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Livro Eletromecânica FBE

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ELETROMECÃNICA – LIVRO I

OSCILOSCÓPIO

Para quem pensa que osciloscópio de raios catódicos é
um instrumento novo, basta dizer que ele foi inventado em
1897 por Ferdinand Braun, tendo então a finalidade de se
analisar as variações com o tempo de intensidade de
tensão. Em 1897 foi o mesmo ano em que J.J. Thomson
mediu a carga do elétron a partir da sua deflexão por meio
de campos magnéticos.

Foi somente com a utilização de tubos de raios catódicos
feitos por Welhnet, em 1905, é que foi possível a
industrialização deste tipo de equipamento que até hoje se
encontra, com muitos aperfeiçoamentos.

A finalidade de um osciloscópio é produzir num anteparo uma imagem que seja
uma representação gráfica de um fenômeno dinâmico, como por exemplo: Pulso
de tensão, uma tensão que varie de valor com relação ao tempo, a descarga de
um capacitor, etc. Pode-se também, através de um transdutor adequado, avaliar
qualquer outro fenômeno dinâmico, como exemplo: a oscilação de um pêndulo, a
variação da temperatura ou de luz de um ambiente, as batidas de um coração.
Dependendo da aplicação, os osciloscópios modernos podem contar com
recursos próprios, o que significa que não existe um só tipo no mercado.

Isso ocorre porque os fenômenos que se deseja visualizar na tela pode ter
duração que vai de alguns minutos até a alguns milionésimos de segundo.

Da mesma forma, os fenômenos podem se repetir numa certa velocidade sempre
da mesma forma, ou então podem ser únicos, ocorrendo por um só instante
apenas uma vez. O osciloscópio básico pode permitir a visualização de
fenômenos que durem desde alguns segundos até outro que ocorram milhões de
vezes por segundo.

A capacidade de um osciloscópio em apresentar em sua tela fenômenos
curtíssimos é dada pela sua resposta de freqüência. Tipo os que são da faixa de
20 a 100 MHz que são os mais comuns e servem para a desenvolvimento de
projetos na maioria das bancadas de indústrias.

Para poder visualizar os fenômenos com precisão os osciloscópios possuem
recursos adicionais e controles que podem variar bastante com o tipo.

Nos mais simples tem-se apenas a possibilidade de sincronizar um fenômeno com
base de tempo interna enquanto que em outros isso pode ser estendidos a bases
externas e em alguns casos até há circuitos de digitalização que "congelam" a
imagem para facilitar a análise posterior.

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ELETROMECÃNICA – LIVRO I

Na verdade, a existência de circuitos capazes de processar um sinal digitalmente
nos leva a existência de osciloscópios que são verdadeiros computadores.

Estes além de poderem digitalizar uma imagem , o que significa a facilidade maior
de análise, pois pode-se "paralisa-la" na tela a qualquer momento, também podem
realizar cálculos em função do que foi armazenado. não é difícil de se encontrar
osciloscópios que além de apresentarem na tela uma forma de onda, uma senóide
por exemplo, também apresentam de forma numérica os seus valores de pico, sua
freqüência, período, apresentam até mesmo eventuais distorções que existam.

FUNCIONAMENTO DO OSCILOSCÓPIO

O osciloscópio de raios catódicos é, provavelmente, o equipamento mais versátil
para o desenvolvimento de circuitos e sistemas eletrônicos e tem sido uma das
mais importantes ferramentas para o desenvolvimento da eletrônica moderna.
Uma de suas principais vantagens é que ele permite que a amplitude de sinais
elétricos, sejam eles voltagem, corrente, potência, etc., seja mostrada em uma
tela, em forma de uma figura, principalmente como uma função do tempo.

O funcionamento se baseia em um feixe de elétrons que, defletido, choca-se
contra uma tela fluorescente, esta, sensibilizada emite luz formando uma figura. A
figura formada na tela pode ser comparada com outra, considerada ideal, desse
modo pode-se reduzir a área danificada em um circuito eletrônico.

A dependência com o tempo do feixe se resolve fazendo o feixe de elétrons ser
defletido em um eixo de coordenadas similar ao sistema cartesiano, o que nos
leva a construções gráficas bidimensionais. Por via de regra, o eixo X corresponde
a deflexão do feixe com velocidade ou taxa de deslocamento constante em
relação ao tempo. O eixo Y é defletido como resposta a um sinal de entrada, como
por exemplo uma tensão aplicada a entrada vertical. O resultado é a variação da
tensão de entrada dependente do tempo.

Dispositivos de registros em função do tempo existem a muito tempo, entretanto, o
osciloscópio é um equipamento de resposta muito mais rápida que os
registradores eletromecânicos, pois permite resposta da ordem de microsegundos.

A parte principal de um osciloscópio é o tubo de raios catódicos. Este tubo
necessita, entretanto, usar uma série de circuitos auxiliares capazes de controlar o
feixe desde sua geração até o ponto onde este incidirá sobre a tela.

