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Módulo: METODOLOGIA

CIENTÍFICA
Mestrado
EDUCAÇÃO E BIBLIOTECAS
(2007/09)

Alcina Manuela de Oliveira Martins


DEPARTAMENTO DE C. DA EDUCAÇÃO E DO PATRIMÓNIO
Universidade PORTUCALENSE
BIBLIOGRAFIA ACONSELHADA
Azevedo, M. (2000). Teses, relatório
e trabalhos escolares. Sugestões
para estruturação da escrita.
Lisboa: Universidade Católica
Editora.

Bell, J. (1997). Como realizar um


projecto de investigação. Lisboa:
Gradiva.
 Bisquera, R. (1989). Métodos de Investigação Educativa: Guia
Pratica. Barcelona: CEAC, S. A.

 Burgess, R. (1997). A pesquisa de terreno. Oeiras: Celta.

 Carvalho, J. (1994). A Metodologia nas Humanidades.


Subsídios para o trabalho científico. Mem Martins: Inquérito.
BIBLIOGRAFIA
ACONSELHADA
 Ceia, C. (1997). Normas para apresentação de trabalhos científicos. 2ª ed.
Lisboa: Presença.

 Cervo, A. L. & Bervian, P.A. (1996). Metodologia Cientifica. 4ª ed. São


Paulo: Makron Books.

 Deshaies, B. (1997). Metodologia da investigação em Ciências


Humanas. Lisboa: Instituto Piaget.
Erasmic, T. & Lima, L. (1989). Investigação e Projectos de Desenvolvimento em
Educação. Braga: Universidade do Minho

 Lima, M. (2000). Inquéritos sociológicos. Problemas de metodologia. 5ª ed.


Lisboa: Presença.
 .
BIBLIOG. ACONSELHADA
 Foddy, W. (1996). Como perguntar: Teoria e prática da construção de
perguntas em entrevistas e questionários. Oeiras: Celta Editora.

 Ghiglione, R.& Matalon, B. (1992). O inquérito. Oeiras: Celta Editora

 Gil, C. (1991). Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. S. Paulo:


Atlas Editora.

 Hill, M. & A. Hill ( 2005). Investigação por questionário. 2 ed. Lisboa:
Sílabo.
BIBLIOG. ACONSELHADA
 Lessard-Hébert, M. (1996). Pesquisa em Educação. Lisboa: Instituto
Piaget

 Quivy, R.& Camenhoudt, L. V. (1998). Manual de investigação em


Ciências Sociais. 2ª ed. Lisboa: Gradiva.

 Hamel, J., Dufour, S. & Fortin, D. (1993). Case Study Methods. Sage
publications.

 Tuckman, B. W. (2002). Manual de Investigação em Educação. 2ª ed.


Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
O G I A
D O L
T O
ME
Como fazer investigação?
realizar a investigação interpretar resultados

formular a pergunta divulgar resultados


Metodologia científica: definição
 É um conjunto de abordagens, técnicas e processos
utilizados pela ciência para formular e resolver problemas
de aquisição objectiva do conhecimento, de uma maneira
sistemática.
 Do ponto de vista da sua etimologia investigar provem do
latim in (en) e vestigare (falar, inquirir, indagar…) o que
conduz ao conceito mais elementar de “descobrir ou
averiguar alguma coisa, explorar”.

 Desta forma poder-se-ia considerar um investigador como


uma pessoa que se dedica a uma actividade de busca
(procura) independentemente da sua metodologia,
propósito e importância.
O que é investigar?
 ☻ Para Minayo (1993, p. 23) a investigação é uma
“actividade básica das ciências na sua indagação e
descoberta da realidade. É uma atitude e uma prática
teórica de constante busca que define um processo
intrinsecamente inacabado e permanente. É uma
actividade de aproximação sucessiva da realidade que
nunca se esgota, fazendo uma combinação particular
entre teoria e dados”
O que é investigar?
 Como diz o provérbio Tuaregue “se não souberes para
onde queres ir, arriscas-te a levar muito tempo a lá
chegar”
O que é investigar?
 Segundo Herman (1983, p. 5) a metodologia é
um conjunto de directrizes que orientam a
investigação científica
 Para Gil (1999, p. 42) a investigação tem um
carácter pragmático, é um “processo formal e
sistemático de desenvolvimento do método
científico. O objectivo fundamental da
investigação é descobrir respostas para
problemas mediante o emprego de
procedimentos científicos”.
O que é investigar?
 ☻É acima de tudo:
 um processo sistemático e honesto, que
procura a verdade contida num problema
devidamente delimitado, no qual tem que ser
entendido ou corrigido à luz da correcta
interpretação de informação relevante, com o fim
de contribuir para o progresso e bem estar da
humanidade.
O que é investigar?
A Investigação é como um bom crime

 1….. é um processo premeditado...


 2. ...intencional...

 3. ...exige análise fria da situação actual...

 4. ...escolha fundamentada do melhor método...


O que é investigar?

 5. ...requer resultados...
 6. ...deve poder ser desmontado...

 7. ...requer interpretações

 8. ...sai nas notícias.


O que é um mestrando em fase de
dissertação?
Características primárias.
 Um sujeito que conhece os preços de fotocopiadoras
domésticas

 Um habitué de lojas de fotocópias


 Um sujeito que tem o telefone particular do dono da
loja de fotocópias
 Um sujeito capaz de negar uma fotocópia aos seus
próprios filhos para poupar tinta
O que é um mestrando em fase de
dissertação ?
Características secundárias.
 Um sujeito pouco propenso a discutir assuntos
importantes da vida
Um sujeito que resmunga enquanto conduz
Um sujeito que não resmunga com o condutor da frente
mas com o orientador
Um sujeito que perdeu interesses e se esqueceu de
pagar as quotas do clube
Um sujeito que se esqueceu que era casado
 Um sujeito que amaldiçoa a hora em que se meteu
nisto
 - Um sujeito que não sabe em que “isto” é que se
meteu
 - Um sujeito que não consegue acabar “isto”
PROBLEMAS DE MÉTODO

 Quando um investigador sente grandes dificuldades no seu


trabalho, as razões são quase sempre de ordem metodológica, no
sentido que damos ao termo.
 ☻ Na investigação social Importa acima de tudo que o investigador
seja capaz de conceber um método de trabalho.
 E nunca apresentar uma soma de
técnicas
 ☻ É ao conjunto de procedimentos que compõem um projecto
de investigação que chamamos MÉTODO
PROBLEMAS DE MÉTODO

 Ouvimos então questões como: “não faço a mínima


ideia do que hei-de fazer para continuar” ou “tenho
muitos dados mas...não sei o que fazer com eles” ou
até mesmo “não sei bem por onde começar”.
PROBLEMAS DE MÉTODO
 Assim:
 ☻ É importante não distorcer os dados para confirmar a(s)
hipótese(s) que teimamos em manter

 ☻ Referir as perspectivas divergentes

 ☻ Não citar directamente uma obra não consultada


 ☻ Ter sempre a consciência de que nenhum dado é definitivo. Um
testemunho válido num dado momento deixa de o ser assim que
mudam as competências do investigador
 ☻ O receio de iniciar mal o trabalho pode levar
algumas pessoas a andarem às voltas durante bastante
tempo,

 ☻ Uma investigação é, por definição, algo que se


procura.
 ☻ A busca da verdade científica pressupõe uma
verificação cuidadosa do objecto de estudo:

 ☻ Uma crítica séria


 ☻ E coerência lógica
Conceito de teoria
Uma teoria é uma explicação do como, do porquê e das
condições do funcionamento de um determinado fenómeno.

“Uma teoria é um conjunto de conceitos, definições e


proposições inter-relacionados que representam uma visão
sistemática de um fenómeno através da especificação da
relação entre variáveis, com o propósito de explicar e predizer
o fenómeno” (Kerlinger, 1973).
características da teoria

 Modo de articulação dos elementos necessários à


compreensão do fenómeno

 Estrutura coerente de explicação de um fenómeno

 Conhecimento testável sobre um fenómeno

 Estrutura transitória de conhecimento


razões para fazer
Investigação...
 1. Aumentar o conhecimento disponível numa ciência ou
numa prática profissional

 2. Aumentar a troca de informação dentro de uma


comunidade

 3. Fundamentar e questionar as práticas profissionais


razões para fazer Investigação
 4. Aumentar o espírito crítico relativamente ao
conhecimento

 5. Aumentar o reconhecimento e a credibilidade de uma


área científica ou profissão

 6. Inovar e promover o desenvolvimento técnico


Etapas da investigação
científica
1 - Escolha do tema Redacção do projecto
2 - Planeamento da investigação de investigação
Etapas da investigação
científica
1 - Escolha do tema
2 - Planeamento da investigação
3 - Recolha e armazenamento de informações
(observação, experimentação)
4 - Análise dos resultados, elaboração das conclusões
5 - Divulgação dos resultados
1 - Escolha do tema
 Confie nas suas ideias
 Tente não ser excessivamente influenciado. A
investigação é sua.
 Seja realista sobre o tempo que está disposto a dedicar
ao projecto de investigação.
1 - Escolha do tema
 Pesquisa bibliográfica
◆ levantamento de trabalhos já realizados sobre o
mesmo tema, num determinado período - nível
geral x nível específico
◆ levantamento dos métodos e técnicas a serem
utilizadas na investigação realizada com
metodologia específica e utilizando publicações e
bases de dados especiais (índices)
◆ utilização da Internet
1 - Escolha do tema
 O tema escolhido deve
◆ representar uma questão relevante, cujo melhor
modo de solução se faz por meio de uma
investigação científica
◆ Os dados que a investigação exige podem ser
realmente obtidos?

 (apresentar um alto grau de interesse/satisfação ao


investigador).
2 - Planeamento da
investigação
 Investigadores, técnicos e suas atribuições no projecto
 Materiais a serem utilizados: equipamentos, material
de consumo, etc., estão ou serão disponíveis ao longo
da investigação?
2 - Planeamento da
investigação
 Como serão recolhidos, armazenados e analisados os
dados: tamanho da amostra, tratamento dos dados, testes
estatísticos a serem utilizados.

 Cronograma de desenvolvimento: quais as


metas atingidas em que momentos ao
longo do projecto?
3 - Recolha e armazenamento
de informações
 Realização de estudos observacionais (aplicação de
questionários, estudos de campo, registro de dados
exploratórios, etc.)
 Realização de estudos experimentais (manipulação
das variáveis de estudo, recolha de resultados)
 Ao orientador apenas compete sugerir, aconselhar e dar
directrizes.

