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Livro nos Caldeiras e Torres de Resfriamento

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Operações Unitárias da Indústria Química

Equipamentos de Troca Térmica
Fornos, Fornos, Caldeiras e Torres de Resfriamento Volume 2

George de Souza Mustafa
Janeiro/2008 Salvador, Bahia

Operações Unitárias da Indústria Química
Equipamentos Equipamentos de Troca Térmica Fornos, Fornos, Caldeiras e Torres de Resfriamento Volume 2

Operações Unitárias da Indústria Química
Equipamentos de Troca Térmica Fornos, Fornos, Caldeiras e Torres de Resfriamento Volume 2

1ª Edição

George de Souza Mustafa
Professor de Engenharia Química Universidade Salvador - UNIFACS Salvador - Bahia 2008

Reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, ou partes do mesmo, sob qualquer forma ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia ou outros), sem a permissão expressa do autor.

PREFÁCIO
Este livro tem como principal objetivo apresentar, de forma introdutória, os principais equipamentos utilizados na indústria química para transferência de calor. O volume 1 deste livo é dedicado aos equipamentos de troca térmica por contato indireto: os trocadores de calor. Os equipamentos que operam na presença de chama, fornos e caldeiras, são tratados no volume 2. Este volume, estuda também as torres de resfriamento, equipamentos onde ocorrem transfências de massa e calor,

concomitantemente. No volume 2, são apresentados os princípios de funcionamento e detalhes construtivos dos principais tipos de fornos, caldeiras e torres de resfriamento. Os métodos de cálculo para dimensionamento destes equipamentos também são estudados neste volume.

SUMÁRIO
Pág. 1 - INTRODUÇÃO 2 - DEFINIÇÃO 3 - CLASSIFICAÇÃO DOS TROCADORES DE CALOR 4 - TROCADOR TUBO DUPLO OU BITUBULAR 5 - RESFRIADOR A AR (AIR COOLER) 6 - TROCADOR DE PLACAS 7 - PRÉ-AQUECEDOR DE AR TIPO LJUNGSTROM 8 - TROCADOR TIPO ESPIRAIS 9 - AQUECEDOR DE TANQUE 10 - TROCADOR BAIONETA 11 - TROCADOR PLATE-FIN 12 - TROCADOR DE SUPERFÍCIE RASPADA 13 - TROCADOR TIPO PAINÉIS 14 - TROCADOR DE TEFLON 15 - TROCADOR DE GRAFITE 16 - TROCADOR DE VIDRO 17 - TROCADOR DE CALOR CASCO-E-TUBOS 17.1 - Definição 17.2 - Nomenclatura dos componentes 17.3 - Tipos de trocadores de calor casco-e-tubos 17.4 - Feixe de tubos 17.5 - Arranjo das passagens do fluido pelo lado dos tubos 17.6 - Arranjo dos tubos no espelho 17.7 - Quebra-jato 17.8 - Tiras de selagem 17.9 - Codificação TEMA 17.10 -Materiais 17.11 –Aspectos operacionais 17.12 –Manutenção 18 - PROCESSOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR 1 4 5 7 8 11 15 17 18 19 19 22 23 24 24 25 26 26 27 28 29 34 36 37 38 38 44 45 48 53

Equipamentos de Troca Térmica

Trocadores de Calor

18.1 – Condução 18.2 – Convecção 18.3 – Radiação 19 - COEFICIENTE GLOBAL DE TROCA TÉRMICA 20 - DIFERENÇA DE TEMPERATURA 21 - TEMPERATURAS CALÓRICAS E DA PAREDE DO TUBO 21.1 – Temperatura calórica 21.2 – Temperatura da parede do tubo 22 - PERDA DE CARGA 23 - PROJETO DE TROCADOR BITUBULAR 24 - PROJETO DE TROCADOR DE CALOR CASCO-E-TUBOS 25 - REFERVEDORES 26 - CONDENSADOR 27 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS ANEXO 1 – Quadros e Figuras do Kern ANEXO 2 – Capítulo 14 do Timmerhaus: “Alternative Approaches to Heat Exchanger Performance” ANEXO 3 – Capítulo 14 do Timmerhaus: “Films Coefficients and Overall Coefficients for Various Heat-Transfer Situations” ANEXO 4 – Capítulo 14 do Timmerhaus: “Kern Method, Bell-Delaware Method and Wills-Johnston Method”

53 55 56 59 61 63 63 64 65 67 73 93 104 111 112 113 168 174 178

ii

Armazenamento de Matéria(s)-Prima(s) Ajustes das Condições Operacionais para a Reação Química Reação Química Ajustes das Condições Operacionais para a Separação Separação Ajustes das Condições Operacionais para o Armazenamento Armazenamento de Produto(s) . na produção de qualquer produto químico. cada etapa a ser utilizada. seja reações químicas ou modificações físicas. Estas etapas. INTRODUÇÃO No projeto de processos químicos.1. deve ser analisada individualmente. podem ser esquematizadas conforme o diagrama de bloco abaixo.

Após os ajustes. devem ser ajustada a pressão e temperatura ideais para o seu armazenamento seguro. Aplicações Aumento de pressão Redução de pressão até a pressão atmosférica Redução de pressão abaixo da pressão atmosférica Aumento da temperatura Equipamentos Bombas (líquidos) Compressores (gases) Válvulas Orifícios de restrição (OR) Bocais Ejetores Bombas de vácuo Trocadores de calor Fornos Caldeiras (geração de vapor) Elaborado por: George de Souza Mustafa 2 . Em geral. independentemente do material que está sendo processado. a(s) matéria(s)-prima(s) passa(m) através de vários equipamentos. composição e estado físico são ajustados para que sejam alcançadas as condições ótimas em que ocorrem as reações químicas. a mistura reacional proveniente do reator deve passar também através de vários equipamentos. Estes ajustes são necessários porque as condições operacionais do armazenamento e da reação química são diferentes. aquecimento. separação etc. ou seja.Equipamentos industriais e suas aplicações. antes de sofrer a separação. tais como: elevação ou redução da pressão. em todos os equipamentos utilizados antes e após o reator ocorrem apenas mudanças físicas no material. Na Tabela 1. temperatura. resfriamento ou refrigeração. na etapa da reação química. Como também as condições do armazenamento do(s) produto(s) são geralmente diferentes das condições da etapa de separação. em geral. os reagentes contidos na(s) matéria(s)-prima(s) são transformados em produto(s) na etapa seguinte. onde a pressão. uma mistura de produtos. Os efluentes do reator são. Entretanto. antes do(s) produto(s) ser(em) enviado(s) para a área de tancagem. mistura.1 . a composição e estado físico são ajustados para que sejam alcançadas as condições ideais em que ocorre a separação. a temperatura. onde a pressão. são apresentados os principais equipamentos industriais e suas aplicações nos processos químicos.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Antes de entrar(em) no reator.os reagentes não reagidos separados do(s) produto(s) são reciclados para o início do processo. contaminantes e reagentes não reagidos que devem ser separados em equipamentos apropriados para se obter o(s) produto(s) na pureza adequada para ser(em) colocado(s) no mercado . Tabela 1.

tipos.Equipamentos industriais e suas aplicações (continuação).1 . serão apresentados os conceitos.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Tabela 1. princípios de funcionamento. Aplicações Redução de temperatura até a temperatura ambiente Redução de temperatura abaixo da temperatura ambiente Acionamento primário de equipamentos rotativos Armazenamento Reação química Homogeneização da composição de mistura Separação de misturas homogêneas Separação de misturas heterogêneas Redução da granulometria Equipamentos Trocadores de calor Torres de quench Torres de resfriamento (água) Sistemas de refrigeração Turbinas Motores Vasos de pressão (acumuladores) Tanques atmosféricos Tanques pressurizados Esferas Bacias Reatores Misturadores em linha Vasos ou tanques com agitador Colunas de destilação Colunas de absorção Colunas de adsorção Colunas de extração Permeadores com membrana Vasos de “flash” Evaporadores Cristalizadores Decantadores Filtros Peneiras Centrífugadores Precipitadores eletrostáticos Clicones Moinhos Nos próximos capítulos. caldeiras e torres de resfriamento. Elaborado por: George de Souza Mustafa 3 . detalhes construtivos e cálculos utilizados para o projeto dos fornos.

C(s). Quando a nova arquitetura molecular contém menos energia que a original. ocorrendo. Refere-se. em temperatura e pressão ambientes. resultando em especial o desprendimento de calor. Na combustão do carbono mineral puro em presença de oxigênio puro podem ocorrer dois tipos de reação: 1º caso: combustão completa C(s) + O2(g) CO2(g) + 96. alterando as suas propriedades. no caso. definir a combustão como sendo a reação que se verifica entre um combustível e o oxigênio (geralmente. com formação de outros compostos. ou seja.400 cal/mol). Em todas as reações de combustão. O simples contato do carbono no estado sólido. O2(g). até mesmo na combustão de um elemento. no caso da combustão. COMBUSTÃO A combustão é uma reação química na qual o oxigênio toma parte. o contido no ar atmosférico) com intenso desprendimento de calor e luz. No processo de combustão. A energia desenvolvida na reação é denominada entalpia de reação que. Veja a reação que segue: C(s) + O2(g) CO2(g) + 96. torna-se necessária a presença do combustível em condições ideais. como será visto a seguir. chama-se entalpia de combustão.700 cal/mol . O oxigênio. Já o contato do carbono e oxigênio em temperaturas superiores a 400°C resulta na reação acima e o respectivo desprendimento de energia. resulta o desprendimento de energia. 2º caso: combustão incompleta C(s) + O2(g) CO(g) + 28. O termo ∆H varia de reação a reação. expressa em função de unidade de massa: cal/mol. alimentando a combustão. simultaneamente. Pode-se. com o oxigênio no estado gasoso. quer seja puro ou contido no ar atmosférico. que pode ocorrer sob estas formas: calor e luz. assim. um intenso desprendimento de energia. Para que se observe a combustão. Uma reação química consiste em modificações da arquitetura molecular de um elemento ou composto. nada resulta. a energia é liberada em forma de calor e luz. à cal/mol do produto em combustão. age como comburente. o ∆H apontado nas reações. o que é mais importante é a energia liberada.400 cal/mol Houve a formação de dióxido de carbono (CO2) e liberação de energia (96.2.400 cal/mol Esta reação somente pode ocorrer em condições ideais de temperatura e pressão.

800 2.800 cal/mol S(s) + O2(g) SO2(g). ∆H1 ≅ -8. ∆H3 ≅ -28.011 CO2(g).390 kcal/kg de carbono H2(g) + 1 2 O2(g) H2O(g).025 cal/g ∆ H1 = -8.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Houve a formação de monóxido de carbono (CO) e liberação de energia (28. Reações semelhantes podem ser observadas frente ao hidrogênio e ao enxofre. respectivamente.016 ou ∆H3 = . resultando na formação da água e do dióxido de enxofre (SO2).025 kcal/kg de carbono C(s) + 1 ∆H2 = ou ∆H2 = -2.940 32. ∆H2 ∆H3 = -57.212 cal/g Elaborado por: George de Souza Mustafa 2 .28.670 cal/g O2(g) -28.011 CO(g). teremos: C(s) + O2(g) ∆H1 = -96.066 SO2(g).400 12.212 kcal/kg de enxofre Combustão do Carbono -70. ∆H4 ≅ -2.940 cal/mol Assim.390 cal/g ∆H3 = -57. ∆H2 ≅ -2. H2(g) + 1 O2(g) 2 H2O(g).700 cal/mol).670 kcal/kg de hidrogênio S(s) + O2(g) ∆H4 = ou ∆H4 = -2.700 12. ∆H4 ∆H4 = -70.

390 kcal/kg. um consumo de energia de vaporização de água. então. torna-se necessária uma análise química dos gases de combustão e interpretação do resultado da análise frente à composição destes gases. Assim. uma combustão incompleta por falta de oxigênio. Uma combustão completa exige a transformação total do carbono em CO2. entra em combustão em presença do ar atmosférico. o efeito térmico será de: CO(g) + 1 2 O2(g) CO2(g). observa-se uma perda de 5. A combustão pode ser parcial. observa-se a formação de dióxido de carbono e liberação de energia térmica. a combustão se torna incompleta. Se quantidade de ar é insuficiente. mineral ou vegetal. ∆H6 ∆H6 ≅ -5. ocorrendo uma perda inevitável de 540 kcal/kg para se evaporar 1 kg de água.030 kcal. Ocorre. resultando então CO e CO2. C(s) + 1 O2(g) 2 CO(g). A quantidade de energia liberada durante a combustão completa de um quilo de carbono puro é de aproximadamente 8. ∆H5 O efeito térmico dessa reação. é de 2. reação (reação 4).640 kcal/kg do combustível. Se o monóxido de carbono formado entra em combustão para formar o dióxido de carbono. quando se refere ao carbono mineral puro. O resultado de uma combustão pode ser analisado frente aos gases resultantes da combustão.000 kcal. sem excesso de oxigênio. o que corresponde a aproximadamente 80% de seu efeito térmico. resultando o monóxido de carbono. Elaborado por: George de Souza Mustafa 3 . Para se verificar o resultado de uma combustão. Nos processos normais de combustão de hidrogênio em fornalhas. observa-se a formação de vapor d’água em suspensão na fumaça e. quando o carbono entra em combustão com formação de CO.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Quando o carbono.640 kcal/kg A combustão completa de 1 kg de carbono mineral puro resulta. no caso. Combustão do Hidrogênio A combustão do hidrogênio resulta na formação de H2O e liberação de calor. com isto. em ≅ 8.

∆H8 ∆H8 = . enxofre e oxigênio.302 10. o hidrogênio e todos os combustíveis que o contêm apresentam dois valores para a entalpia de combustão: • • Superior . pode-se ter para ambos os casos o poder calorífico do hidrogênio como segue: 2H2(g) + O2(g) 2H2O(liq).480 3.150 14. hidrogênio. Entalpia de combustão . ∆H7 ∆H7 = -34.quando se supõe que todo o vapor d’água se condensa e esfria até a temperatura ambiente. Essa quantidade é igual a aproximadamente 1/8 do teor de oxigênio. reação 5. o que é impraticável em condições industriais.390 5.995 Elaborado por: George de Souza Mustafa 4 .H2 a H2O (liq) H2 H2O (vap) 34. 160 kcal/kg de hidrogênio 2H2(g) + O2(g) 2 H2O(vap).890 61.S a SO2 34. Inferior .quando se supõe que a água é evaporada no ambiente de combustão.28.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Assim.995 Enxofre . é necessário subtrair do teor de hidrogênio a quantidade de oxigênio contido no combustível. o que realmente ocorre.452 CO a CO2 C a CO2 Hidrogênio . Recordando-se que a entalpia de vaporização da água à pressão de 1 atm. é 540 kcal/kg. além do carbono. No caso de um combustível sólido ou líquido que contenha.220 kcal/kg de enxofre.640 8.160 28. pois para todos os cálculos se supõe que na realidade se encontram combinados o hidrogênio e o oxigênio.030 4.(∆H) .de diversos combustíveis ∆ Componentes puros kcal/kg Btu/lb Carbono .C a CO 2.160 3.890 kcal/kg de hidrogênio Combustão do Enxofre A combustão do enxofre se observa com formação de SO2 e liberação de aproximadamente 2.

no caso entalpia de vaporização da água.837.3 P C I (Kcal/Kg) 28.quando se considera que todo vapor d’água formado pela combustão do hidrogênio contido no combustível é condensado e resfriando à temperatura ambiente. O quadro a seguir apresenta o poder calorífico de algumas substâncias: PODER CALORÍFICO DE H2 / CO / HIDROCARBONETOS SUBSTÂNCIA Hidrogênio Monóxido de Carbono Metano Etano Propano n-Butano P C S (Kcal/Kg) 33. A água formada pode permanecer no estado vapor ou se condensar no ambiente de combustão.265.030 + (O%-H%) .6 2.6 11.033. O poder calorífico dos combustíveis gasosos é expresso. baseada nas reações de combustão dos componentes puros: Poder calorífico (kcal/kg) = C% . 8.5 11.quando se considera que o vapor d’água não se condensa e todo produto resultante da combustão do hidrogênio permanece em estado de vapor.669.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Cálculo do Poder Calorífico de um Combustível Sólido ou Líquido O cálculo teórico do poder calorífico de um combustível sólido ou líquido pode ser efetuado pela expressão que se segue.932.953.6 11.399. Poder Calorífico Superior e Inferior A maioria dos combustíveis contêm hidrogênio e sua constituição.220 8 A expressão apresenta resultados satisfatórios.2 12. em kcal/m3 do gás.5°C.890 + S% · 2.6 11.414. dá. o vapor d’água. como resultado no processo de combustão. mas não reais. Considera-se.1 12. Resultam daí dois valores para o calor de combustão do combustível que contêm hidrogênio (veja combustão do hidrogênio): • Poder calorífico superior -. Em trabalhos técnicos geralmente se considera o poder calorífico inferior para maior precisão.887.7 13. Poder calorífico inferior -.2 10.349. 28. pois essas condições são mais reais.3 Elaborado por: George de Souza Mustafa 5 .079. normalmente. • Os resultados são bem diversos. medido à pressão de 760mm Hg e à temperatura de 15.

de gases nobres.714.839.998.594.021. determinado experimentalmente nas bombas calorimétricas.7 9. quer sejam da ASTM ou DIN.kcal/kg • QS = poder calorífico superior .271. geralmente.7 10.kcal/kg • W = kg de H2O formado por kg de combustível • 570 = fator .942.7 9. contendo Elaborado por: George de Souza Mustafa 6 .entalpia de vaporização da água.686.6 9.8 12. 2.7 10.6 10895.2 Determinacão do Poder Calorífico de Combustíveis A determinação do poder calorífico de combustíveis sólidos e líquidos é.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA n-Pentano Benzeno Tolueno Eteno Propeno Buteno-1 Acetileno Metilacetileno Etilacetileno 11.4. em menor proporção.930. Seu cálculo é: QI = QS .034.570W Onde.2 11.1 AR ATMOSFÉRICO A fonte normal de oxigênio para o processo de combustão é o ar atmosférico. • QI = poder calorífico inferior .692. feita com auxílio de calorímetros do tipo Parr. que é uma mistura de oxigênio e nitrogênio e.7 11.8 11.142. A determinação direta do poder calorífico inferior é difícil em equipamentos convencionais e o seu valor é obtido por cálculos a partir do poder calorífico superior. e seguem as mesmas normas.7 10.1 11.831.2 11.559.3 10. com as devidas correções de ordem prática.478.4 CONSUMO DE OXIGÊNIO NOS PROCESSOS DE COMBUSTÃO 2.3 11.3 11581.3 11.526.

4. 2.018 32.2 CONSUMO DE OXIGÊNIO NA COMBUSTÃO O cálculo do consumo de oxigênio num processo de combustão pode ser realizado de várias maneiras.944 44.94 0.H2 Outros gases Vapor d'água A proporção de cada um dos componentes é praticamente constante.2095 0.0004 0.0 1.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA também uma quantidade variável de vapor d’água.Composição do ar seco Composição Massa Molecular 28.O2 Argônio .0001 --variável Nitrogênio .Ar Dióxido de carbono . não tomam parte neles.0093 0.045 0.CO2 Hidrogênio .225 0. na Elaborado por: George de Souza Mustafa 7 . A variação da composição do ar seco. é devida à densidade dos componentes.7808 0.5 23. todas elas baseadas na equação de combustão. Tabela 3 . O nitrogênio e os gases nobres são inertes nos processos de combustão. quando considerado em volume e peso.000 39.01 2.016 --variável Em Volume % 78.004 0. ou melhor.99 0.N2 Oxigênio . observando-se acentuada variação apenas do vapor d’água.017 --variável Fração molar 0.01 --variável Em peso % 75.03 20.

isto é. No Brasil no entanto. não incluindo portanto os subprodutos denominados genericamente destilados (querosene. etc). uma vez que estes representam quase que a totalidade dos combustíveis utilizados para esse fim. Vejamos as reações de combustão que seguem: C + O2 C + 1 O2 2 H2 + 1 O2 2 S + O2 CH4 + 2O2 2C2H2 + 5O2 C2H4 + 3O2 2C2H6 + 7O2 2H2S + 3O2 CO2 CO H2O SO2 CO2 + 2H2O 4CO2 + 2H2O 4CO2 + 2H2O 4CO2 + 6H2O 2O2 + 2H2O 2. o termo "óleo combustível" é empregado apenas na designação de frações residuais.5 COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS E SUAS PROPRIEDADES Os combustíveis líquidos utilizados nos mais diversos processos de aquecimento industrial. pode-se calcular o consumo teórico de oxigênio para qualquer processo de combustão. diferentemente do que ocorre em diversos países que adotam o termo "fuel oil" de forma genérica. óleo diesel. com exceção daqueles utilizados em motores de Combustão interna. Elaborado por: George de Souza Mustafa 8 .UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA estequiometria das reações. poderiam ser chamados genericamente de óleos combustíveis. Com esse recurso. derivados do processo de refino de petróleo.

1 .2.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA A principal e mais tradicional fonte de combustíveis líquidos é o petróleo. como veremos mais adiante. ou produção de lamas constituídas de finas partículas de carvão ou betume dispersas em água. implica em maiores requisitos quanto ao aquecimento necessário ao manuseio. como decorrência da maior concentração de frações mais pesadas. Outros processos de obtenção como extração a partir de vegetais. são consideradas fontes alternativas que atualmente não tem utilização significativa comparável aos derivados de petróleo. com implicações também nos processos de nebulização.1. 2.2%) e oxigênio (0 . não sendo consideradas neste texto.5. 2. 2. combustão e emissão de poluentes.90%) e hidrogênio (10 -l4%). com pequenas quantidades de enxofre (0. sendo importantes na sua caracterização.5%). A utilização de um ou outro tipo é determinada por fatores econômicos e/ou ambientais.1 DENSIDADE Elaborado por: George de Souza Mustafa 9 .5. e são considerados impurezas indesejáveis. Compostos organo-metálicos podem estar presentes em pequenas proporções (da ordem de ppm). RASF) em diferentes proporções.5. O custo menor dos óleos mais viscosos. tanto nos processos de refino quanto nos processos de combustão nas frações mais pesadas (RESVAC. o que define também o custo final. nitrogênio (0.1 PETRÓLEO COMO FONTE DE COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS O petróleo é constituído essencialmente. podendo ser obtidos também a partir de carvão ou de xisto mediante processos de extração e/ou pirólise. constituindo-se principalmente de ferro. e definições quanto às aplicações mais apropriadas As propriedades descritas a seguir são consideradas as mais relevantes nos aspectos relativos ao manuseio e processos de nebulização. determinadas por diversos métodos e ensaios padronizados.2 . combustão e formação de poluentes. com efeitos nem sempre desprezíveis.2 PROPRIEDADES DOS COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS São várias as propriedades definidas para os combustíveis líquidos.7%). de uma mistura de hidrocarbonetos onde os elementos preponderantes são o carbono (85 . níquel e vanádio.

Poder calorífico versus densidade e relação C/H de óleos Elaborado por: George de Souza Mustafa 10 . A Figura 1 ilustra tal comportamento.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Densidade é definida como a massa contida em uma unidade de volume. apresentando comportamento semelhante em relação ao poder calorífico. Embora o termo densidade relativa seja o mais correto.1 densidade (15ºC) Para os hidrocarbonetos líquidos o valor da densidade é geralmente tanto maior quanto maior a relação carbono/hidrogênio.5 (1) Figura 1 .131. é ainda comum utilizar para petróleo e seus derivados a densidade expressa em ºAPI (American Petroleum lnstitute) definido como: ºAPI = 145. indicando também a influencia do teor de enxofre. Freqüentemente utiliza-se o conceito de densidade relativa que é definida como a relação entre a densidade do fluido e a da água na mesma temperatura. .

35/t 0. e a conversão de tempo t em segundos para stokes poder ser feita através das expressões da Tabela 4. sendo expressa no sistema CGS em cm2/s denominada stokes. por uma distância de l cm no um intervalo de tempo de l segundo. como veremos mais adiante. Freqüentemente utiliza-se as denominações centipoise (10-2 poise) e centistokes (10-2 stokes) como unidades de viscosidades dinâmica e cinemática respectivamente.1. assumindo portanto relevância no manuseio dos combustíveis líquidos (armazenamento.84/t FAIXA DE TEMPO 32 < t < 100 t < 100 SSF (Standart Saybolt Furol) 25 < t < 40 Elaborado por: George de Souza Mustafa 11 .00226 t .5.1. bombeamento) afetando também significativamente o processo de nebulização.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 2.2.95/t 0. A viscosidade absoluta ou dinâmica é expressa no sistema CGS em g/cm.00220 t . A viscosidade absoluta é definida como a força em dinas necessária para mover um plano de lcm2 a uma distância de l cm. cujo valor está associado ao tempo de escoamento de um determinado volume de líquido através de um orifício calibrado.s denominada poise. Define-se viscosidade cinemática como sendo a relação entre a viscosidade dinâmica e a densidade. Tabela 4 .0224 t .Conversão de escalas de viscosidade ESCALA DE VISCOSIDADE SSU (Standart Saybolt Universal) VISCOSIDADE CINEMÁTICA (STOKES) 0.2 VISCOSIDADE A viscosidade é uma medida da resistência ao escoamento de um fluido.1. Existem várias escalas de viscosidade que se diferenciam no procedimento de medição e nas dimensões dos orifícios. Os viscosímetros comumente utilizados determinam a viscosidade cinemática. de um outro plano de mesma área.

