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Direito Internacional

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O Direito Internacional cuidou exclusiva ou primordialmente das relações soberanas entre Estados, o que contribuiu para uma certa

solenidade da matéria, outrora de uso prático cingido às chancelarias e demais repartições diplomáticas, o que limitou no passado seu interesse a grupos arcanos. Esta situação não mais prevalece nos dias de hoje e, por conseguinte, o conhecimento dos fundamentos de Direito Internacional passou a ser indispensável não só para o mundo jurídico, como também das relações comerciais e bem assim para todos os que desejam ou precisam compreender o arcabouço da evolução econômica e social dos povos. Dentro da perspectiva contemporânea, pode-se conceituar o Direito Internacional como o sistema de regras e princípios supranacionais que regulam a relação dos Estados soberanos entre si, bem como a de seus nacionais com terceiros Estados. Originalmente, o chamado Direito Internacional Clássico tinha uma natureza mais flexível e menos adversarial, pela falta de um mecanismo eficaz de resolução de disputas. Assim, alguns estudiosos, no passado, questionaram a mera existência do Direito Internacional pela alegada falta de exeqüibilidade de suas normas, ao contrário do que se verifica no Direito Interno. Esta visão não se sustenta no mundo de hoje, muito embora ainda estejamos longe da perfeição. Normas de Direito Internacional são exeqüíveis nos mais diversos foros internacionais. Por exemplo, de acordo com a Carta da Organização das Nações Unidas - ONU, o Conselho de Segurança pode determinar ação contra um Estado quando ele representa uma ameaça à paz ou comete um ato de agressão ou de violação da paz, como ocorreu com o Iraque. Na área do Comércio Internacional, uma violação a uma decisão do sistema de resolução de disputas da OMC dá automaticamente ao Estado prejudicado o direito de impor sanções compensatórias contra o Estado julgado culpado.

22/02/2010
O que se obriga a cumprir um direito cuja punição não se aplica? O comportamento ético. A ética dos relacionamentos conduz a aceitação da inaplicabilidade de sanções no direito internacional. O Direito Internacional surge na necessidade humana e suas relações comerciais ou bélicas. Ele se fez necessário para regular relações dos grupamentos humanos. A partir do Tratado de Viena (fim da era Napoleônica) os tratados passaram a ser mais utilizados. Embora os costumes ainda valessem, o DI passa a ser positivado com mais regularidade. Com a 1ª Guerra há um envolvimento global num conflito armado, com nações de todos os continentes.

Em 1919, após o fim da guerra há a criação da Liga das Nações, onde os estados se comprometem a considerar a guerra como último recurso para solução de um conflito entre eles. Junto com a Liga das Nações cria-se o Tribunal Permanente de Justiça Internacional. Em 1939 inicia a II Guerra Mundial, rompendo o pacto da Ligas das Nações. Ao final da Guerra, extingue-se a Liga das Nações e cria-se a Organização das Nações Unidas (ONU). Seu tratado de criação torna a guerra “ilegal” (exceto para luta de independência e legitima defesa do território). Foi criada a Corte Internacional de Justiça (substituindo o Tribunal Permanente, mas com o mesmo escopo).

(**)Fontes do Direito Internacional
– art. 38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça:
(Artigo 38 - 1. A Corte, cuja função é decidir em conformidade com o direito internacional as controvérsias que lhe forem submetidas,aplicará: a. As convenções internacionais, quer gerais, quer especiais, que estabeleçam regras expressamente reconhecidas pelos Estados litigantes; b. O costume internacional, como prova de uma prática geral aceite como direito; c. Os princípios gerais de direito, reconhecidos pelas nações civilizadas; d. Com ressalva das disposições do artigo 59, as decisões judiciais e a doutrina dos publicistas mais qualificados das diferentes nações, como meio auxiliar para a determinação das regras de direito. 2. A presente disposição não prejudicará a faculdade da Corte de decidir uma questão ex aequo et bono, se as partes assim convierem.)

Os tratados, o costume internacional, os princípios gerais de direito, a jurisprudência, a doutrina e a equidade). O Direito Internacional não aplica nessa ordem, pois não há hierarquia entre as fontes. Outras fontes são: atos unilateriais, decisões das organizações internacionais, IUS COGENS e SOFT LAW. Essas fontes não se encontram no art. 38, contudo a doutrina reconhece esse conjunto. i) Costume Internacional – considerado por alguns autores como a mais importante fonte do DI, pois é aquela no qual ele se fundamenta. É a prática geral aceita como se fosse direito. ii) Princípios gerais – deduções lógicas, resultantes do raciocínio humano que são lógicos por si só. Dois princípios que fazem o DI funcionar : (a) boa fé (confiança) , e (b) PACTA SUNT SERVANDA (“os acordos devem ser cumpridos”) Elementos básicos que formam o DI:
- OPINIO IURIS (fazer o certo); - Boa fé = confiança

- PACTA SUNT SERVANDA (“os acordos devem ser cumpridos”) - Soberania

a) RES IN ALIOS (“coisa alheia”) – não interferência de um país nos assuntos do outro – princípio da não interferência. b) NEMO PLUS IURIS – não se pode dar o que não é seu. c) LEX POSTERIOR DEROGAT PRIORI – se há duas regras que entrem em conflito, vale a mais nova.

I. Normas Internacionais I.3.1 Fundamento de Validade dos Princípios Gerais É, sobre o consentimento dos Estados que repousa a validade dos princípios gerais enquanto normas jurídicas. Portanto, o fundamento de validade dos Princípios Gerais não difere daquele sobre o qual assentam os Tratados e o Costume [7]. I.4 Atos Unilaterais Importante mencionar, que o Estatuto da Corte de Haia não menciona em seu artigo 38 os atos unilaterais entre as fontes possíveis de Direito Internacional. No entanto, como destaca ( REZEK, 2000 ), todo Estado, pode eventualmente produzir ato unilateral de natureza normativa. Nesta categoria, inscrevem-se os diplomas legais que se promulgam no interior das diversas ordens legais, que mesmo não interessando ao Direito Internacional, pode casualmente voltar-se para o exterior, habilitando-se como fonte do Direito Internacional, na medida em que possa ser invocado por outros Estados com algum pretexto qualquer. Neste passo, exemplificam-se as leis ou decretos utilizados pelos Estados para determinar a extensão de seu mar territorial, o regime de seus portos, a franquia de suas águas interiores à navegação estrangeira[8]. I.5 Decisões das Organizações Internacionais Novamente, de se mencionar, que o Estatuto da Corte de Haia não menciona em seu artigo 38 as Decisões das Organizações Internacionais entre as fontes possíveis de Direito Internacional.

As resoluções, recomendações, declarações, diretrizes, são normalmente os títulos que qualificam as Decisões das Organizações Internacionais. Neste passo, dentro das organizações, certo órgão no uso de sua competência, delibera sobre determinada controvérsia, sendo a eficácia legal desse produto medida à luz do sistema constitucional das organizações. Assim, a obrigatoriedade ao cumprimento de tais decisões repousa sobre o consentimento, anterior, ou seja, aquele externado à hora de se ditarem em comum as regras do jogo organizacional. Para ( MELLO, 1997 ), não há como negar o caráter de fonte das decisões das Organizações Internacionais. Para o autor, negar que estas decisões sejam fontes do Direito Internacional é não reconhecer o processo de integração da sociedade internacional[9]. I.6 Jurisprudência e Doutrina Primeiramente, é de se destacar que enquanto instrumentos de boa interpretação da norma jurídica, a jurisprudência e a doutrina têm, no plano internacional, importância maior que no direito nacional de qualquer Estado. Em continuidade, a utilidade instrumental da jurisprudência e da doutrina advém das imperfeições do direito, que se fosse exato e unívoco, no tocante às suas normas jurídicas, não necessitaria de todo o esforço hermenêutico apoiado nas lições doutrinárias ou nas decisões dos tribunais. Em prosseguimento, as decisões judiciárias referidas pelo Estatuto da Corte de Haia, são as componentes da jurisprudência internacional [10]. Isto significa, o conjunto das decisões arbitrais e judiciárias, e ainda, os pareceres proferidos pela Corte de Haia [11]. A seu turno, a Corte de Haia, concedeu à Doutrina, a qualidade de meio auxiliar para a determinação das regras de direito [12]. Neste sentido, a doutrina dos publicistas mais qualificados das diferentes nações, observada a característica do consenso doutrinário para a qualificação de segurança nos domínios de interpretação de uma regra convencional. I.7 Analogia e Eqüidade A analogia e a eqüidade, são meios para enfrentar a inexistência da norma, ou a evidente falta de préstimo para proporcionar ao caso concreto um desfecho justo. Ainda, comporta dizer que são métodos de raciocínio jurídico.

