Manual Acompanhamento de crianças Técnicas de Animação

3244 – Acompanhamento de crianças – técnicas de animação Carga horária – 50 horas

Objectivos:

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Identificar os tipos, metodologias e técnicas, de animação. Planificar, desenvolver e gerir momentos de animação no trabalho com crianças.

Conteúdos

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Papel do animador e os diferentes tipos de animação Perfil do animador Tipos de animação

Metodologias e técnicas de animação

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Objectivos das técnicas de animação Expressão do movimento Expressão dramática Expressão plástica Expressão musical

Tipos de animação
• Animação individual 2

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Definição Estratégias Actividades Animação de grupos Definição Estratégias Actividades

Planificação de actividades
• • • • • • Elaboração e planificação de actividades Definição de objectivos Desenvolvimento de conteúdos Definição de estratégias Potencial de recursos humanos e materiais Flexibilidade da planificação

Quem é o animador?

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Animador é aquele. faz sombras chinesas. Estas actividades.O que nos diz o dicionário Que é quem tem alma... O Animador tem como função promover e desenvolver. fora do quadro escolar.... constrói gigantones... que nos piores momentos assobia. Animador é aquele. corajoso. que procura a participação das pessoas através da realização de actos culturais ou similares.. manipula as personagens. que constrói e brinca com fantoches e marionetas.. esperançado e que possui animação e esta revela-se pela sua vivacidade e entusiasmo. faz um truque de ilusionismo. que têm como objectivo uma educação global e permanente. imita os mimos (aqueles que reproduzem gestos e tiques). 1 . vida.. podemos dizer que é o que estimula espiritualmente.. E que nos diz a enciclopédia Que é um técnico de desenvolvimento comunitário. que é um ser animado. Animador é aquele.. para os momentos de reflexão ou de partilha. promove um jogo divertido na altura certa. podem dirigir-se a grupos especiais ou ser abertas a toda a comunidade. dedilha uns acordes na viola ou uns sons na flauta. utiliza a dramatização. socialmente. arranca com uma cantiga. muito especial.. para ajudar a criar um "ambiente” favorável ao recolhimento e à interiorização. narra uma piada. Resumindo. actividades com finalidades educativas (recreativas. culturais ou desportivas).. que leva uma música gravada. conta uma anedota.

que gosta de ajudar os companheiros na maquilhagem ou na caracterização. "O senhor Alegrete”. "O menestrel. cuida da iluminação e do som dos espectáculos.. Animador é: “ O mágico da cartola.... "O mestre dos jogos. 2 . "O guardião dos sucessos. "O agitador dos molengões.Animador é aquele. Animadores. improvisa guarda-roupa e os adereços. ensaia e gosta de encenar.

Tipos de Animação Estas tipologias umas vezes baseiam-se nas funções desempenhadas. outras na população servida. 2 . portanto. no âmbito de actuação. a um animador diferente dentro de uma base comum. na qualificação técnica e até nas finalidades e nas motivações. Cada uma destas modalidades dará lugar a uma especialização dentro do mundo da animação e.

Reúne os recursos necessários. meios financeiros e humanos. transportes e outros. tais como ateliês. tais como equipamentos. Avalia os programas e efectua os respectivos relatórios. etc. Concebe e executa individualmente ou em colaboração com grupos. expressão e criação cultural ou artística.) Programa um conjunto de actividades de carácter educativo.Tipos de Animação | Cultural Orientada para o desenvolvimento da criatividade. 2 . desportivo e social. suportes materiais para o desenvolvimento das acções. exposições. cultural. visitas a diversos locais (museus. Espaços de intervenção: • • • • • Casas e centros culturais Ateliê de expressões Escolas artísticas Museus Bibliotecas O que é que faz um animador cultural? • • • • • Organiza. coordena e desenvolve actividades de animação de grupo e comunidades.

