TRN/TITULO 1/1 BR 3300023 E15/B/M/V CARNEIRO, J.; CARNEIRO. E. TRATADO DE CONTABILIDADE V. 3. CONTABILIDADE RURAL 2. ED. [NP] (BRAZIL) 1933 228 P.

(PT) ADMISTRAÇÃO RURAL; CONTABILIDADE

TRATADO
DE

CONTABILIDADE
POR

JUVENAL CARNEIRO
E

ERYMA CARNEIRO
Diretor da Contabilidade do Estado de Minas; advogado; Professor de Contabilidade

VOLUME III

CONTABILIDADE RURAL
2.ª EDIÇÃO

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CALVINO FILHO E D I T O R

I CAPITULO

DA CONTABILIDADE RURAL

tambem é denominada Agraria.) a Contabilidade aí aplicada será considerada publica. isto é. emprezas rurais do governo (fazendas modelos. de experimentação. Estabelecimentos rurais ou agrarios são todos aqueles que são localisados nos campos e que têm por fim a exploração das terras (agricultura stricto-sensu) ou a creação de animais (pecuaria). vol. Contabilidade Rural ou Agraria. DA CONTABILIDADE RURAL OU AGRARIA A Contabilidade Rural. porém. edição. DA CONTABILIDADE RURAL Contabilidade Rural é a especialisação da Contablidade que se ocupa dos atos e fatos administrativos das emprezas rurais. 2ª. 1929. pois que os estabelecimentos agrarios são via de regra instituições particulares. A Contabilidade Rural. Outros preferem dar-lhe a denominação de Contabilidade Agricola. etc. 31. de acôrdo com a nossa divisão da Contabilidade (1) póde ser Publica ou Privada. Sua extensão. de empreza agraria publica. . Principalmente os autores da lingua por- (1) Ver “Tratado de Contabilidade”. pag. campos de sementes. I. Rio de Janeiro. Geralmente é Privada. Quando se tratar.LIÇÃO I Da Contabilidade Rural Sumario: — Conceito.

— 22 — tugueza. Ao passo que pela expressão Rural ou ainda Agraria tanto se compreende aquela como a Contabilidade Pastoril ou Creacional e as diversas industrias rurais. Deste modo pensamos bem claro deixar o sentido das . mais particularisam um dos ramos da vida rural. A expressão Contabilidade Agricola não nos dá uma idéa bem nitida da compreensão enorme deste vasto ramo da ciencia contabilistica. ora a creação de animais e ainda a transformação de alguns produtos do campo em novas utilidades (industrias rurais). As expressões agricola. e a cultura dos campos (fazendas mixtas). Essa ultima expressão porém não a julgamos perfeitamente clara. Deste modo apurando-se bem o sentido dessas expressões poderemos formular as seguintes conclusões: a) Por Contabilidade Agraria ou Rural entende-se o estudo da Contabilidade aplicada a todos e quaisquer estabelecimentos dos campos. Contrariamente: As expressões contabilidade Rural e Contabilidade Agraria compreendem muito mais amplamente o movimento dos estabelecimentos rurais. d) Por Contabilidade Cultural entende-se a que se ocupa das operações dos estabelecimentos que têm por fim a cultura dos campos (lavoura).). Pelo menos este é o sentido etímologico da palavra. comquanto designem o objeto de estudo. que é a cultura dos campos. Por Contabilidade Agricola podemos entender a que se ocupa das operações atinentes aos estabelecimentos rurais sómente dedicados á cultura (lavoura) dos campos (Agricultura propriamente dita). aves. c) Por Contabilidade Pastoril ou Creacional compreender-se-á a aplicada ás emprezas rurais que têm por fim a creação de animais. etc. b) Por Contabilidade Agricola entender-se-á a aplicada ás operações das pequenas aziendas rurais que se dedicam concomitantemente á creação (de animais. todas as diversas modalidades de emprezas que têm por fim ora a cultura dos campos. agricultura.

para que bem estudado e mais clara e amplamente fique este assunto. dividimos o presente trabalho em tres partes. estancias. cooperativas e sindicatos agrarios. tais como fazendas de plantação e creação. Principalmente em paizes agrarios como o são os do Novo-Mundo e muito especialmente o Brasil. Estas duas ultimas partes se ocuparão tão sómente dos principios especiais a cada uma delas. estudando na primeira as noções fundamentais e indispensaveis de Contabilidade Rural — bem como noções imprescindiveis de Economia Agraria — e as principais questões que interessam ao estudo contabilistico das emprezas rurais. Na Parte III estudaremos os estabelecimentos agrarios culturais. industrias rurais. pois. . Tem pois uma importancia indiscutivel. que o estudo deste ramo da Contabilidade é complexo. todas as emprezas subordinadas á vida rural. não mais dando azo a confusões. bancos e caixas rurais. etc. um papel multiforme e vasto. E. Ela compreende todos os estabelecimentos agrarios. DA EXTENSÃO DA CONTABILIDADE RURAL Pelo exposto notamos a estensão vastissima que abrange a Contabilidade Rural. Na Parte II estudaremos as emprezas pastorís (Contabilidade Pastoril). Vê-se logo.— 23 — diversas expressões empregadas neste livro.

juridico e financeiro da azienda agricola ao começar o exercicio. Ela não é só necessaria sob o ponto de vista economico e administrativo mas tambem moral. os valores existentes. Anotando tudo o que se ocorre com as diversas emprezas agrarias. DO OBJETO E FINS DA CONTABILIDADE RURAL O papel da Contabilidade Rural — como de toda a ciencia contábil — é sobremodo saliente. A bôa ordem e regularidade são elementos de real importancia em toda administralção. E é a Contabilidade quem melhor nos fornece os meios necessarios para conseguir aqueles requisitos. Refutações. Necessidade e vantagens. Objeções. diminuição ou transformação de valores) e) A demonstração de quais foram as contas afetadas pela gestão administrativa e em que consistiram essas transformações. bem como o seu resultado final (lucro ou prejuizo). uma Contabilidade Agraria bem organisada nos demonstra a vida evolutiva da empreza administrada. Mas é imprescindivel que a contabilisação dos fatos da entidade ad- . b) As modificações operadas pelos fátos administrativos realisados (aumento. e o movimento de numerário. a Contabilidade Rural nos apresenta ao mesmo tempo: a) O estado economico. Escrituração Rural. os débitos e créditos. Por isso é de enormes vantagens. DA NECESSIDADE E VANTAGENS DA CONTABILIDADE RURAL Pelo que dito ácima ficou.LIÇÃO II Da Contabilidade Rural (Continuação) Sumario — Objéto e fins. isto é. Requisitos ecenciais. d) O resultado de cada objéto da exploração rural.

Desse modo ela orienta o fazendeiro ministrando-lhe as informações indispensaveis para a produtividade de sua empreza. Ela é a unica apta a nos demonstrar quais series de operações nos darão lucros. DA ESCRITURAÇÃO RURAL Como parte integrante e indispensavel a toda Contabilidade. nos demonstração claramente o caminho a adotar. livros. a Escrituração deve obedecer a uma concepção essencialmente prática e eficaz. Principalmente em se tratando de estabelecimentos agrarios onde os fátos administrativos oriundos. afim de se poder escolher o que melhor se coadune com a natureza das diversas emprezas agrarias. sem Contabilidade a sua gestão permanecerá aeria. Para isto o estudo que iremos fazer adiante dos métodos de escrituração. DOS REQUISITOS PARA UMA BÓA CONTABILIDADE RURAL A organização perfeita de um sistema contábil a seguir. Como uma das partes mais importantes da Contabilidade. quais no-los não darão. a Escrituração. Mas. E os prejuizos serão inevitaveis. que nada mais é do que o registro dos fatos administrativos de uma azienda. etc. é questão essencial para a administração e não é das mais fa- . A Contabilidade Agraria demonstrando-nos o movimento dos estabelecimentos rurais é pois. a Escrituração tem papel importante na demonstração prática dos resultados das gestões das emprezas rurais. E a debacle final como resultante da descontabilização. das contas. Por isso é de grande necessidade estudarem-se os diversos métodos de registração contábil. a arte de escrever em bôa ordem nos livros apropriados todas as transações efetuadas. são os mais diversos e complexos. quer dizer.— 25 — ministrada seja realizada com perfeito conhecimento não só técnico. de indiscutivel necessidade. bem como a proporção destes em cada caso especial. como da empreza. E este poderá facilmente encontrar os remedios para curar as suas doenças administrativas. da incerteza de negocios.

Devem-se evitar os livros inuteis que só servem para aumentar o trabalho de contabilidade. pódem ser reduzidas a duas ordens: (2) a) Alegam uns a extensão das operações rurais: e argumentam que a complexidade dessas operações não permite uma contabilisação perfeita dos fatos das aziendas agrarias. a contabilizar os atos referentes ás suas aziendas agrarias. outros ha de menor importancia e que surgem com a necessidade de cada caso isolado. Além desses requisitos que devem sempre ser bem esclarecidos. pag. Após a classificação dos capitais. (1) Todas as objeções que usualmente se têm levantado. (1) Tornou-se conhecida a expressão “agrario” como sinonimo de retrogrado. 1922. para a sua uniforme registração. 5. Este poderá variar para maior ou menor espaço de tempo. muitos fazendeiros ainda vacilam. . (2) Ernesto Marenghi “Lezioni di Contabilitá Agraria”. Milane. conforme a necessidade dos diversos fatores que influem na produtividade da empreza rural. OBJEÇÕES A’ CONTABILIDADE RURAL Diversas têm sido as objeções opostas a adoção da Contabilidade Rural nas fazendas.— 26 — ceis. por uma questão estreita de rotina. Primeiro que tudo. Outra questão importantissima em Contabilidade Agraria é a fixação do exercicio agricola. o conceito cientifico de contas. A classificação dos capitais agrarios deverá ser trabalho bem cuidado afim de que não dê margem a duvidas e não origine ambiguidade de técnica. Comquanto a elite dos agricultores já tenha sentido a necessidade de uma perfeita Contabilidade para o registro do movimento das aziendas agrarias. bem como a classificação indispensavel dos livros de registro. atrazado. o contador precisará conhecer perfeitamente a situação da empreza afim de poder classificar os diversos elementos segundo a verdadeira técnica contabilistica.

. os responsaveis pela nossa economia rural não possuem o seu conhecimento. A Contabilidade é hoje uma ciencia constituida e difundida. REFUTAÇÃO ÁS OBJEÇÕES ANTERIORES Hoje não mais pódem subsistir essas objeções. Finalmente: Os principios da Contabilidade hodierna são aplicaveis a quaisquer aziendas. A ignorancia não póde ser de nenhum modo motivo de excusa.— 27 — b) Outros alegam a ignorancia em que vive o homem do campo. com os seus principios e normas infaliveis. á perfeita regularisação da administração. Na ignorancia é que não pódem nem devem ficar. Sem Contabilidade nenhuma administração poderá alegar a seu favor presumção de honestidade. industrial. as aceite de bôa fé. cáem por terra os dois pontos de ataque dos inimigos da Contabilidade que são tambem os inimigos da ordem e da lealdade nos negocios. mercantil ou rural. Ambas essas objeções não são brasileiras como á primeira vista se poderá pensar. 3 — Marenghi chama á primeira objeção ácima de objetiva (ostacoli oggetivi) e á segunda subjetiva (ostacoli soggettivi): Loc. e para melhor regulamentação da nossa produção. cit. para o seu e o bem geral. comercial. publico. A extensão da empreza rural não impede a perfeita Contabilidade. São de todos os paizes em que já se tem feito sentir a necessidade da Contabilidade Agraria. Desde o menor patrimonio domestico ao mais extenso patrimonio bancario. imponha-se-lhes. Pelo exposto. se os homens dos campos. Tudo depende de ordem e de saber contabilisar. a Contabilidade satisfaz. (3) pois que sem Contabilidade nunca haverá ordem nem administração. E. Se fosse questão de complexidade dos fatos administrativos realisados seria impossivel a existencia da Contabilidade Publica. No estado atual da nossa cultura contábil não mais se deve admitir que uma pessôa possuindo certos conhecimentos práticos da vida economica.

é a que divide o estudo da Contabilidade Agraria segundo a natureza das operações realisadas na empreza a que é aplicada. pelo que dito ficou. variando de acôrdo com o ponto de vista sob o qual a encararmos. (lavoura). Como dissemos. caixas rurais.— 28 — LIÇÃO IV Da Contabilidade Rural (Continuação) Sumario: — Divisão da Contabilidade Rural. as emprezas rurais compreendem tambem as industrias rurais. cooperativas e sindicatos. a Contabilidade Cultural é a que cuida das fazendas de cultura dos campos. Essa divisão póde ser feita sob varios aspétos. a Contabilidade Rural póde ser: a) Cultural. Divisão de D. c) Agricola ou Mixta. Este é o nosso mais comum tipo de aziendas. Denominamos Contabilidade Rural Mixta á que e feita nas fazendas que tanto cuidam de lavoura como de criação de animais. segundo os ensinamentos da Contabilida- .. Santos DA DIVISÃO DA CONTABILIDADE RURAL A especialisação das tarefas é um dos caracteristicos da bôa ordem. Para nós a melhor classificação. mas a contabilidade destas aziendas deve ser efetuada segundo os principios da Contabilidade Industrial para as primeiras. Como sabemos ja. etc. a fundamental. regularidade e perfeição. Deste modo. b) Pastoril ou Creacional. devemos tambem dividir o estudo da Contabilidade Rural para a sua melhor compreensão. A Contabilidade Pastoril ou Creacional se refere ás operações dos estabelecimentos rurais destinados á criação de animais. Assim.

Como é claro. c) Mixta. é a em que não ha predominio nem exclusividade de determinadas ordens de operações. Paulo. pag. sempre de acôrdo com a natureza das operações de cada uma e as modificações sugeridas pelas necessidades da Contabilidade Rural. para essas tres classes da Contabilidade Agraria principios caracteristicos e especiais. Contabilidade Rural Mixta. b) Dominante. a divisão que mais interessa é a que apresentamos no parágrafo anterior. (2) Ver lição VII onde melhor esclarecemos este assunto. A Contabilidade Rural (Pastoril ou Cultural) é exclusiva quando é aplicada a emprezas agrarias que têm por fimuma unica ordem de operações: E’ Dominante a Contabilidade Agraria (Cultural ou Pastoril). por se ocupar com uma unica ordem de elementos economicos Não ha. (2). Empreza Editora Brasileira. quando ela se ocupa dos estabelecimentos rurais em que uma serie de fatos administrativos é mais frequente que as demais. S.20. (1) “Contabilidade Agricola. SANTOS Desejando particularisar ainda mais as diversas variedades de emprezas rurais poderemos de acôrdo com a classificação de D. Sob o ponto de vista contábil. porém. . Santos (1) dividir tanto a Contabilidade Pastoril quanto a Cultural nas tres classes seguintes: a) Exclusiva. DA DIVISÃO DA CONTABILIDADE RURAL SEGUNDO D. a mais facil de todas estas é a Contabilidade Rural Exclusiva.— 29 — de Mercantil e Bancaria para as ultimas.

1925. parmi les industriels et les commerçants. (1) 1 — H. . Mas tambem não é este um mal brasileiro.— 30 — LIÇÃO V Da Contabilidade Rural (Continuação) Sumario: — Estudo da Contabilidade Rural. De todas as especialisações da Contabilidade é a menos cultivada. não se exige uma Contabilidade dos fazendeiros. celui qui s’en est le moins servi jusqu'á present''. Infelizmente pouco se tem estudado este belo ramo da ciencia contabilistica. DO ESTUDO DA CONTABILIDADE RURAL Já fartamente demonstrámos a necessidade da Contabilidade Rural. Em países como o nosso. cet agriculteur. es sencialmente agrario. est. não é só o guardalivros da empreza rural quem dela necessita. Literatura nacional sobre Contabilidade Agraria. O proprietario. Paris. Não é só o contador. — ignorancia que felizmente decresce — a fonte primordial da nossa riqueza economica. o administrador das aziendas agrarias não pódem precindir desta ciencia. Deixa-se ao léo da sorte e mesmo da ignorancia de muitos. No Brasil. Desse importante problema dizia recentemente o professor Dufayel: “Maihereusement. Historico. 161. pag. Dufayel: “Cours de Comptabilité. qui a tant besoin d’une comptabilité ordonee et méticuleuse. Não seremos nós que nos acusaremos. E’ antes um mal geral. de todos os paizes. A importancia da Contabilidade Agraria justifica a sua necessidade. Vejamos o que se tem feito pelo seu estudo e pela sua propaganda.

— 31 — DO ESTUDO DA CONTABILIDADE RURAL NO BRASIL Entre nós o estudo desta disciplina é deficientissimo. . talvez a esse descuido de ordem administrativa poderemos culpar o grande erro da nossa economia rural: a monocultura. O nosso país não é o unico atrazado neste assunto. o da Agricultura. Somente nestes ultimos tempos vêm as elites das classes rurais e contabilisticas reagindo contra o marasmo que cerca a Contabilidade Agraria. sómente com a creação do Ministerio da Agricultura foi que nasceu a nossa Contabilidade Agraria. Um consolo de carater nacionalista nos resta: Não somos os unicos contabilistas que se queixam. 161. 1922. 2 — “Lezioni de Contabilitá Agraria”. E. Milano. 3 — “Cours de Comptabilité”.. Como vimos de dizer.. E’ o que nos informa o elegante (2) ERNESTO MARENGUI com referencia á Italia. e os utopistas se esqueceram de crear o Ministerio mais necessario. Descurámos por completo do estuco desta ciencia. Basta este unico fato historico para nos mostrar o indice da orientação dos nossos dirigentes na proteção da vida dos campos: Proclamou-se a Republica em nosso país. e com referencia á França HENRI DUFAYEL (3). Paris. pag. DO HISTORICO DA CONTABILIDADE RURAL NO BRASIL Passemos.. Este departamento publico foi creado pela lei n°. social e politica. foram creados os Ministerios para cuidar dos interesses dos diversos ramos da nossa atividade economica. 1925. Nós que somos os responsaveis pelo destino de um país essencialmente agrario. até agora a favor do estudo da Contabilidade Rural em nosso país. agora uma ligeira vista sobre o que se ha feito. 5. que só 20 anos depois foi creado. pag..

O estudo da Contabilidade Rural no Brasil tem se limitado tão sómente aos frutos do esforço e da bôa vontade do Ministerio da Agricultura. Quasi tudo ficou no papel. que creou o “Ensino Agronomico” no Brasil.ª cadeira (conjuntamente com a Contabilidade Industrial.— 32 — 1. nos Campos de Demonstração e outros estabelecimentos. Aprendizados Agricolas. 606 de 29 de Dezembro de 1906.940.. Pela regulamentação do decreto numero 8. para. administração e legislação rural. com muita inteligencia e compreensão da sua enorme valía. o recente Decreto numero 2..319 de 20 de Outubro de 1910. que regulamentou a “Organisação do ensino no Distrito Federal” reservou um “cantinho” á “Contabilidade Rural” na cadeira de “Economia Rural”. Dr.. E’ bem verdade que muita tinta foi gasta inutilmente..329 de 28 de Maio de 1926. afinal representar o papel que lhes cabe na vida intelectual e economica do pais. é verdade. inclusive muita boa-vontade. ultimamente. devido aos progressos de nossa ciencia e á elevação natural do nivel cultural das populações agrarias e aos esforços de Escolas e Professores de Contabilidade. Deste modo passou a “Contabilidade Agricola” a ser ensinada nas Escolas Superiores de Agricultura e Medicina Veterinaria.. a Contabilidade Rural tem feito ligeiros progressos entre nós. Os cultores da Contabilidade no nosso país quase nada têm podido fazer. o qual só agora se encaminha. . de 22 de Novembro de 1928. consoante as disposições do citado decreto e de outros que se lhe seguiram. Nos ultimos anos.° ano.) do 3. Escolas Medias ou TeóricoPraticas de Agricultura. que regulamentou o “Ensino Comercial” no Brasil. que compreende a “Contabilidade. devido mesmo ao trabalho dispersivo que tem sido feito. Escolas Praticas de Agricultura. no governo do Presidente Affonso Penna mas a lei que o creou sómente foi posta em execução no governo do seu sucessor. a cadeira de “Contabilidade Agricola” faz parte do mesmo e fórma a 4.. com a creação e fortalecimento das associações de classe... No Distrito Federal. Assim é que pelo decreto n. o estudo da nossa diciplina tornou-se obrigatorio nas escolas de Agronomia. Nilo Peçanha. 17.

S. Belo Horizonte.. Economia Rural.ª edição é de 1906. Paulo.— 33 — DA LITERATURA BRASILEIRA SOBRE CONTABILIDADE RURAL Como corolario do que exposto temos nesta e na posterior lição. tão somente: I) Lourenço Granato: “Noções Elementares de Contabilidade Agricola”. publicação autorisada pelo Ministerio da Agricultura. 1921. Ocupa-se ela das (1) — É o melhor livro sobre “Contabilidade Agricola” que temos. 3ª edição. 1917 (1). Até agora esta materia era tratada em algumas paginas. segue-se a pobreza de nossa literatura sobre Contabilidade Agraria. II) D. Paulo. para propaganda do assunto. de Souza Reis: “Contabilidade Agricola”. na rabada dos livros de Agricultura. V) — José Watzl: “Guia para Contabilidade Agricola”. LIÇÃO VI (Conclusão) Da Contabilidade Rural Suumario: — Posição da Contabilidade Rural na ciencia contabil. Poucas são as obras especialmente dedicadas ao assunto. III) Alvaro Figueiredo: “Elementos de Contabilidade Agricola”. S. A 1. . S. T. Empreza Editora Brasileira. DA POSIÇÃO: DA CONTABILIDADE RURAL NA CIENCIA CONTÁBIL Como sabemos a Contabilidade Rural é uma especialisação importantissima da Contabilidade. 1917. Suas funções. etc.. Dentre os livros brasileiros sobre Contabilidade Rural não conseguimos contar meia duzia e poderemos citar. Agronomia. Paulo. 1923. 1912. Santos “Contabilidade Agricola”. IV) F. Rio de Janeiro. O melhor ou o unico?!.

São operações técnicas das emprezas rurais. Estas duas ordens de funções da Contabilidade Rural são inseparaveis e. as que se referem ao trabalho dos campos. São funções comerciais a registração e apuração dos fatos administrativos oriundos das operações comerciais das fazendas.— 34 — operações administrativas das emprezas agrarias e é pois. tais como compra e venda. Para melhor compreensão da situação da Contabilidade Agraria ou Rural no quadro geral da ciencia contábil. etc. um dos ramos mais importantes da Contabilidade Privada. São funções técnicas da Contabilidade Rural as que se referem ao registro e apuração dos fatos administrativos originaldos das operações industriais da fazenda. São operações comerciais das emprezas rurais as que têm por fim as transações mercantís das aziendas agrarias. os estabelecimentos agrarios exercem sempre duas ordens distintas de operações: a) Operações técnicas. . Disto decorrem duas ordens de funções que cabem á Contabilidade Rural: a) Operações técnicas. chegam a se confundir. ipotéca. b) Operações comerciais. etc. apresentamos o seguinte quadro squematico: DAS FUNÇÕES DA CONTABILIDADE RURAL Como toda empreza industrial.criação. por vezes. penhor. ás operações produtoras das culturas. emprestimos. á atividade rural prorimente dita. b) Operações comerciais. Emquadra-se ainda a Contabilidade Rural na especialização da Contabilidade Privada denominada Patrimonial.

II CAPITULO DA ECONOMIA RURAL .

que requer inumeros outros conhecimentos. Industrias Rurais Importancia desta. . quer (1) “Economie Rurale”. Quer como ciencia. tais como a Economia Politica. Botanica. a organisação administrativa das emprezas agrarias. Estuda ela os meios mais economicos para a produção rural. pag. DA AGRICULTURA A palavra Agricultura póde ser tomada como designando uma ciencia ou uma industria. Geologia. Importancia daquela. etc. DA ECONOMIA RURAL A Economia Rural é à ciencia que estuda a organização e direção economica das emprezas agrarias. Ou. (1). Paris.LIÇÃO VII Da Economia Rural Sumario — Conceito Agricultura. Quimica. Direito. E’ esta ciencia um dos ramos mais novos e uteis dos conhecimentos agrarios. Medicina Veterinaria. etc. os modos de proteção e repartição desta. Zoologia. Biologia. A Contabilidade Rural ocupa papel proeminente no estudo dessa diciplina. Matematica. E’ ela pois. uma ciencia complexa. Agricultura. no dizer de JOUZIER é “a economia politica aplicada á agricultura”. Astronomia. 15. Agronomia. Engenharia Rural. 1920.

.... ela tem por fim.500.. . oléos de babassu. são mais comuns nos centros pastorís. enfim. xarqueadas... pag. laticinios (queijo. e se verificam nos centros mais adeantados. não se quer com ela significar sómente a "cultura do sólo" como pensam alguns autores.Com aquela palavra compreende-se não só essa ordem de idéas. como a industria pastoril. e tomam as fórmas de estancias. Assim. todas as fórmas de aproveitamento dos produtos animais. pois ela se socórre de elementos especiais á Contabilidade Rural e outros pertinentes á Contabilidade Industrial encontrando-se em algumas ás vezes perfeitamente diferenciadas. o comercio de exportação de produtos agricolas brasileiros.... Elas tomam diversas fórmas. e se apresenta mais dificil. As industrias rurais são um prolongamento natural da Agricultura... como tambem a creação de animais.000:000$000.— 38 — como industria.. lãs. como a da borracha. E’ bem verdade que a expressão Agricultura. 11 e Alvaro Figueiredo: “Elementos de Contabilidade Agricola”. Quando geralmente se usa da expressão. Na economia brasileira... liv.Bello-Horizonte.... atingiu em 1. tomam logares preeminentes. manteiga. cit.930. Mas em tal não pódem caír os técnicos. além dos acima mencionados. designar o campo de ação dos estabelecimentos rurais. dá muito facilmente motivos a essas confusões... A palavra Agricultura tanto significa a cultura do sólo. á. etc. carnes. 17. ambas ás especialisações técnicas.. pois. Agricultura. 1917. temos tambem famósas industrias extrativas. 5. toma um aspéto mais importante... Constituem um estágio superior da vida economica rural. mamona. requeijões). péles.. A contabilisação das industrias rurais. os produtos provenientes das industrias rurais. 2 — Dentre outros: E Jouzier.. couros.. Basta dizer que pór uma recente publicação feita pelo Ministerio da Agricultura.(2). pag.

DA IMPORTANCIA DA AGRICULTURA O papel representado pelas emprezas rurais na vida dos povos tem sido sempre dos mais salientes e proficuos. Não obstante ser a Agricultura uma fonte incomensuravel de riquezas. estimulando-as. E’ uma das primeiras etapas da produção. Não queremos. Basta ver quais são os países que contrólam a vida economica social e . A concepção economica é quem regula a vida do homem. (3) — E’ interessante observar que os povos industriais dominam os povos agrarios. pois que a vida rural não exige um cabedal grande de conhecimentos. porém. Principalmente quando incipiente. Todos os povos foram primitivamente agricultores. pois. só ela não faz a riqueza de um povo (3). aqueles são indispensaveis. E’ hoje um assunto de grande interesse para os países agrarios. Ademais. de conhecimentos técnicos. Dispensa-os a pequena cultura algumas vezes.— 39 — DA IMPORTANCIA DA ECONOMIA RURAL Sendo o estudo das instituições agrarias e suas necessidades. São elas que alimentam as industrias. politica. Mas nas grandes emprezas agricolas. Desse medo foi que surgiu a necessidade desta nova ciencia — a Economia Rural — afim de nos encaminhar nos processos mais eficientes para a produção util e barata das emprezas agrarias. é pela Agricultura que se crêa a riqueza das nações. social — a maquina vence a terra. As nações industrialistas guiam as rurais. hoje. amparando-as. proporcionando-lhes as materias primas indispensaveis á sua atividade e manutenção. Delas provêm a riqueza economica de inumeras nações. E é para ela que convergem os esforços dos administradores. As necessidades da vida humana nos provam que mais não é possivel a vida sem a sua concepção economica. Na luta economica — e. dizer com isto que a Agricultura não necessite. creando escolas técnicas e cientificas. E isto é facil de se explicar. a Agricultura cientifica. o papel que cabe á Economia Rural hodiernamente é inegavel.

