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ÚBERE DA VACA

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ÚBERE DA VACA

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Apresenta 4 glândulas mamárias individuais chamadas de quartos mamários. Os quartos mamários são unidades glandulares completamente independentes. O úbere tem revestimento piloso e o teto é completamente sem pelo O peso do úbere é variável, e no caso da vaca em lactação é de 14 a 32 kg . A capacidade de produção não está totalmente relacionada com o tamanho já que a relação parênquima (tecido secretório) e estroma (tecido conjuntivo) varia amplamente. O úbere dispõe de dois ligamentos (lateral e mediano) como estruturas primárias de suporte. A pele oferece pequeno suporte mecânico, mas não suficiente para proteger o úbere. As duas metades do úbere bovino estão separadas pelo ligamento suspensório médio formado por duas lamelas de tecido conjuntivo elástico que se origina da túnica abdominal. A extremidade posterior desse ligamento está ligada ao tendão pré-púbico. A estrutura suspensa do úbere Os ligamentos suspensórios laterais são (Adaptado do The Bovine Udder and compostos de tiras fibrosas, não-elásticas, Mastitis, ed Sandholm et al. 1995) . formando numerosas lamelas que penetram na glândula e se tornam contínuas com o tecido intersticial do úbere. Eles estão unidos aos tendões pré-púbicos e subpúbicos, que estão unidos à sínfise pélvica. Os alvéolos e os ductos são rodeados por células mio-epiteliais contráteis também chamadas de “células em cesta”, que respondem à ocitocina e favorecem a “descida do leite”. O leite é drenado dos ductos principais para a cisterna da glândula e daí passivamente para a cisterna da teta onde fica retido. A cisterna da glândula comunica-se com a cisterna da teta através de uma crista circular (ânulo) que contém uma veia e algumas fibras de musculatura lisa. A cisterna da teta comunica-se com o exterior por uma abertura estreita no final da teta, chamada de ducto papilar (canal da teta). O óstio papilar dispõe de fibras musculares lisas. A estrutura primária responsável pela retenção do leite é um esfíncter muscular que rodeia o canal da teta. Irradiando-se para cima existe uma estrutura conhecida como roseta de Furstenberg, formada de 7 a 8 dobras de camadas duplas de epitélio e tecido conjuntivo subjacente.

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Quando a vaca está produzindo 60 litros de leite por dia.0 L/min • Para produzir 1 litro de leite é necessário circular pelo úbere 500 litros de sangue. Um intenso fluxo sanguíneo é a condição para uma alta produção secretória das Glândulas Mamárias. Uma pequena parte do suprimento sangüíneo é garantido pela artéria perineal ventral (ramo da pudenda interna) que passa logo abaixo da vulva.0 L/min 14 dias após o parto 33 kg 12. Na vaca. As veias das glândulas mamárias são desprovidas de valvas. A drenagem sanguínea do úbere da vaca é feita pela veias pudendas externas de cada lado. Um estudo feito em vacas demonstrou que: Massa do úbere Fluxo sanguíneo 14 dias antes do parto 20 kg 4.5 L/min Na época do parto 44 kg 21. o suprimento sangüíneo é feito principalmente pela artéria pudenda externa que passa pelo canal inguinal e divide-se em ramo cranial e caudal. na linha mediana.• • • • • • As duas metades do úbere (direita e esquerda) recebem suprimento sangüíneo das artérias ipsilaterais existentes (artéria pudenda externa direita e esquerda). e chega até a parte caudal de ambos os lados da glândula mamária da vaca. Após o parto ocorre rapidamente um desvio do fluxo sanguíneo do útero para as glândulas mamárias. O ramo cranial supre de sangue o quarto mamário anterior e o ramo caudal supre o quarto mamário posterior do mesmo lado da artéria. significa que . Elas recebem o sangue dos quartos mamários cranial e caudal do mesmo lado e drenam para a veia epigástrica superficial caudal do mesmo lado. Caudalmente drena para a veia perineal.

