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Dicionário

~
Dicionário
~

L. Mannila, A. Mannila, ELewaJIe eM. Niconlin

Adap~ão erevisão da edição portuguesa


João Alves Falcato

c
CLlMEPSI
[DITORES
DICIONÁRIOS
rigor e qualidade
ao serviço
da ciência
Título original Dictionnaire Médical
Autores L. Manuila, A. Manuila, P. Lewalle, M. Nicoulin
Copyright © Masson Éditeur, Paris, 1999

Traduzido com o apoio do Ministério da Cultura de França - Centro Nacional do Livro

Tradução José Nunes de Almeida


Consultoria e revisão científica Dr. João Alves Falcato
Revisão Fernanda Fonseca
Capa e paginação Climepsi Editores
Impressão e acabamento Rolo & Filhos - Artes Gráficas, L. d3

ISBN 972-796-080-4
Depósito legal n.o 205760/04

La edição, Lisboa, Janeiro de 2000


2. 3
edição, Lisboa, Outubro de 2001
3. a edição, Lisboa, Abril de 2003
3. a edição, reimpressão, Lisboa, Março de 2004

Reservados todos os direitos para Portugal


CLIMEPSI EDITORES
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Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida por qualquer processo, incluindo a fotocópia,
transmitida ou traduzida em linguagem máquina sem a autorização por escrito do editor.
íNDICE

Nota do editor 9
Prefácio à 3. a edição portuguesa 11
Prefácio à 1. a edição portuguesa 13
Prefácio à 9. a edição francesa.................................................................................. 15
Prefácio à 1. a edição francesa.................................................................................. 17
Guia para utilização correcta do Dicionário Médico 19
Bibliografia............................................................................................................. 21
Abreviaturas utilizadas 23
Guia para a compreensão dos termos médicos........................................................ 25
Dicionário médico A-Z 39
Abreviaturas usuais 651
IJéxico francês-português 659
l..Jéxico inglês-português 769
NOTA DO EDITOR

Tendo as nossas expectativas sido ultrapassadas com a publicação da l.a e 2. a edi-


ções, que vieram colmatar a carência de mais de duas décadas de uma obra desta
natureza e dimensão, tornou-se imperativa a reedição do Dicionário Médico.
Considerando que a 2. a edição, de Outubro de 2001, teve como base a 9. a edição
francesa da Masson e foi enriquecida com uma revisão e ampliação da terminologia
utilizada em Portugal, procedemos agora, mais uma vez, a uma revisão e actualização,
introduzindo alguns dos conceitos mais recentes, que exprimem a preocupação dos
leitores portugueses.
Não podemos deixar de enaltecer a dedicação e o saber do Dr. João Alves Falcato
patenteados nesta obra, pois sem a sua contribuição este dicionário não evidenciaria
certamente a mesma riqueza e especificidade da língua portuguesa e da prática da
medicina no nosso país, permitindo que o leitor se reveja neste trabalho como se este
tivesse sido originariamente escrito na sua própria língua e adequado à sua realidade.
A 3. a edição desta obra de referência continua a acentuar a receptividade do público
ao esforço da Climepsi Editores e à sua linha editorial, cuja preocupação tem sido dotar
os leitores de língua portuguesa de um conjunto de instrumentos essenciais e actuali-
zados no campo das ciências da saúde, para utilização dos técnicos nas respectivas
áreas, aproximando também o leitor não técnico das questões específicas desta área,
com obras práticas e rigorosas.

Março de 2003.
JOÃO CABRAL FERNANDES

9
PREFÁCIO À 3. A EDiÇÃO
PORTUGUESA

Uma obra desta natureza requer uma revisão e um aperfeiçoamento contínuos. Mais
ainda quando se esgotam as sucessivas edições.
A anterior edição do Dicionário Médico foi submetida a uma tal revisão, tendo sido
introduzidos melhoramentos sob a forma de palavras-chave não contidas na 9. a edição
francesa, que continua a servir-lhe de base, mas cuja existência foi considerada conve-
niente para um fundo informativo mais rico, mesmo no quadro das características origi-
nais da obra. Desse trabalho resultou esta 3. a edição do Dicionário.
Imunologia, neurologia, obstetrícia e oncologia são algumas das áreas em que foi
acrescentado um número considerável de entradas.
Além disso, fizeram-se correcções de erros tipográficos e de lapsos detectados.
Esperamos que continue a verificar-se o bom acolhimento que o Dicionário Médico
conhece em Portugal e que fez esgotar também a sua 2. a edição no espaço de um ano e
meio.
Mantém-se o apelo, já lançado na 1. a edição, para que o leitor ajude, com as suas su-
gestões, a colmatar e corrigir lacunas, omissões e insuficiências que ainda aqui encontre.

Março de 2003.
JOÃO ALVES FALCATO

11
PREFÁCIO À 1 ,A EDiÇÃO
PORTUGUESA

Há mais de duas dezenas de anos que não se publica em Portugal um dicionário de


Medicina. Um dos grandes empreendimentos neste campo foi o Dicionário Enciclo-
pédico de Medicina (Argo Editora, Lisboa) elaborado por A. Céu Coutinho (1. a edição
iniciada por Mário Ceia) com a colaboração de equipa de especialistas de alta quali-
dade. É uma obra baseada no Black's Medical Dictionary de William Thompson. A sua
2. a edição é de 1957 e a 3. a e última de 1973, esta baseada na 29. a edição do original
inglês.
É neste panorama de pobreza em dicionários de Medicina que, em boa hora, por
iniciativa da CLIMEPSI Editores surge a versão portuguesa deste Dictionnaire Médical,
da prestigiada Masson, de Paris.
Trata-se de uma obra que, na sua feição actual, resulta da vastíssima experiência
acumulada pelos autores no campo de dicionários médicos. Com efeito, há cerca ele 30
anos eles lançaram-se na elaboração do Dictionnaire Français de Médecine et de
Biologie (quatro tomos, num total de mais de 3600 páginas), também da Masson, e de
1977 a 1999 têm trabalhado nas sucessivas actualizações do Dictionnaire Médical,
agora vertido para português.
Em linguagem concisa, clara, mas exacta e rigorosa do ponto de vista técnico e
científico, recorrendo também a termos acessíveis aos não especialistas, o Dicionário
cobre uma larga gama de disciplinas médicas e afins. Na sua preocupação de actualiza-
ção, os autores incluem informações e vocábulos derivados do recente desenvolvimento
acelerado de vários ramos da medicina, como, para citar apenas alguns exemplos, a
genética, a oncologia, a endocrinologia, a imunologia, a virologia e a infecciologia em
geral.
Uma medida do grau de actualização da edição portuguesa é o facto de ela se basear
na B. a edição, de 1999, da obra em francês.
Os primeiros destinatários deste dicionário são, naturalmente, os estudantes de
Medicina, Farmácia, Biologia e diversos cursos correlativos, os médicos, enfermeiros,
paramédicos, enfim, todos os elementos do que deve ser a equipa de saúde, e muitas
outras categorias de profissionais da saúde (pessoal das farmácias e da indústria
farmacêutica, da administração de unidades de saúde, etc.) e diversas actividades. Mas
temos também em vista que o interesse do grande público pela saúde e assuntos rela-
cionados com a medicina não cessa de aumentar, como se vê pela quantidade de artigos
a eles dedicados em jornais, revistas e outros meios de comunicação. O Dicionário
Médico também será útil para este grande círculo de potenciais interessados e para os
jornalistas que se ocupam destes temas.
Na preparação da edição portuguesa foram tidas em conta algumas particularidades
da medicina portuguesa, nomeadamente no que se refere à terminologia anatómica há
dezenas de anos consagrada no nosso país, à semiologia, à patologia (a inclusão, por
exemplo, de um verbete sobre a amiloidose portuguesa, vulgarmente conhecida por
doença dos pezinhos). É inevitável a presença da marca da origem francesa do original,

13
com as suas especificidades no domínio da terminologia e das concepções médicas. No
entanto, quando pareceu adequado, não se fugiu à influência anglo-saxónica, que se faz
sentir crescentemente também no espaço português.
O uso corrente de numerosos termos médicos nem sempre corresponde à forma
exigida pelo rigor linguístico, atendendo à etimologia. O utilizador do Dicionário
poderá, por isso, estranhar o género gramatical, a grafia ou a acentuação de algumas
palavras, ao encontrar, por exemplo, a cárdia, hematémese, hiperémese, em vez de o
cárdia, hematemese, hiperemese, que se ouvem vulgarmente. Por outro lado, há vocá-
bulos para os quais grafias alternativas são reconhecidas como correctas, embora uma
delas seja mais frequentemente utilizada, conforme os grupos e regiões do País. Tais
alternativas são muitas vezes indicadas. Ex.: anquilose ou ancilose, glúcido ou glícido,
fibrilhação ou fibrilação, quinesia ou cinesia, tiroideia, tiróide ou tireóide.
Um aspecto sem dúvida interessante e enriquecedor da obra são as curtas infor-
mações biográficas contidas no fim de muitos verbetes, as quais permitem breves incur-
sões na História da Medicina.
A elaboração concisa das definições permite que as cerca de 30 000 entradas estejam
contidas num volume cujo formato e lombada o tornam fácil de manejar e compulsar, o
que é uma inegável vantagem para o utilizador.
Cada termo de entrada é seguido dos equivalentes em francês e inglês, o que alarga
de forma notável a utilidade da obra.
O léxico inglês-francês, existente na obra original, foi substituído na edição portu-
guesa pelos léxicos francês-português e inglês-português, que se encontram no final do
volume.
Futuras edições do dicionário poderão colmatar ou corrigir eventuais lacunas, omis-
sões e insuficiências em relação aos quais se agradece a chamada de atenção por parte
do leitor.

Dezembro de 1999.
JOÃO ALVES FALCATO

14
PREFÁCIO À 9. A EDIÇÃO
FRANCESA

Com o aparecimento da nova edição, o Dicionário Médico prossegue o seu objectivo


inicial de pôr à disposição do utilizador um instrumento simultaneamente fiável, com
base nos progressos das ciências médicas e da saúde pública, simples e ilustrado com
numerosos exemplos. Longe de procurar a especialização, que afastaria a obra do seu
principal objectivo, o Dicionário Médico assegura a cobertura de uma larga gama de
disciplinas.
Tal como nas edições precedentes, foi prestado um cuidado especial à actualização
das definições susceptíveis de serem modificadas devido aos progressos recentes.
A obra foi revista com o objectivo de alterar os texto para permitur uma apresenta-
ção mais moderna (não esqueçamos que o Dicionário começou a sua carreira em 1977).
A fim de facilitar o acesso à literatura francesa e anglo-saxónica, o léxico francês-
-português e inglês-português, inseridos no fim do volume, foi completado. Torna-se
assim um complemento muito útil do Dicionário para o utilizador que consulta textos
franceses ou ingleses.

LUDMILA E ALEXANDRE MANUILA

15
PREFÁCIO À 1 ,A EDiÇÃO
FRANCESA

o tratamento dos doentes diz actualmente respeito a toda uma equipa: médicos
generalistas ou especialistas, enfermeiros, agentes paramédicos, técnicos de laboratório,
assistentes sociais, administradores. Ora, se é indispensável que os membros desta equipa se
compreendam entre si, nunca tal comunicação foi tão difícil, já que os jargões técnicos se
multiplicam, se complicam e são cada vez mais esotéricos. Tal evolução é, sem dúvida,
inevitável, mas não é de modo algum incontrolável.
O Dicionário Médico aparece no momento preciso, já que não se assemelha a nenhuma
outra obra do género. Retomando, de forma concisa, o Dictionnaire Français de Médecine
et de Biologie, ele foi concebido para satisfazer as necessidades do pessoal médico e para-
médico. Esta obra contribuirá sobretudo para facilitar a comunicação entre todos os
elementos da equipa de saúde, apesar da diversidade das suas formações. É claro e preciso,
simples sem sacrificar a informação técnica, breve sem ser insuficiente. Além disso, tem o
mérito de explicar o modo como os termos médicos se formam e transformam, habilitando
assim melhor o leitor a captar o seu significado.
O Dictionnaire Français de Médecine et de Biologie (Éditions Masson, Paris, 1970-75) é
constituído por quatro volumes de grande formato, cujas 3600 páginas contêm 150 000
termos definidos com o concurso de 350 especialistas eminentes dos países francófonos. É o
dicionário médico mais completo publicado até à data: as considerações de natureza
intelectual, técnica e científica que presidiram à sua elaboração fazem dele um instrumento
de trabalho obrigatório dos clínicos, bem como dos especialistas de todos os ramos da
medicina e das ciências médicas. Recebeu o Grande Prémio da Cidade de Paris outorgado
pela Académie Nationale de Médecine, e o Professor André Lwoff, prémio Nobel de
Medicina e de Fisiologia em 1965, afirmou que ele «representa para a linguagem médica o
mesmo que o Grand Robert para a língua em geral». Foi publicada em 1983 uma edição em
japonês (seis volumes) e em 1986 uma adaptação americana (três volumes).
Por seu lado, o Dicionário Médico coloca ao alcance dos profissionais de saúde, de
forma concisa e estruturada, as informações que mais especialmente lhes interessam. Os
progressos da medicina, a extensão dos serviços hospitalares e das instituições paramédicas,
()brigam um número cada vez maior de profissionais de áreas muito diversas a recorrer ao
l'ocabulário médico. Ao passo que antigamente esta linguagem de certo modo hermética
l'stava reservada aos médicos, hoje é necessário encontrá-la sob uma forma acessível nos
c"onsultórios, nos hospitais, nas instituições paramédicas e mesmo nas companhias de
seguros e na administração.
Gostaria de insistir mais uma vez na preocupação de simplicidade e de actualidade que
inspiraram esta obra que tenho o prazer de apresentar ao público: ela reflecte, na verdade, a
(l'rminologia actual, utilizada diariamente na redacção dos relatórios e textos médicos mais
l/iversos. Ela vem colmatar uma lacuna manifesta; até hoje, ninguém se lhe tinha dedicado.

DR. T. A. LAMBO
Director-geral-adjunto
da Organização Mundial da Saúde
17
GUIA PARA A UTILIZAÇÃO CORRECTA
DO DICIONÁRIO MÉDICO

Em regra, espera-se que um dicionário responda à questão: «qual é o significado desta


palavra?». O Dicionário Médico vai mais longe: ele é não só o intérprete da terminologia médica,
mas também um guia para o manejo da linguagem médica e um glossário dos léxicos francês-
-português e inglês-português.

Para que o leitor possa controlar o rigor da sua linguagem médica, o Dicionário Médico propor-
ciona-lhe as seguintes informações:

• Definições simples, claras e de fácil compreensão, expurgadas, tanto quanto possível, de jargão
médico e de tecnicidades supérfluas.
anteprandial, adj. (fr. antéprandiale; ing. preprandial).
Que se produz antes das refeições. Sino de pré-prandial.

Termos franceses e ingleses equivalentes, para os leitores que têm de consultar fontes francesas e
anglo-saxónicas. Sempre que os termos ingleses e americanos sejam diferentes, são apresentadas
as duas variantes.
poção, s. f. (fr. potion; ing. draught; amer. draft).
Medicamento líquido açucarado destinado a ser admi-
nistrado às colheres pela boca.
radiógrafo, s. m. (fr. radiographe; ing. radiographer;
amer. Radiological technologist). Nome de um técnico
não médico especializado nas aplicações práticas dos
raios X em radiodiagnóstico. Sin.: técnico de radiolo-
gia. Ling.: Em França, o termo oficial é manipulador
de electrorradiologia médica.

Classificação morfológica (ou as diferentes classificações) do vocábulo.


bacteriolítico (fr. bactériolytique; ing. bacteriolytic).
1) adj. Relativo à bacteriólise. 2) adj. e s. m. Que pode
destruir uma bactéria por dissolução.

Sinónimos e antónimos mais utilizados.


gamaglobulinopatia, s. f. (fr. gamma-globulinopathie).
Sino de gamapatia.
anabolismo, s. m. (fr. anabolisme; ing. anabolism). Assi-
milação das substâncias nutritivas e sua transformação
em tecidos vivos; constitui a primeira fase do metabolis-
mo. Ant. de catabolismo.

Símbolos e abreviaturas usuais.


H, símbolo químico do hidrogénio.
PVN, abrev. de Programa Nacional de Vacinação. V. para o
PNV em Portugal, vacinação (programa nacional).
19
• Numerosas remissões que permitem que o leitor se movimente entre as famílias de palavras e,
assim, levar mais longe as suas buscas.
justaliminar, adj. (fr. juxtaliminaire; ing. juxtaliminal).
Que está muito próximo do limiar de percepção ou de
reacção. V. infraliminar, supraliminar.
dor, s. f. (fr. douleur; ing. pain). Sensação anonnal e penosa
que resulta da estimulação das terminações nervosas nos
órgãos ou regiões sensíveis. V. -algia, algo-, -odinia. (adj.:
doloroso.)

• Indicação, no fim da definição, de alguns casos de excepções ou dificuldades gramaticais


(formação do adjectivo, do substantivo, do verbo, etc.).
dissolvente, adj. (fr. dissolvant). Sino de solvente. (s.
m.: dissolvente.)
piolho, s. m. (fr. pou; ing. louse). Nome corrente dos
insectos hematófagos que vivem no corpo e no cabelo
do homem. Nome científico: Pediculus (P. humanus,
P. capitis, P. corporis). V. chato. (adj.: pedicular.)

• Para numerosos adjectivos, exemplos apresentados no fim da definição, tornando-a mais


explícita.
paroxístico, adj. (fr. paroxystique; ing. paroxysmal).
Que apresenta paroxismos; que se manifesta por paro-
xismos. Ex.: taquicardia paroxística.

• Para as rubricas que contêm um nome próprio (patronímico), registo de dados biográficos
sucintos referentes ao nome citado.
Turner (síndrome de) (fr. syndrome de Turner; ing.
Turner's syndrome). Síndrome plurimaiformativa ligada
a aplasia ovárica, caracterizada por nanismo modera-
do, infantilismo ovárico (ausência de menstruação,
vagina .e útero infantis, ausência de caracteres sexuais
secundários) e malformações ósseas diversas. A causa
é uma anomalia cromossómica (cromossoma XO em
vez de XX). (Turner, Henry Hubert, endocrinologista
americano, 1892-1979.)

• Notas linguísticas que completam certas definições e fornecem informações interessantes e


muitas vezes inéditas sobre a origem dos termos, seu uso correcto ou abusivo, as decisões
terminológicas das instâncias nacionais e internacionais competentes (academias de medicina ou
de ciências, comissões ministeriais, Organização Mundial de Saúde).

hemeralopia, s. f. (fr. héméralopie; ing. night blindness,


nyctalopia). Diminuição mais ou menos acentuada da
visão logo que a luz do dia diminui ou quando a ilumi-
nação artificial é muito fraca. Ling.: Os anglófonos
atribuem à palavra hemeralopia um sentido oposto ao
português hemeralopia (e ao termo francês héméralo-
pie): cegueira diurna, quer dizer, acuidade visual dimi-
nuída em condições de iluminação intensa. V. nictalopia.
(adj. hemeralópico.)

20
BIBLIOGRAFIA

Para actualizar o Dicionário, a Redacção socorreu-se de diversas fontes comple-


mentares.
Fez-se a análise regular das principais publicações periódicas médicas em língua
francesa e inglesa, que revelaram uma considerável soma de novidades.
As decisões e recomendações de certos organismos, cujos trabalhos continuam a ser
infelizmente pouco acessíveis à classe médica, foram acompanhadas de perto e reprodu-
zidas: Academia Francesa, Academia das Ciências, Academia Nacional de Medicina,
Ministério da Saúde, Conselho Internacional da Língua Francesa, Comissão de Estudos
dos Termos Médicos, Instituto Nacional da Saúde e da Investigação Médica, Organização
Mundial da Saúde, Conselho das Organizações Internacionais das Ciências Médicas.
Foram realizadas consultas periódicas do sistema de informação MEDLARS/MED-
I JNE de Washington, a fim de ter em conta os trabalhos de terminologia especializada
nas principais línguas da comunicação médica.
Os primeiros volumes da série dos Dictionnaires spécialisés de médecine et de biolo-
gie das Editions Masson que, sob a minha direcção, foram concebidos como um prolon-
gamento do Dicionário e, em particular, o Dictionnaire das Assurances sociales de ].-C.
Sournia, o Dictionnaire de génétique de Ph. L'Heritier foram atentamente examinados,
deles se retirando um número considerável de novas definições.
Os autores, colaboradores e editores esperam que, graças a este processo de actuali-
zação, o Dicionário Médico possa responder, com a maior frequência possível, às inter-
rogações de todos aqueles que se defrontam com as dificuldades da linguagem médica.

ALEXANDRE MANUILA

I. Organização Mundial da Saúde (1981). Classifi- n.o 5, Types histologiques des tumeurs odonto-
cation histologique internationale des Tumeurs, genes, kystes et lésions apparentées des maxil-
n. ° 1, Types histologiques des tumeurs du pou- laires.
mon, 2. a ed. 6. Organização Mundial da Saúde (1972). Classifi-
Organização Mundial da Saúde (1981). Classifi- cation histologique internationale des Tumeurs,
cation histologique internationale des Tumeurs, n.o 6, Types histologiques des tumeurs.
n. o 2, Types histologiques des tumeurs du sein. 7. Organização Mundial da Saúde (1972). Classifi-
Organização Mundial da Saúde (1968). Classi- cation histologique internationale des Tumeurs,
fication histologique internationale des Tumeurs, n.o n.o 7, Types histologiques des tumeurs des glandes
3, Types histologiques des tumeurs des tissus mous. salivaires.
'J. ()rganização Mundial da Saúde (1971). Classifi- 8. Organização Mundial da Saúde (1973). Classifi-
fcation histologique internationale des Tumeurs, cation histologique internationale des Tumeurs,
!l.o 4, Types histologiques des tumeurs de la n.o 8, Cytologie de l'appareil génital fémenin.
houche et de l'oropharynx. 9. Organização Mundial da Saúde (1973). Classi-
' . ()rganização Mundial da Saúde (1972). Classi- fication histologique internationale des Tumeurs,
/ication histologique internationale des Tumeurs, n.<> 9, Types histologiques des tumeurs de /'ovaire.

21
10. Organização Mundial da Saúde (1973). Classifi- 24. GASTAUT, H. (1973). Em colaboração com um
cation histologique internationale des Tumeurs, grupo internacional de especialistas. Dictionnaire
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11. Organização Mundial da Saúde (1974). Classifi- cês de R. SLAMA e P.-H. COUMEL. Définition des
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thyroi·de. du creur et des vaisseaux.
12. Organização Mundial da Saúde (1974). Classifi- 26. HOHARTH, j., apresentação por AUjALEU, E.-].
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13. Organização Mundial da Saúde (1975). Classifi- de la Santé, Copenhaga, 1977.
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l'appareil génital féminin. permettant dlidentifier et de classer les incapacités
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n. ° 14, Classification histologique et cytologique 28. Organização Mundial da Saúde e Organização
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testicule. Classiffication internationale des Maladies, Ge-
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fication histologique internationale des Tumeurs, 31. Organização Mundial da Saúde. (1979). Classiffi-
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cation histologique internationale des tumeurs du parodontologie, Prélat.
systeme nerveux central. 37. COURTOIS, j. (1972). Lexique des termes de
22. SOURNIA, j .-C. (1973). Dictionnaire des assuran- pathologie dentaire, Prélat.
ces sociales, Collection de dictionnaires spécialisés 38. VERCHERE, L.; BUDIN, P. (1981). Dictionnaire des
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tion de A. Manuila, Masson. 1973. 39. OBERSON, R.; AZAM, E. (1978). Petit lexique pour
23. L'HERITIER, Ph. (1973). Dictionnaire de génétique, comprendre la tomographie axiale computérisée,
Collection de dictionnaires spécialisés de médecine Méd. et Hyg., 36, 2, 504-2510.
et de biologie publiée sous la direction de A. 40. FATTORUSSO, V.; RITTER, O (1995). Vademe-
Manuila. Masson, 1973. cum clinique, 14. a ed., Masson.

M. Nicoulin agradece muito especialmente ao Dr. Perrin (médico-chefe do hospital Pourtales de Neuchâtel), e
ainda aos Drs. A. Delachaux e ].-A. Haury e a Peggy Kleiber, Renée-Claire joset-Couchepin, o auxílio precioso
que lhe prestaram.

22
ABREVIATURAS UTILIZADAS

abrev. abreviatura
adj adjectivo
amer. amerIcano
ante antónimo
DeI.. denominação comum internacional
etim. etimologia
ex exemplo
fr. francês
gén género
lng. inglês
lnv. . invariável
late latim
Ling. nota linguística
pI. plural
pref. prefixo
s. f. substantivo feminino
s. m. substantivo masculino
Sine sinónimo
suf. sufixo
v ver
v......•..•..........•.•..... verbo
v. int. verbo intransitivo
v. t. verbo transitivo

23
GUIA PARA A COMPREENSÃO
DOS TERMOS MÉDICOS

aneil(o), anquilo-, prisão, rigidez de uma articula-


ção, união, gancho. Ex.: anquilodactilia, anquilose,
ancilostoma.
andr-, andria-, homem, masculino. Ex.: andrógeno,
a-, an-, privação, ausência de, falta de. Ex.: afebril, andróide, andropausa, ginandria.
anorexia, anúria, apneia. anfi-, anfo-, ambos, à volta de, dos dois lados. Ex.:
ab-, abs-, longe de, separado de. Ex.: abdução, anfíbio, anfíbolo, anfotonia. V. ambi-.
abdutor, absentismo, abstinência. Ant. de ad-. ange-, angio-, vaso. Ex.: angeíte, angiografia,
aeetabul-, aeetabulo-, acetábulo (cavidade angioma. V. vaso-, vascul-.
cotilóide do osso ilíaco). Ex.: acetabular, aceta- aniso-, desigual, irregular, falta de simetria. Ex.:
buloplastia. V. cotil-. anisocromia, anisocoria. Ant. de iso-.
aero-, extremidade, vértice. Ex.: acrocianose, ante, anti-, contra, que se opõe a. Ex.: antagonista,
acromegalia, acrómio. antálgico, antibiótico, anti-inflamatório, anti-
aetin-, aetino-, raio luminoso, raio de sol. Ex.: tetânico.
actinite, actínico, actinoterapia. ante-, antero-, diante, à frente, que precede no tem-
aeu, -aeusia, acção de ouvir. Ex.: acústica, hipoa- po. Ex.: anteprandial, antebraquial, anteposição,
cusia. V. audi-. anterior, anterógrado. V. pré-, pro-. Ant. de post-,
aeu-, agulha, agudo, pontiagudo. Ex.: acupunctura, postero-, retro-.
acuidade, acuminado. -antema, flor, floração. Ex.: enantema, exantema.
ade, em direcção a (com sentido de aproximação, anti-. V. ant-.
de reforço). Ex.: adução, adutor, aderência. Ant. antr-, antro-, caverna, antro (mastoideu, gástrico).
de ab-. Ex.: antrectomia, antrostomia, antroduodenotomia,
aden-, adeno-, gânglio, glândula. Ex.: adenite, antromastoidite.
adenoma, hidrosadenite. V. ganglio-. antrae-, carvão. Ex.: antracóide, antracose, antraz.
adip-, adipo-, gordura. Ex.: adiposo, adiposidade. antropo-, -antropia, homem. Ex.: antropóide, an-
V. lip-, estear-. tropologia, filantropo.
~ren-, adrena-, que se refere às glândulas supra- aqua-, água. Ex.: aquoso, aqueduto. V. hidr-.
renais. Ex.: adrenalina, adrenoprivo. araeno-, aranha, ou que se assemelha a uma teia de
aer-, aero-, que se refere ao ar e, por extensão, aos aranha. Ex.: aracnóide, aracnodactilia.
ga8ses. Ex.: aeróbio, aerofagia, aerocolia, anaeróbio. areo-, pequeno espaço delimitado. Ex.: aréola,
V. pneum-, meteor-. areolar.
-agogo, que conduz, que impele, descarrega. Ex.: argir-, argiro-, prata. Ex.: argírico, argíria, argirose.
colagogo, emenagogo, sialagogo. arque-, arqueo-, original, antigo. Ex.: arquétipo.
M-, alo-, outro, incomum, anormal. Ex.: alergia, artr-, artro-, articulação. Ex.: artrite, artrodese,
alocinesia. artroplastia, artrose.
-algesia, -algia, algo-, dor. Ex.: analgesia, nevral- -ase, enzima. Ex.: transaminase, amilase, fosfatase.
gia, lombalgia, algoparalisia. V. -odinice. V. zim-.
ambi-, ambo-, ambos. Ex.: ambidextro, ambi- asten-, (-)astenia, fraqueza. Ex.: miastenia, psicas-
valente. V. anfo-. tenia.
ambli-, embotado, obtuso, defeito, imperfeição. Ex.: atel-, atelo-, incompleto, inacabado. Ex.: atelectasia,
ambliopia. atelopodia.
ambul-, -ambulo, andar. Ex.: ambulatório, sonâm- atrium, atrio-, sala de entrada, aurícula do cora-
bulo. ção. Ex.: atriotomia, atrioventricular. V. aurículo-.
amil-, amilo-, amido. Ex.: amiláceo, amilase, audi-, audio-, ouvir. Ex.: auditivo, audição, audio-
amilóide, amilose. grama, audiófono (ou audífono).u V. acu-.
amoni-, prefixo que indica a presença de amónia. aur-, auri-, auro-, 1) orelha, ouvido. Ex.: auricular.
Ex.: amoniacal, amoníaco, amoniemia. V. ot-. 2) ouro. Ex.: aurificação, auroterapia, áurico.
8n-. V. a-o V. criso-.
ana-, o contrário de, de novo, para cima ou para aurieul-, aurieulo-, orelha pequena, aurícula (do
trás. Ex.: anatoxina, anabolismo, anafilaxia, ana- coração). Ex.: auricular, aurícula, auricolotomia.
sarca. V. atrium.

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aut-, auto-, o próprio. Ex.: autismo, auto-acusação, cali-, potássio. Ex.: caliemia, caliúria.
autodefesa, autotransplante. v. iso-, homeo-. calor-, calor, Ex.: caloria, calorífico, calórico. V. term-.
azigo-, não submetido a um jugo, e por isso não em- camera, câmara. Ex.: camerular, bicameral.
parelhado, ímpar. Ex.: ázigos (veia). V. zigo. campto-, curva, encurvado. Ex.: camptodactilia.
cancer-, cancero-, caranguejo, cancro. Ex.: cance-
roso, cancericida, canceriforme, cancerígeno,
cancerologia. V. carcino-, onco-.
capil-, cabelo. Ex.: capilar, capilaridade. V. trico-.
capit-, cabeça. Ex.: capital, subcapital. V. cefal-.
bacil-, bacilo-, bastonete, bacilo. Ex.: bacilar, -capnia, vapor, fumo, sopro. Ex.: hipercapnia,
baciliforme. hipocapnia.
bacteri-, bacterio-, bastão, bactéria. Ex.: bacteri- capsul-, capsulo-, pequena caixa. Ex.: cápsula,
forme, bacteriologia. capsular, capsulado, capsulotomia.
balan-, balano-, glande. Ex.: balanite, balânico, carbo-, carbon-, carvão, carbono. Ex.: carbonemia,
balanoprepucial. carbónico.
balneo-, banho. Ex.: balneoterapia. carcino-, caranguejo, úlcera, cancro. Ex.: carcinó-
bar-, baro-, -bárico, gravidade, pressão, peso. geno, carcinoma, carcinomatoso, carcinoso. V. can-
Ex.: baroceptor, barotraumatismo, hiperbárico. cer-, onco-.
basi-, baso-, -basia, acção de andar, aquilo sobre cardi-, cardio-, -cardia, 1) coração. Ex.: cardíaco,
que se anda, e, por extensão, ponto de apoio, fun- cardiologia, cardiopatia. V. cordi. 2) cardia- (orifí-
damento. Ex.: basilar, basal, abasia. cio superior do estômago, assim designado devido à
bati-, bato-, profundo. Ex.: batistesia. sua situação próxima do coração). Ex.: cardial,
bi-, bis-, dois, duas vezes. Ex.: biauricular, bicípite,
cardialgia, cardiospasmo, cardiotuberositário.
bicipital, bicôncavo, bicúspide. V. di-, dipl-, anfi.
cario-, núcleo. Ex.: cariocinese, cariólise, cariorrexia.
bili-, bilis. Ex.: biliar, biligrafia, bilirrubina.
V. nucle-.
-bio, vida. Ex.: aeróbio, anaeróbio. V. bio-.
carp-, (-)carpo, punho. Ex.: cárpio, carpocifose,
bio-, vida. Ex.: biologia, biogénese, biopsia, antibió-
metacarpo.
tico. V. -bio. Ant. de necro-.
case-, casei-, queijo. Ex.: caseoso, caseiforme,
blast-, -blasto, -blastoma, germe. Ex.: blastocisto,
caseína, caseum.
blastoderme, blástula, linfoblasto, linfoblastoma,
cata-, para baixo (ideia de degradação, de recuo).
mieloblasto.
blefar-, blefaro-, -blefaria, pálpebra. Ex.: blefarite, Ex.: catabolismo, catabólito, catamnese.
blefarótico, blefaroplastia, ablefaria. V. palpebr-, caten-, cadeia. Ex.: catenária.
tars- (2). cauda-, cauda. Ex.: caudal, caudado.
bleno-, muco. Ex.: blenóide, blenorragia, blenorreia. ceco-, cego (segmento do intestino grosso). Ex.: cecal,
V.muc-. cecopexia, cecostomia. V. tifl-.
bradi-, lento. Ex.. bradicardia, bradipneia. Ant. de cefal-, céfalo-, -céfalo, -cefalia, cabeça. Ex.: ce-
taqui-. faleia, cefalorraquidiano, encéfalo, hidrocéfalo,
braqui-, braquio-, -braquia, braço. Ex.: braquial, hidrocefalia. V. capit-.
braquialgia, braquiocefálico, abraquia. -ceie, -ceio, hérnia, tumor, formação quística. Ex.:
braqui-, curto. Ex.: braquicefalia, braquicólon, hicrocele, mucocele, varicocele.
braquipneia. Ant. de cdalico-. celi-, celio-, oco, cavidade abdominal. Ex.: celíaco,
brevi-, curto. Ex.: brevilíneo. celioscopia, celiotomia. V. laparo-.
bronc-, bronco-, brônquio. Ex.: bronquite, bron- -centese, punção, picada. Ex.: artrocentese, toraco-
coscopia, bronquiectasia. centese (ou toracentese), paracentese.
buc-, boca. Ex.: bucal, bucogengival. V. estoma-. centi-, centésimo da unidade de base. Ex.: centígra-
burs-, bolsa. Ex.: bursite, bursectomia, bursotomia. do, centigrama, centímetro.
butir-, butiro-, manteiga. Ex.: butiroso, butílico, centri-, centro-, centro. Ex.: centrifugação, centrí-
butiróide. fugo, centrípeto, centrómero, centrossoma.
cerebel-, cerebelo. Ex.: cerebeloso, cerebelite.
cerebr-, cérebro-, cérebro. Ex.: cerebral, cerebro-
malacia, cerebrospinal.
cervic-, cervico-, pescoço, nuca, e, por extensão,
colo. Ex.: cervical, cervicartrose, cervicite, cervico-
caco-, mau. Ex.: cacosmia, cacostomia. vaginal, cervicovesical, endocervical, exocervical.
-caína, designa os derivados da cocaína ou as subs- V. cal/um, traquel-.
tâncias com acção farmacológica idêntica. Ex.: ciano-, azul. Ex.: cianogénico, cianose, acrocianose.
novocaína, xilocaína, procaína. cicl-, ciclo-, círculo, ciclo. Ex.: ciclotimia, cíclico.
-calasia, acção de relaxar, de afastar. Ex.: acalasia. -cida, que mata. Ex.: insecticida, homicida, sui-
calc-, calci-, pedra, cal, cálcio. Ex.: calcário, cida.
calcificação, cálcico, calcemia, calciprivo. cifo-, bossa. Ex.: cifose, cifótico, carpocifose.

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cine-, cinema-, (-)cinese, -cinesia, movimento. cor-, coria-, pupila. Ex.: corectopia, anisocoria,
Ex.: cinético, cinemática, cariocinese, discinesia. Isocona.
V. quinesi-. cord-, cordo-, corda, cordão. Ex.: cordite, cordonal,
cinti-, cintil-, cintilo-, faísca. Ex.: cintigrafia, cinti- cordotomia. V. funicul-.
grama (ou cintilograma), cintilografia. cordi-, coração. Ex.: cordial, precordialgia. V. cardi- (1).
cir. V. quir-. coroid-, coroido-, em forma de membrana. Ex.:
circum-, à volta de. Ex.: circunvolução, circundação, coroideia, coroidiano.
circuncisão. coron-, coroa, disposto em forma de coroa. Ex.: co-
cirr-, duro, tumor endurecido. Ex.: cirroso. V. esc/ero-. ronário, coronária, coronóide.
cirs-, cirso-, variz. Ex.: cirsóide. V. varico-. cort-, corti-, cortico-, córtex, casca. Ex.: cortical,
cis-, do lado de cá, cortar, fender, separar, dividir. cortectomia, corticoterapia.
Ex.: cisão, cisura, cissurite. cosm-, cosmo-, universo, mundo. Ex.: cósmico.
cist-, cisto-, bexiga, bolsa. Ex.: ClStlCO, CIStite, cost-, costo-, costas. Ex.: costal, costectomia,
cistotomia, cistoscópio, dacriocistite. V. colecis-, costoclavicular.
quist-, vesicul-. cotil-, oco, cavidade, cótilo. Ex.: cotilóide, cotiloi-
cistern-, cisterna. Ex.: cisterna I, cisternografia, diano. V. acetabul-.
cisternotomia. COX-, coxO-, anca. Ex.: coxal, coxartrose, coxo-
cit-, cito-, -cito, célula. Ex.: citologia, citopoiese, femoral.
citemólise, leucócito, eritrócito. crase, -crasia, mistura, constituição de um corpo,
-clasia, -clasta, acção de partir, de quebrar. Ex.: de um temperamento. Ex.: crase sanguínea, discrasia.
osteoclasia, osteoclasta, iconoclasta. creno-, água de fonte. Ex.: crenoterapia.
claustr-, claustro-, fechar. Ex.: claustração, claus- cri-, crio-, frio. Ex.: crioanestesia, criestesia,
trofobia. criocautério, crioterapia.
cleid-, cleido-, clido-, chave, donde clavícula (osso -crino-, -crino, -crinia, secreção, segregar. Ex.:
em forma de chave). Ex.: cleidotomia, cleidomas- endocrinologia, endócrino, exócrino, hipercrinia.
toideu. cript-, cripto-, oculto. Ex.: criptogenético (ou
clepto-, roubar. Ex.: cleptomania, cleptómano. criptogénico), criptorquidia (ou criptorquidismo).
clin-, leito, que está acamado ou deitado. Ex.: clínica, criso-, ouro. Ex.: crisoterapia. V. auro-.
clinstatismo, clinostático. crom-, cromat-, cromo-, -cromico, -cromia, cor.
clor-, cloro-, verde. Ex.: cloro, cloremia, clorofila. Ex.: cromatina, cromatólise, cromático, cromogénio,
cOC-, cocO-, -coco, grão, semente, pevide. Ex.: cromossoma, hipocrómico, acromia, isocromia.
cocobacilo, cocóide, coco, estreptococo, estafilococo. cron-, -crono, tempo. Ex.: cronicidade, crónico,
V. -coco. síncrono.
cocci-, coccig-, o osso cóccix, por semelhança com -crote, -croismo, batimento, pulsação. Ex.: dicró-
o bico do cuco cujo nome grego é kókkyx. Ex.: tico, tricrótico, tricroísmo.
coccidinia (ou coccigodinia), coccígeo. crur-, coxa. Ex.: crural, cruropedioso.
I cofo-, surdo. Ex.: cofose, cofocirurgia. cupr-, cupro-, cobre. Ex.: cupremia, cuproproteína,
col-, cola-, cole-, colo-, -colia, bílis. Ex.: colina, cupriraquia (ou cuproraquia).
colagogo, colalemia, colelitíase, colostase, hipercolia. cut-, cuti-, pele. Ex.: cutâneo, cutícula, cutirreacção.
V. bibli-. V. derm-.
col-, colo-, cólon. Ex.: colite, colectomia, colostomia.
colangio-, vias biliares. Ex.: colangiografia, colan-
giectasia.
colecist-, vesícula biliar. Ex.: colecistite, colecis-
tectomia, colecistografia. V. vesicul-.
coledoro-, colédoco. Ex.: coledocolitíase, cole-
dacri-, dacrio-, lágrima. Ex.: dacriadenite,
docotomia.
dacriocistite, dacriogénico. V. lacrim-.
colo-, colo, pescoço. Ex.: colopexia. V. cervic-,
dactilo-, -dactilia, dedo. Ex.: dactilomegalia,
traquel-.
sindactilia. V. digit-.
color-, cor. Ex.: coloração, corante, colorimetria. V. crom-.
de-, des-, separado de (com o sentido de afastamen-
colpo-, vagina. Ex.: colpocelo, colpopexia. V. elitro-,
to, de privação, de supressão). Ex.: desbridamento,
vagin-.
descolamento, descalcificação, desarticulação, desi-
condil-, condilo-, dilatação ao nível de uma arti-
dratação, desinfecção, desinserção. V. dis-.
culação, côndilo. Ex.: condiliano, condilóide.
deci-, décimo da unidade de base. Ex.: decilitro,
condr-, condro-, cartilagem, tecido cartilagíneo. Ex.:
decibel.
condral, condrite, condromalacia, condrotomia,
demo-, -demia, povo, população. Ex.: demografia,
hipocôndrio.
endemia, pandemia, epidemia.
-coniose, poeira. Ex.: pneumoconiose.
copro-, excrementos, matéria fecal. Ex.: copro- dent-, dento-, dente. Ex.: dentário, dentina,
cultura, coprólito, coprostase. V. fecal, escato-, dentisteria, dentolabial. V. odont-.
esterco-o deont-, o que deve ser feito, dever. Ex.: deontologia.

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derm-, dermat-, -derme, -dermia, pele. Ex.: elitro-, estojo, bainha, vagina. Ex.: elitrocelo,
dermite (ou dermatite), dermatólogo, dermatose, elitroplastia. V. colpo-, vagin-.
epiderme, eritrodermia. V. cut-. em-o V. en-o
des-. V. de-. embol-, invasão. Ex.: embolectomia, embolia.
-dese, acção de ligar, de unir. Ex.: artrodese, tenodese. embrio-, embrião. Ex.: embrionar, embriogénese,
desmo-, ligamento. Ex.: desmopatia, desmotomia. embriologia.
V. sindesmo-. emet-, -emese, vómito. Ex.: emético, hematemese.
deuter-, em segundo lugar. Ex.: deuteranópico, -emia, sangue. Ex.: glicemia, calcemia, isquemia, leu-
deuteranopia. cemia. V. hem-.
dextr-, dextro-, -dextro, à direita. Ex.: dextralidade, en-, em (en muda para em antes de b e p). Ex.: encap-
dextroescoliose, dextrógiro, ambidextro. Ant. de sulado, encravar, enfisema, encavilhamento, empas-
levo-, senestro-, sinistro-o tamento.
di-, duplo. Ex.: dícroto, dizigótico, distómio. V. bi-, end-, endo-, no interior de, dentro, interno. Ex.:
dipl-. endartéria, endocárdio, endócrino. V. en-, in-, intra-
dia-, através, entre. Ex.: diapedese, diálise, diáfise. . Sino de ento-.
V. per-, para-, trans-. eno-, vinho. Ex.: enomania, enolismo.
dico-, em dois. Ex.: dicotomia. enter-, entero-, -entérico, intestino (delgado). Ex.:
difter-, membrana. Ex.: difteria. enterite, enterocelo, mesentério.
digit-, digito-, dedo. Ex.: digital, digitoplastia, ento-. V. end-.
digitopalmar. V. dactilo-. epi-, sobre, por cima de. Ex.: epicôndilo, epigástrio,
dinam-, dinamo-, -dinamia, força. Ex.: dinâmico, epiderme, epífise. V. sus-, supra-o Ant. de infra-, hipo-.
dinamogénico, dinamómetro, adinamia. V. -astenia. epiplo-, epíploo. Ex.: epiploico, epiplocelo.
dioptr-, para ver através de, ou com clareza. Ex.: episio-, púbis, vulva. Ex.: episiotomia.
dioptria. -erese, acção de tomar. Ex.: colerese, exerese.
dipl-, diplo-, duplo. Ex.: diplococo, diplopia, ergo-, -ergia, acção, actividade, trabalho. Ex.:
diploidia. ergoterapia, alergia, anergia, sinergia.
dipso-, -dipsia, sede. Ex.: dipsomania, polidipsia. V. poto-. eritr-, eritro-, vermelho. Ex.: eritrócito, eritropoiese,
dis-, dificuldade, mau estado, perturbação. Ex.: dispneia, eritropenia. V. rodo-, rub-.
discinesia, dislexia, disúria, distrofia. Ant. de eu-o erot-, eroto-, referente ao amor. Ex.: erótico, erógeno.
dis-, separado. Ex.: discisão, disjunção, dissecção, escaf-, barca, barco, escafóide (em forma de barco).
dissociação. V. de-, des-. Ex.: escafoidite.
disc-, disco-, disco (intervertebral). Ex.: discaI, escapul-, escapulo-, omoplata, ombro. Ex.:
discartrose, discopatia. escapular, escapulalgia, escapulectomia. V. omo-.
dist-, afastado. Ex.: distal. Ant. de proxim-. escato-, excrementos, matérias fecais. Ex.: escatoma,
dolico-, alongado. Ex.: dolicocólon, dolicossigmóide. escatófilo. V. copro-, fecal-, esterco- .
Ant. de braqui-. escler-, esclero-, (-)esclerose, duro, induração. Ex.:
dors-, dorso. Ex.: dorsal, dorsalgia, dorsalização, escleral, esclera, escleroso, esclerotomia, escleroderme,
dorsolombar. esclerótico, arteriosclerose, aterosclerose. V. cirr-.
dos-, acção de dar. Ex.: dose, dosagem, dosímetro. escolio-, tortuoso. Ex.: escoliose, escoliótico.
duoden-, duodeno (do latim duodeni, doze, porque escoto-, obscuridade, cegueira. Ex.: escotoma,
o seu comprimento estava estimado em doze dedos escotomização, escotópico.
traversos). Ex.: duodenal, duodenite, duodenotomia. escrot-, pele das bolsas do testículo (escroto). Ex.:
escrotal. V. osqueo-.
esfeno-, cunha, (osso) esfenóide (em forma de cu-
nha). Ex.: esfenótico, esfenoidite, esfenoidotomia.
esfigm-, esfigmo-, pulso, pulsação. Ex.: esfígmico,
esfigmógrafo, esfigmomanómetro.
eburn-, marfim. Ex.: ebúrneo, eburnação. esfincter-, esfinctero-, aquilo que aperta. Ex.: esfínereI;
ec-, fora de. Ex.: econdroma, ecbólico. esfincteriano, esfincterospasmo, esfincteroplastia.
eco- 1, ruído, eco. Ex.: ecoacúsia, ecodiagnóstico, ecoen- esofag-, esofago-, esófago. Ex.: esofágico,
cefalografia. esofagite, esofagoscopia.
eco- 2, casa, habitat. Ex.: ecologia, ecólogo. esperm-, espermat-, espermato-, (-)espermia,
-ectasia, dilatação. Ex.: bronquiectasia, atelectasia, esperma. Ex.: espermicida, espermático, esper-
colectasia. matócito, espermatite, aspermia. V. semin-.
ecto-, (-)ectopia, fora de, fora do lugar normal. Ex.: espin-, espinha (nomeadamente a coluna vertebral).
ectópico, ectoderme, corectopaia. V. ex-. Ex.: espinhal, espinha bífida.
-ectomia, ablação. Ex.: apendicectomia, colecis- espiro-, respirar. Ex.: espirómetro, espirometria.
tectomia, meniscectomia, gastrectomia. V. -pneia.
ectro-, fruto abortado, ausência de desenvolvimento. esplancn-, esplancno-, víscera. Ex.: esplâncnico,
Ex.: ectrodactilia, ectromelia, ectropodia. esplancnoptose, esplancnoscopia.

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e.plen-, espleno-, baço. Ex.: esplenectomia, esplé- fago-, -fago, -fagia, comer, que come. Ex.: fagócito,
nico, esplenite, esplenomegalia. V. /ien-. fagocitose, macrófago, disfagia.
8.pondil-, espondilo-, vértebra. Ex.: espondilite, fal-, falo-, falo. Ex.: faliforme, fálico,
l'spondilartrose, espondilose, espondilolistese. falci-, foice. Ex.: falciforme.
e.quizo-, -esquise, divisão, separação, dissociação. fango(-}, lama, Ex.: fangoterapia.
Ex.: esquizócito, esquizoglossia, esquizofrénico, faring-, faringo-, faringe, goela, garganta. Ex.:
palatosquise, espondilosquise, raquisquise, oni- faríngeo, faringe, faringite, faringoscopia.
cosquise. farmac-, farmaco-, remédio, medicamento. Ex.:
e.tafil-, estafilo-, literalmente cacho de uvas.1) a farmácia, farmacologia, farmacopeia, farma-
úvula. Ex.: estafilite, estafiloplastia. 2) germes agru- codependência.
pados em cacho ou lesão semelhante a um bago de fascia-, faixa, banda. Ex.: fascia lata.
uva. Ex.: estafilococo, estafiloma. fascicul-, pequeno feixe. Ex,: fascicular, fasciculado.
8.taped-, estribo. Ex.: estapedectomia, estapédio. -fasia, palavra. Ex.: afasia, disfasia. V. -la/ia, /og-.
(-)estase, -estatico, -estatismo, paragem, estar febri-, febre. Ex.: febril, febrífugo, febrilidade.
{'(TI pé. Ex.: hemostase, hemostático, citostático, V. piret-.
ortostatismo, ostostático. fecal-, excrementos, resíduos. Ex.: fecalóide,
-estaxe, corrimento gota a gota. Ex.: epistaxe. fecaloma. V. copro-, escato-, esterco-o
estear-, esteato-, gordura. Ex.: estearina, estea- feno-, -feno, parecer. Ex.: fenómeno, fenótipo,
torreia, esteatólise. V. adip-, /ip-. acufeno, fosfeno.
(-)estenia, força, vigor. Ex.: astenia, neurastenia. -fero, que transporta, que fornece. Ex.: aerífero,
V. -dinamia. quilífero, mamífero, seminífero, sonífero.
8.teno-, estreito, apertado. Ex.: estenose, este- ferr-, ferri-, ferro-, ferro. Ex.: ferroso, ferriprivo,
uotórax. ferropexia. V. sider-.
esterco-, excremento. Ex.: estercobilina, estercoral, fibr-, fibro-, fibra. Ex.. fibrina, fibrinoso, fibrinogé-
l'stercobilinogénio, estercolite. V. copro-, feca/-, escato-. nio, fibrinólise, fibrólise.
estereo-, sólido, que dá a impressão de sólido. Ex.: fibrilh-, fibrilho-, pequena fibra, fibrilha. Ex ..
('stereognosia, estereotáxico, estereorradiografia. fibrilhação, fibrilho-flutter.
estern-, esterno-, esterno. Ex.: esternal, esternalgia, fíbula-, (agrafo), perónio. Ex.: fibular.
l'sternodinia, esternosquise. fil-, filo-, -filia, amigo de, atracção. Ex.: filantropo,
-estesia, sensibilidade. Ex.: anestesia, hipoestesia, acidófilo, basófilo, neutrófilo.
parestesia. -fila, folha. Ex,: clorofila.
esteto-, peito. Ex.: estetoscópio, estetoscópico. (-)filaxia, protecção. Ex.: anafilaxia, profilaxia.
V. peitor-, torac-. -fi se, produção, crescimento. Ex.: apófise, epífise,
e.tll-, coluna, estilete, estilóide (em forma de estilete). hipófise.
Ex.: estiloidite, estiloidiano, estilorradial. fisio-, natureza, natural. Ex.: fisiológico, fisioterapia.
8stomat-, estomato-, -estomia, boca, anas- fiss-, separar, fender. Ex.: fissão, fissura.
tomose. Ex.: estomatite, estomatologia, colostomia, fistulo-, canal, tubo. Ex.: fistulografia.
I\igmoidostomia. V. buc-. fito-, -fito, vegetação, planta, excrescência. Ex.:
estrepto-, torcido, curvo. Ex.: estreptococo, fitoterapia, osteófito, artrófito, saprófita.
l'streptocócico. flagel-, chicote. Ex.: flagelação, flagelo, flagelado.
• strum-, bócio. Ex.: estrumectomia, estrumiBlprivo, flatu-, vento, soprar. Ex.: flatulência, antiflatulentes.
l'strumite. fleb-, flebo-, veia. Ex.: flebite, flebografia, flebólito.
-.trus, desejo intenso, furioso e, por extensão, período do -fobo, (-)fobia, que tem medo, temor, medo. Ex.:
l'io e ovulação; estro. Ex.: estroma, estromania, estrogénio. claustrofobo, agorafobia, cancerofobia.
-eta, pequeno (significado diminutivo). Ex.: falangeta, foc-, foco-, foco. Ex.: focal, focometria, focómetro.
fosseta. V. micro-, -o/a, -%, -u/a, -u/o. fon-, fono-, -fono, -fonia, voz, som. Ex.: fonação,
.tlo-, causa. Ex.: etiologia fonatório, fonética, fonocardiograma, afono,
eto-, costumes, hábito. Ex.: etologia. disfonia, ortofonia.
eU-, bom, normal, harmonioso. Ex,: eupepsia, eufo- -for-, -foro, trazer, transportar, que transporta. Ex.:
ria, eutanásia, eutocia, euritmia. Ant. de dis-. electroforese, oxifórico, galactóforo.
ex-, extra-, fora de, no exterior, Ex.: excisão, exan- -forme, em forma de. Ex.: costiforme, filiforme,
t('rna, excreção, exerese, exoftalmia, extra-articular, fusiforme. V. morfo-, -oide.
l'xtra-sístole. V. ecto-, para-o Ant. de in-, intra-o fos-, foto-, luz. Ex.: fosfeno, fósforo, fosforescente,
fotómetro, fotossensível. V. actin-, luci-o
fovea-, fosseta, buraco. Ex.: fóvea central, foveal.

II
f.co-, -faquia, lente, cristalino. Ex.: facomalacia,
fren-, -freno, -frenia, 1) diafragma. Ex.: frénico.
Para o nervo frénico: frenic-, frenico-. Ex.: frenicec-
tomia, frenicotomia). 2) espírito, inteligência. Ex.:
esquizofrénico, esquizofrenia, oligofrénico, oligofre-
LKosclerose, afaquia (ou afacia). nia. V. psic-.

29
GUIA PARA A COMPREENSÃO DOS TERMOS MÉDICOS

-fugo, que afasta, que faz fugir. Ex.: febrífugo, graf-, -grafo, -grafia, escrever, registar. Ex.: gráfi-
vermífugo, centrífugo. co, grafologia, cardiógrafo, radiografia, angiografia.
fulicul-, fuliculo-, pequeno saco, folículo. Ex.: -grama, traço de escrita ou desenho. Ex.: electrocar-
folicular, foliculite. diograma, electroencefalograma, cintigrama.
fund-, fundus, fundo. Ex.: fundo gástrico, fúndico, granul-, granulo-, grão, grânulo. Ex.: granulação,
fundoplicação. granulócito, granuloma.
fung-, fungi-, cogumelo. Ex.: fungicida, fungiforme, gravi-, pesado. Ex.: grávida, gravídica, gravidez,
fungóide, fúngico. V. mic-. gravativo.
funicul-, pequena corda, cordão. Ex.: funicular, gust-, -geusia, sentido do gosto, saborear. Ex.:
funiculite. V. cord-. gustativo, agustia, ageusia.

galacto-, leite. Ex.: galactogénico, galactorreia. hallus (ou hallux), dedo grande do pé. Ex.: hallux
V.lacto-. valgus, hallux varus.
ganglio-, gânglio. Ex.: ganglioma, ganglionar, haplo-, simples. Ex.: haplóide.
ganglioplégico, gangliectomia. V. aden. hebe-, juventude. Ex.: hebefrenia.
gastr-, gastro-, -gástrio, ventre, estômago. Ex.: helio-, sol. Ex.: heliodermite, helioterapia.
gastrite, gastrectomia, gastroscopia, epigástrio, helmint-, verme, helminta. Ex.: anti-helmíntico (ou
hipogástrio. antelmíntico), helmintíase.
gemel-, gémeo. Ex.: gemelar, gemelípara, gemeidade. hem-, hemat-, hemo-, sangue. Ex.: hemartrose, he-
gen-, -genio, -génese, -génico, que gera, que dá matemese, hemacia, hematologia, hematoma, hemo-
origem a. Ex.: genótipo, genoma, genético, genital, globina, hemolítico. V. -emia.
patogénese, cancerígeno, estrogénio, androgénio, hemi-, metade. Ex.: hemiplegia, hemissacralização,
patogénico, iatrogénico. V. gon-. hemisfério. V. semi-.
(-)génese, genesia, formação, nascimento, produção. hepat-, hepato-, fígado. Ex.: hepático, hepatite,
Ex.: embriogénese (ou embriogenia), biogénese, hepatomagalia.
morfogénese, espermatogénese, agenesia. hered-, heredo-, acção de herdar, hereditariedade.
gengiv-'- gengiva. Ex.: gengivite, gengival, gengi- Ex.: hereditário, heredopatia.
volabial. hetero-, outro, diferente. Ex.: heterogéneo, hete-
geni-, genio-, -genia, queixo. Ex.: geniano, roenxerto, heterossexual. Ant. de homeo, homo-.
genioplastia, retrogenia. hex-, hexa-, seis. Ex.: hexose, hexadaetilia. V. sex-, sext-.
ger-, gero-, geront-, velhice. Ex.: geriatria, hial-, hialo-, vidro, transparente como o vidro. Ex.:
gerontologia, gerotoxon. V. presbi-. hialino, hialóide.
gest-, -gesta, acção de trazer, que traz. Ex.: gestação, hiato, abertura. Ex.: hiatal.
primigesta. hid-, hidr-, -idro, água (do grego hydreia). Ex.:
giga-, gigant-, gigante. Ex.: gigantismo. hidartrose, hidátido, hidratação, hicrocelo,
giga-, um bilião de unidades de base. Ex.: gigabyte. hidrocefalia, anidro (não confundir com hidro-,
gin-, gineco-, mulher. Ex.: ginóide, ginecologia, suor). V. aqua-.
ginecomastia. hidr-, hidro-, suor (do grego hidrós). Ex.: hidrose,
-giro, que roda. Ex.: levógiro, dextrógiro. hidrosadenite, hidrorreia, dis-hidrose (não confun-
gli-, glio-, (-)glia, matéria viscosa, visco. Ex.: dir com hidro-, água). V. sudor-.
gliadina, glioma, neuróglia. higro-, húmido. Ex.: higroma.
-glifo, desenho. Ex.: dermatóglifo. himen-, membrana, hímen. Ex.: himenóide.
globul-, pequena bola, glóbulo. Ex.: globular, hiper-, por cima, em excesso. Ex.: hipertensão,
globuloso. hipercolemia, hiperglicemia, hiperemia, hiperplasia.
gloss-, glosso-, língua. Ex.: glossite, glossário, V. super-, ultra-. Ant. de hipo-.
glossofaríngeo. V. lingu-. hipno-, sono. Ex.: hipnose, hipnótico. V. narco-,
gluc-, gluco- (ou glic-, glico-), doce. Ex.: glúcido, somn-, sopor-.
glucose, glucogénio (ou glicogénio), glicemia, hipo-, por baixo, de menos. Ex.: hipoacusia,
glicosúria (ou glucosúria). V. sacar-. hipoglicemia, hipotensão. V. infra-, sub-. Ant. de
-gnat-, -gnato-, maxila. Ex.: gnatoplastia, gnatos- hiper-.
quise, prognatismo. V. maxil-. hist-, histio-, histo-, tecido. Ex.: histamina,
(-)gnosia, -gnomonia, conhecimento. Ex.: agnosia, histologia, histiócito.
estereognosia, patognomónico. hister-, histero-, útero. Ex.: histerectomia,
gon-, gono-, semente genital, progenitura. Ex.: histerografia. V. metr-.
gónada, gonadotrópico, gonococo. V. gen-. holo-, inteiro. Ex.: holodiastólico, holossistólico. Ant.
gon-, joelho. Ex.: gonalgia, gonartrose. de mero-.

30
GUIA PARA A COMPREENSÃO DOS TERMOS MÉDICOS

homeo-, homo-, semelhante. Ex.: homeopatia, ho-


lIIogéneo, homotransplante, homossexual. V. iso-o
Aut. de hetero-o
labi-, lábio. Ex.: labial. V. quilo-o
lacrim-, lacrimo-, lágrima. Ex.: lacrimal, lacri-

II
I.tro-, -iatra, -iatria, médico. Ex.: pediatra,
mogénio. V. dacri-.
lact-, lacto-, leite. Ex.: láctico, lactação, lactose.
V. galact{o)-.
-Ialia, fala. Ex.: alalia, dislalia, rinolalia. V. -fasia, logo-o
psiquiatra, iatrogenia (ou iatrogénico). laparo-, abdómen. Ex.: laparotomia, laparoscopia.
·Ico, referente a (sufixo dos adjectivos). Ex.: hepático, V. celi-.
IIIl·tastásico, lítico. -lapso, passo em falso, deslizamento, queda. Ex.:
loono-, imagem. Ex.: iconografia, iconoclasta. prolapso, colapso. V. -ptose.
lotlo-, peixe. Ex.: ictióide, ictiose. laring-, laringo-, laringe, garganta. Ex.: laringite,
Idlo-, próprio de, particular. Ex.: idiograma, laríngeo,laringoscopia.
,diopático, idioventricular. later-, latero-, relativo a lado, lateral. Ex.: latero-
~nl-, fogo. Ex.: ignífugo. V. piro-o posição, laterodorsal, lateroversão.
.... V. in-. leio-, lio-, liso. Ex.: leiomioma (ou liomioma). V. rabdo-.
".-, íleo (enrolado). Ex.: ileal, ileíte, íleo. -Iepsia, preso, prisão, tomado de. Ex.: catalepsia,
UI·, flanco. Ex.: ilíaco, ilio, iliossagrado. epilepsia.
1m-o V. in-. -Iéptico, que actua sobre. Ex.: neuroléptico, psico-
'n·,I) em, dentro de (muda para im- antes de p; para léptico.
,/- antes de 1, e para ir- antes de r). Ex.: infiltração, lepto-, estreito e comprido. Ex.: leptócito, lepto-
II1jecção, implantação, irradiação. V. endo-, intra-o meninge, leptossoma. Ant. de paqui-.
Ant. de ex-o 2) privado de (mesmas mudanças de 1). let-, morte. Ex.: letal. V. tanato-.
Fx.: ilógico, imaturo, impotência, incontinência, in- leuc-, leuco-, branco. Ex.: leucócito, leucoma,
,onsciente, irredutível, irresponsável. leucoplasia.
-ln8, designa uma substância cuja natureza é defini- levo-, esquerdo. Ex.: levocardia, levógiro. V. sinis-
da pela raiz da palavra. Ex.: glicerina, penicilina. tro-. Ant. de dextro-o
In'r8-, por baixo de, mais baixo. Ex.: infraverme- -Iexia, palavra, leitura. Ex.: dislexia.
lho, infraclavicular. V. hipo-, sub-. Ant. de super-, lien-, baço. Ex.: lienal. V. esplen-.
\lIllra-. linf-, linfo-, linfa. Ex.: linfático, linfangite, linfócito.
In'undibul-, infundibulo-, funil, infundíbulo. Ex.: lingu-, linguo-, língua. Ex.: lingual, lingueta,
II1fundibular, infundibulotomia. linguoclusão. V. gloss-.
Inguln-, virilha. Ex.: inguinal, inguinocrural. lio-, (-)lise, -lítico, dissolução, destruição. Ex.:
In~er-, entre. Ex.: intercostal, intercorrente, interver- liofilização, hemólise, hemolítico, ansiolítico, fibri-
('hral, interfalângico. nólise, salpingólise, onicólise.
Intr8-, intro-, no interior, dentro. Ex.: intra-articu- lio-. V. leio-o
1.0", intra-uterino, intravenoso, introvertido, intro- lip-, lipo-, gordura. Ex.: lípido, lipemia (ou
versão. V. endo-, in-. Ant. de extra-o lipidemia), lipoma. V. adip-, estear-.
Irtd-, irido-, íris. Ex.: iridiano, iridectomia, irido- lipo-, insuficiência. Ex.: lipotimia.
plegia. lit-, -lito, pedra, cálculo. Ex.: litíase, estercólito,
lae-, igual, semelhante. Ex.: isocoria, isocromia, coprólito.
Isotónico. V. homo-o Ant. de aniso-o log-, logo-, -Iogia, -Iogista, palavra, discurso, es-
laq-, acção de reter, de parar. Ex.: isquemia, isquiúria. tudo de. Ex.: logopédia, logorreia, cardiologia,
'aqui-, isquio-, anca. Ex.: ísquio, isquiático, cardiólogo, laringólogo (ou laringologista), reuma-
l\quiococcígeo. tólogo, etiologia. V. -lalia, -fasia.
-.te, inflamação. Ex.: broquite, artrite, meningite. luei-, luz. Ex.: lucite. V. foto-o
lud-, jogo, divertimento. Ex.: lúdico.

••Jun-, jejuno-, jejuno (Etim.: «intestino que está em


1<'1 urn», porque este segmento intestinal contém menos maero-, grande. Ex.: macrófago, macroscópico.
que os outros). Ex.: jejunal, jejunectomia, jejunoileíte. V. mega-. Ant. de micro-o
lug-, jugo, bochecha, garganta, jugo, carga, osso mala, bochecha. Ex.: malar.
malar. Ex.: jugal, jugular. -malaeia, amolecimento. Ex.: condromalacia,
'u.ta-, ao lado de. Ex.: justa-articular, justa-epifisário, osteomalacia.
JIlstapilórico. V. para-o maleol-, pequeno martelo, maléolo. Ex.: maleolar.

31
GUIA PARA A COMPREENSÃO DOS TERMOS MÉDICOS

mam-, mamo-, mama, seio. Ex.: mamário, mamo- mUi-, milésimo da unidade de base. Ex.: miliequi-
grafia, mamoplastia. V. masto-. valente, mililitro.
mamil-, mamUo-, mamilo, mama. Ex.: mamilar, -mimético, -mimia, mimo, que imita, que simula.
mamilado, mamiloplastia. Ex.: simpaticomimético (ou simpatomimético),
man-, mão. Ex.: manual, manipulação, manobra. V. chir-. patomimia, ecomímia.
-mano, (-)mania, hábito mórbido, paixão. Ex.: mio-o V. meio-o
mitómano, mitomania, cleptómano, cleptomania, miring-, miringo-, tímpano. Ex.: miringite, mirin-
pirómano, toxicómano, toxicomania. goplastia.
mast-, masto-, mama, seio. Ex.: mastectomia, miso-, aversão, repulsão. Ex.: misantropia, misoan-
mastite, mastografia. V. mam-. dria, misógino.
matur-, -maturo, maduro. Ex.: maturidade, imaturo, mito-, fio, filamento. Ex.: mitocôndria, mitose.
pós-maturidade. mito-, lenda, fábula, efabulação. Ex.: mitomania,
maxil-, maxila. Ex.: maxilar. V. -gnat-. mitómano.
medi-, medio-, a meio, médio. Ex.: média, medial, mix-, mucosidade. Ex.: mixedema, mixoma. V. muc-.
mediano, médio, mediastino, medioclavicular, mnemo-, -mnese, -mnésia, memória. Ex.: mnemó-
mediodorsal. V. meso- (1). nico, anamnese, catamnese, amnésia.
medul-, medulo-, medula. Ex.: medular, medu- mono-, só, único. Ex.: mononuclear, monoplegia.
lografia, medulo-supra-renal. V. miel-. V. uni-o Ant. de poli-o
mega-, megalo-, -megalia, grande. Ex.: mega- morbi, doença. Ex.: morbilidade, mórbido.
cariócito, megacólon, megalócito, hepatomegalia, morbU-, sarampo. Ex.: morbílico, morbiliforme.
esplenomegalia. V. macro-. morto-, -morto, forma. Ex.: morfologia, morfogénese,
mega-, unidade igual a um milhão de unidades de polimorfo, amorfo. V. -forme, -oide.
base. Ex.: megavolt, megawatt. mue-, mueo-, muco. Ex.: mucocelo, mucosidade,
meio-, mio-, menor, mais pequeno. Ex.: meiose, muciforme. V. bleno-, mix-.
miose, miótico. multi-, em grande número, muito. Ex.: multípara,
mel-, -melo, -meUa, membro, música, maçã (de multifocal, multiocular, multinodular. V. pluri- poli-o
rosto), mel, doce. Ex.: melalgia, ectromelo, museul-, museulo-, músculo. Ex.: muscular, mus-
micromelia, meloterapia, melotia, melívoro. culoso, musculotendinoso. V. mio-o
melan-, melano-, negro. Ex.: melanina, melanoma, mut-, mudo. Ex.: mudez, mutismo.
melena. muta-, mudar, transformar. Ex.: mutante, mutação.
mening-, meninge. Ex.: meningite, meningocelo,
meningococo.
menise-, menisco. Ex.: meniscal, meniscectomia.
meno-, menstru-, de todos os meses, mensal. Ex.:
meno-pausa, menorreia, menstruação.
mero-, -mero, parte, porção. Ex.: merodiastólico, nano-, unidade igual a um milésimo de milionésimo
merossistólico, blastómero, ectómero. Ant. de holo-. da unidade de base. Ex.: nanograma, nanómetro.
meso-, 1) no meio, mediano. Ex.: mesoderme, narco-, entorpecimento e, por extensão, sono. Ex.:
mesossistólico, mesodiastólico. V. medi-o 2) meio de narcose, narcótico. V. hipno-, son-, sopor-.
fixação de uma víscera abdominal. Ex.: mesocólon, nas-, naso-, nariz. Ex.: nasal, nasofaringe,
mesoapendicite, mesentério, mesoduodeno. nasobucal, nasogeniano. V. rin-.
met-, meta-, 1) mudança, transformação. Ex.: me- natr-, sódio. Ex.: natremia, natrúria.
tabolismo, metamorfose. 2) posição ou situação de neero-, morto, cadáver. Ex.: necrose, necrobiose,
transição. Ex.: metamielócito, metáfise, metacarpo, necropsia. Ant. de bio-.
metatarso. 3) para lá de, que sucede a. Ex.: meta- nefr-, nefro-, rim. Ex.: nefrite, nefrotomia,
plasia, metástase. nefroptose, nefropexia. V. ren-.
meteor-, elevado nos ares, cheio de ar. Ex.: neo-, novo. Ex.: neoformação, neonatal, neoplasia,
meteorismo. V. aero-, pneum-. neostomia. Ant. de paleo-.
metr-, metro-, matriz (útero). Ex.: metrite, metrorra- nerv-, neur-, nevr-, nevro-, nervo. Ex.: nervoso,
gia, metralgia. V. histero-. neural, neurastenia, neurocirurgia, neurodepressor,
-metro, -metria, medida. Ex.: hemocitómetro, nevralgia, nevrite, neurose.
tonómetro, acumetria, pelvimetria, espirometria. niet-, nieto-, noite. Ex.: nictúria, nictémero,
mi-, mio-, músculo. Ex.: miatonia, miocá rdio, nictofobia, nictalopia.
mioma, miomectomia. V. muscul-. noei-, lesar. Ex.: nocivo, nocuidade.
mie-, mieeto-, cogumelo. Ex.: micose (ou micetose), nod-, nó. Ex.: nodal, nodosidade, nódulo, nodular.
estreptomicina, micobactéria. V. fung-. normo-, normal. Ex.: normoblasto, normócito,
miero-, 1) pequeno. Ex.: micróbio, microcefalia,se normocómico, normotenso.
micros-cópio. V. -eta, -ula, -ulo. Ant. de macro-. noso-, doença. Ex.: nosologia, nosocomial. V. pato-o
2) milionésimo da unidade de base. Ex.: microvolt. nuele-, nueleo-, núcleo. Ex.: nuclear, nucleado,
miel-, medula. Ex.: mielite, mielócito, mielografia, nucléolo. V. cario-o
poliomielite. V. medul-.
32
GUIA PARA A COMPREENSÃO DOS TERMOS MÉDICOS

orto-, direito, correcto, normal. Ex.: ortopedia,


ortodôncia, ortopneia, ortostatismo, ortóptico,
ortofonia.
occipit-, occipito-, occiput. Ex.: occipital, 05, orifício externo da cavidade bucal. Ex.: per os. V. or-.
(>ecipitocervical, occipitoparietal. 05cil-, balançar-se. Ex.: oscilação, oscilómetro.
ocul-, oculo-, olho. Ex.: ocular, oculista, oculomotor. -05e, 1) doença não inflamatória. Ex.: artrose,
V.oftalm-. nefrose, neurose. 2) estado, condição, por vezes ideia
odln-, -odínia, dor. Ex.: odinofagia, coccigodinia, de excesso. Ex.: alcalose, acidose, leucocitose.
pleurodinia. V. algo-. 05mo-, -05mia, odor, cheiro. Ex.: anosmia,
odont-, -odonte, -odoncia, dente. Ex.: odontóide, cacosmia, osmorreceptor. V. olfact-.
odontologia, periodonte, desmodonte, ortodôncia. 05queo-, bolsa dos testículos, escroto. Ex.:
V. dent-. osqueocelo, osqueoma. V. escrot-.
oftalm-, oftalmo-, (-)oftalmia, olho. Ex.: oftálmico, 055-, 055i-, osso. Ex.: ósseo, osseína, ossificação.
oftalmologia, oftalmoscópio, xeroftalmia. V. ocul-. V.oste-.
-ólde, oideu, que se assemelha a. Ex.: odontóide, 05te-, 05teo-, -05teo, osteico, osteíte, osteócito,
l'stilóide, sigmoideu. V. -forme, -morfo. osteogénese, osteólise, osteoporose, periósteo. V. oss-.
ole-, óleo. Ex.: oleaginoso. 05tium, ostio-, orifício, entrada. Ex.: ostíolo.
olfact-, olfacto. Ex.: olfactivo, olfactação. V. osmo-. ot-, oto-, orelha, ouvido. Ex.: otite, ótico, otoplastia,
ollg-, oligo-, pouco numeroso, em pequena quantidade. otorragia, otorreia, otoscópio. V. aur-.
Ex.: oligúria, ologoelemento, oligofrenia, oligome- oV-, ovo-, ovo. Ex.: óvulo, ovulação, ovócito, ovóide,
Ilorreia, oligocitemia. V. pauci-. Ant. de poli-. ovogonia.
-olistese, deslizamento. Ex.: espondilolistese, ovar-,ovario-, ovário. Ex.: ovariectomia (ou
I'l'trolistese. ovariotomia), ovárico, ovarite, ovaripexia. V. oofor-.
-010, pequeno (enquanto diminutivo). Ex.: bron- -ox-, -oxia, oxigénio. Ex.: anoxemia, anóxia.
quíolo, arteríola, alvéolo, maléolo. V. -eta, micro-.
om-, omo-, espádua, ombro. Ex.: omartrite,
omoc1avicular, omodinia. V. escapul-.
-oma, tumor, tumefacção. Ex.: epitelioma, fibroma,
hl'lnatoma, mioma, sarcoma.
-omatose, doença caracterizada pela formação de pal-, palo-, agitação, tremor, vibração. Ex.:
t llInores. Ex.: sarcomatose, fibromatose. palestesia.
oment-, omento-, epíploo. Ex.: omental, omen- palat-, palato, abóbada da cavidade bucal. Ex.: pa-
tl'ctomia, omentopexia, omentotomia. V. epiplo-. latino, palatoplastia, palatoplegia, palatosquise,
omni-, tudo. Ex.: omniprático. V. pan-. palatorrafia. V. urano-.
onc-, onco-, massa, volume, grossura, tumor. Ex.: paleo-, antigo, velho. Ex.: paleocerebelo, paleo-
(ln~ócito, oncocitoma, oncógeno (oncogénico), on- córtex. Ant. de neo-.
l'ologia, oncótico. V. cancero-, carcino-. pali-, palin-, em sentido inverso, para trás, de novo,
o"fal-, onfalo-, umbigo. Ex.: onfalite, onfalotomia, repetição. Ex.: palicinesia (ou paliquinesia), palin-
I )(1falocelo. drómico, palilalia.
onic-, onico-, unha. Ex.: oniquia, onicólise, palm-, palmo-, palma da mão, palmo. Ex.: palmar,
nnicofagia, oníxis. V. ungu-. palmura.
0"1r-, sonho. Ex.: onírico, onirismo. palp-, tactear. Ex.: palpar, palpável, palpação.
00, ovo. Ex.: oócito. palpebr-, pálpebra. Ex.: palpebral. V. blefar-, tars- (2).
oofor-, ooforo-, que contém ou que produz ovos, palud-, pântano. Ex.: paludismo, palúdico.
(lvário. Ex.: ooforectomia, oóforo-histerectomia, pan-, panto-, tudo, todos, completamente. Ex.: pa-
noforopexia. V. ovar-. naceia, pancardite, pancitopenia, pandemia,
opaci-, som breado, som bra. Ex.: opacidade, ostepansinusite. V. omni-.
llpacificante, opacificação. pan-, retalho de tecido. Ex.: pano, panículo adiposo,
-opo, -opia, visão, olhar, acção de ver, aspecto. Ex.: paniculite.
.lmctropia. V. -opsia. pancreat-, pancreatico-, pâncreas. Ex.: pancrea-
opo-, sumo. Ex.: opoterapia, opoterápico. talgia, pancreatite, pancreaticoduodenal.
opsl-, atrasado. Ex.: opsiúria. papil-, mamilo, botão, papila. Ex.: papilar, papilo-
-opsia, visão, acção de ver. Ex.: biopsia, discro- tomia, papilite, papiloma.
Ill;ltopsia. V. -ope. paqui-, espesso. Ex.: paquipleurite, paquidermia,
opt-, opto-, visível, que se refere à visão. Ex.: óptico, paquimeningite. Ant. de lepto-.
llptometria. par-, para-, ao lado de, para lá de, através de, por
or-, oro-, boca. Ex.: oral, orofaringe. V. os. oposição a. Ex.: parentérico, paracentral, paracentese,
-orex-, -orexia, apetite. Ex.: orexígeno, anorexia, paramédico, paratiroideia, para-umbilical, parassim-
11Iperorexia, poliorexia, anorexígeno. pático. V. justa-, dia-, per-, trans-.
-orqui-, orquido-, testículo. Ex.: orquite, orqui- -para, que gera. Ex.: primípara, multípara, sudorí-
dopexia, criptorquídia. para.
33
GUIA PARA A COMPREENSÃO DOS TERMOS MÉDICOS

(-)paresia, paralisia ligeira, incompleta. Ex.: plati-, largo e achatado. Ex.: platipodia, platis-
hemiparesia. pondilia.
-pareunia, companheiro ou companheira de cama. -plegia, -plegieo, golpe, ataque, paralisia. Ex.:
Ex.: dispareunia. hemiplegia, hemiplégico, paraplegia, paraplégico,
pariet-, parede. Ex.: parietal, parietofrontal, parie- ganglioplégico.
totemporal, parietoccipital. pleur-, pleuro-, pleura. Ex.: pleural, pleurisia,
parteno-, virgem. Ex.: partenogénese, parteno- pleurocentese, pleurodinia.
genético. plexo, entrelaçamento. Ex.: plexo solar, plexular.
patela, rótula. Ex.: patelar, patelectomia, pateloplastia. -pliea-, dobra. Ex.: plicatura, fundoplicação (ou
pato-, -pata, -patia, sofrimento, doença. Ex.: pato- fundoplicatura).
logia, patogénico, neuropata, psicopata, nefropatia, pluri-, vários. Ex.: pluriganglionar, pluriglandular,
pneumopatia. V. noso-. plurilocular. V. multi-, poli-o Ant. de uni-o
pauci-, pouco numeroso. Ex.: paucissintornático. V. oligo-. -pneia, respiração. Ex.: dispneia, apneia, ortopneia.
-pausa, paragem, cessação. Ex.: andropausa, meno- V. espiro-.
pausa. pneum-, pneumat-, ar, sopro, respiração. Ex.:
peetor, peitor-, peito, tórax. Ex.: peitoral, angor pneumartrografia, pneumático, pneumatização,
pectoris. V. esteto-, torac-. pneumocele. V. aer-, meteor-.
ped-, pedi-, -pede, do latim pes, pedis, pé. Ex.: pneumo-, pneumon-, pneumono-, pulmão. Ex.:
pedícula, pedúnculo, bípede, quadrúpede. pneumocentese, pneumococia, pneumococo, pneu-
ped-, pedi-, pedo-, -pedia, do grego paidos, criança, monia, pneumonectomia, pneumopatia.
menino. Ex.: pedagogia, pedagogo, pederasta, pedia- pod-, podo, -pode, -podia, pé. Ex.: podal, podologia,
tria. V. puer-. pseudópodo, apodia, platipodia. V. pedi-o
pelvi-, bacia. Ex.: pélvico, pelvimetria, pelviperitonite. -poiese, criação, formação. Ex.: hematopoiese,
-penia, pobreza, diminuição. Ex.: citopenia, citop oiese, eritropoiese.
leucopenia. V. -priva. poiquilo-, peeilo-, variado, irregular. Ex.:
pent-, penta-, cinco. Ex.: pentose, pentalogia. poiquilocitose, poiquilotérmico.
peps-, pept-, -pepsia, digestão. Ex.: pepsina, polaqui-, muitas vezes, frequentemente. Ex.:
péptido, péptico, peptona, dispepsia, eupepsia. polaquiúria, (ou polaquisúria).
per-, através, durante. Ex.: percutâneo, perfusão, polex, poliei-, polegar. Ex.: policização, policidigital
peroperatório. V. dia-, para-, trans-. (pinça).
peri-, à volta de. Ex.: perianal, periarticular, poli-, cidade. Ex.: policlínica.
pericárdio, periósteo. poli-, numeroso, muitos, abundante. Ex.: poli-
petr-, petro-, pedra. Ex.: petrosite, petromastoideu. globulia, poliúria, polipneia, poliartr ite. V. multi-,
(-)pexia, fixação. Ex.: nefropexia, mastopexia, pluri-. Ant. de oligo-, mono-o
histeropexia. polio-, cinzento (substância cinzenta do sistema ner-
pien-, pieno-, espesso, compacto. Ex.: pícnico, voso). Ex.: poliomielite, polioencefalite.
picnóide, picnose. pós-, post-, postero-, depois, atrás de. Ex.: pós-
pieo-, unidade igual à milionésima parte de um mili- operatório, pós-traumático, pós-prandial, posterior.
onésimo da unidade de base. Ex.: picograma, V. retro-. Ant. de ante-, antero-, pré-o
picómetro. posO-, quanto, quantidade. Ex.: posologia.
piel-, pielo-, oco, bacinete. Ex.: pielite, pielografia, post-, prepúcio. Ex.: postite, postectomia.
pielocistite, piélico. poto-, beber. Ex.: potomania. V. dipso-.
pil-, pêlo, cabelo. Ex.: piloso, pilar, pilosidade. (-)praxia, acção, actividade. Ex.: apraxia, quiro-
V. trico-. praxia, práfiaxico.
pile-, passagem, porta, veia porta. Ex.: pileflebite, pré-, antes, à frente. Ex.: prematuro, precordialgia,
piletrombose. pré-operatório, pré-pilórico. V. pro-, ante-o Ant. de
pilor-, piloro-, piloro. Ex.: pilórico, piloroplastia, post-, retro-.
pilorospasmo. presbi-, velho. Ex.: presbiacusia, presbitia. V. geront-.
pio-, pus. Ex.: piogénico, piorreia, piossalpingite, primi-, primo-, primeiro. Ex.: primigesta, primípara,
piúria, piocianina. primo-infecção. V. proto-.
-piret-, febre. Ex.: pirético, piretogénico, pirexia, -privo, privado de. Ex.: ferriprivo, calciprivo.
antipirético. V. -penia.
piri-, pêra. Ex.: piriforme. pro-, à frente de, em frente. Ex.: pródromo, pro-
piro-, fogo, queimadura. Ex.: pirose, piromania, gestativo, progesterona, profilaxia, procidência, pro-
pirómano. V. oigni-. lapso, protrusão. V. ante-, pré-o
pisi-, ervilha. Ex.: pisiforme. proet-, proeto-, recto. Ex.: proctite, proctalgia,
-plasia, desenvolvimento, formação, crescimento. proctologia, proctoplastia. V. rect-.
Ex.: aplasia, anaplasia, neoplasia, displasia, hiper- prot-, proto-, primeiro, primitivo. Ex.: proteína,
plasia. protodiastólico, protossistólico, protoplasma,
plast-, -plastia, modelar, moldar, corrigir a forma protozoários. V. primi-.
de. Ex.: plasticidade, plástico, artroplastia, rinoplastia. proxim-, muito perto. Ex.: proximal. Ant. de dist-.
34
GUIA PARA A COMPREENSÃO DOS TERMOS MÉDICOS

....ud-, pseudo-, falso, que simula. Ex.: pseudartrose, retract-, puxar para trás. Ex.: retracção, retráctil,
p.. eudomembrana, pseudoparalisia, pseudópodo. retractilidade.
pllc-, psico-, espírito, inteligência, funções mentais. retro-, para trás. Ex.: retroflexão, retroflectido,
F x.: psíquico, psicanálise, psicologia, psicopatia. retrolistese, retrógrado. V. post-. Ant. de ante-, pre-.
V. -freno (2). reum-, fluxão de humores. Ex.: reumatismo.
-ptero, pterig-, asa. Ex.: díptero, pterígeo, pteri- -rexia, -rexis, rexe, ruptura, rasgadura. Ex.: cariorrexia
."c)ideu. (ou cariorrexis), elastorrexia (ou elastorrexis).
ptlal-, saliva. Ex.: ptialina, ptialismo. V. sial-. rin-, nariz. Ex.: rinite, rinofaringe, rinoplastia,
t-)ptose, queda, descida. Ex.: nefroptose, mastoptose. rinoscopia. V. nas-o
V. -lapso. riz-, rizo-, raiz. Ex.: rizartrose, rizotomia. V. radie-o
puer-, criança. Ex.: puericultura, pueril. V. ped-. rodo-, rosa, vermelho. Ex.: rodopsina. V. eritro-, rub-.
-punct-, ponto. Ex.: punctiforme, acupunctura. romb-, losango. Ex.: rombóide, rombencéfalo.
-rrafia, sutura. Ex.: perineorrafia, palatorrafia.
-rragia, jorro. Ex.: hemorragia, menorragia,
rinorragia.
-rreia, corrimento. Ex.: otorreia, leucorreia, menor-
reia. V. reo-.
quadr-, quadri-, quadro-, composto por quatro. rub-, rubr-, vermelho. ex.: rubéola, rubefaciente,
I"x.: quadrante, quadriplegia, quádruplos. V. tetra-. rubor, rúbrico. V. reritro-, rodo-o
quartã, em quarto lugar. Ex.: febre quartã.
quelro-. V. quiro-.
quelo-, pinça de caranguejo, cicatriz. Ex.: quelóide,
'1\ldoplastia.
querat-, querato-, corno, córnea. Ex.: queratina,
q\ll'ratite, queratose. sac-, saco. Ex.: saciforme, sacular, sáculo.
qull-, quilo-, quilo. Ex.: quiloso, quilífero, quilo- sacar-, sacaro-, açúcar. Ex.: sacarina, sacarose. V. gluc-.
J'c·ritoneu. sacr-, sacro-, sacro. Ex.: sagrado, sacralização,
qullo-, lábio. Ex.: quilite, quiloplastia, quilorrafia. sacrodinia.
\',Iabi-. salping-, salpingo, -salpinge, trompa (de
qulmi-, quimio-, química. Ex.: quimiorreceptor, Eustáquío ou de Falópio). Ex.: salpingite, salpin-
'lU imiossensível. quimioterapia, quimiorresistente, gectomia, salpingoscopia, salpingografia, pios-
'1\lílnico. salpinge, hidrossalpinge. V. tub-.
qulnesi-, movimento. Ex.: quinesia, quinesiterapia, sapon-, sabão. Ex.: saponáceo, saponificação.
'1\linesiterapeuta. V. cine-. sapro-, pútrido. Ex.: saprógeno, saprófita.
qulnqu-, quint-, cinco. Ex.: quinquagená rio, sarco-, carne. Ex.: sarcóide, sarcomatoso, sarcoma.
quíntuplos. saturn-, chumbo. Ex.: saturnino, saturnismo.
qulr-, cir-, mão. Ex.: quiromegalia, cirurgia, cirur- -scopio, -scopia, observar, examinar. Ex.: cistos-
F,I.lO, quiroprático. V. man-. cópio, cistoscopia, endoscópio, endoscopia, micros-
quls'-, quisto-, quisto. Ex.: quístico, quistectomia, cópio, radioscopia, rectoscopia.
quistoso, quistografia. V. cist-. seb-, sebo-, sebo. Ex.: sebáceo, seborreia.
semi-, a meio, metade. Ex.: semiliberdade, semilunar,
semicirculares (canais). V. hemi-.

