TRN/TITULO 1/1 BR 3300023 E15/B/M/V CARNEIRO, J.; CARNEIRO. E. TRATADO DE CONTABILIDADE V. 3. CONTABILIDADE RURAL 2. ED. [NP] (BRAZIL) 1933 228 P.

(PT) ADMISTRAÇÃO RURAL; CONTABILIDADE

TRATADO
DE

CONTABILIDADE
POR

JUVENAL CARNEIRO
E

ERYMA CARNEIRO
Diretor da Contabilidade do Estado de Minas; advogado; Professor de Contabilidade

VOLUME III

CONTABILIDADE RURAL
2.ª EDIÇÃO

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CALVINO FILHO E D I T O R

I CAPITULO

DA CONTABILIDADE RURAL

vol. DA CONTABILIDADE RURAL OU AGRARIA A Contabilidade Rural. Estabelecimentos rurais ou agrarios são todos aqueles que são localisados nos campos e que têm por fim a exploração das terras (agricultura stricto-sensu) ou a creação de animais (pecuaria). edição. emprezas rurais do governo (fazendas modelos. I. Outros preferem dar-lhe a denominação de Contabilidade Agricola. Geralmente é Privada. Contabilidade Rural ou Agraria. campos de sementes. 1929. Quando se tratar. Principalmente os autores da lingua por- (1) Ver “Tratado de Contabilidade”. A Contabilidade Rural.LIÇÃO I Da Contabilidade Rural Sumario: — Conceito. 2ª. pois que os estabelecimentos agrarios são via de regra instituições particulares. Sua extensão. pag. DA CONTABILIDADE RURAL Contabilidade Rural é a especialisação da Contablidade que se ocupa dos atos e fatos administrativos das emprezas rurais. isto é. tambem é denominada Agraria.) a Contabilidade aí aplicada será considerada publica. Rio de Janeiro. etc. de acôrdo com a nossa divisão da Contabilidade (1) póde ser Publica ou Privada. . de experimentação. porém. 31. de empreza agraria publica.

Por Contabilidade Agricola podemos entender a que se ocupa das operações atinentes aos estabelecimentos rurais sómente dedicados á cultura (lavoura) dos campos (Agricultura propriamente dita). ora a creação de animais e ainda a transformação de alguns produtos do campo em novas utilidades (industrias rurais). b) Por Contabilidade Agricola entender-se-á a aplicada ás operações das pequenas aziendas rurais que se dedicam concomitantemente á creação (de animais. todas as diversas modalidades de emprezas que têm por fim ora a cultura dos campos. d) Por Contabilidade Cultural entende-se a que se ocupa das operações dos estabelecimentos que têm por fim a cultura dos campos (lavoura). e a cultura dos campos (fazendas mixtas). Pelo menos este é o sentido etímologico da palavra.). etc. Contrariamente: As expressões contabilidade Rural e Contabilidade Agraria compreendem muito mais amplamente o movimento dos estabelecimentos rurais. A expressão Contabilidade Agricola não nos dá uma idéa bem nitida da compreensão enorme deste vasto ramo da ciencia contabilistica. comquanto designem o objeto de estudo. c) Por Contabilidade Pastoril ou Creacional compreender-se-á a aplicada ás emprezas rurais que têm por fim a creação de animais. Deste modo apurando-se bem o sentido dessas expressões poderemos formular as seguintes conclusões: a) Por Contabilidade Agraria ou Rural entende-se o estudo da Contabilidade aplicada a todos e quaisquer estabelecimentos dos campos. As expressões agricola. agricultura. mais particularisam um dos ramos da vida rural. Essa ultima expressão porém não a julgamos perfeitamente clara. Ao passo que pela expressão Rural ou ainda Agraria tanto se compreende aquela como a Contabilidade Pastoril ou Creacional e as diversas industrias rurais. que é a cultura dos campos.— 22 — tugueza. Deste modo pensamos bem claro deixar o sentido das . aves.

estudando na primeira as noções fundamentais e indispensaveis de Contabilidade Rural — bem como noções imprescindiveis de Economia Agraria — e as principais questões que interessam ao estudo contabilistico das emprezas rurais. um papel multiforme e vasto. Vê-se logo. para que bem estudado e mais clara e amplamente fique este assunto. Na Parte II estudaremos as emprezas pastorís (Contabilidade Pastoril). Ela compreende todos os estabelecimentos agrarios. DA EXTENSÃO DA CONTABILIDADE RURAL Pelo exposto notamos a estensão vastissima que abrange a Contabilidade Rural. . pois. industrias rurais. etc.— 23 — diversas expressões empregadas neste livro. tais como fazendas de plantação e creação. Principalmente em paizes agrarios como o são os do Novo-Mundo e muito especialmente o Brasil. bancos e caixas rurais. Estas duas ultimas partes se ocuparão tão sómente dos principios especiais a cada uma delas. cooperativas e sindicatos agrarios. Na Parte III estudaremos os estabelecimentos agrarios culturais. Tem pois uma importancia indiscutivel. todas as emprezas subordinadas á vida rural. E. estancias. não mais dando azo a confusões. dividimos o presente trabalho em tres partes. que o estudo deste ramo da Contabilidade é complexo.

diminuição ou transformação de valores) e) A demonstração de quais foram as contas afetadas pela gestão administrativa e em que consistiram essas transformações. Ela não é só necessaria sob o ponto de vista economico e administrativo mas tambem moral. e o movimento de numerário. os débitos e créditos. Requisitos ecenciais. Mas é imprescindivel que a contabilisação dos fatos da entidade ad- . Refutações. Por isso é de enormes vantagens.LIÇÃO II Da Contabilidade Rural (Continuação) Sumario — Objéto e fins. b) As modificações operadas pelos fátos administrativos realisados (aumento. DA NECESSIDADE E VANTAGENS DA CONTABILIDADE RURAL Pelo que dito ácima ficou. Escrituração Rural. uma Contabilidade Agraria bem organisada nos demonstra a vida evolutiva da empreza administrada. Necessidade e vantagens. isto é. DO OBJETO E FINS DA CONTABILIDADE RURAL O papel da Contabilidade Rural — como de toda a ciencia contábil — é sobremodo saliente. d) O resultado de cada objéto da exploração rural. a Contabilidade Rural nos apresenta ao mesmo tempo: a) O estado economico. os valores existentes. Objeções. bem como o seu resultado final (lucro ou prejuizo). E é a Contabilidade quem melhor nos fornece os meios necessarios para conseguir aqueles requisitos. juridico e financeiro da azienda agricola ao começar o exercicio. Anotando tudo o que se ocorre com as diversas emprezas agrarias. A bôa ordem e regularidade são elementos de real importancia em toda administralção.

das contas. como da empreza. é questão essencial para a administração e não é das mais fa- . a Escrituração deve obedecer a uma concepção essencialmente prática e eficaz. A Contabilidade Agraria demonstrando-nos o movimento dos estabelecimentos rurais é pois. Mas. E a debacle final como resultante da descontabilização. quais no-los não darão. DOS REQUISITOS PARA UMA BÓA CONTABILIDADE RURAL A organização perfeita de um sistema contábil a seguir. Principalmente em se tratando de estabelecimentos agrarios onde os fátos administrativos oriundos. Para isto o estudo que iremos fazer adiante dos métodos de escrituração. nos demonstração claramente o caminho a adotar. são os mais diversos e complexos. a arte de escrever em bôa ordem nos livros apropriados todas as transações efetuadas. Por isso é de grande necessidade estudarem-se os diversos métodos de registração contábil. Desse modo ela orienta o fazendeiro ministrando-lhe as informações indispensaveis para a produtividade de sua empreza. quer dizer. da incerteza de negocios. E os prejuizos serão inevitaveis. a Escrituração. DA ESCRITURAÇÃO RURAL Como parte integrante e indispensavel a toda Contabilidade. livros. Ela é a unica apta a nos demonstrar quais series de operações nos darão lucros.— 25 — ministrada seja realizada com perfeito conhecimento não só técnico. que nada mais é do que o registro dos fatos administrativos de uma azienda. a Escrituração tem papel importante na demonstração prática dos resultados das gestões das emprezas rurais. bem como a proporção destes em cada caso especial. sem Contabilidade a sua gestão permanecerá aeria. de indiscutivel necessidade. E este poderá facilmente encontrar os remedios para curar as suas doenças administrativas. afim de se poder escolher o que melhor se coadune com a natureza das diversas emprezas agrarias. Como uma das partes mais importantes da Contabilidade. etc.

pag. o contador precisará conhecer perfeitamente a situação da empreza afim de poder classificar os diversos elementos segundo a verdadeira técnica contabilistica. 5. conforme a necessidade dos diversos fatores que influem na produtividade da empreza rural. Devem-se evitar os livros inuteis que só servem para aumentar o trabalho de contabilidade. pódem ser reduzidas a duas ordens: (2) a) Alegam uns a extensão das operações rurais: e argumentam que a complexidade dessas operações não permite uma contabilisação perfeita dos fatos das aziendas agrarias. Comquanto a elite dos agricultores já tenha sentido a necessidade de uma perfeita Contabilidade para o registro do movimento das aziendas agrarias. Outra questão importantissima em Contabilidade Agraria é a fixação do exercicio agricola. (1) Tornou-se conhecida a expressão “agrario” como sinonimo de retrogrado. a contabilizar os atos referentes ás suas aziendas agrarias. A classificação dos capitais agrarios deverá ser trabalho bem cuidado afim de que não dê margem a duvidas e não origine ambiguidade de técnica. outros ha de menor importancia e que surgem com a necessidade de cada caso isolado. Primeiro que tudo. Milane. . por uma questão estreita de rotina. bem como a classificação indispensavel dos livros de registro. (1) Todas as objeções que usualmente se têm levantado. Este poderá variar para maior ou menor espaço de tempo. muitos fazendeiros ainda vacilam.— 26 — ceis. Após a classificação dos capitais. OBJEÇÕES A’ CONTABILIDADE RURAL Diversas têm sido as objeções opostas a adoção da Contabilidade Rural nas fazendas. para a sua uniforme registração. atrazado. 1922. (2) Ernesto Marenghi “Lezioni di Contabilitá Agraria”. Além desses requisitos que devem sempre ser bem esclarecidos. o conceito cientifico de contas.

os responsaveis pela nossa economia rural não possuem o seu conhecimento. No estado atual da nossa cultura contábil não mais se deve admitir que uma pessôa possuindo certos conhecimentos práticos da vida economica. imponha-se-lhes. Desde o menor patrimonio domestico ao mais extenso patrimonio bancario. . 3 — Marenghi chama á primeira objeção ácima de objetiva (ostacoli oggetivi) e á segunda subjetiva (ostacoli soggettivi): Loc. comercial. Finalmente: Os principios da Contabilidade hodierna são aplicaveis a quaisquer aziendas. Pelo exposto. publico. REFUTAÇÃO ÁS OBJEÇÕES ANTERIORES Hoje não mais pódem subsistir essas objeções. industrial. Se fosse questão de complexidade dos fatos administrativos realisados seria impossivel a existencia da Contabilidade Publica. Ambas essas objeções não são brasileiras como á primeira vista se poderá pensar. cáem por terra os dois pontos de ataque dos inimigos da Contabilidade que são tambem os inimigos da ordem e da lealdade nos negocios. se os homens dos campos. a Contabilidade satisfaz. com os seus principios e normas infaliveis. Sem Contabilidade nenhuma administração poderá alegar a seu favor presumção de honestidade. e para melhor regulamentação da nossa produção. as aceite de bôa fé.— 27 — b) Outros alegam a ignorancia em que vive o homem do campo. (3) pois que sem Contabilidade nunca haverá ordem nem administração. São de todos os paizes em que já se tem feito sentir a necessidade da Contabilidade Agraria. á perfeita regularisação da administração. A Contabilidade é hoje uma ciencia constituida e difundida. Na ignorancia é que não pódem nem devem ficar. para o seu e o bem geral. cit. mercantil ou rural. A extensão da empreza rural não impede a perfeita Contabilidade. E. Tudo depende de ordem e de saber contabilisar. A ignorancia não póde ser de nenhum modo motivo de excusa.

Para nós a melhor classificação. segundo os ensinamentos da Contabilida- . Essa divisão póde ser feita sob varios aspétos. é a que divide o estudo da Contabilidade Agraria segundo a natureza das operações realisadas na empreza a que é aplicada. a Contabilidade Cultural é a que cuida das fazendas de cultura dos campos. Denominamos Contabilidade Rural Mixta á que e feita nas fazendas que tanto cuidam de lavoura como de criação de animais. Como sabemos ja. a fundamental. devemos tambem dividir o estudo da Contabilidade Rural para a sua melhor compreensão. Assim. Divisão de D. variando de acôrdo com o ponto de vista sob o qual a encararmos. cooperativas e sindicatos. Santos DA DIVISÃO DA CONTABILIDADE RURAL A especialisação das tarefas é um dos caracteristicos da bôa ordem. a Contabilidade Rural póde ser: a) Cultural. b) Pastoril ou Creacional. caixas rurais. pelo que dito ficou. mas a contabilidade destas aziendas deve ser efetuada segundo os principios da Contabilidade Industrial para as primeiras.. Deste modo.— 28 — LIÇÃO IV Da Contabilidade Rural (Continuação) Sumario: — Divisão da Contabilidade Rural. Como dissemos. Este é o nosso mais comum tipo de aziendas. etc. as emprezas rurais compreendem tambem as industrias rurais. (lavoura). regularidade e perfeição. c) Agricola ou Mixta. A Contabilidade Pastoril ou Creacional se refere ás operações dos estabelecimentos rurais destinados á criação de animais.

quando ela se ocupa dos estabelecimentos rurais em que uma serie de fatos administrativos é mais frequente que as demais. é a em que não ha predominio nem exclusividade de determinadas ordens de operações. SANTOS Desejando particularisar ainda mais as diversas variedades de emprezas rurais poderemos de acôrdo com a classificação de D. sempre de acôrdo com a natureza das operações de cada uma e as modificações sugeridas pelas necessidades da Contabilidade Rural. A Contabilidade Rural (Pastoril ou Cultural) é exclusiva quando é aplicada a emprezas agrarias que têm por fimuma unica ordem de operações: E’ Dominante a Contabilidade Agraria (Cultural ou Pastoril). c) Mixta.20. pag. DA DIVISÃO DA CONTABILIDADE RURAL SEGUNDO D. a mais facil de todas estas é a Contabilidade Rural Exclusiva. (2). (2) Ver lição VII onde melhor esclarecemos este assunto. (1) “Contabilidade Agricola. Paulo. a divisão que mais interessa é a que apresentamos no parágrafo anterior. . Empreza Editora Brasileira. por se ocupar com uma unica ordem de elementos economicos Não ha.— 29 — de Mercantil e Bancaria para as ultimas. para essas tres classes da Contabilidade Agraria principios caracteristicos e especiais. b) Dominante. Sob o ponto de vista contábil. S. porém. Como é claro. Santos (1) dividir tanto a Contabilidade Pastoril quanto a Cultural nas tres classes seguintes: a) Exclusiva. Contabilidade Rural Mixta.

A importancia da Contabilidade Agraria justifica a sua necessidade. qui a tant besoin d’une comptabilité ordonee et méticuleuse. est. No Brasil. Mas tambem não é este um mal brasileiro. celui qui s’en est le moins servi jusqu'á present''. E’ antes um mal geral. o administrador das aziendas agrarias não pódem precindir desta ciencia. Historico. Vejamos o que se tem feito pelo seu estudo e pela sua propaganda. de todos os paizes. Paris. De todas as especialisações da Contabilidade é a menos cultivada. (1) 1 — H. Literatura nacional sobre Contabilidade Agraria. não se exige uma Contabilidade dos fazendeiros. Desse importante problema dizia recentemente o professor Dufayel: “Maihereusement. Não seremos nós que nos acusaremos. — ignorancia que felizmente decresce — a fonte primordial da nossa riqueza economica. 161. Não é só o contador. Em países como o nosso. es sencialmente agrario. Infelizmente pouco se tem estudado este belo ramo da ciencia contabilistica. parmi les industriels et les commerçants. cet agriculteur. Dufayel: “Cours de Comptabilité.— 30 — LIÇÃO V Da Contabilidade Rural (Continuação) Sumario: — Estudo da Contabilidade Rural. DO ESTUDO DA CONTABILIDADE RURAL Já fartamente demonstrámos a necessidade da Contabilidade Rural. Deixa-se ao léo da sorte e mesmo da ignorancia de muitos. . O proprietario. não é só o guardalivros da empreza rural quem dela necessita. pag. 1925.

1925. O nosso país não é o unico atrazado neste assunto. E.. 2 — “Lezioni de Contabilitá Agraria”. foram creados os Ministerios para cuidar dos interesses dos diversos ramos da nossa atividade economica. agora uma ligeira vista sobre o que se ha feito..— 31 — DO ESTUDO DA CONTABILIDADE RURAL NO BRASIL Entre nós o estudo desta disciplina é deficientissimo. Este departamento publico foi creado pela lei n°. DO HISTORICO DA CONTABILIDADE RURAL NO BRASIL Passemos.. pag. Somente nestes ultimos tempos vêm as elites das classes rurais e contabilisticas reagindo contra o marasmo que cerca a Contabilidade Agraria.. 5. e com referencia á França HENRI DUFAYEL (3). e os utopistas se esqueceram de crear o Ministerio mais necessario. até agora a favor do estudo da Contabilidade Rural em nosso país. sómente com a creação do Ministerio da Agricultura foi que nasceu a nossa Contabilidade Agraria. . Um consolo de carater nacionalista nos resta: Não somos os unicos contabilistas que se queixam. Milano. 1922. 161. Basta este unico fato historico para nos mostrar o indice da orientação dos nossos dirigentes na proteção da vida dos campos: Proclamou-se a Republica em nosso país. E’ o que nos informa o elegante (2) ERNESTO MARENGUI com referencia á Italia. Descurámos por completo do estuco desta ciencia. talvez a esse descuido de ordem administrativa poderemos culpar o grande erro da nossa economia rural: a monocultura. 3 — “Cours de Comptabilité”. Paris. social e politica. pag. Nós que somos os responsaveis pelo destino de um país essencialmente agrario. o da Agricultura. que só 20 anos depois foi creado. Como vimos de dizer.

. Dr. administração e legislação rural. afinal representar o papel que lhes cabe na vida intelectual e economica do pais.. de 22 de Novembro de 1928. para. com muita inteligencia e compreensão da sua enorme valía.. que regulamentou a “Organisação do ensino no Distrito Federal” reservou um “cantinho” á “Contabilidade Rural” na cadeira de “Economia Rural”. Nos ultimos anos.. o estudo da nossa diciplina tornou-se obrigatorio nas escolas de Agronomia. a cadeira de “Contabilidade Agricola” faz parte do mesmo e fórma a 4. Os cultores da Contabilidade no nosso país quase nada têm podido fazer. Escolas Medias ou TeóricoPraticas de Agricultura. Quasi tudo ficou no papel. a Contabilidade Rural tem feito ligeiros progressos entre nós. Assim é que pelo decreto n.319 de 20 de Outubro de 1910. que regulamentou o “Ensino Comercial” no Brasil.329 de 28 de Maio de 1926. Deste modo passou a “Contabilidade Agricola” a ser ensinada nas Escolas Superiores de Agricultura e Medicina Veterinaria. Escolas Praticas de Agricultura.. o recente Decreto numero 2. com a creação e fortalecimento das associações de classe. E’ bem verdade que muita tinta foi gasta inutilmente. O estudo da Contabilidade Rural no Brasil tem se limitado tão sómente aos frutos do esforço e da bôa vontade do Ministerio da Agricultura. devido aos progressos de nossa ciencia e á elevação natural do nivel cultural das populações agrarias e aos esforços de Escolas e Professores de Contabilidade. No Distrito Federal.. .° ano.— 32 — 1. que compreende a “Contabilidade. ultimamente. nos Campos de Demonstração e outros estabelecimentos. inclusive muita boa-vontade. Nilo Peçanha. é verdade. 606 de 29 de Dezembro de 1906. devido mesmo ao trabalho dispersivo que tem sido feito. no governo do Presidente Affonso Penna mas a lei que o creou sómente foi posta em execução no governo do seu sucessor. 17. consoante as disposições do citado decreto e de outros que se lhe seguiram. Aprendizados Agricolas. que creou o “Ensino Agronomico” no Brasil.. o qual só agora se encaminha.) do 3..ª cadeira (conjuntamente com a Contabilidade Industrial.940. Pela regulamentação do decreto numero 8.

1917. T. segue-se a pobreza de nossa literatura sobre Contabilidade Agraria. LIÇÃO VI (Conclusão) Da Contabilidade Rural Suumario: — Posição da Contabilidade Rural na ciencia contabil.. V) — José Watzl: “Guia para Contabilidade Agricola”. II) D. Agronomia. Rio de Janeiro. 1923. O melhor ou o unico?!. tão somente: I) Lourenço Granato: “Noções Elementares de Contabilidade Agricola”. Dentre os livros brasileiros sobre Contabilidade Rural não conseguimos contar meia duzia e poderemos citar.ª edição é de 1906. etc. para propaganda do assunto.— 33 — DA LITERATURA BRASILEIRA SOBRE CONTABILIDADE RURAL Como corolario do que exposto temos nesta e na posterior lição. Santos “Contabilidade Agricola”. Poucas são as obras especialmente dedicadas ao assunto. Paulo. 3ª edição. Empreza Editora Brasileira. III) Alvaro Figueiredo: “Elementos de Contabilidade Agricola”. S. S. Suas funções. Economia Rural. 1921.. na rabada dos livros de Agricultura. Paulo. IV) F. . Paulo. A 1. 1917 (1). de Souza Reis: “Contabilidade Agricola”. Belo Horizonte. Ocupa-se ela das (1) — É o melhor livro sobre “Contabilidade Agricola” que temos. publicação autorisada pelo Ministerio da Agricultura. Até agora esta materia era tratada em algumas paginas. 1912. S. DA POSIÇÃO: DA CONTABILIDADE RURAL NA CIENCIA CONTÁBIL Como sabemos a Contabilidade Rural é uma especialisação importantissima da Contabilidade.

os estabelecimentos agrarios exercem sempre duas ordens distintas de operações: a) Operações técnicas. por vezes. São operações técnicas das emprezas rurais. São funções comerciais a registração e apuração dos fatos administrativos oriundos das operações comerciais das fazendas. Disto decorrem duas ordens de funções que cabem á Contabilidade Rural: a) Operações técnicas. um dos ramos mais importantes da Contabilidade Privada. São operações comerciais das emprezas rurais as que têm por fim as transações mercantís das aziendas agrarias. São funções técnicas da Contabilidade Rural as que se referem ao registro e apuração dos fatos administrativos originaldos das operações industriais da fazenda. Emquadra-se ainda a Contabilidade Rural na especialização da Contabilidade Privada denominada Patrimonial. . b) Operações comerciais. emprestimos.criação. penhor. ipotéca. as que se referem ao trabalho dos campos. Para melhor compreensão da situação da Contabilidade Agraria ou Rural no quadro geral da ciencia contábil. apresentamos o seguinte quadro squematico: DAS FUNÇÕES DA CONTABILIDADE RURAL Como toda empreza industrial. chegam a se confundir. ás operações produtoras das culturas. Estas duas ordens de funções da Contabilidade Rural são inseparaveis e. etc. b) Operações comerciais. á atividade rural prorimente dita. etc. tais como compra e venda.— 34 — operações administrativas das emprezas agrarias e é pois.

II CAPITULO DA ECONOMIA RURAL .

Geologia. Zoologia. no dizer de JOUZIER é “a economia politica aplicada á agricultura”. Quer como ciencia. Ou. a organisação administrativa das emprezas agrarias. Industrias Rurais Importancia desta. . Agricultura. DA AGRICULTURA A palavra Agricultura póde ser tomada como designando uma ciencia ou uma industria. Estuda ela os meios mais economicos para a produção rural. Paris. E’ ela pois. E’ esta ciencia um dos ramos mais novos e uteis dos conhecimentos agrarios.LIÇÃO VII Da Economia Rural Sumario — Conceito Agricultura. etc. Medicina Veterinaria. DA ECONOMIA RURAL A Economia Rural é à ciencia que estuda a organização e direção economica das emprezas agrarias. quer (1) “Economie Rurale”. Astronomia. etc. Biologia. que requer inumeros outros conhecimentos. 1920. 15. Engenharia Rural. Botanica. Quimica. tais como a Economia Politica. (1). A Contabilidade Rural ocupa papel proeminente no estudo dessa diciplina. os modos de proteção e repartição desta. Importancia daquela. uma ciencia complexa. pag. Agronomia. Matematica. Direito.

(2). á. o comercio de exportação de produtos agricolas brasileiros. A contabilisação das industrias rurais. 17. são mais comuns nos centros pastorís.... pag.930. 11 e Alvaro Figueiredo: “Elementos de Contabilidade Agricola”. cit. lãs.. . dá muito facilmente motivos a essas confusões. xarqueadas.. etc. além dos acima mencionados. os produtos provenientes das industrias rurais. pois ela se socórre de elementos especiais á Contabilidade Rural e outros pertinentes á Contabilidade Industrial encontrando-se em algumas ás vezes perfeitamente diferenciadas. Agricultura. Constituem um estágio superior da vida economica rural... atingiu em 1. carnes. designar o campo de ação dos estabelecimentos rurais..000:000$000.... ela tem por fim... A palavra Agricultura tanto significa a cultura do sólo... e tomam as fórmas de estancias.. E’ bem verdade que a expressão Agricultura. e se verificam nos centros mais adeantados. toma um aspéto mais importante. Assim.. como tambem a creação de animais. temos tambem famósas industrias extrativas. Mas em tal não pódem caír os técnicos. tomam logares preeminentes.. mamona. 2 — Dentre outros: E Jouzier. péles.. laticinios (queijo. Basta dizer que pór uma recente publicação feita pelo Ministerio da Agricultura. Elas tomam diversas fórmas. oléos de babassu. liv. 5. Na economia brasileira. pois. requeijões). como a da borracha..Bello-Horizonte. todas as fórmas de aproveitamento dos produtos animais.. Quando geralmente se usa da expressão. 1917...500. ambas ás especialisações técnicas. As industrias rurais são um prolongamento natural da Agricultura. como a industria pastoril. enfim.Com aquela palavra compreende-se não só essa ordem de idéas.— 38 — como industria. couros.. não se quer com ela significar sómente a "cultura do sólo" como pensam alguns autores. manteiga.. pag.. e se apresenta mais dificil.

