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Contabilidade_de_custos

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CONTABILIDADE DE CUSTOS

1º semestre de 2009
Prof.ª Márcia Marcondes
1

Sumário
1. 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 2. 2.1 3. 3.1 4. 4.1 4.2 5. 5.1 5.2 5.3 6. 6.1 6.2 6.3 7. 7.1 7.2 7.3 7.4 8. 8.1 8.2 8.3 8.4 9. 9.1 9.2 9.3 9.4 Programa da disciplina, 3 Ementa, 3 Carga horária total, 3 Objetivos, 3 Conteúdo Programático, 3 Metodologia, 3 Critérios de avaliação, 4 Bibliografia, 4 Curriculum resumido do professor, 5 Introdução, 6 A contabilidade de custos, 6 Terminologias aplicadas em custos, 8 Terminologia em custos, 8 Princípios Contábeis e Conceitos Aplicados à Custos, 10 Alguns princípios contábeis aplicados à contabilidade de custos, 10 Outros conceitos aplicados à contabilidade de custos, 11 Classificações dos custos e outras nomenclaturas, 12 A classificação dos custos em diretos e indiretos, 12 Custos fixos e variáveis, 13 Outras nomenclaturas de custos, 15 Custeio por Absorção e Demonstração do Resultado do Exercício, 15 Definições, 15 Apuração, 16 A demonstração de resultados da indústria – Custeio por Absorção, 16 Matéria-prima, 20 Introdução, 20 Perdas de matéria-prima, 20 Tratamento dos subprodutos e sucatas originadas das perdas normais, 21 Composição do custo de matéria-prima, 21 Mão-de-obra direta, 27 Encargos sociais e trabalhista, 27 Jornada de trabalho e apontamento de horas, 29 Forma de apropriação do custo de mão-de-obra aos diversos produtos, 29 Horas disponíveis e horas produtivas, 30 O Esquema Básico de Contabilidade de Custos (I), 31 Introdução, 31 O 1º passo: a separação entre custos e despesas, 31 O 2º passo: a apropriação dos custos diretos, 33 A apropriação dos custos indiretos, 34
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9.5 9.6 10. 10.1 10.2 10.3 11. 11.1 11.2 11.3 11.4 12. 12.1 12.2 12.3 12.4 12.5 12.6 12.7 12.8 13. 13.1 13.2 13.3 14 14.1 14.2 15 15.1 15.2 15.3 15.4 15.5 16. 16.1 16.2 16.3 16.4 16.5

Esquema básico, 35 Contabilização dos custos, 36 Esquema Básico de Contabilidade de Custos (II) – Departamentalização, 41 Introdução, 41 Por que departamentalizar, 42 Custos dos departamentos de serviços, 45 Critérios de Rateio dos Custos Indiretos, 50 Análise dos critérios de rateio – custos comuns, 50 Rateio dos custos dos departamentos, 51 Influência dos custos fixos e dos custos variáveis, 52 Importância da consistência nos critérios, 54 Custeio Baseado em Atividades (ABC), 54 Introdução, 54 Os benefícios e as restrições do ABC, 55 Caracterização do problema, 56 Atribuição dos custos indiretos de produção diretamente aos produtos – Sem departamentalização, 57 Solução com departamentalização, 58 Aplicação do ABC à solução do problema, 59 Identificação e seleção dos direcionadores de custos, 61 Resumo, 64 Produção por Ordem, Produção Contínua e Conjunta, 64 Introdução, 64 Distinção entre produção por ordem e produção contínua, 65 Produção conjunta, 65 Custos para Tomada de Decisões, 66 Introdução, 66 Análise do ponto de equilíbrio, 66 Formação de Preços, 67 Conceitos, 67 O significado de preço, 68 Metodologias para definição, 68 Os objetivos, 69 Cálculo preço de venda com base nos custos, 70 Custos para Controle – Custo padrão, 70 Introdução, 70 Conceito de custo padrão ou standard, 71 Determinação custo-padrão, 71 Vantagens do custo-padrão, 72 Análise das variações entre custo real e o custo-padrão, 72

EXERCÍCIOS, 74

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3 Objetivos A disciplina procura oferecer aos participantes subsídios para uma correta apropriação dos gastos na fabricação de produtos e na execução de serviços nos diversos segmentos econômicos. Departamentalização.2 Carga horária total 80 horas 1. oferecendo ainda ferramentas que os permitam compreenderem as diversas metodologias para apuração. Custos nos diversos segmentos econômicos.4.2 Segundo Bimestre • Critério de rateio dos custos indiretos. • Custos para tomada de decisão e controle.4 Conteúdo programático 1. • 4 . Esquema básico da contabilidade de custos. • Mão-de-obra direta. • Custeio variável (custeio direto). • Conceitos fundamentais de custos. evolução e objetivos de custos.5 Metodologia • • • Aulas expositivas. • Margem de contribuição e contribuição marginal.4. • Materiais diversos. • Abordagem sobre custeio baseado em atividades (ABC). Programa da disciplina 1. • Aplicação de custos indiretos de fabricação.1 Primeiro Bimestre • Introdução à contabilidade de custos. análise. 1. controle e gerenciamento dos custos. • Classificação e nomenclatura de custos.1. Sistemas de custos. 1. 1. Projeção de transparências. 1. Terminologia de custos. • Esquema básico de apuração de custos. Tarefas individuais e em grupo. Evolução da contabilidade de custos nas empresas.1 Ementa Origem.

São Paulo.Criando Valor para a Administração. GELBCKE. 3ª ed.1 Básica • MARTINS. após entrega das provas. Pearson Prentice Hall. Contabilidade de Custos para não Contadores. Sérgio de. Ed. Atlas. São Paulo. 3ª ed. 8ª ed. Implantação e Controle.7. 1. Eliseu. • LEONE. 2ª ed.7 Bibliografia 1. 2000. José Evaristo.7. Ed. Ernesto Rubens. Luís Martins de. Os alunos que perderem os trabalhos (para composição da nota do bimestre) realizados em sala sem agendamento prévio terão o direito de fazer exercícios substitutivos. Tradução SANTOS. nos dias e horários marcados. Atlas. A cada trabalho e/ou exercício será determinado seu valor no momento da aplicação. Custeio Baseado em Atividades. Atlas. Ed. Contabilidade de Custos . A avaliação terá nota mínima de 6. 2007. deverão ser entregues na data marcada. Editora Atlas. (FIPECAFI) Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações (aplicável às demais sociedades) 5ª ed. os alunos não poderão desistir de fazê-la.6 Critérios de avaliação Avaliação bimestral e exercícios de fixação e pesquisas (os exercícios poderão ser individuais ou em grupo). 2001. São Paulo. Eliseu.2 Complementar • OLIVEIRA. Editora Atlas. São Paulo. Análise de Custos. Atlas. MARTINS. Custos Análise e Gestão. Evandir. MARION. 2000. 2005.1. Atlas. • NAKAGAWA. 1. São Paulo. JR. • MAHER. José Hernandez Perez. São Paulo. 2005. Sérgio de. • IUDÍCIBUS. George Sebastião Guerra. Editora Atlas. Michael. • MEGLIORINI. Os trabalhos que tiverem datas agendadas para entrega. José Carlos. Joel J. Ed. São Paulo. (Livro texto e de exercícios) • SANTOS. M. Contabilidade de Custos..0 pontos os demais pontos serão compostos dos trabalhos. O trabalho entregue após a data agendada terá sua nota reduzida em 50% da nota estipulada. Ed. São Paulo. 2001. Curso de Contabilidade para não Contadores. As avaliações são individuais e sem consulta. 2001 • IUDÍCIBUS. 2000. Custos – Planejamento. cabendo ao docente considerar como prova realizada para efeito de correção. sendo estes novos exercícios estipulados pelo docente. 4ª ed. 5 . São Paulo.

8 Curriculum resumido do professor Márcia Marcondes – e.br Mestre em Ciências Contábeis pelo Centro Universitário Álvares Penteado – UniFecap.marcondes@fts. Ead Docência pela Fundação Getúlio Vargas.mail: m. bacharel em Ciências Contábeis pela Faculdade Metropolitanas Unidas. com especialização em Controladoria e Finanças pela Faculdade Costa Braga.1. MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. 6 .com.

Todavia. para controlar as operações e para auxiliar o administrador no processo e tomada de decisões e de planejamento”.1 Conceito e objetivos da contabilidade de custos Conjunto de registros especiais utilizados para identificar. Importante notar que durante muito tempo se pensou que a Contabilidade de Custos se referia apenas ao custeamento dos produtos e que servia somente às empresas industriais. dos componentes de organização. na Inglaterra. Atualmente a sobrevivência das organizações depende cada vez mais das práticas gerenciais de apuração. aos serviços públicos e ainda às empresas nãolucrativas. organização. A Contabilidade de Custos engloba técnicas de Contabilidade Geral e outras técnicas extras contábeis para o registro. é fundamental o entendimento das principais técnicas contábeis. Introdução 2. e principalmente. dos serviços. O sistema desenvolvido nessa época visava avaliar os custos de transformação de cada processo e da mão-de-obra empregada. inclusive.2.1. dos planos operacionais e das atividades de distribuição. 2. no final do século XVIII. O surgimento da contabilidade de custos aconteceu em decorrência do surgimento de empresas com sistema produtivo. mensurar e informar os custos dos produtos/serviços. organiza. Segundo George Leone: “ramo da função financeira que acumula. principalmente no atual ambiente de extrema competição.1 A contabilidade de custos A Contabilidade de Custos surgiu com o advento do sistema produtivo. atualmente. Para os diversos profissionais responsáveis pela administração das empresas. que necessitavam de informações contábeis diferentes daquelas desenvolvidas pelas empresas comerciais da era mercantilista. controle e gerenciamento dos custos de produção dos bens e serviços. com o objetivo de fornecer referência para medir a eficiência do processo de produção. bem como dos Relatórios e demais informações emanadas da Contabilidade. dos estoques. com a Revolução Industrial. analisa e interpreta os custos dos produtos. 7 . para determinar o lucro. esse ramo da Contabilidade é constituído de técnicas que podem ser aplicadas a muitas outras atividades. ou seja. análise. análise e interpretação dos dados relacionados à produção ou à prestação de serviços.

..... estava bem estruturada para servir as empresas comerciais............ pretende atingir três objetivos principais: a determinação do lucro.............. Por isso.. atualmente..................... do qual deduzindo as despesas necessárias à manutenção da empresa durante o período..... xxxx (+) Compras ....... desenvolvida na Era Mercantilista...................... comparando com que ainda restava........... a Contabilidade de Custos................................ à venda de bens e o financiamento de suas atividades chegamos ao resultado líquido e ao aparecimento da clássica demonstração de resultados da empresa comercial: Vendas ................... xxxx (-) Estoques Finais .... Estoques iniciais Compras Estoques Finais Custos das Mercadorias Vendidas (+) (-) (=) Deduzindo este montante das receitas obtidas nas vendas desses bens....................... Da contabilidade financeira à de custos Até a Revolução Industrial (século XVIII)...... quando acumula os custos e os organiza em informações relevantes.................................. diferentes tipos de custos”.2. xxxxxx (-) Despesas Comerciais (Vendas) . de fato... A apuração do resultado de cada período era bastante simples.... Cada utilização de custo requer........................................................ xxxx Administrativas ................. xxxx Financeiras .. chegava-se ao lucro bruto..... xxxxxx (-) Custos Mercadorias Vendidas Estoques iniciais . xxxx xxxxxx Lucro Bruto ........ A “diversidade de objetivos da Contabilidade de Custos torna difícil estabelecer um só tipo de custo da produção... xxxxxx 8 ..Com base no domínio dessas técnicas.................... suas tomadas de decisões gerenciais serão sensivelmente facilitadas...... A idéia básica de custos........................ mais compras do período.. o controle das operações e a tomada de decisões.... que........ é de que eles devem ser determinados. tendo em vista o uso a que se destinam........... computando o quanto possuía de estoques iniciais... como usuários. O cálculo era feito basicamente por diferença.... xxxx (xxxxxx) Resultado Líquido .. quase só existia a Contabilidade Financeira (ou Geral).......... 2... que se adapte a todas as necessidades...........1........

tornou-se mais complexa o levantamento do balanço e apuração do resultado. sob pena de. representada pela entrega ou promessa de 9 . que permitem a geração de complexos relatórios gerenciais. integrados em todas as atividades mais importantes. Pode ocorrer antes. Com esta nova forma de se usar a Contabilidade de Custos. sempre atualizados e adaptados às necessidades dos diversos usuários. impossibilitados de participar rotineiramente de todas as fases dos processos administrativos e produtivos. Em resumo. etc. durante ou após a entrada da utilidade comprada. passaram a compor o custo do produto os valores dos fatores de produção utilizados para sua obtenção. O crescimento das atividades. a sofisticação das finanças e da produção exigiram a delegação de parte dos controles e do gerenciamento das atividades administrativas. Para isto estaremos agora definindo algumas terminologias. Gastos (ou dispêndio) – renuncio de um ativo pela entidade com a finalidade de obtenção de um bem ou serviço.Com o advento das indústrias. Terminologias aplicadas em custos Desde que duas pessoas resolvam comunicar-se. Os desembolsos ocorrem em virtude do pagamento resultante da aquisição do bem ou serviço. firmas de prestação de serviços. Assim. Naturalmente. ocorreu seu maior aproveitamento em outros campos que não o industrial.1 Terminologia em custos Desembolso – Saída de dinheiro do caixa ou das contas bancárias das empresas (disponível). 3. para subsidiar as tomadas de decisões dos donos do capital (empresários). no mínimo. tais como instituições financeiras. de vendas e financeiras. foi cada vez mais crescente e significativa a necessidade da implantação de eficientes sistemas de relatórios gerenciais. financeiras e produtivas da empresa. 3. é absolutamente necessário que passem a dar aos objetivos. reduzir-se o nível de entendimento entre elas. para tanto se adaptou os critérios utilizados das empresas comerciais às empresas industriais. a dispersão geográfica. conceitos e idéias o mesmo nome. hoje mais do que nunca o conhecimento de contabilidade de custos ajuda quem a conhece a adicionar valor às organizações. deixando-se de atribuir àqueles outros que na empresa comercial já eram considerados como despesas no período de sua incorrência: despesas administrativas. a diversificação dos negócios. Hoje as organizações mais eficientes dispõem de sofisticados sistemas de controles e apuração dos custos. que passarão a fazer parte da nossa comunicação.

A comissão do vendedor. Assim. aquisição matéria-prima. gastos com mão-de-obra. A máquina de escrever da secretária do diretor. despesa. 10 .entrega de bens ou direitos. custo. presente ou futuro. etc. Na realidade. gastos na compra de ativo imobilizado. depreciação dos equipamentos da fábrica. Investimento – gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a período (s) futuro (s). gasto com combustíveis e refeições do pessoal de vendas. Perda – bem ou serviço consumidos de forma anormal e involuntária. Outros exemplos: salários e encargos sociais do pessoal de vendas. ou de seu consumo. ou seja. por exemplo. O pagamento pode ser no ato (desembolso) ou no futuro (cria-se uma dívida). salários e encargos sociais do pessoal administrativo. só que reconhecido como custo no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços). tais como: aquisição móveis e utensílios. sem transitar por custo. é um gasto que se torna imediatamente uma despesa. É importante não confundir gastos com desembolsos. Exemplos: salários do pessoal da produção. Dependendo da aplicação. imediatamente tornou-se um investimento quando ativada assim ficou durante sua estocagem. para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. gastos com honorários da diretoria. seja na forma de bem ou serviço. Todos os gastos que são “estocados” nos Ativos da empresa para baixa amortização quando de sua venda. Ex. o gasto poderá ser classificado em investimento. etc. Ouvimos muito as pessoas dizerem que gastaram muito dinheiro. ou desvalorização. o dinheiro não é gasto. etc. por exemplo. ou serviço surge o Custo da matéria-prima.: Matéria–prima foi um gasto na aquisição. O que é gasto. desaparecimento são chamados de investimentos. tanto da produção como na distribuição. Quando utilizado na fabricação de um bem. para gerar a receita (realizar as vendas) e administrar a empresa. O custo é também um gasto. matéria-prima utilizada no processo produtivo/operacional. despesas pré-operacionais. são os bens e serviços obtidos por meio do desembolso passado. Despesa – é o gasto consumido. de imóveis. consumido. ou ou de de Custo – gasto relativo à bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços: são todos os gastos relativos à atividade operacional. ele é desembolsado. temos gastos com compra de matéria-prima. etc. quando adquirida tornou-se um investimento e tem uma parcela reconhecida como despesa (depreciação). perda ou desperdício.

e não um custo. assim como as despesas. 4. obsoletismo de estoques.Não se confunde com a despesa (muito menos com o custo). E ocorre a realização da receita quando da transferência do bem ou do serviço para terceiros. o desperdício está sendo classificado como custo ou despesa e sua identificação e eliminação é fator determinante do sucesso ou fracasso de um negócio.1 Princípio da realização Permite o reconhecimento contábil do resultado (lucro ou prejuízo) apenas quando da realização da receita. O material deteriorado por um defeito anormal e raro de um equipamento provoca uma perda. serviços ou receitas geradas. inundações. A regra é teoricamente simples: após o reconhecimento da receita. Após isso. já que são valores sacrificados de maneira normal no processo de produção. A) custos especificamente incorridos para a consecução daquelas receitas que estão sendo reconhecidas. Desperdício – Gastos incorridos no processo produtivo ou de geração de receitas e que possam ser eliminados sem prejuízo da qualidade ou quantidade de bens. pela competência e confrontação temos o reconhecimento das despesas e custos. não um custo de produção. 11 . exatamente pela sua característica de anormalidade e involuntariedade. um custo. Exemplos comuns: perdas com incêndios. Princípios contábeis e conceitos aplicados a custos 4.: é o próprio custo de produção do bem ora vendido. não é um sacrifício feito com intenção de receita. entretanto. mas não representam sacrifícios normais ou derivados de forma voluntária das atividades destinadas à obtenção da receita. Pela realização. e não necessariamente daquelas que agora estão sendo contabilizadas. É muito comum o uso da expressão perdas de material na fabricação de inúmeros bens. 4. Atualmente. a quase totalidade dessas perdas é. por exemplo. fica definido o momento do reconhecimento da receita.1.1 Alguns princípios contábeis aplicados à contabilidade de custos 4. B) Despesas incorridas para obtenção de receitas genéricas. O gasto com mão-de-obra durante um período de greve. e Ex. furto/roubo. São itens que vão diretamente à conta de resultado.1. deduz-se dela todos os valores representativos dos esforços para sua consecução.2 Princípio da competência e da confrontação Diz respeito ao momento do reconhecimento das despesas. na realidade. é uma perda.

sem ativação. existe o raciocínio de que encargos financeiros não são itens operacionais. pois mudanças freqüentes podem provocar alterações nos valores dos resultados e conseqüentemente nos resultados.: despesas de administração. média passada.Ex.3 Consistência ou uniformidade Quando existem diversas alternativas para o registro contábil de um mesmo evento. todas válidas dentro dos princípios geralmente aceitos. custos de produção. Isto ocorre pelo fato da Contabilidade Comercial sempre ter tratado estes itens como despesa e não como parte dos estoques. não podendo ser alterada a cada período ou exercício. de propaganda. os encargos financeiros não são.2. 12 . mas não só ou especificamente das apropriadas ao período. assim a Contabilidade de Custos similarmente deixou de incluílos entre os fatores de produção. 4.2.1. E ainda. Por exemplo: a empresa pode distribuir os custos de manutenção em função de horas máquinas. que representam gastos com finalidade de obtenção de receitas. 4.2 Onde terminam os custos de produção Onde se inicia os custos de produção é fácil de identificar. já que não derivam da atividade da empresa. porém nem sempre é fácil verificar onde eles terminam.1 O problema específico dos encargos financeiros O registro dos encargos financeiros é tratado na Contabilidade sempre como despesas.1.. e não como custo. mas não podem ser utilizados indiscriminadamente em cada período. 4.2 Outros conceitos aplicados à contabilidade de custos 4. etc. São tratados diretamente como despesas. mesmo que facilmente identificados com financiamentos de matérias-primas ou outros fatores de produção (custos). portanto. valor do equipamento. Isto significa que a alternativa adotada deve ser utilizada sempre. Todos são métodos aceitos. deve a empresa adotar uma delas de forma consistente.4 Materialidade ou relevância Ela desobriga de um tratamento mais rigoroso aqueles itens cujo valor monetário é pequeno dentro dos gastos totais. 4. Escolhido o método deve-se manter a consistência. etc. Assim.

