TRN/TITULO 1/1 BR 3300023 E15/B/M/V CARNEIRO, J.; CARNEIRO. E. TRATADO DE CONTABILIDADE V. 3. CONTABILIDADE RURAL 2. ED. [NP] (BRAZIL) 1933 228 P.

(PT) ADMISTRAÇÃO RURAL; CONTABILIDADE

TRATADO
DE

CONTABILIDADE
POR

JUVENAL CARNEIRO
E

ERYMA CARNEIRO
Diretor da Contabilidade do Estado de Minas; advogado; Professor de Contabilidade

VOLUME III

CONTABILIDADE RURAL
2.ª EDIÇÃO

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CALVINO FILHO E D I T O R

I CAPITULO

DA CONTABILIDADE RURAL

) a Contabilidade aí aplicada será considerada publica. 31. Principalmente os autores da lingua por- (1) Ver “Tratado de Contabilidade”. Quando se tratar. pois que os estabelecimentos agrarios são via de regra instituições particulares. etc.LIÇÃO I Da Contabilidade Rural Sumario: — Conceito. emprezas rurais do governo (fazendas modelos. DA CONTABILIDADE RURAL OU AGRARIA A Contabilidade Rural. 2ª. Contabilidade Rural ou Agraria. I. de experimentação. Sua extensão. tambem é denominada Agraria. edição. vol. . de empreza agraria publica. isto é. 1929. DA CONTABILIDADE RURAL Contabilidade Rural é a especialisação da Contablidade que se ocupa dos atos e fatos administrativos das emprezas rurais. Geralmente é Privada. de acôrdo com a nossa divisão da Contabilidade (1) póde ser Publica ou Privada. pag. campos de sementes. Estabelecimentos rurais ou agrarios são todos aqueles que são localisados nos campos e que têm por fim a exploração das terras (agricultura stricto-sensu) ou a creação de animais (pecuaria). A Contabilidade Rural. Outros preferem dar-lhe a denominação de Contabilidade Agricola. Rio de Janeiro. porém.

ora a creação de animais e ainda a transformação de alguns produtos do campo em novas utilidades (industrias rurais). Essa ultima expressão porém não a julgamos perfeitamente clara. Pelo menos este é o sentido etímologico da palavra.). A expressão Contabilidade Agricola não nos dá uma idéa bem nitida da compreensão enorme deste vasto ramo da ciencia contabilistica. Por Contabilidade Agricola podemos entender a que se ocupa das operações atinentes aos estabelecimentos rurais sómente dedicados á cultura (lavoura) dos campos (Agricultura propriamente dita). agricultura. Contrariamente: As expressões contabilidade Rural e Contabilidade Agraria compreendem muito mais amplamente o movimento dos estabelecimentos rurais. mais particularisam um dos ramos da vida rural. As expressões agricola. e a cultura dos campos (fazendas mixtas). d) Por Contabilidade Cultural entende-se a que se ocupa das operações dos estabelecimentos que têm por fim a cultura dos campos (lavoura). Deste modo pensamos bem claro deixar o sentido das . todas as diversas modalidades de emprezas que têm por fim ora a cultura dos campos. comquanto designem o objeto de estudo. aves.— 22 — tugueza. Ao passo que pela expressão Rural ou ainda Agraria tanto se compreende aquela como a Contabilidade Pastoril ou Creacional e as diversas industrias rurais. c) Por Contabilidade Pastoril ou Creacional compreender-se-á a aplicada ás emprezas rurais que têm por fim a creação de animais. b) Por Contabilidade Agricola entender-se-á a aplicada ás operações das pequenas aziendas rurais que se dedicam concomitantemente á creação (de animais. que é a cultura dos campos. Deste modo apurando-se bem o sentido dessas expressões poderemos formular as seguintes conclusões: a) Por Contabilidade Agraria ou Rural entende-se o estudo da Contabilidade aplicada a todos e quaisquer estabelecimentos dos campos. etc.

Estas duas ultimas partes se ocuparão tão sómente dos principios especiais a cada uma delas. . estudando na primeira as noções fundamentais e indispensaveis de Contabilidade Rural — bem como noções imprescindiveis de Economia Agraria — e as principais questões que interessam ao estudo contabilistico das emprezas rurais. não mais dando azo a confusões. E.— 23 — diversas expressões empregadas neste livro. um papel multiforme e vasto. dividimos o presente trabalho em tres partes. Principalmente em paizes agrarios como o são os do Novo-Mundo e muito especialmente o Brasil. Na Parte II estudaremos as emprezas pastorís (Contabilidade Pastoril). para que bem estudado e mais clara e amplamente fique este assunto. tais como fazendas de plantação e creação. etc. industrias rurais. bancos e caixas rurais. Vê-se logo. Tem pois uma importancia indiscutivel. DA EXTENSÃO DA CONTABILIDADE RURAL Pelo exposto notamos a estensão vastissima que abrange a Contabilidade Rural. que o estudo deste ramo da Contabilidade é complexo. pois. Ela compreende todos os estabelecimentos agrarios. Na Parte III estudaremos os estabelecimentos agrarios culturais. cooperativas e sindicatos agrarios. estancias. todas as emprezas subordinadas á vida rural.

Mas é imprescindivel que a contabilisação dos fatos da entidade ad- . Por isso é de enormes vantagens. os valores existentes. d) O resultado de cada objéto da exploração rural. Escrituração Rural. DA NECESSIDADE E VANTAGENS DA CONTABILIDADE RURAL Pelo que dito ácima ficou. diminuição ou transformação de valores) e) A demonstração de quais foram as contas afetadas pela gestão administrativa e em que consistiram essas transformações.LIÇÃO II Da Contabilidade Rural (Continuação) Sumario — Objéto e fins. isto é. os débitos e créditos. Anotando tudo o que se ocorre com as diversas emprezas agrarias. Objeções. bem como o seu resultado final (lucro ou prejuizo). Ela não é só necessaria sob o ponto de vista economico e administrativo mas tambem moral. juridico e financeiro da azienda agricola ao começar o exercicio. A bôa ordem e regularidade são elementos de real importancia em toda administralção. b) As modificações operadas pelos fátos administrativos realisados (aumento. Necessidade e vantagens. e o movimento de numerário. Requisitos ecenciais. E é a Contabilidade quem melhor nos fornece os meios necessarios para conseguir aqueles requisitos. a Contabilidade Rural nos apresenta ao mesmo tempo: a) O estado economico. uma Contabilidade Agraria bem organisada nos demonstra a vida evolutiva da empreza administrada. DO OBJETO E FINS DA CONTABILIDADE RURAL O papel da Contabilidade Rural — como de toda a ciencia contábil — é sobremodo saliente. Refutações.

afim de se poder escolher o que melhor se coadune com a natureza das diversas emprezas agrarias. quer dizer. a Escrituração tem papel importante na demonstração prática dos resultados das gestões das emprezas rurais. Ela é a unica apta a nos demonstrar quais series de operações nos darão lucros. etc. nos demonstração claramente o caminho a adotar. são os mais diversos e complexos. das contas.— 25 — ministrada seja realizada com perfeito conhecimento não só técnico. é questão essencial para a administração e não é das mais fa- . Desse modo ela orienta o fazendeiro ministrando-lhe as informações indispensaveis para a produtividade de sua empreza. a arte de escrever em bôa ordem nos livros apropriados todas as transações efetuadas. A Contabilidade Agraria demonstrando-nos o movimento dos estabelecimentos rurais é pois. a Escrituração. livros. DA ESCRITURAÇÃO RURAL Como parte integrante e indispensavel a toda Contabilidade. E este poderá facilmente encontrar os remedios para curar as suas doenças administrativas. E a debacle final como resultante da descontabilização. Principalmente em se tratando de estabelecimentos agrarios onde os fátos administrativos oriundos. sem Contabilidade a sua gestão permanecerá aeria. quais no-los não darão. Por isso é de grande necessidade estudarem-se os diversos métodos de registração contábil. que nada mais é do que o registro dos fatos administrativos de uma azienda. Para isto o estudo que iremos fazer adiante dos métodos de escrituração. Como uma das partes mais importantes da Contabilidade. DOS REQUISITOS PARA UMA BÓA CONTABILIDADE RURAL A organização perfeita de um sistema contábil a seguir. Mas. a Escrituração deve obedecer a uma concepção essencialmente prática e eficaz. bem como a proporção destes em cada caso especial. E os prejuizos serão inevitaveis. de indiscutivel necessidade. da incerteza de negocios. como da empreza.

muitos fazendeiros ainda vacilam. Além desses requisitos que devem sempre ser bem esclarecidos. Milane. para a sua uniforme registração. Outra questão importantissima em Contabilidade Agraria é a fixação do exercicio agricola. conforme a necessidade dos diversos fatores que influem na produtividade da empreza rural. outros ha de menor importancia e que surgem com a necessidade de cada caso isolado. o conceito cientifico de contas. Este poderá variar para maior ou menor espaço de tempo. . A classificação dos capitais agrarios deverá ser trabalho bem cuidado afim de que não dê margem a duvidas e não origine ambiguidade de técnica. 5. a contabilizar os atos referentes ás suas aziendas agrarias. 1922. (1) Tornou-se conhecida a expressão “agrario” como sinonimo de retrogrado. Primeiro que tudo. Devem-se evitar os livros inuteis que só servem para aumentar o trabalho de contabilidade. pódem ser reduzidas a duas ordens: (2) a) Alegam uns a extensão das operações rurais: e argumentam que a complexidade dessas operações não permite uma contabilisação perfeita dos fatos das aziendas agrarias. atrazado. Após a classificação dos capitais. Comquanto a elite dos agricultores já tenha sentido a necessidade de uma perfeita Contabilidade para o registro do movimento das aziendas agrarias. OBJEÇÕES A’ CONTABILIDADE RURAL Diversas têm sido as objeções opostas a adoção da Contabilidade Rural nas fazendas. o contador precisará conhecer perfeitamente a situação da empreza afim de poder classificar os diversos elementos segundo a verdadeira técnica contabilistica. (1) Todas as objeções que usualmente se têm levantado. bem como a classificação indispensavel dos livros de registro. (2) Ernesto Marenghi “Lezioni di Contabilitá Agraria”. por uma questão estreita de rotina. pag.— 26 — ceis.

imponha-se-lhes. Se fosse questão de complexidade dos fatos administrativos realisados seria impossivel a existencia da Contabilidade Publica. se os homens dos campos. mercantil ou rural. A Contabilidade é hoje uma ciencia constituida e difundida. A ignorancia não póde ser de nenhum modo motivo de excusa. Ambas essas objeções não são brasileiras como á primeira vista se poderá pensar. REFUTAÇÃO ÁS OBJEÇÕES ANTERIORES Hoje não mais pódem subsistir essas objeções. 3 — Marenghi chama á primeira objeção ácima de objetiva (ostacoli oggetivi) e á segunda subjetiva (ostacoli soggettivi): Loc. cit. a Contabilidade satisfaz. com os seus principios e normas infaliveis. Desde o menor patrimonio domestico ao mais extenso patrimonio bancario. São de todos os paizes em que já se tem feito sentir a necessidade da Contabilidade Agraria. A extensão da empreza rural não impede a perfeita Contabilidade. No estado atual da nossa cultura contábil não mais se deve admitir que uma pessôa possuindo certos conhecimentos práticos da vida economica.— 27 — b) Outros alegam a ignorancia em que vive o homem do campo. publico. e para melhor regulamentação da nossa produção. Tudo depende de ordem e de saber contabilisar. (3) pois que sem Contabilidade nunca haverá ordem nem administração. industrial. para o seu e o bem geral. Na ignorancia é que não pódem nem devem ficar. comercial. E. Finalmente: Os principios da Contabilidade hodierna são aplicaveis a quaisquer aziendas. os responsaveis pela nossa economia rural não possuem o seu conhecimento. . as aceite de bôa fé. á perfeita regularisação da administração. Sem Contabilidade nenhuma administração poderá alegar a seu favor presumção de honestidade. Pelo exposto. cáem por terra os dois pontos de ataque dos inimigos da Contabilidade que são tambem os inimigos da ordem e da lealdade nos negocios.

a Contabilidade Rural póde ser: a) Cultural. a fundamental. Para nós a melhor classificação. variando de acôrdo com o ponto de vista sob o qual a encararmos. c) Agricola ou Mixta. Divisão de D. Essa divisão póde ser feita sob varios aspétos. mas a contabilidade destas aziendas deve ser efetuada segundo os principios da Contabilidade Industrial para as primeiras. Como sabemos ja. etc. Deste modo. cooperativas e sindicatos. segundo os ensinamentos da Contabilida- . (lavoura). b) Pastoril ou Creacional.. Denominamos Contabilidade Rural Mixta á que e feita nas fazendas que tanto cuidam de lavoura como de criação de animais. as emprezas rurais compreendem tambem as industrias rurais.— 28 — LIÇÃO IV Da Contabilidade Rural (Continuação) Sumario: — Divisão da Contabilidade Rural. Assim. Santos DA DIVISÃO DA CONTABILIDADE RURAL A especialisação das tarefas é um dos caracteristicos da bôa ordem. devemos tambem dividir o estudo da Contabilidade Rural para a sua melhor compreensão. é a que divide o estudo da Contabilidade Agraria segundo a natureza das operações realisadas na empreza a que é aplicada. A Contabilidade Pastoril ou Creacional se refere ás operações dos estabelecimentos rurais destinados á criação de animais. a Contabilidade Cultural é a que cuida das fazendas de cultura dos campos. Como dissemos. Este é o nosso mais comum tipo de aziendas. caixas rurais. regularidade e perfeição. pelo que dito ficou.

SANTOS Desejando particularisar ainda mais as diversas variedades de emprezas rurais poderemos de acôrdo com a classificação de D. A Contabilidade Rural (Pastoril ou Cultural) é exclusiva quando é aplicada a emprezas agrarias que têm por fimuma unica ordem de operações: E’ Dominante a Contabilidade Agraria (Cultural ou Pastoril). pag. (1) “Contabilidade Agricola. b) Dominante.— 29 — de Mercantil e Bancaria para as ultimas. c) Mixta. . quando ela se ocupa dos estabelecimentos rurais em que uma serie de fatos administrativos é mais frequente que as demais. para essas tres classes da Contabilidade Agraria principios caracteristicos e especiais. (2). é a em que não ha predominio nem exclusividade de determinadas ordens de operações. por se ocupar com uma unica ordem de elementos economicos Não ha. S. Empreza Editora Brasileira. DA DIVISÃO DA CONTABILIDADE RURAL SEGUNDO D. a divisão que mais interessa é a que apresentamos no parágrafo anterior. porém. Santos (1) dividir tanto a Contabilidade Pastoril quanto a Cultural nas tres classes seguintes: a) Exclusiva. Contabilidade Rural Mixta. (2) Ver lição VII onde melhor esclarecemos este assunto. Paulo. a mais facil de todas estas é a Contabilidade Rural Exclusiva. sempre de acôrdo com a natureza das operações de cada uma e as modificações sugeridas pelas necessidades da Contabilidade Rural. Como é claro. Sob o ponto de vista contábil.20.

161. Historico. não se exige uma Contabilidade dos fazendeiros. 1925. Não é só o contador. qui a tant besoin d’une comptabilité ordonee et méticuleuse. não é só o guardalivros da empreza rural quem dela necessita. Deixa-se ao léo da sorte e mesmo da ignorancia de muitos. Literatura nacional sobre Contabilidade Agraria. est. Infelizmente pouco se tem estudado este belo ramo da ciencia contabilistica. (1) 1 — H. O proprietario. Desse importante problema dizia recentemente o professor Dufayel: “Maihereusement.— 30 — LIÇÃO V Da Contabilidade Rural (Continuação) Sumario: — Estudo da Contabilidade Rural. celui qui s’en est le moins servi jusqu'á present''. Em países como o nosso. es sencialmente agrario. de todos os paizes. Paris. Dufayel: “Cours de Comptabilité. E’ antes um mal geral. Não seremos nós que nos acusaremos. cet agriculteur. — ignorancia que felizmente decresce — a fonte primordial da nossa riqueza economica. Vejamos o que se tem feito pelo seu estudo e pela sua propaganda. . o administrador das aziendas agrarias não pódem precindir desta ciencia. No Brasil. De todas as especialisações da Contabilidade é a menos cultivada. pag. Mas tambem não é este um mal brasileiro. A importancia da Contabilidade Agraria justifica a sua necessidade. DO ESTUDO DA CONTABILIDADE RURAL Já fartamente demonstrámos a necessidade da Contabilidade Rural. parmi les industriels et les commerçants.

foram creados os Ministerios para cuidar dos interesses dos diversos ramos da nossa atividade economica. 3 — “Cours de Comptabilité”. 2 — “Lezioni de Contabilitá Agraria”. o da Agricultura.. Paris. e com referencia á França HENRI DUFAYEL (3). Nós que somos os responsaveis pelo destino de um país essencialmente agrario. 161. 5. agora uma ligeira vista sobre o que se ha feito. Um consolo de carater nacionalista nos resta: Não somos os unicos contabilistas que se queixam. Este departamento publico foi creado pela lei n°. Milano. sómente com a creação do Ministerio da Agricultura foi que nasceu a nossa Contabilidade Agraria. 1922. Basta este unico fato historico para nos mostrar o indice da orientação dos nossos dirigentes na proteção da vida dos campos: Proclamou-se a Republica em nosso país.. DO HISTORICO DA CONTABILIDADE RURAL NO BRASIL Passemos. E’ o que nos informa o elegante (2) ERNESTO MARENGUI com referencia á Italia. e os utopistas se esqueceram de crear o Ministerio mais necessario. 1925.. Como vimos de dizer.— 31 — DO ESTUDO DA CONTABILIDADE RURAL NO BRASIL Entre nós o estudo desta disciplina é deficientissimo. social e politica. até agora a favor do estudo da Contabilidade Rural em nosso país. E. pag. Somente nestes ultimos tempos vêm as elites das classes rurais e contabilisticas reagindo contra o marasmo que cerca a Contabilidade Agraria. O nosso país não é o unico atrazado neste assunto.. Descurámos por completo do estuco desta ciencia. talvez a esse descuido de ordem administrativa poderemos culpar o grande erro da nossa economia rural: a monocultura. que só 20 anos depois foi creado. pag. .

940. devido mesmo ao trabalho dispersivo que tem sido feito. Os cultores da Contabilidade no nosso país quase nada têm podido fazer.. inclusive muita boa-vontade. que compreende a “Contabilidade. . Pela regulamentação do decreto numero 8. que regulamentou o “Ensino Comercial” no Brasil. o estudo da nossa diciplina tornou-se obrigatorio nas escolas de Agronomia. Deste modo passou a “Contabilidade Agricola” a ser ensinada nas Escolas Superiores de Agricultura e Medicina Veterinaria.. que regulamentou a “Organisação do ensino no Distrito Federal” reservou um “cantinho” á “Contabilidade Rural” na cadeira de “Economia Rural”.° ano.. que creou o “Ensino Agronomico” no Brasil. 17. Escolas Medias ou TeóricoPraticas de Agricultura. devido aos progressos de nossa ciencia e á elevação natural do nivel cultural das populações agrarias e aos esforços de Escolas e Professores de Contabilidade.329 de 28 de Maio de 1926. O estudo da Contabilidade Rural no Brasil tem se limitado tão sómente aos frutos do esforço e da bôa vontade do Ministerio da Agricultura. a cadeira de “Contabilidade Agricola” faz parte do mesmo e fórma a 4. nos Campos de Demonstração e outros estabelecimentos. E’ bem verdade que muita tinta foi gasta inutilmente. a Contabilidade Rural tem feito ligeiros progressos entre nós. Nos ultimos anos. afinal representar o papel que lhes cabe na vida intelectual e economica do pais. administração e legislação rural. 606 de 29 de Dezembro de 1906. é verdade.) do 3. Dr. no governo do Presidente Affonso Penna mas a lei que o creou sómente foi posta em execução no governo do seu sucessor. de 22 de Novembro de 1928. para... consoante as disposições do citado decreto e de outros que se lhe seguiram.319 de 20 de Outubro de 1910. ultimamente.. o recente Decreto numero 2. com a creação e fortalecimento das associações de classe.. Escolas Praticas de Agricultura. Nilo Peçanha.— 32 — 1. No Distrito Federal. Quasi tudo ficou no papel. o qual só agora se encaminha.ª cadeira (conjuntamente com a Contabilidade Industrial. Aprendizados Agricolas. Assim é que pelo decreto n.. com muita inteligencia e compreensão da sua enorme valía.

publicação autorisada pelo Ministerio da Agricultura. 1912. 1917. O melhor ou o unico?!.. II) D. S.ª edição é de 1906. Dentre os livros brasileiros sobre Contabilidade Rural não conseguimos contar meia duzia e poderemos citar. T. Poucas são as obras especialmente dedicadas ao assunto. Economia Rural.. IV) F. na rabada dos livros de Agricultura. S. . Rio de Janeiro. 1921. LIÇÃO VI (Conclusão) Da Contabilidade Rural Suumario: — Posição da Contabilidade Rural na ciencia contabil. de Souza Reis: “Contabilidade Agricola”. DA POSIÇÃO: DA CONTABILIDADE RURAL NA CIENCIA CONTÁBIL Como sabemos a Contabilidade Rural é uma especialisação importantissima da Contabilidade. Belo Horizonte. Agronomia. V) — José Watzl: “Guia para Contabilidade Agricola”. Paulo. segue-se a pobreza de nossa literatura sobre Contabilidade Agraria. tão somente: I) Lourenço Granato: “Noções Elementares de Contabilidade Agricola”. Empreza Editora Brasileira. 1917 (1). etc. III) Alvaro Figueiredo: “Elementos de Contabilidade Agricola”. Paulo. 1923. Santos “Contabilidade Agricola”.— 33 — DA LITERATURA BRASILEIRA SOBRE CONTABILIDADE RURAL Como corolario do que exposto temos nesta e na posterior lição. 3ª edição. A 1. S. Ocupa-se ela das (1) — É o melhor livro sobre “Contabilidade Agricola” que temos. Até agora esta materia era tratada em algumas paginas. para propaganda do assunto. Suas funções. Paulo.

emprestimos. os estabelecimentos agrarios exercem sempre duas ordens distintas de operações: a) Operações técnicas. etc. Disto decorrem duas ordens de funções que cabem á Contabilidade Rural: a) Operações técnicas. b) Operações comerciais. Para melhor compreensão da situação da Contabilidade Agraria ou Rural no quadro geral da ciencia contábil. . por vezes. b) Operações comerciais. ás operações produtoras das culturas.— 34 — operações administrativas das emprezas agrarias e é pois. etc. penhor. tais como compra e venda. São funções técnicas da Contabilidade Rural as que se referem ao registro e apuração dos fatos administrativos originaldos das operações industriais da fazenda. São operações comerciais das emprezas rurais as que têm por fim as transações mercantís das aziendas agrarias. Emquadra-se ainda a Contabilidade Rural na especialização da Contabilidade Privada denominada Patrimonial. ipotéca. um dos ramos mais importantes da Contabilidade Privada. chegam a se confundir. Estas duas ordens de funções da Contabilidade Rural são inseparaveis e. São funções comerciais a registração e apuração dos fatos administrativos oriundos das operações comerciais das fazendas. apresentamos o seguinte quadro squematico: DAS FUNÇÕES DA CONTABILIDADE RURAL Como toda empreza industrial. as que se referem ao trabalho dos campos.criação. São operações técnicas das emprezas rurais. á atividade rural prorimente dita.

II CAPITULO DA ECONOMIA RURAL .

DA ECONOMIA RURAL A Economia Rural é à ciencia que estuda a organização e direção economica das emprezas agrarias. uma ciencia complexa. Estuda ela os meios mais economicos para a produção rural. Engenharia Rural. Direito. Botanica. Quimica. os modos de proteção e repartição desta. E’ esta ciencia um dos ramos mais novos e uteis dos conhecimentos agrarios. Astronomia. etc. Geologia. Quer como ciencia. Zoologia. . Agricultura. que requer inumeros outros conhecimentos. no dizer de JOUZIER é “a economia politica aplicada á agricultura”. E’ ela pois. Ou. Matematica. pag. 1920. Industrias Rurais Importancia desta. etc. Importancia daquela. Biologia.LIÇÃO VII Da Economia Rural Sumario — Conceito Agricultura. DA AGRICULTURA A palavra Agricultura póde ser tomada como designando uma ciencia ou uma industria. tais como a Economia Politica. a organisação administrativa das emprezas agrarias. Agronomia. 15. Medicina Veterinaria. quer (1) “Economie Rurale”. (1). A Contabilidade Rural ocupa papel proeminente no estudo dessa diciplina. Paris.

couros.. Na economia brasileira. tomam logares preeminentes. 11 e Alvaro Figueiredo: “Elementos de Contabilidade Agricola”. o comercio de exportação de produtos agricolas brasileiros. como a da borracha. são mais comuns nos centros pastorís. requeijões). xarqueadas.. A palavra Agricultura tanto significa a cultura do sólo.(2).Com aquela palavra compreende-se não só essa ordem de idéas. designar o campo de ação dos estabelecimentos rurais. e se apresenta mais dificil.500. mamona.. lãs... não se quer com ela significar sómente a "cultura do sólo" como pensam alguns autores. e tomam as fórmas de estancias. atingiu em 1. Mas em tal não pódem caír os técnicos. 5. 2 — Dentre outros: E Jouzier. A contabilisação das industrias rurais. pois. E’ bem verdade que a expressão Agricultura. pag.Bello-Horizonte.. Agricultura. cit. liv.— 38 — como industria. como tambem a creação de animais.. além dos acima mencionados. oléos de babassu.. á.... todas as fórmas de aproveitamento dos produtos animais. ela tem por fim. como a industria pastoril. pag... Constituem um estágio superior da vida economica rural. 17. 1917.. . temos tambem famósas industrias extrativas. manteiga.. Elas tomam diversas fórmas. laticinios (queijo.. Basta dizer que pór uma recente publicação feita pelo Ministerio da Agricultura. dá muito facilmente motivos a essas confusões.. Quando geralmente se usa da expressão.. pois ela se socórre de elementos especiais á Contabilidade Rural e outros pertinentes á Contabilidade Industrial encontrando-se em algumas ás vezes perfeitamente diferenciadas.. carnes...000:000$000. e se verificam nos centros mais adeantados.930. os produtos provenientes das industrias rurais... enfim. ambas ás especialisações técnicas.. toma um aspéto mais importante. péles. Assim. As industrias rurais são um prolongamento natural da Agricultura.. etc..

proporcionando-lhes as materias primas indispensaveis á sua atividade e manutenção. estimulando-as. Desse medo foi que surgiu a necessidade desta nova ciencia — a Economia Rural — afim de nos encaminhar nos processos mais eficientes para a produção util e barata das emprezas agrarias. Delas provêm a riqueza economica de inumeras nações. amparando-as. pois que a vida rural não exige um cabedal grande de conhecimentos. só ela não faz a riqueza de um povo (3). E isto é facil de se explicar. é pela Agricultura que se crêa a riqueza das nações. DA IMPORTANCIA DA AGRICULTURA O papel representado pelas emprezas rurais na vida dos povos tem sido sempre dos mais salientes e proficuos. pois. dizer com isto que a Agricultura não necessite. Mas nas grandes emprezas agricolas. a Agricultura cientifica. Dispensa-os a pequena cultura algumas vezes. porém. Não queremos. (3) — E’ interessante observar que os povos industriais dominam os povos agrarios. As nações industrialistas guiam as rurais. As necessidades da vida humana nos provam que mais não é possivel a vida sem a sua concepção economica. A concepção economica é quem regula a vida do homem. social — a maquina vence a terra. aqueles são indispensaveis. Basta ver quais são os países que contrólam a vida economica social e . o papel que cabe á Economia Rural hodiernamente é inegavel. hoje.— 39 — DA IMPORTANCIA DA ECONOMIA RURAL Sendo o estudo das instituições agrarias e suas necessidades. de conhecimentos técnicos. E’ hoje um assunto de grande interesse para os países agrarios. Ademais. Todos os povos foram primitivamente agricultores. Não obstante ser a Agricultura uma fonte incomensuravel de riquezas. politica. Principalmente quando incipiente. E é para ela que convergem os esforços dos administradores. E’ uma das primeiras etapas da produção. Na luta economica — e. São elas que alimentam as industrias. creando escolas técnicas e cientificas.