 Lembrar que o orientador (a) não é a única pessoa que o


pode ajudar.
 Como a presença do orientador é uma IMPOSIÇÃO
científica, deveremos criar meios que possibilitem esta
relação.
 A primeira é o professor escolher o aluno, directamente ou
por meio de um processo selectivo; a segunda é o aluno
escolher o orientador.
 A escolha de um bom orientador é fundamental para o
sucesso do trabalho científico.
 Um bom orientador com um bom aluno é o ideal, um bom
orientador com um mau aluno é tolerável, mas um mau
orientador com um mau aluno é uma combinação que não
funciona.
 Assim cabe ao bom professor e ao bom aluno fazerem a
selecção mútua de forma adequada.
 Não se esqueça que o mesmo orientador pode
ser um mau orientador para um aluno e um bom
orientador para outro.
Formular a pergunta de
partida

 EM QUE CONSISTE?
 ☻ Toda a investigação deve iniciar-se com uma
pergunta de partida, que deve ser enquadrada de
forma científica.
 ☻A pergunta deve ser apresentada de modo claro,
lúcido e preciso. Não pode haver resposta clara a uma
pergunta obscura
formular a pergunta de partida

 ☻ O objectivo do aluno deve ser bem definido, isto é,


deve revelar o que deseja investigar especificamente.
 ☻ É necessário delimitar o tempo e o espaço
 ☻ Deve-se evitar a formulação de mais de uma pergunta,
já que cada nova pergunta gera novas variáveis, surgindo,
daí, o naufrágio da investigação, se o investigador decidir
responder a todas num único trabalho.
formular a pergunta de partida

 Depois de definido o tema, levanta-se uma questão


(Pergunta de Partida) para ser respondida através de uma
(ou mais) hipótese(s), que será (ão) confirmada (s) ou
negada (s) através do trabalho de investigação.
formular a pergunta de partida

 Deve estabelecer uma relação entre duas ou mais variáveis;


 (Ex:
 os rapazes têm mais QI(s) superior a 120 do que as raparigas?
 Está a envolver uma relação entre as variáveis sexo e QI)

 ☻ Deve se clara e objectiva;
 ☻ Deve ser formulada em forma de questão
 (Ex:
 Há uma relação entre background social e a taxa de abandono escolar?
 ☻ Deve ser susceptível de solução
 ☻ Nunca deve referir-se a valores morais ou éticos
Critérios para a selecção
de uma PP
◆ Praticabilidade:
◆ O estudo que quer realizar está dentro dos limites
dos seus recursos e constrangimentos temporais?
◆ Tem acesso à amostra necessária e ao número de
elementos requeridos?
◆ Há possibilidades de encontrar uma resposta para
a Pergunta de Partida?
◆ A metodologia exigida está disponível e é
compreensível?
Critérios para a selecção
de uma PP
◆ Amplitude crítica:
◆ A Pergunta de Partida tem um alcance e magnitude
suficientes para conseguir o que o motivou?
◆ Há variáveis suficientes?
◆ E resultados potenciais?
◆ Assunto para escrever?
Critérios para a selecção
de uma PP
◆ Interesse: Está interessado na área da Pergunta de
Partida, na Pergunta de Partida especificamente, na
potencial solução?
◆ Está relacionado com a sua experiência anterior?
◆ Com a sua carreira?
◆ Entusiasma-o?
◆ Aprenderá coisas úteis com a sua realização?
Critérios para a selecção
de uma PP
◆ Valor teórico:
◆ O estudo preenche uma lacuna na literatura?
◆ Será a sua importância reconhecida ?
◆ Irá contribuir para o avanço do seu campo científico?
◆ É viável a sua publicação?
Critérios para a selecção
de uma PP
◆ Valor prático:
◆ A solução da Pergunta de Partida vai melhorar a
prática na sua área?
◆ Estão os técnicos dessa área interessados nos
resultados?
◆ A sua prática terá probabilidade de mudar em
consequência deste estudo?
HIPÓTESES

 Hipótese é sinónimo de suposição. Neste sentido, hipótese é uma


afirmação categórica (uma suposição), que tenta responder à
Pergunta de Partida levantada no tema escolhido a investigação.

 É uma pré-solução para a Pergunta e Partida levantada. O trabalho


de investigação, então, irá confirmar ou negar a hipótese (ou
suposição) levantada.
HIPÓTESES

 A HIPÓTESE DE PESQUISA:
a expectativa do investigador, incluindo a expectativa
sobre quais os resultados que serão obtidos.
HIPÓTESES

ex:
os rapazes têm mais força que as raparigas;

para as crianças do 2º ciclo as recompensas físicas (medalhas, t-shirts) são


mais efectivas que o elogio no aumento da performance motora,
enquanto que no 3º ciclo o elogio é mais efectivo.
HIPÓTESES

 A HIPÓTESE ESTATÍSTICA:
a relação formal entre variáveis de modo a poder
submetê-la a questionamento estatístico.

 a Hipótese Nula H0
 a Hipótese Alternativa H1
OS OBJECTIVOS DA
INVESTIGAÇÃO
 Os objectivos de um trabalho devem ser sempre expressos no verbo de
acção:
 Objectivos Gerais
 Estão ligados a uma visão global e abrangente do tema. Relaciona-se com
o conteúdo intrínseco, quer dos fenómenos e eventos, quer das ideias
estudadas. Deve iniciar com um verbo de acção
 Objectivos específicos
 Apresentam um carácter mais concreto. Têm função intermediária e
instrumental, permitindo por um lado atingir o objectivo geral e, por outro,
aplicá-lo a situações particulares.
OS OBJECTIVOS DA
INVESTIGAÇÃO
 Exemplos aplicáveis a objectivos:
 Quando a investigação tem o objectivo de conhecer:
 Apontar, citar, classificar, conhecer, definir, descrever, identificar,
reconhecer, relatar;
 Quando a investigação tem o objectivo de compreender:
 Compreender, concluir, deduzir, demonstrar, determinar, diferenciar,
discutir, interpretar, localizar, reafirmar;
 Quando a investigação tem o objectivo de aplicar:
 Desenvolver, empregar, estruturar, operar, organizar, praticar,
seleccionar, traçar, optimizar, melhorar;
OS OBJECTIVOS DA
INVESTIGAÇÃO
 Quando a investigação tem o objectivo de analisar:
 Comparar, criticar, debater, diferenciar, discriminar, examinar,
investigar, provar, ensaiar, medir, testar, experimentar;
 Quando a investigação tem o objectivo de sintetizar:
 Compor, construir, documentar, especificar, esquematizar, formular,
produzir, propor, reunir, sintetizar
 Quando a investigação tem o objectivo de avaliar:
 Argumentar, avaliar, contrastar, decidir, escolher, estimar, julgar,
medir, seleccionar
 Exemplo
 TEMA: Abandono escolar
 (estudo de caso na escola Y)
 Pergunta de Partida
 Na sociedade pós-moderna, onde a educação é a base da
integração no mundo global o que leva o aluno a
abandonar a escola?
 Hip. 1 – O abandono da escola é de natureza intrínseca
ao aluno;
 Hip. 2 – Os alunos abandonam a escola por razões
inerentes ao curriculum;
 Hip. 3 – Os alunos abandonam a escola por razões
inerentes à transição sócio-geográfica.
 Objectivo Geral

 Tentar compreender o porquê da existência de uma


significativa taxa de abandono escolar na escola y
Objectivos específicos
  Realizar uma abordagem por geração, no sentido de
acompanhar o percurso escolar dos alunos inscritos
num determinado ano
  Verificar a taxa de abandonos e a taxa de sucessos,
tentando simultaneamente caracterizar o perfil do aluno
em cada uma destas características de análise;
 TEMA
 As Bibliotecas escolares

 Pergunta de Partida
 Os recursos humanos e materiais das bibliotecas
escolares têm impacto nas atitudes dos alunos face à
leitura e nos resultados obtidos em testes de aferição?
 Pergunta de Partida

 Em que aspecto podem as Bibliotecas escolares apoiar


a aprendizagem dos alunos?
Pergunta de Partida
 De que formas estão as bibliotecas escolares a lidar
com as múltiplas faces da literacia no mundo
contemporâneo?
Pergunta de Partida
 A formação dos alunos como efectivos utilizadores de
recursos de informação está a ser incluida nos
programas e planos de actividades das bibliotecas
escolares?
Pergunta de Partida
 Os professores bibliotecários deveriam ser
especificamente formados nas áreas de gestão e
liderança de políticas de literacia, em estreita
colaboração com as comunidades educativas?
Pergunta de Partida
 Como podem as bibliotecas apoiar a Escola nas suas
tarefas de promoção da inclusão social?
Pergunta de Partida
 Como rentabilizar/optimizar os recursos da biblioteca
escolar, com especial ênfase da internet, através da
pesquisa, visando a construção do conhecimento nas
escolas do 2º e 3º ciclos dos concelhos de Vila Nova de
Paiva e Sátão?
Hipóteses
 Hip. 1 – Estas bibliotecas apresentam condições fisicas
e humanas satisfatórias para os alunos e professores
que as frequentam

 Hip. 2 – Existe uma perfeita articualção entre os


recursos educativos, a pesquisa escolar e o
conhecimento.
 Objectivo Geral:

 Valorizar/rentabilizar a integração dos recursos da


biblioteca, visando a dinamização da pesquisa escolar
como o meio privilegiado para a construção do
conhecimento nas escolas dos 2º e 3º ciclos dos
concelhos de Vila Nova de paiva e Sátão.
Objectivos Específicos
 Reflectir na importãncia que a biblioteca escolar
poderá assumir na diversificação de estratégias e
meios de apoiar o processo ensino-aprendizagem;

 Verificar das condições de uso das bibliotecas pelos


alunos e professores

 Detectar o processo em que decorre a pesquisa


escolar.
 TÍTULO
 O(s) lidere(s)/gestor(es) escolares e o desenvolvimento/construção
do clima e cultura organizacionais - que papel?
 (Estudo de caso)

 Pergunta de Partida
 O grau de satisfação e bem-estar dos diferentes actores educativos é
um factor importante na construção de um clima de interajuda e
corresponsabilização nos Estabelecimentos de Ensino?
HIPÓTESES
 Hip. 1 – Um estilo de liderança transformacional promove o
desenvolvimento de um clima de satisfação e bem-estar;
 Hip. 2 – Um clima de liderança transformacional permite o
desenvolvimento de uma cultura de participação;
 Hip. 3 – Um estilo de liderança transformacional permite o
desenvolvimento de uma cultura de interajuda e
corresponsabilização.
OBJECTIVO GERAL
 Saber até que ponto existe ou não um clima de
interajuda e corrresponsabilização com o grau de
satisfação/insatisfação entre os diferentes actores
educativos
Objectivos Específicos

 Identificar as razões que pesam nas decisões dos


professores e funcionários de permanecerem ou não no
Estabelecimento de Ensino;
 Conhecer as diferenças entre os níveis e tipos de
participação dos diferentes actores educativos;
 Verificar a relação entre o estilo de liderança d(s)
director(es)/gestor(es) e o clima e cultura organizacionais
evidenciados
GULA LIVRESCA
 A “gula livresca” ou estatística consiste:
 Em “encher a cabeça” com uma grande quantidade de livros, artigos o
dados numéricos, esperando encontrar aí a luz que permitirá precisar
correctamente e de forma satisfatória o objectivo e o tema do trabalho q
deseja efectuar.

 ☻O excesso de leituras mal direccionadas resulta numa abundância d


dados recolhidos que depois não são utilizados
GULA LIVRESCA
 Deve-se então seleccionar as leituras de forma criteriosa.
Por outras palavras, ao planear uma investigação,
precisamos de encontrar e ler a literatura mais
relevante.

 ☻ É preferível ler de modo aprofundado e crítico alguns


textos bem escolhidos do que ler superficialmente
milhares de páginas.
 ☻ Na escolha da bibliografia deve-se escolher a edição
mais recente
GULA LIVRESCA
Devem constar do Levantamento Bibliográfico,
prioritariamente, livros, teses, monografias e artigos de
periódicos científicos encontrados nas bibliotecas

☻ Devemos regularmente fazer alguns intervalos


para reflectir e trocar opiniões com outras pessoas
EXEMPLOS DE CITAÇÃO DAS
NORMAS
 APA (AMERICAN PSYCHOLOGICAL ASSOCIATIN)

 1) Livro de um único autor


 Pais, José (2001). Ganchos, tachos e biscates: Jovens,
trabalho e futuro .Porto: Âmbar.
EXEMPLOS DE CITAÇÃO DAS
NORMAS
 Até seis autores:

 Costa, Mário; Martins, Vitorino; Magalhães, Teresa; Nóvoa, António; Reis, João &
Medeiros, Bernardo (1999).O mito da neutralidade científica. Lisboa: Imago.

 Mais de seis autores:
 Bairrão, João et. al. (1998). Os alunos com Necessidades Educativas Especiais:
subsídios para o sistema de Educação. Lisboa: Conselho Nacional de Educação.


 (et. al.) = (e outros)
EXEMPLOS DE CITAÇÃO DAS
NORMAS
 2) Livro Organizado por ...

 Nóvoa, António & Popkewitz, T. (Org.). (1992).
Reformas educativas e Formação de
Professores. Lisboa: Educa.

 Silva, Augusto. & Pinto, José (Org.). (1999).
Metodologia das Ciências Sociais. 10ª ed. Porto:
Afrontamento.


EXEMPLOS DE CITAÇÃO DAS
NORMAS
Ferreira, Virgínia (1999). O inquérito por questionário na
construção de dados sociológicos. In Augusto Silva
& José Pinto (Org.). Metodologia das
Ciências Sociais. 10ª ed. (pp.166-196). Porto:
Afrontamento..

Machado, Carlos (2002). Abuso sexual de crianças In


Carlos Machado & Rui Machado (Coord.).
Violência e vítimas de crime (pp. 41-93). Coimbra:
Quarteto.

