11. (FUVEST) Memórias de um Sargento de Milícias não apresenta a idealização e sentimentalismo comuns ao Romantismo.

É uma obra excêntrica, bastante diferente das narrativas dessa escola literária. Assinale a alternativa em que se evidencia o anti-sentimentalismo, o distanciamento do lugar-comum romântico. a) "Isto tudo vem para dizermos que Maria Regalada tinha um verdadeiro amor ao major Vidigal." b) "Não é também pequena desventura o cairmos nas mãos de uma mulher a quem deu na veneta querer -nos bem deveras." c) "O Leonardo estremeceu por dentro, e pediu ao céu que a lua fosse eterna; virando o rosto, viu sobre seus ombros aquela cabeça de menina iluminada." d) "Sem saber como, unia-se ao Leonardo, firmava-se com as mãos sobre os seus ombros para se poder sustentar mais tempo nas pontas dos pés, falava-lhe e comunicava-lhe a sua admiração." e) "Leonardo ficou também por sua vez extasiado; pareceu-lhe então o rosto mais lindo que jamais vira." 12. (FUVEST) Assinale a alternativa em que aparece fragmento que se refere ao protagonista de Memórias de um Sargento de Milícias. a) "Fora Leonardo algibebe em Lisboa, sua pátria;aborrecera-se porém do negócio e viera ao Brasil.Aqui chegando, não se sabe por proteção de quem, alcançou o emprego de que o v emos empossado." b) "Era o rei absoluto, o árbitro supremo de tudo que dizia respeito a esse ramo de administração: era o juiz que julgava e distribuía a pena." c) "Quando passou de menino a rapaz, e chegou a saber barbear e sangrar sofrivelmente, foi obri ado a manter-se à sua g custa." d) "Era este um homem todo em proporções infinitesimais, baixinho, magrinho, de carinha estreita e chupada, excessivamente calvo, tinha pretensões de latinista." e) "Digamos unicamente que durante todo este tempo o menino não desmentiu aquilo que anunciara desde que nasceu: atormentava a vizinhança." 13. (UNIBAN) Sobre Memórias de um Sargento de Milícias, só não se pode afirmar que: a) A obra tem como protagonista um anti-herói de características picarescas, o que afasta o livro dos padrões de idealização românticos. b) À parte a dimensão fantasiosa de que se revestem as peripécias de Leonardo, o livro pode ser considerado realista devido à análise crítica dos costumes da corte. c) O final do protagonista é bem sucedido, visto que ele se curva ao universo da ordem e das regras sociais. d) O livro não apresenta perspectiva moralista, pois o ³herói malandro³ não é castigado, mas premiado, e o narrador não emite juízos de valor sobre o que narra. e) A ausência de polarização maniqueísta entre o que é considerado correto ou incorreto, moral ou imoral, pode ser verificada na caracterização dos personagens, em que redomina o humor sobre a idealização. 14. (UNIBAN) Leia a seguinte afirmação crítica a respeito de Memórias de um Sargento de Milícias: ³Diversamente de todos os romances brasileiros do século XIX, mesmo os que formam a pequena minoria dos romances cômicos, as Memórias de um Sargento de Milícias criam um universo que parece liberto do peso do erro e do pecado.³ Assinale a alternativa que não apresenta um fato relacionado ao universo mencionado na afirmação acima: a) Luisinha prometera casamento a Leonardo, o que não a impede de trair o juramento sem remorsos, casando -se com José Manuel. b) A comadre forja uma calúnia para afastar do caminho José Manuel, antagonista de Leonardo, visando à felicidade do afilhado. c) O mestre-de-reza vale-se de sua intimidade junto à casa de D. Maria para reverter a maledicência criada para denegrir José Manuel. d) O patrimônio do compadre, que viria a servir de amparo ao afilhado abandonado, origina-se de um juramento rompido desonestamente. e) Leonardo Pataca expulsa de casa o próprio filho, para depois dar-lhe abrigo, afastando-o da vida desregrada. 15. (CEFET-PR) Em relação à obra Memórias de um Sargento de Milícias, marque a alternativa correta: a) O tempo dos acontecimentos que envolvem Leonardo Pataca e seu filho, Leonardo, é o mesmo em que o narrador escreve o romance. b) A linguagem do romance é bem romântica, idealizando muito e sempre os fatos que se revelam sob um prisma enaltecedor. c) A instituição familiar, especialmente, a família composta por Leonardo Pataca, Maria e o herói da narrativa é sobretudo burguesa, ordeira e sólida. d) A Igreja, sobretudo a Católica, passa por um processo de idealização, emergindo como instituição inabalável, piedosa e principalmente voltada para a vida espiritual. e) O cotidiano fluminense, simultaneamente devoto e profano, revela -se a partir de uma linguagem prosaica em que as festas religiosas são pintadas em parte como folias carnavalescas.