Não se póde. é a cultura de um só produto. b) Pólicultura. Os alimentos com que se nutre e mantém a humanidade.— 40 — Ha uma completa interdependencia entre os diversos ramos produtores da economia moderna. Considerada como industria. No dia em que fôr resolvido o problema de alta alquimia e que o homem puder se alimentar unicamente com algumas cápsulas diarias. entre estes. Conforme a extensão e diversidade da sua produção. uns ainda predominam sobre outros quer pela elevação do nivel cultural. Monocultura como o nome o indica. talvez advenha a desnecessidade da Agricultur. de cana de assucar. Allemanha. sim. que era um pais essencialmente agrario. especialidade. A Russia.. tambem póde ser dividida conforme a sua. Agricultura e Contabilidade DA DIVISÃO DA AGRICULTURA A Agricultura considerada como ciencia comporta divisões para melhor compreensão de suas idéas. então. São as potencias industrialistas: Estados Unidos da America. a Agricultnra póde tomar dois aspétos: a) Monocultura. Exemplo: A cultura só de café. mas. Japão. porém. precindir da Agricultura. politica do mundo. de borracha. somente teve influencia na vida internacional com a queda do tzarismo e o advento do leninismo e consequente industrialisação do país. Inglaterra. .. provêm dela. LIÇÃO VIII Da Agricultura Sumario: — Divisão. quer pela grandeza numerica ou outros quaisquer fatos. sendo que a produção agraria não tem ocupado sempre o primeiro logar. etc.

essas modalidades da Agricultura são mais raras.— 41 — Policultura é a cultura concomitante de mais de um produto. Chama-se-Agricultura Exclusiva. Alguns autores dividem a empreza agricola. concomitantemente. em Economia Rural a Contabilidade é um complememto indispensavel da Agricultura racional. b) Creacional ou pastoril. pódem ser Exclusivas ou Dominantes. Agricultura Cultural é a que cuida da exploração do campo. c) Mixta ou Agricola. mas. Policultura as Dominante e Mixta. E. tanto a Agricultura a Cultural. DA AGRICULTURA Com o vimos. comquanto se encontrem. a Agricultura póde ser: a) Cultural. Desejamos agora. Como é claro. Denomina-se Mixta a Agricultura em que não ha exclusividade nem predominio de uma exploração sobre outra. da cultura do sólo (lavoura). c) Mixta. frisar um ponto para os menos entendidos na ciencia de que tratamos. Chamamos Monocultura á Exclusiva. Segundo a sua especialisação. Agricultura Dominante é a em que havendo produção diversa uma predomina sobre as outras. em: a) Exclusiva. DA CONTABILIDADE E. . segundo a diversidade de sua produção. porem. a que se dedica a uma só ordem de operações produtoras. Poder-se ia falar tambem de monocreação e pôlicreação ou multicreação. como a Mixta. A Agricultura Creacional ou Pastoril é a que se ocupa exclusivamente da creação de animais. Essa divisão é a que mais interesse apresenta. b) Dominante. a Creacional. Agricultura Mixta é a que trata da creação de animais e plantação da terra.

— 42 — Quando apontamos a importancia da Contabilidade nas emprezas agrarias. Assim é que a antiga escola economista dos Fisiocratas. bem como os resultados parciais e totais dos fatos administrativos realisados. que combatia o sístema mercantil. esse caráter da produção agraria tem sido muito exagerado. E’ um elemento de ordem. demonstrando as operações que são vantajosas e as que o não são. publicas ou privadas. As outras industriais geralmente transformam a materia prima creando novo produto. se se encarar o sentido etímologico da palavra. Papel da Contabilidade. de ordem mor al. Ela não aumenta a riqueza dos estabelecimentos em que é empregada. não queremos com isso dizer que uma bôa Contabilidade Rural aumente a produção. A produção rural nos dá sempre um produto novo. Aliás. DA PRODUÇÃO RURAL Já por vezes temos demonstrando a importancia da produção rural. reguladora da vida administrativa das entidades economicas. acima do comercio e das demais industrias. Mas coordena e organisa eficientemente. só ela nos fornece um produto ver dadeira- . exagerando esse conceito dizia que a agricultura deve estar colocada em primeiro logar na esfera das humanas atividades. LIÇÃO IX Da Produção Rural Sumario: — Conceito. Absolutamente. de natureza moral. Esta especie de produção é a mais verdadeira. demonstrativo das condições economico-administrativas das aziendas em que é adotada. A Contabilidade não é ciencia produtora. Fatores. E fundaram os Fisiocratas a sua escola sobre o principio segundo o qual só a Natureza é fonte de riquezas. E’ um a ciencia economica.

humano ou não para a produção de utilidades. b) Capital. cit. a concepção economica dos Fisiocratas era por demais agraria e pouco acorde com os progressos da vida moderna. São tais. Uma das mais antigas classificações dos fatores da produção os classifica assim: a) Natureza. emquanto que as demais classes são estéreis. Como vemos. pag. O Trabalho — terceiro fator da produção — é o esforço. DOS FATORES DA PRODUÇÃO RURAL Como uma das modalidades industriais (industria rural que é). os bens pertencentes a uma pessoa. etc. O Trabalho humano póde ser fisico ou intelectual. 1923. . compreendemos os valores ou riquezas pre-existentes.— 43 — mente novo. Os fatores ácima enumerados pódem ser ativos ou passivos. que contribuem direta ou indiretamente para a produção. Pelo primeiro fator — a Natureza — não só compreendemos o sólo. Estes. como materiais. vapor. eletricidade. (1) Charles Gide: “Principes d’Economie Politique”. a produção agraria sofre a ação de varios fatores. Paris. (2). 79. improdutivas. Pelo fator Capital. á terra como todos os agentes naturais.. tais como o clima. São fatores passivos: a Natureza e o Capital. Na produção agraria este fator é fundamental. dinheiro. c) Trabalho. (2) Gide: “Liv. vento. pag. as forças motoras. aguas. parém variam com o critério economico de cada um. (1). 7. O Trabalho é o fator activo por ecelencia. etc.

Ela serve de base para o levantamento estatistico da vida das emprezas rurais bem como de seu valor economico. Pelo trabalho se opéra sempre uma transformação no objeto que é executado. LIÇÃO X Do Trabalho Rural Sumario — Sua condição. A Contabilidade está reservado o importante papel de esclarecer os fatos administrativos que dão origem á produção rural. E’ o que vamos fazer nas lições seguintes. Devemos procurar estudar todos os meios que facilitam a produção rural para podermos organisar a Contabilidade a se adaptar ás diversas aziendas agrarias. O trabalho humano póde ser fisico ou muscular e intelectual ou mental. Proteção. para orientação dos estudos contáveis. A’ Contabilidade Rural pois está reservado o importante e dificil papel de demonstrar a produtividade das diversas emprezas agrarias bem como o grão produtivo de cada ordem de fatores. bem como os que resultam desta. DA CONDIÇÃO DO TRABALHO RURAL O trabalho é a força empregada na produção de utilidade. Contabilisação. afim de que fique bem orientado o administrador capás. Deve tambem demonstrar não sómente o custo de cada produção agricola. Para essa classificação. como tambem a proveniencia das diversas verbas que modificam a receita e a despeza de cada produto colhido. Essa transformação póde ser .— 44 — DO PAPEL DA CONTABILIDADE NA O PRODUÇÃO RURAL A perfeita Contabilidade está na ordem direta da bôa classificação das contas. porém. Póde ser humano ou animal. não apresenta a classificação dos fatores da produção ácima enumerados nenhuma vantagem.

licenças. vistos em sociedade não o são. etc. etc. O trabalhador rural ainda está esquecido e poucas sãoas disposições que os protegem. Dentre algumas medidas protetoras do nosso trabalhador rural.. Dizemos em tése por que. a liberdade de trabalho repousa nos tres seguintes principios: a) Liberdade profissional.— 45 — mudando o estado da materia (bruta ou ja trabalhada). que a liberdade do trabalho é no minimo uma liberdade condicional.. porém — e neste ponto estão conosco os proprios economistas oficiais — que essa liberdade de trabalho é condicionada (diplomas. DA PROTEÇÃO AO TRABALHO RURAL As legislações modernas ás vezes procuram proteger a liberdade do trabalho. citaremos as referentes ao abono de salarios. Estas medidas. trabalho em logar salubre. E’ verdade que as leis asseguram a liberdade da escolha de profissão. Sabemos.. bem como o exercicio do direito de associação. E’verdade que. considerados isoladamente os homens são seres livres. pois dependem economicamente dos individuos economicamente mais poderosos. Segundo os economistas oficiais. garantia. á organisação de sindicatos e cooperativas agrarias. b) Liberdade de exercer a sua profissão em qualquer logar. Principalmente em nossa terra “essencialmente agricola e pastoril”. dasfabricas. em tése a da liberdade. do salario em caso de molestia. á impenhorabilidade do . indenisação em casos de acidente no trabalho. são mais protetoras do trabalho industrial. porém. Dentre as medidas de proteção usadas citam-se ás referentes ao dia de 8 horas. são condições teóricas que verdadeiramente não existem.) e. verdadeiramente a propalada liberdade de trabalho não póde ser completa num regimen em que os fracos têm que contratar com os fortes. porém. Isso tudo. A hodierna condição do trabalho humano e. a não ser idealmente. Mas. etc. assim. c) Liberdade de ter mais de uma profissão. ou deslocando-a de logar somente..

E tanto o é que os autores que têm tratado do assunto dele não cuidam. “Mão de Obra”. desde que seja um serviço prestado pelos animais. Mas. (1) — Quando nos referimos á contabilisação das despesas com a manutenção do animal (despesas gerais). que essa prerogativas. O trabalho humano recebe a denominação especial de “Salarios”. do trabalhador rural nunca são constatadas na vida pratica. E nessa conta registraremos por débito o trabalho produzido pelos empregados de acôrdo com o preço combinado.— 46 — salario do trabalhador rural. os seus creditos serem privilegiados em caso de falencia. porém. porém. . O trabalho animal é de mais dificil contabilisação. que se destinam á exploração comercial não prestam serviços e sim produtos ou rendas. Observe-se. DA CONTABILISAÇÃO DO TRABALHO RURAL Em Contabilidade os fatos administrativos consequentes do trabalho merecem registro cuidado. tais como alimentação. que deve ser contabilisado sómente o serviço prestado pelos animais de trabalho sendo que os animais de creação. Para justificar este registro basta uma pergunta: — Não debitamos aos animais as despezas com a sua manutenção. O valor do custo do trabalho animal é usualmente calculado sobre o total das despezas diarias com a manutenção do mesmo. distinguimos da registrarem apenas para dar um valor ao animal. E’ bem verdade. curativos etc.? (1). Para a apuração do custo da produção temos necessidade de contabilisar a expressão economica do trabalho empregado. etc. para efeito de orçamento. Aquela tem toda a importancia que falta á esta. Por crédito registramos os serviços pagos. as contas que representam estes devem ser creditadas por um importancia que represente a expressão economica do esforço produzido. e queijandas. O trabalho usado nas aziendas rurais é humano e animal.

mediante a paga de um premio. geada. O contrato de Seguro póde ser efetuado para proteção dos bens ou das pessôas (seguro de vida). Mas. etc. (1). metade ou dois terços do valor da cousa segurada). como esta modalidade de seguro é muito vantajosa idealisou-se pagar sinistros por um valor préviamente estabelecido (um terço. cita-se o Seguro Agrario. Dentre as inumeras vantagens proporcionadas pelo Seguro Agrario. etc. . destaca-se a proteção á produção animal e vegetal. previstos no contrato”. pelo qual uma das partes se obriga para com outra. não sendo ás vezes possivel uma perfeita compensação tal o vulto dos prejuizos e a natureza dos danos que se verificam. Pode ser tambem terrestre ou maritimo. Dentre as diversas especies de contrato de Seguro terrestre. amparo.— 47 — LIÇÃO XI Do Seguro Agrario Sumario: — Necessidade. a caracteristica do instituto dos seguros. Companhias do Seguro Rural. Sua Contabilidade. aliás.432. indenisações. peste. Por muito tempo julgou-se impossivel esta modalidade de seguro por serem inumeros os imprevistos que atingem a produção rural. 2 — Codigo Civil. Ordinariamente o Seguro Agrario é efetuado para proteção dos bens rurais em caso de incendio. O Seguro Agrario é uma das mais modernas fórmas de Segura. Neste seguro deve-se banir o lucro. para tambem evitar que os administradores nada fizessem para salvar seus bens. 1. Esta é. assistencia. DA NECESSIDADE DO SEGURO AGRARIO “Considera-se contrato de seguro aquele. a indeniza-la do prejuizo resultante de riscos futuros.

Todas as diversas modalidades de seguros sobre as cousas estão sujeitas a estes argumentos.. Se em devida conta fossemos leva-los. bastará.) deve-se fazer o seguinte lançamento no Diario. as Companhias de Seguros segurarem os bens rurais por uma fração do seu valor (meio. num livro especial. etc. que já se. Estes argumentos não procedem. Nem cabe tal neste momento. Efetuado o contrato de seguro (sobre determinado animal ou cultura. ainda. DA CONTABILIDADE DO SEGURO RURAL Não pretendemos estudar aqui a Contabilidade das Companhias. desenvolveram muito. Elas geralmente se revestem da forma mutua ou de premio.. dois terços. no caso de Seguro Agrario. de Seguro Agrario. Seu logar é no estudo especial da Contabilidade das Companhias de Seguros. á Cia. como dissemos ácima. pelo pagamento das anuidades: Seguros de. Dentre os inconvenientes apontados nestas modalidades de seguro cita-se o fato de que o fazendeiro de posse da apolice que o garanta no caso de sinistro não tem mais interesse em procurar salvar os seus bens ou mesmo evitar as causas de sua destruição. evitando assim o enriquecimento ilicito dos segurados. um terço. principalmente na Europa e Estados Unidos da America. X. tres quartos.— 48 — DAS COMPANHIAS DE SEGURO AGRARIO As Companhias de Seguro Agrario. Para evita-los. Queremos grifar sómente a maneira de contabilisar na azienda rural a efetuação de um seguro. não tem no Brasil a representação que lhes compete. 1.° anuidade da apolice n° Y X .). não seria tambem possivel a exigencia de nenhuma especie de seguro. a Caixa Pg. etc.

... O lucro ou prejuizo apurado sobre a conta segurada será. o valor da apolice. Pelo valor da indenisação da apolice n. o seguinte resultado: Valor dos bens perdidos — Indenisação = Prejuizo ou ainda este resultado mais raro: Indenisação — Valor dos bens perdidos = Lucro...... 1. pois... (Animais ou Cultura)..... que tal não se deve fazer........ 1... porém. anuidade de rs....000. que fizemos naquela Cia..... pensamos que a Conta de Seguros deverá ficar aberta para que no caso de indenisação possamos saber qual foi a real indenisação obtida.. a Lucros & Perdas........ Conhecemos esta pelo calculo seguinte: Indenisação = Valor da Apolice — Anuidades.. assim: Apolice de Seguro a ... apolice n. Pelo seguro de ........ X Alguns contadores aconselham e usam levar por ocasião de balanço o debito da conta de Seguros sobre... por debito. do seguro de nossos. Quando fôr recebida a indenisação far-se-á um lançamento assim ......... Como um dos principais papeis da Contabilidade é demonstrar o estado especifico do patrimonio em qualquer momento...... X ......000 da Cia.... Caixa a Companhia X Recebi pela indenisação da apolice n.. X.. Z apagar em. Pensamos.........000..............° 1.. X Em seguida levamos á conta do bem que foi segurado.....— 49 — Recebida a apolice de seguro efetuado deve-se fazer o seguinte lançamento: Companhia X a Apolice de Seguro..

e dá-se entrada do dinheiro em Caixa... para saldo.. Especies...— 50 — E o débito da conta de Seguros de.. Se fôr maior..Z Dessa maneira temos escriturado (1) todo o ciclo dos fatos administrativos originados das operações sobre os seguros. é da essencia do penhor (1) — Ha outra fórma mais simples de se anotar a liquidação dos seguros a saber: Recebida a indenisação... estórna-se o segundo lançamento ácima. Contabilidade DO PENHOR RURAL Penhor é uma garantia de divida efetuada pela alienação de bens moveis.. será levado ao seu crédito. prejuizo. . LIÇÃO XII Do Penhor Rural Sumario — Conceito.. A Indenisação Líquida póde ser maior ou menor do que o prejuizo verdadeiro sofrido pelo fazendeiro. da maneira seguinte: .... (Animais ou Cultura) a Seguros sobre Pelo débito desta conta....... pelos lançamentos ácima poderemos vêr nitidamente qual foi o resultado da operação de seguro.. houve lucro. se menor. Como sabemos... debitando-se a esta conta e creditando-se a Lucros e Perdas. e a debito da conta que foi segurada.. Penhor Rural é o que se efetua.. E... sobre bens moveis das emprezas agrarias. por saldo.... assim: Indenisação — Anuidades pagas = Indenisação líquida...

vol. que. . (1). comquanto não tenha sido observada pela nossa legislação. como sabemos. artigo 10. depreende-se facilmente do espirito de seus artigos (2). entre as duas especies de penhor rural enumeradas. DA CONTABILIDADE DO PENHOR RURAL O registro dos fatos administrativos oriundos das operações referentes ao penhor rural não apresenta grande dificul- (1)Clovis Bevilaqua:”CodigoCivil Brasileiro Commentado”. Penhor Agricola é o efetuado sobre os bens moveis das emprezas agricolas. E’ por isso mesmo ainda que os autores dizem que “o penhor agricola é uma fórma anormal do penhor. Penhor Pecuário é o realisado com a garantia dos bens moveis das emprezas pastorís. (2) Artigo 781 e seguintes. 3°. que se aproxima da hipotéca”.— 51 — que ele tenha por garantia bens moveis. pecuárias (animais de creação ou de trabalho). artigo 781 e seguintes. são por sua natureza bens imoveis. o nosso Codigo Civil enumerando no seu artigo 781 os objétos que podem ser dados em penhor cita as colheitas pendentes e as em via de formação. pagina 343. b)Pecuario. Póde ser : a)Agricola. O penhor rural foi instituido entre nós pelo Decreto n° 3. A distinção ácima. Não obstante isto.272 de 5 de Outubro de 1885. Nas Partes seguintes estudaremos detalhadamente cada uma dessas especies do penhor rural. DAS ESPECIES DE PENHOR RURAL O penhor rural pela nossa legislação em vigor póde tomar duas fórmas diferentes. e hoje já se acha regulado pelo Codigo Civil.

. estorna-se o lançamento feito da maneira seguinte: Colheita de Milho em Penhor a Caixa Pelo resgate de n emprestimo contraído com F..... farse-á: Diversos a Colheita de Milho em Penhor Caixa Rec°......... conforme contrato d................... X Quando houver pagamento de juros..... antecupadamente...— 52 — dade......... 9:900$000 Juros & Descontos Desconto por antecipação... 100$000 10:000$000 Si os juros não forem pagos antecipadamente.. X Resgatada a divida que deu origem ao penhor ácima (penhor agricola).............. Recebido de F. 10:000$000 Juros & Descontos Juros pagos...... a 120 dias..... de X........ d........ 100$000 10:000$000 ........ registraremos como no primeiro lançamento deste capitulo....No Diario poder-se-á obedecer á seguinte ordem de lançamentos: Efetuado o contrato de penhor e recebido o dinheiro apurado com o mesmo: Caixa a Colheita de Milho em Penhor..... e na liquidação faremos: Diversos a Caixa Colheita de Milho em Penhor Pelo resgate de n emprestimo com X................... e com a garantia da nossa colheita de milho...... por emprestimo com a garantia do penhor da nossa colheita de milho....

III CAPITULO DA ASSOCIAÇÃO RURAL .

sendo mais conhecido nos meios rurais por contrato de “meiação”.LIÇÃO XIII Da Parceria Rural Sumario: — Conceito. (2) (1) Liv cit V 20. Rio de Janeiro. Contabilidade. de “meiá”. 1926. O nosso Codigo Civil dela trata no seu artigo 1. tem sido já estudado sob varios aspétos. em linguagem rural. mediante condições préviamente estabelecidas a exploração de algum ou alguns bens rurais. principalmente na Italia (mezzadria. E’ esta uma instituição já consagrada e regulada por inumeras legislações. colonia parziaria). observação 1 .410 e seguintes. por isso. DA PARCERÍA RURAL Parcería Rural é o contrato pelo qual uma pessoa cede a outra. “aplicam-se a este contrato as regras do de sociedade no que não estiver regulado por convenção das partes”. permanecendo porém ainda entre nós sem a obrigatoriedade de uma fórmula juridica que garanta a parte do carneiro no contrato com o lobo. As pessoas que por ele contratam. de Meiação. O contrato de Parceria Rural já está sobremodo dentro dos costumes do nosso país. recebendo denominações regionais... pag 168. Especies. (1). O contrato de Parcería Rural. Tem por fim este contrato a exploração industrial das cousas pertencentes aos dominios agrarios: cultura do sólo ou exploração de animais A Parcería Rural como observa o grande Clovis Bevilaqua “participa’ da natureza da locação e da sociedade. se denominam meieiros.

Nas Partes seguintes trataremos de cada uma dessas especies de Parcería. . no mínimo. na proporção que estipularem”. especialmente. mediante uma quota nos lucros produzidos”. E’ ainda o nosso Codigo Civil quem define a Parcería Pecuária: “Art. Lógo. b) Parcería Pecuária. quando se entregam animais a alguem para os pastorear. com ligeiras modificações. tratar e criar. para ser por esta cultivado. baseadas no contrato efetaudo.— 56 — DAS ESPECIES DE PARCERIA RURAL Como é facil de se concluir são de duas naturezas diferentes as modalidades de Parcería Rural: a) Parcería Agricola. direitos e obrigações dos parceiros.416 — Dá-se a parcería pecuária. etc. A Parcería Pecuária só se dá sobre os animais (“gado grosso” ou “meu’do”). duas pessoas que se denominam Parceiro e Proprietario. O Codigo Civil no artigo 1. No contrato de Parcería Rural (Pecuária ou Agricola) aparecem sempre. a elas pódem e devem ser aplicados os mesmos principios que estamos estudando para as demais emprezas rurais com ligeiras modificações de fórma contábil. São quasi que um contrato de sociedade comercial de capital e industria. quando uma pessôa cede um predio rustico a outra. repartindose os frutos entre as duas.410 define a Parcería Agrícola: “Dá-se a parcería agricola. não podendo ter por objéto aves e insétos. DA CONTABILIDADE DAS PARCERÍAS RURAIS Nada mais são as Parcerías Rurais que especiais aziendas agrarias. 1.

o parceiro. 1. As cooperativas são reguladas pelo Decreto n°. . o arrendatario.° do nosso “Tratado de Contabilidade (Contabilidade Mercantil).532 de 20 de Junho de 1907. bem como a pessôa juridica cuja existencia tenha por fim a exploração da agricultura ou industria rural”. nos termos do artigo 4 do Regulamento citado “o proprietario. (2) São considerados profissionais da agricultura e industrias rurais. Delas só pódem fazer parte as pessoas que se ocupam de serviços rurais. Sindicatos Rurais. Principais fórmas. o jornaleiro e quaisquer pessoas empregadas em serviço dos predios rurais. As cooperativas Rurais são as que se destinam á proteção dos estabelecimentos agrarios e de seus membros. 6. 200 e seguintes. com capital variavel e numero ilimitado de socios (1). Importancia de um e de outro. A conciencia do cumprimento do dever. pag. o cultivador. a elevação das profis(1) Ver o volume 11. DAS COOPERATIVAS RURAIS Denominam-se Cooperativas as sociedades em que mais de sete socios se reunem para proteção de interesses comuns. DOS SINDICATOS RURAIS Sindicatos Rurais “são as associações formadas entre profissionais da agricultura e industrias rurais de qualquer genero. 1. social ou moral comuns aos associados”. DA IMPORTANCIA DOS SINDICATOS E COOPERATIVAS RURAIS E’ ocioso encarecer as vantagens dessas associações. (2) Regulamento do Decreto n. art. o criador de gado.637 de 5 de Janeiro de 1907. para defesa dos interesses de ordem economica.— 57 — LIÇÃO XIV Das Cooperativas e Sindicatos Rurais Sumario: — Cooperativas Rurais.

a compenetração do papel que cada um deverá representar na vida. Além da conciencia moral que ali se cria. Caixas Rurais. do consumo. salientando-se as Cooperativas e Sindicatos destinados á proporcionar o crédito aos seus filiados. O crédito rural é de todos o que (3) Sobre este assumpto não se deve deixar de ler.— 58 — sões. . principalmente no nosso país. Torino 1924. etc. provém dessas associações. do seguro agrario. aquelas sociedades são as grandes protetoras e incentivadoras da classe. DAS COOPERATIVAS E SINDICATOS DE CRÉDITO Dentre todas as especies de Cooperativas e Sindicatos salientam-se as que têm por fim imediato o adiantamento de capitais aos seus associados. (3). Qualquer que seja o fim dessas associações. fórmas conforme a especie de auxilio de que pretendam se ocupar. O auxilio á produção agraria é sempre dos mais eficazes. intitulado: “I Monti Frumentari. Contabilidade das Cooperativas e Sindicato. Assim é que os ha destinados á proteção da produção. DAS PRINCIPAIS FO’RMAS DAS COOPERATIVAS E SINDICATOS Sindicatos e cooperativas Rurais pódem tomar inumeras. Por isso se faz sentir a grande necessidade das Cooperativas e Sindicatos Rurais para contrabalançar o descaso em que vive a nossa produção rural. LIÇÃO XV Das Cooperativas e Sindicatos Rurais (Conclusão) Sumario: — Cooperativas e Sindicatos de credito. todas elas prestam relevantes serviços. a monographia do professor Salvatore Bruno. Mórmente as associações rurais representam papel saliente. do crédito.

Os estabelecimentos puramente comerciais geralmente fazem emprestimos a curto prazo. As caixas rurais obedecem geralmente a dois tipos diferentes: a) Caixas Locais. As caixas regionais têm campo de ação mais amplo. Estas têm por fim proporcionar capitais aos seus associados. Só pódem ser seus associados e com elas efetuar operações as pessoas residentes em determinada circumscrição territorial. b) Caixas Regionais As caixas locais se caraterisam por agir em campo delimitado. sendo que os mais conhecidos são os do tipo Schulte-Delitszch. E é por isso que os Sindicatos e Cooperativas de Crédito proliferam com o incremento que vemos hoje em dia. Uma destas é a que se refere ao prazo dos serviços rurais.— 59 — mais ampa o necessita. comquanto dentro de determinada região. Raiffeisen. DAS CAIXAS RURAIS As associações de crédito agrario geralmente se constituem sob a fórma de Caixas Rurais. Efetuam operações com pessoas residente em logares diferentes. Dependente de fatores extranhos e algumas vezes inevitaveis. bem como obriga-los á economia. a produção agraria necessita de certas vantagens. Bancos Luzzatti e outros geralmente conhecidos pelo nome de seus creadores. para que uma pessoa possa efetuar transações com uma caixa regional é preciso que tenha alguma notoriedade e as operações sejam baseadas em garantias mobiliarias ou imobiliaris. Ao passo que nas caixas locais são em via de regra garantia das transações o crédito pessoal. que. Existem diversos tipos de caixas rurais. São os Bancos dos agricultores. O que caraterisa esses dois tipos de caixas rurais é o maior ou menor ambito em que elas operam. De maneira. .

pois. não obstante ser hoje das mais propagadas nos meios rurais. em Altenkirchen (Prussia Renana). pois que esses institutos participam de algumas operações comuns ás emprezas bancarias (Caixas Rurais) e comerciais.— 60 — A primeira caixa rural que se tem noticia foi creada na Allemanha. (1) Prof. ora os da Contabilidade Bancaria. Salvatore Bruno: “Le Casse Rurali de Prestiti”. DA CONTABILIDADE DAS COOPERATIVAS E SINDICATOS RURAIS A contabilidade dos Sindicatos e Cooperativas rurais deve obedecer a um criterio a adotar de acôrdo com o fim da associação. pag. 59 . 1924. Vê-se. que é uma instituição recente. em 1847 (1). Por isso deveria seguir ora os principios da Contabilidade Mercantil. Torino.

