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Associacao 35 ue de Professores . de Sintra Pana EDITORIAL ‘Comemoramos em 10 de Dezembro proximo 10 anos de existéncia da Associacio de Professores de Sintra Pretendemos celebri-los com uma ‘sessio solene que lembre, junto das centonas de associadas actuals, © ‘contributodes associados maisantiges Somos uma associacio singular no quadro das instituigdes que agregam profissionais da educacio. Nao somos uma associacéo sindical nem representamos interesses especificos, sejam os da carreira, da formagio, dos grupos de docéneia ow outros. De facto, no plane nacional, sdo raras as Insttuigbes de base local que perseguem fos mesmos fins estatutarios e que tém js uma hist6ria ¢ am patrimonio consolidado na intervensao sobre a cultura, a educagio e a formacio. Em termos globais, se fosse necessario estabelecer meclidas de comparacio com smuitas das associacées profissionais de professores de ambito nacional, no sairlamos beliscados. Antes pelo conteitio, Decorridos estes 10 anos de actividade associativa é com jusificado corgulho que podemos fazer wim balanga bastante positive das iniciativas promovidas ¢ da sua insergao na ‘comunidacleIocal a que pertencemos: 08 Encontros de Edueacio em Sintra, os coléquios, as iniciativas editoriais, os ateiers, a8 aegdes de formacio continua de professores, as ExposigSes de Artes Plasticas, as actividades de lazer © convivio que jé patrocinémos para os associados, a participagio em Jornadas Pedagogicas promovicas por organi zagdes congéneres europeias, a lorganizacio de cursos para estrangeitos, 2 participagdo em Projectos Intemacionais no ambito do programa Socrates (que nos tem permitido fazer roves amigos em Franca, Espanha Suécia) traduzem ocontetidoeo melhor significado do esforco dos diferentes Lrgios sociais desta Associagio « das Gezenas de professores que a cla se dedicaramnestesanos. ‘Até 2004 uma nova equipa asseguraré a dinamizacio das actividades associativas ea promogio de novas ealizagSes: ‘Assembleia Geral Presidente: AlfredoDias 1Secretivio: Inicio Casinhas 2°Seeretévio: FernandoGaspar Conselho Fiscal Presidente: Femando Mendes 1L*Sseretério: Jonge Barata 28Secretario: Paula Mauricio Direcsao Presidente: Jalio Figueiredo Vice-Presidente: José Maria Cabral ‘Tesoureira: Luisa Carreira Secreta: Cristovalina Afonso 12 Vogal: Carlos Sa 2°Vogel: Adriana Mota Mendes 3.°Vogal: Maria dos AnjosLobato phen rotemenoRaNS FUNDACAO ARISTIDES DE SOUSA MENDES Encontro de Professores e de Pais em Cabanas de Viriato - Carregal do Sal Pessimismo e conformismo sso duas visa divulgar no maior ndmero possivel palavras que definem o estado de de escolas @ mensagem de Aristides de esphrito da matoria dos portugueses ou, Sousa Mendes. Porque acreditames que talvez mesmo, da maioria da amensagem do consul foi um concreto humanidade. Hino a Vida, tem sido sempre nossa Sera este estado de espirito preocupacio propor uma acgda concreta ‘multrapassavel? Vai a humanidade — emcadaescola que vsitamos. Sugerimos continua ater filhos e 08 professores @ que a escola passe a realizar anualmente educar rum ambiente de pessimismo e uma Campanha de Dadiva de Sangue deconformismo? ‘em " Homenagema Aristides e poramor Acreditamos que muitas coisas aHumanidade” podem ser alteradas, Acreditamos _Paradiscutirmossentimentos,idelase também que os professores eos pais sie aces relacionados coma mensagem de quem poder dar um maior contributo Aristides de Sousa Mendes, propomos paraessamudanca, 06 professores © aos pais umm Encontro ‘A Fundagio Aristides de Sousa em Cabanas de Viriato Carregal do Sal Mendes iniciow em Outubro de 2000 no dia 22 de Julho (2 Feira), na Escola soot mast nH 12008 15H 38158 campanha, @ nivel nacional, que Bésica?,3 Aristides deSousa Mendes PROGRAMA Patarrarde oss Vindss [Eng Jose Figueiredo PrsdantedoConselhoFxecutvo da Foe Aristides deSoust Mendes St JlloMendes