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Ficha Técnica Apresentação

Projeto de Assentamento Agroextrativista A presente publicação é resultado de todo um


COORDENAÇÃO GERAL: trabalho realizado entre as comunidades de várzea do PAE
David G. McGrath / Alcilene M. Cardoso Paru - Óbidos PA - em parceria com o Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e o Instituto de
TEXTO:
David G. McGrath, Oriana T. Almeida, Tiago Almudi, Diego P.
Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), que objetivou a
de Menezes, Alcilene M. Cardoso, Rafael Barboza, Leandro elaboração deste Plano de Utilização (PU) no intuito de ter
Castello, Márcio Cunha, Caroline C. Arantes, José Vicente um instrumento formal que assegure às comunidades
Ribeiro, Elias Pinto Sá, Edilvar Pimentel, Raimunda Lourdes
Pinto, Wendell Rocha, Fábio Sarmento.
organizadas a gerência dos projetos.
Equipe de Campo para elaboração dos Planos de Utilização:
Neste Plano de Utilização estão as normas, que as
Rafael Sá Leitão Barboza, Raimundo André Souza, Tarcísio
Maia, Márcio Roberto Cunha dos Santos, Fábio Sarmento de
comunidades criaram de forma participativa em
Sousa, Elias Pinto Sá, Raimunda Lourdes da Silva Pinto, assembleias, contendo os temas centrais para a gestão
Wendell Rocha Sá, Cristiane Mary Nascimento, Edinaldo sustentável dos recursos naturais da várzea, com a
Lopes Cardoso
preocupação em conciliar o desenvolvimento econômico,
o equilíbrio ecológico e a qualidade de vida da população
ELABORAÇÃO DOS MAPAS: ribeirinha.
Diego P. de Menezes / Brenda Rúbia Gonçalves de Souza
SUPERINTENDÊNCIA DO INCRA EM SANTARÉM – SR 30 Agora cada família está recebendo o Plano de Utilização na
Superintendente Titular íntegra, no intuito de divulgar, disseminar e usar nos
Cleide Antônia de Souza diálogos e discussões comunitárias. Sendo necessário, a
Assegurador do convênio N° 10005/2007 organização representante dos moradores poderá
Moacir Henrique Lima solicitar a sua revisão.
Analista em Reforma e Desenvolvimento Agrário – ARD

Este Plano de Utilização é muito mais que um documento,


Designados através da ORDEM DE SERVIÇO
N°57/2008/INCRA/SR30/GAB, para o acompanhamento da é acima de tudo o resultado de um processo comunitário
execução do convênio: participativo voltado para o comanejo sustentável do PAE.
Dilton Rego Tapajós
Chefe da Procuradoria Regional de Santarém
Anderson de Oliveira Nascimento
Analista em Reforma e Desenvolvimento Agrário – ARD
Antonio José Ferreira da Silva
Engenheiro Agrônomo
Candido Neto da Cunha
Engenheiro Agrônomo
Cristiane Santos de Nazaré Aviz
Engenheira Agrônoma LISTA DE SIGLAS:
Lourenço Mendes de O. Neto ACS: Agente Comunitário de
Engenheiro Agrônomo Saúde
Suelíria Lima Duarte
APP: Área de Preservação
Engenheira Agrônoma Permanente
IBAMA: Instituto Brasileiro do
Sílvio Carneiro de Carvalho Meio Ambiente e dos Recursos
Assistente de Administração
Naturais Renováveis
INCRA: Instituto Nacional de
PROJETO GRÁFICO: Colonização e Reforma Agrária
Magna Arte IPAM: Instituto de Pesquisa
Diagramação: Ambiental da Amazônia
Valdiclei Amaral / Elton Oliveira / PAE: Projeto de Assentamento
Edinelson Nunes Agroextrativista
Ilustração: PU: Plano de Utilização
Edy Lopes PB: Projeto Básico
PA: Pará
Revisão de Texto: RB: Relação de Beneficiários
Rosicléia Pereira de Sousa
Impressão:
Gráfica Global
Projeto de Assentamento
Agroextrativista
Paru
Plano de Utilização
Óbidos, PA - Brasil
Abril de 2010
PA
LOCALIZAÇÃO ÓBIDOS
DO PAE

PARU PA

Igarapé do
Paru

Nsa Sra Sagrado Coração


das Graças de Jesus

São Sebastião
(Núcleo Novo)

04
MAPA TEMÁTICO INFRAESTRUTURA

05
O que é o projeto Agroextrativista da várzea

É um modelo de assentamento destinado a


populações tradicionais da várzea, visando a
exploração de suas riquezas por meio de atividades
economicamente viáveis e ecologicamente
sustentáveis.

