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Aprendizado Investindo no IBOV através de mini-contratos futuros


Aluguel de Ações SET 19, 2006 Por que investir em índice de ações? De
acordo com a teoria de mercados eficientes, não é
Áudio-Aulas Grátis Bastter Blue possível obter-se consistentemente um retorno
(ajustado pelo risco) acima do mercado, seja ele
Aprenda a Operar Opções
por meio de market timing ou seleção de ativos
(stock picking). Existe uma grande controvérsia
Cobrança da CPMF em Conta Invest.
sobre este tema, pois caso isto fosse verdade uma
boa parte da indústria financeira seria redundante
Contratos em Aberto
e desnecessária.
Curso Análise Fundamentalista
Desde a década de 60, diversos pesquisadores
investigaram a questão. Tomando como exemplo a
Curso Grátis: Análise Técnica
indústria de fundos mútuos de ações nos EUA e Reino
Unido, muitos estudos concluíram que a maioria dos
Entenda o que é Tag Along
fundos realmente não gera retornos estatisticamente
superiores ao mercado.
Entendendo Economia

No caso dos pequenos investidores, bombardeados


Funcionamento dos Leilões
diariamente por dicas de ações e sistemas e indicadores
de análise técnica “infalíveis”, o problema é ainda
Gestão de Capital e Risco
maior. Um fato muito importante, normalmente ignorado,
é o custo de transação.
Imposto de Renda em Aplic. Fin.
Um exemplo é o estudo conduzido por Barber e Odean
Investindo em Títulos Públicos
(2000), professores da Universidade da Califórnia,
analisando o retorno de 66.465 contas de uma grande
Investindo no IBOV através de
mini-contratos futuros corretora de varejo dos EUA. Eles dividiram os
investidores em 5 grupos, de acordo com o nível de
Proventos: Juros, Dividendos movimentação financeira (turnover).
e Subscrições
O gráfico abaixo mostra o que eles encontraram:
Manual do Iniciante

Trend Following

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Temos o retorno médio anual bruto (gross return) em branco, retorno médio anual líquido
(net return) em preto, e o quanto cada grupo movimenta (turnover), para os cinco grupos,
para o investidor médio, e para um fundo passivo de ações (iremos discutir o conceito a

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seguir).

Podemos ver claramente que o retorno bruto é semelhante para todos os grupos. Isto indica
que ao negociar mais o investidor médio não aumenta sua performance bruta, de modo que ele
está negociando com base em “ruídos” (a dica do momento ou o sistema “infalível”), ao invés
de informação útil. Quando considerado o custo de transação, quanto mais negócios o
investidor médio realiza (indo do grupo 1 ao 5), menor é seu retorno líquido, ou seja, maior é o
dinheiro que acaba saindo da sua conta para a conta de sua corretora.

Deste modo, dada a dificuldade de se bater o mercado consistente-mente, muitos pequenos e


grandes investidores preferem simplesmente como alternativa de baixo custo investir no
mercado de ações como um todo de maneira passiva, isto é, seguindo um índice de ações.

Índices de ações são construídos com o objetivo de representar a performance do mercado


como um todo (de um país, de grupos de países ou até mesmo de todo o mundo), de setores
específicos da economia ou de empresas que possuam características comuns. Os índices mais Publicados Recentemente
utilizados e divulgados são os que representam os mercados de países, por exemplo: Dow
Jones, S&P500 (EUA), FTSE (Inglaterra), Nikkei (Japão), Ibovespa (Brasil). O Castelo de Cartas

Os fundos que seguem índices de ações são chamados de fundos passivos (index trackers).
Investindo no IBOV através de
Como a composição do fundo é conhecida e fixa na maior parte do tempo, o custo é baixo. mini-contratos futuros

O fundo americano Vanguard 500, introduzido em 1976, segue o índice S&P500. Este fundo As Forças que movem o Mercado
possui mais de US$ 100 bilhões em ativos administrado e tem um custo médio de apenas
0,18% ao ano para o investidor. Manual do Iniciante

No Brasil, muitos destes fundos cobram taxas de administração elevada, de cerca de 2,5%
Estudando Economia
ao ano. Este pequeno artigo mostra uma alternativa com o uso de mini-contratos futuros
negociados na BM&F (Bolsa Mercantil e de Futuros ).

O que são mini-contratos futuros de Ibovespa?

Um contrato futuro é um acordo entre duas partes para comprar e vender um certo ativo em
um certo período no futuro por um certo preço. Um exemplo simplificado: um fazendeiro em
Agosto/2006 possui café estocado e pode estar preocupado com uma possível queda do preço
do café no mercado.

