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Controle de Plantas Invasoras Em Pastagem

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ISSN 1517-3747 Dezembro, 2001

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Corte Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Documentos 117

Controle de Plantas Invasoras em Pastagens Cultivadas nos Cerrados
Saladino Gonçalves Nunes

Campo Grande, MS 2001

Exemplares desta publicação podem ser adquiridos na: Embrapa Gado de Corte Rodovia BR 262, km 4, CEP 79002-970 Campo Grande, MS Caixa Postal 154 Fone: (67) 368 2064 Fax: (67) 368 2180 http://www.cnpgc.embrapa.br E-mail: sac@cnpgc.embrapa.br Comitê de Publicações da Unidade Presidente: Cacilda Borges do Valle Secretário-Executivo: Osni Corrêa de Souza Membros: Ecila Carolina Nunes Zampieri Lima, Ezequiel Rodrigues do Valle, José Raul Valério, Manuel Cláudio Motta Macedo, Maria Antonia Martins de Ulhôa Cintra, Tênisson Waldow de Souza, Valéria Pacheco Batista Euclides Supervisor editorial: Ecila Carolina Nunes Zampieri Lima Revisor de texto: Lúcia Helena Paula do Canto Normalização bibliográfica: Maria Antonia M. de Ulhôa Cintra Tratamento de ilustrações: Paulo Roberto Duarte Paes Foto(s) da capa: Saladino Gonçalves Nunes Editoração eletrônica: Ecila Carolina Nunes Zampieri Lima 1a edição 1a impressão (2001): 1.000 exemplares Todos os direitos reservados. A reprodução não-autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação dos direitos autorais (Lei no 9.610). CIP-Brasil. Catalogação-na-publicação. Embrapa Gado de Corte. Nunes, Saladino Gonçalves Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados / Saladino Gonçalves Nunes. -- Campo Grande: Embrapa Gado de Corte, 2001. 35 p. ; 21 cm. -- (Documentos / Embrapa Gado de Corte, ISSN 1517-3747 ; 117) ISBN 85-297-0117-8 1. Pastagem cultivada. 2. Erva daninha - Controle. I. Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS). II. Título. III. Série. CDD 632.9 (21. ed.) © Embrapa 2001

Autores

Saladino Gonçalves Nunes Engenheiro-Agrônomo, M.Sc., CREA No 16.668/D, Embrapa Gado de Corte, Rodovia BR 262 km 4, Caixa Postal 154, CEP 79002-970 Campo Grande, MS. Endereço eletrônico: saladino@cnpgc.embrapa.br

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...................Sumário Resumo ............................................ 9 Introdução ......................... 16 Fatores que afetam a persistência da pastagem e a dinâmica da população de plantas daninhas .......... 21 Controle biológico .......................................... 18 Alta pressão de pastejo ............................................................ 10 Competição das plantas daninhas ............................................................................................ 18 Forrageiras mal-adaptadas ........................................................ 21 Roçada mecânica .............. 20 Controle manual com foice (roçada manual) ........................................................................................ 19 Outros fatores .................................................................................................................................................................................. 22 Controle químico . 19 Controle cultural ................................................................................................................................ 20 Controle manual com enxadão (arranquio) ................... 11 Principais plantas invasoras ................................................................................................ 22 ........................................................................ 19 Métodos de controle ........................................... 19 Controle com fogo (queimada) ........................................... 18 Controle deficiente ............................................................................................................................................................. 20 Controle mecânico ...................... 20 Controle manual ... 18 Dispersão de plantas daninhas .......................................................... 7 Abstract ............................................... 19 Uso inadequado do herbicida ................. 21 Subsolagem ....

............. 23 Aplicação foliar ............................................................................... 30 Picloram ...................................Métodos de aplicação ................................................................... 28 De misturas com Picloram ...................................................................... 31 Tebuthiuron .................................................. 23 Aplicação no toco .................................................................................... 31 Triclopyr ........................................ 30 Do produto ............................... 24 Aplicação no tronco (basal) ........ 27 Herbicidas mais utilizados em pastagens no Brasil ................................................ 27 Aplicação na formação ou reforma .............................. 29 De mistura com Picloram .................................................................................................... 32 Referências bibliográficas ............ 30 Paraquat ........................... 32 .............................................................................................................................................................................. 27 2........................................... 26 Uso de herbicidas em pastagem ........................................................................................................................................................................................................................................................................................4-D . 29 Do produto ... 25 Tratamento no solo ......... 29 Fluroxipir – MHE ................................................. 28 Do produto ............... 28 Dicamba ...... 27 Aplicação na manutenção ou recuperação .................................................................... 28 Marcas comerciais............................................................ 31 De misturas com 2...............................................................................4-D .................................... formulações e fabricantes ......................................... 29 Glyphosate .......................

implantados nos Cerrados do Brasil Central. no ambiente de Cerrados. e ainda. relativas aos métodos de controle de invasoras de pastagem utilizados. de forma a oferecer subsídios para uma opção racional. controle. Palavras-chave: invasoras. portanto. especialmente aquelas de folhas largas. sintetizam-se os principais métodos de controle utilizados no país. e algumas considerações sobre a ocorrência e manejo de plantas tóxicas aos bovinos. eficaz e econômica para cada situação encontrada. O objetivo deste trabalho foi sintetizar as informações. Estima-se que 80% dos pastos cultivados. invasoras de pastagens nos Cerrados e fatores que afetam a persistência das forrageiras e dinâmica da população de invasoras. degradação. plantas daninhas. recuperação. Apresentam-se resultados de pesquisa dos efeitos do controle químico de invasoras em pastagens sobre o desempenho animal e o custo-benefício do uso de herbicidas. Foram discutidos aspectos inerentes à competição exercida pelas plantas daninhas nas pastagens cultivadas. uma necessidade na recuperação ou renovação das pastagens degradadas. apresentam algum nível de degradação com conseqüente perda de produtividade. uma relação das principais plantas de folhas largas. . e alguns resultados de pesquisa sobre controle químico e os herbicidas mais utilizados em pastagens no Brasil. cerrados. A alta ocorrência de plantas invasoras nessas situações é um empecilho para reverter esse processo e restabelecer a produção das forrageiras. Finalmente.Controle de Plantas Invasoras em Pastagens Cultivadas nos Cerrados Saladino Gonçalves Nunes Resumo A degradação das pastagens é um dos maiores problemas da pecuária bovina do país. como viabilidade e eficiência. O controle das plantas invasoras é. suas eficiências. herbicidas.

