose intestinal, prurido anal, carcinoma anal, sífilis, herpes anal, cancro mole, AIDS (por herpes anal, sarcoma de Kaposi, infecção pelo citomegalovírus, ou linfoma de células B) e leucemia. Se um exame adequado do paciente não pôde ser realizado ambulatorialmente, o paciente deve ser examinado sob anestesia. No caso de fissuras anais primárias, a investigação pode cessar com a retossigmoidoscopia. Por outro lado, diante de uma fissura anal secundária, uma investigação mais completa do paciente será mandatória, com enema opaco, colonoscopia, exames hematológicos, microbiológicos e de investigação imunológica, segundo a suspeita diagnóstica levantada. Algumas vezes um paciente com uma dor muito semelhante à fissura anal, porém sem sangramento anal, poderá nada apresentar ao exame físico. Deve-se cogitar estar diante de uma caso de proctalgia fugax.

Tratamento
Todo o tratamento da fissura anal primária está voltado para o relaxamento do esfíncter interno, que, conseguido, causará desaparecimento da dor e facilitará a cicatrização da fissura. O tratamento inicial da fissura anal primária deve ser clínico, pois até 40 % dos casos da doença cicatrizam com esta conduta. Como normalmente os pacientes apresentam constipação intestinal, eles devem ser orientados a observar um dieta rica em fibras não processadas (pois as fibras adsorvem água, encorpando e amolecendo as fezes), a ingerir bastante líquidos durante o dia (para hidratar as fezes e amolecêlas) e a obedecer o reflexo gastrocólico, principalmente o matinal, após o desjejum. Deve-se aconselhar aos pacientes que abandonem o uso do papel higiênico para diminuir o trauma local à pele anal, já "sofrida" com a presença da fissura. Pomadas, geléias e cremes de uso tópico com medicações anestésicas e antiinflamatórias têm sido empregadas na prática clínica com sucesso, talvez principalmente porque alviem a dor. O amolecimento das fezes com o emprego de moderadores do trânsito intestinal (metilcelulose, ispágula ou estercúlia), que são laxantes por aumentarem o volume das fezes às custas de adsorção hídrica é fundamental em pacientes com constipação intestinal. Uma medicação útil é o pó solúvel da semente do psyllium, que amolece as fezes e provoca defecações fisiológicas e confortáveis. O emprego de banhos de assento mornos freqüentes alivia a dor da fissura anal por promover relaxamento esfinctérico. O calor úmido possui propriedades antiinflamatórias e analgésicas.