Presidente dajuna dereguesia deCabanss de Viato '5r Atlodas Santos Nunes Presidente da Camara M.de Cartes doSel Asinatra dour Protcaloentea Fundagio A SM.00 Cente de Estados Interdisiplinares do ‘60% ‘Brevesintorvansoes de: rofDr Res Torgal CoordenadorCinlifica do CEISXX “Major Sousa Mendes Presidente do onelho de Adminstracio da Fundacio ASM, Brevepauraparacafe ‘De Lina Matra Colaboradora doCEISXX 1 JoseCymbron Coordenadardacempantadedéivedesangue De! lomenaP6vos Prevented CE daacolaPadre ANeto RoodeMouro [DeMaria Leonor Amaral Professors da Escola? Albert Neto @Coordenadora da campant didivadesangue ‘De? CelestedasousaPresidentedoCE. de FaoladeSenta Maia do Olval Tomar De? Maia Helena DurtePresidentedoCE da acolaoosFalcso MizarladoCorve ate ‘Almoo (Ofer pelaFundasto Aristides de'Sousa Mendes) ‘istncasa de Atos deSouts Mendes Intervencoesde ‘Dr Simoes Rodriguas Co-cordenador do propo de HistriaeSodologia da Eduengio doCEIS* + & ‘Dr Almeida Gongaler Director dolnatitaPortoputedoSangue Dr Joss Rogerio President da Assocaco deals daescola dant Maria do Olival Tomar Se Bspode Vseu,D,AnténloMontazo rof.Br Corea deCampes Director da escola nacional deSatdePablica Dr Maris Barroso Sonre Presidente ds Fudasio Aristides deS Mendes 363081 Debate {OOH Plantagtodewma evoreem meméride Aristides deSouss Mendes Outras Informacées “Lt Ser pass um cerifeado de presen aos participants no Encontro 2 Asinscrgbesdeverioserfetasateao dia 16ma funda ArsdesdeSousa Mendes, pols sogulntes Endorogo- Raa Augusto Rosa 66 2°Do. 1100055 Lisbon Fax 220885349 ‘Tek 218879000 ‘email fandasm@hotmailcom Major Sousa Mendes Langamento da obra Espélio Francisco Costa. Correspondéncia Literria e Pessoal I, em 24 de Setembro de 2002 na A.P.S. Francisco Costa nasceu em Sintra a panoramaliterétionacional. doze de Agosto de 1900, Predestinado a _Até ao final da vida (02/04/1988) ‘uma carreira comercial,concluiem1912, Francisco Costa publicaré ainda outros na Escola Académica de Lisboa, oCurso romances, dedicando-se igualmente aos ‘Comercial. Por volta des 18 anos adoece _chamados “Estudos Sintrenses", obras gravementedebacilosepulmonar, tendo fundamentais no que concerne sido considerado clinicamente curado divulgagio e valorizacéo da memoria em 1925, Noentanto, esse periodo,aque _histéricasintrense chamou Salutaris Morbus, marcard em A obra alancar, com chancela da St* definitive todaa sua existincia, Casa da Misericérdia de Sintra, procura Autodidacta por vacacio, Francisco divulgaroimportanteespolio pessoal do Costa centra-se numa primeira fase, escritor que, durante cerca de sete entre 1920 e 1988, na poesia (Po, 1920; décadas, manteve importantes contactos Verbo Austero, 1925; Algemas de Ouro, com diversos intelectuais, 1933). Nos anos 1940 surgem os fundamentalmente através da primeiras romances (A Gara e a epistolografia Serpente, 1943; Carcere Invisivel, 1949) Carlos Maniaue ‘que projectam decisivamente o autor no su cade tuned Agora é Que Sao Elas!! Novo Calendario Escolar e Outras Consideragées Se tem um problema dinjasea escola, ‘raga um amigo, parente ou vizinho © cexperimente de modo singular o prazer deviver emcomunidade som restricts. E agora é que s30 clas... Aulas/ Actividades/ Reorganizacoes {[Hliperplanificagbes/Super Produgoes ¢ rmidliplas formas de estar, em tudo fguais, mas com rostos diferentes, de aprendera gostardeestarnaescola, Viva 1 escola, Hino Nacional e tudo quanto soja verdadeiramente © genuinamente nosso, entenda-se que 0 que é nacional é bom... Todos nds temos razies de sabra para estarmos verdadeiramente entusiasmados, rei mesmo hilariantes, com as noticias que comem na nossa praca a propésite do novo e finalmente preenchidissime calendario escolar, ‘ninguém nos perguntou nada, mas n6s nko nos ofendiemos com ima priticajé institucionalizada, ora bem... Sem vidas que este novo calendiio traz & pritca lectiva melhorias consideriveis, direi mesmo