8 Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados .

It also presents research results of animal performance gains due to chemical control of pasture weeds and cost-benefit analysis. there is a synthesis of the most often used weed control methods in Brazil. control. .Weed Control in Introduced Cultivated Pasture of Brazilian Savannas Abstract Degradation of cultivated pastures is one of the biggest problems of the cattle raising activity in Brazil. pasture degradation. Key-words: weeds. herbicides. Finally. as well as occurrence and management of toxic plants to cattle. their efficiency. brazilian savannas. and some research results about chemical control and most frequently used herbicides. their persistency and population dynamics. There is a list of the most important large leafed pasture weeds that colonize cultivated pastures in the Cerrado. The paper contains considerations about competition imposed by large leafed weeds upon cultivated pastures. in the Cerrado region of Brazil. The large amount of weeds that flourish under such conditions is a great challenge to reverse this process and a must for the restoration of forage production and renewal of degraded pastures. The objective of this paper was to synthesize information about available pasture weeds control methods as related to their efficiency and viability. It is estimated that 80% of the pastures of the Cerrado region show some degree of degradation with the following lost of productivity. in order to help the choice of the best alternative in each case. pasture recovering.

Entende-se por recuperação e manutenção das pastagens. A alta ocorrência de plantas invasoras em pastagens degradadas ou em processo de degradação representa. entretanto. com a perda de grande quantidade da fração mais rica do solo. em parte. Macedo. atualmente. e com a introdução de uma nova gramínea. 1996). mantendo a mesma espécie forrageira. Isso explica. a escassez de água nos últimos anos. Estima-se que 80% das pastagens implantadas na região dos Cerrados apresentam algum nível de degradação (Barcelos. Programa. 2000. Admite-se que. os processos que visam a restabelecer a produção de forragem. Kichel. provocando o assoreamento dos leitos dos cursos de água. a falta de recursos e incentivos aos pecuaristas e altos custos dos insumos (corretivos. . Esse fato determinou um processo avançado de degradação de grandes áreas de pastagem. por processos mais drásticos. A descapitalização. 2001). um agravante ao processo de perda de produtividade dos pastos. 1996. 1997. constituindo uma das principais causas que vem impedindo o desenvolvimento da pecuária em sua plenitude. agravam-se os efeitos ambientais provocados pela erosão. 1999). historicamente adotada pelos produtores. onde a recuperação ou a renovação passam a ser práticas recomendáveis para reverter esse processo. Além dos impactos negativos na produção. além de facilitar o rápido escoamento das águas das chuvas sem penetração e abastecimento adequado do lençol freático. sem dúvida.10 Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados Introdução A pecuária bovina no Brasil Central sofre na atualidade as conseqüências da exploração extrativista. fertilizantes e herbicidas) têm sido apontados como fatores limitantes para a solução do problema (Goiás. O problema assume maior importância quando se leva em conta a existência de grandes áreas de pastagens nessas condições. 1993. A renovação e a reforma têm objetivo semelhante. com reflexos negativos em toda a cadeia produtiva da carne. Barcelos. a degradação dos pastos seja o maior problema da pecuária bovina no país (Zimmer & Corrêa.

resultando em atraso na ocupação da pastagem pelos animais. são sintetizados os principais métodos de controle utilizados no país. com respectivas composições. nutrientes e espaço são fatores essenciais. a falta de manutenção da fertilidade do solo e o manejo inadequado das pastagens. já que são naturais da região onde se encontram. ainda. objeto da competição entre as plantas invasoras e as gramíneas forrageiras nas pastagens. quando as condições de implantação das forrageiras não forem adequadas. podem ocorrer inicialmente. ilustrados com alguns resultados de pesquisa sobre o controle químico da invasora ciganinha. especialmente aquelas de folhas largas. Competição das plantas daninhas Água. Isso se deve à melhor adaptação daquelas espécies ao ambiente. desde o período da formação. ao contrário das últimas. o que as favorece na busca de água e nutrientes. uma relação das principais plantas invasoras de pastagens nos Cerrados e fatores que afetam a persistência das forrageiras e dinâmica da população de plantas daninhas. As invasoras possuem ainda um sistema radicular mais profundo. favorecem a disseminação das plantas daninhas e reduzem a produtividade ao longo dos anos de utilização. Além das vantagens competitivas apresentadas pelas plantas daninhas de folha larga. Posteriormente. Memora peregrina (Miers) Sandw. Algumas espécies são dotadas de espinhos que podem causar ferimentos aos . formulações e fabricantes. São dotadas ainda de uma arquitetura foliar mais eficiente na captação da luz solar e transformação em energia. com ênfase naquelas de folhas largas dos Cerrados.Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados 11 Os prejuízos causados às pastagens pelas plantas invasoras.. geralmente exóticas. como a queda de produtividade de pastagem. luz. As plantas daninhas são mais eficientes no uso desses fatores que as gramíneas. procedentes de outras regiões. essencial para o desenvolvimento da planta (Vitória Filho. além de uma descrição dos herbicidas utilizados em pastagens no Brasil. nas camadas mais profundas do solo. bem como resultados de pesquisa dos efeitos do controle químico de invasoras em pastagens sobre o desempenho animal e custo-benefício dos tratamentos utilizados. Finalmente. Neste trabalho. Apresenta-se. outros problemas ocorrem. são discutidos aspectos inerentes à competição exercida pelas plantas daninhas nas pastagens. Relata-se a ocorrência e manejo de plantas tóxicas aos bovinos. 1985).