o couro. 5. Classificações dos custos e outras nomenclaturas 5.. todos os gastos são custos. cadeiras. compõem-se de materiais e mão-de-obra. todos os gastos que recaem diretamente na fabricação do produto são considerados custos diretos. bastando definir-se o momento em que o produto está pronto para a venda. utilizados em cada um dos produtos fabricados. na grande maioria das indústrias. Como a embalagem só é aplicada após a venda. dependendo de sua aplicação. Isso implica a contabilização do estoque de produtos acabados sem a embalagem. Até aí. as chapas de compensados. Exemplos: Fábrica de móveis: os materiais diretos são basicamente: a madeira. etc. por outro lado. materiais de embalagem. Se. os gastos com embalagens podem tanto estar numa categoria quanto em outra. Desta forma.É relativamente comum a existência de problemas de separação entre custos e despesas de venda. eles são classificados em Custos Diretos e Custos Indiretos. A regra é simples. A regra básica para classificação dos custos diretos está na possibilidade de identificar a quantidade do elemento de custo aplicado no produto. então seu custo total inclui o do seu acondicionamento. conforme definido abaixo: Materiais diretos: matérias-primas.1 Custos Diretos São os gastos com materiais. e esta é ativada num estoque à parte.. 5. despesas.1. ao acabamento e à apresentação final do produto acabado. mão-de-obra e gastos gerais de fabricação aplicados diretamente no produto. A partir desse momento. Esses custos são assim denominados porque seus valores e quantidades em relação ao produto são de fácil identificação. que podem ser sofás. Por exemplo. mesas etc. camas. para alocar os custos aos produtos. 13 . quando um produto é colocado para venda tanto a granel quanto em pequenas quantidades. deve ser tratada como despesa. Os custos diretos. seu custo terminou quando do término de sua produção. os produtos já são colocados à venda embalados de forma diferente.1 A classificação dos custos em diretos e indiretos Vimos anteriormente que todos os gastos ocorridos da divisão fabril são classificados como custos. Quanto aos produtos fabricados. ficando ativado por esse montante. componentes e outros materiais necessários à produção.

seja ele estimado ou arbitrado e este critério denomina-se base de rateio. 5.1. o papel e as tintas utilizados na produção de livros. esse tipo de custo está sendo gradativamente substituído por máquinas e equipamentos. Nota: rateio (distribuição) – é a técnica utilizada para atribuir a este ou aquele produto. principalmente. revistas e demais impressos. de suas partes ou seus componentes. Aluguel da Fábrica: é impossível de ser identificado em relação a cada produto. tornase impossível identificar o percentual de salários e encargos aplicados a cada produto. Nas empresas industriais. etc. mesmo integrando o produto. não podem ser apropriados de forma direta ao produto. A classificação dos gastos como custo indireto é dada tanto àqueles que impossibilitam uma segura e objetiva identificação com o produto. Para se conhecer o valor dos Custos Indiretos que deverá ser atribuído a cada produto. Exemplos: Energia elétrica: quando não houver medidor em cada máquina. A dificuldade de identificação desses gastos em relação ao produto ocorre porque os mesmos são utilizados na fabricação de vários produtos ao mesmo tempo. por não serem perfeitamente identificados nos produtos ou serviços. Mão-de-obra direta: é o trabalho aplicado diretamente na confecção do produto. quilos de matéria-prima consumida. Necessitam. como também àqueles que. o qual será estimado ou até mesmo arbitrado pela empresa. há necessidade de se estabelecer algum critério de rateio (distribuição). pelo pequeno valor que representam em relação ao custo total. Para se efetuar o rateio de valores. há necessidade de se adotar algum critério. não compensam a realização dos cálculos para considerá-los como custo direto. ou na prestação de serviços.Editora ou gráfica: os materiais diretos são. possibilitando identificar o consumo em relação a cada produto fabricado. o consumo de toda a fábrica deverá ser rateado entre todos os produtos fabricados. portanto.2 Custos fixos e custos variáveis 14 .2 Custos Indiretos São os custos que. da utilização de algum critério de rateio para sua alocação. São empregados como base de rateio: horas apontadas de mão-de-obra. Salários e encargos dos chefes de seção e dos supervisores da fábrica: por trabalharem assistindo e supervisionando a vários setores da fábrica. horas máquinas utilizadas na fabricação dos produtos. 5. valores referentes aos Custos Indiretos de Fabricação.

prêmios de seguros. o valor total de custos com um item nessa unidade de tempo e o volume de atividade. gastos com horas-extras na produção. salários de vigias e porteiros da fábrica. CUSTOS UNITÁRIOS Permanecem os mesmos com mudança no nível do direcionador de custo. Quadro resumo das relações de custo fixo e variável: Padrão de comportamento do custo Variável Fixo CUSTOS TOTAIS Alteram-se com mudanças no nível do direcionador de custo (quantidade produzida).1 Custos Fixos São aqueles gastos que ocorre qualquer que seja o volume de produção. Permanecem os mesmos com mudança no direcionador de custos. mas podem variar de valor no decorrer do tempo. os Custos podem ser classificados de outras formas diferentes. 5. A classificação de fixo e variável. além de sua aplicação nos custos diretos e indiretos.2. depreciação dos equipamentos (quando esta for feita em função das horas/máquinas trabalhadas). Exemplos: aluguel da fábrica.2. imposto predial. 15 . salários e encargos sociais das chefias dos departamentos e setores produtivos. Divide basicamente os custos em fixos e variáveis. Nota: Todos os custos podem ser classificados como fixos e variáveis ou em diretos e indiretos ao mesmo tempo. Exemplos: matéria-prima. etc. depreciação dos equipamentos (pelo método linear). podem também ser aplicadas em relação às despesas.: A classificação em fixos e variáveis leva em consideração a unidade de tempo. Observe que os custos fixos são fixos em relação ao volume de produção.2 Custos Variáveis São aqueles cujos valores se alteram em função do volume de produção da empresa.Além do seu agrupamento em Diretos e Indiretos. 5. Outros exemplos: • Matéria-prima é direta e variável. Uma outra classificação usual (e mais importante que todas as demais) é a que leva em consideração a relação entre os custos e o volume de atividade numa unidade de tempo. Alteram-se com mudança no nível do direcionador de custos Obs.

Seguro da fábrica é considerado fixo e indireto. sem qualquer alteração feita pela empresa (matéria-prima.3 Despesas Fixas e Despesas Variáveis Despesas fixas são aquelas despesas que permanecem constantes dentro de determinada faixa de atividades geradoras de receitas. Exemplos: impostos sobre o faturamento.1 Definição 16 .• • Materiais de consumo.: Custo Primário não é o mesmo que Custo Direto. uma vez que no Custo Primário não são considerados os materiais secundários e materiais de embalagem. mesmo que diretamente aplicados ao produto. Obs. etc. tais como: • Custos de Produção: compreendem os custos com matéria-prima e mão-de-obra direta e os custos indiretos. Obs. 6. independentemente do volume de vendas ou de prestação de serviços. Diz respeito apenas aos elementos principais que compõem o produto.3 Outras nomenclaturas de custos Outras expressões e terminologias são freqüentemente utilizadas em custos. comissões dos vendedores sobre as vendas e os serviços. • Custos de Transformação: representam os custos incorridos para transformar a matéria-prima em produto. Estes também são chamados de custos de conversão. normalmente são classificados como indiretos e variáveis. embalagens compradas. 5. 5. despesas com entrega. salários e encargos sociais dos funcionários administrativos. despesas financeiras. Custeio por absorção e demonstração do resultado do exercício 6.: Não entra nesse custo qualquer tipo de material adquirido pronto. salários e encargos sociais dos diretores. Exemplos: honorários. etc.2.). Despesas variáveis são aquelas que variam proporcionalmente às variações no volume de receitas. materiais diretos. etc. • Custos Primários: compreendem os custos com matérias-primas mais os gastos com mão-de-obra direta. Compreendem os custos com mão-de-obra direta e os custos indiretos de fabricação.

em forma ordenada. com os seguintes movimentos: Primeiro mês Custos incorridos no mês: Matéria-prima $ 60. 5.3 A demonstração de resultados da indústria – Custeio por Absorção Supondo uma indústria com produção única. mas uma metodologia decorrente deles.2 Apuração O esquema básico do custeio por absorção é o demonstrado a seguir: 1. Apuração do resultado. 6.000 Energia elétrica 5. 4.estoque final de unidades prontas para venda: .000 Mão-de-obra 25.Preço unitário de venda (igual para 09 07 2 (não havia estoques iniciais) $ 90. Apropriação dos custos (diretos e indiretos) à produção realizada no período. nascida com a própria Contabilidade de Custos. em detalhes.000 9u 17 . de forma continuada.unidades vendidas no mês: . Apuração do custo da produção acabada. Existem outros critérios diferentes. Demonstração do Resultado do Exercício – DRE é a demonstração.000 .000 = $ 10. o Resultado (lucro ou prejuízo) obtido por determinada empresa em determinado período. O Custeio por Absorção não é um princípio contábil.Custo unitário de fabricação: . das Receitas e Custos/Despesas cuja finalidade é mostrar. mas este é ainda o mais adotado pela Contabilidade Geral. relacionando-se mais com a criação das condições de se produzir) em cada fase da produção. Logo um custo é absorvido quando for atribuído a um produto ou unidade de produção.Custeio por Absorção é um processo de apuração de custos.000 $ 90. portanto válido para fins de Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultados.unidades produzidas no mês: . 2. Separação de custos e despesas. 3. cujo objetivo é ratear tanto os custos que são variáveis (que só existem quando cada unidade é feita) quanto os custos fixos (que independem de cada unidade. assim cada unidade ou produto receberá sua parcela no custo até que o valor aplicado seja totalmente absorvido pelo Custos dos Produtos Vendidos ou pelos Estoques Finais. 6. Apuração do custo dos produtos vendidos.

.000) $ 14.000 Nesta situação teríamos a seguinte demonstração de resultado: Vendas ( ...000) Recebidas da fábrica no mês: 15 ($ 150..500 .Custos incorridos (custos de produção do período): Matéria-prima $ 99..000: $ 20.Estoque final produtos acabados: $ 12. etc $ 84.000 (70...500 Mão-de-obra 40.unidades vendidas: .....000 Mão-de-obra 25.. então foi elaborada uma demonstração de uso interno à empresa: Vendas ( .000 2 x 10.750 152.000 ( .. tendo sido feita apenas sua primeira quarta parte): ..todos os meses): ..000 Agora.000 Dos custos de produção do período de $ 152..000 são os custos das unidades acabadas.estoques finais: unidades acabadas: em elaboração: .. Logo. $ 150.......unidades acabadas no mês: ... No estoque de produtos acabados..250 Energia elétrica 12.000) ( = ) Lucro Bruto. .500....Custo das unidades vendidas: ..500 referem-se à unidade parcialmente elaborada..000 = $ 180.000 15 ¼ 15 12 5 ¼ 15 x 12. temos: Unidades no início do 2º mês: 2 ($ 20.unidades trabalhadas no mês (a última (16ª) está ainda em processamento..000 Custo de produção do período 90.valor das vendas: $ 84.) Custo dos Produtos Vendidos: Matéria-prima $ 60. consideremos que a empresa necessita de informações sobre os custos incorridos..000) 14. etc Segundo mês .000: $ 70.000 Energia Elétrica 5.000) 18 ...000 07 x 10.000 (70.acabado (20.. $ 2.) Custo dos produtos vendidos ( = ) Lucro Bruto ..000) Disponíveis para venda no mês: 17 ($ 170....) Estoque final prod.

. ..50 Soma = 17.000 $ 170.custo das unidades acabadas no período custo da 1ª unidade acabada no mês recebida no mês anterior 2..000 de firmar alguns 10.500) Custo das unidades acabadas $ 150..500 ....25 ...distribuição do custo de produção do período Custo de acabar a unidade iniciada no 2º mês Custo de iniciar e acabar 16 unidades Custo de fazer a metade da 17ª unidade iniciada .....000 ( = ) Lucro Bruto.500 $ 144..unidades vendidas: 18 .000) $ 24. etc A complexidade da demonstração é devida a necessidade conceitos básicos..000 160.unidades iniciadas e acabadas no mês: 16...75 .) Estoque final de produto em elaboração (2.000 19 .500 ( ...unidades do período anterior terminadas neste mês: ¾ = 0.Vendidas durante o mês: Em estoque no final: 12 5 ($ 120.. Terceiro mês ...000 5.000 $ 172.) Custo dos Produtos Vendidos: Custos de Produção do Período $ 152.......00 ..Custos incorridos (custos de produção do período): Matéria-prima $ 103..250 172..000 ( = ) Custo dos produtos disponíveis 170. que não raramente trazem confusões.000 ( ..000) A demonstração completa desse segundo mês poderia então ser assim elaborada: Vendas ( .500 Mão-de-obra 51.) Estoque final de produto acabados 50.000 ( + ) Estoque inicial de produtos acabados 20...500 custo das 16 iniciadas e completadas Custo da produção acabado no período: $ 7.500 160..500 recebido neste para terminar 7...750 Energia elétrica 17.000 (120...000) ($ 50.unidades iniciadas e não acabadas no mês (uma unidade feita até sua metade): ½ = 0..

A. Correspondem aos custos de matéria-prima. Pode conter custos de produção de diversos períodos.000 $ 172. fretes. quando houver estoques....P.... etc $ 216. 6.000 Custos de Produção do Período – (C..000 50.. mãode-obra direta e custos indiretos.estoque final acabado = 5 + 17 – 18 = 4 Demonstração completa do resultado no 3º mês: Vendas ( ..000 (40... é preciso utilizar o conceito da fórmula seguinte fórmula: MP = EIMP + Compras Líquidas* ..000 $ 220......) é a soma dos custos incorridos no período dentro da fábrica.V.. onde: • CPP = MP + MOD + CIF • CPA = EIPE + CPP ....EFMP 20 ..) é a soma dos custos contidos na produção acabada no período. devoluções.P.. caso os itens vendidos tenham sido produzidos em diversas épocas diferentes..500 $ 175. Pode conter custos de produção também de períodos anteriores existentes em unidades que só foram completadas no presente período....000 (5.P.. Custos da Produção Acabada – (C... etc..EFPA Nota: Lembre-se que para obter o valor da matéria prima.EFPE • CPV = EIPA + CPA .... .000) $ 170.000) $ 36.P. Custos dos Produtos Vendidos – (C..) Custo dos Produtos Vendidos: Custos de Produção do Período ( + ) Estoque inicial de produtos em elaboração Soma ( ...) Estoque final de produtos acabados ( = ) Lucro Bruto.000) (180.500 2.) é a soma dos custos incorridos na fabricação dos bens que só agora estão sendo vendidos.. Custo da Produção Acabada (CPA) e Custo da Produção Vendida (CPV)..) Estoque final de produtos em elaboração ( = ) Custo da produção acabada no período ( + ) Estoque inicial de produtos acabados Soma ( .4 Resumo São conceitos diferentes: Custos de Produção do Período (CPP)..

objetiva e diretamente apropriáveis ao produto feito. conforme as circunstâncias. como tratar o ICMS. e variáveis os que têm seu valor determinado em função dessa oscilação. fixação de lotes econômicos de aquisição. Diretos e Indiretos dizem respeito ao relacionamento entre o custo e o produto feito: os primeiros são fáceis. recepção e uso por pessoas diferentes. 7. e os Indiretos precisam de esquemas especiais para a alocação. 7.). assunto este que será abordado no Capítulo 8 – Materiais Diretos. Matéria-prima 7. daremos ênfase à primeira delas (avaliação do material utilizado). Fixos são os que num período tem seu montante fixado não variam em função de oscilações na atividade. Podemos dividir todos os problemas existentes numa empresa com relação a materiais em três campos: a) avaliação (qual o montante a atribuir quando vários lotes são comprados por preços diferentes. As Normais são inerentes ao próprio processo de fabricação. Indiretos. b) controle (como distribuir as funções de compra. etc).1 Introdução As matérias-primas. etc. Custos Fixos e Variáveis é uma classificação que não leva em consideração o produto. 21 . o que fazer com os custos do departamento de compras. constituindo. como inspecionar para verificar o efetivo consumo nas finalidades para as quais foram requisitadas. e sim o relacionamento entre o valor total do custo num período e o volume de produção. portanto um sacrifício que ela sabe que precisa suportar para obter o produto.(*) Para efeito das compras é necessário subtrair os valores dos impostos recuperáveis. quanto comprar.2 Perdas de Matéria-Prima Precisamos diferenciar Perdas Normais de Perdas Anormais. pedido. definição de estoques mínimos. são previsíveis e já fazem parte da expectativa da empresa. e c) programação (quando comprar. como desenhar as requisições e planejar seu fluxo. tais como bases de rateio. etc. Um pode ser maior que o outro em cada período. Conceitos também importantes: Custos Diretos. estimativas. as embalagens e os outros materiais diretos utilizados no processo de produção são apropriados aos produtos ou serviços por seu valor histórico de aquisição. Fixos e Variáveis.) Focando nosso objetivo para como avaliar o custo do produto acabado. os componentes adquiridos prontos. etc. Já as Perdas Anormais ocorrem de maneira involuntária e não representam sacrifício premeditado.

os valores relativos a essas perdas são levados diretamente para o resultado. despesas aduaneiras e outros gastos alfandegários.1 Subprodutos São aqueles itens que nascem de forma normal durante o processo produtivo e que possuem mercado de venda relativamente estável. Quando a perda é anormal e involuntária como no caso de uma enchente.3 Tratamento dos subprodutos e sucatas originadas das perdas normais É comum. pelo frete marítimo ou aéreo. Ou seja. 7. ou seja. observamos que de alguns materiais são necessários quantidades maiores que aquelas efetivamente incorporadas ao produto.4 Composição do custo da matéria-prima Ao adquirir materiais. se o material for importado. Dessa forma.Tentando explicar melhor. Por isso. deixam de ser considerados produtos propriamente ditos. Como pode ocorrer de o subproduto surgido só ser vendido em período seguinte. deveria o subproduto surgido em cada período ser sempre considerado como redução do custo do próprio período. o valor do material é aquele que é pago ao fornecedor 22 . incêndio no almoxarifado. Somando todos esses gastos é que temos o valor do material.3. 7. perdas por obsoletismo. mesmo que existentes em quantidade considerável não aparecem como estoque. São itens que têm comercialização tão normal quanto os produtos da empresa. armazenagens e outros gastos e. não aproveitada na produção trazerem algum tipo de recuperação à empresa através de sua venda. É o caso de fabricação de cadeiras.3. degeneração etc. que devido a sua pouca relevância em relação às receitas da empresa e pelo fato de serem geradas de desperdícios. desabamento. não só não recebem custos como também não tem sua eventual receita considerada como redução de custos de produção. 7. Quando ocorre sua venda são consideradas como “Outras Receitas Operacionais”.2 Sucatas São aqueles itens cuja venda é esporádica e realizada por valor não previsível na data em que surgem na fabricação. onde certamente há sobras de madeira na forma de tocos e serragens. normalmente a empresa incorre noutros gastos que não só o pagamento ao fornecedor. seguro. há a necessidade de se proceder o acerto para que dos custos de um exercício não seja deduzida a venda de itens originados em exercícios anteriores. Estas perdas fazem parte do processo fabril. o custo da matéria-prima deve corresponder à quantidade consumida na produção. mas. podendo-se minimiza-las. Caso o fossem trariam problemas em relação a custos (como estabelecelo?) e avaliação de estoques. a sobra de materiais. é daí que surgem os subprodutos e as sucatas. mas não evita-las. Então. 7. o procedimento considerado mais correto seria encarar essa receita como redução de custo de produção. São chamadas de perdas normais e por isso integram o custo do produto. uma vez que o comprador pode vir a se responsabilizar pelo frete.

Ao vender o produto. o distribuidor revende os aparelhos comprados a um varejista. não devendo ser incorporado ao custo dos produtos). será considerado custo de matéria-prima a ser apropriado ao produto. não permitem a dedução posterior do desembolso com o tributo) e não cumulativos.1 Impostos na aquisição de materiais: IPI e ICMS No Brasil temos tributos cumulativos (que não geram crédito fiscal – isso é. Se recolher os valores recebidos. conseqüentemente. que por sua vez será vendido. receita sua. Para simplificar. que costuma vender a um distribuidor nacional por $100.acrescido de todos aqueles outros necessários à colocação deste em condição de utilização. 7.00 a unidade. (-) ICMS (caso este seja recuperável). (+) Armazenagem e outros gastos (se houver). (-) ICMS sobre o frete (caso este seja recuperável). esse gasto será ativado para posterior consumo e caso sejam materiais para aplicação específica e imediata em um produto. supõe-se que a indústria não recebe nenhum crédito fiscal decorrente da aquisição de materiais diretos. não constituindo. o PIS e a Cofins¹ (que permitem o aproveitamento posterior do imposto pago. Por sua vez. Estes são impostos “pagos” somente uma vez pelo consumidor final. 23 . o valor do material pode ser medido através da seguinte seqüência de cálculos: Valor pago ao fornecedor. O funcionamento geral é o seguinte: uma empresa vende seus produtos e cobra do cliente esses impostos e recolhe-os ao governo. aplicando um preço igual a $200. não há incidência em cascata destes impostos. (=) Custo do material (ou custo da compra). (+) Frete (se houver). que não terá como repassá-lo e.00.00. o ICMS. _________________ Recomenda-se atenção quanto à legislação vigente relativas aos impostos passíveis de recuperação para método de cálculo e alíquotas. mediante preço igual a $400. Assim. como o IPI. Caso sejam materiais integrantes da política de estoque da empresa. O varejista vende-os aos consumidores finais. Tentando simplificar vamos ao seguinte exemplo: Uma fábrica produz aparelhos de som. irá cobrar novamente esses impostos.4. O cliente. compensá-lo. por sua vez utiliza esse material para fabricar seu produto. sendo ele compensado pelo consumidor seguinte até atingir o consumidor final. o governo estará recebendo o mesmo imposto duas vezes. (+) Seguro (se houver). (-) IPI (caso este seja recuperável). No entanto. portanto.