cooperação. caracteriza. executa.Tipos de Animação | Social Modalidade orientada para promover e apoiar as associações de base. identifica. distingue. identifica. em prol do desenvolvimento da participação e do associativismo. avalia. Tem uma vertente comunitária. 2 . inventaria.onde planifica. apoia. mobiliza. com o propósito de resolver os problemas colectivos do grupo ou comunidade. criatividade. Capacidades do animador em modalidade social • Iniciativa. relaciona. capacita. equipa. dinamiza e organiza. trabalho em Competências do animador em modalidade social • Nível de Saber-Saber . promovendo as relações humanas e o desenvolvimento local. analisa e avalia. … decisão. conhece.onde descreve. • Nível de Saber-Fazer .

numa animação virada para as colectividades com problemas sociais e necessidades especiais. Tipos de intervenção • • • • Prevenir situações de carência e desigualdade socioeconómica e cultural. Reparar dos efeitos das situações anteriores. Grupos de risco. problema: Exclusão social. Promover a integração social. adolescentes. em situações 2 .Tipos de Animação | Social – vertente assistencialista Tem actuações de carácter compensatório ou paliativo. Marginalidade.alvo • • • • Crianças. Público . Dependência e exclusão social. adultos e idosos.

quando estimula a capacidade dos participantes para transformar ideias em projectos. Este tipo de animação é um meio excepcional para a alteração do comportamento e de mentalidades que persistem. da motivação. de entreajuda e auto-estima entre as pessoas. Maria José dos Santos Cunha. mais dispostos nos sentimentos para tratar os outros com respeito e mais satisfação encontramos pelo simples facto de vivermos”. para a Permite uma dinamização e optimização dos recursos pessoais para a inserção social. Espaços de intervenção: • • • Universidades Centros de férias Diversos equipamentos de ocupação e tempos livres Na Animação Educativa as suas características “potenciam e desenvolvem atitudes de formação pessoal e grupais adaptadas às contínuas mudanças”. o que é particularmente relevante na medida que “quanto mais positiva é a nossa auto-estima mais preparados estamos para enfrentar as adversidades e resistir às frustrações. Contribuir para a formação de uma auto-estima forte é o objectivo principal da Animação Educativa. designadamente quando promove valores de solidariedade. 2 . mais possibilidades temos de ser criativos no nosso trabalho e de encontrar mais oportunidades de estabelecer relações enriquecedoras.Tipos de Animação | Educativa Orientada para o desenvolvimento aprendizagem e formação permanente. A intervenção centra-se na pessoa e suas especificidades.

2 . para situações de necessidades educativa especial. marginalização. exclusão social. Que possui características próprias de um individuo distintas do restante grupo.Animação Individual Conceito de Individual • • Relativo a uma única pessoa. Estratégias • Encontrar métodos de trabalho específicos. faixas etárias diferentes.

Distinções Os grupos distinguem-se uns dos outros pelos mais variados critérios. No entanto. uma identidade própria que origina entre os membros um sentimento de pertença e que externamente é igualmente reconhecida. 1 . além do mais.Animação individual. pelo contrário. Um grupo coeso possui. Animação de Grupo Conceito de Grupo Um grupo é constituído por um conjunto de indivíduos. nem todos os conjuntos de indivíduos se podem considerar um grupo. mais funcional. Para que tal aconteça é necessário que um conjunto de indivíduos esteja em interacção durante um período de tempo considerável e que consiga desenvolver uma actuação colectiva com vista à prossecução de objectivos partilhados. Em função da natureza dos objectivos que prosseguem que podem ter uma natureza mais marcadamente emocional ou.