II
rllbdo-, estriado. Ex.: rabdóide, rabdomioma. V. leio-o
semin-, semente. Ex.: seminal, seminífero, seminíparo.
V. esperm-.
semio-, sinal. Ex: semiologia.
senestro-, esquerda. Ex.: senestrógiro. V. sinistro-,
,adl-, radio-, raio, radiação. Ex.: radiação, radioac- levo-o Ant. de dextr-.
t Ividade, radiografia, radioterapia. sept-, septo-, parede, septo. Ex.: septal, septotomia.
,adlc-, radico-, raiz. Ex.: radicular, radiculite, septi-, septic-, (-)sepsia, (-)séptico, putrefacção,
I •• dicotomia. V. riz-. corrupção. Ex.: septicemia, septicidade, assepsia,
,aqul-, -raquia, ráquis (coluna vertebral). Ex.: asséptico, anti-séptico.
r .lquidiano, albuminorraquia. ser-, sero-, líquido de aspecto aquoso, soro. Ex.: seroso,
re·, voltar atrás, repetição. Ex.: reclinar, readaptação, serosa, sérico, serologia, serosidade, seroterapia.
Il"l I'\ldescência, refluxo. sex-, sext-, seis, sexto. Ex.: sexagenário, sêxtuplos.
reet-, recto-, recto. Ex.: rectal, rectite, rectoscopia. V. hexa-.
\', I,roeto-. sexo-, sexu-, sexo. Ex.: sexologia, sexualidade, sexual.
r."-, rim. Ex.: renal, reniforme. V. nefro-. sial-, sialo-, saliva. Ex.: sialagogo, sialite, sialogénico,
reo-, correr, corrente (ex.: eléctrica, sanguínea). Ex.: sialografia, sialorreia. V. ptial-.
I ('I )hase, reóstato, reografia V. -rreia. sider-, -sider-, 1) astro. Ex.: sideral, siderante,
,.tlcul-, reticulo-, filet, rede, malha. Ex.: reticular, sideração. 2) ferro. Ex.: sideremia, sideropenia,
I c'( lCulócito, retículo. hemossiderina. V. ferr-.
35
GUIA PARA A COMPREENSÃO DOS TERMOS MÉDICOS

sigmoid-, sigmoido-, em forma de sigma, de s (có- tetan-, tetano-, rigidez ou tensão. Ex.: tétano,
lon) sigmóide. Ex.: sigmoidite, sigmoidopexia, tetânico, tetanóide.
sigmoidectomia, sigmoidostomia. tetra-, quatro. Ex.: tétrada, tetraplegia, tetrassomia.
sim-, sin-, com, em conjunto, fusão. Ex.: simbiose, V. quadri-.
sínfise, sinostose, sindactilia. ti-, tio-, enxofre. Ex.: tiamina, tiázico (ou tiazídico),
sindesm-, sindesmo-, acção de ligar em conjunto, tiemia, tiopexia. V. sulf-.
laço e, por extensão, ligamento. Ex.: sindesmopexia, tif-, tifo-, torpor, estupor. Ex.: tifo, tifóide.
sindesmófito, sindesmorrafia. V. desmo-. tifl-, tiflo-, cego, sem saída (cego). Ex.: tiflite,
sinistr-, sinistro-, esquerdo, à esquerda. Ex.: tiflopexia. V. ceco-.
sinistralidade, sinistroscoliose. V. levo-, senestro-. tim-, (-)timia, alma, sentimentos, afectos. Ex.: tímico,
Ant. de dextro-. coclotímico, timoléptico.
sinus, dobra, cavidade, seio (da face). Ex.: sinuosi- tip-, tipo-, modelo, marca. Ex.: típico, atípico,
dade, sinusal, sinuoso, sinusite. cariótipo.
siring-, siringo-, tubo, cano, caverna. Ex.: tireo-, tiro-, tiróide (em forma de escudo). Ex.:
siringomielite. tireostático, tireoprivo, tireogénico (ou tirogénico),
sitio-, sito-, alimento, alimentação. Ex.: sitiologia. tiroidectomia, tiroidiano, tiroxina, tirotrofina.
soma, somat-, (-)soma, -somia, corpo. Ex.: so- toco-, -tocia, parto. Ex.: tococardiógrafo, distocia.
mático, somatogénico, somatotrópico, cromossoma, tomo-, -tomo, -tomia, que corta, corte. Ex.:
trissomia. tomografia, átomo, amigdalótomo, laparotomia,
son-, sono-, sono. Ex.: sonífero, sonolência, sonam- traqueotomia, osteotomia.
bulismo. V. hipno-, narco-, sopor-. ton-, -tonia, tensão, tónus. Ex.: tonicidade, tónico,
sopor-, sono profundo. Ex.: soporoso, soporífico. atonia, hipotonia.
V. hipno-, narco-. tonsil-, amígdala. Ex.: tonsilectomia.
sub-, abaixo, debaixo, menos que. Ex.: subagudo, top-, topo-, -topia, localização, lugar, posição. Ex.:
subfebril, sublingual, subíctero, subnormal. V. hipo-, tópico, ectopia, corectopia.
infra-. torac-, toraco-, tórax, peito. Ex.: torácico,
sudo...., suor. Ex.: sudoral, sudorífico, sudoríparo. toracodinia, toracoplastia. V. -peitor-, esteto-.
V. hidr-. tox-, toxi-, toxico-, toxo-, veneno. Ex.: toxemia,
sulf-, sulfo-, sulfur-, enxofre. Ex.: sulfamida, sulfato, tóxico, toxoplasmose, toxicómano, toxicomania.
sulfona, sulfurado, sulfuroso. V. dti-. trabecul-, trabécula (pequena trave, espaçoe entre
super-, supra-, sur-, sobre, por cima, posição superi- duas vigas). Ex.: trabecular, trabeculado.
or, em excesso. Ex.: superinfecção, supracondiliano, trans-, através de, para lá de. Ex.: transfusão, trans-
supraventricula.t; sobreagudo, sobredosagem, supra-renal, mesocólico, transplantação, transposição, transfi-
supra-hepático. V. epi-, hiper-, ultra-. Ant. de infra-. xiante, transmural. V. dia-, per-, para-.
traque-, traqueo-, traqueia. Ex.: traqueal, traqueíte,
traq ueotomia.

II
tact(-), tocar (palpar). Ex.: táctil.
traquel-, colo, pescoço. Ex~: traquelomatoma,
traquelismo, traquelopexia. V. cervic-.
tri-, três. Ex.: tríade, tricípite, tricúspide, trissomia. V. ter-.
tric-, trico-, pêlos, cabelos. Ex.: tricose, tricomonas,
talass-, talasso-, mar. Ex.: talassemia, talassoterapia. tricoclasia. V. pil-, capil-.
tanato-, -tanásia, morte. Ex.: tanatologia, eutanásia. tripsia-, esmagamento. Ex.: neurotripsia, litotripsia.
V.let-. trof-, -trofia, -trofina, alimentação, estado de nu-
taqui-, rápido, depressa. Ex.: taquipneia, taquicardia. trição. Ex.: atrofia, distrofia, hipertrofia, tirotrofina,
Ant. de bradi-. corticotrofina, somatotrofina.
tars-, tarso-, -tarso, 1) tarso do pé. Ex.: társico, tromb-, trombo-, coágulo, trombo. Ex.: trombina,
tarsectomia, metatarso. 2) bordo da pálpebra ou tromboarterite, trombócito, trombose.
tarso palpebral. Ex.: társico, tarsectomia, tarsite. -tropo, (-)tropismo, volta, direcção, que se dirige
V. blefar-, palpebr-. para, afinidade com. Ex.: neurotrópico, psicotrópico,
tel-, mamilo. Ex.: telite, telalgia, telorragia. somatotrópico, corticotrópico.
tel-, tele-, longe, afastado. Ex.: telangiectasia, tub-, trompa de Eustáquio, trompa de Falópio. Ex.:
telecobaltoterapia, telerradioterapia. tubárico, tubotimpânico, tubuterino. V. salping-.
ten-, teno-, tendin-, tendão. Ex.: tenalgia, tenodese, tussi-, tosse. Ex.: tussígeno.
tendinite, tendinoso. V. desmo-, sindesmo-.
ter-, três vezes. Ex.: ternário, terciário. V. tri-.
terapeut-, (-)terapia, cuidado, tratamento. Ex.: tera-
peuta, terapêutico, radioterapia, fisioterapia, psicoterapia.
terat-, terato-, monstro. Ex.: teratismo, terato-
génico, teratologia. ulc-, úlcera, ulcus. Ex.: ulceração, ulceroso.
term-, termo-, -termia, calor. Ex.: termal, térmico, -ulo, pequeno (enquanto diminutivo). Ex.: folículo,
termocautério, hipotermia. V. calor-. óvulo, vesícula, vénula. V. micro-, -eta, -010.
36
GUIA PARA A COMPREENSÃO DOS TERMOS MÉDICOS

u'tra-, para lá de. Ex.: ultra-som, ultramicroscópico. vermi-, verme. Ex.: vermicular, vermífugo, verminose.
\'. hiper-, super-o vesic-, vesico-, ampola, bexiga. Ex.: vesical,
unc-, unci-, gancho. Ex.: uncartrose, uncovertebral vesicante, vesicofixação. V. cist-.
1.1 ri il:ulação), uncinado, unciforme. vesicul-, vesiculo-, pequena ampola (vesícula biliar,
ungu-, ungui-, unha. Ex.: ungueal, unguífero, vesículas seminais). Ex.: vesicular, vesiculotomia.
llllguis. V. onico-. V. colecist-.
unl-, um. Ex.: unicelular, univitelino. V. mono-o Ant. de vil-, vilo-, peludo, coberto de pêlos. Ex.: viloso,
"llIri-. vilífero, viliforme, vilosidade.
ur-, uro-, -urese, -uria, urina, acção de urinar. Ex.: vir-, viro-, veneno, vírus. Ex.: virião, virulência,
urinário, urologia, urografia, uremia, hematúria, virologia.
"hgúria, polaquiúria. viscer-, viscero-, entranhas, víscera. Ex.: visceral,
ur.no-, abóbada palatina. Ex.: uranoplastia. V. palat-. visceralgia, viscerotrópico. V. esplancn-.
uvul-, úvula. Ex.: úvula, uvular, uvulite. V. estafil-. vitel-, gema de ovo. Ex.: vitelino, bivitelino.

li
vacln-, vacino-, vaccinus, que se refere à vaca, daí xant-, xanto-, amarelo. Ex.: xantocromia, xanto-
,.Il'ina. Ex.: vacinaI, vacinoterapia. dermia, xantelasma.
vau-, vago-, errante, vagabundo, nervo vago (assim xeno-, estrangeiro. Ex.: xenógeno.
,Ie\ignado devido às suas ramificações muito lon- xero-, seco, dessecado. Ex.: xerodermia, xeroftalmia .
.-:.1'. ). Ex.: vagaI, vagotomia, vagolítico. xifo-, xifóide (em forma de espada). Ex.: xifodinia
wagln-, bainha, vagina. Ex.: vaginal, vaginite. V. colpo-, (ou xifoidalgia).
,·/tlrtl-.
varle-, varico-, variz. Ex.: varicectomia, varicotomia.
\', ârs-.
v.a-, vascul-, vaso-, vaso. Ex.: vasiforme, vasecto-
Itll.l, vasoconstrição, vascular, vascularização.

\', ,111/(io-. zigo-, junto, par. Ex.: zigoto, dizigótico, zigomático.


v.ct-, vecto-, conduzir. Ex.: vector, vectorial, V. azigo-.
\ (·d<Kardiograma. zim-, -zimo, levedura, fermento. Ex.: zimologia,
v.I·, véu. Ex.: velamentoso. enzima. V. -ase.
ventrlcul-, ventriculo-, pequeno ventre e, por ex- zoo-, -zoário, animal. Ex.: zoológico, zoofobia, pro-
1('1I'i~10, ventrículo (do coração e do cérebro). Ex.: tozoário, hematozoário.
\ C'I~t ril:ular, ventriculografia. zoster-, zona. Ex.: zosteriano, zosteriforme.

37
dos órgãos genitais internos. Sino de ventre (lin-
guagem corrente). V. celíaco, laparo-. (adj.: ab-
dominal.)
abdómen pêndulo, sino de ventre em alforge
A. I) Em fisiologia, símbolo de ar alveolar. ou em avental.
2) Símbolo de ampere. 3) V. grupo sanguíneo. abdução, s. f. (fr. e ing. abduction). 1) Movi-
A, símbolo de angstrom. mento que afasta um membro ou um segmento
.-. I) Em fisiologia, símbolo do sangue arterial. de membro do plano de simetria ou eixo do cor-
.~) Abrev. de artéria (seguida pelo nome da ar- po. 2) Posição que daí resulta. Ant. de adução.
t('ria) . abdutor, adj. (fr. abducteur; ing. abductor). Diz-
• -, an-, pref. que exprime privação, ausência -se de um músculo que produz abdução. Ex.:
c HI falta . músculo abdutor do dedo grande (1. 0 dedo) do pé.
••, anã, da expressão latina ana partes aequales. aberração, S. f. (fr. e ing. aberration). Qual-
NUlna receita médica, abreviatura colocada de- quer desvio da normalidade, mais especialmente
p( )is de duas ou mais substâncias para indicar defeito da imagem dada por um instrumento
que elas devem ser dadas em quantidades iguais. de óptica ou um sistema óptico (como o olho).
MN, abrev. de anticorpos antinucleares. (ing. aberração cromossómica (fr. aberration
ANA.) chromosomique; ing. chromosomal aberration).
AS, V. grupo sanguíneo. Anomalia da estrutura de um cromossoma, re-
ab-, palavra latina que significa longe de, usada lativamente ao cromossoma da forma original.
, «uno prefixo para exprimir afastamento, sepa- Os tipos principais são a deficiência cromossó-
'cl(ào. Ant. de ad-. mica, duplicação cromossómica, inversão
ABO (ou ABzero), V. grupo sanguíneo. cromossómica e translocação (V. estes termos).
• bendónico, adj. e s. m. (fr. abandonnique). aberrante, adj. (fr. e ing. aberrant). Que se afas-
( :riança ou adulto cujas dificuldades vitais se ta da normalidade, sobretudo quanto à locali-
\ ('Iltram no receio ou sentimento, reais ou ima- zação. Ex.: tiroideia aberrante.
~~lnários, de ser abandonado, de perder o amor ablação, s. f. (fr. e ing. ablation). Acção de ex-
«te JS pais ou dos próximos (neurose ou síndro- trair do corpo um dos seus órgãos ou uma for-
Ult' Je abandono). mação patológica. V. -ectomia.
ab8rticular, adj. (fr. abarticulaire; ing. abar- ablefaria, s. m. (fr. ablépharie ou ablépharon;
Ildl/ar). Que se encontra fora de uma articula- ing. ablepharia). Ausência congénita das pál-
,.H) (justa-, para- ou periarticular). Ex.: patolo- pebras. (adj.: abléfaro.)
K.la abarticular. abóbada craniana (fr. voute du crâne ou crâ-
• besla, s. f. (fr. abasie; ing. abasia). Impossibi- nienne). Sino de calote craniana.
hdade de andar normalmente devido a pertur- abóbada palatina (fr. voute palatine; ing. bony
h.'<tão da coordenação dos movimentos. palate). Face interior côncava do palato ósseo
ab6slco (fr. abasique; ing. abasic). 1) adj.: rela- que forma a parede superior da cavidade bucal
tlvo à abasia. 2) adj. e S. m.: que sofre de abasia. e é coberta por uma mucosa, que forma a pare-
Atabott, V. Miller-Abbott (sonda de) . de superior da cavidade bucal. É limitada à fren-
• bcedido, adj. (fr. abcédé). Transformado em te e dos lados pela arcada gengivodentária su-
.• h'-'esso. Ex.: tumor abcedido. perior e continua para trás pelo véu do palato.
abcesso, S. m. (fr. abces; ing. abscess). Bolsa de Sino de palato duro.
pus bem delimitada formada no interior de um abortivo, S. m. (fr. abortif; ing. abortive). 1) Que
t('(ido em consequência de uma inflamação. provoca o aborto. Ex.: manobra abortiva. 2) Que
.bclssa, s. f. (fr. abscisse; ing. abscissa). Coor- não atinge o termo normal, habitual, do seu
d('nada horizontal que serve, em conjunto com desenvolvimento. Ex.: tuberculose abortiva.
.l (oordenada vertical (ordenada), para definir aborto (ou abortamento), s. m. (fr. avortement;
.• posição (o valor) de um ponto num plano. ing. abortion). Expulsão ou extracção do útero
abdómen (ou abdome), S. m. (fr. e ing. abdo- de um embrião ou feto numa fase da gravidez
"'1'11). Parte inferior do tronco, situada entre o em que este não é viável (incapaz de vida inde-
tlJfax, do qual se encontra separada pelo dia- pendente), ou seja, antes da 22. a -24. a semana
tr"~tna, e o pavimento pélvico que fecha em da gravidez. Cerca de 12 % das gestações hu-
h.lixo a pequena bacia. A cavidade do abdó- manas terminam espontaneamente no 1. 0 tri-
r"('1l (cavidade abdominal) contém a maior parte mestre, com maior frequência nas primíparas.
do aparelho digestivo, do aparelho urinário e As causas dum aborto espontâneo podem ser

39
1'1 ABORTO

genetlcas, infeccões locais ou generalizadas ou sociais A. retido (missed abortion) ou fracas-


(clamídia, toxoplasma, citomegalovírus, etc.), sado (failed abortion), em que o feto morre mas
afecções maternas (ex.: insuficiência do corpo não foi expelido do útero. A. terapêutico, pro-
amarelo, anomalias uterinas, diabetes), imunitá- vocado para proteger a vida ou a saúde da mãe
rias (ex.: síndrome antifosfolipídica), noxas exó- ou impedir o nascimento duma criança porta-
genas (radiactividade, pesticidas, fármacos, dora de anomalias hereditárias ou congénitas.
etc.), factores psicossociais (ex.: guerra, sepa- A. tubabdominal, expulsão para a cavidade ab-
ração, fuga). Adj. abortivo. Ling.: o aborto pra- dominal de um embrião implantado na porção
ticado legalmente, em certas condições, designa- ampular ou infundibular da trompa.
-se por interrupção voluntária da gravidez (IVG). abraquia, s. f. (fr. abrachie; ing. abrachia). Au-
aborto (tipos de). Aborto acidental, que so- sência congénita dos braços. (adj.: abráquio.)
brevém após um traumatismo ou qualquer cau- abrasão, s. f. (fr. e ing. abrasion). 1) Ablação
sa fortuita. A. cervical, aborto retido devido a ou extracção, por meio de raspagem, de certos
rigidez do canal cervical, em consequência p. tecidos ou certas formações superficiais: córnea,
ex. de alterações cicatriciais. A. completo, a um mucosa uterina, tártaro dentário, etc. 2) Acção
tempo, em regra precoce (até 16 semanas), com de desgastar por fricção.
expulsão do embrião e de todas as suas mem- abrasivo, adj. (fr. abrasif; ing. abrasive). Que é
branas (saco amniótico e córion). A. complica- susceptível de desgastar ou polir por fricção.
do (ou infectado), com inflamação do útero e (S. m.: abrasivo.)
anexos. A. cromossómico, por aberração cro- ab-reacção, s.f. (fr. abréaction; ing. abreaction).
mossómica grave que provoca a morte do ovo Processo de descarga emocional pelo qual a
nas primeiras semanas depois da fecundação. pessoa se liberta do conteúdo afectivo e de for-
A. espontâneo (fr. fausse couche; ingl. miscarria- tes emoções associadas a um acontecimento, em
ge), que ocorre por causas naturais. A. febril, geral doloroso. Pode suceder de maneira espon-
que pode ser não complicado (infecção local do tânea, mas muitas vezes é desencadeada delibe-
edométrio), complicado (com anexite) ou sép- radamente pelo terapeuta, que recorre à psico-
tico (a forma mais grave, com bacteriemia, pelvi- terapia (método catártico da psicanálise ou
peritonite, risco de choque tóxico-séptico e for- outros), à hipnose ou à subnarcose por meio de
mação de gás na sua variante pútrida). A. habi- fármacos (ex.: tiopental) para tratar perturba-
tual (recorrente ou de repetição), que ocorre em ções neuróticas, em especial pós-stress traumá-
três ou mais gravidezes sucessivas, em geral por tico. Ver catarse.
causas constitucionais, antes das 20 semanas abruptio placentae. Sino de descolamento pre-
de gestação, quando o feto pesa menos de 500 maturo da placenta.
g. Pode ser secundário ou primário, conforme absentismo, s. m. (fr. absentéisme; ing. absen-
há ou não um parto consumado entre esses abor- teeism). 1) Falta de assiduidade ao trabalho.
tos. A. ilegal (ou criminoso), que é realizado sem 2) Por extensão, frequência das ausências ao tra-
respeitar as condições indicadas pela lei. A. imi- balho de um indivíduo, de uma categoria profis-
nente (ou ameaça de aborto), dores uterinas ou sional ou do pessoal de uma empresa.
metrorragia, com o canal cervical fechado e o absorção, s. f. (fr. e ing. 1) a 4) absorption; fr.
feto ainda vivo, podendo eventualmente a gra- 5) a 7) résorption; ing. 5) a 7) resorption). 1) Em
videz ser mantida. A. incipiente, numa fase ini- sentido geral, processo de penetração de uma
cial, mas em regra inevitável, metrorragia e con- substância na massa de outra substância.
tracções uterinas na presença de nítida dilata- 2) Passagem de uma substância do exterior para
ção do canal cervical. A. incompleto, a dois tem- o interior dos vasos. 3) Passagem para as células
pos, em regra tardio (16-28 semanas), expul- de uma substância transportada pelo sangue ou
são do feto e da placenta com manifestações seme- pela linfa. 4) Em linguagem corrente, ingestão.
lhantes ao parto (ruptura da bolsa das águas, Ex.: absorção de um veneno. 5) Desaparecimen-
contracções uterinas dolorosas) e retenção no to, por absorção progressiva, de um líquido, de
útero de parte do feto ou das suas membranas um corpo estranho ou de um gás, de uma cavi-
depois do aborto. A. inevitável, que não pode dade natural ou patológica, ou dos espaços
ser prevenido devido à morte do feto. A. inten- intersticiais dos tecidos. 6) Fusão progressiva,
cional, provocado. A. provocado (ou induzido), fisiológica ou patológica de um órgão ou de um
em consequência de intervenções locais ou ge- tecido. Ex.: a absorção fisiológica dos tecidos
rais (manobras instrumentais ou acções medi- que envolvem um dente temporário e que pro-
camentosas), eventualmente por razões médicas voca a sua queda; a absorção patológica do te-

40
ACETABULAR

acantócito, S. m. (fr. acanthocyte; ing. acantho-


fi
\ ido ósseo. 7) Em fisiologia e em farmacologia,
passagem de uma substância por difusão ou cyte). Eritrócito que parece eriçado de espinhos.
ddlise através de uma membrana (como a mu- acantocitose, S. f. (fr. acanthocytose; ing. acan-
rosa intestina!). Assim, certos medicamentos to- thocytosis). Anomalia da forma dos eritrócitos
luados por via oral penetram na circulação ge- que parecem eriçados de espinhos (acantócitos).
1'.,1 por absorção. (adj.: absorvido.) acantose, S. f. (fr. acanthose; ing. acanthosis) .
• bsorvedor, s. m. (fr. absorbeur; ing. canister). Espessamento do corpo mucoso de Malpighi
F.n anestesiologia, recipiente cujo conteúdo (estrato germinativo) da epiderme, que se ob-
.• hsorve certos componentes do ar expirado. serva em diversas afecções cutâneas; ex.: nas
.bsorvente, adj. (fr. 1) e 2) absorbant, 3) ré- verrugas. Sino de hiperacantose. (adj.: acan-
,\orbant; ing. 1) e 2) absorbent, 3) resorbent). tótico.)
I ) Que absorve, relativo à absorção. Ex.: poder Acarídeos, S. m. (fr. Acariens; ing. Acaridae) .
.• hsorvente, algodão absorvente. 2) S. m.: Subs- Ordem de artrópodes aracnídeos com corpo
c,incia que pode absorver um líquido, um gás globuloso, não dividido em cefalotórax e ab-
t HI uma radiação. 3) Que produz absorção. dómen, dotados de quatro pares de patas, al-
.baorvível, adj. (fr. résorbable; ing. absorbable). gumas espécies dos quais são parasitas do ho-
(Jue é susceptível de ser absorvido. mem (ácaros, carraças).
• bstémio, s.m. (fr. absteme; ing. teatotaler). acariose, S. f. (fr. acariose). Sino de sarna.
Pessoa que se abstém de vinho ou de bebidas acariota, adj. e S. (fr. acaryote; ing. akaryote).
_.koólicas em geral. Também se aplica a quem Desprovido de núcleo.
\e priva sistematicamente de prazeres. ácaro, S. m. (fr. acare; ing. acarid). Artrópodes
.batinência, S. f. (fr. e ing. abstinence). Priva- da ordem dos acarídeos, p. ex., o agente da sar-
"úo ou renúncia parcial ou total de ou a algu- na, Sarcoptes scabiei, var. hominis, parasita
tua coisa, p. ex., certos alimentos por motivos exclusivo do homem, pois não vive mais que
n" igiosos ou dietéticos e de higiene, vinho e poucas horas noutros animais ou em objectos
t Hltras bebidas alcoólicas, drogas, relações se- inanimados.
xuais, satisfação de uma necessidade ou uma acatisia, s.f. (fr. akathisie; ing. akathisia). Difi-
fonte de prazer. culdade de permanecer sentado e necessidade
.bstinência (síndrome de). Ver síndrome de compulsiva de deslocação. Observa-se essen-
"hstinência. cialmente nos parkinsónicos e na síndrome das
.batinente, adj. e S. m. (fr. e ing. abstinent). pernas irrequietas. Padrão de movimentos invo-
Aquele que observa a abstinência. luntários provocados por antipsicóticos, como
Abt-Letterer-Siwe (doença de), sino de doen- a fenotiazina. A hiperactividade resultante pode
\., de Letterer-Siwe (V. Letterer-Siwe, doença de) confundir-se com a agitação para a qual o fár-
.bulia, S. f. (fr. aboulie; ing. aboulia). Ausência maco foi originalmente prescrito.
I H' insuficiência de vontade, particularmente acaudado, S. m. (fr. acaudé; ing. acaudate).
para passar ao acto. (adj.: abúlico.) Desprovido de cauda ou cóccix.
• buso, s.m. (fr. abus; ing. abuse). Uso exagera- ACD, V. solução (anticoagulante), ACD.
d() de uma substância ou de um medicamento, ACE, abrev. de antigénio carcinoembrionário.
que pode tornar-se nocivo (abuso de tabaco, acelerina, S. f. (fr. accelérine; ing. accelerin).
_.huso de álcool, etc.). Factor da coagulação sanguínea que acelera a
Ac (ou ac), abrev. de anticorpo. formação da trombina e das tromboplastinas,
8calasia, S. f. (fr. achalasie; ing. achalasia). produzido pelo fígado sob uma forma inactiva
t\ usência de relaxamento de um esfíncter. V. car- (proacelerina) que se encontra no plasma san-
cliospasmo. guíneo. O seu défice traduz-se por hemorragias
8calculia. s.f. (fr. acalculie; ing. acalculia). In- semelhantes às da hemofilia.
l.lpacidade para realizar cálculos matemáticos acesso, S. m. ,V. via de acesso.
\lInples. É sintoma de afecção do lobo parietal acesso (ou ataque), S. m. (fr. acces; ing. attack,
de) cérebro. fit, seizure). Conjunto de sintomas mórbidos,
Acamação, S. f. (fr. alitement; ing. confinement). geralmente agudos, de aparecimento brusco e
Permanência do doente no leito. (adj.: aca- que reaparecem periodicamente, a intervalos
.nado.) mais ou menos regulares. Ex.: acesso de tosse.
8camado permanente (fr. grabataire; ing. V. crise, via de acesso.
ht·dridden). Diz-se de um doente que já não pode acetabular, adj. (fr. acétabulaire; ing. aceta-
_ahandonar o leito. bular). Relativo ao acetábulo (cavidade cotilóide).

41
1'1 ACETÁBULO

acetábulo, s. m. (fr. acétabulum). Sino de cavi- mas o doente recupera antes de 24 horas. A dis-
dade cotilóide. função é considerada reversível e as alterações
acetabuloplastia, s. f. (fr. acétabulo-plastie; regressam habitualmente até à normalização das
ing. acetabuloplasty). Restauração cirúrgica da funções perturbadas. Abrev.: AIT (em ing. TIA).
cavidade cotilóide (acetábulo). acidente vascular cerebral (fr. accident
acético, adj. (fr. acétique; ing. acetic). Que tem vasculaire cérébral; ing. stroke). Manifestação,
a natureza do vinagre. V. ácido acético. muitas vezes súbita, de insuficiência vascular do
acetilcolina, s. f. (fr. acétylcholine; ing. acetyl- cérebro de origem arterial: espasmo, isquemia,
choline). Éster acético da colina, mediador quí- hemorragia, trombose. V. apoplexia, ictus, sín-
mico do influxo nervoso na extremidade dos cope. Abrev.: AVe.
nervos parassimpáticos e das fibras pré-ganglio- acidez, s. f. (fr. acidité; ing. acidity). 1) Proprie-
nares do sistema simpático. A acetilcolina é sin- dade de um ácido expressa pela concentração
tetizada no organismo a partir da colina e é hi- de iões de hidrogénio livre (pH). A acidez tra-
drolisada por uma enzima, a colinesterase. Deter- duz-se por um pH inferior a 7,2) Qualidade de
mina a dilatação das artérias e o abrandamento uma substância com sabor acre.
do ritmo cardíaco. acidificado, adj. (fr. acidifié; ing. acidified). Que
acetilsalicílico, adj. ,V. ácido acetilsalicílico. se tornou ácido.
acetoacético, adj. (fr. acétoacétique). V. ácido acidificante, adj. (fr. acidificant; ing. acidi-
acetilacético. fying). Dotado do poder de reduzir o pH de
acetona, s. f. (fr. acétone; ing. acetone). Líqui- uma substância. (S. m.: acidificante.)
do incolor muito inflamável, com odor frutado acidificar, v.t. (fr. acidifier; ing. acidify). Tor-
característico, com sabor ardente, miscível com nar ácida uma substância, reduzindo o seu pH
a água, o éter e o clorofórmio. Utiliza-se como (ex.: acidificar a urina pela administração de
dissolvente dos óleos e das ceras. Serve para fa- um medicamento acidificante).
bricar o clorofórmio, o bromofórmio, o iodofór- ácido (fr. acide; ing. acid). 1) S. m.: qualquer
mio, perfumes e borrachas artificiais. Encon- substância que pode libertar iões H+. Um ácido
tra-se a acetona no hálito e na urina dos diabé- pode reagir com uma base para formar um sal
ticos e dos indivíduos submetidos ao jejum e água (neutralização). Faz-se a distinção entre
glucídico; a acetona provém da descarboxilação ácidos minerais ou inorgânicos (os hidrácidos,
do ácido acetilacético, que se forma no decurso como o ácido clorídrico, constituídos por hi-
do metabolismo anormal dos ácidos gordos ou drogénio e um halogénio, e os oxácidos, como
de certos aminoácidos (denominados cetogé- o ácido sulfúrico, constituídos por hidrogénio,
nicos). oxiégnio e outro elemento) e ácidos orgânicos,
acetonemia, s. f. (fr. acétonemie; ing. acetone- sempre com carbono na sua molécula, os prin-
mia). Em sentido estrito, presença de acetona cipais dos quais são os ácidos carboxílico (com
no sangue. Em linguagem médica corrente, sino o grupo -COOH) e os ácidos sulfónicos (com o
de cetonemia. (adj.: acetonémico.) grupo -S03H). 2) adj.: que tem sabor acre.
acetónico, adj. (fr. acétonique). Sino de cetónico. ácido acético (fr. acide acétique; ing. acetic
acetonúria, s. f. (fr. acétonurie; ing. acetonuria). acid). Líquido incolor com odor picante carac-
Em sentido estrito, presença de acetona na urina. terístico, produzido durante a fermentação áci-
Em linguagem médica corrente, sino de cetonúria. da do vinho em vinagre, empregado em solu-
acicloguanosina, s. f. ,Sino de aciclovir. ção como anti-séptico.
aciclovir, s. m. (fr. e ing. acyclovir). [DCI] Deri- ácido acetilacético (ou acetoacético) (fr.
vado da guanina que possui uma cadeia lateral acide acetylacétique; ing. acetoacetic acid). Cor-
acíclica. A sua administração por via intravenosa po cetónico resultante da decomposição imper-
directa provoca uma melhoria rápida das lesões feita dos ácidos gordos e de certos aminoácidos
herpéticas (em particular zona e herpes locali- que aparece no sangue e na urina dos indivíduos
zados). A sua aplicação local previne a recidiva que sofrem de diabetes açucarada mal equili-
da infecção herpética da córnea. Sino de aciclo- brada. O seu aumento no sangue pode desen-
guanosina. cadear uma acidose. V. cetonemia, cetonúria.
acidente isquémico transitório. Situação ácido acetilsalicílico (fr. acide acétylsa-
resultante da interrupção temporária da circu- licylique; ing. acetylsalicylic acid). [DCI] Com-
lação de parte do cérebro causada por embolia, posto salicilado administrado por via oral, em
trombose ou espasmo de artérias cerebrais. Os supositórios ou em injecções intravenosas, para
sintomas podem ser semelhantes aos do AVC, combater a inflamação, as dores e a febre; pos-

42
ÁCIDO GLUTAMICO

"ui igualmente actividade anticoagulante. Sino nucleicos são constituintes dos núcleos celula-
dc aspirina. res dos cromossomas sob a forma de nucleopro-
âcldo aminoacético. Sino de glicocola. teínas. Condicionam a transmissão dos genes.
ácido ascórbico (fr. acide ascorbique; ing. ascor- V. ácido ribonucleico. Abrev.: ADN ou DNA
hic acid). Denominação química da vitamina C. (do inglês desoxyribonucleic acid).
ácido barbitúrico (fr. acide barbiturique; ing. ácido edético (fr. acide édétique; ing. edetic
harbituric acid). Ácido resultante da combinação acid). Etilenodiamina tetra-acetato. Ácido orgâ-
de um ácido orgânico (o ácido maIónico inicial- nico insolúvel na água, que produz sais sobre-
Incnte isolado a partir da beterraba) com ureia. tudo com o sódio. Um sal sódico deste ácido é
()S seus derivados de síntese (barbitúrcos) são utilizado para a prova de hipocalcemia provo-
('Illpregues como hipnóticos. Sino de malonilureia. cada. V. hipocalcemia provocada (prova da).
âcldo benzóico (fr. acide benzoi'que; ing. Abrev.: EDTA.
henzoic acid). Ácido aromático presente em cer- ácido esteárico (fr. acide stéarique; ing. stearic
t()S frutos e folhas, utilizado como conservante acid). Ácido gordo saturado isolado a partir do
alimentar e como fixador dos perfumes e dos sebo de carneiro e existente na maior parte das
,,'(>rantes. O ácido benzóico é eliminado pela gorduras animais e dos óleos vegetais.
urina sob a forma de ácido hipúrico. ácido fénico, V. fenol.
6cldo beta-hidroxibutírico (fr. acide beta- ácido fenilacético (fr. acide phénylacétique;
IJ idroxybutyrique; ing. beta-hydroxybutyric ing. phenylacetic acid). Ácido aromático isola-
.lcid). Produto da degradação incompleta dos do a partir de essências de flores (sobretudo da
lípidos, que se encontra na urina dos diabéticos rosa), empregue no fabrico de perfumes. É tam-
Illal equilibrados. V. corpos cetónicos. bém um metabólito da fenilalanina, proveniente
ácido biliar (fr. acide biliaire; ing. bile acid). do ácido fenilpirúvico.
Nome de um conjunto de ácidos aparentados ácido fenilpirúvico (fr. acide phénylpyruvique;
,lOS esteróides isolados da bílis. ing. phenylpyruvic acid). Produto intermediá-
ácido bórico (fr. acide borique; ing. boric acid). rio da degradação da fenilalanina, que se pode
Anti-séptico fraco, pouco irritante para a pele e acumular anormalmente no sangue e ser elimi-
,as mucosas, para uso exclusivamente externo, nado pela urina, com outros derivados da feni-
\0 h a forma de água boricada (a 3 0/0) ou vaseli- lalanina, quando o metabolismo deste aminoáci-
Ila boricada (a 100/0). Não deve ser engolido, do está alterado por um défice enzimático here-
Ill'rn utilizado para a irrigação das cavidades ditário. V. fenilcetonúria, oligofrenia fenilpirúvica.
Internas, devido à sua toxicidade. ácido fólico (fr. acide folique; ing. folic acid).
'cldo carbónico (fr. acide carbonique; ing. Vitamina hidrossolúvel do grupo B produzida
c'tlrbonic acid). Designação imprópria do pelas plantas e obtida igualmente por síntese.
,anidrido carbónico (gás carbónico). O ácido É um factor de maturação das células, especial-
l'arbónico propriamente dito não representa mente das células da medula óssea, essencial
\l'não uma fórmula teórica (C0 3HJ. para a hematopoiese. Desempenha um papel
tcldo cítrico (fr. acide citrique; ing. citric acid). primordial na síntese de certos ácidos nucleicos.
Acido particularmente abundante nos diferentes Administra-se nas anemias do tipo mieloblás-
frutos do género Citrus. Emprega-se na prepara- tico. Sino de vitamina B 9 (ou Bc).
\';10 de soluções destinadas à conservação do san- ácido fosfórico (fr. acide phosphorique; ing.
guc, e no tratamento das hipercalcemias (devido phosphoric acid). Ácido mineral (fórmula:
,a sua propriedade para formar com o cálcio com- PO 4H3) que desempenha um papel importante
postos inactivos eliminados pela urina). no organismo sob a forma de ésteres; entra na
âcldo clorídrico (fr. acide chlorhydrique; ing. composição de diversas substâncias orgânicas
I)'ydrochloric acid). Corpo gasoso (fórmula HCl) (fosfoproteínas, fosfolípidos, fosfoglícidos) e
,,'uio produto comercial é uma solução fume- intervém em numerosas reacções enzimáticas.
gante de odor forte e irritante, muito cáustica, É utilizado como acidificante urinário e como
l'lllpregue como reagente químico e na prepa- acidulante de géneros alimentares.
L1Ção de diversos medicamentos. O ácido clo- ácido glicurónico (fr. acide glucoronique ou
rídrico é um dos constituintes do suco gástrico. glycuronique; ing. glycuronic acid). Ácido uró-
ácido desoxirribonucleico (fr. acide désoxyri- nico derivado da glicose; é um constituinte dos
,}( )llucléique; ing. deoxyribonucleic acid). Ácido mucopolissacáridos do organismo.
Ilucleico cujo açúcar é uma ribose reduzida ácido glutâmico (fr. acide glutamique; ing. glu-
(que perdeu oxigénio). Os ácidos desoxirribo- tamic acid). Aminoácido não essencial (é sinte-

43
ACIDO GORDO

tizado pelo organismo) que desempenha um pa- um açúcar e ácido fosfórico (sob a forma de
pel importante no metabolismo das células ner- éster). Existem dois tipos: o ácido desoxirribo-
vosas, na síntese dos aminoácidos e da glicose. nucleico e o ácido ribonucleico.
É um constituinte das prolaminas vegetais e do ácido oxálico (fr. acide oxalique; ing. oxalic
ácido fólico; sob a forma de éster, é um consti- acid). Ácido orgânico existente em diversos ve-
tuinte de certas enzimas (V. glutamato-oxaloace- getais (azedas, ruibarbo, espinafres) e que se
tato-transaminase). É prescrito como anticon- forma também no organismo durante a degra-
vulsivante (na epilepsia) e para melhorar as ca- dação do ácido ascórbico e da glicocola. Sob a
pacidades intelectuais dos deficientes mentais. forma de oxalato de cálcio, participa na forma-
ácido gordo (fr. acide gras; ing. fatty acid). ção de cálculos urinários. V. oxalemia, oxalúria.
Designação conjunta dos ácidos orgânicos cuja ácido oxaloacético (fr. acide oxalo-acétique;
molécula inclui uma cadeia carbonada aberta ing. oxaloacetic acid). Ácido cetónico que cons-
que tem a particularidade de os tornar não mis- titui um traço de união entre o metabolismo
cíveis com a água. Os ácidos gordos entram na dos glícidos e o metabolismo das proteínas,
composição das matérias gordas naturais (lípi- devido ao facto de se transformar facilmente
dos). Os ácidos gordos essenciais ou polinsa- quer em ácido aspártico (aminoácido), quer
turados (ácido linoleico, ácido linolénico) são num produto intermediário da glicose.
indispensáveis para a alimentação, pois não são ácido paraminipúrico (fr. acide para-amino-
sintetizáveis pelo organismo. Encontram-se sobre- hippurique; ing. paraaminohippuric acid). Áci-
tudo em diversos óleos vegetais. V. vitamina F. do orgânico utilizado na exploração funcional
ácido hipúrico (fr. acide hippurique; ing. hip- da excreção tubular renal. Abrev.: PAH.
puric acid). Ácido orgânico eliminado na uri- ácido paraminobenzóico (fr. acide para-
na, que representa uma forma não tóxica de aminobenzoique; ing. paraaminobenzoic acid).
eliminação, combinado com a glicocola, do Nome químico da biotina. Abrev.: PAB, PABA.
ácido benzóico contido em certos alimentos ácido paraminossalicílico (fr. acide para-
vegetais. Esta transformação é efectuada nor- aminosalicylique; ing. paraaminosalicylic acid,
malmente no fígado. V. hipuricúria provocada. aminosalylum). Medicamento antituberculoso
ácido láctico (fr. acide lactique; ing.lactic acid). prescrito frequentemente em associação com a
Ácido orgânico que se forma nos músculos du- isoniazida e a estreptomicina, por via intra-
rante o trabalho muscular intenso e que é tam- venosa ou oral. Abrev.: PAS.
bém produzido pela acção de certas bactérias ácido pícrico (fr. acide picrique; ing. picric
sobre a lactose (fermentação láctica). acid). Ácido que se apresenta sob a forma de
ácido linoleico (fr. acide linoléique; ing.linoleic lamelas amareladas. É um corante com proprie-
acid). Ácido gordo essencial que existe em dades anti-sépticas utilizado na conservação das
grande quantidade no óleo de girassol, de mi- colheitas destinadas a exame histológico. Em-
lho, de noz, de soja. prega-se igualmente na detecção de esperma em
ácido linolénico (fr. acide linolénique; ing. medicina legal. V. Barberio (reacção de).
linolenic acid). Ácido gordo essencial presente ácido pirúvico (fr. acide pyruvique; ing. pyruvic
sobretudo no óleo de linhaça. acid). Ácido orgânico (cetónico) que constitui
ácido nicotínico (fr. acide nicotinique; ing. um composto intermediário importante do
nicotinic acid). Substância com propriedades metabolismo glicídico, proveniente da degra-
vitamínicas (vitamina antipelagra), presente na dação da glicose e susceptível de se transfor-
maior parte das células vivas, no fígado, no lei- mar novamente em glicose. Participa igualmente
te, na levedura, no milho, na farinha; emprega- na síntese de ácidos gordos, de esteróis e de ami-
se como vasodilatador. V. nicotinamida. Sino de noácidos.
factor (ou vitamina ) PP. ácido ribonucleico (fr. acide ribonucléique;
ácido nítrico (fr. acide nitrique; ing. nitric acid). ing. ribonucleic acid). Ácido nucleico cujo
Ácido mineral azotado, muito forte; líquido açúcar é a ribose, e que é um constituinte do
incolor fumegante em contacto com o ar, que citoplasma e do núcleo das células. V. ácido
serve para preparar derivados nitrados, utilizado desoxirribonucleico. Abrev.: ARN ou RNA (do
por vezes como cáustico local. Designação cor- inglês ribonucleic acid).
rente: água-forte. ácido salicílico (fr. acide salicylique; ing.
ácido nucleico (fr. acide nucléique; ing. nucleic salicylic acid). Composto químico utilizado na
acid). Constituinte da célula viva (essencial- conservação dos alimentos, na preparação dos
mente do núcleo), que contem uma base púrica, salicilatos, da aspirina e de numerosos corantes.

44
ACOLIA

Emprega-se como desinfectante e analgésico em pos cetónicos; análoga à acidose da dia betes
certas pomadas. açucarada.
ácido sulfúrico (fr. acide sulfurique; ing. acidose compensada (fr. acidose compensée;
sulfuric acid). Ácido mineral forte (fórmula ing. compensated acidosis). Acidose na qual o
S04H2)' muito corrosivo, fumegante em estado pH sanguíneo permanece normal, pela actua-
concentrado e que tem numerosas aplicações ção de mecanismos reguladores do equilíbrio
comerciais. Nome corrente: vitríolo. ácido-básico.
ácido úrico (fr. acide urique; ing. uric acid). acidose descompensada (fr. acidose décom-
Produto final da degradação das purinas orgâni- pensée; ing. uncompensated acidosis). Acidose
cas (nucleótidos) e das purinas alimentares, pre- na qual o valor do pH sanguíneo se encontra
sente no sangue (V. uricemia) no qual se pode abaixo de 7,35. A reserva alcalina pode estar
acumular em certos estados patológicos, tais aumentada ou diminuída.
como a gota (V. hiperuricemia), e que é elimi- acidose diabética (fr. acidose diabétique; ing.
nado pela urina (V. uricúria). diabetic acidosis). Acidose devida à produção
ácido urónico (fr. acide uronique; ing. uronic excessiva de ácidos, que complica uma diabe-
acid). Nome genérico de diversos ácidos deri- tes mal controlada.
vados das oses (ácido glicurónico para a glico- acidúria, s. f. (fr. acidurie; ing. aciduria). Ex-
se, ácido manurónico para a manose, etc.). Os cesso de ácidos na urina.
ácidos urónicos desempenham um papel bioló- acinesia, s. f. ,V. aquinesia. (adj.: acinético.)
gico importante. aciniforme, adj. (fr. aciniforme; ing. aciniform).
acidocetose, s. f. (fr. acidocétose; ing. keto- Em forma de grão ou de cacho de uvas.
acidosis). Acidose observada essencialmente na ácino, s. m. (fr. e ing. acinus; pI. acini). 1) Pe-
diabetes e por vezes durante o jejum prolon- quena cavidade glandular arredondada, em for-
gado. Deve-se à acumulação no organismo de ma de fundo-de-saco, que desemboca num
corpos cetónicos, produtos resultantes da desin- canal excretor. 2) Ácino pulmonar: conjunto
tegração dos lípidos utilizados em quantidade anatómico e funcional constituído pela ramifi-
excessiva para as necessidades energéticas, em cação de um bronquíolo terminal em canais
substituição dos glícidos cujo metabolismo está alveolares, aos quais estão apensos os alvéolos
perturbado. A acidocetose corresponde aos pe- pulmonares.
ríodos de pré-coma e de coma dia béticos. acinoso, adj. (fr. acineux; ing. acinous). Relati-
v. acidose, cetose. Sino de cetoacidose. vo aos ácinos ou que é constituído por ácinos.
acidófilo, adj. (fr. acidophile; ing. acidophilic, Ex.: glândula acinosa.
oxyphilic). Que tem afinidade para os corantes acloridria, s. f. (fr. achlorydrie; ing. achlorhy-
ácidos tais como a eosina. Ling.: por vezes tam- dria). 1) Ausência de ácido clorídrico livre no
bém se diz eosinófilo. suco gástrico. Sino de anacloridria; (fr. anachlo-
acidorresistência, s. f. (fr. acidorésistence; ing. ridrie). 2) Em sentido mais lato, sino de aquilia
tlcidoresistance). Propriedade que têm certos gástrica.
Inicrorganismos, tais como o bacilo da tuber- acne, s. f. (fr. acné; ing. acne). Afecção da pele
l'ulose de serem corados de vermelho pela fuc- originada a partir das glândulas sebáceas ou
sina básica e resistirem à descoloração pelos pilossebáceas. Existem diversas formas de acne.
;icidos minerais diluídos. A acne dos adolescentes (acne juvenil ou acne
acidorresistente, adj. (fr. acidorésistent; ing. vulgar) é uma erupção folicular, caracterizada
tlcidoresistant). Diz-se de um corpo ou organis- por comedões, papulopústulas superficiais ou
Ino vivo (bactéria) dotado de acidorresistência. profundas, localizadas, a maioria das vezes, na
(S. m.: acidorresistente.) face, no dorso e na parte superior do tórax.
8cldose, s. f. (fr. acidose; ing. acidosis). Pertur- É uma complicação frequente da seborreia.
hação do equilíbrio ácido-base com predomi- A acne rosácea é uma afecção do rosto, que apa-
nância da acidez, resultante da formação exces- rece depois dos quarenta anos, caracterizada por
siva ou da eliminação insuficiente de ácidos ou zonas vermelhas, papulopústulas e pequenas
ainda da perda excessiva de bases. (adj.: acidó- dilatações dos vasos cutâneos. V. rinofima.
sico ou acidótico.) acneiforme, adj. (fr. acnéiforme; ing. acni-
acldose alcoólica (fr. acidose alcoolique; ing. form). Que se assemelha à acne. Ex.: nevo acnei-
,l/coholic acidosis). Eliminação ou redução da forme.
reserva alcalina nos tecidos e líquidos orgâni- acolia, s. f. (fr. acholie; ing. acholia). Paragem
(OS associada ao aumento da produção de cor- ou diminuição marcada da secreção biliar.

45
r'~ ACOMODAÇÃO

acomodação, s. f. (fr. e ing. accomodation). acropatia, s. f. (fr. acropathie; ing. acropathy).


Modificação geralmente espontânea do olho Qualquer afecção das extremidades.
que lhe permite ver com nitidez objectos situa- acroqueratose paraneoplásica (fr. acrokéra-
dos a distâncias diferentes. V. adaptação (2). tose paranéoplasique; ing. paraneoplastic
(adj.: acomodativo.) acrokeratosis). Dermatose caracterizada por le-
acondroplasia, s. f. (fr. achondroplasie; ing. sões de aspecto eczematoso e psoriasiforme lo-
achondroplasia). Forma de condrodisplasia he- calizada nas extremidades e nas zonas cutâneas
reditária grave no lactente, que se traduz por proeminentes (nariz, malares, orelhas, joelhos,
insuficiência do crescimento (nanismo), acom- costas das mãos e dos pés). Desenvolve-se nos
panhada por diversas anomalias (macrocefalia, doentes portadores de carcinoma das vias res-
cifose, membros curtos e grossos, com tronco piratórias superiores ou do tubo digestivo. Sino
normal, etc.). (adj.: acondroplásico.) de síndrome de Bazex.
acrinia, s. f. (fr. acrinie; ing. acrinia). Ausência ACTH, abrev. do inglês adrenocorticotropic hor-
ou diminuição das secreções. mone que designa a corticotrofina.
acro-, pref. de origem grega que exprime uma actin-, actino-, pref. que significa raio e que
relação com as extremidades (membros), o exprime relação com as radiações.
cimo, o cume. actínico, adj. (fr. actinique; ing. actinic). Rela-
acroasfixia, s. f. (fr. acroasphyxie; ing. tivo ou devido à acção da luz, particularmente
acroasphyxia). Perturbação vasomotora das à acção dos raios ultravioletas. Ex.: conjuntivi-
extremidades, caracterizada por acrocianose e te actínica.
sensações dolorosas. actinite, s. f. (fr. actinite; ing. actinodermatitis).
acrocefalia, s. f. (fr. acrocéphalie; ing. acro- Dermatite provocada pela exposição a diver-
cephaly). Deformação do crânio que se torna sos raios (nomeadamente os raios solares).
anormalmente alto, em forma de «pão-de-açú- V. heliodermite, lucite.
car». actinomicose, s. f. (fr. actinimycose; ing.
acrocianose, s. f. (fr. acrocyanose; ing. acrocya- acinomycosis). Infecção por Actinomyces is-
nosis). Coloração violácea, azulada (cianose) raelii, caracterizada por lesões dolorosas dos
das extremidades. gânglios linfáticos. Situa-se a maioria das vezes
acrogeria, s. f. (fr. acrogéria; ing. acrogeria). na região bucal (actinomicose bucofacial), nas
Doença genética caracterizada pelo envelheci- cavidades peritoneal e pélvica, onde provoca
mento precoce dos tegumentos das mãos e dos abcessos e diversas alterações viscerais, ou nos
pés. Estado próximo da progeria. Também po- pulmões (actinomicose pulmonar), onde se
dem associar-se-Ihe: eritema escarlatiniforme da manifesta por múltiplos abcessos pequenos e
face, micrognatia, displasias dentárias. Sino de fístulas na pleura e parede torácica.
síndrome de Gottron. Actinomyces israelii. Espécie de bactérias (or-
acromegalia, s. f. (fr. acromégalie; ing. acro- dem dos Actinomycetales, família das Actino-
megaly, acromegalia). Aumento anormal das mycetaceae, género Actinomyces) filamentosas,
dimensões do nariz, do queixo, das orelhas, das Gram-positivas saprófitas das cavidades natu-
mãos e dos pés, relativamente ao resto do cor- rais, com extremidades em forma de clava, agen-
po. Está quase sempre associada a um adenoma te da actinomicose.
da hipófise. (adj.: acromegálico.) actinoterapia, s. f. (fr. actinothérapie; ing.
acromia, s. f. (fr. achromie; ing. achromia). phototherapy, actinotherapy). Tratamento por
1) Ausência da coloração normal. 2) Ausência raios luminosos produzidos artificialmente por
ou diminuição da pigmentação cutânea. (adj.: aparelhos ou lâmpadas.
acrómico.) activação, s. f. (fr. e ing. activation). 1) Refor-
acromial, adj. (fr. e ing. acromial). Relativo ao ço das propriedades de um corpo, com ou sem
acrómio. Ex.: faceta acromial. transformação química, pela junção de uma
acrõmio, s. m. (fr. e ing. acromion). Apófise na pequena quantidade de outra substância cha-
extremidade da espinha da omoplata, pela qual mada «activador» ou pela exposição a radia-
esta última se articula com a clavícula. (adj.: ções. 2) Em fisiologia, aumento da excita-
acromial.) bilidade de uma estrutura nervosa sob a influên-
acromioclavicular, adj. (fr. acromioclavi- cia de um estímulo. Estimulação. Ant. de ini-
culaire; ing. acromioclavicular). Relativo ao bição (1).
acrómio e à clavícula. Ex.: articulação acromio- açúcar, s. m. (fr. sucre; ing. sugar). Em lingua-
elavicular. gem corrente, sacarose ou, em sentido mais

46
ADENOAMIGDALECTOMIA

amplo, glúcido ou glícido (à excepção dos hete- de Dublim, 1791-1875; Stokes, William, médi-
rósidos). co irlandês de Dublim, 1804-1878.)
açúcar branco (fr. sucre blanc). V. sacarose. Adão (maçã de) (fr. pomme d'Adam; ing.
açúcar de ácer (fr. sucre d'érable). V. sacarose. laryngeal prominence). Saliência mediana do
açúcar de amido (fr. sucre d'amidon). Sino de pescoço, na face anterior da cartilagem tiróide.
glicose. É mais acentuada no homem do que na mulher.
açúcar de beterraba (fr. sucre de beterrave). V. cartilagem tiroideia.
V. sacarose. adaptação, s. f. (fr. e ing. adaptation). 1) Fa-
açúcar de cana (fr. sucre de canne). V. sacarose. culdade que o organismo possui para se habi-
açúcar de fruta (fr. sucre de fruit). Frutose tuar a novas condições de vida, tanto no plano
natural existente nos frutos. físico como no psicológico ou social. 2) Capa-
açúcar de leite (fr. sucre de lait). Sino de lactose. cidade do olho em se acomodar às variações da
açúcar de malte (fr. sucre de malt). Sino de iluminação. (adj.: adaptativo.)
maltose. Addis (contagem ou prova de) (fr. compte
açúcar de uva (fr. sucre de raisin). Sino de gli- ou épreuve de Addis; ing. Addis count). Prova
cose. para avaliação quantitativa dos elementos da
acufeno, S. m. (fr. acouphene; ing. tinnitus). urina. Consiste em contar as hemácias (even-
Sensação auditiva anormal que não tem origem tualmente os leucócitos) na urina de 12 horas
num som exterior (zumbido, silvo, etc.). recolhida na manhã seguinte a um regime seco
acuidade, S. f. (fr. acuité; ing. acuity). Finura e centrifugada. (Addis, Thomas, médico de ori-
da percepção através de diversos sentidos: au- gem escocesa, professor em São Francisco,
Jição (acuidade auditiva), visão (acuidade vi- 1881-1949.)
suaI), tacto (acuidade táctil). Addison (doença de) (fr. maladie d'Addison;
acumetria, s. f. (fr. acoumétrie; ing. acoumetry). ing. Addison's disease). Insuficiência crónica da
Avaliação da acuidade auditiva. V. audiometria. supra-renal que comporta cinco manifestações
acuminado, adj. (fr. acuminé; ing. acuminate). principais: anemia, astenia, hipotensão, pertur-
Que termina em ponta. Ex.: condiloma acumi- bações gástricas e coloração escura da pele
nado. (melanodermia), semelhante ao bronzeado so-
acupunctura, s. f. (fr. e ing. acupuncture). lar, donde provém o nome de «doença bron-
Método terapêutico antigo, de origem chinesa, zeada» que por vezes se lhe dá. A causa antiga-
actualmente em expansão em todo o mundo, e mente invocada para a doença era sobretudo a
que consiste em introduzir agulhas de formas e tuberculose; actualmente, a insuficiência supra-
Idimensões diversas em pontos determinados da -renal é explicada pela destruição autoimunitá-
superfície do corpo, com a finalidade de supri- ria das glândulas. (Addison, Thomas, médico
tnir dores, realizar anestesia ou tratar doenças. de Londres, 1793-1860.)
acústica, S. f. (fr. acoustique; ing. 1) e 2) acous- aden-, adeno-, pref. de origem grega que ex-
fic, 3) acoustics). 1) adj.: relativo aos sons. Ex.: prime uma relação com uma glândula ou um
ondas acústicas. 2) adj.: relativo à função audi- gânglio linfático.
tiva. Ex.: campo acústico, nervo acústico . adenectomia, S. f. (fr. adénectomie; ing.
.~) Ramo da física que trata dos sons. adenectomy). Ablação de um gânglio linfático
ad-, prefixo de origem latina que exprime a proxi- ou de uma glândula.
lnidade, a aproximação, o reforço. Ant. de ab-. adenina, S. f. (fr. adénine; ing. adenine). Base
adamantino, s. f. (fr. adamantin; ing. adaman- púrica que entra na constituição dos ácidos
tine). Relativo ao esmalte dos dentes. nucleicos. O seu catabolismo produz ácido úrico
Adams-Stokes (doença ou síndrome de) no ser humano.
(fr. maladie ou syndrome d'Adams-Stokes; ing. adenite, S. f. (fr. adenite; ing. adenitis). Infla-
Adams-Stoke disease ou syndrome). Afecção mação dos gânglios linfáticos, que se traduz por
caracterizada por perturbações circulatórias uma tumefacção e é devida a uma infecção (lo-
(palidez extrema, queda da tensão arterial, sín- cal, regional ou geral). Pode ser aguda e passa-
l.'ope) e muitas vezes nervosas (vertigens, con- geira ou supurada e constituir um verdadeiro
vulsões), secundárias à diminuição excessiva da abcesso, ou ainda su baguda ou crónica e, por
frequência das contracções dos ventrículos car- vezes, pseudotumoral. Sino de linfadenoma.
díacos, provocando, habitualmente, um pulso adenoamigdalectomia, S. f. (fr. adéno-
lento permanente. Sino de síndrome de Mor- amygdalectomie; ing. adenotonsillectomy). Abla-
gagni-Adams-Stokes. (Adams, Robert, médico ção das vegetações adenóides e das amígdalas.

47
ADENOCANCRO

adenocancro, s. m. (fr. adénocancer). Sino ra- que serve para armazenar a energia libertada
ramente utilizado de adenocarcinoma. nos processos metabólicos celulares. Abrev.: ATP.
adenocarcinoma, s. m. (fr. adénocarcinome; adenossarcoma, S. m. (fr. adénosarcome; ing.
ing. adenocarcinoma). Epitelioma cuja estrutu- adenosarcoma). Adenoma cujo tecido conjun-
ra lembra de forma grosseira a de uma glându- tivo sofreu uma transformação cancerosa (sar-
la. Sino de adenocancro (pouco usado). coma).
adenofibroma, s. m. (fr. adénofibrome). Sino adenovírus, S. m. (fr. adénovirus; ing. adeno-
de fibroadenoma. virus). Qualquer vírus com ADN da família dos
adenograma, S. m. (fr. adénogramme; ing. Adenoviridae à qual ao qual pertencem os ví-
lymph node differential cell count). Repartição rus responsáveis por faringites, conjuntivites e
dos diferentes tipos de células presentes num afecções respiratórias agudas que podem simu-
esfregaço obtido por punção de um gânglio. lar um estado gripal. Sin.: vírus APe, vírus
Normalmente, as células que o constituem em adeno-faringo-conjuntival.
grande maioria são os linfócitos. aderência, S. f. (fr. adhérence; ing. adhesion,
adeno-hip6fise, S. f. (fr. adénohypophyse). Sino adherence). União de dois órgãos ou de duas
de ante-hipófise. V. hipófise. superfícies contíguas normalmente separados.
aden6ide, adj. (fr. adénoiâe; ing. adenoid). Es- A aderência pode ser congénita ou secundária
trutura que lembra a de uma glândula (Ex.: epi- a um processo inflamatório. (adj.: aderente.)
telioma adenóide) ou de um gânglio linfático adesivo, adj. (fr. adhésif; ing. adhesive). Que é
(tecido adenóide, vegetações adenóides). susceptível de aderir a uma superfície. Ex.: penso
adenoidectomia, S. f. (fr. adénoiâectomie; adesivo. (S. m.: adesivo.)
ing. adenoidectomy). Ablação das vegetações ADH, abrev. do inglês antidiuretic hormone que
adenóides. designa a vasopressina.
adenoidite, S. f. (fr. adénoiâite; ing. adenoiditis). adiadococinesia, S. f. (fr. adiadococinésie; ing.
Inflamação das vegetações adenóides. adiadochokinesia). Impossibilidade de executar
adenoma, S. m. (fr. adénome; ing. adenoma). rapidamente movimentos alternantes, tais como
Tumor benigno desenvolvido à custa de uma a pronação e a supinação. V. diadococinesia.
glândula, cuja estrutura recorda, mais ou me- adição, s. f. (fr. e ing. addiction). Anglicismo
nos, a da glândula de que provém. (adj.: adeno- para designar a dependência psíquica e por
matoso.) vezes física de drogas, como o ta baco, álcool,
adenomatose, s. f. (fr. adénomatose; ing. cocaína, certos medicamentos, que são consu-
adenomatosis). Presença de adenomas múltiplos midas em quantidades crescentes para que se
no tecido de uma ou de várias glândulas. mantenham os seus efeitos gratificantes. V. de-
adenomatoso, adj. (fr. adénomateux; ing. pendência. Ao ramo da medicina que se ocupa
adenomatous). Relativo a um adenoma, que é deste domínio chama-se medicina de adição.
da natureza de um adenoma. Ex.: bócio adeno- adinamia, S. f. (fr. adynamie; ing. adynamia).
matoso. Extrema fraqueza muscular que caracteriza cer-
adenomectomia, s. f. (fr. adénomectomie; ing. tas doenças (ex.: febre tifóide) e as febres eleva-
adenomectomy). Ablação de um adenoma. das. (adj.: adinâmico.)
adenomioma, S. m. (fr. adénomyome; ing. ade- adip-, adipo-, pref. de origem latina que expri-
nomyoma). Tumor benigno, de aspecto nodular, me uma relação com a gordura, especial-
formado por fibras musculares lisas e tecido mente com o tecido adiposo do organismo.
glandular. adipocelular, adj. (fr. adipo-cellulaire; ing.
adenomiose, S. f. (fr. adénomyose). Sino de adipocellular). Diz-se de um tecido conjuntivo
endometriose. rico em gordura.
adenoprivo, adj. (fr. adrénoprive; ing. adreno- adipomastia, S. f. (fr. adipomastie; ing. adi-
privaI). Que se refere, que é devido à insufi- pomastia). Desenvolvimento excessivo do teci-
ciência ou à ausência da função supra-renal. do adiposo dos seios.
adenosina, s. f. (fr. adénosine; ing. adenosine). adiposidade, s. f. (fr. adipose ou adiposité; ing.
Nucleósido constituído por adenina (base pú- adiposis). Excesso de gordura no tecido celular
rica) e ribose. subcutâneo, sobretudo quando ela se encontra
adenosino-trifosfato, s. m. (fr. adénosine- circunscrita a certas regiões do corpo (\Z lipoma-
triphosphate; ing. adenosine-triphosphate). tose). Ling.: Por vezes, estes termos empregam-
Nucleótido existente em todas as células, indis- -se impropriamente como sino de obesidade.
pensável para a síntese do ácido ribonucleico e adiposo, adj. (fr. adipeux; ing. adipic, adipose).

48
AEROSSOL

De natureza da gordura. Ex.: degenerescência privai). Que se refere, que é devido à insuficiên-
adiposa, tecido adiposo. cia ou à ausência da função supra-renal.
8dlssoniano (fr. addisonien; ing. addisonian). adsorção, s. f. (fr. adsorption; ing. adsorption).
I) adi.: relativo à doença de Addison. 2) adi. e Fenómeno de adesão superficial que se produz
\. lU.: que sofre de doença de Addison. quando uma substância sólida, líquida ou ga-
.dluretina, s. f. (fr. adiurétine). Sino em desuso sosa entra em contacto com outra substância
de vasopressina. sólida ou líquida, sem que haja combinação
• dJacente, adi. (fr. e ing. adjacent). Situado na química ou dissolução.
vizinhança imediata, em contacto directo. Ex.: adsorvente, adj. (fr. adsorbant; ing. adsorbent).
vértebras adjacentes. Diz-se de uma substância que adsorve uma ou-
.dJuvante, adj. (fr. e ing. adjuvant). 1) Diz-se tra. Ex.: carvão adsorvente. (s. m.: adsorvente.)
de uma substância que permite a absorção mais adstringente, adj. (fr. e ing. astringent). Que
Licil de um medicamento ou que facilita a sua retrai, aperta, une os tecidos. (s. m.: adstrin-
acção. (s. m. um adjuvante). 2) Diz-se de um gente.)
tratamento destinado a complementar o trata- adução, s. f. (fr. e ing. adduction). Movimento
Inento principal. pelo qual um membro ou um segmento de mem-
ADN, abrev. de ácido desoxirribonucleico. bro se aproxima do eixo médio do corpo; posi-
.dolescência, s. f. (fr. e ing. adolescence). ção que daí resulta. Ant. de abdução.
Período da vida situado entre a infância e a idade adutor, adj. e s. m. (fr. adducteur; ing. adductor).
.adulta. Começa na puberdade com o apareci- Diz-se de um músculo que executa um movi-
Incnto dos caracteres sexuais secundários e mento de adução. Ex.: músculo adutor do po-
'l'fluina com o fim do crescimento. (adj. e s. 2 legar.
gl·n.: adolescente.) adventícia, s. f. (fr. adventice; ing. adventitia).
.dquirido, adj. (fr. acquis; ing. acquired). Que Túnica externa de um vaso. Sino de externa.
ní\<) existe no momento do nascimento e apare- (adj.: adventício.)
ll' no decurso da existência. Ex.: imunidade aer-, aero-, pref. de origem grega que exprime
.adquirida, carácter adquirido. V. congénito. uma relação com o ar ou com gases.
.dren-, adreno-, pref. de origem latina que aéreo, adi. (fr. aérien; ing. aerial). Que se refere
I' x prime uma relação com as glândulas supra- aos canais e às cavidades pelos quais o ar pene-
renais. tra nos pulmões. As vias aéreas superiores são
• drenalina, s. f. (fr. adrénaline; ing. epinephri- constituídas por: fossas nasais, boca, faringe,
1Il'). Hormona segregada pela medula supra-re- laringe e traqueia.
nul e que também se po~obter por síntese. aerífero, adj. (fr. aérifere; ing. aeriferous). Que
A acção fisiológica da adre7Ialina opõe-se à transporta o ar. Ex.: canal aerífero.
da acetilcolina. É um princípio hipertensivo aerium, s. m. (fr. aérium). Antigamente, esta-
vílsoconstritor da circulação periférica e regu- belecimento de cura e de repouso ao ar livre,
I.,dor da musculatura lisa, cuja acção se asse- destinado às crianças expostas à tuberculose,
rta'lha à excitação do sistema simpático. para as quais não estava indicado o preven-
\" simpaticomimético. torium .
• drenérgico, adj. (fr. adrénergique; ing. aeróbio, adj. e s. m. (fr. aérobie; ing. aerobic,
,/drenergic). Que é activado pela adrenalina que aerobe). Diz-se de um microrganismo que para
.l segrega ou tem as suas características. Ex.: viver tem necessidade de ar ou de oxigénio
'(,l'cptor adrenérgico, nervo adrenérgico. livre. Ant. de anaeróbio.
• drenocorticotrofina, sino de corticotrofina. aerocolia, s. f. (fr. aérocolie; ing. aerocoly) .
"hrev. de ACTH. Distensão do cólon por acumulação de ar ou
.drenocorticotrópico, adj. (fr. adréno- de gás.
c I Jrticotrope; ing. adrenocorticotropic). Que aerofagia, s. f. (fr. aérophagie; ing. aerophagia).
t',t ilnula a actividade hormonal do córtex su- Deglutição, frequentemente involuntária, de
pra-renal. Ex.: hormona adrenocorticotrópica certa quantidade de ar que penetra no estôma-
I ntl corticotrofina). go e aí se acumula (aerogastria).
.drenolítico, adj. (fr. adrénolytique; ing . aerogastria, s. f. (fr. aérogastrie; ing. aerogas-
.Idrenolytic). Que suprime os efeitos da adre- tria). Acumulação de ar no estômago, que pode
u.dina no organismo (ao nível dos recepto- provocar a sua distensão. V. aerofagia.
1(" adrenérgicos). aerossol, s. m. (fr. aérosol; ing. aerosol). Sus-
Mlrenoprivo, adj. (fr. adrénoprive; ing. adreno- pensão estável no ar ou noutro meio gasoso de

49
I AFAQUIA

partículas sólidas ou líquidas muito finas (de


um medicamento, de um insecticida, etc.).
afonia, s. f. (fr. aphonie; ing. aphonia). Perda
da voz ou voz fraca, provocada por paralisia,
afaquia (ou afacia), s. f. (fr. aphakie ou lesão ou inibição dos órgãos da fonação ou um
aphaquie; ing. aphakia). Ausência do cristalino choque emocional. (adj.: áfono ou afónico.)
secundária a uma operação à catarata, a um AFP, abrev. de alfa-fetoproteína.
traumatismo ou, mais raramente, de origem afrodisíaco, adj. e s. m. (fr. aphrodisiaque; ing.
congénita. Provoca a perda da acomodação e aphrodisiac). Que desperta ou estimula o dese-
hipermetropia. (adj.: áfaco.) jo sexual.
afasia, s. f. (fr. aphasie; ing. aphasia). Altera- afrontamento, s. m. (fr. 1) affrontement; ing.
ção ou perda da capacidade de falar ou de com- 1) apposition, 2) flush). 1) Acção de aproximar
preender a linguagem falada ou escrita. Deve- exactamente os bordos dos dois lábios de uma
-se a lesão cerebral, sem alteração dos órgãos incisão ou ferida, a fim de obter uma cicatriza-
da fonação. (adj. e s. m.: afásico.) ção regular e uma cicatriz pouco marcada.
afasia congénita de Kussmaul (fr. aphasie V. aposição. 2) Vermelhidão intensa do rosto.
congénitale de Kussmaul). Sino de audimudez Sino de afogueamento. 3) Indisposição provo-
de compreensão. cada por falta de ar. Sino de sufocação.
afasia de Broca, V. Broca (afasia de). afrontar, v.t. (fr. affronter; ing. to bring toge-
afasia de Wernicke, V. Wernicke (afasia de). ther). Aproximar os bordos dos lábios de uma
afasia motora de evolução (fr. aphasie motrice ferida.
d'evolution). Sino de audimudez de expressão. afta, s. f. (fr. aphte; ing. aphtha). Pequena ulce-
afasia motora transcortical (fr. aphasie mo- ração amarelada, de forma redonda ou oval,
trice transcorticale; ing. transcortical motor rodeada por um halo vermelho, secundária a
aphasia). Variedade de afasia motora caracteri- uma vesícula, de origem viraI, localizada na
zada pela falta de espontaneidade da linguagem. mucosa bucal ou faríngea ou na mucosa geni-
afasia visual (fr. aphasie visuelle). Sino de alexia. tal. É acompanhada por uma sensação de quei-
afebril, adj. (fr. afébrile; ing. afebrile, apyretic). madura. (adj.: aftoso.)
Que não tem febre. Sino de apirético. ag, abrev. de antigénio.
afecção (fr. affection; ing. 1) affliction, 2) affec- Ag, símbolo químico da prata.
tion). 1) Alteração do organismo ou perturba- agamaglobulinemia, s. f. (fr. agammaglobuli-
ção das funções fisiológicas ou psíquicas. Ling.: némie; ing. agammaglobulinemia). Ausência ou
Afecção é um termo polivalente que abarca os diminuição muito acentuada das gama-globu-
conceitos de anomalia, disfunção, lesão, doen- linas plasmáticas. Uma forma especial é a aga-
ça e síndrome. 2) Sentimento de ternura que maglobulinemia de Bruton, doença congénita
aproxima, que liga duas pessoas (neste sentido que ataca quase exclusivamente os jovens do sexo
emprega-se mais correntemente em português masculino e que se manifesta por infecções gra-
o termo afeição). ves e repetidas, diminuição considerável das
afectividade, s. f. (fr. affectivité; ing. affectivity). imunoglobulinas no soro e ausência de linfócitos
Função psíquica muito geral que inclui a emo- B. É provavelmente devida a um defeito genéti-
ção e as suas variedades, os sentimentos, as in- co recessivo ligado ao sexo. V. gamapatia.
clinações e as paixões. É perturbada pela neu- ágar-ágar, s. m. (fr. agar-agar ou agar; ing. agar).
rose e pela psicose. Substância mucilaginosa extraída de diversas
afectivo, adj. (fr. afféctif; ing. affective). Relati- algas marinhas. Apresenta-se em lamelas de cor
vo ao sentimento ou à emoção que determina- amarelo-pálido que incham com a água, pro-
da situação provoca. duzindo, por arrefecimento, uma geleia. Utili-
afecto, s. m. (fr. e ing. affect). Qualquer estado zado na alimentação como espessante (doces e
afectivo elementar de prazer ou desprazer. confeitaria), para meios de cultura em bacterio-
aferente, adj. (fr. afférent; ing. afferent). Que logia ou como laxante suave. Sino de gelose,
conduz a um órgão ou da periferia para o cen- gelatina da China.
tro. Ex.: nervo aferente. Ant. de eferente. agenesia, s. f. (fr. agénésie; ing. agenesis).
afitado, adj. (fr. rubané; ing. banded, ribboned). 1) Incapacidade de procriar; esterilidade; im-
Em forma de fita, de faixas longitudinais. Ex.: potência. 2) Ausência ou paragem de desenvol-
verme afitado. vimento de um órgão ou de uma parte do cor-
afluxo, s. m. (fr. e ing. afflux). Chegada abun- po. Ex.: agenesia dentária, ovárica, pilosa.
dante ou súbita de um líquido a uma parte do agente Delta, V. hepatite D.
corpo ou a um órgão. ageusia (ou ageustia), s. f. (fr. agueusie; ing.

50
AGULHA

ageusia). Ausência total ou parcial do sentido agonista dopaminérgico (fr. agoniste dopami-
do gosto. nérgique; ing. dopaminergic agonist). Nome de
agitação, s. f. (fr. e ing. agitation). Aumento da um conjunto de fármacos que estimulam os re-
actividade motora, que se torna desordenada, asso- ceptores sobre os quais a dopamina exerce habi-
ciado a uma excitação mental. (adj.: agitado.) tualmente o seu efeito. Estes medicamentos, pres-
aglutinação, s. f. (fr. e ing. agglutination). Agru- critos na doença de Parkinson, são eficazes so-
pamento, em pequenos amontoados, de células bretudo contra a acinesia e a hipertonia.
ou de microrganismos portadores de um antigé- agorafobia, S. f. (fr. agoraphobie; ing. agora-
nio (aglutinogénio), em suspensão num líqui- phobia). Medo mórbido dos grandes espaços
do, quando se encontram em presença do anti- vazios, acompanhado, por vezes, de sensação de
corpo correspondente (aglutinina). A aglu- vertigem. Ling.: Do grego ágora, praça pública.
tinação dos eritrócitos só se produz in vitro por agrafagem, S. f. (fr. agrafage; ing. clipping).
um erro de transfusão (injecção de sangue que Colocação de agrafos, nomeadamente no de-
pertence a um grupo sanguíneo incompatível curso de uma osteossíntese.
com o sangue do indivíduo) ou em condições agrafia, S. f. (fr. agraphie; ing. agraphia). Inca-
patológicas (V. eritroblastose fetal). A aglutina- pacidade de escrever devida a uma afecção dos
\ão dos microrganismos pelo soro do doente centros nervosos da escrita; constitui uma for-
constitui um método muito empregado de diag- ma de apraxia.
nóstico bacteriológico. agrafo, S. m. (fr. agrafe; ing. clip). Pequeno gram-
aglutinar, v.t. (fr. agglutiner; ing. agglutinate). po metálico destinado a aproximar os bordos
Amalgamar numa massa compacta; aglomerar; de uma ferida.
reunIr. agranulocitose, s. f. (fr. agranulocytose; ing.
aglutinina, s. f. (fr. agglutinine; ing. agglutinin). agranulocytosis). Afecção essencialmente carac-
Substância (anticorpo) presente em certos so- terizada pelo desaparecimento quase completo
ros e capaz de aglutinar os microrganismos ou dos granulócitos do sangue (glóbulos brancos
()s glóbulos vermelhos que contêm o aglutinogé- polinucleares neutrófilos), cujas principais ma-
nio correspondente. V. grupos sanguíneos. nifestações são a amigdalite e um estado infec-
eglutinogénio, s. m. (fr. agglutinogene; ing. cioso grave.
ilgglutinogen). Substância (antigénio) produzida agravamento (ou agravação), S. m. (fr. e ing.
por certos microrganismos ou presente na super- aggravation). Aumento da gravidade dos sin-
fície dos glóbulos vermelhos, que torna estes micror- tomas de uma doença.
ganismos ou estes glóbulos aglutináveis por soros agregado, S. m. (fr. agregat; ing. aggregate). Massa
ql/le contêm as aglutininas correspondentes. constituída pela aglomeração de elementos figu-
agnosia, s. f. (fr. agnosie; ing. agnosia). Impos- rados do sangue. Sino de sludge (termo inglês
"ihilidade de reconhecer os objectos através das correntemente utilizado nos textos franceses).
,uas qualidades: forma, cor, peso, temperatu- agressividade, S. f. (fr. agressivité; ing. aggressi-
ra, etc. apesar de as funções sensoriais elemen- veness). 1) Tendência para atacar, para comba-
lares (visão, audição, sensibilidades superficial ter, no sentido de hostilidade e de destruição.
(' profunda) estarem intactas. (adj.: agnósico.) 2) Tendência para a actividade caracterizada
.gnosia auditiva verbal congénita (fr. pela afirmação de si mesmo, em sentido pos-
I/gnosie auditive verbale congénitale; ing. audi- sessivo e construtivo.
t()ry agnosia). Sino de audimudez de compreen- agrétopo, S. m. (fr. agrétope; ing. agretope).
,,/(). Parte da molécula antigénica capaz de se ligar
.gnosia táctil (fr. agnosie tactile; ing. tactile às moléculas de classe II do complexo principal
Ilgl1osia). Sino de estereoagnosia. de histocompatibilidade e de ser assim reconhe-
agonia, S. f. (fr. agonie; ing. agony). Período que cida pelos receptores das células (linfócitos) T
precede a morte, caracterizado por um enfra- quando se dá uma reacção imunitária.
'1tll'cimento progressivo das funções vitais (no- agudo, S. m. (fr. aigu; ing. acute). 1) Diz-se duma
Illl'adamente da circulação) que provoca insu- afecção de evolução rápida, por oposição a uma
th:iência da irrigação cerebral e um estado de evolução lenta (crónica). 2) Diz-se duma dor viva
IUl~rcia e de inconsciência. V. coma. por oposição a uma dor surda. 3) Que atingiu o
.gonista, adj. e S. m. (fr. agoniste; ing. agonist). seu grau mais elevado: crise aguda. 4) Diz-se de
I lll.-se de um músculo, de uma acção ou subs- um ângulo mais pequeno que o ângulo recto.
,"lucia que produz um efeito semelhante a ou- agulha, s. f. (fr. aiguille; ing. needle). Haste fina
e f() ou outra. Ant. de antagonista. de aço de calibre variável, oca ou maciça, direi-

51
AINE

ta ou curva, com extremidade pontiaguda ou cia renal progressiva. Sin.: pseudo-hipoparati-


romba, usada, conforme o seu tipo, para fazer roidismo. (Albright, Fuller, médico americano,
suturas ou laqueações, aplicar injecções ou co- 1900-1969).
lher tecidos. Albright (síndrome de) (fr. syndrome d'AI-
AINE, abrev. de anti-inflamatório não esteróide. bright; ing. Albright's syndrome). Síndrome
AIT, abrev. de acidente isquémico transitório (ver rara caracterizada pela associação de displasia
este termo). óssea que afecta sobretudo o crânio, manchas
ajuda médica à procriação (fr. aide médicale cutâneas «café com leite» de contorno irregular
à la procréation). Conjunto das técnicas e dos e puberdade precoce essencialmente feminina.
serviços, nomeadamente de aconselhamento, Sin.: displasia fibrosa poliostótica. (Albright,
com a finalidade de permitir aos casais inférteis Fuller, médico americano, 1900-1969).
terem filhos. Abrev.: AMP. Sin.: procriação albugínea, s. f. (fr. albuginée; ing. albuginea).
médicamente assistida (desaconselhado por al- 1) Membrana conjuntiva espessa que envolve o
guns autores). testículo, o epidídimo e os corpos erécteis d<)
AI, símbolo químico do alumínio. pénis. 2) Sino de esclerótica.
al-, alo-, pref. de origem grega que significa albugo (ou albugem), s. m. (fr. 1) e 2) albugo;
outro, e exprime a ideia de um estado diferen- ing. 1) leukoma, 2) albugo). 1) Pequena man-
te, não habitual ou anormal. cha esbranquiçada da córnea. V.leucoma, nefé-
alalia, s. f. (fr. alalie; ing. alalia). Impossibilida- lio. 2) Alteração trófica das unhas, que apresen-
de de se exprimir pela palavra, devido a uma tam manchas esbranquiçadas, às vezes estriadas.
perturbação orgânica ou funcional. albumina, S. f. (fr. albumine; ing. albumin).
alanina aminotransferase (fr. alanine amino- Nome genérico das substâncias compostas por
transférase; ing. alanine aminotrans ferase). carbono, azoto, oxigénio e hidrogénio, que per-
Nome oficial do glutamato-piruvato transami- tencem ao grupo das proteínas, presentes no
nase (transaminase glutâmico-pirúvica). soro sanguíneo, leite, ovos, músculos, bem como
alantoideia, s. f. (fr. allantoiae; ing. allantoiis). em certos vegetais. Estas substâncias são solú-
Membrana extra-embrionária dos vertebrados, veis na água e coagulam pela acção do calor
constituída por um divertículo do tubo digesti- (70°C-90°C). Por hidrólise, produzem amino-
vo primitivo e que, nos mamíferos, virá a for- ácidos e amoníaco. (adj.: albuminoso.)
mar as ligações vasculares do embrião ao nível albuminemia, s. f. (fr. albuminémie; ing.
da placenta. (adj.: alantoideu.) albuminemia). 1) Em sentido estrito, presença
Albee (enxerto de) (fr. greffe de Albee; ing. de albumina no sangue. 2) Por extensão e im-
Albee's bone graft). Enxerto ósseo maciço, co- propriamente, excesso de albumina no sangue
lhido geralmente na tíbia, que inclui todas as (hiperalbuminemia) .
camadas do osso: periósteo, tecido ósseo pro- albuminorraquia, s. f. (fr. albuminorachie; ing.
priamente dito e medula óssea. (Albee, Fred, cerebrospinal fluid proteins). Sino impróprio,
cirurgião de Nova Iorque, 1876-1945.) mas correntemente usado, de proteinorraquia.
albinismo, s. m. (fr. albinisme; ing. albinism). albuminoso, s. m. (fr. albumineux; ing. albumi-
Ausência total, congénita e hereditária, de pig- nous). Que contém albumina ou que se lhe re-
mento melânico na pele, no sistema piloso e nos fere. Ex.: água albuminosa, quociente albumi-
olhos. O albinismo pode estar associado a ou- noso do soro.
tras anomalias: astigmatismo, nistagmo, cata- albuminúria, s. f. (fr. albuminurie; ing. albumi-
rata, atraso mental, surdo-mudez, etc. nuria). Presença de albumina na urina. V. pro-
albino, s. m. (fr. albinos; ing. albino). Indivíduo teinúria.
portador de albinismo. albumose, S. f. (fr. albumose; ing. albumose).
Albright (osteodistrofia hereditária de) (fr. Produto de digestão incompleta das proteínas
ostéodystrophie héréditaire d'Albright; ing. que não coagula com o calor mas sim com o
Albright's hereditary osteodystrophie, pseudo- ácido nítrico frio.
hypoparathyroidism). Doença hereditária com albumosúria, s. f. (fr. albumosurie; ing. albu-
transmissão autossómica dominante, caracteri- mosuria). Existência de albumose na urina,
zada por acidose tubular hipoclorémica que se posta em evidência pela reacção de Bence-Jones.
traduz clinicamente por nanismo e raquitismo É um sintoma do mieloma múltiplo. V. Bence-
na criança e osteomalacia no adulto. A evolu- -fones (reacção de).
ção é crónica, grave, devido às deformações ós- álcali (ou alcali), s. m. (fr. alcali; ing. alkali).
seas, fracturas espontâneas e a uma insuficiên- Substância básica proveniente de um dos seis

52
ALCOOTE5T fi
.uC.'tais ditos alcalinos: sódio, potássio, rubídio, prio para consumo (muito tóxico, p. ex., para
lt~sio, lítio e frâncio. Ling.: Do árabe aI, o, e kali, o nervo óptico), empregado sobretudo como
planta da qual se extrai o carbonato de sódio. dissolvente geral. Sino de metanol.
tlcali volátil, sino de amoníaco. alcoolato, S. m. (fr. alcoolat; ing. alcoholate) .
• Icalinidade, s. f. (fr. alcalinité; ing. alkalinity). Preparado farmacêutico obtido por destilação
( :arácter de uma substância que possui as pro- do álcool com substâncias aromáticas de ori-
priedades dos alcális, daquilo que é alcalino. gem vegetal.
.Icalino, s. m. (fr. alcalin; ing. alkaline). Que alcoolatura, S. f. (fr. alcoolé). Sino de tintura
h'ln as propriedades de um alcali, nomeadamen- alcoólica.
h' um pH superior a 7. V. básico, reserva alcalina. alcoolemia, S. f. (fr. alcoolémie; ing. alcohole-
• lcaI6ide, s. m. (fr. alcaloide; ing. alkaloid). mia). Presença de álcool etílico no sangue. A sua
Nt une genérico de substâncias azotadas de ori- determinação pode ter grande importância em
~~('nl vegetal, com propriedades básicas, de es- medicina legal. Entre 1 e 2,5 g/l (a tolerância
c futura muitas vezes complexa, pouco solúveis individual é extremamente variável), observa-
ni' água, facilmente solúveis no álcool, que pro- -se um estado de euforia e de excitação; a par-
duzem colorações específicas com determi- tir de 2,5 g/l, instala-se um estado de narcose,
nados reagentes. Exercem diversas acções fisi- aparecendo o coma em 4 e 5 g/l. A taxa limite
,»Iúgicas em doses muito fracas e têm ampla de alcoolemia, para lá da qual existe responsa-
ufilização terapêutica, devendo ser manejados bilidade criminal (delito), é de 0,5 por 1000 em
, t tln prudência devido à sua toxicidade. (adj.: Portugal, França e Suíça. (adj.: alcoolémico.)
•• kalóidico. ) Em Portugal e para fins da capacidade de con-
.Icalose, S. f. (fr. alcalose; ing. alkalosis). Per- dução de veículos, o limite é 0,2 g/l.
c lI... hação do equilíbrio ácido-base, com pre- alcoólico (fr. alcoolique; ing. alcoholic). 1) adj.:
dcuninância da alcalinidade, resultante da re- que se refere ao álcool ou que o contém. 2) adj.
lc'll\ão de bases, na sequência de uma absor- e S. m.: indivíduo atingido pelo alcoolismo.
\ ,lO excessiva com excreção relativamente V. etílico.
IIlsuficiente, ou da perda exagerada de ácidos. alcoolismo, S. m. (fr. alcoolisme; ing. alcoho-
.'captonúria, S. f. (fr. alcaptonurie; ing. lism, alcohol abuse). Qualquer ingestão de be-
.llkaptonuria). Presença de alcaptona (ácido bidas alcoólicas que exceda o consumo alimen-
hOlnogentÍsico) na urina, resultante da decom- tar habitual e corrente. V. enolismo. Sino de
pc )sição incompleta de dois aminoácidos essen- etilismo.
I.I;lis, a fenilalanina e a tirosina. Exposta à luz, alcoolismo crónico (fr. aleoolisme chronique;
,l' urina torna-se escura. A perturbação do me- ing. chronic alcoholism). Conjunto de pertur-
L,holismo intermediário dos aminoácidos é fa- bações associadas à ingestão repetida, habi-
tI,liliar e hereditária. A alcaptonúria não é acom- tualmente durante anos, de quantidades exces-
p"nhada, durante anos, de qualquer sintoma sivas de álcool: perturbações mentais (pertur-
,Iílli,o. bações afectivas, euforia, diminuição da memó-
• 'eool, s. m. (fr. alcool; ing. alcohol). Nome ge- ria e da capacidade de raciocínio), nervosas (po-
It('ri,o dos corpos orgânicos que contêm o gru- linevrite, tremor, etc.), lesões orgânicas (nomea-
po ()H, cujo representante-tipo é o álcool etílico damente cirrose e gastrite). O alcoolismo cró-
\l"111 linguagem corrente álcool) . nico está frequentemente associado a proble-
• 'eool etílico (fr. aleool éthylique; ing. etha- mas psicológicos e sociais. As suas complica-
"u/). Líquido incolor, com odor agradável, in- ções mais graves, além da cirrose, são o delirium
tl.unável, miscível com a água, o éter e o cloro- tremens, a alucinose alcoólica, ou seja, uma for-
fOl'lnio, obtido pela fermentação dos açúcares. ma de psicose complicada por polinevrite.
t·111 prega-se como anti-séptico na diluição de alcoolizado (fr. alcoolisé; ing. alcoholized). adj.:
'()CX), e entra na composição de diversos prepa- que contém um álcool (nomeadamente o álcool
I.•dos farmacêuticos. A sua combustão completa etílico). (s. m. embriagado.)
!lO organismo em dióxido de carbono e água alcoolomania, S. f. (fr. alcoolomanie). Sino de
Itlll'rta 7 kcal/g. Tem efeitos tóxicos (nomeada- dependência do álcool.
IIH'nte sobre o fígado e o sistema nervoso). alcootest (fr. alcootest ou alcotest; ing. breatha-
\'. Llleoolismo. Sino de etanol. lyser). Pequeno instrumento destinado a deter-
Aleool metílico (fr. aleool méthylique; ing. minar rapidamente o teor de álcool do ar expi-
"lt'lhanol). Álcool preparado pela destilação da rado por um indivíduo suspeito de se encontrar
lIl.ldcira, obtido igualmente por síntese, impró- ébrio.