Com a expressão (2).0.0216 t .logT Onde: v : viscosidade cinemática (centistokes).00247 t .74/t Para óleos combustíveis utiliza-se geralmente as escalas SSU e SSF.20/t 0. (2). Elaborado por: George de Souza Mustafa 12 . que ao se decomporem formam depósitos de material carbonáceo no interior do bulbo.2. 2.00147 t .UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA t > 40 Redwood Redwood Almirantado Engler *t = tempo em segundos 34 < t < 100 t > 100 0.3.50/t 0. em bulbo de vidro parcialmente fechado. sob condições específicas estabelecidas pelos métodos. Durante o aquecimento ocorrem fenômenos de evaporarão das frações mais leves. T : temperatura absoluta em graus Rankine (R = l. (2) a.027 t . permite determinar aproximadamente a lei de variação da viscosidade com a temperatura de uma mistura de hidrocarbonetos líquidos.79/t 0.5. é possível determinar os valores das constantes a e b e obter-se a expressão que permite estimar o valor da viscosidade do óleo numa larga faixa de temperaturas.3 RESÍDUO DE CARBONO O resíduo de carbono.60/t 0. A equação de Walther. expresso em porcentagem em peso é uma medida da quantidade de material sólido remanescente quando o líquido e aquecido.0026 t .0. log(log v) = a+b. e conhecendo-se dois valores de viscosidade em diferentes temperaturas. sendo a segunda mais empregada para óleos de viscosidades mais elevadas A viscosidade de óleos combustíveis varia significativamente com a temperatura.1. com comportamento não linear. b : constantes características de um determinado óleo. e pirólise das frações de maior peso molecular.8 K).

sendo este último o mais usual para óleos combustíveis residuais. uma vez que os asfaltemos contém parcela considerável do nitrogênio "combustível". Estas estruturas são pouco miscíveis no óleo. Os óleos de base naftênica geralmente apresentam valores mais elevados de resíduo de carbono do que os de base parafínica. está associado à formação de NOx.5 CINZAS Os combustíveis líquidos destilados com com quantidades desprezíveis de cinzas. 2. O teor de asfaltemos assim como o resíduo de carbono indicam tendências à formação de material particulado. 2.4 ASFALTENOS Asfaltenos são grandes estruturas de hidrocarbonetos aromáticos condensados com ramificações de cadeias parafínicas na periferia. por exemplo. que se incorporam às frações mais pesadas durante o processo de refino. nitrogênio e vanádio na sua composição.5.5.2.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Os métodos mais utilizados são os denominados Ramsbottom e Conradson. O teor de asfaltenos é expresso como uma ação em massa expressa em porcentagem. 2. cuja determinação é feita mediante precipitação pela adição de um solvente não polar ao óleo combustível.2. Os valores obtidos nos ensaios indicam tendências de formação de resíduos sólidos quando os óleos são submetidos a elevadas temperaturas. O teor de asfaltenos.5. adicionalmente. dependendo do tipo isto é. contendo também átomos de enxofre. permanecendo em suspensão.2. Em geral o resíduo de carbono é tanto mais alto quanto maior a viscosidade do óleo.1%. enquanto que nos combustíveis residuais estes teores podem atingir valores da ordem de 0. decorrência da presença dos constituintes organo- metálicos e de sais inorgânicos solúveis como cloreto de sódio proveniente do petróleo.6 CINZA NO COMBUSTÍVEL Elaborado por: George de Souza Mustafa 13 . em processos de combustão.

As propriedades de interesse. destilação. filtragem. etc.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Cinzas são resíduos da combustão. As impurezas do tipo b e c podem ser separadas (ou retiradas em parte) por processos físicos. presentes na estrutura molecular do combustível. devido à sua própria formação. agregados ao combustível sólido ou misturados no combustível líquido (sedimentos). por exemplo: a) impurezas. flotação. decantação gravitacional ou centrífuga. Elaborado por: George de Souza Mustafa 14 . As cinzas formadas na combustão são elutriadas (cinzas voláteis) e/ou depositadas em geral nos cinzeiros. A cinza no combustível pode ter diversas origens. A composição química das cinzas permite avaliar o seu comportamento quanto aos seguintes aspectos: • Ataque de refratários O ataque químico das cinzas aos refratários pode ser evitado ao escolher refratários com comportamento químico semelhante ao das cinzas. tais como lavagem. são composição química e fusibilidade da cinza. areia. c) fragmentos do solo misturados com o combustível na mineração e/ou manuseio. Como a combustão se processa a elevada temperatura. pirita. sais. b) fragmentos de argila. Os óxidos presentes nas cinzas apresentam as seguintes tendências: os óxidos de elementos metálicos são básicos. etc. regularmente determinadas em análises laboratoriais. como elementos metálicos e semi-metais ou metalóides. compostas por óxidos que se apresentam normalmente no estado sólido à temperatura ambiente. é necessário o conhecimento do comportamento das cinzas nessas condições para evitar inconvenientes provocados por operações inadequadas e orientar a escolha dos materiais refratários com características compatíveis com as condições existentes no interior da câmara de combustão.

2. excepcionalmente. Os materiais refratários que entram em contato com as cinzas devem ter baixa porosidade. pois uma boa parte dos mesmos se volatiliza durante a combustão. ou a fusão da cinza "slagging". propiciando corrosão e redução da taxa de transferência de calor nestas superfícies.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA - os óxidos de semi-metais são geralmente ácidos. que geralmente inviabilizam a continuidade do processo ou reduzem a eficiência da troca de calor rio equipamento. • O amolecimento e fusão das cinzas O ensaio de fusibilidade determina as temperaturas inicial e final de amolecimento da cinza. Os processos de combustão com temperaturas superiores ao ponto de amolecimento da cinza podem propiciar a aglomeração de material particulado denominado "sinter". zircônio e titânio.5. devido à formação de eutéticos. com sensível abaixamento da temperatura de amolecimento em relação à atmosfera gasosa oxidante. • Sublimação de compostos Os óxidos alcalinos Na2O e K2O. diferem dos demais óxidos.7 ÁGUA E SEDIMENTOS Elaborado por: George de Souza Mustafa 15 . As cinzas compostas por óxidos só básicos ou só ácidos apresentam temperaturas de amolecimento superiores às cinzas obtidas com a mistura dos mesmos óxidos básicos com ácidos. pois as cinzas alojadas nos poros ao se dilatarem provocam rachaduras nas superfícies dos mesmos. tais como óxidos de silício. Observa-se uma influência acentuada do óxido de ferro na fusibilidade da cinza em atmosfera gasosa redutora.2. alguns óxidos são neutros. como o óxido de alumínio. ao condensar-se nas superfícies mais frias do equipamento aglutinam as cinzas voláteis. e condensa-se em temperaturas em torno de 760ºC.

A não ser em casos excepcionais. O teor de água em combustíveis sólidos pode ser reduzido por decantação. O vapor de água em combustíveis gasosos pode ser eliminado pela condensação. dependendo da situação. mais favoráveis serão as condições para a estabilidade da chama.5. sob condições do método de determinação. sob a ação de uma chama escorvadora.8 POINT) PONTO DE FULGOR (FLASH POINT)/PONTO DE IGNIÇÃO (FIRE- Ponto de fulgor é a temperatura a qual um líquido inflamável deve ser aquecido. sendo separados desta por decantação. a água presente no combustível é inconveniente. filtragem ou secagem. geralmente são imiscíveis com a água. l % de água e sedimentos. Considerando a definição dada. 2. Elaborado por: George de Souza Mustafa 16 . através do resfriamento e/ou pressurização do gás. para produzir suficiente vapor e formar com o ar uma mistura capaz de inflamar transitoriamente sob a ação de uma chama escorvadora. As frações residuais por sua vez não podem reter em suspensão quantidades superiores a 2% segundo especificação.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Tal como em relação as cinzas as frações destiladas contém quantidades de até 0.2. nem tampouco aquecido em recipiente aberto.equipamento a ser aquecido. Ponto de ignição é a temperatura na qual. pois traz como decorrências: dificuldade de ignição. abaixamento das temperaturas ao longo da chama e da eficiência de transferência de calor ao . se estabelece a ignição e a combustão continuada sobre a superfície do líquido. Os combustíveis líquidos. a essas temperaturas Quanto ao processo de combustão pode-se prever que quanto menor a temperatura de ignição do líquido. depreende-se que um combustível liquido não pode ser armazenado a temperatura igual ou superior a de fulgor. portanto é conveniente a redução do seu teor. derivados de petróleo.

sob a ação da tensão superficial. torna-se instável rompendo-se em gotas e placas. 6 NEBULIZAÇÃO DO COMBUSTÍVEL O propósito principal do processo de nebulização do combustível é a divisão do líquido em gotas de menor tamanho possível. e estima-se que l ml de líquido pode dividir-se em cerca de 10. sendo que estas últimas. Estes fenômenos ocorrem durante frações de segundo.000. a medida que a película se expande provoca a desintegração da mesma formando ligamentos. gerando um fino "spray". o processo de nebulização ocorre quando se obtém à saída do bocal através do qual o líquido é injetado. fornos. Para Isso utilizamse diferentes princípios e dispositivos desenvolvidos e aplicados aos diferentes combustíveis (querosene. A Figura 2 ilustra o processo de formação de um spray ideal obtido a partir de um jato de água plano escoando em regime laminar. que sob à ação da tensão superficial. uma película fina de espessura da ordem de 5µm.) e equipamentos (caldeiras. 2.1 MECANISMO DE FORMAÇÃO DE SPRAYS Seja qual for o princípio ou dispositivo utilizado. óleo combustível. etc.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 2. diesel.9 PONTO DE FLUIDEZ (POUR POINT) Ponto de fluidez é a mais baixa temperatura na qual o líquido ainda flui nas condições normais estabelecidas pelo método de determinação.000 de gotas.6.5. Estes ligamentos tornam-se instáveis rompendo-se em segmentos. adquirem também a forma de gotas aproximadamente esféricas.2. assumem a forma esférica Elaborado por: George de Souza Mustafa 17 . estufas. etc. Esta película logo em seguida.) onde são empregados. logo após o líquido deixar o bocal. Observa-se que na expansão da película ocorrem oscilações na superfície que.

• devido à perfuração da película causada pela oscilação de pressão do meio ambiente onde está se desenvolvendo. que rompem-se formando plaquetas que em seguida assumem a forma esférica. que age a partir do momento em que este deixa o bico.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Figura 2 .Fotografia de um spray plano de água em regime laminar A Figura 3 mostra um dos modelos físicos considerado na modelagem dos mecanismos de desintegração da película. Elaborado por: George de Souza Mustafa 18 . • desintegração do jato causado por cisalhamento na interface líquido gás. A desintegração da película à saída do bico injetor ocorre devido aos seguintes mecanismos • devido às forças de contração exercidas pela tensão superficial que se opõe à expansão da película. • devido ao dobramento da película em finas camadas.

é que elas se aplicam somente para os casos semelhantes àquele experimental a partir do qual foram determinadas.Modelo físico idealizado do mecanismo de desintegração de um jato plano As gotas que constituem "spray" real. onde pode-se observar comportamentos distintos no que se refere à distancia do bocal onde se dá a desintegração da película. bem como à coalescência de gotas. ao movimento turbulento originado no interior do "spray". Figura 4 – Nebulização de glicerina em bocal de nebulização por pressão de líquido Elaborado por: George de Souza Mustafa 19 .UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Figura 3 . estão sujeitas a desintegrações devido a colisões entre si. A restrição à utilização destas expressões empíricas. No entanto a análise apresentada a seguir permite verificar os efeitos dos vários fatores que intervêm no processo de nebulização. A Figura 4 ilustra o aspecto de dois "sprays" reais. na sua trajetória até entrarem em combustão. à fricção. à ação da própria tensão superficial.

A utilização de um ou outro processo para nebulização do combustível depende das características físicas do líquido. das disponibilidades de energia e de fluidos auxiliares. não merecendo maior atenção neste momento.2. vibrações não serão tratados aqui. ultrasom. Os "sprays' de formato cônica são Elaborado por: George de Souza Mustafa 20 . A formação e desintegração da película à saída do bocal. As aplicações de cada tipo serão discutidas em tópico específico mais adiante. choque de jatos. e são divididos em três princípios fundamentais. das propriedades físicas do líquido (viscosidade. que serão apresentados mais adiante. tensão superficial) e da pressão do meio em que está sendo injetado. 20 a 60 kgf/cm2 em alguns casos mais elevadas.6. de vapor e ar comprimido). devendo-se levar em conta muitas vezes critérios econômicos (custo de energia elétrica. bem como do equipamento onde está acoplado o queimador.1 NEBULIZAÇÃO POR PRESSÃO DE LÍQUIDO A película à saída do bocal neste caso é obtida mediante a injeção do líquido sob pressões relativamente elevadas.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 2.2 PRINCÍPIOS DE NEBULIZAÇÃO Os vários princípios e dispositivos de nebulização utilizados industrialmente. depende essencialmente dos seguintes fatores: das características geométricas do bico injetor. através de bocais de pequenas dimensões. da pressão de injeção do líquido. 2. quando os orifícios por onde o líquido é injetado são rasgos. e portanto a altas velocidades. porque ainda não tem utilização industrial significativa. Outros princípios e dispositivos existentes alternativos a estes como.6. mecânica com copo rotativo. geralmente são classificados segundo a fonte de energia utilizada para a injeção do líquido através do bocal. quais sejam: pressão de fluido: com fluido auxiliar ou pneumática (ar ou vapor). Podem ser obtidos sprays de formatos planos em forma de um leque. Existem dispositivos mistos que utilizam mais de um princípio.

UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA obtidos quando os orifícios de descarga são anulares. ou oco quando existe uma câmara de rotação a montante do orifício.Aspecto visual de "spray" com nebulização líquido em diferentes condições de operação Elaborado por: George de Souza Mustafa 21 . A Figura 5 mostra a influência da pressão de injeção e da viscosidade no aspecto visual do spray de um determinado bocal de nebulização por pressão de líquido. Figura 5 . Neste caso o cone pode ser (simples orifício).

2.Bocal nebulizador com fluido auxiliar tipo câmara de mistura Figura 7 . 7 e 8 e outros em que esta mistura é feita logo à saída do líquido do bico injetor de combustível.Bocal nebulizador com fluido auxiliar tipo 'Y-JET" Elaborado por: George de Souza Mustafa 22 . Existem bocais em que a mistura líquido-fluido auxiliar é feita ainda no interior do bico. ainda no interior do próprio bocal.6. iniciando-se. como é o caso dos bocais tipo câmara de mistura e "Y-Jet" das Figuras 6. Neste tipo de nebulização os mecanismos descritos anteriormente para a desintegração da película são desencadeados pelo fluido auxiliar.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 2.2 NEBULIZAÇÃO COM FLUIDO AUXILIAR OU PNEUMÁTICO Na nebulização com fluido auxiliar ou pneumática a injeção do combustível é feita com pressões relativamente mais baixas. em muitos casos. Figura 6 . com auxílio de um fluido gasoso (ar ou vapor) que transfere quantidade de movimento ao líquido que está sendo nebulizado.

UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Figura 8 – Modelo de bocal do tipo “Y-Jet” ATOMIZING FLUID (COMPRESSED AIR OR STEAM) LIQUID FUEL SMALL DROPS RECIRCULATING AIR JET EXPANDING FUEL FORMS AN ANNULAR SHEET AROUND ATOMIZING FLUID FUEL DROPLETS IN AIR STREAM FORMED BY SHEARING AT AIR / LIQUID INTERFACE DROPLETES ARE PULLED BACK IN THIS REGION BY THE RECIRCULATING ATOMIZING FLUID STREAM. TO FORM LARGER DROPS WHICJ ARE THEN EJECTED WAVE DEFORMATION OF FUEL SHEET WITH PERFORATIONS SMALL DROPS FORMED AT THE CREST OS WAVES APPROX 5 NOZZLE DIAMETERS LIGAMENTS FORMED SMALL DROPS FORMED AT THE CREST OF LIGAMENTS APPROX 40 NOZZLE DIAMETERS LARGER DROPS FORMED BY THE BREAK UP OF LIGAMENTS Figura 9 .Bocal combinado câmara de rotação .câmara de mistura Elaborado por: George de Souza Mustafa 23 .

6.3 EFEITOS DAS VARIÁVEIS DE PROCESSO NO COMPORTAMENTO DE CHAMAS DE LÍQUIDOS O queimador é um dispositivo que tem a função de subdividir o combustível em gotas de menor diâmetro possível e introduzir esta névoa de pequenas partículas adequadamente no interior da câmara de combustão.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Figura 10 . A película se forma na parede interna.3 NEBULIZAÇÃO COM COPO ROTATIVO Na nebulização com copo rotativo o líquido é depositado nas paredes internas de um copo na forma de um tronco de cone. 2.Bocal combinado câmara de rotação " F-Jet" 2.6. Elaborado por: George de Souza Mustafa 24 . Os fenômenos de ignição e combustão desta névoa são precedidos da evaporação na superfície das gotas e da mistura destes vapores com o ar de combustão. na borda da qual descola-se sob a ação da força centrífuga A desintegração desta película inicia-se logo à saída da borda do copo sob a ação de um jato de ar introduzido a alta velocidade pela superfície externa do copo giratório. como visto no modelo de combustão de gota apresentado na figura 11.2. mediante a rotação do copo.

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Figura 11 – Representação do mecanismo de combustão de uma gota

Estes fenômenos, como verificado anteriormente, estão estritamente condicionados aos processos de transmissão de calor, de transporte de massa entre as gotas e o meio circundante a elas, além de outros processos citados que ocorrem simultaneamente (polimerização, craqueamento, destilação fracionada, etc.). Estes fenômenos determinam o comportamento das chamas de líquidos. e estes por sua vez são afetados pelas diversas variáveis de processo quais sejam: • • • • • características do combustível; qualidade do processo de nebulização; rotação do fluxo de ar; temperatura do ar de combustão; temperatura interna da câmara de combustão.

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2.6.3.1

INFLUÊNCIA DAS CARACTERÍSTICAS DO COMBUSTÍVEL

No processo de combustão ao nível das gotas as características do líquido mais importantes são aquelas que interferem no processo de evaporação na superfície da gota. Comparando-se os combustíveis residuais com os destilados verifica-se que pelo fato de se constituírem de frações mais pesadas, as temperaturas de ebulição são mais altas, o que contribui para reduzir significativamente os ritmos de evaporação. Como decorrência desta redução verifica-se um aumento da distância do bico nebulizador até o ponto onde ocorre a ignição da mistura em torno da gota. Neste sentido a adição de destilados leves, na faixa do óleo diesel, aos combustíveis residuais contribui não só na melhoria da qualidade de nebulização, devido a redução na viscosidade, como também na evaporação, antecipando portanto a ignição para uma região mais próxima do bico nebulizador. O teor mais alto de frações pesadas, isto é, compostos com relação C/H elevadas nos combustíveis residuais em relação aos destilados leves, propicia também maior conteúdo de material remanescente da gota com altas relações carbono/hidrogênio ao final do processo de evaporação. Estas partículas estarão então, a partir daí sujeitas às reações de oxidação na superfície, exigindo portanto maior teor de oxigênio na região final da chama. Esta é uma das características dos combustíveis mais pesados que explica a necessidade de, geralmente se operar com excessos de ar mais altos quando comparados aos combustíveis mais leves nas mesmas condições. O maior teor de frações mais pesadas nos óleos residuais, implica também num maior teor de fuligem quando comparado aos óleos destilados, o que contribui para aumentar as trocas de calor por radiação com o meio envolvente. Quanto ao poder calorífico do combustível, pode-se dizer que quanto mais elevado, mais intensos serão os ritmos de evaporação da gota.

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2.6.3.2

INFLUÊNCIA DA QUALIDADE DO PROCESSO DE NEBULIZAÇÃO

Considerando o processo de evaporação na superfície das gotas, verifica-se que, quanto maior o diâmetro da gota, maior será a extensão da área exposta do líquido, e como conseqüência mais intenso será este processo. Quanto maior for o diâmetro da gota maior será o comprimento visível da chama, e maior o diâmetro da partícula residual ao final da região visível da chama. Desta forma aumentam as possibilidades destas partículas residuais tornarem-se compostos de alta relação C/H não convertidos que se juntarão às partículas de fuligem. Consequentemente, para se obter as mesmas concentrações de partículas não convertidas e de fuligem nos gases de combustão, o excesso de ar deve ser crescente com o diâmetro das gotas. Por este motivo é importante diminuir o diâmetro da gota, bem como garantir uma distribuição de tamanho de gotas adequada, atuando nos parâmetros que influem na qualidade da nebulização.

2.6.3.3 INFLUÊNCIA DA ROTAÇÃO DO FLUXO DE AR Com objetivo de intensificar os ritmos de evaporação das gotas logo à saída do bico nebulizador, e aproximar a região onde se dá a ignição do bocal nebulizador, utiliza-se geralmente o recurso de introduzir o ar de combustão de modo a gerar intensa circulação do ar e de gases de combustão na região frontal do bocal. A introdução do ar de combustão com componentes tangenciais de velocidade, aumenta a vazão de gases quentes recirculados para o centro da parte inicial do jato⋅ Além disso, esse procedimento muitas vezes auxilia também na desintegração da película no processo de. nebulização.

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UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Figura 12 . consequentemente.Alguns tipos de turbuladores reguláveis 2.5 INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA DO AR DE COMBUSTÃO A utilização de ar de combustão preaquecido.6. Por exemplo. operando com a mesma potência. intensifica os ritmos de evaporação da gota. o mesmo queimador.6.4 INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA DA CÂMARA DE COMBUSTÃO O aumento da temperatura do meio que circunda a chama aumenta os ritmos de evaporação das gotas e. 2. Analogamente às variáveis anteriores. apresenta chama mais longa do que operando numa fornalha revestida de refratários.3. o comprimento da chama será tanto maior quanto menor for a temperatura da câmara de combustão. além de contribuir com uma carga térmica adicional que implica na redução do consumo de combustível. aproxima por este motivo a Elaborado por: George de Souza Mustafa 28 .3. combustível e demais parâmetros numa fornalha de tubos d'água.

ou pelo aproveitamento de outra fonte de aquecimento qualquer - Os níveis de temperatura de preaquecimento estão condicionados às características particulares dos componentes do sistema de combustão: queimadores.3. seja pela recuperação de calor do próprio equipamento onde está acoplado o queimador. Esta medida também pode ser considerada nos casos onde haja a possibilidade de redução do consumo de combustível. válvulas.6 IMPLICAÇÕES DO PREAQUECIMENTO DO AR O uso de ar preaquecido. aproxima o pico de temperatura do bocal do queimador. ventiladores. reduzindo consequentemente o comprimento da chama.Queimador com ar preaquecido. 2.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA região onde se dá a ignição do bocal nebulizador . A Figura 13 mostra um queimador de óleo combustível com nebulização a ar de média pressão. O recurso de preaquecer o ar de combustão deve ser considerado quando se necessita atuar sobre qualquer destas variáveis. As restrições à operação em temperaturas elevadas são relativas Elaborado por: George de Souza Mustafa 29 . Figura 13 . além de diminuir a distancia de ignição. além de aumentar a temperatura máxima da chama. A necessidade de preaquecimento do ar pode ser determinada pela natureza do combustível utilizado (temperatura de ebulição) ou ainda para aumentar a capacidade do equipamento. tubulações. etc.6. onde o ar secundário é preaquecido com temperaturas que podem variar de 500 a 700ºC.

