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Tópicos e anotações sobre Collingwood e “A Arte Autêntica como Expressão”.

Disciplina: Estética Geral.

Prof. Dr. Desidério Murcho – UFOP.

Por Juliano Gustavo Ozga.

Filosofia UFSM-UFOP.

1- A arte representa (stellt) a realidade: teoria da imitação ou mímese (Platão e


Aristóteles).
2- Tudo o que conta na arte é a froma (Form): teoria formalista da arte.
3- A arte exprime (Ausdruck) emoções: teoria expressivista da arte.

I. A arte é a representação formal e expressa emoção.

A teoria imitativa formal e expressiva (junção das três concepções anteriores).

O problema da definição disjuntiva da arte: restrição e limitação (extensão e tempo)


da abrangência do conceito de Arte.

A definição da arte baseada em uma natureza/ponto comum; restrição valorativa do


conceito “Arte”.

“Diz tudo e não expressa nada”: a definição disjuntiva da arte é uma condição
suficiente que envolve três ideias comuns.

II. O que não é Arte?

a) Artesanato (Handwerk): ofício (referente à profissão);


b) Representação (Darstellung): imitação da realidade;
c) Magia (Magie): ilusão ritual;
d) Diversão (spass).

III. Aspectos da diferença entre expressão (Ausdruck) e exprimir (ausdrücken)


emoção (Emotion) dentro de uma concepção histórica.

O problema referente ao fator de fazer uma leitura não artística da Arte: há


necessidade de uma leitura artística das obras de arte; necessiddae de elaboração
mais sofisticada posterior ao ato de escrever um poema;

Contrariedade ao aspecto eletista de Arte; concepção da expressão poética como


forma de expressão de emoções.

IV. A questão sobre qual é a natureza da Arte?


a) Poema de inspiração (por conhecimento por contato ou descrição);
Expressão/Inspiração através do conhecimento por contato ou por descrição;
b) A inacessibilidade do Eu na obra de Fernando Pessoa é um tema recorente;
c) A crítica de Fernando Pessoa sobre o gênio malígno de R. Descartes: através da
impossibilidade de acesso ao mundo exterior, F. Pessoa propõe uma
interpretação do fato de não ser possível, também, a acessibilidade do próprio
Eu, onde há apenas, o fato possível de ter acesso às representações do nosso
Eu.
d) A lógica da Arte: concepção relacional-funcional do conceito de Arte, dentro de
um aspecto lógico-formal;
e) Há uma necessidade de não determinação do conceito e abrangência do uso do
termo/conceito Arte, pelo motivo necessário de não limitação do que é Arte.