inigualaveis/ inexcediveis, porque & um calendério soberbo/ sublime, com uma pequena desvantagem para o homem, mas sem diivida grande para a humanidade, de tor uma coisa repulsiva e abjecta: “Fins deSemana” e“Feriados” umbinémnio perfeitamente desajustado da politica econémicaefinanceira donosso paise cemnada vantajoso para orendimento fe sucesso escolar dos alunos. Neste sentido penso que devemos unit fesforgos para que de um modo convergente possamos alcangar em 2004 0 daficte zero e nunca estivemos tao perto disso om matéria de ensino @ a ppronunciar enguanto me restarem algumas parcasforcas para tal) Sendo vejamos: 05 nossos alunos ¢ ea sobre a qual me posso respectives encarregados de edu cago encontram-se desmotivados & desencantados com a escola e os servigos que ela presta, nomea- cdamente por parte daclassedocente,a qual se converters a breve trecho em classe “doente” por queda/ ecatombe natural do “c", isto decorre de um processo comulativo de férias em que ‘n6s nos instalamos, jéalgum tempo, € que nos adormeceu certas competéncias e desempenhos, anestesiow-nos a0 ponto de agora considerarmos que este novo cealendasio pode, em rigor, estar a violar declaradamente 0s direitos» so.em nroMUWO Phanas humanos, a integridade fisica e psicologica de cada um como ser nico e iredutivel... Aeresce registar, que uma escola presta um servico publico, leia-se agora de atendimento permanente, onde cs diagnésticos sio diferenciados e a8 patologias também, pelo que devem cexistir sempre ao dispor dos rnltiplos ‘utentes, profissionais competentes para resolver os problemas de modo rapido e eficaz, a qualquer hora do dia ou da noite. Proponho como slogan: “Se tem, ‘um problema dirja-se escola, raga um. amigo, parente ou vizinhoeexperimente de modo singular o prazer de viver em comunidade sem restricdes", em. pparcerias ou individualmente nés temos 2a solucdo para 0 seu caso, planificamos, agendamos, avaliamos, ensinamos © seorganizamos a sua vida (para a nossa vvai senda mais complicade) é para isso ‘que nos pagaml...J4 consta por af que. ‘qualquer dia...uma condigio para se ser professor é 0 celibato, pois, tal como os senhores padres, a devosio & profissio deverd ser total... Estaremos em laborasio continua, (uma espécie de militar, de servico 24 horas por dia) e permanente, mesmo em tempo de ferias, outra palavra sem qualquer rigor corgamental ¢ em fase de reapreciagdo para posterior supressdo do vocabulério lectivo, esta hipotese toma-se tanto mais credivel, quando nos sugerem que fagamos a nossa formagio, em perfodas que nfo colidam com o calendério escolar pois entio!... Sei lal. ultima quinzena de Julho, Agosto, também temos os fins de semana ¢ feriados, ¢ bom no ‘esquecer!... Por ultimo resta-me agradecer a todas quantos imple rmentaram desta forma tio luminosa e Inaudita este calendirio, arruma- 4dinho, apertadinho e acolhedor para ros lembrar que a escolinha & e seré sempre, a nessa verdadeira casinha Ana rhanas otemanzomuatno ae A Reforma Adormecida A promatida Reforms Curricular para 9 particularmente ingpirado esse dia Portugués do Ensino Secundério foi Quando tudo corre bem © 0 professor suspense. Adiada?Suprimida? consegue powco a poco o milagre de EsticomoaBela Adormecidano Bosque, interesnt os alunos naquilo que est a noseucaixtodecristalrodesdadeespishas dizer. tocaacamapainha acaba aulaesaem portodososlados,aesperadokjoredentor todos Osalur nem da sulasemter aberto dle um principe encantado...A semelhangs a hoc: suns percshoram ais oa menos 0 do que se passa no uitimo filme de que o poeta “quer dizer’, mas. ndo Almedovar Fala Com Eal-ngo tarda nada perceberam para que The serve sels teem todos 05 professores de Portugues serso percebida iso, em que medida ago Thes chamados @ abersira da cama da Reforma intresa, 0 que thes adiata..Nio houve Curricular Em Coma... A cada um a tempo para pensar no assunt, nunca Ra liberdade de imaginar