com uma enorme palmatória na mão. do remorso e da expiação. a sua lousa de escrever e o seu tinteiro de chifre. 18. O compadre expôs. por estar apaixonado. e o menor erro que algum dos discípulos cometia não lhe escapava no meio de todo o barulho. e a primeira notícia que ele lhe deu foi que não voltaria no dia . b) oscilação do foco narrativo. ainda amorfo. e nada havia que o consolasse em seu desespero. o objeto de sua visita. em 1922. de Manuel Antônio de Almeida para responder ao teste. (FUVEST) Leia o trecho transcrito de Memórias de um sargento de milícias. revela se frágil. acostumado àquilo. a arrasava num volver d'olhos. d) O humor presente no trecho advém sobretudo do comportamento sentimental exagerado de Leonardo em contra ste com o tom de deboche do narrador. chamava o infeliz. é verdade. a que o prazer e o medo vão mostrando os caminhos a seguir. fazia parar o canto. d) ironia e crítica indisfarçável. fora da chapa. 20." Assinale a alternativa incorreta a respeito do trecho transcrito: a) A cena pode ser considerada como mais um dos exemplos de mobilização que Leonardo provoca em seus protetores. pois. pelos modernistas. e) Nele. há o contínuo e divertido esforço de driblar o acaso das condições adversas e a avidez de gozar os intervalos da boa sorte. nem mesmo as promessas de bom resultado que lhe faziam o padrinho e a madrinha. e soprando sobre a construção. c) Os sonhos fantasiosos e apaixonados de Leonardo indicam o caráter complexo do herói. apesar de gastar muito tempo nos deveres do ofício e na igreja. (FUVEST) esquece 19.. de repente surdia-lhe de um canto o terrível José Manuel com as bochechas inchadas. vulnerável.. adotada pelo autor. e. escutava impassível. ainda que seja malandro.16. no meio do ruído. Era o regente da orquestra ensinando a marcar o compasso. o padrinho o acompanhou até a porta. até sua transformação final em símbolo sublimado. Leonardo comporta-se como um herói romântico que se desestabiliza emocionalmente ao pensar no seu rival. o mestre. o novo candidato. mas o sujeito moral sempre emerge. (FUVEST) A participação do narrador em Memórias de um sargento de milícias. porém que lhe pareciam por instantes os mais sólidos do mundo. quando se trata da disputa pela mulher amada. como também em personagens menores.) Na segunda-feira voltou o menino armado com a sua competente pasta a tiracolo. Leia o trecho a seguir que confirma esse caráter inovador. ela havia tomado a peito a causa dos maiores de Leonardo com Luisinha. de Manuel Antonio de Almeida. (POLI) Leiamos um trecho da obra Memórias de um sargento de milícias: As vozes dos meninos. castelos de nuvens. constitui um dos aspectos mais arrojados da composição da obra. porém a comadre dispunha de uma grande soma de atividade. genuinamente puro. nos quais revela ao mes tempo a malícia aprendida mo nas ruas e o idealismo romântico que busca ocultar. Ao meio-dia veio o padrinho buscá-lo. a desvanecer-lhe todas as esperanças. e) expressão de julgamentos de valor. e) O temor por José Manuel manifesta-se inclusive por meio dos sonhos de Leonardo que. Nas horas de sossego entregava-se às vezes à construção imaginária de magníficos castelos. conserva a sensibilidade romântica. d) Este herói de folhetim se dá a conhecer sobretudo nos diálogos. a ilustrar a tese da "bondade natural". e jurar pôr José Manuel. O pobre rapaz via sempre diante de si a detestável figura de seu rival a desconcertar -lhe todos os planos. (. b) Enquanto cínico. de Manuel Antônio de Almeida: a) Ele é uma espécie de barro vital. c) A personalidade assumida de sátiro é a máscara de seu fundo lírico." (capítulo XXV) A postura inovadora do narrador expressa-se no trecho transcrito por meio da: a) inclusão do leitor na narrativa. c) adoção de linguagem coloquial. em raiva. 