P. 1
Cálculo de Incerteza - Medidores de Vazão

# Cálculo de Incerteza - Medidores de Vazão

|Views: 1.127|Likes:

See more
See less

11/23/2012

pdf

text

original

# INCERTEZA NA MEDIÇÃO DE VAZÃO: UMA TÉCNICA SIMPLES, MAS PODEROSA, PARA AUMENTAR A PRODUTIVIDADE, MINIMIZAR DESPERDÍCIOS E REDUZIR VAZAMENTOS

PARA O MEIO AMBIENTE UNCERTAINTY IN THE MEASUREMENT OF THE FLOWRATE: A SIMPLE TECHNIQUE, HOWEVER POWERFUL, TO INCREASE THE PRODUCTIVITY, MINIMIZE LOSSES AND REDUCE SPILLS TO THE ENVIRONMENT INCERTIDUMBRE EN LA MEDICIÓN DE FLUJO: UNA TÉCNICA SIMPLE, PERO PODEROSA, PARA AUMENTAR LA PRODUTIVIDAD, MINIMIZAR DESPERDICIOS Y SALIDEROS

Claudio Barreiros da Costa e Silva1

RESUMO

ABSTRACT
If all the inter-relations of the universe with a system of measurement were known, the results could be estimated. But as this is not the case, every cause that interacts with a measurement system, producing an effected that can be observed, even if this effect cannot be estimated a priori, this is attributed to a consequence of randomness. Even for a small cause, the effect caused may be disastrous, and therefore it is of capital importance to identify the possible causes that contribute to an increase in the variability (effect) of a measurement system. A good estimate of the flowrate is to be close to the conventional true value (standard) and means that the average value (estimate) of the n flowrates measured is to be close to this value, and this is called an estimate without a trend, that is, with a minimum systematic error. The statistical variance is used to measure the variability of a random variable around its expected value (average). Because of that, to condition a meter to supply an estimate that shows no trend, with a small variance, means that the values for the measured flowrates tend to be close to the average, which in the case of an estimate that shows no trend is close to the conventional true value. Here are shown the procedures for the calculation of the uncertainties of the oil flow meters, approved by the ANP, where the uncertainties are considered in the determination of the BS&W and in the shrinking of the petroleum. Tecnologia de Elevação, Escoamento e Processamento, P&D de Produção, Centro de Pesquisas (Cenpes) e-mail:costa@cenpes.petrobras.com.br
1

Bol. téc. Petrobras, Rio de Janeiro, 47 (2/4): 202 - 232, abr./dez. 2004

202

RESUMEN

1.

INTRODUÇÃO

A

Bol. téc. Petrobras, Rio de Janeiro, 47 (2/4): 202 - 232, abr./dez. 2004
FDP

203

B

Xa = Xb = Xp
Fig. 1 - Exemplo de distribuição dos valores medidos, de dois medidores hipotéticos A e B. Fig 1 - Example of distribution of the values measured in two hypothetical meters A and B.

Vazão

204

/dez. a combinação das velocidades angular e linear dá origem à aceleração de Coriolis. b) bola sendo lançada da periferia para o centro. pode-se usar um ou dois tubos sensores em forma de U (fig. 12 . c) vetores velocidades angular e linear e o sentido da força de Coriolis. c) angular and linear velocity vectors and the direction of the Coriolis force. 13). b) ball being launched from the periphery to the center. Bol. Os tubos são ativados por forças magnéticas fazendo com que adquiram um movimento de rotação variável em torno do eixo oo’ (fig. Fig.Posição final.a) Bola sendo lançada do centro para periferia de um disco. b) com dois tubos.Shape of the sensor of a Coriolis meter: a) with one tube. onde a velocidade linear e a força de Coriolis mudaram de sentido. Petrobras. abr. b) with two tubes. quando do lançamento da bola do centro para a periferia Lançamento da bola do centro para a periferia Lançamento da bola da periferia para o centro a) ω b) ω Fc Vp Fc Vp c) d) Fig. Fig. 2004 215 . Rio de Janeiro. d) vetores velocidades angular e linear. No caso de se medir a vazão pelo princípio de Coriolis. 13 . Quando o fluido passa por dentro dos tubos.a) Ball being launched from the center to the periphery of a disk.Forma do sensor de um medidor Coriolis: a) com um tubo. por exemplo. Fig.232. que é proporcional à vazão mássica em escoamento. where the linear velocity and the Coriolis force change direction. d) angular and linear velocity vectors. 13). A força gerada produz uma torção (fig 14) no tubo. 13 . 47 (2/4): 202 . téc. quando a bola atinge a periferia Posição inicial. 12 .