a cena mais tempo para parar e pensar no assunt. dramatist ‘Quandoumalune diz umacoisa do género” Pensar eu que nos famos Mbertar do Mas para que € que ist interesta”, 0 calvario de "ensinar” Cantigas professor fra atapalhado, ou se no fica, ‘Trovadoresas ( em galsico-portugués, a desbobina um. grande discurso em que @ unos que mal sabem portugués.), Gil expresso “cultura geral” aparece ts ot Vicente (© Auto ds India, t0 fac, com quatto veres, Os outs alunos calamvse ezenasdeversosemcastehano..),eenfim, ainda mais profundamente e toda a gente luttostantos conteidos programdtics do sai da sala de aula com os olhos bases um actual Programa de Portugués B, pnsados gosto amargo na boca Entretano, em que para um publico muito diferente daquele Aguas param 08 belissimos versos de D. queacualmenterequentao1? a0. Dinis?’ Na aula seguinte, depois da Pensareuquejéndoseriamescbrigadosa _recepitulagSo/resumo do que fot dito na tnvertarmilmativagses very cool parancs _aulaprecedente o profesorreparaquejsse fazermos ouvir na aula (ouvir vealmente), alzasou na matéria, ainda nfo se alow de quando explicamos / traduzimos (? ) © soneto “Transformase 0 amador na. coisa amads".E que poucos profesores ttm ce ser! Alimentel a esperanga de que, com 0 poderesdaFada Madrinhaeconseguemque programa novo, ja fcar com tempo para ‘os alunos falom com (bos) vontade, quando OUVIR os alunos dizerem o que penssva sevéem perante wm textocoma “Quereuen de determinado texto, um texto que 08 manera de proencal. Para dizerem sejao_“brigaave a falar a dizerem de sua justia, que for, 0s slunas precsam de percsber o os pusesse em condigto de protagonists, que ests escrito( decirar) precisam depois agindo sobre texto activan esse texto, J Aesaberler / interpreta, ese nfodorsinam —sonhava que i conseguir pir os alunos & as ubtilezas do eéigo do fin'amor...Como _escrever na aula Sim, ¢ verdad: os alunos ‘osalunes olham opoema como um enigma, no escrevem na aula, Quando digo © professor vése na necessidade deexplicar _“escrover”. quero dizer escreverliviemente tudo: mesmo que ro quer, professor __¢ no. escreverspara-tirar-apontamentos, acaba por debitar noobs, “discutsar”, em ou esceverpart-espondere-pergunias sumo fazer uma aula expositvs, passive, A FscolaSeeundria nfoensina a escrever: suites vezes magadora, se 140 estver — pyeseuptesequeiseojsestaadguirida ccs» kona? alunos ff sabem eserever, O que € um absurdo,claramente, Pensar eu que ime via com larguezas para fazer umas passeatas na prasa portuguesa maisecente,em Nenhum Olhar de José Luis Peisoto, por exernpla, Ou que pposderiatentar a minha sorte com uns textos de Mia Couto, daquelesiresstveis, para pr toda agentes escrever “A Mia Cow. Regalar-me com coisas deste género “aurorava. (.) As sombras, neblinubladas, Jamespertando na ensonagao geral Notopo das arvoresfrutificavam ospassaros.” ‘Mas entio os clssicas? A basezinha? Enlgo Os Lusiadas? Sim, de acordo. Os clissicos, evidentemente. Os franceses Invantaram um sistema muito interessante pata o “beccalauréat de francais", que 9 eliza quase no final do curso dos Hews, {quecomespandeao nosso 11° ano. :todos oe ‘anos, uma Comisafo Nacional determina © ‘TEMA e os AUTORES a serern estudados, sobre os quai veaeto as proves de examen finais nacionais. Hé diferengis entre 0 menu” do “bac. de ltires” ¢ 08 outros Inevitavelmente, os clissices consttuem 0 nicleo de autores a estudar, mas & sempre feitaalgagio tematic com obras de autores rmodemos ou cantemporinens. Exemplo de temas e autores do Bac. de Prangais do ano 401998 : “Le mythe antique dans le theatre contemporain’. Obras moderas a estudar La Machine Infemale, de Jean Cocteau; Les Mouches, de Jean-Paul Sartre e Antigone, de Jean Anouilh, Omodelofranctstemomérito de comvocar 0s elissicos de todos as épocas cemtomodeum tema abrangente,redvzindo 1 campo de pesquisa dos alunos, que se podem concentat, durante um ano Tetvo, nha