Quanto às limitações impostas pelos materiais utilizados pode-se dizer que no caso de aços de baixos teores de carbono. Entretanto nos casos de adoção desta medida nos sistemas já instalados.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA aos materiais empregados na sua construção e ao desempenho destes quando operando nestas condições. a redução de consumo advinda da utilização de ar preaquecido deve compensar esta redução de capacidade. as implicações no seu desempenho devido ao preaquecimento do ar de combustão. em função das menores vazões mássicas com a redução do peso específico do ar. Nos queimadores: As implicações do preaquecimento do ar de combustão dependem essencialmente do tipo de queimador considerado. para cada componente em particular. Nos casos de equipamentos que operam próximos das capacidades máximas. No caso de novas instalações necessariamente estes aspectos estão presentes na elaboração do projeto. como no caso de lanças ou porta-bicos em queimadores de Elaborado por: George de Souza Mustafa 30 . provocando o fenômeno denominado grafitização. Nos queimadores. deixando o material quebradiço. A seguir são apresentadas. Assim sendo é razoável que se considere de 300 a 350ºC como temperatura limite quando se empregar estes materiais na construção dos componentes metálicos. que as capacidades máximas destes serão reduzidas. Em temperaturas superiores a 530ºC em contato com ar ocorre intensa oxidação superficial. A exposição prolongada em temperaturas superiores a 440ºC pode causar a precipitação de carbono. Para temperaturas mais elevadas dever-se-á considerar o revestimento com materiais refratários e aços com composições diferentes que permitam trabalhar em temperaturas mais elevadas. entretanto pode-se dizer de um modo geral para todos os tipos. material mais comumente empregado. em temperaturas da ordem de 370ºC inicia-se o processo de fluência (creep) e a partir de 400ºC redução significativa na resistência mecânica. onde o tubo de alimentação de óleo tem grande área de contato com o ar de combustão. deve ser previamente estudada à luz das implicações que pode vir a ter em cada um dos seus componentes.

gás combustível ou ambos simultaneamente. Os queimadores são os acessórios das caldeiras e dos fornos onde se efetua a queima do combustível necessário ao aquecimento da carga. De nebulização com fluído auxiliar. podem queimar óleo combustível. A virola consta de uma metálica que possui tantas aberturas quanto sejam os orifícios do bloco refratário por ela envolvido (figura 14). ocorrendo a coqueificação e formação de sólidos de difícil remoção. Elaborado por: George de Souza Mustafa 31 . deve-se procurar evitar o sobre-aquecimento do óleo acima de 120 a l30ºC. Existem tipos que utilizam mais de um princípio como é o do "Swirl burner". Na parte inferior do mesmo. As partes principais de um queimador são o bloco refratário e o maçarico.7 QUEIMADORES E SUAS APLICAÇÕES Os vários tipos de queimadores industriais utilizados na combustão de líquidos são distinguidos geralmente pelo princípio e os meios utilizados na nebulização do combustível. De emulsão ar-óleo. Bloco Refratário: É um conjunto de tijolos isolantes. com aspiração natural do ar. Os queimadores comumente usados em refinaria ou petroquímica são do tipo combinado. sob pena de se provocar a volatilização das frações mais leves. situam-se as entradas de ar secundário.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA nebulização por pressão de óleo e com fluido auxiliar (ar ou vapor). e são classificados da seguinte forma: • • • • De nebulização por pressão de óleo. de forma circular. no interior do qual a chama do maçarico se projeta para a câmara de combustão. isto é. (virolas). 2. Essa cinta pode ser deslocada de forma que seja controlada a admissão de ar secundário na medida das necessidades. De copo rotativo. que são usadas para o ajuste de queima e controle do comprimento da chama.

devido ao seu formato (bocal). Normalmente a entrada de ar primário. trabalha completamente aberta quando óleo combustível estiver sendo queimado. que pode ser regulada como se deseja. Elaborado por: George de Souza Mustafa 32 .UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Uma menor porção de ar para a combustão passa através do queimador e é chamado de ar primário. FIGURA 14 O bloco refratário possui as seguintes finalidades: a) Proporcionar uma mistura mais homogênea entre o ar e o combustível.

Atualmente esse tipo de maçarico é utilizado com pouca freqüência. por ser simples e ter maior precisão na ajustagem da quantidade de ar. concorrendo assim para a ignição e combustão da mesma. estão dispostos simetricamente em relação ao eixo do queimador. A seguir. Conforme pode ser visto na figura 16. e os vários tipos de maçaricos: • Maçarico a gás: há dois tipos de maçarico a gás. vemos um maçarico a gás que trabalha com ar primário e secundário. saem do coletor duas tubulações concêntricas. o óleo. outra de vapor (figura 18). Maçarico: É a parte do queimador onde se efetua a atomização do óleo. Eles são encontrados em fornos de projetos mais antigos. o óleo entra numa das conexões do coletor desmontável. Neste maçarico. os quais. passa pela parte interna da caneta. O segundo tipo que trabalha somente com ar secundário.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA b) Contribuir para aumentar a eficiência da combustão. Os que trabalham com ar primário e secundário. de vez que sua superfície recebe calor da chama e o transmite à mistura a ser queimada. e os que trabalham somente com ar secundário. possui algumas vantagens sobre o anterior. até o atomizador. apresentamos um corte de queimador do tipo combinado. o controle da queima é feito somente pela regulagem da quantidade de ar secundário. ou mistura gás-ar. Cada dois bicos conectados a um coletor em forma de meia lua. Na figura 15. c) Serve para formar o corpo da chama. existem 4 bicos de gás. uma de óleo. por sua vez. impedindo que se espalhe desde a sua base e venha sobre os tubos. Na figura 16. Desta forma difícil se torna a queima quando o bloco refratário ainda se encontra frio durante as partidas. e conseqüente queima do combustível. No maçarico. onde ele é injetado para a câmara Elaborado por: George de Souza Mustafa 33 .

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de atomização, através do orifício central do bico de atomização. Na figura 19, vemos, em corte, a câmara de atomização.
FIGURA 18

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FIGURA 19 – CAMÂRA DE ATOMIZAÇÃO

O atomizador é uma peça cúbica, possuidora de 4(quatro) orifícios em cada face lateral, chamada câmara de atomização rosqueada à tubulação de óleo e, na posterior, possuidora de uma abertura que permite a saída do óleo atomizado. Nesta mesma face, existe um anel, cuja finalidade é vedar o término da tubulação de vapor, obrigando-o assim a penetrar nos orifícios. O vapor, ar ou gás, usado para atomização, entra pela segunda conexão do coletor desmontável, que é simétrica a entrada de óleo. Após passar pelo espaço compreendido entre o tubo interno e o tubo externo, o vapor passa por orifícios do bico de atomização. Assim, no bico de atomização, o óleo sai pelo orifício central e o vapor pelos orifícios periféricos; ao se encontrarem, provocam um turbilhonamento na câmara de atomização. Essa turbulência proporciona uma completa emulsificação do óleo combustível pelo vapor. Essa mistura passa, então, por uma restrição da câmara de atomização que aumenta sua velocidade e, a seguir, sai pelos orifícios do bico do maçarico. Pela simples mudança do bico do maçarico, usando-se ângulos e dimensões variáveis do orifício, pode-se obter formas e tamanhos de chamas diferentes.

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Dependendo do tipo de óleo combustível utilizado para a queima, temos maior ou menor acúmulo de incrustações ou sujeira em sua passagem. Para a limpeza tanto da parte do vapor como da parte de óleo, os maçaricos podem ser desmontados facilmente com o forno em operação. Essa desmontagem é feita desrosqueando-se o parafuso do grampo “U”, que está articulado ao coletor, e dando-se um giro no grampo de 90º. A seguir, remove-se toda a parte interna do maçarico, junto com acoplamento do coletor, que é facilmente retirada para limpeza e inspeção. Os orifícios dos bicos dos maçaricos são uma das partes que sofrem mais desgaste e devem ser calibrados todas as vezes que há retirada dos maçaricos, pois seu diâmetro não tem tolerância. Para a queima do combustível é necessário ar. Esse ar entra através de janelas (virolas) existentes na parte tronco cônica do maçarico. A abertura das virolas é regulada pelo acionamento de pequenas alavancas que servem de apoio para girar o conjunto de pequenas janelas, como já vimos na figura 14.

Sistema de alimentação dos maçaricos

É constituído de tubulações, bombas, e vasos dos combustíveis, óleo, gás e vapor de atomização. As pressões de alimentação, tanto do óleo combustível como do gás combustível devem ser constantes e não sujeitas a flutuações. Bombas rotativas e centrífugas são as que melhor se prestam ao bombeamento do óleo combustível. Algumas instalações são projetadas com bombas alternativas, sendo, contudo, providas de vasos pulmão, que atenuam sensivelmente as pulsações. Para a operação dos maçaricos tipo combinado, isto é, que operam com gás ou óleo, possuímos três sistemas de alimentação:

• • •

Sistema de óleo combustível; Sistema de vapor; Sistema de gás.

Os maçaricos quando alimentados com óleo, necessitam de vapor para a sua atomização. Os combustíveis e o vapor de atomização são distribuídos por meio de anéis, que circundam o forno.

TIPOS DE QUEIMADORES
Muitos e diferentes projetos de queimadores são disponíveis para utilização com óleo e gás combustível, ou ambos. Os queimadores na sua maioria podem ser classificados como de gás pré-misturado (com ar), gás não misturado, óleo combustível atomizado com vapor com vapor ou combinações com os anteriores.

Elaborado por: George de Souza Mustafa

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(figura 20). QUEIMADORES DE GÁS COM PRÉ MISTURADOR Uma chama amarela e larga geralmente indica mistura pobre de gás e ar. a chama pode retornar e queimar no tubo de mistura. Elaborado por: George de Souza Mustafa 37 . A colocação amarelada é o resultado de particulas de carbono produzidas quando parte do gás craqueia antes de queimar. misturando o ar e o gás no tubo misturador antes de ser distribuído nos orifícios da cabeça do queimador ou da aranha distribuidora. Desta forma.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Todo o óleo e gás combustível que alimenta os queimadores dos fornos deve queimar-se completamente com uma forma de chama relativamente uniforme. desta forma o gás com sua mistura completa de ar primário e secundário queima com uma pequena chama azul translúcida. Para obter-se boa mistura a queimar o gás com chama curta se usa o queimador com pré misturador. Se a chama continua queimando no tubo de mistura. A mistura ar-gás ao sair da aranha distribuidora se junta ao ar secundário. Sob determinadas condições. o queimador deverá ser apagado e resfriado antes de acende-lo novamente. o retrocesso de chama pode ser corrigido reduzindo-se o ar primário para produzir uma mistura rica no tubo misturador ou incrementando a queima para que a velocidade através dos orifícios da aranha distribuidora exceda a velocidade de retrocesso da chama. Desta forma há o arraste do ar primário pelo aspirador. FIGURA 20 No queimador com pré misturador o gás com baixa pressão através de um pequeno orifício para aumentar a velocidade. O retrocesso de chama não pode ocorrer se a mistura de ar-gás no tubo de mistura é demasiada rica para queimar ou se a velocidade da mistura através dos orifícios da aranha distribuidora excede a velocidade da chama. Este retrocesso de chama danificará o queimador a menos que se corrija imediatamente. Um queimador em boas condições misturará completamente o combustível com suficiente quantidade de ar para uma completa combustão e uniformidade de chama.

FIGURA 21 . diminuindo assim a vazão do mesmo. os queimadores que foram apagados podem ser reacendidos. A situação de pressão baixa no anel de gás pode ser melhorada. A combustão começa na boca do queimador com ar primário e é ajudado pelo bloco do queimador que esta quente e irradia calor gerado pela queima do combustível. o queimador deve ser bloqueado imediatamente. Chamas desiguais e retrocesso de chama podem ocorrer se a composição do gás varia muito. se isto tiver ocorrido. O retrocesso de chama pode ocorrer também quando há obstrução dos orifícios de saída do gás. os queimadores com pré misturador necessitam de um tubo projetado especialmente. mas a chama deve voltar ao normal quando a pressão é restabelecida. Isto ocorre porque a chama viaja mais rapidamente no hidrogênio do que o faz em gás natural ou gases combustíveis normais encontrados em unidades de processamento. o hidrogênio com sua ampla faixa de imflamibilidade (4% a 75% em volume no ar) contribui para o retrocesso quando está misturado com gás. (figura 21). Neste caso o queimador deve ser limpo na primeira oportunidade. isto deixa maior pressão disponível para os queimadores que continuam operando.QUEIMADOR DE GÁS SEM PRÉ-MISTURADOR Elaborado por: George de Souza Mustafa 38 . Se o gás combustível contém uma porcentagem alta de hidrogênio. Também a parede quente ajuda a combustão. tirando de serviço alguns queimadores. Por exemplo. O ar secundário se mistura com o combustível acima do bloco do queimador.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA A baixa de gás pode ser a causa para que todos os queimadores retrocedam sua chama. Quando a pressão do gás se normaliza. Quando ocorre retrocesso de chama por baixa pressão deve ser verificado se algum queimador apagou. QUEIMADORES DE GÁS SEM PRÉ MISTURADOR Quando por condições de projeto se usa queimador sem pré misturador todo o ar se mistura com o combustível além da boca do queimador.

Isto reduz a variação de distribuição de calor dentro do forno as variações do ar exterior. Até certo ponto a direção da chama pode ajustar-se manipulando as entradas de ar secundário (virolas). As pequenas partículas de combustível atomizadas ao sair pelo bico do maçarico se vaporizam.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA O queimador sem pré misturador como mostra a figura 21. O combustível entra no cabeçote onde é atomizado com vapor de média pressão. FIGURA 22 – “CANETA” PARA ÓLEO COMBUSTÍVEL Elaborado por: George de Souza Mustafa 39 . O bico do maçarico está projetado para dar uma determinada forma de chama de acordo com o tipo de câmara de combustão. Observe também o amortecedor de ruído. antes de sair pelo bico do maçarico. O calor da chama mantém aceso o maçarico aceso o maçarico de óleo combustível enquanto houver atomização. misturam-se com o ar e começam a queimar. tem a entrada de ar junto ao forno. mostra uma “caneta” para queimar óleo combustível. QUEIMADORES DE ÓLEO COMBUSTÍVEL COM ATOMIZAÇÃO A VAPOR A figura 22.

O diâmetro. A atomização com vapor oferece entre outras. utilizando vapor (fechar válvula de combustível e abrir válvula de vapor de limpeza). Para que a queima seja eficiente o óleo deve ser aquecido de forma a manter sua viscosidade em um valor em torno das condições de projeto. Utiliza-se uma vareta de ferro para remover o coque. as seguintes vantagens: a) Possibilitar a variação da forma da chama. a “caneta” deve ser removida para limpeza e/ou recondicionamento. É importante que o maçarico esteja em posição vertical. As partes principais deste tipo de queimador pode ser visto na figura 23.5 a 2. Se a chama permanece com uma forca irregular depois da limpeza com vapor. Para manter os maçaricos trabalhando adequadamente. são usados bicos com inclinações de 30 e 40º. b) Facilitar a limpeza dos maçaricos. o número de furos e a inclinação em relação do centro do bico. Podem ser causadas por insuficiência de vapor. O bico do maçarico é de suma importância na inclinação e formato do corpo da chama. ou incidir nos tubos. A pressão de fornecimento do óleo deve ser mantida e não estar sujeira a flutuações. Geralmente. vapor úmido ou orifícios de vapor obstruídos no bico atomizador. QUEIMADORES COMBINADOS Os queimadores combinados podem queimar óleo e gás simultaneamente.0 kg/cm2). deve-se limpar a “caneta” com freqüência. Se a chama pulsa (acende e apaga) provavelmente será porque a válvula de vapor de limpeza esta dando passagem (mal fechada ou deficiência de vedação). quais sejam de 25 a 35 cs (160 a 210 SSU). Elaborado por: George de Souza Mustafa 40 . influi no rendimento da queima. O vapor de atomização deve ser seco e possuir uma pressão superior à óleo (cerca de 1.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Fagulhas em uma chama de óleo combustível são causadas por deficiente atomização. quanto maior a inclinação. mais espalhada será a chama. superaquecendo-os. O vapor úmido utilizado na atomização pode acarretar formação de coque na cabeça (bico) do maçarico. de vez que sua inclinação poderá desviar a chama para o centro do forno. c) Permitir a operação com óleo de alta viscosidade.

Quando não se está usando. Apesar dos queimadores combinados poderem operar separadamente gás ou óleo. ao mesmo tempo em que o queimador de gás aceso serve como piloto se a vazão de óleo combustível se interrompe brevemente. não causando qualquer dano ambiental. O óleo combustível pesado queima muito melhor com o maçarico a gás aceso. Outros como o monóxido de carbono (CO) e os compostos orgânicos voláteis (VOC). é preferível queimar um pouco de gás simultaneamente à queima do óleo. a “caneta” deve ser retirada ou mantê-la com passagem de vapor para evitar superaquecimento do bico. sendo os óxidos de nitrogênio (NOx). 2. os mais preocupantes. embora outras formas de poluição possam também estar presentes. Nos gases efluentes de processos industriais de combustão. encontram-se vários constituintes poluentes. Elaborado por: George de Souza Mustafa 41 .5 cm à frente da aranha distribuidora de gás quando está operando o queimador de óleo. o material particulado (MP) e os compostos de enxofre (SOx). devido a decorrente emissão de efluentes gasosos.8 POLUENTES GERADOS NA COMBUSTÃO A poluição atmosférica é a principal preocupação ambiental relacionada a queima de combustíveis.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA FIGURA 23 – QUEIMADOR COMBINADO O bico do maçarico de óleo combustível deve sobressair 2. são constituintes que em equipamentos operando em condições normais são emitidos a taxas muito pequenas.

UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 2.8. em 1990. a primeira legislação acerca do assunto surgiu em 1976 e estabeleceu padrões de qualidade do ar para os poluentes: partículas em suspensão.8.000 10. POLUENTES ** Média geométrica anual. No Brasil. em vigor até hoje. Tabela 5 . ampliou o número de poluentes atmosféricos a serem controlados e estabeleceu padrões primários e secundários de qualidade do ar.1. reservando o uso de padrões de qualidade do ar como ação complementar de controle.1 ESTRATÉGIA DE CONTROL E DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA A legislação nacional vigente. em concordância com a tendência internacional. nova resolução.Padrões nacionais de qualidade do ar. Posteriormente. Em cada país.1 PADRÕES DE QUALIDADE DO AR Os padrões de qualidade do ar determinam os valores limites legais para as concentrações de poluentes no meio ambiente.000 Ozônio 1 hora* 160 24 horas* 150 Fumaça MAA*** 60 24 horas* 150 Partículas inaláveis MAA*** 50 1 hora* 320 Dióxido de nitrogênio MAA*** 100 * Não deve ser excedido mais que uma vez ao ano. 2. sempre medidas num certo período. Tais padrões são mostrados na Tabela 5. dióxido de enxofre e monóxido de carbono. *** Média aritmética anual.000 Monóxido de carbono 8 horas* 10. a legislação sobre a poluição do ar estabelece tais limites.000 160 100 40 150 50 190 100 Elaborado por: George de Souza Mustafa 42 . PADRÃO SECUNDÁRIO (ug/m3) 150 60 100 40 40. TEMPO DE PADRÃO AMOSTRAGE PRIMÁRIO M (ug/m3) Partículas totais em 24 horas* 240 suspensão MGA** 80 24 horas* 365 Dióxido de enxofre MAA*** 80 1 hora* 40. estabelece como prioritário o controle da poluição atmosférica pelos padrões de emissão de poluentes.

enquanto padrões secundários se referem às concentrações abaixo das quais se prevê o mínimo efeito adverso sobre a população e o meio ambiente em geral. a legislação sobre poluição ambiental estabelece tais limites. Os primeiros são tidos como metas a serem atendidas a curto e médio prazo e os segundos como metas a longo prazo. Além disso. que vão operar com óleo combustível ou carvão mineral. Tabela 6 . referente a fontes estacionárias de combustão.Padrões nacionais de emissão de poluentes para fontes novas fixas de combustão CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS* Classe I COMBUSTÍVEL POTÊNCIA NOMINAL (MW) ≤70 > 70 ≤70 Óleo Classe II e III Carvão >70 ≤70 >70 SO2 (g/106 kcal)** 2000 PARTÍCULAS TOTAIS (g/106 kcal)** 120 DENSIDADE COLORIMÉTRICA (%) OUTRAS RESTRIÇÕES Óleo/carvão 20 M ≤ 3000 (RINGELMANN Nº Ton/ano*** 01) NÃO É PERMITIDA A INSTALAÇÃO DE NOVAS FONTES 350 120 1500 800 20 (Ringelmann nº 01) 5000 2000 5000 2000 * Áreas Classe I: Preservação. está previsto em legislação o enquadramento de todo o território nacional em áreas. é recente (l990) e se restringe às fontes novas."Atmosfericamente conservadas": valem as restrições da tabela Áreas Classe I: nível de deterioração da qualidade do ar limitado pelo padrão secundário de qualidade Elaborado por: George de Souza Mustafa 43 . 2.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Padrões primários de qualidade do ar são definidos como sendo as concentrações de poluentes que. e aos poluentes óxidos de enxofre e material particulado emitidos via gases de combustão.2 PADRÕES DE EMISSÃO DE POLUENTES Os padrões de emissão determinam a quantidade máxima permissível de poluentes que pode ser emitida por uma determinada fonte poluidora. poderão afetar a saúde da população. II e III. limitando-se em cada uma delas o nível de deterioração da qualidade do ar pelos padrões primários ou secundários. A Tabela 6 resume a referida legislação. a legislação acerca do assunto. Em cada país. ultrapassadas. classes I. No Brasil.1.8."Atmosfericamente preservadas": proibida a instalação de novas fontes . lazer e turismo . de acordo com a classificação de usos pretendidos.

volume total de gases secos igual a 10 e 11 Nm3/kg comb. particulado em termoelétrica .18/09/78). Óxidos de Nitrogênio (como NO2) 130 485 121 450 (1) os padrões são aplicáveis a novas fontes e estão em vigor desde: Brasil – 06/12/90. (2) Os valores sublinhados são constantes nas respectivas legislações. Óxidos de Enxofre (como SO2) 478 1782 1194 4455 340 1269 107 400 400 a 1700 107 a 456 456 1700 3. Estados Unidos – 17/08/71 (exceção mat.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Áreas Classe III: nível de deterioração da qualidade do ar limitado pelo padrão primário de qualidade ** g/106 kcal: referido à potência fornecida à unidade. Comunidade Econômica Européia – 01/07/87. na conversão de unidades foi adotado: PCS = 9800 kcal/kg. sendo os demais decorrentes. Para 1 e 3% de O2 nos gases. a Tabela 7 mostra a legislação vigente em alguns países para novas fontes fixas de combustão na queima de combustíveis líquidos. No caso do NOx. respectivamente. Tabela 7 . pois consideram que em condições normais de operação os equipamentos emitem CO a taxas muito pequenas. nota-se que a maioria dos países não estabelece limites de emissão para fontes estacionárias de combustão. Elaborado por: George de Souza Mustafa 44 .Padrões de emissão referentes a queima de combustíveis líquido do petróleo em fonte estacionárias PAÍS G/106kcal(3) Ng/J(3) Mg/Nm3 (3% O2)(4) Mg/Nm3 (1% O2)(5) POTÊNCIA NOMINAL–P (MW) >70 <70 >73 >73 >50 >70 <70 >73 >500 300 < P < 500 50 < P < 300 >73 >50 Brasil Estados Unidos Comunidade Econômica Européia (CEE) Brasil Estados Unidos Comunidade Econômica Européia (CEE) Brasil Estados Unidos Comunidade Econômica Européia (CEE) 120 350 54 180 56 2000 5000 1424 449 449 a 1908 1908 544 505 1. No caso do CO. Material Particulado 29 107 84 312 13(6) 48 43 160 13 50 118 343 53 176 55 1960 4901 1396 440 440 a 1870 1870 533 495 2. base PCS *** limite de consumo de óleo combustível Observa-se. a inexistência de padrões de emissão nacionais para os poluentes monóxido de carbono e óxidos de nitrogênio. portanto.

UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA (3) (4) (5) (6) g/106 kcal/kg e ng/J: referidos a potência fornecida à unidade. 2.Legislação acerca de padrões de emissão de NO. cerca de 10 NM3 de gases de combustão por kg de óleo) Na Tabela 7 os padrões de emissão nacionais referentes a queima de combustíveis líquidos em novas fontes fixas de combustão são comparados àqueles em vigência nos Estados Unidos e na Comunidade Econômica Européia (CEE).05-0. que eventuais legislações mais recentes podem ter estabelecido padrões mais restritivos.10g/MJ 450mg/Nm3 (3% O2) Valor de corrente g/10^6 kcal) 459** 153*** 302** 544 209-419 459*** * As datas entre parênteses se referem às da legislação mais recente encontrada.2 MATERIAL PARTICULADO Elaborado por: George de Souza Mustafa 45 .8. Mg/Nm3: 0ºC e 760 mmHg. Padrões de Emissão de NOx. ** Valor calculado considerando óleo derivado de petróleo como combustível (PCS=9800 kcal/kg. gás seco com 3% O2 em volume. gás seco com 1% O2 em volume. observe-se. para novas fontes fixas de combustão na queima de combustíveis líquidos. Mg/Nm3: 0ºC e 760 mmHg. Gerador de vapor de uma usina Tabela 8 . portanto. base PCS. como NO2 País* Legislação Comunidade Econômica Européia (1988) Alemanha (1989) Japão (1990) Estados Unidos (1991) Suécia (1993) França (1990) 450mg/Nm3 (3% O2) 150 mg/Nm3 (3% O2) 150ppm (4% O2) 130 ng/J 0.

via gases de combustão. deficiência de O2) sofrem craqueamento e polimerização simultânea. processos de oxidação. As gotas. tendem a acompanhar as linhas de corrente no interior da câmara de combustão. ou agregadas a inorgânicos ou a partículas de coque. sofrendo. de temperatura e concentração da mistura adequadas. líquidos. à medida que se desloca no interior da câmara de combustão e atravesse regiões de temperaturas crescentes. de tal forma que vai se formando à sua volta uma camada de mistura ar primário/gases de combustão/vapor do líquido. simultaneamente. material orgânico formado a partir de frações evaporadas das gotas ("fuligem") e material inorgânico presente no combustível ("cinzas"') Este texto aborda apenas combustíveis A combustão de líquidos em caldeiras convencionais é precedida pela sua nebulização imediatamente a jusante do bocal do queimador (gotas de 10 a 100 µm). coagulação e crescimento superficial até serem emitidas. Num dado ponto. se dá a ignição da mistura gasosa. encontrando condições propícias (alta temperatura. em seu deslocamento pela câmara de combustão. dando origem às partículas de fuligem. individualmente (esferóides de diâmetro inferior a l µm). que se estabelece ao redor da gota) e a própria gota. entre a zona de reação (interface O2/combustível de alta temperatura. vai se aquecendo e se evaporando. Cada gota.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA A formação e emissão de material particulado em processos de combustão só é relevante na queima de combustíveis líquidos e sólidos. vão tomando forma de cenosferas. A partir daí se estabelece uma chama em torno da partícula. com composição se aproximando à do coque (elevada relação C/H) e mantendo Elaborado por: George de Souza Mustafa 46 . desprezando-se o efeito das demais. de diâmetro inferior a 20 A. Tais partículas. a qual passará a fornecer calor para que a gota continue evaporando. na medida em que a gota se evapora. Na queima de combustíveis líquidos o material sólido "arrastado" pelos gases de combustão para fora do sistema provém de três possíveis fontes: • • • material orgânico resultante da coqueificação das gotas (“coque” ou “cenosfera”). Após a ignição. parte das moléculas do combustível no estado vapor.

na forma de partículas sólidas. é "arrastado" pelos gases de combustão indo se depositar nos feixes de tubos e nas paredes da caldeira por efeito de impacto ou de difusão. de diâmetro na faixa de l a 100 µm e em cujas cavidades poderão estar alojados fuligem e inorgânicos. inclusive parte dessas emissões pode se constituir de hidrocarbonetos aromáticos poilicíclicos carcinogênicos. constituídas basicamente de carbono e hidrogênio na proporção molar de 9:1. Portanto. trabalhos experimentais mostraram que as partículas de coque são as preponderantes entre o material sólido emitido e devido a isso.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA ainda relativamente altos teores de enxofre e metais. individualmente ou agregadas. líquido ou sólido. está se referindo à emissão de partículas de fuligem. tendo relevância apenas para óleos com teores de cinzas excepcionalmente altos. Ao final da câmara de combustão. quando se fala em emissão de material particulado por fontes estacionárias de combustão via gases. serão emitidas na forma de partículas esféricas ocas. muitas vezes agregadas ao material orgânico efluente do processo. em sua maioria. A emissão de fuligem é indesejável tanto do ponto de vista ambiental como de conservação de energia. geralmente denominadas “coque” ou “cenosfera”. são em sua maioria completamente oxidadas. relativamente pequenas. na fase vapor. de formato próximo ao esférico e de diâmetro médio na faixa de 200 a 400 A. partículas de fuligem são a Elaborado por: George de Souza Mustafa 47 . Por outro lado. em sua maioria. denominadas genericamente de "cinzas".3 FULIGEM O material orgânico formado em chamas é denominado fuligem e se constitui de partículas.l % em massa. No caso da combustão de óleos ultraviscosos. da ordem de 0. formando muitas vezes compostos complexos resultantes da interação de óxidos e sulfatos. em condições usuais de operação de processos de combustão. Quanto aos inorgânicos do combustível. são oxidados na chama.8. Este material. de coque e de cinzas. Partículas de fuligem se formam em abundância no interior das chamas porém. Partículas de inorgânicos também contribuem minoritariamente com o total de MP emitido. tem abordagem preferencial neste texto. 2. ou é emitido. gotas não totalmente oxidadas.

inclusive. Quanto a influência de parâmetros na formação e na emissão de fuligem na queima de combustíveis líquidos. dependerá de um balanço entre os processos de formação e queima. quanto maior o ritmo de evaporação. existindo. No processo de formação são identificados. de maneira geral. pois ao contrário de gases como CO2 e H2O que só emitem radiação em determinados comprimentos de onda. Para compreensão dessa tendência deve-se considerar: • a fuligem é formada por polimerização em ambiente redutor dos produtos da pirólise do combustível. são freqüentemente seguidos por um estágio de oxidação. que constituem o processo de formação de fuligem. em alguns casos. inclusive na região visível. controvérsias em relação a uma série de pontos. coagulação e crescimento superficial. nucleação. a eventual emissão de fuligem em sistemas de combustão. basicamente. pode-se apontar a seguinte tendências: quanto maior o ritmo de evaporação da gota. praticamente toda volatilização se dará próximo ao bocal do queimador região de alta temperatura e concentração de O2. menor será a quantidade de fuligem formada. é interessante inibir a formação de fuligem na chama e em outros promover e. Elaborado por: George de Souza Mustafa 48 . e aglomeração. o que facilita a oxidação da fuligem formada. destruir via oxidação. Portanto. fuligem emite e absorve ao longo de toda a faixa espectral. • além disso. numa região subseqüente à chama. • • esse ambiente existe na camada limite em torno da gota. os seguintes estágios: formação dos precursores.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA principal causa da luminosidade das chamas e sua formação é promovida quando se quer maximizar a transferência de calor por radiação da chama para as paredes da câmara de combustão. menor será o tempo de residência aos voláteis na camada limite. Portanto. de forma a contemplar os aspectos poluição e troca de calor por radiação Os mecanismos de formação e oxidação da fuligem são ainda pouco conhecidos. Esses estágios de geração e de crescimento da partícula.

à redução na emissão de coque. primário e secundário ao redor de seu bocal e utilizam vapor como fluido de nebulização (a pressão constante ou com diferencial constante em relação ao combustível). aumento da temperatura da câmara de combustão. embora não tenham valores medidos para combustíveis semelhantes aos ultraviscosos nacionais. Os nebulizadores dos tipos "MIX"-CBC/Mitsubishi. aumento do índice de rotação do queimador. caso esta atinja o topo da chama em pequena quantidade. aumento do coeficiente de ar total. encontre temperatura e teor de O2 relativamente altos e. "ZV3"-Pillard. o processo tenderá a não emitir fuligem. as principais variáveis operacionais que influem na emissão de material particulado na queima de óleos combustíveis em caldeiras: • Temperatura do combustível à entrada do queimador: influi fortemente na qualidade de nebulização. "F-JET"-Airoil/Flaregas e "T-JET"-Babcock & Wilcox. segundo seus fabricantes. menores comprimento de chama e distância entre o bocal do queimador e o ponto de ignição. permitem reduzir consideravelmente a taxa de emissão de coque. 2. será função. o que leva. Elaborado por: George de Souza Mustafa 49 . aumento da temperatura reduz viscosidade.8. fazendo com que na nebulização sejam geradas gotas de tamanho médio menor. "AMC"-Klockner/Hamworthy.4 INFLUÊNCIA DE VARIÁVEIS OPERACIONAIS A seguir estão descritas. Assim. da quantidade e da distribuição granulométrica das partículas que atingem a frente da chama e das condições locais. genericamente. aumento da relação ar primário/ar estequiométrico.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Os principais efeitos que propiciam maior ritmo de evaporação da gota e. tensão superficial e densidade do combustível. são os seguintes: • • • • • diminuição do diâmetro médio da gota. basicamente. sumariamente. Quanto à emissão de fuligem. consequentemente. tenha diâmetro reduzido. instalados nos respectivos queimadores.

pois implica. maior o ritmo de pirólise e. o aumento do índice de rotação do queimador aumenta a ejeção de ar secundário e eleva a taxa de gases quentes recirculados para o centro da parte inicial do jato fazendo com que aumente o ritmo de pirólise das gotas e. também. menor emissão de coque. consequentemente acelerando todo o processo de combustão e. mais oxidante o ambiente em torno das gotas. o que leva a redução das velocidades das reações de pirólise e de combustão das gotas e. a partir de um dado excesso. • Recirculação externa dos gases de combustão: quanto maior a taxa de recirculação. aumenta a taxa de emissão de coque. por outro tende a aumentar. reduz a emissão de coque. como decorrência. • Coeficiente de ar primário quanto maior o coeficiente de ar primário. menor a emissão de coque. consequentemente.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA • Pressão de injeção e relação mássica fluido de nebulização/combustível: respectivamente. • Temperatura do ar de combustão: o aumento deste parâmetro acarreta em aumento da temperatura do meio que circunda as gotas. no aumento da velocidade dos gases de combustão na Elaborado por: George de Souza Mustafa 50 . sobretudo pelo aumento da velocidade das reações heterogêneas de consumo das partículas de coque formadas: no entanto. reduz a taxa de emissão de coque. na nebulização por pressão e na nebulização com fluido auxiliar.influi fortemente na qualidade da mistura combustível-ar-gases de combustão. consequentemente reduz a emissão de coque. menores as temperaturas ao longo da câmara de combustão e os teores de oxigênio ao redor das gotas. fazendo com que a emissão de coque aumente. o efeito estequiométrico começa a ser compensado pela diminuição das temperaturas ao longo da câmara de combustão. portanto. pois implica na elevação das temperaturas na câmara de combustão. os parâmetros quando aumentados acarretam a geração de gotas menores e. portanto. • Coeficiente de ar total: o aumento do coeficiente de ar total para valores acima de 1. aumentando seu ritmo de evaporação e. • Carga da caldeira: o aumento da carga por um lado tende a reduzir a emissão de coque. • índice de rotação do queimador (índice de "swirl") .

mesmo para óleos "pesados" com razoável similaridade. pequenas variações no excesso implicam em grandes variações na taxa de emissão de material particulado. Os óxidos de nitrogênio são denominados.8. específico do parâmetro "excesso de ar". N2 reage com oxigênio para formar NO (térmico). reduzindo o tempo de residência das partículas de coque formadas nas regiões onde ocorrem as reações heterogêneas de oxidação. compreendida entre os genericamente denominados "alto" e "baixo". (2) quando o combustível tem compostos contendo nitrogênio. NOx. em que o excesso de ar tem pouca influência na taxa de emissão de material particulado. tendo a função derivadas aproximadamente constantes. Deles se conclui que. • Existe uma faixa de excessos de ar. existem divergências quanto à intensidade da influência da maioria das variáveis operacionais. • A partir de um dado excesso de ar. sendo a derivada desta função crescente à medida que o excesso de ar se aproxima de zero. observa-se alguma concordância: • Desde excessos de ar relativamente baixos até à condição de queima estequiométrica. MECANISMOS DE FORMAÇÃO DE NO NA CHAMA Óxido nítrico pode se formar por um dos seguintes três caminhos: (l) nas altas temperaturas encontradas em chamas. A quantificação da influência dos parâmetros acima relacionados na queima de combustíveis ultraviscosos foi objeto de vários trabalhos reportados em literatura. No caso 2.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA câmara. em termos gerais. acréscimos adicionais implicam no aumento da taxa de emissão de material particulado. principalmente devido a reações químicas entre oxigênio atômico e nitrogênio.5 FORMAÇÃO E EMISSÃO DE ÓXIDOS DE NITROGÊNIO EM PROCESSOS DE COMBUSTÃO Os óxidos de nitrogênio são formados durante processos de combustão. este é liberado a temperaturas Elaborado por: George de Souza Mustafa 51 . sendo que os mais comuns são o óxido nítrico (NO) e o dióxido de nitrogênio (NO2). relativamente alto.

2. Certas fibras sintéticas empregadas na fabricação de alguns filtros. Na maior parte dos processos de combustão.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA relativamente baixas para formar NO (combustível). como superaquecedores de vapor e recuperadores de calor. H2SO4. sofrendo severo ataque. derivados do combustível. com N2. pode vir a formar ácido sulfúrico. em chamas de difusão. onde os níveis de temperatura máximos podem ser tão baixos como 1600ºK.8.6 COMPOSTOS DE ENXOFRE GERADOS EM PROCESSOS DE COMBUSTÃO Enxofre é uma impureza encontrada na maioria dos combustíveis líquidos e sólidos usuais. A temperatura elevada faz com que a molécula de oxigênio. e de equipamentos de coleta de particulados como filtros eletrostáticos e de manga. aproximadamente 1300ºK. O SO3 e o H2SO4 podem levar a taxas de corrosão elevadas de superfícies metálicas localizadas no interior de equipamentos de combustão. quando de suas queimas. na combustão de carvão mineral em leito fluidizado. fazem do NO combustível a mais importante fonte de NO. se NO é formado por outros mecanismos diferentes dos apresentados. normalmente estável. Elaborado por: George de Souza Mustafa 52 . (3) alternativamente. por exemplo. O NO térmico forma-se da reação de nitrogênio atmosférico com oxigênio a altas temperaturas. não resistem à presença de ácido sulfúrico junto com o particulado. Estes por sua vez atacam moléculas de nitrogênio. NO térmico é a fonte dominante de NO nos óleos residuais e carvão mineral freqüentemente contém quantidades significativas de compostos orgânicos de nitrogênio e nesse caso. principalmente em frações pesadas da destilação do petróleo e em carvões minerais. que de outra forma seriam também estáveis. Durante o processo de combustão destes combustíveis o enxofre reage com o oxigênio se convertendo em sua maioria a SO2 (≅97%) e em menor proporção em SO3 que. ele é referido como NO ativo . NO ativo é formado. normalmente as de menor custo. o NO combustível é a fonte dominante. dissocie-se em átomos reativos. Sob temperatura relativamente baixa.NO ativo origina-se principalmente a partir de reações de radicais hidrocarbônicos. a partir de reação com H2O a temperaturas abaixo de 400 ºC.

podendo provocar a lixiviação ou o empobrecimento do solo e corrosão em equipamentos e edificações.6.1 CORROSÃO PROVOCADA POR COMPOSTOS DE ENXOFRE Em equipamentos de combustão podem ocorrer dois tipos básicos de corrosão relacionados com a presença de enxofre nos combustíveis corrosão a alta temperatura e corrosão a baixa temperatura. No entanto os compostos resultantes da sua oxidação com oxigênio e da sua reação com água.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Esses compostos de enxofre. Superfícies metálicas localizadas no interior de equipamentos de combustão queimando combustíveis com altos teores de enxofre e submetidas a temperaturas acima de 400ºC podem sofrer corrosão intensa por ataque de SO3. 2. principalmente o ácido sulfúrico. É estimado que a emissão total desses compostos por equipamentos de combustão é da ordem de 93. A corrosão a alta temperatura ocorre em superfícies metálicas a temperaturas acima de 400 ºC e a de baixa temperatura em superfícies metálicas a temperaturas abaixo da temperatura de orvalho de H2SO4 normalmente abaixo de 180ºC. é praticamente inócuo a vegetais e animais.106 ton/ano. Elaborado por: George de Souza Mustafa 53 . são extremamente nocivos. Na atmosfera.8. o SO2. normalmente associada à formação de "laranjas" em fornos de aquecimento de petróleo e seus derivados. Corrosão a alta temperatura. sendo que 70% é emitido por usinas termoelétricas que operam com combustíveis fósseis. O presente texto se preocupará em mostrar alguns aspectos fundamentais da formação de trióxido de enxofre e de ácido sulfúrico em equipamentos industriais. e os problemas de corrosão relacionados com a presença destes compostos nos gases de combustão. efluentes da região onde ocorre a combustão. mais especificamente em fornalhas e caldeiras. quando não removidos em sistemas de limpeza de gases são lançados para a atmosfera. em baixas concentrações (até algumas centenas de ppm).

Tabela 9 .UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA A corrosão a alta temperatura é mais significativa quando se queima óleos residuais com elevados teores de metais.f.6 0. ou de complexos.3 4. principalmente vanádio e sódio.8 665 122.0 0. 888 ºC) Na O + SO3 → Na2SO4 • sulfato de sódio + óxido férrico + trióxido enxofre → trisulfato de ferro e sódio ( p.0 2.V2O4. Uma análise típica de um óleo residual é apresentado a seguir.5V2O5 ou Na2O. Na Ferro. Um resumo dos mecanismos através dos quais se processa a corrosão a alta temperatura em combustão com excesso de ar é apresentado por Borras (l 984) e mostrado a seguir: • óxido de sódio + trióxido enxofre → sulfato de sódio (p. depositam-se sobre as superfícies metálicas por impacto ou difusão e se apresentam na forma de Na2SO4 e V2O5.9 9. Cu Manganês.3 Cobre. Ni VanádioV.Análise típica de um óleo residual. como o Na2O. Zn Valor 12.f.9 83. na Tabela-9.4 0.7 18.7 Unidade PPM m ppm ppm ppm ppm ppm Ppm Valor 14. Impureza/ propriedades Asfaltenos Enxofre Viscosidade Níquel. Sódio.6 761. Mn Cromo.6V2O5. 590-700 ºC) 3Na2SO4 + Fe2O3 + 3SO3 → 2Na2FE(SO4) Elaborado por: George de Souza Mustafa 54 . Mg Zinco.4 3. Cr Os óxidos destes metais. principalmente sódio e vanádio. Si Potássio. Ca Silício. Fe Alumínio. K Magnésio. AI Unidade % massa % massa SSF a 99ºC ppm ppm ppm ppm ppm Impureza/ propriedades Cálcio.1 86.3 4.

sejam elevadas e as concentrações de H2SO4 na fase vapor. embora indevidamente.104 atm de vapor d'água e apenas 6. O teor de SO3 normalmente é determinado por processos descontínuos. por via úmida. H2 SO4(g) ↔ SO3(g) + H2O(g) (2) Elaborado por: George de Souza Mustafa 55 . A temperatura na qual as primeiras gotas ou películas de soluções aquosas de H2SO4 se formam é chamada. o que faz com que as temperaturas de ebulição destas soluções. como o descrito na norma EPA. condensa-se soluções aquosas com alta concentração de H2SO4. A temperatura acima de 400ºC. ocorrem reações do tipo: SO3(g) + H2O(g) ↔ H2SO4(g) (1) O ácido sulfúrico puro. a maior parte do ácido sulfúrico presente em gases de combustão se dissocia na forma de SO3 e H2O. segundo a reação (2).25% em massa de H2SO4 pode condensar em uma superfície a 183ºC a partir de um gás com uma pressão parcial de 0. em equilíbrio com as soluções líquidas. à pressão atmosférica. a partir de gases com baixos teores de H2SO4 e H2O. uma solução aquosa de ácido sulfúrico com 89. O nome é indevido porque esta definição somente se aplica a substâncias puras e não a soluções. Numa mistura gasosa contendo SO3 e H2O. têm pressão de vapor muito baixa. de "ponto ou temperatura de orvalho de ácido sulfúrico".UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Corrosão a baixa temperatura.58. bem como suas soluções aquosas. operando segundo absorção de radiação infravermelha ou de célula eletroquímica. Para exemplificar. Desta forma.10-4 atm de H2SO4. sejam baixas. O teor de SO2 em gases de combustão pode ser determinado através de analisadores contínuos disponíveis no mercado. a temperaturas abaixo de 673 ºK.

. pois nela haverá o desenvolvimento de calor proporcionado pela queima do combustível. ou simplesmente fornalha. classificados segundo a posição dos tubos de serpentina de aquecimento: 1. Em qualquer caso deverão estar convenientemente suportados em função da sua disposição. as paredes da fornalha deverão Ter alta resistência ao calor. curvas de retorno ou coletores.1 TIPOS E DESCRIÇÃO Na indústria de petróleo e petroquímica. Para prover este aquecimento são utilizados os fornos. por meio de cabeçotes. contidos por uma estrutura metálica. 3. comprimento. Horizontais: são considerados os fornos em que os tubos da serpentina para o aquecimento da carga tanto da seção de radiação como da seção de convecção são distribuídos horizontalmente. diâmetro e condições operacionais. DESCRIÇÃO Os fornos consistem de uma serpentina de tubos que é colocada dentro de uma caixa ou câmara onde há combustão. Misto: são aqueles em que os tubos da serpentina de aquecimento da seção de radiação são verticais e da seção de convecção são horizontais. A câmara de combustão está normalmente conectada à chaminé.4. a fim de aquecer o produto. Verticais: são aqueles em que os tubos da serpentina de aquecimento tanto da seção de radiação como da seção de convecção são dispostos verticalmente. Assim sendo. que utilizam o calor gerado pela queima de gás ou óleo combustível. A quantidade de calor fornecida pelos maçaricos e a vazão do produto internamente nos tubos são rigidamente controlados através de instrumentos. em forma helicoidal. deverá ser adequada para altas temperaturas. diversas fases do seu processo. que poderão ser alimentados por óleo ou gás combustível. vertical ou horizontal. o produto que está sendo processado precisa ser aquecido antes de entrar em um sistema de reação ou de separação. O calor desenvolvido na câmara de combustão é proveniente de maçaricos ou queimadores. sendo normalmente construídas em tijolos refratários ou isolados com mantas refratárias. A caixa onde há a combustão. FORNOS 4. TIPOS Há três tipos principais de fornos. 2. que passa internamente nos tubos. por onde faz-se a exaustão dos gases. tendo em vista as condições operacionais de pressão e temperatura. Os tubos poderão estar dispostos internamente na fornalha. Esta conexão poderá ser feita através do próprio corpo do forno ou por meio de dutos. aéreos ou enterrados. ou constituída de uma série de tubos interligados entre si na sua extremidade. A serpentina poderá ser um tubo contínuo.