A seu turno, o uso da analogia, consiste em fazer valer, para determinada situação, a norma jurídica concebida para aplicar-se a uma situação semelhante, na falta de regramento que se ajuste ao exato contorno do caso posto ante o intérprete [13]. Por sua vez, a eqüidade, pode operar tanto na hipótese de insuficiência da norma de Direito positivo aplicável quanto naquela em que a norma, embora bastante, traz ao caso concreto uma solução inaceitável pelo senso de justiça do intérprete. Assim, decide-se à luz de normas outras que preencham o vazio eventual, ou que tomem o lugar da regra estimada iníqua ante a singularidade da espécie [14]. Importante, a lembrança de que a Corte de Haia não poderá decidir à luz da eqüidade sem a autorização das partes. Portanto, sendo imprópria a norma ou faltante esta para aplicar ao caso, só poderá a Corte recorrer à eqüidade com a aquiescência das partes [15]. FREIRE E ALMEIDA, D. As normas internacionais do artigo 38 da corte de haia. USA: Lawinter.com, Março, 2005. Disponível em: < www.lawinter.com/62005dfalawinter.htm >.

08/03/2010

Tratados Internacionais
i) Conceito : é um acordo formal (concordância de vontades) entre pessoas de direito internacional, com base no Direito Internacional, destinado a produzir efeitos entre as partes. ii) A Convenção de Viena sobre os Tratados, conceitua-o como o "Acordo Internacional celebrado por escrito (acordo formal) entre Estados e regido pelo Direito Internacional, constante de um instrumento único ou de dois ou mais instrumentos conexos qualquer que seja sua denominação particular" (art. 2º, I, alínea "a").

iii) A forma escrita é essencial ao tratado internacional, pois se materializa em documento, segundo o modelo da Convenção de Havana, de 1928 e de Viena de 1969. O sistema de registro e publicidade imposto pela Sociedade das Nações e seguido pelas Nações Unidas, exige a forma documental. iv) As partes ou sujeitos, em todo tratado, são necessariamente pessoas jurídicas de Direito Internacional Público: os Estados soberanos, aos quais se equipara, a Santa Sé, e as organizações internacionais. v) É irrelevante a nomenclatura dos acordos internacionais. Eis as variantes terminológicas de tratado em português: acordo, ajuste, arranjo, ata, ato, carta, código, compromisso, constituição, contrato, convenção, convênio, declaração, estatuto, memorando, pacto, protocolo e regulamento. vi) Podem ser classificados os tratados sob o aspecto formal: número de partes e procedimento; e sob o aspecto material: natureza das normas, sua execução no tempo e sua execução no espaço. vii) Número de partes. Bilateral é o tratado, firmado entre duas partes, e multilateral, plurilateral ou coletivo o que conta com mais pactuantes.

viii) Quanto a sua natureza: Tratado-Lei tem por fim determinam normas gerais de direito internacional e são considerados lei por seus signatários. Enquanto que os tratados contratos destinam-se a regular interesses recíprocos de Estados e resultam em concessões mútuas ou antes de uma troca de vontades. ix) Em relação aos sujeitos que podem figurar nos tratados estes se classificam em: a) fechados, quando não permitem adesão de outros sujeitos além dos contratantes. Consoante o art. 9º; § 1º, da Convenção de Viena, o tratado fechado considera-se adotado ao ser aposta a assinatura dos Estados pactuantes; b) tratados abertos à adesão são aqueles em que além dos contratantes originais outros Estados podem passar a participar. Os tratados abertos exigem para sua aprovação maioria de 2/3 dos Estados presentes salvo se houver expressa deliberação em contrário (Convenção de Viena art. 9º, § 2º).
x) Quanto à execução no tempo, há tratados que criam uma relação jurídica: a) estática, vinculando as partes de modo definitivo, como os referentes aos limites, à cessão de território;

b) dinâmica, por prazo determinado ou indeterminado, tais como os pertinentes ao comércio. xi) Execução no Espaço. Refere-se o art. 29 da Convenção de

Viena: "Aplicação territorial dos tratados. A menos que uma intenção diferente resulte do tratado ou seja de outro modo estabelecida (Parcial – quando se exclui uma parte do território no caso de Fernando de Noronha), um tratado obriga cada uma das partes em relação a todo o seu território" (Total).

EXCESSÂO

No direito internacional, existe a situação do gentlemen´s Agreement onde não consiste um compromisso entre Estados, mas um pacto pessoal entre estadistas, fundado sobre a honra, e condicionado, no tempo, à permanência de seus atores no poder. Geralmente utilizado para expressar uma opinião sobre determinado assunto entre os Estados, como também para formalizar compromissos. O gentlemen´s agreement não é um tratado pela razão elementar de que os contratantes não são sujeitos de direito internacional. Não são Estados soberanos. São pessoas humanas, investidas em cargos de mando ou seja chefes de Estado, chefes de governo e ministros de relações exteriores. A boa essência do gentlemen´s agreement é não haver vinculo jurídico para os Estados em causa, mas um bem definido compromisso moral, a operar enquanto esses Estados se encontrem sob o governo dos dignitários responsáveis pela manifestação conjunta.
Chefe de Estado ou Chefe de Governo podem fazer esse acordo.

i)

Caso dos dentistas brasileiros

15/03/2010
O Trâmite dos Tratados Se processa em dois ambientes: externo e interno. Para que ele exista as esferas deverão ser atendidas. Os trâmites são diferenciados em cada País. Inicia-se pelo diagnóstico do problema a ser tratado.

Âmbito Internacional Negociação

Âmbito Nacional (Brasileiro)
Negociação – Poder Executivo : Carta de Plenos Poderes – Embaixador – chefe do estado não precisa da carta pois tem poder nato. Carta de credenciamento é o documento que designa delegação para participar em encontros e conferências internacionais, geralmente autorizando o chefe da delegação a assinar a ata final. O documento em questão, é assinado pelo Ministro das Relações Exteriores. Exige-se a Carta de Plenos Poderes para a assinatura de Convenções durante conferência internacional. A assinatura é uma fase necessária da processualística dos atos internacionais, pois é com ela que se encerram as negociações e se expressa o consentimento de cada parte contratante. A Constituição Federal estipula que é competente para celebrar atos internacionais em nome do Governo brasileiro o Presidente da República (Art. 84, VIII) (competência originária). Ao Ministro de Estado das Relações Exteriores cabe "auxiliar o Presidente da República na formulação da política exterior do Brasil, assegurar sua execução e manter relações com Estados estrangeiros, organismos e organizações internacionais" (conforme estabelece o Decreto nº 2.246, de 6 de junho de 1997, que aprova a estrutura regimental do MRE) (competência derivada). Qualquer autoridade pode assinar um ato internacional, desde que possua Carta de Plenos Poderes, firmada pelo Presidente da República e referendada pelo Ministro das Relações Exteriores. Segundo o artigo 7º da Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, a adoção ou autenticação de texto de tratado, bem como a expressão de consentimento em obrigar-se pelo mesmo, deve ser efetuada por pessoa detentora de plenos poderes. Exclui-se de tal regra para os tratados em geral, os Chefes de Estado, Chefes de Governo (por competência constitucional) e os Ministros das Relações Exteriores (por competência legal). Portanto, a capacidade de outros Ministros ou qualquer outra autoridade assinarem atos internacionais deriva de plenos poderes específicos para cada caso dada pelo Presidente da República. A única exceção à regra geral da obrigatória apresentação dos plenos poderes é a que se refere aos atos bilaterais ou multilaterais firmados pelos Embaixadores acreditados, por o serem como "extraordinário e plenipotenciário". Art 49 – inciso I da CF 1988 - Em regra, todos os atos bilaterais ou multilaterais estão sujeitos, por determinação constitucional, à aprovação pelo Congresso Nacional. Prepara-se uma Exposição de Motivos, na qual o Ministro das Relações Exteriores explica as razões que levaram à assinatura daquele instrumento e solicita que o Presidente da República, por uma Mensagem, o submeta ao Congresso Nacional. Caso não haja texto original em português, no caso de atos multilaterais, a tradução do texto é obrigatória. Aprovada a exposição de motivos e assinada a mensagem ao Congresso pelo Presidente da República, o ato internacional é encaminhado para exame e aprovação, sucessivamente, pela Câmara

