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  • 1 INTRODUÇÃO
  • 1.1 OBJETIVO GERAL
  • 1.2 OBJETIVO ESPECÍFICO
  • 1.3 JUSTIFICATIVA
  • 1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO
  • 2 PLANO BÁSICO DE TELEVISÃO DIGITAL
  • 2.1 CANALIZAÇÃO
  • Tabela 1 Canalização de televisão digital na faixa de UHF
  • 2.2 PLANEJAMENTO
  • 2.3 CONSIDERAÇÕES
  • 3 RESOLUÇÃO N 398 DE 7 DE ABRIL DE 2005
  • 3.1 RECOMENDAÇÃO UIT-R P.1546-1
  • 3.1.1 Conceitos básicos
  • 3.1.1.1 Altura acima do nível médio do terreno
  • 3.1.1.2 Curvas E(L,T)
  • 3.1.2 Implementação computacional da recomendação
  • 3.2 ADAPTAÇÕES DA RECOMENDAÇÃO
  • 3.2.1 Nível médio do terreno
  • 3.2.2 Altura da antena receptora
  • 3.2.3 Altura da antena transmissora
  • 3.2.4 Curva E(50,90)
  • 3.3 PARÂMETROE NECESSÁRIOS PARA O CÁLCULO DE VIABILIDADE TÉCNICA
  • 3.3.1 Contorno protegido
  • 3.3.2 Contornos interferentes
  • Figura 1 Representação de contorno protegido e interferente de duas estações
  • 4 CANAL PROPOSTO
  • 4.1 CARACTERÍSTICAS BÁSICAS
  • Tabela 2 Comparativo entre canal previsto e canal proposto
  • 4.2 NÍVEL MÉDIO DO TERRENO E ALTURA ACIMA DO NÍVEL MÉDIO DO TERRENO
  • Tabela 3 Comparativo do NMT entre as ferramentas SIGAnatel e Radio Mobile, em
  • 4.3 ENQUADRAMENTO NA CLASSE
  • Tabela 4 Classificação das estações na faixa de UHF
  • 4.4 CONTORNO PROTEGIDO
  • 5 CANAIS RELEVANTES
  • Tabela 5 Canais interferentes relevantes
  • 5.1 CANAL 14 DE BLUMENAU
  • Tabela 6 Características básicas do canal 14 de Blumenau
  • Figura 2 Localidade das estações proposta e relevante de Blumenau
  • 5.2 CANAL 21 DE ITAJAÍ
  • Tabela 7 Características básicas do canal 21 de Itajaí
  • Figura 3 Representação dos contornos das estações de Blumenau e Itajaí
  • 5.3 CANAL 22 DE JOINVILLE
  • Tabela 8 Características básicas do canal 22 de Joinville
  • Figura 4 Representação dos contornos das estações de Blumenau e Joinville
  • 5.4 CANAL 22 DE FLORIANÓPOLIS
  • Tabela 9 Características básicas do canal 22 de Florianópolis
  • Figura 5 Representação dos contornos das estações de Blumenau e Florianópolis
  • 6 CÁLCULO DE VIABILIDADE
  • 6.1 SISTEMA IRRADIANTE
  • 6.1.1 Antena
  • Figura 6 Diagrama Irradiação da Antena Slot UHF
  • 6.1.2 Guia de onda e conectores
  • 6.1.3 Transmissor
  • 6.1.4 Ajustes de equipamentos
  • 6.1.4.1 Potência efetiva irradiada máxima ( )
  • 6.1.4.2 Potência efetiva irradiada por azimute ( )
  • 6.1.4.3 Orientação da antena
  • Figura 7 Imagem de satélite da cidade de Blumenau
  • Tabela 10 Potência efetiva irradiada por azimute
  • 6.2 INTERFERÊNCIAS
  • Tabela 11 Relações de proteção (dB) para Canais em VHF e UHF
  • 6.2.1 Interferência do canal proposto nos canais existentes
  • 6.2.1.1 Canal 21A de Itajaí
  • 6.2.1.2 Canal 22A de Joinville
  • Figura 8 Radiais traçadas em direção a Joinville
  • Tabela 12 Radiais secundárias de Blumenau para Joinville
  • 6.2.1.3 Canal 22D de Florianópolis
  • Figura 9 Radiais traçadas em direção a Florianópolis
  • Tabela 13 Radiais extras de Blumenau para Florianópolis
  • 6.2.2 Interferência dos canais existentes no canal proposto
  • 6.2.2.1 Canal 21A de Itajaí
  • Figura 10 Radiais traçadas de Itajaí para Blumenau
  • Tabela 14 Radiais extras de Itajaí para Blumenau
  • 6.2.2.2 Canal 22A de Joinville
  • Figura 11 Radiais traçadas de Joinville para Blumenau
  • Tabela 15 Radiais extras de Joinville para Blumenau
  • 6.2.2.3 Canal 22D de Florianópolis
  • Figura 12 Radiais traçadas de Florianópolis para Blumenau
  • Tabela 16 Radiais extras de Florianópolis para Blumenau
  • 6.2.3 Parecer final
  • 7 CONCLUSÃO
  • 7.1 SUGESTÃO PARA FUTUROS TRABALHOS
  • REFERÊNCIAS
  • ANEXO A Especificações técnicas do fabricante da antena slot utilizada

UNIVERSIDADE REGIONAL DE BLUMENAU CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS

FURB

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA E DE TELECOMUNICAÇÕES

PAULO ALEXANDRE REGIS

CÁLCULO DE VIABILIDADE TÉCNICA DE UM CANAL DE TELEVISÃO DIGITAL

BLUMENAU 2010

PAULO ALEXANDRE REGIS

CÁLCULO DE VIABILIDADE TÉCNICA DE UM CANAL DE TELEVISÃO DIGITAL

Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Programa de Graduação em Engenharia de Telecomunicações do Centro de Ciências Tecnológicas da Universidade Regional de Blumenau, como requisito parcial para a obtenção do grau de Engenheiro de

Telecomunicações.

Prof. Msc. Paulo Roberto Brandt

Orientador

BLUMENAU 2010

PAULO ALEXANDRE REGIS

CÁLCULO DE VIABILIDADE TÉCNICA DE UM CANAL DE TELEVISÃO DIGITAL

Trabalho de Conclusão de Curso aprovada, para obtenção do grau de Engenheiro de Telecomunicações, pela Banca Examinadora formada por:

Aprovada em: __/__/_____.

__________________________________________________________________ Presidente: Prof. Marcelo Grafulha Vanti, Dr., FURB

__________________________________________________________________ Membro: Prof. Paulo Roberto Brandt, M sc. Orientador, FURB

__________________________________________________________________ Membro: Prof. Nome Compl eto, Xx., FURB

__________________________________________________________________ Membro: Prof. Nome Completo, Xx., FURB

Dedico este trabalho a todos os meus amigos e minha família, que me apoiaram durante todo este trabalho.

AGRADECIMENTOS

Agradeço ao Professor Paulo Roberto Brandt, pela oportunidade de re alizar este estudo e pela orientação durante a execução deste trabalho. Sinceros agradecimentos aos meus familiares e amigos, que me apoiaram nestes últimos anos durante minha jornada, e sem os quais nada disso teria sido possível.

É o princípio que importa. Frank Sherman Land .