IV CAPITULO DA EMPRESA RURAL .

mas tambem as que se destinam á proteção dessa produção ou ainda á transformação dos produtos rurais (industrias rurais). DA EMPREZA RURAL A Empreza Rural é a organisação ecoonmica destinada á exploração produtiva dos campos. Na Empreza Rural a escolha dos terrenos a serem trabalhados. DA ORGANISAÇÃO DA EMPREZA RURAL Qualquer que seja a fórma e a finalidade da Empreza Rural a sua organisação é tarefa dificil e que deve ser bem orientada para agir proficuamente. Organisação.LIÇÃO XVI Da Empreza Rural Sumario: — Conceito. etc. dos maquinismos e utensilios necessarios á industria rural. Por Empreza Rural não devemos compreender sómente as instituições que têm por fim a produção de utilidades agrarias. das sementes e mudas para cultura. Em todo periodo de organisação de uma empreza as operações iniciais são sempre basicas. Azienda Rural. das raças de animais para creação. Póde tambem se destinará grande ou á pequena cultura. Pessoal da empreza rural. Ela póde abranger grande numero de operações produtoras ou se dedicar a uma modalidade só da exploração agraria. são ope- . da elaboração da receita e despeza.

). bem como as eventuais e os impostos e gravames com que são em geral afetados os bens e a produção.) b) Administrador. Na pequena Empreza Rural unia familia ás vezes se encarrega de todas as operações necessarias á produção. caixa. materia prima a empregar. torna-se necessario um pessoal mais habilitado. No calculo das despezas dos exercicios devemos tambem levar na devida conta as que são necessarias e inevitaveis. c) Colonos. tais como despezas com os trabalhadores. d) Pessoal do Escritorio (Contador. que trabalham para o proprietario com o contrato de satisfazer ás despezas e dividir os lucros com este.. porém. O numero destas. Após a inventariação dos capitais agrarios deve. . etc. juros de capitais empenhados. detentor da riqueza administrada (dono.— 64 — rações primordiais e de relevante importancia. alimentação dos animais. que dirige os diversos serviços da Empreza. O PESSOAL DAS EMPREZAS RURAIS O pessoal que auxilia a produção agraria se classifica por diversas categorias.. auxiliares. não devendo se esquecer nunca um organisador de que são fatores da grandeza de toda instituição economica as cabeças que pensam e os braços que executam. premios de seguros. varia com a extensão da empreza.. no regimen da grande propriedade territorial. Mas. colonos ou parceiros. etc. preparo do sólo. etc. e. e) Meieiros. sementes. arrendatario. trabalhadores manuais e que ordinariamente trabalham por contrato. Como em toda organisação produtora é de grande necessidade a escolha do pessoal habilitado. que é o dominante em nosso país. tambem o organisador cuidar das combinações culturais ou industriais a que se destina a Empreza. dentre outras: a) Proprietario. impostos diversos. etc. debaixo de certas disposições costumeiras e contratuais facil nos torna agrupa-los nas seguintes categorias.

c) Correspondentes. direção e liquidação dos estabelecimentos administrados. Sob o ponto de vista contábil diversas são as pessoas que fazem parte da administração das emprezas rurais. que são as que têm por fim a organisação dos estabelecimentos. b) Funções gestivas ou gestoriais.— 65 — f) Jornaleiros ou diaristas. c) Funções finais ou conclusivas que têm por fim a liquidação das operações de um exercicio. Pessoas. b) Agentes Consignatarios. Azienda Rural. DA ADMINISTRAÇÃO ECONOMICA Administração economica é a serie de funções exercidas pelos encarregados do patrimonio afim de que este produza. As funções administrativas têm por fim a organisação. empregados que ganham por dia de trabalho. E’ exercida por meio de funções executadas por meio de atos e fatos administrativos. que têm por fim a direção. LIÇÃO XVII Da Administração Economica Sumario: — Conceito. Funções administrativas. Daí se infere que são de tres ordens diferentes as funções administrativas: a) Funções iniciais. aparecem sempre na Empreza Rural tres pessoas distintas: a) Proprietario. que são os empregados contratados por mês. ou a liquidação final da empreza. a gerencia da empreza. como veremos adiante. de qualquer que seja a natureza da entidade administrada. melhoramento ou produtividade da riqueza administrada. . por um corpo de pessoas sobre um patrimonio. Ela tem por fim todas as operações cujo fim é acconservação. Em toda administração economica. g) Camaradas.

a) Caixas Locais. Azienda Domestica é a que se compõe dos bens destinados ás despezas particulares do Proprietario da Empreza Rural. A Azienda Rural póde ser dividida em duas seções completamente distintas: a) Azienda Domestica. As contas que representam o Proprietario. Azienda Agraria é a que se compõe dos bens destinados á produção rural. As contas que representam os Correspondentes são as que demonstram os débitos e créditos das pessoas que mantêm. são os devedores e credores. Correspondentes são os freguezes da administração. etc. são as de Capital e Lucros e Perdas (Resultado). E’ sobre o Patrimonio da Empreza que são executadas as funções administrativas ácima enumeradas. . As contas que representam os agentes consignatarios são as que representam os bens materiais da administração tais como Caixa. Imoveis. Mercadorias. Agentes Consignatarios são os encarregados da guarda dos bens materiais da administração. ao conjunto de todos os bens que formam o ativo e passivo da entidade economica rural. Semoventes. DA AZIENDA RURAL Denomina-se azienda rural ao patrimonio das emprezas agrarias. b) Azienda Agraria. pelas diversas pessoas da administração. é o senhor do patrimonio. transações com a Empreza.— 66 — Proprietario é o dono da Empreza.

as relações com os correspondentes. Complexidade. dos movimentos. (1) Ver o nosso 1. para a verificação do resultado produzido em determinados periodos ou exercicios (Inventario Periodico). de numerario. DA COMPLEXIDADE DO INVENTARIO RURAL Nas aziendas rurais as operações de inventariação se tornam ás vezes. isto é. . d) a sua situação financeira. a situação da azienda. E’ uma das bases para o 1 evantamento do Balanço. 1929. Ademais. sendo grandé o número de contas.— 67 — LIÇÃO XVIII Do Inventario Sumario — Conceito. E’ o Inventario que nos demonstra o valor economico do patrimonio. dificulta ainda mais as operações imprescindiveis de clasificação dos bens patrimoniais. 61. em qualquer azienda: a) a sua situação especifica. O Inventario é efetuado quando se trata de crear um estabelecimento que tem por fim operações economicas (Inventario Inicial). a saber. descrição e avaliação de todos os bens que formam um patrimonio. Levantamento do Inventario. E’ a apuração do valor economico de uma riqueza. pag. DO INVENTARIO (1) Inventario é a verificação. c) a sua situação economica. b) a sua situação juridica. o movimento monetario. a saber. global.° Volume. Compondo-se elas de elementos de natureza as mais diversas torna-se ele por isso extenso e assaz trabalhoso. o estado liquido do patrimonio nas suas relações com as contas que o compõem. isto é. por demais complexas. está em demonstrar ao administrador. (Contabilidade Geral). ou para a terminação das operações (Inventario Final). O fim principal e toda a importancia do Inventario.

pois cada classe é aplicada a um determinado. demonstrando todas as suas qualidades e defeitos. um por um. e. de acôrdo com a natureza de cada um. Cada grupo destes formará uma conta tambem especial. de contas especiais. DO LEVANTAMENTO DO INVENTARIO Em qualquer que seja a modalidade do patrimonio o processo para inventario é um só. Todo Inventario deve ser primeiramente Analitico e ao depois Sintético. Uma depende e é consequencia da outra. Avaliação é o calculo em dinheiro do valor dos bens inventariados. quando descrimina todos os elementos patrimoniais. pois que os bens que a compõem são inumeros e vasta se torna aquela operação. Dissemos. E’ Analitico o Inventario Rural. E’ esta operação que demonstra o estado economico da azienda. O Inventario Analitico exige sempre uma completa e detalhada descriminação dos elementos patrimoniais. Resume-se ele em tres operações. fim. O Inventario Sintético é o que reúne os dados todos da mesma categorias. O Inventario Sintético se contenta com o agrupamento de elementos da mesma natureza. faz parte pois.— 68 — Como todo Inventario. c) Avaliação. Descrição é o meio de qualificar os bens pela demonstração de suas qualidades e defeitos. b) Descrição. a) Classificação. o aplicado ás aziendas agrarias tambem póde ser Analitico ou Sintético. Principalmente a clasificação dos diversos imoveis se torna algo dificil. O . fundamentais. pois que este se baseia naquele. para bôa ordem e exata verficação do patrimonio. A operação da classificação nos faz grupar os bens existentes em um patrimonio. A bôa descrição é condição essencial para uma exata avaliação. debaixo da conta correspondente. que na azienda agraria se torna complexa a operação de inventariação.

Classificação. tão sómente.— 69 — Inventario Analitico exige classificação descriminada pormenorisadamente. Para essa operação deve-se ter em vista os bens da mesma natureza e grupa-los debaixo da conta que os tiver de representar. Deixaremos de tratar da Descrição. LIÇÃO XIX Da Classifica ção dos Bens Rurais Sumario: — Método. Com a diferença de que neste ela é efetuada sobre cada cousa. DA CLASSIFICAÇÃO DOS BENS RURAIS A Classificação dos bens rurais é uma das funções primordiais para o levantamento do Inventario de uma azienda agraria. A Avaliação é tanto necessaria no Inventar io Sintético quanto no Analitico. . Basta tão sómente enumerar as cousas ou bens da (1) Ver lição XVIII onde apresentamos os modelos de Inventarios Analitico e Sintéico.um resumo daquele. Para e Inventano Sintético torna-se necessario conhecer as contas que representam os diversos bens afim de formar as varias catégorias de contas. ao passo que no Inventario Sintético o calculo monetario é feito sobre a conta que representa a cousa inventariada. Capitais Agrarios. Nas lições seguintes vamos tratar de cada uma destas operações para levantamento do Inventario. A descrição e a enumeração dos diversos elementos patrimoniais (classificação) são essenciais no Inventario Analitico. A classificação dos elementos patrimoniais das aziendas rurais no Inventario Analitico é a operação mais simples possivel. Qua dro siriático. pois que esta depende dos conhecimentos gerais de cada um e não se baseia em conhecimentos nem principios contaveis. e os totais de cada bem. (1). Já no Inventario Sintético esta descrição não se faz necessaria pois este .

. fatais e inevitaveis. e é geralmente uma resultante da economia ou da superprodução.. convertido em bens ou cousas. conservadas para aproveitamento em ocasião oportuna. Os Capitais agrarios tomam diversas fórmas. são todas as cousas que nos proporcionam serviços ou servem á nossa manutenção. etc. comquanto não seja o principal nem o mais importante. construções. pois. E é por isso que não se concebe azienda rural sem fortes reservas de capitais. E é ele um grande fator da produção. sob as quais são convertidos tais como terras nuas e lavradas ou em . tais como o prazo para germinação das sementes. colheitas. Basta tão sómente um ligeiro historico designando. maturação dos frutos. etc. não ha necessidade de minucia na classificação dos bens. tais como terrenos de culturas. Sendo esta especie de Inventario um resumo do Analitico. E’ o trabalho acumulado. que é a Descrição. com a especificação dos seus caracteristicos e fins. Assim. Não cabe aqui exaltar a função e necessidade do Capital. desnecessaria a minudencia. este servirá de documentação tornando-se. Sob o titulo de Imoveis incluiremos os diversos bens dessa natureza. como pensam os economistas conservadores. Sem ele quasi não seria possivel a vida. A utilidade dos Capitais se faz sentir grandemente na Agricultura. a necessidade da riqueza acumulada torna-se ponto essencial. São as riquezas ecedentes. debaixo da conta de “Máquinas Ágrarias” incluiremos todas as que forem usadas na empreza rural. DOS CAPITAIS AGRARIOS Capital. porém. criação e crescimento de animais. etc. amplo. charruas. No Inventario Sintético. após passar pela fase de terminação. desenvolvimento das plantas. num sentido. pastos. terrenos em matas. a natureza dos bens que a conta inventariada representa.— 70 — mesma natureza debaixo de um titulo que os represente. Dependendo esta não só do fator humano mas de condições outras. por conjunto. Após a classificação dos elementos patrimoniais seguese a fase terminal do Inventario que é a Avaliação. tais como arados.

. animais. Torino. 6. pag. E. (3) Vittori Niccoli: “Economia Rurale. dentre outras classificações. 16. fisicamente considerados: (1) E. Principalmente os tratadistas de Economia Rural não descuidam deste ponto. pagina 47. 1927. 84. recoltas a colher. Capitais Domesticos de uma azienda agraria são os que satisfazem ás necessidades particulares. Estes capitais se regulam e se subdividem de acôrdo com as normas da Contabilidade Domestica. DA CLASSIFICAÇÃO DOS CAPITAIS AGRARIOS Inumeras tem sido as classificações propostas dos capitais rurais. a) Fixos. a que já nos referimos. Livorno. Estes capitais se referem ás funções técnicas (industriais) e comerciais da azienda agraria. Geralmente estas classificações são mais propostas de acôordo com os principios de Economia Rural e não sob o ponto de vista contabil. São fixos quando não desaparecem nem se transformam após uma operação realisada. cabendo a esta a sua sub-divisão. Pariz. são todos aqueles que concorrem para a produção agraria e para as operações comerciais efetuadas com os resultados daquela. Assim é que. Capitais Industriais e Comerciais da azienda rural. b) Capitais Industriais e Comerciais. adubos. maquinarios. pessoais. (2) Venanzio Manvilli: “Valutazione Agrarie”. Jouzier: “Economie Rurale”. Agrotimesia e Computisteria Agraria”. 1920. pag. 1922. Para nós os Capitais Agrarios pódem ser classificados primordialmente em duas grandes classes: a) Capitais Domesticos. sementes. Jouzier (1) Manvilli (2) Nicoli (3). do dono da Empreza Rural. como todo Capital póde desaparecer ou não lógo após um fato administrativo. b) Circulantes. Livorno.— 71 — Pastos. construções. e “Contabilit á Agrarie”. podemos citar as de E. Estes Capitais ainda pódem ser. 1922. etc. pag. dizemos que estes Capitais pódem ser economicamente considerados. dinheiro.

. etc. Estes são constituidos por terras cultivadas. São moveis quando constituidos por bens desta natureza. Estes pódem ser: a) Imoveis territoriais. segundo a sua natureza: a) Animados ou Semoventes. QUADRO SINÓTICO DOS CAPITAIS AGRARIOS Apresentamos a seguir o quadro sinótico da nossa classificação dos Capitais Agrarios. se têm vida propria.— 72 — a) Moveis. conforme tenham ou não movimento independente do esforço alheio. b)Inanimados. Aqueles são formados pelos terrenos desaproveitados. Os Capitais circulantes são sempre moveis. Os Capitais fixos imoveis são os formados por bens imoveis. Ambos pódem ser utilizados na produção agraria ou nas suas operações comerciais. Estes ainda pódem ser. em caso contrario. b) Imoveis. E pódem ser: a) Animais. edificações. b) Inanimados. b) Imoveis de Exploração ou Cultura.

Metodos. dos bens rurais não segue uma regra prefixada. Todos os bens são sucetiveis de avalação. Para tal. Agrotmésia. DA AVALIAÇÃO DOS BENS RURAIS Para a apuração do estado economico das aziendas agrarias. etc. diversos são os processos usados. DOS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DOS BENS RURAIS As cousas que formam o patrimonio das emprezas rurais pódem ser avaliadas por diversos processos. Pelo método do preço do custo damos a cada elemento patrimonial um valor monetario baseado nas despezas por que nos ficou a cousa. O método a aplicar varía com a natureza do elemento a inventariar. tais como o do preço do custo. Pelo método do preço corrente damos ao bem inventariado um valor monetario baseado no preço de cotação do mercado . que é a função conclusional de todo Inventario. variando todos eles de caso a caso. Varios são os métodos aplicados. Estes métodos pódem ser aplicados a quaisquer especie de bens moveis. com maior ou menor vantagem. denominada Agrotimesia. Sendo que até a classificação dos imovéis rurais constitue oje um capitulo especial de Economia e Contabilidade Rurais que estudaremos adeante. Avaliação é o calculo monetario efetuado sobre uma determinada cousa. torna-se indispensavel a Avaliação. médio. A Avaliação porém. preço corrente. curso. mais os juros compensadores do emprego do capital.— 73 — LIÇÃO XX Da Avaliação dos Bens Rurais Sumario — Conceito. Métodos. E’ assunto de tal importancia que os diversos métodos de aváliação das terras das emprezas rurais constituem hoje uma ordem de estudos definida.

tais como a Economia Politica. a facilidade de comunicação.— 74 — Pelo método do curso médio ou valor médio. a concurrencia. póde ser adotado com maior ou menor vantagem. a especialidade de cultura. adatavel. Nicoli assentaram as bases definitivas da nova ordem de estudos. tais como a fertilidade das terras. ha fatores externos que atuam sobre a avaliação dos imoveis rurais fazendo com que aumente ou diminua o seu valor. DA AGROTIMESIA Agrotimesia é a ciencia que tem por fim a avaliação monetaria dos imoveis rurais. LOURENÇO GRANATO. Além desses fatores externos ha tambem fatores internos que agem para melhoria ou não do valor dos imoveis agrarios. SERPIEIRI. dividido o total por dois. Algebra. Constitue esta dificil parte do Inventario Rural uma ciencia moderna. a avaliação das propriedades rurais varía de método só com o fim que se tem em vista com o Inventario: se para venda. principalmente em países como a Italia e Alemanha onde as obras de VENANZIO MANVILLI. E’ uma das operações mais complexas do Inventario dos bens rurais. Tudo depende do criterio do contador encarregado da avaliação. ERNESTO MARHENGI e sobretudo a obra notavel de V. uma nova ordem de estudos. se para balanço. Exige tambem grande prática das operações rurais e conhecimentos de principios indispensaveis de ciencias correlatas. Economia. etc. Qualquer destes processos como outros mais que existem. tal como a lei da oferta e da procura. Agronomia. mais o preço de custo do mesmo. a situação do imovel. pois que depende de um criterio seguro a adotar. etc. se para aluguel. o clima. O resultado será o preço médio. encontrase o valor de um dado elemento fazendo-se a soma da cotação atual da cousa (preço corrente). escreveu: . Legislação. Além de tudo. Contabilidade Rural. Como sabemos. a quem devemos na lingua portugueza a prioridade de tratar do estudo a que nos referimos.

outros muitos elementos influem para lhe elevar ou depreciar o preço. os melhoramentos introduzidos com a drenagem e outros muitos elementos que eventualmente se apresentam á sua observação. a sistematização do sólo. as aguas para a irrigação. c) Método dá Avaliação Racional. a natureza do clima. porém. (2) Ha além desses três outros mais. á primeira vista se lhe pode atribuir. a distancia dos centros consumidores. 1912. as condições dos meios de comunicação. a natureza mineralogica do sólo. Para melhor. levar muito em conta. (1). que. ou Direta Síntetica. São Paulo.— 75 — “Para se avaliar um terreno cultivavel não devemos considerar tão sómente a sua extensão. O avaliador deve. (1) “Noções Elementares de Contabilidade Agricola”. as quédas d’aguas aproveitaveis como força motriz. pois.85. a empreza rural fôr muito extensa. e daí faremos as diversas comparações. 1922. DOS MÉTODOS DE AGROTIMESIA Os autores costumam enumerar tres métodos diferentes para a avaliação dos terrenos agricolas (2): a) Método da Avaliação Comparativa ou Indireta.pag. O primeiro é denominado Método Indireto por se dar o valor á propriedade rural tomando-se por base propriedades semelhantes. Livornio. Agrotimesia e Computisteria Agraria”. além da extensão da área cultivavel. Quando. Segundo este método devemos comparar a propriedade a avaliar com outras que se encontrem nas mesmas condições. Torino 1927 e Venanzio Manvilli “Valutazioni Agrarie”. a natuza das culturais. . Procede por meio de confronto. e que bem conheçamos. classifica-la-emos em zonas de acôrdo com os tipos carateristicos. as servidões. b) Método da Avaliação Empirica. a sua fertilidade. estudo desta materia vêr as duas seguintes obras que se podem considerar classicas: Vittorio Nicolli: “Economia Ruralle. a topografia do sólo sob o ponto de vista das lavras culturais. a natureza da vegetação. ou Direta Analitica.

pag. regimen tributario. Chama-se Racional porque é o mais cientifico de todos.). facilidade de crédito. etc. etc. pelo conhecimento da região. e sobre essa renda fará o calculo do capital que deva proporcionar tal renda.. (4) Vér Niccoli.). produção anual. “A renda territorial.— 76 — Segundo o método da Avaliação Empirica. E’ tambem o método preferido. produtos que dão. cit. é o unico método cientifico de Agrotimesia. . o avaliador calculará o preço sobre uma proporção baseada na renda territorial da propriedade. O ultimo depende do estudo economico da empreza a avaliar. economica e técnicamente. cit. Os dois primeiros métodos enumerados são esperimentais. mão de obra. porém. Pelo método da Avaliação Racional ou Direta Analítica. é o titulo principal sobre o qual se mede o valor de uma propriedade rural” (3) Baseia-se na utilidade material das terras. Em todos estes métodos. Este método é o mais dificil de ser realisado pois depende do bom conhecimento da propriedade. O ultimo é o cientifico. 94. e condições intrinsecas (estado agronomico da propriedade e topografico e onus que pesam sobre o imovel). (3) Manvilli: Liv.. (4). ou antes. na prática. 323 e 324. devem-se ter em vista as condições especiais de cada caso isolado: Condições extrinsecas (população. op. Direta ou Sintética o avaliador — baseado na sua prática — procurará saber a historia das terras que tem que avaliar (preço por que foram compradas. Procede por síntese. pags. Aqueles se baseiam na experiencia.

onde registramos as nossas obrigações a resgatar (titulos ou credores em contas correntes). Modelo de Inventario Sintético DAS CONTAS ATIVAS E PASSIVAS Terminada a avaliação esta dá fórma contábil ao Inventario. DO INVENTARIO GERAL E PARCIAL Quando o Inventario é efetuado sobre toda a empreza rural. 2ª. Imoveis. b) Contas Passivas São ativas quando fazem parte do Ativo.— 77 — LIÇÃO XXI Do Inventario Sumario — Contas Ativas e Passivas. vêr o nosso 1. Animais. Plantações. Inventario Geral e Parcial. Nele se incluem. Quando o Inventario é efetuado sobre parte ou partes da azienda agraria. (1) Para melhor comprehensão deste assunto. Caixa. Maquinas Agrarias. Num Inventar ha ha sempre duas partes perfeitamente distintas: a) O Ativo. Construções.ativas e passivas. São contas passivas quando pertencem ao passivo. b) o Passivo. etc. Modelo de Inventario Analitico. etc. todas as contas . Edição. pois. tais como. denomina-se Geral.º volume (Tratado de Contabilidade: Contabilidade Geral). a Pagar. . recebe a denominação de Parcial (1). pag 61. Dai surgem duas especies de contas a) Contas Ativas. São tais: Obrigações. Duplicatas a Pagar. onde colocamos as contas que representam os bens existentes (contas dos agentes consignatarios) e as obrigações que temos a receber (contas dos correspondentes).

........................ 1 machina de escrever............................ 1 troly........ 20 saccos de feijão....... (Continua) 40$000 30$000 55$000 .................... 1 cocheira para os animaes de trabalho........ tijolos. com 100m2. 1 “ de sub-solo.................................................. de cisco........ com 900m2 .. 20 eguas para creação...— 78 — DO MODÊLO DO INVENTARIO ANALITICO Inventario da Fazenda das “TRES BARRAS” efetuado em 30 de Junho de 1929............. 40 bacorinhos..................... 20 “ “ “ “ pastos...... UNIDADE IMMOVEIS: 50 alqueires de terra em capoeira..................... cobertas de telha.......... 2 jumentos .......................... 5 cachaços nacionaes........................................................... assoalhada...... em estylo moderno em perfeito estado........................ de tijolos.. 600 arrobas de café... 12 novilhos de 1 a 2 annos ...... 1 casa moradia.............. 1 curral de 6................... 5 arreios para carroças.. PAIOL: TOTAL 400$000 300$000 1$000 20:000$000 6:000$000 10:000$000 20:000$000 2:000$000 30:000$000 1:000$000 250$000 3:000$000 36:000$000 15:000$000 860$000 2:000$000 2:400$000 4:500$000 1:000$000 1:000$000 500$000 100$000 350$000 1:500$000 250$000 700$000 950$000 950$000 2:641$000 1:400$000 18:000$000 1:100$000 600$000 400$000 300$000 80$000 100$000 1:200$000 150$000 200$000 40$000 250$000 300$000 50$000 140$000 35 carros de milho...................... 50 “ communs ......................... para o gado................... forrada.......... 5 montarias para passeio........................... 15 casas para colonas........................................ 20 novilhas de 2 a 3 annos ............................... CAIXA: Dinheiro no cofre........ 90 vacas hollandezas..............500m2............................. feita de telhas......................................................... GADO:GROSSO: 5 touros caracús.. MACHINAS E UTENSILIOS 2 arados “Oliver’.............. 10.......................................000 cafeeiros de 10 annos ...... 5 carroças...........................................................................

HYPOTHECA Pela que effectuamos com Epaminondas Torres Filho... conforme livro ponto. para 5/8/29...... para 10/7/29.................................................. 1caminhão “Ford”............................................................................................................................................................. Celia Resende...............................................................— 79 — (Continuação) CONTAS CORRENTES Devedores Marcel Amaral Lopes ............................ Gilberto Soares Fontes........................................................................ 1:400$000 820$000 21:000$000 23:226$000 12:500$000 11:000$000 10:000$000 .......................... TITULOS 1 promissoria acceita por Hilda Pinho................ Eurico Oliveira de Campos................ VEHICULOS: 1caminhão “Chevrolet”.................... 1automovel “ Buick”............ 1 letra acceita por Helio Coutinho da Costa... 560$000 980$000 3:500$000 770$000 5:810$000 4:000$000 3:200$000 7:700$000 7:800$000 5:500$000 12:000$000 25:300$000 CONTAS CORRENTES: Credores: Hugo Jordão.. SALARIOS: Pelos deste mez a pagar............................................ Yolanda Lacerda .... Ruy Barbosa Pinto......................................................................... TITULOS: Promissoria que acceitei a Armando Silva para 8/7/29.

..... idem Equideos Idem... Titulos a Pagar Pelos de n/ acceite Salarios Pelos a pagar H ypothecas Pela que contrahimos 87:750$000 56:900$000 6:900$000 2:600$000 600$000 950$000 2:843$000 20:500$000 27:150$000 950$000 7:700$000 5:810$000 23:220$000 12:500$000 11:000$000 10:000$000 56:720$000 220:713$000 ... Produtos no Paiol Pelos armasenados. idem Moveis e Utensílios 1 machina de escrever Caixa Dinheiro em cofre.... Total do Activo..... ACTIVO: Immoveis Pelos inventariados.. idem Machinas Agrarias Idem.......... Contas Correntes Devedores.......... Vehiculos Pelos arrolados Arreios e Silhões Pelos em uso Titulos a Receber Pelos em carteira.— 80 — Apresentámos a seguir um modêlo de inventario já Sob a fórma sintética: Inventario da Fazenda das “TRES BARRAS” efetuado em 30 de Junho de 1929... PASSIVO: Contas Correntes Credores..... idem Suinos Idem. B ovinos Idem.

V CAPITULO DAS CONTAS .

A função das contas é a mesma. evidenciando tudo com clareza e certeza. a situação destes num começo de exercicio e no momento que se deseja. ela é apta para nos mostrar qual foi o movimento com os fatos administrativos de determinada ordem. pois. As classificações sob o ponto de vista contábil. qualquer que seja a especialisação da Contabilidade. das contas. DAS CONTAS Conta é um agrupamento de fatos da mesma natureza. as modificações produzidas e os resultados obtidos. cientifico.LIÇÃO XXII Das Contas Sumario: Conceito. são aplicaveis a qualquer azienda administrada. qualquer que seja a empreza em que é aplicada: demonstrar o estado especifico e economico dos elementos patrimoniais. DOS MODELOS DAS CONTAS AGRARIAS Com referencia aos modelos das contas pódem e devem ser adotados todos os que satisfaçam a natureza dos fatos ad- . E na Contabilidade Sintética que melhor se evidencia o papel das contas. registrando elas todas as mutações patrimoniais são aptas para nos demonstrar a todo momento a situação especifica de cada ordem de bens aziendais. toda obrigação e direito concernente a cada bem. Registrando toda entrada e saída de valores. Modelos. Segundo a natureza de suas especialisações é que os patrimonios nos fornecem conceitos diversos para a classificação técnico-contábil de suas contas.