....00 Consumidor 400.... os impostos arrecadados poderiam ser expressos mediante duas considerações básicas: Supondo a cumulatividade do imposto sobre vendas (IV): Indústria Preço IV pago (18%) Distribuidor 100..) Crédito de IV IV a pagar Distribuidor 100.00 Varejista 200. 7. porém...4..00 Consumidor 400.... o distribuidor e o varejista deveriam registrar o custo dos produtos adquiridos.2........ Supondo a não-cumulatividade do imposto sobre vendas (IV): Indústria Preço Débito de IV ( . Métodos de Avaliação dos Estoques As empresas efetuam compras de materiais de acordo com suas necessidades.. 72/400 = Sendo o imposto não cumulativo...00 72..... o total recolhido seria igual a $126.00 72.00 Varejista 200... 126/400 = Se o imposto fosse cumulativo.....00 18......00 (18....50% IV total pago nas operações ..........00..........Supondo uma mesma alíquota de imposto de vendas (IV) vigente durante todas as operações iguais 18%......00% IV total pago nas operações .... e normalmente de acordo com a política de estoque adotada.00 18.. ora são pagos pelo fornecedor... por exemplo.. livres do crédito fiscal que será posteriormente aproveitado....00). como são adquiridos de diversos fornecedores.00 (36..00 31.....00 36.... os preços e condições irão variar devido a fatores como fretes.00 18.... Existem materiais cujas aquisições são freqüentes.................. IV total % pago nas operações ..50% do preço de venda final da operação ($400. o que corresponderia a 31. sem direito ao crédito ou aproveitamento dos impostos pagos em etapas anteriores...00 126....... seguro ou outro que.00) 36..... 24 .00 36.... ora pelo comprador.........00 18..00) 18...00 72... IV total % pago nas operações .

4. o mais antigo. passa a ser esta a última entrada. pela Nota Fiscal nº 20.Tendo essa diversidade de situações. as quantidades requisitadas são valorizadas pelo valor médio ponderado do saldo existente no momento da requisição. Por este método. é de se esperar que no estoque exista o mesmo material adquirido por valores diferentes.2. 7. Por este método.549 Dia 25 8 unidades a $170 cada. pela Nota Fiscal nº 11. Então. Havendo nova compra.593 Dia 15 12 unidades a $160 cada. First-Out. Por este método.4. passa-se à aquisição anterior e assim sucessivamente.3. sendo os mais encontrados: Custo Médio Ponderado Móvel. qual o valor a ser atribuído à aquisição? Qual o valor do saldo remanescente no estoque? Para resolver essas questões foram criados alguns métodos de valorização de estoques. UEPS – Último a Entrar. as quantidades requisitadas são valorizadas pela aquisição mais antiga que tenha saldo em estoque. A próxima requisição será valorizada pela última compra. 7. toda vez que houver entrada no estoque resultante de nova compra com preço unitário diferente do custo médio em estoque. CMPM – Custo Médio Ponderado Móvel ou MPM – Média Ponderada Móvel Por este método. First-Out. passa-se à seguinte.1. uma média. PEPS e UEPS. ponderando-se o saldo anteriormente existente com a compra efetuada. pela RM nº 159 Dia 17 13 unidades para uso no produto “∇ I” pela RM nº 205 Dia 28 9 unidades para uso no produto “∇ II” pela RM nº 250 25 . Primeiro a Sair ou LIFO – Last-In. este é alterado. PEPS – Primeiro a Entrar.4.055 Saídas conforme Requisições de Materiais (RM) Dia 12 7 unidades para uso no produto “∇ ”. etc. Primeiro a Sair ou FIFO – First-In. enfim.2. seguros. quando se requisita o material para o consumo qual o custo a ser considerado? O mais recente.2. conhecido também por Preço Médio Ponderado Móvel e até mesmo por Média Ponderada Móvel. até que seu saldo se esgote e volte a se utilizar da entrada anterior que ainda tenha saldo. Entrada no estoque pelas compras realizadas: Dia 10 10 unidades a $150 cada. as quantidades requisitadas são valorizadas pela aquisição mais recente que tenha saldo no estoque. Quando o saldo desta for esgotado. Quando o saldo desta for esgotado. Exemplo de Aplicação: Suponhamos que não haja estoque inicial de certa matéria-prima e que os valores das aquisições já foram deduzidos dos impostos recuperáveis e adicionados de outros gastos como frete. pela Nota Fiscal nº 25.2. 7.

00 158.370. também é o primeiro a sair.00 150.00 2. Primeiro pelo fato de não haver necessidade de controle de entradas e saídas por lotes.00 167.60 167.360. calculando-se o valor médio unitário.508.40 Máximo: Saldo Valor Valor Unit.60 1. Total 150.00 167. este método é totalmente diferente do anterior. Assim sendo.612.00 158. Por isso.055 250 10 12 8 30 Ficha de Controle de Estoque Estoque Mínimo: Localização no Estoque: Entradas Valor Valor Unit.500. Segundo pelo fato de exigir constante controle do estoque.054. PEPS e UEPS: 1º MÉTODO: CMPM– Custo Médio Ponderado Móvel Normalmente recomendado para controlar itens de grande movimentação. Material: Código: Principais Fornecedores: Documento Dia Tipo Número Qtde 10 12 15 17 25 28 NF RM NF RM NF RM 11.00 316. Primeiro a Sair Este método. sendo de mesma natureza e especificação se funde física e monetariamente.00 450.00 170 1.60 167.920. da mesma forma que no UEPS se caracteriza pela baixa movimentação dos itens estocados e pelo controle por lotes.00 Saídas Valor Valor Unit.60 167.00 1.593 159 20.00 1.00 2.00 160 1.Vejamos como ficará o controle de estoque de matéria-prima através da utilização dos métodos CMPM.00 167. é o oposto do método anterior em relação a atribuição de custo aos produtos.00 4.60 Qtde 7 13 9 29 Qtde 10 3 15 2 10 1 1 Obs. A diferença é que neste método o primeiro material a entrar no estoque.050. o custo unitário médio varia a cada nova entrada a preços diferentes. ser denominado como Custo Médio Ponderado Móvel – CMPM ou Média Ponderada Móvel – MPM. Total 150. Total 150 1. uma vez que a cada nova entrada apuram-se os saldos em valor e em quantidade.: A principal característica deste método é que o material.780. 26 .676.549 205 25. ou seja. 2º MÉTODO: PEPS – Primeiro a Entrar.40 4.00 158.500.60 1.

: Podemos ver que neste método o estoque é controlado por “lotes”. a 27 . 10 12 15 17 NF RM NF RM 11.055 250 8 170 1.549 205 10 Ficha de Controle de Estoque Estoque Mínimo: Localização no Estoque: Entradas Valor Valor Unit. 150 150 150 160 160 160 170 170 170 Qtde Qtde 10 3 3 12 Valor Total 1. Total Qtde Unit.: Este método é normalmente utilizado no caso de a empresa trabalhar com materiais perecíveis.360 150 4.920 300 300 1. 3º MÉTODO: UEPS – Último a Entrar. e no caso de saídas ocorre que o último lote a entrar é o primeiro a sair. Total Máximo: Saldo Valor Unit.055 250 30 4.600 2 2 8 25 28 NF RM 25.500 7 150 1.920 12 1 8 170 1. Presumindo que os valores das compras mais recentes (últimas) sejam mais elevados.780 Obs.920 320 320 1.500 7 12 160 1.630 160 150 1.050 10 3 3 12 2 2 8 1 1 150 150 150 160 150 150 170 150 150 Valor Total 1.920 150 150 1.549 205 10 150 1.190 4.500 450 450 1.360 2 7 29 160 170 320 1. 1.360 150 150 25 28 NF RM 25.050 Saídas Valor Valor Unit.Material: Código: Principais Fornecedores: Documento Dia Tipo Número Qtde 10 12 15 17 NF RM NF RM 11. Total 150. Total Qtde Unit. Ficha de Controle de Estoque Material: Estoque Mínimo: Máximo: Código: Localização no Estoque: Principais Fornecedores: Documento Entradas Saídas Saldo Dia Valor Valor Valor Valor Valor Tipo Número Qtde Unit.780 1 1 Obs.920 3 10 150 160 450 1.500 450 450 1. É normalmente aplicável a itens de pouca movimentação de entradas e saídas. Primeiro a Sair Este método se caracteriza pelo consumo das compras mais recentes e por isso necessitamos controlar os saldos por lotes.610 30 4.593 159 20.360 170 170 12 160 1.360 8 1 29 170 150 1.593 159 20.

que integram a folha de pagamentos.00 1 150. podemos verificar que o custo aplicado através do método de controle de estoque UEPS é mais elevado. sem necessidade de qualquer apropriação indireta ou rateio.00 PEPS 30 4. as horas-extras e outros benefícios.610. 8. Quadro comparativo do custo do material utilizado nos três métodos apresentados: Método Entradas Saídas Saldo CMPM 30 4. e outra aos salários dos mensalistas.priorização do uso deste material em detrimento do mais antigo contribui para o aumento do custo dos produtos e conseqüentemente reduz o lucro-base para Imposto de Renda. Grupo C: compreende as obrigações trabalhistas que não incidem sobre outros encargos. estes não influenciam nem são influenciados pelos encargos dos demais grupos. Nas tabelas. os encargos são agrupados na seguinte maneira.780 29 4.40 1 167.00 8.00 1 170. segundo Megliorini (2006. A seguir são apresentadas duas tabelas de encargos. Considerando que a coluna relativa às saídas corresponde ao custo do material utilizado na produção. uma aplicável aos salários dos horistas. as empresas têm gastos adicionais com os encargos sociais. a utilização deste método não é aceito pela legislação fiscal no Brasil. Mão-de-obra direta É aquela relativa ao pessoal que trabalha diretamente sobre o produto em elaboração.00 170. sofrendo a taxação dos encargos do Grupo A. Grupo B: compreende os encargos que integram a remuneração da mão-deobra e estão incluídos na folha de pagamentos.1 Encargos sociais e trabalhistas Além do salário propriamente dito.780 29 4. Estas incidem sobre os encargos do Grupo B. logo. em decorrência disto. desde que seja possível a mensuração do tempo despendido e a identificação de quem executou o trabalho.00 167. p.612. o que provoca elevação dos custos de produção e conseqüentemente diminuição no lucrobase para Imposto de Renda.33 e 34): Grupo A: compreende as contribuições fixas mensais incidentes sobre a folha de pagamentos.60 150.60 UEPS 30 4.780 29 4. 28 .630. que são diversos e incidem sobre os salários.

Observação: Para se obter o custo da mão-de-obra horista.20% (1) Depende do grau de risco da atividade da empresa.0200 FGTS (2) 0.ENCARGOS PARA FUNCIONÁRIOS HORISTAS Discriminação Grupos a que pertencem A B C Previdência social – INSS 0. O adicional de 10% sobre as demissões sem justa causa continua valendo.0060 Salário-educação 0.0840 Auxílio doença 0.5% mensal de FGTS.1087 Faltas abonadas 0.3580 0.0800 DSR – Descanso Semanal Remunerado 0.0399 Aviso prévio 0.0201 Incidências cumulativas (Grupo A x Grupo B) Total dos encargos PERCENTUAL 0.2066 1.5773 0.5% foi devido até a competência de dezembro/2006.0250 Acidente de trabalho (1) (média) 0.0109 13º salário 0.0201 TOTAL PARCIAL 0.0150 Depósito FGTS – dispensa sem justa causa 0.1884 Férias + 1/3 férias 0. uma vez que a Lei acima citada não fixou prazo para o fim deste acréscimo.162 116.0020 Sebrae 0. pelo prazo de 60 meses a partir da vigência e mais 10% sobre a multa do FGTS em caso de demissão.2000 Sesi/Sesc 0.0100 Incra 0.0150 Senai/Senac 0.1304 Feriados 0.20% referentes aos encargos. devem-se acrescer ao salário-horário os 116. 29 . como segue: • risco considerado leve: 1% • risco considerado médio: 2% • risco considerado grave: 3% (2) Conforme a Lei 110/2001 as empresas estão obrigadas a recolher mais 0. Nota: O adicional de 0.

3070 0.7916 79.0100 Incra 0.0020 Sebrae 0.0060 Salário-educação 0.2000 Sesi/Sesc 0.1212 Feriados Aviso prévio 0. o departamento de apuração de custos. 8. Esses registros servem de base para o cálculo da folha de pagamentos. Estas horas são apontadas por meio de cartão de ponto.81% referentes aos encargos.3580 0. para efeito de controle e cálculo do custo direto da mão-de-obra.ENCARGOS PARA FUNCIONÁRIOS MENSALISTAS Discriminação Grupos a que pertencem A B C Previdência social – INSS 0. que é diário e individual. são apontadas as horas produtivas e as horas improdutivas.0009 13º salário 0. livro de ponto.2 Jornada de trabalho e apontamento de horas As horas que compõem a jornada de trabalho correspondem ao período em que os funcionários ficaram à disposição da empresa para executar suas atividades. cartão magnético. ou a contabilidade de custos precisa de duas informações: 30 . Esses registros servem de base para o cálculo da folha de pagamentos.0800 DSR – Descanso Semanal Remunerado Férias + 1/3 férias 0.0909 Faltas abonadas 0.0167 Incidências cumulativas (Grupo A x Grupo B) Total dos encargos PERCENTUAL 0. etc. Os funcionários que compõem a mão-de-obra direta também fazem o registro das atividades diárias no boletim de apontamento de produção ou outro formulário.0840 Auxílio doença 0.1099 0.0167 TOTAL PARCIAL 0. É por meio do boletim de apontamento de produção.0250 Acidente de trabalho (1) (média) 0. 8.0100 Depósito FGTS – dispensa sem justa causa 0.0150 Senai/Senac 0.3 Forma de apropriação do custo de mão-de-obra aos diversos produtos Para a correta apropriação aos produtos do custo de mão-de-obra direta.0200 FGTS (2) 0.81% Observação: Para se obter o custo da mão-de-obra mensalista devem-se acrescer ao salário-mês os 79.

50 C 8. e assim por diante. com jornada de trabalho das 8 horas às 17 horas com intervalo de uma hora para almoço. apurou-se pelos engenheiros de produção que para cada unidade do produto acabado Delta gastam-se 2. é determinada a quantidade de horas produtivas. 3. Exemplo de atribuição do custo da mão-de-obra direta ao produto Delta. ou equivalentes.168 10. em cada produto. totalizando oito horas disponíveis diárias ou quarenta horas semanais. Essa informação é obtida do departamento de pessoal da empresa. em $. a empresa sabe que 10% das horas disponíveis não serão produtivas no mês. ausências.00 48.608 5 18 60 83 Pela experiência. gastos de horas e custo de cada hora.00 55.20 Total do custo de mão-de-obra para produzir cada unidade 163.4 Horas disponíveis e horas produtivas Horas disponíveis são as horas da jornada de trabalho da empresa. consultas técnicas.6 7.00 B 3. Assim. devido a reuniões. 8. faz-se a atribuição do custo da mão-de-obra aos diversos produtos. Por exemplo.6 horas dos operários de nível C. conforme abaixo: 31 .4 20. etc. incluindo os salários e encargos.560 14. Segunda informação: consumo de horas. Apuração do custo da mão-de-obra de cada unidade do Produto Delta Nível do operário Horas de mão-de-obra Custo ($) de cada hora Total ($) A 2.7 horas dos operários de nível B.00 60.Primeira informação: custo de cada hora de mão-de-obra. Por exemplo: determinada empresa.70 8. ou setor de recursos humanos. Funcionário s Gerentes Seniores Assistentes Total Quantidade Horas disponíveis Diárias 8 8 8 8 Totais 40 144 480 664 Dias úteis de determinado mês 22 22 22 22 Horas disponíveis totais 880 3.7 15. atrasos. Com base nesses dois tipos de informações.4 horas da mão-de-obra dos operários de nível A (definição esta passado pelo departamento de pessoal).

...xx $ x.Funcionário s Gerentes Seniores Assistentes Total Horas disponíveis totais 880 3... e as despesas correspondendo aos gastos com a administração e com a geração das receitas..168 10..........xxx. (-) Despesas Adm. (=) Lucro Operacional . há a dedução do custo dos produtos vendidos das receitas de vendas e a dedução das despesas do lucro bruto. entre os gastos de uma empresa.. Os custos correspondendo aos gastos relativos à obtenção dos produtos.1 Introdução Lembramos que estamos trabalhando com o método de custeio por absorção....xxx. de materiais de escritório....... agrupando os departamentos de uma empresa como segue: 32 ......... nascido da situação histórica mencionada.. (=) Lucro Bruto ....560 14..xxx.. (-) Custos dos Produtos Vendidos . O Esquema Básico da Contabilidade de Custos (I) 9.. $ x.851 9. que consiste na apropriação de todos os custos de produção aos bens elaborados....056 1. de vendas e fabris. 9.. pagamentos de taxas e impostos.. vamos encontrar os custos e as despesas.1. e só os de produção”.... folha de pagamentos etc.. Para tornar mais fácil o entendimento vamos utilizar um cronograma... tais como: compras de máquinas e equipamentos e outros ativos para a fábrica.. manutenções..504 13. como já vimos....xx Observamos que custos e despesas são demonstrados separadamente no referido relatório. o “método derivado da aplicação dos princípios de contabilidade geralmente aceitos.147 O cálculo da taxa horária deverá ser efetuado com base nas horas produtivas....xxx.... Assim....... e de Vendas .......xx $ x.. nem todos esses gastos são considerados custos e na estrutura da Demonstração de Resultados dos Exercícios (DRE)..xx $ x.461 Horas produtivas totais 792 2.. ou seja..... Porém..1 A separação ente custos e despesas Numa indústria ocorre diariamente uma série de gastos para realizar suas atividades administrativas....... 9.. devemos separar estes gastos como demonstrado abaixo: Receita de Vendas: ... de matéria-prima para elaboração de seus produtos. ou seja.xx $ x.608 Horas não produtivas (10%) 88 317 1.....xxx.

e os departamentos de produção: usinagem.000 Seguros da fábrica 10.000 33 .000 Matéria-prima consumida 350.Fábrica: engloba todos os departamentos que apóia à produção: almoxarifado. propaganda.000 Material de consumo .000 Matéria-prima consumida 350.000 Energia elétrica – fábrica 85.000 Correios.000 Depreciação na fábrica 60.000 Depreciação na fábrica 60.000 Salários da administração 90. planejamento e controle da produção. montagem. representantes.000 Manutenção – fábrica 70. etc. finanças.fábrica 15.000 Energia elétrica .fábrica 85. Administração: engloba todos os departamentos administrativos: recursos humanos. vendas. contabilidade. durante o exercício.000 Honorários da diretoria 40. manutenção mecânica e elétrica. etc. etc.000 Despesas de entrega 45. 9. Telefone e telex 5.escritório 5. Vendas: engloba todos os departamentos relacionados com a atividade comercial: atendimento ao cliente.2 O 1º passo: a separação entre custos e despesas No esquema básico de Contabilidade de Custos daremos três passos: Exemplo: Suponhamos que estes sejam os gastos de determinado período da Empresa X: Comissão de vendedores $ 80.000 Despesas financeiras 50. etc: Fábrica Administração Vendas Nesta divisão da Nestas divisões da empresa ocorrem as DESPESAS empresa ocorrem os CUSTOS Nota: DESPESAS ocorrem nas divisões Administração e de Vendas. Teremos então a seguinte distribuição dos gastos: Custos de Produção: Salários de fábrica $ 120.000 Seguros da fábrica 10. os CUSTOS são aqueles incorridos na divisão fabril.fábrica 15. pintura. engenharia.fábrica 70.000 Materiais diversos .025.000 A primeira tarefa é a separação dos custos de Produção.000 Total gastos no mês $ 1. processamento de dados.000 Salários de fábrica 120.000 Materiais diversos .000 Manutenção .