Os alimentos com que se nutre e mantém a humanidade. etc. b) Pólicultura. Exemplo: A cultura só de café. Allemanha. provêm dela. de cana de assucar. entre estes. talvez advenha a desnecessidade da Agricultur. tambem póde ser dividida conforme a sua. sendo que a produção agraria não tem ocupado sempre o primeiro logar. A Russia.. precindir da Agricultura. somente teve influencia na vida internacional com a queda do tzarismo e o advento do leninismo e consequente industrialisação do país.. . sim. Não se póde.— 40 — Ha uma completa interdependencia entre os diversos ramos produtores da economia moderna. LIÇÃO VIII Da Agricultura Sumario: — Divisão. de borracha. especialidade. No dia em que fôr resolvido o problema de alta alquimia e que o homem puder se alimentar unicamente com algumas cápsulas diarias. mas. Conforme a extensão e diversidade da sua produção. Considerada como industria. Agricultura e Contabilidade DA DIVISÃO DA AGRICULTURA A Agricultura considerada como ciencia comporta divisões para melhor compreensão de suas idéas. Japão. uns ainda predominam sobre outros quer pela elevação do nivel cultural. quer pela grandeza numerica ou outros quaisquer fatos. São as potencias industrialistas: Estados Unidos da America. que era um pais essencialmente agrario. porém. politica do mundo. então. Inglaterra. a Agricultnra póde tomar dois aspétos: a) Monocultura. Monocultura como o nome o indica. é a cultura de um só produto.

Chamamos Monocultura á Exclusiva. E. em Economia Rural a Contabilidade é um complememto indispensavel da Agricultura racional. DA AGRICULTURA Com o vimos. pódem ser Exclusivas ou Dominantes. Agricultura Dominante é a em que havendo produção diversa uma predomina sobre as outras.— 41 — Policultura é a cultura concomitante de mais de um produto. em: a) Exclusiva. essas modalidades da Agricultura são mais raras. mas. Denomina-se Mixta a Agricultura em que não ha exclusividade nem predominio de uma exploração sobre outra. segundo a diversidade de sua produção. Essa divisão é a que mais interesse apresenta. Como é claro. c) Mixta ou Agricola. b) Dominante. tanto a Agricultura a Cultural. frisar um ponto para os menos entendidos na ciencia de que tratamos. como a Mixta. c) Mixta. concomitantemente. A Agricultura Creacional ou Pastoril é a que se ocupa exclusivamente da creação de animais. Policultura as Dominante e Mixta. DA CONTABILIDADE E. a Creacional. a Agricultura póde ser: a) Cultural. Desejamos agora. Chama-se-Agricultura Exclusiva. a que se dedica a uma só ordem de operações produtoras. Segundo a sua especialisação. porem. da cultura do sólo (lavoura). Agricultura Cultural é a que cuida da exploração do campo. Agricultura Mixta é a que trata da creação de animais e plantação da terra. . b) Creacional ou pastoril. comquanto se encontrem. Poder-se ia falar tambem de monocreação e pôlicreação ou multicreação. Alguns autores dividem a empreza agricola.

esse caráter da produção agraria tem sido muito exagerado. de ordem mor al. se se encarar o sentido etímologico da palavra. publicas ou privadas. Fatores. reguladora da vida administrativa das entidades economicas. Ela não aumenta a riqueza dos estabelecimentos em que é empregada. exagerando esse conceito dizia que a agricultura deve estar colocada em primeiro logar na esfera das humanas atividades. Aliás. só ela nos fornece um produto ver dadeira- . E’ um elemento de ordem. de natureza moral. LIÇÃO IX Da Produção Rural Sumario: — Conceito. acima do comercio e das demais industrias. demonstrando as operações que são vantajosas e as que o não são. A produção rural nos dá sempre um produto novo. E’ um a ciencia economica. que combatia o sístema mercantil. A Contabilidade não é ciencia produtora.— 42 — Quando apontamos a importancia da Contabilidade nas emprezas agrarias. Absolutamente. Mas coordena e organisa eficientemente. Esta especie de produção é a mais verdadeira. demonstrativo das condições economico-administrativas das aziendas em que é adotada. Assim é que a antiga escola economista dos Fisiocratas. As outras industriais geralmente transformam a materia prima creando novo produto. não queremos com isso dizer que uma bôa Contabilidade Rural aumente a produção. bem como os resultados parciais e totais dos fatos administrativos realisados. DA PRODUÇÃO RURAL Já por vezes temos demonstrando a importancia da produção rural. E fundaram os Fisiocratas a sua escola sobre o principio segundo o qual só a Natureza é fonte de riquezas. Papel da Contabilidade.

cit. etc. . como materiais. Estes. compreendemos os valores ou riquezas pre-existentes. eletricidade. Paris. b) Capital. improdutivas. 1923. Na produção agraria este fator é fundamental. O Trabalho é o fator activo por ecelencia. aguas. vapor. tais como o clima. parém variam com o critério economico de cada um. DOS FATORES DA PRODUÇÃO RURAL Como uma das modalidades industriais (industria rural que é).. Uma das mais antigas classificações dos fatores da produção os classifica assim: a) Natureza. a produção agraria sofre a ação de varios fatores. a concepção economica dos Fisiocratas era por demais agraria e pouco acorde com os progressos da vida moderna. Pelo fator Capital. 7. humano ou não para a produção de utilidades. São tais. Como vemos. á terra como todos os agentes naturais. Os fatores ácima enumerados pódem ser ativos ou passivos. que contribuem direta ou indiretamente para a produção. (2). O Trabalho — terceiro fator da produção — é o esforço.— 43 — mente novo. (2) Gide: “Liv. as forças motoras. etc. pag. (1). Pelo primeiro fator — a Natureza — não só compreendemos o sólo. c) Trabalho. os bens pertencentes a uma pessoa. dinheiro. pag. vento. O Trabalho humano póde ser fisico ou intelectual. emquanto que as demais classes são estéreis. (1) Charles Gide: “Principes d’Economie Politique”. São fatores passivos: a Natureza e o Capital. 79.

Contabilisação.— 44 — DO PAPEL DA CONTABILIDADE NA O PRODUÇÃO RURAL A perfeita Contabilidade está na ordem direta da bôa classificação das contas. DA CONDIÇÃO DO TRABALHO RURAL O trabalho é a força empregada na produção de utilidade. A Contabilidade está reservado o importante papel de esclarecer os fatos administrativos que dão origem á produção rural. Devemos procurar estudar todos os meios que facilitam a produção rural para podermos organisar a Contabilidade a se adaptar ás diversas aziendas agrarias. não apresenta a classificação dos fatores da produção ácima enumerados nenhuma vantagem. A’ Contabilidade Rural pois está reservado o importante e dificil papel de demonstrar a produtividade das diversas emprezas agrarias bem como o grão produtivo de cada ordem de fatores. Para essa classificação. Pelo trabalho se opéra sempre uma transformação no objeto que é executado. Ela serve de base para o levantamento estatistico da vida das emprezas rurais bem como de seu valor economico. O trabalho humano póde ser fisico ou muscular e intelectual ou mental. LIÇÃO X Do Trabalho Rural Sumario — Sua condição. afim de que fique bem orientado o administrador capás. para orientação dos estudos contáveis. E’ o que vamos fazer nas lições seguintes. Deve tambem demonstrar não sómente o custo de cada produção agricola. porém. Essa transformação póde ser . Póde ser humano ou animal. Proteção. como tambem a proveniencia das diversas verbas que modificam a receita e a despeza de cada produto colhido. bem como os que resultam desta.

porém — e neste ponto estão conosco os proprios economistas oficiais — que essa liberdade de trabalho é condicionada (diplomas. Dentre algumas medidas protetoras do nosso trabalhador rural. á impenhorabilidade do . E’ verdade que as leis asseguram a liberdade da escolha de profissão. bem como o exercicio do direito de associação. são condições teóricas que verdadeiramente não existem.. etc. Dizemos em tése por que. b) Liberdade de exercer a sua profissão em qualquer logar. etc. porém. vistos em sociedade não o são. Isso tudo. assim. A hodierna condição do trabalho humano e. pois dependem economicamente dos individuos economicamente mais poderosos. do salario em caso de molestia. ou deslocando-a de logar somente. são mais protetoras do trabalho industrial. citaremos as referentes ao abono de salarios. Principalmente em nossa terra “essencialmente agricola e pastoril”. em tése a da liberdade.— 45 — mudando o estado da materia (bruta ou ja trabalhada). que a liberdade do trabalho é no minimo uma liberdade condicional. etc. a liberdade de trabalho repousa nos tres seguintes principios: a) Liberdade profissional. garantia. licenças.. á organisação de sindicatos e cooperativas agrarias. Mas. Sabemos. Segundo os economistas oficiais. Estas medidas. indenisação em casos de acidente no trabalho..) e. O trabalhador rural ainda está esquecido e poucas sãoas disposições que os protegem. DA PROTEÇÃO AO TRABALHO RURAL As legislações modernas ás vezes procuram proteger a liberdade do trabalho. trabalho em logar salubre. porém. E’verdade que. a não ser idealmente. considerados isoladamente os homens são seres livres.. verdadeiramente a propalada liberdade de trabalho não póde ser completa num regimen em que os fracos têm que contratar com os fortes. c) Liberdade de ter mais de uma profissão. Dentre as medidas de proteção usadas citam-se ás referentes ao dia de 8 horas. dasfabricas.

os seus creditos serem privilegiados em caso de falencia. porém. “Mão de Obra”. as contas que representam estes devem ser creditadas por um importancia que represente a expressão economica do esforço produzido. Observe-se. distinguimos da registrarem apenas para dar um valor ao animal. O trabalho humano recebe a denominação especial de “Salarios”. O trabalho usado nas aziendas rurais é humano e animal. Aquela tem toda a importancia que falta á esta. etc.— 46 — salario do trabalhador rural. Para justificar este registro basta uma pergunta: — Não debitamos aos animais as despezas com a sua manutenção. do trabalhador rural nunca são constatadas na vida pratica.? (1). curativos etc. porém. (1) — Quando nos referimos á contabilisação das despesas com a manutenção do animal (despesas gerais). desde que seja um serviço prestado pelos animais. O valor do custo do trabalho animal é usualmente calculado sobre o total das despezas diarias com a manutenção do mesmo. DA CONTABILISAÇÃO DO TRABALHO RURAL Em Contabilidade os fatos administrativos consequentes do trabalho merecem registro cuidado. Para a apuração do custo da produção temos necessidade de contabilisar a expressão economica do trabalho empregado. E nessa conta registraremos por débito o trabalho produzido pelos empregados de acôrdo com o preço combinado. e queijandas. que essa prerogativas. que se destinam á exploração comercial não prestam serviços e sim produtos ou rendas. E’ bem verdade. Por crédito registramos os serviços pagos. tais como alimentação. E tanto o é que os autores que têm tratado do assunto dele não cuidam. para efeito de orçamento. . que deve ser contabilisado sómente o serviço prestado pelos animais de trabalho sendo que os animais de creação. Mas. O trabalho animal é de mais dificil contabilisação.

Mas. Pode ser tambem terrestre ou maritimo. DA NECESSIDADE DO SEGURO AGRARIO “Considera-se contrato de seguro aquele. Dentre as inumeras vantagens proporcionadas pelo Seguro Agrario. amparo. (1). assistencia. Por muito tempo julgou-se impossivel esta modalidade de seguro por serem inumeros os imprevistos que atingem a produção rural. destaca-se a proteção á produção animal e vegetal. . Neste seguro deve-se banir o lucro. aliás. Companhias do Seguro Rural. etc. indenisações.432.— 47 — LIÇÃO XI Do Seguro Agrario Sumario: — Necessidade. peste. Esta é. como esta modalidade de seguro é muito vantajosa idealisou-se pagar sinistros por um valor préviamente estabelecido (um terço. Dentre as diversas especies de contrato de Seguro terrestre. mediante a paga de um premio. pelo qual uma das partes se obriga para com outra. O Seguro Agrario é uma das mais modernas fórmas de Segura. geada. Ordinariamente o Seguro Agrario é efetuado para proteção dos bens rurais em caso de incendio. previstos no contrato”. cita-se o Seguro Agrario. não sendo ás vezes possivel uma perfeita compensação tal o vulto dos prejuizos e a natureza dos danos que se verificam. Sua Contabilidade. 1. metade ou dois terços do valor da cousa segurada). etc. a indeniza-la do prejuizo resultante de riscos futuros. para tambem evitar que os administradores nada fizessem para salvar seus bens. O contrato de Seguro póde ser efetuado para proteção dos bens ou das pessôas (seguro de vida). 2 — Codigo Civil. a caracteristica do instituto dos seguros.

etc. num livro especial.). Queremos grifar sómente a maneira de contabilisar na azienda rural a efetuação de um seguro.° anuidade da apolice n° Y X . DA CONTABILIDADE DO SEGURO RURAL Não pretendemos estudar aqui a Contabilidade das Companhias. á Cia. um terço. a Caixa Pg. bastará. tres quartos.— 48 — DAS COMPANHIAS DE SEGURO AGRARIO As Companhias de Seguro Agrario. Se em devida conta fossemos leva-los. as Companhias de Seguros segurarem os bens rurais por uma fração do seu valor (meio. no caso de Seguro Agrario. Seu logar é no estudo especial da Contabilidade das Companhias de Seguros.) deve-se fazer o seguinte lançamento no Diario. desenvolveram muito. Elas geralmente se revestem da forma mutua ou de premio. principalmente na Europa e Estados Unidos da America. 1. ainda. Nem cabe tal neste momento. Efetuado o contrato de seguro (sobre determinado animal ou cultura. X. de Seguro Agrario.. evitando assim o enriquecimento ilicito dos segurados. etc. Estes argumentos não procedem. dois terços. Para evita-los.. Todas as diversas modalidades de seguros sobre as cousas estão sujeitas a estes argumentos. pelo pagamento das anuidades: Seguros de. como dissemos ácima. não tem no Brasil a representação que lhes compete. que já se. Dentre os inconvenientes apontados nestas modalidades de seguro cita-se o fato de que o fazendeiro de posse da apolice que o garanta no caso de sinistro não tem mais interesse em procurar salvar os seus bens ou mesmo evitar as causas de sua destruição. não seria tambem possivel a exigencia de nenhuma especie de seguro.

.. do seguro de nossos.. apolice n.......... O lucro ou prejuizo apurado sobre a conta segurada será. a Lucros & Perdas............. que fizemos naquela Cia......000.... Pelo seguro de .. que tal não se deve fazer........... porém. Quando fôr recebida a indenisação far-se-á um lançamento assim .... 1.. o valor da apolice. pois. Z apagar em. por debito.. X... anuidade de rs. X . X Em seguida levamos á conta do bem que foi segurado..... Pelo valor da indenisação da apolice n.. 1. Caixa a Companhia X Recebi pela indenisação da apolice n.. Pensamos........ pensamos que a Conta de Seguros deverá ficar aberta para que no caso de indenisação possamos saber qual foi a real indenisação obtida........— 49 — Recebida a apolice de seguro efetuado deve-se fazer o seguinte lançamento: Companhia X a Apolice de Seguro........... X Alguns contadores aconselham e usam levar por ocasião de balanço o debito da conta de Seguros sobre.000 da Cia.... (Animais ou Cultura). Conhecemos esta pelo calculo seguinte: Indenisação = Valor da Apolice — Anuidades. assim: Apolice de Seguro a .... o seguinte resultado: Valor dos bens perdidos — Indenisação = Prejuizo ou ainda este resultado mais raro: Indenisação — Valor dos bens perdidos = Lucro....° 1.. Como um dos principais papeis da Contabilidade é demonstrar o estado especifico do patrimonio em qualquer momento.000...........

Penhor Rural é o que se efetua. .. (Animais ou Cultura) a Seguros sobre Pelo débito desta conta... pelos lançamentos ácima poderemos vêr nitidamente qual foi o resultado da operação de seguro.. Contabilidade DO PENHOR RURAL Penhor é uma garantia de divida efetuada pela alienação de bens moveis....... assim: Indenisação — Anuidades pagas = Indenisação líquida. A Indenisação Líquida póde ser maior ou menor do que o prejuizo verdadeiro sofrido pelo fazendeiro.... E..... se menor. LIÇÃO XII Do Penhor Rural Sumario — Conceito. debitando-se a esta conta e creditando-se a Lucros e Perdas.... Como sabemos.. da maneira seguinte: . será levado ao seu crédito.. Especies. e a debito da conta que foi segurada.— 50 — E o débito da conta de Seguros de.. e dá-se entrada do dinheiro em Caixa.. por saldo.....Z Dessa maneira temos escriturado (1) todo o ciclo dos fatos administrativos originados das operações sobre os seguros. prejuizo... é da essencia do penhor (1) — Ha outra fórma mais simples de se anotar a liquidação dos seguros a saber: Recebida a indenisação. estórna-se o segundo lançamento ácima.. Se fôr maior. para saldo. sobre bens moveis das emprezas agrarias.. houve lucro.

Póde ser : a)Agricola. pagina 343. (2) Artigo 781 e seguintes. b)Pecuario. DAS ESPECIES DE PENHOR RURAL O penhor rural pela nossa legislação em vigor póde tomar duas fórmas diferentes. Penhor Pecuário é o realisado com a garantia dos bens moveis das emprezas pastorís. como sabemos. Não obstante isto. artigo 781 e seguintes. Penhor Agricola é o efetuado sobre os bens moveis das emprezas agricolas. . vol. Nas Partes seguintes estudaremos detalhadamente cada uma dessas especies do penhor rural. 3°. que se aproxima da hipotéca”. o nosso Codigo Civil enumerando no seu artigo 781 os objétos que podem ser dados em penhor cita as colheitas pendentes e as em via de formação. são por sua natureza bens imoveis. que. artigo 10. depreende-se facilmente do espirito de seus artigos (2).— 51 — que ele tenha por garantia bens moveis. e hoje já se acha regulado pelo Codigo Civil. O penhor rural foi instituido entre nós pelo Decreto n° 3. (1). A distinção ácima.272 de 5 de Outubro de 1885. E’ por isso mesmo ainda que os autores dizem que “o penhor agricola é uma fórma anormal do penhor. DA CONTABILIDADE DO PENHOR RURAL O registro dos fatos administrativos oriundos das operações referentes ao penhor rural não apresenta grande dificul- (1)Clovis Bevilaqua:”CodigoCivil Brasileiro Commentado”. comquanto não tenha sido observada pela nossa legislação. entre as duas especies de penhor rural enumeradas. pecuárias (animais de creação ou de trabalho).

9:900$000 Juros & Descontos Desconto por antecipação...— 52 — dade............ a 120 dias.... X Resgatada a divida que deu origem ao penhor ácima (penhor agricola)..... estorna-se o lançamento feito da maneira seguinte: Colheita de Milho em Penhor a Caixa Pelo resgate de n emprestimo contraído com F.... por emprestimo com a garantia do penhor da nossa colheita de milho. X Quando houver pagamento de juros... de X. registraremos como no primeiro lançamento deste capitulo.. farse-á: Diversos a Colheita de Milho em Penhor Caixa Rec°..... Recebido de F........................No Diario poder-se-á obedecer á seguinte ordem de lançamentos: Efetuado o contrato de penhor e recebido o dinheiro apurado com o mesmo: Caixa a Colheita de Milho em Penhor.... d........... 10:000$000 Juros & Descontos Juros pagos.... 100$000 10:000$000 Si os juros não forem pagos antecipadamente........ conforme contrato d. antecupadamente...... e na liquidação faremos: Diversos a Caixa Colheita de Milho em Penhor Pelo resgate de n emprestimo com X. 100$000 10:000$000 .......................... e com a garantia da nossa colheita de milho...................

III CAPITULO DA ASSOCIAÇÃO RURAL .

DA PARCERÍA RURAL Parcería Rural é o contrato pelo qual uma pessoa cede a outra. (2) (1) Liv cit V 20. Especies. As pessoas que por ele contratam. 1926.LIÇÃO XIII Da Parceria Rural Sumario: — Conceito. sendo mais conhecido nos meios rurais por contrato de “meiação”. pag 168. O contrato de Parceria Rural já está sobremodo dentro dos costumes do nosso país. Tem por fim este contrato a exploração industrial das cousas pertencentes aos dominios agrarios: cultura do sólo ou exploração de animais A Parcería Rural como observa o grande Clovis Bevilaqua “participa’ da natureza da locação e da sociedade.410 e seguintes. E’ esta uma instituição já consagrada e regulada por inumeras legislações. “aplicam-se a este contrato as regras do de sociedade no que não estiver regulado por convenção das partes”. se denominam meieiros. de Meiação. permanecendo porém ainda entre nós sem a obrigatoriedade de uma fórmula juridica que garanta a parte do carneiro no contrato com o lobo. (1).. mediante condições préviamente estabelecidas a exploração de algum ou alguns bens rurais. de “meiá”. Rio de Janeiro.. em linguagem rural. O contrato de Parcería Rural. observação 1 . O nosso Codigo Civil dela trata no seu artigo 1. principalmente na Italia (mezzadria. Contabilidade. recebendo denominações regionais. tem sido já estudado sob varios aspétos. colonia parziaria). por isso.

baseadas no contrato efetaudo. duas pessoas que se denominam Parceiro e Proprietario.410 define a Parcería Agrícola: “Dá-se a parcería agricola. Nas Partes seguintes trataremos de cada uma dessas especies de Parcería. quando uma pessôa cede um predio rustico a outra. A Parcería Pecuária só se dá sobre os animais (“gado grosso” ou “meu’do”). . E’ ainda o nosso Codigo Civil quem define a Parcería Pecuária: “Art. quando se entregam animais a alguem para os pastorear. b) Parcería Pecuária. mediante uma quota nos lucros produzidos”. direitos e obrigações dos parceiros. etc. na proporção que estipularem”. repartindose os frutos entre as duas. O Codigo Civil no artigo 1. especialmente. a elas pódem e devem ser aplicados os mesmos principios que estamos estudando para as demais emprezas rurais com ligeiras modificações de fórma contábil.416 — Dá-se a parcería pecuária. DA CONTABILIDADE DAS PARCERÍAS RURAIS Nada mais são as Parcerías Rurais que especiais aziendas agrarias. tratar e criar. Lógo. com ligeiras modificações. 1. São quasi que um contrato de sociedade comercial de capital e industria.— 56 — DAS ESPECIES DE PARCERIA RURAL Como é facil de se concluir são de duas naturezas diferentes as modalidades de Parcería Rural: a) Parcería Agricola. não podendo ter por objéto aves e insétos. no mínimo. No contrato de Parcería Rural (Pecuária ou Agricola) aparecem sempre. para ser por esta cultivado.

o jornaleiro e quaisquer pessoas empregadas em serviço dos predios rurais. o parceiro. 1.° do nosso “Tratado de Contabilidade (Contabilidade Mercantil). (2) São considerados profissionais da agricultura e industrias rurais. Importancia de um e de outro.637 de 5 de Janeiro de 1907. bem como a pessôa juridica cuja existencia tenha por fim a exploração da agricultura ou industria rural”. 6. 1. a elevação das profis(1) Ver o volume 11. pag.532 de 20 de Junho de 1907. nos termos do artigo 4 do Regulamento citado “o proprietario. com capital variavel e numero ilimitado de socios (1). DAS COOPERATIVAS RURAIS Denominam-se Cooperativas as sociedades em que mais de sete socios se reunem para proteção de interesses comuns. para defesa dos interesses de ordem economica. social ou moral comuns aos associados”. o criador de gado. DOS SINDICATOS RURAIS Sindicatos Rurais “são as associações formadas entre profissionais da agricultura e industrias rurais de qualquer genero. (2) Regulamento do Decreto n. o arrendatario. .— 57 — LIÇÃO XIV Das Cooperativas e Sindicatos Rurais Sumario: — Cooperativas Rurais. Principais fórmas. art. A conciencia do cumprimento do dever. As cooperativas são reguladas pelo Decreto n°. Delas só pódem fazer parte as pessoas que se ocupam de serviços rurais. Sindicatos Rurais. 200 e seguintes. DA IMPORTANCIA DOS SINDICATOS E COOPERATIVAS RURAIS E’ ocioso encarecer as vantagens dessas associações. As cooperativas Rurais são as que se destinam á proteção dos estabelecimentos agrarios e de seus membros. o cultivador.

Caixas Rurais. do seguro agrario. etc. Assim é que os ha destinados á proteção da produção. Por isso se faz sentir a grande necessidade das Cooperativas e Sindicatos Rurais para contrabalançar o descaso em que vive a nossa produção rural. DAS COOPERATIVAS E SINDICATOS DE CRÉDITO Dentre todas as especies de Cooperativas e Sindicatos salientam-se as que têm por fim imediato o adiantamento de capitais aos seus associados. LIÇÃO XV Das Cooperativas e Sindicatos Rurais (Conclusão) Sumario: — Cooperativas e Sindicatos de credito. (3). principalmente no nosso país. Qualquer que seja o fim dessas associações. salientando-se as Cooperativas e Sindicatos destinados á proporcionar o crédito aos seus filiados. DAS PRINCIPAIS FO’RMAS DAS COOPERATIVAS E SINDICATOS Sindicatos e cooperativas Rurais pódem tomar inumeras. Mórmente as associações rurais representam papel saliente. intitulado: “I Monti Frumentari. do crédito. O auxilio á produção agraria é sempre dos mais eficazes. provém dessas associações. aquelas sociedades são as grandes protetoras e incentivadoras da classe. Contabilidade das Cooperativas e Sindicato. . todas elas prestam relevantes serviços.— 58 — sões. a monographia do professor Salvatore Bruno. a compenetração do papel que cada um deverá representar na vida. Torino 1924. O crédito rural é de todos o que (3) Sobre este assumpto não se deve deixar de ler. fórmas conforme a especie de auxilio de que pretendam se ocupar. Além da conciencia moral que ali se cria. do consumo.

O que caraterisa esses dois tipos de caixas rurais é o maior ou menor ambito em que elas operam.— 59 — mais ampa o necessita. De maneira. Uma destas é a que se refere ao prazo dos serviços rurais. Efetuam operações com pessoas residente em logares diferentes. Raiffeisen. Estas têm por fim proporcionar capitais aos seus associados. que. sendo que os mais conhecidos são os do tipo Schulte-Delitszch. para que uma pessoa possa efetuar transações com uma caixa regional é preciso que tenha alguma notoriedade e as operações sejam baseadas em garantias mobiliarias ou imobiliaris. . DAS CAIXAS RURAIS As associações de crédito agrario geralmente se constituem sob a fórma de Caixas Rurais. As caixas rurais obedecem geralmente a dois tipos diferentes: a) Caixas Locais. Dependente de fatores extranhos e algumas vezes inevitaveis. bem como obriga-los á economia. a produção agraria necessita de certas vantagens. Os estabelecimentos puramente comerciais geralmente fazem emprestimos a curto prazo. Bancos Luzzatti e outros geralmente conhecidos pelo nome de seus creadores. b) Caixas Regionais As caixas locais se caraterisam por agir em campo delimitado. Existem diversos tipos de caixas rurais. São os Bancos dos agricultores. As caixas regionais têm campo de ação mais amplo. Ao passo que nas caixas locais são em via de regra garantia das transações o crédito pessoal. Só pódem ser seus associados e com elas efetuar operações as pessoas residentes em determinada circumscrição territorial. E é por isso que os Sindicatos e Cooperativas de Crédito proliferam com o incremento que vemos hoje em dia. comquanto dentro de determinada região.

59 . (1) Prof. Torino. em 1847 (1). que é uma instituição recente. pag. DA CONTABILIDADE DAS COOPERATIVAS E SINDICATOS RURAIS A contabilidade dos Sindicatos e Cooperativas rurais deve obedecer a um criterio a adotar de acôrdo com o fim da associação. Por isso deveria seguir ora os principios da Contabilidade Mercantil. pois. 1924. em Altenkirchen (Prussia Renana). pois que esses institutos participam de algumas operações comuns ás emprezas bancarias (Caixas Rurais) e comerciais. ora os da Contabilidade Bancaria. Salvatore Bruno: “Le Casse Rurali de Prestiti”. não obstante ser hoje das mais propagadas nos meios rurais. Vê-se.— 60 — A primeira caixa rural que se tem noticia foi creada na Allemanha.

IV CAPITULO DA EMPRESA RURAL .