maria-mole ou berneira (Senecio brasiliensis) e outras inúmeras espécies. a parte aérea cortada deve ser retirada da pastagem. O manejo das plantas tóxicas por meio da aplicação de herbicidas torna-se uma alternativa viável. carrapatos e moscas). Os herbicidas sistêmicos e seletivos. A utilização de métodos mecânicos de controle. disponíveis para utilização. atingindo folhas e o sistema radicular. já que se trata de um método eficiente apesar de. segundo Tokarnia et al. quando ingeridas (sementes. sem matar o sistema radicular. Qualidade da Consumo de Tipo de animal forragem matéria seca Outro problema relevante. inicialmente. Normalmente ocorre o rebrote e conseqüente retorno do problema. apresentam vantagens adicionais. Retirar os animais da área. (2000). folhas ou raízes) pelo gado. quando do tratamento químico de controle. não é eficiente.12 Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados animais e redução na disponibilidade de forragem. além de invasoras. samambaia (Pteridium aquilinum). identificando as plantas e a freqüência em que ocorrem na área. Ao optar-se pelo controle químico das plantas tóxicas são oportunos alguns cuidados. o cafezinho ou erva-de-rato (Palicourea marcgravii). Além disso. são também tóxicas. As plantas tratadas podem sofrer alterações na sua aparência e palatabilidade e serem consumidas. é que espécies como o mio-mio (Baccharis coridifolia). como a roçada manual ou mecânica. sem prejudicar o pasto. Outras espécies podem abrigar ectoparasitas (bernes. O retorno dos animais pode ser feito após a secagem . causam intoxicação e até a morte dos animais. para se definir a oportunidade e método de controle. uma vez que elimina apenas a parte aérea das plantas tóxicas. para evitar prejuízos maiores. quando a falta de alimentos obriga os animais a ingerir essas plantas. ser mais oneroso. para evitar a ingestão pelo gado. para garantir o sucesso da aplicação e segurança dos animais: • • Percorrer a pastagem. É necessário então se efetuar um controle eficiente dessas plantas daninhas que. cambará (Lantana camara). representadas pelo translocamento do produto por toda a planta ao alvo. Os problemas de envenenamento por plantas tóxicas ocorrem eventualmente e agravam-se na época da seca ou após queimadas.

os arbustos com maior número de ramificações e que sombreiam o solo com maior intensidade são aqueles que mais competem com a gramínea por esse fator (Vitória Filho. Poucas são as informações científicas mostrando os efeitos da competição entre plantas daninhas e gramíneas. integrante da Fazenda Paquetá Ltda. a capacidade de suporte do pasto. Vitória Filho (1986)./1986 55 7. com o objetivo de comparar métodos mecânicos e químicos de controle das plantas invasoras. 1986). Na Tabela 1 encontra-se a porcentagem média de infestação nas áreas roçadas e tratadas com herbicidas./1986 47. Tabela 1.Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados 13 das plantas.. Porcentagem média de infestação de juquira nas áreas roçadas e tratadas com herbicida(1) em pastagem de capim-colonião (Panicum maximum).5 7. Mostram que nas . a ocorrência de plantas indesejáveis será dificultada. a competição maior entre plantas é mais pela luz do que por nutrientes.5 Jun.5 7. na Fazenda Dom Arlindo. Nunes et al. dandolhe condições de competição com as invasoras. Na competição por luz. no município de Naviraí. A veda do pasto é desejável para favorecer o capim. em trabalho conduzido em Mato Grosso do Sul. 1986.5 Ago./1985 Roçado Herbicida (1) Épocas Jan.5 Mar. (1997). em trabalho conduzido em pastagem de capim-colonião (Panicum maximum) no Pará. Rocha (1967) esclarece que. conseqüentemente./1986 47. em uma comunidade botânica de pastos já formados. Se for evitado o superpastejo. em pastagem de capim-colonião (Panicum maximum). comparou os efeitos dos métodos químico e manual de controle de plantas daninhas e mostrou que a reinfestação pode afetar o desenvolvimento da pastagem e. Tratamentos Nov.5 30 6.5 Os tratamentos foram realizados em março/1985. utilizaram adubação em cobertura na manutenção da pastagem. Fonte: Vitória Filho (1986). Pará./1986 45 6.

de 19/4/1995 a 25/10/1995. chuvosa e total do período experimental.28e 26.66a 3. de 25/10/1995 a 18/4/1996. Tabela 2.51e 24.38d 14. ocorreram efeitos da adubação sobre a produtividade. em pastos de capimcolonião (Panicum maximum) recuperados. (6) Média da produção de carne (@/ha) dos tratamentos sem adubação. solução aquosa.20b 1. . Fonte: Nunes et al. (4) Estação chuvosa (final): 176 dias.83b 1.21 f 16.71c 23. Estação chuvosa (inicial): 153 dias. pelo teste de Tukey.4-D diclorofenoxiacético. (5) Herbicida: sal trietanolamina do ácido 2.05c 22.49d 16.34d Total(4) 14. de 17/11/1994 a 19/4/1995. Fazenda Dom Arlindo. as médias seguidas da mesma letra não diferem estatisticamente entre si.63 f 18. ao nível de 5% de probabilidade.68a 2. Carne (@/ha) Tratamentos Seca(2) Herbicida(5) sem adubo Herbicida com adubo Enxadão sem adubo Enxadão com adubo Roçadeira sem adubo Roçadeira com adubo Testemunha sem adubo Testemunha com adubo Média: sem adubo(6) com adubo(7) (1) (2) Estações Chuvosa(3) 12.47b @ arroba de quinze quilos.4-D 64/240. Estimativa de produção de carne em @(1)/ha.25d 13. (7) Média da produção de carne (@/ha) dos tratamentos com adubação. (1997). TORDON* 2.24d 14. MS. durante as estações seca.48e 28. permitindo concluir pela viabilidade da fertilização no processo de recuperação de pastagem (Tabela 2).72b 1.46a 2.37e 26.35c 24.93a 2.93a 1.14b 2. com base na forragem produzida. Para uma mesma coluna.97 f 15.14 Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados condições experimentais.80c 25. em que o grau de infestação não foi suficiente para comprometer a produção dos pastos. Ltda.84c 26. * Marca registrada de Dow Agrosciences Ind.81 f 1.44 f 16. (3) Estação seca: 189 dias. 1994/1996.77e 27. Naviraí.