Assinatura

Submissão ao Congresso Nacional – Confirmação ou Referendo

dos Deputados e pelo Senado Federal. Antes de ser levado aos respectivos Plenários, o instrumento é avaliado, em ambas as Casas, pelas Comissões de Constituição e Justiça e de Relações Exteriores e por outras Comissões interessadas na matéria. É admissível a inclusão de reservas, ou ressalvas, por parte do Congresso, fazendo por documento em separado. Pode ocorrer em dois casos: se for possível pelo texto original, ou se a reserva não recair sobre ponto fundamental para o Tratado. A aprovação congressual é materializada por Decreto Legislativo, assinado pelo Presidente do Senado, publicado no Diário Oficial da União, autorizando o Poder Executivo a entrar no tratado. validade e executoriedade do ato internacional no ordenamento interno brasileiro dá-se através de sua promulgação. Publicado o Decreto Legislativo que aprovou o ato internacional, cabe ao Executivo promulgá-lo, por decreto assinado pelo Presidente da República e referendado pelo Ministro das Relações Exteriores. Esse decreto é acompanhado de cópia do texto e publicado no Diário Oficial da União. O ato internacional que dispensou a aprovação congressual, é objeto apenas de publicação. Sendo a promulgação um ato de direito interno, sua ocorrência não se confunde com a entrada em vigor do acordo, que se dá no plano do Direito Internacional Público. Procede-se então a sua ratificação ou confirmação, junto à(s) outra(s) Parte(s) Contratante(s), do desejo brasileiro de obrigar-se por aquele documento. A ratificação é, portanto, o processo pelo qual os atos são postos em vigor internacionalmente. Nos processos bilaterais, a ratificação pode ser feita por troca de notas, podendo o ato entrar em vigor, conforme determine seu texto, na data de recebimento da segunda nota ou num prazo estipulado após essa data. Pode-se ainda efetivar a ratificação por troca de instrumentos de ratificação, o que se faz com certa solenidade, mediante a lavratura de uma Ata. Os atos multilaterais são ratificados por meio do depósito da Carta de Ratificação junto ao país ou órgão multilateral depositário. Este se incumbe de notificar o fato aos demais signatários. A entrada em vigor internacional do ato multilateral dependerá do cumprimento de certos requisitos que se estipulam em seu próprio texto, em geral a soma de um certo número de ratificações. Assim como as cartas de plenos poderes, as cartas (ou instrumentos) de ratificação são firmadas pelo Presidente da República e referendadas pelo Ministro de Estado das Relações Exteriores. O atos multilaterais são ratificados por meio do depósito da Carta de Ratificação junto ao país ou órgão multilateral depositário. Este se incumbe de notificar o fato aos demais signatários. A entrada em vigor internacional do ato multilateral dependerá do cumprimento de certos requisitos que se estipulam em seu próprio texto, em geral a soma de um certo número de ratificações. Assim como as cartas de plenos poderes, as cartas (ou instrumentos) de ratificação são firmadas pelo Presidente da República e referendadas pelo Ministro de Estado das Relações Exteriores.

Promulgação –

ingressa como norma infraconstitucional (exceto – art 5º - § 3º Tratado de Direitos Humanos – que ingressa como emenda constitucional).

Ratificação (art 84 – inciso VIII – CF 1988)

Depósito

Registro

os termos do artigo 102 da Carta das Nações Unidas, os atos internacionais bilaterais celebrados pelo Brasil, após entrarem em vigor, são encaminhados pela Divisão de Atos Internacionais à Missão do Brasil junto às Nações Unidas em Nova York para serem registrados junto ao Secretariado das Nações Unidas. Quanto aos atos multilaterais, conforme já indicado, cabe ao depositário a responsabilidade do registro nas Nações Unidas. O registro se dá para evitar tratados secretos, e para que possam ser cobrados internacionalmente.

Publicação

A ONU publica no Boletim Internacional – o tratado adquire publicidade e pode ser reclamado.

21/03/2010

Matéria de Prova : unidade I Data: 29/3 Material de Apoio : Tratado de Viena, Convenção da ONU, Estatuto da Corte Internacional de Justiça; Constituição Federal 1988.

Os Efeitos Jurídicos dos Tratados - Princípio “Res in alio” – os tratados somente poderão tratar de matérias pertinentes a cada um; - Princípios “Nemo Plus Iuris” – ninguém pode contratar sobre algo que não possui. Contudo, existem algumas situações em que os objetos convencionados que possuem esfera externa às partes contratantes. i) Efeito Difuso : ultrapassa as partes interessadas e se extende por toda comunidade internacional. Ex.: tratado de fronteira; tratado de meio ambiente e tratados relativos a direitos humanos.
ii) Efeito Aparente :

atinge diretamente um outro pais não signatário do acordo - tratados

comerciais (com cláusula de nação mais favorecida – concede benefício a um terceiro em virtude de clausula de acordo feito).
iii) Geração de Direito para Terceiros : qdo um tratado gera um

direito para quem não é parte dele. É observado nos tratados “abertos” (permitem adesão) – Mercosul, Tratado da Antártida (embora aberto não autoriza permissão); iv) Geração Obrigação para Terceiros: o tratado prevê obrigação para um terceiro País. A princípio não tem recepção, logo sua possibilidade deve ser negociada previamente. Ex.: Tratado de País Depositário.

NULIDADE DOS TRATADOS i) Erro de pessoa: qdo a pessoa credenciada não possui os poderes necessários para formalizar. ii) Erro de Objeto: qdo o tema pactuado é impossível de se realizar. iii) Corrupção sobre o negociador
iv) Coação sobre o Estado : se um Estado for obrigado a entrar no

tratado. (ex.: tratado de paz)

EXTINÇÃO DOS TRATADOS i) Ab-rogação : todas as partes se juntam para declarar a finalidade de tratado. ii) Denúncia: qdo uma das partes informa às outras de que não será mais parte do tratado. Deve endereçar carta ao Depositário do tratado. iii) Violação: qdo o tratado é descumprido. iv) Adinplemento : qdo se completam todos os itens do acordo – cumprido definitivamente.

JURISPRUDÊNCIA

= São as decisões dos tribunais internacionais. Contudo as decisões das cortes constitucionais dos Estados são aceitos. Segundo José Francisco Rezek a jurisprudência internacional “é o conjunto das decisões arbitrais que tem proferido, há séculos, nos deslinde de controvérsias entre os Estados; e ainda o conjunto das decisões judiciarias proferidas, com igual propósito, nos últimos anos. DOUTRINA É a teoria do Direito. É a teoria dos internacionalistas. A doutrina dos juristas de escola contribui para o reconhecimento das regras de Direito Internacional Público. Os autores de renome dão notícia dos costumes e usos das nações mais adiantadas do mundo, o que torna a pesquisa em suas obras uma obrigação para os estudiosos e para os próprios tribunais. É Brierly quem assegura: "Os tribunais não procuram nessas obras as especulações dos autores sobre o direito que deveria ser, mas a prova digna de confiança do direito que realmente é". E prossegue, mais adiante: "a doutrina pode ajudar a criar uma corrente de opinião que influencie o comportamento dos Estados, vindo assim a contribuir indiretamente para modificar o direito existente. A probabilidade de que têm as especulações de um autor de exercer esta influência activa depende principalmente de seu prestígio e da capacidade de persuasão com que apresenta os argumentos". EQUIDADE Pode, ainda, a Corte decidir uma questão ex aequo et bono se as partes com isso concordarem. É a decisão por equidade (só entre as partes), mas só com a concordância das partes. OUTRAS FONTES - Atos Unilaterais: ato unilateral é o ato por meio do qual um sujeito de direito internacional aceita uma determinada situação de fato e de direito e, eventualmente, declara considerá-la legítima. Como ato unilateral podemos definir como a manifestação de vontade de um sujeito de direito suficiente para produzir efeitos jurídicos na ordem internacional, que deverão por sua vez ter um objeto lícito e possível, além de não conter vícios de consentimento. Não poderão ferir a moral internacional nem a norma imperativa do Direito Internacional (Jus Cogens). Geralmente surgem naqueles espaços não regulamentados pelo direito. Quem pode formular Atos Unilaterais são os Estados e as Organizações Internacionais, Ex.: Brasil - 1866 -