Ela póde abranger grande numero de operações produtoras ou se dedicar a uma modalidade só da exploração agraria. DA EMPREZA RURAL A Empreza Rural é a organisação ecoonmica destinada á exploração produtiva dos campos. Pessoal da empreza rural. mas tambem as que se destinam á proteção dessa produção ou ainda á transformação dos produtos rurais (industrias rurais). Na Empreza Rural a escolha dos terrenos a serem trabalhados. Em todo periodo de organisação de uma empreza as operações iniciais são sempre basicas. dos maquinismos e utensilios necessarios á industria rural. das raças de animais para creação. Por Empreza Rural não devemos compreender sómente as instituições que têm por fim a produção de utilidades agrarias. são ope- . DA ORGANISAÇÃO DA EMPREZA RURAL Qualquer que seja a fórma e a finalidade da Empreza Rural a sua organisação é tarefa dificil e que deve ser bem orientada para agir proficuamente. Azienda Rural. das sementes e mudas para cultura. etc. Póde tambem se destinará grande ou á pequena cultura. Organisação. da elaboração da receita e despeza.LIÇÃO XVI Da Empreza Rural Sumario: — Conceito.

). Na pequena Empreza Rural unia familia ás vezes se encarrega de todas as operações necessarias á produção. O numero destas. Como em toda organisação produtora é de grande necessidade a escolha do pessoal habilitado. arrendatario. Mas. que dirige os diversos serviços da Empreza. etc. e) Meieiros. caixa. que trabalham para o proprietario com o contrato de satisfazer ás despezas e dividir os lucros com este. debaixo de certas disposições costumeiras e contratuais facil nos torna agrupa-los nas seguintes categorias. etc. tais como despezas com os trabalhadores.. colonos ou parceiros. dentre outras: a) Proprietario. d) Pessoal do Escritorio (Contador. auxiliares.— 64 — rações primordiais e de relevante importancia.. bem como as eventuais e os impostos e gravames com que são em geral afetados os bens e a produção.. materia prima a empregar. detentor da riqueza administrada (dono. preparo do sólo. O PESSOAL DAS EMPREZAS RURAIS O pessoal que auxilia a produção agraria se classifica por diversas categorias. etc. no regimen da grande propriedade territorial. não devendo se esquecer nunca um organisador de que são fatores da grandeza de toda instituição economica as cabeças que pensam e os braços que executam. varia com a extensão da empreza. porém. juros de capitais empenhados. que é o dominante em nosso país. No calculo das despezas dos exercicios devemos tambem levar na devida conta as que são necessarias e inevitaveis. tambem o organisador cuidar das combinações culturais ou industriais a que se destina a Empreza. premios de seguros. alimentação dos animais. . c) Colonos. etc. e.) b) Administrador. impostos diversos. Após a inventariação dos capitais agrarios deve. sementes. torna-se necessario um pessoal mais habilitado. trabalhadores manuais e que ordinariamente trabalham por contrato.

b) Agentes Consignatarios. ou a liquidação final da empreza. Em toda administração economica.— 65 — f) Jornaleiros ou diaristas. c) Funções finais ou conclusivas que têm por fim a liquidação das operações de um exercicio. como veremos adiante. aparecem sempre na Empreza Rural tres pessoas distintas: a) Proprietario. . melhoramento ou produtividade da riqueza administrada. que são as que têm por fim a organisação dos estabelecimentos. Ela tem por fim todas as operações cujo fim é acconservação. E’ exercida por meio de funções executadas por meio de atos e fatos administrativos. a gerencia da empreza. que têm por fim a direção. Daí se infere que são de tres ordens diferentes as funções administrativas: a) Funções iniciais. direção e liquidação dos estabelecimentos administrados. c) Correspondentes. Azienda Rural. Pessoas. por um corpo de pessoas sobre um patrimonio. empregados que ganham por dia de trabalho. Sob o ponto de vista contábil diversas são as pessoas que fazem parte da administração das emprezas rurais. g) Camaradas. LIÇÃO XVII Da Administração Economica Sumario: — Conceito. que são os empregados contratados por mês. DA ADMINISTRAÇÃO ECONOMICA Administração economica é a serie de funções exercidas pelos encarregados do patrimonio afim de que este produza. As funções administrativas têm por fim a organisação. de qualquer que seja a natureza da entidade administrada. Funções administrativas. b) Funções gestivas ou gestoriais.

As contas que representam os agentes consignatarios são as que representam os bens materiais da administração tais como Caixa. Correspondentes são os freguezes da administração. Semoventes. pelas diversas pessoas da administração. Azienda Agraria é a que se compõe dos bens destinados á produção rural. DA AZIENDA RURAL Denomina-se azienda rural ao patrimonio das emprezas agrarias. E’ sobre o Patrimonio da Empreza que são executadas as funções administrativas ácima enumeradas. é o senhor do patrimonio. . Mercadorias. As contas que representam os Correspondentes são as que demonstram os débitos e créditos das pessoas que mantêm. são os devedores e credores. a) Caixas Locais. ao conjunto de todos os bens que formam o ativo e passivo da entidade economica rural. b) Azienda Agraria. As contas que representam o Proprietario.— 66 — Proprietario é o dono da Empreza. Imoveis. transações com a Empreza. Agentes Consignatarios são os encarregados da guarda dos bens materiais da administração. são as de Capital e Lucros e Perdas (Resultado). Azienda Domestica é a que se compõe dos bens destinados ás despezas particulares do Proprietario da Empreza Rural. etc. A Azienda Rural póde ser dividida em duas seções completamente distintas: a) Azienda Domestica.

b) a sua situação juridica. 1929. c) a sua situação economica. . isto é. DA COMPLEXIDADE DO INVENTARIO RURAL Nas aziendas rurais as operações de inventariação se tornam ás vezes. O Inventario é efetuado quando se trata de crear um estabelecimento que tem por fim operações economicas (Inventario Inicial).— 67 — LIÇÃO XVIII Do Inventario Sumario — Conceito. o movimento monetario. a situação da azienda. está em demonstrar ao administrador. a saber.° Volume. DO INVENTARIO (1) Inventario é a verificação. por demais complexas. dos movimentos. O fim principal e toda a importancia do Inventario. Compondo-se elas de elementos de natureza as mais diversas torna-se ele por isso extenso e assaz trabalhoso. de numerario. pag. E’ uma das bases para o 1 evantamento do Balanço. E’ o Inventario que nos demonstra o valor economico do patrimonio. as relações com os correspondentes. descrição e avaliação de todos os bens que formam um patrimonio. dificulta ainda mais as operações imprescindiveis de clasificação dos bens patrimoniais. d) a sua situação financeira. (Contabilidade Geral). a saber. ou para a terminação das operações (Inventario Final). (1) Ver o nosso 1. isto é. para a verificação do resultado produzido em determinados periodos ou exercicios (Inventario Periodico). Ademais. 61. o estado liquido do patrimonio nas suas relações com as contas que o compõem. sendo grandé o número de contas. Complexidade. Levantamento do Inventario. em qualquer azienda: a) a sua situação especifica. global. E’ a apuração do valor economico de uma riqueza.

de contas especiais. pois que os bens que a compõem são inumeros e vasta se torna aquela operação. b) Descrição. E’ Analitico o Inventario Rural. Dissemos. um por um. a) Classificação. pois que este se baseia naquele.— 68 — Como todo Inventario. O Inventario Analitico exige sempre uma completa e detalhada descriminação dos elementos patrimoniais. Principalmente a clasificação dos diversos imoveis se torna algo dificil. E’ esta operação que demonstra o estado economico da azienda. Uma depende e é consequencia da outra. que na azienda agraria se torna complexa a operação de inventariação. fundamentais. A bôa descrição é condição essencial para uma exata avaliação. O Inventario Sintético é o que reúne os dados todos da mesma categorias. A operação da classificação nos faz grupar os bens existentes em um patrimonio. Descrição é o meio de qualificar os bens pela demonstração de suas qualidades e defeitos. demonstrando todas as suas qualidades e defeitos. o aplicado ás aziendas agrarias tambem póde ser Analitico ou Sintético. fim. faz parte pois. Cada grupo destes formará uma conta tambem especial. Resume-se ele em tres operações. O . quando descrimina todos os elementos patrimoniais. pois cada classe é aplicada a um determinado. DO LEVANTAMENTO DO INVENTARIO Em qualquer que seja a modalidade do patrimonio o processo para inventario é um só. c) Avaliação. de acôrdo com a natureza de cada um. e. Avaliação é o calculo em dinheiro do valor dos bens inventariados. para bôa ordem e exata verficação do patrimonio. Todo Inventario deve ser primeiramente Analitico e ao depois Sintético. debaixo da conta correspondente. O Inventario Sintético se contenta com o agrupamento de elementos da mesma natureza.

e os totais de cada bem. A descrição e a enumeração dos diversos elementos patrimoniais (classificação) são essenciais no Inventario Analitico. A classificação dos elementos patrimoniais das aziendas rurais no Inventario Analitico é a operação mais simples possivel. Para e Inventano Sintético torna-se necessario conhecer as contas que representam os diversos bens afim de formar as varias catégorias de contas. Deixaremos de tratar da Descrição. pois que esta depende dos conhecimentos gerais de cada um e não se baseia em conhecimentos nem principios contaveis. Nas lições seguintes vamos tratar de cada uma destas operações para levantamento do Inventario.um resumo daquele. . Com a diferença de que neste ela é efetuada sobre cada cousa. Qua dro siriático. ao passo que no Inventario Sintético o calculo monetario é feito sobre a conta que representa a cousa inventariada. Para essa operação deve-se ter em vista os bens da mesma natureza e grupa-los debaixo da conta que os tiver de representar. LIÇÃO XIX Da Classifica ção dos Bens Rurais Sumario: — Método. A Avaliação é tanto necessaria no Inventar io Sintético quanto no Analitico. Já no Inventario Sintético esta descrição não se faz necessaria pois este . tão sómente. DA CLASSIFICAÇÃO DOS BENS RURAIS A Classificação dos bens rurais é uma das funções primordiais para o levantamento do Inventario de uma azienda agraria. Capitais Agrarios. Classificação.— 69 — Inventario Analitico exige classificação descriminada pormenorisadamente. (1). Basta tão sómente enumerar as cousas ou bens da (1) Ver lição XVIII onde apresentamos os modelos de Inventarios Analitico e Sintéico.

e é geralmente uma resultante da economia ou da superprodução. desnecessaria a minudencia. este servirá de documentação tornando-se. Após a classificação dos elementos patrimoniais seguese a fase terminal do Inventario que é a Avaliação. desenvolvimento das plantas. tais como arados. Os Capitais agrarios tomam diversas fórmas. são todas as cousas que nos proporcionam serviços ou servem á nossa manutenção. criação e crescimento de animais. tais como o prazo para germinação das sementes. tais como terrenos de culturas. construções. E é por isso que não se concebe azienda rural sem fortes reservas de capitais. a necessidade da riqueza acumulada torna-se ponto essencial. E é ele um grande fator da produção. a natureza dos bens que a conta inventariada representa. porém. que é a Descrição. Sob o titulo de Imoveis incluiremos os diversos bens dessa natureza. maturação dos frutos. colheitas. Assim. Não cabe aqui exaltar a função e necessidade do Capital. com a especificação dos seus caracteristicos e fins... Dependendo esta não só do fator humano mas de condições outras. Sendo esta especie de Inventario um resumo do Analitico. por conjunto. convertido em bens ou cousas. não ha necessidade de minucia na classificação dos bens. debaixo da conta de “Máquinas Ágrarias” incluiremos todas as que forem usadas na empreza rural. amplo. pois. charruas.— 70 — mesma natureza debaixo de um titulo que os represente. fatais e inevitaveis. São as riquezas ecedentes. E’ o trabalho acumulado. A utilidade dos Capitais se faz sentir grandemente na Agricultura. etc. etc. DOS CAPITAIS AGRARIOS Capital. etc. No Inventario Sintético. sob as quais são convertidos tais como terras nuas e lavradas ou em . comquanto não seja o principal nem o mais importante. terrenos em matas. conservadas para aproveitamento em ocasião oportuna. Sem ele quasi não seria possivel a vida. após passar pela fase de terminação. Basta tão sómente um ligeiro historico designando. pastos. num sentido. como pensam os economistas conservadores.

podemos citar as de E. recoltas a colher. 6. a que já nos referimos. Jouzier: “Economie Rurale”. 84. Assim é que. dinheiro. Geralmente estas classificações são mais propostas de acôordo com os principios de Economia Rural e não sob o ponto de vista contabil. São fixos quando não desaparecem nem se transformam após uma operação realisada. 1920. cabendo a esta a sua sub-divisão. pessoais. etc. pagina 47. adubos. 1927. 16. sementes. são todos aqueles que concorrem para a produção agraria e para as operações comerciais efetuadas com os resultados daquela. dentre outras classificações. (2) Venanzio Manvilli: “Valutazione Agrarie”. 1922. Jouzier (1) Manvilli (2) Nicoli (3). 1922. DA CLASSIFICAÇÃO DOS CAPITAIS AGRARIOS Inumeras tem sido as classificações propostas dos capitais rurais. como todo Capital póde desaparecer ou não lógo após um fato administrativo. E. a) Fixos. Para nós os Capitais Agrarios pódem ser classificados primordialmente em duas grandes classes: a) Capitais Domesticos. do dono da Empreza Rural. b) Circulantes. Torino.— 71 — Pastos. Capitais Industriais e Comerciais da azienda rural. Estes capitais se regulam e se subdividem de acôrdo com as normas da Contabilidade Domestica. Estes Capitais ainda pódem ser. Capitais Domesticos de uma azienda agraria são os que satisfazem ás necessidades particulares. pag. Principalmente os tratadistas de Economia Rural não descuidam deste ponto. Pariz. pag. b) Capitais Industriais e Comerciais. dizemos que estes Capitais pódem ser economicamente considerados. construções. Livorno. e “Contabilit á Agrarie”. pag. Livorno. (3) Vittori Niccoli: “Economia Rurale. . fisicamente considerados: (1) E. Agrotimesia e Computisteria Agraria”. Estes capitais se referem ás funções técnicas (industriais) e comerciais da azienda agraria. maquinarios. animais.

b)Inanimados. Estes são constituidos por terras cultivadas. E pódem ser: a) Animais. Estes ainda pódem ser. em caso contrario.— 72 — a) Moveis. Ambos pódem ser utilizados na produção agraria ou nas suas operações comerciais. b) Imoveis. São moveis quando constituidos por bens desta natureza. Os Capitais circulantes são sempre moveis. se têm vida propria. etc. b) Inanimados. Aqueles são formados pelos terrenos desaproveitados. Estes pódem ser: a) Imoveis territoriais. QUADRO SINÓTICO DOS CAPITAIS AGRARIOS Apresentamos a seguir o quadro sinótico da nossa classificação dos Capitais Agrarios. . Os Capitais fixos imoveis são os formados por bens imoveis. conforme tenham ou não movimento independente do esforço alheio. b) Imoveis de Exploração ou Cultura. edificações. segundo a sua natureza: a) Animados ou Semoventes.

Estes métodos pódem ser aplicados a quaisquer especie de bens moveis. Metodos. Pelo método do preço corrente damos ao bem inventariado um valor monetario baseado no preço de cotação do mercado . diversos são os processos usados.— 73 — LIÇÃO XX Da Avaliação dos Bens Rurais Sumario — Conceito. mais os juros compensadores do emprego do capital. DA AVALIAÇÃO DOS BENS RURAIS Para a apuração do estado economico das aziendas agrarias. preço corrente. curso. médio. Métodos. com maior ou menor vantagem. Para tal. Sendo que até a classificação dos imovéis rurais constitue oje um capitulo especial de Economia e Contabilidade Rurais que estudaremos adeante. E’ assunto de tal importancia que os diversos métodos de aváliação das terras das emprezas rurais constituem hoje uma ordem de estudos definida. torna-se indispensavel a Avaliação. O método a aplicar varía com a natureza do elemento a inventariar. tais como o do preço do custo. Pelo método do preço do custo damos a cada elemento patrimonial um valor monetario baseado nas despezas por que nos ficou a cousa. variando todos eles de caso a caso. A Avaliação porém. Agrotmésia. Varios são os métodos aplicados. denominada Agrotimesia. que é a função conclusional de todo Inventario. Todos os bens são sucetiveis de avalação. Avaliação é o calculo monetario efetuado sobre uma determinada cousa. dos bens rurais não segue uma regra prefixada. etc. DOS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DOS BENS RURAIS As cousas que formam o patrimonio das emprezas rurais pódem ser avaliadas por diversos processos.

encontrase o valor de um dado elemento fazendo-se a soma da cotação atual da cousa (preço corrente). a facilidade de comunicação. Contabilidade Rural. Algebra. tais como a fertilidade das terras. adatavel. Nicoli assentaram as bases definitivas da nova ordem de estudos. DA AGROTIMESIA Agrotimesia é a ciencia que tem por fim a avaliação monetaria dos imoveis rurais.— 74 — Pelo método do curso médio ou valor médio. dividido o total por dois. Agronomia. Como sabemos. ERNESTO MARHENGI e sobretudo a obra notavel de V. pois que depende de um criterio seguro a adotar. a concurrencia. tal como a lei da oferta e da procura. escreveu: . E’ uma das operações mais complexas do Inventario dos bens rurais. Legislação. Qualquer destes processos como outros mais que existem. LOURENÇO GRANATO. Constitue esta dificil parte do Inventario Rural uma ciencia moderna. a especialidade de cultura. se para aluguel. a situação do imovel. a quem devemos na lingua portugueza a prioridade de tratar do estudo a que nos referimos. se para balanço. etc. Economia. Além desses fatores externos ha tambem fatores internos que agem para melhoria ou não do valor dos imoveis agrarios. uma nova ordem de estudos. etc. ha fatores externos que atuam sobre a avaliação dos imoveis rurais fazendo com que aumente ou diminua o seu valor. Tudo depende do criterio do contador encarregado da avaliação. O resultado será o preço médio. póde ser adotado com maior ou menor vantagem. tais como a Economia Politica. SERPIEIRI. principalmente em países como a Italia e Alemanha onde as obras de VENANZIO MANVILLI. Além de tudo. a avaliação das propriedades rurais varía de método só com o fim que se tem em vista com o Inventario: se para venda. o clima. Exige tambem grande prática das operações rurais e conhecimentos de principios indispensaveis de ciencias correlatas. mais o preço de custo do mesmo.

a distancia dos centros consumidores. c) Método dá Avaliação Racional. a topografia do sólo sob o ponto de vista das lavras culturais. Agrotimesia e Computisteria Agraria”.85. (2) Ha além desses três outros mais. (1). a natureza da vegetação. Torino 1927 e Venanzio Manvilli “Valutazioni Agrarie”. 1922. ou Direta Síntetica. as condições dos meios de comunicação. b) Método da Avaliação Empirica. as quédas d’aguas aproveitaveis como força motriz. a natureza mineralogica do sólo.— 75 — “Para se avaliar um terreno cultivavel não devemos considerar tão sómente a sua extensão. (1) “Noções Elementares de Contabilidade Agricola”. porém. Procede por meio de confronto. a natuza das culturais. Segundo este método devemos comparar a propriedade a avaliar com outras que se encontrem nas mesmas condições. os melhoramentos introduzidos com a drenagem e outros muitos elementos que eventualmente se apresentam á sua observação.pag. a sistematização do sólo. as servidões. . DOS MÉTODOS DE AGROTIMESIA Os autores costumam enumerar tres métodos diferentes para a avaliação dos terrenos agricolas (2): a) Método da Avaliação Comparativa ou Indireta. que. ou Direta Analitica. outros muitos elementos influem para lhe elevar ou depreciar o preço. as aguas para a irrigação. a natureza do clima. a sua fertilidade. Livornio. classifica-la-emos em zonas de acôrdo com os tipos carateristicos. estudo desta materia vêr as duas seguintes obras que se podem considerar classicas: Vittorio Nicolli: “Economia Ruralle. O avaliador deve. á primeira vista se lhe pode atribuir. a empreza rural fôr muito extensa. e que bem conheçamos. Quando. além da extensão da área cultivavel. Para melhor. pois. São Paulo. O primeiro é denominado Método Indireto por se dar o valor á propriedade rural tomando-se por base propriedades semelhantes. e daí faremos as diversas comparações. levar muito em conta. 1912.

e sobre essa renda fará o calculo do capital que deva proporcionar tal renda. pags. Este método é o mais dificil de ser realisado pois depende do bom conhecimento da propriedade.). Procede por síntese. cit. Chama-se Racional porque é o mais cientifico de todos. pelo conhecimento da região. op. 94. (3) Manvilli: Liv. E’ tambem o método preferido. é o titulo principal sobre o qual se mede o valor de uma propriedade rural” (3) Baseia-se na utilidade material das terras. o avaliador calculará o preço sobre uma proporção baseada na renda territorial da propriedade. 323 e 324. O ultimo é o cientifico. mão de obra. ou antes. Aqueles se baseiam na experiencia. “A renda territorial. Em todos estes métodos. Pelo método da Avaliação Racional ou Direta Analítica. etc.. Direta ou Sintética o avaliador — baseado na sua prática — procurará saber a historia das terras que tem que avaliar (preço por que foram compradas. economica e técnicamente. Os dois primeiros métodos enumerados são esperimentais. é o unico método cientifico de Agrotimesia.. cit. facilidade de crédito. devem-se ter em vista as condições especiais de cada caso isolado: Condições extrinsecas (população. O ultimo depende do estudo economico da empreza a avaliar. regimen tributario. produtos que dão. . na prática. produção anual. porém. pag. (4) Vér Niccoli.— 76 — Segundo o método da Avaliação Empirica. etc. e condições intrinsecas (estado agronomico da propriedade e topografico e onus que pesam sobre o imovel). (4).).

etc. vêr o nosso 1. . Num Inventar ha ha sempre duas partes perfeitamente distintas: a) O Ativo. Nele se incluem. (1) Para melhor comprehensão deste assunto. pag 61. Animais. todas as contas . b) Contas Passivas São ativas quando fazem parte do Ativo. Duplicatas a Pagar. Maquinas Agrarias. onde registramos as nossas obrigações a resgatar (titulos ou credores em contas correntes). recebe a denominação de Parcial (1). pois. 2ª. São tais: Obrigações. a Pagar. São contas passivas quando pertencem ao passivo. Modelo de Inventario Sintético DAS CONTAS ATIVAS E PASSIVAS Terminada a avaliação esta dá fórma contábil ao Inventario. onde colocamos as contas que representam os bens existentes (contas dos agentes consignatarios) e as obrigações que temos a receber (contas dos correspondentes). Dai surgem duas especies de contas a) Contas Ativas. Inventario Geral e Parcial. Plantações. tais como.º volume (Tratado de Contabilidade: Contabilidade Geral).ativas e passivas. DO INVENTARIO GERAL E PARCIAL Quando o Inventario é efetuado sobre toda a empreza rural. etc. Quando o Inventario é efetuado sobre parte ou partes da azienda agraria. Caixa. denomina-se Geral. b) o Passivo. Construções. Edição.— 77 — LIÇÃO XXI Do Inventario Sumario — Contas Ativas e Passivas. Imoveis. Modelo de Inventario Analitico.

........ forrada..... 2 jumentos ...................... 20 eguas para creação...... GADO:GROSSO: 5 touros caracús............................................................. para o gado... 600 arrobas de café............... UNIDADE IMMOVEIS: 50 alqueires de terra em capoeira.......500m2...... 20 “ “ “ “ pastos..... com 100m2. 1 “ de sub-solo....... 50 “ communs ............ cobertas de telha....................000 cafeeiros de 10 annos ................ (Continua) 40$000 30$000 55$000 ....................................... de tijolos.......... 1 curral de 6............ MACHINAS E UTENSILIOS 2 arados “Oliver’.............. 1 troly................................... tijolos. 5 arreios para carroças...................................... CAIXA: Dinheiro no cofre........ 90 vacas hollandezas............................... 10. 40 bacorinhos....................................................... 1 machina de escrever..... 5 cachaços nacionaes............... 15 casas para colonas............................................................. feita de telhas....................................... 1 casa moradia..... com 900m2 ......... 5 montarias para passeio......................................... 20 novilhas de 2 a 3 annos ..... assoalhada.......... 20 saccos de feijão.... de cisco......... em estylo moderno em perfeito estado.......................................— 78 — DO MODÊLO DO INVENTARIO ANALITICO Inventario da Fazenda das “TRES BARRAS” efetuado em 30 de Junho de 1929........................ 12 novilhos de 1 a 2 annos .............................................................................. 5 carroças............... 1 cocheira para os animaes de trabalho... PAIOL: TOTAL 400$000 300$000 1$000 20:000$000 6:000$000 10:000$000 20:000$000 2:000$000 30:000$000 1:000$000 250$000 3:000$000 36:000$000 15:000$000 860$000 2:000$000 2:400$000 4:500$000 1:000$000 1:000$000 500$000 100$000 350$000 1:500$000 250$000 700$000 950$000 950$000 2:641$000 1:400$000 18:000$000 1:100$000 600$000 400$000 300$000 80$000 100$000 1:200$000 150$000 200$000 40$000 250$000 300$000 50$000 140$000 35 carros de milho..........

................ 1caminhão “Ford”............................................................................ VEHICULOS: 1caminhão “Chevrolet”.......... Ruy Barbosa Pinto.................. TITULOS: Promissoria que acceitei a Armando Silva para 8/7/29............ SALARIOS: Pelos deste mez a pagar..............— 79 — (Continuação) CONTAS CORRENTES Devedores Marcel Amaral Lopes ............... 1:400$000 820$000 21:000$000 23:226$000 12:500$000 11:000$000 10:000$000 ........ Eurico Oliveira de Campos. 560$000 980$000 3:500$000 770$000 5:810$000 4:000$000 3:200$000 7:700$000 7:800$000 5:500$000 12:000$000 25:300$000 CONTAS CORRENTES: Credores: Hugo Jordão............. Yolanda Lacerda ................................................................................................................................ TITULOS 1 promissoria acceita por Hilda Pinho....................... para 10/7/29..................................... 1automovel “ Buick”........................ Celia Resende......................................... HYPOTHECA Pela que effectuamos com Epaminondas Torres Filho.................. Gilberto Soares Fontes............ 1 letra acceita por Helio Coutinho da Costa.................................................................................................... para 5/8/29..... conforme livro ponto..........................

................. Vehiculos Pelos arrolados Arreios e Silhões Pelos em uso Titulos a Receber Pelos em carteira. Titulos a Pagar Pelos de n/ acceite Salarios Pelos a pagar H ypothecas Pela que contrahimos 87:750$000 56:900$000 6:900$000 2:600$000 600$000 950$000 2:843$000 20:500$000 27:150$000 950$000 7:700$000 5:810$000 23:220$000 12:500$000 11:000$000 10:000$000 56:720$000 220:713$000 . B ovinos Idem....... Contas Correntes Devedores... ACTIVO: Immoveis Pelos inventariados.. Total do Activo... idem Moveis e Utensílios 1 machina de escrever Caixa Dinheiro em cofre.— 80 — Apresentámos a seguir um modêlo de inventario já Sob a fórma sintética: Inventario da Fazenda das “TRES BARRAS” efetuado em 30 de Junho de 1929.... idem Suinos Idem... PASSIVO: Contas Correntes Credores. idem Equideos Idem.. idem Machinas Agrarias Idem....... Produtos no Paiol Pelos armasenados..

V CAPITULO DAS CONTAS .

Segundo a natureza de suas especialisações é que os patrimonios nos fornecem conceitos diversos para a classificação técnico-contábil de suas contas. toda obrigação e direito concernente a cada bem. E na Contabilidade Sintética que melhor se evidencia o papel das contas. registrando elas todas as mutações patrimoniais são aptas para nos demonstrar a todo momento a situação especifica de cada ordem de bens aziendais. ela é apta para nos mostrar qual foi o movimento com os fatos administrativos de determinada ordem. DAS CONTAS Conta é um agrupamento de fatos da mesma natureza.LIÇÃO XXII Das Contas Sumario: Conceito. Modelos. qualquer que seja a empreza em que é aplicada: demonstrar o estado especifico e economico dos elementos patrimoniais. cientifico. as modificações produzidas e os resultados obtidos. das contas. são aplicaveis a qualquer azienda administrada. DOS MODELOS DAS CONTAS AGRARIAS Com referencia aos modelos das contas pódem e devem ser adotados todos os que satisfaçam a natureza dos fatos ad- . a situação destes num começo de exercicio e no momento que se deseja. Registrando toda entrada e saída de valores. pois. qualquer que seja a especialisação da Contabilidade. evidenciando tudo com clareza e certeza. A função das contas é a mesma. As classificações sob o ponto de vista contábil.

b) a da direita (Crédito. Débito ou Entrada). b) Secções Divididas ou Separadas. A’ Contabilidade Rural será permitido adotar os que se fizerem necessarios. como subsidios esclarecedores. onde registramos os fatos negativos. c) Secções Superpostas. quando o débito vem por cima e o crédito por baixo. Além destas ha contas que pela natureza das cousas que representam necessitam de outras colunas que poderão ser adotadas á vontade. tendo intuitos mais estatisticos do que contaveis. onde registramos os fatos positivos. quando o débito vem numa pagina e o crédito na outra. Apresentamos a seguir modelos da fórma grafica destas diversas especies: . quando o débito vem junto ao crédito. Haver ou Saída).— 84 — ministrativos a registrar. que diminuem o valor da conta. que trazem aumento ou diminuição de direito á conta. ás operações a contabilisar. São de tres modos diversos os modelos usados em Contabilidade na colocação das secções de Débito e Crédito do Contas: a) Secções Contiguas. No geral todas as contas têm sempre duas partes distintas: a) a da esquerda (Deve.