Palavras-chave: Televisão digital. com suas limitações.RESUMO A televisão é uma das mídias de comunicação mais utilizadas ao redor do mundo. acompanhando esta evolução. e está em constante evolução. Uma das normas utilizadas no estudo de viabilidade é a Recomendação UIT-R p. Após são levantados os canais relevantes e suas respectivas características. que interferem na elaboração do canal digital. No Brasil.1546-1. Inicialmente são apresentadas as características da televisão digital levadas em conta neste estudo. e um dos trabalhos envolvidos na elaboração de uma estação é o estudo de viabilidade técnica do canal. Previsão de cobertura. Sendo a televisão digital um avanço tecnológico da sua versão analógica. é esperado que novas normas venham a ser utilizadas também. a televisão digital está sendo implantada. Ao final é apresentada uma proposta de aplicação para o projeto. características e parecer final a respeito de sua viabilidade. . e é adotada no lugar das curvas de nível de campo anteriormente utilizadas. que traz modelos de previsão de cobertura ponto-área. Viabilidade técnica.

which brings new point-to-area prediction models. that may interfere in the project of the channel. One of the standards used in the feasibility study is the Recommendation ITU -R p. Coverage prediction. Initially it is presented the digital television features used in this study. with its limitations. Then the data from the relevant channels are collected. and is in constant evolution. and is adopted to rep lace the previous used propagation curves.ABSTRACT Television is one of the most used means of communication in the world. In the end it is presented a proposal of implementation of the project. Technical feasibility. In Brazil. it is expected that new standards come with it. .15461. the digital television is being deployed. and one of the tasks involved is the feasibility study of the channel. characteristics and final opinion concerning its viability. Keywords: Digital television. As digital television is the advanced version of its previous analogical version. evolving as well.

........................... ....................... ...............LISTA DE FIGURAS Figura 1 Representação de contorno protegido e interferente de duas estações ..........31 Figura 4 Representação dos contornos das estações de Blumenau e Joinville ...............43 Figura 10 Radiais traçadas de Itajaí para Blumenau ................................... .................... ... ..... .. ...... ................................................ .........47 .......................... ......46 Figura 12 Radiais traçadas de Florianópolis para Blumenau .............. ............42 Figura 9 Radiais traçadas em direção a Florianópolis ...34 Figura 6 Diagrama Irradiação da Antena Slot UHF ................................45 Figura 11 Radiais traçadas de Joinville para Blumenau ................................... ...........39 Figura 8 Radiais traçadas em direção a Joinville ... .........30 Figura 3 Representação dos contornos das estações de Blumenau e Itajaí ............................. 33 Figura 5 Representação dos contornos das estações de Blumenau e Florianópolis ..... ......... ....... ............. ......................36 Figura 7 Imagem de satélite da cidade de Blumenau ...................24 Figura 2 Localidade das estações proposta e relevante de Blumenau . ..... .......

.......... .......................................................... ...........................39 Tabela 11 Relações de proteção (dB) para canais em VHF e UHF......17 Tabela 2 Comparativo entre canal previsto e canal proposto ....26 Tabela 4 Classificação das estações na faixa de UHF ................ 43 Tabela 14 Radiais extras de Itajaí para Blumenau ............ .............. . . ............ .. ............. ............. ................................ ... ................ .......48 ............ .............27 Tabela 5 Canais interferentes relevantes . ........ ............................................32 Tabela 9 Características básicas do canal 22 de Florianópolis ..................42 Tabela 13 Radiais extras de Blumenau para Florianópolis .. ......29 Tabela 7 Características básicas do canal 21 de Itajaí .......................................................... .................... ........45 Tabela 15 Radiais extras de Joinville para Blumenau ............................................................................. ...................................... .... .. ......... .................LISTA DE TABELAS Tabela 1 Canalização de televisão digital na faixa de UHF ...............................................25 Tabela 3 Comparativo do NMT entre as ferramentas SIGAnatel e Radio Mobil e ...........................................29 Tabela 6 Características básicas do canal 14 de Blumenau .... .47 Tabela 16 Radiais extras de Florianópolis para Blumenau ........................................40 Tabela 12 Radiais secundárias de Blumenau para Joinville ...31 Tabela 8 Características básicas do canal 22 de Joinville ....... .33 Tabela 10 Potência efetiva irradiada por azimute ...

Longitude Mestre NMR Nível médio da radial NMT Nível médio do terreno PBTVD Plano Básico de Televisão Digital RFS Radio Frequency Systems SBTVD Sistema Brasileiro de Televisão Digital SET Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão SIGAnatel Sistema de Informações Geográficas da Anatel SRTM Shuttle Radar Topography Mission TV Televisão TVD Televisão digital UHF Ultra High Frequency UIT-R União Internacional de Telecomunicações-Radiopropagação VHF Very High Frequency . Doutor E(L.T) Intensidade de campo excedido em L por cento das localidades e T por cento do tempo EIA Eletronics Industries Association FCC Federal Communications Commission FI Freqüência intermediária ISDB-T Integrated Services Digital Broadcasting-Terrestrial LAT Latitude LON Me.LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABERT Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão ANATEL Agência Nacional de Telecomunicações ATSC Advanced Television Systems Committee CPqD Centro de Pesquisa e Desenvolvimento DVB-T Digital Video Broadcasting-Terrestrial Dr.

referido a uma antena dipolo perdas na linha comprimento da linha atenuação em 100 metros perdas acessórias perdas totais da linha em dB perdas totais na linha em vezes potência efetiva irradiada no azimute . referido a uma antena isotrópica ganho da antena.LISTA DE SÍMBOLOS megahertz HNMT Altura efetiva acima do nível médio quilômetros metros por cento unidade que exprime o valor de intensidade de campo. referida a 1kW potência eficaz potência de saída do transmissor ganho máximo do sistema irradiante eficiência da linha ganho da antena. em dB. em dB. referida a 1uV/m decibel microvolt por metro potência efetiva máxima irradiada quilowatts unidade que exprime o valor de potência.

.............................................................................. .................. ...........1............... 22 3.................................................. ....4 CONTORNO PROTEGIDO ... ........... 25 4................... .......................1..........................................SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ........ 21 3....................... ................. ............................................. .......................... ................................... 22 3. ...........................................2.......... 25 4.............1........................................ 23 3.......................... ....... 21 3.............1 Altura acima do nível médio do terreno ........3 CONSIDERAÇÕES ............. ................................................ ...............................1 Contorno protegido ....................................1 Nível médio do terreno ............................................ .. .. 15 1.............3 ENQUADRAMENTO DE CLASSE ...........................3 Altura da antena transmissora ............ 23 3............ ............................. 17 2.......... ......................................... ........ ..... ..... ............ ............. ............. ........ 15 1..... ........... ................ ................................... .................................2 OBJETIVO ESPECÍFICO ..... 27 4......2....................... .................................. ....... .........................................1 CARACTERÍSTICAS BÁSICAS ....... 23 3................. 15 1...... 16 1..............2 Curvas E(L........................... 22 3........................ ................. ................................................................... ............. ........ ........... 20 3 RESOLUÇÃO N 398 DE 7 DE ABRIL DE 2005 ...................................................................................1 CANALIZAÇÃO ....... ............................ . ..3 PARÂMETROS NECESSÁRIOS PARA O CÁLCULO DE VIABILIDADE TÉCNICA ........1................ ................ ..1.....................................2.....................1.. 24 3....... ..................... ......... ................. ............. ...... ............................. 27 5 CANAIS RELEVANTES .................. .............................4 Curva E(50..................2 ADAPTAÇÕES DA RECOMENDAÇÃO ............................................... 19 2..... .........90) ....................................... ............... ..........................2 NÍVEL MÉDIO DO TERRENO E ALTURA ACIMA DO NÍVEL MÉDIO DO TERRENO ........................ ...2................................................................................................. 24 4 CANAL PROPOSTO ............................. ......1546-1 ..2 Contornos interferentes ............................................................................ .................. .1 OBJETIVO GERAL ....................3.. ................1 RECOMENDAÇÃO UIT-R P.....................................3 JUSTIFICATIVA ........................1 Conceitos básicos .2 PLANEJAMENTO .... ..........2 Altura da antena receptora .............................................. 25 4...........................................2 Implementação computacional da recomendação .....................T) ................ 16 2 PLANO BÁSICO DE TELEVISÃO DIGITAL .......................................... ..3.................................................... ............... 21 3................. 24 3........ ................4 ESTRUTURA DO TRABALHO ......................................... 21 3........................... 17 2............... 23 3.......... 29 .....

