TRN/TITULO 1/1 BR 3300023 E15/B/M/V CARNEIRO, J.; CARNEIRO. E. TRATADO DE CONTABILIDADE V. 3. CONTABILIDADE RURAL 2. ED. [NP] (BRAZIL) 1933 228 P.

(PT) ADMISTRAÇÃO RURAL; CONTABILIDADE

TRATADO
DE

CONTABILIDADE
POR

JUVENAL CARNEIRO
E

ERYMA CARNEIRO
Diretor da Contabilidade do Estado de Minas; advogado; Professor de Contabilidade

VOLUME III

CONTABILIDADE RURAL
2.ª EDIÇÃO

1

9

3

3

CALVINO FILHO E D I T O R

I CAPITULO

DA CONTABILIDADE RURAL

A Contabilidade Rural. tambem é denominada Agraria. de experimentação. . pois que os estabelecimentos agrarios são via de regra instituições particulares. campos de sementes. I. vol.LIÇÃO I Da Contabilidade Rural Sumario: — Conceito. de acôrdo com a nossa divisão da Contabilidade (1) póde ser Publica ou Privada. Principalmente os autores da lingua por- (1) Ver “Tratado de Contabilidade”. Estabelecimentos rurais ou agrarios são todos aqueles que são localisados nos campos e que têm por fim a exploração das terras (agricultura stricto-sensu) ou a creação de animais (pecuaria). Quando se tratar. emprezas rurais do governo (fazendas modelos. 2ª. Rio de Janeiro. Contabilidade Rural ou Agraria. DA CONTABILIDADE RURAL Contabilidade Rural é a especialisação da Contablidade que se ocupa dos atos e fatos administrativos das emprezas rurais. isto é. Sua extensão. Outros preferem dar-lhe a denominação de Contabilidade Agricola. Geralmente é Privada.) a Contabilidade aí aplicada será considerada publica. etc. 31. porém. pag. edição. DA CONTABILIDADE RURAL OU AGRARIA A Contabilidade Rural. 1929. de empreza agraria publica.

etc. Ao passo que pela expressão Rural ou ainda Agraria tanto se compreende aquela como a Contabilidade Pastoril ou Creacional e as diversas industrias rurais. Deste modo apurando-se bem o sentido dessas expressões poderemos formular as seguintes conclusões: a) Por Contabilidade Agraria ou Rural entende-se o estudo da Contabilidade aplicada a todos e quaisquer estabelecimentos dos campos. todas as diversas modalidades de emprezas que têm por fim ora a cultura dos campos. As expressões agricola. Por Contabilidade Agricola podemos entender a que se ocupa das operações atinentes aos estabelecimentos rurais sómente dedicados á cultura (lavoura) dos campos (Agricultura propriamente dita). b) Por Contabilidade Agricola entender-se-á a aplicada ás operações das pequenas aziendas rurais que se dedicam concomitantemente á creação (de animais. mais particularisam um dos ramos da vida rural. c) Por Contabilidade Pastoril ou Creacional compreender-se-á a aplicada ás emprezas rurais que têm por fim a creação de animais. Contrariamente: As expressões contabilidade Rural e Contabilidade Agraria compreendem muito mais amplamente o movimento dos estabelecimentos rurais. aves. Pelo menos este é o sentido etímologico da palavra. d) Por Contabilidade Cultural entende-se a que se ocupa das operações dos estabelecimentos que têm por fim a cultura dos campos (lavoura). agricultura.— 22 — tugueza. A expressão Contabilidade Agricola não nos dá uma idéa bem nitida da compreensão enorme deste vasto ramo da ciencia contabilistica. Deste modo pensamos bem claro deixar o sentido das .). que é a cultura dos campos. Essa ultima expressão porém não a julgamos perfeitamente clara. e a cultura dos campos (fazendas mixtas). comquanto designem o objeto de estudo. ora a creação de animais e ainda a transformação de alguns produtos do campo em novas utilidades (industrias rurais).

DA EXTENSÃO DA CONTABILIDADE RURAL Pelo exposto notamos a estensão vastissima que abrange a Contabilidade Rural. bancos e caixas rurais. todas as emprezas subordinadas á vida rural. Vê-se logo. tais como fazendas de plantação e creação. Na Parte III estudaremos os estabelecimentos agrarios culturais.— 23 — diversas expressões empregadas neste livro. E. um papel multiforme e vasto. Ela compreende todos os estabelecimentos agrarios. Tem pois uma importancia indiscutivel. cooperativas e sindicatos agrarios. pois. não mais dando azo a confusões. etc. Principalmente em paizes agrarios como o são os do Novo-Mundo e muito especialmente o Brasil. dividimos o presente trabalho em tres partes. . que o estudo deste ramo da Contabilidade é complexo. Na Parte II estudaremos as emprezas pastorís (Contabilidade Pastoril). industrias rurais. para que bem estudado e mais clara e amplamente fique este assunto. Estas duas ultimas partes se ocuparão tão sómente dos principios especiais a cada uma delas. estancias. estudando na primeira as noções fundamentais e indispensaveis de Contabilidade Rural — bem como noções imprescindiveis de Economia Agraria — e as principais questões que interessam ao estudo contabilistico das emprezas rurais.

Objeções. Necessidade e vantagens. Escrituração Rural. os débitos e créditos. Ela não é só necessaria sob o ponto de vista economico e administrativo mas tambem moral. e o movimento de numerário. DA NECESSIDADE E VANTAGENS DA CONTABILIDADE RURAL Pelo que dito ácima ficou.LIÇÃO II Da Contabilidade Rural (Continuação) Sumario — Objéto e fins. Anotando tudo o que se ocorre com as diversas emprezas agrarias. DO OBJETO E FINS DA CONTABILIDADE RURAL O papel da Contabilidade Rural — como de toda a ciencia contábil — é sobremodo saliente. bem como o seu resultado final (lucro ou prejuizo). juridico e financeiro da azienda agricola ao começar o exercicio. a Contabilidade Rural nos apresenta ao mesmo tempo: a) O estado economico. Mas é imprescindivel que a contabilisação dos fatos da entidade ad- . isto é. d) O resultado de cada objéto da exploração rural. diminuição ou transformação de valores) e) A demonstração de quais foram as contas afetadas pela gestão administrativa e em que consistiram essas transformações. b) As modificações operadas pelos fátos administrativos realisados (aumento. Refutações. E é a Contabilidade quem melhor nos fornece os meios necessarios para conseguir aqueles requisitos. Por isso é de enormes vantagens. Requisitos ecenciais. uma Contabilidade Agraria bem organisada nos demonstra a vida evolutiva da empreza administrada. os valores existentes. A bôa ordem e regularidade são elementos de real importancia em toda administralção.

— 25 — ministrada seja realizada com perfeito conhecimento não só técnico. DA ESCRITURAÇÃO RURAL Como parte integrante e indispensavel a toda Contabilidade. quais no-los não darão. quer dizer. das contas. Por isso é de grande necessidade estudarem-se os diversos métodos de registração contábil. são os mais diversos e complexos. Ela é a unica apta a nos demonstrar quais series de operações nos darão lucros. E a debacle final como resultante da descontabilização. Desse modo ela orienta o fazendeiro ministrando-lhe as informações indispensaveis para a produtividade de sua empreza. nos demonstração claramente o caminho a adotar. sem Contabilidade a sua gestão permanecerá aeria. Mas. de indiscutivel necessidade. Para isto o estudo que iremos fazer adiante dos métodos de escrituração. E este poderá facilmente encontrar os remedios para curar as suas doenças administrativas. a Escrituração deve obedecer a uma concepção essencialmente prática e eficaz. E os prejuizos serão inevitaveis. é questão essencial para a administração e não é das mais fa- . A Contabilidade Agraria demonstrando-nos o movimento dos estabelecimentos rurais é pois. como da empreza. Principalmente em se tratando de estabelecimentos agrarios onde os fátos administrativos oriundos. etc. que nada mais é do que o registro dos fatos administrativos de uma azienda. bem como a proporção destes em cada caso especial. a Escrituração tem papel importante na demonstração prática dos resultados das gestões das emprezas rurais. Como uma das partes mais importantes da Contabilidade. a Escrituração. da incerteza de negocios. afim de se poder escolher o que melhor se coadune com a natureza das diversas emprezas agrarias. livros. a arte de escrever em bôa ordem nos livros apropriados todas as transações efetuadas. DOS REQUISITOS PARA UMA BÓA CONTABILIDADE RURAL A organização perfeita de um sistema contábil a seguir.

Devem-se evitar os livros inuteis que só servem para aumentar o trabalho de contabilidade. conforme a necessidade dos diversos fatores que influem na produtividade da empreza rural. pag. pódem ser reduzidas a duas ordens: (2) a) Alegam uns a extensão das operações rurais: e argumentam que a complexidade dessas operações não permite uma contabilisação perfeita dos fatos das aziendas agrarias. Após a classificação dos capitais. Outra questão importantissima em Contabilidade Agraria é a fixação do exercicio agricola. o conceito cientifico de contas. atrazado. a contabilizar os atos referentes ás suas aziendas agrarias. 5. . (2) Ernesto Marenghi “Lezioni di Contabilitá Agraria”. Milane.— 26 — ceis. OBJEÇÕES A’ CONTABILIDADE RURAL Diversas têm sido as objeções opostas a adoção da Contabilidade Rural nas fazendas. (1) Tornou-se conhecida a expressão “agrario” como sinonimo de retrogrado. Comquanto a elite dos agricultores já tenha sentido a necessidade de uma perfeita Contabilidade para o registro do movimento das aziendas agrarias. bem como a classificação indispensavel dos livros de registro. Este poderá variar para maior ou menor espaço de tempo. A classificação dos capitais agrarios deverá ser trabalho bem cuidado afim de que não dê margem a duvidas e não origine ambiguidade de técnica. outros ha de menor importancia e que surgem com a necessidade de cada caso isolado. para a sua uniforme registração. (1) Todas as objeções que usualmente se têm levantado. Primeiro que tudo. por uma questão estreita de rotina. muitos fazendeiros ainda vacilam. o contador precisará conhecer perfeitamente a situação da empreza afim de poder classificar os diversos elementos segundo a verdadeira técnica contabilistica. Além desses requisitos que devem sempre ser bem esclarecidos. 1922.

No estado atual da nossa cultura contábil não mais se deve admitir que uma pessôa possuindo certos conhecimentos práticos da vida economica. as aceite de bôa fé. Sem Contabilidade nenhuma administração poderá alegar a seu favor presumção de honestidade. Ambas essas objeções não são brasileiras como á primeira vista se poderá pensar. Tudo depende de ordem e de saber contabilisar. A extensão da empreza rural não impede a perfeita Contabilidade. se os homens dos campos. 3 — Marenghi chama á primeira objeção ácima de objetiva (ostacoli oggetivi) e á segunda subjetiva (ostacoli soggettivi): Loc.— 27 — b) Outros alegam a ignorancia em que vive o homem do campo. os responsaveis pela nossa economia rural não possuem o seu conhecimento. imponha-se-lhes. São de todos os paizes em que já se tem feito sentir a necessidade da Contabilidade Agraria. para o seu e o bem geral. Desde o menor patrimonio domestico ao mais extenso patrimonio bancario. . A Contabilidade é hoje uma ciencia constituida e difundida. á perfeita regularisação da administração. e para melhor regulamentação da nossa produção. cáem por terra os dois pontos de ataque dos inimigos da Contabilidade que são tambem os inimigos da ordem e da lealdade nos negocios. comercial. E. Finalmente: Os principios da Contabilidade hodierna são aplicaveis a quaisquer aziendas. com os seus principios e normas infaliveis. industrial. Pelo exposto. Se fosse questão de complexidade dos fatos administrativos realisados seria impossivel a existencia da Contabilidade Publica. cit. REFUTAÇÃO ÁS OBJEÇÕES ANTERIORES Hoje não mais pódem subsistir essas objeções. publico. mercantil ou rural. a Contabilidade satisfaz. A ignorancia não póde ser de nenhum modo motivo de excusa. (3) pois que sem Contabilidade nunca haverá ordem nem administração. Na ignorancia é que não pódem nem devem ficar.

— 28 — LIÇÃO IV Da Contabilidade Rural (Continuação) Sumario: — Divisão da Contabilidade Rural. c) Agricola ou Mixta. cooperativas e sindicatos. Para nós a melhor classificação. pelo que dito ficou.. A Contabilidade Pastoril ou Creacional se refere ás operações dos estabelecimentos rurais destinados á criação de animais. variando de acôrdo com o ponto de vista sob o qual a encararmos. devemos tambem dividir o estudo da Contabilidade Rural para a sua melhor compreensão. é a que divide o estudo da Contabilidade Agraria segundo a natureza das operações realisadas na empreza a que é aplicada. caixas rurais. Como dissemos. Divisão de D. segundo os ensinamentos da Contabilida- . Santos DA DIVISÃO DA CONTABILIDADE RURAL A especialisação das tarefas é um dos caracteristicos da bôa ordem. etc. Essa divisão póde ser feita sob varios aspétos. Assim. Deste modo. (lavoura). b) Pastoril ou Creacional. a fundamental. mas a contabilidade destas aziendas deve ser efetuada segundo os principios da Contabilidade Industrial para as primeiras. Como sabemos ja. regularidade e perfeição. a Contabilidade Rural póde ser: a) Cultural. Denominamos Contabilidade Rural Mixta á que e feita nas fazendas que tanto cuidam de lavoura como de criação de animais. a Contabilidade Cultural é a que cuida das fazendas de cultura dos campos. as emprezas rurais compreendem tambem as industrias rurais. Este é o nosso mais comum tipo de aziendas.

c) Mixta. A Contabilidade Rural (Pastoril ou Cultural) é exclusiva quando é aplicada a emprezas agrarias que têm por fimuma unica ordem de operações: E’ Dominante a Contabilidade Agraria (Cultural ou Pastoril).— 29 — de Mercantil e Bancaria para as ultimas. Contabilidade Rural Mixta. b) Dominante. quando ela se ocupa dos estabelecimentos rurais em que uma serie de fatos administrativos é mais frequente que as demais. DA DIVISÃO DA CONTABILIDADE RURAL SEGUNDO D. pag.20. por se ocupar com uma unica ordem de elementos economicos Não ha. Sob o ponto de vista contábil. . (2) Ver lição VII onde melhor esclarecemos este assunto. Paulo. é a em que não ha predominio nem exclusividade de determinadas ordens de operações. porém. (2). a mais facil de todas estas é a Contabilidade Rural Exclusiva. para essas tres classes da Contabilidade Agraria principios caracteristicos e especiais. Empreza Editora Brasileira. (1) “Contabilidade Agricola. sempre de acôrdo com a natureza das operações de cada uma e as modificações sugeridas pelas necessidades da Contabilidade Rural. SANTOS Desejando particularisar ainda mais as diversas variedades de emprezas rurais poderemos de acôrdo com a classificação de D. Como é claro. a divisão que mais interessa é a que apresentamos no parágrafo anterior. S. Santos (1) dividir tanto a Contabilidade Pastoril quanto a Cultural nas tres classes seguintes: a) Exclusiva.

celui qui s’en est le moins servi jusqu'á present''. Dufayel: “Cours de Comptabilité. No Brasil. 1925. De todas as especialisações da Contabilidade é a menos cultivada. Em países como o nosso. A importancia da Contabilidade Agraria justifica a sua necessidade. Mas tambem não é este um mal brasileiro. Desse importante problema dizia recentemente o professor Dufayel: “Maihereusement. de todos os paizes. não é só o guardalivros da empreza rural quem dela necessita. Paris. 161. o administrador das aziendas agrarias não pódem precindir desta ciencia. qui a tant besoin d’une comptabilité ordonee et méticuleuse. Deixa-se ao léo da sorte e mesmo da ignorancia de muitos. . — ignorancia que felizmente decresce — a fonte primordial da nossa riqueza economica. não se exige uma Contabilidade dos fazendeiros. Não seremos nós que nos acusaremos. DO ESTUDO DA CONTABILIDADE RURAL Já fartamente demonstrámos a necessidade da Contabilidade Rural. Literatura nacional sobre Contabilidade Agraria. Não é só o contador. parmi les industriels et les commerçants.— 30 — LIÇÃO V Da Contabilidade Rural (Continuação) Sumario: — Estudo da Contabilidade Rural. cet agriculteur. Vejamos o que se tem feito pelo seu estudo e pela sua propaganda. Historico. O proprietario. E’ antes um mal geral. es sencialmente agrario. Infelizmente pouco se tem estudado este belo ramo da ciencia contabilistica. (1) 1 — H. pag. est.

Como vimos de dizer. foram creados os Ministerios para cuidar dos interesses dos diversos ramos da nossa atividade economica.. Nós que somos os responsaveis pelo destino de um país essencialmente agrario. até agora a favor do estudo da Contabilidade Rural em nosso país. Este departamento publico foi creado pela lei n°. Um consolo de carater nacionalista nos resta: Não somos os unicos contabilistas que se queixam. pag. 1922. talvez a esse descuido de ordem administrativa poderemos culpar o grande erro da nossa economia rural: a monocultura. Paris. 1925.. e com referencia á França HENRI DUFAYEL (3). que só 20 anos depois foi creado. DO HISTORICO DA CONTABILIDADE RURAL NO BRASIL Passemos. 2 — “Lezioni de Contabilitá Agraria”. social e politica. 5. 161. pag. Basta este unico fato historico para nos mostrar o indice da orientação dos nossos dirigentes na proteção da vida dos campos: Proclamou-se a Republica em nosso país. . Descurámos por completo do estuco desta ciencia. o da Agricultura.. O nosso país não é o unico atrazado neste assunto. 3 — “Cours de Comptabilité”. E. e os utopistas se esqueceram de crear o Ministerio mais necessario.. E’ o que nos informa o elegante (2) ERNESTO MARENGUI com referencia á Italia.— 31 — DO ESTUDO DA CONTABILIDADE RURAL NO BRASIL Entre nós o estudo desta disciplina é deficientissimo. Somente nestes ultimos tempos vêm as elites das classes rurais e contabilisticas reagindo contra o marasmo que cerca a Contabilidade Agraria. Milano. agora uma ligeira vista sobre o que se ha feito. sómente com a creação do Ministerio da Agricultura foi que nasceu a nossa Contabilidade Agraria.

329 de 28 de Maio de 1926.° ano. Escolas Medias ou TeóricoPraticas de Agricultura. ultimamente. 17. administração e legislação rural. 606 de 29 de Dezembro de 1906.. O estudo da Contabilidade Rural no Brasil tem se limitado tão sómente aos frutos do esforço e da bôa vontade do Ministerio da Agricultura. Os cultores da Contabilidade no nosso país quase nada têm podido fazer. No Distrito Federal. com a creação e fortalecimento das associações de classe. inclusive muita boa-vontade. que compreende a “Contabilidade. E’ bem verdade que muita tinta foi gasta inutilmente. o estudo da nossa diciplina tornou-se obrigatorio nas escolas de Agronomia.. devido mesmo ao trabalho dispersivo que tem sido feito. a Contabilidade Rural tem feito ligeiros progressos entre nós. Dr. é verdade. Nos ultimos anos. que creou o “Ensino Agronomico” no Brasil. Nilo Peçanha..940..ª cadeira (conjuntamente com a Contabilidade Industrial. afinal representar o papel que lhes cabe na vida intelectual e economica do pais. consoante as disposições do citado decreto e de outros que se lhe seguiram. Pela regulamentação do decreto numero 8. Quasi tudo ficou no papel. o qual só agora se encaminha. que regulamentou a “Organisação do ensino no Distrito Federal” reservou um “cantinho” á “Contabilidade Rural” na cadeira de “Economia Rural”. com muita inteligencia e compreensão da sua enorme valía.319 de 20 de Outubro de 1910. nos Campos de Demonstração e outros estabelecimentos.) do 3.. o recente Decreto numero 2. Aprendizados Agricolas. Assim é que pelo decreto n. a cadeira de “Contabilidade Agricola” faz parte do mesmo e fórma a 4. .— 32 — 1. Escolas Praticas de Agricultura. Deste modo passou a “Contabilidade Agricola” a ser ensinada nas Escolas Superiores de Agricultura e Medicina Veterinaria. devido aos progressos de nossa ciencia e á elevação natural do nivel cultural das populações agrarias e aos esforços de Escolas e Professores de Contabilidade. para. de 22 de Novembro de 1928. no governo do Presidente Affonso Penna mas a lei que o creou sómente foi posta em execução no governo do seu sucessor.... que regulamentou o “Ensino Comercial” no Brasil.

na rabada dos livros de Agricultura. Até agora esta materia era tratada em algumas paginas. Suas funções. etc. 1917 (1). Agronomia. Belo Horizonte.. 1921. 3ª edição. Economia Rural. . segue-se a pobreza de nossa literatura sobre Contabilidade Agraria. Empreza Editora Brasileira. Ocupa-se ela das (1) — É o melhor livro sobre “Contabilidade Agricola” que temos. Dentre os livros brasileiros sobre Contabilidade Rural não conseguimos contar meia duzia e poderemos citar. IV) F. Santos “Contabilidade Agricola”. 1912. Paulo. V) — José Watzl: “Guia para Contabilidade Agricola”. T. O melhor ou o unico?!. para propaganda do assunto. II) D.— 33 — DA LITERATURA BRASILEIRA SOBRE CONTABILIDADE RURAL Como corolario do que exposto temos nesta e na posterior lição. S. tão somente: I) Lourenço Granato: “Noções Elementares de Contabilidade Agricola”. S. de Souza Reis: “Contabilidade Agricola”. 1917.. Paulo. 1923. publicação autorisada pelo Ministerio da Agricultura. S. Paulo.ª edição é de 1906. III) Alvaro Figueiredo: “Elementos de Contabilidade Agricola”. Poucas são as obras especialmente dedicadas ao assunto. DA POSIÇÃO: DA CONTABILIDADE RURAL NA CIENCIA CONTÁBIL Como sabemos a Contabilidade Rural é uma especialisação importantissima da Contabilidade. A 1. LIÇÃO VI (Conclusão) Da Contabilidade Rural Suumario: — Posição da Contabilidade Rural na ciencia contabil. Rio de Janeiro.

etc. os estabelecimentos agrarios exercem sempre duas ordens distintas de operações: a) Operações técnicas. Estas duas ordens de funções da Contabilidade Rural são inseparaveis e.criação. São operações técnicas das emprezas rurais. ipotéca. tais como compra e venda. b) Operações comerciais. Disto decorrem duas ordens de funções que cabem á Contabilidade Rural: a) Operações técnicas.— 34 — operações administrativas das emprezas agrarias e é pois. ás operações produtoras das culturas. chegam a se confundir. . São operações comerciais das emprezas rurais as que têm por fim as transações mercantís das aziendas agrarias. b) Operações comerciais. emprestimos. Para melhor compreensão da situação da Contabilidade Agraria ou Rural no quadro geral da ciencia contábil. Emquadra-se ainda a Contabilidade Rural na especialização da Contabilidade Privada denominada Patrimonial. etc. apresentamos o seguinte quadro squematico: DAS FUNÇÕES DA CONTABILIDADE RURAL Como toda empreza industrial. São funções comerciais a registração e apuração dos fatos administrativos oriundos das operações comerciais das fazendas. as que se referem ao trabalho dos campos. um dos ramos mais importantes da Contabilidade Privada. penhor. á atividade rural prorimente dita. São funções técnicas da Contabilidade Rural as que se referem ao registro e apuração dos fatos administrativos originaldos das operações industriais da fazenda. por vezes.

II CAPITULO DA ECONOMIA RURAL .

LIÇÃO VII Da Economia Rural Sumario — Conceito Agricultura. Quimica. 1920. E’ esta ciencia um dos ramos mais novos e uteis dos conhecimentos agrarios. os modos de proteção e repartição desta. etc. Ou. Astronomia. quer (1) “Economie Rurale”. Biologia. tais como a Economia Politica. A Contabilidade Rural ocupa papel proeminente no estudo dessa diciplina. . Quer como ciencia. Botanica. Medicina Veterinaria. Matematica. Geologia. etc. pag. Zoologia. (1). DA AGRICULTURA A palavra Agricultura póde ser tomada como designando uma ciencia ou uma industria. Estuda ela os meios mais economicos para a produção rural. uma ciencia complexa. Engenharia Rural. Direito. DA ECONOMIA RURAL A Economia Rural é à ciencia que estuda a organização e direção economica das emprezas agrarias. que requer inumeros outros conhecimentos. Agronomia. E’ ela pois. no dizer de JOUZIER é “a economia politica aplicada á agricultura”. Paris. Importancia daquela. a organisação administrativa das emprezas agrarias. Industrias Rurais Importancia desta. Agricultura. 15.

Quando geralmente se usa da expressão.. como a da borracha. Constituem um estágio superior da vida economica rural. pag.. ambas ás especialisações técnicas. As industrias rurais são um prolongamento natural da Agricultura.. os produtos provenientes das industrias rurais... liv. oléos de babassu. como tambem a creação de animais.Bello-Horizonte.. requeijões). e se apresenta mais dificil.. enfim. Assim. péles.(2). manteiga. xarqueadas.. 11 e Alvaro Figueiredo: “Elementos de Contabilidade Agricola”. 2 — Dentre outros: E Jouzier. A palavra Agricultura tanto significa a cultura do sólo. temos tambem famósas industrias extrativas... E’ bem verdade que a expressão Agricultura.. Agricultura. o comercio de exportação de produtos agricolas brasileiros. atingiu em 1. e se verificam nos centros mais adeantados. toma um aspéto mais importante.. 1917.. .930.... Elas tomam diversas fórmas. não se quer com ela significar sómente a "cultura do sólo" como pensam alguns autores. á. Mas em tal não pódem caír os técnicos. pois ela se socórre de elementos especiais á Contabilidade Rural e outros pertinentes á Contabilidade Industrial encontrando-se em algumas ás vezes perfeitamente diferenciadas. etc. couros. dá muito facilmente motivos a essas confusões... carnes. 5. laticinios (queijo. 17. lãs.... pois.Com aquela palavra compreende-se não só essa ordem de idéas. designar o campo de ação dos estabelecimentos rurais.. como a industria pastoril. e tomam as fórmas de estancias.000:000$000. mamona..— 38 — como industria.500. Na economia brasileira. cit.. A contabilisação das industrias rurais. são mais comuns nos centros pastorís. ela tem por fim. pag. Basta dizer que pór uma recente publicação feita pelo Ministerio da Agricultura.. além dos acima mencionados.. todas as fórmas de aproveitamento dos produtos animais. tomam logares preeminentes.

o papel que cabe á Economia Rural hodiernamente é inegavel. Ademais. E’ uma das primeiras etapas da produção. a Agricultura cientifica. pois. Delas provêm a riqueza economica de inumeras nações. só ela não faz a riqueza de um povo (3). aqueles são indispensaveis. porém. (3) — E’ interessante observar que os povos industriais dominam os povos agrarios. A concepção economica é quem regula a vida do homem. Desse medo foi que surgiu a necessidade desta nova ciencia — a Economia Rural — afim de nos encaminhar nos processos mais eficientes para a produção util e barata das emprezas agrarias. amparando-as. As necessidades da vida humana nos provam que mais não é possivel a vida sem a sua concepção economica. DA IMPORTANCIA DA AGRICULTURA O papel representado pelas emprezas rurais na vida dos povos tem sido sempre dos mais salientes e proficuos. Não queremos. Mas nas grandes emprezas agricolas. Dispensa-os a pequena cultura algumas vezes. Na luta economica — e. estimulando-as. São elas que alimentam as industrias. Basta ver quais são os países que contrólam a vida economica social e . é pela Agricultura que se crêa a riqueza das nações. politica. proporcionando-lhes as materias primas indispensaveis á sua atividade e manutenção. de conhecimentos técnicos.— 39 — DA IMPORTANCIA DA ECONOMIA RURAL Sendo o estudo das instituições agrarias e suas necessidades. As nações industrialistas guiam as rurais. E é para ela que convergem os esforços dos administradores. creando escolas técnicas e cientificas. E’ hoje um assunto de grande interesse para os países agrarios. hoje. social — a maquina vence a terra. Não obstante ser a Agricultura uma fonte incomensuravel de riquezas. dizer com isto que a Agricultura não necessite. E isto é facil de se explicar. Principalmente quando incipiente. Todos os povos foram primitivamente agricultores. pois que a vida rural não exige um cabedal grande de conhecimentos.

mas. LIÇÃO VIII Da Agricultura Sumario: — Divisão. Inglaterra. b) Pólicultura.. especialidade. Exemplo: A cultura só de café. é a cultura de um só produto. talvez advenha a desnecessidade da Agricultur. A Russia. provêm dela. Considerada como industria. precindir da Agricultura. então. que era um pais essencialmente agrario. sim.. No dia em que fôr resolvido o problema de alta alquimia e que o homem puder se alimentar unicamente com algumas cápsulas diarias. Japão. etc. uns ainda predominam sobre outros quer pela elevação do nivel cultural. quer pela grandeza numerica ou outros quaisquer fatos. politica do mundo. Agricultura e Contabilidade DA DIVISÃO DA AGRICULTURA A Agricultura considerada como ciencia comporta divisões para melhor compreensão de suas idéas. a Agricultnra póde tomar dois aspétos: a) Monocultura.— 40 — Ha uma completa interdependencia entre os diversos ramos produtores da economia moderna. somente teve influencia na vida internacional com a queda do tzarismo e o advento do leninismo e consequente industrialisação do país. Allemanha. entre estes. . de cana de assucar. porém. Monocultura como o nome o indica. Conforme a extensão e diversidade da sua produção. de borracha. Os alimentos com que se nutre e mantém a humanidade. Não se póde. sendo que a produção agraria não tem ocupado sempre o primeiro logar. tambem póde ser dividida conforme a sua. São as potencias industrialistas: Estados Unidos da America.