DA IMPORTANCIA DA AGRICULTURA O papel representado pelas emprezas rurais na vida dos povos tem sido sempre dos mais salientes e proficuos. São elas que alimentam as industrias. proporcionando-lhes as materias primas indispensaveis á sua atividade e manutenção. E’ hoje um assunto de grande interesse para os países agrarios. As necessidades da vida humana nos provam que mais não é possivel a vida sem a sua concepção economica. Desse medo foi que surgiu a necessidade desta nova ciencia — a Economia Rural — afim de nos encaminhar nos processos mais eficientes para a produção util e barata das emprezas agrarias. E’ uma das primeiras etapas da produção. social — a maquina vence a terra. A concepção economica é quem regula a vida do homem. pois que a vida rural não exige um cabedal grande de conhecimentos. só ela não faz a riqueza de um povo (3). Delas provêm a riqueza economica de inumeras nações. hoje. Ademais. Todos os povos foram primitivamente agricultores. politica. a Agricultura cientifica. Dispensa-os a pequena cultura algumas vezes. Basta ver quais são os países que contrólam a vida economica social e . dizer com isto que a Agricultura não necessite. creando escolas técnicas e cientificas.— 39 — DA IMPORTANCIA DA ECONOMIA RURAL Sendo o estudo das instituições agrarias e suas necessidades. Mas nas grandes emprezas agricolas. Não queremos. é pela Agricultura que se crêa a riqueza das nações. de conhecimentos técnicos. pois. aqueles são indispensaveis. Não obstante ser a Agricultura uma fonte incomensuravel de riquezas. As nações industrialistas guiam as rurais. E isto é facil de se explicar. Principalmente quando incipiente. E é para ela que convergem os esforços dos administradores. (3) — E’ interessante observar que os povos industriais dominam os povos agrarios. Na luta economica — e. amparando-as. estimulando-as. o papel que cabe á Economia Rural hodiernamente é inegavel. porém.

de cana de assucar. Monocultura como o nome o indica. uns ainda predominam sobre outros quer pela elevação do nivel cultural. etc. Não se póde. talvez advenha a desnecessidade da Agricultur. Japão. Agricultura e Contabilidade DA DIVISÃO DA AGRICULTURA A Agricultura considerada como ciencia comporta divisões para melhor compreensão de suas idéas. entre estes. A Russia. quer pela grandeza numerica ou outros quaisquer fatos. LIÇÃO VIII Da Agricultura Sumario: — Divisão. Allemanha. São as potencias industrialistas: Estados Unidos da America. Exemplo: A cultura só de café. mas. sim. sendo que a produção agraria não tem ocupado sempre o primeiro logar. No dia em que fôr resolvido o problema de alta alquimia e que o homem puder se alimentar unicamente com algumas cápsulas diarias. a Agricultnra póde tomar dois aspétos: a) Monocultura. Inglaterra. que era um pais essencialmente agrario. provêm dela.. . somente teve influencia na vida internacional com a queda do tzarismo e o advento do leninismo e consequente industrialisação do país. Os alimentos com que se nutre e mantém a humanidade.. então. Conforme a extensão e diversidade da sua produção. tambem póde ser dividida conforme a sua. b) Pólicultura. é a cultura de um só produto. especialidade. precindir da Agricultura. Considerada como industria. porém. de borracha.— 40 — Ha uma completa interdependencia entre os diversos ramos produtores da economia moderna. politica do mundo.

a Creacional. Chama-se-Agricultura Exclusiva. Policultura as Dominante e Mixta. Segundo a sua especialisação. a Agricultura póde ser: a) Cultural. Agricultura Dominante é a em que havendo produção diversa uma predomina sobre as outras. Poder-se ia falar tambem de monocreação e pôlicreação ou multicreação. Essa divisão é a que mais interesse apresenta. concomitantemente. E. Alguns autores dividem a empreza agricola. Desejamos agora. c) Mixta. porem. Chamamos Monocultura á Exclusiva. Agricultura Cultural é a que cuida da exploração do campo. c) Mixta ou Agricola. Denomina-se Mixta a Agricultura em que não ha exclusividade nem predominio de uma exploração sobre outra. mas. em: a) Exclusiva. b) Creacional ou pastoril. essas modalidades da Agricultura são mais raras. a que se dedica a uma só ordem de operações produtoras. em Economia Rural a Contabilidade é um complememto indispensavel da Agricultura racional. pódem ser Exclusivas ou Dominantes. frisar um ponto para os menos entendidos na ciencia de que tratamos. . DA CONTABILIDADE E. como a Mixta. comquanto se encontrem. Como é claro. Agricultura Mixta é a que trata da creação de animais e plantação da terra.— 41 — Policultura é a cultura concomitante de mais de um produto. tanto a Agricultura a Cultural. DA AGRICULTURA Com o vimos. b) Dominante. segundo a diversidade de sua produção. da cultura do sólo (lavoura). A Agricultura Creacional ou Pastoril é a que se ocupa exclusivamente da creação de animais.

reguladora da vida administrativa das entidades economicas. não queremos com isso dizer que uma bôa Contabilidade Rural aumente a produção. LIÇÃO IX Da Produção Rural Sumario: — Conceito. DA PRODUÇÃO RURAL Já por vezes temos demonstrando a importancia da produção rural. Absolutamente. exagerando esse conceito dizia que a agricultura deve estar colocada em primeiro logar na esfera das humanas atividades. Esta especie de produção é a mais verdadeira. E’ um elemento de ordem. Assim é que a antiga escola economista dos Fisiocratas. bem como os resultados parciais e totais dos fatos administrativos realisados. de ordem mor al. demonstrando as operações que são vantajosas e as que o não são. esse caráter da produção agraria tem sido muito exagerado. A produção rural nos dá sempre um produto novo. Fatores. publicas ou privadas. As outras industriais geralmente transformam a materia prima creando novo produto. E’ um a ciencia economica. A Contabilidade não é ciencia produtora. demonstrativo das condições economico-administrativas das aziendas em que é adotada. E fundaram os Fisiocratas a sua escola sobre o principio segundo o qual só a Natureza é fonte de riquezas. Aliás. de natureza moral.— 42 — Quando apontamos a importancia da Contabilidade nas emprezas agrarias. acima do comercio e das demais industrias. Ela não aumenta a riqueza dos estabelecimentos em que é empregada. se se encarar o sentido etímologico da palavra. Papel da Contabilidade. que combatia o sístema mercantil. Mas coordena e organisa eficientemente. só ela nos fornece um produto ver dadeira- .

eletricidade. (2) Gide: “Liv. cit. O Trabalho — terceiro fator da produção — é o esforço. 7. tais como o clima. DOS FATORES DA PRODUÇÃO RURAL Como uma das modalidades industriais (industria rural que é). 79. c) Trabalho. O Trabalho humano póde ser fisico ou intelectual. São tais. á terra como todos os agentes naturais. vento. etc. compreendemos os valores ou riquezas pre-existentes. São fatores passivos: a Natureza e o Capital. Na produção agraria este fator é fundamental. etc. Pelo primeiro fator — a Natureza — não só compreendemos o sólo. O Trabalho é o fator activo por ecelencia. Os fatores ácima enumerados pódem ser ativos ou passivos. Uma das mais antigas classificações dos fatores da produção os classifica assim: a) Natureza. emquanto que as demais classes são estéreis. parém variam com o critério economico de cada um. aguas. as forças motoras. pag. humano ou não para a produção de utilidades. (1).. (2). . como materiais. vapor. 1923. Pelo fator Capital. a concepção economica dos Fisiocratas era por demais agraria e pouco acorde com os progressos da vida moderna. b) Capital. improdutivas. que contribuem direta ou indiretamente para a produção. a produção agraria sofre a ação de varios fatores. Paris. (1) Charles Gide: “Principes d’Economie Politique”. Como vemos. os bens pertencentes a uma pessoa. Estes.— 43 — mente novo. dinheiro. pag.

para orientação dos estudos contáveis. afim de que fique bem orientado o administrador capás. Pelo trabalho se opéra sempre uma transformação no objeto que é executado. Proteção. Deve tambem demonstrar não sómente o custo de cada produção agricola. A’ Contabilidade Rural pois está reservado o importante e dificil papel de demonstrar a produtividade das diversas emprezas agrarias bem como o grão produtivo de cada ordem de fatores. Devemos procurar estudar todos os meios que facilitam a produção rural para podermos organisar a Contabilidade a se adaptar ás diversas aziendas agrarias. E’ o que vamos fazer nas lições seguintes. Para essa classificação. Ela serve de base para o levantamento estatistico da vida das emprezas rurais bem como de seu valor economico. porém. Essa transformação póde ser . LIÇÃO X Do Trabalho Rural Sumario — Sua condição. não apresenta a classificação dos fatores da produção ácima enumerados nenhuma vantagem. Contabilisação. como tambem a proveniencia das diversas verbas que modificam a receita e a despeza de cada produto colhido. bem como os que resultam desta. O trabalho humano póde ser fisico ou muscular e intelectual ou mental.— 44 — DO PAPEL DA CONTABILIDADE NA O PRODUÇÃO RURAL A perfeita Contabilidade está na ordem direta da bôa classificação das contas. A Contabilidade está reservado o importante papel de esclarecer os fatos administrativos que dão origem á produção rural. Póde ser humano ou animal. DA CONDIÇÃO DO TRABALHO RURAL O trabalho é a força empregada na produção de utilidade.

) e. pois dependem economicamente dos individuos economicamente mais poderosos. Dizemos em tése por que. bem como o exercicio do direito de associação. b) Liberdade de exercer a sua profissão em qualquer logar. a não ser idealmente. etc. garantia. c) Liberdade de ter mais de uma profissão. indenisação em casos de acidente no trabalho. verdadeiramente a propalada liberdade de trabalho não póde ser completa num regimen em que os fracos têm que contratar com os fortes. porém.. Principalmente em nossa terra “essencialmente agricola e pastoril”. ou deslocando-a de logar somente. licenças. dasfabricas. citaremos as referentes ao abono de salarios.. Sabemos. são condições teóricas que verdadeiramente não existem. considerados isoladamente os homens são seres livres. são mais protetoras do trabalho industrial. E’verdade que. á organisação de sindicatos e cooperativas agrarias. Dentre algumas medidas protetoras do nosso trabalhador rural. do salario em caso de molestia.. Mas. O trabalhador rural ainda está esquecido e poucas sãoas disposições que os protegem. que a liberdade do trabalho é no minimo uma liberdade condicional. á impenhorabilidade do . porém — e neste ponto estão conosco os proprios economistas oficiais — que essa liberdade de trabalho é condicionada (diplomas.. trabalho em logar salubre. Isso tudo. etc. porém. A hodierna condição do trabalho humano e. Dentre as medidas de proteção usadas citam-se ás referentes ao dia de 8 horas. Estas medidas. em tése a da liberdade. etc. assim. E’ verdade que as leis asseguram a liberdade da escolha de profissão. a liberdade de trabalho repousa nos tres seguintes principios: a) Liberdade profissional. DA PROTEÇÃO AO TRABALHO RURAL As legislações modernas ás vezes procuram proteger a liberdade do trabalho. vistos em sociedade não o são.— 45 — mudando o estado da materia (bruta ou ja trabalhada). Segundo os economistas oficiais.

desde que seja um serviço prestado pelos animais.? (1). Aquela tem toda a importancia que falta á esta. O trabalho animal é de mais dificil contabilisação. os seus creditos serem privilegiados em caso de falencia. que se destinam á exploração comercial não prestam serviços e sim produtos ou rendas. Para justificar este registro basta uma pergunta: — Não debitamos aos animais as despezas com a sua manutenção. O trabalho usado nas aziendas rurais é humano e animal. curativos etc. que deve ser contabilisado sómente o serviço prestado pelos animais de trabalho sendo que os animais de creação. E nessa conta registraremos por débito o trabalho produzido pelos empregados de acôrdo com o preço combinado. as contas que representam estes devem ser creditadas por um importancia que represente a expressão economica do esforço produzido. porém. e queijandas. (1) — Quando nos referimos á contabilisação das despesas com a manutenção do animal (despesas gerais). O trabalho humano recebe a denominação especial de “Salarios”. E tanto o é que os autores que têm tratado do assunto dele não cuidam. do trabalhador rural nunca são constatadas na vida pratica. O valor do custo do trabalho animal é usualmente calculado sobre o total das despezas diarias com a manutenção do mesmo. . distinguimos da registrarem apenas para dar um valor ao animal. etc. Observe-se.— 46 — salario do trabalhador rural. para efeito de orçamento. Por crédito registramos os serviços pagos. tais como alimentação. Mas. Para a apuração do custo da produção temos necessidade de contabilisar a expressão economica do trabalho empregado. DA CONTABILISAÇÃO DO TRABALHO RURAL Em Contabilidade os fatos administrativos consequentes do trabalho merecem registro cuidado. E’ bem verdade. que essa prerogativas. “Mão de Obra”. porém.

Sua Contabilidade. mediante a paga de um premio.— 47 — LIÇÃO XI Do Seguro Agrario Sumario: — Necessidade. Dentre as inumeras vantagens proporcionadas pelo Seguro Agrario. Neste seguro deve-se banir o lucro. pelo qual uma das partes se obriga para com outra. peste. O contrato de Seguro póde ser efetuado para proteção dos bens ou das pessôas (seguro de vida). etc. assistencia. previstos no contrato”. Ordinariamente o Seguro Agrario é efetuado para proteção dos bens rurais em caso de incendio. Companhias do Seguro Rural. destaca-se a proteção á produção animal e vegetal. Dentre as diversas especies de contrato de Seguro terrestre. cita-se o Seguro Agrario. 2 — Codigo Civil. indenisações. Pode ser tambem terrestre ou maritimo. etc. como esta modalidade de seguro é muito vantajosa idealisou-se pagar sinistros por um valor préviamente estabelecido (um terço. O Seguro Agrario é uma das mais modernas fórmas de Segura. Mas. a caracteristica do instituto dos seguros. não sendo ás vezes possivel uma perfeita compensação tal o vulto dos prejuizos e a natureza dos danos que se verificam. para tambem evitar que os administradores nada fizessem para salvar seus bens. aliás. 1. geada. Esta é. amparo. metade ou dois terços do valor da cousa segurada). (1). a indeniza-la do prejuizo resultante de riscos futuros. Por muito tempo julgou-se impossivel esta modalidade de seguro por serem inumeros os imprevistos que atingem a produção rural. DA NECESSIDADE DO SEGURO AGRARIO “Considera-se contrato de seguro aquele. .432.

á Cia. Todas as diversas modalidades de seguros sobre as cousas estão sujeitas a estes argumentos. DA CONTABILIDADE DO SEGURO RURAL Não pretendemos estudar aqui a Contabilidade das Companhias. Efetuado o contrato de seguro (sobre determinado animal ou cultura. Seu logar é no estudo especial da Contabilidade das Companhias de Seguros. não tem no Brasil a representação que lhes compete.) deve-se fazer o seguinte lançamento no Diario.. que já se. principalmente na Europa e Estados Unidos da America.° anuidade da apolice n° Y X . desenvolveram muito. bastará. pelo pagamento das anuidades: Seguros de. 1. Queremos grifar sómente a maneira de contabilisar na azienda rural a efetuação de um seguro. etc. tres quartos. etc. Estes argumentos não procedem. ainda. Para evita-los. a Caixa Pg.. Nem cabe tal neste momento. num livro especial. de Seguro Agrario. dois terços. Elas geralmente se revestem da forma mutua ou de premio.). não seria tambem possivel a exigencia de nenhuma especie de seguro. X. um terço. no caso de Seguro Agrario. Se em devida conta fossemos leva-los. como dissemos ácima.— 48 — DAS COMPANHIAS DE SEGURO AGRARIO As Companhias de Seguro Agrario. as Companhias de Seguros segurarem os bens rurais por uma fração do seu valor (meio. evitando assim o enriquecimento ilicito dos segurados. Dentre os inconvenientes apontados nestas modalidades de seguro cita-se o fato de que o fazendeiro de posse da apolice que o garanta no caso de sinistro não tem mais interesse em procurar salvar os seus bens ou mesmo evitar as causas de sua destruição.

.. anuidade de rs.. X Em seguida levamos á conta do bem que foi segurado.... 1. porém.......... que tal não se deve fazer......... o valor da apolice.. do seguro de nossos..... X...... assim: Apolice de Seguro a ......— 49 — Recebida a apolice de seguro efetuado deve-se fazer o seguinte lançamento: Companhia X a Apolice de Seguro............. Z apagar em.. Como um dos principais papeis da Contabilidade é demonstrar o estado especifico do patrimonio em qualquer momento. X . que fizemos naquela Cia....° 1... Quando fôr recebida a indenisação far-se-á um lançamento assim ........... X Alguns contadores aconselham e usam levar por ocasião de balanço o debito da conta de Seguros sobre.. pensamos que a Conta de Seguros deverá ficar aberta para que no caso de indenisação possamos saber qual foi a real indenisação obtida......... pois... O lucro ou prejuizo apurado sobre a conta segurada será. apolice n.... Conhecemos esta pelo calculo seguinte: Indenisação = Valor da Apolice — Anuidades.... 1.. Pensamos...000..000 da Cia.. por debito..000.. Caixa a Companhia X Recebi pela indenisação da apolice n...... Pelo seguro de ... (Animais ou Cultura). Pelo valor da indenisação da apolice n... a Lucros & Perdas. o seguinte resultado: Valor dos bens perdidos — Indenisação = Prejuizo ou ainda este resultado mais raro: Indenisação — Valor dos bens perdidos = Lucro..

.. debitando-se a esta conta e creditando-se a Lucros e Perdas. houve lucro.. A Indenisação Líquida póde ser maior ou menor do que o prejuizo verdadeiro sofrido pelo fazendeiro... Se fôr maior. e dá-se entrada do dinheiro em Caixa. Penhor Rural é o que se efetua.. para saldo... Especies... será levado ao seu crédito......... (Animais ou Cultura) a Seguros sobre Pelo débito desta conta. Contabilidade DO PENHOR RURAL Penhor é uma garantia de divida efetuada pela alienação de bens moveis.— 50 — E o débito da conta de Seguros de.. E.. prejuizo. pelos lançamentos ácima poderemos vêr nitidamente qual foi o resultado da operação de seguro. por saldo.Z Dessa maneira temos escriturado (1) todo o ciclo dos fatos administrativos originados das operações sobre os seguros. sobre bens moveis das emprezas agrarias.. é da essencia do penhor (1) — Ha outra fórma mais simples de se anotar a liquidação dos seguros a saber: Recebida a indenisação. LIÇÃO XII Do Penhor Rural Sumario — Conceito. Como sabemos..... e a debito da conta que foi segurada. da maneira seguinte: . assim: Indenisação — Anuidades pagas = Indenisação líquida... ... estórna-se o segundo lançamento ácima.. se menor...

entre as duas especies de penhor rural enumeradas. e hoje já se acha regulado pelo Codigo Civil. . O penhor rural foi instituido entre nós pelo Decreto n° 3. A distinção ácima. Penhor Pecuário é o realisado com a garantia dos bens moveis das emprezas pastorís. (1). b)Pecuario. Penhor Agricola é o efetuado sobre os bens moveis das emprezas agricolas. DAS ESPECIES DE PENHOR RURAL O penhor rural pela nossa legislação em vigor póde tomar duas fórmas diferentes. Nas Partes seguintes estudaremos detalhadamente cada uma dessas especies do penhor rural. que. Póde ser : a)Agricola. E’ por isso mesmo ainda que os autores dizem que “o penhor agricola é uma fórma anormal do penhor. vol. artigo 781 e seguintes.— 51 — que ele tenha por garantia bens moveis. artigo 10. depreende-se facilmente do espirito de seus artigos (2).272 de 5 de Outubro de 1885. DA CONTABILIDADE DO PENHOR RURAL O registro dos fatos administrativos oriundos das operações referentes ao penhor rural não apresenta grande dificul- (1)Clovis Bevilaqua:”CodigoCivil Brasileiro Commentado”. Não obstante isto. pagina 343. 3°. comquanto não tenha sido observada pela nossa legislação. são por sua natureza bens imoveis. o nosso Codigo Civil enumerando no seu artigo 781 os objétos que podem ser dados em penhor cita as colheitas pendentes e as em via de formação. pecuárias (animais de creação ou de trabalho). como sabemos. que se aproxima da hipotéca”. (2) Artigo 781 e seguintes.

....... e com a garantia da nossa colheita de milho............ X Quando houver pagamento de juros... estorna-se o lançamento feito da maneira seguinte: Colheita de Milho em Penhor a Caixa Pelo resgate de n emprestimo contraído com F.... registraremos como no primeiro lançamento deste capitulo.. 9:900$000 Juros & Descontos Desconto por antecipação............ antecupadamente.......... Recebido de F...... d........... X Resgatada a divida que deu origem ao penhor ácima (penhor agricola)........... 10:000$000 Juros & Descontos Juros pagos.......— 52 — dade............ de X..... a 120 dias. farse-á: Diversos a Colheita de Milho em Penhor Caixa Rec°.... e na liquidação faremos: Diversos a Caixa Colheita de Milho em Penhor Pelo resgate de n emprestimo com X....... por emprestimo com a garantia do penhor da nossa colheita de milho......... 100$000 10:000$000 Si os juros não forem pagos antecipadamente...No Diario poder-se-á obedecer á seguinte ordem de lançamentos: Efetuado o contrato de penhor e recebido o dinheiro apurado com o mesmo: Caixa a Colheita de Milho em Penhor.............. 100$000 10:000$000 . conforme contrato d...

III CAPITULO DA ASSOCIAÇÃO RURAL .

O contrato de Parcería Rural... colonia parziaria). (2) (1) Liv cit V 20. mediante condições préviamente estabelecidas a exploração de algum ou alguns bens rurais. As pessoas que por ele contratam. Especies.410 e seguintes. E’ esta uma instituição já consagrada e regulada por inumeras legislações. O nosso Codigo Civil dela trata no seu artigo 1. Contabilidade. Tem por fim este contrato a exploração industrial das cousas pertencentes aos dominios agrarios: cultura do sólo ou exploração de animais A Parcería Rural como observa o grande Clovis Bevilaqua “participa’ da natureza da locação e da sociedade. de Meiação. Rio de Janeiro. DA PARCERÍA RURAL Parcería Rural é o contrato pelo qual uma pessoa cede a outra. permanecendo porém ainda entre nós sem a obrigatoriedade de uma fórmula juridica que garanta a parte do carneiro no contrato com o lobo. sendo mais conhecido nos meios rurais por contrato de “meiação”. 1926. (1). por isso. observação 1 . em linguagem rural. pag 168.LIÇÃO XIII Da Parceria Rural Sumario: — Conceito. “aplicam-se a este contrato as regras do de sociedade no que não estiver regulado por convenção das partes”. principalmente na Italia (mezzadria. de “meiá”. recebendo denominações regionais. O contrato de Parceria Rural já está sobremodo dentro dos costumes do nosso país. se denominam meieiros. tem sido já estudado sob varios aspétos.

com ligeiras modificações. A Parcería Pecuária só se dá sobre os animais (“gado grosso” ou “meu’do”).416 — Dá-se a parcería pecuária.410 define a Parcería Agrícola: “Dá-se a parcería agricola. Nas Partes seguintes trataremos de cada uma dessas especies de Parcería. não podendo ter por objéto aves e insétos. para ser por esta cultivado. .— 56 — DAS ESPECIES DE PARCERIA RURAL Como é facil de se concluir são de duas naturezas diferentes as modalidades de Parcería Rural: a) Parcería Agricola. no mínimo. etc. E’ ainda o nosso Codigo Civil quem define a Parcería Pecuária: “Art. quando uma pessôa cede um predio rustico a outra. especialmente. O Codigo Civil no artigo 1. São quasi que um contrato de sociedade comercial de capital e industria. No contrato de Parcería Rural (Pecuária ou Agricola) aparecem sempre. duas pessoas que se denominam Parceiro e Proprietario. baseadas no contrato efetaudo. DA CONTABILIDADE DAS PARCERÍAS RURAIS Nada mais são as Parcerías Rurais que especiais aziendas agrarias. na proporção que estipularem”. repartindose os frutos entre as duas. direitos e obrigações dos parceiros. tratar e criar. a elas pódem e devem ser aplicados os mesmos principios que estamos estudando para as demais emprezas rurais com ligeiras modificações de fórma contábil. quando se entregam animais a alguem para os pastorear. Lógo. 1. mediante uma quota nos lucros produzidos”. b) Parcería Pecuária.

6. Sindicatos Rurais. (2) São considerados profissionais da agricultura e industrias rurais. social ou moral comuns aos associados”. DAS COOPERATIVAS RURAIS Denominam-se Cooperativas as sociedades em que mais de sete socios se reunem para proteção de interesses comuns. o cultivador. Importancia de um e de outro.532 de 20 de Junho de 1907.637 de 5 de Janeiro de 1907. a elevação das profis(1) Ver o volume 11. o criador de gado. bem como a pessôa juridica cuja existencia tenha por fim a exploração da agricultura ou industria rural”. nos termos do artigo 4 do Regulamento citado “o proprietario. para defesa dos interesses de ordem economica. . pag. o parceiro. Delas só pódem fazer parte as pessoas que se ocupam de serviços rurais.° do nosso “Tratado de Contabilidade (Contabilidade Mercantil). com capital variavel e numero ilimitado de socios (1). As cooperativas são reguladas pelo Decreto n°. (2) Regulamento do Decreto n. DOS SINDICATOS RURAIS Sindicatos Rurais “são as associações formadas entre profissionais da agricultura e industrias rurais de qualquer genero. DA IMPORTANCIA DOS SINDICATOS E COOPERATIVAS RURAIS E’ ocioso encarecer as vantagens dessas associações. 1. Principais fórmas. o arrendatario. o jornaleiro e quaisquer pessoas empregadas em serviço dos predios rurais. art. A conciencia do cumprimento do dever. 1. 200 e seguintes.— 57 — LIÇÃO XIV Das Cooperativas e Sindicatos Rurais Sumario: — Cooperativas Rurais. As cooperativas Rurais são as que se destinam á proteção dos estabelecimentos agrarios e de seus membros.

a compenetração do papel que cada um deverá representar na vida. todas elas prestam relevantes serviços. O auxilio á produção agraria é sempre dos mais eficazes. Caixas Rurais. . Assim é que os ha destinados á proteção da produção. DAS COOPERATIVAS E SINDICATOS DE CRÉDITO Dentre todas as especies de Cooperativas e Sindicatos salientam-se as que têm por fim imediato o adiantamento de capitais aos seus associados. Qualquer que seja o fim dessas associações.— 58 — sões. O crédito rural é de todos o que (3) Sobre este assumpto não se deve deixar de ler. do crédito. Mórmente as associações rurais representam papel saliente. Contabilidade das Cooperativas e Sindicato. LIÇÃO XV Das Cooperativas e Sindicatos Rurais (Conclusão) Sumario: — Cooperativas e Sindicatos de credito. a monographia do professor Salvatore Bruno. etc. Por isso se faz sentir a grande necessidade das Cooperativas e Sindicatos Rurais para contrabalançar o descaso em que vive a nossa produção rural. aquelas sociedades são as grandes protetoras e incentivadoras da classe. do seguro agrario. fórmas conforme a especie de auxilio de que pretendam se ocupar. principalmente no nosso país. intitulado: “I Monti Frumentari. (3). Além da conciencia moral que ali se cria. salientando-se as Cooperativas e Sindicatos destinados á proporcionar o crédito aos seus filiados. DAS PRINCIPAIS FO’RMAS DAS COOPERATIVAS E SINDICATOS Sindicatos e cooperativas Rurais pódem tomar inumeras. provém dessas associações. do consumo. Torino 1924.

O que caraterisa esses dois tipos de caixas rurais é o maior ou menor ambito em que elas operam. b) Caixas Regionais As caixas locais se caraterisam por agir em campo delimitado. DAS CAIXAS RURAIS As associações de crédito agrario geralmente se constituem sob a fórma de Caixas Rurais. De maneira. Só pódem ser seus associados e com elas efetuar operações as pessoas residentes em determinada circumscrição territorial. Ao passo que nas caixas locais são em via de regra garantia das transações o crédito pessoal. comquanto dentro de determinada região. a produção agraria necessita de certas vantagens. bem como obriga-los á economia. para que uma pessoa possa efetuar transações com uma caixa regional é preciso que tenha alguma notoriedade e as operações sejam baseadas em garantias mobiliarias ou imobiliaris. Existem diversos tipos de caixas rurais. E é por isso que os Sindicatos e Cooperativas de Crédito proliferam com o incremento que vemos hoje em dia. São os Bancos dos agricultores. Bancos Luzzatti e outros geralmente conhecidos pelo nome de seus creadores. As caixas regionais têm campo de ação mais amplo. Dependente de fatores extranhos e algumas vezes inevitaveis. As caixas rurais obedecem geralmente a dois tipos diferentes: a) Caixas Locais. que. sendo que os mais conhecidos são os do tipo Schulte-Delitszch. . Os estabelecimentos puramente comerciais geralmente fazem emprestimos a curto prazo. Estas têm por fim proporcionar capitais aos seus associados.— 59 — mais ampa o necessita. Uma destas é a que se refere ao prazo dos serviços rurais. Efetuam operações com pessoas residente em logares diferentes. Raiffeisen.

em Altenkirchen (Prussia Renana). Torino. Por isso deveria seguir ora os principios da Contabilidade Mercantil. 1924.— 60 — A primeira caixa rural que se tem noticia foi creada na Allemanha. Salvatore Bruno: “Le Casse Rurali de Prestiti”. DA CONTABILIDADE DAS COOPERATIVAS E SINDICATOS RURAIS A contabilidade dos Sindicatos e Cooperativas rurais deve obedecer a um criterio a adotar de acôrdo com o fim da associação. pois que esses institutos participam de algumas operações comuns ás emprezas bancarias (Caixas Rurais) e comerciais. em 1847 (1). Vê-se. 59 . (1) Prof. pois. pag. ora os da Contabilidade Bancaria. não obstante ser hoje das mais propagadas nos meios rurais. que é uma instituição recente.

IV CAPITULO DA EMPRESA RURAL .