17. Logo nesse dia portou de tal maneira que o mestre não se pôde -se dispensar de lhe dar quatro bolos. calcula friamente o carreirismo matrimonial. especialmente porque antecipa tendências somente valorizadas muito mais tarde. "Já se vê que esta vida era trabalhosa e demandava sérios cuidados. sempre lhe sobrara algum para empreg em ar outras coisas. juntas ao canto dos passarinhos. (FUVEST) Indique a alternativa que se refere corretamente ao protagonista de Memórias de um Sargento de Milícias. os quais se dedicam continuamente a resolver os problemas do herói. "Enquanto a comadre dispunha seu plano de ataque contra José Manuel. e cascava-lhe pelo menos seis puxados bolos. emendava cantando o erro cometido. Leonardo ardia em ciúmes. Como dissemos. b) Diferentemente de outras passagens. e apresentou o pequeno ao mestre. condenando o próprio cinismo ao inferno da culpa. o que lhe fez perder toda a folia com que entrara: declarou desde esse instante guerra viva à escola. faziam uma algazarra de doer os ouvidos.

tendo perdido as graças de menina. porém que. São Paulo: Ateliê. e eu comecei a rir muito. assinale a CORRETA: a) A obra concentra-se em narrar as aventuras infantis de Leonardinho na escola. . o universo da ordem. e como andava mal penteada e trazia a cabeça sempre baixa. magra. o mestre ralhou comigo. disse o Leonardo em tom dramático. particularmente no que con cerne . e olhava a furto. que não ofendia só um homem. murmurando despeitado por ver frustrados seus esforços de conciliador: ² Honra de meirinho é como fidelidade de saloia.Mas você não sabe que é preciso aprender?. c) ³² Honra!«honra de meirinho«ora! O vulcão de despeito que as lágrimas da Maria tinham apagado um pouco. c) A obra apresenta uma crítica à família que se omitem em relação à educação dos filhos e deixa essa tarefa para a escola.) A respeito da leitura do trecho acima e de seu conhecimento da obra. nem mesmo aquela tarde. de Manuel Antônio de Almeida. foi a honra!«´ . que o publicava semanalmente entre 1852 e 1853. e eu comecei a rir muito. uma grande porção lhe caía sobre a testa e olhos. c) não fere o estilo romântico de descrever e narrar. não. b) Utiliza a língua falada sem reservas e com toda a dignidade e naturalidade. (Manuel Antônio de Almeida.seguinte. o mestre ralhou comigo. apesar das características negativas da personagem.. nesse parágrafo simbolizado tanto pelo canto dos meninos em algazarra com o dos pássaros.. senhor. borbotou de novo com este insulto... foram saudades da terra!«´ . 2000. representada nesta obra por Luisinha. 24. (PUC-SP) Era a sobrinha de Dona Maria já muito desenvolvida. tinha os braços finos e compridos. porém uma classe inteira!´. não. Isso não ocorre no trecho: a) ³Espiar a vida alheia («) era naquele tempo coisa tão comum e enraizada nos costumes que.Não foi nada. trazia as pálpebras sempre baixas.. Memórias de um sargento de milícias. negando-as posteriormente com fatos e atitudes que marcam a personagem de Leonardo Pataca. O trecho acima é do romance Memórias de um Sargento de Milícias. ² Não foi o juízo. (PUC-SP) Memórias de um Sargento de Milícias é um romance escrito por Manuel Antônio de Almeida. 25.Pois você já apanhou?. andava com o queixo enterrado no peito. um posicionamento claramente irônico. foi porque entornei o tinteiro na calça de um menino que estava ao pé de mim. dentro do Romantismo. você perdeu o juízo?.. quanto pela presença de Leonardo na escola. b) exemplifica a afirmação de que o referido romance estava em descompasso com os padrões e o tom do Romantismo. b) ³Ao outro dia sabia-se por toda a vizinhança que a moça do Leonardo tinha fugido para Portugal com o capitão de um navio que partira na véspera de noite. b) Como apontou Antonio Candido (crítico literário). d) ³O compadre. (ESPM) No início do livro Memórias de um Sargento de Milícias. pois se justifica por seu caráter de transição da estética romântica para a realista. senhor. disse. foi porque entornei o tinteiro na calça de um menino que estava ao pé de mim. opondo-se ao ideário romântico. dava-lhe apenas até o pescoço. .