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ELETROMECÃNICA – LIVRO I

Todo osciloscópio de serviço está composto das seguintes partes:

• Fonte de alimentação;
• Tubo de raios catódicos;
• Base de tempo;
• Amplificador Horizontal;
• Amplificador Vertical.

ENTRADAS E CONEXÕES DO OSCILOSCÓPIO

Existem muitos tipos de osciloscópios. Descrever todos os comandos de todos os
tipos de osciloscópios existentes seria inviável. Entretanto, com o conhecimento
de alguns controles, que consideraremos como sendo básicos, é possível operar
diversos osciloscópios.

A figura abaixo apresenta um modelo de osciloscópio com painel de controle e
entradas de sinal em primeiro plano.

Os controles e entradas do osciloscópio podem ser divididos em cinco grupos:

Controle da fonte de alimentação;

Controles de ajuste do traço ou ponto na tela;

Controles e entrada de atuação vertical;

Controles e entrada de atuação horizontal;

Controles de entrada de sincronismo.

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ELETROMECÃNICA – LIVRO I

CONTROLE DA FONTE DE ALIMENTAÇÃO

INTERRUPTOR

Sua função é interromper ou estabelecer a corrente no primário do transformador
de fora. Sua atuação, normalmente, é acompanhada por uma lâmpada piloto que
serve de aviso visual sobre a situação do circuito (ligado ou desligado).

Normalmente, este interruptor se encontra acoplado junto do potenciômetro de
controle de brilho.

COMUTADOR DE TENSÃO

Sua função é selecionar a tensão de funcionamento do osciloscópio (127/ 220V).
Permite utilizar o instrumento sem a necessidade de recorrer a um transformador
abaixador ou elevador de tensão.

CONTROLES DE AJUSTE DO TRAÇO OU PONTO NA TELA

BRILHO OU LUMINOSIDADE

É o controle que ajusta a luminosidade do ponto ou do traço. O controle do brilho é
feito por meio de um potenciômetro, situado no circuito da grade de controle do
TRC, mediante o qual se regula o potencial desta grade.

Deve-se evitar o uso de brilho excessivo sob pena de se danificar a tela.

FOCO

É o controle que ajusta a nitidez do ponto ou traço luminoso. O ajuste do foco é
conseguido mediante a regulagem de um potenciômetro que regula a polarização
do eletrodo de enfoque.

O foco deve ser ajustado de forma a se obter um traço fino e nítido na tela.

OBSERVAÇÃO: Os ajustes de brilho e de foco são ajustes básicos que devem ser
feitos sempre que se for usar o osciloscópio.

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ELETROMECÃNICA – LIVRO I

ILUMINAÇÃO DA RETÍCULA

Permite que se ilumine o quadriculado ou as divisões na tela.

CONTROLES E ENTRADA DE ATUAÇÃO VERTICAL

ENTRADA DE SINAL VERTICAL

Nesta entrada é conectada a ponta de prova do osciloscópio. As variações de
tensão aplicadas nesta entrada aparecem sob forma de figura na tela.

CHAVE DE SELEÇÃO DE MODO DE ENTRADA (CA-CC)

Esta chave é selecionada de acordo com o tipo de forma de onda a ser observada.
Em alguns osciloscópios esta chave possui três posições (CA-0-CC ou AC-GND-
DC). Esta posição adicional é usada para a realização de ajustes do traço do
osciloscópio em algumas situações. Por exemplo: quando se deseja Uma
referência na tela.

CHAVE SELETORA DE GANHO ( V/Div)

Esta chave permite que se "aumente" ou que se "diminua" a amplitude de projeção
na tela do osciloscópio (altura da imagem).

POSIÇÃO VERTICAL

Permite movimentar a imagem para cima ou para baixo na tela . A movimentação
não interfere na forma da figura projetada na tela.

CONTROLES DE ATUAÇAO HORIZONTAL

CHAVE SELETORA DE BASE DE TEMPO

É o controle que permite variar o tempo de deslocamento horizontal do ponto na
tela.

Através deste controle é possível reduzir ou ampliar horizontalmente na tela a
figura nela projetada.

Em alguns osciloscópios esta chave seletora tem uma posição identificada como
EXT (externa) o que possibilita que o deslocamento horizontal pode ser controlado
por circuito externo ao osciloscópio, através de uma entrada específica. Quando a
posição externa é selecionada não há formação do traço na tela, obtendo-se
apenas um ponto.

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ELETROMECÃNICA – LIVRO I

POSIÇÃO HORIZONTAL

É o ajuste que permite controlar horizontalmente a forma de onda na tela. Girando
o controle de posição horizontal para a direita o traço move-se horizontalmente
para a direita e vice-versa. Assim como o controle de posição vertical, o controle de
posição horizontal não interfere na forma da figura projetada na tela.

CONTROLES E ENTRADA DE SINCRONISMO

São controles que se destinam a fixar a imagem na tela. Estes controles são
utilizados principalmente na observação de sinais alternados.