 .
 Garcia, Carlos. (1992). A formação de professores:
novas perspectivas baseadas na investigação sobre
o pensamento do professor. In António Nóvoa (ed.).
Os professores e a sua formação (pp. 23-45).
Lisboa: D. Quixote.
 3) Capítulo ou artigo, traduzido para a língua
portuguesa, de uma série de múltiplos volumes.

 Bausola, Alberto (1999). O Pragmatismo (A. P.


Capovilla, Trad.). In S. Vanni Rovighi (Org.). História
da Filosofia Contemporânea. Do século XIX à
Neoescolástica (Vol. 8, pp. 459-471). São Paulo:
Loyola. (Original publicado em 1980).
EXEMPLOS DE CITAÇÃO DAS
NORMAS
 4) Livro Traduzido para Português
 Bourdieu, Pierre (2004). Para uma sociologia da
ciência (P. E. Duarte, Trad.).Lisboa: Edições 70.
(Original publicado em 2001)
 5) Texto Publicado em Enciclopédia

 Stroll, Antonny (1990). Epistemology. In The


new encyclopedia Britannica (Vol.18,pp.466-
488). Chicago: Encyclopedia Britannica.
 6) Trabalho apresentado em
Congresso, mas não-publicado

 Massimi, Marina (2000, Outubro).


Identidade, tempo e profecia na visão de
Padre Antônio Vieira. Trabalho
apresentado na XXX Reunião Anual da
Sociedade Brasileira de Psicologia.
Brasília. Brasil.
 7) Trabalho apresentado em
Congresso com resumo publicado em
Anais
 Pantano, António (1997). Epistemología,
Historia y Psicología [Resumo]. Em
Sociedade Interamericana de Psicologia
(Org.). Resumos/Abstracts, XXVI
Congresso Interamericano de Psicologia (p.
85). São Paulo: SIP.
 8)Trabalho apresentado em Congresso e
publicado em Anais
 Campos, Rodolfo & Lourenço, Eduardo (1998).
Psicologia da criança e direitos humanos no
pensamento do Instituto Jean-Jacques
Rousseau – Genebra –1912-1940. In Faculdade
de Educação da UFMG (Org.), Anais, V
Encontro de Pesquisa da FAE (pp. 154-166).
Belo Horizonte: Faculdade de Educação da
UFMG.
 9) Teses ou Dissertações não-publicadas

 Correia, Fernanda (2004). Inclusão de alunos


com deficiência mental na escola regular: que
obstáculos? Porto: Universidade
Portucalense (Dissert. de Mestrado policop.).
 10) Obra Antiga e Reeditada em Data Posterior

 Descartes, René (1989). Les passions de l'âme. Em


F. Alquié (org.), Oeuvres philosophiques de
Descartes. Tome III (pp. 939-1103). Paris:
Bordas. (Original publicado em 1649).
 11- Autoria Institucional

 American Psychological Association (1994).


Publication manual.4ªed. Washington: Autor.
 Obras consultadas em Indexadores
Electrónicos.

 Tedesco, João (1999). O novo pacto educativo.


Educação, competitividade e cidadania na sociedade
moderna [consulta 10 Fevereiro 2007]. Disponível
em: <http://www. fbc. binghamton.
edu/iwtrajers.html>.
PERIÓDICOS
 12) Artigo de Revista Científica

 Themudo, Marina (2004). Da letra e do número:


sobre o ensino da língua e da matemática.
Revista Lusófona de Educação, 3, 13-22.
 13) Artigo de Revista Científica ordenada por
Fascículo
 Citar, como no caso anterior, e acrescentando o
número do fascículo, entre parênteses, sem sublinhar,
imediatamente após o número do volume:
 Dunaway, Dinnis (1991). The oral biography. Biography,
14 (3), 256-266.
 14) Artigo de Revista Científica no Prelo

 No lugar da data, indicar que o artigo está no


prelo. Não referir data, volume, fascículo ou
páginas até que o artigo seja publicado. No
texto, citar o artigo indicando, entre
parênteses, que está no prelo.
 15) Comunicação Pessoal
 Carta, mensagem electrónica, conversa
telefónica ou pessoal podem ser citadas,
mas apenas no texto, apresentando as
iniciais e o apelido do emissor e a data
completa. Não inclua nas referências.
 16) Web Site ou Homepage:
 Para citar um Web Site ou Homepage na íntegra, incluir
o endereço no texto. Não é necessário listá-lo nas
Referências. Exemplo: www.uid-opece.net

 Tedesco, João (1999). O novo pacto educativo.
Educação, competitividade e cidadania na sociedade
moderna [consulta em 10/02/2007]. Disponível em:
<http://www. fbc. binghamton. edu/iwtrajers.html>.
 17) Artigos Consultados em Indexadores
Electrónicos
 Mello Neto. (2000). A psicologia social nos tempos de S.
Freud. Psicologia: Teoria e Pesquisa, Agosto 2000,
16 (2), 145-152. [ consulta em 28/06/2001, do SciELO
(Scientific Eletronic Library Online)] Disponível em:
<http://www.scielo.br/ptp .
 18) Resumos Consultados em Indexadores
Electrónicos
 Fornari, António (1999). Las experiencias de pasividad
como desafío a la razón[Resumo]. Cadernos de
Psicologia, 9 (1). [consulta em 28/06/2000]
Disponível em: <http://www .
psi.fafich.ufmg.br/cadernos/volume 9.htm.
FICHAS DE LEITURA
 A fichagem pressupõe todo o trabalho realizado no
sentido de encontrar o tema de investigação assim como
as fontes/bibliografia iniciais que permitam fazer desde
logo um balanço prospectivo.
 A memória humana é limitada.
 Alguém que, durante uma investigação de 1 ou 2 anos
leia algumas dezenas de artigos de periódicos, livros,
monografias, teses, etc. certamente não será capaz de se
lembrar em qual trecho de um texto estava a informação.
FICHAS DE LEITURA
 Na verdade, esta pessoa provavelmente esqueceria
muitas informações importantes se não as registrasse.

 Mas fazer anotações sem método também pode não


resolver o problema
FICHAS DE LEITURA

 É preciso organização, pois de nada adianta fazer


anotações se no momento de redigir a não se souber
onde elas estão.

 A fichagem é uma técnica de investigação que permite a


organização de uma grande quantidade de informação
que, de outra forma, seria muito mais difícil de manusear.
FICHAS DE LEITURA
 As fichas bibliográficas
 A ficha bibliográfica é fundamental e deve ser elaborada
logo que iniciamos uma consulta. Acontece com
demasiada frequência passar-se uma tarde a
transcrever ou a resumir uma obra sem nos lembrarmos
do autor. Só mais tarde, nos damos conta que uma obra
não identificada é uma obra perdida
FICHAS DE LEITURA
 O ficheiro por autores não deve nunca ser preterido. É o
elemento sem o qual não podemos trabalhar.

 As fichas por autor dividem-se em fichas de livros e


fichas de artigos
As fichas bibliográficas

 EXEMPLO
 Pedro, A. (2002).
Percursos de uma educação em valores em
Portugal: influências e estratégias. Lisboa:
Fundação Calouste Gulbenkian.
Fichagem ideográfica
 Este tipo de fichas constitui a ferramenta com a qual
elaboramos o trabalho. Nela registamos os vários
elementos que mais tarde conduzirão à redacção.
 Cada estudante deve saber o que pretende das suas
leituras. Mas a título de exemplo podemos
mencionar os seguintes aspectos:
Fichagem ideográfica
 1) Citação integral de um excerto que considere importante.
 Neste caso, todo o cuidado é pouco. Não deve haver falhas
 2) Resumo de um parágrafo, capítulo, etc.
 3) Anotação de ideias sugeridas pela leitura.
 Além disso, não menos importante é anotar sempre a página ou
páginas objecto da nossa atenção. Ficha não paginada é uma
ficha inutilizada, em termos de citação.
Fichagem ideográfica
 Outro cuidado é a remissão da referida ficha para a obra
onde foi retirada.

 Pode ainda fazer-se a ficha através da cola e tesoura


MEIOS DE COMUNICAÇÃO E
INFORMAÇÃO CIENTÍFICA

 Artigo científico
 ☻ Os Artigos são comunicações escritas, publicadas em revistas
especializadas, com o objectivo de divulgar junto à comunidade científica
os resultados, ainda que parciais, de investigações numa área específica.

 ☻ Os artigos não costumam ser muito extensos, variando entre as 10 e as


30 páginas, no máximo.
 ☻ Quem define o tamanho máximo de um artigo e a sua formatação
básica é a revista na qual ele será publicado
Escrever um artigo
 A Bibliografia
 Aplique um sistema normalizado de referenciação (APA).

 Seleccione a bibliografia que referenciará no texto do


artigo, a partir de critérios de eficácia.

 Utilize preferencialmente estudos recentes, seleccionados


com ponderação.
Escrever um artigo
 Utilize as referências para sustentar as suas afirmações
ou opções metodológicas.

 Considere a sua lista de bibliografia a partir da posição


teórica que adopta.

 Remeta o leitor para obras básicas sempre que


necessário, sem perder tempo em descrevê-las.
Escrever um artigo
 Padrões éticos
 O autor ou autores são responsáveis pelo seu trabalho,
para o bem e para o mal.

 Todos os dados e resultados correspondem à verdade.


Não são fabricados dados.

 Os erros detectados devem ser prontamente corrigidos.


Escrever um artigo
 É absolutamente interdito o plágio. Plágio refere-se
à cópia de partes de trabalhos de outros autores,
mesmo que estes sejam citados ocasionalmente.

 A ordem de autoria reflecte exactamente o papel de


cada autor na pesquisa e não a hierarquia da
relação entre autores.
Escrever um artigo
 Como avaliar a qualidade de um artigo ?
 - O assunto é enquadrável na linha editorial do periódico ?
 - O estudo está bem fundamentado e utiliza bibliografia
credível ?
 - O objectivo e hipóteses são claros ? Não existe
ambiguidade teórica e conceptual ?
Escrever um artigo
 A Metodologia é clara e exaustiva ?
 - Os resultados são claramente apresentados e a
estatística usada é adequada ?
 - A Discussão é suficiente, sólida e não especulativa ?
 - O artigo não se dispersa para além do essencial ?
 - As normas adoptadas foram integralmente cumpridas ?
Escrever um artigo
 A Discussão dos Resultados
 Discutir os resultados é essencialmente compará-los
com as expectativas (hipóteses) iniciais.

 Contudo, a discussão exige interpretação e, tanto


quanto possível, inferência.

 A reflexão teórica (contributos para o aperfeiçoamento


ou delimitação da teoria) é desejável.
Escrever um artigo
 Se a apresentação de resultados for seguida de uma
discussão muito restrita pode optar por agregar os

 Resultados e Discussão.
 Seja claro na Discussão, apresentando as suas principais
descobertas no início deste capítulo.
 Compare as suas interpretações com as de outros
autores, referenciando as contradições ou concordâncias
mais significativas.
 Evite especulação não fundamentada sobre os seus
resultados.
 Os Resultados
 Descreva inicialmente os principais resultados.
 Apresente dados suficientes para suportar
interpretações e conclusões, mesmo aqueles que não
tenham sido previstos (contra hipóteses).
 Subdivida os resultados se assim for mais clara a sua
apresentação.
 Use tabelas e figuras (gráficos) sóbrios, bem legíveis e
totalmente explicitados em texto e legendas.

 Não abuse dos gráficos nem das tabelas. Nem toda a


informação tem de ser apresentada graficamente. Evite
redundância entre gráficos e tabelas, e repetição de
dados.
 Todas as tabelas e gráficos serão referenciados no
texto.
 Apresente estatísticas descritivas coerentes e
complementares (ex: média e desvio-padrão).
 Adopte procedimentos de apresentação de estatísticas
dedutivas muito claros (poder estatístico, Significado
estatístico, etc.).
APRESENTAÇÃO GRÁFICA
DO TRABALHO
 ☻ Não há uma norma rígida que defina exactamente como um trabalho deve
ser formatado na Universidade. Em geral, cada Universidade, cada curso,
define a forma como deseja receber os seus trabalhos.
 ☻ Todavia, há algumas normas ditadas pelo bom senso e bastante utilizadas:
 Papel:
 A4 (21cmX29,7cm)
 Margens:
 2.5 cm na margem superior
 2.5 cm na margem inferior
 2.5 cm na margem direita
 3 cm na margem da esquerda

APRESENTAÇÃO GRÁFICA
DO TRABALHO
 ☻Processamento de texto

 Times New Roman ou Arial

 ☻ Tamanho da letra: 12
 ☻A mancha do texto deve ser processada a espaço de 1,5.