— 85 — Modelo de secções contiguas: DEBITO CREDITO Modelo de secções divididas: DEBITO CREDITO .

— 86 — Modelo de conta de secções superpostas: DEBITO CREDITO .

Ex. Edgard Marx. bem como a conta de Capital. quando representam os objetos e pessoas que tornam parte numa operação. Bovinos. que são as que representam o resultado das operações. os lucros ou prejuizos. As contas pódem se classificar: 1. Salarios. ainda pódem ser: a) Contas de Movimento. Sumos. São as contas dos Consi gnatarios e Correspondentes. Maquinas Agrarias. que são as que demonstram lucro ou prejuizo. quanto á sua função. Juros e Descontos. que são todas as que representam os objetos das operações aziendais. Comissões. Exemplo: Nair Succar. Exemplos. c) Contas dos Correspondentes que são as que representam as pessoas com quem a empreza mantém relações mercantis. b) Diferenciais. .° — Quanto á sua função as contas pódem ser: a) Integrais. tais como: Lucros e Perdas e suas sub-divisões. Exemplo: Caixa.: Despezas. etc. b) Contas dos Agentes Consignatarios.° Quanto á sua personalidade: a) Contas do Proprietario. que são todas as que demonstram lucro ou prejuizo. que são todas as que representam os bens materiais da administração. Produtos no Paiol. Na Contabilidade Rural.° Finalmente. Classificação. etc. 3. etc.— 87 — LIÇÃO XXIII DAS CONTAS (Conclusão) Sumario:— Classificação. Café. etc. como Despezas. Construções. São as contas do Proprietario. etc. b) Contas de Resultado. Banco do Brasil. DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS Vamos apresentar agora algumas classificações de contas que julgamos indispensaveis para o estudo de qualquer Contabilidade aplicada. 2. taes como Imoveis.

DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS RURAIS São varios os criterios que pódem ser adotados para a classificação das contas rurais. só demonstram as mutações economicas. ou dos auxiliares. cit. compreendendo as emprezas rurais mixtas e o da classificação das contas segundo a especialisação da empreza rural (pastoril ou cultural). as contas analiticas. isto é. . pag. conforme se destinam á escrituração sintética ou á analitica. Ocupar-nos-emos no momento da classificação das contas das emprezas rurais mixtas. natureza e esclarecimentos necessarios. As contas sintéticas ou de razão.— 88 — DAS CONTAS NA CONTABILIDADE RURAL Todas as contas pódem ser sintéticas ou Analiticas. Quando tratarmos de cada uma daquelas especialisações da Contabilidade Agraria.. são de grande necessidade e indispensaveis para demonstrar o custo e a razão de ser das diversas produções agrarias. (1) EXEMPLOS DE CONTAS DA CONTABILIDADE RURAL Vamos enumerar perfuntoriamente algumas contas que geralmente são usadas tanto na Contabilidade Pastoril quan- (1) Liv. estudaremos-as classificações que se lhes refiram. Na Contabilidade Rural as contas auxiliares ou analiticas são importantissimas e apresentam vantagens formidaveis. Contra elas não permanecem de pé as alegações de MARHENGI que tentou demonstrar a desvantagem da Contabilidade Analitica na Contabilidade Rural. demonstram não só estas como a sua origem. sem lograr exito porém. 54 e seguintes. Dentre os principais citaremos o que as estuda sob um ponto de vista geral.

Despezas Gerais. Maquinismos ou Maquinarios. Representa o movimento monetario.— 89 — to na Cultural. E’creditada pelos valores que constituem o capital e debitada pela diminuição ou desaparecimento deste. Salda-se por balanço. Debita-se pelos existentes. citaremos: Capital. Não tem crédito: salda-se por balanço. depreciações e inutilisações. Caixa. Representa a conta das familias ou pessoas que empregam a sua atividade na fazenda. Não tem crédito. Representa os que são utilisados nos serviços agrarios. Salarios. Representa os valores com que uma pessôa constitue o seu patrimonio para inicio de suas transações. Dentre as principais contas que usualmente aparecem na Contabilidade Rural. Contas Correntes. E’conta de resultado. no crédito. Moveis e utensilios: Representa os objetos de uso. Representa os pagamentos de serviços aos trabalhadores. Animais de Trabalho. . Representa os bens que não se deslocam Debita-se pelos existentes e adquiridos. Representa os que são utilisados nos serviços agrarios. Imoveis. Credita-se pelos alienados. Colonos. E’ debitada pelos comprados e creditada pelas amortisações e estragos. E’ debitada pelas que são instaladas e creditada pelas amortisações. Debita-se pelos existentes. quando adquirem algum direito. Credita-se pelos que morrem ou são vendidos. Representa as maquinas em uso na empreza rural. E’ conta de lucros e perdas. Animais de Trabalho. Movimento identico ao de contas corrente. Conta fundamental. Registra por débito os gastos miudos do estabelecimento rural. fazer a enumeração das suas contas carateristicas. por débito. Registra as transações com os Correspondentes: no débito quando estes asumem uma obrigação. Registra a entrada e saida de dinheiro. reservando para quando destas tratarmos especialmente. Credita-se pelos que morrem ou são vendidos.

Registra as obrigações aceitas a favor do fazendeiro. Registra por débito os prejuizos e por crédito os lucros da empreza. Rio de Janeiro. Conta de resultado. 320. Jogo escritural inverso. Classificação adotada Critica. Juros & Descontos. bem como correiames. Debita-se pelos prejuizos. idem. 1927. pag.— 90 — Veículos. usados pelos animais de trabalho. barrigueiras. Titulos a Pagar. Debita-se pelas aceitas. e por crédito os que nos são abonados. Representa uma parte dos lucros retirada para garantia de prejuizos eventuais. Registra as operações efetuadas com os bens de transporte. Arreios e Selins. pelo que é creditada. Lucros e Perdas. com a sua manutenção e funcionamento. o “Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilidade” estudou a questão da classificação das contas rurais. Movimento egual á Moveis & Utensilios. Lucros Supensos. Representa estes utensilios. CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS RURAIS NO PRIMEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE Sob a epigrafe de “Uniformisação da Contabilidade Agricola”. O inverso da precedente. Movimento identico á conta de Moveis e Utensilios. sendo então propostas duas classificações (1) (1) “Relatorio do Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilidade”. LIÇÃO XXIV Das Contas Sumario: — Classificação proposta no Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilidade. acrecido com as despezas por débito. Comissões. Representam por débito os que abonamos aos nossos devedores. Titulos a Receber. Idem. Fundo de Reserva. etc. . Credita-sé pelas recebidas. freios.

33 foi da autoria do Sr. Aliás neste ponto a tése é interessante. comquanto encare a empreza rural sob varios aspétos. outra pelo relator desta. no citado Congresso. 318. (2). não deveria se ater com as especialisações da produção dos estabelecimentos rurais. A classificação proposta por este. num sentido amplo. PERCILIO DE CARVALHO. . Sob este ponto de vista. 33. ANTONIO MIGUEL PINTO (3). pois se extende assaz por sub-ordens. No entretanto a sua classificação das contas de “Culturas” e “Criações” são muito bôas para compreensão das emprezas culturais e pastorís. pelo autor da tése numero 33. DA CLASSIFICAÇÃO ADOTADA NO “PRIMEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE” Por proposta da Commissão encarregada de relatar a tése n. não obstante a sua prolixidade. Vejamos estas classificações: A tése num. a sua classificação das contas é perfeitamente aceitavel. idem. (3) Idem. idem. foi aprovada outra classificação das contas da Contabilidade Rural. Ocupando-se na sua tése da classificação das contas das emprezas agrarias. Não se ateve. pag. Preocupou-se tambem ecessivamente o seu Autor com a especialisação da empreza rural. 309. da qual foi relator o prof. Na verdade a classificação então aprovada satisfaz ás exigencias da (2) Idem.— 91 — Uma. porém. PERCILIO DE CARVALHO o intuito de classificar as contas de acôrdo com a especialisação do estabelecimento rural. Nota-se na classificação do Sr. sendo esta ultima adotada pela Commissão encarregada de dár parecer. porém. não nos apresenta uma classificação rigorosa sob o ponto de vista contável. a uma classificação do ponto de vista geral. a qual foi posteriormente aceita pelo Congresso. pag.

Classificando as contas em quatro grandes classes. idem. o Congresso citado houve por bem aprovar a seguinte classificação das contas na Contabilidade Rural: (4): (4) Idem. 320. pag. . pois.— 92 — técnica contábil. encara as diversas especies de fatos administrativos de uma azienda agraria.

Vê-se que é bem racional tal classificação. finalmente. teremos ocasião de formular algumas idéas sobre a classificação das contas referentes a cada uma daquelas aziendas. . E.— 93 — CRITICA DA CLASSIFICÇÃO SUPRA A classificação ácima não é prolixa. tendo em vista que as contas na Contabilidade Rural ou representam os fundos com que foi constituida a empreza agraria (Conta de Capital). A classificação ácima se refere ás emprezas rurais de caráter mixto. E a que adotamos. tendose em vista que estas duas ordens de fatos administrativos pódem apresentar um resultado positivo (lucro) ou um resultado negativo (prejuizo). segue-se que devemos abrir ainda uma quarta e ultima classe de contas: as de Lucros e Perdas. ou representam os fatos administrativos referentes ao exercicio agricola (contas da gestão rural). E é das melhores que conhecemos. ou ainda as operações comerciais das aziendas agrarias. Quando estudarmos as duas modalidades de emprezas agrarias exclusivas (cultura e pastoril).

VI CAPITULO DOS METODOS DE ESCRITURAÇÃO .

c) Escrituração Analitica ou Auxiliar. lição I . Partidas Simples e Mixtas. segundo principios fixos e preestabelecidos todos os fatos das aziendas administradas. Das funções da Contabilidade esta é uma das mais importantes.LIÇÃO XXV Dos Métodos de Escrituração Suimario: — Escrituração. no Livro Razão. em que os registros são efetuados em contas especiais para cada cousa. Especies. Métodos. DA ESCRITURAÇÃO (1) Escrituração. em que todos os lançamentos obedecem á ordem de data (dia. Diario. E nos demonstra a todo e qualquer momento o resultado dessas operações. (1) — Ver o nosso 1° volume “Contabilidade Geral”. é a arte de escrever nos livros de Contabilidade. Razão. em que os lançamentos são registrados em fórma contábil. Registra metodicamente. b) Escrituração sistematica ou sintética ou de Razão. A Escrituração póde ser efetuada por tres modos diferentes: a) Escrituração Cronologica. como já dissemos. mez e ano). por partidas. demonstrando ao contrario da antecedente todas as mutações efetuadas com cada bem. E’ tambem uma Escrituração Estatistica. é o registro grafico de todas as operações que afetam o patrimonio. como a sua razão de ser.

— 98 — DOS MÉTODOS DE ESCRITURAÇÃO São diversos os métodos de Escrituração dos livros de Contabilidade (2). Servem eles para orientar o contador na registração das operações efetuadas. Não se póde conceber uma Escrituração sem um método prefixado. E’ este que orienta no registro dos fatos administrativos, nas contas e livros necessarios. Dentre os principais métodos de Escrituração aplicaveis á azienda rural, citam-se a Unigrafia ou Partidas Simples, as Partidas Mixtas, a Digrafia ou Partidas Dobradas, os Métodos do Diario-Razão, dentre os quais citaremos como principais o de Degrange (Método Americano), o de GIUSEPPE CERBONI (Método Logismografico e o de EMMANUELLE PISANI (Método Estatmografico). Vamos nesta e nas lições seguintes dar algumas noções sobre estes diversos métodos. Extender-nos-emos tão sómente quando tratarmos da Digrafia, pois julgamos este o mais cientifico e necessario dos métodos de Escrituração. DAS PARTIDAS SIMPLES E MIXTAS Entende-se por Unigrafia ou método das Partidas Simples o que nos ensina a registrar todas as operações no débito ou no crédito de determinada conta. O que caráterisa este método, porém, é o fato de que só se preocupa com as contas dos Correspondentes (pessôas que mantêm transações com a administração) e dos Consignatarios (bens corporeos), sem se preocupar com as contas do Proprietario (contas de resultado). Como sabemos a Unigrafia passou por duas fases evolutivas distintas a) Primeiramente compreendia este método sómente o registro das operações efetuadas com os Correspondentes (freguezes) (2).

(2) Ver o nosso 1°. volume Contabilidade Geral, lição XVII e seguintes.

— 99 — b) Posteriormente se passou a compreender por Unigrafia o método de registro das operações efetuadas com os Correspondentes e Agentes Consignatarios (bens materiais). O método das Partidas Mixtas se confunde com este segundo conceito da Unigrafia. Pelo exposto, porém, se vê a desvalía desses métodos que no seu rudimentarismo são incapazes de orientar o melhor administrador, aquele que necessita sempre estar ao corrente do movimento economico e juridico da riqueza que administra. Nestes dois métodos apurava-se o reesultado de um exercicio pela comparação do Inventario Inicial com o Inventaria extraído no momento. São pois, métodos rudimentares, inuteis no estado atual da ciencia contábil.

DOS DIARIOS-RAZÕES
Denominamos Diarios-Razões aos métodos administrativos num só livro destinado ao Diario e ao Razão. Este métodos se baseiam nas Partidas Dobradas de que são aperfeiçoamentos. Por isto mesmo já podemos induzir que são métodos muito superiores aos antecedentes. O intuito dos Diarios-Razões é tornar mais facil e rapida a escrita dos estabelecimentos. Nem sempre conseguem ambos os resultados ácima. Baseiando-se na Digrafia os Diarios-Razões não dispensam os livros auxiliares, que são sempre fundamentais e esclarecedores da escrituração. DOS PRINCIPAIS METODOS DE DIARIO-RAZÃO Dentre os principais métodos de Diario-Razão usados e aconselhaveis, mencionaremos: a) Diario-Razão de EDMOND DEGRANGE PAE. E tambem impropriamente conhecido por Método Americano. Foi o primeiro Diario-Razão conhecido. Este método nos ensina a escriturar aquele livro dividindo-se as contas em cinco ordens, as quais têm por fim representar todo o mo-

— 100 — vimento das administrações: Mercadorias, Caixa, Obrigações a Receber, Obrigações a Pagar, e Lucros e Perdas, reservando-se, porém, uma coluna para as novas contas que surgirem e não possam ser enquadradas naquelas “cinco contas gerais”. b) O método Racionalista de MORAES JUNIOR. E’ um aperfeiçoamento do anterior. Pela teória de MORAES JUNIOR além das cinco contas gerais enumeradas ácima devemos abrir mais uma coluna para a conta de Capital e fazer desaparecer a de “Diversas Contas” pois, conforme este autor aquelas contas representam todas as ordens de operações de um patrimonio. c) A Logismografia de GIUSEPPE CERBONI. Este classificou as operações efetuadas em tres ordens de fatos administrativos: permutativos, modificativos e mixtos. E em tres as pessôas que tomam parte na administração de um patrimonio: Proprietario; Consignatarios e Correspondentes ( Teória Personalista). Segundo CERBONI devemos abrir no Diario Logismografico uma coluna para a primeira daquelas pessôas, uma para as segunda e terceira e outra finalmente para as “permutações”, além de colunas auxiliares de somenos importancia. d) A Estatmografia de EMMANUELLE PISANI DIPESCIA. E’ este um método de escrituração por meio de balanços. O seu Diario-Razão é dividido nas seguintes colunas: A Para as operações referentes ao estado patrimonial; B quando se refere ao movimento dos valores, C para se apurar os “resultados economico-administrativos”,além de outras colunas auxiliares. Todos estes métodos têm o jogo escritural das suas contas baseado por débito e crédito, principio fundamental das Partidas Dobradas.

— 101 — LIÇÃO XXVI

Da Digrafia
Sumario: — Conceito. Principio fundamental. Mecanismo.

DA DIGRAFIA Digrafia ou método de Escrituração por Partidas Dobradas é aquele que nos ensina a escriturar os fatos administrativos sempre em duas contas diferentes: numa devedora (que recebe ou asume uma obrigação) e numa credora (que fornece ou adquire um direito). Tem este método, por fundamento, a contraposição de contas que representam valores, direitos, obrigações ou resultados, as quais apresentam no fim de um exercicio, por balanço, o patrimonio liquido e os resultados parciais e totais de todas as operações. E’ um processo cientifico por ecelencia, e, desde o seu aparecimento, ha seculos, foi universalmente adotado. Não se sabe ainda quem foi o credor das Partidas Dobradas, sendo que o primeiro livro sobre o assunto foi escrito em 1494, por FREI LUCCA PACCIOLO, em Veneza. E’este o método por todos aconselhado na escrituração dos livros de Contabilidade. E é tambem o que adotamos. DO PRINCIPIO FUNDAMENTAL DA DIGRAFIA Baseia-se este método em que toda operação afeta sempre duas ordens de contas, e que invariavelmente uma fica sendo devedora da outra. Por isso é que se diz não haver em lançamento algum devedor sem credor. Porque: devedor é a pessôa que recebe alguma cousa, que se obriga; e credor é a que fornece ou que adquire algum direito. Ora, não póde haver recebimento sem ter havido fornecimento; não póde haver aquisição de um direito (credor) sem que uma pessôa assuma uma obrigação (devedor). Este é o principio basico e eterno das Partidas Dobradas: Não ha devedor sem credor, nem credor sem devedor.

— 102 — Como sabemos, ha sempre num patrimonio contas que representam valores movimentados e resultados. Ora, lançando-se sempre no débito e no crédito desta ultima, de acôrdo com o fato administrativo que origina o lançamento, é claro que no fim de um periodo (exercicio) essas contas de resultado demonstrem um lucro (quando são credoras) ou um prejuizo (quando são devedoras). Lógo a Digrafia é apta para não só nos demonstrar as mutações operadas no patrimonio, e suas respectivas contas, como o seu estado liquido num periodo determinado, bem como o resultado perfeito que as transações apresentaram. DO MECANISMO DIGRAFICO Nos livros auxiliares a aplicação da Digrafia torna-se facil: basta debitar a conta que recebeu e creditar a que forneceu, na mesma importancia. No Diario, porém, usa-se um mecanismo segundo o qual os lançamentos são escriturados por meio de determinadas fórmulas. Estas pódem ser: a) Fórmula Simples, quando na operação aparece um só devedor e um só credor. Esta é tambem denominada primeira fórmula. b) Fórmulas Complexas, quando na operação que se registra surge uma conta devedora e diversas credoras, ou diversas contas devedoras e uma só credora. No primeiro caso se diz segunda fórmula; no segundo caso dizemos terceira fórmula. c) Fórmulas Composta, quando ha diversos devedores e diversos credores. E’ tambem denominada quarta fórmula, ou fórmula de Diversos a Diversos. E’ de cada uma destas fórmulas que vamos tratar nas lições seguintes.

— 103 — LIÇÃO XXVII

Da Digrafia
(Continuação)
Sumario: — Fórmula Simples. Colocação das importancias no Diario.

DA FÓRMULA SIMPLES Fórmula Simples é aquela que demonstra um só devedor e um só credor. Por isso é tambem chamada 1ª. Fórmula. O devedor é o elemento que vem antes; o credor, o que vem depois. Esta simples colocação basta para suprimir as palavras débito e crédito. A Digrafia estabeleceu que a conta que vem antes, deve á que vem depois. Assim, em vez de no Diario lançarmos: Caixa deve a Mercadorias Féria de hoje $ lançamos assim: Caixa a Mercadorias Féria de hoje $ Pelo laconismo e clareza deste lançamento ficamos sabendo que Caixa é devedora de Mercadorias, e esta por sua vez é credora de caixa. Esta Fórmula Simples é tambem denominada primeira fórmula. DA COLOCAÇÃO DAS QUANTIAS DA FÓRMULA SIMPLES, NO DIARIO. Não ha regras estabelecidas pela Contabilidade para a colocação das importancias das partidas nas colimas do Diario.

LIÇÃO XXVIII Da Digrafia (Continuação) Sumario: — Fórmulas Complexas. de tres colunas quando usamos a Fórmula Simples. Vamos mostrar agóra como costumamos a colocar as quantias nas colunas do Diario. Vejamos como se deve fazer para a colocação das importancias nas colunas do Diario: 1. ou um só credor e varios devedores. Colocação das quantias no Diario. sendo no final somadas para a terceira coluna (última). .— 104 — E’ a prática que nos aconselha a vantagem das posições das colunas. Ver na lição seguinte o primeiro e segundo lançamentos. DAS FÓRMULAS COMPLEXAS As Fórmulas Complexas compreendem a segunda e a terceira fórmulas. A Fórmula Complexa é aquela que demonstra um só devedor e varios credores.° Caso: As quantias irão todas para a primeira coluna. enumeradas ácima. Modelo de Diario Moderno.° Caso: A quantia vai dirétamente para a terceira (ultima) coluna. 2. b) — Quando ha uma conta devendo a outra mais de uma vez. Podemos supôr dois casos diversos: a) — Quando na fórmula simples uma conta deve a outra sómente uma vez.

Chamam-se estas fórmulas Complexas. .A segunda é complexa quanto aos credores (varios). Quer dizer o primeiro exemplo que o correntista Agnello Guedes da Silva deve a Mercadorias e deve a Caixa. e que Mercadorias tem haver de Agnello Guedes da Silva. A terceira é complexa quanto aos devedores (varios devedores). assim como Caixa. hoje resgatada 800$000 208$000 960$000 Ambos estes lançamentos são feitos por Partidas Dobradas e Fórmula Complexa. O segundo exemplo quer referir que Caixa tem haver de José Getulio da Silva.— 105 — Exemplos: 2ª Fórmula Contas Correntes a Diversos. a Mercadorias Agnello G. contem um só credor e varios devedores.O primeiro (2ª fórmula).da Silva Dinheiro que nos pediu 200$000 3ª Fórmula Diversos a Caixa Contas Correntes José Getulio da Silva Dinheiro que nos pediu 10$000 Mercadorias Pelas compradas a dinheiro 150$000 Obrigações a Pagar Pela de Armando Colapietro.da Silva Generos comprou 8$000 a Caixa Agnello G.porque elas são complexas em cada um de seus termos. de Mercadorias e de Obrigações a Pagar tambem.

Apresentamos um modelo de escrituração do . e. sómente. a) — Quando uma conta deve a outra so uma vez. Do Modelo do diario Moderno Denomina-se Diario Moderno ao escriturado pela fórmulas simples e complexas. soma-se as quantias todas para a terceira coluna. NO DIARIO Para colocação das quantias das fórmulas complexas no Diario devemos supôr tambem os dois casos da lição anterior.— 106 — DA COLOCAÇÃO DAS QUANTIAS DAS FÓRMULAS COMPLEXAS. Ver as duas ultimas partidas no Diario adiante. a colocação das quantias no Diario de tres colunas é identica. dai. No primeiro caso ácima: Todas as quantias vão para a segunda coluna e daí serão somadas para a terceira. colocam-se estas quantias na primeira coluna e somam-se para a segunda. No segundo caso ácima: Quando uma conta fór devedora de outra mais de uma vez. b) — Quando uma conta deve a outra mais de uma vez. Quer para a segunda quanto para a terceira fórmulas.

idem..1 de julho de 1929 Bo vinos a Caixa Pg. por uma vac C aixa a Colonos a José Schultr Dro. Moraes Nestor Sobral Calry Vasconcel D espezas Geraes Pg. mezadas a: Newton R... Cu ltura de Café a a Colonos 120 alqueires de c na semana p.. a Capina Pelas despezas d Serviço. por livros de Co ca “Hollandeza” 600 000 e ra im 2 D af pa guardar 40 000 70 000 30 000 iversos é colhido ssada 240 000 e 10 dias de ivro Pronto a 50 000 290 000 los nt abilidade 80 000 90 000 110 000 280 000 15 000 295 000 .. que deu pa a Carlos Amor Idem. conforme L Di versos a Caix Co lonos Pg.DIARIO MODERNO Rio de Janeiro.

.LIÇÃO XXIX Da Digrafia (conclusão) Sumario: — Fórmula Composta. dãose dois traços debaixo da soma e faz-se a contra-partida do seguinte modo: vê-se a conta credora e coloca-se na linha lógo abaixo — antecedida da preposição a. DA FÓRMULA COMPOSTA Quando as fórmulas são complexas em ambos os seus termos. em que fazemos os lançamentos de crédito das contas. Chama-se Partida a primeira parte do lançamento onde fazemos os lançamentos de credito das contas. antecedida da preposição de. São fórmulas compostas por diversos devedores e diversos credores. Ao depois fazem-se os lançamentos como nas demais fórmulas. Em toda fórmula composta ha sempre duas partes distintas: a) — A Partida b) — A contra-partida. Contra-Partida é a segunda parte da fórmula. que indicam a existencia de varios devedores e varios credores. elas se denominam Fórmulas Compostas. e debaixo dela a indicação da conta de quem ela tem haver. esta fórmula é tambem chamada de Diversos a Diversos. Por (complexas) e mais de um credor (complexa). As quantias da terceira coluna são somadas para baixo. Por isto. Lança-se a Fórmula Composta da seguinte maneira: Colocam-se as palavras Diversos a Diversos. Colocação das quantias no Diario. As Fórmulas compostas por diversos devedores e diversos credores.

sendo ao depois somadas para a terceira. O Diario de Diversos e Diversos têm geralmente quatro colunas. Este Diario é tambem denominado Diario Antigo. No quarto caso: As quantias irão para a primeira coluna. pois que os guardalivros usam oje mais as tres primeiras fórmulas (Diario Moderno). No primeiro caso: As quantias irão todas para a terceira coluna. c) — Se ha lançamentos em que alguma conta deve a outra mais de uma vez. daí somam-se os totais para a terceira. donde será feita a contra-partida. d) — Se ha lançamentos em que alguma conta deve a outra mais de uma vez e deve ainda a mais de uma conta. .DA COLOCAÇÃO DAS IMPORTANCIAS NAS COLUNAS DO DIARIO DE DIVERSOS A DIVERSOS Denomina-se Diario de Diversos a Diversos aquele em que é usada a quarta fórmula (composta). onde será efetuada a contra-partida. No segundo caso: As quantias irão para a segunda coluna. e daí feita a contra-partida. No terceiro caso: As quantias irão para a primeira coluna sendo então somadas para a terceira coluna. donde será tirada a contra-partida. vamos supôr tambem os seguintes casos: a) — Se ha lançamentos em que uma conta deve a outra só uma vez. Para colocação das importancias nas colunas deste Diario. b) — Se ha lançamentos em que alguma conta deve a mais de uma conta. sendo depois somadas para a segunda.

VII CAPITULO DOS LIVROS NA CONTABILIDADE RURAL .