53
IJ ALDOLASE

aldolase, s. f. (fr. aldolase; ing. aldolase). Enzima


presente no fígado, nos músculos e no sangue,
alexia, s. f. (fr. alexie; ing. alexia, visual aphasia,
word blindness). Defeito adquirido de com-
que intervém no metabolismo da frutose. preensão da escrita devido a uma lesão cere-
aldolasemia, s. f. (fr. aldolassémie; ing. aldo- bral, sem qualquer afecção da acuidade visual.
lasemia). Taxa de aldolase no soro sanguíneo; Sino de cegueira verbal, afasia visual. V. dislexia.
pode aumentar em certas afecções hepáticas e alexia-agrafia, s. f. (fr. alexieagraphie; ing.
musculares. alexiaagraphia). Síndrome clínica próxima da
aldosterona, s. f. (fr. aldostérone; ing. aldoste- afasia de Wernicke que caracteriza a predo-
rone). Hormona segregada pelo córtex supra- minância da afecção da linguagem escrita rela-
-renal, que actua no metabolismo mineral (ex- tivamente à linguagem falada.
creção de potássio e retenção de sódio) e asse- alexitimia, s. f. (fr. alexithymie; ing. alexithy-
gura um volume constante de líquidos no orga- mia). Incapacidade de exprimir verbalmente as
nismo, através de um mecanismo complexo no próprias emoções. (adj.: alexitímico.)
qual intervêm diversos diferentes factores (hor- alfa. Primeira letra do alfabeto grego.
mona mineralocorticóide). A aldosterona é eli- alfa-fetoproteína, s. f. (fr. alphafaetoprotéine;
minada pela urina sob a forma de derivados. É ing. alphafetoprotein). Glicoproteína segregada
prescrita no tratamento da doença de Addison. pelo fígado do feto e do recém-nascido, presen-
aleitamento, V. amamentação. te também no líquido amniótico, e que desapa-
alelo, s. m. (fr. allele; ing. allele). Cada um dos rece quase completamente do organismo alguns
dois genes que ocupam pontos (loci) idênticos meses depois do nascimento. Esta proteína vol-
nos cromossomas homólogos, que exercem a ta a aparecer na circulação quando certos can-
mesma função, mas determinam características cros se encontram em desenvolvimento e o seu
diferentes. Sino de gene alelomórfico (em desu- doseamento no plasma (doseamento radioimu-
so). (adj.: alélico.) nológico ou enzimoimunológico) serve para o
alérgeno (ou alergénio), s. m. (fr. allergene; diagnóstico de certas formas de cancro, da he-
ing. allergen). Substância (antigénio) capaz de patite viraI ou de intoxicações hepáticas. Abrev.:
provocar uma reacção alérgica. Ex.: o pólen das AFP. Sino de fetuína.
gramíneas que provoca a febre-dos-fenos. alfa-globulinas (ou globulinas-alfa), s. f. pI.
alergia, s. f. (fr. allergie; ing. allergy). Hiper- (fr. alpha-globulines, globulines-alpha; ing.
sensibilidade adquirida pelo organismo relati- alpha-globulins). Conjunto de globulinas plas-
vamente a uma substância estranha (alergénio), máticas que apresentam a sua mobilidade
quer se trate de uma substância normalmente electroforética mais elevada com um pH 8,6,
inofensiva (pêlos, poeiras, pólen, leite, etc.) quer entre os três grupos alfa, beta e gama. A taxa
de um produto medicamentoso ou bacteriano. das alfa-globulinas aumenta durante as doen-
Traduz-se por uma reacção imediata de tipos ças inflamatórias e neoplásicas.
diversos (eczema, urticária, febre-dos-fenos, alfa-LP (fr. a-LP),Abrev. que designa as alfa-
asma). -lipoproteínas. V. lipoproteína.
alérgico (fr. allergique; ing. allergic). 1) adj.: que algesi-, algesio-, V. algo-o
se refere à alergia ou que dela resulta. Ex.: con- -algia, suf. de origem grega que exprime a ideia
juntivite alérgica. 2) adj. e s. m.: que é sujeito à de dor, geralmente na ausência de uma lesão
alergia. visível. Ex.: nevralgia, gastralgia. V. -odinia.
alergologia, s. f. (fr. allergologie; ing. allergo- álgido, adj. (fr. algide; ing. algid). Que se caracte-
logy). Estudo da alergia e das suas manifesta- riza ou é acompanhado por uma sensação de
ções patológicas. O especialista chama-se aler- frio intenso. Ex.: colapso álgido, febre álgida.
gologista. algo-, pref. de origem grega que exprime rela-
alergologista, s. m. (fr. allergologue; ing. ção com a dor. Emprega-se igualmente algesio-.
allergologist). Médico especialista que estuda e algodistrofia, s. f. (fr. algodystrophie; ing.
trata alergias. algodystrophy). Perturbação trófica acompa-
alesqueríase pulmonar (fr. allescheriase nhada por dores.
pulmonaire; ing. pulmonary allescheriasis). algodistrofia pós-traumática (fr. algodys-
Sino abandonado de pseudallescheriose, devi- trophie post-traumatique). Sino de doença de
do à mudança taxinómica do agente etioló- Sudeck. V. Sudeck (doença de).
gico. algogénico, adj. (fr. algogene; ing. algogenic,
aleucémico, adj. (fr. aleucémique). V.leucemia algesiogenic). Que provoca dores. Ex.: escoliose
aleucémica. algogénica.

54
.Igoparalisia, s. f. (fr. algoparalysie; ing. painful
ALVEOLODENTÁRIO

de não terem exactamente a mesma especifici-


I,
"czralysis). Paralisia associada a dores. dade em todos os indivíduos de uma mesma
• 11.nação mental (fr. aliénation mentale; ing. espécie animal. V. idiotipia.
,,,sanity). 1) Antigamente, designava qualquer alótipo, S. m. (fr. e ing. allotype). Variedade
c'stado de privação da razão: idiotia, imbecili- antigénica de uma imunoglobulina que traduz
d;H.le, loucura. 2) Actualmente, designa uma a expressão de dois genes alelos que se tornam
Ill'rturbação mental que torna o indivíduo (alie- co-dominantes. Aparece somente em certos in-
"'Ido) incómodo ou perigoso para a sociedade divíduos de uma determinada espécie.
c' que é motivo administrativo e jurídico do seu alotransplante, s. m. (fr. allogreffe; ing. allo-
Illh.'rnamento numa instituição para doentes graft). Transplante realizado entre um dador e
,ul'ntais. Sino de demência (2). um receptor pertencentes à mesma espécie, mas
.1I.nado, s. f. (fr. aliéné; ing. insane). Indivíduo que diferem por um ou mais genes e antigénios
qUl' sofre de doença psíquica que lhe afecta o de histocompatibilidade. Ling.: Termo cujo
uso normal da inteligência e da vontade. emprego deve preferir-se a homotransplante.
.1I.nista, s. m. (fr. aliéniste; ing. alienist). Em Sino de transplante homeoplástico, transplante
ltnguagem jurídica e em linguagem corrente, sino homólogo, homoplastia, homotransplante.
('lU desuso de psiquiatra. alotrópieo, adj. (fr. allotropique; ing. allo-
• lImentação, S. f. (fr. alimentation; ing.: 1) ali- tropic). Diz-se dos corpos que existem em vá-
'''t'ntation, 2) diet). 1) Acção de alimentar ou rias formas diferentes e que têm propriedades
dl' se alimentar. 2) O regime alimentar. físicas distintas (ex.: as formas alotrópicas do
• lImentação forçada (fr. gavage; ing. forced carbono: carvão, diamante, grafite) .
I('eding). Introdução de alimentos no estômago ALT, V. SGPT.
pc)r meio de um tubo. alumínio, S. m. (fr. e ing. aluminium). Metal
• lImento, s. m. (fr. aliment; ing. food). Subs- branco leve e maleável que pertence ao grupo
Llncia cujo consumo contribui para assegurar dos oligoelementos. Alguns dos seus sais solú-
c t (ido regular da vida do indivíduo. V. nutrien- veis são empregues como adstringentes e desin-
I,', (adj.: alimentar.) fectantes externos, sendo os sais e derivados
Allescheria boydii. Antigo nome de Pseudalle- insolúveis empregues para combater a acidez
,/Jeria boydii. gástrica, como antidiarreicos e desinfectantes
8loeinesia, S. f. (fr. allocinésie; ing. allokinesis). intestinais. Símbolo: AI.
Perturbação motora que consiste no facto de alveolar, S. 2 gén. (fr. alvéolaire; ing. alveolar).
Ulll movimento desejado para um membro ser Que se refere aos alvéolos, em particular dentá-
('xecutado pelo membro oposto. rios ou pulmonares; que é formado por alvéo-
.Iodlnia, S. f. (fr. allodynie; ing. allodynia). Sen- los (pequenas cavidades) (ex.: estrutura alveolar
\,tção dolorosa causada por uma estimulação de um tumor). V. também osso alveolar.
1l;\O nociceptiva (estimulação que normalmen- alveólise, S. f. (fr. alvéolyse; ing. alveoloclasia).
tl' não é dolorosa). Atrofia progressiva do osso alveolar à volta de
• Ioestesia, S. f. (fr. alloesthésie; ing. allesthesia). um ou mais dentes.
Perturbações da localização das sensações tác- alveolite, S. f. (fr. alvéolite; ing. alveolitis).
teis. O indivíduo percebe a sensação num pon- 1) Inflamação, geralmente complicada por ne-
tC) mais ou menos simétrico, situado no lado crose, da parede de um alvéolo dentário. 2) In-
c)posto àquele em que a estimulação é exercida. flamação dos alvéolos pulmonares.
• Iolmunização, s. f. (fr. alloimmunisation). Sino alvéolo dentário, S. m. (fr. alvéole dentaire; ing.
dt' isoimunização. dental alveolus, pI. alveoli). Cavidade situada
.Iopatia, S. f. (fr. allopathie; ing. allopathy). em cada um dos maxilares, na qual se encontra
Ml,todo terapêutico que visa provocar nos orga- implantado o dente, fixado por meio do liga-
"'SITIOS os efeitos contrários àqueles que a doença mento alvéolo-dentário.
produz. V. também homeopatia. (adj.: alopático.) alvéolo pulmonar, S. m. (fr. alvéole pulmonaire;
.Iopeeia, S. f. (fr. allopécie; ing. alopecia). Que- ing. pulmonary alveolus) . Cavidade em fundo-
da temporária, parcial ou geral, dos pêlos ou de-saco em que terminam os bronquíolos pul-
dos cabelos (não confundir com a calvície, que monares. É ao nível dos alvéolos pulmonares
c' definitiva). V. pelada. (adj.: alopécico.) que se realizam as trocas gasosas entre o san-
.Iotlpia, S. f. (fr. allotypie; ing. allotypy). Pro- gue e o ar inspirado.
priedade de origem genética de determinado alveolodentário, adj. (fr. alvéolo-dentaire; ing.
"t'llnero de antigénios solúveis (proteínas séricas) alveolodental). Que se refere ao dente e ao seu

55
I ALZHEIMER (DOENÇA DE)

alvéolo. Ex.: ligamento alveolodentário, piorreia


alveolodentária.
ambulatório. 2) Diz-se de um tratamento qUl'
dá ao doente a possibilidade de se deslocar l'
Alzheimer (doença de) (fr. maladie de dedicar-se às suas ocupações, ou seja, que não
Alzheimer; ing. Alzheimer's disease). Forma de exige acamação nem hospitalização.
degenerescência cerebral que se manifesta atra- ameba, s. f. (fr. amibe; ing. ameba). Protozoários
vés da deterioração progressiva das faculdades parasitas que pertencem à classe dos Rizópodes,
mentais, com perturbações da memória, deso- várias espécies das quais são patogénicas para
rientação e confusão. Pode atingir a demência o homem. Movem-se por meio de prolonga -
(demência senil precoce antes dos 65 anos de mentos instáveis do citoplasma (pseudópodes).
idade, demência senil depois dessa idade). (adj. (adj.: amebiano.)
alzheimeriano.) (Alzheimer, Alois, neurologis- amebiano, adj. (fr. amibien; ing. amebic). Re-
ta e psiquiatra alemão, 1864-1915.) lativo às amebas, que é causado por amehas.
AM, abrev. de aperto mitral. Ex.: disenteria amebiana, abcesso amebiano.
amaciador, adj. (fr. adoucissant; ing. softener). amebíase, s. f. (fr. amibiase; ing. amebiasis).
Que serve para acalmar a irritação ou a dor ao Doença parasitária provocada por uma ameba
nível da pele ou de uma mucosa. Sino de (Entamoeba histolytica), endémica nos países
emoliente. (S. m.: amaciador.) quentes, contraída pela ingestão de quistos de
amálgama, s. f. (fr. amalgame; ing. amalgam). amebas. Manifesta-se essencialmente por
Qualquer liga que inclua mercúrio, destinada a disenteria com cólicas, tenesmo e fezes diarreicas
obturar uma cárie dentária. mucopurulentas e sanguinolentas. Não trata-
amamentação, s. f. (fr. allaitement; ing. breast- da, a infecção torna-se crónica, com períodos de
feeding). Alimentação do recém-nascido com exacerbação, e pode complicar-se por lesões he-
leite ao seio da mãe ou de uma ama. páticas (amebíase hepática) com evolução mais
amarílico, adj. (fr. amaril; ing. amarillic). Rela- ou menos aguda, que se traduz clinicamente por
tivo à febre amarela. Ex.: vírus amarílico. dores hepáticas, hepatomegalia e muitas vezes
amaurose, s. f. (fr. amaurose; ing. amaurosis). subicterícia ligeira. A partir das lesões do có-
Perda mais ou menos completa da visão, sem lon, a ameba pode disseminar-se e atingir ou-
lesão do olho. (adj. amaurótico.) tros órgãos. Há formas cutâneas (ulcerações da
ambi-, ambo-, pref. de origem latina que sig- pele) e pulmonares com infecção do espaço torá-
nifica um e o outro, dos dois lados. cico (da pleura, diafragma, pulmão, brônquios).
ambidextro, adj. e s. m. (fr. ambidextre; ing. amebóide, adj. (fr. amiboide; ing. ameboid). Se-
ambidextrous). Capaz de se servir igualmente melhante à ameba ou que lembra algumas das
das duas mãos. suas características. Ex.: movimentos amebóides.
ambiente, adj. (fr. ambiant; ing. ambient, amelia, s. f. (fr. amélie; ing. amelia). Monstruosi-
surrounding). Que envolve por todos os lados. dade caracterizada pela ausência dos quatro
Ex.: meio ambiente. membros.
ambivalência, s. f. (fr. e ing. ambivalence). Em ameloblasto, s. m. (fr. amélob/aste; ing. ame-
psicologia e psiquiatria, manifestação simul- lob/ast). Célula epitelial cilíndrica que gera o
tânea de sentimentos contraditórios, por vezes esmalte dos dentes.
mesmo diametralmente opostos (ex.: amor e ameloblastoma, s. m. (fr. amélo-blastome; ing.
ódio). (adj.: ambivalente.) ameloblastoma). Tumor epitelial benigno, mas
ambli-, pref. de origem grega que significa em- recidivante, que se desenvolve nos maxilares a
botado, obtuso, e que indica uma insuficiência, partir das células geradoras dos ameloblastos.
um defeito ou uma imperfeição. amenorreia, s. f. (fr. aménorrhée; ing. amenor-
ambliopia, s. f. (fr. amb/yopie; ing. amblyopia). rhea). Ausência da menstruação, na ausência
Diminuição da acuidade visual sem causa or- de gravidez, numa mulher em idade de ser mens-
gânica aparente. (adj.: ambliópico.) truada. (adj.: amenorreica.)
ambulância, s. f. (fr. e ing. ambu/ance). Viatu- ametropia, s. f. (fr. amétropie; ing. ametropia).
ra preparada para o transporte de feridos ou de Termo geral que designa as perturbações da re-
doentes. fracção ocular, devidas a má convergência dos
ambulante, adj. (fr. e ing. ambu/ant). Que se raios luminosos na retina. O astigmatismo, a
desloca ou que pode ser deslocado. Ex.: erisipela miopia, a hipermetropia são ametropias. Ant.
ambulante. de emetropia. (adj.: amétrope.)
ambulatório, adj. (fr. ambulatoire; ing. ambu/a- amicrobiano, adj. (fr. amicrobien; ing.
tory). 1) Relativo à marcha. Ex.: automatismo amicrobic). 1) Que não contém germes visíveis

56
AMINOÁCIDO PJ
ou l'ultiváveis. Ex.: pus amicrobiano. 2) Que não Consideravelmente elevada no início de uma
(' devido a micróbios. Ex.: meningite amicro- pancreatite aguda, a amilasemia aumenta tam-
h',lna. bém na inflamação das glândulas parótidas
• mldo, s. m. (fr. amidon; ing. starch). Substân- (papeira, parotidite).
,la de origem vegetal formada pela união de amilasúria, s. f. (fr. amylasurie; ing. amylasuria) .
•Hunerosas moléculas de glicose. Muito abun- Presença de amílase na urina.
d.lute nos vegetais (grãos de trigo, milho, ar- amilóide (fr. amyloide; ing. amyloid). 1) adj.:
'0/., tubérculo da batata), constitui uma impor- semelhante ao amido. 2) S. f.: complexo
"lute reserva glicídica. Utiliza-se em farmácia glicoproteico anormal, com afinidade histoquí-
U,l preparação de pós emolientes, pomadas e mica para o vermelho do Congo, que se depo-
IWusos. V. amil-. sita entre as células de determinados tecidos ou
.mldoado, adj. (fr. amidonné; ing. starched). órgãos (gânglios, baço, fígado, rim, SN perifé-
(}Ul' contém amido ou que é feito com amido. rico, etc.) provocando lesões degenerativas e di-
I, x.: ligadura amidoada. versas perturbações (afecção chamada amiloi-
.mlgdala, s. f. (fr. amygdale; ing. 1) tonsil, dose). Apesar do nome, esta substância nada
,,t.) palatine tonsil). 1) Qualquer órgão em for- tem a ver com o amido, tendo sido chamada
,u" de amêndoa. 2) Mais especialmente a amíg- inicialmente amilóide por Virchow pelo facto
./.1/" palatina ou tonsila: massa de folículos lin- de reagir com o iodo, tal como o amido (ainda
te lides, em forma de amêndoa, situada atrás do que dê cor diferente). V. amiloidose tipo An-
....tIno das fauces, entre os dois pilares (anterior drade (ou tipo português).
r posterior) do véu palatino, em cada uma das amiloidose, s. f. (fr. amyloidose; ing. amyloido-
t,ll'l'S laterais da parte bucal da faringe. (adj.: sis). Conjunto de afecções diversas, inflama-
... ni~dalino. ) tórias, hereditárias ou neoplásicas, caracteri-
.mlgdala cerebelosa (fr. amygdale cérébelleu- zadas pela acumulação nos tecidos de proteí-
\I'; ing. cerebellar tonsil). Lóbulo par e simétri- nas fibrosas (amilóide) que podem pôr em cau-
\ e» do cerebelo situado na parte inferior da sua sa funções vitais.
t .ll'e anterior. amiloidose tipo Andrade (ou tipo portu-
IImlgdala faringea (fr. amygdale pharyngienne; guês). Também designada por tipo I das ami-
.ug. nasopharingeal tonsil). Massa de folículos loidoses primárias hereditárias, que atingem
I"dúides que ocupam a parte mediana da pa- com predominância o sistema nervoso (neuro-
,('de superior da rinofaringe. A hipertrofia des- patias), a que está ligada a investigação médi-
Ct', folículos constitui as vegetações adenóides. ca portuguesa (Wohwill, Corino de Andrade,
.mlgdalectomia, s. f. (fr. amygdalectomie; ing. Jorge Horta). Caracteriza-se por sintomas poli-
In1lsillectomy). Ablação das amígdalas. Sino de nevríticos, perturbações digestivas e impotên-
II ,"silectomia. cia sexual nos homens. O gene que a transmi-
.mlgdalino, adj. (fr. amygdalien; ing. tonsillar). te de modo dominante não está ligado ao sexo.
I{l'lativo às amígdalas. Sino de tonsilar. Os focos em Portugal situam-se a norte do Tejo,
.mlgdalite, s. f. (fr. amygdalite; ing. tonsilitis). principalmente nos arredores do Porto, Beira
~"f1amação das amígdalas. Sino de angina, Baixa e Beira Litoral e Estremadura (Alenquer
II ,"silite. e arredores). A doença é sempre mortal, mas
.mll-, amilo-, pref. de origem grega que expri- com longa sobrevivência, sobretudo porque o
rne uma relação com o amido. rim e o coração só estão afectados com gravi-
.mllãceo, adj. (fr. amylacé; ing. amylaceous). dade nos últimos estádios. Por vezes chama-
(111l' contém amido, que tem natureza semelhan- -se-lhe, de forma popular, doença dos pezi-
te ao amido ou que se lhe assemelha. nhos. V. amilóide.
• mUase, s. f. (fr. e ing. amylase). Enzima que amina, s. f. (fr. e ing. amine). Base orgânica
.".tiva a hidrólise do amido em maltose e dex- azotada, derivada do amoníaco, que entra na
t n )se. Encontra-se a alfa-amílase na saliva (ptia- composição dos aminoácidos.
/'11") e a beta-amílase no suco pancreático. aminoacidemia, s. f. (fr. amino-acidémie; ing.
A "Inílase presente no sangue é, normalmente, aminoacidemia). Teor de aminoácidos livres no
de origem pancreática; a sua taxa aumenta nas sangue, expresso em azoto (taxa normal média
p,lncreatites agudas. A sua dosagem faz-se em 65 mg/litro de sangue total). A aminoacidemia
u1Iidades de Wohlgemuth. aumenta durante as afecções renais e hepáticas.
• mllasemia, s. f. (fr. amylasémie; ing. amylase- aminoácido (ou ácido aminado) (fr. acide
",i,,). Presença e taxa de amílase no sangue. aminé; ing. aminoacid). Substância química que

57
I AMINOACIDÚRIA

contém uma função ácida e uma função amina.


Os aminoácidos são elementos constitutivos das
âmnios (ou âmnio), S. m. (fr. amnios; ing.
amnion). Membrana fina que reveste o interior
proteínas. Certos aminoácidos consideram-se da cavidade onde se encontra o feto (cavidade
essenciais porque o organismo não pode sinte- amniótica). V. bolsa das águas. (adj.: amniótico.)
tizá-los e tem de os receber através da alimen- amnioscopia, s. f. (fr. amnioscopie; ing. am-
tação. nioscopy). Exame visual do líquido amniótico,
aminoacidúria, s. f. (fr. aminoacidurie; ing. por meio de um endoscópio (amnioscópio) in-
aminoaciduria). Teor de aminoácidos livres na troduzido no colo do útero, realizado em caso
urina e, por extensão, aumento da eliminação de gravidez prolongada; a coloração do líqui-
de aminoácidos pela urina. do permite avaliar o estado do feto.
aminoglicosídeos (ou aminõsidos), s. m.pl. amniótico, S. m. (fr. amniotique; ing. amniotic).
(fr. aminosides; ing. aminoglycosides). Grupo Relativo ao âmnios.
de antibióticos de largo espectro de acção, de AMO, abrev. de ablação de material de osteossín-
absorção digestiva praticamente nula, e, por tal tese. V. osteossíntese.
motivo, administrados por via parentérica, amolecimento, s. m. (fr. ramollissement; ing.
tóxicos para os rins e para o nervo auditivo. Per- softening). Processo patológico degenerativo
tencem a este grupo: estreptomicina, gentami- caracterizado pela diminuição da consistência
cina, canamicina, dibecacina, amicacina, tobra- de um tecido. V. malacia.
micina, neomicina e framicetina. amolecimento cerebral. V. encefalomalacia.
amiotonia, s. f. (fr. amyotonie; ing. amyotonia). amónia, S. f. (fr. ammoniaque; ing. ammonia).
Sino de miatonia. Solução de gás amoníaco em água. É uma base
amiotrofia, S. f. (fr. amyotrophie; ing. amyotro- fraca, com odor muito picante, tóxico e irritan-
phy). Atrofia muscular. Sino de miatrofia. te para as mucosas. Emprega-se como reagente
amiotrofia espinhal (fr. amyotrophie spinal; e como agente de limpeza.
ing. spinal muscular atrophy). Qualquer atro- amoniacal, adj. (fr. e ing. ammoniacal). Que
fia muscular secundária a degenerescência do contém amoníaco ou que se lhe refere. Ex.: lo-
corno anterior da medula. V. Werdnig Hoffmann ção amoniacal, azoto amoniacal.
(doença de). amoníaco, S. m. (fr. ammoniac; ing. ammonia
amiotrofia nevrálgica da espádua (fr. amyo- water). Gás incolor de odor sufocante, tóxico,
trophie névralgique de l'épaule). Sino de síndro- muito solúvel na água; forma com esta uma
me de Parsonage-Turner. V. Parsonage-Turner solução amoniacal (amónia). Nos seres vivos,
(síndrome de). o amoníaco existe somente no estado livre em
amitose, S. f. (fr. amitose; ing. amitosis, holos- quantidades muito pequenas. Normalmente, o
chisis). Divisão do núcleo celular por simples amoníaco proveniente da degradação dos ami-
clivagem em duas partes quase iguais sem apa- noácidos é transformado pelo fígado em ureia.
recimento nem distribuição regular de cromos- Sino de alcali volátil.
somas, e muitas vezes sem divisão do corpo da amoniemia, s. f. (fr. ammoniémie; ing. ammo-
célula. Sin.: divisão acinética, divisão de Remak. niemia). Teor do sangue em amoníaco e seus
amnésia, s. f. (fr. amnésie; ing. amnesia). Perda derivados (carbonato). Normalmente baixo, au-
parcial ou total da memória. Acompanha nu- menta no decurso das doenças hepáticas muito
merosas afecções e pode ser secundária a um graves e no coma hepático.
traumatismo físico ou psíquico. amorfo, adj. (fr. amorphe; ing. amorphous). Que
amnésia anterógrada (fr. amnésie antéro- não tem uma forma ou estrutura bem definida
grade; ing. anterograde amnesia). Amnésia que (literalmente: desprovido de forma).
atinge os factos ocorridos após um acidente. amperagem, S. f. (fr. ampérage; ing. amperage).
amnésia retrógrada (fr. amnésie rétrograde; Intensidade de uma corrente eléctrica expressa
ing. retrograde amnesia). Amnésia que atinge em amperes.
os factos anteriores à causa que a provocou. ampere, s. m. (fr. ampere; ing. ampere). [SI]
amnésico, adj. e s. m. (fr. amnésique; ing. adj. Unidade de intensidade de corrente eléctrica.
amnesic, s. amnesiac). Que sofre de amnésia. Símbolo: A. V. Sistema Internacional de Uni-
amniocentese, S. f. (fr. amniocentese; ing. dades.
amniocentesis). Punção da cavidade amniótica ampicilina, S. f. (fr. ampicilline; ing. ampicillin).
e colheita de líquido amniótico destinado a aná- Penicilina semi-sintética que actua também con-
lise, praticada por volta do terceiro mês da gra- tra os bacilos Gram-negativos; administra-se
videz. por via oral.

58
.mpliação, s. f. (fr. e ing. ampliation). Aumen-
ANAFILAXIA
e sua transformação em tecidos vivos; constitui
PI,
lo de volume da caixa torácica durante a inspi- a primeira fase do metabolismo. Ant. de cata-
ra<.:ão. bolismo.
• mplificador de luminância (fr. amplificateur anabolizante, adj. (fr. anabolisant; ing. ana-
dc' luminance ou de brillance; ing. brillancy bolic). 1) Que favorece a transformação das
,,,"plifier). Aparelho que permite, pela amplifi- matérias nutritivas em tecidos vivos. 2) Diz-se
l'a<.:ão electrónica de uma imagem radioscópica, de um esteróide aparentado com a testostero-
.llllnentar 200 a 1000 vezes a sua luminância. na, que favorece a produção de proteínas. Existe
Sln. de reforçador de imagens. em grande número dos produtos utilizados para
.mpola, S. f. (fr. ampoule; ing. 1) ampulla, afecções diversas: emagrecimento, osteoporose,
2) ampule, 3) blister). 1) Em anatomia, dilata- etc. (s. m.: anabolizante.) Os anabolizantes po-
\ ';10 de forma arredondada situada ao longo de dem ser utilizados também, de modo ilicito,
tllna conduta, de um canal ou ao nível de uma como dopantes para melhorar artificialmente
l'avidade. 2) Pequeno recipiente em vidro, de o desempenho dos atletas, podendo neste caso
forma alongada, afilado numa ou em ambas as terem consequências graves para a sua saúde.
('xtremidades, hermeticamente fechado e que anaclise, s. f. (fr. anaclise; ing. anaclisis). Em
n)ntém uma solução medicamentosa estéril. psicanálise, tendência para se apoiar afectiva-
\) Sino popular de bolha, empola. mente, moralmente e de maneira exclusiva
.mpola duodenal (fr. ampoule duodénale). Sino numa ou em diversas pessoas. V. situação ana-
de ampola de Vater. V. Vater (ampola de). clítica. (adj.: anaclítico.)
.mpola rectal (fr. ampoule rectale; ing. rectal anacloridria, s. f. (fr. anachlorhydrie). Sino de
.lnlpulla). Parte alargada do recto, imediatamen- acloridria (1).
1<' proximal em relação ao esfíncter anal. anacrótico, adj. (fr. anacrote; ing. anacrotic) .
• mpular (fr. ampullaire; ing. ampullar). Que se Diz-se do pulso que apresenta irregularidades
.lssemelha a uma ampola. Ex.: aneurisma ampular. na parte ascendente da curva registada por
.mputação, s. f. (fr. e ing. amputation). esfigmograma.
I ) Ablação cirúrgica de um membro ou segmen- anacusia, S. f. (fr. anacousie; ing. anacousia,
I () de membro, por secção das suas partes ósse- anakusis). Sino de cofose.
.lS, com conservação, variável conforme os ca- anaeróbio, adj. e s. (fr. anaérobie; ing. 1) anae-
"tos, de certas partes moles (músculos, retalhos robic, 2) anaerobe). 1) Que não pode viver em
l'utâneos) destinados a formar o coto. 2) Por contacto com o ar. 2) Microrganismo que vive
(Oxtensão, ablação cirúrgica de um órgão, de e se desenvolve num meio sem oxigénio. Ant.
úrna víscera ou de um tecido. Ex.: amputação de aeróbio.
da mama, amputação de um tumor. 3) Secção anafase, s. f. (fr. e ing. anaphase). Terceira fase
"ll'ldental de um membro ou de um segmento da mitose, durante a qual os pares de cromosso-
.J(.. membro. V. ablação, excisão, exérese, ressec- mas filhos (cromatídios) que, durante as fases
rúo. (adj.: amputado.) precedentes, estavam reunidos ao nível do cen-
.mputação congénita. Amputação observa- trómero, se separam por desdobramento deste.
da no recém-nascido eventualmente causada por Os dois conjuntos de cromossomas filhos diri-
hridas amnióticas que unem dois pontos da gem-se então para os dois pólos opostos do fuso
pa rede do âmnios ou esta parede ao embrião. acromático. V. miose, mitose.
• mputação na contiguidade (fr. amputation anafiláctico, adj. (fr. anaphylactique; ing.
cI(lns la contiguité). Sino de desarticulação. anaphylactic). Relativo à anafilaxia.
.n-, V. a-o anafilactizante, adj. (fr. anaphylactisant ou
ANA, abrev. de antinuclear antibodies. V. anti- anaphylactogene; ing. anaphylactogenic). Que
c'orlJos antinucleares. provoca anafilaxia.
.n6, ,V. aa. anafilaxia, S. f. (fr. anaphylaxie; ing. anaphy-
• na-, pref. de origem grega com diversos signi- laxis). Estado de hipersensibilidade que se de-
til'ados: acima de, de novo, com, em excesso. senvolve cerca de 2 a 3 semanas depois da in-
.nab6Iico, adj. (fr. anabolique; ing. anabolic). jecção de uma substância com propriedades
I) Relativo ao anabolismo. 2) Que tem a pro- antigénicas e que se traduz por uma reacção
priedade de activar o anabolismo. Ex.: nervo violenta (choque anafiláctico) que aparece ime-
.anabólico. diatamente após uma nova injecção da mesma
.nabolismo, s. m. (fr. anabolisme; ing. ana- substância. V. também doença sérica. (adj.:
ho/ism). Assimilação das substâncias nutritivas anafiláctico. )

59
F anal, adj. (fr. e ing. anal). Relativo ao ânus.
analéptico, adj. e S. m. (fr. analeptique; ing.
nais. 2) Comunicação criada cirurgicamente en·
tre dois canais maciços (nervos) ou ocos (vasos
analeptic). Que estimula o SNC ao nível dos sanguíneos, porções do tubo digestivo, vias bi -
centros cardiovasculares e respiratórios. V. neu- liares e urinárias) (etimologicamente «união boca-
roestimulante. -a-boca»). (adj.: anastomosado, anastomótico.)
analgesia, S. f. (fr. analgésie; ing. analgesia). anastomose porto-cava (fr. anastomose por-
Perda da sensibilidade à dor. to-cave; ing. portocaval shunt). Anastomosc
analgésico, S. m. (fr. analgésique; ing. anal- entre a veia porta e a veia cava inferior.
gesic). Que suprime ou atenua a dor. anatomia, S. f. (fr. anatomie; ing. anatomy).
análise, s. f. (fr. analyse; ing. analysis). 1) Se- Ciência que estuda a estrutura e a morfologia
paração de um composto químico nos seus ele- do homem ou dos animais. O especialista nesta
mentos. 2) Estudo de um dado fenómeno ou disciplina chama-se anatomista.
estrutura, com vista a isolar e identificar os seus anatomia patológica (fr. anatomie patholo-
elementos constituintes. 3) Em linguagem cor- gique; ing. pathology). Ciência que trata as al-
rente, psicanálise. (adj.: analítico.) terações orgânicas provocadas pelas doen-
análise biológica (fr. analyse biologique). Sino ças. Sino de anatomopatologia.
de análise clínica, análise médica. anatómico, adj. (fr. anatomique; ing. anatomi-
análise clínica (ou análise médica) (fr. cal). 1) Relativo à anatomia. 2) Relativo às di-
analyse médicale; ing. medicallaboratory test). versas partes e estruturas do organismo.
Exame laboratorial destinado a facilitar o di- anatomopatologia, S. f. (fr. anatomopatho-
agnóstico médico, o tratamento ou a profila- logie). Sino de anatomia patológica.
xia das doenças humanas. Uma análise clínica anatomopatologista, s. m. (fr. anatomopa-
só pode ser realizada nos laboratórios que thologiste; ing. pathologist). Médico que prati-
preencham as condições regulamentares. Sino de ca o exame, macroscópico e microscópico, dos
análise biológica. tecidos ou dos órgãos extraídos cirurgicamente
analista, s. 2 gén. (fr. analyste). Sino de psicana- ou colhidos após a morte.
lista. anatoxina, s. f. (fr. anatoxine; ing. toxoid,
analítico, adj. (fr. analytique; ing. analytic). Que anatoxin). Preparação obtida a partir de uma
se refere a uma análise. toxina bacteriana (diftérica, tetânica, botulínica,
analogia, S. f. (fr. analogie; ing. analogy). Se- etc.) pela acção simultânea do formol e do ca-
melhança no que se refere à morfologia, à es- 10r' e que perdeu o seu poder tóxico, embora
trutura ou ao funcionamento, entre os órgãos conserve as suas propriedades imunizantes. As
de duas ou mais espécies de origens diferentes. anatoxinas empregam-se no tratamento preven-
anamnese, S. f. (fr. anamnese; ing. anamnesis, tivo ou na vacinação contra diversas doenças.
case history). Primeira fase de elaboração da his- Sino de toxóide. (adj.: anatóxico.)
tória clínica dum doente, que consiste no in- ANCA, V. periarterite nodosa.
terrogatório deste sobre a doença actual e a his- ancilose (ou anquilose), S. f. (fr. ankylose; ing.
tória (antecedentes pessoais, antecedentes fami- ankylosis). Limitação (ancilose parcial) ou de-
liares). Segue-se o exame objectivo do doente. É, saparecimento (ancilose completa) dos movi-
portanto, o conjunto das informações colhidas, mentos de uma articulação, resultante de uma
junto do próprio doente ou de outras pessoas, afecção articular (reumatismo, gota, infecção,
sobre os antecedentes, a história e os pormeno- etc.) ou de um traumatismo. Pode também
res de um caso de doença. (adj.: anamnésico.) obter-se por intervenção cirúrgica (artrodese).
anaplasia, S. f. (fr. anaplasie; ing. anaplasia). (adj.: ancilosado.)
Em anatomia patológica, natureza das células ancilostomíase (ou anquilostomíase,
tumorais que perdem as suas propriedades pró- anquilostomose), S. f. (fr. ankylostomiase ou
prias (forma, dimensão, função). Quanto mais ankylostomose; ing. ancylostomiasis). Doença
marcada for a anaplasia, maior será a maligni- parasitária provocada por vermes nemátodos
dade do tumor. (adj.: anaplásíco.) (ancilostomas) que se fixam em grande número
anasarca, S. f. (fr. anasarque; ing. anasarca). na mucosa duodenal e jejuna1. Complica-se
Edema generalizado que resulta de uma acumu- muitas vezes com anemia (anemia dos minei-
lação de líquido no tecido celular e nas cavida- ros, porque os parasitas vivem habitualmente
des orgânicas. Sino de hidropisia (em desuso). nas terras em que se pratica a mineração).
anastomose, S. f. (fr. anastomose; ing. anasto- ancóneo, adj. (fr. anconé). V. músculo ancóneo.
mosis). 1) Comunicação natural entre dois ca- AND, abrev. de ácido desoxirribonucleico.

60
ANEMIA HEMOLITICA , .

Andersen (doença de) (fr. maladie d'Ander- anel de Waldeyer. V. Waldeyer (anel de).
u'lI; ing. glycogen storage disease, type IV). For- anemia, s. f. (fr. anémie; ing. anemia). Descida
Ina rara, grave, de glicogenose, transmitida como para valores inferiores aos normais do número
, .1 râcter autossómico recessivo, devida a défice de eritrócitos do sangue circulante e/ou do seu
dt· uma amilo-transglucosidase com acumula- conteúdo de hemoglobina. Fala-se de anemia
\,l<) de um glicogénio anormal no fígado, baço quando a concentração em hemoglobina é infe-
(' ~~lnglios linfáticos, com evolução rapidamen- rior a 13 g por 100 mI no homem e a 11 g por
ti· Illortal (cirrose, ascite, edema). Sin.: glicoge- 100 mI na mulher. A anemia pode manifestar-se
'" ,se tipo IV. (Andersen, Dorothy Hansine, através de diversos sintomas: palidez da pele e
.Inatomopatologista americana, 1901-1964.) das mucosas, síncopes, vertigens, taquicardia,
Indr-, andro-, pref. de origem grega que ex- perturbações digestivas. (adj.: anémico.)
prilne a ideia de relação com o homem enquan- anemia aplástica (fr. anémie aplasique ou
CC) indivíduo do sexo masculino ou com o sexo aplastique; ing. aplasic anemia). Anemia devi-
"'dsculino. da à insuficiência da produção dos precursores
Indrogénio (ou andr6geno) (fr. androgene; dos eritrócitos na medula óssea, frequentemen-
lug. 1) androgenic, 2) androgen). 1) adj. Que te associada à diminuição da produção de ou-
provoca o aparecimento dos caracteres sexuais tras células do sangue.
•1l;lsculinos. Sino de androgénico. 2) s. Os andro- anemia arregenerativa (fr. anémie arégénéra-
~';l1ios são hormonas esteróides masculinas que tive; ing. aregenerative anemia). Qualquer ane-
t,Ivorecem o desenvolvimento dos órgãos geni- mia associada a uma insuficiência da produção
..tis externos, a formação do esperma e o apa- dos eritrócitos na medula óssea (ausência de
'('cimento dos caracteres sexuais secundários no eritroblastos no esfregaço de medula ou pre-
lac Hnem. Distinguem-se as hormonas testicula- sença de eritroblastos anormais que não origi-
,,'S (nomeadamente a testosterona) e as hormo- nam eritrócitos).
",IS de origem supra-renal (produzidas nos dois anemia carencial (fr. anémie carentielle ou par
,c'xos e que, na mulher, são precursoras das hor- carence; ing. deficiency anemia). Qualquer ane-
'H( )nas estrogénicas). mia devida a carência alimentar (anemia nutri-
Indroginia, s. f. (fr. androginie; ing. androgyny). cional) ou a perturbação da absorção do ferro,
I·" tado do indivíduo andrógino. das vitaminas ou dos factores antianémicos.
Indr6gino (fr. androgyne; ing. 1) androgynous, anemia criptogenética (fr. anémie cryptogéné-
}) androgyne). 1) adj. Sino de pseudo-hermafro- tique; ing. cryptogenetic anemia). Anemia de
,/ita. 2) s. Em antropologia, indivíduo que pos- causa desconhecida.
'UI certos caracteres sexuais do sexo oposto. anemia dos mineiros (fr. anémie des mineurs;
Indr6ide, adj. (fr. androi"de; ing. android). Que ing. miners' anemia). Anemia hipocrómica que
\C' assemelha ao homem ou que apresenta ca- complica a ancilostomíase.
I' ,lcteres masculinos. anemia drepanocitária (fr. anémie drépanocy-
Indropausa, s. f. (fr. andropause; ing. male taire; ing. sicklecell anemia). Anemia hemolítica
f litnacteric). Termo sem significado fisiológico da drepanocitose.
prl'ciso (criado por analogia com a menopau- anemia eritroblástica do recém-nascido
',I), que designa a paragem ou a lentificação da (fr. anémie eritroblastique du nouveau-né; ing.
,Il'tividade sexual no homem, devidas ao enve- hemolytic disease of the newborn). Sino de eri-
lhecimento, e acompanhadas por certas pertur- troblastose (etal.
hações de ordem geral (fatigabilidade, abati- anemia ferripriva (fr. anémie ferriprive; ing.
nlC.'nto, insónias, etc.). V. climatério. iron deficiency anemia). Anemia devida a um
Indrosterona, s. f. (fr. androstérone; ing. an- défice da ingestão ou da absorção de ferro, ca-
,/rosterone). Hormona sexual secundária isola- racterizada por uma descida da concentração
da da urina do homem, que constitui uma das corpuscular média de hemoglobina (inferior a
tonnas sob as quais a testosterona é eliminada. 29 0/0) e do ferro sérico (inferior no homem a
" sua actividade androgénica é fraca. 59 e na mulher a 37 mg por 100 mI). Sino de
Inecogénico, adj. (fr. anéchogene; ing. anecho- anemia por carência de ferro, anemia ferropé-
g,'nic). Em ecografia, diz-se de uma estrutura nica, anemia sideropénica.
\('111 eco. V. ecogénico. anemia hemolítica (fr. anémie hémolytique;
Inal, s. m. (fr. bague; ing. band). Anel metálico ing. hemolytic anemia). Anemia associada a
l humbado aos dentes que serve de meio de anco- destruição excessiva de eritrócitos no sangue
f';lgem para os aparelhos fixos de ortodontia. (hemólise), por fragilidade anormal (adquirida

61
ANEMIA HEMOL(TICA AUTO-IMUNE

ou congénita, tal como a anemia da drepano- hemorragia ou à destruição (hemólise) do'!


citose) ou por uma acção nociva exercida sobre eritrócitos com aumento de reticulócitos no sall
os eritrócitos (substâncias tóxicas de origem gue, comprovando o aumento da actividad(
externa ou produzidas no organismo, activida- eritropoiética da medula óssea.
de destrutiva excessiva de um tecido ou órgão). anemia sideroblástica (fr. anémie sidérobla~t'
anemia hemolítica auto-imune (fr. anémie que; ing. sideroblastic anemia). Tipo raro dr
hémolytique auto-immune; ing. autoimmune anemia no qual os eritrócitos circulantes, hipo
hemolytic anemia, AIHA). Qualquer anemia crómicos e microcitários, estão associados a( I
hemolítica que se defina por uma síndrome de aumento de ferro nos eritroblastos sob a fornl.l
hiper-hemólise (icterícia, urina escura, presen- de grânulos grandes muitas vezes dispostos l'1l1
ça de hemoglobina plasmática, aumento da anel à volta do núcleo (sideroblastos). A anl'
fragilidade globular), associada à presença, à mia sideroblástica pode ser congénita ou ad
superfície dos eritrócitos, de imunoglobulinas quirida (sem causa conhecida ou sintomátic.l
com actividade anticorpo contra os próprios de um cancro, de uma doença inflamatória crú
antigénios do doente (auto-antigénios). Certas nica ou de uma intoxicação).
circunstâncias favoráveis podem provocar uma anemia sideropénica (fr. anémie sidéropéni
anemia hemolítica auto-imune, tais como: in- que; ing, sideropenic anemia). Sino de anemi"
fecções, hemopatias malignas, lúpus eritema- ferripriva.
toso disseminado, poliartrite reumatóide, cir- anémico (fr. anémique; ing. anemie). 1) adj.: rela
rose hepática. tivo à anemia. 2) adj. e s. m.: afectado por anemia.
anemia hipocrómica (fr. anémie hypochrome; anergia, s. f. (fr. anergie; ing. anergy). Desapa
ing. hypochromic anemia). Anemia caracteri- recimento da capacidade de o organismo reagir
zada pela diminuição do teor de hemoglobina a uma substância ou a um agente patogénico
nos eritrócitos (concentração corpuscular mé- relativamente aos quais estava anteriormentl'
dia de hemoglobina inferior a 290/0). sensibilizado. (adj.: anérgico.)
anemia macrocitária (fr. anémie macrocy- anestesia, s. f. (fr. anesthésie; ing. anesthesia) .
taire; ing. macrocytic anemia). Anemia carac- 1) Supressão artificial por meio de anestésicos
terizada por uma diminuição de hemoglobina da sensibilidade numa parte (anestesia local,
relativamente menor do que a do número de anestesia regional) ou em todo o corpo (aneste-
eritrócitos, devido ao aumento do volume glo- sia geral), quase sempre com vista a uma inter-
bular médio. venção cirúrgica. 2) Perda de sensibilidade, que
anemia megaloblástica (fr. anémie mégalo- pode dizer respeito a uma ou mais formas de
blastique; ing. megaloblastic anemia). Anemia sensibilidade (sensibilidade à dor, ao calor, ao
macrocitária acompanhada pela presença de toque, etc.). V. narcose.
megaloblastos na medula óssea. anestesia epidural (fr. anesthésie épidurale;
anemia normocitária (fr. anémie normocytaire ing. epidural anesthesia, epidural block). Anes-
ou normochrome; ing. normocytic anemia). tesia regional por introdução da solução anes-
Anemia caracterizada pela diminuição da taxa tésica no orifício inferior do canal sagrado. Pra-
de hemoglobina associada à diminuição do nú- tica-se em obstetrícia e em urologia masculina.
mero de eritrócitos, mantendo-se o volume anestesia geral (fr. anesthésie générale; ing.
globular médio nos valores normais. general anesthesia). Anestesia destinada a ob-
anemia nutricional (fr. anémie nutricionelle). ter a narcose, na qual o agente anestésico é in-
V. anemia carencial. troduzido por via intravenosa, por inalação ou
anemia perniciosa (fr. anémie pernicieuse; ing. por via rectal.
pernicious anemia). Anemia grave de tipo anestesia local (fr. anesthésie local; ing. local
macrocitário megaloblástico, devida à má ab- anesthesia). Anestesia limitada a uma pequena
sorção digestiva de vitamina B12 fornecida pela parte do corpo onde tem de se praticar uma
alimentação, por falta de factor intrínseco gás- intervenção cirúrgica.
trico, que favorece normalmente a sua absor- anestesia peridural (fr. anesthésie péridurale;
ção. Associa-se a perturbações digestivas (atro- ing. peridural anesthesia). Anestesia regional
fia das mucosas, aquilia gástrica), e nervosas obtida pela injecção do anestésico no espaço
(polinevrite). Sino de anemia (ou doença) de compreendido entre o canal ósseo raquidiano e
Biermer. V. Castle (teoria de). a dura-máter, através do ligamento amarelo (en-
anemia regenerativa (fr. anémie régénérative; tre as duas lâminas vertebrais, sobre a linha das
ing. regenerative anemia). Anemia devida a uma apófises espinais e ao nível desejado, desde a

62
ANGEfTE ALÉRGICA GRANULOMATOSA

vluna vértebra cervical até à quinta vértebra aneurismático, adj. (fr. anévrysmatique; ing.
lu.nhar). aneurysmatic). Que se caracteriza pela forma-
Ift••tesia raquidiana (fr. anesthésie rachi- ção de aneurismas. Ex.: síndrome aneurismá-
f/'l'"ne ou spinale). Sino de raquianestesia. tica.
.....tesia regional (fr. anesthésie régionale; aneurismoplastia, s. f. (fr. anévrysmoplastie) .
•n~. regional anesthesia). Anestesia circunscri- Sino de aneurismorrafia.
tá' ti uma parte do corpo. aneurismorrafia, s. f. (fr. anévrysmorraphie;
In••tesia subaracnoideia (fr. anesthésie ing. aneurysmorraphy). Cura cirúrgica de um
''''''lrachnoi"dienne). Sino de raquianestesia. aneurisma arterial, que consiste em abrir o saco
.....tesiante, s. f. (fr. anesthésiant). Sino de aneurismal e seguidamente suturar pelo inte-
4"lf'stésico. rior os orifícios arteriais que aí confluem. Sino
.....tesia-reanimação (fr. anesthésie-réani- de aneurismoplastia.
"'.Ilion). Na nomenclatura europeia, especiali- anexectomia, s. f. (fr. annexectomie; ing.
•I..dt· médica que corresponde em França à adnexectomy). Ablação dos anexos do útero.
•"It'stesiologia-reanimação cirúrgica. anexite, s. f. (fr. annexite; ing. adnexitis). Infla-
en••tesia-reanimação cirúrgica (fr. anes- mação dos anexos do útero vulgarmente desig-
,J,,'sie-réanimation chirurgical; ing. anesthe- nada salpingoovarite (a infecção atinge o ová-
I" .\). Título oficial de uma especialidade médi- rio e a trompa uterina).
\ .a, sancionado por um diploma de estudos anexos do útero (fr. annexes de l'utérus; ing.
"'Ill'cializados dedicados à anestesiologia. Na uterine appendages). Conjunto constituído pe-
." Hllenclatura europeia diz-se anestesiologia- los ovários, as trompas uterinas e os ligamen-
r"clnimação. tos largos. (adj.: anexial.)
en••tésico, s. m. (fr. anesthésique; ing. anes- anfetamina, s. f. (fr. amphétamine; ing. am-
,,,,'Iie). Que provoca insensibilidade local ou phetamine). Estimulante do sistema nervoso
f-t(·ral. Sino de anestesiante. central e simpático que aumenta o rendimento
ttn••tesiologia, s. f. (fr. anesthésiologie; ing. físico e psíquico e reduz a fadiga e a necessida-
.",,'sthesiology). Ramo da medicina que trata de de dormir e o apetite. A anfetamina pode
.1,. anestesia e da rea~imação. provocar dependência.
• n••tesiologia-reanimação cirúrgica (fr. anfi-, anfo-, pref. de origem grega que signifi-
,H,,'sthésiologie-réanimation chirurgicale; ing. ca um e o outro, dos dois lados e em volta de .
.u,,'sthetics). Título oficial duma especialidade anfiartrose, s. f. (fr. amphiarthrose; ing. am-
nu·dica, sancionado por um diploma de estu- phiarthrosis). Articulação semimóvel cujas su-
.It»s especializados dedicados à anestesiologia. perfícies ósseas estão unidas por tecido fibrocar-
N.' nomenclatura europeia diz-se anestesia-rea- tilaginoso e por ligamentos periféricos. É o tipo
"Ullação. de articulação que existe entre as vértebras.
8n•• tesiologista (fr. anesthésiologiste, ing. V. sínfise.
.111t'sthesiologist). Médico especializado em anfíbio, adj. (fr. amphibie; ing. amphibious) .
.uH.'stesiologia Que pode viver tanto em terra como na água .
• neatesista, s. m. (fr. anesthésiste ou anesthé- anfórico, adj. (fr. amphorique, ing. amphoric).
"%giste; ing. anesthetist). Pessoa (médico ou Semelhante ao ruído provocado ao soprar para
.ulxiliar médico) que pratica a anestesia. uma ânfora vazia. Diz-se de certos sons ouvi-
.n.urina, s. f. (fr. aneurine). Sino de tiamina dos ao estetoscópio. Ex.: sopro anfórico.
~ vitamina Bl ) • anfractuosidade, S. f. (fr. anfractuosité; ing.
• n.urisma, S. m. (fr. anévrysme ou anévrisme; anfractuosity). Cavidade irregular, ligação sinuo-
IUg. aneurysm). Dilatação ao nível da parede sa. (adj.: anfractuoso.)
dl' uma artéria, que aparece onde a resistência ange-, angio-, pref. de origem grega que ex-
.. c' encontra diminuída por uma lesão, uma prime uma relação com um vaso sanguíneo ou
'H.,lformação ou um traumatismo. Por vezes linfático ou, mais raramente, com um canal
.hontece que o aneurisma faça comunicar uma biliar. V. angiocolite.
...·h··ria com uma veia (aneurisma arteriovenoso). angeíte, S. f. (fr. angéite; ing. angiitis). Inflama-
\.• di.: aneurismal.) ção de um vaso sanguíneo ou linfático.
• n.urismal, adj. (fr. anévrysmal; ing. aneurys- angeíte alérgica granulomatosa (fr. angéite
""11). Relativo ao aneurisma, ou que tem as ca- allergique granulomateuse; ing. allergic granu-
',Il'terísticas do aneurisma. Ex.: saco aneuris- lomatous angiitis). Vascularite sistémica próxi-
'Hal. ma da periarterite nodosa, distinguindo-se des-

63
ANGIECTASIA

ta pela presença de asma grave com hipereosi- colite aguda febril acompanhada por elevaçã<)
nofilia e antecedentes de alergia. Sino de síndro- muitas vezes considerável da ureia no sangue
me de Churg-Strauss. (2 g/l e mais). Aparece sobretudo em indiví·
angiectasia, S. f. (fr. angiectasie; ing. angiecta- duas idosos que sofrem de litíase da via biliar
sis). Dilatação permanente de um vaso. principal ou de cancro das vias biliares e revela
angina, s. f. (fr. angine; ing. (angor de) sore uma septicemia por bacilos Gram-negativos dr
throat). Inflamação aguda e difusa da mucosa origem biliar.
da orofaringe. Correntemente, designa-se mui- angiodisplasia, S. f. (fr. angiodysplasie; ingo
tas vezes por este nome a amigdalite aguda. angiodysplasia). Anomalia do desenvolvimen·
Ling.: do latim angere: estrangular, apertar a to dos vasos.
garganta. (adj.: anginoso.) angiografia, S. f. (fr. angiographie; ing. angio-
angina a monócitos (ou monocitária) (fr. graphy). Radiografia dos vasos após injecção
angine à monocytes ou monocytaire). Sino de de um líquido opaco aos raios X. V. aortografia,
mononucleose infecciosa. arteriografia, flebografia. (adj.: angiográfico.)
angina de peito (fr. angine de poitrine; ing. an- angiologia, s. f. (fr. angiologie ou angéiologie:
gina pectoris). Sensação de angústia, de opres- ing. angiology). Parte da anatomia que trata dos
são torácica, devida ao fornecimento insufi- vasos sanguíneos e linfáticos.
ciente de oxigénio ao coração. A dor irradia mui- angioma, S. m. (fr. angiome; ing. angioma)o
tas vezes para o membro superior esquerdo, para Tumor circunscrito formado por uma aglome-
os maxilares e para o dorso. É desencadeada pelo ração de vasos sanguíneos (hemangioma) ou lin-
esforço (em particular pela marcha) ou pela emo- fáticos (linfangioma). Com localização variá-
ção; acalma-se rapidamente por meio do repou- vel, é na maior parte das vezes de origem con-
so ou de trinitrina (nitroglicerina). V. enfarte do génita. (adj.: angiomatoso.)
miocárdio. Sino de angor pectoris. angioma (ou hemangioma) plano (fr. an-
angina de peito de repouso (fr. angine de giome ou hémangiome plan; ing. nevus flam-
poitrine de repos). Sino de angor (ou angina) de meus, capillary hemangioma). Mancha cutânea
Prinzmetal. V. Prinzmetal (angor de). vermelha, por vezes azulada, de extensão e for-
anginoso, S. m. (fr. angineux; ing. anginose). ma variáveis, muito frequente nos recém-nas-
1) adj.: relativo à angina. 2) adj. e S. m.: que cidos. Sino de nevo vascular plano, mancha de
sofre de angina ou de angina de peito. vinho.
angiocardiografia, S. f. (fr. angiocardiographie; angiomatose, S. f. (fr. angiomatose; ingo
ing. angiocardiography). Exame pelos raios X angiomatosis). Qualquer afecção (muitas vezes
das cavidades do coração e dos grandes vasos congénita ou hereditária) caracterizada pela
da base após injecção de uma substância opaca presença de angiomas múltiplos (cutâneos,
aos raios X numa veia periférica ou directamen- meníngeas, retinianos, etc.).
te nas cavidades cardíacas. A chapa assim obti- angiomatose cutânea e digestiva (fr.
da é um angiocardiograma. Sino de cardioangio- angiomatose cutanée et digestive). Sino de sín-
grafia. drome de Bean. V. Bean (síndrome).
angiocardiograma, S. (fr. angiocardiogramme; angiomatose encefalotrigémea (fr. angio-
ing. angiocardiogram). Chapa obtida numa matose encéphalo-trigéminée). Sino de doença
angiocardiografia de Sturge- Weber-Krabbe. V. Sturge- Weber-
angiocardiopatia, S. f. (fr. angiocardiopathie; -Krabbe (doença de).
ing. angiocardiopathy). Todas as afecções do angiomatose hemorrágica familiar (fro
coração e dos vasos sanguíneos. angiomatose hémorragique familiale ou hérédi-
angiocolecistite, S. f. (fr. angiocholécystite; ing. taire). Sino de doença de Rendu-Osler. V. Rendu-
angiocholecystitis). Inflamação das vias biliares -Osler (doença de).
e da vesícula. angiomatose neuro-oculocutânea (fr.
angiocolegrafia, S. f. (fr. angiocholégraphie). angiomatose neuro-oculo-cutanée). Sino de doen-
Sino de colangiografia. ça de Sturge- Weber-Krabbe. V. Sturge- Weber-
angiocolite, S. f. (fr. angiocholite; ing. cholan- -Krabbe (doença de).
gitis). Inflamação das vias biliares, na maior angiomatoso, adj. (fr. angiomateux; ing.
parte das vezes associada a estase biliar. Sino de angiomatous). Relativo a um angioma.
colangite. angiomioma, S. m. (fr. angiomyome; ing.
angiocolite uremigénica (fr. angiocholite angiomyoma). Mioma que contém um grande
urémigene; ing. uremigenic cholangitis). Angio- número de vasos sanguíneos.

64
ANIDRIDO li
Inglonecrose, s. f. (fr. angionécrose; ing. pelo homem com estes alimentos insuficiente-
,u'Rionecrosis). Necrose da parede de um vaso mente cozidos, os ovos originam larvas que in-
\,lllguíneo. festam os tecidos profundos e migram para o
englopatia, s. f. (fr. angiopathie; ing. angio- sistema nervoso central. V. angiostronguilose.
I,.,lhy). Qualquer afecção dos vasos sanguíne- angiotensina, S. f. (fr. angiotensine; ing.
tt,. Sino de vasculopatia. angiotensin). Substância protídica libertada a
.ngloplastia, S. f. (fr. angioplastie; ing. partir do angiotensinogénio pela acção de uma
,u,gioplasty). Intervenção cirúrgica destinada a enzima, a renina. Em rigor, distinguem-se duas
f('parar um vaso, a corrigir o respectivo cali- angiotensinas (I e II), dotadas de propriedades
hre.'; praticada sobretudo em artérias. fisiológicas, nomeadamente a vasoconstrição
Ingloplastia transluminar percutânea (fr. das pequenas arteríolas dos rins, tendo como
''''Rioplastie transluminale percutanée; ing. consequência hipertensão. Normalmente as
I,,'rcutaneous transluminal angioplasty). Dilata- angiotensinas são destruídas por enzimas, cha-
,.lO terapêutica de uma artéria estreitada ou madas angiotensinases. Sino de angiotonina,
uhstruída, por meio de um pequeno balão hipertensina.
...,uflável introduzido por um catéter sob con- angiotonina, S. f. (fr. angiotonine). Sino de
en ,10 coronariográfico. Aplicada às artérias dos angiotensina.
tlu'rnbros inferiores (1964), esta técnica genera- angor, S. m. (fr. e ing. angor). Dor angustiante,
11I()u-se às artérias subclávias, renais, digestivas geralmente precordial, com um estado de an-
c' ,:oronárias (1977), depois ao tratamento de gústia que pode ser extrema.
'H,llformações congénitas (coarctação da aorta, angor pectoris (fr. angor pectoris). Sino de an-
c'\Il'nOSe pulmonar). V. by-pass. gina de peito.
ttngloqueratoma, S. m. (fr. angiokératome; ing. angstrõm, S. m. (fr. angstrom; ing. angstrom).
,It,giokeratoma). Pequeno angioma cutâneo com Unidade de medida do comprimento de onda
'o"perfície rugosa, hiperqueratósica. V. Fabry das radiações correspondente a um décimo de
~ .J(J{'nça de). nanómetro (10-10 m). Símbolo: A.
anglospasmo, S. m. (fr. angiospasme; ing. angio- anguilulose, s. f. (fr. anguillulose). Sino de
",.lsm). Contracção espasmódica das artérias, estrongiloidose.
'lUl' provoca uma isquemia local e aumento da ângulo inferior, V. duodeno .
..'usão arterial (quando atinge os grandes vasos). ângulo superior, V. duodeno .
• nglospástico, adj. (fr. angiospastique; ing. angústia, s. f. (fr. angoisse; ing. anguish,
,,,,giospastic). Que é acompanhado por espas- distress). Estado de doença geral, física e psí-
IIIO~ vasculares. Ex.: retinopatia angiospástica. quica, que se manifesta por perturbações neuro-
tlnglossarcoma, S. m. (fr. angiosarcome; ing. vegetativas: rubor ou palidez, suores ou secura
,II,giosarcoma). Tumor maligno resultante da das mucosas, taquicardia ou bradicardia, pal-
I'rc )Iiferação das células reticulares e endoteliais pitações e, nos casos extremos, angor, espasmos
,Ie,\ vasos sanguíneos, localizado a maioria das digestivos, tremor. Comparar com ansiedade.
\ ('l.l'S no fígado, no baço ou nos membros. anião, S. m. (fr. e ing. anion). Ião com carga
.nglostenose, S. f. (fr. angiosténose; ing. an- eléctrica negativa. Durante a electrólise, os
~'''stenosis). Estreitamento do calibre dos vasos. aniões deslocam-se para o ânodo. V. catião.
Inglostronguilose, S. f. (fr. angiostrongylose; (adj.: aniónico.)
.n~. angiostrongyliasis). Larva migrans visce- anictérico, adj. (fr. anictérique; ing. anicteric).
,.,1 frequente na Ásia do Sul e no Pacífico, devi- Que não é acompanhado por icterícia (falando
,1.. ;lS larvas de Angiostrongylus cantonensis, de uma afecção hepática).
tugl'ridas pelo homem quando consome molus- anidrase carbónica (fr. anhydrase carbonique;
'''\, caranguejos e camarões de água doce insu- ing. carbonic anhydrase). Nome habitual de
'al ll'ntemente cozinhados ou saladas contami- uma enzima (carbonato desidratase) que activa
n.• das por moluscos. Apresenta-se sob a forma a desidratação reversível do anidrido carbónico,
,Ir urna meningoencefalite de eosinófilos, de presente em grande número de tecidos animais
f\"lução em geral benigna. V. também toxoca- e nos glóbulos vermelhos, onde desempenha um
'''.\(', anisaquíase. papel importante, favorecendo as trocas gaso-
Anglostrongylus cantonensis. Espécie de ver- sas ao nível dos pulmões.
'"l' Nemátodo (família dos Metastrongylidae), anidrido, s. m. (fr. e ing. anhydride). Composto
p.lrasita do rato, cujos ovos parasitam moluscos, químico proveniente da desidratação total de
, ....anguejos e camarões de água doce. Ingeridos um ácido.

65
I ANIDRIDO CARBÓNICO

anidrido carbónico (fr. anhydride carbonique;


ing. carbon dioxide). Nome dado ao dióxido
anisocoria, s. f. (fr. anisocorie; ing. anisocori'l) ,
Desigualdade do diâmetro das duas pupila" ,
de carbono (C0 2 ); gás incolor, inodoro, solú- Ant. de isocoria.
vel na água. Serve para preparar bebidas ga- anisocromia, s. f. (fr. anisochromie; ing.
sosas. No estado sólido, é um refrigerante uti- anisochromia). Desigualdade de coloração J( I"
lizado para a conservação e o transporte de eritrócitos, que estão mais ou menos carreg;l
géneros alimentares. Desempenha um papel dos de hemoglobina.
importante na fisiologia respiratória e sanguí- anisosfigmia, s. f. (fr. anisosphygmie; ing,
nea (trocas respiratórias e manutenção do equi- anisosphygmia). Pulso com irregularidades dr
líbrio ácido-básico). V. reserva alcalina. Sino ritmo e de amplitude.
de gás carbónico. anisto, adj. (fr. anhiste; ing. anhistic). Que n;l(l
anidro, adj. (fr. anhydre; ing. anhydrous). Diz- tem estrutura tecidual determinada ou que r
-se de uma substância química desprovida de desprovido de células. Ex.: membrana anista.
água. anite, s. f. (fr. anite; ing. anusitis). Inflamaç;l(l
anidrose, s. f. (fr. anhidrose; ing. anhidrosis). localizada em volta do ânus.
Ausência ou insuficiência da secreção sudo- anódico, adj. (fr. anodique; ing. anodal). ReLi
rípara. tivo ao ânodo e aos fenómenos que se produ
anidrótico, adj. e s. (fr. anhidrotique). Sino de zem na sua vizinhança. Ex.: reacção anódica.
anti-sudoríparo. ânodo, s. m. (fr. e ing. anode). Eléctrodo de ell
anilina, s. f. (fr. e ing. aniline). Amina fenólica trada de uma corrente eléctrica num circuit< I,
extraída do alcatrão, que serve para o fabrico de ligado ao pólo positivo desta corrente. Sino el(;(
numerosos corantes (fucsina, negro de anilina, etc.) trodo positivo. V. cátodo.
e para a síntese de medicamentos (tais como a anófele, s. m. (fr. anophide; ing. anophelesl.
fenacetina) . Mosquito que pertence ao género Anopheles (qut'
anilismo, s. m. (fr. anilisme; ing. anilinism). compreende grande número de espécies) CUj;l"
Intoxicação, acidental ou profissional, pela fêmeas transmitem por picada o parasita do pa
anilina, nomeadamente por inalação, nos operá- ludismo (malária) e certos vírus patogénicos.
rios que trabalham no fabrico deste produto que anomalia, s. f. (fr. anomalie; ing. anoma/y.
serve de base a numerosos corantes e medica- abnormality). Variação ou desvio de uma Ll
mentos. racterística, ou de uma estrutura anatómica,
Anisakis marina. Espécie de verme nemá- relativamente à normalidade. Uma anomalia
tode (família dos Ascaridídeos) cujas larvas pode ser congénita, genética ou adquirida.
parasi-tam peixes (harenques, sardinhas) e cer- anomalia congénita (fr. anomalie congénita/c;
tos mamíferos marinhos. Ingeridas pelo homem, ing. birth defect). Qualquer anomalia bioquín1Í
elas penetram nas paredes do tubo digestivo e ca, morfológica ou funcional existente à na~
provocam granulomas eosinófilos. cença. Pode ser aparente (malformação visívell
anisaquíase, s. f. (fr. anisakiase; ing. anisakia- ou oculta (detectável por meio de exames espr
sis). Larva migrante visceral, larva de Anisakis ciais ao nível dos tecidos, das células ou da ..
marina, contraída pela ingestão de peixes crus moléculas). V. malformação congénita.
ou insuficientemente cozinhados, que se mani- anopsia, s. f. (fr. anopsie; ing. anopsia). Qual
festa por perturbações digestivas agudas ou cró- quer forma de perda da visão, passageira 011
nicas e imunoalérgicas. V. também angiostron- duradoura, que não afecte o aparelho recepto I
guilose, toxocarose. (retina, nervo óptico).
anismo, s. m. (fr. anisme). Sino de dissinergia anoréctico (fr. anorexique; ing. anorectic).
rectoanal. 1) adj.: relativo à anorexia. 2) S. m.: afectad()
aniso-, pref. de origem grega que exprime a ideia pela anorexia.
de desigual e indica desigualdade, irregula- anorexia, s. f. (fr. anorexie; ing. anorexia). Di
ridade, falta de simetria. Ant. de iso-o minuição marcada ou perda do apetite. (adi.:
anisocitose, s. f. (fr. anisocytose; ing. anisocy- anoréctico. )
tosis). Desigualdade da forma dos elementos anorexia nervosa (fr. anorexie mentale; ing,
de uma população celular e, mais especifica- anorexia nervosa). Síndrome neurótica, obser
mente, desigualdade da forma dos eritrócitos, vada sobretudo em raparigas jovens, caracteri
que se traduz graficamente pelo alargamento zada essencialmente pela recusa de toda a ali
e aplanamento da curva de Price-Jones. V. Pri- mentação, que provoca emagrecimento muit()
ce-] ones (curva de). rápido (e, em certos casos, verdadeira caquexia).

66
anorexigénio (ou anorexígeno), adj. e s. m.
ANTEDESVIO

pelo íleo. As ansas intestinais estão compreen-


PlI
(fr. anorexigene; ing. anorexigenic). Que dinli- didas entre os dois folhetos do mesentério, que I
nui o apetite. lhes serve, a nível da sua parte côncava, de meio
anorgânico, adj. (fr. anorganique). Sino de fun- de inserção e que lhes fornece os nervos e os
cional (2). vasos; o bordo convexo encontra-se livre no
anormal, s. 2 gén. (fr. anormale; ing. anoma- interior da cavidade abdominal.
lous). Contrário às regras ou normas admiti- ansiedade, s. f. (fr. anxiété; ing. anxiety). Sen-
das; aquilo que se afasta do que é considerado sação de mal-estar psíquico caracterizada pelo
normal. receio de um perigo iminente real ou imaginá-
anorquídia, s. f. (fr. anorchidie; ing. anorchism). rio. Comparar com angústia.
Ausência congénita de um ou de ambos os tes- ansiolítico, s. m. (fr. anxiolytique; ing. anxio-
tículos. lytic). Medicamento tranquilizante (V. esta pa-
anorrectal, adj. (fr. e ing. ano-rectal). Relativo lavra) que combate a ansiedade patológica, o
ao ânus e ao recto. Ex.: fístula anorrectal. estado de tensão nervosa e a agitação. V. psico-
anosmia, s. f. (fr. anosmie; ing. anosmia). Au- fármaco, psicotrópico.
sência ou perda do sentido do olfacto. (adj.: ansioso (fr. anxieux; ing. anxious). 1) adj.: que
anósmico.) é acompanhado por ansiedade. 2) adj. e s. m.:
anosognosia, s. f. (fr. anosognosie; anosogno- que é dado à ansiedade.
sia). Incapacidade de o doente reconhecer e ad- ant-, anti-, pref. de origem grega que exprime
mitir a realidade da sua doença, mesmo que esta a ideia de oposição, de luta ou de protecção.
seja evidente como, por exemplo, a hemiplegia. antagonismo, s. m. (fr. antagonisme; ing.
anovulação, s. f. (fr. e ing. anovulation). Sus- antagonism). Acção contrária de duas forças
pensão ou paragem definitiva da ovulação. que tendem a anular reciprocamente os seus
anovulatório, s. nl. (fr. anovulatoire; ing. ano- efeitos. Ant. de sinergia.
vular). Que não é acompanhado pela ovulação. antagonista, adj. e s. 2 gén. (fr. antagoniste;
Ex.: ciclo menstrual anovulatório. ing. antagonist). Diz-se de um músculo ou de
anoxemia, s. f. (fr. anoxémie, ing. anoxemia). uma substância (nomeadamente de um medi-
Diminuição da quantidade de oxigénio trans- camento) cuja acção se opõe à de um outro.
portada pelo sangue arterial, que se traduz pela V. sinergista. Ant. de agonista.
diminuição do fornecimento de oxigénio aos antálgico, adj. e s. m. (fr. antalgique; ing.
tecidos (anoxemia tecidual) e às vísceras (ano- antalgic). Que acalma a dor. Ex.: posição antál-
xemia visceral). A anoxemia pode ter causas gica, medicamento antálgico.
m~ito diversas: uma comunicação anormal en- ante-, pref. de origem latina que indica uma
tre o sistema arterial e venoso (cardiopatias con- posição ou um deslocamento para a frente, an-
génitas), uma diminuição da hematose (débito terior no tempo. Ant. de retro-, post-.
pulmonar reduzido devido a obstrução das vias ante martem (fr. e ing. ante mortem). Locução
respiratórias ou afecção do pulmão), lentifica- latina que significa antes da morte.
ção circulatória (estase, insuficiência cardíaca), ante partum (fr. e ing. ante partum). Locução
inàlação de certos gases tóxicos, diminuição do latina que significa antes do parto.
oxigénio atmosférico (ex.: nas grandes altitu- antebraço, s. m. (fr. avant-bras; ing. forearm).
des). (adj.: anoxémico.) Parte do membro superior compreendida entre
anoxia, s. f. (fr. anoxie; ing. anoxia). Diminui- o cotovelo e o punho. Os ossos do antebraço
ção do fornecimento de oxigénio a nível dos são os seguintes: o rádio, situado no lado exte-
tecidos e das células. (adj.: anóxico.) rior, e o cúbito, situado no interior. V. antebraquial.
anoxia da altitude (fr. anoxie de l'altitude; ing. antebraquial, adj. (fr. antébrachial; ing. ante-
altitude anoxia). Sino de mal das montanhas. brachial). Relativo ao antebraço.
anoxia tecidual, V. anoxemia antecedentes, s. m.pl. (fr. antécédents; ing.
anoxia visceral, V. anoxemia case history). Todos os factos ou circunstâncias
anquil-, anquilo-, pref. de origem grega que anteriores a uma doença referentes ao estado
exprime a ideia de apertado e indica dificulda- de saúde do indivíduo examinado (anteceden-
de, oclusão, aderência, soldadura, gancho. tes pessoais), da sua família (antecedentes fami-
anquilose, s. f. ,V. ancilose. liares) ou dos seus ascendentes (antecedentes
ansa intestinal (fr. anse intestinale; ing. intes- hereditários) .
tinal loop). Cada uma das 15 ou 16 grandes antedesvio, s. m. (fr. antédéviation; ing. ante-
curvas, em forma de U, descritas pelo jejuno e deviation). Qualquer deslocamento de um ór-

67
I ANTEFLEXÃO
gão para a frente: anteflexão, anteposição,
anteversão. Ant. de retrodesvio.
anteversão, s. f. (fr. antéversion; ing. antever
sion). Inclinação para a frente do eixo vertical
anteflexão, s. f. (fr. antéflexion; ing. antefle- de um órgão, sem flexão. Ant. de retroversã( I,
xion). Flexão para a frente. Ant. de retroflexão. (adj.: antevertido.)
(adj.: anteflectido.) anteversão do útero (fr. antéversion de l'utc
anteflexão do útero (fr. antéflexion de l'utérus; rus; ing. anteversion of uterus). Inclinação do
ing. anteflexion ofuterus). Forte inclinação para fundo do útero para a frente, que é a sua oriell
a frente do útero, que se encontra flectido sobre tação normal. Ant. de retroversão do útero.
o colo, mantendo este a sua posição normal. anti-, V. ant-.
antegrado, adj. ,V. condução anterógrada. antiácido, s. m. (fr. antiacide; ing. antacid). Que
ante-hipofisário, adj. (fr. antéhypophysaire; neutraliza ou reduz a acidez, nomeadamente .1
ing. adenohypophysial). Relativo ao lobo ante- do suco gástrico.
rior da hipófise. V. hormona ante-hipo- antiamarílico, adj. e s. m. (fr. antiamaril; ing.
fisária. Sino de adeno-hipofisário. antiamarillic). Que actua contra a febre amare
ante-hipófise, adj. (fr. antéhypophyse; ing. la. V. vacina antiamarílica.
adenohypophysis). Lobo anterior da hipófise. antianémico, adj. e s. m. (fr. antianémique; ing.
Sino de adeno-hipófise. antianemic). Que combate a anemia.
antélice, s. f. (fr. anthélix; ing. anthelix). Saliên- antibiograma, s. m. (fr. antibiogramme; ing.
cia da face externa do pavilhão da orelha, con- antibiogram). Estudo, in vitro, da acção de unl;l
cêntrica com o hélix, do qual se encontra sepa- série de antibióticos sobre um determinado gel'
rada pela goteira do hélix. me (inoculado em diversos discos de gelose), ;1
antelmíntico (ou anti-helmíntico), adj. (fr. fim de determinar qual o antibiótico mais adap
anthelminthique ou altihelminthique; ing. tado para o tratamento da doença provocatb
anthelmintic). Diz-se de um medicamento que pelo referido germe.
provoca a eliminação de vermes intestinais (hel- antibioterapia, s. f. (fr. antibiothérapie; ing.
mintas), mortos ou vivos. V. vermífugo. antibiotherapy). Emprego terapêutico dos all
antemuro, s. m. (fr. avant-mur; ing. claustrum). tibióticos.
Uma das massas de substância cinzenta que antibiótico, adj. e s. m. (fr. antibiotique; ing.
pertencem ao corpo estriado. Sino de claustro. antibiotic). Nome do conjunto de substância"
anteposição, s. f. (fr. antéposition; ing. antepo- naturais produzidas por microrganismos e do"
sition). Deslocamento global de um órgão para seus análogos de síntese, capazes de impedir ;1
a frente. Ant. de retroposição. multiplicação das bactérias (bacteriostáticos) Oll
anteposição do útero (fr. antéposition de de as destruir (bactericidas).
l'uterus; ing. anteposition of uterus). Desloca- antibiótico de largo espectro (fr. antibiotiqut'
ção de todo o útero para a frente, conservando à large spectre; ing. broad spectrum antibiotic).
a sua curvatura normal., Antibiótico que actua sobre um grande núrne
anteprandial, adj. (fr. antéprandiale; ing. ro de espécies de bactérias tanto Gram-negati
preprandial). Que se produz antes das refeições. vas como Gram-positivas.
Sino de pré-prandial. anticanceroso, adj. (fr. anticancéreux; ing.
anterior, adj. (fr. antérieur; ing. anterior). Que antineoplastic). Qualquer substância utili
está colocado à frente ou em frente. Ant. de zada com a finalidade de destruir as célula"
posterior. cancerosas (cancericida) ou de impedir a SU;l
ântero-, pref. que significa à frente, na parte proliferação (antimitótico, cancerostático, citas
anterior. Ant. de póstero-. tático). (s. m.: anticanceroso). Sino de antineu
anterógrado, s. m. (fr. antérograde; ing. antero- plásico.
grade). Relativo a factos acontecidos a partir anticoagulante, adj. (fr. e ing. anticoagulant).
de um dado momento. V. amnésia anterógrada. Que atrasa ou impede a coagulação do sangue.
V. também condução anterógrada, retrógrado. (s. m.: anticoagulante.)
anteropulsão, s. f. (fr. antépulsion; ing. anticolérico, adj. ,V. vacina anticolérica.
anteropulsion). Perturbação motora caracterís- anticolinérgico, s. m. e adj. (fr. anticholiner
tica da doença de Parkinson, constituída por gique; ing. anticholinegic). Que se opõe à ac
uma aceleração progressiva da marcha em pas- ção da acetilcolina.
sos curtos, como se o doente «estivesse a correr anticoncepcional, adj. (fr. anticonceptionne/;
atrás do seu centro de gravidade». V. latero- ing. contraceptive). Que impede a fecundação
pulsão, retropulsão. do óvulo pelo espermatozóide e, por consequên

68
,I.', a ocorrência de uma gravidez. (S. m.: anti-
ANTIGÉNIO

antidiurético, adj. e S. m. (fr. antidiurétique; ing.