A Agricultura Creacional ou Pastoril é a que se ocupa exclusivamente da creação de animais. a que se dedica a uma só ordem de operações produtoras. Chama-se-Agricultura Exclusiva. Agricultura Mixta é a que trata da creação de animais e plantação da terra. concomitantemente. em Economia Rural a Contabilidade é um complememto indispensavel da Agricultura racional. Segundo a sua especialisação. frisar um ponto para os menos entendidos na ciencia de que tratamos. Chamamos Monocultura á Exclusiva. Alguns autores dividem a empreza agricola. Como é claro. E. da cultura do sólo (lavoura). Desejamos agora.— 41 — Policultura é a cultura concomitante de mais de um produto. em: a) Exclusiva. Agricultura Dominante é a em que havendo produção diversa uma predomina sobre as outras. Essa divisão é a que mais interesse apresenta. DA AGRICULTURA Com o vimos. porem. b) Dominante. Policultura as Dominante e Mixta. essas modalidades da Agricultura são mais raras. pódem ser Exclusivas ou Dominantes. Denomina-se Mixta a Agricultura em que não ha exclusividade nem predominio de uma exploração sobre outra. comquanto se encontrem. Agricultura Cultural é a que cuida da exploração do campo. a Agricultura póde ser: a) Cultural. tanto a Agricultura a Cultural. b) Creacional ou pastoril. . a Creacional. DA CONTABILIDADE E. Poder-se ia falar tambem de monocreação e pôlicreação ou multicreação. c) Mixta ou Agricola. como a Mixta. segundo a diversidade de sua produção. mas. c) Mixta.

E’ um elemento de ordem. Ela não aumenta a riqueza dos estabelecimentos em que é empregada. Papel da Contabilidade. demonstrativo das condições economico-administrativas das aziendas em que é adotada. de ordem mor al. só ela nos fornece um produto ver dadeira- . Fatores. se se encarar o sentido etímologico da palavra. A produção rural nos dá sempre um produto novo. reguladora da vida administrativa das entidades economicas. não queremos com isso dizer que uma bôa Contabilidade Rural aumente a produção. que combatia o sístema mercantil. DA PRODUÇÃO RURAL Já por vezes temos demonstrando a importancia da produção rural.— 42 — Quando apontamos a importancia da Contabilidade nas emprezas agrarias. Aliás. esse caráter da produção agraria tem sido muito exagerado. Mas coordena e organisa eficientemente. Assim é que a antiga escola economista dos Fisiocratas. Esta especie de produção é a mais verdadeira. de natureza moral. E’ um a ciencia economica. exagerando esse conceito dizia que a agricultura deve estar colocada em primeiro logar na esfera das humanas atividades. publicas ou privadas. E fundaram os Fisiocratas a sua escola sobre o principio segundo o qual só a Natureza é fonte de riquezas. A Contabilidade não é ciencia produtora. bem como os resultados parciais e totais dos fatos administrativos realisados. As outras industriais geralmente transformam a materia prima creando novo produto. acima do comercio e das demais industrias. LIÇÃO IX Da Produção Rural Sumario: — Conceito. demonstrando as operações que são vantajosas e as que o não são. Absolutamente.

São tais. pag. improdutivas. (1) Charles Gide: “Principes d’Economie Politique”. a concepção economica dos Fisiocratas era por demais agraria e pouco acorde com os progressos da vida moderna. DOS FATORES DA PRODUÇÃO RURAL Como uma das modalidades industriais (industria rural que é). (2). dinheiro. vapor. Uma das mais antigas classificações dos fatores da produção os classifica assim: a) Natureza. os bens pertencentes a uma pessoa. Como vemos. pag. a produção agraria sofre a ação de varios fatores. Na produção agraria este fator é fundamental. as forças motoras. O Trabalho — terceiro fator da produção — é o esforço. vento. São fatores passivos: a Natureza e o Capital.. O Trabalho humano póde ser fisico ou intelectual. á terra como todos os agentes naturais. . b) Capital. que contribuem direta ou indiretamente para a produção. (2) Gide: “Liv. (1). 1923. Estes. 79. Os fatores ácima enumerados pódem ser ativos ou passivos. Pelo fator Capital. como materiais. humano ou não para a produção de utilidades. compreendemos os valores ou riquezas pre-existentes. eletricidade. aguas. emquanto que as demais classes são estéreis. cit. c) Trabalho. 7. parém variam com o critério economico de cada um. Paris.— 43 — mente novo. etc. etc. O Trabalho é o fator activo por ecelencia. tais como o clima. Pelo primeiro fator — a Natureza — não só compreendemos o sólo.

LIÇÃO X Do Trabalho Rural Sumario — Sua condição. Devemos procurar estudar todos os meios que facilitam a produção rural para podermos organisar a Contabilidade a se adaptar ás diversas aziendas agrarias. não apresenta a classificação dos fatores da produção ácima enumerados nenhuma vantagem. afim de que fique bem orientado o administrador capás. Contabilisação. Ela serve de base para o levantamento estatistico da vida das emprezas rurais bem como de seu valor economico. Póde ser humano ou animal. DA CONDIÇÃO DO TRABALHO RURAL O trabalho é a força empregada na produção de utilidade. Proteção. Pelo trabalho se opéra sempre uma transformação no objeto que é executado. A Contabilidade está reservado o importante papel de esclarecer os fatos administrativos que dão origem á produção rural. O trabalho humano póde ser fisico ou muscular e intelectual ou mental. como tambem a proveniencia das diversas verbas que modificam a receita e a despeza de cada produto colhido. bem como os que resultam desta.— 44 — DO PAPEL DA CONTABILIDADE NA O PRODUÇÃO RURAL A perfeita Contabilidade está na ordem direta da bôa classificação das contas. porém. para orientação dos estudos contáveis. Deve tambem demonstrar não sómente o custo de cada produção agricola. E’ o que vamos fazer nas lições seguintes. Essa transformação póde ser . A’ Contabilidade Rural pois está reservado o importante e dificil papel de demonstrar a produtividade das diversas emprezas agrarias bem como o grão produtivo de cada ordem de fatores. Para essa classificação.

— 45 — mudando o estado da materia (bruta ou ja trabalhada). DA PROTEÇÃO AO TRABALHO RURAL As legislações modernas ás vezes procuram proteger a liberdade do trabalho. pois dependem economicamente dos individuos economicamente mais poderosos. Dentre algumas medidas protetoras do nosso trabalhador rural. E’verdade que. Segundo os economistas oficiais. E’ verdade que as leis asseguram a liberdade da escolha de profissão. Isso tudo. etc. trabalho em logar salubre. que a liberdade do trabalho é no minimo uma liberdade condicional.. b) Liberdade de exercer a sua profissão em qualquer logar. Dentre as medidas de proteção usadas citam-se ás referentes ao dia de 8 horas. licenças. dasfabricas. do salario em caso de molestia. Mas. ou deslocando-a de logar somente.. porém. á impenhorabilidade do . Estas medidas. em tése a da liberdade. verdadeiramente a propalada liberdade de trabalho não póde ser completa num regimen em que os fracos têm que contratar com os fortes. c) Liberdade de ter mais de uma profissão. são mais protetoras do trabalho industrial.. Sabemos. Principalmente em nossa terra “essencialmente agricola e pastoril”. Dizemos em tése por que. á organisação de sindicatos e cooperativas agrarias. etc. considerados isoladamente os homens são seres livres. porém. garantia. indenisação em casos de acidente no trabalho. bem como o exercicio do direito de associação. citaremos as referentes ao abono de salarios. são condições teóricas que verdadeiramente não existem. a liberdade de trabalho repousa nos tres seguintes principios: a) Liberdade profissional. a não ser idealmente. etc. A hodierna condição do trabalho humano e.. vistos em sociedade não o são. assim.) e. O trabalhador rural ainda está esquecido e poucas sãoas disposições que os protegem. porém — e neste ponto estão conosco os proprios economistas oficiais — que essa liberdade de trabalho é condicionada (diplomas.

que se destinam á exploração comercial não prestam serviços e sim produtos ou rendas.— 46 — salario do trabalhador rural. porém. do trabalhador rural nunca são constatadas na vida pratica. DA CONTABILISAÇÃO DO TRABALHO RURAL Em Contabilidade os fatos administrativos consequentes do trabalho merecem registro cuidado. que deve ser contabilisado sómente o serviço prestado pelos animais de trabalho sendo que os animais de creação. Para a apuração do custo da produção temos necessidade de contabilisar a expressão economica do trabalho empregado. curativos etc. E tanto o é que os autores que têm tratado do assunto dele não cuidam. desde que seja um serviço prestado pelos animais. “Mão de Obra”. O valor do custo do trabalho animal é usualmente calculado sobre o total das despezas diarias com a manutenção do mesmo. O trabalho humano recebe a denominação especial de “Salarios”. as contas que representam estes devem ser creditadas por um importancia que represente a expressão economica do esforço produzido. os seus creditos serem privilegiados em caso de falencia. Mas. porém. e queijandas. E nessa conta registraremos por débito o trabalho produzido pelos empregados de acôrdo com o preço combinado. Para justificar este registro basta uma pergunta: — Não debitamos aos animais as despezas com a sua manutenção. (1) — Quando nos referimos á contabilisação das despesas com a manutenção do animal (despesas gerais). tais como alimentação. Observe-se. Aquela tem toda a importancia que falta á esta. para efeito de orçamento. . O trabalho usado nas aziendas rurais é humano e animal. distinguimos da registrarem apenas para dar um valor ao animal.? (1). etc. E’ bem verdade. O trabalho animal é de mais dificil contabilisação. que essa prerogativas. Por crédito registramos os serviços pagos.

Dentre as inumeras vantagens proporcionadas pelo Seguro Agrario. Companhias do Seguro Rural. a indeniza-la do prejuizo resultante de riscos futuros. 1. assistencia. Sua Contabilidade. Mas. O Seguro Agrario é uma das mais modernas fórmas de Segura. previstos no contrato”. pelo qual uma das partes se obriga para com outra.432. etc. destaca-se a proteção á produção animal e vegetal. a caracteristica do instituto dos seguros. cita-se o Seguro Agrario. aliás. indenisações. peste. Neste seguro deve-se banir o lucro. amparo. não sendo ás vezes possivel uma perfeita compensação tal o vulto dos prejuizos e a natureza dos danos que se verificam. Esta é. O contrato de Seguro póde ser efetuado para proteção dos bens ou das pessôas (seguro de vida). Ordinariamente o Seguro Agrario é efetuado para proteção dos bens rurais em caso de incendio. 2 — Codigo Civil. mediante a paga de um premio. para tambem evitar que os administradores nada fizessem para salvar seus bens. DA NECESSIDADE DO SEGURO AGRARIO “Considera-se contrato de seguro aquele. Pode ser tambem terrestre ou maritimo. como esta modalidade de seguro é muito vantajosa idealisou-se pagar sinistros por um valor préviamente estabelecido (um terço. . Dentre as diversas especies de contrato de Seguro terrestre. etc. Por muito tempo julgou-se impossivel esta modalidade de seguro por serem inumeros os imprevistos que atingem a produção rural. metade ou dois terços do valor da cousa segurada). (1). geada.— 47 — LIÇÃO XI Do Seguro Agrario Sumario: — Necessidade.

). principalmente na Europa e Estados Unidos da America. bastará. á Cia. dois terços. como dissemos ácima. as Companhias de Seguros segurarem os bens rurais por uma fração do seu valor (meio. etc. no caso de Seguro Agrario.. Todas as diversas modalidades de seguros sobre as cousas estão sujeitas a estes argumentos. ainda. num livro especial.° anuidade da apolice n° Y X . pelo pagamento das anuidades: Seguros de. Nem cabe tal neste momento. que já se. um terço. não tem no Brasil a representação que lhes compete. tres quartos. Dentre os inconvenientes apontados nestas modalidades de seguro cita-se o fato de que o fazendeiro de posse da apolice que o garanta no caso de sinistro não tem mais interesse em procurar salvar os seus bens ou mesmo evitar as causas de sua destruição.) deve-se fazer o seguinte lançamento no Diario. não seria tambem possivel a exigencia de nenhuma especie de seguro.— 48 — DAS COMPANHIAS DE SEGURO AGRARIO As Companhias de Seguro Agrario. Seu logar é no estudo especial da Contabilidade das Companhias de Seguros. DA CONTABILIDADE DO SEGURO RURAL Não pretendemos estudar aqui a Contabilidade das Companhias. Elas geralmente se revestem da forma mutua ou de premio. desenvolveram muito. 1. de Seguro Agrario. evitando assim o enriquecimento ilicito dos segurados. Efetuado o contrato de seguro (sobre determinado animal ou cultura. etc. Se em devida conta fossemos leva-los. X. Queremos grifar sómente a maneira de contabilisar na azienda rural a efetuação de um seguro.. a Caixa Pg. Para evita-los. Estes argumentos não procedem.

. X. o valor da apolice....... (Animais ou Cultura)...... Quando fôr recebida a indenisação far-se-á um lançamento assim . porém... que fizemos naquela Cia..... a Lucros & Perdas.... que tal não se deve fazer..... Caixa a Companhia X Recebi pela indenisação da apolice n. assim: Apolice de Seguro a . pois....... Pelo valor da indenisação da apolice n... X . Conhecemos esta pelo calculo seguinte: Indenisação = Valor da Apolice — Anuidades... Pelo seguro de ....000... o seguinte resultado: Valor dos bens perdidos — Indenisação = Prejuizo ou ainda este resultado mais raro: Indenisação — Valor dos bens perdidos = Lucro.... 1.. Z apagar em.....000. por debito....... do seguro de nossos...... X Alguns contadores aconselham e usam levar por ocasião de balanço o debito da conta de Seguros sobre................... Pensamos... O lucro ou prejuizo apurado sobre a conta segurada será..... X Em seguida levamos á conta do bem que foi segurado..° 1.. 1....... apolice n.— 49 — Recebida a apolice de seguro efetuado deve-se fazer o seguinte lançamento: Companhia X a Apolice de Seguro...... Como um dos principais papeis da Contabilidade é demonstrar o estado especifico do patrimonio em qualquer momento...000 da Cia. pensamos que a Conta de Seguros deverá ficar aberta para que no caso de indenisação possamos saber qual foi a real indenisação obtida. anuidade de rs...

para saldo.... A Indenisação Líquida póde ser maior ou menor do que o prejuizo verdadeiro sofrido pelo fazendeiro... será levado ao seu crédito.. por saldo. é da essencia do penhor (1) — Ha outra fórma mais simples de se anotar a liquidação dos seguros a saber: Recebida a indenisação..... E. Se fôr maior. houve lucro. prejuizo. e a debito da conta que foi segurada.. se menor..... (Animais ou Cultura) a Seguros sobre Pelo débito desta conta.. Penhor Rural é o que se efetua. estórna-se o segundo lançamento ácima.— 50 — E o débito da conta de Seguros de. pelos lançamentos ácima poderemos vêr nitidamente qual foi o resultado da operação de seguro... sobre bens moveis das emprezas agrarias... LIÇÃO XII Do Penhor Rural Sumario — Conceito. e dá-se entrada do dinheiro em Caixa..Z Dessa maneira temos escriturado (1) todo o ciclo dos fatos administrativos originados das operações sobre os seguros. Especies. debitando-se a esta conta e creditando-se a Lucros e Perdas... Como sabemos... da maneira seguinte: .... Contabilidade DO PENHOR RURAL Penhor é uma garantia de divida efetuada pela alienação de bens moveis. assim: Indenisação — Anuidades pagas = Indenisação líquida.... ..

comquanto não tenha sido observada pela nossa legislação. Não obstante isto. pagina 343. pecuárias (animais de creação ou de trabalho). artigo 10. 3°. E’ por isso mesmo ainda que os autores dizem que “o penhor agricola é uma fórma anormal do penhor. que. b)Pecuario. (1).— 51 — que ele tenha por garantia bens moveis. .272 de 5 de Outubro de 1885. Póde ser : a)Agricola. entre as duas especies de penhor rural enumeradas. e hoje já se acha regulado pelo Codigo Civil. Penhor Pecuário é o realisado com a garantia dos bens moveis das emprezas pastorís. como sabemos. DAS ESPECIES DE PENHOR RURAL O penhor rural pela nossa legislação em vigor póde tomar duas fórmas diferentes. vol. depreende-se facilmente do espirito de seus artigos (2). DA CONTABILIDADE DO PENHOR RURAL O registro dos fatos administrativos oriundos das operações referentes ao penhor rural não apresenta grande dificul- (1)Clovis Bevilaqua:”CodigoCivil Brasileiro Commentado”. (2) Artigo 781 e seguintes. que se aproxima da hipotéca”. são por sua natureza bens imoveis. artigo 781 e seguintes. O penhor rural foi instituido entre nós pelo Decreto n° 3. Penhor Agricola é o efetuado sobre os bens moveis das emprezas agricolas. o nosso Codigo Civil enumerando no seu artigo 781 os objétos que podem ser dados em penhor cita as colheitas pendentes e as em via de formação. Nas Partes seguintes estudaremos detalhadamente cada uma dessas especies do penhor rural. A distinção ácima.

......... e na liquidação faremos: Diversos a Caixa Colheita de Milho em Penhor Pelo resgate de n emprestimo com X. d.. antecupadamente.....— 52 — dade. a 120 dias.. registraremos como no primeiro lançamento deste capitulo............. X Resgatada a divida que deu origem ao penhor ácima (penhor agricola)........ 100$000 10:000$000 ........ conforme contrato d....... estorna-se o lançamento feito da maneira seguinte: Colheita de Milho em Penhor a Caixa Pelo resgate de n emprestimo contraído com F.........................No Diario poder-se-á obedecer á seguinte ordem de lançamentos: Efetuado o contrato de penhor e recebido o dinheiro apurado com o mesmo: Caixa a Colheita de Milho em Penhor.......... 9:900$000 Juros & Descontos Desconto por antecipação.......... X Quando houver pagamento de juros.......... por emprestimo com a garantia do penhor da nossa colheita de milho................ de X.......... 100$000 10:000$000 Si os juros não forem pagos antecipadamente. e com a garantia da nossa colheita de milho. farse-á: Diversos a Colheita de Milho em Penhor Caixa Rec°. Recebido de F. 10:000$000 Juros & Descontos Juros pagos...

III CAPITULO DA ASSOCIAÇÃO RURAL .

LIÇÃO XIII Da Parceria Rural Sumario: — Conceito. principalmente na Italia (mezzadria. (2) (1) Liv cit V 20. Especies..410 e seguintes.. de Meiação. tem sido já estudado sob varios aspétos. Contabilidade. DA PARCERÍA RURAL Parcería Rural é o contrato pelo qual uma pessoa cede a outra. Tem por fim este contrato a exploração industrial das cousas pertencentes aos dominios agrarios: cultura do sólo ou exploração de animais A Parcería Rural como observa o grande Clovis Bevilaqua “participa’ da natureza da locação e da sociedade. permanecendo porém ainda entre nós sem a obrigatoriedade de uma fórmula juridica que garanta a parte do carneiro no contrato com o lobo. O nosso Codigo Civil dela trata no seu artigo 1. O contrato de Parceria Rural já está sobremodo dentro dos costumes do nosso país. O contrato de Parcería Rural. (1). As pessoas que por ele contratam. colonia parziaria). Rio de Janeiro. E’ esta uma instituição já consagrada e regulada por inumeras legislações. pag 168. de “meiá”. “aplicam-se a este contrato as regras do de sociedade no que não estiver regulado por convenção das partes”. sendo mais conhecido nos meios rurais por contrato de “meiação”. se denominam meieiros. 1926. por isso. recebendo denominações regionais. em linguagem rural. observação 1 . mediante condições préviamente estabelecidas a exploração de algum ou alguns bens rurais.

— 56 — DAS ESPECIES DE PARCERIA RURAL Como é facil de se concluir são de duas naturezas diferentes as modalidades de Parcería Rural: a) Parcería Agricola. duas pessoas que se denominam Parceiro e Proprietario. no mínimo. Nas Partes seguintes trataremos de cada uma dessas especies de Parcería. especialmente. No contrato de Parcería Rural (Pecuária ou Agricola) aparecem sempre. repartindose os frutos entre as duas. 1. direitos e obrigações dos parceiros.410 define a Parcería Agrícola: “Dá-se a parcería agricola. na proporção que estipularem”. São quasi que um contrato de sociedade comercial de capital e industria. com ligeiras modificações. A Parcería Pecuária só se dá sobre os animais (“gado grosso” ou “meu’do”). baseadas no contrato efetaudo. tratar e criar. b) Parcería Pecuária. E’ ainda o nosso Codigo Civil quem define a Parcería Pecuária: “Art. para ser por esta cultivado. mediante uma quota nos lucros produzidos”. . etc. DA CONTABILIDADE DAS PARCERÍAS RURAIS Nada mais são as Parcerías Rurais que especiais aziendas agrarias. Lógo. não podendo ter por objéto aves e insétos.416 — Dá-se a parcería pecuária. quando se entregam animais a alguem para os pastorear. quando uma pessôa cede um predio rustico a outra. a elas pódem e devem ser aplicados os mesmos principios que estamos estudando para as demais emprezas rurais com ligeiras modificações de fórma contábil. O Codigo Civil no artigo 1.

DA IMPORTANCIA DOS SINDICATOS E COOPERATIVAS RURAIS E’ ocioso encarecer as vantagens dessas associações. social ou moral comuns aos associados”. A conciencia do cumprimento do dever. 200 e seguintes. nos termos do artigo 4 do Regulamento citado “o proprietario.— 57 — LIÇÃO XIV Das Cooperativas e Sindicatos Rurais Sumario: — Cooperativas Rurais. Importancia de um e de outro. 6. o cultivador. com capital variavel e numero ilimitado de socios (1). (2) São considerados profissionais da agricultura e industrias rurais. o arrendatario. DOS SINDICATOS RURAIS Sindicatos Rurais “são as associações formadas entre profissionais da agricultura e industrias rurais de qualquer genero. o parceiro. o jornaleiro e quaisquer pessoas empregadas em serviço dos predios rurais.532 de 20 de Junho de 1907.637 de 5 de Janeiro de 1907. para defesa dos interesses de ordem economica. As cooperativas são reguladas pelo Decreto n°. (2) Regulamento do Decreto n. pag. 1. 1. As cooperativas Rurais são as que se destinam á proteção dos estabelecimentos agrarios e de seus membros. art. a elevação das profis(1) Ver o volume 11. o criador de gado. Sindicatos Rurais. Delas só pódem fazer parte as pessoas que se ocupam de serviços rurais. Principais fórmas.° do nosso “Tratado de Contabilidade (Contabilidade Mercantil). . bem como a pessôa juridica cuja existencia tenha por fim a exploração da agricultura ou industria rural”. DAS COOPERATIVAS RURAIS Denominam-se Cooperativas as sociedades em que mais de sete socios se reunem para proteção de interesses comuns.

Por isso se faz sentir a grande necessidade das Cooperativas e Sindicatos Rurais para contrabalançar o descaso em que vive a nossa produção rural. DAS PRINCIPAIS FO’RMAS DAS COOPERATIVAS E SINDICATOS Sindicatos e cooperativas Rurais pódem tomar inumeras. todas elas prestam relevantes serviços. a monographia do professor Salvatore Bruno. DAS COOPERATIVAS E SINDICATOS DE CRÉDITO Dentre todas as especies de Cooperativas e Sindicatos salientam-se as que têm por fim imediato o adiantamento de capitais aos seus associados. O crédito rural é de todos o que (3) Sobre este assumpto não se deve deixar de ler. Contabilidade das Cooperativas e Sindicato. Mórmente as associações rurais representam papel saliente. Além da conciencia moral que ali se cria. do crédito. salientando-se as Cooperativas e Sindicatos destinados á proporcionar o crédito aos seus filiados. provém dessas associações. principalmente no nosso país. (3). Torino 1924. aquelas sociedades são as grandes protetoras e incentivadoras da classe. do consumo. Qualquer que seja o fim dessas associações. LIÇÃO XV Das Cooperativas e Sindicatos Rurais (Conclusão) Sumario: — Cooperativas e Sindicatos de credito. Assim é que os ha destinados á proteção da produção. Caixas Rurais. O auxilio á produção agraria é sempre dos mais eficazes. etc. fórmas conforme a especie de auxilio de que pretendam se ocupar. . do seguro agrario.— 58 — sões. intitulado: “I Monti Frumentari. a compenetração do papel que cada um deverá representar na vida.

São os Bancos dos agricultores. O que caraterisa esses dois tipos de caixas rurais é o maior ou menor ambito em que elas operam. Bancos Luzzatti e outros geralmente conhecidos pelo nome de seus creadores. DAS CAIXAS RURAIS As associações de crédito agrario geralmente se constituem sob a fórma de Caixas Rurais. Só pódem ser seus associados e com elas efetuar operações as pessoas residentes em determinada circumscrição territorial. Raiffeisen. As caixas rurais obedecem geralmente a dois tipos diferentes: a) Caixas Locais. As caixas regionais têm campo de ação mais amplo. Dependente de fatores extranhos e algumas vezes inevitaveis. Uma destas é a que se refere ao prazo dos serviços rurais. que. E é por isso que os Sindicatos e Cooperativas de Crédito proliferam com o incremento que vemos hoje em dia. . Existem diversos tipos de caixas rurais. comquanto dentro de determinada região. b) Caixas Regionais As caixas locais se caraterisam por agir em campo delimitado. a produção agraria necessita de certas vantagens. Ao passo que nas caixas locais são em via de regra garantia das transações o crédito pessoal. para que uma pessoa possa efetuar transações com uma caixa regional é preciso que tenha alguma notoriedade e as operações sejam baseadas em garantias mobiliarias ou imobiliaris. Estas têm por fim proporcionar capitais aos seus associados.— 59 — mais ampa o necessita. De maneira. Os estabelecimentos puramente comerciais geralmente fazem emprestimos a curto prazo. sendo que os mais conhecidos são os do tipo Schulte-Delitszch. Efetuam operações com pessoas residente em logares diferentes. bem como obriga-los á economia.

1924. pois que esses institutos participam de algumas operações comuns ás emprezas bancarias (Caixas Rurais) e comerciais. Salvatore Bruno: “Le Casse Rurali de Prestiti”. não obstante ser hoje das mais propagadas nos meios rurais. Torino.— 60 — A primeira caixa rural que se tem noticia foi creada na Allemanha. DA CONTABILIDADE DAS COOPERATIVAS E SINDICATOS RURAIS A contabilidade dos Sindicatos e Cooperativas rurais deve obedecer a um criterio a adotar de acôrdo com o fim da associação. ora os da Contabilidade Bancaria. pois. pag. Por isso deveria seguir ora os principios da Contabilidade Mercantil. em Altenkirchen (Prussia Renana). (1) Prof. em 1847 (1). Vê-se. que é uma instituição recente. 59 .

