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Fundação João Neórico

Turma: D-112 / noturno / FARO


Disciplina: TGE
Professora: Adv. Idalina Monteiro Resende
Aluno: Elson Sydney Buzaglo Cordovil

Fichamento
(Livro ''o príncipe'' de Maquiavel, comentado por Napoleão Bonaparte)

Capítulo I
Os vários tipos de Estado, e como são instituídos.
“Todos os Estados que existem e já existiram são e foram sempre repúblicas ou
principados.” (pág. 15)

Capítulo II
As monarquias hereditárias
‘‘... a dificuldade de se manter Estados herdados cujos súditos são habituados a uma família
reinante é muito menor do que a oferecida pelas monarquias novas ’’ (pág. 16)

“... Na medida em que o soberano legítimo tem menos motivos e menor necessidade de
ofender seus súditos, é natural que seja por estes mais querido; e, se não tem defeitos
extraordinários que o tornem odiado, é perfeitamente natural que o povo lhe queira bem:’’
(pág. 17)

Capítulo III
As monarquias mistas
“... se não se trata de um governo inteiramente novo, mas de um membro acrescentado a
um Estado misto, por assim dizer, tenderá a sofrer variações originadas em uma dificuldade
própria aos novos Estados: ...” (pág. 18)

“... depois de conquistados uma segunda vez, os territórios rebeldes não voltam a ser
perdidos com a mesma facilidade.” (pág. 19)

“... os Estados que são anexados a um outro previamente existente podem ser da mesma
região e língua ou não.” (pág. 19)

‘‘Vivendo longe, o soberano só terá notícia deles quando houverem adquirido proporções
irremediáveis. ’’ (pág. 21)

Capítulo IV
Por que o reino de Dário, ocupado por Alexandre, não se rebelou contra os
sucessores deste, após a sua morte.
“... Nos Estados governados por um príncipe e seus ministros, o monarca tem maior
autoridade, pois em tais reinos ninguém é tido como superior.” (pág. 29)

“... quem considerar a França e a Turquia perceberá que seria difícil conquistar esta última,
mas que, havendo-a conquistado, seria muito fácil mantê-la. ’’(pág. 30)
“... sendo todas elas dependentes, será difícil corrompê-las, e mesmo nesta hipótese o
resultado seria pequeno, pois não teriam condições de liderar o povo, por não terem sobre
este nenhuma ascendência” (pág. 30).

Capítulo V
O modo de governar as cidades ou Estados que antes de conquistados tinham suas
próprias leis.
“Quando se conquista um Estado acostumado a viver em liberdade, e regido por suas
próprias leis, há três maneiras de mantê-lo; a primeira consiste em arruiná-lo, a segunda, em
ir nele habitar; a terceira, em permitir-lhe continuar vivendo com suas próprias leis, impondo-
lhe tributo, e organizando ali um governo composto de poucas pessoas, que possam ser
mantidas amigas.” (pág. 33)

Capítulo VI
Os novos domínios conquistados com o valor e com as próprias armas
“... ao falar de novas conquistas, tanto com respeito ao príncipe como com relação ao
Estado, tenha lançado mão de tantos exemplos: na verdade, os homens seguem quase
sempre caminhos já percorridos por outrem, agindo por imitação. (pág. 35)

“Quanto aos novos domínios, onde há um novo soberano, será mais ou menos fácil
conservá-los segundo a maior ou menor virtude de quem os adquirir.” (pág. 35)

Capítulo VII
Os novos domínios conquistados com as armas alheias e boa sorte.
“Aqueles que se tornam príncipes exclusivamente pela sorte empregam nisso pouco
trabalho, mas só a muito custo se mantêm na nova posição. Não encontram dificuldades
para alcançar seu objetivo, mas todas as dificuldades aparecem quando lá chegam.” (pág.
40)

“Nestes casos há uma completa dependência da sorte e da vontade dos que tornaram
possível sua ascensão ao poder – ambas qualidades muitos volúveis e instáveis. Essas
pessoas não sabem e não podem manter-se no poder, ...” (pág. 40)

Capítulo VIII
Os que com atos criminosos chegaram ao governo de um Estado.
“Há ainda duas maneiras de se tornar príncipe, que não podem ser atribuídas
exclusivamente à sorte ou ao merecimento,...” (pág.50)

“Consistem em tornar-se soberano por algum meio vil, ou criminoso, ou pelo favor dos
concidadãos’’. (pág. 50)