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O uso associado de moderadores do trânsito intestinal, preparados anestésicos/antiinflamatórios de uso tópico anal e banhos de assento mornos chega a cicatrizar até 80 % das fissuras anais agudas observadas ambulatorialmente. O índice de recidiva, no entanto, chega a ser elevado. Recentemente tem sido descrito o emprego tópico anal de preparados com nitroglicerina a 0,2% em veículo gelatinoso em pacientes com fissura anal. A nitroglicerina é degradada metabolicamente, liberando óxido nítrico, que é um um potente vasodilatador e provoca relaxamento da musculatura lisa. Relaxando o esfíncter interno, haverá maior possibilidade de cicatrização da fissura. Índices de cicatrização de até 80 % em 8 semanas com o emprego de preparados contendo nitroglicerina têm sido descritos, com taxa de recidiva da fissura muito baixas (< 3%). A cefaléia tem sido descrita em alguns pacientes que utilizam tal tipo de terapêutica. Atualmente estamos desenvolvendo um estudo prospectivo, randomizado, duplo cego e controlado em pacientes com fissura anal que procuram o Ambulatório Araújo Lima do Hospital Universitário Getúlio Vargas, nos quais é empregado ou um preparado com nitroglicerina 0,2% ou xylocaína geléia a 2%. O estudo encontra-se em andamento. Uma outra substância que tem sido utilizada ultimamente, com excelentes resultados, em pacientes com fissura anal é a toxina botulínica. O produto é injetado localmente e promove o relaxamento esfinctérico esperado para que a fissura cicatrize, sem apresentar a cefaléia descrita em alguns dos pacientes que utilizam os preparados à base de nitroglicerina. Por ser forma terapêutica de emprego recente, necessita de maiores estudos clínicos para ser validada. Os pacientes que não respondem ao tratamento clínico em 4 a 8 semanas devem ser tratados cirurgicamente. A técnica cirúrgica que atualmente confere os melhores resultados é a esfincterotomia anal interna lateral subcutânea, que pode ser feita até com anestesia local (bloqueio hemorroidário inferior). Nela, após a anestesia, introduz-se uma lâmina 11 de bisturi no sulco interesfinctérico (existente entre os esfíncteres anais interno e externo) na posição das 3 h (olhando-se de frente para o orifício anal do paciente em posição de litotomia) e secciona-se o terço inferior do esfíncter interno, sem causar lesão no revestimento interno do canal anal. A pequena ferida cirúrgica orificial resultante cicatrizará horas depois e o paciente normalmente obtém alívio imediato da dor. Não há necessidade de excisar a fissura, o plicoma ou a papila hipertrófica, pois em geral, com a cicatrização da fissura, estes dois últimos apresentarão redução de volume. Quando o plicoma e a papila forem exageradamente hipertróficos, eles poderão ser excisados, mas a esfincterotomia sempre deve ser feita lateralmente, e nunca no leito da fissura, para que não ocorra incontinência pós-operatória. O tratamento de fissuras anais secundárias está voltado primeiramente para o tratamento da doença de base. Na maioria das vezes, controlando esta, a fissura acaba cicatrizando. Quando não, procede-se ao tratamento como para a fissura anal primária.

Prognóstico
O tratamento clínico da fissura anal primária é eficaz em cerca de 70% dos pacientes sem plicomas sentinelas e em apenas 47% dos com. Neles, apesar de um elevado índice de cicatrização inicial com as medidas clínicas adotadas, a fissura acaba retornando. O resultado da esfincterotomia lateral interna subcutânea (ELIS) é melhor do que o obtido pelo tratamento clínico, dando índices de recidiva de apenas em média 0 a 2 %.

A gravidez é conhecida por iniciar ou agravar as hemorróidas existentes.med. 50% das pessoas têm hemorróidas de alguma forma. e aquelas que aparecem fora do esfíncter externo e que são chamadas de hemorróidas externas. com ela. As que acontecem acima do esfíncter anal e que são chamadas de hemorróidas internas. Elas são muito comuns. só ocorrem graus menores de incontinência. comuns nos métodos cirúrgicos antigos de tratamento de fissuras anais.br HEMORROIDECTOMIA Hemorróidas são porções dilatadas das veias no canal anal. . As hemorróidas são classificadas em dois tipos. e. em geral. caíram para em média 6% com a ELIS.Profª Glenda Agra Após o advento da ELIS os índices de complicações da cirurgia da fissura anal diminuíram acentuadamente. Graus variados de incontinência. Até a idade de 50 anos. Fonte: itmedicina.

Principais causas e fatores de risco da doença hemorroidária são: 1. Uma dieta rica em resíduos e que contenha frutas e farelos pode ser todo o tratamento necessário. Banhos de assento.Costume de permanecer no vaso sanitário longamente 4.Obesidade 6.Gestação 7. se isso falhar.Trabalhar em pé 5. Isso pode levar à isquemia da área e a uma necrose eventual. e são a causa mais comum de sangramento vermelho-vivo que ocorre com a defecação.uach. emolientes e supositórios contendo anestésicos.Predisposição genética 2.Esforço excessivo e prolongado para evacuar 3. Hemorróidas externas estão associadas com intensa dor devido à inflamação e edema causados pela trombose ( a coagulação do sangue dentro das hemorróidas).Constipação crônica .cl As hemorróidas causam coceira e dor. Os sintomas das hemorróidas e o desconforto podem ser aliviados por uma boa higiene pessoal e evitando-se força excessiva durante a evacuação. um laxante que absorva água à medida que passe através dos intestinos pode ajudar. Hemorróidas internas geralmente não são dolorosas até elas sangrarem ou prolapsarem quando se tornam muito grandes.Profª Glenda Agra Fonte: http://mingaonline. adstringentes e repouso no leito são medidas que permitem resolver o ingurgitamento.