78 a 2.409 a 0. ao nível de 5% de probabilidade. com o uso de herbicida (2.7.65a 16.402 a 0. kg/ha UA(4)/ha Final kg/anim. MS.05a 14. ocorreu somente com as espécies forrageiras colonião e tanzânia. (4) UA: Unidade animal = Peso metabólico/97. Fazenda Dom Arlindo. por sua agressividade e habilidade de controlar naturalmente as invasoras. por meio do desempenho animal.Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados 15 Outro trabalho de pesquisa na mesma propriedade. Tabela 3.55a Herbicida: sal trietanolamina do ácido 2.58 a 2. (1997). Fonte: Nunes et al. Tratamentos Colonião Colonião + herbicida Tanzânia Tanzânia + herbicida Brizanta Brizanta + herbicida (1) Pesos médios (kg) Inicial Carga animal (3) kg/anim.397 a 0.4-D + Picloram) e de adubação. ganhos de peso.4-D 64/240. as médias seguidas de mesma letra não diferem estatisticamente entre si.399 a 0. a viabilidade de se renovarem pastagens degradadas de capim-colonião (Panicum maximum). * Marca registrada de Dow Agrosciences Ind. (2) Período experimental: 406 dias (27/3/1996 a 7/5/1997). Esses dados indicam que não houve diferenças significativas de desempenho animal entre tratamentos.70 a 2.7 = (Peso vivo)0. submetidas a pastejo durante o período experimental(2). Com a forrageira brizanta.35 a 2. 1996/1997.40a 15. Dentre essas. capacidade de suporte e carne produzida em pastagens renovadas com e sem aplicação de herbicida(1).35a 15. com o objetivo de avaliar. Naviraí.374 a 0. o tratamento químico com finalidade de controle mostrou-se desnecessário e antieconômico.4-D diclorofenoxiacético.372 a 407 a 446 a 407 a 457 a 426 a 431 a 2. a viabilidade econômica (Tabela 4) da renovação da pastagem.65a 16. utilizando controle químico das invasoras e adubação. Pesos médios. (3) Carga animal: média ponderada no período.75 a 220a 241a 220a 247a 230a 233a 14. o tanzânia apresentou as melhores respostas. solução aquosa. Entretanto. TORDON* 2. obteve os resultados apresentados na Tabela 3. Ltda.47 a 2. Para uma mesma coluna.75/97. . /dia Ganhos de peso Carne/ha kg @ 315 a 315 a 311 a 315 a 308 a 316 a 476 a 481 a 473 a 478 a 460 a 467 a 161 a 166 a 162 a 163 a 152 a 151 a 0. pelo teste de Tukey.

Ltda.4-D 64/240.75 0. Uma das plantas invasoras que ultimamente tem sido alvo de preocupação dos pesquisadores e produtores rurais é a ciganinha Memora peregrina (Miers) Sandw (Nunes et al.72 Herbicida: sal trietanolamina do ácido 2. que se tornou invasora de pastagens cultivadas. 2000). Franco. Fazenda Dom Arlindo.40 15.40 1. (1997). com o objetivo de catalogar as plantas da região. Naviraí. Pastagens Carne(2) produzida (@/ha) com sem herbicida herbicida Valor do Benefício (3) benefício(4) (@/ha) R$/ha Valor do custo(5) R$/ha Custobenefício R$/ha Colonião Tanzânia Brizanta (1) 14.55 1. Ela é extremamente agressiva e de rápida disseminação. 2000.. TORDON* 2. Já foi constatada infestação em vários Estados da Federação.05 16. No Estado de Mato Grosso do Sul.65 14.65 15.48 +15. * Marca registrada de Dow Agrosciences Ind. Dessas. 1997. (3) Diferença dos valores da produção de carne. 1999). com ênfase aos Cerrados. componente da flora dos Cerrados.. na região Centro-Oeste do Brasil.. por causa do seu mecanismo de propagação vegetativa e por sementes (Ciganinha. pelo critério de ocorrência. Custo-benefício do uso de herbicida(1) na reforma de pastagens utilizadas na engorda de bovinos. considerando-se custos fixos.20 32. Lorenzi. Trata-se de um inventário botânico.70 -20. 1997. observou-se a presença da ciganinha em cerca de 70% dos municípios. 2000). (5) Diferença entre custos dos tratamentos com e sem herbicida. trazendo sérios prejuízos à pecuária regional (Projeto. entre tratamentos com e sem herbicida. são apresentadas por Pott & Pott (2000). foram selecionadas as principais (42 plantas). custos variáveis e desempenho animal. 1999b. Nunes. solução aquosa.42 +7. . em desenvolvimento. É uma planta da família Bignoniaceae (Lorenzi & Souza.42 25. Principais plantas invasoras Cerca de 562 espécies de plantas invasoras de pastagens (atuais e potenciais). a R$ 23.70 25. Programa.12 4. e estão relacionadas na Tabela 5. (2) Rendimento de carcaça estimado em 54%. MS.90 41.16 Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados Tabela 4. (4) Cálculo com base no preço da @ do boi gordo com 30 dias.4-D diclorofenoxiacético. 1995. Fonte: Nunes et al.35 16.42 25. 2001).50/@ (maio/1997).

arranha-gato.. espinho-agulha(1) Barnadesia rosea Celtis pubescens H. & Zucc. corona(2) Mascagnia pubiflora (Juss. angiquinho Calliandra parviflora Benth.B. Mascagnia rigida (Juss. tingui Mascagnia sepium (A. . casadinha Eupatorium squalidum DC.) Juss. coração-de-negro. ex Spreng barreiro-preto Prosopis rubriflora Hassl.) Bur. Peschieria fuchsiaefolia (A. coerana(2) Cestrum laevigatum Schlecht. cipó-prata. espinilho(1) Acacia farnesiana Willd..) Griseb.) Griseb.) Benth. (2) cipó-prata. marolo-de-folha-larga Annona coriacea Mart. cansanção. aromita. bacuri Attalea (Scheelea) phalerata (Mart. DC. tingui(2) cipó-una Arrabidaea brachypoda (DC. mamica-de-porca.) Arthur capitão Terminalia argentea Mart. ciganinha(1) Memora peregrina (Miers) Sandwith cipó-cambira(1) Pyrostegia dichotoma Miers cipó-de-são-joão(1) Pyrostegia venusta (Ker.) Griseb. urtigão(1) Cnidoscolus urens (L. amarelinho Tecoma stans (L. St.) Bur. Nome popular Nome científico acuri.K.) Miers leiteiro(1) mama-de-cadela Brosimum gaudichaudii Trec. goiabeira Psidium guajava L. Continua.) Miers cipó-prata. camboatá (fruto-de-pombo)(1) Tapirira guianensis Aubl.2) Amaranthus spinosus L. esporão-de-galo(1) (2) falsa-ciganinha Riedeliella graciliflora Harms falso-cipó-prata(2) Trigonia nivea Cambess. babaçu Attalea speciosa Mart. espinheiro(1) Acacia plumosa Lowe ata-brava Duguetia furfuracea (A. cibipiruna Caesalpinia pluviosa DC. dorme-dorme(1) Mimosa invisa Mart. ex Kunth amendoim-bravo(1) Pterogyne nitens Tul. Juss.Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados 17 Tabela 5.) Engl. caruru-de-espinho(1.-Hil. Principais plantas invasoras de pastagem nos Cerrados. maminha-preta(1) Fagara rhoifolia (Lam. camboatá Matayba guianensis Aubl.