Desta maneira, ele vende contratos futuros de café na BM&F pelo preço de US$ 127,50 a
saca com vencimento em 21/09/2006. No dia do vencimento o fazendeiro entrega o café
recebendo o preço acordado anteriormente (US$ 127,50 a saca), mesmo que o preço tenha
caído no mercado. Deste modo o fazendeiro que vendeu o café garantiu seu preço. A
contraparte (que comprou os contratos futuros) irá ter feito um bom negócio se o preço do café
subir no mercado até o vencimento.

Contratos futuros são padronizados e negociados em bolsa. Deste modo as partes não
negociam diretamente.

No caso de contratos futuros do índice Ibovespa, o ativo não é físico, mas apenas financeiro
(o valor do índice). No dia do vencimento do contrato, a BM&F calcula o preço de liquidação do DJIA FUTURO TEMPO REAL
contrato, baseado no preço médio do índice Ibovespa das últimas duas horas e meia de pregão.
OUTROS ÍNDICES MUNDIAIS
Os vencimentos são bimestrais. Cada ponto do índice vale R$ 1,00 e o lote mínimo de
contratos que pode ser negociado contém 5 contratos.
FUTUROS AMERICANOS (DELAY)
Por exemplo, no dia 15/09/2006 um investidor compra 5 contratos futuros de Ibovespa a
COTAÇÃO DO PETROLEO
36.460 pontos. Suponha que no vencimento em 18/10/2006 o preço de liquidação seja de
39.460 pontos. Este investidor ganhou (39.460-36.460) x R$ 1,00 x 5 contratos = R$
15.000,00 no período menos os custos de corretagens.

Em geral a posição não é carregada até o vencimento, mas encerrada (zerada) antes com a
operação contrária a operação inicial. Por exemplo, o investidor comprou os 5 contratos por
36.460 em 15/09/2006. Após uma semana, o contrato está sendo cotado a 37.460 pontos. O
investidor pode simplesmente vender 5 contratos por 37.460, “zerando” sua posição inicial
comprada e embolsando a diferença (37.460-36.460) x R$ 1,00 x 5 contratos = R$ 5.000,00.

Como pode-se ver, o contrato de Ibovespa futuro é bem caro para o pequeno investidor.
Uma variação de 1000 pontos do índice em 5 contratos vale R$ 5.000,00. Desta maneira, a
BM&F introduziu o mini-contrato futuro, onde 1 ponto do índice vale R$ 0,20 e o lote mínimo
de negociação é de apenas 1 mini-contrato. Assim, no exemplo do parágrafo anterior, teríamos
(37.460-36.460) x R$ 0,20 x 1 contrato = R$ 200,00 para uma oscilação de 1000 pontos.

Em muitos casos, o pequeno ou médio investidor/especulador vê o mini-contrato futuro como


uma oportunidade para especular com alta alavancagem, isto é, apostar na direção do mercado
e ganhar dinheiro com oscilações de curto prazo. Não é este o nosso propósito. Contratos
futuros são uma alternativa extremamente barata e flexível também para o investidor de longo
prazo, como iremos mostrar abaixo e nos próximos artigos.

Utilizando mini-contratos para criar seu próprio fundo Ibovespa

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Suponha que um investidor deseje investir R$ 22.000,00 no índice Ibovespa. Estes recursos
estão atualmente em um fundo DI ou em títulos do Tesouro Direto, que podem ser utilizados
como margem junto a sua corretora. Vamos ignorar todos os custos de corretagem por
enquanto.

No nosso exemplo, o Ibovespa está sendo cotado a 36.169 e o mini-contrato futuro está sendo
cotado a 36.460 pontos no dia 15/09/2006. O cálculo do número de mini-contratos a ser
comprado é bem simples:

No nosso caso, teríamos:

Ou seja, deveríamos comprar 3 mini-contratos.

Supondo que no dia 18/10/2006 o índice Ibovespa e o contrato futuro estejam em 39.460,
teríamos um alta de:

Desta maneira seria esperado que seus R$ 22.000,00 se tornassem R$ 22.000,00 x (1,091) =
R$ 24.002,00 em 18/10/2006 em um fundo de ações passivo (menos a taxa de
administração).

Qual terá sido o resultado da nossa posição?

