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Radiologia Livro Volume 2(Radio 1)

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Léo de OliveiraFreitas ♦ M a r c e l oSouto♦Andéa Pe tr e l l i

6

vATELECTASIA

Ausência parcial ou total de aeração do pulmão ou

de parte dele, que pode ocorrer de forma aguda ou

crônica, sendo caracterizada pelo colapso alveolar. A
principal causa da atelectasia em adultos é a obstrução
da luz de um brônquio por "rolha" mucosa. Na crian-
ça uma causa importante é a aspiração de um corpo
estranho. A síndrome do lobo médio é uma atelectasia
crônica determinada por linfonodomegalia com
compressãodo brônquio lobar correspondente.

A compressão ou invasão de um brônquio por

tumor, aneurisma ou massa linfonodal, assim como o
derrame pleural e o pneumotórax, também podem le-
var à atelectasia. A diminuição da produção do

surfactantedetermina atelectasia, como nos casos de embo-

lia pulmonar por diminuição da estabilidade alveolar.
Não podemos nos esquecer da atelectasia em pacien-
tes no pós-operatório, pela diminuição da mobilidade
diafragmática, determinando faixas atelectásicas ba-
sais. Caso não ocorra a reexpansão da região atelecta-
siada, poderá ocorrer infecção, formação de abscesso,
bronquiectasias localizadas e fibrose.

Classificação

1.Atelectasia obstrutiva.
Neste tipo ocorre uma obstrução da luz brônquica

seguida de absorção do ar no pulmão distal. As

principais causas e suas divisões são:
•Obstrução brônquica (intrínseca):corpo estra-

nho, estenose inflamatória, tampão mucoso e

tumor.

•Obstrução brônquica (extrínseca):massa I info-
nodal, doença inflamatória e tumor.
2. Atelectasia por compressão.
Ocorre quando qualquer processo patológico im-
pede a reexpansão pulmonar. A principal causa e

suas divisões são:

•Pressão extrapulmonar:pneumotórax, derrame

pleural, herniação abdominal e grandes tumo-

res extrapulmonares.

3. Atelectasia por deficiência de surfactante:
•A deficiência ou ausência do surfactante deter-
mina o colapso alveolar. E encontrada na sín-
drome da angústia respiratória do recém-nas-
cido (membrana hialina), na síndrome de an-
gústia respiratória do adulto (SARA), na pneu-
monite acitínica (pneumonia por irradiação) e
na embolia pulmonar.
4. Atelectasia por deficiência de mobilização da cai-
xa torácica:

•Paralisia ou paresia da musculatura torácica:

poliomielite, doenças neurológicas.

•Restrição de movimento por qualquer causa (por
exemplo, pós-trauma).

Localização

A atelectasia pode ser de um pulmão inteiro, lobar,
segmentar e subsegmentar. Quando subsegmentar de-
termina o aparecimento de faixas atelectásicas.

Sinais radiográficos

Diretos

•Aumento da densidade local (opacidade).
•Deslocamento das cissuras interlobares (retração).
•Ausência de broncograma aéreo.

Indiretos

•Elevação do diafragma.
•Atração do mediastino.
•Redução dos espaços intercostais.
•Hiperinsuflação compensatória.
•Deslocamento do hilo e das cissuras.

Herniação transmediastínica do pulmão.

73

74RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA

DERRAME PLEURAL

Compreende o extravasamento de líquido não-in-
flamatório em uma cavidade pleural, determinando o

aparecimento de uma imagem densa delimitada inter-
namente por uma linha curva denominada parábola de
Damoiseau. No estado normal existem de 10-15 ml de

líquido entre as pleuras visceral e parietal. O líquido

acumula-se primeiramente por gravidade no seio costo-
frênico posterior. Pequenos derrames podem ser detec-

tados usando a incidência em decúbito lateral com

raios horizontais (Laurell), US e TC. Quando detectado
na telerradiografia em PA, no seio costofrênico lateral, o

seu volume é de no mínimo 100-200 ml.

Objetivos das imagens diagnósticas:

•Detecção do derrame e diferenciação de outras
doenças pleurais, como espessamento fibroso e

tumores.

•Detecção de doença pulmonar ou abdominal em

associação.

1.Causas:

• ICC, infecções bacterianas e virais, tumores, obs-

trução linfática, pancreatite aguda, embolia pul-

monar e trauma.