I
tunccpcional). V. contraceptivo. antidiuretic). Que diminui a secreção de uri-
..t'corpo, s. m. (fr. anticorps; ing. antibody). na. A vasopressina é uma hormona antidiurética.
(}ualquer substância presente naturalmente ou antidiuretina, S. f. (fr. antidiurétine). Sino de
prc)t1uzida no organismo (sangue ou tecidos) sob vasopressina.
i' .H:<.;ào de um antigénio e que possui a proprie- antídoto, S. m. (fr. e ing. anditote). Substância
,I.,de de reagir especificamente, in vivo ou in capaz de neutralizar um veneno ou de comba-
c-,'ro, com o antigénio correspondente, actuan- ter os seus efeitos no organismo. Sino de con-
,I.) l'ln geral como aglutinina, lisina ou precipi- traveneno.
"";\, Os anticorpos do plasma estão intimamen- antiemético, adj. e S. m. (fr. anitiémétique; ing.
h'ligados a certas globulinas (imunoglobulinas). antiemetic). Que elimina ou previne os vómi-
1\ produção de anticorpos intervém no desen- tos. Sino de antivomitivo.
\olvimento da imunidade. A combinação do antiespasmódico (ou antiespástico), adj. e
;'''' icorpo com o seu antigénio específico pode S. m. (fr. antispasmodique ou antispastique; ing.
\fl' evidenciada por diversas reacções in vitro e antispasmodic). Medicamento que previne ou
", l'ivo; recorre-se a estas reacções como meio combate os espasmos e as convulsões. Sino de
til' diagnóstico de diversas doenças infecciosas. espasmolítico.
i\hrev.: Ac (ou ac). antiestreptolisina 0, S. f. (fr. antisteptolysine
I"tlcorpo autólogo (fr. anticorps autologue). O; ing. antistreptolysin O). Anticorpo que neu-
\tll. de auto-anticorpo. traliza a estreptolisina (toxina produzida pelos
I"tlcorpos antinucleares (fr. anticorps estreptococos) que aparece no sangue durante
."'1 inucléaires; ing. antinuclear antibodies, as afecções devidas aos estreptococos hemolíti-
'\ i\J 1\). Anticorpos dirigidos contra macromolé- cos, em particular no reumatismo articular agu-
t IlL1S que representam os elementos consti- do. O doseamento da estreptolisina no soro
lul ivos normais do núcleo celular, ou sej a: sanguíneo é um dos testes utilizados para vi-
.11 .ácidos nucleicos: ácidos ribonucleico (ARN) giar a evolução desta afecção. Ling.: O, da ex-
•' dcsoxirribonucleico (ADN); b) proteínas, so- pressão inglesa oxygenlabile. Abrev.: ASLO .
hl'l'ludo histonas; c) nucleoproteínas, desoxirri- antiestreptoquinase, s. f. (fr. antistreptoki-
Itollucleoproteínas (DNP) ou ribonucleopro- nase; ing. antistreptokinase). Anticorpo anties-
'rlnas (RNP); d) antigénios nucleares solúveis treptocócico, presente no soro em seguida a in-
fl1' soluções salinas isotónicas (ENA, do inglês fecções por estreptococos hemolíticos ou depois
, "Iractible Nuclear Antigens). A investigação de injecção de estreptoquinase com finalidade
,1(' la tlticorpos antinucleares é particularmente terapêutica.
Hill no estudo das colagenoses (sobretudo lú- antiflogístico, adj. (fr. antiphlogistique). Sino
/'11 :'; critematoso agudo disseminado). Abrev.: em desuso de anti-inflamatório.
:\AN. (lng.: ANA.) antifúngico, adj. e s. m. (fr. antifongique ou
t1ntlcorpos maternos (fr. antieorps maternels; antifungique; ing. antifungal). Diz-se de uma
"'g. maternal antibodies). Anticorpos presen- substância que destrói os fungos (fungicida) ou
'C" 110 sangue de um lactente e que lhe foram que inibe o seu crescimento ou desenvolvimen-
H.Il1smitidos passivamente in utero. to (fungistático).
• "tlcorpos monoclonais (fr. anticorps antigenicidade, S. f. (fr. antigenieité; ing.
"" ,"oclonaux; ing. monoelonal antibodies). antigenicity). Capacidade de uma estrutura quí-
Anlicorpos provenientes de uma mesma linha mica estranha ao organismo ser reconhecida de
d.. plasmócitos e por consequência dotados de forma específica por um efector do sistema imu-
("Ill'cificidade igual para os mesmos antigénios. nitário.
\.10 utilizados em diversos testes enzimáticos antigénico, adj. (fr. antigenique; ing. antigenie).
,r I.lSA) e nas técnicas de imunofluorescência. Relativo a um antigénio, que possui as proprie-
• nt.depressor (ou antidepressivo), adj. e dades de um antigénio. Ex.: poder antigénico .
't . IH. (fr. andidépresseur ou antidépressif; ing. antigénio, S. m. (fr. antigene; ing. antigen). Subs-
.",tidepressant). Que combate os estados depres- tância (geralmente uma molécula complexa de
\I\'OS. V. psicotrópico. Sino de timoléptico. proteína ou de polissacárido) que, introdu-
.ntldiabético (fr. antiabétique; ing. antidia- zida num organismo, provoca a formação de
",·Iie). Medicamento hipoglicemiante (bigua- um anticorpo específico susceptível de a neu-
nula, sulfamida) administrado no tratamento tralizar. Os antigénios podem provir de fontes
.1.. diabetes. muito diversas: bactérias, vírus, células ou pro-

69
II ANTIGÉNIO ASSOCIADO A TUMORES

teínas estranhas, substâncias tóxicas, etc. V. tam- alérgicas e que é prescrita no tratamento d.,
bém alérgeno. Abrev.: Ag (ou ag). alergias.
antigénio associado a tumores. Ver marca- anti-infeccioso, adj. (fr. anti-infectieux; illr
dores tumorais. anti-infective). Que combate a infecção.
antigénio Austrália (fr. antigene Australie; ing. anti-inflamatório, adj. (fr. anti-inflammatof1','
Australia antigen). V. hepatite B. ing. anti-inflammatory). Que combate a inll.,
antigénio autólogo (fr. antigene aut-Iogue). mação. Sino de antiflogístico (em desuso).
Sino de auto-antigénio. anti-inflamatório não esteróide. Qualqlll'l
antigénio carcinembrionário (fr. antigene fármaco não aparentado com as cortisonas, pl'l
carcino-embryonnaire; ing. carcinoembryonic tencente a um grande grupo, usado para COI1\
antigen, CEA). Variedade dos antigénios fetais. bater a inflamação, também com efeito analgr
Pensou-se que esta glicoproteína era um antigé- sico, em particular nas afecções reumáticas, <-pll
nio específico do tubo digestivo do feto e do actua através da inibição das cicloxigena:\t'·
adenocarcinoma do cólon, mas hoje sabe-se que (COX-l e COX-2), responsáveis pela forn];\
ela ocorre normalmente nas fezes e secreções ção de prostaglandinas, que são importante'
pancreobiliares e aparece no plasma em diver- mediadores da inflamação. São exemplos: ác\
sas situações neoplásicas e não neoplásicas, in- do acetilsalicílico, paracetamol, ibuprofeno, U'
cluindo cancros do cólon, pâncreas, estômago, toprofeno, naproxeno. Podem provocar hemol
pulmão e mama, cirrose alcoólica, doença in- ragia e ulceração no estômago. Abrev.: AINF.
testinal inflamatória, pólipos rectais e tabagis- antiluético, adj. (fr. antiluétique). Sino de anIl
mo. A principal utilização do CEA é a monito- -sifilítico.
rização da resposta ao tratamento do cancro antimetabolito, S. m. (fr. antimétabolite; ing.
colorrecta!. Ver marcadores tumorais. antimetabolite). Substância de constituiç.l{l
antigénio específico da próstata (fr. muito próxima da do metabolito e susceptível
antigene prostatique spécifique; ing. prostate de entravar o processo metabólico normal, subs
specific antigen). Glicoproteína segregada pela tituindo-se a este. Ex.: as sulfamidas são antime
próstata, cujo doseamento no sangue consti- tabolitos do ácido para-aminobenzóico, que l'
tui um meio de rastreio do cancro prostático. um factor de crescimento dos microrganismos.
A elevação plasmática deste antigénio não é es- Determinados antimetabolitos são utilizados
pecífica do cancro (elevada taxa de resultados como anticancerosos.
falsos positivos). Mas o risco de cancro é tanto antimicótico, adj. e S. m. (fr. antimycosiqul':
menor quanto mais baixa é a sua concentração ing. antimycotic). Que destrói os fungos micros
no plasma (inferior a 4 ng/ml pelo método imu- cópicos ou que impede o seu crescimento.
noenzimático). Abrev.: PSA (do inglês prostate antimitótico, adj. e S. m. (fr. antimitotique; ing.
specific antigen). antimitotic). Que impede a mitose (multiplica
antigénio VDRL (fr. antigene VDRL; ing. VDRL ção das células). Os antimitóticos são utilizados
antigen). Antigénio standard utilizado na reac- na quimioterapia do cancro. V. anticanceroso.
ção de Wassermann (diagnóstico da sífilis). Do antineoplásico, adj. e S. m. (fr. antinéopla-
inglês venereal disease research laboratories. sique). Sino de anticanceroso.
antigénios fetais (fr. antigenes fétaux; ing. fe- antioxidante, adj. e S. m. (fr. e ing. antioxydant).
tal antigens). Variedades de glicoproteínas que 1) Qualquer agente acrescentado a um alimen-
normalmente existem só no embrião. No adul- to ou a outros géneros perecíveis com a finali-
to encontram-se sobretudo no soro dos cance- dade de impedir ou retardar a sua deterioração
rosos; por isso, o seu interesse para o diagnós- sob o efeito do oxigénio atmosférico. 2) Qual-
tico (ex.: alfafetoproteína, antigénios carcinoem- quer substância destinada a combater os efei-
brionários) como marcadores tumorais. tos nocivos dos radicais-livres.
antiglobulina (prova da) (fr. épreuve à l'anti- antipalúdico, adj. (fr. antipaludique ou antipa-
globuline). Sino de prova (ou teste) de Coombs. ludéen; ing. antimalarial). Que previne ou com-
V. Coombs (prova ou teste de). bate o paludismo. (s. m.: antipalúdico.)
anti-helmíntico, adj. e s. m. (fr. antihelmin- antiparkinsónico, adj. (fr. antiparkinsonien;
thique). V. antelmíntico. ing. antiparkinsonian ). Que actua sobre os sin-
anti-histamínico, adj. e S. m. (fr. e ing. antihis- tomas da doença de Parkinson. (s. m.: antipar-
taminic). Diz-se de uma substância que atenua kinsónico.)
ou suprime os efeitos da histamina ou que blo- antiperistaltismo, s. m. (fr. antipéristaltisme;
queia a sua produção durante as manifestações ing. antiperistalsis). Peristaltismo no qual as

70
ANTRAC-, ANTRACO- p!
contracções sucessivas se produzem em sentido Ex.: vacina antitetânica, soro antitetânico.
contrário (de baixo para cima) ao da direcção antitiroideu, adj. (fr. antithyroidien; ing. anti-
normal. (adj.: antiperistáltico.) thyroid). Que inibe a secreção das hormonas
antipernicioso, adj. (fr. antipernicieux; ing. tiroideias, que actua no tratamento do hiper-
antipernicious). Que actua contra a anemia per- tiroidismo. (s. m.: antitiroideu.)
nICIosa. antitóxico, adj. (fr. antitoxique; ing. antitoxic).
antipirético, adj. e s. m. (fr. antipyrétique; ing. Que neutraliza ou combate os efeitos de um
antipyretic). Que previne ou combate a febre. veneno ou de uma toxina. Ex.: soro antitóxico.
Sino de febrífugo. antitoxina, S. f. (fr. antitoxine; ing. antitoxin).
antipirimídico, adj. e s. m. (fr. antipyrimidi- Substância capaz de neutralizar a acção de uma
que; ing. pyrimidine antagonist). Medicamento toxina. As antitoxinas são anticorpos estrita-
anticanceroso de síntese que actua opondo- mente específicos que o organismo produz sob
-se à síntese das bases pirimídicas no organis- a acção de uma toxina (diftérica, tetânica, etc.)
mo. O uretano e o fluorouracilo são antipiri- ou de um veneno, a fim de combater os seus
mídicos. efeitos. As antitoxinas constituem a parte acti-
antiplasmina, s. f. (fr. antiplasmine; ing. va dos soros terapêuticos. São destruídas entre
antiplasmin). Inibidor natural da fibrinolisina os 60°C e os 70°C.
(plasmina) do plasma sanguíneo. antitrago, s. m. (fr. e ing. anti-tragus). Pequena
antipoliomielítico, adj. (fr. antipoliomyéliti- eminência triangular da face externa do pavi-
que). V. vacina antipoliomielítica. lhão auricular, situada por baixo da antélice,
antipsicótico, adj. e s. (fr. antipsychotique). Sino em frente e atrás do trago, do qual está separa-
de neuroléptico. da pela incisura da concha.
anti-rábico, adj. (fr. antirabique; ing. antirabic). antitripsina, s. f. (fr. antitrypsine; ing. anti-
Que actua contra a raiva. V. vacina anti-rábica. trypsin). Substância que inibe a protease tripsina
anti-retrovírico, adj. e S. (fr. antirétroviral; ing. que permite o corte das proteínas em pontos
antiretroviral). Medicamento destinado a com- precisos.
bater as infecções pelos retrovírus (na realida- antitrombina, s. f. (fr. antithrombine; ing.
de as infecções a HIV). antithrombin). Nome genérico das substâncias
anti-reumático, adj. (fr. antirhumatismal; ing. presentes no sangue circulante e que neutrali-
antirheumatic). Que exerce uma acção anti-in- zam a trombina, impedindo a conversão do
flamatória em certas afecções reumatismais. (s. fibrinogénio em fibrina e a formação de coágu-
m.: anti-reumatismal.) los. Abrev.: AT.
anti-sepsia, s. f. (fr. antisepsie; ing. antisepsis). antituberculoso, adj. e s. m. (fr. antituber-
Prevenção do desenvolvimento de agentes infec- culeux; ing. antituberculous). Que actua no tra-
ciosos por processos físicos (filtros, radiações) tamento da tuberculose.
ou químicos (substâncias bactericidas) destina- antitússico, adj. e s. m. (fr. antitussif; ing. an-
dos a destruir os microrganismos. V. esteriliza- titussive). Que acalma a tosse. Sino de béquico.
ção (1). antivenenoso, adj. (fr. antivenimeux; ing. anti-
anti-séptico (fr. antiseptique; ing. anti-septic). venimous). Que combate a acção dos venenos.
1) adj.: relativo à anti-sepsia. 2) adj. e s. m.: antiviral (ou antivírico), adj. (fr. antivirale; ing.
que destrói os germes patogénicos, nomeada- antiviral). Que combate ou destrói os vírus.
mente por aplicação externa. antivitamina, s. f. (fr. antivitamine; ing. anti-
anti-sifilítico, adj. e S. m. (fr. antisyphilitique; vitamin). Substância natural ou artificial, com
ing. antisyphilitic). Que actua contra a sífilis. estrutura análoga à de uma vitamina e que se
Sino de antiluético. opõe, por competição, à acção desta última no
anti-soro, s. m. (fr. antisérum; ing. antiserum). organismo. (adj.: antivitamínico.)
Soro contendo anticorpos, obtido pela inocula- antivomitivo, adj. (fr. antivomitif). Sino de
ção de antigénio. Pode ser utilizado para a imu- antiemético. (S. m.: antivomitivo.)
nização passiva. antixénico, adj. (fr. antixénique; ing. antixenic).
anti-sudorífico (ou anti-sudoríparo), adj. (fr. Diz-se da reacção de defesa de um tecido vivo
antisudoral; ing. antiperspirant). Que diminui ou de um organismo contra uma substância
a secreção de suor. (s. m.: anti-sudorífico.) Sino estranha nociva.
de anidrótico. antrac-, antraco-, pref. de origem grega que
antitetânico, adj. (fr. antitétanique; ing. antite- exprime uma relação ou uma certa semelhança
tanic). Que previne ou tende a curar o tétano. com o carvão.

71
ANTRACÓIDE

antracóide, s. 2 gén. (fr. anthracoi"de; ing. antropometria, s. f. (fr. anthropométrie; ing.


anthracoid). 1) Que tem a aparência ou a cor anthropometry). Conjunto das técnicas de medi·
do carvão. 2) Que se assemelha ao antraz. Ex.: ção do corpo humano. (adj.: antropométrico.)
furúnculo antracóide. antropomorfo, adj. (fr. anthropomorphe; ing.
antracose, s. f. (fr. antracose; ing. anthracosis). anthropomorphous). Que tem semelhança conl
Doença pulmonar devida à inalação de poeiras o homem. Ex.: símios antropomorfos. O mes-
de carvão pelos indivíduos expostos profissio- mo que antropomórfico.
nalmente a uma atmosfera muito poluída (pneu- antropossociologia, s. f. (fr. anthroposocio-
moconiose dos mineiros). logie; ing. anthroposociology). Ramo da antro-
antraz, s. m. (fr. anthrax; ing. carbuncle). Aglo- pologia que trata das relações entre os grupos
meração de diversos furúnculos com tendência naturais e os tipos de civilização.
necrosante. antrostomia, s. f. (fr. antrostomie; ing. antros-
antrectomia, s. f. (fr. antrectomie; ing. antrecto- tomy). Abertura cirúrgica de um antro ou de
my). 1) Ablação cirúrgica das paredes do antro um seio para drenagem.
mastoideu. 2) Ressecção do antro pilórico. antrotimpânico, adj. (fr. antro-tympanique;
antro, s. m. (fr. antre; ing. antrum). Cavidade ing. antrotympanic). Relativo ao antro mastoi-
natural óssea ou visceral. (adj.: antral.) deu e à caixa do tímpano.
antro mastóide (fr. antre mastoi"dien ou pé- anucleado, adj. (fr. anucléé; ing. anuclear). Diz-
treux; ing. mastoid antrum). Cavidade volumo- -se de uma célula desprovida de núcleo.
sa cheia de ar localizada na porção mastoideia anular (fr. annulaire; ing.: 1) annular; 2) ring
do osso temporal. finger). 1) adj.: em forma de anel. Ex.: catarata
antro pilórico (fr. antre pylorique ou du pylore; anular. 2) s. m.: o quarto dedo.
ing. pyloric antrum). Porção inferior, quase anulócito, s. m. (fr. annulocyte). Glóbulo ver-
horizontal, do estômago, que comunica com o melho com espessura diminuída, cuja hemoglo-
duodeno pelo piloro. Sino de pequena tuberosi- bina está presente apenas na periferia (em for-
dade gástrica. ma de anel). Os anulócitos são característicos
antroaticotomia, s. f. (fr. antroatticotomie; ing. das anemias hipocrómicas graves.
antroatticotomy, atticoantrotomy). Abertura do anúria, s. f. (fr. anurie; ing. anuresis). Estado
antro mastoideu e do ático. Sino de ático-antro- patológico caracterizado pela ausência completa
tomia. ou quase completa de urina na bexiga. A maio-
antroduodenectomia, s. f. (fr. antroduodé- ria das vezes devida à paragem da função renal
nectomie; ing. antroduodenectomy). Ablação (anúria verdadeira ou secretora), pode também
cirúrgica do antro pilórico e da primeira por- ser causada pela obstrução dos ureteres (falsa
ção do duodeno, seguida da anastomose do es- anúria ou anúria excretora).
tômago com o duodeno. anúrico, adj. (fr. anurique; ing. anuretic). 1) adj.:
antromastoidite, s. f. (fr. antro-mastoidite; ing. relativo à anúria. 2) adj. e s. m.: que sofre de anúria.
antromastoiditis). Inflamação do antro mastoi- ânus, s. m. (fr. e ing. anus). Orifício terminal do
deu e da apófise mastoideia. Confunde-se pra- tubo digestivo, situado ao nível do períneo pos-
ticamente com a mastoidite. terior, na extremidade inferior do sulco interglú-
antropilórico, adj. (fr. antro-pylorique; ing. teo. Este orifício está provido, sob a pele, de
antropyloric). Relativo ao antro pilórico e ao um esfíncter estriado, o esfíncter externo do
piloro. Ex.: ressecção antropilórica. ânus. (adj.: anal.)
antropo-, pref. de origem grega que exprime rela- ânus artificial (fr. anus artificiei; ing. artificial
ção com o homem enquanto espécie biológica. anus). Orifício criado cirurgicamente num seg-
antropofagia, s. f. (fr. anthropophagie; ing. mento intestinal e ligado à pele do abdómen,
anthropophagy). Relativo ao acto de se alimen- para dar saída, temporária ou definitivamente,
tar com carne humana. ao conteúdo dos intestinos. V. colostomia, sig-
antropóide (fr. anthopoide; ing. anthropoid). moidostomia.
1) adj.: que se assemelha ao homem. 2) 5.: qual- ânus contranatura (fr. anus contre-nature ou
quer símio da família dos Pongídeos (chim- anus praeter; ing. preternatural anus). Qualquer
panzé, gorila, orangotango). ânus que não seja o ânus natural, por abertura
antropologia, s. f. (fr. anthropologie; ing. patológica ou criado artificialmente.
anthropology). Estudo do homem em todos os anus praeter, sino de ânus contranatura.
seus aspectos (morfologia, origens, raças, tipos, aorta, s. f. (fr. aorte; ing. aorta). Tronco que é a
cultura, etc.). (adj.: antropológico.) origem de todas as artérias do corpo, que nasce

72
APERTO TRICÚSPIDO •

UO ventrículo esquerdo. Distinguem-se nela apêndice vermicular (vermiforme ou íleo


quatro partes: aorta ascendente, arco da aorta cecal) (fr. appendice vermiculaire, vermiforme
(.lInbos formam a croça da aorta), aorta descen- ou iléo ccecal; ing. vermiform appendix). Pro-
dl'nte e aorta abdominal. (adj.: aórtico.) longamento do cego, de forma tubular que co-
aorta à direita (fr. aorte à droite; ing. dextropo- munica com o cego. Pode situar-se anormal-
\ltioned aorta). Anomalia de posição da croça mente em diversas posições: atrás (posição retro-
d~l aorta que, formada a partir do 4. arco
0
cecal), à frente (posição pré-cecal), por baixo
,aúrtico direito, se encontra do lado direito do (posição subcecal) do cego.
IIH.'diastino (dextroposição da aorta). apêndice xifóide (ou xifoideu) (fr. appendice
lorta dobrada (ou aorta plicada) (fr. aorte xiphoi"de; ing. xiphoid appendix). Extremidade
I,/icaturée). Sino de pseudocoarctação da aorta. inferior do esterno, cartilagínea nos indivíduos
lortografia, S. f. (fr. aortographie; ing. aorto- jovens, óssea e soldada ao corpo do esterno nos
1o:"{I/Jhy). Radiografia da aorta após injecção, no indivíduos idosos. (adj.: xifoideu, xifoidiano.)
"a ngue, a maior parte das vezes na própria aor- apendicectomia, s. f. (fr. appendicectomie; ing.
"&, de um produto opaco aos raios X. appendectomy). Ablação cirúrgica do apêndice
lortomielografia, S. f. (fr. aortomyélographie). vermicular.
"in. de arteriografia medular. apendicite, s. f. (fr. appendicite; ing. appendi-
lortotomia, S. f. (fr. aortotomie; ing. aortoto- citis). Inflamação, aguda ou crónica, do apên-
"'y). Incisão da parede aórtica. dice vermicular.
Iparafusamento, S. m. (fr. vissage; ing. screw- apendicular, adj. (fr. appendiculaire; ing. ap-
Itlg). IntroJução de parafusos nos fragmentos pendicular). Relativo a um apêndice, a maioria
dr um osso fracturado, a fim de os manter em das vezes ao apêndice vermicular.
\ ontacto. aperistaltismo, S. m. (fr. apéristaltisme; ing.
• parelhagem, s. f. (fr. appareillage; ing. devices, aperistalsis). Ausência de movimentos peristál-
.1It1s, appliances). Conjunto de aparelhos, de ticos.
di"positivos ou de instrumentos destinados a Apert-Gallais (síndrome de) (fr. syndrome de
,una utilização determinada. Apert-Gallais). Sino de síndrome génito-supra-
Iparelhar, V. t. (fr. apareiller). Remediar uma -renal.
t unção deficiente pela colocação de um ou mais aperto, s. m. (fr. rétrécissement; ing. stenosis).
,a pa relhos. 1) Diminuição patológica do calibre de um ca-
Iparelho, S. m. (fr. appareil; ing. apparatus). nal ou orifício. Ex.: aperto mitral. Sino de este-
1'111 anatomia, designa o conjunto de sistemas nose. 2) Estreitamento normal de um canal, li-
IIU de órgãos que concorrem para o mesmo fim. mitado a uma das suas partes. Ex.: aperto dia-
Ix,: aparelho digestivo. fragmático do esófago à sua passagem pelo dia-
.parelho mastigador (fr. appareil manduca- fragma. Sino de estenose.
I('ur; ing. masticatory apparatus). Unidade fun- aperto aórtico (fr. rétrécissement aortique; ing.
\ lonal composta pelos dentes, pelas estrutu- aortic stenosis). Diminuição do calibre do ori-
La" que os envolvem e suportam, agrupadas sob fício aórtico que pode ser congénita ou conse-
.1 designação de parodonte, pelo maxilar e pela cutiva a uma endocardite. Os sinais clínicos clás-
ftl;lndíbula, pelos músculos labiais e linguais e sicos são um sopro intenso, áspero no foco
p('los sistemas vasculonervosos destes diferen- aórtico, muitas vezes associado a um frémito
t f'" tecidos. V. sistema mastigador. sistólico, um pulso pequeno e lento, síncopes
Ipareunia, s. f. (fr. apareunie; ing. apareunia). de esforço. Sin.: estenose aórtica.
IUl"apacidade ou impossibilidade de realizar o aperto mitral (fr. rétrécissement mitral; ing.
\ ()Ito. V. dispareunia. mitral stenosis). Diminuição do calibre do ori-
.patia, s. f. (fr. apathie; ing. apathy). Estado de fício mitral, muitas vezes consequência de uma
Ill"l'nsibilidade ou de indiferença aos aconteci- endocardite reumática não detectada. Clinica-
tlH'ntos; ausência de desejos e de interesses. mente, palpa-se um frémito catário e à auscul-
.pático, S. m. (fr. apathique; ing. apathetic). Que tação ouve-se um rodado diastólico, primeiro
" laracterizado ou está afectado pela apatia. som forte e desdobramento do segundo som
.pêndice, S. m. (fr. appendice; ing. appendix). Sin.: estenose mitral.
P.lrtc acessória ou dependente de uma estrutu- aperto tricúspido (fr. rétrécissement tricuspi-
f.l principal, o apêndice vermicular. dien; ing. tricuspid stenosis). Diminuição do
apêndice auricular (fr. auricule; ing. auricle). calibre do orifício tricúspido, relativamente rara,
I )ivcrtículo que prolonga a aurícula direita ou congénita ou adquirida, geralmente associada
I',querda. a aperto mitral. Os sinais estetacústicos são se-

73
I APET~NCIA

melhantes aos do aperto mitral. Sin.: estenose


tricúspida.
dária a diversas intoxicações, irradiações Olll.rt
tas infecções. Sino de mielose aplásica, miei" \ i

apetência, s. f. (fr. appétence; ing. appetency). aplástica.


Em psicologia, atracção para um objecto, de- apneia, s. f. (fr. apnée; ing. apnea). Paragl'tt'.
sencadeada por uma pulsão. Ant. de aversão. temporária da respiração. V. dispneia, orl'l
apetite, s. m. (fr. appétit; ing. appetite). Desejo pneia, polipneia. (adj.: apneico.)
de comer, selectivo e agradável, sem carácter apo-, pref. de origem grega que exprime a idru
imperioso como a fome. de separação, afastamento, derivação.
ápex (ou ápice), s. m. (fr. e ing. apex). Extre- apócrina, adj. (fr. apocrine). V. glândula a/II'
midade ou ponta de um órgão. crina.
apexiano (ou apéxico), adj. (fr. apexien; ing. apodia, s. f. (fr. apodie; ing. apodia). Ausêlh U
apical). Relativo à extremidade de um órgão e mais congénita dos pés. V. ectropodia.
particularmente à ponta do coração. V. apical. apófise, s. f. (fr. apophyse; ing. process, a/I"
APGAR (índice de) (fr. indice d'APGAR; ing. physis). Parte saliente de um osso, que serve P;\I.l
APGAR'S score). Método de avaliação global estabelecer articulações ou para inserções 11\\1\
do estado de uma criança à nascença, fundado culares e ligamentosas. (adj.: apofisário.)
na pesquisa dos sinais clínicos mais caracterís- apófise articular (fr. apophyse articulaire; iII):
ticos e fáceis de detectar, para realizar um ba- articular process). Saliência ou eminência (1\

lanço geral. Estes sinais são reunidos num qua- sea por meio da qual um osso se articula CO"I
dro e cotados de acordo com o respectivo grau um osso vizinho. Ex.: apófises articulares Sllpr
de gravidade pelos números O, 1 ou 2 (O = riores e inferiores de uma vértebra.
= gravidade máxima); incluem: A = aspecto apófise basilar (fr. apophyse basilaire). V. O,S.\f
(coloração); P = pulso (frequência cardíaca); occipital (2).
G =contracção do rosto (resposta reflexa à esti- apófise clinoideia (fr. apophyse clinoide; ill~·.
mulação da planta do pé); A = actividade clinoid process). Cada uma das seis saliênci.l"
(mobilidade); R = respiração. Considera-se que ósseas (anteriores, médias e posteriores) Sitll.l
um total de 10 pontos representa o melhor das em volta da sela turca do esfenóide, onde
resultado possível. Ling.: APGAR acrónimo se aloja a hipófise. (adj.: clinoideu, clinoidiano ,
mnemónico dos 5 sinais clínicos estudados: as- apófise coracoideia (fr. apophyse coracoi'clt',
pecto, pulso, contracção do rosto (fr. grimace), ing. coracoid process). Apófise volumosa ill\
actividade, respiração (Apgar, Virginia, pedia- plantada na face superior do colo da omoplat.l
tra americana, 1909-1974). Proporciona inserção a ligamentos e músculo"
apical, adj. (fr. e ing. apical). Que pertence ou (adj.: coracoideu, coracoidiano.)
que é relativo à extremidade de um órgão. Ex.: apófise coronoideia do cúbito (fr. apophy.\1
segmento apical de um lobo pulmonar. V. ape- coronoi"de du cubitus; ing. ulnar COronO/ei
xiano. Ant. de basal (1). process). Apófise piramidal quadrangular, hon
apirético, adj. (fr. apyrétique). Sino de afebril. zontal e anterior que, com o olecrânio, const I
apirexia, s. f. (fr. apyrexie; ing. apyrexia). Au- tui a extremidade superior do cúbito. (adi.
sência de febre. coronoideu, coronoidiano.)
aplasia, s. f. (fr. aplasie; ing. aplasia). Paragem apófise espinhosa (fr. apophyse épineuse; in~; ,
ou insuficiência do desenvolvimento de um tecido spinous process of vertebra). Saliência medi;\
ou de um órgão. (adj.: aplásico ou aplástico.) na e posterior do arco neural da vértebra, il1l
aplasia do pulmão (fr. aplasie du poumon; ing. plantada por meio de uma base larga no ângll
pulmonary aplasia). Malformação pulmonar lo de união das lâminas vertebrais e dirigid.,
devida a uma anomalia do desenvolvimento para trás, terminando por um vértice livre.
embrionário, caracterizada pela existência de apófise estiloideia (fr. apophyse stiloide; in~; ,
um brônquio rudimentar e pela ausência de styloid process). Prolongamento em forma d('
tecidso alveolar. estilete de um osso. Ex.: apófise estiloideia do
aplasia medular (fr. aplasie médullaire; ing. cúbito, do rádio, do perónio, do temporal.
medullary aplasia). Redução considerável ou apófise mastóide (fr. apophyse mastoi"dl'l,
desaparecimento completo na medula óssea das V. mastóide.
três linhas sanguíneas (eritroblástica, granuloci- apófise odontoideia (ou odontóide) (fr. ap(J
tária e megacariocitária), ou de uma delas. physe odontoide; ing. odontoid process). Saliêll
A aplasia medular pode ser primitiva, idiopáti- cia óssea vertical volumosa, com a forma de 1I1l1
ca (V. anemia de Fanconi) ou adquirida, secun- dentes, implantada no corpo do áxis; articub

74
APRESENTAÇÃO B
se como um eixo no arco do atlas. Sino de dente perda súbita da consciência, com persistência
do áxis. da circulação e da respiração. Sino de ictus apo-
apófise pterigoideia (fr. apophyse ptérygoiâe; pléctico (ou cerebral), ataque cerebral. V. aci-
ing. pterygoid process). Apófise óssea implan- dente vascular cerebral (AVe). 2) Por analogia,
tada na face inferior do esfenóide. (adj.: pteri- qualquer hemorragia no interior de um órgão:
goideu, pterigoidiano.) apoplexia esplénica, apoplexia pulmonar,
apófise semilunar das vértebras cervicais apoplexia uterina, etc.
(fr. apophyse semilunaire des vertebres cervi- apoplexia uteroplacentária. Sino de descola-
cales; ing. uncinate process of cervical verte- mento prematuro da placenta.
brae). Crista em cada um dos bordos laterais da apoptose, S. f. (fr. apoptose; ing. apoptosis).
face superior do corpo das vértebras cervicais, Morte biológica programada das células cuja
articulada com a superfície em chanfradura do duração de vida normal varia de acordo com o
plano inferior da vértebra suprajacente. Sino de respectivo tipo celular. Este mecanismo inter-
apófise unciforme das vértebras cervicais. vém na formação do embrião por eliminação
apófise transversa (fr. apophyse transverse; de certos tecidos (ex.: para a configuração do
ing. transverse process). Cada uma das duas cérebro ou dos dedos). A desregulação dos pro-
apófises de uma vértebra, implantada lateral- gramas de suicídio celular poderia ter um papel
mente (à direita e à esquerda) sobre o arco pos- essencial em numerosas doenças, como cancros,
terior da vértebra. (adj.: transversal.) doenças neurodegenerativas (d. de Alzheimer,
apófise unciforme (fr. apophyse unciforme). d. de Creutzfeldt-Jakob), SIDA. Um atraso da
V. apófise semilunar, osso unciforme. apoptose poderia explicar em parte a acumula-
apófise zigomática (fr. apophyse zigomatique; ção de linfócitos B na leucemia linfóide crónica
ing. zygomatic process). Apófise longa que se (adj.: apoptótico).
destaca do temporal, acima e à frente do canal aposição, S. f. (fr.: 1) accolement, 2) apposition;
auditivo externo. Corresponde à saliência (maçã ing.: 1) joining, 2) apposition). Acção de jun-
do rosto) que marca o limite superior da face. tar, reunir. Em cirurgia, união de dois elemen-
Sino de zigoma. V. arcada zigomática. tos, por exemplo de dois órgãos ou de dois te-
apofisite, S. f. (fr. apophysite; ing. apophysitis). cidos. V. afrontamento.
Inflamação da apófise de um osso. apractognosia, S. f. (fr. apractognosie; ing.
apogeu, S. m. (fr. apogée; ing. apogee, climax). apractagnosia). Incapacidade de se servir de um
Momento em que os sinais de uma doença atin- objecto habitual (garfo, lápis) cuja natureza não
gem a sua intensidade máxima. é reconhecida.
aponevrectomia, S. f. (fr. aponévrectomie; ing. apragmatismo, S. m. (fr. apragmatisme; ing.
aponeurotomy). Excisão parcial ou total de apragmatism). Incapacidade de realizar um pro-
uma aponevrose. jecto, mesmo que se trate de um acto elemen-
aponevrose (ou aponeurose), S. f. (fr. aponé- tar.
vrose; ing. aponeurosis). Qualquer membrana apraxia, S. f. (fr. apraxie; ing. apraxia). Incapa-
constituída por fibras conjuntivas densas que cidade de executar movimentos voluntários
envolve um músculo (aponevrose de revestimen- coordenados, apesar de se conservarem as fun-
to, aponevrose de contenção), que serve de meio ções musculares e sensoriais. Ex.: apraxia digi-
de inserção a um músculo largo (aponevrose de tal, apraxia motora.
inserção) ou que forma uma separação entre apraxia ideativa (fr. apraxie idéatoire; ing.
certos planos musculares (fáscia). (adj.: apone- ideational apraxia). Perturbação da execução
vrótico.) sucessiva dos movimentos que constituem um
aponevrosite, S. f. (fr. aponévrosite; ing. apo- gesto complexo.
neurositis). Inflamação de uma aponevrose. apraxia ideomotora (fr. apraxie idéomotrice;
apopléctico (fr. apoplectique; ing. apoplectic). ing. ideokinetic apraxia). Dificuldade em exe-
1) adj.: relativo ou devido à apoplexia. 2) adj. e cutar gestos simbólicos.
S. m.: sujeito à apoplexia. apráxico (fr. apraxique; ing. apractic). 1) adj.:
apoplexia, S. f. (fr. apoplexie; ing. apoplexy). relativo à apraxia. 2) adj. e S. m.: afectado por
1) Cessação brusca e mais ou menos completa apraxia.
de todas as funções do cérebro, causada a maio- apreensão, S. f. (fr. appréhension; ing. appre-
ria das vezes por uma hemorragia cerebral, por hension). Medo ligeiro e mal definido.
vezes por uma embolia ou trombose de uma apresentação, s. f. (fr. présentation; ing.
artéria cerebral. A apoplexia caracteriza-se pela presentation). Parte do feto que se apresenta ao

75
APRESENTAÇÃO DE NÁDEGAS COMPLETA

nível do estreito superior da bacia para aí se aquinesia (ou acinesia), s. f. (fr. akinésie; i Il~:
alojar e evoluir de acordo com um mecanismo akinesia). Impossibilidade ou dificuldade rn ,
próprio. Chamam-se posições às modalidades executar certos movimentos; lentidão anar"", ;:
de uma apresentação, definidas pelas relações dos movimentos voluntários. Ling.: A forllu
variadas das regiões fetais (ex.: o occipital) com acinesia é menos utilizada. V. bradicinesia. (~h"
a bacia. As apresentações de vértice (da cabeça aquinético ou acinético.)
do feto flectida) são as mais frequentes, nomea- aquoso, adj. (fr. aqueux; ing. aqueous). {JIIl
damente a posição occipito-ilíaca esquerda ante- contém água, que se assemelha à água ou que í
rior (OIEA) e a posição occipito-ilíaca direita provocado pela água. Ex.: solução aquo".l
posterior (OIDP). As apresentações de face, de V. humor aquoso.
ombro e nádegas são raras e geralmente tor- ar alveolar corrente (fr. air alvéolaire courr,l"/.
nam o parto difícil. ing. alveolar air). Ar normalmente contido !ln\
apresentação de nádegas completa (fr. sie- alvéolos pulmonares, que contém 5,60/0 de <.fill
ge complet; ing. complete breech presentation). xido de carbono e 14 % de oxigénio. O seu VI'
Em obstetrícia, apresentação de nádegas na qual lume é designado pelo símbolo V A •
as pernas se encontram flectidas sobre as coxas ar complementar (fr. air complémentaire; ill~:
e as coxas sobre o abdómen, de forma que os inspiratory reserve air). Quantidade de ;11
membros inferiores fazem parte da apresenta- introduzida nos pulmões para além do ar (()f
ção ao mesmo tempo que as próprias nádegas. rente, durante uma inspiração forçada (cerca d..
apresentação de nádegas incompleta (fr. 1500 a 1600 mI). Sino de volume de reserva iII.'
siege décomplété, mode de (esses; ing. (rank piratória. Abrev.: VRI. V. capacidade inspiratcj,.,.I
breech presentation). Em obstetrícia, apresen- ar corrente (fr. air courant; ing. tidal volunl('j
tação de nádegas na qual os membros inferio- Quantidade de ar inspirada e expirada durante
res estão estendidos diante do tronco, com os um movimento respiratório normal (cerca d!
pés à altura da cabeça do feto, de forma que as 500 mI no homem). Sino de volume corre11ti' ,
nádegas constituem toda a apresentação. volume respiratório. V. capacidade inspiratórill
aprosexia, s. f. (fr. aprosexie; ing. aprosexia). ar de reserva (ou ar suplementar) (fr. air dI'
Perturbação mental que consiste na incapaci- réserve ou air supplémentaire; ing. expirat< Jn
dade de fixar a atenção num objecto ou de se reserve air). Quantidade de ar 'eliminada par.l
concentrar num trabalho. além do ar corrente durante uma expiração f( >1'
aprumo, s. m. (fr. aplomb; ing. balance). Posi- çada (cerca de 1500 a 1600 ml). Sino de volu1}/t'
ção adequada dos membros inferiores para as- de reserva respiratória. Abrev.: VRE.
segurar o equilíbrio do tronco. ar residual (fr. air résiduel; ing. residual air),
aptialia (ou aptialismo), s. m. (fr. aptyalisme; Ar que permanece nos pulmões e nas vias n'"
ing. aptyalism). Diminuição ou ausência total piratórias após uma expiração enérgica (cercI
da secreção salivar. V. xerostomia. de 1500 a 1800 mI). Sino de volume residual.
APUD, V. célula APUD, sistema APUD. aracniano, adj. (fr. arachnéen; ing. spider)'l ,
aqueduto, s. m. (fr. aqueduc; ing. aqueduct). Que é fino e delgado como uma teia de aranh~l,
Em anatomia, nome dado a certos canais finos, aracno-, pref. de origem grega que exprime n'
que comunicam com um osso (ex.: aqueduto lação com uma aranha ou teia de aranha, COlll
da cóclea, do vestíbulo do ouvido interno) ou o sentido de finura, delgadez.
que ligam cavidades orgânicas. V. Sílvio (aque- aracnodactilia, s. f. (fr. arachnodactylie; ing.
duto de). arachnodactyly). Malformação congénita e he
Aquiles (tendão de) (fr. tendon d'Achille; ing. reditária que consiste no comprimento exces
Achilles tendon). Volumoso tendão terminal do sivo dos dedos das mãos e dos pés, com falange"
músculo tricípite da perna, que se insere na face delgadas e atrofia muscular. As mãos e os pl'~
posterior do calcâneo. Ling.: Aquiles, herói gre- têm o aspecto de patas de aranha.
go, que foi mortalmente atingido no calcanhar aracnoideia (ou aracnóide), s. f. (fr. araciJ
por uma flecha envenenada. (adj.: aquiliniano.) noiae; ing. arachnoidea). Membrana conjuntiv;l
aquilia gástrica (fr. achylie gastrique; ing. fina situada entre a dura-máter e a pia-máter.
achylia gastrica). Ausência no suco gástrico de Encontra-se ligada em toda a sua extensão à face
ácido clorídrico e de enzimas gástricas, devido interna da dura-máter. O espaço entre a arar-
a causas diversas, nomeadamente: cancro do noideia e a pia-máter (espaço subaracnoideu )
estôlnago, anemia perniciosa, gastrite crónica está cheio de líquido cefalorraquidiano. (adj.:
atrófica. Sino de acloridria (2). aracnoideu, aracnoidiano.)

76
AREOLAR PlI
aracnoidite, s. f. (fr. aracnoidite; ing. arachnoi- de concavidade inferior que a superfície infe-
ditis). 1) Inflamação da aracnóide. 2) Por exten- rior do pé apresenta: uma curvatura longitudi-
são, qualquer alteração da aracnóide, inflamató- nal (que vai do calcâneo à cabeça dos metatár-
ria ou cicatricial, primitiva ou secundária, iso- sicos); uma curvatura transversal, máxima ao
lada ou associada a lesões das formações ner- nível da base dos metatársicos.
vosas vizinhas. arcada supraciliar (fr. arcade supra-ciliere; ing.
arborescente, adj. (fr. arborescent; ing. arbo- superciliary arch). Ligeira saliência da face an-
rescent). Que apresenta ramificações semelhan- terior do frontal, orientada obliquamente para
tes às de uma árvore. Ex.: lipoma arborescente, cima e para fora, por cima da arcada orbitária
catarata arborescente. onde crescem as sobrancelhas.
arborização, s. f. (fr. arborisation; ing. arboriza- arcada zigomática. Saliência óssea da face,
tion). Em arteriografia e flebografia, imagem formada pela apófise zigomática do temporal e
em ramificações que se obtém após injecção de o bordo póstero-inferior do osso malar.
um produto de contraste na artéria ou veia exa- arciforme, adj. (fr. arciforme; ing. arcuate). Em
minada. forma de arco; arqueado. Ex.: fibras arciformes
arbovirose, s. f. (fr. arbovirose; ing. arbo-viral (nervosas ou musculares).
infection). Infecção provocada pelo arbovírus. arco, s. m. (fr. arc; ing. arch). 1) Segmento de
Existe um grande número de arboviroses: curva, especialmente de uma circunferência.
encefalites transmitidas por carraças; febre por 2) Estrutura anatómica ou patológica que apre-
pappataci; febre por carraças do Colorado; fe- senta o aspecto de uma linha curva.
bre do vale do Rift; febres hemorrágicas (da arco aórtico, V. aorta.
Crimeia, Argentina, Coreia, Manchúria e arco costal (fr. arc costal; ing. costal arch). Curva-
Sibéria Oriental). tura formada por uma costela e pela sua cartilagem.
arbovírus, s. m. (fr. e ing. arbovirus). Membro arco neural (ou vertebral) (fr. arc neural ou
dum grupo de vírus com ARN classificados em vertébral; ing. vertebral arch). Arco posterior
função da sua estrutura em famílias: Bunyavi- da vértebra, formado pelos pedículos e pelas
rídeos, Flavivirídeos, Reovirídeos, Rhabdovirí- lâminas vertebrais. Delimita, com a face poste-
deos, Togavirídeos e Arenavirídeos. Estes vírus rior do corpo da vértebra, o buraco vertebral.
são transmitidos pela picada de artrópodes e arco senil (fr. arc sénile; ing. arcus senilis,
incluem um grande número de tipos patogéni- gerotoxon). Anel branco acinzentado que apa-
cos para o homem (encefalites e febres por rece em torno da córnea em certos idosos. Sino
carraças). Ling.: Arbovirus, abrev. do termo de gerontoxon.
.inglês arthropod-borne virus. arco vertebral (fr. arc vertébral). Sino de arco
ARe. Conjunto de manifestações clínicas mo- neural.
deradas, intermédias, da infecção pelo HIV, que área, S. f. (fr. aire; ing. area). Em anatomia, su-
não são tão graves como as que caracteri- perfície delimitada. Sino de campo (2).
zam a SIDA. Sino de para-SIDA. Abrev. do in- areia, S. f. (fr. gravelle; ing. graveI). Nome desu-
glês AIDS-related complexo Ling.: este termo sado da litíase renal, quando se trata de cál-
parece cair gradualmente em desuso. culos muito pequenos (semelhantes a grãos de
arcada, s. f. (fr. e ing. arcade). Estrutura anató- areia).
mica com forma arqueada. Termo geral utiliza- arenavírus, S. m. (fr. arénavirus; ing. arena-
do para designar elementos de natureza muito virus). Grupo de vírus com ARN que inclui
diferente, óssea, fibrosa ou vascular. agentes patogénicos para os animais, alguns
arcada crural (fr. arcade crurale; ing. inguinal dos quais podem também infectar o homem
ligament). Cordão fibroso estendido da espinha (vírus da meningite coriolinfocitária, vírus da
ilíaca ântero-superior à espinha do púbis, cons- febre de Lassa). Ling.: «Arena » em grego:
tituído por fibras que lhe são próprias (ligamen- areia, porque estes vírus apresentam pequenos
to inguinal externo de Henle) e por fibras da grânulos.
aponevrose do músculo grande oblíquo do ab- aréola (do seio) (fr. aréole du sein; ing. areola).
dómen. Sino de ligamento de Poupart. Superfície anular pigmentada que envolve o
arcada dentária (fr. arcade dentaire; ing. den- mamilo.
tal arch). Arco formado pelo conjunto dos den- areolar, adj. (fr. aréolaire; ing. areolar). 1) Que
tes de cada maxilar, superior ou inferior. apresenta aréolas (pequenos interstícios). Ex.:
arcada plantar (fr. voute plantaire; ing. longi- abcesso areolar, tecido areolar. 2) Relativo à
tudinal arch of foot). Conjunto de curvaturas aréola do seio.

77
ARGINASE

arginase, s. f. (fr. e ing. arginase). Enzima que Arnold-Chiari (malformação ou doença de)
cinde a arginina em ornitina e ureia, presente (fr. malformation ou maladie de Arnold-Chian;
nomeadamente no fígado do homem e de outros ing. Arnold-Chiari deformity). Malformaç~l(l
mamíferos. Desempenha um importante papel congénita hereditária de transmissão autossú
no metabolismo da ureia. mica recessiva, complexa, rara, observada Jl( I
arginina, s. f. (fr. e ing. arginine). Aminoácido recém-nascido, que consiste na descida do bulh( I
glucoformador, constituinte das proteínas na- raquidiano para o canal vertebral e penetraçã<)
turais. A sua hidrólise em ornitina e ureia é re- das amígdalas cerebelosas no canal cervical, C0l11
alizada por uma enzima, a arginase. hidrocefalia e lesões cerebrais graves. (Arnold.
argininemia, s. f. (fr. argininémie; ing. arginine- Julius, anatomopatologista alemão, 1835-1915~
mia). Anomalia do ciclo da ureogénese. Doen- Chiari, Hans, patologista austríaco, 1851
ça metabólica hereditária autossómica recessiva -1916.)
devida a carência de arginase, que tem por con- aromático, S. m. (fr. aromatique; ing. aromatic).
sequência aumento da eliminação de arginina 1) Que possui um odor, em geral agradável e
no sangue e na urina. Clinicamente, esta doença penetrante. 2) Em química, diz-se das substâJl
enzimática traduz-se por perturbações neuro- cias que possuem núcleos do tipo benzeno ou
lógicas (atraso psicomotor), hepatomegalia e antraceno.
descoloração do couro cabeludo.. arque-, arqueo-, pref. de origem grega que
argininúria, s. f. (fr. argininurie; ing. argini- exprime a ideia de antigo ou original.
nuria). Presença ou taxa de arginina na urina. arquétipo, s. m. (fr. archétype; ing. archetype).
argíria (ou argirose, argiríase, argirismo), 1) Tipo primitivo, original, que serve de mode
s. f. (fr. argyrie ou argyrose; ing. argyria). Colo- lo. 2) Segundo Jung, imagem antiga que per
ração anormal, de cor ardósia ou acastanhada, tence ao património comum da humanidade e
dos tegumentos, secundária ao contacto pro- que se encontra em todas as épocas e em todos
fissional com sais de prata ou à sua administra- os locais nos contos e lendas, nos sonhos, nos
ção terapêutica prolongada. delírios.
argírico, adj. (fr. argyrique; ing. argyric). Rela- arranca-veias, S. m. (fr. tire-veine; ing. strij)'
tivo à prata. per). Instrumento utilizado para a ablação dl'
argirismo, s. m. (fr. argyrisme; ing. argyrism). um segmento de veia. V. stripping.
Intoxicação acidental ou profissional, aguda ou arreflexia, S. f. (fr. aréflexie; ing. areflexia).
crónica, por derivados da prata, cuja manifes- Ausência de reflexos. (adj.: arrefléxico.)
tação cutânea é a argíria. arregenerativo, s. m. (fr. arégénératif; ing.
Argyll Robertson (sinal de) (fr. signe d'Argyll aregenerative). Que não manifesta sinais de re·
Robertson; ing. Argyll Robertson pupil sign). generação. Ex.: anemia arregenerativa.
Ausência de contracção da pupila à luz, sem arriboflavinose, s. f. (fr. ariboflavinose; ing.
modificação do reflexo pupilar de acomoda- ariboflavinosis). Conjunto de afecções oculares,
ção à distância. É um sinal característico da cutâneas e mucosas consecutivas a uma carên
sífilis nervosa (tabes, paralisia geral). (Argyll cia de riboflavina: inflamação da córnea, da
Robertson, Douglas, médico escocês, 1837- conjuntiva, da mucosa bucal e faríngea, eczc
-1909.) ma.
aritenóide, adj. e S. f. (fr. arytenoide). V. cartila- arritmia, s. f. (fr. arythmie; ing. arrhytmia). Ir-
gem aritenóide. regularidade de um ritmo, especialmente a irre-
ARN, abrev. de ácido ribonucleico (RNA). gularidade do ritmo cardíaco, revelada pela
Arneth (fórmula de) (fr. fonnule d'Arneth; ing. palpação do pulso ou auscultação do coração.
Arneth count, Arneth formula). Repartição dos (adj.: arrítmico.)
diversos tipos de granulócitos de acordo com o arritmogénico, adj. (fr. arythmogene; ing.
número de lóbulos do seu núcleo. Fala-se de arrhytmogenic). Que provoca arritmia.
desvio para a direita quando o núlnero de célu- arsenicado, adj. (fr. arsénié; ing. arsenious).
las con1 núcleo plurilobulado aumenta, de des- Que contém ou que está cOlnbinado com ()
vio para a esquerda no caso contrário. A natu- arsénio.
reza mais ou menos plurilobulada seria Uln indi- arsenical (fr. e ing. arsenical). 1) adj.: relativo
cador da Inaior ou lnenor maturidade dos gra- ao arsénio; 2) S. m.: qualquer medicamento que
nulócitos. Esta fórmula traduz-se graficamente contém arsénio. (s. m.: arsenica1.)
pela curva de Anleth. (Arneth, Joseph, médico arsenicismo, S. m. (fr. arsenicism; ing. arse-
alemão, 1873-1955.) nicalism). Intoxicação crónica pelo arsénio.

78
....énico. 1) adj.: relativo ao arsenIO; arse-
ARTICULAÇÃO

artérias após injecção de uma substância opaca


'I
IIlaco. 2) S. m.: nome vulgar de várias substân- aos raios X.
,1;lS venenosas, em que entra o arsénio, como o arteriografia brônquica (fr. artériographie
.• uidrido arsenioso, que é dos venenos mais bronchique; ing. bronchial arteriography). Ra-
pc)tentes. diografia após opacificação das artérias bron-
....énio, s. m. (fr. arsénic; ing. arsenic). Elemento quiais por cateterismo selectivo.
qllílnico simples, muito tóxico, que se apresen- arteriografia medular (fr. artériographie mé-
I.a sob a forma de pó acinzentado com aspecto dullaire; ing. medullary arteriography). Exame
ull'tálico, do qual se utiliza em medicina gran- radiológico das artérias da espinal medula após
dt' número de derivados, designados como arse- opacificação dos seus pedículos vasculares a
,,,(,lis. Símbolo: As. partir da aorta. Sino de aortomielografia.
8rtefacto, s. m. (fr. artéfact; ing. artefact, arti- arteriografia renal (fr. artériographie rénale;
'./(/).1) Qualquer modificação ou alteração pro- ing. renal arteriography). Radiografia após
dtlzida por meios artificiais num exame labora- opacificação das artérias renais, obtida por cate-
lorial, em especial as alterações de um tecido terismo da aorta abdominal a partir da punção
durante a sua preparação para exame micros- de uma artéria femoral e injecção de um opacifi-
, ..pico. 2) No traçado de um aparelho de regis- cante iodado hidrossolúvel (arteriografia renal
lo, qualquer variação que não tem origem no global), e por cateterismo selectivo de diversas
nrgão cuja actividade se pretende registar. artérias renais e injecção do opacificante (arte-
\I. subamortecimento, superamortecimento. riografia renal selectiva).
\) I.csão cutânea provocada artificialmente, em arteriografia selectiva (fr. artériographie
("pecial por meio de raspagem. sélective; ing. selective arteriography). Radio-
ertéria, s. f. (fr. artere; ing. artery). Vaso que grafia após opacificação de uma artéria por
, ()nduz o sangue lançado pelos ventrículos do cateterismo directo desta ou de uma artéria pró-
, ()ração em direcção a todas as partes do orga- xima (femoral, umeral, etc.)
IllS1110. Abrev.: a. (adj.: arterial.) arteríola, s. f. (fr. artériole; ing. arteriola). Seg-
.rtéria carótida (fr. artere carotide). V. caró- mento fino terminal de uma artéria, que liga
tida. esta última aos capilares. (adj.: arteriolar.)
• rtéria lusória (fr. arteria lusoria; ing. arteria arteriólito, S. m. (fr. artériolithe; ing. arteriolith) .
II/soria). Anomalia de posição retroesofágica da Concreção calcária na parede de uma artéria.
.a rtéria subclávia. V. disfagia lusória. arteriopatia, s. f. (fr. artériopathie; ing. arterio-
• rtéria pulmonar (fr. artere pulmonaire; ing. pathy) . Qualquer afecção das artérias.
fi.ttlmonary trunk). Tronco arterial volumoso arteriosclerose, s. f. (fr. artériosclérose; ing.
q til' fornece aos pulmões o sangue venoso do arteriosclerosis). Nome genérico das afecções
\Tntrículo direito. Após um curto trajecto divi- caracterizadas pelo espessamento e endureci-
,tc-se por baixo da croça aórtica em dois ra- mento das paredes arteriais, incluindo também
r.llOS: as artérias pulmonares direita e esquerda. as placas de ateroma.
.rtéria subclávia (fr. artere sous-claviere; ing. arteriosclerótico (fr. artérioscléreux; ing. arte-
\uhclavian artery). Artéria principal do mem- riosclerotic). 1) adj.: relativo à arteriosclerose.
hro superior que irriga também a região infe- 2) adj. e s. m.: que padece de arteriosclerose.
ric)r do pescoço, as paredes do tronco e a parte arteriospasmo, s. m. (fr. artériospasme; ing.
posterior do encéfalo. A direita nasce por bi- arteriospasm). Espasmo das paredes de uma
t li rcação do tronco arterial braquiocefálico; à artéria.
"'<.Juerda, nasce directamente da croça da aor- arteriotomia, S. f. (fr. artériotomie; ing. arterio-
LI. A artéria subclávia descreve uma croça na tomy). Abertura cirúrgica de uma artéria.
h;lse do pescoço e prossegue pela artéria axilar. arterite, s. f. (fr. artérite; ing. arteritis) , Qual-
8rterial, adj. (fr. artériel; ing. arterial). Relativo quer processo inflamatório que afecte as túni-
.a 1I1na artéria. cas de uma artéria, por vezes acompanhado por
erteriectasia, s. f. (fr. artériectasie; ing. arteriec- trombose, outras seguido de dilatação, raramen-
(,Isis). Dilatação de uma artéria. te de ruptura. (adj. e s. m.: arterítico.)
erteriectomia, s. f. (fr. artériectomie; ing. arte- arterite obliterante (fr. artérite oblitérante).
ri('ctomy). Ressecção de uma artéria ou de um V. endarterite obliterante.
'l'glnento de artéria. arterite temporal (fr. artérite temporale). Sino
erteriografia, s. f. (fr. artériographie; ing. arte- de doença de Horton. V. Horton (doença de).
riography). Radiografia de uma ou de diversas articulação, s. f. (fr. articulation; ing. arti-

79
ARTICULAÇÃO COXOFEMORAL

culation, joint). Conjunto dos elementos atra- a doença (reumatismo articular agudo, got.,.
vés dos quais os ossos se unem uns aos outros. poliartrite crónica evolutiva, blenorragia, etc I
V. artr-. Sine de junta (popular). (adj.: articular.) artrite crónica degenerativa (ou artrite
articulação coxofemoral (fr. articulation seca deformante) (fr. arthrite chroniqllt'
coxo-fémorale; ing. hip joint). Articulação que dégénérative ou arthrite seche déformante). Sin o
une a cabeça do fémur com a cavidade cotilóide de artrose.
do osso ilíaco, também designada articulação artrite reaccional (fr. arthrite réactionnellt';
da anca. ing. reactive arthritis). Grupo de afecções a rll
articulação da anca (fr. articulation de la culares consecutivas a infecções digestivas, n.'"
hanche; ing. hip joint). V. articulação coxofe- piratórias ou urinárias, que parecem ser devi
moral. das a uma reacção imunitária aos agentes d.'
articulação dentária (fr. articulé dentaire; ing.: infecção original. Pertencem a este grupo a Síl1
1) dental articulation; 2) gliding occlusion). drome de Fiessinger-Leroy, a doença de Lynl(',
1) Relação entre as arcadas dentárias ou entre a síndrome de Whipple.
um dente e os seus antagonistas durante a oclu- artrítico (fr. arthritique; ing. arthritic). 1) ad i.:
são. 2) Passagem de uma posição de oclusão a relativo à artrite. 2) adj. e S. m.: que padece dr
outra. artrite ou de artritismo.
articulação do ombro (fr. articulation de artritismo, S. m. (fr. arthritisme; ing. arthritisnr) ,
l'épaule; ing. shoulder joint). V. articulação Nome genérico dado antigamente a um grup(l
escapuloumeral. de doenças consideradas aparentadas e afectall
articulação escapuloumeral (fr. articulation do diversos membros da família, caracteriz;\
scapulo-humérale; ing. glenohumeral articula- das essencialmente por dores diversas e pertUl"
tion, shoulder joint). Articulação que une a cabeça bações associadas à nutrição: obesidade, got;\,
do úmero com a cavidade glenóide da omoplata, litíase biliar, asma, eczema, enxaqueca, hemor
também chamada articulação do ombro. róidas. Ling.: Conceito em desuso e vocábulo;1
articulação mediotársica (fr. articulation evitar.
médiotarsienne; ing. Chopart's articulation, artrocentese, S. f. (fr. arthrocentese; ing. ar
Chopart's joint, transverse tarsal joint). Arti- throcentesis). Punção para evacuação de U 111
culação que une os ossos da primeira fileira do derrame intra-articular.
tarso aos da segunda. É composta por duas ar- artróclise, S. f. (fr. e ing. arthroclyse). Lavagem
ticulações distintas: a articulação astragalo- de uma cavidade articular.
escafoideia, pelo interior, e a articulação calca- artrodese, S. f. (fr. arthrodese; ing. arthrodesis).
neocubóide, pelo exterior. Sino de articulação Intervenção cirúrgica que consiste em bloquear
de Chopart. definitivamente uma articulação, praticando ;1
articulação tarsometatársica (fr. articulation sua fusão óssea. Converte-se uma articulação
tarso-métatarsienne; ing. tarsometatarsal arti- rígido-dolorosa em má posição numa articula ·
culation, Lisfranc's joint). Articulação que une ção rígido-indolor em boa posição, benefíci()
o cubóide e os três cuneiformes do tarso com a modesto mas útil. V. ancilose.
base dos cinco metatarsos. Sine de articulação artrófito, S. m. (fr. arthrophyte; ing. arthro ·
de Lisfranc. phyte). Excrescência patológica, óssea ou carti·
articulação uncovertebral (fr. articulation laginosa, numa articulação, que se pode destacar
unco-vertébrale; ing. uncovertebral joint). Ar- dela e flutuar livremente (rato articular).
ticulação entre a face superior da apófise semilu- artrografia, s. f. (fr. arthrographie; ing. arthro-
nar (uncus) de uma vértebra cervical e a face graphy). Radiografia de uma articulação na qual
inferior da vértebra subjacente. se introduziu um gás (artrografia gasosa ali
articulado, adj. (fr. articulé; ing. articulate). Que pneumartrografia) ou uma substância opaca aos
possui uma ou mais articulações. Ex.: válvula raios X (artrografia opaca).
cirúrgica articulada. artrologia, s. f. (fr. arthrologie; ing. arthrology).
artr-, artro-, pref. de origem grega que expri- Parte da anatomia que trata das articulações.
me uma relação com as articulações. artropatia, s. f. (fr. arthropatie; ing. arthro-
artralgia, S. f. (fr. arthralgie; ing. arthralgia). pathy). Qualquer lesão articular de origem ner-
Dor articular. vosa (ex.: artropatia tabética).
artrite, s. f. (fr. arthrite; ing. arthritis). Inflama- artroplasia (ou artroplastia), s. f. (fr. arthro-
ção de uma articulação. Pode ser aguda ou cró- plasie ou arthroplastie; ing. arthroplasty). Ope-
nica, consecutiva a um traumatismo ou devida ração plástica destinada a reconstituir as super-

80
ASMA

fícies articulares, restabelecendo o seu uso. (adj.: ascaridosis, ascariosis). Infecção por áscaris e
artroplástico. ) perturbações dela resultantes (sobretudo gastro-
artropneumografia, s. f. (fr. arthropneumo- intestinais: vómitos, diarreia, apendicite).
graphie). V. pneumartrografia. áscaris (ou ascáride), s. m. (fr. ascaride ou
Artrópodes, s. m.pI. (fr. Arthropodes, ing. ascaris; ing. ascarid). Verme nemátodo parasita
Arthropoda). Grupo de animais dotados de do intestino, de forma cilíndrica, com 15 a 25
simetria bilateral, cujo corpo, coberto por uma cm de comprimento. Sino de lombriga (popu-
carapaça dura, quitinosa, é constituído por lar).
diversos segmentos e munido de membros arti- Aschoff-Tawara (nódulo de) (fr. ntEud de As-
culados. Nele se integram nomeadamente os choff-Tawara; ing. Aschoff-Tawara node, atrio-
insectos, os aracnídeos (aranhas e ácaros) e os ventricular node). Massa de tecido miocárdico
crustáceos. (tecido nodal) especializado na condução do
artroscopia, s. f. (fr. arthroscopie; ing. arthros- influxo nervoso; situa-se na parte posterior do
copy). Exame do interior de uma cavidade arti- septo que separa os dois ventrículos cardíacos,
cular por meio de um artroscópio. ao nível do patamar auriculoventricular. Deste
artroscópio, s. m. (fr. arthroscope; ing. arthros- nódulo parte o feixe de His. No ciclo cardíaco,
cope). Endoscópio que permite examinar o in- o nódulo de Tawara comanda a transmissão da
terior de uma cavidade articular e aí realizar excitação vinda do nódulo de Keith e Flack pe-
um procedimento diagnóstico ou terapêutico. las aurículas, em direcção aos ventrículos, por
O aparelho está munido de um sistema de ilu- intermédio do feixe de His. Ele apenas impõe o
minação e de um trocarte que possibilitam a seu ritmo ao coração em condições patológi-
aspiração de fragmentos intra-articulares (ex.: cas. Sino de nódulo aurícula-ventricular, nódu-
de um menisco do joelho dilacerado); permite lo átrio-ventricular. (Aschoff, Karl Albert
também colher tecido articular ou ósseo, no Ludwig, anatomopatologista alemão, 1866-
âmbito de uma biopsia. -1942, Tawara, Sunao, anatomopatologista ja-
artrose, s. f. (fr. arthrose; ing. noninflammatory ponês, 1873-1952.)
arthritis). Alteração destrutiva das cartilagens ascite, s. f. (fr. ascite; ing. ascites). Acumulação
ou das fibrocartilagens articulares, de natureza de líquido na cavidade peritoneal cuja causa
degenerativa. As suas principais localizações pode ser uma insuficiência renal ou cardíaca ou
são: a anca (coxartrose), o joelho (gonartrose), cirrose hepática. (adj.: ascítico.)
a coluna vertebral (cervicartrose, dorsartrose, ascite quilosa (fr. as cite chyleuse). Sino de
lombartrose), as mãos (rizartrose do polegar). quiloperitonite.
Sino de osteoartrite degenerativa (por influên- -ase, desinência das enzimas: transaminase,
cia anglo-saxónica), artrite seca deformante, an1ílase, etc.
artrite crónica degenerativa, reumatismo cró- asfixia, s. f. (fr. asphyxie; ing. asphyxia). Con-
nico degenerativo. junto das perturbações devidas à paragem da
artrósico (fr. arthrosique). 1) adj.: relativo à respiração e que provocam a falta de oxigénio
artrose. 2) adj. e s. m.: que padece de artrose. no organismo. A asfixia pode ser provocada:
artrotomia, S. f. (fr. arthrotomie; ing. arthroto- 1) pela supressão da atmosfera respirável (afo-
my). Incisão de uma articulação. gamento, obstrução das vias respiratórias du-
árvore brônquica (fr. arbre bronchique; ing. rante o estrangulamento, o enforcamento, ou
bronquial tree). Conjunto formado pelos dois por um corpo estranho, etc.); 2) pela paragem
brônquios principais situados fora dos pulmões da ventilação pulmonar de origem nervosa (sín-
e pelas suas ramificações nos dois pulmões. cope devida a anestesia); 3) pela paralisia dos
À direita, as primeiras ramificações são consti- músculos respiratórios (intoxicação pelo curare,
tuídas pelos três brônquios lobares (superior, poliomielite): 4) por defeito de fixação do oxi-
médio e inferior), à esquerda, pelos dois brôn- génio pela hemoglobina (intoxicação pelo
quios lobares (superior e inferior), dado que o monóxido de carbono). (adj.: asfixiado.)
pulmão esquerdo apenas possui dois lobos. asfixiante, adj. (fr. e ing. asphyxiant). Que pro-
As. Símbolo químico do arsénico. voca a asfixia. Diz-se, nomeadamente, de cer-
asbestose, s. f. (fr. asbestose; ing. ashestosis). tos gases tóxicos.
Afecção pulmonar (pneumoconiose) devida à ASLO, abrev. de antiestreptolisina O.
inalação de poeiras de amianto. asma, S. f. (fr. asthme; ing. asthma). Forma de
ascaridíase (ou ascaridiose), s. f. (fr. ascari- dispneia caracterizada por dificuldade na expi-
diase ou ascaridiose; ing. ascariasis, ascaridiasis, ração acompanhada por um ruído sibilante

81
I ASMA CAROIACA

(whezzing). Em linguagem clínica, asma brôn- asséptico, adj. (fr. aseptique; ing. aseptic). Hf
quica (asma verdadeira ou essencial): afecção lativo à assepsia, que não contém germes. r,
pulmonar que se traduz pela dispneia que pode necrose asséptica de um osso. Ant. de Sépt/l I,

manifestar-se por acessos paroxísticos, devida assexuado, adj. (fr. asexué; ing. asexual). (}Ui
à estenose dos bronquíolos com edema e aumen- não tem sexo. Diz-se também da fase de dl'\('I~
to das secreções; pode atingir a insuficiência volvimento de um organismo durante a q\l ,. '~
pulmonar crónica e insuficiência cardíaca di- ele se reproduz de maneira assexual (sem 1I1l1.l'
reita (coração pulmonar). de gâmetas macho e fêmea).
asma cardíaca (fr. asthme cardiaque; ing. assimetria, S. f. (fr. asymétrie; ing. asymmeln
cardiac asthma). Ataque de sufocação que apa- Ausência total de simetria. (adj.: assimétrico ,
rece durante a noite nos doentes com insufi- assimilação, S. f. (fr. e ing. assimilation). ] ) lfL
ciência cardíaca e estase pulmonar. corporação das substâncias nutritivas pelo lIt
asma eosinófila tropical (fr. asthme éosinophile ganismo. 2) Actividade mental das crianças q".
tropical). Sino de pneumonia eusinófila tropical. deforma a realidade para a tornar semelha nt (' t
asmático (fr. asthmatique; ing. asthmatic). um esquema mental (J. Piaget).
1) adj.: relativo à asma. 2) adj. e S. m.: que so- assimilável, adj. (fr. e ing. assimilable). (J1l4
fre de asma brônquica. pode ser assimilado.
aspartato aminotransferase (fr. aspartate assinergia, S. f. (fr. asynergie; ing. asynerg/l"
aminotransférase; ing. aspartate amino-trans- Ausência de coordenação entre os movimentll"
ferase). Nome oficial da glutamato-oxaloace- musculares. (adj.: assinérgico.)
tato-transaminase (transaminase glutâmico- assintomático, S. m. (fr. asymptomatique; illr
-oxalocética) . asymptomatic). Que não se manifesta por \111
Aspergillus.Género de fungos microscópicos, tomas clínicos. Ex.: diabetes assintomática.
uma espécie do qual, a mais frequentemente assistência circulatória (ou cardiocircula"
patogénica para o homem, o Aspergillus fumi- tória) (fr. assistance circulatoire ou cardio-cl1
gatus, provoca infeccções do canal auditivo, das culatoire; ing. circulatory assistance). Conjllllt ,
fossas nasais e dos pulmões. de meios utilizados para remediar temporan.l
aspergiloma (fr. aspergillome; ing. aPergillO- mente uma insuficiência cardíaca aguda.
me). Acumulação de hifas fúngicas que ocupam assistolia, S. f. (fr. asystolie). Insuficiência Clr
uma cavidade preexistente, geralmente situada díaca global (termo em desuso).
num dos lobos superiores do pulmão. O asper- associações, S. f. pI. (fr. e ing. associatio11.'
giloma pode provocar hemoptises e infecções Em psicanálise, conjunto de ideias, de noç{>l"-,
brônquicas graves. de impressões e de recordações expressas rlt,
aspergilose pulmonar (fr. aspergillose pul- decurso de uma sessão psicanalítica.
monaire; ing. pulmonary aspergilosis). Infecção associai, adj. e S. m. (fr. asocial; ing. assocúi/ I
do parênquima pulmonar por um cogumelo Diz-se de um indivíduo incapaz de se adapcll
microscópico, o ASPergillUS fumigatus ou, com às normas da vida em sociedade.
menor frequência, por outras espécies de Asper- AST, V. SGOT.
gillUS. A manifestação desta infecção pode ser astasia, s. f. (fr. astasie; ing. astasia). Incapatl
uma «pelota micósica» relativamente benigna dade de manter a posição vertical devido .1
chamada aspergiloma. descoordenação motora, mas sem paralisia. I
aspermatismo, s. m. (fr. aspermatisme ou quase sempre acompanhada por abasia (astasi"
aspermie; ing. aspermia). Defeito da emissão do abasia). (adj.: astático.)
esperma, devido à ausência de secreção ou à astenia, S. f. (fr. asthénie; ing. asthenia). 1) 1>1
impossibilidade de ejaculação. minuição das forças, enfraquecimento do esc,
aspirina, S. f. (fr. aspirine; ing. aspirin). Sino de do geral. 2) Enfraquecimento das funções dI
ácido acetilsalicílico. Na maior parte dos paí- um órgão ou sistema. (adj.: asténico.)
ses constitui também marca registada do ácido astenia muscular (fr. asthénie musculaire). SirI
acetilsalicílico. de miastenia.
assepsia, s. f. (fr. asepsie; ing. asepsis). 1) Au- astereognosia, s. f. (fr. astéréognosie; ill~~
sência de microrganismos num determinado astereognosis, astereognosy). Sino de estereo"
meio. 2) Conjunto dos meios destinados a im- gnosia.
pedir a contaminação de objectos, substân- asterixis, V. tremor em adejo.
cias, organismos ou locais (sala de operações) asteróide, S. m. (fr. astéroid; ing. asteroid). EIII
previamente desinfectados. forma de estrela.

82
astigmata (fr. astigmate; ing. astigmatic). 1) adj.:
ATET61DE

apoplexia [ataque cerebral, acidente vascular


I
diz-se de um sistema óptico, de um olho ou de cerebral (AVC)]. 3) Em linguagem corrente, sino
um indivíduo que apresentem astigmatismo. de crise (2).
2) adj. e s. 2 gén.: indivíduo que sofre de astig- ataraxia, S. f. (fr. ataraxie; ing. ataraxia). Tran-
matismo. quilidade moral, distanciamento, indiferença.
astigmatismo, s. m. (fr. astigmatisme; ing. ataráxico, adj. (fr. ataraxique). Sino de neuro-
astigmatism). Perturbação da visão devida a um léptico.
defeito da curvatura da córnea ou do cristalino, atavismo, S. m. (fr. atavisme; ing. atavism).
que consiste na percepção de imagens deforma- Reaparecimento num descendente de caracte-
das. res que se mantiveram ocultos durante uma ou
astragalectomia, s. f. (fr. astragalectomie; ing. mais gerações (que os ascendentes imediatos,
talectomy). Excisão do astrágalo. os pais, não possuíam). (adj.: atávico.)
astrágalo, s. m. (fr. astragale; ing. talus, ankle ataxia, , S. f. (fr. ataxie; ing. ataxia-telangectasia).
bone). Osso do tarso, articulado, na parte su- Má coordenação dos movimentos. A ataxia
perior, COll1 os dois ossos da perna (tíbia e peró- pode manifestar-se na posição de pé (ataxia es-
nio), em baixo com o osso do calcanhar (calcâ- tática), durante a marcha (ataxia locomotora)
neo), e à frente com o escafóide. (adj.: astragálico.) ou durante a execução de um movimento (ata-
astrágalo acessório (ou supranumerário) xia cinética). V. Romberg (sinal de).
(fr. astragale acessoire ou surnuméraire). Sino ataxia-telangiectasia, S. f. (fr. ataxie-
de osso trígono. V. trígono. télangiectasie). Sino de síndrome de Louis-Bar.
astragalocalcâneo (fr. astragalo-calcanéen). V. (Louis-Bar) síndrome de.
Sino de calcaneoastragálico. atáctico (fr. ataxique; ing. atactic). 1) adj.: re-
astragaloescafoideu (fr. astragalo-scaphoi"- lativo a ataxia. 2) adj. e s. n1.: que sofre de ataxia.
dien; ing. taloscaphoid). Relativo ao astrágalo atel-, atelo-, pref. de origen1 grega que expri-
e ao escafóide társico ou osso navicular. V. as- lne a ideia de incompleto e indica o insuficiente
tragalonavicular. desenvolvimento de um órgão ou de uma parte
astragalonavicular (fr. astragalo-naviculaire; do corpo à nascença.
ing. talonavicular). Relativo ao astrágalo e ao atelectasia, S. f. (fr. atélectasie; ing. atelectasis).
osso navicular ou escafóide társico. V. astrágalo- Debilidade dos alvéolos pulmonares que se es-
-escafoideu. vaziam de ar e se retraem. As suas causas prin-
astrócito, S. n1. (fr. astrocyte; ing. astrocyte). cipais são a estenose e a obstrução brônquicas.
Célula nevróglica de origelTI ectodérll1ica COll1 A atelectasia pode ser aguda ou crónica, maci-
Iprolongamentos citoplásn1icos fibrosos que lhe ça, lobular ou segn1entar. A lesão é por vezes
dão o aspecto de uma estrela. acompanhada por retracção do tecido pulmo-
astrocitoma, S. 111. (fr. astrocytome; ing. nar vizinho. (adj.: atelectásico.)
astrocyt0111a). TUll10r quístico benigno do sis- aterogénico, adj. (fr. athérogene; ing. atheroge-
tema nervoso central (cerebelo, hemisférios ce- nous). Capaz de provocar a aterosclerose. Ex.:
rebrais) constituído pela proliferação de célu- efeito aterogénico de certos agentes infecciosos
las nevróglicas estreladas (astrócitos). (ex.: Chlamydia peneumoniae).
astróglia, S. f. (fI'. astroglie; ing. astroglia). Con- ateroma, S. ln. (fr. athérome; ing. atheroma).
junto dos astrócitos considerado como um Depósito lipídico, amarelado, grumoso (seme-
tecido. lhante a papas), formado na parede interna das
Astrovírus, S. m. (fr. Astrovirus; ing. Astrovi- artérias. A placa ateromatosa pode calcificar-
rus). Género de vírus de UlTIa ditnensão de 27- -se ou ulcerar-se. V. arteriosclerose (adj.: atero-
-30 nm, de forma isoaédrica, cuja espécie tipo é matoso.)
o astrovírus humano 1 (HAst-l), responsável ateromatose, S. f. (fr. athéromatose; ing. athe-
por gastrenterites. romatosis). Estado caracterizado por ateromas
astrovírus, S. m. (fr. astrovirus; ing. astrovirus). disseminados, múltiplos.
Qualquer vírus que pertence ao género Astroví- aterosclerose, s. f. (fr. athérosclérose; ing.
rus. atherosclerosis). Tipo de esclerose caracteriza-
AT, a brev. de antitrombina. do pela formação de aterolnas na túnica inter-
ataque, S. n1. (fr. attaque; ing. 1) attack, 2) stro- na das artérias, principalmente aorta, coroná-
ke, 3) crisis). 1) Acesso súbito que assinala o rias e cerebrais, que podem ser obstruídas.
início de uma doença ou que sobrevém duran- atetóide, adj. (fr. athétoid; ing. athetoid). Que
te a sua evolução. 2) Em linguagem clínica, lembra a atetose. Ex.: movimentos atetóides.

83
I ATETOSE

atetose, s. f. (fr. athétose; ing. athetosis). Per- atonia, S. f. (fr. atonie; ing. atony). Relaxament(),
turbação neurológica que consiste em movimen- fraqueza ou diminuição da tonicidade nornLd
tos involuntários, lentos e ondulantes, predo- de um tecido ou de um órgão, especialmente
minantes nas extremidades. As excitações e as do tónus muscular.
emoções amplificam os movimentos atetósicos, atonia muscular (fr. atonie musculaire). Sill
que se atenuam com o repouso e desaparecem de miatonia.
durante o sono. A atetose observa-se acompa- atónico, S. m. (fr. atonique ; ing. atonic). Que
nhada por outros sinais nas afecções que atin- perdeu o seu tónus normal. Ex.: bexiga atónicl
gem o tálamo ou o hipotálamo (ex.: certas átono, adj. (fr. atone; ing. atonic). Desprovidl l

encefalites). (adj.: atetósico.) de tonicidade, ou devido a uma falta de toniCl


aticite, s. f. (fr. atticite; ing. atticitis). Variedade dade. Ex.: obstipação átona.
de otite média na qual a inflamação, aguda ou atopia, s. f. (fr. atopie; ing. atopy). Predisposl
crónica, afecta principalmente o ático. Sino de ção familiar genética para certas reacções de ht
epitimpanite. persensibilidade de tipo I, tais como a fehrt,
ático, S. m. (fr. attique; ing. attic, epytimpanic -dos-fenos, asma, eczema atópico, conjuntit'l
recess). Nível superior da caixa do tímpano, te, neurodermite. (adj.: atópico.)
que contém a cabeça do martelo e o corpo da atóxico, adj. (fr. atoxique; ing. atoxic). Despro
bigorna. vido de toxicidade.
aticoantrotomia, S. f. (fr. attico-antrotomie). ATP, abrev. de adenosina-trifosfato.
Sino de antroaticotomia. atrasado, S. m. (fr. arriéré; ing. mentally reta!
aticotomia, S. f. (fr. atticotomie; ing. attico- ded). 1) Diz-se de uma criança cuja idade mCIl
tomy). Abertura do ático por meio de trepana- tal é inferior em dois ou mais anos à sua idade
ção do temporal. cronológica. 2) Em geral, quem é afectado por
atípico, adj. (fr. atypique; ing. atypical). Que atraso mental.
difere do tipo normal. Ex.: pneumonia atípica atraso afectivo (fr. arriération affective; inr..
(que não é causada pelo pneumococo). affective retardation). Atraso ou anomalia d.1
atiroidia, S. f. (fr. athyroidie; ing. athyroidism). evolução da afectividade, observada nos esta
Ausência congénita da glândula tiróide, e, por dos neuróticos e que se traduz por perturha
extensão, ausência da secreção tiroideia que ções do comportamento (agressividade, humor
provoca o mixedema no adulto ou o cretinismo instável, necessidade excessiva de protecção).
quando é congénita. atraso mental (fr. arriération mentale; ing.
atlas, S. m. (fr. e ing. atlas). Primeira vértebra mental retardation). Atraso ou insuficiência
cervical, articulada em cima com o occipital e do desenvolvimento das faculdades intelcl
em baixo com o áxis. (adj.: atloideu, atloidiano.) tuais, cujos três graus crescentes são: debilid"
atmosfera, S. f. (fr. athmosphere; ing. atmos- de mental, imbecilidade e idiotia. Sino de olig()
phere). Em sentido muito lato, designa qual- frenia.
quer camada gasosa que envolve um astro; mais atraso mental profundo (fr. arriération me"
especificamente, camada gasosa que envolve o tale profonde; ing. profound mental retard'l
globo terrestre. (adj.: atmosférico.) tion). Sino de idiotia. V. atraso mental.
atomizador, S. m. (fr. atomiseur; ing. atomizer). atrepsia, S. f. (fr. athrepsie; ing. athrepsia). Es
Qualquer aparelho destinado a dispersar um tado de desnutrição grave do lactente, carat
líquido em partículas ínfimas sob a forma de terizado por emagrecimento extremo. Asso
jacto ou nuvem. São utilizados diversos tipos ciam-se-Ihe perturbações digestivas (diarreia).
de atomizadores em Inedicina para a adminis- superinfecções e diferentes perturbações meta
tração de lnedicamentos sob a forma de pul- bólicas. A atrepsia é muitas vezes irreversível.
verizações e, em dentisteria, para a higiene V. caquexia. (adj.: atrépsico.)
gengivodentária. atresia, s. f. (fr. atrésie; ing. atresia). Ausênci;\
átomo, s. m. (fr. atome; ing. atom). A partícula congénita ou oclusão de um orifício ou can;,1
mais pequena de UlTI corpo simples, COIU carga naturais. (adj.: atrésico.)
eléctrica neutra, susceptível de entrar em com- atrição, S. ln. (fr. e ing. attrition). Erosão 011
binações químicas. É composto por UITI núcleo, escoriação da pele ou de qualquer outra super
que inclui partículas neutras (neutrões) e partí- fície (ex.: do esmalte dos dentes) devida à frie
culas com carga positiva (protões), e por uma ção, desgaste por atrito.
camada periférica de partículas com carga eléc- atriograma, s. m. (fr. atriogramme). Sino <.k
trica negativa (electrões). (adj.: atómico.) auriculograma.

84
AURíCULA

.Irtotomia, s. f. (fr. atriotomie; ing. atriotomy). sia). Variedade de audimudez na qual a lingua-
IUl"isão da aurícula praticada em certas opera- gem falada é ouvida e compreendida mas não é
\O('S ao coração. Sino de auriculotomia. restituída. Sin.: alalia congénita, alalia idiopática
• Irtoventricular, adj. (fr. atrio-ventriculaire). de Cohen, afasia motora de evolução.
\tll. de auriculoventricular. audiofone, s. m. (fr. audiophone ou audiphone;
• Irlquia (ou atricose), s. f. (fr. atrichie ou ing. audiphone). Aparelho acústico destinado
.llrichose; ing. atrichia, atrichosis). Ausência aos surdos, que utiliza os ossos do crânio para
,olllpleta de pêlos, geralmente congénita. a transmissão das vibrações sonoras ao nervo
• 'rlum, s. m. (fr. e ing. atrium). Aurícula do auditivo.
,oração. Ling.: Usado sobretudo como deriva- audiograma, s. m. (fr. audiogramme; ing.
,I,). Ex.: atrioventricular. audioram). Registo dos limiares de percepção
.Irofia, s. f. (fr. atrophie; ing. atrophy). Redu- por um indivíduo das diferentes frequências
\.lO do peso ou do volume de um tecido, de um sonoras. V. audiometria.
c trg,lo ou de uma célula, pode ser fisiológica ou audiologia, s. f. (fr. audiologie; ing. audiology).
I'.ltológica (hereditária, congénita, degenerativa, Ciência que trata da audição.
C'h:.). V. involução. (adj.: atrofiado; atrófico.) audiometria, s. f. (fr. audiométrie; ing. audio-
atropina, s. f. (fr. e ing. atropine). Alcalóide metry). Método de avaliação quantitativa da
,·'traído da beladona, com acção parassimpa- acuidade auditiva para os diferentes registos das
.,,:olítica (espasmolítico, inibidor das secre- frequências sonoras por meio de um aparelho
\()l's), administrado per os e por via subcutâ- radioeléctrico (audiómetro). A audiometria pode
nca sob a forma de sais solúveis e, em oftal- ser tonal (utilizando sons puros) ou vocal (uti-
.nologia, sob a forma de colírio para a dilata- lizando a voz graduada). As variações dos limia-
\ .10 da pupila. res de percepção são registados sob a forma de
•• ropinismo (ou atropismo), s. m. (fr. audiograma.
.llropinisme ou atropisme; ing. atropinism). In- audioprõtese, s. f. (fr. audioprothese). V. pró-
coxi,ação pela atropina ou pela beladona. tese acústica
Itropinização, s. f. (fr. atropinisation; ing. audioprotésico, s. m. (fr. audioprothésiste; ing.
.llropinazation). Administração de atropina com hearing prosthetist). Pessoa que procede à cor-
ftns terapêuticos, nomeadamente introdução de recção das deficiências da audição por meio de
.H I'opina no olho a fim de provocar a dilatação aparelhos. Esta operação inclui a escolha, a
d,I pupila. adaptação, a colocação, o controlo da eficácia
Au, Símbolo químico do ouro. imediata e permanente da prótese auditiva e a
.udlbilidade, s. f. (fr. audibilité; ing. audibility). educação protética do deficiente auditivo, após
( :onjunto das propriedades necessárias para colocação do aparelho. Em França, a profissão
"(O ser perceptível ao ouvido humano. (adj.: au- de audioprotésico é uma actividade paramédica,
tlIVCI.) inscrita no Código de Saúde Pública cujo título
audição, s. f. (fr. audition; ing. audition, é protegido.
J,(·(lring). Acção de escutar ou de ouvir: percep- audiovisual, s. m. (fr. audiovisuel; ing. audio-
\ ,10 dos sons. visual). Relativo simultaneamente à audição e
• udlmudez, s. f. (fr. audimudité; ing. audimu- à visão.
11,,'11). Mudez congénita total ou parcial nas auditivo, adj. (fr. auditif; ing. auditory). Relati-
\ rianças com inteligência e audição normais. vo ao ouvido. Ex.: canal auditivo, acuidade au-
( :()In causas diversas, cura-se em regra esponta- ditiva.
,u·;lInente ou em seguida a um tratamento de aura, s. f. (fr. e ing. aura). 1) Antigamente, nome
'l'(·ducação. Distingue-se em geral a audimudez dado à sensação de sopro (do latim aura, so-
,Ir comprensão e a audimudez de expressão. pro) sentido por certas pessoas antes do início
.udlmudez de compreensão (fr. audi-mutité dos ataques de epilepsia. 2) Actualmente, con-
,I,' (ompréhension; ing. auditory aphasia, word junto de sintomas motores, sensitivo-sensoriais,
,I'·,lfness). Variedade de audimudez na qual a vegetativos ou psíquicos que marcam o início
linguagem falada não é compreendida, mesmo de um ataque de epilepsia.
\('IH.lo ouvida. Sin.: agnosia auditiva verbal con- áurico, adj. (fr. aurique; ing. auric). Relativo ao
g"Irita, afasia congénita de -Kussmaul, surdez ouro, que contém ouro ou que o utiliza. Ex.:
t"'rIJal congénita. tratamento áurico .
• udimudez de expressão (fr. audi-mutité aurícula, s. f. (fr. oreillete; ing. atrium). Cada
,I"'xpression; ing. motor aphasia, verbal apha- uma das duas cavidades cardíacas situadas atrás

85
• AURICULAR

dos ventrículos, na base do coração. Estão sepa-


radas uma da outra pelo septo interauricular.
A aurícula direita recebe o sangue venoso das
veias cavas superior e inferior e do seio coro-
nário. Comunica com o ventrículo direito pelo
autism, Kanner's syndrome). Anomalia congé-
nita do desenvolvilnento que se manifesta qua -
se sempre nos primeiros meses de vida. As res-
postas aos estímulos auditivos e por vezes aos
estímulos visuais são anormais e existem habi-
orifício tricúspide. A aurícula esquerda recebe tualmente graves dificuldades de compreensão
o sangue oxigenado que vem dos pulmões pelas da linguagem falada. A fala está atrasada e, se
veias pulmonares. Comunica com o ventrículo se desenvolve, caracteriza-se por ecolalia, pela
esquerdo pelo orifício mitral. V. átrio, auricular. inversão dos pronon1es, pela in1aturidade da
auricular (fr. auriculaire; ing. auricular). 1) adj.: estrutura gralnatical e pela incapacidade de
relativo ao ouvido, a uma aurícula ou a un1 empregar termos abstractos. O nível da inteli-
apêndice auricular do coração. 2) S. m.: quinto gência varia do atraso profundo ao normal ou
dedo da mão. acima deste. Sino de psicose infantil, síndrome
auriculograma, s. m. (fr. auriculogramme; ing. de Kanner.
atrial electrogram). Porção do electrocardio- autista, S. n1. (fr. autiste; ing. autistic). ]) adj.:
grama que corresponde à actividade da aurícula relativo ao autismo. 2) adj. e S. 2 gén.: que sofre
(onda P). Sino de atriograma. de autisn10.
auriculotomia, S. f. (fr. auriculotomie). Sino de auto-acusação, S. f. (fr. autoaccusation; i ng.
atriotomia. self-accusation). Enl psiquiatria, variedade de
auriculoventricular, ad j. (fr. auriculo-ven- delírio no qual Ul11 indivíduo depressivo, quase
triculaire; ing. atrioventricular). Relativo às sempre melancólico ou alcoólico, se acusa de
aurículas e aos ventrículos do coração. Ex.: ori- actos condenáveis ilnaginários ou exagerados
fício auriculoventricular. V. válvula auriculoven- en1 relação à realidade.
tricular. Abrev.: AV. Sino de atrioventricular. auto-aglutinação, S. f. (fr. e ing. autoag-
aurificação, s. f. (fr. e ing. aurification). Pro- glutination). Aglutinação dos eritrócitos de um
cesso de obturação dentária que consiste en1 indivíduo por meio de aglutininas contidas no
obturar a cavidade com ouro puro. seu próprio soro. Sino de auto-hemaglutinação.
auro-, pref. que indica a presença de ouro. auto-aglutinina, S. f. (fr. autoagglutinine; ing.
auroterapia, S. f. (fr. aurothérafJie). Sino de autoagglutinin). Aglutinina presente no soro e
crisoterapia. capaz, em certas condições, de aglutinar os gló-
auscultação, s. f. (fr. e ing. auscultation). Exa- bulos vern1elhos do próprio sangue do indiví-
me médico que consiste en1 escutar os ruídos duo.
que se produzen1 no interior do corpo. A aus- auto-análise, S. f. (fr. alltoanalyse; ing.
cultação pode ser directa (imediata), aplicando autoanalysis). Observação de si 111esn10 e análi-
o ouvido à parte do corpo a exan1inar, ou indi- se de unla perturbação nlcntal e das circuns-
recta (mediata) quando é praticada por Illcio tâncias que a condicionan1.
de um estetoscópio. (adj.: auscultatório.) auto-anticorpo, S. n1. (fr. autoanticorps; ing.
auscultação imediata (fr. auscultatiol1 in1nU!- autoanti!Jody). Anticorpo suscitado por um
diate; ing. direct auscultation). V. auscultação. antigénio provindo do próprio organismo do
auscultação mediata (fr. auscultatioll médiate; indivíduo (auto-antigénio), cn1 cspecial de um
ing. mediate auscultation). V. auscultação. tecido ou de um órgão infectado ou lesado. Sino
ausência, S. f. (fr. e ing. absence). Suspensão de anticorlJo autólogo.
brusca e passageira da consciência, conservando- auto-antigénio, S. m. (fr. autoantigene; ing.
-se a função vegetativa, nlanifestação inlportan- alltoantigell). Substância dotada de proprieda-
te em psiquiatria, nomeadan1ente na epilepsia. des antigénicas (imunogénios), elaborada pelo
aut-, auto-, pref. de origem grega que significa próprio organismo. Sino de antigénio autólogo.
o próprio. autoclave, S. ln. (fr. e ing. autoclave). Recipien-
autismo, s. m. (fr. autisme; ing. autism). Perda te geralrnente cilíndrico, com paredes espessas,
do contacto com o mundo cxterior por ensi- nlunido de unl sistema de fecho estanque, utili-
Illesmamento, uma forma de pensar desligada zado para a esterilização, pelo vapor sob pres-
d~l rcalidade e predominância da vida interior. são~ de luvas, tnaterial de penso, instru-
() a utismo pode ser uma manifestação da es- tnentos, etc.
q li izo frenia. autocrítica, S. f. (fr. autocritique; ing. self-
autismo infantil (fr. autisme infantile; ing. early criticis111). Faculdade de apreciar o próprio com-
ill/dlllile autism, autistic disorder, infantile portamento e as suas próprias acções.