Os livros de Escrituração cronologica não têm as suas paginas divididas em contas. caraterisando-se por anotações feitas a bel-prazer dos fazendeiros. DOS LIVROS NA CONTABILIDADE RURAL Todas as especies de livros ácima enumeradas são de grande necessidade na Contabilidade Rural. E’ nesses livros que são registradas as contas. como Minas e S. ao passo que os de Escrituração Analitica e Sintética são divididos em contas. Analitica ou Cronologica. . Não obstante. Nas administrações agrarias não ha livros exigidos por lei.LIÇÃO XXX Dos Livros na Contabilidade Rural Sumario: — Livros na Contabilidade Rural. em que são lançadas todas as operações da administração. De modo que a Contabilidade Rural está ainda em periodo muito rudimentar ainda em nosso país. Os livros pódem ser de Escrituração Sintética. conforme a especie de registro que se adote nos mesmos. DOS LIVROS DE CONTABILIDADE Livros de Contabilidade ou de Escrituração são os que servem para o registro de todos os atos administrativos. menos perfeitamente organizadas. Livros de Es crituração Rural. Paulo já ha emprezas agrarias com sistemas de Contabilidade mais ou. nos Estados mais adiantados do país.

os prejuizos aos particulares e ao país inteiro. Nesta parte trataremos sómente dos livros que tanto pódem ser adotados na Contabilidade Pastoril quanto na Cultural.Não se póde conceber a inexistencia de Contabilidade nas administrações rurais. o que dá mais lucros — pois o que mais cotação tem no mercado — sem se preocupar em que ha produtos que menor preço têm no mercado mas que rendem mais. etc) só dela passa a cuidar. . Pois. algodão além.. A’ falta de Contabilidade podemos atribuir o regimen de quasi monocultura em que vivemos e que caráterisa certas zonas do nosso vastissimo país. Quer isto dizer que os fazendeiros poderão adotar os livros que quizerem. trataremos ádiante dos principais. pois o seu custo de produção é baratissimo Isto só a Contabilidade nos demonstra. e se quizerem. a lei não estabelece a exigencia de uma Contabilidade nas emprezas agrarias. julgando que o preço do produ to que explora e o mais vantajoso. o fazendeiro que se entrega a uma plantação (café aqui. Só ela nos proporciona os meios necessarios para o licito empreendimento dos negocios. de qualquer natureza que ela seja. isto é livros indispensaveis á qualquer empreza agraria. para evitar os insucéssos. sem saber o custo de cada cultura e as vantagens destas em vista do preço do mercado e do de custo.. Ela orienta e aconselha com a expressão muda de suas estatisticas. pelo desequilibrio da produção. devido á não exigencia de Contabilidade que as regulamente Esta é uma bussola indispensavel á qualquer administração. borracha acolá. DOS LIVROS DE ESCRITURAÇÃO RURAL Como dissemos. Dentre os livros que pódem ser adotados na Contabilidade Rural. Já tivemos ocasião de fazer sentir o mal que nos causa a desorganisação das empregas rurais. pela quebra da economia nacional. assucar alí.

em resumo. todas as transações e em qualquer tempo podemos transporta-las para os demais livros. DO BORRADOR O Borrador é o registro inicial das operações. Borrão. E’ um livro em que se rascunham ligeiramente todas as transações efetuadas para ao depois serem transportadas em bôa ordem contável para os demais livros.LIÇÃO XXXI Do Borrador Sumario: — Conceito. pois. Tambem se conhece este livro pelas denominações de Costaneira. etc. E’ o registro cronologico de todos os fatos administrativos. Ele supre ainda a falta de tempo. Dada a operação devemos aí buscar a conta que recebeu (devedor) e a que forneceu (credor) e fazer o lançamento demonstrando um daqueles dois elementos. por Partidas Simples. Lançaremos conforme se vê no primeiro lançamento adiante. Memorial. Nele repousa. anotação ligeira e clara podemos deixar para lançar a transação nos outros livros de desdobramentos. isto é. Nele nós fixamos provisoriamente. Escrituração. resumidamente. De maneira que nele costuma-se mostrar sómente o devedor ou o credor. E’ ordinariamente escriturado em ordem cronológica. DA ESCRITURAÇÃO DO BORRADOR Este livro é escriturado cronologicamente e por Partidas Simples. assim: Exemplo: José nos pede 500$000. . demonstrando sempre um dos elementos das contas: o devedor ou o credor. toda a Contabilidade da azienda. Com uma. E’ um livro que apresenta grandes vantagens. Modelos. nos seus desdobramentos. muito tempo depois.

O Borrador encadernado ainda é o mais usado. ligeiramente. pois que cada lançamento é feito numa ficha. porém. Dentre os modelos mais usados apresentámos o seguinte: . Lançaremos conforme se vê no segundo exemplo adiante. em que cada folha. mais prático e já tenha conseguido muita aceitação. Quando a conta que se tiver escrito houver recebido a importancia vai para a primeira coluna do Borrador (Deve ou Débito). principalmente nos estabelecimentos comerciais. b) Borrador encadernado. encarnado.Em seguida vendemos um boi à dinheiro. quando houver fornecido vai para a segunda coluna (Crédito ou Haver). por 400$000. Ao depois vendemos um saco de café a prazo. não obstante o anterior ser mais moderno. basta lançar em cima quando a conta tiver recebido e em baixo quando tiver fornecido. os lançamentos são separados uns de outros por um traço de separação assim: No Borrador de folhas soltas não ha necessidade desse traço. Neste Borrador fazemos os lançamentos em cada folha. variando todos. na parte de cima demonstra o devedor e na de baixo o credor. No Borrador em livro. DOS MODELOS DE BORRADOR O Borrador póde ser feito por dois modelos diferentes: a) Borrador de folhas soltas. O Borrador de folhas soltas ou minutas avulsas é constituido por folhas apropriadas onde registramos as operações. Lançaremos conforme se vê no terceiro exemplo adiante. para cada transação. por 40$000. No Borrador de minutas avulsas. Ha varios modelos usados para este Borrador. para Manoel.

— 117 — RIO DE JANEIRO.10 DE JULHO DE 1929 DEBITO CREDITO Jo se Dinheiro que pediu 500 000 B ovinos Recebido pela venda de um boi 400 000 M anoel 40 1 saco de café 000 .

— 118 — LIÇÃO XXXII

Do Caixa
Sumario: — Conceito. Escrituração. Modelos. BalançoConferencia. Erros.

DO CAIXA O Caixa é o livro de registro das entradas e saídas de dinheiro. Todos os lançamentos referentes a dinheiro têm que ser lançados no Caixa: no débito, quando o dinheiro entrar para a caixa, no haver, quando saír dinheiro de nossa caixa. Sendo o movimento de dinheiro um dos mais intensos das administrações, a necessidade de um livro especial para o registro particular das transações efetuadas com a moeda se faz sentir grandemente. O livro Caixa registrando todas as operações efetuadas com dinheiro, a todo momento nos fornece os dados sobre a situação da caixa da administração, pela apresentação do que entrou e do que saíu da mesma. Nisto está a grande vantagem deste livro: serve para mostrar o dinheiro existente, a situação financeira da empreza. DE COMO SE ESCRITURA O CAIXA Como o Diario, o Caixa é escriturado pelo Borrador. Nele debitamos todas as quantias que a caixa recebe e creditamos todas as que ela fornece (pagamento ou emprestimo) . O primeiro lançamento que em todo livro Caixa se faz, é no débito. Compreende-se: a caixa precisa primeiro receber dinheiro, para depois pagar ou emprestar (fornecer); e, sempre que ela receba deve ser debitada. O dinheiro com que uma pessôa começa a fazer as suas transações mercantis, é sempre lançado no débito do Caixa. Para fazermos os lançamentos no Caixa (quer sejam no Deve, quer no Haver), temos que escritura-lo da maneira seguinte: a) colocando na primeira coluna de cada seção o Ano, debaixo deste o mês, e na coluna seguinte o dia.

— 119 — b) Adiante deste a preposição “a” ou “de” que precedem a conta credora ou devedora. c) Em seguida o nome da conta devedora ou credora. d) E a quantia, na primeira coluna no dia houver mais de um lançamento naquela secção; na segunda se houver um só lançamento. No primeiro caso, somam-se as importancias para a segunda coluna no fim do dia. DOS MODELOS DO CAIXA O livro Caixa póde ser escriturado por qualquer modelo, desde que satisfaça ao seu fim. Dentre os modelos mais usados citaremos os de secções contiguas, divididas e superpostas a que já nos referimos na lição XXII. DO BALANÇO DO CAIXA Usualmente balanceia-se o Caixa no fim de cada mez. Mas ha costume tambem de se o balancear quinzenalmente, semanalmente e até diariamente. Na Contabilidade Rural, porém, basta o balanço mensal do livro Caixa. Denomina-se balanço do Caixa o jogo por débito e credito das importancias lançadas neste livro, para apuração do dinheiro existente na caixa. Balanceia-se o caixa do seguinte modo: a) Soma-se o débito, separadamente, não no livro. b) Soma-se o crédito, idem, idem. c) Subtrae-se o menor do maior: a diferença chama-se saldo. d) Coloca-se este no lado menor (crédito, porque não póde saír mais dinheiro do que entra). e) Soma-se novamente, agora já no livro: o débito dá igual ao crédito. f) Passam-se dois traços de separação, debaixo de cada conta, os quais indicam o fechamento. g) Em seguida reabre-se o livro Caixa com a nova data (dia, mês e ano), colocando-se tambem no débito o saldo apurado. Apresentamos a seguir um modelo do Caixa escriturado e balanceado:

CAIXA

1928
Janeiro 5 6 9

DEBITO
a Capital Dro. existente a Mercadorias Feira a Paulo Magalhães Dro. que deu a Paulo Costa Bastos Idem, idem a Mecadorias Feria a Nelson Azevedo Dro. que deu a Mercadorias Feria a Mercadorias Feria a Mercadorias Feria a José Carneiro Pereira Dro. que deu a Helio Coutinho Idem, idem a Francisco Coelho Neto Dro. que deu a Emilio Maksoud Reco. de Edgard Poteugy a Mercadorias Feria a Mercadorias Feria Saldo de Janeiro p. p. 20 000 600 100 300 000 400 800 200 150 50 700 50 450 30 150 220 000 000 000 400 1 000 24 800 20 050 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000

1928
Janeiro 6

CREDITO
de Despezas Pg. pelo preparo de n/ contrato de Moveis & Utensilios Pg. por 1 armação de Mercadorias Pg. por 1 factura de Nelson Vidal Dro. que pediu de Equideos Pg. por 1 cavallo de Immoveis Pg. por 1 casa de Marcello Almeida Dro. que recebeu de Despezas Lg. por sellos de Puiz Fonseca Dro. que pediu de Carlos Amorim Dro. que pediu Saldo 80 820 000 000 900 1 100 50 300 1 700 100 5 000 000 000 000 105 95 500 20 050 000 000 000 000 2 000 000 000 000 000

8 12 14

12 15 18 20 21 25 26

20

23 26

31

000 000

24 800

000

Fevereiro

o Contas Correntes não apresenta grande importancia. um por um. Balanço. como nas demais administrações. colocando-se ali o nome da pessôa com quem temos transação (correspondente). a residencia do correntista . Isto porque as emprezas agrarias em regra geral não entram em contato direto com os consumidores e as suas compras e vendas são usualmente efetuadas a dinheiro. LIÇÃO XXXIII Do Contas Correntes Sumario: — Conceito. Modelos. porém. Escriturando a débito e crédito todas as operações êle a todo momento nos mostrará o estado economico e juridico de qualquer conta das pessôas. E’ êle que demonstra a nossa situação juridica para com as pessoas que transacionam conosco. Quando houver taxa de juros a pagar. não obstante. DOS ERROS NO CAIXA Se a conferencia supra não der positiva é que ha algum erro. se reveste de grande importancia. Conferencias. e comparando o saldo purado com o saldo do titulo Caixa do Livro Razão. Erros. Na linha seguinte a sua residencia. Na Contabilidade Rural. Indice. E’ um livro auxiliar e.— 121 — DA CONFERENCIA DO CAIXA Confere-se o livro Caixa verificando a passagem dos lançamentos do Borrador para aquêle livro. abre-se o titulo da conta. D OS CONTAS CORRENTES O Contas Correntes é o livro em que são lançadas por débito e crédito todas as transações com os Correspondentes. DA ESCRITURAÇÃO DO CONTAS CORRENTES No alto da pagina do livro. Escrituração. Encontrado este corrige-se da maneira que ensinamos na lição XLIV.

escrevendo-se sempre nelas.— 122 — será colocada na linha mencionada. assim como auxilia a conferencia. e as demais para os diversos lançamentos. A ultima linha deverá ser reservada para as somas á transportar. no Borrador. serve ainda para o ano. O historico é copiado tal e qual se acha no Borrador. DOS MODELOS DO CONTAS CORRENTES Quanto aos modelos que possam ser adotados no livro Contas Correntes. . as credoras. a segunda. o numero da pagina ocupada pela sua conta no livro Contas Correntes. A primeira linha. — á pagina (tal). escrevendo-se nela. balanceada: 1929 Julho NELSON SOARES AZEVEDO 5 11 19 25 3 31 5 50 saccos de milho Dinheiro que remetteu 10 saccos de feijão 1 cavalo que nos deu 5 saccos de arroz Saldo para balanço 300 350 200 DEBITO 000 100 000 300 000 450 850 450 000 000 850 000 000 000 000 CREDITO Agosto Setembro 1 Saldo de balanço (1) Alguns Contas Correntes tem tambem uma coluna para nella serem anotados os saldos dos correntistas. á . e a taxa do lado direito. Na coluna do deve são colocadas as quantias devedoras. Apresentamos a seguir o modelo de uma conta do Contas Correntes. Lógo que o lançamento fôr passado do Borrador para o Contas Correntes. devemos colocar em frente ao nome do correntista. ver lição XXII. na primeira linha das operações as palavras: De pagina (tal). Isto tem a vantagem de nos indicar os lançamentos já passados para o livro. para o mês e dia. Quando se transportar uma conta. na do haver. deve-se faze-lo para primeira pagina em branco.esquerda. pela indicação da pagina que ocupa o correntista no seu livro. (1).

DOS ERROS NO CONTAS CORRENTES Quanto aos erros neste livro. ver as regras apresentadas na lição XLIV e a exemplificação do modo de correção dos erros do Contas Correntes. (3) Ver lição XLII. no livro Indice. (2). mensalmente. As Contas Correntes de folhas soltas não têm indices. escrever o numero da pagina em que o seu titulo se acha no livro Contas Correntes. não havendo necessidade de se-lo antes. tirando-se todo fim de mês um Balancete (mensal) de verificação. Devemos escrever a primeira letra do seu nome ou sobrenome. (3). Balanceam-se. e. e que tem em cada folha uma letra do alfabeto. a abertura dos seus titulos obedece á ordem alfabetica. este ou aquêle deverá estar errado.— 123 — DO BALANÇO DO CONTAS CORRENTES O processo para balanço das contas do livro Contas Correntes é identico ao usado para o do Caixa. no Contas Correntes. Se não derem eguais. livro que deve acompanhar o Contas Correntes. deve tambem ser egual á do titulo Contas Correntes do Razão. A diferença entre as somas brutas do Balancete mensal do Contas Correntes e a dos saldos deste. em seguida a este. DA CONFERENCIA DO CONTAS CORRENTES Devemos conferir o Contas Correntes. (2) Ver lição XXXIII. porém. DO INDICE Lógo que se abra a conta do correntista. devemos escrever o nome do mesmo. as contas do Correntes sómente por ocasião do Balanço Geral. .

DA ESCRITURAÇÃO DO DIARIO A escrituração do livro Diario obedecendo á ordem cronologica de dia. DO DIARIO O Diario é o livro em que se lançam cronologicamente. O Diario só póde ser feito por quem conhece a Contabilidade e principalmente a escrituração. um Borrador melhorado.— 124 — LIÇÃO XXXIV Do Diario Sumario: — Conceito. esclarecido. Modelos. Escrituração. porém. mês e ano. Conferencia. segundo as normas da Contabilidade. E’. os registros de todas as operações efetuadas numa entidade administrada. Apresentamos o modelo do Diario de uma Contabilidade Rural. Deve seguir sempre uma ordem uniforme: as partidas nêle lançadas devem seguir uma ordem cronologica de dia. Partidas e Mensais. Alguns o chamam de Borrador a Limpo. O Diario é uma especie de Borrador. Erros. escriturado pelas fórmulas complexas e simples (Diario Moderno): . Póde este ser escriturado por qualquer daquelas fórmulas. mês e ano deverá ser fêita de acôrdo com as explicações explendidas na lição onde tratámos do mecanismo das Partidas Dobradas aplicavel ao Diario.

pelo vend 5 000 75 000 u a s o inos de um cachaçe que morreu 400 60 000 000 460 000 ucros e Perda Um bacorinh C a aixa Contas Corre a Francisco Co Dro. 20 de julho de 1929 C o a ntas Corrente Equideos Marcel Lopes 1 cavallo 300 000 s iversos a C D lonos C o Armando A Dro. que deu nt el es ho Netto 100 000 .que pedi Quirino Jun Idem.— 125 — Fazenda das Tres Barras. por sello a ixa ze u q u ae vedo eira s 50 20 000 000 70 000 D s inos 2 1 D C L iveros a S aixas Reco. idem espezas Ger Pg.

— 126 — DOS MODELOS DO DIARIO O modelo que apresentámos na pagina anterior não é o unico usado. No exemplo que demos ácima está aquêle livro escriturado por Partidas Diarias: os lançamentos são feitos dia a dia. Além deste ha um modelo especial. 181 e 182. de acôrdo com a vontade do encarregado da Contabilidade. DAS PARTIDAS DIARIAS E MENSAIS O Diario póde ser escriturado por Partidas Diarias ou por Partidas Mensais. pags. DOS ERROS NO DIARIO Quanto aos erros que se pódem dar no Diario devemos corrigi-los pelos meios ensinados na lição XLIV. para os Diarios em que são escrituradas as quartas fórmulas de Partidas Dobradas (Diario Antigo). de quatro colunas. DA CONFERENCIA DO DIARIO Confere-se o lançamento verificando se as partidas que foram passadas do Borrador para aquêle livro obedecem á ordem de classificação das contas e se as quantias estão transportadas de acôrdo. Pelas Partidas Mensais escrituramos todo o movimento do mês no ultimo dia deste.° volume Contabilidade Geral. (1) (1) Ver o nosso 1. como se poderá supôr. Além deste ha outros com maior ou menor numero de riscos. . especificando bem as datas.

logo abaixo deste o nome do mês. E’ o livro de escrituração sintetica. Na primeira coluna. em seguida o nome da conta devedora ou credora. onde deverá ser colocado o numero da pagina do Diario em que está o lançamento que se acaba de fazer. permitindo que a qualquer momento se saiba o valor de cada uma delas e todo o movimento do ativo e passivo do patrimonio administrado.— 127 — LIÇÃO XXXV Do Razão Sumario: — Conceito. Ele sintetisa todas as importancias de cada conta. Conferencia. se credora. se devedora. Erros. Escrituração. no haver.compreende todas as contas de uma Contabilidade. Na pequena coluna adiante do mês. Em seguida coloca-se a importancia: no débito. . Antes das colunas das quantias. O Razão é um livro sem historico. sejam devedoras ou credoras. existe uma pequena coluna ou quadro. DA ESCRITURAÇÃO DO RAZÃO Escritura-se o Razão. Ele . Modelos. mencionar sómente o nome da conta devedora ou Credora. por cima das linhas anteriores á pauta. á esquerda da pessôa. Na coluna para este deve-se. Chama-se a isto abrir um titulo. assim: No cabeçalho da conta deve ser colocado o titulo dela. Este livro dispõe as contas em ordem. Balanço. deve ser colocado o ano. DO RAZÃO O Razão é o livro que coordena sinteticamente todas as contas que foram lançadas no Diario. classifica-as em grupos. por ecelencia e é êle que nos fornece os saldos das contas para levantamento do Balanço. Por isso o Razão é escriturado pelo Diario. coloca-se o dia: adiante deste a preposição “a” ou “de” (conforme seja o lançamento no débito ou no crédito (respetivamente).

.

Diversos designa tão sòmente um conjunto de vários titulos. teremos que creditar á conta correspondente a mesma importancia. é a de Capital. pois que os lançamentos feitos do Diário se encontram sempre no débito de uma conta e no crédito de outra ( digrafia ). o modo de sua correção está explicado na lição XLIV. no livro Diário. é a única que não entra no Razão. No mesmo dia em que somarmos o débito deveremos somar o crédito. .— 128 — Sempre que tivermos de debitar a uma conta uma importancia. e vice-versa. assim com a primeira linha deve ser reservada para receber o transporte das paginas anteriores. Assim dando está certo o Razão. Assim como o Contas Correntes o Razão deve possuir sempre um Indice. É o eterno principio das Partidas Dobradas. DOS ERROS NO RAZÃO Quanto aos erros neste livro. A primeira conta que em todo Razão se abre. segundo o qual não há devedor de uma quantia sem credor da mesma. por não representar conta alguma. Reserva-se esta para as somas e transportes. A palavra Diversos que aparece no Diário. DA CONFERENCIA DO RAZÃO Confere-se o Razão tirando-se um balancete (1) A soma total do débito deste deverá dar egual ao total da soma do crédito. Feito o lançamento no Razão. e vice-versa. Como em todos os demais livros não se escreve na última linha do Razão. coloca-se á margem do nome da conta aberta o numero da pagina que ela ocupa no Razão. e vice-versa. _________ (1) – Ver lição XLVII. na linha em que está o titulo que se abriu naquele livro. bem como a soma do Ativo egual á do Passivo.

o livro de armazem ou de Estoque é o registrador das operações efetuadas com a conta dos agentes consignatarios mercadorias). para consumo.— 129 — DO BALANÇO DAS CONTAS DO RAZÃO O balanço das contas do Razão é feito da mesma maneira como o do Contas Correntes. porém ser registradas sómente as mercadorias adquiridas pela empreza rural. e anotamos ai toda entrada e saída que se efetuar. ______ LIÇAO XXXVI Do Livro de Armazem Sumario – Conceito. Os produtos da colheita já prontos para a venda devem ser registrados no registro especial de “ Produtos no Paiol “. Caixa. DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO DE ARMAZEM Quando se recebem mercadorias. e especifíca quais foram os que entraram. especificando claramente da data. Permite uma constante fiscalisação do stoque de produtos. Nêle não devemos registrar os produtos das colheitas. Assim como o Caixa. quais os que saíram. A importancia deste livro é assaz considerável. pois demonstra claramente toda saída e toda entrada de produto. Conferencia. Livro de Culturas Livro de Creações. Escrituração. É portanto um livro indispensável na azienda agrária. Neste livro nós abrimos uma pagina para cada espécie de mercadoria tal como no Razão. Erros. Modelos. para gasto. Neste livro devem. DO LIVRO DE ARMAZEM Livro de Armazem ou de Estóque é o em que nós registramos toda entrada e saída de produtos. etc. mas sómente as mercadorias adquiridas para gasto da fazenda. com as diversas contas. o nome . devemos imediatamente fazer um lançamento no dêbito ( mercadorias recebidas ou entradas ).

— 130 — da pessoa a quem foi comprada. não póde ter saído nem entrado nenhuma mercadoria. o lucro verificado na conta de Mercadorias do Razão. sem que este fato fosse registrado no Livro de Armazem . devemos declarar a data. a unidade. Consequentemente. temos dois modos de conferencia: a) Vendo se o saldo das contas confere com as mercadorias em Estóque. o nome da pessôa a quem foi vendida. o preço desta e por fim o preço da fatura. a quantidade. A conta de Mercadorias do Razão é a em que nós anotamos englobadamente todas as operações efetuadas com as mercadorias. DOS ERROS NO LIVRO DE ARMAZEM Os erros deste livro corrigem-se pelos mesmos processos ensinados na lição XLIV. tudo isto no crédito ( registro da saída). Apresentamos a seguir um modelo de uma pagina do Livro de Armazem. a unida. o preço da unidade e finalmente o preço da fatura. deverá ser identico ao verificado no livro de Armazem. O saldo do livro de Armazem forçosamente tem de comferir com as mercadorias existentes no armazem Este livro é o registro de todas as mercadorias que entram e sáem: forçosamente. DA CONFERENCIA DO LIVRO DE ARMAZEM Para se verificar a exatidão dos registros do Livro de Armazem. DOS MODELOS DE LIVROS DE ARMAZEM Os modelos deste livro como de todos os demais são adotados de acordo com a necessidade contábil de cada um. Quando sái alguma mercadoria. Lógo o saldo daquela deve conferir com o saldo total do Livro de Armazem. a quantidade. . b) Examinando se o saldo deste livro concorda com o titulo Mercadorias do Razão. O saldo deste livro é a diferença entre a mercadoria que entrou e a que saiu. na conta correspondente a esta. por ocasião de Balanço.

— 131 — NOME DA CONTA DATA ENTRADA QUALIDADE PREÇO DATA SAHIDA QUALIDADE PREÇO .

tais como letras de cambio. ativo e passivo. Estes Registros não se revestem de grande importancia na Contabilidade Rural.LIÇÃO XXXVII Dos Registros de Titulos Sumario: — Conceito. duplicatas. Registro de Titulos a receber. as obrigações . Servem eles para a anotação minuciosa de todas as obrigações. para a bôa orientação do administrador no pagamento e recebimento dos titulos. Modelos. Divide-se este livro em duas partes: a) A Entrada. promissorias. DO REGISTRO DE TITULOS A RECEBER Este livro se destina ás anotações de todas as dividas que as pessôas contráem com o comerciante por meio de letras. São Obrigações a Pagar os titulos assinados por nós a favor de outrem. DOS REGISTROS DE TITULOS Registros de titulos são os livros onde são anotados os titulos de crédito. Daí a divisão dos Registros de Titulos em duas classes: Registro de Titulos a Receber e Registro de Titulos a Pagar. Os titulos de crédito pódem constituir duas classes diversas de obrigações: a) Obrigações a Receber b) Obrigações a Pagar São Obrigações a Receber os titulos assinados a nosso favor. Titulos de crédito são todos os documentos que garantem uma divida. isto é. Conferencia destes livros. etc. onde são anotadas as dividas dos correspondentes para com o comerciante. Registros de titulos a pagar.

—133 —

que este tem a receber de seus freguezes ( notas promissorias, letras de cambio, etc.). b) A saida, onde anotamos as indicações relativas á extinção dos titulos, ou á sua cessão. Tanto a entrada como a Saída devem ser escrituradas com grande clareza e minucia. Cada uma destas partes contém varias colunas onde devem ser particularisadas a entrada e saida dos titulos. O registro, ou melhor, a escrituração deste livro é bem facil, bastando inscrever-se cuidadosamente as particularidades exigidas pelos modelos usados que são muito claros.

DO REGISTRO DE TITULOS A PAGAR

Este livro é o registro das dividas do negociante. Nêle são lançadas, detalhadamente, todas as obrigações ou dividas contraídas pelo comerciante para com outrem. Divide-se tambem este registro em Entrada e Saida. Lançam-se na Entrada as obrigacões contraidas; na Saida, as obrigações ou titulos resgatados. Neste, como no Registro das Obrigações a Receber só não devem entrar os titulos de Contas Assinadas, pois estas devem possuir um livro especial. Tambem póde ser subdividido este registro em tomos para as diversas praças, conforme a vontade do negociante e a clareza da escrituração. Quanto a este livro transporte-se o leitor ao que dissemos ácima sobre o Registro das Obrigações a Receber, bastando tão sómente aplicar as mudanças que a natureza dos titulos exige.

DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE TITULOS A RECEBER

A conferencia ou verificação da exatidão dos lançamentos deste livro é facil e rapida. Há dois processos: (a) Verificar se os titulos existentes em carteira, concordam com os que tiveram entrada no registro, e não tiveram saída. Sendo este livro o registro dos titulos de crédito

— 134 —

dos estabelecimentos, os que ainda não foram pagos ou não tiveram saida, deverão achar-se em carteira. b)Verificar se a diferença entre a Entrada e a Saída, confere com o saldo do titulo Obrigações a Receber do Razão. Desde que ambas as contas confirmam, o registro está certo.

DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE TITULOS A PAGAR

A conferencia deste livro é mais facil do que a do Registro dos Titulos a Receber. Bastará verificar se o saldo do titulo Obrigações ou Titulos a Pagar, do Razão, confere com a diferança entre a Entrada e a Saída do Registro dos Titulos a Pagar. Conferido está certa a escrita deste registro.

Dos modelos dos Registros de Titulos Apresentamos um modelo de um Registro de Titulo a Receber, extrahido do livro de D”AURA: (1)
ENTRADA Nº DATA Natureza do titulo Vencimento Coobrigador Principal TITULOS A RECEBER ENDOSSADOR PRAÇA IMPORTADORAS DATA MOTIVO DE SAHIDA SAHIDA IMPORTADORAS OBSERVAÇÕES

— 135 —

_________ (1) Curso de Contabilidade, vol V. pág. 201

extra ido do livro citado de D’AURIA. pág.Modelo de um Registro de Titulos a Pagar. 208 TITULOS A PAGAR ENTRADA Importancia Data Liquido Desconto Total Nome Data SAHIDA Natureza do Credor Praça Importancia Vencimento OBSERVAÇÕES titulo — 136 — .

total e observações. diariamente. numa empreza rural: os colonos. Basta colocar na linha respectiva o nome do empregado e ir escrevendo diariamente o tempo de servico prestado ( dia. empregados contratados por ordenados. Desde que uma empreza tenha um numero crecido de empregados é de toda necessidade que se adote este livro para pagamento do pessoal. Modelo. o nome do camarada. segundo o que explicamos: . que é uma lista dos pagamentos que se tem a fazer aos diaristas ou jornaleiros. Escrituração. Não são considerados como tais. e fazer o calculo no fim da semana para pagamento. salario a perceber por dia. Numa pagina como se vê do modelo que segue há uma coluna para o numero de ordem. Este livro registra a presença e falta de cada empregado. Diaristas ou jornaleiros são os empregados que ganham ordenados por dia ou por hora de serviços prestados.Conceito. meieiros. É por êle que se tira a “ Folha de Pagamento “. DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO PONTO É facilima. DO MODELO DO LIVRO PONTO Apresentamos o modelo de uma pagina de um livro Ponto. por hora de serviço. ). meio dia. etc.— 137 — LIÇÃO XXXVIII Do Livro Ponto Sumario: . empreiteiros. o serviço ou tarefa e uma vasta coluna para a soma dos dias de serviço. etc. empregados superiores. um quarto de dia. DO LIVRO PONTO Livro Ponto ou Registro do Trabalho ou Registro da Mão de Obra é o que serve para a anotação diaria dos serviços e faltas dos jornaleiros que trabalham na empreza agrari.

