TRN/TITULO 1/1 BR 3300023 E15/B/M/V CARNEIRO, J.; CARNEIRO. E. TRATADO DE CONTABILIDADE V. 3. CONTABILIDADE RURAL 2. ED. [NP] (BRAZIL) 1933 228 P.

(PT) ADMISTRAÇÃO RURAL; CONTABILIDADE

TRATADO
DE

CONTABILIDADE
POR

JUVENAL CARNEIRO
E

ERYMA CARNEIRO
Diretor da Contabilidade do Estado de Minas; advogado; Professor de Contabilidade

VOLUME III

CONTABILIDADE RURAL
2.ª EDIÇÃO

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CALVINO FILHO E D I T O R

I CAPITULO

DA CONTABILIDADE RURAL

2ª. DA CONTABILIDADE RURAL OU AGRARIA A Contabilidade Rural. Contabilidade Rural ou Agraria. Quando se tratar. Principalmente os autores da lingua por- (1) Ver “Tratado de Contabilidade”. . 1929. Sua extensão. isto é. Rio de Janeiro. A Contabilidade Rural. I. 31. porém. DA CONTABILIDADE RURAL Contabilidade Rural é a especialisação da Contablidade que se ocupa dos atos e fatos administrativos das emprezas rurais. edição. Geralmente é Privada. de acôrdo com a nossa divisão da Contabilidade (1) póde ser Publica ou Privada. Outros preferem dar-lhe a denominação de Contabilidade Agricola. tambem é denominada Agraria. vol.LIÇÃO I Da Contabilidade Rural Sumario: — Conceito. etc. pois que os estabelecimentos agrarios são via de regra instituições particulares. de empreza agraria publica. Estabelecimentos rurais ou agrarios são todos aqueles que são localisados nos campos e que têm por fim a exploração das terras (agricultura stricto-sensu) ou a creação de animais (pecuaria). de experimentação. campos de sementes. emprezas rurais do governo (fazendas modelos. pag.) a Contabilidade aí aplicada será considerada publica.

agricultura. Por Contabilidade Agricola podemos entender a que se ocupa das operações atinentes aos estabelecimentos rurais sómente dedicados á cultura (lavoura) dos campos (Agricultura propriamente dita). Ao passo que pela expressão Rural ou ainda Agraria tanto se compreende aquela como a Contabilidade Pastoril ou Creacional e as diversas industrias rurais. comquanto designem o objeto de estudo. d) Por Contabilidade Cultural entende-se a que se ocupa das operações dos estabelecimentos que têm por fim a cultura dos campos (lavoura). A expressão Contabilidade Agricola não nos dá uma idéa bem nitida da compreensão enorme deste vasto ramo da ciencia contabilistica. etc.). ora a creação de animais e ainda a transformação de alguns produtos do campo em novas utilidades (industrias rurais).— 22 — tugueza. c) Por Contabilidade Pastoril ou Creacional compreender-se-á a aplicada ás emprezas rurais que têm por fim a creação de animais. Deste modo pensamos bem claro deixar o sentido das . As expressões agricola. que é a cultura dos campos. Deste modo apurando-se bem o sentido dessas expressões poderemos formular as seguintes conclusões: a) Por Contabilidade Agraria ou Rural entende-se o estudo da Contabilidade aplicada a todos e quaisquer estabelecimentos dos campos. Essa ultima expressão porém não a julgamos perfeitamente clara. Pelo menos este é o sentido etímologico da palavra. aves. mais particularisam um dos ramos da vida rural. Contrariamente: As expressões contabilidade Rural e Contabilidade Agraria compreendem muito mais amplamente o movimento dos estabelecimentos rurais. e a cultura dos campos (fazendas mixtas). todas as diversas modalidades de emprezas que têm por fim ora a cultura dos campos. b) Por Contabilidade Agricola entender-se-á a aplicada ás operações das pequenas aziendas rurais que se dedicam concomitantemente á creação (de animais.

E. para que bem estudado e mais clara e amplamente fique este assunto. industrias rurais.— 23 — diversas expressões empregadas neste livro. Tem pois uma importancia indiscutivel. Na Parte III estudaremos os estabelecimentos agrarios culturais. não mais dando azo a confusões. Estas duas ultimas partes se ocuparão tão sómente dos principios especiais a cada uma delas. todas as emprezas subordinadas á vida rural. bancos e caixas rurais. Na Parte II estudaremos as emprezas pastorís (Contabilidade Pastoril). Vê-se logo. etc. . tais como fazendas de plantação e creação. que o estudo deste ramo da Contabilidade é complexo. estudando na primeira as noções fundamentais e indispensaveis de Contabilidade Rural — bem como noções imprescindiveis de Economia Agraria — e as principais questões que interessam ao estudo contabilistico das emprezas rurais. estancias. cooperativas e sindicatos agrarios. Principalmente em paizes agrarios como o são os do Novo-Mundo e muito especialmente o Brasil. pois. DA EXTENSÃO DA CONTABILIDADE RURAL Pelo exposto notamos a estensão vastissima que abrange a Contabilidade Rural. um papel multiforme e vasto. Ela compreende todos os estabelecimentos agrarios. dividimos o presente trabalho em tres partes.

A bôa ordem e regularidade são elementos de real importancia em toda administralção. Refutações. Necessidade e vantagens. uma Contabilidade Agraria bem organisada nos demonstra a vida evolutiva da empreza administrada. e o movimento de numerário. DA NECESSIDADE E VANTAGENS DA CONTABILIDADE RURAL Pelo que dito ácima ficou. Requisitos ecenciais. Por isso é de enormes vantagens. diminuição ou transformação de valores) e) A demonstração de quais foram as contas afetadas pela gestão administrativa e em que consistiram essas transformações. Escrituração Rural. bem como o seu resultado final (lucro ou prejuizo). isto é. os débitos e créditos. Objeções. juridico e financeiro da azienda agricola ao começar o exercicio. DO OBJETO E FINS DA CONTABILIDADE RURAL O papel da Contabilidade Rural — como de toda a ciencia contábil — é sobremodo saliente. Mas é imprescindivel que a contabilisação dos fatos da entidade ad- . d) O resultado de cada objéto da exploração rural.LIÇÃO II Da Contabilidade Rural (Continuação) Sumario — Objéto e fins. a Contabilidade Rural nos apresenta ao mesmo tempo: a) O estado economico. Ela não é só necessaria sob o ponto de vista economico e administrativo mas tambem moral. os valores existentes. Anotando tudo o que se ocorre com as diversas emprezas agrarias. E é a Contabilidade quem melhor nos fornece os meios necessarios para conseguir aqueles requisitos. b) As modificações operadas pelos fátos administrativos realisados (aumento.

Como uma das partes mais importantes da Contabilidade. são os mais diversos e complexos. de indiscutivel necessidade. Para isto o estudo que iremos fazer adiante dos métodos de escrituração. como da empreza. das contas. quer dizer. a Escrituração. sem Contabilidade a sua gestão permanecerá aeria. A Contabilidade Agraria demonstrando-nos o movimento dos estabelecimentos rurais é pois. livros. Ela é a unica apta a nos demonstrar quais series de operações nos darão lucros. E a debacle final como resultante da descontabilização. a Escrituração tem papel importante na demonstração prática dos resultados das gestões das emprezas rurais. Desse modo ela orienta o fazendeiro ministrando-lhe as informações indispensaveis para a produtividade de sua empreza. Por isso é de grande necessidade estudarem-se os diversos métodos de registração contábil. a Escrituração deve obedecer a uma concepção essencialmente prática e eficaz. Mas. etc. nos demonstração claramente o caminho a adotar. E os prejuizos serão inevitaveis. Principalmente em se tratando de estabelecimentos agrarios onde os fátos administrativos oriundos. afim de se poder escolher o que melhor se coadune com a natureza das diversas emprezas agrarias. bem como a proporção destes em cada caso especial. quais no-los não darão. a arte de escrever em bôa ordem nos livros apropriados todas as transações efetuadas. DA ESCRITURAÇÃO RURAL Como parte integrante e indispensavel a toda Contabilidade.— 25 — ministrada seja realizada com perfeito conhecimento não só técnico. da incerteza de negocios. E este poderá facilmente encontrar os remedios para curar as suas doenças administrativas. é questão essencial para a administração e não é das mais fa- . que nada mais é do que o registro dos fatos administrativos de uma azienda. DOS REQUISITOS PARA UMA BÓA CONTABILIDADE RURAL A organização perfeita de um sistema contábil a seguir.

outros ha de menor importancia e que surgem com a necessidade de cada caso isolado. a contabilizar os atos referentes ás suas aziendas agrarias. Primeiro que tudo. o conceito cientifico de contas. conforme a necessidade dos diversos fatores que influem na produtividade da empreza rural. Além desses requisitos que devem sempre ser bem esclarecidos. o contador precisará conhecer perfeitamente a situação da empreza afim de poder classificar os diversos elementos segundo a verdadeira técnica contabilistica. pag. por uma questão estreita de rotina. pódem ser reduzidas a duas ordens: (2) a) Alegam uns a extensão das operações rurais: e argumentam que a complexidade dessas operações não permite uma contabilisação perfeita dos fatos das aziendas agrarias. Este poderá variar para maior ou menor espaço de tempo. (2) Ernesto Marenghi “Lezioni di Contabilitá Agraria”. atrazado. Milane. (1) Todas as objeções que usualmente se têm levantado. Outra questão importantissima em Contabilidade Agraria é a fixação do exercicio agricola. . A classificação dos capitais agrarios deverá ser trabalho bem cuidado afim de que não dê margem a duvidas e não origine ambiguidade de técnica. 1922.— 26 — ceis. muitos fazendeiros ainda vacilam. bem como a classificação indispensavel dos livros de registro. (1) Tornou-se conhecida a expressão “agrario” como sinonimo de retrogrado. 5. para a sua uniforme registração. Após a classificação dos capitais. Devem-se evitar os livros inuteis que só servem para aumentar o trabalho de contabilidade. Comquanto a elite dos agricultores já tenha sentido a necessidade de uma perfeita Contabilidade para o registro do movimento das aziendas agrarias. OBJEÇÕES A’ CONTABILIDADE RURAL Diversas têm sido as objeções opostas a adoção da Contabilidade Rural nas fazendas.

A Contabilidade é hoje uma ciencia constituida e difundida. No estado atual da nossa cultura contábil não mais se deve admitir que uma pessôa possuindo certos conhecimentos práticos da vida economica. . á perfeita regularisação da administração. Finalmente: Os principios da Contabilidade hodierna são aplicaveis a quaisquer aziendas. E. A ignorancia não póde ser de nenhum modo motivo de excusa. São de todos os paizes em que já se tem feito sentir a necessidade da Contabilidade Agraria. cáem por terra os dois pontos de ataque dos inimigos da Contabilidade que são tambem os inimigos da ordem e da lealdade nos negocios. com os seus principios e normas infaliveis. mercantil ou rural. industrial.— 27 — b) Outros alegam a ignorancia em que vive o homem do campo. A extensão da empreza rural não impede a perfeita Contabilidade. imponha-se-lhes. Desde o menor patrimonio domestico ao mais extenso patrimonio bancario. Se fosse questão de complexidade dos fatos administrativos realisados seria impossivel a existencia da Contabilidade Publica. a Contabilidade satisfaz. Pelo exposto. (3) pois que sem Contabilidade nunca haverá ordem nem administração. se os homens dos campos. Ambas essas objeções não são brasileiras como á primeira vista se poderá pensar. Na ignorancia é que não pódem nem devem ficar. cit. Sem Contabilidade nenhuma administração poderá alegar a seu favor presumção de honestidade. os responsaveis pela nossa economia rural não possuem o seu conhecimento. REFUTAÇÃO ÁS OBJEÇÕES ANTERIORES Hoje não mais pódem subsistir essas objeções. comercial. 3 — Marenghi chama á primeira objeção ácima de objetiva (ostacoli oggetivi) e á segunda subjetiva (ostacoli soggettivi): Loc. publico. Tudo depende de ordem e de saber contabilisar. para o seu e o bem geral. as aceite de bôa fé. e para melhor regulamentação da nossa produção.

(lavoura). a Contabilidade Rural póde ser: a) Cultural. segundo os ensinamentos da Contabilida- . c) Agricola ou Mixta. Assim. variando de acôrdo com o ponto de vista sob o qual a encararmos. Divisão de D. Santos DA DIVISÃO DA CONTABILIDADE RURAL A especialisação das tarefas é um dos caracteristicos da bôa ordem. pelo que dito ficou. regularidade e perfeição. Este é o nosso mais comum tipo de aziendas. Essa divisão póde ser feita sob varios aspétos. b) Pastoril ou Creacional. a fundamental. mas a contabilidade destas aziendas deve ser efetuada segundo os principios da Contabilidade Industrial para as primeiras. Como dissemos. Para nós a melhor classificação. Deste modo. as emprezas rurais compreendem tambem as industrias rurais. etc. cooperativas e sindicatos. A Contabilidade Pastoril ou Creacional se refere ás operações dos estabelecimentos rurais destinados á criação de animais. caixas rurais.. é a que divide o estudo da Contabilidade Agraria segundo a natureza das operações realisadas na empreza a que é aplicada. devemos tambem dividir o estudo da Contabilidade Rural para a sua melhor compreensão.— 28 — LIÇÃO IV Da Contabilidade Rural (Continuação) Sumario: — Divisão da Contabilidade Rural. a Contabilidade Cultural é a que cuida das fazendas de cultura dos campos. Como sabemos ja. Denominamos Contabilidade Rural Mixta á que e feita nas fazendas que tanto cuidam de lavoura como de criação de animais.

a mais facil de todas estas é a Contabilidade Rural Exclusiva. A Contabilidade Rural (Pastoril ou Cultural) é exclusiva quando é aplicada a emprezas agrarias que têm por fimuma unica ordem de operações: E’ Dominante a Contabilidade Agraria (Cultural ou Pastoril). S. SANTOS Desejando particularisar ainda mais as diversas variedades de emprezas rurais poderemos de acôrdo com a classificação de D.20. c) Mixta. Contabilidade Rural Mixta. Santos (1) dividir tanto a Contabilidade Pastoril quanto a Cultural nas tres classes seguintes: a) Exclusiva. b) Dominante. é a em que não ha predominio nem exclusividade de determinadas ordens de operações. porém. (2). Empreza Editora Brasileira. quando ela se ocupa dos estabelecimentos rurais em que uma serie de fatos administrativos é mais frequente que as demais. para essas tres classes da Contabilidade Agraria principios caracteristicos e especiais. por se ocupar com uma unica ordem de elementos economicos Não ha.— 29 — de Mercantil e Bancaria para as ultimas. sempre de acôrdo com a natureza das operações de cada uma e as modificações sugeridas pelas necessidades da Contabilidade Rural. DA DIVISÃO DA CONTABILIDADE RURAL SEGUNDO D. . Sob o ponto de vista contábil. Como é claro. (2) Ver lição VII onde melhor esclarecemos este assunto. pag. Paulo. a divisão que mais interessa é a que apresentamos no parágrafo anterior. (1) “Contabilidade Agricola.

não é só o guardalivros da empreza rural quem dela necessita. De todas as especialisações da Contabilidade é a menos cultivada. DO ESTUDO DA CONTABILIDADE RURAL Já fartamente demonstrámos a necessidade da Contabilidade Rural. 161. Desse importante problema dizia recentemente o professor Dufayel: “Maihereusement. . não se exige uma Contabilidade dos fazendeiros. est. o administrador das aziendas agrarias não pódem precindir desta ciencia. Não seremos nós que nos acusaremos. No Brasil. qui a tant besoin d’une comptabilité ordonee et méticuleuse. A importancia da Contabilidade Agraria justifica a sua necessidade. Infelizmente pouco se tem estudado este belo ramo da ciencia contabilistica. celui qui s’en est le moins servi jusqu'á present''. Vejamos o que se tem feito pelo seu estudo e pela sua propaganda. es sencialmente agrario. — ignorancia que felizmente decresce — a fonte primordial da nossa riqueza economica. Mas tambem não é este um mal brasileiro. parmi les industriels et les commerçants. (1) 1 — H. Deixa-se ao léo da sorte e mesmo da ignorancia de muitos. Não é só o contador. E’ antes um mal geral. de todos os paizes. Dufayel: “Cours de Comptabilité. pag. O proprietario. Em países como o nosso. Paris. cet agriculteur. Literatura nacional sobre Contabilidade Agraria.— 30 — LIÇÃO V Da Contabilidade Rural (Continuação) Sumario: — Estudo da Contabilidade Rural. 1925. Historico.

Paris. pag. Milano. Este departamento publico foi creado pela lei n°. e os utopistas se esqueceram de crear o Ministerio mais necessario. sómente com a creação do Ministerio da Agricultura foi que nasceu a nossa Contabilidade Agraria. E. até agora a favor do estudo da Contabilidade Rural em nosso país. Descurámos por completo do estuco desta ciencia. e com referencia á França HENRI DUFAYEL (3). pag. que só 20 anos depois foi creado. 161.— 31 — DO ESTUDO DA CONTABILIDADE RURAL NO BRASIL Entre nós o estudo desta disciplina é deficientissimo. 5. talvez a esse descuido de ordem administrativa poderemos culpar o grande erro da nossa economia rural: a monocultura. 1925. 1922. DO HISTORICO DA CONTABILIDADE RURAL NO BRASIL Passemos. . agora uma ligeira vista sobre o que se ha feito. Nós que somos os responsaveis pelo destino de um país essencialmente agrario. Basta este unico fato historico para nos mostrar o indice da orientação dos nossos dirigentes na proteção da vida dos campos: Proclamou-se a Republica em nosso país. Um consolo de carater nacionalista nos resta: Não somos os unicos contabilistas que se queixam. Somente nestes ultimos tempos vêm as elites das classes rurais e contabilisticas reagindo contra o marasmo que cerca a Contabilidade Agraria. o da Agricultura. foram creados os Ministerios para cuidar dos interesses dos diversos ramos da nossa atividade economica.... Como vimos de dizer. E’ o que nos informa o elegante (2) ERNESTO MARENGUI com referencia á Italia. social e politica.. 2 — “Lezioni de Contabilitá Agraria”. O nosso país não é o unico atrazado neste assunto. 3 — “Cours de Comptabilité”.

afinal representar o papel que lhes cabe na vida intelectual e economica do pais. que creou o “Ensino Agronomico” no Brasil. Nilo Peçanha. o estudo da nossa diciplina tornou-se obrigatorio nas escolas de Agronomia. Escolas Medias ou TeóricoPraticas de Agricultura. consoante as disposições do citado decreto e de outros que se lhe seguiram.. O estudo da Contabilidade Rural no Brasil tem se limitado tão sómente aos frutos do esforço e da bôa vontade do Ministerio da Agricultura. Escolas Praticas de Agricultura.ª cadeira (conjuntamente com a Contabilidade Industrial.. nos Campos de Demonstração e outros estabelecimentos. ultimamente.940. .) do 3. Nos ultimos anos.. para. que compreende a “Contabilidade.° ano. Quasi tudo ficou no papel. é verdade. Aprendizados Agricolas.. Assim é que pelo decreto n. E’ bem verdade que muita tinta foi gasta inutilmente. o qual só agora se encaminha.. devido aos progressos de nossa ciencia e á elevação natural do nivel cultural das populações agrarias e aos esforços de Escolas e Professores de Contabilidade.. No Distrito Federal. a Contabilidade Rural tem feito ligeiros progressos entre nós.329 de 28 de Maio de 1926. Dr. de 22 de Novembro de 1928. com muita inteligencia e compreensão da sua enorme valía. 17. Pela regulamentação do decreto numero 8.319 de 20 de Outubro de 1910. 606 de 29 de Dezembro de 1906. devido mesmo ao trabalho dispersivo que tem sido feito. com a creação e fortalecimento das associações de classe. a cadeira de “Contabilidade Agricola” faz parte do mesmo e fórma a 4. inclusive muita boa-vontade.. que regulamentou o “Ensino Comercial” no Brasil. que regulamentou a “Organisação do ensino no Distrito Federal” reservou um “cantinho” á “Contabilidade Rural” na cadeira de “Economia Rural”. Deste modo passou a “Contabilidade Agricola” a ser ensinada nas Escolas Superiores de Agricultura e Medicina Veterinaria. o recente Decreto numero 2. no governo do Presidente Affonso Penna mas a lei que o creou sómente foi posta em execução no governo do seu sucessor. Os cultores da Contabilidade no nosso país quase nada têm podido fazer..— 32 — 1. administração e legislação rural.

Ocupa-se ela das (1) — É o melhor livro sobre “Contabilidade Agricola” que temos. DA POSIÇÃO: DA CONTABILIDADE RURAL NA CIENCIA CONTÁBIL Como sabemos a Contabilidade Rural é uma especialisação importantissima da Contabilidade. Dentre os livros brasileiros sobre Contabilidade Rural não conseguimos contar meia duzia e poderemos citar. S. T. 1921.— 33 — DA LITERATURA BRASILEIRA SOBRE CONTABILIDADE RURAL Como corolario do que exposto temos nesta e na posterior lição. Paulo. Suas funções. V) — José Watzl: “Guia para Contabilidade Agricola”. . O melhor ou o unico?!. LIÇÃO VI (Conclusão) Da Contabilidade Rural Suumario: — Posição da Contabilidade Rural na ciencia contabil... Paulo. para propaganda do assunto. IV) F. na rabada dos livros de Agricultura. de Souza Reis: “Contabilidade Agricola”. Paulo. Até agora esta materia era tratada em algumas paginas. A 1. II) D. S. etc. 1917. Rio de Janeiro. III) Alvaro Figueiredo: “Elementos de Contabilidade Agricola”.ª edição é de 1906. 1917 (1). Empreza Editora Brasileira. Belo Horizonte. 1912. Agronomia. publicação autorisada pelo Ministerio da Agricultura. S. Santos “Contabilidade Agricola”. tão somente: I) Lourenço Granato: “Noções Elementares de Contabilidade Agricola”. segue-se a pobreza de nossa literatura sobre Contabilidade Agraria. Poucas são as obras especialmente dedicadas ao assunto. 1923. 3ª edição. Economia Rural.

São operações comerciais das emprezas rurais as que têm por fim as transações mercantís das aziendas agrarias. etc. Disto decorrem duas ordens de funções que cabem á Contabilidade Rural: a) Operações técnicas. Estas duas ordens de funções da Contabilidade Rural são inseparaveis e. chegam a se confundir. Para melhor compreensão da situação da Contabilidade Agraria ou Rural no quadro geral da ciencia contábil. as que se referem ao trabalho dos campos. por vezes. São funções comerciais a registração e apuração dos fatos administrativos oriundos das operações comerciais das fazendas. apresentamos o seguinte quadro squematico: DAS FUNÇÕES DA CONTABILIDADE RURAL Como toda empreza industrial.criação. b) Operações comerciais. á atividade rural prorimente dita. São funções técnicas da Contabilidade Rural as que se referem ao registro e apuração dos fatos administrativos originaldos das operações industriais da fazenda. b) Operações comerciais. penhor. emprestimos.— 34 — operações administrativas das emprezas agrarias e é pois. São operações técnicas das emprezas rurais. ás operações produtoras das culturas. tais como compra e venda. Emquadra-se ainda a Contabilidade Rural na especialização da Contabilidade Privada denominada Patrimonial. . ipotéca. etc. os estabelecimentos agrarios exercem sempre duas ordens distintas de operações: a) Operações técnicas. um dos ramos mais importantes da Contabilidade Privada.

II CAPITULO DA ECONOMIA RURAL .

1920. que requer inumeros outros conhecimentos. Biologia. Agronomia. 15. Agricultura. etc. Zoologia. Medicina Veterinaria. Matematica. Engenharia Rural. Ou. Importancia daquela. os modos de proteção e repartição desta. Paris. DA AGRICULTURA A palavra Agricultura póde ser tomada como designando uma ciencia ou uma industria. A Contabilidade Rural ocupa papel proeminente no estudo dessa diciplina. uma ciencia complexa. Geologia. Astronomia. Industrias Rurais Importancia desta. quer (1) “Economie Rurale”. tais como a Economia Politica. (1). E’ ela pois. etc. Direito. a organisação administrativa das emprezas agrarias. Quer como ciencia. DA ECONOMIA RURAL A Economia Rural é à ciencia que estuda a organização e direção economica das emprezas agrarias. Estuda ela os meios mais economicos para a produção rural.LIÇÃO VII Da Economia Rural Sumario — Conceito Agricultura. Quimica. E’ esta ciencia um dos ramos mais novos e uteis dos conhecimentos agrarios. pag. . no dizer de JOUZIER é “a economia politica aplicada á agricultura”. Botanica.

lãs. atingiu em 1. As industrias rurais são um prolongamento natural da Agricultura..500.. pag.930.000:000$000. como a industria pastoril. não se quer com ela significar sómente a "cultura do sólo" como pensam alguns autores.. Basta dizer que pór uma recente publicação feita pelo Ministerio da Agricultura. pois. como a da borracha.Com aquela palavra compreende-se não só essa ordem de idéas. tomam logares preeminentes. ambas ás especialisações técnicas. manteiga. Elas tomam diversas fórmas. A contabilisação das industrias rurais. etc. mamona... Agricultura.. oléos de babassu.Bello-Horizonte. toma um aspéto mais importante. e se apresenta mais dificil. e tomam as fórmas de estancias. 5..— 38 — como industria..... E’ bem verdade que a expressão Agricultura.. carnes. requeijões).. á. temos tambem famósas industrias extrativas. pag.. 11 e Alvaro Figueiredo: “Elementos de Contabilidade Agricola”. além dos acima mencionados. xarqueadas. pois ela se socórre de elementos especiais á Contabilidade Rural e outros pertinentes á Contabilidade Industrial encontrando-se em algumas ás vezes perfeitamente diferenciadas. como tambem a creação de animais. Assim.. Quando geralmente se usa da expressão.. couros. Constituem um estágio superior da vida economica rural... 2 — Dentre outros: E Jouzier. o comercio de exportação de produtos agricolas brasileiros. 17. e se verificam nos centros mais adeantados. designar o campo de ação dos estabelecimentos rurais... todas as fórmas de aproveitamento dos produtos animais. 1917. enfim.. laticinios (queijo. dá muito facilmente motivos a essas confusões.. A palavra Agricultura tanto significa a cultura do sólo.. são mais comuns nos centros pastorís. Mas em tal não pódem caír os técnicos. péles.. ela tem por fim.. liv..(2). cit. . Na economia brasileira. os produtos provenientes das industrias rurais.