 Em citações longas, deve utilizar-se um corpo de


letra 10 e um entrelinhamento de 1 espaço.
APRESENTAÇÃO GRÁFICA
DO TRABALHO
 ☻ Títulos e tópicos do texto:
 Devem ser colocados em negrito e maiúsculas no
início, alinhados à esquerda da página e com uma
distância de duas linhas simples antes do texto

 Os capítulos são numerados com algarismos


árabes no seguimento de orientações da União
Europeia.

 ☻ Alinhamento do texto:
 Justificado
ORGANIZAÇÃO DO
TRABALHO

 Lembre-se sempre que para seu trabalho existem três


tipos de leitores:

 O leitor rápido, o leitor que acredita no que escreveu e o


leitor que quer “ saber”, aprender.
 Em termos de estrutura e organização do trabalho, siga as
normas da redacção científica.
 É melhor não inovar na apresentação do trabalho.
 Não perca tempo com formatações eternas.
ORGANIZAÇÃO DO
TRABALHO
 Evite muitos níveis de um capítulo ou ponto (ex. 10. 2.4.3)
pois torna difícil a orientação em relação ao conjunto.
 Se o texto de um capítulo ou ponto for muito longo, pode-
se introduzir títulos sem números ou numerações com a).
 Não se esqueça que os títulos indicam o conteúdo de um
capítulo ou ponto e devem ser curtos e objectivos.
 Faça parágrafos curtos e evite frases longas. A
introdução, assim como a conclusão é a parte mais
importante do seu trabalho no plano retórico
ORGANIZAÇÃO DO
TRABALHO
 As pessoas lêem primeiro (estes 2 pontos) e decidem se
querem ler o resto. O leitor deve ver o que contém o
trabalho em termos da questão, da linguagem utilizada
(conceitos, definições), a estratégia (metodologia e sua
estruturação).
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 A paginação pode ser colocada nos cantos da direita,
superior ou inferior, ou no centro. Todavia, defende-se
que a numeração das páginas se faça no canto inferior
direito.
 Ter em atenção que as páginas brancas e as que iniciam
as partes principais não são paginadas mas deverão
ser contadas na sequência da numeração e aparecem
no índice geral.
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 A capa de um trabalho científico contém a estrutura física
do documento. Embora o investigador tenha liberdade de
aí colocar o design que desejar, esta não deve ser
demasiado exuberante e deve transmitir uma estreita
relação com o tema em análise.
 Deste modo, a capa deverá identificar o nome do autor, o
título do trabalho, a Universidade, o local e a data da
sua realização.
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 A folha de rosto, apresenta a informação mais completa,
contendo um maior número de dados identificativos que a
capa, surgindo aqui, para além do inserido na capa, o
nome do módulo para que se está a realizar o trabalho,
bem como o nome do professor.
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 DISSERTAÇÃO
 Entre a capa e a folha de rosto, deverá existir uma folha em branco
 Agradecimentos
 Segue-se (numa folha) o resumo e as respectivas palavras -chave
 Depois (em outra folha) o abstract e as respectivas Key-words
 Dedicatória (opcional) (numa folha)
 Uma frase ou um pensamento que nos marcou (opcional) (numa folha)
 Siglas e Abreviaturas (numa folha)
 Sumário (revela a estrutura em que o trabalho está organizado e é apresentado no início)
 INTRODUÇÃO
 O TEXTO
 CONCLUSÃO
 BIBLIOGRAFIA
 ANEXOS
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 ARTIGO CIENTÍFICO (Simples)
 Entre a capa e a folha de rosto, deverá existir uma folha em branco
 Sumário
 Segue-se o resumo e as respectivas palavras- chave, o abstract e as
respectivas Key-Words (em letra tamanho 10, a espaço simples)
 Logo seguida da INTRODUÇÃO (antecedida por dois espaços e já a letra em
tamanho 12 e espaço de 1,5)
 TEXTO
 CONCLUSÃO
 BIBLIOGRAFIA
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 O resumo é obrigatório e consiste na apresentação abreviada e
precisa do conteúdo do trabalho sem crítica. Tem como objectivo
apresentar uma síntese de todo o trabalho, destacando os pontos
essenciais que são abordados (é uma “mini-versão” de todo o
trabalho).
 Depois da realização do resumo, na mesma página, escrevem-se as
palavras chave (palavras fundamentais na realização do trabalho,
em número de 5). São palavras que direccionam a investigação e que
podem ser cruzadas no âmbito do trabalho. Devem ser escolhidas
com bastante critério de forma a ajudar nas buscas futuras por
interessados no assunto.
 Numa outra folha, apresenta-se o abstract e respectivas Key-words
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 Em geral o RESUMO é o último item a ser escrito. É no entanto a
parte mais importante de um artigo científico.

 Não pode nem deve explicar as partes do trabalho (isso é para a


introdução)

 A dedicatória (opcional) é normalmente dirigida a alguém muito querido


e que teve alguma relação com o trabalho. Deve ser simples e discreta

 A frase ou um pensamento que nos marcou (opcional), deve


igualmente ter uma relação com o trabalho que estamos a realizar
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 Siglas e Abreviaturas.
 A sigla é um grupo de letras usado para substituir palavras inteiras.
 A abreviatura é a redução duma palavra a uma forma mais breve.
Ambas devem ser incluídas numa lista por ordem alfabética.
 As siglas escrevem-se com letras maiúsculas.
 Ex:
 ME = Ministério da Educação.
 DGES = Direcção Geral do Ensino Superior
 NEE= Necessidades Educativas Especiais
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 As abreviaturas, que consistem na redução de um palavra, escrevem-se em letra
minúscula.
 Ex:
 ed. = edição
 fig. = figura
 p. = página
 pp.= páginas
 s.d. = em data
 vol. = volume
 O texto (ou corpo do trabalho)
 Consideram-se elementos do texto a Introdução, o Desenvolvimento e a Conclusão.
 Estas partes devem estar em completa interligação umas com as outras, pois
representam o núcleo central do trabalho
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 A redacção do trabalho deve obedecer aos seguintes critérios:
 Clareza: o texto deve ser escrito para ser compreendido pelos outros;
 Concisão: o texto deve dizer o máximo no menor número possível de palavras,
 Correcção: Deve ser escrito correctamente conforme as regras de concordância
previstas;
 Encadeamento: as frases, os parágrafos, os capítulos devem ser encadeados de
forma lógica e harmoniosa;
 Consistência: o texto deve usar os verbos nos mesmos tempos;
 Precisão: o texto deve evitar o uso de termos ambíguos;
 Originalidade: o texto deve evitar o uso de frases feitas ou lugares, comuns. Deve ser
autónomo e apresentar ideias novas;
 Fidelidade: o texto deve respeitar o objecto de estudo, as fontes empregadas e o
leitor.
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 O aluno pode apresentar os assuntos em partes, capítulos, etc.,
segundo as suas opções
 As partes e os capítulos deverão, dentro do possível, ser
proporcionais entre si. Embora possam não ter exactamente o
mesmo número de páginas, deve haver uma preocupação neste
sentido, sobretudo quando a importância dos assuntos
desenvolvidos é idêntica.
 No caso do relatório ou artigo, o aluno poderá apresentar o
trabalho apenas por pontos.
 As figuras serão numeradas de forma sequencial independente
do número do Capítulo ou subtítulo a que pertencem. E a legenda
será colocada acima das figuras
ESTRUTURA DE UM TRABALHO
CIENTÍFICO
 As tabelas e os quadros serão numeradas de forma sequencial
independente do número do Capítulo ou subtítulo a que pertencem. E
a legenda será colocada acima da Tabela e do quadro.

 Por sua vez, a referência bibliográfica deverá estar localizada logo


abaixo do quadro, tabela ou figura, usando-se a palavra “fonte”:

 A paginação com numeração árabe inicia-se na 2ª folha da


introdução. Todas as outras anteriores não terão o número digitado, e
por isso não aparecerá.
 EXEMPLOS:
 Figura1: Pensar Educação

 Fonte: Arquivo Privado


ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 Gráfico1: ………………..

100
80

60
Este
40 Oeste
20 Norte
0
1° 2° 3° 4°
Trim . Trim . Trim . Trim .
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 NA INTRODUÇÃO DEVE CONSTAR, de forma sucinta, os
principais aspectos a serem desenvolvidos no trabalho, tais
como:
 O tema da investigação
 A formulação da pergunta de partida
 A (s) hipótese(s)
 Objectivos
 Metodologia
 Estrutura do trabalho
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 O TEMA
 Deverá contextualizar, abordando o tema de forma a identificar os
motivos que o levaram a escolher a sua dissertação
 A investigação científica depende da formulação adequada da
pergunta de partida

 O aluno terá que, fundamentadamente explicitar a sua reflexão


sobre a problemática da investigação, apresentando a sua teoria
(hipótese (s)) da resposta à PERGUNTA DE PARTIDA
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 O aluno terá que, fundamentadamente explicitar a sua
reflexão sobre a problemática da investigação,
apresentando a sua teoria (hipótese (s)) da resposta à
PERGUNTA DE PARTIDA
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 OBJECTIVOS
 Indique muito genericamente os objectivos a alcançar

 METODOLOGIA
 Inclui a descrição dos sujeitos, dos processos da sua selecção, dos métodos utilizados
para manipular ou medir cada uma das variáveis e dos procedimentos seguidos da
investigação (tudo isto escrito de forma muito sumária uma vez que vai desenvolver o
assunto em lugar próprio).
 No final da Introdução o aluno deverá apresentar a "estrutura do trabalho" por Partes e/
ou Capítulos (ou pontos), descrevendo sucintamente os assuntos que serão abordados
nas diversas partes constitutivas do trabalho.

 Como sugestão, considera-se que a Introdução deverá conter mais de 5 ou 7


páginas
4 - Análise dos resultados,
elaboração das conclusões
 Dois tipos de dados e análises:
◆ Qualitativos

◆ Quantitativos

 Classificação, codificação e tabulação dos resultados.


 Nas técnicas e recolhas de dados, estão associados
instrumentos que permitem o registo de dados.
 Aqui encontramos o INQUÉRITO através de
ENTREVISTA ou por QUESTIONÁRIO
 .
CONCLUSÃO
 CONCLUSÃO Apresentar a síntese
interpretativa dos principais
argumentos usados, onde será
mostrado se os objectivos foram
atingidos e se a(s) hipótese(s) foi
(foram) confirmada(s) ou rejeitada(s)
 Conclusões pessoais que acredita ter
criado. A conclusão deve ser breve,
exacta e convincente
CONCLUSÃO
 Desenvolve, apresenta a descrição,
análise, sistematização, explicitação dos
assuntos – objecto de estudo – com vista a
responder às interrogações e aos
objectivos previamente postos pelo
problema na Introdução.
 Falará da(s) sua(s) hipótese(s), que o
irá(ão) ajudar à consciencialização da
reflexão e do discurso próprio.
 A(s) hipótese(s) terá(ão) que ser
comprovada(s) no decorrer da
investigação.
 A formulação da(s) hipótese(s) exige argúcia e espírito
crítico. Obriga quem investiga a estabelecer relações e
a formular teorias que terá que comprovar