.... .................. 32 5..............1 Interferência do canal proposto nos canais existentes ............... .......................... 33 6 CÁLCULO DE VIABILIDADE ................ ................................................... 47 6................. ........................... 37 6.................4 Ajustes de equipamentos .........2...2 Potência efetiva irradiada por azimute (ERPaz) .............1......... ......................................................................1 SISTEMA IRRADIANTE ..... 49 7...... 50 ANEXO A ANEXO B Especificações técnicas do fabricante da antena slot utilizada ...............................................2................................................. 36 6...1........ ............2......................................1 Antena .................. .... ................................................................ 52 .2. .............2..................................................... ....... ...........................................3 Canal 22D de Florianópolis ...4. 41 6.... .... ............ ......................................3 Orientação da antena .........................................1........... 35 6................................................. ........ .............. .................... ..... ............ .....................................1...................3 Canal 22D de Florianópolis .............. 51 Especificações técnicas do fabricante do guia de ondas utilizado .1 SUGESTÃO PARA FUTUROS TRABALHOS .................. ... ................................................... ............................. 29 5..............................2...................................................... 37 6...................... . .................................2 Guia de onda e conectores ...4.......................4................................. ......2..................................................................................................................... 46 6..... ...............................2........................... ....... 35 6.................................2...... 43 6.............. 38 6.............. ..................... 41 6................... ......5............................ .1....................1....................... 38 6..2 Canal 22A de Joinville ......3 CANAL 22 DE JOINVILLE ............................... ........ ......2....2 CANAL 21 DE ITAJAÍ ........ ............. 40 6.... 40 6......... ................... 35 6................................................................................... 49 REFERÊNCIAS ...................................................1......... 37 6......................................1.......................1 Potência efetiva irradiada máxima (ERPmax) .......... ...............................1........ ... ................................. ...........2 Interferência dos canais existentes no canal proposto ........4 CANAL 22 DE FLORIANÓPOLIS .............. ......2............... ................................................................... ....................3 Transmissor ...... .. 44 6........2 INTERFERÊNCIAS ..............3 Parecer final ..1 Canal 21A de Itajaí ............................. ......... 44 6............... ......1.......................2........... 31 5................................. ............... . ........... 48 7 CONCLUSÃO .......................................................2 Canal 22A de Joinville ................................................................1 CANAL 14 DE BLUMENAU ..1 Canal 21A de Itajaí .............................. ..

pensa-se logo em imagens de alta definição. um estudo destas novas normas deve ser feito. No Brasil a implantação desta nova tecnologia anda a passos lentos. mas um longo caminho até chegar nesse ponto é necessário ser percorrido. de interatividade. 1. Isto é. Segundo cronograma da ANATEL hoje a reconfiguração do plano básico de televisão digital deveria estar concluído. deve garantir que não causará e nem sofrerá interferência de outras estações já existentes.1 OBJETIVO GERAL Estudo e compreensão das normas mais recentes em relação à televisão digital. demonstra a possibilidade de implantação. É evidente que a televisão digital está longe de estar em pleno funcionamento. mas não está. Uma dessas avaliações é um estudo técnico. aplicando em uma situação real e possível. Com os resultados obtidos será elaborad a uma solução para cada eventual problema que surgir. E para que isso seja possível. utilizando ferramentas livres oferecidas pela ANATEL. e é o principal objetivo do estudo apresentado neste trabalho. Quando se quer criar uma estação transmissora. . de viabilidade. são necessárias diversas avaliações para provar que é possível ser criada. 1. Certamente essa idéia é possível. que amparado por normas e manuais. porém é evidente também o potencial de crescimento e disseminação.2 OBJETIVO ESPECÍFICO Realizar um estudo de viabilidade técnica de um canal de televisão digital. Colocar em prática os conhecimentos obtidos das recomendações. de comprar os produtos que está vendo naquele exato momento.15 1 INTRODUÇÃO Quando se fala em televisão digital.

E também por ser uma tecnologia em ascensão. 1. Depois são apresentados os canais relevantes para o estudo. no quarto capítulo é apresentada uma proposta de canal digital. Em seguida. é uma área de estudo promissora.4 ESTRUTURA DO TRABALHO Nos primeiros capítulos são estudados os documentos oficiais aprovados referentes aos cálculos de viabilidade de um canal digital. Ao final são apresentadas as conclusões tomadas e novas propostas de trabalhos. .16 1. E após são realizados os cálculos envolvidos na viabilidade do canal. sendo seu conhecimento importante para a disseminação da televisão digital e conseqüentemente da inclusão digital em longo prazo.3 JUSTIFICATIVA Uma das razões para se estudar o tema é a recente atualização nas normas técnicas envolvidas.

Tabela 1 Canalização de televisão digital na faixa de UHF Canal 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 Freqüências extremas (MHz) 470 .548 548 .518 518 . e os canais utilizados são na faixa de VHF (7 a 13) e UHF (14 a 68). O processo que culminou em sua aprovação teve início em meados de 1999. 2. e nele constam os canais digitais previstos. SET e ABERT.536 536 .17 2 PLANO BÁSICO DE TELEVISÃO DIGITAL O PBTVD foi aprovado em 10 de junho de 2005.476 476 .500 500 .1 CANALIZAÇÃO Um dos fatores mais importantes que levou a aprovação do SBTVD em 2006 foi a canalização dos canais digitais.506 506 .524 524 .554 Freqüência Central (MHz) 473 479 485 491 497 503 509 515 521 527 533 539 545 551 .530 530 .512 512 . com realizações de testes por entidades e grupos de trabalho.482 482 . Na Tabela 1 é mostrada a faixa de freqüência de cada canal da faixa de UHF. através da Resolução n 407 [3]. A largura de banda utilizada para cada canal digital foi mantida em 6MHz. que foram mantidas as mesmas freqüências da canalização analógica.488 488 . os mesmos da transmissão analógica.494 494 .542 542 . entre os quais se pode citar o CPqD.

734 557 563 569 575 581 587 593 599 605 617 623 629 635 641 647 653 659 665 671 677 683 689 695 701 707 713 719 725 731 .704 704 .626 626 .596 596 .566 566 .560 560 .662 662 .638 638 .18 28 29 30 31 32 33 34 35 36 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 554 .632 632 .578 578 .686 686 .698 698 .680 680 .716 716 .584 584 .728 728 .710 710 .590 590 .656 656 .608 614 .572 572 .692 692 .668 668 .674 674 .602 602 .620 620 .650 650 .722 722 .644 644 .