3 O 2º passo: A apropriação dos custos diretos Na hipótese da empresa produzir 3 diferentes produtos (A.000 As despesas que não entraram no custo de produção.000 + $ 50.000 ($ 140. as quais totalizam $ 315.000 $ 350. O problema agora é saber quanto de cada elemento foi aplicado em A. Suponhamos ainda que nessa empresa.000 $ 140.000 45.000 Despesas de Venda: Comissão de vendedores Despesas de entrega $ 80. Telefone e telex Material de consumo . O consumo de matéria-prima é controlado na requisição da fábrica ao almoxarifado que o destina diretamente ao produto.O. sejam também custos diretos parte da Mão-de-obra (M.D.Total (Estes integrarão o Custo dos Produtos) Despesas Administrativas: Salários da administração Honorários da diretoria Correios.).000 + $ 125.000 Despesas Financeiras: Despesas financeiras $ 50.000 $ 125.000 5.000 140.escritório $ 710. sem serem alocadas aos produtos.000). além da Matéria-prima (M. o passo seguinte é a distribuição dos custos diretos aos três itens. Matéria-prima Produto A Produto B Produto C Total $ 75.P.000 5. B e C.) e parte da Energia Elétrica.000 40. vão ser descarregadas diretamente no Resultado do período. 9.000 $ 90. B e C).000 135.000 34 .

000 precisam ainda ser apropriados.000 Produto B 20.000 Produto C 7.000 202.000 Total 350. $225.000 10.000 90. E já estão alocados e $ 225.000 serão adicionados como custos indiretos.000 Produto B 47.Para a mão-de-obra a situação é um pouco mais complexa e depende de apontamentos (verificação).000 225.000 120.000 21. $ 485. 9.000 20.000 serão atribuídos diretamente aos produtos e $30.1) DIRETOS A B Materia-prima 75.000 Direta Produto A 22. B e C proporcionalmente ao que cada um já recebeu de custos diretos.000 Direta 22.00022.000 Produto C 21.000 10.000 168. 35 .4 A apropriação dos custos indiretos Devemos analisar a forma ou as formas de alocar os custos indiretos que totalizam.000 Depreciação Seguros Mats.000 15.000 70.00 Produto A 18.000 Total Temos.000 Do total dos custos de produção. diversos Manutenção TOTAL 115.000 C 140.000 40.000 135.000 15. Uma alternativa simplista seria a alocação aos produtos A.000 são diretos. De posse de tais informações.000 Do total da MO. Energia Elétrica Indireta $ 40.000 710. conclui: Mão-de-obra Indireta $ 30. neste exemplo.000 85. Esse critério é relativamente usado quando os custos diretos representam a maior parte dos custos totais.000. então. e quando não há outra maneira mais objetiva de visualização de quanto dos indiretos podemos apropriar a cada produto.000 70.000 45.000 Mão-de-obra 22.000 Energia elétrica 18.000 47. para saber quais operários trabalharam em cada produto.000 Indiretos 30.1 (Eliseu Martins – Quadro 5.000 60.00022.000 Total $ 120. $90.000 7.000 $ 85.000 60. resumidamente Quadro 9.

711 245.000 23. como também diminuir o grau de credibilidade com relação às informações de custos.00 INDIRETOS $ 53. então: Quadro 9.711 77.000 A última coluna do quadro 9. conhecendo o tempo de fabricação de cada um resolva distribuir os custos indiretos proporcionalmente a eles.000 34.3) Produto MOD $ % A 22.000 100.000 % 23. Não há.63918 100.500 Produto C 168.000 24. b) Apropriação dos custos Diretos diretamente aos produtos.000 52.500 220.000 319.00 Total 170. e faz uso dos próprios valores em reais da mão-de-obra direta (MOD).351 295.64945 C 168.22 C 21.2 corresponde o custo total de cada produto e a antepenúltima a parte que lhes foi destinada dos custos indiretos. 36 .71134 41.500 52. Teríamos. procurar entre as diferentes alternativas a que traz consigo menor grau de arbitrariedade.938 225.2) DIRETOS $ % A 115.00 Total 168. 9.351 93.000 24. Indireto Produto A 115.500 23.000 41.5 Esquema básico Por enquanto o esquema básico é: a) Separação entre custo e despesa.2 (Eliseu Martins – Quadro 5. no máximo.71134 B 202.64948 34.000 55.000 Produto B 202. podemos.33 225.33 Total 90.00 O custo total de cada produto seria: Quadro 9.4 (Eliseu Martins – Quadro 5.Teríamos então: Quadro 9.44 117.000 23.500 710.000 Esses valores de custos indiretos diferentes e conseqüentes custos totais também diferentes para cada produto podem não só provocar análises distorcidas. forma perfeita de se fazer essa distribuição.938 710. Direto C.4) C. c) Rateio dos custos indiretos.22 52.000 52.63918 Total 485.500 Total 485. que a empresa. Suponhamos agora.3 (Eliseu Martins – Quadro 5.000 225. por ter sido esta calculada com base nesse mesmo tempo. entretanto.000 100.000 117.000 100.44 B 47.000 Custos indiretos $ % 55.

No modelo a seguir não há muita complexidade. finalmente o CPV. mediante venda. até aqueles mais complexos. • Depois. os produtos. irão ser transferidos para Custos dos Produtos Vendidos (CPV).Esquema: Custos: Diretos e Indiretos • Os diretos são apropriados diretamente aos produtos. Critérios Simples: Contabilização dos custos pela contabilidade financeira (geral) em contas apropriadas e transferência direta para os estoques à medida que os produtos são acabados. já com seus respectivos custos vão para estoque. 9. será transferido para resultado. • Os indiretos serão rateados conforme critérios estabelecidos. • Em seguida.6 Contabilização dos custos Na contabilização existem desde sistemas mais simples. • E. ou somente no final do período. sem registro das fases de rateio: 37 . assim como as despesas administrativas e de vendas.

000 Mats.000 70.000 15. Fábrica 15.000 319.000 Seguro Fábrica 10. 63 LIVRO TEXTO CONTABILIZAÇÃO Critério Simples MP Consumida 350.000 As contas de despesas ficam de fora.000 350.000 710.000 En.500 220.000 10. já devem estar devidamente alocadas nos grupos de resultados.000 Depreciação Fábrica 60. Os custos acima serão distribuidos para as ctas de estoques com base no quadro 5.500 710.000 85.AULA PG.000 120. Divs. Débito: Estoques: Produto A Produto B Produto C Custos: MP Consumida MO (Fábrica) Depreciação (Fábrica) Seguro (Fábrica) Materiais Diversos Fábrica Energia Elétrica Fábrica Manutenção Fábrica 170.000 Crédito: 38 .4 (critério 2).000 Manutenção Fábrica 70. Elétrica Fábrica 85.000 60.000 Mão-de-Obra (Fábrica) 120.

000(a) Depreciação Fábrica 60.000 350.000(a) En.000 15.000 Estoque Produto B (a)319. Divs.000(a) Manutenção Fábrica 70.000(a) Seguro Fábrica 10. 39 .000 70. Fábrica 15.500 Estoque Produto C (a)220.000 120.4 MP Consumida 350.000(a) Estoque Produto A (a)170. Critério Complexo: É a forma representada por lançamentos mais detalhados.000 10.000(a) Mats.500 No caso de contabilização de custos o melhor meio de visualizar a forma de são os mapas de custos e a planilha de contabilização.000 85. no mesmo grau do detalhamento do mapa de custos. Quadro 5.000(a) Mão-de-Obra (Fábrica) 120.000 60. Elétrica Fábrica 85.CONTABILIZAÇÃO conf.

CONTABILIZAÇÃO DETALHADA a) Débito: Mão-de-obra Direta Mão-de-obra Indireta Crédito: Mão-de-obra (Fábrica) b) Débito: Energia Elétrica Direta Energia Elétrica Indireta 90.000 120.000 45.000 350.000 120.000 135.000 85.000 350.000 40.000 Crédito: Energia Elétrica (Fábrica) c) Débito: Estoques: Produto A Produto B Produto C 75.000 85.000 90.000 Crédito: Matéria-prima Consumida (Apropriação da MP aos produtos) d) Débito: Estoques: Produto A Produto B Produto C 22.000 47.000 140.000 40 .000 Crédito: Mão-de-obra Direta (Apropriação da MOD aos produtos) 90.000 21.000 30.

000 20.000 40.000 60.500 30. Fábrica Manutenção da Fábrica 55.000 (Apropriação dos custos indiretos aos produtos Este sistema segue passo a passo a apuração e distribuição dos custos.000 (Apropriação da Energia Elétrica Direta aos produtos) Estoques: Produto A Produto B Produto C Mão-de-obra Indireta Energia Elétrica Indereta Depreciação da Fábrica Seguros da Fábrica Materiais Divs.000 Crédito: f) Débito: Energia Elétrica 45. 41 .000 225. normalmente não é utilizado na prática.000 Crédito: 225.000 70. 14 do livro de exercício e façam os exercícios.500 52. a não ser por necessidade de lançamentos mais analíticos.000 7.e) Débito: Estoques: Produto A Produto B Produto C 18.000 10. Respondam o questionário da pág.000 45.000 15.000 117.

Aprofundando um pouco mais nos problemas relativos à apropriação dos custos indiretos de fabricação e para que estes sejam rateados de forma mais coerente ao custo de cada produto é conveniente que se adote o sistema do Custo Departamental (Departamentalização). Corte. já que os produtos passam por esses departamentos. Montagem.1 Departamentos e Centros de Custos 10. comerciais e de produção de uma empresa industrial poderão estar divididas nas seguintes seções: • • • • • • • • • • • Administração Geral. Nesses departamentos são gerados. Ambulatório Médico. onde os custos diretos são atribuídos aos produtos sem maiores complicações. Conservação e Manutenção. Almoxarifado. a mão-de-obra e os gastos gerais de fabricação cuja incidência nos produtos seja de difícil identificação são rateados por meio de critérios estimados ou arbitrados. sem nos preocuparmos com os departamentos onde estes custos foram gerados. embora. os materiais.1. necessitem de critérios estimados ou arbitrados.10. Estudos e Projetos. 10.1 Departamentos É a menor unidade administrativa de uma empresa. são rateados para cada produto diretamente.1 Introdução Já vimos que. Acabamentos. conforme já estudado. etc. responsáveis pela fabricação dos produtos.1. Esquema Básico da Contabilidade de Custos (II) – Departamentalização 10. Os custos indiretos. Recrutamento. para efeito de acumulação dos custos indiretos de fabricação.1. 42 . As atividades administrativas. Departamento Produtivo – é composto por homens e máquinas. Usinagem. Controle de Qualidade. Custos Diretos e Indiretos. Seleção e Treinamento de pessoal. em relação aos produtos.

1. Água. permitindo melhor apropriação dos custos aos produtos. A partir daí é que se procede o rateio para cada produto. Impostos. a criação de um centro de custos para acumular os gastos comuns a todos os departamentos da fábrica. um departamento pode ser representado por mais de um centro de custos. mas Indiretos em relação aos produtos. a contabilidade de custos poderá criar centros de custos que não correspondam a um departamento. os custos gerados nesses departamentos são considerados Diretos em relação aos departamentos. 10. Observações:  Na prática. inclusive para os departamentos produtivos. Energia Elétrica. Vejamos como isto acontece: Suponhamos que uma empresa. desde que essa subdivisão seja economicamente viável. A melhor maneira de ratear esses custos aos produtos é inicialmente transferilos entre os departamentos.1. E e F. Telefones e Comunicações etc.  É comum. 10. Desde que seja economicamente viável e permita melhor apropriação dos Custos Indiretos aos produtos.2 Centro de Custos É a unidade mínima utilizada para acumulação dos custos indiretos de fabricação. uma vez que os produtos não passam por eles”. D. por exemplo.2 Por que Departamentalizar A margem de erro na atribuição dos custos Indiretos aos produtos é bem menor quando se adota a departamentalização. até que os custos indiretos de fabricação gerados em todos os departamentos de serviços sejam devidamente transferidos para os departamentos produtivos. a Contabilidade de Custos considera cada Departamento como um “Centro de Custos”. como: Alugueis.Departamentos de Serviços – Composto por homens e máquina (geralmente é compostos apenas por homens) que prestam serviços para toda a empresa industrial. “Assim. tenha já alocado a eles os seguintes Custos Diretos: 43 . Seguros. produzindo três produtos. Para efeito de cálculo dos custos indiretos de fabricação.

que após levantamento verificamos que: o produto D gasta um total de 400 hm. A distribuição total é assim levantada: Quadro 10.000 $ 35. decide-se então fazer a distribuição aos diversos produtos com base no tempo de horas-máquina que cada um leva para ser feito.000 91. Quadro 10.000 $ 20.000 40 115.1 Produto D Produto E Produto F Total Custos Indiretos $ % 46. manutenção.000 20 46.000 53.Produto D Produto E Produto F Total $ 50.000 Devido à grande preponderância de Custos Indiretos ligados a equipamentos (depreciação. enquanto que o produto E só passa pelo Corte. Suponhamos. Montagem e Acabamento.000 40 23.000 $ 45.000 Estariam por esses valores acima os Custos Totais de Produção dos três produtos.000 horas-máquina – 100% Portanto. energia).000 $ 30. distribuídas nos setores de Corte.000 $ 115.000 $ 10.000 $ 30.000 45.2 Produto D Produto E Corte hm 100 200 Montagem hm 50 -oAcabamento hm 250 -oTotal hm 400 200 44 .000 30.000 Estão agora para ser alocados os Custos Indiretos seguintes: Depreciação de equipamentos Manutenção de equipamentos Energia Elétrica Supervisão de Fábrica Outros Custos Indiretos Total $ 20. e o produto F só passa pelos setores Montagem e Acabamento.000 125.000 hm = $ 115/hm).000 $ 125.000 240.2. Produto D Produto E Produto F Total 400 horas-máquina – 40% 200 horas-máquina – 20% 400 horas-máquina – 40% 1.000 / 1.2.000 100 Custos Diretos ($) 50. a atribuição dos Custos Indiretos e o cálculo do Custo Total ficariam: (Custo indireto médio por hora-máquina = $ 115.000 Total ($) 96.

875 $ 30. 45 . verifica-se.1 e 10.000 45.000 200hm x $150/hm = $30.000 55.000 45.2) e o Custo por hora-máquina de cada Departamento (Quadro 10.000 20.000 $45.000/400h 115.000 2.2.2.000 115.000 5.500 $15. que o gasto com os Custos Indiretos de Produção não é uniforme entre os setores. usando os Quadros 10.000 3. levando em conta o tempo de cada produto em cada Departamento (Quadro 10.000 20.000/1.000hm m = $150/hm = $50/hm = $137.50/hm = $34.000 20.000 $ 33.000 Total $51.000 4.3 Depreciação Manutenção Energia Supervisão Outros C.I. distribuindo-se: Quadro 10.000 30.4.375 150/hm x $137. Total Custo médio Por Hora-máquina Corte Montagem Acabamento Total $ $ $ $ 10.000 3. também.000 13.000 Completando essa investigação adicional.000 15.000 12.2.625 $55.3) Quadro 10.50/hm = $20.000 10. Corte Produto D Produto E Produto F Total 100hm x $150/hm = $15.000 3.000/300hm 15.500 250hm x $ 50/hm = $12.000 Podemos fazer uma comparação entre os valores dos custos indiretos alocados a cada produto sem a Departamentalização (uso de uma única taxa horária para todos) e com a Departamentalização (uma taxa para cada departamento).000 Acabamento 250hm x $ 137.000 7.4.000 35.000 4.2.125 $115.000 Montagem 50hm x $50/hm = $2.2.50/hm = $ 115/hm Podemos agora efetuar uma apropriação dos Custos Indiretos de forma mais adequada.000/300hm 55.000 6.000 3.Produto F Total -o300 250 300 150 400 400 1.2.000 20.

2. Se a empresa analisasse a lucratividade de seus produtos ou tentasse administrar seus preços de venda com base em seus custos de produção.000 23.000 - Produto D Produto E Produto F Total Conclusão: Assim atentando para a coluna “diferença”. com base na Departamentalização. concluímos que na alocação com base na Departamentalização estarão sendo cometidas menos injustiças e diminuídas as chances de erros maiores. alocando os custos indiretos aos produtos através do sistema de departamentalização estaremos obtendo um custo mais justo em relação aos diversos benefícios que estes recebem de todos os departamentos. A comparação vista no quadro 10.2.000 46 .4) Em$ Em % $ 51.000 Energia Elétrica $ 90.000 7.8 30.0) 115.5 Custos Indiretos Sem Departamentalizaçã o (Quadro 10.875 12. verificamos o grau de distorção existente entre as duas formas.000 46.875 5. Todos sabemos que uma empresa é composta por diversos departamentos.000 Materiais indiretos $ 60. precisaria aumentar os dos Produtos D e E.4 33. e indiretamente pelos departamentos de apoio (serviços). verificaria então que. de produção e serviços).000 115. e que tem aqueles de produção (por onde passa todos os produtos) e que também existem os departamentos de serviços (departamentos considerados como apoio aos demais departamentos.1) $ 46. Os produtos ao passar pelas diversas linhas.000 Com Departamentalizaçã Diferença o (quadro 10.000 30.5 deixa clara a diferença. são beneficiados diretamente pelos departamentos de produção. 10.Quadro 10.125 (12. Sérios problemas poderiam ocorrer em processos de concorrência ou na competição no mercado com outras empresas pelo inadequado processo de custeamento. Assim sendo.2.875) (28. diminuindo o de F.2.3 Custos dos Departamentos de Serviços Suponhamos que os seguintes custos indiretos tenham incorrido por uma empresa em determinado período: Aluguel da Fábrica $ 150.

000 13.000 MANUTENÇÃO E) DEPREC.Is.000 350.000 40.000 9. é necessário que sejam distribuídos pelos diversos departamentos.000 $ 70.3. QUALIDADE 30. d) Mão-de-obra Indireta .000 TOTAL 350. matéria-prima e outros) estão fora de nosso exemplo.000 13.000 21.Administração Geral".000 70.000 USINAGEM 40. e há necessidade da adoção de algum critério para a sua distribuição aos diversos Departamentos. verifique: 47 .000 4. QUALIDADE 9.000 30. Faz-se então uma investigação sobre a ligação entre cada custo e departamento onde foi incorrido e verifica-se: a) Aluguel .DE MÁQUINAS TOTAL ADM GERAL ALMOX.000 21.000 10.1 Para alocar os custos aos produtos.000 296.000 USINAGEM 30.000 TOTAL 70.000 ALMOXARIFADO 6.000 COMP/MÓVEIS 60.000 CROMEAÇÃO 30.000 CROMEAÇÃO 8.000 8.000 C.2 CUSTOS INDIRETOS A) ALUGUEL: B) ENERGIA ELÉTRICA C) MATERIAIS INDIRETOS D) MÃO-DE-OBRA INDIRETA E) DEPREC. USINAG CROMEAÇ MONTAGEM C. Salários e e) Depreciação das Máquinas . por estarmos tratando Quadro 10.: Os custos Diretos (mão-de-obra direta.000 MONTAGEM 50.000 45.000 OBS.000 apenas dos C.000 6.000 60. c) Materiais Indiretos . Máquinas Total ADM GERAL 150.000 TOTAL 60.000 40. QUALID MANUT TOTAL 150. 10.000 10.DE MÁQUINAS 80. para que haja uma distribuição racional.é um custo comum à fábrica toda.000 16.000 USINAGEM 40.000 2. b) Energia Elétrica .000 2.000 30.A empresa mantém medidores para consumo de força em alguns departamentos e um outro para o resto da empresa.000 16.000 C. são localizados.000 10.3.000 Quadro 10.000 80.000 18.000 TOTAL 90.000 5.000 70.O apontamento demonstra: Encargos da Administração Geral.000 50.000 ADM GERAL $ 720.000 D) MÃO-DE-OBRA INDIRETA 18.000 CROMEAÇÃO MONTAGEM C.000 150.000 ALMOXARIFADO 10.000 60.000 10.000 TOTAL 150.000 57.000 8.Os controles do imobilizado apontam: Suponhamos que após a empresa objeto de estudo fizer uma análise de seus departamentos de serviços. QUALIDADE MANUTENÇÃO $ 350.000 70.000 USINAGEM 4.Por meio das requisições.A) ALUGUEL: ADM GERAL Mão-de-obra Indireta DepreciaçãoINDIRETOS B) ENERGIA ELÉTRICA C) MAT.000 MONTAGEM 5.000 720.000 60.000 MANUTENÇÃO 60.000 CROMEAÇÃO MONTAGEM A RATEAR 10. Trata-se de um "Custo Comum" que englobaremos no título "Departamento .000 8.000 90.000 30.000 85.000 97.000 10.