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MODELO DO LIVRO PONTO Nº DE ORDEM Tarefa NOME DIAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Nº de dias alarios TOTAL Observações — 138 — .

— 139 — LIÇÃO XXXIX Do Registro de Imóveis Sumario–Conceito. Matas. Casa de Residencia. Serve para desmonstrar o valor dos diversos bens imoveis. etc. as suas condições. mas num livro especial denominado Livro de Capitalisação. Estábulos. Conferencia. as contas que representam as diversas dependencias imoveis do estabelecimento rural. È um desenvolvimento da respectiva conta do Razão. seus melhoramentos. bemfeitorias. Cocheiras. Currais. desde que terminada esteja esta. Pastos. quando se estiver construido algum imovel devem-se lançar as respectivas despesas no titulo que representa o imovel. DA ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DE IMOVEIS Abrem-se contas para os diversos departamentos imo-veis ( É pois um livro de Contabilidade Analitica). É aconselhavel a opinião de D. Erros. . tais como Terras. Modelo. e deste transferir para a conta correpondente no Registro de Imoveis o total das despesas com a construção. Paióis. Cercas. carateristicos. Ensina-nos este autor que. Ranchos. etc. etc. SANTOS para a escrituração dessas contas. abrindo . São creditadas pelo desaparecimento do imovel ( venda.se sub-titulos para cada especie de departamento imovel. DO REGISTRO DE IMOVEIS Este livro serve para o registro em ordem sistemática de toda a existência imobiliaria das aziendas rurais. destruição. São exemplos de sub-titulos do Registro de Imoveis. Casas de Colonos. situação. ) e pelas rendas que produzem.Escrituração. etc. E as contas abertas são debitadas pelo valor dos bens que elas representam.

Agosto 17 1 casa construida pero da «Engenhocá». conforme «Serviço de Capitalização» DEBITO CREDITO 7 500 000 1 500 000 . Apresentamos a seguir o modelo de uma pagina escriturada do REGISTRO DE IMOVEIS CASAS DE COLONOS REGISTRO DE IMOVEIS CASAS DE COLONOS DATA HISTORICO 1929 Junho 21 Pelo grupo de 6 casas constituídas na margem da Estrada de Thebas. e transferido do «Serviços de Capitalização.—140 — DO MODELO DO REGISTRO DE IMOVEIS Os modelos deste registro variam de acordo com os pontos essenciais que se queira esclarecer. pag.

O livro de Colonos tem a mesma finalidade do Contas Correntes (1). lição XLIV. . Modelos. bem como os forne- _______ (1) Ver nesta Parte lição XXII.to do livro e.— 141 — DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE IMOVEIS O modo para conferencia deste livro é o seguinte: Tira-se mensalmente um Balancete de todo o movimen. DA ESCRITURAÇÃO DO CONTAS DE COLONOS Abre-se um titulo para cada familia de colonos e ai se se escrituraram detalhadamente os serviços prestados pelos diversos membros da familia colonica. ver nesta 1ª Parte. _______ LIÇÃO XL Do Livro de Colonos Sumario: . Erros. DO LIVRO DE COLONOS Este livro tem por fim registrar por débito e crédito as operações com os colonos. demonstra a situação economica dos colonos para com a administração rural. Conferencia. escrito ou não. Obedece êle ao mesmo processo de escrituração do Contas Correntes. DOS ERROS NO REGISTRO DE IMOVEIS Quanto á conferencia dos erros do Registro de Imoveis. é que o livro está certo. Escrituração. desde que o saldo das contas deste confiram com o saldo do titulo de Imoveis no Razão. Denominam-se colonos todas as pessoas que prestam seus serviços á empreza agraria.Conceito. mediante contrato prévio. isto é. bem como se utilisa de identicos modelos e é identico o modo de conferencia e correção dos erros deste livro.

. o his-torico da transação e a quantia no débito.. no crédito si houver fornecido ou adquirido algum direito...... seguida sempre das datas das demais operações.............. si a conta tiver re-cebido ou assumido alguma obrigação. Apresentamos a seguir um modelo de conta aberta no Livro de Colonos...... de café que colheu ...... 19 12 dias de serviço auxiliando construção do nvo paiol .. DOS MODELOS DO LIVRO DE COLONOS Os modelos em que pódem ser usadas as contas de co-lonos são diversas especies......... 18 100 alq..................—142 — cimentos e adeantamentos feitos.. Agosto 5 S/ mesada .... Demonstra assim o livro de Colonos a situação juridica de cada pessôa para com a administração da empreza rural................................ podendo ser usado qualquer um dos que enumerámos na lição XXII... DEBITO 80 000 CREDITO 00 000 70 000 100 000 ................ Em seguida ao titulo da conta coloca-se á margem a data em que começam as opera-ções.. DATA THEMISTICLES FRANÇA 1929 Julho 7 S/ mesada ..........

Erros. Escrituração. Quando estiver terminado o serviço de capitalisação. Aí debitam-se todas as despesas com as obras de capitalisação . lição XLIV. o total das despezas deverá ser levado á conta respectiva no Registro de Imoveis e encerrada a conta no livro de que tratamos. Corresponde a identica conta do Razão. onde ensinámos a conferir o Contas Correntes. DOS MODOS DE CONFERENCIA DE ESCRITA Os erros neste livro devem ser corrigidos pelos mesmos processos ensinados nesta 1ª Parte. os quais são aplicaveis aos erros de quaisquer livros de Contabilidade. minuciosamente estas operações. DAS ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Abrem-se tantas contas quantas forem as especies de bens imoveis em construção. pois a contabilidade dos dois é identica.— 143 — DA CONFERENCIA DO LIVRO DE COLONOS Para conferencia deste livro devem-se observar os mesmos principios estabelecidos na lição XXXIII desta Parte 1ª. Terminado o serviço transfere-se o débito da respectiva conta . Conferencia. DO RESGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Capitalisação é o conjunto das operações economicas que têm por fim aumentar o valor dos bens imoveis. As contas do Registro de Imoveis correspondem quasi todas ás encerradas no Registro de Capitalisação. bem como das plantações. até final conclusão. Modelo. O Registro da Capitalisação tem por fim registrar analiticamente. _______ LIÇÃO XLI Do Registro da Capitalisação Sumario: — Conceito.

Formação de Canaviais. Cercas. DO MODELO DO REGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Apresentamos a seguir exemplo de duas contas abertas neste livro. Formação de Laranjais. Casa de Colonos.— 144 — desse livro para o Registro de Imoveis. e debitando neste á mesma. a primeira especial da Contabilidade Cultural e a segunda propria da Contabilidade Pastoril: . Terreiros. São exemplos de sub-titulos desse livro. creditando naquele livro a importancia do débito. Casa de Residencia. Canalisações. em identica importancia. por transferencia. dentre outros: Formação de Cafezais. etc. de Seringais. etc.

.1929 Julho 2 RANCHOS Madeira para construção de dois ranchos na “Grota” ..... por 3.................... DEBITO 5 000 000 CREDITO 30 18 dias aoz trabalhadores para plantio .......... Agosto 15 Transferido para “Immoveis” ..............000 mudas de “herva”. 435 000 435 000 1929 Julho FORMAÇÃO DE SERINGAES 12 Pg............ aos camaradas... ao encarregado da formação........... DEBITO CREDITO 30 000 5 45 50 310 000 000 000 435 000 19 500 telhas .. 3 dias de serviços aos camaradas ........................... 30 Pg..... Pg............................................ 300 000 000 .................... 2 000 Agosto 25 Pg.................................

isto é extraindo-se um Balancete mensal e verificando se o saldo do débito e crédito deste ou do ativo e passivo conferem com o saldo do indetico titulo de Razão. Conferindo está certa a escrita da conta e do livro. extraindo-se-lhes tambem os saldos. Registros de Creações. Parte. DA EXTRAÇÃO DE BALANCETES É o seguinte o processo para extração de um balancete de qualquer que seja o livro: Numa folha ou livro de quatro colunas. Registros de Culturas. em seguida o nome da conta e a soma do débito da conta na primeira coluna do Balancete ( coluna do Débito ).nceito. o numero da pagina em que a conta está aberta no livro. Extráem-se os Balancetes para conferencia da escrita. Etc. É o Balancete um documento onde anotamos todas as comtas pelo seu valor de débito e crédito. DOS ERROS NO REGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Conferem-se os erros deste livro pelos mesmos principios ensinados nesta 1ª. Tira-se Balancetes do Contas Correntes. DOS BALANCETES Balancetes são os documentos extraídos dos livros de escrituração sintética e analiica e que nos demosram o resultado parcial e total dos movimentos das contas. conforme o modelo que se segue. ______ LIÇÃO XLII Balancete do Razão Sumario: . Modelos. coloca-se numa pequena coluna á esquerda. lição XLIV. .Co. Extração.— 146 — DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Confere-se este livro de modo identico ao anterior. Razão.

. 6 230 000 Contas Correntes ...... crédito....... Obrurigações a Receber .. 6 352 000 Rendas diversas ......... E assim se faz com todas das contas.. ativo e passivo.......... 1 4 5 6 8 11 12 13 14 17 18 19 20 21 22 23 Titulos Sommas brutas Breve Haver 100 000 000 000 000 15 000 000 10 Mez de Junho de 1929 Sommas Líquidas Activa Passiva 100 000 000 05 000 000 04 132 120 000 210 3 833 2 105 4 13 5 2 151 447 364 213 000 000 000 000 10 000 17 000 000 000 000 2 20 10 160 455 000 160 580 000 000 455 000 000 000 000 875 000 000 000 Capital... Modelo de Balancete extraido do livro Razão Balancete do Razão fs... 932 000 Obrigações a l’agar ...... Para isso subtráe-se o débito do crédito ou vice-versa e coloca-se a diferença no Ativo.........— 147 — e a soma do crédito da conta na segunda coluna ( coluna do crédito ).......................... 309 803 000 9 10 4 33 45 8 45 4 3 25 10 309 110 350 000 125 890 217 695 765 139 512 000 000 803 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 (1) Ver o saldo de títulos Contas Correntes no Balancete do Razão e a difernça entre o debito e credito do Balancete de Contas Correntes..... se o saldo for devedor (débito maior ).... Machinas Agrarias 04 132 000 Immoveis............. 320 000 Celleiro ...................... deverá ser egual ao saldo da respectiva conta do livro Razão...... 49 368 000 Bovinos ... 51 129 000 Culturas Diversas ... 22 142 000 Cultura de Café ..... 13 183 000 Penhores Agricolas Colonos ............. 5 000 000 Hypothecas ................ 16 015 000 Caixa . Ao depois soma-se o total das colunas do débito......... Se o livro de que se tira o Balancete fôr auxiliar....... a diferença entre e débito e o crédito total ( que é tambem egual á diferença do total do ativo e passivo )..... Em seguida tiram-se-lhes os saldos. 120 000 000 Saccaria ...... (1.... e no passivo se fôr credor ( crédito maior ).) DOS MODELOS DE BALANCETES Apresentamos a seguir dois modelos de Balancetes: um extraido do livro Razão e o outro extraido do livro Contas Correntes...... .

Ismael Dilva Franco Rangel Cysalpino Ribeiro B. Sabarense A.— 148 — Modelo de um balancete extraido do livro Contas Correntes: Balancete de Conferencia de C/ Correntes Mez de Julho de 1929 Folio 1 2 3 4 5 6 7 TITULOS Fernando Carvalho Anto.600 8 5 1 1 Sommas brutas Breve Haver 885 37 600 7 663 200 000 9 200 10 284 400 94 000 142 199 000 6 200 000 33 890 000 000 000 Sommas Líquidas Activa Passiva 848 000 7 463 000 1 200 000 10 5 284 000 000 94 943 000 4 1 200 000 6 578 400 24 454 000 000 000 16 015 000 igual ao saldo do Titulo C/C do Balancete do Razão .000 Devedores 6:578.400 Saldo 17:875. Rodolpho Abreu Resumo Credores 24:454. Bruzzi & C.

Verificada a escrita pelos seus documentos. porém formular algumas regras que devem ser observadas. Conclusão. Denomina-se escrita de uma administração ao conjunto de todas as anotações efetuadas na entidade administrada. confrontando-se todos os lançamentos. ficamos cientes da lealdade e probabilidade dos lançamentos escritu- . Podemos. porque é pelos documentos que nós garantimos a veracidade e lisura das anotações. estabelecidos para conferencia da escrituração dos livros. demonstra a lealdade com que ela foi feita. auferindo-se com elas os melhores resultados. É uma questão essencial em Contabilidade. ao conjunto de todos os registros anotados nos livros de Escrituração. procedemos á conferencia da escrita. conseguindo-se á maior probabilidade possivel de certeza. A conferencia de escrita se efetua pelos proprios livros de Escrituração e documentos. A conferencia documentaria da escrita. da escrita efetuada.— 149 — LIÇÃO XLIII Da Conferencia de Escrita Sumario – Modos de Conferencia. documental b) outro. Conferencia escrituracional. da sua existencia e regulairdade dos lançamentos. DOS MODOS DE CONFERENCIA DE ESCRITA Não há em contabilidade principios. A conferencia documentaria tem por fim verificar a existencia de titulos que comprovem os lançamentos. Conferencia docomentaria. Daí dizermos que a conferencia de uma escrita apresenta dois aspétos: a) um. certificando-nos da veracidade dos documentos dos registros. escrituracional DA CONFERENCIA DOCUMENTARIA Sob o ponto de vista dovumental.

4 – Verificando-se finalmente se as contas ativas se encontram na coluna do Ativo do Balancete do Razão. CONCLUSÕES Pelo que dito ficou a conferencia documentaria nos certifica da existencia dos documentos em que se fundam os lançamentos. Registros de Obrigações a Receber e a Pagar. . Esses dois livros são harmonicos e dependentes um do outro. ainda. 3 – LIVROS DE ESCRITURAÇÃO ANALITICA.— 150 — rados. e se no Passivo se encontram as contas passivas. de Imoveis. Não temos. a certeza de que os ditos lançamentos estão certos. Desde que assim se encontre o Balancete do Razão. 2 — DIARIO E RAZÃO. DA CONFERENCIA ESCRITURACIONAL Esta se efetua nos livros e registros das transações administrativas. com a verificação escrituracional. Registro de Capitalisação. Estes são conferidos pela comparação dos seus respectivos saldos com os das suas contas no livro Razão. Assim é que confere-se o Caixa. O débito e o crédito desse Balancete deverão ser do mesmo valor. quer dizer que a escrituração desse livro está certa. É a parte técnica. complementar do Diario. Registros das Culturas. porém. etc. De maneira que temos certeza de que esses livros estão certos tirando-se um Balancete do livro Razão. o estudo dos lançamentos. O Razão é uma parte integrante. Contas Corrente. propriamente contábil de conferencia de escrita. bem como o seu Ativo e Passivo. A conferencia escrituracional dos livros de Contabilidade póde efetuar-se segundo os seguintes principios: 1 — No BORRADOR — confere-se esse livro pelos documentos comprovantes dos lançamentos. Esta certeza só a temos. Livro Celeiro. É a verificação. ao passo que a conferencia escrituracional nos certifica da ordem e certeza dos lançamentos efetuados nos livros e registros.

posição De DOS ERROS MAIS FREQUENTES Quanto escrituramos os livros estamos sujeitos a erros que se podem verificar das maneiras mais diversas. Principalmente os livros obrigatorios por lei não o podem ser de maneira alguma. Os documentos. . a escrita póde se apresentar certa.— 151 — As duas modalidades expostas de conferencia são. Não devemos raspa-los. Vamos adiante supôr alguns casos de erros que se podem verificar nos livros de escrituração. Deve-se. No caso contrario está errada a escrita. Mas mesmo com os documentos certos a escrita póde ser feita errada por meio de lançamento defeituoso ( conta errada. esclarecedores. Como póde tambem a escrita estar certa e a conferencia dos lançamentos com os documentos não concordar. exemplificando quanto possivel e necessário. devem ser corrigidos pelas regras ensinadas pela Contabilidade. emenda-los. os comprovantes são a base dos lançamentos. Póde a verificação documentaria estar certa e a escrita errada. procurar corrigir os seus erros. então. quantia diferente. _____ LIÇÃO XLIV Dos Erros e Correções nos Livros Sumario – Erros mais frequentes. Vejamos na lição seguinte como se corrigem os erros nos livros de escrituração. pórém independentes uma de outra. Contrariamente: Mesmo que os documentos não sejam perfeitamente comprovantes. etc). nem risca-los. De algarismos. porém. ensinar como devemos corrigi-los. Estando concordes a conferencia documentaria e a conferencia escrituracional é porque a escrita está certa. Uma é prova pura e simples. É parte técnica. Estes erros. A outra é questão cientifica da Contabilidade.

. para estornarmos um lançamento que se acha no débito. neles temos sempre que mencionar a data da operação que se acerta. que toda vez que tivermos de fazer um estorno ou um lançamento suplementar. Estes erros podem ser corrigidos por meio de estorno ou de lançamento suplementar. Quaisquer destes erros podem ser corrigidos por dois processos conforme o caso: a) Por meio de estorno. Vejamos os diversos casos de erros nos livros de escritu-ração. fazemo-lo no crédito. c) Erros de intitulação d) Duplicatas. para a sua correção. acontece ás vezes que lançamos uma quantia por outra. Não nos devemos esquecer. podem ser: a) Erros de algarismos. e vice-versa. e) Omissões.— 152 — Os erros mais comuns que se podem dar nos livros de escrituração. maior ou menor. O Estorno é um lançamento no qual nós invertemos o lançamento errado. É total. O lançamento suplementar é sempre parcial. b) Por meio de lançamento suplementar. É a isto de denominamos Erro de Algarismos ou de Quantia. É parcial. b) Erros de posição. O Estorno póde ser total ou parcial. O Lançamento Suplementar é um segundo lançamento que vem completar o lançamento errado. quando estornamos todo o lançamento errado. entretanto. Assim. quando estornamos sómente uma parte errada do lançamento. DOS ERROS DE ALGARISMOS Quando fazemos a escrituração dos livros.

mas sómente lançamos 10$000........ de escrituração sintética e analitica.. Para correção deste erro faremos um lançamento suplementar assim: Despesas a Caixa Quantia debitada a menos no lançamento supra......... si tivermos lançado a mais no débito......... Se lançarmos a menos..... e vice-versa.............. 25$000 lançamos 15$000.... lançaremos a diferença na mesma coluna.... a diferença que falta assim: ... Se os erros ácima se derem nesses livros... serão corrigidos da mesma maneira.. fariamos a correção deste erro por meio do seguinte estorno: Caixa a despesas Estorno da quantia lançada ácima ( ou no dia ....... tivessemos lançado 35$000. Temos que lançar no débito mesmo. hoje . ...........— 153 — Exemplos de Erros de Algarismo: No Diario: 1) Em vez de lançarmos Despezas a Caixa Pago por selos...... com a diferença única de que.. 1) Tinhamos que lançar no débito do livro Caixa a quantia de 100$000..10$000 2) Se.... lançaremos a diferença no crédito...........10$000 a mais tal ) Nos livros auxiliares.... em vez de lançarmos no exemplo ácima 25$000..

.......... e lançamos esta quantia no haver.. 5:000$000.. e debitamos-lhe reis........ assim: Milho de Contas Correntes..... ...... Deve 100$000 Haver 90$000 DOS ERROS DE POSIÇÃO Os erros de Posição se verificam quando lançamos no débito uma quantia que era do crédito............... 1) Na conta de Milho do Razão. corrigiriamos lançando na coluna oposta a di-ferença...... tinhamos que lançar no deve 500$000......— 154 — Caixa a Mercadoria ...... Corrige-se estornando o lançamento errado...... e depois fazendo um novo lançamento certo..... Deve Haver 500$000 500$000 500$000 Se tivesse dado o contrario......... a Mercadorias Debº a menos No lançamento Supra....... a Contas Correntes. fariamos o inverso do exemplo: 2) Tinhamos que creditar na conta de Imoveis a importancia de 50:000$000. ou ao contrario. Deve 10$000 Haver 90$000 2) Se tivessemos de lançar no Caixa 10$000 e lançasse-mos 100$000..... a Contas Correntes Estorno hoje...................... Estes erros são mais frequentes nos livros de escrituração sintética e analitica corrigindo-se estes erros pelo processos que vamos ensinar agora.. Ex: Caixa a Mercadorias. de Mercadorias Estorno hoje ....

........................ 550$000 ... quando fazemos um lançamento em conta errada... Corrigem-se estes erros estornando o lançamento errado.....— 155 — Corrigimos assim: Imoveis a Caixa . Verificam-se os erros de Intitulação...................................... quando lançamos numa conta uma importancia que era de outra. ______ LIÇÃO XLV (Conclusão) Dos Erros e Correções nos Livros Sumario – Dos Erros de Intitulação......... isto é...................... e fazendo o certo. Exemplos: No Diario: 1) Tinhamos que lançar Caixa a Mercadorias Feria.......... Das Omissões.. de caixa Estorno hoje ... 550$000 e lançamos: Mercadorias a Caixa Feria................. Da Duplicata de Lançamento................................... Deve 5:000$000 Haver 5:000$000 50:000$000 Estornámos a quantia errada e fizemos a certa.. de Caixa.......

...................................— 156 — Modo de corrigir: Primeiramente estornamos o lançamento errado: Caixa a Mercadorias Estorno do lançamento supra.............. 300$00 .................. ( ou do dia tal ).... 30$000 Corrigiremos esornando este lançamento: Suinos a Contas Correntes a Aloysio dos Santos Estorno hoje (ou no dia tal)... 30$000 e fazendo o lançamento certo: Contas Correntes a Eqüideos Equipamentos Torres 1 cavalo que comprou............... 000 550$ 2) ( Erro de intitulação com erro de algarismo ): Tinhamos que fazer no Diario o seguinte lançamento.. 550$000 Em seguida fazemos o lançamento certo: Caixa a Mercadorias Feria de hoje ( ou dia tal).. 30$000 e o fizemos assim: Contas Correntes Sunios Aloysio dos santos 1 cavalo que comprou .................... Contas correntes a Equideos Equipamentos Torres 1 cavalo que comprou ..................................................................................................

.....— 157 — No livro dos colonos: 1) Tinhamos que debitar na conta de Arnaldo de Azevedo 50$000. 50$000 Estorno hoje ..... 70$000 Estornaremos... por um armario ............ então. mais fizemos este débito na conta de Armando Colapietro................................. Estes erros são faceis de correção.................. Corrigiremos estornando este lançamento assim: Deve Armando Colapietro 1 par de sapatos . por meio de estornos..... Exemplos: No Diario: 1) Fizemos duas vezes o seguinte lançamento Moveis & Utensílios a Caixa Pg... DA DUPLICATA DE LANÇAMENTO Dá-se a Duplicata de Lançamentos quando fizermos um mesmo lançamento duas vezes numa mesma conta..... 70$000 .... um: Caixa a Moveis & Utensilios Estorno hoje ( ou dia tal )................ Nos demais livros de escrituração analitica e sintética corrigem-se estes erros deste modo.... fariamos o inverso. deste lançamento em duplicata . Haver 50$000 e fazendo o lançamento certo na conta de Armando de Azevedo Se este erro se tivesse dado no crédito...........

....— 158 — Tambem nos demais livros............... Haver 13$000 DA OMISSÃO DE LANÇAMENTO Dá-se Omissão de Lançamento quando nos esquecemos de fazer o registro de alguma transação................... Estorno Haver 15$000 15$000 15$000 No Contas Correntes: 1) Fizemos no deve da conta de Antenor Fortes...... corrigimos estes erros por meio de estorno... 13$000 Estorno do lançamento ácima... Este caso é muito simples.. Temos que estornar um.. 13$000 Generos que comprou .. de Antonio Petrone ...... Deve Antenor Fortes Generos que comprou . Supre-se a Omissão fazendo o lançamento que faltava..... Dispensa exemplificação. Temos que estorna-lo assim: Deve Caixa de Antonio Petrone .. um lan-çamento duas vezes....... . 1) Lançamos no haver deste livro um mesmo lançamento duas vezes.. a Antonio Petrone ...... feito em duplicata ...... Exemplos: Na caixa.

VIII CAPITULO DOS BALANÇOS .

Este resultado é demonstrado. pela conta de Lucros e Perdas. É necessario que o seja em periodos determinados. As contas diferenciais não fazem parte do Balanço. Efetua-se o Balanço no fim de cada exercicio (1). isto é.LIÇÃO XLVI Do Balanço Sumario – Conceito. pelo levantamento do seu ativo e passivo. Fórmam o Ativo de um Balanço todas as contas dos consignatarios que apresentam saldo devedor. que apresentam bens existentes na azienda. Exercicio administrativo. O resultado líquido entre o Ativo e o Passivo do Inventario constitue o lucro ( quando o primeiro é maior ) ou o préjuizo ( quando maior é o resultado ). DO BALANÇO Balanco é a apuração do estado patrimonial de uma azienda. O Balanço das aziendas agrarias é levantado do mesmo modo que nos demais patrimonios. Exercio agricola. Necessidade. São contas de resultado que servem sómente para demonstrar o lucro ou prejuizo apuredo. Especies. que se denominam exercicios e procedidos por um Inventario feito de acordo com o que expuzemos na lição XIX _________ (1) – Ver liçao seguinte . Constituem o Passivo todas as obrigações patrimoniais.

— 162 — DA NECESSIDADE DO BALANÇO É imprescindivel o levantamento do Balanço em todas as aziendas. deve-se levantar de tempos a tempos um Balanço para se poder conhecer o estado líquido do patrimonio. denomina-se Balanço Parcial. Quando o Balanço é realisado sobre todo o patrimonio. Aquele é parcial. se negativo. Quando efetuado sobre parte ou partes da riqueza administrada. Por este são como que apuradas as contas de resultado e os lançamentos de oitiva e o verdadeiro estado especifico do patrimonio se nos apresenta na sua nudês incontrastavel: E o administrador verá então o resultado dos seus esforços: se positivo. b) Balanço Periodico quando realisado de tempos a tem-pos. Não assim dos agricultores. é uma denominação impropria. denomina-se Geral. O Balanço ainda póde ser: a) financeiro b) Economico conforme seja efetuado sómente sobre o movimento de caixa ou de todo o patrimonio. aliás. É tambem melhormente denominado Balanço de Exer-cicio. Conforme a epóca em que é realisado póde ser: a) Balanço de Abertura ou Inicial. quando tem por fim apurar o Ativo e Passivo da azienda. pois Balanço é uma apuração de todo o ativo e passivo. é verdade. Para que os administradores não possam ser iludidos nas suas operações e nos resultados aparentes que muitas vezes certos negocios demonstram. . DAS ESPECIES DE BALANÇO Os Balanços pódem tomar varias fórmas e carateristicos. para terminação das operações. E a melhor prova disto é que a lei o exige dos comerciantes. c) Balanço Final ou de Encerramento. quando feito para inicio das transações administrativas. Esta. conforme a maneira de seu levantamento. a situação da azienda. Este é Geral.