) Steud. geralmente. 1997). veludo-de-espinho samambaia(1. 2) sapuva tarumã. resultando em insucesso. .) Kunth. Pteridium aquilinum (L. caroba-branca tingui. é importante que. ou sob altas temperaturas. Aplicações fora de época.000 hectares de pastagens. Randia armata (Sw. Schum. no estabelecimento de uma pastagem. Planta para as quais há registro de herbicidas efetivos recomendados.) DC. são situações comumente verificadas. Continuação Nome popular mata-barata-rasteiro mercurinho muricizinho pé-de-boi. Machaerium acutifolium Vog. Sparattosperma leucanthum (Vell. próxima a florada. Tecoma stans (L. é nativa do México. Coutoubea ramosa Aubl. não apresentam suficiente vigor para competir com as plantas daninhas. sejam escolhidas espécies forrageiras adaptadas às condições ecológicas do local. Fonte: Pott & Pott (2000). Também da família das Bignoniaceae. é feito de forma inadequada. durante a estação de seca. cutobea(2) (1) (2) Nome científico Andira humilis Mart. Fatores que afetam a persistência da pastagem e a dinâmica da população de plantas daninhas Forrageiras mal-adaptadas As forrageiras. Alta pressão de pastejo A utilização de uma carga animal maior do que o pasto pode suportar leva a uma situação de degradação da pastagem.18 Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados Tabela 5. Presente em cerca de 50. encontra-se em franco processo de expansão (Kranz & Passini. Bauhinia rufa (Bong. Controle deficiente O controle das plantas daninhas. Outra planta citada como invasora de pastagem no Estado do Paraná é o amarelinho.) Kunth. Assim.) K. pata-de-vaca(1) roseta.) Pax Byrsonima sericea DC. Planta tóxica para bovinos. quando não são adaptadas às condições de solo e clima da região. Sebastiania bidentata (Mart.

Há situações em que o herbicida utilizado não é o recomendado para as invasoras ocorrentes. quando consumidas pelos animais. condições climáticas históricas e recentes. Os melhores resultados são obtidos quando há integração dos diversos métodos (Vitória Filho. proporcionando-lhe maior habilidade competitiva com as plantas daninhas. mecânico e químico. no qual constará o histórico de formação e manejo da pastagem. o ataque de pragas e doenças das pastagens também podem afetar a população das plantas daninhas. fertilidade do solo e topografia. o controle de invasoras. como os eqüinos disseminando sementes de grama (Paspalum notatum) em pastos de colonião (Panicum maximum). Uso inadequado do herbicida É o caso de utilização de subdoses ou falta de adjuvantes apropriados. é altamente oportuno. Controle cultural Consiste na utilização de qualquer prática cultural que possa auxiliar a gramínea forrageira na ocupação do solo disponível. fogo. quando a infestação está no início. controle manual. as más condições de drenagem. podem atravessar o aparelho digestivo deles e infestar novas áreas. permitindo o uso de métodos mais eficientes (mesmo que mais dispendiosos) e economicamente mais vantajosos do que atuar quando os pastos se tornam densamente infestados. Outros fatores Geralmente. Os principais métodos de controle utilizados no Brasil são: cultural. Vários exemplos de controle cultural de invasoras podem ser recomendados: . espécies invasoras ocorrentes. Métodos de controle A decisão do método de controle de invasoras a ser utilizado deverá ser precedida de um diagnóstico da área. 1986). Segundo Quinn (1961). graus de infestação. a ocorrência de queimadas severas (incêndios).Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados 19 Dispersão de plantas daninhas Sementes de plantas daninhas. a baixa fertilidade do solo.

1974). Controle com fogo (queimada) A queimada é ainda uma prática de controle bastante utilizada no Brasil. Controle manual com foice (roçada manual) É ainda um dos métodos bastante utilizado no controle de plantas arbustivas ou arbóreas. Para que haja um controle adequado dos arbustos. por 48 horas. Trata-se. Descansar a pastagem após o pastejo. além de afetar o meio ambiente. em pastagens degradadas. bastante praguejadas. eliminar os arbustos mais desenvolvidos. após o fogo. assim. Trata-se. Manter o gado fora da pastagem. sobrevivem porque são tolerantes ao fogo. de um processo pouco eficiente . Utilizar manejo animal adequado. quando ele for procedente de uma área altamente infestada de invasoras sementando. Utilizar espécie forrageira adaptada às condições locais. há necessidade de uma boa massa de capim para elevar a temperatura e. muitos destes. Utilizar consorciação com leguminosas. entretanto. Controle manual Controle manual com enxadão (arranquio) É um método de controle considerado pouco eficiente e oneroso (Guimarães. com restrições de uso. O uso do fogo intensifica a degradação da pastagem. as plantas invasoras rebrotam com maior rapidez que as gramíneas. sem a presença de sementes de invasoras. e consiste no corte da parte aérea da invasora com foice. nativos. Entretanto. para evitar a disseminação das sementes. favorece a erosão. não recomendado para pastos cultivados. utilizar a quantidade recomendada de sementes de forrageiras de boa qualidade. especialmente em pastos nativos. o que inviabiliza o controle. seguido de vedação para recuperação do capim. de porte elevado. também. Deve ser executado antes da florada e frutificação. envolvendo grande quantidade de mão-de-obra. Normalmente. de um processo pouco eficiente.20 Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados • • • • • • • Na formação de pastagens. sem afetar o sistema radicular da invasora. Manter a fertilidade do solo por meio da adubação.