Os controles de sincronismo são:

Chave seletora de fonte de sincronismo;

Chave de modo de sincronismo;

Controle de nível de sincronismo.

CHAVE SELETORA DE FONTE DE SINCRONISMO

Seleciona onde será tomada o sinal de sincronismo para fixar a imagem na tela do
osciloscópio.

Normalmente, esta chave possui três posições, pelo menos:

CH1

REDE

EXTERNO

POSIÇÃO CH1: O sincronismo é controlado pelo sinal aplicado ao canal 1.

POSIÇÃO REDE: Realiza o sincronismo com base na frequência da rede de
alimentação do osciloscópio (60Hz). Nesta posição consegue-se facilmente
sincronizar na tela sinais aplicados na entrada vertical que sejam obtidos a partir da
rede elétrica .

POSIÇÃO EXTERNO: Na posição externo o sincronismo da figura é obtido à partir
de outro equipamento externo conectado ao osciloscópio. O sinal que controla o
sincronismo na posição externo é aplicado a entrada de sincronismo.

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ELETROMECÃNICA – LIVRO I

CHAVE DE MODO DE SINCRONISMO

Normalmente esta chave tem duas ou três posições:

AUTO:

NORMAL +:

NORMAL -.

AUTO: Nesta posição o osciloscópio realiza o sincronismo automaticamente, com
base no sinal selecionado pela chave seletora de fonte de sincronismo.

NORMAL +: O sincronismo é positivo, ajustado manualmente pelo controle de nível
de sincronismo (TRIGGER), de modo que o primeiro pico que apareça na tela seja
o positivo.

NORMAL -: O sincronismo é negativo, também ajustado manualmente, entretanto,
o primeiro pico a aparecer é o negativo.

CONTROLE DE NÍVEL DE SINCRONISMO (TRIGGER)

É um controle manual que permite o ajuste do sincronismo quando não se
consegue um sincronismo automático. Tem atuação nas posições NORMAL + e
NORMAL -.

OBSERVAÇÃO: Para se realizar leituras é necessário sincronizar a figura na tela.

II - ENTRADA E CONTROLE DO OSCILOSCÓPIO DUPLO TRAÇO

O osciloscópio de duplo traço possui alguns controles que são comuns aos dois
traços e outros que são individuais. Os controles de brilho, foco, base de tempo e
de posição horizontal, são controles que são comuns aos dois traços.

Basicamente, os controles individuais situam-se:

nas entradas e controles do vertical:

nos controles e entrada de sincronismo.

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ELETROMECÃNICA – LIVRO I

ENTRADAS E CONTROLES DO VERTICAL

Para que se possa observar dois sinais simultaneamente, é necessário que se
aplique uma tensão em cada uma das entradas verticais.

O osciloscópio duplo traço dispõe de dois grupos de controles verticais:

Um grupo para o canal A ou canal 1 (CH1):

Um grupo para o canal B ou canal 2 (CH2):

Cada grupo controla um dos sinais na tela (amplitude, posição vertical, etc).
Geralmente são iguais. Cada canal dispõe de:

Entrada Vertical:

Chave Seletora CA-O-CC:

Chave Seletora de ganho vertical (D/Div):

Posição vertical.

Um osciloscópio de duplo traço pode ainda ser utilizado como sendo um
osciloscópio de traço simples. Uma chave seletora permite que se possa selecionar
cada canal individualmente ou os dois simultaneamente. Esta chave possui pelo
menos três posições:

CH1;

CH2;

DUAL.

Na posição CH1 aparecerá apenas a imagem na tela que estiver sendo aplicada na
entrada vertical do canal 1.

Na posição CH2 aparecerá apenas a imagem na tela que estiver sendo aplicada na
entrada vertical do canal 2.

Na posição DUAL aparecem as duas imagens.

Em osciloscópios mais sofisticados, esta chave pode possuir mais posições de
modo a permitir outras alternativas de uso.

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ELETROMECÃNICA – LIVRO I

CONTROLES DE SINCRONISMO

Realizam as mesmas funções do osciloscópio traço simples que é a de fixar a
imagem na tela. O que diferencia é o fato de que na chave seletora de fonte existe
uma posição adicional de modo a poder sincronizar a figura.

PONTAS DE PROVA

As pontas de prova são utilizadas para interligar o osciloscópio aos pontos de
medida.

Uma das extremidades da ponta de prova é conectada a uma das entradas do
osciloscópio através de um conector e a extremidade livre serve para conexão aos
pontos de medida.

A extremidade livre possui uma garra jacaré, denominada de terra da ponta de
prova, que deve ser conectada ao terra do circuito e uma ponta de entrada de sinal,
que deve ser conectada no ponto que se deseja medir.

Existem dois tipos de ponta de prova:

ponta de prova 1:1;

ponta de prova 10:1.

A ponta de prova 1:1 se caracteriza por aplicar à entrada do osciloscópio a mesma
tensão ou forma de onda que é aplicada a ponta de medição.