Idade avançada 10.Ligadura elástica 2.Fotocoagulação com infravermelho 4. prolapso que não pode ser reduzido e pode estrangular Tratamento cirúrgico 1. ligadura acidental da espessura completa da parede retal prolapsada. ou externas.LIGADURA ELÁSTICA Indicações: Casos de grau II e casos selecionados de grau III. mas não para prolapsos.Profª Glenda Agra 8.Injeção submucosa de esclerosantes 3. infecção local e sepse.Diarréia crônica 9.Inatividade e sedentarismo 11. Contra-indicações: Hemorróidas abaixo da linha dentada imunossuprimidos.INJEÇÃO DE ESCLEROSANTE Indicações: Hemorróidas grau I e II em pacientes que não toleram a ligadura elástica ou como medida complementar a esta.Hemorroidectomia com grampeador circular 1. É eficaz para evitar sangramentos. . 2. Complicações: dor intensa. discrasias sanguíneas ou uso de coagulantes.Prostatismo Classificação da hemorróida interna GRAU I :Sangramento recorrente isolado GRAU II: Sangramento e prolapso reversível espontaneamente GRAUIII:Sangramento e prolapso que exige redução manual GRAUIV:Sangramento.Hemorroidectomia convencional 5.

Um pequeno elástico é então colocado na hemorróida.Profª Glenda Agra 3. . Cuidados pré-operatórios: Clister glicerinado 3 a 4 horas antes da cirurgia Técnica aberta. O tecido distal preso pelo elástico necrosa após muitos dias e se desprende. O tratamento cirúrgico consiste em excisão do tecido trombosado sob anestesia local e cicatrização por 2ª intenção. a cicatrização é mais lenta. a mucosa anal inferior é puxada para cima e adere ao músculo subjeacente. fechada ou semifechada: Após a hemorróidectomia. Um tratamento cirúrgico conservador de hemorróida interna é procedimento de ligadura com elástico. Casos refratários ao tratamento com bandas elásticas ou esclerosantes. Casos mistos (hemorróidas internas e externas). mas a dor e o risco de abscesso são menores. nos casos de trombose e encarceramento com necrose tecidual. o tratamento clínico. É conhecido por causar infecção perineal.HEMORROIDECTOMIA EXCISIONAL Indicações: Hemorróidas volumosas de grau III e hemorróidas grau IV. 4. assim. Com a técnica aberta. Na técnica semi-fechada.HEMORROIDECTOMIA POR GRAMPEAMENTO Hemorróidas externas trombosadas podem ser tratadas clinicamente ou cirurgicamente. e a sua porção proximal acima da linha mucocutânea é presa com um instrumento. A hemorróida é visualizada através do anoscópio. A cirurgia pode ser feita ambulatoriamente como emergência nas 48 horas. as bordas são aproximadas com 1 a 3 pontos separados. Como emergência. Ocorre a fibrose e. mostrou-se doloroso para outros e passível de causar hemorragia secundária. as áreas cruentas podem ser deixadas sem sutura para cicatrização por segunda intenção ou fechadas com pontos absorvíveis. Apesar de esse tratamento ter sido satisfatório para alguns pacientes. com calor local e pomadas proctológicas antiinflamatórias é mais apropriado. Após esse período.