exploragéo de um determinado tema Parece-me vantajsa a opeio francesa pela ‘profundidade", relatvamnente 4 escolha portuguesa da quantidade. Em 198, 08, alunos partugueses da 17 ano, Portugués B, “Opa da Earn Anoba Coini com cerca de 90h aula /ano, tiveram de preparar pare exame os seguintesconteddos programaticos: > posiadeCesirio Verde > "Femando Pessoa: orténimo: Mensagem: hetergnimos: Alberto Caciro, Alvaro de Campes © Ricardo Reis > Manifesto Anté-Dantas > poctassée XX: Miguel TorgseSophia de MolloBreyker Andresen > Aparico,deVerplioFeseira > Feizmente Ha Luar, de Laie de Stow Monteiro Pera “cumprr” um programa destes, ‘num ano de 90 horas de aula, que tempo zesta aos alunos para reflectir sobre 0 que thes ¢importo como leituracbrigatoria? Que tempo resta aos alunos pata escreveracetca do que léem? Eo programa em si mesmo? (Quem tem a coragem de mio o cansiderar extensissimo? Este programa tem a pretensio deforma “especalists”? Format ‘specialistas nao ¢a vocacdo das Faculdades de Letras? Mas entio quem & que forma 0: Ieitores? Devia. ser a Escola. Disica, no ‘maximo a Escola Secundiia.. final, como Squesofermamlotores? ‘Como NAO se formam letores js todos ssbemos: com o actual programa de Portugués para oensino Sectndtio 86 por artes magieas se forma eters, Porisso équedaqui sigode urginciapara a cabeceira da cama da Reforma Curricular Adormecida. Vou falar com ela, dizer the ‘que preciso dela, que & tio bela. Pode ser {que as minhas palavras a acordem daqucle coma profundo! Vesperia Sie "toa amma conspire LP ae pga x aes ec em eee it owen TIMOR LORO SAE E PORTUGAL: DO PASSADO AO FUTURO ‘Timor integra a pequena Sunda, na No que se refere & composigio étnica Insulindia oriental, situando-seaoNorte das suas gentes, predomina o elemento dda Austrilia ¢ encontrando-se inserido _Proto-malaio, verificando-se também a ro vasto Arquipélago Malaio, de que a _presenca de Papuas e de Negritos. Mas, actual Indonésia € uma componente como decorrerda colonizacio,amistura cessencial com asiéticos, afticanos e europeus, ‘Atha, no seu conjunto, tem uma ©20U anda mais diversfcada a superficie de cerca de 32300 km2, _Palsagemhumanatimorense compreendendo a parte que foi Emvirtude daentrada destes factores colonizada por Portugal a volia de exdgenes, cultura ustronésia existente 18,989, incluindo a ilha de Ataio e 0 foram-se sobrepondo outros, embora ithéu deJaco. mito lentamente, tanto quanto 2 iacolonizasao demorou a impor se. Na verdade,o territério ficava numa periferia, onde as proprias culturas Tratase de um territério muito acidentado, com grandes clevacées, destacando-se 0 pico do Ramelau. A disposigao do relevo, predominan- temente horizontal, orienta ahidrogratia para as vertentes Norte e Sul, com ribeiras de curso répido e tempestuoso, ‘mas apenas de carécter temporsrio, & cexcepeioda Léiseda Laclé Norte Refira-se ainda que, nessa altura, 05, ‘Timorenses se encontravam na Idade dos Metais, desconhecendo a escrta, portanto; praticavam uma agriculturade ssubsistencia, com base no recurso as hindu e mugulmana, fortemente implantadas em Java e nas ilhas mais, préximas, nfo penetraram de modo significativo, Entretante, nos prineipios doséculo XVI chegaram os Portuguese. © lima, sujeito a0 regime das _mongies, é tropical humido, mas muito vvariavel, conforme se progride do litoral para o interior montanhoso, A propria jueimadas € utilizando instrumentos compartimentagao do solo, muito © rudimentares; dedicavam-se a varias formas deartesanato,relacionadascoma, claria, a tecelagem, eos adornes de ouro fe prats; © encontravam-se arganizados ‘em reinos auténomos e de feigéo para feudal, A habitagio, diversificada ‘conforme @ regio, inclufa sete tipos eb acentuada, provacs micraclimas e teve luma enorme repercussio nos aspectos politico-sdministrativo, social, cultural, etc. Registe-se, como exemplo, 56 na parte oriental, a existéncia de dezenas de