IV CAPITULO DA EMPRESA RURAL .

da elaboração da receita e despeza. DA ORGANISAÇÃO DA EMPREZA RURAL Qualquer que seja a fórma e a finalidade da Empreza Rural a sua organisação é tarefa dificil e que deve ser bem orientada para agir proficuamente. das raças de animais para creação. Pessoal da empreza rural. Póde tambem se destinará grande ou á pequena cultura. Azienda Rural. são ope- . Ela póde abranger grande numero de operações produtoras ou se dedicar a uma modalidade só da exploração agraria. etc. das sementes e mudas para cultura. Por Empreza Rural não devemos compreender sómente as instituições que têm por fim a produção de utilidades agrarias. Organisação. Na Empreza Rural a escolha dos terrenos a serem trabalhados. mas tambem as que se destinam á proteção dessa produção ou ainda á transformação dos produtos rurais (industrias rurais). DA EMPREZA RURAL A Empreza Rural é a organisação ecoonmica destinada á exploração produtiva dos campos.LIÇÃO XVI Da Empreza Rural Sumario: — Conceito. Em todo periodo de organisação de uma empreza as operações iniciais são sempre basicas. dos maquinismos e utensilios necessarios á industria rural.

Na pequena Empreza Rural unia familia ás vezes se encarrega de todas as operações necessarias á produção. sementes. . impostos diversos. debaixo de certas disposições costumeiras e contratuais facil nos torna agrupa-los nas seguintes categorias. colonos ou parceiros. auxiliares. preparo do sólo. juros de capitais empenhados. bem como as eventuais e os impostos e gravames com que são em geral afetados os bens e a produção. O numero destas. Após a inventariação dos capitais agrarios deve.— 64 — rações primordiais e de relevante importancia. tais como despezas com os trabalhadores. e. que trabalham para o proprietario com o contrato de satisfazer ás despezas e dividir os lucros com este. No calculo das despezas dos exercicios devemos tambem levar na devida conta as que são necessarias e inevitaveis. caixa. não devendo se esquecer nunca um organisador de que são fatores da grandeza de toda instituição economica as cabeças que pensam e os braços que executam. e) Meieiros.). etc. detentor da riqueza administrada (dono. O PESSOAL DAS EMPREZAS RURAIS O pessoal que auxilia a produção agraria se classifica por diversas categorias. etc. que é o dominante em nosso país. d) Pessoal do Escritorio (Contador. torna-se necessario um pessoal mais habilitado. varia com a extensão da empreza. premios de seguros. etc.. arrendatario.. no regimen da grande propriedade territorial. etc. tambem o organisador cuidar das combinações culturais ou industriais a que se destina a Empreza.) b) Administrador.. alimentação dos animais. Mas. dentre outras: a) Proprietario. porém. que dirige os diversos serviços da Empreza. materia prima a empregar. trabalhadores manuais e que ordinariamente trabalham por contrato. c) Colonos. Como em toda organisação produtora é de grande necessidade a escolha do pessoal habilitado.

Sob o ponto de vista contábil diversas são as pessoas que fazem parte da administração das emprezas rurais. Ela tem por fim todas as operações cujo fim é acconservação. melhoramento ou produtividade da riqueza administrada. Em toda administração economica.— 65 — f) Jornaleiros ou diaristas. ou a liquidação final da empreza. que são os empregados contratados por mês. por um corpo de pessoas sobre um patrimonio. As funções administrativas têm por fim a organisação. que têm por fim a direção. b) Agentes Consignatarios. como veremos adiante. a gerencia da empreza. LIÇÃO XVII Da Administração Economica Sumario: — Conceito. que são as que têm por fim a organisação dos estabelecimentos. de qualquer que seja a natureza da entidade administrada. Azienda Rural. . E’ exercida por meio de funções executadas por meio de atos e fatos administrativos. Funções administrativas. c) Funções finais ou conclusivas que têm por fim a liquidação das operações de um exercicio. Daí se infere que são de tres ordens diferentes as funções administrativas: a) Funções iniciais. aparecem sempre na Empreza Rural tres pessoas distintas: a) Proprietario. c) Correspondentes. direção e liquidação dos estabelecimentos administrados. DA ADMINISTRAÇÃO ECONOMICA Administração economica é a serie de funções exercidas pelos encarregados do patrimonio afim de que este produza. empregados que ganham por dia de trabalho. g) Camaradas. Pessoas. b) Funções gestivas ou gestoriais.

— 66 — Proprietario é o dono da Empreza. . Azienda Agraria é a que se compõe dos bens destinados á produção rural. Mercadorias. transações com a Empreza. pelas diversas pessoas da administração. As contas que representam os agentes consignatarios são as que representam os bens materiais da administração tais como Caixa. DA AZIENDA RURAL Denomina-se azienda rural ao patrimonio das emprezas agrarias. Agentes Consignatarios são os encarregados da guarda dos bens materiais da administração. é o senhor do patrimonio. As contas que representam o Proprietario. ao conjunto de todos os bens que formam o ativo e passivo da entidade economica rural. Azienda Domestica é a que se compõe dos bens destinados ás despezas particulares do Proprietario da Empreza Rural. As contas que representam os Correspondentes são as que demonstram os débitos e créditos das pessoas que mantêm. são os devedores e credores. Correspondentes são os freguezes da administração. são as de Capital e Lucros e Perdas (Resultado). b) Azienda Agraria. Semoventes. Imoveis. a) Caixas Locais. etc. E’ sobre o Patrimonio da Empreza que são executadas as funções administrativas ácima enumeradas. A Azienda Rural póde ser dividida em duas seções completamente distintas: a) Azienda Domestica.

— 67 — LIÇÃO XVIII Do Inventario Sumario — Conceito. d) a sua situação financeira. dificulta ainda mais as operações imprescindiveis de clasificação dos bens patrimoniais. 1929. (1) Ver o nosso 1. . E’ o Inventario que nos demonstra o valor economico do patrimonio. isto é. global.° Volume. a situação da azienda. E’ uma das bases para o 1 evantamento do Balanço. a saber. DA COMPLEXIDADE DO INVENTARIO RURAL Nas aziendas rurais as operações de inventariação se tornam ás vezes. ou para a terminação das operações (Inventario Final). Ademais. O Inventario é efetuado quando se trata de crear um estabelecimento que tem por fim operações economicas (Inventario Inicial). o estado liquido do patrimonio nas suas relações com as contas que o compõem. O fim principal e toda a importancia do Inventario. para a verificação do resultado produzido em determinados periodos ou exercicios (Inventario Periodico). em qualquer azienda: a) a sua situação especifica. a saber. descrição e avaliação de todos os bens que formam um patrimonio. b) a sua situação juridica. está em demonstrar ao administrador. dos movimentos. Compondo-se elas de elementos de natureza as mais diversas torna-se ele por isso extenso e assaz trabalhoso. isto é. Complexidade. 61. pag. sendo grandé o número de contas. as relações com os correspondentes. DO INVENTARIO (1) Inventario é a verificação. por demais complexas. c) a sua situação economica. Levantamento do Inventario. (Contabilidade Geral). o movimento monetario. de numerario. E’ a apuração do valor economico de uma riqueza.

demonstrando todas as suas qualidades e defeitos. o aplicado ás aziendas agrarias tambem póde ser Analitico ou Sintético. de acôrdo com a natureza de cada um. um por um. para bôa ordem e exata verficação do patrimonio. Principalmente a clasificação dos diversos imoveis se torna algo dificil. Todo Inventario deve ser primeiramente Analitico e ao depois Sintético. e. O . pois que este se baseia naquele. Descrição é o meio de qualificar os bens pela demonstração de suas qualidades e defeitos. c) Avaliação. quando descrimina todos os elementos patrimoniais. A operação da classificação nos faz grupar os bens existentes em um patrimonio. faz parte pois.— 68 — Como todo Inventario. E’ Analitico o Inventario Rural. pois que os bens que a compõem são inumeros e vasta se torna aquela operação. Dissemos. O Inventario Sintético é o que reúne os dados todos da mesma categorias. O Inventario Analitico exige sempre uma completa e detalhada descriminação dos elementos patrimoniais. fundamentais. Cada grupo destes formará uma conta tambem especial. O Inventario Sintético se contenta com o agrupamento de elementos da mesma natureza. que na azienda agraria se torna complexa a operação de inventariação. Resume-se ele em tres operações. a) Classificação. DO LEVANTAMENTO DO INVENTARIO Em qualquer que seja a modalidade do patrimonio o processo para inventario é um só. debaixo da conta correspondente. pois cada classe é aplicada a um determinado. Uma depende e é consequencia da outra. E’ esta operação que demonstra o estado economico da azienda. de contas especiais. b) Descrição. fim. Avaliação é o calculo em dinheiro do valor dos bens inventariados. A bôa descrição é condição essencial para uma exata avaliação.

Classificação. A Avaliação é tanto necessaria no Inventar io Sintético quanto no Analitico. Basta tão sómente enumerar as cousas ou bens da (1) Ver lição XVIII onde apresentamos os modelos de Inventarios Analitico e Sintéico. Deixaremos de tratar da Descrição. Capitais Agrarios. (1). e os totais de cada bem. DA CLASSIFICAÇÃO DOS BENS RURAIS A Classificação dos bens rurais é uma das funções primordiais para o levantamento do Inventario de uma azienda agraria. pois que esta depende dos conhecimentos gerais de cada um e não se baseia em conhecimentos nem principios contaveis. A classificação dos elementos patrimoniais das aziendas rurais no Inventario Analitico é a operação mais simples possivel. LIÇÃO XIX Da Classifica ção dos Bens Rurais Sumario: — Método. tão sómente. ao passo que no Inventario Sintético o calculo monetario é feito sobre a conta que representa a cousa inventariada.um resumo daquele. Para essa operação deve-se ter em vista os bens da mesma natureza e grupa-los debaixo da conta que os tiver de representar. . Para e Inventano Sintético torna-se necessario conhecer as contas que representam os diversos bens afim de formar as varias catégorias de contas. Já no Inventario Sintético esta descrição não se faz necessaria pois este . Com a diferença de que neste ela é efetuada sobre cada cousa. Nas lições seguintes vamos tratar de cada uma destas operações para levantamento do Inventario.— 69 — Inventario Analitico exige classificação descriminada pormenorisadamente. A descrição e a enumeração dos diversos elementos patrimoniais (classificação) são essenciais no Inventario Analitico. Qua dro siriático.

etc. charruas. não ha necessidade de minucia na classificação dos bens. a natureza dos bens que a conta inventariada representa. No Inventario Sintético. conservadas para aproveitamento em ocasião oportuna. desnecessaria a minudencia. tais como terrenos de culturas. Basta tão sómente um ligeiro historico designando. como pensam os economistas conservadores. com a especificação dos seus caracteristicos e fins. fatais e inevitaveis. amplo. debaixo da conta de “Máquinas Ágrarias” incluiremos todas as que forem usadas na empreza rural. A utilidade dos Capitais se faz sentir grandemente na Agricultura.. criação e crescimento de animais. num sentido. são todas as cousas que nos proporcionam serviços ou servem á nossa manutenção. DOS CAPITAIS AGRARIOS Capital. desenvolvimento das plantas. convertido em bens ou cousas. sob as quais são convertidos tais como terras nuas e lavradas ou em . E é por isso que não se concebe azienda rural sem fortes reservas de capitais. construções.— 70 — mesma natureza debaixo de um titulo que os represente. tais como arados. Assim. Os Capitais agrarios tomam diversas fórmas. Sob o titulo de Imoveis incluiremos os diversos bens dessa natureza. Não cabe aqui exaltar a função e necessidade do Capital. Após a classificação dos elementos patrimoniais seguese a fase terminal do Inventario que é a Avaliação. E’ o trabalho acumulado. Dependendo esta não só do fator humano mas de condições outras. pois. este servirá de documentação tornando-se. etc. após passar pela fase de terminação.. pastos. comquanto não seja o principal nem o mais importante. Sendo esta especie de Inventario um resumo do Analitico. a necessidade da riqueza acumulada torna-se ponto essencial. colheitas. tais como o prazo para germinação das sementes. por conjunto. E é ele um grande fator da produção. terrenos em matas. etc. maturação dos frutos. porém. e é geralmente uma resultante da economia ou da superprodução. Sem ele quasi não seria possivel a vida. que é a Descrição. São as riquezas ecedentes.

etc. animais. Jouzier (1) Manvilli (2) Nicoli (3). pag. podemos citar as de E. b) Capitais Industriais e Comerciais. cabendo a esta a sua sub-divisão. b) Circulantes. (2) Venanzio Manvilli: “Valutazione Agrarie”. são todos aqueles que concorrem para a produção agraria e para as operações comerciais efetuadas com os resultados daquela. como todo Capital póde desaparecer ou não lógo após um fato administrativo. Assim é que. E. Jouzier: “Economie Rurale”. pessoais. 84. Capitais Domesticos de uma azienda agraria são os que satisfazem ás necessidades particulares. 16. Estes Capitais ainda pódem ser. construções. 1927. Principalmente os tratadistas de Economia Rural não descuidam deste ponto. pag. do dono da Empreza Rural. 1920. DA CLASSIFICAÇÃO DOS CAPITAIS AGRARIOS Inumeras tem sido as classificações propostas dos capitais rurais. Para nós os Capitais Agrarios pódem ser classificados primordialmente em duas grandes classes: a) Capitais Domesticos. Capitais Industriais e Comerciais da azienda rural. Agrotimesia e Computisteria Agraria”. pagina 47. dentre outras classificações. Pariz. Geralmente estas classificações são mais propostas de acôordo com os principios de Economia Rural e não sob o ponto de vista contabil. Livorno. a que já nos referimos. Estes capitais se regulam e se subdividem de acôrdo com as normas da Contabilidade Domestica. a) Fixos. dizemos que estes Capitais pódem ser economicamente considerados. dinheiro. pag.— 71 — Pastos. recoltas a colher. 1922. (3) Vittori Niccoli: “Economia Rurale. maquinarios. e “Contabilit á Agrarie”. adubos. . 1922. sementes. Livorno. fisicamente considerados: (1) E. São fixos quando não desaparecem nem se transformam após uma operação realisada. Estes capitais se referem ás funções técnicas (industriais) e comerciais da azienda agraria. Torino. 6.

Os Capitais circulantes são sempre moveis. Ambos pódem ser utilizados na produção agraria ou nas suas operações comerciais. . b) Imoveis. Estes ainda pódem ser. b)Inanimados. Estes são constituidos por terras cultivadas. Os Capitais fixos imoveis são os formados por bens imoveis. edificações. b) Inanimados. se têm vida propria. E pódem ser: a) Animais. segundo a sua natureza: a) Animados ou Semoventes. São moveis quando constituidos por bens desta natureza. em caso contrario. conforme tenham ou não movimento independente do esforço alheio.— 72 — a) Moveis. b) Imoveis de Exploração ou Cultura. Estes pódem ser: a) Imoveis territoriais. Aqueles são formados pelos terrenos desaproveitados. etc. QUADRO SINÓTICO DOS CAPITAIS AGRARIOS Apresentamos a seguir o quadro sinótico da nossa classificação dos Capitais Agrarios.

Metodos. variando todos eles de caso a caso. Pelo método do preço corrente damos ao bem inventariado um valor monetario baseado no preço de cotação do mercado . Para tal. Métodos. tais como o do preço do custo. com maior ou menor vantagem. DA AVALIAÇÃO DOS BENS RURAIS Para a apuração do estado economico das aziendas agrarias. Todos os bens são sucetiveis de avalação. Sendo que até a classificação dos imovéis rurais constitue oje um capitulo especial de Economia e Contabilidade Rurais que estudaremos adeante. DOS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DOS BENS RURAIS As cousas que formam o patrimonio das emprezas rurais pódem ser avaliadas por diversos processos.— 73 — LIÇÃO XX Da Avaliação dos Bens Rurais Sumario — Conceito. Estes métodos pódem ser aplicados a quaisquer especie de bens moveis. etc. médio. torna-se indispensavel a Avaliação. Avaliação é o calculo monetario efetuado sobre uma determinada cousa. Pelo método do preço do custo damos a cada elemento patrimonial um valor monetario baseado nas despezas por que nos ficou a cousa. Varios são os métodos aplicados. denominada Agrotimesia. E’ assunto de tal importancia que os diversos métodos de aváliação das terras das emprezas rurais constituem hoje uma ordem de estudos definida. dos bens rurais não segue uma regra prefixada. preço corrente. mais os juros compensadores do emprego do capital. Agrotmésia. que é a função conclusional de todo Inventario. diversos são os processos usados. A Avaliação porém. O método a aplicar varía com a natureza do elemento a inventariar. curso.

— 74 — Pelo método do curso médio ou valor médio. Tudo depende do criterio do contador encarregado da avaliação. a concurrencia. O resultado será o preço médio. a avaliação das propriedades rurais varía de método só com o fim que se tem em vista com o Inventario: se para venda. E’ uma das operações mais complexas do Inventario dos bens rurais. tais como a fertilidade das terras. ha fatores externos que atuam sobre a avaliação dos imoveis rurais fazendo com que aumente ou diminua o seu valor. dividido o total por dois. Além desses fatores externos ha tambem fatores internos que agem para melhoria ou não do valor dos imoveis agrarios. tal como a lei da oferta e da procura. uma nova ordem de estudos. Economia. Exige tambem grande prática das operações rurais e conhecimentos de principios indispensaveis de ciencias correlatas. se para aluguel. a facilidade de comunicação. póde ser adotado com maior ou menor vantagem. o clima. Qualquer destes processos como outros mais que existem. pois que depende de um criterio seguro a adotar. a quem devemos na lingua portugueza a prioridade de tratar do estudo a que nos referimos. Legislação. etc. ERNESTO MARHENGI e sobretudo a obra notavel de V. Agronomia. mais o preço de custo do mesmo. encontrase o valor de um dado elemento fazendo-se a soma da cotação atual da cousa (preço corrente). etc. se para balanço. Como sabemos. a situação do imovel. Contabilidade Rural. SERPIEIRI. tais como a Economia Politica. a especialidade de cultura. principalmente em países como a Italia e Alemanha onde as obras de VENANZIO MANVILLI. Nicoli assentaram as bases definitivas da nova ordem de estudos. Constitue esta dificil parte do Inventario Rural uma ciencia moderna. LOURENÇO GRANATO. DA AGROTIMESIA Agrotimesia é a ciencia que tem por fim a avaliação monetaria dos imoveis rurais. Algebra. adatavel. Além de tudo. escreveu: .

O avaliador deve. a sistematização do sólo. ou Direta Síntetica. (1). O primeiro é denominado Método Indireto por se dar o valor á propriedade rural tomando-se por base propriedades semelhantes. a natureza do clima. b) Método da Avaliação Empirica. . a natureza da vegetação. além da extensão da área cultivavel.85. levar muito em conta. Livornio. a topografia do sólo sob o ponto de vista das lavras culturais. Segundo este método devemos comparar a propriedade a avaliar com outras que se encontrem nas mesmas condições. 1912. e daí faremos as diversas comparações. as servidões. São Paulo. DOS MÉTODOS DE AGROTIMESIA Os autores costumam enumerar tres métodos diferentes para a avaliação dos terrenos agricolas (2): a) Método da Avaliação Comparativa ou Indireta. Procede por meio de confronto. e que bem conheçamos. porém. Quando. c) Método dá Avaliação Racional. os melhoramentos introduzidos com a drenagem e outros muitos elementos que eventualmente se apresentam á sua observação. (2) Ha além desses três outros mais. classifica-la-emos em zonas de acôrdo com os tipos carateristicos. a empreza rural fôr muito extensa. que.— 75 — “Para se avaliar um terreno cultivavel não devemos considerar tão sómente a sua extensão. outros muitos elementos influem para lhe elevar ou depreciar o preço.pag. Agrotimesia e Computisteria Agraria”. Torino 1927 e Venanzio Manvilli “Valutazioni Agrarie”. a sua fertilidade. a distancia dos centros consumidores. as aguas para a irrigação. á primeira vista se lhe pode atribuir. (1) “Noções Elementares de Contabilidade Agricola”. Para melhor. 1922. as quédas d’aguas aproveitaveis como força motriz. a natureza mineralogica do sólo. pois. ou Direta Analitica. estudo desta materia vêr as duas seguintes obras que se podem considerar classicas: Vittorio Nicolli: “Economia Ruralle. as condições dos meios de comunicação. a natuza das culturais.

Chama-se Racional porque é o mais cientifico de todos. pelo conhecimento da região. cit. é o unico método cientifico de Agrotimesia. O ultimo depende do estudo economico da empreza a avaliar. produtos que dão. 323 e 324. E’ tambem o método preferido. Os dois primeiros métodos enumerados são esperimentais. porém. na prática. 94. op. Este método é o mais dificil de ser realisado pois depende do bom conhecimento da propriedade.. Direta ou Sintética o avaliador — baseado na sua prática — procurará saber a historia das terras que tem que avaliar (preço por que foram compradas. ou antes. cit. Aqueles se baseiam na experiencia. devem-se ter em vista as condições especiais de cada caso isolado: Condições extrinsecas (população. é o titulo principal sobre o qual se mede o valor de uma propriedade rural” (3) Baseia-se na utilidade material das terras. (3) Manvilli: Liv. etc. pag. etc. (4) Vér Niccoli. (4). e condições intrinsecas (estado agronomico da propriedade e topografico e onus que pesam sobre o imovel).). regimen tributario. facilidade de crédito. O ultimo é o cientifico.— 76 — Segundo o método da Avaliação Empirica. Pelo método da Avaliação Racional ou Direta Analítica. Em todos estes métodos.. mão de obra. economica e técnicamente. pags. Procede por síntese. produção anual. “A renda territorial. .). e sobre essa renda fará o calculo do capital que deva proporcionar tal renda. o avaliador calculará o preço sobre uma proporção baseada na renda territorial da propriedade.

Nele se incluem. 2ª.ativas e passivas. Caixa. São tais: Obrigações. DO INVENTARIO GERAL E PARCIAL Quando o Inventario é efetuado sobre toda a empreza rural. a Pagar.º volume (Tratado de Contabilidade: Contabilidade Geral). (1) Para melhor comprehensão deste assunto. etc. Inventario Geral e Parcial. Maquinas Agrarias. . onde registramos as nossas obrigações a resgatar (titulos ou credores em contas correntes). Animais. b) o Passivo. Num Inventar ha ha sempre duas partes perfeitamente distintas: a) O Ativo. Imoveis. Quando o Inventario é efetuado sobre parte ou partes da azienda agraria. onde colocamos as contas que representam os bens existentes (contas dos agentes consignatarios) e as obrigações que temos a receber (contas dos correspondentes). Modelo de Inventario Sintético DAS CONTAS ATIVAS E PASSIVAS Terminada a avaliação esta dá fórma contábil ao Inventario. denomina-se Geral.— 77 — LIÇÃO XXI Do Inventario Sumario — Contas Ativas e Passivas. pag 61. Plantações. São contas passivas quando pertencem ao passivo. b) Contas Passivas São ativas quando fazem parte do Ativo. vêr o nosso 1. Construções. Modelo de Inventario Analitico. Duplicatas a Pagar. Dai surgem duas especies de contas a) Contas Ativas. etc. todas as contas . Edição. tais como. pois. recebe a denominação de Parcial (1).

............................................. em estylo moderno em perfeito estado.................................................000 cafeeiros de 10 annos ...............................— 78 — DO MODÊLO DO INVENTARIO ANALITICO Inventario da Fazenda das “TRES BARRAS” efetuado em 30 de Junho de 1929... 20 “ “ “ “ pastos....................................... 5 cachaços nacionaes........... 1 casa moradia............... (Continua) 40$000 30$000 55$000 ..500m2................... 1 cocheira para os animaes de trabalho........................................... para o gado................ 15 casas para colonas................. forrada... tijolos.................. 1 troly..... 1 “ de sub-solo............... UNIDADE IMMOVEIS: 50 alqueires de terra em capoeira.. feita de telhas.... GADO:GROSSO: 5 touros caracús.......... 20 saccos de feijão....... 5 carroças............ 50 “ communs ........................... assoalhada.................................. 5 montarias para passeio................. CAIXA: Dinheiro no cofre............... 90 vacas hollandezas...... de tijolos.................. 20 eguas para creação.................................. 5 arreios para carroças.. 12 novilhos de 1 a 2 annos ... PAIOL: TOTAL 400$000 300$000 1$000 20:000$000 6:000$000 10:000$000 20:000$000 2:000$000 30:000$000 1:000$000 250$000 3:000$000 36:000$000 15:000$000 860$000 2:000$000 2:400$000 4:500$000 1:000$000 1:000$000 500$000 100$000 350$000 1:500$000 250$000 700$000 950$000 950$000 2:641$000 1:400$000 18:000$000 1:100$000 600$000 400$000 300$000 80$000 100$000 1:200$000 150$000 200$000 40$000 250$000 300$000 50$000 140$000 35 carros de milho........ com 100m2.................................................. 1 machina de escrever..................................... 40 bacorinhos........ MACHINAS E UTENSILIOS 2 arados “Oliver’... 2 jumentos ......... 600 arrobas de café......................................... de cisco..... 10........................... com 900m2 ... 20 novilhas de 2 a 3 annos .................................................... 1 curral de 6....... cobertas de telha......................................

............................................ para 10/7/29.............. Gilberto Soares Fontes.................................... conforme livro ponto.............................................. TITULOS 1 promissoria acceita por Hilda Pinho............................................. SALARIOS: Pelos deste mez a pagar................. HYPOTHECA Pela que effectuamos com Epaminondas Torres Filho......................... 1automovel “ Buick”............................................ Eurico Oliveira de Campos.......................................................................... 1:400$000 820$000 21:000$000 23:226$000 12:500$000 11:000$000 10:000$000 ......... 1caminhão “Ford”............... VEHICULOS: 1caminhão “Chevrolet”............................................................. para 5/8/29......— 79 — (Continuação) CONTAS CORRENTES Devedores Marcel Amaral Lopes .......................... TITULOS: Promissoria que acceitei a Armando Silva para 8/7/29..... 560$000 980$000 3:500$000 770$000 5:810$000 4:000$000 3:200$000 7:700$000 7:800$000 5:500$000 12:000$000 25:300$000 CONTAS CORRENTES: Credores: Hugo Jordão.............................................. Yolanda Lacerda ..................................................... Ruy Barbosa Pinto.......... Celia Resende..... 1 letra acceita por Helio Coutinho da Costa................

..... ACTIVO: Immoveis Pelos inventariados........— 80 — Apresentámos a seguir um modêlo de inventario já Sob a fórma sintética: Inventario da Fazenda das “TRES BARRAS” efetuado em 30 de Junho de 1929.......... Titulos a Pagar Pelos de n/ acceite Salarios Pelos a pagar H ypothecas Pela que contrahimos 87:750$000 56:900$000 6:900$000 2:600$000 600$000 950$000 2:843$000 20:500$000 27:150$000 950$000 7:700$000 5:810$000 23:220$000 12:500$000 11:000$000 10:000$000 56:720$000 220:713$000 ..... idem Moveis e Utensílios 1 machina de escrever Caixa Dinheiro em cofre.. idem Suinos Idem... B ovinos Idem...... idem Equideos Idem... Produtos no Paiol Pelos armasenados. Contas Correntes Devedores. Vehiculos Pelos arrolados Arreios e Silhões Pelos em uso Titulos a Receber Pelos em carteira. PASSIVO: Contas Correntes Credores. Total do Activo....... idem Machinas Agrarias Idem.

V CAPITULO DAS CONTAS .

das contas. qualquer que seja a especialisação da Contabilidade. qualquer que seja a empreza em que é aplicada: demonstrar o estado especifico e economico dos elementos patrimoniais. DOS MODELOS DAS CONTAS AGRARIAS Com referencia aos modelos das contas pódem e devem ser adotados todos os que satisfaçam a natureza dos fatos ad- . DAS CONTAS Conta é um agrupamento de fatos da mesma natureza. pois. As classificações sob o ponto de vista contábil. Modelos. evidenciando tudo com clareza e certeza. ela é apta para nos mostrar qual foi o movimento com os fatos administrativos de determinada ordem. Registrando toda entrada e saída de valores. toda obrigação e direito concernente a cada bem. registrando elas todas as mutações patrimoniais são aptas para nos demonstrar a todo momento a situação especifica de cada ordem de bens aziendais. A função das contas é a mesma. a situação destes num começo de exercicio e no momento que se deseja.LIÇÃO XXII Das Contas Sumario: Conceito. Segundo a natureza de suas especialisações é que os patrimonios nos fornecem conceitos diversos para a classificação técnico-contábil de suas contas. as modificações produzidas e os resultados obtidos. cientifico. E na Contabilidade Sintética que melhor se evidencia o papel das contas. são aplicaveis a qualquer azienda administrada.

b) a da direita (Crédito. que trazem aumento ou diminuição de direito á conta. quando o débito vem numa pagina e o crédito na outra. b) Secções Divididas ou Separadas. como subsidios esclarecedores. quando o débito vem junto ao crédito. onde registramos os fatos negativos. No geral todas as contas têm sempre duas partes distintas: a) a da esquerda (Deve. ás operações a contabilisar. quando o débito vem por cima e o crédito por baixo. A’ Contabilidade Rural será permitido adotar os que se fizerem necessarios. que diminuem o valor da conta. Apresentamos a seguir modelos da fórma grafica destas diversas especies: . tendo intuitos mais estatisticos do que contaveis.— 84 — ministrativos a registrar. São de tres modos diversos os modelos usados em Contabilidade na colocação das secções de Débito e Crédito do Contas: a) Secções Contiguas. onde registramos os fatos positivos. c) Secções Superpostas. Além destas ha contas que pela natureza das cousas que representam necessitam de outras colunas que poderão ser adotadas á vontade. Haver ou Saída). Débito ou Entrada).