3. O PIC mantêm estável a pressão de combustível no anel. comensando variações de pressão independente do comando do TRC.2 CONTROLE AUTOMÁTICO PARA OPERAÇÃO DE QUEIMADORES Na maioria dos fornos a temperatura de saída do produto na linha de transferência é controlada automaticamente pelo ajuste da alimentação de óleo (ou gás) combustível para os queimadores. 1. que também em automático controla a pressão do anel de combustível. Quando a temperatura chega ao valor desejado. 2. A temperatura da linha de transferência aumenta lentamente. Quando o forno esta sendo aceso. Um arranjo típico pode ser visto na figura abaixo. o TRC é colocado em automático atuando sobre o PIC. O TRC envia um sinal ao set-point do controlador / iniciador de pressão (PIC) que reajusta a quantidade de combustível proporcionando mais ou menos calor para o forno. deverá estar circulando pelas serpentinas o fluido de carga que será aquecido. o combustível pode ser admitido e controlado manualmente pelo by-pass da PICV. Elaborado por: George de Souza Mustafa 2 . mantendo constante a vazão de óleo (ou gás) para os queimadores. As instruções de operação da unidade devem explicar a operação do sistema automático de controle da temperatura. Um termopar na linha de transferência envia um sinal de temperatura ao registrador / controlador de temperatura (TRC). colocando-se o controle em automático logo que possível.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 4. Ë importante lembrar que já nesta fase de operação do forno.

de acordo com as necessidades. As regras enumeradas abaixo. estiver presente em correta quantidade. Estes podem indicar que os vapores do vazamento são succionados pelo forno. Para evitar o envio de combustível à câmara de combustão quente. deve-se queimar suficiente gás para manter o TRC em controle. na calefação de sua casa ou na câmara de combustão de uma caldeira ou forno industrial. Se o terceiro lado do triângulo. Uma chaminé fumacenta ou uma elevação anormal de temperatura na chaminé ou linha de transferência. 2. Muitos sistemas de combustíveis estão projetados com alarme ou válvula de controle (XCV’s) que bloqueiam completamente em caso de baixa pressão para evitar o perigo do retrocesso de chama. Os ajustes de óleo combustível devem ser feitos por etapas para manter o TRC sob controle e ser feito em todos os queimadores para manter a distribuição das chamas na câmara de combustão bem uniforme. Fogo nas caixas de cabeçote ou na câmara de combustão. Elaborado por: George de Souza Mustafa 3 . Tais sinais. A presença de hidrocarbonetos nos gases de combustão. fonte de ignição e oxigênio. Freqüentemente estes vazamentos são causados por variações bruscas de temperatura. estiverem fechadas. que estão presentes no momento de apagar o forno. lentamente. conseqüência de elevar a temperatura de forma não criteriosa ou então. A pressão do sistema de gás pode ser controlada através de vários meios. Isto significa que óleo combustível para os queimadores terá que ser trocado por gás. O acendimento seguro de um forno. freqüentemente indicam vazamentos nos tubos de convecção. deve-se seguir as instruções operacionais de cada unidade sobre como reacender os queimadores e restabelecer os controles operacionais. geralmente se auto bloqueia pela formação de coque. há um dispositivo manual que só deverá ser acionado depois que todas as válvulas individuais dos queimadores. A quantidade de gás disponível nas unidades varia consideravelmente. Um fogo na caixa de cabeçotes será evidente e pode ser apagado com vapor através das conexões próprias ou mangueiras. deve começar com a presunção de que o combustível pode estar presente e os procedimentos devem fixar-se para eliminar este combustível da câmara de combustão antes que o queimador seja aceso. 3. porque pode ocorrer um “flash”. Neste caso.3 ACENDIMENTO E APAGAMENTO O acendimento de um forno ou caldeira é uma operação perigosa em função de dois lados do triângulo do fogo. Produtos mais leves não coqueiam e o vazamento persistirá até que o forno saia de operação. O combustível acumulado pode causar uma severa explosão em seu fogão a gás.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Elevar a temperatura de saída do forno. ou vice-versa. que via de regra. Quando o consumo de óleo combustível é pequeno. 1. depois que XCV fecha. Um vazamento de produto pesado. Os vazamentos nos cabeçotes geralmente apresentam as seguintes conseqüências. Nunca devem ser abertas as portas da caixa de cabeçotes quando o forno esta operando. Os vazamentos nas caixas de cabeçotes podem causar a parada da unidade. são o resultado de anos de boas e desagradáveis experiências. Às vezes os vapores do vazamento são succionados pela Câmara de combustão resultante pode ser visível. 4. combustível. abrindo a porta da caixa de cabeçotes quando o forno esta operando. ao seu devido nível é necessário para prevenir coqueamento dos tubos ou vazamentos nos mandrilhamentos. resultará uma explosão. é através do excesso do que é queimado nas caldeiras ou mesmo em fornos de grande porte.

muito comum. Verificar a existência de líquido no tambor distribuidor de gás (“knock out”).UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA PREPARAÇÃO Antes de acender qualquer tipo de queimador de forno. 2. Assegurar-se que as válvulas de combustível para os queimadores estão fechadas. Drenar todo o líquido para flare até que não apareça mais nível no LG e seja constatado através do dreno que todo o líquido existente no tambor foi eliminado. o forno foi apagado através de shut-down. sem possibilidade de passagem. 11. Em hipótese alguma. Os fornos projetados para operar com ventiladores de tiragem forçada ou induzida. Uma válvula aberta ou mal fechada pode resultar em uma mistura explosiva na câmara de combustão. Colocar em operação os ventiladores que fornecem ar à câmara de combustão. 8. primeiro como purga e em seguida para combustão. JAMAIS SE AFASTE DA VÁLVULA DE DRENAGEM ENQUANTO ESTIVER ABERTA. As caixas de cabeçotes devem estar hermeticamente fechadas. Tentativas desse tipo já resultaram em explosão na câmara de combustão. Certificar-se que todos os condutos de ar e gases de combustão estão livres de óleo e água. Elaborado por: George de Souza Mustafa 4 . Assegurar-se que todas as válvulas de ar para os queimadores e o “damper” da chaminé estão completamente abertas. deve ser feito o seguinte: 1. nunca devem ser apagados ou colocados em operação como se fossem de tiragem natural. Se a linha foi aberta para trabalhos de manutenção. Assegurar-se que não há acúmulo de combustível na câmara. É importante que todo o líquido seja eliminado. Ajustar o zero dos medidores de tiragem e conectá-las às tomadas no forno. 3. Operar o ventilador na vazão especificada e por tempo adequado a fim de obter purga completa da câmara de combustão. Certificar-se de que através das serpentinas está circulando a carga em vazão estável e adequada às condições de severidade operacional do forno. o forno deverá operar senão houver circulação através das serpentinas. face os perigos já comentados. É interessante engraxar as hastes ou os plugs das válvulas individuais dos queimadores. Nunca purgar para dentro da câmara de combustão. O ar somente deve entrar no forno através das virolas de cada queimador. tão logo seja possível assim que o forno for parado. fechando-se a válvula de controle principal de combustível. Remover os flanges cegos (raquetes) da linha de gás combustível. Verificar se dentro da câmara de combustão não existe materiais inflamáveis tais como madeira. O gás entrou no forno através da válvula do queimador que não tinha fechado por esquecimento e se acumulou na câmara de combustão. Toda válvula defeituosa nos sistemas de óleo ou gás combustível deve ter sido reparada durante a parada. 4. Não é difícil imaginar o que ocorreu quando foi colocada a tocha para acender o queimador. 10. EXPLOSÃO! 5. purgá-la de acordo com as instruções operacionais específicas da unidade. O ar será necessário. Em um acidente. Tapar com tijolos refratários as aberturas de acesso. Convém recordar que o combustível ou gás pode infiltrar-se na câmara de combustão através do piso do forno. 6. Os operadores ao fecharem as válvulas individuais dos queimadores esqueceram uma aberta. 9. papel ou trapo. Voltar a verificar se as válvulas do sistema de combustível estão bem fechadas. 7. fechando todas as portas de observação e acessos abertos. A câmara de combustão foi purgada e a válvula principal de gás reaberta.

tão logo seja acionado este dispositivo. Os fornos modernos dispõem de sistemas que cortam os combustíveis para os queimadores através da comutação de uma chave. Rompimento de tubos ou falta de vazão de produto através das serpentinas são condições que requerem a parada imediata do forno. Quando todas as condições descritas acima estão satisfeitas. Ajuste a vazão de ar através do queimador que vai ser aceso. 13. 4. deve-se levar em consideração a máxima segurança para o pessoal de operação e para os equipamentos. Entretanto. cortar carga para as serpentinas e injetar o máximo de vapor possível até que haja um resfriamento seguro dos tubos. os operadores deverão fechar imediatamente as válvulas de combustível para todos os queimadores. injetar vapor de abafamento na câmara de combustão e abrir totalmente o abafador (damper). Se o furo for pequeno o forno pode ser parado através de procedimento normal. ou automaticamente se houver corte na vazão de carga. mantendo abertas as entradas de ar para os demais queimadores. O maior volume de ar entrando no forno. as emergências exigem que os fornos sejam retirados de operação (apagados os maçaricos) o mais rapidamente possível. o seu reacendimento SÓ PODE SER EXECUTADO APÓS CERTIFICAR-SE DE QUE HÁ FLUXO ATRAVÉS DAS SERPENTINAS E QUE A CÂMARA DE COMBUSTÃO ESTÁ ISENTA DE COMBUSTÍVEIS. já é possível acender o primeiro queimador. As medidas a serem tomadas numa emergência não podem esperar que você leia as instruções antes de executá-las. 4. b) Se o forno tem apenas queimadores a gás. Drenar.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 12. b) Insuficiência de liberação Elaborado por: George de Souza Mustafa 5 . fechar as entradas de ar (virolas). Via de regra. APÓS TER SIDO PURGADA. tendo sido cortado totalmente o combustível para os queimadores. injetar vapor pelas conexões próprias existentes ou através de mangueiras colocadas nas aberturas dos queimadores. Se a parada de emergência for motivada por rompimento de tubos deve-se apagar todos os maçaricos.4 PARADA DE EMERGÊNCIA As vezes ocorrem paradas de emergência nas unidades de processo. Purgar o forno – Em fornos ou caldeiras de tiragem natural. Proceder da seguinte forma: a) Se o forno tem queimadores combinados colocar a “caneta” de óleo combustível na posição e abrir toda a válvula de vapor de atomização. usar vapor para a purga.5 PROBLEMAS OPERACIONAIS PROBLEMAS COM QUEIMADORES A GÁS a) Maçarico apagado Causa nº 1 : grande quantidade de ar para o queimador. minimizará o perigo de explosão se por descuido entrar combustível na câmara. e expulsar da câmara de combustão possíveis misturas inflamáveis. Os operadores devem conhecer os procedimentos necessários para que as conseqüências da emergência sejam a menos danosa possíveis. manter fechada a válvula de combustível. c) Manter a injeção de vapor por tempo suficiente para obter uma tiragem adequada. Isto aquece o ar da câmara de combustão e produz tiragem. empobrecendo a mistura Solução : restringir o ar até que a chama apresente maior “firmeza” Causa nº 2 : verificar se há nível no tambor separador e/ou na linha e anel de gás. Em qualquer parada de emergência. No caso da parada do forno. Os fornos mais modernos dispõem de conexões nas câmaras de combustão para purga e abafamento. Simultaneamente.

Causa nº 2 : poder calorífico baixo. resfriará o bloco refratário a um ponto em que a chama fica instável e se apaga. motivada por problemas nas válvulas controladas. reajustar as condições do forno ou da unidade para a nova situação. Solução : demonstrar o queimador e limpar. dificuldades mecânicas. Solução : se a condição for definitiva ou demorada. c) Péssimas condições de chama Causa nº 1 : falta de ar a combustão Solução : abrir o ar necessário até que se estabilize a combustão Causa nº 2: obstrução dos orifícios do queimador. devido a mudança de composição do gás. Procurar descobrir a causa dos entupimentos d) Pulsação de chama Causa nº 1 : falta de tiragem.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Causa nº 1 : gás insuficiente para os queimadores Solução : verificar se a pressão do anel ou do sistema não está abaixo das necessidades. se necessário. Se o forno não dispuser de óleo combustível. tiragem deficiente ou condensado no vapor. abrir um pouco mais as virolas. finalmente. queimar óleo combustível. Inspecionar os orifícios do bico e da câmara de atomização para verificação de possíveis entupimentos. devido a presença de partículas sólidas. o maçarico deve ser removido. face a temperatura baixa do óleo ou entupimento do bico da câmara de atomização Solução : aumentar temperatura do óleo. Solução : melhorar a atomização d) Fumaça excessiva no interior do forno e chaminé Causa : muitos fatores podem ser responsáveis individualmente ou combinados. caso não sejam constatados visualmente. c) Depósitos de coque no bico do maçarico Causa : atomização imprópria permite a formação de uma película liquida de óleo na superfície do bico que coqueia pelo calor irradiado do bloco refratário. Solução : checar os instrumentos do sistema PROBLEMAS COM QUEIMADORES A ÓLEO a) Gotejamento do maçarico Causa : deficiência de atomização. Causa nº 2 : Ar primário em excesso Solução : admissão de muito ar primário com baixa taxa de fogo. Entretanto. chega ao ponto de acender e apagar. b) Dificuldade de ignição Causa nº 1 : muito vapor de atomização Solução : diminuir o vapor até que a ignição se estabilize. face gás muito pesado arrastando sujeira . a chama começa a pulsar e. Devem ser reinstalados cuidadosamente e de acordo com as instruções do fabricante. Solução : inicialmente abrir lentamente o abafador (damper). Elaborado por: George de Souza Mustafa 6 . mesmo trabalhando em níveis normais de pressão para os queimadores. os mais importantes são: vapor de atomização insuficiente. Se o gotejamento persiste a despeito do aumento de temperatura até o máximo permissível. Causa nº 2 : variação na pressão de suprimento do gás. Assim que a tiragem em um forno se acaba ou decresce. algumas vezes com explosões. A baixas vazões é desejável reduzir o ar primário a um mínimo ou eliminá-lo completamente. durante a partida é preferível trabalhar com pouco vapor até que tenhamos uma boa ignição.

Como já vimos anteriormente. põe em risco a segurança dos operadores. além da imprescindível inspeção visual das condições operacionais do forno.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Solução : aumentar vapor de atomização abrir abafador e virolas e drenar o condensado das linhas de vapor. podemos acrescentar os seguintes pontos. que devem ser seguidos cuidadosamente. Sempre que se opera um forno com excesso de ar. periodicamente é necessário remover a fuligem das serpentinas. Quando algum gás é queimado ele normalmente estabilizará a chama de óleo e reduzirá a tendência de gotejamento. quando o óleo está muito frio (durante a partida. dessa maneira o volume dos gases da combustão é aumentado. 2. Dessa forma. reação altamente exotérmica. a razão dos componentes deve ser mantida de 3/1. é desejável que ao se fazer ajuste na carga térmica do forno. sempre que a sujeira seja retirada da superfície dos tubos. da queima do CO para CO2. 4. Na queima simultânea. Pode-se dizer também que a elevação da temperatura da chaminé seja decorrente em alguns casos. Outro procedimento é deixar que uma pequena quantidade de vapor escoe continuamente através das canetas. a pressão positiva. melhorando a ignição). a queima constante de gás ajudará a atomização e vaporização do óleo. quando ao mesmo tempo em que melhora a troca de calor na zona de convecção é reduzido o consumo de combustível. Por isso. Nos fornos que queimam óleo combustível. indistintamente gás/óleo ou óleo/gás e nunca 1/1. É importante que. elevando-se consumo de combustível e consequentemente aumentando-se o oxigênio necessário à combustão. seja reajustada a abertura do abafador. deverão ser retiradas as canetas de óleo para evitar superaquecimento do metal ou coqueamento do óleo ainda existente no maçarico. mantendo-as limpas e evitando o superaquecimento. Em alguns casos. o problema é agravado pela disposição de fuligem nos tubos da convecção que prejudica ainda mais a troca de calor como já vimos. propiciando uma temperatura mais elevada na chaminé. além de ser danosa ao equipamento. já que a capacidade de troca de calor na zona de convecção é limitada pela vazão do produto circulante na serpentina dessa região. Entretanto. PROBLEMAS COM QUEIMADORES COMBINADOS Os procedimentos para sanar problemas nos queimadores combinados são os mesmos aplicáveis aos queimadores de óleo e gás quando funcionam separadamente. sejam reajustadas as entradas de ar para os queimadores. tomando-se como referencia os medidores de tiragem. TEMPERATURA ALTA DA CHAMINÉ Pode-se dizer que a elevação da temperatura da chaminé. PRESSÃO POSITIVA A ocorrência de pressão positiva no interior do forno. começa com um excesso de ar além do necessário à combustão. bem como a abertura do abafador para que não se reinicie o ciclo vicioso. Quando se está queimando somente gás. é conseqüência do posicionamento da abertura do abafador (damper) contra uma elevação crescente do volume dos gases da combustão. 3. 1. Elaborado por: George de Souza Mustafa 7 . leva a necessidade de consumir mais combustível. Acender primeiro o maçarico a gás combustível.

com uma condição entálpica de 639kcal/kg. a massa de água até o ponto B onde somente se tem vapor. poderemos observar que a mesma entra em ebulição a 100ºC com um consumo de 100 kcal/kg que corresponde à entalpia de saturação de água . pode-se observar um consumo de 539 kcal/kg . assim. Temos. até sua completa evaporação. CALDEIRAS 5. nestas condições. reduzindo-se assim. O grau de superaquecimento do vapor é definido pela diferença de sua temperatura e a do vapor saturado à pressão de trabalho. Atingido o ponto B.definido pela semi-reta AO da fig. gradativamente.do ponto A ao B entalpia de vaporização .hfg. cuja condição entálpica será função do grau de superaquecimento.1. Tomando-se a água à pressão de 760 mm Hg e aquecendo-a a partir de 0ºC. e com prosseguimento do aquecimento. observa-se a passagem da água à fase vapor. O vapor. Prosseguindo ainda o aquecimento. o vapor saturado. Atingida a temperatura de 100ºC.hg . podemos observar um gradativo aumento de temperatura do vapor até um certo limite. a temperatura é mantida constante e igual ao do ponto de ebulição da água à pressão em que se procede o trabalho. teremos o vapor saturado . que varia em função da pressão de trabalho.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 5. Até este ponto. passamos a ter o vapor superaquecido.1 VAPOR D'ÁGUA Quando se aquece uma certa massa de água em condições isobáricas. Tudo isto pode ser representado graficamente.hf . Isso tudo é válido para qualquer pressão de trabalho. observa-se um gradativo aumento de temperatura até atingir o ponto de ebulição. a água passa a emitir vapor do ponto a ao B. como demonstra a figura abaixo. Continuando-se o aquecimento. Elaborado por: George de Souza Mustafa 8 . com evidente variação de temperatura e condições entálpicas. Temp ºC p = 760 mm Hg 200 150 A hfg = 539 50 100 0 hf hg 639 B C 100 Entalpia Kcal/Kg Atingido o ponto B. Neste processo de evaporação. vem a ser o vapor superaquecido.

até atingir o ponto crítico. das condições entálpicas do vapor a várias pressões. variação BC Trabalhando-se em várias pressões poderemos observar um comportamento semelhante ao apresentado na figura abaixo.hg = 639 kcal/kg 4.72 504. Entalpia de saturação (hf) + entalpia de vaporização (hfg) = = entalpia total do vapor (hg) Nota-se a variação da temperatura de ebulição da água com a variação de pressão e.00 80.10 Entalpia do vapor saturado kcal/kg hg 597. entalpia de vaporização AB .61 631.00 Temperatura de saturação ºC 0.83 656.ponto B .006 0.86 99.01 539.00 80.81 638.80 99. entalpia de superaquecimento. O tabelamento dos dados acima resulta: Propriedades do vapor saturado Pressão de saturação absoluta 2 kg/cm 0.02 Entalpia de vaporização kcal/kg hfg 597.09 151. ao mesmo tempo.11 152.00 5. entalpia total de vaporização .hf = 100 kcal/kg 2.50 1.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Da figura acima podemos resumir: 1.1 Entalpia da água saturada kcal/kg hf 0. entalpia de saturação OA .12 Elaborado por: George de Souza Mustafa 9 .61 551.hfg = 539 kcal/kg 3.

70 393. TABELA DE VAPOR SATURADO A constante consulta de dados relativos ao vapor por parte dos técnicos resultou na necessidade da elaboração de tabelas técnicas.01 312.95 668. 2.1 374.5 293.10 376.27 274.16 669.16 301. saturação .00 60. 3.9 309.o vapor.00 150.m /kg ou cu. não saturado.36 668.30 346. resultando assim um vapor não saturado. o que varia geralmente de 2 a 6%.5 340.46 258.1 181.ft/lb. O vapor que apresenta a qualidade 100% é aquele que não contém gotículas d'água em suspensão.4 232.00 151.7 274.2 262.00 50.90 452. o que corresponde ao comumente denominado título de um vapor.49 481.30 429.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 10. Dificilmente se consegue produzir em instalações industriais o vapor perfeitamente saturado. arrasta gotículas d'água.76 431. 4%.00 662.20 243. Volume específico do liquido .kcal/kg ou Btu/lb.90 361.30 331. podendo conter 2%. etc.20 288. O grau de saturação de um vapor é expresso em função da percentagem de gotículas d'água que o acompanha.00 80. onde se encontram vários dados relativos ao vapor em função da pressão de trabalho: 1.8 249.ºC ou ºF.0 211.00 40. Entalpia do vapor . 3%.30 665.hf.86 239. sempre ocorrerão gotículas d'água em suspensão. Denominamos de grau de saturação de vapor ou qualidade de um vapor.6 364. 3 Elaborado por: George de Souza Mustafa 10 .00 225. O vapor assim formado é um vapor úmido.31 658.90 381.00 20. contém 5% de gotículas d'água em suspensão.06 662.47 333.90 410.00 30.49 Grau de saturação de um vapor .17 651.69 323. Liquido saturado .3 284.99 655.05 215.00 200.00 100.97 667. e o que apresenta a qualidade 95%.6 301. quando se forma.51 501. as quais permanecem em supressão na sua massa. Temperatura de.00 70.20 0.10 624.71 501.76 582.00 90.70 317.36 179.

kcal/kg ºC ou Btu/lb ºF. Vapor saturado . os valores contidos nas tabelas não são exatamente coincidentes devido às técnicas de sua elaboração. são de suficiente precisão. Nos trabalhos técnicos. Elaborado por: George de Souza Mustafa 11 . Entropia do vapor . contudo.Sf.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Entalpia de vaporização . Como já nos referimos. recorre-se às tabelas clássicas elaboradas com dados obtidos em organizações internacionais com todos os recursos técnicos.hg 4. Vapor saturado .Sg. Na maioria das vezes. Líquido saturado .hfg. sempre se recorre à tabelas de vapor para se obter dados necessários para cálculos. Esses dados são calculados tecnicamente ou obtidos com auxílio de experimentações técnicas acuradas.

33 108.82 576.00 2.11 104.00109 0.00 24.5484 0.06 0.66 32.1 130.76 580.583 1.462 1.00 3.66 32.42 669.88 618.7 257.55 56.55 59.2 151.46 130.00108 0.6521 0.4 168.2 141.73 642.58 137.5766 0.56 35.598 1.6718 Entropia vapor 2.083 2.9 151.667 1.00 30.00111 0.1230 0.732 1.5273 0.049 2.46 243.00101 0.76 608.00 38.31 616.455 1.9 135.20 0.5036 0.678 1.54 119.4082 0.43 669.672 1.38 619.2592 0.4593 0.604 1.39 652.4030 0.95 10.1 173.00110 0.5184 0.1401 0.0848 0.00 36.60 0.20 1.0535 0.2188 0.778 1.00100 0.0 232.6 125.00115 0.1 190.467 1.29 660.800 1.15 45.00 606.00105 0.32 226.22 606.3 165.0599 0.61 617.60 68.3917 0.8 243.6655 0.0608 0.6 206.7 209.06 614.725 1.53 35.9 125.05 207.50 620.4330 0.72 204.45 28.36 623.1 174.15 647.83 41.3236 0.00111 0.94 620.45 92.05 602.00104 0.966 1.59 621.2 253.00116 0.592 1.00 9.2243 0.83 640.00110 0.9 155.69 143.51 611.6 215.42 80.0832 0.21 7.3460 0.95 125.56 660.00119 0.4739 0.82 584.00116 0.93 668.4180 0.20 3.3 239.96 648.1 Volume específico líquido 0.575 1.80 2.00 26.609 1.1342 0.00106 0.5507 0.2777 0.4133 0.3638 0.00 16.6 143.623 1.4424 0.7604 0.4 200.16 668.02 155.18 594.50 10.1066 0.79 28.00 40.1 161.493 1.52 615.4 216.0 246.00100 0.00100 0.1 142.60 1.48 251.3488 0.33 669.00 12.689 1.88 619.913 1.2 252.815 1.0 169.1014 0.38 638.4668 0.6125 0.2311 0.525 1.86 221.1260 0.639 1.111 0.56 35.00121 0.00107 0.00117 0.00105 0.28 Elaborado por: George de Souza Mustafa 12 .43 53.00111 0.00104 0.5355 0.80 3.871 1.63 636.500 1.00123 0.447 Energia interna líquido 0.96 616.12 657.69 139.8 212.53 579.259 1.80 141.990 1.50 5.00 Temp.30 173.43 53.30 0.1123 0.1539 0.17 45.83 620.901 0.40 0.1 154.857 1.125 1.18 18.00 17.5 250.83 235.60 3.92 176.74 619.45 621.00120 0.6 132.04 662.60 621.00124 0.2446 0.00106 0.30 572.69 613.66 607.97 99.8 179.648 1.636 0.52 666.5645 0.29 669.00113 0.84 41.3817 0.43 53.73 645.781 2.00106 0.3354 0.60 59.04 645.66 32.00126 vapor 206.00105 0.00108 0.41 581.92 656.00103 0.61 665.54 35.4 130.3096 0.00 28.80 85.00 17.26 23.99 99.70 591.92 616.02 0.5577 0.74 Entalpia vapor 597.1 162.00118 0.00100 0.85 658.26 577.2078 0.15 0.00101 0.6374 0.656 1.530 1.4214 0.55 621.51 609.00 22.3 108.11 104.4 206.4983 0.23 254.68 574.00 34.1 260.7 225.39 68.41 92.83 41.98 133.0482 líquido 0.96 649.0 183.4938 0.00 14.00109 0.4 193.553 1.00107 0.452 1.00112 0.03 0.6 139.80 258.00 17.95 605.00112 0.29 667.6169 0. de sat.4 203.7 176.46 631.11 629.7 194.3 220.702 1.6 247.746 1.73 614.10 603.81 28.53 68.50 8.16 612.81 633.9 147.516 1.80 85.0507 0.1976 0.00101 0.2436 0.04 615.5 180.722 1.2 220.61 64.76 128.04 589.56 168.46 611. kg/cm2 0.60 2.566 1.27 261.682 1.24 607.4868 0.00 13.8 225.91 64.52 662.61 604.486 1.57 598.50 189.40 3.07 669.5 147.22 608.72 621.02 625.84 601.5088 0.2932 0.5 128.00115 0.28 651.1434 0.457 1.00 5.33 643.11 621.00100 0.325 4.7055 0.473 1.1663 0.0784 0.00102 0.630 1.60 667.2602 0.4 172.712 1.5 119.6295 0.70 621.00125 0.0 229.30 213.59 615.05 608.006 0.21 612.652 1.51 618.80 1.35 80.00 17.97 99.20 210.8 236.40 1.00 8.00124 0.05 185.1537 0.994 0.4927 0.80 4.40 2.97 668.00 20.00102 0.83 112.3 119.76 659.27 46.60 75.04 0.81 28.43 612.08 0.71 193.25 0.588 1.72 669.31 617.00103 0.6211 0.60 75.00105 0.00 32.58 609.833 1.55 596.995 0.00122 0.58 651.10 0.541 1.005 1.3 135.1792 0.2 189.6 242.2 139.14 657.7 116.67 64.44 14.5 vapor 568.5708 0.546 1.00108 0.38 669.479 1.50 6.5808 0.4707 0.1 234.05 0.49 586.00107 0.760 1.04 627.2980 0.00 7.661 1.00114 0.50 9.5433 0.89 664.1 197.00107 0.00113 0.00115 0.4511 0.60 654.615 1.2 108.35 80.5 137.520 1.5931 0.7 128.22 23.60 171.5 176.41 92.80 621.7 246.6031 0.00110 0. ºC 0.00107 0.7 158.1808 0.6448 0.4224 0.3554 0.5197 0.93 116.6 159.0728 0.18 620.3975 0.00 15.00117 0.7 112.26 23.890 1.6589 0.3 203.00 19.00 18.9 133.1125 0.10 603.1189 0.025 2.36 665.4805 0.36 593.74 líquido 0.17 230.13 215.4 171.89 652.00 1.00102 0.41 621.948 1.00 6.72 24.8 185.95 663.54 588.0680 0.67 621.50 0.16 200.20 668.86 85.46 165.319 5.6580 0.40 614.2122 0.299 2.95 667.559 1.2 178.188 2.4 238.43 599.2 196.36 669.90 661.63 607.74 181.99 653.68 75.067 3.00100 0.78 650.00101 0.40 135.535 1.2720 0.62 621.44 178.25 162.0924 0.0000 0.2 164.9 116.3854 0.50 7.74 159.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Propriedades do vapor saturado Pressão de sat.02 152.7 200.1 137.00 4.15 45.2 187.7 141.00 11.53 68.19 239.3214 0.51 610.1979 0.00 42.3787 0.00100 0.54 662.579 1.2 249.1 208.788 6.90 666.8 112.2 167.5 230.0565 0.00123 0.54 197.09 104.507 1.60 148.5853 0.8 211.