2.Tipos e sinais radiográficos:
A) Derrame pleural livre:

•Opacidade homogênea delimitada internamen-
te por uma linha curva (sinal da parábola).

•Apagamento dos ângulos costo e cardiofrê-

nicos.

•Borramento do contorno do diafragma.
•Velamento parcial ou total do hemitórax.
•Desvio do mediastino para o lado oposto, e
do diafragma para baixo.
•Mobilidade do líquido livre (Laurell).
B)Derrame loculado.

As aderências entre a pleura visceral e parietal
resultam no desenvolvimento de coleções sep-
tadas.

•No PA:opacidades redondas mal

definida

•Noperfil, oumais freqüentemente nas

obliquas:opacidade semicircular cujos

limites

formam um ângulo obtuso com a parede

rácica.

C) Derrame interlobar.
Resulta do acúmulo de líquido nas

cissuras

sendo mais freqüente na horizontal do que r
oblíquas. São denominados de tumores e'

evanescentes, pois desaparecem com o
tratamento

da doença subjacente. O diagnóstico difere

n

cial é feito com a atelectasia do lobo médio
•Opacidade homogênea de forma

biconvexa

,esférica ou elíptica, afilando-se pi

progressivamenteem suas extremidades la

lateral

e medial.

D) Derrame subpulmonar (infrapulmonar).

Localiza-se entre a base do pulmão e o
diafragma. As radiografias mostram aparente

elevação

da hemicúpula frênica.Aesquerda, um
mento da distância entre o pulmão aerado

e

bolha de ar do estômago maior do que 2

cm

pode ser detectado.

11.Paquipleuriz.

É uma lesão residual, determinada pelo

espessamento fibroso dos folhetos parietal e visceral. F

de ser seguida de calcificação pleural (

paquipleuriz calcificada). Ver a carapaça pleural no
capítulo

sobre tuberculose.
12.Empiema.

E o acúmulo de líquido denso e purulento no
paço pleural. E imóvel ou se move

minimamente

com o decúbito. O ultra-som revela a presença

debrisem correspondência.

Observação:

O velamento do hemitórax com o mediastino co
trado, sugere o diagnóstico de derrame pleural assa

ado à atelectasia.

ATELECTASIA EDERRAMEPLEURAL 75

Fig. 6-1.

Atelectasia do lobo superior esquerdo. (A) PA. (B)Perfil. (C) PA penetrado com esôfago contrastado. Opacidade
homogênea (1) no terço médio para superior do hemitórax esquerdo, sem broncograma aéreo em seu interior,
retraindo a cissura oblíqua homóloga (setas), com atração do mediastino superior (desvio de traquéia, esôfago e
aorta) (pontas de setas) e elevação da hemicúpula frênica (*). Observar a hiperinsuflação compensatória do lobo

inferior esquerdo e notar a discreta redução dos espaços intercostais.

76RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA

I

Fig. 6-2.

Atelectasia dos segmentos basais do lobo inferior esquerdo. (A) Perfil. Opacidade (1) sem broncograma aéreo
determinando atração da cissura oblíqua (seta). (B)Tomografia linear. Massa (retângulo) obstruindo o

brônquio

correspondente.

Fig. 6-3.

Atelectasia. Hemitórax opaco. PA. Observar o
velamento difuso do hemitórax esquerdo com atração
de todo o mediastino. Hiperinsuflação do pulmão
direito com passagem do pulmão direito para o lado
esquerdo (hérnia transmediastínica). Paciente com
obstrução do brônquio principal esquerdo, por
volumoso tampão mucoso retirado à broncoscopia.

ATELECTASIA EDERRAMEPLEURAL77

Atelectasia do lobo superior direito. (A) PA. (B)Perfil.Opacidade homogênea sem
broncograma aéreo com retração da cissura horizontal devida à redução volumétrica
do lobo superior direito. Hiperinsuflação compensatória no restante do parênquima
pulmonar. Paciente havia aspirado um pequeno grão de feijão.

Fig. 6-5.

Fig. 6-6.

Derramepleural.PA. Localizado no terço inferior do
hemitórax esquerdo determinando o sinal da
parábola. Obstrução do seio costofrênico lateral
esquerdo.

Derramepleurallivre. PA. Velamento da metade
inferior do hemitórax esquerdo apresentando o sinal
da parábola.

78RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA

Fig. 6-7.

Derramepleurallivre.(A) PA.Velamentodoterçoinferior do hemitóraxdireito. (B)Laurell.Líquido livreno
espaçopleural(setas).