Estratégias de Animação de Grupos Animar um grupo consiste fundamentalmente em exercer uma acção facilitadora da sua evolução. Isto implica que a actuação do animador se vá adequando à medida que o grupo se desenvolve. nesta fase. mas pode.Pela organização mais informal ou mais formal. Um grupo pode facilitar mudanças comportamentais desejáveis nos seus membros. mas também negativos. que inevitavelmente se traduz numa maior ou menor intensidade e reciprocidade das interacções pessoais. pela dimensão. uma adequada integração em grupos é indispensável para a formação de um ser humano completo e equilibrado emocional e socialmente. Na fase de formação do grupo a atenção do animador deve centrar-se em facilitar os processos que permitam criar um bom conhecimento e relacionamento interpessoal entre os membros do grupo. facilitar a manifestação pelos seus membros de comportamentos socialmente indesejáveis e/ou desadequados. actuar nos processos de 1 . Assim. Paralelamente a esta acção de facilitação da organização do grupo o animador deve. O animador pode. ao longo da vida do indivíduo. Papel do Grupo O grupo desempenha papéis decisivos na vida humana já que é nele que se processa a socialização do indivíduo imprescindível à sua formação enquanto pessoa. também. É amplamente reconhecido que o grupo pode exercer uma forte influência no comportamento individual dos seus membros. E também e entre muitos outros critérios. Este efeito pode revestir aspectos positivos. também nesta fase. O trabalho do animador na fase de organização de estruturação do grupo consiste em trabalhar com o grupo de modo a que este consiga organizar-se para desenvolver a sua acção. ajudar o grupo a definir objectivos e a escolher as estratégias de acção e de organização.

o que também implica que o animador consiga actuar de modo a que o grupo se aproprie de informação. frequentemente se traduzem em regressões provocadas por alterações na composição e/ou na acção do grupo que frequentemente obrigarão à intervenção do animador no sentido de facilitar a reorganização do grupo para a superação de novos desafios e para a resolução de problemas que surjam. ainda. de ter presente a dinâmica dos processos que nele ocorrem e que. às características individuais dos membros do grupo e. às características e fase evolutiva do grupo com que estamos a trabalhar. Actividades A primeira regra na utilização das actividades é que não deve ser feita por fazer. de agir. também. A escolha de uma dinâmica deve assim adequar-se aos objectivos que pretendemos atingir. o grupo deverá estar em condições de actuar. de atender na selecção de actividades de animação de um grupo às condições físicas e materiais e ao tempo de que dispomos. naturalmente. Temos. Mas sim. A progressiva autonomia do grupo deve constituir-se como desafio fundamental do animador à medida que o grupo se estrutura e organiza para a acção. 2 . de produzir de um modo relativamente autónomo face ao animador que nesta fase deverá assumir um papel progressivamente mais discreto intervindo fundamentalmente como um recurso a que o grupo poderá recorrer se necessário. formação e ferramentas necessárias ao prosseguimento da sua acção. utilizá-las como recursos no nosso trabalho de facilitação do desenvolvimento dos grupos com que trabalhamos.favorecimento de um adequado relacionamento interpessoal e da máxima participação dos membros do grupo. Ao longo de toda a existência do grupo o animador terá. Superadas as fases de formação e de organização.

e se esta tiver sido adequadamente apresentada. a intervenção do animador pode e deve ser reduzida. Metodologias e Técnicas de Animação Expressão Plástica A expressão plástica é um dos modos mais característicos que a criança/jovem tem. também. No desenrolar de uma dinâmica. de forma criativa. como. não só de observar e manipular a matéria. de comunicar ao exterior a sua particular visão do meio. sua aquisição permanente de noções e a necessidade de compartilhar com os outros o seu estado emocional. 1 .Na dinamização das actividades o animador deve começar por apresentar da forma mais clara que lhe for possível o funcionamento e conteúdo da dinâmica motivando o grupo para a sua realização. ainda que presente para que as regras da actividade sejam seguidas e que a motivação se mantenha elevada. O animador assumirá um papel mais observante.

através de imagem espontânea. desde logo. mosaico e vitrais. e a expressão na criança/jovem.A criatividade. Conhecer e aplicar as possibilidades plásticas dos instrumentos. as próprias vivências. conhecimentos da aplicabilidade de certas técnicas no seu trabalho criativo. capacidade de comunicação.  Pintura e estampagem. Adquirir hábitos de observação visual.  Construções. grau de motivação e. implicam amadurecimento. nível perceptivo e motor. Expressão Plástica – unidades de trabalho  Desenho. Criar imagens partindo das diferentes estimulações ambientais. Alcançar uma progressiva habilidade e agilidade manual. Desenho • • • • • Expressar livremente. Desenho – instrumentos 1 .  Colagem.  Modelagem.