Pessoal da empreza rural. são ope- . etc. Organisação. Póde tambem se destinará grande ou á pequena cultura. mas tambem as que se destinam á proteção dessa produção ou ainda á transformação dos produtos rurais (industrias rurais). Por Empreza Rural não devemos compreender sómente as instituições que têm por fim a produção de utilidades agrarias. das sementes e mudas para cultura. DA ORGANISAÇÃO DA EMPREZA RURAL Qualquer que seja a fórma e a finalidade da Empreza Rural a sua organisação é tarefa dificil e que deve ser bem orientada para agir proficuamente. Na Empreza Rural a escolha dos terrenos a serem trabalhados.LIÇÃO XVI Da Empreza Rural Sumario: — Conceito. Azienda Rural. DA EMPREZA RURAL A Empreza Rural é a organisação ecoonmica destinada á exploração produtiva dos campos. da elaboração da receita e despeza. Ela póde abranger grande numero de operações produtoras ou se dedicar a uma modalidade só da exploração agraria. das raças de animais para creação. Em todo periodo de organisação de uma empreza as operações iniciais são sempre basicas. dos maquinismos e utensilios necessarios á industria rural.

. alimentação dos animais. caixa. porém. arrendatario. Após a inventariação dos capitais agrarios deve.). e.— 64 — rações primordiais e de relevante importancia. tais como despezas com os trabalhadores. juros de capitais empenhados. etc. No calculo das despezas dos exercicios devemos tambem levar na devida conta as que são necessarias e inevitaveis. Mas. bem como as eventuais e os impostos e gravames com que são em geral afetados os bens e a produção. no regimen da grande propriedade territorial. etc. que dirige os diversos serviços da Empreza. auxiliares. tambem o organisador cuidar das combinações culturais ou industriais a que se destina a Empreza. O numero destas. premios de seguros. . torna-se necessario um pessoal mais habilitado. materia prima a empregar. não devendo se esquecer nunca um organisador de que são fatores da grandeza de toda instituição economica as cabeças que pensam e os braços que executam.) b) Administrador. Como em toda organisação produtora é de grande necessidade a escolha do pessoal habilitado. detentor da riqueza administrada (dono. c) Colonos. e) Meieiros. impostos diversos. colonos ou parceiros. Na pequena Empreza Rural unia familia ás vezes se encarrega de todas as operações necessarias á produção. que é o dominante em nosso país. que trabalham para o proprietario com o contrato de satisfazer ás despezas e dividir os lucros com este... sementes. O PESSOAL DAS EMPREZAS RURAIS O pessoal que auxilia a produção agraria se classifica por diversas categorias. trabalhadores manuais e que ordinariamente trabalham por contrato. debaixo de certas disposições costumeiras e contratuais facil nos torna agrupa-los nas seguintes categorias. varia com a extensão da empreza. dentre outras: a) Proprietario. d) Pessoal do Escritorio (Contador. preparo do sólo. etc. etc.

empregados que ganham por dia de trabalho. b) Funções gestivas ou gestoriais. Pessoas. c) Funções finais ou conclusivas que têm por fim a liquidação das operações de um exercicio. Em toda administração economica. como veremos adiante. E’ exercida por meio de funções executadas por meio de atos e fatos administrativos. DA ADMINISTRAÇÃO ECONOMICA Administração economica é a serie de funções exercidas pelos encarregados do patrimonio afim de que este produza. . por um corpo de pessoas sobre um patrimonio. direção e liquidação dos estabelecimentos administrados. Ela tem por fim todas as operações cujo fim é acconservação. a gerencia da empreza. g) Camaradas. b) Agentes Consignatarios. melhoramento ou produtividade da riqueza administrada. As funções administrativas têm por fim a organisação. ou a liquidação final da empreza. de qualquer que seja a natureza da entidade administrada.— 65 — f) Jornaleiros ou diaristas. aparecem sempre na Empreza Rural tres pessoas distintas: a) Proprietario. que têm por fim a direção. que são os empregados contratados por mês. c) Correspondentes. que são as que têm por fim a organisação dos estabelecimentos. Azienda Rural. LIÇÃO XVII Da Administração Economica Sumario: — Conceito. Sob o ponto de vista contábil diversas são as pessoas que fazem parte da administração das emprezas rurais. Funções administrativas. Daí se infere que são de tres ordens diferentes as funções administrativas: a) Funções iniciais.

E’ sobre o Patrimonio da Empreza que são executadas as funções administrativas ácima enumeradas. a) Caixas Locais. Correspondentes são os freguezes da administração. Semoventes. ao conjunto de todos os bens que formam o ativo e passivo da entidade economica rural. Azienda Domestica é a que se compõe dos bens destinados ás despezas particulares do Proprietario da Empreza Rural. A Azienda Rural póde ser dividida em duas seções completamente distintas: a) Azienda Domestica. b) Azienda Agraria. são os devedores e credores. Agentes Consignatarios são os encarregados da guarda dos bens materiais da administração. pelas diversas pessoas da administração. . Mercadorias. transações com a Empreza. Imoveis. etc. DA AZIENDA RURAL Denomina-se azienda rural ao patrimonio das emprezas agrarias.— 66 — Proprietario é o dono da Empreza. As contas que representam o Proprietario. é o senhor do patrimonio. As contas que representam os agentes consignatarios são as que representam os bens materiais da administração tais como Caixa. são as de Capital e Lucros e Perdas (Resultado). As contas que representam os Correspondentes são as que demonstram os débitos e créditos das pessoas que mantêm. Azienda Agraria é a que se compõe dos bens destinados á produção rural.

Levantamento do Inventario. d) a sua situação financeira. o estado liquido do patrimonio nas suas relações com as contas que o compõem. a saber. de numerario. as relações com os correspondentes. b) a sua situação juridica. sendo grandé o número de contas. Compondo-se elas de elementos de natureza as mais diversas torna-se ele por isso extenso e assaz trabalhoso. dos movimentos. a situação da azienda. . 61. por demais complexas. E’ o Inventario que nos demonstra o valor economico do patrimonio. E’ a apuração do valor economico de uma riqueza. E’ uma das bases para o 1 evantamento do Balanço. a saber. Complexidade. isto é. (Contabilidade Geral). c) a sua situação economica. para a verificação do resultado produzido em determinados periodos ou exercicios (Inventario Periodico). Ademais.— 67 — LIÇÃO XVIII Do Inventario Sumario — Conceito. em qualquer azienda: a) a sua situação especifica. O Inventario é efetuado quando se trata de crear um estabelecimento que tem por fim operações economicas (Inventario Inicial). global. ou para a terminação das operações (Inventario Final). está em demonstrar ao administrador. isto é. 1929.° Volume. O fim principal e toda a importancia do Inventario. (1) Ver o nosso 1. descrição e avaliação de todos os bens que formam um patrimonio. DA COMPLEXIDADE DO INVENTARIO RURAL Nas aziendas rurais as operações de inventariação se tornam ás vezes. dificulta ainda mais as operações imprescindiveis de clasificação dos bens patrimoniais. DO INVENTARIO (1) Inventario é a verificação. o movimento monetario. pag.

pois que este se baseia naquele. E’ esta operação que demonstra o estado economico da azienda. faz parte pois. fim. pois que os bens que a compõem são inumeros e vasta se torna aquela operação.— 68 — Como todo Inventario. E’ Analitico o Inventario Rural. Todo Inventario deve ser primeiramente Analitico e ao depois Sintético. DO LEVANTAMENTO DO INVENTARIO Em qualquer que seja a modalidade do patrimonio o processo para inventario é um só. O Inventario Analitico exige sempre uma completa e detalhada descriminação dos elementos patrimoniais. A bôa descrição é condição essencial para uma exata avaliação. debaixo da conta correspondente. fundamentais. c) Avaliação. quando descrimina todos os elementos patrimoniais. O Inventario Sintético é o que reúne os dados todos da mesma categorias. de contas especiais. um por um. Cada grupo destes formará uma conta tambem especial. de acôrdo com a natureza de cada um. pois cada classe é aplicada a um determinado. Dissemos. a) Classificação. Avaliação é o calculo em dinheiro do valor dos bens inventariados. Uma depende e é consequencia da outra. demonstrando todas as suas qualidades e defeitos. e. que na azienda agraria se torna complexa a operação de inventariação. para bôa ordem e exata verficação do patrimonio. O . Descrição é o meio de qualificar os bens pela demonstração de suas qualidades e defeitos. Principalmente a clasificação dos diversos imoveis se torna algo dificil. A operação da classificação nos faz grupar os bens existentes em um patrimonio. O Inventario Sintético se contenta com o agrupamento de elementos da mesma natureza. Resume-se ele em tres operações. o aplicado ás aziendas agrarias tambem póde ser Analitico ou Sintético. b) Descrição.

Para e Inventano Sintético torna-se necessario conhecer as contas que representam os diversos bens afim de formar as varias catégorias de contas. (1). A Avaliação é tanto necessaria no Inventar io Sintético quanto no Analitico. Nas lições seguintes vamos tratar de cada uma destas operações para levantamento do Inventario. pois que esta depende dos conhecimentos gerais de cada um e não se baseia em conhecimentos nem principios contaveis. LIÇÃO XIX Da Classifica ção dos Bens Rurais Sumario: — Método.um resumo daquele. tão sómente. Com a diferença de que neste ela é efetuada sobre cada cousa. Para essa operação deve-se ter em vista os bens da mesma natureza e grupa-los debaixo da conta que os tiver de representar. . A classificação dos elementos patrimoniais das aziendas rurais no Inventario Analitico é a operação mais simples possivel. Basta tão sómente enumerar as cousas ou bens da (1) Ver lição XVIII onde apresentamos os modelos de Inventarios Analitico e Sintéico. A descrição e a enumeração dos diversos elementos patrimoniais (classificação) são essenciais no Inventario Analitico. Capitais Agrarios. DA CLASSIFICAÇÃO DOS BENS RURAIS A Classificação dos bens rurais é uma das funções primordiais para o levantamento do Inventario de uma azienda agraria. Classificação. Já no Inventario Sintético esta descrição não se faz necessaria pois este .— 69 — Inventario Analitico exige classificação descriminada pormenorisadamente. Deixaremos de tratar da Descrição. Qua dro siriático. ao passo que no Inventario Sintético o calculo monetario é feito sobre a conta que representa a cousa inventariada. e os totais de cada bem.

Basta tão sómente um ligeiro historico designando. conservadas para aproveitamento em ocasião oportuna. E é ele um grande fator da produção. construções. a necessidade da riqueza acumulada torna-se ponto essencial. Após a classificação dos elementos patrimoniais seguese a fase terminal do Inventario que é a Avaliação. terrenos em matas. Os Capitais agrarios tomam diversas fórmas. No Inventario Sintético. convertido em bens ou cousas. criação e crescimento de animais. E’ o trabalho acumulado.. por conjunto. DOS CAPITAIS AGRARIOS Capital. Não cabe aqui exaltar a função e necessidade do Capital. São as riquezas ecedentes. debaixo da conta de “Máquinas Ágrarias” incluiremos todas as que forem usadas na empreza rural. porém.. com a especificação dos seus caracteristicos e fins. colheitas. como pensam os economistas conservadores. após passar pela fase de terminação. etc. comquanto não seja o principal nem o mais importante. Sendo esta especie de Inventario um resumo do Analitico. tais como arados.— 70 — mesma natureza debaixo de um titulo que os represente. e é geralmente uma resultante da economia ou da superprodução. a natureza dos bens que a conta inventariada representa. etc. num sentido. Sob o titulo de Imoveis incluiremos os diversos bens dessa natureza. charruas. Assim. tais como o prazo para germinação das sementes. pastos. são todas as cousas que nos proporcionam serviços ou servem á nossa manutenção. Dependendo esta não só do fator humano mas de condições outras. A utilidade dos Capitais se faz sentir grandemente na Agricultura. fatais e inevitaveis. desenvolvimento das plantas. que é a Descrição. etc. amplo. tais como terrenos de culturas. este servirá de documentação tornando-se. sob as quais são convertidos tais como terras nuas e lavradas ou em . desnecessaria a minudencia. Sem ele quasi não seria possivel a vida. pois. E é por isso que não se concebe azienda rural sem fortes reservas de capitais. não ha necessidade de minucia na classificação dos bens. maturação dos frutos.

(2) Venanzio Manvilli: “Valutazione Agrarie”. a) Fixos. pag. Jouzier: “Economie Rurale”. fisicamente considerados: (1) E. 1920. dentre outras classificações. 6. DA CLASSIFICAÇÃO DOS CAPITAIS AGRARIOS Inumeras tem sido as classificações propostas dos capitais rurais. 1922. Principalmente os tratadistas de Economia Rural não descuidam deste ponto. Assim é que. como todo Capital póde desaparecer ou não lógo após um fato administrativo. E. dinheiro. são todos aqueles que concorrem para a produção agraria e para as operações comerciais efetuadas com os resultados daquela. Estes capitais se referem ás funções técnicas (industriais) e comerciais da azienda agraria. Capitais Industriais e Comerciais da azienda rural. Livorno. (3) Vittori Niccoli: “Economia Rurale. 1922. 1927. Jouzier (1) Manvilli (2) Nicoli (3). São fixos quando não desaparecem nem se transformam após uma operação realisada. pagina 47. e “Contabilit á Agrarie”. pessoais. sementes. cabendo a esta a sua sub-divisão. 16. Capitais Domesticos de uma azienda agraria são os que satisfazem ás necessidades particulares. etc. b) Capitais Industriais e Comerciais. maquinarios. adubos. Pariz. animais. construções. . recoltas a colher. Para nós os Capitais Agrarios pódem ser classificados primordialmente em duas grandes classes: a) Capitais Domesticos. a que já nos referimos. b) Circulantes. Agrotimesia e Computisteria Agraria”. Geralmente estas classificações são mais propostas de acôordo com os principios de Economia Rural e não sob o ponto de vista contabil. Torino. Estes Capitais ainda pódem ser. 84. Estes capitais se regulam e se subdividem de acôrdo com as normas da Contabilidade Domestica. podemos citar as de E. dizemos que estes Capitais pódem ser economicamente considerados. pag.— 71 — Pastos. pag. Livorno. do dono da Empreza Rural.

etc.— 72 — a) Moveis. . se têm vida propria. QUADRO SINÓTICO DOS CAPITAIS AGRARIOS Apresentamos a seguir o quadro sinótico da nossa classificação dos Capitais Agrarios. Os Capitais circulantes são sempre moveis. Estes ainda pódem ser. b)Inanimados. edificações. E pódem ser: a) Animais. b) Imoveis de Exploração ou Cultura. em caso contrario. segundo a sua natureza: a) Animados ou Semoventes. Estes pódem ser: a) Imoveis territoriais. b) Imoveis. b) Inanimados. Ambos pódem ser utilizados na produção agraria ou nas suas operações comerciais. Aqueles são formados pelos terrenos desaproveitados. São moveis quando constituidos por bens desta natureza. Estes são constituidos por terras cultivadas. conforme tenham ou não movimento independente do esforço alheio. Os Capitais fixos imoveis são os formados por bens imoveis.

Agrotmésia. Pelo método do preço do custo damos a cada elemento patrimonial um valor monetario baseado nas despezas por que nos ficou a cousa. que é a função conclusional de todo Inventario. Todos os bens são sucetiveis de avalação. Metodos. Estes métodos pódem ser aplicados a quaisquer especie de bens moveis. torna-se indispensavel a Avaliação. Avaliação é o calculo monetario efetuado sobre uma determinada cousa. Para tal. diversos são os processos usados. DOS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DOS BENS RURAIS As cousas que formam o patrimonio das emprezas rurais pódem ser avaliadas por diversos processos. denominada Agrotimesia. etc. curso. Pelo método do preço corrente damos ao bem inventariado um valor monetario baseado no preço de cotação do mercado . A Avaliação porém.— 73 — LIÇÃO XX Da Avaliação dos Bens Rurais Sumario — Conceito. Sendo que até a classificação dos imovéis rurais constitue oje um capitulo especial de Economia e Contabilidade Rurais que estudaremos adeante. Métodos. tais como o do preço do custo. variando todos eles de caso a caso. preço corrente. Varios são os métodos aplicados. com maior ou menor vantagem. O método a aplicar varía com a natureza do elemento a inventariar. dos bens rurais não segue uma regra prefixada. E’ assunto de tal importancia que os diversos métodos de aváliação das terras das emprezas rurais constituem hoje uma ordem de estudos definida. médio. mais os juros compensadores do emprego do capital. DA AVALIAÇÃO DOS BENS RURAIS Para a apuração do estado economico das aziendas agrarias.

ha fatores externos que atuam sobre a avaliação dos imoveis rurais fazendo com que aumente ou diminua o seu valor. a situação do imovel. LOURENÇO GRANATO. SERPIEIRI. encontrase o valor de um dado elemento fazendo-se a soma da cotação atual da cousa (preço corrente). principalmente em países como a Italia e Alemanha onde as obras de VENANZIO MANVILLI. etc. Como sabemos. Tudo depende do criterio do contador encarregado da avaliação. a facilidade de comunicação. Nicoli assentaram as bases definitivas da nova ordem de estudos. E’ uma das operações mais complexas do Inventario dos bens rurais. adatavel. Algebra. a quem devemos na lingua portugueza a prioridade de tratar do estudo a que nos referimos.— 74 — Pelo método do curso médio ou valor médio. tais como a fertilidade das terras. o clima. mais o preço de custo do mesmo. O resultado será o preço médio. Além de tudo. tais como a Economia Politica. ERNESTO MARHENGI e sobretudo a obra notavel de V. tal como a lei da oferta e da procura. DA AGROTIMESIA Agrotimesia é a ciencia que tem por fim a avaliação monetaria dos imoveis rurais. Qualquer destes processos como outros mais que existem. Legislação. póde ser adotado com maior ou menor vantagem. escreveu: . Agronomia. dividido o total por dois. pois que depende de um criterio seguro a adotar. Constitue esta dificil parte do Inventario Rural uma ciencia moderna. a avaliação das propriedades rurais varía de método só com o fim que se tem em vista com o Inventario: se para venda. se para balanço. Economia. a especialidade de cultura. Contabilidade Rural. se para aluguel. Além desses fatores externos ha tambem fatores internos que agem para melhoria ou não do valor dos imoveis agrarios. a concurrencia. uma nova ordem de estudos. Exige tambem grande prática das operações rurais e conhecimentos de principios indispensaveis de ciencias correlatas. etc.

levar muito em conta. O avaliador deve. a distancia dos centros consumidores. Agrotimesia e Computisteria Agraria”. e daí faremos as diversas comparações. a natureza do clima. Procede por meio de confronto. O primeiro é denominado Método Indireto por se dar o valor á propriedade rural tomando-se por base propriedades semelhantes. ou Direta Analitica. (1) “Noções Elementares de Contabilidade Agricola”. b) Método da Avaliação Empirica. a natuza das culturais. a natureza mineralogica do sólo. ou Direta Síntetica. (2) Ha além desses três outros mais. 1922. e que bem conheçamos. á primeira vista se lhe pode atribuir. pois.85. a empreza rural fôr muito extensa. os melhoramentos introduzidos com a drenagem e outros muitos elementos que eventualmente se apresentam á sua observação. Segundo este método devemos comparar a propriedade a avaliar com outras que se encontrem nas mesmas condições. Livornio. 1912. DOS MÉTODOS DE AGROTIMESIA Os autores costumam enumerar tres métodos diferentes para a avaliação dos terrenos agricolas (2): a) Método da Avaliação Comparativa ou Indireta.pag. São Paulo. c) Método dá Avaliação Racional. Torino 1927 e Venanzio Manvilli “Valutazioni Agrarie”. a sistematização do sólo. as servidões. Para melhor. outros muitos elementos influem para lhe elevar ou depreciar o preço. a sua fertilidade. as condições dos meios de comunicação. estudo desta materia vêr as duas seguintes obras que se podem considerar classicas: Vittorio Nicolli: “Economia Ruralle. as aguas para a irrigação. as quédas d’aguas aproveitaveis como força motriz. que. classifica-la-emos em zonas de acôrdo com os tipos carateristicos. (1). Quando. porém. a natureza da vegetação.— 75 — “Para se avaliar um terreno cultivavel não devemos considerar tão sómente a sua extensão. além da extensão da área cultivavel. a topografia do sólo sob o ponto de vista das lavras culturais. .

mão de obra.). pag.). cit. regimen tributario. Em todos estes métodos. cit. etc. Direta ou Sintética o avaliador — baseado na sua prática — procurará saber a historia das terras que tem que avaliar (preço por que foram compradas. na prática. devem-se ter em vista as condições especiais de cada caso isolado: Condições extrinsecas (população. facilidade de crédito. Pelo método da Avaliação Racional ou Direta Analítica.. (4). Procede por síntese. O ultimo depende do estudo economico da empreza a avaliar. porém. e sobre essa renda fará o calculo do capital que deva proporcionar tal renda. ou antes.— 76 — Segundo o método da Avaliação Empirica. 323 e 324. op. pelo conhecimento da região. pags. (4) Vér Niccoli. Este método é o mais dificil de ser realisado pois depende do bom conhecimento da propriedade. economica e técnicamente. 94. Os dois primeiros métodos enumerados são esperimentais. “A renda territorial. e condições intrinsecas (estado agronomico da propriedade e topografico e onus que pesam sobre o imovel). O ultimo é o cientifico. é o unico método cientifico de Agrotimesia. etc. Aqueles se baseiam na experiencia. produção anual. (3) Manvilli: Liv. o avaliador calculará o preço sobre uma proporção baseada na renda territorial da propriedade. Chama-se Racional porque é o mais cientifico de todos. é o titulo principal sobre o qual se mede o valor de uma propriedade rural” (3) Baseia-se na utilidade material das terras.. . E’ tambem o método preferido. produtos que dão.

São tais: Obrigações. b) Contas Passivas São ativas quando fazem parte do Ativo. Num Inventar ha ha sempre duas partes perfeitamente distintas: a) O Ativo. onde colocamos as contas que representam os bens existentes (contas dos agentes consignatarios) e as obrigações que temos a receber (contas dos correspondentes).ativas e passivas. todas as contas . DO INVENTARIO GERAL E PARCIAL Quando o Inventario é efetuado sobre toda a empreza rural. Duplicatas a Pagar. Modelo de Inventario Analitico. . São contas passivas quando pertencem ao passivo. Modelo de Inventario Sintético DAS CONTAS ATIVAS E PASSIVAS Terminada a avaliação esta dá fórma contábil ao Inventario. b) o Passivo. Animais. Quando o Inventario é efetuado sobre parte ou partes da azienda agraria. Edição. Inventario Geral e Parcial. Dai surgem duas especies de contas a) Contas Ativas. pois.— 77 — LIÇÃO XXI Do Inventario Sumario — Contas Ativas e Passivas. onde registramos as nossas obrigações a resgatar (titulos ou credores em contas correntes). 2ª. Maquinas Agrarias. denomina-se Geral. Construções. (1) Para melhor comprehensão deste assunto. Imoveis. a Pagar. etc. pag 61. Plantações. Caixa. vêr o nosso 1. tais como. etc. Nele se incluem.º volume (Tratado de Contabilidade: Contabilidade Geral). recebe a denominação de Parcial (1).

000 cafeeiros de 10 annos ...... cobertas de telha....... 1 “ de sub-solo.............................. 1 troly............................................ CAIXA: Dinheiro no cofre.......................— 78 — DO MODÊLO DO INVENTARIO ANALITICO Inventario da Fazenda das “TRES BARRAS” efetuado em 30 de Junho de 1929......... 5 cachaços nacionaes........................ 1 cocheira para os animaes de trabalho............. 20 “ “ “ “ pastos............... de cisco........................ 15 casas para colonas..................... MACHINAS E UTENSILIOS 2 arados “Oliver’................... 40 bacorinhos.......................... PAIOL: TOTAL 400$000 300$000 1$000 20:000$000 6:000$000 10:000$000 20:000$000 2:000$000 30:000$000 1:000$000 250$000 3:000$000 36:000$000 15:000$000 860$000 2:000$000 2:400$000 4:500$000 1:000$000 1:000$000 500$000 100$000 350$000 1:500$000 250$000 700$000 950$000 950$000 2:641$000 1:400$000 18:000$000 1:100$000 600$000 400$000 300$000 80$000 100$000 1:200$000 150$000 200$000 40$000 250$000 300$000 50$000 140$000 35 carros de milho........... 1 casa moradia. tijolos......... UNIDADE IMMOVEIS: 50 alqueires de terra em capoeira....... para o gado........ com 100m2. 12 novilhos de 1 a 2 annos ...................... 50 “ communs .................. 5 carroças............................................... 600 arrobas de café...................... 5 arreios para carroças.............................. em estylo moderno em perfeito estado................................................. feita de telhas......... forrada........... GADO:GROSSO: 5 touros caracús. 1 machina de escrever................ de tijolos....... 90 vacas hollandezas................. 20 eguas para creação..... 1 curral de 6.............500m2...................................... 10.......................................................................... com 900m2 .................................... (Continua) 40$000 30$000 55$000 ............ 20 saccos de feijão.... 20 novilhas de 2 a 3 annos ........... 2 jumentos ................. assoalhada........................................ 5 montarias para passeio.............

.................... SALARIOS: Pelos deste mez a pagar............. 1automovel “ Buick”...................................................... Eurico Oliveira de Campos...... 1caminhão “Ford”.............. Celia Resende........... Yolanda Lacerda ................................................................................................. para 10/7/29....... HYPOTHECA Pela que effectuamos com Epaminondas Torres Filho.......... VEHICULOS: 1caminhão “Chevrolet”..............................— 79 — (Continuação) CONTAS CORRENTES Devedores Marcel Amaral Lopes ........................................ 560$000 980$000 3:500$000 770$000 5:810$000 4:000$000 3:200$000 7:700$000 7:800$000 5:500$000 12:000$000 25:300$000 CONTAS CORRENTES: Credores: Hugo Jordão........................ TITULOS 1 promissoria acceita por Hilda Pinho......................... conforme livro ponto....................................................................... Gilberto Soares Fontes...................................... Ruy Barbosa Pinto................................................ 1:400$000 820$000 21:000$000 23:226$000 12:500$000 11:000$000 10:000$000 ...... 1 letra acceita por Helio Coutinho da Costa.................................................. TITULOS: Promissoria que acceitei a Armando Silva para 8/7/29........... para 5/8/29......................

........... idem Machinas Agrarias Idem.. idem Suinos Idem.. Titulos a Pagar Pelos de n/ acceite Salarios Pelos a pagar H ypothecas Pela que contrahimos 87:750$000 56:900$000 6:900$000 2:600$000 600$000 950$000 2:843$000 20:500$000 27:150$000 950$000 7:700$000 5:810$000 23:220$000 12:500$000 11:000$000 10:000$000 56:720$000 220:713$000 ...... Contas Correntes Devedores... Total do Activo.. Vehiculos Pelos arrolados Arreios e Silhões Pelos em uso Titulos a Receber Pelos em carteira.... idem Moveis e Utensílios 1 machina de escrever Caixa Dinheiro em cofre....... Produtos no Paiol Pelos armasenados. PASSIVO: Contas Correntes Credores..... ACTIVO: Immoveis Pelos inventariados.— 80 — Apresentámos a seguir um modêlo de inventario já Sob a fórma sintética: Inventario da Fazenda das “TRES BARRAS” efetuado em 30 de Junho de 1929.. B ovinos Idem..... idem Equideos Idem...

V CAPITULO DAS CONTAS .

A função das contas é a mesma. Registrando toda entrada e saída de valores. são aplicaveis a qualquer azienda administrada. pois. toda obrigação e direito concernente a cada bem. As classificações sob o ponto de vista contábil.LIÇÃO XXII Das Contas Sumario: Conceito. qualquer que seja a empreza em que é aplicada: demonstrar o estado especifico e economico dos elementos patrimoniais. E na Contabilidade Sintética que melhor se evidencia o papel das contas. Modelos. DAS CONTAS Conta é um agrupamento de fatos da mesma natureza. evidenciando tudo com clareza e certeza. Segundo a natureza de suas especialisações é que os patrimonios nos fornecem conceitos diversos para a classificação técnico-contábil de suas contas. as modificações produzidas e os resultados obtidos. das contas. qualquer que seja a especialisação da Contabilidade. registrando elas todas as mutações patrimoniais são aptas para nos demonstrar a todo momento a situação especifica de cada ordem de bens aziendais. a situação destes num começo de exercicio e no momento que se deseja. ela é apta para nos mostrar qual foi o movimento com os fatos administrativos de determinada ordem. cientifico. DOS MODELOS DAS CONTAS AGRARIAS Com referencia aos modelos das contas pódem e devem ser adotados todos os que satisfaçam a natureza dos fatos ad- .