Fig. 6-8.

Derrame intercissural esquerdo. Perfil (setas).

ATELECTASIA E DERRAME PLEURAL79

B

Fig.6-9.

Derramepleuralinterlobar. Tumor fantasma. (A) PA. Opacidade homogênea elipsóide na cissura horizontal

(seta), simulando um tumor. Velamento do seio costofrênico lateral direito associado. (B)PA. Desaparecimento

da imagem pós-tratamento da insuficiência cardíaca, confirmando a natureza da lesão.

Fig. 6-10.

Fig. 6-11.

Derrame infrapulmonar esquerdo. PA. Aumento da

Derramepleurallivre e volumoso. Hemitórax opaco

distância entre o pulmão (1) e a bolha de ar do

à esquerda. PA. Velamento total com desvio do

estômago (2).

mediastino para a direita.

80RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA

Fig. 6-12.

Derrame pleural livre. PA. Observar o velamento de terço médio para inferior do
hemitórax direito. Notar o sinal da parábola (setas), com desaparecimento da
hemicúpula frênica e do átrio direito e o desvio do mediastino para esquerda.

ATELECTASIA EDERRAMEPLEURAL 81

Fig. 6-13.

Derramepleurallivre. (A) PA. Opacidade determinando o desaparecimento da hemicúpula frênica direita e
velamento do seio costofrênico homolateral. (B)Perfil. Localização posterior da coleção líquida com velamento
total do seio costofrênico posterior com visualização de uma única cúpula frênica (esquerda). O líquido é
limitado pela cissura oblíqua (*). (C) Laurell. Observar o acentuado deslocamento do líquido no espaçopleural.
Notar o nível hidroaéreo da bolsa gástrica (pontas de setas) e líquido livre na cavidadepleural(setas).

82

RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA

A

Fig. 6-14.

Derramepleuralbilateral. (A) PA. Observar a opacificação dos seios costofrênicos
laterais (setas), maior à direita. Espessamento pleuroapical bilateral (pontas de setas),
mais importante à direita. Esboço do sinal da parábola. (B)Laurell. O líquido livre na
cavidadepleuralescorre à direita, entre o pulmão e a parede torácica (1), e à esquerda
localiza-se junto ao mediastino (2), desobstruindo seio costofrênico lateral esquerdo

(círculo).

ATELECTASIA EDERRAMEPLEURAL83

A

B

C

Fig. 6-15.

Derrame pleuralemtratamento.(A)Derrame pleural importante.(B)Derrameemregressão.
(C)
Desaparecimento total.

84RadiologiaPrática

PARA

ESTUDANTE DE MEDICINA

B

Fig.6-16.

Derramepleuralencistado. (A) PA. Opacidade ocupando os dois terços inferiores do hemitórax esquerdo.
(B)Perfil.O derramepleuralfoi tangenciado por raios X, mostrando-se como uma coleção densa, opaca, de
limite anterior definido.

Fig.6-18.

Fig. 6-17.

Derrame pleura! drenado à esquerda. Velamento do

Drenagem de derramepleural.PA. Drenagem

seio costofrênico lateral esquerdo com nível líquido

cirúrgica incompleta. Velamento de terço médio e

(pontas de setas). Dreno corretamente posicionado,

inferior de hemitórax esquerdo com nível líquido

apontandopara o ápice (setas).

(setas) após drenagem. Mediastino desviado para o

lado oposto.

ATELECTASIA E DERRAME PLEURAL 85

A

C

6-19.

Drenagem. (A) PA. Derrame pleural à direita com velamento de seios costo e cardiofrênicos. Condensação
parenquimatosa pulmonar associada. (B)Laurell. Pré-drenagem. Líquido livre no espaço pleural (setas). (C) PA.
Pós-drenagem. Notar a acentuada redução do volume do líquido no espaço pleural (pontas de setas).

Fig. 6-20.

86RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA

Paquipleuriz à esquerda (setas).

Fig. 6-22.

Derrame pleural e atelectasia. PA. Velamento total do
hemitórax esquerdo com leve desvio do mediastino
para a direita. Hemitórax opaco.

Fig. 6-21.

Fig. 6-23.

Derrame pleural e atelectasia. Hemitórax opaco à
direita. PA. Velamento difuso e total com mediastino

Hemitórax opaco à direita. PA. Derrame pleural

centrado. Coração em topografia normal.

associado à atelectasia promovendo velamento
difuso, com desaparecimento da imagem cardíaca
(atelectasia) e traquéia e aorta centradas (derrame
pleural).