“... ao tomar um Estado, o conquistador deve definir todas as crueldades que necessitará
cometer, e praticá-las de uma só vez, evitando ter de repeti-las a cada dia; assim
tranqüilizará o povo, ao não renovar crueldades, seduzindo-o depois com benefícios.” (pág.
55)

“As injúrias devem ser cometidas todas ao mesmo tempo, de modo que, sendo sentidas por
menos tempo, ofendam menos.” (pág.55)
Capítulo IX
O governo civil.
“... o caso do cidadão que se torna soberano não por meio do crime, ou da violência
intolerável, mas pelo favor dos seus concidadãos: é o que se poderia chamar de governo
civil.” (pág.56)

“O governo é constituído pelo povo ou pela aristocracia, conforme haja oportunidade para
um ou para a outra.” (pág. 56)

“Mas quem chega ao poder levado pelo favor popular nele está só; a desobediência é
irrelevante.” (pág. 57)

“... é impossível satisfazer a nobreza por meio da conduta justa sem causar prejuízo aos
outros, mas é muito fácil satisfazer assim as massas.” (pág. 57)

“... é necessário que o príncipe tenha o favor do povo; senão, não encontrará seu apoio na
adversidade.” (pág. 57)

Capítulo X
Como avaliar as forças dos Estados.
“Ao examinar as qualidades dos principados, é necessário considerar um outro ponto, a
saber: se é tal a situação do príncipe que em caso de necessidade ele se pode manter por
si, ou se precisa sempre do auxílio alheio.” (pág. 61)
“... o príncipe que é senhor de uma cidade poderosa, e não se faz odiar, não poderá ser
atacado, ainda que o fosse, o assaltante não sairia gloriosamente da empreitada.” (pág. 61)
“... o inimigo naturalmente devastará os campos logo ao chegar, quando o espírito dos
homens estiver ainda inflamado, e estes disposto à defesa.” (pág. 61)

Capítulo XI
Como avaliar as forças dos Estados.
“Conquistados com o mérito ou com a sorte, nem um nem outra são necessários para
conservá-los, pois são sustentados por antigos costumes religiosos.” (pág. 64)

“Tão fortes e de tal qualidade são estes que permitem aos príncipes se manterem no poder
qualquer que seja sua conduta e modo de vida.” (pág. 64)

“Tais Estados respondem a razões superiores, a que a mente humana não tem acesso,...”
(pág. 64)

Capítulo XII
Os diferentes tipos de milícia e de tropas mercenárias
“... a base principal de todos os Estados, sejam novos, antigos ou mistos, são boas leis e
bons exércitos.” (pág. 67)

“As tropas com que um príncipe defende seus domínios podem ser próprias, mercenárias,
auxiliares ou mistas.” (pág. 67)
Capítulo XIII
Forças auxiliares, mistas e nacionais.
“As forças auxiliares, pedidas a um vizinho poderoso como ajuda para a defesa do Estado,
são tão inúteis quanto as mercenárias.” (pág. 73)

“... quem não quiser fazer conquistas que se utilize de tais milícias, que são mais perigosas
do que os mercenários: trazem a ruína completa, uma vez que são unidas e obedientes –
mas a outrem.” (pág. 73)

“Um príncipe prudente, por conseguinte, evitará sempre tais milícias, recorrendo a seus
próprios soldados; preferirá ser derrotado com suas próprias tropas a vencer com tropas
alheias, vitória que não se pode considerar genuína.” ( pág. 74)

Capítulo XIV
Os deveres do príncipe para com as milícias.
“Os príncipes, por conseguinte, não deveriam ter outro objetivo ou pensamento além da
guerra, suas leis e sua disciplina, nem estudar qualquer outro assunto; pois esta é a única
arte que se espera de quem comanda.” (pág. 78)

“A causa principal da perda dos Estados é o negligenciar a arte da guerra; e a maneira de


conquistá-los é ser nela bem-versado.” (pág. 78)

“Os príncipes nunca devem permitir, portanto, que seus pensamentos se afastem dos
exercícios bélicos; exercícios que devem praticar na paz mais ainda que na guerra, de suas
formas: pela ação física e pelo estudo.” (pág. 78)

Capítulo XV
As razões pelas quais os homens, especialmente os príncipes,
são louvados ou vituperados.
“... como um príncipe deve conduzir-se com os súditos e os aliados.” (pág. 82)