86
AUTOTOXINA

autóctone, adj. e s. 2 gén. (fr. autochtone; ing. automation). Transformação de uma activida-
autochtonous). Que vive onde nasceu. Em me- de voluntária em actividade automática devido
dicina, diz-se de uma infecção contraída no pró- à sua repetição muito frequente.
prio local onde o doente vive. Sino de indígena. automutilação, s. f. (fr. automutilation; ing.
autodefesa, s. f. (fr. autodéfense; ing. self- self-mutilation). Mutilação voluntária pratica-
defense). Conjunto dos mecanismos internos da em si mesmo, nomeadamente em certos ca-
desencadeados pelo organismo para manter o sos de alienação mental. Esta mutilação é por
equilíbrio biológico normal. vezes praticada por indivíduos que desejam fur-
auto-enxerto (fr. autogreffe; ing. autograft, tar-se a uma obrigação ou responsabilidade:
autologous graft, autochthonous graft). Enxer- serviço militar, acusação judiciária, etc., ou com
to no qual os tecidos enxertados são extraídos a intenção de receber uma indemnização.
do próprio indivíduo. Sin.: enxerto autoplástico autonomia, s. f. (fr. autonomie; ing. autonomy).
(ou autólogo). Independência funcional.
autogénio, adj. (fr. autogene; ing. autogenous). autónomo, adj. (fr. autonomie; ing. autono-
1) Que se produz ou se desenvolve sem interven- mous). Capaz de funcionar de maneira inde-
ção estranha. Ex.: treino autogénio. 2) Que se pendente. V. sistema nervoso autónomo ou
forma no organismo às suas próprias expen- vegetativo.
sas. V. endógeno. autoplastia, s. f. (fr. autoplastie; ing. autoplas-
auto-hemoaglutinação, s. f. (fr. auto-hé- ty). Reparação de um tecido destruído ou de
magglutination). Sino de auto-aglutinação. uma parte mutilada, por meio de tecidos (auto-
auto-imunidade, s. f. (fr. auto-immunité; ing. transplante) recolhidos no próprio indivíduo.
autoimmunity). Estado resultante da imuniza- Sino de autotransplante, auto-enxerto. (adj.:
ção de um indivíduo contra os seus próprios autoplástico. )
constituintes. A auto-imunidade é geralmente autópsia, s. f. (fr. autopsie; ing. autopsy,
evidenciada pela presença de anticorpos dirigi- necropsy). Exame sistemático de todas as par-
dos contra os próprios constituintes do indiví- tes e de todos os órgãos de um cadáver, com a
duo. A auto-in1unização pode provocar esta- finalidade de determinar o diagnóstico post
dos patológicos como o lúpus eritematoso agu- mortem ou com fins de medicina legal. Sino de
do disseminado. V. doença auto-imune. necrópsia.
auto-infecção, s. f. (fr. auto-infection; ing. autopunição, s. f. (fr. autopunition; ing. self-
autoinfection). Infecção provocada por germes punishment). Comportamento de certos indi-
já presentes no organismo e que aparece em se- víduos que sofrem de neurose ou psicose, que
'guida a uma causa ocasional ou a uma dimi- se infligem punições mais ou menos severas em
nuição da resistência do organismo. consequência de actos reais ou imaginários.
auto-intoxicação, s. f. (fr. autointoxication; autossoma, s. m. (fr. e ing. autosome). Cada um
ing. autointoxication, autotoxicosis, endogenic dos cromossomas que constituem o patrimó-
toxicosis, enterotoxication, selfpoisoning, ente- nio genético do indivíduo, à excepção dos cro-
rotoxism). Intoxicação geral devida a toxinas mossomas sexuais (heterocromossomas). O ser
produzidas no organismo, que se acumulam no humano possui 44 autossomas e 2 cromosso-
sangue devido a uma eliminação insuficiente. mas sexuais. Os 44 autossomas formam 22 pa-
Sino de autotoxicose, autotoxemia. res de cromossomas idênticos, que têm todos
autólise, s. f. (fr. autolyse; ing. autolysis). De- em comum o facto de não estarem ligados ao
gradação espontânea que todos os tecidos so- sexo, isto é, estão presentes tanto nas raparigas
frem, em graus diversos, devido à acção de en- como nos rapazes, numa mesma descendência.
zimas produzidas pelas suas próprias cél ulas. autossómico, s. m. (fr. autosomique; ing. auto-
(adj.: autolítico.) somai). Relativo aos autossomas. Ling.: Autoso-
autólogo, s. m. (fr. autologue; ing. autologous). mal, neologismo inglês que se deve evitar.
Relativo ao ou proveniente do prórpio indiví- auto-sugestão, s. f. (fr. e ing. autosuggestion).
duo. V. autotransplante, autotransfusão, auto- Sugestão que nasce espontaneamente em deter-
enxerto, autotransfusão. minada pessoa, desligada de qualquer influência
automatismo, s. m. (fr. automatisme; ing. auto- estranha apreciável.
matism). Realização de movimentos ou de ac- autotoxemia, s. f. (fr. autotoxémie ou autotoxi-
tos involuntários observada em certas doenças cose). Sino de auto-intoxicação.
(epilepsia, psicose alucinatória, sonambulismo). autotoxina, s. f. (fr. autotoxine; ing. autotoxin).
automatização, s. f. (fr. automatisation; ing. Toxina produzida no organismo e susceptível

87
~ AUTOTRANSFUSÃO
de entravar o seu funcionamento e o seu de- turbações que se manifesta quando o organl\
senvolvimento. mo é privado de uma ou mais vitaminas. (;("
autotransfusão, s. f. (fr. e ing. autotransfusion). ralmente associada a uma carência alimenta r, ,l
Transfusão feita com o sangue da própria pes- avitaminose pode também ser devida a um de
soa, colhido imediatamente antes de uma inter- feito da absorção digestiva ou de utilização.
venção cirúrgica com efusão de sangue ou pre- avitaminose 8 1 (fr. avitaminose B 1 ). Sino de
viamente armazenado com vista a uma opera- beribéri.
ção. É uma prática relativamente corrente, de- avitaminose C (fr. avitaminose C). Sino de
vido ao perigo de infecção por HIV (SIDA) por escorbuto.
ocasião de uma transfusão. Sino de transfusão avitaminose D (fr. avitaminose D). Sino de 1',1
autóloga. quitismo.
autotransplantação, s. f. (fr. autotransplanta- avitaminose pp (fr. avitaminose PP). Sino d..
tion). Sine de autoplastia. pelagra.
autotransplante, s. m. (fr.: 1) autogreffe, avivamento, s. m. (fr. e ing. avivement). Pro
2) autotransplant, 3) autotransplantation; ing.: cesso cirúrgico que consiste em excisar os bOI
1) autograft, 2) autotransplant). 1) Transplan- dos de uma ferida (que se deseja ligar por sutura }
te no qual o material a transplantar é recolhido ou de uma superfície de tecido, para favorecl'l
no próprio indivíduo. Sino de transplante auto- a cicatrização.
plástico (ou autólogo), auto-enxerto. 2) Frag- aVL. Em electrocardiografia, símbolo do desvie I
mento de tecido utilizado na autoplastia. 3) Sino unipolar no eléctrodo exploratório fixado ;te I

de autoplastia. braço esquerdo. (L, do inglês left: esquerdo.)


autovacina (fr. autovaccin; ing. autovaccine). aVR. Em electrocardiografia, símbolo do desvie I

Vacina preparada a partir de germes provenien- unipolar do eléctrodo exploratório fixado !lI I

tes do próprio indivíduo. braço direito. (R, do inglês right: direito.)


autovacinação (ou autovacinoterapia), s. f. avulsão, s. f. (fr. e ing. avulsion). Acção de aI'
(fr. autovaccination ou autovaccinothérapie; rancar, nomeadamente um dente. V. extraI
ing. autovaccination). Tratamento por meio de ção.
autovacinas. axénico, adj. (fr. axénique; ing. axenic). Diz-sr
auxiliar, s. 2 gén. (fr. auxiliaire; ing. auxiliary). de um animal de laboratório isento de qualqul'l
V. paramédico. germe saprófito ou patogénico.
AV, abrev. de auriculoventricular (empregado axeroftol, s. m. (fr. axérophtol). Sino em desuso
sobretudo em electrocardiografia). de vitamina A.
AVC, abrev. de acidente vascular cerebral. axial, adj. (fr. e ing. axial). Relativo ao eixo dr
V. apoplexia. um corpo.
avental dos Hotentotes (fr. tablier des Hotten- axila, s. f. (fr. aiselle; ing. axilla). Cavidade si
totes; ing. Hottentot apron). 1) Malformação tuada entre a parte superior e interna do braço
rara na raça branca, mais frequente nos Hoten- e a parede lateral do tórax, que no adulto apre
totes, caracterizada pelo desenvolvimento ex- senta normalmente pilosidade. Sino de cavida
cessivo dos pequenos lábios que podem atingir de (ou região) axilar. (adj.: axilar.)
18 cm de comprimento. 2) Sino de ventre em axilar, adj. (fr. axillaire, ing. axillary). Relativo
alforge. Ling.: Hotentotes, população do Sudo- à axila. Ex.: gânglios axilares, artéria axilar.
este de África, que vive principalmente na áxis, S. f. (fr. e ing. axis). Segunda vértebra
Namíbia. cervical provida de um prolongamento (apó(isc'
aversão, s. f. (fr. e ing. aversion). Nojo, repug- odontóide ou dente do áxis) em volta da qU411
nância, desencadeados por uma pulsão. Ant. de se executam os movimentos de rotação do atlas.
apetência. (adj.: axoideu.)
aVF. Em electrocardiografia, símbolo do desvio axoatloideu, atloidaxoidiano, adj. (fr. atloido-
unipolar aumentado no eléctrodo exploratório axoidien; ing. atlantoaxial). Relativo ao áxis l'
fixado na perna esquerda. (F do inglês (oot: pé.) ao atlas.
aviário, adj. (fr. aviaire; ing. avian). Relativo às axõnio, S. f. (fr. axone; ing. axon). Prolong41
aves. Ex.: peste aviá ria. lnento constante, único, da célula nervosa (o
avirulento, adj. (ir. e ing. avirulent). Desprovido neurónio), con1 comprimento muito variável,
de virulência. que representa a parte essencial da fibra nervosa.
avitaminose, s. f. (fr. auitaminose; ing. avita- O axánio recebe os impulsos nervosos da célub
minosis). Qualquer afecção ou conjunto de per- da qual provêm e transmite-os a outras células

88
nrrvosas ou a órgãos efectores. Sino de cilin-
AZUL-DE-METILENO

azoto, s. m. (fr. azote; ing. nitrogen). Corpo sim-


I
4Jro-eixo (em desuso). (adj.: axónico.) ples, gás incolor e inodoro, que constitui 78 %
lIoplasma. V. exsudado algodonoso. do volume do ar. Desempenha um papel impor-
6I'gos (veia) (fr. veine azygos; ing. azygos). tante como moderador do oxigénio na respira-
\" Ileia ázigos. ção e pode provocar embolias gasosas quando
uoospermia, s. f. (fr. azoospermie, azoosper- atinge a saturação nos tecidos. O seu papel bio-
II',ltisme; ing. azoospermia, azoospermatism). lógico é importante porque entra na constitui-
I)lIninuição do número de espermatozóides no ção dos tecidos animais e vegetais: aminoáci-
f'perma. dos, proteínas, alcalóides. Contrariamente ao
uotemia, s. f. (fr. azotémie; ing. azotemia). Teor que indica a sua etimologia (do grego a: sem,
,I.) azoto não proteico no sangue (que não pro- zoe: vida), este gás é indispensável à vida. Sím-
\'(',n de proteínas) constituído pelo azoto da bolo: N. (adj.: azotado.)
un'ia, das bases púricas, do ácido úrico, da crea- azotúria, s. f. (fr. azoturie; ing. azoturia). Eli-
IIna e da creatinina e do amoníaco. A sua taxa minação excessiva de ureia e de outros com-
.HlInenta (hiperazotemia) sobretudo nas afec- postos azotados pela urina. (adj.: azotúrico.)
\Ol'S renais, nas perturbações do metabolismo, azougue, s. m. (fr. vif-argent). Nome popular
C'IU seguida a hemorragias, a choques traumáti- do mercúrio.
, «)s ou cirúrgicos, no decurso das febres, das azul-de-metileno (fr. bleu de méthylene; ing.
"',lrreias ou da obstrução intestinal. Ling.: o ter- methylene blue). Substância orgânica de cor
nu) azotemia é muitas vezes confundido com azul, utilizada como corante, como anti-sépti-
"rt'1nia, dado que as concentrações de azoto não co em uso externo (pincelagem da garganta) ou
pn )teico e de ureia variam geralmente de forma administrada por via oral (infecções urinárias),
p.• ralela. (adj.: azotémico.) bem como na exploração da função renal.

89
90
acima desta linha, e a pequena bacia ou peque-
na pélvis, abaixo dela. O estrangulamento entre
estas duas porções constitui o estreito superior
(ES). O orifício inferior da pequena pélvis cons-
I. I) Símbolo do bel. 2) V. grupos sanguíneos titui o estreito inferior (EI). V. pélvico. Sino de
A/H). pélvis, pelve.
11. () primeiro dos dois sons fisiológicos do bacilar (fr. bacillaire; ing. 2) bacillary). 1) adj.
\ oração, devido ao fecho das válvulas aurículo- Relativo aos bacilos. 2) adj. e S. m. Aquele que
"l'ntriculares. Também conhecido por 51. é tuberculoso e que elimina bacilos tuberculosos
12. () segundo dos dois sons fisiológicos do co- através da expectoração.
I.,,,·~lo, devido ao fecho das válvulas aórtica e baciliforme, adj. (fr. bacilliforme; ing. bacilli-
pllltnonar. Também conhecido por 52. form). Em forma de bastonete ou bacilo.
. ., símbolo químico do bário. Bacillus anthracis. Bactéria que provoca o
b8ba, s. f. (fr. 1) bave, 2) glaire; ing. 1) dribble, carbúnculo no homem.
!) slime). 1) Saliva mais ou menos viscosa e Bacillus pertussis. Nome em desuso de
("I)llmosa, que escorre de forma descontrolada Bordetella pertussis, agente da tosse convulsa.
d., hoca dos idosos ou de doentes com raiva ou bacilo, s. m. (fr. bacille; ing. bacillus). Qualquer
.lI.'que epiléptico. 2) Líquido claro, um pouco bactéria com a forma de bastonete (bacilo
.u;. is espesso do que o muco, de aspecto visco- tuberculoso, bacilo da febre tifóide, bacilo da
\c t como a clara de ovo, segregado por certas peste, etc.).
t1H!cosas. bacilo piociânico (fr. bacille pyocianique).
I.bcock (operação de) (fr. opération de Nome comum da Pseudomonas aeruginosa,
lf'/hcock; ing. Babcock's operation). Ressecção devido à coloração azulada do seu pus.
p.• reial do recto em caso de cancro desta víscera. bacinete, S. m. (fr. bassinet; ing. renal pelvis).
:1 IJ'lhcock, William Wayne, cirurgião america- Segmento alargado das vias urinárias, situado
no, 1872-1963.) na junção dos grandes cálices. O seu extremo
'.binski (sinal de) (fr. signe de Babinski; ing. inferior é continuado pelo uretero V. piel-. (adj.:
If,lhinski's reflex, Babinski's sign). Extensão Ien- piélico.)
e.l do dedo grande do pé, associada por vezes à baço, S. m. (fr. rate; ing. spleen). Órgão linfóide
extensão dos outros dedos (sinal de leque), pro- volumoso (peso médio 200 g), situado no
\ocada pela excitação mecânica do bordo ex- abdómen, sob o diafragma esquerdo (loca
I('rno da planta do pé. Normalmente, esta exci- subfrénica esquerda), por cima do ângulo cólico
e.l~·~lO provoca a flexão dos dedos do pé (reflexo esquerdo. Coberto por uma cápsula fibrosa, o
1'/,uItar). Patológico após os 18 meses de idade, baço é constituído por uma polpa vermelha for-
" sinal de Babinski está relacionado com uma mada por seios repletos de sangue, revestidos
I('s~lo do feixe piramidal. (Babinski, Josef por células reticuloendoteliais; a polpa branca
"I ançois Félix, neurologista de Paris, 1857- é constituída, de forma descontínua, por nódu-
Il}.~2.) los brancos dispersos, atravessados por uma fina
••binski-Nageotte (síndrome de) (fr. arteríola, polpa branca, compostos por folículos
.\vndrome de Babinsky-Nageotte; ing. Babin- linfóides (onde se formam linfócitos). O baço é
,Á'v-Nageotte syndrome). Síndrome neurológi- um reservatório importante de sangue, que pode
,.1 provocada por lesão bulbar retrolivar com em caso de necessidade libertar muito rapida-
I'quemia mais extensa do que na síndrome de mente para a circulação sanguínea cerca de
\Vt/Ilenberg (V. Wallenberg, síndrome de) com 150 mI a 200 mI de sangue. Enquanto ór-
hl'rniplegia contralateral por lesão piramidal e gão importante do sistema reticuloendotelial,
hl'rnianestesia. (Babinski, Josef François Félix, intervém nos processos da hemólise, na elabo-
l1l'urologista francês, 1857-1932; Nageotte, ração da hemoglobina e dos pigmentos biliares
kan, histologista francês, 1866-1948.) e na produção de anticorpos. É capaz de fixar
b8cia, s. f. (fr. bassin; ing. pelvis). Espaço ósseo protozoários, bactérias e substâncias químicas
te trtnado pelos dois ossos ilíacos unidos à fren- diversas. A acumulação anormal de certas subs-
1(' pela sínfise púbica e reunidos atrás por meio tâncias no fígado provoca o aumento do seu
do sacro e do cóccix. Esta cavidade, que se alar- volume (esplenomegalia) e está na origem de
~~.l para cima e é mais estreita e cilíndrica em grande número de afecções. A ablação do baço
haixo, é dividida em duas partes pela linha (esplenectomia) não põe a vida em perigo, por-
auolninada: a grande bacia ou grande pélvis, que as suas funções são assumidas de modo

91
BACTÉRIA

substitutivo pelos gânglios linfáticos, o fígado homem, responsáveis por diversas infecções (,u
e a medula óssea. V. lienal, esplénico. purações gangrenosas, infecções respiratóri .... ,
bactéria, s. f. (fr. bactérie; ing. bacterium). urinárias, septicemia). Ling.: Este termo SUh\fl
Microrganismo unicelular, que se reproduz por tuiu Ristella, actualmente abandonado.
divisão (V. micróbio). Os cocos e os bacilos são bagaçose, s. f. (fr. bagassose; ing. bagass(}.\1\
bactérias. As bactérias e os vírus constituem as bagasse disease). Doença profissional, obsCI'\.1
duas causas mais frequentes de infecções. (adj.: da nos operários que manipulam resíduos \"
bacteriano. ) cos de cana-de-açúcar (bagaço). Esta dOl'Il\J
bactericida, adj. (fr. bactéricide; ing. bacterici- caracteriza-se por perturbações respiratúl'l.,~
dai). Que destrói as bactérias. V. bacteriostático. (tosse, dispneia) e febre.
bacterídia, S. f. (fr. bactéridie). Nome do Baker (quisto de) (fr. kyste de Baker; itl):
Bacillus anthracis. Baker's cyst). Sino de bursite poplítea (BaÁ''''
bacteriemia, S. f. (fr. bactériémie; ing. bacte- William Morrant, cirugião inglês, 1839-1H9fp
remia). Presença de bactérias no sangue. Bakes (dilatador de) (fr. dilatateur de BaJ.:,'\ ,
bacteriforme, adj. (fr. bactériforme; ing. bac- ing. Baki/s dilator). Haste maleável, com extn
teriform). Em forma de bactéria. midade em forma de oliva, graduada em 1111\1
bacteriófago, s. m. (fr. bactériophage; ing. metros, destinada à exploração e dilatação di'
bacteriophage). Qualquer vírus que infecta as esfíncter de Oddi. (Bakes, J., cirurgião alenl.I'·
bactérias e que pode destruí-las (bacteriólise). contemporâneo.)
Os bacteriófagos apresentam uma grande es- BAL, abrev. de British AntiLewisite, para dcsl):
pecificidade não só para determinado grupo de nar o dimercaprol.
bactérias, mas também para uma espécie ou balan-, balano-, pref. de origem grega que l"
mesmo uma estirpe de bactérias. Abrev. fago. prime uma relação com a glande do pénis.
bacteriólise, s. f. (fr. bactériolyse; ing. bac- balânico, adj. (fr. balanique; ing. balanic). i{,
teriolysis). Dissolução das bactérias, espontâ- lativo à glande do pénis. Ex.: uretra balânicI
nea em seguida à sua morte ou provocada por balanite, S. f. (fr. balanite; ing. balanitis). Infl.,
anticorpos específicos (bacteriolisinas) ou por mação da mucosa da glande do pénis.
bacteriófagos. balanopostite, s. f. (fr. balano-posthite; iII):
bacteriolisina, S. f. (fr. bactériolysine; ing. bac- balanoposthitis). Inflamação da mucosa d.1
teriolysin). Anticorpo com uma afinidade espe- glande e do prepúcio.
cífica por um microrganismo, capaz de provo- balanoprepucial, adj. (fr. balano-préputial; ill)·.
car a sua dissolução. balanopreputial). Relativo à glande e ao prepll
bacteriolítico (fr. bactériolytique; ing. bacterio- cio. Ex.: freio balanoprepucial.
lytic). 1) adj. Relativo à bacteriólise. 2) adj. e S. m. balbuciação, S. f. (fr. balbutiement; ing. StLI11l
Que pode destruir uma bactéria por dissolução. mering.). Dificuldade da elocução caracterizad.l
Bacteriologia, S. f. (fr. bactériologie; ing. bacte- pela articulação hesitante e imperfeita das p.1
riology). Estudo das bactérias (estrutura, fun- lavras.
ções, condições de vida, etc.). V. microbiologia. balistocardiografia (ou balistografia), s. t
(adj.: bacteriológico.) (fr. ballistocardiographie ou ballistographie; illJ~
bacteriostático, adj. e S. m. (fr. bactériosta- ballistocardiography). Método de explora\';ll,
tique; ing. bacteriostatic). Que impede a prolife- utilizado em cardiologia, que permite registaI,
ração dos microrganismos, sem os ma tar. com o auxílio de um balistocardiógrafo (ba!J.\
V. bactericida. tógrafo), os movimentos muito fracos do (01
bacteriotoxina, s. f. (fr. bactériotoxine; ing. po humano que lhe são transmitidos à dist~11
bacteriotoxin). Toxina elaborada por uma bac- cia pela contracção cardíaca, pela ejecção dl'
téria. sangue e pela sua passagem nos grandes vas()\
bacteriotrópico, adj. (fr. bactériotropique; ing. O resultado registado é um balistocardiogra11I.1
bacteriotropic, bacteriopsonic). Que possui afi- (balistograma) que complementa os dados f( li
nidade electiva para as bactérias. necidos por outros métodos gráficos, nome.I
bacteriúria, s. f. (fr. bactériurie; ing. bacteriu- damente o electrocardiograma.
ria). Presença de bactérias em número excessi- balneoterapia, S. f. (fr. balnéothérapie; inJ'.
vo na unna. balneotherapy). Emprego dos banhos com fiJLI
Bacteróides (fr. Bactéroides; ing. Bacteroides). lidade terapêutica, incluindo os banhos de lanl;I.
Género de bacilos Gram-negativos, anaeróbios, areia, sol, luz artificial e, por extensão, as apll
que inclui várias espécies patogénicas para o cações de raios infravermelhos ou ultravioleta\ ,

92
BARTONELOSE

balonização valvar (fr. ballonisation valvaire,


ing. mitral valve prolapse syndrome, floppy
valve syndrome). Prolapso, durante a sístole, de
uma ou das duas valvas mitrais empurradas
barotraumatismo, s. m. (fr. barotraumatisme;
ing. barotrauma). Lesão provocada pelas mu-
danças bruscas e repetidas da pressão atmosfé-
rica. Ex.: lesões dos ouvidos e dos seios da face
fi
para a aurícula esquerda. Esta lesão exprime-se nos mergulhadores e aviadores. I

clinicamente pela constituição de uma síndro- Barr (corpúsculo de) (fr. corpuscule de Barr;
me de clic apical sistólico. ing. Barr body). Pequena massa de cromatina
balsâmico, s. m. (fr. balsamique; ing. balsamic). fortemente corável, identificada nos núcleos das
Que contém um bálsamo ou que possui as suas células somáticas dos mamíferos fêmeas e da
propriedades. Ex.: banho balsâmico. mulher, que permite determinar o sexo cromatÍ-
bálsamo, s. m. (fr. baume; ing. balsam). nico dos indivíduos. Parece corresponder a um
1) Produto natural aromático, de origem vege- dos dois cromossomas X do cariótipo feminino
tal, constituído por resina. 2) Antigamente, que, nas células somáticas, se torna inactivo.
medicamento aromático de consistência mole, (Barr, Murray, anatomista canadiano, 1908-.)
empregado em fricções e unções ou na manipu- barra, s. f. (fr. barre; ing. bar). Sensação dolo-
lação de preparados líquidos à base de álcool rosa que afecta geralmente uma zona alongada
ou de óleo (ex.: bálsamo tranquilo). V. bal- e horizontal: barra epigástrica, barra torácica,
sâmico. etc.
bandas ventriculares. V. cordas vocais falsas. barriga da perna (fr. mollet; ing. calf). Parte
Bang (doença de). Tipo de brucelose provo- carnuda na face posterior da perna, entre o ca-
cada pela Brucella melitensis biovar. Abortus vado popliteu do joelho e o tornozelo. Corres-
Barberio (reacção de) (fr. reáction de Barbe- ponde essencialmente ao relevo dos dois mús-
rio; ing. Barberios's test). Em medicina legal, culos gémeos. V. sural.
processo de identificação das manchas de es- Bársony (incidência de) (fr. incidence de
perma por meio do ácido pícrico, que forma Bársony; ing. Bársony's incidence). Incidência
cristais amarelos com a espermina. para a radiografia frontal da charneira lombos-
barbitúrico, s. m. (fr. barbiturique; ing. bar- sagrada. (Bársony, Theodor, radiologista hún-
biturate). Qualquer medicamento hipnótico garo, 1887-1942.)
derivado do ácido barbitúrico ou dos seus Bartholin (glândula de) (fr. glande de
homólogos. Bartholin; ing. greater vestibular gland). Cada
barbiturismo, s. m. (fr. barbiturisme; ing. barbi- uma das duas glândulas situadas de cada lado
turism). Intoxicação aguda ou crónica pelos da metade posterior do orifício vaginal. Sino de
'barbitúricos. glândula vulvovaginal. (Bartholin ou Bartho-
barita, s. f. (fr. baryte; ing. 1) barium hydroxide; linus, Caspar ]r., anatomista dinamarquês,
2) barium sulfate). 1) Hidróxido de bário: pó 1655-1738.)
cristalino muito tóxico empregado como rea- bartolinite, s. f. (fr. bartholinite; ing. bartho-
gente químico. 2) Em linguagem clínica, desig- linitis). Inflamação das glândulas de Bartholin,
na o sulfato de bário: pó branco, insolúvel na muitas vezes de origem blenorrágica ou coli-
água, empregue como meio de contraste, so- bacilar.
bretudo sob forma gelatinosa ou de suspensão, Bartonella bacilliformis. Bactéria aeróbia em
para a radiografia do tubo digestivo (trânsito forma de bastonete transmitida ao homem por
baritado, clister opaco). (adj.: baritado.) flebótomos e agente etiológico da doença de
Barlow (doença de) (fr. maladie de Barlow; Carrión (bartonelose).
ing. Barlow's disease). Conjunto de manifesta- bartonelose, s. f. (fr. bartonellose; ing. barto-
ções patológicas provocadas nos lactentes e nas nellosis, Carrión's disease, bartonelliasis). Do-
crianças jovens pela carência de vitamina C. Sino ença infecciosa febril devida a um microrga-
de escorbuto infantil. (Barlow, Sir Thomas, nismo em forma de bastonete (Bartonella bacilli-
médico inglês, 1845-1945.) formis), parasita dos glóbulos vermelhos e das
baro-, pref. de origem grega que exprime relação células endoteliais. Endémica em certos vales
com a gravidade, a ideia de peso, de pressão. dos Andes, transmite-se pela picada de um in-
baroceptor, s. m. (fr. barocepteur; ing. barore- secto (flebótomo). As suas manifestações prin-
ceptor). Receptor sensorial sensível à pressão cipais são anemia grave e erupção cutânea de
externa (ex.: na pele) ou a uma modificação da nódulos semelhante a verrugas que sangram
pressão interna (tensão arterial, tal como nos muito facilmente. Sino de doença (ou anemia)
receptores aórticos). de Carrión.

93
BASAL

basal, adj. (fr. e ing. basal). 1) Relativo a ou relação com a base de um corpo ou de um
que constitui a base de um órgão ou de uma órgão.
estrutura anatómica. Ex.: brônquio basal, mem- básico, adj. (fr. basique; ing. basic). Relativo a
brana basal. V. basilar. 2) Fundamental, essen- uma base química ou que possui as suas pro-
cial. V. metabolismo basal. priedades, nomeadamente a alcalinidade; que
basalioma, s.m. (fr. épithélioma basocellulaire; tem um pH superior a 7. Ex.: corante básico,
ing. basalioma, basal cell epithelioma). O can- sal básico.
cro cutâneo mais frequente na raça caucasóide basicraniano, adj. (fr. hasicrânien; ing. hasi-
(cerca de 750/0 dos carcinomas epidermóides), cranial). Relativo à base do crânio. Ex.: eixo
muito raro nos Negros, originado a partir do basicraniano.
folículo piloso germinativo, com crescimento basilar, adj. (fr. basilaire; ing. basilar). Que ser-
infiltrativo local, muito lento, sem metastização, ve de base a um órgão, ou que se encontra na
geralmente em zonas de exposição crónica à luz. base de um órgão. Ex.: veia basilar, tronco
Localiza-se habitualmente na face, em especial basilar (na base do cérebro).
na pirâmide nasal e nas regiões genianas, pál- basílica (veia), s. f. (fr. basifique ou veine
pebras inferiores, fronte, têmporas e pavilhões basilique; ing. basilic vein). V. veia basílica
auriculares. A lesão elementar mais comum é a basocelular, adj. (fr. basocellulaire; ing. basal
«pérola epiteliomatosa», pápula ou nódulo de ceU). Relativo à camada de células mais pro-
1 a 5 mnl, eritematosa, translúcida, de superfí- funda (basal) da epiderme. Diz-se, nomeada-
cie lisa, de consistência dura e elástica, com pe- mente, dos cancros da pele provenientes destas
quenas telangectasias e muitas vezes pontuado células.
melânico. As formas clínicas são diversas: basofilia, S. f. (fr. basophilie; ing. hasophilia).
perolada, que pode ser ulcerada, pagetóide, 1) Afinidade de uma célula ou de um tecido
pigmentada, nodular, ulcerovegetante, planoci- pelos corante básicos. 2) Aumento anormal do
catricial. Se não for tratado pode evoluir para a número de granulócitos basófilos no sangue.
forma ulcerada ou ulcus rodens, com progres- Este fenómeno observa-se, nomeadamente, nas
são na quase totalidade da espessura da derme. leucemias mielóides crónicas, nas quais signifi-
Sin.: carcinoma basocelular, epitelioma baso- ca um prognóstico desfavorável. Sino de granulo-
celular. citose basófila.
base, s. f. (fr. e ing. base). 1) Parte inferior de basófilo, S. m. (fr. baSOfJhile; ing. basophilic).
um órgão (ex.: base do crânio) ou ponto de li- Granulócito (polinuclear) basófilo. V. granulócito.
gação de um órgão (ex.: base do coração, base Bassini (operação ou procedimento de) (fr.
ou raiz de uma falange). 2) Qualquer substân- operation ou procédé de Bassini; ing. Bassini's
cia capaz de libertar iões OH. As bases produ- operation). Intervenção cirúrgica para a cura
zem sais quando são neutralizadas pelos áci- de uma hérnia inguinal. (Bassini, Edoardo, ci-
dos: em solução aquosa, são alcalinas (pH su- rurgião italiano, 1844-1924.)
perior a 7). (adj.: básico.) 3) Princípio activo de bastonetes da retina (fr. bâtonnets de la reti-
um medicamento. 4) Excipiente de uma pomada. ne; ing. retina I rods). Receptores sensíveis à
base pirimídica (fr. base pyrimidique). V. pi- luz, situados na zona periférica da retina. Os
rimidina. hastonetes pennÍtem uma visão desfocada e sem
base púrica (fr. base purique). V. purina. cor, mesmo com fraca luminosidade (visão noc-
Basedow (doença de) (fr. maladie de Base- turna), ao passo que os cones permitem uma
dow; ing. Grave's disease). Afecção provocada visão focada e colorida, mas somente em pre-
pelo funcionamento excessivo da glândula sença de forte luminosidade (visão diurna).
tiróide (hipertiroidismo). Os seus sintomas ca- bati-, pref. de origem grega q ue exprime a ideia
racterísticos são: tumefacção da tiróide, exof- de profundidade ou situação baixa.
talmia acompanhada por diversos sinais ocula- batiestesia, S. f. (fr. bathyesthésie; ing. bathyes-
res, perturbações cardiovasculares (taquicardia, thesia). Sensibilidade profunda que resulta da
arritmia), emagrecimento, diarreia, astenia. Sino estimulação dos receptores musculo-tendinosos.
de hócio exoftálmico. (Basedow, Karl Adolf batimento, S. m. (fr. battement; ing. beat). Cada
von, lnédico alemão, 1790-1854.) uma das contracções e dilatações alternadas do
basedowiano (fr. basedowien; ing. basedowian). coração e das artérias; pulsação.
I) adj. Relativo ao bócio exoftálmico. 2) s. 2 gén. Bauhin (válvula de) (fr. valvule de Bauhin; ing.
Indivíduo afectado pelo bócio exoftálmico. ileocolic valve, ileocecal valve). Válvula anexa
basi-, baso-, pref. de origem grega que exprime ao orifício de comunicação entre o íleo e o có-

94
BENJOIM COLOIDAL

lon ascendente (situada imediatamente acima Behçet (doença de) (fr. maladie de Behçet; ing.
do cego). Sino de válvula ileocecal (ou ileocólica) Behçet's syndrome). Doença crónica recidivante
(Bauhin ou Bauhinus, Gaspard, anatomista e caracterizada por aftas bucais e genitais, asso-
botânico suíço, 1560-1624.) ciadas a afecção ocular (uveíte, coriorretinite)
BAV, abrev. de bloqueio auriculoventricular. muitas vezes grave, a lesões venosas e arteriais
Bazex (síndrome de) (fr. syndrome de Bazex; que provocam tromboses recidivantes periféri-
ing. Bazex's syndrome). Sino de acroqueratose cas e viscerais e a erupção do tipo eritema
paraneoplásica. (Bazex, A., médico francês do polimorfo (que constitui muitas vezes a primei-
séc. xx). ra manifestação da doença). De etiologia não
BB5, abrev. de Besnier-Boeck-Schaumann (doen- esclarecida, esta doença integra-se no grupo das
ça de). vascularites sistémicas. Sino de síndrome cutâ-
BCG, abrev. de bacilo de Calmette-Guérin. neo-muco-uveal. (Behçet, Hulusi, dermatolo-
V. vacina BCG. gista turco, 1889-1948.)
Bean (síndrome de) (fr. syndrome de Bean; bel, s. m. (fr. e ing. bel). Unidade de medida da
ing. blue rubberbleb nevus). Associação congé- intensidade sonora. Dado que o ouvido huma-
nita, transmitida de modo autossómico domi- no é sensível a diferenças de intensidade dez
nante, de angiomas cavernosos erécteis da pele vezes mais fracas do que o bel, utiliza-se na prá-
e de hemangiomas disseminados pela mucosa tica o decibel como unidade de medida da in-
do tubo digestivo, susceptíveis de provocar he- tensidade sonora. Símbolo: B. (Segundo Bel!,
morragias repetidas. Sin.: angiomatose cutânea Alexander Graham, físico americano, 1847-
e digestiva (Bean, William Bennett, médico 1922.)
americano, 1909.) belida, s. f. (fr. taie; ing. leukoma). Mancha
Bechterew (doença de) (fr. maladie de Bech- cicatricial opaca ou semitransparente da córnea,
terew). Sino de espondilartrite anquilosante. consecutiva a uma lesão traumática, a uma in-
(Bechterew, Vladimir Mikhailovitch von, neu- flamação ou resultante de uma anomalia do
rologista russo, 1857-1927.) desenvolvimento. De acordo com a sua espes-
Beck-Doléris (operação de) (fr. opération de sura, classificam-se as belidas como nefélio,
Beck-Doléris; ing. Beck-Doléris operation). albugem ou leucoma.
Técnica de histeropexia por fixação dos liga- Bence-Jones (proteína de) (fr. protéine de
mentos redondos do útero à parede anterior do Bence-fones; ing. Bence-fones protein). Varie-
abdómen. Sino de operação de Doléris, ligamen- dade de proteína com estrutura idêntica à das
topexia intra-abdominal. (Doléris, Jacques, gi- cadeias leves (tipo KOU À?) das imunoglobulinas
necologista francês, 1852-1938.) monoclonais. É posta em evidência por meio
Beer-Lambert (lei de) (fr.loi de Beer-Lambert; da reacção de Bence-Jones no sangue e na uri-
ing. Beer's law). Lei fundamental da colori- na de doentes que sofrem de mieloma múltiplo:
metria relativa à absorção da luz por uma subs- a proteína precipita a 50-60°C, redissolve-se
tância colorida que é atravessada por um feixe com a ebulição e volta a precipitar com o arre-
luminoso. Essencialmente, a fracção de luz ab- fecimento.
sorvida, e assim a diminuição da intensidade Bence-Jones (reacção de) (fr. réaction de
luminosa, é proporcional à espessura da cama- Bence fones; ing. Bence-fones' reaction). V. Ben-
da atravessada. Esta lei é válida para as fracas ce-Jones (proteína de).
concentrações e para um comprimento de onda benignidade, s. f. (fr. bénignité; ing. benignity).
determinado. (Beer, August, físico alemão, Característica de uma doença cuja cura se ob-
1825-1863; Lambert, Johann Heinrich, físico tém facilmente. Ant. de malignidade.
matemático alemão, 1728-1777.) benigno, s. m. (fr. bénin; ing. benign). Des-
behaviourismo (fr. behaviorisme; ing. beha- provido de gravidade. Ex.: tumor benigno. Ant.
viourism). Comportamentalismo. Abordagem de maligno.
da psicologia baseada no princípio de que só o beniquê (ou sonda de Béniqué) (fr. béniqué;
comportamento observável deve ser estudado, ing. Béniqué's sound). 1) Sonda de Béniqué:
negando assim qualquer importância aos pro- sonda maleável de diferentes espessuras para a
cessos inconscientes. Os behaviouristas ocupam- dilatação da uretra. 2) Por extensão, qualquer
se dos processos da ocorrência do comporta- cateter uretral metálico. (Béniqué, Jules, urolo-
mento através do condicionamento (reflexos gista francês, 1806-1851.)
condicionados). Sin.: psicologia behaviourista. benjoim coloidal (reacção do) (fr. réaction
Ling.: behaviourism é grafia inglesa, behaviorism, au benjoin colloidal; ing. colloidal benzoin
americana. reaction). Reacção de floculação de uma sus-

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BENNETT (FRACTURA DE)

pensão coloidal de benjoim para o líquido mentos de precisão, reclamos luminosos, tubos
cefalorraquidiano, utilizada como meio de di- de raios X, etc.).
agnóstico da sífilis e das meningites. Besnier-Boeck-Schaumann (doença de) (fr.
Bennett (fractura de) (fr. fracture de Bennett; maladie de Besnier-Boeck-Schaumann; ing.
ing. Bennett's fracture). Fractura da base do Besnier-Boeck disease, sarcoidosis). Doença cu-
primeiro metacárpico. Sino de fractura dos jas lesões se assemelham às da tuberculose, que
boxeurs. (Bennett, Edward Hallaran, cirurgião pode atingir todos os órgãos. As lesões cutâ-
irlandês, 1837-1907.) neas características são os granulomas tuber-
benzeno, s. m. (fr. benzene; ing. benzene). Lí- culóides sem necrose caseosa, antigamente cha-
quido de odor forte característico, extraído dos mados sarcóides. A afecção está actualmente
óleos leves da hulha, muito inflamável, empre- classificada no grupo das doenças auto-imunes,
gado como solvente, como carburante e na sín- abrev.: BBS. Sino de linfogranulomatose benig-
tese de diversas substâncias orgânicas (corantes, na, linfogranuloma benigno, sarcoidose. (Besnier,
medicamentos). Ernest Henri, dermatologista francês, 1831-
benzidina, s. f. (fr. e ing. benzidine). Substân- -1909; Boeck, Caesar Peter Moller, derma-
cia muito pouco solúvel na água, tóxica, utili- tologista norueguês, 1845-1917; Schaumann,
zada na pesquisa do sangue humano, nomea- Jorgen Nilsen, dermatologista sueco, 1879-
damente nas fezes e em medicina legal (man- -1953.)
chas suspeitas). bestialidade, s. f. (fr. béstialité; ing. bestiality).
benzolismo, s. m. (fr. benzolisme; ing. benzo- Acto sexual praticado por um ser humano com
lism). Intoxicação profissional pelos benzóis um animal. V. zoofilia. Sino de sodomia (2).
(misturas de benzeno com os seus homólogos: beta. Segunda letra do alfa beta grego (~).
tolueno, xileno, etc.) nos operários que traba- beta-bloqueador (ou beta-bloqueante), s. m.
lham em indústrias da borracha, dos vernizes, (fr. bêta-bloquant ou bêta-bloqueur; ing. beta
das lacas, dos produtos de limpeza. adrenergic blocking. agent). Substância que ini-
béquico, adj. e s. m. (fr. béchique; ing. bechic). be de forma competitiva a estimulação dos re-
Que acalma a tosse. Ling.: Diz-se mais corren- ceptores beta-adrenérgicos provocada pelos
temente antitússico. mediadores adrenérgicos ou pelos simpaticomi-
Berger (doença de) (fr. maladie de Berger; ing. méticos. Os receptores adrenérgicos ao nível das
Berger's disease). Forma relativamente frequente vísceras são específicos: beta-1 para o coração,
de nefropatia crónica por complexos imunes, beta-2 para os brônquios, as fibras musculares
que se manifesta por hematúria recidivante de- estriadas e o músculo uterino. Em terapêutica
sencadeada por episódios infecciosos da esfera prática, o objectivo é o bloqueio dos receptores
ORL, pela presença de complexos imunes IgA beta-1 do coração. Os beta-bloqueadores têm
no sangue e pelo depósito destes complexos no uma importância capital em grandes afecções
mesângio dos glomérulos renais (Berger, Jean, extremamente frequentes: a insuficiência coro-
nefrologista francês do séc. xx.) nária crónica e a hipertensão arterial.
beribéri, s. m. (fr. béribéri; ing. beriberi). Afec- beta-globulinas, s. f. pI. (fr. bêta-globulines,
ção devida à carência em vitamina B] (tiamina), f3-globulines ou globulines-f3; ing. betaglobulins,
secundária a uma alimentação quase exclusiva f3-globulin). Conjunto de globulinas plasmáti-
de arroz branco descascado (ou polido). Carac- cas que têm uma mobilidade electroforética
teriza-se essencialmente por polinevrite que atin- intermédia entre a das alfa e a das gama-globu-
ge sobretudo os membros inferiores e que pode linas. Constituem 9 % a 15 % das proteínas do
ser acompanhada por anemia e perturbações plasma sanguíneo.
cardiovasculares. Esta doença observa-se em beta-lipoproteínas, s. f. pI. (fr. bêta-lipopro-
certas regiões da Ásia, da África, da América téines, f3-lipoprotéines; ing. betalipoproteins,
do Sul e de forma geral em todos os países onde f3-lipoprotein). Lipoproteínas do soro sanguí-
grassa a fome e a malnutrição. Sino de avitami- neo de alta densidade (1, 063-1, 210) formadas
nose B 1. Ling.: do cingalês boeri, fraqueza; pelo fígado e pelo intestino. O soro humano
beribéri, grande fraqueza. normal contém 3 g/l de beta-lipoproteínas cuja
beriliose, s. f. (fr. berylliose; ing. berylliosis). composição é a seguinte: proteínas 50%,
Doença pulmonar profissional, aguda ou cró- fosfolípidos 250/0, colesterol 12 0/0, triglicéridos
nica, provocada pela inalação de produtos que 8%. As beta-lipoproteínas aumentam na cirro-
contêm berílio, cuja utilização industrial está se biliar e em certas obstruções das vias biliares.
muito difundida (indústria aeronáutica, instru- A sua taxa diminui em certas afecções hepáti-

96
BIFOCAL

cas e em certas hiperlipidemias. Abrev.: f3-Lp, Que possui dois compartimentos.


HDL. bicarbonato, S. m. (fr. e ing. bicarbonate). Sal
betaterapia, s. f. (fr. bêtathérapie; ing. beta- do ácido carbónico. O anião bicarbonato
therapy). Tratamento radioactivo praticado es- HCO- J é um dos principais aniões do meio
sencialmente com raios beta. interior; constitui o essencial da reserva alcalina.
betatrão, s. m. (fr. bêtatron; ing. betatron). A sua taxa no plasma sanguíneo depende do
Acelerador de electrões que produz uma ener- pH e da pressão em gás carbónico nos alvéolos
gia que atinge 300 MeV. Após bombardeamento pulmonares.
de um material, os electrões fornecem raios X bicipital, adj. (fr. e ing. bicipital). 1) Relativo
muito penetrantes utilizados em radioterapia. ao músculo bicípite braquial ou bicípite crural.
V. ciclotrão, sincrotrão. Ex.: reflexo bicipital. 2) Que possui duas por-
bexiga, s. f. (fr. vessie; ing. bladder). 1) Bolsa ções ou cabeças, aplicando-se sobretudo aos
ou saco, em borracha ou em material do intes- músculos.
tino de animais, para receber o gás inspirado, bicípite, S. m. (fr. e ing. biceps). Músculo longo
em certos aparelhos de anestesia. 2) Saco para do qual uma das extremidades termina por dois
gelo em borracha munido de um fecho estan- tendões ou duas porções. V. músculos bicípites.
que. 3) Por abrev. bexiga urinária. bicipitorradial, adj. (fr. e ing. bicipito-radial).
bexiga hipertónica (fr. vessie de lutte; ing. Relativo ao músculo bicípite e ao rádio.
hypertonic bladder). Aspecto de uma bexiga bico-de-papagaio, S. m. (fr. bec-de-perroquet;
hipertónica, cuja evacuação é dificultada por ing. beak-shaped osteophyte). Excrescência ós-
um obstáculo (cervical, prostática ou uretral). sea em forma de gancho que aparece no corpo
Radiologicamente, observa-se espessamento da das vértebras em certos tipos de reumatismo
parede vesical e as outras consequência da hi- crónico; visível na radiografia da coluna verte-
pertrofia do músculo detrusor (células, colunas bral. V. discartrose.
e divertículos). bicôncavo, adj. (fr. e ing. biconcave). Que apre-
bexiga urinária (fr. vessie urinaire; ing. urinary senta duas superfícies côncavas opostas. Apli-
bladder). Reservatório com parede muscular, no ca-se sobretudo às lentes.
qual a urina, que corre pelos ureteres (a partir biconvexo, adj. (fr. biconvexe; ing. biconvex).
do rim) se deposita nos intervalos entre as mic- Que apresenta duas superfícies convexas opos-
ções. Durante a micção, a urina deixa a bexiga tas. Aplica-se sobretudo às lentes.
pela uretra. A bexiga está situada na cavidade bicórneo, adj. (fr. bicorne; ing. bicornuate). Que
pélvica, atrás da sínfise púbica (no homem por tem dois cornos ou duas excrescências, que tem
crma da próstata, por cima e à frente do recto; este aspecto. V. útero bicórneo. Sino bicorne.
na mulher, à frente do útero e da vagina). A sua bicúspide, adj. (fr. bicuspide; ing. bicuspid).
capacidade fisiológica média é de cerca de Que apresenta duas saliências pontiagudas. Ex.:
300 mI. Os orifícios ureterais situam-se nos dois dente bicúspide (pré-molar), válvula bicúspide
ângulos superiores do trígono vesical, enquan- (mitral) do coração.
to o orifício uretral (colo da bexiga) ocupa o bid (ou B. I. D.), abrev. do latim bis in die, para
seu ângulo inferior. A mucosa que reveste a ca- tomar duas vezes ao dia.
vidade vesical, lisa na criança, torna-se areolar Biermer (anemia ou doença de) (fr. anémie
no adulto, por hipertrofia das fibras muscula- ou maladie de Biermer; ing. Biermer's anemia,
res, e pode assumir, no idoso, um aspecto de Biermer's disease). Sino de anemia perniciosa.
bexiga de colunas. V. cístico. (adj.: vesical.) (Biermer, Anton, médico alemão, 1827-1892.)
Ling.: em linguagem clínica corrente, diz-se biermeriano (fr. biermérien; ing. biermerian).
muitas vezes simplesmente bexiga. 1) adj. Relativo à anemia perniciosa (doença de
bexigas, s. f. pI. (fr. petite vérole). Sino desusa- Biermer). 2) S. m. Que sofre da doença de
do de varíola. Biermer.
Bi, símbolo químico do bismuto. bífido, adj. (fr. bifide; ing. bifidus). Diz-se de
bi-, bis-, pref. de origem latina que significa dois um corpo alongado fendido em duas partes em
ou duas vezes e indica a presença de duas coi- mais de metade do seu comprimento. Aplica-se
sas semelhantes. também às malformações com fissura media-
biauricular, adj. (fr. biauriculaire; ing. biauri- na. Ex.: lábio bífido. V. trífido.
cular). Relativo aos dois ouvidos ou às duas bifocal, adj. (fr. e ing. bifocal). Que possui dois
aurículas cardíacas. focos, falando de um vidro óptico (lente, ócu-
bicameral, adj. (fr. bicaméral; ing. bicameral). los).

97
BIGEMINADO

bigeminado, adj. (fr. bigeminé; ing. bigeminal). Uma taxa sanguínea elevada e a sua presença
Duplo, dobrado; que aparece aos pares. Ex.: na urina indicam a existência de retenção biliar,
pulso bigeminado. tanto extra-hepática (colédoco, obstrução da
bigeminismo, s.m. (fr. bigéminisme; ing. bige- ampola de Vater), como intra-hepática (hepa-
minty). Ocorrência aos pares, especialmente de tite).
duas pulsações em sucessão rápida. Pulso du- bilirrubina indirecta (ou bilirrubina livre)
plo com uma extra-sístole (fr. bilirubine indirecte ou bilirubine libre; ing.
bilateral, adj. (fr. bilatéral; ing. bilateral). Rela- indirect bilirubin, unconjugated bilirubin).
tivo a dois lados opostos e simétricos, em parti- Bilirrubina doseada através da reacção indirec-
cular aos dois lados do corpo ou a dois órgãos ta de van den Bergh (V. diazorreacção). Repre-
ou estruturas simétricas. Ex.: nefropatia bilate- senta a bilirrubina que ainda não passou atra-
ral, paralisia bilateral. vés do fígado para os canais biliares. A sua taxa
Bilharzia, s. f. (fr. bilharzia ou bilharzie). Sino no sangue, normalmente compreendida entre
em desuso de schistosoma, esquitossoma. 3 e 6 mg/l, aumenta de forma evidente no caso
bilhárzia (fr. bilharzie; ing. bilharzia). Qualquer da icterícia hemolítica e da icterícia fisiológica
parasita do género Bilharzia. do recém-nascido.
bilhárzico (ou bilharziano), adj. (fr. bilharzien; bilirrubinemia, s. f. (fr. bilirubinémie; ing.
ing. bilharzial). Relativo às bilhárzias ou por bilirubinemia). 1) Presença fisiológica de bilirru-
elas provocado. Ex.: úlcera bilharziana. bina no sangue, responsável em parte pela co-
bilharziose (ou bilharzíase), s. f., sino de loração amarelada do soro. A bilirrubina en-
schistosomíase, esquitossomíase. contra-se aí principalmente sob a forma livre
bili-, pref. de origem latina que exprime relação (bilirrubina indirecta) e sob a forma conjugada
com a bílis. V. col-. (bilirrubina directa). A taxa da bilirrubinemia
biliar, adj. (fr. biliaire; ing. biliary). 1) Relativo total varia entre 4 e 8 mg/l. 2) Por extensão,
à bílis. Ex.: secreção biliar. 2) Que conduz a presença de bilirrubina em excesso, quer esta
bílis. V. cálculo biliar, pigmento biliar, sais se manifeste ou não por icterícia clinicamente
biliares, vesícula biliar, vias biliares. detectável.
biligrafia, s. f. (fr. biligraphie). Sino de colan- bilirrubínico, adj. (fr. bilirubinique; ing. biliru-
giografia. binic). Relativo à bilirrubina.
bilioso, adj. (fr. bilieux; ing. bilious). Que é de- bilirrubinúria, s. f. (fr. bilirubinurie; ing.
vido à hipersecreção de bílis. Ex.: febre bi- bilirubinuria). Presença patológica de bilirrubina
liosa, temperamento bilioso. Ling.: termo pou- na urina, sob a forma conjugada, secundária ao
co empregado em linguagem médica moderna. seu aumento no sangue (hepatites e icterícia por
bilirrubina, s. f. (fr. bilirubine; ing. bilirubin). obstrução); pode preceder a icterícia.
Pigmento amarelo avermelhado presente na bí- bílis, s. f. (fr. e ing. bile). Líquido viscoso e que
lis, no soro sanguíneo e nas fezes. A bilirrubina corre em fio, alcalino, muito amargo, cuja cor
forma-se no sistema reticuloendotelial e provém varia entre o amarelo-dourado e o castanho-
da degradação da hemoglobina por perda de -esverdeado, segregado pelas células hepáticas,
ferro. Confere à bílis hepática a sua cor amare- que se deposita na vesícula biliar e é introduzido
lo-acastanhado. Na icterícia, a sua taxa sanguí- no duodeno pelo canal colédoco. A bílis desem-
nea aumenta consideravelmente, sendo também penha um papel importante na emulsificação,
encontrada na urina. Reduzida no intestino, é digestão e absorção dos lípidos, torna o meio
eliminada sob a forma de estercobilinogénio. intestinal alcalino, impede a putrefacção e con-
(adj.: bilirrubínico.) tribui para a eliminação de certos resíduos do
bilirrubina directa (ou bilirrubina conjuga- metabolismo. As suas características variam de
da) (fr. bilirubine directe ou bilirubine conju- acordo com a sua proveniência: canal colédoco
guée; ing. direct bilirubin, conjugated bilirubin). (bílis A), vesícula biliar (bílis B, bílis cística ou
Forma de bilirrubina que é doseada directamen- bílis vesicular), canais hepáticos (bílis C ou bílis
te em função da sua boa solubilidade na água hepática). V. bili-, col-. (adj.: biliar.)
(V. diazorreacção). Trata-se de uma combi- biliúria, s. f. (fr. biliurie; ing. biliuria). Presença
nação da bilirrubina com o ácido glucurónico. de bílis ou de sais biliares na urina.
Esta conjugação tem lugar no fígado, e a bilir- biliverdina, s. f. (fr. biliverdine; ing. biliverdin).
rubina conjugada passa normalmente para a Pigmento verde produzido pela oxidação da
bílis. Existe apenas em muito reduzida quanti- bilirrubina. Existe nas cascas dos ovos de aves e
dade no soro normal (menos de 0, 2 mg 0/0). na placenta das cadelas, não se encontrando na

98
t:SIULU(,iIA MULI:(.;ULAH

bílis nem no soro humanos normais, mas sim no bioenergia, s. f. (fr. bioénergie; ing. bioenergy).
soro, na urina e no conteúdo intestinal dos doen- Em psicologia e psiquiatria, designa a energia
tes com obstrução carcinomatosa do colédoco, vital considerada tanto no plano somático como
cirrose hepática ou icterícia obstrutiva. no plano mental. Certas terapêuticas destinam-
Billroth (operação de) (fr. opération de -se a explorar a bioenergia, tal como o método
Billroth; ing. Billroth's operation). Gastrectomia do grito primitivo que consiste em exortar os
parcial realizada por meio de duas técnicas di- doentes a exprimirem-se intensivamente por
ferentes, designadas por tipo I e tipo II, ou ope- meio de gritos e gestos.
ração de Billroth I e operação de Billroth II. bioequivalência, s. f. (fr. bioéquivalence; ing.
(Billroth, Christian, cirurgião alemão, 1829- bioequivalence). Medicamentos que contêm as
-1894.) mesmas substâncias activas e são idênticas na
bilobado, adj. (fr. bilobé; ing. bilobate). Que se dosagem ou concentração, forma farmacêutica
encontra dividido em dois lobos. Ex.: placenta e via de administração são considerados equi-
bilobada. valentes farmacêuticos. Dois destes medicamen-
bilocular, adj. (fr. biloculaire; ing. bilocular). tos são considerados bioequivalentes quando as
Que se encontra dividido em dois comparti- respectivas taxas e graus de biodisponibilidade
mentos ou cavidades. Ex.: estômago bilocular. da substância activa não diferem significante-
bimaleolar, adj. (fr. bimalléolaire; ing. bimalleo- mente em condições de teste adequadas. (adj.:
lar). Relativo aos dois maléolos, externo e in- bioequivalente. )
terno, da perna. Ex.: fractura bimaleolar. bioética, s. f. (fr. bioéthique; ing. bioethics).
bimanual, adj. (fr. bimanuel; ing. bimanual). Disciplina que se interessa pelos princípios
Que se faz com as duas mãos. Ex.: palpação morais face ao ser vivo, nomeadamente na prá-
bimanual. tica médico-cirúrgica e na investigação biomé-
binário, adj. (fr. binaire; ing. binary). Formado dica.
por duas unidades, por dois constituintes ou por biofeedback. Maneira de informar imediata-
dois elementos químicos. mente um indivíduo sobre os seus processos or-
Bing. V. Taussig-Bing (síndrome de). gânicos (ex.: a frequência cardíaca), que habi-
binocular, adj. (fr. binoculaire; ing. binocular). tualmente são inconscientes. Estes processos
1) Relativo aos dois olhos. 2) Que comporta podem ser submetidos a condicionamento
duas oculares. Ex.: microscópio binocular. operante. Trata-se de um tratamento experimen-
binuclear (ou binucleado), adj. (fr. binucléaire tal para perturbações da regulação do funcio-
ou binucléé; ing. binuclear). Que possui dois namento do organismo. Ex.: a hipertensão ar-
núcleos. terial.
bio-, pref. de origem grega que exprime relação biogénese, s. f. (fr. biogenese; ing. biogenesis).
com a vida. Aparecimento, origem da vida.
bioclima, s. m. (fr. bioclimat; ing. bioclimate). biogenético, adj. (fr. biogene, biogénétique ou
Conjunto das condições climáticas de uma re- biogénique; ing. biogenetic). Que cria a vida ou
gião que exercem alguma influência no desen- favorece o seu desenvolvimento. Diz-se em par-
volvimento dos seres vivos. ticular dos elementos químicos que compõem
biodegradável, adj. (fr. biodégradable; ing. normalmente a matéria viva.
biodegradable). Diz-se de uma substância que biologia, s. f. (fr. biologie; ing. biology). Ciên-
pode ser decomposta por organismos vivos, cia da vida ou estudo dos seres vivos, plantas e
nomeadamente por microrganismos. Ex.: os animais, e de todos os fenómenos que regem
detergentes biodegradáveis utilizados para a ou acompanham o seu nascimento, desenvolvi-
depuração das águas. mento, evolução, nutrição, reprodução e des-
biodisponibilidade, s. f. (fr. biodisponibilité; truição. (adj.: biológico.)
ing. bioavailability). Velocidade e taxa de absor- biologia celular (fr. biologie cellulaire; ing.
ção de um princípio activo a partir de uma for- cellular biology). Parte da biologia que estuda
ma farmacêutica, medidas através da curva tem- os fenómenos da vida ao nível das células que
po/concentração na circulação geral ou da ex- constituem organismos superiores.
creção urinária. biologia molecular (fr. biologie moléculaire;
bioelemento, s. m. (fr. bioélément; ing. bioele- ing. molecular biology). Conjunto dos estudos
ment). 1) Qualquer elemento químico constitu- consagrados ao funcionamento dos seres vivos,
tivo do tecido vivo. 2) Elemento químico indis- à escala das moléculas: estrutura dos genes, das
pensável à vida. macromoléculas (ácidos nucleicos, proteínas,

99
BIOPSIA

lipoproteínas), fisiologia (enzimas, processos Proveniente de dois óvulos. Ex. gravidez biovlI
metabólicos) . lar. V. gravidez gemelar biovular, gémeos.
biopsia, s. f. (fr. biopsie; ing. biopsy). 1) Co- bióxido, S. m., V. dióxido.
lheita de um fragmento de tecido ou de um ór- bípara, adj. (fr. bipaire; ing. biparous). DiZ-\1
gão num indivíduo vivo, destinado a exame de uma mulher que já teve dois filhos, concl'
microscópico ou análise bioquímica. 2) O pró- bidos em gravidezes diferentes.
prio material colhido. V. extemporâneo. (adj.: bipartido, adj. (fr. e ing. bipartite). Dividido l'lll
biópsico, bióptico.) duas partes. Ex.: placenta bipartida, rótul.,
biopsia por trocarte (fr. biopsie par forage; bipartida.
ing. drill biopsy). Biopsia realizada por meio de bípede, adj. e S. m. (fr. bipede; ing. biped). QlIt
um trocarte especial. tem dois pés.
biopsia-exérese, s. f. (fr. biopsie-exérese; ing. bipolar, adj. (fr. bipolaire; ing. bipolar). Que tl'l\l
excisional biopsy). Ablação total de um tumor dois pólos. Ex.: derivações bipolares (em EC(; \
e seu exame microscópico imediato. birth contrai, sino de planeamento familúl1
bioquímica, s. f. (fr. biochimie; ing. biochemis- Ling.: neologismo inglês desaconselhado.
try). Ciência que trata da constituição química bismuto, s. m. (fr. e ing. bismuth). Substânci.1
dos seres, bem como das reacções químicas que simples, de cor branca com reflexos rosado".
neles ocorrem. Sino de química biológica. (adj.: fácil de reduzir a pó. Alguns dos seus sais, ill
bioquímico.) solúveis, são utilizados terapeuticamente COIl)1 I

biossíntese, S. f. (fr. biosynthese; ing. bio- protectores da mucosa digestiva; outros ti'lll
synthesis). Formação de uma substância quí- utilização tópica como pós adstringentes <)\1
mica (colesterol, hormonas, etc.) durante o me- anti-sépticos. Símbolo: Bi. (adj.: bismútico.)
tabolismo, num organismo vivo. bissexualidade, s. f. (fr. bisexualité; i 11)'.
biotaxia, S. f. (fr. biotaxie; ing. taxonomy). Ci- bisexuality). 1) Condição de um organisllll I

ência da classificação dos seres vivos. Ela dis- bissexuado. 2) Em psicanálise, designa a teon.1
tingue, do mais geral para o mais particular, segundo a qual todos os seres humanos teriall \
diferentes níveis (taxons) que são: o reino, o constitucionalmente disposições sexuais simul
ramo, a classe, a ordem, a família, a tribo, o taneamente masculinas e femininas, as qual"
género, a espécie, a variedade e a raça. Sin.: taxi- interviriam nos conflitos que surgem quand<) (I

nomia, taxonomia (desaconselhado por alguns). indivíduo pretende assumir o seu próprio sex( I
bioterapia, S. f. (fr. biothérapie; ing. biological Esta teoria foi desacreditada pela descoberta di I

therapy, biotherapy). Método terapêutico que sexo cromatínico.


pretende utilizar apenas substâncias considera- bissinose, S. f. (fr. byssinose; ing. byssinosi., I
das biológicas e medicamentos em doses infinite- Doença pulmonar profissional devida à ina 1.1
simais; opõe-se às terapêuticas científicas cor- ção de poeiras de algodão que provocam alergi.1
rentemente utilizadas, que considera agressivas bisturi, s. m. (fr. bistouri; ing. bistoury). Pequ('
e exclusivamente interessadas na doença, en- na faca muito cortante utilizada para incisar (,'.
quanto ela visa o doente na sua globalidade, tecidos moles (pele, músculos, etc.). O bis!I":
incluindo o seu temperamento e comporta- eléctrico é uma ponta metálica que serve, gLI
mento. Há quem considere a homeopatia e a ças ao calor produzido pela corrente de alta fr('
acupunctura como formas de bioterapia. quência que o atravessa, para seccionar os teu
biotina, s. f. (fr. biotine; ing. biotin). Ácido para- dos ou para deter por coagulação uma hemorr.1
-aminobenzóico; princípio vitamínico do gru- gia. Sino de escalpelo.
po B muito disseminado na natureza (gema de biureto, s. m. (fr. e ing. biuret). V. reacção d,
ovo, bactérias intestinais saprófitas, de que cons- biureto.
titui um factor de crescimento), intervém como bivalência, s. f. (fr. e ing. bivalence). Valênl'1.l
co-factor enzimático, activador da fixação do dupla da de um átomo de hidrogénio.
dióxido de carbono nos compostos orgânicos. bivalente, adj. (fr. e ing. bivalent). Diz-se d.
Esta substância é prescrita em certas afecções um elemento químico que possui um poder di
cutâneas (seborreia). Sino de vitamina B s' vita- combinação igual ao de dois átomos de hidrll
mina H. génio.
biótipo, s. m. (fr. biotype; ing. biotype). Con- bivitelino, adj. (fr. bivitellin). V. gravidez genll'
junto de indivíduos que possuem o mesmo patri- lar biovular, gémeos.
mónio hereditário (genótipo). BK, abrev. de bacilo de Koch (bacilo da tuhl'l
biovular, adj. (fr. biovulaire; ing. binovular). culose).

100
BLEFAROTIQUE

Ilair-Donati (sutura de) (fr. point de Blair- Qualquer fungo do género Blastomyces. (adj.:
I )onati; ing. vertical mattress suture). Ponto de blastomicético). Ling.: também se usa a forma
\utura utilizado para coser uma ferida numa blastomiceta.
I'l'gião em que a pele é especialmente espessa. blastomicose, S. f. (fr. blastomycose; ing. blas-
I Hlair, Vilray Papin, cirurgião americano, 1871- tomycosis). Micose provocada por fungos do
1955; Donati, Mario, cirurgião italiano, 1879- género Blastomyces. Distinguem-se duas for-
IY46.) mas: a blastomicose norte-americana e a blas-
Ilalock-Taussig (operação de) (fr. opération tomicose sul-americana, caracterizadas essen-
c/c Blalock- Taussig; ing. Blalock- Taussig's cialmente por lesões cutâneas granulomatosas
"I}eration). Operação praticada na tetralogia de e ulceradas, que também podem invadir os ór-
Llllot e que consiste na anastomose da artéria gãos internos.
\ubclávia direita ou esquerda com um dos ra- Blastomyces, S. m. Género de fungos micros-
tHOS da artéria pulmonar, com a finalidade de cópicos que se reproduzem por germinação,
.Hllnentar o débito do sangue nesta e melhorar semelhantes a leveduras, algumas espécies dos
.• sua oxigenação nos pulmões. (Blalock, Alfred, quais são patogénicas para o homem.
, ,rurgião americano, 1899-1964; Taussig, Helen blástula, S. f. (fr. blastule; ing. blastula). Fase
Urooke, pediatra americana, 1898-1986.) de desenvolvimento do ovo ou zigoto que se
bl.sto, s. m. (fr. blaste; ing. blast). Qualquer segue à mórula e se caracteriza pela formação
,dula imatura, nomeadamente as das linhagens de uma cavidade líquida (blastocélio) entre os
\,.nguíneas: mieloblasto, linfoblasto, eritroblas- blastómeros.
to, normoblasto, monoblasto, neuroblasto. blebs, s. m. pI. Termo inglês utilizado por vezes
(.•dj.: blástico.) para designar as pequenas bolhas subpleurais
-blasto, suf. que designa uma célula jovem, que do enfisema.
.lInda não atingiu a maturidade: eritroblasto, blefar-, blefaro-, pref. de origem grega que
IlItfoblasto, mieloblasto, neuroblasto, etc. exprime relação com a pálpebra.
"'.sto-, pref. de origem grega que significa ger- blefarite, S. f. (fr. blépharite; ing. blepharitis). Infla-
"'c e exprime a ideia de formação por germina- mação aguda ou crónica do bordo da pálpebra.
,.lO das células e tecidos embrionários. blefarocalase, S. f. (fr. blépharochalasis; ing.
....stocele (ou blastocélio), S. f. (fr. blastocele; blepharochalasis). Relaxamento do tecido sub-
"'g. blastocoele). Cavidade de segmentação da cutâneo da pálpebra superior cuja pele se torna
"Listula. fina, flácida e enrugada, tomando uma colora-
"'.stocisto, s. m. (fr. blastocyste; ing. blasto- ção avermelhada. A afecção pode ser heredi-
• )'.'Ij. Forma vesicular (blastocele) do embrião tária.
.Ios mamíferos, consecutiva à segmentação do blefaroconjuntivite, S. f. (fr. blépharo-con-
ovo, No embrião humano, o blastocisto consti- jonctivite; ing. blepharoconjunctivitis). Infla-
,ul-se muito precocemente (6. 0 dia), no momen- mação simultânea das pálpebras e da conjuntiva.
to da sua implantação na parede uterina. blefarofimose, S. f. (fr. blépharophimosis;
.....toderma, S. m. (ou blastoderme, S. f.) (fr. ing. blepharophimosis). Estreitamento mais ou
hl41stoderme; ing. blastoderm). Porção do ovo menos acentuado da fenda palpebral, cicatricial
.Ie.s rnamíferos, constituída por dois folhetos, que ou associado ao envelhecimento. Sino de fimose
•1.. origem ao embrião. (adj.: blastodérmico.) palpebral.
.....togénese, s. f. (fr. blastogenese; ing. blefaroplastia, S. f. (fr. blépharoplastie; ing. ble-
hl.,stogenesis). 1) Primeiros estádios de desen- pharoplasty). Operação que tem por finalidade
,·olvimento do embrião, que dão origem ao corrigir as malformações ou perdas de substân-
hl.lstoderma. 2) Reprodução por germinação. cia ao nível da pálpebra. Sino de tarsoplastia.
II .ld i.: blastogenético, blastogénico.) blefarospasmo, S. m. (fr. blépharospasme; ing.
.....toma, s. m. (fr. blastome; ing. blastoma). blepharospasm). Contracção anormal, com du-
I talltor maligno que se desenvolve a partir de ração muito variável, do músculo orbicular das
UIlI tipo celular embrionário (ex.: o adenossar- pálpebras. O blefarospasmo pode ser isolado ou
'c tlua embrionário do rim, também designado fazer parte de uma síndrome mais extensa.
"'·Iroblastoma). (adj.: blastomatoso.) blefarotique, s. m. (fr. blépharotic; ing. blepha-
.....tómero, S. m. (fr. blastomere; ing. blasto- rotic). Tique localizado nas pálpebras e que pode
",,·rc). Célula que provém das primeiras divi- assumir três formas: pestanejar constante (rá-
'Út'S do ovo fecundado. pido), tique de pestanejar (mais lento e prolon-
.....tomicete (fr. bastomycete; blastomyces). gado), tique de franzimento. Os blefaroti-

101
BLEFAROTOMIA

ques podem ser isolados ou bilaterais e simétri- bloeking). Imobilização súbita, dolorosa, de
cos, acompanhados por movimentos do globo uma articulação, devida em geral à presença de
ocular ou associados a outros tiques. um corpo estranho no interior da articulação,
blefarotomia, s. f. (fr. blépharotomie; ing. ou, caso se trate do joelho, à lesão de um
blepharotomy). Incisão da pálpebra, sobretu- menISCO.
do no ângulo externo. Sino de tarsotomia. bloqueio auriculoventricular (ou atrioven-
blen-, bleno-, pref. de origem grega que expri- tricular) (fr. bloe alvéoloventrieulaire, ou
me relação com o muco. atrioventrieulaire; ing. atrioventrieular block).
blenorragia (ou gonorreia), S. f. (fr. blenorra- Lentidão ou interrupção da condução entre
gie; ing. gonorrhea). Doença contagiosa pro- as aurículas e os ventrículos, que resulta do
vocada pelo gonococo (Neisseria gonorrhoea), abrandamento ou da paragem total, temporá-
caracterizada por inflamação das vias genitu- ria ou definitiva, da condução nervosa entre as
rinárias, acompanhada por corrimento purulen- aurículas e os ventrículos. Deve distinguir-se das
to e dores durante a micção. A transmissão faz- dissociações auriculoventriculares, cujo meca-
-se habitualmente por contacto sexual. Sino de nismo é diferente. Sino de bloqueio cardíaco.
esquentamento (popular). (adj.: blenorrágico, Abrev.: bloqueio AV ou BAV.
gonorreico. ) bloqueio AV (fr. bloe AV). Abrev. de bloqueio
blenorreia, S. f. (fr. blenorrhée; ing. blenorrhea). aurieuloventrieular.
Qualquer corrimento crónico mucopurulento. bloqueio cardíaco, sino de bloqueio aurieulo-
(adj.: blenorreico.) ventricular.
blind-fesf. V. plaeebo. bloqueio de arborização (fr. bloe d'arbori-
Bloch-Sulzberger (síndrome de) (fr. syn- sations; ing. arborization bloek). Em electrocar-
drome de Bloch-Sulzberger). V. ineontinentia diografia, designa a interrupção da condução
pigmenti. (Bloeh, Bruno, dermatologista suíço, nervosa intraventricular devido a lesão extensa
1878-1933; Sulzberger, Marion, dermatologista da rede subendocárdica de Purkinje (ramifi-
americana, 1895-1983.) cação do feixe de His). Ling.: termo hoje caído
bloco operatório (fr. hloe opératoire; ing. ope- em desuso devido à imprecisão do signifi-
rating suite). Conjunto dos locais e do material cado dos fenómenos de condução aos quais se
necessários às intervenções num centro cirúrgico. refere.
bloco vertebral (fr. hloe vertéhral; ing. verte- bloqueio de ramo (fr. bloe de branehe; ing.
hral synostosis). Fusão, congénita ou adquiri- bundle-braneh bloek, BBB). Atraso da activação
da, de duas ou mais vértebras; pode ser parcial de um dos ventrículos devido a lesão do ramo do
ou total e pode provocar uma modificação das feixe de His que comanda esse ventrículo. Distin-
curvaturas normais da coluna vertebral. guem-se: o bloqueio de ramo direito, perturbação
blocpneia, S. f. (fr. hloepnée ou bloekpnée; ing. da condução intraventricular dentro do septo
blockpnea). Equivalente não doloroso da angi- interventricular, ao nível do ramo direito do feixe
na de peito; sensação de respiração difícil, de de His (abrev.: BRD); o bloqueio de ramo es-
falta de ar, secundária ao esforço e que desapa- querdo, perturbação da condução intraventricular
rece quando este termina. devida a interrupção da condução ao nível do
bloqueador beta. V. beta-hloqueador. ramo esquerdo do feixe de His (abrev.: BRE).
bloqueio, s. m. (fr. 1) harrage, 2) hloeage; ing. bloqueio intestinal (fr. bloe intestinal; ing.
1) e 2) bloeking). 1) Em psiquiatria, designa a intestinal bloekade). Paragem súbita do trânsi-
interrupção brusca de um movimento, de uma to intestinal, geralmente provocada por oclu-
actividade ou do discurso, que indica uma reac- são intestinal. Manifesta-se por cólicas violen-
ção de defesa ou de ambivalência. Este sintoma tas e distensão abdominal, com paragem da
observa-se nos esquizofrénicos. 2) Paragem emissão de fezes e de gases e vómitos.
brusca da função de certos órgãos. bloqueio meníngeo (fr. bloeage méningé; ing.
bloqueio alveolocapilar (fr. bloe alvéolo- meningeal bloek). Paragem da circulação do
-eapillaire; ing. alveolar-eapillary hloek). Pertur- líquido cefalorraquidiano nos espaços subara-
bação da difusão do oxigénio do ar através da c-noideus, ependimários e ventriculares; pode
parede dos alvéolos pulmonares e dos capila- ser devido a aderências inflamatórias (menin-
res. Deve-se a espessamento das paredes alveo- gite) ou a compressão (tumor).
lares que constitui um obstáculo às trocas entre bloqueio renal (fr. blocage renal; ing. renal
os alvéolos e os capilares. bloekade). Paragem brusca da função renal que
bloqueio articular (fr. bloe articulaire; ing. joint se manifesta por anúria.

102
BORDET-WASSERMANN (REACÇÃO DE)

bloqueio ventricular (fr. blocage ventriculaire; bolo alimentar (fr. boi alimentaire; ing. alimen-
ing. ventricular block). Interrupção da comuni- tary bolus). Massa alimentar mastigada, impreg-
cação entre os espaços subaracnoideus periféri- nada de saliva, sob a forma de bolo, que vai ser
cos e um ou mais ventrículos cerebrais, que re- engolida.
sulta de uma barragem meníngea (aderências bolsa das águas. Saco formado pelas mem-
inflamatórias, tumor, etc.). Tem por consequên- branas fetais, procidente pelo orifício uterino
cia hipertensão intracraniana. no início do parto.
boca, s. f. (fr. bouche; ing. mouth). 1) Primeira bolsa serosa (ou bolsa sinovial) (fr. bourse
parte do tubo digestivo, constituída por uma séreuse ou bourse synoviale; ing. bursa). Mem-
cavidade (cavidade bucal), que comunica com brana conjuntiva que limita uma cavidade fe-
o exterior pelo orifício bucal (limitado pelos dois chada por todos os lados e cuja função consiste
lábios) e atrás com a faringe pelo istmo das em facilitar o deslizamento dos órgãos aos quais
fauces; é limitada lateralmente pela face inter- está anexada. Existem bolsas serosas subcutâ-
na das bochechas. A parte periférica da cavida- neas e bolsas serosas anexas aos tendões e aos
de bucal (vestíbulo da boca) encontra-se sepa- músculos. Encontram-se especialmente na vizi-
rada do resto da boca pelas gengivas e pelas nhança imediata das articulações. V. bursite.
arcadas dentárias. O pavimento da boca é ocu- bolus (ou bolo) (injecção em). Produto de
pado pela língua. 2) Em linguagem corrente, contraste ou medicamento injectado com rapi-
designa o orifício externo, em forma de fenda, dez no sangue por meio de uma impulsão forte
da cavidade bucal, com os dois lábios (superior do êmbolo.
e inferior). V. bucal, oral, estom-. bomba, s. f. (fr. bombe; ing. bomb). Qualquer
boca-a-boca, V. respiração boca-a-boca. aparelho de radioterapia que utilize como emis-
bócio, s. m. (fr. goitre; ing. goiter). Qualquer sor radioactivo uma fonte de rádio ou de outro
aumento de volume, difuso ou nodular, da glân- corpo radioactivo. A bomba de cobalto é um
dula tiroideia. Sino de estruma. aparelho de curieterapia (cobaltoterapia) que
bócio exoftálmico (fr. goitre exophtalmique; utiliza a radiação (gama) do cobalto-60.
ing. exophthalmic goiter). Sino de doença de bórax, s. m. (fr. e ing. borax). Tetraborato de
Basedow. V. Basedow (doença de). sódio; substância cristalina incolor, solúvel na
bocioso (fr. goitreux; ing. goitrous). 1) adj. Re- água, insolúvel no álcool. É um anti-séptico fra-
lativo a bócio. Ex.: asma bociosa. 2) adj. e co e adstringente; utiliza-se como agente conser-
s. m. Que sofre de bócio. vante do peixe e de certos frutos e tem numero-
Bodansky (unidade) (fr. unité Bodansky; ing. sas utilizações industriais.
Bbdansky unit). Unidade de doseamento das borborigmo (ou borborismo), s. m. (fr.
fosfatases séricas (alcalina ou ácida). Abrev.: borborygme; ing. borborygmus). Ruído análo-
UB. (Bodansky, Aaron, bioquímico americano, go a um sussurro, produzido pela deslocação
1887-1961.) de líquido ou de gás no intestino ou no estô-
Boeck (doença de) (fr. maladie de Boeck). mago.
V. Besnier-Boeck-Schaumann (doença de). borbulhoso, adj. (fr. boutonneux; ing. pimply).
botha, s. f. (fr. bulie; ing. bulia). Cavidade da Caracterizado pela presença de borbulhas
pele, maior que a vesícula intra ou subepidér- (papulopústulas, nódulos) na pele. Ex.: acne
mica, que contém um líquido geralmente seroso, borbulhosa (ou acne vulgar).
por vezes opaco ou sanguinolento. Sino de 80rdetella pertussis (fr. e ing. Bordetelia
flictena, empola (popular). (adj.: bolhoso.) pertussis). Cocobacilo Gram-negativo, que se apre-
bolha pleural (fr. bulie pleurale; ing. pleural senta aos pares e por vezes em cadeias curtas,
bulia). Bolha de ar formada sob a pleura, pro- encapsulado, imóvel, aeróbio, agente responsável
vocada por uma fuga a partir de um alvéolo pela tosse convulsa (coqueluche). Sino de Bacillus
superficial e atribuída a defeito congénito do pertussis (desaconselhado), cocobacilo de Bordet-
tecido elástico da parede alveolar. Pode provo- Gengou, Haemophillus pertussis (em desuso).
car a formação de um pneumotórax espontâ- Bordet-Gengou (cocobacilo de) (fr. coccoba-
neo. cilie de Bordet-Gengou). Sino de Bordetelia
bolha pulmonar (fr. bulie pulmonaire; ing. pertussis (Bordet, Jules, bacteriologista e imo-
pulmonary bulia). Cavidade com uma parede nulogista belga, 1870-1961; Gengou, Octave,
muito fina que contém ar, com diâmetro supe- bacteriologista belga, 1875-1957).
rior a 1 cm, localizada no seio do parênquima Bordet-Wassermann (reacção de) (fr.
pulmonar, que pode ser normal ou patológico. réaction de Bordet- Wassermann; ing. Wasser-

103
BÓRICO

mann's reaction). Reacção para o diagnóstico Bosworth (operação de) (fr. opération de
da sífilis efectuada com soro sanguíneo ou lí- Bosworth; ing. Bosworth's operation). Técnica
quido cefalorraquidiano e fundada na reacção de artrodese lombossagrada, com fixação de um
de fixação do complemento (V. este termo). enxerto flexível extraído do osso ilíaco entre a
Abrev.: B W. (Bordet, Jules, bacteriologista e apófise espinhosa de L4 e a crista sagrada.
imunologista belga, 1870-1961; Wassermann, Botai (buraco de) (fr. trou de Botai; ing. fora-
August von, médico, bacteriologista e imunolo- men ovale). Orifício situado na parte póstero-
gista alemão, 1866-1925.) -superior do septo interauricular, através do qual
bórico, adj. (fr. borique; ing. boric). Diz-se de comunicam as duas aurículas do coração do
certos derivados do boro. V. ácido bórico. feto, não passando a circulação sanguínea evite
borismo, s. m. (fr. borisme; ing. borism). Con- os pulmões, que ainda não funcionam. O bura-
junto das manifestações tóxicas provocadas pela co de BotaI oblitera-se normalmente após o
ingestão de doses excessivamente fortes ou de- nascimento. A sua persistência anormal (comu-
masiado prolongadas de derivados do boro (áci- nicação interauricular) tem como consequên-
do bórico, bórax, perboratos). Ex.: a adição cia a mistura do sangue arterial da aurícula es-
fraudulenta de ácido bórico como conservante querda com o sangue venoso da aurícula direi-
aos alimentos consumidos regularmente pode ta (shunt arteriovenoso).
ser causa de intoxicação que se manifesta por Botai (canal de) (fr. canal de Botai; ing. ductus
gastroenterite, afecção renal com albuminúria, arteriosus). Canal que, no feto, faz comunicar
erupções cutâneas diversas, vertigens e, por ve- a aorta e a artéria pulmonar, drenando a maior
zes, estado comatoso. parte do sangue pulmonar directamente para a
Borre/ia. Género de microrganismos anaeróbios aorta, sem que este passe pelos pulmões. Fica
da família das Spirochetaceae de forma espi- normalmente obliterado a partir do nascimen-
ralada com extremidades afiladas e terminadas to, atrofiando-se progressivamente e tornando-
por filamentos muito finos. Parasitas do homem -se num ligamento fibroso, chamado ligamen-
e dos animais, certas espécies são patogénicas. to arterial. A sua persistência constitui uma ano-
V. Lyme (doença de). malia clínica bastante frequente. Sino de canal
Borre/ia burgdorleri. Bactéria do género arterial. (Botai [Botallo, Botalli ou Botallus] ,
Borrelia, transmitida por carraças e responsá- Leonardo, anatomista e médico de origem ita-
vel no homem pela doença de Lyme. V. Lyme liana, que exerceu em Paris, 1530-1600.)
(doença de). botânica (fr. botanique; ing. 1) botany; 2) bo-
borreliose, s. f. (fr. borréliose; ing. borreliosis). tanic). 1) s. f. Ciência que tem por objecto o
Qualquer afecção provocada pelas diferentes estudo dos vegetais. 2) adj. Relativo ao estudo
espécies de Borrelia: as febres recorrentes por dos vegetais.
carraças ou piolhos, doença de Lyme. botão aórtico (fr. bouton aortique; ing. aortic
bossa, s. m. (fr. bosse; ing. 1) lump; 2) gibbo- knob). Nome dado por vezes ao arco superior
sity). 1) Tumefacção devida a uma contusão ou esquerdo da silhueta cardiovascular vista fron-
a um derrame de sangue sob a pele. Sino de galo talmente em radiologia e que corresponde à
(popular). 2) Sino de corcunda. parte superior horizontal da crossa da aorta.
bossa craniana. Protuberância arredondada botão embrionário, s. m. (fr. bourgeon; ing.
no crânio, considerada pelos frenologistas como bud). Em embriologia, primeiro conjunto de
indicador do desenvolvimento particular de células, com o aspecto de uma pequena massa
determinada faculdade mental. O estudo das arredondada no interior do blastócito, de que
bossas cranianas, analisadas neste sentido, cons- resultará a área embrionária nos mamíferos. Sino
titui a frenologia. de massa celular interna.
bossa frontal média (fr. bosse frontale moyen- boto, adj. Deformado, disforme. V. pé boto, mão
ne). Saliência mediana, larga, sem limites bem bota.
definidos, situada na face externa do osso fron- botoeira, s. f. (fr. boutonniere; ing. button-hole).
tal, entre as duas arcadas superciliares. Sino de Pequena incisão praticada na parede de uma ca-
glabela. vidade natural ou patológica, ou ao nível da pele.
bossas diafragmáticas (fr. bosses diaphrag- botriocéfalo, s. m. (fr. bothriocéphale; ing.
matiques; ing. diaphragmatic bumps). Deforma- bothriocephalus). Nome genérico em desuso de
ção em forma de bossa das cúpulas diafragmá- diversos parasitas intestinais, de forma acha-
ticas. Na sua maioria, estas bossas não são pa- tada' da ordem dos Céstodos. V. Diphyllobo-
tológicas. thrium.

104
BRADIPEPSIA

botriocefalose, s. f. (fr. bothriocéphalose; ing. tornos polilobados bem delimitados. Histologi-


diphyl/obothriasis). Doença parasitária devida camente, trata-se de um carcinoma epidermóide
à presença no intestino do homem do botrio- intra-epitelial. Não tratado, o carcinoma
céfalo. tornar-se-á invasivo, ulcerovegetante. (Bowen,
botrióide, adj. (fr. botryoide; ing. botryoid). Em John Templeton, dermatologista americano,
forma de cacho de uvas; bosselado como uma 1857-1941.)
couve-flor. Ex.: tumor botrióide. Bowman (cápsula de) (fr. capsule de Bowman;
botriomicoma, S. f. (fr. botryomycome; ing. ing. Bowman's capsule). Porção estreitada do
botryomycoma). Pequeno tumor inflamatório tubo urinário que cobre o novelo vascular do
benigno, quase sempre pediculado, que sangra glomérulo renal. (Bowman, Sir William, anato-
facilmente; aparece sobretudo nos dedos ou na mista, fisiologista e oftalmologista inglês, pro-
planta dos pés. fessor em Londres, 1816-1892.)
botriomicose, S. f. (fr. botryomycose; ing. Boyden (refeição de) (fr. repas de Boyden; ing.
botryomycosis). Afecção crónica purulenta Boyden's test meal). Refeição de prova destina-
granulomatosa de origem bacteriana causada da a provocar o esvaziamento da vesícula biliar,
pelo Staphylococcus aureus. Ling.: Designação administrada antes do exame radiológico des-
derivada do nome do fungo Botryomyces que ta. Classicamente, é composta por gemas de
eradamente tinha sido considerado o agente ovos e nata fresca (por extensão, qualquer re-
etiológico. feição gorda ou evacuadora dada com a mes-
botulismo J S. m. (fr. botulisme; ing. botulism). ma finalidade). (Boyden, Edward Allen, anato-
Intoxicação provocada pela ingestão de alimen- mista americano, 1886-1977.)
tos deteriorados: charcutaria e conservas mal Br, símbolo químico do bromo.
preparadas, que contêm toxinas do bacilo botú- braço, S. m. (fr. bras; ing. arm). 1) Parte do
lico (Clostridium botulinum). Etim.: do latim membro superior compreendida entre a espá-
botulus, chouriço. (adj.: botúlico, botulínico.) dua e o cotovelo, cujo esqueleto é formado pelo
Bouillaud (doença de) (fr. maladie de Bouil- úmero. 2) De forma imprópria, designa o mem-
laud). Sino de reumatismo articular agudo bro superior na sua totalidade (mão, antebraço
(Bouil/aud, Jean-Baptiste, médico francês, 1796- e braço). (adj.: braquial.)
-1881). bradi-, pref. de origem grega que exprime a ideia
Bourneville (doença de) (fr. maladie de Bour- de lentidão. Ant. de taqui-.
nevil/e). Sino de esclerose tuberosa (de Bourne- bradiarritmia, S. f. (fr. bradiarythmie; ing.
vil/e). bradyarrythmia). Pulso irregular e lento.
Bouveret (doença de) (fr. maladie de Bouveret; bradicardia, S. f. (fr. bradycardie; ing. bra-
ing. paroxysmal tachycardia). Taquicardia pa- dycardia). Diminuição da frequência cardíaca
roxística benigna que se manifesta por acessos para um ritmo inferior a 60 batimentos por mi-
(180 a 200 pulsações por minuto), devida ao nuto. Sino de bradirritmia. (adj.: bradicárdico.)
aumento passageiro da excitabilidade de um bradicinesia, S. f. (fr. bradycinésie ou brady-
foco ectópico situado abaixo do nódulo sinu- kinésie; ing. bradykinesia). Lentidão anormal
sal e acima do feixe de His. Sino de taquicardia dos movimentos voluntários, observada em cer-
paroxística essencial. (Bouveret, Léon, médico tas perturbações psíquicas e em certos casos de
francês, 1850-1929.) encefalite. (adj.: bradicinético).
bovarismo, S. m. (fr. bovarysme; ing. bovarism). bradifasia (ou bradilalia), S. f. (fr. bradyphasie;
Tendência patológica para se idealizar, para se ing. bradyphasia, bradylalia). Perturbação da
identificar com uma personagem que se admira fala que consiste na pronúncia extremamente
ou que se inveja a qualquer título (pela sua for- lenta.
tuna, pela sua importância, pela sua posição bradifemia, s. f. (fr. bradyphémie; ing. brady-
social, etc.). Ling.: Segundo Madame Bovary, phemia). Diminuição do ritmo da emissão das
romance de Gustave Flaubert. palavras, observada nas perturbações do humor
bovino, adj. (fr. bovin; ing. bovine). Relativo ao de tipo lnelancólico, em certas afecções nervo-
boi, que provém do boi. Ex.: tuberculose bovina. sas localizadas (parkinsonismo) e na confusão
Bowen (doença de) (fr. maladie de Bowen; ing. mental. Ant. de taquifemia.
Bowen's disease, precancerous dermatosis). bradifrenia, S. f. (fr. bradyphrénie). Sino de
Dermatose pré-cancerosa que se apresenta sob bradipsiquia.
a forma de uma placa quase sempre única, de bradipepsia, S. f. (fr. bradypepsie; ing. brady-
cor amarelo-esverdeada ou rosada, com con- pepsia). Digestão lenta. (adj.: bradipéptico).

105
BRADIPNEIA

bradipneia, s. f. (fr. bradypnée; ing. bradypnea). braquicefalia, S. f. (fr. brachycéphalie; ing.


Respiração anormalmente lenta. brachycephaly). Estado caracterizado por uma
bradipsiquia, s. f. (fr. bradypsichie; ing. brady- cabeça larga e curta (crânio achatado atrás).
psychia). Lentificação das funções psíquicas, A braquicefalia é uma característica racial
intelectuais, que se observa em diversas afec- (Ex.: na raça dinárica na Albânia e na Jugoslá-
ções mentais ou nervosas: estados depressivos, via). (adj.: e S. m.: braquicéfalo.)
epilepsia, tumores cerebrais, etc. Sino de bradi- braquicólon, S. m. (fr. brachycôlon; ing. brachy-
frenia, viscosidade mental (ou psíquica). (adj.: colon). Encurtamento anormal de um segmen-
bradipsíquico. ) to do cólon.
bradirritmia, s. f. (fr. bradyrythmie; ing. brady- braquidactilia, S. f. (fr. brachydactylie; ing.
rhythmia). 1) Sino de bradicardia. 2) Em electro- brachydactyly). Encurtamento anormal dos
encefalografia, diminuição da frequência das dedos das mãos ou dos pés devido a malfor-
ondas cerebrais. mação congénita ou a paragem do seu cresci-
braille, S. m. (fr. e ing. braille). Sistema de escrita mento.
para uso dos cegos, adoptado universalmente. braquiesófago, S. m. (fr. brachysophage; ing.
Baseia-se no arranjo diferente de um a seis pon- brachyesophagus). Malformação congénita ca-
tos salientes dispostos num rectângulo vertical. racterizada pelo encurtamento anormal do esó-
Ling.: diz-se também escrita (ou sistema) Braille. fago, encontrando-se o estômago parcialmente
(Braille, Louis, inventor francês, professor no no tórax. Pode provocar vómitos, regurgitação
Instituto de Cegos de Paris, também cego, in- e hematemese.
ventor deste sistema de escrita, 1809-1952.) braquimelia, S. f. (fr. brachymélie; ing. bra-
branco do olho (fr. blanc de l'adl; ing. white of chymelia). Encurtamento anormal dos membros
the eye). Nome popular da esclerótica. relativamente ao tronco. V. micromelia.
Brandes (operação de) (fr. opération de Bran- braquimorfo, S. m. (fr. brachymorphe; ing.
des; ing. Keller operation). Cura do hallux brachymorphic). Diz-se de um corpo atarraca-
valgus por ressecção da parte proximal da pri- do, cujas dimensões transversais se mostram
meira falange do dedo grande do pé, seguida excessivamente desenvolvidas relativamente à
de uma interposição fibrosa. (Brandes, Max altura.
August, ortopedista alemão, nascido em 1881.) braquio-, pref. de origem grega que exprime
brânquia, S. f. (fr. branchie; ing. branchia). Um relação com o braço.
dos três tipos de órgãos respiratórios que exis- braquiocefálico, adj. (fr. brachiocéphalique;
tem no reino animal, próprio dos animais aquá- ing. brachiocephalic). Relativo ao braço e à ca-
ticos e que assegura as trocas gasosas entre o beça. Ex.: tronco braquiocefálico arterial, tron-
sangue e o meio ambiente. É constituída por co braquiocefálico venoso.
prolongamentos exteriores do tegumento (fei- braquipneia, S. f. (fr. brachypnée; ing. brachyp-
xes, lamelas) ou fendas da faringe, pelas quais nea). Respiração curta e lenta.
é eliminada a água que penetrou na boca. Nos BRO, abrev. de bloqueio de ramo direito.
vertebrados providos de pulmões, incluindo o BRE, abrev. de bloqueio de ramo esquerdo.
homem, as brânquias aparecem em estado rudi- bregma, S. m. (fr. e ing. bregma). Ponto onde se
mentar no embrião e transformam-se, a partir reúnem as suturas anteriores do crânio (ossos
das primeiras semanas, em certos órgãos. (adj.: parietais e frontal), que corresponde à fontanela
branquial. ) anterior do recém-nascido. (adj.: bregmático.)
braqui-, pref. de origem grega que significa curto brevi-, pref. de origem latina que exprime a ideia
e exprime a ideia de encurtamento. Ant. de de brevidade.
dolico-. brevilíneo, adj. e S. m. (fr. bréviligne; ing.
braquial, adj. (fr. brachial; ing. brachial). Rela- brevilineal). Diz-se de um indivíduo de peque-
tivo ao braço. Ex.: região braquial, paralisia na estatura e aspecto atarracado. V. braquimorfo.
braquial. bricomania, S. f. V. bruxomania.
braquialgia, S. f. (fr. brachialgie; ing. brachia- brida, S. f. (fr. bride; ing. bridle). Membrana Oll
19ia). Dor no braço ou nevralgia do plexo cordão de tecido conjuntivo que liga duas su -
braquial. perfícies serosas após um processo inflamatório,
braquibasia, S. f. (fr. brachybasie; ing. brachy- podendo provocar aderências viciosas (perito-
basia). Perturbação da marcha (disbasia), que neu, pleura, âmnio do embrião) ou filamentos
se desenvolve com pequenos passos lentos. Ant.: que aparecem em cavidades serosas. (ex.: bridas
taquibasia. amnióticas). V. amputação congénita.

106
BRONCOSPASMO

bridge, s. m., sino inglês de ponte (fr. pont). constriction). Diminuição do calibre dos brôn-
British antilewisite, V. dimercaprol. quios.
broca, s. f. (fr. taraud, (oret; ing. screwtap, drill). broncodilatação, s. f. (fr. e ing. bronchodi-
Instrumento cortante de aço que, animado por latation). Estado de dilatação dos brônquios,
um movimento de rotação, serve para abrir provocado por um agente medicamentoso (um
orifícios nos ossos (utilizado sobretudo em broncodilatador) ou obtida por meio do bron-
osteossíntese) . coscópio.
Broca (afasia de) (fr. aphasie de Broca; ing. broncoespirometria, s. f. (fr. bronchospiromé-
expressive aphasia). Afasia motora, atribuída trie; ing. bronchospirometry). Determinação
por Broca a lesão do pé da terceira circunvolu- da capacidade funcional de cada um dos pul-
ção frontal esquerda, devida a enfarte (amole- mões, com o auxílio de um broncoscópio du-
cimento) cerebral nas regiões superficial e pro- plo destinado separadamente a cada pulmão.
funda da artéria sílvica. A capacidade para fa- Normalmente, o pulmão esquerdo assegura
lar e escrever está afectada. Existe agramatismo, 45% e o pulmão direito 550/0 da ventilação
onde a sintaxe está ausente. Encontram-se-Ihe pulmonar.
associadas quase sempre hemiplegia que afecta broncofibroscopia, s. f. (fr. bronchofibros-
a face e perda da sensibilidade do lado atingi- copie; ing. bronchofibroscopy). Endoscopia
do. Sino logafasia, afasia de expressaão. É sus- brônquica realizada com um fibroscópio flexí-
ceptível de melhorar lentamente. V. Wernicke vel. Sino de fibroscopia brônquica.
(afasia de). (Broca, Paul, antropólogo e cirur- broncografia, s. f. (fr. bronchographie; ing.
gião francês, 1824-1880.) bronchography). Radiografia da árvore brôn-
bromatologia, s. f. (fr. bromatologie; ing. quica, após injecção, por meio de uma sonda,
bromatology). Ciência que trata dos alimentos. de um meio de contraste. (adj.: broncográfico.)
(adj.: bromatológico.) broncopatia, s. f. (fr. bronchopathie; ing. bron-
brometo, s. m. (fr. bromure; ing. bromide). chopathy). Qualquer afecção dos brônquios.
Qualquer composto de bromo com outra subs- broncopneumonia, s. f. (fr. bronchopneu-
tância simples ou composta. Certos brometos monie; ing. bronchopneumonia). Doença in-
são utilizados como sedativos (tosse, insónia, fecciosa aguda dos pulmões que atinge simul-
nervosismo, etc.). taneamente os alvéolos e os pequenos brônquios.
bromides, s. f. pI. (fr. bromides; ing. bromo- Pode ser devida a germes muito diversos que
derma). Lesões cutâneas secundárias à absor- provocam sintomas variáveis (dispneia, tosse
ção prolongada de brometo ou de outros com- com expectoração, febre).
postos de bromo. Pode tornar-se acneiforme broncopulmonar, adj. (fr. bronchopulmonaire;
(acne brómico) ou assumir formas acompanha- ing. bronchopulmonary). Que atinge simulta-
das por bolhas ou vegetações. V. iodides. neamente os brônquios e o parênquima pulmo-
bromo, s. m. (fr. brome; ing. bromine). Elemen- nar, ou a eles relativo. Ex.: infecção broncopul-
to químico que se encontra na natureza sob a monar, gânglios broncopulmonares.
forma de brometos e compostos orgânicos. broncoscopia, s. f. (fr. bronchoscopie; ing.
É um constituinte normal da matéria viva, dez bronchoscopy). Exame directo do interior dos
vezes mais abundante nos tecidos animais do canais brônquicos por meio do broncoscópio,
que nos tecidos vegetais. A água do mar con- com fins de diagnóstico, para detectar e extrair
tém, em média, 67 mg de bromo por litro. um corpo estranho, efectuar uma colheita ou
Símbolo: Br. (adj.: bromado; brómico.) drenagem ou tratar certas afecções brônquicas
bromossulfonaftaleína (ou bromossul- e pulmonares. V. broncofibroscopia. (adj.:
faleína sódica), s. f. (fr. bromossulfonephta- broncoscópico. )
léine ou bromossulfaléine sodique; ing. sulfo- broncoscópio, s. m. (fr. bronchoscope; ing.
hromophthalein). Substância corante empregue bronchoscope). Aparelho constituído por um
outrora na exploração da função excretora do tubo munido de um dispositivo de ilumina-
fígado, por ser eliminada electivamente pela ção que se introduz, sob anestesia local, nos
hílis. Este teste caiu hoje em desuso. brônquios, quer por via bucal, quer após tra-
broncoaspiração, s. f. (fr. bronchoaspiration; queotomia.
ing. bronchoscopic aspiration). Drenagem, com broncospasmo, s. m. (fr. bronchospasme; ing.
o auxílio do broncoscópio, de líquido ou de bronchospasm). Contracção espasmódica dos
ITIucosidades do interior dos brônquios. brônquios. Pode observar-se, nomeadamente,
broncoconstrição, s. f. (fr. e ing. broncho- na asma brônquica.

107
BRONCOSTENOSE
broncostenose, s. f. (fr. bronchosténose; ing. uma lesão unilateral da medula espinhal por
bronchostenosis). Diminuição permanente do traumatismo, hemorragia, tumor. Caracteriza-
calibre dos brônquios. se por paralisia e abolição das sensibilidades
broncotomia, s. f. (fr. bronchotomie; ing. bron- profunda e táctil do lado da lesão. Sin.: hemi-
chotomy). Incisão de um brônquio. paraplegia espinhal. (Brown-Séquard, Charles-
brônquico, adj. (fr. bronchique; ing. bronchial). -Édouard, neurologista e fisiologista francês,
Relativo aos brônquios. Ex.: asma brônquica, 1818-1894).
artérias e veias brônquicas. Brucella (fr. e ing. Brucella). Género de bacilos
bronquiectasia, s. f. (fr. bronchectasie ou bron- Gram-negativos, curtos, encapsulados, imóveis,
chiectasie; ing. bronchiectasis). Afecção cróni- aeróbios, patogénicos (infecções genitais, ma-
ca, na maior parte das vezes secundária a uma márias, respiratórias e intestinais).
doença dos brônquios, do pulmão ou da pleu- Brucella abortus. Nome usual duma espécie
ra, caracterizada pela dilatação dos brônquios de bactéria reclassificada como biovar. de Bru-
de pequeno e médio calibre. É frequentemente cella melitensis, e responsável pela doença de
acompanhada por expectoração mucopurulenta Bang. V. Bang (doença de).
abundante, que traduz uma complicação infec- Brucella melifensis. Bactéria, espécie tipo do
ciosa. Sino de dilatação dos brônquios. (adj.: género Brucella. Compreende diversas biovar.,
bronquiectásico. ) nomeadamente biovar abortus, biovar. canis,
brônquio, S. m. (fr. bronche; ing. bronchus). biovar. suis.
Canal que se segue à traqueia, através do qual brucelose, S. f. (fr. brucellose; ing. brucellosis).
o ar chega aos alvéolos pulmonares. A traqueia Doença infecciosa do gado (vacum, caprino,
divide-se em dois brônquios principais (direito ovino), transmissível ao homem, provocada pela
e esquerdo) que penetram nos pulmões e cujas Brucella melitentis, disseminada sobretudo nos
ramificações formam a árvore brônquica. (adj.: países mediterrânicos. No homem, a infecção,
brônquico.) que pode durar meses, manifesta-se por febre
bronquiolite, s. f. (fr. bronchiolite; ing. bron- irregular, acompanhada por suores nocturnos,
chiolitis). Inflamação dos bronquíolos pulmo- dores generalizadas no corpo, fraqueza muito
nares. Pode ser aguda, devida a uma infecção acentuada e aumento do volume do fígado. Sino
viraI (vírus da gripe, parotidite, sarampo, vírus de doença de Bang, febre de Malta.
respiratório sincicia1), frequentemente muito Brudzinski (sinal de) (fr. signe de Brudzinski;
grave no recém-nascido; pode também ser ing. Brudzinski's sign). 1) Na meningite cere-
secundária a uma pneumonia grave com fibro- brospinal, flexão passiva da coxa do lado oposto
se progressiva dos bronquíolos (bronquiolite provocada pela flexão análoga da outra coxa.
fibrosa obliterante) ou complicar a asma brôn- Sino de sinal da coxa. 2) Na meningite cerebros-
quica. pina I, flexão das coxas e das pernas, provoca-
bronquíolo, s. m. (fr. e ing. bronchiole). Cada da pela flexão da cabeça. Sino de sinal da nuca.
uma das ramificações terminais de um brôn- (Brudzinski, Joseph, médico polaco, 1874-
quio, no interior de um lobo pulmonar. (adj.: -1917.)
bronquiolar. ) Bruton (agamaglobulinemia de) (fr. agamma-
bronquite, S. f. (fr. bronchite; ing. bronchitis). globulinémie de Bruton).V. agamaglobulinemia.
Inflamação aguda ou crónica, da mucosa dos (Bruton, Ogden, pediatra americano, 1908-.)
brônquios. A bronquite crónica é uma causa bruxomania, S. f. (fr. bruxomanie; ing. bruxo-
reconhecida de insuficiência respiratória e pode mania). Mania de ranger os dentes. Sino de
favorecer o aparecimento do cancro do pulmão. bricomania.
bronquítico (fr. hronchitique; ing. hronchitic). BSE, abrev. de bovine spongiform encephalo-
1) adj. Relativo à bronquite. 2) adj. e s. Que pathy. V. Creutzfeldt-Jakob (doença de).
sofre de bronquite crónica. BSF, abrev. de bromossulfanaftaleína.
Browne (tala de) (fr. attelle de Browne; ing. bubão, s. m. (fr. bubon; ing. bubo). 1) Termo
Denis Browne splint). Aparelho destinado a antigarnente utilizado para designar a inflama-
corrigir o pé boto varus equino congénito bila- ção dos gânglios da virilha e, por extensão,
teral pela mobilização activa. (Browne, Sir Denis qualquer tumefacção ganglionar de origem in-
John, cirurgião inglês, 1892-1967) fecciosa (bu bão sifilítico, canceroso, etc.).
Brown-Séquard (síndrome de) (fr. Syndrome 2) Actualmente, designa a tumefacção ganglio-
de Brown-Séquard; ing. Brown-Séquard's nar característica da peste bubónica (bubão da
syndrome). Síndrome neurológica devida a peste).

108
BURACO DE CONJUGAÇÃO

bucal, adj. (fr. e ing. buccal). Relativo à boca, bulbo aórtico (fr. bulbe aortique; ing. aortic •
sobretudo enquanto entidade anatómica. Ex.: bulb). Segmento inicial da porção ascendenteL:J
pavimento bucal, herpes bucal. V. oral, estom. da croça da aorta.
bucinador, adj. (fr. buccinateur). V. músculo bulbo carotídeo (fr. bulbe carotidien). Sino de
bucinador. seio carotídeo.
buckling, V. pseudocoarctação da aorta. bulbo duodenal (fr. bulbe duodenal; ing.
buckyterapia, S. f. (fr. buckythérapie; ing. duodenal ampulla). Parte inicial, móvel, da pri-
buckytherapy). Utilização terapêutica dos rai- meira porção do duodeno, que se deixa nor-
os X de fraca energia, com comprimento de malmente dilatar pela barita durante os exa-
onda de 1 a 2 angstroms (raios de Bucky), mes radiográficos.
nomeadamente em dermatologia para o trata- bulbo esponjoso (fr. bulbe spongieux; ing.
mento de lesões superficiais localizadas em pon- bulbus penis). Extremidade proximal alargada
tos onde a pele cobre órgãos muito sensíveis do corpo esponjoso do pénis.
aos raios X. (Bucky, Gustav, radiologista ame- bulbo raquidiano (fr. bulber rachidien; ing. me-
ricano, 1880-1963.) dula oblongata). Segmento inferior do tronco
bucodentário, adj. (fr. bucco-dentaire; ing. cerebral: dá continuação à espinal medula ao
buccodental). Relativo à boca e aos dentes. nível do arco do atlas, atravessa o orifício occi-
bucogengival, adj. (fr. bucco-gingival; ing. pital e tem como continuação a protuberância
buccogingival). Relativo à face interna das anular (ou ponte de Varólio). A sua cavidade
bochechas e às gengivas. ependimária alarga-se para formar a metade
bucolabial, adj. (fr. bucco-labial; ing. bucco- inferior do quarto ventrículo. Está unido ao
labial). Relativo às bochechas e aos lábios. cerebelo pelos dois pedúnculos cerebelares in-
bucolingual, adj. (fr. bucco-lingual; ing. bucco- feriores e dá origem aos quatro últimos pares
lingual). 1) Relativo às bochechas e à língua. de nervos cranianos. Sino de mielencéfalo. (adj.:
2) Sino de vestíbulo-lingual. bulbar; ex.: paralisia bulbar.)
Budd-Chiari (síndrome de) (fr. syndrome de bulbopõntico, adj. (fr. bulbo-pontique; ing.
Budd-Chiari; ing. Budd-Chiari's syndrome). bulbopontine). Relativo ao bulbo raquidiano e
Síndrome rara devida à obstrução de pelo me- à protuberância anular.
nos duas das três veias supra-hepáticas, de ori- bulboso, adj. (fr. bulbeux; ing. bulbous). Que
gem muitas vezes não tumoral (doença ou tem a natureza ou a forma de bulbo; relativo
medicamentos que favoreçam as tromboses). ao bulbo esponjoso. Ex.: veias bulbosas.
O seu início pode ser agudo, acompanhado por bulburetral, adj. (fr. bulbo-urétral; ing.
dores abdominais, vómitos, hepatomegalia, bulbourethral). Relativo ao bulbo esponjoso do
subicterícia, hiperbilirrubinemia, aumento im- pénis e à uretra. Ex.: glândula bulburetral.
portante das transaminases e aumento do tem- bulimia, S. f. (fr. boulimie; ing. bulimia). Exa-
po da protrombina (diminuição da taxa de gero mórbido do apetite, que impele à ingestão
Quick). A sua evolução é habitualmente cróni- de grande quantidade de alimentos, observado
ca, simulando a cirrose. O desfecho fatal é inevi- sobretudo em certos estados de neurose ou
tável. (Budd, George, médico inglês, 1808-1882: de psicose. Sino de hiperorexia, hiperfagia,
Chiari, Hans, patologista austríaco, 1851- poliorexia.
-1916.) bulímico (fr. boulimique; ing. bulimic). 1) adj.
Buerger (doença de) (fr. maladie de Buerger; Relativo à bulimia. 2) adj. e S. m. Que sofre de
Buerger's disease). Sino de tromboangeíte obliterante bulimia.
(Buerger, Leo, cirurgião austríaco, 1879-1943.) Bunnell (reacção de) (fr. réaction de Bunnel).
buftalmia, S. f. (fr. buphtalmie; ing. buphtal- V. Paul-Bunnell (reacção de).
mos). Afecção ocular caracterizada pela disten- buraco (ou orifício), S. m. (fr. e ing. orifice).
são do globo ocular devida ao aumento da pres- Abertura bem delimitada que faz comunicar um
são intra -ocular. Sino de hidroftalmia. órgão, um canal ou uma cavidade com o exte-
bulbar, adj. (fr. bulbaire; ing. bulbar). Relativo rior, ou com outra estrutura anatómica. (adj.:
a um bulbo, nomeadamente o bulbo raquidiano. orificial. )
Ex.: paralisia bulbar, artéria bulbar. buraco de conjugação (fr. trou de conjugai-
bulbo, S. m. (fr. bulbe; ing. 1) bulb, 2) spinal son; ing. intervertebral foramen). Cada um dos
bulb). 1) Órgão ou estrutura arredondada; ex- orifícios, existentes à direita e à esquerda, entre
tremidade alargada e arredondada de um ór- as chanfraduras dos pedículos de duas vérte-
gão. 2) O bulbo raquidiano. bras contíguas. Os buracos de conjugação dão

109
BURACO GRANDE REDONDO

passagem aos nervos raquidianos que saem do dia da base do crânio, existente na grande asa
canal vertebral. do esfenóide, atrás do buraco oval. Dá passa-
buraco grande redondo (fr. trou grand rond; gem à artéria e às veias meníngeas médias.
ing. foramen rotundum ossis sphenoidalis). buraco vertebral (fr. trou vertébral; ing. ver-
Orifício do andar médio da base do crânio, tebral foramen). Largo orifício, atrás do corpo
aberto na grande asa do esfenóide. Dá passa- vertebral limitado, pelos elementos do arco pos-
gem ao nervo maxilar superior. terior da vértebra: pedículos vertebrais do lado
buraco isquiopúbico (ou obturador) (fr. trou e lâminas vertebrais atrás. A sobreposição dos
ischiopubien ou obturateur; ing. obturator orifícios vertebrais constitui o canal raquidiano,
foramen). Grande orifício do osso ilíaca, deli- que contém a medula espinal rodeada pelas
mitado por cima pela cavidade cotilóide, à frente meninges espinais.
pelo púbis e atrás pelo ísquio. O buraco isquio- buracos sagrados anteriores e posterio-
púbico é na maior parte fechado pela membra- res (fr. trous sacrés antérieurs et postérieurs;
na obturadora inserida no seu contorno e for- ing. anterior and posterior sacral foramina).
rada pelos músculos obturadores interno e Orifícios ovalares abertos, respectivamente, na
externo (donde provém o nome de buraco face anterior e na face posterior do sacro, em
obturador que também lhe é dado impropria- número de quatro, alinhados de cada lado dos
mente, pois ele é obturado). corpos vertebrais. Dão passagem aos ramos an-
buraco lácero anterior (fr. trou déchiré anté- teriores e posteriores dos quatro primeiros ner-
rieur; ing. anterior lacerate foramen). Orifício vos raquidianos sagrados.
do andar médio da base do crânio limitado pelo Burkitt (Iinfoma ou tumor de) (fr.lymphome
vértice do rochedo, corpo do esfenóide e bordo ou tumeur de Burkitt; ing. Burkitt's lymphoma).
posterior da grande asa deste osso. Dá passa- Linfoma maligno localizado nos maxilares, na
gem à artéria carótida interna e aos nervos órbita ou em certas vísceras, observado em
petrosos superficial e profundo. crianças das regiões tropicais de África. É cau-
buraco lácero posterior (fr. trou déchiré pos- sado pelo vírus de Epstein-Barr. (Burkitt, Denis
térieur; ing. posterior lacerate foramen). Orifí- Parsons, médico inglês, 1911-.)
cio do andar posterior da base do crânio limi- bursectomia, s. f. (fr. bursectomie; ing. bur-
tado à frente pelo bordo posterior do rochedo sectomy). Excisão cirúrgica de uma bolsa serosa.
e atrás pelo occipital. A parte posterior, larga, bursite, s. f. (fr. bursite; ing. bursitis). Inflama-
corresponde do golfo da veia jugular interna; a ção aguda ou crónica de uma bolsa serosa. Sino
sua parte anterior, mais estreita, é atravessada de higroma.
pelos nervos glossofaríngeo, pneumogástrico e bursite popliteia (ou poplítea) (fr. bursite
espinal e pelo seio petroso inferior. poplitée; ing. popliteal bursitis). Tumefacção
buraco obturado. V. buraco isquio!Júbico. quística formada no cavado popliteu por infla-
buraco occipital (fr. trou occipital; ing. great Inação da bolsa serosa do lnúsculo popliteu. Sino
foramen). Grande orifício ovalar que atravessa de quisto de Baker.
a parte inferior e mediana do occipital. Faz co- bursotomia, s. f. (fr. bursotomie; ing. burso-
municar a cavidade craniana com o canal raqui- tomy). Incisão cirúrgica de uma bolsa serosa.
diana e dá passagenl à parte inferior do bulbo butir-, butiro-, pref. de origem latina que expri-
raquidiano, às artérias vertebrais, às artérias me relação com a manteiga.
espinhais anteriores e às raízes medulares dos butírico, adj. (fr. butyrique; ing. butyric). Rela-
nervos espinhais. tivo à manteiga ou ao ácido butírico. Ex.: odor
buraco óptico (fr. trou aplique). Sino de canal butírico.
óptico. butiroso, adj. (fr. butyreux; ing. butyrous). Que
buraco oval (fr. trou ovale; ing. foramen ovale tem a aparência da manteiga.
basis cranii). Orifício do andar médio da base BW, abrev. de reacção de Bordet- Wassermann.
do crânio, que existe na grande asa do esfenóide, V. Bordet- Wassermann (reacção de).
atrás do orifício grande redondo. Dá passagelll by-pass. Termo inglês utilizado frequenteluente
ao nervo lnaxilar inferior e à artéria pequena como sinónimo de ponte coronária.
meníngea.
buraco pequeno redondo (fr. trou pelit rond;
ing. spinous foramen). Orifício do andar mé-

110
ção da mucosa uterina que se solta e é expulsa
com a placenta após o parto. Sino de decídua (ou
membrana decídua). 2) Por extensão, designa a
mucosa do corpo uterino durante a gravidez.
I
c, 1) Símbolo do sangue capilar. 2) Antigo sím- caduceu, s. m. (fr. caducée; ing. caduceus).
bolo do curie. Emblema dos médicos que era, na Antiguida-
C, 1) Símbolo químico do carbono. 2) Símbolo de, atributo de Hermes. Era representado por
do coulomb. 3) Abrev. de vértebra cervical ou um feixe de varas encimado pelo espelho da Pru-
de raiz nervosa cervical, que deve ser segui- dência, no qual se enroscava a serpente de Epi-
da pelo algarismo apropriado (ex.: C5, C6). dauro (cidade grega onde existia um templo cé-
4) Abrev. de clearance. lebre dedicado a Esculápio, deus da Medicina).
c-, símbolo do pref. centi-. caduco, adj. (fr. caduc; ing. caducous). Desti-
CL• Em fisiologia respiratória, símbolo de com- nado a cair ou desaparecer.
pliance (pulmonar). cafeína, s. f. (fr. caféine; ing. caffeine). Alcalóide
Ca, símbolo químico do cálcio. derivado da xantina, que existe no chá e no café
cabeça, s. f. (fr. tête; ing. head). 1) Extremida- e também pode obter-se por síntese; é um esti-
de superior do corpo do homem, ligada ao tó- mulante do sistema nervoso.
rax pelo pescoço. Contém o cérebro, os princi- cafeísmo, s. m. (fr. caféisme; ing. caffeinism).
pais órgãos dos sentidos e a parte superior das Intoxicação crónica pelo café ou outros pro-
vias respiratórias e digestivas. Divide-se a cabe- dutos de origem vegetal que contêm cafeína.
ça em duas partes: o crânio e a face. 2) Extre- cãibra, s. f. (fr. crampe; ing. cramp). 1) Con-
midade dilatada, mais ou menos arredondada, tracção involuntária, dolorosa e transitória de
de uma estrutura anatómica: cabeça do fémur, um músculo ou grupo de músculos. V. também
cabeça do úmero, etc. V. suboccipital, cefálico. contractura, convulsão, espasmo. 2) Qualquer
caco-, pref. de origem grega que exprime a ideia dor de tipo espasmódico: cãibra intestinal, cãi-
de mau. bra do estômago.
cacosmia, s. f. (fr. cacosmie; ing. cacosmia). -caína (fr. -cai"ne). Desinência proposta para a de-
Percepção de maus odores. nominação dos anestésicos locais. Ex.: procaína.
cacostomia, s. f. (fr. cacostomie; ing. cacos- caixa craniana, sino de crânio cerebral.
tomia). Mau hálito. caixa do tímpano (fr. caisse du tympan; ing.
cadeia, s. f. (fr. chaine; ing. chain). 1) Sucessão tympanum). Cavidade do ouvido médio situa-
de acontecimentos ligados entre si (ex.: cadeia da entre o canal auditivo externo, pelo lado exte-
de desintegração nuclear), de objectos (qualquer rior, do qual se encontra separada pela mem-
que seja a sua natureza) relacionados uns com brana do tímpano, e o ouvido interno, pelo lado
os outros ou de elementos anatómicos seme- interior. Cheia de ar, comunica com a rinofaringe
lhantes (ex.: cadeia ganglionar). V. catenária. pela trompa de Eustáquio e prolonga-se para
2) Células unidas topo a topo (particularmente trás pelas cavidades mastoideias. É composta
certos microrganismos como os estreptococos). por três andares: um andar superior (ático, epi-
3) Cadeia carbonada: série de átomos de car- tímpano ou recesso dos ossículos), um andar
bono ligados entre si pelas suas valências na médio (caixa de tímpano propriamente dita) e
molécula dos compostos orgânicos. Esta cadeia um andar inferior (hipotímpano). Sino de cavi-
pode ser fechada (cíclica) ou aberta (linear, dade timpânica.
ramificada) . caixa torácica, s. f. (fr. caisse thoracique; ing.
cadeia simpática laterovertebral (fr. chaine thoracic cage). Espaço formado pela coluna ver-
sympathique latérovertébrale). V. simpático. tebral, atrás, e pelo externo, à frente, reunidos
cadeias leves (doença das). V. doença das lateralmente pelos arcos costais.
cadeias leves. cal, símbolo de caloria.
cadeias pesadas (doença das). V. doença calafrio, s. m. (fr. frisson; ing. chill). Ataque de
das cadeias pesadas. contracções involuntárias dos músculos somá-
cádmio, s. m. (fr. e ing. cadmium). Metal bran- ticos e de palidez da pele.
co análogo ao zinco. Serve para a preparação calazar, s. ffi. (fr. e ing. kalaazar). Doença in-
de diversas ligas. O cádmio e os seus sais são fecciosa provocada por diversas variantes da
tóxicos; apenas o sulfato foi utilizado como anti- Leishmania donovanii. Distinguiam-se outrora
-séptico. Símbolo: Cd. várias formas, designadas em função da sua
caduca, s. f. (fr. caduque; ing. decidua). 1) Por- distribuição geográfica calazar mediterrânico,

111
CALÁZIO

calazar asiático, etc. Hoje prefere-se uma de- dos e órgãos que, em estado normal, não os
signação em função das subespécies do agente contêm.
patogénico. Ex.: calazar infantil, devido à Leish- calcificado, adj. (fr. calcifié; ing. calcified). Que
mania donovanii var infantum. Sin.: leishma- sofreu uma calcificação. Ex.: lipoma calcificado.
niose visceral, febre dum-dum, doença de Sahib. calcinação, s. f. (fr. e ing. calcination). Aqueci-
Ling.: em hindu, febre negra. V. leishmaniose. mento ao rubro de uma substância da qual se
calázio, s. m. (fr. e ing. chalazion). Pequeno tu- pretende eliminar, queimando-as, as matérias
mor indolor, duro, no bordo das pálpebras, orgânicas. (adj.: calcinado.)
devido à inflamação crónica de uma glândula calcinose, s. f. (fr. calcinose; ing. calcinosis). De-
sebácea palpebral. pósito de sais calcários num tecido ou no pa-
calcaneano, adj. (fr. calcanéen; ing. calcaneal). rênquima de um órgão, nomeadamente nos rins.
Relativo ao calcâneo. Ex.: esporão calcaneano. cálcio, s. m. (fr. e ing. calcium). Elemento que
calcaneíte, s. f. (fr. calcanéite; ing. calcaneitis). constitui 3,640/0 da crosta terrestre; é o 5.° ele-
Inflamação do calcâneo. mento mais abundante na natureza. A água do
calcâneo, s. m. (fr. calcanéum; ing. calcaneus). mar contém cerca de 400 gramas por tonelada
Osso do calcanhar: é o mais volumoso dos os- e ele está presente em cerca de 400 minerais.
sos do tarso, situado abaixo do astrágalo e atrás O cálcio desempenha um papel importante na
do cubóide. O tendão de Aquiles insere-se na formação dos ossos e dos dentes, coagulação
sua parte póstero-superior. (adj.: calcaneano.) do sangue (factor IV da coagulação), regulação
calcaneoastragaliano, adj. (fr. calcanéo- do equilíbrio ácido-básico, condução nervosa e
astragalien; ing. calcaneoastragaloid). Relativo ao contracção muscular. Os seus principais regu-
calcâneo e ao astrágalo. Ex.: ligamento calcaneo- ladores são: a vitamina D, que aumenta a sua
astragaliano. Sino de astragalocalcaneano. absorção intestinal; a hormona paratiroideia,
calcaneodinia, s. f. (fr. calcanéodynie; ing. que aumenta a calcemia, mobilizando o cálcio
calcaneodynia). Dor na região do calcâneo. ósseo. Os seus compostos orgânicos e minerais
calcaneonavicular (ou calcaneoescafoi- são amplamente utilizados em medicina. Sím-
deu), adj. (fr. calcanéo-naviculaire ou calcanéo- bolo: Ca. (adj.: cálcico.)
scaphoiâien; ing. calcaneonavicular). Relativo calcipenia, s. f. (fr. calcipénie; ing. calcipenia).
ao calcâneo e ao osso navicular (escafóide társico). Carência de cálcio, que afecta os tecidos e os
calcanhar-joelho (teste) (fr. épreuve talon- líquidos orgânicos.
genou; ing. heel-knee test). Prova neurológica calcipexia, s. f. (fr. calcipexie; ing. calcipexy).
destinada a determinar o estado da coordena- Fixação de cálcio nos tecidos.
ção dos movimentos voluntários dos membros calciprivo, adj. (fr. calciprive; ing. calciprivic).
inferiores. Com os olhos fechados, o doente deve Relativo a ou que é devido a uma deficiência ou
tocar rapidamente o joelho de um membro com a uma ausência de cálcio. Ex.: tetania calcipriva.
o calcanhar do outro. V. dedo-nariz (prova), calciterapia, s. f. (fr. calcithérapie; ing. calcium
dismetria, hipermetria. therapy). Emprego terapêutico dos sais de cálcio.
calcário (fr. calcaire; ing. 1) calcareous, 2) li- calcitonina, s. f. (fr. calcitonine; ing. calcitonin).
mestone). 1) adj. Que contém calou um sal de Hormona hipocalcemiante e hipofosfotemiante
cálcio, nomeadamente carbonato de cálcio. de origem paratiroideia. Sino de tirocalcitonina
2) s. m. Rocha constituída essencialmente por (abrev.: TCT).
carbonato de cálcio. calciúria, s. f. (fr. calciurie; ing. calciuria). Taxa
calcemia, s. f. (fr. calcémie; ing. calcemia). Taxa de cálcio na urina; o seu valor normal é de 150
de cálcio no sangue, cujo valor normal está com- a 250 mg em 24 horas.
preendido entre 85 e 110 mg/l (cerca de 5 mEq/l). cálculo, s. m. (fr. calcul; ing. calculus, stone).
V. hipercalcemia, hipocalcemia. Concreção sólida constituída pela acumulação
cálcico, adj. (fr. calcique). Relativo ao cálcio de sais minerais ou de su bstâncias orgânicas no
ou à cal; que contém qualquer destas substân- interior de uma víscera oca, de um canal excre-
cias. Ex.: bílis cálcica. tor ou de uma glândula. V.lit-. (adj.: calculoso.)
calciferol, s. m. (fr. calciférol; ing. calciferol). cálculo biliar (fr. calcul biliaire; ing. gallstone).
Sino de vitamina D. Cálculo formado na vesícula biliar ou nas vias
calcificação, s. f. (fr. e ing. calcification). biliares devido ao depósito de colesterol, de pig-
1) Processo fisiológico que intervém na forma- mentos e de sais biliares. V. litíase.
ção dos ossos e que consiste no depósito de sais cálculo salivar (fr. calcul salivaire; ing. salivary
de cálcio. 2) Depósito de sais de cálcio nos teci- calculus, salivary stone). Sino de sialólito.

112
CALOSIDADE

cálculo seminal (ou espermático) (fr. calcul o osso e o calçado. Este calo difere da calosidade
séminal ou spermatique). Sino de espermólito. que se gera na pele da mão ou do pé pela maior
cálculo venoso (fr. calcul veneux; ing. vein espessura da sua camada córnea. C'
stone). Sino de f!ebólito. calo vicioso (fr. cal vicieux; ing. malunion).
calculose, S. f. (fr. calculose; ing. calculosis). Calo que fixa os fragmentos de um osso fractu-
Sino de litíase. rado numa posição funcionalmente desfavorá-
calculoso, adj. (fr. calculeux; ing. calculous). vel, secundário a um tratamento mal orientado
Relativo aos cálculos ou que os contém. Ex.: ou na ausência de tratamento adequado. Pode
pielite calculosa. originar uma pseudartrose.
caldo de cultura (fr. bouillon de culture; ing. caloria (ou pequena caloria) (fr. calorie ou
broth). Líquido obtido por decocção de carnes petite calorie; ing. calorie). Unidade de medida
ou de órgãos de animais (fígado, baço, etc.) em do calor; a caloria representa a quantidade de
água, esterilizado e utilizado para a cultura de calor necessária para elevar de 14,5°C a 15,5°C
microrganismos. V. ágar-ágar, meio de cultura. a temperatura de 1 g de água à pressão atmos-
cálice, s. m. (fr. calice; ing. calix). Estrutura férica normal. Na medida do valor energético
anatómica cuja forma lembra a de uma taça dos alimentos, substitui-se actualmente a calo-
circular pouco profunda. (adj.: calicinal ou ria pelo joule (1 caloria = 4,1855 joules). Sím-
calicinar. ) bolo: cal. Ling. Antigamente fazia -se a distin-
cálices (grandes) (fr. grands calices; ing. ção entre pequena caloria e grande caloria (ou
greater renal calices). Canais excretores do rim quilocaloria). O termo grande caloria caiu em
formados pela reunião de dois a quatro peque- desuso. Em nutrição, contudo, utiliza-se cal no
nos cálices, habitualmente em número de três sentido de quilocaloria para designar o valor
(superior, médio e inferior) e que se reúnem para energético dos alimentos.
formar o bacinete. calórico, adj. (fr. calorique; ing. caloric).
cálices (pequenos) (fr. petits calices; ing. minor 1) Relativo ao calor (ex.: quociente calórico),
renal calices). Segmentos iniciais das vias ex- que é provocado pelo calor (ex.: catarata caló-
cretoras do rim, em forma de pequenos canais rica). V. térmico. 2) Relativo às calorias. Ex.:
membranosos, inseridos pela sua extremidade Fornecimento calórico.
alargada em volta de uma papila renal que faz calorífico, adj. (fr. calorifique; ing. calorific).
uma saliência cónica para o seu lume. A outra O que produz calor. Ex.: poder calorífico.
extremidade abre-se num grande cálice. calorífugo, adj. (fr. calorifuge; ing. heat-
caliciforme, adj. (fr. caliciforme; ing. caliciform). insulating). Diz-se de uma substância má
Em forma de cálice. Ex.: célula caliciforme. condutora do calor e, por conseguinte, que pro-
calicose, S. f. (fr. chalicose). Sino de silicose. tege de uma fonte de calor ou que impede a
caliemia, S. f. (fr. kaliémie; ing. kaliemia, kale- perda de calor (estopa, feltro, amianto, etc.).
mia). Presença ou concentração de potássio no calorígeno, adj. (fr. calorigene ou calorigénique;
sangue, essencialmente no plasma sanguíneo; ing. calorigenic). Que produz calor ou energia.
concentração média 4,3 mEq/1 (168 mg/l). Ex.: acção calorígena dos alimentos. Sino de
V. hipercaliemia;l hipocaliemia. calorigénico.
caliúria, s. f. (fr. kaliurie; ing. kaliuria). Presen- calorimetria, s. f. (fr. calorimétrie; ing. calori-
ça e concentração de potássio na urina. metry). Conjunto dos processos que permitem
calmante, adj. (fr. calmant; ing.l) calmative, medir as trocas de calor.
2) soothing). 1) Que atenua ou faz desaparecer calosidade, s. f. (fr. 1) callosité, 2) durillon,
a dor (s. m.: calmante). 2) Sino de sedativo. 3) calleux; ing. 1) callosity, callus, 2) callus, corn,
Calmette-Guérin (vacina de) (fr. vaccin de 3) callous). 1) Espessalnento e endurecimento
Calmette et Guérin). V. vacina BCG. (Calmette, da epiderme, devidos à fricção e pressões repe-
Albert, bacteriologista francês, 1863-1933; Guérin, tidas, que aparecem habitualmente nas mãos,
Camille, bacteriologista francês, 1872-1961.) nos pés e por vezes nos joelhos. 2) Espessamento
calo, S. ln. (fr.l) cal, 2) cor; ing. 1) callus, de forma arredondada, ligeiramente convexo,
2) corn). 1) Calo ósseo: tecido de regeneração da camada córnea (ceratose) da epiderme, que
óssea que solda os fragmentos de um osso se desenvolve na pele das mãos e dos pés, nos
fracturado. 2) Espessamento considerável, duro pontos submetidos a pressões fortes e repe-
e doloroso, da camada córnea da epiderme, tidas. V. calo. 3) Que é duro e espesso. Ex.: úl-
localizada geralmente na face externa dos de- cera calosa do estômago. V. tambén1 corpo
dos dos pés, devido a compressão da pele entre caloso.

113
CALOTE CRANIANA

calote craniana (fr. calotte crânienne; ing. bism). Intoxicação pelas diversas preparaçõe"
calvaria). Parte superior e arredondada do crâ- à base de cânhamo índico e nomeadamente pel()
nio. Sino de abóbada craniana. haxixe. Sino de haxixismo.
calvície, S. f. (fr. calvitie; ing. baldness). Perda canadiana, S. f. Espécie de bengala com apoio
definitiva dos cabelos, total ou parcial; é mui- semicircular para o antebraço, usada para faci
tas vezes secundária à seborreia do couro cabe- litar a marcha na fase de recuperação de situa
ludo e atinge quase exclusivamente o homem. ções ortopédicas. V. muleta.
V. alopecia. canais eferentes (fr. canaux efférents; ing.
cama óptica (ou camada óptica) (fr. couche lobules of epididymidis). Segmento das vias
optique). Sino de tálamo. espermáticas constituído por nove a doze ca-
câmara, S. f. (fr. chambre; ing. chamber). Em nais finos que unem a rede de canalículos do
anatomia, espaço fechado ou cavidade. V. came- testículo ao epidídimo. Cada um destes canais
rular. está enovelado à volta de si mesmo e forma uma
câmara anterior do olho (fr. chambre anté- pequena massa alongada cónica. Sino de cones
rieure de l'ceil; ing. anterior chamber of eye). Es- eferentes (ou espermáticos).
paço compreendido entre a íris e a córnea, pre- canais semicirculares (fr. canaux semi-
enchido por humor aquoso e que comunica com circulaires ou demi-circulaires; ing. semicir-
a câmara posterior por intermédio da pupila. cular canais). Conjunto dos três trajectos cilín-
câmara posterior do olho (fr. chambre dricos em forma de ferradura, escavados no
postérieure de l'ceii; ing. posterior chamber of labirinto ósseo do ouvido interno nos quais se
eye). Espaço compreendido entre a íris e a cris- encontram os três canais semicirculares mem-
talino, preenchido pelo humor aquoso. branosos. Cada um destes canais tem uma orien-
cambaio, V. genu valgum. tação espacial própria: canal anterior, vertical
camerular, adj. (fr. camérulaire). V. punção e perpendicular ao eixo do rochedo; canal pos-
camerular. terior, vertical e paralelo ao eixo do rochedo;
camisa-de-Vénus, sino de preservativo. canal externo, horizontal. Os canais semicir-
campimetria, S. f. (fr. campimétrie; ing. cam- culares intervêm na manutenção do equilíbrio
pimetry). Exploração e determinação do cam- do corpo.
po visual periférico e central. V. perimetria. (adj.: canal, S. m. (fr. e ing. canal). Estrutura anató-
campimétrico. ) mica tubular, mais ou menos estreita e alongada,
campo, s. m. (fr. champ; ing. field). 1) Espaço, que dá passagem a matérias ou líquidos orgâ-
superfície ou região delimitada. 2) Em anato- nicos (alimentos, sangue, secreções, linfa), ao
mia, sinónimo de área. ar (ex.: canal alveolar dos bronquíolos pulmo-
campo de consciência (fr. champ de cons- nares) ou que envolve e protege estruturas ner-
cience; ing. field of consciousness). Em psicolo- vosas (ex.: canal raquidiano) ou vasos (ex.: ca-
gia, espaço e lapso de tempo percebidos por um nal femoral). V. também canais. (adj.: canalar.)
indivíduo «aqui e agora». canal anal (fr. canal anal; ing. anal canal). Par-
campo operatório (fr. champ opératoire; ing. te terminal do recto, que termina no ânus.
operative field). 1) Parte do corpo que se man- V. recto.
tém exposta para que o operador atinja o ór- canal arterial (fr. canal artériel; ing. ing. ductus
gão desejado. 2) (no plural) Panos estéreis que arteriosus). Sino de canal de BotaI. V. BotaI (ca-
servem para delimitar, isolar e proteger a parte nal de).
do corpo na qual será praticada a operação. canal atrioventricular comum (fr. canal atrio-
campo visual (fr. champ visuel; ing. visual ventriculaire commun; ing. common atrioven-
field). Extensão de espaço que o olhar abrange, tricular canal). Malformação cardíaca caracteri-
mantendo-se o olho imóvel. Abrev.: CV (2). zada pela presença de um orifício auriculoven-
campodactilia, s. f. (fr. camptodactylie; ing. tricular único (por a usência de divisão das duas
camptodactyly). Malformação que consiste na a urículas) e por uma abertura do septo inter-
flexão permanente e irredutível de um ou mais ventricular situada na proximidade deste orifí-
dedos. cio. Abrev.: CA \l, CIAV. Sino de comunicação
campto-, pref. de origem grega que significa interauriculoventricular, ostium comum.
curvado. canal auditivo, V. canal auditivo externo e ca-
Campy/obacter py/ori. Nome obsoleto de nal auditivo interno.
Helicobacter pylori. V. Helicobacter pylori. canal auditivo externo (fr. canal auditif,
canabismo, S. m. (fr. cannabisme; ing. canna- conduit auditif externe; ing. external acoustic

114
CANAL INGUINAL

meatus). Canal que se estende da concha à mem- próstata, abrindo-se na porção prostática da
hrana do tímpano, fibrocartilaginoso na sua uretra, sobre a parte lateral do veru montanum.
terça parte externa e ósseo nos dois terços in- canal ependimário (ou do epêndima) (fr. •
ternos. canal épendymaire; ing. ependymal cana!).
canal auditivo interno (fr. conduit auditif in- Canal filiforme longitudinal que se prolonga a
terne; ing. internal acoustic meatus). Canal ós- toda a altura da medula espinhal, do quarto
seo escavado no rochedo e cujo fundo ósseo ventrículo ao ventrículo terminal. Situa-se no
corresponde aos elementos do ouvido interno. centro da comissura cinzenta. Contém líquido
O canal acústico interno dá passagem ao nervo cefalorraquidiano.
facial e a diversas ramificações do nervo acústico. canal epididimário (ou do epidídimo) (fr.
canal biliar (fr. canal biliaire). V. canal hepáti- canal epididymaire ou de l' épididyme; ling. ca-
co (direito e esquerdo). nal of epididymis ). Porção das vias espermá-
canal calcaneano (fr. canal calcanéen; ing. ticas compreendida entre os canais eferentes do
tarsal canal). Sino de canal társico. testículo e o canal deferente. Enovelado num
canal cárpico (fr. canal carpien; ing. carpal tecido fibroso denso, este canal constitui o epi-
canal). Canal osteofibroso constituído pela go- dídimo e dá passagem ao esperma em direcção
teira anterior do carpo, fechado à frente pelo ao canal deferente.
ligamento anular anterior do carpo. Dá passa- canal femoral (fr. canal fémoral; ing. femoral
gem aos tendões flexores dos dedos, ao mús- canal). Bainha fibrosa que forma a aponevrose
culo grande palmar e ao nervo mediano. femoral em volta dos vasos femorais. O canal
canal (túnel) cárpico (síndrome do) (fr. femoral possui três segmentos: proximal (canal
syndrome du canal carpien; ing. carpal tunnel crural), médio e distal (canal de Hunter).
syndrome). Conjunto dos sintomas devidos a canal galactóforo (fr. canal galactophore; ing.
uma lesão do nervo mediano ao nível do pu- lactiferous duct, galactophorous duct). Cada um
nho (artrite, fractura): perturbação da sensibi- dos canais excretores do leite, que vão de um
lidade, dores, paresia da adução do polegar, lobo da glândula mamária ao mamilo.
apagamento, por atrofia, da eminência tenar. canal hepático comum (fr. canal hépatique
canal cístico (fr. canal cystique; ing. cystic commun; ing. common hepatic duct). Segmen-
duct). Canal biliar que faz comunicar a vesícula to da via biliar principal que resulta da confluên-
biliar com o canal hepático, constituindo, após cia dos canais hepáticos direito e esquerdo. Com
a sua reunião com este último, o canal colédoco. um comprimento de 3 a 4 cm, recebe o canal
canal coclear (fr. canal cochléaire; ing. cochlear cístico e prolonga-se através do canal colédoco.
canal). Sino de caracol membranoso. V. caracol canal hepático (ou biliar) direito (fr. canal
ósseo. hépatique ou biliaire droit; ing. right hepatic
canal colédoco (fr. canal cholédoque; ing. duct). RanlO direito na origem do canal hepá-
common bile duct). Segmento da via biliar prin- tico comum; realiza a drenagem do lobo direi-
cipal, formado pela reunião do canal hepático to do fígado.
comum com o canal cístico. Atravessa obliqua- canal hepático (ou biliar) esquerdo (fr. ca-
mente a parede interna da segunda porção do nal hépatique ou biliaire gauche; ing. left hepatic
duodeno, na qual se abre ou directamente ou duct). Ramo esquerdo na origem do canal he-
por meio da ampola de Vater. (adj.: coledo- pático comum; realiza a drenagem do lobo es-
quiano.) querdo do fígado.
canal crural (fr. canal crural; ing. proximal canal inguinal (fr. canal inguinal; ing. inguinal
portion of femoral canal). Segmento proximal canal). Interstício musculoaponevrótico situa-
do canal femoral. do à direita e à esq uerda na parte baixa da pa-
canal deferente (fr. canal déférent; ing. vas rede abdominal anterior. Dá passagem ao cor-
deferens). Canal cilíndrico estreito, de parede dão espermático no homem, ao ligamento re-
espessa, que dá passagem ao esperma; parte da dondo na mulher, e constitui um dos principais
cauda do epidídiIno até ao ponto de junção da pontos fracos (portas herniárias) da parede ab-
vesícula seminal, a partir da qual se prolonga dominal. A sua parede anterior é constituída,
pelo canal ejaculador. (adj.: deferencial.) pelo lado exterior, pelos três músculos largos
canal ejaculador (fr. canal éjaculateur; ing. do abdómen (grande oblíquo, pequeno oblíquo
ejaculatory duct). Segmento das vias espermá- e transverso) e, pelo lado interior, só pela
ticas que prolonga o canal deferente a partir da aponevrose tendinosa do músculo grande oblí-
sua união com a vesícula seminal no interior da quo.

115
CANAL LACRIMAL

canal lacrimal (fr. canallacrymal; ing. lacrymo- canal torácico (fr. canal thoracique; ing.
nasal). Canal que conduz as lágrimas do saco thoracic duct). O mais volumoso dos tronco~
lacrimal ao meato do corneta inferior do nariz, linfáticos do corpo, que drena todos os linfáti
compreendendo um tubo membranoso conti- cos subdiafragmáticos, à excepção de uma par
do num canal ósseo limitado pela goteira lacri- te dos linfáticos do fígado e dos linfáticos da
mal do osso maxilar e a fosseta lacrimal do parte subumbilical da parede abdominal. Nas-
únguis (osso lacrimal). ce no interior do abdómen, atrás da aorta, da
canal medular (fr. canal médullaire; ing. união dos dois troncos linfáticos lombares.
medullary cavity). Cavidade óssea central que A dilatação inconstante que apresenta na SU.l
ocupa, no adulto, toda a extensão da diáfise origem designa-se cisterna de Pecquet.
dos ossos longos. Contém a medula óssea. Sino canal vertebral (fr. canal vertébral). Sino de
de cavidade medular. canal raquidiano.
canal óptico (fr. canal optique; ing. optic ca- canaliculado, adj. (fr. canaliculé). Atravessa-
nal). Canal escavado na pequena asa do osso do por pequenos canais.
esfenóide e que contém o nervo óptico e a arté- canaliculite, S. f. (fr. canaliculite; ing. cana-
ria oftálmica. Faz comunicar a caixa craniana liculitis). Inflamação de um canalículo ou de unl
com a órbita. Sino de buraco óptico. canal glandular (especialmente do canal lacri-
canal pancreático (fr. canal pancréatique). Sino mal).
de canal de Wirsung. V. Wirsung (canal de). canalículo, S. m. (fr. canalicule; ing. canaliculus).
canal pancreático acessório (fr. canal Pequeno canal ou conduto. (adj.: canalicular.)
pancréatique accessoire). Sino de canal de San- canalização, S. f. (fr. canalisation; ing. cana-
torini. V. Santorini (canal de). lization). 1) Formação de um canal, natural ali
canal parotidiano (ou parotídeo) (fr. canal patológico. 2) Canal criado cirurgicamente para
parotidien). Sino de canal de Stenon. V. Stenon a drenagem de uma ferida.
(canal de). cancericida, adj. (fr. cancéricide; ing. cancri-
canal pilórico (fr. canal pylorique; ing. pyloric cidal). Que pode destruir as células cancerosas.
canal). Parte estreitada do antro pilórica do es- V. antineoplásico.
tômago, imediatamente antes do orifício do canceriforme, adj. (fr. cancériforme; ing.
pilara. cancriform). Semelhante a cancro.
canal raquidiano (fr. canal rachidien; ing. ver- cancerígeno (ou cancerogénico), adj. (fr.
tebral canal). Canal ósseo formado em toda a cancérogene ou cancerigene; ing. cancergenic,
altura da coluna vertebral pela sobreposição dos carcinogenic). Susceptível de provocar cancro.
buracos vertebrais. Constitui a estrutura óssea V. oncógeno. Sino de carcinogénico.
que protege a medula, as meninges e as raízes cancerofobia, S. f. (fr. cancérophobie; ing. can-
raquidianas, do atlas ao sacro. Sino de canal cerphobia). Medo mórbido de sofrer de cancro.
vertebral. cancerologia, s. f. (fr. cancérologie; ing. can-
canal sagrado (fr. canal sacré; ing. sacral ca- cerology). Ciência consagrada ao estudo e tra-
nal). Segmento inferior do canal raquidiano, tamento do cancro. V. oncologia. (adj.: cance-
constituído pela reunião dos orifícios vertebrais rológico.)
das peças sagradas soldadas entre si. Termina canceroso (fr. cancéreux; ing. cancerous).
normalmente, na extremidade inferior, ao nível 1) Adj. e s. m.: que sofre de cancro. 2) Adj.:
da quinta peça sagrada, por uma goteira aberta relativo ou devido ao cancro.
para trás, a chanfradura sagrada. cancerostático, adj. (fr. cancérostatique; ing.
canal társico (fr. canal tarsien; ing. tarsal ca- carcinostatic). Que impede a proliferação das
nal). Canal osteofibromuscular situado atrás do células cancerosas e, por consequência, limita a
maléolo interno, que desce em direcção à plan- extensão do cancro. V. citostático.
ta do pé e no qual passam tendões, nervos e cancro, S. m. (fr. e ing. 1) e 2) cancer; 3) chancre).
vasos, desde a loca posterior da perna até à plan- 1) Tumor maligno, isto é, constituído pela pro-
ta do pé. Sino de canal calcaneano. liferação anárquica de células anormais, que
canal (túnel) társico (síndrome do) (fr. invade as estruturas vizinhas e que tem tendên-
syndrome du canal tarsien; ing. tarsal tunnel cia para produzir tumores secundários a dis-
syndrome). Conjunto de sintomas que manifes- tância (metástases). 2) Por extensão, prolifera-
tam a irritação ou compressão dos ramos de ção anárquica de células anormais, sem forma-
divisão do nervo tibial posterior na sua traves- ção de massa tumoral. A leucemia, proliferação
sia do canal: dores e parestesias de certos dedos anárquica dos glóbulos brancos do sangue, é
do pé, da face interna ou da planta do pé. um cancro. 3) Ulceração cutânea ou mucosa que

116
CANCRO DO OVÁRIO

marca o ponto de entrada no organismo de que segregam tireoglobulina, papilares (750/0),


certos agentes infecciosos, em especial as ulce- vesiculares ou foliculares (10 % ), mais raramen-
rações de origem venérea (ex.: cancro sifilítico te trabeculares; carcinomas medulares, de célu- C
ou cancro duro) ou a ulceração tuberculosa da las C que segregam calcitonina, muitas vezes
primo-infecção (cancro tuberculoso). hereditários; carcinomas anaplásicos, indiferen-
cancro alveolar do pulmão (fr. cancer ciadas, raros.
alvéolaire du poumon; ing. alveolar cell carci- cancro do alcatrão (fr. cancer do goudron; ing.
noma). Variedade rara de cancro do pulmão tar cancer). Cancro experimental provocado no
caracterizada pela proliferação de células cilín- ratinho, aplicando várias vezes alcatrão numa
dricas mucíparas que formam por vezes papilas área da pele que foi rapada. Poderia explicar as
ao longo das paredes dos alvéolos. Com tosse, dermatoses observadas em trabalhadores que
dores torácicas, expectoração mucosa e disp- estão em contacto com substâncias que contêm
neia, evolui rapidamente para insuficiência res- alcatrão.
piratória e cardíaca mortal. cancro do colo do útero (fr. cancer du cal de
cancro cirroso (fr. cancer squirrheux). Sino de l'utérus; ing. cervical cancer). Tumor tipo carci-
cirro. noma, que pode desenvolver-se a partir do
cancro colorrectal (fr. cancer colorectal; ing. epitélio superficial do colo do útero (carcinoma
colorectal cancer). Adenocarcinoma, em geral pavimentocelular) ou a partir do revestimento
de tratamento cirúrgico, que pode ser nodular, epitelial do canal cervical (adenocarcinoma). Em
cirroso, papilar ou mucóide. Há várias classi- ambos os casos o tumor é invasivo, com infiltra-
ficações quanto à sua extensão: a de Dukes ção dos tecidos envolventes, propagando-se de-
(A: limitado à mucosa; B: com infiltração da pois para os gânglios linfáticos e órgãos adja-
muscular; c: extensão ganglionar locorregional; centes, tais como a bexiga e o recto. No estádio
D: metástases); a de Astler e Coller, em que o do carcinoma in situ, o tumor está limitado ao
grau B é desdobrado em B 1 e B2, conforme a epitélio, não existindo invasão dos tecidos vizi-
infiltração não atravessa ou atravessa a mus- nhos, mas, sem tratamento, pode tornar-ser ma-
cular e o grau C, em Cl e C2, que correspon- ligno. O cancro do colo do útero pode ser detec-
dem respectivamente a B 1 e B2 com invasão tado numa fase precoce de desenvolvimento
ganglionar; a classificação TNM. (V. esfregaço cervical) . Uma das formas de se ma-
cancro da bexiga (fr. cancer de la vessie; ing. nifestar é através de corrimento vaginal, muitas
cancer of the bladder). Origina-se no epitélio vezes com mau cheiro e em geral sanguinolento.
vesical (urotélio). As formas papilares são mui- É tratado por meio de radiações e/ou de opera-
to mais frequentes. ção cirúrgica, podendo também usar-se quimio-
cancro da mama (fr. cancer du sein; ing. breast terapia. V. cancro do útero.
cancer). O cancro mais frequente da mulher. cancro do esófago (fr. cancer de l'cesophage;
Quase sen1pre adenocarcinoma: em geral cana- ing. oesophageal cancer). Carcinoma epider-
lar, raramente lobular, medular, colóide ou doen- móide de tratamento difícil e de prognóstico
ça de Paget do mamilo. reservado. Os adenocarcinomas são raros e si-
cancro da pele (fr. cancer cutané; ing. skin tuados na parte inferior do esófago.
cancer). São melanomas e carcinomas (epiteli- cancro do estômago (fr. cancer de l'estomac;
omas) epidermóides. Estes últimos são baso- ing. gastric cancer). Adenocarcinoma que exi-
celulares em 750/0 dos casos, localizados só na ge quase sempre tratamento cirúrgico. Pode ser
pele, com evolução local, sem metástases; espi- polipóide, cirroso e com muita frequência ulce-
nocelulares ou malpighianos (200/0), localiza- rado. V. linhite plástica.
dos na pele e nas mucosas; intermédios ou mis- cancro do fígado (fr. cancer du foie; ing.
tos, raramente. Podem desenvolver-se sobre le- hepatic cancer). Pode ser, mais frequentemen-
sões pré-cancerosas: queratoses, doenças de te, secundário, como metástase de um cancro
Bowen ou de Paget. do intestino, brônquico ou mamário, ou primi-
cancro da próstata (fr. cancer de la prostate; tivo, de tipo epitelial, quase sempre hepatocarci-
ing. prostata cancer). É a segunda causa de mor- noma (muitas vezes complicação de uma cirro-
talidade por cancro no homem. Adenocar- se), raramente colangiocarcinoma e, na crian-
cinoma em mais de 90% dos casos. ça, hepatoblastoma.
cancro da tiróide (fr. cancer de la thyroide; cancro do ovário (fr. cancer de l' ovaire; ing.
ing. cancer of the thyroid). Origina-se no teci- ovarian cancer). Em 900/0 dos casos desenvol-
do epitelial tiroideu: carcinomas diferenciados, ve-se a partir de tecido germinal; compreen-

117
CANCRO DO PÂNCREAS

de carcinomas serosas (os mais frequentes), cancro dos limpa-chaminés (fr. cancer de.'
mucinosos, endometrióides, de células claras e ramoneurs; ing. soot cancer). Carcinoma do
indiferenciadas. As outras variedades são raras escroto devido ao contacto prolongado com ;1
(em geral seminoma e coriocarcinoma). fuligem.
cancro do pâncreas (fr. cancer du pancréas). cancro dos ossos (fr. cancer des os; ing. bone
Desenvolve-se em geral a partir do pâncreas cancer). V. osteossarcoma, condrossarcoma,
exácrino, sob a forma de adenocarcinoma (de Ewing (sarcoma de), fibrossarcoma e Kahler
células canaliculares, mais raramente acinosas (doença de) ou mieloma múltiplo.
ou anaplásicas), ou com muito menos frequên- cancro duro. Lesão primitiva ou acidente pri-
cia do pâncreas endócrino (insulinoma, glucago- mário da sífilis que se desenvolve no ponto de
noma, gastrinoma ou vipoma). entrada desta infecção, sob a forma de uma ul-
cancro do pulmão (fr. cancer du poumon; ing. ceração de bordos duros.
lung cancer). O cancro broncopulmonar desen- cancro in situ (ou intra-epitelial). Cancro
volve-se a nível dos brônquios e do pulmão. Os que ainda se mantém limitado ao seu ponto de
secundários são metástases de cancros do rim, origem.
da próstata, do intestino, etc. Os primitivos (fre- cancro mole (fr. chancre mou, chancroide ou
quentemente no homem e nos fumadores) divi- chancrel!e; ing. chancroid). Doença transmiti-
dem-se em cancros brônquicos, classificados da sexualmente devida ao bacilo de Ducrey
(OMS, 1981) por ordem decrescente de frequên- (Haemophilus ducreyi). Caracteriza-se por uma
cia em carcinomas epidermóides, adenocarci- ulceração profunda, única ou múltipla, preen-
nomas, carcinomas anaplásicos de grandes e chida por uma crosta amarelada, frequen -
pequenas células (estes últimos são os indica- temente dolorosa, situada habitualmente no
dos para a quimioterapia), tumores carcinóides, prepúcio, no homem, e nos grandes lábios, na
e cancros alveolares, muito mais raros. V. can- mulher. Pode complicar-se por tumefacção do-
cro alveolar do pulmão. lorosa dos gânglios da virilha, que evolui para
cancro do recto. V. cancro colorrectal. a supuração.
cancro do rim (fr. cancer du rein; ing. renal cancro secundário. Localização à distância
cel! cancer). Na criança, é o nefroblastoma ou (metástase) de um cancro primitivo desenvol-
tumor de Wilms, observado sobretudo antes dos vido num órgão diferente. Ex.: cancro secun-
4 anos de idade. No adulto, é o nefrocarcinoma dário do fígado, com origem no cólon.
ou tumor de Grawitz. O tratamento é essencial- cancróide, s. m. (fr. cancroide; ing. cancroid).
mente cirúrgico. Designação em desuso dada ao carcinoma (em
cancro do sistema nervoso (fr. cancer du sys- especial um epitelioma da pele com tendência
teme nerveux; ing. nervous system cancer). ulcerativa).
Conforme as variedades histológicas do tecido candeia, s. f. (fr. e ing. candeia). Unidade da
nervoso que o originam, são por ordem decres- intensidade luminosa [SI]. Símbolo: cd. Sino de
cente de frequência: glioblastomas, astroblas- vela nova. V. Sistema Internacional de Unida-
tomas, ependimomas, meduloblastomas ou neu- des.
rospongiomas, raramente oligodendrogliomas, Candida. Género de fungos microscópicos que
pinealomas, ganglioneuromas, neurinomas e se apresentam sob a forma de leveduras, larga-
meningiomas malignos; na criança o neuroblas- mente disseminados na natureza, a maior parte
toma e o retinoblastoma. dos quais são saprófitas habituais da pele e das
cancro do testículo (fr. cancer du testicule; mucosas. Certas espécies são responsáveis por
ing. testicular cancer). Observado principalInen- lnanifestações patológicas. Sino de Monilia (de-
te entre 20 e 35 anos de idade, é quase sempre susado), Oidium (desusado).
um tumor germinal (seminoma). Candida albicans. Fungo saprófito do tubo
cancro do útero (fr. cancer de l'utérus; ing. digestivo do homem e dos animais, que pode,
cancer of the uterus). Compreende: a) cancro em condições especiais, proliferar em grande
do endométrio, um adenocarcinoma do corpo número e provocar lesões da pele e das mucosas
do útero, de tratamento essencialmente cirúr- (sobretudo da mucosa intestinal), durante um
gico; b) cancro do colo do útero, despistado por tratamento por antibióticos do grupo das tetra-
esfregaço cervicovaginal (teste de Papanicolaou) ciclinas.
ou pelo teste de Schiller, carcinoma epidermóide candidíase (ou candidose), s. f. (fr. candi-
em 90%, adenocarcinoma em 10 0/0 dos casos. dose ou candidiase; ing. candidiasis, candido-
V. cancro do colo do útero. sis). Afecção aguda, subaguda ou crónica, cau-

118
CAPILAROSCOPIA

sada por leveduras pertencentes ao género Can- toire; ing. inspiratory capacity). Soma do ar
dida (sobretudo Candida albicans). A infecção corrente e do ar complementar. Abrev.: CIo
atinge sobretudo a pele e as mucosas e mani- capacidade máxima de excreção tubular C
festa-se por uma erupção de pequenas pústulas (fr. capacité maximale d'excrétion tubulaire; ing.
esbranquiçadas. V. sapinhos. Nos indivíduos maximal tubular excretory capacity). Quanti-
enfraquecidos ou imunodeprimidos (ex.: no dade máxima de uma substância que pode ser
caso da SIDA), a infecção pode estender-se aos excretada pelos túbulos renais num minuto.
órgãos profundos (candidíase broncopulmonar Abrev.: Tm de excreção.
ou urinária) e tornar-se septicémica, provocan- capacidade máxima de reabsorção tubular
do complicações neurológicas e cardíacas. Sino (fr. capacité maximale de réabsorption tubulaire;
de monilíase (desaconselhado). ing. maximal tubular reabsorption capacity).
candidide, S. f. (fr. candidide; ing. candidid). Quantidade máxima de uma substância que
Erupção cutânea alérgica secundária a uma in- pode ser reabsorvida pelos túbulos renais num
fecção por Candida albicans. minuto. Abrev.: Tm de reabsorção.
candidose, sino de candidíase. capacidade pulmonar total (fr. capacité
cânfora, S. f. (fr. camphre; ing. camphor). Pro- pulmonaire totale; ing. total lung capacity).
duto de odor aromático penetrante obtido por Capacidade vital (4 litros) adicionada do ar re-
destilação da madeira e da casca de uma árvo- sidual (1,2 litros). Abrev.: CPT.
re, a canforeira. Utiliza-se como revulsivo e es- capacidade pulmonar utilizável em esfor-
timulante local. ço (fr. capacité pulmonaire utilisable à l'effort).
canforado adj. (fr. camphré; ing. camphorated). Abrev.: CPUE. Sino de volume expiratório má-
Que contém cânfora ou que possui as suas pro- ximo por segundo (VEMS).
priedades. Ex.: pomada canforada, odor can- capacidade pulmonar vital (ou capacida-
forado. de vital) (fr. capacité pulmonaire vitale ou
cânhamo, S. m. (fr. chanvre). Sino de cannabis. capacité vitale; ing. vital capacity, VC). Volume
canície, S. f. (fr. canitie; ing. canities). Desco- máximo de ar inspirado após uma expiração
loração dos cabelos e pêlos por um processo forçada ou volume máximo de ar expirado após
fisiológico de embranquecimento ou conse- uma inspiração forçada. Abrev.: CV.
cutivo a diversas doenças. capacidade residual funcional (fr. capacité
canino(fr. canine; ing. canine tooth, cuspid). résiduelle fonctionelle; ing. fonctional residual
Cada um dos quatro dentes pontiagudos situa- capacity). Quantidade de ar contido nas vias
dos, um à esquerda e um à direita, entre o inci- aéreas no fim de uma expiração normal. Abrev.:
sivo lateral e o primeiro pré-molar, em cada um CRF.
dos dois maxilares. capacidade vital, V. capacidade pulmonar
cannabis, S. f. (fr. e ing. cannabis). Pó obtido a vital.
partir das flores, folhas e caules secos do câ- capilar (fr. capillaire; ing. capillary). 1) adj. Tão
nhamo índico (Cannabis sativa L.) que contém fino como um cabelo. 2) adj. Relativo aos ca-
substâncias euforizantes e alucinogénicas (cana- belos. 3) adj. Relativo à capilaridade. 4) S. m.
binol). V. haxixe, kif, marijuana. (adj.: canabí- Vaso sanguíneo de calibre muito fino que, na
neo, canábico). maior parte das vezes, faz comunicar uma arte-
canteiros (doença dos) (fr. maladie des tail- ríola e uma vénula. Os capilares encontram-se
leurs de pierre). Sino de silicose. dispostos em rede; é ao seu nível que se fazem
canto do olho. V. comissura palpebral. as trocas entre o sangue e os tecidos. 5) s. m.
cânula, S. f. (fr. canule; ing. cannula). Tubo oco, Por abrev., tubo capilar.
rígido ou flexível, recto ou curvo, de borracha, capilarectasia, S. f. (fr. capillarectasie; ing.
matéria plástica, vidro ou metal, utilizado para capillarectasia). Dilatação dos capilares.
introduzir um líquido ou um gás numa cavida- capilaridade, s. f. (fr. capillarité; ing. capilla-
de do organismo. rity). Conjunto das propriedades dos tubos capi-
capacidade, S. f. (fr. capacité; ing. capacity). lares relativamente aos líquidos que contêm.
1) Aptidão para conter, reter ou absorver. capilarite, S. f. (fr. capillarité; ing. cappilarity).
2) Volume interior de um recipiente destinado Inflamação dos vasos capilares.
a líquidos, gases ou outras matérias. 3) Apti- capilaroscopia, s. f. (fr. capillaroscopie; ing.
dão mental para comprender, estudar ou supor- capillaroscopy). Exame ao microscópio dos ca-
tar certas situações. pilares cutâneos ou da mucosa conjuntiva, no
capacidade inspiratória (fr. capacité inspira- indivíduo vivo. Sino de microangioscopia.

119
CAPLAN (SíNDROME DE)

Caplan (síndrome de) (fr. syndrome de Caplan). capsulite retráctil (fr. capsulite rétractile; ing.
Sino de pneumoconiose reumatóide (Caplan, adhesive capsulitis). Retracção e espessamento
Anthony, médico inglês, 1907-1976.) da cápsula articular da espádua, especialmente
Caplan-Colinet (síndrome de) (fr. syndrome do seu recesso inferior. É uma lesão caracterís-
de Caplan-Colinet). Sino de pneumoconiose reu- tica da espádua bloqueada.
matóide. capsulolenticular (fr. capsulo-lenticulaire; ing.
capreolar, adj. (fr. capréolaire; ing. capreolary, capsulolenticular). Relativo ao cristalino e à sua
capreolate). Em forma de verruma, de gavinha. cápsula. Ex.: catarata capsulolenticular.
Ex.: vasos capreolares (as artérias e veias esper- capsuloplastia, s. f. (fr. capsuloplastie; ing.
máticas, que são muito sinuosas). capsuloplasty). Intervenção plástica praticada
cápside, s. f. (fr. capside; ing. capsid). Con- numa cápsula articular.
junto das moléculas proteicas (capsómeros) capsulotomia, s. f. (fr. capsulotomie; ing.
que, num virião, envolve segundo uma dispo- capsulotomy). Incisão de uma cápsula articular
sição geométrica a molécula de ácido nu- ou da cápsula do cristalino.
cleico, que exerce a função de cromossoma e captatividade, S. f. (fr. captativité; ing. capta-
assegura a antigenecidade do conjunto. V. ví- tivity). Tendência instintiva da criança muito
rus, virião. jovem para se apropriar, no mundo exterior,
cápsula, s. f. (fr. 1) capsule, 2) gélule; ing. daquilo que a rodeia ou que lhe é útil. No adul-
1) capsula, 2) capsule). 1) Formação anatómi- to, é a tendência para amar alguém de forma
ca em forma de saco. 2) Forma farmacêutica exclusiva, possessiva e tirânica.
constituída por dois meios invólucros gelatino- captativo, adj. (fr. captatif; ing. captative). Em
sos que encaixam um no outro, contendo uma psiquiatria, diz-se de um indivíduo que procu-
substância medicamentosa. As cápsulas dissol- ra monopolizar o afecto dos que o rodeiam.
vem-se facilmente no tubo digestivo. V. cápsula caput succedaneum, edema no e sob o couro
medicamentosa. cabeludo do feto, que ocorre durante o parto.
cápsula articular (fr. capsule articulaire; ing. caquéctico (fr. cachectique; ing. cachectic).
articular capsule, joint capsule, sinovial cap- 1) adj. Relativo à caquexia. 2) adj. e s. m. Que
sule). Manga fibrosa que mantém em contacto sofre de caquexia.
as superfícies articulares e que se insere na pro- caquexia, S. f. (fr. cachexie; ing. cachexia). Es-
ximidade das cartilagens articulares das duas tado patológico caracterizado por extrema ma-
peças ósseas em contacto. A sua face profunda greza e mau estado geral grave. Pode ser devida
está revestida pela sinovial, a sua face superfi- a doença ou a subalimentação. V. atrepsia. (adj.:
cial está em relação com os ligamentos arti- caquéctico. )
culares e o tecido conjuntivo. caquexia hipofisária (fI'. cachexie hypophy-
cápsula do cristalino (fr. capsule du cristalin). saire). Sino de doença de Simmonds. V. Simmonds
Sino de cristalóide. (doença de).
cápsula medicamentosa (fr. capsule médica- caracol ósseo (fr. li1naçon osseux; ing.
menteuse; ing. cachet). Forma farmacêutica cochlea). Parte do ouvido interno constituída
constituída por um invólucro oco, com forma por um longo canal enrolado sobre si mesmo,
ovóide, esférica ou cilíndrica, cuja parede é sus- tal como uma concha de caracol. O caracol ós-
ceptível de se dissolver no tubo digestivo; a sua seo contém o caracol membranoso (ou canal
cavidade está cheia de uma substância medica- coclear). Sino de cóclea.
mentosa. A cápsula pode ser dura ou mole e, carácter, s. m. (fr. caractere; ing. character).
qualquer destas, gastrorresistente, de libertação 1) Conjunto das particularidades físicas e psi-
prolongada ou de libertação modificada V. hós- cológicas de um indivíduo, inatas e adquiri-
tia, cápsula gelatinosa. das, que se traduzem no seu comportamento.
cápsula supra-renal (fr. capsule surrénale). 2) Conjunto das propriedades morfológicas e
V. supra-renal. fisiológicas que diferenciam um organismo re-
capsular, adj. (fr. capsulaire; ing. capsular). lativamente a outros.
Relativo a uma cápsula, nomeadamente a uma carácter paranóico (fr. caractere paranoí"a-
cápsula articular (ex.: ligamentos capsulares) ou que). Sino de personalidade paranóica.
à cápsula do cristalino (ex.: catarata capsular). caracterial (fr. caractériel; ing. enzotionally
capsulectomia, s. f. (fr. capsulectomie; ing. disturbed). 1) adj. Relativo ao carácter. 2) adj.
capsulectomy). Excisão parcial ou total de UITIa e S. 2 gén. Diz-se de UITI indivíduo dotado de
cápsula (ex.: a cápsula do cristalino). inteligência normal, mas que apresenta pertur-

120
CARDI-, CARDIO-

bações do carácter (irritabilidade, instabilida- carboxiangiografia, s. f. (fr. carboxyangio-


de do humor, agressividade) que tornam a sua
adaptação ao meio familiar, escolar, profissio-
nal e social difícil ou impossível e impedem um
graphie; ing. carbon dioxide angiography). Pro-
cesso radiológico que utiliza como meio de con-
traste o dióxido de carbono (CO l ) utilizado em
fi
desenvolvimento psicológico harmonioso. radiocardiologia (estudo da parede auricular
carbonado, adj. (fr. carboné; ing. carbonated). direita), bem como para o estudo das veias su-
Que contém carbono; diz-se, em particular, da pra-hepáticas e para a verificação da permeabili-
cadeia de uma molécula orgânica formada por dade das anastomoses portocavas e esplenorrenais.
átomos de carbono. carboxiemoglobina, adj. (fr. carboxy-hémo-
carbonatado, adj. (fr. carbonaté; ing. carbona- globine; ing. carboxyhemoglobin). Pigmento
ted). 1) Que contém dióxido de carbono. 2) Que vermelho-vivo-aframboesado proveniente da
foi transformado em carbonato. combinação reversível da hemoglobina com o
carbonato, s. m. (fr. e ing. carbonate). Qual- monóxido de carbono. A carboxiemoglobina é
quer sal que contenha um radical C03 prove- reconhecida pelo seu espectro de absorção ca-
niente de um ácido carbónico hipotético (que racterístico (uma banda no verde, uma banda
não foi isolado e que corresponde ao dióxido no amarelo). Na intoxicação grave pelo gás
de carbono). (monóxido de carbono) cerca de 2/3 da hemo-
carbonemia, s. f. (fr. carbohémie ou carboné- globina dos glóbulos vermelhos combina-se sob
mie; ing. carbohemia). Presença de dióxido de a forma de carboxiemoglobina em vez de se
carbono no sangue. combinar com o oxigénio (oxiemoglobina).
carbónico, adj. (fr. carbonique; ing. carbonic). carbúnculo, s. m. (fr. charbon; ing. anthrax).
Relativo ao carbono. Diz-se, nomeadamente, de Doença infecciosa contagiosa, comum ao ho-
certos derivados deste elemento. V. anidrido mem e ao gado, devida a bactéria carbunculosa
carbónico. (Bacillus anthracis), cujos esporos, muito resis-
carbonização, S. f. (fr. carbonisation; ing. tentes, contaminam o solo e diversos produtos
carbonization) . Transformação de um corpo or- de origem animal. Distingue-se uma forma ex-
gânico em carvão pela acção do calor ou do áci- terna, por penetração dos bacilos ao nível de
do sulfúrico em presença de uma quantidade li- uma ferida (pústula maligna) e uma forma in-
mitada de ar. Dá-se, por ex., nas queimaduras terna (carbúnculo gastrintestinal ou carbúnculo
de grau IV. V. queimadura. (adj.: carbonizado.) pulmonar). O carbúnculo tornou-se uma doen-
carbono, s. m. (fr. carbone; ing. carbon). Ele- ça rara graças às medidas sanitárias que prote-
mento metalóide que existe sob diversas formas: gem os indivíduos expostos à infecção e graças
diamante, grafite, negro de fumo, carvão. Está à vacinação do gado. O tratamento pelos anti-
largamente disseminado na natureza sob a for- bióticos, por vezes associado à seroterapia, re-
ma de compostos minerais (óxido de carbono, duziu consideravelmente a mortalidade. (adj.:
carbonatos) e como constituinte dos seres vi- carbunculoso. )
vos (elemento fundamental das matérias orgâ- carcinogénico (ou cancerígeno),adj. e s. m.
nicas). O carbono amorfo emprega-se como an- (fr. carcinogene). Sino de cancerogénico.
tídoto e como adsorvente em caso de diarreia e carcinoma, s. f. (fr. carcinome; ing. carcinoma).
dispepsia, como desodorizante. Símbolo: C. Qualquer tumor maligno desenvolvido a partir
carbono (dióxido de) (fr. dioxyde de carbone; de um tecido epitelial. V. epitelioma.
ing. carbon dioxide). Anidrido carbónico (fór- carcinoma basocelular. Sino de basalioma.
mula: CO J ) carcinomatose (ou carcinose), s. f. (fr.
carbono (hidrato de) (fr. hydrate de carbone; carcinomatose, carcinose; ingl. carcinomatosis,
ing. carbohydrate). Sino de glícido ou glúcido. carcinosis). Estado resultante da disseminação
carbono (monóxido de) (fr. oxyde ou mono- rápida de um carcinoma (epitelioma) por di-
xyde de carbone; ing. carbon monoxyde). Gás versos órgãos (sobretudo o pulmão), sob a for-
incolor e inodoro (fórmula: CO), que é um dos ma de grande número de pequenos nódulos.
principais componentes do gás de iluminação. carcinomatoso, adj. (fr. carcinomateux; ing.
É tóxico devido à sua afinidade para a hemo- carcinomatous). Que é da natureza do carcino-
globina muito maior do que a do oxigénio, o ma.
que origina a formação de carboxiemoglobina, carcinose, s. f. (fr. carcinose). Sino de carcino-
composto mais estável do que a oxiemoglobina matose.
e que diminui a quantidade de oxigénio trans- cardi-, cardio-, pref. de origem grega que ex-
portado pelo sangue. prime uma relação com o coração ou a cárdia.

121
CÁRDIA

cárdia, s. f. (fr. e ing. cardia). Orifício de comu- cardiomegalia, s. f. (fr. cardiomégalie; ing.
nicação entre o esófago e o estômago. Este ori- cardiomegaly). Aumento do volume do coração.
fício encontra-se munido de um esfíncter que cardiomiopatia, s. f. (fr. cardiomyopathie). Sino
impede o refluxo dos alimentos para o esófago. de miocardiopatia.
Ling. A cárdia é assim chamada devido à sua cardiopatia, s. f. (fr. cardiopathie; ing. cardio-
situação próxima do coração (adj.: cardial, pathy). Qualquer afecção do coração. (adj.:
cárdico.) Em português também se diz muitas cardiopático. )
vezes o cárdia. cardiopilórico, adj. (fr. cardio-pylorique; ing.
cardíaco (fr. cardiaque; ing. 1) cardiac; 2) heart cardiopyloric). Relativo à cárdia e ao piloro.
patient). 1) adj. Relativo ao coração. 2) adj. e cardioplastia, s. f. (fr. cardioplastie; ing. car-
s. m. Que sofre de uma doença de coração. dioplasty, esophagogastroplasty). Operação
cardialgia, s. f. (fr. cardialgie; ing. cardialgia). plástica praticada na cárdia para reparar um
1) Dor ou sensação de queimadura localizada aperto ou cardiospasmo. Existem diversas va-
na região epigástrica, que corresponde à cárdia. riedades de intervenção.
2) Dor profunda localizada na região cardíaca. cardiopulmonar, adj. (fr. cardiopulmonaire;
(adj.: cardiálgico.) ing. cardiopulmonary). Relativo ao coração e
cardioangiografia, s. f. (fr. cardioangiogra- aos pulmões. Ex.: sopro cardiopulmonar.
phie). Sino de angiocardiografia. cardiospasmo, s. m. (fr. cardiospasme; ing.
cardiocinético, adj. e s. m. (fr. cardiocinétique cardiospasm). Constrição da região da cárdia,
ou cardiokinétique; ing. cardiokinetic). Que de causa desconhecida, que começa por se ma-
estimula a actividade do coração. nifestar por dificuldade em engolir, seguindo-
cardiodilatador, s. m. (fr. cardiodilatateur; ing. se dores retrosternais contínuas e regurgitação
cardiodilator). Instrumento destinado a dilatar relacionada com a inflamação e a dilatação do
a cárdia em caso de aperto ou de cardiospasmo. esófago. Sino de acalasia da cárdia.
cardiografia, s. f. (fr. cardiographie; ing. cardio- cardiotirotoxicose, s. f. (fr. cardiothyréose; ing.
graphy). Qualquer técnica destinada a registar cardiothyrotoxicosis). Forma de hipertiroidismo
os batimentos do coração, por meio de um car- cujo quadro clínico é dominado pelas pertur-
diógrafo: o traçado assim obtido denomina-se bações cardíacas: extra-sístoles, crises de taqui-
cardiograma. V. electrocardiografia. (adj.: car- cardia paroxística, flutter ou fibrilação auri-
diográfico. ) cular. Sino de coração basedowiano.
cardiógrafo, s. m. (fr, cardiographe; ing. car- cardiotocografia, s. f. (fr. cardiotocographie).
diograph). Aparelho que serve para registar di- Sino de tococardiografia.
versos parâmetros da actividade cardíaca e cardiotocógrafo, s. m. (fr. cardiotocographe).
transcrevê-los sob a forma de um traçado (car- Sino de tococardiógrafo.
diograma). cardiotomia, s. f. (fr. cardiotomie; ing. cardio-
cardiograma, s. m. (fr. cardiogramme; ing. tomy). 1) Incisão cirúrgica do coração. 2) Inci-
cardiogram). Traçado, obtido com o auxílio do são cirúrgica da cárdia.
cardógrafo, que representa a actividade car- cardiotónico,adj. e s. m. (fr. cardiotonique; ing.
díaca. cardiotonic). Que aumenta a tonicidade do
cárdio-hepático, adj. (fr. cardio-hépatique; ing. músculo cardíaco. Que combate a insuficiência
cardiohepatic). Relativo ao coração e ao fígado. cardíaca.
cardioinibidor, adj. (fr. cardio-inhibiteur; ing. cardiotóxico,adj. e s. m. (fr. cardiotoxique; ing.
cardioinhibitor). Que inibe a actividade cardíaca. cardiotoxic). Que exerce uma acção tóxica so-
cardiólise, s. f. (fr. cardiolyse; ing. cardiolysis). bre o coração.
Ressecção das aderências do pericárdio à pare- cardiotuberositário, adj. (fr. cardiotubérositai-
de torácica ou das aderências entre os dois fo- re; ing. tuberocardiac). Relativo à cárdia e à
lhetos pericárdicos. grande tuberosidade do estômago. Ex.: ângulo
cardiologia, s. f. (fr. cardiologie; ing. car- cardiotuberositário.
diology). Ramo da medicina que estuda o cardiovascular, adj. (fr. cardiovasculaire; ing.
aparelho cardiovascular dos pontos de vista cardiovascular). Relativo ao coração e aos va-
morfológico, funcional e patológico. (adj.: sos sanguíneos.
cardiológico. ) cardioversão, s. f. (fr. e ing. cardioversion). Res-
cardiologista, s. m. (fr. cardiologue; ing. car- tabelecimento do ritmo cardíaco sinusal (nor-
diologist). Médico especializado em doenças do mal) por meio de choque eléctrico. V. desfibri-
coração. lhação (ou desfibrilação).

122
CAROLI (DOENÇA DE)

cardite, s. f. (fr. cardite; ing. carditis). Qualquer carioclásico, adj. (fr. caryoclasique; ing.
processo inflamatório que afecte o coração.
V. endocardite, miocardite, pericardite.
carena (ou quilha), s. f. (fr. carene). Sino de
karioklastic). Diz-se de uma substância que pode
lesar o núcleo celular e interromper a mitose.
cariogamia, s. f. (fr. caryogamie; ing. karyo-
ri
esporão traqueal. V. também fronte em carena, gamy). Fusão, durante a fecundação, dos nú-
testa em quilha, tórax em quilha. cleos dos gâmetas masculino e feminino para
carência, s. f. (fr. carence; ing. deficiency). In- formar o núcleo do zigoto. (adj.: cariogâmico.)
suficiência ou ausência no organismo de certos cariogénese, s. f. (fr. caryogenese; ing. karyo-
elementos indispensáveis ao seu metabolismo. genesis). Formação do núcleo de uma célula.
Pode ser devida ao fornecimento insuficiente cariogénico, adj. (fr. cariogene; ing. cariogenic).
(carência alimentar) ou a um defeito de utiliza- Susceptível de provocar a cárie dentária.
ção (carência digestiva ou carência nutritiva). cariograma, s. m. (fr. caryogramme). Sino de
V. avitaminose. (adj.: carencial.) idiograma.
carência afectiva (fr. carence affective; ing. cariólise, s. f. (fr. caryolyse; ing. karyolysis).
affective deprivation). Perturbação psicossomá- Destruição, por dissolução, do núcleo da célu-
tica determinada por uma separação ou ruptu- la. Sino de cromatólise. (adj.: cariolítico.)
ra com o meio familiar. cariolobado, adj. (fr. caryolobé). Que possui
carência imunitária T epidémica (fr. carence um núcleo formado por diversos lobos.
immunitaire T épidémique). Sino obsoleto de cariorrexia, s. f. (fr. caryorrhexie ou karyorrhe-
SIDA. Abrev.: CITE. xis; ing. karyorrhexis). Durante a necrose de
carenciado, s. m. (fr. carencé; ing. affective uma célula, fragmentação do núcleo celular, cuja
deficient). Diz-se de uma criança que sofre de massa de cromatina se dissemina no citoplasma.
uma carência afectiva. cariótipo, s. m. (fr. caryotype; ing. karyotype).
carencial, adj. (fr. carentiel; ing. deficient). Re- Carta cromossómica de uma célula, consi-
lativo a uma carência. derada como característica de um indivíduo ou
carfologia, s. f. (fr. carphologie; ing. carphology, de uma espécie. Ela indica o número de cro-
floccilation). Movimentos desordenados invo- mossomas, a sua dimensão, forma e disposição.
luntários das mãos de um doente que parece O exame do cariótipo permite descobrir ano-
procurar agarrar flocos imaginários ou que re- malias cromossómicas (Cariótipo masculino
puxa e afasta incessantemente a roupa da cama. normal: 46, XY; cariótipo feminino normal:
Estes movimentos observam-se durante estados 46,XX.)
delirantes e doenças febris graves. (adj.: carfoló- carminativo, adj. (fr. carminatif; ing. carmi-
gico.) native). Que favorece a expulsão dos gases in-
carga vírica (fr. charge virale). Quantidade de testinais.
vírus no sangue. A avaliação da carga vírica é carne, s. f. (fr. chair; ing. flesh). Os tecidos mo-
muito importante nas infecções por VIH para les (em particular os músculos) do corpo do
apreciar a eficácia do tratamento empreen- homem e dos animais, por oposição ao esque-
dido. leto, duro e rígido. V. carnudo, sarco-.
cárie, s. f. (fr. carie; ing. caries). Degradação do carnicão, s. m. (fr. bourbillon; ing. core of boil).
tecido ósseo, que provoca o seu amolecimento Ponto central de um furúnculo, formado por
e destruição. (adj.: cariado.) uma amálgama de pus e de tecido dérmico
cárie dentária (fr. carie dentaire; ing. 1) den- necrosado, que é eliminado quando se abre o
tal caries, 2) cavity). 1) Processo de destruição furúnculo.
localizada e progressiva dos dentes. A cárie den- carnudo, adj. (fr. charnu; ing. fleshy). Que é
tária atinge em primeiro lugar o esmalte (cárie constituído por carne.
do primeiro grau), em seguida a dentina que é Caroli (doença de) (fr. maladie de Caroli; ing.
atacada pelas bactérias (cárie do segundo grau) Caroli's disease). Doença hereditária rara
e pode chegar à necrose da polpa dentária (cá- transmitida provavelmente de forma autossó-
rie do terceiro grau). 2) Resultado deste pro- mica recessiva. Caracteriza-se pela dilatação
cesso. quística dos canais biliares intra-hepáticos que
cario-, pref. de origem grega que exprime rela- se manifesta no indivíduo jovem por episó-
ção com o núcleo celular. dios febris recidivantes de angiocolite, rara-
cariocinese, s. f. (fr. caryocinese; ing. kario- mente acompanhados de icterícia, hepatome-
kinesis). Divisão do núcleo celular durante a galia e sinais de hipertensão portal. A doença
mitose. (adj.: cariocinético.) está muitas vezes associada a fibrose hepáti-

123
CAROTENO

ca congénita. (V. este termo). (Caroli, Jacques, (mão bota radial). Sino de doença ou deformi-
gastroenterologista francês, 1908-.) dade de Madelung.
caroteno, s. m. (fr. carotene; ing. carotene). carraça, s. f. (fr. tique; ing. tick). Nome corren-
Designação geral dos pigmentos de cor alaran- te dos ácaros da família dos ixodídeos parasi-
jada presentes em numerosos vegetais, que cons- tas com corpo ovalar não segmentado que sr
tituem nos organismos animais os precursores alimentam de sangue e vivem fortemente fixa -
da vitamina A (provitamina A). Encontram-se dos à pele dos mamíferos. Transmitem diversas
normalmente pequenas quantidades de caroteno doenças a vírus, rickettsioses e febres recorren-
no sangue (carotinemia). tes (borrelioses).
carotenóide, s. m. (fr. caroténoi'de; ing. Carrión (doença ou anemia de) (fr. maladie
carotenoid). Designação geral do caroteno e dos ou anémie de Carrión). Sino de bartonelose.
seus derivados oxigenados. (Carrión, Daniel, médico peruano, 1850-1885.)
carótida (ou artéria carótida), s. f. (fr. cartilagem, s. f. (fr. e ing. cartilage). Variedade
carotide ou artere carotide; ing. carotid). Arté- de tecido conjuntivo caracterizada por uma subs-
rias da cabeça e da parte superior do pescoço. tância fundamental compacta, transparente, elás-
A artéria carótida primitiva (ou comum) nasce, tica e resistente. A cartilagem não contém nor-
à direita, por bifurcação do tronco arterial malmente vasos nem nervos. Existem diversas
braquiocefálico; à esquerda, destaca-se direc- variedades, de acordo com a natureza das fibras
tamente da croça da aorta. Situada na parte la- contidas na substância fundamental (cartilagem
teral do pescoço, divide-se, na vizinhança do hialina, elástica, fibrosa). V. condr-. (adj.:
osso hióide, em artéria carótida externa, desti- cartilagíneo, cartilaginoso, condral.)
nada ao pescoço e à face, e em artéria carótida cartilagem aritenóide (fr. cartilage aryténoiâe
interna, cujos ramos asseguram a irrigação do ou aryténoiâe; ing. arytenoid cartilage). Cada
cérebro e do globo ocular. (adj.: carotidiano, uma das duas cartilagens, direita e esquerda,
carotídeo. ) existentes por cima da cartilagem cricóide com
carotinemia, s. f. (fr. carotinémie; ing. caro- a qual se articulam, dando inserção às cordas
tenemia). Teor de caroteno no sangue (normal: vocais inferiores.
70 a 140 mg/l00 m!). Este valor aumenta nas cartilagem articular (fr. cartilage articulaire;
hiperlipidemias e no mixedema e diminui em ing. articular cartilage). Camada de cartilagem
caso de má absorção das gorduras ao nível do especialmente lisa que reveste as superfícies ós-
intestino delgado (doença celíaca). seas articulares, cuja forma adopta. Tem uma
cárpico (ou carpiano, ou calpal), adj. (fr. dupla função de superfície de atrito e de órgão
carpien; ing. carpal). Relativo ao carpo. elástico de transmissão das pressões. Sino de
carpo, s. m. (fr. carpe; ing. carpus). Conjunto cartilagem de revestimento, cartilagem de
de oito ossos curtos, dispostos em duas fileiras, incrustação.
que formam o esqueleto do punho. A fileira cartilagem auricular (fr. cartilage auriculaire;
proximal, que se articula com o rádio e o cúbito, ing. auricular cartilage). Fibrocartilagem do
compreende, de fora para dentro: o escafóide, pavilhão do ouvido.
o semilunar, o piramidal e o pisiforme. A fileira cartilagem corniculada (fr. cartilage corni-
distal, que se articula com o metacarpo, inclui culé; ing. corniculate cartilage). Cada um dos
o trapézio, o trapezóide, o grande osso e o dois pequenos nódulos cartilaginosos da larin-
unciforme. Sino de maciço cárpico. (adj.: cárpico ge que prolongam para cima e para dentro as
ou carpiano.) cartilagens aritenóides. Sino de cartilagem de
carpo-, pref. de origem grega que exprime a Santorini.
ideia de pulso. cartilagem costal (fr. cartilage costal; ing.
carpocárpico (ou carpocarpiano), adj. (fr. costal cartilage). Prolongamento anterior carti-
carpo-carpien; ing. carpocarpal). Relativo a dois lagíneo de cada uma das costelas.
elementos distintos do carpo. cartilagem cricóide (fr. cartilage cricoide; ing.
carpocifose, s. f. (fr. carpocyphose; ing. cricoid cartilage). Uma das três cartilagens ím-
Madelung's deformity). Deformação em baio- pares da laringe, em forma de anel, situada na
neta do perfil interno do punho, de origem con- parte inferior deste órgão. (adj.: cricoideu, cri-
génita, devido a anomalia do crescimento da coidiano.)
extremidade inferior do rádio, cuja parte pos- cartilagem de conjugação (fr. cartilage de
terior se desenvolve mais rapidamente do que a conjugaison ou conjugal; ing. epiphyseal
parte anterior, desviando a mão do lado radial cartilage). Faixa transversal de tecido cartila-

124
CASTLE (TEORIA DE)

gíneo que reúne a diáfise e a epífise de um osso cartilagens sesamóides posteriores e uma carti-
longo, ao nível da qual se efectua o crescimen- 1agem interaritenoideia.
to em comprimento desse osso. Sino de cartila- cartilagens da traqueia (fr. cartilages de la _
gem diáfiso-epifisária. trachée; ing. tracheal cartilages). Anéis carti-
cartilagem de incrustação (fr. cartilage lagíneos incompletos situados na túnica exter-
d'encroztement). Sino de cartilagem articular. na da traqueia, que eles contribuem para man-
cartilagem de revestimento (fr. cartilage de ter aberta. O seu número oscila entre 16 e 20.
revêtement). Sino de cartilagem articular. O primeiro é o mais desenvolvido. O último
cartilagem diáfisoepifisária (fr. cartilage contribui para a formação do esporão traqueal
diaphyso-epiphysaire). Sino de cartilagem de ao nível do ângulo de bifurcação dos brôn-
conjugação. qulos.
cartilagem epiglótica (fr. cartilage épiglotti- cartilagens do nariz (fr. cartilages du nez; ing.
que; ing. epiglottic cartilage). Uma das três car- nasal cartilages). Conjunto de lamelas cartila-
tilagens ímpares da laringe, situada na parte ginosas que compreendem as duas cartilagens
ântero-superior desta última, atrás da cartila- laterais, as duas grandes e pequenas asas.
gem tiróide. carúncula, S. f. (fr. caroncule; ing. caruncle).
cartilagem fibrosa (fr. cartilage fibreux). Sino Em anatomia, pequena excrescência ou eminên-
de fibrocartilagem. cia carnuda. (adj.: caruncular.)
cartilagem hialina (fr. cartilage hyalin; ing. carúncula duodenal (fr. caroncule duodénale;
hyaline cartilage). Tipo de tecido cartilagíneo ing. duodenal papilla). Grande carúncula: sali-
cuja substância fundamental, de aparência ência cónica situada na face interna da segunda
amorfa, é muito resistente e elástica. A cartila- porção do duodeno, determinada pela ampola
gem hialina é a mais abundante dos tecidos car- de Vater, na qual desembocam o colédoco e o
tilagíneos. Constitui o anel da traqueia e dos canal de Wirsung. Sino de grande papila duo-
brônquios, assim como as partes cartilagíneas denal. Pequena carúncula: pequena saliência
do nariz e das costelas, e recobre as superfícies cónica situada na face interna da segunda por-
ósseas ao nível das articulações (joelho, coto- ção do duodeno, um pouco acima da grande
velo, punho, etc.). carúncula, em cujo centro desemboca o canal
cartilagem lateral do nariz (fr. cartilage latéral de Santorini. Sino de pequena papila duodenal.
du nez; ing. lateral nasal cartilage). Cada uma carúncula lacrimal (fr. caroncule lacrymale;
das duas lamelas cartilagíneas triangulares, si- ing. lacrimal caruncle). Prega da conjuntiva em
tuadas de cada lado da linha mediana, sobre as forma de pequeno cone avermelhado, pouco
faces laterais do nariz, por baixo dos ossos pró- saliente, bastante vascularizada, situada no ân-
prios e acima das asas do nariz. gulo interno do olho.
cartilagem mista (fr. cartilage mixte; ing. carúnculas mirtiformes (fr. caroncules myrti-
mixed cartilage). Tecido cartilagíneo cuja subs- formes; ing. hymenal caruncles). Pequenas sa-
tância fundamental é atravessada por feixes liências carnudas situadas em redor do orifício
conjuntivos e por fibras elásticas. da vulva; representam aquilo que resta do hímen
cartilagem tiróide (fr. cartilage thyroide; ing. após o primeiro parto.
thyroid cartilage). Cartilagem ímpar e media- carus, s. m. O último grau do coma. v. coma
na, situada na parte ântero-superior da laringe, carus.
acima da cartilagem cricóide e abaixo do osso caseína, S. f. (fr. caséine; ing. casein). Proteína
hióide. É formada por duas lâminas laterais, complexa do leite obtida por precipitação; é o
quadriláteras, unidas pelo respectivo bordo principal constituinte dos queijos.
anterior, formando uma saliência à frente, em caseoso, adj. (fr. caséeux; ing. caseous). 1) Da
forma de escudo. Esta saliência é muito mais natureza ou da consistência do queijo. 2) Com-
marcada no homem do que na mulher, forman- posto por caseum. Ex.: tuberculose caseosa.
do a «maçã de Adão». caseum, s. m. (fr. caséum; ing. caseum). Subs-
cartilagens da laringe (fr. cartilages du larynx; tância pastosa esbranquiçada ou amarela que
ing. laringeal cartilages). Conjunto de onze pe- resulta da necrose maciça dos tecidos, parti-
ças cartilagíneas que constituem o esqueleto da cularmente das lesões tuberculosas. No caseum
laringe. São as cartilagens cricóide, tiróide e epi- recente e no caseum liquidificado, encontram-
glótica, ímpares; e as cartilagens aritenóides, cor- -se numerosos bacilos tuberculosos.
niculadas, cuneiformes e sesamóides anteriores, Castle (teoria de) (fr. théorie de Castle; Castle's
pares. A elas se acrescentam, por vezes, duas theory). Teoria segundo a qual uma substância

125
CA8TLEMAN (LINFOMA, DOENÇA OU TUMOR DE)

capaz de estimular a formação de glóbulos ver- Observa-se nos estados hipnóticos, na esquizo-
melhos normais (princípio antianémico) resul- frenia e em certas afecções do sistema nervoso
taria da acção conjunta de uma mucoproteína central. Sino de perseveração das atitudes. (adj.:
termolábil segregada pelo fundo do estômago cataléptico. )
(factor intrínseco) e de uma proteína termostável catalisador, s. m. (fr. catalyseur; ing. catalyst).
(vitamina B 12) fornecida pela alimentação (fac- Substância que acelera uma reacção química.
tor extrínseco). catálise, s. f. (fr. catalyse; ing. catalysis). Ace-
Castleman (linfoma, doença ou tumor de) leração de uma reacção química graças à pre-
(fr. lymphome, maladie ou tumeur de Castle- sença, em pequena quantidade, de uma subs-
man; ing. angiofollicular hyperplasia, angio- tância (designada catalisador), que permanece
follicular mediastinallymph node hyperplasia, inalterada no fim da reacção. Os processos de
Castleman 's disease). Tumor linfóide benigno, catálise do organismo são regidos pelas enzimas.
frequentemente único e localizado no medias- catalítico, adj. (fr. catalytique; ing. catalytic).
tino. Tumores linfóides múltiplos podem com- Relativo à catálise ou que a provoca. Ex.: reac-
plicar as infecções pelo VIH. Sino de hiperplasia ção catalítica.
angiofolicular. catamenial, adj. (fr. cataménial; ing. catame-
castração, s. f. (fr. e ing. castration). Supressão nial). Relativo ou associado à menstruação. Ex.:
ou inutilização funcional das glândulas genitais herpes catamenial
(testículos ou ovários). Pode ser realizada cirur- catamnese, s. f. (fr. catamnese; ing. catamne-
gicamente (castração anatómica) ou por expo- sis). Informações obtidas após o fim do tra-
sição aos raios X ou a outra radiação ionizante tamento e que permitem acompanhar a evolu-
(castração radiológica). ção de uma doença e esta belecer o prognóstico.
castrado, s. m. (fr. castrat; ing. castrate). Indi- V. também anamnese. (adj.: catamnésico.)
víduo do sexo masculino submetido a castra- cataplasma, s. f. (fr. cataplasme; ing. cata-
ção. V. eunuco. plasm). Substância medicamentosa de consistên-
casuística, s. f. (fr. casuistique; ing. casuistics). cia pastosa (composta de farinha de linho, mos-
Conjunto de casos clínicos com certos pontos tarda, etc.) destinada a ser aplicada a quente
comuns que são objecto de um estudo científi- ou a frio sobre a pele como descongestionante
co determinado. local ou como revulsivo.
cata-, pref. de origem grega que significa em cataplexia, s. f. (fr. cataplexie; ing. cataplexy).
baixo e exprime a ideia de degradação ou de Perda súbita, mais ou menos completa, do tónus
recuo. muscular, provocando aqueda, sem perda do
catabolismo, s. m. (fr. catabolisme; ing. cata- conhecimento, por vezes desencadeada por uma
bolism). Conjunto das reacções de degradação emoção forte. V. narcolepsia. (adj.: catapléc-
dos compostos orgânicos, que ocorrem nos se- tico.)
res vivos durante o metabolismo, e têm por efei- catarata, s. f. (fr. cataracte; ing. cataract). Opa-
to libertar energia sob a forma de calor ou de cidade do cristalino, que se traduz por uma di-
ligações químicas, para diversas actividades fi- minuição da acuidade visual. Remedeia-se pela
siológicas, acompanhadas pela eliminação dos extracção do cristalino.
resíduos inúteis. Ant. de anabolismo. (adj.: cata- catarral, adj. (fr. e ing. catarrhal). Que é acom-
bólico.) panhado por secreções abundantes seromuco-
catabolito, s. m. (fr. e ing. catabolite). Qual- sas. Ex.: inflamação catarral, icterícia catarral.
quer substância produzida no decurso do catarro, S. m. (fr. catarrhe; ing. catarrh). Termo
catabolismo. antigo que designa qualquer inflamação aguda
catacrotismo, s. m. (fr. catacrotisme; ing. ou crónica das mucosas; actualmente reserva-se
catacrotism). Irregularidade do pulso caracteri- apenas para as inflamações das vias respirató-
zada por ligeiras expansões da artéria que ocor- rias acompanhadas por secreções abundantes.
rem após o choque principal. Traduz-se por catarse, s. f. (fr. e ing. catharsis). Em psicotera-
pequenas curvas na parte descendente do tra- pia, passagem do subconsciente ao consciente
çado esfigmográfico (elevação ca tacrótica). de recordações desagradáveis recalcadas que se
V. dicrotismo. (adj.: catacrótico.) encontram na origem de um traumatismo psí-
catalepsia, s. f. (fr. catalepsie; ing. catalepsy). qUICO.
Conservação indefinida das atitudes impostas catártico, adj. (fr. cathartique; ing. cathartic).
passivamente ao doente, por perda momentâ- Que exerce uma acção purgativa.
nea da contracção voluntária dos músculos. catatonia, S. f. (fr. catatonie; ing. catatonia).

126
CAVERNA
Conjunto de perturbações psicomotoras carac- é por este emitido. Ex.: reacção catódica, tubo
terizadas pela a usência total de reacção aos de raios catódicos.
estímulos exteriores, imobilidade absoluta, cátodo, S. m. (fr. e ing. cathode). 1) Eléctrodo C
recusa em falar ou em alimentar-se. É essen- de saída da corrente de um meio, ligado ao pólo
cialmente uma manifestação da esquizofre- negativo desta corrente. Sino de eléctrodo nega-
nIa. tivo. V. ânodo. 2) Num tubo de raios X, eléc-
catatónico (fr. catatonique; ing. catatonic). trodo que emite os electrões.
1) adj. Relativo à catatonia. 2) adj. e S. m. Que cauda de cavalo (ou equina) (fr. queue de
se encontra em estado de catatonia. cheval; ing. cauda equina). Feixe de cordões
catecolamina, S. f. (fr. catécholamine; ing. nervosos constituído na extremidade inferior do
catecholamine). Qualquer substância formada canal raquidiano pelas três últimas raízes lom-
por uma amina biogénica (parte alifática) e um bares e as raízes dos nervos sagrados e dos ner-
catecol (parte aromática): adrenalina e os seus vos coccígeos até à sua saída ao nível dos bura-
precursores, derivados e metabólitos. V. dopa- cos de conjugação correspondentes. V. síndro-
mina. me da cauda de cavalo.
catenária, adj. (fr. caténaire; ing. catenary). caudado, S. m. (fr. caudé; ing. caudate). Provi-
Relativo a cadeia ou que se apresenta sob esta do de cauda. V. também núcleo caudado.
forma. Ex.: ADN mitocondrial catenário. caudal, adj. (fr. e ing. caudal). Relativo à cau-
catenária (ressecção) (fr. résection caténaire). da ou à parte terminal de um órgão de forma
Ablação cirúrgica de uma parte da cadeia dos alongada.
gânglios linfáticos. causalgia, S. f. (fr. causalgie; ing. causalgia).
catepsina, S. f. (fr. cathepsine; ing. cathepsin). Sensação de queimadura lancinante numa re-
Qualquer enzima intracelular que catalisa a gião da pele, exacerbada por um contacto, mes-
hidrólise de ligações peptídicas. Trata-se com mo ligeiro, com objectos, acompanhada por
frequência de endopeptidases lisossómicas. Dis- vezes de perturbações tróficas (pele lisa e adelga-
tinguem-se numerosos tipos, conforme as liga- çada). Está associada a lesão do nervo perifé-
ções que elas hidrolisam. rico do território cutâneo atingido.
cateter, S. m. (fr. cathéter; ing. catheter). Haste causticidade, S. f. (fr. causticité; ing. caustici-
oca ou maciça, geralmente metálica, que serve ty). Natureza específica de uma substância cáus-
para dilatar ou explorar um orifício ou canal tica.
naturais. cáustico, adj. (fr. caustique; ing. caustic). Diz-
cateterismo, S. m. (fr. cathétérisme; ing. -se de uma substância que tem uma acção cor-
catheterization). Introdução de um cateter num rosiva nos tecidos, provocando a sua necrose.
canal ou conduto naturais do organismo (uretra, cautério, S. m. (fr. cautere; ing. cautery). Haste
esófago, trompa de Eustáquio, vasos, etc.) com metálica montada numa pega e cuja extremi-
finalidade diagnóstica ou terapêutica. O catete- dade distal, de forma variável, é aquecida ao
rismo do coração é uma técnica exploratória rubro para queimar superficialmente a pele ou
praticada frequentemente. V. coronarografia. os tecidos. Este instrumento é actualmente subs-
catgut, S. m. (fr. e ing. catgut). Fio absorvível tituído pelo galvanocautério, o electrocautério
para laqueações e suturas cirúrgicas, prepara- e o laser.
do a partir de intestino delgado do carneiro. cauterização, S. f. (fr. cautérisation; ing.
catgut cromado (fr. catgut chromé; ing. cauterization). Destruição dos tecidos com o
chromic catgut). Catgut impregnado de trióxido auxílio de um cautério, de uma corrente eléc-
de crómio, com a finalidade de retardar a sua trica ou de substâncias cáusticas.
absorção. CAV, abrev. de canal atrioventricular comum.
catgut prateado (fr. catgut argenté; ing. sil- cava, S. f. (fr. cave; ing. cava). V. veia cava (infe-
verized catgut). Catgut impregnado de prata a rior ou superior).
fim de o tornar mais sólido. cavado popliteu (fr. creux poplité; ing. popli-
catião, S. m. (fr. e ing. cation). Átomo ou grupo teal fossa). Cavidade posterior do joelho.
de átomos carregados positivamente (ião posi- cavalgamento, S. m. (fr. chevauchement; ing.
tivo). V. anião. overriding). Deslocação ou sobreposição dos
catiónico, adj. (fr. cationique; ing. cationic). fragmentos de um osso fracturado.
Relativo aos catiões ou que contém catiões. caverna, S. f. (fr. caverne; ing. cavern). Escava-
catódico, adj. (fr. cathodique; ing. cathodic). ção formada num parênquima, nomeadamente
Relativo ao cátodo, que nele se produz ou que nos pulmões, após evacuação do tecido

127
CAVERNOSO

necrosado. Na maior parte das vezes é de ori- terior do tórax, que em baixo é limitado pelo
gem tuberculosa. diafragma.
cavernoso, adj. (fr. caverneux; ing. cavernous). cavidade vestibular (fr. cavité vestibulaire).
1) Que apresenta cavernas patológicas ou a elas Sino de vestíbulo da boca.
relativo. Ex.: sopro cavernoso, pulmões caver- cavitário, adj. (fr. cavitaire; ing. cavitary). Re-
nosos. 2) Algo cuja estrutura (normal ou pato- lativo a uma cavidade ou que se caracteriza pela
lógica) é caracterizada pela presença de la- presença de cavidades, em geral de origem pa-
cunas comunicantes. Ex.: angioma cavernoso. tológica.
V. corpos cavernosos. cavografia, S. f. (fr. cavographie; ing. cavogra-
cavérnula, s. f. (fr. cavernule; ing. cavernula). phy). Radiografia de uma veia cava tornada
Pequena escavação ulcerosa num órgão. (adj.: visível por injecção de um líquido opaco aos
cavernuloso. ) raios X. Sino de flebocavografia.
cavidade, s. f. (fr. cavité; ing. cavity). 1) Espaço cavum, S. m. (fr. e ing. cavum). 1) Em anato-
oco, parcial ou inteiramente fechado, delimita- mia, nome dado a certas cavidades. 2) Sino de
do por uma estrutura anatómica ou por um con- rinofaringe.
junto de estruturas. Pode estar vazio ou, mais cc, símbolo do centímetro cúbico.
frequentemente, ocupado por outras estruturas CCMH, abrev. de concentração corpuscular
ou órgãos. 2) Escavação num órgão devida a média em hemoglobina. V. hemoglobina.
um processo patológico. cd, símbolo da candeia.
cavidade (ou escavação) pélvica (fr. cavité Cd, símbolo químico do cádmio.
ou excavation pelvienne; ing. pelvic cavity). CO (sistema). Sistema de nomenclatura nu-
Cavidade circunscrita pela pequena bacia e pe- mérica internacional que define classes de anti-
las suas partes moles. génios de diferenciação ou marcadores de
cavidade abdominal (fr. cavité abdominale). superfície celular expressos por leucócitos e
V. abdómen. usados para identificar diferentes linhagens de
cavidade amniótica (fr. cavité amniotique; ing. elementos figurados do sangue, estádios de de-
amniotic cavity). Cavidade circunscrita pelo senvolvimento e subgrupos funcionais. Estes
âmnio. marcadores podem ser identificados por anti-
cavidade axilar (fr. creux axilaire). Sino de so- corpos monoclonais específicos e são numera-
vaco. dos CDI, CD2, CD3, etc. As classes CDI a
cavidade bucal, V. boca. CD8 referem-se a linfócitos T (CD3 ao con-
cavidade cotilóide (fr. cavité cotyloiâe; ing. junto dos linfócitos T maduros; CD4 aos linfó-
cotyloid cavity). Cavidade do osso ilíaca na qual citos T auxiliares - helper T-cells; CD8 aos
se articula a cabeça do fémur. Sino de acetábulo, linfócitos T citotóxicos e supressores - killer
cótilo (ou cótila). cells); B; CDII a CDI3 aos monócitos e
cavidade glenóide (fr. cavité glénoiâe). Sino granulócitos; CD14 aos monócitos; CDIS aos
de glena. granulócitos; CD 19 a CD24 aos linfócitos.
cavidade medular (fr. cavité médullaire). Sino Ling.: a sigla CD deriva do ing. cluster af
de canal medular. differentiation. V. CD4, CD4/CD8.
cavidade pericárdica (fr. cavité péricardique; C04. Um antigénio de superfície em helper T-
ing. pericardial cavity). Cavidade virtual com- cells (linfócitos T auxiliares), particularmente
preendida entre os dois folhetos do pericárdio. importante para a resistência imunitária a ví-
cavidade peritoneal (fr. cavité péritonéale; ing. rus. A redução gradual das células T portado-
peritoneal cavity). Cavidade virtual compreen- ras de CD4 reflecte a progressão da SIDA. V.
dida entre os dois folhetos, parietal e visceral, CD (sistema).
do peritoneu, que pode tornar-se real em caso COC, abrev. de Centers for Disease Control and
de derrame. V. ascite. Prevention dos EUA.
cavidade pleural (fr. cavité pleurale; ing. CEA, abrev. de carcinoembrionic antigen ou
pleural cavity). Cavidade virtual compreendi- antigénio carcinoembrionário (ver este termo).
da entre os dois folhetos da pleura, que pode cecal, adj. (fr. ccecal; ing. cecal). Relativo ao
tornar-se real em caso de derrame. V. pleurisia. cego, parte inicial do intestino grosso. Ex.:
cavidade timpânica (fr. cavité tympanique). mucosa cecal.
Sino de caixa do tímpano. ceceio, S. m. (fr. zézaiement; ing. lisping). De-
cavidade torácica (fr. cavité thoracique; ing. feito da pronúncia que consiste em substituir
thoracic cavity). Espaço compreendido no in- por z os sons do j e g doce, e por s o de ch.

128
CÉLULA

ceco- (fr. ca?co- ),pref. de origem latina que ex- acumulação de líquido. Ex.: epiploocele, hidro-
prime relação com o cego. V. tiflo-.
cecofixação (ou cecopexia), s. f. (fr. ca?co-
fixation ou caecopexie; ing. cecopexy). Fixação
ceIe, mucocele, etc. 2) um prolapso ou uma hér-
nia. Ex.: colpocele, rectocele, hidrocele.
celi-, celio-, pref. de origem grega que ex-
ri
cirúrgica do cego à parede da fossa ilíaca direi- prime relação com a cavidade abdominal.
ta. Sino de tiflopexia. V.laparo-.
cecoplicatura, s. f. (fr. ca?coplicature; ing. celíaco, adj. (fr. céliaque; ing. celiac). Relativo
cecoplication). Operação que consiste em fazer à cavidade abdominal. Ex.: gânglio celíaco,
uma dobra longitudinal na parede do cego (fre- plexo celíaco, região celíaca.
quentemente por invaginação), a fim de redu- celialgia, s. f. (fr. célialgie; ing. celialgia). Dor
zir o calibre excessivo deste órgão. abdominal do tipo nevrálgico localizada ao ní-
cecostomia, s. f. (fr. ca?costomie; ing. cecosto- vel do plexo solar (plexo celíaco), habitualmente
my). Anostomose cirúrgica do cego com a pele na região situada entre a extremidade do exter-
do abdómen. no e o umbigo, ligeiramente à direita da linha
cefal-, cefalo-, pref. de origem grega que ex- mediana. Pode ter causas muito diversas: afec-
prime relação com a cabeça. ção digestiva funcional ou orgânica, aortite
cefaleia (ou cefalalgia), s. f. (fr. céphalée ou abdominal, pancreatite hemorrágica, rim mó-
céphalalgie; ing. cephalalgia). Dor de cabeça vel, perturbações neuropáticas, etc. Sino de
difusa ou localizada, que pode exacerbar-se de- celiodinia.
vido ao efeito de influências exteriores (luz, ruí- celiaquia, s. f. (fr. céliakie). Sino de doença
do, movimento) ou de causas internas (emoções, celíaca.
trabalho intelectual). V. enxaqueca. (adj.: cefa- celiodinia, s. f. (fr. céliodynie). Sino de celialgia.
lálgico.) celioscopia, s. f. (fr. cadioscopie; ing. coelios-
cefalematoma, s. m. (fr. céphalhématome; ing. copy). Exame visual da cavidade abdominal
cephalohematoma). Derrame sanguíneo entre (previamente distendida por injecção de ar ou
os ossos do crânio e o seu periósteo, no recém- de gases estéreis) por meio de um endoscópio
-nascido. (celioscópio) introduzido através da parede ab-
cefálico, adj. (fr. céphalique; ing. cephalic). dominal (celioscopia transparietal) ou por via
Relativo à cabeça ou à cabeça de um osso. Ex.: vaginal através do fundo de saco de Douglas
versão cefálica (do feto), prótese cefálica do (celioscopia transvaginal ou culdoscopia). Sino
fémur. de laparoscopia, peritoneoscopia.
cefalina, s. f. (fr. céphaline; ing. cephalin). Subs- celiotomia, s. f. (fr. céliotomie; ing. celiotomy).
tância orgânica complexa (glicerido fosfatado), Sino de laparotomia.
abundante no cérebro e no fígado. Celsius (grau) (fr. degré Celsius; ing. degree
cefalorraquidiano, adj. (fr. céphalo-rachidien; Celsius). Unidade de medida da temperatura no
ing. cephalorachidian). Relativo à cabeça (mais Sistema Internacional de Unidades (SI). Corres-
particularmente ao encéfalo) e à coluna verte- ponde à centésima parte da diferença entre a
bral. V. líquido cefalorraquidiano. temperatura do gelo em fusão (à qual se atribui
cefalotomia, s. f. (fr. céphalotomie). V. cranio- o grau O) e a da água em ebulição (à qual se
tomia. atribui o grau 100), à pressão atmosférica nor-
cego (fr. 1) aveugle, 2} ctEcum; ing. 1} blind, mal. Símbolo: °C. Sino de grau centígrado. Ling.
2} caecum). 1) Adj. e s. m.: privado do sentido Por decisão da Conferência Geral dos Pesos e
da visão. V. cegueira. 2) s. m.: parte inicial do Medidas de 1948, o termo «grau Celsius» subs-
intestino grosso, situada na fossa ilíaca direita. titui o termo «gra U centígrado». (Celsius,
Com 6 cm de altura e 6 a 8 cm de largura, o cego Anders, astrónomo sueco, 1701-1744.)
tem a forma de um saco aberto em cima, cujo célula, s. f. (fr. cellule; ing. cell). Unidade mor-
limite superior corresponde à abertura do íleo fológica e funcional dos tecidos vivos. É a mais
no cólon ascendente. Na sua face interna abre- pequena porção individualizada de matéria em
se o apêndice vermicular. V. tiflo-. (adj.: cecal.) que se podem manifestar os fenómenos da vida.
cegueira, s. f. (fr. cécité; ing. blindness). Esta- Qualquer célula provém de uma célula preexis-
do de uma pessoa privada da visão. tente e tem um ou mais núcleos rodeados por
cegueira verbal (fr. cecité verbale). Sino de um citoplasma limitado por uma membrana.
alexia. Um ser vivo pode ser constituído por uma só
-ceie, suf. de origem grega que designa: 1) uma célula (unicelular) ou por um número conside-
dilatação localizada, muitas vezes devida a rável de células (pluricelular). V. cit-, -cite.

129
CÉLULA A

célula A (fr. cellule A). Célula alfa. V. Lan- células reticulares (fr. cellules réticulaires; ing.
gerhans (ilhéus de). reticular cells). Células de grande dimensão, com
célula APUD (fr. cellule APUD; ing. APUD núcleo ovalado esponjoso e citoplasma corado

I cell). Qualquer célula endócrina originária da


crista neural, situada no tracto gastrointestinal,
pâncreas e glândula tiroideia, que faz parte de
um verdadeiro sistema (sistema APUD) capaz
de azul-acinzentado, providas de prolongamen
tos que se unem entre si, em rede (retículo)~
encontram-se nos órgãos hematopoiéticos; re
presentam os precursores das células sanguíneas
de interceptar uma ou mais aminas ou de cap- ou das células conjuntivas livres dos tecidos
tar os respectivos precursores, descarboxilá-Ios (histioblastos).
e elaborar hormonas polipépticas. Ling. APUD, celulite, S. f. (fr. cellulite; ing. cellulitis). Infla
sigla inglesa de Amine Precursor Uptake and mação do tecido celular, mais especialmente d<)
Decarboxylation. tecido célulo-adiposo subcutâneo, que se ma
célula assassina (fr. cellule tueuse). Sino de nifesta por empastamento endurecido, por ve
célula NK. zes doloroso, que atinge sobretudo as coxas l'
célula B (fr. cellule B). Célula beta. V. Lan- as nádegas na mulher.
gerhans (ilhéus de). celuloadiposo, adj. (fr. cellule-adipeux; ing.
célula em alvo (fr. cellule cible; ing. target cell). celluloadipic). Relativo ao tecido conjuntivo
Glóbulo vermelho achatado caracterizado pela flácido e ao panícula adiposo que se encontram
disposição da hemoglobina em círculo, o que sob a pele.
lhe dá o aspecto de um alvo. As células em alvo celulose, S. f. (fr. e ing. cellulose). Substânci;l
são frequentes nas talassemias e encontram-se existente em grande quantidade no reino vege
também nas anemias hipocrómicas, em afecções tal (cerca de 90 % nas madeiras, nas cascas e n<)
hepáticas ou em doentes esplenectomizados. algodão). É insolúvel na água e nos solventes
célula hepática (fr. cellule hépatique). Sino de orgânicos. No homeln e na maioria dos mamí
hepatócito. feros, a celulose é muito importante no trânsito
célula imunocompetente (fr. cellule immuno- intestinal. V. fibras alimentares.
compétente; ing. immunocompetent cell). Cé- celuloso, adj. (fr. celluleux; ing. celled). QUl'
lula capaz de reagir a qualquer contacto com possui cavidades em forma de alvéolos. Ex.:
um imunogénio, manifestando a sua ca pacida- espaço celuloso.
de de resposta imunitária. cenestesia, S. f. (fr. cénesthésie; ing. cenes
célula LE (fr. cellule LE; ing. LE cell). Forma thesia). Impressão geral de bem ou mal-estar,
particular de leucócito ou de monócito, com resultante de um conjunto de sensações inter-
uma grande inclusão basófila descorada e um nas. (adj.: cenestésico.)
núcleo periférico alterado, identificada por cenestopatia, S. f. (fr. cénestopathie; ing.
Hargraves no sangue e nos esfregaços de medu- cenestopathy). Sensação confusa geral de des
la dos doentes atingidos por lúpus eritematoso conforto, mal-estar, inquietação interior, indis
agudo disseminado. A formação das cél ulas LE posição, não atribuível a qualquer região esp<:
deve-se à presença no sangue dos doentes de cial do corpo.
um anticorpo que ataca os núcleos celulares. V. -centese, suf. de origem grega que significl
Haserick (teste de). Sino de célula de Hargraves. punção, picada.
célula nervosa (fr. cellule nerveuse). Sino de centesimal, adj. (fr. centésimal; ing. ce1l
neurónio. tesimal). Relativo a uma divisão em cem par
célula NK (fr. cellule NK; ing. NK cell). Em teso
imunologia, população de células com aspecto centi-, pref. que serve para formar o nome dl'
próximo dos linfócitos, que não apresentam na unidades de medida iguais a um centésimo <-Lt
respectiva membrana os lnarcadores caracterís- unidade de base. Símbolo: C.
ticos dos linfócitos. São especializadas em acti- centígrado, S. m. (fr. e ing. centigrade). Dividi
vidade citotóxica, especialmente dirigida às cé- do em cem graus; centésima parte do grau. Sínl
lulas tumorais e às células infectadas por U111 bolo: cgr.
vírus. Ling. NK, «natural killer». Sino de célula centígrado (grau), Nome antigo do grall
nula, célula assassina. Celcius. V. Celsius (grau).
célula nula (fr. cellule nulle). Sino de célula NK. centigrama, s. m. (fr. centigramme; ing. centi
célula sexual (fr. cellule sexuelle). Sino de gâmeta. gram). Unidade de massa igual a um centésinl()
células mastoideias (fr. cellules mastoi'- do grama. Símbolo: cg.
diennes). V. mastóide. centilitro, s. m. (fr. centilitre; ing. centiliter).

130
CÉREBRO ANTERIOR

Unidade de capacidade igual a um centésimo centro de ossificação. V. periférico. (adj.: cen-


do litro. Símbolo: cl.
centímetro, s. m. (fr. centimetre; ing. centime-
ter). Centésima parte do metro (cm); centíme-
trai).
centrõmero, s. m. (fr. centromere; ing. cen-
tromere). Porção mais ou menos central do
ri
tro quadrado (cm 2 ); centímetro cúbico (cm 3 ) ou cromossoma pela qual este se fixa ao fuso
(cc). V. mililitro. acromático durante a divisão celular no decur-
centimolar, adj. (fr. centimolaire; ing. centi- so da mitose ou da meiose. A posição e o nú-
molar). Diz-se de uma solução cuja concentra- mero de centrómeros permitem diferenciar
ção é igual ao centésimo da solução molar. diversos tipos de cromossomas.
Abrev.: 0,01 M ou M/l00. centrossoma, s. m. (fr. centrossome; ing.
centimorgan, s. m. (fr. e ing. centimorgan). centrosome). Pequeno corpúsculo do citoplasma
Unidade usada correntemente em genética para situado perto do núcleo, que desempenha um
a medida das distâncias. Corresponde a um papel muito importante durante a divisão celular.
intervalo no qual o número médio de entrecru- cerat-, cerato-, V. querat-, querato-.
zamentos, por cromatídio, que se produzem du- cerclage, s. f. (fr. e ing. cerclage). 1) Processo
rante a meiose, é de 0,01. Símbolo: cM. de reparação de uma fractura que consiste em
centinormal, adj. (fr. e ing. centinormal). So- unir os fragmentos fracturados envolvendo-os
lução cuja concentração é igual ao centésimo com fios ou lâminas metálicas. 2) Processo de
da solução normal. Abrev.: 0,01 N ou N/l00. tratamento de certos prolapsos anorrectais, por
centrifugação, s. f. (fr. e ing. centrifugation). meio de pontos de sutura em todo o perímetro
Separação, com o auxílio da força centrífuga da mucosa, destinados a repuxá-la.
produzida por uma rotação rápida, de elemen- cerebelite, s. f. (fr. cérébellite; ing. cerebellitis).
tos de densidades diferentes (ex.: dois líquidos Inflamação do cerebelo de origem infecciosa ou
ou um sólido e um líquido). de causa desconhecida, que se traduz por uma
centrifugadora, s. f. (fr. centrifugeuse; ing. síndrome cerebelosa. V. síndrome cerebelosa.
centrifuge). Aparelho que permite desenvolver, cerebelo, s. m. (fr. cervelet; ing. cerebellum).
graças a um movimento de rotação extrema- Parte do encéfalo situada na fossa cerebral pos-
mente rápido, uma força centrífuga suficiente terior, atrás do bulbo raquidiano e da protube-
para separar dois produtos com densidades di- rância anular. É constituído por três partes: uma
ferentes. A rotação pode ser produzida manu- mediana, o vérmis, e duas laterais, os hemisfé-
almente, por meio de uma corrente de água, de rios cerebelosos. O cerebelo está ligado ao bul-
uma corrente eléctrica ou de uma turbina de ar. bo raquidiano, à protuberância e aos pedún-
centrífugo, adj. (fr. centrifuge; ing. centrifugai). culos cerebrais, por meio dos pedúnculos cerebe-
1) Que tende a afastar ou a afastar-se do cen- losos. Controla o equilíbrio, o tónus da postu-
tro. Ex.: força centrífuga, eritema centrífugo. ra e o conjunto dos movimentos automáticos.
2) Diz-se de um influxo nervoso motor trans- (adj.: cerebeloso.)
mitido de um centro nervoso para um órgão cerebelo-rúbrico (fr. cérebello-rubrique; ing.
periférico. V. eferente. Ant. de centrípeto. cerebellorubral). O que se refere ao cerebelo e
centríolo, s. m. (fr. centriole; ing. centriole). ao núcleo rubro. Diz-se nomeadamente do fei-
Cada um de dois organelos do centrossoma, de xe nervoso que liga estas duas estruturas.
forma cilíndrica e que compreendem 9 tríades cerebeloso, adj. (fr. cérébeleux; ing. cerebelar).
de microtúbulos. No momento da divisão celu- Relativo ao cerebelo. Ex.: artérias ou veias cere-
lar, eles migram para os dois pólos da célula belosas, marcha cerebelosa. V. síndrome cerebe-
para organizarem o fuso acromático. loso.
centrípeto, adj. (fr. centripete; ing. centripetal). cerebr-, cerebro-, pref. de origem latina que
1) Que tende a aproximar ou a aproximar-se exprime uma relação com o cérebro.
do centro. Ex.: força centrípeta. 2) Diz-se de cerebral, adj. (fr. cérébral; ing. cerebral). Re-
um influxo nervoso transmitido da periferia em lativo ao cérebro. Ex.: abcesso cerebral, circun-
direcção a um centro nervoso. v. aferente. Ant. voluções cerebrais. V. encéfalo.
de centrífugo. cérebro, s. m. (fr. cerveau; ing. brain). 1) O
centro, s. m. (fr. e ing. centre). 1) Ponto media- encéfalo na sua totalidade. 2) Em sentido
no de uma linha ou de um espaço qualquer. mais restrito, designa o prosencéfalo. V. cere-
2) Região do sistema nervoso central que exer- bral.
ce uma função particular. 3) Região do orga- cérebro anterior (fr. cerveau antérieur). Sino
nismo onde começa um processo qualquer. Ex.: de prosencéfalo.

131
CÉREBRO INTERMÉDIO

cérebro intermédio (fr. cerveau intermédiaire ). cervicocapital, adj. (fr. cervico-capital; in~~
Sino de diencéfalo. cervicocapital). Relativo ao colo e à cabeça de 1I11l
cérebro médio (fr. cerveau moyen). Sino de osso. Ex.: osteossíntese cervicocapital do fémur.
mesencéfalo. cervicoccipital, adj. (fr. cervico-occipital; in~t,.
cérebro posterior (fr. cerveau postérieur). Sino cervico-occipital). Relativo à nuca e ao occipittl.
de rombencéfalo. Ex.: nevralgia cervicoccipital.
cérebro vegetativo (ou visceral) (fr. cerveau cervicodiafisário, adj. (fr. cervico-diaphysairt,:
végétatif ou viscéral). Sino de hipotálamo e sis- ing. cervicodiaphysal). Relativo ao colo c ,I
tema límbico. diáfise de um osso longo. Ex.: ângulo cervic()
cerebromalacia, s. f. (fr. cérébromalacie; ing. diafisário do fémur.
cerebromalacia). Amolecimento da substância cervicodorsal, adj. (fr. cervico-dorsal; ing.
cerebral. cervicodorsal). Relativo ao pescoço (ou à nUC11
cerebrospinal, adj. (fr. cérébro-spinal; ing. e ao dorso. Ex.: coluna cervicodorsal.
cerebrospinal). Relativo ao cérebro e à medula cervicolabial, adj. (fr. cervicolabial; ing. labiu
espinhal. Ex.: meningite cerebrospinal. V. eixo cervical, cervicolabial). Relativo à face do col()
cerebrospinal. de um incisivo ou canino do lado dos lábios.
céreo (ou ceroso), adj. (fr. cireux; ing. waxy). cervicolingual, adj. (fr. cervicolingual; ing.
Que tem o aspecto ou a consistência da cera. linguocervical, cervicolingual). Relativo à fan°
Ex.: degenerescência cérea. do colo de um dente situada do lado da língu;l.
ceruloplasmina, s. f. (fr. céruléoplasmine; ing. cervicopexia, s. f. (fr. cervicopexie; ing. cerz'l
ceruloplasmin). Proteína plasmática (glicopro- copexy). Fixação cirúrgica do colo do útero. Sino
teína), combinada com o cobre, que assegura o de traquelopexia.
transporte deste último. A sua taxa aumenta cervicotomia, s. f. (fr. cervicotomie; ing. cc,.
durante as doenças do fígado (cirrose, hepati- vicotomy). 1) Incisão praticada ao nível do pc'"
te) e diminui na síndrome nefrótica e na doen- coço. 2) Incisão do colo do útero.
ça de Wilson. cervicotorácico, adj. (fr. cervico-thoraciqut';
cerume (ou cerúmen), s. m. (fr. cérumen; ing. ing. cervicothoracic). Relativo ao pescoço e ;l( I

cerumen, earwax). Matéria untuosa, espessa, tórax. Ex.: gânglios cervicotorácicos.


amarelada, segregada pelas glândulas sebáceas cervicovaginal, adj. (fr. cervico-vaginal; in~~.
do canal auditivo externo. A sua acumulação cervicovaginal). Relativo ao colo do útero c .\
no canal provoca zumbidos e enfraquece a au- vagina. Ex.: fístula cervicovaginal.
dição. (adj.: ceruminoso.) cervicovaginite, adj. (fr. cervico-vaginite; ing.
cervic-, cervico-, pref. de origem latina que cervicovaginitis). Inflamação do colo do útcr( I
exprime relação com o pescoço ou com o colo e da mucosa vaginal.
de um órgão. cervicovestibular, adj. (fr. cervico-vestibulairt';
cervical, adj. (fr. e ing. cervical). Relativo ao ing. cervicovestibular). Relativo à face do col( I
pescoço (ex.: gânglios cervicais), ao colo de um de um molar ou de um pré-molar situado d( I
órgão, especialmente o colo uterino (ex.: muco lado do vestíbulo da boca.
cervical, cavidade cervical) ou à parte (colo) do cérvix, V. colo do útero.
dente situada entre a coroa e a raiz. cesariana (ou operação cesariana), s. I.
cervicalgia, s. f. (fr. cervicalgie; ing. cervicalgia). (fr. césarienne ou opération césarienne; ing.
Dor na região do pescoço ou da nuca. cesarean section). Operação que consiste 11.1
cervicartrose, s. f. (fr. cervicarthrose; ing. incisão do útero grávido, por via abdomina I,
cervical spondylosis). Artrose da coluna cervical. para extrair artificialmente o feto e a placentl.
As lesões situam-se sobretudo nas articulações Pode ser corporal ou segmentária (incisão d()
intervertebrais anteriores, e incluem uma dis- segmento inferior do útero), sendo esta últinl;l
cartrose, quase sempre associada a uma artrose modalidade muito mais frequente. Ling.: «(t'
das articulações uncovertebrais (uncartrose) sariana» vem do latim caesar (do verbo caedert',
com presença de osteófitos. cortar), criança «colocada no mundo por ino
cervicite, s. f. (fr. cervicite; ing. cervicitis). In- são», tal como César, imperador romano. A11
flamação do colo uterino. tigamente, esta operação era praticada somcll
cervicoaxilar, adj. (fr. cervico-axillaire; ing. te em mulheres mortas. Foi Ambroise Pare
cervicoaxillary). Relativo ao pescoço e à axila. (1509-1590) quem fez entrar este termo na 1ín
cervicobraquial, adj. (fr. cervicobrachial; ing. gua francesa; em 1581, Rousset exprimiu a idei;l
cervicobrachial). Relativo ao pescoço e ao bra- de que a operação poderia ser tentada nunl;l
ço. Ex.: paralisia cervicobraquial. mulher viva.

132
CETOSÚRIA

Cestodes, s. m.pI. (fr. Cestodes; ing. Cestoda). gravidez, nas afecções hepáticas, no hiperti-
()rdem de vermes, da classe dos Platelmintas, roidismo e durante a permanência a grande
(hatos, em forma de fita, segmentados no esta- altitude. A cetonemia é mais significativa na C
do adulto, desprovidos de tubo digestivo e mu- eclampsia e nos vómitos incoercíveis da gravi-
nidos de órgãos de fixação (ventosas e ganchos) dez, podendo atingir diversos gramas por litro
a nível da extremidade cefálica (escólex). No na diabetes grave. As doenças cetonémicas pro-
estado adulto são parasitas do tubo digestivo; vocam um hálito característico. Sino de aceto-
no estado larvar, fixam-se às vísceras. Cada seg- nemia (em linguagem médica corrente). (adj.:
Inento ou anel é hermafrodita, e contém os ór- cetonémico. )
gãos genitais dos dois sexos. Os anéis são eli- cetónico, adj. (fr. cétonique; ing. ketonic). Re-
Ininados pelas fezes. (adj.: cestóide.). Os géne- lativo à função cetona, que contém uma ceto-
ros parasitas do homem são Taenia e Diphyllo- na ou que possui as suas propriedades. Sino de
hothrium. acetónico. V. corpos cetónicos.
cestodíase, s. f. (fr. cestodose; ing. cestodiasis). cetonúria, s. f. (fr. cétonurie; ing. ketonuria).
(~ualquer infestação por céstodes. V. equinoco- Eliminação de corpos cetónicos pela urina, não
cose. ultrapassando normalmente 1 mg em 24 horas;
cetoacidose, s. f. (fr. cétoacidose). Sino de a cetonúria aumenta nos estados em que a ceto-
acidocetose. nemia aumenta (nomeadamente na diabetes).
cetogénese, s. f. (fr. cétogenese; ing. ketogene- Sino de acetonúria. (adj.: cetonúrico.)
sis). Conjunto dos processos que conduzem à cetose, s. f. (fr. cétose; ing. 1) ketosis; 2} ketose).
síntese, no fígado, da acetona e dos seus pre- 1) Acumulação de corpos cetónicos no organis-
(ursores, os ácidos acetilacético e beta-hidroxi- mo que se manifesta pelo aumento da cetone-
hutírico. A formação dos corpos cetónicos é mia. 2) Qualquer açúcar cuja função redutora
seguida da sua passagem para o sangue e res- é veiculada pelo carbono 2. As cetoses estão
pectiva utilização periférica. A sua produção muito disseminadas na natureza, quer como
excessiva, observada durante o jejum glicídico açúcares de reserva (frutose e derivados) quer
l' na diabetes, provoca o aumento da sua taxa como produto do metabolismo intermediário.
no sangue (cetonemia) e da sua eliminação pela (adj.: cetósico.)
urina (cetonúria). cetosteróide, s. m. (fr. cétostéroide; ing. ketos-
cetogénico, adj. (fr. cétogene; ing. ketogenic). teroid). Qualquer esteróide que possui uma
Diz-se de qualquer substância susceptível de dar função cetónica (ex.: em posição 17 ou em po-
origem a corpos cetónicos, em particular no sição 20).
homem diabético em acidose. Certos amino- 17-cetosteróide, s. m. (fr. 17-cétostéroide; ing.
ácidos (1eucina, fenilalanina, tirosina) e os áci- 17-ketosteroid). Cada um dos esteróides que
dos gordos são cetogénicos. possuem uma função cetónica em posição 17.
cetólise, s. f. (fr. cétolyse; ing. ketolysis). Des- A este grupo pertencem os androgénios supra-
truição dos corpos cetónicos nos tecidos orgâ- -renais, os androgénios testiculares e os metabó-
111COS. litos destas hormonas. Estes diferentes esteróides
cetolítico, adj. (fr. cétolytique; ing. ketolytic). caracterizam-se pela reacção de Zimmermann
I) Que destrói os corpos cetónicos. 2) Relativo (coloração púrpura na presença do metadinitro-
ú cetólise. benzeno) e podem ser doseados no sangue e na
cetona, s. f. (fr. cétone; ing. ketone). Qualquer urina, globalmente ou após separação cromato-
derivado orgânico de fórmula genérica R-CO-R/ gráfica. Este último método tem a vantagem de
(sendo R e R/ dois radicais orgânicos quaisquer). distinguir os esteróide de origem supra-renal dos
A acetona é a mais simples das cetonas. que são de origem testicular. Concentração nor-
cetonemia, s. f. (fr. cétonémie; ing. ketonemia). mal no plasma sanguíneo: 40 a 130 mg% no
Taxa dos corpos cetónicos no sangue (ácido homem, até 100 mg% na mulher; na urina: 1O
acetilacético, ácido beta-hidroxibutírico e ace- a 18 mg/24h no homem, 6 a 12 rng/24 na mu-
tona). Normalmente de 15 a 20 mg por litro, lher. O conteúdo dos 17-cetosteróides aumenta
este valor é mais elevado em jejum e eleva-se na síndrome de Cushing e nos tumores virilizan-
em todos os casos em que a combustão dos lí- tes das supra-renais; diminui em caso de insufi-
pidos aumenta por utilização insuficiente dos ciência supra-renal e das glândulas genitais
glícidos (diabetes, jejum, supressão total dos (hipogonadismo). Abrev.: 17-CS.
glícidos alimentares) (hipercetonemia). Verifi- cetosúria, s. f. (fr. cétosurie; ing. ketosuria).
ca-se ligeira elevação da cetonemia durante a Presença de cetoses na urina.

133
Cf

Cf. Em electrocardiografia, símbolo de uma de- fard-Still syndrome). Poliartrite com esplenonll'
rivação unipolar precordial, estando o eléc- galia e linfadenopatia em pessoas atingidas pOI
trodo indiferente colocado na perna esquerda tuberculose não humana. V. também doença di
(do inglês chest-foot). Minkowski-Chauffard. (Chauffard, Anato\c
cg, símbolo de centigrama. Marie Emile, médico francês, 1855-1932.)
CGMH, abrev. de concentração globular média Chaussé (incidências de) (fr. incidences ti,.
em hemoglobina. V. hemoglobina (concentra- Chaussé; ing. Chaussés views). Incidências (II,
ção corpuscular média em). III, IV) utilizadas em radiologia para evidcll
cgr, símbolo de centígrado. ciar o rochedo (ouvido médio, ouvido interno).
CGS, V. sistema ces. A incidência I não teve aceitação. (Chaussé, r;\
CH, abrev. de concentração da hemoglobina. diologista francês do século xx.)
chaga (ou cancro), s. f. (fr. e ing. chancre). check-up. Termo inglês empregado com frr
Ulceração cutânea ou mucosa que serve de por- quência mas erradamente, em linguagem médi
ta de entrada a certos agentes infecciosos, espe- ca, como sinónimo de balanço de saúde ou de
cialmente as ulcerações de origem venérea (ex.: exame de saúde.
cancro sifilítico) ou a ulceração tu berculosa da Cheyne-Stokes (dispneia de, respiração
primo-infecção (chaga tuberculosa). de) (fr. dyspnée de Cheyne-Stokes; ing. Cheynl'
Chagas (doença de) (fr. maladie de Chagas). Stokes respiration). Dispneia cíclica com trt'"
Sino de tripanossomíase americana. fases: aceleração do ritmo respiratório, seguin
chapa, S. f. (fr. cliché; ing. radiography). Em lin- do-se o seu abrandamento e uma pausa. Tr;l
guagem corrente, radiografia. duz uma insuficiência da oxigenação ao nívrl
Charcot (doença de) (fr. maladie de Charcot). do centro respiratório. (Cheyne, John, médicII
Sino de esclerose lateral amiotrófica. escocês, 1777-1836; Stokes, William, médicI I
Charcot-Marie-Tooth (amiotrofia peronial irlandês, 1804-1878.)
ou doença de) (fr. maladie de Charcot- chiante (defeito), S. m. (fr. chuintement; ing .
-Marie- Tooth ou amyotrophie péroniere; ing. hissing). Defeito da pronúncia que consiste CIl!
Charcot-Marie- Tooth disease, peroneal mus- substituir o som s pelo som ch.
cular atrophy). Forma de atrofia muscular here- Chiari-frommel (síndrome de). V. síndron/t'
ditária consecutiva a uma lesão degenerativa pri- de Chiari-Frommel.
mitiva dos nervos peroniais, que começa na in- chikungunya (fr. e ing. chikungunya). Febre (Li
fância ou no adulto jovem pelos pequenos mús- África oriental e meridional causada pelo vínl\
culos dos pés (pé cavo e, em seguida, pé varus chikungunya. Associam-se-Ihe cefaleias, artral
equino). A atrofia atinge seguidamente a loca gias e mialgias, um exantema maculopapuLlI
ântero-externa das pernas, provocando uma ou morbiliforme; a cura ocorre em geral COlll
marcha em «steppage» bilateral (marcha em bastante rapidez e espontaneamente. O diag
«rei de comédia»), a face interna das coxas e, nóstico é virológico (isolamento do vírus) Oll
mais tardiamente, os membros superiores. imunológico (teste de inibição da hemaglu
(Charcot, Jean Martin, neurologista francês, tinação) Sin.: febre por chikungunya. Ling.:
1848-1911; Marie, Pierre, neurologista francês, chikungunya, palavra tanzaniana que significl
1853-1940; Tooth, Howard Henry, neurologis- «doença que torce as articulações».
ta inglês, 1856-1925.) CHIT, abrev. de Classificação Histológica Intel'
Charnley (operação de) (fr. opération de nacional dos Tumores. V. TNM (classificação).
Charnley; ing. 1) Charnley's operation, Chopart (articulação de) (fr. articulation di'
2) Charnley's hip arthroplasty). 1) Técnica de Chopart). Sino de articulação mediotársica. (Ch()
artrodese tibiotársica ou do joelho que utiliza part, François, cirugião francês, 1743-1795.)
um estribo compressor. 2) Técnica de artroplas- choque (ou estado de choque), S. m. (fr. ch()1
tia da anca, que utiliza uma prótese de aço que ou état de choc; ing. shock). Manifestação súbi
substitui a cabeça do fémur excisada e uma pró- ta de insuficiência circulatória grave, caracteri
tese cotiloideia em matéria plástica. (Charnley, zada por pulso fraco e rápido, queda da tensãl)
John, cirurgião inglês, 1911-1982.) arterial (colapso cardiovascular), suores frio",
chato, s. m. (fr. morpion; ing. crab louse). Nome estado de prostração, cianose devida a diminui
corrente do piolho que infesta os pelos do pú- ção do volume de sangue circulante (hemorra
bis (nome científico Phthirus pubis). V. piolho. gia ou má distribuição da massa sanguínea devi
Chauffard (síndrome de) (fr. syndrome de do a estase nos capilares de diversos órgãos). A"
Chauffard; ing. Chauffard' s syndrome, Chauf- suas causas são muito diversas: doença infeccio

134
CICATRIZAÇÃO

sa grave, traumatismo, grande hemorragia, afec- cianogénico, adj. (fr. cyanogene; ing. cyano-
ção cardíaca, insuficiência supra-renal aguda,
intoxicação. (adj.: chocado.)
choque anafiláctico (fr. choc anaphylactique;
gen). Que provoca cianose. Ex.: cardiopatia
cianogénica.
cianosado (fr. cyanosé; ing. cyanosed). 1) adj.
ri
ing. anaphylactic shock). Conjunto de manifes- Que tem a cor azul-violácea característica da
tações mórbidas agudas (colapso, asma, urticá- cianose. 2) adj. e S. m. Que sofre de cianose.
ria generalizada) que se manifesta alguns minu- cianose, S. f. (fr. cyanose; ing. cyanosis). Colo-
tos após a introdução no organismo de uma ração azul da pele, devida a perturbação cir-
substância estranha, à qual ele foi sensibilizado culatória, alteração da oxiemoglobina ou per-
anteriormente (V. anafilaxia). Estas manifesta- turbação da hematose. Sino de cianoderme.
ções são muitas vezes secundárias a injecções de cianótico, adj. (fr. cyanotique; ing. cyanotic).
soros terapêuticos, penicilina e picadas de insec- Relativo à cianose; caracterizado pela cianose.
tos em indivíduos sensibilizados. Ex.: edema cianótico.
choque da ponta do coração (fr. choc de la cianúria, S. f. (fr. cyanurie; ing. cyanuria). Emis-
I}ointe du c(Eur). Sino de choque sistólico. são de urina corada de azul (nomeadamente
choque rotuliano (fr. choc rotulien; ing. pa- após administração de certas substâncias tais
tellar impact). Sensação de choque que se ob- como o azul-de-metileno).
tém na presença de derrame no joelho, quando ciatalgia, S. f. (fr. sciatalgie; ing. sciatalgia).
a rótula, empurrada com os dedos, vai bater Nevralgia no território do nervo ciático.
nos côndilos do fémur. ciatálgico, adj. (fr. sciatalgique; ing. sciatalgic).
choque sistólico (fr. choc systolique; ing. apex Que sofre de nevralgia ciática.
heat). Choque provocado pela ponta do cora- ciática, S. f. (fr. sciatique; ing. sciatica). Forma
ção no momento da sístole (e síncrono com o frequente de nevralgia que consiste em dor devi-
pulso), normalmente sentido ao nível do 4.° es- da a sofrimento do nervo grande ciático, espe-
paço intercostal esquerdo, na região da linha cialmente das suas raízes, quer se trate de com-
vertical que passa pelo meio da clavícula. Sino pressão radicular por hérnia discaI (causa mais
de choque da ponta do coração. frequente), de compressão tumoral, de injecção
choque tóxico (síndrome de). V. síndrome medicamentosa intraglútea mal dada, ou outras
de choque tóxico. causas. V. nervo grande ciático.
CHR, abrev. de Centro Hospitalar Regional (em ciático, adj. (fr. sciatique; ing. sciatic). Relativo
França). à anca. Ex.: chanfradura ciática, espinha ciáti-
Christmas (factor) (fr. facteur Christmas; ing. ca.
Christmas factor). V. factor de coagulação. Ling. CIAV, abrev. de comunicação interauriculoven-
<.lo nome de Stephen Christmas, doente inglês tricular. V. canal atrioventricular comum.
no qual a doença foi estudada em pormenor. cíbalo, S. m. (fr. scybale; ing. scybala). Massas
CHU, abrev. de Centro Hospitalar Universitário. endurecidas de fezes acumuladas no intestino
Churg-Strauss (síndrome de) (fr. syndrome grosso na obstipação rebelde.
de Churg-Strauss). Sino de angeíte alérgica. granu- cibernina, S. f. (fr. cybernine; ing. cybernin).
lomatosa. (Churg, Jacob, anatomopatologista Substância produzida por um tecido e capaz de
americano, 1910-; Strauss, Lotte, anatomopatolo- inibir a actividade funcional desse mesmo teci-
gista americana, 1913-.) do. A somatostatina é uma cibernina. No líqui-
CI, abrev. de capacidade inspiratória. do do folículo ovárico existe uma cibernina que
Ci, símbolo de curie. apresenta uma interacção com a hormona
CIA, abrev. de comunicação interauricular. luteínica (LH) e o seu efeito é reversível. Com
cian-, ciano-, pref. de origem grega que ex- estas ciberninas o ovário dispõe de meios locais
prime relação com a cor azul-escura. que lhe permitem modular os comandos hipo-
cianeto, S. m. (fr. cyanure; ing. cyanide). Sal ou fisários.
éster do ácido cianídrico. Estes produtos são cicatriz, S. f. (fr. cicatrice; ing. scar). Tecido fi-
ITIuito tóxicos. broso, de formação nova, que substitui uma
cianocobalamina, S. f. (fr. cyanocobalamine; perda de substância, um tecido inflamatório ou
ing. cyanocobalamin). Sino de vitamina B 12' reúne as partes divididas por uma ferida ou uma
cianodermia, s. f. (fr. cyanodermie). Sino de incisão operatória. (adj.: cicatricial.)
cianose. cicatrização, S. f. (fr. cicatrisation; ing. healing).
cianófilo, adj. (fr. cyanophile; ing. cyanophilous). Fenómeno complexo de regeneração de tecidos
Que possui afinidade para os corantes azuis. ou de órgãos. A cicatrização de uma ferida pode

135
CICATRIZANTE

fazer-se imediatamente, sem complicações (ci- das à secreção de hormonas ováricas (V. esl/'l j

catrização por primeira intenção ou per primam génio, progesterona). Após um período de rI'
intentionem) ou lentamente, entravadada por pouso de cerca de 12 dias, a mucosa uteril\.l
diversos factores, tais como: infecção, necrose, torna-se progressivamente mais espessa dULlIl
perda de substância (cicatrização por segunda te cerca de 10 dias, em seguida descola-se e S;lll
intenção ou per secundam intentionem), com gra durante alguns dias (menstruação), par;l "'1
uma cicatriz mais marcada. Ling. O termo in- reconstituir novamente (em cerca de dois dias) .
glês cicatrization refere-se à formação de Ulna ciclo ovárico (fr. cycle ovarien; ing. ovariall
cicatriz. (adj.: cicatrizado.) cycle). Conjunto de modificações periódicas dI I
cicatrizante, adj. (fr. cicatrisant; ing. cicatri- ovário na mulher adulta, entre a puberdade t' .\
zant). Diz-se de um medicamento que favorece menopausa. A ovulação (cerca de 13 a 17 di;l\
a cicatrização das feridas. (s. m.: cicatrizante.) após o primeiro dia da menstruação), que cor
ciclectomia, S. f. (fr. cyclectomie; ing. cyclec- responde à secreção de estrogénios, é seguilLt
tomy). Excisão parcial do corpo ciliar. da rotura do folículo ovárico e da expulsão d()
cíclico, adj. (fr. cyclique; ing. cyclic). 1) Relati- óvulo que é captado pela trompa uterina. O fo
vo ou pertencente a um ciclo. 2) Aquilo que lículo que rebentou transforma-se em corpo
ocorre periodicamente e cujas fases se sucedem amarelo transitório (por volta do 19. 0 dia apú..
segundo uma ordem bem definida (falando de o aparecimento das regras) que segrega a pro
uma doença, de um fenómeno). Ex.: psicose cÍ- gesterona. Se o óvulo for fecundado, o corp<)
clica. amarelo (corpo lúteo) persiste e continua a de
ciclite, S. f. (fr. cyclite; ing. cyclitis). Inflamação senvolver-se (corpo amarelo gravídico) e a pro
do corpo ciliar, habitualmente acompanhada gesterona que produz assegura a nidação do ov<)
por inflamação da íris (de onde a designação no útero e a evolução normal da gravidez.
mais corrente de iridociclite). ciclodução, S. f. (fr. e ing. cycloduction).
ciclo, So m. (fr. e ing. cycle). 1) Sequência de mu- Movimento circular (circundução) do globo
danças que afectam um organismo ou sequên- ocular.
cia de estados diferentes de um fenómeno, com cicloidia, S. f. (fr. cycloidie; ing. cycloidia). Ten-
regresso ao ponto de partida e repetição indefi- dência patológica que oscila entre a excitação
nida. 2) Sucessão de factos ou de fenómenos eufórica e a depressão, forma acentuada da
que se produzem numa certa ordem e num lapso ciclotimia. V. psicose maníaco-depressiva, per-
de tempo determinado. 3) Em física, série com- turbação bipolar. (adj.: ciclóide.)
pleta de variações de amplitude apresentadas cicloplegia, S. f. (fr. cycloplégie; ing. cyclople-
por um fenómeno periódico. A frequência de gia). 1) Paralisia total da musculatura interna e
um fenómeno exprime-se geralmente em ciclos externa dos olhos, que ficam imobilizados em
por segundo (hertz). 4) Em química orgânica, posição média com as pupilas em estado de di-
molécula ou grupo de átomos que se apresentam 1atação permanente. 2) Paralisia do músculo
sob a forma de cadeia fechada. (adj.: cíclico.) ciliar responsável pela abolição da acomoda-
ciclo cardíaco (fr. cycle cardiaque). Sino de re- ção do olho. (adj.: cicloplégico.)
volução cardíaca. ciclosporina, So f. (fr. e ing. cyclosporine). Agente
ciclo enterepático (fr. cycle entéro-hépatique; imunossupressor polipeptídico produzido natu-
ing. entherohepatic cycle). Trajecto anatómico ralmente por um fungo, hoje obtido também por
em circuito fechado seguido por certas substân- síntese. Actuando selectivamente sobre os
cias contidas na bílis e que representa uma das linfócitos T, a ciclosporina permite combater efi-
formas de regulação das suas concentrações no cazmente os fenómenos de rejeição que podem
sangue. Lançadas no intestino, estas substân- ocorrer no transplante de órgãos.
cias (colesterol, sais e pigmentos biliares e os ciclotimia, S. f. (fr. cyclothymie; ing. cyclo-
respectivos produtos de degradação) são reab- thymia). Constituição psíquica caracterizada
sorvidas na totalidade ou em parte pela mucosa pela alternância da excitação maníaca e da de-
intestinal, de onde regressan1 ao fígado pela veia pressão melancólica; nas suas formas atenua-
porta, para passarem novamente para a bílis. das, pode passar quase despercebida. Nas for-
ciclo menstrual (fro cycle menstruei; ing. mens- mas acentuadas, trata-se da cicloidia. Sino de
trual cycle). Conjunto das Inodificações perió- constituição ciclotímica.
dicas (com intervalos de 24 a 28 dias) das ciclotímico (fr. 1) cyclothimique, 2) cyclotyme;
mucosas uterina e vaginal, que ocorrem depois ing. cyclothymic). 1) adj. Relativo à ciclotimia.
da puberdade até à menopausa e que são devi- 2) adj. e S. m. Que sofre de ciclotimia.

136
CINECARDIOANGIOGRAFIA

clclotomia, s. f. (fr. cyclotomie; ing. cyclotomy). ção (cilindros hialinos, hemáticos, leucocitários,
Secção do corpo ciliar. epiteliais, granulosos, cerosos).
ciclotrão, s. m. (fr. e ing. cyclotron). Acelera- cilindro-eixo, s. m. (fr. eylindraxe). Sino de C
dor de partículas pesadas (protões, deuterões), axónio.
no qual um campo eléctrico com frequência cilindrúria, s. f. (fr. cylindrurie; ing. cylindruria).
l'onstante produz de forma repetida acelerações Presença de cilindros urinários na urina.
síncronas de partículas segundo uma trajectó- cílio, V. pestana.
ria circular. Os ciclotrões são utilizados em CIM (fr. CIM; ing. MIC). abrev. de concentra-
medicina para a produção de marcadores ra- ção inibidora mínima.
dioactivos e no tratamento de certos cancros. cimento, s. m. (fr. eément; ing. eement). Tecido
V. betatrão, sincrotrão. mineralizado que constitui o revestimento ex-
clcloxigenase (COX), s.f. Enzima das mem- terior da raiz dos dentes.
hranas celulares que produz os prostanóides cimentoblastoma benigno (fr. cémento-
(prostaglandinas, prostaciclinas e tromboxa- blastome bénin; ing. eementoblastoma). Neo-
nos) a partir do ácido araquidónico. A COX-l plasia odontogénica benigna caracterizada pelo
i' a isoenzima «normal», que produz as depósito de uma camada de pseudocimento,
prostaciclinas protectoras da mucosa gástrica. quase sempre localizada à volta da raiz de um
A COX-2 é a isoenzima «anormal», que pro- pré-molar ou de um molar (geralmente do ma-
duz substâncias mediadoras da inflamação xilar inferior).
(prostagladlJinas) e é sintetizado perante noxas cimentoma, s. m. (fr. cémentome; ing. cemen-
que libertanl factores relacionados com a des- toma). Qualquer tumor benigno desenvolvido
truição celular (citoquinas e factores-tipo cres- a partir do cimento do dente, com o aspecto de
l'irnento). Os AINEs inibem a COX-2 (acção uma massa dura.
lerapêutica anti-inflamatória), mas também a cimentoma gigante (fr. cémentome géant; ing.
C()X-l (efeitos adversos a nível do estômago). gigantiform cementoma). Massa lo bulada de
CID. Abrev. de Classificação Internacional das cimento denso, fortemente calcificado, opaco
/)oenças. aos raios X, que aparece em diversos pontos
clfoscoliose, s. f. (fr. cypho-scoliose; ing. dos maxilares. Estas massas por vezes distri-
kiphoscoliosis). Desvio duplo da coluna ver- buem-se de forma mais ou menos simétrica nos
Il'bral, com convexidade posterior e curvatura maxilares, o que sugere a possibilidade de uma
Lttera!. displasia. O cimentoma gigante pode provocar
clfose, s. f. (fr. eyphose; ing. kyphosis). Desvio a hipertrofia do maxilar. Sino de eimentomas
da coluna vertebral caracterizado por aumento familiares múltiplos.
d;l convexidade posterior. Sino de corcova, eor- cimentomas familiares múltiplos (fr.
(linda. V. gibosidade, bossa, lordose, eseoliose. eémentomes familiaux multiples). Sino de cimen-
c'fose dolorosa dos adolescentes (fr. toma gigante.
eY/Jhose douloureuse des adoleseents). Sino de cimetidina, s. f. (fr. eimétidine; ing. cimetidine).
d< lença de Seheuermann. V. Seheuermann (do- Medicamento sintético utilizado no tratamen-
""ça de). to das úlceras gastroduodenais. A administra-
clfótico (fr. cyphotique; ing. kyphotie). 1) adj. ção de 200 mg de cimetidina provoca a partir
Relativo à cifose. Ex.: bacia cifótica. 2) adj. e s. da primeira hora uma descida da acidez gástri-
m. Que apresenta cifose. ca basal; uma dose de 400 mg inibe a secreção
cUlado, adj. (fr. eilié; ing. eiliated). Guarnecido ácida nocturna durante cerca de 8 horas.
de cílios ou de órgãos análogos. Ex.: protozoário cimo de capacete (fr. eimier de casque; ing.
,iliado. erest of helmet). Imagem radiológica da perda
clllar,s. 2 gén. (fr. eiliaire; ing. eiliary). Relativo de curvatura e dilatação da aorta, por cima da
.lOS cílios. Ex.: glândulas ciliares. V. também opacidade cardíaca.
I (lrpO ciliar. cine-, cinet-, quine-, quinet-, pref. de ori-
cilindro urinário (fr. eylindre urinaire; ing. gem grega que exprime relação com o movimento.
IIril1ary east). Moldagelll de matérias proteicas cineangiografia, S. f. (fr. einéangiographie; ing.
r de células provenientes dos tubos urinários, eineangiography). Registo cinematográfico
qUl' se encontram em quantidade variável no de um vaso após injecção de Uln lneio de con-
\l'dimento urinário no exame ao microscópio, traste.
fl11 caso de afecção renal. O seu significado cinecardioangiografia, s. f. (fr. einéeardioangio-
patológico é diferente conforme a sua cOlnposi- graphie; ing. eineangioeardiography). Registo,

137
CINEMÁTICA

numa película cinematográfica, das imagens contém um produto radioactivo com afinidad.
radiológicas das cavidades cardíacas e dos gran- selectiva pelo órgão (ou tecido) a examinar, (
des vasos, após opacificação por um meio de seguidamente registar num esquema-silhueta di '
contraste. V. radiocinematografia. órgão, por meio de um detector especi.l!
cinemática, s. f. (fr. cinématique; ing. 1) kine- (cintiscanner) colocado no exterior, a distri hlll
matic, 2) kinematics). 1) adj. Relativo ao movi- ção topográfica da radioactividade nas diferell
mento. 2) s. f. Ramo da mecânica que estuda tes partes do órgão. O cintigrama (ou cinti III
os movimentos. grama) assim obtido apresenta-se sob a forlll.l
cinematização (ou cineplastia), s. f. (fr. de uma série de pontos que determinam as I I I
cinématisation ou cinéplastie; ing. kineplasty). nas captadoras do produto radioactivo. F"!l
Operação plástica que consiste em modelar um procedimento permite estabelecer ou precis.tr
coto de amputação de forma a utilizar os ten- o diagnóstico de diferentes formações patolll
dões musculares com vista à aplicação de um gicas (quistos, abcessos, metástases) ou a\'.1
aparelho de prótese articulado. Sino de cine- liar o estado funcional de um órgão. É utili/.1
plástico, vitalização dos cotos. do nomeadamente na exploração da tiroi(h·i .I,
cineplástico (fr. cinéplastique; ing. 1) kine- do fígado, do rim, do coração, do pulmão edil
plastic, 2) kineplasty). 1) adj. Relativo à cine- cérebro. Sino de gamagrafia, scan.
matização. Ex.: amputação cineplástica. 2) S. f. cintigrama (ou cintilograma) (fr. SCilll1
Sino de cinematização. gramme, scintilligramme; ing. scintigrl11JI ,
cinerradiografia, s. f. (fr. cinéradiographie). scintiscan). Imagem esquemática, em POllt'
Sino de radiocinematografia. lhado, de um órgão, obtida por cintigrafia.
cinese (ou quinese), S. f. (fr. cinese; ing. cintura escapular (fr. ceinture scapulaire; ill~ ',
kinesis). Em fisiologia, qualquer movimento shoulder girdle). Conjunto ósseo formado Pi
simples ou complexo, activo ou passivo. las duas clavículas e pelas duas omoplatas, qlll
cinesiologia, s. f. (fr. cinésiologie; ing. kine- liga os membros superiores ao tronco por 111('11
siology). Estudo dos movimentos do corpo do esterno.
humano. cintura pélvica (fr. ceinture pelvienne; illr
cinesiplástica, s. f. (fr. kinésiplastique). Sino de pelvic girdle). Conjunto ósseo formado pcl., '
cinematização. dois ossos ilíacas, que ligam os membros iIllt
cinesiterapia, S. f. (fr. kinésithérapie ou riores ao tronco por meio do sacro.
cinésithérapie; ing. kinesitherapy). Utilização circadiário (ou circadiano), adj. (fr. cir, "
com fins terapêuticos dos movimentos activos dien; ing. circadian). Que se estende pelas ,)~
(ginástica médica) ou passivos (massagens, horas. Ex.: ritmo circadiário.
mobilização). O especialista nesta área chama- circinado, adj. (fr. circiné; ing. circinate). 1),\
se massagista-cinesiterapeuta, usualmente cha- posto em segmentos de círculo, deixando 1I11l :
mado cinesiterapeuta. parte central relativamente indemne. Ex.: 11l'1
cinética, s. f. (fr. cinétique; ing. kinetics). Ramo pes circinado.
da dinâmica que trata da modificação de um circulação, s. f. (fr. e ing. circulation). 1) Mo\ I
dado factor. menta regular e contínuo ou que se efectu;l di
cinético, adj. (fr. cinétique; ing. kinetic). Rela- acordo com um circuito determinado. 2) "11 '
tivo ou devido ao movimento. linguagem corrente, a circulação sanguÍlll' ,1
cíngulo, s. m. (fr. e ing. cingulum). Feixe de (adj.: circulatório.)
fibras associativas, na face interna dos hemis- circulação (grande) (fr. grande circulation; i r w
férios cerebrais, que reúne o lobo frontal ao general circulation, systemic circulation, grctll, '
lobo temporal, contornando o corpo caloso circulation). Circuito sanguíneo que, partind,
(também chamado antigamente circunvolução do ventrículo esquerdo pela aorta, distrihlll I

do cíngulo ou do corpo caloso). sangue arterial a todos os tecidos e órgãos ,\1


cínico (espasmo) (fr. spasnle cynique). Sino de nível dos quais se fazem as trocas nutritiv.l '
riso sardónico. transportando seguidamente o sangue vell< )',1

cinofobia, S. f. (fr. cynophobie; ing. cynopho- à aurícula direita por intermédio das veias l , l
bia). Medo mórbido dos cães. vas superior e inferior. Sino de circulação ger,J,
cintigrafia, s. f. (fr. scintigraphie ou scintillo- circulação (pequena) (fr. petite circulation; i I q
graphie; ing. scintigraphy). Procedimento de lesser circulation). Sino de circulação pulmo",,,
investigação clínica que consiste em injectar, ge- circulação colateral (fr. circulation col/atér,".
ralmente por via intravenosa, uma solução que ing. col/ateral circulation, compensatory ,p

138
CIRURGIA

culation). Circulação de compensação que se circum-, pref. de origem latina que significa em
cstabelece em seguida à obstrução de um vaso volta.
principal, por dilatação dos vasos secundários circuncidado (ou circunciso), adj. (fr. •
que asseguram assim a irrigação do território circoncis; ing. circumcised). Que foi submetido
l:orrespondente. a circuncisão.
circulação extracorporal (fr. circulation circuncisão, S. f. (fr. circoncision; ing. circum-
C'xtracorporelle; ing. extracorporeal circulation). cision). Excisão total ou parcial do prepúcio
.récnica de derivação provisória do sangue fora (tratamento de uma fimose, prática religiosa
do organismo, de forma a assegurar a continui- entre os israelitas e muçulmanos). Sino de postec-
dade da irrigação sanguínea, sem passagem do tomia.
sangue pelo coração e pelos pulmões, utilizada circundução, S. f. (fr. e ing. circumduction).
nas operações de coração aberto. O sangue ve- Movimento circular, activo ou passivo, em vol-
noso recolhido antes do seu regresso ao cora- ta de um ponto ou de um eixo fixos, tais como
,'ão é tornado incoagulável e mantido à tempe- o dos olhos, de um membro ou do maxilar.
ra tura do corpo, em seguida oxigenado e circunvolução (ou gyrus) cerebral (fr.
rcinjectado a jusante do coração. circonvolution cérébrale; ing. cerebral gyrus).
circulação geral (fr. circulation générale). Sino Porção da superfície de um hemisfério cerebral
dc grande circulação. V. circulação (grande). que é delimitada por sulcos secundários. Ling.
circulação pulmonar (fr. circulation pulmo- Termo geral da terminologia anatómica, tendo
naire; ing. pulmonary circulation). Movimento cada circunvolução um nome específico. (adj.:
do sangue que, impelido do ventrículo direito circunvolucional. )
pela artéria pulmonar, volta à aurícula esquer- circunvolução do corpo caloso (fr. circonvo-
da pelas veias pulmonares, depois de ter passa- lution du corps calleux). V. cíngulo.
do pelos capilares pulmonares, onde se carre- cirro, S. m. (fr. squirrhe; ing. scirrhous carcino-
gou de oxigénio. Sino de pequena circulação. ma). Epitelioma (carcinoma) rico em tecido fi-
circulação sanguínea (fr. circulation sanguine; broso e pobre em elementos neoplásicas, de con-
ing. blood circulation). Movimento do sangue sistência dura e crescimento geralmente lento.
Ilas artérias e nas veias do organismo. Distin- Localiza-se muitas vezes na mama, na mulher
gue-se: 1) a circulação geral (sistémica ou gran- idosa.
de circulação), cujo circuito, partido do ventrí- cirrógeno, adj. (fr. cirrhogene; ing. cirrho-
lulo esquerdo pela aorta, distribui o sangue genous). Que determina uma cirrose. Ex.: he-
.'rterial aos tecidos e órgãos, depois conduz o patite cirrógena.
sangue venoso à aurícula direita por intermé- cirrose, S. f. (fr. cirrhose; ing. cirrhosis). Doen-
dio das veias cavas superior e inferior; 2) a cir- ça crónica grave do fígado na qual o parênquima
dilação pulmonar (ou pequena circulação), pela normal sofre uma transformação fibrosa pro-
qual o sangue venoso expulso do ventrículo di- gressiva e extensa. O aspecto do fígado cirrótico
rl'iro pela artéria pulmonar regressa à aurícula é amarelo-acastanhado, duro e granuloso. A cir-
l'squerda pelas veias pulmonares, depois de ter rose tem causas diferentes: alcoolismo, malnu-
passado pelos pulmões onde se carrega de oxi- trição, complicação de uma hepatite viraI, etc.
~énio. Ling.: palavra criada por Laennec para desig-
circulação sistémica, V. circulação sanguí- nar a doença que provoca no fígado granulações
"ea. amarelo-acastanhadas.
circulante, adj. (fr. circulant; ing. circulating). cirroso, adj. (fr. squirrheux; ing. scirrhous). Que
(~l1e se encontra em circulação. Ex.: sangue tem consistência dura, lenhosa.
l'irculante. cirrótico (ou cirroso) (fr. cirrhotique; ing.
circular, adj. (fr. circulaire; ing. circular). Que cirrhotic). 1) adj. Relativo a cirrose ou a certos
1l'lnbra a forma de círculo ou que descreve um tumores duros. 2) adj. e S. m. Que sofre de
l'irculo. Ex.: amputação circular, movimento Cirrose.
~·ircular. cirsóide, adj. (fr. cirsoide; ing. cirsoid). Seme-
circulares do cordão (fr. circulaires du cardan; lhante a uma variz. Ex.: aneurisma ou tumor
IIlg. coiling of umbilical cord). Voltas formadas cirsóide.
pl'lo cordão umbilical quando este se enrola em cirurgia, S. f. (fr. chirurgie; ing. surgery). Parte
'orno do pescoço do feto durante a gravidez. da terapêutica que comporta uma interven-
circulatório, adj. (fr. circulatoire; ing. circula- ção manual, sob a forma de intervenções cruen-
(ury). Relativo à circulação sanguínea. tas ou de manobras externas. Distinguem-se

139
CIRURGIA EXTRACORPORAL

diversas especialidades, de acordo com os ór- cisternografia, s. f. (fr. cisternographie; inf, .


gãos ou aparelhos interessados. Distinguem-se cisternography). Exame radiológico das cistcf
diversas especialidades, conforme os órgãos, nas cerebrais, após injecção de um meio de COIl
sistemas ou aparelhos interessados, cada uma traste.
das quais reconhecida por um diploma de estu- cisternotomia, s. f. (fr. cisternotomie; inf, .
dos especializados: cirurgia geral, cirurgia pe- cisternotomy). Abertura das cisternas da ba~('
diátrica, cirurgia maxilofacial e estomatologia, do crânio.
cirurgia ortopédica e traumatologia, cirurgia cisticerco, s. m. (fr. cysticerque; ing. cysticl"
vascular, cirurgia torácica e cardiovascular, cus). Nome colectivo que designa as forn1;1"
cirurgia urológica, cirurgia plástica, reconstru- larvares de diferentes vermes do género Taeni,l .
tiva e estética, cirurgia visceral. Tradicionalmen- V. cisticercose, Taenia.
te, a pequena cirurgia designa as operações cisticercose, s. f. (fr. cysticercose; ing. cysll
simples: ligaduras e gessos, punções, sonda- cercosis). Infecção ca usada por cisticercos (L1I
gens, colheitas, pequenas incisões, suturas, etc. vas de vermes do género Taenia), que sobre
V. operação. (adj.: cirúrgico.) vém após ingestão de ovos vivos presentes no'.
cirurgia extracorporal (fr. chirurgie extracor- alimentos crus (nomeadamente nos leguIlll'''
porelle). V. ex situ. contaminados por matérias fecais), cujos elll
cirurgia plástica (ou reconstrutiva) (fr. briões, libertados no tubo digestivo, penetralll
chirurgie plastique ou réparatrice; ing. plastic em diversos tecidos e órgãos (olho, cérebro, ( I
surgery). Parte da cirurgia que compreende as ração) e provocam afecções graves.
operações destinadas a corrigir uma anomalia cisticite, s. f. (fr. cysticite; ing. cysticitis). InfLI
congénita ou adquirida, a preencher uma per- mação do canal cístico.
da de substância (frequentemente sob a forma cístico, adj. (fr. cystique; ing. cystic). 1) Relati
de implante) de modo a restabelecer uma for- vo à bexiga. V. vesical. 2) Relativo à vesícul.t
ma e uma função próximas do normal. biliar, sobretudo em anatomia. V. tambi'lll
cirurgião, s. m. (fr. chirurgien; ing. surgeon). vesicular (2).
Especialista que pratica a cirurgia. cisticotomia, s. f. (fr. cysticotomie; ing. cy.\
cisão, s. f. (fr. e ing. scission). Divisão, fissura. ticotomy). Incisão do canal cístico.
cissiparidade, s. f. (fr. scissiparité; ing. schizo- cistina, s. f. (fr. e ing. cystine). Aminoácid( I

genesis). Modo de reprodução assexuada pró- sulfurado, constituinte de numerosas proteÍIL1',


prio de certos organismos unicelulares, carac- (nomeadamente da queratina da epiderme e d<I'.
terizada pela divisão da célula-mãe em duas pêlos). A cistina é muito pouco solúvel na águ.l,
células filhas. Sino de fissiparidade. o que explica a sua possível precipitação dll
cissura, s. f. (fr. scissure; ing. fissure). Sulco rante a eliminação urinária patológica.
profundo escavado na superfície de um órgão. cistinemia, s. f. (fr. cystinémie; ing. cystinenzid I
Ex.: cissura interlobar do pulmão. Aanfractuo- Presença de cistina no sangue.
sidade longa e estreita que separa dois lobos cistinúria, s. f. (Er. cystinurie; ing. cystinuri,/ )
cerebrais é tradição na terminologia portugue- 1) Presença de cistina na urina. 2) Síndrome P,I
sa especializada chamar rego (de Rolando, de tológica hereditária do aumento de elimina<,;;l'l
Sylvius). V. sulcus. (adj.: cissura1.) da cistina.
cissurite, s. f. (fr. scissurite; ing. interlobular cistite, s. f. (Er. cystite; ing. cystitis). Inflama<';';\ll
pleurisy). Inflamação pleural localizada numa aguda ou crónica da bexiga.
cissura interlobar. Sino de pleurisia interlobar. cistocelo, s. f. (fr. cystocele; ing. cystoce/c' l
cist-, cisto-, pref. de origem grega que expri- Hérnia da bexiga na vagina. V. colpocelo.
me relação com a bexiga, COlTI uma vesícula ou cistocoledócio, adj. (fr. cysto-cholédocien; illl'.
com um quisto. cystocholodochal). Relativo à vesícula bilia r (
cistalgia, s. f. (fr. cystalgie; ing. cystalgia). Dor ao colédoco.
vesical. Sino de cistodinia. cistocolostomia, s. f. (fr. Cysto-cholostollllt' .
cistectasia, s. f. (fr. cystectasie; ing. cystectasia). ing. cystocolostomy). Operação que consiste ('III
Dilatação da bexiga. criar unla cOlTIunicação entre a bexiga e o cól()ll,
cisterna basal (fr. citerne basale; ing. basal de forma a fazer passar a urina para o rect< >.
citern). Confluência do espaço subaracnoideu, cistodinia, s. f. (fr. cystodinie; ing. cystodynlld I

situada na parte inferior do cérebro à frente do Sino de cistalgia.


tronco cerebral. cistografia, s. f. (fr. cystographi:!; ing. cysl, I

cisternal, adj. (fr. e ing. cisterna!). Senlelhante graphy). Radiografia da bexiga obtida após III
a uma cisterna. jecção de UlTI lTIeio de contraste (pelo ureter (lll

140
CITOCINA

por via intravenosa) ou de um gás por uma son- cistrão, s. m. (fr. e ing. cistron). Unidade gené-
da uretral. Sino de cistorradiografia. tica que preenche uma função única, que con-
cistografia de micção (fr. cystographie mic- siste em servir de modelo para a síntese de uma C
tionelle; ing. voiding cystography). Estudo ra- só cadeia polipeptídica ou de uma molécula de .
diológico da bexiga, durante a micção, poden- ARN que não é transcrita, mas faz parte do
do realizar-se por cistografia retrógrada ou no equipamento utilizado pela célula para a sínte-
termo de uma urografia intravenosa. Abrev.: CM. se das proteínas (ARN ribossómico e ARN de
cistografia retrógrada (fr. cystographie retró- transferência). (adj.: cistrónico.)
grade; ing. retrograde cystography). Radiogra- cistureterite, S. f. (fr. cysto-urétérite; ing. cys-
fia da bexiga após injecção de um meio de con- toureteritis). Inflamação da bexiga e dos ure-
traste pela uretra. teres (forma clínica rara, dado que a inflama-
cistolitíase, S. f. (fr. cystolithiase; ing. cystoli- ção se estende em geral também ao bacinete:
thiasis). Sino de litíase vesical. cistopielite ou pielocistite).
cistometria, S. f. (fr. cystométrie; ing. cysto- cisturetrite, S. f. (fr. cysto-urétrite; ing. cys-
metry). Determinação, com o auxílio do cistó- tourethritis). Associação de cistite e de uretrite.
metro, da capacidade da bexiga e das diferen- cisturetrocele, S. f. (fr. cysto-urétrocele; ing.
tes pressões internas às quais correspondem as cystourethrocele). Prola pso da bexiga e da
necessidades mais ou menos imperiosas de uri- uretra na mulher.
nar. (adj.: cistométrico.) cisturetrografia, S. f. (fr. cysto-urétrographie;
cistopexia, S. f. (fr. cystopéxie; ing. cystopexy). ing. cystourethrography). Radiografia da bexi-
Fixação da bexiga, geralmente à parede abdo- ga e da uretra, após injecção de um meio de
minal, para corrigir uma ptose ou um pro- contraste pela uretra. Sino de uretrocistografia.
lapso. cisturetrografia de micção (fr. cysto-
cistopielite, S. f. (fr. cystopiélite; ing. cysto- urétrographie mictionelle; ing. voiding cystou-
IJyelitis). Associação de cistite e de pielite. rethrography). Radiografia da bexiga e da uretra
cistopielografia, S. f. (fr. Cysto-pyélographie; durante a micção, após opacificação da bexiga.
ing. cystopyelography). Exame radiológico dos Abrev.: CUM.
bacinetes, dos ureteres e da bexiga, após injec- cit-, cito-, pref. de origem grega que exprime
~ão de um meio de contraste. uma relação com as cél ulas.
cistopielonefrite, S. f. (fr. Cysto-pyélonéphrite; citaférese, S. m. (fr. cytaphérese; ing. cyta-
ing. cystopyelonephritis). Associação de cistite, pheresis). Extracção por centrifugação de elemen-
pielite e nefrite. tos figurados seleccionados do sangue dum dador
cistoplastia, S. f. (fr. cystoplastie; ing. cysto- (glóbulos vermelhos ou brancos, plaquetas) para
plasty). Operação plástica realizada na bexiga. fins terapêuticos. As fracções sanguíneas não
cistoplegia, S. f. (fr. cystoplégie; ing. cysto- extraídas são reinjectadas no dador.
plegia). Paralisia vesical. CITE, a brev. de carência imunitária T epidémi-
cistorradiografia, S. f. (fr. Cystoradiographie; ca. V. SIDA.
ing. cystoradiography). Sino de cistografia. citemólise, S. f. (fr. cythémolyse; ing. cy-
cistoscopia, S. f. (fr. cystoscopie; ing. cystos- themolysis). Sino de hemocitólise. (adj.: citemo-
copy). Exame visual do interior da bexiga rea- lítico. )
lizado com o auxílio do cistoscópio. (adj.: -cito, suf. de origem grega que designa uma
cistoscópico. ) célula. Em hematologia, designa geralmente
cistoscópio, S. m. (fr. e ing. cystoscope). Son- uma célula madura (excepção: mielócito).
da metálica lTIunida de um dispositivo de V. blasto.
iluminação e de um sistema óptico amplifica- citobiologia, S. f. (fr. cytobiologie; ing. cytobio-
do, utilizada para o exame do interior da bexi- logy). Biologia celular.
ga, cateterismo dos ureteres e determinadas ope- citocina (ou citoquina), S. f. (fr. cytokine; ing.
rações intravesicais. cytokine). Nome genérico de grande número de
cistostomia, S. f. (fr. cystostomie; ing. cys- substâncias glicopeptídicas produzidas ou liber-
!ostomy). 1) Anastomose da bexiga à parede tadas por células de tipos diversos (nomea-
abdominal, entre a sínfise púbica e o umbigo, a damente as linhagens hematopoiéticas) em res-
fim de permitir a saída da urina da bexiga quan- posta a estímulos e cuja acção se exerce nas cé-
do existe um obstáculo a nível da uretra (can- lulas-alvo portadoras de receptores específicos.
cro, estenose). V. Pezzer (sonda de De Pezzer). A presença das citocinas no sangue e noutros
2) Incisão da bexiga. líquidos extracelulares não é constante e as suas

141
CITOCINESE

concentrações são variáveis, dependendo dos las (nomeadamente sanguíneas) ou para medir
estímulos específicos desencadeadores. As as suas dimensões.
citocinas desempenham funções fisiológicas re- citopatologia, s. f. (fr. cytopathologie; ing.
guladoras muito importantes (V. interleucina). cytopathology). Patologia celular.
Fazem parte deste grupo: as linfocinas, as inter- citopenia, s. f. (fr. cytopénie; ing. cytopenia) ,
leucinas, os interferões, factores diversos (de Insuficiência ou diminuição do número das Cl'
crescimento, de necrose, mitogénicos, etc.). lulas presentes no sangue ou num tecido.
citocinese, s. f. (fr. cytocinese, citokinese; ing. citoplasma, s. m. (fr. cytoplasme; ing. cyt()
cytokinesis). Conjunto das modificações que o plasm). Matéria de que uma célula é constitUI
citoplasma sofre durante a divisão celular. da, com a excepção do núcleo. A sua estrutuLl,
citocrómio, s. m. (fr. e ing. cytochrome). Pig- muito complexa, pode ser estudada graças aI I
mento celular que contém um átomo de ferro e microscópio electrónico. (adj.: citoplasmático.)
que desempenha uma função importante na citopoiese, s. f. (fr. cytopoiese; ing. cytopoiesis).
respiração celular. Existem diversos tipos de Formação e desenvolvimento das células. (adi.:
citocrómios. citopoiético. )
citodiagnóstico, s. m. (fr. cytodiagnostic; ing. citoquímica, s. f. (fr. cytochimique; ing. cytu
cytodiagnosis). Diagnóstico fundamentado no chemistry). Estudo da constituição química (Li
exame ao microscópio das células presentes num célula e das reacções químicas (sobretudo d('
líquido orgânico ou num esfregaço de tecidos ordem enzimática) e das reacções químicas qUl'
(da medula óssea, das secreções vaginais, de uma nela ocorrem.
glândula, etc.). (adj.: citodiagnóstico.) citoquina, s. f. V. citocina.
citogenética, s. f. (fr. cytogénétique; ing. citoquinese, s. f. (fr. cytokinese). V. citocinesl'.
cytogenetics). Parte da genética que estuda os citostático,adj. e s. m. (fr. cytostatique; ing.
componentes celulares que desempenham uma cytostatic). Substância que pode bloquear a di
função na transmissão de determinados carac- visão celular, por um mecanismo variável, e pr<)
teres, nomeadamente as anomalias cromossó- vocar assim a morte da célula. Os citostático\
micas responsáveis pelas doenças. são utilizados no tratamento do cancro. V. anli
citograma, s. m. (fr. cytogramme; ing. cyto- canceroso, antineoplásico, cancerostático.
gram). Determinação dos tipos de células e do citotoxina, s. f. (fr. cytotoxine; ing. cytotoxill).
seu número, num líquido orgânico ou num Toxina ou anticorpo que pode atacar especifica
esfregaço, com a finalidade de estabelecer um mente certas categorias de células. (adj.: cito·
citodiagnóstico ou para avaliar a evolução fu- tóxico.)
tura de uma doença. citotrópico, adj. (fr. cytotrope; ing. cytotropic).
citólise, s. f. (fr. cytolyse; ing. cytolysis). Des- Que é atraído pelas células ou que se fixa neb\ .
truição de uma célula viva pela dissolução dos Ex.: vírus citotrópico.
elementos que a compõem. (adj.: citolítico.) citratado, adj. (fr. citraté; ing. citrated). QUl'
citologia, s. f. (fr. cytologie; ing. cytology). contém ácido cítrico ou um citrato. Ex.: sangul'
1) Ciência que estuda a célula, normal ou pato- citratado.
lógica, nomeadamente do ponto de vista da sua citratemia, S. f. (fr. citratémie ou citrémie; ing.
morfologia, propriedades físicas, químicas e citremia). Presença e taxa de ácido cítrico (soh
fisiológicas, e evolução. 2) Abusivamente, de- a forma de citratos) no sangue.
signa qualquer método de citodiagnóstico, por citrato, s. m. (fr. e ing. citrate). Sal do ácido
ex. citologia exfoliativa: exame das células cítrico.
eliminadas nas secreções de un1 órgão ou exis- citratúria, s. f. (fr. citraturie; ing. citruria). Tax;\
tentes na superfície de uma Inllcosa. (adj.: de citratos na urina de 24 horas.
citológico. ) cítrico, adj. V. ácido cítrico.
citomegalia, s. f. (fr. cytomégalie; ing. cytome- citrino, adj. (fr. citrine; ing. lemoncoloured). l)l'
galia). Estado caracterizado pelo aumento do cor amarelo-limão.
volume de certas cél uJas. CIV, a brev. de comunicação interventricular.
citomegalovírus, s. n1. (fr. cytomégalovirus; CK, abrev. de creatinaquinase.
ing. cytomegalovirus). Sino usual do herpesvírus CK-MB, abrev. de isoenzima MB.
humano 5. V. doença por citomegalovírus, sín- cl, símbolo do centilitro.
drome TORCH. Abrev.: CMV. CI, símbolo químico do cloro.
citómetro, s. m. (fr. cytometre; jng. cytolneter). 36CI, símbolo do clo1'o-36. V. cloro radioactiv( >.
Aparelho que serve para a contageln das célu- 38CI, sÍlnbolo do cloro-3 8. V. cloro radioactiv( >.

142
CLAV(CULA

CL. Em electrocardiografia, símbolo das deri- do comportamento e diversos problemas de


vações precordiais nas quais o eléctrodo indife-
rente está colocado no braço esquerdo (do
ing. chest-left).
saúde, publicada aproximadamente de dez em
dez anos pela OMS. Abrev. CID. A CID-lO foi
publicada em 1982. É usada em muitos países
ri
Clamídia, s. f. (fr. e ing. Chlamydia). Género de como o principal meio de classificação das cau-
microrganismos de forma esférica, Gram-nega- sas de morbilidade e mortalidade e permite a
tivos, simultaneamente próximos das bactérias comparação das respectivas taxas a nível nacio-
(síntese do ADN e do ARN) e dos vírus (desen- nal e internacional. Também é comum a abre-
volvimento no interior das células, cultura uni- viatura ICD, International Classification of
camente em tecidos vivos). Várias espécies des- Diseases.
te género são patogénicos para diversos animais Claude Bernard-Horner (síndrome de) (fr.
e para o homem: Chlamydia psittaci (ornitose, syndrome de Claude Bernard-Horner; ing.
psitacose), Chlamydia trachomatis (granuloma Bernard-Horner syndrome, Horner's syndrome).
venéreo e tracoma). Sino de Miyagawanella Síndrome caracterizada pela seguinte tríade:
(abandonado). enoftalmia, miose, estreitamento da fenda
clamidíase, S. f. (fr. chlamydiase ou chlamy- palpebral, devida a uma afecção unilateral do
diose; ing. chlamydiosis). Qualquer infecção por nervo simpático cervical. Podem também mani-
microrganismos do género Clamídia: tracoma, festar-se perturbações da secreção lacrimal, di-
ornitose, infecções geniturinárias. minuição da tensão ocular, rubor acompanhado
clampe (ou pinça de compressão), s. f. por sudação profusa do mesmo lado da lesão.
(fr. e ing. clamp). Pinça cirúrgica com dois ra- Sino de síndrome ocular simpática. (Bernard,
mos metálicos direitos ou curvos, com maxilas Claude, fisiologista francês, 1813-1878; Horner,
rígidas ou flexíveis, munida de um encaixe de Johann Friedrich, oftalmologista suíço, 1831-
travamento, que serve para comprimir um ca- -1886.)
nal (nomeadamente um vaso), uma cavidade ou claudicação, S. f. (fr. claudication; ing. claudi-
tecidos que sangram ou para manter provisoria- cation, limping). Assimetria da marcha devida
mente um órgão em boa posição operatória. ao encurtamento de um membro inferior, a uma
clangor, S. m. (fr. clangor; ing. clang). Acentua- ancilose ou a lesão dolorosa unilaterais. Sino de
ção patológica do segundo som cardíaco, que é coxeio.
percebido sobretudo no foco aórtico e faz lem- claudicação intermitente (fr. claudication
brar o ruído de uma chapa de ferro ou o som intermittente; ing. intermittent claudication).
de um gongo. Cãibra dolorosa, em geral na barriga da perna,
classificação dos riscos de infecção, clas- que aparece durante a marcha e desaparece
sificação, definida pela União Europeia, dos quando se pára. Deve-se ao fornecimento insu-
agentes biológicos en quatro grupos de risco. ficiente de sangue aos músculos da perna rela-
Grupo 1: não é susceptível de provocar doença cionado com uma afecção arterial (na maioria
no homem. Grupo 2: pode provocar doença no dos casos, endarterite obliterante).
homem e constituir perigo para os trabalha- claustrofobia, S. f. (fr. claustrophobie; ing.
dores; a propagação na comunidade é impro- claustrophobia). Angústia, medo patológico, de
vável; em geral existe profilaxia e tratamento se encontrar num local fechado.
eficazes. Grupo 3: pode provocar doença gra ve c/austrum, S. m. (fr. e ing. claustrum). Sino de
no homem e constituir perigo sério para os tra- antemuro.
balhadores; pode apresentar risco de propaga- clausura, S. f. (fr. claustration; ing. confine-
ção na comunidade, mas existe em geral profi- ment). Isolamento total e voluntário a que se
laxia e tratamento eficazes. Grupo 4: provoca impõem certos indivíduos que sofrem de neu-
doenças graves no homem e constitui perigo rose ou de psicose para se protegerem do mun-
sério para os trabalhadores; pode apresentar do exterior.
risco elevado de propagação na comunidade; clavícula, S. f. (fr. clavicule; ing. clavicle). Osso
em geral não existe profilaxia nem tratamento longo situado na parte ântero-superior do tó-
eficaz. rax, disposto obliquamente para dentro e em
classificação dos tumores (fr. classification direcção ao braço, e que se articula, por fora,
des tumeurs). V. TNM (classificação). com o acrómio e, por dentro, com o manúbrio
Classificação Internacional das Doenças esternal. Constitui, com a omoplata, a semi-
(CID). Lista de todas as doenças e síndromes cintura escapular correspondente. V. cleido-.
conhecidas, incluindo perturbações mentais e (adj.: clavicular.)

143
CLEARANCE

clearance (ou depuração), s. f. (fr. clairance observação directa dos doentes. 3) s. f. Ensin()
ou clearance; ing. clearance). Palavra inglesa que da medicina realizado à cabeceira dos doente"
significa depuração, limpeza. 1) Relação entre ou na sua presença. 4) s. f. Estabeleciment()
o débito urinário por minuto de uma substân- público ou privado no qual se prestam cuida
cia e a sua concentração no plasma. Ela expri- dos aos doentes.
me, em mililitros por minuto, o volume virtual clínico, s. m. (fr. clinicien; ing. clinician). Médi
de plasma que o rim é capaz de depurar com- co que estabelece os seus diagnósticos pelo exa
pletamente (num minuto) da substância em me directo dos doentes, no hospital ou no seu
questão. Aplicada primeiramente à ureia, a consultório privado; médico prático.
medida da clearance é actualmente aplicada a clínico geral (ou generalista) (fr. omnipracti
um grande número de substâncias, quer se tra- cien; ing. general practitioner). Médico não es
te de constituintes normais da urina (ex.: a pecializado.
creatinina) ou de substâncias estranhas ao orga- clinoideia, adj. (fr. clinoide). V. apófise clinoi
nismo introduzidas especialmente para explo- deia.
rar a função renal (manitol, hipossulfito de só- clinoideu (ou clinoidiano), adj. (fr. clinoidiell:
dio, etc.). 2) Coeficiente de depuração plasmá- ing. clinoid). Relativo à apófise clinoideia.
tica total de uma substância por via extra-renal clinomania, s. f. (fr. clinomanie; ing. clinoma
ou renal, corresponde ao volume virtual de plas- nia). Tendência doentia para permanecer no lei
ma sanguíneo que pode ser completamente to ou em posição deitada, que se observa el1l
depurado da substância estudada num minuto. certos neurasténicos.
Fala-se também de clearance hepática de uma clinostático, adj. (fr. clinostatique; ing. clinosta
substância, da sua clearance intestinal, clearance tic). Relativo ou devido à posição deitada.
extra-renal, etc., conforme a via de depuração clinostatismo, s. m. (fr. clinostatisme; ing.
especificamente estudada. Abrev.: C. clinostatism). Posição deitada e modificaçõe~
cleido-, pref. de origem grega que exprime re- fisiológicas que dela resultam.
lação com a clavícula. clip, s. m. (fr. e ing. clip). Agrafo utilizado espr
cleidotomia, s. f. (fr. cléidotomie; ing. cleido- cialmente em cirurgia.
tomy). Secção da clavícula. Em obstetrícia, a clister, s. m. (fr. clystere). Sino em desuso de ir
secção da clavícula do feto pratica-se por vezes rigação. Sino de enema.
para facilitar a sua extracção quando a bacia é clister baritado, V. enema baritado.
anormalmente estreita. clítoris, s. m. (fr. e ing. clitoris). Orgão eréctil,
cleptomania, s. f. (fr. cleptomanie ou kleptoma- mediano e ímpar, de forma ligeiramente cónica,
nie; ing. kleptomania). Tendência patológica situado na parte anterior da vulva. É constituí
para roubar, com frequência sem qualquer de- do por dois corpos cavernosos, com estrutuL\
sejo em relação ao objecto roubado. Às vezes análoga à dos corpos cavernosos do pénis. (adi.:
associada a depressão. clitoridiano; ex.: coito clitoridiano.)
cleptomaníaco (ou cleptómano), adj. e s. m. clivagem, s. f. (fr. clivage; ing. cleavage). Sepa
(fr. cleptomane ou kleptomane; ing. klep- ração de dois tecidos ou de dois órgãos segul1
tomaniac). Indivíduo que sofre de cleptomania. do um plano natural.
climatério, s. m. (fr. climatere; ing. climacteric). cloasma, s. f. (fr. chloasma; ing. melasma, mas I,'
Período da vida durante o qual se produzem no of pregnancy). Manchas pigmentares de COI1
organismo certas modificações hormonais, so- torno irregular, que se observam no rosto 11<)
máticas e psíquicas que marcam para a mulher decurso de certas doenças e sobretudo durantl'
o fim da actividade genital (menopausa) e que, a gravidez. Trata-se do «pano» das mulhen.·~
no homem, se manifestam por menor frequên- grá vidas ou pano da gravidez.
cia da actividade sexual. V. andropausa. Sino de clonagem, s. f. (fr. clonage; ing. cloning). Tél'
idade crítica. (adj.: climatérico.) nica de obtenção de um clone.
clin-, clino-, pref. de origem grega que signifi- clone, s. m. (fr. e ing. clone). Entidade biológi
ca leito, inclinação. ca, n10nocelular ou pluricelular, obtida pOI
clínica (fr. clinique; ing. 1) clinical, 2) e 3) clinica! manipulação genética e reprodução assexuad;\
medicine, 4) clinic). 1) adi. Relativo ao doente de uma só célula ou de um só indivíduo. (h
acamado; que é efectuado, verificado ou ensi- n1elnbros de um clone são geralmente idênticos.
nado pelo médico à cabeceira da cama dos (adi.: clonaI.)
doentes. 2) s. f. Parte da medicina que abrange clónico, adi. (fr. clonique; ing. clonic). Diz-sl'
o conjunto dos conhecimentos adquiridos pela de certas convulsões espasmódicas, devidas ;\

144
CLOROFÓRMIO

uma breve contracção muscular que se repete a normal no soro sanguíneo é de 3,6 g por litro
curtos intervalos de tempo (convulsão clónica) (107 mEq/litro). V. eloretemia.
ou a uma contracção muscular duradoura que cloretação, s. f. (fr. ehloruration; ing. ehlori- C
se interrompe de forma intermitente (fase cló- nation). Administração por via oral de uma
nica de um ataque convulsivo). V. tónico. quantidade determinada de cloreto de sódio
clonismo, s. m. (fr. elonie; ing. elonism). para combater a hipocloretemia ou para reali-
1) Convulsão breve, que provoca um rápido des- zar a prova de clorúria alimentar.
locamento de uma parte ou de todo o corpo. cloretado, adj. (fr. ehloruré; ing. ehlorinated).
V. mioelonia. Sino de convulsão elóniea. 2) Con- Que contém cloro ou um cloreto (nomeada-
junto das doenças que se referem aos espasmos mente o cloreto de sódio). Ex.: retenção clo-
clónicos. retada.
clono (ou clónus), s. m. (fr. e ing. elonus). cloretemia, s. f. (fr. ehlorurémie; ing. ehloru-
Contracções reflexas rítmicas e irreprimíveis remia). Presença normal de cloretos no sangue.
de certos músculos quando são bruscamente V. eloremia.
distendidos (clono do pé, da rótula, da mão). cloreto, s. m. (fr. ehlorure; ing. ehloride). De-
O clono do pé é desencadeado ao forçar a flexão signação genérica das combinações do cloro
dorsal súbita do pé; o clono da rótula pela sua com outros elementos, sais do ácido clorídrico
tracção brusca para baixo. Este fenómeno é e derivados clorados de determinados ácidos
muitas vezes sinal de uma afecção das vias pi- orgânicos.
ramidais. Sino de trepidação epileptóide (ou es- cloreto de sódio (fr. ehlorure de sodium).
pinhal). V. sódio (cloreto de).
Cloquet (ligamento de) (fr. ligament de clórico, adj. (fr. ehlorique; ing. ehlorie). Relati-
Cloquet; ing. Cloquet's ligament). Cordão fibro- vo ao cloro.
so delgado situado no centro do cordão esper- cloridrato, s. m. (fr. ehlorhydrate; ing. hydro-
mático, que representa um vestígio do canal ehlorate). Sal do ácido clorídrico e de uma base
peritoneovaginal do feto. (Cloquet, Jules Germain, azotada. Ex.: cloridrato de morfina, cloridrato
cirurgião e anatomista francês, 1790-1853.) de cocaína.
clor-, cloro-, 1) Pref. de origem grega que sig- cloridria, s. f. (fr. ehlorhydrie; ing. ehlorhydria).
nifica verde. 2) Em química, pref. que indica a Na análise química do suco gástrico, designa a
substituição de um átomo de hidrogénio por quantidade de ácido clorídrico livre provenien-
um átomo de cloro. te da mucosa do estômago e do cloro incorpo-
cloração, s. f. (fr. ehloration; ing. ehlorination). rado nos alimentos (refeição de teste).
Processo de purificação da água destinada a cloro, s. m. (fr. ehlore; ing. ehlorine). Elemento
consumo, que consiste em adicionar-lhe uma halogénico. No estado puro, apresenta-se sob a
pequena quantidade de cloro em estado livre. fornla de gás amarelo-esverdeado, mais pesado
clorado, adj. (fr. ehloré; ing. ehlorinated). Que que o ar, com odor sufocante. É fortemente oxi-
contém cloro. dante e possui propriedades desinfectantes e
cloranfenicol, s. m. (fr. ehloramphénieol; ing. anti-sépticas. Entra na composição de um gran-
ehloramphenieol). [DCI] Antibiótico obtido por de número de sais, o mais conhecido dos quais
cultura de Streptomyees venezuelae e actual- é o cloreto de sódio (sal de cozinha). Símbolo:
mente preparado por síntese. É um bacteriostá- Cl. (adj.: clórico.)
tico de largo espectro, activo contra os cocos e cloro radioactivo (fr. ehlore radioaetif; ing.
os bacilos Gram-positivos e Gram-negativos, as radioaetive ehlorine). Cada um dos dois radioi-
rickettsias e os grandes vírus. É bem absorvido e
sótopos do cloro: o cloro 36 6 Cl) e o cloro 38
pelo tubo digestivo, mas a sua eliminação é rápi- (lxCl). São utilizados em determinados estudos
da e a difusão é excelente em todos os tecidos, fisiológicos: metabolismo mineral, transporte
especialmente no líquido cefalorraquidiano. dos iões através das lnembranas.
Emprega-se sobretudo no tratamento das clorofila, s. f. (fr. ehlorophylle; ing. ehlorophyll).
rickettsioses e das infecções por Salmonella (fe- Piglnento respiratório verde característico dos
bre tifóide), Shigella (disenteria) e colibacilos. vegetais, que se encontra sobretudo nas folhas;
clorar, v. t. (fr. ehlorer; ing. ehlorinate). Tratar a sua estrutura é próxima da hemoglobina (pre-
pelo cloro, nomeadalnente falando da água des- sença de magnésio em lugar do ferro desta últi-
tinada a consumo. ma). (adj.: clorofilino.)
cloremia, s. f. (fr. ehlorémie; ing. ehloremia). clorofórmio, s. m. (fr. ehloroforme; ing. ehloro-
Teor de cloro no sangue. A sua concentração form). Líquido incolor, de odor característico.

145
CLOROfORMIZADO

É um anestésico geral e um dissolvente. (adj.: fibrina, faz intervir certos elementos mineL11 '.
clorofórmico. ) (cálcio) e diversas proteínas com actividad(
cloroformizado, adj. (fr. chloroformé; ing. enzimática denominadas factores de coagu/"
chloroformized). Que contém ou está sujeito à ção.
acção do clorofórmio. Ex.: água cloroformi- coagulante, S. m. (fr. e ing. coagulant). 1) Suh"
zada. tância química utilizada para provocar coagll
cloropenia, S. f. (fr. chloropénie; ing. chloro- lação, aglomerando (por floculação ou co;\
penia). Diminuição da quantidade de cloretos gulação) finas partículas em suspensão nlllll
presentes nos líquidos do organismo, especial- líquido. 2) Substância que aumenta a coagll
mente no sangue (hipocloremia) e no líquido labilidade do sangue.
cefalorraquidiano. coagulável, adj. (fr. e ing. coagulable). Qut'
clorotetraciclina, S. f. (fr. chlortétracycline; ing. pode coagular.
chlortetracicline). [DeI] Antibiótico isolado das coágulo, S. m. (fr. caillot; ing. clot). Pequell.,
culturas de Streptomyces aureofaciens, de lar- massa de líquido coagulado.
go espectro de acção (cocos e bacilos Gram-po- coágulo sanguíneo (fr. caillot sanguin; ing.
sitivos e Gram-negativos, rickettsias, grandes blood clot). Massa de sangue coagulado, for
vírus, protozoários, espiroquetas), administra- mada por fibrina em cujas malhas se encontra 11 I
do por via oral. Pode provocar perturbações trombócitos e eritrócitos, que lhe conferenl .1
digestivas por alteração da flora intestinal em cor vermelho-escuro. V. trombo (1).
que predominam leveduras. (V. candidíase). coagulopatia, S. f. (fr. coagulopathie; ing.
clorúria, S. f. (fr. chlorurie; ing. chloruria). Pre- coagulopathy). Doença devida a uma pertll'
sença de cloretos na urina. Variando devido a bação da coagulação sanguínea.
um grande número de factores (nomeadamen- coagulopatia de consumo (fr. coagulopat/;', ·
te o teor em cloro dos alimentos), o seu valor de consommation; ing. consumption coagu/()
situa-se normalmente entre 12 e 14 g em 24 pathy, diffuse intravascular coagulation). CO;\
horas. gulação intravascular disseminada (pequen( I'.
Clostridium (fr. e ing. Clostridium). Género de trombos nos capilares periféricos e em diverso"
bacilos esporulados Gram-positivos, móveis e órgãos) que provoca uma diminuição do fibri
ciliados. Este género inclui um grande número nogénio e de certos factores de coagulação d( I
de espécies anaeróbias, algumas das quais pos- sangue (nomeadamente os factores V e VIII).
suem um grande poder patogénico. Ex.: Clos- Observa-se em circunstâncias diversas: intervcll
tridium botulinum, responsável pelo botulismo; ções cirúrgicas, complicações obstétricas, est;l
Clostridium tetani, agente do tétano. dos de choque, certos cancros, acção tóxica <.k
cm, símbolo do centímetro. certos medicamentos.
CM, 1) Abrev. de concentração máxima. 2) Abrev. coalescência, S. f. (fr. e ing. coalescence). Alho
de cistografia miccional. rência que se forma entre superfícies teci
cm 3 , símbolo do centímetro cúbico. V. mililitro. duais em contacto. (adj.: coalescente.)
CMV, abrev. de citomegalovírus. V. herpesvírus coanos, S. m. (fr. choanes; ing. choanae). Orih
humano. cios posteriores das fossas nasais que se abrclll
Co, símbolo químico do cobalto. na rinofaringe. (adj.: coanal.)
60CO, símbolo do cobalto-60. coaptação, S. f. (fr. e ing. coaptation). Procl'\
CO. 1) Abrev. de condução óssea. 2) Fórmula so cirúrgico que consiste em reaproximar e ajll\
química do monóxido de carbono. tar partes separadas por fractura, luxação 011
CO2 • Fórmula química do dióxido de carbono os bordos de uma ferida.
(anidrido carbónico ou gás carbónico). coaptador, S. m. (fr. coapteur; ing. coaptor).
coagulabilidade, S. f. (fr. coagulabilité; ing. Tala metálica utilizada na osteossíntese par.l
coagulability). Propriedade de certas substân- manter em boa posição, após redução, os dOI"
cias coagularem. segmentos de um osso longo fracturado. Exi\
coagulação, S. f. (fr. e ing. coagulation). fenó- tem numerosos modelos deste dispositivo.
meno pelo qual um líquido orgânico (sangue, coarctação, S. f. (fr. e ing. coarctation). Apert(
I

leite) se transfonna nunla massa sólida (coágu- de um canal natural. Ex.: coarctação da aort;l.
lo) e deixa exsudar um líquido transparente cobalto, S. m. (fr. e ing. cobalt). Elemento nlt'
(soro). A coagulação do sangue, que provoca a tálico, de consistência dura, de cor branco-r< I
formação de um coágulo, é um fenómeno mui- sado q ue, pelas suas propriedades, se asseml'
to complexo que, para além das plaquetas e da lha ao ferro e ao níquel. Desempenha um papl"

146
COIFA DOS ROTADORES

fisiológico importante como oligoelemento; é cocleovestibular, adj. (fr. cochléo-vestibulaire;


um constituinte da vitamina B 12 • Símbolo: Coo ing. cochleovestibular). Relativo ao caracol e
cobalto-60, s. m. (fr. cobalt-60; ing. cobalt 60). ao vestíbulo do ouvido interno e, por extensão, C
Radioisótopo do cobalto, emissor de raios beta à audição e ao equilíbrio. Ex.: síndrome cocleo-
e gama. As características da radiação gama vesti bular.
fazem dele um elemento de escolha para nume- coco, s. m. (pI. cocei) (fr. e ing. coccus). Bacté-
rosas aplicações práticas, nomeadamente em ria de forma arredondada.
radioquímica, radiografia e teleterapia (bomba cocobacilo, s. m. (fr. coccobacille; ing. coccoba-
de cobalto). Símbolo: 60Co. cillus). Bactéria em forma de bastonete curto,
cobaltoterapia, s. f. (fr. cobaltothérapie; ing. próxima da do coco.
cobaltotherapy). Utilização terapêutica das ema- cocobactéria, s. f. (fr. coccobactérie; ing.
nações radioactivas do cobalto-60 no tratamen- coccobacteria). Bactéria de forma intermédia
to de tumores malignos por meio da bomba de entre a de um coco e a de um bacilo.
cobalto. cocóide, adj. (fr. coccoi"de; ing. coccoid). De
cobre, s. m. (fr. cuivre; ing. copper). Metal clas- forma arredondada, semelhante a um coco.
sificado na categoria dos oligoelementos. codeína, s. f. (fr. codéine; ing. codeine). Alca-
O corpo humano contém cerca de 0,0001 % por lóide extraído do ópio, utilizado sob a forma
peso de cobre. Este elemento desempenha um de sal (nomeadamente fosfato), como sedativo
importante papel biológico em certos proces- da tosse; administrado por via oral (xarope,
sos de oxidação e na formação dos glóbulos poções, pílulas).
vermelhos. As necessidades diárias em cobre for- coeficiente, s. m. (fr. e ing. coefficient). 1) Fac-
necido pela alimentação são cerca de 2,5 mg. tor numérico que multiplica uma função ou uma
Símbolo: Cu. expressão algébricas. 2) Número que exprime
cocaína, s. f. (fr. cocai'ne; ing. cocaine). Alcalóide uma propriedade física particular (de uma subs-
extraído das folhas da coca, que também se tância, de uma função fisiológica, de uma
obtém por síntese. Anestésico local de con- radiação, etc.). Frequentemente, trata-se da
tacto, empregado em soluções para instilaçães relação numérica entre dois dados que caracte-
nasais ou oculares. A cocaína é um estu pefa- rizam esta propriedade.
ciente. coeficiente de elasticidade (pulmonar) (fr.
cocainomania, s. f. (fr. cocai"nomanie; ing. co- coefficient d'elasticité pulmonaire). Sino de
cainomania). Toxicomania pela cocaína. elastância.
cocainómano,adj. e s. m. (fr. cocai"nomane; coenzima, s. f. (fr. e ing. coenzyme). Pequena
Iing. cocainomaniac). Indivíduo que sofre de molécula orgânica ou mineral associada a uma
cocaInomanIa. proteína enzimática e que é necessária à sua
cocei, s. m.pl. (fr. e ing. cocei). Plural de coccus. actividade. V. cofactor.
Sino de cocos. cofactor, s. m. (fr. cofacteur; ing. cofactor).
coccigodinia, s. f. (fr. coccydynie ou coccigo- Substância (em geral de natureza enzimática,
dynie; ing. coccygodynia, coccydynia). Dor muito também designada coenzima) que aumenta a
violenta na região coccígea, exacerbada pela acção de uma outra substância. Conhecem-se
posição sentada e pela defecação, quase sempre diversos cofactores que intervêm na coagula-
de origem traumática (queda ou contusão do ção do sangue.
cóccix), por vezes secundária ao parto. cofocirurgia, s. f. (fr. cophochirurgie; ing.
cóccix, s. m. (fr. e ing. coccyx). Osso ímpar e cophosurgery). Cirurgia da surdez, que inclui
mediano, de forma triangular, que constitui a todas as intervenções que visam melhorar a fun-
extremidade inferior da coluna vertebral. Re- ção auditiva perturbada.
sulta da fusão de quatro a seis vértebras; arti- cofose, s. f. (fr. cophose; ing. anacusis). Surdez
cula-se com o sacro. Ling. Do nome grego do total. Sino de anacusia.
pássaro cuco, por semelhança com o bico deste cognição, s. f. Aquisição de um conhecimento.
animal. (adj.: coccígeo). Faculdade de conhecer; percepção.
cóclea, s. f. (fr. cochlée). Sino de caracol ósseo. cognitivo, adj. (fr. cognitif; ing. cognitive).
coclear, adj. (fr. cochléaire; ing. cochlear). O que se refere ao conhecimento, às capaci-
Relativo ao caracol do ouvido interno e ao seu dades intelectuais. Ex.: défice cognitivo da
nervo que contribui para a formação do nervo demência, aptidões cognitivas.
auditivo, vias nervosas e centros nervosos cor- coifa dos rotadores (fr. coiffe des rotateurs;
respondentes. ing. rotator cuff). Reforço em forma de coifa

147
COITO

tendinosa da cápsula articular do ombro, pelos -se do exame de referência para o diagnóstil l l
seus quatro músculos rotadores (subescapular, de doenças pancreáticas (cancro, pancreatit(
subespinhal, supra-espinhal e pequeno redon- crónica calcificante). Abrev.: CPRE.
do) que a ela aderem firmemente. colangiopatia, s. f. (fr. cholangiopathie; ill)'.
coito, s. m. (fr. coi'!; ing. coitus). Cópula entre o cholangiopathy). Qualquer afecção das vi;l'.
homem e a mulher; relação sexual. biliares.
coito anal (fr. coi"! anal; ing. anal coitus). Intro- colangiotomia, s. f. (fr. cholangiotomie; iIlJ'.
dução do pénis no ânus do parceiro. V. pede- cholangiotomy). Incisão de um canal biliar.
rastia, sodomia. colangite, s. f. (fr. cholangite). Sino de angiocoli/('.
col-, cola-, cole-, colo-, pref. de origem gre- colangite esclerosante primitiva (II .
ga que exprime relação com a bílis. cholangite sclérosante primitive; ing. prima n
col-, colo-, pref. de origem grega que exprime sclerosing cholangitis). Afecção de etiologi,l
relação com o cólon. desconhecida caracterizada por estenose eselr
colagénio (fr. collagene; ing. 1) collagen, 2) col- rinflamatória das vias biliares extra ou intLl
lagenous). 1) s. m.: proteína complexa, elemen- -hepáticas, que provoca estase biliar crónil'.I
to constitutivo essencial das fibrilhas colagénias acompanhada por icterícia, prurido, dores Il( I
que, agrupadas em feixes (fibras colagénias), hipocândrio direito, hepatomegalia e aument( I
constituem os tecidos de suporte: tecido con- das fosfatases alcalinas. A doença está assoei;l
juntivo, ossos, tendões, etc. 2) Adj.: relativo ao da em mais de metade dos casos a uma cali/I '
colagénio. Ex.: fibras colagénias, esclerose cola- ulcerosa.
génica. colapsado, adj. (fr. collabé; ing. collapsed). Dil
colagenose, s. f. (fr. collagénose; ing. collage- -se de uma cavidade ou de um canal cujas pare
nosis). Sino de doença do colagénio. des estão deprimidas por um processo patol()
colagogo, adj. (fr. e ing. cholagogue). Substân- gico (ex.: vaso colapsado) ou secundariamen t('
cia que facilita a evacuação da vesícula biliar. a uma intervenção (falando do pulmão quand( I
colangiectasia, s. f. (fr. cholangiectasie; ing. de um pneumotórax). V. colapso.
cholangiectasia). Dilatação dos canais biliares. colapso, s. m. (fr. collapsus; ing. collapscj .
colangiocarcinoma, s. m. (fr. cholangiocarci- 1) Depressão de um órgão oco ou de um CaJl;ll
nome; ing. cholangiocarcinoma). Cancro pri- (artéria, veia) devido a um processo patológic( I
mitivo do fígado cuja sintomatologia depende ou provocado intencionalmente. V. pneUn1()
da localização: alteração do estado geral e tórax. 2) Em linguagem clínica, colapso cardi()
hepatalgia em caso de tumor situado longe do vascular, que se traduz por um estado de cho
hilo, icterícia com dilatação das vias intra-he- que. V. choque.
páticas em caso de tumor hilar. Este tipo de can- colateral, adj. (fr. colatéral; ing. colateral l.
cro representa cerca de 100/0 da totalidade dos 1) Acessório, secundário, falando de um vas( I
cancros primitivos do fígado. ou de um nervo secundário, q ue se destacam (!t-
colangiografia, s. f. (fr. cholangiographie; ing. um tronco principal. 2) Que está colocado P;l
cholangiography). Radiografia das vias biliares ralelamente de cada lado de uma estrutura an;l
previamente opacificadas por um meio de con- tómica. Ex.: sulco colateral do bulbo ou (Li
traste administrado por via intravenosa (colan- medula espinhal.
giografia venosa), por via bucal ou por injec- colecalciferol, s. m. (fr. cholecalciférol 0/1
ção com o a uxílio de uma sonda ou de um colécalciférol). Sino de vitamina D.
dreno directamente nas vias biliares durante colecção, s. f. (fr. e ing. collection). Acunlll
uma operação (colangiografia transparietal, lação, amálgan1a de uma matéria, fisiológica Oli
transcutânea ou trans-hepática). Sin. de angio- patológica, numa parte do corpo. Ex.: colecçã( I
colegrafia, biligrafia, colegrafia. de pus. V. derrame.
colangioma, s. m. (fr. cholangiome; ing. colecistectasia, s. f. (fr. cholecystectasie; ing.
cholangioma). Cancro primitivo do fígado. cholecystectasia). Distensão da vesícula bilia r.
colangiopancreatografia retrógrada en- colecistectomia, s. f. (fr. cholecystectomie; ing.
doscópica, s. f. (fr. cholangiopancréatographie cholecystectomy). Ablação da vesícula biliar.
rétrograde endoscopique; ing. endoscopic colecístico, adj. (fr. cholecystique; ing. chale
retrograde cholangiopancreatography , ER CP). cystic). Relativo à vesícula biliar.
Exploração dos canais biliopancreáticos após colecistite, s. f. (fr. cholecystite; ing. cholecy~
injecção de um n1eio de contraste por catete- titis). Inflalnação da vesícula biliar. Na maio
rismo endoscópico da papila duodenal. Trata- ria das vezes consecutiva à acumulação til-

148
COLEPOIESE

cálculos biliares (colecistite calculosa ou litiá- coledocolitotomia, s. f. (fr. cholédocholitho-


sica), pode também ser devida a invasão da tomie; ing. choledocholithotomy). Incisão cirúr-
vesícula biliar por microrganismos patogénicos, gica do colédoco para dele extrair um cálculo. C
provenientes habitualmente do duodeno (cole- coledocolitotripsia, S. f. (fr. cholédocholitho-
cistite não litiásica). tripsie; ing. choledocholitrotripsy). Intervenção
colecistocinético, s. m. (fr. cholécystociné- que consiste em despedaçar os cálculos que se
tique; ing. cholecystokinetic). Substância que encontram no colédoco.
provoca ou favorece a contracção da vesícula coledocoplastia, S. f. (fr. cholédochoplastie;
biliar e, por consequência, a evacuação da bílis ing. choledochoplasty). Operação plástica que
que ela contém. tem por objectivo reconstituir o canal colédoco
colecistoduodenostomia, s. f. (fr. cholecysto- após o seu estreitamento.
duodénostomie; ing. cholecystoduodenostomy). coledocorrafia, S. f. (fr. cholédochorraphie;
Operação que consiste em criar uma anasto- ing. choledochorraphy). Sutura cirúrgica do
mose entre a vesícula biliar e o duodeno. colédoco.
colecistografia, s. f. (fr. cholécystographie; ing. coledocotomia, s. f. (fr. cholédochotomie; ing.
cholecystography). Radiografia da vesícula bi- choledochotomy). Incisão do canal colédoco.
liar após administração de um meio de contras- coledoquiano, adj. (fr. cholédocien). Relativo
te, habitualmente por via bucal (colecistografia ao colédoco.
oral) e, por vezes, por injecção intravenosa (cole- coledoquite, S. f. (fr. cholédocíte; ing. choledo-
cistografia intravenosa). chitis). Inflamação do colédoco.
colecistolitíase, s. f. (fr. cholecystolithiase; ing. colegrafia, s. f. (fr. cholégraphie). Sino de colan-
cholecystolithiasis). Presença de cálculos na giografia.
vesícula biliar. Sino de litíase vesicular. colelitíase, s. f. (fr. cholélithiase; ing. chole-
colecistopatia, S. f. (fr. cholécystopathie; ing. lithiasis). Presença de cálculos na vesícula (litíase
cholecystopathy). Qualquer afecção da vesícula vesicular) e nas vias biliares. Sino de litíase biliar.
biliar. colelitotomia, S. f. (fr. cholélithotomie; ing.
colecistopexia, s. f. (fr. cholecystopéxie; ing. cholelithotomy). Extracção de cálculos biliares
cholecystopexy). Operação que consiste em fi- praticada graças a uma incisão das vias biliares
xar a vesícula biliar à parede abdominal. ou da vesícula biliar.
colecistotomia, s. f. (fr. cholecystotomie; ing. colemese, s. f. (fr. cholémese; ing. cholemesis).
cholecystotomy). Incisão da vesícula biliar para Vómito de bílis.
extracção de cálculos ou de pus. colemia (ou colalemia), s. f. (fr. cholémie,
colectasia, S. f. (fr. coléctasie; ing. colectasia). cholalémie; ing. cholemia). Presença de sais
Dilatação do cólon. biliares no sangue numa concentração que não
colectomia, s. f. (fr. colectomie; ing. colectomy). ultrapassa normalmente 4 mg por litro. Este
Ressecção de uma parte (colectomia subtotal, valor aumenta 10 a 100 vezes durante icteríci-
segmentar) ou da totalidade (colectomia total) as por retenção. V. bilirrubinemia.
do cólon. V. hemicolectomia. colemia simples familiar (fr. cholémie sim-
coledocectomia, s. f. (fr. cholédocectomie; ing. pie familiale; ing. famílial cholemia, Gilbert
choledochectomy). Excisão cirúrgica de um seg- syndrome). Anomalia familiar de transmissão
mento do colédoco. provavelmente autossómica dominante que con-
colédoco, s. m. (fr. cholédoque). V. canal siste num défice parcial do hepatócito em en-
colédoco. zima de conjugação da bilirrubina (UDP glicu-
coledococele, s. f. (fr. cholédochocele; ing. roniltransferase). Manifesta-se por aumento
choledochocele). Dilatação quística congénita moderado da bilirrubina não conjugada sem
da parte terminal do colédoco. A malformação bilirrubinúria e cor biliosa dos tegumentos. Os
pode ser assintomática, mas pode também dar testes hepáticos e o exame clínico estão normais;
lugar a uma síndrome de retenção biliar. o prognóstico é excelente. Sino de doença de
coledocoduodenostomia, s. f. (fr. cholédo- Gilbert.
choduodénostomie; ing. choledochoduode- coleperitoneu, s. f. (fr. cholépéritoine; ing.
nostomy). Operação que consiste elll criar uma choliperitoneum). Derrame de bílis na cavida-
anastolnose entre o canal colédoco e o duodeno. de peritoneal, consecutiva à ruptura de um quis-
coledocolitíase, S. f. (fr. cholédocholithiase; to hidático do fígado ou a um traumatismo.
ing. choledocholithiasis). Presença de cálculos colepoiese, s. f. (fr. cholépoiése; ing. chole-
no colédoco. poiesis). Formação da bílis no fígado.

149
CÓLERA

cólera, s. f. (fr. choléra; ing. cholera). Infecção vasculares. A sua concentração diminui em nu-
intestinal grave, muito contagiosa, causada por merosas circunstâncias que têm em comum a
um vibrião (Vibrio cholerae), caracterizada por frequente associação com uma doença atero-
diarreia abundante (fezes em grãos de arroz), matosa: envelhecimento, tabagismo, contracep-
vómitos, sintomas gerais de desidratação e de tivos, diabetes. O doseamento do colesterol-
colapso (período álgido). Endémica na Índia e HDL passou para a prática laboratorial corrente
no Paquistão, esta afecção pode manifestar-se quando se examina a existência e a importân-
também por epidemias algumas vezes muito cia do «risco vascular». Valor normal no soro:
graves. O período de incubação é de algumas 0,35 a 0,80 g/l ou 1,05 a 2,45 mmol/!. Ling.
horas até 5 dias. A transmissão pode fazer-se HD L. Abrev. da expressão inglesa high density
pela água e pelos alimentos crus contaminados, lipoproteins.
pelo contacto com pessoas infectadas e porta- colesterol LDL (fr. cholestérol LDL; ing. LDL
doras de germes ou pelas moscas. A vacina cholesterol). Lipoproteína de baixa densidade,
anticolérica pode conferir protecção durante rica em colesterol (cerca de 50%). A sua con-
6 meses. (adj.: colérico.) centração sanguínea está elevada na hiperco-
colerese, s. f. (fr. cholérese; ing. choleresis). lesterolemia familiar. O controlo sistemático do
Passagem da bílis do fígado para as vias biliares colesterol LDL é importante para avaliar os ris-
e o intestino. cos de ateromatose e de acidentes cardiovas-
colerético, adj. (fr. cholérétique; ing. choleretic). culares. Valor normal no soro: 3,9-4,9 mmol/!.
Que estimula a secreção da bílis pelas células Ling. LD L. Abrev. da expressão inglesa low
hepáticas. density lipoproteins.
colérico (fr. cholérique; ing. choleraic). 1) adj. colesterolemia, s. f. (fr. cholestérolémie; ing.
Relativo à cólera. 2) adj. e s. m. Que sofre de cholesterolemia). Concentração de colesterol no
cólera. sangue (normalmente cerca de 2,5 g ou 4,40 a
coleriforme, adj. (fr. cholériforme; ing. chole- 7,60 mmol por litro de soro, com variações fi-
roid). Semelhante à cólera. Ex.: diarreia coleri- siológicas devidas à idade e aos hábitos alimen-
forme. tares). V. hipercolesterolemia.
colestase, s. f. (fr. choléstase). V. colostase. colesterolúria, s. f. (fr. cholestérolurie; ing.
colesteatoma do ouvido médio (fr. choles- cholesteroluria). Presença de colesterol na urina.
tatome de l'oreille moyenne; ing. cholestea- A excreção normal é cerca de 1 mg em 24 horas.
toma). Massa de lamelas epidérmicas, imbri- colesteropexia, s. f. (fr. cholestéropexie; ing.
cadas unlas nas outras, constituída no ático cholesterol deposition). Fixação do colesterol
timpânico ou no antro mastoideu. O colesteato- nos tecidos (xantoma, ateron1a) ou no fígado
nla é em geral secundário a uma otite crónica sob a forma de cálculos biliares (litíase biliar).
purulenta. (adj.: colesteatomatoso.) colesterose, s. f. (fr. cholestérose; ing. choles-
colesterol, s. nl. (fr. cholestérol; ing. choles- terosis). Estado patológico caracterizado pela
terol). Substância orgânica presente na maioria existência de depósitos de colesterol em diver-
dos tecidos e humores do organismo humano. sos tecidos.
O colesterol entra na constituição das lipopro- colher, s. f. (fr. cuiller ou cuil/ere; ing. spoon).
teínas do sangue soh a fonna livre ou de ésteres Instrumento cirúrgico ou obstétrico (ex.: os ra-
(V. colesterolelnia). A sua origem é endógena e mos do fórceps) cuja forma lembra uma colher.
exógena. A hiossíntese do colesterol faz-se em colibacilemia, s. f. (fr. colibacillémie; ing.
todas as células vivas, em particular no fígado colibacillemia). Presença de colibacilos (Escheri-
e no córtex supra-renal. No sangue, o coleste- chia coli) no sangue.
rol é veiculado pelos triglicéridos e pelas colibacilo, s. m. (fr. colibacille; ing. colibacillus).
lipoproteínas (V. colesterol HD L e colesterol Sino de Escherichia coli. (adj.: colibacilar.)
LDL). O colesterol é transformado por oxida- colibacilose, s. f. (fr. colibacillose; ing. coliba-
ção em ácidos biliares. Concorre igualmente cillosis). Qualquer infecção provocada pelo
para a biossíntese das hornl0nas esteróides. Atri- colibacilo (Escherichia colijo Localiza-se princi-
bui-se-Ihe um papel no transporte dos ácidos palmente no aparelho digestivo (enterites, ente-
gordos insaturados. ()s depósitos arteriais de rocolites, etc.) e no aparelho geniturinário (cis-
colesterol estão na origenl da ateromatose. tites, pielites, pielonefrites). Qualquer que seja
colesterol HDL (fr. cholestérol HDL; ing. HDL a localização, as infecções têm tendência para
cholesterol). Lipoproteína de alta densidade que se tornarem crónicas, evoluindo por ataques
controla a depuração do colesterol nas paredes recidivantes.

150
COLoIoE

colibacilúria, s. f. (fr. colibacil/urie; ing. coliba- creve o orifício de entrada da cavidade. Ex.: colo
cil/uria). Presença de colibacilos (Escherichia do útero, colo da bexiga. V. cervical, traquel-.
coli) na urina. colo-, V. col-. C
cólica, s. f. (fr. colique; ing. colic). 1) Primitiva- colo do dente (fr. col/et de la dent; ing. neck of
Inente, dor devida a contracções violentas ou a tooth). Parte ligeiramente estreitada de um den-
um espasmo do cólon. 2) Por extensão, dor que te, contígua à gengiva, pela qual a raiz se reúne
se manifesta por acesso violento, com origem à coroa. V. cervical.
num órgão abdominal: cólica biliar, cólica he- colo do útero (fr. coI de l'utérus; ing. cervix
pática, cólica nefrítica (cólica renal). uteri). Parte do útero que se projecta para den-
cólico, adj. (fr. colique; ing. colic). Relativo ao tro da vagina. O canal no seu interior (canal
(ólon. Ex.: ângulo cólico, artérias cólicas. cervical), que liga a cavidade do útero com a
colina, s. f. (fr. e ing. choline). Álcool azotado vagina, contém normalmente muco, cuja vis-
que possui uma função amónio quaternário, cosidade muda ao longo do ciclo menstrual.
presente nos tecidos animais sob a forma de O colo do útero permite uma larga dilatação
ésteres colínicos (lecitina, esfingomielina). O seu durante o parto, dando passagem ao nascituro.
derivado acetilado, a acetilcolina, é um media- V. focinho-de-tenca.
dor químico do influxo nervoso. A colina é um colo do útero (canal patente do) (fr. béan-
factor lipotrópico necessário para a utilização ce du coI utérin; ing. incompetent cervix). Insu-
dos lípidos pelo fígado; a sua ausência provoca ficiência de oclusão do orifício interno do colo
lima sobrecarga de gorduras no fígado. A coli- do útero, congénita ou secundária a um tra u-
na emprega-se sob a forma de sais, como matismo obstétrico, pode estar na origem de
parassimpaticomimético. (adj.: colínico.) a bortos espontâneos repetidos. Sino de istmo
colinérgico, adj. (fr. cholinérgique; ing. choli- patente.
nergic). Diz-se das fibras nervosas (nervos peri- coloboma, s. m. (fr. colobome; ing. coloboma).
féricos motores, fibras simpáticas pré-ganglio- Qualquer anomalia congénita que as pálpebras,
nares e fibras parassimpáticas) que, sob o efei- a íris, o cristalino, a coroideia, a retina e o ner-
to de uma excitação, libertam acetilcolina, me- vo óptico possam apresentar no seu desenvolvi-
diador químico que assegura a transmissão do mento. A transmissão é hereditária e faz-se em
influxo nervoso ao órgão efector. geral segundo o modo dominante.
colinesterase, s. f. (fr. cholinestérase; ing. colocólico, adj. (fr. colocolique; ing. colocalic).
cholinesterase). Enzima que activa a hidrólise Relativo a dois segmentos do cólon. Ex.: invagi-
da acetilcolina separando o radical acetilo da nação colocólica.
cofina, inibindo assim a sua acção de neuro- colocolostomia, s. f. (fr. colocolostomie; ing.
transmisor. colocolostomy). Criação de uma anastomose
colírio, s. m. (fr. collyre; ing. collyrium). Forma entre dois segmentos do cólon.
farmacêutica líquida destinada ao tratamento colódio, s. m. (fr. e ing. collodion). Suspensão
local de afecções oculares. coloidal de nitrocelulose que deixa, após evapo-
colite, s. f. (fr. colite; ing. colitis). Inflamação ração do solvente, uma fina película imperme-
do cólon, total ou de alguns dos seus seg- ável e aderente que serve para cobrir e proteger
mentos, de origem infecciosa (bacteriana ou feridas. Podem-se-Ihe incorporar medicamentos
amebiana), relacionada com a má digestão de (colódio ricinado, salicilado, etc.).
certos alimentos ou uma alimentação mal colodistonia, s. f. (fr. colodystonie; ing.
equilibrada ou de causa desconhecida, como colodystonia). Conjunto de perturbações fun-
a rectocolite úlcera-hemorrágica (V. este cionais do cólon, que se manifesta por espas-
termo). mos dolorosos, aerocolia, flatulência e pertur-
colite ulcerosa (fr. colite ulcéreuse). Sino de bação do trânsito intestinal.
rectocolite úlcero-hemorrágica. coloidal, adj. (fr. colloidal; ing. colloidal). Que
Colles (fractura de) (fr. fracture de Colles). é da natureza de um colóide ou que possui as
Sino de fractura de Pouteau-Colles, utilizada suas características. Ex.: suspensão coloidal.
sobretudo nos países anglo-saxónicos. V. Pou- colóide, s. m. (fr. colloide; ing. colloid). 1) adj.
teau-Colles (fractura de). Que se assemelha à cola; gelatinoso. 2) s. m.
colo, s. m. (fr. callet [de la dent); ing. neck fof Substância insolúvel num certo meio (água, ál-
tooth J). 1) Parte estreitada de um órgão que liga cool, éter, etc.) e que nela se encontra dispersa
dois segmentos mais volumosos. Ex.: colo do em partículas muito finas (suspensão coloidal),
fémur. 2) Porção de um órgão oco que circuns- que podem atravessar os filtros habituais.

151
CÓLON

A maioria dos meios orgânicos são suspensões toneal ou às paredes laterais ou anteriores d( I

coloidais. 3) s. f. Substância contida nas vesí- abdómen.


culas tiroideias e que contém tireoglobulina. coloplicatura, s. f. (fr. coloplicature ou CO/( j

cólon, s. m. (fr. côlon; ing. colon). Porção plication; ing. coloplication). Operação dest I
do intestino grosso, compreendida entre o nada a reduzir o volume de um segmento d(,
cego e o recto e subdividida em quatro segmen- cólon, franzindo as túnicas intestinais por rnei( I
tos: cólon ascendente (ou direito), cólon trans- de suturas. Esta intervenção é praticada sohn'
verso (ou médio), cólon descendente (ou es- tudo ao nível do cego (cecoplicatura).
querdo) e cólon íleo-pélvico (ou sigmóide). (adj.: coloptose, s. f. (fr. coloptose; ing. coloptosi~) .
cólico.) Descida do cólon transverso.
cólon ilíaco (fr. côlon iliaque; ing. iliac colon). coloração, s. f. (fr. coloration; ing. staini11p, l.
Primeira parte fixa do cólon ilio-pélvico, situa- Processo que consiste em impregnar um tecid( I
da na fossa ilíaca esquerda e que descreve uma ou microrganismos por meio de um corant('
curva em S. Sino de S ilíaco. para o seu exame microscópico.
cólon irritável (fr. côlon irritable; ing. irritable colorimetria, s. f. (fr. c%rimétrie; ing. colort
bowel syndrome). Síndrome funcional muito metry). 1) Processo de identificação de certo"
frequente (por vezes 500/0 dos motivos de con- líquidos orgânicos pelo estudo da cor ou re~h
sulta de gastroenterologia) do intestino grosso, ções coloridas. 2) Processo de avaliação (LI-,
sem lesões anatómicas específicas. A sua etio- concentrações das soluções coradas pelo estll
logia é desconhecida: fraco teor de fibras vege- do da sua cor. Sino de cromatometria, crom0111('
tais na alimentação nos países industrializados, tria. (adj.: colorimétrico.)
factores psicossomáticos. Clinicamente, o có- coloscopia, s. f. (fr. coloscopie; ing. colon()~
lon irritável manifesta-se, na maior parte das copy). Exame visual do interior do cólon P()I
vezes, por flatulência, episódios de alguns dias meio de um tubo flexível provido de uma ap;1
de diarreia com dores abdominais, entrecor- relhagem óptica (coloscópio) introduzido pel! I
tados por obstipação ou fezes normais. ânus. Ling. Por vezes também se diz colonosCl j

cólon sigmóide (ou cólon pélvico) (fr. côlon pia (influência anglo-saxónica).
sigmoide; ing. sigmoid colon). Última parte do colostase, s. f. (fr. cholostase ou choléstase; inf,.
cólon, que se encontra a seguir ao cólon des- cholestasis). Paragem da passagem da bílis par.l
cendente e imediatamente antes do recto. Mede as vias biliares intra ou extra-hepáticas. (adj. :
cerca de 40 cm de comprimento e forma uma colostático. )
ansa de configuração variável (que lembra va- colostomia, s. f. (fr. colostomie; ing. colostonry).
gamente a letra grega sigma, e daí o seu nome). Anamastose do cólon com a pele do abdónll'll
Sin.: sigmóideo. ou da região lombar. V. ânus artificial.
colónia bacteriana (fr. colonie bactérienne; colostomizado, adj. (fr. colostomisé; ing.
ing. bacterial colony). Conjunto de bactérias que colostomised). Que foi submetido a colostonli;l .
se forma por multiplicação, a partir de uma colostro, s. m. (fr. e ing. colostrum). Primeirl)
bactéria mãe, num meio de cultura, e reconhe- leite da mulher após o parto: produto de secl"l'
cível pelo seu aspecto, consistência e cor. Uma ção da glândula mamária, que aparece após I)
colónia bacteriana é visível a olho nu quando é parto. É um líquido amarelado, fortemente ;11
composta por vários biliões de elementos. calino, rico em prótidos e anticorpos materno\' .
Colonna (operação de) (fr. opération de O colostro é progressivamente substituído pel
"
Colonna; ing. Colonna 's operation). Operação leite. (adj.: colostral.)
plástica para a correcção de Ulna luxação con- colotrombose, s. f. (fr. cholotrombose; ing. chi j

génita da anca ou de unla antiga fractura do lotrombosis). Ohstrução dos canalículos bilian'\
colo do fémur. (Colonna, Paul Crenshaw, cirur- distendidos por uma massa de bílis compacLl.
gião ortopédico americano, 1892-1966.) colp-, colpo-, pref. de origem grega que expt"l
colonoscopia (fr. colonoscopie). V. c%scopia. lne uma relação com a vagina. V. elitro-.
colopatia, s. f. (fr. c%pathie; ing. c%nupa- colpocelo, s. f. (fr. co/poce/e; ing. colpoce/c l .
thy). Qualquer afecção do cólon. (adj.: colopá- Descida da vagina que faz saliência na vulv;l.
tico.) Pode ser devida a cistocelo (culpocelo anteri()r l
colopexia, s. f. (fr. 1) collopexie, 2) cu/opexie; ou a rectocelo (colpocelu posterior). Sino de pn)
ing. 1) collopexya, 2) c%pexia). 1) Fixação lapso vaginal.
cirúrgica do colo do útero. V. cervicopexia. 2) colpocistite, s. f. (fr. colpocystite; ing. colpocy...
Fixação do cólon ao plano posterior retroperi- titis). Inflamação da vagina e da bexiga.

152
COMA DIABÉTICO

colpocistocelo, s. f. (fr. colpocystocide; ing. col- bem esticada ao nível suburetral, sustém a uretra
pocystocele). Prolapso da parede anterior da média.
vagina, na qual a bexiga faz hérnia.
colpocistoplastia, s. f. (fr. colpocystoplastie;
colpostenose, s. f. (fr. colposténose; ing. COI-I
postenosis). Aperto da vagina devido a cicatrizes,
ing. colpocystoplasty). Cirurgia plástica reali- aderências inflamatórias ou de origem atrófica.
zada na vagina e na bexiga. coluna vertebral (ou raquidiana), espinha
colpocitologia, s. f. (fr. colpocytologie; ing. (ou espinha dorsal) (fr. colonne vertébrale
colpocytology). Exame histológico das células ou rachidienne; ing. vertebral column, spinal
recolhidas nos esfregaços obtidos da vagina e column). Longa haste óssea, flexível, situada na
do colo do útero. Este processo é utilizado para parte posterior e mediana do tronco, desde a
o diagnóstico hormonal durante os ciclos mens- cabeça, que sustenta à bacia, que a suporta.
truais, para diagnóstico da vitalidade do ovo Envolve e protege a medula espinhal contida
durante a gravidez e para diagnóstico precoce no canal raquidiano. É constituída por 33 a 34
do cancro do colo do útero. V. Papanicolaou vértebras distribuídas por cinco grupos: a colu-
(teste de). na cervical (7 vértebras), a coluna dorsal (12
colpoclese, s. f. (fr. colpocléisis; ing. colpo- vértebras), a coluna lombar (5 vértebras), a co-
cleisis). Encerramento cirúrgico da vagina atra- luna sagrada (5 vértebras soldadas entre si), a
vés de avivamento e sutura das suas paredes, coluna coccígea ou cóccix (4 a 5 vértebras sol-
praticada em certos casos excepcionais de fís- dadas e atróficas). Sino de ráquis. V. raqui-
tula vesicovaginal incurável, para suprimir o diano, espinhal.
escoamento permanente da urina pela vagina. colúria (ou colalúria), S. f. (fr. cholurie ou
colpoperineoplastia, s. f. (fr. colpopéri- cholalurie; ing. choluria). Presença de sais
néoplastie; ing. colpoperineoplasty). Operação biliares na urina; é geralmente acompanhada
plástica praticada na vagina e no períneo, ge- por icterícia.
ralmente destinada a estreitar a vagina e o ori- colutório, S. m. (fr. collutoire; ing. collutory).
fício vulvar em caso de prolapso vaginal. Medicamento de consistência semilíquida des-
colpoperineorrafia, s. f. (fr. colpopérinéorra- tinado a ser aplicado nas gengivas ou nas pare-
phie; ing. colpoperineorraphy). Sutura das pa- des internas da cavidade bucal. V. gargarismo.
redes vaginais e do períneo, após rotura, ou para coma, S. m. (fr. e ing. coma). Estado patológico
corrigir um prolapso uterovaginal. caracterizado pela perda da consciência e pela
colpopexia, s. f. (fr. colpopéxie; ing. colpopexy). ausência de reacção aos estímulos externos (vi-
Fixação da vagina distendida a um músculo ou suais, auditivos, olfactivos, tácteis, etc.), con-
a um ligamento da parede abdominal. servando-se as funções respiratória e circula-
colpoplastia, s. f. (fr. colpoplastie; ing. colpo- tória que podem, contudo, estar reduzidas ou
plasty). Operação plástica destinada a corrigir com perturbações. Clinicamente avalia-se a pro-
a ausência congénita da vagina ou a reconstitui r fundidade do coma segundo uma escala nor-
um canal vaginal que foi deformado ou des- malizada, a escala de Glasgow. Por ordem cres-
truído. Sino de vaginoplastia. cente de intensidade distingue-se o coma vígil
colpoptose, S. f. (fr. colpoptose; ing. colpopto- (estádio I), o coma médio (estádio II), o coma
sis). Prolapso da vagina. carus ou completo (estádio III) e o coma irre-
colporrafia, S. f. (fr. colporraphie; ing. col- versível ou ultrapassado (estádio IV). (adj.: co-
porrhaphy). 1) Sutura das paredes da vagina, matoso.)
para corrigir uma laceração. 2) Diminuição do coma alcoólico (fr. coma alcoolique; ing.
diâmetro da vagina pela ressecção de uma par- alcoholic coma). Coma provocado por intoxi-
te da sua mucosa. cação alcoólica aguda (mais de 4 g a de álcool
colposcopia, s. f. (fr. colposcopie; ing. colpos- no sangue). Caracteriza-se por respiração rápi-
copy). Exame visual da vagina e do colo do úte- da e superficial, com taquicardia e tendência
ro por meio de um instrumento denominado para hipotensão. Sino de coma etílico.
colposcópio. (adj.: colposcópico.) coma carus (fr. coma carus, carus; ing. deani-
colpospasmo, s. m. (fr. colpospasme). Sino de mate coma). Coma profundo com abolição total
vaginismo. dos reflexos e, frequentemente, perturbações res-
colpossuspensão, s. f. (fr. colposuspension). piratórias e circulatórias graves. Corresponde ao
Operação para a incontinência urinária de es- estádio III da escala de Glasgow.
forço na mulher, que consiste em colocar, por coma diabético (fr. coma diabétique; ing.
via vaginal, uma prquena fita, a qual, uma vez diabetic coma). Coma que complica a diabetes

153
COMA ETíliCO

açucarada descompensada com acidose, cujos Os comedões localizam-se, preferencialmente, 11« I

sinais clínicos característicos são a respiração rosto e constituem uma das manifestações d.1
de Kussmaul e o odor acetónico do hálito. acne. Nome popular: ponto negro.
coma etílico (fr. coma éthylique). Sino de coma comicial (ou epiléptico), adj. (fr. comitial; iII)',
alcoólico. epileptic). Relativo à epilepsia. Ling.: do lati"l
coma hepático (fr. coma hépatique; ing. hepatic comitiales, relativo aos comícios: assembleia (li I
coma). Coma que complica a insuficiência he- reunião popular que era interrompida no Cl"( I

pática grave (cirrose, atrofia amarela aguda), de um dos participantes sofrer uma ataque dI
por afecção cerebral associada essencialmente epilepsia.
à acumulação de substâncias tóxicas (nomeada- cominutivo, adj. (fr. comminutif; ing. comnJl
mente amoníaco) no sangue. nuted). Diz-se de uma fractura em diversos fL1r,
coma hipoglicémico (fr. coma hypoglycé- mentos pequenos.
mique; ing. hypoglycemic coma). Perda do co- comissura, s. f. (fr. commissure; ing. comnl1
nhecimento acompanhada por transpiração ssura). 1) Ponto de junção de duas formaçúc',
abundante, espasmos musculares e convulsões, anatólnicas (comissura dos lábios, das pálp('
devido a descida excessiva da glicemia, na bras), por vezes na linha mediana, entre dOI\
maior parte das vezes consecutiva a uma injec- elementos pares e simétricos (comissura d,l
ção de insulina. vulva). 2) Ponto de cruzamento ou de pass;\
coma irreversível (ou coma ultrapassado) gem, na linha mediana, de feixes nervosos qlll '
(fr. coma dépassé; ing. irreversible coma). Coma unem as formações direita e esquerda do sist(,
muito profundo caracterizado pela abolição to- ma nervoso central (comissura inter-hemislr
tal das funções da vida de relação e pela aboli- rica). (adj.: comissural.)
ção igualmente total das funções de vida vege- comissura palpebral (fr. e ing. canthus). ÂI\
tativa (circulação, respiração, assimilação, se- guIo formado pela união da pálpebra superi(l'
creção, excreção, etc.), sendo a sobrevivência com a pálpebra inferior, em cada um dos extn'
somente assegurada por meios enérgicos de re- mos da fenda palpebral: comissura interna dl'
animação: respiração artificial, controlo da cir- lado nasal; comissura externa do lado da têlll
culação pela noradrenalina em perfusão intrave- para. Sino de canto do olho.
nosa permanente, etc. Por este facto, a vida de comissura posterior dos pequenos lábios
um doente em coma irreversível cessa logo que (fr. commissure postérieure des petits lévres; ing.
sejam suprimidos os meios de reanimação. posterior comissure of the labia). Prega cutânl',l
O traçado encefalográfico registado durante o formada pela reunião da extremidade postc
coma irreversível é, na maioria dos casos, pla- rior dos pequenos lábios da vulva. Sin.: fúrcu/'I ,
no, sem reactividade detectável. Corresponde comissuroplastia, s. f. (fr. commissuro-plastit·;
ao estádio IV da escala de Glasgow. ing. commissuroplasty). Reconstrução cirúrgi
coma urémico (fr. coma urémique; ing. uremic ca da comissura de um orifício cardíaco.
coma). Coma que constitui a principal compli- comissurotomia, s. f. (fr. commissurotomil';
cação do aumento muito acentuado da ureia ing. comissurotomy). Secção de uma comissuLl.
sanguínea (insuficiência renal), cujos sinais clí- Ex.: comissura das duas valvas mitrais, conlis
nicos característicos são: dispneia de Cheyne- sura labial, cOlnissura vulvar.
-Stokes, hipotermia, abolição dos reflexos, hi- comoção, s. f. (fr. commotion; ing. concussioll),
potensão e odor a urina do hálito. Violento abalo do organismo ou de uma da\
coma vígil (fr. coma vigile; ing. coma vigil). suas partes, provocado por um choque direct( I
Coma do qual é possível retirar o doente por ou indirecto que desencadeia uma série de per
meio de uma estimulação forte (ruído, belisca- turbações funcionais, sem lesão orgânica n1;1
dura), mas no qual o paciente volta imediata- nifesta. (adj.: comocional.)
mente a cair. Corresponde ao estádio I da esca- comoção cerebral. (fr. commotion cérébra/l';
la de Glasgow. ing. brain concussion, commotio cerebri). COII
comatoso (fr. c(nnateux; ing. comatose). 1) adj. junto de nlanifestações reversíveis, em geral in1l'
Relativo ao coma. 2) adj. e s. ln. Que se encon- diatas, dum traumatismo craniencefálico fech;\
tra em coma. do, perda de consciência ou obnubilação durall
comedão, s. m. (fr. comédon; ing. comedo). Pe- te segundos ou minutos, raramente mais de 1 hora,
quena saliência esbranquiçada em cujo centro combinada com sintomas de choque (perturb;l
há um ponto negro, formada por substâncias ções respiratórias e circulatórias), náuseas ('
gordurosas acumuladas numa glândula sebácea. vómitos, amnésia anterógrada e retrógra<..Lt,

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COMPLEXO QRS

alterações do EEG síncronas com a perturba- mente inactivo, o complemento ataca o anti-
ção da consciência, sem sintomas neurológicos
focais; nas semanas e meses seguintes podem
ocorrer cefaleias, perturbações vegetativas