200.kcal/kg do líquido . Considerando a pressão ambiente igual a 1 atm resulta: Pressão absoluta = pressão relativa + 1.Sf do vapor . Deve-se recordar que os valores obtidos nas tabelas são expressos em função da pressão absoluta e que a pressão manométrica. 15 ata (pressão absoluta.7ºC.1342 Entalpia .00.72 do vapor hg = 666. EXEMPLO NUMÉRICO 1 Exprimir os valores termodinâmicos do vapor d'água à pressão de l5 atmosferas absolutas. teremos: • Vapor de l5 atm: Temperatura de saturação ts= 194. Elaborado por: George de Souza Mustafa 13 . o dinâmicos são obtidos diretamente em tabelas de vapor.30 do vapor . Recorrendo-se à tabela.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA VAPOR SATURADO É o vapor isento de gotículas de água em suspensão.Vg = 0.hf = 465. Volume específico .Vf = 0.M3 /kg: do líquido .00115 do vapor .52 de evaporação: hfg = hg . Os seus dados termo.Sg = 0.619. é expressa em pressão relativa.541 de evaporação Sfg = Sg = Sf Energia interna .38 Obtêm-se assim os valores termodinâmicos do vapor saturado.kcal/kg ºC do líquido . hf = 200. indicada nos manômetros.kcal/kg do líquido. Pressão absoluta = pressão relativa + pressão ambiente.8 Entropia .5507 = 1. em atmosferas).

x) x l 00 Dessa maneira a entalpia de um vapor úmido pode ser calculada: hfgx = x . pode-se calcular o seu volume específico e a sua entropia: Vgx = x . Dados obtidos na tabela: vapor saturado e seco: 15 ata ts = 197. = 200. Vf + (l .07 X 200. o restante é água arrastada à mesma temperatura do vapor. O arraste varia de l a 10% na maioria dos casos. como poderemos observar em exemplos numéricos que seguem: EXEMPLO NUMÉRICO 2 Calcular a entalpia do vapor d'água úmido à pressão de 15 ata com a qualidade de 93%. O teor de água é variável e expresso pela sua qualidade.x) . suas condições entálpicas são reduzidas.80 kcal/kg Qualidade do vapor 93% hfgx = 0.72 + 447.x) ) x 100 = grau de saturação do vapor.48 kcal/kg Analisando-se o problema. geralmente expresso em percentagem.x) .0. as condições entálpicas são alteradas.72 + 0. Em conseqüência.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA VAPOR ÚMIDO É o vapor acompanhado de gotículas de água em suspensão. As suas condições termodinâmicas são alteradas pela presença de água em suspensão. Designando por x o teor de umidade contido no vapor.72 + (l . Sempre se observa um arraste de gotículas d'água pelo vapor produzido. = hf + hfg. correspondendo assim a vapores de qualidade de 99 a 90%. De maneira semelhante.93 X 465.07) . 465. Vg Elaborado por: George de Souza Mustafa 14 .72 kcal/kg hg = 666.52 kcal/kg hfg = 465. (l .80 hfgx = 0.hf + (l . Dificilmente um gerador de vapor produz um vapor saturado sem que o mesmo seja equipado com dispositivo de secagem de vapor.hfg hgx = hf + hfgx onde: x = teor de umidade do vapor. 24 = 647. o seu grau de saturação será: onde: (1 .07 X 200. vê-se que o vapor contém somente 93% de vapor.4ºC hf = 200.8 hgx . que indica o teor de água contido no vapor. Evidentemente.

05 .00116 + 0.525 kcal/kgºC 3 3 Título do vapor 95% Resolução: l .5708 kcal/kgºC 1. Sf + (l .95 X 1.60 kcal/kg 0. e os seus dados são obtidos nas tabelas de vapor. Sf + (l .05 X 210.95 X 667.l ºC 0.73 kcal/kg 3 .1 125 Vgx = 0.Entalpia: hgx = x . Sg = 0.00116 m /kg 0. hg hgx = 0.Entropia: Sgx Sgx Sgx = x .Vg Vgx = 0.X) .5708 + 0. obtendo-se resultados não perfeitamente reais. necessitando assim um recálculo de suas condições termodinâmicas.525 = 1.4773 kcal/kgºC 3 O vapor d'água com o grau de saturação 100 é o vapor saturado. Vapor saturado e seco à pressão de 18 atm. na maioria das vezes ele é úmido. Elaborado por: George de Souza Mustafa 15 .x) .30 + 0. Dificilmente se encontra em instalações industriais o vapor perfeitamente saturado.x) . às tabelas de vapor saturado. Vf + (l .UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Sgx = x . ts = Vf = Vg = hf = hg = Sf = Sg = 206. Sg EXEMPLO NUMÉRICO 3 Calcular o volume específico.Volume específico: Vgx = x . recorre-se com mais freqüência para o cálculo do vapor. entalpia e entropia de um vapor saturado à pressão de 18 ata com a qualidade de 95%. 0.60 hgx = 644. Em trabalhos teóricos.30 kcal/kg 667. hf + (l .1125 m /kg 210.x) .05 X 0. não se considerando a sua umidade.1069 m /kg 2 .95 X 0. como demonstram os exemplos numéricos 2 e 3.

hsup = hg + cp(tsup . (tsup .4ºC hg = 666. (tsup .95 + 0.722 X 50 hsup = 703.5% das condições iniciais. De maneira semelhante. as condições entálpicas de um vapor superaquecido serão maiores que as do vapor saturado.tsat) EXEMPLO NUMÉRICO 4 Calcular as condições entálpicas de um vapor d'água superaquecido de 50ºC.tsat) = grau de superaquecimento do vapor.1 kcal/ kg ~ 5. pode-se calcular para o vapor superaquecido o volume específico e a entropia.95 + 0.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA VAPOR SUPERAQUECIDO É o vapor saturado com temperatura superior à de saturação.05 kcal/kg Observa-se assim que o superaquecimento do vapor apresentou um acréscimo em entalpia de 36. Elaborado por: George de Souza Mustafa 16 .95 kcal/kg Tabela de Cp do vapor d'água Calor específico do -vapor d'água a 200ºC: Cp = 0.722 cal/gºC hsup = 666. resulta daí que o aquecimento do vapor saturado pode ser expresso como seque: Hsup = Cp . Resultado: Consultando as tabelas especializadas podemos obter os dados: Tabela: ts = 200.Tabela de vapor superaquecido que não será incluída neste trabalho. Sabemos que o aquecimento de uma mistura qualquer está diretamente relacionado com o seu calor específico e o gradiente de temperatura.722 (250 . tsat = temperatura do vapor saturado. tsup = temperatura de superaquecimento do vapor. Assim. à pressão de 16 ata (pressão absoluta). Os valores referidos são encontrados em tabelas especiais . resulta de um superaquecimento do vapor saturado.tsat) onde: cp = calor específico do vapor à pressão de trabalho. mantida a pressão constante.200) hsup = 666. Grau de superaquecimento é expresso pela diferença de temperatura entre o vapor superaquecido e a sua temperatura de saturação.

todas as indústrias. Cada indústria tem seus equipamentos e seus métodos especializadas que dependem do caráter e das necessidades de seus produtos. Esses seis Pontos serão discutidos em rápidas considerações a seguir. contém elevadas condições entálpicas 3. condensa-se cedendo ao meio a sua entalpia de condensação. com limitações práticas em função da temperatura em que se pode trabalhar.hf. formando assim coeficiente de película que apresenta boa condutividade térmica. inodoro e insípido 5. cede ao meio a sua entalpia de condensação . a seguir. VANTAGENS DO VAPOR COMO AGENTE DE AQUECIMENTO O vapor é empregado em aquecimentos como elemento transportador de calor: 1. pode ser empregado Para produção de energia (vapor superaquecido) e depois para aquecimento (vapor saturado). o vapor são comuns . é produzido a partir d'água.não alterando a sua temperatura. CONDENSAÇÃO DO VAPOR O vapor saturado. O emprego do vapor nas indústrias é tão intenso que somente podemos discutir no presente trabalho os princípios gerais que norteiam o seu emprego. que é barata e abundante na natureza 4. observando-se condições básicas semelhantes e comuns a todos os processos que empregam o vapor como fonte de aquecimento. dependendo da natureza da indústria e do processo. é limpo. ao se condensar. De uma maneira geral. o vapor é empregado de diversas maneiras. utilizando assim o vapor em forma adequada a seus processos. pois apresentam dependência mútua. l .hfg . Apesar da grande diversidade de aplicação e do equipamento especial empregado. EMPREGO DO VAPOR COMO AGENTE DE AQUECIMENTO Em processos industriais. Condições idênticas ocorrem com o vapor úmido cedendo (l x)hfg . sendo que os quatro primeiros não podem ser separados completamente. não oferecendo nenhuma vantagem em transmissão de calor frente ao vapor saturado que se condensa facilmente. De todos os meios conhecidos para a distribuição e aplicação do calor em processos industriais. O processo se passa. o vapor é o mais extensamente empregado. os princípios da utilização. em duas etapas: primeiro o vapor se esfria até a temperatura de saturação e. Já com o vapor superaquecido o mesmo não sucede. o vapor somente é empregado em temperatura com o limite máximo de 200ºC.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA O vapor superaquecido é de difícil condensação em processos de aquecimento.O vapor cede seu calor à temperatura constante Elaborado por: George de Souza Mustafa 17 . assim. No processo de condensação o vapor troca calor e aquece o meio em que se encontra. o vapor pode ser aplicado uma ou mais vezes sucessivamente 6. cede seu calor à temperatura constante 2. pois o vapor se encontra em temperatura superior à de saturação.

poderá ser utilizado em sistemas de aquecimento. o ar ou o gás no processo de troca térmica. condições que se tornam inadequadas em muitos processos. redução de temperatura. Não é inflamável e nem apresenta propriedades comburentes. principalmente quando se trabalha com vapor superaquecido para gerar energia térmica. evitando dispositivos de controle. para ceder o seu calor. após ser utilizado em turbinas em altas pressões e superaquecido. em temperaturas médias. Além disso. além do mais. condutividade térmica etc. consumindo com isso aproximadamente 10 kcal/kg. ou um líquido. Na natureza não existe nenhum produto que se assemelhe à água na produção de vapor. 6 . um vapor após ser condensado a certa pressão. é um produto de baixo custo e abundante. um vapor de 0. 2 . Essa propriedade do vapor é devida à sua elevada entalpia. As considerações acima podem ser analisadas em conjunto. e conseguindo-se uma fiei reprodução a qualquer momento. reduzir a sua pressão ou proceder à sua expansão. efetuando esse trabalho à temperatura constante. poderá ser expandido a menor pressão ou comprimido a pressões maiores por termocompressão. pois estão intima.O vapor é limpo.O vapor pode ser empregado para produção de energia e depois para aquecimento. O vapor d'água contém. se resfriam e já o vapor d'água pode ceder praticamente 80% de seu calor sem variação de temperatura.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Essa propriedade é muito importante em processos industriais. torna-se necessário circular um grande volume de água. que não apresenta similar na natureza. para que essa redução de temperatura seja pequena. Por outro lado. inodoro e insípido Somente com água pode-se conseguir um vapor límpido. também. não contaminando assim os produtos em processamento e não afetando a higiene do ambiente. somente poderia ser um produto que apresente propriedades semelhantes à água: ponto de ebulição. cerca de 25 vezes mais calor que o peso do ar ou gás de combustão à mesma temperatura. 3 . quando condensado. inodoro e insípido. cede a sua entalpia de condensação à superfície de aquecimento. simplificando economicamente as operações. dos processos de aquecimento.O vapor apresenta elevadas condições entálpicas Isso significa que se pode conduzir por tubulação de pequeno diâmetro grande quantidade de calor. no estado líquido. o vapor. nem mesmo produtos sintéticos. 5 . pode ser empregada como veículo de transporte de calor. dando origem a um vapor relativamente barato. estes somente poderão apresentar resultados semelhantes ao vapor em temperaturas muito elevadas. A água. A razão dessa propriedade é que o vapor.7 kg/cm poderá ser comprimido a 12 kg/cm compressão. Se comparado Com um gás qualquer. permitindo um controle perfeito. 2 2 Elaborado por: George de Souza Mustafa 18 . mente associadas.O vapor se produz a partir da água que é barata e abundante Para competir com a água na produção de vapor.O calor do vapor pode ser empregado várias vezes sucessivamente. bastando para isso. ao condensar-se. havendo. A temperatura de aquecimento é regulada unicamente pela pressão de trabalho. calor latente de vaporização. 4 . Assim.

85 kcal/kg e a sua temperatura de 158.90 kcal/kg ∆H2 = M .872 kcal Massa resultante da mistura: t = 85. Resolução: A entalpia do vapor de 6 ata é de 657. Nos sistemas de aquecimento.4ºC hf = 171. As instalações se tornam mais complexas e caras.872 1. por motivos econômicos.lºC. Elaborado por: George de Souza Mustafa 19 . 500 X 1.0 kcal Calor da mistura: ∆H = ∆H1 + ∆H2 = 85.4 kcal/kg e à medida que a pressão aumenta. em pressões que variam de 4 a 16 atmosferas absolutas em temperaturas compreendidas entre 140 e 200ºC. Essas propriedades são largamente utilizadas pelos técnicos.500 kg de água com 22ºC e Cp = 1. o vapor mais empregado é o de baixa pressão. pois pode-se conseguir. menor é a entalpia de condensação.000 kcal Condições entálpicas do vapor de 8 ata Vapor de 8 atm ts = 169.00 X 22 = 33.30 kcal/kg hg = 660.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA PRESSÃO DO VAPOR. variando a pressão observam-se conseqüentes variações da temperatura e da entalpia do vapor. com isso. o vapor com 4 ata apresenta a entalpia de condensação de 510 kcal/kg e já um de 16 ata.872.500 kg de água em temperatura ambiente de 22ºC. Além do mais. TEMPERATURA E ENTALPIA A pressão. repercutindo sensivelmente nos processos de aquecimento. H2 = 80 X 660.90 = 52. dificilmente se empregam vapores em sistemas de aquecimento com temperatura acima de 200ºC. 462. EXEMPLO NUMÉRICO 5 Calcular a temperatura resultante da mistura de 80 kg de vapor de 8 ata em uma massa de 1. condições de trabalho completamente distintas.000 cal/gºC apresenta uma condição entálpica: Q = ∆H1 = M .580 ≅ 54. Cp X t Q = ∆H1 = 1. exigindo dispositivos de segurança e tubulações especiais. Resolução: 1. temperatura e entalpia do vapor estão intimamente relacionadas. hg.4ºC EXEMPLO NUMÉRICO 6 Calcular a quantidade de água cuja temperatura pode ser elevada de l5ºC a 85ºC com l kg de vapor de 6 ata.

Recorrendo-se à tabela de vapor (tabela 2) e coletando dados do vapor de 9 atm.493.5 . isolado termicamente do meio.116 .44 kcal/kg hg = 662. 9. de aço comum. a quantidade de água que poderá ser aquecida será de aproximadamente: 8.0 kcal Consumo de vapor = Os = 116.116 cal/gºC Resolução: ∆H1 = Cp . em conseqüência.85 .85 kcal.0 kg de vapor Temperatura do trocador de calor = 174. Resolução: Vapor de B ate + pressão ambiente (l atm) = 9 ata.04 Kcal/kg hfg = 483.500 .UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA As condições entálpicas da água a 85ºC são praticamente de 85 kcal/kg. uma mistura de 1.0 X 0. (174. 6. Resolução: Vapor com 10% de umidade. com um peso de 6.0 ata: Elaborado por: George de Souza Mustafa 20 .493.20ºC) ∆H1 = 116.95 ≅ 7. logo.0 kg de água 85 .60 kcal/kg Calor específico do aço comum: Cp = 0. empregando para isso um vapor de 8 atmosferas efetivas.8 kg de água Na prática. M∆t M = massa do corpo a aquecer ∆H1 = 0.5ºC hf = 176.85 = 572.5ºC EXEMPLO NUMÉRICO 8 Proceder ao mesmo cálculo do problema anterior recorrendo-se a um vapor saturado com 10% de umidade à pressão de 9 atmosferas absolutas. resulta em um aumento de temperatura de 5ºC.000 kg de água e 10 kg de vapor saturado de 1 ata. Definir a temperatura final do trocador de calor e o consumo de vapor para aquecê-lo.60 Consumo de vapor ≅ 24 I.0 hfg 483. para aquecer a água até 85ºC serão necessários 657.15 No caso de se empregar um vapor com saturação de 95%. resulta: ts = 174. a quantidade de água que pode ser aquecida de 15 a 85ºC com um quilograma de vapor será: 572.85 = 8. EXEMPLO NUMÉRICO 7 Calcular a quantidade de vapor necessário para aquecer um trocador de calor vazio.5 toneladas.

x) hfg hfg = 0. 662.116 . O quadro abaixo mostra alguns pontos desses aspectos mencionados. que é bastante elevada quando comparada com os fluidos térmicos usuais da indústria.493. O consumo de vapor aumentou.0 kcal Consumo de vapor: Vapor = Os (1.44 + 0.0 0. o trocador de calor será aquecido à temperatura de 174.5ºC. 438.4 0.24% com relação ao vapor saturado seco.15 * Ponto crítico 1 22 43 91 225. hf + (1 .3 330. 6.0 ata.38 kcal/kg Cp do aço 0.493. GENERALIDADES A água.7 771. Cp.5 303.6 120 350 410 510 Entalpia Vaporização (kcal/kg) 539.44 Massa de vapor = 277. de 16.5 .∆t H1 = 0. pela sua abundância na natureza.3 *374. 176.x) hfg . Em ambos os casos.8 815.500 (174.116 cal/gºC H1 = M .hf = 116. Entalpia da Água (valores aproximados) Temperatura de Saturação (ºC) 99 216.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA hfg = x .90 .20) H1 = 116.90 .60 = 412.7 405. no caso de vapor úmido. A característica básica útil da água (vapor d’água) é a entalpia.0 Pressão (ata) Temperatura (ºC) Entalpia Total (kcal/kg) 649.5ºC Analisando os dois casos pode-se observar que o consumo de vapor com 10% de umidade é maior que o do vapor saturado considerados à mesma pressão de trabalho ~ 9.0 747.2 253. uma vez que o vapor se satura na mesma temperatura. desempenhou e desempenha um papel importantíssimo na geração e distribuição da energia (elétrica) na indústria.176.04 .10 .0 501.5 Elaborado por: George de Souza Mustafa 21 .76 kg de vapor Temperatura do trocador = 174.6 447.

0 2. e esta ebulição é dita em filme. as bolhas de vapor liberada passam a interferir com o fluxo do líquido. cai. cresce pois o coeficiente de troca de calor. FUNDAMENTOS TERMODINÂMICOS DA PRODUÇÃO DO VAPOR D’ÁGUA A formação do vapor na temperatura de ebulição tem lugar simultaneamente em toda a massa do líquido.0 71. que conforme a temperatura do restante do fluido.4 65. ou em trechos dele. existe ainda.4 1. Este filme é de vapor superaquecido. ficam de forma de vapor ou se condensam aquecendo o líquido até que todo o fluido esteja à temperatura de saturação. desde que a pressão parcial do vapor acima da superfície seja inferior à de saturação para a temperatura do líquido.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Entalpia do Dowtherm A Temperatura de Saturação (ºC) 216. mas somente na superfície livre. e posteriormente conforme cresce o fluxo de calor. existe um primeiro estágio instável de ebulição. Elaborado por: George de Souza Mustafa 22 . com certo vigor. a diferença notável da pressão para a mesma temperatura de saturação. passa a ser estável.0 179. Neste tipo de ebulição os coeficientes de troca são bastante elevados e a temperatura do metal excede em poucos graus a temperatura de saturação.0 303.0 201. Quando um líquido é aquecido.7 Entalpia Vaporização (kcal/kg) 75. Da mesma maneira que a ebulição nucleada. além da entalpia. TIPOS DE EBULIÇÃO Do ponto de vista troca de calor e dimensionamento é interessante distinguir os processos de ebulição que existem.0 254.0 Como se depreende dos quadros acima. ocorre evaporação e esta sempre precede a ebulição. mas a evaporação tem lugar em temperaturas quaisquer. libertando pequenas bolhas de vapor. b) Ebulição em filme: Processando-se a ebulição nucleada. a) Ebulição nucleada: Ocorre entre a superfície quente e o líquido. crescendo com a temperatura. passando a subsistir um filme de vapor ao longo da superfície de troca de calor. A temperatura do metal do tubo neste caso.9 Pressão (ata) Entalpia Total (kcal/kg) 164. o que leva a espessuras de equipamentos bastante. conforme muda o tipo de ebulição.0 0. é a de saturação ou não. e se eleva conforme cresce o calor trocado.

0 Volume específico (m 3/kg) 10 Massa específica (kg/m 3) EVOLUÇÃO DA ÁGUA INTERNAMENTE À CALDEIRA PROCESSO INTERNO À CALDEIRA Elaborado por: George de Souza Mustafa 23 .1 2.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA DIAGRAMA PXT E PXV (ÁGUA) Pressão Fase sólida Fase Líquida Ponto triplo Ponto p = pressão t = temperatura Vapor Temp. DIAGRAMA PXV E PXρ DO VAPOR D’ÁGUA ρ Pressão (ata) 20 co í fi e c o ec s e sp a do e r l u m s a tu V o p or Va Ma ss sp ae ec í fi c a 0.0 1.0 1.

UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 5. cortina ou parede de água C) Mistas Quanto à energia empregada para o aquecimento: A) Combustíveis Sólidos Líquidos Gases B) Elétricas Jatos-de água Eletrodos submersos Resistores C) Caldeiras de Recuperação Gases de Recuperação Gases de outros processos Produção de soda ou licor negro D) Nuclear Elaborado por: George de Souza Mustafa 24 . Por exemplo. elas podem ser classificadas sob os seguintes aspectos: Quanto à localização água-gases: A) Flamotubulares Verticais Horizontais Fornalhas corrugadas Fornalhas lisas Traseira seca Traseira molhada Observação: todos os tipos acima com 1.2 ou 3 passes B) Aquotubulares Tubos retos Tubos curvos Perfil A Perfil D Perfil O Lâmina.2 CLASSIFICAÇÃO Existem diversas formas para se classificar as caldeiras.

Elaborado por: George de Souza Mustafa 25 . que era perdida na chaminé. Com isso. Resolveram aproveitar esta perda.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Quanto à montagem: A) Caldeiras pré-montadas (compactas) B) Caldeiras montadas em campo Quanto à sustentação A) Caldeiras auto-sustentadas B) Caldeiras mistas C) Sustentação mista Quanto à circulação de água A) Circulação natural B) Circulação forçada C) Combinada Quanto ao sistema de tiragem A) Tiragem natural B) Tiragem forçada C) Tiragem balanceada ou induzida QUANTO À LOCALIZAÇÃO ÁGUA-GASES CALDEIRAS FLAMOTUBULARES Este foi o primeiro tipo de caldeiras construída. tubo-defumaça ou pirotubular. pela tiragem na chaminé. a fim de reduzir o custo do combustível que. A carcaça é construída de chapas que variam de espessura de acordo com o porte da caldeira e a sua pressão pode variar entre 5 a 10 quilogramas-força por centímetro quadrado. aumentando a superfície de aquecimento da água colocando tubos em quantidades suficientes e forçando os gases a passarem pelos tubos em passes. por causa dos gases quentes provenientes da combustão que circulam no interior dos tubos em um ou mais passes. É também chamada de tubo-de-fogo. Sucessivos estudos visando ao aperfeiçoamento das caldeiras revelaram que a temperatura oscilava entre 316 a 427ºC. este tipo ainda continua em uso. na época era o carvão mineral. Podemos ainda classificar as caldeiras flamotubulares em: HORIZONTAIS E VERTICAIS. É o tipo de caldeira mais simples. notamos que a caldeira tipo flamotubular não passa de um cilindro externo que contém a água e um cilindro interno destinado à fornalha. O problema foi resolvido. Segundo o esquema. Muito usada em locomotivas e navios. embora esse tipo de caldeiras não tivesse eficiência superior a 60%. ficando a água por fora dos mesmos. mesmo com o aparecimento de caldeiras mais modernas. depois. Sua tiragem ou saída de gases é normal. o rendimento foi aumentando.