Petrobras. Normalmente.Vo) é igual à massa por unidade de tempo. m . 2004 216 .Fig. Fig. 15). integrando o momento angular ao longo de todo o tubo devido à aceleração de Coriolis pode ser dado pela equação (31): ι = 4 . Rio de Janeiro.232. r) (33) (32) O ângulo θ é determinado por dois pick-ups colocados lateralmente ao tubo sensor. usam-se dois tubos para aumentar a sensibilidade do medidor. r2 como r1=r2=r. r (31) O ângulo de deflexão (θ) devido ao momento é determinado pela constante de mola do tubo. ω . r (30) (29) Lembrando que o produto (m.Strains in the tube as a consequence of the Coriolis forces. θ/(4 . De acordo com a figura 14. chega-se à equação (33) para a vazão mássica: dm/dt = Km . 14 . O momento angular resistente é dado pela equação (32): ιr = Km . e substituindo a equação (28) na (29) vem (equação 30): ∆ι = 4 . as duas tensões (fig. 47 (2/4): 202 . Com a passagem de fluido através do tubo sensor.Deformações do tubo decorrentes das forças de Coriolis. já que o ângulo de torção é muito pequeno (da ordem de 0. Esta diferença de fase é o próprio ângulo θ. Bol. 14 . o momento angular por unidade de comprimento em relação ao eixo oo’ pode ser dado pela equação (29): ∆ι = Fc1 .000001 rd). dm/dt . téc. r1 + Fc2 . 15) induzidas nos dois pick-ups são senoidais e em fase no tempo. os sinais de tensão gerados ficam fora de fase (fig. Vo ./dez. abr. Quando não existe fluido passando pelo sensor. Vo . ω . ω . θ Igualando-se as equações (31) e (32).

aplica-se a segunda lei de Newton. que é proporcional à velocidade. k F(t) m c Fig. que é considerado um sistema com um grau de liberdade.Mass-spring system with one degree of freedom. um amortecedor com coeficiente de amortecimento c e uma força F variável aplicada ao corpo. Rio de Janeiro. Para se obter a equação do movimento oscilatório. constituído de um corpo com massa m. 15 . A força de amortecimento atua sobre o corpo em sentido contrário ao seu movimento. Como é uma exigência da portaria conjunta ANP / INMETRO que as vazões sejam volumétricas. Fig. Petrobras. 16 . Fig.Sistema massa-mola com um grau de liberdade./dez. Na figura 16 tem-se um modelo do tubo. 2004 217 (34) . A mola e o amortecedor estão entre o corpo e fixo a uma parede. 47 (2/4): 202 .Determinação do ângulo θ.Determination of the angle θ by the measurement of the lag on the stresses induced in the pick-offs.232. ou seja (equação 34): ∑Fi = ma onde: a = d2x/dt2 = é a aceleração adquirida pelo corpo. 15 .Fig. abr. e o seu valor é –c dx/dt. A constante da mola k é definida como a relação entre uma força atuando em uma mola e a variação de comprimento da mesma. Bol. uma mola com constante k. téc. O medidor é um tubo vibrante e a massa específica é medida correlacionando-se a massa total (massa do tubo + fluido) com a freqüência natural de vibração deste tubo. O medidor de Coriolis determina também a massa específica do fluido em escoamento. é necessário converter a vazão mássica medida pela volumétrica. pela medida do defasamento das tensões induzidas nos pick-off. através da massa específica do fluido. 16 .