— 84 — ministrativos a registrar. quando o débito vem por cima e o crédito por baixo. onde registramos os fatos positivos. tendo intuitos mais estatisticos do que contaveis. A’ Contabilidade Rural será permitido adotar os que se fizerem necessarios. Além destas ha contas que pela natureza das cousas que representam necessitam de outras colunas que poderão ser adotadas á vontade. quando o débito vem junto ao crédito. Débito ou Entrada). ás operações a contabilisar. São de tres modos diversos os modelos usados em Contabilidade na colocação das secções de Débito e Crédito do Contas: a) Secções Contiguas. quando o débito vem numa pagina e o crédito na outra. que diminuem o valor da conta. b) a da direita (Crédito. No geral todas as contas têm sempre duas partes distintas: a) a da esquerda (Deve. que trazem aumento ou diminuição de direito á conta. Haver ou Saída). onde registramos os fatos negativos. c) Secções Superpostas. b) Secções Divididas ou Separadas. Apresentamos a seguir modelos da fórma grafica destas diversas especies: . como subsidios esclarecedores.

— 85 — Modelo de secções contiguas: DEBITO CREDITO Modelo de secções divididas: DEBITO CREDITO .

— 86 — Modelo de conta de secções superpostas: DEBITO CREDITO .

São as contas do Proprietario. 3. que são as que demonstram lucro ou prejuizo. que são todas as que demonstram lucro ou prejuizo. Salarios. DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS Vamos apresentar agora algumas classificações de contas que julgamos indispensaveis para o estudo de qualquer Contabilidade aplicada. Exemplo: Nair Succar.— 87 — LIÇÃO XXIII DAS CONTAS (Conclusão) Sumario:— Classificação. que são todas as que representam os objetos das operações aziendais. Construções. como Despezas. que são todas as que representam os bens materiais da administração. etc. que são as que representam o resultado das operações. Café. Sumos. bem como a conta de Capital. Bovinos.° Quanto á sua personalidade: a) Contas do Proprietario. As contas pódem se classificar: 1. quando representam os objetos e pessoas que tornam parte numa operação.: Despezas. Edgard Marx. Juros e Descontos. Exemplo: Caixa. Exemplos. . b) Contas de Resultado. c) Contas dos Correspondentes que são as que representam as pessoas com quem a empreza mantém relações mercantis. b) Contas dos Agentes Consignatarios. etc. Classificação.° Finalmente. taes como Imoveis. os lucros ou prejuizos. etc. ainda pódem ser: a) Contas de Movimento. São as contas dos Consi gnatarios e Correspondentes.° — Quanto á sua função as contas pódem ser: a) Integrais. Produtos no Paiol. Comissões. Maquinas Agrarias. Ex. Na Contabilidade Rural. 2. Banco do Brasil. etc. etc. b) Diferenciais. tais como: Lucros e Perdas e suas sub-divisões. quanto á sua função.

ou dos auxiliares. . natureza e esclarecimentos necessarios. as contas analiticas. As contas sintéticas ou de razão. cit. 54 e seguintes. sem lograr exito porém. Contra elas não permanecem de pé as alegações de MARHENGI que tentou demonstrar a desvantagem da Contabilidade Analitica na Contabilidade Rural. Dentre os principais citaremos o que as estuda sob um ponto de vista geral. DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS RURAIS São varios os criterios que pódem ser adotados para a classificação das contas rurais. (1) EXEMPLOS DE CONTAS DA CONTABILIDADE RURAL Vamos enumerar perfuntoriamente algumas contas que geralmente são usadas tanto na Contabilidade Pastoril quan- (1) Liv. Quando tratarmos de cada uma daquelas especialisações da Contabilidade Agraria. isto é. pag. compreendendo as emprezas rurais mixtas e o da classificação das contas segundo a especialisação da empreza rural (pastoril ou cultural). só demonstram as mutações economicas.. são de grande necessidade e indispensaveis para demonstrar o custo e a razão de ser das diversas produções agrarias. conforme se destinam á escrituração sintética ou á analitica. estudaremos-as classificações que se lhes refiram. demonstram não só estas como a sua origem. Na Contabilidade Rural as contas auxiliares ou analiticas são importantissimas e apresentam vantagens formidaveis. Ocupar-nos-emos no momento da classificação das contas das emprezas rurais mixtas.— 88 — DAS CONTAS NA CONTABILIDADE RURAL Todas as contas pódem ser sintéticas ou Analiticas.

Representa os pagamentos de serviços aos trabalhadores. Animais de Trabalho. Conta fundamental. Colonos. Representa as maquinas em uso na empreza rural. E’ debitada pelas que são instaladas e creditada pelas amortisações. Não tem crédito: salda-se por balanço. Maquinismos ou Maquinarios. Dentre as principais contas que usualmente aparecem na Contabilidade Rural. citaremos: Capital. fazer a enumeração das suas contas carateristicas. Registra a entrada e saida de dinheiro. Representa os valores com que uma pessôa constitue o seu patrimonio para inicio de suas transações. E’creditada pelos valores que constituem o capital e debitada pela diminuição ou desaparecimento deste. Salda-se por balanço. Debita-se pelos existentes. Representa os bens que não se deslocam Debita-se pelos existentes e adquiridos. reservando para quando destas tratarmos especialmente. Registra as transações com os Correspondentes: no débito quando estes asumem uma obrigação. Registra por débito os gastos miudos do estabelecimento rural.— 89 — to na Cultural. Credita-se pelos que morrem ou são vendidos. Salarios. Não tem crédito. Despezas Gerais. E’conta de resultado. Movimento identico ao de contas corrente. Representa os que são utilisados nos serviços agrarios. Contas Correntes. Caixa. por débito. Animais de Trabalho. no crédito. Representa a conta das familias ou pessoas que empregam a sua atividade na fazenda. Representa o movimento monetario. . Representa os que são utilisados nos serviços agrarios. Debita-se pelos existentes. E’ debitada pelos comprados e creditada pelas amortisações e estragos. Moveis e utensilios: Representa os objetos de uso. Imoveis. quando adquirem algum direito. Credita-se pelos que morrem ou são vendidos. depreciações e inutilisações. E’ conta de lucros e perdas. Credita-se pelos alienados.

barrigueiras. Rio de Janeiro. Idem. Registra as obrigações aceitas a favor do fazendeiro. Arreios e Selins. O inverso da precedente. 1927. Lucros e Perdas. freios. CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS RURAIS NO PRIMEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE Sob a epigrafe de “Uniformisação da Contabilidade Agricola”. Registra as operações efetuadas com os bens de transporte. Comissões. acrecido com as despezas por débito. pelo que é creditada. e por crédito os que nos são abonados. etc. Credita-sé pelas recebidas. Representam por débito os que abonamos aos nossos devedores. usados pelos animais de trabalho. Movimento identico á conta de Moveis e Utensilios. Representa estes utensilios. pag. Lucros Supensos.— 90 — Veículos. Debita-se pelos prejuizos. Classificação adotada Critica. Conta de resultado. Movimento egual á Moveis & Utensilios. sendo então propostas duas classificações (1) (1) “Relatorio do Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilidade”. LIÇÃO XXIV Das Contas Sumario: — Classificação proposta no Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilidade. bem como correiames. 320. Titulos a Pagar. idem. com a sua manutenção e funcionamento. Debita-se pelas aceitas. Fundo de Reserva. Representa uma parte dos lucros retirada para garantia de prejuizos eventuais. Jogo escritural inverso. Registra por débito os prejuizos e por crédito os lucros da empreza. o “Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilidade” estudou a questão da classificação das contas rurais. Juros & Descontos. . Titulos a Receber.

no citado Congresso. Ocupando-se na sua tése da classificação das contas das emprezas agrarias. Vejamos estas classificações: A tése num.— 91 — Uma. 309. não nos apresenta uma classificação rigorosa sob o ponto de vista contável. pag. comquanto encare a empreza rural sob varios aspétos. idem. 318. a sua classificação das contas é perfeitamente aceitavel. sendo esta ultima adotada pela Commissão encarregada de dár parecer. ANTONIO MIGUEL PINTO (3). Nota-se na classificação do Sr. não obstante a sua prolixidade. pois se extende assaz por sub-ordens. porém. Preocupou-se tambem ecessivamente o seu Autor com a especialisação da empreza rural. . (3) Idem. (2). Aliás neste ponto a tése é interessante. outra pelo relator desta. da qual foi relator o prof. pag. porém. a qual foi posteriormente aceita pelo Congresso. a uma classificação do ponto de vista geral. 33. DA CLASSIFICAÇÃO ADOTADA NO “PRIMEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE” Por proposta da Commissão encarregada de relatar a tése n. foi aprovada outra classificação das contas da Contabilidade Rural. 33 foi da autoria do Sr. A classificação proposta por este. PERCILIO DE CARVALHO o intuito de classificar as contas de acôrdo com a especialisação do estabelecimento rural. PERCILIO DE CARVALHO. Na verdade a classificação então aprovada satisfaz ás exigencias da (2) Idem. num sentido amplo. idem. não deveria se ater com as especialisações da produção dos estabelecimentos rurais. Não se ateve. pelo autor da tése numero 33. No entretanto a sua classificação das contas de “Culturas” e “Criações” são muito bôas para compreensão das emprezas culturais e pastorís. Sob este ponto de vista.

— 92 — técnica contábil. 320. Classificando as contas em quatro grandes classes. o Congresso citado houve por bem aprovar a seguinte classificação das contas na Contabilidade Rural: (4): (4) Idem. . pag. pois. encara as diversas especies de fatos administrativos de uma azienda agraria. idem.

ou ainda as operações comerciais das aziendas agrarias.— 93 — CRITICA DA CLASSIFICÇÃO SUPRA A classificação ácima não é prolixa. E a que adotamos. A classificação ácima se refere ás emprezas rurais de caráter mixto. tendose em vista que estas duas ordens de fatos administrativos pódem apresentar um resultado positivo (lucro) ou um resultado negativo (prejuizo). . segue-se que devemos abrir ainda uma quarta e ultima classe de contas: as de Lucros e Perdas. finalmente. teremos ocasião de formular algumas idéas sobre a classificação das contas referentes a cada uma daquelas aziendas. Quando estudarmos as duas modalidades de emprezas agrarias exclusivas (cultura e pastoril).Vê-se que é bem racional tal classificação. ou representam os fatos administrativos referentes ao exercicio agricola (contas da gestão rural). E. E é das melhores que conhecemos. tendo em vista que as contas na Contabilidade Rural ou representam os fundos com que foi constituida a empreza agraria (Conta de Capital).

VI CAPITULO DOS METODOS DE ESCRITURAÇÃO .

Partidas Simples e Mixtas. como já dissemos. por partidas. Registra metodicamente. E’ tambem uma Escrituração Estatistica. A Escrituração póde ser efetuada por tres modos diferentes: a) Escrituração Cronologica. (1) — Ver o nosso 1° volume “Contabilidade Geral”. Das funções da Contabilidade esta é uma das mais importantes. b) Escrituração sistematica ou sintética ou de Razão. Razão. em que todos os lançamentos obedecem á ordem de data (dia. mez e ano). c) Escrituração Analitica ou Auxiliar. Diario. Especies.LIÇÃO XXV Dos Métodos de Escrituração Suimario: — Escrituração. lição I . segundo principios fixos e preestabelecidos todos os fatos das aziendas administradas. em que os registros são efetuados em contas especiais para cada cousa. E nos demonstra a todo e qualquer momento o resultado dessas operações. em que os lançamentos são registrados em fórma contábil. é a arte de escrever nos livros de Contabilidade. DA ESCRITURAÇÃO (1) Escrituração. demonstrando ao contrario da antecedente todas as mutações efetuadas com cada bem. no Livro Razão. Métodos. como a sua razão de ser. é o registro grafico de todas as operações que afetam o patrimonio.

— 98 — DOS MÉTODOS DE ESCRITURAÇÃO São diversos os métodos de Escrituração dos livros de Contabilidade (2). Servem eles para orientar o contador na registração das operações efetuadas. Não se póde conceber uma Escrituração sem um método prefixado. E’ este que orienta no registro dos fatos administrativos, nas contas e livros necessarios. Dentre os principais métodos de Escrituração aplicaveis á azienda rural, citam-se a Unigrafia ou Partidas Simples, as Partidas Mixtas, a Digrafia ou Partidas Dobradas, os Métodos do Diario-Razão, dentre os quais citaremos como principais o de Degrange (Método Americano), o de GIUSEPPE CERBONI (Método Logismografico e o de EMMANUELLE PISANI (Método Estatmografico). Vamos nesta e nas lições seguintes dar algumas noções sobre estes diversos métodos. Extender-nos-emos tão sómente quando tratarmos da Digrafia, pois julgamos este o mais cientifico e necessario dos métodos de Escrituração. DAS PARTIDAS SIMPLES E MIXTAS Entende-se por Unigrafia ou método das Partidas Simples o que nos ensina a registrar todas as operações no débito ou no crédito de determinada conta. O que caráterisa este método, porém, é o fato de que só se preocupa com as contas dos Correspondentes (pessôas que mantêm transações com a administração) e dos Consignatarios (bens corporeos), sem se preocupar com as contas do Proprietario (contas de resultado). Como sabemos a Unigrafia passou por duas fases evolutivas distintas a) Primeiramente compreendia este método sómente o registro das operações efetuadas com os Correspondentes (freguezes) (2).

(2) Ver o nosso 1°. volume Contabilidade Geral, lição XVII e seguintes.

— 99 — b) Posteriormente se passou a compreender por Unigrafia o método de registro das operações efetuadas com os Correspondentes e Agentes Consignatarios (bens materiais). O método das Partidas Mixtas se confunde com este segundo conceito da Unigrafia. Pelo exposto, porém, se vê a desvalía desses métodos que no seu rudimentarismo são incapazes de orientar o melhor administrador, aquele que necessita sempre estar ao corrente do movimento economico e juridico da riqueza que administra. Nestes dois métodos apurava-se o reesultado de um exercicio pela comparação do Inventario Inicial com o Inventaria extraído no momento. São pois, métodos rudimentares, inuteis no estado atual da ciencia contábil.

DOS DIARIOS-RAZÕES
Denominamos Diarios-Razões aos métodos administrativos num só livro destinado ao Diario e ao Razão. Este métodos se baseiam nas Partidas Dobradas de que são aperfeiçoamentos. Por isto mesmo já podemos induzir que são métodos muito superiores aos antecedentes. O intuito dos Diarios-Razões é tornar mais facil e rapida a escrita dos estabelecimentos. Nem sempre conseguem ambos os resultados ácima. Baseiando-se na Digrafia os Diarios-Razões não dispensam os livros auxiliares, que são sempre fundamentais e esclarecedores da escrituração. DOS PRINCIPAIS METODOS DE DIARIO-RAZÃO Dentre os principais métodos de Diario-Razão usados e aconselhaveis, mencionaremos: a) Diario-Razão de EDMOND DEGRANGE PAE. E tambem impropriamente conhecido por Método Americano. Foi o primeiro Diario-Razão conhecido. Este método nos ensina a escriturar aquele livro dividindo-se as contas em cinco ordens, as quais têm por fim representar todo o mo-

— 100 — vimento das administrações: Mercadorias, Caixa, Obrigações a Receber, Obrigações a Pagar, e Lucros e Perdas, reservando-se, porém, uma coluna para as novas contas que surgirem e não possam ser enquadradas naquelas “cinco contas gerais”. b) O método Racionalista de MORAES JUNIOR. E’ um aperfeiçoamento do anterior. Pela teória de MORAES JUNIOR além das cinco contas gerais enumeradas ácima devemos abrir mais uma coluna para a conta de Capital e fazer desaparecer a de “Diversas Contas” pois, conforme este autor aquelas contas representam todas as ordens de operações de um patrimonio. c) A Logismografia de GIUSEPPE CERBONI. Este classificou as operações efetuadas em tres ordens de fatos administrativos: permutativos, modificativos e mixtos. E em tres as pessôas que tomam parte na administração de um patrimonio: Proprietario; Consignatarios e Correspondentes ( Teória Personalista). Segundo CERBONI devemos abrir no Diario Logismografico uma coluna para a primeira daquelas pessôas, uma para as segunda e terceira e outra finalmente para as “permutações”, além de colunas auxiliares de somenos importancia. d) A Estatmografia de EMMANUELLE PISANI DIPESCIA. E’ este um método de escrituração por meio de balanços. O seu Diario-Razão é dividido nas seguintes colunas: A Para as operações referentes ao estado patrimonial; B quando se refere ao movimento dos valores, C para se apurar os “resultados economico-administrativos”,além de outras colunas auxiliares. Todos estes métodos têm o jogo escritural das suas contas baseado por débito e crédito, principio fundamental das Partidas Dobradas.

— 101 — LIÇÃO XXVI

Da Digrafia
Sumario: — Conceito. Principio fundamental. Mecanismo.

DA DIGRAFIA Digrafia ou método de Escrituração por Partidas Dobradas é aquele que nos ensina a escriturar os fatos administrativos sempre em duas contas diferentes: numa devedora (que recebe ou asume uma obrigação) e numa credora (que fornece ou adquire um direito). Tem este método, por fundamento, a contraposição de contas que representam valores, direitos, obrigações ou resultados, as quais apresentam no fim de um exercicio, por balanço, o patrimonio liquido e os resultados parciais e totais de todas as operações. E’ um processo cientifico por ecelencia, e, desde o seu aparecimento, ha seculos, foi universalmente adotado. Não se sabe ainda quem foi o credor das Partidas Dobradas, sendo que o primeiro livro sobre o assunto foi escrito em 1494, por FREI LUCCA PACCIOLO, em Veneza. E’este o método por todos aconselhado na escrituração dos livros de Contabilidade. E é tambem o que adotamos. DO PRINCIPIO FUNDAMENTAL DA DIGRAFIA Baseia-se este método em que toda operação afeta sempre duas ordens de contas, e que invariavelmente uma fica sendo devedora da outra. Por isso é que se diz não haver em lançamento algum devedor sem credor. Porque: devedor é a pessôa que recebe alguma cousa, que se obriga; e credor é a que fornece ou que adquire algum direito. Ora, não póde haver recebimento sem ter havido fornecimento; não póde haver aquisição de um direito (credor) sem que uma pessôa assuma uma obrigação (devedor). Este é o principio basico e eterno das Partidas Dobradas: Não ha devedor sem credor, nem credor sem devedor.

— 102 — Como sabemos, ha sempre num patrimonio contas que representam valores movimentados e resultados. Ora, lançando-se sempre no débito e no crédito desta ultima, de acôrdo com o fato administrativo que origina o lançamento, é claro que no fim de um periodo (exercicio) essas contas de resultado demonstrem um lucro (quando são credoras) ou um prejuizo (quando são devedoras). Lógo a Digrafia é apta para não só nos demonstrar as mutações operadas no patrimonio, e suas respectivas contas, como o seu estado liquido num periodo determinado, bem como o resultado perfeito que as transações apresentaram. DO MECANISMO DIGRAFICO Nos livros auxiliares a aplicação da Digrafia torna-se facil: basta debitar a conta que recebeu e creditar a que forneceu, na mesma importancia. No Diario, porém, usa-se um mecanismo segundo o qual os lançamentos são escriturados por meio de determinadas fórmulas. Estas pódem ser: a) Fórmula Simples, quando na operação aparece um só devedor e um só credor. Esta é tambem denominada primeira fórmula. b) Fórmulas Complexas, quando na operação que se registra surge uma conta devedora e diversas credoras, ou diversas contas devedoras e uma só credora. No primeiro caso se diz segunda fórmula; no segundo caso dizemos terceira fórmula. c) Fórmulas Composta, quando ha diversos devedores e diversos credores. E’ tambem denominada quarta fórmula, ou fórmula de Diversos a Diversos. E’ de cada uma destas fórmulas que vamos tratar nas lições seguintes.

— 103 — LIÇÃO XXVII

Da Digrafia
(Continuação)
Sumario: — Fórmula Simples. Colocação das importancias no Diario.

DA FÓRMULA SIMPLES Fórmula Simples é aquela que demonstra um só devedor e um só credor. Por isso é tambem chamada 1ª. Fórmula. O devedor é o elemento que vem antes; o credor, o que vem depois. Esta simples colocação basta para suprimir as palavras débito e crédito. A Digrafia estabeleceu que a conta que vem antes, deve á que vem depois. Assim, em vez de no Diario lançarmos: Caixa deve a Mercadorias Féria de hoje $ lançamos assim: Caixa a Mercadorias Féria de hoje $ Pelo laconismo e clareza deste lançamento ficamos sabendo que Caixa é devedora de Mercadorias, e esta por sua vez é credora de caixa. Esta Fórmula Simples é tambem denominada primeira fórmula. DA COLOCAÇÃO DAS QUANTIAS DA FÓRMULA SIMPLES, NO DIARIO. Não ha regras estabelecidas pela Contabilidade para a colocação das importancias das partidas nas colimas do Diario.

Podemos supôr dois casos diversos: a) — Quando na fórmula simples uma conta deve a outra sómente uma vez. ou um só credor e varios devedores. b) — Quando ha uma conta devendo a outra mais de uma vez. Modelo de Diario Moderno. de tres colunas quando usamos a Fórmula Simples. . 2. LIÇÃO XXVIII Da Digrafia (Continuação) Sumario: — Fórmulas Complexas. Vamos mostrar agóra como costumamos a colocar as quantias nas colunas do Diario. Colocação das quantias no Diario. Vejamos como se deve fazer para a colocação das importancias nas colunas do Diario: 1. Ver na lição seguinte o primeiro e segundo lançamentos.° Caso: As quantias irão todas para a primeira coluna.— 104 — E’ a prática que nos aconselha a vantagem das posições das colunas. enumeradas ácima. DAS FÓRMULAS COMPLEXAS As Fórmulas Complexas compreendem a segunda e a terceira fórmulas.° Caso: A quantia vai dirétamente para a terceira (ultima) coluna. sendo no final somadas para a terceira coluna (última). A Fórmula Complexa é aquela que demonstra um só devedor e varios credores.

Chamam-se estas fórmulas Complexas. Quer dizer o primeiro exemplo que o correntista Agnello Guedes da Silva deve a Mercadorias e deve a Caixa. a Mercadorias Agnello G. contem um só credor e varios devedores.da Silva Generos comprou 8$000 a Caixa Agnello G. hoje resgatada 800$000 208$000 960$000 Ambos estes lançamentos são feitos por Partidas Dobradas e Fórmula Complexa.A segunda é complexa quanto aos credores (varios). e que Mercadorias tem haver de Agnello Guedes da Silva. A terceira é complexa quanto aos devedores (varios devedores). . O segundo exemplo quer referir que Caixa tem haver de José Getulio da Silva.O primeiro (2ª fórmula).— 105 — Exemplos: 2ª Fórmula Contas Correntes a Diversos. de Mercadorias e de Obrigações a Pagar tambem. assim como Caixa.porque elas são complexas em cada um de seus termos.da Silva Dinheiro que nos pediu 200$000 3ª Fórmula Diversos a Caixa Contas Correntes José Getulio da Silva Dinheiro que nos pediu 10$000 Mercadorias Pelas compradas a dinheiro 150$000 Obrigações a Pagar Pela de Armando Colapietro.

colocam-se estas quantias na primeira coluna e somam-se para a segunda. Apresentamos um modelo de escrituração do . sómente. Do Modelo do diario Moderno Denomina-se Diario Moderno ao escriturado pela fórmulas simples e complexas. No segundo caso ácima: Quando uma conta fór devedora de outra mais de uma vez. No primeiro caso ácima: Todas as quantias vão para a segunda coluna e daí serão somadas para a terceira. a colocação das quantias no Diario de tres colunas é identica. e.— 106 — DA COLOCAÇÃO DAS QUANTIAS DAS FÓRMULAS COMPLEXAS. b) — Quando uma conta deve a outra mais de uma vez. NO DIARIO Para colocação das quantias das fórmulas complexas no Diario devemos supôr tambem os dois casos da lição anterior. Ver as duas ultimas partidas no Diario adiante. Quer para a segunda quanto para a terceira fórmulas. a) — Quando uma conta deve a outra so uma vez. soma-se as quantias todas para a terceira coluna. dai.

por uma vac C aixa a Colonos a José Schultr Dro... conforme L Di versos a Caix Co lonos Pg. que deu pa a Carlos Amor Idem. mezadas a: Newton R.1 de julho de 1929 Bo vinos a Caixa Pg. por livros de Co ca “Hollandeza” 600 000 e ra im 2 D af pa guardar 40 000 70 000 30 000 iversos é colhido ssada 240 000 e 10 dias de ivro Pronto a 50 000 290 000 los nt abilidade 80 000 90 000 110 000 280 000 15 000 295 000 .. Cu ltura de Café a a Colonos 120 alqueires de c na semana p..DIARIO MODERNO Rio de Janeiro. idem. Moraes Nestor Sobral Calry Vasconcel D espezas Geraes Pg. a Capina Pelas despezas d Serviço..

e debaixo dela a indicação da conta de quem ela tem haver. . antecedida da preposição de. Lança-se a Fórmula Composta da seguinte maneira: Colocam-se as palavras Diversos a Diversos. Ao depois fazem-se os lançamentos como nas demais fórmulas. São fórmulas compostas por diversos devedores e diversos credores. elas se denominam Fórmulas Compostas. As Fórmulas compostas por diversos devedores e diversos credores. que indicam a existencia de varios devedores e varios credores.LIÇÃO XXIX Da Digrafia (conclusão) Sumario: — Fórmula Composta. Contra-Partida é a segunda parte da fórmula. DA FÓRMULA COMPOSTA Quando as fórmulas são complexas em ambos os seus termos. Chama-se Partida a primeira parte do lançamento onde fazemos os lançamentos de credito das contas. Por isto. esta fórmula é tambem chamada de Diversos a Diversos. em que fazemos os lançamentos de crédito das contas. Colocação das quantias no Diario. As quantias da terceira coluna são somadas para baixo. dãose dois traços debaixo da soma e faz-se a contra-partida do seguinte modo: vê-se a conta credora e coloca-se na linha lógo abaixo — antecedida da preposição a. Por (complexas) e mais de um credor (complexa). Em toda fórmula composta ha sempre duas partes distintas: a) — A Partida b) — A contra-partida.

donde será feita a contra-partida. daí somam-se os totais para a terceira. sendo depois somadas para a segunda. No primeiro caso: As quantias irão todas para a terceira coluna.DA COLOCAÇÃO DAS IMPORTANCIAS NAS COLUNAS DO DIARIO DE DIVERSOS A DIVERSOS Denomina-se Diario de Diversos a Diversos aquele em que é usada a quarta fórmula (composta). b) — Se ha lançamentos em que alguma conta deve a mais de uma conta. onde será efetuada a contra-partida. c) — Se ha lançamentos em que alguma conta deve a outra mais de uma vez. donde será tirada a contra-partida. No quarto caso: As quantias irão para a primeira coluna. O Diario de Diversos e Diversos têm geralmente quatro colunas. vamos supôr tambem os seguintes casos: a) — Se ha lançamentos em que uma conta deve a outra só uma vez. d) — Se ha lançamentos em que alguma conta deve a outra mais de uma vez e deve ainda a mais de uma conta. . sendo ao depois somadas para a terceira. pois que os guardalivros usam oje mais as tres primeiras fórmulas (Diario Moderno). Este Diario é tambem denominado Diario Antigo. No segundo caso: As quantias irão para a segunda coluna. e daí feita a contra-partida. Para colocação das importancias nas colunas deste Diario. No terceiro caso: As quantias irão para a primeira coluna sendo então somadas para a terceira coluna.