Promulgação de Decreto Imperial por D. Pedro II – abertura das águas do Rio Amazonas para navegação internacional. - Decisões de Organizações Internacionais: quanto às resoluções das organizações internacionais, estas são normas originadas nas Organizações Internacionais e se tornam obrigatórias para os Estados membros independentemente de qualquer ratificação por sua parte. Trata-se de verdadeira “lei internacional” e se manifesta em vários seguimentos da vida internacional. Não há uma obrigatoriedade em sua observação, exceto se o tratado de constituição prevê dispositivo específico. - IUS COGENS (Direito Imperativo) – direito impositivo, que não pode ser derrogado nem pela soberania dos Estados. São baseados em princípios. Os direitos humanos são considerados imperativos. - SOFT LAW – (Direito Flexível) – sua flexibilidade vem da possibilidade de diversas normas que o constituem, e mesmo se não cumprida não cria impacto sobre sua não observância. Viena 2.I.A - 53, ONU 102 – CF art 5º §3§4 / 49-I/ 84-VIII

(*) Sobre a possibilidade de conflito entre a legislação interna e o tratado internacional, a Doutrina trata como: a) Teoria Dualista – existem 2 direitos (nacional e internacional) com suas respectivas restrições territoriais. Os Direitos correm paralelamente sem conflito. b) Teoria Monista : o Direito é único e não importa onde ele se manifesta. Trata sob duas óticas, e a solução deverá estar prevista em Lei. No Brasil aplicam-se os dois princípios a partir daquele que for mais benéfico. - prevalece o direito internacional: Esta doutrina (assim como a seguinte, do
monismo com supremacia do direito interno), formulada por Hans Kelsen, Alfred Verdross, Léon Duguit e outros, não acata a existência de duas ordens jurídicas independentes, afirmando haver apenas uma única ordem jurídica, na qual o DI é considerado superior ao direito interno. Baseando-se na pirâmide normativa kelseniana, os proponentes entendem que a norma fundamental (no vértice da pirâmide) seria uma regra de DI, pacta sunt servanda, da qual derivariam sua validade as demais. Segundo os defensores desta teoria, não seria possível o conflito entre o DI e o direito interno, pois prevaleceria a norma hierarquicamente superior (no caso, o DI).

- prevalece o direito nacional : Com raízes no hegelianismo, esta teoria
entende que o Estado é dotado de soberania absoluta e que, portanto, somente se sujeita a um sistema jurídico que emane de si próprio. O DI derivaria sua obrigatoriedade do direito interno, e o fundamento daquele seria apenas a autolimitação do Estado. Tal como no caso anterior, esta teoria enxerga a existência de uma única ordem jurídica, mas identifica-a com a interna - o DI seria simplesmente a continuação do direito interno, aplicado às relações exteriores do Estado. Esposaram esta doutrina Georg Jellinek,Georges Burdeau e os juristas soviéticos.

No Brasil aplica-se o princípio Lex Posterior Derogat Priori. Como é prerrogativa do Congresso a aprovação dos textos legais, conclui-se que qdo é aprovado uma proposta de lei ou acordo, o Congresso deseja que o diploma anterior não é mais desejado.

29/03/2010

UNIDADE II

Personalidade Jurídica Internacional - Estados e Organizações Internacionais (pessoas clássicas) Soberania -

- Empresas Multinacionais, ONG´s e os indivíduos (pessoas modernas) – Sem soberania e submetidos a alguma competência.

- O Estado
i) Competências :

(I)

Geral  administrativa

 poder de

sanção Legislativa Judicial uso legítimo da força

(II) Exclusiva : não compartilha suas competências ii) Território – local delimitado onde o Estado exerce suas competências.

- área terrestre, águas interiores, subsolo, espaço aéreo e mar territorial (12 milhas marítimas). - o Estado adquire território: a) Terra Nullius (território “de ninguém”) – nova faixa de terra descoberta b) Terra Derelicta (abandono) c) Debellatio – conquista armada d) CESSIO – transmissão de propriedade por meio pacífico. Pode ser onerosa (por meio de pagamento) ou gratuita.

Limites do Território Dentro do território o Estado exerce sua competência territorial, sobre tudo e todos. Os limites podem ser: a) Artificial – criado por meio de acordo qual o limites entre os Estados – linhas imaginárias – costumas ser as linhas geodésicas.
b) Naturais – (i) FLUMINA – rios : (a) AEQUI DISTANTIA (distâncias

iguais) ou (b) LINEA IMORUM (onde o rio é mais fundo) (ii) IUGORUM – montanha – (i) LINEA SUMMORUM – fronteira no ponto mais alto ou – (ii) DIVORTIUM AQUARUM – divórcio das águas - após cair faz uma marcação onde se divide. Usado nas pequenas ondulações.

A POPULAÇÃO

ESTADO População→conjunto de indivíduos que se encontra no território de um Estado, não importa sua nacionalidade, pois todos estão sujeitos às Leis daquele Estado

População para o Direito Internacional inclui a população nacional e estrangeira. Competência territorial se dá sobre a população tudo e todos que estão naquele Estado, estão sujeitos à Lei dele. Comunidade Nacional é o conjunto de indivíduos que possuem a nacionalidade do Estado→ chamado de competência pessoal do Estado. Todo Estado deve proteção aos seus nacionais que se encontra no exterior. Nacionalidade→ É o vínculo jurídico do individuo com o Estado, que gera direito e deveres. Cada pais tem a sua regra para adquirir a nacionalidade.
1) → IUS SOLI = (Direito do solo)→é quando o individuo adquire a

nacionalidade de acordo com o território que nasce. 2) → IUS SANGUINIS = (Direito do Sangue)→ o individuo adquiri a nacionalidade a parti da nacionalidade dos seus ascendentes. 3) →Polipátrias→ individuo com mais de uma nacionalidade
4) →Apátridas→ indivíduos que não tem nacionalidade nenhuma.

Quem protege os apátridas? a ONU tentou pedir a nacionalidade para eles por meio do IUS SOLI, mas os Estados se recusaram. População Nacionais Estrangeiros Direitos Humanos Estrangeiros tem 3 tipos de Direito: Humanos→ São os básicos; vida, geralmente respeitados pelos Estados. liberdade, segurança, são

Civil→Direito de participar da própria sociedade, compra e venda, adoção, casamento... o Direito civil de trabalhar não é consentido muitas vezes pelo Estado

Políticos→ É caso ser concedidos aos estrangeiros. Direito de participar da vida do Estado. Exclusão do estrangeiro Deportação →expunção do estrangeiro cuja entrada foi ilegal ou a estada se torna ilegal→ a deportação permite a legalização. E ato soberano em que o País da se quiser. Expunção→se basea em fundamentos objetivos onde o estrangeiro se torna inconveniente para o país.→não permite o retorno e se dá por meio de um processo administrativo pelo Ministério da Justiça, que será publicado em Diário Oficial, que pode ser revogado. E ato soberano em que o País da se quiser. Extradição→ela é um processo judicial no STF, o individuo perde a liberdade fica presa, é onde o Estado através da justiça é manda que seja entregue a justiça de outro país. Para que haja a extradição tem que haver um tratado de extradição, que são raros e são feitos com país que eles confiam muito. →Quando não existe um tratado pode ser substituído por um acordo de reciprocidade. (reciprocidade e quando um país troca um foragido por outro)→ mas existe uma analise do processo perante a justiça do país daqui para a justiça do país do foragido desde que os procedimentos estejam dentro da Lei do país solicitante. → a Justiça Brasileira não pratica a extradição disfarçada é quando não se pode legalmente extraditado, mas o Estado expulsa ou deporta. Nenhum Estado é obrigado a aceitar um estrangeiro em seu território Todo o Estado tem o direito de permitir a permanência dos seus nacionais em seu território. O Direito internacional não aceita a expunção de um nacional. Exílio, á própria pessoa decide sair do seu Estado Impedimento de ingresso: se dá nas fronteiras terrestres.