Durante cada ciclo estral a Glândula Mamária é estimulada por hormônios ovarianos (Estrogênio e Progesterona) e ocorre o crescimento associado com o alongamento e ramificação dos ductos mamários e desenvolve-se o sistema lobuloalveolar. Na fase Fetal • • • Aos 35 dias de idade. as vacas de leite de alta produção de hoje estão expostas a grandes demandas. Aos 100 dias começa a formação de canais na extremidade do botão e prossegue produzindo eventualmente uma abertura para o exterior.000 litros de sangue estão circulando através da glândula mamária. Por meio dos troncos lombares. forma-se uma linha mamária do estrato germinativo. pois o número de células alveolares mamárias influencia diretamente o rendimento do leite.• pelo menos 30. ovarianos. penetrando no sistema venoso próximo a origem da veia cava cranial. Após a concepção . Na puberdade • • Antes do primeiro ciclo estral o parênquima mamário começa a crescer a uma taxa mais rápida do que o corpo como um todo (crescimento alométrico). • O aumento do tamanho se deve ao aumento de tecido conjuntivo e gordura. As glândulas mamárias têm uma extensa rede de vasos linfáticos que drena para os linfonodos supramamários. Assim. a linfa passa através do ducto torácico. tanto para o crescimento quanto para a sua função. De todos os órgãos a glândula mamária é o que está sobre controle hormonal estrito. Os vasos eferentes desses linfonodos passam para os linfonodos ilíacos externos. MAMOGÊNESE NO SEXO FEMININO O crescimento mamário é o principal determinante da capacidade e rendimento do leite. da córtex adrenal e placentários. Na fase pré-púbere • O aparelho mamário do nascimento até a puberdade sofre pouco desenvolvimento e sua velocidade do crescimento mamário está de acordo com a velocidade de crescimento corporal (crescimento isométrico) mantendo-se assim até o início da atividade ovariana que precede a puberdade. Aos 60 dias de idade o botão mamário se aprofunda na derme e a teta começa a se formar. O controle da mamogênese é feito por hormônios hipofisários.

• • • • • • • No decorrer da primeira gestação. O segundo estágio começa com a secreção copiosa de todos os componentes do leite na proximidade com o parto e permanece por diversos dias após o parto em muitas espécies. A glicose é um fraco aceptor de resíduos de galactosil. após o declínio da progesterona plasmática e secreção aumentada da prolactina no parto. para formar a lactose no aparelho de Golgi. resultando na formação de lactose-sintetase ativa. Uma unidade de glicose é convertida em galactose. com o efeitos adicionais da Prolactina e da Progesterona observa-se um extenso desenvolvimento lobuloalveolar A secreção de leite normalmente começa durante a última parte da gestação e resulta na formação do colostro. a α-lactoalbumina aumenta. Involução mamária • • • Caracterizada pela diminuição no número de células epiteliais mamárias e também na atividade por célula. no qual ocorre a diferenciação e multiplicação das células alveolares mamárias. por ação do estrogênio. As células epiteliais mamárias completarão a sua diferenciação. permitindo o início da síntese de lactose. Até o final da gestação a Glândula Mamária terá se transformado em uma estrutura cheia de células alveolares que sintetizam ativamente e secretam leite. A lactose-sintetase catalisa a reação da glicose e galactose. No final da gestação. O crescimento acelerado durante a gestação deve-se provavelmente a secreção aumentada e sincrônica de hormônios esteróides (estrogênio e progesterona) e polipeptídicos (prolactina. GALACTOPOESE . Após 3 ou 4 meses de gestação em vacas. Ao final do sexto mês. gH e glicocorticóides.e os alvéolos se formam e começam a substituir o estroma (adipócitos).Estabelecimento da secreção láctea • • • • • É o processo de preparação da Glândula Mamária para a produção de leite. LACTOGÊNESE . Duas moléculas de glicose devem entrar nas células epiteliais mamárias para cada molécula de lactose a ser formada. gH e lactogênio placentário). O lactogênio placentário está presente na placenta dos primatas. Assim. mas na presença da α-lactoalbumina a galactosiltransferase é modificada tornando a glicose um aceptor eficiente para a galactose. pois se fosse a gestação simultânea com a lactação seria impossível. com a queda da progesterona e a presença de prolactina e glicocorticóides.os ductos mamários alongam-se novamente. ocorrerá a maturação das glândulas mamárias permitindo que elas atinjam sua completa capacidade funcional. A extensão da degeneração alveolar varia com a espécie e está governada pela capacidade hormonal manter as estruturas lobuloalveolares.Manutenção da secreção láctea . alem de outras espécies. ruminantes e roedores. O primeiro estágio consiste em diferenciação parcial enzimática e citológica das células alveolares e coincide com a pouca secreção de leite. Esta enzima compõe-se duas subunidades: galactosiltransferase e α-lactoalbumina. ocorre a lactogênese O bloqueio do hormônio progesterona sobre a lactogênese não é absoluto. Os espaços previamente ocupados pelos alvéolos em degeneração são substituídos por células adiposas.