Os R$ 22.000,00 renderam juros no período. Utilizando a taxa Selic de 14,25% como


referência, 22 pregões até o vencimento em 18/10/2006 e considerando-se 252 pregões no
ano, teríamos, R$ 22.000,00 x (1,1425)22/252 = R$ 22.257,35 em 18/10/2006. A posição em
mini-contratos futuros rendeu (39.460-36.460) x 3 x R$ 0,20 = R$ 1.800,00. Portanto o valor
final da nossa posição seria R$ 24.057,35, que foi um valor bem próximo ao desejado.

Na prática, cerca de 2 dias antes do vencimento (16/10/2006) deve-se vender os


mini-contratos comprados anteriormente em 15/09/2006 e iniciar-se uma posição comprada
para o próximo vencimento, o que é conhecido como “rolar a posição”. Esta nova posição deve
ser calculada considerando-se o novo capital (por volta de R$ 24 mil).

É importante ressaltar que os juros ganhos no título público ou no fundo DI não é um “almoço
grátis” para o investidor. É a compensação pelos juros embutidos no próprio contrato futuro
(lembre-se que o Ibovespa estava em 36.169 e o mini-contrato futuro em 36.460).

Desta maneira, a única coisa que ocorreu foi que o investidor na prática “transformou” seu
fundo de renda fixa para um fundo de ações Ibovespa passivo.

Temos a seguir um exemplo por um período mais longo.

Resultados no período 15/09/2005 – 15/09/2006

Este exemplo considera a execução da estratégia do exemplo anterior durante o período de 1


ano, entre 15/09/2005 a 15/09/2006, com um capital inicial de R$ 40.000,00. Os dados foram
obtidos no site da BM&F.

Para o mini-índice, consideramos como preço de venda a cotação de fechamento menos 30


pontos e como preço de compra a cotação de fechamento mais 30 pontos, de modo que o
efeito do spread (diferença entre ofertas de compra e venda) não seja desprezado.

A taxa Selic acumulada foi obtida no site do Banco Central. Consideramos a remuneração do
capital a 90% desta taxa, pois uma parte do capital deve ficar líquida na corretora para os
ajustes diários. A corretagem considerada foi de R$ 3,00 por contrato.

Em 15/09/2005 o índice Ibovespa estava sendo cotado a 29.366 pontos, enquanto que 1 ano
depois, em 15/09/2006, este índice valia 36.169 pontos, uma valorização de 23,17%, que
transformaria o capital de R$ 40.000,00 em R$ 49.267,86.

O valor final da nossa posição foi de R$ 49.625,15. Esta diferença positiva ocorreu
principalmente porque arredondamos os 6,8 contratos em média de mini-índice para 7
contratos, portanto não é um mérito da estratégia.

Obtivemos desta maneira um retorno próximo ao índice Ibovespa apenas com ajustes
bimestrais na posição de contratos futuros.

Notamos também que a alavancagem utilizada (apenas 7 mini-contratos para R$ 40.000,00) é


bem menor do que a utilizada por especuladores.

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Clique sobre a imagem abaixo para ampliar a tabela demostrativa.

Observações e considerações finais

O mercado de ações pode ser arriscado no curto prazo. No Brasil entre 2000 e 2002 tivemos
um grande mercado de baixa em que o índice Ibovespa despencou de 19.000 pontos para
cerca de 8.400 pontos.

Desta maneira, o pequeno investidor deve considerar este fato ao construir sua carteira de
investimentos, que deverá conter além de ações (ou índice de ações com mini-contratos),
outras classes de ativos, como por exemplo: fundos de renda fixa, fundos cambiais,
fundos imobiliários, etc. Os cálculo do número de mini-contratos futuros será feito apenas
considerando-se a parte da carteira alocada para o mercado de ações.

O pequeno/médio investidor deve consultar sua corretora para questões operacionais, como
margens, ajustes diários, etc.

O objetivo deste pequeno artigo é mostrar uma maneira simples de utilização de contratos
futuros sem cálculos complexos, portanto evitou-se a introdução de conceitos mais teóricos ou
matemáticos.

O índice Ibovespa inclui o reinvestimento de dividendos em seu cálculo, portanto com esta
estratégia o retorno obtido será próximo ao retorno total do mercado (ganho de capital mais
dividendos).

Existem alternativas eficientes para proteção em caso de queda , baseada em opções.

Neste caso o investidor abre mão de uma parte do movimento de alta para diminuir suas
perdas no caso de um mercado em queda. Iremos explorar como construir estas defesas
utilizando mini-contratos futuros no próximo artigo.

Bibliografia: Barber, B. e Odean, T. (2000) Trading is Hazardous to Your Wealth: The


Common Stock Investment Performance of Individual Investors. Journal of Finance.

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