A ponta de prova 10:1 entrega ao osciloscópio apenas a décima parte da tensão
aplicada a ponta de medição. As pontas de prova 10:1 permitem que o osciloscópio
consiga observar tensões dez vezes maior que a sua capacidade. Por exemplo:
Um osciloscópio que permite a leitura de tensões de 50V com ponta de prova 1:1,
com ponta de prova 10:1 poderá medir tensões de até 500V (10x50V). Existem
pontas de prova que dispõe de um botão onde se pode selecionar 10:1 ou 1:1.

Obs: Quando não se tem total certeza da grandeza da tensão envolvida é
aconselhável iniciar a medição com o posição 10:1.

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ELETROMECÃNICA – LIVRO I

GERADOR DE FUNÇÕES

Um gerador de funções é um aparelho
eletrônico utilizado para gerar sinais elétricos
de formas de onda, frequências (de alguns
Hz a dezenas de MHz) e amplitude (tensão)
diversas. São muito utilizados em
laboratórios de eletrônica como fonte de
sinal para teste de diversos aparelhos e
equipamentos eletrônicos.

Um gerador de funções deve poder gerar
sinais senoidais, triangulares, quadrados,
dente-de-serra, com sweep (frequência variável), todos com diversas frequências e
amplitudes. Normalmente ele possui um frequencímetro acoplado e diversos
botões de ajuste e seleção, além de conectores para saída do sinal.

Seu uso é muito ligado à utilização do osciloscópio, com o qual se pode verificar as
suas formas de onda.

Seu funcionamento é baseado em circuitos eletrônicos osciladores, filtros e
amplificadores.

Alguns circuitos integrados que podem ser usados na montagem de geradores de
função:

ICL8038 (Intersil - funções seno, quadrado, triângulo, sweep)

MAX038 (Maxim - funções seno, quadrado, triângulo, sweep)

XR2206 (Exar - funções seno, quadrado, triângulo, sweep)

NE566 (National - funções quadrado, triângulo)

Diodo semicondutor

É um dispositivo ou componente eletrônico composto de
cristal semicondutor de silício ou germânio numa película
cristalina cujas faces opostas são dopadas por diferentes
gases durante sua formação.

É o tipo mais simples de componente eletrônico semicondutor, usado como
retificador de corrente elétrica, tanto pode ser em estado sólido quanto termiônico

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ELETROMECÃNICA – LIVRO I

A dopagem do díodo semicondutor

Após dopadas, cada face terá uma determinada característica diferente da oposta,
gerando regiões de condução do cristal, uma com excesso de elétrons (elétrons),
outra com falta destes (lacunas), e entre ambas, haverá uma região de equilíbrio
por recombinação de cargas positivas e negativas, chamada de barreira de
potencial.

Camadas N e P

A camada onde prevalecem as cargas negativas é chamada de região N(Catodo),
pois existe um excesso de elétrons disponíveis para a condução ( n quer dizer
maioria negativa.). A camada onde não existem as cargas negativas é chamada de
região P (Anodo), pois não existem elétrons em abundância, ao contrário, existe
sua falta, portanto convencionou-se a falta de elétrons com o termolacuna( p quer
dizer maioria positiva, carga igual e oposta ao elétron).

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ELETROMECÃNICA – LIVRO I

Junção P-N, ou barreira de potencial

Da mesma forma que os elétrons se movimentam, as cargas positivas ou lacunas
por convenção também o fazem. Entre as duas regiões, uma de maioria negativa,
outra de maioria positiva, existe uma terceira, esta de maioria neutra, isto é, nem de
carga negativa, nem de carga positiva, é a junção entre ambas, chamada de região
neutra da junção P-N. Na região neutra não há excesso de elétrons nem lacunas
porque alguns elétrons do material tipo N se difundem pela junção e entram em
combinação com algumas lacunas do material tipo P, reciprocamente, algumas
lacunas se difundem pela junção e entram em combinação com os elétrons, por
isso também é chamada de região de junção.

Usos

O fenômeno da condutividade em um só sentido é aproveitado como um
chaveamento da corrente elétrica para a retificação de sinais senoidais, portanto,
este é o efeito diodo semicondutor tão usado na eletrônica, pois permite que a
corrente flua entre seus terminais apenas numa direção. Esta propriedade é
utilizada em grande número de circuitos eletrônicos e nos retificadores.

Os retificadores são circuitos elétricos que convertem a tensão CA em tensão CC.
CA vem de Corrente alternada, significa que os elétrons circulam em dois sentidos,
CC, Corrente contínua, isto é circula num só sentido.

Diodo zener

O diodo zener é um dispositivo especialmente
projetado para operar reversamente polarizado
em uma região de ruptura controlada por efeito
zener. Para que o efeito zener ocorra, devemos
ter uma junção P-N abrupta com concentrações de dopantes elevadas em cada
lado da junção. Como resultado, a barreira de potencial torna-se bastante abrupta
de modo que a aplicação de uma pequena tensão reversa (alguns volts) é
suficiente para provocar o tunelamento dos elétrons diretamente da faixa de
valência para a faixa de condução. Assim, numa tensão de zener característica,
observa-se um aumento substancial da corrente reversa.