12/04/2010

Direitos Humanos sob ótica do DI
-Teoria Histórica: nascem quando alguém percebe que pode ser diferente do desígnio do estado. -Teoria Religiosa: teriam nascido com a reforma protestante de Lutero. - Teoria Política : surgem qdo existe uma movimentação popular coletiva. -Teoria Jusnaturalista : sempre existiu e não precisa ser concedido pelo Estado. Inerente a vida.  Declaração Universal dos Direitos Humanos – 1948 – Carta de São Francisco – onde estão constantes as gerações de Direitos Humanos (dimensões de DH).
A Carta de São Francisco sucede, como marco histórico dessa evolução, pelo fato de ter sido também uma tentativa de constitucionalização do direito internacional. Nela foi incluído – ao contrário do que se diz em alguns manuais – o indivíduo entre os sujeitos do direito internacional. O indivíduo aparece sob duplo enfoque – o de objeto de uma declaração que lhe reconhece direitos, e o de sujeito dos direitos -, que caberia a todos, em especial aos Estados Unidos, assegurar na nova organização. Ao introduzir uma declaração, realmente universal – pelo alcance e pela amplitude – dos direitos do Homem, o ser humano passou a tê-los reconhecidos oficial e formalmente, e a ter o foro no qual a defesa desses direitos passaria a ser assegurada. Não mais como ação do suserano-soberano protegendo o seu súdito – como ocorria antes – mas, sim, de toda a humanidade, atuando em defesa de um semelhante. Daí a proteção dos direitos humanos passa a ser um dever de todos os Estados, e reconhece-se a existência dos crimes contra a humanidade e o dever de respeitar os direitos humanos.

1ª Geração: direitos fundamentais ou individuais (vida, liberdade, segurança) 2ª Geração: direitos sociais coletivos (saúde, educação, previdência, trabalho, cultura). 3ª Geração : direito a paz e meio ambiente sadio. 4ª Geração : direito ao progresso da ciência 5ª Geração : direito ao código genético pessoal (**) como levar um caso a Corte Interamericana de Direitos Humanos: qdo todas as instâncias internas da justiça forem negadas a aceitação. A Comissão de Direitos Humanos irá receber o caso e

julgará a pertinência da causa. O Brasil, a princípio, acata, pela Constituição, todas as decisões da corte. - Filme : Rambo III - observar: - território - população: nacionais, estrangeiros e direitos humanos - soberania

27/04/2010
Unidade 3 – Para prova do 2º Bimestre – discernimento é diferente do que é. OBS. O lago Paranoá ele é de direito de soberania plena. Domínio Público Internacional Todos são geridos por dois contratos – Tratados simples (são aqueles que prevêem atos a serem realizados regularmente, toda vez que apresentem as condições necessárias) e tratados lei (são geralmente celebrados entre muitos países com o objetivo de fixar as normas de Direito Internacional – Jus Cogens.

Tratado é todo acordo formal e escrito, celebrado entre Estados e/ou organizações internacionais, que busca produzir efeitos numa ordem jurídica de direito internacional.
Mar – (tratado lei) – Tratado do Mar de 1982 Espaço aéreo – (tratado lei) convenção de Chicago de 1944 Espaço sideral ou exterior – (tratado lei) Tratado da Lua de 1967 Rios Internacionais – NÃO HÁ TRATADO LEI (para os rios – água doce – não há tratado internacional), pois o interesse é local (região amazônica) Regiões polares – (a) Ártico – (tratado Lei) Tratado do Mar 1982

Polo Norte – Ártico – apresenta poucos problemas para o direito internacional.- conhecido como oceano glacial ártico. Alto mar (Tratado do mar). Regime jurídico do alto mar é RES COMMUNIS (É DE TODOS). Os países que estão situados no circulo polar ártico. Não se pode reivindicar para si uma coisa que é RES COMMUNIS. A reivindicação de soberania não pode ser aplicada por esses países (Rússia, Finlândia, Noruega, Suécia, Dinamarca, Islândia, Canadá, Estados Unidos). (b) Antártica – (tratado Lei) Tratado da Antártica 1959 Polo Sul – Antártida – Tratado de Washington é o mesmo que tratado da Antártida 1959. Ele é um tratado de preservação – a preservação inclui – proibição de exploração comercial, proibição de caça e de pesca, proibição de utilização militar, proibição de

depósito de lixo inclusive atômico, proibição de testes nucleares. Outra coisa importante nada que os países fizerem pode ser utilizado para reivindicar soberanias no futuro. Direito do mar – eram dominados por 4 cidades (Pisa, Genova, Veneza, Amalfi), Em 1958 a ONU cria com os estados a 4ª convenções de Genebra do Direito do Mar. (Essas não pegaram), em 1962 a 1982 foram discutidos e criados o tratado do mar. (Direitos costumeiros e direitos de agora – esse é o tratado lei mais eficiente feito até hoje – um sucesso).

02/05/2010

Tratado do Mar 1982 - não há uma palavra que conceitue “navio” – dificuldades lingüísticas; - países de língua portuguesa decidiram traduziram o acordo do mar para o português de Portugal – o termo “vessel” foi traduzido como “qq embarcação que se mova na água, por intermédio de qq meio de propulsão”. - Classificação dos navios: a) militares : b) mercantes: - o tratado do mar caracteriza navio de guerra, mas não o mercante. A doutrina define que não é navio militar, é mercante. - o navio de guerra (ou militares) tem o privilégio da competência de sua bandeira. Não importa onde estejam, só obedecem às leis de sua bandeira. - O navio militar deve para gozar de privilégios deve atender a 4 requisitos: a) pertencer às forças armadas de um estado soberano; b) exibir sinais exteriores de sua condição; c) ser comandado por oficial militar; d) ter tripulação submetida à disciplina militar; - navio mercante obedece à lei do local onde se encontra, até o limite do mar territorial. Quando em áreas internacionais (alto mar – Antártica) ele obedece as leis de sua própria bandeira. - os navios de representação (de autoridades) pode não ser mercante ou militar, atendem ao chefe de estado, possuem privilégios de sua bandeira. - todos os navios devem ter algumas características obrigatórias (no tratado): a) nome

b) tonelagem c) porto de matrícula (registro) d) nacionalidade (ou “bandeira”); (determina qual o Estado é responsável pelo navio – as leis aplicáveis) (*) Bandeira de conveniência = é uma nacionalidade que o dono do navio busca para seu navio, em países onde a legislação é menos exigente (saúde, trabalhista, ambientais etc). Há três países mais usados como “bandeira de conveniência: Libéria, Panamá e Chipre.

Território Área terrestre Subsolo Espaço aéreo Águas Interiores: 1- Rios, Lagos, Lagoas

2- Baías, pequenos golfos
3- Enseadas, angras 4- Ancoradouro, portos 5- Recortes da Costa 6- Franja de Ilhas 7- Fiordes Mar Territorial Conceito: mar territorial e a faixa de mar adjacente a costa medindo ate 12 milhas marítimas de largura, contadas a parti da linha de base (é a marca da maré baixa). Essa faixa pode ser menor (não há mar suficiente). Compreendem as águas o leito e subsolo do mar e o espaço aéreo acima das águas, seu regime jurídico e da soberania. As ilhas oceânicas também têm direito ao mar territorial. Obs.: ilhas artificiais não dão direito a mar territorial, são ilhas que quando as marés estão altas ficam submersas - não se considera. O mar territorial tem o regime jurídico da soberania, mas ela não e cem por cento plena por que permite o direito de passagem inocente – é a permissão de navegação de todos navios de qualquer bandeira em mar territorial sendo ele militar é mercante, mesmo sendo mar territorial só se sobrevoa com autorização. Passagem inocente tem que ser rápida e continua, não permite que se faça nada. Ex – foto, pesca, pesquisa.