São de tres modos diversos os modelos usados em Contabilidade na colocação das secções de Débito e Crédito do Contas: a) Secções Contiguas. onde registramos os fatos negativos. ás operações a contabilisar. quando o débito vem por cima e o crédito por baixo. Haver ou Saída). c) Secções Superpostas. A’ Contabilidade Rural será permitido adotar os que se fizerem necessarios. No geral todas as contas têm sempre duas partes distintas: a) a da esquerda (Deve. quando o débito vem numa pagina e o crédito na outra. que diminuem o valor da conta. b) Secções Divididas ou Separadas. Débito ou Entrada).— 84 — ministrativos a registrar. b) a da direita (Crédito. Apresentamos a seguir modelos da fórma grafica destas diversas especies: . quando o débito vem junto ao crédito. Além destas ha contas que pela natureza das cousas que representam necessitam de outras colunas que poderão ser adotadas á vontade. onde registramos os fatos positivos. que trazem aumento ou diminuição de direito á conta. tendo intuitos mais estatisticos do que contaveis. como subsidios esclarecedores.

— 85 — Modelo de secções contiguas: DEBITO CREDITO Modelo de secções divididas: DEBITO CREDITO .

— 86 — Modelo de conta de secções superpostas: DEBITO CREDITO .

DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS Vamos apresentar agora algumas classificações de contas que julgamos indispensaveis para o estudo de qualquer Contabilidade aplicada. c) Contas dos Correspondentes que são as que representam as pessoas com quem a empreza mantém relações mercantis. etc.° Finalmente. ainda pódem ser: a) Contas de Movimento. etc. etc. que são todas as que demonstram lucro ou prejuizo. Banco do Brasil. . quanto á sua função. Bovinos. Produtos no Paiol. Classificação.° Quanto á sua personalidade: a) Contas do Proprietario. Exemplo: Caixa. Salarios.: Despezas. taes como Imoveis. tais como: Lucros e Perdas e suas sub-divisões.° — Quanto á sua função as contas pódem ser: a) Integrais.— 87 — LIÇÃO XXIII DAS CONTAS (Conclusão) Sumario:— Classificação. que são todas as que representam os objetos das operações aziendais. quando representam os objetos e pessoas que tornam parte numa operação. etc. Construções. b) Contas de Resultado. bem como a conta de Capital. como Despezas. Sumos. Juros e Descontos. b) Contas dos Agentes Consignatarios. Exemplo: Nair Succar. os lucros ou prejuizos. b) Diferenciais. Ex. que são as que demonstram lucro ou prejuizo. etc. 3. Exemplos. Na Contabilidade Rural. 2. que são todas as que representam os bens materiais da administração. Comissões. São as contas dos Consi gnatarios e Correspondentes. São as contas do Proprietario. Maquinas Agrarias. As contas pódem se classificar: 1. Edgard Marx. Café. que são as que representam o resultado das operações.

cit. Ocupar-nos-emos no momento da classificação das contas das emprezas rurais mixtas. conforme se destinam á escrituração sintética ou á analitica. pag. ou dos auxiliares. 54 e seguintes. Quando tratarmos de cada uma daquelas especialisações da Contabilidade Agraria. . (1) EXEMPLOS DE CONTAS DA CONTABILIDADE RURAL Vamos enumerar perfuntoriamente algumas contas que geralmente são usadas tanto na Contabilidade Pastoril quan- (1) Liv. as contas analiticas. Na Contabilidade Rural as contas auxiliares ou analiticas são importantissimas e apresentam vantagens formidaveis. só demonstram as mutações economicas.— 88 — DAS CONTAS NA CONTABILIDADE RURAL Todas as contas pódem ser sintéticas ou Analiticas. natureza e esclarecimentos necessarios. Contra elas não permanecem de pé as alegações de MARHENGI que tentou demonstrar a desvantagem da Contabilidade Analitica na Contabilidade Rural.. isto é. demonstram não só estas como a sua origem. DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS RURAIS São varios os criterios que pódem ser adotados para a classificação das contas rurais. são de grande necessidade e indispensaveis para demonstrar o custo e a razão de ser das diversas produções agrarias. Dentre os principais citaremos o que as estuda sob um ponto de vista geral. As contas sintéticas ou de razão. estudaremos-as classificações que se lhes refiram. compreendendo as emprezas rurais mixtas e o da classificação das contas segundo a especialisação da empreza rural (pastoril ou cultural). sem lograr exito porém.

E’creditada pelos valores que constituem o capital e debitada pela diminuição ou desaparecimento deste. citaremos: Capital. Conta fundamental. Salda-se por balanço. E’ debitada pelas que são instaladas e creditada pelas amortisações. Salarios. Debita-se pelos existentes. Dentre as principais contas que usualmente aparecem na Contabilidade Rural. Debita-se pelos existentes. Imoveis. Não tem crédito. Representa os bens que não se deslocam Debita-se pelos existentes e adquiridos. quando adquirem algum direito. Caixa. Não tem crédito: salda-se por balanço. Registra a entrada e saida de dinheiro. Credita-se pelos alienados.— 89 — to na Cultural. E’conta de resultado. Credita-se pelos que morrem ou são vendidos. Representa os que são utilisados nos serviços agrarios. E’ debitada pelos comprados e creditada pelas amortisações e estragos. Colonos. no crédito. Movimento identico ao de contas corrente. Credita-se pelos que morrem ou são vendidos. Animais de Trabalho. Representa os que são utilisados nos serviços agrarios. Representa os pagamentos de serviços aos trabalhadores. . Maquinismos ou Maquinarios. depreciações e inutilisações. Despezas Gerais. fazer a enumeração das suas contas carateristicas. reservando para quando destas tratarmos especialmente. Representa as maquinas em uso na empreza rural. Moveis e utensilios: Representa os objetos de uso. Registra por débito os gastos miudos do estabelecimento rural. Contas Correntes. Representa os valores com que uma pessôa constitue o seu patrimonio para inicio de suas transações. Animais de Trabalho. por débito. Registra as transações com os Correspondentes: no débito quando estes asumem uma obrigação. E’ conta de lucros e perdas. Representa o movimento monetario. Representa a conta das familias ou pessoas que empregam a sua atividade na fazenda.

Movimento identico á conta de Moveis e Utensilios. Lucros Supensos. Conta de resultado. Fundo de Reserva. CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS RURAIS NO PRIMEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE Sob a epigrafe de “Uniformisação da Contabilidade Agricola”. Debita-se pelos prejuizos. com a sua manutenção e funcionamento. freios. Idem. Registra as obrigações aceitas a favor do fazendeiro. etc. O inverso da precedente. idem. LIÇÃO XXIV Das Contas Sumario: — Classificação proposta no Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilidade. acrecido com as despezas por débito. Representam por débito os que abonamos aos nossos devedores. Jogo escritural inverso. bem como correiames. 320. Representa uma parte dos lucros retirada para garantia de prejuizos eventuais. o “Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilidade” estudou a questão da classificação das contas rurais. Rio de Janeiro. sendo então propostas duas classificações (1) (1) “Relatorio do Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilidade”. Registra as operações efetuadas com os bens de transporte. Representa estes utensilios. 1927. e por crédito os que nos são abonados. pelo que é creditada. usados pelos animais de trabalho. Arreios e Selins. Juros & Descontos. Lucros e Perdas. Registra por débito os prejuizos e por crédito os lucros da empreza. Titulos a Pagar. Debita-se pelas aceitas. Movimento egual á Moveis & Utensilios. Titulos a Receber. . barrigueiras. Classificação adotada Critica.— 90 — Veículos. pag. Comissões. Credita-sé pelas recebidas.

pelo autor da tése numero 33. (3) Idem. Aliás neste ponto a tése é interessante. idem. No entretanto a sua classificação das contas de “Culturas” e “Criações” são muito bôas para compreensão das emprezas culturais e pastorís. foi aprovada outra classificação das contas da Contabilidade Rural. DA CLASSIFICAÇÃO ADOTADA NO “PRIMEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE” Por proposta da Commissão encarregada de relatar a tése n. no citado Congresso. Vejamos estas classificações: A tése num. num sentido amplo. pois se extende assaz por sub-ordens. Preocupou-se tambem ecessivamente o seu Autor com a especialisação da empreza rural. não obstante a sua prolixidade. Não se ateve. 318. da qual foi relator o prof. outra pelo relator desta. Na verdade a classificação então aprovada satisfaz ás exigencias da (2) Idem. A classificação proposta por este. a uma classificação do ponto de vista geral. pag. comquanto encare a empreza rural sob varios aspétos. pag. 33. porém. Nota-se na classificação do Sr. idem. 309. não nos apresenta uma classificação rigorosa sob o ponto de vista contável. (2). a sua classificação das contas é perfeitamente aceitavel. . 33 foi da autoria do Sr. PERCILIO DE CARVALHO. Ocupando-se na sua tése da classificação das contas das emprezas agrarias. Sob este ponto de vista. a qual foi posteriormente aceita pelo Congresso. PERCILIO DE CARVALHO o intuito de classificar as contas de acôrdo com a especialisação do estabelecimento rural. ANTONIO MIGUEL PINTO (3). sendo esta ultima adotada pela Commissão encarregada de dár parecer. não deveria se ater com as especialisações da produção dos estabelecimentos rurais. porém.— 91 — Uma.

pois. 320. idem. . encara as diversas especies de fatos administrativos de uma azienda agraria. o Congresso citado houve por bem aprovar a seguinte classificação das contas na Contabilidade Rural: (4): (4) Idem.— 92 — técnica contábil. pag. Classificando as contas em quatro grandes classes.

E. A classificação ácima se refere ás emprezas rurais de caráter mixto. . ou representam os fatos administrativos referentes ao exercicio agricola (contas da gestão rural). ou ainda as operações comerciais das aziendas agrarias. finalmente. E é das melhores que conhecemos. segue-se que devemos abrir ainda uma quarta e ultima classe de contas: as de Lucros e Perdas.Vê-se que é bem racional tal classificação. teremos ocasião de formular algumas idéas sobre a classificação das contas referentes a cada uma daquelas aziendas. Quando estudarmos as duas modalidades de emprezas agrarias exclusivas (cultura e pastoril).— 93 — CRITICA DA CLASSIFICÇÃO SUPRA A classificação ácima não é prolixa. tendo em vista que as contas na Contabilidade Rural ou representam os fundos com que foi constituida a empreza agraria (Conta de Capital). tendose em vista que estas duas ordens de fatos administrativos pódem apresentar um resultado positivo (lucro) ou um resultado negativo (prejuizo). E a que adotamos.

VI CAPITULO DOS METODOS DE ESCRITURAÇÃO .

em que os registros são efetuados em contas especiais para cada cousa. lição I . segundo principios fixos e preestabelecidos todos os fatos das aziendas administradas. Diario. (1) — Ver o nosso 1° volume “Contabilidade Geral”. Métodos. é o registro grafico de todas as operações que afetam o patrimonio.LIÇÃO XXV Dos Métodos de Escrituração Suimario: — Escrituração. demonstrando ao contrario da antecedente todas as mutações efetuadas com cada bem. DA ESCRITURAÇÃO (1) Escrituração. c) Escrituração Analitica ou Auxiliar. mez e ano). em que os lançamentos são registrados em fórma contábil. como a sua razão de ser. Razão. E nos demonstra a todo e qualquer momento o resultado dessas operações. no Livro Razão. em que todos os lançamentos obedecem á ordem de data (dia. Registra metodicamente. A Escrituração póde ser efetuada por tres modos diferentes: a) Escrituração Cronologica. Das funções da Contabilidade esta é uma das mais importantes. b) Escrituração sistematica ou sintética ou de Razão. Especies. Partidas Simples e Mixtas. é a arte de escrever nos livros de Contabilidade. por partidas. como já dissemos. E’ tambem uma Escrituração Estatistica.

— 98 — DOS MÉTODOS DE ESCRITURAÇÃO São diversos os métodos de Escrituração dos livros de Contabilidade (2). Servem eles para orientar o contador na registração das operações efetuadas. Não se póde conceber uma Escrituração sem um método prefixado. E’ este que orienta no registro dos fatos administrativos, nas contas e livros necessarios. Dentre os principais métodos de Escrituração aplicaveis á azienda rural, citam-se a Unigrafia ou Partidas Simples, as Partidas Mixtas, a Digrafia ou Partidas Dobradas, os Métodos do Diario-Razão, dentre os quais citaremos como principais o de Degrange (Método Americano), o de GIUSEPPE CERBONI (Método Logismografico e o de EMMANUELLE PISANI (Método Estatmografico). Vamos nesta e nas lições seguintes dar algumas noções sobre estes diversos métodos. Extender-nos-emos tão sómente quando tratarmos da Digrafia, pois julgamos este o mais cientifico e necessario dos métodos de Escrituração. DAS PARTIDAS SIMPLES E MIXTAS Entende-se por Unigrafia ou método das Partidas Simples o que nos ensina a registrar todas as operações no débito ou no crédito de determinada conta. O que caráterisa este método, porém, é o fato de que só se preocupa com as contas dos Correspondentes (pessôas que mantêm transações com a administração) e dos Consignatarios (bens corporeos), sem se preocupar com as contas do Proprietario (contas de resultado). Como sabemos a Unigrafia passou por duas fases evolutivas distintas a) Primeiramente compreendia este método sómente o registro das operações efetuadas com os Correspondentes (freguezes) (2).

(2) Ver o nosso 1°. volume Contabilidade Geral, lição XVII e seguintes.

— 99 — b) Posteriormente se passou a compreender por Unigrafia o método de registro das operações efetuadas com os Correspondentes e Agentes Consignatarios (bens materiais). O método das Partidas Mixtas se confunde com este segundo conceito da Unigrafia. Pelo exposto, porém, se vê a desvalía desses métodos que no seu rudimentarismo são incapazes de orientar o melhor administrador, aquele que necessita sempre estar ao corrente do movimento economico e juridico da riqueza que administra. Nestes dois métodos apurava-se o reesultado de um exercicio pela comparação do Inventario Inicial com o Inventaria extraído no momento. São pois, métodos rudimentares, inuteis no estado atual da ciencia contábil.

DOS DIARIOS-RAZÕES
Denominamos Diarios-Razões aos métodos administrativos num só livro destinado ao Diario e ao Razão. Este métodos se baseiam nas Partidas Dobradas de que são aperfeiçoamentos. Por isto mesmo já podemos induzir que são métodos muito superiores aos antecedentes. O intuito dos Diarios-Razões é tornar mais facil e rapida a escrita dos estabelecimentos. Nem sempre conseguem ambos os resultados ácima. Baseiando-se na Digrafia os Diarios-Razões não dispensam os livros auxiliares, que são sempre fundamentais e esclarecedores da escrituração. DOS PRINCIPAIS METODOS DE DIARIO-RAZÃO Dentre os principais métodos de Diario-Razão usados e aconselhaveis, mencionaremos: a) Diario-Razão de EDMOND DEGRANGE PAE. E tambem impropriamente conhecido por Método Americano. Foi o primeiro Diario-Razão conhecido. Este método nos ensina a escriturar aquele livro dividindo-se as contas em cinco ordens, as quais têm por fim representar todo o mo-

— 100 — vimento das administrações: Mercadorias, Caixa, Obrigações a Receber, Obrigações a Pagar, e Lucros e Perdas, reservando-se, porém, uma coluna para as novas contas que surgirem e não possam ser enquadradas naquelas “cinco contas gerais”. b) O método Racionalista de MORAES JUNIOR. E’ um aperfeiçoamento do anterior. Pela teória de MORAES JUNIOR além das cinco contas gerais enumeradas ácima devemos abrir mais uma coluna para a conta de Capital e fazer desaparecer a de “Diversas Contas” pois, conforme este autor aquelas contas representam todas as ordens de operações de um patrimonio. c) A Logismografia de GIUSEPPE CERBONI. Este classificou as operações efetuadas em tres ordens de fatos administrativos: permutativos, modificativos e mixtos. E em tres as pessôas que tomam parte na administração de um patrimonio: Proprietario; Consignatarios e Correspondentes ( Teória Personalista). Segundo CERBONI devemos abrir no Diario Logismografico uma coluna para a primeira daquelas pessôas, uma para as segunda e terceira e outra finalmente para as “permutações”, além de colunas auxiliares de somenos importancia. d) A Estatmografia de EMMANUELLE PISANI DIPESCIA. E’ este um método de escrituração por meio de balanços. O seu Diario-Razão é dividido nas seguintes colunas: A Para as operações referentes ao estado patrimonial; B quando se refere ao movimento dos valores, C para se apurar os “resultados economico-administrativos”,além de outras colunas auxiliares. Todos estes métodos têm o jogo escritural das suas contas baseado por débito e crédito, principio fundamental das Partidas Dobradas.

— 101 — LIÇÃO XXVI

Da Digrafia
Sumario: — Conceito. Principio fundamental. Mecanismo.

DA DIGRAFIA Digrafia ou método de Escrituração por Partidas Dobradas é aquele que nos ensina a escriturar os fatos administrativos sempre em duas contas diferentes: numa devedora (que recebe ou asume uma obrigação) e numa credora (que fornece ou adquire um direito). Tem este método, por fundamento, a contraposição de contas que representam valores, direitos, obrigações ou resultados, as quais apresentam no fim de um exercicio, por balanço, o patrimonio liquido e os resultados parciais e totais de todas as operações. E’ um processo cientifico por ecelencia, e, desde o seu aparecimento, ha seculos, foi universalmente adotado. Não se sabe ainda quem foi o credor das Partidas Dobradas, sendo que o primeiro livro sobre o assunto foi escrito em 1494, por FREI LUCCA PACCIOLO, em Veneza. E’este o método por todos aconselhado na escrituração dos livros de Contabilidade. E é tambem o que adotamos. DO PRINCIPIO FUNDAMENTAL DA DIGRAFIA Baseia-se este método em que toda operação afeta sempre duas ordens de contas, e que invariavelmente uma fica sendo devedora da outra. Por isso é que se diz não haver em lançamento algum devedor sem credor. Porque: devedor é a pessôa que recebe alguma cousa, que se obriga; e credor é a que fornece ou que adquire algum direito. Ora, não póde haver recebimento sem ter havido fornecimento; não póde haver aquisição de um direito (credor) sem que uma pessôa assuma uma obrigação (devedor). Este é o principio basico e eterno das Partidas Dobradas: Não ha devedor sem credor, nem credor sem devedor.

— 102 — Como sabemos, ha sempre num patrimonio contas que representam valores movimentados e resultados. Ora, lançando-se sempre no débito e no crédito desta ultima, de acôrdo com o fato administrativo que origina o lançamento, é claro que no fim de um periodo (exercicio) essas contas de resultado demonstrem um lucro (quando são credoras) ou um prejuizo (quando são devedoras). Lógo a Digrafia é apta para não só nos demonstrar as mutações operadas no patrimonio, e suas respectivas contas, como o seu estado liquido num periodo determinado, bem como o resultado perfeito que as transações apresentaram. DO MECANISMO DIGRAFICO Nos livros auxiliares a aplicação da Digrafia torna-se facil: basta debitar a conta que recebeu e creditar a que forneceu, na mesma importancia. No Diario, porém, usa-se um mecanismo segundo o qual os lançamentos são escriturados por meio de determinadas fórmulas. Estas pódem ser: a) Fórmula Simples, quando na operação aparece um só devedor e um só credor. Esta é tambem denominada primeira fórmula. b) Fórmulas Complexas, quando na operação que se registra surge uma conta devedora e diversas credoras, ou diversas contas devedoras e uma só credora. No primeiro caso se diz segunda fórmula; no segundo caso dizemos terceira fórmula. c) Fórmulas Composta, quando ha diversos devedores e diversos credores. E’ tambem denominada quarta fórmula, ou fórmula de Diversos a Diversos. E’ de cada uma destas fórmulas que vamos tratar nas lições seguintes.

— 103 — LIÇÃO XXVII

Da Digrafia
(Continuação)
Sumario: — Fórmula Simples. Colocação das importancias no Diario.

DA FÓRMULA SIMPLES Fórmula Simples é aquela que demonstra um só devedor e um só credor. Por isso é tambem chamada 1ª. Fórmula. O devedor é o elemento que vem antes; o credor, o que vem depois. Esta simples colocação basta para suprimir as palavras débito e crédito. A Digrafia estabeleceu que a conta que vem antes, deve á que vem depois. Assim, em vez de no Diario lançarmos: Caixa deve a Mercadorias Féria de hoje $ lançamos assim: Caixa a Mercadorias Féria de hoje $ Pelo laconismo e clareza deste lançamento ficamos sabendo que Caixa é devedora de Mercadorias, e esta por sua vez é credora de caixa. Esta Fórmula Simples é tambem denominada primeira fórmula. DA COLOCAÇÃO DAS QUANTIAS DA FÓRMULA SIMPLES, NO DIARIO. Não ha regras estabelecidas pela Contabilidade para a colocação das importancias das partidas nas colimas do Diario.

DAS FÓRMULAS COMPLEXAS As Fórmulas Complexas compreendem a segunda e a terceira fórmulas. A Fórmula Complexa é aquela que demonstra um só devedor e varios credores. enumeradas ácima. Podemos supôr dois casos diversos: a) — Quando na fórmula simples uma conta deve a outra sómente uma vez. Vejamos como se deve fazer para a colocação das importancias nas colunas do Diario: 1. Ver na lição seguinte o primeiro e segundo lançamentos. b) — Quando ha uma conta devendo a outra mais de uma vez.° Caso: A quantia vai dirétamente para a terceira (ultima) coluna. de tres colunas quando usamos a Fórmula Simples. Modelo de Diario Moderno. 2.— 104 — E’ a prática que nos aconselha a vantagem das posições das colunas.° Caso: As quantias irão todas para a primeira coluna. LIÇÃO XXVIII Da Digrafia (Continuação) Sumario: — Fórmulas Complexas. . Vamos mostrar agóra como costumamos a colocar as quantias nas colunas do Diario. Colocação das quantias no Diario. ou um só credor e varios devedores. sendo no final somadas para a terceira coluna (última).

e que Mercadorias tem haver de Agnello Guedes da Silva. a Mercadorias Agnello G.da Silva Generos comprou 8$000 a Caixa Agnello G. contem um só credor e varios devedores.— 105 — Exemplos: 2ª Fórmula Contas Correntes a Diversos.O primeiro (2ª fórmula). Quer dizer o primeiro exemplo que o correntista Agnello Guedes da Silva deve a Mercadorias e deve a Caixa. A terceira é complexa quanto aos devedores (varios devedores). de Mercadorias e de Obrigações a Pagar tambem. .A segunda é complexa quanto aos credores (varios). Chamam-se estas fórmulas Complexas.da Silva Dinheiro que nos pediu 200$000 3ª Fórmula Diversos a Caixa Contas Correntes José Getulio da Silva Dinheiro que nos pediu 10$000 Mercadorias Pelas compradas a dinheiro 150$000 Obrigações a Pagar Pela de Armando Colapietro. assim como Caixa. O segundo exemplo quer referir que Caixa tem haver de José Getulio da Silva. hoje resgatada 800$000 208$000 960$000 Ambos estes lançamentos são feitos por Partidas Dobradas e Fórmula Complexa.porque elas são complexas em cada um de seus termos.

Apresentamos um modelo de escrituração do . No segundo caso ácima: Quando uma conta fór devedora de outra mais de uma vez. e. sómente. soma-se as quantias todas para a terceira coluna. a) — Quando uma conta deve a outra so uma vez. a colocação das quantias no Diario de tres colunas é identica. No primeiro caso ácima: Todas as quantias vão para a segunda coluna e daí serão somadas para a terceira. NO DIARIO Para colocação das quantias das fórmulas complexas no Diario devemos supôr tambem os dois casos da lição anterior. b) — Quando uma conta deve a outra mais de uma vez. Quer para a segunda quanto para a terceira fórmulas.— 106 — DA COLOCAÇÃO DAS QUANTIAS DAS FÓRMULAS COMPLEXAS. dai. Ver as duas ultimas partidas no Diario adiante. colocam-se estas quantias na primeira coluna e somam-se para a segunda. Do Modelo do diario Moderno Denomina-se Diario Moderno ao escriturado pela fórmulas simples e complexas.

por uma vac C aixa a Colonos a José Schultr Dro. a Capina Pelas despezas d Serviço. que deu pa a Carlos Amor Idem. mezadas a: Newton R.. conforme L Di versos a Caix Co lonos Pg.. por livros de Co ca “Hollandeza” 600 000 e ra im 2 D af pa guardar 40 000 70 000 30 000 iversos é colhido ssada 240 000 e 10 dias de ivro Pronto a 50 000 290 000 los nt abilidade 80 000 90 000 110 000 280 000 15 000 295 000 . Cu ltura de Café a a Colonos 120 alqueires de c na semana p.1 de julho de 1929 Bo vinos a Caixa Pg. Moraes Nestor Sobral Calry Vasconcel D espezas Geraes Pg..DIARIO MODERNO Rio de Janeiro. idem...

LIÇÃO XXIX Da Digrafia (conclusão) Sumario: — Fórmula Composta. As Fórmulas compostas por diversos devedores e diversos credores. Colocação das quantias no Diario. São fórmulas compostas por diversos devedores e diversos credores. que indicam a existencia de varios devedores e varios credores. esta fórmula é tambem chamada de Diversos a Diversos. . Chama-se Partida a primeira parte do lançamento onde fazemos os lançamentos de credito das contas. antecedida da preposição de. elas se denominam Fórmulas Compostas. As quantias da terceira coluna são somadas para baixo. Em toda fórmula composta ha sempre duas partes distintas: a) — A Partida b) — A contra-partida. em que fazemos os lançamentos de crédito das contas. Contra-Partida é a segunda parte da fórmula. DA FÓRMULA COMPOSTA Quando as fórmulas são complexas em ambos os seus termos. Lança-se a Fórmula Composta da seguinte maneira: Colocam-se as palavras Diversos a Diversos. Por isto. dãose dois traços debaixo da soma e faz-se a contra-partida do seguinte modo: vê-se a conta credora e coloca-se na linha lógo abaixo — antecedida da preposição a. e debaixo dela a indicação da conta de quem ela tem haver. Ao depois fazem-se os lançamentos como nas demais fórmulas. Por (complexas) e mais de um credor (complexa).

vamos supôr tambem os seguintes casos: a) — Se ha lançamentos em que uma conta deve a outra só uma vez. No primeiro caso: As quantias irão todas para a terceira coluna. daí somam-se os totais para a terceira. sendo ao depois somadas para a terceira. No quarto caso: As quantias irão para a primeira coluna. d) — Se ha lançamentos em que alguma conta deve a outra mais de uma vez e deve ainda a mais de uma conta. No segundo caso: As quantias irão para a segunda coluna. onde será efetuada a contra-partida. pois que os guardalivros usam oje mais as tres primeiras fórmulas (Diario Moderno). O Diario de Diversos e Diversos têm geralmente quatro colunas. sendo depois somadas para a segunda. c) — Se ha lançamentos em que alguma conta deve a outra mais de uma vez. . Para colocação das importancias nas colunas deste Diario. No terceiro caso: As quantias irão para a primeira coluna sendo então somadas para a terceira coluna. e daí feita a contra-partida. donde será feita a contra-partida.DA COLOCAÇÃO DAS IMPORTANCIAS NAS COLUNAS DO DIARIO DE DIVERSOS A DIVERSOS Denomina-se Diario de Diversos a Diversos aquele em que é usada a quarta fórmula (composta). donde será tirada a contra-partida. b) — Se ha lançamentos em que alguma conta deve a mais de uma conta. Este Diario é tambem denominado Diario Antigo.

VII CAPITULO DOS LIVROS NA CONTABILIDADE RURAL .

em que são lançadas todas as operações da administração.LIÇÃO XXX Dos Livros na Contabilidade Rural Sumario: — Livros na Contabilidade Rural. Livros de Es crituração Rural. nos Estados mais adiantados do país. Os livros pódem ser de Escrituração Sintética. Nas administrações agrarias não ha livros exigidos por lei. caraterisando-se por anotações feitas a bel-prazer dos fazendeiros. menos perfeitamente organizadas. . De modo que a Contabilidade Rural está ainda em periodo muito rudimentar ainda em nosso país. Paulo já ha emprezas agrarias com sistemas de Contabilidade mais ou. Os livros de Escrituração cronologica não têm as suas paginas divididas em contas. ao passo que os de Escrituração Analitica e Sintética são divididos em contas. conforme a especie de registro que se adote nos mesmos. DOS LIVROS NA CONTABILIDADE RURAL Todas as especies de livros ácima enumeradas são de grande necessidade na Contabilidade Rural. como Minas e S. DOS LIVROS DE CONTABILIDADE Livros de Contabilidade ou de Escrituração são os que servem para o registro de todos os atos administrativos. Analitica ou Cronologica. E’ nesses livros que são registradas as contas. Não obstante.