O transístor (ou transistor) é um componente eletrônico que começou a se
popularizar na década de 1950 tendo sido o principal responsável pela revolução
da eletrônica na década de 1960, e cujas funções principais são amplificar e
chaveamento de sinais elétricos. O termo vem de transfer resistor (resistor de
transferência), como era conhecido pelos seus inventores.

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ELETROMECÃNICA – LIVRO I

O processo de transferência de resistência, no caso de um circuito analógico,
significa que a impedância característica do componente varia para cima ou para
baixo da polarização pré-estabelecida. Graças à esta função, a corrente elétrica
que passa entre coletor e emissor do transístor varia dentro de determinados
parâmetros pré-estabelecidos pelo projetista do circuito eletrônico; esta variação é
feita através da variação de tensão num dos terminais chamado base, que
conseqüentemente ocasiona o processo de amplificação de sinal.

Entende-se por "amplificar" o procedimento de tornar um sinal elétrico mais fraco
em mais forte. Um sinal elétrico de baixa intensidade, como os sinais gerados por
um microfone, é injetado em um circuito eletrônico (transistorizado por exemplo),
cuja função principal é transformar este sinal fraco gerado pelo microfone em sinais
elétricos com as mesmas características mas com potência suficiente para excitar
os alto-falantes, a este processo todo se dá o nome de ganho de sinal.

Invenção

O transistor foi inventado nos Laboratórios da Bell Telephone em dezembro de
1947 ( e não em 1948 como é freqüentemente dito) por Bardeen e Brattain, e
inicialmente demonstrado em 23 de Dezembro de 1947 por John Bardeen, Walter
Houser Brattain, e William Bradford Shockley, que foram laureados com o prêmio
Nobel da Física em 1956. Ironicamente, eles pretendiam fabricar um transístor de
efeito de campo (FET) idealizado por Julius Edgar Lilienfeld antes de 1925, mas
acabaram por descobrir uma amplificação da corrente no ponto de contacto do
transístor, isso evoluiu posteriormente para converter-se no transístor de junção
bipolar (BJT). O objetivo do projeto era criar um dispositivo compacto e barato para
substituir as válvulas termoiônicas usadas nos sistemas telefônicos da época.

Os primeiros transístores disponíveis aos consumidores estavam em aparelhos
auditivos, seguidos rapidamente por rádios transistorizados. Mas a indústria norte-
americana não adotou imediatamente o transístor nos equipamentos eletrônicos de
consumo, preferindo continuar a usar as válvulas termoiônicas, cuja tecnologia era
amplamente dominada. Foi através de produtos japoneses, notadamente os rádios
portáteis fabricados pela Sony, que o transístor passou a ser adotado em escala
mundial.

A indústria de computadores começou, nos anos 60, a projectar computadores
usando transístores que eram menores e mais econômicos que as válvulas. Os
computadores a válvulas da década de 40 eram máquinas imensas, caríssimas,
instáveis (pois as válvulas se queimavam a uma taxa astronômica) e de capacidade
computacional muito limitada; com a adoção de transistores, o computador
começou a se tornar uma máquina viável.

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ELETROMECÃNICA – LIVRO I

Importância

O transístor é considerado por muitos uma das maiores descobertas ou invenções
da história moderna, tendo tornado possível a revolução dos computadores e
equipamentos eletrônicos. A chave da importância do transístor na sociedade
moderna é a sua habilidade de ser produzido em enormes quantidades usando
técnicas simples, resultando em preços irrisórios. É conveniente salientar que é
praticamente impossível encontrarmos circuitos integrados que não possuam
internamente centenas, milhares ou mesmo milhões de transístores, juntamente
com outros componentes como resistências e condensadores. Por exemplo o
microprocessador Pentium 4 da Intel tem 42 milhões de transístores, usando uma
arquitectura de fabricação de 130 nanómetros, ou seja cada transístor fica
distanciado dos outros 130 milionésimos de um milímetro.

O seu baixo custo permitiu que se transformasse num componente quase universal
para tarefas não mecânicas. Visto que um dispositivo comum, como um
refrigerador, usaria um dispositivo mecânico para o controle, hoje é frequente e
muito mais barato usar simplesmente alguns milhões de transístores e um
programa de computador apropriado e realizar a mesma tarefa. Os transistores
hoje em dia têm substituído quase todos os dispositivos electromecânicos, a
maioria dos sistemas de controle, e aparecem em grandes quantidades em tudo
que envolva electrónica desde os computadores aos carros.

O seu custo tem sido crucial no crescente movimento para digitalizar toda a
informação. Com os computadores transistorizados a oferecer a habilidade de
encontrar e ordenar rapidamente informação digital, mais e mais esforço foi posto
em tornar toda a informação digital. Hoje quase todos os meios na sociedade
moderna são fornecidos em formato digital, convertidos e apresentados por
computadores. Formas análogas comuns de informação, tais como a televisão ou
os jornais, gastam a maioria do seu tempo com informação digital, sendo
convertida no formato tradicional apenas numa pequena fracção de tempo.