O regime jurídico do mar territorial e da soberania plena com passagem inocente. O submarino pode ter passagem inocente desde que não esteja submerso com bandeira hasteada. Regime jurídico de águas interiores – tem a soberania plena,

Lei 8617 de 1993 CAPÍTULO I Do Mar Territorial Art. 1º O mar territorial brasileiro compreende uma faixa de doze milhas marítima de largura, medidas a partir da linha de baixa-mar do litoral continental e insular, tal como indicada nas cartas náuticas de grande escala, reconhecidas oficialmente no Brasil. Parágrafo único. Nos locais em que a costa apresente recorte profundos e reentrâncias ou em que exista uma franja de ilhas ao longo da costa na sua proximidade imediata, será adotado o método das linhas de base retas, ligando pontos apropriados, para o traçado da linha de base, a partir da qual será medida a extensão do mar territorial. Art. 2º A soberania do Brasil estende-se ao mar territorial, ao espaço aéreo sobrejacente, bem como ao seu leito e subsolo. Art. 3º É reconhecido aos navios de todas as nacionalidades o direito de passagem inocente no mar territorial brasileiro. § 1º A passagem será considerada inocente desde que não seja prejudicial à paz, à boa ordem ou à segurança do Brasil, devendo ser contínua e rápida. § 2º A passagem inocente poderá compreender o parar e o fundear, mas apenas na medida em que tais procedimentos constituam incidentes comuns de navegação ou sejam impostos por motivos de força ou por dificuldade grave, ou tenham por fim prestar auxílio a pessoas a navios ou aeronaves em perigo ou em dificuldade grave. § 3º Os navios estrangeiros no mar territorial brasileiro estarão sujeitos aos regulamentos estabelecidos pelo Governo brasileiro. CAPÍTULO II Da Zona Contígua Art. 4º A zona contígua brasileira compreende uma faixa que se estende das doze às vinte e quatro milhas marítimas, contadas a partir das linhas de base que servem para medir a largura do mar territorial. Art. 5º Na zona contígua, o Brasil poderá tomar as medidas de fiscalização necessárias para: I - evitar as infrações às leis e aos regulamentos aduaneiros, fiscais, de imigração ou sanitários, no seu territórios, ou no seu mar territorial; II - reprimir as infrações às leis e aos regulamentos, no seu território ou no seu mar territorial. CAPÍTULO III Da Zona Econômica Exclusiva

Art. 6º A zona econômica exclusiva brasileira compreende uma faixa que se estende das doze às duzentas milhas marítimas, contadas a partir das linhas de base que servem para medir a largura do mar territorial. Art. 7º Na zona econômica exclusiva, o Brasil tem direitos de soberania para fins de exploração e aproveitamento, conservação e gestão dos recursos naturais, vivos ou não-vivos, das águas sobrejacentes ao leito do mar, do leito do mar e seu subsolo, e no que se refere a outras atividades com vistas à exploração e ao aproveitamento da zona para fins econômicos. Art. 8º Na zona econômica exclusiva, o Brasil, no exercício de sua jurisdição, tem o direito exclusivo de regulamentar a investigação científica marinha, a proteção e preservação do meio marítimo, bem como a construção, operação e uso de todos os tipos de ilhas artificiais, instalações e estruturas. Parágrafo único. A investigação científica marinha na zona econômica exclusiva só poderá ser conduzida por outros Estados com o consentimento prévio do Governo brasileiro, nos termos da legislação em vigor que regula a matéria. Art. 9º A realização por outros Estados, na zona econômica exclusiva, de exercícios ou manobras militares, em particular as que impliquem o uso de armas ou explosivas, somente poderá ocorrer com o consentimento do Governo brasileiro. Art. 10. É reconhecidos a todos os Estados o gozo, na zona econômica exclusiva, das liberdades de navegação e sobrevôo, bem como de outros usos do mar internacionalmente lícitos, relacionados com as referidas liberdades, tais como os ligados à operação de navios e aeronaves. CAPÍTULO IV Da Plataforma Continental Art. 11. A plataforma continental do Brasil compreende o leito e o subsolo das áreas submarinas que se estendem além do seu mar territorial, em toda a extensão do prolongamento natural de seu território terrestre, até o bordo exterior da margem continental, ou até uma distância de duzentas milhas marítimas das linhas de base, a partir das quais se mede a largura do mar territorial, nos casos em que o bordo exterior da margem continental não atinja essa distância. Parágrafo único. O limite exterior da plataforma continental será fixado de conformidade com os critérios estabelecidos no art. 76 da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, celebrada em Montego Bay, em 10 de dezembro de 1982. Art. 12. O Brasil exerce direitos de soberania sobre a plataforma continental, para efeitos de exploração dos recursos naturais. Parágrafo único. Os recursos naturais a que se refere o caput são os recursos minerais e outros nãovivos do leito do mar e subsolo, bem como os organismos vivos pertencentes a espécies sedentárias, isto é, àquelas que no período de captura estão imóveis no leito do mar ou no seu subsolo, ou que só podem mover-se em constante contato físico com esse leito ou subsolo. Art. 13. Na plataforma continental, o Brasil, no exercício de sua jurisdição, tem o direito exclusivo de regulamentar a investigação científica marinha, a proteção e preservação do meio marinho, bem como a construção, operação e o uso de todos os tipos de ilhas artificiais, instalações e estruturas. § 1º A investigação científica marinha, na plataforma continental, só poderá ser conduzida por outros Estados com o consentimento prévio do Governo brasileiro, nos termos da legislação em vigor que regula a matéria. § 2º O Governo brasileiro tem o direito exclusivo de autorizar e regulamentar as perfurações na plataforma continental, quaisquer que sejam os seus fins. Art. 14. É reconhecido a todos os Estados o direito de colocar cabos e dutos na plataforma continental.

§ 1º O traçado da linha para a colocação de tais cabos e dutos na plataforma continental dependerá do consentimento do Governo brasileiro. § 2º O Governo brasileiro poderá estabelecer condições para a colocação dos cabos e dutos que penetrem seu território ou seu mar territorial. Art. 15. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 16. Revogam-se o Decreto-Lei nº 1.098, de 25 de março de 1970, e as demais disposições em contrário.

Zona Contígua e á faixa de mar adjacente ao mar territorial medindo até 24 milhas marítimas contadas da linha de base. Não e território do Estado. Neste espaço o Estado exerce funções de fiscalização de seu território.

10/05/2010

Zona Econômica Exclusiva: não é território. É a faixa de mar adjacente ao mar territorial, medindo até 200 milhas marítimas, a contar da linha de base, e que pode ser explorada exclusivamente pelo País. Compreende as águas, os leitos e o subsolo do mar. Não computa espaço aéreo. O regime jurídico é o da soberania para fins de exploração. Mar Territorial + ZEE = 200 milhas marítimas. Os países que não tem mar podem usar as águas do país (ZEE) vizinho para retirar recursos vivos (pesca). Há necessidade de se fixar, mediante tratado bilateral, o que será explorado. Esses países são chamados Lend Locked States (LLS). Plataforma Continental, no caso do Brasil, coincide com a ZEE. Por conta do episódio da Guerra da Lagosta com a França, uma sentença da Corte Internacional de Justiça, reconheceu o conceito de Plataforma Continental. Trata-se de “extensão geológica do território do Estado, medindo até 200 milhas marítimas, contadas a partir da linha de base, desde que não seja atingida a borda da placa continental. Compreende o solo e subsolo do mar. Não considera o solo. O regime jurídico é o da soberania para fins de exploração. O Tratado do Mar prevê que os estados que possuem placa além de 200 milhas que eles podem pleitear junto a ONU (essa situação é excepcional no direito internacional) a extensão por mais 150 milhas. Caso do Brasil... a placa possui “continuidade geológica”. Desde 1982 somente o Brasil conseguiu comprovar essa situação. A Amazônia Azul é a faixa compreendida pela ZEE+extensão

LEI Nº 8.617, de 4 de janeiro de 1993
Dispõe sobre o mar territorial, a zona contígua, a zona econômica exclusiva e a plataforma continental brasileiros, e dá outras providências. .... Art. 11 - A plataforma continental do Brasil compreende o leito e o subsolo das áreas submarinas que se estendem além do seu mar territorial, em toda a extensão do prolongamento natural de seu território terrestre, até o bordo exterior da margem continental, ou até uma distância de duzentas milhas marítimas das linhas de base, a

partir das quais se mede a largura do mar territorial, nos casos em que o bordo exterior da margem continental não atinja essa distância. Parágrafo único - O limite exterior da plataforma continental será fixado de conformidade com os critérios estabelecidos no art. 76 da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, celebrada em Montego Bay, em 10 de dezembro de 1982.