VII CAPITULO DOS LIVROS NA CONTABILIDADE RURAL .

conforme a especie de registro que se adote nos mesmos. menos perfeitamente organizadas. Livros de Es crituração Rural. Nas administrações agrarias não ha livros exigidos por lei. nos Estados mais adiantados do país. Os livros de Escrituração cronologica não têm as suas paginas divididas em contas. em que são lançadas todas as operações da administração. Os livros pódem ser de Escrituração Sintética. como Minas e S.LIÇÃO XXX Dos Livros na Contabilidade Rural Sumario: — Livros na Contabilidade Rural. De modo que a Contabilidade Rural está ainda em periodo muito rudimentar ainda em nosso país. ao passo que os de Escrituração Analitica e Sintética são divididos em contas. Paulo já ha emprezas agrarias com sistemas de Contabilidade mais ou. E’ nesses livros que são registradas as contas. caraterisando-se por anotações feitas a bel-prazer dos fazendeiros. Não obstante. . DOS LIVROS NA CONTABILIDADE RURAL Todas as especies de livros ácima enumeradas são de grande necessidade na Contabilidade Rural. DOS LIVROS DE CONTABILIDADE Livros de Contabilidade ou de Escrituração são os que servem para o registro de todos os atos administrativos. Analitica ou Cronologica.

algodão além. Já tivemos ocasião de fazer sentir o mal que nos causa a desorganisação das empregas rurais. Nesta parte trataremos sómente dos livros que tanto pódem ser adotados na Contabilidade Pastoril quanto na Cultural. devido á não exigencia de Contabilidade que as regulamente Esta é uma bussola indispensavel á qualquer administração. sem saber o custo de cada cultura e as vantagens destas em vista do preço do mercado e do de custo.. Só ela nos proporciona os meios necessarios para o licito empreendimento dos negocios. para evitar os insucéssos. etc) só dela passa a cuidar. isto é livros indispensaveis á qualquer empreza agraria. Pois. pela quebra da economia nacional. e se quizerem. Dentre os livros que pódem ser adotados na Contabilidade Rural. A’ falta de Contabilidade podemos atribuir o regimen de quasi monocultura em que vivemos e que caráterisa certas zonas do nosso vastissimo país. pois o seu custo de produção é baratissimo Isto só a Contabilidade nos demonstra. trataremos ádiante dos principais. assucar alí.Não se póde conceber a inexistencia de Contabilidade nas administrações rurais. de qualquer natureza que ela seja. borracha acolá. julgando que o preço do produ to que explora e o mais vantajoso. DOS LIVROS DE ESCRITURAÇÃO RURAL Como dissemos. os prejuizos aos particulares e ao país inteiro.. pelo desequilibrio da produção. o que dá mais lucros — pois o que mais cotação tem no mercado — sem se preocupar em que ha produtos que menor preço têm no mercado mas que rendem mais. Quer isto dizer que os fazendeiros poderão adotar os livros que quizerem. o fazendeiro que se entrega a uma plantação (café aqui. a lei não estabelece a exigencia de uma Contabilidade nas emprezas agrarias. . Ela orienta e aconselha com a expressão muda de suas estatisticas.

Memorial. etc. demonstrando sempre um dos elementos das contas: o devedor ou o credor. E’ o registro cronologico de todos os fatos administrativos. E’ um livro que apresenta grandes vantagens. Tambem se conhece este livro pelas denominações de Costaneira. Dada a operação devemos aí buscar a conta que recebeu (devedor) e a que forneceu (credor) e fazer o lançamento demonstrando um daqueles dois elementos.LIÇÃO XXXI Do Borrador Sumario: — Conceito. Nele nós fixamos provisoriamente. isto é. Escrituração. Borrão. E’ ordinariamente escriturado em ordem cronológica. todas as transações e em qualquer tempo podemos transporta-las para os demais livros. DO BORRADOR O Borrador é o registro inicial das operações. Modelos. Lançaremos conforme se vê no primeiro lançamento adiante. E’ um livro em que se rascunham ligeiramente todas as transações efetuadas para ao depois serem transportadas em bôa ordem contável para os demais livros. resumidamente. pois. Nele repousa. . De maneira que nele costuma-se mostrar sómente o devedor ou o credor. em resumo. nos seus desdobramentos. DA ESCRITURAÇÃO DO BORRADOR Este livro é escriturado cronologicamente e por Partidas Simples. toda a Contabilidade da azienda. muito tempo depois. anotação ligeira e clara podemos deixar para lançar a transação nos outros livros de desdobramentos. Com uma. assim: Exemplo: José nos pede 500$000. Ele supre ainda a falta de tempo. por Partidas Simples.

O Borrador encadernado ainda é o mais usado. mais prático e já tenha conseguido muita aceitação. para cada transação.Em seguida vendemos um boi à dinheiro. Lançaremos conforme se vê no terceiro exemplo adiante. Quando a conta que se tiver escrito houver recebido a importancia vai para a primeira coluna do Borrador (Deve ou Débito). quando houver fornecido vai para a segunda coluna (Crédito ou Haver). Ha varios modelos usados para este Borrador. principalmente nos estabelecimentos comerciais. porém. Dentre os modelos mais usados apresentámos o seguinte: . por 400$000. não obstante o anterior ser mais moderno. No Borrador em livro. Lançaremos conforme se vê no segundo exemplo adiante. No Borrador de minutas avulsas. pois que cada lançamento é feito numa ficha. DOS MODELOS DE BORRADOR O Borrador póde ser feito por dois modelos diferentes: a) Borrador de folhas soltas. O Borrador de folhas soltas ou minutas avulsas é constituido por folhas apropriadas onde registramos as operações. para Manoel. Neste Borrador fazemos os lançamentos em cada folha. variando todos. Ao depois vendemos um saco de café a prazo. os lançamentos são separados uns de outros por um traço de separação assim: No Borrador de folhas soltas não ha necessidade desse traço. encarnado. b) Borrador encadernado. por 40$000. basta lançar em cima quando a conta tiver recebido e em baixo quando tiver fornecido. ligeiramente. em que cada folha. na parte de cima demonstra o devedor e na de baixo o credor.

— 117 — RIO DE JANEIRO.10 DE JULHO DE 1929 DEBITO CREDITO Jo se Dinheiro que pediu 500 000 B ovinos Recebido pela venda de um boi 400 000 M anoel 40 1 saco de café 000 .

— 118 — LIÇÃO XXXII

Do Caixa
Sumario: — Conceito. Escrituração. Modelos. BalançoConferencia. Erros.

DO CAIXA O Caixa é o livro de registro das entradas e saídas de dinheiro. Todos os lançamentos referentes a dinheiro têm que ser lançados no Caixa: no débito, quando o dinheiro entrar para a caixa, no haver, quando saír dinheiro de nossa caixa. Sendo o movimento de dinheiro um dos mais intensos das administrações, a necessidade de um livro especial para o registro particular das transações efetuadas com a moeda se faz sentir grandemente. O livro Caixa registrando todas as operações efetuadas com dinheiro, a todo momento nos fornece os dados sobre a situação da caixa da administração, pela apresentação do que entrou e do que saíu da mesma. Nisto está a grande vantagem deste livro: serve para mostrar o dinheiro existente, a situação financeira da empreza. DE COMO SE ESCRITURA O CAIXA Como o Diario, o Caixa é escriturado pelo Borrador. Nele debitamos todas as quantias que a caixa recebe e creditamos todas as que ela fornece (pagamento ou emprestimo) . O primeiro lançamento que em todo livro Caixa se faz, é no débito. Compreende-se: a caixa precisa primeiro receber dinheiro, para depois pagar ou emprestar (fornecer); e, sempre que ela receba deve ser debitada. O dinheiro com que uma pessôa começa a fazer as suas transações mercantis, é sempre lançado no débito do Caixa. Para fazermos os lançamentos no Caixa (quer sejam no Deve, quer no Haver), temos que escritura-lo da maneira seguinte: a) colocando na primeira coluna de cada seção o Ano, debaixo deste o mês, e na coluna seguinte o dia.

— 119 — b) Adiante deste a preposição “a” ou “de” que precedem a conta credora ou devedora. c) Em seguida o nome da conta devedora ou credora. d) E a quantia, na primeira coluna no dia houver mais de um lançamento naquela secção; na segunda se houver um só lançamento. No primeiro caso, somam-se as importancias para a segunda coluna no fim do dia. DOS MODELOS DO CAIXA O livro Caixa póde ser escriturado por qualquer modelo, desde que satisfaça ao seu fim. Dentre os modelos mais usados citaremos os de secções contiguas, divididas e superpostas a que já nos referimos na lição XXII. DO BALANÇO DO CAIXA Usualmente balanceia-se o Caixa no fim de cada mez. Mas ha costume tambem de se o balancear quinzenalmente, semanalmente e até diariamente. Na Contabilidade Rural, porém, basta o balanço mensal do livro Caixa. Denomina-se balanço do Caixa o jogo por débito e credito das importancias lançadas neste livro, para apuração do dinheiro existente na caixa. Balanceia-se o caixa do seguinte modo: a) Soma-se o débito, separadamente, não no livro. b) Soma-se o crédito, idem, idem. c) Subtrae-se o menor do maior: a diferença chama-se saldo. d) Coloca-se este no lado menor (crédito, porque não póde saír mais dinheiro do que entra). e) Soma-se novamente, agora já no livro: o débito dá igual ao crédito. f) Passam-se dois traços de separação, debaixo de cada conta, os quais indicam o fechamento. g) Em seguida reabre-se o livro Caixa com a nova data (dia, mês e ano), colocando-se tambem no débito o saldo apurado. Apresentamos a seguir um modelo do Caixa escriturado e balanceado:

CAIXA

1928
Janeiro 5 6 9

DEBITO
a Capital Dro. existente a Mercadorias Feira a Paulo Magalhães Dro. que deu a Paulo Costa Bastos Idem, idem a Mecadorias Feria a Nelson Azevedo Dro. que deu a Mercadorias Feria a Mercadorias Feria a Mercadorias Feria a José Carneiro Pereira Dro. que deu a Helio Coutinho Idem, idem a Francisco Coelho Neto Dro. que deu a Emilio Maksoud Reco. de Edgard Poteugy a Mercadorias Feria a Mercadorias Feria Saldo de Janeiro p. p. 20 000 600 100 300 000 400 800 200 150 50 700 50 450 30 150 220 000 000 000 400 1 000 24 800 20 050 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000

1928
Janeiro 6

CREDITO
de Despezas Pg. pelo preparo de n/ contrato de Moveis & Utensilios Pg. por 1 armação de Mercadorias Pg. por 1 factura de Nelson Vidal Dro. que pediu de Equideos Pg. por 1 cavallo de Immoveis Pg. por 1 casa de Marcello Almeida Dro. que recebeu de Despezas Lg. por sellos de Puiz Fonseca Dro. que pediu de Carlos Amorim Dro. que pediu Saldo 80 820 000 000 900 1 100 50 300 1 700 100 5 000 000 000 000 105 95 500 20 050 000 000 000 000 2 000 000 000 000 000

8 12 14

12 15 18 20 21 25 26

20

23 26

31

000 000

24 800

000

Fevereiro

D OS CONTAS CORRENTES O Contas Correntes é o livro em que são lançadas por débito e crédito todas as transações com os Correspondentes. Indice. como nas demais administrações. Conferencias. colocando-se ali o nome da pessôa com quem temos transação (correspondente). Isto porque as emprezas agrarias em regra geral não entram em contato direto com os consumidores e as suas compras e vendas são usualmente efetuadas a dinheiro. E’ um livro auxiliar e. LIÇÃO XXXIII Do Contas Correntes Sumario: — Conceito. Encontrado este corrige-se da maneira que ensinamos na lição XLIV. e comparando o saldo purado com o saldo do titulo Caixa do Livro Razão. o Contas Correntes não apresenta grande importancia. a residencia do correntista . Erros. Na linha seguinte a sua residencia. Escriturando a débito e crédito todas as operações êle a todo momento nos mostrará o estado economico e juridico de qualquer conta das pessôas. DOS ERROS NO CAIXA Se a conferencia supra não der positiva é que ha algum erro. E’ êle que demonstra a nossa situação juridica para com as pessoas que transacionam conosco. DA ESCRITURAÇÃO DO CONTAS CORRENTES No alto da pagina do livro. porém. Balanço. não obstante. Escrituração.— 121 — DA CONFERENCIA DO CAIXA Confere-se o livro Caixa verificando a passagem dos lançamentos do Borrador para aquêle livro. abre-se o titulo da conta. um por um. Modelos. Na Contabilidade Rural. se reveste de grande importancia. Quando houver taxa de juros a pagar.

e as demais para os diversos lançamentos. para o mês e dia. Apresentamos a seguir o modelo de uma conta do Contas Correntes. o numero da pagina ocupada pela sua conta no livro Contas Correntes. devemos colocar em frente ao nome do correntista. na do haver. escrevendo-se sempre nelas. DOS MODELOS DO CONTAS CORRENTES Quanto aos modelos que possam ser adotados no livro Contas Correntes. Lógo que o lançamento fôr passado do Borrador para o Contas Correntes. e a taxa do lado direito. — á pagina (tal). . Quando se transportar uma conta. balanceada: 1929 Julho NELSON SOARES AZEVEDO 5 11 19 25 3 31 5 50 saccos de milho Dinheiro que remetteu 10 saccos de feijão 1 cavalo que nos deu 5 saccos de arroz Saldo para balanço 300 350 200 DEBITO 000 100 000 300 000 450 850 450 000 000 850 000 000 000 000 CREDITO Agosto Setembro 1 Saldo de balanço (1) Alguns Contas Correntes tem tambem uma coluna para nella serem anotados os saldos dos correntistas. escrevendo-se nela. as credoras. Na coluna do deve são colocadas as quantias devedoras. deve-se faze-lo para primeira pagina em branco.esquerda. na primeira linha das operações as palavras: De pagina (tal). á . no Borrador. pela indicação da pagina que ocupa o correntista no seu livro. ver lição XXII. assim como auxilia a conferencia. A ultima linha deverá ser reservada para as somas á transportar. serve ainda para o ano.— 122 — será colocada na linha mencionada. (1). Isto tem a vantagem de nos indicar os lançamentos já passados para o livro. a segunda. A primeira linha. O historico é copiado tal e qual se acha no Borrador.

(2) Ver lição XXXIII. tirando-se todo fim de mês um Balancete (mensal) de verificação. A diferença entre as somas brutas do Balancete mensal do Contas Correntes e a dos saldos deste. . e que tem em cada folha uma letra do alfabeto. DOS ERROS NO CONTAS CORRENTES Quanto aos erros neste livro. Se não derem eguais. escrever o numero da pagina em que o seu titulo se acha no livro Contas Correntes. Devemos escrever a primeira letra do seu nome ou sobrenome. livro que deve acompanhar o Contas Correntes. Balanceam-se. (3). não havendo necessidade de se-lo antes. no Contas Correntes. DO INDICE Lógo que se abra a conta do correntista. e. as contas do Correntes sómente por ocasião do Balanço Geral.— 123 — DO BALANÇO DO CONTAS CORRENTES O processo para balanço das contas do livro Contas Correntes é identico ao usado para o do Caixa. devemos escrever o nome do mesmo. DA CONFERENCIA DO CONTAS CORRENTES Devemos conferir o Contas Correntes. ver as regras apresentadas na lição XLIV e a exemplificação do modo de correção dos erros do Contas Correntes. este ou aquêle deverá estar errado. deve tambem ser egual á do titulo Contas Correntes do Razão. a abertura dos seus titulos obedece á ordem alfabetica. no livro Indice. As Contas Correntes de folhas soltas não têm indices. (3) Ver lição XLII. em seguida a este. porém. mensalmente. (2).

Alguns o chamam de Borrador a Limpo. Erros. mês e ano deverá ser fêita de acôrdo com as explicações explendidas na lição onde tratámos do mecanismo das Partidas Dobradas aplicavel ao Diario. O Diario só póde ser feito por quem conhece a Contabilidade e principalmente a escrituração. escriturado pelas fórmulas complexas e simples (Diario Moderno): . Apresentamos o modelo do Diario de uma Contabilidade Rural. segundo as normas da Contabilidade. porém. DO DIARIO O Diario é o livro em que se lançam cronologicamente. mês e ano. Conferencia.— 124 — LIÇÃO XXXIV Do Diario Sumario: — Conceito. Partidas e Mensais. esclarecido. Deve seguir sempre uma ordem uniforme: as partidas nêle lançadas devem seguir uma ordem cronologica de dia. Modelos. O Diario é uma especie de Borrador. Escrituração. os registros de todas as operações efetuadas numa entidade administrada. Póde este ser escriturado por qualquer daquelas fórmulas. E’. DA ESCRITURAÇÃO DO DIARIO A escrituração do livro Diario obedecendo á ordem cronologica de dia. um Borrador melhorado.

pelo vend 5 000 75 000 u a s o inos de um cachaçe que morreu 400 60 000 000 460 000 ucros e Perda Um bacorinh C a aixa Contas Corre a Francisco Co Dro. por sello a ixa ze u q u ae vedo eira s 50 20 000 000 70 000 D s inos 2 1 D C L iveros a S aixas Reco.— 125 — Fazenda das Tres Barras. 20 de julho de 1929 C o a ntas Corrente Equideos Marcel Lopes 1 cavallo 300 000 s iversos a C D lonos C o Armando A Dro. que deu nt el es ho Netto 100 000 . idem espezas Ger Pg.que pedi Quirino Jun Idem.

para os Diarios em que são escrituradas as quartas fórmulas de Partidas Dobradas (Diario Antigo). DA CONFERENCIA DO DIARIO Confere-se o lançamento verificando se as partidas que foram passadas do Borrador para aquêle livro obedecem á ordem de classificação das contas e se as quantias estão transportadas de acôrdo. (1) (1) Ver o nosso 1. Além deste ha um modelo especial. No exemplo que demos ácima está aquêle livro escriturado por Partidas Diarias: os lançamentos são feitos dia a dia.° volume Contabilidade Geral. DOS ERROS NO DIARIO Quanto aos erros que se pódem dar no Diario devemos corrigi-los pelos meios ensinados na lição XLIV. especificando bem as datas. Além deste ha outros com maior ou menor numero de riscos. 181 e 182. de acôrdo com a vontade do encarregado da Contabilidade. DAS PARTIDAS DIARIAS E MENSAIS O Diario póde ser escriturado por Partidas Diarias ou por Partidas Mensais. como se poderá supôr. Pelas Partidas Mensais escrituramos todo o movimento do mês no ultimo dia deste.— 126 — DOS MODELOS DO DIARIO O modelo que apresentámos na pagina anterior não é o unico usado. pags. . de quatro colunas.

logo abaixo deste o nome do mês. Este livro dispõe as contas em ordem.compreende todas as contas de uma Contabilidade. deve ser colocado o ano. Na coluna para este deve-se. Por isso o Razão é escriturado pelo Diario. mencionar sómente o nome da conta devedora ou Credora. por ecelencia e é êle que nos fornece os saldos das contas para levantamento do Balanço. se devedora. E’ o livro de escrituração sintetica. . onde deverá ser colocado o numero da pagina do Diario em que está o lançamento que se acaba de fazer. Balanço. Na pequena coluna adiante do mês. por cima das linhas anteriores á pauta. Escrituração. Em seguida coloca-se a importancia: no débito. no haver. DO RAZÃO O Razão é o livro que coordena sinteticamente todas as contas que foram lançadas no Diario. Antes das colunas das quantias. permitindo que a qualquer momento se saiba o valor de cada uma delas e todo o movimento do ativo e passivo do patrimonio administrado.— 127 — LIÇÃO XXXV Do Razão Sumario: — Conceito. Chama-se a isto abrir um titulo. Na primeira coluna. Ele sintetisa todas as importancias de cada conta. Modelos. sejam devedoras ou credoras. classifica-as em grupos. coloca-se o dia: adiante deste a preposição “a” ou “de” (conforme seja o lançamento no débito ou no crédito (respetivamente). DA ESCRITURAÇÃO DO RAZÃO Escritura-se o Razão. se credora. Erros. O Razão é um livro sem historico. Ele . Conferencia. á esquerda da pessôa. existe uma pequena coluna ou quadro. em seguida o nome da conta devedora ou credora. assim: No cabeçalho da conta deve ser colocado o titulo dela.

.

Feito o lançamento no Razão. A primeira conta que em todo Razão se abre.— 128 — Sempre que tivermos de debitar a uma conta uma importancia. é a de Capital. Diversos designa tão sòmente um conjunto de vários titulos. assim com a primeira linha deve ser reservada para receber o transporte das paginas anteriores. segundo o qual não há devedor de uma quantia sem credor da mesma. bem como a soma do Ativo egual á do Passivo. Reserva-se esta para as somas e transportes. DOS ERROS NO RAZÃO Quanto aos erros neste livro. teremos que creditar á conta correspondente a mesma importancia. Assim dando está certo o Razão. É o eterno principio das Partidas Dobradas. por não representar conta alguma. na linha em que está o titulo que se abriu naquele livro. _________ (1) – Ver lição XLVII. e vice-versa. . é a única que não entra no Razão. Assim como o Contas Correntes o Razão deve possuir sempre um Indice. A palavra Diversos que aparece no Diário. o modo de sua correção está explicado na lição XLIV. no livro Diário. No mesmo dia em que somarmos o débito deveremos somar o crédito. DA CONFERENCIA DO RAZÃO Confere-se o Razão tirando-se um balancete (1) A soma total do débito deste deverá dar egual ao total da soma do crédito. e vice-versa. coloca-se á margem do nome da conta aberta o numero da pagina que ela ocupa no Razão. Como em todos os demais livros não se escreve na última linha do Razão. e vice-versa. pois que os lançamentos feitos do Diário se encontram sempre no débito de uma conta e no crédito de outra ( digrafia ).

______ LIÇAO XXXVI Do Livro de Armazem Sumario – Conceito. pois demonstra claramente toda saída e toda entrada de produto. Nêle não devemos registrar os produtos das colheitas. Neste livro devem. Modelos. Permite uma constante fiscalisação do stoque de produtos. para gasto. A importancia deste livro é assaz considerável. Caixa. Conferencia. especificando claramente da data. Neste livro nós abrimos uma pagina para cada espécie de mercadoria tal como no Razão. com as diversas contas. para consumo. etc. e especifíca quais foram os que entraram. Os produtos da colheita já prontos para a venda devem ser registrados no registro especial de “ Produtos no Paiol “.— 129 — DO BALANÇO DAS CONTAS DO RAZÃO O balanço das contas do Razão é feito da mesma maneira como o do Contas Correntes. e anotamos ai toda entrada e saída que se efetuar. Livro de Culturas Livro de Creações. o nome . quais os que saíram. Escrituração. devemos imediatamente fazer um lançamento no dêbito ( mercadorias recebidas ou entradas ). DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO DE ARMAZEM Quando se recebem mercadorias. Erros. o livro de armazem ou de Estoque é o registrador das operações efetuadas com a conta dos agentes consignatarios mercadorias). mas sómente as mercadorias adquiridas para gasto da fazenda. É portanto um livro indispensável na azienda agrária. porém ser registradas sómente as mercadorias adquiridas pela empreza rural. DO LIVRO DE ARMAZEM Livro de Armazem ou de Estóque é o em que nós registramos toda entrada e saída de produtos. Assim como o Caixa.

DA CONFERENCIA DO LIVRO DE ARMAZEM Para se verificar a exatidão dos registros do Livro de Armazem. o preço desta e por fim o preço da fatura. DOS MODELOS DE LIVROS DE ARMAZEM Os modelos deste livro como de todos os demais são adotados de acordo com a necessidade contábil de cada um. Apresentamos a seguir um modelo de uma pagina do Livro de Armazem. O saldo do livro de Armazem forçosamente tem de comferir com as mercadorias existentes no armazem Este livro é o registro de todas as mercadorias que entram e sáem: forçosamente.— 130 — da pessoa a quem foi comprada. o lucro verificado na conta de Mercadorias do Razão. temos dois modos de conferencia: a) Vendo se o saldo das contas confere com as mercadorias em Estóque. tudo isto no crédito ( registro da saída). na conta correspondente a esta. a quantidade. o preço da unidade e finalmente o preço da fatura. sem que este fato fosse registrado no Livro de Armazem . Consequentemente. Lógo o saldo daquela deve conferir com o saldo total do Livro de Armazem. O saldo deste livro é a diferença entre a mercadoria que entrou e a que saiu. . b) Examinando se o saldo deste livro concorda com o titulo Mercadorias do Razão. devemos declarar a data. o nome da pessôa a quem foi vendida. a unidade. a quantidade. por ocasião de Balanço. DOS ERROS NO LIVRO DE ARMAZEM Os erros deste livro corrigem-se pelos mesmos processos ensinados na lição XLIV. A conta de Mercadorias do Razão é a em que nós anotamos englobadamente todas as operações efetuadas com as mercadorias. Quando sái alguma mercadoria. deverá ser identico ao verificado no livro de Armazem. não póde ter saído nem entrado nenhuma mercadoria. a unida.

— 131 — NOME DA CONTA DATA ENTRADA QUALIDADE PREÇO DATA SAHIDA QUALIDADE PREÇO .

Divide-se este livro em duas partes: a) A Entrada. Servem eles para a anotação minuciosa de todas as obrigações. Daí a divisão dos Registros de Titulos em duas classes: Registro de Titulos a Receber e Registro de Titulos a Pagar. promissorias. Titulos de crédito são todos os documentos que garantem uma divida. duplicatas. onde são anotadas as dividas dos correspondentes para com o comerciante. DOS REGISTROS DE TITULOS Registros de titulos são os livros onde são anotados os titulos de crédito. isto é. São Obrigações a Pagar os titulos assinados por nós a favor de outrem. etc. Estes Registros não se revestem de grande importancia na Contabilidade Rural. ativo e passivo. Conferencia destes livros. Registro de Titulos a receber. tais como letras de cambio. Registros de titulos a pagar. Modelos. DO REGISTRO DE TITULOS A RECEBER Este livro se destina ás anotações de todas as dividas que as pessôas contráem com o comerciante por meio de letras. as obrigações . Os titulos de crédito pódem constituir duas classes diversas de obrigações: a) Obrigações a Receber b) Obrigações a Pagar São Obrigações a Receber os titulos assinados a nosso favor.LIÇÃO XXXVII Dos Registros de Titulos Sumario: — Conceito. para a bôa orientação do administrador no pagamento e recebimento dos titulos.

—133 —

que este tem a receber de seus freguezes ( notas promissorias, letras de cambio, etc.). b) A saida, onde anotamos as indicações relativas á extinção dos titulos, ou á sua cessão. Tanto a entrada como a Saída devem ser escrituradas com grande clareza e minucia. Cada uma destas partes contém varias colunas onde devem ser particularisadas a entrada e saida dos titulos. O registro, ou melhor, a escrituração deste livro é bem facil, bastando inscrever-se cuidadosamente as particularidades exigidas pelos modelos usados que são muito claros.

DO REGISTRO DE TITULOS A PAGAR

Este livro é o registro das dividas do negociante. Nêle são lançadas, detalhadamente, todas as obrigações ou dividas contraídas pelo comerciante para com outrem. Divide-se tambem este registro em Entrada e Saida. Lançam-se na Entrada as obrigacões contraidas; na Saida, as obrigações ou titulos resgatados. Neste, como no Registro das Obrigações a Receber só não devem entrar os titulos de Contas Assinadas, pois estas devem possuir um livro especial. Tambem póde ser subdividido este registro em tomos para as diversas praças, conforme a vontade do negociante e a clareza da escrituração. Quanto a este livro transporte-se o leitor ao que dissemos ácima sobre o Registro das Obrigações a Receber, bastando tão sómente aplicar as mudanças que a natureza dos titulos exige.

DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE TITULOS A RECEBER

A conferencia ou verificação da exatidão dos lançamentos deste livro é facil e rapida. Há dois processos: (a) Verificar se os titulos existentes em carteira, concordam com os que tiveram entrada no registro, e não tiveram saída. Sendo este livro o registro dos titulos de crédito

— 134 —

dos estabelecimentos, os que ainda não foram pagos ou não tiveram saida, deverão achar-se em carteira. b)Verificar se a diferença entre a Entrada e a Saída, confere com o saldo do titulo Obrigações a Receber do Razão. Desde que ambas as contas confirmam, o registro está certo.

DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE TITULOS A PAGAR

A conferencia deste livro é mais facil do que a do Registro dos Titulos a Receber. Bastará verificar se o saldo do titulo Obrigações ou Titulos a Pagar, do Razão, confere com a diferança entre a Entrada e a Saída do Registro dos Titulos a Pagar. Conferido está certa a escrita deste registro.

Dos modelos dos Registros de Titulos Apresentamos um modelo de um Registro de Titulo a Receber, extrahido do livro de D”AURA: (1)
ENTRADA Nº DATA Natureza do titulo Vencimento Coobrigador Principal TITULOS A RECEBER ENDOSSADOR PRAÇA IMPORTADORAS DATA MOTIVO DE SAHIDA SAHIDA IMPORTADORAS OBSERVAÇÕES

— 135 —

_________ (1) Curso de Contabilidade, vol V. pág. 201

extra ido do livro citado de D’AURIA. pág.Modelo de um Registro de Titulos a Pagar. 208 TITULOS A PAGAR ENTRADA Importancia Data Liquido Desconto Total Nome Data SAHIDA Natureza do Credor Praça Importancia Vencimento OBSERVAÇÕES titulo — 136 — .