reinosede3t grupos etnolinguisticos obedecia tambem a concepeses de ancestral presenca, ordem sociologica e cosmolégica. Exam animistas ¢ 0 culto dos antepassados dominava as suas crengas, condicio- nandotodooquotidiano, No século XVII, com a chegada dos Holandeses ao Oriente ¢ o estabelecimento da sua poderosa Compania das Indias Orientais na (© ‘relacionamento dos Timorenses regio, comasou o decinio da presenca com 2 administagio portuguesa foi, de Portugal nessa zona, de que a perda durante séculs, de tipo senhorial, mas de Malaca (1641) representa um recuo evoluiu de acordo com a intensficagko comprometedor. Cam o avango pela dacolonizaco. parte ocental de Timor, com a tomada da ilha de Solor e de Larantuca, na das Flores, a invlugneia portuguesa ficava restrita & metade oriental da ilha em Os Portugueses tergo tomado contacto com Timor, em 1515, na passagem da armada enviada por ‘Afonso de Albuquerque as Molucas,sob forma de crocodilo, Foi essa parte que «comands do capitio mor Antonio de Potugaltentou manter,nomeando uma ros administragio evil para 0 teritrio, no prinefpio do séeulo XVII, © madando ‘A presenca portuguesa comesou pela depois a capital de Lifaa (Ot-céssi) para ha de Solor, a Noroeste de Timor, que Dil nocentrodailha cfereciacondigGes de apoio e de abrigo a0 comerciantes envolvidos no comercio das especiarins,precisamente a tha de Timor, interessavacihes Peaweno contingent de tropas enviado Sobretudoosindalo Sanalun album, e*Poradicamente por Goa e sem madeira fortemente aromitica, cujo COmuUNcAsHO ae a ae lenhoeraizeserammuite procuradosna *Penas um reduzido admero de India e na China para a cremagéo ¢ funcionétios ¢ mistionérios garantiom robiliri, ¢ fabrico de perfumes ew po de soberania muito debi rmedicamentos, respectivamente, Mas chegava também & Europa, com destino perfumariaprneipalmente or sua vez, a patilha coma Holanda, «em 1859, pasteriormenterectfcada, dew ‘stabilidade & colonia e colocou novos esafios. Mas a extingio das ordens religisase a ficuldades em exigir de Com uma ligacio anual assegurada por um navio de Macau, com um instavel © limitado, praticamente, 30 litoralnorte,entre BatugadéeLautem, Os primeiros agentes da adminis- tracdo portuguesa foram alguns iissionérios, que detinham também, fang6es civis, a que se juntaram ccomerciantes. A procura de almas e de sandalo, nem sempre de forma distinta, consttuttam os prineipais motivos desta Macau a sua manutencio, tornaram esta particularmente dificil. Também a quebra do comércio do sindalo ¢ o> Plena ote NORE ered - phan scxem nFORAANO DRESS como tém vivenciado a evolugdo das pressupostos legais do Regime de polttcas educativas. & manifesto 0 Autonoma, Administragioe Gest das “choque” de culturas pedagégicas € a Escolas, apresentou resuliados que ambivaléncia das educadora. comporizaram o Programa de Avaliagio Extera, nomeadamente na actividade da administracso educativa, constitwigao de agropamentos © a “Do jardim de infincia para o 1° ciclo: ‘como os professores véem a transicao” falou Maria Isabel Lopes da Silva, revelando um estudo onde professoras do T° ciclo que receberam criangos do jardim de inféncia, manifestam as suas copinides em relagdo 2 educagdo pré- patticipagio dos actores educativos na escola, onde na maioria des casos os educadores tem receio de perder a sua identidade. -escolar, nomeadamente a sua “AexperiénciadaformagZoconjunta” importancia, as aprendizagens, e as foi a comunicagéo apresentada por diferengas © semelhangas entre a Fduardo Costa e José Brava Nico, que actuagio do educador edo professor do transmitindo os testemunhos de uma VPeido, cexperiéncia em curso, na Universidade de Evora com educadares e professores de 1° ciclo que no ano lectivo anterior, foram alunos de eustos de comple ‘mentos formagio e que vivenciaram em conjunto momentos simultineos de aprendizagem num ambiente relacional onde se procura criar melhores