Foi demonstrado experimentalmente que a liberação de prolactina pelo reflexo da sucção é necessário para a secreção e manutenção da lactação em gatas e ratas. Associado ao reflexo de liberação da ocitocina ocorre um reflexo para liberação de prolactina que está associado com supressão da ovulação das mulheres. ACTH. gH. Em seguida ocorrera o fluxo passivo para os grandes ductos e cisternas.• • • • • • • É a manutenção da lactação que requer a conservação do número de células alveolares. Progesterona e Prolactina =C=>Prolactina e Glicocorticóides • O gado de leite tem mais gH e menos . Finalmente. Um complexo hormonal controla a lactação. a síntese do leite não persiste apesar do estado hormonal adequado. de acordo com a espécie. uma intensa atividade de síntese celular e a eficácia do reflexo de ejeção do leite. enquanto diversos outros hormônios são essenciais para a manutenção de intensa síntese e secreção do leite. gH e Glicocorticóides =B=>Estrogênio. A ocitocina é requerida para a retirada do leite. ocorre o reflexo de ejeção do leite. mas não nas cabras. mas a não ser que o leite seja removido freqüentemente da Glândula Mamária. Apos a hipofisectomia. TSH (Apos o restabelecimento da produção. o transporte intracelular desses constituintes e a descarga dos constituintes no lume alveolar. para manter a produção de leite será necessária a suplementação hormonal conforme se segue: RATAS => Prolactina e ACTH COELHAS => somente Prolactina CABRAS e OVELHAS => Prolactina. gH. a prolactina pode ser suprimida que a produção se mantém) HORMÔNIOS ENVOLVIDOS COM A LACTOGÊNESE E GALACTOPOESE DUCTOS ATRÓFICOS =A=> DUCTOS EM CRESCIMENTO =B=> CRESCIMENTO LOBULOALVEOLAR =C=> SECREÇÃO DO LEITE =A=>Estrogênio. Glicocorticóides. A secreção láctea inicia-se com a síntese dos constituintes dentro das células alveolares.

• • insulina que o gado de corte. . nos ruminantes o papel mais importante é desempenhado pelo gH. Estimula o consumo de oxigênio e a síntese de proteínas aumentando a síntese do leite. a prolactina tem papel importante em todos os não ruminantes estudados. vitaminas. Início e manutenção da lactação ao exercer seu efeito sobre o número de células mamárias e sobre a atividade metabólica. início e manutenção da lactação O GH direciona os nutrientes para a síntese do leite e aumenta a produção. Os nutrientes do leite incluem: Energia (lipídios e Carboidratos). • O mecanismo exato para a copiosa secreção do leite na proximidade do parto ainda precisa ser completamente elucidado. Metabolismo do Cálcio e Fósforo Metabolismo da glicose Ejeção do leite Crescimento dos ductos mamários Crescimento lóbulo-alveolar mamário e inibição da lactogênese Crescimento mamário O leite contém todos os nutrientes necessários para a sobrevivência e o crescimento inicial dos mamíferos recém nascidos. Essas mudanças hormonais também são observadas nos machos • Embora a manutenção da lactação usualmente requeira a presença de vários hormônios da hipófise anterior. proteínas. mas a queda de Progesterona é um fator de importância. mas o nível de prolactina é igual. eletrólitos e água São muitas as diferenças entre os leites produzidos pelas espécies mamíferas selvagens e domésticas. aminoácidos. HORMÔNIOS Prolactina Hormônio do crescimento (GH) Glicocorticóides T3 e T4 Paratormônio Insulina Ocitocina Estradiol Progesterona Lactogênio Placentário LEITE • • • PRINCIPAIS AÇÕES Crescimento mamário. minerais. sendo maior no verão que no inverno. A prolactina em ruminantes varia com a estação do ano.