614MHz) é atribuído internacionalmente ao Serviço de Radioastronomia. A pesquisa levou em conta três padrões de transmissão conhecidos: DVB-T. utilizar preferencialmente a faixa de freqüências UHF. finalizado em 2003 [5]. algumas premissas foram seguidas.788 788 .776 776 . que teve como objetivo apresentar uma proposta de plano básico. como informado. para cada sistema testado. apresentando resultados diversos. a pedido da ANATEL.794 794 . . O canal 37 (608MHz .2 PLANEJAMENTO O CPqD. Na época.800 737 743 749 755 761 767 773 779 785 791 797 Fonte: BRASIL. 2. um canal digital.770 770 . p 3. na seqüência.740 740 . ATSC e ISDB-T.752 752 .19 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 734 . teve papel importante na configuração do PBTVD.764 764 .758 758 .782 782 . viabilizar para cada canal analógico considerado. Norma técnica para execução dos serviços de radiodifusão de sons e imagens e de retransmissão de televisão com utilização da tecnologia digital. O instituto realizou um relatório detalhado . utilizar VHF alto e baixo. tais como sempre que possível. Já a faixa de canais compreendida entre os canais 60 e 68 é designada para uso exclusivo do Serviço de Televisão e Retransmissão de Televisão Pública Digital.746 746 . conforme Norma n 01/2010 (Norma Técnica para Execução dos Serviços de Radiodifusão de Sons e Imagens e de Retransmissão de Televisão) [4]. Ministério de Estado das Comunicações. e caso não ser possível.

3 CONSIDERAÇÕES Atualmente o PBTVD encontra-se em reconfiguração. 2. ele atenda aos fatores estabelecidos para o seu desenvolvimento. o que se vê é um PBTVD incompleto. Existem prazos estipulados para emissoras requererem canais digitais. . e como veremos a seguir. que na época ainda não tinha sido decidido. Anexo ao estudo do CPqD também está uma listagem de canais adicionais caso o padrão. tivesse capacidade ou não do reuso de freqüência. Através de consultas ao portal da ANATEL e ao acervo documental da entidade. Mas na prática não funciona tão bem como na teoria. com situações inusitadas.20 O resultado da pesquisa foi uma proposta de plano básico de distribuição de canais de televisão digital. Espera -se que ao final do processo de redefinição do PBTVD.

1546-1 [12].1 Altura acima do nível médio do terreno A altura acima do nível médio do terreno (HNMT) é nada mais nada menos qu e um valor representando o nível do terreno ao redor da antena transmissora. descreve um método prático para a previsão de cobertura ponto-área para serviços terrestres. através desta recomendação. relevantes para o estudo. e é então feita uma média aritmética dos pontos obtidos. que substitui as antigas curvas de campo da FCC. na faixa de freqüências de 30 a 3000MHz. para a realização deste estudo. . 3.1546-1 A UIT-R. Atualmente ela encontra-se em sua quinta versão (UIT-R Recomendação p. É calculada obtendo-se cotas entre as distâncias de 3 a 15km da antena. porém é descrito no documento um método para extrapolar esses valores. porém o documento apro vado para o estudo remete à segunda.1.1.1546-4 10/2009). 3.1 RECOMENDAÇÃO UIT-R P.1. Além de alterações na Resolução n 284 [1].21 3 RESOLUÇÃO N 398 DE 7 DE ABRIL DE 2005 Talvez a Resolução n 398 [2] seja o documento mais importante já publicado. 3. Nela é aprovada a alteração do método de previsão de cobertura ponto-área. A recomendação admite alturas que variam de 10 a 1200m. Outro ponto importante constante neste documento são as adaptações que devem ser feitas na Recomendação UIT-R p. A seguir serão expostos os pontos mais importantes destes documentos.1 Conceitos básicos A seguir serão descritos parâmetros básicos muito utilizados nos cálculos. sua antecessora.

37. Uma curva é traçada para cada tipo de percurso e freqüência.1. que facilitam os cálculos envolvidos. 3.22 3.5.2 ADAPTAÇÕES DA RECOMENDAÇÃO Apesar de a recomendação descrever métodos para obter valores precisos. As curvas utilizadas neste estudo são a E(50. 3.2 Curvas E(L. porcentagem de tempo de 1.1.T) São gráficos que representam a intensidade de campo excedida em L% das localidades e T% do tempo. cujo manuseio é simples e eficaz. facilitam também das distâncias necessárias para o cálculo de viabilidade. distâncias estas que serão explicadas mais adiante neste capítulo.10) que podem ser encontradas na referência [2]. Tal procedimento foi usado na implantação da recomendação com o auxílio da ferramenta Matlab. sobre o mar morno e sobre o mar frio.1. O procedimento pode apresentar divergências dos valores tabulados no documento referido. Os algoritmos além de obter as curvas de intensidade. 150.2 Implementação computacional da recomendação O Anexo 8 da recomendação descreve um método passo a passo para auxiliar na implementação computacional da mesma. Novamente são descritos métodos para obter intensidade de campo quando esses valores não forem exatamente iguais aos tabulados. As adaptações necessárias para este estudo são descritas nesta sessão. 300. Os valores tabulados pela recomendação foram obtidos com freqüências de valores nominais iguais a 100. 10 e 50%. HNMT de 10. 600 e 1200m . a resolução introduz algumas adaptações. 75. para um percurso terrestre. principalmente quando a altura da antena transmissora for abaixo de 20m. O método é válido apenas para distâncias de 1 a 1000km da antena transmissora. 600 e 2000MHz. . 20.50) e E(50. Os percursos considerados são: terrestre.

a resolução considera esses os valores máximos. no Brasil o nível médio do terreno (NMT) é calculado obtendo-se 12 valores de nível médio da radial (NMR). quando a HNMT da antena for interior a 10m.2 Altura da antena receptora A recomendação admite alturas variadas de antenas receptoras.4 Curva E(50. 3.2.23 3. este valor que deve ser considerado.2.90) Apesar da recomendação não admitir valores de porcentagem de tempo superior a 50%. O NMR por sua vez é obtido calculando a média aritmética de pelo menos 50 cotas igualmente espaçadas. a resolução traz uma adaptação. e deve incluir a radial do norte verdadeiro. 3.2. dos NMR.2. compreendidas entre as distâncias de 3 a 15km da antena transmissora. deve ser tomado o valor de 10m. 3. fazendo-se também uma média aritmética. e quando exceder os 1200m. Ou seja. O NMT é então obtido.1 Nível médio do terreno Para efeitos de cálculo. quando a altura diferir de 10m. e deste valor reduzir a intensidade excedida em 10% do tempo. nos cálculos é considerada uma antena receptora com 10m acima do nível do solo. De forma simplificada para ent endimento. faz-se analogia com a expressão: .3 Altura da antena transmissora Apesar de ser possível calcular a intensidade de campo para valores fora da faixa de 10 a 1200m para altura da antena transmissora. Consiste basicamente em duplicar o valor da intensidade de campo para 50% do tempo. e são adicionadas correções no valor de intensidade de campo. As 12 radiais devem ser também igualmente espaçadas de 30 em 30 graus. para todos os efeitos da resolução. Porém.

Figura 1 Representação de contorno protegido e interferente de duas estações .3.2 Contornos interferentes É a distância entre a antena transmissora até o lugar geométrico onde a intensidade de campo assume um valor que pode vir a interferir no contorno protegido de uma estação relevante. O campo interferente pode assumir diversos valores.1 Contorno protegido É a distância entre a antena transmissora até o lugar geométrico em que a intensidade de campo E(50. dependendo do tipo de interferência que está sendo estudada.3 PARÂMETROE NECESSÁRIOS PARA O CÁLCULO DE VIABILIDADE TÉCNICA Com os métodos já mencionados. 3). 3. também digital. para canais de televisão 3. p. . é possível então calcular valores necessários para a viabilidade de um canal.24 3.3. A Figura 1 mostra graficamente uma representação dos contornos protegido e interferente de duas estações em uma situação ideal. conforme Resolução n 284 (2001.90) assume o valor de 51  digital em UHF e 43 para VHF.