Principalmente quando incipiente. é pela Agricultura que se crêa a riqueza das nações. DA IMPORTANCIA DA AGRICULTURA O papel representado pelas emprezas rurais na vida dos povos tem sido sempre dos mais salientes e proficuos. politica. Delas provêm a riqueza economica de inumeras nações. A concepção economica é quem regula a vida do homem. pois que a vida rural não exige um cabedal grande de conhecimentos.— 39 — DA IMPORTANCIA DA ECONOMIA RURAL Sendo o estudo das instituições agrarias e suas necessidades. amparando-as. Desse medo foi que surgiu a necessidade desta nova ciencia — a Economia Rural — afim de nos encaminhar nos processos mais eficientes para a produção util e barata das emprezas agrarias. estimulando-as. Dispensa-os a pequena cultura algumas vezes. Na luta economica — e. só ela não faz a riqueza de um povo (3). E isto é facil de se explicar. E’ hoje um assunto de grande interesse para os países agrarios. creando escolas técnicas e cientificas. de conhecimentos técnicos. a Agricultura cientifica. aqueles são indispensaveis. dizer com isto que a Agricultura não necessite. pois. (3) — E’ interessante observar que os povos industriais dominam os povos agrarios. hoje. Basta ver quais são os países que contrólam a vida economica social e . E é para ela que convergem os esforços dos administradores. Mas nas grandes emprezas agricolas. porém. proporcionando-lhes as materias primas indispensaveis á sua atividade e manutenção. social — a maquina vence a terra. o papel que cabe á Economia Rural hodiernamente é inegavel. E’ uma das primeiras etapas da produção. Ademais. Não queremos. Todos os povos foram primitivamente agricultores. As nações industrialistas guiam as rurais. São elas que alimentam as industrias. Não obstante ser a Agricultura uma fonte incomensuravel de riquezas. As necessidades da vida humana nos provam que mais não é possivel a vida sem a sua concepção economica.

sendo que a produção agraria não tem ocupado sempre o primeiro logar. porém. tambem póde ser dividida conforme a sua. talvez advenha a desnecessidade da Agricultur. Agricultura e Contabilidade DA DIVISÃO DA AGRICULTURA A Agricultura considerada como ciencia comporta divisões para melhor compreensão de suas idéas. Allemanha. Inglaterra.. Considerada como industria. Japão. Conforme a extensão e diversidade da sua produção. uns ainda predominam sobre outros quer pela elevação do nivel cultural. Não se póde. Os alimentos com que se nutre e mantém a humanidade. A Russia. politica do mundo. é a cultura de um só produto. . de borracha. mas. b) Pólicultura. LIÇÃO VIII Da Agricultura Sumario: — Divisão. quer pela grandeza numerica ou outros quaisquer fatos. No dia em que fôr resolvido o problema de alta alquimia e que o homem puder se alimentar unicamente com algumas cápsulas diarias. então. provêm dela. somente teve influencia na vida internacional com a queda do tzarismo e o advento do leninismo e consequente industrialisação do país. sim. Exemplo: A cultura só de café. que era um pais essencialmente agrario. a Agricultnra póde tomar dois aspétos: a) Monocultura. precindir da Agricultura.— 40 — Ha uma completa interdependencia entre os diversos ramos produtores da economia moderna. de cana de assucar. etc. Monocultura como o nome o indica. São as potencias industrialistas: Estados Unidos da America.. entre estes. especialidade.

comquanto se encontrem. concomitantemente. em Economia Rural a Contabilidade é um complememto indispensavel da Agricultura racional. segundo a diversidade de sua produção. frisar um ponto para os menos entendidos na ciencia de que tratamos. Segundo a sua especialisação. DA AGRICULTURA Com o vimos. Agricultura Cultural é a que cuida da exploração do campo. Alguns autores dividem a empreza agricola. tanto a Agricultura a Cultural. Agricultura Mixta é a que trata da creação de animais e plantação da terra. Chamamos Monocultura á Exclusiva. A Agricultura Creacional ou Pastoril é a que se ocupa exclusivamente da creação de animais. c) Mixta ou Agricola. como a Mixta. Como é claro. c) Mixta. . porem. DA CONTABILIDADE E. Policultura as Dominante e Mixta. Essa divisão é a que mais interesse apresenta. da cultura do sólo (lavoura). Desejamos agora. essas modalidades da Agricultura são mais raras. Poder-se ia falar tambem de monocreação e pôlicreação ou multicreação. em: a) Exclusiva. pódem ser Exclusivas ou Dominantes. a Creacional. b) Creacional ou pastoril. Denomina-se Mixta a Agricultura em que não ha exclusividade nem predominio de uma exploração sobre outra. E. a Agricultura póde ser: a) Cultural. Chama-se-Agricultura Exclusiva.— 41 — Policultura é a cultura concomitante de mais de um produto. mas. Agricultura Dominante é a em que havendo produção diversa uma predomina sobre as outras. b) Dominante. a que se dedica a uma só ordem de operações produtoras.

só ela nos fornece um produto ver dadeira- . de ordem mor al. Absolutamente. demonstrativo das condições economico-administrativas das aziendas em que é adotada. A Contabilidade não é ciencia produtora. que combatia o sístema mercantil. Esta especie de produção é a mais verdadeira. As outras industriais geralmente transformam a materia prima creando novo produto. A produção rural nos dá sempre um produto novo. E fundaram os Fisiocratas a sua escola sobre o principio segundo o qual só a Natureza é fonte de riquezas. Papel da Contabilidade. DA PRODUÇÃO RURAL Já por vezes temos demonstrando a importancia da produção rural. demonstrando as operações que são vantajosas e as que o não são.— 42 — Quando apontamos a importancia da Contabilidade nas emprezas agrarias. reguladora da vida administrativa das entidades economicas. bem como os resultados parciais e totais dos fatos administrativos realisados. LIÇÃO IX Da Produção Rural Sumario: — Conceito. E’ um elemento de ordem. de natureza moral. não queremos com isso dizer que uma bôa Contabilidade Rural aumente a produção. Mas coordena e organisa eficientemente. Ela não aumenta a riqueza dos estabelecimentos em que é empregada. esse caráter da produção agraria tem sido muito exagerado. Assim é que a antiga escola economista dos Fisiocratas. exagerando esse conceito dizia que a agricultura deve estar colocada em primeiro logar na esfera das humanas atividades. publicas ou privadas. acima do comercio e das demais industrias. Aliás. se se encarar o sentido etímologico da palavra. E’ um a ciencia economica. Fatores.

— 43 — mente novo. aguas. 7. que contribuem direta ou indiretamente para a produção. São fatores passivos: a Natureza e o Capital. dinheiro. a concepção economica dos Fisiocratas era por demais agraria e pouco acorde com os progressos da vida moderna. pag. O Trabalho é o fator activo por ecelencia. improdutivas. Na produção agraria este fator é fundamental. Como vemos. compreendemos os valores ou riquezas pre-existentes. c) Trabalho. (1) Charles Gide: “Principes d’Economie Politique”. etc. vento. a produção agraria sofre a ação de varios fatores. . emquanto que as demais classes são estéreis. (1).. cit. Pelo primeiro fator — a Natureza — não só compreendemos o sólo. eletricidade. tais como o clima. O Trabalho humano póde ser fisico ou intelectual. vapor. (2) Gide: “Liv. (2). Os fatores ácima enumerados pódem ser ativos ou passivos. 1923. humano ou não para a produção de utilidades. Estes. Pelo fator Capital. os bens pertencentes a uma pessoa. á terra como todos os agentes naturais. etc. Uma das mais antigas classificações dos fatores da produção os classifica assim: a) Natureza. pag. as forças motoras. parém variam com o critério economico de cada um. 79. DOS FATORES DA PRODUÇÃO RURAL Como uma das modalidades industriais (industria rural que é). b) Capital. São tais. O Trabalho — terceiro fator da produção — é o esforço. Paris. como materiais.

bem como os que resultam desta. A’ Contabilidade Rural pois está reservado o importante e dificil papel de demonstrar a produtividade das diversas emprezas agrarias bem como o grão produtivo de cada ordem de fatores. Essa transformação póde ser . Contabilisação. Pelo trabalho se opéra sempre uma transformação no objeto que é executado. LIÇÃO X Do Trabalho Rural Sumario — Sua condição. para orientação dos estudos contáveis. A Contabilidade está reservado o importante papel de esclarecer os fatos administrativos que dão origem á produção rural. como tambem a proveniencia das diversas verbas que modificam a receita e a despeza de cada produto colhido. Póde ser humano ou animal.— 44 — DO PAPEL DA CONTABILIDADE NA O PRODUÇÃO RURAL A perfeita Contabilidade está na ordem direta da bôa classificação das contas. Devemos procurar estudar todos os meios que facilitam a produção rural para podermos organisar a Contabilidade a se adaptar ás diversas aziendas agrarias. Ela serve de base para o levantamento estatistico da vida das emprezas rurais bem como de seu valor economico. porém. afim de que fique bem orientado o administrador capás. Proteção. Deve tambem demonstrar não sómente o custo de cada produção agricola. O trabalho humano póde ser fisico ou muscular e intelectual ou mental. Para essa classificação. não apresenta a classificação dos fatores da produção ácima enumerados nenhuma vantagem. E’ o que vamos fazer nas lições seguintes. DA CONDIÇÃO DO TRABALHO RURAL O trabalho é a força empregada na produção de utilidade.

Dentre algumas medidas protetoras do nosso trabalhador rural. A hodierna condição do trabalho humano e. a não ser idealmente. E’verdade que.. DA PROTEÇÃO AO TRABALHO RURAL As legislações modernas ás vezes procuram proteger a liberdade do trabalho. que a liberdade do trabalho é no minimo uma liberdade condicional. etc. O trabalhador rural ainda está esquecido e poucas sãoas disposições que os protegem. Dizemos em tése por que. a liberdade de trabalho repousa nos tres seguintes principios: a) Liberdade profissional. assim. Segundo os economistas oficiais. Isso tudo. são mais protetoras do trabalho industrial. porém. considerados isoladamente os homens são seres livres. c) Liberdade de ter mais de uma profissão. etc. licenças. Estas medidas. á organisação de sindicatos e cooperativas agrarias. Mas. á impenhorabilidade do . garantia. b) Liberdade de exercer a sua profissão em qualquer logar. são condições teóricas que verdadeiramente não existem.) e. etc. bem como o exercicio do direito de associação. do salario em caso de molestia. pois dependem economicamente dos individuos economicamente mais poderosos.. indenisação em casos de acidente no trabalho. em tése a da liberdade. E’ verdade que as leis asseguram a liberdade da escolha de profissão. trabalho em logar salubre. porém — e neste ponto estão conosco os proprios economistas oficiais — que essa liberdade de trabalho é condicionada (diplomas.. verdadeiramente a propalada liberdade de trabalho não póde ser completa num regimen em que os fracos têm que contratar com os fortes. ou deslocando-a de logar somente. Dentre as medidas de proteção usadas citam-se ás referentes ao dia de 8 horas. dasfabricas.. vistos em sociedade não o são. porém.— 45 — mudando o estado da materia (bruta ou ja trabalhada). citaremos as referentes ao abono de salarios. Principalmente em nossa terra “essencialmente agricola e pastoril”. Sabemos.

as contas que representam estes devem ser creditadas por um importancia que represente a expressão economica do esforço produzido. Observe-se.— 46 — salario do trabalhador rural. Aquela tem toda a importancia que falta á esta. os seus creditos serem privilegiados em caso de falencia. porém. (1) — Quando nos referimos á contabilisação das despesas com a manutenção do animal (despesas gerais). do trabalhador rural nunca são constatadas na vida pratica. E’ bem verdade. “Mão de Obra”. O trabalho humano recebe a denominação especial de “Salarios”. etc. e queijandas. . Por crédito registramos os serviços pagos. Para justificar este registro basta uma pergunta: — Não debitamos aos animais as despezas com a sua manutenção. O trabalho animal é de mais dificil contabilisação. DA CONTABILISAÇÃO DO TRABALHO RURAL Em Contabilidade os fatos administrativos consequentes do trabalho merecem registro cuidado. que deve ser contabilisado sómente o serviço prestado pelos animais de trabalho sendo que os animais de creação. E tanto o é que os autores que têm tratado do assunto dele não cuidam. E nessa conta registraremos por débito o trabalho produzido pelos empregados de acôrdo com o preço combinado. Mas. desde que seja um serviço prestado pelos animais. tais como alimentação. para efeito de orçamento. distinguimos da registrarem apenas para dar um valor ao animal.? (1). O valor do custo do trabalho animal é usualmente calculado sobre o total das despezas diarias com a manutenção do mesmo. Para a apuração do custo da produção temos necessidade de contabilisar a expressão economica do trabalho empregado. que essa prerogativas. O trabalho usado nas aziendas rurais é humano e animal. porém. curativos etc. que se destinam á exploração comercial não prestam serviços e sim produtos ou rendas.

a caracteristica do instituto dos seguros. Dentre as inumeras vantagens proporcionadas pelo Seguro Agrario.432. peste. metade ou dois terços do valor da cousa segurada). Pode ser tambem terrestre ou maritimo. Neste seguro deve-se banir o lucro. Ordinariamente o Seguro Agrario é efetuado para proteção dos bens rurais em caso de incendio. 2 — Codigo Civil. indenisações. (1). previstos no contrato”. cita-se o Seguro Agrario. Sua Contabilidade. O contrato de Seguro póde ser efetuado para proteção dos bens ou das pessôas (seguro de vida). pelo qual uma das partes se obriga para com outra. etc. mediante a paga de um premio. . destaca-se a proteção á produção animal e vegetal. Dentre as diversas especies de contrato de Seguro terrestre. a indeniza-la do prejuizo resultante de riscos futuros. Companhias do Seguro Rural. 1. O Seguro Agrario é uma das mais modernas fórmas de Segura. geada. DA NECESSIDADE DO SEGURO AGRARIO “Considera-se contrato de seguro aquele. aliás. não sendo ás vezes possivel uma perfeita compensação tal o vulto dos prejuizos e a natureza dos danos que se verificam. assistencia. como esta modalidade de seguro é muito vantajosa idealisou-se pagar sinistros por um valor préviamente estabelecido (um terço.— 47 — LIÇÃO XI Do Seguro Agrario Sumario: — Necessidade. amparo. Mas. Por muito tempo julgou-se impossivel esta modalidade de seguro por serem inumeros os imprevistos que atingem a produção rural. etc. Esta é. para tambem evitar que os administradores nada fizessem para salvar seus bens.

a Caixa Pg. Todas as diversas modalidades de seguros sobre as cousas estão sujeitas a estes argumentos...° anuidade da apolice n° Y X . Dentre os inconvenientes apontados nestas modalidades de seguro cita-se o fato de que o fazendeiro de posse da apolice que o garanta no caso de sinistro não tem mais interesse em procurar salvar os seus bens ou mesmo evitar as causas de sua destruição. desenvolveram muito. Efetuado o contrato de seguro (sobre determinado animal ou cultura. pelo pagamento das anuidades: Seguros de. etc. principalmente na Europa e Estados Unidos da America. de Seguro Agrario. num livro especial. não seria tambem possivel a exigencia de nenhuma especie de seguro. Seu logar é no estudo especial da Contabilidade das Companhias de Seguros. que já se. X. como dissemos ácima. Para evita-los.— 48 — DAS COMPANHIAS DE SEGURO AGRARIO As Companhias de Seguro Agrario. 1. Se em devida conta fossemos leva-los. Queremos grifar sómente a maneira de contabilisar na azienda rural a efetuação de um seguro. DA CONTABILIDADE DO SEGURO RURAL Não pretendemos estudar aqui a Contabilidade das Companhias. Elas geralmente se revestem da forma mutua ou de premio. as Companhias de Seguros segurarem os bens rurais por uma fração do seu valor (meio. dois terços. um terço. não tem no Brasil a representação que lhes compete.) deve-se fazer o seguinte lançamento no Diario. ainda. evitando assim o enriquecimento ilicito dos segurados. tres quartos. bastará. Estes argumentos não procedem. etc. Nem cabe tal neste momento. no caso de Seguro Agrario. á Cia.).

........ Z apagar em..... 1.. X Alguns contadores aconselham e usam levar por ocasião de balanço o debito da conta de Seguros sobre...... pois....... (Animais ou Cultura).000. Quando fôr recebida a indenisação far-se-á um lançamento assim ....° 1.. Pelo valor da indenisação da apolice n. Conhecemos esta pelo calculo seguinte: Indenisação = Valor da Apolice — Anuidades....... Pelo seguro de .. 1. X Em seguida levamos á conta do bem que foi segurado.......... o valor da apolice.. a Lucros & Perdas....... por debito...— 49 — Recebida a apolice de seguro efetuado deve-se fazer o seguinte lançamento: Companhia X a Apolice de Seguro. porém. o seguinte resultado: Valor dos bens perdidos — Indenisação = Prejuizo ou ainda este resultado mais raro: Indenisação — Valor dos bens perdidos = Lucro. Caixa a Companhia X Recebi pela indenisação da apolice n. que fizemos naquela Cia.. anuidade de rs. X ..000 da Cia...... assim: Apolice de Seguro a .. apolice n.. que tal não se deve fazer................ Pensamos....... do seguro de nossos.... X............. O lucro ou prejuizo apurado sobre a conta segurada será. Como um dos principais papeis da Contabilidade é demonstrar o estado especifico do patrimonio em qualquer momento.. pensamos que a Conta de Seguros deverá ficar aberta para que no caso de indenisação possamos saber qual foi a real indenisação obtida.000..

Penhor Rural é o que se efetua. e dá-se entrada do dinheiro em Caixa. e a debito da conta que foi segurada.. Como sabemos.... Contabilidade DO PENHOR RURAL Penhor é uma garantia de divida efetuada pela alienação de bens moveis. para saldo... Especies. por saldo.. houve lucro. . (Animais ou Cultura) a Seguros sobre Pelo débito desta conta... estórna-se o segundo lançamento ácima. sobre bens moveis das emprezas agrarias. da maneira seguinte: ..... LIÇÃO XII Do Penhor Rural Sumario — Conceito.. será levado ao seu crédito. E.. debitando-se a esta conta e creditando-se a Lucros e Perdas. Se fôr maior. se menor......Z Dessa maneira temos escriturado (1) todo o ciclo dos fatos administrativos originados das operações sobre os seguros. pelos lançamentos ácima poderemos vêr nitidamente qual foi o resultado da operação de seguro.. é da essencia do penhor (1) — Ha outra fórma mais simples de se anotar a liquidação dos seguros a saber: Recebida a indenisação........ assim: Indenisação — Anuidades pagas = Indenisação líquida... A Indenisação Líquida póde ser maior ou menor do que o prejuizo verdadeiro sofrido pelo fazendeiro..— 50 — E o débito da conta de Seguros de. prejuizo..

entre as duas especies de penhor rural enumeradas. comquanto não tenha sido observada pela nossa legislação. vol. 3°.272 de 5 de Outubro de 1885. E’ por isso mesmo ainda que os autores dizem que “o penhor agricola é uma fórma anormal do penhor. (2) Artigo 781 e seguintes. pagina 343. DAS ESPECIES DE PENHOR RURAL O penhor rural pela nossa legislação em vigor póde tomar duas fórmas diferentes. e hoje já se acha regulado pelo Codigo Civil. b)Pecuario. que. artigo 781 e seguintes. Não obstante isto. Penhor Pecuário é o realisado com a garantia dos bens moveis das emprezas pastorís.— 51 — que ele tenha por garantia bens moveis. Póde ser : a)Agricola. que se aproxima da hipotéca”. depreende-se facilmente do espirito de seus artigos (2). DA CONTABILIDADE DO PENHOR RURAL O registro dos fatos administrativos oriundos das operações referentes ao penhor rural não apresenta grande dificul- (1)Clovis Bevilaqua:”CodigoCivil Brasileiro Commentado”. A distinção ácima. (1). pecuárias (animais de creação ou de trabalho). como sabemos. O penhor rural foi instituido entre nós pelo Decreto n° 3. Nas Partes seguintes estudaremos detalhadamente cada uma dessas especies do penhor rural. artigo 10. são por sua natureza bens imoveis. . o nosso Codigo Civil enumerando no seu artigo 781 os objétos que podem ser dados em penhor cita as colheitas pendentes e as em via de formação. Penhor Agricola é o efetuado sobre os bens moveis das emprezas agricolas.

..No Diario poder-se-á obedecer á seguinte ordem de lançamentos: Efetuado o contrato de penhor e recebido o dinheiro apurado com o mesmo: Caixa a Colheita de Milho em Penhor....... a 120 dias.... X Resgatada a divida que deu origem ao penhor ácima (penhor agricola). 100$000 10:000$000 . registraremos como no primeiro lançamento deste capitulo.... conforme contrato d........— 52 — dade. X Quando houver pagamento de juros.. 9:900$000 Juros & Descontos Desconto por antecipação..... antecupadamente............. d. Recebido de F.......................... por emprestimo com a garantia do penhor da nossa colheita de milho....................... e com a garantia da nossa colheita de milho...... 10:000$000 Juros & Descontos Juros pagos.. farse-á: Diversos a Colheita de Milho em Penhor Caixa Rec°........... estorna-se o lançamento feito da maneira seguinte: Colheita de Milho em Penhor a Caixa Pelo resgate de n emprestimo contraído com F.. e na liquidação faremos: Diversos a Caixa Colheita de Milho em Penhor Pelo resgate de n emprestimo com X. 100$000 10:000$000 Si os juros não forem pagos antecipadamente......... de X...............

III CAPITULO DA ASSOCIAÇÃO RURAL .

Contabilidade. DA PARCERÍA RURAL Parcería Rural é o contrato pelo qual uma pessoa cede a outra.. de “meiá”. mediante condições préviamente estabelecidas a exploração de algum ou alguns bens rurais. “aplicam-se a este contrato as regras do de sociedade no que não estiver regulado por convenção das partes”. sendo mais conhecido nos meios rurais por contrato de “meiação”. pag 168. Rio de Janeiro. recebendo denominações regionais. tem sido já estudado sob varios aspétos. colonia parziaria).. por isso. 1926. permanecendo porém ainda entre nós sem a obrigatoriedade de uma fórmula juridica que garanta a parte do carneiro no contrato com o lobo.410 e seguintes. O contrato de Parceria Rural já está sobremodo dentro dos costumes do nosso país. se denominam meieiros. (2) (1) Liv cit V 20. O nosso Codigo Civil dela trata no seu artigo 1. (1). Especies. As pessoas que por ele contratam. O contrato de Parcería Rural. principalmente na Italia (mezzadria.LIÇÃO XIII Da Parceria Rural Sumario: — Conceito. E’ esta uma instituição já consagrada e regulada por inumeras legislações. em linguagem rural. observação 1 . de Meiação. Tem por fim este contrato a exploração industrial das cousas pertencentes aos dominios agrarios: cultura do sólo ou exploração de animais A Parcería Rural como observa o grande Clovis Bevilaqua “participa’ da natureza da locação e da sociedade.

mediante uma quota nos lucros produzidos”. Nas Partes seguintes trataremos de cada uma dessas especies de Parcería.416 — Dá-se a parcería pecuária. para ser por esta cultivado. Lógo. O Codigo Civil no artigo 1. no mínimo. a elas pódem e devem ser aplicados os mesmos principios que estamos estudando para as demais emprezas rurais com ligeiras modificações de fórma contábil. na proporção que estipularem”. 1. etc.— 56 — DAS ESPECIES DE PARCERIA RURAL Como é facil de se concluir são de duas naturezas diferentes as modalidades de Parcería Rural: a) Parcería Agricola. São quasi que um contrato de sociedade comercial de capital e industria. baseadas no contrato efetaudo. . com ligeiras modificações. b) Parcería Pecuária. duas pessoas que se denominam Parceiro e Proprietario. A Parcería Pecuária só se dá sobre os animais (“gado grosso” ou “meu’do”). especialmente. tratar e criar. quando se entregam animais a alguem para os pastorear. não podendo ter por objéto aves e insétos. direitos e obrigações dos parceiros. E’ ainda o nosso Codigo Civil quem define a Parcería Pecuária: “Art. DA CONTABILIDADE DAS PARCERÍAS RURAIS Nada mais são as Parcerías Rurais que especiais aziendas agrarias. No contrato de Parcería Rural (Pecuária ou Agricola) aparecem sempre. repartindose os frutos entre as duas. quando uma pessôa cede um predio rustico a outra.410 define a Parcería Agrícola: “Dá-se a parcería agricola.

As cooperativas são reguladas pelo Decreto n°. Delas só pódem fazer parte as pessoas que se ocupam de serviços rurais. nos termos do artigo 4 do Regulamento citado “o proprietario.— 57 — LIÇÃO XIV Das Cooperativas e Sindicatos Rurais Sumario: — Cooperativas Rurais. bem como a pessôa juridica cuja existencia tenha por fim a exploração da agricultura ou industria rural”. .° do nosso “Tratado de Contabilidade (Contabilidade Mercantil). o arrendatario. DAS COOPERATIVAS RURAIS Denominam-se Cooperativas as sociedades em que mais de sete socios se reunem para proteção de interesses comuns. (2) Regulamento do Decreto n. para defesa dos interesses de ordem economica. o cultivador. art. Sindicatos Rurais.532 de 20 de Junho de 1907. o parceiro. DOS SINDICATOS RURAIS Sindicatos Rurais “são as associações formadas entre profissionais da agricultura e industrias rurais de qualquer genero. o criador de gado. com capital variavel e numero ilimitado de socios (1). Importancia de um e de outro. Principais fórmas. o jornaleiro e quaisquer pessoas empregadas em serviço dos predios rurais. pag. DA IMPORTANCIA DOS SINDICATOS E COOPERATIVAS RURAIS E’ ocioso encarecer as vantagens dessas associações. (2) São considerados profissionais da agricultura e industrias rurais. 6. As cooperativas Rurais são as que se destinam á proteção dos estabelecimentos agrarios e de seus membros.637 de 5 de Janeiro de 1907. A conciencia do cumprimento do dever. 1. social ou moral comuns aos associados”. 200 e seguintes. a elevação das profis(1) Ver o volume 11. 1.

Além da conciencia moral que ali se cria. DAS PRINCIPAIS FO’RMAS DAS COOPERATIVAS E SINDICATOS Sindicatos e cooperativas Rurais pódem tomar inumeras. Mórmente as associações rurais representam papel saliente. . Torino 1924. todas elas prestam relevantes serviços. Caixas Rurais. O auxilio á produção agraria é sempre dos mais eficazes. salientando-se as Cooperativas e Sindicatos destinados á proporcionar o crédito aos seus filiados.— 58 — sões. Por isso se faz sentir a grande necessidade das Cooperativas e Sindicatos Rurais para contrabalançar o descaso em que vive a nossa produção rural. (3). do crédito. Assim é que os ha destinados á proteção da produção. etc. fórmas conforme a especie de auxilio de que pretendam se ocupar. do consumo. Qualquer que seja o fim dessas associações. do seguro agrario. aquelas sociedades são as grandes protetoras e incentivadoras da classe. a monographia do professor Salvatore Bruno. DAS COOPERATIVAS E SINDICATOS DE CRÉDITO Dentre todas as especies de Cooperativas e Sindicatos salientam-se as que têm por fim imediato o adiantamento de capitais aos seus associados. Contabilidade das Cooperativas e Sindicato. LIÇÃO XV Das Cooperativas e Sindicatos Rurais (Conclusão) Sumario: — Cooperativas e Sindicatos de credito. intitulado: “I Monti Frumentari. provém dessas associações. principalmente no nosso país. O crédito rural é de todos o que (3) Sobre este assumpto não se deve deixar de ler. a compenetração do papel que cada um deverá representar na vida.

Existem diversos tipos de caixas rurais. São os Bancos dos agricultores. comquanto dentro de determinada região. O que caraterisa esses dois tipos de caixas rurais é o maior ou menor ambito em que elas operam. a produção agraria necessita de certas vantagens. bem como obriga-los á economia. Raiffeisen. sendo que os mais conhecidos são os do tipo Schulte-Delitszch. Uma destas é a que se refere ao prazo dos serviços rurais. Estas têm por fim proporcionar capitais aos seus associados. que. Ao passo que nas caixas locais são em via de regra garantia das transações o crédito pessoal. Efetuam operações com pessoas residente em logares diferentes. DAS CAIXAS RURAIS As associações de crédito agrario geralmente se constituem sob a fórma de Caixas Rurais. Dependente de fatores extranhos e algumas vezes inevitaveis. para que uma pessoa possa efetuar transações com uma caixa regional é preciso que tenha alguma notoriedade e as operações sejam baseadas em garantias mobiliarias ou imobiliaris. . E é por isso que os Sindicatos e Cooperativas de Crédito proliferam com o incremento que vemos hoje em dia. Só pódem ser seus associados e com elas efetuar operações as pessoas residentes em determinada circumscrição territorial. As caixas rurais obedecem geralmente a dois tipos diferentes: a) Caixas Locais. Bancos Luzzatti e outros geralmente conhecidos pelo nome de seus creadores. Os estabelecimentos puramente comerciais geralmente fazem emprestimos a curto prazo. As caixas regionais têm campo de ação mais amplo.— 59 — mais ampa o necessita. b) Caixas Regionais As caixas locais se caraterisam por agir em campo delimitado. De maneira.

Salvatore Bruno: “Le Casse Rurali de Prestiti”. DA CONTABILIDADE DAS COOPERATIVAS E SINDICATOS RURAIS A contabilidade dos Sindicatos e Cooperativas rurais deve obedecer a um criterio a adotar de acôrdo com o fim da associação. pag. Torino. ora os da Contabilidade Bancaria. (1) Prof. em Altenkirchen (Prussia Renana). que é uma instituição recente. Vê-se. 1924.— 60 — A primeira caixa rural que se tem noticia foi creada na Allemanha. em 1847 (1). Por isso deveria seguir ora os principios da Contabilidade Mercantil. pois. não obstante ser hoje das mais propagadas nos meios rurais. pois que esses institutos participam de algumas operações comuns ás emprezas bancarias (Caixas Rurais) e comerciais. 59 .

IV CAPITULO DA EMPRESA RURAL .