ENFISEMA PULMONAR E
PNEUMOTÓRAX

LéodeOliveiraFreitas

+

MarceIo Souto Nacif

ENFISEMA PULMONAR

CONCEITO

Éo aumento dos espaços aéreos após os bronquío-
los terminais, com hiperdistensão, rotura e

coalescênciadas paredes alveolares e destruição do leito capilar.

Existe, dessa forma, um aumento patológico

dovolumepulmonar com destruição parenquimatosa pro-

gressiva.

CLASSIFICAÇÃO

Centrobular.
Caracteriza-se por:
A)Hiperdistensão e rotura dos bronquíolos respi-
ratórios localizados no centro do lóbulo. Existe
conservação de uma faixa de parênquima pul-

monar normal formada pelo ductos e sacos

alveolares que se interpõem entre a lesão bási-

ca e o septo de tecido conjuntivo limitante do

lóbulo. Isto é, os ductos e os sacos alveolares lo-
calizados na periferia do lóbulo, junto ao septo
interlobular, estão poupados, sendo a lesão fun-
damental central.
B)Distribuição generalizada. Predileção para o
terço superior dos pulmões.
C)Acentuação das marcas pulmonares nos terços
inferiores devido aoespessamentoda parede
brônquica, arterial e do tecido conjuntivo do

interstício pulmonar.
D)Etiologia básica: tabagismo.
E)DPOC tipo bronquítico sendo considerada uma

continuação da bronquite crônica –blue bloa-

ter.

Panlobular.

Caracteriza-se por:

A) Hiperdistensão, rotura e coalescência de todo
o parênquima no interior do lóbulo pulmonar.

Comprometimento difuso do ácino e do lóbulo

secundário.
B)Distribuição generalizada. Predileção pelos ter-
ços inferiores, pelos lobos inferiores e segmentos
anteriores.
C)Etiologia básica: tabagismo.
D)Relacionado com a deficiência de alfa-1 anti-
tripsina.

E)DPOC tipo enfisematoso —pink puffer.

3.Parasseptal.

Caracterizado por:
A)Rotura das paredes dos sacos alveolares situa-
dos na periferia dos lóbulos, por isso também é

denominado de enfisema acinar-distal.
B)Ocorre em indivíduos jovens, sem uma etiolo-
gia definida, sendo uma das causas do pneu-

motórax espontâneo.

4.Cicatricial.

Caracterizado por:
A)Destruição do parênquima pulmonar que acom-
panha qualquer tipo de fibrose.
B)Não possui área de predileção, pois depende
fundamentalmente da doença de base.
C)E a forma mais comum de enfisema.

VSINAIS RADIOGRÁFICOS

Achados fundamentais

A)Centrobular:

Aumento moderado do volume pulmonar.
Hipertransparência mais acentuada nos terços

superiores.
Acentuação das marcas pulmonares nos terços
inferiores.
— Sinais de hipertensão arterial pulmonar.
— Presença de pequenas bolhas.

87

88RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA

B) Panlobular:

•Grande aumento do volume pulmonar.
•Hipertransparência mais acentuada nos terços

inferiores.

•Atenuação vascular, diminuição do número e

calibre dos vasos.
•Presença de bolhas volumosas.
C)Parasseptal:

Pequenas áreas de paredes delgadas hiper-

transparentes situadas junto à pleura visceral e
septos interlobulares.

Mais freqüentes nos lobos superiores.

D) Cicatricial:

Bolhas de enfisema junto às áreas de fibrose da
doença pulmonar básica.

Achados secundários

Retificação e aumento dos espaços intercostais.

•Aumento dos espaços retroesternal e retrocar-

díaco.

Retificação das hemicúpulas frênicas.

Coração "em gota".

Diminuição da vascularização periférica.

Mobilidade frênica diminuída (pesquisada na te-
lerradiografia de tórax em inspiração e expiração

profundas).

3OUTRAS FORMAS

A) Enfisema obstrutivo:

Em crianças é devido à inalação de corpo es-

tranho.

Em adultos é devido à obstrução brônquica

tumoral

.

B)Enfisema não-obstrutivo:

Hiperinsuflação compensatória.

Enfisema (hiperinsuflação) do pulmão senil.
•Enfisema mediastínico e de partes moles.