Resumo:
Águas interiores ---------- soberania plena ------ águas, solos, subsolo, ar Mar Territorial ------------ soberania c/ passagem -------- águas, solos, subsolo, ar ZEE ------------------------ soberania fins exploração ---- águas, solo, subsolo Plataforma Continental --- soberania fins exploração – solo, subsolo Alto mar --------------------RES COMMUNIS --------------aguas, ar Fundo do Alto Mar ------- RES COMMUNIS -------------- solo, subsolo

Alto Mar
- é o espaço marítimo sobre o qual não recai nenhum grau de soberania. Compreende as águas e o espaço aéreo sobre as águas. Seu regime jurídico é RES COMMUNIS, ninguém pode clamar soberania.

- Direitos do Alto Mar -liberdade de navegação; - liberdade de pesca (os países não podem extinguir os recursos do mar) - liberdade de pesquisa científica - liberdade de sobrevôo -liberdade de colocação de cabos e dutos - liberdade de instalação de ilha artificial.

Deveres do Alto Mar

- dever de preservação; - dever da utilização pacífica - repressão à pirataria - repressão ao tráfico de escravos - repressão ao tráfico de drogas - obrigação a repressão a transmissões de rádios clandestinas (em navio) - perseguição contínua (Hot Persuit)

Fundo do Alto Mar (art 156 a 158) - alguns países (190) aceitaram o tratado do mar, mas (5) criaram reserva em não reconhecer o RES COMMUNIS. Dos 5, 4 dizem aceitar se a França aceitar. França considera RES NULLIUS. - sobre o RES NULLIUS, aplica-se o princípio FIRST COME, FIRST SERVED.... - para gerenciamento da área, foi criada a Alta Autoridade para os Fundos Marinhos/Authority, organização internacional prevista pelo tratado do mar. Essa instituição tem um órgão chamado Empresa/Enterprise, responsável pela parte operacional de exploração do fundo mar.

Aula 17/05/10
Estreito marítimo
Conceito: Obra da natureza regime jurídico da soberania com passagem em transito. 1) Corredor natural cujas águas integram o mar territorial de um ou mais Estados

2) Passagem de pequena largura que estabelece a comunicação entre dois mares. 3) Nos estreitos não há passagem inocente, somente passagem em transito.

4) Passagem inocente não inclui o ar. Primeiro Estreito de Magalhães fica entre o Chile e Argentina, liga o Oceano Pacifico com Oceano Atlântico Segundo Estreito de Gilbratar, é um rochedo que pertence ao Reino Unido

Localiza-se entre Espanha, Marrocos é Reino Unido Terceiro Estreito do Bósforo, fica em Instambul na Turquia, separa a Europa da Ásia. Liga o mar mediterrâneo ao mar morto Quarto Estreito de Dardanelos, fica na Turquia liga o mar mediterrâneo Quinto Estreito de Sund, fica entre a Dinamarca e a Suécia, liga o mar Báltico ao mar do norte Sexto Estreito de Belt, fica na Dinamarca é liga o mar Báltico ao mar do norte pela lha Funem e a península da Jutlândia. Setimo Estreito de Grande Belt, fica na Dinamarca é liga o mar Báltico ao mar do norte, pelas ilhas da Zelândia e Funem Desde 1997 há uma ponte.

Canal
Corredor artificial que permite o trânsito entre dois espaços marítimos. Não é obra da natureza. Regime jurídico da soberania plena, quem constrói dita as normas.

Direito Internacional dos Rios Internacionais Conceito 1) Celso Mello: Curso d’água que se encontra em território de mais de um Estado 2) Rezek: Curso d’água que banha mais de um Estado. 3) Em 1921 Convenção de Barcelona; Liberdade de navegação, Igualdade de Tratamento.

4) Só teve aplicação na Europa. 5) Classificação; contíguos ou Limítrofes; sucessivos 6) Contíguos a) São rios de fronteiras, separando Estado. A soberania de cada Estado estende-se até a linha divisória (aequidistantia ou línea imorum) b) Exemplos Rio Minho que separa Portugal da Espanha 7) Rios sucessivos são os que atravessam mais de um Estado

8) A soberania corresponde ao trecho dentro de cada Estado. 9) Exemplo Rio Nilo, 6.695Km, 8 Estados

Bacias de Integração Tese moderna que afeta a noção sobre rios internacionais – convenção de Estocolmo, de 1972 – noção mais ampla de bacia hidrográfica. Bacias de integração, também conhecidas como bacias de drenagem, são constituídas pelos cursos d’água mais águas subterrâneas. (O delineamento jurídico sobre as águas transfronteiriças assume, inclusive, um aspecto que visa a solução pacífica de controvérsias internacionais, a partir do momento em que Estados soberanos passam a clamar determinados direitos que possui tendo em vista as águas existentes em seu território que possuem compartilhamento com outros Estados). Estado não é soberano absoluto sobre águas subterrâneas. Brasil não concorda com essa tese. No âmbito da OEA a utilização dos rios está regulamentada por acordo internacional. Aqüífero Guarani - O Aqüífero Guarani é o maior manancial de água doce subterrânea transfronteiriço do mundo. ocupa uma área de 1,2 milhões de Km², estendendo-se pelo Brasil (840.000l Km²), Paraguai (58.500 Km²), Uruguai (58.500 Km²) e Argentina (255.000 Km²).Sua maior ocorrência se dá em território brasileiro (2/3 da área total), abrangendo os Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Constitui-se em uma importante reserva estratégica para o abastecimento da população, para o desenvolvimento das atividades econômicas e do lazer.

Regime jurídico de águas interiores - Tem a soberania plena, Lei 8617 de 1993
Do Mar Territorial Art. 1º O mar territorial brasileiro compreende uma faixa de doze milhas marítima de largura, medidas a partir da linha de baixa-mar do litoral continental e insular, tal como indicada nas cartas náuticas de grande escala, reconhecidas oficialmente no Brasil. Parágrafo único. Nos locais em que a costa apresente recorte profundos e reentrâncias ou em que exista uma franja de ilhas ao longo da costa na sua proximidade imediata, será adotado o método das linhas de base retas, ligando pontos apropriados, para o traçado da linha de base, a partir da qual será medida a extensão do mar territorial.

CAPÍTULO I Art. 2º A soberania do Brasil estende-se ao mar territorial, ao espaço aéreo sobrejacente, bem como ao seu leito e subsolo. Art. 3º É reconhecido aos navios de todas as nacionalidades o direito de passagem inocente no mar territorial brasileiro. § 1º A passagem será considerada inocente desde que não seja prejudicial à paz, à boa ordem ou à segurança do Brasil, devendo ser contínua e rápida. § 2º A passagem inocente poderá compreender o parar e o fundear, mas apenas na medida em que tais procedimentos constituam incidentes comuns de navegação ou sejam impostos por motivos de força ou por dificuldade grave, ou tenham por fim prestar auxílio a pessoas a navios ou aeronaves em perigo ou em dificuldade grave. § 3º Os navios estrangeiros no mar territorial brasileiro estarão sujeitos aos regulamentos estabelecidos pelo Governo brasileiro. CAPÍTULO II Da Zona Contígua Art. 4º A zona contígua brasileira compreende uma faixa que se estende das doze às vinte e quatro milhas marítimas, contadas a partir das linhas de base que servem para medir a largura do mar territorial. Art. 5º Na zona contígua, o Brasil poderá tomar as medidas de fiscalização necessárias para: I - evitar as infrações às leis e aos regulamentos aduaneiros, fiscais, de imigração ou sanitários, no seu territórios, ou no seu mar territorial; II - reprimir as infrações às leis e aos regulamentos, no seu território ou no seu mar territorial. CAPÍTULO III Da Zona Econômica Exclusiva Art. 6º A zona econômica exclusiva brasileira compreende uma faixa que se estende das doze às duzentas milhas marítimas, contadas a partir das linhas de base que servem para medir a largura do mar territorial. Art. 7º Na zona econômica exclusiva, o Brasil tem direitos de soberania para fins de exploração e aproveitamento, conservação e gestão dos recursos naturais, vivos ou não-vivos, das águas sobrejacentes ao leito do mar, do leito do mar e seu subsolo, e no que se refere a outras atividades com vistas à exploração e ao aproveitamento da zona para fins econômicos. Art. 8º Na zona econômica exclusiva, o Brasil, no exercício de sua jurisdição, tem o direito exclusivo de regulamentar a investigação científica marinha, a proteção e preservação do meio marítimo, bem como a construção, operação e uso de todos os tipos de ilhas artificiais, instalações e estruturas.