0 8. A gordura do leite se apresenta na forma de glóbulos envolvidos por uma membrana fosfolipídica correspondendo a uma mistura de lipídios (TGL.6 33. natureza da dieta. AGL.9 1.3 1.5 Energia (kcal/100 g) 72 137 329 139 52 66 214 • A composição básica do leite pode ser considerada pouco variável.8 Resíduo % 0.6 18.0 2.6 0.3 1.4 0.3 6.1 79.7 1. MGL.4 2.5 0.1 10. mas observase que nos seus constituintes individuais as variações entre as espécies são significativas.8 87.1 2. meio e fim).2 0. entre outros. estando o ponto de fusão abaixo da temperatura corporal.5 7. DIETA LEITE FASE DA LACTAÇÃO Inicial Até 30 dias pós-parto Média Entre 30 e 150 dias pós-parto Final LEITE > [ ] de gordura e proteínas < [ ] de gordura e proteínas Rica em Energia > [ ] de gordura (CHO não fibrosos) Rica em proteínas Discreto aumento na [ ] de proteína > [ ] de gordura e proteínas com menor Após 150 dias pós.2 3.7 Humana Ratos Golfinhos Cães Equinos Bovinos Renas • Gordura Caseína Proteína Lactose % do soro % % % 4.7 1.0 58. fase da lactação e até mesmo com o momento dentro da amamentação (início. entre eles: genética.7 5.3 0. . fosfolipídios e esteróis) e ácidos gordurosos variáveis de acordo com as espécies.3 76. o glicerol e outros intermediários são sintetizados no citosol e a biossíntese de triglicerídeos ocorre no retículo endoplasmático das células epiteliais mamárias. DGL.1 10.9 2.6 4.2 1.9 2.5 2. Os ácidos graxos.6 1.2 6.0 3.4 88.3 66. Dentro de uma mesma espécie as variações na composição do leite estão relacionadas a vários fatores.3 3.9 1.volume produzido parto Gordura do Leite: • • • Gotículas de gordura surgem próximo a membrana basal e atingem a parte apical onde deixam a célula englobadas por uma parte da membrana citoplasmática na forma de um glóbulo.5 0.Espécies Água % 87.

oléico (C18:1) e linoleico (C18:2).• • • A maioria dos lipídios está na forma de TGL (3AG + Glicerol) que têm origem no fígado e atingem a glândula mamária. Lembre-se que em ruminantes a glicose sanguínea é derivada principalmente da gliconeogênese no fígado que utiliza o ácido propiônico. Há três principais fontes de AG: • A primeira e mais importante em ruminantes é a síntese a partir do acetato e ß-hidroxibutirato transportados desde o rúmen. Portanto. Esses AG com mais de 14 carbonos de comprimento são originários tanto da dieta como da microbiota do rúmen e são principalmente ácidos palmítico (C16) e esteárico (C18:0). Corresponde a um dissacarídeo composto por dois monossacarídeos (Glicose + galactose). galactose. fucose e N-acetilglicosamina (variáveis entre as espécies) . • A terceira fonte é a acetil-CoA citoplasmática da glicólise e do ciclo do ácido cítrico. contribui para todos os ácidos de cadeia curta e em parte para os ácidos de C16 em ruminantes. ou são sintetizados na própria glândula mamária. A glândula mamária retira ativamente a glicose do sangue e desta forma o sangue venoso que deixa a glândula é sempre pobre em glicose. derivado da via glicolítica ou da lipólise dos triglicerídeos durante a captação de AG pela Glandula Mamaria. Um hálito fortemente cetônico é facilmente observado nestes animais. A Lactose • • • • A Lactose é considerada o principal carboidrato do leite (é o açúcar do leite). • A fonte primária de glicerol para formar os triglicerídeos é o glicerol-3-fosfato. um ácido graxo volátil absorvido do rúmen. O acetato via malonil-CoA. as glândulas mamárias consomem a maioria da glicose de origem hepática para a produção de lactose. Os não-ruminantes usam a glicose do sangue não só para gerar energia mas também como fonte de carbono para a síntese dos ácidos graxos. As glândulas mamárias dos ruminantes necessitam do acetato sangüíneo e do beta_hidroxibutirato (AGL originados na digestão) como fontes de Carbono para a síntese de AG. A síntese da lactose envolve necessariamente a síntese de proteínas (enzimas). CETOSE DAS VACAS = no pico da lactação de uma vaca leiteira de grande produção. o ácido propiônico é o substrato definitivo para a produção da lactose em ruminantes. cuja síntese ocorre no interior da vesícula de Golgi em associação com as proteínas. como substrato. O consumo de glicose além da capacidade de gliconeogênese determina a hipoglicemia e o fígado produz corpos cetônicos (ácidos metabólicos) que se acumulam no sangue e determinam a acidose metabólica. Observa-se menores concentrações de glicose. • A segunda fonte são os triglicerídeos presentes nos quilomicrons circulantes e lipoproteínas de baixa densidade. A Lactose sintetase é formada pela união da alfa-lactoalbumina (origem no RER e englobada pelo Complexo de Golgi) com a galactosil-transferase . Carboidratos: Variam em complexidade entre as espécies Espécies Équidnas (Tachyglossus aculeatus) Ornitorincos Marsupiais Eutérios Principais carboidratos Fucosilactose Difucosilactose Galactose Lactose. Mais da metade dos AG no leite da vaca é derivado diretamente do sangue.