— 85 — Modelo de secções contiguas: DEBITO CREDITO Modelo de secções divididas: DEBITO CREDITO .

— 86 — Modelo de conta de secções superpostas: DEBITO CREDITO .

como Despezas.° Quanto á sua personalidade: a) Contas do Proprietario. Banco do Brasil. Maquinas Agrarias.— 87 — LIÇÃO XXIII DAS CONTAS (Conclusão) Sumario:— Classificação.° — Quanto á sua função as contas pódem ser: a) Integrais. b) Contas de Resultado. As contas pódem se classificar: 1. os lucros ou prejuizos. etc. Construções. quando representam os objetos e pessoas que tornam parte numa operação. etc. b) Contas dos Agentes Consignatarios.° Finalmente. ainda pódem ser: a) Contas de Movimento. que são as que representam o resultado das operações. Exemplo: Nair Succar. Exemplo: Caixa. . Café. Comissões. que são todas as que representam os objetos das operações aziendais. Classificação. taes como Imoveis.: Despezas. que são todas as que representam os bens materiais da administração. que são as que demonstram lucro ou prejuizo. Na Contabilidade Rural. 2. Edgard Marx. Sumos. c) Contas dos Correspondentes que são as que representam as pessoas com quem a empreza mantém relações mercantis. etc. Juros e Descontos. tais como: Lucros e Perdas e suas sub-divisões. que são todas as que demonstram lucro ou prejuizo. Exemplos. São as contas do Proprietario. Produtos no Paiol. São as contas dos Consi gnatarios e Correspondentes. Bovinos. bem como a conta de Capital. Salarios. 3. b) Diferenciais. quanto á sua função. Ex. etc. DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS Vamos apresentar agora algumas classificações de contas que julgamos indispensaveis para o estudo de qualquer Contabilidade aplicada. etc.

— 88 — DAS CONTAS NA CONTABILIDADE RURAL Todas as contas pódem ser sintéticas ou Analiticas. natureza e esclarecimentos necessarios. compreendendo as emprezas rurais mixtas e o da classificação das contas segundo a especialisação da empreza rural (pastoril ou cultural). conforme se destinam á escrituração sintética ou á analitica.. Ocupar-nos-emos no momento da classificação das contas das emprezas rurais mixtas. são de grande necessidade e indispensaveis para demonstrar o custo e a razão de ser das diversas produções agrarias. só demonstram as mutações economicas. Dentre os principais citaremos o que as estuda sob um ponto de vista geral. sem lograr exito porém. pag. . As contas sintéticas ou de razão. (1) EXEMPLOS DE CONTAS DA CONTABILIDADE RURAL Vamos enumerar perfuntoriamente algumas contas que geralmente são usadas tanto na Contabilidade Pastoril quan- (1) Liv. DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS RURAIS São varios os criterios que pódem ser adotados para a classificação das contas rurais. isto é. ou dos auxiliares. Quando tratarmos de cada uma daquelas especialisações da Contabilidade Agraria. demonstram não só estas como a sua origem. as contas analiticas. 54 e seguintes. Na Contabilidade Rural as contas auxiliares ou analiticas são importantissimas e apresentam vantagens formidaveis. cit. Contra elas não permanecem de pé as alegações de MARHENGI que tentou demonstrar a desvantagem da Contabilidade Analitica na Contabilidade Rural. estudaremos-as classificações que se lhes refiram.

E’conta de resultado. . Registra a entrada e saida de dinheiro. Representa os valores com que uma pessôa constitue o seu patrimonio para inicio de suas transações. Representa a conta das familias ou pessoas que empregam a sua atividade na fazenda. Representa as maquinas em uso na empreza rural. Contas Correntes. no crédito. Não tem crédito: salda-se por balanço. Credita-se pelos alienados. citaremos: Capital. Salda-se por balanço. reservando para quando destas tratarmos especialmente. Credita-se pelos que morrem ou são vendidos. Credita-se pelos que morrem ou são vendidos. quando adquirem algum direito. E’ debitada pelos comprados e creditada pelas amortisações e estragos. Maquinismos ou Maquinarios. Imoveis. Movimento identico ao de contas corrente. Conta fundamental. Debita-se pelos existentes. Caixa. Moveis e utensilios: Representa os objetos de uso. Dentre as principais contas que usualmente aparecem na Contabilidade Rural. Representa o movimento monetario. Despezas Gerais. Representa os que são utilisados nos serviços agrarios. E’ conta de lucros e perdas. depreciações e inutilisações.— 89 — to na Cultural. Animais de Trabalho. Representa os bens que não se deslocam Debita-se pelos existentes e adquiridos. Não tem crédito. Registra por débito os gastos miudos do estabelecimento rural. Animais de Trabalho. E’creditada pelos valores que constituem o capital e debitada pela diminuição ou desaparecimento deste. Representa os pagamentos de serviços aos trabalhadores. fazer a enumeração das suas contas carateristicas. Colonos. Registra as transações com os Correspondentes: no débito quando estes asumem uma obrigação. E’ debitada pelas que são instaladas e creditada pelas amortisações. Representa os que são utilisados nos serviços agrarios. Debita-se pelos existentes. Salarios. por débito.

idem. Credita-sé pelas recebidas. usados pelos animais de trabalho. o “Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilidade” estudou a questão da classificação das contas rurais. Lucros e Perdas. Representa uma parte dos lucros retirada para garantia de prejuizos eventuais. barrigueiras. Representam por débito os que abonamos aos nossos devedores. com a sua manutenção e funcionamento. Registra as operações efetuadas com os bens de transporte. Registra as obrigações aceitas a favor do fazendeiro. Fundo de Reserva. Movimento egual á Moveis & Utensilios. . CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS RURAIS NO PRIMEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE Sob a epigrafe de “Uniformisação da Contabilidade Agricola”. Comissões. Rio de Janeiro. Representa estes utensilios. Movimento identico á conta de Moveis e Utensilios. sendo então propostas duas classificações (1) (1) “Relatorio do Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilidade”. bem como correiames.— 90 — Veículos. Titulos a Pagar. pag. Classificação adotada Critica. Lucros Supensos. Registra por débito os prejuizos e por crédito os lucros da empreza. LIÇÃO XXIV Das Contas Sumario: — Classificação proposta no Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilidade. Conta de resultado. acrecido com as despezas por débito. e por crédito os que nos são abonados. Juros & Descontos. etc. O inverso da precedente. Arreios e Selins. Debita-se pelas aceitas. 320. freios. 1927. pelo que é creditada. Jogo escritural inverso. Titulos a Receber. Idem. Debita-se pelos prejuizos.

no citado Congresso. Na verdade a classificação então aprovada satisfaz ás exigencias da (2) Idem. pois se extende assaz por sub-ordens. não nos apresenta uma classificação rigorosa sob o ponto de vista contável. Vejamos estas classificações: A tése num. da qual foi relator o prof. 33 foi da autoria do Sr. 33. PERCILIO DE CARVALHO. 309. . Sob este ponto de vista. pag. num sentido amplo. Aliás neste ponto a tése é interessante. (2). a qual foi posteriormente aceita pelo Congresso. Não se ateve. ANTONIO MIGUEL PINTO (3). A classificação proposta por este. Ocupando-se na sua tése da classificação das contas das emprezas agrarias. porém. PERCILIO DE CARVALHO o intuito de classificar as contas de acôrdo com a especialisação do estabelecimento rural. Nota-se na classificação do Sr. outra pelo relator desta. pag. Preocupou-se tambem ecessivamente o seu Autor com a especialisação da empreza rural. (3) Idem. No entretanto a sua classificação das contas de “Culturas” e “Criações” são muito bôas para compreensão das emprezas culturais e pastorís. idem. a sua classificação das contas é perfeitamente aceitavel. porém. comquanto encare a empreza rural sob varios aspétos. a uma classificação do ponto de vista geral.— 91 — Uma. idem. sendo esta ultima adotada pela Commissão encarregada de dár parecer. 318. não deveria se ater com as especialisações da produção dos estabelecimentos rurais. pelo autor da tése numero 33. DA CLASSIFICAÇÃO ADOTADA NO “PRIMEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE” Por proposta da Commissão encarregada de relatar a tése n. não obstante a sua prolixidade. foi aprovada outra classificação das contas da Contabilidade Rural.

pois. pag. encara as diversas especies de fatos administrativos de uma azienda agraria.— 92 — técnica contábil. o Congresso citado houve por bem aprovar a seguinte classificação das contas na Contabilidade Rural: (4): (4) Idem. 320. Classificando as contas em quatro grandes classes. idem. .

finalmente. ou ainda as operações comerciais das aziendas agrarias.— 93 — CRITICA DA CLASSIFICÇÃO SUPRA A classificação ácima não é prolixa. tendose em vista que estas duas ordens de fatos administrativos pódem apresentar um resultado positivo (lucro) ou um resultado negativo (prejuizo). E. Quando estudarmos as duas modalidades de emprezas agrarias exclusivas (cultura e pastoril). A classificação ácima se refere ás emprezas rurais de caráter mixto.Vê-se que é bem racional tal classificação. teremos ocasião de formular algumas idéas sobre a classificação das contas referentes a cada uma daquelas aziendas. E é das melhores que conhecemos. E a que adotamos. ou representam os fatos administrativos referentes ao exercicio agricola (contas da gestão rural). segue-se que devemos abrir ainda uma quarta e ultima classe de contas: as de Lucros e Perdas. tendo em vista que as contas na Contabilidade Rural ou representam os fundos com que foi constituida a empreza agraria (Conta de Capital). .

VI CAPITULO DOS METODOS DE ESCRITURAÇÃO .

E nos demonstra a todo e qualquer momento o resultado dessas operações. é o registro grafico de todas as operações que afetam o patrimonio. DA ESCRITURAÇÃO (1) Escrituração. é a arte de escrever nos livros de Contabilidade. Partidas Simples e Mixtas. em que os registros são efetuados em contas especiais para cada cousa. c) Escrituração Analitica ou Auxiliar.LIÇÃO XXV Dos Métodos de Escrituração Suimario: — Escrituração. Razão. Especies. Das funções da Contabilidade esta é uma das mais importantes. (1) — Ver o nosso 1° volume “Contabilidade Geral”. segundo principios fixos e preestabelecidos todos os fatos das aziendas administradas. no Livro Razão. por partidas. em que os lançamentos são registrados em fórma contábil. Registra metodicamente. como a sua razão de ser. lição I . como já dissemos. demonstrando ao contrario da antecedente todas as mutações efetuadas com cada bem. E’ tambem uma Escrituração Estatistica. mez e ano). Diario. b) Escrituração sistematica ou sintética ou de Razão. Métodos. em que todos os lançamentos obedecem á ordem de data (dia. A Escrituração póde ser efetuada por tres modos diferentes: a) Escrituração Cronologica.

— 98 — DOS MÉTODOS DE ESCRITURAÇÃO São diversos os métodos de Escrituração dos livros de Contabilidade (2). Servem eles para orientar o contador na registração das operações efetuadas. Não se póde conceber uma Escrituração sem um método prefixado. E’ este que orienta no registro dos fatos administrativos, nas contas e livros necessarios. Dentre os principais métodos de Escrituração aplicaveis á azienda rural, citam-se a Unigrafia ou Partidas Simples, as Partidas Mixtas, a Digrafia ou Partidas Dobradas, os Métodos do Diario-Razão, dentre os quais citaremos como principais o de Degrange (Método Americano), o de GIUSEPPE CERBONI (Método Logismografico e o de EMMANUELLE PISANI (Método Estatmografico). Vamos nesta e nas lições seguintes dar algumas noções sobre estes diversos métodos. Extender-nos-emos tão sómente quando tratarmos da Digrafia, pois julgamos este o mais cientifico e necessario dos métodos de Escrituração. DAS PARTIDAS SIMPLES E MIXTAS Entende-se por Unigrafia ou método das Partidas Simples o que nos ensina a registrar todas as operações no débito ou no crédito de determinada conta. O que caráterisa este método, porém, é o fato de que só se preocupa com as contas dos Correspondentes (pessôas que mantêm transações com a administração) e dos Consignatarios (bens corporeos), sem se preocupar com as contas do Proprietario (contas de resultado). Como sabemos a Unigrafia passou por duas fases evolutivas distintas a) Primeiramente compreendia este método sómente o registro das operações efetuadas com os Correspondentes (freguezes) (2).

(2) Ver o nosso 1°. volume Contabilidade Geral, lição XVII e seguintes.

— 99 — b) Posteriormente se passou a compreender por Unigrafia o método de registro das operações efetuadas com os Correspondentes e Agentes Consignatarios (bens materiais). O método das Partidas Mixtas se confunde com este segundo conceito da Unigrafia. Pelo exposto, porém, se vê a desvalía desses métodos que no seu rudimentarismo são incapazes de orientar o melhor administrador, aquele que necessita sempre estar ao corrente do movimento economico e juridico da riqueza que administra. Nestes dois métodos apurava-se o reesultado de um exercicio pela comparação do Inventario Inicial com o Inventaria extraído no momento. São pois, métodos rudimentares, inuteis no estado atual da ciencia contábil.

DOS DIARIOS-RAZÕES
Denominamos Diarios-Razões aos métodos administrativos num só livro destinado ao Diario e ao Razão. Este métodos se baseiam nas Partidas Dobradas de que são aperfeiçoamentos. Por isto mesmo já podemos induzir que são métodos muito superiores aos antecedentes. O intuito dos Diarios-Razões é tornar mais facil e rapida a escrita dos estabelecimentos. Nem sempre conseguem ambos os resultados ácima. Baseiando-se na Digrafia os Diarios-Razões não dispensam os livros auxiliares, que são sempre fundamentais e esclarecedores da escrituração. DOS PRINCIPAIS METODOS DE DIARIO-RAZÃO Dentre os principais métodos de Diario-Razão usados e aconselhaveis, mencionaremos: a) Diario-Razão de EDMOND DEGRANGE PAE. E tambem impropriamente conhecido por Método Americano. Foi o primeiro Diario-Razão conhecido. Este método nos ensina a escriturar aquele livro dividindo-se as contas em cinco ordens, as quais têm por fim representar todo o mo-

— 100 — vimento das administrações: Mercadorias, Caixa, Obrigações a Receber, Obrigações a Pagar, e Lucros e Perdas, reservando-se, porém, uma coluna para as novas contas que surgirem e não possam ser enquadradas naquelas “cinco contas gerais”. b) O método Racionalista de MORAES JUNIOR. E’ um aperfeiçoamento do anterior. Pela teória de MORAES JUNIOR além das cinco contas gerais enumeradas ácima devemos abrir mais uma coluna para a conta de Capital e fazer desaparecer a de “Diversas Contas” pois, conforme este autor aquelas contas representam todas as ordens de operações de um patrimonio. c) A Logismografia de GIUSEPPE CERBONI. Este classificou as operações efetuadas em tres ordens de fatos administrativos: permutativos, modificativos e mixtos. E em tres as pessôas que tomam parte na administração de um patrimonio: Proprietario; Consignatarios e Correspondentes ( Teória Personalista). Segundo CERBONI devemos abrir no Diario Logismografico uma coluna para a primeira daquelas pessôas, uma para as segunda e terceira e outra finalmente para as “permutações”, além de colunas auxiliares de somenos importancia. d) A Estatmografia de EMMANUELLE PISANI DIPESCIA. E’ este um método de escrituração por meio de balanços. O seu Diario-Razão é dividido nas seguintes colunas: A Para as operações referentes ao estado patrimonial; B quando se refere ao movimento dos valores, C para se apurar os “resultados economico-administrativos”,além de outras colunas auxiliares. Todos estes métodos têm o jogo escritural das suas contas baseado por débito e crédito, principio fundamental das Partidas Dobradas.

— 101 — LIÇÃO XXVI

Da Digrafia
Sumario: — Conceito. Principio fundamental. Mecanismo.

DA DIGRAFIA Digrafia ou método de Escrituração por Partidas Dobradas é aquele que nos ensina a escriturar os fatos administrativos sempre em duas contas diferentes: numa devedora (que recebe ou asume uma obrigação) e numa credora (que fornece ou adquire um direito). Tem este método, por fundamento, a contraposição de contas que representam valores, direitos, obrigações ou resultados, as quais apresentam no fim de um exercicio, por balanço, o patrimonio liquido e os resultados parciais e totais de todas as operações. E’ um processo cientifico por ecelencia, e, desde o seu aparecimento, ha seculos, foi universalmente adotado. Não se sabe ainda quem foi o credor das Partidas Dobradas, sendo que o primeiro livro sobre o assunto foi escrito em 1494, por FREI LUCCA PACCIOLO, em Veneza. E’este o método por todos aconselhado na escrituração dos livros de Contabilidade. E é tambem o que adotamos. DO PRINCIPIO FUNDAMENTAL DA DIGRAFIA Baseia-se este método em que toda operação afeta sempre duas ordens de contas, e que invariavelmente uma fica sendo devedora da outra. Por isso é que se diz não haver em lançamento algum devedor sem credor. Porque: devedor é a pessôa que recebe alguma cousa, que se obriga; e credor é a que fornece ou que adquire algum direito. Ora, não póde haver recebimento sem ter havido fornecimento; não póde haver aquisição de um direito (credor) sem que uma pessôa assuma uma obrigação (devedor). Este é o principio basico e eterno das Partidas Dobradas: Não ha devedor sem credor, nem credor sem devedor.

— 102 — Como sabemos, ha sempre num patrimonio contas que representam valores movimentados e resultados. Ora, lançando-se sempre no débito e no crédito desta ultima, de acôrdo com o fato administrativo que origina o lançamento, é claro que no fim de um periodo (exercicio) essas contas de resultado demonstrem um lucro (quando são credoras) ou um prejuizo (quando são devedoras). Lógo a Digrafia é apta para não só nos demonstrar as mutações operadas no patrimonio, e suas respectivas contas, como o seu estado liquido num periodo determinado, bem como o resultado perfeito que as transações apresentaram. DO MECANISMO DIGRAFICO Nos livros auxiliares a aplicação da Digrafia torna-se facil: basta debitar a conta que recebeu e creditar a que forneceu, na mesma importancia. No Diario, porém, usa-se um mecanismo segundo o qual os lançamentos são escriturados por meio de determinadas fórmulas. Estas pódem ser: a) Fórmula Simples, quando na operação aparece um só devedor e um só credor. Esta é tambem denominada primeira fórmula. b) Fórmulas Complexas, quando na operação que se registra surge uma conta devedora e diversas credoras, ou diversas contas devedoras e uma só credora. No primeiro caso se diz segunda fórmula; no segundo caso dizemos terceira fórmula. c) Fórmulas Composta, quando ha diversos devedores e diversos credores. E’ tambem denominada quarta fórmula, ou fórmula de Diversos a Diversos. E’ de cada uma destas fórmulas que vamos tratar nas lições seguintes.

— 103 — LIÇÃO XXVII

Da Digrafia
(Continuação)
Sumario: — Fórmula Simples. Colocação das importancias no Diario.

DA FÓRMULA SIMPLES Fórmula Simples é aquela que demonstra um só devedor e um só credor. Por isso é tambem chamada 1ª. Fórmula. O devedor é o elemento que vem antes; o credor, o que vem depois. Esta simples colocação basta para suprimir as palavras débito e crédito. A Digrafia estabeleceu que a conta que vem antes, deve á que vem depois. Assim, em vez de no Diario lançarmos: Caixa deve a Mercadorias Féria de hoje $ lançamos assim: Caixa a Mercadorias Féria de hoje $ Pelo laconismo e clareza deste lançamento ficamos sabendo que Caixa é devedora de Mercadorias, e esta por sua vez é credora de caixa. Esta Fórmula Simples é tambem denominada primeira fórmula. DA COLOCAÇÃO DAS QUANTIAS DA FÓRMULA SIMPLES, NO DIARIO. Não ha regras estabelecidas pela Contabilidade para a colocação das importancias das partidas nas colimas do Diario.

DAS FÓRMULAS COMPLEXAS As Fórmulas Complexas compreendem a segunda e a terceira fórmulas.° Caso: As quantias irão todas para a primeira coluna. Vamos mostrar agóra como costumamos a colocar as quantias nas colunas do Diario. Vejamos como se deve fazer para a colocação das importancias nas colunas do Diario: 1. b) — Quando ha uma conta devendo a outra mais de uma vez.° Caso: A quantia vai dirétamente para a terceira (ultima) coluna. LIÇÃO XXVIII Da Digrafia (Continuação) Sumario: — Fórmulas Complexas. .— 104 — E’ a prática que nos aconselha a vantagem das posições das colunas. enumeradas ácima. 2. sendo no final somadas para a terceira coluna (última). A Fórmula Complexa é aquela que demonstra um só devedor e varios credores. Colocação das quantias no Diario. Ver na lição seguinte o primeiro e segundo lançamentos. de tres colunas quando usamos a Fórmula Simples. ou um só credor e varios devedores. Modelo de Diario Moderno. Podemos supôr dois casos diversos: a) — Quando na fórmula simples uma conta deve a outra sómente uma vez.

contem um só credor e varios devedores. assim como Caixa.da Silva Generos comprou 8$000 a Caixa Agnello G.porque elas são complexas em cada um de seus termos. e que Mercadorias tem haver de Agnello Guedes da Silva. O segundo exemplo quer referir que Caixa tem haver de José Getulio da Silva. A terceira é complexa quanto aos devedores (varios devedores).— 105 — Exemplos: 2ª Fórmula Contas Correntes a Diversos. Chamam-se estas fórmulas Complexas.O primeiro (2ª fórmula). de Mercadorias e de Obrigações a Pagar tambem.A segunda é complexa quanto aos credores (varios). Quer dizer o primeiro exemplo que o correntista Agnello Guedes da Silva deve a Mercadorias e deve a Caixa. a Mercadorias Agnello G.da Silva Dinheiro que nos pediu 200$000 3ª Fórmula Diversos a Caixa Contas Correntes José Getulio da Silva Dinheiro que nos pediu 10$000 Mercadorias Pelas compradas a dinheiro 150$000 Obrigações a Pagar Pela de Armando Colapietro. . hoje resgatada 800$000 208$000 960$000 Ambos estes lançamentos são feitos por Partidas Dobradas e Fórmula Complexa.

b) — Quando uma conta deve a outra mais de uma vez.— 106 — DA COLOCAÇÃO DAS QUANTIAS DAS FÓRMULAS COMPLEXAS. No segundo caso ácima: Quando uma conta fór devedora de outra mais de uma vez. soma-se as quantias todas para a terceira coluna. dai. a colocação das quantias no Diario de tres colunas é identica. Do Modelo do diario Moderno Denomina-se Diario Moderno ao escriturado pela fórmulas simples e complexas. Ver as duas ultimas partidas no Diario adiante. Apresentamos um modelo de escrituração do . a) — Quando uma conta deve a outra so uma vez. Quer para a segunda quanto para a terceira fórmulas. No primeiro caso ácima: Todas as quantias vão para a segunda coluna e daí serão somadas para a terceira. sómente. NO DIARIO Para colocação das quantias das fórmulas complexas no Diario devemos supôr tambem os dois casos da lição anterior. e. colocam-se estas quantias na primeira coluna e somam-se para a segunda.

.DIARIO MODERNO Rio de Janeiro. por livros de Co ca “Hollandeza” 600 000 e ra im 2 D af pa guardar 40 000 70 000 30 000 iversos é colhido ssada 240 000 e 10 dias de ivro Pronto a 50 000 290 000 los nt abilidade 80 000 90 000 110 000 280 000 15 000 295 000 .. que deu pa a Carlos Amor Idem.. por uma vac C aixa a Colonos a José Schultr Dro. mezadas a: Newton R. conforme L Di versos a Caix Co lonos Pg.. a Capina Pelas despezas d Serviço.. idem. Moraes Nestor Sobral Calry Vasconcel D espezas Geraes Pg. Cu ltura de Café a a Colonos 120 alqueires de c na semana p.1 de julho de 1929 Bo vinos a Caixa Pg.

Colocação das quantias no Diario. . As Fórmulas compostas por diversos devedores e diversos credores. Ao depois fazem-se os lançamentos como nas demais fórmulas. antecedida da preposição de. elas se denominam Fórmulas Compostas. dãose dois traços debaixo da soma e faz-se a contra-partida do seguinte modo: vê-se a conta credora e coloca-se na linha lógo abaixo — antecedida da preposição a. e debaixo dela a indicação da conta de quem ela tem haver. em que fazemos os lançamentos de crédito das contas. que indicam a existencia de varios devedores e varios credores. Por (complexas) e mais de um credor (complexa). Lança-se a Fórmula Composta da seguinte maneira: Colocam-se as palavras Diversos a Diversos. São fórmulas compostas por diversos devedores e diversos credores. Em toda fórmula composta ha sempre duas partes distintas: a) — A Partida b) — A contra-partida. esta fórmula é tambem chamada de Diversos a Diversos. Por isto. As quantias da terceira coluna são somadas para baixo. DA FÓRMULA COMPOSTA Quando as fórmulas são complexas em ambos os seus termos.LIÇÃO XXIX Da Digrafia (conclusão) Sumario: — Fórmula Composta. Contra-Partida é a segunda parte da fórmula. Chama-se Partida a primeira parte do lançamento onde fazemos os lançamentos de credito das contas.

b) — Se ha lançamentos em que alguma conta deve a mais de uma conta. d) — Se ha lançamentos em que alguma conta deve a outra mais de uma vez e deve ainda a mais de uma conta. donde será tirada a contra-partida. No quarto caso: As quantias irão para a primeira coluna. sendo ao depois somadas para a terceira. sendo depois somadas para a segunda. c) — Se ha lançamentos em que alguma conta deve a outra mais de uma vez. onde será efetuada a contra-partida. Este Diario é tambem denominado Diario Antigo. daí somam-se os totais para a terceira. O Diario de Diversos e Diversos têm geralmente quatro colunas.DA COLOCAÇÃO DAS IMPORTANCIAS NAS COLUNAS DO DIARIO DE DIVERSOS A DIVERSOS Denomina-se Diario de Diversos a Diversos aquele em que é usada a quarta fórmula (composta). pois que os guardalivros usam oje mais as tres primeiras fórmulas (Diario Moderno). No segundo caso: As quantias irão para a segunda coluna. vamos supôr tambem os seguintes casos: a) — Se ha lançamentos em que uma conta deve a outra só uma vez. No primeiro caso: As quantias irão todas para a terceira coluna. donde será feita a contra-partida. e daí feita a contra-partida. . No terceiro caso: As quantias irão para a primeira coluna sendo então somadas para a terceira coluna. Para colocação das importancias nas colunas deste Diario.

VII CAPITULO DOS LIVROS NA CONTABILIDADE RURAL .