Quem administra essas áreas


Serão administradas pela própria população assentada
por meio de sua organização comunitária e pelo INCRA.

Para que serve o PAE


• Para respeitar o • Para introduzir
modelo de ocupação sistemas de manejo e
das populações recuperação das áreas
tradicionais; degradadas;

• Para a regularização
• Para preservar a
das áreas de várzea
biodiversidade;
(concessão de uso);

• Para garantir acesso a


políticas públicas.

06
Etapa anterior à criação do PAE realizada pelo INCRA

1 Levantamento do meio físico e de estudos de viabilidade


econômica, social e ambiental atestados em laudo;

Levantamento e identificação da população para


2 cadastramento das famílias que residem e desenvolvem
suas atividades na comunidade;

3 Análise jurídica das documentações apresentadas


pelos possuidores e/ou proprietários;

Etapas para a implementação do PAE


1 – Gestão participativa (comunidade, governo e demais envolvidos);
2 – Mobilização nas comunidades para discutir o Plano de Utilização (PU).
3 – Elaboração do Plano de Utilização;
4 – Fiscalização e manutenção das regras de uso (internos e externos);
5 – Elaboração do Projeto Básico - PB (INCRA, IPAM
e comunidades).

Regras de utilização da terra de várzea


A várzea é patrimônio Não há transferência Não pode ser arrendada; Haverá título de concessão de uso
da União. de posse e nem pode ser quando garantidos os interesses
vendida; ambientais da sociedade;

07
PARU Realidades e Desafios

O PAE Paru está localizado no município de Óbidos, numa área de 15.920 (quinze mil
novecentos e vinte) hectares e é constituído pelas comunidades: Sagrado Coração de Jesus, Núcleo
Novo, Igarapé do Paru e Nossa Senhora das Graças.
O acesso ao PAE é feito exclusivamente por via fluvial com o uso de embarcações motorizadas.
A portaria n° 53, de 24 de novembro de 2006, estabelece a capacidade total do PAE de 160
(cento e sessenta) unidades agrícolas familiares.
Atualmente, 43 famílias estão na Relação de Beneficiários (RB) do INCRA.

:: Organizações no PAE Paru


Dentre as comunidades visitadas no PAE Paru, três possuem somente
clubes de futebol masculino, não possuindo clubes de futebol feminino,
comuns nas outras comunidades. Em todas as comunidades existem
associados da Colônia de Pescadores de Óbidos Z-19. No PAE não há clube de
mães ou clube de jovens e somente a comunidade de Nossa Senhora das
Graças possui uma associação comunitária.

08
:: Comunicação no PAE Paru
Em todo o PAE Paru não há telefone público, celular coletivo, serviço
de correios ou encomenda, e nem rádio para comunicação. Duas
comunidades solicitaram instalação de telefone, o que até o momento deste
trabalho de coleta de informações ainda não havia sido atendido. Há,
entretanto, celulares individuais, o que nas regiões de várzea, onde há
serviço de empresas de telefonia móvel, vem sendo uma solução popular
para a limitada comunicação.
As estações de rádio mais ouvidas são AM Rural de Santarém, Rádio
Cidade de Oriximiná e Santana de Óbidos. E as freqüências mais sintonizadas
entre as comunidades são as das rádios de Oriximiná e Óbidos.

:: Sistema Produtivo e Renda


As principais fontes de renda das famílias do PAE Paru podem ser
agrupadas em sete categorias: pesca, agricultura, criação de gado, criação de
pequenos animais, aposentadoria, benefícios públicos (bolsa família,
seguro-desemprego etc.) e emprego assalariado. Destas fonte de renda, os
benefícios públicos atingem 81% das famílias e a pesca abrange 75%. Com
relação à pesca, destaque para Igarapé do Paru, onde 100% das famílias
atuam em atividades de pesca e também recebem benefícios. As famílias da
comunidade de Nossa Senhora das Graças atuam nas sete atividades
produtivas. A criação de animais de pequeno porte é uma atividade muito
difundida em todas as áreas de várzea, porém, é desenvolvida em pequena
escala, e na maioria das vezes para fins de subsistência. Das famílias
amostradas, entre 67% a 100% declararam receber algum tipo de benefício
governamental; na comunidade Sagrado Coração de Jesus 67% das famílias
são beneficiadas.