Esses componentes mais o cloreto mantêm o equilíbrio osmótico do leite. Elas são sintetizadas pelas bactérias do rúmen. é uma enzima proteolítica secretada pelas células epiteliais gástricas de mamíferos jovens. As vesículas de Golgi com as proteínas atingem o ápice das células alveolares e fundem-se com a membrana citoplasmática e descarrega o conteúdo no lume do alvéolo. Na e K são normalmente constantes no leite. a albumina sérica (produzida pelo fígado) e as imunoglobulinas (produzidas pelos linfócitos). convertidas de precursores no fígado. Outros componentes • • • • O Ca. Sua função é formar o coalho e retardar a presença do leite no estômago para que se inicie a digestão protéica e haja melhor aproveitamento.Proteínas • • • • As principais proteínas do leite são as caseínas (a . Cl. Na e Cl para o leite determina o volume de leite produzido. Ela altera a característica do leite ingerido do estado líquido para o estado semi-sólido (coagulação). A secreção de lactose. Elas têm origem da união dos aminoácidos originados do sangue pelas células secretoras da glândula mamária. onde se formam as seqüências específicas de aminoácidos. Outras proteínas podem ser encontradas no leite. ß. K. a estabilidade do RNAm e a velocidade do transporte do RNAm. A síntese de proteína do leite tem regulação hormonal que controla a transcrição gênica. K. onde ocorrem as modificações das proteínas do leite. O DNA é transcrito a RNAm e este carreia a mensagem codificada do núcleo para os ribossomos citoplasmáticos localizados no retículo endoplasmático rugoso. as proteínas são transportadas para o aparelho de Golgi. As vitaminas não podem ser sintetizadas pela Glândula Mamária. que formam as proteínas do leite. Após a síntese no retículo endoplasmático rugoso. As concentrações de lactose. entre elas a alfa-lactoalbumina e beta-lactoglobulinas (produzidas na glândula mamária). Na e Mg são minerais primários do leite. A renina ou quimosina. tais como o dobramento da cadeia e fosforilação das caseínas. no intestino delgado e na pele ou derivadas diretamente das fontes alimentares. e κ-caseína) . P. A Secreção do leite .

e isso é essencial para . Elas sintetizam e secretam as proteínas e a gordura do leite. Mamíferos árticos e aquáticos produzem leite com alto teor de gordura. A quantidade e a qualidade do leite produzido pelas diferentes espécies podem ser respaldadas pela Hipótese de Bem Shaul “espécies que amamentam suas crias com maior freqüência tem menor concentração de nutrientes do que as espécies que não fazem”. As partículas lipídicas citoplasmáticas coalescem para formar gotas maiores à medida que migram do retículo endoplasmático na direção da membrana apical. Essas gotas atravessam a membrana e surgem como glóbulos envolvidos em um invólucro da membrana plasmática apical. essas células se tornam-se cada vez mais cuboidais e altas e iniciam novamente a síntese. onde o conteúdo vesicular é descarregado no lúmen. Essas vesículas movem-se em direção à superfície apical das células epiteliais mamárias e se fundem com a membrana plasmática.• • • • • • • A secreção do leite é feita pelas células epiteliais que revestem os alvéolos mamários. O movimento dos constituintes do leite ocorre de maneira seqüencial nas células mamárias. As proteínas do leite sintetizadas no retículo endoplasmático rugoso movem-se para o aparelho de Golgi. proteínas e sais) são então incorporadas nas vesículas de Golgi. Os constituintes não gordurosos do leite (lactose. Após a secreção ativa do leite o epitélio se torna cuboidal baixo e após a remoção do leite.