Basta colocar na linha respectiva o nome do empregado e ir escrevendo diariamente o tempo de servico prestado ( dia. e fazer o calculo no fim da semana para pagamento. Este livro registra a presença e falta de cada empregado. que é uma lista dos pagamentos que se tem a fazer aos diaristas ou jornaleiros. Diaristas ou jornaleiros são os empregados que ganham ordenados por dia ou por hora de serviços prestados. um quarto de dia. salario a perceber por dia. o serviço ou tarefa e uma vasta coluna para a soma dos dias de serviço. meieiros. segundo o que explicamos: . meio dia. Desde que uma empreza tenha um numero crecido de empregados é de toda necessidade que se adote este livro para pagamento do pessoal. total e observações. empregados contratados por ordenados. DO LIVRO PONTO Livro Ponto ou Registro do Trabalho ou Registro da Mão de Obra é o que serve para a anotação diaria dos serviços e faltas dos jornaleiros que trabalham na empreza agrari. Não são considerados como tais. por hora de serviço. empregados superiores. etc.Conceito. Escrituração. DO MODELO DO LIVRO PONTO Apresentamos o modelo de uma pagina de um livro Ponto. Numa pagina como se vê do modelo que segue há uma coluna para o numero de ordem.— 137 — LIÇÃO XXXVIII Do Livro Ponto Sumario: . ). DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO PONTO É facilima. É por êle que se tira a “ Folha de Pagamento “. diariamente. etc. o nome do camarada. Modelo. numa empreza rural: os colonos. empreiteiros.

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MODELO DO LIVRO PONTO Nº DE ORDEM Tarefa NOME DIAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Nº de dias alarios TOTAL Observações — 138 — .

seus melhoramentos. quando se estiver construido algum imovel devem-se lançar as respectivas despesas no titulo que representa o imovel. Ensina-nos este autor que. Cocheiras. Erros. carateristicos. situação. Estábulos. E as contas abertas são debitadas pelo valor dos bens que elas representam. as contas que representam as diversas dependencias imoveis do estabelecimento rural. etc.se sub-titulos para cada especie de departamento imovel.Escrituração. È um desenvolvimento da respectiva conta do Razão. abrindo . bemfeitorias. tais como Terras. São creditadas pelo desaparecimento do imovel ( venda. DA ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DE IMOVEIS Abrem-se contas para os diversos departamentos imo-veis ( É pois um livro de Contabilidade Analitica). Conferencia. SANTOS para a escrituração dessas contas. desde que terminada esteja esta. Matas. Casa de Residencia. Casas de Colonos. destruição. ) e pelas rendas que produzem. Serve para desmonstrar o valor dos diversos bens imoveis. Pastos. Cercas. etc.— 139 — LIÇÃO XXXIX Do Registro de Imóveis Sumario–Conceito. Ranchos. Modelo. etc. Paióis. DO REGISTRO DE IMOVEIS Este livro serve para o registro em ordem sistemática de toda a existência imobiliaria das aziendas rurais. etc. mas num livro especial denominado Livro de Capitalisação. Currais. as suas condições. . É aconselhavel a opinião de D. e deste transferir para a conta correpondente no Registro de Imoveis o total das despesas com a construção. São exemplos de sub-titulos do Registro de Imoveis.

—140 — DO MODELO DO REGISTRO DE IMOVEIS Os modelos deste registro variam de acordo com os pontos essenciais que se queira esclarecer. Agosto 17 1 casa construida pero da «Engenhocá». e transferido do «Serviços de Capitalização. pag. Apresentamos a seguir o modelo de uma pagina escriturada do REGISTRO DE IMOVEIS CASAS DE COLONOS REGISTRO DE IMOVEIS CASAS DE COLONOS DATA HISTORICO 1929 Junho 21 Pelo grupo de 6 casas constituídas na margem da Estrada de Thebas. conforme «Serviço de Capitalização» DEBITO CREDITO 7 500 000 1 500 000 .

DOS ERROS NO REGISTRO DE IMOVEIS Quanto á conferencia dos erros do Registro de Imoveis.Conceito. é que o livro está certo. bem como os forne- _______ (1) Ver nesta Parte lição XXII. .to do livro e. lição XLIV. Denominam-se colonos todas as pessoas que prestam seus serviços á empreza agraria. DO LIVRO DE COLONOS Este livro tem por fim registrar por débito e crédito as operações com os colonos. ver nesta 1ª Parte. Escrituração. isto é. desde que o saldo das contas deste confiram com o saldo do titulo de Imoveis no Razão. Obedece êle ao mesmo processo de escrituração do Contas Correntes. Conferencia. bem como se utilisa de identicos modelos e é identico o modo de conferencia e correção dos erros deste livro. Erros. _______ LIÇÃO XL Do Livro de Colonos Sumario: . demonstra a situação economica dos colonos para com a administração rural. DA ESCRITURAÇÃO DO CONTAS DE COLONOS Abre-se um titulo para cada familia de colonos e ai se se escrituraram detalhadamente os serviços prestados pelos diversos membros da familia colonica. escrito ou não. mediante contrato prévio. Modelos. O livro de Colonos tem a mesma finalidade do Contas Correntes (1).— 141 — DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE IMOVEIS O modo para conferencia deste livro é o seguinte: Tira-se mensalmente um Balancete de todo o movimen.

........ 18 100 alq.. Em seguida ao titulo da conta coloca-se á margem a data em que começam as opera-ções..... o his-torico da transação e a quantia no débito..................... Agosto 5 S/ mesada .—142 — cimentos e adeantamentos feitos............. no crédito si houver fornecido ou adquirido algum direito........ DOS MODELOS DO LIVRO DE COLONOS Os modelos em que pódem ser usadas as contas de co-lonos são diversas especies. 19 12 dias de serviço auxiliando construção do nvo paiol ......... de café que colheu . DEBITO 80 000 CREDITO 00 000 70 000 100 000 .. podendo ser usado qualquer um dos que enumerámos na lição XXII............... Demonstra assim o livro de Colonos a situação juridica de cada pessôa para com a administração da empreza rural.... seguida sempre das datas das demais operações...... si a conta tiver re-cebido ou assumido alguma obrigação....... Apresentamos a seguir um modelo de conta aberta no Livro de Colonos............ DATA THEMISTICLES FRANÇA 1929 Julho 7 S/ mesada ...................

Quando estiver terminado o serviço de capitalisação. DOS MODOS DE CONFERENCIA DE ESCRITA Os erros neste livro devem ser corrigidos pelos mesmos processos ensinados nesta 1ª Parte. Terminado o serviço transfere-se o débito da respectiva conta . o total das despezas deverá ser levado á conta respectiva no Registro de Imoveis e encerrada a conta no livro de que tratamos. _______ LIÇÃO XLI Do Registro da Capitalisação Sumario: — Conceito. DO RESGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Capitalisação é o conjunto das operações economicas que têm por fim aumentar o valor dos bens imoveis. onde ensinámos a conferir o Contas Correntes. Erros.— 143 — DA CONFERENCIA DO LIVRO DE COLONOS Para conferencia deste livro devem-se observar os mesmos principios estabelecidos na lição XXXIII desta Parte 1ª. bem como das plantações. Conferencia. Aí debitam-se todas as despesas com as obras de capitalisação . minuciosamente estas operações. Corresponde a identica conta do Razão. pois a contabilidade dos dois é identica. DAS ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Abrem-se tantas contas quantas forem as especies de bens imoveis em construção. Escrituração. os quais são aplicaveis aos erros de quaisquer livros de Contabilidade. O Registro da Capitalisação tem por fim registrar analiticamente. lição XLIV. As contas do Registro de Imoveis correspondem quasi todas ás encerradas no Registro de Capitalisação. Modelo. até final conclusão.

DO MODELO DO REGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Apresentamos a seguir exemplo de duas contas abertas neste livro. Casa de Residencia. São exemplos de sub-titulos desse livro. etc. dentre outros: Formação de Cafezais. e debitando neste á mesma. Casa de Colonos. etc. a primeira especial da Contabilidade Cultural e a segunda propria da Contabilidade Pastoril: . em identica importancia.— 144 — desse livro para o Registro de Imoveis. Canalisações. por transferencia. Terreiros. Formação de Canaviais. Cercas. creditando naquele livro a importancia do débito. Formação de Laranjais. de Seringais.

.... 435 000 435 000 1929 Julho FORMAÇÃO DE SERINGAES 12 Pg. 3 dias de serviços aos camaradas .. ao encarregado da formação........................... Pg...000 mudas de “herva”....... Agosto 15 Transferido para “Immoveis” .. 300 000 000 ....................1929 Julho 2 RANCHOS Madeira para construção de dois ranchos na “Grota” ............................ por 3........ 30 Pg.................. aos camaradas....... DEBITO 5 000 000 CREDITO 30 18 dias aoz trabalhadores para plantio ................................ DEBITO CREDITO 30 000 5 45 50 310 000 000 000 435 000 19 500 telhas .................. 2 000 Agosto 25 Pg...............................

Razão. lição XLIV. Etc. Parte. coloca-se numa pequena coluna á esquerda. Modelos.Co. conforme o modelo que se segue. Registros de Creações. ______ LIÇÃO XLII Balancete do Razão Sumario: . Extráem-se os Balancetes para conferencia da escrita. Registros de Culturas. Tira-se Balancetes do Contas Correntes.— 146 — DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Confere-se este livro de modo identico ao anterior. o numero da pagina em que a conta está aberta no livro. Extração. DOS BALANCETES Balancetes são os documentos extraídos dos livros de escrituração sintética e analiica e que nos demosram o resultado parcial e total dos movimentos das contas. DOS ERROS NO REGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Conferem-se os erros deste livro pelos mesmos principios ensinados nesta 1ª. isto é extraindo-se um Balancete mensal e verificando se o saldo do débito e crédito deste ou do ativo e passivo conferem com o saldo do indetico titulo de Razão. Conferindo está certa a escrita da conta e do livro. DA EXTRAÇÃO DE BALANCETES É o seguinte o processo para extração de um balancete de qualquer que seja o livro: Numa folha ou livro de quatro colunas. em seguida o nome da conta e a soma do débito da conta na primeira coluna do Balancete ( coluna do Débito ). extraindo-se-lhes tambem os saldos. É o Balancete um documento onde anotamos todas as comtas pelo seu valor de débito e crédito.nceito. .

........... 13 183 000 Penhores Agricolas Colonos .. 22 142 000 Cultura de Café ...... 932 000 Obrigações a l’agar .. Obrurigações a Receber ............. ativo e passivo......... E assim se faz com todas das contas.................. 16 015 000 Caixa .. (1..................... e no passivo se fôr credor ( crédito maior ).... .. Se o livro de que se tira o Balancete fôr auxiliar.. 49 368 000 Bovinos ...... Modelo de Balancete extraido do livro Razão Balancete do Razão fs.................... 320 000 Celleiro .. 5 000 000 Hypothecas .. Ao depois soma-se o total das colunas do débito............ 309 803 000 9 10 4 33 45 8 45 4 3 25 10 309 110 350 000 125 890 217 695 765 139 512 000 000 803 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 (1) Ver o saldo de títulos Contas Correntes no Balancete do Razão e a difernça entre o debito e credito do Balancete de Contas Correntes........... 6 352 000 Rendas diversas .......... 1 4 5 6 8 11 12 13 14 17 18 19 20 21 22 23 Titulos Sommas brutas Breve Haver 100 000 000 000 000 15 000 000 10 Mez de Junho de 1929 Sommas Líquidas Activa Passiva 100 000 000 05 000 000 04 132 120 000 210 3 833 2 105 4 13 5 2 151 447 364 213 000 000 000 000 10 000 17 000 000 000 000 2 20 10 160 455 000 160 580 000 000 455 000 000 000 000 875 000 000 000 Capital... Em seguida tiram-se-lhes os saldos....) DOS MODELOS DE BALANCETES Apresentamos a seguir dois modelos de Balancetes: um extraido do livro Razão e o outro extraido do livro Contas Correntes.......... a diferença entre e débito e o crédito total ( que é tambem egual á diferença do total do ativo e passivo ).... 51 129 000 Culturas Diversas ............. Machinas Agrarias 04 132 000 Immoveis......... 120 000 000 Saccaria . deverá ser egual ao saldo da respectiva conta do livro Razão. Para isso subtráe-se o débito do crédito ou vice-versa e coloca-se a diferença no Ativo. se o saldo for devedor (débito maior ).......— 147 — e a soma do crédito da conta na segunda coluna ( coluna do crédito ). 6 230 000 Contas Correntes ..... crédito.

400 Saldo 17:875.000 Devedores 6:578.600 8 5 1 1 Sommas brutas Breve Haver 885 37 600 7 663 200 000 9 200 10 284 400 94 000 142 199 000 6 200 000 33 890 000 000 000 Sommas Líquidas Activa Passiva 848 000 7 463 000 1 200 000 10 5 284 000 000 94 943 000 4 1 200 000 6 578 400 24 454 000 000 000 16 015 000 igual ao saldo do Titulo C/C do Balancete do Razão . Rodolpho Abreu Resumo Credores 24:454. Bruzzi & C. Sabarense A.— 148 — Modelo de um balancete extraido do livro Contas Correntes: Balancete de Conferencia de C/ Correntes Mez de Julho de 1929 Folio 1 2 3 4 5 6 7 TITULOS Fernando Carvalho Anto. Ismael Dilva Franco Rangel Cysalpino Ribeiro B.

da escrita efetuada. documental b) outro. A conferencia documentaria tem por fim verificar a existencia de titulos que comprovem os lançamentos. conseguindo-se á maior probabilidade possivel de certeza. demonstra a lealdade com que ela foi feita. porém formular algumas regras que devem ser observadas. Denomina-se escrita de uma administração ao conjunto de todas as anotações efetuadas na entidade administrada. certificando-nos da veracidade dos documentos dos registros. escrituracional DA CONFERENCIA DOCUMENTARIA Sob o ponto de vista dovumental. ficamos cientes da lealdade e probabilidade dos lançamentos escritu- .— 149 — LIÇÃO XLIII Da Conferencia de Escrita Sumario – Modos de Conferencia. Daí dizermos que a conferencia de uma escrita apresenta dois aspétos: a) um. Podemos. Verificada a escrita pelos seus documentos. Conferencia escrituracional. confrontando-se todos os lançamentos. estabelecidos para conferencia da escrituração dos livros. A conferencia de escrita se efetua pelos proprios livros de Escrituração e documentos. Conferencia docomentaria. porque é pelos documentos que nós garantimos a veracidade e lisura das anotações. A conferencia documentaria da escrita. ao conjunto de todos os registros anotados nos livros de Escrituração. procedemos á conferencia da escrita. É uma questão essencial em Contabilidade. DOS MODOS DE CONFERENCIA DE ESCRITA Não há em contabilidade principios. Conclusão. auferindo-se com elas os melhores resultados. da sua existencia e regulairdade dos lançamentos.

Desde que assim se encontre o Balancete do Razão. ao passo que a conferencia escrituracional nos certifica da ordem e certeza dos lançamentos efetuados nos livros e registros. Livro Celeiro. O débito e o crédito desse Balancete deverão ser do mesmo valor. porém. Registros das Culturas. bem como o seu Ativo e Passivo. Contas Corrente. Assim é que confere-se o Caixa. 4 – Verificando-se finalmente se as contas ativas se encontram na coluna do Ativo do Balancete do Razão. a certeza de que os ditos lançamentos estão certos. Esses dois livros são harmonicos e dependentes um do outro. e se no Passivo se encontram as contas passivas. ainda. 3 – LIVROS DE ESCRITURAÇÃO ANALITICA. complementar do Diario. De maneira que temos certeza de que esses livros estão certos tirando-se um Balancete do livro Razão. quer dizer que a escrituração desse livro está certa. Não temos.— 150 — rados. . A conferencia escrituracional dos livros de Contabilidade póde efetuar-se segundo os seguintes principios: 1 — No BORRADOR — confere-se esse livro pelos documentos comprovantes dos lançamentos. 2 — DIARIO E RAZÃO. Registros de Obrigações a Receber e a Pagar. propriamente contábil de conferencia de escrita. Esta certeza só a temos. DA CONFERENCIA ESCRITURACIONAL Esta se efetua nos livros e registros das transações administrativas. O Razão é uma parte integrante. Registro de Capitalisação. etc. com a verificação escrituracional. Estes são conferidos pela comparação dos seus respectivos saldos com os das suas contas no livro Razão. CONCLUSÕES Pelo que dito ficou a conferencia documentaria nos certifica da existencia dos documentos em que se fundam os lançamentos. o estudo dos lançamentos. É a verificação. É a parte técnica. de Imoveis.

No caso contrario está errada a escrita. De algarismos. Deve-se. procurar corrigir os seus erros. Vamos adiante supôr alguns casos de erros que se podem verificar nos livros de escrituração. esclarecedores. ensinar como devemos corrigi-los. A outra é questão cientifica da Contabilidade. Contrariamente: Mesmo que os documentos não sejam perfeitamente comprovantes. emenda-los. então. Estes erros. pórém independentes uma de outra. Como póde tambem a escrita estar certa e a conferencia dos lançamentos com os documentos não concordar. devem ser corrigidos pelas regras ensinadas pela Contabilidade. Não devemos raspa-los. a escrita póde se apresentar certa. Póde a verificação documentaria estar certa e a escrita errada. Principalmente os livros obrigatorios por lei não o podem ser de maneira alguma. É parte técnica. Uma é prova pura e simples. . Mas mesmo com os documentos certos a escrita póde ser feita errada por meio de lançamento defeituoso ( conta errada. Os documentos. exemplificando quanto possivel e necessário. _____ LIÇÃO XLIV Dos Erros e Correções nos Livros Sumario – Erros mais frequentes. nem risca-los. quantia diferente. Vejamos na lição seguinte como se corrigem os erros nos livros de escrituração. posição De DOS ERROS MAIS FREQUENTES Quanto escrituramos os livros estamos sujeitos a erros que se podem verificar das maneiras mais diversas. porém. etc). Estando concordes a conferencia documentaria e a conferencia escrituracional é porque a escrita está certa. os comprovantes são a base dos lançamentos.— 151 — As duas modalidades expostas de conferencia são.

. e) Omissões. para estornarmos um lançamento que se acha no débito. DOS ERROS DE ALGARISMOS Quando fazemos a escrituração dos livros. fazemo-lo no crédito. É a isto de denominamos Erro de Algarismos ou de Quantia. O Estorno é um lançamento no qual nós invertemos o lançamento errado. quando estornamos todo o lançamento errado. Estes erros podem ser corrigidos por meio de estorno ou de lançamento suplementar. b) Erros de posição. O Lançamento Suplementar é um segundo lançamento que vem completar o lançamento errado. quando estornamos sómente uma parte errada do lançamento. É total. O lançamento suplementar é sempre parcial. b) Por meio de lançamento suplementar. Quaisquer destes erros podem ser corrigidos por dois processos conforme o caso: a) Por meio de estorno. e vice-versa. Não nos devemos esquecer. entretanto. É parcial. para a sua correção. Assim. que toda vez que tivermos de fazer um estorno ou um lançamento suplementar. neles temos sempre que mencionar a data da operação que se acerta. c) Erros de intitulação d) Duplicatas.— 152 — Os erros mais comuns que se podem dar nos livros de escrituração. O Estorno póde ser total ou parcial. podem ser: a) Erros de algarismos. Vejamos os diversos casos de erros nos livros de escritu-ração. acontece ás vezes que lançamos uma quantia por outra. maior ou menor.

— 153 — Exemplos de Erros de Algarismo: No Diario: 1) Em vez de lançarmos Despezas a Caixa Pago por selos.......................... fariamos a correção deste erro por meio do seguinte estorno: Caixa a despesas Estorno da quantia lançada ácima ( ou no dia . hoje ......... e vice-versa. 25$000 lançamos 15$000.10$000 a mais tal ) Nos livros auxiliares.... Se lançarmos a menos.... mas sómente lançamos 10$000...... em vez de lançarmos no exemplo ácima 25$000.. serão corrigidos da mesma maneira.............. Para correção deste erro faremos um lançamento suplementar assim: Despesas a Caixa Quantia debitada a menos no lançamento supra... Se os erros ácima se derem nesses livros. a diferença que falta assim: .. Temos que lançar no débito mesmo... com a diferença única de que.10$000 2) Se... de escrituração sintética e analitica....... 1) Tinhamos que lançar no débito do livro Caixa a quantia de 100$000..... lançaremos a diferença no crédito. si tivermos lançado a mais no débito. tivessemos lançado 35$000.... ........... lançaremos a diferença na mesma coluna.....

................. a Contas Correntes......... tinhamos que lançar no deve 500$000...... e depois fazendo um novo lançamento certo.......... assim: Milho de Contas Correntes..... de Mercadorias Estorno hoje ... Corrige-se estornando o lançamento errado........ Deve 100$000 Haver 90$000 DOS ERROS DE POSIÇÃO Os erros de Posição se verificam quando lançamos no débito uma quantia que era do crédito.... Deve Haver 500$000 500$000 500$000 Se tivesse dado o contrario.. corrigiriamos lançando na coluna oposta a di-ferença..... ou ao contrario. Estes erros são mais frequentes nos livros de escrituração sintética e analitica corrigindo-se estes erros pelo processos que vamos ensinar agora....... fariamos o inverso do exemplo: 2) Tinhamos que creditar na conta de Imoveis a importancia de 50:000$000..........— 154 — Caixa a Mercadoria . a Mercadorias Debº a menos No lançamento Supra.... Ex: Caixa a Mercadorias......... 5:000$000. e debitamos-lhe reis. a Contas Correntes Estorno hoje.... e lançamos esta quantia no haver........ .. Deve 10$000 Haver 90$000 2) Se tivessemos de lançar no Caixa 10$000 e lançasse-mos 100$000. 1) Na conta de Milho do Razão.............

.... quando lançamos numa conta uma importancia que era de outra.. Da Duplicata de Lançamento........................................ Das Omissões.... Deve 5:000$000 Haver 5:000$000 50:000$000 Estornámos a quantia errada e fizemos a certa. ______ LIÇÃO XLV (Conclusão) Dos Erros e Correções nos Livros Sumario – Dos Erros de Intitulação............ de caixa Estorno hoje ....... 550$000 e lançamos: Mercadorias a Caixa Feria..... 550$000 . quando fazemos um lançamento em conta errada............... isto é................................ de Caixa.............— 155 — Corrigimos assim: Imoveis a Caixa .. Verificam-se os erros de Intitulação...... e fazendo o certo............. Corrigem-se estes erros estornando o lançamento errado. Exemplos: No Diario: 1) Tinhamos que lançar Caixa a Mercadorias Feria.........................

.................................................... 300$00 ........................... 000 550$ 2) ( Erro de intitulação com erro de algarismo ): Tinhamos que fazer no Diario o seguinte lançamento.................. 30$000 e fazendo o lançamento certo: Contas Correntes a Eqüideos Equipamentos Torres 1 cavalo que comprou...... 30$000 Corrigiremos esornando este lançamento: Suinos a Contas Correntes a Aloysio dos Santos Estorno hoje (ou no dia tal)........ 30$000 e o fizemos assim: Contas Correntes Sunios Aloysio dos santos 1 cavalo que comprou ..............— 156 — Modo de corrigir: Primeiramente estornamos o lançamento errado: Caixa a Mercadorias Estorno do lançamento supra.................. ( ou do dia tal ). Contas correntes a Equideos Equipamentos Torres 1 cavalo que comprou .............. 550$000 Em seguida fazemos o lançamento certo: Caixa a Mercadorias Feria de hoje ( ou dia tal).....................................................

...... fariamos o inverso. 50$000 Estorno hoje ..... Estes erros são faceis de correção... então.. Exemplos: No Diario: 1) Fizemos duas vezes o seguinte lançamento Moveis & Utensílios a Caixa Pg. deste lançamento em duplicata ....... 70$000 Estornaremos....... mais fizemos este débito na conta de Armando Colapietro..... Corrigiremos estornando este lançamento assim: Deve Armando Colapietro 1 par de sapatos . Haver 50$000 e fazendo o lançamento certo na conta de Armando de Azevedo Se este erro se tivesse dado no crédito........... por um armario ................ por meio de estornos. DA DUPLICATA DE LANÇAMENTO Dá-se a Duplicata de Lançamentos quando fizermos um mesmo lançamento duas vezes numa mesma conta............— 157 — No livro dos colonos: 1) Tinhamos que debitar na conta de Arnaldo de Azevedo 50$000............................. 70$000 .......... um: Caixa a Moveis & Utensilios Estorno hoje ( ou dia tal )........... Nos demais livros de escrituração analitica e sintética corrigem-se estes erros deste modo.

. Haver 13$000 DA OMISSÃO DE LANÇAMENTO Dá-se Omissão de Lançamento quando nos esquecemos de fazer o registro de alguma transação........ Temos que estornar um.... 1) Lançamos no haver deste livro um mesmo lançamento duas vezes............. Supre-se a Omissão fazendo o lançamento que faltava. 13$000 Estorno do lançamento ácima....— 158 — Tambem nos demais livros........... 13$000 Generos que comprou ..... de Antonio Petrone ....... feito em duplicata ...... Deve Antenor Fortes Generos que comprou .... Dispensa exemplificação.. Este caso é muito simples. Temos que estorna-lo assim: Deve Caixa de Antonio Petrone .. a Antonio Petrone ....... Exemplos: Na caixa..... ..... um lan-çamento duas vezes.. Estorno Haver 15$000 15$000 15$000 No Contas Correntes: 1) Fizemos no deve da conta de Antenor Fortes.... corrigimos estes erros por meio de estorno..

VIII CAPITULO DOS BALANÇOS .

Necessidade. Exercio agricola. pela conta de Lucros e Perdas.LIÇÃO XLVI Do Balanço Sumario – Conceito. que se denominam exercicios e procedidos por um Inventario feito de acordo com o que expuzemos na lição XIX _________ (1) – Ver liçao seguinte . É necessario que o seja em periodos determinados. Este resultado é demonstrado. O resultado líquido entre o Ativo e o Passivo do Inventario constitue o lucro ( quando o primeiro é maior ) ou o préjuizo ( quando maior é o resultado ). Constituem o Passivo todas as obrigações patrimoniais. que apresentam bens existentes na azienda. São contas de resultado que servem sómente para demonstrar o lucro ou prejuizo apuredo. pelo levantamento do seu ativo e passivo. isto é. As contas diferenciais não fazem parte do Balanço. Exercicio administrativo. DO BALANÇO Balanco é a apuração do estado patrimonial de uma azienda. Efetua-se o Balanço no fim de cada exercicio (1). O Balanço das aziendas agrarias é levantado do mesmo modo que nos demais patrimonios. Especies. Fórmam o Ativo de um Balanço todas as contas dos consignatarios que apresentam saldo devedor.

Aquele é parcial. DAS ESPECIES DE BALANÇO Os Balanços pódem tomar varias fórmas e carateristicos. a situação da azienda. Não assim dos agricultores. Quando o Balanço é realisado sobre todo o patrimonio. . Para que os administradores não possam ser iludidos nas suas operações e nos resultados aparentes que muitas vezes certos negocios demonstram. é uma denominação impropria. denomina-se Balanço Parcial. é verdade. se negativo. denomina-se Geral. Este é Geral. quando feito para inicio das transações administrativas. Conforme a epóca em que é realisado póde ser: a) Balanço de Abertura ou Inicial. deve-se levantar de tempos a tempos um Balanço para se poder conhecer o estado líquido do patrimonio. Por este são como que apuradas as contas de resultado e os lançamentos de oitiva e o verdadeiro estado especifico do patrimonio se nos apresenta na sua nudês incontrastavel: E o administrador verá então o resultado dos seus esforços: se positivo. É tambem melhormente denominado Balanço de Exer-cicio. aliás. para terminação das operações. b) Balanço Periodico quando realisado de tempos a tem-pos. E a melhor prova disto é que a lei o exige dos comerciantes. Quando efetuado sobre parte ou partes da riqueza administrada.— 162 — DA NECESSIDADE DO BALANÇO É imprescindivel o levantamento do Balanço em todas as aziendas. c) Balanço Final ou de Encerramento. quando tem por fim apurar o Ativo e Passivo da azienda. Esta. pois Balanço é uma apuração de todo o ativo e passivo. conforme a maneira de seu levantamento. O Balanço ainda póde ser: a) financeiro b) Economico conforme seja efetuado sómente sobre o movimento de caixa ou de todo o patrimonio.

a fixação do exercicio administrativo questão facil. Deve o exercicio como um periodo de gestão que é. DO EXERCICIO RURAL Antes de iniciada a Contabilidade deve-se préviamente fixar a data do encerramento do exercicio agrario. SERPIERI (1) nas suas “ LEZIONI DI ECONOMIA RURALE ED ESTIMO “ nos ensina que o exercicio administrativo das emprezas rurais deve coincidir com a duração do “ ciclo produtivo da __________ (1) . Chame-se tambem periodo de gestão. Livorno. Não é. Deve-se. pois não há resultados administrativos que ultrapassem periodos maiores. Póde ser estabelicido o mesmo que das administrações. comerciais e industriais ( 30 de Junho ou 31 de Dezembro ). positivo das operações administrativas. porém. porque há operações de produção que se extendem além daqueles tempo. como tambem deve compreender estas operações. a fixação do exercicio torna-se facil. Principalmente em se tratando de azienda rural. ou operações dependentes do fator tempo. A fixação do fim do exercicio é uma questão fundamental para poder demonstrar o resultado.— 163 — DO EXERCICIO ADMINISTRATIVO Denomina-se exercicio administrativo ao periodo da gestão patrimonial que vai de um Balanço a outro. pois tratar de fixar o exercicio agrario. Na Contabilidade das empresas agrarias destinadas unicamente á criação de animais ( Contabilidade Pastoril ). Torna-se dificil a fixação do exercicio quando se trata de estabelecimentos destinados á cultura dos campos ( Contabilidade Cultural ). procurar encerrar não só todas as operações realisadas para a produção. 1922 paginas 52 a 53. O grande professor italiano A.Ver Venanzio Mantilli: “ Valutazioni Agrarie “. .