Organisação. DA ORGANISAÇÃO DA EMPREZA RURAL Qualquer que seja a fórma e a finalidade da Empreza Rural a sua organisação é tarefa dificil e que deve ser bem orientada para agir proficuamente. são ope- . Azienda Rural. dos maquinismos e utensilios necessarios á industria rural. Póde tambem se destinará grande ou á pequena cultura.LIÇÃO XVI Da Empreza Rural Sumario: — Conceito. Por Empreza Rural não devemos compreender sómente as instituições que têm por fim a produção de utilidades agrarias. da elaboração da receita e despeza. Em todo periodo de organisação de uma empreza as operações iniciais são sempre basicas. etc. Pessoal da empreza rural. mas tambem as que se destinam á proteção dessa produção ou ainda á transformação dos produtos rurais (industrias rurais). das sementes e mudas para cultura. Na Empreza Rural a escolha dos terrenos a serem trabalhados. DA EMPREZA RURAL A Empreza Rural é a organisação ecoonmica destinada á exploração produtiva dos campos. Ela póde abranger grande numero de operações produtoras ou se dedicar a uma modalidade só da exploração agraria. das raças de animais para creação.

torna-se necessario um pessoal mais habilitado. tais como despezas com os trabalhadores. juros de capitais empenhados. c) Colonos. varia com a extensão da empreza. etc. Mas. e.— 64 — rações primordiais e de relevante importancia. que é o dominante em nosso país. materia prima a empregar. porém. Na pequena Empreza Rural unia familia ás vezes se encarrega de todas as operações necessarias á produção. bem como as eventuais e os impostos e gravames com que são em geral afetados os bens e a produção. preparo do sólo. trabalhadores manuais e que ordinariamente trabalham por contrato. O PESSOAL DAS EMPREZAS RURAIS O pessoal que auxilia a produção agraria se classifica por diversas categorias.) b) Administrador. detentor da riqueza administrada (dono.. etc. arrendatario. tambem o organisador cuidar das combinações culturais ou industriais a que se destina a Empreza. caixa. etc. . sementes. no regimen da grande propriedade territorial. que dirige os diversos serviços da Empreza. premios de seguros. etc. No calculo das despezas dos exercicios devemos tambem levar na devida conta as que são necessarias e inevitaveis. colonos ou parceiros. auxiliares. impostos diversos. debaixo de certas disposições costumeiras e contratuais facil nos torna agrupa-los nas seguintes categorias.. d) Pessoal do Escritorio (Contador. O numero destas. não devendo se esquecer nunca um organisador de que são fatores da grandeza de toda instituição economica as cabeças que pensam e os braços que executam. alimentação dos animais. dentre outras: a) Proprietario. e) Meieiros. Como em toda organisação produtora é de grande necessidade a escolha do pessoal habilitado.). que trabalham para o proprietario com o contrato de satisfazer ás despezas e dividir os lucros com este.. Após a inventariação dos capitais agrarios deve.

aparecem sempre na Empreza Rural tres pessoas distintas: a) Proprietario. As funções administrativas têm por fim a organisação. que têm por fim a direção. de qualquer que seja a natureza da entidade administrada. LIÇÃO XVII Da Administração Economica Sumario: — Conceito. Pessoas. .— 65 — f) Jornaleiros ou diaristas. b) Agentes Consignatarios. direção e liquidação dos estabelecimentos administrados. a gerencia da empreza. Em toda administração economica. empregados que ganham por dia de trabalho. Daí se infere que são de tres ordens diferentes as funções administrativas: a) Funções iniciais. E’ exercida por meio de funções executadas por meio de atos e fatos administrativos. Ela tem por fim todas as operações cujo fim é acconservação. Funções administrativas. Sob o ponto de vista contábil diversas são as pessoas que fazem parte da administração das emprezas rurais. b) Funções gestivas ou gestoriais. como veremos adiante. melhoramento ou produtividade da riqueza administrada. que são as que têm por fim a organisação dos estabelecimentos. c) Correspondentes. c) Funções finais ou conclusivas que têm por fim a liquidação das operações de um exercicio. que são os empregados contratados por mês. Azienda Rural. g) Camaradas. DA ADMINISTRAÇÃO ECONOMICA Administração economica é a serie de funções exercidas pelos encarregados do patrimonio afim de que este produza. por um corpo de pessoas sobre um patrimonio. ou a liquidação final da empreza.

Imoveis. DA AZIENDA RURAL Denomina-se azienda rural ao patrimonio das emprezas agrarias. Semoventes. A Azienda Rural póde ser dividida em duas seções completamente distintas: a) Azienda Domestica. E’ sobre o Patrimonio da Empreza que são executadas as funções administrativas ácima enumeradas. b) Azienda Agraria.— 66 — Proprietario é o dono da Empreza. Correspondentes são os freguezes da administração. As contas que representam o Proprietario. são as de Capital e Lucros e Perdas (Resultado). Azienda Domestica é a que se compõe dos bens destinados ás despezas particulares do Proprietario da Empreza Rural. As contas que representam os agentes consignatarios são as que representam os bens materiais da administração tais como Caixa. . Azienda Agraria é a que se compõe dos bens destinados á produção rural. são os devedores e credores. Mercadorias. etc. transações com a Empreza. Agentes Consignatarios são os encarregados da guarda dos bens materiais da administração. pelas diversas pessoas da administração. As contas que representam os Correspondentes são as que demonstram os débitos e créditos das pessoas que mantêm. ao conjunto de todos os bens que formam o ativo e passivo da entidade economica rural. a) Caixas Locais. é o senhor do patrimonio.

o estado liquido do patrimonio nas suas relações com as contas que o compõem. O fim principal e toda a importancia do Inventario. O Inventario é efetuado quando se trata de crear um estabelecimento que tem por fim operações economicas (Inventario Inicial). em qualquer azienda: a) a sua situação especifica. as relações com os correspondentes. dificulta ainda mais as operações imprescindiveis de clasificação dos bens patrimoniais. por demais complexas. Ademais. de numerario. pag. Compondo-se elas de elementos de natureza as mais diversas torna-se ele por isso extenso e assaz trabalhoso.° Volume. isto é. E’ a apuração do valor economico de uma riqueza. . a saber. Complexidade. d) a sua situação financeira. isto é. c) a sua situação economica. DA COMPLEXIDADE DO INVENTARIO RURAL Nas aziendas rurais as operações de inventariação se tornam ás vezes. dos movimentos. descrição e avaliação de todos os bens que formam um patrimonio. o movimento monetario. 61. (1) Ver o nosso 1. ou para a terminação das operações (Inventario Final). Levantamento do Inventario. a situação da azienda. está em demonstrar ao administrador. para a verificação do resultado produzido em determinados periodos ou exercicios (Inventario Periodico). global.— 67 — LIÇÃO XVIII Do Inventario Sumario — Conceito. DO INVENTARIO (1) Inventario é a verificação. E’ uma das bases para o 1 evantamento do Balanço. E’ o Inventario que nos demonstra o valor economico do patrimonio. a saber. (Contabilidade Geral). 1929. b) a sua situação juridica. sendo grandé o número de contas.

Descrição é o meio de qualificar os bens pela demonstração de suas qualidades e defeitos. de acôrdo com a natureza de cada um. pois que este se baseia naquele. Resume-se ele em tres operações. um por um. b) Descrição. O . E’ Analitico o Inventario Rural. Avaliação é o calculo em dinheiro do valor dos bens inventariados. o aplicado ás aziendas agrarias tambem póde ser Analitico ou Sintético. A bôa descrição é condição essencial para uma exata avaliação. pois que os bens que a compõem são inumeros e vasta se torna aquela operação. Principalmente a clasificação dos diversos imoveis se torna algo dificil. que na azienda agraria se torna complexa a operação de inventariação. demonstrando todas as suas qualidades e defeitos. Cada grupo destes formará uma conta tambem especial. A operação da classificação nos faz grupar os bens existentes em um patrimonio. O Inventario Sintético se contenta com o agrupamento de elementos da mesma natureza. E’ esta operação que demonstra o estado economico da azienda. c) Avaliação. DO LEVANTAMENTO DO INVENTARIO Em qualquer que seja a modalidade do patrimonio o processo para inventario é um só. O Inventario Sintético é o que reúne os dados todos da mesma categorias. fim. quando descrimina todos os elementos patrimoniais. a) Classificação.— 68 — Como todo Inventario. fundamentais. de contas especiais. debaixo da conta correspondente. pois cada classe é aplicada a um determinado. Uma depende e é consequencia da outra. faz parte pois. para bôa ordem e exata verficação do patrimonio. Dissemos. O Inventario Analitico exige sempre uma completa e detalhada descriminação dos elementos patrimoniais. Todo Inventario deve ser primeiramente Analitico e ao depois Sintético. e.

Para e Inventano Sintético torna-se necessario conhecer as contas que representam os diversos bens afim de formar as varias catégorias de contas.— 69 — Inventario Analitico exige classificação descriminada pormenorisadamente. (1). Nas lições seguintes vamos tratar de cada uma destas operações para levantamento do Inventario. Deixaremos de tratar da Descrição. e os totais de cada bem. LIÇÃO XIX Da Classifica ção dos Bens Rurais Sumario: — Método. Com a diferença de que neste ela é efetuada sobre cada cousa. Basta tão sómente enumerar as cousas ou bens da (1) Ver lição XVIII onde apresentamos os modelos de Inventarios Analitico e Sintéico. . DA CLASSIFICAÇÃO DOS BENS RURAIS A Classificação dos bens rurais é uma das funções primordiais para o levantamento do Inventario de uma azienda agraria. Para essa operação deve-se ter em vista os bens da mesma natureza e grupa-los debaixo da conta que os tiver de representar. A descrição e a enumeração dos diversos elementos patrimoniais (classificação) são essenciais no Inventario Analitico.um resumo daquele. Qua dro siriático. Classificação. Já no Inventario Sintético esta descrição não se faz necessaria pois este . A Avaliação é tanto necessaria no Inventar io Sintético quanto no Analitico. A classificação dos elementos patrimoniais das aziendas rurais no Inventario Analitico é a operação mais simples possivel. Capitais Agrarios. pois que esta depende dos conhecimentos gerais de cada um e não se baseia em conhecimentos nem principios contaveis. tão sómente. ao passo que no Inventario Sintético o calculo monetario é feito sobre a conta que representa a cousa inventariada.

Dependendo esta não só do fator humano mas de condições outras. tais como arados. tais como terrenos de culturas. comquanto não seja o principal nem o mais importante. desnecessaria a minudencia. A utilidade dos Capitais se faz sentir grandemente na Agricultura. Os Capitais agrarios tomam diversas fórmas. etc. debaixo da conta de “Máquinas Ágrarias” incluiremos todas as que forem usadas na empreza rural. terrenos em matas.— 70 — mesma natureza debaixo de um titulo que os represente. etc. DOS CAPITAIS AGRARIOS Capital. fatais e inevitaveis. como pensam os economistas conservadores. desenvolvimento das plantas. e é geralmente uma resultante da economia ou da superprodução. No Inventario Sintético. amplo. Sob o titulo de Imoveis incluiremos os diversos bens dessa natureza. não ha necessidade de minucia na classificação dos bens. pois. construções. este servirá de documentação tornando-se. com a especificação dos seus caracteristicos e fins. após passar pela fase de terminação. Sendo esta especie de Inventario um resumo do Analitico. conservadas para aproveitamento em ocasião oportuna. maturação dos frutos. Basta tão sómente um ligeiro historico designando. convertido em bens ou cousas. criação e crescimento de animais. colheitas. charruas. pastos. E é por isso que não se concebe azienda rural sem fortes reservas de capitais. Sem ele quasi não seria possivel a vida.. Após a classificação dos elementos patrimoniais seguese a fase terminal do Inventario que é a Avaliação. a necessidade da riqueza acumulada torna-se ponto essencial. etc. E’ o trabalho acumulado. por conjunto. E é ele um grande fator da produção. num sentido. tais como o prazo para germinação das sementes. porém. sob as quais são convertidos tais como terras nuas e lavradas ou em . são todas as cousas que nos proporcionam serviços ou servem á nossa manutenção. São as riquezas ecedentes. Assim. que é a Descrição. Não cabe aqui exaltar a função e necessidade do Capital. a natureza dos bens que a conta inventariada representa..

podemos citar as de E. construções. do dono da Empreza Rural. Torino. 84. sementes. pag. pessoais. 1920. Estes capitais se regulam e se subdividem de acôrdo com as normas da Contabilidade Domestica. dentre outras classificações. pag. 6. a) Fixos. b) Circulantes. adubos. 1922. Estes Capitais ainda pódem ser. Geralmente estas classificações são mais propostas de acôordo com os principios de Economia Rural e não sob o ponto de vista contabil. 1927. Assim é que. dinheiro. recoltas a colher. (2) Venanzio Manvilli: “Valutazione Agrarie”. dizemos que estes Capitais pódem ser economicamente considerados. a que já nos referimos. como todo Capital póde desaparecer ou não lógo após um fato administrativo. Agrotimesia e Computisteria Agraria”. pagina 47. Livorno. são todos aqueles que concorrem para a produção agraria e para as operações comerciais efetuadas com os resultados daquela. Capitais Industriais e Comerciais da azienda rural. Capitais Domesticos de uma azienda agraria são os que satisfazem ás necessidades particulares. Pariz. etc. E. Livorno. Para nós os Capitais Agrarios pódem ser classificados primordialmente em duas grandes classes: a) Capitais Domesticos. DA CLASSIFICAÇÃO DOS CAPITAIS AGRARIOS Inumeras tem sido as classificações propostas dos capitais rurais. 16. Jouzier (1) Manvilli (2) Nicoli (3). animais. São fixos quando não desaparecem nem se transformam após uma operação realisada. Estes capitais se referem ás funções técnicas (industriais) e comerciais da azienda agraria. maquinarios. e “Contabilit á Agrarie”. . fisicamente considerados: (1) E. Jouzier: “Economie Rurale”. Principalmente os tratadistas de Economia Rural não descuidam deste ponto. 1922. (3) Vittori Niccoli: “Economia Rurale.— 71 — Pastos. pag. cabendo a esta a sua sub-divisão. b) Capitais Industriais e Comerciais.

conforme tenham ou não movimento independente do esforço alheio. Estes são constituidos por terras cultivadas. se têm vida propria. em caso contrario. b) Imoveis de Exploração ou Cultura. etc. edificações. QUADRO SINÓTICO DOS CAPITAIS AGRARIOS Apresentamos a seguir o quadro sinótico da nossa classificação dos Capitais Agrarios. b) Imoveis.— 72 — a) Moveis. Ambos pódem ser utilizados na produção agraria ou nas suas operações comerciais. Aqueles são formados pelos terrenos desaproveitados. Estes ainda pódem ser. segundo a sua natureza: a) Animados ou Semoventes. . Os Capitais circulantes são sempre moveis. Estes pódem ser: a) Imoveis territoriais. b) Inanimados. E pódem ser: a) Animais. São moveis quando constituidos por bens desta natureza. b)Inanimados. Os Capitais fixos imoveis são os formados por bens imoveis.

diversos são os processos usados. A Avaliação porém. com maior ou menor vantagem. denominada Agrotimesia. que é a função conclusional de todo Inventario. Estes métodos pódem ser aplicados a quaisquer especie de bens moveis. tais como o do preço do custo. O método a aplicar varía com a natureza do elemento a inventariar. Metodos. DOS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DOS BENS RURAIS As cousas que formam o patrimonio das emprezas rurais pódem ser avaliadas por diversos processos. DA AVALIAÇÃO DOS BENS RURAIS Para a apuração do estado economico das aziendas agrarias. torna-se indispensavel a Avaliação. variando todos eles de caso a caso. dos bens rurais não segue uma regra prefixada. curso. Sendo que até a classificação dos imovéis rurais constitue oje um capitulo especial de Economia e Contabilidade Rurais que estudaremos adeante. etc. Agrotmésia. Varios são os métodos aplicados. Avaliação é o calculo monetario efetuado sobre uma determinada cousa. Pelo método do preço do custo damos a cada elemento patrimonial um valor monetario baseado nas despezas por que nos ficou a cousa. preço corrente. E’ assunto de tal importancia que os diversos métodos de aváliação das terras das emprezas rurais constituem hoje uma ordem de estudos definida.— 73 — LIÇÃO XX Da Avaliação dos Bens Rurais Sumario — Conceito. médio. Métodos. Para tal. mais os juros compensadores do emprego do capital. Pelo método do preço corrente damos ao bem inventariado um valor monetario baseado no preço de cotação do mercado . Todos os bens são sucetiveis de avalação.

Nicoli assentaram as bases definitivas da nova ordem de estudos. Constitue esta dificil parte do Inventario Rural uma ciencia moderna. tal como a lei da oferta e da procura. Como sabemos. adatavel. O resultado será o preço médio. SERPIEIRI. etc. encontrase o valor de um dado elemento fazendo-se a soma da cotação atual da cousa (preço corrente). Contabilidade Rural. a avaliação das propriedades rurais varía de método só com o fim que se tem em vista com o Inventario: se para venda. LOURENÇO GRANATO. a facilidade de comunicação. se para balanço. a concurrencia. tais como a Economia Politica. a situação do imovel. se para aluguel. Legislação. ERNESTO MARHENGI e sobretudo a obra notavel de V. E’ uma das operações mais complexas do Inventario dos bens rurais. Economia. Exige tambem grande prática das operações rurais e conhecimentos de principios indispensaveis de ciencias correlatas. Qualquer destes processos como outros mais que existem. tais como a fertilidade das terras.— 74 — Pelo método do curso médio ou valor médio. Agronomia. a quem devemos na lingua portugueza a prioridade de tratar do estudo a que nos referimos. Além de tudo. principalmente em países como a Italia e Alemanha onde as obras de VENANZIO MANVILLI. Tudo depende do criterio do contador encarregado da avaliação. DA AGROTIMESIA Agrotimesia é a ciencia que tem por fim a avaliação monetaria dos imoveis rurais. Além desses fatores externos ha tambem fatores internos que agem para melhoria ou não do valor dos imoveis agrarios. o clima. uma nova ordem de estudos. etc. pois que depende de um criterio seguro a adotar. Algebra. póde ser adotado com maior ou menor vantagem. escreveu: . ha fatores externos que atuam sobre a avaliação dos imoveis rurais fazendo com que aumente ou diminua o seu valor. dividido o total por dois. a especialidade de cultura. mais o preço de custo do mesmo.

c) Método dá Avaliação Racional. 1922. a sua fertilidade. a natuza das culturais. a sistematização do sólo. Para melhor. O avaliador deve. Torino 1927 e Venanzio Manvilli “Valutazioni Agrarie”. e que bem conheçamos. DOS MÉTODOS DE AGROTIMESIA Os autores costumam enumerar tres métodos diferentes para a avaliação dos terrenos agricolas (2): a) Método da Avaliação Comparativa ou Indireta. 1912. além da extensão da área cultivavel.— 75 — “Para se avaliar um terreno cultivavel não devemos considerar tão sómente a sua extensão. (1). porém. e daí faremos as diversas comparações. Segundo este método devemos comparar a propriedade a avaliar com outras que se encontrem nas mesmas condições. a natureza da vegetação. ou Direta Analitica.pag. os melhoramentos introduzidos com a drenagem e outros muitos elementos que eventualmente se apresentam á sua observação. O primeiro é denominado Método Indireto por se dar o valor á propriedade rural tomando-se por base propriedades semelhantes. a empreza rural fôr muito extensa. á primeira vista se lhe pode atribuir. outros muitos elementos influem para lhe elevar ou depreciar o preço. Agrotimesia e Computisteria Agraria”. a natureza do clima. a natureza mineralogica do sólo. Quando. estudo desta materia vêr as duas seguintes obras que se podem considerar classicas: Vittorio Nicolli: “Economia Ruralle. as servidões. levar muito em conta. que. a topografia do sólo sob o ponto de vista das lavras culturais. as condições dos meios de comunicação. Livornio. a distancia dos centros consumidores. (2) Ha além desses três outros mais. . Procede por meio de confronto. pois. (1) “Noções Elementares de Contabilidade Agricola”. b) Método da Avaliação Empirica. classifica-la-emos em zonas de acôrdo com os tipos carateristicos. ou Direta Síntetica. as quédas d’aguas aproveitaveis como força motriz. São Paulo.85. as aguas para a irrigação.

“A renda territorial. pag. Os dois primeiros métodos enumerados são esperimentais. pelo conhecimento da região. facilidade de crédito. é o titulo principal sobre o qual se mede o valor de uma propriedade rural” (3) Baseia-se na utilidade material das terras. o avaliador calculará o preço sobre uma proporção baseada na renda territorial da propriedade. e condições intrinsecas (estado agronomico da propriedade e topografico e onus que pesam sobre o imovel). mão de obra. cit. etc. etc. O ultimo depende do estudo economico da empreza a avaliar. é o unico método cientifico de Agrotimesia. Em todos estes métodos. produção anual. (4) Vér Niccoli.. Este método é o mais dificil de ser realisado pois depende do bom conhecimento da propriedade.— 76 — Segundo o método da Avaliação Empirica. ou antes. Aqueles se baseiam na experiencia. . op. pags. (3) Manvilli: Liv. na prática. devem-se ter em vista as condições especiais de cada caso isolado: Condições extrinsecas (população.). (4). E’ tambem o método preferido. porém. e sobre essa renda fará o calculo do capital que deva proporcionar tal renda.. Chama-se Racional porque é o mais cientifico de todos. O ultimo é o cientifico. Direta ou Sintética o avaliador — baseado na sua prática — procurará saber a historia das terras que tem que avaliar (preço por que foram compradas. cit. produtos que dão. Procede por síntese. Pelo método da Avaliação Racional ou Direta Analítica. 94.). regimen tributario. economica e técnicamente. 323 e 324.

onde registramos as nossas obrigações a resgatar (titulos ou credores em contas correntes). etc.º volume (Tratado de Contabilidade: Contabilidade Geral). Modelo de Inventario Sintético DAS CONTAS ATIVAS E PASSIVAS Terminada a avaliação esta dá fórma contábil ao Inventario. tais como. Dai surgem duas especies de contas a) Contas Ativas. Animais. pois. São tais: Obrigações. pag 61.— 77 — LIÇÃO XXI Do Inventario Sumario — Contas Ativas e Passivas. 2ª. vêr o nosso 1. Num Inventar ha ha sempre duas partes perfeitamente distintas: a) O Ativo. DO INVENTARIO GERAL E PARCIAL Quando o Inventario é efetuado sobre toda a empreza rural. recebe a denominação de Parcial (1). Modelo de Inventario Analitico. Maquinas Agrarias. todas as contas . Duplicatas a Pagar. Imoveis. . denomina-se Geral. onde colocamos as contas que representam os bens existentes (contas dos agentes consignatarios) e as obrigações que temos a receber (contas dos correspondentes). Plantações. Construções. Caixa.ativas e passivas. Edição. b) o Passivo. Nele se incluem. b) Contas Passivas São ativas quando fazem parte do Ativo. a Pagar. Inventario Geral e Parcial. etc. São contas passivas quando pertencem ao passivo. Quando o Inventario é efetuado sobre parte ou partes da azienda agraria. (1) Para melhor comprehensão deste assunto.

CAIXA: Dinheiro no cofre............................................................................................. com 900m2 ...... 1 machina de escrever......... 5 carroças............... 20 saccos de feijão.. 600 arrobas de café............... UNIDADE IMMOVEIS: 50 alqueires de terra em capoeira. MACHINAS E UTENSILIOS 2 arados “Oliver’.. PAIOL: TOTAL 400$000 300$000 1$000 20:000$000 6:000$000 10:000$000 20:000$000 2:000$000 30:000$000 1:000$000 250$000 3:000$000 36:000$000 15:000$000 860$000 2:000$000 2:400$000 4:500$000 1:000$000 1:000$000 500$000 100$000 350$000 1:500$000 250$000 700$000 950$000 950$000 2:641$000 1:400$000 18:000$000 1:100$000 600$000 400$000 300$000 80$000 100$000 1:200$000 150$000 200$000 40$000 250$000 300$000 50$000 140$000 35 carros de milho.................. 1 casa moradia............ com 100m2.................. 2 jumentos ............................... 1 cocheira para os animaes de trabalho......... 1 “ de sub-solo...................................................................... 1 troly........ 20 eguas para creação......000 cafeeiros de 10 annos .......... tijolos. cobertas de telha.... assoalhada..................— 78 — DO MODÊLO DO INVENTARIO ANALITICO Inventario da Fazenda das “TRES BARRAS” efetuado em 30 de Junho de 1929..... 40 bacorinhos....... para o gado........... 1 curral de 6....... 5 montarias para passeio.................................................. 20 “ “ “ “ pastos............................................................... (Continua) 40$000 30$000 55$000 ................. 5 cachaços nacionaes................................................... 12 novilhos de 1 a 2 annos ............................ 10............. 20 novilhas de 2 a 3 annos .... de cisco...................................... 90 vacas hollandezas... 15 casas para colonas.......................................................................... 5 arreios para carroças............. 50 “ communs .... feita de telhas..... forrada. de tijolos.. em estylo moderno em perfeito estado..................................500m2.............. GADO:GROSSO: 5 touros caracús..................

............................................... 1automovel “ Buick”..................................................... 560$000 980$000 3:500$000 770$000 5:810$000 4:000$000 3:200$000 7:700$000 7:800$000 5:500$000 12:000$000 25:300$000 CONTAS CORRENTES: Credores: Hugo Jordão..... Ruy Barbosa Pinto............................................................................... HYPOTHECA Pela que effectuamos com Epaminondas Torres Filho......... Celia Resende..................................... 1:400$000 820$000 21:000$000 23:226$000 12:500$000 11:000$000 10:000$000 .......................— 79 — (Continuação) CONTAS CORRENTES Devedores Marcel Amaral Lopes ............... SALARIOS: Pelos deste mez a pagar.................. 1caminhão “Ford”.............................. TITULOS 1 promissoria acceita por Hilda Pinho.................... 1 letra acceita por Helio Coutinho da Costa..... VEHICULOS: 1caminhão “Chevrolet”............ para 5/8/29......... para 10/7/29............................................ conforme livro ponto.................................... Eurico Oliveira de Campos......................................................................... Yolanda Lacerda ......................................... Gilberto Soares Fontes........................... TITULOS: Promissoria que acceitei a Armando Silva para 8/7/29..............

.......... ACTIVO: Immoveis Pelos inventariados. Titulos a Pagar Pelos de n/ acceite Salarios Pelos a pagar H ypothecas Pela que contrahimos 87:750$000 56:900$000 6:900$000 2:600$000 600$000 950$000 2:843$000 20:500$000 27:150$000 950$000 7:700$000 5:810$000 23:220$000 12:500$000 11:000$000 10:000$000 56:720$000 220:713$000 ... Total do Activo..— 80 — Apresentámos a seguir um modêlo de inventario já Sob a fórma sintética: Inventario da Fazenda das “TRES BARRAS” efetuado em 30 de Junho de 1929... Produtos no Paiol Pelos armasenados...... Vehiculos Pelos arrolados Arreios e Silhões Pelos em uso Titulos a Receber Pelos em carteira... Contas Correntes Devedores. idem Equideos Idem... idem Moveis e Utensílios 1 machina de escrever Caixa Dinheiro em cofre. idem Machinas Agrarias Idem.... B ovinos Idem....... PASSIVO: Contas Correntes Credores..... idem Suinos Idem.....

V CAPITULO DAS CONTAS .

Segundo a natureza de suas especialisações é que os patrimonios nos fornecem conceitos diversos para a classificação técnico-contábil de suas contas. Modelos. DAS CONTAS Conta é um agrupamento de fatos da mesma natureza. ela é apta para nos mostrar qual foi o movimento com os fatos administrativos de determinada ordem. Registrando toda entrada e saída de valores. registrando elas todas as mutações patrimoniais são aptas para nos demonstrar a todo momento a situação especifica de cada ordem de bens aziendais. DOS MODELOS DAS CONTAS AGRARIAS Com referencia aos modelos das contas pódem e devem ser adotados todos os que satisfaçam a natureza dos fatos ad- . cientifico. qualquer que seja a empreza em que é aplicada: demonstrar o estado especifico e economico dos elementos patrimoniais. pois. E na Contabilidade Sintética que melhor se evidencia o papel das contas. A função das contas é a mesma. são aplicaveis a qualquer azienda administrada. a situação destes num começo de exercicio e no momento que se deseja. qualquer que seja a especialisação da Contabilidade. toda obrigação e direito concernente a cada bem. as modificações produzidas e os resultados obtidos. As classificações sob o ponto de vista contábil. das contas.LIÇÃO XXII Das Contas Sumario: Conceito. evidenciando tudo com clareza e certeza.

como subsidios esclarecedores. No geral todas as contas têm sempre duas partes distintas: a) a da esquerda (Deve. onde registramos os fatos negativos. b) Secções Divididas ou Separadas. quando o débito vem junto ao crédito. que diminuem o valor da conta. quando o débito vem numa pagina e o crédito na outra. quando o débito vem por cima e o crédito por baixo. b) a da direita (Crédito. onde registramos os fatos positivos. A’ Contabilidade Rural será permitido adotar os que se fizerem necessarios. ás operações a contabilisar. Haver ou Saída). tendo intuitos mais estatisticos do que contaveis. Débito ou Entrada). c) Secções Superpostas. Apresentamos a seguir modelos da fórma grafica destas diversas especies: . que trazem aumento ou diminuição de direito á conta. Além destas ha contas que pela natureza das cousas que representam necessitam de outras colunas que poderão ser adotadas á vontade. São de tres modos diversos os modelos usados em Contabilidade na colocação das secções de Débito e Crédito do Contas: a) Secções Contiguas.— 84 — ministrativos a registrar.