Nos bovinos. As imunoglobulinas estão altamente concentradas no colostro e permite aos neonatos receber a imunidade passiva. também estão presentes em concentrações relativamente altas no colostro. especialmente de vitamina A. Os neonatos possuem um tempo limitado (24 a 36 horas) durante a qual as imunoglobulinas podem ser absorvidas através do intestino. lipídios e proteínas. A IgA é produzida na glândula mamária por células de origem sanguínea e sofre menor ação das enzimas proteolíticas. macacos. Nas espécies. O colostro é uma rica fonte de nutrientes. Difere do leite por apresentar maior concentração de proteína. o que garante uma rápida proteção contra os organismos ambientais. protege contra os agentes infecciosos. Na + e Cl .e menor concentração de lactose e K + . Colostro • • • • • • • • • • • É o nome dado à secreção da glândula mamária por vários dias no pré e pós parto. Quantidades de componentes do colostro bovino como percentagem dos níveis no leite normal Componente Materia Seca Lactose Lipídios Minerais Proteínas Caseina Albumina Globulina Vitamina A 0 220 45 150 120 210 500 3500 600 Dias após o parto 3 100 90 90 100 110 120 300 120 5 100 100 100 100 110 105 200 105 . O colostro além de nutrir a cria. onde a placenta permite a passagem de imunoglobulinas (homem. Uma exceção é a lactose cuja síntese é inibida até a ocasião do parto. As caseínas e albuminas. o colostro é a única forma de oferecimento de imunoglobulinas para a cria. Em ungulados e marsupiais. • Mamíferos desérticos produzem leite com alto teor de gordura. e isso é essencial para evitar a perda de água da mãe. o colostro tende a ser viscoso e amarelado.evitar a perda de calor dos filhotes. coelhos). o colostro provê também uma importante proteção contra as infecções dentro do lume intestinal através da IgA.

também chamado de “descida do leite”. OBS* A ejeção do leite também. A utilização de gH pode aumentar a produção do leite da vaca durante o ciclo de lactação. O CICLO DA LACTAÇÃO • • • • • • O espaço de tempo necessário para que o colostro se transforme em leite normal varia em cada espécie. mas o uso de prolactina é inefetivo. A baixa pressão intra-alveolar após a ordenha cessa o feedback negativo e facilita a síntese e o transporte do leite para o lúmen alveolar. prática muito usada no velho Egito. Caso após os 305 dias do período de lactação. A estimulação mecânica das tetas. A retirada freqüente do leite produz aumento das taxas de secreção e diminuição das pressões intramamárias. . Obs* O reflexo também pode ser desencadeado por outros estímulos associados ao ambiente da ordenha. A ocitocina liga-se aos receptores nas células mioepiteliais.Fisiologia da ordenha • • • • • • • • A secreção do leite é um processo contínuo e está sob controle de um feed back negativo responsivo à alta pressão intra-alveolar. evitando que a ocitocina atinja as células mioepiteliais. O leite acumulado dentro do alveolo inibe a captura dos precursores do leite por mecanismos químicos de feedback. A produção de leite tende a aumentar nas primeiras 3 a 8 semanas de lactação e então começa a declinar lentamente até o final da lactação. A contínua secreção aumenta a concentração dos componentes do leite e a pressão intra-alveolar. por fatores físicos ou por ambos. deverá ser forcada a cessar a lactação para prepará-la para a próxima lactação. inicia o reflexo neural que se propaga das tetas à medula espinhal até os núcleos paraventricular e supra-óptico do hipotálamo e daí. ocorre contração das células e dos alvéolos com conseqüente ejeção do leite. O uso de hormônios da tireóide também resulta no aumento da produção da leite. OBS* O reflexo de ejeção do leite é inibido por vários estímulos estressantes. a vaca ainda mantenha grande produção de leite e esteja em gestação. pode ser obtida através do reflexo de Ferguson desencadeado pela injeção de ar na vagina da vaca. como a ordenha e a sucção. onde a ocitocina é descarregada para o sangue. O estresse aumenta a descarga de adrenalina e noradrenalina. A adrenalina também pode bloquear a ligação da ocitocina as células mioepiteliais. Este período deverá ser de no mínimo seis semanas. Existe também a possibilidade de que componentes específicos do leite possam agir dentro da célula mamária para inibir sua própria secreção independentemente da pressão intramamária. O período de lactação ideal é de 305 dias. Assim a capacidade de armazenagem de leite determina a velocidade de secreção e a produtividade da glândula. para a neurohipófise. Exemplos de Respostas condicionadas: presença do bezerro. A remoção do leite da glândula mamária é dependente de um reflexo neurohormonal que resulta na ejeção do leite. mas alem da estimulação metabólica geral a sua retirada induz a uma queda vertiginosa para cerca de 3% da produção da vaca. ambiente da sala de ordenha. que causam a contração das músculos lisos e dessa forma obstruem os ductos mamários e vasos sanguíneos.