Analitica ou Cronologica. DOS LIVROS DE CONTABILIDADE Livros de Contabilidade ou de Escrituração são os que servem para o registro de todos os atos administrativos. como Minas e S. Nas administrações agrarias não ha livros exigidos por lei. Os livros de Escrituração cronologica não têm as suas paginas divididas em contas. menos perfeitamente organizadas. E’ nesses livros que são registradas as contas.LIÇÃO XXX Dos Livros na Contabilidade Rural Sumario: — Livros na Contabilidade Rural. Não obstante. Livros de Es crituração Rural. Paulo já ha emprezas agrarias com sistemas de Contabilidade mais ou. em que são lançadas todas as operações da administração. DOS LIVROS NA CONTABILIDADE RURAL Todas as especies de livros ácima enumeradas são de grande necessidade na Contabilidade Rural. conforme a especie de registro que se adote nos mesmos. caraterisando-se por anotações feitas a bel-prazer dos fazendeiros. nos Estados mais adiantados do país. ao passo que os de Escrituração Analitica e Sintética são divididos em contas. Os livros pódem ser de Escrituração Sintética. De modo que a Contabilidade Rural está ainda em periodo muito rudimentar ainda em nosso país. .

algodão além. para evitar os insucéssos. Quer isto dizer que os fazendeiros poderão adotar os livros que quizerem. Dentre os livros que pódem ser adotados na Contabilidade Rural.Não se póde conceber a inexistencia de Contabilidade nas administrações rurais. o fazendeiro que se entrega a uma plantação (café aqui. Pois.. trataremos ádiante dos principais. . etc) só dela passa a cuidar. Ela orienta e aconselha com a expressão muda de suas estatisticas. isto é livros indispensaveis á qualquer empreza agraria. Só ela nos proporciona os meios necessarios para o licito empreendimento dos negocios. o que dá mais lucros — pois o que mais cotação tem no mercado — sem se preocupar em que ha produtos que menor preço têm no mercado mas que rendem mais. julgando que o preço do produ to que explora e o mais vantajoso.. a lei não estabelece a exigencia de uma Contabilidade nas emprezas agrarias. devido á não exigencia de Contabilidade que as regulamente Esta é uma bussola indispensavel á qualquer administração. assucar alí. pela quebra da economia nacional. Nesta parte trataremos sómente dos livros que tanto pódem ser adotados na Contabilidade Pastoril quanto na Cultural. borracha acolá. sem saber o custo de cada cultura e as vantagens destas em vista do preço do mercado e do de custo. os prejuizos aos particulares e ao país inteiro. pois o seu custo de produção é baratissimo Isto só a Contabilidade nos demonstra. pelo desequilibrio da produção. DOS LIVROS DE ESCRITURAÇÃO RURAL Como dissemos. A’ falta de Contabilidade podemos atribuir o regimen de quasi monocultura em que vivemos e que caráterisa certas zonas do nosso vastissimo país. de qualquer natureza que ela seja. Já tivemos ocasião de fazer sentir o mal que nos causa a desorganisação das empregas rurais. e se quizerem.

muito tempo depois. DO BORRADOR O Borrador é o registro inicial das operações. por Partidas Simples. Com uma. E’ um livro em que se rascunham ligeiramente todas as transações efetuadas para ao depois serem transportadas em bôa ordem contável para os demais livros. Escrituração. nos seus desdobramentos. assim: Exemplo: José nos pede 500$000. todas as transações e em qualquer tempo podemos transporta-las para os demais livros. . toda a Contabilidade da azienda. E’ ordinariamente escriturado em ordem cronológica. DA ESCRITURAÇÃO DO BORRADOR Este livro é escriturado cronologicamente e por Partidas Simples. isto é. E’ um livro que apresenta grandes vantagens. Modelos. demonstrando sempre um dos elementos das contas: o devedor ou o credor. em resumo. anotação ligeira e clara podemos deixar para lançar a transação nos outros livros de desdobramentos. Ele supre ainda a falta de tempo. Nele nós fixamos provisoriamente. etc. Tambem se conhece este livro pelas denominações de Costaneira. Dada a operação devemos aí buscar a conta que recebeu (devedor) e a que forneceu (credor) e fazer o lançamento demonstrando um daqueles dois elementos. Borrão.LIÇÃO XXXI Do Borrador Sumario: — Conceito. resumidamente. Lançaremos conforme se vê no primeiro lançamento adiante. pois. Memorial. E’ o registro cronologico de todos os fatos administrativos. De maneira que nele costuma-se mostrar sómente o devedor ou o credor. Nele repousa.

Ha varios modelos usados para este Borrador. Quando a conta que se tiver escrito houver recebido a importancia vai para a primeira coluna do Borrador (Deve ou Débito). em que cada folha. basta lançar em cima quando a conta tiver recebido e em baixo quando tiver fornecido. O Borrador encadernado ainda é o mais usado. por 40$000.Em seguida vendemos um boi à dinheiro. No Borrador de minutas avulsas. os lançamentos são separados uns de outros por um traço de separação assim: No Borrador de folhas soltas não ha necessidade desse traço. O Borrador de folhas soltas ou minutas avulsas é constituido por folhas apropriadas onde registramos as operações. pois que cada lançamento é feito numa ficha. Lançaremos conforme se vê no segundo exemplo adiante. para cada transação. ligeiramente. porém. Neste Borrador fazemos os lançamentos em cada folha. Dentre os modelos mais usados apresentámos o seguinte: . na parte de cima demonstra o devedor e na de baixo o credor. variando todos. por 400$000. não obstante o anterior ser mais moderno. quando houver fornecido vai para a segunda coluna (Crédito ou Haver). Ao depois vendemos um saco de café a prazo. DOS MODELOS DE BORRADOR O Borrador póde ser feito por dois modelos diferentes: a) Borrador de folhas soltas. No Borrador em livro. Lançaremos conforme se vê no terceiro exemplo adiante. encarnado. principalmente nos estabelecimentos comerciais. para Manoel. b) Borrador encadernado. mais prático e já tenha conseguido muita aceitação.

— 117 — RIO DE JANEIRO.10 DE JULHO DE 1929 DEBITO CREDITO Jo se Dinheiro que pediu 500 000 B ovinos Recebido pela venda de um boi 400 000 M anoel 40 1 saco de café 000 .

— 118 — LIÇÃO XXXII

Do Caixa
Sumario: — Conceito. Escrituração. Modelos. BalançoConferencia. Erros.

DO CAIXA O Caixa é o livro de registro das entradas e saídas de dinheiro. Todos os lançamentos referentes a dinheiro têm que ser lançados no Caixa: no débito, quando o dinheiro entrar para a caixa, no haver, quando saír dinheiro de nossa caixa. Sendo o movimento de dinheiro um dos mais intensos das administrações, a necessidade de um livro especial para o registro particular das transações efetuadas com a moeda se faz sentir grandemente. O livro Caixa registrando todas as operações efetuadas com dinheiro, a todo momento nos fornece os dados sobre a situação da caixa da administração, pela apresentação do que entrou e do que saíu da mesma. Nisto está a grande vantagem deste livro: serve para mostrar o dinheiro existente, a situação financeira da empreza. DE COMO SE ESCRITURA O CAIXA Como o Diario, o Caixa é escriturado pelo Borrador. Nele debitamos todas as quantias que a caixa recebe e creditamos todas as que ela fornece (pagamento ou emprestimo) . O primeiro lançamento que em todo livro Caixa se faz, é no débito. Compreende-se: a caixa precisa primeiro receber dinheiro, para depois pagar ou emprestar (fornecer); e, sempre que ela receba deve ser debitada. O dinheiro com que uma pessôa começa a fazer as suas transações mercantis, é sempre lançado no débito do Caixa. Para fazermos os lançamentos no Caixa (quer sejam no Deve, quer no Haver), temos que escritura-lo da maneira seguinte: a) colocando na primeira coluna de cada seção o Ano, debaixo deste o mês, e na coluna seguinte o dia.

— 119 — b) Adiante deste a preposição “a” ou “de” que precedem a conta credora ou devedora. c) Em seguida o nome da conta devedora ou credora. d) E a quantia, na primeira coluna no dia houver mais de um lançamento naquela secção; na segunda se houver um só lançamento. No primeiro caso, somam-se as importancias para a segunda coluna no fim do dia. DOS MODELOS DO CAIXA O livro Caixa póde ser escriturado por qualquer modelo, desde que satisfaça ao seu fim. Dentre os modelos mais usados citaremos os de secções contiguas, divididas e superpostas a que já nos referimos na lição XXII. DO BALANÇO DO CAIXA Usualmente balanceia-se o Caixa no fim de cada mez. Mas ha costume tambem de se o balancear quinzenalmente, semanalmente e até diariamente. Na Contabilidade Rural, porém, basta o balanço mensal do livro Caixa. Denomina-se balanço do Caixa o jogo por débito e credito das importancias lançadas neste livro, para apuração do dinheiro existente na caixa. Balanceia-se o caixa do seguinte modo: a) Soma-se o débito, separadamente, não no livro. b) Soma-se o crédito, idem, idem. c) Subtrae-se o menor do maior: a diferença chama-se saldo. d) Coloca-se este no lado menor (crédito, porque não póde saír mais dinheiro do que entra). e) Soma-se novamente, agora já no livro: o débito dá igual ao crédito. f) Passam-se dois traços de separação, debaixo de cada conta, os quais indicam o fechamento. g) Em seguida reabre-se o livro Caixa com a nova data (dia, mês e ano), colocando-se tambem no débito o saldo apurado. Apresentamos a seguir um modelo do Caixa escriturado e balanceado:

CAIXA

1928
Janeiro 5 6 9

DEBITO
a Capital Dro. existente a Mercadorias Feira a Paulo Magalhães Dro. que deu a Paulo Costa Bastos Idem, idem a Mecadorias Feria a Nelson Azevedo Dro. que deu a Mercadorias Feria a Mercadorias Feria a Mercadorias Feria a José Carneiro Pereira Dro. que deu a Helio Coutinho Idem, idem a Francisco Coelho Neto Dro. que deu a Emilio Maksoud Reco. de Edgard Poteugy a Mercadorias Feria a Mercadorias Feria Saldo de Janeiro p. p. 20 000 600 100 300 000 400 800 200 150 50 700 50 450 30 150 220 000 000 000 400 1 000 24 800 20 050 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000

1928
Janeiro 6

CREDITO
de Despezas Pg. pelo preparo de n/ contrato de Moveis & Utensilios Pg. por 1 armação de Mercadorias Pg. por 1 factura de Nelson Vidal Dro. que pediu de Equideos Pg. por 1 cavallo de Immoveis Pg. por 1 casa de Marcello Almeida Dro. que recebeu de Despezas Lg. por sellos de Puiz Fonseca Dro. que pediu de Carlos Amorim Dro. que pediu Saldo 80 820 000 000 900 1 100 50 300 1 700 100 5 000 000 000 000 105 95 500 20 050 000 000 000 000 2 000 000 000 000 000

8 12 14

12 15 18 20 21 25 26

20

23 26

31

000 000

24 800

000

Fevereiro

Indice. o Contas Correntes não apresenta grande importancia. Escriturando a débito e crédito todas as operações êle a todo momento nos mostrará o estado economico e juridico de qualquer conta das pessôas. DOS ERROS NO CAIXA Se a conferencia supra não der positiva é que ha algum erro. a residencia do correntista . um por um. Balanço. colocando-se ali o nome da pessôa com quem temos transação (correspondente). Escrituração. D OS CONTAS CORRENTES O Contas Correntes é o livro em que são lançadas por débito e crédito todas as transações com os Correspondentes. se reveste de grande importancia. não obstante. DA ESCRITURAÇÃO DO CONTAS CORRENTES No alto da pagina do livro. Conferencias. E’ um livro auxiliar e. e comparando o saldo purado com o saldo do titulo Caixa do Livro Razão. LIÇÃO XXXIII Do Contas Correntes Sumario: — Conceito. Isto porque as emprezas agrarias em regra geral não entram em contato direto com os consumidores e as suas compras e vendas são usualmente efetuadas a dinheiro. porém. abre-se o titulo da conta.— 121 — DA CONFERENCIA DO CAIXA Confere-se o livro Caixa verificando a passagem dos lançamentos do Borrador para aquêle livro. Erros. Quando houver taxa de juros a pagar. Na linha seguinte a sua residencia. Modelos. como nas demais administrações. Na Contabilidade Rural. Encontrado este corrige-se da maneira que ensinamos na lição XLIV. E’ êle que demonstra a nossa situação juridica para com as pessoas que transacionam conosco.

a segunda. Quando se transportar uma conta. O historico é copiado tal e qual se acha no Borrador. DOS MODELOS DO CONTAS CORRENTES Quanto aos modelos que possam ser adotados no livro Contas Correntes. devemos colocar em frente ao nome do correntista. Na coluna do deve são colocadas as quantias devedoras. — á pagina (tal). .— 122 — será colocada na linha mencionada. Lógo que o lançamento fôr passado do Borrador para o Contas Correntes. o numero da pagina ocupada pela sua conta no livro Contas Correntes. balanceada: 1929 Julho NELSON SOARES AZEVEDO 5 11 19 25 3 31 5 50 saccos de milho Dinheiro que remetteu 10 saccos de feijão 1 cavalo que nos deu 5 saccos de arroz Saldo para balanço 300 350 200 DEBITO 000 100 000 300 000 450 850 450 000 000 850 000 000 000 000 CREDITO Agosto Setembro 1 Saldo de balanço (1) Alguns Contas Correntes tem tambem uma coluna para nella serem anotados os saldos dos correntistas. A primeira linha. pela indicação da pagina que ocupa o correntista no seu livro. e a taxa do lado direito. Isto tem a vantagem de nos indicar os lançamentos já passados para o livro. ver lição XXII. escrevendo-se sempre nelas. no Borrador. assim como auxilia a conferencia. Apresentamos a seguir o modelo de uma conta do Contas Correntes. as credoras. para o mês e dia. serve ainda para o ano. na do haver. deve-se faze-lo para primeira pagina em branco. na primeira linha das operações as palavras: De pagina (tal). A ultima linha deverá ser reservada para as somas á transportar. escrevendo-se nela.esquerda. (1). e as demais para os diversos lançamentos. á .

tirando-se todo fim de mês um Balancete (mensal) de verificação. deve tambem ser egual á do titulo Contas Correntes do Razão. DO INDICE Lógo que se abra a conta do correntista. As Contas Correntes de folhas soltas não têm indices. em seguida a este. ver as regras apresentadas na lição XLIV e a exemplificação do modo de correção dos erros do Contas Correntes. e. . (3). no Contas Correntes. devemos escrever o nome do mesmo. escrever o numero da pagina em que o seu titulo se acha no livro Contas Correntes. e que tem em cada folha uma letra do alfabeto. não havendo necessidade de se-lo antes. A diferença entre as somas brutas do Balancete mensal do Contas Correntes e a dos saldos deste. DOS ERROS NO CONTAS CORRENTES Quanto aos erros neste livro. DA CONFERENCIA DO CONTAS CORRENTES Devemos conferir o Contas Correntes. (3) Ver lição XLII. no livro Indice. as contas do Correntes sómente por ocasião do Balanço Geral. porém. Balanceam-se. livro que deve acompanhar o Contas Correntes. a abertura dos seus titulos obedece á ordem alfabetica.— 123 — DO BALANÇO DO CONTAS CORRENTES O processo para balanço das contas do livro Contas Correntes é identico ao usado para o do Caixa. Devemos escrever a primeira letra do seu nome ou sobrenome. (2) Ver lição XXXIII. mensalmente. (2). este ou aquêle deverá estar errado. Se não derem eguais.

Deve seguir sempre uma ordem uniforme: as partidas nêle lançadas devem seguir uma ordem cronologica de dia. mês e ano. Escrituração. Conferencia. Póde este ser escriturado por qualquer daquelas fórmulas. O Diario é uma especie de Borrador. E’. os registros de todas as operações efetuadas numa entidade administrada. um Borrador melhorado. Apresentamos o modelo do Diario de uma Contabilidade Rural.— 124 — LIÇÃO XXXIV Do Diario Sumario: — Conceito. DA ESCRITURAÇÃO DO DIARIO A escrituração do livro Diario obedecendo á ordem cronologica de dia. segundo as normas da Contabilidade. esclarecido. mês e ano deverá ser fêita de acôrdo com as explicações explendidas na lição onde tratámos do mecanismo das Partidas Dobradas aplicavel ao Diario. Partidas e Mensais. Modelos. porém. O Diario só póde ser feito por quem conhece a Contabilidade e principalmente a escrituração. escriturado pelas fórmulas complexas e simples (Diario Moderno): . DO DIARIO O Diario é o livro em que se lançam cronologicamente. Alguns o chamam de Borrador a Limpo. Erros.

por sello a ixa ze u q u ae vedo eira s 50 20 000 000 70 000 D s inos 2 1 D C L iveros a S aixas Reco. idem espezas Ger Pg.— 125 — Fazenda das Tres Barras.que pedi Quirino Jun Idem. 20 de julho de 1929 C o a ntas Corrente Equideos Marcel Lopes 1 cavallo 300 000 s iversos a C D lonos C o Armando A Dro. que deu nt el es ho Netto 100 000 .pelo vend 5 000 75 000 u a s o inos de um cachaçe que morreu 400 60 000 000 460 000 ucros e Perda Um bacorinh C a aixa Contas Corre a Francisco Co Dro.

° volume Contabilidade Geral. para os Diarios em que são escrituradas as quartas fórmulas de Partidas Dobradas (Diario Antigo). (1) (1) Ver o nosso 1. Além deste ha um modelo especial. . de acôrdo com a vontade do encarregado da Contabilidade. de quatro colunas. Além deste ha outros com maior ou menor numero de riscos. DOS ERROS NO DIARIO Quanto aos erros que se pódem dar no Diario devemos corrigi-los pelos meios ensinados na lição XLIV. especificando bem as datas. 181 e 182. DAS PARTIDAS DIARIAS E MENSAIS O Diario póde ser escriturado por Partidas Diarias ou por Partidas Mensais. como se poderá supôr. No exemplo que demos ácima está aquêle livro escriturado por Partidas Diarias: os lançamentos são feitos dia a dia. DA CONFERENCIA DO DIARIO Confere-se o lançamento verificando se as partidas que foram passadas do Borrador para aquêle livro obedecem á ordem de classificação das contas e se as quantias estão transportadas de acôrdo.— 126 — DOS MODELOS DO DIARIO O modelo que apresentámos na pagina anterior não é o unico usado. pags. Pelas Partidas Mensais escrituramos todo o movimento do mês no ultimo dia deste.

permitindo que a qualquer momento se saiba o valor de cada uma delas e todo o movimento do ativo e passivo do patrimonio administrado. Modelos. por ecelencia e é êle que nos fornece os saldos das contas para levantamento do Balanço. classifica-as em grupos. Erros. onde deverá ser colocado o numero da pagina do Diario em que está o lançamento que se acaba de fazer. DO RAZÃO O Razão é o livro que coordena sinteticamente todas as contas que foram lançadas no Diario. O Razão é um livro sem historico. Este livro dispõe as contas em ordem. coloca-se o dia: adiante deste a preposição “a” ou “de” (conforme seja o lançamento no débito ou no crédito (respetivamente). existe uma pequena coluna ou quadro.— 127 — LIÇÃO XXXV Do Razão Sumario: — Conceito. Ele sintetisa todas as importancias de cada conta. . Antes das colunas das quantias. E’ o livro de escrituração sintetica. Na coluna para este deve-se. em seguida o nome da conta devedora ou credora. no haver. mencionar sómente o nome da conta devedora ou Credora. Em seguida coloca-se a importancia: no débito. se devedora. logo abaixo deste o nome do mês. sejam devedoras ou credoras. assim: No cabeçalho da conta deve ser colocado o titulo dela. Chama-se a isto abrir um titulo. Balanço. á esquerda da pessôa. Ele . Na pequena coluna adiante do mês. Escrituração. DA ESCRITURAÇÃO DO RAZÃO Escritura-se o Razão. se credora.compreende todas as contas de uma Contabilidade. Por isso o Razão é escriturado pelo Diario. por cima das linhas anteriores á pauta. deve ser colocado o ano. Na primeira coluna. Conferencia.

.

e vice-versa. e vice-versa. coloca-se á margem do nome da conta aberta o numero da pagina que ela ocupa no Razão. . Como em todos os demais livros não se escreve na última linha do Razão. bem como a soma do Ativo egual á do Passivo. na linha em que está o titulo que se abriu naquele livro. o modo de sua correção está explicado na lição XLIV. e vice-versa. assim com a primeira linha deve ser reservada para receber o transporte das paginas anteriores. Diversos designa tão sòmente um conjunto de vários titulos. Assim dando está certo o Razão. A palavra Diversos que aparece no Diário. _________ (1) – Ver lição XLVII. é a de Capital. DA CONFERENCIA DO RAZÃO Confere-se o Razão tirando-se um balancete (1) A soma total do débito deste deverá dar egual ao total da soma do crédito. DOS ERROS NO RAZÃO Quanto aos erros neste livro. No mesmo dia em que somarmos o débito deveremos somar o crédito. Feito o lançamento no Razão. Reserva-se esta para as somas e transportes. A primeira conta que em todo Razão se abre. é a única que não entra no Razão. É o eterno principio das Partidas Dobradas.— 128 — Sempre que tivermos de debitar a uma conta uma importancia. segundo o qual não há devedor de uma quantia sem credor da mesma. teremos que creditar á conta correspondente a mesma importancia. no livro Diário. pois que os lançamentos feitos do Diário se encontram sempre no débito de uma conta e no crédito de outra ( digrafia ). por não representar conta alguma. Assim como o Contas Correntes o Razão deve possuir sempre um Indice.

para gasto. e anotamos ai toda entrada e saída que se efetuar. porém ser registradas sómente as mercadorias adquiridas pela empreza rural. Caixa.— 129 — DO BALANÇO DAS CONTAS DO RAZÃO O balanço das contas do Razão é feito da mesma maneira como o do Contas Correntes. Neste livro devem. etc. A importancia deste livro é assaz considerável. DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO DE ARMAZEM Quando se recebem mercadorias. Os produtos da colheita já prontos para a venda devem ser registrados no registro especial de “ Produtos no Paiol “. devemos imediatamente fazer um lançamento no dêbito ( mercadorias recebidas ou entradas ). para consumo. Erros. o nome . Neste livro nós abrimos uma pagina para cada espécie de mercadoria tal como no Razão. Nêle não devemos registrar os produtos das colheitas. o livro de armazem ou de Estoque é o registrador das operações efetuadas com a conta dos agentes consignatarios mercadorias). especificando claramente da data. e especifíca quais foram os que entraram. Modelos. ______ LIÇAO XXXVI Do Livro de Armazem Sumario – Conceito. com as diversas contas. quais os que saíram. Escrituração. pois demonstra claramente toda saída e toda entrada de produto. DO LIVRO DE ARMAZEM Livro de Armazem ou de Estóque é o em que nós registramos toda entrada e saída de produtos. Permite uma constante fiscalisação do stoque de produtos. mas sómente as mercadorias adquiridas para gasto da fazenda. Assim como o Caixa. Livro de Culturas Livro de Creações. É portanto um livro indispensável na azienda agrária. Conferencia.

. não póde ter saído nem entrado nenhuma mercadoria. temos dois modos de conferencia: a) Vendo se o saldo das contas confere com as mercadorias em Estóque. Lógo o saldo daquela deve conferir com o saldo total do Livro de Armazem. devemos declarar a data. o preço desta e por fim o preço da fatura. DOS MODELOS DE LIVROS DE ARMAZEM Os modelos deste livro como de todos os demais são adotados de acordo com a necessidade contábil de cada um. deverá ser identico ao verificado no livro de Armazem. O saldo deste livro é a diferença entre a mercadoria que entrou e a que saiu. tudo isto no crédito ( registro da saída). o lucro verificado na conta de Mercadorias do Razão. por ocasião de Balanço. a unida.— 130 — da pessoa a quem foi comprada. sem que este fato fosse registrado no Livro de Armazem . a quantidade. a unidade. O saldo do livro de Armazem forçosamente tem de comferir com as mercadorias existentes no armazem Este livro é o registro de todas as mercadorias que entram e sáem: forçosamente. DOS ERROS NO LIVRO DE ARMAZEM Os erros deste livro corrigem-se pelos mesmos processos ensinados na lição XLIV. b) Examinando se o saldo deste livro concorda com o titulo Mercadorias do Razão. o preço da unidade e finalmente o preço da fatura. A conta de Mercadorias do Razão é a em que nós anotamos englobadamente todas as operações efetuadas com as mercadorias. na conta correspondente a esta. o nome da pessôa a quem foi vendida. a quantidade. Apresentamos a seguir um modelo de uma pagina do Livro de Armazem. Quando sái alguma mercadoria. DA CONFERENCIA DO LIVRO DE ARMAZEM Para se verificar a exatidão dos registros do Livro de Armazem. Consequentemente.

— 131 — NOME DA CONTA DATA ENTRADA QUALIDADE PREÇO DATA SAHIDA QUALIDADE PREÇO .

tais como letras de cambio. Titulos de crédito são todos os documentos que garantem uma divida. etc. promissorias. Registro de Titulos a receber. onde são anotadas as dividas dos correspondentes para com o comerciante. Servem eles para a anotação minuciosa de todas as obrigações. isto é. DO REGISTRO DE TITULOS A RECEBER Este livro se destina ás anotações de todas as dividas que as pessôas contráem com o comerciante por meio de letras. Daí a divisão dos Registros de Titulos em duas classes: Registro de Titulos a Receber e Registro de Titulos a Pagar. Estes Registros não se revestem de grande importancia na Contabilidade Rural. Registros de titulos a pagar.LIÇÃO XXXVII Dos Registros de Titulos Sumario: — Conceito. DOS REGISTROS DE TITULOS Registros de titulos são os livros onde são anotados os titulos de crédito. ativo e passivo. Modelos. para a bôa orientação do administrador no pagamento e recebimento dos titulos. Divide-se este livro em duas partes: a) A Entrada. Os titulos de crédito pódem constituir duas classes diversas de obrigações: a) Obrigações a Receber b) Obrigações a Pagar São Obrigações a Receber os titulos assinados a nosso favor. São Obrigações a Pagar os titulos assinados por nós a favor de outrem. as obrigações . duplicatas. Conferencia destes livros.

—133 —

que este tem a receber de seus freguezes ( notas promissorias, letras de cambio, etc.). b) A saida, onde anotamos as indicações relativas á extinção dos titulos, ou á sua cessão. Tanto a entrada como a Saída devem ser escrituradas com grande clareza e minucia. Cada uma destas partes contém varias colunas onde devem ser particularisadas a entrada e saida dos titulos. O registro, ou melhor, a escrituração deste livro é bem facil, bastando inscrever-se cuidadosamente as particularidades exigidas pelos modelos usados que são muito claros.

DO REGISTRO DE TITULOS A PAGAR

Este livro é o registro das dividas do negociante. Nêle são lançadas, detalhadamente, todas as obrigações ou dividas contraídas pelo comerciante para com outrem. Divide-se tambem este registro em Entrada e Saida. Lançam-se na Entrada as obrigacões contraidas; na Saida, as obrigações ou titulos resgatados. Neste, como no Registro das Obrigações a Receber só não devem entrar os titulos de Contas Assinadas, pois estas devem possuir um livro especial. Tambem póde ser subdividido este registro em tomos para as diversas praças, conforme a vontade do negociante e a clareza da escrituração. Quanto a este livro transporte-se o leitor ao que dissemos ácima sobre o Registro das Obrigações a Receber, bastando tão sómente aplicar as mudanças que a natureza dos titulos exige.

DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE TITULOS A RECEBER

A conferencia ou verificação da exatidão dos lançamentos deste livro é facil e rapida. Há dois processos: (a) Verificar se os titulos existentes em carteira, concordam com os que tiveram entrada no registro, e não tiveram saída. Sendo este livro o registro dos titulos de crédito

— 134 —

dos estabelecimentos, os que ainda não foram pagos ou não tiveram saida, deverão achar-se em carteira. b)Verificar se a diferença entre a Entrada e a Saída, confere com o saldo do titulo Obrigações a Receber do Razão. Desde que ambas as contas confirmam, o registro está certo.

DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE TITULOS A PAGAR

A conferencia deste livro é mais facil do que a do Registro dos Titulos a Receber. Bastará verificar se o saldo do titulo Obrigações ou Titulos a Pagar, do Razão, confere com a diferança entre a Entrada e a Saída do Registro dos Titulos a Pagar. Conferido está certa a escrita deste registro.

Dos modelos dos Registros de Titulos Apresentamos um modelo de um Registro de Titulo a Receber, extrahido do livro de D”AURA: (1)
ENTRADA Nº DATA Natureza do titulo Vencimento Coobrigador Principal TITULOS A RECEBER ENDOSSADOR PRAÇA IMPORTADORAS DATA MOTIVO DE SAHIDA SAHIDA IMPORTADORAS OBSERVAÇÕES

— 135 —

_________ (1) Curso de Contabilidade, vol V. pág. 201

extra ido do livro citado de D’AURIA. pág.Modelo de um Registro de Titulos a Pagar. 208 TITULOS A PAGAR ENTRADA Importancia Data Liquido Desconto Total Nome Data SAHIDA Natureza do Credor Praça Importancia Vencimento OBSERVAÇÕES titulo — 136 — .