— 85 — Modelo de secções contiguas: DEBITO CREDITO Modelo de secções divididas: DEBITO CREDITO .

— 86 — Modelo de conta de secções superpostas: DEBITO CREDITO .

: Despezas. Construções. Juros e Descontos. etc.° — Quanto á sua função as contas pódem ser: a) Integrais. bem como a conta de Capital. As contas pódem se classificar: 1. Exemplos.° Finalmente. Sumos. quanto á sua função. ainda pódem ser: a) Contas de Movimento. Ex. como Despezas.— 87 — LIÇÃO XXIII DAS CONTAS (Conclusão) Sumario:— Classificação. 2. b) Diferenciais. São as contas dos Consi gnatarios e Correspondentes. 3. tais como: Lucros e Perdas e suas sub-divisões. Bovinos. que são todas as que representam os objetos das operações aziendais. b) Contas de Resultado. etc. DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS Vamos apresentar agora algumas classificações de contas que julgamos indispensaveis para o estudo de qualquer Contabilidade aplicada. Banco do Brasil. Exemplo: Nair Succar. Exemplo: Caixa. etc. b) Contas dos Agentes Consignatarios. quando representam os objetos e pessoas que tornam parte numa operação. Comissões. Maquinas Agrarias. que são as que demonstram lucro ou prejuizo. São as contas do Proprietario. c) Contas dos Correspondentes que são as que representam as pessoas com quem a empreza mantém relações mercantis.° Quanto á sua personalidade: a) Contas do Proprietario. Na Contabilidade Rural. taes como Imoveis. que são todas as que demonstram lucro ou prejuizo. Café. Salarios. Edgard Marx. . Produtos no Paiol. Classificação. etc. que são todas as que representam os bens materiais da administração. etc. os lucros ou prejuizos. que são as que representam o resultado das operações.

Quando tratarmos de cada uma daquelas especialisações da Contabilidade Agraria. são de grande necessidade e indispensaveis para demonstrar o custo e a razão de ser das diversas produções agrarias. 54 e seguintes. sem lograr exito porém. DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS RURAIS São varios os criterios que pódem ser adotados para a classificação das contas rurais. demonstram não só estas como a sua origem. as contas analiticas. ou dos auxiliares. estudaremos-as classificações que se lhes refiram. As contas sintéticas ou de razão. compreendendo as emprezas rurais mixtas e o da classificação das contas segundo a especialisação da empreza rural (pastoril ou cultural).. Dentre os principais citaremos o que as estuda sob um ponto de vista geral. natureza e esclarecimentos necessarios. pag. cit. (1) EXEMPLOS DE CONTAS DA CONTABILIDADE RURAL Vamos enumerar perfuntoriamente algumas contas que geralmente são usadas tanto na Contabilidade Pastoril quan- (1) Liv. isto é.— 88 — DAS CONTAS NA CONTABILIDADE RURAL Todas as contas pódem ser sintéticas ou Analiticas. Ocupar-nos-emos no momento da classificação das contas das emprezas rurais mixtas. só demonstram as mutações economicas. conforme se destinam á escrituração sintética ou á analitica. . Na Contabilidade Rural as contas auxiliares ou analiticas são importantissimas e apresentam vantagens formidaveis. Contra elas não permanecem de pé as alegações de MARHENGI que tentou demonstrar a desvantagem da Contabilidade Analitica na Contabilidade Rural.

Despezas Gerais. Movimento identico ao de contas corrente. E’conta de resultado. Representa os que são utilisados nos serviços agrarios. Não tem crédito: salda-se por balanço. Salarios. Animais de Trabalho. Caixa. Registra por débito os gastos miudos do estabelecimento rural. Representa as maquinas em uso na empreza rural. fazer a enumeração das suas contas carateristicas. Representa o movimento monetario. Representa os valores com que uma pessôa constitue o seu patrimonio para inicio de suas transações. E’ debitada pelas que são instaladas e creditada pelas amortisações. Representa os bens que não se deslocam Debita-se pelos existentes e adquiridos. E’ conta de lucros e perdas. quando adquirem algum direito. reservando para quando destas tratarmos especialmente. Não tem crédito. Contas Correntes. Registra as transações com os Correspondentes: no débito quando estes asumem uma obrigação. Representa os que são utilisados nos serviços agrarios. Debita-se pelos existentes. Salda-se por balanço. Representa os pagamentos de serviços aos trabalhadores. Credita-se pelos que morrem ou são vendidos.— 89 — to na Cultural. Maquinismos ou Maquinarios. Imoveis. Dentre as principais contas que usualmente aparecem na Contabilidade Rural. Conta fundamental. Credita-se pelos alienados. E’ debitada pelos comprados e creditada pelas amortisações e estragos. E’creditada pelos valores que constituem o capital e debitada pela diminuição ou desaparecimento deste. Colonos. Representa a conta das familias ou pessoas que empregam a sua atividade na fazenda. Moveis e utensilios: Representa os objetos de uso. citaremos: Capital. Registra a entrada e saida de dinheiro. Animais de Trabalho. no crédito. Debita-se pelos existentes. depreciações e inutilisações. por débito. Credita-se pelos que morrem ou são vendidos. .

Debita-se pelas aceitas. acrecido com as despezas por débito. Credita-sé pelas recebidas.— 90 — Veículos. Representa uma parte dos lucros retirada para garantia de prejuizos eventuais. Lucros Supensos. Classificação adotada Critica. LIÇÃO XXIV Das Contas Sumario: — Classificação proposta no Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilidade. bem como correiames. Registra por débito os prejuizos e por crédito os lucros da empreza. pag. Representam por débito os que abonamos aos nossos devedores. sendo então propostas duas classificações (1) (1) “Relatorio do Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilidade”. pelo que é creditada. idem. Idem. o “Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilidade” estudou a questão da classificação das contas rurais. 320. Movimento egual á Moveis & Utensilios. O inverso da precedente. . usados pelos animais de trabalho. Registra as operações efetuadas com os bens de transporte. Representa estes utensilios. Jogo escritural inverso. CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS RURAIS NO PRIMEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE Sob a epigrafe de “Uniformisação da Contabilidade Agricola”. Lucros e Perdas. freios. Fundo de Reserva. 1927. com a sua manutenção e funcionamento. etc. Comissões. Titulos a Pagar. Debita-se pelos prejuizos. Arreios e Selins. barrigueiras. Registra as obrigações aceitas a favor do fazendeiro. e por crédito os que nos são abonados. Juros & Descontos. Rio de Janeiro. Titulos a Receber. Conta de resultado. Movimento identico á conta de Moveis e Utensilios.

idem. pag. ANTONIO MIGUEL PINTO (3). num sentido amplo. Não se ateve. porém. foi aprovada outra classificação das contas da Contabilidade Rural. PERCILIO DE CARVALHO o intuito de classificar as contas de acôrdo com a especialisação do estabelecimento rural. DA CLASSIFICAÇÃO ADOTADA NO “PRIMEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE” Por proposta da Commissão encarregada de relatar a tése n. 33. Na verdade a classificação então aprovada satisfaz ás exigencias da (2) Idem. não obstante a sua prolixidade. Preocupou-se tambem ecessivamente o seu Autor com a especialisação da empreza rural. Nota-se na classificação do Sr. idem. Vejamos estas classificações: A tése num. . a uma classificação do ponto de vista geral. 309. pag. Ocupando-se na sua tése da classificação das contas das emprezas agrarias. a qual foi posteriormente aceita pelo Congresso. Aliás neste ponto a tése é interessante. 318. A classificação proposta por este. PERCILIO DE CARVALHO. No entretanto a sua classificação das contas de “Culturas” e “Criações” são muito bôas para compreensão das emprezas culturais e pastorís. pelo autor da tése numero 33. 33 foi da autoria do Sr. no citado Congresso. a sua classificação das contas é perfeitamente aceitavel.— 91 — Uma. (2). pois se extende assaz por sub-ordens. comquanto encare a empreza rural sob varios aspétos. Sob este ponto de vista. da qual foi relator o prof. (3) Idem. outra pelo relator desta. sendo esta ultima adotada pela Commissão encarregada de dár parecer. não nos apresenta uma classificação rigorosa sob o ponto de vista contável. porém. não deveria se ater com as especialisações da produção dos estabelecimentos rurais.

o Congresso citado houve por bem aprovar a seguinte classificação das contas na Contabilidade Rural: (4): (4) Idem.— 92 — técnica contábil. idem. . encara as diversas especies de fatos administrativos de uma azienda agraria. pois. pag. Classificando as contas em quatro grandes classes. 320.

tendose em vista que estas duas ordens de fatos administrativos pódem apresentar um resultado positivo (lucro) ou um resultado negativo (prejuizo). E é das melhores que conhecemos. teremos ocasião de formular algumas idéas sobre a classificação das contas referentes a cada uma daquelas aziendas. tendo em vista que as contas na Contabilidade Rural ou representam os fundos com que foi constituida a empreza agraria (Conta de Capital). A classificação ácima se refere ás emprezas rurais de caráter mixto.Vê-se que é bem racional tal classificação. finalmente. ou representam os fatos administrativos referentes ao exercicio agricola (contas da gestão rural). Quando estudarmos as duas modalidades de emprezas agrarias exclusivas (cultura e pastoril). E. ou ainda as operações comerciais das aziendas agrarias. . E a que adotamos.— 93 — CRITICA DA CLASSIFICÇÃO SUPRA A classificação ácima não é prolixa. segue-se que devemos abrir ainda uma quarta e ultima classe de contas: as de Lucros e Perdas.

VI CAPITULO DOS METODOS DE ESCRITURAÇÃO .

como a sua razão de ser. A Escrituração póde ser efetuada por tres modos diferentes: a) Escrituração Cronologica. Partidas Simples e Mixtas. é a arte de escrever nos livros de Contabilidade. Métodos. demonstrando ao contrario da antecedente todas as mutações efetuadas com cada bem. E’ tambem uma Escrituração Estatistica. b) Escrituração sistematica ou sintética ou de Razão. no Livro Razão. Das funções da Contabilidade esta é uma das mais importantes. é o registro grafico de todas as operações que afetam o patrimonio. segundo principios fixos e preestabelecidos todos os fatos das aziendas administradas. em que os lançamentos são registrados em fórma contábil. E nos demonstra a todo e qualquer momento o resultado dessas operações. Registra metodicamente. DA ESCRITURAÇÃO (1) Escrituração. lição I . como já dissemos.LIÇÃO XXV Dos Métodos de Escrituração Suimario: — Escrituração. por partidas. em que todos os lançamentos obedecem á ordem de data (dia. c) Escrituração Analitica ou Auxiliar. Diario. Especies. (1) — Ver o nosso 1° volume “Contabilidade Geral”. mez e ano). Razão. em que os registros são efetuados em contas especiais para cada cousa.

— 98 — DOS MÉTODOS DE ESCRITURAÇÃO São diversos os métodos de Escrituração dos livros de Contabilidade (2). Servem eles para orientar o contador na registração das operações efetuadas. Não se póde conceber uma Escrituração sem um método prefixado. E’ este que orienta no registro dos fatos administrativos, nas contas e livros necessarios. Dentre os principais métodos de Escrituração aplicaveis á azienda rural, citam-se a Unigrafia ou Partidas Simples, as Partidas Mixtas, a Digrafia ou Partidas Dobradas, os Métodos do Diario-Razão, dentre os quais citaremos como principais o de Degrange (Método Americano), o de GIUSEPPE CERBONI (Método Logismografico e o de EMMANUELLE PISANI (Método Estatmografico). Vamos nesta e nas lições seguintes dar algumas noções sobre estes diversos métodos. Extender-nos-emos tão sómente quando tratarmos da Digrafia, pois julgamos este o mais cientifico e necessario dos métodos de Escrituração. DAS PARTIDAS SIMPLES E MIXTAS Entende-se por Unigrafia ou método das Partidas Simples o que nos ensina a registrar todas as operações no débito ou no crédito de determinada conta. O que caráterisa este método, porém, é o fato de que só se preocupa com as contas dos Correspondentes (pessôas que mantêm transações com a administração) e dos Consignatarios (bens corporeos), sem se preocupar com as contas do Proprietario (contas de resultado). Como sabemos a Unigrafia passou por duas fases evolutivas distintas a) Primeiramente compreendia este método sómente o registro das operações efetuadas com os Correspondentes (freguezes) (2).

(2) Ver o nosso 1°. volume Contabilidade Geral, lição XVII e seguintes.

— 99 — b) Posteriormente se passou a compreender por Unigrafia o método de registro das operações efetuadas com os Correspondentes e Agentes Consignatarios (bens materiais). O método das Partidas Mixtas se confunde com este segundo conceito da Unigrafia. Pelo exposto, porém, se vê a desvalía desses métodos que no seu rudimentarismo são incapazes de orientar o melhor administrador, aquele que necessita sempre estar ao corrente do movimento economico e juridico da riqueza que administra. Nestes dois métodos apurava-se o reesultado de um exercicio pela comparação do Inventario Inicial com o Inventaria extraído no momento. São pois, métodos rudimentares, inuteis no estado atual da ciencia contábil.

DOS DIARIOS-RAZÕES
Denominamos Diarios-Razões aos métodos administrativos num só livro destinado ao Diario e ao Razão. Este métodos se baseiam nas Partidas Dobradas de que são aperfeiçoamentos. Por isto mesmo já podemos induzir que são métodos muito superiores aos antecedentes. O intuito dos Diarios-Razões é tornar mais facil e rapida a escrita dos estabelecimentos. Nem sempre conseguem ambos os resultados ácima. Baseiando-se na Digrafia os Diarios-Razões não dispensam os livros auxiliares, que são sempre fundamentais e esclarecedores da escrituração. DOS PRINCIPAIS METODOS DE DIARIO-RAZÃO Dentre os principais métodos de Diario-Razão usados e aconselhaveis, mencionaremos: a) Diario-Razão de EDMOND DEGRANGE PAE. E tambem impropriamente conhecido por Método Americano. Foi o primeiro Diario-Razão conhecido. Este método nos ensina a escriturar aquele livro dividindo-se as contas em cinco ordens, as quais têm por fim representar todo o mo-

— 100 — vimento das administrações: Mercadorias, Caixa, Obrigações a Receber, Obrigações a Pagar, e Lucros e Perdas, reservando-se, porém, uma coluna para as novas contas que surgirem e não possam ser enquadradas naquelas “cinco contas gerais”. b) O método Racionalista de MORAES JUNIOR. E’ um aperfeiçoamento do anterior. Pela teória de MORAES JUNIOR além das cinco contas gerais enumeradas ácima devemos abrir mais uma coluna para a conta de Capital e fazer desaparecer a de “Diversas Contas” pois, conforme este autor aquelas contas representam todas as ordens de operações de um patrimonio. c) A Logismografia de GIUSEPPE CERBONI. Este classificou as operações efetuadas em tres ordens de fatos administrativos: permutativos, modificativos e mixtos. E em tres as pessôas que tomam parte na administração de um patrimonio: Proprietario; Consignatarios e Correspondentes ( Teória Personalista). Segundo CERBONI devemos abrir no Diario Logismografico uma coluna para a primeira daquelas pessôas, uma para as segunda e terceira e outra finalmente para as “permutações”, além de colunas auxiliares de somenos importancia. d) A Estatmografia de EMMANUELLE PISANI DIPESCIA. E’ este um método de escrituração por meio de balanços. O seu Diario-Razão é dividido nas seguintes colunas: A Para as operações referentes ao estado patrimonial; B quando se refere ao movimento dos valores, C para se apurar os “resultados economico-administrativos”,além de outras colunas auxiliares. Todos estes métodos têm o jogo escritural das suas contas baseado por débito e crédito, principio fundamental das Partidas Dobradas.

— 101 — LIÇÃO XXVI

Da Digrafia
Sumario: — Conceito. Principio fundamental. Mecanismo.

DA DIGRAFIA Digrafia ou método de Escrituração por Partidas Dobradas é aquele que nos ensina a escriturar os fatos administrativos sempre em duas contas diferentes: numa devedora (que recebe ou asume uma obrigação) e numa credora (que fornece ou adquire um direito). Tem este método, por fundamento, a contraposição de contas que representam valores, direitos, obrigações ou resultados, as quais apresentam no fim de um exercicio, por balanço, o patrimonio liquido e os resultados parciais e totais de todas as operações. E’ um processo cientifico por ecelencia, e, desde o seu aparecimento, ha seculos, foi universalmente adotado. Não se sabe ainda quem foi o credor das Partidas Dobradas, sendo que o primeiro livro sobre o assunto foi escrito em 1494, por FREI LUCCA PACCIOLO, em Veneza. E’este o método por todos aconselhado na escrituração dos livros de Contabilidade. E é tambem o que adotamos. DO PRINCIPIO FUNDAMENTAL DA DIGRAFIA Baseia-se este método em que toda operação afeta sempre duas ordens de contas, e que invariavelmente uma fica sendo devedora da outra. Por isso é que se diz não haver em lançamento algum devedor sem credor. Porque: devedor é a pessôa que recebe alguma cousa, que se obriga; e credor é a que fornece ou que adquire algum direito. Ora, não póde haver recebimento sem ter havido fornecimento; não póde haver aquisição de um direito (credor) sem que uma pessôa assuma uma obrigação (devedor). Este é o principio basico e eterno das Partidas Dobradas: Não ha devedor sem credor, nem credor sem devedor.

— 102 — Como sabemos, ha sempre num patrimonio contas que representam valores movimentados e resultados. Ora, lançando-se sempre no débito e no crédito desta ultima, de acôrdo com o fato administrativo que origina o lançamento, é claro que no fim de um periodo (exercicio) essas contas de resultado demonstrem um lucro (quando são credoras) ou um prejuizo (quando são devedoras). Lógo a Digrafia é apta para não só nos demonstrar as mutações operadas no patrimonio, e suas respectivas contas, como o seu estado liquido num periodo determinado, bem como o resultado perfeito que as transações apresentaram. DO MECANISMO DIGRAFICO Nos livros auxiliares a aplicação da Digrafia torna-se facil: basta debitar a conta que recebeu e creditar a que forneceu, na mesma importancia. No Diario, porém, usa-se um mecanismo segundo o qual os lançamentos são escriturados por meio de determinadas fórmulas. Estas pódem ser: a) Fórmula Simples, quando na operação aparece um só devedor e um só credor. Esta é tambem denominada primeira fórmula. b) Fórmulas Complexas, quando na operação que se registra surge uma conta devedora e diversas credoras, ou diversas contas devedoras e uma só credora. No primeiro caso se diz segunda fórmula; no segundo caso dizemos terceira fórmula. c) Fórmulas Composta, quando ha diversos devedores e diversos credores. E’ tambem denominada quarta fórmula, ou fórmula de Diversos a Diversos. E’ de cada uma destas fórmulas que vamos tratar nas lições seguintes.

— 103 — LIÇÃO XXVII

Da Digrafia
(Continuação)
Sumario: — Fórmula Simples. Colocação das importancias no Diario.

DA FÓRMULA SIMPLES Fórmula Simples é aquela que demonstra um só devedor e um só credor. Por isso é tambem chamada 1ª. Fórmula. O devedor é o elemento que vem antes; o credor, o que vem depois. Esta simples colocação basta para suprimir as palavras débito e crédito. A Digrafia estabeleceu que a conta que vem antes, deve á que vem depois. Assim, em vez de no Diario lançarmos: Caixa deve a Mercadorias Féria de hoje $ lançamos assim: Caixa a Mercadorias Féria de hoje $ Pelo laconismo e clareza deste lançamento ficamos sabendo que Caixa é devedora de Mercadorias, e esta por sua vez é credora de caixa. Esta Fórmula Simples é tambem denominada primeira fórmula. DA COLOCAÇÃO DAS QUANTIAS DA FÓRMULA SIMPLES, NO DIARIO. Não ha regras estabelecidas pela Contabilidade para a colocação das importancias das partidas nas colimas do Diario.

ou um só credor e varios devedores. Podemos supôr dois casos diversos: a) — Quando na fórmula simples uma conta deve a outra sómente uma vez. sendo no final somadas para a terceira coluna (última). b) — Quando ha uma conta devendo a outra mais de uma vez. 2.° Caso: As quantias irão todas para a primeira coluna. LIÇÃO XXVIII Da Digrafia (Continuação) Sumario: — Fórmulas Complexas. enumeradas ácima. Vejamos como se deve fazer para a colocação das importancias nas colunas do Diario: 1. de tres colunas quando usamos a Fórmula Simples. Vamos mostrar agóra como costumamos a colocar as quantias nas colunas do Diario. Modelo de Diario Moderno. Colocação das quantias no Diario. A Fórmula Complexa é aquela que demonstra um só devedor e varios credores. DAS FÓRMULAS COMPLEXAS As Fórmulas Complexas compreendem a segunda e a terceira fórmulas.— 104 — E’ a prática que nos aconselha a vantagem das posições das colunas. . Ver na lição seguinte o primeiro e segundo lançamentos.° Caso: A quantia vai dirétamente para a terceira (ultima) coluna.

e que Mercadorias tem haver de Agnello Guedes da Silva. A terceira é complexa quanto aos devedores (varios devedores). de Mercadorias e de Obrigações a Pagar tambem. hoje resgatada 800$000 208$000 960$000 Ambos estes lançamentos são feitos por Partidas Dobradas e Fórmula Complexa.O primeiro (2ª fórmula).porque elas são complexas em cada um de seus termos.da Silva Generos comprou 8$000 a Caixa Agnello G. Quer dizer o primeiro exemplo que o correntista Agnello Guedes da Silva deve a Mercadorias e deve a Caixa.A segunda é complexa quanto aos credores (varios). contem um só credor e varios devedores.da Silva Dinheiro que nos pediu 200$000 3ª Fórmula Diversos a Caixa Contas Correntes José Getulio da Silva Dinheiro que nos pediu 10$000 Mercadorias Pelas compradas a dinheiro 150$000 Obrigações a Pagar Pela de Armando Colapietro.— 105 — Exemplos: 2ª Fórmula Contas Correntes a Diversos. Chamam-se estas fórmulas Complexas. O segundo exemplo quer referir que Caixa tem haver de José Getulio da Silva. . a Mercadorias Agnello G. assim como Caixa.

Do Modelo do diario Moderno Denomina-se Diario Moderno ao escriturado pela fórmulas simples e complexas. No segundo caso ácima: Quando uma conta fór devedora de outra mais de uma vez. colocam-se estas quantias na primeira coluna e somam-se para a segunda. soma-se as quantias todas para a terceira coluna. Quer para a segunda quanto para a terceira fórmulas. b) — Quando uma conta deve a outra mais de uma vez. Apresentamos um modelo de escrituração do . No primeiro caso ácima: Todas as quantias vão para a segunda coluna e daí serão somadas para a terceira. dai. sómente.— 106 — DA COLOCAÇÃO DAS QUANTIAS DAS FÓRMULAS COMPLEXAS. a colocação das quantias no Diario de tres colunas é identica. NO DIARIO Para colocação das quantias das fórmulas complexas no Diario devemos supôr tambem os dois casos da lição anterior. a) — Quando uma conta deve a outra so uma vez. e. Ver as duas ultimas partidas no Diario adiante.

por livros de Co ca “Hollandeza” 600 000 e ra im 2 D af pa guardar 40 000 70 000 30 000 iversos é colhido ssada 240 000 e 10 dias de ivro Pronto a 50 000 290 000 los nt abilidade 80 000 90 000 110 000 280 000 15 000 295 000 . idem.. conforme L Di versos a Caix Co lonos Pg. Moraes Nestor Sobral Calry Vasconcel D espezas Geraes Pg....1 de julho de 1929 Bo vinos a Caixa Pg. Cu ltura de Café a a Colonos 120 alqueires de c na semana p. que deu pa a Carlos Amor Idem. por uma vac C aixa a Colonos a José Schultr Dro. mezadas a: Newton R.. a Capina Pelas despezas d Serviço.DIARIO MODERNO Rio de Janeiro.

em que fazemos os lançamentos de crédito das contas. Em toda fórmula composta ha sempre duas partes distintas: a) — A Partida b) — A contra-partida. DA FÓRMULA COMPOSTA Quando as fórmulas são complexas em ambos os seus termos. As quantias da terceira coluna são somadas para baixo. Contra-Partida é a segunda parte da fórmula. antecedida da preposição de. que indicam a existencia de varios devedores e varios credores. Ao depois fazem-se os lançamentos como nas demais fórmulas. esta fórmula é tambem chamada de Diversos a Diversos. Chama-se Partida a primeira parte do lançamento onde fazemos os lançamentos de credito das contas.LIÇÃO XXIX Da Digrafia (conclusão) Sumario: — Fórmula Composta. Colocação das quantias no Diario. Por isto. São fórmulas compostas por diversos devedores e diversos credores. e debaixo dela a indicação da conta de quem ela tem haver. dãose dois traços debaixo da soma e faz-se a contra-partida do seguinte modo: vê-se a conta credora e coloca-se na linha lógo abaixo — antecedida da preposição a. Por (complexas) e mais de um credor (complexa). elas se denominam Fórmulas Compostas. Lança-se a Fórmula Composta da seguinte maneira: Colocam-se as palavras Diversos a Diversos. . As Fórmulas compostas por diversos devedores e diversos credores.

vamos supôr tambem os seguintes casos: a) — Se ha lançamentos em que uma conta deve a outra só uma vez. . Este Diario é tambem denominado Diario Antigo. onde será efetuada a contra-partida. c) — Se ha lançamentos em que alguma conta deve a outra mais de uma vez. b) — Se ha lançamentos em que alguma conta deve a mais de uma conta. donde será tirada a contra-partida. donde será feita a contra-partida. d) — Se ha lançamentos em que alguma conta deve a outra mais de uma vez e deve ainda a mais de uma conta. No quarto caso: As quantias irão para a primeira coluna. Para colocação das importancias nas colunas deste Diario.DA COLOCAÇÃO DAS IMPORTANCIAS NAS COLUNAS DO DIARIO DE DIVERSOS A DIVERSOS Denomina-se Diario de Diversos a Diversos aquele em que é usada a quarta fórmula (composta). No terceiro caso: As quantias irão para a primeira coluna sendo então somadas para a terceira coluna. e daí feita a contra-partida. sendo depois somadas para a segunda. daí somam-se os totais para a terceira. sendo ao depois somadas para a terceira. pois que os guardalivros usam oje mais as tres primeiras fórmulas (Diario Moderno). O Diario de Diversos e Diversos têm geralmente quatro colunas. No primeiro caso: As quantias irão todas para a terceira coluna. No segundo caso: As quantias irão para a segunda coluna.

VII CAPITULO DOS LIVROS NA CONTABILIDADE RURAL .