— 163 — DO EXERCICIO ADMINISTRATIVO Denomina-se exercicio administrativo ao periodo da gestão patrimonial que vai de um Balanço a outro.Ver Venanzio Mantilli: “ Valutazioni Agrarie “. Deve o exercicio como um periodo de gestão que é. pois tratar de fixar o exercicio agrario. a fixação do exercicio administrativo questão facil. . Não é. Torna-se dificil a fixação do exercicio quando se trata de estabelecimentos destinados á cultura dos campos ( Contabilidade Cultural ). DO EXERCICIO RURAL Antes de iniciada a Contabilidade deve-se préviamente fixar a data do encerramento do exercicio agrario. SERPIERI (1) nas suas “ LEZIONI DI ECONOMIA RURALE ED ESTIMO “ nos ensina que o exercicio administrativo das emprezas rurais deve coincidir com a duração do “ ciclo produtivo da __________ (1) . porque há operações de produção que se extendem além daqueles tempo. pois não há resultados administrativos que ultrapassem periodos maiores. Na Contabilidade das empresas agrarias destinadas unicamente á criação de animais ( Contabilidade Pastoril ). como tambem deve compreender estas operações. comerciais e industriais ( 30 de Junho ou 31 de Dezembro ). a fixação do exercicio torna-se facil. porém. procurar encerrar não só todas as operações realisadas para a produção. Principalmente em se tratando de azienda rural. Póde ser estabelicido o mesmo que das administrações. Chame-se tambem periodo de gestão. Deve-se. O grande professor italiano A. Livorno. A fixação do fim do exercicio é uma questão fundamental para poder demonstrar o resultado. 1922 paginas 52 a 53. ou operações dependentes do fator tempo. positivo das operações administrativas.

pesar. conforme a sua evolução: a) Plantas anuais. que são as que levam tempo para o seu desenvolvimento. que se desenvolvem e produzem em um ano. __________ (2) Augusto Argenziano: “ Le Aziende Agricole a Conduzione Diretta “. .Inventario. Levantamento do Balanço. fixando-lhe uma data segundo a época da colheita ou da vida. para fácil estabelecimento do preço dos produtos para inventario.— 164 — planta”. 1922 pag. confórme tivemos ocasião de referir na lição XVL. DO INVENTARIO Chegando no termo fixado para terminação do exercicio agrario. b) Plantas Plurianuais. Deste modo aquele autor classificou as plantações em tres grupos. deve-se efetuar o Inventario. (2). deve haver um exercicio para cada cultura. inicio de todo Balanço. medir e avaliar todos os bens. nos diz que na azienda agricola não existe um só ciclo de cultura e sim tantos quantos são as varias cultu-ras usadas e. E que devemos encerra-lo quando terminar a evolução das culturas. De acôrdo com esta classificação póde-se facilmente es-tabelecer o exercicio agrario. 172. DO LEVANTAMENTO DO BALANÇO Levanta-se o Balanço patrimonial do seguinte modo: a) Fazendo a apuração do Inventario Geral: contas. É por aquela operação que começa esta. Demonstrações da Conta de Lucros e Perdas. ou es-colner-se um em que se encontrem suspnsos os trabalnos de cultura e poucos sejam os frutos pendentes. Modelo de Balanço. mas que produzem periodicamente. pois. que levam mais de um ano para o seu desenvolvimento. ______ LIÇÃO XLVII Do Balanço (Conclusão) Sumario: . e produção c) Plantas Plurianuais de produção periodica. Torino.

(1). No débito lançamos descriminada-mente o total de cada conta de resultado devedora. e) Colocando-se no Ativo todas as contas ativas. Como toda conta a de Lucros e Perdas divide-se em duas seções: débito e crédito.— 165 — b) verificando se a escrita está certa. Quando o crédito da conta de Lucros e Perdas é maior do que o débito.tado. d) Acertando-se as contas representativas de bens existentes. Ativo e passivo. conforme a lição. quando é o débito que é maior. DA DEMONSTRAÇÃO DA CONTA DE LUCROS E PERDAS Levantado o Balanço deve-se tambem levantar a demonstração da conta de Lucros e Perdas para esclarecer a procedencia dos lucros ou prejuizos. Se estiver no Passivo houve lucro. apresentar-se-á no Ativo ou Passivo. Se estiver no ativo o exercicio deu prejuizo. debitando-se-lhes ou creditando-selhes pela diferença devedora ou credora e levando-se a mesma importancia a crédito ou débito de Lucros e Perdas. Nesse quadro a conta de Lucros e Perdas (Resultado). XLVIII c) Saldando-se ao depois as contas que representam lucros e perdas ( Contas de Resultado ). e no Passivo todas as contas passivas. houve Lucro. No crédito descriminamos os saldos credores das contas de resul. Apresentamos o modelo do levantamento da conta de Lucros e Perdas e o modelo de levantamento de um Balanço: Demonstração da conta de Lucros e Perdas: _______ 1 – Em vez de débito e crédito alguns põem na demonstração de conta de Lucros e Perdas. houve prejuizo. . pelo Inventario.

. Colonos Pelo debito desta conta ............................................... idem....... idem ................ Saccaria Existencia ......................................... Saccaria Pelos inutilizados .. Celleiro Productos no Paiol C/ Correntes Devedores existentes .......... 100 10 000 000 000 000 5 000 4 132 000 000 33 10 10 890 000 000 000 000 000 120 000 210 000 000 000 3 833 9 385 000 16 015 000 9 934 14 151 000 000 173 257 000 173 275 000 . 5 Culturas diversas Idem.................... Saldo de balanço ................— 166— DEBITO Despezas Geraes Saldo desta conta.......... Juros e Descontos Saldo desta conta ............. em cofre ........ PASSIVO Capital Pelo realisado.................... Cultura de Café Lucros nesta conta ........... c|r Lucros deste exercicio ...... Immoveis Pelos de n/ propriedade .......................... C/Correntes Credores existentes ... 95 000 2 510 090 CREDITO 3 120 000 600 000 4 700 000 9 385 12 810 000 000 12 810 000 MODELO DE BALANÇO: ACTIVO Obrigações a Receber Pelas em carteira Machinas Agrarias Pelas inventariadas.. Helena Guimarães..................... 210 000 Creações Idem. Obrigações a Pagar Pelas que acceitei Hypothecas Pela effectuada ...................... Penhores Agricolas Pelo contrahido..... Caixa Dro.....

PARTE SEGUNDA DA CONTABILIDADE PASTORIL .

I CAPITULO DA PECUARIA .

A Pecúaria acha-se bem desenvolvida em quasI todas as zonas do nosso país. Ceará. S. isto é. Como industrias consequentes da. Pecuaria a nossa riqueza se baseia tambem na exploração dos produtos industriais fornecidos pelos diversos animais de criação e exploração ( industrias rurais pastoris ). caprinos. tais como queijos. bem como na cultura dos campos. Minas Gerais. DA PECÁRIA Denomina-se Pecúaria á criação de animais. Goiás. que estudaremos em seus lineamentos principais nas lições e capitulos subsequentes.LIÇÃO I Da Pecuaria Sumario: . A Pecuária no Brasil pe uma das fontes de riqueza do país. equideos. suinos. etc. carnes em conserva. manteiga. peles. Píaui. A Contabilidade aplicada nas fazendas de criação. Emprezas Pastoril. lanigeros. A nossa vida ainda nela se baseia. ect. tais como bovinos. DAS EMPREZAS PASTORIS Emprezas Pastoris são as que se dedicam á criação de animais.conceirto. que se dedicam á Pecuária é o que faz objeto dos nossos estudos nesta segunda Parte: é a Contabilidade Pastoril. á pecuária. caraterisando-se por ser fonte de riqueza nos Estados do Rio Grande do Sul. etc. couros. Criam – se no Brasil as mais variadas éspecies de animais. . Mato Grosso. Compreendemos por empresas pastoris.Paulo.

Denominam-se emprezas Pecuárias Grandes aquelas em que predomina o trabalho. caraterisando-se pela exploração familial do sólo. naquilo que satisfaça aos seus fins. confórme predomina o Capital ou o Trabalho. b) Médias. A’s Emprezas Pecuárias sáo aplicaveis todos os principios gerais que estudámos na 1ª. e é a fórma que caraterisa a pequena propriedade. em cujo mercados os produtos da pecuária brasileira já ocupam importancia consideravel. São as emprezas administradas e exploradas por uma familia. Emprezas Pecuárias Médias são aquelas em que prédomina o Capital. _____ . Parte deste livro. As emprezas Pecuárias como todas as demais especies de estabelecimentos rurais pódem ser classificadas em tres classes. produzindo produtos não só para o consumo interno. c) Pequenas. como tambem já produzindo para a exportação internacional.— 172 — não somente as fazendas de criação de animais com as que se dedicam muito especialmente á exploração dos produtos animais ( industrias pastoris ) Estas emprezas fórmam como acabamos de dizer uma das fontes de riqueza do nosso país. Emprezas Pecuárias Pequenas são as em que não há predominancia do Capital nem do Trabalho. Estudaremos agora tão sómente os principios especiais aplicaveis unicamente aos estabelecimentos pastoris. Pódem ser: a) Grandes.

—173 — LIÇÃO II Da Parceria Pecuária Sumario: . DAS DISPOSIÇÕES LEGAIS SOBRE PARCERIA PECUÁRIA Estabelece o nosso Codígo Cívil os seguintes principios reguladores do contrato de Parceria Pecuaria: “ Art. Rio de Janeiro. As aves e os insetos não são incluidos nos contratos de Parceria Pecuária. continuam na propriedade do dono. os animais de criação. ____________ (1) — Ver I Parte. sejam ou não estimados. Constituem objéto de partilha as crias dos animais e seus produtos. ( 2). A Prceria Pecuária se verifica.Conceito. crinas. . V termo 3º. no uso e gozo do capital fornecido. não obstante ser tambem bastante usada. DA PARCERIA PECUÁRIA ( 1 ) O artigo 1. É esta a opinião de CLOVIS BEVILAQUA. pag. vol. mediante uma quóta nos lucros produzidos “. ou de exploração. 128. lã e leite. Esta modalidade de Parceria é menos comum do que a Parceria Agricola. A entrada social deste consiste. 1928. 1. tratador contribúi com o seu trabalho e com as despezas necessarias á exploração. Disposições legais.417. defendida nestes termos: “ Os animais dados em parceria. tratar e criar. quando se entregam animais a alguem para os pastorear. O parceiro. pois sobre os semoventes. apenas. A Parceria Pecuaria não transfere para outrem a propriedade dos animais dados em parceria. se outra cousa não se estipular “. como peles.416 do Codígo Cívil estabeleu que “ dá-se a Parceria Pecuaria. lição (2) — “ Codígo Civíl Brasileiro Comentado “.

como tambem náo pódem constittuir-se objéto das parcerias pecuárias. o parceiro proprietario sofrerá os prejuizos resultantes do caso fortuito.422. no que não estiver regulado por convenção das parte. não havendo acôrdo em contrario. nenhum parceiro sem licença do outro. ou força maior. poderá dispôr do gado.— 174 — Art.423. Art. Salvo clausula em contrario. individuando-os claramente. os animais evitos. os insetos e aves de exploração dos estabelecimento rurais. Art. correrão por conta do parceiro tratador e criador. com todas as especificações. ________ (1) Ver lição da Parte 1ª . etc. As despezas com o tratamento e criação dos animais. Ao proprietario caberá o proveito. Só pódem constituir objéto do penhor pecuário os bovinos. e. o gado grosso. afim de não haver motivos para confusões. pertencentes ao capital.419.421. 1.. caprinos. 1. O primeiro proprietario substituirá por outros. Art. 1. É da essencia do penhor pecuário que no contrato de sua constituição sejajm declarados os animais dados em garantia. équideos. Art. no caso de evição. suinos. 1. DO PENHOR PECUÁRIO ( 1) Denomina-se Penhor Pecuário á modalidade de penhor efetuado sobre animais. Salvo convenção em contrario. Não póde ser objeto de penhor pecuário.420. _______ LIÇÃO III Do Penhor Pecuário Sumario: -Cconceito. que se obtenha dos animais mortos. na falta. Art.418. 1. Disposições legais. Aplicam-se a este contrato as regras de sociedades. 1. isto é. pelo disposto nesta secção.

e que regulam os contratos de penhor pecuário. O penhor de animais não admite prazo maior de dois anos. Esta substituição presume-se. 787. Art. Art. ou. o instrumento designa-los á com a maior precisão. Vencida a prorogação. Quando o devedor pretenda vender o gado empenhado.— 175 — DAS DISPOSIÇÕES LEGAIS SOBRE PENHOR PECUÁRIO São disposições estabelecidas pelo nosso codígo Cívil. particularisando o logar. 785. Art. _______ . ou exigir que se lhe pague a divida incontinente. No penhor de animais. sem prévio consentimento escrito do credor. o penhor será excluido quando não seja reconstituido”. 788. ameace prejudicar o credor. “ Art. 784. comprados para substituir os morto. sobre o assunto. se não constar de menção adicional ao respetivo contrato. e o destino. Art. O devedor não poderá vender o gado empenhado. averbando-se a prorogação no titulo respetivo. Paragrafo único. mas póde se prorogado por egual periodo. poderá este requerer se depositem os animais sob a guarda de terceiros. sob pena de nulidade. Os animais da mesma especie. Paragrafo único. por negligente. mas não valerá contra terceiros. onde se achem. que tiveram. ficam subrogados no penhor. 786.

II CAPITULO DA CONTABILIDADE PASTORIL .

como vervi-gratia. (2) ______ (1) Ver I Parte. contrôle e registro de todos os fatos administrativos das emprezas rurais naas aziendas rurais destinadas á pecuária ( criação de animais ). E’ ocioso salientar a importancia da Contabilidade Pástoril. Não dependem a emprezas de que trata esta de fatores externos tão complexos como os que influem na produção das fazendas de plantação. Assim facil se torna a apuração do resultado final dos exercicios administrativos. a Contabilidade Publica.Conceito. na propria Contabilidade Rural a qe se ocupa das aziendas destinadas á plantação dos campos ( Contabilidade Cultural). lição (2) Ver I Parte. além do mais ela é uma das mais faceis especilisações contáveis. lição . Escrituração Pastoril. Os fatos administrativos das emprezas de que ela se ocupa não são tão complexos quanto os de outras especialisações contabilisticas. DA CONTABILIDADE PASTORIL A Contabilidade Pastoril é a especialisação da Contabilidade Rural que tem por fim o estudo e pratica das funções de orientação. e. Nesta uma das mais importantes questões é a que se refere á fixação do exercicio administrativo. A Contabilidade Pastoril tanto se ocupa das operações técnicas quanto comerciais dos estabelicimentos rurais em que é aplicada.LIÇÃO IV Da Contabilidade pastoril Sumario: . E. (1) na Contabilidade Pastoril este póde comerçar e terminar em qualquer época.

Classificação. _________ LIÇÃO V Das Contas na Contabilidade Pastoril Sumario – Conceito. dando o numero exigno de fatos de que se ocupa. É a Escrituração quen nos fornece os elementos para a apuração do estado patrimonial ( situação da adminstração: especifica. Esquema desta.— 180 — DA ESCRITURAÇÃO PASTORIL A escrituração Pastoril registra as operações administrativas das empresas pastoris. __________ (1) Ver 1 Parte. sendo uma das mais importantes funções da Contabilidade Pastoril nos fornece os elementos para a apuração do custo real da produção e. o resultado total do exercicio e os resultados parciais ( resultados de contas ). E’ tudo isto que nos demonstra a Contabilidade com a sua função orientadora. XXII. prática. economica e financeira ). lição. . bem como as mutações que surgem neste. o patrimonio bruto. E’ assaz facil. a modificação das contas. pois. o patrimonio liquido e o resultado do exercicio. Além disso é ela que. cientifíca e a Escrituração na sua parte técnica. Exemplificação DAS CONTAS NA CONTABILIDADE PASTORIL (1) As contas são os registros dos fatos administrativos. Nela devem ser adotados quaisquer métodos de registração. apresentando em periodos determinados preestabelecidos ( exercicio ). só com a Escrituração Pastoril podemos nos orientar na efetuação das nossas operações para consecusão dum excedente sobre o custo ( lucro ) que nos proporcione as vantagens da industria. apresentando-nos tambem o resultado liquido desses fatos administrativos. pois é nelas que se assentam as operações efetuadas. São a base de todo sistema contábil.

nos apresenta duas partes distintas: a) A Receita. representando os diversos animais de criação e todas as demais operações acessorias efetuadas para a criação e produção dos mesmos. formadas pelo resultado das operações do exercicio. propomos tambem classificar as contas de Contabilidade Pastoril em quatro grandes classes: a) Contas de Capital. como tambem todos os que servem para auxiliar esta e os atos administrativos que representam as despezas e gastos necessarios. Poucas são e variam tambem muito pouco. que compreendem as transações que têm o carater de atos de comercio. Estas pódem ser de Receita ( produtos ) ou de Despeza ( gastos ). Estas contas pódem apresentar lucro ( crédito maior do que o débito ) ou prejuizo ( débito maior do que o crédito ). bem como a sua escrituração. b) Contas do Exercicio Pastoril.— 181 — Na Contabilidade Pastoril as contas representam não só os diversos objétos da exploração industrial ( animais de criação ). DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS NA CONTABILIDADE PASTORIL As contas na Contabilidade Pastoril. dada a classificação que já adotámos de contas da Contabilidade Rural. Pódem ser por débito ( direitos ) ou por crédito ( obrigações ). em que são registradas todas as utilidades produzidas pelos animais. c) Contas das Operações Comerciais. Caraterisam-se tão sómente pela diversidade de nomes com que se apresentam os diversos animais de criação. . d) Contas de Lucros e Perdas. em que anotamos os gastos efetuados para a obtenção do resultado. que representa as operações efetuadas pela administração rural. que represnta os valores que constituem o patrimonio inicial da empreza. Dissemos há pouco que não é esta uma Contabilidade dificil porque as ordens de contas que se abrem não são multiplas. b) A Depeza. E’ bem simples a classificação destas contas e.

QUADRO ESQUEMATICO DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS NA CONTABILIDADE PASTORIL .— 182 — Apresentamos a seguir o quadro esquematico da classifi-cação ácima.

Jogo escritural identico a conta de Suinos.— 183 — DAS CONTAS USADAS NA CONTABILIDADE PASTORIL Não é possivel a fixação do numero de contas exigiveis numa Contabilidade. E’ debitada pelos que prestam serviços e suas depezas de manutenção e tratamento. Por isso. Credita-se por Lucros e Perdas. Representa as peles extraidas dos diversos animais mortos. etc. burros. etc. . Represnta os diversos animais que são utilizados nos serviços do estabelecimento rural. Bovinos. Animais de Trabalho. Escrituração idêntica á de Suínos. álem das já enumeradas na 1ª Parte. cabritos e outros animais da mesma raça. E’ debitada por estas e creditada pelas vemdidas. Movimento de escrita identico á Suinos. São contas que usualmente surgem na Contabilidade Pastoril. eguas. Representa os animais de lã ( carneiro ). Procuraremos tão só mente mostrar a significação de algumas das mais necessarias e carateristicas. Equideos. por ocasião de balanço. não pretendemos nesta lição definir o fim de cada conta aplicavel na Contabilidade Pastoril. bem como pelas despezas de sua manutenção e creditada pelos vendidos ou mortos ou dados. Cavalares. jumentos. Suinos. Peles. Representa os cavalos. E’ debitada pela tósa do lã e creditada pela lã vendida. Representa ass cabras. Esta conta póde ser subdividida em varias classes como Muares. Lã. Representa os produtos lanigeros extraidos dos carneiros e outros animais de lã. Caprinos. na importancia correspondente ás despezas gerais. bestas. Representa as disversas especis de gado vacum. Joga com o mesmo movimento de débito e crédito de Suinos. É debitada pelos adquiridos e nacidos. Representa essa ordem de animais de criação. Seria pueril afirmar o contrário. Lanigeros.

Idem. Crinas. Sem eles não se póde fazer a Escrituração – função fundamental da Contabilidade. pois que são eles que fixam o momento carateristico que imprime mutação nos patrimonios. o Auxiliar Creações. Além dos livros citados (1) e que pódem ser usados indiferentemente nas emprezas pastoris ou culturais. E’ nos livros que são registradas e abertas as contas. ). queijos. citaremos como especiais á Contabilidade Pastoril varios outros tais como o Registro de Creaçoes. Pódem ser adotados na Contabilidade Pastoril os livros que se fizerem necessarios. DOS LIVROS NA CONTABILIDADE PASTORIL Os livros de escrituração são os registros das operações efetuadas. Representa o leite fornecido pelos diversos animais ( vacas. etc ). E’ debitada pelo leite apurado e creditada pelo vendido ou empregado em fabricação de outros produtos ( manteiga. Representa por crédito os animais penhorados pela administração e por débito o resgate dos penhores. lição . para os estabelecimentos pastoris. O seu uso em Contabilidade é indispensavel. o Regis- ________ (1) Ver 1 Parte. Rperesenta os couros extraídos dos animais mortos. Movimento identico á conta anterior. Penhor Pecuário.— 184 — Couros. cabras. São eles que fixam o movimento transacional das aziendas. Leite. ____ LIÇÃO VI Dos Livros de Contabilidade Pastoril Sumario: . Por isso. fica a criterio do contador da empreza rural pastoril a adoção dos livros que queira usar em sua Con-tabilidade. idem.Conceito. etc. registro de todos os fatos administrativos. A lei não estabelece a obrigatoriedade de livros de Escrituração.

Esta pode ser feita por meio de criações e de explorações dos produtos fornecidos pelas diversas especies animais. Deve-se procurar ter as anotações mais minuciosas sobre tudo que se refira aos animais que formam a riqueza do estabelecimento rural. Deste modo fica explicada a necessidade dos inumeros livros para Registro dos Animais que costumeiramente são adotados nas emprezas pastoris. Por isto a conta de Animais é a mais importante das aziendas pastoris. Registro de Bovinos. DOS REGISTROS DE ANIMAIS A contabilidade Pastoril tem por escopo precipuo a exploração dos animais. Denominamos pois. é ela que se torna o meio economico ( comercial e industrial ) para o fazendeiro apurar lucros ou prejuizos. Deste modo torna . Registro de Suinos. E’ ela que representa os objétos da industria. Registros de Animais á serie de livros e registros que têm por fim fixar os fatos administrativos: a) Registro de Criações b) Livro de Criações c) Registro dos Animais de Trabalho Registro de Engorda dos Suinos . o Registro de Animais que pódem ser subdivididos em Registro de Engorda dos Suinos.— 185 — tro de Animais de Trabalho. etc. Registro de Equideos.Conceito.se patente a necessidade de ter bem contabilisados todos os fatos que afetam direta ou indiretamente os animais. _______ LIÇÃO VII Dos Registros de Animais Sumario: . Especies. Registro de Caprinos.

— 186 — DAS ESPECIES DE REGISTRO DE ANIMAIS O livro auxiliar “ Criações “ tem por fim a anotação dos fatos verificados com as diversas especies animais. sendo debitado pelas despesas especiais e valor dos animais. DO LIVRO DE CRIAÇÕES Este livro serve para o registro dos animais de criação das fazendas. registrando por débito e crédito as despesas e produtos proporcionados pelos diversos animais. O “ Registro dos animais de Trabalho “ servirá para a anotação dos que são utilisados nos diversos serviços da empreza rural. para engorda. Os “ Registros de Criações ” servem para a anotação minuciosa de cada animal isolado. Desse modo deverá haver um “ Registro de Suinos “.conceito. O “ Registro de Engorda de Suinos “ serve para a anotação dos animais desta especie que se acham no chiqueiro. Devem ser tantos numa fazenda quantas são as diversas especies de animais que são objéto da exploração. Modelo. _________ LIÇÃO VIII Do Livro de Criações Sumario: . e creditado pelas vendas ou morte. como também demonstra a receita e despesa de cada conta. Nas lições seguintes estudaremos estes livros detalhada e especialmente. esclarecendo os débitos ( despesa ) e créditos ( receita ) que produzem. E’ debitado pelos suinos que são levados á séva e suas despesas. e creditado por ocasião de balanço pela importancia das despesas gerais. etc. isto é. um “ Registro de Bovinos “. de acôrdo com os animais que formam objéto da exploração comercial e industrial. Escrituração. e pela apresentação do resultado das operações realisadas. São . de cada especie de criação. Demonstra a existencia dos animais. um “ Registro de Equideos “. um “ Registro de Caprinos “.

Há pórem dois processos diversos para o jogo escrituracional das contas deste livro: a) O processo mais comum. subtraindo o menor do maior a diferença entre um e outro será o lucro ( se a receita fôr maior ) ou o prejuizo ( se for maior a despesa ). Abrem-se tantas contas são estas. DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO DE CRIAÇÕES Escritura-se este livro em ordem sistématica. sustento. Compõem a despesa dessas contas: mortes. Apura-se o resultado pelo nosso processo vendo — como ácima —a diferença entre a receita e despesa. bem como a existencia dos animais pela raça. que constituem o fim das operações dos estabelecimentos agrarios. Equideos. segundo o nosso processo: . classifican-do-se os animais pela raça e especie animal. O livro de Criações apresenta varias colunas em cada pa-gina: uma para a Despesa outra para a receita e outras para demonstrar as raças da especie animal. segundo o qual basta abrir uma conta para cada especie de criação ( Bovinos. etc. etc ). e. que assim apresentará um lucro ou prejuizo. os produtos da exploração.— 187 — elementos componentes da receita dessas contas: carne. no crédito. Suinos. Desse modo apura-se o resultado somando-se o débito ( despesa ) e o crédito ( receita ). DOS MODELOS DO LIVRO DE CRIAÇÕES Apresentamos a seguir dois modelos de duas contas abertas no Livro de Criações. crias. b) O processo que adotamos. trato. com a designação da quantidade de cabeças e o valor da especie animal pelo ultimo balanço. leite. lã. pele. sem modificar o valor total que será verificado por balanço. despesas com os empregados. Este livro compreende sómente os animais que constituem objéto de exploração. para ilustração. e escriturar aí no débito o valor da especie animal e suas despesas diversas. etc. couros. No caso de morte ou venda ou nascimento ou compra lançamos como se vê adiante. aconselhamos e julgamos melhor é o seguinte.

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terem todos os esclarecimentos. Estes livros devem ser bem minuciosos. um “ Registro de Caprinos “. etc. com a apresentação de todos os seus carateristicos. etc. Aí fazem-se todas as anotações necessarias para nos mostrar a vida do animal. etc. E’ um complemento do livro anterior e uma como que biografia de cada especie animal.— 189 — LIÇÂO IX Dos Registros de Criações Sumario: . um Re-gistro para cada especie animal.Conceito. um “ Registro de Bovinos “. o preço. Escrituração. desde a sua compra. A anotação dos fatos administrativos oriundos dos diversos animais póde ser feita sintéticamente como no livro anterior. morto ou dado ). DA ESCRITURAÇÃO DOS REGISTROS DE CRIAÇÕES Cômo dissemos ácima devemos adotar um livro. por estes livros nós temos a biografia de cada especie animal não só. bem como a sua filiação. Na coluna para a saída registra-se a data em que se deu esta e por que modo saíu ( se vendido. Modelo. DOS REGISTROS DE CRIAÇÕES Registros de Criações são os registros especiais das diversas especies animais. pois devem demonstrar a bíografia de todos os animais. ou analiticamente como neste. E’ o registro isolado de cada animal. Deve-se adotar tantos Registros quantas são as especies de animais de criação. nascimento ou ganho. Tudo isto na coluna especial de Entrada. por especie. como tambem de casa animal isolado desde o dia em que entrou para a Fazenda até o em que saiu: . se foi comprado o preço de compra. individuação. Assim dever-se-á ter um “ Registro de Equideos “. Deste modo.

Não é possivel a uniformisação. carateristicos e vantagens de cada especie animal e raça.— 190 — DOS MODELOS DO REGISTRO DE CRIAÇÕES Os modelos variam de animal para animal. Não obstante. Baséia-se na natureza. bastando tão somente fixar os carateristicos peculiares a cada animal. para orientação apresentamos a seguir um medelo do REGISTRO DA CRIAÇÃO DE BOVINOS. Por esse modelo qualquer contador organisará o “ Registro “ de que necessitar. .

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— 192 — LIÇÃO X Do Registro dos Animaes de Trabalho Sumario – Conceito. pois. Registros dos Animais de Trabalho são. DO MODELO DO REGISTRO DOS ANIMAIS DE TRABALHO Ha varios modelos usados. E’ para a escrituração das despesas cm estes animais e para o registro dos lançamentos de crédito ( valor do trabalho animal ) que nos utilisamos deste registros. Apresentamos o modelo de uma conta escriturada neste livro: . DO REGISTRO DOS ANIMAIS DE TRABALHO Nem todos os animais são destinados á criação. Escrituração. nas fazendas. Modelo. O que apresentamos é o que se nos afigura mais facil e tão eficiente quanto os que mais o sejam comportando ainda sub-titulos conforme a especie de animais. os livros destinados á escrituração de todos os fatos administrativos que afetam os animais destinados ao trabalho das fazenda. Ha os que têm este destino ( exploração industrial e comercial ) e os que são destinados ao trabalho dos campos.

