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O cumprimento da tarefa de elaboração de um Plano de Avaliação da BE revelou-

-se-me árdua e complexa, tendo sido somente atenuada pela partilha e discussão que se
gerou no fórum. Quero deixar desde já uma nota positiva e de admiração para as colegas
que rechearam esta ferramenta de comunicação de comentários, reflexões e sugestões
que foram importantes para mim na aquisição de um pouco mais de confiança e
segurança na execução do trabalho solicitado.
Sendo certo que a avaliação da biblioteca não é algo que possa ser concebido
em abstracto ou sobre o vazio , compreendi desde logo a urgência da elaboração e
aprovação no meu Agrupamento de um Plano de Acção da BE, o qual, até ao momento,
não foi definido com os requisitos necessários para, entre outras situações de mais valia,
se tornar mais viável e clara a posterior auto-avaliação. Assim, o meu ponto de partida
para o cumprimento desta tão complexa, mas importante e necessária tarefa, acabou por
ser o único documento orientador existente e aprovado pelos órgãos de gestão e
orientação do Agrupamento: o projecto de Leituras “Ler é fixe”, o qual contempla alguns
dos aspectos previstos no Domínio B.
Para complementar e fundamentar o Plano de Avaliação traçado, para além do
texto da sessão e de outros documentos divulgados na presente acção de formação,
também tive em conta as metas estabelecidas para o pré-escolar na área da Linguagem
Oral e Abordagem à Escrita e o novo Programa de Português do 1.º ciclo, na medida em
que as questões de língua e linguagem se encontram estreitamente ligados à BE,
permitindo o estabelecimento de uma das pontes curriculares.
Na elaboração da grelha do Plano de Avaliação, várias foram as dúvidas e
bloqueios que me foram assaltando.
Optei por criar a coluna “factores critérios de sucesso/acções” e de não prever
para já “acções de melhoria”. Estou a iniciar a dinamização da BE nas duas escolas do
Agrupamento. Parece-me, por isso, que “acções de melhoria” farão sentido mais tarde, ou
seja, à medida que diversas actividades vão sendo desenvolvidas e avaliadas no sentido
de efectivamente aperfeiçoar e potenciar o que estiver a ser conseguido/atingido (ou não).
Será que estou a pensar de forma adequada?!...
Na grelha que apresentei, estou certa de que as colunas “factores críticos de
sucesso/acções” e “evidências a recolher” carecem de uma relação mais directa e
biunívoca entre os elementos constantes de ambas, mas as minhas incertezas e a falta de
tempo (e mais uma vez entreguei para além do prazo) não me permitiram proceder a uma
maior reflexão e melhoramento. Por outro lado, fica-me a ideia de que os próprios factores
de sucesso apresentados no MAABE também necessitariam de uma organização que
tornasse a leitura mais clara, pois alguns parecem incluir-se em outros e, no
preenchimento da grelha, fui-me dando conta de repetições. Será que estas são
aparentes? Intencionais? Necessárias? Ou ficarão a dever-se muito mais a imprecisões
da minha parte?!...
Para terminar. Esta é a minha primeira formação online. Penso que já o disse e já
o terei escrito algures. De todas as formas, reitero o pensamento que me assolou logo nas
primeiras sessões: a distância física da palavra e do olhar cria, para mim, alguns
problemas de comunicação. Sinto algumas diferenças importantes entre o digital e o
presencial:
- o primeiro permite uma maior autonomia e flexibilidade na gestão de tempos (não
sei se sempre em eficiência e eficácia), mas o segundo, para além de menos
solitário, permite uma partilha e reflexão in time essenciais; a presença do
formador enquanto “porto seguro” e como referência fica muito atenuada (apesar
de me aperceber da grande atenção com que as formadoras seguem os fóruns).
- o primeiro integra informação se não em excesso pelo menos com alguma
desadequação na relação com os timings previstos para leitura reflexiva,
havendo maiores “perigos” de interpretação individual inapropriada; este é,
confesso, o meu grande receio!

Rosa Maria Silva

Um pequeno desabafo: Estou a aprender, a adquirir conhecimento e agradeço o feedback que as duas
formadoras têm dado ao meu trabalho, mas estou a sentir-me muito cansada e pressionada; não é bom
indício; espero conseguir levar a bom porto este meu compromisso formativo.