´. o que confere à obra um caráter espontâneo e despretensioso. como uma viseira. . nota-se o respeito que ele terá pelas instituições em toda a obra. ainda não tinha adquirido a beleza de moça: era alta. d) Na resposta de Leonardo (filho) ao padrinho: Não foi nada.. c) Enquadra-se fundamente na estética realista. ainda hoje. do jornal Correio Mercantil.. Dele pode afirmar-se que: a) confirma o padrão romântico da descrição da personagem feminina. a caracterização sempre idealizada do perfil feminino de suas personagens. mistura-se ao universo da desordem. já que saiu em fascículos no suplemento ³A Pacotilha´. d) justifica.. que se interpusera. levou alguns por descuido. indique a alternativa que NÃO confirma suas características romanescas: a) É um romance folhetim. que fazem dela legítima representante da dialética da malandragem. uma vez que apresenta um herói religioso. que nessa passagem pode estar representado pela rigidez dos castigos do professor.. e) Essa obra é representativa dos romances românticos brasileiros. ao saber da notícia. («) restam grandes vestígios desse belo hábito. cortado. 21 e 22 ± esquece 23. . pálida. ² Ah! disse o compadre com um sorriso maligno. afastou-se pois a distância conveniente.´. nessa obra.Mas não é preciso apanhar. o cabelo.. honrado e moralmente impecável. e) ³² Ó compadre. o narrador refere-se à honra e à respeitabilidade dos meirinhos (oficiais de justiça). Considerandoo como um todo. o que denuncia. e) insere-se na estética romântica.. mais do que idéias contraditórias.

b) A obra é considerada um romance de costumes por descrever.) Com base nas afirmações de Holanda. Os elementos anárquicos sempre frutificaram aqui facilmente. Sérgio Buarque de.à construção da personagem feminina e ao destaque dado às camadas mais populares da sociedade. marcada por uma certa lassidão de valores. d) Manoel Antônio de Almeida satiriza neste livro a sociedade carioca dos tempos joaninos. ed. d) Representante típico da fina flor da malandragem. . assinale a afirmativa INCORRETA: a) A narrativa opõe -se ao modelo do romance romântico. ³À frouxidão da estrutura social. (4) O mestre de rezas ( ) É ridicularizado por Leonardo numa das estrepolias de sua infância. 8. p. d) Sendo uma obra de engajamento social. a) Escrito no momento em que movimentos em prol da República cresciam no Brasil. assinale a a lternativa que estabelece a melhor correspondência com o romance Memórias de um sargento de milícias.´ (HOLANDA. com olhar crítico e bem humorado. um herói -malandro que não pertence à ³classe dominante´. o final feliz. não alcança a patente das milícias e se priva de qualquer tipo de herança. (2) O Major Vidigal ( ) Desperta paixões em Leonardo pai e no mestre de rezas. o romance de Manuel Antônio de Almeida apresenta um retrato fiel da elite dirigente brasileira do século XIX. torna -se exemplo de ascensão das camadas sociais menos privilegiadas. com o narrador sendo figura de destaque e participando de inúmeras passagens. moleques. marcado pelas idealiza ções e pela visão eufórica da pátria. é INCORRETO afirmar que a obra a) se passa nas ruas e casebres do Rio de Janeiro. Raízes do Brasil. o que permitia às personagens transitar pelo universo da ordem e da desordem. na medida em que faz um traçado da história do Brasil imperial. utilizar um vocabulário baixo e de expressões censuráveis. contudo. Maria ( ) É o único personagem histórico do livro. (UFLA) Relacione personagens de ³Memórias de um Sargento de Milícias´. cuja falta de estratégia na administração pública levava à anarquia social e de val ores. ajeita -se na vida. escrito em 1853. 