:: Saúde
No PAE Paru a comunidade Núcleo Novo é bastante desassistida
apresentando somente programa de vacinação, não possuindo qualquer
outro tipo de assistência à saúde.
Além da vacinação disponível e agentes de saúde as comunidades do
PAE não possuem nenhum outro tipo de assistência médica, a não ser a
presença de parteira na comunidade Nossa Senhora das Graças.

:: Educação
No PAE Paru duas comunidades possuem escolas com duas e três salas
de aulas. Núcleo Novo não tem escola, as crianças dessa comunidade
estudam na escola da comunidade Nossa Senhora das Graças. As escolas
funcionam no período da manhã e da tarde com número de salas de aula
variando de 2 a 3 e o número de professores de 3 a 6.
As duas escolas oferecem merenda escolar diária, material didático e
escolar. As comunidades fornecem também transporte, inclusive Núcleo
Novo, cujos alunos estudam em Nossa Senhora das Graças. As escolas não
possuem merendeiras, mas possuem serventes. Nenhuma fornece
fardamento ou possui computador.

09
O que é o PU ?
É o regulamento interno das
comunidades elaborado pelos
moradores e aprovado pelo INCRA para
a devida utilização da área. É um
documento formal que regulamenta o
uso dos recursos naturais de acordo
com a legislação vigente.

Para que serve o PU


Para assegurar a sustentabilidade do PAE e
fornecer aos moradores as regras de
Para servir como documento formal para o
comportamentos a serem seguidas.
Contrato de Concessão de Uso.

Para manifestar o compromisso dos O PU é um guia que orienta os moradores em


moradores quanto à utilização dos recursos suas atividades para que sigam critérios de
naturais existentes no PAE, bem como sustentabilidade econômica, ambiental e social
fornecer ao INCRA um instrumento que visando uma melhor qualidade de vida ao
possibilite a verificação do cumprimento das povo ribeirinho.
normas estabelecidas para o uso da área.

Passos para a elaboração do PU


1 - Reuniões nas comunidades com
participação expressiva de moradores para
discutir e elaborar o PU de forma coletiva;

2 – Reuniões conduzidas sob princípios


democráticos;

3 – Sensibilização dos comunitários pelas


lideranças sobre a importância do PU;

4 – Apreciação do PU pelos comunitários;

5 – Aprovação do PU e encaminhamento ao
INCRA para ser legitimado através de portaria.

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No PU contém:
1 – Introdução;
2 – Responsabilidades pela gestão e execução do plano;
3 – Uso dos recursos naturais;
4 – Área desmatada;
5 – Áreas destinadas às atividades agropecuárias e ao extrativismo;
6 – Regulamentação para a extração de barro;
7 – Regras de exploração de atividades em área de uso comum;
8 – Direitos dos moradores quanto às descobertas provenientes da
biodiversidade;
9 – Elementos jurídicos que disciplinem a IMPORTANTE
fiscalização e as penalidades que devem ser As cláusulas podem ser
aplicadas aos infratores do PU;
atualizadas a cada dois
10 – Disposições gerais; anos.

Dicas importantes a serem tomadas na execução das atividades

1 Respeito às diferenças regionais;


2 Proteção das populações ribeirinhas
tradicionais e do meio ambiente;

3 Aplicar a gestão compartilhada;


4 Adequação dos instrumentos
jurídicos;

5 Regularização coletiva.

Na próxima página
apresentaremos o texto na íntegra do
PU Paru para ser usado como
instrumento de organização e
fiscalização comunitária.

• Antes da aprovação do PU pelo INCRA devem ser consultados o IBAMA e outros


órgãos ambientais legais. Após aprovação, o PU deve ser amplamente divulgado, de forma
que todos os moradores tomem conhecimento do seu conteúdo. Para a fiscalização do
cumprimento do Plano de Utilização devem ser feitas comissões compostas por assentados
com o acompanhamento do INCRA e demais órgãos ambientais competentes.