A crescente industrialização em todos os países e a criação de novos métodos industriais.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Outras caldeiras apresentam os dois tubos conjugados. em muito. CALDEIRAS AQUOTUBULARES Quando descrevemos o processo evolutivo por que passaram as caldeiras. No esquema apresentado na figura podemos notar que água é vaporizada nos tubos que constituem a parede mais interna. até que a água entre em ebulição. dando lugar à nova quantidade de água fria que será vaporizada e. vaporiza e sob até o tambor superior. sucessivamente. menor consumo. vimos que nas caldeiras de tubo de fogo primitivas. enquanto que as partículas frias que são mais pesadas descem. Baseados nos princípios de termologia e nas experiências com os tipos de caldeiras existentes na época. aumentado. formando. um movimento contínuo. Podemos ver nitidamente isto quando colocamos água para ferver. a superfície de aquecimento era muito pequena. enfim se fazia necessário criar um novo tipo de caldeira. assim. tendo. sendo que os gases quentes circulam pelos tubos diretos e voltam pelos tubos de retorno. tendo esta superfície sido aumentada à medida que se aumentaram o número de tubos. recebendo calor elas tornam a subir. exigiam caldeiras de maior rendimento. as primeiras partículas aquecidas ficam mais leves e sobem. assim. Recebendo calor primeiro. tais como: baixo rendimento. Elaborado por: George de Souza Mustafa 26 . resolveram os fabricantes inverter aquilo que era feito: trocaram os tubos de fogo por tubos de água. assim. causando alguns inconvenientes. A caldeira tubo-de-água é baseada no fato de que: “quando um líquido é aquecido. Por mais tubos que se colocassem dentro da caldeira. a superfície de aquecimento. esta superfície ainda continuava pequena. demora na produção de vapor etc. rápida produção de vapor. o de aquecimento direto e o de retorno.

a saber: Caldeiras aquotubulares de tubos retos. os tambores estarem colocados no sentido longitudinal ou transversal. Caldeiras aquotubulares de circulação positiva. no sentido longitudinal ou transversal.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Existem diferentes tipos de caldeiras tubo-de-água. conforme ilustra a figura. CALDEIRAS AQUOTUBULARES DE TUBOS RETOS Consiste em um feixe de tubos retos e paralelos que se interligam com o tampo de vapor. Os projetos foram apresentados pelas firmas Babcok & Wilcox e a Steam Muller Corp. podendo. Essas foram as primeiras caldeiras tubo-de-água que surgiram e tinham uma capacidade de 2 produção de 3 a 30 toneladas – vapor/hora com pressões de até 45 kg/cm . Pelos espaços existentes entre os tubos é que circulam os gases quentes. Caldeiras aquotubulares de tubos curvos. através de câmaras. Elaborado por: George de Souza Mustafa 27 . que podem apresentar de um a mais de quatro tambores.

UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA CALDEIRAS DE TUBOS RETOS E TAMBOR LONGITUDINAL CALDEIRAS AQUOTUBULARES DE TUBOS RETOS E TAMBOR TRANSVERSAL Elaborado por: George de Souza Mustafa 28 .

vimos que este tipo de caldeira é muito usada em local de pequeno espaço e em instalações móveis. porém existem aquelas que produzem até 3 vezes mais. Além de serem bastantes práticas para limpar. Elaborado por: George de Souza Mustafa 29 . A capacidade média de uma caldeira deste tipo é de 30 toneladas de vapor por hora. existindo modelos com dois tambores inferiores. CALDEIRAS AQUOTUBULARES COMPACTAS Quando falamos sobre a caldeira tubo-de-fogo compacta.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA CALDEIRAS AQUOTUBULARES DE TUBOS CURVOS A principal característica deste tipo. o que representa grande economia na fabricação e facilidade na manutenção. e um grande volume de água. possibilitam a produção de grande quantidade de vapor. Stirling apresenta três tambores transversais superiores e um inferior. devido à facilidades de transporte. Na figura apresentamos um esquema desse tipo de caldeira. O mesmo ocorre com caldeira aquotubular compacta que também apresenta estas vantagens e mais a de poder entrar em funcionamento imediato. Apresentavam um número de tambores variados. com três tambores superiores e um inferior. Neste primitivo modelo. são os tubos curvos que se unem aos tambores por solda ou madrilamento. As primeiras caldeiras deste tipo foram idealizadas por Stirling.

consequentemente. ocorre por diferenças de densidade. independentemente da circulação natural. Essa caldeira não possui tambor de vapor nem bomba de recirculação. a caldeira Belser que é a mesma caldeira Benson acrescida do tambor de vapor. As caldeiras com circulação positiva podem apresentar bombas externas. Existe. o qual coleta uma pequena parte da água evaporada para o aquecimento da água de entrada. poderá ocorrer um superaquecimento e. A primeira caldeira deste tipo foi a de Fluxo Unidirecional ou “Caldeira de Benson”. CORTE DE UMA CALDEIRA AQUOTUBULAR COMPACTA Os esquemas seguintes apresentam a circulação de água em caldeiras com diferentes formas de tubos. assim como sua capacidade. também. porém. haverá a ruptura dos tubos. Sua grande vantagem é a de sua pressão ilimitada. Se a circulação for deficiente. Elaborado por: George de Souza Mustafa 30 . exige muita perícia na operação.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA CALDEIRAS DE CIRCULAÇÃO POSITIVA A circulação de água nas caldeiras aquotubulares. para forçar a circulação de água ou vapor.

acendimento. controle de combustão. algumas operações são executadas manualmente pelo operador e outras automaticamente. cabendo a ele apenas o controle e verificação dos dispositivos. CALDEIRAS SEMI-AUTOMÁTICAS Entendemos por caldeiras semi-automáticas aquelas que possuem alguns dispositivos manuais e outros automáticos.Geralmente. e recebem dispositivos automáticos. Tudo na caldeira funciona automaticamente: alimentação de óleo e água. Elaborado por: George de Souza Mustafa 31 . Os dispositivos automáticos mais comumente encontrados nesse tipo de caldeiras são os alimentadores de água e de óleo. Estas caldeiras encontram-se em total desuso. etc. são caldeiras manuais antigas que passaram por algumas modificações. É o caso de empresas que utilizam seus entulhos como combustível o que representa grande economia. Portanto. Exemplo: usinas de açúcar que queimam o bagaço da cana.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA QUANTO À OPERAÇÃO CALDEIRAS MANUAIS Todas as caldeiras aqui descritas podem ser operadas manualmente. caldeiras manuais são aquelas que dependem da total vigilância do operador. Em certos casos. Portanto. CALDEIRAS AUTOMÁTICAS Caldeiras automáticas são aquelas cujo trabalho do operador é mínimo. o automatismo total não é conveniente.

uma vez que a sua operação deficiente ou incorreta implica diretamente em gastos adicionais de combustível. • a energia elétrica consumida em alguns equipamentos como. ventilador de exaustão etc. devido às simplificações introduzidas nos cálculos de algumas parcelas. ainda. os diferentes métodos e roteiros de cálculo empregados pelos técnicos nas indústrias ou empresas de engenharia levam algumas vezes a resultados e conclusões não diretamente comparáveis ou que não correspondem à situação real de operação. Dentre estas. ou seja as energias associadas ao vapor para sopragem de fuligem e as purgas são consideradas perdas. determinar as características de suas diferentes partes etc. pontos adequados para retirada de amostras. Neste Apêndice esta parcela não será considerada nos cálculos. é considerada como sendo uma "entrada" de energia no método proposto na norma. Neste Apêndice. bomba de circulação de água.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 5. a Norma ASME (The American Society of Mechanical Engineering) é a mais conhecida. uma vez que algumas informações não são aqui consideradas. Diferem também a sistematização das informações sobre formas de medição. Este tópico vem ao encontro desta necessidade de padronização mínima. no entanto. basicamente nos seguintes pontos: • a norma ASME assume que a energia útil aproveitada pelo gerador de vapor (que é "absorvida" pelo fluido de trabalho) inclui a energia associada ao vapor destinado à sopragem de fuligem. além da energia associada ao vapor efetivamente liberado para o processo. os geradores de vapor são equipamentos cuja verificação é obrigatória. verificar o equipamento sob condições de garantia. existem normas no exterior que são aqui utilizadas. • apresentar e discutir os métodos de cálculo direto e indireto. compará-lo com a condição padrão. ventilador de ar de combustão. principalmente. instrumentação necessária.. procurando atingir os seguintes objetivos: • sistematizar uma metodologia para o cálculo de eficiência de caldeira sob a ótica do uso racional de energia. a energia útil será definida como sendo apenas aquela que é liberada para o processo. Além destas diferenças.das caldeiras. entretanto. O procedimento proposto neste Apêndice difere da norma ASME. • fornecer roteiros de cálculo e informações que permitam a aplicação imediata dos métodos propostos. que não são detalhadas neste Manual. sendo aplicada.3 CÁLCULO DE EFICIÊNCIA Na análise energética de instalação industriais. para verificar o seu desempenho. cabe ressaltar que o método proposto pela norma ASME proporciona resultados mais precisos. capacidade e característica de operação ou. Elaborado por: George de Souza Mustafa 32 . APRESENTAÇÃO DA METODOLOGIA O cálculo de eficiência de caldeiras não possui uma metodologia normalizada no Brasil. quando da recepção do equipamento. • apresentar um exemplo prático de aplicação da metodologia. Uma das formas mais usadas para avaliar a operação destes equipamentos é o cálculo de sua "eficiência". e a energia associada à água purgada da caldeira.

o método aqui proposto é mais adequado. • É possível a comparação de alguns resultados obtidos por este método com os obtidos usando-se a norma ASME. energia útil e perdas. A figura abaixo ilustra o volume de controle aplicado a uma caldeira genérica e os principais fluxos que serão analisados e quantificados no cálculo da eficiência. Estas duas equações são genéricas e aplicadas em qualquer método. é determinada através do chamado "método direto". O desenvolvimento deste trabalho procura destacar a utilização do Poder Calorifico Superior PCS como base de cálculo. pelos motivos citados a seguir. Qu = energia útil absorvida pelo fluido de trabalho (água) por unidade de (kJ/h). e o Poder Calorifico Inferior (PCI) é obtido por cálculo. DEFINIÇÕES E CONCEITOS O balanço de energia para uma caldeira operando em regime permanente de ser escrito de forma simplificada como segue: Qf = Qu+P onde: Qf = energia fornecida à caldeira por unidade de tempo (kJ/h). para os casos de avaliação energética. A eficiência da caldeira. ou da "entrada e saída". normalizado pela ABNT* é o do Poder Calorifico Superior (PCS) a volume constante. P = energia perdida por unidade de tempo (kJ/h). associados a cada uma das parcelas: energia fornecida. pela seguinte Equação: ∈ = Qu Qf (2) (1) A Equação antedor também pode ser escrita como: ∈ = 1P Qf (3) que é a Equação utilizada para a determinação da eficiência pelo chamado "método indireto" ou "método das perdas". As diferenças passam a existir quando se define o volume de controle e se quantifica cada uma das parcelas anteriormente citadas. principalmente para óleos combustíveis. a partir da análise do teor de hidrogênio do combustível. relação entre a energia útil absorvida pelo fluido de trabalho e a energia fornecida. pois em última análise o que se calcula é a eficiência no aproveitamento do combustível para a geração do vapor disponível para processo. que é sujeita a imprecisões. apesar da metodologia diferente. Elaborado por: George de Souza Mustafa 33 .UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Ainda assim. • valor do Poder Calorifico determinado pelo método da Bomba Calorimétrica. uma vez que a base de cálculo é a mesma.

as equações podem ser expressas por: ∈ = qu qf = p qf (7) ∈ (8) que serão as expressões usadas para os cálculos subseqüentes. apresenta-se o método de cálculo da "eficiência".UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA ROTEIRO DE CÁLCULO COMPLETO A seguir. qf = energia fornecida por unidade de massa de combustível (kJ/kgcombustível úmido). = mc . Elaborado por: George de Souza Mustafa 34 . p (4) (5) (6) Assim. qu = energia útil por unidade de massa de combustível (kJ/kgcombustível úmido). p = energia perdida por unidade de massa de combustível (kJ/kgcombustível úmido). qu P onde: mc = vazão em massa de combustível. base úmida (kgcombustível úmido/h). com base no volume de controle indicado na Figura abaixo. A energia útil fornecida e as perdas também podem ser escritas da seguinte forma: Qf = mc . qf Q u = m c .

UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Elaborado por: George de Souza Mustafa 35 .

(cpar+W. hλ + x . ou quando o preaquecimento for feito por alguma fonte de energia da própria caldeira (vapor.. recuperação dos 2 Elaborado por: George de Souza Mustafa 36 . rnc = vazão em massa de combustível em base úmida (kgcombustível úmido/h). (hv .(Tar-Tref)+PCSu onde: cpc = calor específico médio do combustível entre a temperatura de entrada e a temperatura de referência (kJ/kgºC). ou quando se souber previamente que a caldeira possui problemas com a "qualidade" do vapor. título do vapor (%/100). hvT . cpar = calor especifico médio do ar entre a temperatura de referência (kJ/kgºC).19 = valor prático adotado para o calor especifico da água (kJ/kgºC). Ta onde: Ta = temperatura da água de alimentação (ºC). x . 4. hv = entalpia especifica do vapor na pressão e temperatura em que é gerado (kJ/kg) .UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Cálculo da energia útil A equação que calcula a energia útil Por unidade de massa de combustível qu é a seguinte: qu = onde: mv = vazão em massa de vapor gerado. fornecido ao processo (não inclui o vapor gerado utilizado em sopradores de fuligem) (kg/h). A temperatura Tar é igual à temperatura ambiente quando não houver preaquecimento do ar de combustão. entalpia do vapor saturado seco. Tref = temperatura de referência adotada (ºC). é importante determinar o título do vapor gerado com um calorímetro e corrigir a entalpia do vapor como segue: hv = (1 .. Tc = temperatura do combustível na entrada da caldeira (ºC)..ha) mc (9) (10) 1 Em análises mais rigorosas.19 . mar seco = massa de oxigênio necessária (kgar/kgcombustível úmido). Quando a caldeira trabalhar com vapor superaquecido é necessário recorrer à tabela de Vapor Superaquecido para água em função da pressão e temperatura... A parcela referente à entalpia especifica da água de alimentação da caldeira (ha) pode ainda ser expressa por: ha = 4. 2 1 mv .cpv).(Tc-Tref)+mar seco.x) . Cálculo da energia fornecida por unidade de massa de combustível A energia fornecida por unidade de massa de combustível é dada por: qf = cpc. entalpia do líquido saturado. hvT (11) onde: hλ .. ha = entalpia especifica da água de alimentação da caldeira (kJ/h). Tar = temperatura do ar de combustão na entrada (ºC).

purgas). temperatura do combustível na entrada (ºC). a eficiência pelo método direto é calculada por: d = mv . ºC). umidade e poder calorifico do combustível (% em base seca. (hv .cpN2). cpv = calor especifico médio do vapor d'água do ar entre a temperatura Tar e a temperatura de referência (kJ/kgºC). Desta forma. temperatura da água de alimentação (ºC). SO2 = massa de SO2 formada na combustão (kg/kgcombustivel úmido). CO2' cpSO2' cpO2' cpN2 = calor específico médio de cada gás presente na chaminé entre Tref e Tch (kJ/kgºC). cp gases de chaminé.cpSO2+mO2. a menos do vapor útil gerado. Cálculo da eficiência pelo método indireto (perdas) Justifica-se o cálculo da eficiência pelo método indireto quando houver dificuldade ou impossibilidade na obtenção do valor da vazão mássica de combustível ou do vapor. qf (13) O cálculo da eficiência pelo método direto exige as seguintes medições: • vazão mássica de vapor útil que deixa a caldeira (kg/h). Perdas de energia pela chaminé • Entalpia associada aos gases secos na chaminé Pgs = (mCO2 . N2 = massa de nitrogênio nos gases de combustão (kg/kgcombustivel úmido). ou vazão do ar de combustão (kg/h). kJ/kg). • pressão e temperatura do vapor (MPa. 9 e l2.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA W = umidade absoluta do ar (kgágua/kgar seco). Elaborado por: George de Souza Mustafa 37 . caso no qual o dispositivo de aquecimento será considerado no interior do volume de controle. o método apresentado a seguir baseia-se na determinação ou avaliação de cada uma das parcelas das perdas de energia através da superfície de controle. • teor de CO2 ou O2 (base seca) dos gases de chaminé (%). A perda total da unidade de massa de combustível será a somatória de cada perda específica (que será denominada no texto como sendo a entalpia associada a cada fluxo que deixa o volume de controle). % em base úmida. vazão mássica de combustível úmido (kg/h).cpCO2+mSO2.cpO2+mN2. base úmida (kJ/kgcombustivel úmido). Cálculo da eficiência pelo método direto ("entrada/saída") Com base nas Equações 7. composição elementar.ha) mc . PCSu = poder calorifico superior do combustível. temperatura do ar de combustão na entrada (ºC). umidade absoluta do ar ambiente (kgágua/kgar seco).(Tch-Tref) onde: m m m m • • • • • • CO2 = massa de CO2 formada na combustão (kg/kgcombustível úmido). O2 = massa de oxigênio livre nos gases de combustão (kg/kgcombustivel úmido).

Em cálculos práticos. cpv = calor especifico do vapor entre Tch e Tref (kJ/kgºC). (Tch . cpar .UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Tch = temperatura dos gases de chaminé (ºC). temperatura de referência adotada (ºC). cpv = calor especifico médio do vapor d'água entre Tch e Tref (kJ/kgºC). hλv(ref) = entalpia especifica de evaporação da água na temperatura de referência dotada (kJ/kg).4. Pa = H2O .Tref)] onde: m (18) vns = vazão de vapor consumida nos sopradores de fuligem (kg/h).W m (17) onde: m O2 = massa de oxigênio necessária à combustão (kg/kgcombustivel úmido). H2O = m m H2O . (Tch-Tref) + H2O. determinada pela Equação l7. Tref = temperatura de referência adotada (ºC). cpv . caso haja preaquecimento do ar ou água através dos gases de chaminé. W = umidade absoluta do ar ambiente (kgágua/kgar seco). (Ta .29. e proveniente da umidade do combustível e do ar (kg/kgcombustivel úmido). (Tch . Tref = entalpia de evaporação da água na temperatura de referência adotada (Tref) (kJ/kg).cpa . a equação anterior Pode ser substituída sem incorrer em erros significativos por: Pgs = mgs . hλv(ref) m m m (16) onde: H2O = massa de vapor d'água na chaminé por unidade de massa de combustível. Elaborado por: George de Souza Mustafa 38 . respeitada a observação feita para a adoração da temperatura do ar de combustão. • Entalpia associada ao vapor d'água na chaminé proveniente dos sopradores de fuligem A perda absoluta é dada por: Qns = mvns . 3 Note-se que.Tref) (15) 3 onde: mgs = vazão mássica de gases secos na chaminé (kg/kgcombustivel úmido). hλv = 2 442. Tch = Tref = temperatura dos gases efluentes na chaminé (ºC).Tref) + hλv(ref) . esta temperatura deve ser a temperatura a jusante do recuperador. O2. m H2O = massa de vapor d'água na chaminé. [cpv . Entalpia associada ao vapor d'água na chaminé proveniente da combustão do hidrogênio. da umidade do combustível e da umidade do ar.3 kJ/kg. cpar = calor especifico médio do ar entre Tch e Tref (kJ/kgºC). para Tref = 25ºC. formada na combustão do hidrogênio do combustível. por unidade de massa de combustível devido à combustão do hidrogênio e umidade do combustível.

PCSp = poder calorifico do material particulado (simplificadamente adotar Poder Calorifico Superior do carbono: 32 780 kJ/kg). uma forma de avaliar esta perda é: PCO = onde: XCO = fração volumétrica de CO (teor de CO) nos gases de chaminé (base seca) (%/100). na maioria dos casos. pois para temperaturas inferiores a l 000 ºC e com presença de ar em excesso. base úmida (estimada)(kg/h). o que torna sua quantificação complexa. Mp = úmido). mce = vazão mássica de combustível. Elaborado por: George de Souza Mustafa 39 .19 kJ/kgºC). pois esta perda especifica será dada por: Pns = Qns mce onde: Qns = perda absoluta associada ao vapor consumido nos sopradores de fuligem (kJ/h). Ta = temperatura da água de alimentação da caldeira (ºC). a reação CO + 1/2 = CO2 apresenta-se "deslocada para a direita". esta perda envolve a medição de material particulado nos gases de chaminé. De forma simplificada. Tch = temperatura dos gases na chaminé (ºC). • Entalpia associada ao material particulado na chaminé Na queima de combustíveis saídos. (Tch-Tref) onde. • Entalpia associada à presença de CO (monóxido de carbono) nos gases de chaminé Esta perda. não é significativa. No entanto. (19) Pns = entalpia associada ao vapor d'água na chaminé proveniente dos sopradores de fuligem (kJ/kgcombustivel). = parcela combustível da massa de material particulado presente na chaminé Mpc (kg/kgcombustível úmido). esta perda pode ser estimada da seguinte forma: ppt = Mpc . massa de particulado por unidade de massa de combustível (kgparticulado/kgcombustível (21) 5 4 X XCO .Estas frações volumétricas são determinadas pela análise dos gases.256 kJ/kgºC). cpcb . PCSp + Mp .UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA cpa = calor especifico médio da água liquida entre Ta e Tref (kJ/kgºC) (para cálculos práticos adotar cpa = 4. 4 5 . c' = fração mássica de carbono efetivamente queimada na combustão (kg/kgcombustível). XCO2 = fração volumétrica de CO2 (teor de CO2) nos gases de chaminé (base seca) (%/100). Para o cálculo da entalpia associada a este fluxo é necessário estimar a vazão de combustível. 23 680 (kJ/kg) X CO2 + CO (20) cpcb = calor especifico médio do carbono (adotar cpcb = 1. c'.

determinado em ensaio (kgparticulado/m n gás). N2 onde: (24) Vgs = volume de gases secos presentes na chaminé por unidade de massa de combustível 3 (m n/kgcombustivel úmido). SO2 + 0.32 780+1.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Tref = temperatura de referência adotada (ºC). Tλ = temperatura de saturação da água na pressão da caldeira (ºC).7 . uma vez que nos próprios cálculos de combustão o correto seria considerar que existe uma parcela de carbono. CO2 + 0. 7 6 Caso exista um trocador de calor para recuperar as purgas. cpa .8 . 3 m m m tp = teor de particulados na chaminé.51 .7 . PF e Mp = Vgs . Pode-se então reescrever a Equação 21 como6: ppt = (0. [PF.19 kJ/kgºC como valor prático) (kJ/kgºC). Elaborado por: George de Souza Mustafa 40 . PF = perda ao fogo do material particulado coletado na chaminé (kgcombustivel/kgparticulado).(Tch-Tref)] Perdas por purgas A perda absoluta é dada por: Qp = mp . enxofre. CO2 + 0. A parcela Mpc é dada por: Mpc = Mp . Ta = temperatura da água de alimentação da caldeira (ºC). m CO2' SO2' O2' N2 = massa correspondente de gás presente na chaminé (kg/kgcombustível úmido). hidrogênio do combustível que não participa das reações como considerado no caso de existir material queimado junto com as cinzas.256. tp m m (22) (23) m m m Vgs = 0. a temperatura Tλ é igual à temperatura de saturação da água na pressão da caldeira se o volume de controle adotado não incluir este trocador. O2 + 0. que é dada por: pp = Q p mce onde.8 N2). SO2 + O2 + 0.35 .Ta) onde: Qp = cpa 7 m m m m (25) (26) vazão média de água purgada da caldeira (purgas contínuas fictícia de água purgada durante o ensaio para purgas descontinuas (kg/h).51 . = calor especifico da água líquida (adotar cpa = 4. Neste caso também é necessário uma estimativa da vazão mássica de combustível para o cálculo da perda especifica. tp.35 . (Tλ . SO2 + 0. (27) Cabe ressaltar que toda esta formulação não é precisa.

