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Contabilidade Geral - Aula 21

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Curso Aprovação | Artigos

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Contabilidade Geral

Anderson Souza
01/02/08 - Lei 11.638/07 - alteração da Lei 6.404/76
Olá. No último dia 28 de dezembro, foi publicada a Lei 11.638/07, que altera a Lei 6.404/76 (Lei das S/A’s). As mudanças contidas na nova lei afetam bruscamente a aplicação prática da contabilidade geral, principalmente aspectos que estudamos em sala nas aulas de contabilidade. Algumas alterações já eram previstas, tal como a elaboração da DOAR, que deixa de ser obrigatória a partir de 2008. Vejamos algumas das principais mudanças: No Art. 176, as Demonstrações Contábeis exigidas para as S/A’s, além do Balanço Patrimonial, Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados e Demonstração do Resultado do Exercício, são a DFC – Demonstração dos Fluxos de Caixa e a DVA – Demonstração do Valor Adicionado somente para as S/A’s de capital aberto (deixa de ser obrigatória a elaboração da DOAR). As S/A’s de capital fechado com Patrimônio Líquido inferior a R$ 2.000.000 na data do balanço, estarão desobrigadas da elaboração da DFC. Vemos, portanto, que as Cia’s de capital aberto, são obrigadas a elaborar as duas demonstrações (DFC e DVA). As cia’s de capital fechado não são obrigadas a elaborar a DVA e, salvo a condição anterior, a DFC. No art. 188, a estrutura destas demonstrações será a seguinte: As demonstrações referidas nos incisos IV e V do caput do art. 176 desta Lei indicarão, no mínimo: I – demonstração dos fluxos de caixa – as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando-se essas alterações em, no mínimo, 3 (três) fluxos: a) das operações; b) dos financiamentos; e c) dos investimentos; II – demonstração do valor adicionado – o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída. Já era de se esperar estas alterações, exceto pela inclusão da DVA para as Cia’s de capital aberto. Por um lado, a informação produzida por estas demonstrações são mais claras e objetivas que as informações da DOAR. Por outro, as Cia’s de capital aberto terão um custo maior de publicação, apesar de já publicarem a DVA há algum tempo. No art. 177, está definido ainda, que as demonstrações poderão ser elaboradas segundo os padrões internacionais, sendo a CVM – Comissão de Valores Mobiliários o órgão que normatizará estes padrões. As Cia’s de capital fechado poderão observar tais normas expedidas pela CVM na elaboração das suas demonstrações. O estranho é a lei não exigir que isto seja feito, (ela menciona poderão). Bom, talvez seja o fato de ser apenas as capital fechado. No art. 178, que define a ordem e estrutura do Balanço Patrimonial, a nova lei inclui no Ativo Permanente o sub-grupo chamado de INTANGÍVEL, que anteriormente era registrado no imobilizado. Os critérios de avaliação continuam os mesmos sofrendo o Intangível o processo de amortização. No mesmo artigo, a lei altera a estrutura do Patrimônio Líquido, retirando da sua composição a conta Lucros Acumulados (que já era prevista na lei 10.303/01, que, conforme a alteração do o art. 202 § 6, o saldo remanescente dos lucros acumulados não destinados para as reservas de lucros – art’s 193 a 197 deveriam ser destinados como dividendos. Porém, não

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eliminava a conta lucros acumulados, pois os lucros anteriores a esta lei poderiam ser mantidos) e incluiu o novo sub-grupo chamado AJUSTES DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL no lugar da Reserva de Reavaliação, que servirá para registrar as variações do Ativo e do Passivo em função dos novos critérios de avaliação definidos nesta Lei. Por hora, vou ficando por aqui. Posteriormente estarei fazendo mais alguns comentários sobre as demais alterações da Lei 6.404/76 que envolvem a estrutura do ativo e do patrimônio líquido, critérios de avaliação do ativo e do passivo, entre outros. Abraços e bons estudos. Prof. Anderson Souza

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