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PAE criado pela Portaria n° 53, de 24 de Novembro de 2006

Plano de Utilização do
Projeto de Assentamento Agroextrativista

CAPÍTULO I
Finalidade do plano
1 - Este plano tem a finalidade de garantir a sustentabilidade do PAE PARU através da regulamentação para
o uso responsável dos recursos naturais e o desenvolvimento das atividades econômicas nele
desempenhadas. Todos os moradores estão sujeitos às regras do Plano e devem evitar condutas
contrárias às estabelecidas, bem como, ao fiel cumprimento da legislação vigente que cuida do meio
ambiente.
2. Outra finalidade do Plano é manifestar ao INCRA, o compromisso dos moradores em promover o uso
responsável dos recursos naturais, o respeito ao meio ambiente e a prática racional de atividades que
produzam a geração de renda para a melhoria da qualidade de vida de todos no PAE PARU, observando
os critérios de sustentabilidade econômica, ecológica e social.
3. O Plano de utilização é ainda um instrumento que norteia a fiscalização das regras elaboradas e
aprovadas pelos próprios moradores do PAE PARU e que integrará o Contrato de Concessão do Direito
Real de Uso.

CAPÍTULO II
Estratégias para exploração dos recursos naturais
4. As atividades econômicas dentro do PAE PARU serão sempre desenvolvidas de forma a garantir a
sobrevivências dos moradores e a manutenção da base ecológica produtiva, permitindo-se que ao
longo dos anos haja sempre a sua renovação. Entre as atividades produtivas, os moradores praticarão
a agricultura, a pesca, a criação de gado e de outros animais, a meliponicultura, a plantação de
hortaliças, o artesanato e outras, desde que observadas as regras deste plano e da legislação vigente.
5. A combinação das atividades produtivas com as condições ecológicas oferecidas pelo meio ambiente
deverá ser feita de forma harmônica visando garantir que todos os beneficiários pensem o
desenvolvimento do Projeto de forma coletiva.
6. Serão desenvolvidos programas e projetos coletivos que ajudem a complementar a geração de renda e
a realizar o melhor aproveitamento das atividades produtivas como a pesca, a agricultura e a pecuária.
A diversificação das fontes de renda poderá incluir programas de ecoturismo, pesca esportiva,
artesanato, entre outros, sendo isso decidido e realizado pela Associação Representante dos
Moradores do PAE PARU através de suas comunidades membros representadas por suas associações e
lideranças.
7. Os direitos adquiridos sobre descobertas dentro da área do PAE PARU devem ser formalizados
mediante convênio entre a Associação Representante dos Moradores do PAE e os interessados,
fixando uma taxa de royalties que o PAE terá com a comercialização dos produtos gerados, após
seguidos os tramites legais e resguardados os interesses dos moradores e do meio ambiente.
8. O PAE através da Associação Representante dos Moradores buscará parcerias com entidades
governamentais ou não governamentais para o desenvolvimento de ações e programas que
contribuam para a melhoria da qualidade de vida dos moradores, podendo ainda definir e
acompanhar pesquisas científicas e biotecnológicas que porventura venham a ser feitas nas áreas
pertencentes ao PAE PARU.

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PU aprovado pela Portaria nº 37 de 01/06/2010, publicado no DOU de 09/06/2010