Metabolismo da glândula mamária Uma das características relacionadas ao inicio da lactação é o considerável aumento na ingestão de alimentos e água. Os lisossomos contêm enzimas hidrolíticas e desempenham um papel principal na destruição celular durante a involução no final da lactação. O acetato supre carbonos para a síntese de novos ácidos graxos e gera ATP através do ciclo do ácido tricarboxílico e sistema de transporte de elétrons. atingindo o lúmen. são modificadas no aparelho de Golgi onde a maioria dos constituintes não gordurosos do leite são adicionados. sintetizadas no retículo endoplasmático rugoso (RER). A glicose é o substrato energético primário em não-ruminantes. e o leite é liberado através da membrana apical. acompanhado por hipertrofia do trato intestinal para permitir absorção mais rápida dos nutrientes.• O uso de agonistas da dopamina (bromocriptina) pode suprimir a lactação de vários mamíferos. é regulado pelo sistema nervoso central. • formação de triose-fosfato através da via glicolítica . O acetato e em menor grau o butirato são considerados os mais importantes metabólitos energéticos no metabolismo da Glândula Mamária dos ruminantes. do fígado e do coração. a síntese de ácidos graxos e a ativação de aminoácidos ocorrem no citosol. e a síntese de citrato e compostos usados na síntese de aminoácidos nãoessenciais. mas não é efetivo para ruminantes. Esse equilíbrio metabólico entre a glândula mamária e os nutrientes corporais. As proteínas de exportação. As vesículas secretórias originam-se do aparelho de Golgi para carrear componentes do leite para a superfície da célula. A glicólise. Também há hipertrofia da Glândula mamária. A glicose pode ser usada em uma das três vias: • conversão na galactose da lactose. salvo na proximidade com o parto. As células epiteliais mamárias em lactação são altamente diferenciadas. Os precursores do sangue são captados pelas células através das membranas basal e lateral. enquanto o propionato e o acetato são as principais fontes de energia em ruminantes. Na mitocôndria ocorre a transferência de energia de substratos oxidáveis ao ATP. As necessidades do tecido periférico são reduzidas para garantir disponibilidade adequada de nutrientes para a síntese do leite.

J. Cunningham. Fisiologia Veterinária. Guanabara Koogan.br/Dairy_Knowledge/EfficientMilking/The_Mammary_Gland. http://www.• conversão a 6-fosfogluconato através da via pentose-fosfato. . 856p. Fisiologia dos Animais Domésticos. 527p. 1996. O . Schroder. 454p. 6ª ed. W. Swenson.. Guanabara Koogan. 2 ed. 2000. H.com. 6. 2003. Guanabara Koogan.htm 3. 5. 611p. Edit. Edit. 11ed. 4. Gurtler. L. M. Edit..delaval. Bibliografia consultada: 1. BURGGREN. H. Edit. 4ª ed. 2. Anatomia e Fisiologia dos Animais de Fazenda. Edit. FRANDSON. Reece. et al. 1987. WILKE. 727p. Guanabara Koogan. FAILS. Delaval. 1999. Ketz. G. 4 ed. FRENCH. RANDAL. Essas vias geram precursores imediatos e cofatores para a síntese de componentes do leite. Tratado de Fisiologia Veterinária. Dukes. A. Guanabara. Eckert-Fisiologia Animal. J.

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