Após completado o procedimento cirúrgico. Hemorragia e abscesso são complicações pós-operatórias raras.Profª Glenda Agra Hemorroidectomia criocirúrgica é outro método para remover hemorróidas e envolve congelar o tecido da hemorróida por um tempo suficiente para causar necrose. Apesar de ser relativamente indolor. pedaços de Gelfoam ou gaze Oxycel podem ser colocados sobre as feridas anais. Durante a cirurgia. que precisam ser tratadas por meio de cirurgias mais extensas. um pequeno tubo pode ser inserido através do esfíncter para permitir o escape de flatos e sangue. esse procedimento não é muito usado porque a drenagem é malcheirosa e a cicatrização prolongada. Os métodos de tratar hemorróidas aqui descritos não são eficazes nos casos de veias trombosadas avançadas. previa disección del paquete hemorroidal externo. então. O tratamento é rápido e relativamente sem dor. . e as hemorróidas são removidas com um grampo ou cauterizadas. O laser Nd:YAG tem sido útil recentemente na excisão das hemoróidas. particularmente das externas. o esfíncter anal é geralmente dilatado de forma digital. Se aprecia el complejo hemorroidal interno tomado de manera longitudinal con pinza recta. FIGURA 1. ou são ligadas e. Hemorroidectomia ou excisão cirúrgica pode ser realizada para remover todo o tecido redundante envolvido no processo. excisadas.

El punto de material reabsorbible se pasa y anuda en el extremo de la pinza. Sutura corrida por sobre la pinza recta hasta la línea pectínea.uach. La resección de los plexos se realiza con tijera o bisturí frío. Fonte: http://mingaonline.Profª Glenda Agra FIGURA 2.cl . FIGURA 3. FIGURA 4.

vaselina deverá ser aplicada ao redor da área anal. Durante as primeiras 24 horas após a cirurgia retal. para prevenir a maceração da pele. 3 a 4 vezes por dia aliviarão a irritação e a dor pelo relaxamento do espasmo de esfíncter. Laxativos dessa massa. Banhos de assento. são administrados conforme prescrição médica. O paciente é encorajado a assumir uma posição confortável. anti-sépticos. assim como gelo e substâncias analgésicas e opióides potentes (Codeína ou Tramadol) Compressas mornas podem promover circulação e aliviar os tecidos irritados. O paciente é aconselhado a reservar um tempo para o funcionamento intestinal e prestar atenção na vontade de defecar o mais rápido possível. agentes anestésicsos locais podem ser benéficos para aliviar a irritação e dor local. como o Metamucil e amolecedores de fezes. Medicamentos podem incluir anestésicos tópicos (supositórios). . Compressas úmidas saturadas com partes iguais de água fria loção de hamamélis ajudarão a aliviar o edema. O tratamento da dor é a principal consideração. Quando as compressas úmidas são usadas continuamnete. A administração de um analgésico antes da movimentação intestinal pode ser benéfica. tranquilizantes e antieméticos. Pode ser de ajuda o paciente fazer exercícios de relaxamento antes de defecar para relaxar os músculos perineal e abdominal que possam estar contraídos ou em espasmo.A ingesta de pelo menos 2 litros de água diariamente é encorajada para fornecer uma hidratação adequada. 24 horas após a cirurgia. O paciente é instruído para ficar sentado em intervalos.Profª Glenda Agra Ações de enfermagem 1. Alimentos ricos em fibras são recomendados para promover uma massa de fezes e fazer a matéria fecal passar mais facilmente pelo reto. porque essa posição promove a saída da drenagem do líquido edematoso. podem ocorrer espasmos dolorosos do esfíncter e dos músculos perineais. quando sentado ajudarão a diminuir a dor. Os pacientes terão mais adesão ao tratamento e ficarão menos apreensivos se eles estiverem sem dor. adstringentes. Almofadas debaixo das nádegas.