LIÇÃO XXX Dos Livros na Contabilidade Rural Sumario: — Livros na Contabilidade Rural. . conforme a especie de registro que se adote nos mesmos. como Minas e S. em que são lançadas todas as operações da administração. DOS LIVROS NA CONTABILIDADE RURAL Todas as especies de livros ácima enumeradas são de grande necessidade na Contabilidade Rural. Não obstante. E’ nesses livros que são registradas as contas. ao passo que os de Escrituração Analitica e Sintética são divididos em contas. Os livros pódem ser de Escrituração Sintética. DOS LIVROS DE CONTABILIDADE Livros de Contabilidade ou de Escrituração são os que servem para o registro de todos os atos administrativos. caraterisando-se por anotações feitas a bel-prazer dos fazendeiros. Analitica ou Cronologica. De modo que a Contabilidade Rural está ainda em periodo muito rudimentar ainda em nosso país. menos perfeitamente organizadas. nos Estados mais adiantados do país. Os livros de Escrituração cronologica não têm as suas paginas divididas em contas. Livros de Es crituração Rural. Nas administrações agrarias não ha livros exigidos por lei. Paulo já ha emprezas agrarias com sistemas de Contabilidade mais ou.

algodão além. os prejuizos aos particulares e ao país inteiro. borracha acolá.. Só ela nos proporciona os meios necessarios para o licito empreendimento dos negocios. pelo desequilibrio da produção. A’ falta de Contabilidade podemos atribuir o regimen de quasi monocultura em que vivemos e que caráterisa certas zonas do nosso vastissimo país. Nesta parte trataremos sómente dos livros que tanto pódem ser adotados na Contabilidade Pastoril quanto na Cultural.Não se póde conceber a inexistencia de Contabilidade nas administrações rurais. e se quizerem. Dentre os livros que pódem ser adotados na Contabilidade Rural.. assucar alí. trataremos ádiante dos principais. Já tivemos ocasião de fazer sentir o mal que nos causa a desorganisação das empregas rurais. Ela orienta e aconselha com a expressão muda de suas estatisticas. para evitar os insucéssos. . julgando que o preço do produ to que explora e o mais vantajoso. devido á não exigencia de Contabilidade que as regulamente Esta é uma bussola indispensavel á qualquer administração. DOS LIVROS DE ESCRITURAÇÃO RURAL Como dissemos. pois o seu custo de produção é baratissimo Isto só a Contabilidade nos demonstra. sem saber o custo de cada cultura e as vantagens destas em vista do preço do mercado e do de custo. Pois. etc) só dela passa a cuidar. pela quebra da economia nacional. a lei não estabelece a exigencia de uma Contabilidade nas emprezas agrarias. Quer isto dizer que os fazendeiros poderão adotar os livros que quizerem. o que dá mais lucros — pois o que mais cotação tem no mercado — sem se preocupar em que ha produtos que menor preço têm no mercado mas que rendem mais. de qualquer natureza que ela seja. isto é livros indispensaveis á qualquer empreza agraria. o fazendeiro que se entrega a uma plantação (café aqui.

E’ o registro cronologico de todos os fatos administrativos. E’ ordinariamente escriturado em ordem cronológica. isto é. E’ um livro em que se rascunham ligeiramente todas as transações efetuadas para ao depois serem transportadas em bôa ordem contável para os demais livros. DO BORRADOR O Borrador é o registro inicial das operações. Memorial. Lançaremos conforme se vê no primeiro lançamento adiante. Tambem se conhece este livro pelas denominações de Costaneira. Nele repousa. anotação ligeira e clara podemos deixar para lançar a transação nos outros livros de desdobramentos. Modelos. DA ESCRITURAÇÃO DO BORRADOR Este livro é escriturado cronologicamente e por Partidas Simples. Borrão. E’ um livro que apresenta grandes vantagens. . Ele supre ainda a falta de tempo. Nele nós fixamos provisoriamente. toda a Contabilidade da azienda. nos seus desdobramentos. Dada a operação devemos aí buscar a conta que recebeu (devedor) e a que forneceu (credor) e fazer o lançamento demonstrando um daqueles dois elementos.LIÇÃO XXXI Do Borrador Sumario: — Conceito. Com uma. muito tempo depois. resumidamente. todas as transações e em qualquer tempo podemos transporta-las para os demais livros. por Partidas Simples. em resumo. pois. De maneira que nele costuma-se mostrar sómente o devedor ou o credor. etc. assim: Exemplo: José nos pede 500$000. demonstrando sempre um dos elementos das contas: o devedor ou o credor. Escrituração.

b) Borrador encadernado. DOS MODELOS DE BORRADOR O Borrador póde ser feito por dois modelos diferentes: a) Borrador de folhas soltas. por 400$000. No Borrador em livro. O Borrador de folhas soltas ou minutas avulsas é constituido por folhas apropriadas onde registramos as operações. Quando a conta que se tiver escrito houver recebido a importancia vai para a primeira coluna do Borrador (Deve ou Débito).Em seguida vendemos um boi à dinheiro. Ao depois vendemos um saco de café a prazo. Lançaremos conforme se vê no segundo exemplo adiante. Neste Borrador fazemos os lançamentos em cada folha. por 40$000. pois que cada lançamento é feito numa ficha. Lançaremos conforme se vê no terceiro exemplo adiante. encarnado. Ha varios modelos usados para este Borrador. para cada transação. Dentre os modelos mais usados apresentámos o seguinte: . porém. para Manoel. No Borrador de minutas avulsas. na parte de cima demonstra o devedor e na de baixo o credor. mais prático e já tenha conseguido muita aceitação. O Borrador encadernado ainda é o mais usado. ligeiramente. quando houver fornecido vai para a segunda coluna (Crédito ou Haver). os lançamentos são separados uns de outros por um traço de separação assim: No Borrador de folhas soltas não ha necessidade desse traço. não obstante o anterior ser mais moderno. variando todos. em que cada folha. basta lançar em cima quando a conta tiver recebido e em baixo quando tiver fornecido. principalmente nos estabelecimentos comerciais.

— 117 — RIO DE JANEIRO.10 DE JULHO DE 1929 DEBITO CREDITO Jo se Dinheiro que pediu 500 000 B ovinos Recebido pela venda de um boi 400 000 M anoel 40 1 saco de café 000 .

— 118 — LIÇÃO XXXII

Do Caixa
Sumario: — Conceito. Escrituração. Modelos. BalançoConferencia. Erros.

DO CAIXA O Caixa é o livro de registro das entradas e saídas de dinheiro. Todos os lançamentos referentes a dinheiro têm que ser lançados no Caixa: no débito, quando o dinheiro entrar para a caixa, no haver, quando saír dinheiro de nossa caixa. Sendo o movimento de dinheiro um dos mais intensos das administrações, a necessidade de um livro especial para o registro particular das transações efetuadas com a moeda se faz sentir grandemente. O livro Caixa registrando todas as operações efetuadas com dinheiro, a todo momento nos fornece os dados sobre a situação da caixa da administração, pela apresentação do que entrou e do que saíu da mesma. Nisto está a grande vantagem deste livro: serve para mostrar o dinheiro existente, a situação financeira da empreza. DE COMO SE ESCRITURA O CAIXA Como o Diario, o Caixa é escriturado pelo Borrador. Nele debitamos todas as quantias que a caixa recebe e creditamos todas as que ela fornece (pagamento ou emprestimo) . O primeiro lançamento que em todo livro Caixa se faz, é no débito. Compreende-se: a caixa precisa primeiro receber dinheiro, para depois pagar ou emprestar (fornecer); e, sempre que ela receba deve ser debitada. O dinheiro com que uma pessôa começa a fazer as suas transações mercantis, é sempre lançado no débito do Caixa. Para fazermos os lançamentos no Caixa (quer sejam no Deve, quer no Haver), temos que escritura-lo da maneira seguinte: a) colocando na primeira coluna de cada seção o Ano, debaixo deste o mês, e na coluna seguinte o dia.

— 119 — b) Adiante deste a preposição “a” ou “de” que precedem a conta credora ou devedora. c) Em seguida o nome da conta devedora ou credora. d) E a quantia, na primeira coluna no dia houver mais de um lançamento naquela secção; na segunda se houver um só lançamento. No primeiro caso, somam-se as importancias para a segunda coluna no fim do dia. DOS MODELOS DO CAIXA O livro Caixa póde ser escriturado por qualquer modelo, desde que satisfaça ao seu fim. Dentre os modelos mais usados citaremos os de secções contiguas, divididas e superpostas a que já nos referimos na lição XXII. DO BALANÇO DO CAIXA Usualmente balanceia-se o Caixa no fim de cada mez. Mas ha costume tambem de se o balancear quinzenalmente, semanalmente e até diariamente. Na Contabilidade Rural, porém, basta o balanço mensal do livro Caixa. Denomina-se balanço do Caixa o jogo por débito e credito das importancias lançadas neste livro, para apuração do dinheiro existente na caixa. Balanceia-se o caixa do seguinte modo: a) Soma-se o débito, separadamente, não no livro. b) Soma-se o crédito, idem, idem. c) Subtrae-se o menor do maior: a diferença chama-se saldo. d) Coloca-se este no lado menor (crédito, porque não póde saír mais dinheiro do que entra). e) Soma-se novamente, agora já no livro: o débito dá igual ao crédito. f) Passam-se dois traços de separação, debaixo de cada conta, os quais indicam o fechamento. g) Em seguida reabre-se o livro Caixa com a nova data (dia, mês e ano), colocando-se tambem no débito o saldo apurado. Apresentamos a seguir um modelo do Caixa escriturado e balanceado:

CAIXA

1928
Janeiro 5 6 9

DEBITO
a Capital Dro. existente a Mercadorias Feira a Paulo Magalhães Dro. que deu a Paulo Costa Bastos Idem, idem a Mecadorias Feria a Nelson Azevedo Dro. que deu a Mercadorias Feria a Mercadorias Feria a Mercadorias Feria a José Carneiro Pereira Dro. que deu a Helio Coutinho Idem, idem a Francisco Coelho Neto Dro. que deu a Emilio Maksoud Reco. de Edgard Poteugy a Mercadorias Feria a Mercadorias Feria Saldo de Janeiro p. p. 20 000 600 100 300 000 400 800 200 150 50 700 50 450 30 150 220 000 000 000 400 1 000 24 800 20 050 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000

1928
Janeiro 6

CREDITO
de Despezas Pg. pelo preparo de n/ contrato de Moveis & Utensilios Pg. por 1 armação de Mercadorias Pg. por 1 factura de Nelson Vidal Dro. que pediu de Equideos Pg. por 1 cavallo de Immoveis Pg. por 1 casa de Marcello Almeida Dro. que recebeu de Despezas Lg. por sellos de Puiz Fonseca Dro. que pediu de Carlos Amorim Dro. que pediu Saldo 80 820 000 000 900 1 100 50 300 1 700 100 5 000 000 000 000 105 95 500 20 050 000 000 000 000 2 000 000 000 000 000

8 12 14

12 15 18 20 21 25 26

20

23 26

31

000 000

24 800

000

Fevereiro

Encontrado este corrige-se da maneira que ensinamos na lição XLIV. porém. D OS CONTAS CORRENTES O Contas Correntes é o livro em que são lançadas por débito e crédito todas as transações com os Correspondentes. Erros.— 121 — DA CONFERENCIA DO CAIXA Confere-se o livro Caixa verificando a passagem dos lançamentos do Borrador para aquêle livro. Na linha seguinte a sua residencia. não obstante. se reveste de grande importancia. Isto porque as emprezas agrarias em regra geral não entram em contato direto com os consumidores e as suas compras e vendas são usualmente efetuadas a dinheiro. DA ESCRITURAÇÃO DO CONTAS CORRENTES No alto da pagina do livro. Quando houver taxa de juros a pagar. E’ um livro auxiliar e. E’ êle que demonstra a nossa situação juridica para com as pessoas que transacionam conosco. Na Contabilidade Rural. LIÇÃO XXXIII Do Contas Correntes Sumario: — Conceito. a residencia do correntista . Escriturando a débito e crédito todas as operações êle a todo momento nos mostrará o estado economico e juridico de qualquer conta das pessôas. Conferencias. Balanço. o Contas Correntes não apresenta grande importancia. Indice. como nas demais administrações. Escrituração. um por um. abre-se o titulo da conta. DOS ERROS NO CAIXA Se a conferencia supra não der positiva é que ha algum erro. e comparando o saldo purado com o saldo do titulo Caixa do Livro Razão. colocando-se ali o nome da pessôa com quem temos transação (correspondente). Modelos.

A primeira linha. para o mês e dia. DOS MODELOS DO CONTAS CORRENTES Quanto aos modelos que possam ser adotados no livro Contas Correntes. as credoras. assim como auxilia a conferencia. — á pagina (tal). pela indicação da pagina que ocupa o correntista no seu livro. Quando se transportar uma conta.— 122 — será colocada na linha mencionada. á . a segunda.esquerda. deve-se faze-lo para primeira pagina em branco. escrevendo-se nela. Apresentamos a seguir o modelo de uma conta do Contas Correntes. devemos colocar em frente ao nome do correntista. balanceada: 1929 Julho NELSON SOARES AZEVEDO 5 11 19 25 3 31 5 50 saccos de milho Dinheiro que remetteu 10 saccos de feijão 1 cavalo que nos deu 5 saccos de arroz Saldo para balanço 300 350 200 DEBITO 000 100 000 300 000 450 850 450 000 000 850 000 000 000 000 CREDITO Agosto Setembro 1 Saldo de balanço (1) Alguns Contas Correntes tem tambem uma coluna para nella serem anotados os saldos dos correntistas. O historico é copiado tal e qual se acha no Borrador. o numero da pagina ocupada pela sua conta no livro Contas Correntes. . (1). e a taxa do lado direito. na primeira linha das operações as palavras: De pagina (tal). no Borrador. e as demais para os diversos lançamentos. Na coluna do deve são colocadas as quantias devedoras. na do haver. serve ainda para o ano. A ultima linha deverá ser reservada para as somas á transportar. Isto tem a vantagem de nos indicar os lançamentos já passados para o livro. ver lição XXII. escrevendo-se sempre nelas. Lógo que o lançamento fôr passado do Borrador para o Contas Correntes.

DA CONFERENCIA DO CONTAS CORRENTES Devemos conferir o Contas Correntes. deve tambem ser egual á do titulo Contas Correntes do Razão. porém. . mensalmente. A diferença entre as somas brutas do Balancete mensal do Contas Correntes e a dos saldos deste. a abertura dos seus titulos obedece á ordem alfabetica. escrever o numero da pagina em que o seu titulo se acha no livro Contas Correntes. no Contas Correntes. ver as regras apresentadas na lição XLIV e a exemplificação do modo de correção dos erros do Contas Correntes. tirando-se todo fim de mês um Balancete (mensal) de verificação. não havendo necessidade de se-lo antes.— 123 — DO BALANÇO DO CONTAS CORRENTES O processo para balanço das contas do livro Contas Correntes é identico ao usado para o do Caixa. (3). DOS ERROS NO CONTAS CORRENTES Quanto aos erros neste livro. Balanceam-se. livro que deve acompanhar o Contas Correntes. (2) Ver lição XXXIII. DO INDICE Lógo que se abra a conta do correntista. (3) Ver lição XLII. as contas do Correntes sómente por ocasião do Balanço Geral. este ou aquêle deverá estar errado. Devemos escrever a primeira letra do seu nome ou sobrenome. no livro Indice. Se não derem eguais. As Contas Correntes de folhas soltas não têm indices. devemos escrever o nome do mesmo. e. (2). e que tem em cada folha uma letra do alfabeto. em seguida a este.

Deve seguir sempre uma ordem uniforme: as partidas nêle lançadas devem seguir uma ordem cronologica de dia. esclarecido. Erros. Escrituração. porém. Conferencia. segundo as normas da Contabilidade. Alguns o chamam de Borrador a Limpo. escriturado pelas fórmulas complexas e simples (Diario Moderno): . Partidas e Mensais. O Diario é uma especie de Borrador.— 124 — LIÇÃO XXXIV Do Diario Sumario: — Conceito. os registros de todas as operações efetuadas numa entidade administrada. Póde este ser escriturado por qualquer daquelas fórmulas. mês e ano deverá ser fêita de acôrdo com as explicações explendidas na lição onde tratámos do mecanismo das Partidas Dobradas aplicavel ao Diario. DO DIARIO O Diario é o livro em que se lançam cronologicamente. mês e ano. E’. DA ESCRITURAÇÃO DO DIARIO A escrituração do livro Diario obedecendo á ordem cronologica de dia. um Borrador melhorado. Apresentamos o modelo do Diario de uma Contabilidade Rural. Modelos. O Diario só póde ser feito por quem conhece a Contabilidade e principalmente a escrituração.

— 125 — Fazenda das Tres Barras. idem espezas Ger Pg. 20 de julho de 1929 C o a ntas Corrente Equideos Marcel Lopes 1 cavallo 300 000 s iversos a C D lonos C o Armando A Dro.pelo vend 5 000 75 000 u a s o inos de um cachaçe que morreu 400 60 000 000 460 000 ucros e Perda Um bacorinh C a aixa Contas Corre a Francisco Co Dro.que pedi Quirino Jun Idem. que deu nt el es ho Netto 100 000 . por sello a ixa ze u q u ae vedo eira s 50 20 000 000 70 000 D s inos 2 1 D C L iveros a S aixas Reco.

pags. como se poderá supôr. 181 e 182. No exemplo que demos ácima está aquêle livro escriturado por Partidas Diarias: os lançamentos são feitos dia a dia. de acôrdo com a vontade do encarregado da Contabilidade. (1) (1) Ver o nosso 1.— 126 — DOS MODELOS DO DIARIO O modelo que apresentámos na pagina anterior não é o unico usado. para os Diarios em que são escrituradas as quartas fórmulas de Partidas Dobradas (Diario Antigo). Pelas Partidas Mensais escrituramos todo o movimento do mês no ultimo dia deste. DA CONFERENCIA DO DIARIO Confere-se o lançamento verificando se as partidas que foram passadas do Borrador para aquêle livro obedecem á ordem de classificação das contas e se as quantias estão transportadas de acôrdo. DAS PARTIDAS DIARIAS E MENSAIS O Diario póde ser escriturado por Partidas Diarias ou por Partidas Mensais. Além deste ha um modelo especial. Além deste ha outros com maior ou menor numero de riscos. . especificando bem as datas. DOS ERROS NO DIARIO Quanto aos erros que se pódem dar no Diario devemos corrigi-los pelos meios ensinados na lição XLIV.° volume Contabilidade Geral. de quatro colunas.

Conferencia. Antes das colunas das quantias. Na coluna para este deve-se. onde deverá ser colocado o numero da pagina do Diario em que está o lançamento que se acaba de fazer. existe uma pequena coluna ou quadro. por cima das linhas anteriores á pauta. Ele . assim: No cabeçalho da conta deve ser colocado o titulo dela. no haver. deve ser colocado o ano. Chama-se a isto abrir um titulo. coloca-se o dia: adiante deste a preposição “a” ou “de” (conforme seja o lançamento no débito ou no crédito (respetivamente).compreende todas as contas de uma Contabilidade. Na primeira coluna. mencionar sómente o nome da conta devedora ou Credora. classifica-as em grupos. Este livro dispõe as contas em ordem. Escrituração. Por isso o Razão é escriturado pelo Diario. Em seguida coloca-se a importancia: no débito. Na pequena coluna adiante do mês. Erros. por ecelencia e é êle que nos fornece os saldos das contas para levantamento do Balanço.— 127 — LIÇÃO XXXV Do Razão Sumario: — Conceito. se credora. se devedora. em seguida o nome da conta devedora ou credora. E’ o livro de escrituração sintetica. DO RAZÃO O Razão é o livro que coordena sinteticamente todas as contas que foram lançadas no Diario. sejam devedoras ou credoras. O Razão é um livro sem historico. . permitindo que a qualquer momento se saiba o valor de cada uma delas e todo o movimento do ativo e passivo do patrimonio administrado. Ele sintetisa todas as importancias de cada conta. DA ESCRITURAÇÃO DO RAZÃO Escritura-se o Razão. Balanço. Modelos. á esquerda da pessôa. logo abaixo deste o nome do mês.

.

é a de Capital. é a única que não entra no Razão. por não representar conta alguma.— 128 — Sempre que tivermos de debitar a uma conta uma importancia. A palavra Diversos que aparece no Diário. É o eterno principio das Partidas Dobradas. na linha em que está o titulo que se abriu naquele livro. DOS ERROS NO RAZÃO Quanto aos erros neste livro. Feito o lançamento no Razão. . o modo de sua correção está explicado na lição XLIV. segundo o qual não há devedor de uma quantia sem credor da mesma. Como em todos os demais livros não se escreve na última linha do Razão. no livro Diário. teremos que creditar á conta correspondente a mesma importancia. DA CONFERENCIA DO RAZÃO Confere-se o Razão tirando-se um balancete (1) A soma total do débito deste deverá dar egual ao total da soma do crédito. Diversos designa tão sòmente um conjunto de vários titulos. e vice-versa. Assim como o Contas Correntes o Razão deve possuir sempre um Indice. _________ (1) – Ver lição XLVII. No mesmo dia em que somarmos o débito deveremos somar o crédito. pois que os lançamentos feitos do Diário se encontram sempre no débito de uma conta e no crédito de outra ( digrafia ). bem como a soma do Ativo egual á do Passivo. coloca-se á margem do nome da conta aberta o numero da pagina que ela ocupa no Razão. A primeira conta que em todo Razão se abre. Reserva-se esta para as somas e transportes. e vice-versa. assim com a primeira linha deve ser reservada para receber o transporte das paginas anteriores. e vice-versa. Assim dando está certo o Razão.

e especifíca quais foram os que entraram. para gasto. o livro de armazem ou de Estoque é o registrador das operações efetuadas com a conta dos agentes consignatarios mercadorias). Escrituração. Conferencia. mas sómente as mercadorias adquiridas para gasto da fazenda. e anotamos ai toda entrada e saída que se efetuar. DO LIVRO DE ARMAZEM Livro de Armazem ou de Estóque é o em que nós registramos toda entrada e saída de produtos. DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO DE ARMAZEM Quando se recebem mercadorias. Permite uma constante fiscalisação do stoque de produtos. Livro de Culturas Livro de Creações. para consumo. pois demonstra claramente toda saída e toda entrada de produto. Nêle não devemos registrar os produtos das colheitas. Neste livro devem. Assim como o Caixa. especificando claramente da data. etc. devemos imediatamente fazer um lançamento no dêbito ( mercadorias recebidas ou entradas ). A importancia deste livro é assaz considerável. É portanto um livro indispensável na azienda agrária. Caixa. porém ser registradas sómente as mercadorias adquiridas pela empreza rural. Modelos. com as diversas contas. ______ LIÇAO XXXVI Do Livro de Armazem Sumario – Conceito. o nome . Neste livro nós abrimos uma pagina para cada espécie de mercadoria tal como no Razão. quais os que saíram.— 129 — DO BALANÇO DAS CONTAS DO RAZÃO O balanço das contas do Razão é feito da mesma maneira como o do Contas Correntes. Os produtos da colheita já prontos para a venda devem ser registrados no registro especial de “ Produtos no Paiol “. Erros.

por ocasião de Balanço. na conta correspondente a esta. a unidade. Consequentemente.— 130 — da pessoa a quem foi comprada. Apresentamos a seguir um modelo de uma pagina do Livro de Armazem. o preço da unidade e finalmente o preço da fatura. sem que este fato fosse registrado no Livro de Armazem . DOS ERROS NO LIVRO DE ARMAZEM Os erros deste livro corrigem-se pelos mesmos processos ensinados na lição XLIV. temos dois modos de conferencia: a) Vendo se o saldo das contas confere com as mercadorias em Estóque. o preço desta e por fim o preço da fatura. Lógo o saldo daquela deve conferir com o saldo total do Livro de Armazem. o nome da pessôa a quem foi vendida. tudo isto no crédito ( registro da saída). o lucro verificado na conta de Mercadorias do Razão. DOS MODELOS DE LIVROS DE ARMAZEM Os modelos deste livro como de todos os demais são adotados de acordo com a necessidade contábil de cada um. a quantidade. O saldo deste livro é a diferença entre a mercadoria que entrou e a que saiu. a quantidade. b) Examinando se o saldo deste livro concorda com o titulo Mercadorias do Razão. deverá ser identico ao verificado no livro de Armazem. Quando sái alguma mercadoria. a unida. O saldo do livro de Armazem forçosamente tem de comferir com as mercadorias existentes no armazem Este livro é o registro de todas as mercadorias que entram e sáem: forçosamente. A conta de Mercadorias do Razão é a em que nós anotamos englobadamente todas as operações efetuadas com as mercadorias. devemos declarar a data. . DA CONFERENCIA DO LIVRO DE ARMAZEM Para se verificar a exatidão dos registros do Livro de Armazem. não póde ter saído nem entrado nenhuma mercadoria.

— 131 — NOME DA CONTA DATA ENTRADA QUALIDADE PREÇO DATA SAHIDA QUALIDADE PREÇO .

Modelos. onde são anotadas as dividas dos correspondentes para com o comerciante. tais como letras de cambio. Registros de titulos a pagar. ativo e passivo. Registro de Titulos a receber. as obrigações . Os titulos de crédito pódem constituir duas classes diversas de obrigações: a) Obrigações a Receber b) Obrigações a Pagar São Obrigações a Receber os titulos assinados a nosso favor. para a bôa orientação do administrador no pagamento e recebimento dos titulos. etc. Estes Registros não se revestem de grande importancia na Contabilidade Rural. isto é.LIÇÃO XXXVII Dos Registros de Titulos Sumario: — Conceito. Servem eles para a anotação minuciosa de todas as obrigações. promissorias. duplicatas. DOS REGISTROS DE TITULOS Registros de titulos são os livros onde são anotados os titulos de crédito. Conferencia destes livros. Titulos de crédito são todos os documentos que garantem uma divida. Daí a divisão dos Registros de Titulos em duas classes: Registro de Titulos a Receber e Registro de Titulos a Pagar. DO REGISTRO DE TITULOS A RECEBER Este livro se destina ás anotações de todas as dividas que as pessôas contráem com o comerciante por meio de letras. São Obrigações a Pagar os titulos assinados por nós a favor de outrem. Divide-se este livro em duas partes: a) A Entrada.

—133 —

que este tem a receber de seus freguezes ( notas promissorias, letras de cambio, etc.). b) A saida, onde anotamos as indicações relativas á extinção dos titulos, ou á sua cessão. Tanto a entrada como a Saída devem ser escrituradas com grande clareza e minucia. Cada uma destas partes contém varias colunas onde devem ser particularisadas a entrada e saida dos titulos. O registro, ou melhor, a escrituração deste livro é bem facil, bastando inscrever-se cuidadosamente as particularidades exigidas pelos modelos usados que são muito claros.

DO REGISTRO DE TITULOS A PAGAR

Este livro é o registro das dividas do negociante. Nêle são lançadas, detalhadamente, todas as obrigações ou dividas contraídas pelo comerciante para com outrem. Divide-se tambem este registro em Entrada e Saida. Lançam-se na Entrada as obrigacões contraidas; na Saida, as obrigações ou titulos resgatados. Neste, como no Registro das Obrigações a Receber só não devem entrar os titulos de Contas Assinadas, pois estas devem possuir um livro especial. Tambem póde ser subdividido este registro em tomos para as diversas praças, conforme a vontade do negociante e a clareza da escrituração. Quanto a este livro transporte-se o leitor ao que dissemos ácima sobre o Registro das Obrigações a Receber, bastando tão sómente aplicar as mudanças que a natureza dos titulos exige.

DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE TITULOS A RECEBER

A conferencia ou verificação da exatidão dos lançamentos deste livro é facil e rapida. Há dois processos: (a) Verificar se os titulos existentes em carteira, concordam com os que tiveram entrada no registro, e não tiveram saída. Sendo este livro o registro dos titulos de crédito

— 134 —

dos estabelecimentos, os que ainda não foram pagos ou não tiveram saida, deverão achar-se em carteira. b)Verificar se a diferença entre a Entrada e a Saída, confere com o saldo do titulo Obrigações a Receber do Razão. Desde que ambas as contas confirmam, o registro está certo.

DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE TITULOS A PAGAR

A conferencia deste livro é mais facil do que a do Registro dos Titulos a Receber. Bastará verificar se o saldo do titulo Obrigações ou Titulos a Pagar, do Razão, confere com a diferança entre a Entrada e a Saída do Registro dos Titulos a Pagar. Conferido está certa a escrita deste registro.

Dos modelos dos Registros de Titulos Apresentamos um modelo de um Registro de Titulo a Receber, extrahido do livro de D”AURA: (1)
ENTRADA Nº DATA Natureza do titulo Vencimento Coobrigador Principal TITULOS A RECEBER ENDOSSADOR PRAÇA IMPORTADORAS DATA MOTIVO DE SAHIDA SAHIDA IMPORTADORAS OBSERVAÇÕES

— 135 —

_________ (1) Curso de Contabilidade, vol V. pág. 201

extra ido do livro citado de D’AURIA. pág.Modelo de um Registro de Titulos a Pagar. 208 TITULOS A PAGAR ENTRADA Importancia Data Liquido Desconto Total Nome Data SAHIDA Natureza do Credor Praça Importancia Vencimento OBSERVAÇÕES titulo — 136 — .