000 Cromeação $2.000 Manutenção $25. A distribuir seus custos por mais prestar serviços ao almoxarifado e ao Controle de Qualidade do que recebe.000) refere-se ao ar condicionado e máquinas de baixo consumo a distribuição feita de acordo com pontos de luz por departamento fora a ADM. a) Rateio dos Custos da Administração Geral da Fábrica: • Aluguel . apesar de às vezes prestar serviços ao departamento de manutenção fará sua distribuição somente aos departamentos de produção que se beneficiaram de seus préstimos.000 Controle de Qualidade $15.000 Total $106. custos aos d) O departamento de Controle de Qualidade.000 Cromeação $20.000 Total $150. b) A Manutenção será o segundo departamento.000 Cromeação $16. Materiais indiretos e Depreciação .000 Controle de Qualidade $8.distribuídos de acordo com nº de funcionários nos departamentos. pois mais recebe benefícios da Manutenção do que presta a ela.000 Usinagem $19.000 Montagem $40.000 • 48 .000 Total $40. Almoxarifado $20.000 Manutenção $22.parte não alocada ($40.000 Controle de Qualidade $19.a) A Administração Geral é a primeira a distribuir seus custos. Almoxarifado $9. Ficou em último lugar.000 Montagem $7. c) O almoxarifado distribuirá seus departamentos que tenham recebido seus préstimos.de acordo com a área ocupada por cada departamento. Almoxarifado $6.000 Usinagem $4. uma vez que muito mais presta que recebe serviços.000 Montagem $21. além de ser o maior valor relativo em custos por apropriar.000 Manutenção $13.000 Usinagem $30.000 Mão de obra indireta.000 • Energia .

Cromeação e Montagem. Digamos que a empresa resolva fazer essa atribuição com base no número de horas-máquina que cada um ocupou.000 $15.1 mais os recebidos por transferência dos departamentos anteriores serão rateados em partes iguais aos departamentos de Usinagem.3. temos os Custos Indiretos de Produção carregados somente sobre os três Departamentos de Produção: Usinagem Cromeação Montagem Total $308.000 Precisamos agora transferir os custos deles para os produtos. e que o levantamento demonstre: 49 .000 $219. Testes para Usinagem Testes para a Cromeação Testes para a Montagem Total 136 88 30 254 53.b) Rateio dos Custos da Manutenção: • De acordo com as horas trabalhadas para cada departamento: Almoxarifado $15.000 c) Rateio dos Custos do Almoxarifado: • Os valores vindos do quadro 10.000 de custos ora existentes no Controle de Qualidade são então distribuídos: Para Usinagem Para a Cromeação Para a Montagem Total $68.000 Total $145.65% 11.000 $720. Usinagem $40.000 Após estes rateios.81% 100.000 $127.000 Montagem $40.000 $193.000 Cromeação $40.0% Os $127.000 $44.000 Cromeação $40.000 Usinagem $50.000 Controle de Qualidade $40.54% 34. Cromeação (88) e Montagem (30).000 Total $120.000 d) Rateio do Controle de Qualidade: • Rateio de acordo com número de testes feitos nos departamentos de Usinagem (136).

000) - - 720.000 30.000 95.600 $ 263.200 TOTAL 308.5. 9.000 45.000 19.3 Usinagem Cromeação Montagem Total hm hm Hm hm Produto G 150 120 80 350 Produto H 120 120 70 310 Produto I 80 60 43 183 Total 350 300 193 843 A apropriação.3.000 18.000 87.000 193.000 7.000 4.000 21.000 85.000 Com a total distribuição dos Custos Indiretos.000 $299.000 40.000) (40.000 299.000 (120. Quadro 10.MOI. dos Custos Indiretos aos produtos será feita: Quadro 10.400 219.000 6.600 1.000 15.000 40.ALUGUEL .000) (106.000 40.000 105.600 70.000/hm = $80.000 10.000 40..000 21.000 138. QUALIDADE 5.000 22.Quadro 10.000 SOMA RATEIO DA ADM.000 19. Esquema Básico Completo 50 .6.000 16.000 6000 40.000 8.600 263.000 2.000 9.GERAL .4 Usinagem Custo Industrial/hm Produto G Produto H Produto I Cromeação Montagem Total $308.000 CROMEAÇÃO 10.000 25.000 80.000/300hm $193.000 50.000 - 308.000 - SOMA RATEIOS COMPLEMENTARES RATEIO DA MANUTENÇÃO: RATEIO DO ALMOXARIFADO: RATEIO DO C.000 80hm x 60hm x 43/hm x $880/hm = $ 730/hm = $1.000 MANUT.400 $43. poderíamos elaborar um Mapa completo de rateio dos custos indiretos de produção como o do Quadro 10.000 350. MI'S E DEPREC. 97.000 2.000 ALMOXARIF.000 80.000 13.000 = $87..000 16.000 90.000) 105.600 43.5 CUSTOS INDIRETOS ALUGUEL: ENERGIA ELÉTRICA MATERIAIS INDIRETOS MÃO-DE-OBRA INDIRETA DEPRECIAÇÃO USINAGEM 30.000 8.000 132.000) - 145. 10.000 40.000 4.000 70.000 13.000 20.000 $308.000 ADM GERAL 150.000 8.000/350hm $219.000 10.200 $ 157. DE QUALIDADE: CUSTOS IND.200 Total $720.000) 720.000 20.3.000 43.000 MONTAGEM 10.000 70.000 193.000 C.000 120hm x $880/hm 120hm x $730/hm 70hm x $ = = $87.000 57.000 40.000 40.000 70.000 $193.000 50. finalmente.ENERGIA .000/hm = $105.000/hm 150hm x $880/hm 120hm x $730/hm 80hm x $ = $132. DE FABRICAÇÃO PRODUTO G PRODUTO H PRODUTO I 150.3.000 30.3.000 60.600 1.000 30.000 (150.600 87.800 $43.000 720.000 87.000 68.000 15.000 $219.000 TOTAL 150.000 (145.200 157.600 $70.000/hm = $70.000 60.000 (127.000 70.000/193hm = $880/hm = $730/hm = $1.000 - - - - 720.000 44.000 60.000 296.000 15.3.000 219.

todos sob um contrato único e se vê obrigada a separar a parte que corresponde à produção e aos demais setores. 11. visivelmente. por sua própria definição. quer da produção. noutras só será aceita por não haver alternativas.1 Análise dos critérios de rateio – custos comuns Todos os custos indiretos só podem ser apropriados. estes vêm carregados com certo grau de subjetivismo e com isso. os comuns. Exemplo: . etc. 4º Passo: Rateio dos custos indiretos comuns aos diversos departamentos. 6º Passo: Atribuição dos custos indiretos que agora só estão nos departamentos de produção aos produtos. aos departamentos. agrupando.1º Passo: Separação entre custos e despesas. Porém alguns problemas poderão surgir: a) Caso haja. a arbitrariedade sempre existirá nas alocações. segundo critérios fixados. Isso pode resultar em alguns critérios de rateio. critérios de rateio. à parte. de forma indireta aos produtos. previsão de comportamento de custos. A subjetividade já começa ao separarmos os custos das despesas quando realizamos essa tarefa para atribuir custos aos produtos. um silo vertical na produção e este funcionar como fator importante no preço do aluguel. mediante estimativas. é o de rateio por m² ocupado por setor ou departamento. 11. ou seja. quer de serviços. mas nem sempre é possível sua utilização. por exemplo. mas o primeiro a ser lembrado. 2º Passo: Apropriação dos custos diretos diretamente aos produtos. 5º Passo: Escolha da seqüência de rateio dos custos acumulados nos departamentos de serviços e sua distribuição aos demais departamentos. Em alguns a arbitrariedade existente ocorrerá em nível aceitável. talvez seja mais correto alterar a base de m² para m³ para se obter um número considerado mais justo. 51 .A empresa tem seus prédios e instalações alugadas. Sabemos que ao estabelecer critérios de rateio para alocação de custos aos produtos. Existem recursos matemáticos e estatísticos capazes de solucionar esses problemas. 3º Passo: Apropriação dos custos indiretos que pertencem. Critérios de Rateio dos Custos Indiretos A importância deste capítulo consiste na análise dos diversos fatores a se considerar na escolha das bases de alocação de custos.

400.400.000/2.150.000.000 Custo total de M => $6.000 hm x $2.000 hm 2.000 $19.000.000 = Custo total de N => $8.400.000. M e N. a diretoria.000 14.700.000 $10.000 Custos diretos totais 6.400 hm 1.700.000 Mão-de-obra direta aplicada 1.000 .000 N => 1. podemos perceber que o aluguel da parte mais valorizada pode corresponder a diversas vezes ao da parte voltada à favela (onde estará instalada a produção).000.400.400 hm = $2.000.000.400 hm Neste exemplo a contabilidade pode utilizar 04 critérios: a) Rateio com base nas horas-máquinas: $5.700. o mesmo acontece quando da apropriação dos custos dos departamentos de produção.000 8.000 12. c) Analogamente.000 2.400.250.000 + $2.000 7.400.000 1.000 + $3.000.000 = Total = b) Com base na mão-de-obra direta: M => $5.250.700.400.250/hm M => 1.000 e precisa distribuí-los a dois produtos.400.000 Custo total de M = $6.700.700.150.000.000.000 N => $5. Neste caso seria mais prudente estimar o valor do aluguel das duas partes e assim proceder ao rateio.400. etc. As seguintes informações são disponíveis: M N TOTAL Matéria-prima aplicada em cada produto 5.000 Horas-máquinas utilizadas 1. Vejamos um exemplo: O departamento X de Produção possui um custo indireto total de $5.000 $10. a alta administração.000 Custos indiretos a ratear ? ? 5.000 $5. Para esse rateio.000 + $2.000 $19.000.250. (Como no caso de departamentalização).2 Rateio dos custos dos departamentos Quando atribuímos custos de um departamento para outros.250/hm = $3.400. que o imóvel compreenda um quarteirão inteiro e que a frente da empresa de para uma via de grande importância e alto valor comercial e a parte dos fundos para uma favela (pequeno valor comercial). é necessário verificar a base mais adequada.b) Suponhamos agora. e nos fundos a parte de produção.150. 11.000. É lógico que na parte mais valorizada estará instalada as exposições de vendas.000 x 50% = $2.000 + $2.000 Total = CIF = $5.000 = Total = 52 $9.000 $8.000 Total ? ? 19.250/hm = $2.000 x 50% = $2.000. baseamo-nos em algum critério e fazemos a alocação a partir do valor gasto por este departamento aos demais.000.000 = Custo total de N = $8.400 hm x $2.

560 = Total = $8.820 = Total = d) Com base nos custos diretos totais: M => $5.820 $19.314. 11.440 $11. Portanto.000 x 42.085.000 x 57.149.180 $11. ou seja.c) Com base na matéria-prima aplicada: M => $5.180 = Custo total de N => $8.314.149.000.250. o administrador. e receber. c) O ambulatório possui quase que exclusivamente custos fixos.400.314.000.820 $5. pois o desconhecimento da tecnologia de produção pode provocar aparecimento de grandes distorções na apuração de custos.000 + $2. o controller.085. quer de produção. somente um departamento fizer uso do ambulatório. é necessário analisarmos os itens que compõem o total dos CIF $5.400. e se for feito um rateio com base variável (número de atendimento).180 N => $5. Poderão ocorrer situações um tanto ilógico se. o valor em reais a ser alocado passará a depender não só dos atendimentos a cada departamento.000. é necessário proceder à análise dos componentes dos custos indiretos e verificar quais dos critérios melhor relacionam os custos com os produtos.86% = $2.149.000 + $3.000 + $2.400.400.000 para uma tomada de decisão mais coerente e menos arbitrária. em determinado mês. b) O critério adotado pela empresa é o número de pessoas atendidas de cada departamento.400. Para minimização de erros na tomada de decisões. o diretor financeiro.085. quer de serviços.000 x 58.000 x 41.000 Custo total de M => $6.560 $19.33% = $3.000 + $3. devem conhecer detalhadamente o sistema de produção.250. por isso. 53 .000.000 $8.3 Influência dos custos fixos e dos custos variáveis Suponhamos que no rateio de custos de um departamento de serviços exista uma situação como esta: a) O ambulatório médico precisa ter seus custos rateados para outros departamentos.400.400. todos os custos indiretos dele.400.14% = $3.440 = Custo total de N => $8.560 $5. mas também do número total de consultas.400.000 Custo total de M => $6.67% = $2.000 Cada um dos critérios adotados poderá causar variações nos custos tanto do produto “M” como no “N” se comparados entre si. etc.440 N => $5.250.

000 * $1.000 $900. houve um trabalho total de 1. depreciação.700.000 O rateio da Manutenção seria então feito da seguinte forma: $800. por mês: mão-de-obra indireta. seguros. c)Caso não haja predominância de um ou outro e se o valor total do custo for grande. e o custo total da Manutenção foi: Custo Fixo Custo Variável Total *1.O ambulatório é mantido muito mais em função de probabilidade de uso do que de uso efetivo. etc.800h x 500hm = $900.000 54 . ferramentas. como no exemplo abaixo: O departamento de manutenção de uma empresa representa importante parcela dos custos indiretos totais e possui as seguintes características:  Custo fixo. A utilização média dos últimos três anos é muito mais significativa do que a média de um único mês. Neste caso poderíamos utilizar o rateio com base no número de funcionários. b)Já os departamentos cujos custos sejam em maioria variáveis devem ser rateados à base de serviços realmente prestados. etc. b) O departamento de Fresagem por 40%. tendo assim um critério mais apropriado. pode haver um rateio misto. a empresa elaborou um estudo para verificar a média de serviços prestados aos departamentos nos últimos cinco anos e concluiu que: a) O departamento de Furação tem sido responsável por 25% dos trabalhos da Manutenção. 880 para Fresagem e 390 para Laboratório.: $500/hm Para verificar o potencial que cada departamento representa como beneficiário dos serviços da Manutenção. nada para a Pintura). Como é grande a influência existente nos rateios de custos considerados fixos ou variáveis aos departamentos. No presente mês. parte do aluguel.000. e d) O Laboratório por 20%.  Custo variável: consumo de energia. existem regras simples que devem ser utilizadas: a) Departamentos onde os custos sejam em maioria fixos devem ser rateadas à base de potencial ou probabilidade de uso. materiais.: $800. completando o total de 100%. c) A Pintura por 15%.800 horas (530 para Furação.

Parte Fixa com base potencial (média últimos anos) Horas trabalhadas Parte variável Total Furação 25% $200.000 Fresagem 40% $320. os problemas relativos aos critérios ficam muito sérios. mostrado através da Demonstração de Resultado.700. qualquer erro ou mudança sem critérios provoca grandes variações nos custos e conseqüentemente no resultado final da empresa.000. 11. Custeio Baseado em Atividades (ABC) 12.000 880h $440. nesse caso.000 Laboratório 20% $160.000 Total 100% $800. Critérios bons para uma empresa podem não sêlos para outras.000 $1. O ABC pode ser aplicado.000 uma parcela de $255.000 1. nossos critérios de rateio devem possuir o máximo de consistência possível e com o mínimo de subjetividade.000 530h $265. principalmente à mãode-obra direta. e é recomendável que o seja.000 $355. também.000 $465.000 0 0 $120. uma vez que cada chefe é diretamente responsável pelos gastos de seu departamento. É absolutamente necessário que as pessoas responsáveis pela escolha dos critérios conheçam bem o processo produtivo. Resumo: Os custos indiretos devem ser rateados segundo os critérios julgados mais adequados para relacioná-los aos produtos em função dos fatores mais relevantes que se conseguir.800h $900. Quando a contabilidade de custos é utilizada como meio de cobrança de responsabilidade.4 Importância da consistência nos critérios Com base na última observação e lembrando ainda que. 12. para evitar distorções e questionamentos fiscais e de auditorias.1 Introdução O Custeio Baseado em Atividades. mas não haverá. a pintura receberia do total de $1.000 Pintura 15% $120. de forma a não se artificializar resultados.000 Nota: Se a distribuição fosse feita com base apenas no potencial.700. aos custos diretos. conhecido como ABC (Activity-Based Costing).000 390h $195. Lembrando que a consistência na aplicação desses critérios é de extrema importância para a avaliação homogênea dos estoques.000 $760. 55 . é uma metodologia de custeio que procura reduzir sensivelmente as distorções provocadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos.

possamos identificar os recursos consumidos por cada um deles. que busca. etc. propaganda. tanto em valor quanto em termos relativos. As despesas indiretas das empresas. fretes. Ele utiliza direcionadores de custos. Note. Exemplo: honorários da diretoria. custos de compra. em última análise. Atualmente. Por exemplo. que estamos falando de rateios dos custos indiretos de produção. que permitem uma melhor distribuição dos custos indiretos de produção ou do serviço. otimizar a rentabilidade do negócio. Esses custos indiretos são principalmente os de manutenção e depreciação desses equipamentos. vendas. enquanto a mão-de-obra reduziu consideravelmente e em alguns casos pode chegar até a 5% do custo de produção. salários dos funcionários do RH. armazenagem. Ele facilita a identificação dos custos das atividades que compõem os processos e facilita as decisões de melhorias pois. Os custos indiretos representavam cerca de 10% do custo de produção e hoje chegam a 50%. 12. Deve-se considerar também no custo dos produtos ou serviços. portanto no preço de venda dos produtos. comparados com os custos diretos. Com equipamentos cada vez mais automatizados. 56 . mostra as atividades que não agregam valor ao cliente ou a empresa e permite a análise para reduzi-las ou mesmo eliminá-las. desde que. a aplicação pura e simples desta sistemática pode causar sérias distorções no cálculo do custo e.diferenças significativas em relação aos chamados “sistemas tradicionais”. etc. O ABC iniciou com Kaplan e Cooper em Harvard e mostra as atividades que consomem recursos e agregam ou não valor ao produto ou serviço. desde que não façam parte de cadeia logística do produto ou serviço. a mão-de-obra direta está sendo cada vez mais reduzida e os custos indiretos vem aumentando. podem e devem continuar a ser rateadas da maneira tradicional.2 Os benefícios e as restrições do ABC O ABC estará em condições de apresentar resultados mais precisos sempre que: • A empresa utilizar grande quantidade de recursos indiretos em seu processo. A diferença fundamental está no tratamento dados aos custos indiretos. os referentes a sua cadeia logística. processos de produção e clientes. Um dos benefícios obtidos com o ABC é o de permitir uma melhoria nas decisões gerenciais pois deixa-se de ter produtos “subcusteados” ou “supercusteados” permitindo-se a transparência exigida na tomada de decisão empresarial. • A empresa tenha significativa diversificação em produtos. marketing.

o tempo em horas ou minutos na execução do “setup”.00 $16.3 Caracterização do problema O exemplo consiste em uma empresa de confecções que produz três tipos de produtos: camisetas. O método mais simples agrega os gastos em todos os recursos destinados àquela atividade particular. e divide esse dispêndio total pelo número de vezes que a atividade foi realizada (nº de “setups”. as empresas que implantam o ABC usam três métodos para estimar os custos que ocorrem na execução das atividades. como por exemplo. nº de ordens de compras).00 $22. porém mais dispendioso.000 un 4. em virtude de exigir um número excessivo de informações gerenciais que podem inviabilizar sua aplicação. Abaixo.00 Veja a seguir os departamentos de produção e os gastos ocorridos em cada um deles: 57 . medir todos os recursos usados para uma determinada modificação de engenharia ou para um trabalho específico e manutenção.O ABC em sua forma mais detalhada pode não ser aplicável na prática. Pode-se.000 un Volume de Venda Unitário $10. vestidos e calças. tais como “setup” de máquinas ou emissão de ordens de compra. 12. na alocação das despesas indiretas aos produtos. O terceiro. e o mais preciso dos métodos. A duração dos direcionadores assume que as despesas são proporcionais ao tempo total que a atividade é executada. Segundo Cooper e Kaplan (1991). Os benefícios de uma maior precisão na medição das atividades consumidas deverão ser balanceadas com um custo mais elevado na coleta de dados. O segundo método utiliza a duração dos direcionadores de custos. consiste em medir diretamente os recursos consumidos em cada ocorrência da atividade.1 Produtos Camisetas Vestidos Calças Camiseta Vestido Calça Volume de Produção Mensal 18. por exemplo. O custo de coleta e manipulação detalhada teria que justificar o seu benefício.200 un 13. isto é o tempo requerido para a realização de cada atividade. encontram-se as informações acerca desses itens: Quadro 12. É mais preciso que o anterior.

30 h 3.900 h 18.50 $1.25 Custos Indiretos Aluguel $24.000 Material de consumo $12.400 h 0. ou seja sem arredondamento): 58 .50 $0.Quadro 12.00 $4.2 Tempo Despendido na Produção Corte e Costura Acabamento Unitário Total Unitário Total 0.25 $0.3 Tecido Aviamentos Mão-de-obra direta Total Quadro 12.940 h 0.120 h Camisetas Vestidos Calças Total Quadro 12.000 Total $190.000 Depreciação $32.30 h 5.400 h 0.75 $0.700 h 0.4 Atribuição dos custos indiretos de produção diretamente aos produtos – sem departamentalização Para atribuir os custos indiretos de produção (CIP) aos produtos.740 h 9.00 $0. podemos apurar o custo de cada produto. com as técnicas vistas anteriormente.020 (*) Supondo que toda quantidade produzida foi vendida.000 Com vendas $43.60 h 2.15 h 2.000 Comissões (5% das vendas) $24. 12.75 $5.00 $3.70 h 2.75 $4.80 h 10.00 $0.000 Mão-de-obra indireta $35.000 Salários pessoal supervisão $25. Com as informações acima.4 Custos Diretos por Unidade Camisetas Vestidos $3.000 Energia Elétrica $42.75 Calças $3.000 Despesas Administrativas $50.000 Seguros $20.020 (*) Total $117.520 h 0. utilizaremos como base de rateio a mão-de-obra direta. chegando aos seguintes resultados (tendo em vista que os valores apresentados são calculados com todas as casas decimais.