além de documentos burocráticos. observou -se a existência de um canal 22 previsto. Na Tabela 2 tem-se um comparativo da situação atual e da proposta. deve levar em conta as características básicas do canal e também deve ser livre de interferências. Tabela 2 Comparativo entre canal previsto e canal proposto Canal previsto ERPmax (kW) Freqüências de operação (MHz) Latitude Longitude Classe Distância ao contorno protegido (km) 80 518 524 Canal proposto 0. a cobertura deste abrangeria todo o Vale do Itajaí.25 4 CANAL PROPOSTO A concessão de um canal de televisão digital.2 NÍVEL MÉDIO DO TERRENO E ALTURA ACIMA DO NÍVEL MÉDIO DO TERRENO Conforme a Resolução n 284 (2001). Porém a proposta de alteração deste canal sugere mudanças nestas características. e sua interferência ultrapassaria a fronteira com o estado do Paraná. 4. O NMT é a média aritmética dos níveis médios das radiais. E o nível médio .521 26 54 10 49 03 31 B 28. bem como cidades próximas desta região. 4.1 CARACTERÍSTICAS BÁSICAS Analisando o Plano Básico de Televisão Digital. e deve incluir o norte verdadeiro.8 518 524 26 54 10 49 03 31 Especial 57. o nível médio do terreno ao redor da estação transmissora leva em consideração 12 radiais. Os valores de classe e distância ao contorno protegido são obtidos posteriormente nesta sessão. com espaçamento de 30 . caso o canal previsto fosse estudado.995 Como fato de curiosidade. bem como não causar interferências nos canais que por ventura possam sofrê -las.

que no SIGAnatel é de 138m enquanto pelo Radio Mobile é de 175.77 245. que oferece uma ferramenta que facilita estes cálculos. 50 cotas tomadas na direção da radial.03 Como esperado a diferença entre as ferramentas utilizadas é mínima.95 174. .45 32. Porém quando se calcula a HNMT o erro é maior.45 208.12 -13.81 55. em metros Azimute radial 0 30 60 90 120 150 180 210 240 270 300 330 Média SIGAnatel NMT 104 211 177 39 50 168 227 264 184 102 65 93 140. isso porque este valor depende do valor da cota da base da torre.13 136.68 58.95 66. e são mostrados na Tabela 3.02 254.92 140.15 71.67 Radio Mobile SRMT3 NMT 100.9m.58 182.26 209.09 185. os valores foram obtidos a partir de base de dados digitalizado. através do software Radio Mobile [8].26 da radial é a média aritmética das.87 HNMT 140.13 -4. e utiliza mapas SRTM3 [7]. e igualmente espaçadas. pelo menos.64 30. compreendidas entre 3 e 15km a partir da antena.77 104.96 90. Neste estudo.98 100.94 149.75 169. e grande parte é devido ao arredondamento utilizado por cada uma.19 69.71 170.33 HNMT 99 -8 26 164 153 35 -24 -61 19 101 138 110 62. Tabela 3 Comparativo do NMT entre as ferramentas SIGAnatel e Radio Mobile . Os resultados obtidos foram confrontados com os resultado s do SIGAnatel [10].

o contorno protegido de uma estação corresponde ao lugar geométrico onde a intensidade de campo do sinal. em classe B a estação proposta. Ministério de Estado das Comunicações. a classe pode ser obtida a partir da Tabela 4. [2] (2005) Como a proposta do canal é de 0. . portanto.08kW (-11dBkW) 150m 42 29 18 57 Fonte: BRASIL.8kW de potencia efetiva máxima irradiada. n este caso. é necessário interpolar em função da freqüência.0329km.5dBkW) 80kW (19dBkW) 100kW (20dBkW) 8kW (9dBkW) 0.3 ENQUADRAMENTO NA CLASSE A classe da estação digital é identificada a partir da radial de maior potência efetiva irradiada referida a uma altura do centro de irradiação da antena de 150m sobre o nível médio da radial. 4. . 5 p. tiver o valor de 51  Freqüência de operação será considerada 521MHz. intensidade de campo. Tendo em mãos estes parâmetros (HNMT.4 CONTORNO PROTEGIDO Como já mencionado.27 4.8kW (-1dBkW) 0. e como não existem valores tabelados para a freqüência e para a HNMT em questão. Através da implementação computacional do método descrito na referida Recomendação. consultam-se então as Tabelas XII e XIII da Resolução n 398. Norma técnica para execução dos serviços de radiodifusão de sons e imagens e de retransmissão de televisão com utilização da tecnologia digital. com valor de 29. Tabela 4 Classificação das estações na faixa de UHF Classe Canais Máxima potência ERP Altura de referência acima do NMR Distância máxima ao contorno protegido (km) Especial 14 a 25 26 a 46 47 a 59 A B C 14 a 59 14 a 59 14 a 59 70kW (18. freqüência). tornou -se fácil a obtenção do contorno protegido . e classifica-se. conforme descrito no item 6 da recomendação.

28 e pelo SIGAnatel obteve-se 28. Como a distância máxima ao contorno protegido é de 29km.995km. resultados muito próximos. este será o valor considerado. .

Como resultado desta consulta ao PBTVD. Tabela 5 Canais interferentes relevantes Canal 14 21 22 22 22 Digital/Analógico Analógico Analógico Analógico Digital Digital Cidade Blumenau Itajaí Joinville Blumenau Florianópolis ERPmax kW 50 10 10 80 8 LAT 25 55 10 26 55 08 26 17 18 26 54 10 27 35 24 LON 49 03 58 48 39 47 48 49 40 49 03 31 48 32 03 Como se pode observar. Isso acontece.497 .1 CANAL 14 DE BLUMENAU Tabela 6 Características básicas do canal 14 de Blumenau Canal Freqüências de operação (MHz) Modulação Classe Distância ao contorno protegido (km) 14 470 476 Analógico A 28. disponível no portal da ANATEL. o canal 22 já está previsto para Blumenau. porém com uma potência máxima de 80kW. portanto este canal será desconsiderado nos cálculos. que fornece automaticamente os canais relevantes. listados na Tabela 5. A seguir cada canal será detalhado separadamente. 5. e será feita uma análise primária de cada caso. e gera um relatório conforme as informações propostas fornecidas.29 5 CANAIS RELEVANTES Os canais que devem ser levados em consideração no calculo de viabilidade são obtidos através do Plano Básico de Televisão Digital. Neste caso utilizamos a ferramenta SIGAnatel. pois o PBTVD não está completamente atualizado. obteve -se os seguintes canais como possíveis interferentes.

991km. que neste caso resultou como viável a co-localização dos canais ora envolvidos. Esta é a interferência resultante do batimento que ocorre no conversor do receptor UHF entre o canal N e o canal N+8 ou N -8. .30 Distância ao canal proposto (km) Tipo de interferência 1. porém a interferência neste caso envolve o batimento de freqüência intermediária. e as coordenadas do canal proposto. 6). resultando um sinal que interferirá na FI do receptor de televisão sintonizado no canal N [1] (2001. pois a distância é menor que 2km. A relação de proteção que deve ser obedecida neste caso é de -10dB.991 Batimento de FI Dadas as coordenadas fornecidas pelo plano básico. o que configura a co-localização das estações. e esse tipo de avaliação é feito pelo próprio SIGAnatel. pode-se calcular a distância existente entre as duas estações. Figura 2 Localidade das estações proposta e relevante de Blumenau Primeiramente não se consegue ver alguma relação entre os canais 14 analógico e o 22 digital. p. Neste caso a distância calculada pelo SIGAnatel foi de 1.