Dentre os livros que pódem ser adotados na Contabilidade Rural. . Quer isto dizer que os fazendeiros poderão adotar os livros que quizerem. algodão além. pela quebra da economia nacional. pelo desequilibrio da produção. devido á não exigencia de Contabilidade que as regulamente Esta é uma bussola indispensavel á qualquer administração. o fazendeiro que se entrega a uma plantação (café aqui. e se quizerem. Ela orienta e aconselha com a expressão muda de suas estatisticas. A’ falta de Contabilidade podemos atribuir o regimen de quasi monocultura em que vivemos e que caráterisa certas zonas do nosso vastissimo país. sem saber o custo de cada cultura e as vantagens destas em vista do preço do mercado e do de custo. etc) só dela passa a cuidar. Já tivemos ocasião de fazer sentir o mal que nos causa a desorganisação das empregas rurais. Pois.. julgando que o preço do produ to que explora e o mais vantajoso.Não se póde conceber a inexistencia de Contabilidade nas administrações rurais. o que dá mais lucros — pois o que mais cotação tem no mercado — sem se preocupar em que ha produtos que menor preço têm no mercado mas que rendem mais. DOS LIVROS DE ESCRITURAÇÃO RURAL Como dissemos. para evitar os insucéssos. pois o seu custo de produção é baratissimo Isto só a Contabilidade nos demonstra.. Só ela nos proporciona os meios necessarios para o licito empreendimento dos negocios. os prejuizos aos particulares e ao país inteiro. de qualquer natureza que ela seja. a lei não estabelece a exigencia de uma Contabilidade nas emprezas agrarias. assucar alí. isto é livros indispensaveis á qualquer empreza agraria. borracha acolá. trataremos ádiante dos principais. Nesta parte trataremos sómente dos livros que tanto pódem ser adotados na Contabilidade Pastoril quanto na Cultural.

Modelos. pois. Lançaremos conforme se vê no primeiro lançamento adiante. Nele nós fixamos provisoriamente. nos seus desdobramentos. todas as transações e em qualquer tempo podemos transporta-las para os demais livros. assim: Exemplo: José nos pede 500$000. . Borrão. muito tempo depois. Memorial. resumidamente. anotação ligeira e clara podemos deixar para lançar a transação nos outros livros de desdobramentos. etc. Com uma. toda a Contabilidade da azienda. Tambem se conhece este livro pelas denominações de Costaneira. DA ESCRITURAÇÃO DO BORRADOR Este livro é escriturado cronologicamente e por Partidas Simples. E’ o registro cronologico de todos os fatos administrativos. Dada a operação devemos aí buscar a conta que recebeu (devedor) e a que forneceu (credor) e fazer o lançamento demonstrando um daqueles dois elementos.LIÇÃO XXXI Do Borrador Sumario: — Conceito. Escrituração. DO BORRADOR O Borrador é o registro inicial das operações. Ele supre ainda a falta de tempo. Nele repousa. E’ ordinariamente escriturado em ordem cronológica. De maneira que nele costuma-se mostrar sómente o devedor ou o credor. por Partidas Simples. isto é. E’ um livro em que se rascunham ligeiramente todas as transações efetuadas para ao depois serem transportadas em bôa ordem contável para os demais livros. E’ um livro que apresenta grandes vantagens. demonstrando sempre um dos elementos das contas: o devedor ou o credor. em resumo.

Dentre os modelos mais usados apresentámos o seguinte: . O Borrador encadernado ainda é o mais usado. para cada transação. pois que cada lançamento é feito numa ficha. não obstante o anterior ser mais moderno.Em seguida vendemos um boi à dinheiro. Quando a conta que se tiver escrito houver recebido a importancia vai para a primeira coluna do Borrador (Deve ou Débito). por 400$000. por 40$000. Lançaremos conforme se vê no terceiro exemplo adiante. na parte de cima demonstra o devedor e na de baixo o credor. No Borrador de minutas avulsas. os lançamentos são separados uns de outros por um traço de separação assim: No Borrador de folhas soltas não ha necessidade desse traço. O Borrador de folhas soltas ou minutas avulsas é constituido por folhas apropriadas onde registramos as operações. variando todos. b) Borrador encadernado. Ha varios modelos usados para este Borrador. em que cada folha. encarnado. quando houver fornecido vai para a segunda coluna (Crédito ou Haver). principalmente nos estabelecimentos comerciais. DOS MODELOS DE BORRADOR O Borrador póde ser feito por dois modelos diferentes: a) Borrador de folhas soltas. mais prático e já tenha conseguido muita aceitação. porém. Ao depois vendemos um saco de café a prazo. Lançaremos conforme se vê no segundo exemplo adiante. basta lançar em cima quando a conta tiver recebido e em baixo quando tiver fornecido. No Borrador em livro. para Manoel. ligeiramente. Neste Borrador fazemos os lançamentos em cada folha.

— 117 — RIO DE JANEIRO.10 DE JULHO DE 1929 DEBITO CREDITO Jo se Dinheiro que pediu 500 000 B ovinos Recebido pela venda de um boi 400 000 M anoel 40 1 saco de café 000 .

— 118 — LIÇÃO XXXII

Do Caixa
Sumario: — Conceito. Escrituração. Modelos. BalançoConferencia. Erros.

DO CAIXA O Caixa é o livro de registro das entradas e saídas de dinheiro. Todos os lançamentos referentes a dinheiro têm que ser lançados no Caixa: no débito, quando o dinheiro entrar para a caixa, no haver, quando saír dinheiro de nossa caixa. Sendo o movimento de dinheiro um dos mais intensos das administrações, a necessidade de um livro especial para o registro particular das transações efetuadas com a moeda se faz sentir grandemente. O livro Caixa registrando todas as operações efetuadas com dinheiro, a todo momento nos fornece os dados sobre a situação da caixa da administração, pela apresentação do que entrou e do que saíu da mesma. Nisto está a grande vantagem deste livro: serve para mostrar o dinheiro existente, a situação financeira da empreza. DE COMO SE ESCRITURA O CAIXA Como o Diario, o Caixa é escriturado pelo Borrador. Nele debitamos todas as quantias que a caixa recebe e creditamos todas as que ela fornece (pagamento ou emprestimo) . O primeiro lançamento que em todo livro Caixa se faz, é no débito. Compreende-se: a caixa precisa primeiro receber dinheiro, para depois pagar ou emprestar (fornecer); e, sempre que ela receba deve ser debitada. O dinheiro com que uma pessôa começa a fazer as suas transações mercantis, é sempre lançado no débito do Caixa. Para fazermos os lançamentos no Caixa (quer sejam no Deve, quer no Haver), temos que escritura-lo da maneira seguinte: a) colocando na primeira coluna de cada seção o Ano, debaixo deste o mês, e na coluna seguinte o dia.

— 119 — b) Adiante deste a preposição “a” ou “de” que precedem a conta credora ou devedora. c) Em seguida o nome da conta devedora ou credora. d) E a quantia, na primeira coluna no dia houver mais de um lançamento naquela secção; na segunda se houver um só lançamento. No primeiro caso, somam-se as importancias para a segunda coluna no fim do dia. DOS MODELOS DO CAIXA O livro Caixa póde ser escriturado por qualquer modelo, desde que satisfaça ao seu fim. Dentre os modelos mais usados citaremos os de secções contiguas, divididas e superpostas a que já nos referimos na lição XXII. DO BALANÇO DO CAIXA Usualmente balanceia-se o Caixa no fim de cada mez. Mas ha costume tambem de se o balancear quinzenalmente, semanalmente e até diariamente. Na Contabilidade Rural, porém, basta o balanço mensal do livro Caixa. Denomina-se balanço do Caixa o jogo por débito e credito das importancias lançadas neste livro, para apuração do dinheiro existente na caixa. Balanceia-se o caixa do seguinte modo: a) Soma-se o débito, separadamente, não no livro. b) Soma-se o crédito, idem, idem. c) Subtrae-se o menor do maior: a diferença chama-se saldo. d) Coloca-se este no lado menor (crédito, porque não póde saír mais dinheiro do que entra). e) Soma-se novamente, agora já no livro: o débito dá igual ao crédito. f) Passam-se dois traços de separação, debaixo de cada conta, os quais indicam o fechamento. g) Em seguida reabre-se o livro Caixa com a nova data (dia, mês e ano), colocando-se tambem no débito o saldo apurado. Apresentamos a seguir um modelo do Caixa escriturado e balanceado:

CAIXA

1928
Janeiro 5 6 9

DEBITO
a Capital Dro. existente a Mercadorias Feira a Paulo Magalhães Dro. que deu a Paulo Costa Bastos Idem, idem a Mecadorias Feria a Nelson Azevedo Dro. que deu a Mercadorias Feria a Mercadorias Feria a Mercadorias Feria a José Carneiro Pereira Dro. que deu a Helio Coutinho Idem, idem a Francisco Coelho Neto Dro. que deu a Emilio Maksoud Reco. de Edgard Poteugy a Mercadorias Feria a Mercadorias Feria Saldo de Janeiro p. p. 20 000 600 100 300 000 400 800 200 150 50 700 50 450 30 150 220 000 000 000 400 1 000 24 800 20 050 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000

1928
Janeiro 6

CREDITO
de Despezas Pg. pelo preparo de n/ contrato de Moveis & Utensilios Pg. por 1 armação de Mercadorias Pg. por 1 factura de Nelson Vidal Dro. que pediu de Equideos Pg. por 1 cavallo de Immoveis Pg. por 1 casa de Marcello Almeida Dro. que recebeu de Despezas Lg. por sellos de Puiz Fonseca Dro. que pediu de Carlos Amorim Dro. que pediu Saldo 80 820 000 000 900 1 100 50 300 1 700 100 5 000 000 000 000 105 95 500 20 050 000 000 000 000 2 000 000 000 000 000

8 12 14

12 15 18 20 21 25 26

20

23 26

31

000 000

24 800

000

Fevereiro

LIÇÃO XXXIII Do Contas Correntes Sumario: — Conceito. Erros. colocando-se ali o nome da pessôa com quem temos transação (correspondente). Na linha seguinte a sua residencia. E’ um livro auxiliar e. e comparando o saldo purado com o saldo do titulo Caixa do Livro Razão. DOS ERROS NO CAIXA Se a conferencia supra não der positiva é que ha algum erro.— 121 — DA CONFERENCIA DO CAIXA Confere-se o livro Caixa verificando a passagem dos lançamentos do Borrador para aquêle livro. porém. Encontrado este corrige-se da maneira que ensinamos na lição XLIV. Modelos. abre-se o titulo da conta. Escriturando a débito e crédito todas as operações êle a todo momento nos mostrará o estado economico e juridico de qualquer conta das pessôas. o Contas Correntes não apresenta grande importancia. Conferencias. Isto porque as emprezas agrarias em regra geral não entram em contato direto com os consumidores e as suas compras e vendas são usualmente efetuadas a dinheiro. se reveste de grande importancia. Balanço. E’ êle que demonstra a nossa situação juridica para com as pessoas que transacionam conosco. Indice. um por um. D OS CONTAS CORRENTES O Contas Correntes é o livro em que são lançadas por débito e crédito todas as transações com os Correspondentes. Escrituração. como nas demais administrações. Quando houver taxa de juros a pagar. não obstante. DA ESCRITURAÇÃO DO CONTAS CORRENTES No alto da pagina do livro. Na Contabilidade Rural. a residencia do correntista .

(1). — á pagina (tal).— 122 — será colocada na linha mencionada. O historico é copiado tal e qual se acha no Borrador. balanceada: 1929 Julho NELSON SOARES AZEVEDO 5 11 19 25 3 31 5 50 saccos de milho Dinheiro que remetteu 10 saccos de feijão 1 cavalo que nos deu 5 saccos de arroz Saldo para balanço 300 350 200 DEBITO 000 100 000 300 000 450 850 450 000 000 850 000 000 000 000 CREDITO Agosto Setembro 1 Saldo de balanço (1) Alguns Contas Correntes tem tambem uma coluna para nella serem anotados os saldos dos correntistas. A ultima linha deverá ser reservada para as somas á transportar. serve ainda para o ano. no Borrador. . Apresentamos a seguir o modelo de uma conta do Contas Correntes. e as demais para os diversos lançamentos. e a taxa do lado direito. Lógo que o lançamento fôr passado do Borrador para o Contas Correntes. Quando se transportar uma conta. na do haver. A primeira linha. devemos colocar em frente ao nome do correntista. Isto tem a vantagem de nos indicar os lançamentos já passados para o livro. as credoras. escrevendo-se sempre nelas. deve-se faze-lo para primeira pagina em branco. para o mês e dia. ver lição XXII. Na coluna do deve são colocadas as quantias devedoras. escrevendo-se nela. na primeira linha das operações as palavras: De pagina (tal). o numero da pagina ocupada pela sua conta no livro Contas Correntes.esquerda. assim como auxilia a conferencia. DOS MODELOS DO CONTAS CORRENTES Quanto aos modelos que possam ser adotados no livro Contas Correntes. a segunda. á . pela indicação da pagina que ocupa o correntista no seu livro.

(2) Ver lição XXXIII. (3). não havendo necessidade de se-lo antes. DA CONFERENCIA DO CONTAS CORRENTES Devemos conferir o Contas Correntes. DO INDICE Lógo que se abra a conta do correntista. no Contas Correntes. a abertura dos seus titulos obedece á ordem alfabetica. . As Contas Correntes de folhas soltas não têm indices. e. Devemos escrever a primeira letra do seu nome ou sobrenome. DOS ERROS NO CONTAS CORRENTES Quanto aos erros neste livro. as contas do Correntes sómente por ocasião do Balanço Geral. no livro Indice. livro que deve acompanhar o Contas Correntes. (2). Balanceam-se. ver as regras apresentadas na lição XLIV e a exemplificação do modo de correção dos erros do Contas Correntes. este ou aquêle deverá estar errado. mensalmente. A diferença entre as somas brutas do Balancete mensal do Contas Correntes e a dos saldos deste. escrever o numero da pagina em que o seu titulo se acha no livro Contas Correntes. porém. (3) Ver lição XLII.— 123 — DO BALANÇO DO CONTAS CORRENTES O processo para balanço das contas do livro Contas Correntes é identico ao usado para o do Caixa. deve tambem ser egual á do titulo Contas Correntes do Razão. em seguida a este. tirando-se todo fim de mês um Balancete (mensal) de verificação. e que tem em cada folha uma letra do alfabeto. devemos escrever o nome do mesmo. Se não derem eguais.

segundo as normas da Contabilidade. DA ESCRITURAÇÃO DO DIARIO A escrituração do livro Diario obedecendo á ordem cronologica de dia. mês e ano deverá ser fêita de acôrdo com as explicações explendidas na lição onde tratámos do mecanismo das Partidas Dobradas aplicavel ao Diario.— 124 — LIÇÃO XXXIV Do Diario Sumario: — Conceito. mês e ano. Conferencia. porém. DO DIARIO O Diario é o livro em que se lançam cronologicamente. Escrituração. Erros. O Diario é uma especie de Borrador. esclarecido. os registros de todas as operações efetuadas numa entidade administrada. Partidas e Mensais. Alguns o chamam de Borrador a Limpo. Apresentamos o modelo do Diario de uma Contabilidade Rural. Deve seguir sempre uma ordem uniforme: as partidas nêle lançadas devem seguir uma ordem cronologica de dia. escriturado pelas fórmulas complexas e simples (Diario Moderno): . Póde este ser escriturado por qualquer daquelas fórmulas. Modelos. E’. um Borrador melhorado. O Diario só póde ser feito por quem conhece a Contabilidade e principalmente a escrituração.

que deu nt el es ho Netto 100 000 . por sello a ixa ze u q u ae vedo eira s 50 20 000 000 70 000 D s inos 2 1 D C L iveros a S aixas Reco.— 125 — Fazenda das Tres Barras. idem espezas Ger Pg. 20 de julho de 1929 C o a ntas Corrente Equideos Marcel Lopes 1 cavallo 300 000 s iversos a C D lonos C o Armando A Dro.que pedi Quirino Jun Idem.pelo vend 5 000 75 000 u a s o inos de um cachaçe que morreu 400 60 000 000 460 000 ucros e Perda Um bacorinh C a aixa Contas Corre a Francisco Co Dro.

pags.° volume Contabilidade Geral. Pelas Partidas Mensais escrituramos todo o movimento do mês no ultimo dia deste. No exemplo que demos ácima está aquêle livro escriturado por Partidas Diarias: os lançamentos são feitos dia a dia. para os Diarios em que são escrituradas as quartas fórmulas de Partidas Dobradas (Diario Antigo). como se poderá supôr. (1) (1) Ver o nosso 1. 181 e 182. . DOS ERROS NO DIARIO Quanto aos erros que se pódem dar no Diario devemos corrigi-los pelos meios ensinados na lição XLIV. DAS PARTIDAS DIARIAS E MENSAIS O Diario póde ser escriturado por Partidas Diarias ou por Partidas Mensais. especificando bem as datas. de quatro colunas. DA CONFERENCIA DO DIARIO Confere-se o lançamento verificando se as partidas que foram passadas do Borrador para aquêle livro obedecem á ordem de classificação das contas e se as quantias estão transportadas de acôrdo. de acôrdo com a vontade do encarregado da Contabilidade.— 126 — DOS MODELOS DO DIARIO O modelo que apresentámos na pagina anterior não é o unico usado. Além deste ha um modelo especial. Além deste ha outros com maior ou menor numero de riscos.

se devedora. E’ o livro de escrituração sintetica. Antes das colunas das quantias. . DA ESCRITURAÇÃO DO RAZÃO Escritura-se o Razão. Em seguida coloca-se a importancia: no débito. classifica-as em grupos. logo abaixo deste o nome do mês. Modelos. se credora. Erros. mencionar sómente o nome da conta devedora ou Credora. Chama-se a isto abrir um titulo. Este livro dispõe as contas em ordem. Na pequena coluna adiante do mês. á esquerda da pessôa. assim: No cabeçalho da conta deve ser colocado o titulo dela. Na primeira coluna. sejam devedoras ou credoras. no haver. em seguida o nome da conta devedora ou credora. Escrituração. existe uma pequena coluna ou quadro. DO RAZÃO O Razão é o livro que coordena sinteticamente todas as contas que foram lançadas no Diario. Ele . coloca-se o dia: adiante deste a preposição “a” ou “de” (conforme seja o lançamento no débito ou no crédito (respetivamente). Conferencia. onde deverá ser colocado o numero da pagina do Diario em que está o lançamento que se acaba de fazer. por ecelencia e é êle que nos fornece os saldos das contas para levantamento do Balanço. por cima das linhas anteriores á pauta. permitindo que a qualquer momento se saiba o valor de cada uma delas e todo o movimento do ativo e passivo do patrimonio administrado. deve ser colocado o ano. O Razão é um livro sem historico.compreende todas as contas de uma Contabilidade. Ele sintetisa todas as importancias de cada conta.— 127 — LIÇÃO XXXV Do Razão Sumario: — Conceito. Na coluna para este deve-se. Por isso o Razão é escriturado pelo Diario. Balanço.

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segundo o qual não há devedor de uma quantia sem credor da mesma. é a de Capital. e vice-versa. bem como a soma do Ativo egual á do Passivo. A palavra Diversos que aparece no Diário. na linha em que está o titulo que se abriu naquele livro. e vice-versa. e vice-versa. DOS ERROS NO RAZÃO Quanto aos erros neste livro. . Reserva-se esta para as somas e transportes. Assim como o Contas Correntes o Razão deve possuir sempre um Indice. pois que os lançamentos feitos do Diário se encontram sempre no débito de uma conta e no crédito de outra ( digrafia ). Assim dando está certo o Razão. por não representar conta alguma. coloca-se á margem do nome da conta aberta o numero da pagina que ela ocupa no Razão. DA CONFERENCIA DO RAZÃO Confere-se o Razão tirando-se um balancete (1) A soma total do débito deste deverá dar egual ao total da soma do crédito. _________ (1) – Ver lição XLVII. no livro Diário.— 128 — Sempre que tivermos de debitar a uma conta uma importancia. É o eterno principio das Partidas Dobradas. é a única que não entra no Razão. A primeira conta que em todo Razão se abre. o modo de sua correção está explicado na lição XLIV. teremos que creditar á conta correspondente a mesma importancia. Diversos designa tão sòmente um conjunto de vários titulos. Como em todos os demais livros não se escreve na última linha do Razão. assim com a primeira linha deve ser reservada para receber o transporte das paginas anteriores. No mesmo dia em que somarmos o débito deveremos somar o crédito. Feito o lançamento no Razão.

Erros. Modelos. etc. e especifíca quais foram os que entraram. para consumo. Neste livro devem. DO LIVRO DE ARMAZEM Livro de Armazem ou de Estóque é o em que nós registramos toda entrada e saída de produtos. o nome . e anotamos ai toda entrada e saída que se efetuar. Nêle não devemos registrar os produtos das colheitas. pois demonstra claramente toda saída e toda entrada de produto. Livro de Culturas Livro de Creações. Assim como o Caixa. mas sómente as mercadorias adquiridas para gasto da fazenda. porém ser registradas sómente as mercadorias adquiridas pela empreza rural. Permite uma constante fiscalisação do stoque de produtos. ______ LIÇAO XXXVI Do Livro de Armazem Sumario – Conceito. Neste livro nós abrimos uma pagina para cada espécie de mercadoria tal como no Razão. devemos imediatamente fazer um lançamento no dêbito ( mercadorias recebidas ou entradas ). Escrituração. o livro de armazem ou de Estoque é o registrador das operações efetuadas com a conta dos agentes consignatarios mercadorias). Caixa. para gasto. Os produtos da colheita já prontos para a venda devem ser registrados no registro especial de “ Produtos no Paiol “. especificando claramente da data. quais os que saíram. A importancia deste livro é assaz considerável. DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO DE ARMAZEM Quando se recebem mercadorias. Conferencia.— 129 — DO BALANÇO DAS CONTAS DO RAZÃO O balanço das contas do Razão é feito da mesma maneira como o do Contas Correntes. É portanto um livro indispensável na azienda agrária. com as diversas contas.

Lógo o saldo daquela deve conferir com o saldo total do Livro de Armazem. o lucro verificado na conta de Mercadorias do Razão. Quando sái alguma mercadoria. devemos declarar a data. a unidade. Consequentemente. o nome da pessôa a quem foi vendida. DA CONFERENCIA DO LIVRO DE ARMAZEM Para se verificar a exatidão dos registros do Livro de Armazem. sem que este fato fosse registrado no Livro de Armazem . DOS ERROS NO LIVRO DE ARMAZEM Os erros deste livro corrigem-se pelos mesmos processos ensinados na lição XLIV. o preço desta e por fim o preço da fatura. temos dois modos de conferencia: a) Vendo se o saldo das contas confere com as mercadorias em Estóque. a quantidade. Apresentamos a seguir um modelo de uma pagina do Livro de Armazem. na conta correspondente a esta.— 130 — da pessoa a quem foi comprada. O saldo deste livro é a diferença entre a mercadoria que entrou e a que saiu. por ocasião de Balanço. a quantidade. b) Examinando se o saldo deste livro concorda com o titulo Mercadorias do Razão. O saldo do livro de Armazem forçosamente tem de comferir com as mercadorias existentes no armazem Este livro é o registro de todas as mercadorias que entram e sáem: forçosamente. tudo isto no crédito ( registro da saída). deverá ser identico ao verificado no livro de Armazem. o preço da unidade e finalmente o preço da fatura. . A conta de Mercadorias do Razão é a em que nós anotamos englobadamente todas as operações efetuadas com as mercadorias. não póde ter saído nem entrado nenhuma mercadoria. DOS MODELOS DE LIVROS DE ARMAZEM Os modelos deste livro como de todos os demais são adotados de acordo com a necessidade contábil de cada um. a unida.

— 131 — NOME DA CONTA DATA ENTRADA QUALIDADE PREÇO DATA SAHIDA QUALIDADE PREÇO .

promissorias. Servem eles para a anotação minuciosa de todas as obrigações. Titulos de crédito são todos os documentos que garantem uma divida. São Obrigações a Pagar os titulos assinados por nós a favor de outrem. DOS REGISTROS DE TITULOS Registros de titulos são os livros onde são anotados os titulos de crédito. Divide-se este livro em duas partes: a) A Entrada. Registro de Titulos a receber. onde são anotadas as dividas dos correspondentes para com o comerciante. Os titulos de crédito pódem constituir duas classes diversas de obrigações: a) Obrigações a Receber b) Obrigações a Pagar São Obrigações a Receber os titulos assinados a nosso favor. Daí a divisão dos Registros de Titulos em duas classes: Registro de Titulos a Receber e Registro de Titulos a Pagar. Conferencia destes livros. duplicatas. etc. Estes Registros não se revestem de grande importancia na Contabilidade Rural. ativo e passivo. tais como letras de cambio. Modelos. as obrigações . para a bôa orientação do administrador no pagamento e recebimento dos titulos. Registros de titulos a pagar. DO REGISTRO DE TITULOS A RECEBER Este livro se destina ás anotações de todas as dividas que as pessôas contráem com o comerciante por meio de letras. isto é.LIÇÃO XXXVII Dos Registros de Titulos Sumario: — Conceito.

—133 —

que este tem a receber de seus freguezes ( notas promissorias, letras de cambio, etc.). b) A saida, onde anotamos as indicações relativas á extinção dos titulos, ou á sua cessão. Tanto a entrada como a Saída devem ser escrituradas com grande clareza e minucia. Cada uma destas partes contém varias colunas onde devem ser particularisadas a entrada e saida dos titulos. O registro, ou melhor, a escrituração deste livro é bem facil, bastando inscrever-se cuidadosamente as particularidades exigidas pelos modelos usados que são muito claros.

DO REGISTRO DE TITULOS A PAGAR

Este livro é o registro das dividas do negociante. Nêle são lançadas, detalhadamente, todas as obrigações ou dividas contraídas pelo comerciante para com outrem. Divide-se tambem este registro em Entrada e Saida. Lançam-se na Entrada as obrigacões contraidas; na Saida, as obrigações ou titulos resgatados. Neste, como no Registro das Obrigações a Receber só não devem entrar os titulos de Contas Assinadas, pois estas devem possuir um livro especial. Tambem póde ser subdividido este registro em tomos para as diversas praças, conforme a vontade do negociante e a clareza da escrituração. Quanto a este livro transporte-se o leitor ao que dissemos ácima sobre o Registro das Obrigações a Receber, bastando tão sómente aplicar as mudanças que a natureza dos titulos exige.

DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE TITULOS A RECEBER

A conferencia ou verificação da exatidão dos lançamentos deste livro é facil e rapida. Há dois processos: (a) Verificar se os titulos existentes em carteira, concordam com os que tiveram entrada no registro, e não tiveram saída. Sendo este livro o registro dos titulos de crédito

— 134 —

dos estabelecimentos, os que ainda não foram pagos ou não tiveram saida, deverão achar-se em carteira. b)Verificar se a diferença entre a Entrada e a Saída, confere com o saldo do titulo Obrigações a Receber do Razão. Desde que ambas as contas confirmam, o registro está certo.

DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE TITULOS A PAGAR

A conferencia deste livro é mais facil do que a do Registro dos Titulos a Receber. Bastará verificar se o saldo do titulo Obrigações ou Titulos a Pagar, do Razão, confere com a diferança entre a Entrada e a Saída do Registro dos Titulos a Pagar. Conferido está certa a escrita deste registro.

Dos modelos dos Registros de Titulos Apresentamos um modelo de um Registro de Titulo a Receber, extrahido do livro de D”AURA: (1)
ENTRADA Nº DATA Natureza do titulo Vencimento Coobrigador Principal TITULOS A RECEBER ENDOSSADOR PRAÇA IMPORTADORAS DATA MOTIVO DE SAHIDA SAHIDA IMPORTADORAS OBSERVAÇÕES

— 135 —

_________ (1) Curso de Contabilidade, vol V. pág. 201

Modelo de um Registro de Titulos a Pagar. extra ido do livro citado de D’AURIA. pág. 208 TITULOS A PAGAR ENTRADA Importancia Data Liquido Desconto Total Nome Data SAHIDA Natureza do Credor Praça Importancia Vencimento OBSERVAÇÕES titulo — 136 — .

meieiros. total e observações. empregados contratados por ordenados. um quarto de dia. Não são considerados como tais. empregados superiores. ). Este livro registra a presença e falta de cada empregado. Numa pagina como se vê do modelo que segue há uma coluna para o numero de ordem. DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO PONTO É facilima. numa empreza rural: os colonos. DO LIVRO PONTO Livro Ponto ou Registro do Trabalho ou Registro da Mão de Obra é o que serve para a anotação diaria dos serviços e faltas dos jornaleiros que trabalham na empreza agrari. Escrituração. empreiteiros. Desde que uma empreza tenha um numero crecido de empregados é de toda necessidade que se adote este livro para pagamento do pessoal. que é uma lista dos pagamentos que se tem a fazer aos diaristas ou jornaleiros. DO MODELO DO LIVRO PONTO Apresentamos o modelo de uma pagina de um livro Ponto. por hora de serviço. o serviço ou tarefa e uma vasta coluna para a soma dos dias de serviço.— 137 — LIÇÃO XXXVIII Do Livro Ponto Sumario: . Modelo. Basta colocar na linha respectiva o nome do empregado e ir escrevendo diariamente o tempo de servico prestado ( dia. segundo o que explicamos: . meio dia. o nome do camarada.Conceito. Diaristas ou jornaleiros são os empregados que ganham ordenados por dia ou por hora de serviços prestados. salario a perceber por dia. etc. É por êle que se tira a “ Folha de Pagamento “. e fazer o calculo no fim da semana para pagamento. diariamente. etc.