ASMA BRÔNQUICA

Aproximadamente 75% dos pacientes apresen-

tam radiografia normal do tórax. As crises agudas são

acompanhadas de hiperinsuflação com alargamento

dos espaços intercostais e leve retificação diafragmá-

tica.

PNEUMOTÓRAX

3INTRODUÇÃO

Éa presença de ar entre as pleuras parietal e visce-

ral.A telerradiografia de tórax em expiração é mais

importante que o exame convencional em inspiração

porque o aumento relativo na área do tórax ocupado
pelo pneumotórax, e o aumento do contraste entre o

pneumotórax hipertransparente e o pulmão adjacente

mais denso eleva a sensibilidade do exame. O pneu-

motórax deve ser investigado sempre nas regiões cra-
niais, qualquer que seja a incidência obtida. Por exem-

plo, na telerradiografia de tórax devemos procurá-lo
na região apical do hemitórax.

3CAUSAS

Solução de continuidade na pleura parietal ou vis-

ceral.

TIPOS

DE PNEUMOTÓRAX

Espontâneo

•Embora sem causa definida, a etiologia deve-se
aparentemente, à ruptura de pequena bolha
subpleuralnão visível ao estudo convencional.
•O ar penetra na cavidade pleural por meio de uma
abertura na pleura visceral.
•Enfisema intersticial e bolhas de enfisema podem
ser encontrados.

•História de recorrência.

Hipertensivo

•Defeito tipo válvula unidirecional.
•Acúmulo lento ou rápido do ar no espaço pleu-

ral.

•Colabamento completo do pulmão.
•Desvio do mediastino para o lado oposto.
•Depressão diafragmática.
•Quando de grande volume pode levar à compres-

são dos grandes vasos.

•Emergência médica necessitando diagnóstico clí-
nico e não radiológico.
•Ocorre mais freqüentemente em pacientes

submetidosà ventilação mecânica com pressão posi-

tiva.

Traumático

O ar penetra parietalmente através de ferimentos

perfurantes.

Cirurgias do abdome superior.

Toracocentese e biópsia torácica.

Traumatismo nos pulmões e brônquios.

Fratura de costela.

Fístula broncopleural

Tuberculose é a etiologia mais freqüente.

Rompimento de lesão subpleural levando a em-
piema e pneumotórax.

ENFISEMAPULMONAREPNEUMOTÓRAX89

•Persiste, habitualmente, por um longo tempo.

Redução do volume pulmonar com aumento da

•Pleurite evoluindo para paquipleuriz.

sua densidade.

Pode aparecer associado a líquido na cavidade

CONSIDERAÇÕESRADIOGRÁFICAS

pleural(hidropneumotórax).
•Desvio do mediastino contralateral no pneumo-

•Limite externo nítido, pleura visceral visível.

tórax hipertensivo.

•Ausência de parênquima periférico no hemitórax
acometido pelo pneumotórax. Não se visualiza a

vascularização periférica.

90

RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA

A

Fig.7-1.

Enfisema centrolobular avançado. Tomografia computadorizada. (A) Ápice. (B)Terço médio. Acentuação da
marcas pulmonares (espessamento do interstício axial) e hipertransparência (diminuição dos valores de
atenuação do parênquima pulmonar).

B

Enfisema panlobular. (A) PA. (B)Perfil.Observar o aumento do volume pulmonar, a hipertransparência

difusa redução do número e calibre dos vasos. Notar a presença do tórax em "tonel". Infecção pulmonar associa
na base esquerda.

ENFISEMA PULMONAR E PNEUMOTÓRAX

91

B

Fig. 7-3.

Enfisema panlobular. (A eB)PA e perfil. Pulmões aumentados de volume, hipertransparentes, com atenuação
da vasculatura, com retificação e rebaixamento das hemicúpulas frênicas, aumento dos espaços retroesternal,
retrocardíaco e hipercifose torácica.

Fig. 7-4.

Enfisema centrolobular. Hipertransparência e

diminuição do número e do calibre dos vasos.

Notar o enfizema parasseptal associado e sinais de
hipertensão arterial pulmonar.

92

RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA

A

Fig.7-5.

Enfisema pulmonar. (A) PA em inspiração. (B)PA em expiração. Observar o volume das grandes bolhas, de
paredes finas, no lobo superior direito, maior na inspiração.

A

B

Fig. 7-6.