ambientes de conhecimento ¢ de tuabalhoemequipa. Maria Felicia Gameiro na sua ccomunicagao: “Fenémenos de fronteira ‘na transicio doJandim de Infancia para o ciclo”, abordou o estudo que realizou, onde fez salientar que sendo a cxianga lum ser com necessidades especificas © Aiferenciadas, as priticas sio realizadas mais em funcio das orientagSes dos curriculos do que a partir das necessidades manifestadas pelas __ Osegundodia deste simpésio iniciou criangas. As estratégias de articulagio com Maria José Roldéo “Trans- rnem sempre sio trabalhadas, existindo _versalidade e especificidades no factores de constrangimento & curriculo como se constréi o articulagio, até pelo baixo nivel de conhecimento?”, que abordou © informaco dos agentes educativos conhecimento para além do uso das relativamente a0 que se passa no outro —_competéncias, de todo 0 nosso ser, da nivel deensino. 4questionamento do real do saber-se iscriminar individualmente para. se compreender o todo, numa interligagso dos saberes e ndo num compartimentar das disciplinas como se de assuntos» Lisa Femandes Homem abordou: “A experiéncia de gestio conjunta” partindo da abordagem dos plan? ~estanques se tratassem. Sendo todo © corhecimento por sis6 ummistério. © painel seguinte teve como tema “Praticas de transversalidade” onde Isabel Bezelga apresentou “Os artistas na escola a experiencia do projecto Mus_E nna construgio de pontes entre arte © educagio", projecto que se desenvalve fem escolas do 1° ciclo tendo como pressuposto a colaboracdo entre artistas © professores, com © objective de promover junto das criangas actividades de educacio intercultural, reflectindo sobre as mudancas que ocorrem nas fescolas nomeadamente a0 nivel das praticas e dindmicas entre os intervenientes, sabende que existem & ppartida cédigos linguistcos e valores diferentes entre os diversos intervenientes, Pedro Nunes da Silva apresentou ““Aprender em comunidade”, partindo da oralidade, relatou situagoes de vivencias em jardim de infincia, como factor de continuidade de transmissio de saberes das vérias geracoes © na preservacio do patriménio constituindo a escola um veiculo da sua transmissio, Testemunhos de uma pritica onde se promove a participacio dos pais mum dilogo permanente entre 0 educador ¢ todos os actores educativos da comunidade, A terminar este simpésio Teresa Gama © Castro e Manuel Rangel na comunicacio: “Jardim de Infancia/1? cicle: Aprender por projectos continiidades descontinuidades” apresentaram com base na experiéncia que possuem dentro da mesma Instituigéo, do ponto de vista das priticas pedagogieas, as caracteristcas, factores mais valorizados e reflexao sobre a aprendizagem por projectos de ‘modo a aproximar as priticas dos dois niveis de ensino, dando significado sentido asaprendizagens das criancas. Na tarde deste dia realizouse um percurso megalitico, Em terras de patriménio mundial, decerto este simpésio trouxe um enriquecimenta para o patriménio cultural e educativo detodos aqueles que puderam participar © reflectir sobre as transigdes continuidades da acco educativa. Sabendo que & na transversalidade, no dialogo, nas interacgées, na busca do conhecimento que nos fornamos mais Jhumanos © construimos a cidadani numa percepcio da responsabilidade pelomundo. pelosoutras. visa Critinn Siva Educacéo Ambiental RECORRENDO AS TEMATICAS CIENTIFICO-NATURAIS Bxiste uma tendéncia natural para estabelocer conexses directas entre as Ciencias da Natureza © a Educagio Ambiental. Parte do esforco daqueles que se empenham no desenvolvimento da Edueagdo Ambiental eno irradiar de ‘uma certa cultura ambiental tem sidono sentido de contrariarestatendéncia, Bfectivamente, sobretudo desde 0 langamento do programa Man & ‘Biosphere, temse reconhecido que 0 conceito de Ambiente ¢ suficientemente lato para abarcar toda a teia de relagdes {que seestabelecem entre os Homens eos ‘outros seres vivos,o patriménio