podendo também ser dotada de depósito e permitir executar a adubação. não são afetadas. como assa-peixe (Vernonia scabra Pers. Restrições ao uso ocorrem em áreas com tocos. porque necessita de tratores de alta potência e que operam com elevado consumo de combustível. cupins e de topografia acidentada. cortando também o capim e leguminosas. que. 1974). Da mesma forma. A roçada em muitos casos é utilizada como tratamento prévio para utilização de herbicidas. Plantas com sistema radicular superficial. plantas dotadas de caule subterrâneo. Apesar de apresentar bom rendimento operacional e baixo custo. como ciganinha (M. entretanto. também não são controladas. sem erradicar a forrageira.). ainda é um dos mais utilizados no controle de invasoras em pastagens cultivadas. dotadas de raízes pivotantes.) e casadinha (Eupatorium squalidum DC. porque a maioria das invasoras rebrota vigorosamente.). hidráulica. de trilho. de links e outras. peregrina) e matabarata (Andira humilis Mart. Diferentes versões existem. O controle de invasoras por esse método é restrito a algumas espécies arbustivas.). não controla efetivamente as invasoras que também rebrotam com vigor. nos dias atuais. Trata-se de um processo oneroso. reduzindo assim a disponibilidade de forragem na pastagem. . comportando-se como se tivessem sido submetidas a poda corretiva. velame (Croton glandulosus L. É um processo tratorizado. Não é um método seletivo. Controle mecânico Roçada mecânica Consiste na utilização de roçadeiras de arrasto. a maioria é dotada de hastes com enxadas que cortam as raízes a profundidades reguláveis. Subsolagem Consiste na utilização de equipamento destinado à descompactação do solo e corte de raízes.Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados 21 (Guimarães.

depois as plantas se recuperam. Controle químico O controle químico de invasoras em pastagens cultivadas consiste no uso de produtos químicos denominados herbicidas. peixes. o custo do tratamento inicial é alto. Almeida (1972) menciona a utilização de cabras no controle de invasoras em diversos países. estudando os principais insetos pragas da ciganinha M. a totalidade da brotação basal e apical. Os herbicidas utilizados para controle de plantas daninhas de folhas largas em pastagem geralmente são sistêmicos e seletivos. Trata-se de um processo de alto rendimento (10 a 15 hectares/dia). peregrina. ácaros. Entretanto. Koller et al.22 Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados Controle biológico Esse método consiste na utilização de inimigos naturais. 1979). é um dos exemplos de sucesso de controle biológico mais citado na literatura. representado pela eliminação da concorrência entre as invasoras e forrageiras. como vírus. A posterior adoção de práticas . aliado à adubação. 1824) atacando folhas jovens. durante a primavera. sem prejudicar a gramínea. bactérias. atuando com eficiência quando bem aplicados. (2001). entretanto. encontraram um inseto fitófago Coptocycla stigma (Germar. que provocam a morte ou impedem o desenvolvimento de plantas daninhas (Ferreira & Lacabuendia. para o controle das plantas invasoras. com o objetivo de indicar agentes úteis para o controle biológico da invasora. Normalmente. O controle do figo-da-índia na Austrália ou cactos (Opuntia inermis ou Opuntia striata) com a lagarta Cactoblastis cactorum Berg. fungos. insetos. aves e mamíferos. promove um aumento de capacidade de suporte do pasto. eliminando tanto a parte aérea como as raízes. O favorecimento da produção da pastagem. chegando a consumir. torna-se vantajoso pela posterior economia proporcionada na manutenção da pastagem. e com facilidade de trabalho.

Este parâmetro tem interferência direta na eficiência das aplicações foliares de herbicidas sistêmicos. utilizar equipamentos tratorizados. depende de vários fatores: • • • • • Condição da pastagem . Métodos de aplicação Aplicação foliar É o método de aplicação mais utilizado no controle de plantas invasoras em pastagens. econômico e seguro para cada caso.Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados 23 adequadas de manejo poderá garantir a manutenção da produtividade dos pastos por longo período.A identificação das principais invasoras ocorrentes na pastagem e a suscetibilidade delas aos produtos químicos permitirá indicar o herbicida mais eficiente. tipo freqüente em espécies dos Cerrados. a translocação do produto até as raízes é bastante reduzida. Plantas invasoras . incluindo herbicida a ser utilizado.O estágio de degradação é a informação mais adequada para definir o tipo de recuperação ou renovação. dose e forma de aplicação. controladas as invasoras remanescentes. Durante o florescimento e frutificação das invasoras. a aplicação poderá ser realizada em área total ou dirigida: . Estádio de desenvolvimento . Essa aplicação deve ser utilizada quando as plantas estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo e com maior área foliar. quando o índice de infestação for elevado.É um fator importante para a escolha do tipo de aplicação e do equipamento a ser utilizado. pastos em adiantado estado de degradação devem ser reformados e. dificultam a penetração do herbicida nas aplicações foliares. Assim. porte das plantas. sendo os nutrientes direcionados para as estruturas de reprodução. Como o herbicida deve atuar no sistema radicular. Em geral. sendo necessária a utilização de um espalhante-adesivo. posteriormente. Folhas com cerosidade são hidrorrepelentes. No caso de aplicações foliares. as aplicações foliares durante esse estádio podem não obter o sucesso desejado. Dependendo do tipo de infestação. flores e frutos. O planejamento do controle químico de uma pastagem. tamanho da área infestada. devem-se escolher o herbicida e o aditivo apropriados para facilitar a absorção.Folhas coriáceas. Índice de infestação . Tipo de folhagem .