Fabricação

Os materiais utilizados na fabricação do transístor
são principalmente o Silício (Si), o Germânio (Ge) e
alguns óxidos. Na natureza, o silício é um material
isolante elétrico, devido à conformação das ligações
eletrônicas de seus átomos, gerando uma rede
eletrônica altamente estável. Atualmente, o transístor
de germânio não é mais usado, tendo sido
substituído pelo de silício, que possui características
muito melhores.

O silício é purificado e passa por um processo que
forma uma estrutura cristalina em seus átomos. O
material é cortado em finos discos, que a seguir vão para um processo chamado de
dopagem, onde são introduzidas quantidades rigorosamente controladas materiais
selecionados (conhecidos como impurezas) que transformam a estrutura eletrônica,

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ELETROMECÃNICA – LIVRO I

introduzindo-se entre as ligações dos átomos de silício, roubando ou doando
elétrons dos átomos, gerando o silício P ou N, conforme ele seja positivo (tenha
falta de elétrons) ou negativo (tenha excesso de elétrons). Se a impureza tiver um
elétron a mais, um elétron fica sobrando na estrutura cristalina. Se tiver um elétron
a menos, fica faltando um elétron, o que produz uma lacuna (que funciona como se
fosse um buraco móvel na estrutura cristalina). Como resultado, temos ao fim do
processo um semicondutor.

O transístor é montado justapondo-se uma camada P, uma N e outra P, criando-se
um transístor do tipo PNP. O transístor do tipo NPN é obtido de modo similar. A
camada do centro é denominada base, e as outras duas são o emissor e o coletor.
No símbolo do componente, o emissor é indicado por uma seta, que aponta para
dentro do transístor se o componente for PNP, ou para fora se for NPN.

Funcionamento

No transistor de junção bipolar ou TJB(BJT
- "Bipolar Junction Transistor" na
terminologia Inglesa), o controle da
corrente coletor-emissor é feito injetando
corrente na base. O efeito transistor ocorre
quando a junção coletor-base é polarizada
reversamente, e a junção base-emissor é
polarizada diretamente. Uma pequena
corrente de base é suficiente para
estabelecer uma corrente entre os
terminais de coletor-emissor. Esta corrente
será tão maior quanto maior for a corrente
de base.

Transístor moderno de alta potência

AMPLIFICADOR OPERACIONAL

Um amplificador operacional ou amp op é um amplificador com um ganho muito
alto que possui duas entradas, uma inversora (-) e uma não inversora (+). A tensão
de saída é a diferença entras as entradas + e - , multiplicado pelo ganho em malha
aberta:

A saída do amplificador pode ser única ou diferencial, o que é menos comum. Os
circuitos que utilizam amp ops frequentemente utilizam a realimentação negativa
(negative feedback). Porque devido ao seu ganho elevado, o comportamento
destes amplificadores é quase totalmente determinado pelos elementos de
realimentação (feedback).

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ELETROMECÃNICA – LIVRO I

TIPOS DE SOLDAS

Todos sabem que as montagens eletrônicas exigem o emprego da solda e que
esta é feita com um ferro aquecido especial.
No entanto, nem todos avaliam a importância que tem uma soldagem bem feita
para o bom funcionamento de qualquer aparelho.
A observação de montagens com soldas em excesso, soldas “frias”, soldas
irregulares e outras, conforme mostra a figura abaixo, nos leva a afirmar que 50%
das causas de insucesso no funcionamento são devidas justamente à incapacidade
do montador de fazer esta simples operação de soldagem.
Como obter uma solda bem feita? Não é muito difícil, conforme veremos a seguir

Tipos de soldas imperfeitas que são responsáveis por problemas de
funcionamento

ESPALHAMENTO
INDEVIDO

ESPALHADA

SOLDA EM EXCESSO

SOLDA FRIA

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ELETROMECÃNICA – LIVRO I

SOLDA BOA

Outras Funções da Solda

Existe uma terceira função importante da
solda que é observada em alguns casos.
Há componentes que se aquecem e o
calor que desenvolvem precisa ser
dissipado rapidamente para que eles não
se queimem. Pois bem, esses
componentes podem usar a solda para
transferir o calor gerado em seu interior
(e que passa pelos seus terminais) para
uma região cobreada da placa que
funciona como radiador. Uma solda mal
feita, neste caso, pode prejudicar não só
o funcionamento elétrico do componente
como sua própria refrigeração.