a interferência é causada por sinais espúrios.31 5.2 CANAL 21 DE ITAJAÍ Tabela 7 Características básicas do canal 21 de Itajaí Canal Freqüências de operação (MHz) Modulação Classe Limitação ERPmax Distância ao canal proposto (km) Tipo de interferência 21 512 518 Analógico B 3kW de 299 a 341 39. e o sinal interferente. A razão entre o sinal desejado.332 Adjacente inferior Neste caso. Figura 3 Representação dos contornos das estações de Blumenau e Itajaí Nota-se que o sinal interferente. a Tabela 11 demonstra esses dados. não invade o contorno protegido da estação de Itajaí. porem o contorno protegido do canal sendo . no caso é o sinal que deve ser assegurada a proteção. sinais irradiados fora da faixa de freqüencias do canal. sinal da estação proposta. A seguir a imagem gerada usando a ferramenta SIGAnatel. deve ser de. diferentemente do anterior. representado pelo contorno cor -de-rosa. ou seja. no máximo -11dB.

de interferência co-canal. a proteção é de 34dB. caso contrário o canal será inviável.3 CANAL 22 DE JOINVILLE Tabela 8 Características básicas do canal 22 de Joinville Canal Freqüências de operação (MHz) Modulação Classe Distância ao contorno protegido (km) Distância ao canal proposto (km) Tipo de interferência 22 518 524 Analógico B 20. respectivamente. Em situaçoes como esta. . o que resulta em um campo interferente de 36  .857 Co-canal Este caso é o mais comum. e com um canal digital e outro analógico. e sua análise não difere dos métodos utilizados usados no caso anterior. Na Figura 4 observa-se claramente os contornos protegido e interferente de ambas estações envolvidas. 5. Vermelho e verde representam o contorno protegido das estações proposta e relevante. esse sim. deve -se provar que o contorno protegido não invada o outro. Neste caso.32 projetado. invade o contorno protegido.407 72.

porém. o que acarreta em uma razão de proteção mínima de 19dB. como nos casos anteriores. resultado em um campo interferente de 32 . Porém algumas diferenças podem ser notadas. A outra diferença é vista na Figura 5.236 92. que mostra o contorno . primeiramente que ambos os canais são digitais.33 Figura 4 Representação dos contornos das estações de Blume nau e Joinville Com esta configuração. uma análise mais detalhada pode ser feita. primeiramente torna-se óbvia a inviabilidade.176 Co-canal Assim como ocorre com a estação de Joinville. 5. a interferência neste caso é co-canal.4 CANAL 22 DE FLORIANÓPOLIS Tabela 9 Características básicas do canal 22 de Florianópolis Canal Freqüências de operação (MHz) Modulação Classe Distância ao contorno protegido (km) Distância ao canal proposto (km) Tipo de interferência 22 518 524 Digital A 42. a fim de provar a viabilidade do canal proposto.

. Figura 5 Representação dos contornos das estações de Blumenau e Florianópolis Na análise preliminar através do SIGAnatel é visível a inviabilidade.34 interferente da estação relevante. e isso poderá influenciar nos cálculos de análise detalhada que será feita. o contorno ultrapassa a localização da estação proposta.

Essa antena apresenta um diagrama de irradiação útil para o relevo acidentado da região de Blumenau. Nesta análise será levado em conta o perfil do terreno em cada radial que apresente problemas de interferência. agora será feita uma análise detalhada.1. 6. variando de fabricante.1 Antena A antena utilizada no estudo é uma Slot UHF de 4 fendas e de polarização circular. A seguir serão apresentadas as características do sistema irradiante. ou 8. um guia de onda. e um transmissor.9dBi. para polarização circular. 6. e o Anexo A contém o documento do fabricante na íntegra [6]. bem como os critérios usados para a utilização de cada um. e também as características de transmissão do sistema irradiante proposto. Cada um dos componentes apresenta características próprias. O ganho máximo da antena é de 10.1 SISTEMA IRRADIANTE Um sistema irradiante é composto basicamente de uma antena.75dBd. No levantamento das informações são apresentadas as características que influenciam diretamente nos cálculos. A Figura 6 ilustra este diagrama. . que revelou os canais relevantes deste caso.35 6 CÁLCULO DE VIABILIDADE Tendo em vista o estudo preliminar.

uma visão melhor é descrita adiante. De acordo com as especificações técnicas. tem-se então que o guia de onda necessário é o padrão EIA 7/8 . Desta forma a direção adotada será 255 . e a potência máxima irradiada. as especificações podem ser encontradas no Anexo B. este guia apresenta uma atenuação de 2. atendendo assim às áreas dos bairros Garcia e Velha da melhor forma possível.76dB/100m. Optou-se pelo modelo Heliflex Air Coax da fabricante RFS.1. 6.8dB/100m. . adotaremos o valor de 2. que apresenta boa mobilidade para manuseio [9].2 Guia de onda e conectores Conforme a antena escolhida. Outra vantagem que será detalhada adiante é de irradiar menos potência em direção a os canais que podem sofrer interferências do canal proposto. operando na freqüência de 512MHz.36 Figura 6 Diagrama Irradiação da Antena Slot UHF Com esse diagrama é possível direcionar o azimute de forma a atender a maior parte da população possível. e deixando de irradiar potências elevadas para a direção das estações interferentes. Como a freqüência central que está sendo estudada é de 521MHz.

respectivamente.1dB. Apenas a conversão do é necessária ser feita. e A potência de saída do transmissor e o ganho máximo da antena podem ser obtidos diretamente do fabricante. através da fórmula: A eficiência da linha de transmissão é obtida através das perdas do sistema. tendo em vista que ele deverá ser conectado ao transmissor.2kW e 7. Outras potências encontradas foram de 100. Sendo assim a atenuação introduzida pelo cabo será de 2. tem cerca de 65m de altura. 6.5 vezes. 150 e 250 Wrms. 6.4 Ajustes de equipamentos A seguir serão mostrados alguns ajustes necessários para obter o resultado mais preciso possível. e neste caso assumem os valores de 0.1.37 A estrutura existente da torre. onde a antena será colocada. Essa potência é informada nas especificações técnicas. a seguinte fórmula é Onde representa a potência de saída do transmissor em Wrms. o ganho máximo da antena em vezes.3 Transmissor A única característica de um transmissor levada em consideração nos cálculos é a sua potência de saída. que por sua vez encontrar-se-á dentro da estrutura edificada já existente.1 Potência efetiva irradiada máxima ( Para obter a utilizada: ) a partir dos equipamentos escolhidos. a eficiência da linha de transmissão. Portanto o comprimento do guia adotado será de 75m. 6.1. Adotou-se um transmissor fictício com potência de 200 Wrms de saída. Para calcular este parâmetro é preciso calcular as perdas na linha com a fórmula: .4. essa potência foi baseada em pesquisa nos sites de fabricantes nacionais.1. e dada geralmente em Wrms.

Converte-se então as perdas totais em vezes ( E invertendo o resultado desta última tem -se a eficiência da linha: No caso. É preciso também estimar as perdas acessórias ( . A nada mais é que a parcela irradiada em determinado azimute. 6. Este parâmetro pode ser obtido diretamente das especificações técnicas do fabricante. porém na prática essa potência será é necessária para uma análise mais detalhada irradiada apenas em uma direção. provenientes de eventuais conectores e divisores utilizados na linha.3 Orientação da antena É interesse de toda emissora de televisão oferecer cobertura à maior parcela da população possível. em dB).4. em dB/100m. e pode ser calculado com a simples fórmula: Onde representa a porcentagem da potência máxima que é irradiada no azimute. Em .1.402. será assumida uma perda adicional de 2dB.2 Potência efetiva irradiada por azimute ( A ) representa a potência máxima.1. Já a de interferência. tendo portando uma potência de saída de 0.38 Onde é o comprimento do guia de onda em metros e é a atenuação do guia a cada 100m de comprimento.603kW. para isto é necessário realizar uma análise da área urbana da cidade.4. 6. Somando-se com tem-se então a perda todal na linha ( ): ). em dB. o resultado obtido com os dados expostos resultou em uma eficiência igual a 0.