recomenda-se o uso do enxadão. Isso ocorre. As aplicações no toco são recomenda- . recomendam-se aplicações foliares com temperaturas inferiores a 30°C e a umidade relativa do ar superior a 60%. 1976). Deve ser absorvido. dotado de bico do tipo cone. O trabalho deve ser feito em dupla ou com três trabalhadores. em áreas extensas. Dirigida – É recomendada para áreas pequenas ou que tenham baixo índice de infestação. Deve ser retido nas folhas. A aplicação do herbicida pode ser feita com pulverizador costal manual. Utiliza pulverizador costal manual ou adaptado a transporte por animal (burrojet). Para favorecer a absorção do herbicida. Utiliza pulverizador tratorizado (jatão ou barras). É recomendado o uso de um corante na calda para marcar as plantas tratadas. 1977). sem o core interno (jato cone cheio). Normalmente. quando apresentam área foliar suficiente para absorção e translocação de herbicidas (Souza et al. A melhor época de tratamento é quando as plantas estão em intensa atividade metabólica. Os volumes de calda recomendados são de 200 a 300 litros/hectare para as aplicações tratorizadas e cerca de 50 litros/hectare para as aplicações com aeronaves (Svicero & Ladeira Neto. ou pincel. inferior a 40%. Em plantas que apresentam um engrossamento do toco abaixo do nível do solo.24 Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados • • Área total – É usada para infestações superiores a 40% (Soares Filho. com um ou dois cortando a planta e o outro fazendo a aplicação dirigida. Segundo Vitória Filho (1985). 2000). rachando-se ou picando-se o tronco ou raiz. Deve ser translocado. 1993). é feita a poda com foice ou enxadão. A ocorrência de chuvas até 4 horas após a aplicação do herbicida pode também influir na absorção. os tratamentos foliares ou ao solo só serão eficientes quando forem observadas as seguintes condições quanto à aplicação do herbicida: • • • • Deve atingir o alvo com cobertura uniforme.. normalmente. Aplicação no toco Consiste na aplicação dirigida do herbicida ao toco das plantas logo após o corte rente ao solo. aviões agrícolas ou helicópteros (Basch. que pode ser o azul de metileno ou violeta de genciana. no início da estação chuvosa. O corte dos tocos em plantas que já foram roçadas deverá ser feito abaixo da nova brotação.

pode ser aplicado nos caules. 2001. Fonte: Nunes et al. (2002). no controle da ciganinha (Memora peregrina). até 30 a 40 cm de altura. derivado do ácido picolínico. Nunes et al. * Marca registrada de Dow Agrosciences Ind. obtiveram resultados promissores com esse método (Tabela 7). O herbicida. 2o repasse: 29/9/2000. em aplicações no toco. 3o repasse: 20/3/2001. podendo ser realizadas durante todo o ano. utiliza soluções com óleo diesel. solução aquosa concentrada 240 g/L e.Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados 25 das para plantas resistentes às aplicações foliares ou de porte muito elevado. nas concentrações de 1% a 2%. Em plantas muito resistentes. Ltda. Eficácia do herbicida(1) Picloram 1% e 2%.PADRON*. incluindo repasses. Fazenda Terra do Sol – Terenos. sem roçada. (2002). (1) Herbicida: Picloram . Geralmente. Tabela 6. MS. em estudos para controle basal da ciganinha. nesse caso. com pulverizador manual ou pincelamento basal. a. os cortes são feitos manualmente ao redor do tronco ou mesmo anelamento total precedendo a aplicação. Nunes (1999a) indica esse tratamento. Aplicação no tronco (basal) É um método utilizado para arbusto de grande porte ou resistente às aplicações foliares. com o herbicida Picloram. Controle (%) Tratamentos 1 repasse 222 dias Rebrote Eficiência Picloram 1% Picloram 2% 35 34 65 66 o 2o repasse 520 dias Rebrote 19 12 Eficiência 81 88 3o repasse 692 dias Rebrote 23 10 Eficiência 77 90 Instalação: 28/4/1999 1o repasse: 6/12/1999. . como alternativa eficiente (70% a 90%) para o controle da ciganinha (Memora peregrina) na recuperação de pastagens infestadas da invasora (Tabela 6).

concentrado emulsionável.a. Ltda. Dow Elanco Argentina S.6 tricloropicolínico) 3 g/100 cm3 e.3 66.a. 421 dias após os tratamentos. plantas de reboleira.6 Data da aplicação: 26/1/2000.6-tricloro-2-piridiloxiacético) 6 g/100 cm3 e.3 95.A. 2001. solução aquosa concentrada 240 g/L e.PADRON*. Os grânulos devem ser depositados ao redor do caule da planta invasora ou a lanço no caso de plantas espinhosas.5% Tricoplyr(2) 2% Tricoplyr 4% Tricoplyr 6% Tricoplyr 20% Picloram + Tricoplyr(3) 6% Picloram + Tricoplyr 8% 100 100 100 100 100 100 100 Rebrote 17. 480 g/L e.a. Ltda.5.26 Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados Tabela 7. Fazenda Cabeceira do Sapé – Terenos. (3) Picloram + Tricoplyr . infiltrado no solo e absorvido pelo sistema radicular da planta invasora. Data da avaliação: 22/3/2001. Eficácia dos herbicidas Picloram. (2002).GARLON* 480 BR.8 93. para controle basal da ciganinha (Memora peregrina). (1) Picloram ..7 4.TOGAR* BT. a..6-tricloro-2-piridiloxiacético. * Marca registrada de Dow Agrosciences Ind.5.3 8. como o espinho-agulha (Barnadesia rosea). concentrado emulsionável.2 6.3 93.7 33. MS. o produto é diluído.9 2. derivado do ácido picolínico. éster isooctílico do ácido picloram (4 amino-3. As aplicações não devem ser feitas em plantas roçadas ou queimadas recentemente. como a taboca (Guadua angustifolia) e a grama-forquilha ou gramão (Paspalum notatum). . Controle (%) Tratamentos Desfolha Picloram(1) 1.7 91. Triclopyr e Picloram + Triclopyr. + éster butoxietílico do ácido tricoplyr (3.1 97.5.4 Eficiência 82. éster butoxietílico do ácido 3. Com a ocorrência de chuvas. (2) Tricoplyr . Dow Agrosciences Ind. Fonte: Nunes et al.7 6. Tratamento no solo Utiliza herbicidas granulados (pellets) que possam ser absorvidos no sistema radicular e translocados para a parte aérea.