Enfisema pulmonar difuso (bolhoso). Notar, além dos sinais clássicos do enfisema, a presença de numerosas
bolhas esparsas pelos pulmões. No perfil é evidente a retificação das hemicúpulas frênicas.

ENFISEMA PULMONAR E PNEUMOTÓRAX 93

7-7.

Enfisema pulmonar associado à pneumonia.
Tomografia computadorizada. Observar o aspecto
não homogêneo da consolidação pneumônica
devido à destruição parenquimatosa prévia.

7-8.

Enfisema pulmonar parasseptal. Tomografia computadorizada. (A e B)Pequenas bolhas junto à pleura visceral e
aos septos interlobulares. Ainda não existe pneumotórax.

94RADIOLOGIA PRÁTICAPARAOESTUDANTEDEMEDICINA

Fig. 7-9.

Enfisema cicatricial grave. PA. Extensas lesões
específicas e residuais nos lobos superiores e severo
enfisema cicatricial predominante nas bases.

Fig. 7-10.

Enfisema pulmonar cicatricial. Extensa destruição
parenquimatosa com áreas hipertransparentes
associadas a áreas importantes de fibrose nos terços
médios dos pulmões. Notar a ausência da

vasculatura

nas áreas enfisematosas.

Fig.7-11.

Bronquiectasias. Tomografia computadorizada. Dilatação e notável espessamento das paredes brônquicas.

A

ENFISEMA PULMONAR E PNEUMOTORAX95

Fig. 7-12.

Asma grave. Hiperinsuflação pulmonar difusa com

preservação da vasculatura. Não existe destruição
parenquimatosa pulmonar ou formação de bolhas.

Pneumotórax espontâneo. Observar a linha da pleura

visceral (setas).

Fig. 7-13.

Pneumotórax PA. Notar a presença de ar na cavidade
pleural.Observar a linha da pleura visceral (setas).
Aumento da densidade do pulmão colapsado (*).

7-15.

Pneumotórax espontâneo. Reabsorção do
pneumotórax. Mesmo caso anterior.

96

RADIOLOGIA PRÁTICAPARAOESTUDANTEDEMEDICINA

Fig.7-lb.

Pneumotórax volumoso à esquerda. PA. Grande
coleção de ar na cavidade pleural. Observar o
pulmão colabado junto ao hilo (*).

A

Fig.7-17.

(A) PA. Volumoso pneumotórax à direita determinando acentuado colabamento pulmonar. (B)PA.
Desaparecimento do pneumotórax. Regressão.

ENFISEMA PULMONAR E PNEUMOTÓRAX

97

Fig. 7-18.

Hidropneumotóraxà direita. Acúmulo de ar e líquido
(*) na cavidade pleural. Pulmão colapsado (setas).

Fig. 7-20.

Pneumotórax (setas) e abscesso pulmonar (*) na base
direita, em associação. Observar o derrame pleural

opacificando o seio costofrênico lateral direito.

Fig. 7-19.

Hidropneumotóraxvolumoso. Rotura da parede de cavidade em lobo superior. Notar o grande nível líquido que
se estende livremente no espaço pleural.

98RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA

Fig.7-21.

Pneumomediastino e
enfisema de partes moles
cervicais. Notar a
presença de ar no
mediastino
estendendo-se à região
cervical.

B

D

Fig. 7-22.

Pneumotórax associado a enfisema mediastínico e de partes moles. Tomografia computadorizada do tórax.
(A) Topograma indicando os níveis dos cortes e evidenciando os enfisemas.(B)janela para mediastino.
(Ce D) janela para parênquima. Presença de ar na cavidadepleural (1),no mediastino (2) e nas partes moles (3)
do hemitórax esquerdo.

ENFISEMA PULMONAR E PNEUMOTÓRAX99

Fig. 7-23.

Pneumotórax e pneumopericárdio
associado a coleções densas (*) no
espaçopleural(seta) e no espaço
pericárdico (pontas de setas).
Paciente com tuberculosepleurale
pericárdica.

B

Fig.7-24.

Pneumotórax por ruptura de bolha. Enfisema cicatricial associado. (A eB)Tomografia computadorizada.
Pneumotórax (1), bolhas (2) e aderências pleurais (3) impedindo a maior expansão do pneumotórax.

100RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA

Fig.7-25.

Pneumotórax drenado. PA. Presença de dreno

tubular, mal posicionado (não direcionado para o
ápice) na cavidadepleural,promovendo com isto
redução do volume do pneumotórax.

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