Perdas no cinzeiro Esta perda pode ser dividida em duas parcelas. c1 = teor de carbono no material retirado. mr = massa de material que deixa o volume de controle (combustível não convertido e cinzas) por unidade de massa de combustível (kg/kgcombustivel úmido). (Tmr . Pp = perda especifica associada às purgas (kJ/kgcombusttvel úmido). PCSmr onde: Pmr = Perda especifica associada ao conteúdo energético do material retirado do cinzeiro (cinzas e combustível não convertido) por unidade de massa de combustível (kJ/kg). a análise feita do material retirado do cinzeiro é apenas do teor de carbono não queimado. mr = massa de material retirado por unidade de massa de combustível (kg/kgcombustivel úmido). quais sejam: • Entalpia associada exclusivamente à presença de combustível no material retirado O procedimento correto para a determinação desta perda exige. (base úmida) estimada (kg/h). • Entalpia associada ao material retirado ("calor sensível") Na queima de combustíveis sólidos. base seca (kgcarbono/kgmaterial retirado). cpmr . e a simplificação adotada neste cálculo é: Pmr = mc . C1 (30) onde: mc = massa de carbono não queimado por unidade de massa combustível (kg/kgcombustivel úmido). Na prática. a análise elementar e o poder calorifico da mistura combustível residual mais a cinza propriamente dita. assim como no caso das perdas por particulados na chaminé.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Qp = perda absoluta associada às purgas (kJ/h). 32 780 e mc = [z .(1 -a)/z1 ] . (28) (29) z = fração mássica de cinza no combustível (kg/kgcombustível). a = umidade do combustível (kg/kgcombustível úmido). PCSmr = poder calorifico superior do material retirado (kJ/kg). mce = vazão mássica de combustível. o fluxo através da superfície de controle de cinzas e escórias a alta temperatura implica em perdas que a rigor podem ser calculadas para cada caso em particular. z1 = fração mássica de cinza no material do (kg/kgcombustivel). pela seguinte equação: ptc = mr . (31) Elaborado por: George de Souza Mustafa 41 . Podendo ser calculada como: Pmr = mr .Tref) onde: Ptc = perda específica associada ao calor sensível das cinzas (kJ/kgcombustivel úmido).

fatores cuja influência poderá ser considerada em cálculos mais rigorosos. (33) 8 hv = entalpia especifica na pressão e temperatura em que é gerado (kJ/kg). n = número de paredes d'água ou de ar da caldeira. Neste sentido. Como primeira aproximação. Elaborado por: George de Souza Mustafa 42 . este valor depende da temperatura na qual são tiradas as cinzas e da própria composição das mesmas. Tan = temperatura da água de alimentação na condição nominal (ºC). Para utilização deste método são necessárias as seguintes informações adicionais: mvn = produção de vapor na condição nominal da caldeira (dado de placas) (kg/h). (hv . Pvn = pressão do vapor na condição nominal da caldeira (dado de placas) (MPa). quando não são disponíveis dados mais precisos. • Determinação da energia útil na condição nominal 8 As perdas determinadas por este método já são calculadas em relação à energia que é fornecida ou seja. são perdas porcentuais e serão computadas no cálculo da eficiência de forma diferente das parcelas anteriormente apresentadas. valor estimado (kg/h). A seguir apresenta-se o procedimento para cálculo simplificado das perdas por radiação e convecção. Tref = temperatura de referência adotada (ºC). TS = temperatura superficial média da caldeira (ºC). ha = entalpia especifica da água de alimentação da caldeira (kJ/kg).UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA cpmr = calor especifico médio do material retirado entre a temperatura de saída (Tmr) e a temperatura de referência (Tref) (kJ/kgºC). fornecido ao processo na condição de operação do ensaio (não inclui o vapor gerado utilizado nos sopradores de fuligem). Conforme visto anteriormente. • Determinação da energia útil na condição de operação A energia útil de operação é dada por: Euop = mve .ha) onde: mve = vazão em massa de vapor gerado. operação do em vapor gerado. Tmr = temperatura de saída do material retirado (ºC). 1 170 (kJ/kg) (32) e o valor 1 170 é um valor médio prático aproximado da entalpia especifica das cinzas. apresentar-se-á um método prático para determinação perdas baseado nos 1 ábacos que constam de ASME . Perdas por radiação e convecção O cálculo das perdas superficiais por radiação e convecção de caldeiras exige para cada caso uma série de medições e roteiros de cálculos com formulações complexas demais para serem expostas neste Manual. esta perda pode ser estimada pela expressão: ptc = m r .

(hvn . e com maiores rigores nas leis que regem a poluição de mananciais. Com os valores calculados pelas equações. surgiu a TORRE DE RESFRIAMENTO. chegou-se à conclusão de que o uso de circuitos semi-fechados de resfriamento seria a melhor solução. porém com a dificuldade crescente em obter-se água a custos reduzidos. (34) Elaborado por: George de Souza Mustafa 43 . devido às suas características físicas (alto calor específico. han = entalpia da água de alimentarão da caldeira nas condições nominais (kJ/kg). a fim de que se aumentem ao máximo as superfícies de água expostas ao ar. Há tempos atrás era usual optar-se pela primeira alternativa. O fluido geralmente utilizado para dissipar esse calor gerado é a água. ou então. TORRES DE RESFRIAMENTO 6. Por esse motivo um dos pontos mais importantes de uma Torre de Resfriamento é a subdivisão da água em gotícula. 6. A Torre de Resfriamento é um equipamento que se utiliza de processos de evaporação e transferência de calor para resfriar água. densidade alta).2 TIPOS Sabemos que entre duas massas idênticas de água quente expostas ao ambiente. dentre os vários processos de resfriamento de água existente.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Esta parcela é dada por: Eun = mvn . Desta forma. hvn = entalpia especifica do vapor na pressão e temperatura nominais (kJ/kg). resfria-se em menor tempo aquela que tiver maior superfície de contato com o ar. 6. Isto é conseguido através de: Aspersão de água: bicos especiais que promovem a espersão da água em gotículas. Após sua utilização pode-se eliminar a água do sistema. além da facilidade de obtenção e a sua atoxidade. baixa viscosidade. resfriá-la e reaproveitá-la no sistema de resfriamento.1 FUNÇÃO Na grande maioria dos processos industriais há a necessidade de resfriamento de equipamentos e maquinaria em geral que geram uma certa quantidade de calor durante sua operação. alta condutibilidade térmica. pode-se obter a perda percentual em relação à energia fornecida.han) onde: mvn = vazão em massa de vapor fornecido ao processo na condição nominal (kg/h).

CLASSIFICAÇÃO DAS DIVERSAS FORMAS DE RESFRIAMENTO DE ÁGUA TORRE DE RESFRIAMENTO Tanques abertos com borrifamento de água Torre de resfriamento de água ("WATER COOLING TOWER") Resfriador indireto por meio de ar (AIR BLAST WATER COOLER") Tiragem natural de ar Tiragem mecânica de ar forçada Tiragem mecânica de ar induzida Torres de resfriamento por borrifamento de água com tiragem natural Torre de resfriamento de água hiperbólica Fluxo de água e ar em contra corrente Fluxo de água e ar em corrente cruzada Elaborado por: George de Souza Mustafa 44 . criando um filme.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Filme de água sobre uma superfície: obstáculos na queda da água.

O ar necessário para garantir a troca de calor pode provir da convecção por diferenças de temperatura (e consequentemente diferenças de densidade) ou por movimentação mecânica. Um dos resfriadores deste tipo mais conhecidos são os radiadores dos automóveis. com auxílio de ventiladores ou exaustores.3 CLASIFICAÇÃO TANQUES ABERTOS COM BORRIFAMENTO (SPRAY PONDS) Tanque aberto com borrifamento REFRIADOR INDIRETO POR MEIO DE AR (AIR BLAST WATER COOLER) Pelo fato do limite teórico de resfriamento ser a temperatura de bulbo seco. Resfriador indireto por meio de ar Elaborado por: George de Souza Mustafa 45 . Seus custos de investimento e operacional são relativamente altos. estes resfriadores não conseguem resfriar a água a temperaturas muito baixas. devido ao respingo.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Efeito de respingo sobre uma superfície: maiores subdivisões. 6.

criando uma zona de baixa pressão na parte inferior da Torre que induz a entrada de nova massa de ar frio. Torre de Resfriamento Hiperpólica Composta basicamente por um sistema de aspersão de água. O ar quente tem sua densidade diminuída e tende a subir. associada ou não a uma superfície de troca de calor e uma estrutura geralmente hiperbólica que facilita a saída do ar. O movimento do ar depende das condições atmosféricas (vento) e do efeito de aspiração dos bicos borrifadores. pelo "efeito chaminé".UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA TORRE DE RESFRIAMENTO Torre de Resfriamento por borrifamento com ventilação É composta basicamente por uma canalização provida de bicos pulverizadores e um invólucro dotado de venezianas que orientam e auxiliam a passagem do ar. Elaborado por: George de Souza Mustafa 46 .

Quando o ventilador está instalado na entrada de ar da torre.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Torre de tiragem mecânica Nestas torres aumenta-se a vazão de ar com o auxílio de um ventilador. Podemos afirmar que o tipo mais utilizado nos diversos processos industriais existentes é o de Tiragem Mecânica. a torre é chamada de Torre de Tiragem Induzida. Elaborado por: George de Souza Mustafa 47 . Dentro dessa categoria há ainda duas concepções de projetos. A) TORRE DE CONTRA CORRENTE ("COUNTER-FLOW") – a água que cai através do enchimento o faz verticalmente. enquanto o ar usado para o resfriamento caminha no sentido oposto. esta denomina-se Torre de Tiragem Forçada. Quando o ventilador é instalado na saída do ar.

eliminadores de gotas. os componentes acima mencionados são pré-fabricados para simplificar os serviços de montagem. aplicado com as respectivas conexões. deve ser capaz de resistir à severas condições de operação. Elaborado por: George de Souza Mustafa 48 .4 COMPONENTES PRINCIPAIS O projeto de Torre de Resfriamento de Água exige o conhecimento de vários princípios básicos de engenharia. utilizando os melhores materiais e técnicas existentes. plataformas e cilindro (ou difusor) do ventilador. a fim de obter os resultados desejados. Torre de Resfriamento de Água de Tiragem Mecânica do Tipo Corrente Cruzada 6. Na maioria dos casos. venezianas.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Torre de Resfriamento de Água de Tiragem Mecânica do Tipo Contra Corrente B) TORRE EM CORRENTE CRUZADA ("CROSS-FLOW") – a água que cai através do enchimento o faz verticalmente. Requer inclusive a aplicação prática destes princípios. O material estrutural. sistema de distribuição de água. enquanto o ar usado para o resfriamento caminha na horizontal. enchimento. precisam ser projetados para formarem uma unidade integral. Para isto. os componentes básicos consistindo de estrutura. fechamento.

permitindo uma montagem simples e de baixo custo. aumentando o tempo de contato entre a água e o ar. Além destas características. Elaborado por: George de Souza Mustafa 49 . Os enchimentos de torre são classificados em dois tipos a saber: o tipo "respingo" e o tipo "filme". apresentar baixa resistência ao fluxo do ar e manter uma distribuição uniforme da água e do ar durante a sua operação. venezianas e fechamento. ENCHIMENTO A função do enchimento de uma torre de resfriamento de água é acelerar a dissipação de calor na torre. deverá ser projetada para longa vida útil em uma atmosfera operacional bastante severa. O enchimento de uma torre deve ser de baixo custo e de fácil instalação. O enchimento do tipo respingo é usado quase que exclusivamente em torre industrial. enchimento. É particularmente importante restringir-se ao máximo os obstáculos à corrente de ar. devendo ainda promover uma quantidade adequada de transferência de calor. cargas de vento e eventualmente cargas sísmicas. O enchimento do tipo filme é mais indicada para as unidades compactas ou pequenas torres comerciais. A configuração da torre deverá atender as necessidades do fluxo de água e de ar. como também o peso de água de circulação. Esta função se realiza devido ao aumento da área molhada à exposição contínua da superfície da água ao ar e à formação de gotas e filmes na torre. como equipamento mecânico.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Secção Transversal de uma Torre de Resfriamento Tipo Corrente Cruzada de FLUXO DUPLO ESTRUTURA A estrutura da Torre de Resfriamento de Água deve ser capaz de suportar somente o peso dos componentes básicos. O projeto também deverá ser compatível com a fabricação de peças pre-fabricadas.

O cilindro também age como proteção do ventilador. no entanto. desde grades de aço galvanizado. respingando-se em pequenas gotículas e espalhando-se sobre tábuas de respingo individuais. o que também ocasionará a canalização da água e do ar. Como ele é mais sensível à irregularidade do fluxo de ar e da distribuição de água. Isto se consegue respingando-se a água de um nível mais alto para o próximo mais baixo. pois é o mais econômico e facilmente reposto.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA ENCHIMENTO TIPO "RESPINGO" O enchimento tipo respingo consiste de vários diferentes arranjos. cimento amianto. ENCHIMENTO TIPO "FILME" Este tipo de enchimento está sendo usado à medida que novos materiais e novas configurações são desenvolvidas. grades de poliester reforçados com fibra de vidro. caso contrário. Elaborado por: George de Souza Mustafa 50 . obtida pela repetição da interrupção da queda da água. o projeto da torre deve assegurar um fluxo uniforme. É igualmente importante que as torres estejam bem niveladas. portanto. A máxima exposição da superfície da água ao fluxo de ar é. existindo inclusive simples suportes pregados com grande espaçamento. geralmente ocasiona a canalização. o que efetivamente melhorará sua performance. Isto ocorre com mais freqüência em enchimento muito denso ou de pequeno espaçamento entre as tábuas de respingo. tanto do ar como da água em todo o volume de enchimento da torre. Este tipo de enchimento também precisa ser adequadamente suportado e espaçado uniformemente. Os primeiros. aço galvanizado. enquanto que o emprego do último tipo. A madeira é o material mais empregado em enchimento do tipo "respingo". caso contrário a água e o ar serão canalizados através do enchimento da torre e sua capacidade diminuirá sensivelmente. e consequentemente perda de eficiência. dependendo do projeto da torre e do fabricante. CILINDRO DO VENTILADOR – DIFUSOR A função básica do cilindro do ventilador é formar um fechamento em volta deste. Existem vários tipos de suporte para enchimentos tipo "respingo". permanecendo. do que o tipo "respingo". alumínio. É muito importante que o enchimento do tipo "respingo" seja suportado adequadamente. ou vertical (contracorrente). devido ao alto custo. ocasionando a máxima exposição da água corrente de ar. aço inoxidável e cerâmica. pois as tábuas de respingo devem estar na posição horizontal. estes materiais tem o uso limitado à aplicações especiais. O cilindro deve ser construído em material apropriado para resfriar à atmosfera corrosiva onde está instalado. servindo inclusive para conduzir o ar de descarga para longe da torre. diminuindo a capacidade da torre. com o ar movendo-se na direção horizontal (corrente cruzada). A eficiência deste tipo de enchimento depende de sua habilidade em espalhar a água em um fino filme. mais custoso que o enchimento tipo "respingo". asseguram o nivelamento das tábuas de respingos durante toda a duração da torre. No entanto. No entanto. a água tenderá a escorrer para o lado mais baixo das tábuas de respingo. escorrendo sobre áreas grandes. até grades executadas em aço inoxidável. a sua finalidade em qualquer instalação é misturar a água com o ar. devendo ser suficientemente robusto para resistir às vibrações induzidas pela pulsação do fluxo de ar. Outros materiais usados são: plásticos.

pois quanto menor este espaço. água em queda produziria um efeito de lavagem nas venezianas e a aliviaria do gelo formado. Geralmente quanto mais livre a água. A distribuição da água e sua retenção são diretamente relacionadas com a inclinação. e sua retenção. Deverá ser evitado a localização de obstruções estruturais perto da entrada do cilindro de ventilador. e tanto mais baixo será o nível de ruído. O projeto da veneziana varia com o tipo de torre e de fabricante. faz-se em geral. em alguns casos. com os ventiladores em operação. mas em todos os casos deve ser suficientemente resistente à atmosfera corrosiva em que são instaladas e. o que melhorará a performance do mesmo. mas existem alternativas como madeira. O ar deve ser uniformemente distribuído com uma perda mínima de pressão. tanto maior será sua eficiência. prevê um suporte para as venezianas inclinadas como parte integral do projeto da torre. Como as características das venezianas afetam a distribuição da água. Como parte das venezianas ficaria localizada em baixo do enchimento. onde grande pedaços de papel e material similar podem ser aspirados para o interior da torre. Um fluxo de ar é conseguido através de uma configuração adequada do cilindro do ventilador. O espaço livre entre o externo das pás do ventilador e o interno do cilindro é extremamente importante. de maneira oposta. Em torres de aço usa-se venezianas fabricadas em aço galvanizado. O fechamento contribui inclusive. as venezianas são lavadas com água quente. Os materiais mais usados para construção de venezianas são: madeira. Teoricamente é necessário uma configuração na entrada do cilindro. tanto maior será a eficiência. tanto maior será a eficiência da entrada do ar. É função do satisfazer a estas duas exigências. mas devem ser previstas em torres localizadas em ambiente muito sujos. VENEZIANAS As venezianas de entrada do ar são projetadas para evitar perda de água através das superfícies de entrada do ar e para uma eficiente admissão deste ar na torre. Telas de proteção para as venezianas são raramente fornecidas como acessório standartizado. especialmente eficiente para operações no inverno e particularmente adaptável às torres tipo corrente cruzada. Um projeto de veneziana. A capacidade de retenção de água é maior quando a inclinação e os espaçamento das venezianas são mínimos. Elaborado por: George de Souza Mustafa 51 . Com os ventiladores fora de operação. na prática verificou-se que uma forma elíptica representa uma solução bastante satisfatória. A maioria dos cilindros estão sendo construídos em plástico reforçado. Torres tipos contra corrente não se prestam para este tipo particular de controle de formação de gelo por intermédio das venezianas. a qual evita a formação e o acúmulo de gelo. no entanto. O quanto mais suave for a entrada do fluxo de ar no ventilador.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA A performance do ventilador é muito sensível às condições do fluxo de ar entrante e do espaço livre entre o diâmetro externo das pás e o interno cilindro. na maioria dos casos. suficientemente fortes para suportar as cargas de gelo. As venezianas podem também ser projetadas especificamente para eliminar os problemas de congelamento no inverno. um compromisso no projeto para se conseguir uma eficiência total máxima. as venezianas devem ser projetadas com inclinação. FECHAMENTO A principal função da torre é manter a água dentro dos limites da unidade e evitar o ar de passar por outros caminhos que os previstos. Para prevenir perda de água. largura e espaçamento apropriado. concreto e aço. cimento amianto e plástico reforçado com fibra de vidro. a largura e o espaçamento das venezianas. enormemente.

porém na prática. Esta deve ser escolhida de acordo com sua incidência na localidade da instalação durante os meses de verão. • O limite teórico de temperatura de água fria é a temperatura do bulbo úmido. chapas onduladas de cimento amianto. em torres compactas. sendo quase que universalmente usada em torres industriais. na direção do vento. torna-a particularmente interessante para esta aplicação.5 CONCEITOS • É essencial termos em mente as limitações de uma torre. • A mínima temperatura de água resfriada que podemos conseguir com o equipamento é função direta das condições climáticas/ambiente. Uma função secundária do eliminador é a uniformização do fluxo de ar através do enchimento da torre. depositando-as na superfície do eliminador. ou seja. pois esta influi diretamente no tamanho da torre a ser selecionada. a temperatura do bulbo úmido é igual à temperatura do bulbo seco (ambiente). a localização de torres adjacentes. perdas por arraste é mais um incômodo do que um sério problema operacional. 6. Ao contrário. geralmente o fechamento faz parte do projeto estrutural. o fechamento não é considerado no projeto. Observações de inúmeras torres em funcionamento tem revelado satisfatório o desempenho na maioria das aplicações em torres selecionadas com temperaturas de Elaborado por: George de Souza Mustafa 52 . Se fizermos o ar passar através desse bulbo. Em geral. aparência. Suas qualidades. Com função estrutural em torres industriais. Deve ser evitado. A resistência que o eliminador produz à passagem do ar. ocasiona uma pressão uniforme no espaço entre o eliminador e o ventilador. Por esse motivo é que conseguimos águas resfriadas abaixo das temperaturas ambientes. na medida do possível. A mais importante variável é a temperatura do bulbo úmido. pois neste caso não há evaporação de água. a mínima temperatura de água fria deverá situar-se em torno de 26ºC. Usualmente. • Para unidades relativas mais baixas temos consequentemente bulbos úmidos mais baixos. pois há uma perda de energia no bulbo. ELIMINADOR DE GOTAS A função do eliminador de gotas é reter a água carregada pelo ar aspirado pelo ventilador.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA para a aparência da torre. uma idéia de quanto calor o ar pode retirar de uma certa massa de água a ele exposta. às linhas de força e subestações. tendo sido inclusive responsável por falhas de equipamento. baixo custo e incombustibilidade. Em gotículas de água arrastadas. diminui a sangria necessária pela mesma quantidade. separa as gotículas de água do ar. usa-se geralmente. Esta água acumulada escorre de volta à bacia de coleta de água fria. como resistência mecânica. causaram sérios problemas em sistema de distribuição de eletricidade. • A temperatura do bulbo úmido nos dá a grosso modo. Esta perda. Como material de fechamento. Esta uniformização da pressão produz um fluxo de ar igualmente uniforme através do enchimento da torre. • Imaginemos um termômetro convencional de mercúrio com seu bulbo envolto por algodão embebido em água. equivalente ao calor latente de evaporação de uma parcela da água que envolve o bulbo de termômetro. recomenda-se uma folga de 3ºC. O funcionamento dos eliminadores baseia-se em uma mudança da direção do fluxo de ar. na realidade. resistência à corrosão. que raramente excede a 0. • Se a umidade relativa ambiente é de 100%. e particularmente.2% da totalidade da água em circulação em torres de resfriamento de água de tiragem induzida. se uma determinada região à temperatura de bulbo úmido é de 23ºC. em raras condições. notaremos um abaixamento da temperatura marcada. TEMPERATURA DE BULBO ÚMIDO A temperatura de bulbo úmido afeta diretamente o tamanho da torre a ser selecionada. A força centrífuga resultante.

devemos definir o conceito de "approach". e poderão ocorrer em vários períodos de curta duração. Elaborado por: George de Souza Mustafa 53 . APPROACH (ºC) Quanto menor o "approach" (temperatura de água fria menos temperatura de bulbo úmido). a aproximação da temperatura de água fria até a temperatura de bulbo úmido. Na próxima figura vê-se uma curva típica de variação anual de temperatura de bulbo úmido. O efeito prejudicial dos picos de altas temperaturas de bulbo úmido pode ser amortecido por um maior montante de água no sistema. Na figura abaixo vê-se uma curva típica de variação diária de temperatura de bulbo úmido.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA projeto de bulbo úmido. Estas horas em que o bulbo úmido é ultrapassado. ou seja. maior será o tamanho do equipamento. tais que somente são ultrapassadas durante 5% das horas dos quatro meses mais quentes do ano. Para fixar bem a relação entre o tamanho da torre e sua temperatura de bulbo úmido. não necessariamente são consecutivas.

pode-se escrever a equação do balanço de calor como: Calor cedido pela água = Calor recebido pelo ar L x CpL x (t1 – t2) = G x (h2 – h1) Onde.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 6.6 PROJETO O método de cálculo de Merkel é bastante utilizado.ºC)] t1 = temperatura da água entrando na torre [ºC] t2 = temperatura da água saindo da torre [ºC] G = vazão de ar [kg/h] h2 = entalpia do ar saindo da torre [kcal/kg] h1 = entalpia do ar entrando na torre [kcal/kg] Considerando o CpL = 1 kcal/(kg. KL = coeficiente de condutividade de calor do filme (água/filme) [kcal/kg] a = superfície molhada por unidade de volume [m2/m3] t = temperatura da água [ºC] T´= temperatura do filme saturado [ºC] Uma quantidade deste calor é transferido como calor sensível para a corrente de ar: Elaborado por: George de Souza Mustafa 54 . O calor trocado entre a água e o filme é: dQL = L x dt = KL x a x dV (t – T´) Onde. L = vazão de água [kg/h] CpL = calor específico da água [kcal/(kg. já que considera a transferência de massa e de energia na gota de água dentro da torre. normalmente na torre: temperatura da água > temperatura do filme > temperatura do ar.ºC). Água Filme Ar Desprezando a evaporação.

UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Elaborado por: George de Souza Mustafa 55 .

1980. GOMIDE. Alan S. Leonard et alii.M. 5e. H.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 7. 1e.. INCROPERA. Franck O. J.C. Estequiometria Industrial. Fundamentos de Transferência de Calor e Massa. Elaborado por: George de Souza Mustafa 56 . 3e. 1982. NESS. WENZEL. 1980.. Donald Q. and PERRY.. SMITH. 3e. 1980. Processos de Transmissão de Calor. Reynold. Princípios das Operações Unitárias.. Edição do Autor.1979. Rio de Janeiro: Guanabara Dois. KERN. David P. Van. Manual de Engenharia Química.. Rio de Janeiro: Guanabara. Rio de Janeiro: Guanabara. Introdução à Termodinâmica da Engenharia Química. 1992. Rio de Janeiro: Guanabara Dois. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA CHILTON. FAUST. Rio de Janeiro: Guanabara Dois. 2e. DEWITT.

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