27. soldados". não tendo recebido amparo de nenhuma espécie. com as nuances típicas das "conversas das comadres. de Manuel Antônio de Almeida. o que reflete a falta de estruturação social do Brasil no século XIX. (PUC-SP) Em Memórias de um sargento de milícias. de Manuel Antônio de Almeida. incluindo -se nelas Portugal e Brasil. (3) A vizinha do barbeiro ( ) Adora demandas judiciais. espécie de pícaro pela bastardia e ausência de uma linha ética de conduta. e se consti tui em uma análise histórico-sociológica da organização da sociedade brasileira. e) Ao narrar as peripécias do jovem Leonardo. cuja desorganização social mostrava -se um reflexo da incapacidade político-administrativa da época. as cenas e os lugares pitorescos do Rio de Janeiro da época de D. É um romance de costumes. por exemplo. sem. pro cissões. retratando de modo grotesco a sociedade carioca: as festas. de Sérgio Buarque de Holanda. morais e culturais que a identificam como uma autêntica h eroína romântica. escrito em 1936. 5. contudo. b) Juntamente com a obra As minas de prata. transforma a obra de Manoel Antônio de Almeida em precursora da estética realista. e) A significativa presença de personagens populares. 26. A relação CORRETA é: a) 3 ± 1 ± 5 ± 4 ± 2 b) 3 ± 5 ± 1 ± 2 ± 4 c) 3 ± 4 ± 5 ± 1 ± 2 d) 3 ± 1 ± 2 ± 4 ± 5 e) 3 ± 5 ± 4 ± 2 ±1 28. de acordo com as conveniências. João VI. e) Herói às avessas que incorpora a exclusão social. Indique a alternativa que contém dados que caracterizam essa personagem: a) Narrador das peripécias relatadas em forma de memórias. o romance critica a sociedade escravocrata brasileira do século XIX. também um autor romântico. (UFLA) Considerando a narrativa de Memórias de um sargento d e milícias. incorporando costumes e acontecimentos do R io de Janeiro. apresentando. c) Embora escrito durante o Romantismo. sobretudo pela figura de seu protagonista. com f idelidade. os costumes da sociedade brasileira da época de D. e desenvolve sátira saborosa aos costumes da época que atinge todas as camadas sociais. (EFOA) A respeito de Memórias de um Sargento de Milícias. c) possui foco narrativo em 1ª pessoa. c) Luisinha. o romance faz uma crítica à estrutura social monárquica e desorganizada e vê no regime republicano um modelo ideal a ser adotado no país. Rio de Janeiro: José Olympio. o romance apresenta. com a cumplicidade ou a indolência displicente das instituições e costumes. como. b) Anti-herói. (UEL) O trecho transcrito abaixo pertence à obra Raízes do Brasil. e) descreve as cenas com um toque de realismo e de documentário da vida da época. aspecto que o roman ce retrata com clareza na descrição das festas e no comportamento imoral das personagens. 1975. porque. d) Reveste-se de comicidade. porque protegido do Vidigal. e pertencentes às classes intermediárias da sociedade . 37. representa as camadas populares privilegiadas dentro do mundo da ordem. d) apresenta uma linguagem marcada pelo tom coloquial. 29. malandro e oportunista. (5) D. os hábitos. b) pode ser considerada como romance pré -realista. o linguajar do povo. à falta de hierarquia organizada devem -se alguns dos episódios mais singulares da história das nações hispânicas. permanece imune às sanções sociais e em momento algum é recolhido à cadeia. João VI. considerado como um todo. há uma forte caracterização dos tipos populares entre os quais destaca-se a figura de Leonardo filho. ao mostrar o au toritarismo e a crueldade da personagem D . na linha do pitoresco. batizados. e características a que se referem: (1) A cigana ( ) Detesta Leonardo Filho. o romance de Manuel Antônio de Alm eida pode ser considerado um romance histórico. possui dotes físicos. o eterno amor de Leonardo Filho. Maria no tratamento rigoroso que dispensava às suas escravas. e) Põe em prática a afirmação de que através do riso pode-se falar das coisas sérias da vida e instaurar a correção dos costumes. de José de Alencar. vários pontos de contato com o Romantismo. c) Herói de um romance sem culpa. conforme vem sugerido no título do livro.

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