— 164 — planta”. Deste modo aquele autor classificou as plantações em tres grupos. 172. Torino. nos diz que na azienda agricola não existe um só ciclo de cultura e sim tantos quantos são as varias cultu-ras usadas e. DO INVENTARIO Chegando no termo fixado para terminação do exercicio agrario. fixando-lhe uma data segundo a época da colheita ou da vida. Levantamento do Balanço. que levam mais de um ano para o seu desenvolvimento. deve-se efetuar o Inventario. Demonstrações da Conta de Lucros e Perdas. b) Plantas Plurianuais. que se desenvolvem e produzem em um ano. conforme a sua evolução: a) Plantas anuais. pesar. e produção c) Plantas Plurianuais de produção periodica.Inventario. pois. mas que produzem periodicamente. que são as que levam tempo para o seu desenvolvimento. 1922 pag. inicio de todo Balanço. E que devemos encerra-lo quando terminar a evolução das culturas. ou es-colner-se um em que se encontrem suspnsos os trabalnos de cultura e poucos sejam os frutos pendentes. ______ LIÇÃO XLVII Do Balanço (Conclusão) Sumario: . confórme tivemos ocasião de referir na lição XVL. medir e avaliar todos os bens. para fácil estabelecimento do preço dos produtos para inventario. deve haver um exercicio para cada cultura. É por aquela operação que começa esta. (2). __________ (2) Augusto Argenziano: “ Le Aziende Agricole a Conduzione Diretta “. De acôrdo com esta classificação póde-se facilmente es-tabelecer o exercicio agrario. DO LEVANTAMENTO DO BALANÇO Levanta-se o Balanço patrimonial do seguinte modo: a) Fazendo a apuração do Inventario Geral: contas. . Modelo de Balanço.

DA DEMONSTRAÇÃO DA CONTA DE LUCROS E PERDAS Levantado o Balanço deve-se tambem levantar a demonstração da conta de Lucros e Perdas para esclarecer a procedencia dos lucros ou prejuizos. (1). d) Acertando-se as contas representativas de bens existentes. Quando o crédito da conta de Lucros e Perdas é maior do que o débito. No débito lançamos descriminada-mente o total de cada conta de resultado devedora. Nesse quadro a conta de Lucros e Perdas (Resultado). e) Colocando-se no Ativo todas as contas ativas. Se estiver no Passivo houve lucro. debitando-se-lhes ou creditando-selhes pela diferença devedora ou credora e levando-se a mesma importancia a crédito ou débito de Lucros e Perdas. Como toda conta a de Lucros e Perdas divide-se em duas seções: débito e crédito. houve Lucro. No crédito descriminamos os saldos credores das contas de resul. Se estiver no ativo o exercicio deu prejuizo.— 165 — b) verificando se a escrita está certa. pelo Inventario. Ativo e passivo.tado. conforme a lição. houve prejuizo. XLVIII c) Saldando-se ao depois as contas que representam lucros e perdas ( Contas de Resultado ). Apresentamos o modelo do levantamento da conta de Lucros e Perdas e o modelo de levantamento de um Balanço: Demonstração da conta de Lucros e Perdas: _______ 1 – Em vez de débito e crédito alguns põem na demonstração de conta de Lucros e Perdas. quando é o débito que é maior. apresentar-se-á no Ativo ou Passivo. . e no Passivo todas as contas passivas.

..................... 95 000 2 510 090 CREDITO 3 120 000 600 000 4 700 000 9 385 12 810 000 000 12 810 000 MODELO DE BALANÇO: ACTIVO Obrigações a Receber Pelas em carteira Machinas Agrarias Pelas inventariadas.... Immoveis Pelos de n/ propriedade ................................— 166— DEBITO Despezas Geraes Saldo desta conta.... Cultura de Café Lucros nesta conta ... idem...... 210 000 Creações Idem................... C/Correntes Credores existentes ..... PASSIVO Capital Pelo realisado.............. Colonos Pelo debito desta conta .............................................. 5 Culturas diversas Idem...................... Saccaria Pelos inutilizados ......... c|r Lucros deste exercicio .... Penhores Agricolas Pelo contrahido..... Caixa Dro........ idem ...... Saccaria Existencia ... Celleiro Productos no Paiol C/ Correntes Devedores existentes ...... 100 10 000 000 000 000 5 000 4 132 000 000 33 10 10 890 000 000 000 000 000 120 000 210 000 000 000 3 833 9 385 000 16 015 000 9 934 14 151 000 000 173 257 000 173 275 000 ... Obrigações a Pagar Pelas que acceitei Hypothecas Pela effectuada .................................... em cofre ............ Juros e Descontos Saldo desta conta ........................... Helena Guimarães.... Saldo de balanço ...............

PARTE SEGUNDA DA CONTABILIDADE PASTORIL .

I CAPITULO DA PECUARIA .

Ceará. Emprezas Pastoril. A Pecúaria acha-se bem desenvolvida em quasI todas as zonas do nosso país.Paulo. Minas Gerais. á pecuária. couros. caraterisando-se por ser fonte de riqueza nos Estados do Rio Grande do Sul. Pecuaria a nossa riqueza se baseia tambem na exploração dos produtos industriais fornecidos pelos diversos animais de criação e exploração ( industrias rurais pastoris ). que estudaremos em seus lineamentos principais nas lições e capitulos subsequentes. etc. bem como na cultura dos campos. lanigeros. Criam – se no Brasil as mais variadas éspecies de animais. peles. S. Como industrias consequentes da. A Pecuária no Brasil pe uma das fontes de riqueza do país. tais como queijos. carnes em conserva. Mato Grosso. suinos. manteiga. Compreendemos por empresas pastoris.LIÇÃO I Da Pecuaria Sumario: . que se dedicam á Pecuária é o que faz objeto dos nossos estudos nesta segunda Parte: é a Contabilidade Pastoril. equideos. DAS EMPREZAS PASTORIS Emprezas Pastoris são as que se dedicam á criação de animais. caprinos. Píaui. A Contabilidade aplicada nas fazendas de criação.conceirto. Goiás. ect. tais como bovinos. etc. isto é. A nossa vida ainda nela se baseia. . DA PECÁRIA Denomina-se Pecúaria á criação de animais.

— 172 — não somente as fazendas de criação de animais com as que se dedicam muito especialmente á exploração dos produtos animais ( industrias pastoris ) Estas emprezas fórmam como acabamos de dizer uma das fontes de riqueza do nosso país. produzindo produtos não só para o consumo interno. naquilo que satisfaça aos seus fins. Emprezas Pecuárias Médias são aquelas em que prédomina o Capital. São as emprezas administradas e exploradas por uma familia. c) Pequenas. Pódem ser: a) Grandes. confórme predomina o Capital ou o Trabalho. A’s Emprezas Pecuárias sáo aplicaveis todos os principios gerais que estudámos na 1ª. como tambem já produzindo para a exportação internacional. As emprezas Pecuárias como todas as demais especies de estabelecimentos rurais pódem ser classificadas em tres classes. e é a fórma que caraterisa a pequena propriedade. Estudaremos agora tão sómente os principios especiais aplicaveis unicamente aos estabelecimentos pastoris. b) Médias. _____ . Denominam-se emprezas Pecuárias Grandes aquelas em que predomina o trabalho. em cujo mercados os produtos da pecuária brasileira já ocupam importancia consideravel. Emprezas Pecuárias Pequenas são as em que não há predominancia do Capital nem do Trabalho. Parte deste livro. caraterisando-se pela exploração familial do sólo.

os animais de criação. se outra cousa não se estipular “. A entrada social deste consiste. DA PARCERIA PECUÁRIA ( 1 ) O artigo 1. não obstante ser tambem bastante usada. 1.416 do Codígo Cívil estabeleu que “ dá-se a Parceria Pecuaria.417. tratar e criar. . ou de exploração. Esta modalidade de Parceria é menos comum do que a Parceria Agricola. Constituem objéto de partilha as crias dos animais e seus produtos. mediante uma quóta nos lucros produzidos “. lã e leite. A Parceria Pecuaria não transfere para outrem a propriedade dos animais dados em parceria. no uso e gozo do capital fornecido. sejam ou não estimados. defendida nestes termos: “ Os animais dados em parceria. ____________ (1) — Ver I Parte. pag. apenas. crinas. V termo 3º. A Prceria Pecuária se verifica. Disposições legais. 128. vol. lição (2) — “ Codígo Civíl Brasileiro Comentado “. As aves e os insetos não são incluidos nos contratos de Parceria Pecuária. DAS DISPOSIÇÕES LEGAIS SOBRE PARCERIA PECUÁRIA Estabelece o nosso Codígo Cívil os seguintes principios reguladores do contrato de Parceria Pecuaria: “ Art. O parceiro.Conceito. Rio de Janeiro. como peles. ( 2). pois sobre os semoventes.—173 — LIÇÃO II Da Parceria Pecuária Sumario: . É esta a opinião de CLOVIS BEVILAQUA. 1928. continuam na propriedade do dono. quando se entregam animais a alguem para os pastorear. tratador contribúi com o seu trabalho e com as despezas necessarias á exploração.

Aplicam-se a este contrato as regras de sociedades. Art.— 174 — Art. o gado grosso. 1. caprinos. Salvo convenção em contrario. 1. DO PENHOR PECUÁRIO ( 1) Denomina-se Penhor Pecuário á modalidade de penhor efetuado sobre animais. Disposições legais. ou força maior. isto é. As despezas com o tratamento e criação dos animais.418.423. não havendo acôrdo em contrario. Não póde ser objeto de penhor pecuário. équideos. Ao proprietario caberá o proveito. no que não estiver regulado por convenção das parte.421. e. Salvo clausula em contrario. 1. Art. no caso de evição. como tambem náo pódem constittuir-se objéto das parcerias pecuárias. Art. individuando-os claramente. Só pódem constituir objéto do penhor pecuário os bovinos. que se obtenha dos animais mortos. É da essencia do penhor pecuário que no contrato de sua constituição sejajm declarados os animais dados em garantia. na falta. O primeiro proprietario substituirá por outros.422. os insetos e aves de exploração dos estabelecimento rurais. afim de não haver motivos para confusões. pertencentes ao capital.419. Art. com todas as especificações. Art. etc. 1. os animais evitos.. 1. poderá dispôr do gado. pelo disposto nesta secção. suinos. _______ LIÇÃO III Do Penhor Pecuário Sumario: -Cconceito. o parceiro proprietario sofrerá os prejuizos resultantes do caso fortuito. nenhum parceiro sem licença do outro. ________ (1) Ver lição da Parte 1ª . 1.420. correrão por conta do parceiro tratador e criador.

785. O devedor não poderá vender o gado empenhado. onde se achem. ficam subrogados no penhor. sobre o assunto. mas não valerá contra terceiros. por negligente. e que regulam os contratos de penhor pecuário. Paragrafo único.— 175 — DAS DISPOSIÇÕES LEGAIS SOBRE PENHOR PECUÁRIO São disposições estabelecidas pelo nosso codígo Cívil. ameace prejudicar o credor. 788. 786. _______ . 787. Quando o devedor pretenda vender o gado empenhado. o penhor será excluido quando não seja reconstituido”. Esta substituição presume-se. sob pena de nulidade. Paragrafo único. mas póde se prorogado por egual periodo. o instrumento designa-los á com a maior precisão. O penhor de animais não admite prazo maior de dois anos. averbando-se a prorogação no titulo respetivo. particularisando o logar. Art. Art. sem prévio consentimento escrito do credor. que tiveram. e o destino. Art. Os animais da mesma especie. ou exigir que se lhe pague a divida incontinente. 784. Vencida a prorogação. Art. comprados para substituir os morto. ou. se não constar de menção adicional ao respetivo contrato. No penhor de animais. poderá este requerer se depositem os animais sob a guarda de terceiros. “ Art.

II CAPITULO DA CONTABILIDADE PASTORIL .

E. lição (2) Ver I Parte. Nesta uma das mais importantes questões é a que se refere á fixação do exercicio administrativo. DA CONTABILIDADE PASTORIL A Contabilidade Pastoril é a especialisação da Contabilidade Rural que tem por fim o estudo e pratica das funções de orientação. A Contabilidade Pastoril tanto se ocupa das operações técnicas quanto comerciais dos estabelicimentos rurais em que é aplicada. Os fatos administrativos das emprezas de que ela se ocupa não são tão complexos quanto os de outras especialisações contabilisticas. Assim facil se torna a apuração do resultado final dos exercicios administrativos. contrôle e registro de todos os fatos administrativos das emprezas rurais naas aziendas rurais destinadas á pecuária ( criação de animais ).LIÇÃO IV Da Contabilidade pastoril Sumario: . lição . (1) na Contabilidade Pastoril este póde comerçar e terminar em qualquer época. (2) ______ (1) Ver I Parte. Escrituração Pastoril. na propria Contabilidade Rural a qe se ocupa das aziendas destinadas á plantação dos campos ( Contabilidade Cultural).Conceito. E’ ocioso salientar a importancia da Contabilidade Pástoril. a Contabilidade Publica. além do mais ela é uma das mais faceis especilisações contáveis. como vervi-gratia. e. Não dependem a emprezas de que trata esta de fatores externos tão complexos como os que influem na produção das fazendas de plantação.

bem como as mutações que surgem neste. São a base de todo sistema contábil. E’ tudo isto que nos demonstra a Contabilidade com a sua função orientadora. cientifíca e a Escrituração na sua parte técnica. É a Escrituração quen nos fornece os elementos para a apuração do estado patrimonial ( situação da adminstração: especifica. apresentando-nos tambem o resultado liquido desses fatos administrativos. pois. Nela devem ser adotados quaisquer métodos de registração. Classificação. a modificação das contas. __________ (1) Ver 1 Parte. Exemplificação DAS CONTAS NA CONTABILIDADE PASTORIL (1) As contas são os registros dos fatos administrativos. Esquema desta. prática. . o resultado total do exercicio e os resultados parciais ( resultados de contas ). E’ assaz facil. lição. Além disso é ela que. o patrimonio liquido e o resultado do exercicio. o patrimonio bruto. pois é nelas que se assentam as operações efetuadas. _________ LIÇÃO V Das Contas na Contabilidade Pastoril Sumario – Conceito. sendo uma das mais importantes funções da Contabilidade Pastoril nos fornece os elementos para a apuração do custo real da produção e.— 180 — DA ESCRITURAÇÃO PASTORIL A escrituração Pastoril registra as operações administrativas das empresas pastoris. economica e financeira ). XXII. só com a Escrituração Pastoril podemos nos orientar na efetuação das nossas operações para consecusão dum excedente sobre o custo ( lucro ) que nos proporcione as vantagens da industria. dando o numero exigno de fatos de que se ocupa. apresentando em periodos determinados preestabelecidos ( exercicio ).

representando os diversos animais de criação e todas as demais operações acessorias efetuadas para a criação e produção dos mesmos. bem como a sua escrituração. Estas pódem ser de Receita ( produtos ) ou de Despeza ( gastos ). que represnta os valores que constituem o patrimonio inicial da empreza. que representa as operações efetuadas pela administração rural. nos apresenta duas partes distintas: a) A Receita. Dissemos há pouco que não é esta uma Contabilidade dificil porque as ordens de contas que se abrem não são multiplas.— 181 — Na Contabilidade Pastoril as contas representam não só os diversos objétos da exploração industrial ( animais de criação ). E’ bem simples a classificação destas contas e. . Estas contas pódem apresentar lucro ( crédito maior do que o débito ) ou prejuizo ( débito maior do que o crédito ). em que são registradas todas as utilidades produzidas pelos animais. c) Contas das Operações Comerciais. d) Contas de Lucros e Perdas. formadas pelo resultado das operações do exercicio. dada a classificação que já adotámos de contas da Contabilidade Rural. b) A Depeza. Poucas são e variam tambem muito pouco. b) Contas do Exercicio Pastoril. como tambem todos os que servem para auxiliar esta e os atos administrativos que representam as despezas e gastos necessarios. DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS NA CONTABILIDADE PASTORIL As contas na Contabilidade Pastoril. Pódem ser por débito ( direitos ) ou por crédito ( obrigações ). que compreendem as transações que têm o carater de atos de comercio. Caraterisam-se tão sómente pela diversidade de nomes com que se apresentam os diversos animais de criação. em que anotamos os gastos efetuados para a obtenção do resultado. propomos tambem classificar as contas de Contabilidade Pastoril em quatro grandes classes: a) Contas de Capital.

QUADRO ESQUEMATICO DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS NA CONTABILIDADE PASTORIL .— 182 — Apresentamos a seguir o quadro esquematico da classifi-cação ácima.

eguas. Jogo escritural identico a conta de Suinos. Representa os produtos lanigeros extraidos dos carneiros e outros animais de lã. E’ debitada pela tósa do lã e creditada pela lã vendida. bem como pelas despezas de sua manutenção e creditada pelos vendidos ou mortos ou dados.— 183 — DAS CONTAS USADAS NA CONTABILIDADE PASTORIL Não é possivel a fixação do numero de contas exigiveis numa Contabilidade. Movimento de escrita identico á Suinos. Represnta os diversos animais que são utilizados nos serviços do estabelecimento rural. Equideos. . álem das já enumeradas na 1ª Parte. Escrituração idêntica á de Suínos. Bovinos. bestas. Por isso. É debitada pelos adquiridos e nacidos. por ocasião de balanço. Lã. Lanigeros. na importancia correspondente ás despezas gerais. burros. Joga com o mesmo movimento de débito e crédito de Suinos. etc. Credita-se por Lucros e Perdas. jumentos. E’ debitada por estas e creditada pelas vemdidas. Representa essa ordem de animais de criação. E’ debitada pelos que prestam serviços e suas depezas de manutenção e tratamento. Animais de Trabalho. Representa os cavalos. Caprinos. cabritos e outros animais da mesma raça. etc. Suinos. Representa ass cabras. Representa os animais de lã ( carneiro ). Representa as disversas especis de gado vacum. Esta conta póde ser subdividida em varias classes como Muares. Procuraremos tão só mente mostrar a significação de algumas das mais necessarias e carateristicas. Peles. não pretendemos nesta lição definir o fim de cada conta aplicavel na Contabilidade Pastoril. Representa as peles extraidas dos diversos animais mortos. São contas que usualmente surgem na Contabilidade Pastoril. Seria pueril afirmar o contrário. Cavalares.

lição . Sem eles não se póde fazer a Escrituração – função fundamental da Contabilidade. Penhor Pecuário. Representa o leite fornecido pelos diversos animais ( vacas. etc ). pois que são eles que fixam o momento carateristico que imprime mutação nos patrimonios. Leite. Por isso. o Regis- ________ (1) Ver 1 Parte. idem. E’ debitada pelo leite apurado e creditada pelo vendido ou empregado em fabricação de outros produtos ( manteiga. Rperesenta os couros extraídos dos animais mortos.— 184 — Couros. O seu uso em Contabilidade é indispensavel. para os estabelecimentos pastoris. queijos. etc. o Auxiliar Creações. citaremos como especiais á Contabilidade Pastoril varios outros tais como o Registro de Creaçoes. ). DOS LIVROS NA CONTABILIDADE PASTORIL Os livros de escrituração são os registros das operações efetuadas. ____ LIÇÃO VI Dos Livros de Contabilidade Pastoril Sumario: . E’ nos livros que são registradas e abertas as contas. registro de todos os fatos administrativos. fica a criterio do contador da empreza rural pastoril a adoção dos livros que queira usar em sua Con-tabilidade. Além dos livros citados (1) e que pódem ser usados indiferentemente nas emprezas pastoris ou culturais. Movimento identico á conta anterior. São eles que fixam o movimento transacional das aziendas. Idem. A lei não estabelece a obrigatoriedade de livros de Escrituração. cabras. Representa por crédito os animais penhorados pela administração e por débito o resgate dos penhores. Crinas. Pódem ser adotados na Contabilidade Pastoril os livros que se fizerem necessarios.Conceito.

é ela que se torna o meio economico ( comercial e industrial ) para o fazendeiro apurar lucros ou prejuizos. DOS REGISTROS DE ANIMAIS A contabilidade Pastoril tem por escopo precipuo a exploração dos animais.se patente a necessidade de ter bem contabilisados todos os fatos que afetam direta ou indiretamente os animais. _______ LIÇÃO VII Dos Registros de Animais Sumario: .Conceito. o Registro de Animais que pódem ser subdivididos em Registro de Engorda dos Suinos. Registros de Animais á serie de livros e registros que têm por fim fixar os fatos administrativos: a) Registro de Criações b) Livro de Criações c) Registro dos Animais de Trabalho Registro de Engorda dos Suinos . Deste modo fica explicada a necessidade dos inumeros livros para Registro dos Animais que costumeiramente são adotados nas emprezas pastoris. Registro de Equideos. Deste modo torna . Registro de Suinos. Denominamos pois. Registro de Caprinos. Registro de Bovinos. Esta pode ser feita por meio de criações e de explorações dos produtos fornecidos pelas diversas especies animais. Deve-se procurar ter as anotações mais minuciosas sobre tudo que se refira aos animais que formam a riqueza do estabelecimento rural.— 185 — tro de Animais de Trabalho. Especies. E’ ela que representa os objétos da industria. etc. Por isto a conta de Animais é a mais importante das aziendas pastoris.

Nas lições seguintes estudaremos estes livros detalhada e especialmente. registrando por débito e crédito as despesas e produtos proporcionados pelos diversos animais. e creditado pelas vendas ou morte. Os “ Registros de Criações ” servem para a anotação minuciosa de cada animal isolado. de acôrdo com os animais que formam objéto da exploração comercial e industrial. e creditado por ocasião de balanço pela importancia das despesas gerais. São . um “ Registro de Bovinos “. como também demonstra a receita e despesa de cada conta. Modelo. um “ Registro de Caprinos “. _________ LIÇÃO VIII Do Livro de Criações Sumario: . DO LIVRO DE CRIAÇÕES Este livro serve para o registro dos animais de criação das fazendas. E’ debitado pelos suinos que são levados á séva e suas despesas. de cada especie de criação.conceito. Demonstra a existencia dos animais. para engorda. sendo debitado pelas despesas especiais e valor dos animais. isto é. e pela apresentação do resultado das operações realisadas. Desse modo deverá haver um “ Registro de Suinos “. Devem ser tantos numa fazenda quantas são as diversas especies de animais que são objéto da exploração.— 186 — DAS ESPECIES DE REGISTRO DE ANIMAIS O livro auxiliar “ Criações “ tem por fim a anotação dos fatos verificados com as diversas especies animais. etc. Escrituração. O “ Registro dos animais de Trabalho “ servirá para a anotação dos que são utilisados nos diversos serviços da empreza rural. esclarecendo os débitos ( despesa ) e créditos ( receita ) que produzem. O “ Registro de Engorda de Suinos “ serve para a anotação dos animais desta especie que se acham no chiqueiro. um “ Registro de Equideos “.

lã. para ilustração. crias. Desse modo apura-se o resultado somando-se o débito ( despesa ) e o crédito ( receita ). aconselhamos e julgamos melhor é o seguinte. classifican-do-se os animais pela raça e especie animal. Apura-se o resultado pelo nosso processo vendo — como ácima —a diferença entre a receita e despesa. subtraindo o menor do maior a diferença entre um e outro será o lucro ( se a receita fôr maior ) ou o prejuizo ( se for maior a despesa ). O livro de Criações apresenta varias colunas em cada pa-gina: uma para a Despesa outra para a receita e outras para demonstrar as raças da especie animal. etc. com a designação da quantidade de cabeças e o valor da especie animal pelo ultimo balanço. que constituem o fim das operações dos estabelecimentos agrarios. despesas com os empregados. couros. que assim apresentará um lucro ou prejuizo. os produtos da exploração. leite. Este livro compreende sómente os animais que constituem objéto de exploração.— 187 — elementos componentes da receita dessas contas: carne. pele. Suinos. e escriturar aí no débito o valor da especie animal e suas despesas diversas. trato. bem como a existencia dos animais pela raça. DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO DE CRIAÇÕES Escritura-se este livro em ordem sistématica. segundo o nosso processo: . Equideos. etc. Há pórem dois processos diversos para o jogo escrituracional das contas deste livro: a) O processo mais comum. DOS MODELOS DO LIVRO DE CRIAÇÕES Apresentamos a seguir dois modelos de duas contas abertas no Livro de Criações. e. no crédito. No caso de morte ou venda ou nascimento ou compra lançamos como se vê adiante. Compõem a despesa dessas contas: mortes. b) O processo que adotamos. etc ). sustento. segundo o qual basta abrir uma conta para cada especie de criação ( Bovinos. Abrem-se tantas contas são estas. sem modificar o valor total que será verificado por balanço.

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A anotação dos fatos administrativos oriundos dos diversos animais póde ser feita sintéticamente como no livro anterior. Tudo isto na coluna especial de Entrada. Estes livros devem ser bem minuciosos. Na coluna para a saída registra-se a data em que se deu esta e por que modo saíu ( se vendido. morto ou dado ). etc. DOS REGISTROS DE CRIAÇÕES Registros de Criações são os registros especiais das diversas especies animais. etc. com a apresentação de todos os seus carateristicos.— 189 — LIÇÂO IX Dos Registros de Criações Sumario: . pois devem demonstrar a bíografia de todos os animais. como tambem de casa animal isolado desde o dia em que entrou para a Fazenda até o em que saiu: . nascimento ou ganho. individuação. um Re-gistro para cada especie animal. Modelo. DA ESCRITURAÇÃO DOS REGISTROS DE CRIAÇÕES Cômo dissemos ácima devemos adotar um livro.Conceito. desde a sua compra. se foi comprado o preço de compra. E’ um complemento do livro anterior e uma como que biografia de cada especie animal. um “ Registro de Bovinos “. por estes livros nós temos a biografia de cada especie animal não só. por especie. Deste modo. Deve-se adotar tantos Registros quantas são as especies de animais de criação. terem todos os esclarecimentos. ou analiticamente como neste. etc. Aí fazem-se todas as anotações necessarias para nos mostrar a vida do animal. Escrituração. um “ Registro de Caprinos “. E’ o registro isolado de cada animal. bem como a sua filiação. Assim dever-se-á ter um “ Registro de Equideos “. o preço.

Não obstante. Não é possivel a uniformisação. para orientação apresentamos a seguir um medelo do REGISTRO DA CRIAÇÃO DE BOVINOS.— 190 — DOS MODELOS DO REGISTRO DE CRIAÇÕES Os modelos variam de animal para animal. . Por esse modelo qualquer contador organisará o “ Registro “ de que necessitar. Baséia-se na natureza. bastando tão somente fixar os carateristicos peculiares a cada animal. carateristicos e vantagens de cada especie animal e raça.

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Registros dos Animais de Trabalho são. os livros destinados á escrituração de todos os fatos administrativos que afetam os animais destinados ao trabalho das fazenda. Ha os que têm este destino ( exploração industrial e comercial ) e os que são destinados ao trabalho dos campos. DO REGISTRO DOS ANIMAIS DE TRABALHO Nem todos os animais são destinados á criação. Modelo. Escrituração. pois. nas fazendas.— 192 — LIÇÃO X Do Registro dos Animaes de Trabalho Sumario – Conceito. Apresentamos o modelo de uma conta escriturada neste livro: . DO MODELO DO REGISTRO DOS ANIMAIS DE TRABALHO Ha varios modelos usados. O que apresentamos é o que se nos afigura mais facil e tão eficiente quanto os que mais o sejam comportando ainda sub-titulos conforme a especie de animais. E’ para a escrituração das despesas cm estes animais e para o registro dos lançamentos de crédito ( valor do trabalho animal ) que nos utilisamos deste registros.