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MODELO DO LIVRO PONTO Nº DE ORDEM Tarefa NOME DIAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Nº de dias alarios TOTAL Observações — 138 — .

Cercas. Ranchos. Estábulos. Conferencia. Casa de Residencia. etc. È um desenvolvimento da respectiva conta do Razão. situação. DO REGISTRO DE IMOVEIS Este livro serve para o registro em ordem sistemática de toda a existência imobiliaria das aziendas rurais. Erros. É aconselhavel a opinião de D. etc. seus melhoramentos. Currais. ) e pelas rendas que produzem. São creditadas pelo desaparecimento do imovel ( venda. tais como Terras. desde que terminada esteja esta. abrindo .Escrituração. destruição. quando se estiver construido algum imovel devem-se lançar as respectivas despesas no titulo que representa o imovel. e deste transferir para a conta correpondente no Registro de Imoveis o total das despesas com a construção. etc. .— 139 — LIÇÃO XXXIX Do Registro de Imóveis Sumario–Conceito.se sub-titulos para cada especie de departamento imovel. mas num livro especial denominado Livro de Capitalisação. Serve para desmonstrar o valor dos diversos bens imoveis. as suas condições. Casas de Colonos. Cocheiras. Pastos. as contas que representam as diversas dependencias imoveis do estabelecimento rural. DA ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DE IMOVEIS Abrem-se contas para os diversos departamentos imo-veis ( É pois um livro de Contabilidade Analitica). Paióis. SANTOS para a escrituração dessas contas. E as contas abertas são debitadas pelo valor dos bens que elas representam. Ensina-nos este autor que. Matas. carateristicos. etc. São exemplos de sub-titulos do Registro de Imoveis. bemfeitorias. Modelo.

—140 — DO MODELO DO REGISTRO DE IMOVEIS Os modelos deste registro variam de acordo com os pontos essenciais que se queira esclarecer. conforme «Serviço de Capitalização» DEBITO CREDITO 7 500 000 1 500 000 . Agosto 17 1 casa construida pero da «Engenhocá». e transferido do «Serviços de Capitalização. pag. Apresentamos a seguir o modelo de uma pagina escriturada do REGISTRO DE IMOVEIS CASAS DE COLONOS REGISTRO DE IMOVEIS CASAS DE COLONOS DATA HISTORICO 1929 Junho 21 Pelo grupo de 6 casas constituídas na margem da Estrada de Thebas.

O livro de Colonos tem a mesma finalidade do Contas Correntes (1). DA ESCRITURAÇÃO DO CONTAS DE COLONOS Abre-se um titulo para cada familia de colonos e ai se se escrituraram detalhadamente os serviços prestados pelos diversos membros da familia colonica. Escrituração. escrito ou não. . bem como os forne- _______ (1) Ver nesta Parte lição XXII.Conceito. Erros.— 141 — DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE IMOVEIS O modo para conferencia deste livro é o seguinte: Tira-se mensalmente um Balancete de todo o movimen. lição XLIV. Conferencia. bem como se utilisa de identicos modelos e é identico o modo de conferencia e correção dos erros deste livro. é que o livro está certo. Denominam-se colonos todas as pessoas que prestam seus serviços á empreza agraria. isto é. Modelos. _______ LIÇÃO XL Do Livro de Colonos Sumario: .to do livro e. mediante contrato prévio. desde que o saldo das contas deste confiram com o saldo do titulo de Imoveis no Razão. DO LIVRO DE COLONOS Este livro tem por fim registrar por débito e crédito as operações com os colonos. ver nesta 1ª Parte. Obedece êle ao mesmo processo de escrituração do Contas Correntes. demonstra a situação economica dos colonos para com a administração rural. DOS ERROS NO REGISTRO DE IMOVEIS Quanto á conferencia dos erros do Registro de Imoveis.

..... Em seguida ao titulo da conta coloca-se á margem a data em que começam as opera-ções......... seguida sempre das datas das demais operações..... de café que colheu . si a conta tiver re-cebido ou assumido alguma obrigação........ DOS MODELOS DO LIVRO DE COLONOS Os modelos em que pódem ser usadas as contas de co-lonos são diversas especies............ Agosto 5 S/ mesada ... podendo ser usado qualquer um dos que enumerámos na lição XXII.. 18 100 alq........... DATA THEMISTICLES FRANÇA 1929 Julho 7 S/ mesada ... o his-torico da transação e a quantia no débito..—142 — cimentos e adeantamentos feitos.......... DEBITO 80 000 CREDITO 00 000 70 000 100 000 . no crédito si houver fornecido ou adquirido algum direito..................................... Demonstra assim o livro de Colonos a situação juridica de cada pessôa para com a administração da empreza rural........ Apresentamos a seguir um modelo de conta aberta no Livro de Colonos............ 19 12 dias de serviço auxiliando construção do nvo paiol .....

Quando estiver terminado o serviço de capitalisação. lição XLIV. até final conclusão. DOS MODOS DE CONFERENCIA DE ESCRITA Os erros neste livro devem ser corrigidos pelos mesmos processos ensinados nesta 1ª Parte. minuciosamente estas operações. os quais são aplicaveis aos erros de quaisquer livros de Contabilidade. _______ LIÇÃO XLI Do Registro da Capitalisação Sumario: — Conceito. O Registro da Capitalisação tem por fim registrar analiticamente. Conferencia. Escrituração. onde ensinámos a conferir o Contas Correntes. bem como das plantações. Terminado o serviço transfere-se o débito da respectiva conta . DO RESGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Capitalisação é o conjunto das operações economicas que têm por fim aumentar o valor dos bens imoveis. DAS ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Abrem-se tantas contas quantas forem as especies de bens imoveis em construção. As contas do Registro de Imoveis correspondem quasi todas ás encerradas no Registro de Capitalisação. o total das despezas deverá ser levado á conta respectiva no Registro de Imoveis e encerrada a conta no livro de que tratamos. Aí debitam-se todas as despesas com as obras de capitalisação . Erros. Modelo. pois a contabilidade dos dois é identica.— 143 — DA CONFERENCIA DO LIVRO DE COLONOS Para conferencia deste livro devem-se observar os mesmos principios estabelecidos na lição XXXIII desta Parte 1ª. Corresponde a identica conta do Razão.

de Seringais. em identica importancia. Canalisações. creditando naquele livro a importancia do débito. DO MODELO DO REGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Apresentamos a seguir exemplo de duas contas abertas neste livro. Casa de Colonos.— 144 — desse livro para o Registro de Imoveis. São exemplos de sub-titulos desse livro. Cercas. por transferencia. e debitando neste á mesma. etc. Casa de Residencia. Terreiros. dentre outros: Formação de Cafezais. Formação de Canaviais. a primeira especial da Contabilidade Cultural e a segunda propria da Contabilidade Pastoril: . Formação de Laranjais. etc.

.... ao encarregado da formação....................................1929 Julho 2 RANCHOS Madeira para construção de dois ranchos na “Grota” ..... 300 000 000 . por 3.... aos camaradas.... 2 000 Agosto 25 Pg... Pg......... DEBITO 5 000 000 CREDITO 30 18 dias aoz trabalhadores para plantio ............. Agosto 15 Transferido para “Immoveis” ........................... 435 000 435 000 1929 Julho FORMAÇÃO DE SERINGAES 12 Pg.........................000 mudas de “herva”....................... DEBITO CREDITO 30 000 5 45 50 310 000 000 000 435 000 19 500 telhas ....................................... 3 dias de serviços aos camaradas ............ 30 Pg...

coloca-se numa pequena coluna á esquerda. extraindo-se-lhes tambem os saldos. Razão. Tira-se Balancetes do Contas Correntes.— 146 — DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Confere-se este livro de modo identico ao anterior. Extráem-se os Balancetes para conferencia da escrita. Etc. lição XLIV. Conferindo está certa a escrita da conta e do livro. ______ LIÇÃO XLII Balancete do Razão Sumario: . em seguida o nome da conta e a soma do débito da conta na primeira coluna do Balancete ( coluna do Débito ).nceito.Co. Registros de Creações. Parte. conforme o modelo que se segue. isto é extraindo-se um Balancete mensal e verificando se o saldo do débito e crédito deste ou do ativo e passivo conferem com o saldo do indetico titulo de Razão. . É o Balancete um documento onde anotamos todas as comtas pelo seu valor de débito e crédito. Extração. DOS ERROS NO REGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Conferem-se os erros deste livro pelos mesmos principios ensinados nesta 1ª. o numero da pagina em que a conta está aberta no livro. Modelos. DA EXTRAÇÃO DE BALANCETES É o seguinte o processo para extração de um balancete de qualquer que seja o livro: Numa folha ou livro de quatro colunas. DOS BALANCETES Balancetes são os documentos extraídos dos livros de escrituração sintética e analiica e que nos demosram o resultado parcial e total dos movimentos das contas. Registros de Culturas.

49 368 000 Bovinos .. Obrurigações a Receber .... Modelo de Balancete extraido do livro Razão Balancete do Razão fs....... e no passivo se fôr credor ( crédito maior )............ 932 000 Obrigações a l’agar ...... 16 015 000 Caixa .... 320 000 Celleiro ........... Se o livro de que se tira o Balancete fôr auxiliar....... 120 000 000 Saccaria ..... Para isso subtráe-se o débito do crédito ou vice-versa e coloca-se a diferença no Ativo. . crédito.. se o saldo for devedor (débito maior )... a diferença entre e débito e o crédito total ( que é tambem egual á diferença do total do ativo e passivo )......................... 6 230 000 Contas Correntes . 1 4 5 6 8 11 12 13 14 17 18 19 20 21 22 23 Titulos Sommas brutas Breve Haver 100 000 000 000 000 15 000 000 10 Mez de Junho de 1929 Sommas Líquidas Activa Passiva 100 000 000 05 000 000 04 132 120 000 210 3 833 2 105 4 13 5 2 151 447 364 213 000 000 000 000 10 000 17 000 000 000 000 2 20 10 160 455 000 160 580 000 000 455 000 000 000 000 875 000 000 000 Capital......... deverá ser egual ao saldo da respectiva conta do livro Razão......... 13 183 000 Penhores Agricolas Colonos .. 5 000 000 Hypothecas ...................... ativo e passivo....... 309 803 000 9 10 4 33 45 8 45 4 3 25 10 309 110 350 000 125 890 217 695 765 139 512 000 000 803 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 (1) Ver o saldo de títulos Contas Correntes no Balancete do Razão e a difernça entre o debito e credito do Balancete de Contas Correntes.....) DOS MODELOS DE BALANCETES Apresentamos a seguir dois modelos de Balancetes: um extraido do livro Razão e o outro extraido do livro Contas Correntes..... 6 352 000 Rendas diversas ...— 147 — e a soma do crédito da conta na segunda coluna ( coluna do crédito ).. Ao depois soma-se o total das colunas do débito.......... Em seguida tiram-se-lhes os saldos...... 51 129 000 Culturas Diversas .............. E assim se faz com todas das contas..... Machinas Agrarias 04 132 000 Immoveis.............. (1...... 22 142 000 Cultura de Café .....

600 8 5 1 1 Sommas brutas Breve Haver 885 37 600 7 663 200 000 9 200 10 284 400 94 000 142 199 000 6 200 000 33 890 000 000 000 Sommas Líquidas Activa Passiva 848 000 7 463 000 1 200 000 10 5 284 000 000 94 943 000 4 1 200 000 6 578 400 24 454 000 000 000 16 015 000 igual ao saldo do Titulo C/C do Balancete do Razão . Rodolpho Abreu Resumo Credores 24:454. Bruzzi & C.000 Devedores 6:578.400 Saldo 17:875.— 148 — Modelo de um balancete extraido do livro Contas Correntes: Balancete de Conferencia de C/ Correntes Mez de Julho de 1929 Folio 1 2 3 4 5 6 7 TITULOS Fernando Carvalho Anto. Sabarense A. Ismael Dilva Franco Rangel Cysalpino Ribeiro B.

escrituracional DA CONFERENCIA DOCUMENTARIA Sob o ponto de vista dovumental. Conferencia docomentaria. certificando-nos da veracidade dos documentos dos registros. Conferencia escrituracional. estabelecidos para conferencia da escrituração dos livros. Daí dizermos que a conferencia de uma escrita apresenta dois aspétos: a) um. porque é pelos documentos que nós garantimos a veracidade e lisura das anotações. A conferencia de escrita se efetua pelos proprios livros de Escrituração e documentos. auferindo-se com elas os melhores resultados. Podemos. procedemos á conferencia da escrita. Denomina-se escrita de uma administração ao conjunto de todas as anotações efetuadas na entidade administrada. ficamos cientes da lealdade e probabilidade dos lançamentos escritu- . demonstra a lealdade com que ela foi feita. conseguindo-se á maior probabilidade possivel de certeza. da escrita efetuada. confrontando-se todos os lançamentos. porém formular algumas regras que devem ser observadas. DOS MODOS DE CONFERENCIA DE ESCRITA Não há em contabilidade principios. ao conjunto de todos os registros anotados nos livros de Escrituração. Verificada a escrita pelos seus documentos. da sua existencia e regulairdade dos lançamentos. documental b) outro. A conferencia documentaria da escrita. Conclusão. É uma questão essencial em Contabilidade. A conferencia documentaria tem por fim verificar a existencia de titulos que comprovem os lançamentos.— 149 — LIÇÃO XLIII Da Conferencia de Escrita Sumario – Modos de Conferencia.

Não temos. O Razão é uma parte integrante. A conferencia escrituracional dos livros de Contabilidade póde efetuar-se segundo os seguintes principios: 1 — No BORRADOR — confere-se esse livro pelos documentos comprovantes dos lançamentos. complementar do Diario. Registros de Obrigações a Receber e a Pagar. 3 – LIVROS DE ESCRITURAÇÃO ANALITICA. CONCLUSÕES Pelo que dito ficou a conferencia documentaria nos certifica da existencia dos documentos em que se fundam os lançamentos. O débito e o crédito desse Balancete deverão ser do mesmo valor. o estudo dos lançamentos. 4 – Verificando-se finalmente se as contas ativas se encontram na coluna do Ativo do Balancete do Razão. . quer dizer que a escrituração desse livro está certa. ainda. etc.— 150 — rados. Registros das Culturas. de Imoveis. propriamente contábil de conferencia de escrita. Livro Celeiro. ao passo que a conferencia escrituracional nos certifica da ordem e certeza dos lançamentos efetuados nos livros e registros. Estes são conferidos pela comparação dos seus respectivos saldos com os das suas contas no livro Razão. É a parte técnica. De maneira que temos certeza de que esses livros estão certos tirando-se um Balancete do livro Razão. DA CONFERENCIA ESCRITURACIONAL Esta se efetua nos livros e registros das transações administrativas. Esta certeza só a temos. Desde que assim se encontre o Balancete do Razão. Esses dois livros são harmonicos e dependentes um do outro. e se no Passivo se encontram as contas passivas. bem como o seu Ativo e Passivo. Assim é que confere-se o Caixa. É a verificação. 2 — DIARIO E RAZÃO. com a verificação escrituracional. porém. Registro de Capitalisação. Contas Corrente. a certeza de que os ditos lançamentos estão certos.

_____ LIÇÃO XLIV Dos Erros e Correções nos Livros Sumario – Erros mais frequentes. exemplificando quanto possivel e necessário. quantia diferente. etc). Principalmente os livros obrigatorios por lei não o podem ser de maneira alguma. ensinar como devemos corrigi-los. De algarismos. posição De DOS ERROS MAIS FREQUENTES Quanto escrituramos os livros estamos sujeitos a erros que se podem verificar das maneiras mais diversas. então. nem risca-los. Deve-se. A outra é questão cientifica da Contabilidade. a escrita póde se apresentar certa. Estes erros. porém. procurar corrigir os seus erros. pórém independentes uma de outra. Não devemos raspa-los. Contrariamente: Mesmo que os documentos não sejam perfeitamente comprovantes. Póde a verificação documentaria estar certa e a escrita errada. Mas mesmo com os documentos certos a escrita póde ser feita errada por meio de lançamento defeituoso ( conta errada. emenda-los. Os documentos. esclarecedores. devem ser corrigidos pelas regras ensinadas pela Contabilidade. . Uma é prova pura e simples. Estando concordes a conferencia documentaria e a conferencia escrituracional é porque a escrita está certa. Vejamos na lição seguinte como se corrigem os erros nos livros de escrituração. Vamos adiante supôr alguns casos de erros que se podem verificar nos livros de escrituração. Como póde tambem a escrita estar certa e a conferencia dos lançamentos com os documentos não concordar. No caso contrario está errada a escrita. É parte técnica.— 151 — As duas modalidades expostas de conferencia são. os comprovantes são a base dos lançamentos.

para a sua correção. O lançamento suplementar é sempre parcial. É parcial. quando estornamos todo o lançamento errado. O Lançamento Suplementar é um segundo lançamento que vem completar o lançamento errado. fazemo-lo no crédito. O Estorno póde ser total ou parcial. É a isto de denominamos Erro de Algarismos ou de Quantia. b) Por meio de lançamento suplementar. para estornarmos um lançamento que se acha no débito. maior ou menor. e vice-versa. .— 152 — Os erros mais comuns que se podem dar nos livros de escrituração. O Estorno é um lançamento no qual nós invertemos o lançamento errado. DOS ERROS DE ALGARISMOS Quando fazemos a escrituração dos livros. b) Erros de posição. c) Erros de intitulação d) Duplicatas. Não nos devemos esquecer. Estes erros podem ser corrigidos por meio de estorno ou de lançamento suplementar. entretanto. que toda vez que tivermos de fazer um estorno ou um lançamento suplementar. Vejamos os diversos casos de erros nos livros de escritu-ração. É total. e) Omissões. quando estornamos sómente uma parte errada do lançamento. podem ser: a) Erros de algarismos. neles temos sempre que mencionar a data da operação que se acerta. Quaisquer destes erros podem ser corrigidos por dois processos conforme o caso: a) Por meio de estorno. Assim. acontece ás vezes que lançamos uma quantia por outra.

.. em vez de lançarmos no exemplo ácima 25$000.. lançaremos a diferença na mesma coluna. 1) Tinhamos que lançar no débito do livro Caixa a quantia de 100$000.......... tivessemos lançado 35$000..10$000 a mais tal ) Nos livros auxiliares.... serão corrigidos da mesma maneira..... hoje ........... si tivermos lançado a mais no débito....... lançaremos a diferença no crédito... de escrituração sintética e analitica... Se os erros ácima se derem nesses livros. mas sómente lançamos 10$000.. Para correção deste erro faremos um lançamento suplementar assim: Despesas a Caixa Quantia debitada a menos no lançamento supra.10$000 2) Se............. Se lançarmos a menos. Temos que lançar no débito mesmo..— 153 — Exemplos de Erros de Algarismo: No Diario: 1) Em vez de lançarmos Despezas a Caixa Pago por selos.. com a diferença única de que... fariamos a correção deste erro por meio do seguinte estorno: Caixa a despesas Estorno da quantia lançada ácima ( ou no dia ..... 25$000 lançamos 15$000.......................... e vice-versa...... a diferença que falta assim: ...

.... Estes erros são mais frequentes nos livros de escrituração sintética e analitica corrigindo-se estes erros pelo processos que vamos ensinar agora............ Deve 10$000 Haver 90$000 2) Se tivessemos de lançar no Caixa 10$000 e lançasse-mos 100$000.... tinhamos que lançar no deve 500$000... e depois fazendo um novo lançamento certo....... fariamos o inverso do exemplo: 2) Tinhamos que creditar na conta de Imoveis a importancia de 50:000$000. Deve 100$000 Haver 90$000 DOS ERROS DE POSIÇÃO Os erros de Posição se verificam quando lançamos no débito uma quantia que era do crédito.. e debitamos-lhe reis.... Ex: Caixa a Mercadorias......... a Mercadorias Debº a menos No lançamento Supra... Deve Haver 500$000 500$000 500$000 Se tivesse dado o contrario............. ou ao contrario.... assim: Milho de Contas Correntes................ e lançamos esta quantia no haver... de Mercadorias Estorno hoje .. a Contas Correntes.. .. a Contas Correntes Estorno hoje...........— 154 — Caixa a Mercadoria ...... 5:000$000.... Corrige-se estornando o lançamento errado.. 1) Na conta de Milho do Razão......... corrigiriamos lançando na coluna oposta a di-ferença........

............. Deve 5:000$000 Haver 5:000$000 50:000$000 Estornámos a quantia errada e fizemos a certa..... quando lançamos numa conta uma importancia que era de outra....................... isto é.. e fazendo o certo... Corrigem-se estes erros estornando o lançamento errado.. ______ LIÇÃO XLV (Conclusão) Dos Erros e Correções nos Livros Sumario – Dos Erros de Intitulação..... 550$000 e lançamos: Mercadorias a Caixa Feria....................................................... Exemplos: No Diario: 1) Tinhamos que lançar Caixa a Mercadorias Feria............ 550$000 ... de Caixa... de caixa Estorno hoje ........... Das Omissões.. quando fazemos um lançamento em conta errada..— 155 — Corrigimos assim: Imoveis a Caixa .... Da Duplicata de Lançamento...... Verificam-se os erros de Intitulação................................

................... 30$000 e fazendo o lançamento certo: Contas Correntes a Eqüideos Equipamentos Torres 1 cavalo que comprou........... 000 550$ 2) ( Erro de intitulação com erro de algarismo ): Tinhamos que fazer no Diario o seguinte lançamento............................. ( ou do dia tal )................................ Contas correntes a Equideos Equipamentos Torres 1 cavalo que comprou ....... 30$000 e o fizemos assim: Contas Correntes Sunios Aloysio dos santos 1 cavalo que comprou ......................... 30$000 Corrigiremos esornando este lançamento: Suinos a Contas Correntes a Aloysio dos Santos Estorno hoje (ou no dia tal)................— 156 — Modo de corrigir: Primeiramente estornamos o lançamento errado: Caixa a Mercadorias Estorno do lançamento supra................................... 300$00 .................. 550$000 Em seguida fazemos o lançamento certo: Caixa a Mercadorias Feria de hoje ( ou dia tal)...................

.. mais fizemos este débito na conta de Armando Colapietro.. deste lançamento em duplicata ...... um: Caixa a Moveis & Utensilios Estorno hoje ( ou dia tal ).. Nos demais livros de escrituração analitica e sintética corrigem-se estes erros deste modo. 70$000 .. por meio de estornos. por um armario ..........— 157 — No livro dos colonos: 1) Tinhamos que debitar na conta de Arnaldo de Azevedo 50$000..... então........... Corrigiremos estornando este lançamento assim: Deve Armando Colapietro 1 par de sapatos ........... 70$000 Estornaremos...... fariamos o inverso..... DA DUPLICATA DE LANÇAMENTO Dá-se a Duplicata de Lançamentos quando fizermos um mesmo lançamento duas vezes numa mesma conta.... Haver 50$000 e fazendo o lançamento certo na conta de Armando de Azevedo Se este erro se tivesse dado no crédito......... Exemplos: No Diario: 1) Fizemos duas vezes o seguinte lançamento Moveis & Utensílios a Caixa Pg................ Estes erros são faceis de correção..... 50$000 Estorno hoje ...............................

.... 13$000 Generos que comprou . Temos que estorna-lo assim: Deve Caixa de Antonio Petrone ...... corrigimos estes erros por meio de estorno. Exemplos: Na caixa.. Temos que estornar um..... um lan-çamento duas vezes...... Este caso é muito simples.. feito em duplicata ... Haver 13$000 DA OMISSÃO DE LANÇAMENTO Dá-se Omissão de Lançamento quando nos esquecemos de fazer o registro de alguma transação. Supre-se a Omissão fazendo o lançamento que faltava.......... Deve Antenor Fortes Generos que comprou . Dispensa exemplificação......... a Antonio Petrone ........... 1) Lançamos no haver deste livro um mesmo lançamento duas vezes............... Estorno Haver 15$000 15$000 15$000 No Contas Correntes: 1) Fizemos no deve da conta de Antenor Fortes...— 158 — Tambem nos demais livros. de Antonio Petrone ........ 13$000 Estorno do lançamento ácima. ....

VIII CAPITULO DOS BALANÇOS .