A competição das plantas daninhas atrasa a formação da pastagem e impede que esta atinja a sua plena capacidade de suporte. recomenda-se o controle mecânico associado. permitindo antecipar o pastejo dos animais. geralmente ocorre a germinação da sementeira ou rebrote das plantas invasoras. segundo Rosa (2000). cerca de 40 a 60 dias antes da aplicação do herbicida. em função do índice de infestação. Essa prática garante eficiência e economia com a redução na quantidade do herbicida utilizado. que atinge 2 metros de altura. A aplicação de herbicidas em pastos reformados. efetuando uma roçada. o controle dessas invasoras deverá ser feito para garantir o desenvolvimento da gramínea forrageira. Aplicação na manutenção ou recuperação Consiste na utilização de herbicida em pastagens já estabelecidas. Após o controle das invasoras. ou plantas próximas à florada. Ao eliminar-se a competição das invasoras. Dependendo das quantidades existentes. com boa cobertura da gramínea forrageira. os herbicidas mais utilizados em pastagens cultivadas no Brasil são os seguintes: . A aplicação poderá ser feita em área total ou dirigida. pode ser feita entre 30 e 40 dias após a germinação ou ocorrência de rebrotes das invasoras de folha larga. para recuperar a fertilidade do solo e recompor a pastagem. Essa prática é econômica e viável. com a da gramínea forrageira.Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados 27 Uso de herbicidas em pastagem Aplicação na formação ou reforma Nas pastagens recém-implantadas ou reformadas. a implantação da pastagem ocorrerá em menor tempo. como é o caso do assa-peixe (Vernonia polyanthes). Herbicidas mais utilizados em pastagens no Brasil De acordo com Vitória Filho (1986). mas que apresentam reinfestação de invasoras. Rodrigues (1998). Caso as invasoras tenham atingido um porte muito elevado. Andrei (1999) e Svicero & Ladeira Neto (2000). deve proceder-se a adubação em cobertura e vedação. levando-se em conta as pequenas doses de produtos utilizados e a eficiência de controle nessa fase de desenvolvimento da maioria das invasoras.

4-diclorofenoxiacético. De misturas com Picloram Marca Manejo* Composição 2. 670 g/L concentrado emulsionável.28 Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados 2. movimentam-se pelos espaços intercelulares e penetram no floema.4-D amina. raiz e caule.4-D 64/240 BR Dow Agrosciences * Marca registrada de Dow Agrosciences Ind. 400 g/L solução aquosa concentrada. 400 g/L solução aquosa concentrada. Translocação: apossimplástica – neste caso.4-D amina.4-D Grupo químico: fenoxiacéticos. formulações e fabricantes Do produto Marca DMA* 806 BR (dimetilamina) Esteron* 400 BR (éster butílico) Herbi D 480 (dimetilamina) U-46 D-Fluid 2. Ltda. Nome químico: éster ou sal amina do ácido 2. Ltda. Marcas comerciais. . 720 g/L Fabricante Dow Agrosciences Dow Agrosciences Herbitécnica BASF * Marca registrada de Dow Agrosciences Ind. Absorção: é absorvido pelas folhas. 120 g/L Picloram. 64 g/L Formulação solução aquosa concentrada solução aquosa concentrada Fabricante Dow Agrosciences Tordon* 2. seguindo o curso dos nutrientes. as moléculas difundem-se na cutícula. 40 g/L 2.4-D (dimetilamina) Formulação (expressa em equivalente ácido) solução aquosa concentrada. 240 g/L Picloram.

80 g/L Formulação microemulsão Fabricante Dow Agrosciences * Marca registrada de Dow Agrosciences Ind. raiz e caule. . 1metilheptil éster. 480 g/L Fabricante Novartis Fluroxipir – MHE Grupo químico: piridinas. Do produto Marca Starane* 200 Formulação concentrado emulsionável. Translocação: apossimplástica. Ltda. De mistura com Picloram Marca Plenum* Composição Fluroxipir MHE. 80 g/L Picloram. Nome químico: [(4-amino-3.5-dicloro-6-fluoro-2-piridinil)oxi] ácido acético. raiz e caule. Nome químico: sal de dimetilamina do ácido 3. Absorção: folhas. acumulando-se nos tecidos meristemáticos.6-dicloro-O-anísico. Ltda. Marca Banvel 480 Formulação concentrado solúvel.Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados 29 Dicamba Grupo químico: diclorobenzóicos. Translocação: por toda a planta. Absorção: folhas. 200 g/L Fabricante Dow Agrosciences * Marca registrada de Dow Agrosciences Ind.

6 tricloropicolínico.4 bipiridilio íon (dicloreto). 360 g/L concentrado solúvel.1’ -dimetil-4. por matar os órgãos de translocação. Translocação: sistêmica.30 Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados Glyphosate Grupo químico: derivados da glicina. 360 g/L concentrado solúvel. 360 g/L Fabricante Agritec Picloram Grupo químico: derivado do ácido picolínico. penetra na cutícula por difusão. Absorção: foliar e por outros tecidos verdes da planta. Nome químico: N-(fosfonometil) glicina. 360 g/L grânulos autodispersíveis em água. Nome químico: sal trietanolamina do ácido 4 – Amino 3. sendo a absorção quase instantânea. Marca Agrisato 480 CS Formulação concentrado solúvel. Translocação: muito reduzida. 360 g/L solução aquosa concentrada. Marca Agrisato 480 CS Glifosato 480 Agripec Glifosato Nortox NA Gliz 480 CS Round up Round up WG Formulação concentrado solúvel. Absorção: foliar. . Nome químico: 1.5. 720 g/kg Fabricante Agritec Agripec Nortox Sanachem Monsanto Monsanto Paraquat Grupo químico: bipiridilios. 360 g/L concentrado solúvel.

Nas aplicações via toco. Translocação: picloram é translocado através do plasmalena. 64 g/L * Marca registrada de Dow Agrosciences Ind. Dow Agrosciences Tebuthiuron Grupo químico: derivados da uréia. . Absorção: radicular. Por isso é fundamental que a aplicação seja feita imediatamente após o corte.Controle de plantas invasoras em pastagens cultivadas nos Cerrados 31 Absorção: foliar e radicular. Marca Graslan* 100 peletizado Formulação granulado.4-tiadiasol-2-il)-N. 240 g/L 64/240 amina BR Picloram. Ltda.4-D amina. Nome químico: N-(5-(1. Translocação: pelo xilema. busca-se aplicar o produto diretamente na região do câmbio (floema).4-D Marca Manejo* Composição 2. 240 g/L Fabricante Dow Agrosciences * Marca registrada de Dow Agrosciences Ind.4-D amina. é transportado até às raízes.1-dimetiletil)-1. 120 g/L Picloram.3. Do produto Marca Padron* Formulação solução aquosa concentrada. antes que se inicie o processo de cicatrização. 100 g/kg Fabricante Dow Agrosciences * Marca registrada de Dow Agrosciences Ind. se aplicado no toco. Ltda. Ltda.N’ – dimetiluréia.4-D 2. De misturas com 2. 40 g/L Formulação solução aquosa concentrada solução aquosa concentrada Fabricante Dow Agrosciences Tordon* 2.

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