). o nome do camarada. por hora de serviço. o serviço ou tarefa e uma vasta coluna para a soma dos dias de serviço.— 137 — LIÇÃO XXXVIII Do Livro Ponto Sumario: . empregados superiores.Conceito. É por êle que se tira a “ Folha de Pagamento “. empregados contratados por ordenados. Não são considerados como tais. que é uma lista dos pagamentos que se tem a fazer aos diaristas ou jornaleiros. empreiteiros. Numa pagina como se vê do modelo que segue há uma coluna para o numero de ordem. meieiros. Escrituração. DO MODELO DO LIVRO PONTO Apresentamos o modelo de uma pagina de um livro Ponto. meio dia. etc. um quarto de dia. etc. Este livro registra a presença e falta de cada empregado. salario a perceber por dia. numa empreza rural: os colonos. segundo o que explicamos: . DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO PONTO É facilima. e fazer o calculo no fim da semana para pagamento. DO LIVRO PONTO Livro Ponto ou Registro do Trabalho ou Registro da Mão de Obra é o que serve para a anotação diaria dos serviços e faltas dos jornaleiros que trabalham na empreza agrari. total e observações. Desde que uma empreza tenha um numero crecido de empregados é de toda necessidade que se adote este livro para pagamento do pessoal. Diaristas ou jornaleiros são os empregados que ganham ordenados por dia ou por hora de serviços prestados. Modelo. diariamente. Basta colocar na linha respectiva o nome do empregado e ir escrevendo diariamente o tempo de servico prestado ( dia.

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MODELO DO LIVRO PONTO Nº DE ORDEM Tarefa NOME DIAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Nº de dias alarios TOTAL Observações — 138 — .

destruição. quando se estiver construido algum imovel devem-se lançar as respectivas despesas no titulo que representa o imovel. Casa de Residencia. etc. DO REGISTRO DE IMOVEIS Este livro serve para o registro em ordem sistemática de toda a existência imobiliaria das aziendas rurais. Estábulos. Cercas. Pastos. Casas de Colonos. Ensina-nos este autor que. Cocheiras. Serve para desmonstrar o valor dos diversos bens imoveis. DA ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DE IMOVEIS Abrem-se contas para os diversos departamentos imo-veis ( É pois um livro de Contabilidade Analitica). seus melhoramentos. . Matas. São creditadas pelo desaparecimento do imovel ( venda. Conferencia. desde que terminada esteja esta.se sub-titulos para cada especie de departamento imovel. Paióis. abrindo . etc. É aconselhavel a opinião de D. bemfeitorias. mas num livro especial denominado Livro de Capitalisação. Ranchos. Erros. carateristicos. SANTOS para a escrituração dessas contas. São exemplos de sub-titulos do Registro de Imoveis. situação. Modelo. as contas que representam as diversas dependencias imoveis do estabelecimento rural. e deste transferir para a conta correpondente no Registro de Imoveis o total das despesas com a construção. È um desenvolvimento da respectiva conta do Razão. E as contas abertas são debitadas pelo valor dos bens que elas representam. Currais. tais como Terras. as suas condições.Escrituração.— 139 — LIÇÃO XXXIX Do Registro de Imóveis Sumario–Conceito. etc. ) e pelas rendas que produzem. etc.

Agosto 17 1 casa construida pero da «Engenhocá». Apresentamos a seguir o modelo de uma pagina escriturada do REGISTRO DE IMOVEIS CASAS DE COLONOS REGISTRO DE IMOVEIS CASAS DE COLONOS DATA HISTORICO 1929 Junho 21 Pelo grupo de 6 casas constituídas na margem da Estrada de Thebas. e transferido do «Serviços de Capitalização.—140 — DO MODELO DO REGISTRO DE IMOVEIS Os modelos deste registro variam de acordo com os pontos essenciais que se queira esclarecer. pag. conforme «Serviço de Capitalização» DEBITO CREDITO 7 500 000 1 500 000 .

Conceito. mediante contrato prévio. DA ESCRITURAÇÃO DO CONTAS DE COLONOS Abre-se um titulo para cada familia de colonos e ai se se escrituraram detalhadamente os serviços prestados pelos diversos membros da familia colonica. bem como os forne- _______ (1) Ver nesta Parte lição XXII. bem como se utilisa de identicos modelos e é identico o modo de conferencia e correção dos erros deste livro. demonstra a situação economica dos colonos para com a administração rural. . DOS ERROS NO REGISTRO DE IMOVEIS Quanto á conferencia dos erros do Registro de Imoveis. Modelos. DO LIVRO DE COLONOS Este livro tem por fim registrar por débito e crédito as operações com os colonos. lição XLIV. Conferencia. O livro de Colonos tem a mesma finalidade do Contas Correntes (1). Erros.— 141 — DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE IMOVEIS O modo para conferencia deste livro é o seguinte: Tira-se mensalmente um Balancete de todo o movimen. Obedece êle ao mesmo processo de escrituração do Contas Correntes. _______ LIÇÃO XL Do Livro de Colonos Sumario: . desde que o saldo das contas deste confiram com o saldo do titulo de Imoveis no Razão. escrito ou não. ver nesta 1ª Parte. é que o livro está certo.to do livro e. Escrituração. isto é. Denominam-se colonos todas as pessoas que prestam seus serviços á empreza agraria.

.......... podendo ser usado qualquer um dos que enumerámos na lição XXII.. 19 12 dias de serviço auxiliando construção do nvo paiol . DEBITO 80 000 CREDITO 00 000 70 000 100 000 .......... Agosto 5 S/ mesada . Demonstra assim o livro de Colonos a situação juridica de cada pessôa para com a administração da empreza rural............... 18 100 alq.......... o his-torico da transação e a quantia no débito.......... si a conta tiver re-cebido ou assumido alguma obrigação.... Em seguida ao titulo da conta coloca-se á margem a data em que começam as opera-ções... Apresentamos a seguir um modelo de conta aberta no Livro de Colonos........ de café que colheu .................. seguida sempre das datas das demais operações........ DATA THEMISTICLES FRANÇA 1929 Julho 7 S/ mesada .........—142 — cimentos e adeantamentos feitos............. DOS MODELOS DO LIVRO DE COLONOS Os modelos em que pódem ser usadas as contas de co-lonos são diversas especies.......... no crédito si houver fornecido ou adquirido algum direito..

O Registro da Capitalisação tem por fim registrar analiticamente. Corresponde a identica conta do Razão. bem como das plantações. até final conclusão. Aí debitam-se todas as despesas com as obras de capitalisação . Conferencia. os quais são aplicaveis aos erros de quaisquer livros de Contabilidade. pois a contabilidade dos dois é identica. onde ensinámos a conferir o Contas Correntes. DO RESGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Capitalisação é o conjunto das operações economicas que têm por fim aumentar o valor dos bens imoveis. Modelo. DOS MODOS DE CONFERENCIA DE ESCRITA Os erros neste livro devem ser corrigidos pelos mesmos processos ensinados nesta 1ª Parte. _______ LIÇÃO XLI Do Registro da Capitalisação Sumario: — Conceito. DAS ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Abrem-se tantas contas quantas forem as especies de bens imoveis em construção. Terminado o serviço transfere-se o débito da respectiva conta . As contas do Registro de Imoveis correspondem quasi todas ás encerradas no Registro de Capitalisação. minuciosamente estas operações. Quando estiver terminado o serviço de capitalisação. lição XLIV.— 143 — DA CONFERENCIA DO LIVRO DE COLONOS Para conferencia deste livro devem-se observar os mesmos principios estabelecidos na lição XXXIII desta Parte 1ª. o total das despezas deverá ser levado á conta respectiva no Registro de Imoveis e encerrada a conta no livro de que tratamos. Erros. Escrituração.

DO MODELO DO REGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Apresentamos a seguir exemplo de duas contas abertas neste livro. Formação de Canaviais. Canalisações. etc. Casa de Colonos. Casa de Residencia. a primeira especial da Contabilidade Cultural e a segunda propria da Contabilidade Pastoril: . Cercas. e debitando neste á mesma. dentre outros: Formação de Cafezais.— 144 — desse livro para o Registro de Imoveis. etc. creditando naquele livro a importancia do débito. Terreiros. por transferencia. em identica importancia. de Seringais. São exemplos de sub-titulos desse livro. Formação de Laranjais.

aos camaradas...................................... DEBITO CREDITO 30 000 5 45 50 310 000 000 000 435 000 19 500 telhas .................. Pg.............. DEBITO 5 000 000 CREDITO 30 18 dias aoz trabalhadores para plantio ......................................1929 Julho 2 RANCHOS Madeira para construção de dois ranchos na “Grota” .... Agosto 15 Transferido para “Immoveis” ................................ 300 000 000 ................................... por 3.... ao encarregado da formação........ 30 Pg....... 2 000 Agosto 25 Pg..000 mudas de “herva”..... 3 dias de serviços aos camaradas .. 435 000 435 000 1929 Julho FORMAÇÃO DE SERINGAES 12 Pg.

Conferindo está certa a escrita da conta e do livro. Registros de Creações. extraindo-se-lhes tambem os saldos.nceito. DA EXTRAÇÃO DE BALANCETES É o seguinte o processo para extração de um balancete de qualquer que seja o livro: Numa folha ou livro de quatro colunas. É o Balancete um documento onde anotamos todas as comtas pelo seu valor de débito e crédito. Parte. coloca-se numa pequena coluna á esquerda. Etc. lição XLIV. ______ LIÇÃO XLII Balancete do Razão Sumario: . Modelos. . Tira-se Balancetes do Contas Correntes. DOS BALANCETES Balancetes são os documentos extraídos dos livros de escrituração sintética e analiica e que nos demosram o resultado parcial e total dos movimentos das contas. em seguida o nome da conta e a soma do débito da conta na primeira coluna do Balancete ( coluna do Débito ). Extração. isto é extraindo-se um Balancete mensal e verificando se o saldo do débito e crédito deste ou do ativo e passivo conferem com o saldo do indetico titulo de Razão. DOS ERROS NO REGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Conferem-se os erros deste livro pelos mesmos principios ensinados nesta 1ª.Co.— 146 — DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Confere-se este livro de modo identico ao anterior. conforme o modelo que se segue. Registros de Culturas. Razão. Extráem-se os Balancetes para conferencia da escrita. o numero da pagina em que a conta está aberta no livro.

............) DOS MODELOS DE BALANCETES Apresentamos a seguir dois modelos de Balancetes: um extraido do livro Razão e o outro extraido do livro Contas Correntes......... Machinas Agrarias 04 132 000 Immoveis..... 6 230 000 Contas Correntes ..... crédito.... 22 142 000 Cultura de Café . ... Modelo de Balancete extraido do livro Razão Balancete do Razão fs...... Em seguida tiram-se-lhes os saldos........ deverá ser egual ao saldo da respectiva conta do livro Razão.. 6 352 000 Rendas diversas .. 5 000 000 Hypothecas . (1...... 932 000 Obrigações a l’agar .............. 51 129 000 Culturas Diversas .. ativo e passivo.............. 309 803 000 9 10 4 33 45 8 45 4 3 25 10 309 110 350 000 125 890 217 695 765 139 512 000 000 803 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 (1) Ver o saldo de títulos Contas Correntes no Balancete do Razão e a difernça entre o debito e credito do Balancete de Contas Correntes.......................... Obrurigações a Receber . a diferença entre e débito e o crédito total ( que é tambem egual á diferença do total do ativo e passivo )...... E assim se faz com todas das contas....... 1 4 5 6 8 11 12 13 14 17 18 19 20 21 22 23 Titulos Sommas brutas Breve Haver 100 000 000 000 000 15 000 000 10 Mez de Junho de 1929 Sommas Líquidas Activa Passiva 100 000 000 05 000 000 04 132 120 000 210 3 833 2 105 4 13 5 2 151 447 364 213 000 000 000 000 10 000 17 000 000 000 000 2 20 10 160 455 000 160 580 000 000 455 000 000 000 000 875 000 000 000 Capital.. Para isso subtráe-se o débito do crédito ou vice-versa e coloca-se a diferença no Ativo........ 16 015 000 Caixa .. 320 000 Celleiro ..— 147 — e a soma do crédito da conta na segunda coluna ( coluna do crédito )............... 13 183 000 Penhores Agricolas Colonos .................. Se o livro de que se tira o Balancete fôr auxiliar........... e no passivo se fôr credor ( crédito maior ).. 49 368 000 Bovinos . Ao depois soma-se o total das colunas do débito........ 120 000 000 Saccaria ........ se o saldo for devedor (débito maior )....

Bruzzi & C.400 Saldo 17:875.000 Devedores 6:578. Ismael Dilva Franco Rangel Cysalpino Ribeiro B.— 148 — Modelo de um balancete extraido do livro Contas Correntes: Balancete de Conferencia de C/ Correntes Mez de Julho de 1929 Folio 1 2 3 4 5 6 7 TITULOS Fernando Carvalho Anto.600 8 5 1 1 Sommas brutas Breve Haver 885 37 600 7 663 200 000 9 200 10 284 400 94 000 142 199 000 6 200 000 33 890 000 000 000 Sommas Líquidas Activa Passiva 848 000 7 463 000 1 200 000 10 5 284 000 000 94 943 000 4 1 200 000 6 578 400 24 454 000 000 000 16 015 000 igual ao saldo do Titulo C/C do Balancete do Razão . Rodolpho Abreu Resumo Credores 24:454. Sabarense A.

da sua existencia e regulairdade dos lançamentos. escrituracional DA CONFERENCIA DOCUMENTARIA Sob o ponto de vista dovumental. auferindo-se com elas os melhores resultados. confrontando-se todos os lançamentos. A conferencia documentaria tem por fim verificar a existencia de titulos que comprovem os lançamentos. A conferencia de escrita se efetua pelos proprios livros de Escrituração e documentos. porém formular algumas regras que devem ser observadas. Podemos. Conferencia docomentaria. procedemos á conferencia da escrita.— 149 — LIÇÃO XLIII Da Conferencia de Escrita Sumario – Modos de Conferencia. documental b) outro. conseguindo-se á maior probabilidade possivel de certeza. ao conjunto de todos os registros anotados nos livros de Escrituração. DOS MODOS DE CONFERENCIA DE ESCRITA Não há em contabilidade principios. ficamos cientes da lealdade e probabilidade dos lançamentos escritu- . A conferencia documentaria da escrita. porque é pelos documentos que nós garantimos a veracidade e lisura das anotações. certificando-nos da veracidade dos documentos dos registros. Denomina-se escrita de uma administração ao conjunto de todas as anotações efetuadas na entidade administrada. demonstra a lealdade com que ela foi feita. estabelecidos para conferencia da escrituração dos livros. É uma questão essencial em Contabilidade. Daí dizermos que a conferencia de uma escrita apresenta dois aspétos: a) um. Verificada a escrita pelos seus documentos. Conferencia escrituracional. da escrita efetuada. Conclusão.

DA CONFERENCIA ESCRITURACIONAL Esta se efetua nos livros e registros das transações administrativas. Assim é que confere-se o Caixa. É a parte técnica. 2 — DIARIO E RAZÃO. e se no Passivo se encontram as contas passivas. a certeza de que os ditos lançamentos estão certos. Não temos. Registros das Culturas. Registros de Obrigações a Receber e a Pagar. Desde que assim se encontre o Balancete do Razão. de Imoveis. Livro Celeiro. Estes são conferidos pela comparação dos seus respectivos saldos com os das suas contas no livro Razão. Registro de Capitalisação. De maneira que temos certeza de que esses livros estão certos tirando-se um Balancete do livro Razão. É a verificação. Esta certeza só a temos. O Razão é uma parte integrante. complementar do Diario. com a verificação escrituracional. porém. CONCLUSÕES Pelo que dito ficou a conferencia documentaria nos certifica da existencia dos documentos em que se fundam os lançamentos. A conferencia escrituracional dos livros de Contabilidade póde efetuar-se segundo os seguintes principios: 1 — No BORRADOR — confere-se esse livro pelos documentos comprovantes dos lançamentos. O débito e o crédito desse Balancete deverão ser do mesmo valor. ainda. . 3 – LIVROS DE ESCRITURAÇÃO ANALITICA. bem como o seu Ativo e Passivo. o estudo dos lançamentos. Esses dois livros são harmonicos e dependentes um do outro. etc. propriamente contábil de conferencia de escrita. Contas Corrente.— 150 — rados. ao passo que a conferencia escrituracional nos certifica da ordem e certeza dos lançamentos efetuados nos livros e registros. 4 – Verificando-se finalmente se as contas ativas se encontram na coluna do Ativo do Balancete do Razão. quer dizer que a escrituração desse livro está certa.

quantia diferente. É parte técnica. Vamos adiante supôr alguns casos de erros que se podem verificar nos livros de escrituração. a escrita póde se apresentar certa. Uma é prova pura e simples. A outra é questão cientifica da Contabilidade. então. No caso contrario está errada a escrita. etc). Não devemos raspa-los. Estes erros. Principalmente os livros obrigatorios por lei não o podem ser de maneira alguma. posição De DOS ERROS MAIS FREQUENTES Quanto escrituramos os livros estamos sujeitos a erros que se podem verificar das maneiras mais diversas. Póde a verificação documentaria estar certa e a escrita errada. Vejamos na lição seguinte como se corrigem os erros nos livros de escrituração. Estando concordes a conferencia documentaria e a conferencia escrituracional é porque a escrita está certa.— 151 — As duas modalidades expostas de conferencia são. emenda-los. Contrariamente: Mesmo que os documentos não sejam perfeitamente comprovantes. porém. ensinar como devemos corrigi-los. Os documentos. De algarismos. devem ser corrigidos pelas regras ensinadas pela Contabilidade. exemplificando quanto possivel e necessário. _____ LIÇÃO XLIV Dos Erros e Correções nos Livros Sumario – Erros mais frequentes. os comprovantes são a base dos lançamentos. . esclarecedores. nem risca-los. Deve-se. Mas mesmo com os documentos certos a escrita póde ser feita errada por meio de lançamento defeituoso ( conta errada. pórém independentes uma de outra. Como póde tambem a escrita estar certa e a conferencia dos lançamentos com os documentos não concordar. procurar corrigir os seus erros.

para estornarmos um lançamento que se acha no débito. e) Omissões. O Lançamento Suplementar é um segundo lançamento que vem completar o lançamento errado. O lançamento suplementar é sempre parcial. É total.— 152 — Os erros mais comuns que se podem dar nos livros de escrituração. b) Erros de posição. b) Por meio de lançamento suplementar. podem ser: a) Erros de algarismos. quando estornamos todo o lançamento errado. Quaisquer destes erros podem ser corrigidos por dois processos conforme o caso: a) Por meio de estorno. para a sua correção. Vejamos os diversos casos de erros nos livros de escritu-ração. neles temos sempre que mencionar a data da operação que se acerta. e vice-versa. O Estorno póde ser total ou parcial. fazemo-lo no crédito. . entretanto. Estes erros podem ser corrigidos por meio de estorno ou de lançamento suplementar. É parcial. É a isto de denominamos Erro de Algarismos ou de Quantia. Assim. quando estornamos sómente uma parte errada do lançamento. O Estorno é um lançamento no qual nós invertemos o lançamento errado. maior ou menor. que toda vez que tivermos de fazer um estorno ou um lançamento suplementar. Não nos devemos esquecer. c) Erros de intitulação d) Duplicatas. DOS ERROS DE ALGARISMOS Quando fazemos a escrituração dos livros. acontece ás vezes que lançamos uma quantia por outra.

.... Se os erros ácima se derem nesses livros.......— 153 — Exemplos de Erros de Algarismo: No Diario: 1) Em vez de lançarmos Despezas a Caixa Pago por selos..10$000 2) Se... fariamos a correção deste erro por meio do seguinte estorno: Caixa a despesas Estorno da quantia lançada ácima ( ou no dia .. e vice-versa........ hoje . 1) Tinhamos que lançar no débito do livro Caixa a quantia de 100$000.... si tivermos lançado a mais no débito... a diferença que falta assim: ...10$000 a mais tal ) Nos livros auxiliares............ Temos que lançar no débito mesmo. serão corrigidos da mesma maneira.... Para correção deste erro faremos um lançamento suplementar assim: Despesas a Caixa Quantia debitada a menos no lançamento supra........... 25$000 lançamos 15$000.. lançaremos a diferença na mesma coluna.. tivessemos lançado 35$000.. com a diferença única de que...... lançaremos a diferença no crédito. Se lançarmos a menos. em vez de lançarmos no exemplo ácima 25$000.. mas sómente lançamos 10$000..................... de escrituração sintética e analitica.. ...........

. Deve 100$000 Haver 90$000 DOS ERROS DE POSIÇÃO Os erros de Posição se verificam quando lançamos no débito uma quantia que era do crédito....... 1) Na conta de Milho do Razão. tinhamos que lançar no deve 500$000................. e depois fazendo um novo lançamento certo.... a Contas Correntes... Corrige-se estornando o lançamento errado..... assim: Milho de Contas Correntes....... e debitamos-lhe reis.... Deve Haver 500$000 500$000 500$000 Se tivesse dado o contrario.......... Estes erros são mais frequentes nos livros de escrituração sintética e analitica corrigindo-se estes erros pelo processos que vamos ensinar agora.... corrigiriamos lançando na coluna oposta a di-ferença........ ou ao contrario. de Mercadorias Estorno hoje .. e lançamos esta quantia no haver.. a Mercadorias Debº a menos No lançamento Supra................ fariamos o inverso do exemplo: 2) Tinhamos que creditar na conta de Imoveis a importancia de 50:000$000. a Contas Correntes Estorno hoje.............— 154 — Caixa a Mercadoria ............ 5:000$000.. Deve 10$000 Haver 90$000 2) Se tivessemos de lançar no Caixa 10$000 e lançasse-mos 100$000.... ...... Ex: Caixa a Mercadorias.

...... ______ LIÇÃO XLV (Conclusão) Dos Erros e Correções nos Livros Sumario – Dos Erros de Intitulação.... e fazendo o certo...— 155 — Corrigimos assim: Imoveis a Caixa .......... 550$000 ................... de caixa Estorno hoje ................ de Caixa.... Da Duplicata de Lançamento.... quando fazemos um lançamento em conta errada................................. isto é............... Corrigem-se estes erros estornando o lançamento errado. Exemplos: No Diario: 1) Tinhamos que lançar Caixa a Mercadorias Feria.......... Verificam-se os erros de Intitulação...... Das Omissões.............. 550$000 e lançamos: Mercadorias a Caixa Feria............... quando lançamos numa conta uma importancia que era de outra......... Deve 5:000$000 Haver 5:000$000 50:000$000 Estornámos a quantia errada e fizemos a certa..............

............................. 30$000 Corrigiremos esornando este lançamento: Suinos a Contas Correntes a Aloysio dos Santos Estorno hoje (ou no dia tal)..................... 300$00 .............. 30$000 e o fizemos assim: Contas Correntes Sunios Aloysio dos santos 1 cavalo que comprou ......... 30$000 e fazendo o lançamento certo: Contas Correntes a Eqüideos Equipamentos Torres 1 cavalo que comprou......................................................................— 156 — Modo de corrigir: Primeiramente estornamos o lançamento errado: Caixa a Mercadorias Estorno do lançamento supra............................ ( ou do dia tal )........... 000 550$ 2) ( Erro de intitulação com erro de algarismo ): Tinhamos que fazer no Diario o seguinte lançamento.... 550$000 Em seguida fazemos o lançamento certo: Caixa a Mercadorias Feria de hoje ( ou dia tal)........... Contas correntes a Equideos Equipamentos Torres 1 cavalo que comprou ..............

.... 70$000 ....... um: Caixa a Moveis & Utensilios Estorno hoje ( ou dia tal ).....— 157 — No livro dos colonos: 1) Tinhamos que debitar na conta de Arnaldo de Azevedo 50$000..... Haver 50$000 e fazendo o lançamento certo na conta de Armando de Azevedo Se este erro se tivesse dado no crédito..... mais fizemos este débito na conta de Armando Colapietro............. então. Exemplos: No Diario: 1) Fizemos duas vezes o seguinte lançamento Moveis & Utensílios a Caixa Pg....... Estes erros são faceis de correção........ DA DUPLICATA DE LANÇAMENTO Dá-se a Duplicata de Lançamentos quando fizermos um mesmo lançamento duas vezes numa mesma conta...... 50$000 Estorno hoje ..... 70$000 Estornaremos............ por meio de estornos... Nos demais livros de escrituração analitica e sintética corrigem-se estes erros deste modo................... Corrigiremos estornando este lançamento assim: Deve Armando Colapietro 1 par de sapatos ................ por um armario ..... fariamos o inverso....... deste lançamento em duplicata .

..... Estorno Haver 15$000 15$000 15$000 No Contas Correntes: 1) Fizemos no deve da conta de Antenor Fortes.. 13$000 Generos que comprou . Haver 13$000 DA OMISSÃO DE LANÇAMENTO Dá-se Omissão de Lançamento quando nos esquecemos de fazer o registro de alguma transação.— 158 — Tambem nos demais livros. de Antonio Petrone ... 13$000 Estorno do lançamento ácima.. Deve Antenor Fortes Generos que comprou .............. Temos que estornar um............. Este caso é muito simples.... Supre-se a Omissão fazendo o lançamento que faltava. um lan-çamento duas vezes... Exemplos: Na caixa...... Temos que estorna-lo assim: Deve Caixa de Antonio Petrone . Dispensa exemplificação..... feito em duplicata ....... corrigimos estes erros por meio de estorno............. a Antonio Petrone .. 1) Lançamos no haver deste livro um mesmo lançamento duas vezes....... ...

VIII CAPITULO DOS BALANÇOS .

As contas diferenciais não fazem parte do Balanço. O resultado líquido entre o Ativo e o Passivo do Inventario constitue o lucro ( quando o primeiro é maior ) ou o préjuizo ( quando maior é o resultado ). Exercicio administrativo. O Balanço das aziendas agrarias é levantado do mesmo modo que nos demais patrimonios. pelo levantamento do seu ativo e passivo. Efetua-se o Balanço no fim de cada exercicio (1). Exercio agricola. Este resultado é demonstrado. São contas de resultado que servem sómente para demonstrar o lucro ou prejuizo apuredo. Especies.LIÇÃO XLVI Do Balanço Sumario – Conceito. pela conta de Lucros e Perdas. É necessario que o seja em periodos determinados. Fórmam o Ativo de um Balanço todas as contas dos consignatarios que apresentam saldo devedor. que se denominam exercicios e procedidos por um Inventario feito de acordo com o que expuzemos na lição XIX _________ (1) – Ver liçao seguinte . Constituem o Passivo todas as obrigações patrimoniais. DO BALANÇO Balanco é a apuração do estado patrimonial de uma azienda. isto é. Necessidade. que apresentam bens existentes na azienda.

E a melhor prova disto é que a lei o exige dos comerciantes. conforme a maneira de seu levantamento. Esta. Quando o Balanço é realisado sobre todo o patrimonio. quando tem por fim apurar o Ativo e Passivo da azienda. Conforme a epóca em que é realisado póde ser: a) Balanço de Abertura ou Inicial. quando feito para inicio das transações administrativas. Quando efetuado sobre parte ou partes da riqueza administrada. b) Balanço Periodico quando realisado de tempos a tem-pos. Para que os administradores não possam ser iludidos nas suas operações e nos resultados aparentes que muitas vezes certos negocios demonstram. O Balanço ainda póde ser: a) financeiro b) Economico conforme seja efetuado sómente sobre o movimento de caixa ou de todo o patrimonio. É tambem melhormente denominado Balanço de Exer-cicio. c) Balanço Final ou de Encerramento. Não assim dos agricultores. se negativo. a situação da azienda. Este é Geral. pois Balanço é uma apuração de todo o ativo e passivo. é uma denominação impropria. para terminação das operações. . DAS ESPECIES DE BALANÇO Os Balanços pódem tomar varias fórmas e carateristicos. deve-se levantar de tempos a tempos um Balanço para se poder conhecer o estado líquido do patrimonio.— 162 — DA NECESSIDADE DO BALANÇO É imprescindivel o levantamento do Balanço em todas as aziendas. Por este são como que apuradas as contas de resultado e os lançamentos de oitiva e o verdadeiro estado especifico do patrimonio se nos apresenta na sua nudês incontrastavel: E o administrador verá então o resultado dos seus esforços: se positivo. é verdade. Aquele é parcial. denomina-se Balanço Parcial. denomina-se Geral. aliás.