“... o modo como vivemos é tão diferente daquele como deveríamos viver, que quem
despreza o que se faz e se atém ao que deveria ser feito aprenderá a maneira de se
arruinar, e não a defender-se. Quem praticar sempre a bondade em tudo o que faz está
fadado a sofrer, entre tantos que não são bons. É necessário, portanto, que o príncipe que
deseja manter-se aprenda a agir sem bondade, faculdade que usará ou não, em cada caso,
conforme seja necessário.” (pág. 82)

Capítulo XVI
A liberalidade a e parcimônia.
“... a liberalidade, contudo, praticada de modo que seja vista por todos, prejudicará o
príncipe. Se praticada com virtude, de modo apropriado, não será reconhecida, levando a
reputação do vício contrário.” (pág. 84)

“... tendo prejudicado a muitos e beneficiado a poucos com sua liberalidade, será abalado
pelos menos distúrbios, e sofrerá com todos os perigos. E se quiser corrigir seu agir, passará
imediatamente a ser criticado por miserável.” (pág. 84)
“... praticar sem risco a liberalidade assim conhecida, o príncipe, para ser prudente, não
deve se incomodar que o chamem de miserável. Com o correr do tempo passará a ser visto
pelos súditos como mais liberal, quando perceberem que, graças a sua parcimônia, terão o
bastante para si, e o príncipe, recursos suficientes para se defender dos inimigos que
quiserem atacá-lo, e para empreendimentos que não onerem o povo.” (pág. 84)

Capítulo XVII
A crueldade e a clemência.
Se é preferível ser amado ou temido
“... todos os príncipes devem preferir ser considerados clementes e não cruéis.” (pág. 97)

“O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é
manter o provo unido e leal.” (pág. 87)

“De todos os príncipes, são os mais novos no poder que não podem fugir à reputação de
crueldade, já que os nos Estados oferecem sempre muitos perigos.” (pág. 88)

“... seria desejável ser ao mesmo tempo amado e temido, mas que, como tal combinação é
difícil, é muito mais seguro ser temido, se for preciso optar.” (pág. 88)

“... o príncipe deve fazer-se temer de modo que, mesmo que não ganhe o amor dos súditos,
pelo menos evite seu ódio.” (pág. 89)

Capítulo XVIII
A conduta dos príncipes e a boa-fé.
“... os príncipes que tiveram pouco respeito pela palavra dada puderam com astúcia
confundir a cabeça dos homens e chegaram a superar os que basearam sua conduta na
lealdade.” (pág. 92)

“É necessário, portanto que o príncipe saiba usar bem quer o procedimento dos homens,
quer o dos animais.” (pág. 92)

“Um príncipe prudente não deverá, pois, agir com boa-fé quando, para fazê-lo precise agir
contra seus interesses e quando os motivos que o levaram a empenhar a palavra deixarem
de existir.” (pág. 93)

Capítulo XIX
Como se pode evitar o desprezo e o ódio.
“... o príncipe deve evitar as coisas que o façam odiado ou desprezado, quando conseguir
isso, terá cumprido sua parte, e os outros defeitos não o farão correr perigo.” (pág. 96)
“Quando os súditos têm seu patrimônio e honra respeitados, vivem geralmente satisfeitos;
será preciso apenas que o príncipe lute contra a ambição de alguns poucos, que poderão
ser controlados facilmente de muitas formas.” (pág. 96)

Capítulo XX
A utilidade de construir fortalezas, e de ouras medidas que os príncipes adotam com
freqüência.
“... os novos soberanos, em que um novo domínio, sempre armam seu exército entre seus
súditos: a história está repleta desses exemplos. Mas quando um novo Estado é adquirido
pelo príncipe, em acréscimo ao seu próprio, torna-se necessário desarmá-lo, com exceção
dos habitantes que, quando da conquista, se colocaram ao lado do novo soberano.” (pág.
110)

“Os príncipes adquirem grandeza quando conseguem superar oposição e dificuldades que
enfrentam – por isso, quando a sorte quer favorecer um novo príncipe ( que tem maior
necessidade de elevar sua reputação do que um monarca hereditário), opõe-lhe inimigos e o
força a enfrentá-los, dando-lhe a oportunidade de superá-los e elevar-se graças à ocasião
oferecida pelos próprios inimigos.” (pág. 112)