A FINALIDADE DA SOLDA

A solda tem duas funções em qualquer aparelho eletrônico: ao mesmo tempo que
ela segura firmemente em posição de funcionamento (pelos terminais)
principalmente os componentes pequenos, ela proporciona a conexão elétrica
desses componentes com o restante do circuito.
Isso significa que a função da solda é tanto elétrica como mecânica.
Os componentes pequenos tais como resistores, capacitores e diodos aproveitam
as duas funções da solda, já que ela deve sustentar o peso da peça e proporcionar
caminho para a corrente que circula por ela, simultaneamente

No caso de transformadores e outros componentes pesados, a solda tem função
primordialmente elétrica, pois ela apenas proporciona caminho para a corrente
desses componentes através de seus terminais. A função mecânica, nesse caso, é
apenas a de prender o terminal e não o componente.

A SOLDA

Como a solda tem dupla finalidade (e em alguns casos tripla), ela deverá ser feita
de um material que tenha propriedades condizentes com aquilo que se deseja dela.
Então, dado que os componentes eletrônicos que devem ser sustentados são
leves, ela não precisa ser extremamente resistente a esforços mecânicos. Por outro
lado, deve apresentar uma resistência elétrica suficientemente baixa para
proporcionar um percurso fácil à corrente elétrica.
O material deverá ainda fundir-se a uma temperatura suficientemente baixa para
permitir sua utilização fácil com um soldador pequeno.
Nos trabalhos de eletrônica emprega-se uma liga de chumbo com estanho, que tem
as características apresentadas na figura abaixo.

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ELETROMECÃNICA – LIVRO I

Conforme podemos ver pelo gráfico, a temperatura em
que essa mistura (ou “liga”) se funde depende da
proporção em que os dois metais são misturados.
A proporção próxima de 60 partes de estanho para 40 de
chumbo é a mais usada, porque ela permite obter uma
mistura conhecida como “eutética”.

Isso significa que com essa proporção, a liga passa
praticamente do estado sólido para o líquido sem
encontrar o estado intermediário (pastoso), que não é
muito conveniente. Além disso, é nesse ponto da sua
característica de temperatura que ela apresenta o menor ponto de fusão.

A solda utilizada nos trabalhos de eletrônica consiste, portanto, numa liga de
estanho com chumbo que, dependendo do tipo de trabalho a ser realizado, está na
proporção de 60/40, ou próximo disso.

Para facilitar os trabalhos de soldagem, essa solda é fornecida basicamente em
fios que contêm em seu interior uma resina limpadora que ajuda na aderência da
solda. Rolos, cartelinhas e mesmo tubinhos podem ser adquiridos contendo essa
solda, conforme vemo ao lado.

Em alguns casos, esse tipo de solda pode ser adquirido em barras como, por
exemplo, para serem usadas em banhos de solda, quando maior quantidade é
derretida num cadinho. Essa solda em barra, entretanto, é mais usada em
processos industriais de soldagem em massa.

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Para nós, que vamos fazer pequenas montagens, serviços de reparos etc., a
melhor solda é a que vem em fios de 0,8 a 1,2 mm de espessura e com proporção
de estanho-chumbo de 60/40. Esta solda é popularmente chamada de "60 por 40"
ou simplesmente “solda para rádio” ou “solda para transistores”.

O SOLDADOR

Para derreter a solda no local onde deverá ser feita a junção do terminal de um
componente com outro ou com uma placa de circuito impresso, é preciso aplicar
calor. Isso é conseguido por meio de uma ferramenta elétrica chamada ‘’ferro de
soldar’’ ou "soldador".

O tipo mais comum de soldador encontrado no mercado tem o aspecto mostrado
na abaixo.
Esse soldador pode aplicar mais ou menos calor num determinado local,
dependendo de sua potência que é medida em watts (W).

PONTA

ELEMENTO DE AQUECIMENTO

CABO

Entretanto, o melhor soldador não é o mais potente, pois se for aplicado muito calor
no local de uma soldagem, ele poderá se propagar até o componente e danificá-lo.
A maioria dos componentes resiste a um processo de aquecimento em uma
soldagem rápida, mas se for aplicado muito calor durante muito tempo ao
componente, ele poderá ser danificado.

ALICATE DE
PONTA
COMPONENTE
SOLDA

Na figura ao lado indicamos como
segurar (com um alicate) um
componente sensível ao fazer a
soldagem de modo a evitar que o
calor se propague até ele.

O melhor mesmo, todavia, é ter um
ferro apropriado com potência de
acordo com o trabalho que
fazemos e ter a capacidade de
soldar rapidamente para não
aplicar calor em excesso ao local.

SOLDADOR

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ELETROMECÃNICA – LIVRO I

Para os trabalhos de montagens com transistores e circuitos integrados, um
soldador de 20 a 30 watts é o mais recomendado. Se formos soldar fios mais
grossos ou terminais maiores, será interessante ter um segundo soldador para
isso, de 40 a 60 watts.

Os soldadores comuns demoram algum tempo para atingir a temperatura normal
de funcionamento, o que pode ser incômodo em determinados tipos de trabalho.

Um tipo de soldador de aquecimento instantâneo é a ‘’pistola de soldar’’ que é mostrada na foto ao
lado.

Quando apertamos o gatilho uma forte corrente é induzida no elemento da ponta da pistola,
aquecendo-a instantaneamente.