através da Figura 7.95 28.74 -6.39 Blumenau.447713304 ERPaz (kW) 0. nota-se que a grande maioria da área urbana não se encontra na direção do norte verdadeiro da antena transmissora.238406072 0. Tendo estes dados como base.23567706 0.19 (E/Emax)² 0. e na prática esta direção representa o bairro da Velha. Tabela 10 Potência efetiva irradiada por azimute Azimute 0 30 60 90 HNMT (m) 102.390840896 0.447713304 0.39536662 0. o novo valor de para o azimute é obtido através da fórmula:   Na Tabela 10 é apresentado o resultado para as 12 radiais principais. o próximo passo é ajustar o diagrama de irradiação de forma que a maior parcela da potência seja irradiada nesta direção.269971122 0. Com isso.55 170.269971122 . altera-se também a porcentagem irradiada nos demais azimutes. Figura 7 Imagem de satélite da cidade de Blumenau Analisando. pode-se assumir que a área urbana de interesse situa-se aproximadamente no azimute de 255 . levando em consideração a HNMT de cada uma delas e também a orientação da antena.

23 98. localidade. .25 33.2. 398.40 120 150 180 210 240 270 300 330 147.58 20.824138115 0.803526122 0.974989638 0.02 -51. Para obter esse valor de campo interferente é utilizada a seguinte tabela: Tabela 11 Relações de proteção (dB) para Canais em VHF e UHF Canal interferente Digital sobre analógico N (co-canal) N-1 (adjacente inferior) N+1 (adjacente superior) Fonte: AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES (Brasil).484526252 0. Canal desejado = N Analógico sobre digital +7 -26 -26 Digital sobre digital +19 -24 -24 +34 -11 -11 6.23 -42.59199401 0.1 Interferência do canal proposto nos canais existentes A seguir serão tratadas as interferências causadas pelo canal proposto nos canais relevantes. tais como ERPmax.580764418 0.553350109 0.981747943 0.333670116 6.23567706 0.587918752 0. ou seja.350200944 0. Essas características determinam a relação de proteção entre dois canais. qual a intensidade de campo máxima permitida existir no contorno protegido que possa causar interferência na recepção do mesmo.81 133. Resolução n.496955283 0.08 0.2 INTERFERÊNCIAS Cada canal relevante tem suas características próprias. classe.245085327 0.04 112.406443329 0.390840896 0.

e será analisada adiante. Pela análise preliminar.1 Canal 21A de Itajaí De acordo com a Tabela 10. e a determinação do campo em cada uma delas. que liga as estações em questão. com a Figura 4. a razão de proteção neste caso é de -11dB. é preciso traçar novas radiais. Como pode-se observar o contorno interferente está longe de atingir o protegido do canal analógico. incluindo estes.41 6.1.2 Canal 22A de Joinville O campo interferente neste caso será de 36 . uma radial principal. Com o auxílio da ferramenta SIGAnatel é possivel vizualizar o contorno interferente (cor rosa). Neste caso a solução será o levantamento de radiais auxiliares. é vista a interferência causada pelo canal de Blumenau. .2. Porém a recíproca.2. afastadas de 15 até ultrapassar a intercessão dos contornos interferente e protegido . ou seja. neste caso. que representa a situação. e tantas radiais secundárias. 6. conforme Figura 8. o campo interferente do canal proposto no canal de Itajaí é de 81 . através da Figura 3. Segundo a Resolução n 284. neste caso. não é verdadeira.1.

39 4. não pode ultrapassar 51.64 Como observa-se. sabendo que o azimute para Joinville é 19 em relação ao norte verdadeiro: Tabela 12 Radiais secundárias de Blumenau para Joinville Azimute (graus) 7 19 31 NMT (m) 171. isso significa que o canal proposto não irá interferir no canal relevante de Joinville.392645 0.62 144.407km.2367649 (E/Emax)² ERPaz (kW) Distância ao contorno de 36dB V/m (km) 22.9 0.22925421 0.23524333 0.1 HNMT (m) 31. nas radiais traçadas.380189 0.42 Figura 8 Radiais traçadas em direção a Joinville Como a distância entre as estações é de 71. obteve -se os seguintes resultados para as radiais em questão. .38 58.61 198.45km.43 13. Utilizando o algoritmo implementado no Matlab. e o contorno protegido da estação de Joinville é de 20.51 29.857km.390122 0. o contorno interferente. o campo interferente em cada uma das radiais envolvidas está muito abaixo do limite.

e mais radiais são necessárias.34 10 35. Na Figura 9 tem-se a representação das radiais envolvidas.88 75.515229 0.22925421 0. que agora é 146 .06 30.395367 0.380189 0.23491855 0.66 262. as únicas diferenças são a razão de proteção.3 Canal 22D de Florianópolis A situação com relação ao canal 22 de Florianópolis é semelhante com a de Joinville.91 0.26 17.453106 0. e na Tabela 12 os dados referentes a cada uma delas.07 46. que agora remete a um campo interferente de 32dB por ambos serem canais digitais.389583 0.91 33.09 HNMT (m) 143.43 6.25 50.12 127. Figura 9 Radiais traçadas em direção a Florianópolis Tabela 13 Radiais extras de Blumenau para Florianópolis Azimute (graus) 121 131 146 161 171 NMT (m) 59.23840607 0. e o azimute.2.49 (km) .31068287 (E/Emax)² ERPaz (kW) Distância ao contorno de 32  49.21 167.75 152.1.27322304 0.

. Sendo assim. com a sua correção. Como o valor de 10. são levantadas as radiais extras necessárias. distância entre as estações de 39. o seu valor será tomado a partir do plano básico. No caso inverso.952km.332km .1 Canal 21A de Itajaí Seguindo o padrão das análises anteriores. deduz-se um valor de campo interferente de 77 . De acordo com a Tabela 10. E destas radiais são obtidos os valores tabelados em seguida.332km e distância ao contorno protegido da estação proposta de 10.94km. Os cálculos relacionados são exatamente os mesmos.2 Interferência dos canais existentes no canal proposto Assegurada a proteção das emissoras sujeitas a interferência. Esta é a situação extrema a favor do canal proposto. não se pode contar com o diagrama de irradiação da emissora relevante. logo será admitido um valor de (E/Emax)² igual a 1 em todas as radiais.176km. esta distância aumenta para 13.236km. Dando procedimento.44 Como a distância entre as estações é de 92. 6. com limitação de 3kW nos azimutes de 299 a 341 . não há interferência do canal proposto no canal de Florianópolis.2. porém os valores irão mudar.332km representa a distância ao contorno protegido sem a correção deste último. 6. conforme mostrado na Figura 10. azimute em direção a estação proposta igual a 273 .2. a etapa agora é realizar o caminho inverso. verificar se a emissora proposta tenha sua proteção assegurada. temos os dados de transmissão os seguintes: ERPmax igual a 10kW. o contorno interferente não pode ultrapassar 49. e o contorno protegido de Florianópolis é de 42. que provém do valor de (E/Emax)² do sistema irradiante proposto. Outro fator que será alterado é a potência irradiada.2.

63 (km) Observando.36 23.46 15.7 33.1 208.64 193.59 16.89 28.11 188.23 194. as radiais de 309 e 303 terão sua ERPmax diminuidas para 3kW nos cálculos.83 12.9 8.04 201.33 HNMT (m) 168.3 183.08 15.45 Figura 10 Radiais traçadas de Itajaí para Blumenau Como existe a limitação deste canal.96 15.88 16.1 11. Neste caso a solução seria aplicar uma limitação no canal proposto.77 22. em direção a estação de Itajaí com a finalidade de excluir esta . Tabela 14 Radiais extras de Itajaí para Blumenau Azimute (graus) 231 243 258 273 288 303 309 NMT (m) 48. nota-se a inviabilidade.67 1 1 1 1 1 1 1 (E/Emax)² ERPaz (kW) 10 10 10 10 10 3 3 Distância ao contorno de 77  14.