 Deverá elaborar a definição do tipo de investigação, a


amostragem, os instrumentos da recolha de dados e a
forma como pretende analisar os dados
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 Elementos PÓS-TEXTUAIS
 Entram nos elementos posteriores ao texto: a bibliografia,
apêndice, anexos e índice geral.
 A bibliografia é uma lista que contém os elementos descritivos
dos documentos consultados de modo a permitir a sua
identificação e posterior consulta de livros.
 São, portanto, os livros utilizados, revistas, enciclopédias,
colectâneas, etc.
 A bibliografia é colocada a seguir à conclusão e ordenada
alfabeticamente.
 O autor deverá colocar somente as publicações que foram
efectivamente referenciadas no texto contido no trabalho.
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 Os anexos são documentos auxiliares que servem de
fundamento à elaboração do trabalho. São documentos
ou fontes inéditas, documentos que não fazem parte
directamente do texto, mas que completam a sua
fundamentação teórica.
 Estes elementos são colocados a seguir à bibliografia,
antes do índice geral, quando este for colocado no final
do trabalho.
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 Citações formais e citações conceptuais
 Todo o trabalho científico não pode passar sem o registo
das fontes consultadas.
 Tudo o que não for texto seu deve vir entre aspas
(acompanhado da devida referência no sistema autor-
data-página).
 As citações formais (ou citações puras) são transcrições
literais de frases ou fontes utilizadas. Têm a função de
consolidar as opiniões ou afirmações do autor, apoiando-
se em outros autores.
 Quando são breves, não ultrapassando as três linhas,
serão inseridas no próprio texto, abrindo e encerrando
com aspas:
 EX:
 A propósito das cidades e das encruzilhadas da exclusão,
Carvalho (1999, p. 13) refere que “vivemos numa época
de urbanização crescente, exponencial até. (...) A “aldeia
global” é, de facto, uma cidade global”.
 Quando as citações forem demasiado extensas, devem
ser destacadas do texto mediante afastamento da
margem, redução do tamanho da letra (tamanho 10) e
dos espaços (espaços simples)
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 Ex:
 vivemos numa época de urbanização crescente,
exponencial até. Sentimo-lo no nosso quotidiano
através das nossas experiências de vida pessoais,
através dos apelos que nos são constantemente
dirigidos e através dos números das estatísticas
que nos interpelam. A “aldeia global” é, de facto,
uma cidade global-
 A propósito …………….
 As citações conceptuais reproduzem as ideias dos outros
autores por palavras próprias e diferentes.
 Mesmo que não se trate de citações formais, é bom que,
ao longo do texto, sejam feitas referências aos autores de
onde foram retiradas as ideias ou informações que estão
a ser apresentadas. Caso estes cuidados não sejam
tomados, o trabalho será considerado um plágio.
 A diminuição da mão-de-obra disponível nos centros
urbanos, trouxe consigo o aumento dos salários, a
deslocação dos camponeses para as cidades e,
consequentemente, uma quebra da produção rural
(Marques, 1987). Esta situação ...
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 Se pretendermos eliminar palavras ou frases, deve-se
usar em substituição reticências (...)
 ♦ Quando se cita o mesmo autor e obra mais do que uma
vez, usam-se as abreviaturas Idem e Ibidem
 Idem= mesmo autor, mesma obra e p. diferente
 Ibidem= mesmo autor, mesma obra e mesma p.
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 Quando está a trabalhar com a norma Internacional e em
texto corrido o mesmo autor tem mais do que uma obra
publicada no mesmo ano faz-se a seguinte referência
 ex:
 (Teodoro, 1994a, p. 15)
 (Teodoro, 1994b, p. 20) e na Bibliografia final saberemos
a que obra se refere a letra a e a letra b
ESTRUTURA DE UM
TRABALHO CIENTÍFICO
 Citação de Citação:
 É a citação feita por outro autor
 Ex:

 O imperador Napoleão Bonaparte ( 1786, cit. por Loi,


1998, p. 35) dizia que “as mulheres nada mais são do
que máquinas de fazer filhos”
Preliminares sobre a
dissertação

 A dissertação de mestrado é para muitas pessoas


o maior manuscrito que jamais escreveram.

 Por isso, a tarefa aparece muitas vezes como


transcendental ou mesmo inatingível.

 Ninguém escreve a dissertação de uma vez...


Preliminares sobre a
dissertação
 Desdobre a tarefa num conjunto de tarefas, todas
pequenas e realizáveis, e inicie as que pensa estar em
condições de começar.

 A escrita da dissertação inicia-se com o projecto


Como preparar uma dissertação
Enquanto mestrando:
 - certifique-se de que tem tempo

 - defina o seu próprio timing

 - prepare-se para passar muito tempo sentado


Como preparar uma dissertação
 escolha um orientador compatível consigo
 prepare antecipadamente todas as cooperações de
que previsivelmente vai necessitar
 garanta o contacto e o acesso às amostras
 prepare o contacto com instituições envolvidas
Como preparar uma dissertação
 evite conflitos com o orientador: seja sempre
frontal
 não dê passos (mesmo que lhe pareçam correctos)
sem o acordo do orientador
 exija o tempo e atenção a que tem direito
Como preparar uma dissertação
 Sobre o problema:
 - escolha um problema que lhe suscite interesse
 - não escolha problemas muito inovadores nem
demasiado explorados
 - escolha um problema compatível com o seu
conhecimento anterior
 - escolha um tema compatível com as suas
competências técnicas (instrumentais,
 estatísticas, etc)
 -
Como preparar uma dissertação

 - delimite bem o seu problema


 - delimite bem o que não vai estudar
Como preparar uma dissertação
 gaste tempo com o problema antes de começar, e
evite alterações posteriores
 certifique-se de que dispõe dos meios para realizar
a dissertação (instrumentação,amostra, software,
etc)
 será útil compartilhar o problema com outros
colegas
Como preparar uma dissertação
 garanta que o problema é suficientemente dominado
pelo seu orientador
 escreva o seu problema e discuta-o abundantemente
 garanta que o seu problema já foi considerado por
autores reconhecíveis
 desconfie sistematicamente de ideias muito originais
 faça pesquisa sobre o seu problema, antes de se
decidir pela sua escolha
Como preparar uma dissertação
 Sobre a metodologia:
 uma metodologia é uma maneira de aceder ao
problema, não uma complicação
 cuidado com a amostra: certifique-se da acessibilidade
e prepare tudo com antecedência
 dimensione bem a amostra (prepare expurgos, preveja
a perda de amostra)
Como preparar uma dissertação
 escreva a metodologia: escreva também as opções a
considerar
 - identifique rigorosamente as variáveis: defina a sua
posição no design experimental
Como preparar uma dissertação
 - prepare antecipadamente todas as situações de
recolha de dados
 - prepare situações alternativas para os pontos mais
críticos do seu trabalho
Como preparar uma dissertação
(5)
 Sobre o tratamento de dados:

 - a estatística é uma ferramenta, não um fim em si próprio


 - o tratamento dos dados dirige-se para o problema
colocado e não para aspectos acessórios
 - os resultados são o que são e não o que queríamos
que fossem

 -esprema os números até eles falarem


Como preparar uma dissertação
 prepare quadros e tabelas que facilitem a leitura dos
resultados

 - um gráfico é um recurso de argumentação: seja criativo


mas rigoroso

 - use a estatística essencial para aspectos essenciais


Como preparar uma dissertação
 Sobre a bibliografia:

 seja absolutamente rigoroso na apresentação da


bibliografia
 Utilize sempre a APA
 - não utilize bibliografia redundante ou pouco credível
Como preparar uma dissertação
 os autores fundamentais e as obras fundamentais sobre o
problema são obrigatórios

 utilize bibliografia recente sempre que possível

 seja parcimonioso na utilização de bibliografia

 confira a bibliografia referenciada no corpo do trabalho


Como preparar uma dissertação
 Um projecto é um instrumento de persuasão,
desenhado para ser útil.

 Não é possível construir uma casa sem um projecto

 Não é possível fazer uma tese sem um projecto


 Um projecto de pesquisa é um documento que vai
ser lido, eventualmente debatido, e utilizado por si ao
longo da dissertação.

 Não é um documento inútil, feito à pressa para


cumprir uma formalidade burocrática.

 O que é que um projecto deve dizer ?


 ( imagine que o projecto não é seu )

 O que está a ler é suficientemente interessante para


perder tempo a lê-lo ?

 depois de o ler ficou completamente esclarecido ?


 está escrito de forma atraente e clara ?

 sente curiosidade pelos resultados do estudo em


perspectiva ?

detectou uma coerência e estrutura interna no projecto ?


A INVESTIGAÇÃO EMPÍRICA
 A investigação empírica é uma investigação em
que se fazem observações para compreender
melhor o fenómeno a estudar

 A investigação empírica em Ciências Sociais é


utilizada para construir explicações ou teorias
mais adequadas
A INVESTIGAÇÃO EMPÍRICA
 A investigação Empírica compreende os seguintes aspectos :

 Tem como objectivo contribuir para o enriquecimento


do conhecimento na área em que se escolheu fazer a
investigação;

 Precisa de escolhas em termos do tema e em termos


de hipóteses específicas a testar.
A INVESTIGAÇÃO EMPÍRICA
 Obriga a um planeamento dos métodos de
recolha de dados;

 Precisa que se pense adiante para planear as


análises de dados antes de começar a parte
empírica da investigação.
A INVESTIGAÇÃO EMPÍRICA
 A revisão da literatura permite encontrar
teorias e artigos sobre investigações empíricas
apresentadas por diversos autores

 A primeira coisa a fazer é a utilização da revisão


da literatura para a construção das hipóteses
que serão testadas na arte empírica
A INVESTIGAÇÃO EMPÍRICA
 Ela faz a ponte entre a parte teórica e a parte
empírica da investigação. Ela tem um papel
fundamental:

 A HIPÓTESE DEVE JUSTIFICAR O TRABALHO DA


PARTE EMPÍRICA DA INVESTIGAÇÃO
Tipos de Investigação
 Qualitativa
 Quantitativa
 Qualitativa-quantitativa
Investig. Quantitativa
 Pretende tomar a medida exata dos fenómenos humanos e do que os
explica.

 É a chave da objectividade e da validade dos saberes construídos.

 Consequentemente, deve escolher com precisão o que será medido

e apenas conservar o que é mensurável de modo preciso


Investig. Qualitativa
 A investig. qualitativa ou naturalística envolve
a obtenção de dados descritivos resultantes do
contacto directo do investigador com a
situação estudada.

 Enfatiza mais o processo do que o produto e


preocupa –se em retratar a perspectiva dos
participantes.
Características
 1. Ambiente natural como sua fonte directa de dados; investigador
é o principal instrumento.
 2. Dados recolhidos são predominantemente descritivos.

 3. A preocupação como processo é muito maior do que com o


produto.
 4. O significado que as pessoas dão às coisas e à sua vida são
focos de atenção especial do investigador.
 5. A análise dos dados tende a seguir um processo indutivo.
Investigação Quali/Quanti
 É o método quantitativo conjugado com o qualitativo
que possibilita cobrir um campo maior de possibilidades
da investigação ao levantar as ideias do público ao
mesmo tempo em que quantifica opiniões.

 Através da investigação quantitativa conjugada com a


qualitativa, é possível obter, quantitativamente, dados
numéricos e, qualitativamente, conceitos, atitudes e
opiniões dos entrevistados sobre o problema
investigado (Bringhenti, 2000).
INVESTIGAÇÃO
QUANTITATIVA
 A investigação quantitativa consiste em “(…)
encontrar relações entre variáveis, fazer
descrições recorrendo ao tratamento estatístico
de dados recolhidos, testar teorias (…)” (Carmo &
Ferreira, 1998, p. 1).
A POPULAÇÃO E A AMOSTRA
 População:
 Toda a questão da investigação define um universo de objectos aos
quais os resultados do estudo deverão ser aplicados.

 A População Alvo, também chamada população estudada, é


composta de elementos distintos possuindo um certo número de
características comuns. Estes elementos, designados de unidades
populacionais, são as unidades de análise sobre as quais serão
recolhidas informações.
A POPULAÇÃO E A AMOSTRA

 Uma população é um conjunto de pessoas,


objectos, acontecimentos ou fenómenos com
pelo menos uma característica comum.
A POPULAÇÃO E A AMOSTRA
 Porém, se a amostra for retirada sem ser
ponderada a sua representatividade, não é possível
extrapolar as conclusões com confiança.

 É preciso que a amostra seja representativa da


população, isto é, que forneça dela uma imagem fiel
A POPULAÇÃO E A AMOSTRA
 No caso de uma investigação realizada para
um Mestrado é aconselhável uma população
relativamente pequena para trabalhar uma
vez que tem a vantagem de limitar a escala
da investigação.
A POPULAÇÃO E A AMOSTRA
 Existem dois tipos de amostras:

 as probabilísticas = baseadas nas leis de


probabilidades
 as não probabilísticas = tentam reproduzir o mais
fielmente possível a população.
A POPULAÇÃO E A AMOSTRA
 Amostragem não probabilística:

◆ Amostragem acidental;
◆ Amostragem de voluntários;
◆ Amostragem por quotas
A POPULAÇÃO E A AMOSTRA
 Amostra acidental: escolhem-se simplesmente as
pessoas (professores, técnicos) encontrados até ao
momento em que se estima ter o número suficiente.