moldes. Marcadores. pés. …. mosaico e vitrais • • • Destrezas para cortar. • 2 . com rolo. pintura salpicada. Utilização de diversos tipos de material (papel de jornal. Pintura facial. Pastel seco. tempera/guache. com carimbos. Composições. Lápis de cor. seda. aguarela. Pintura sobre diferentes texturas.instrumentos Lápis de cor. rasgar e pegar. crepe. Representações figurativas. mãos. Pintura e estampagem . pintura por imersão. Pintura e estampagem • • • • • Experimentação com cor. pastel seco.Lápis de Grafite. Colagem. Estampagem com marcas de dedos. carimbos – cortiça. revista. esponja. pastel de óleo. etc. corda …. Combinações de cores para obtenção de outras novas. marcadores. Pastel de óleo. Carvão. papel transparentes. vegetais.

reciclagem. Composições. Conceitos de tridimensionalidade.instrumentos Pasta de papel (papel marchê). Modelagem . Criatividade de utilização dos materiais.instrumentos • • • • • Papel grosso/cartolina. Cortiça.instrumentos Diversidade de papéis. Transformação da matéria. diversidade de tecidos. 1 . Construções . Caixas de cartão. mosaico e vitrais . Domínio de espaço. Modelagem • • • • Sentido de tacto. Madeira. etc. plasticina.Colagem. barro. Expressão plástica mediante domínio da forma e do volume dos corpos. Construções • • • • Expressar plasticamente no espaço tridimensional. Esferovite/Poliestireno.

Expressão Musical A expressão musical adquire importância nas crianças/jovens. 1 .• • Materiais de reciclagem. Pastas de modelar. Expressão plástica. e possibilita o desenvolvimento da expressão e criatividade. na medida em que valoriza a organização de percepções auditivas. Contribui para cultivar a sensibilidade e a imaginação da criança/jovem.

Expressão Musical – unidades de trabalho  Ritmo. relaxamento.  Audição musical. desejos. Produção de sons utilizando objectos. Educação auditiva • • • • Sons e ruídos.  Instrumentos musicais. sentimentos. Ritmo • • • • Organização das percepções auditivas.  Educação auditiva.  Voz. instrumentos musicais e o próprio corpo. Voz • • A música como expressão de ideias. 2 . Qualidade dos sons. Produção de ritmos com o corpo. Canto. Coordenação dos movimentos corporais a ritmos. com objectos e instrumentos musicais. Reconhecimento de ritmos. Identificação de sons do ambiente.

Instrumentos musicais • Instrumentos: viola. piano. Audição de canções. flauta. Expressão musical. Expressão Dramática 2 . bateria … Audição musical • • • Reconhecimento de timbres e instrumentos em gravações. Audição de contos e poemas.

e expressão dramática. imaginativo e criador que é o jogo dramático. Divide-se em expressão corporal.  Processo dramático.A expressão da criança/jovem mais primitiva começa no jogo livre e chega através de sucessivas etapas a um jogo elaborado.  Modalidades de representação. Expressão corporal 1 . Expressão Dramática – unidades de trabalho  Expressão corporal. Expressão Dramática. por isso. Nesta área de expressão integram-se todos os recursos expressivos do homem e. é também o eixo de confluência de todas as áreas predominantemente expressivas. de representação. de expressividade e criatividade. que demonstra na liberdade de movimentos corporais.