Aliviar a dor: 24 horas após a cirurgia retal. adstringentes. anti-sépticos tranqüilizantes e antieméticos. compressas mornas. Portanto. durante 1 a 2 semanas após a cirurgia. Paciente é encorajado a responder prontamente à vontade de evacuar. analgesic. faz-se : almofadas debaixo das nádegas. quanto à presença de sangramento retal. 4. por causa do espasmo reflexo do esfíncter na saída da bexiga e uma certa quantidade de represamento muscular devido à apreensão e À dor.Para aliviar a constipação: 2 litros de água. FÍSTULAS ANAIS E FISSURAS ANAIS Pós-operatório 1. no pós-operatório há reflexo do esfíncter na saída da bexiga. notifica ao médico. acarretando dor. ocorrem espasmos dolorosos do esfíncter e dos músculos perineais. HEMOROIDECTOMIA. Lembrar de Semio*. 2. alimentos ricos em fibras.Promovendo o cuidado domiciliar: Evitar esfregar a área com papel higiênico. porque essa posição promove a saída da drenagem dependente do líquido edematoso. O paciente é instruído para ficar sentado em intervalos. .Profª Glenda Agra Urinar pode ser um problema no pós-operatório.Monitorizando as complicações: O local deve ser observado. 5. Todos os métodos para encorajar o paciente a urinar voluntariamente deveriam ser tentados antes de lançar mão do cateterismo. banhos de assento (3 a 4 x por dia).Promovendo a eliminação urinária: geralmente. agentes anestésicos locais ou supositórios. 7. Dieta rica em fibras para facilitar o trânsito intestinal.Compressas úmidas saturadas com partes iguais de água fria e loção de hamamélis ajudarão a aliviar o edema. gelo. 3. laxativos (metamucil = absorve água). substâncias analgésicas. Banhos de assento devem ser dados após cada eliminação intestinal. Se sangramento. A vaselina previne a maceração da pele. 6. Compressas úmidas e quentes são evitadas uma vez que encorajam a dilatação e o sangramento das veias.

Preparar o paciente para procedimento de drenagem. Preparar o paciente para cirurgia se a condição deteriorar. sensibilidade e dor ao redor da ferida. Administrar antibióticos CPM. informar temperatura elevada. Instituir terapia parenteral de líquidos e eletrólitos CPM. náuseas e vômitos. Preparar para drenagem cirúrgica. pulso rápido e elevação da temperatura. mecânica e infecção (infecção Avaliar o paciente para dor como cólica da ferida intermitente. Administrar antibióticos prescritos se o paciente tiver sintomas de peritonite. picos febris. taquicardia. ferida cirúrgica Monitorizar Temperatura. Obter espécime de material de drenagem para a cultura e estudos de sensibilidade. Assegurar reposição adequada de líquidos e eletrólitos. Preparar o paciente para estudos de Raios X. Administrando antibióticos CPM. Administrar antibióticos CPM. Preparar para descompressão do tubo intestinal. Assistir no estabelecimento da drenagem local. calafrios. Observar para hiperemia.Profª Glenda Agra COMPLICAÇÕES POTENCIAIS E PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM APÓS A CIRURGIA INTESTINAL Complicação Ìleo paralítico Prescrição de Enfermagem Iniciar ou manter a sondagem nasogástrica CPM. soluços. Monitorizar para evidência de dor abdominal constante ou generalizada. Administrar líquidos e eletrólitos via endovenosa CPM. Obstrução intraperitoneal abdominal) Condições (peritonite) sépticas intra-abdominais Avaliar o paciente para náuseas. Aplicar compressas úmidas CPM. Observar o aparecimento súbito de muita Formação de abscesso Complicações (infecção) da Rompimento da ferida .

Rio de Janeiro: SENAC/DN/DEP.Profª Glenda Agra drenagem serosa na ferida. Tratado de enfermgem médico-cirúrgico. 1986. F. GOFFI. E. 1996. Enfermagem cirúrgica. 2000.. NUNES.2007.D. fisiopatológicas e técnicas cirúrgicas. Enfermagem em clínica cirúrgica. REFERÊNCIAS BARROS. V. D. Complicações anastomóticas da anastomose. A.M.. NISHIDE. M. São Paulo: EPU. et al.A. Cobrir a área da ferida com toalhas estéreis presas no local com uma faixa. Assistência de enfermagem ao paciente crítico. L. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.S. E. São Paulo: Atheneu. S. Técnica cirúrgica: bases anatômicas. CINTRA.C. fístulas) (deiscência Preparar o paciente para a cirurgia. SUDDARTH.. Assistir na descompressão intestinal.S. KAWAMOTO. Preparar o paciente imediatamente para a cirurgia. BRUNNER. 2002. E. São Paulo: Atheneu. Administrar líquidos parenterais CPM para corrigir deficiências hidroeletrolíticas. W. .

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