“Tem sido costume dos príncipes construir fortalezas para manter com segurança seus
domínios, como freio imposto àqueles que pretendem atacá-los, e também como agrigo
seguro, no caso de um ataque inesperado. É providência elogiável, que os antigos
tomavam.” (pág. 113)

“... as fortalezas podem ser úteis ou não, de acordo com os tempos; se de um lado podem
ser benéficas, do outro lado são prejudiciais,...” (pág. 114)

“Se o príncipe teme seus súditos mais do que os estrangeiros, deve construí-las, em caso
contrário, não.” (pág. 114)

“Uma vez que os súditos se levantem em armas contra o monarca, nunca faltarão armas
estrangeiras para ajudá-los.” (pág. 114)

Capítulo XXI
Como deve agir um príncipe para ser estimado.
“Nada faz que um príncipe seja mais estimado do que os grandes empreendimentos e os
altos exemplos que dá.” (pág.116)

“É muito útil também para o príncipe dar algum exemplo notável da sua grandeza no campo
da administração interna,...” (pág. 117)

“Quando acontece que algum cidadão faz algo extraordinário na vida política – algo de bom
ou mau -, é preciso achar um meio de recompensa ou punição que seja amplamente
comentado. Acima de tudo deve procurar, em todas as suas ações conquistar fama de
grandeza e excelência.” (pág.118)

“É também muito estimado o príncipe que age como verdadeiro amigo ou inimigo declarado;
isto é, que se declara sem reserva em favor de uns e contra outros, política que é sempre
mais útil do que a da neutralidade.” (pág. 118)

Capítulo XXII
Os ministros dos príncipes.
‘‘A escolha dos ministros por parte de um príncipe não é coisa de pouca importância: os
ministros serão bons ou maus de acordo com a prudência que o príncipe demonstrar. A
primeira impressão que se tem de um governante e da sua inteligência e dada pelos homens
que o cercam. ’’ (pág. 122)
Capítulo XXIII
De que modo escapar aos aduladores
‘‘... é preciso que mencione um erro que os príncipes terão dificuldade em evitar se não
forem muito prudentes ou se não escolherem bem. Quero referir-me aos aduladores de que
as cortes estão cheias. Os homens têm tanto prazer e se iludem tanto com o que lhes diz
respeito que só com dificuldade escapam a tal praga. Querendo dela se defender, correm o
risco de se tornar desprezíveis. ’’ (pág. 125)

Capítulo XXIV
As razões por que os príncipes da Itália perderam seus domínios.
‘‘A conduta de um novo soberano é muito mais observada do que a de um príncipe
hereditário; e quando seus atos forem tidos por virtuosos, poderão cativar mais os súditos (e
os tornarão mais leais) do que os de um monarca de antiga dinastia. ’’ (pág. 128)

“Portanto, aqueles dentre nossos príncipes que mantiveram seus domínios por muitos anos
não devem acusar a sorte por tê-los perdido, mas sim sua própria indolência.” (pág. 129)

Capítulo XXV
O poder da sorte sobre o homem e como resistir-lhe
‘‘Não me é desconhecida a antiga opinião de muitos de que as coisas do mundo são
decididas por Deus e pelo acaso; que a prudência dos homens não pode mudar o rumo das
coisas; que, ao contrário, não há como remediá-las. Talvez por conta disso se pense ser
inútil afadigar-se muito: será melhor deixar que o acaso decida. Essa opinião é muito aceita
em nossos dias, devido ás grandes transformações ocorridas, e que ocorrem diariamente,
fora de toda previsão humana. Quando reflito sobre ela, ás vezes eu próprio me inclino a
aceitá-la em parte. ’’ (pág. 131)

Capítulo XXVI
Exortação à libertação da Itália, dominada pelos bárbaros.
“Depois de considerar tudo o que vimos aqui, e pensando comigo mesmo se o momento
histórico não seria propício para termos um novo monarca na Itália, se não seria agora a
oportunidade para que um homem prudente e capaz introduzisse no país uma nova forma
de governo, que o honrasse e que beneficiasse o povo, parece-me que são muitas as
circunstâncias que concorrem para a subida ao trono de um novo soberano, de fato, não sei
de nenhuma outra época mais oportuna para tanto.”

BIBLIOGRAFIA

MAQUIAVEL, Nicolau - O Príncipe (Comentado Por de Napoleão Bonaparte),


Traduzido por Pietro Nassetti, 8ª edição - Ed. Martin Claret Ltda 173p, 1997.