 Risco: podem ter ido em direcções muito particulares e


de representar mal a opinião da nossa população.
A POPULAÇÃO E A AMOSTRA
 Amostra de voluntários: quando o tema abordado
é delicado faz-se um apelo para reunir pessoas que
aceitem participar
A POPULAÇÃO E A AMOSTRA
 Amostra por quotas:
 O investigador selecciona um certo número de
características conhecidas dessa população.

 Risco. Os eleitos não são escolhidos ao acaso


A POPULAÇÃO E A AMOSTRA
 Amostra probabilística é composta a partir de
uma escolha ao acaso, tendo todos os
elementos da população uma chance de serem
seleccionados.
VARIÁVEIS
 Variável - O termo variável é um conceito e, como tal,
é um substantivo que representa classes de objectos
(Richardson, 1985) .

 As variáveis apresentam duas características


fundamentais:
◆ são aspectos observáveis de um fenómeno
◆ e devem apresentar variações ou diferenças em
relação ao mesmo ou a outros fenómenos.
VARIÁVEIS
 A variável independente pode ser definida como
aquela que afecta outra variável mas não precisa de
estar relacionada entre elas.
 Influencia outra variável

chamada variável dependente. Esta pode ser definida


como aquela afectada ou explicada pela variável
independente, isto é, variará de acordo com a mudança
na variável independente
VARIÁVEIS
 A variável independente na investigação é o antecedente
e a variável dependente é o consequente.

 O investigador faz prognósticos a partir da primeira para a


Segunda. Estes termos são originários da matemática
VARIÁVEIS

 O objectivo do investigador é comprovar se os efeitos


provocados pela variável independente sobre a variável
dependente são aqueles tinha suposto como hipótese
VARIÁVEIS
 Exemplo: Determinar a relação entre o número de
erros em italiano (variável dependente) e o número
de aulas (variável independente).

 Ex.: sexo e estado civil; idade, raça, local de


residência, naturalidade, escolaridade, profissão,
filiação partidária e religiosa...(são variáveis
independentes)
VARIÁVEIS
 Pergunta de PARTIDA
 Os idosos resistem mais á mudança do que os
jovens?
 Variável independente: idade
 Variável dependente: Resistência à mudança
 (Estratégia de prova: comparar uma medida de
resistência à mudança entre um grupo de jovens e
um grupo de pessoas idosas)
VARIÁVEIS
 PP
 As reacções às políticas sociais são as mesmas para os
homens e as mulheres?
 Variável independente: sexo
 Variável dependente: reacções ás políticas sociais
 (Estratégia de prova: comparar os resultados de uma
medida de reacção às políticas sociais entre um grupo
de homens e um grupo de mulheres)
VARIÁVEIS
 PP A qualidade da alimentação das crianças afecta o
seu sucesso escolar?
 Variável independente: alimentação
 Variável dependente: sucesso escolar
 (Estratégia de prova: Comparar a taxa de sucesso
escolar entre um grupo de crianças bem alimentadas e
um grupo mal alimentado)
VARIÁVEIS
 PP Será que o uso de drogas duras aumenta a
incidência de criminalidade entre jovens?
 Variável independente: drogas
 Variável dependente: criminalidade

 (Estratégia de Prova: comparar o comportamento


criminal antes e depois do início do comportamento de
utilização de drogas duras)
VARIÁVEIS
 Validade Interna - É um critério para se avaliar o
desenho experimental utilizado e está relacionada com
as relações casuais.

 Deve-se avaliar como e quanto a variável


independente (intervenção) vai interferir no estudo,
inferindo-se a relação de causa e efeito
VARIÁVEIS

 Validade Externa - É outro critério para se avaliar o


desenho experimental utilizado e está relacionada com a
capacidade de a investigação ser generalizada.
INVESTIGAÇÃO
QUANTITATIVA
 O questionário é um instrumento de recolha de dados
bem adaptado a pesquisas quantitativas, uma vez que
torna possível o trabalho com amostras de grande
dimensão e o estabelecimento de relações estatísticas
com vista à generalização

 O fio condutor do questionário deve reflectir a


Pergunta de Partida e hipóteses do trabalho
INVESTIGAÇÃO
QUANTITATIVA
 O inquérito por Questionário segundo Quivy (1998, p. 138)
“consiste em colocar um conjunto de inquiridos,
geralmente representativo de uma população, uma série
de perguntas relativas à sua situação social, profissional
ou familiar, ás opiniões, à sua atitude em relação a
opções ou questões humanas e sociais, às expectativas,
ao seu nível de conhecimento (…) ou ainda sobre
qualquer outro ponto de interesse aos investigadores”.
INVESTIGAÇÃO
QUANTITATIVA
 Carmo & Ferreira (1998, p. 138) são de opinião
que o Inquérito por Questionário além de
quantificar a informação obtida “é um processo
em que se tenta descobrir alguma coisa de forma
sistemática” de dados para responder a um
determinado problema.
INVESTIGAÇÃO
QUANTITATIVA
 Devemos previamente testar o nosso Questionário
(pré-teste) para ver se há ou não necessidade de
reformular alguma questão que possa estar ambígua
na sua forma original.

 O aperfeiçoamento a que o instrumento de recolha de


dados foi submetido após o pré-teste permitem mais
segurança na passagem à fase do Inquérito
propriamente dito.
INVESTIGAÇÃO
QUANTITATIVA
 A existência do pré-teste serve para seleccionar as
melhores perguntas para serem incluídas na versão
final do Questionário.

 Deve-se aplicar a uma amostra pequena mas


representativa;
 Deve ser aplicado pessoalmente para se explicar o
objectivo do estudo
INVESTIGAÇÃO QUANTITATIVA
 Depois deve-se fazer uma análise:

 A) Verificar quais as perguntas que têm poucas


respostas
◆ Podem ser várias as potenciais razões da ausência
de respostas:
 Ambiguidade
 Demasiado pedido de informação
 Demasiada Informação pessoal
INVESTIGAÇÃO QUANTITATIVA
 B) Examinar a distribuição das respostas para cada
uma das perguntas
◆ Há várias falhas num questionário que podem
reduzir a variação nas respostas.
◆ Ex

◆ Perguntas que convidam a uma resposta


socialmente desejável (É um bom professor? SIM
NÃO)
1ª SECÇÃO DO
QUESTIONÁRIO
 - É importante recolher apenas as características dos
casos estritamente relevantes à investigação

 Perguntas que não vão ser analisadas só servem para


aumentar o questionário e aumentar o risco de não
haver quem queira responder

 Não se deve colocar perguntas desnecessárias


INVESTIGAÇÃO QUANTITATIVA
 Para escolher as características relevantes é
necessário considerar:
 Todas as Hipóteses da investigação
 Ashipóteses especificam as variáveis necessárias à
investigação
◆ Os detalhes dos casos requeridos para descrever a
amostra e replicar a investigação
 Descrever a natureza da amostra
Questionário

Oferece a possibilidade de inquirir um grande número


de pessoas quase em simultâneo, economizando tempo,
proporcionando grande liberdade de resposta e grande
facilidade no tratamento estatístico de dados;

Para tal, coloca-se uma série de questões que abrangem um


tema de interesse para os investigadores, não havendo
interacção directa entre estes e os inquiridos.
Utilidade e importância dos questionários
Os questionários permitem:

 Recolher informação sobre um determinado tema

 Interrogar um elevado número de pessoas, num espaço de

tempo relativamente curto

 Recolher informação de natureza social, económica,

familiar, profissional, etc.


Construção de questões

As questões devem ser desenvolvidas tendo em conta


três princípios básicos:

Princípio da clareza - devem ser claras, concisas e


unívocas.
Princípio da Coerência - devem corresponder à intenção
da própria pergunta.
Princípio da neutralidade - não devem induzir uma dada
resposta mas sim dar liberdade ao inquirido.
 Não utilizar questões ambíguas;

 Não deve incluir duas questões numa só;

 Ter o cuidado de evitar erros o ortográficos,


gramaticais ou de sintaxe.
Tipos de Questionário

Abertos

Estes Fechados
podem ser

Mistos
Tipos de questões
Tipo de Questão Exemplo

Directas Gostas do teu ambiente de


trabalho?

Indirectas O que pensas do teu ambiente de


trabalho?
Específicas Gostas de estudar na UPT ?

Estás satisfeito com o Mestrado em


Não específicas Supervisão?
Tipo de Questão Exemplo

Factos Qual é o teu clube de futebol


favorito?

Opinião Porque preferes o Futebol Clube do


Porto e não o Boavista?
Questões Deviam acabar as aulas de
substituição? [sim] ou [não]

Afirmação Deviam acabar as aulas de


substituição. [Concordo] [Discordo]
Classificação de questões
quanto à sua forma
Questões Descrição
Abertas São apresentadas ao inquirido perguntas para que o
mesmo possa escrever a sua resposta sem qualquer
restrição.

Fechadas São apresentadas ao inquirido um conjunto de


alternativas para que o mesmo escolha a que melhor
representa a sua situação ou ponto de vista.

Dependentes Correspondem às questões que terão de ser


respondidas após a resposta dada a uma outra anterior.
Vantagens e desvantagens dos diferentes tipos
de respostas
TIPO DE VANTAGENS DESVANTAGENS
RESPOSTA

 Preza o pensamento livre e a  Dificuldade em organizar e categorizar as


originalidade; respostas;

 Respostas mais representativas e  Requer mais tempo para responder às


fiéis da opinião do inquirido; questões;

 O inquirido concentra-se mais  Muitas vezes a caligrafia é ilegível;


sobre a questão;
Resposta  Em caso de baixo nível de instrução dos
aberta  Vantajoso para o investigador, pois inquiridos, as respostas podem não
permite-lhe recolher variada representar a opinião real do próprio.
informação sobre o tema em questão.
TIPO DE VANTAGENS DESVANTAGENS
RESPOSTA

 Rapidez e facilidade de resposta;  Dificuldade em elaborar as respostas


possíveis a uma determinada questão;
 Maior uniformidade, rapidez e
simplificação na análise das
respostas; Não estimula a originalidade e a variedade
de resposta;
Resposta
 Facilita a categorização das
fechada respostas para posterior análise;  Não preza uma elevada concentração do
inquirido sobre o assunto em questão;
 Permite contextualizar melhor a
questão.
 O inquirido pode optar por uma resposta
que se aproxima mais da sua opinião não
sendo esta uma representação fiel da
realidade.
A- Questionário Aberto

Utiliza questões de resposta aberta.

•Proporciona respostas de maior profundidade o que


dificulta posteriormente a sua interpretação.

•Possibilita maior liberdade de resposta pois esta


pode ser redigida pelo inquirido.
B- Questionário Fechado

•É um tipo de questionário que utiliza questões de


resposta fechada.

•Possibilita obter respostas padronizadas.

•São muito objectivos, exigindo menor esforço por


parte dos sujeitos.
C- Questionário Misto

Utiliza questões do
tipo

Resposta Resposta
Aberta Fechada
Escalas
• Questionários fechados;
• São usados em qualquer processo de investigação;
• Pretendem medir atitudes ou opiniões do público-
alvo.
Escalas mais utilizadas:

- Escala de Likert
- VAS ( Visual Analogue Scales)
- Escala de Guttman.
- Escala de Likert - Permite medir a opinião do
inquirido, a qual é dada pela média do seu
posicionamento face ao conjunto das proposições
propostas.
Concorda
+2
totalmente

Apresenta cinco Concorda +1


proposições das quais
Pontuação
apenas uma pode ser Sem opinião +0
atribuída
seleccionada sendo
estas: -1
Discorda

-2
Discorda totalmente
Escalas

 A escala de Likert é mais fácil de construir e de aplicar,


sendo que a resposta do indivíduo é localizada
directamente em termos de atitude, como se pode
constatar:

Escalas
 Para cada uma das questões indique o seu grau de
concordância:
 1-As crianças nascem todas diferentes, com uma
maneira de ser própria
 Discordo muito..1..2..3..4…5concordo muito

 2- A capacidade para estudar já nasce com a criança


 Discordo totalmente..1..2..3..4…5concordo totalmente
- VAS ( Visual Analogue Scales)

É um tipo de escala que provém da escala de Likert,


utilizando duas proposições contrárias, unidas por uma
linha de 10 cm de comprimento.
Útil Inútil

10cm

O Inquirido deve assinalar na linha a posição que


corresponde à sua resposta.
- Escala de Gutman

•As resposta encontram-se Hierarquizadas.