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_____ LIÇÃO XI Do Registro do Esterco e Adubos Sumario: . Adubos são produtos quimicos ou naturais que servem para dar novas propriedades de fertilisação ao sólo..Conceirto. Alguns aconselham dár um valor ao trabalho prestado pelos animais. O registro de que agora tratamos serve para registrar estes produtos. E’ uma cousa natural.— 194 — DA ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DOS ANIMAIS DE TRABALHO O modo de escrituração deste Registro é bem simples e obedece aos mesmos principios da escrituração dos livros anteriores. Avaliação do esterco.. Este registro é de escrituração simples: por débito e crédito sómente. São ambas contas de resultado ( o trabalho do animal valorisado e as despesas com a sua manutenção ). Escrituração. Por ocasião de balanço saldam-se as despesas por Lucros e Perdas. e seria um maior serviço sem resultado eficiente. ordenados aos empregados encarregados dos mesmo. . afim de tambem ser contabilisado. É necessario para a sua contabilisação que se dê um valor monetario aos estercos e adubos. mas que julgamos ociosa. etc. DO REGISTRO DE ESTERCO E ADUBOS Esterco são produtos excrementicios fornecidos pelos animais e que têm força fertilisante energica. Modelo. Abre-se uma em cada pagina uma conta para cada especie de animal usado nos serviços da administração e aí escritura-se no débito toda despesa com manutenção. Conferencia. Erros. No crédito escrituram-se os lançamentos refentes á produção do esterco animal. trato.

pag. = 0. 25. neste caso. 1.04 de potassio 0. o kg. o kg. de esterco de curral representa. = 1. de esterco de Curral contém 0. cujo preço facilmente podemos conhecer pelas casas comerciais. salvo nas imediações de cidades. para acharmos o seu valor em dinheiro precisámos primeiramente saber quais as substancias componentes do mesmo esterco e pricipalmente em relação ao azotto. para sulfato de potassio e super-fosfato 200 réis. a $500. = 0.42 x 200 = 84 rs Portanto cada 100 kg. _________ (1) “ GUIA para a Contabilidade Agricola “. Bem assim na média segundo E. Uma vez conhecidas estar partes ácima referidas podemos calcular o seu valor em dinheiro comparando com o preço de um kilograma do adubo quimico correspondente.Wolf cada 100 kg. Rio de Janeiro. que negociam estes adubos quimicos.— 195 — DA AVALIAÇÃO DO ESTERCO JOSE’ WALTZL. No caso presente tomamos para 1 quilograma de adubo quimico que contém azoto — salitre de Chile — o preço de 400 réis.040 x 200 = 208 rs. potassio e acido fosforico.90 az.000 kg.42 de acido fosforico e para acharmos o valor em dinheiro temos: Azotto Potassio Acído fosf. substancias mais importantes para a nutrição das plantas.90 x 400 = 360 rs. nos ensina como devemos atuar para avaliar eficazmente o valor do esterco produzido pelos animais: (1) “ Sendo o esterco do curral em geral um produto que não representa valor no mercado. o valor de 650 réis o que corresponde a 1. 1929. .

valor. uma seção para estercos ( com os carateristicos: quantidade entrada. outra para historico. bem como os resultados. quantidade saida. Quando fornecer. com os mesmos carateristicos. valor ) e outra para adubos.— 196 — DA ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DE ADUBOS E ESTERCOS Compõem-se este livro de uma coluna para data. será creditada. . Por este processo a qualquer momento temos a certeza da quantidade de esterco produzido. Quando a conta receber nos lhe debitamos. a quantidade vendida e a existencia.

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DOS ERROS NO REGISTRO DE ESTERCO E ADUBOS Os erros que surgirem neste Resgistro deverão ser corrigidos pelos mesmos principios ensinados na 1ª Parte.— 198 — DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE ESTERCO E ADUBOS Confere-se este livro pela sua conta correspondente no Razão. O saldo desta deve conferir com a diferença entre a Entrada de Estercos e Adubos e a Saída de ambos. lição XXXV. .

PARTE TERCEIRA DA CONTABILIDADE CULTURAL .

I CAPITULO DAS EMPREZAS CULTURAIS .

Da administração DAS EMPREZAS CULTURAIS Denominam-se Emprezas Culturais ás organizações eco-nomicas agrarias destinadas á cultura dos campos. país agrario por ecelencia. cereais. é. Como sabemos os povos primitivos viviam da colheita dos frutos e raizes que a natureza lhes fornecia.LIÇÃO I Das Emprezas Culturais Sumario:-Conceito. As emprezas rurais destinadas á plantação dos campos pódem ser consideradas como uma das primeiras manifestações produtoras do homem. Não obstante a industria Pastoril ser uma das nossas maiores fontes de riqueza. um dos seus esteios. Deste modo vemos que desde os primeiros tempos a agricultura se fez sentir de grande necessidade. ela pe. então. Ocupamse esses estabelecimentos da produção dos alimentos ( frutos. a plantação de cereais e outros produtos do sólo ( agricultura ) e muito mais tarde a industria piscicola e outras. No Brasil. raizes. Surgiram. . bem como da caça e da pesca. etc. Só mais tarde sentiram êles a necessidade de cultivar esses elementos indispensaveis á manutenção de suas energias vitais. economica. essas primitivas modalidades industriais que são a criação de a animais ( industria pastoril ). a cultura da terra que quasi sustenta a nossa economia. como já vi-mos. Por isso é indispensavel que se deixe de estudar a Contabilidade aplicada nas aziendas. Suas Operações. ) indispensaveis á manutenção da vida hu-mana. pórem.

pois sabemos ser esta ciencia uma das bases indispensaveis á toda boa organisação economica. DA ADMINISTRAÇÃO ECONOMICA DAS EMPREZAS RURAIS A administração ecomonica das emprezas agrarias culturais obedece aos mesmos principios aplicaveis ás demais emprezas economicas.— 204 — destinadas á cultura dos campos. originando as diversas situações jurídicas da empreza para com as pessoas. etc. limpa. plantío. etc. como são os mesmos principios tanto. citaremos. E. DAS OPERAÇÕES DAS EMPREZAS CULTURAIS Na multiplicidade dos fatos administrativos oriundos das operações das empresas culturais podemos distinguir duas ordens de operações especiais: a) Operações técnicas. . colheita. cobranças. São exemplos de operações técnicas todos os trabalhos de lavoura ( derribada de matas. ). a venda dos produtos. Operações comerciais são as que ocupam das transações mercantís entre a empreza e seus freguezes ( correspondentes ). reportamos o leitor á 1ª. emprestimos. compra de materiais. lição — onde tratamos em tése desta materia. para a Contabilidade Pastoril quanto para a Cultural. São operações técnicas ou industriais as que têm por fim as operações destinadas á produção rural. capina. b) Operações comerciais. Parte. Como exemplos de operações comerciais dos estabeleci-mentos agrarios culturais.

Conceito. para ser por esta cultivado. A Parceria Agricola é geralmente contratada por prazo que depende varialvelmente do tempo necessario para uma cultura produzir. Mas póde se dar tambem a parceria por prazo indeterminado. mas o adquirente deverá esperar pela colheita futura que fôr resultado do trabalho do colono. E. Na primeira ipotese. repartindo-se os frutos entre as duas. DA PARCERIA AGRICOLA Segundo a definição do artigo 1410 do nosso Codigo Civil. mediante repartição convencional dos frutos apurados. se houver alienação do imovel dado em parceria. O fim do contrato de Parceria Agricola é o direito que o proprietario transfere ao seu parceiro de cultivar os seus campos. E’ uma expressão que poderá dar á primeira vista a entender de que se trata unicamente de predios ou construções. no sentido usualmente empregado. A definição ácima emprega a expressão restrita de “ predio rustico “ para designar no seu sentido juridico uma fazenda ou terras para cultura. Disposições legais. comquanto ela signifique ímoveis rusticos. o adquirente fica subrogado nos direitos e deveres do alienante até conclusão do contrato. á Parceria Agricola se aplicam as regras de locação de predios rusticos. Como uma modalidade de contrato de locação que é. de acôrdo com o nosso direito das obrigações o contrato de Parceria Agricola só poderá ser rescindido mediante aviso prévio de seis mêses.— 205 — LIÇÃO II Da Parceria Agricola Sumario: . “ dá-se a parceria agricola. na proporção que estipularem “. quando uma pessôa céde um predio rustico a outra. Quando por prazo indeterminado a Parceria Agricola se desfaz com a alienação do imovel. .

413.411 ). . artigo 1.414). _________ (1) Ver 1 parte. e) A Parceria Agrícola subsiste quando o predio for alienado.— 206 — Pódem effectuar contracto de Parceria Agricola todas as pessoas que forem livres proprietarios dos seus bens immoveis ruraes. b) Os riscos de caso fortuito ou força maior correrão em comum contra o proprietario e o parceiro ( Idem. eceto se estes deixarem adeantados trabalhos de cultura. lição. se os não assumir expressamente.412 ) c) A Parceria Agricola não passa aos herdeiros dos constratantes. ( Idem.415). Art. incluindo neste caso os arrendatarios. não se. ) d) Aplicam-se este contrato as regras da locação de predios rusticos. artigo 1. 1.1. caso em que durarão quanto baste para se ultimar a colheita ( Idem art. (1). 1. álem de outros que poderão ser estabelecidos pela partes contratantes: a) O parceiro incumbido da cultura não responderá pelos encargos do predio. (Idem art. DAS DISPOSIÇÕES LEGAES SOBRE PARCERIA AGRICOLA São dispositivos expressos estabelicidaos pela nossa legislação sobre o contrato de Parceria Agricola. Disposição legais. ( Codigo Cívil. ficando subrogado o adquirente nos direitos e obrigações do alienante. _______ LIÇÃO III Do Penhor Agricola Sumario: . DO PENHOR AGRICOLA Penhor Agricola é o contrato que se efetúa sobre bens pertencentes aos estabelecimentos agricolas ( emprezas culturais ).Conceito.

783. pois este só póde ser efetuado sobre bens moveis. — O penhor agricola só se póde convencionar pelo prazo de um ano. ou beneficiados e acondicionados para a venda. por este dada no proprio instrumento de constituição do penhor. em ser. Art. quer resultem de prévia cultura. não se poderá. 781 – Pódem ser objéto de penhor agricola: I — Maquinas e instrumentos aratorios ou de locomoção. citam-se as maquinas. Art. sobre êle constituir penhor agricola. esta modalidade do Penhor é como o denominam os juristas “ Uma degenerecencia do contrato de Penhor ”. DAS DISPOSIÇÕES LEGAIS SOBRE PENHOR AGRICOLA O nosso Codigo Cívil regula o contrato de Penhor Agricola. alambiques. 782. III — Frutos armazenados. ulteriormente prorogavel por seis mêses. II — Colheitas pendentes ou em via de formação no ano do contrato. pena de nulidade. sem anuencia do credor ipotecario.— 207 — O Penhor Agricola póde ser efetuado não só sobre bens moveis como imoveis. Como dissemos atrás (1). Nesta modalidade de Penhor a tradição real não é da sua essencia. — Se o prédio estiver ipotecado. produtos. Dentre os bens agricolas sucetiveis de Penhor. etc. quer de produção expontanea do sólo. estabelecendo os seguintes principios: Art. preparada para o córte. IV — Lenha cortada ou madeira das matas. no Capitulo em que deste assunto tratamos o nosso Codigo Civil (art 781 e seguintes) não faz a distinção que aqui salientamos: entre Penhor Agricola e Pecuário. colheitas pendentes. Aliás. não obstante classificar desse modo a Parceria Rural. _________ (1) Ver 1 parte lição .

II CAPÍTULO DA CONTABILIDADE CULTURAL .

contróle e registro dos atos e fatos da administração das aziendas agrarias destinadas á cultura dos campos. O registro das operações ténicas compreende toda a ordem de fatos administrativos que têm por fim a produção rural. Escrituração cultural. Por isso. as suas operações economico-administrativa pódem ser de duas ordens: a) Operações técnicas. bem como o resultado que provém dessas variações. DA CONTABILIDADE CULTURAL Contabilidade Cultural é a especialisação da Contabilidade Rural que tem por fim o estudo e prática das funções de orientação. Ela tem por fim a anotação de todas as operações produtoras e comerciais das emprezas agrarias culturais. O registro das operações comerciais compreende o dos fatos que se ocupam com a parte propriamente mercantil do estabelecimento cultural. . A Contabilidade Cultural nos demonstra a todo e qualquer momento as variações que sofrem os diversos bens patrimoniais. bem como o resultado dos diversos exercicios.LIÇÃO IV Da Contabilidade Cultural Sumario – Conceito. b) Operações comerciais. desmonstrando assim a utilidade e maior vantagem na exploração de determinadas culturas.

Ela nos demonstra não só o resultado das transações efetuadas num período de funcionamento. as variações que estas sofrem bem como a origem dessas mutações. bem como a apuração do custo real de cada produto em exploração ______ LIÇÃO V Das Contas na Contabilidade Cultural Sumario: .E’ nas contas que se assenta todo o edifício contável. Exemplificação. o registro grafico de todas as operações dos estabelecimentos agrarios culturais. as contas culturais se compõem de duas seções distintas: a) Receita b) Despeza Na receita (crédito) são escriturados os rendimentos . Tambem nos fornece a Escrituração Cultural os elementos indispensaveis para a apuração dos resultados (bruto e liquido) das operações realisadas.Conceito.— 212 — DA ESCRITURAÇÃO CULTURAL A Escrituração Cultural tem por fim. Como as contas da Contabilidade Pastoril. Elas demonstram não só o movimento das culturas. Classificação. DAS CONTAS NA CONTABILIDADE CULTURAL As contas são os registros dos fatos administrativos da mesma natureza. na Contabilidade Cultural. Esquema. E’ um sistema de funções que serve para nos demonstrar o resultado estatistico e economico de cada valor movimentado nas emprezas culturais. como tambem o de todos os fatos efetuados nas aziendas agrarias. Servem para demonstrar o estado economico de todos os bens movimentados. como também o estado especifico e econômico de cada conta. bem como os resultados das transações efetuadas. denominado exercício.

vantagens. Interessa-nos agora a classificação das contas sob o aspeto técnico. lição XXIX e seguintes. Os carateres modelos. por ser assunto já por nós estudado em nosso 1º volume “CONTABILIDADE GERAL”. elementos. confórme o aspéto sob o qual são encaradas. segunda edição. escrituracional. métodos de escrituração e demias carateristicos das contas são identicos e sempre os mesmos em qualquer que seja a especie de administração (pública ou privada). Cientificamente nos excusamos de apresentar as diversas classificações. em qualquer que seja a especialidade da azienda rural (pastoril ou cultural) DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS NA CONTABILIDADE CULTURAL As contas na Contabilidade Cultural pódem ser classificadas de diversos modos. todas as utilidades produzida. Na despeza (débito) são anotados os gastos feitos com as diversas contas. Segundo a classificação já adotada por nós na 1ª Parte. 1929. Apresentamos a seguir o quadro esquematico da classificação das contas na Contabilidade cultural: . lição as contas na Contabilidade Cultural pódem ser classificadas do mesmo modo que as da Contabilidade Pastoril.— 213 — proporcionados pelas cousas que as contas reprsentam.

— 214 — ESQUEMA DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS DA CONTABILIDADE CULTURAL .

Além das contas comuns á Contabilidade Pastoril. Beneficiamento. “Cultura de Arroz”. Enumeração DOS CULTURAL LIVROS NA CONTABILIDADE Como sabemos as contas são escrituradas nos livros de contabilidade. “Cultura de Milho”. Estes servem para o registro cronologico. “Cultura de Bananas”. “Cultura de Feijão”. onde são registrados a sua receita e despeza. _______ LIÇÃO VI Dos Livros na Contabilidade Cultural Sumario: . Esta conta representa o conjunto das pequenas culturas da empreza agraria. poderemos citar detre varias as seguintes: Contas de Cultura. bem como para ensacamento dos produtos já beneficiados prontos para a venda.— 215 — DAS CONTAS DA CONTABILIDADE CULTURAL Como quando tratámos da Contabilidade Pastoril vamos definir agora. “Cultura de Cana”. Registro Cronologico é o que serve para a escrituração . Culturas diversas. Sacaria. Conforme a cultura que se quizer anotar especialmente esta conta póde receber diversas denominações. algumas das principais contas usadas na Contabilidade Cultural. “Cultura de Laranjas”. Pequenas Culturas. Classificação. Representa os sacos utilisados para colheita. etc. Representa a mesma cousa que a conta anterior. “Cultura do Trigo”. sintético ou analitico de todas as operações dos estabelecimentos administrativos.Conceito. Estas contas representam o registro sintético de todas as operações com as culturas especialisadas da fazenda. Representa as despezas com as maquinas de beneficio dos produtos colhisdos. tais como “Cultura de Café”. “Cultura de Açucar”. “Cultura de Batata”.

Imoveis. 2ª edição. etc. de Beneficiamento. Razão. Uma das classificações mais interessantes já demos ácima. ver a 1ª Parte deste volume. de Colonos. Diario. lição XXXII e seguintes.— 216 — de todas as operações por ordem de data: dia. Animais de Trabalho. ou. Livro de Armazem. Registro Analitico é o que escritura os livros com todas as minudencias. e seguintes. o Borrador. . etc. Titulos a Receber. de Armazem. sob o ponto de vista contábil. ALGUNS LIVROS DA CONTABILIDADE CULTURAL Os livros principais que usualmente aparecem na Conta-bilidade Cultural são. do Paiol. Culturas Diversas. Devem demonstrar o mais claramente possivel todas as particularidades que chegam a afetar o patrimonio. especificando. o Borrador. Exemplo: O Razão. etc. lição XXXII. dentre outros. Mas os livros de escrituração são adotados na Contabilidade Cultural – como em todas as contabilidades especiais – de acordo com as necessidades da administração. ordem e regularidade de serviços. Exemplo: Contas Correntes. Cultura de Café. Contas Correntes. e a Pagar. DA CLASSIFICAÇÃO DOS LIVROS NA CONTABILIDADE CULTURAL Os livros de escrituração pódem ser classificados de inumeros modos. Caixa. Serviços de Capitalisação. Maquinas Agrarias. do Ponto. Quanto a outras classificações. detalhando tudo. Exemplo: O Diario. Registro Sintetico é o que serve para a anotação sumaria contábil das operações com as diversas contas. para melhor especialisação o nosso 1º volume (CONTABILIDADE GERAL). mês e ano. conforme o aspéto sob qual o queiramos encarar.

Parte estudaremos sómente os que ainda não foram por nós estudados. Necessidade. desde o preparo do terreno até á colheita. Alguns autores nos aconselham (1) a conveniencia de utilisarmos tres livros de Café. afim de demonstrar o custo real desta. tendo em vista os tres periodos por que passa a respetiva cultura. 1922 . e de toda a receita proporcionada. Mo- DOS REGISTROS DAS CULTURAS Servem estes livros para a anotação de todas as despezas com as diversas culturas. para ao final se saber o resultado positivo proporcionado.17 Jose Waltzl: “ Guia pa a Contabilidade Agricola” Rio. do sexto ano em diante. “Cultura de Algodão”. confórme a cultura que se tem em vista. b) Periodo de Transição. Assim é que pódem ser constituídos por varios livros. _______ (1) pag. compreendendo o quarto e quinto ano. “Cultura de Fumo”. Estes Registros pódem ser diversos. Cada um destes livros servirá para a escrituração de todas as despesas com a respetiva cultura. isto é.— 217 — Nesta 3ª. c) Periodo de franca Produção. tais como: Registro de “Cultura” de Café. ______ LIÇÃO VII Dos Registros das Culturas Conceito. etc. diferentes para cada fase da cultura desse produto. Escrituração. em que se acha o cafezal formado e a sua produção uniforme. como sejam: a) Periodo de Instalação que abrange os tres primeiros anos da cultura e só apresenta despezas. do que são característicos da Contabilidade Cultural. delos. quando começam os caféeiros a produzir. Corresponde á contas de “Culturas” de que falámos há pouco e têm a mesma função daquelas.

Colheita do Ano. Capina. desde as iniciais até ás finais. Deverá . Por isso devemos abrir um sub-titulo para cada ordem de despezas da cultura que temos em mira. São imprecindiveis não só para a apuração do custo real dos produtos cultivados. DA ESCRITURAÇÃO DOS REGISTROS DAS CULTURAS A escrituração destes livros afim de demonstrar cabalmente todas as minudencias ocasionais ou necessarias nas diversas culturas. Beneficiamento. de cultura que êle pretende rperesentar e se ocupar. como tambem para a verificação das despezas necessarias em cada ordem de cultura. Adubação. ou que demoram a produção. DOS MODELOS ODS REGISTROS DAS CULTURAS Os modelos destes livros variam de acôrdo com a especie. plantío. Conservação. menos trabalho e menos tempo e alcançam um preço vantajoso no mercado. Não obstante. necessitam inumeros gastos n s compensam eficazmente). Coroação. e aí debitar e creditar todos os fatos administrados que se lhes refiram. que são mais ou menos as diversas fases que passa a produção agricola. não deixa de ser interessante este sistema. tem necessidade de ser analitica. etc. Limpa. Vendas. Semeadura. Eles demosntram assim as culturas mais vantajosas ( que requerem menos despeza. DA NECESSIDADE DOS REGISTROS DE CULTURAS Estes Registros apresentam grande vantagem pois demonstram a vida economica de cada cultura desde o inicio de sua plantação até aos seus derradeiros frutos.— 218 — Não vemos grande vantagem nessa tripartição que servirá sómente para aumentar serviços que um único livro poderá fazer facilmente. Dentre os sub-titulos mais usados nestes livros citaremos: Preparo do terreno.

O modelo é simples e se compõem de duas seções: débito e crédito. . nos respetivos exercicios. aonde são registradas a receita e a despeza de cada cultura.— 219 — ser riscado de acôrdo com os meios práticos para demonstrar mais eficazmente os resultados que se deseja. afim de orientar os leitores. Vamos apresentar abaixo duas paginas de um “Registro da Cultura de Café “. sendo destes transferida para a colheita futura.

— 220 — .

ele se nos apresenta de grande importancia.) e a esta. milho. DO REGISTRO DE CULTURAS DIVERSAS Este livro serve para registrar a receita e a despeza relativas ás pequenas culturas da fazenda. Escrituração. para aproveitamento de alguma área disponivel. As culturas efetuadas com fins comerciais. Lançamos no débito as despezas . De modo que neste livro compreende varias culturas secundarias. Nêle não devem ser incluidas as pequenas culturas que são efetuadas com carater comercial e usualmente. por débito e crédito lhe fazemos o registro dos fatos que se lhes refiram. batata. DA ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DE CULTURAS DIVERSAS A escrituração do Registro de que tratamos é tambem analitica. conforme os principios que expruzemos na lição precedente. devemos registrar em livros especiais. ou sem carater comercial. isto é. DA NECESSIDADE DO REGISTRO DE CULTURAS DIVERSAS Não obstante este livro registrar sómente as culturas sem fins comerciais ou industriais. As culturas efetuadas para satisfação das necessidades particulares ou gerais da fazendas devem tambem ser incluidas na receita destas.— 221 — LIÇÃO VII Do Registro de culturas Diversas sumario: — Conceito. etc. Necessidade. que não são objéto de renda para a empreza rural. Comumente só incluimos neste livro as culturas efetuadas para o consumo do estabelecimento agrario. Sómente as que se destinam a suprir a empreza agraria. Modelos. Para isso abrimos em cada pagina um titulo para cada especie de cultura secudaria (arroz. Daí a necessidade do Registro de Culturas Diversas.

DOS MODELOS DO REGISTRO DE CULTURAS DIVERSAS Segundo as idéias ácima explendidas e de acôrdo com a necessidade prática apresentamos a seguir um modelo de conta aberta no Registro de Culturas Diversas. Deste modo se terá um resultado mais positivo do exercicio. de que acabamos de tratar: .— 222 — efetuadas com a cultura. que se abra — em vez de um titulo para cada cultura — um titulo para a cultura de cada ano. No crédito fazemos os lancamentos do consumo da colheita e da sua venda. E’ de bôa norma contábil. transferindo-se sempre para o ano seguinte o saldo das despezas do ano anterior. se-fôr efetuada alguma. bem como o valor do produto colhido.

— 223 — .

E’ deste livro que passamos por transporte os produtos beneficiados para o Livro Celeiro que — como adiante veremos — é o registro dos produtos já benefiados. . quer para sua conservação. nem consumidos após a colheita. etc). DO LIVRO DO BENEFICIAMENTO Como o nome está indicando este livro serve para o registro analitico de todos os produtos agricolas que se destinam ao beneficiamento. Denomina-se Beneficiamento ao preparo dos produtos agricolas colhidos. A este livro corresponde um deposito aonde são recolhidos e guardados os cereais por beneficiar. Escrituração. Necessidade. milho. quer para lhes retirar principios anti-vitais. as despezas que o beneciamento requer em cada specie de produtos e a quantidade de produtos já beneficiados e por beneficiar. óra da seleção de tipos (café. Necessitam de prévio preparo.— 224 — LIÇÃO IX Do Livro do Beneficiamento Sumario: — Conceito. Este póde ser efetuado manual ou mecanicamente e se ocupa ora da separação das sementes ou grãos dos seus envolucros naturais (café. prontos para a venda ou consumo. Ele demonstra as quantidade de produtos que póde ser preparada diariamente. Há certos produtos na agricultura que não pódem ser postos á venda. Deste deposito é que são transferidos para o celeiro ou paiol.etc. arroz.). DA NECESSIDADE DO LIVRO DE BENEFICAMENTO Este livro que não é ainda muito usado nas fazendas do nosso país apresenta para nós grande importancia. após o beneficiamento. Modelos. ou tecidos pretetores.

— 225 — DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO DO BENEFICIAMENTO A Escrituração deste livro é efetuada em ordem analitica. As despezas com o benecifiamento dos cereais e outros produtos são debitadas na sua conta respetiva e. Abre-se nele uma conta para cada especie de produto a beneficiar existente no deposito de produtos para beneficio e. por ocasião de balanço elas (que representam o saldo da conta) devem ser transferidas para o débito da conta respetiva no Registro de culturas Diversas. aberta neste livro. por crédito os produtos já beneficiados e transferidos para o celeiro ou paiol. DOS MODELOS BENEFICIAMENTO DO LIVRO DE Apresentamos o modelo de uma conta. devidamente escriturada: . ou para o débito do respetivo sub-titulo no Livro de Cultura a que corresponder.

Modelos. A ele se aplica tudo o que temos dito sobre o Livro de estóque ou de Armazem. sem necessitar de contagem. Este livro é o fiscal do fazendeiro. por exemplo. de inventariação. pela comprovação e jogo de parcelas das suas contas com os livros especiais de culturas ou com as diferentes contas do Registro de Culturas Diversas. ele demonstrará. Tulha ou Paiol ao compartimento ou compartimentos destinados nas fazendas aos produtos já átos para entrega ao consumo. Escrituração.— 226 — LIÇÃO XI Do Livro Celeiro Sumario: — Conceito. Ademais é um fiscalisador dos demais livros. DA NECESSIDADE DO LIVRO CELEIRO E’ inutil insistir na imprecindibilidade deste livro. e é escriturado da mesma maneira que este (1). usado nas casas comerciais. Livro Celeiro é o que se destina á anotação dos produtos entrados e saídos do celeiro ou paiol. como a existencia pelos diversos tipos representativos. (1) Ver 1 Parte. e preenche os mesmos fins. DO LIVRO CELEIRO Denomina-se Celeiro. Assim. lição . Este livro tem a mesma função do livro de Armazem ou Stóque. na conta de Café não só a existencia atual deste produto armazenado (emtrada e saída). Demonstra além do mais a existencia verdadeira dos produtos para venda e comsumo. Ele acusa os erros e as fraudes que porventura ocorrram. E’ costume nos estabelicimentos rurais se destinar um compartimento ou quarto para cada especie de produto. Necessidade.

porém. respetivamente. por débito e crédito. Nestas contas. são escrituradas as entradas e saídas. representando os diversos produtos. Deve. para bem preencher o seu fim. O seu registro tambem é analitico. E’ dividido em contas. decer a minucias. DOS MODELOS DO LIVRO CELEIRO Apresentamos a seguir o modelo de uma pagina do livro Celeiro escriturado: .— 227 — DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO CELEIRO Este livro deve ser escriturado cuidadosamente.

— 228 — .

Devido estarem prontos. saem eles ainda agora com a ortografia antiga. desde a 1ª edição os “clichés” das tabélas. .

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