O grande professor italiano A. Torna-se dificil a fixação do exercicio quando se trata de estabelecimentos destinados á cultura dos campos ( Contabilidade Cultural ). como tambem deve compreender estas operações. Deve o exercicio como um periodo de gestão que é. . DO EXERCICIO RURAL Antes de iniciada a Contabilidade deve-se préviamente fixar a data do encerramento do exercicio agrario. SERPIERI (1) nas suas “ LEZIONI DI ECONOMIA RURALE ED ESTIMO “ nos ensina que o exercicio administrativo das emprezas rurais deve coincidir com a duração do “ ciclo produtivo da __________ (1) . 1922 paginas 52 a 53. A fixação do fim do exercicio é uma questão fundamental para poder demonstrar o resultado. porque há operações de produção que se extendem além daqueles tempo. a fixação do exercicio administrativo questão facil. Livorno. Chame-se tambem periodo de gestão. Não é. pois tratar de fixar o exercicio agrario.Ver Venanzio Mantilli: “ Valutazioni Agrarie “. ou operações dependentes do fator tempo. Deve-se. Principalmente em se tratando de azienda rural.— 163 — DO EXERCICIO ADMINISTRATIVO Denomina-se exercicio administrativo ao periodo da gestão patrimonial que vai de um Balanço a outro. procurar encerrar não só todas as operações realisadas para a produção. pois não há resultados administrativos que ultrapassem periodos maiores. comerciais e industriais ( 30 de Junho ou 31 de Dezembro ). a fixação do exercicio torna-se facil. porém. Na Contabilidade das empresas agrarias destinadas unicamente á criação de animais ( Contabilidade Pastoril ). positivo das operações administrativas. Póde ser estabelicido o mesmo que das administrações.

nos diz que na azienda agricola não existe um só ciclo de cultura e sim tantos quantos são as varias cultu-ras usadas e. ou es-colner-se um em que se encontrem suspnsos os trabalnos de cultura e poucos sejam os frutos pendentes. deve-se efetuar o Inventario. Demonstrações da Conta de Lucros e Perdas. pesar. Levantamento do Balanço. É por aquela operação que começa esta. inicio de todo Balanço. 1922 pag.— 164 — planta”. b) Plantas Plurianuais. ______ LIÇÃO XLVII Do Balanço (Conclusão) Sumario: . De acôrdo com esta classificação póde-se facilmente es-tabelecer o exercicio agrario. Modelo de Balanço. confórme tivemos ocasião de referir na lição XVL. fixando-lhe uma data segundo a época da colheita ou da vida. deve haver um exercicio para cada cultura. DO INVENTARIO Chegando no termo fixado para terminação do exercicio agrario. (2). Torino. E que devemos encerra-lo quando terminar a evolução das culturas. DO LEVANTAMENTO DO BALANÇO Levanta-se o Balanço patrimonial do seguinte modo: a) Fazendo a apuração do Inventario Geral: contas. para fácil estabelecimento do preço dos produtos para inventario. que levam mais de um ano para o seu desenvolvimento. medir e avaliar todos os bens. 172. . conforme a sua evolução: a) Plantas anuais. e produção c) Plantas Plurianuais de produção periodica. que são as que levam tempo para o seu desenvolvimento.Inventario. Deste modo aquele autor classificou as plantações em tres grupos. mas que produzem periodicamente. __________ (2) Augusto Argenziano: “ Le Aziende Agricole a Conduzione Diretta “. pois. que se desenvolvem e produzem em um ano.

No débito lançamos descriminada-mente o total de cada conta de resultado devedora. conforme a lição. No crédito descriminamos os saldos credores das contas de resul. Como toda conta a de Lucros e Perdas divide-se em duas seções: débito e crédito. Se estiver no Passivo houve lucro. . DA DEMONSTRAÇÃO DA CONTA DE LUCROS E PERDAS Levantado o Balanço deve-se tambem levantar a demonstração da conta de Lucros e Perdas para esclarecer a procedencia dos lucros ou prejuizos. e no Passivo todas as contas passivas. (1). houve prejuizo.— 165 — b) verificando se a escrita está certa. debitando-se-lhes ou creditando-selhes pela diferença devedora ou credora e levando-se a mesma importancia a crédito ou débito de Lucros e Perdas. XLVIII c) Saldando-se ao depois as contas que representam lucros e perdas ( Contas de Resultado ). Ativo e passivo. houve Lucro. e) Colocando-se no Ativo todas as contas ativas. d) Acertando-se as contas representativas de bens existentes. Quando o crédito da conta de Lucros e Perdas é maior do que o débito. quando é o débito que é maior. Se estiver no ativo o exercicio deu prejuizo.tado. Apresentamos o modelo do levantamento da conta de Lucros e Perdas e o modelo de levantamento de um Balanço: Demonstração da conta de Lucros e Perdas: _______ 1 – Em vez de débito e crédito alguns põem na demonstração de conta de Lucros e Perdas. apresentar-se-á no Ativo ou Passivo. Nesse quadro a conta de Lucros e Perdas (Resultado). pelo Inventario.

................. c|r Lucros deste exercicio ...... 100 10 000 000 000 000 5 000 4 132 000 000 33 10 10 890 000 000 000 000 000 120 000 210 000 000 000 3 833 9 385 000 16 015 000 9 934 14 151 000 000 173 257 000 173 275 000 ......... Saccaria Existencia ..... 5 Culturas diversas Idem..... idem .......... Caixa Dro. 210 000 Creações Idem............. Helena Guimarães.. Saccaria Pelos inutilizados .. Celleiro Productos no Paiol C/ Correntes Devedores existentes .......— 166— DEBITO Despezas Geraes Saldo desta conta........................ 95 000 2 510 090 CREDITO 3 120 000 600 000 4 700 000 9 385 12 810 000 000 12 810 000 MODELO DE BALANÇO: ACTIVO Obrigações a Receber Pelas em carteira Machinas Agrarias Pelas inventariadas............. idem.............................................. C/Correntes Credores existentes ......... Immoveis Pelos de n/ propriedade ................ Cultura de Café Lucros nesta conta ............. Obrigações a Pagar Pelas que acceitei Hypothecas Pela effectuada ..................... PASSIVO Capital Pelo realisado........................ Saldo de balanço .. Colonos Pelo debito desta conta .............................................. Juros e Descontos Saldo desta conta ... Penhores Agricolas Pelo contrahido. em cofre ...................

PARTE SEGUNDA DA CONTABILIDADE PASTORIL .

I CAPITULO DA PECUARIA .

Ceará. A Pecuária no Brasil pe uma das fontes de riqueza do país. tais como queijos. couros. tais como bovinos. que se dedicam á Pecuária é o que faz objeto dos nossos estudos nesta segunda Parte: é a Contabilidade Pastoril. Compreendemos por empresas pastoris. Pecuaria a nossa riqueza se baseia tambem na exploração dos produtos industriais fornecidos pelos diversos animais de criação e exploração ( industrias rurais pastoris ). ect. peles. Criam – se no Brasil as mais variadas éspecies de animais. A Pecúaria acha-se bem desenvolvida em quasI todas as zonas do nosso país. equideos. S. Como industrias consequentes da. lanigeros. que estudaremos em seus lineamentos principais nas lições e capitulos subsequentes.Paulo.LIÇÃO I Da Pecuaria Sumario: . A Contabilidade aplicada nas fazendas de criação. DAS EMPREZAS PASTORIS Emprezas Pastoris são as que se dedicam á criação de animais. DA PECÁRIA Denomina-se Pecúaria á criação de animais. manteiga. . etc. isto é. Mato Grosso. Emprezas Pastoril. suinos. A nossa vida ainda nela se baseia. caraterisando-se por ser fonte de riqueza nos Estados do Rio Grande do Sul.conceirto. etc. Minas Gerais. á pecuária. caprinos. Píaui. bem como na cultura dos campos. carnes em conserva. Goiás.

_____ . caraterisando-se pela exploração familial do sólo. e é a fórma que caraterisa a pequena propriedade. c) Pequenas. São as emprezas administradas e exploradas por uma familia. em cujo mercados os produtos da pecuária brasileira já ocupam importancia consideravel. confórme predomina o Capital ou o Trabalho. como tambem já produzindo para a exportação internacional. b) Médias.— 172 — não somente as fazendas de criação de animais com as que se dedicam muito especialmente á exploração dos produtos animais ( industrias pastoris ) Estas emprezas fórmam como acabamos de dizer uma das fontes de riqueza do nosso país. As emprezas Pecuárias como todas as demais especies de estabelecimentos rurais pódem ser classificadas em tres classes. Estudaremos agora tão sómente os principios especiais aplicaveis unicamente aos estabelecimentos pastoris. naquilo que satisfaça aos seus fins. Denominam-se emprezas Pecuárias Grandes aquelas em que predomina o trabalho. Pódem ser: a) Grandes. Emprezas Pecuárias Médias são aquelas em que prédomina o Capital. A’s Emprezas Pecuárias sáo aplicaveis todos os principios gerais que estudámos na 1ª. Parte deste livro. Emprezas Pecuárias Pequenas são as em que não há predominancia do Capital nem do Trabalho. produzindo produtos não só para o consumo interno.

os animais de criação. sejam ou não estimados. ( 2). como peles. Esta modalidade de Parceria é menos comum do que a Parceria Agricola. se outra cousa não se estipular “. tratar e criar. mediante uma quóta nos lucros produzidos “. continuam na propriedade do dono. As aves e os insetos não são incluidos nos contratos de Parceria Pecuária. Disposições legais. Constituem objéto de partilha as crias dos animais e seus produtos. vol. V termo 3º. crinas. Rio de Janeiro. ou de exploração. É esta a opinião de CLOVIS BEVILAQUA. O parceiro. DAS DISPOSIÇÕES LEGAIS SOBRE PARCERIA PECUÁRIA Estabelece o nosso Codígo Cívil os seguintes principios reguladores do contrato de Parceria Pecuaria: “ Art. não obstante ser tambem bastante usada.416 do Codígo Cívil estabeleu que “ dá-se a Parceria Pecuaria. 128. quando se entregam animais a alguem para os pastorear. lição (2) — “ Codígo Civíl Brasileiro Comentado “. pois sobre os semoventes. ____________ (1) — Ver I Parte. A Prceria Pecuária se verifica. tratador contribúi com o seu trabalho e com as despezas necessarias á exploração. A entrada social deste consiste. 1. lã e leite. defendida nestes termos: “ Os animais dados em parceria.417. A Parceria Pecuaria não transfere para outrem a propriedade dos animais dados em parceria. DA PARCERIA PECUÁRIA ( 1 ) O artigo 1. 1928.—173 — LIÇÃO II Da Parceria Pecuária Sumario: . apenas. no uso e gozo do capital fornecido. pag.Conceito. .

420. na falta. _______ LIÇÃO III Do Penhor Pecuário Sumario: -Cconceito. etc. Não póde ser objeto de penhor pecuário.423. Disposições legais. ou força maior. correrão por conta do parceiro tratador e criador. 1.— 174 — Art. Art. Salvo clausula em contrario.421. individuando-os claramente. suinos. no que não estiver regulado por convenção das parte.. no caso de evição. nenhum parceiro sem licença do outro. Art. Só pódem constituir objéto do penhor pecuário os bovinos. As despezas com o tratamento e criação dos animais. com todas as especificações. os insetos e aves de exploração dos estabelecimento rurais. que se obtenha dos animais mortos. 1. O primeiro proprietario substituirá por outros. ________ (1) Ver lição da Parte 1ª . É da essencia do penhor pecuário que no contrato de sua constituição sejajm declarados os animais dados em garantia. afim de não haver motivos para confusões. pertencentes ao capital. Salvo convenção em contrario.422.419. o gado grosso.418. 1. e. Art. pelo disposto nesta secção. o parceiro proprietario sofrerá os prejuizos resultantes do caso fortuito. Aplicam-se a este contrato as regras de sociedades. équideos. 1. Art. isto é. os animais evitos. 1. caprinos. poderá dispôr do gado. Ao proprietario caberá o proveito. 1. como tambem náo pódem constittuir-se objéto das parcerias pecuárias. DO PENHOR PECUÁRIO ( 1) Denomina-se Penhor Pecuário á modalidade de penhor efetuado sobre animais. não havendo acôrdo em contrario. Art.

ou. O penhor de animais não admite prazo maior de dois anos. e que regulam os contratos de penhor pecuário. Os animais da mesma especie. ficam subrogados no penhor. 785. “ Art. Art. _______ . que tiveram. se não constar de menção adicional ao respetivo contrato. Paragrafo único. Art. por negligente. 787. mas póde se prorogado por egual periodo. onde se achem. ameace prejudicar o credor. mas não valerá contra terceiros. Vencida a prorogação. ou exigir que se lhe pague a divida incontinente. Art. sob pena de nulidade. Quando o devedor pretenda vender o gado empenhado. averbando-se a prorogação no titulo respetivo.— 175 — DAS DISPOSIÇÕES LEGAIS SOBRE PENHOR PECUÁRIO São disposições estabelecidas pelo nosso codígo Cívil. Paragrafo único. sobre o assunto. poderá este requerer se depositem os animais sob a guarda de terceiros. 786. sem prévio consentimento escrito do credor. O devedor não poderá vender o gado empenhado. No penhor de animais. o penhor será excluido quando não seja reconstituido”. e o destino. 788. 784. o instrumento designa-los á com a maior precisão. Esta substituição presume-se. Art. particularisando o logar. comprados para substituir os morto.

II CAPITULO DA CONTABILIDADE PASTORIL .

Conceito. Nesta uma das mais importantes questões é a que se refere á fixação do exercicio administrativo. E. Escrituração Pastoril. e. lição .LIÇÃO IV Da Contabilidade pastoril Sumario: . Assim facil se torna a apuração do resultado final dos exercicios administrativos. contrôle e registro de todos os fatos administrativos das emprezas rurais naas aziendas rurais destinadas á pecuária ( criação de animais ). lição (2) Ver I Parte. (2) ______ (1) Ver I Parte. Os fatos administrativos das emprezas de que ela se ocupa não são tão complexos quanto os de outras especialisações contabilisticas. DA CONTABILIDADE PASTORIL A Contabilidade Pastoril é a especialisação da Contabilidade Rural que tem por fim o estudo e pratica das funções de orientação. como vervi-gratia. na propria Contabilidade Rural a qe se ocupa das aziendas destinadas á plantação dos campos ( Contabilidade Cultural). a Contabilidade Publica. A Contabilidade Pastoril tanto se ocupa das operações técnicas quanto comerciais dos estabelicimentos rurais em que é aplicada. (1) na Contabilidade Pastoril este póde comerçar e terminar em qualquer época. além do mais ela é uma das mais faceis especilisações contáveis. Não dependem a emprezas de que trata esta de fatores externos tão complexos como os que influem na produção das fazendas de plantação. E’ ocioso salientar a importancia da Contabilidade Pástoril.

apresentando-nos tambem o resultado liquido desses fatos administrativos. Exemplificação DAS CONTAS NA CONTABILIDADE PASTORIL (1) As contas são os registros dos fatos administrativos. o patrimonio liquido e o resultado do exercicio. economica e financeira ). XXII. pois é nelas que se assentam as operações efetuadas. apresentando em periodos determinados preestabelecidos ( exercicio ). É a Escrituração quen nos fornece os elementos para a apuração do estado patrimonial ( situação da adminstração: especifica. o resultado total do exercicio e os resultados parciais ( resultados de contas ). Nela devem ser adotados quaisquer métodos de registração. cientifíca e a Escrituração na sua parte técnica. . Além disso é ela que.— 180 — DA ESCRITURAÇÃO PASTORIL A escrituração Pastoril registra as operações administrativas das empresas pastoris. E’ tudo isto que nos demonstra a Contabilidade com a sua função orientadora. dando o numero exigno de fatos de que se ocupa. São a base de todo sistema contábil. E’ assaz facil. lição. bem como as mutações que surgem neste. só com a Escrituração Pastoril podemos nos orientar na efetuação das nossas operações para consecusão dum excedente sobre o custo ( lucro ) que nos proporcione as vantagens da industria. o patrimonio bruto. __________ (1) Ver 1 Parte. Classificação. a modificação das contas. pois. sendo uma das mais importantes funções da Contabilidade Pastoril nos fornece os elementos para a apuração do custo real da produção e. _________ LIÇÃO V Das Contas na Contabilidade Pastoril Sumario – Conceito. Esquema desta. prática.

b) A Depeza. DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS NA CONTABILIDADE PASTORIL As contas na Contabilidade Pastoril. nos apresenta duas partes distintas: a) A Receita. dada a classificação que já adotámos de contas da Contabilidade Rural. que compreendem as transações que têm o carater de atos de comercio. Estas contas pódem apresentar lucro ( crédito maior do que o débito ) ou prejuizo ( débito maior do que o crédito ). Dissemos há pouco que não é esta uma Contabilidade dificil porque as ordens de contas que se abrem não são multiplas. em que anotamos os gastos efetuados para a obtenção do resultado. que representa as operações efetuadas pela administração rural. . b) Contas do Exercicio Pastoril. em que são registradas todas as utilidades produzidas pelos animais. E’ bem simples a classificação destas contas e. bem como a sua escrituração. Poucas são e variam tambem muito pouco. Estas pódem ser de Receita ( produtos ) ou de Despeza ( gastos ). propomos tambem classificar as contas de Contabilidade Pastoril em quatro grandes classes: a) Contas de Capital. d) Contas de Lucros e Perdas. Caraterisam-se tão sómente pela diversidade de nomes com que se apresentam os diversos animais de criação. como tambem todos os que servem para auxiliar esta e os atos administrativos que representam as despezas e gastos necessarios. Pódem ser por débito ( direitos ) ou por crédito ( obrigações ). representando os diversos animais de criação e todas as demais operações acessorias efetuadas para a criação e produção dos mesmos.— 181 — Na Contabilidade Pastoril as contas representam não só os diversos objétos da exploração industrial ( animais de criação ). c) Contas das Operações Comerciais. que represnta os valores que constituem o patrimonio inicial da empreza. formadas pelo resultado das operações do exercicio.

QUADRO ESQUEMATICO DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS NA CONTABILIDADE PASTORIL .— 182 — Apresentamos a seguir o quadro esquematico da classifi-cação ácima.

não pretendemos nesta lição definir o fim de cada conta aplicavel na Contabilidade Pastoril. Jogo escritural identico a conta de Suinos. etc. burros. É debitada pelos adquiridos e nacidos. Credita-se por Lucros e Perdas. E’ debitada pela tósa do lã e creditada pela lã vendida. Equideos. Lã. Caprinos. na importancia correspondente ás despezas gerais. . Representa essa ordem de animais de criação. E’ debitada por estas e creditada pelas vemdidas. cabritos e outros animais da mesma raça. Por isso. etc. álem das já enumeradas na 1ª Parte. E’ debitada pelos que prestam serviços e suas depezas de manutenção e tratamento. Representa ass cabras. Cavalares. Representa as peles extraidas dos diversos animais mortos. jumentos. Joga com o mesmo movimento de débito e crédito de Suinos. Representa as disversas especis de gado vacum. Escrituração idêntica á de Suínos. Representa os animais de lã ( carneiro ). Representa os produtos lanigeros extraidos dos carneiros e outros animais de lã. bem como pelas despezas de sua manutenção e creditada pelos vendidos ou mortos ou dados. Representa os cavalos. Esta conta póde ser subdividida em varias classes como Muares. Animais de Trabalho. Seria pueril afirmar o contrário. Peles. Represnta os diversos animais que são utilizados nos serviços do estabelecimento rural. Suinos. por ocasião de balanço. bestas. Bovinos. eguas.— 183 — DAS CONTAS USADAS NA CONTABILIDADE PASTORIL Não é possivel a fixação do numero de contas exigiveis numa Contabilidade. São contas que usualmente surgem na Contabilidade Pastoril. Procuraremos tão só mente mostrar a significação de algumas das mais necessarias e carateristicas. Lanigeros. Movimento de escrita identico á Suinos.

cabras. idem. Representa o leite fornecido pelos diversos animais ( vacas. Penhor Pecuário. lição . etc ). Pódem ser adotados na Contabilidade Pastoril os livros que se fizerem necessarios. Crinas. E’ debitada pelo leite apurado e creditada pelo vendido ou empregado em fabricação de outros produtos ( manteiga. Por isso. Leite. pois que são eles que fixam o momento carateristico que imprime mutação nos patrimonios. etc. para os estabelecimentos pastoris. Movimento identico á conta anterior.— 184 — Couros. ). O seu uso em Contabilidade é indispensavel. A lei não estabelece a obrigatoriedade de livros de Escrituração. Além dos livros citados (1) e que pódem ser usados indiferentemente nas emprezas pastoris ou culturais. Sem eles não se póde fazer a Escrituração – função fundamental da Contabilidade. ____ LIÇÃO VI Dos Livros de Contabilidade Pastoril Sumario: . o Regis- ________ (1) Ver 1 Parte. DOS LIVROS NA CONTABILIDADE PASTORIL Os livros de escrituração são os registros das operações efetuadas. queijos. São eles que fixam o movimento transacional das aziendas. Representa por crédito os animais penhorados pela administração e por débito o resgate dos penhores. E’ nos livros que são registradas e abertas as contas. citaremos como especiais á Contabilidade Pastoril varios outros tais como o Registro de Creaçoes. o Auxiliar Creações. Rperesenta os couros extraídos dos animais mortos. Idem. registro de todos os fatos administrativos.Conceito. fica a criterio do contador da empreza rural pastoril a adoção dos livros que queira usar em sua Con-tabilidade.

DOS REGISTROS DE ANIMAIS A contabilidade Pastoril tem por escopo precipuo a exploração dos animais. etc. Deste modo torna . Especies. Deve-se procurar ter as anotações mais minuciosas sobre tudo que se refira aos animais que formam a riqueza do estabelecimento rural. Denominamos pois. Deste modo fica explicada a necessidade dos inumeros livros para Registro dos Animais que costumeiramente são adotados nas emprezas pastoris. Registro de Equideos. o Registro de Animais que pódem ser subdivididos em Registro de Engorda dos Suinos. _______ LIÇÃO VII Dos Registros de Animais Sumario: .Conceito. E’ ela que representa os objétos da industria. Esta pode ser feita por meio de criações e de explorações dos produtos fornecidos pelas diversas especies animais. é ela que se torna o meio economico ( comercial e industrial ) para o fazendeiro apurar lucros ou prejuizos. Registro de Caprinos. Registro de Suinos. Registro de Bovinos. Registros de Animais á serie de livros e registros que têm por fim fixar os fatos administrativos: a) Registro de Criações b) Livro de Criações c) Registro dos Animais de Trabalho Registro de Engorda dos Suinos . Por isto a conta de Animais é a mais importante das aziendas pastoris.— 185 — tro de Animais de Trabalho.se patente a necessidade de ter bem contabilisados todos os fatos que afetam direta ou indiretamente os animais.

registrando por débito e crédito as despesas e produtos proporcionados pelos diversos animais. e creditado por ocasião de balanço pela importancia das despesas gerais. de cada especie de criação. Modelo. para engorda. Os “ Registros de Criações ” servem para a anotação minuciosa de cada animal isolado.— 186 — DAS ESPECIES DE REGISTRO DE ANIMAIS O livro auxiliar “ Criações “ tem por fim a anotação dos fatos verificados com as diversas especies animais. Desse modo deverá haver um “ Registro de Suinos “. São . um “ Registro de Equideos “. um “ Registro de Bovinos “. Nas lições seguintes estudaremos estes livros detalhada e especialmente. esclarecendo os débitos ( despesa ) e créditos ( receita ) que produzem. DO LIVRO DE CRIAÇÕES Este livro serve para o registro dos animais de criação das fazendas. O “ Registro dos animais de Trabalho “ servirá para a anotação dos que são utilisados nos diversos serviços da empreza rural. E’ debitado pelos suinos que são levados á séva e suas despesas. e creditado pelas vendas ou morte. como também demonstra a receita e despesa de cada conta. _________ LIÇÃO VIII Do Livro de Criações Sumario: . Devem ser tantos numa fazenda quantas são as diversas especies de animais que são objéto da exploração. e pela apresentação do resultado das operações realisadas. etc. um “ Registro de Caprinos “.conceito. de acôrdo com os animais que formam objéto da exploração comercial e industrial. Escrituração. Demonstra a existencia dos animais. sendo debitado pelas despesas especiais e valor dos animais. O “ Registro de Engorda de Suinos “ serve para a anotação dos animais desta especie que se acham no chiqueiro. isto é.

— 187 — elementos componentes da receita dessas contas: carne. DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO DE CRIAÇÕES Escritura-se este livro em ordem sistématica. classifican-do-se os animais pela raça e especie animal. no crédito. Há pórem dois processos diversos para o jogo escrituracional das contas deste livro: a) O processo mais comum. Equideos. que constituem o fim das operações dos estabelecimentos agrarios. sustento. Este livro compreende sómente os animais que constituem objéto de exploração. etc. com a designação da quantidade de cabeças e o valor da especie animal pelo ultimo balanço. e. crias. despesas com os empregados. No caso de morte ou venda ou nascimento ou compra lançamos como se vê adiante. trato. Abrem-se tantas contas são estas. aconselhamos e julgamos melhor é o seguinte. DOS MODELOS DO LIVRO DE CRIAÇÕES Apresentamos a seguir dois modelos de duas contas abertas no Livro de Criações. segundo o nosso processo: . que assim apresentará um lucro ou prejuizo. sem modificar o valor total que será verificado por balanço. couros. pele. bem como a existencia dos animais pela raça. lã. Suinos. Apura-se o resultado pelo nosso processo vendo — como ácima —a diferença entre a receita e despesa. Desse modo apura-se o resultado somando-se o débito ( despesa ) e o crédito ( receita ). Compõem a despesa dessas contas: mortes. etc. etc ). leite. subtraindo o menor do maior a diferença entre um e outro será o lucro ( se a receita fôr maior ) ou o prejuizo ( se for maior a despesa ). O livro de Criações apresenta varias colunas em cada pa-gina: uma para a Despesa outra para a receita e outras para demonstrar as raças da especie animal. e escriturar aí no débito o valor da especie animal e suas despesas diversas. segundo o qual basta abrir uma conta para cada especie de criação ( Bovinos. b) O processo que adotamos. para ilustração. os produtos da exploração.

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morto ou dado ). Modelo. E’ o registro isolado de cada animal. etc. individuação. se foi comprado o preço de compra. nascimento ou ganho. Na coluna para a saída registra-se a data em que se deu esta e por que modo saíu ( se vendido. Tudo isto na coluna especial de Entrada. A anotação dos fatos administrativos oriundos dos diversos animais póde ser feita sintéticamente como no livro anterior. etc. Estes livros devem ser bem minuciosos. com a apresentação de todos os seus carateristicos. DOS REGISTROS DE CRIAÇÕES Registros de Criações são os registros especiais das diversas especies animais. terem todos os esclarecimentos. Aí fazem-se todas as anotações necessarias para nos mostrar a vida do animal. E’ um complemento do livro anterior e uma como que biografia de cada especie animal. por estes livros nós temos a biografia de cada especie animal não só.— 189 — LIÇÂO IX Dos Registros de Criações Sumario: . bem como a sua filiação. um “ Registro de Bovinos “. ou analiticamente como neste. o preço. Escrituração.Conceito. por especie. um “ Registro de Caprinos “. etc. Deste modo. pois devem demonstrar a bíografia de todos os animais. como tambem de casa animal isolado desde o dia em que entrou para a Fazenda até o em que saiu: . Deve-se adotar tantos Registros quantas são as especies de animais de criação. desde a sua compra. DA ESCRITURAÇÃO DOS REGISTROS DE CRIAÇÕES Cômo dissemos ácima devemos adotar um livro. Assim dever-se-á ter um “ Registro de Equideos “. um Re-gistro para cada especie animal.

bastando tão somente fixar os carateristicos peculiares a cada animal. Não obstante. Baséia-se na natureza. para orientação apresentamos a seguir um medelo do REGISTRO DA CRIAÇÃO DE BOVINOS. . Por esse modelo qualquer contador organisará o “ Registro “ de que necessitar. carateristicos e vantagens de cada especie animal e raça. Não é possivel a uniformisação.— 190 — DOS MODELOS DO REGISTRO DE CRIAÇÕES Os modelos variam de animal para animal.

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Apresentamos o modelo de uma conta escriturada neste livro: . pois. O que apresentamos é o que se nos afigura mais facil e tão eficiente quanto os que mais o sejam comportando ainda sub-titulos conforme a especie de animais. E’ para a escrituração das despesas cm estes animais e para o registro dos lançamentos de crédito ( valor do trabalho animal ) que nos utilisamos deste registros. Ha os que têm este destino ( exploração industrial e comercial ) e os que são destinados ao trabalho dos campos. DO MODELO DO REGISTRO DOS ANIMAIS DE TRABALHO Ha varios modelos usados. Escrituração. DO REGISTRO DOS ANIMAIS DE TRABALHO Nem todos os animais são destinados á criação. Registros dos Animais de Trabalho são. Modelo. os livros destinados á escrituração de todos os fatos administrativos que afetam os animais destinados ao trabalho das fazenda.— 192 — LIÇÃO X Do Registro dos Animaes de Trabalho Sumario – Conceito. nas fazendas.