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Escrituração. .Conceirto. e seria um maior serviço sem resultado eficiente. O registro de que agora tratamos serve para registrar estes produtos. São ambas contas de resultado ( o trabalho do animal valorisado e as despesas com a sua manutenção ). trato. Por ocasião de balanço saldam-se as despesas por Lucros e Perdas. Modelo. Avaliação do esterco. Adubos são produtos quimicos ou naturais que servem para dar novas propriedades de fertilisação ao sólo. mas que julgamos ociosa. E’ uma cousa natural. etc... ordenados aos empregados encarregados dos mesmo. É necessario para a sua contabilisação que se dê um valor monetario aos estercos e adubos. _____ LIÇÃO XI Do Registro do Esterco e Adubos Sumario: . DO REGISTRO DE ESTERCO E ADUBOS Esterco são produtos excrementicios fornecidos pelos animais e que têm força fertilisante energica. Erros. afim de tambem ser contabilisado. Abre-se uma em cada pagina uma conta para cada especie de animal usado nos serviços da administração e aí escritura-se no débito toda despesa com manutenção. Alguns aconselham dár um valor ao trabalho prestado pelos animais. Conferencia. No crédito escrituram-se os lançamentos refentes á produção do esterco animal. Este registro é de escrituração simples: por débito e crédito sómente.— 194 — DA ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DOS ANIMAIS DE TRABALHO O modo de escrituração deste Registro é bem simples e obedece aos mesmos principios da escrituração dos livros anteriores.

000 kg. para acharmos o seu valor em dinheiro precisámos primeiramente saber quais as substancias componentes do mesmo esterco e pricipalmente em relação ao azotto. pag.42 x 200 = 84 rs Portanto cada 100 kg. o kg. potassio e acido fosforico. 1. Bem assim na média segundo E. .90 x 400 = 360 rs. de esterco de curral representa. cujo preço facilmente podemos conhecer pelas casas comerciais. a $500.42 de acido fosforico e para acharmos o valor em dinheiro temos: Azotto Potassio Acído fosf. salvo nas imediações de cidades.90 az.040 x 200 = 208 rs. No caso presente tomamos para 1 quilograma de adubo quimico que contém azoto — salitre de Chile — o preço de 400 réis. de esterco de Curral contém 0. 1929.Wolf cada 100 kg.— 195 — DA AVALIAÇÃO DO ESTERCO JOSE’ WALTZL. _________ (1) “ GUIA para a Contabilidade Agricola “. 25. que negociam estes adubos quimicos. substancias mais importantes para a nutrição das plantas. neste caso. Uma vez conhecidas estar partes ácima referidas podemos calcular o seu valor em dinheiro comparando com o preço de um kilograma do adubo quimico correspondente. = 0. para sulfato de potassio e super-fosfato 200 réis. nos ensina como devemos atuar para avaliar eficazmente o valor do esterco produzido pelos animais: (1) “ Sendo o esterco do curral em geral um produto que não representa valor no mercado. o kg. = 1.04 de potassio 0. Rio de Janeiro. o valor de 650 réis o que corresponde a 1. = 0.

Quando fornecer. quantidade saida. Por este processo a qualquer momento temos a certeza da quantidade de esterco produzido. outra para historico. . uma seção para estercos ( com os carateristicos: quantidade entrada. bem como os resultados. valor. Quando a conta receber nos lhe debitamos. com os mesmos carateristicos. a quantidade vendida e a existencia. valor ) e outra para adubos. será creditada.— 196 — DA ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DE ADUBOS E ESTERCOS Compõem-se este livro de uma coluna para data.

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.— 198 — DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE ESTERCO E ADUBOS Confere-se este livro pela sua conta correspondente no Razão. lição XXXV. O saldo desta deve conferir com a diferença entre a Entrada de Estercos e Adubos e a Saída de ambos. DOS ERROS NO REGISTRO DE ESTERCO E ADUBOS Os erros que surgirem neste Resgistro deverão ser corrigidos pelos mesmos principios ensinados na 1ª Parte.

PARTE TERCEIRA DA CONTABILIDADE CULTURAL .

I CAPITULO DAS EMPREZAS CULTURAIS .

. cereais. Por isso é indispensavel que se deixe de estudar a Contabilidade aplicada nas aziendas. ) indispensaveis á manutenção da vida hu-mana. Não obstante a industria Pastoril ser uma das nossas maiores fontes de riqueza.LIÇÃO I Das Emprezas Culturais Sumario:-Conceito. Suas Operações. pórem. economica. como já vi-mos. Deste modo vemos que desde os primeiros tempos a agricultura se fez sentir de grande necessidade. um dos seus esteios. essas primitivas modalidades industriais que são a criação de a animais ( industria pastoril ). Da administração DAS EMPREZAS CULTURAIS Denominam-se Emprezas Culturais ás organizações eco-nomicas agrarias destinadas á cultura dos campos. é. Ocupamse esses estabelecimentos da produção dos alimentos ( frutos. Só mais tarde sentiram êles a necessidade de cultivar esses elementos indispensaveis á manutenção de suas energias vitais. a plantação de cereais e outros produtos do sólo ( agricultura ) e muito mais tarde a industria piscicola e outras. Como sabemos os povos primitivos viviam da colheita dos frutos e raizes que a natureza lhes fornecia. ela pe. No Brasil. raizes. Surgiram. etc. As emprezas rurais destinadas á plantação dos campos pódem ser consideradas como uma das primeiras manifestações produtoras do homem. bem como da caça e da pesca. então. a cultura da terra que quasi sustenta a nossa economia. país agrario por ecelencia.

plantío. DA ADMINISTRAÇÃO ECONOMICA DAS EMPREZAS RURAIS A administração ecomonica das emprezas agrarias culturais obedece aos mesmos principios aplicaveis ás demais emprezas economicas. colheita. para a Contabilidade Pastoril quanto para a Cultural. a venda dos produtos. . Parte. ). etc. São exemplos de operações técnicas todos os trabalhos de lavoura ( derribada de matas. lição — onde tratamos em tése desta materia. citaremos. limpa. Como exemplos de operações comerciais dos estabeleci-mentos agrarios culturais. b) Operações comerciais. pois sabemos ser esta ciencia uma das bases indispensaveis á toda boa organisação economica. cobranças. São operações técnicas ou industriais as que têm por fim as operações destinadas á produção rural. etc. DAS OPERAÇÕES DAS EMPREZAS CULTURAIS Na multiplicidade dos fatos administrativos oriundos das operações das empresas culturais podemos distinguir duas ordens de operações especiais: a) Operações técnicas.— 204 — destinadas á cultura dos campos. originando as diversas situações jurídicas da empreza para com as pessoas. compra de materiais. E. emprestimos. como são os mesmos principios tanto. reportamos o leitor á 1ª. Operações comerciais são as que ocupam das transações mercantís entre a empreza e seus freguezes ( correspondentes ). capina.

Conceito. para ser por esta cultivado. Mas póde se dar tambem a parceria por prazo indeterminado. “ dá-se a parceria agricola. comquanto ela signifique ímoveis rusticos. no sentido usualmente empregado. Na primeira ipotese. se houver alienação do imovel dado em parceria. A Parceria Agricola é geralmente contratada por prazo que depende varialvelmente do tempo necessario para uma cultura produzir. mediante repartição convencional dos frutos apurados. de acôrdo com o nosso direito das obrigações o contrato de Parceria Agricola só poderá ser rescindido mediante aviso prévio de seis mêses. A definição ácima emprega a expressão restrita de “ predio rustico “ para designar no seu sentido juridico uma fazenda ou terras para cultura. o adquirente fica subrogado nos direitos e deveres do alienante até conclusão do contrato. E’ uma expressão que poderá dar á primeira vista a entender de que se trata unicamente de predios ou construções. Quando por prazo indeterminado a Parceria Agricola se desfaz com a alienação do imovel. quando uma pessôa céde um predio rustico a outra. DA PARCERIA AGRICOLA Segundo a definição do artigo 1410 do nosso Codigo Civil. Como uma modalidade de contrato de locação que é. O fim do contrato de Parceria Agricola é o direito que o proprietario transfere ao seu parceiro de cultivar os seus campos. Disposições legais. mas o adquirente deverá esperar pela colheita futura que fôr resultado do trabalho do colono. na proporção que estipularem “. á Parceria Agricola se aplicam as regras de locação de predios rusticos. repartindo-se os frutos entre as duas. .— 205 — LIÇÃO II Da Parceria Agricola Sumario: . E.

_______ LIÇÃO III Do Penhor Agricola Sumario: . se os não assumir expressamente. Art. caso em que durarão quanto baste para se ultimar a colheita ( Idem art.1. 1. . (Idem art. _________ (1) Ver 1 parte. ( Codigo Cívil. e) A Parceria Agrícola subsiste quando o predio for alienado. artigo 1.414). incluindo neste caso os arrendatarios. eceto se estes deixarem adeantados trabalhos de cultura.415). artigo 1. DAS DISPOSIÇÕES LEGAES SOBRE PARCERIA AGRICOLA São dispositivos expressos estabelicidaos pela nossa legislação sobre o contrato de Parceria Agricola. lição. não se. Disposição legais.413. ) d) Aplicam-se este contrato as regras da locação de predios rusticos. ficando subrogado o adquirente nos direitos e obrigações do alienante.— 206 — Pódem effectuar contracto de Parceria Agricola todas as pessoas que forem livres proprietarios dos seus bens immoveis ruraes. DO PENHOR AGRICOLA Penhor Agricola é o contrato que se efetúa sobre bens pertencentes aos estabelecimentos agricolas ( emprezas culturais ).411 ). álem de outros que poderão ser estabelecidos pela partes contratantes: a) O parceiro incumbido da cultura não responderá pelos encargos do predio. (1).412 ) c) A Parceria Agricola não passa aos herdeiros dos constratantes. ( Idem. b) Os riscos de caso fortuito ou força maior correrão em comum contra o proprietario e o parceiro ( Idem. 1.Conceito.

III — Frutos armazenados. sobre êle constituir penhor agricola. quer resultem de prévia cultura. — O penhor agricola só se póde convencionar pelo prazo de um ano. sem anuencia do credor ipotecario. Aliás. 781 – Pódem ser objéto de penhor agricola: I — Maquinas e instrumentos aratorios ou de locomoção. citam-se as maquinas. esta modalidade do Penhor é como o denominam os juristas “ Uma degenerecencia do contrato de Penhor ”. — Se o prédio estiver ipotecado. não se poderá. DAS DISPOSIÇÕES LEGAIS SOBRE PENHOR AGRICOLA O nosso Codigo Cívil regula o contrato de Penhor Agricola. IV — Lenha cortada ou madeira das matas. ou beneficiados e acondicionados para a venda. alambiques. 783. etc. ulteriormente prorogavel por seis mêses. por este dada no proprio instrumento de constituição do penhor.— 207 — O Penhor Agricola póde ser efetuado não só sobre bens moveis como imoveis. quer de produção expontanea do sólo. estabelecendo os seguintes principios: Art. Art. preparada para o córte. II — Colheitas pendentes ou em via de formação no ano do contrato. não obstante classificar desse modo a Parceria Rural. em ser. produtos. 782. Nesta modalidade de Penhor a tradição real não é da sua essencia. _________ (1) Ver 1 parte lição . Dentre os bens agricolas sucetiveis de Penhor. Art. pois este só póde ser efetuado sobre bens moveis. pena de nulidade. no Capitulo em que deste assunto tratamos o nosso Codigo Civil (art 781 e seguintes) não faz a distinção que aqui salientamos: entre Penhor Agricola e Pecuário. colheitas pendentes. Como dissemos atrás (1).

II CAPÍTULO DA CONTABILIDADE CULTURAL .

bem como o resultado que provém dessas variações. Ela tem por fim a anotação de todas as operações produtoras e comerciais das emprezas agrarias culturais. O registro das operações comerciais compreende o dos fatos que se ocupam com a parte propriamente mercantil do estabelecimento cultural. contróle e registro dos atos e fatos da administração das aziendas agrarias destinadas á cultura dos campos.LIÇÃO IV Da Contabilidade Cultural Sumario – Conceito. as suas operações economico-administrativa pódem ser de duas ordens: a) Operações técnicas. A Contabilidade Cultural nos demonstra a todo e qualquer momento as variações que sofrem os diversos bens patrimoniais. DA CONTABILIDADE CULTURAL Contabilidade Cultural é a especialisação da Contabilidade Rural que tem por fim o estudo e prática das funções de orientação. bem como o resultado dos diversos exercicios. . Por isso. O registro das operações ténicas compreende toda a ordem de fatos administrativos que têm por fim a produção rural. desmonstrando assim a utilidade e maior vantagem na exploração de determinadas culturas. b) Operações comerciais. Escrituração cultural.

como também o estado especifico e econômico de cada conta. Elas demonstram não só o movimento das culturas. bem como os resultados das transações efetuadas. as contas culturais se compõem de duas seções distintas: a) Receita b) Despeza Na receita (crédito) são escriturados os rendimentos .Conceito. DAS CONTAS NA CONTABILIDADE CULTURAL As contas são os registros dos fatos administrativos da mesma natureza. na Contabilidade Cultural. Exemplificação. as variações que estas sofrem bem como a origem dessas mutações. Esquema. bem como a apuração do custo real de cada produto em exploração ______ LIÇÃO V Das Contas na Contabilidade Cultural Sumario: . Classificação. Ela nos demonstra não só o resultado das transações efetuadas num período de funcionamento.— 212 — DA ESCRITURAÇÃO CULTURAL A Escrituração Cultural tem por fim. Servem para demonstrar o estado economico de todos os bens movimentados. E’ um sistema de funções que serve para nos demonstrar o resultado estatistico e economico de cada valor movimentado nas emprezas culturais. denominado exercício. Tambem nos fornece a Escrituração Cultural os elementos indispensaveis para a apuração dos resultados (bruto e liquido) das operações realisadas. Como as contas da Contabilidade Pastoril.E’ nas contas que se assenta todo o edifício contável. o registro grafico de todas as operações dos estabelecimentos agrarios culturais. como tambem o de todos os fatos efetuados nas aziendas agrarias.

Na despeza (débito) são anotados os gastos feitos com as diversas contas. elementos. Cientificamente nos excusamos de apresentar as diversas classificações. todas as utilidades produzida. Apresentamos a seguir o quadro esquematico da classificação das contas na Contabilidade cultural: . por ser assunto já por nós estudado em nosso 1º volume “CONTABILIDADE GERAL”. Segundo a classificação já adotada por nós na 1ª Parte. em qualquer que seja a especialidade da azienda rural (pastoril ou cultural) DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS NA CONTABILIDADE CULTURAL As contas na Contabilidade Cultural pódem ser classificadas de diversos modos. Interessa-nos agora a classificação das contas sob o aspeto técnico. Os carateres modelos. confórme o aspéto sob o qual são encaradas. lição XXIX e seguintes. lição as contas na Contabilidade Cultural pódem ser classificadas do mesmo modo que as da Contabilidade Pastoril. 1929. vantagens. métodos de escrituração e demias carateristicos das contas são identicos e sempre os mesmos em qualquer que seja a especie de administração (pública ou privada).— 213 — proporcionados pelas cousas que as contas reprsentam. segunda edição. escrituracional.

— 214 — ESQUEMA DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS DA CONTABILIDADE CULTURAL .

Conforme a cultura que se quizer anotar especialmente esta conta póde receber diversas denominações.Conceito. Representa a mesma cousa que a conta anterior. “Cultura de Feijão”. sintético ou analitico de todas as operações dos estabelecimentos administrativos. “Cultura de Laranjas”. “Cultura de Batata”. Culturas diversas. Esta conta representa o conjunto das pequenas culturas da empreza agraria. etc. Representa as despezas com as maquinas de beneficio dos produtos colhisdos. onde são registrados a sua receita e despeza. Enumeração DOS CULTURAL LIVROS NA CONTABILIDADE Como sabemos as contas são escrituradas nos livros de contabilidade. “Cultura de Cana”. tais como “Cultura de Café”. bem como para ensacamento dos produtos já beneficiados prontos para a venda. Representa os sacos utilisados para colheita. algumas das principais contas usadas na Contabilidade Cultural. “Cultura de Arroz”. Classificação. Estes servem para o registro cronologico. poderemos citar detre varias as seguintes: Contas de Cultura. “Cultura do Trigo”. Além das contas comuns á Contabilidade Pastoril. Sacaria. Beneficiamento. _______ LIÇÃO VI Dos Livros na Contabilidade Cultural Sumario: . Pequenas Culturas. “Cultura de Milho”. Registro Cronologico é o que serve para a escrituração . “Cultura de Açucar”. Estas contas representam o registro sintético de todas as operações com as culturas especialisadas da fazenda. “Cultura de Bananas”.— 215 — DAS CONTAS DA CONTABILIDADE CULTURAL Como quando tratámos da Contabilidade Pastoril vamos definir agora.

etc. especificando. Registro Sintetico é o que serve para a anotação sumaria contábil das operações com as diversas contas. Culturas Diversas. lição XXXII e seguintes. ALGUNS LIVROS DA CONTABILIDADE CULTURAL Os livros principais que usualmente aparecem na Conta-bilidade Cultural são. de Armazem. de Beneficiamento. e seguintes. DA CLASSIFICAÇÃO DOS LIVROS NA CONTABILIDADE CULTURAL Os livros de escrituração pódem ser classificados de inumeros modos. etc. Cultura de Café. lição XXXII. 2ª edição. etc. Serviços de Capitalisação. de Colonos. sob o ponto de vista contábil. Diario. do Ponto. Exemplo: O Razão. detalhando tudo. Maquinas Agrarias. conforme o aspéto sob qual o queiramos encarar. Livro de Armazem. Uma das classificações mais interessantes já demos ácima. o Borrador. Caixa. Quanto a outras classificações. Titulos a Receber. Animais de Trabalho. Exemplo: O Diario. ou.— 216 — de todas as operações por ordem de data: dia. . Razão. ver a 1ª Parte deste volume. Registro Analitico é o que escritura os livros com todas as minudencias. o Borrador. e a Pagar. mês e ano. para melhor especialisação o nosso 1º volume (CONTABILIDADE GERAL). ordem e regularidade de serviços. Exemplo: Contas Correntes. Contas Correntes. dentre outros. do Paiol. Mas os livros de escrituração são adotados na Contabilidade Cultural – como em todas as contabilidades especiais – de acordo com as necessidades da administração. Imoveis. Devem demonstrar o mais claramente possivel todas as particularidades que chegam a afetar o patrimonio.

e de toda a receita proporcionada. desde o preparo do terreno até á colheita. Necessidade. confórme a cultura que se tem em vista. Corresponde á contas de “Culturas” de que falámos há pouco e têm a mesma função daquelas. afim de demonstrar o custo real desta. delos. b) Periodo de Transição. c) Periodo de franca Produção. Assim é que pódem ser constituídos por varios livros. Mo- DOS REGISTROS DAS CULTURAS Servem estes livros para a anotação de todas as despezas com as diversas culturas. do que são característicos da Contabilidade Cultural. quando começam os caféeiros a produzir.17 Jose Waltzl: “ Guia pa a Contabilidade Agricola” Rio. 1922 . Alguns autores nos aconselham (1) a conveniencia de utilisarmos tres livros de Café. Estes Registros pódem ser diversos. compreendendo o quarto e quinto ano. ______ LIÇÃO VII Dos Registros das Culturas Conceito. para ao final se saber o resultado positivo proporcionado. tendo em vista os tres periodos por que passa a respetiva cultura. Escrituração. _______ (1) pag. tais como: Registro de “Cultura” de Café. como sejam: a) Periodo de Instalação que abrange os tres primeiros anos da cultura e só apresenta despezas. etc. Parte estudaremos sómente os que ainda não foram por nós estudados. Cada um destes livros servirá para a escrituração de todas as despesas com a respetiva cultura. isto é. “Cultura de Fumo”. do sexto ano em diante. “Cultura de Algodão”.— 217 — Nesta 3ª. diferentes para cada fase da cultura desse produto. em que se acha o cafezal formado e a sua produção uniforme.

DOS MODELOS ODS REGISTROS DAS CULTURAS Os modelos destes livros variam de acôrdo com a especie. tem necessidade de ser analitica. Vendas. Não obstante. Capina. Colheita do Ano. Dentre os sub-titulos mais usados nestes livros citaremos: Preparo do terreno. Limpa. Conservação. DA ESCRITURAÇÃO DOS REGISTROS DAS CULTURAS A escrituração destes livros afim de demonstrar cabalmente todas as minudencias ocasionais ou necessarias nas diversas culturas. plantío. que são mais ou menos as diversas fases que passa a produção agricola. menos trabalho e menos tempo e alcançam um preço vantajoso no mercado. de cultura que êle pretende rperesentar e se ocupar. desde as iniciais até ás finais. São imprecindiveis não só para a apuração do custo real dos produtos cultivados. Semeadura. e aí debitar e creditar todos os fatos administrados que se lhes refiram. como tambem para a verificação das despezas necessarias em cada ordem de cultura.— 218 — Não vemos grande vantagem nessa tripartição que servirá sómente para aumentar serviços que um único livro poderá fazer facilmente. etc. não deixa de ser interessante este sistema. Por isso devemos abrir um sub-titulo para cada ordem de despezas da cultura que temos em mira. Eles demosntram assim as culturas mais vantajosas ( que requerem menos despeza. Adubação. DA NECESSIDADE DOS REGISTROS DE CULTURAS Estes Registros apresentam grande vantagem pois demonstram a vida economica de cada cultura desde o inicio de sua plantação até aos seus derradeiros frutos. ou que demoram a produção. necessitam inumeros gastos n s compensam eficazmente). Beneficiamento. Deverá . Coroação.

Vamos apresentar abaixo duas paginas de um “Registro da Cultura de Café “.— 219 — ser riscado de acôrdo com os meios práticos para demonstrar mais eficazmente os resultados que se deseja. aonde são registradas a receita e a despeza de cada cultura. nos respetivos exercicios. . afim de orientar os leitores. sendo destes transferida para a colheita futura. O modelo é simples e se compõem de duas seções: débito e crédito.

— 220 — .

Nêle não devem ser incluidas as pequenas culturas que são efetuadas com carater comercial e usualmente. devemos registrar em livros especiais. etc.— 221 — LIÇÃO VII Do Registro de culturas Diversas sumario: — Conceito. DO REGISTRO DE CULTURAS DIVERSAS Este livro serve para registrar a receita e a despeza relativas ás pequenas culturas da fazenda. As culturas efetuadas com fins comerciais. Necessidade. por débito e crédito lhe fazemos o registro dos fatos que se lhes refiram. Sómente as que se destinam a suprir a empreza agraria. conforme os principios que expruzemos na lição precedente. que não são objéto de renda para a empreza rural. Comumente só incluimos neste livro as culturas efetuadas para o consumo do estabelecimento agrario. milho. Modelos. para aproveitamento de alguma área disponivel. Para isso abrimos em cada pagina um titulo para cada especie de cultura secudaria (arroz. ou sem carater comercial. Lançamos no débito as despezas . Escrituração. DA NECESSIDADE DO REGISTRO DE CULTURAS DIVERSAS Não obstante este livro registrar sómente as culturas sem fins comerciais ou industriais. DA ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DE CULTURAS DIVERSAS A escrituração do Registro de que tratamos é tambem analitica. As culturas efetuadas para satisfação das necessidades particulares ou gerais da fazendas devem tambem ser incluidas na receita destas. batata. De modo que neste livro compreende varias culturas secundarias. isto é.) e a esta. ele se nos apresenta de grande importancia. Daí a necessidade do Registro de Culturas Diversas.

bem como o valor do produto colhido. No crédito fazemos os lancamentos do consumo da colheita e da sua venda. DOS MODELOS DO REGISTRO DE CULTURAS DIVERSAS Segundo as idéias ácima explendidas e de acôrdo com a necessidade prática apresentamos a seguir um modelo de conta aberta no Registro de Culturas Diversas. E’ de bôa norma contábil. transferindo-se sempre para o ano seguinte o saldo das despezas do ano anterior. de que acabamos de tratar: . Deste modo se terá um resultado mais positivo do exercicio. que se abra — em vez de um titulo para cada cultura — um titulo para a cultura de cada ano. se-fôr efetuada alguma.— 222 — efetuadas com a cultura.

— 223 — .

prontos para a venda ou consumo. Este póde ser efetuado manual ou mecanicamente e se ocupa ora da separação das sementes ou grãos dos seus envolucros naturais (café.). E’ deste livro que passamos por transporte os produtos beneficiados para o Livro Celeiro que — como adiante veremos — é o registro dos produtos já benefiados. Denomina-se Beneficiamento ao preparo dos produtos agricolas colhidos. as despezas que o beneciamento requer em cada specie de produtos e a quantidade de produtos já beneficiados e por beneficiar. arroz. DA NECESSIDADE DO LIVRO DE BENEFICAMENTO Este livro que não é ainda muito usado nas fazendas do nosso país apresenta para nós grande importancia. após o beneficiamento. Há certos produtos na agricultura que não pódem ser postos á venda.— 224 — LIÇÃO IX Do Livro do Beneficiamento Sumario: — Conceito. Modelos. Deste deposito é que são transferidos para o celeiro ou paiol. etc). Ele demonstra as quantidade de produtos que póde ser preparada diariamente. quer para lhes retirar principios anti-vitais. A este livro corresponde um deposito aonde são recolhidos e guardados os cereais por beneficiar. óra da seleção de tipos (café.etc. Necessidade. quer para sua conservação. DO LIVRO DO BENEFICIAMENTO Como o nome está indicando este livro serve para o registro analitico de todos os produtos agricolas que se destinam ao beneficiamento. nem consumidos após a colheita. Necessitam de prévio preparo. Escrituração. ou tecidos pretetores. . milho.

por crédito os produtos já beneficiados e transferidos para o celeiro ou paiol.— 225 — DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO DO BENEFICIAMENTO A Escrituração deste livro é efetuada em ordem analitica. devidamente escriturada: . aberta neste livro. ou para o débito do respetivo sub-titulo no Livro de Cultura a que corresponder. Abre-se nele uma conta para cada especie de produto a beneficiar existente no deposito de produtos para beneficio e. por ocasião de balanço elas (que representam o saldo da conta) devem ser transferidas para o débito da conta respetiva no Registro de culturas Diversas. As despezas com o benecifiamento dos cereais e outros produtos são debitadas na sua conta respetiva e. DOS MODELOS BENEFICIAMENTO DO LIVRO DE Apresentamos o modelo de uma conta.

Assim. Ele acusa os erros e as fraudes que porventura ocorrram. Demonstra além do mais a existencia verdadeira dos produtos para venda e comsumo. e preenche os mesmos fins. Ademais é um fiscalisador dos demais livros. ele demonstrará. Modelos. Escrituração. Necessidade. Este livro tem a mesma função do livro de Armazem ou Stóque. na conta de Café não só a existencia atual deste produto armazenado (emtrada e saída). DO LIVRO CELEIRO Denomina-se Celeiro. lição . E’ costume nos estabelicimentos rurais se destinar um compartimento ou quarto para cada especie de produto. Livro Celeiro é o que se destina á anotação dos produtos entrados e saídos do celeiro ou paiol. usado nas casas comerciais. Tulha ou Paiol ao compartimento ou compartimentos destinados nas fazendas aos produtos já átos para entrega ao consumo. pela comprovação e jogo de parcelas das suas contas com os livros especiais de culturas ou com as diferentes contas do Registro de Culturas Diversas.— 226 — LIÇÃO XI Do Livro Celeiro Sumario: — Conceito. como a existencia pelos diversos tipos representativos. A ele se aplica tudo o que temos dito sobre o Livro de estóque ou de Armazem. Este livro é o fiscal do fazendeiro. sem necessitar de contagem. de inventariação. por exemplo. DA NECESSIDADE DO LIVRO CELEIRO E’ inutil insistir na imprecindibilidade deste livro. (1) Ver 1 Parte. e é escriturado da mesma maneira que este (1).

decer a minucias. Nestas contas. por débito e crédito. DOS MODELOS DO LIVRO CELEIRO Apresentamos a seguir o modelo de uma pagina do livro Celeiro escriturado: . para bem preencher o seu fim. E’ dividido em contas. Deve. respetivamente. representando os diversos produtos. O seu registro tambem é analitico. porém.— 227 — DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO CELEIRO Este livro deve ser escriturado cuidadosamente. são escrituradas as entradas e saídas.

— 228 — .

saem eles ainda agora com a ortografia antiga. desde a 1ª edição os “clichés” das tabélas. .Devido estarem prontos.

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