Efetua-se o Balanço no fim de cada exercicio (1). O Balanço das aziendas agrarias é levantado do mesmo modo que nos demais patrimonios. Exercio agricola. que se denominam exercicios e procedidos por um Inventario feito de acordo com o que expuzemos na lição XIX _________ (1) – Ver liçao seguinte . Este resultado é demonstrado. pela conta de Lucros e Perdas. Especies. É necessario que o seja em periodos determinados. Necessidade. que apresentam bens existentes na azienda. As contas diferenciais não fazem parte do Balanço. pelo levantamento do seu ativo e passivo.LIÇÃO XLVI Do Balanço Sumario – Conceito. Constituem o Passivo todas as obrigações patrimoniais. Fórmam o Ativo de um Balanço todas as contas dos consignatarios que apresentam saldo devedor. São contas de resultado que servem sómente para demonstrar o lucro ou prejuizo apuredo. Exercicio administrativo. O resultado líquido entre o Ativo e o Passivo do Inventario constitue o lucro ( quando o primeiro é maior ) ou o préjuizo ( quando maior é o resultado ). DO BALANÇO Balanco é a apuração do estado patrimonial de uma azienda. isto é.

a situação da azienda.— 162 — DA NECESSIDADE DO BALANÇO É imprescindivel o levantamento do Balanço em todas as aziendas. conforme a maneira de seu levantamento. denomina-se Geral. denomina-se Balanço Parcial. Por este são como que apuradas as contas de resultado e os lançamentos de oitiva e o verdadeiro estado especifico do patrimonio se nos apresenta na sua nudês incontrastavel: E o administrador verá então o resultado dos seus esforços: se positivo. Este é Geral. Esta. se negativo. . Quando efetuado sobre parte ou partes da riqueza administrada. quando tem por fim apurar o Ativo e Passivo da azienda. é uma denominação impropria. c) Balanço Final ou de Encerramento. Conforme a epóca em que é realisado póde ser: a) Balanço de Abertura ou Inicial. E a melhor prova disto é que a lei o exige dos comerciantes. é verdade. para terminação das operações. quando feito para inicio das transações administrativas. b) Balanço Periodico quando realisado de tempos a tem-pos. pois Balanço é uma apuração de todo o ativo e passivo. É tambem melhormente denominado Balanço de Exer-cicio. O Balanço ainda póde ser: a) financeiro b) Economico conforme seja efetuado sómente sobre o movimento de caixa ou de todo o patrimonio. deve-se levantar de tempos a tempos um Balanço para se poder conhecer o estado líquido do patrimonio. Para que os administradores não possam ser iludidos nas suas operações e nos resultados aparentes que muitas vezes certos negocios demonstram. Não assim dos agricultores. aliás. DAS ESPECIES DE BALANÇO Os Balanços pódem tomar varias fórmas e carateristicos. Aquele é parcial. Quando o Balanço é realisado sobre todo o patrimonio.

pois não há resultados administrativos que ultrapassem periodos maiores. porque há operações de produção que se extendem além daqueles tempo.Ver Venanzio Mantilli: “ Valutazioni Agrarie “. Livorno. Póde ser estabelicido o mesmo que das administrações. A fixação do fim do exercicio é uma questão fundamental para poder demonstrar o resultado.— 163 — DO EXERCICIO ADMINISTRATIVO Denomina-se exercicio administrativo ao periodo da gestão patrimonial que vai de um Balanço a outro. ou operações dependentes do fator tempo. comerciais e industriais ( 30 de Junho ou 31 de Dezembro ). pois tratar de fixar o exercicio agrario. Deve-se. Deve o exercicio como um periodo de gestão que é. como tambem deve compreender estas operações. . Não é. Chame-se tambem periodo de gestão. Principalmente em se tratando de azienda rural. positivo das operações administrativas. DO EXERCICIO RURAL Antes de iniciada a Contabilidade deve-se préviamente fixar a data do encerramento do exercicio agrario. Na Contabilidade das empresas agrarias destinadas unicamente á criação de animais ( Contabilidade Pastoril ). a fixação do exercicio torna-se facil. porém. Torna-se dificil a fixação do exercicio quando se trata de estabelecimentos destinados á cultura dos campos ( Contabilidade Cultural ). a fixação do exercicio administrativo questão facil. SERPIERI (1) nas suas “ LEZIONI DI ECONOMIA RURALE ED ESTIMO “ nos ensina que o exercicio administrativo das emprezas rurais deve coincidir com a duração do “ ciclo produtivo da __________ (1) . procurar encerrar não só todas as operações realisadas para a produção. 1922 paginas 52 a 53. O grande professor italiano A.

que se desenvolvem e produzem em um ano. medir e avaliar todos os bens. e produção c) Plantas Plurianuais de produção periodica. que levam mais de um ano para o seu desenvolvimento. De acôrdo com esta classificação póde-se facilmente es-tabelecer o exercicio agrario. que são as que levam tempo para o seu desenvolvimento. Modelo de Balanço.— 164 — planta”. mas que produzem periodicamente. deve haver um exercicio para cada cultura. deve-se efetuar o Inventario. b) Plantas Plurianuais. DO LEVANTAMENTO DO BALANÇO Levanta-se o Balanço patrimonial do seguinte modo: a) Fazendo a apuração do Inventario Geral: contas. conforme a sua evolução: a) Plantas anuais. 1922 pag. 172. confórme tivemos ocasião de referir na lição XVL. Levantamento do Balanço.Inventario. E que devemos encerra-lo quando terminar a evolução das culturas. (2). ______ LIÇÃO XLVII Do Balanço (Conclusão) Sumario: . DO INVENTARIO Chegando no termo fixado para terminação do exercicio agrario. __________ (2) Augusto Argenziano: “ Le Aziende Agricole a Conduzione Diretta “. Torino. pois. É por aquela operação que começa esta. . inicio de todo Balanço. nos diz que na azienda agricola não existe um só ciclo de cultura e sim tantos quantos são as varias cultu-ras usadas e. para fácil estabelecimento do preço dos produtos para inventario. ou es-colner-se um em que se encontrem suspnsos os trabalnos de cultura e poucos sejam os frutos pendentes. Demonstrações da Conta de Lucros e Perdas. fixando-lhe uma data segundo a época da colheita ou da vida. pesar. Deste modo aquele autor classificou as plantações em tres grupos.

tado. (1). Apresentamos o modelo do levantamento da conta de Lucros e Perdas e o modelo de levantamento de um Balanço: Demonstração da conta de Lucros e Perdas: _______ 1 – Em vez de débito e crédito alguns põem na demonstração de conta de Lucros e Perdas. Ativo e passivo. d) Acertando-se as contas representativas de bens existentes. apresentar-se-á no Ativo ou Passivo. . houve prejuizo. e) Colocando-se no Ativo todas as contas ativas. houve Lucro. quando é o débito que é maior. No crédito descriminamos os saldos credores das contas de resul.— 165 — b) verificando se a escrita está certa. No débito lançamos descriminada-mente o total de cada conta de resultado devedora. e no Passivo todas as contas passivas. DA DEMONSTRAÇÃO DA CONTA DE LUCROS E PERDAS Levantado o Balanço deve-se tambem levantar a demonstração da conta de Lucros e Perdas para esclarecer a procedencia dos lucros ou prejuizos. Nesse quadro a conta de Lucros e Perdas (Resultado). Como toda conta a de Lucros e Perdas divide-se em duas seções: débito e crédito. XLVIII c) Saldando-se ao depois as contas que representam lucros e perdas ( Contas de Resultado ). Se estiver no Passivo houve lucro. Se estiver no ativo o exercicio deu prejuizo. conforme a lição. pelo Inventario. Quando o crédito da conta de Lucros e Perdas é maior do que o débito. debitando-se-lhes ou creditando-selhes pela diferença devedora ou credora e levando-se a mesma importancia a crédito ou débito de Lucros e Perdas.

.. Saccaria Existencia ......................... Saldo de balanço .................. Helena Guimarães............. 210 000 Creações Idem.................... Juros e Descontos Saldo desta conta ..... Obrigações a Pagar Pelas que acceitei Hypothecas Pela effectuada . idem............. Penhores Agricolas Pelo contrahido..... Saccaria Pelos inutilizados .... Immoveis Pelos de n/ propriedade ............................. PASSIVO Capital Pelo realisado............ Celleiro Productos no Paiol C/ Correntes Devedores existentes ......... Caixa Dro.... C/Correntes Credores existentes . c|r Lucros deste exercicio ........................... Colonos Pelo debito desta conta ............... 95 000 2 510 090 CREDITO 3 120 000 600 000 4 700 000 9 385 12 810 000 000 12 810 000 MODELO DE BALANÇO: ACTIVO Obrigações a Receber Pelas em carteira Machinas Agrarias Pelas inventariadas... 100 10 000 000 000 000 5 000 4 132 000 000 33 10 10 890 000 000 000 000 000 120 000 210 000 000 000 3 833 9 385 000 16 015 000 9 934 14 151 000 000 173 257 000 173 275 000 .................. 5 Culturas diversas Idem...............................— 166— DEBITO Despezas Geraes Saldo desta conta......................... idem ............................... em cofre .. Cultura de Café Lucros nesta conta .

PARTE SEGUNDA DA CONTABILIDADE PASTORIL .

I CAPITULO DA PECUARIA .

Criam – se no Brasil as mais variadas éspecies de animais. ect. A Contabilidade aplicada nas fazendas de criação. equideos. carnes em conserva. tais como queijos. Como industrias consequentes da. tais como bovinos. Minas Gerais. á pecuária. caprinos. DA PECÁRIA Denomina-se Pecúaria á criação de animais.LIÇÃO I Da Pecuaria Sumario: . . etc. isto é. A nossa vida ainda nela se baseia. Mato Grosso.Paulo.conceirto. bem como na cultura dos campos. suinos. A Pecuária no Brasil pe uma das fontes de riqueza do país. Compreendemos por empresas pastoris. Goiás. manteiga. couros. que estudaremos em seus lineamentos principais nas lições e capitulos subsequentes. S. lanigeros. DAS EMPREZAS PASTORIS Emprezas Pastoris são as que se dedicam á criação de animais. etc. que se dedicam á Pecuária é o que faz objeto dos nossos estudos nesta segunda Parte: é a Contabilidade Pastoril. Emprezas Pastoril. Pecuaria a nossa riqueza se baseia tambem na exploração dos produtos industriais fornecidos pelos diversos animais de criação e exploração ( industrias rurais pastoris ). Píaui. caraterisando-se por ser fonte de riqueza nos Estados do Rio Grande do Sul. Ceará. peles. A Pecúaria acha-se bem desenvolvida em quasI todas as zonas do nosso país.

Parte deste livro. As emprezas Pecuárias como todas as demais especies de estabelecimentos rurais pódem ser classificadas em tres classes. como tambem já produzindo para a exportação internacional. caraterisando-se pela exploração familial do sólo. Pódem ser: a) Grandes. _____ . naquilo que satisfaça aos seus fins. A’s Emprezas Pecuárias sáo aplicaveis todos os principios gerais que estudámos na 1ª.— 172 — não somente as fazendas de criação de animais com as que se dedicam muito especialmente á exploração dos produtos animais ( industrias pastoris ) Estas emprezas fórmam como acabamos de dizer uma das fontes de riqueza do nosso país. em cujo mercados os produtos da pecuária brasileira já ocupam importancia consideravel. Estudaremos agora tão sómente os principios especiais aplicaveis unicamente aos estabelecimentos pastoris. Emprezas Pecuárias Pequenas são as em que não há predominancia do Capital nem do Trabalho. confórme predomina o Capital ou o Trabalho. Denominam-se emprezas Pecuárias Grandes aquelas em que predomina o trabalho. b) Médias. e é a fórma que caraterisa a pequena propriedade. c) Pequenas. São as emprezas administradas e exploradas por uma familia. Emprezas Pecuárias Médias são aquelas em que prédomina o Capital. produzindo produtos não só para o consumo interno.

A Prceria Pecuária se verifica.—173 — LIÇÃO II Da Parceria Pecuária Sumario: . ( 2). O parceiro. pag. É esta a opinião de CLOVIS BEVILAQUA.Conceito. apenas. Rio de Janeiro. continuam na propriedade do dono. sejam ou não estimados. lã e leite. V termo 3º. As aves e os insetos não são incluidos nos contratos de Parceria Pecuária. se outra cousa não se estipular “. tratador contribúi com o seu trabalho e com as despezas necessarias á exploração. pois sobre os semoventes. 128. como peles. Esta modalidade de Parceria é menos comum do que a Parceria Agricola.417. 1928. DAS DISPOSIÇÕES LEGAIS SOBRE PARCERIA PECUÁRIA Estabelece o nosso Codígo Cívil os seguintes principios reguladores do contrato de Parceria Pecuaria: “ Art. crinas. não obstante ser tambem bastante usada. tratar e criar. . A entrada social deste consiste. Constituem objéto de partilha as crias dos animais e seus produtos. defendida nestes termos: “ Os animais dados em parceria. DA PARCERIA PECUÁRIA ( 1 ) O artigo 1. mediante uma quóta nos lucros produzidos “. ____________ (1) — Ver I Parte. ou de exploração. A Parceria Pecuaria não transfere para outrem a propriedade dos animais dados em parceria. lição (2) — “ Codígo Civíl Brasileiro Comentado “. os animais de criação. quando se entregam animais a alguem para os pastorear. Disposições legais. 1. no uso e gozo do capital fornecido. vol.416 do Codígo Cívil estabeleu que “ dá-se a Parceria Pecuaria.

Ao proprietario caberá o proveito. caprinos. como tambem náo pódem constittuir-se objéto das parcerias pecuárias. os animais evitos. nenhum parceiro sem licença do outro. 1.418. individuando-os claramente. ________ (1) Ver lição da Parte 1ª .419. pelo disposto nesta secção. _______ LIÇÃO III Do Penhor Pecuário Sumario: -Cconceito.420.421. no que não estiver regulado por convenção das parte. no caso de evição. DO PENHOR PECUÁRIO ( 1) Denomina-se Penhor Pecuário á modalidade de penhor efetuado sobre animais. não havendo acôrdo em contrario. correrão por conta do parceiro tratador e criador. Art. etc. pertencentes ao capital. ou força maior. As despezas com o tratamento e criação dos animais. Aplicam-se a este contrato as regras de sociedades. Art. Art. É da essencia do penhor pecuário que no contrato de sua constituição sejajm declarados os animais dados em garantia. 1.— 174 — Art. Disposições legais. com todas as especificações. équideos. Só pódem constituir objéto do penhor pecuário os bovinos. o parceiro proprietario sofrerá os prejuizos resultantes do caso fortuito. 1.422. 1. afim de não haver motivos para confusões. isto é. na falta. os insetos e aves de exploração dos estabelecimento rurais. o gado grosso. poderá dispôr do gado. Salvo clausula em contrario. e. que se obtenha dos animais mortos. Não póde ser objeto de penhor pecuário. 1. 1. O primeiro proprietario substituirá por outros. suinos. Art. Art.423.. Salvo convenção em contrario.

784. Esta substituição presume-se. particularisando o logar. Art. mas não valerá contra terceiros. 785. o instrumento designa-los á com a maior precisão. “ Art. que tiveram. o penhor será excluido quando não seja reconstituido”. Art. mas póde se prorogado por egual periodo. sob pena de nulidade. Art. _______ . Os animais da mesma especie.— 175 — DAS DISPOSIÇÕES LEGAIS SOBRE PENHOR PECUÁRIO São disposições estabelecidas pelo nosso codígo Cívil. 787. Paragrafo único. sobre o assunto. O penhor de animais não admite prazo maior de dois anos. ou exigir que se lhe pague a divida incontinente. Paragrafo único. 788. sem prévio consentimento escrito do credor. e o destino. Art. averbando-se a prorogação no titulo respetivo. 786. ameace prejudicar o credor. ou. No penhor de animais. comprados para substituir os morto. Vencida a prorogação. poderá este requerer se depositem os animais sob a guarda de terceiros. ficam subrogados no penhor. Quando o devedor pretenda vender o gado empenhado. e que regulam os contratos de penhor pecuário. onde se achem. se não constar de menção adicional ao respetivo contrato. por negligente. O devedor não poderá vender o gado empenhado.

II CAPITULO DA CONTABILIDADE PASTORIL .

Conceito. a Contabilidade Publica. lição . Nesta uma das mais importantes questões é a que se refere á fixação do exercicio administrativo. DA CONTABILIDADE PASTORIL A Contabilidade Pastoril é a especialisação da Contabilidade Rural que tem por fim o estudo e pratica das funções de orientação. Não dependem a emprezas de que trata esta de fatores externos tão complexos como os que influem na produção das fazendas de plantação. A Contabilidade Pastoril tanto se ocupa das operações técnicas quanto comerciais dos estabelicimentos rurais em que é aplicada. Os fatos administrativos das emprezas de que ela se ocupa não são tão complexos quanto os de outras especialisações contabilisticas.LIÇÃO IV Da Contabilidade pastoril Sumario: . (2) ______ (1) Ver I Parte. e. E. Escrituração Pastoril. lição (2) Ver I Parte. E’ ocioso salientar a importancia da Contabilidade Pástoril. contrôle e registro de todos os fatos administrativos das emprezas rurais naas aziendas rurais destinadas á pecuária ( criação de animais ). (1) na Contabilidade Pastoril este póde comerçar e terminar em qualquer época. Assim facil se torna a apuração do resultado final dos exercicios administrativos. além do mais ela é uma das mais faceis especilisações contáveis. na propria Contabilidade Rural a qe se ocupa das aziendas destinadas á plantação dos campos ( Contabilidade Cultural). como vervi-gratia.

só com a Escrituração Pastoril podemos nos orientar na efetuação das nossas operações para consecusão dum excedente sobre o custo ( lucro ) que nos proporcione as vantagens da industria. Esquema desta. o patrimonio bruto. economica e financeira ). cientifíca e a Escrituração na sua parte técnica. São a base de todo sistema contábil. pois. E’ tudo isto que nos demonstra a Contabilidade com a sua função orientadora. pois é nelas que se assentam as operações efetuadas. E’ assaz facil. Classificação. a modificação das contas. XXII. Nela devem ser adotados quaisquer métodos de registração. bem como as mutações que surgem neste. sendo uma das mais importantes funções da Contabilidade Pastoril nos fornece os elementos para a apuração do custo real da produção e. dando o numero exigno de fatos de que se ocupa. o resultado total do exercicio e os resultados parciais ( resultados de contas ). Exemplificação DAS CONTAS NA CONTABILIDADE PASTORIL (1) As contas são os registros dos fatos administrativos. É a Escrituração quen nos fornece os elementos para a apuração do estado patrimonial ( situação da adminstração: especifica. apresentando-nos tambem o resultado liquido desses fatos administrativos. __________ (1) Ver 1 Parte. _________ LIÇÃO V Das Contas na Contabilidade Pastoril Sumario – Conceito. prática. lição. . o patrimonio liquido e o resultado do exercicio. Além disso é ela que.— 180 — DA ESCRITURAÇÃO PASTORIL A escrituração Pastoril registra as operações administrativas das empresas pastoris. apresentando em periodos determinados preestabelecidos ( exercicio ).

propomos tambem classificar as contas de Contabilidade Pastoril em quatro grandes classes: a) Contas de Capital. Estas pódem ser de Receita ( produtos ) ou de Despeza ( gastos ).— 181 — Na Contabilidade Pastoril as contas representam não só os diversos objétos da exploração industrial ( animais de criação ). como tambem todos os que servem para auxiliar esta e os atos administrativos que representam as despezas e gastos necessarios. DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS NA CONTABILIDADE PASTORIL As contas na Contabilidade Pastoril. Estas contas pódem apresentar lucro ( crédito maior do que o débito ) ou prejuizo ( débito maior do que o crédito ). Dissemos há pouco que não é esta uma Contabilidade dificil porque as ordens de contas que se abrem não são multiplas. Poucas são e variam tambem muito pouco. formadas pelo resultado das operações do exercicio. d) Contas de Lucros e Perdas. nos apresenta duas partes distintas: a) A Receita. E’ bem simples a classificação destas contas e. em que anotamos os gastos efetuados para a obtenção do resultado. . que representa as operações efetuadas pela administração rural. Caraterisam-se tão sómente pela diversidade de nomes com que se apresentam os diversos animais de criação. b) A Depeza. c) Contas das Operações Comerciais. que represnta os valores que constituem o patrimonio inicial da empreza. em que são registradas todas as utilidades produzidas pelos animais. bem como a sua escrituração. b) Contas do Exercicio Pastoril. que compreendem as transações que têm o carater de atos de comercio. Pódem ser por débito ( direitos ) ou por crédito ( obrigações ). dada a classificação que já adotámos de contas da Contabilidade Rural. representando os diversos animais de criação e todas as demais operações acessorias efetuadas para a criação e produção dos mesmos.

— 182 — Apresentamos a seguir o quadro esquematico da classifi-cação ácima. QUADRO ESQUEMATICO DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS NA CONTABILIDADE PASTORIL .

Representa os produtos lanigeros extraidos dos carneiros e outros animais de lã. Representa essa ordem de animais de criação. Representa os cavalos. São contas que usualmente surgem na Contabilidade Pastoril. Joga com o mesmo movimento de débito e crédito de Suinos. bem como pelas despezas de sua manutenção e creditada pelos vendidos ou mortos ou dados. jumentos. Movimento de escrita identico á Suinos. Jogo escritural identico a conta de Suinos. Lanigeros. . cabritos e outros animais da mesma raça. Credita-se por Lucros e Perdas. burros. E’ debitada pela tósa do lã e creditada pela lã vendida. não pretendemos nesta lição definir o fim de cada conta aplicavel na Contabilidade Pastoril. Peles. Representa os animais de lã ( carneiro ). Representa ass cabras. Bovinos. Representa as disversas especis de gado vacum. na importancia correspondente ás despezas gerais. bestas. Esta conta póde ser subdividida em varias classes como Muares. E’ debitada por estas e creditada pelas vemdidas. por ocasião de balanço. Por isso. E’ debitada pelos que prestam serviços e suas depezas de manutenção e tratamento. Suinos. É debitada pelos adquiridos e nacidos. álem das já enumeradas na 1ª Parte. Equideos. Caprinos. etc. Seria pueril afirmar o contrário. eguas. Animais de Trabalho. Representa as peles extraidas dos diversos animais mortos. etc. Lã. Procuraremos tão só mente mostrar a significação de algumas das mais necessarias e carateristicas.— 183 — DAS CONTAS USADAS NA CONTABILIDADE PASTORIL Não é possivel a fixação do numero de contas exigiveis numa Contabilidade. Represnta os diversos animais que são utilizados nos serviços do estabelecimento rural. Escrituração idêntica á de Suínos. Cavalares.

para os estabelecimentos pastoris. queijos. registro de todos os fatos administrativos. E’ nos livros que são registradas e abertas as contas. ). ____ LIÇÃO VI Dos Livros de Contabilidade Pastoril Sumario: . DOS LIVROS NA CONTABILIDADE PASTORIL Os livros de escrituração são os registros das operações efetuadas. pois que são eles que fixam o momento carateristico que imprime mutação nos patrimonios. Rperesenta os couros extraídos dos animais mortos. lição . Movimento identico á conta anterior. o Regis- ________ (1) Ver 1 Parte. Leite. Pódem ser adotados na Contabilidade Pastoril os livros que se fizerem necessarios. Representa o leite fornecido pelos diversos animais ( vacas. Além dos livros citados (1) e que pódem ser usados indiferentemente nas emprezas pastoris ou culturais. A lei não estabelece a obrigatoriedade de livros de Escrituração. o Auxiliar Creações. etc ). Representa por crédito os animais penhorados pela administração e por débito o resgate dos penhores. Idem.— 184 — Couros. Crinas. citaremos como especiais á Contabilidade Pastoril varios outros tais como o Registro de Creaçoes. O seu uso em Contabilidade é indispensavel. São eles que fixam o movimento transacional das aziendas. E’ debitada pelo leite apurado e creditada pelo vendido ou empregado em fabricação de outros produtos ( manteiga.Conceito. etc. Penhor Pecuário. fica a criterio do contador da empreza rural pastoril a adoção dos livros que queira usar em sua Con-tabilidade. Sem eles não se póde fazer a Escrituração – função fundamental da Contabilidade. Por isso. idem. cabras.

Registro de Equideos.Conceito. é ela que se torna o meio economico ( comercial e industrial ) para o fazendeiro apurar lucros ou prejuizos. Deste modo torna . Por isto a conta de Animais é a mais importante das aziendas pastoris. o Registro de Animais que pódem ser subdivididos em Registro de Engorda dos Suinos. Deste modo fica explicada a necessidade dos inumeros livros para Registro dos Animais que costumeiramente são adotados nas emprezas pastoris. Registro de Suinos. _______ LIÇÃO VII Dos Registros de Animais Sumario: . Denominamos pois. Registro de Caprinos. E’ ela que representa os objétos da industria. Registro de Bovinos. Registros de Animais á serie de livros e registros que têm por fim fixar os fatos administrativos: a) Registro de Criações b) Livro de Criações c) Registro dos Animais de Trabalho Registro de Engorda dos Suinos .se patente a necessidade de ter bem contabilisados todos os fatos que afetam direta ou indiretamente os animais. DOS REGISTROS DE ANIMAIS A contabilidade Pastoril tem por escopo precipuo a exploração dos animais. etc. Esta pode ser feita por meio de criações e de explorações dos produtos fornecidos pelas diversas especies animais. Deve-se procurar ter as anotações mais minuciosas sobre tudo que se refira aos animais que formam a riqueza do estabelecimento rural. Especies.— 185 — tro de Animais de Trabalho.

e creditado pelas vendas ou morte. de cada especie de criação. Escrituração. Desse modo deverá haver um “ Registro de Suinos “. Devem ser tantos numa fazenda quantas são as diversas especies de animais que são objéto da exploração.— 186 — DAS ESPECIES DE REGISTRO DE ANIMAIS O livro auxiliar “ Criações “ tem por fim a anotação dos fatos verificados com as diversas especies animais. O “ Registro de Engorda de Suinos “ serve para a anotação dos animais desta especie que se acham no chiqueiro. E’ debitado pelos suinos que são levados á séva e suas despesas. como também demonstra a receita e despesa de cada conta. etc. registrando por débito e crédito as despesas e produtos proporcionados pelos diversos animais. um “ Registro de Bovinos “. para engorda. de acôrdo com os animais que formam objéto da exploração comercial e industrial. Os “ Registros de Criações ” servem para a anotação minuciosa de cada animal isolado. O “ Registro dos animais de Trabalho “ servirá para a anotação dos que são utilisados nos diversos serviços da empreza rural. esclarecendo os débitos ( despesa ) e créditos ( receita ) que produzem.conceito. Modelo. DO LIVRO DE CRIAÇÕES Este livro serve para o registro dos animais de criação das fazendas. e creditado por ocasião de balanço pela importancia das despesas gerais. sendo debitado pelas despesas especiais e valor dos animais. Demonstra a existencia dos animais. e pela apresentação do resultado das operações realisadas. isto é. um “ Registro de Caprinos “. São . _________ LIÇÃO VIII Do Livro de Criações Sumario: . um “ Registro de Equideos “. Nas lições seguintes estudaremos estes livros detalhada e especialmente.

crias. Suinos. que assim apresentará um lucro ou prejuizo. O livro de Criações apresenta varias colunas em cada pa-gina: uma para a Despesa outra para a receita e outras para demonstrar as raças da especie animal.— 187 — elementos componentes da receita dessas contas: carne. classifican-do-se os animais pela raça e especie animal. subtraindo o menor do maior a diferença entre um e outro será o lucro ( se a receita fôr maior ) ou o prejuizo ( se for maior a despesa ). sem modificar o valor total que será verificado por balanço. e. Há pórem dois processos diversos para o jogo escrituracional das contas deste livro: a) O processo mais comum. Apura-se o resultado pelo nosso processo vendo — como ácima —a diferença entre a receita e despesa. sustento. couros. aconselhamos e julgamos melhor é o seguinte. para ilustração. etc. Desse modo apura-se o resultado somando-se o débito ( despesa ) e o crédito ( receita ). trato. Este livro compreende sómente os animais que constituem objéto de exploração. os produtos da exploração. etc ). etc. e escriturar aí no débito o valor da especie animal e suas despesas diversas. pele. Equideos. que constituem o fim das operações dos estabelecimentos agrarios. no crédito. DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO DE CRIAÇÕES Escritura-se este livro em ordem sistématica. leite. segundo o qual basta abrir uma conta para cada especie de criação ( Bovinos. DOS MODELOS DO LIVRO DE CRIAÇÕES Apresentamos a seguir dois modelos de duas contas abertas no Livro de Criações. com a designação da quantidade de cabeças e o valor da especie animal pelo ultimo balanço. Compõem a despesa dessas contas: mortes. bem como a existencia dos animais pela raça. lã. segundo o nosso processo: . Abrem-se tantas contas são estas. No caso de morte ou venda ou nascimento ou compra lançamos como se vê adiante. b) O processo que adotamos. despesas com os empregados.

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E’ um complemento do livro anterior e uma como que biografia de cada especie animal. Aí fazem-se todas as anotações necessarias para nos mostrar a vida do animal. pois devem demonstrar a bíografia de todos os animais. bem como a sua filiação. etc. um Re-gistro para cada especie animal.Conceito.— 189 — LIÇÂO IX Dos Registros de Criações Sumario: . E’ o registro isolado de cada animal. por estes livros nós temos a biografia de cada especie animal não só. Deve-se adotar tantos Registros quantas são as especies de animais de criação. um “ Registro de Caprinos “. Assim dever-se-á ter um “ Registro de Equideos “. Modelo. nascimento ou ganho. ou analiticamente como neste. o preço. Escrituração. morto ou dado ). se foi comprado o preço de compra. Deste modo. Tudo isto na coluna especial de Entrada. DA ESCRITURAÇÃO DOS REGISTROS DE CRIAÇÕES Cômo dissemos ácima devemos adotar um livro. com a apresentação de todos os seus carateristicos. A anotação dos fatos administrativos oriundos dos diversos animais póde ser feita sintéticamente como no livro anterior. desde a sua compra. um “ Registro de Bovinos “. DOS REGISTROS DE CRIAÇÕES Registros de Criações são os registros especiais das diversas especies animais. individuação. etc. terem todos os esclarecimentos. etc. Na coluna para a saída registra-se a data em que se deu esta e por que modo saíu ( se vendido. por especie. Estes livros devem ser bem minuciosos. como tambem de casa animal isolado desde o dia em que entrou para a Fazenda até o em que saiu: .

Não é possivel a uniformisação. para orientação apresentamos a seguir um medelo do REGISTRO DA CRIAÇÃO DE BOVINOS. bastando tão somente fixar os carateristicos peculiares a cada animal. Não obstante.— 190 — DOS MODELOS DO REGISTRO DE CRIAÇÕES Os modelos variam de animal para animal. Baséia-se na natureza. Por esse modelo qualquer contador organisará o “ Registro “ de que necessitar. . carateristicos e vantagens de cada especie animal e raça.

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O que apresentamos é o que se nos afigura mais facil e tão eficiente quanto os que mais o sejam comportando ainda sub-titulos conforme a especie de animais. Escrituração. pois. os livros destinados á escrituração de todos os fatos administrativos que afetam os animais destinados ao trabalho das fazenda. Ha os que têm este destino ( exploração industrial e comercial ) e os que são destinados ao trabalho dos campos. E’ para a escrituração das despesas cm estes animais e para o registro dos lançamentos de crédito ( valor do trabalho animal ) que nos utilisamos deste registros.— 192 — LIÇÃO X Do Registro dos Animaes de Trabalho Sumario – Conceito. DO MODELO DO REGISTRO DOS ANIMAIS DE TRABALHO Ha varios modelos usados. DO REGISTRO DOS ANIMAIS DE TRABALHO Nem todos os animais são destinados á criação. Apresentamos o modelo de uma conta escriturada neste livro: . Registros dos Animais de Trabalho são. Modelo. nas fazendas.