28 $6.950 $8.11 $7.00 Lucro Bruto Unitário $2.200.6 Taxa de aplicação dos CIP Custos indiretos Mão-de-obra total Taxa aplic.75 $5. Agora.14 $8.00 $4.21 Total $74.Quadro 12.5 Custos de mão-de-obra direta Unitário $0.00 $5.2789 /$mod Camisetas Vestidos Calças Total Podemos agora elaborar o seguinte quadro-resumo: Quadro 12.75 Custos indiretos $4.14 $8.50 $1.97 Margem % 12.000 $22.000 $190.2% Ordem de Lucratividade 3º 1º 12.8 Quadro resumo – sem departamentalização Camisetas Vestidos Custos diretos $3.89 $14.5 Solução com departamentalização No item anterior.00 $22.46 $16. CIP Os custos indiretos aplicados ficam: Quadro 12.28 Custo total $7. Departamentos envolvidos: De produção: corte e costura. almoxarifado e adm.000. e acabamento De apoio: compras. custeamos os produtos utilizando o Método de Custeio por Absorção.950 Camisetas Vestidos Calças Total Quadro 12. porém sem a utilização da Departamentalização.7 Aplicação dos CIP Unitário $4.719 $190.54 34.6% 2º 59 .1% 36.produção Calças $4.03 Preço de venda $10.25 $6.771 $80. iremos custear aqueles mesmos produtos utilizando a Departamentalização.00 $9.75 Total $9.21 $10.750 $22.510 $34.00 $0.

000 190.86 Total $3.250 6.9 Apoio Compras ($) Almoxarifados ($) Adm.000 0 190.000 25.000 34.400 28.49 28.Quadro 12.000 4.850 (42850) 0 6.000 5.950 103.85 $5.6.57 $7.000 34.350 (34.000 20.500 53.51 $16.500 4. 12.100 3. porém sua margem bruta.000) 0 4.00 Lucro Bruto Unitário $3. em temos percentuais.000 (28.000 9.O.000 14.000 Quadro 12.000 11.600 9.400 4.000 2.500 3.5395 $/h 24.75 Custos indiretos $3.000 2.17 $6.200 6.050 23.75 $5.000 35.32 Preço de venda $10.200 5.65 $1.43 $3.Produção Total Deptos.72 $4.500 7.850 8.000 0 190.4% Ordem de Lucratividade 1º 2º Calças $4.900 87.600 5.850 5.7% 30. não é mais alta.000 12.40 $2.350 3.26 Camisetas Vestidos Calças Quadro 12. passando agora para o segundo lugar.120 h 9.00 $22.4963 $/h 5.350) 0 4.68 Margem % 31.000 6.900 1.700 46.08 $9.350 6.000 42.700 4.000 9.700 14.000 12.000 42.10 Custos Indiretos Unitários Corte e costura Acabamento $1.25 $7.1% 3º Os vestidos ainda continuam com o maior lucro por unidade.000 32. 12.000 7.000 4.900 9.800 2.Indireta Depreciação Material de consumo Seguros Subtotal 1 Rateio compras Subtotal 2 Rateio almoxarifado Subtotal 3 Rateio Adm.000 28.1 Atribuição de custos às atividades 60 .740 h 5.6 Aplicação do ABC à solução do problema Agora apresentaremos em seguida o custeio daqueles produtos com enfoque nas atividades relevantes exercidas na empresa.200 4.500 67.08 $9.11 Quadro resumo – com departamentalização Camisetas Vestidos Custos diretos $3.100 18.950 79.83 $15.Prod.000 0 190.Produção ($) De produção Corte e costura ($) Acabamento ($) Totais ($) Aluguel Energia elétrica Salário supervisão M.500 1. Nº horas produtivas Custo por hora 4.400 68.000 29.00 $4.100 11.900 57.900 5.000 18.200 7.000 5.26 $11.500 3.57 Custo total $6.

• Área ocupada. como por exemplo: • Salários + encargos + benefícios = custo da remuneração. também. é possível agrupar vários itens de custos em um só para refletir natureza do gasto pelo seu total. material de consumo. solicitar estudos da engenharia e realizar entrevistas com os responsáveis pelos departamentos ou processos e até com os funcionários que executam as atividades para especificarmos corretamente cada atividade. A atribuição dos custos às atividades deve ser feita da forma mais criteriosa possível. Essa relação é expressa através de direcionadores de custos de recursos (isto é: de recursos para as atividades). Pode ocorrer com salários. • Tempo de mão-de-obra (homem-hora). viagens. • Tempo de máquina (hora-máquina). depreciação. Geralmente. etc. Alguns exemplos desses direcionadores são: • Número de empregados. os conceitos não são necessariamente coincidentes. Rateio.O custo de uma atividade compreende todos os sacrifícios de recursos necessários para desempenhá-la. o simples fato de divisão de departamentos em centros de custos já facilita o processo. isto é. é necessário. direta e objetiva de certos itens de custos com certas atividades. de acordo com a seguinte ordem de prioridade: 1. O rastreamento é uma alocação com base na identificação da relação de causa e efeito entre a ocorrência da atividade e a geração dos custos. • Telefone + fax + internet + correio = custo das comunicações A primeira fonte de dados para o custo por atividade é o razão geral da empresa. A alocação direta se faz quando existe uma identificação clara. Devem-se incluir salários com os respectivos encargos sociais. 2. • Aluguel + imposto predial + água + luz + gás = custo do uso das instalações. Porém. etc. Rastreamento. Podem ocorrer três situações: 61 . No momento que se identificam bases mais apropriadas para a alocação melhorase a precisão do cálculo dos custos da empresa. Muitas vezes. 3. depreciação. • Quantidade de energia elétrica consumida (kwh). Tanto no custo por atividade como nos sistemas tradicionais. uso de instalações. materiais. Alocação direta. O rateio é realizado apenas quando não há possibilidade de utilizar nem a alocação direta nem o rastreamento. nem sempre num centro de custos se desenvolve uma atividade. energia.

12 Departamentos Compras Almoxarifado Administração da Produção Corte e costura Atividades Compras materiais Desenvolver fornecedores Receber materiais Movimentar materiais Programar produção Controlar produção Cortar Costurar 62 . da relação custo-benefício. Portanto. 12. O direcionador de custos deve refletir a causa básica da atividade e. da existência de seus custos. de agregar dois ou mais centro de custos ou de subdividir outros. 3. do escopo do projeto ABC. 2. um centro de custos executa mais de uma atividade.7 Identificação e seleção dos direcionadores de custos O grande desafio. ou não. chamados de “direcionadores de atividades”. há que se distinguirem dois tipos de direcionadores: os do primeiro estágio. devemos analisar a conveniência. Direcionador de custos é o fator que determina a ocorrência de uma atividade. Exemplo: No caso do nosso exemplo. um centro de custos executa uma atividade. Os direcionadores variam de uma empresa para outra. conseqüentemente. um centro de custos executa parte de uma atividade. etc.1. O segundo identifica a maneira como os produtos “consomem” (utilizam) as atividades. a verdadeira “arte” do ABC está na escolha dos direcionadores de custos. vamos admitir que fossem selecionadas as seguintes atividades relevantes: Levantamento das atividades relevantes dos departamentos Quadro 12. Algumas observações importantes: A rigor. A distinção conceitual entre direcionadores de recursos e direcionadores e atividades (primeiro e segundo estágio) leva à distinção entre direcionadores de custos e medidores de saída de atividades. A quantidade de direcionadores com que se vai trabalhar depende do grau de precisão desejado e da relação custo-benefício. dependendo de como e porque as atividades são executadas. também chamados de “direcionadores de recursos” e os de segundo estágio. Assim o direcionador de custos será a base utilizada para atribuir os custos das atividades aos produtos. Tudo vai depender do grau de precisão desejado.

Acabamento

Acabar Despachar produtos

É importante observar que para cada atividade devemos atribuir o respectivo custo e um direcionador. Levantamento dos custos de atividades Quadro 12.13
Departamentos Compras Almoxarifado Administração da Produção Corte e Costura Acabamento Atividades Compras materiais Desenvolver fornecedores Total Receber materiais Movimentar materiais Total Programar produção Controlar produção Total Cortar Costura Total Acabar Despachar produtos Total Custos 16.000 12.000 28.000 12.350 16.000 28.350 16.000 13.850 29.850 29.000 28.600 57.600 14.000 32.200 46.200

Levantamento dos direcionadores de atividades Quadro 12.14
Departamentos Compras Almoxarifado Administração da Produção Corte e Costura Acabamento Atividades Compras materiais Desenvolver fornecedores Receber materiais Movimentar materiais Programar produção Controlar produção Cortar Costura Acabar Despachar produtos Direcionadores Nº de pedidos Nº de fornecedores Nº de recebimentos Nº de requisições Nº de produtos Nº de lotes Tempo de corte Tempo de costura Tempo de acabamento Apontamento de tempo

Os direcionadores desenvolver fornecedores, receber materiais, movimentar materiais, foram definidos pela facilidade de identificação com os produtos. Os direcionadores programar produção e para atividades controlar a produção devem ser controlados para obter informações. As atividades cortar, costurar, acabar e despachar são levantados através de apontamentos dos tempos gastos. Estando os direcionadores definidos, apresentamos no quadro abaixo a quantidade de direcionadores para cada produto:

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Direcionadores de custos das atividades Quadro 12.15 Nº de pedidos de compras Nº de fornecedores Nº de recebimentos Nº de requisições Nº de produtos Nº de lotes Horas utilizadas para cortar Horas utilizadas para costurar Horas utilizadas para acabar Horas utilizadas para despachar Camisetas 150 2 150 400 1 10 2.160h 3.240h 2.700h 25h Vestidos Calças 400 200 6 3 400 200 1.500 800 1 1 40 20 882h 2.600h 2.058h 7.800h 2.520h 3.900h 50h 25h Total 750 11 750 2.700 3 70 5.642h 13.098h 9.120h 100h

Agora só nos falta então calcular o custo do produto. A seqüência de cálculos é: • custo unitário do direcionador = custo da atividade nº total de direcionadores • custo da atividade atribuído ao produto = custo unitário do direcionador x nº de direcionadores do produto • custo da atividade por unidade de produto = custo da atividade atribuído ao produto quantidade produzida Por exemplo, a atividade comprar materiais, para as camisetas, ficaria: • custo unitário do direcionador = $16.000 = 21,3333 $/pedido 750 • custo da atividade atribuído ao produto = 21,3333 $/pedido x 150 pedidos = $3.200 • custo da atividade por unidade de produto = $ 3.200 = 0,1778 $/un 18.000un Não demonstraremos aqui o cálculo efetuado para todas as atividades, mas apresentamos, abaixo, o quadro com os custos unitários: Quadro 12.16 Custos Unitários Camisetas Vestidos Calças

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Comprar materiais Desenvolver fornecedores Receber materiais Movimentar materiais Programar produção Controlar produção Cortar Costurar Acabar despachar Produtos Total

$0,1778 $0,1212 $0,1372 $0,1317 $0,2963 $0,1099 $0,6168 $0,3930 $0,2302 $0,4472 $2,6614

$2,0317 $1,5584 $1,5683 $2,1164 $1,2698 $1,8844 $1,0794 $1,0699 $0,9211 $3,8333 $17,3328

$0,3282 $0,2517 $0,2533 $0,3647 $0,4103 $0,3044 $1,0280 $1,3101 $0,4605 $0,6192 $5,3305

Quadro 12.17 Quadro resumo – Departamentalização com ABC Camisetas Vestidos Custos diretos $3,75 $5,75 Custos indiretos $2,66 $17,33 Custo Total $6,41 $23,08 Preço de venda $10,00 $22,00 Lucro Bruto Unitário $3,59 ($1,08) Margem % 35,9% -4,9% Ordem de Lucratividade 2º 3º

Calças $4,25 $5,33 $9,58 $16,00 $6,42 40,1% 1º

Os vestidos, que no rateio sem departamentalização (Quadro 12.8), apresentavam a maior margem bruta (36,2%), passaram, com a departamentalização (Quadro 12.11), para o segundo lugar, com margem bruta de 30,4%. Agora, com o ABC passam a apresentar margem negativa de 4,9%. Este fenômeno (produtos que se pensavam serem lucrativos com o custeio tradicional revelaram-se deficitários com o uso do ABC) é comum sempre que ocorrerem os seguintes fatores: alta proporção de custos indiretos nas atividades de apoio; e b) diversidade de produtos, notadamente no que se refere à complexidade e a diferentes volumes de produção. Isso ocorre porque, nos chamados sistemas tradicionais de custeio, as bases de rateio (geralmente medidas de volume) não refletem o real consumo de recursos pelos produtos. 12.8 Resumo O ABC é uma ferramenta que permite melhor visualização dos custos através da análise das atividades executadas dentro da empresa e suas respectivas relações com os produtos. Para se utilizar o ABC, é necessária a definição das atividades relevantes dentro dos departamentos, bem como dos direcionadores de custos de cada atividade aos produtos (unidade, linhas ou famílias).
65

a)

algumas indústrias de móveis.13. auditoria. fabricantes de equipamentos especiais. Produção por ordem. de madeira por encomenda. As empresas têm. produz também para venda posterior. para venda. isto é. onde. Normalmente trabalham por ordem as indústrias pesadas. caracterizada pela produção rotineira de produtos similares. não de forma contínua. (a partir da soja).3 Produção conjunta Em muitas empresas de produção contínua existe o fenômeno da produção conjunta. principal responsável pela distinção. e a mais comum nos diversos segmentos empresariais. como a de móveis. Produção contínua e conjunta 13. menos comum. etc. Quanto à forma. fundamentalmente para estoque. já se terá incluído entre as de Produção por Ordem. é apenas muito mais comum nesse tipo de empresa. etc. escritórios de planejamento. construção civil. São exemplos comuns de produção contínua: industriais de cimento. A segunda opção. duas opções para direcionar suas linhas de produção ou unidades de negócios. A primeira. (a partir do boi). caracterizada pela fabricação ou realização específica de produtos e serviços diferenciados. 13. etc. da mesma matéria-prima. então. Produz-se atendendo a encomendas dos clientes ou. é a produção contínua ou por processos. A produção conjunta não é uma característica própria somente da produção contínua. que são também co-produtos ou subprodutos. pode também ocorrer na produção por ordem em alguns tipos de indústrias. mas de acordo com determinações internas especiais. de produtos alimentícios. que é o aparecimento de diversos produtos a partir. basicamente.1 Introdução O gerenciamento das atividades industriais tem como um de seus preceitos básicos o fato de que o sistema de custeio de uma empresa seja sempre coerente e compatível com seu sistema de produção de bens ou serviços. etc. ossos. companhias de saneamento básico (água e esgoto). de álcool.2 Distinção entre produção por ordem e produção contínua Existem dois fatores que determinam o tipo de Custeio. telefonia. diferentes tipos de carnes. 66 . farelos. é a produção por encomenda. normalmente. basta lembrar que se a empresa trabalha produzindo produtos iguais de forma contínua (um ou vários). a partir de uma única tora. terá já caracterizada sua natureza. química e petroquímica. se por Ordem ou por Processo (Contínuo): a forma de a empresa trabalhar e a conveniência contábil-administrativa. como é o caso do tratamento industrial da quase totalidade dos produtos naturais na agroindústria: aparecimento de óleo. 13. podem sair peças de diferentes qualidades. etc. energia elétrica.

O custo que varia de acordo com a produção. Tendo em vista que o custo é um fator importante na realização dos objetivos de lucro da empresa. só que assim chamados porque são nascidos de uma mesma matéria prima. só que possuem pouquíssima relevância dentro do faturamento global da firma. 14.1. tanto nas operações diárias como no planejamento a curto e a longo prazo.3. surgem como decorrência normal do processo produtivo. As sucatas não recebem atribuição de nenhum custo. exatamente pelos problemas relativos a sua potencialidade de obtenção de receita.13. 14.1. Custos para tomada de decisões 14.1 Distinção entre co-produtos. o custo de cada alternativa deve ser considerado na medida em que afeta o custo total das operações.1 Custeio direto Custeio direto (ou variável) é o método de se avaliar os estoques de produtos atribuindo-se a eles apenas e tão somente os custos variáveis de fabricação. São os que substancialmente respondem pelo faturamento da empresa. o que surge em função dela e que se chama “variável” vai nos possibilitar o cálculo de lucro marginal. a administração se vê colocada entre duas ou mais alternativas e necessita tomar uma decisão que melhor atenda aos interesses da empresa. mesmo que elas sejam inerentes ao processo e surjam como itens normais em uma produção contínua. Fórmula: Margem de Contribuição = Preço de Venda Custos Variáveis + Despesas Variáveis 67 .2 Margem de contribuição O conceito de margem de contribuição está associado à identificação do custo imediatamente “emergente” na produção de determinado produto. Quando são vendidas. ou rendas eventuais. sendo os custos fixos descarregados diretamente como despesas do período. 14.1 Introdução Muitas vezes. subprodutos e sucatas Os co-produtos são os próprios produtos principais. têm suas receitas registradas como outras receitas operacionais. isto é. relativamente tão assegurada quanto os produtos principais da empresa. Subprodutos têm valor de venda e condições de comercialização normal. Contabilmente estes são considerados como redução do custo de elaboração dos produtos principais. ou seja.

14. irá determinar o resultado final. MC Unit.2. Um desses instrumentos é a análise do ponto de equilíbrio.2. Ponto de Equilíbrio Econômico É a quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas acrescida de uma remuneração mínima (custo de oportunidade) sobre o capital Investido pela empresa. a Administração está de posse de informações úteis para a preparação de instrumentos de análise que além de responderem a muitas perguntas. Eis o conceito mais simples do Ponto de Equilíbrio: é o ponto em que a receita é igual ao custo total.2. O Ponto de Equilíbrio é uma conseqüência direta do comportamento dos custos diante do volume de atividade. abaixo do Ponto de Equilíbrio. auxiliarão no processo de tomada de decisões. temos: Receita = Custos Fixos + Custos Variáveis ou Receita Total = Custo Total Custos Fixos Margem de contribuição unitária Fórmula Básica: L = (MC Unit. a empresa obterá lucro. CDFT = Custo Fixo Total + Despesa Fixa Total) 14. no planejamento e no controle.Na verdade este lucro marginal só se converterá em lucro propriamente dito depois que forem deduzidos os custos fixos que. dependendo do seu valor. a empresa terá prejuízo.3 Ponto de Equilíbrio Financeiro 68 . Temos então: quantidade ponto de equilíbrio = No ponto de equilíbrio. = Margem de Contribuição Unitária.1 Ponto de Equilíbrio Contábil Significa a quantidade que equilibra a receita total com a soma dos custos e despesas relativos aos produtos vendidos. 14.2. 14. x Qtde) – CDFT Onde: L= Lucro.2 Análise do ponto de equilíbrio Uma vez separados os custos da empresa em fixos e variáveis. Além do Ponto de Equilíbrio.

Fazer com que os concorrentes saibam por quanto o produto foi cotado e.2 O significado do preço Essa variável do mix não considera apenas o consumidor. entre as expectativas da empresa e do mercado-alvo. além de suas reações ao preço. tem de haver uma conveniência recíproca. Conhecer a posição de pontos de vendas. numa definição mais acertada. avaliar os custos do produto. 15. expresso em valor.1 Conceitos Em termos genéricos. numa perspectiva exclusivamente mercadológica. portanto a “quantificação” de uma permuta entre empresa e consumidor. pode-se dizer que as diferentes metodologias recomendadas para a formação de preço se complementam. pode-se definir o preço como a quantidade de dinheiro que o consumidor desembolsa para adquirir um produto ou serviço. Pode-se dizer que. Já para o consumidor. pois precisa levar em conta uma série de reflexões e decisões em relação aos fatores macro e microeconômicos. Quando essa permuta acontece. 15. com esse dado. o preço só é conveniente quando ele consegue maior satisfação pela posse do produto em relação ao dinheiro gasto. contudo. a prática mostra preços baseados exclusivamente nos custos. o “valor percebido” pelo cliente. em seguida. à situação da demanda do setor e da empresa.É a quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas que representam desembolso financeiro para a empresa. Muitas vezes. Assegurar margem de contribuição solicitada pela alta diretoria e. determinado preço convém quando lhe assegura certo lucro. avaliar tanto a demanda do setor quanto a da empresa. Assegurar certo volume de vendas e. No entanto. recomenda que se considere somente o consumidor ou. o preço consiste no elo. 69 . Para a empresa. Para a definição do preço o profissional deverá: • • • • • Voltar-ser para determinado tipo de consumidor e conhecer o valor que este confere ao produto. a curto ou longo prazo. os encargos da depreciação são exclusos por não representarem desembolso para a empresa. a quantia de dinheiro deve ser tal que satisfaça às exigências de quem compra e de quem vende. a partir daí. Neste caso. à distribuição. representa. ou seja. avaliar limites e oportunidades do mercado. A teoria. Formação de Preços 15. à legislação vigente. á concorrência.