Apesar de ser eficiente, a pistola tem alguns inconvenientes: o primeiro refere-se ao fato da ponta
ser percorrida por uma corrente que pode ser perigosa para determinados tipos de componentes.
Assim, somente os profissionais com bom conhecimento do seu trabalho é que deverão usar esta
ferramenta para identificar quais componentes podem ser soldados com ela.

Os formatos das pontas dos ferros também variam, mas nos casos mais comuns as pontas retas e
as curvas são as mais empregadas.

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SOLDANDO COMPONENTES

De posse de um soldador e tendo solda disponível, será interessante que o leitor
saiba como soldar, devendo praticar um pouco antes de conseguir a soldagem
perfeita, e somente depois partir para as montagens de aparelhos.

Uma maneira interessante de praticar é retirando
componentes de algum aparelho velho e depois
soldando-os em numa ponte de terminais ou em uma
placa qualquer de circuito impresso, veja ao lado.

Os procedimentos para se fazer uma solda perfeita
são dados a seguir.

Preparação do Soldador

a) Aqueça bem o soldador deixando-o ligado por pelo
menos 10 minutos.

b) Se o soldador for novo, sua ponta deverá ser bem
limpa de modo que o metal brilhante apareça. Uma
lima (ou lixa) serve para essa finalidade.

c) Estanhe a ponta do soldador. Se ela não estiver
“molhada” com solda, o que sucede num soldador que
já foi usado, quando o soldador estiver quente encoste
um pouco de solda de modo que ela se funda. Essa
solda irá “molhar” ou “estanhar” a ponta do ferro no
local de uso, formando uma região brilhante de metal
fundido, conforme mostra a foto ao lado.

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A Solda

a) Se os terminais de componentes, fios ou locais de soldagem estiverem sujos ou
oxidados, será preciso limpá-los para que a solda possa aderir.
Para isso use uma lâmina afiada (canivete, por exemplo), uma lixa fina ou mesmo
uma lima. Remova toda a sujeira deixando aparecer o metal brilhante no local em
que deve ser feita a soldagem.

b) Aqueça o local em que deve ser feita a soldagem,
encostando ali a ponta do soldador e imediatamente
encoste a solda nos terminais ou nos locais de solda
(não encoste na ponta do ferro). Se o local estiver
aquecido, a solda derreterá e envolverá os
componentes que devem ser soldados, observe a foto
ao lado.
Evite usar fluidos ou ácidos, pois os vapores gerados
por essas substâncias podem atacar o próprio terminal
do componente e outros componentes do aparelho
causando corrosão. A solda será melhor, mas a vida
útil da conexão ficará comprometida pela corrosão que
pode ter início no momento da soldagem.

c) Derretendo quantidade suficiente de solda
para envolver os elementos que devem ser
soldados, afaste o soldador mantendo as
peças firmes em sua posição até que a solda
esfrie. Para endurecer completamente, o
tempo necessário deverá ser da ordem de 5
a 10 segundos, dependendo do tamanho da
junção.
A junção perfeita (solda boa) deve ficar lisa,
brilhante, e envolver todo o local de junção
dos componentes, conforme ilustrado ao
lado. Na mesma figura temos exemplos de
soldas imperfeitas.

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d) Se o local não for aquecido suficientemente, a solda
poderá “empedrar” dando origem a maus contatos, ou
seja, o componente não tem a aderência da solda e
acabará por ficar solto, de acordo com a foto ao lado.
Uma solda desse tipo é denominada popularmente de
“solda fria” e deve ser evitada de qualquer maneira.
Devem ser evitados também espalhamentos de solda
que possam provocar curto-circuitos entre os terminais
de componentes ou trilhas de uma placa de circuito
impresso.

e) Feita a soldagem de todos os componentes de uma montagem, pode-se
proteger a placa de circuito impresso com uma camada de verniz incolor.
Para outros tipos de montagens e/ou reparação, é conveniente verificar se os
componentes soldados estão realmente firmes e se não houve “pingamento” de
solda capaz de provocar curtos em outros componentes do aparelho.
Se tudo estiver bem feito, o leitor terá garantido um bom funcionamento de seu
aparelho, no que depender da soldagem

DESOLDAGEM

Tão importantes quanto as ferramentas de soldagem, são as de dessoldagem.
Pode ser necessário num determinado momento que uma solda precise ser
desfeita. Para isso existem sugadores que sugam a solda derretida do terminal de
um componente e ainda fitas de materiais que “absorvem” a solda dos terminais de
um componente quando ela é derretida, de forma que ele possa ser retirado com
facilidade.

Pratex

Uma outra forma de se dar um bom acabamento a uma placa
protegendo-a contra a corrosão, é aplicando Pratex. Trata-se de
uma solução de iodeto de prata que, pincelada na parte cobreada,
reage liberando uma finíssima camada de prata que se deposita.
A prata sofre menor ação do ar (oxigênio) e, por isso, protege a
placa contra a corrosão dando-lhe um aspecto prateado.

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