Diaristas ou jornaleiros são os empregados que ganham ordenados por dia ou por hora de serviços prestados.— 137 — LIÇÃO XXXVIII Do Livro Ponto Sumario: . empregados superiores. Modelo. Numa pagina como se vê do modelo que segue há uma coluna para o numero de ordem. que é uma lista dos pagamentos que se tem a fazer aos diaristas ou jornaleiros. diariamente. meio dia. É por êle que se tira a “ Folha de Pagamento “. numa empreza rural: os colonos. DO LIVRO PONTO Livro Ponto ou Registro do Trabalho ou Registro da Mão de Obra é o que serve para a anotação diaria dos serviços e faltas dos jornaleiros que trabalham na empreza agrari. DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO PONTO É facilima. etc. total e observações.Conceito. Desde que uma empreza tenha um numero crecido de empregados é de toda necessidade que se adote este livro para pagamento do pessoal. por hora de serviço. empreiteiros. o nome do camarada. etc. Basta colocar na linha respectiva o nome do empregado e ir escrevendo diariamente o tempo de servico prestado ( dia. Este livro registra a presença e falta de cada empregado. o serviço ou tarefa e uma vasta coluna para a soma dos dias de serviço. segundo o que explicamos: . Não são considerados como tais. meieiros. DO MODELO DO LIVRO PONTO Apresentamos o modelo de uma pagina de um livro Ponto. salario a perceber por dia. um quarto de dia. ). e fazer o calculo no fim da semana para pagamento. empregados contratados por ordenados. Escrituração.

.

MODELO DO LIVRO PONTO Nº DE ORDEM Tarefa NOME DIAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Nº de dias alarios TOTAL Observações — 138 — .

São exemplos de sub-titulos do Registro de Imoveis. etc. desde que terminada esteja esta. Erros.Escrituração. Paióis. Cercas. É aconselhavel a opinião de D. Ensina-nos este autor que. seus melhoramentos.— 139 — LIÇÃO XXXIX Do Registro de Imóveis Sumario–Conceito. etc. Cocheiras. Casas de Colonos. etc. DA ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DE IMOVEIS Abrem-se contas para os diversos departamentos imo-veis ( É pois um livro de Contabilidade Analitica). Currais. Modelo. Conferencia. as suas condições. SANTOS para a escrituração dessas contas. Matas. Pastos. tais como Terras. bemfeitorias. as contas que representam as diversas dependencias imoveis do estabelecimento rural. etc. E as contas abertas são debitadas pelo valor dos bens que elas representam. Serve para desmonstrar o valor dos diversos bens imoveis. abrindo . carateristicos. È um desenvolvimento da respectiva conta do Razão. . DO REGISTRO DE IMOVEIS Este livro serve para o registro em ordem sistemática de toda a existência imobiliaria das aziendas rurais. quando se estiver construido algum imovel devem-se lançar as respectivas despesas no titulo que representa o imovel. situação. ) e pelas rendas que produzem. mas num livro especial denominado Livro de Capitalisação. Estábulos. e deste transferir para a conta correpondente no Registro de Imoveis o total das despesas com a construção. Ranchos.se sub-titulos para cada especie de departamento imovel. destruição. Casa de Residencia. São creditadas pelo desaparecimento do imovel ( venda.

Apresentamos a seguir o modelo de uma pagina escriturada do REGISTRO DE IMOVEIS CASAS DE COLONOS REGISTRO DE IMOVEIS CASAS DE COLONOS DATA HISTORICO 1929 Junho 21 Pelo grupo de 6 casas constituídas na margem da Estrada de Thebas. Agosto 17 1 casa construida pero da «Engenhocá». conforme «Serviço de Capitalização» DEBITO CREDITO 7 500 000 1 500 000 .—140 — DO MODELO DO REGISTRO DE IMOVEIS Os modelos deste registro variam de acordo com os pontos essenciais que se queira esclarecer. e transferido do «Serviços de Capitalização. pag.

ver nesta 1ª Parte. Obedece êle ao mesmo processo de escrituração do Contas Correntes. escrito ou não. demonstra a situação economica dos colonos para com a administração rural. Erros. mediante contrato prévio. DA ESCRITURAÇÃO DO CONTAS DE COLONOS Abre-se um titulo para cada familia de colonos e ai se se escrituraram detalhadamente os serviços prestados pelos diversos membros da familia colonica. _______ LIÇÃO XL Do Livro de Colonos Sumario: . lição XLIV.to do livro e. bem como se utilisa de identicos modelos e é identico o modo de conferencia e correção dos erros deste livro. é que o livro está certo. DOS ERROS NO REGISTRO DE IMOVEIS Quanto á conferencia dos erros do Registro de Imoveis.Conceito. . Conferencia. O livro de Colonos tem a mesma finalidade do Contas Correntes (1). DO LIVRO DE COLONOS Este livro tem por fim registrar por débito e crédito as operações com os colonos. Escrituração.— 141 — DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE IMOVEIS O modo para conferencia deste livro é o seguinte: Tira-se mensalmente um Balancete de todo o movimen. Denominam-se colonos todas as pessoas que prestam seus serviços á empreza agraria. desde que o saldo das contas deste confiram com o saldo do titulo de Imoveis no Razão. Modelos. bem como os forne- _______ (1) Ver nesta Parte lição XXII. isto é.

.... Apresentamos a seguir um modelo de conta aberta no Livro de Colonos... seguida sempre das datas das demais operações. 19 12 dias de serviço auxiliando construção do nvo paiol .......... DEBITO 80 000 CREDITO 00 000 70 000 100 000 . Em seguida ao titulo da conta coloca-se á margem a data em que começam as opera-ções....................... 18 100 alq.... podendo ser usado qualquer um dos que enumerámos na lição XXII....... no crédito si houver fornecido ou adquirido algum direito.... si a conta tiver re-cebido ou assumido alguma obrigação.................. DATA THEMISTICLES FRANÇA 1929 Julho 7 S/ mesada ...................... Demonstra assim o livro de Colonos a situação juridica de cada pessôa para com a administração da empreza rural........... de café que colheu .—142 — cimentos e adeantamentos feitos.... DOS MODELOS DO LIVRO DE COLONOS Os modelos em que pódem ser usadas as contas de co-lonos são diversas especies....... Agosto 5 S/ mesada .... o his-torico da transação e a quantia no débito..........

Escrituração. Conferencia. Aí debitam-se todas as despesas com as obras de capitalisação . _______ LIÇÃO XLI Do Registro da Capitalisação Sumario: — Conceito. lição XLIV. pois a contabilidade dos dois é identica. o total das despezas deverá ser levado á conta respectiva no Registro de Imoveis e encerrada a conta no livro de que tratamos.— 143 — DA CONFERENCIA DO LIVRO DE COLONOS Para conferencia deste livro devem-se observar os mesmos principios estabelecidos na lição XXXIII desta Parte 1ª. As contas do Registro de Imoveis correspondem quasi todas ás encerradas no Registro de Capitalisação. onde ensinámos a conferir o Contas Correntes. Corresponde a identica conta do Razão. Modelo. O Registro da Capitalisação tem por fim registrar analiticamente. minuciosamente estas operações. DOS MODOS DE CONFERENCIA DE ESCRITA Os erros neste livro devem ser corrigidos pelos mesmos processos ensinados nesta 1ª Parte. Erros. bem como das plantações. Terminado o serviço transfere-se o débito da respectiva conta . os quais são aplicaveis aos erros de quaisquer livros de Contabilidade. DO RESGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Capitalisação é o conjunto das operações economicas que têm por fim aumentar o valor dos bens imoveis. Quando estiver terminado o serviço de capitalisação. até final conclusão. DAS ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Abrem-se tantas contas quantas forem as especies de bens imoveis em construção.

dentre outros: Formação de Cafezais. Casa de Colonos. creditando naquele livro a importancia do débito. etc. Formação de Canaviais. a primeira especial da Contabilidade Cultural e a segunda propria da Contabilidade Pastoril: . Formação de Laranjais. Casa de Residencia. etc. Terreiros. e debitando neste á mesma. por transferencia. Canalisações. em identica importancia. Cercas. de Seringais. São exemplos de sub-titulos desse livro.— 144 — desse livro para o Registro de Imoveis. DO MODELO DO REGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Apresentamos a seguir exemplo de duas contas abertas neste livro.

... 2 000 Agosto 25 Pg.. por 3..................1929 Julho 2 RANCHOS Madeira para construção de dois ranchos na “Grota” .. 435 000 435 000 1929 Julho FORMAÇÃO DE SERINGAES 12 Pg.. 3 dias de serviços aos camaradas .000 mudas de “herva”......... ao encarregado da formação.................. DEBITO 5 000 000 CREDITO 30 18 dias aoz trabalhadores para plantio ... DEBITO CREDITO 30 000 5 45 50 310 000 000 000 435 000 19 500 telhas ............................................. aos camaradas............................. 30 Pg.............................. 300 000 000 ........ Pg................... Agosto 15 Transferido para “Immoveis” ...................

. lição XLIV.nceito. DOS BALANCETES Balancetes são os documentos extraídos dos livros de escrituração sintética e analiica e que nos demosram o resultado parcial e total dos movimentos das contas. Modelos. isto é extraindo-se um Balancete mensal e verificando se o saldo do débito e crédito deste ou do ativo e passivo conferem com o saldo do indetico titulo de Razão. Registros de Creações. Extração. Conferindo está certa a escrita da conta e do livro. Registros de Culturas. Razão.— 146 — DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Confere-se este livro de modo identico ao anterior. DOS ERROS NO REGISTRO DE CAPITALISAÇÃO Conferem-se os erros deste livro pelos mesmos principios ensinados nesta 1ª. o numero da pagina em que a conta está aberta no livro. extraindo-se-lhes tambem os saldos. coloca-se numa pequena coluna á esquerda. Tira-se Balancetes do Contas Correntes. DA EXTRAÇÃO DE BALANCETES É o seguinte o processo para extração de um balancete de qualquer que seja o livro: Numa folha ou livro de quatro colunas. É o Balancete um documento onde anotamos todas as comtas pelo seu valor de débito e crédito. Etc. Parte. ______ LIÇÃO XLII Balancete do Razão Sumario: . conforme o modelo que se segue. em seguida o nome da conta e a soma do débito da conta na primeira coluna do Balancete ( coluna do Débito ).Co. Extráem-se os Balancetes para conferencia da escrita.

.. Ao depois soma-se o total das colunas do débito.. E assim se faz com todas das contas..... 1 4 5 6 8 11 12 13 14 17 18 19 20 21 22 23 Titulos Sommas brutas Breve Haver 100 000 000 000 000 15 000 000 10 Mez de Junho de 1929 Sommas Líquidas Activa Passiva 100 000 000 05 000 000 04 132 120 000 210 3 833 2 105 4 13 5 2 151 447 364 213 000 000 000 000 10 000 17 000 000 000 000 2 20 10 160 455 000 160 580 000 000 455 000 000 000 000 875 000 000 000 Capital.. Machinas Agrarias 04 132 000 Immoveis........... Em seguida tiram-se-lhes os saldos..... Modelo de Balancete extraido do livro Razão Balancete do Razão fs..... 6 352 000 Rendas diversas ........) DOS MODELOS DE BALANCETES Apresentamos a seguir dois modelos de Balancetes: um extraido do livro Razão e o outro extraido do livro Contas Correntes.......... Obrurigações a Receber ... 16 015 000 Caixa .......................... 320 000 Celleiro ...... ........ a diferença entre e débito e o crédito total ( que é tambem egual á diferença do total do ativo e passivo ).... 932 000 Obrigações a l’agar ................. se o saldo for devedor (débito maior ). e no passivo se fôr credor ( crédito maior )..... ativo e passivo........— 147 — e a soma do crédito da conta na segunda coluna ( coluna do crédito ). 120 000 000 Saccaria .... 51 129 000 Culturas Diversas ... 13 183 000 Penhores Agricolas Colonos . 22 142 000 Cultura de Café . (1........ 309 803 000 9 10 4 33 45 8 45 4 3 25 10 309 110 350 000 125 890 217 695 765 139 512 000 000 803 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 (1) Ver o saldo de títulos Contas Correntes no Balancete do Razão e a difernça entre o debito e credito do Balancete de Contas Correntes....... Se o livro de que se tira o Balancete fôr auxiliar. Para isso subtráe-se o débito do crédito ou vice-versa e coloca-se a diferença no Ativo............. deverá ser egual ao saldo da respectiva conta do livro Razão........ 5 000 000 Hypothecas .......................... crédito..... 49 368 000 Bovinos ...... 6 230 000 Contas Correntes ...

Rodolpho Abreu Resumo Credores 24:454.600 8 5 1 1 Sommas brutas Breve Haver 885 37 600 7 663 200 000 9 200 10 284 400 94 000 142 199 000 6 200 000 33 890 000 000 000 Sommas Líquidas Activa Passiva 848 000 7 463 000 1 200 000 10 5 284 000 000 94 943 000 4 1 200 000 6 578 400 24 454 000 000 000 16 015 000 igual ao saldo do Titulo C/C do Balancete do Razão .400 Saldo 17:875. Sabarense A.— 148 — Modelo de um balancete extraido do livro Contas Correntes: Balancete de Conferencia de C/ Correntes Mez de Julho de 1929 Folio 1 2 3 4 5 6 7 TITULOS Fernando Carvalho Anto.000 Devedores 6:578. Bruzzi & C. Ismael Dilva Franco Rangel Cysalpino Ribeiro B.

Conferencia docomentaria. porque é pelos documentos que nós garantimos a veracidade e lisura das anotações. A conferencia documentaria da escrita. demonstra a lealdade com que ela foi feita. Denomina-se escrita de uma administração ao conjunto de todas as anotações efetuadas na entidade administrada. procedemos á conferencia da escrita. porém formular algumas regras que devem ser observadas. estabelecidos para conferencia da escrituração dos livros. auferindo-se com elas os melhores resultados. A conferencia documentaria tem por fim verificar a existencia de titulos que comprovem os lançamentos.— 149 — LIÇÃO XLIII Da Conferencia de Escrita Sumario – Modos de Conferencia. Conclusão. confrontando-se todos os lançamentos. Verificada a escrita pelos seus documentos. conseguindo-se á maior probabilidade possivel de certeza. ficamos cientes da lealdade e probabilidade dos lançamentos escritu- . documental b) outro. Conferencia escrituracional. escrituracional DA CONFERENCIA DOCUMENTARIA Sob o ponto de vista dovumental. Daí dizermos que a conferencia de uma escrita apresenta dois aspétos: a) um. ao conjunto de todos os registros anotados nos livros de Escrituração. certificando-nos da veracidade dos documentos dos registros. DOS MODOS DE CONFERENCIA DE ESCRITA Não há em contabilidade principios. Podemos. da sua existencia e regulairdade dos lançamentos. É uma questão essencial em Contabilidade. A conferencia de escrita se efetua pelos proprios livros de Escrituração e documentos. da escrita efetuada.

Desde que assim se encontre o Balancete do Razão. Estes são conferidos pela comparação dos seus respectivos saldos com os das suas contas no livro Razão. É a verificação. DA CONFERENCIA ESCRITURACIONAL Esta se efetua nos livros e registros das transações administrativas. É a parte técnica. ainda. de Imoveis. Registro de Capitalisação. A conferencia escrituracional dos livros de Contabilidade póde efetuar-se segundo os seguintes principios: 1 — No BORRADOR — confere-se esse livro pelos documentos comprovantes dos lançamentos. ao passo que a conferencia escrituracional nos certifica da ordem e certeza dos lançamentos efetuados nos livros e registros.— 150 — rados. . De maneira que temos certeza de que esses livros estão certos tirando-se um Balancete do livro Razão. Esta certeza só a temos. complementar do Diario. quer dizer que a escrituração desse livro está certa. Assim é que confere-se o Caixa. 4 – Verificando-se finalmente se as contas ativas se encontram na coluna do Ativo do Balancete do Razão. Não temos. e se no Passivo se encontram as contas passivas. o estudo dos lançamentos. com a verificação escrituracional. etc. 3 – LIVROS DE ESCRITURAÇÃO ANALITICA. Registros de Obrigações a Receber e a Pagar. Registros das Culturas. Contas Corrente. 2 — DIARIO E RAZÃO. Livro Celeiro. CONCLUSÕES Pelo que dito ficou a conferencia documentaria nos certifica da existencia dos documentos em que se fundam os lançamentos. Esses dois livros são harmonicos e dependentes um do outro. bem como o seu Ativo e Passivo. propriamente contábil de conferencia de escrita. a certeza de que os ditos lançamentos estão certos. O débito e o crédito desse Balancete deverão ser do mesmo valor. porém. O Razão é uma parte integrante.

A outra é questão cientifica da Contabilidade. devem ser corrigidos pelas regras ensinadas pela Contabilidade. emenda-los. porém. esclarecedores. quantia diferente. Póde a verificação documentaria estar certa e a escrita errada. nem risca-los. _____ LIÇÃO XLIV Dos Erros e Correções nos Livros Sumario – Erros mais frequentes. É parte técnica. Vejamos na lição seguinte como se corrigem os erros nos livros de escrituração. De algarismos. . pórém independentes uma de outra. Deve-se. procurar corrigir os seus erros. a escrita póde se apresentar certa. ensinar como devemos corrigi-los. Vamos adiante supôr alguns casos de erros que se podem verificar nos livros de escrituração. Mas mesmo com os documentos certos a escrita póde ser feita errada por meio de lançamento defeituoso ( conta errada. os comprovantes são a base dos lançamentos. Uma é prova pura e simples. Os documentos. Não devemos raspa-los. Como póde tambem a escrita estar certa e a conferencia dos lançamentos com os documentos não concordar. Contrariamente: Mesmo que os documentos não sejam perfeitamente comprovantes. Principalmente os livros obrigatorios por lei não o podem ser de maneira alguma. No caso contrario está errada a escrita.— 151 — As duas modalidades expostas de conferencia são. Estando concordes a conferencia documentaria e a conferencia escrituracional é porque a escrita está certa. exemplificando quanto possivel e necessário. etc). Estes erros. então. posição De DOS ERROS MAIS FREQUENTES Quanto escrituramos os livros estamos sujeitos a erros que se podem verificar das maneiras mais diversas.

— 152 — Os erros mais comuns que se podem dar nos livros de escrituração. entretanto. podem ser: a) Erros de algarismos. Não nos devemos esquecer. Vejamos os diversos casos de erros nos livros de escritu-ração. quando estornamos todo o lançamento errado. e vice-versa. O Estorno póde ser total ou parcial. É total. b) Erros de posição. para estornarmos um lançamento que se acha no débito. O Lançamento Suplementar é um segundo lançamento que vem completar o lançamento errado. b) Por meio de lançamento suplementar. DOS ERROS DE ALGARISMOS Quando fazemos a escrituração dos livros. Quaisquer destes erros podem ser corrigidos por dois processos conforme o caso: a) Por meio de estorno. quando estornamos sómente uma parte errada do lançamento. O Estorno é um lançamento no qual nós invertemos o lançamento errado. O lançamento suplementar é sempre parcial. Estes erros podem ser corrigidos por meio de estorno ou de lançamento suplementar. É parcial. Assim. neles temos sempre que mencionar a data da operação que se acerta. para a sua correção. c) Erros de intitulação d) Duplicatas. maior ou menor. e) Omissões. que toda vez que tivermos de fazer um estorno ou um lançamento suplementar. acontece ás vezes que lançamos uma quantia por outra. . É a isto de denominamos Erro de Algarismos ou de Quantia. fazemo-lo no crédito.

serão corrigidos da mesma maneira. si tivermos lançado a mais no débito.......... hoje ......... tivessemos lançado 35$000..... lançaremos a diferença na mesma coluna.............. de escrituração sintética e analitica. com a diferença única de que....... e vice-versa............. Para correção deste erro faremos um lançamento suplementar assim: Despesas a Caixa Quantia debitada a menos no lançamento supra.. fariamos a correção deste erro por meio do seguinte estorno: Caixa a despesas Estorno da quantia lançada ácima ( ou no dia ........ . 25$000 lançamos 15$000.. mas sómente lançamos 10$000...— 153 — Exemplos de Erros de Algarismo: No Diario: 1) Em vez de lançarmos Despezas a Caixa Pago por selos..... a diferença que falta assim: .. 1) Tinhamos que lançar no débito do livro Caixa a quantia de 100$000.... em vez de lançarmos no exemplo ácima 25$000... Temos que lançar no débito mesmo...... Se lançarmos a menos...10$000 a mais tal ) Nos livros auxiliares...10$000 2) Se... Se os erros ácima se derem nesses livros..... lançaremos a diferença no crédito.....

....— 154 — Caixa a Mercadoria . de Mercadorias Estorno hoje . 5:000$000....... 1) Na conta de Milho do Razão..... Ex: Caixa a Mercadorias.... Estes erros são mais frequentes nos livros de escrituração sintética e analitica corrigindo-se estes erros pelo processos que vamos ensinar agora..... ou ao contrario..... e lançamos esta quantia no haver........ Deve Haver 500$000 500$000 500$000 Se tivesse dado o contrario. Deve 100$000 Haver 90$000 DOS ERROS DE POSIÇÃO Os erros de Posição se verificam quando lançamos no débito uma quantia que era do crédito........ assim: Milho de Contas Correntes........ a Contas Correntes.......... Deve 10$000 Haver 90$000 2) Se tivessemos de lançar no Caixa 10$000 e lançasse-mos 100$000.... a Contas Correntes Estorno hoje....... corrigiriamos lançando na coluna oposta a di-ferença..... ............... e depois fazendo um novo lançamento certo. Corrige-se estornando o lançamento errado.......... tinhamos que lançar no deve 500$000............ e debitamos-lhe reis.. a Mercadorias Debº a menos No lançamento Supra.. fariamos o inverso do exemplo: 2) Tinhamos que creditar na conta de Imoveis a importancia de 50:000$000......

..... Deve 5:000$000 Haver 5:000$000 50:000$000 Estornámos a quantia errada e fizemos a certa.. de Caixa. isto é................. de caixa Estorno hoje ......................................— 155 — Corrigimos assim: Imoveis a Caixa ... Das Omissões...... Corrigem-se estes erros estornando o lançamento errado............. Verificam-se os erros de Intitulação..... Da Duplicata de Lançamento........................ quando lançamos numa conta uma importancia que era de outra......... 550$000 .... e fazendo o certo....... Exemplos: No Diario: 1) Tinhamos que lançar Caixa a Mercadorias Feria......... ______ LIÇÃO XLV (Conclusão) Dos Erros e Correções nos Livros Sumario – Dos Erros de Intitulação... 550$000 e lançamos: Mercadorias a Caixa Feria............. quando fazemos um lançamento em conta errada........................

.............. 550$000 Em seguida fazemos o lançamento certo: Caixa a Mercadorias Feria de hoje ( ou dia tal)....— 156 — Modo de corrigir: Primeiramente estornamos o lançamento errado: Caixa a Mercadorias Estorno do lançamento supra....... 300$00 ..................... 30$000 Corrigiremos esornando este lançamento: Suinos a Contas Correntes a Aloysio dos Santos Estorno hoje (ou no dia tal)............. 30$000 e fazendo o lançamento certo: Contas Correntes a Eqüideos Equipamentos Torres 1 cavalo que comprou................................ 000 550$ 2) ( Erro de intitulação com erro de algarismo ): Tinhamos que fazer no Diario o seguinte lançamento......... ( ou do dia tal )................................................. Contas correntes a Equideos Equipamentos Torres 1 cavalo que comprou ... 30$000 e o fizemos assim: Contas Correntes Sunios Aloysio dos santos 1 cavalo que comprou ...........................................................

........ mais fizemos este débito na conta de Armando Colapietro. Nos demais livros de escrituração analitica e sintética corrigem-se estes erros deste modo. por meio de estornos..... por um armario ........................ 70$000 .... fariamos o inverso..... então.. Corrigiremos estornando este lançamento assim: Deve Armando Colapietro 1 par de sapatos .. DA DUPLICATA DE LANÇAMENTO Dá-se a Duplicata de Lançamentos quando fizermos um mesmo lançamento duas vezes numa mesma conta.......... 50$000 Estorno hoje . um: Caixa a Moveis & Utensilios Estorno hoje ( ou dia tal )....... 70$000 Estornaremos............................ Estes erros são faceis de correção.. Haver 50$000 e fazendo o lançamento certo na conta de Armando de Azevedo Se este erro se tivesse dado no crédito.................. deste lançamento em duplicata . Exemplos: No Diario: 1) Fizemos duas vezes o seguinte lançamento Moveis & Utensílios a Caixa Pg.....— 157 — No livro dos colonos: 1) Tinhamos que debitar na conta de Arnaldo de Azevedo 50$000.....

. Estorno Haver 15$000 15$000 15$000 No Contas Correntes: 1) Fizemos no deve da conta de Antenor Fortes........ Dispensa exemplificação........— 158 — Tambem nos demais livros..... Exemplos: Na caixa. Supre-se a Omissão fazendo o lançamento que faltava. Temos que estornar um.. corrigimos estes erros por meio de estorno..... 1) Lançamos no haver deste livro um mesmo lançamento duas vezes... Temos que estorna-lo assim: Deve Caixa de Antonio Petrone .. a Antonio Petrone ... 13$000 Estorno do lançamento ácima...... Este caso é muito simples... Deve Antenor Fortes Generos que comprou ...... Haver 13$000 DA OMISSÃO DE LANÇAMENTO Dá-se Omissão de Lançamento quando nos esquecemos de fazer o registro de alguma transação..... de Antonio Petrone .......... 13$000 Generos que comprou ......... um lan-çamento duas vezes.............. feito em duplicata . .

VIII CAPITULO DOS BALANÇOS .

Fórmam o Ativo de um Balanço todas as contas dos consignatarios que apresentam saldo devedor. Efetua-se o Balanço no fim de cada exercicio (1). DO BALANÇO Balanco é a apuração do estado patrimonial de uma azienda. que se denominam exercicios e procedidos por um Inventario feito de acordo com o que expuzemos na lição XIX _________ (1) – Ver liçao seguinte . O Balanço das aziendas agrarias é levantado do mesmo modo que nos demais patrimonios. Exercio agricola. pelo levantamento do seu ativo e passivo. Especies. pela conta de Lucros e Perdas. Constituem o Passivo todas as obrigações patrimoniais.LIÇÃO XLVI Do Balanço Sumario – Conceito. São contas de resultado que servem sómente para demonstrar o lucro ou prejuizo apuredo. isto é. O resultado líquido entre o Ativo e o Passivo do Inventario constitue o lucro ( quando o primeiro é maior ) ou o préjuizo ( quando maior é o resultado ). Necessidade. Este resultado é demonstrado. que apresentam bens existentes na azienda. Exercicio administrativo. As contas diferenciais não fazem parte do Balanço. É necessario que o seja em periodos determinados.

c) Balanço Final ou de Encerramento. quando feito para inicio das transações administrativas. . para terminação das operações. Este é Geral. Conforme a epóca em que é realisado póde ser: a) Balanço de Abertura ou Inicial. É tambem melhormente denominado Balanço de Exer-cicio. denomina-se Geral. deve-se levantar de tempos a tempos um Balanço para se poder conhecer o estado líquido do patrimonio. b) Balanço Periodico quando realisado de tempos a tem-pos. O Balanço ainda póde ser: a) financeiro b) Economico conforme seja efetuado sómente sobre o movimento de caixa ou de todo o patrimonio. Para que os administradores não possam ser iludidos nas suas operações e nos resultados aparentes que muitas vezes certos negocios demonstram.— 162 — DA NECESSIDADE DO BALANÇO É imprescindivel o levantamento do Balanço em todas as aziendas. Não assim dos agricultores. Quando efetuado sobre parte ou partes da riqueza administrada. Por este são como que apuradas as contas de resultado e os lançamentos de oitiva e o verdadeiro estado especifico do patrimonio se nos apresenta na sua nudês incontrastavel: E o administrador verá então o resultado dos seus esforços: se positivo. DAS ESPECIES DE BALANÇO Os Balanços pódem tomar varias fórmas e carateristicos. denomina-se Balanço Parcial. pois Balanço é uma apuração de todo o ativo e passivo. quando tem por fim apurar o Ativo e Passivo da azienda. é verdade. conforme a maneira de seu levantamento. aliás. Aquele é parcial. E a melhor prova disto é que a lei o exige dos comerciantes. é uma denominação impropria. a situação da azienda. Esta. se negativo. Quando o Balanço é realisado sobre todo o patrimonio.

a fixação do exercicio torna-se facil. Na Contabilidade das empresas agrarias destinadas unicamente á criação de animais ( Contabilidade Pastoril ). positivo das operações administrativas. . porque há operações de produção que se extendem além daqueles tempo. Deve o exercicio como um periodo de gestão que é. ou operações dependentes do fator tempo. porém. procurar encerrar não só todas as operações realisadas para a produção. comerciais e industriais ( 30 de Junho ou 31 de Dezembro ). Livorno. Deve-se. pois tratar de fixar o exercicio agrario. Torna-se dificil a fixação do exercicio quando se trata de estabelecimentos destinados á cultura dos campos ( Contabilidade Cultural ). DO EXERCICIO RURAL Antes de iniciada a Contabilidade deve-se préviamente fixar a data do encerramento do exercicio agrario. a fixação do exercicio administrativo questão facil. Principalmente em se tratando de azienda rural. Póde ser estabelicido o mesmo que das administrações. O grande professor italiano A. pois não há resultados administrativos que ultrapassem periodos maiores.— 163 — DO EXERCICIO ADMINISTRATIVO Denomina-se exercicio administrativo ao periodo da gestão patrimonial que vai de um Balanço a outro. SERPIERI (1) nas suas “ LEZIONI DI ECONOMIA RURALE ED ESTIMO “ nos ensina que o exercicio administrativo das emprezas rurais deve coincidir com a duração do “ ciclo produtivo da __________ (1) . Não é. A fixação do fim do exercicio é uma questão fundamental para poder demonstrar o resultado. como tambem deve compreender estas operações. 1922 paginas 52 a 53. Chame-se tambem periodo de gestão.Ver Venanzio Mantilli: “ Valutazioni Agrarie “.