Genericamente. sobre os gastos variáveis. O valor atribuído ao produto/serviço. além de outros motivos. livres de impostos recuperáveis). estas metodologias baseiam-se nos elementos abaixo: • Custos • Demanda • Consumidor • Concorrência Tais metodologias. torna-se usual a definição e aplicação de taxas de marcação. às vezes acrescentando certo percentual de lucro médio estimado aos custos sustentados. faz-se o caminho contrário. isoladas ou em conjunto. sua disponibilidade econômica. com o objetivo de se definir a margem de lucro. Estabelece seus preços sob uma perspectiva interna. para facilitar o processo de formação de preços no comércio. O processo envolvido na aplicação das taxas de marcação inicia-se com a definição de uma base que será empregada na formação dos preços. Para definição do preço o profissional utiliza-se de metodologias que são capazes de ajudá-lo nessa tarefa. a taxa de marcação pode ser empregada de diferentes formas: sobre o custo variável. A metodologia da demanda é emprestada da teoria econômica. De modo geral. o gasto com a aquisição e logística das mercadorias. determinando custos absorvidos pela empresa para fabricar e vender o bem/serviço. induzem o consumidor a preferir ou não o produto colocado no mercado por determinado preço. Esta base costuma ser representada pelos custos diretos (em operações mercantis. impostos e lucros. a presença de produtos similares. Os preços com base nos custos são formados mediante a consideração de seus quatro componentes: custos. e sobre os gastos integrais. 15. O método baseado no consumidor mostra que o profissional de marketing deve ir para o mercado e descobrir o valor que o cliente em potencial atribuiria a seu produto.3 Metodologias para definição O consumidor sofre influências de muitos fatores em sua decisão de compra. a empresa se propõe um objetivo de lucro. O método baseado nos custos.mesmo que em algum momento uma delas assuma posição de maior destaque em termos da dinâmica do processo. despesas. 70 . de margem média de lucro. ou melhor. Depois. as políticas de mix de marketing adotadas pela empresa e pela concorrência (em particular as de comunicação). também conhecidas como mark-ups. devem permitir o cumprimento dos objetivos estabelecidos pela empresa. que relaciona o nível de preço com a quantidade procurada e ofertada.

A taxa de marcação corresponde ao fator [1/(1 – soma dos percentuais)]. que podem ser de curto-médio prazo ou de longo prazo.2821. chegamos à equação empregada no comércio para a formação de preços e que permite definir e calcular a taxa de marcação (mark-up). Representam 22.4 Os objetivos Ao utilizar as diferentes metodologias o profissional deve analisar os objetivos que pretende atingir. Entre eles. 71 . 15.5%) mais a margem de lucro (15%) representam o total de 37.5% do preço de venda (100. 15.22)] = 1. posições em mercados no qual a empresa intervém. obtém-se o preço de venda da seguinte maneira: • • • Sabe-se que as despesas variáveis (22. o aumento da compra do produto. Trata-se das comissões sobre vendas. Portanto. a taxa de marcação será igual a: Taxa de marcação = [1/(1 – Soma dos Percentuais)] = [1/(1 – 0. figuram: • Conseguir e manter certa participação de mercado. como os custos indiretos. Supondo que os percentuais sobre o preço de venda correspondem a 2% de comissões.625 = $320. além dos 5% de margem de lucro. ou seja. fretes e impostos.5 Cálculo preço de venda com base nos custos Supondo que as despesas variáveis da Indústria de Móveis São Luis Ltda. Entre os primeiros. Consequentemente. Os diretores e proprietários da empresa fixaram uma margem de lucro de 15% sobre o preço de vendas. Rearrumando a equação anterior. basta dividir o custo de produção mais as despesas fixas por 0. desencorajando a entrada de novos concorrentes. determinada rentabilidade. o esgotamento dos estoques. Logo a taxa de marcação para esta empresa será igual a 1.5%). 8% de impostos líquidos (considerando ICMS. PIS e Cofins). o custo de produção mais as despesas fixas representam 62. praticando políticas de preços coerentes. constam: • A rápida obtenção de liquidez. as despesas e os impostos e lucros. os percentuais alcançam 22%. Com base nas informações acima. a perturbação da concorrência e a conquista de novos clientes. Somados.625 para obter-se o preço de venda. mantendo o nível de concorrências.2821. no mercado. 7% para a cobertura das demais despesas.5% do preço de venda do jogo de sofá.0% menos 37. Já os objetivos de longo prazo têm em vista a posição que a empresa quer assumir. $200/0. de modo estável.Os outros componentes do preço. Assim.5% do preço de venda. são incorporados na taxa de marcação.

O custo padrão é uma ferramenta de controle. podendo ser feita apenas em alguns produtos ou áreas da empresa. antes do início da produção. 16. mão-de-obra. como sendo o custo normal de um produto. A adoção do padrão não precisa ser geral na empresa. Custos para Controle – Custo padrão 16. Posteriormente. da mão-de-obra.3 Determinação do custo padrão A fixação do padrão deve ser feita pela engenharia da fábrica juntamente com a contabilidade de custos. É elaborado considerando um cenário de bom desempenho operacional. ou seja. quantificam-se o consumo e a utilização das matérias-primas. seja em energia elétrica e materiais consumidos etc. devendo ser determinado em quantidades físicas.16. dos custos indiretos de fabricação e dos demais materiais e insumos necessários à produção de uma unidade do produto. em todas as suas fases e departamentos. logo deve ser utilizado onde houver essa necessidade. mão-de-obra e demais gastos gerais) disponíveis dentro do processo de produção de cada empresa. seja em horas trabalhadas. 72 . Exemplos: horas de mão-de-obra e custo por hora. O custo padrão é determinado a partir das medidas técnicas de produção. O custo padrão é determinado com base em estudos científicos. também conhecido como custo standard. é o custo normal de produção estabelecido antes do início da produção. Também pode ser utilizado para controlar apenas um tipo específico de custos (material.2 Conceito de custo padrão ou standard A finalidade básica do custo-padrão é proporcionar um instrumento de controle² aos gestores da organização. custos gerais). as quais são definidas com base nos processos. levando em consideração as limitações e deficiências existentes com os fatores de produção (materiais. porém levando em conta eventuais deficiências. essas quantidades devem ser transformadas em valores monetários. Uma das principais utilidades de um bom sistema de custo é servir como ferramenta de controle sobre as atividades produtivas. Conceitua-se o custo padrão como aquele determinado a priori.1 Introdução O custo padrão. dados de períodos anteriores e por meio de experiências simuladas. quilogramas de material e custo por quilograma e assim por diante. Inicialmente. 16.

e o custo padrão será o resultado da multiplicação dos padrões de consumo pelo respectivo padrão monetário. tornando-se assim. sendo possível de ser alcançado. 16. A variação. Também não exclui desperdícios e ineficiências. Portanto. faz-se necessário conhecer e analisar as variações entre os valores e as medidas-padrões com o real. motivando o pessoal envolvido no processo. é aquela que leva em consideração às limitações e deficiências existentes dentro do processo de produção. • Rapidez na obtenção das informações. Para que o custo-padrão tenha sua meta alcançada. em que o padrão é tomado com base em dados históricos. 16. Existem três maneiras de fixar o padrão dentro de uma empresa: _______________________ Controle² . • A segunda é aquela em que o padrão é fixado com base em dados científicos. • A primeira é aquela conservadora e modesta. e como conseqüência adotar as providências necessárias para eliminar os possíveis desvios e ineficiências. e não levam em consideração as limitações e deficiências existentes no processo de produção. que é a diferença entre o custo real e o custo-padrão.significa conhecer a realidade.5 Análise das variações entre o custo real e o custo-padrão Para concluir sobre a eficiência e a eficácia da produção e o desempenho dos diversos executivos envolvidos nos processos é necessário à comparação periódica do custo real dos produtos com o respectivo custo-padrão. pode ser favorável ou desfavorável. já que. • Aprimoramento dos controles. É denominado custo-padrão ideal. associa-se o custo monetário a esses padrões de consumo de materiais e mão-de-obra. identificar suas origens e motivos. possível de ser realizada.4 Vantagens do custo-padrão A utilização de um sistema de custo-padrão trará as seguintes vantagens para a organização: • Eliminação de falhas nos processos produtivos. A variação favorável ocorre quando o custo real é 73 . É denominado custo-padrão estimado. • Contribuir para o aprimoramento dos procedimentos de apuração do custo real. é um adequado suporte para funções gerenciais da empresa. esse tipo de custo-padrão. • A terceira. • Instrumento de avaliação do desempenho. compara-la com o que era esperado acontecer. denominado de padrão corrente. identificar rapidamente as divergências e suas origens e tomar atitudes para sua correção.Em seguida. não exige qualquer objetivo de melhoria no desempenho futuro.

Variação mista = (quantidade real – quantidade padrão) x (custo real – custo padrão) Desta forma o resumo das variações de matéria-prima seria: 74 .00 $3.10 9. que é o resíduo das duas variações anteriores. houve uma margem de ineficiência. Para calcular as variações podem-se utilizar as seguintes fórmulas: Variação da quantidade = (quantidade real – quantidade padrão) x custopadrão Variação de custo = (custo real – custo padrão) x quantidade padrão.000 unidades $35.50 $400.30 Custo-padrão 300. As variações de matérias-primas podem ser classificadas em três tipos: • • • a variação na quantidade consumida por unidade fabricada. Exemplo: Volume de produção Custo unitário variável por unidade Matéria-prima MOD (horas) MOI (taxa) Custos indiretos variáveis Custo Fixo total Análise das variações: Custo real Quantidade (kg)* 4 Custo $ 8.50 $3. ou seja. como segue.10 0. há necessidade de decompor o total da variação favorável de matéria-rima de $ 1. A variação desfavorável ocorre quando o custo real é maior do que o custopadrão. e variação mista. Neste caso.10 1. variação no custo de aquisição de cada unidade de matéria-prima.90 variação 0. ao contrário da variação favorável.000 Custo-padrão 4.000 unidades $36. a fábrica.8h $12. em princípio.90 6.00 36.90 Total em $ 35. os departamentos e os executivos envolvidos foram mais eficientes do que o esperado.000 conclusão Favorável favorável favorável Para completar a análise.60 (*) apurado na fábrica Custo real 280.60 7h $12.50 $420.30 para cada unidade produzida.menor do que o custo padrão. visto que foram consumidos mais recursos do que o previsto ao estabelecer os padrões.

30 Conclusão Favorável Favorável Desfavorável Favorável EXERCÍCIOS 75 .01) 1.Tipo de variação Variação de quantidade Variação de custo Variação mista Variação total por unidade fabricada $ 0.90 0.41 (0.

00 B) O estoque final da empresa citada na questão anterior corresponde a (em R$): a) 1.000.00 Exercício 3. 3) A materialidade é importante para a contabilidade de custos? Por quê? 4) Por que as despesas não integram o custo dos produtos vendidos (CPV)? 5) Como deve ser tratado contabilmente o gasto na produção de bens não destinados à venda? Exercício 2.000.400. a) b) c) Não existe uma linguagem universal. Pode haver mais de uma. com a intenção de sua venda posterior. 76 . quais objetivos a empresa pretende atingir? 2) Cite e explique três tipos de problemas que o conhecimento de custos ajuda a solucionar. Assim como nas indústrias.00 d) 2.600.00 e) 5. Despesas são gastos incorridos com a produção de bens e serviços.00 c) 1. A) Uma empresa comercial adquiriu 100 unidades do produto X para revenda pagando R$30.000.600. nas empresas prestadoras de serviços os gastos necessários à realização dos serviços são geralmente classificados e ordenados em três grandes grupos: materiais.00 e) 3. Efetuando a venda de 80 dessas unidades por R$50.00 b) 600. entre os empresários e os profissionais das diversas áreas.00 cada uma.00 d) 3. mão-deobra e outros custos da prestação de serviços. Assinale a alternativa correta.400. quanto ao uso da palavra “custo”.00 1.00 b) 2.000.Exercício 1. auferiu um lucro bruto de (em R$): a) 4.00 por cada uma.000. 1) Ao implantar a contabilidade de custos. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s).

classifique ainda em Direto ou Indireto e em Fixo ou Variável.d) Entende-se por horas-máquinas a medição do tempo utilizado por horas de máquina para gerar um nível específico de produção. Se mais de uma alternativa for válida. Perda ou Ativo e. Se. por exemplo.000 horas máquinas por mês. no total. de uma capacidade instalada de 7.5 horas-máquinas. uma informação sobre a capacidade instalada de uma indústria. significa afirmar que essa fábrica pode produzir no máximo 2. Despesa.500 unidades do produto Y no mês. Pode ser. cada unidade produzida do produto Y implicar um gasto de 3. também. quando cabível. e se a empresa dispuser. identifique todas ou a(s) que considerar mais predominante(s). Exercício 4. ITENS A P T E I R V D O A D C D I F V E U I N I A S S R D X R P T E I O I E O T R Á S O E V A T E O L Compra de matéria-prima Consumo de energia Mão-de-obra direta Consumo de combustível Geração de sucata no processo produtivo Consumo de água industrial Mão-de-obra (inclusive encargos relativos ao pessoal de vendas Aquisição de máquinas Gastos com seguro contra incêndio Consumo de embalagens Consumo de matéria-prima Aquisição de embalagens Refeições do pessoal da fábrica Deterioração do estoque de matéria-prima por enchente Tempo do pessoal em greve (remunerado) sociais) 77 . Classifique os itens abaixo em Custo.

de $ 35. Exercício 6. Obs. o final de produtos em 78 . considerando que há isenção de IPI e que a alíquota de ICMS é zero. no próprio mês da compra. o inicial de produtos acabados.700 Custos indiretos de fabricação no mês: $ 298.000.000.: Cada alternativa deverá ser calculada a partir dos dados iniciais de custos I) II) Não havia estoques iniciais ou finais de produtos acabados ou em elaboração e nem de matérias-primas.000.750 Calcule os valores : a) dos custos de produção do mês.00 Seguro = $800. 1) Qual a condição básica para que se possa caracterizar um material qualquer como matériaprima? 2) Em que condição os impostos (ICMS e IPI) não são considerados custos nem receitas para uma empresa? Por quê? 3) Como é composto o custo da matéria-prima? 4) Incorre-se em custo quando se compra ou quando se consome matéria-prima? 5) Uma empresa. O estoque inicial de produtos em elaboração era de $ 132. de 20% das compras acima Mão-de-obra direta do mês: $ 413.Depreciação de móveis e utensílios da área comercial e administrativa Honorários do diretor industrial Consumo de materiais diversos na administração Exercício 5.500 Devolução. ao adquirir 5.00 a tonelada. Dos Livros da Cia “A” extraímos as seguintes informações: Matérias primas compradas no mês: $ 312. para cada uma das seguintes alternativa.000kg de chapas de aço ao preço de $5. incorre ainda nos seguintes gastos: Frete = $2. b) dos custos da produção acabada no mês.000.00 Calcule o valor a ser debitado no estoque. e c) dos custos dos produtos vendidos no mês.

00 12. compra de 10 u a $120.A. o inicial de produtos acabados era de $ 180.000 e o final.000 e o final. III) O estoque inicial de matéria-prima era de $ 146. pede-se: elaborar o demonstrativo de resultados da empresa calculando: a) O Custo dos Produtos Vendidos (CPV).500. o final de matéria-prima. de $ 103.800. Nota: os valores se encontram livres de impostos.00 cada. aquisição de 15 u a $ 150. requisição de 17 unidades. b) O Lucro Bruto (LB) c) O Lucro (ou prejuízo) antes do Imposto de Renda (LAIR) Descrição Vendas Mão-de-obra direta Mão-de-obra indireta Matérias-primas compradas Depreciação dos equipamentos de produção Despesas de entrega Depreciação dos equipamentos de entrega Despesas financeiras Estoque final de matérias-primas Estoque final de produtos acabados Materiais (indiretos) consumidos na fábrica Despesas de material de escritório Estoque final de produtos acabados Despesas administrativas Exercício 8.00 520.00 3. S. Dia 25.00 1. Estoque inicial = zero Dia 05.00 8.120.000.00 12. Calcule o valor das requisições de materiais e o saldo de estoque pelos métodos de valorização: Custo Médio Ponderado Móvel.000.elaboração.00 8. A empresa Teresina Ind.000.00 480.000. Dia 15. de $ 137. e Com.600. PEPS e UEPS. Dia 20. compra de 5 u a $850.600.00 200. de $ 210.00 400. aquisição de 12 u a $130. o inicial de produtos em elaboração era de $ 131.000. requisição de 8 unidades. Com base nas informações. Valor 48. de $ 72. requisição de 11 unidades.00 total.00 1/3 da MOD 24. Dia 30.000.000.000 e não havia outros estoques iniciais ou finais. o final. Dia 28..00 cada.000.00 400. de $ 138. apresentou os valores publicados na tabela abaixo em seus registros contábeis e financeiros. Exercício 7.00 79 .00 cada. Dia 7.

Valor Total Qtde. Total Primeiro a Entrar. Valor Total Qtde. Total 80 . kg Consumo Custo unit. Primeiro a Sair (PEPS) Dia Qtde. Valor Total Qtde. kg Consumo Custo unit. Valor Total Qtde. kg Compras Custo unit. kg Saldo Custo unit.Custo médio ponderado móvel (CMPM) Dia Qtde. kg Compras Custo unit. kg Saldo Custo unit.

kg Compras Custo unit. Primeiro a Sair (UEPS) Dia Qtde. Total Efetue um resumo dos três critérios utilizados acima. Valor Total Qtde.Último a Entrar. kg Consumo Custo unit. Valor Total Qtde. utilizando a tabela a seguir: Método utilizado Custo médio ponderado PEPS UEPS Valor das requisições de materiais Valor do estoque da matéria-prima no final do mês $ 81 . kg Saldo Custo unit.

5 e 3. assinale a alternativa que corresponde ao custo com a mão-de-obra no mês. cuja requisição foi valorizada por $ 80.89 e produto Y = $33.500 unidades do produto Y.400. sendo que cada unidade produzida gastou.5% dos salários.80.D. Durante o mês foram produzidas 4. Em 02/03/X7 efetuou a compra de 10 unidades da matéria-prima Y. 82 . Flores. b) Produto X = $45. 1) O que são horas não produtivas? 2) O tempo não produtivo da MOD é considerado custo da MOD? 2) Como é composto o custo da mão-de-obra? 3) Qual a diferença entre as horas registradas no cartão ou livro de ponto e as horas registradas nos boletins de apontamento de produção? 4) Uma indústria de peças usinadas de precisão gastou no mês de fevereiro $599. mês de 31 dias. iniciou suas atividades em 01/03/X7. para a fabricação de cada unidade de cada produto. respectivamente.D.070 cadeiras no mês de março/X7.00 de salários e encargos sociais com o pessoal da fábrica. Durante o mês tivemos 6 faltas abonadas. O percentual de encargos sociais corresponde a 100% dos salários. Produziu dois produtos (X e Y). Em março. considerando que há incidências de ICMS (18%) e IPI (8%) sobre a compra. Com base nas informações.000 unidades do produto X e 6. 6 minutos.00 e produto Y = $641. Em 03/03/X7 requisitou 6 unidades desta matéria-prima. que o seguro e o frete foram contratados pela J. Flores Ltda.000. A jornada semanal de trabalho é de 40 horas.12 e produto Y = $45. Considere.A. 4 delas são referentes a funcionários que ganham $7. Determine o custo da mão-de-obra das mesas e das cadeiras. Seu salário é de $10. Exercício 11.80 e produto Y = $64. foram montadas 1.00 a hora. 2.12. Na Marcenaria J. A empresa J.980. a) Produto X = $64.32. d) Produto X = $23.00.Exercício 9. ainda. e que eles são recuperáveis.300 mesas e 5. Piratininga S.50 por hora e 2 funcionários com salários de $8. houve 5 domingos e 4 sábados (nesta empresa não se trabalha aos sábados). Considere que no departamento Alfa haja apenas 1 funcionário classificado como de mão-de-obra direta. Cada mesa consome 15 minutos e cada cadeira.20. importando em gasto adicional de $ 11.50 por hora. Na montagem há 3 funcionários com salários de $7. Calcule o valor pago ao fornecedor. Exercício 12.D.00.00 por hora cada.5 horas de mão-de-obra. Os encargos sociais e trabalhistas correspondem a 112. c) Produto X = $458. Exercício 10.