Paru
Município de Óbidos – Pará – Brasil

CAPÍTULO III
Direitos e responsabilidades na execução do plano

9. A responsabilidade pela execução e fiscalização do plano é de cada um dos moradores do PAE


PARU, pois estes são os autores das regras aqui contidas, bem como os maiores interessados no
desenvolvimento sustentável do PAE.
10. Os problemas surgidos no descumprimento do plano devem ser analisados de forma a se
chegar a uma solução mais viável aos moradores sem prejuízo das regras e o interesse coletivo.
Para isso devem ser observadas as seguintes instâncias: a) Assembleia Comunitária; b)
Assembleia Geral da Associação Representante dos Moradores do PAE e; c) INCRA.
11. A organização representante do PAE se reunirá para apurar possíveis problemas na execução do
Plano, bem como dar solução aos mesmos, com o registro em ata, acompanhada de lista de
presença, do ocorrido.
12. Os problemas deverão ser levados a terceira instância, ou seja, ao INCRA, se esgotados todos os
meios possíveis de solução dentro do PAE, comprovadamente com as atas e listas de presença.
13. Cada comunidade membro poderá reunir-se mensalmente, ou como melhor lhe convier, para
avaliar e acompanhar a execução deste Plano e sendo necessário, encaminhará para a
associação as demandas que surgirem, isso também mediante ata e lista de presença.
14. Todos os moradores das comunidades que formam o PAE PARU têm direito a terra para nela
produzir, devido a condição de morador tradicional, sendo que a concessão de uso será coletiva
e feita em nome da Associação como organização representante dos moradores, mediante
contrato conforme prevê a legislação pertinente.
15. As questões relativas a procedimentos que envolvam transferência de posse ou domínio de
áreas dentro do PAE, saída ou entrada de novas famílias e demais situações fundiárias deverão
observar as restrições previstas na legislação com posterior registro em ata e lista de presença
ficando a decisão condicionada à análise conjunta da Associação Representativa dos Moradores
do PAE e do INCRA.
16. Deverão ainda ser realizados estudos e levantamentos que indiquem a capacidade e as
condições do PAE PARU, antes de qualquer modificação em sua estrutura de ocupação e
produção.
17. Qualquer intervenção dentro do PAE PARU de pessoas estranhas à área deve contar com a
autorização formal do INCRA e da Associação Representante dos Moradores do PAE.

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CAPÍTULO IV
Intervenções agroextrativistas
:: Pesca
18. Fica proibida a pescaria do mapará na região da comunidade São Sebastião do Igarapé do Paru no
período de 15 de setembro a 15 de março.
19. No período em que está liberada a pescaria de mapará (14 de setembro a 14 de março) esta se fará
com malhadeira de malha 08 para cima, de 75 malhas de altura. Sendo permitidas 08 malhadeiras por
canoa e 06 canoas por embarcação (comunidade Igarapé do Paru).
20. Na pescaria do mapará será permitida a cada embarcação capturar até 10 toneladas por viagem de
pesca, nos lagos do Curral, Marreca, Cabecera Grande, Lavrado, Aramã e demais lagos dentro da área
do PAE Paru.
21. Fica proibida a entrada de embarcações pesqueiras de pequeno e grande portes de outras regiões não
pertencentes à região do PAE Paru por tempo indeterminado.
22. A aquicultura poderá ser desenvolvida nas comunidades do PAE PARU, de forma coletiva ou individual,
desde que mediante aprovação em Assembleia da Associação Representativa dos Moradores e sendo
por meio de projeto devidamente aprovado pelos órgãos competentes de licenciamento. Deve se
atentar para os estudos técnicos de viabilidade da modalidade mais adequada para as áreas de várzea.
23. A pesca esportiva poderá ser praticada dentro do PAE, desde que cumpra os critérios legais e seja
autorizada pelos moradores da comunidade aonde for realizada.
24. No ambiente aquático pertencente ao PAE PARU é proibida a pesca com malhadeira embaixo de
árvores frutíferas, bem como a utilização de arrastões e de qualquer outro petrecho considerado
proibido pela legislação vigente.
25. Em caso de alterações hidrológicas fora do normal (seca intensa, cheia antecipada), a entidade gestora
do PAE entrará em contato com o órgão ambiental competente e o INCRA para que sejam tomadas as
medidas necessárias de forma a adiar ou antecipar períodos e demais normas estabelecidas neste
Plano relacionadas ao exercício da pesca.