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Abre-se uma em cada pagina uma conta para cada especie de animal usado nos serviços da administração e aí escritura-se no débito toda despesa com manutenção.— 194 — DA ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DOS ANIMAIS DE TRABALHO O modo de escrituração deste Registro é bem simples e obedece aos mesmos principios da escrituração dos livros anteriores. Avaliação do esterco. No crédito escrituram-se os lançamentos refentes á produção do esterco animal. e seria um maior serviço sem resultado eficiente.Conceirto. _____ LIÇÃO XI Do Registro do Esterco e Adubos Sumario: . Adubos são produtos quimicos ou naturais que servem para dar novas propriedades de fertilisação ao sólo.. Erros. Alguns aconselham dár um valor ao trabalho prestado pelos animais. Escrituração. Por ocasião de balanço saldam-se as despesas por Lucros e Perdas. trato. O registro de que agora tratamos serve para registrar estes produtos. afim de tambem ser contabilisado. ordenados aos empregados encarregados dos mesmo. DO REGISTRO DE ESTERCO E ADUBOS Esterco são produtos excrementicios fornecidos pelos animais e que têm força fertilisante energica. Modelo. etc. São ambas contas de resultado ( o trabalho do animal valorisado e as despesas com a sua manutenção ). mas que julgamos ociosa. E’ uma cousa natural. É necessario para a sua contabilisação que se dê um valor monetario aos estercos e adubos. Conferencia.. Este registro é de escrituração simples: por débito e crédito sómente. .

= 0. que negociam estes adubos quimicos. potassio e acido fosforico. para sulfato de potassio e super-fosfato 200 réis.42 x 200 = 84 rs Portanto cada 100 kg. No caso presente tomamos para 1 quilograma de adubo quimico que contém azoto — salitre de Chile — o preço de 400 réis. 1.90 az. o kg. 25. .Wolf cada 100 kg. neste caso.42 de acido fosforico e para acharmos o valor em dinheiro temos: Azotto Potassio Acído fosf. pag. de esterco de Curral contém 0. Uma vez conhecidas estar partes ácima referidas podemos calcular o seu valor em dinheiro comparando com o preço de um kilograma do adubo quimico correspondente.— 195 — DA AVALIAÇÃO DO ESTERCO JOSE’ WALTZL. a $500. Rio de Janeiro. de esterco de curral representa.040 x 200 = 208 rs. = 0. cujo preço facilmente podemos conhecer pelas casas comerciais. o kg. para acharmos o seu valor em dinheiro precisámos primeiramente saber quais as substancias componentes do mesmo esterco e pricipalmente em relação ao azotto.000 kg. salvo nas imediações de cidades.04 de potassio 0. substancias mais importantes para a nutrição das plantas. 1929. o valor de 650 réis o que corresponde a 1. _________ (1) “ GUIA para a Contabilidade Agricola “. = 1.90 x 400 = 360 rs. Bem assim na média segundo E. nos ensina como devemos atuar para avaliar eficazmente o valor do esterco produzido pelos animais: (1) “ Sendo o esterco do curral em geral um produto que não representa valor no mercado.

Quando a conta receber nos lhe debitamos. Por este processo a qualquer momento temos a certeza da quantidade de esterco produzido. com os mesmos carateristicos. a quantidade vendida e a existencia.— 196 — DA ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DE ADUBOS E ESTERCOS Compõem-se este livro de uma coluna para data. quantidade saida. outra para historico. bem como os resultados. uma seção para estercos ( com os carateristicos: quantidade entrada. valor ) e outra para adubos. valor. será creditada. Quando fornecer. .

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. lição XXXV. DOS ERROS NO REGISTRO DE ESTERCO E ADUBOS Os erros que surgirem neste Resgistro deverão ser corrigidos pelos mesmos principios ensinados na 1ª Parte.— 198 — DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE ESTERCO E ADUBOS Confere-se este livro pela sua conta correspondente no Razão. O saldo desta deve conferir com a diferença entre a Entrada de Estercos e Adubos e a Saída de ambos.

PARTE TERCEIRA DA CONTABILIDADE CULTURAL .

I CAPITULO DAS EMPREZAS CULTURAIS .

Surgiram. como já vi-mos. Da administração DAS EMPREZAS CULTURAIS Denominam-se Emprezas Culturais ás organizações eco-nomicas agrarias destinadas á cultura dos campos. é. Não obstante a industria Pastoril ser uma das nossas maiores fontes de riqueza. cereais. As emprezas rurais destinadas á plantação dos campos pódem ser consideradas como uma das primeiras manifestações produtoras do homem. Como sabemos os povos primitivos viviam da colheita dos frutos e raizes que a natureza lhes fornecia. ela pe. pórem. economica. Por isso é indispensavel que se deixe de estudar a Contabilidade aplicada nas aziendas. Deste modo vemos que desde os primeiros tempos a agricultura se fez sentir de grande necessidade. a plantação de cereais e outros produtos do sólo ( agricultura ) e muito mais tarde a industria piscicola e outras. . essas primitivas modalidades industriais que são a criação de a animais ( industria pastoril ). então. Só mais tarde sentiram êles a necessidade de cultivar esses elementos indispensaveis á manutenção de suas energias vitais. a cultura da terra que quasi sustenta a nossa economia. etc. um dos seus esteios. raizes.LIÇÃO I Das Emprezas Culturais Sumario:-Conceito. país agrario por ecelencia. Suas Operações. Ocupamse esses estabelecimentos da produção dos alimentos ( frutos. bem como da caça e da pesca. No Brasil. ) indispensaveis á manutenção da vida hu-mana.

DA ADMINISTRAÇÃO ECONOMICA DAS EMPREZAS RURAIS A administração ecomonica das emprezas agrarias culturais obedece aos mesmos principios aplicaveis ás demais emprezas economicas. DAS OPERAÇÕES DAS EMPREZAS CULTURAIS Na multiplicidade dos fatos administrativos oriundos das operações das empresas culturais podemos distinguir duas ordens de operações especiais: a) Operações técnicas. ). colheita. São operações técnicas ou industriais as que têm por fim as operações destinadas á produção rural. para a Contabilidade Pastoril quanto para a Cultural. a venda dos produtos. reportamos o leitor á 1ª. cobranças. Parte. pois sabemos ser esta ciencia uma das bases indispensaveis á toda boa organisação economica. compra de materiais. como são os mesmos principios tanto. capina. lição — onde tratamos em tése desta materia. etc. citaremos. Como exemplos de operações comerciais dos estabeleci-mentos agrarios culturais. emprestimos. São exemplos de operações técnicas todos os trabalhos de lavoura ( derribada de matas. etc.— 204 — destinadas á cultura dos campos. plantío. Operações comerciais são as que ocupam das transações mercantís entre a empreza e seus freguezes ( correspondentes ). originando as diversas situações jurídicas da empreza para com as pessoas. E. b) Operações comerciais. limpa. .

no sentido usualmente empregado. quando uma pessôa céde um predio rustico a outra. se houver alienação do imovel dado em parceria. Disposições legais. de acôrdo com o nosso direito das obrigações o contrato de Parceria Agricola só poderá ser rescindido mediante aviso prévio de seis mêses. Na primeira ipotese. A Parceria Agricola é geralmente contratada por prazo que depende varialvelmente do tempo necessario para uma cultura produzir.Conceito. . mediante repartição convencional dos frutos apurados. E’ uma expressão que poderá dar á primeira vista a entender de que se trata unicamente de predios ou construções. o adquirente fica subrogado nos direitos e deveres do alienante até conclusão do contrato.— 205 — LIÇÃO II Da Parceria Agricola Sumario: . repartindo-se os frutos entre as duas. E. A definição ácima emprega a expressão restrita de “ predio rustico “ para designar no seu sentido juridico uma fazenda ou terras para cultura. na proporção que estipularem “. mas o adquirente deverá esperar pela colheita futura que fôr resultado do trabalho do colono. para ser por esta cultivado. á Parceria Agricola se aplicam as regras de locação de predios rusticos. Mas póde se dar tambem a parceria por prazo indeterminado. Como uma modalidade de contrato de locação que é. Quando por prazo indeterminado a Parceria Agricola se desfaz com a alienação do imovel. DA PARCERIA AGRICOLA Segundo a definição do artigo 1410 do nosso Codigo Civil. O fim do contrato de Parceria Agricola é o direito que o proprietario transfere ao seu parceiro de cultivar os seus campos. “ dá-se a parceria agricola. comquanto ela signifique ímoveis rusticos.

lição. Disposição legais. 1. eceto se estes deixarem adeantados trabalhos de cultura.1. ( Codigo Cívil.— 206 — Pódem effectuar contracto de Parceria Agricola todas as pessoas que forem livres proprietarios dos seus bens immoveis ruraes. ficando subrogado o adquirente nos direitos e obrigações do alienante.411 ). (Idem art. ( Idem. não se. _______ LIÇÃO III Do Penhor Agricola Sumario: . se os não assumir expressamente.414). DO PENHOR AGRICOLA Penhor Agricola é o contrato que se efetúa sobre bens pertencentes aos estabelecimentos agricolas ( emprezas culturais ). artigo 1.412 ) c) A Parceria Agricola não passa aos herdeiros dos constratantes. álem de outros que poderão ser estabelecidos pela partes contratantes: a) O parceiro incumbido da cultura não responderá pelos encargos do predio. ) d) Aplicam-se este contrato as regras da locação de predios rusticos. incluindo neste caso os arrendatarios.415). DAS DISPOSIÇÕES LEGAES SOBRE PARCERIA AGRICOLA São dispositivos expressos estabelicidaos pela nossa legislação sobre o contrato de Parceria Agricola.413. (1). 1. _________ (1) Ver 1 parte. b) Os riscos de caso fortuito ou força maior correrão em comum contra o proprietario e o parceiro ( Idem. Art. artigo 1. caso em que durarão quanto baste para se ultimar a colheita ( Idem art. e) A Parceria Agrícola subsiste quando o predio for alienado.Conceito. .

produtos. Como dissemos atrás (1). colheitas pendentes. ou beneficiados e acondicionados para a venda. Art. preparada para o córte. quer resultem de prévia cultura. alambiques. estabelecendo os seguintes principios: Art. em ser. ulteriormente prorogavel por seis mêses. Aliás. pois este só póde ser efetuado sobre bens moveis. citam-se as maquinas. não se poderá. DAS DISPOSIÇÕES LEGAIS SOBRE PENHOR AGRICOLA O nosso Codigo Cívil regula o contrato de Penhor Agricola. pena de nulidade. sobre êle constituir penhor agricola. 783. III — Frutos armazenados. quer de produção expontanea do sólo. esta modalidade do Penhor é como o denominam os juristas “ Uma degenerecencia do contrato de Penhor ”. não obstante classificar desse modo a Parceria Rural. II — Colheitas pendentes ou em via de formação no ano do contrato. por este dada no proprio instrumento de constituição do penhor. IV — Lenha cortada ou madeira das matas. no Capitulo em que deste assunto tratamos o nosso Codigo Civil (art 781 e seguintes) não faz a distinção que aqui salientamos: entre Penhor Agricola e Pecuário. — Se o prédio estiver ipotecado. Dentre os bens agricolas sucetiveis de Penhor. _________ (1) Ver 1 parte lição . — O penhor agricola só se póde convencionar pelo prazo de um ano. 782. Nesta modalidade de Penhor a tradição real não é da sua essencia. sem anuencia do credor ipotecario.— 207 — O Penhor Agricola póde ser efetuado não só sobre bens moveis como imoveis. etc. Art. 781 – Pódem ser objéto de penhor agricola: I — Maquinas e instrumentos aratorios ou de locomoção.

II CAPÍTULO DA CONTABILIDADE CULTURAL .

O registro das operações comerciais compreende o dos fatos que se ocupam com a parte propriamente mercantil do estabelecimento cultural. bem como o resultado dos diversos exercicios. desmonstrando assim a utilidade e maior vantagem na exploração de determinadas culturas. O registro das operações ténicas compreende toda a ordem de fatos administrativos que têm por fim a produção rural. contróle e registro dos atos e fatos da administração das aziendas agrarias destinadas á cultura dos campos. b) Operações comerciais. A Contabilidade Cultural nos demonstra a todo e qualquer momento as variações que sofrem os diversos bens patrimoniais. Escrituração cultural. Por isso. bem como o resultado que provém dessas variações. DA CONTABILIDADE CULTURAL Contabilidade Cultural é a especialisação da Contabilidade Rural que tem por fim o estudo e prática das funções de orientação. .LIÇÃO IV Da Contabilidade Cultural Sumario – Conceito. as suas operações economico-administrativa pódem ser de duas ordens: a) Operações técnicas. Ela tem por fim a anotação de todas as operações produtoras e comerciais das emprezas agrarias culturais.

Exemplificação. as variações que estas sofrem bem como a origem dessas mutações. Esquema. Tambem nos fornece a Escrituração Cultural os elementos indispensaveis para a apuração dos resultados (bruto e liquido) das operações realisadas. Como as contas da Contabilidade Pastoril. DAS CONTAS NA CONTABILIDADE CULTURAL As contas são os registros dos fatos administrativos da mesma natureza.E’ nas contas que se assenta todo o edifício contável.— 212 — DA ESCRITURAÇÃO CULTURAL A Escrituração Cultural tem por fim. Servem para demonstrar o estado economico de todos os bens movimentados. como tambem o de todos os fatos efetuados nas aziendas agrarias. as contas culturais se compõem de duas seções distintas: a) Receita b) Despeza Na receita (crédito) são escriturados os rendimentos .Conceito. na Contabilidade Cultural. Classificação. Elas demonstram não só o movimento das culturas. bem como os resultados das transações efetuadas. o registro grafico de todas as operações dos estabelecimentos agrarios culturais. Ela nos demonstra não só o resultado das transações efetuadas num período de funcionamento. E’ um sistema de funções que serve para nos demonstrar o resultado estatistico e economico de cada valor movimentado nas emprezas culturais. como também o estado especifico e econômico de cada conta. denominado exercício. bem como a apuração do custo real de cada produto em exploração ______ LIÇÃO V Das Contas na Contabilidade Cultural Sumario: .

por ser assunto já por nós estudado em nosso 1º volume “CONTABILIDADE GERAL”.— 213 — proporcionados pelas cousas que as contas reprsentam. elementos. lição XXIX e seguintes. Interessa-nos agora a classificação das contas sob o aspeto técnico. todas as utilidades produzida. segunda edição. 1929. lição as contas na Contabilidade Cultural pódem ser classificadas do mesmo modo que as da Contabilidade Pastoril. métodos de escrituração e demias carateristicos das contas são identicos e sempre os mesmos em qualquer que seja a especie de administração (pública ou privada). Segundo a classificação já adotada por nós na 1ª Parte. escrituracional. em qualquer que seja a especialidade da azienda rural (pastoril ou cultural) DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS NA CONTABILIDADE CULTURAL As contas na Contabilidade Cultural pódem ser classificadas de diversos modos. Na despeza (débito) são anotados os gastos feitos com as diversas contas. Cientificamente nos excusamos de apresentar as diversas classificações. confórme o aspéto sob o qual são encaradas. vantagens. Apresentamos a seguir o quadro esquematico da classificação das contas na Contabilidade cultural: . Os carateres modelos.

— 214 — ESQUEMA DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS DA CONTABILIDADE CULTURAL .

Estas contas representam o registro sintético de todas as operações com as culturas especialisadas da fazenda. algumas das principais contas usadas na Contabilidade Cultural. Beneficiamento. bem como para ensacamento dos produtos já beneficiados prontos para a venda. _______ LIÇÃO VI Dos Livros na Contabilidade Cultural Sumario: . sintético ou analitico de todas as operações dos estabelecimentos administrativos. Esta conta representa o conjunto das pequenas culturas da empreza agraria. Classificação. “Cultura de Batata”. “Cultura de Açucar”. “Cultura de Laranjas”. “Cultura de Cana”. tais como “Cultura de Café”. Sacaria.— 215 — DAS CONTAS DA CONTABILIDADE CULTURAL Como quando tratámos da Contabilidade Pastoril vamos definir agora. Conforme a cultura que se quizer anotar especialmente esta conta póde receber diversas denominações. Representa a mesma cousa que a conta anterior. “Cultura de Feijão”. poderemos citar detre varias as seguintes: Contas de Cultura. “Cultura do Trigo”. Representa os sacos utilisados para colheita. Representa as despezas com as maquinas de beneficio dos produtos colhisdos. etc. Estes servem para o registro cronologico. “Cultura de Arroz”. “Cultura de Bananas”. “Cultura de Milho”. Culturas diversas. Registro Cronologico é o que serve para a escrituração . onde são registrados a sua receita e despeza.Conceito. Pequenas Culturas. Além das contas comuns á Contabilidade Pastoril. Enumeração DOS CULTURAL LIVROS NA CONTABILIDADE Como sabemos as contas são escrituradas nos livros de contabilidade.

do Ponto. DA CLASSIFICAÇÃO DOS LIVROS NA CONTABILIDADE CULTURAL Os livros de escrituração pódem ser classificados de inumeros modos. Exemplo: O Razão. Serviços de Capitalisação. o Borrador. Quanto a outras classificações. de Armazem. do Paiol. ou. de Beneficiamento. Culturas Diversas. . Razão. Livro de Armazem. Titulos a Receber. mês e ano. Registro Sintetico é o que serve para a anotação sumaria contábil das operações com as diversas contas. Imoveis. detalhando tudo. Caixa. e a Pagar. o Borrador. Maquinas Agrarias. Exemplo: O Diario. Devem demonstrar o mais claramente possivel todas as particularidades que chegam a afetar o patrimonio. ver a 1ª Parte deste volume. etc. lição XXXII. dentre outros. Contas Correntes. lição XXXII e seguintes. Registro Analitico é o que escritura os livros com todas as minudencias. Cultura de Café. para melhor especialisação o nosso 1º volume (CONTABILIDADE GERAL). 2ª edição. conforme o aspéto sob qual o queiramos encarar. ALGUNS LIVROS DA CONTABILIDADE CULTURAL Os livros principais que usualmente aparecem na Conta-bilidade Cultural são. etc. especificando. sob o ponto de vista contábil. Diario. e seguintes. Mas os livros de escrituração são adotados na Contabilidade Cultural – como em todas as contabilidades especiais – de acordo com as necessidades da administração. etc. Exemplo: Contas Correntes. Animais de Trabalho. Uma das classificações mais interessantes já demos ácima.— 216 — de todas as operações por ordem de data: dia. de Colonos. ordem e regularidade de serviços.

do que são característicos da Contabilidade Cultural. etc. Mo- DOS REGISTROS DAS CULTURAS Servem estes livros para a anotação de todas as despezas com as diversas culturas. delos. _______ (1) pag. “Cultura de Algodão”. Alguns autores nos aconselham (1) a conveniencia de utilisarmos tres livros de Café. Necessidade. confórme a cultura que se tem em vista. Escrituração. isto é. 1922 . tais como: Registro de “Cultura” de Café. do sexto ano em diante. b) Periodo de Transição. Parte estudaremos sómente os que ainda não foram por nós estudados. para ao final se saber o resultado positivo proporcionado. em que se acha o cafezal formado e a sua produção uniforme. tendo em vista os tres periodos por que passa a respetiva cultura. Cada um destes livros servirá para a escrituração de todas as despesas com a respetiva cultura. diferentes para cada fase da cultura desse produto. quando começam os caféeiros a produzir. c) Periodo de franca Produção. Assim é que pódem ser constituídos por varios livros. e de toda a receita proporcionada. afim de demonstrar o custo real desta. desde o preparo do terreno até á colheita. Estes Registros pódem ser diversos. Corresponde á contas de “Culturas” de que falámos há pouco e têm a mesma função daquelas.17 Jose Waltzl: “ Guia pa a Contabilidade Agricola” Rio. compreendendo o quarto e quinto ano. ______ LIÇÃO VII Dos Registros das Culturas Conceito. como sejam: a) Periodo de Instalação que abrange os tres primeiros anos da cultura e só apresenta despezas. “Cultura de Fumo”.— 217 — Nesta 3ª.

Beneficiamento. DA NECESSIDADE DOS REGISTROS DE CULTURAS Estes Registros apresentam grande vantagem pois demonstram a vida economica de cada cultura desde o inicio de sua plantação até aos seus derradeiros frutos. DA ESCRITURAÇÃO DOS REGISTROS DAS CULTURAS A escrituração destes livros afim de demonstrar cabalmente todas as minudencias ocasionais ou necessarias nas diversas culturas. que são mais ou menos as diversas fases que passa a produção agricola. plantío. menos trabalho e menos tempo e alcançam um preço vantajoso no mercado. como tambem para a verificação das despezas necessarias em cada ordem de cultura. de cultura que êle pretende rperesentar e se ocupar. Eles demosntram assim as culturas mais vantajosas ( que requerem menos despeza. Limpa. Capina. Coroação. Semeadura. Colheita do Ano. Não obstante.— 218 — Não vemos grande vantagem nessa tripartição que servirá sómente para aumentar serviços que um único livro poderá fazer facilmente. ou que demoram a produção. Vendas. Deverá . Por isso devemos abrir um sub-titulo para cada ordem de despezas da cultura que temos em mira. São imprecindiveis não só para a apuração do custo real dos produtos cultivados. DOS MODELOS ODS REGISTROS DAS CULTURAS Os modelos destes livros variam de acôrdo com a especie. tem necessidade de ser analitica. Adubação. Conservação. não deixa de ser interessante este sistema. etc. desde as iniciais até ás finais. necessitam inumeros gastos n s compensam eficazmente). e aí debitar e creditar todos os fatos administrados que se lhes refiram. Dentre os sub-titulos mais usados nestes livros citaremos: Preparo do terreno.

sendo destes transferida para a colheita futura.— 219 — ser riscado de acôrdo com os meios práticos para demonstrar mais eficazmente os resultados que se deseja. . Vamos apresentar abaixo duas paginas de um “Registro da Cultura de Café “. aonde são registradas a receita e a despeza de cada cultura. O modelo é simples e se compõem de duas seções: débito e crédito. nos respetivos exercicios. afim de orientar os leitores.

— 220 — .

As culturas efetuadas com fins comerciais. Modelos. para aproveitamento de alguma área disponivel. As culturas efetuadas para satisfação das necessidades particulares ou gerais da fazendas devem tambem ser incluidas na receita destas. DA ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DE CULTURAS DIVERSAS A escrituração do Registro de que tratamos é tambem analitica. Escrituração. De modo que neste livro compreende varias culturas secundarias. DA NECESSIDADE DO REGISTRO DE CULTURAS DIVERSAS Não obstante este livro registrar sómente as culturas sem fins comerciais ou industriais. Nêle não devem ser incluidas as pequenas culturas que são efetuadas com carater comercial e usualmente. Sómente as que se destinam a suprir a empreza agraria.— 221 — LIÇÃO VII Do Registro de culturas Diversas sumario: — Conceito. milho. ou sem carater comercial. Daí a necessidade do Registro de Culturas Diversas. batata. Necessidade. ele se nos apresenta de grande importancia. isto é. DO REGISTRO DE CULTURAS DIVERSAS Este livro serve para registrar a receita e a despeza relativas ás pequenas culturas da fazenda. etc. Para isso abrimos em cada pagina um titulo para cada especie de cultura secudaria (arroz. Lançamos no débito as despezas . que não são objéto de renda para a empreza rural. Comumente só incluimos neste livro as culturas efetuadas para o consumo do estabelecimento agrario. conforme os principios que expruzemos na lição precedente.) e a esta. devemos registrar em livros especiais. por débito e crédito lhe fazemos o registro dos fatos que se lhes refiram.

que se abra — em vez de um titulo para cada cultura — um titulo para a cultura de cada ano. E’ de bôa norma contábil. se-fôr efetuada alguma. transferindo-se sempre para o ano seguinte o saldo das despezas do ano anterior. No crédito fazemos os lancamentos do consumo da colheita e da sua venda.— 222 — efetuadas com a cultura. bem como o valor do produto colhido. de que acabamos de tratar: . DOS MODELOS DO REGISTRO DE CULTURAS DIVERSAS Segundo as idéias ácima explendidas e de acôrdo com a necessidade prática apresentamos a seguir um modelo de conta aberta no Registro de Culturas Diversas. Deste modo se terá um resultado mais positivo do exercicio.

— 223 — .

DO LIVRO DO BENEFICIAMENTO Como o nome está indicando este livro serve para o registro analitico de todos os produtos agricolas que se destinam ao beneficiamento.etc. Modelos. E’ deste livro que passamos por transporte os produtos beneficiados para o Livro Celeiro que — como adiante veremos — é o registro dos produtos já benefiados. Denomina-se Beneficiamento ao preparo dos produtos agricolas colhidos. Escrituração.— 224 — LIÇÃO IX Do Livro do Beneficiamento Sumario: — Conceito. Ele demonstra as quantidade de produtos que póde ser preparada diariamente. nem consumidos após a colheita. as despezas que o beneciamento requer em cada specie de produtos e a quantidade de produtos já beneficiados e por beneficiar. Deste deposito é que são transferidos para o celeiro ou paiol. Necessitam de prévio preparo. ou tecidos pretetores. milho. Há certos produtos na agricultura que não pódem ser postos á venda. DA NECESSIDADE DO LIVRO DE BENEFICAMENTO Este livro que não é ainda muito usado nas fazendas do nosso país apresenta para nós grande importancia.). A este livro corresponde um deposito aonde são recolhidos e guardados os cereais por beneficiar. após o beneficiamento. . Este póde ser efetuado manual ou mecanicamente e se ocupa ora da separação das sementes ou grãos dos seus envolucros naturais (café. prontos para a venda ou consumo. quer para sua conservação. arroz. Necessidade. quer para lhes retirar principios anti-vitais. óra da seleção de tipos (café. etc).

ou para o débito do respetivo sub-titulo no Livro de Cultura a que corresponder. devidamente escriturada: . aberta neste livro. por ocasião de balanço elas (que representam o saldo da conta) devem ser transferidas para o débito da conta respetiva no Registro de culturas Diversas. por crédito os produtos já beneficiados e transferidos para o celeiro ou paiol. DOS MODELOS BENEFICIAMENTO DO LIVRO DE Apresentamos o modelo de uma conta. Abre-se nele uma conta para cada especie de produto a beneficiar existente no deposito de produtos para beneficio e.— 225 — DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO DO BENEFICIAMENTO A Escrituração deste livro é efetuada em ordem analitica. As despezas com o benecifiamento dos cereais e outros produtos são debitadas na sua conta respetiva e.

Escrituração. sem necessitar de contagem. E’ costume nos estabelicimentos rurais se destinar um compartimento ou quarto para cada especie de produto. Necessidade. Modelos. ele demonstrará. Este livro é o fiscal do fazendeiro. de inventariação. Demonstra além do mais a existencia verdadeira dos produtos para venda e comsumo.— 226 — LIÇÃO XI Do Livro Celeiro Sumario: — Conceito. A ele se aplica tudo o que temos dito sobre o Livro de estóque ou de Armazem. Tulha ou Paiol ao compartimento ou compartimentos destinados nas fazendas aos produtos já átos para entrega ao consumo. Livro Celeiro é o que se destina á anotação dos produtos entrados e saídos do celeiro ou paiol. e é escriturado da mesma maneira que este (1). como a existencia pelos diversos tipos representativos. e preenche os mesmos fins. DO LIVRO CELEIRO Denomina-se Celeiro. Este livro tem a mesma função do livro de Armazem ou Stóque. na conta de Café não só a existencia atual deste produto armazenado (emtrada e saída). por exemplo. Assim. pela comprovação e jogo de parcelas das suas contas com os livros especiais de culturas ou com as diferentes contas do Registro de Culturas Diversas. DA NECESSIDADE DO LIVRO CELEIRO E’ inutil insistir na imprecindibilidade deste livro. lição . Ele acusa os erros e as fraudes que porventura ocorrram. (1) Ver 1 Parte. Ademais é um fiscalisador dos demais livros. usado nas casas comerciais.

O seu registro tambem é analitico. para bem preencher o seu fim. decer a minucias. porém. E’ dividido em contas. respetivamente. são escrituradas as entradas e saídas. por débito e crédito. DOS MODELOS DO LIVRO CELEIRO Apresentamos a seguir o modelo de uma pagina do livro Celeiro escriturado: . representando os diversos produtos. Nestas contas.— 227 — DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO CELEIRO Este livro deve ser escriturado cuidadosamente. Deve.

— 228 — .

saem eles ainda agora com a ortografia antiga. desde a 1ª edição os “clichés” das tabélas.Devido estarem prontos. .

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