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Modelo. Conferencia. O registro de que agora tratamos serve para registrar estes produtos. Abre-se uma em cada pagina uma conta para cada especie de animal usado nos serviços da administração e aí escritura-se no débito toda despesa com manutenção. e seria um maior serviço sem resultado eficiente.. São ambas contas de resultado ( o trabalho do animal valorisado e as despesas com a sua manutenção ). E’ uma cousa natural. Avaliação do esterco. ordenados aos empregados encarregados dos mesmo. DO REGISTRO DE ESTERCO E ADUBOS Esterco são produtos excrementicios fornecidos pelos animais e que têm força fertilisante energica. mas que julgamos ociosa. Erros. trato. Adubos são produtos quimicos ou naturais que servem para dar novas propriedades de fertilisação ao sólo. afim de tambem ser contabilisado.Conceirto. No crédito escrituram-se os lançamentos refentes á produção do esterco animal.— 194 — DA ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DOS ANIMAIS DE TRABALHO O modo de escrituração deste Registro é bem simples e obedece aos mesmos principios da escrituração dos livros anteriores. . _____ LIÇÃO XI Do Registro do Esterco e Adubos Sumario: . Por ocasião de balanço saldam-se as despesas por Lucros e Perdas. Escrituração. Este registro é de escrituração simples: por débito e crédito sómente. etc. É necessario para a sua contabilisação que se dê um valor monetario aos estercos e adubos.. Alguns aconselham dár um valor ao trabalho prestado pelos animais.

— 195 — DA AVALIAÇÃO DO ESTERCO JOSE’ WALTZL. 1929. No caso presente tomamos para 1 quilograma de adubo quimico que contém azoto — salitre de Chile — o preço de 400 réis. de esterco de curral representa.Wolf cada 100 kg. o valor de 650 réis o que corresponde a 1. que negociam estes adubos quimicos. para sulfato de potassio e super-fosfato 200 réis. o kg. substancias mais importantes para a nutrição das plantas. para acharmos o seu valor em dinheiro precisámos primeiramente saber quais as substancias componentes do mesmo esterco e pricipalmente em relação ao azotto. Uma vez conhecidas estar partes ácima referidas podemos calcular o seu valor em dinheiro comparando com o preço de um kilograma do adubo quimico correspondente. 25. de esterco de Curral contém 0.04 de potassio 0. Bem assim na média segundo E.90 az. = 0. _________ (1) “ GUIA para a Contabilidade Agricola “. 1. .42 de acido fosforico e para acharmos o valor em dinheiro temos: Azotto Potassio Acído fosf. potassio e acido fosforico. a $500. salvo nas imediações de cidades. = 0. cujo preço facilmente podemos conhecer pelas casas comerciais. neste caso. o kg. = 1.040 x 200 = 208 rs. Rio de Janeiro.90 x 400 = 360 rs. nos ensina como devemos atuar para avaliar eficazmente o valor do esterco produzido pelos animais: (1) “ Sendo o esterco do curral em geral um produto que não representa valor no mercado.000 kg.42 x 200 = 84 rs Portanto cada 100 kg. pag.

Quando fornecer. será creditada. valor ) e outra para adubos. Por este processo a qualquer momento temos a certeza da quantidade de esterco produzido. bem como os resultados. . outra para historico. com os mesmos carateristicos. quantidade saida. a quantidade vendida e a existencia. uma seção para estercos ( com os carateristicos: quantidade entrada.— 196 — DA ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DE ADUBOS E ESTERCOS Compõem-se este livro de uma coluna para data. Quando a conta receber nos lhe debitamos. valor.

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— 198 — DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE ESTERCO E ADUBOS Confere-se este livro pela sua conta correspondente no Razão. O saldo desta deve conferir com a diferença entre a Entrada de Estercos e Adubos e a Saída de ambos. DOS ERROS NO REGISTRO DE ESTERCO E ADUBOS Os erros que surgirem neste Resgistro deverão ser corrigidos pelos mesmos principios ensinados na 1ª Parte. lição XXXV. .

PARTE TERCEIRA DA CONTABILIDADE CULTURAL .

I CAPITULO DAS EMPREZAS CULTURAIS .

Não obstante a industria Pastoril ser uma das nossas maiores fontes de riqueza. economica. então. a plantação de cereais e outros produtos do sólo ( agricultura ) e muito mais tarde a industria piscicola e outras. Suas Operações. Só mais tarde sentiram êles a necessidade de cultivar esses elementos indispensaveis á manutenção de suas energias vitais. como já vi-mos. um dos seus esteios. As emprezas rurais destinadas á plantação dos campos pódem ser consideradas como uma das primeiras manifestações produtoras do homem. ) indispensaveis á manutenção da vida hu-mana. é. bem como da caça e da pesca. . Surgiram.LIÇÃO I Das Emprezas Culturais Sumario:-Conceito. Da administração DAS EMPREZAS CULTURAIS Denominam-se Emprezas Culturais ás organizações eco-nomicas agrarias destinadas á cultura dos campos. a cultura da terra que quasi sustenta a nossa economia. cereais. pórem. etc. país agrario por ecelencia. essas primitivas modalidades industriais que são a criação de a animais ( industria pastoril ). Como sabemos os povos primitivos viviam da colheita dos frutos e raizes que a natureza lhes fornecia. raizes. No Brasil. ela pe. Ocupamse esses estabelecimentos da produção dos alimentos ( frutos. Deste modo vemos que desde os primeiros tempos a agricultura se fez sentir de grande necessidade. Por isso é indispensavel que se deixe de estudar a Contabilidade aplicada nas aziendas.

São exemplos de operações técnicas todos os trabalhos de lavoura ( derribada de matas. lição — onde tratamos em tése desta materia. plantío. como são os mesmos principios tanto. reportamos o leitor á 1ª. originando as diversas situações jurídicas da empreza para com as pessoas. São operações técnicas ou industriais as que têm por fim as operações destinadas á produção rural. E. a venda dos produtos. DA ADMINISTRAÇÃO ECONOMICA DAS EMPREZAS RURAIS A administração ecomonica das emprezas agrarias culturais obedece aos mesmos principios aplicaveis ás demais emprezas economicas. etc.— 204 — destinadas á cultura dos campos. b) Operações comerciais. etc. ). emprestimos. colheita. Operações comerciais são as que ocupam das transações mercantís entre a empreza e seus freguezes ( correspondentes ). cobranças. DAS OPERAÇÕES DAS EMPREZAS CULTURAIS Na multiplicidade dos fatos administrativos oriundos das operações das empresas culturais podemos distinguir duas ordens de operações especiais: a) Operações técnicas. compra de materiais. . Parte. Como exemplos de operações comerciais dos estabeleci-mentos agrarios culturais. limpa. capina. pois sabemos ser esta ciencia uma das bases indispensaveis á toda boa organisação economica. para a Contabilidade Pastoril quanto para a Cultural. citaremos.

quando uma pessôa céde um predio rustico a outra. Como uma modalidade de contrato de locação que é.Conceito. Disposições legais. repartindo-se os frutos entre as duas. Mas póde se dar tambem a parceria por prazo indeterminado. DA PARCERIA AGRICOLA Segundo a definição do artigo 1410 do nosso Codigo Civil.— 205 — LIÇÃO II Da Parceria Agricola Sumario: . de acôrdo com o nosso direito das obrigações o contrato de Parceria Agricola só poderá ser rescindido mediante aviso prévio de seis mêses. O fim do contrato de Parceria Agricola é o direito que o proprietario transfere ao seu parceiro de cultivar os seus campos. E’ uma expressão que poderá dar á primeira vista a entender de que se trata unicamente de predios ou construções. A Parceria Agricola é geralmente contratada por prazo que depende varialvelmente do tempo necessario para uma cultura produzir. se houver alienação do imovel dado em parceria. mas o adquirente deverá esperar pela colheita futura que fôr resultado do trabalho do colono. na proporção que estipularem “. E. Quando por prazo indeterminado a Parceria Agricola se desfaz com a alienação do imovel. o adquirente fica subrogado nos direitos e deveres do alienante até conclusão do contrato. “ dá-se a parceria agricola. para ser por esta cultivado. . á Parceria Agricola se aplicam as regras de locação de predios rusticos. Na primeira ipotese. comquanto ela signifique ímoveis rusticos. A definição ácima emprega a expressão restrita de “ predio rustico “ para designar no seu sentido juridico uma fazenda ou terras para cultura. no sentido usualmente empregado. mediante repartição convencional dos frutos apurados.

1. ( Idem. incluindo neste caso os arrendatarios. ficando subrogado o adquirente nos direitos e obrigações do alienante. caso em que durarão quanto baste para se ultimar a colheita ( Idem art.— 206 — Pódem effectuar contracto de Parceria Agricola todas as pessoas que forem livres proprietarios dos seus bens immoveis ruraes. 1.412 ) c) A Parceria Agricola não passa aos herdeiros dos constratantes. _______ LIÇÃO III Do Penhor Agricola Sumario: . ( Codigo Cívil. ) d) Aplicam-se este contrato as regras da locação de predios rusticos. Disposição legais. DO PENHOR AGRICOLA Penhor Agricola é o contrato que se efetúa sobre bens pertencentes aos estabelecimentos agricolas ( emprezas culturais ).1. Art. eceto se estes deixarem adeantados trabalhos de cultura.Conceito.414). DAS DISPOSIÇÕES LEGAES SOBRE PARCERIA AGRICOLA São dispositivos expressos estabelicidaos pela nossa legislação sobre o contrato de Parceria Agricola.411 ). (Idem art. b) Os riscos de caso fortuito ou força maior correrão em comum contra o proprietario e o parceiro ( Idem. e) A Parceria Agrícola subsiste quando o predio for alienado. se os não assumir expressamente.415). . não se.413. lição. artigo 1. _________ (1) Ver 1 parte. álem de outros que poderão ser estabelecidos pela partes contratantes: a) O parceiro incumbido da cultura não responderá pelos encargos do predio. artigo 1. (1).

pena de nulidade. _________ (1) Ver 1 parte lição . sobre êle constituir penhor agricola.— 207 — O Penhor Agricola póde ser efetuado não só sobre bens moveis como imoveis. 782. por este dada no proprio instrumento de constituição do penhor. alambiques. ulteriormente prorogavel por seis mêses. IV — Lenha cortada ou madeira das matas. não obstante classificar desse modo a Parceria Rural. — Se o prédio estiver ipotecado. Como dissemos atrás (1). citam-se as maquinas. no Capitulo em que deste assunto tratamos o nosso Codigo Civil (art 781 e seguintes) não faz a distinção que aqui salientamos: entre Penhor Agricola e Pecuário. quer de produção expontanea do sólo. II — Colheitas pendentes ou em via de formação no ano do contrato. III — Frutos armazenados. em ser. pois este só póde ser efetuado sobre bens moveis. DAS DISPOSIÇÕES LEGAIS SOBRE PENHOR AGRICOLA O nosso Codigo Cívil regula o contrato de Penhor Agricola. estabelecendo os seguintes principios: Art. Nesta modalidade de Penhor a tradição real não é da sua essencia. não se poderá. ou beneficiados e acondicionados para a venda. Aliás. colheitas pendentes. quer resultem de prévia cultura. produtos. preparada para o córte. esta modalidade do Penhor é como o denominam os juristas “ Uma degenerecencia do contrato de Penhor ”. 781 – Pódem ser objéto de penhor agricola: I — Maquinas e instrumentos aratorios ou de locomoção. — O penhor agricola só se póde convencionar pelo prazo de um ano. Dentre os bens agricolas sucetiveis de Penhor. sem anuencia do credor ipotecario. Art. Art. etc. 783.

II CAPÍTULO DA CONTABILIDADE CULTURAL .

Escrituração cultural. bem como o resultado dos diversos exercicios. Ela tem por fim a anotação de todas as operações produtoras e comerciais das emprezas agrarias culturais. O registro das operações ténicas compreende toda a ordem de fatos administrativos que têm por fim a produção rural. bem como o resultado que provém dessas variações. O registro das operações comerciais compreende o dos fatos que se ocupam com a parte propriamente mercantil do estabelecimento cultural. as suas operações economico-administrativa pódem ser de duas ordens: a) Operações técnicas. desmonstrando assim a utilidade e maior vantagem na exploração de determinadas culturas. Por isso. A Contabilidade Cultural nos demonstra a todo e qualquer momento as variações que sofrem os diversos bens patrimoniais. contróle e registro dos atos e fatos da administração das aziendas agrarias destinadas á cultura dos campos. b) Operações comerciais. . DA CONTABILIDADE CULTURAL Contabilidade Cultural é a especialisação da Contabilidade Rural que tem por fim o estudo e prática das funções de orientação.LIÇÃO IV Da Contabilidade Cultural Sumario – Conceito.

Elas demonstram não só o movimento das culturas. as variações que estas sofrem bem como a origem dessas mutações. Servem para demonstrar o estado economico de todos os bens movimentados. as contas culturais se compõem de duas seções distintas: a) Receita b) Despeza Na receita (crédito) são escriturados os rendimentos . bem como a apuração do custo real de cada produto em exploração ______ LIÇÃO V Das Contas na Contabilidade Cultural Sumario: .— 212 — DA ESCRITURAÇÃO CULTURAL A Escrituração Cultural tem por fim. Esquema. denominado exercício. Ela nos demonstra não só o resultado das transações efetuadas num período de funcionamento. na Contabilidade Cultural. como tambem o de todos os fatos efetuados nas aziendas agrarias. Tambem nos fornece a Escrituração Cultural os elementos indispensaveis para a apuração dos resultados (bruto e liquido) das operações realisadas. DAS CONTAS NA CONTABILIDADE CULTURAL As contas são os registros dos fatos administrativos da mesma natureza.E’ nas contas que se assenta todo o edifício contável. Classificação.Conceito. como também o estado especifico e econômico de cada conta. Exemplificação. bem como os resultados das transações efetuadas. Como as contas da Contabilidade Pastoril. E’ um sistema de funções que serve para nos demonstrar o resultado estatistico e economico de cada valor movimentado nas emprezas culturais. o registro grafico de todas as operações dos estabelecimentos agrarios culturais.

segunda edição. por ser assunto já por nós estudado em nosso 1º volume “CONTABILIDADE GERAL”. escrituracional. todas as utilidades produzida. em qualquer que seja a especialidade da azienda rural (pastoril ou cultural) DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS NA CONTABILIDADE CULTURAL As contas na Contabilidade Cultural pódem ser classificadas de diversos modos. lição as contas na Contabilidade Cultural pódem ser classificadas do mesmo modo que as da Contabilidade Pastoril. Os carateres modelos. vantagens. confórme o aspéto sob o qual são encaradas. 1929. lição XXIX e seguintes. Interessa-nos agora a classificação das contas sob o aspeto técnico. métodos de escrituração e demias carateristicos das contas são identicos e sempre os mesmos em qualquer que seja a especie de administração (pública ou privada). elementos. Apresentamos a seguir o quadro esquematico da classificação das contas na Contabilidade cultural: .— 213 — proporcionados pelas cousas que as contas reprsentam. Cientificamente nos excusamos de apresentar as diversas classificações. Na despeza (débito) são anotados os gastos feitos com as diversas contas. Segundo a classificação já adotada por nós na 1ª Parte.

— 214 — ESQUEMA DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS DA CONTABILIDADE CULTURAL .

algumas das principais contas usadas na Contabilidade Cultural. bem como para ensacamento dos produtos já beneficiados prontos para a venda. Além das contas comuns á Contabilidade Pastoril. Representa a mesma cousa que a conta anterior. “Cultura de Milho”. Esta conta representa o conjunto das pequenas culturas da empreza agraria. “Cultura de Laranjas”. Enumeração DOS CULTURAL LIVROS NA CONTABILIDADE Como sabemos as contas são escrituradas nos livros de contabilidade. Beneficiamento. “Cultura de Feijão”. Representa as despezas com as maquinas de beneficio dos produtos colhisdos. _______ LIÇÃO VI Dos Livros na Contabilidade Cultural Sumario: . sintético ou analitico de todas as operações dos estabelecimentos administrativos. onde são registrados a sua receita e despeza. Representa os sacos utilisados para colheita. “Cultura do Trigo”. poderemos citar detre varias as seguintes: Contas de Cultura. Estes servem para o registro cronologico.— 215 — DAS CONTAS DA CONTABILIDADE CULTURAL Como quando tratámos da Contabilidade Pastoril vamos definir agora. tais como “Cultura de Café”. etc. Conforme a cultura que se quizer anotar especialmente esta conta póde receber diversas denominações. Sacaria. “Cultura de Arroz”. Pequenas Culturas. Registro Cronologico é o que serve para a escrituração .Conceito. “Cultura de Batata”. “Cultura de Açucar”. Classificação. “Cultura de Bananas”. “Cultura de Cana”. Estas contas representam o registro sintético de todas as operações com as culturas especialisadas da fazenda. Culturas diversas.

de Armazem. Contas Correntes. Mas os livros de escrituração são adotados na Contabilidade Cultural – como em todas as contabilidades especiais – de acordo com as necessidades da administração. ver a 1ª Parte deste volume. e seguintes. Imoveis. mês e ano. Serviços de Capitalisação. Maquinas Agrarias. Devem demonstrar o mais claramente possivel todas as particularidades que chegam a afetar o patrimonio. ALGUNS LIVROS DA CONTABILIDADE CULTURAL Os livros principais que usualmente aparecem na Conta-bilidade Cultural são. lição XXXII e seguintes. de Colonos. Caixa. Livro de Armazem. Exemplo: O Razão. e a Pagar. do Ponto. Titulos a Receber. Razão. Exemplo: O Diario. de Beneficiamento. sob o ponto de vista contábil. do Paiol. Exemplo: Contas Correntes. Animais de Trabalho. detalhando tudo. Registro Analitico é o que escritura os livros com todas as minudencias. Registro Sintetico é o que serve para a anotação sumaria contábil das operações com as diversas contas.— 216 — de todas as operações por ordem de data: dia. para melhor especialisação o nosso 1º volume (CONTABILIDADE GERAL). Culturas Diversas. 2ª edição. Cultura de Café. o Borrador. especificando. Uma das classificações mais interessantes já demos ácima. conforme o aspéto sob qual o queiramos encarar. Quanto a outras classificações. etc. o Borrador. . ordem e regularidade de serviços. etc. etc. Diario. ou. dentre outros. lição XXXII. DA CLASSIFICAÇÃO DOS LIVROS NA CONTABILIDADE CULTURAL Os livros de escrituração pódem ser classificados de inumeros modos.

e de toda a receita proporcionada. Mo- DOS REGISTROS DAS CULTURAS Servem estes livros para a anotação de todas as despezas com as diversas culturas. como sejam: a) Periodo de Instalação que abrange os tres primeiros anos da cultura e só apresenta despezas. ______ LIÇÃO VII Dos Registros das Culturas Conceito. 1922 . do que são característicos da Contabilidade Cultural. Cada um destes livros servirá para a escrituração de todas as despesas com a respetiva cultura.17 Jose Waltzl: “ Guia pa a Contabilidade Agricola” Rio. compreendendo o quarto e quinto ano. delos. _______ (1) pag. tendo em vista os tres periodos por que passa a respetiva cultura. “Cultura de Fumo”. desde o preparo do terreno até á colheita. confórme a cultura que se tem em vista. Estes Registros pódem ser diversos. c) Periodo de franca Produção. etc. do sexto ano em diante. isto é. para ao final se saber o resultado positivo proporcionado. diferentes para cada fase da cultura desse produto. tais como: Registro de “Cultura” de Café. Parte estudaremos sómente os que ainda não foram por nós estudados. Corresponde á contas de “Culturas” de que falámos há pouco e têm a mesma função daquelas. b) Periodo de Transição. Assim é que pódem ser constituídos por varios livros. “Cultura de Algodão”.— 217 — Nesta 3ª. Alguns autores nos aconselham (1) a conveniencia de utilisarmos tres livros de Café. quando começam os caféeiros a produzir. Escrituração. em que se acha o cafezal formado e a sua produção uniforme. Necessidade. afim de demonstrar o custo real desta.

não deixa de ser interessante este sistema. Dentre os sub-titulos mais usados nestes livros citaremos: Preparo do terreno. Capina. DA NECESSIDADE DOS REGISTROS DE CULTURAS Estes Registros apresentam grande vantagem pois demonstram a vida economica de cada cultura desde o inicio de sua plantação até aos seus derradeiros frutos. plantío. que são mais ou menos as diversas fases que passa a produção agricola. São imprecindiveis não só para a apuração do custo real dos produtos cultivados.— 218 — Não vemos grande vantagem nessa tripartição que servirá sómente para aumentar serviços que um único livro poderá fazer facilmente. Semeadura. Limpa. DOS MODELOS ODS REGISTROS DAS CULTURAS Os modelos destes livros variam de acôrdo com a especie. Adubação. etc. Deverá . desde as iniciais até ás finais. como tambem para a verificação das despezas necessarias em cada ordem de cultura. de cultura que êle pretende rperesentar e se ocupar. DA ESCRITURAÇÃO DOS REGISTROS DAS CULTURAS A escrituração destes livros afim de demonstrar cabalmente todas as minudencias ocasionais ou necessarias nas diversas culturas. Não obstante. Por isso devemos abrir um sub-titulo para cada ordem de despezas da cultura que temos em mira. ou que demoram a produção. menos trabalho e menos tempo e alcançam um preço vantajoso no mercado. Beneficiamento. e aí debitar e creditar todos os fatos administrados que se lhes refiram. Vendas. Conservação. Eles demosntram assim as culturas mais vantajosas ( que requerem menos despeza. Colheita do Ano. Coroação. tem necessidade de ser analitica. necessitam inumeros gastos n s compensam eficazmente).

afim de orientar os leitores. O modelo é simples e se compõem de duas seções: débito e crédito. Vamos apresentar abaixo duas paginas de um “Registro da Cultura de Café “.— 219 — ser riscado de acôrdo com os meios práticos para demonstrar mais eficazmente os resultados que se deseja. aonde são registradas a receita e a despeza de cada cultura. . sendo destes transferida para a colheita futura. nos respetivos exercicios.

— 220 — .

ou sem carater comercial. Para isso abrimos em cada pagina um titulo para cada especie de cultura secudaria (arroz. Lançamos no débito as despezas . DA ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DE CULTURAS DIVERSAS A escrituração do Registro de que tratamos é tambem analitica. isto é. De modo que neste livro compreende varias culturas secundarias. por débito e crédito lhe fazemos o registro dos fatos que se lhes refiram. batata. DO REGISTRO DE CULTURAS DIVERSAS Este livro serve para registrar a receita e a despeza relativas ás pequenas culturas da fazenda. Nêle não devem ser incluidas as pequenas culturas que são efetuadas com carater comercial e usualmente. devemos registrar em livros especiais. DA NECESSIDADE DO REGISTRO DE CULTURAS DIVERSAS Não obstante este livro registrar sómente as culturas sem fins comerciais ou industriais. etc. Escrituração.— 221 — LIÇÃO VII Do Registro de culturas Diversas sumario: — Conceito. ele se nos apresenta de grande importancia. para aproveitamento de alguma área disponivel. que não são objéto de renda para a empreza rural. Necessidade. Sómente as que se destinam a suprir a empreza agraria. Comumente só incluimos neste livro as culturas efetuadas para o consumo do estabelecimento agrario.) e a esta. Modelos. conforme os principios que expruzemos na lição precedente. milho. As culturas efetuadas com fins comerciais. As culturas efetuadas para satisfação das necessidades particulares ou gerais da fazendas devem tambem ser incluidas na receita destas. Daí a necessidade do Registro de Culturas Diversas.

DOS MODELOS DO REGISTRO DE CULTURAS DIVERSAS Segundo as idéias ácima explendidas e de acôrdo com a necessidade prática apresentamos a seguir um modelo de conta aberta no Registro de Culturas Diversas. No crédito fazemos os lancamentos do consumo da colheita e da sua venda. Deste modo se terá um resultado mais positivo do exercicio. bem como o valor do produto colhido. E’ de bôa norma contábil.— 222 — efetuadas com a cultura. que se abra — em vez de um titulo para cada cultura — um titulo para a cultura de cada ano. se-fôr efetuada alguma. transferindo-se sempre para o ano seguinte o saldo das despezas do ano anterior. de que acabamos de tratar: .

— 223 — .

). DA NECESSIDADE DO LIVRO DE BENEFICAMENTO Este livro que não é ainda muito usado nas fazendas do nosso país apresenta para nós grande importancia. DO LIVRO DO BENEFICIAMENTO Como o nome está indicando este livro serve para o registro analitico de todos os produtos agricolas que se destinam ao beneficiamento. Modelos. milho. prontos para a venda ou consumo. . Deste deposito é que são transferidos para o celeiro ou paiol. Necessitam de prévio preparo.etc. A este livro corresponde um deposito aonde são recolhidos e guardados os cereais por beneficiar. etc).— 224 — LIÇÃO IX Do Livro do Beneficiamento Sumario: — Conceito. E’ deste livro que passamos por transporte os produtos beneficiados para o Livro Celeiro que — como adiante veremos — é o registro dos produtos já benefiados. Este póde ser efetuado manual ou mecanicamente e se ocupa ora da separação das sementes ou grãos dos seus envolucros naturais (café. quer para lhes retirar principios anti-vitais. Há certos produtos na agricultura que não pódem ser postos á venda. ou tecidos pretetores. Ele demonstra as quantidade de produtos que póde ser preparada diariamente. nem consumidos após a colheita. quer para sua conservação. Escrituração. arroz. as despezas que o beneciamento requer em cada specie de produtos e a quantidade de produtos já beneficiados e por beneficiar. Necessidade. Denomina-se Beneficiamento ao preparo dos produtos agricolas colhidos. óra da seleção de tipos (café. após o beneficiamento.

por crédito os produtos já beneficiados e transferidos para o celeiro ou paiol. ou para o débito do respetivo sub-titulo no Livro de Cultura a que corresponder. Abre-se nele uma conta para cada especie de produto a beneficiar existente no deposito de produtos para beneficio e. por ocasião de balanço elas (que representam o saldo da conta) devem ser transferidas para o débito da conta respetiva no Registro de culturas Diversas. As despezas com o benecifiamento dos cereais e outros produtos são debitadas na sua conta respetiva e. aberta neste livro.— 225 — DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO DO BENEFICIAMENTO A Escrituração deste livro é efetuada em ordem analitica. DOS MODELOS BENEFICIAMENTO DO LIVRO DE Apresentamos o modelo de uma conta. devidamente escriturada: .

Demonstra além do mais a existencia verdadeira dos produtos para venda e comsumo. lição . DA NECESSIDADE DO LIVRO CELEIRO E’ inutil insistir na imprecindibilidade deste livro.— 226 — LIÇÃO XI Do Livro Celeiro Sumario: — Conceito. (1) Ver 1 Parte. DO LIVRO CELEIRO Denomina-se Celeiro. Ademais é um fiscalisador dos demais livros. Livro Celeiro é o que se destina á anotação dos produtos entrados e saídos do celeiro ou paiol. Assim. como a existencia pelos diversos tipos representativos. Tulha ou Paiol ao compartimento ou compartimentos destinados nas fazendas aos produtos já átos para entrega ao consumo. usado nas casas comerciais. Escrituração. Este livro é o fiscal do fazendeiro. Ele acusa os erros e as fraudes que porventura ocorrram. e é escriturado da mesma maneira que este (1). na conta de Café não só a existencia atual deste produto armazenado (emtrada e saída). E’ costume nos estabelicimentos rurais se destinar um compartimento ou quarto para cada especie de produto. e preenche os mesmos fins. Modelos. A ele se aplica tudo o que temos dito sobre o Livro de estóque ou de Armazem. ele demonstrará. Necessidade. de inventariação. sem necessitar de contagem. por exemplo. Este livro tem a mesma função do livro de Armazem ou Stóque. pela comprovação e jogo de parcelas das suas contas com os livros especiais de culturas ou com as diferentes contas do Registro de Culturas Diversas.

respetivamente. Nestas contas. por débito e crédito. para bem preencher o seu fim. decer a minucias. E’ dividido em contas. porém. Deve. representando os diversos produtos. são escrituradas as entradas e saídas.— 227 — DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO CELEIRO Este livro deve ser escriturado cuidadosamente. DOS MODELOS DO LIVRO CELEIRO Apresentamos a seguir o modelo de uma pagina do livro Celeiro escriturado: . O seu registro tambem é analitico.

— 228 — .

Devido estarem prontos. desde a 1ª edição os “clichés” das tabélas. . saem eles ainda agora com a ortografia antiga.