etc. Montagem: texto. • • Modalidades de Representação Constituem as diversas técnicas de representação dramática. o que a diferencia claramente da mímica. consequentemente. partindo da vivencia do próprio corpo. Potencia a imaginação e a própria criatividade. efeitos especiais. como podem ser o conto. aprendida por parte da Representação frente a um público espectador. • • Processo Dramático • Processo estruturado ao longo do amadurecimento da criança/jovem. que permitirá pôr em marcha todas as modalidades expressivas e que constitui um grau de desenvolvimento intelectual. permite ao indivíduo conectar-se consigo próprio e. Linguagem que serve do gesto. a fábula. Aumentar a capacidade de vivenciar e assumir os principais papéis sociais.• É a atitude especificamente humana que. Uma das suas características fundamentais é a espontaneidade. a poesia ou mesmo a peça de teatro de crianças. do rosto e da posição do corpo e dos seus vários membros. Técnica de representação criança/jovem. decoração. construções. Todas requerem: • • • • Conteúdo: personagens e argumento. 1 . seja de argumentos próprios ou baseados em obras literárias. exprimir-se e comunicar com os outros.

2 . Teatro infantil/juvenil É a teatro planeado. nunca a palavra. Pode realizar-se juntamente com outros recursos expressivos. Fantoches e marionetas São representações de bonecos ou de figurinhas.Entre estas modalidades representativas. são projectadas sobre a parede ou sobre um ecrã. Teatro de sombras Representação com silhuetas de animais. as mais difundidas são: Mímica Representação que utiliza só o gesto corporal. como a música. organizado e interpretado pelas mesmas crianças que ao mesmo tempo se tornam espectadores do seu próprio espectáculo. varetas (marionetas). e inclusivamente a própria cabeça como suporte do corpo do boneco. que imitam a figura e os movimentos humanos. os efeitos sonoros e a iluminação. podem ser movidos usando uma ou as duas mãos. vestidas e adornadas. de objectos ou humanas. que fortemente iluminadas por detrás com um foco luminoso.

Marionetas. Expressão Psicomotora A expressão psicomotora estabelece a influência que o movimento tem na organização psicológica geral. Esta expressão promove: • • • • Reconhecimento do esquema corporal. para que assim o seja. Desenvolvimento da capacidade. deve levar associado uma vontade e uma intenção. etc. Orientação no espaço. disponibilidade e utilização do próprio corpo como elemento expressivo. respiração adequada. Expressão Psicomotora – unidades de trabalho • Esquema corporal. já que assegura a passagem da vertente corporal à vertente cognitiva-afectiva. nível de tensão. Portanto. não pode ser um movimento reflexo e espontâneo. ritmo. a actividade psicomotora. Aquisição das noções de equilíbrio. 1 . velocidade.

Adquirir a coordenação e o controle dinâmico geral do próprio corpo para a execução de tarefas da vida quotidiana e de actividades recreativas. Estruturar o espaço exterior e localizar nele o próprio corpo e os objectos. Organização temporal • Perceber as cadências e manifestações rítmicas presentes no que sucede à volta. Esquema corporal • • • Desenvolver uma imagem ajustada e positiva de si próprio. Organização espacial • • • Iniciar e desenvolver a aquisição das destrezas próprias da organização espacial. próprias possibilidades motoras. 1 . Descobrir e utilizar as sensitivas e expressivas.• • Organização espacial. Organização temporal. Progredir na segurança e precisão das deslocações através do espaço próprio. progredindo no conhecimento do próprio esquema corporal.

cálculos de tempo de velocidade. definir objectivos e as acções a realizar tendo em conta os recursos disponíveis. Dizendo de outro modo. esta metodologia deve ser entendida como uma metodologia participativa. adequadamente às exigências vividos das ou acontecimentos Aplicar. Uma vez que a Animação procura gerar processos de participação individual e colectiva. que compreende as seguintes etapas ou fases básicas: o estudo e diagnóstico da realidade. simultaneidade e sucessão. a execução do plano e a avaliação. nas acções quotidianas e nos jogos. o que implica que. nas suas diferentes fases.• • • Adequar o próprio comportamento sequências temporais dos outros. o planeamento da acção. o animador tem como preocupação envolver as pessoas e os grupos da comunidade e as organizações do meio em todo o processo. Planificação de Actividades As práticas de animação exigem para a sua plena eficácia o recurso a um processo organizado e sistemático de actuação (metodologia de intervenção). duração. executar com rigor o plano de acção concebido e proceder à avaliação dos resultados alcançados e dos processos desenvolvidos. 1º Fase – Estudo e diagnóstico da realidade 1 . Sequenciar narrados. o animador precisa conhecer a realidade onde pretende intervir.