Parágrafo único. A investigação científica marinha na zona econômica exclusiva só poderá ser conduzida por outros Estados com o consentimento prévio do Governo brasileiro, nos termos da legislação em vigor que regula a matéria. Art. 9º A realização por outros Estados, na zona econômica exclusiva, de exercícios ou manobras militares, em particular as que impliquem o uso de armas ou explosivas, somente poderá ocorrer com o consentimento do Governo brasileiro. Art. 10. É reconhecidos a todos os Estados o gozo, na zona econômica exclusiva, das liberdades de navegação e sobrevôo, bem como de outros usos do mar internacionalmente lícitos, relacionados com as referidas liberdades, tais como os ligados à operação de navios e aeronaves. CAPÍTULO IV Da Plataforma Continental Art. 11. A plataforma continental do Brasil compreende o leito e o subsolo das áreas submarinas que se estendem além do seu mar territorial, em toda a extensão do prolongamento natural de seu território terrestre, até o bordo exterior da margem continental, ou até uma distância de duzentas milhas marítimas das linhas de base, a partir das quais se mede a largura do mar territorial, nos casos em que o bordo exterior da margem continental não atinja essa distância. Parágrafo único. O limite exterior da plataforma continental será fixado de conformidade com os critérios estabelecidos no art. 76 da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, celebrada em Montego Bay, em 10 de dezembro de 1982. Art. 12. O Brasil exerce direitos de soberania sobre a plataforma continental, para efeitos de exploração dos recursos naturais. Parágrafo único. Os recursos naturais a que se refere o caput são os recursos minerais e outros não-vivos do leito do mar e subsolo, bem como os organismos vivos pertencentes a espécies sedentárias, isto é, àquelas que no período de captura estão imóveis no leito do mar ou no seu subsolo, ou que só podem mover-se em constante contato físico com esse leito ou subsolo. Art. 13. Na plataforma continental, o Brasil, no exercício de sua jurisdição, tem o direito exclusivo de regulamentar a investigação científica marinha, a proteção e preservação do meio marinho, bem como a construção, operação e o uso de todos os tipos de ilhas artificiais, instalações e estruturas. § 1º A investigação científica marinha, na plataforma continental, só poderá ser conduzida por outros Estados com o consentimento prévio do Governo brasileiro, nos termos da legislação em vigor que regula a matéria. § 2º O Governo brasileiro tem o direito exclusivo de autorizar e regulamentar as perfurações na plataforma continental, quaisquer que sejam os seus fins.

Art. 14. É reconhecido a todos os Estados o direito de colocar cabos e dutos na plataforma continental. § 1º O traçado da linha para a colocação de tais cabos e dutos na plataforma continental dependerá do consentimento do Governo brasileiro. § 2º O Governo brasileiro poderá estabelecer condições para a colocação dos cabos e dutos que penetrem seu território ou seu mar territorial. Art. 15. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 16. Revogam-se o Decreto-Lei nº 1.098, de 25 de março de 1970, e as demais disposições em contrário.

Zona Contígua e á faixa de mar adjacente ao mar territorial medindo até 24 milhas marítimas contadas da linha de base. Não e território do Estado. Neste espaço o Estado exerce funções de fiscalização de seu território

24/05/2010 O Direito do Espaço Aéreo
• • Trata do espaço atmosférico sobrejacente à superfície terrestre ou hídrica. É um direito nascido positivado (sem histórico consuetudinário). Declaração de Haia, 1899. Definia as regras de utilizações dos balões nas situações de guerra (chamado de Direito da Guerra). Hoje faz parte do ramo do Direito Humanitário (1945), tendo em vista que as guerras foram consideradas ilegais a partir de 1945 (ONU). A partir do primeiro vôo dirigido (Santos Dumont – 1901) cria-se o fato jurídico principal, com necessidade de regulamentação. Instituto de Direito Internacional – recomenda a regulamentação do espaço aéreo 1903 – vôo dos irmãos Wright 1906 – vôo de Santos Dumont (primeiro aparelho mais pesado que o ar – trajetória planejada) Com a I Guerra Mundial ocorreram várias violações ao espaço aéreo. 1919 – Convenção de Paris – o Estado tem competência absoluta sobre seu espaço aéreo. Durante a II Guerra Mundial, os Estados descobriram que os dispositivos da Convenção de Paris não eram suficientes; 1944 - Convenção de Chicago – regulamenta o espaço aéreo e vale até hoje. São 3 acordos que regulam todos os aspectos da navegação

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aérea. “O Estado tem soberania completa e exclusiva sobre o espaço aéreo acima de seu território.”É um Tratado Lei. • Definição jurídica: Espaço Aéreo Soberano é a coluna de ar vertical sobrejacente ao território do Estado – área terrestre, águas interiores e mar territorial. Altitude ilimitada, USQUE AD COELUM, mas não estende ao espaço exterior. Espaço aéreo internacional é aquele sobre o mar e sobre a antártica. É RES COMMUNIS. Liberdades aéreas definidas na Convenção de Chicago - 2 técnicas ( (a) qq avião de qq estado pode sobrevoar o território do outro, desde que autorizado; e (b) liberdade de escala técnica). (*) avião militar sobrevoando território estrangeiro é regido pela lei do país de origem, como o navio. Liberdades comerciais: liberdade de embarque, de desembarque e de embarque e desembarque. Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), sediada em Montreal, é a organização internacional responsável por uniformizar as regras sobre o tráfego aéreo; Protocolo de Montreal – 1984 – reprimir abusos do Estado na preservação de sua segurança territorial. Convenção de Varsóvia – 1929 – responsabilidade civil da Cia aérea transportadora : art. 17 e 18, que fundamentam as indenizações aos passageiros. No caso brasileiro, ao se combinar o Código de Consumidor, possibilita-se a cobrança de danos morais.

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31/05/2010

Espaço Exterior
• • • • Diferente do direito do espaço aéreo, esse já nasce positivado. É todo o espaço que se encontra fora do planeta Terra, incluindo o que se encontra nesse espaço. Primeiro fato jurídico internacional foi em 1957, quando foi lançado o Sputnik, pela União Soviética. 1961 – URSS lança nave com o primeiro cosmonauta (Gagarin). Tem início a chamada corrida espacial.

Pelo princípio da descoberta, a Lua assim que atingida teria seu território reinvidicado pelo primeiro estado que lá chagasse. 1967 – Tratado da Lua – seu cerne é que, o espaço exterior e tudo que há no espaço exterior é considerado RES COMMUNIS, ou patrimônio comum da humanidade. Tratado Lei com regras válidas para todos, mesmo os não signatários originais deverão obedecê-lo por adesão. A segurança do espaço está aos cuidados da ONU. Logo, qq ação de agressão no espaço exterior será objeto do Conselho de Segurança da ONU. Todos os países podem explorar igualmente o espaço. QQ estado pode ir a Lua ou outro planeta e explorar livremente. O Tratado da Lua II, é um complemento, definindo como se vai explorar a Lua. Órbita geo-estacionária: é o trecho ao redor do planeta Terra onde são estabelecidas as rotas dos satélites, numa faixa de 38.000 m de altitude. A faixa preferencial está situada sob a Linha do Equador (Equador, Colombia, Brasil, S. Tomé e Princípe, Gabão, Congo, Rep. Democ. Congo, Uganda, Kênia, Somália, Maldivas Indonésia, Kiribati). Na órbita da Terra não poderá ser lançado qq armamento ou artefato que incorra em risco. Questionamento insolúvel: onde começa o espaço exterior? Não há definição para que não se permita o estabelecimento da delimitação de uma soberania.

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