Modelo de Balanço. e produção c) Plantas Plurianuais de produção periodica. É por aquela operação que começa esta. (2). fixando-lhe uma data segundo a época da colheita ou da vida. Demonstrações da Conta de Lucros e Perdas. . 172. __________ (2) Augusto Argenziano: “ Le Aziende Agricole a Conduzione Diretta “. deve haver um exercicio para cada cultura.— 164 — planta”. deve-se efetuar o Inventario. nos diz que na azienda agricola não existe um só ciclo de cultura e sim tantos quantos são as varias cultu-ras usadas e. DO INVENTARIO Chegando no termo fixado para terminação do exercicio agrario. E que devemos encerra-lo quando terminar a evolução das culturas. medir e avaliar todos os bens. Levantamento do Balanço. De acôrdo com esta classificação póde-se facilmente es-tabelecer o exercicio agrario. pois. DO LEVANTAMENTO DO BALANÇO Levanta-se o Balanço patrimonial do seguinte modo: a) Fazendo a apuração do Inventario Geral: contas. que se desenvolvem e produzem em um ano. Deste modo aquele autor classificou as plantações em tres grupos. confórme tivemos ocasião de referir na lição XVL. para fácil estabelecimento do preço dos produtos para inventario. Torino. pesar.Inventario. ou es-colner-se um em que se encontrem suspnsos os trabalnos de cultura e poucos sejam os frutos pendentes. b) Plantas Plurianuais. inicio de todo Balanço. ______ LIÇÃO XLVII Do Balanço (Conclusão) Sumario: . mas que produzem periodicamente. que são as que levam tempo para o seu desenvolvimento. 1922 pag. conforme a sua evolução: a) Plantas anuais. que levam mais de um ano para o seu desenvolvimento.

apresentar-se-á no Ativo ou Passivo. houve prejuizo. . e) Colocando-se no Ativo todas as contas ativas. e no Passivo todas as contas passivas.tado. houve Lucro. (1). pelo Inventario. DA DEMONSTRAÇÃO DA CONTA DE LUCROS E PERDAS Levantado o Balanço deve-se tambem levantar a demonstração da conta de Lucros e Perdas para esclarecer a procedencia dos lucros ou prejuizos. Como toda conta a de Lucros e Perdas divide-se em duas seções: débito e crédito. Se estiver no ativo o exercicio deu prejuizo. d) Acertando-se as contas representativas de bens existentes.— 165 — b) verificando se a escrita está certa. Quando o crédito da conta de Lucros e Perdas é maior do que o débito. Apresentamos o modelo do levantamento da conta de Lucros e Perdas e o modelo de levantamento de um Balanço: Demonstração da conta de Lucros e Perdas: _______ 1 – Em vez de débito e crédito alguns põem na demonstração de conta de Lucros e Perdas. Se estiver no Passivo houve lucro. Ativo e passivo. quando é o débito que é maior. XLVIII c) Saldando-se ao depois as contas que representam lucros e perdas ( Contas de Resultado ). debitando-se-lhes ou creditando-selhes pela diferença devedora ou credora e levando-se a mesma importancia a crédito ou débito de Lucros e Perdas. conforme a lição. Nesse quadro a conta de Lucros e Perdas (Resultado). No débito lançamos descriminada-mente o total de cada conta de resultado devedora. No crédito descriminamos os saldos credores das contas de resul.

.................... C/Correntes Credores existentes ...................................... 5 Culturas diversas Idem........ idem.. Saldo de balanço ............................ idem ..................................— 166— DEBITO Despezas Geraes Saldo desta conta.... PASSIVO Capital Pelo realisado.............. Saccaria Existencia ........................... 210 000 Creações Idem........ Caixa Dro..... Colonos Pelo debito desta conta ............. Penhores Agricolas Pelo contrahido.. 95 000 2 510 090 CREDITO 3 120 000 600 000 4 700 000 9 385 12 810 000 000 12 810 000 MODELO DE BALANÇO: ACTIVO Obrigações a Receber Pelas em carteira Machinas Agrarias Pelas inventariadas..... Juros e Descontos Saldo desta conta .. Celleiro Productos no Paiol C/ Correntes Devedores existentes .................. Cultura de Café Lucros nesta conta .. Immoveis Pelos de n/ propriedade . Helena Guimarães..... 100 10 000 000 000 000 5 000 4 132 000 000 33 10 10 890 000 000 000 000 000 120 000 210 000 000 000 3 833 9 385 000 16 015 000 9 934 14 151 000 000 173 257 000 173 275 000 ........................... Obrigações a Pagar Pelas que acceitei Hypothecas Pela effectuada ..... Saccaria Pelos inutilizados ........................................... c|r Lucros deste exercicio .. em cofre .

PARTE SEGUNDA DA CONTABILIDADE PASTORIL .

I CAPITULO DA PECUARIA .

couros. Goiás. isto é. etc. lanigeros. ect. etc. caprinos. A Pecúaria acha-se bem desenvolvida em quasI todas as zonas do nosso país. . Como industrias consequentes da. Mato Grosso. Criam – se no Brasil as mais variadas éspecies de animais. Ceará. Pecuaria a nossa riqueza se baseia tambem na exploração dos produtos industriais fornecidos pelos diversos animais de criação e exploração ( industrias rurais pastoris ). á pecuária. A Pecuária no Brasil pe uma das fontes de riqueza do país. tais como bovinos. Emprezas Pastoril. A Contabilidade aplicada nas fazendas de criação. tais como queijos. caraterisando-se por ser fonte de riqueza nos Estados do Rio Grande do Sul. que se dedicam á Pecuária é o que faz objeto dos nossos estudos nesta segunda Parte: é a Contabilidade Pastoril. que estudaremos em seus lineamentos principais nas lições e capitulos subsequentes. equideos. peles. suinos. A nossa vida ainda nela se baseia. S. DAS EMPREZAS PASTORIS Emprezas Pastoris são as que se dedicam á criação de animais. DA PECÁRIA Denomina-se Pecúaria á criação de animais. Minas Gerais. manteiga.Paulo. Píaui. bem como na cultura dos campos.LIÇÃO I Da Pecuaria Sumario: .conceirto. carnes em conserva. Compreendemos por empresas pastoris.

Parte deste livro. caraterisando-se pela exploração familial do sólo. c) Pequenas. Emprezas Pecuárias Pequenas são as em que não há predominancia do Capital nem do Trabalho. naquilo que satisfaça aos seus fins. As emprezas Pecuárias como todas as demais especies de estabelecimentos rurais pódem ser classificadas em tres classes. b) Médias. Denominam-se emprezas Pecuárias Grandes aquelas em que predomina o trabalho. em cujo mercados os produtos da pecuária brasileira já ocupam importancia consideravel. confórme predomina o Capital ou o Trabalho. _____ .— 172 — não somente as fazendas de criação de animais com as que se dedicam muito especialmente á exploração dos produtos animais ( industrias pastoris ) Estas emprezas fórmam como acabamos de dizer uma das fontes de riqueza do nosso país. produzindo produtos não só para o consumo interno. Pódem ser: a) Grandes. e é a fórma que caraterisa a pequena propriedade. A’s Emprezas Pecuárias sáo aplicaveis todos os principios gerais que estudámos na 1ª. São as emprezas administradas e exploradas por uma familia. como tambem já produzindo para a exportação internacional. Estudaremos agora tão sómente os principios especiais aplicaveis unicamente aos estabelecimentos pastoris. Emprezas Pecuárias Médias são aquelas em que prédomina o Capital.

DAS DISPOSIÇÕES LEGAIS SOBRE PARCERIA PECUÁRIA Estabelece o nosso Codígo Cívil os seguintes principios reguladores do contrato de Parceria Pecuaria: “ Art. .Conceito. lã e leite. pois sobre os semoventes.417. vol. ____________ (1) — Ver I Parte. pag. sejam ou não estimados. As aves e os insetos não são incluidos nos contratos de Parceria Pecuária. não obstante ser tambem bastante usada. Rio de Janeiro. mediante uma quóta nos lucros produzidos “. tratar e criar. crinas. Disposições legais. 1. A Parceria Pecuaria não transfere para outrem a propriedade dos animais dados em parceria. quando se entregam animais a alguem para os pastorear. 1928. lição (2) — “ Codígo Civíl Brasileiro Comentado “. se outra cousa não se estipular “. ( 2). A Prceria Pecuária se verifica. os animais de criação. A entrada social deste consiste. ou de exploração.—173 — LIÇÃO II Da Parceria Pecuária Sumario: . O parceiro. É esta a opinião de CLOVIS BEVILAQUA. V termo 3º. DA PARCERIA PECUÁRIA ( 1 ) O artigo 1. defendida nestes termos: “ Os animais dados em parceria.416 do Codígo Cívil estabeleu que “ dá-se a Parceria Pecuaria. 128. Esta modalidade de Parceria é menos comum do que a Parceria Agricola. continuam na propriedade do dono. apenas. tratador contribúi com o seu trabalho e com as despezas necessarias á exploração. como peles. no uso e gozo do capital fornecido. Constituem objéto de partilha as crias dos animais e seus produtos.

420. 1. 1.418. Disposições legais. As despezas com o tratamento e criação dos animais. 1. Não póde ser objeto de penhor pecuário. com todas as especificações. suinos. équideos. 1. DO PENHOR PECUÁRIO ( 1) Denomina-se Penhor Pecuário á modalidade de penhor efetuado sobre animais. etc. e. o gado grosso. Art. individuando-os claramente. ________ (1) Ver lição da Parte 1ª . na falta. pelo disposto nesta secção. como tambem náo pódem constittuir-se objéto das parcerias pecuárias. nenhum parceiro sem licença do outro.422. isto é. pertencentes ao capital. no que não estiver regulado por convenção das parte. Aplicam-se a este contrato as regras de sociedades. não havendo acôrdo em contrario. 1. Só pódem constituir objéto do penhor pecuário os bovinos. 1. Salvo clausula em contrario. Salvo convenção em contrario. Art. O primeiro proprietario substituirá por outros. no caso de evição. Art. É da essencia do penhor pecuário que no contrato de sua constituição sejajm declarados os animais dados em garantia. os animais evitos. que se obtenha dos animais mortos. Art. _______ LIÇÃO III Do Penhor Pecuário Sumario: -Cconceito.— 174 — Art. o parceiro proprietario sofrerá os prejuizos resultantes do caso fortuito. caprinos. ou força maior. poderá dispôr do gado. Ao proprietario caberá o proveito.419. correrão por conta do parceiro tratador e criador. Art.421. os insetos e aves de exploração dos estabelecimento rurais. afim de não haver motivos para confusões.423..

_______ . sobre o assunto. Art. Paragrafo único. Paragrafo único. mas póde se prorogado por egual periodo. 784. Vencida a prorogação. por negligente. mas não valerá contra terceiros. sem prévio consentimento escrito do credor. o penhor será excluido quando não seja reconstituido”. Os animais da mesma especie. O devedor não poderá vender o gado empenhado. “ Art. 786. ficam subrogados no penhor. 787. Quando o devedor pretenda vender o gado empenhado. onde se achem. e o destino. ameace prejudicar o credor.— 175 — DAS DISPOSIÇÕES LEGAIS SOBRE PENHOR PECUÁRIO São disposições estabelecidas pelo nosso codígo Cívil. e que regulam os contratos de penhor pecuário. ou exigir que se lhe pague a divida incontinente. averbando-se a prorogação no titulo respetivo. sob pena de nulidade. ou. Art. Art. particularisando o logar. Art. o instrumento designa-los á com a maior precisão. se não constar de menção adicional ao respetivo contrato. 785. No penhor de animais. que tiveram. O penhor de animais não admite prazo maior de dois anos. 788. poderá este requerer se depositem os animais sob a guarda de terceiros. Esta substituição presume-se. comprados para substituir os morto.

II CAPITULO DA CONTABILIDADE PASTORIL .

lição .Conceito. (1) na Contabilidade Pastoril este póde comerçar e terminar em qualquer época. E. e. Nesta uma das mais importantes questões é a que se refere á fixação do exercicio administrativo. E’ ocioso salientar a importancia da Contabilidade Pástoril. (2) ______ (1) Ver I Parte. Escrituração Pastoril.LIÇÃO IV Da Contabilidade pastoril Sumario: . DA CONTABILIDADE PASTORIL A Contabilidade Pastoril é a especialisação da Contabilidade Rural que tem por fim o estudo e pratica das funções de orientação. a Contabilidade Publica. Os fatos administrativos das emprezas de que ela se ocupa não são tão complexos quanto os de outras especialisações contabilisticas. Assim facil se torna a apuração do resultado final dos exercicios administrativos. A Contabilidade Pastoril tanto se ocupa das operações técnicas quanto comerciais dos estabelicimentos rurais em que é aplicada. lição (2) Ver I Parte. na propria Contabilidade Rural a qe se ocupa das aziendas destinadas á plantação dos campos ( Contabilidade Cultural). como vervi-gratia. além do mais ela é uma das mais faceis especilisações contáveis. Não dependem a emprezas de que trata esta de fatores externos tão complexos como os que influem na produção das fazendas de plantação. contrôle e registro de todos os fatos administrativos das emprezas rurais naas aziendas rurais destinadas á pecuária ( criação de animais ).

Nela devem ser adotados quaisquer métodos de registração.— 180 — DA ESCRITURAÇÃO PASTORIL A escrituração Pastoril registra as operações administrativas das empresas pastoris. _________ LIÇÃO V Das Contas na Contabilidade Pastoril Sumario – Conceito. lição. sendo uma das mais importantes funções da Contabilidade Pastoril nos fornece os elementos para a apuração do custo real da produção e. pois é nelas que se assentam as operações efetuadas. cientifíca e a Escrituração na sua parte técnica. bem como as mutações que surgem neste. Esquema desta. só com a Escrituração Pastoril podemos nos orientar na efetuação das nossas operações para consecusão dum excedente sobre o custo ( lucro ) que nos proporcione as vantagens da industria. __________ (1) Ver 1 Parte. o patrimonio liquido e o resultado do exercicio. É a Escrituração quen nos fornece os elementos para a apuração do estado patrimonial ( situação da adminstração: especifica. São a base de todo sistema contábil. E’ tudo isto que nos demonstra a Contabilidade com a sua função orientadora. Além disso é ela que. Exemplificação DAS CONTAS NA CONTABILIDADE PASTORIL (1) As contas são os registros dos fatos administrativos. apresentando em periodos determinados preestabelecidos ( exercicio ). . a modificação das contas. economica e financeira ). dando o numero exigno de fatos de que se ocupa. o patrimonio bruto. prática. E’ assaz facil. Classificação. pois. o resultado total do exercicio e os resultados parciais ( resultados de contas ). XXII. apresentando-nos tambem o resultado liquido desses fatos administrativos.

DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS NA CONTABILIDADE PASTORIL As contas na Contabilidade Pastoril. em que são registradas todas as utilidades produzidas pelos animais. representando os diversos animais de criação e todas as demais operações acessorias efetuadas para a criação e produção dos mesmos. . Poucas são e variam tambem muito pouco. Pódem ser por débito ( direitos ) ou por crédito ( obrigações ). d) Contas de Lucros e Perdas. Caraterisam-se tão sómente pela diversidade de nomes com que se apresentam os diversos animais de criação. formadas pelo resultado das operações do exercicio. em que anotamos os gastos efetuados para a obtenção do resultado. Dissemos há pouco que não é esta uma Contabilidade dificil porque as ordens de contas que se abrem não são multiplas. b) A Depeza. Estas pódem ser de Receita ( produtos ) ou de Despeza ( gastos ). Estas contas pódem apresentar lucro ( crédito maior do que o débito ) ou prejuizo ( débito maior do que o crédito ). nos apresenta duas partes distintas: a) A Receita. E’ bem simples a classificação destas contas e. dada a classificação que já adotámos de contas da Contabilidade Rural.— 181 — Na Contabilidade Pastoril as contas representam não só os diversos objétos da exploração industrial ( animais de criação ). b) Contas do Exercicio Pastoril. propomos tambem classificar as contas de Contabilidade Pastoril em quatro grandes classes: a) Contas de Capital. que representa as operações efetuadas pela administração rural. como tambem todos os que servem para auxiliar esta e os atos administrativos que representam as despezas e gastos necessarios. que compreendem as transações que têm o carater de atos de comercio. que represnta os valores que constituem o patrimonio inicial da empreza. c) Contas das Operações Comerciais. bem como a sua escrituração.

— 182 — Apresentamos a seguir o quadro esquematico da classifi-cação ácima. QUADRO ESQUEMATICO DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS NA CONTABILIDADE PASTORIL .

Lanigeros. Bovinos. Representa as peles extraidas dos diversos animais mortos. Movimento de escrita identico á Suinos. Procuraremos tão só mente mostrar a significação de algumas das mais necessarias e carateristicas. E’ debitada pelos que prestam serviços e suas depezas de manutenção e tratamento. E’ debitada por estas e creditada pelas vemdidas. jumentos. cabritos e outros animais da mesma raça. bestas. Escrituração idêntica á de Suínos. eguas. São contas que usualmente surgem na Contabilidade Pastoril. É debitada pelos adquiridos e nacidos. bem como pelas despezas de sua manutenção e creditada pelos vendidos ou mortos ou dados. Cavalares. álem das já enumeradas na 1ª Parte. etc. Credita-se por Lucros e Perdas. Equideos. Represnta os diversos animais que são utilizados nos serviços do estabelecimento rural. Por isso. Joga com o mesmo movimento de débito e crédito de Suinos. Representa os produtos lanigeros extraidos dos carneiros e outros animais de lã. Representa essa ordem de animais de criação. Lã. E’ debitada pela tósa do lã e creditada pela lã vendida. Jogo escritural identico a conta de Suinos. etc. na importancia correspondente ás despezas gerais. Representa os animais de lã ( carneiro ).— 183 — DAS CONTAS USADAS NA CONTABILIDADE PASTORIL Não é possivel a fixação do numero de contas exigiveis numa Contabilidade. . Peles. Representa os cavalos. não pretendemos nesta lição definir o fim de cada conta aplicavel na Contabilidade Pastoril. Representa as disversas especis de gado vacum. Caprinos. Representa ass cabras. Seria pueril afirmar o contrário. por ocasião de balanço. Suinos. Animais de Trabalho. burros. Esta conta póde ser subdividida em varias classes como Muares.

idem. o Regis- ________ (1) Ver 1 Parte. DOS LIVROS NA CONTABILIDADE PASTORIL Os livros de escrituração são os registros das operações efetuadas. ____ LIÇÃO VI Dos Livros de Contabilidade Pastoril Sumario: . Por isso. Representa o leite fornecido pelos diversos animais ( vacas.Conceito. O seu uso em Contabilidade é indispensavel. Crinas. pois que são eles que fixam o momento carateristico que imprime mutação nos patrimonios. para os estabelecimentos pastoris. Sem eles não se póde fazer a Escrituração – função fundamental da Contabilidade. E’ nos livros que são registradas e abertas as contas. Idem. cabras. citaremos como especiais á Contabilidade Pastoril varios outros tais como o Registro de Creaçoes. lição . etc ). queijos. Penhor Pecuário. registro de todos os fatos administrativos.— 184 — Couros. Representa por crédito os animais penhorados pela administração e por débito o resgate dos penhores. fica a criterio do contador da empreza rural pastoril a adoção dos livros que queira usar em sua Con-tabilidade. São eles que fixam o movimento transacional das aziendas. Leite. Além dos livros citados (1) e que pódem ser usados indiferentemente nas emprezas pastoris ou culturais. A lei não estabelece a obrigatoriedade de livros de Escrituração. etc. E’ debitada pelo leite apurado e creditada pelo vendido ou empregado em fabricação de outros produtos ( manteiga. Rperesenta os couros extraídos dos animais mortos. Pódem ser adotados na Contabilidade Pastoril os livros que se fizerem necessarios. o Auxiliar Creações. ). Movimento identico á conta anterior.

Registro de Caprinos.— 185 — tro de Animais de Trabalho. Denominamos pois. DOS REGISTROS DE ANIMAIS A contabilidade Pastoril tem por escopo precipuo a exploração dos animais. Registros de Animais á serie de livros e registros que têm por fim fixar os fatos administrativos: a) Registro de Criações b) Livro de Criações c) Registro dos Animais de Trabalho Registro de Engorda dos Suinos . é ela que se torna o meio economico ( comercial e industrial ) para o fazendeiro apurar lucros ou prejuizos. Deste modo torna . Deste modo fica explicada a necessidade dos inumeros livros para Registro dos Animais que costumeiramente são adotados nas emprezas pastoris. Registro de Equideos. Especies. _______ LIÇÃO VII Dos Registros de Animais Sumario: . etc. Registro de Suinos.Conceito. E’ ela que representa os objétos da industria. Por isto a conta de Animais é a mais importante das aziendas pastoris.se patente a necessidade de ter bem contabilisados todos os fatos que afetam direta ou indiretamente os animais. Registro de Bovinos. o Registro de Animais que pódem ser subdivididos em Registro de Engorda dos Suinos. Esta pode ser feita por meio de criações e de explorações dos produtos fornecidos pelas diversas especies animais. Deve-se procurar ter as anotações mais minuciosas sobre tudo que se refira aos animais que formam a riqueza do estabelecimento rural.

isto é. registrando por débito e crédito as despesas e produtos proporcionados pelos diversos animais. Nas lições seguintes estudaremos estes livros detalhada e especialmente. um “ Registro de Equideos “. sendo debitado pelas despesas especiais e valor dos animais. esclarecendo os débitos ( despesa ) e créditos ( receita ) que produzem. de acôrdo com os animais que formam objéto da exploração comercial e industrial.conceito. de cada especie de criação. etc. O “ Registro de Engorda de Suinos “ serve para a anotação dos animais desta especie que se acham no chiqueiro. Demonstra a existencia dos animais.— 186 — DAS ESPECIES DE REGISTRO DE ANIMAIS O livro auxiliar “ Criações “ tem por fim a anotação dos fatos verificados com as diversas especies animais. um “ Registro de Caprinos “. O “ Registro dos animais de Trabalho “ servirá para a anotação dos que são utilisados nos diversos serviços da empreza rural. Modelo. Os “ Registros de Criações ” servem para a anotação minuciosa de cada animal isolado. DO LIVRO DE CRIAÇÕES Este livro serve para o registro dos animais de criação das fazendas. um “ Registro de Bovinos “. como também demonstra a receita e despesa de cada conta. _________ LIÇÃO VIII Do Livro de Criações Sumario: . e creditado por ocasião de balanço pela importancia das despesas gerais. Devem ser tantos numa fazenda quantas são as diversas especies de animais que são objéto da exploração. Desse modo deverá haver um “ Registro de Suinos “. São . para engorda. e creditado pelas vendas ou morte. Escrituração. e pela apresentação do resultado das operações realisadas. E’ debitado pelos suinos que são levados á séva e suas despesas.

crias. etc ). Compõem a despesa dessas contas: mortes. couros. no crédito. Há pórem dois processos diversos para o jogo escrituracional das contas deste livro: a) O processo mais comum. para ilustração. e escriturar aí no débito o valor da especie animal e suas despesas diversas. sem modificar o valor total que será verificado por balanço. O livro de Criações apresenta varias colunas em cada pa-gina: uma para a Despesa outra para a receita e outras para demonstrar as raças da especie animal. com a designação da quantidade de cabeças e o valor da especie animal pelo ultimo balanço. segundo o nosso processo: . Apura-se o resultado pelo nosso processo vendo — como ácima —a diferença entre a receita e despesa. trato. classifican-do-se os animais pela raça e especie animal.— 187 — elementos componentes da receita dessas contas: carne. b) O processo que adotamos. segundo o qual basta abrir uma conta para cada especie de criação ( Bovinos. os produtos da exploração. bem como a existencia dos animais pela raça. etc. aconselhamos e julgamos melhor é o seguinte. DOS MODELOS DO LIVRO DE CRIAÇÕES Apresentamos a seguir dois modelos de duas contas abertas no Livro de Criações. despesas com os empregados. Este livro compreende sómente os animais que constituem objéto de exploração. DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO DE CRIAÇÕES Escritura-se este livro em ordem sistématica. pele. que constituem o fim das operações dos estabelecimentos agrarios. leite. sustento. Abrem-se tantas contas são estas. No caso de morte ou venda ou nascimento ou compra lançamos como se vê adiante. e. Suinos. subtraindo o menor do maior a diferença entre um e outro será o lucro ( se a receita fôr maior ) ou o prejuizo ( se for maior a despesa ). lã. que assim apresentará um lucro ou prejuizo. etc. Equideos. Desse modo apura-se o resultado somando-se o débito ( despesa ) e o crédito ( receita ).

.

um Re-gistro para cada especie animal. Escrituração. terem todos os esclarecimentos. individuação. Deve-se adotar tantos Registros quantas são as especies de animais de criação. bem como a sua filiação. E’ um complemento do livro anterior e uma como que biografia de cada especie animal. Tudo isto na coluna especial de Entrada. A anotação dos fatos administrativos oriundos dos diversos animais póde ser feita sintéticamente como no livro anterior. ou analiticamente como neste. E’ o registro isolado de cada animal. Assim dever-se-á ter um “ Registro de Equideos “. Aí fazem-se todas as anotações necessarias para nos mostrar a vida do animal.— 189 — LIÇÂO IX Dos Registros de Criações Sumario: . um “ Registro de Caprinos “. etc. etc. por estes livros nós temos a biografia de cada especie animal não só. se foi comprado o preço de compra. etc. Estes livros devem ser bem minuciosos. um “ Registro de Bovinos “.Conceito. Deste modo. como tambem de casa animal isolado desde o dia em que entrou para a Fazenda até o em que saiu: . morto ou dado ). Modelo. DA ESCRITURAÇÃO DOS REGISTROS DE CRIAÇÕES Cômo dissemos ácima devemos adotar um livro. o preço. por especie. pois devem demonstrar a bíografia de todos os animais. nascimento ou ganho. com a apresentação de todos os seus carateristicos. Na coluna para a saída registra-se a data em que se deu esta e por que modo saíu ( se vendido. desde a sua compra. DOS REGISTROS DE CRIAÇÕES Registros de Criações são os registros especiais das diversas especies animais.

Baséia-se na natureza.— 190 — DOS MODELOS DO REGISTRO DE CRIAÇÕES Os modelos variam de animal para animal. . para orientação apresentamos a seguir um medelo do REGISTRO DA CRIAÇÃO DE BOVINOS. Não obstante. carateristicos e vantagens de cada especie animal e raça. Por esse modelo qualquer contador organisará o “ Registro “ de que necessitar. Não é possivel a uniformisação. bastando tão somente fixar os carateristicos peculiares a cada animal.

.

Modelo. Ha os que têm este destino ( exploração industrial e comercial ) e os que são destinados ao trabalho dos campos. O que apresentamos é o que se nos afigura mais facil e tão eficiente quanto os que mais o sejam comportando ainda sub-titulos conforme a especie de animais.— 192 — LIÇÃO X Do Registro dos Animaes de Trabalho Sumario – Conceito. Apresentamos o modelo de uma conta escriturada neste livro: . pois. DO MODELO DO REGISTRO DOS ANIMAIS DE TRABALHO Ha varios modelos usados. Registros dos Animais de Trabalho são. os livros destinados á escrituração de todos os fatos administrativos que afetam os animais destinados ao trabalho das fazenda. nas fazendas. E’ para a escrituração das despesas cm estes animais e para o registro dos lançamentos de crédito ( valor do trabalho animal ) que nos utilisamos deste registros. Escrituração. DO REGISTRO DOS ANIMAIS DE TRABALHO Nem todos os animais são destinados á criação.

— 193 — .