natural ‘Blo vivo, 0 patriménio construldoe...08 ‘outros Homens, Assim entendido, compreendese ‘com facilidade que o desenvolvimento de atitudes de respeito perante os outros seres ou coisas atndlia na geragio de atitudes de vizinhanca saudavel, ic. aquilo que costumamos designar de habitosdecidadania ‘A Bducagio Ambiental. ultrapassa centdo as expectativas decorrentes das ppreocupagdes conservacionistas passa também acumpriscom outros objectives ‘no menos importantes de natureza comportamental e social ot mesmo de natureza pedagégica. Alguns dos docentes que se envolvem no desenvolvimento de projectos de Educagao Ambiental esti. menos preocupados com as questies conser- vacionistas do que com a melhoria da ‘conjuntura formativa e pedagogica em que se empenharam, usando a E. A. como estratégiacapaz de gerar empatia dentro do grupo, quebrando barreitas das mais diversas origens e criando um substrato mais favoravel ao processo educatvo. Poder-se-ia mesmo dizer que toda a Educacéo deveria ser Educacio Ambiental, na medida em que uma postura de escola aberta & sociedade propiciars, sem duvida, a conjuntara mais motivadora para os alunos de formaa que estes sintam a escola itil eas matérias contemporaneas da sua realiclade social Qualquer que seja a area de conhecimento é sempre possivel que os ocentes procedam a uma abordagem holistica que, pelo menos num enfoque amplo, se articule naquilo que habitualmente designamos por Educacio Ambiental (esforgo costuma ser, como se disse, ro sentido de encorajar os docentes que ‘iio sio da area cientifico-natural’, e @ torna-los suficientemente auto- confiantes para se entrosarem nestas tematicas. Para o fazer € necessério reforcar a importincia dos processos de auto-aprendizagem, de aprendizagem ‘am grupo, de facilitagio do processo de ‘ensino-aprendizagem, da articulaggo ocente-discentes como co-participantes noprojectode trabalho ete, A expectativa ¢ a de que qualquer Gocente possa deitar mio de textos, noticias, factos do diaa-dia e que os traga para a realidade escolar por forma a que os discentes pensem no exemplo e o trabalhem (eventualmente recorrendo 8 drea do conhecimento disciplinar em questo) e formulem opinides. A capacidade de ter opiniso revela jé cultura, mas se esta for secundada pela verbalizacio ou pela exposicao, se se for chamado a ouvir a opiniao de outros, respeitando-a, discutindo-a, se se for, inclusivé, chamado a resumir conteddos, conceitos, valores, provavelmente estaremos a trabalhar para a criagia de cidados mais cultes, mas sobretudo de melhores cidadios (entendidooconceito decidadaniay. Detantose tentarestealargamento do riimaro de pessoas ligadas A Educagio Ambiental, motivando-as “fore” da sua frea de formacio, quase podemos considerar que este objectivose encontra slobslmentetingido! Mas, € 0 que se passaré com os ocentesdas reascientfico-natirais? [Nio existe uma conelusio linear de que estes, favorecidlos pela sua area de cconhecimento, estejam a desenvolver actividades de Educagso Ambiental ‘Seria omesmo que simplificar que, quem educa os processos, confere cultura Seria um erro to grande como o de acreditar que por se fazer entender 20s famadores que o tabaco faz mal, estes debcariam de furnar. Infelizmente alguns dos docentes estas areas senter-seconfiantes do seu conhecimento nesta res e consideram que a inlluéncia de comportamentos perspectivande melhores quadros de aitudes relativamente a0 ambiente € algo de menor importéncia. Outros hi que julgam estar a curprir os objectivos da EA, e que durante o seu processo de aprendizagem de teméticas ambientais os seus alunos vem a adquinie habitos corrects. E ha aqueles que ealmente se empenham verdadeiramente nesta tarefa, mas que, infelizmenteserfo uma Toma-se por isso para nds mais umap "Semcao desu ges etd pox gles pop de cote ne de rtd on 0 se fanmail pcm cs a Sgn, ass vc acon meade Pkcina20 ro.emanromunno eee ~