E
D
C
B
A

•Se se concordar com a resposta A obrigatoriamente


concordar-se-á com a resposta E.
•A Pontuação atribuída inicia-se em zero – não é
escolhida qualquer resposta; um se for escolhida a
opção E; dois para a a escolha da opção D….
METODOLOGIA QUALITATIVA

 Introduzidahá sensivelmente 34 anos


no campo da Educação, a expressão
“Investigação qualitativa” passou a
vulgarizar-se na pesquisa nesta área
(Bogdan, 1994).
METODOLOGIA QUALITATIVA
 A investig. qualitativa ou naturalística envolve a
obtenção de dados descritivos resultantes do
contacto directo do investigador com a situação
estudada.

 Enfatiza mais o processo do que o produto e


preocupa–se em retratar a perspectiva dos
participantes
METODOLOGIA QUALITATIVA
 A investig. qualitativa ou naturalística envolve a
obtenção de dados descritivos resultantes do contacto
directo do investigador com a situação estudada.

 Enfatiza mais o processo do que o produto e preocupa-


se em retratar a perspectiva dos participantes
METODOLOGIA QUALITATIVA
 Para Haguette (2005, p. 63) “os métodos
qualitativos enfatizam as especificidades de
um fenómeno em termos das suas origens e
da sua razão de ser”.

 Por sua vez González Rey (2005, p. 63) refere


que a metodologia qualitativa é “orientada
para a construção de modelos compreensivos
sobre o que se estuda”
METODOLOGIA QUALITATIVA
 A investigação qualitativa não se inicia com
hipótese: O investigador aborda o seu campo
de estudo com problemas, reflexões e
pressupostos.

 As abstracções são construídas à medida que


os dados se vão agrupando
METODOLOGIA QUALITATIVA
 Como refere Stake (1995) , o investigador
qualitativo não descobre, antes constrói o
conhecimento

 É nesta linha que Bogdan & Biklen (1994, p.


50) referem que “os investigadores
qualitativos tendem a analisar os seus dados
de forma indutiva”.
METODOLOGIA QUALITATIVA
A Entrevista

 A entrevista é tida como “um instrumento mais


adequado para delimitar os sistemas de
representações, de valores, de normas
vinculadas por um indivíduo” (Albarello et al,
1997, p. 87).
METODOLOGIA QUALITATIVA
 Estrela (1990) considera que esta técnica
permite não só pistas para a caracterização de
um processo em estudo, mas também deixa
conhecer, sob alguns aspectos, os
intervenientes no processo.
PREPARAÇÃO DA
ENTREVISTA
 A planificação da entrevista realiza-se a partir da
Pergunta de Partida.

 O investigador terá pelo menos 2 preocupações:


◆ Planificação de um esquema de entrevista

◆ Escolha dos respondentes susceptíveis de


possuírem uma competência relacionada com o
objecto de estudo
ENTREVISTA
 Um esquema de entrevista é um guia no qual o
investigador identifica:
◆ os temas

◆ Os subtemas

◆ Questões de orientação
ENTREVISTA
 A entrevista estruturada, de acordo com
Ghiglione & Malaton (1993, p. 92), está “(…)
muito próximo de um questionário no que só
figurariam questões abertas, não existe já
praticamente qualquer ambiguidade.
O conjunto do quadro de referência é definido
e o entrevistado deve-se situar relativamente a
este quadro, a fim de poder responder”.
ENTREVISTA ESTRUTURADA
◆ A entrevista estruturada pode ser realizada
através do telefone .
◆ O entrevistador (investigador) ao levantar as
questões não tem que impor opções de
resposta
◆ O entrevistado ao formular a sua resposta
pessoal dá ao investigador uma ideia clara
do que pensa sobre o assunto
ENTREVISTA SEMI-
ESTRUTURADA

 Série de perguntas abertas, feitas verbalmente,


numa ordem prevista mas na qual o
entrevistador pode acrescentar perguntas de
esclarecimento
ENTREVISTA SEMI-
ESTRUTURADA
 Inconveniente: Ainda que as entrevistas sejam feitas
pela mesma pessoa, ainda que essa pessoa retome o
mesmo núcleo de perguntas de uma entrevista a outra,
as diferenças podem ser grandes de uma entrevista a
outra o que dificulta a análise.
ENTREVISTA SEMI-
ESTRUTURADA
 Vantagens: Esta flexibilidade possibilita um
contacto mais íntimo entre o entrevistador e o
entrevistado, favorecendo a exploração dos
seus saberes, das suas representações, das
suas crenças e valores....

 É a compreensão do mundo do outro


ENTREVISTA NÃO-
ESTRUTURADA
 Entrevista em que o entrevistador apoia-se em
um ou vários temas, e algumas perguntas
iniciais, previstas antecipadamente, para
improvisar em seguida as outras perguntas em
função das suas intenções e das respostas
obtidas do seu interlocutor
ENTREVISTA NÃO-
ESTRUTURADA
 Neste tipo de entrevistas o tratamento de
dados será muito exigente. A análise de
conteúdo pode tornar-se muito complicada
Tipos de Investig.
Qualitativa
 1. Estudo de Caso

 2. Etnográfica ou antropológica

 3. Fenomenológica

 4. Investigação-acção

 5. Investigação Participante

 6. Dialética

 7. História de vida (narrativa)


ESTUDO DE CASO
 CONCEITO :
 É o conhecimento profundo de algo
 É o particular e o único frente ao comum

O Estudo de caso presta atenção ao que


especificamente pode ser apreendido de um caso
simples, de um exemplo em acção (Stake, 1995).
ESTUDO DE CASO

 Um estudo de caso bem sucedido fornecerá ao leitor uma


ideia tridimensional e ilustrará relações, questões
micropolíticas e padrões de influências num contexto
particular (Bell, 1993).
ESTUDO DE CASO

 Podemos encontrar Estudos de Caso em em áreas tão


vastas como o Direito, Educação, História, Medicina,
Psicologia , Educação e Administração.

 Podem ser usados em descrições culturais,


preparações profissionais, construção de teorias,
estudos biográficos, diagnósticos clínicos e até em
análises policiais.

ESTUDO DE CASO

 Algumas áreas parecem ter sido construídas quase


inteiramente em conhecimentos produzidos por estudos
de caso individuais, acumulativos e comparativos
(Hamel et al., 1993).
ESTUDO DE CASO

 O estudo de caso é uma análise profunda de um sujeito


considerado individualmente.

 Às vezes pode-se estudar um grupo reduzido de sujeitos


considerado globalmente.
 Em todo o caso observam-se as características de uma
unidade individual, como por exemplo um sujeito, uma
classe, uma escola, uma comunidade, etc.
ESTUDO DE CASO

 O objectivo consiste em estudar profundamente e


analisar intensivamente os fenómenos que constituem
o ciclo vital da unidade, em vista a estabelecer
generalizações sobre a população à qual pertence
(Bisquera, 1989).
ESTUDO DE CASO

 O método de estudo de caso particular é especialmente


indicado para investigadores isolados, dado que
proporciona uma oportunidade para estudar, de uma
forma mais ou menos aprofundada, um determinado
aspecto de um problema em pouco tempo (Bell, 1993).
ESTUDO DE CASO
 O estudo de caso tem sido definido como sendo um
termo global para uma família de métodos de
investigação que têm em comum o facto de se
concentrarem deliberadamente sobre o estudo de um
determinado caso (Erasmic & Lima, 1989).
ESTUDO DE CASO
 A grande vantagem deste método consiste no facto de
permitir ao investigador a possibilidade de se concentrar
num caso especifico ou situação e de identificar, ou
tentar identificar, os diversos processos interactivos em
curso (Bell, 1993).

 A observação é o método de investigação mais


frequentemente utilizado, sendo a base dos estudos de
caso (Bisquera, 1989).
ESTUDO DE CASO
 Sendo assim, o Estudo de Caso será um método ou
será uma abordagem?

 Segundo Hamel et al. (1993), é mais apropriado


definir o Estudo de Caso como uma abordagem, apesar
de o nome sugerir que seja um método.
ESTUDO DE CASO
 Ragin (1992) assinala 4 formas para definir “um Caso”

3) Pode ser encontrado ou construído pelo investigador


que emerge da sua própria investigação
4) Pode ser um objecto definido por fronteiras pré –
existentes, tais como uma escola, uma aula ou até um
programa.
ESTUDO DE CASO
 3) Pode ser derivado de ideias e dos conceitos que
emergem de acontecimentos similares

4) Pode ser uma convenção, pré-definido por acordos


e consensos sociais que assinalam a sua
importância.
ESTUDO DE CASO
 NA DEFINIÇÃO DO CASO TEMOS QUE TER EM
CONTA:
 1) tratar-se de uma especificidade e não de uma
função.
 Um caso pode ser algo simples ou complexo, um
indivíduo ou uma instituição
 Em qualquer das escolhas o que importa é o seu
carácter único e específico e que possamos aprender
com ele
ESTUDO DE CASO
 2) Não se esqueça que o estudo tem que que
identificar o PARTICULAR da situação
 Isto obriga a que se centre em questões
relacionadas com a :
◆ A) sua natureza

◆ B) sua história

◆ C) ambiente e âmbito físico


ESTUDO DE CASO
 3) A singularidade do caso não o exclui da sua
complexidade que o determinam e definem

 4) O caso representa os valores do investigador; as


suas ideias teóricas e as suas particulares convicções.
 Isto implica reflectir sobre o que se está a fazer;
 Identificar a estrutura analítica que se constrói e
descobrir e desenvolver a própria ideia de quem
investiga.
ESTUDO DE CASO
 5) Não podemos esquecer que o Estudo de Caso é
um terreno em que o investigador se relaciona e se
encontra com pessoas cujas acções e relações vão
ser analisadas.
 Trabalhar um Estudo de Caso é entrar na vida de
outras pessoas com o interesse por aprender o que e
porque fazem ou deixam de fazer certas coisas
 e o que pensam e como interpretam o mundo social
em que vivem e se desenvolvem
ESTUDO DE CASO
 Não podemos nunca esquecer que ao fazermos um
ESTUDO DE CASO não pretendemos avaliar ou
ajuizar a vida, ideias ou acções das pessoas ou
instituições, mas antes as conhecer e compreender

 Nunca um Estudo de Caso será utilizado para tratar


injustamente os indivíduos ou os colectivos
implicados.
ESTUDO DE CASO
 Em termos éticos temos que ter em atenção:
 Confidencialidade: toda a informação é confidencial
utilizando-se o anonimato

 Colaboração: Ninguém está obrigado a participar e a


proporcionar informação

 Imparcialidade: Mostra os pontos de vista as


apreciações e os valores divergentes
Estudo de Caso
 Características
 Os estudos de caso visam a descoberta, mesmo
que o investigador parta de um pressuposto teórico
inicial, que poderá ser modificado com o andamento
do trabalho;
 Enfatizam a “interpretação do contexto”;
 Buscam retratar a realidade de forma completa e
profunda;
 Usam uma variedade de fontes de informação
(diferentes informantes, tempos diferentes de
recolha
Definição do Objecto de
Estudo
 Nunca é fácil definirmos um objecto de estudo, que
aborde um problema ou um fenómeno. Esta
dificuldade torna-se ainda maior quando utilizamos o
estudo de caso para este fim.
Estudo de Caso
 Só ao estabelecer progressivamente estreitas
relações com a área de estudo, o investigador deverá
ser capaz de definir o seu objecto de estudo.
 Ou seja,

 o investigador deverá cuidadosa e antecipadamente


definir o objecto de estudo que dará origem ao estudo
de caso.
Estudo de Caso

 Os investigadores escolhem uma área de


investigação porque pretendem especificamente
estudar uma matéria especial, e esta área é
regularmente confundida como o objecto de estudo
ou com o caso em si mesmo.
Estudo de Caso
 É assim necessário fazer a distinção entre o objecto
de estudo e o estudo de caso seleccionado para o
propósito, e ainda definindo com clareza ente último.

 O investigador ao definir o objecto de estudo, deve ter


em atenção a forma como a sociedade gera o
problema ou o fenómeno em questão.