Abre-se uma em cada pagina uma conta para cada especie de animal usado nos serviços da administração e aí escritura-se no débito toda despesa com manutenção...— 194 — DA ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DOS ANIMAIS DE TRABALHO O modo de escrituração deste Registro é bem simples e obedece aos mesmos principios da escrituração dos livros anteriores. No crédito escrituram-se os lançamentos refentes á produção do esterco animal. DO REGISTRO DE ESTERCO E ADUBOS Esterco são produtos excrementicios fornecidos pelos animais e que têm força fertilisante energica. Alguns aconselham dár um valor ao trabalho prestado pelos animais. Conferencia. _____ LIÇÃO XI Do Registro do Esterco e Adubos Sumario: . São ambas contas de resultado ( o trabalho do animal valorisado e as despesas com a sua manutenção ). mas que julgamos ociosa. afim de tambem ser contabilisado. É necessario para a sua contabilisação que se dê um valor monetario aos estercos e adubos. e seria um maior serviço sem resultado eficiente. etc. .Conceirto. Modelo. Por ocasião de balanço saldam-se as despesas por Lucros e Perdas. ordenados aos empregados encarregados dos mesmo. Escrituração. Avaliação do esterco. trato. Este registro é de escrituração simples: por débito e crédito sómente. O registro de que agora tratamos serve para registrar estes produtos. Adubos são produtos quimicos ou naturais que servem para dar novas propriedades de fertilisação ao sólo. Erros. E’ uma cousa natural.

— 195 — DA AVALIAÇÃO DO ESTERCO JOSE’ WALTZL. pag.000 kg. de esterco de Curral contém 0. Rio de Janeiro. que negociam estes adubos quimicos. salvo nas imediações de cidades.42 de acido fosforico e para acharmos o valor em dinheiro temos: Azotto Potassio Acído fosf. a $500. _________ (1) “ GUIA para a Contabilidade Agricola “. . neste caso. = 0.040 x 200 = 208 rs. substancias mais importantes para a nutrição das plantas. 1929. Bem assim na média segundo E. nos ensina como devemos atuar para avaliar eficazmente o valor do esterco produzido pelos animais: (1) “ Sendo o esterco do curral em geral um produto que não representa valor no mercado. de esterco de curral representa. 25. o kg.90 az.04 de potassio 0. Uma vez conhecidas estar partes ácima referidas podemos calcular o seu valor em dinheiro comparando com o preço de um kilograma do adubo quimico correspondente. = 1. para sulfato de potassio e super-fosfato 200 réis. o kg. potassio e acido fosforico. para acharmos o seu valor em dinheiro precisámos primeiramente saber quais as substancias componentes do mesmo esterco e pricipalmente em relação ao azotto. o valor de 650 réis o que corresponde a 1. cujo preço facilmente podemos conhecer pelas casas comerciais.42 x 200 = 84 rs Portanto cada 100 kg.90 x 400 = 360 rs. = 0.Wolf cada 100 kg. No caso presente tomamos para 1 quilograma de adubo quimico que contém azoto — salitre de Chile — o preço de 400 réis. 1.

com os mesmos carateristicos. bem como os resultados. Por este processo a qualquer momento temos a certeza da quantidade de esterco produzido. outra para historico. será creditada. valor. a quantidade vendida e a existencia.— 196 — DA ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DE ADUBOS E ESTERCOS Compõem-se este livro de uma coluna para data. Quando a conta receber nos lhe debitamos. uma seção para estercos ( com os carateristicos: quantidade entrada. Quando fornecer. valor ) e outra para adubos. . quantidade saida.

— 197 — .

lição XXXV.— 198 — DA CONFERENCIA DO REGISTRO DE ESTERCO E ADUBOS Confere-se este livro pela sua conta correspondente no Razão. DOS ERROS NO REGISTRO DE ESTERCO E ADUBOS Os erros que surgirem neste Resgistro deverão ser corrigidos pelos mesmos principios ensinados na 1ª Parte. . O saldo desta deve conferir com a diferença entre a Entrada de Estercos e Adubos e a Saída de ambos.

PARTE TERCEIRA DA CONTABILIDADE CULTURAL .

I CAPITULO DAS EMPREZAS CULTURAIS .

LIÇÃO I Das Emprezas Culturais Sumario:-Conceito. como já vi-mos. país agrario por ecelencia. cereais. é. Da administração DAS EMPREZAS CULTURAIS Denominam-se Emprezas Culturais ás organizações eco-nomicas agrarias destinadas á cultura dos campos. a plantação de cereais e outros produtos do sólo ( agricultura ) e muito mais tarde a industria piscicola e outras. etc. ela pe. Como sabemos os povos primitivos viviam da colheita dos frutos e raizes que a natureza lhes fornecia. Só mais tarde sentiram êles a necessidade de cultivar esses elementos indispensaveis á manutenção de suas energias vitais. . Suas Operações. economica. ) indispensaveis á manutenção da vida hu-mana. então. pórem. bem como da caça e da pesca. Não obstante a industria Pastoril ser uma das nossas maiores fontes de riqueza. As emprezas rurais destinadas á plantação dos campos pódem ser consideradas como uma das primeiras manifestações produtoras do homem. No Brasil. a cultura da terra que quasi sustenta a nossa economia. essas primitivas modalidades industriais que são a criação de a animais ( industria pastoril ). um dos seus esteios. Ocupamse esses estabelecimentos da produção dos alimentos ( frutos. raizes. Surgiram. Por isso é indispensavel que se deixe de estudar a Contabilidade aplicada nas aziendas. Deste modo vemos que desde os primeiros tempos a agricultura se fez sentir de grande necessidade.

pois sabemos ser esta ciencia uma das bases indispensaveis á toda boa organisação economica. DA ADMINISTRAÇÃO ECONOMICA DAS EMPREZAS RURAIS A administração ecomonica das emprezas agrarias culturais obedece aos mesmos principios aplicaveis ás demais emprezas economicas. . plantío. originando as diversas situações jurídicas da empreza para com as pessoas. etc. Parte. ). a venda dos produtos. São exemplos de operações técnicas todos os trabalhos de lavoura ( derribada de matas. etc. citaremos.— 204 — destinadas á cultura dos campos. limpa. DAS OPERAÇÕES DAS EMPREZAS CULTURAIS Na multiplicidade dos fatos administrativos oriundos das operações das empresas culturais podemos distinguir duas ordens de operações especiais: a) Operações técnicas. lição — onde tratamos em tése desta materia. emprestimos. Operações comerciais são as que ocupam das transações mercantís entre a empreza e seus freguezes ( correspondentes ). para a Contabilidade Pastoril quanto para a Cultural. cobranças. b) Operações comerciais. São operações técnicas ou industriais as que têm por fim as operações destinadas á produção rural. colheita. Como exemplos de operações comerciais dos estabeleci-mentos agrarios culturais. reportamos o leitor á 1ª. compra de materiais. como são os mesmos principios tanto. capina. E.

“ dá-se a parceria agricola. repartindo-se os frutos entre as duas. mediante repartição convencional dos frutos apurados. o adquirente fica subrogado nos direitos e deveres do alienante até conclusão do contrato. para ser por esta cultivado. á Parceria Agricola se aplicam as regras de locação de predios rusticos. quando uma pessôa céde um predio rustico a outra. comquanto ela signifique ímoveis rusticos. A Parceria Agricola é geralmente contratada por prazo que depende varialvelmente do tempo necessario para uma cultura produzir. na proporção que estipularem “. E. de acôrdo com o nosso direito das obrigações o contrato de Parceria Agricola só poderá ser rescindido mediante aviso prévio de seis mêses. DA PARCERIA AGRICOLA Segundo a definição do artigo 1410 do nosso Codigo Civil. no sentido usualmente empregado. Disposições legais. O fim do contrato de Parceria Agricola é o direito que o proprietario transfere ao seu parceiro de cultivar os seus campos. Quando por prazo indeterminado a Parceria Agricola se desfaz com a alienação do imovel. E’ uma expressão que poderá dar á primeira vista a entender de que se trata unicamente de predios ou construções.— 205 — LIÇÃO II Da Parceria Agricola Sumario: . se houver alienação do imovel dado em parceria. A definição ácima emprega a expressão restrita de “ predio rustico “ para designar no seu sentido juridico uma fazenda ou terras para cultura.Conceito. Na primeira ipotese. Como uma modalidade de contrato de locação que é. . mas o adquirente deverá esperar pela colheita futura que fôr resultado do trabalho do colono. Mas póde se dar tambem a parceria por prazo indeterminado.

se os não assumir expressamente. lição. 1.412 ) c) A Parceria Agricola não passa aos herdeiros dos constratantes. incluindo neste caso os arrendatarios.415). ) d) Aplicam-se este contrato as regras da locação de predios rusticos. ( Idem.Conceito. Art.413. ( Codigo Cívil. _________ (1) Ver 1 parte.411 ). 1. artigo 1. (Idem art. b) Os riscos de caso fortuito ou força maior correrão em comum contra o proprietario e o parceiro ( Idem.— 206 — Pódem effectuar contracto de Parceria Agricola todas as pessoas que forem livres proprietarios dos seus bens immoveis ruraes. caso em que durarão quanto baste para se ultimar a colheita ( Idem art. (1). Disposição legais. DAS DISPOSIÇÕES LEGAES SOBRE PARCERIA AGRICOLA São dispositivos expressos estabelicidaos pela nossa legislação sobre o contrato de Parceria Agricola. álem de outros que poderão ser estabelecidos pela partes contratantes: a) O parceiro incumbido da cultura não responderá pelos encargos do predio.1. . artigo 1. ficando subrogado o adquirente nos direitos e obrigações do alienante. _______ LIÇÃO III Do Penhor Agricola Sumario: .414). eceto se estes deixarem adeantados trabalhos de cultura. e) A Parceria Agrícola subsiste quando o predio for alienado. não se. DO PENHOR AGRICOLA Penhor Agricola é o contrato que se efetúa sobre bens pertencentes aos estabelecimentos agricolas ( emprezas culturais ).

citam-se as maquinas. Aliás. pois este só póde ser efetuado sobre bens moveis. produtos. por este dada no proprio instrumento de constituição do penhor. Art. _________ (1) Ver 1 parte lição . preparada para o córte. Como dissemos atrás (1). estabelecendo os seguintes principios: Art. não obstante classificar desse modo a Parceria Rural. no Capitulo em que deste assunto tratamos o nosso Codigo Civil (art 781 e seguintes) não faz a distinção que aqui salientamos: entre Penhor Agricola e Pecuário.— 207 — O Penhor Agricola póde ser efetuado não só sobre bens moveis como imoveis. pena de nulidade. Dentre os bens agricolas sucetiveis de Penhor. Nesta modalidade de Penhor a tradição real não é da sua essencia. ulteriormente prorogavel por seis mêses. sobre êle constituir penhor agricola. 781 – Pódem ser objéto de penhor agricola: I — Maquinas e instrumentos aratorios ou de locomoção. etc. 783. — Se o prédio estiver ipotecado. sem anuencia do credor ipotecario. não se poderá. quer resultem de prévia cultura. 782. em ser. quer de produção expontanea do sólo. — O penhor agricola só se póde convencionar pelo prazo de um ano. IV — Lenha cortada ou madeira das matas. esta modalidade do Penhor é como o denominam os juristas “ Uma degenerecencia do contrato de Penhor ”. ou beneficiados e acondicionados para a venda. III — Frutos armazenados. colheitas pendentes. Art. II — Colheitas pendentes ou em via de formação no ano do contrato. alambiques. DAS DISPOSIÇÕES LEGAIS SOBRE PENHOR AGRICOLA O nosso Codigo Cívil regula o contrato de Penhor Agricola.

II CAPÍTULO DA CONTABILIDADE CULTURAL .

Por isso. O registro das operações comerciais compreende o dos fatos que se ocupam com a parte propriamente mercantil do estabelecimento cultural. desmonstrando assim a utilidade e maior vantagem na exploração de determinadas culturas. as suas operações economico-administrativa pódem ser de duas ordens: a) Operações técnicas. Escrituração cultural. Ela tem por fim a anotação de todas as operações produtoras e comerciais das emprezas agrarias culturais. contróle e registro dos atos e fatos da administração das aziendas agrarias destinadas á cultura dos campos.LIÇÃO IV Da Contabilidade Cultural Sumario – Conceito. DA CONTABILIDADE CULTURAL Contabilidade Cultural é a especialisação da Contabilidade Rural que tem por fim o estudo e prática das funções de orientação. b) Operações comerciais. bem como o resultado que provém dessas variações. A Contabilidade Cultural nos demonstra a todo e qualquer momento as variações que sofrem os diversos bens patrimoniais. O registro das operações ténicas compreende toda a ordem de fatos administrativos que têm por fim a produção rural. . bem como o resultado dos diversos exercicios.

denominado exercício. Elas demonstram não só o movimento das culturas.Conceito. DAS CONTAS NA CONTABILIDADE CULTURAL As contas são os registros dos fatos administrativos da mesma natureza. bem como os resultados das transações efetuadas. como tambem o de todos os fatos efetuados nas aziendas agrarias. o registro grafico de todas as operações dos estabelecimentos agrarios culturais. Como as contas da Contabilidade Pastoril. bem como a apuração do custo real de cada produto em exploração ______ LIÇÃO V Das Contas na Contabilidade Cultural Sumario: . Classificação. Tambem nos fornece a Escrituração Cultural os elementos indispensaveis para a apuração dos resultados (bruto e liquido) das operações realisadas. Exemplificação. as contas culturais se compõem de duas seções distintas: a) Receita b) Despeza Na receita (crédito) são escriturados os rendimentos . Ela nos demonstra não só o resultado das transações efetuadas num período de funcionamento. E’ um sistema de funções que serve para nos demonstrar o resultado estatistico e economico de cada valor movimentado nas emprezas culturais. Esquema. as variações que estas sofrem bem como a origem dessas mutações. Servem para demonstrar o estado economico de todos os bens movimentados. como também o estado especifico e econômico de cada conta. na Contabilidade Cultural.— 212 — DA ESCRITURAÇÃO CULTURAL A Escrituração Cultural tem por fim.E’ nas contas que se assenta todo o edifício contável.

Cientificamente nos excusamos de apresentar as diversas classificações. 1929. vantagens. elementos. Os carateres modelos. Na despeza (débito) são anotados os gastos feitos com as diversas contas. por ser assunto já por nós estudado em nosso 1º volume “CONTABILIDADE GERAL”. lição XXIX e seguintes. em qualquer que seja a especialidade da azienda rural (pastoril ou cultural) DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS NA CONTABILIDADE CULTURAL As contas na Contabilidade Cultural pódem ser classificadas de diversos modos. Interessa-nos agora a classificação das contas sob o aspeto técnico. métodos de escrituração e demias carateristicos das contas são identicos e sempre os mesmos em qualquer que seja a especie de administração (pública ou privada).— 213 — proporcionados pelas cousas que as contas reprsentam. todas as utilidades produzida. confórme o aspéto sob o qual são encaradas. segunda edição. Apresentamos a seguir o quadro esquematico da classificação das contas na Contabilidade cultural: . Segundo a classificação já adotada por nós na 1ª Parte. lição as contas na Contabilidade Cultural pódem ser classificadas do mesmo modo que as da Contabilidade Pastoril. escrituracional.

— 214 — ESQUEMA DA CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS DA CONTABILIDADE CULTURAL .

Esta conta representa o conjunto das pequenas culturas da empreza agraria. Registro Cronologico é o que serve para a escrituração . sintético ou analitico de todas as operações dos estabelecimentos administrativos. “Cultura de Bananas”. “Cultura de Açucar”. Representa as despezas com as maquinas de beneficio dos produtos colhisdos. Enumeração DOS CULTURAL LIVROS NA CONTABILIDADE Como sabemos as contas são escrituradas nos livros de contabilidade. “Cultura de Cana”. “Cultura de Batata”. algumas das principais contas usadas na Contabilidade Cultural.— 215 — DAS CONTAS DA CONTABILIDADE CULTURAL Como quando tratámos da Contabilidade Pastoril vamos definir agora. Beneficiamento. _______ LIÇÃO VI Dos Livros na Contabilidade Cultural Sumario: . “Cultura de Laranjas”.Conceito. Estas contas representam o registro sintético de todas as operações com as culturas especialisadas da fazenda. Representa a mesma cousa que a conta anterior. poderemos citar detre varias as seguintes: Contas de Cultura. etc. Além das contas comuns á Contabilidade Pastoril. Pequenas Culturas. “Cultura do Trigo”. “Cultura de Arroz”. tais como “Cultura de Café”. Classificação. bem como para ensacamento dos produtos já beneficiados prontos para a venda. “Cultura de Feijão”. onde são registrados a sua receita e despeza. Sacaria. Conforme a cultura que se quizer anotar especialmente esta conta póde receber diversas denominações. “Cultura de Milho”. Culturas diversas. Estes servem para o registro cronologico. Representa os sacos utilisados para colheita.

Contas Correntes. para melhor especialisação o nosso 1º volume (CONTABILIDADE GERAL). Exemplo: O Diario. Exemplo: O Razão. Devem demonstrar o mais claramente possivel todas as particularidades que chegam a afetar o patrimonio. conforme o aspéto sob qual o queiramos encarar. 2ª edição. etc. etc. do Paiol. Titulos a Receber. Razão. e a Pagar. de Armazem. detalhando tudo. ver a 1ª Parte deste volume. Imoveis. ou. Cultura de Café. ordem e regularidade de serviços. de Colonos. mês e ano. e seguintes. Exemplo: Contas Correntes. Mas os livros de escrituração são adotados na Contabilidade Cultural – como em todas as contabilidades especiais – de acordo com as necessidades da administração. etc. DA CLASSIFICAÇÃO DOS LIVROS NA CONTABILIDADE CULTURAL Os livros de escrituração pódem ser classificados de inumeros modos. Diario. Caixa. Maquinas Agrarias. ALGUNS LIVROS DA CONTABILIDADE CULTURAL Os livros principais que usualmente aparecem na Conta-bilidade Cultural são. dentre outros. . Uma das classificações mais interessantes já demos ácima. especificando. sob o ponto de vista contábil. o Borrador. lição XXXII e seguintes. Culturas Diversas. Animais de Trabalho. Serviços de Capitalisação. Quanto a outras classificações. Registro Analitico é o que escritura os livros com todas as minudencias. do Ponto. o Borrador. Registro Sintetico é o que serve para a anotação sumaria contábil das operações com as diversas contas. de Beneficiamento.— 216 — de todas as operações por ordem de data: dia. Livro de Armazem. lição XXXII.

Escrituração. para ao final se saber o resultado positivo proporcionado. desde o preparo do terreno até á colheita. Corresponde á contas de “Culturas” de que falámos há pouco e têm a mesma função daquelas. c) Periodo de franca Produção. _______ (1) pag. confórme a cultura que se tem em vista. tais como: Registro de “Cultura” de Café. etc. isto é. tendo em vista os tres periodos por que passa a respetiva cultura. compreendendo o quarto e quinto ano. e de toda a receita proporcionada. b) Periodo de Transição. ______ LIÇÃO VII Dos Registros das Culturas Conceito.17 Jose Waltzl: “ Guia pa a Contabilidade Agricola” Rio. delos. afim de demonstrar o custo real desta. Assim é que pódem ser constituídos por varios livros. como sejam: a) Periodo de Instalação que abrange os tres primeiros anos da cultura e só apresenta despezas. Necessidade. diferentes para cada fase da cultura desse produto. Estes Registros pódem ser diversos. “Cultura de Algodão”. quando começam os caféeiros a produzir. do sexto ano em diante. Parte estudaremos sómente os que ainda não foram por nós estudados. Cada um destes livros servirá para a escrituração de todas as despesas com a respetiva cultura. 1922 . Mo- DOS REGISTROS DAS CULTURAS Servem estes livros para a anotação de todas as despezas com as diversas culturas. do que são característicos da Contabilidade Cultural. “Cultura de Fumo”. em que se acha o cafezal formado e a sua produção uniforme.— 217 — Nesta 3ª. Alguns autores nos aconselham (1) a conveniencia de utilisarmos tres livros de Café.

Conservação. e aí debitar e creditar todos os fatos administrados que se lhes refiram. Por isso devemos abrir um sub-titulo para cada ordem de despezas da cultura que temos em mira. não deixa de ser interessante este sistema. como tambem para a verificação das despezas necessarias em cada ordem de cultura. ou que demoram a produção. Não obstante. Limpa. Coroação. tem necessidade de ser analitica. Adubação.— 218 — Não vemos grande vantagem nessa tripartição que servirá sómente para aumentar serviços que um único livro poderá fazer facilmente. que são mais ou menos as diversas fases que passa a produção agricola. Dentre os sub-titulos mais usados nestes livros citaremos: Preparo do terreno. menos trabalho e menos tempo e alcançam um preço vantajoso no mercado. etc. desde as iniciais até ás finais. Eles demosntram assim as culturas mais vantajosas ( que requerem menos despeza. Colheita do Ano. Vendas. necessitam inumeros gastos n s compensam eficazmente). Deverá . DA NECESSIDADE DOS REGISTROS DE CULTURAS Estes Registros apresentam grande vantagem pois demonstram a vida economica de cada cultura desde o inicio de sua plantação até aos seus derradeiros frutos. São imprecindiveis não só para a apuração do custo real dos produtos cultivados. Capina. de cultura que êle pretende rperesentar e se ocupar. Beneficiamento. Semeadura. plantío. DA ESCRITURAÇÃO DOS REGISTROS DAS CULTURAS A escrituração destes livros afim de demonstrar cabalmente todas as minudencias ocasionais ou necessarias nas diversas culturas. DOS MODELOS ODS REGISTROS DAS CULTURAS Os modelos destes livros variam de acôrdo com a especie.

— 219 — ser riscado de acôrdo com os meios práticos para demonstrar mais eficazmente os resultados que se deseja. sendo destes transferida para a colheita futura. . O modelo é simples e se compõem de duas seções: débito e crédito. Vamos apresentar abaixo duas paginas de um “Registro da Cultura de Café “. afim de orientar os leitores. nos respetivos exercicios. aonde são registradas a receita e a despeza de cada cultura.

— 220 — .

Comumente só incluimos neste livro as culturas efetuadas para o consumo do estabelecimento agrario. ou sem carater comercial. Daí a necessidade do Registro de Culturas Diversas. devemos registrar em livros especiais. etc. Sómente as que se destinam a suprir a empreza agraria. Escrituração. DA ESCRITURAÇÃO DO REGISTRO DE CULTURAS DIVERSAS A escrituração do Registro de que tratamos é tambem analitica. batata. De modo que neste livro compreende varias culturas secundarias. As culturas efetuadas com fins comerciais. conforme os principios que expruzemos na lição precedente. que não são objéto de renda para a empreza rural. Necessidade. por débito e crédito lhe fazemos o registro dos fatos que se lhes refiram.) e a esta. As culturas efetuadas para satisfação das necessidades particulares ou gerais da fazendas devem tambem ser incluidas na receita destas. milho. Para isso abrimos em cada pagina um titulo para cada especie de cultura secudaria (arroz. Lançamos no débito as despezas . Modelos. DA NECESSIDADE DO REGISTRO DE CULTURAS DIVERSAS Não obstante este livro registrar sómente as culturas sem fins comerciais ou industriais. ele se nos apresenta de grande importancia. isto é.— 221 — LIÇÃO VII Do Registro de culturas Diversas sumario: — Conceito. Nêle não devem ser incluidas as pequenas culturas que são efetuadas com carater comercial e usualmente. DO REGISTRO DE CULTURAS DIVERSAS Este livro serve para registrar a receita e a despeza relativas ás pequenas culturas da fazenda. para aproveitamento de alguma área disponivel.

Deste modo se terá um resultado mais positivo do exercicio. que se abra — em vez de um titulo para cada cultura — um titulo para a cultura de cada ano. transferindo-se sempre para o ano seguinte o saldo das despezas do ano anterior. de que acabamos de tratar: . se-fôr efetuada alguma. DOS MODELOS DO REGISTRO DE CULTURAS DIVERSAS Segundo as idéias ácima explendidas e de acôrdo com a necessidade prática apresentamos a seguir um modelo de conta aberta no Registro de Culturas Diversas.— 222 — efetuadas com a cultura. E’ de bôa norma contábil. No crédito fazemos os lancamentos do consumo da colheita e da sua venda. bem como o valor do produto colhido.

— 223 — .

Ele demonstra as quantidade de produtos que póde ser preparada diariamente. Este póde ser efetuado manual ou mecanicamente e se ocupa ora da separação das sementes ou grãos dos seus envolucros naturais (café. ou tecidos pretetores. etc). arroz. A este livro corresponde um deposito aonde são recolhidos e guardados os cereais por beneficiar.). E’ deste livro que passamos por transporte os produtos beneficiados para o Livro Celeiro que — como adiante veremos — é o registro dos produtos já benefiados. as despezas que o beneciamento requer em cada specie de produtos e a quantidade de produtos já beneficiados e por beneficiar.etc. após o beneficiamento. Escrituração. quer para sua conservação. prontos para a venda ou consumo. Modelos. Necessidade. Necessitam de prévio preparo.— 224 — LIÇÃO IX Do Livro do Beneficiamento Sumario: — Conceito. milho. nem consumidos após a colheita. Denomina-se Beneficiamento ao preparo dos produtos agricolas colhidos. Há certos produtos na agricultura que não pódem ser postos á venda. DA NECESSIDADE DO LIVRO DE BENEFICAMENTO Este livro que não é ainda muito usado nas fazendas do nosso país apresenta para nós grande importancia. óra da seleção de tipos (café. DO LIVRO DO BENEFICIAMENTO Como o nome está indicando este livro serve para o registro analitico de todos os produtos agricolas que se destinam ao beneficiamento. Deste deposito é que são transferidos para o celeiro ou paiol. quer para lhes retirar principios anti-vitais. .

por ocasião de balanço elas (que representam o saldo da conta) devem ser transferidas para o débito da conta respetiva no Registro de culturas Diversas. Abre-se nele uma conta para cada especie de produto a beneficiar existente no deposito de produtos para beneficio e. por crédito os produtos já beneficiados e transferidos para o celeiro ou paiol. ou para o débito do respetivo sub-titulo no Livro de Cultura a que corresponder. devidamente escriturada: . aberta neste livro.— 225 — DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO DO BENEFICIAMENTO A Escrituração deste livro é efetuada em ordem analitica. DOS MODELOS BENEFICIAMENTO DO LIVRO DE Apresentamos o modelo de uma conta. As despezas com o benecifiamento dos cereais e outros produtos são debitadas na sua conta respetiva e.

Este livro tem a mesma função do livro de Armazem ou Stóque. DA NECESSIDADE DO LIVRO CELEIRO E’ inutil insistir na imprecindibilidade deste livro. Demonstra além do mais a existencia verdadeira dos produtos para venda e comsumo. de inventariação. Ele acusa os erros e as fraudes que porventura ocorrram. como a existencia pelos diversos tipos representativos. e é escriturado da mesma maneira que este (1). usado nas casas comerciais. na conta de Café não só a existencia atual deste produto armazenado (emtrada e saída). Tulha ou Paiol ao compartimento ou compartimentos destinados nas fazendas aos produtos já átos para entrega ao consumo. A ele se aplica tudo o que temos dito sobre o Livro de estóque ou de Armazem. ele demonstrará. Escrituração. pela comprovação e jogo de parcelas das suas contas com os livros especiais de culturas ou com as diferentes contas do Registro de Culturas Diversas. (1) Ver 1 Parte. sem necessitar de contagem. Assim. Modelos.— 226 — LIÇÃO XI Do Livro Celeiro Sumario: — Conceito. e preenche os mesmos fins. Necessidade. Este livro é o fiscal do fazendeiro. Livro Celeiro é o que se destina á anotação dos produtos entrados e saídos do celeiro ou paiol. E’ costume nos estabelicimentos rurais se destinar um compartimento ou quarto para cada especie de produto. por exemplo. Ademais é um fiscalisador dos demais livros. DO LIVRO CELEIRO Denomina-se Celeiro. lição .

por débito e crédito. DOS MODELOS DO LIVRO CELEIRO Apresentamos a seguir o modelo de uma pagina do livro Celeiro escriturado: . O seu registro tambem é analitico. Nestas contas. Deve. decer a minucias.— 227 — DA ESCRITURAÇÃO DO LIVRO CELEIRO Este livro deve ser escriturado cuidadosamente. são escrituradas as entradas e saídas. representando os diversos produtos. para bem preencher o seu fim. porém. respetivamente. E’ dividido em contas.

— 228 — .

Devido estarem prontos. desde a 1ª edição os “clichés” das tabélas. saem eles ainda agora com a ortografia antiga. .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful