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19 de Junho de 2006. Fortaleza, Ceará. Kid Júnior O perito Jorge Figueiredo: ‘‘a sociedade tende
19 de Junho de 2006. Fortaleza, Ceará. Kid Júnior O perito Jorge Figueiredo: ‘‘a sociedade tende

19 de Junho de 2006. Fortaleza, Ceará.

Kid Júnior

19 de Junho de 2006. Fortaleza, Ceará. Kid Júnior O perito Jorge Figueiredo: ‘‘a sociedade tende

O perito Jorge Figueiredo: ‘‘a sociedade tende a minimizar os crimes praticados na internet’’

UPGRADE LEGISLATIVO

Projetos de lei prevêem penas para crimes de informática

Segundo o perito em forense computacional Jorge Figueiredo, a sociedade tende a minimizar os crimes que acontecem no ambiente virtual, mas não há diferença entre eles e os que são cometidos no ambiente físico real. ‘‘Temos que desmistificar isso. O criminoso existe, o computador existe e os registros são físicos’’, diz.

Há muitos casos em que os usuários da internet cometem crimes sem mesmo saber que estão agindo contra a lei. Descobrir a senha de e-mail de outra pessoa e ter acesso ao conteúdo das mensagens sem autorização é um exemplo.

‘‘Inserir ou facilitar a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos ou capturar dados protegidos, nos sistemas informatizados ou bancos de dados públicos ou privados, ainda que por acesso remoto ou mediante uso de meios insidiosos, com o fim de causar dano ou obter vantagem indevida para si ou para outrem’’ pode vir a resultar em pena de reclusão de dois a 12 anos, além de multa. É o que defende o projeto de lei 6024, de 2005, de autoria do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que dispõe sobre os crimes informáticos. O projeto de Thame é um dos muitos que tramitam no Congresso Nacional na tentativa de atualizar a legislação diante das novas modalidades de crimes que surgiram por causa da internet. Num sinal de que as leis brasileiras precisam acompanhar a era da tecnologia, esse projeto se propõe a alterar Código Penal, que data de 1940.

Ainda de acordo com a proposição de Thame, os provedores de acesso e de conteúdo da internet devem ‘‘cadastrar os usuários e manter por cinco anos, à disposição dos órgãos públicos, os registros de acesso e navegação, vinculados aos respectivos endereços estáticos ou dinâmicos de IP (Internet Protocol) dos terminais utilizados’’. Essa é uma tentativa de tornar mais fácil o acesso aos rastros deixados por quem comete atos ilegais na internet.

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