Deve-se igualmente prever o tempo e o ritmo de realização das diferentes actividades e tarefas. no sentido da resposta aos principais problemas e necessidades detectadas na fase de estudo e diagnóstico e face às prioridades estabelecidas. Os objectivos traduzem os resultados esperados ou propósitos que se desejam alcançar no período de tempo de duração do projecto e devemos procurar enunciá-los de uma forma precisa e clara. há necessidade de estudar a realidade sobre a qual se vai actuar. deve-se proceder à elaboração do plano de acção de modo a garantir um maior rigor e organização do conjunto das actividades a desenvolver. É essencial identificar necessidade. prever os recursos necessários. a identificação dos recursos a utilizar. carências e centros de interesse relacionados com os grupos ou populações implicadas. elaborar um plano de acção significa responder às seguintes questões: Fazer … O quê? Natureza do Projecto Objectivos Actividades/Metodologia Para quê? Como? 2 . A elaboração do Plano de Acção inclui a definição dos objectivos que se pretendem alcançar. financeiros. A programação das acções consiste em escolher as actividades mais adequadas para atingir os objectivos definidos. É a partir deste levantamento que se definirão os problemas (diagnóstico) e as estratégias de acção e actividades a desenvolver. …) de que se dispõe.Para a realização de programas de animação sócio-cultural. materiais. Devemos igualmente ter em conta se os objectivos definidos são possíveis face aos meios (humanos. Em resumo. a programação das acções a desenvolver. 2ºFase – Plano de Acção Realizada a fase de estudo e diagnóstico. definir quem são os responsáveis pela preparação e acompanhamento.

divulgação e visibilidade dos projectos são aspectos fundamentais para criar condições e despertar o gosto e a necessidade da participação. não invalida uma atitude flexível e reflexiva sobre os mesmos. utilizar meios e instrumentos que facilitem a expressão individual e colectiva. privilegiar no desenvolvimento das actividades. A execução do plano. os meios. instrumentos e técnicas que favoreçam a participação dos grupos implicados e a sua auto-organização. É importante uma observação permanente sobre 2 . obedecendo ao cumprimento de actividades e objectivos planeados. por forma a gerar processos de participação. No decurso das actividades deve-se. é importante ter um público-actor que progressivamente vá sendo capaz de se organizar e tomar nas suas mãos o desenvolvimento de iniciativa e decisões. Deve-se ter em conta. ou seja. os seguintes aspectos: A necessidade da sensibilização e motivação – A informação. Mais do que procurar ter um públicoespectador. entre outros. sempre que possível.Quando? Com quem? Com quê? Calendarização Recursos Humanos Recursos Materiais e Financeiros 3ºFase – Execução do Plano Ao executar um plano de acção deve-se ter em conta a metodologia específica da animação. envolvimento e comunicação entre os grupos.

por forma a ir alterando e reajustando as metodologias utilizadas.: modificação do nível de auto-confiança). significa reflectir sobre o feito para descortinar o que fazer… 2 . Aprofundar o diagnóstico da realidade. Com esta avaliação pretende-se: • • • • Analisar os resultados quantitativos ( ex. tendo em vista futuras acções. se foram suficientes. Analisar os resultados qualitativos (ex. …). 4ºFase – Avaliação Em termos formais e de acordo com as etapas da metodologia.os processos e os resultados alcançados. Analisar os recursos utilizados ( se foram os mais adequados.:número de pessoas que participaram numa dada actividade). a avaliação aparece como um momento final após a execução do plano de acção.