675 125 275 350 750 Custos Indiretos de Fabricação (CIF) (em $): Supervisão da produção 5.750 355.500 98.750 118.10/kg $4. devido à corrosão.500 Seguro dos equipamentos da produção 3.000 kg 6.O. Exercício 13. Em determinado período.500 h 177.500 262.000 frascos do líquido.300 Os custos de matéria-prima.Em certo mês de 30 dias houve 4 domingos e 1 feriado que caiu em uma 2ª feira.000 kg 2. A jornada de trabalho é de 44 horas semanais. • Os custos indiretos foram rateados com base no custo direto total de cada produto. sem compensar os sábados. incorrendo nos seguintes custos: Matéria-prima Mão-de-obra Direta $3.D. respectivamente: • Os custos de mão-de-obra direta foram apropriados com base na quantidade de unidades produzidas.600 Energia elétrica consumida na produção 2.200 Depreciação de equipamentos de produção 13. A indústria Aniel produz sabão em pó e sabão líquido. Considerando o quadro abaixo. B e C. mão-de-obra direta e os Custos Indiretos de Fabricação (CIF) são comuns aos dois produtos.5/hora Pó 12. Os CIF são apropriados aos produtos de acordo com o tempo de MOD empregado na produção de um e outro. ambos específicos para lavagem de roupa a margem dos rios do nordeste brasileiro. produziu 20.500 h Líquido 9. ($) Subtotal Custos indiretos ($) Total Unidades Custo unitário Exercício 14. Custos Produto “A” Produto “B” Produto “C” Total Matéria-prima ($) M. Calcule o custo do tempo produtivo e o do tempo não produtivo. 80% do tempo disponível foi apontado como produtivo e o restante como não produtivo.000 caixas do sabão em pó e 17. tem sua vida útil física e econômica limitada pela quantidade de matéria-prima processada (a vida útil é estimada pelo fabricante do equipamento em 83 . A indústria utiliza em sua produção uma máquina que. calcule os custos indiretos e os custos unitários dos produtos A.500 Aluguel do galpão industrial 5.

84 . Foi adquirida por $360. Com base nas informações acima calcule: a) os custos de produção do período.830.300 • Custos indiretos de fabricação no mês: $285. no próprio mês da compra. contribuições sociais para a previdência social (INSS). e b) calcular o custo unitário de cada produto. Dos livros da Cia “New Y” extraímos as seguintes informações: • Matérias primas compradas no mês: $ 564. de $160. calcule o custo da mão-deobra para produzir uma tonelada de cada produto. Pede-se: a) elaborar um quadro de apropriação de custos aos produtos. o final de $132. Exercício 17.400 Sabe-se que o estoque inicial de matéria-prima era de $51.000 quilos de sorvetes e 173. simultaneamente. e c) o custo dos produtos vendidos no mês. o inicial de produtos em elaboração era de $53. Foram produzidos no mês: 76. a) Férias. são alguns exemplos dos encargos sociais que incidem sobre a folha de pagamento. 15 tipos de produtos.000 • Devolução.600. b) A falta de constituição mensal de provisão para férias e 13º salário interfere na correta apuração do custo de produção em determinado mês. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) (pode haver mais de uma). vale transporte.000. 13º salário. c) Os salários e encargos sociais do pessoal do único almoxarifado de uma indústria que produz. 85. etc.80.000kg de processamento de matéria-prima).841. b) os custos da produção acabada no mês. Com base nas informações e nas tabelas a seguir. sorvetes e doces. de $33. é um exemplo de mão-de-obra indireta. produz bolachas. No mês de maio.000 e seu custo ainda não está incluído na relação acima.000 e o final. Exercício 16. o total do gasto com a mão-de-obra foi (salários mais encargos trabalhistas): a) operários Nível Um = $ 30.000 quilos de bolachas. A Indústria de Alimentos K Loria S. b) operários Nível Dois = $ 60.A. FGTS. o inicial de produtos acabados era de $191. Exercício 15.600.000 quilos de doces.000 e o final.400.000. de 12% das compras acima • Mão-de-obra direta do mês: $375.00.

055 $ 7.900 unidades. devem ser rateados os custos do Departamento de Manutenção: 37% para Acabamento.805 $ 3. e a base é o número de empregados.Horas de mão-de-obra necessárias para a produção de uma tonelada de cada produto Bolachas Sorvetes Doces Operário nível um 12 horas 10 horas 8 horas Operário nível 25 horas 12 horas 15 horas dois Exercício 18. c) Finalmente. A empresa Nandaca produz dois produtos. A e B. cuja produção no último período contábil foi de 2. distribuir os custos da Montagem e do Acabamento para os produtos.650 $ 6. b) Em seguida. respectivamente. Seus custos departamentais e o número de empregados foram os seguintes: Departamentos Gerência Geral da Produção Manutenção Montagem Acabamento Custos $ 1. Custos Indiretos Gerência Manutenção Montagem Acabamento Geral da produção Total Rateio da administração Soma Rateio da manutenção Total Produto A Produto B Total 85 . proporcionalmente às quantidades produzidas.875 Nº de empregados 2 4 7 9 Pede-se calcular o valor do custo de cada produto considerando que: a) Os custos da Gerência Geral da Produção devem ser os primeiros a serem distribuídos aos demais.500 e 5.

Exercício 19. A empresa Guarujá produz dois produtos G e H, cuja produção no último período contábil foi de 5.700 e 1.700 unidades, respectivamente. Seus custos departamentais e o número de empregados foram os seguintes: Departamentos Gerência Geral de Produção Manutenção Montagem Acabamento Custos $ 3.240 $ 3.670 $13.100 $8.760 Nº de empregados 3 5 8 9 Tempo de Máquina 1,30 hm 1,18 hm 1,55 hm

Calcular o valor do custo de cada produto considerando que: a) Os custos da Gerência Geral da Produção devem ser os primeiros a serem distribuídos aos demais, e a base é o número de empregados. b) Em seguida, devem ser rateados os custos do Departamento de Manutenção, para os demais departamentos, sendo que a base para rateio é o tempo de máquina. c) Finalmente, distribuir os custos da Montagem e do Acabamento para os produtos, proporcionalmente às quantidades produzidas. d) Sabe-se que os custos diretos apurados nos produtos G e H foram $ 3,75 e $ 4,25 por unidade.
Custos Indiretos Gerência Geral da produção Manutenção Montagem Acabamento Total

Rateio da administração Soma Rateio da manutenção Total Produto G Produto H Total

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Exercício 20. O departamento de caldeiraria da Empresa Caldecida produz e transfere vapor para os departamentos de Forjaria, Tratamento Térmico e Zincagem, com a seguinte alocação de cavalos-vapor: Cavalos-vapor Necessários à plena capacidade Consumidos em determinado mês Forjaria 62.000 51.500 Departamentos Tratamento Térmico 26.000 32.000 Zincagem 19.000 -0-

Sua estrutura de custos naquele mês foi a seguinte (em $): • Fixos 43.600 • Variáveis 58.500 Considerando que os custos variáveis oscilam de maneira diretamente proporcional aos cavalos-vapor consumidos, pede-se que seja calculado o custo da caldeiraria a ser rateado para cada um dos três departamentos, preenchendo o quadro a seguir: Custos Forjaria Fixos (em $) Variáveis (em $) Total Exercício 21. A empresa Parma, produtora de laticínios da cidade de Mococa, dedica-se à produção de dois produtos: Requeijão Cremoso (unidade) e Queijo Parmesão (unidade). Em determinado período, foram registrados os seguintes custos diretos por unidade (em $): Matéria-prima Mão-de-obra Direta Requeijão 12 6 Queijo 18 3 Departamentos Térmico Zincagem Total

Os custos indiretos de produção (CIP) totalizaram $ 54.000 no referido período. Por meio de entrevistas, análise de dados na contabilidade, etc., verificou-se que esses custos indiretos referem-se às seguintes atividades mais relevantes: Atividade Inspecionar matéria-prima Armazenar matéria-prima Controlar estoques Processar produtos (máquinas) Controlar processos (engenharia) $ 8.000 6.000 5.000 15.000 20.000

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Uma análise de regressão e de correlação identificou os direcionadores de custos dessas e de outras atividades, e sua distribuição entre os produtos, a saber: Requeijão
Nº de lotes inspecionados e armazenados Nº de pedidos de entrega de produtos aos clientes Nº de horas-máquina de processamento de produtos Nº de horas de transporte Dedicação do tempo dos engenheiros (em horas) 15 120 4.000 210 50

Queijo
60 140 6.000 295 150

Os dados relativos à produção e vendas do período são: Quantidade produzida e vendida (unidades) Preço médio de venda unitário (líquido) Requeijão 6.000 $30 Queijo 3.000 $41

Pede-se para calcular: a) o valor dos CIP de cada produto, utilizando o custo de mão-de-obra direta como base de rateio; b) idem, pelo Custeio Baseado em Atividades (ABC); e Exercício 22. Responda as questões abaixo: 1) Quais foram as principais razões para o surgimento do custeio baseado em atividades? 2) Quais são as principais diferenças do Custeio ABC em relação aos critérios tradicionais? Quais são suas principais vantagens e desvantagens? 3) O que são atividades? Qual é sua importância dentro da metodologia do custeio baseado em atividades? Dê exemplos de atividades do departamento financeiro e contas a pagar de uma empresa. 4) Quanto às sentenças a seguir: I – Se houver estoques, uma mudança no critério de rateio pode alterar o resultado do período. II – Os custos indiretos devem ser rateados em função dos fatores que os provocam. III – A consistência no uso de várias bases e critérios de rateio são irrelevantes para a valoração dos estoques. Estão corretas as afirmativas: a. I apenas. I e II. I e III

b. c. d.II apenas. e. II e III.

Exercício 23. A Indústria de Móveis Pica-Pau produz móveis para escritório sob encomenda.

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Tempo de produção requerido por unidade de produto: Produtos Tempo de MOD Tempo de máquina Grandes 1.3 hm Outros custos: Custos Supervisão da produção Depreciação dos equipamentos Energia elétrica Mão-de-obra direta Outros Fixo $ 3. recebeu.4 hmod 1. São exemplos de atividades com sistema de produção contínua: a) empresa de telefonia e indústria naval. Matéria-Prima: Produtos Grandes Médias Pequenas $ 7. Exercício 24.975 3. Sua estimativa de custos foi a seguinte.4 hm Pequenas 1. Assinalar falso (F) ou verdadeiro (V): ( ) Produção em série caracteriza-se pela produção rotineira de produtos similares.260 Variável $ 2/horas –máquina $9/hora de MOD $8/horas-máquina III. por isso. três pedidos de orçamento para possíveis encomendas de mesas para computador: 160 grandes. rateando todos os custos indiretos à base de horas-máquina. c) construção civil e indústria química. e) Indústrias pesadas e de saneamento. 89 . respectivamente. b) escritórios de auditoria e petroleiras.No início de determinado mês. Pede-se calcular: a) O custo da encomenda das mesas para computador grandes. 2. de clientes diferentes.6 hmod 1.125 II.825 $ 13. É normal haver perda de algumas unidades no processo de produção. utilizando fatores de produção que não se alteram facilmente a curto ou médio prazo.875 $ 1. d) Empresas de energia e montadoras. 92 médias e 95 pequenas. 1.2 hmod 1. c) Idem para as pequenas. a empresa pretende iniciar as ordens com as seguintes quantidades: 163.9 hm Médias 1. b) Idem para as médias. 94 e 97.986 5. para estas quantidades: I.

c) ( ) $ 121. Sabendo-se que os custos indiretos de produção foram aplicados a uma taxa de35% sobre os custos diretos.00. Os itens que compõem o custo de fabricação de 500.500. que se alteram de acordo com as especificações do cliente.000.500. ( ) Contabilmente os subprodutos são considerados como redução do custo de elaboração dos produtos principais.000 unidades são: Custos e despesas variáveis Custos e despesas fixos Preço de venda unitário 1) A margem de contribuição unitária é: 90 11.40 $167. o custo da ordem de produção foi de: a) ( ) $ 52.000 $ 0.00.00.00 de mão-de-obra direta.50 $25. a seguir demonstradas. ( ) A linha de produção por encomenda caracteriza-se pela fabricação de produtos ou serviços diferenciados. ( ) Os co-produtos são responsáveis por 10% do faturamento da empresa. 3. Exercício 25.000 $ 15.( ) Na Produção Contínua. b) ( ) $ 97.00. Numa ordem de produção utilizaram-se $90. o método do custeio variável.000 $29. e) ( ) $ 211.00. Com base nas informações da Indústria de Embalagens Mix Ltda. para produzir cada unidade Custos fixos do período Exercício 26. quando vendidas não recebem atribuição de custos. e são consideradas como outras receitas operacionais. calcule o custo unitário de produção utilizando: • • o método do custeio por absorção. de equipamento pesado e de produtos alimentícios.00 de matéria-prima e $60. d) ( ) $ 202.000. Quantidade produzida – unidades Custos variáveis por unidade Materiais diretos Mão-de-obra direta. A empresa Gelada produz picolés. ( ) As sucatas.500.500. os custos são apropriados e reportados por período de tempo.20 .500. ( ) São exemplos de Produção Contínua as indústrias de cimento..200 $ 30.

) $ 6.428. além dos salários já incluídos nos gastos fixos.000. recebem 10% de omissão sobre vendas. ( ) $ 30.000. ( d.500 unidades de cada. Custos Variáveis por unidade: Enceradeiras Matéria-prima 29. a. 5) Se fossem vendidas 300. é de: a.225 horas para produzir um aspirador. no ponto de equilíbrio.00 Exercício 27. cujos preços de venda.000.10 2.00 d.00 ) N. (a) Qual a margem de contribuição unitária da empresa? (b) Qual o ponto de equilíbrio mensal da empresa em unidades vendidas/ (c) e em reais? Exercício 28. líquidos de tributos. 91 .000 unidades 2) O ponto equilíbrio é igual a: a. Uma pequena loja de cartões postais compra uma centena de cartões por $40. Sua estrutura de custos é a seguinte (em $): 1.60 ) N.000 unidades 3) A receita total do ponto de equilíbrio é de: a.a. ( ) 107. vendendo-os a $1. A Cia.60 Mão-de-obra direta 28. são.00.00 por unidade.11 ) $ 0.95 horas para produzir uma enceradeira e 1. $ 125 e $ 213.143 unidades c.02 b. pede-se calcular: a) o valor do lucro unitário de cada produto.000. ( b.A. por período.000. ( ) $ 27.000. respectivamente.50 Material de embalagem 11.300 Depreciação 128. ( ) $ 33.60 d. ( ) $ 55.00 por mês e os vendedores. ( ) $ 36.A.700 Considerando que a empresa costuma apropriar os custos indiretos aos produtos pelo critério da proporcionalidade ao tempo de mão-de-obra direta. ( 4) O lucro.14 ) $ 0.D.00 c.000.D.200 Outros 49. ( ) $ 21.000. Custos indiretos (fixos) por período: Supervisão 65.000 unidades ) 150. e que são necessárias 0. ( c.00 18. ( ) $ 0.00 b.12 ) 500. ( ) zero c. ( ) $ 0. ( ) $ 15. Os gastos fixos da loja são iguais a $1. ( d.000 unidades.428.60 43. ( d. ( c. em média.00 b. Tudolimp produz enceradeiras e aspiradores de pó. ( ) 75. qual seria o lucro líquido. e o volume de produção e de vendas cerca de 2.17 b. ( ) $ 100.40 Aspiradores 32.

ele está querendo saber quais são os pontos de equilíbrios (contábil. financeiro e econômico) de sua companhia.80 para cada litro.20 0. No momento. d) Durante o mês de setembro. A diretoria deveria ter aceitado a proposta? A Indústria de Bebidas TombaLevanta Ltda. a TombaLevanta Ltda. e o cliente estava disposto a pagar $ 0. Produziu e vendeu em setembro o total de 110. total no mês ($) Mão-de-obra indireta Depreciação Outros custos fixos Despesas fixas.000 19.b) c) d) o valor do lucro bruto total de cada produto da empresa. supondo que não havia estoques iniciais: a) Apure a margem de contribuição de cada unidade produzida e vendida. em valor unitário e em porcentagem.90 0. Equilíbrio quer saber tudo o que se passa em sua empresa. Recebeu de outro grande distribuidor uma oferta para a produção adicional de mais 60.70 29. Vinho 4.20 0. Com base nas informações disponíveis da Indústria de Bebidas TombaLevanta Ltda.000 litros de refrigerantes.65 por litro.50 1. Durante o mês. O valor da margem de contribuição total (MCT) de cada um.000 litros de refrigerantes.400 30.000 litros de vinho. a TombaLevanta Ltda. e o cliente estava disposto a pagar $ 2. O valor da margem de contribuição unitária (MC/un. Preço de venda por unidade $ 78.35 0.) de cada produto. b) Apure a contribuição percentual de cada linha de produção para a recuperação dos custos e despesas fixas e para o lucro da empresa. Exercício 29.000 92 . os custos de produção e as despesas foram: Preço unitário de venda Custos variáveis.. c) Durante o mês de setembro. por unidade vendida Custos fixos. recebeu de uma grande distribuidor uma oferta para a produção adicional de mais 40. total no mês ($) Exercício 30. o preço de venda. por unidade fabricada ($) Diretos – matérias-primas Diretos – mão-de-obra direta Outros custos variáveis indiretos Despesas variáveis de vendas.600 Refrigerante 0.15 O Sr..000 litros de vinho e 170. A diretoria deveria ter aceitado a proposta? Fundamente sua resposta apurando o resultado antes e depois da nova proposta.05 0.90 0.15 0.600 70.

000 93 . Com base nas informações disponíveis: a) calcule o ponto de equilíbrio contábil. para cada aluno Custos fixos. que pagam uma mensalidade média de $450.008.000 28.000 do empréstimo mais os juros de $60. Uma loja de perfumes deseja aplicar um mark-up considerando ICMS igual a 18%.00 por unidade. As demais taxas associadas ao preço são iguais a 40%. apure: • O custo padrão e real por unidade.000 28 110. Qual deve ser o preço praticado? Exercício 33. Tomaram conhecimento que o Colégio Prático Futuro de Sucesso está a venda. qual será o ponto de equilíbrio econômico. Trinta jovens amigos recém formados estão interessados em aplicar suas economias na compra de um colégio em um bairro de classe média de uma grande cidade. total mensal Depreciação mensal (inclusa nos custos fixos) Depreciação mensal (inclusa nas despesas fixas) Exercício 32. para cada aluno Despesas fixas. Dispõe atualmente de 3. Gostariam de vender seus produtos com uma margem igual a 10%.000 Exercício 31.000 Resultado mínimo desejado $ 546.200. incluindo custos fixos. à taxa de 5% ao mês de encargos financeiros. total mensal Despesas variáveis.920.000 6.700 alunos de diversos cursos e horários. qual será o ponto de equilíbrio financeiro no primeiro mês. As indústrias Pira-Pirou Ltda. Qual o valor da taxa de marcação que ela deve usar? Exercício 34. demais despesas e impostos.000. despesas iguais a 25% e margem de lucro igual a 15%. b) supondo que os futuros sócios precisam obter um empréstimo bancário de $1..000 Depreciação (não inclusa valor acima) $ 1. comissão igual a 2%.000? c) supondo que os futuros sócios desejam obter um retorno de 15% ao mês sobre o capital investido. Com base nas informações da empresa Embalagens Mix Ltda. 175 340. por $1. O colégio tem os seguintes custos e despesas por mês: $ Custos variáveis. supondo o pagamento da primeira parcela de $60.500.Custos/despesas variáveis 40% s/preço de venda Custos/despesas fixas $ 10.000. Sabe-se que o custo variável da empresa é igual a $680.

300 5. para o total da produção MOD. para produzir cada unidade Custos indiretos de fabricação Fixos + Variáveis Exercício 35. segregando entre variações de materiais.000 3.050 5. Um grupo de empresas terá de fechar uma de suas filiais (Sul ou Centro Oeste).95 Pede-se: analise as duas filiais e indique qual foi menos eficiente. segregando em variações de volume e de custos.000 5. 94 .500 unidades $330.70 $304.90 4.350 7.400 7.30 5.0 horas x $8.90 4.000 unidades $290.00 4. mãode-obra direta e custos indiretos de fabricação. Elas fabricam os mesmos produtos e apresentam os seguintes dados: Padrão Quantidade Preço Matéria-Prima B Filial 1 Filial 2 Mão-de-obra Filial 1 Filial 2 7.250 5.• • Demonstre a variação.750 2.00 6.20 $ 5 por hora mão-de-obra $120.95 5.9 horas x $8.500 Informações sobre o custo padrão do mês de março Volume de produção Materiais diretos. para produzir cada unidade Custos indiretos de fabricação Variáveis fixos Informações sobre o custo real do mês de março Volume de produção Materiais diretos.00 Realizado Quantidade Preço 7. para o total da produção MOD.000 no mês Custo real 10.050 6. Custo padrão 10.100 6. Analise as variações dos custos indiretos de fabricação por unidade.

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