A Figura 11 e a Tabela 14 apresentam os resultados das radiais calculadas. já que não se pode propor uma alteração de um canal já existente e consignado a uma entidade. e a distância do canal interferente ao contorno protegido proposto. Lembrando que o contorno interferente agora é de 44  . O azimute de Blumenau para Itajaí é de 93 . .46 sobreposição de contornos. Figura 11 Radiais traçadas de Joinville para Blumenau E em seguida os valores das radiais apresentadas.267km . a sobreposição do contorno interferente estende-se dos azimutes 78 a 108 . corrigido pelo (E/Emax)² em direção a Joinville.2.2. 6. é de 57.2 Canal 22A de Joinville Dando seqüência. o mesmo procedimento é executado com o canal de Joinville. Portanto um limite de 203W solucionaria este problema.

44 20. como nas anteriores. Neste caso a limitação proposta é de 29W no intervalo de azimutes de 314 a 84 .88 164. devido a interferência de Itajaí.2.44 294.3 Canal 22D de Florianópolis Na Figura 12. 6.85 HNMT (m) 10 164.31 59. O azimute é 326 em relação ao norte verdadeiro. . Implicando que a limitação imposta anteriormente.56 162. levando em conta a ERPmax de 8kW prevista no plano básico.56 10 1 1 1 1 1 (E/Emax)² ERPaz (kW) 10 10 10 10 10 Distância ao contorno de 44  20. até 108 .2. Figura 12 Radiais traçadas de Florianópolis para Blumenau E na Tabela 15 os dados de cada radial.44 59.44 (km) Semelhante ao caso anterior.08 20. mostra as radiais extras que devem ser consideradas.34 59.47 Tabela 15 Radiais extras de Joinville para Blumenau Azimute (graus) 174 184 199 214 224 NMT (m) 193.12 18. tenha seu intervalo alterado de 78 para 84 .89 18. a inviabilidade é provada.

42 82.2. Porém uma das premissas da televisão digital. é repetir a cobertura já existente com o canal analógico.38 214. cobre grande parte da área urbana da cidade de Blumenau.66 62. ou seja. devido as limitações impostas necessárias. que foi o ponto de partida para este estudo. Como o canal da TV FURB. Neste caso a limitação não é possível. implantar as mudanças sugeridas no plano básico. 6.01 88. .40 90. a implementação do canal proposto também não é possível.176km.73 41. não seria possível ter a mesma cobertura.3 Parecer final Tendo em vista os cálculos executados para cada situação descrita.34 194.48 Tabela 16 Radiais extras de Florianópolis para Blumenau Azimute (graus) 306 311 326 341 346 NMT (m) 48. tanto com as características propostas neste trabalho. e a distância do contorno interferente aproxima-se muito deste valor.82 110.64 (km) A distância entre as estações é de 92.27 215.89 HNMT (m) 208. previstas no PBTVD.78 90. quanto com as já existentes. na prática.11 1 1 1 1 1 (E/Emax)² ERPaz (kW) 8 8 8 8 8 Distância ao contorno de 32  90.18 146.62 42. seria possível sim. É então inviável a implantação do canal 22 de televisão digital na cidade.

complicando a consignação de canais para emissoras.1 SUGESTÃO PARA FUTUROS TRABALHOS Para a continuidade deste trabalho. e outros tipos de serviços. ou até mesmo percurso misto. atualmente ela encontra-se em sua quinta versão. sugere-se um estudo aprofundado em outras situações. em relação a projetos de televisão digital. e a utilizada pela ANATEL remeta à segunda. A recomendação usada já está defasada. buscando uma solução conjunta. É importante este tipo de avaliação por conta das diferentes regiões do Brasil. 1546. mas pode também ser usado para cálculos de emissoras de rádio. que têm desde percurso terrestre. lagoas. 7. . e a utilidade desses avanços pode ser feito. até percursos sobre o mar. A principal conclusão que se pode tirar deste estudo que o PBTVD. e os conhecimentos obtidos foram postos em prática em uma situação real. tais como percurso de propagação sobre água. apresentará falhas. este documento é de grande utilidade. Uma solução para esta situação seria fazer uma Consulta Pública. se não for reconfigurado nas regiões como a do Vale do Itajaí. um estudo para determinar as melhorias. entre outras situações.49 7 CONCLUSÃO Neste trabalho foram estudadas as resoluções e recomendações da ANATEL. e uma reunião com as emi ssoras da região. Um aspecto importante deste estudo é a Recomendação UIT-R p. por poder ser empregado não só nos casos envolvendo televisão digital.

Resolução n. Disponível em: <http://sistemas. . [6] IDEAL ANTENAS PROFISSIONAIS. de 7 de abril de 2005.br/>. [3] ______.anatel.pdf>. Resolução n. 407.anatel.br/>. Acesso em: 10 de março de 2010.br/publicacoes/arquivos/20080227_094813_TELE -027.anatel.idealantenas. Acesso em: 20 de março de 2010.redenet.gov.rfsworld.Sistema de informações geográficas. Acesso em: 10 de março de 2010.br/siganatel/>. Valdery. Recomendação P. Acesso em: 15 de março de 2010. [2] ______.gov/srtm/>.gov.br/>. 398. [9] RFS. 284. Resolução n. Heliflex cable.br/siganatel/>.gov.anatel. 8 de setembro de 2003.anatel. [8] RADIO MOBILE. Disponível em: <http://www. MC.br/>. Disponível em: <http://www. [11] SILVA.gov. Disponível em: <http://sistemas. [10] SIGANATEL .anatel. Disponível em: <http://www. Paulo H.br/produtosport/digital/SLOT Polarização Circular_Elíptica. Portaria n. Simulação computacional de estudos de viabilidade técnica de canais de tv digital. Acesso em: 20 de março de 2010. [12] UNIÃO INTERNACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES: SETOR DE RADIOCOMUNICAÇÕES.br/siganatel/>. Disponível em: <http://www.edu.org/rmw/english1. Shuttle Radar Topography Mission. Acesso em: 10 de março de 2010. [5] CENTRO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO EM TELECOMUNICAÇÕES.gov. Disponível em: <http://www. Campinas. [7] NASA (Estados Unidos da América).anatel.pdf>. [4] BRASIL. Acesso em: 30 de maio de 2010. Disponível em: <http://www2.pdf>.jpl. Antena slot UHF: polarização circular. de 10 de junho de 2005. Disponível em: <http://www. de 29 de março de 2010. Disponível em: <http://www. 276.50 REFERÊNCIAS [1] AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES (Brasil). Acesso em: 10 de março de 2010. Planejamento de canais de tv digital. de 7 de dezembro de 2001. Disponível em: <http://sistemas.gov. Acesso em: 30 de maio de 2010.html>.nasa. Disponível em: <http://www2. SOUSA.com/RFS_Edition3/pdfs/HELIFLEX_Air_Cable_55-69. da F.com. Acesso em: 10 de março de 2010..gov.1546 -1: Médoto de previsões ponto -área para serviços terrestres na faixa de freqüências de 30 a 3000MHz . Acesso em: 18 de março de 2010. Acesso em: 20 de março de 2010.cplus.

51 ANEXO A Especificações técnicas do fabric ante da antena slot utilizada .

52 .

53 .

54 .

55 ANEXO B Especificações técnicas do fabricante do guia de ondas utilizado .

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