 Esta definição deve partir do próprio investigador e


não deve ser imposta pela área.
Estudo de Caso

 A subjectividade do investigador deve portanto


assumir um papel importante na definição do objecto
de estudo.

 Esta subjectividade torna-se objectiva do ponto de


vista do investigador (Hamel et al., 1993).
 Selecção do Caso Ideal para Compreender o
Objecto de Estudo

 Apesar da objectividade revelada na definição do


objecto de estudo apenas ser possível através da
subjectividade, esta apenas pode ser a única forma de
o caso ser seleccionado, se pretendemos entender o
objecto.
 É assim necessário recorrer a uma estratégia
metodológica para seleccionarmos o caso.
Estudo de Caso

 Esta estratégia consiste em detalhar as qualidades


metodológicas características do caso escolhido,
baseadas no objecto de estudo seleccionado.

 Esta estratégia metodológica resulta da Inicial


Theory, ou seja, da ideia inicial que o investigador
tem do problema ou fenómeno percepcionado.
Estudo de Caso
 O caso escolhido deve ser representativo.

 Esta representatividade é relativa à qualidades metodológicas a


ele atribuídas.

 A definição do caso deve permitir uma avaliação da sua


generalidade, tendo em vista os resultados da análise possível
(Hamel et al., 1993).

Estudo de Caso
 A abundância de Materiais Empíricos

 O estudo de caso é uma investigação de profundidade

 Podem ser usados vários métodos para recolher vários


tipos de informações e para se fazerem observações.
Estes são os materiais empíricos através dos quais o
objecto de estudo será compreendido
Estudo de Caso

 O estudo de caso é assim baseado numa grande


riqueza de materiais empíricos, notáveis pela sua
variedade.

 Contudo, esta variedade de materiais empíricos


apresentam problemas analíticos.
Estudo de Caso
 Esta variedade aparece tanto na diversidade do materiais
empíricos como no seu tratamento.

 Estes podem ser relatórios de noticias, documentos oficiais,


escritas pessoais, trabalhos literários.

 O estudo de caso considera material de diferentes origens,


que são produzidos por diferentes tipos de conhecimento.
Estudo de Caso
 A análise de todo este material levanta sérios
problemas.

 Por outras palavras, como é que os materiais


empíricos podem ser usados numa análise do ponto
de vista cientifico, se foram tratados de forma
diferente, dependendo da sua origem?
Estudo de Caso
 Para se começar a responder a esta questão, o
objecto de estudo deve ser descrito como foi
empiricamente definido, ou seja, da forma como foi
construído através destes materiais.

 A definição do objecto de estudo deve ser uma


definição sustentada pelo investigador, e que
corresponda ao foco do estudo.

 O objecto de estudo deve assim ser demonstrado


como se fosse construído com base no material
empírico..
Estudo de Caso
 A profundidade da descrição do estudo de caso,
sustenta esta demonstração, porque facilita a clara
compreensão da forma como o objecto de estudo se
relaciona com os materiais.
Estudo de Caso
 È apropriado determinar rigorosamente o objecto de
estudo na transformação da definição teórica do
objecto de estudo na sua construção empírica dentro
dos materiais seleccionados.
Estudo de Caso
 A variedade destes materiais irá garantir a profundidade
do estudo de caso.

 O rigor da definição do objecto sobre análise depende


aqui da profundidade da descrição característica da
abordagem do estudo de caso (Hamel et al., 1993).
Estudo de Caso
 Problemas na sua Escrita

 Ao usar materiais de diferentes origens e dando a


análise em profundidade que o processo implica, o
estudo de caso apresenta claramente problemas na
literatura e de uma forma mais geral na linguagem.
Estudo de Caso
 Devido aos estudos darem uma descrição profunda,
é necessário uma compreensão da forma como a
linguagem dos materiais empíricos é transformada
noutra linguagem.

 Ou seja, a construção teórica dos materiais empíricos,


deve ser directamente compreendida dentro de uma
análise.
Estudo de Caso
 A escrita do estudo de caso deve assim
compreender três qualidades de rigor (Hamel et al.,
1993):
2. a escrita deve ser livre de processos estilísticos;
3. deve incluir a demonstração de conhecimentos (ex.
fórmulas ou equações);
4. e a linguagem deve ser irreduzível, de forma a
facilitar a sua compreensão.
Estudo de Caso
 Construção das Conclusões

 As conclusões alcançadas pelo estudo de caso não


podem depender das qualidades da sua linguagem.

 Estas conclusões devem ser completamente


transmitidas numa declaração escrita.
Estudo de Caso
 O estudo de caso deve produzir conclusões que não
possam ser escritas de forma explicita ou que
levantem dúvidas.

 As teorias e fundações metodológicas das


conclusões resultantes do estudo de caso devem ser
claramente compreendidas através da profundidade
da descrição do objecto de estudo.
Estudo de Caso
 Estas conclusões devem ser apresentadas como
informações novas.

 Ou seja, as conclusões devem fornecer informações


que, apesar de baseadas na análise das informações
de campo, transcendam estas informações (Hamel et
al., 1993).

Estudo de Caso
 Os estudos de caso são um tipo de estudos muito
particulares e que para serem eficientes devem ter o
seu objecto de estudo bem definido, o caso escolhido
deve ser representativo do problema ou fenómeno a
estudar, os materiais e dados devem ser recolhidos com
precaução, a sua linguagem deve ser homogénea e
clara e as conclusões produzidas devem ser bem
explicitas e representarem informações novas.

Etnográfica ou
Antropológica
◆ Etnografia é a descrição de um sistema de
significados culturais de um determinado
grupo (Spradley, 1979).

 Deve garantir a interpretação do que ocorre no


grupo estudado tão apropriadamente como se
fosse um membro do grupo.
Etnográfica ou
Antropológica
 Wolcott chama a atenção para estudos sobre
ensino e aprendizagem dentro de um contexto
cultural amplo.

 A investigação sobre escola deve relacionar-se


com o aprendido dentro e fora da escola.
ETNOGRÁFICA
Critérios
 O problema é redescoberto no campo;
 O investigador deve realizar a maior parte do trabalho de
campo pessoalmente;
 O trabalho de campo deve ter um tempo amplo que
permita uma imersão na realidade;
 O investigador deve ter tido outras experiências em
diferentes culturas.
ÉTNOGRÁFICA
 A abordagem etnográfica combina diferentes métodos de
recolha: observação, vídeo, histórias de vida, análise de
documentos, testes psicológicos, fotografias e outros;

 O relatório etnográfico apresenta uma grande quantidade


de dados primários (material produzido pelo informante).
ÉTNOGRÁFICA
Pressupostos

 Hipótese naturalista- ecológica (comportamento humano


influencia significativamente o contexto em que se situa).

 2. Hipótese qualitativo-fenomenológica (determina ser quase


impossível entender o comportamento humano sem tentar
entender o quadro referencial dentro do qual os indivíduos
interpretam os seus pensamentos, sentimentos e ações).
 Papel do investigador: subjectivo de participante e
objectivo de observador na busca da compreensão
do comportamento humano.
 Método - três etapas:
 Exploração: selecção e definição do problema
 Selecção dos aspectos a serem sistematicamente
investigados
 Descoberta
 Desenvolvimento
 Exploratória – Pontos iniciais que vão sendo
avalizados ao longo do trabalho, podendo sofrer
modificações ou mesmo serem abandonados.
 Delimitação – Identificado os elementos–chave e os
contornos do problema, o investig. pode proceder à
recolha de dados sistemática, utilizando instrumentos
mais ou menos estruturados, de acordo com as
características próprias do objecto estudado.
Investigação-acção
 Tem por objectivo investigar as experiências de
grupos para teorizá-la e reconstruir uma realidade
vivida, na busca de aprimorar continuamente os
diversos aspectos da vida profissional, familiar e
social, melhorando, com isso, a si mesmos.

 É neste sentido que a investigação-acção pode ser


concebida como investigação permanente, encerrando
um compromisso político e ideológico. Tais grupos
passam a ter a capacidade de gerar conhecimento
colectivo que os leva à acção
social e política. Nesta perspectiva a invest. será
inovadora se atender as necessidades sociopolíticas
Investigação-acção
SegundoBarbier (1985) pesquisa-ação é uma acção em nível
realista, sempre acompanhada de uma reflexão autocrític a
objectiva e de uma avaliação dos resultados. Como o objectivo é
aprender depressa, não devemos ter medo de enfrentar as
próprias insuficiências. Não queremos acção sem invest.,
investig. sem acção. É um processo sistematizado de
observação, reflexão e mudança, por parte dos participantes da
acção e da investigação.

,.
Investigação-acção
Quando o “não significativo” se transforma em indício, em pista
possível daquilo que buscamos, os registros começam a
documentar, com maior precisão, a aparente dispersão da
vida.
A análise proposta permite identificar e relacionar estes
indícios e a partir daí orienta as novas observações.
Objectivo: análise crítica da realidade rumo à transformação,
num enfoque praxiológico
que busca compreender o fenómeno
na sua relação com a realidade.
Investigação-acção
Características
 É um processo de conhecer/agir.
 É iniciada na realidade concreta que se preten-de mudar,
definida pelo grupo interessado.
 O pesquisar é um agente externo.
 É um processo coletivo e educacional. O plane-amento é
elaborado pelos investigadores e pelo grupo, assim como sua
execução.
 Há compromisso dos envolvidos no processo,
pois definem o objectivo da investigação, os instrumentos,
analisam os dados, comunicam
os resultados e deliberam sobre a
necessidade das acções.
Investigação-acção
 Procedimento metodológico
 Descrição da realidade;
 A crítica da realidade;
 A criação colectiva;
 Sistematização e definição das
acções.
Histórias de Vida/
Investigação Narrativa

 Segundo Hackmann (2004) a narrativa pode ser


o veículo mais adequado tanto para captar a maneira com
que as pessoas constituem seu auto conhecimento como
também para solicitar que transmitam seu sentido pessoal
organizar a sua experiência ao largo de uma dimensão
temporal ou sequencial
Histórias de Vida/
Investigação Narrativa
 Deve haver cumplicidade entre o investigador e o investigado
 O entrevistador (investigador) primeiro conta a sua história
 Cabe a interlocução dos participantes
 A historia é partilhada
 Ferramentas de trabalho na investigação
 Diários;
 Entrevistas não estruturadas;
 Cartas;
 Escritos autobiográficos e biográfico;
 Outras fontes de dados
ADAPTADO DE BORK (1993, p.
47)
 INVESTIGAÇÃO QUALITATIVA

 QUESTÃO: Aspectos qualitativos da actividade


humana e da experiência

 EXPECTATIVAS: Levantar informação.Descrever e


explicar experiências humanas
ADAPTADO DE BORK (1993, p.
47)
 COMPORTAMENTO DAS AMOSTRAS: Activo, natural
e espontãneo. É o próprio comportamento a ser
estudado.

 TIPO DE ESTUDO: Indutivo: o estudo é orientado


pelos dados e reformulável permanentemente
ADAPTADO DE BORK (1993, p.
47)
 DADOS: Palavras para análise. Elevada inferência.
Recolha ao longo do Estudo

 Envolvimento da INVESTIGAÇÃO : dados recolhidos


em ambiente natural (não manipulado
ADAPTADO DE BORK (1993, p.
47)
 RESULTADOS: Descrições textuais. Explicações e
interpretações
ADAPTADO DE BORK (1993, p.
47)
 INVESTIGAÇÃO QUANTITATIVA:

 A QUESTÃO: As pectos quantificáveis das estruturas


e do comportamento

 EXPECTATIVAS: Verificar hipóteses (e teorias).


Prever efeitos
ADAPTADO DE BORK (1993, p.
47)
 COMPORTAMENTO DAS AMOSTRAS:
Comportamento delimitado e prescrito pelo
investigador

 TIPO DE ESTUDO: Dedutivo: guiado por hipóteses


formuladas antecipadamente. Variáveis pré-definidas
ADAPTADO DE BORK (1993, p.
47)
 DADOS: Baixa inferência. Análise quantitativa dos
dados. Recolha em fase pré-estabelecida

 ENVOLVIMENTO DA INVESTIGAÇÃO:
Envolvimento altamente controlado. Variáveis
manipuladas e variáveis controladas
ADAPTADO DE BORK (1993, p.
47)
 RESULTADOS: Descrições quantificáveis. Elevada
fiabilidade.