:: Agricultura
26. O uso do fogo para a preparação de roçados fica condicionado às regras da queimada controlada,
destacando as seguintes necessidades: construção de aceiro no entorno da área a ser trabalhada;
comunicar aos vizinhos extremantes a intenção com no mínimo três dias de antecedência e, se
necessário, solicitar ajuda (puxirum) para a realização da queima e vigília.
27. A assessoria técnica a ser contratada pelo INCRA e/ou Associação representante do PAE deverá
trabalhar junto com as comunidades de forma a capacitar os moradores e aproveitar seus
conhecimentos tradicionais. Deverá ainda propor técnicas alternativas para o controle de pragas e
doenças em substituição ao uso de agrotóxicos e construir de forma participativa, novos modelos de
produção baseados na agroecologia e no melhor aproveitamento das culturas anuais e perenes de
forma a contribuir para o enriquecimento da alimentação familiar e o aumento da renda.
28. Fica proibida a utilização de agrotóxico dentro do PAE sem a devida recomendação de técnico
habilitado.
29. Fica proibida a derrubada e a queimada em áreas de proteção como: margens de rios, lagos, igarapés,
entre outros.
30. Os prejuízos nos roçados causados pela entrada de animais serão sanados mediante acordo entre as
partes envolvidas, caso contrário, deverão ser analisados em reunião comunitária conciliatória. Para
efeito de tomada de decisão, será levada em conta a qualidade da cerca construída.

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31. A comunidade que desejar poderá adotar cerca que separe área de agricultura da área de pecuária, e
definirá sobre a forma de construção e manutenção da mesma.
32. Os agricultores deverão colaborar para que não haja conflitos em relação à pecuária devendo as
atividades serem desenvolvidas de forma harmônica e sendo possível, cada agricultor e criador
providenciarão cercas para proteção de suas atividades.
33. O agricultor que desejar plantar na área destinada à pecuária (comprada através de ata da
comunidade) deverá cercar seu roçado e responsabilizar-se por ele, não cabendo neste caso direito a
ressarcimento dos prejuízos causados em decorrência da entrada de animais.

:: Pecuária
34. A criação de gado em geral será limitada e disciplinada dentro do PAE PARU de forma a continuar
sendo uma atividade econômica importante para as comunidades e ao mesmo tempo garantir que
seus impactos e manejo inadequados não causem prejuízos ao meio ambiente e às demais atividades
econômicas como a agricultura e a pesca.
35. Associação do PAE e o INCRA, com a ajuda de parceiros técnicos, deverão realizar estudos que
apontem a capacidade de suporte dos ambientes de várzea e a aptidão para a criação e implantação de
sistemas de manejo apropriados visando uma pecuária economicamente viável e ecologicamente
equilibrada.
36. Os criadores de gado em geral das comunidades que formam o PAE PARU devem investir em cercas
eficientes para contenção dos seus animais, bem como recolhê-los em currais durante a noite.
37. Os criadores de gado em geral das comunidades do PAE devem zelar pelos seus rebanhos evitando a
permanência dos mesmos nas áreas de caminho público e nas de concentração da comunidade,
devendo construir cercas para isolar tais espaços quando decidido em reunião. Fica terminantemente
proibida a supressão da vegetação natural (derrubada ou queimada) para a conversão de novas áreas
para a criação de gado no PAE PARU, apenas as áreas já convertidas em campo poderão ser alteradas.
38. Os aningais são considerados áreas de proteção, sendo proibido danificá-los ou destruí-los.
39. Fica proibido o arrendamento ou cessão de área para a criação de gado em geral de terceiros, devendo
cada criador ter sob seus cuidados apenas o seu rebanho.
40. A capacidade de suporte, ou seja, o número de animais por hectare, não será determinada neste
primeiro momento, mas poderá ser incluída na revisão e reajuste do Plano caso haja agressão ao meio
ambiente em decorrência da sobreposição de animais na área do PAE.
41. Fica proibido o despejo de animais mortos no rio, igarapés, lagos, e outros ambientes, ficando
obrigado o criador a queimá-los seja qual for a causa da morte.
42. A criação de gado em geral fica limitada à época da vazante (verão) e cada criador obrigado a retirá-los
para a terra firme na época da cheia (inverno) conforme estabelecido a seguir:
a) de 01 a 30 de janeiro de cada ano, cada comunidade deverá reunir, e em ata acompanhada de lista de
presença, confirmar a data limite para a retirada dos animais, o mesmo procedimento será adotado
para o retorno, sendo que o prazo será entre os dias 01 a 30 de julho;
b) o cumprimento dos períodos será monitorado pelos moradores e as lideranças das comunidades,
devendo sempre ser levado em conta as condições ambientais do PAE.
c) o criador que desejar permanecer com seus animais, ou parte deles, durante um período da cheia
deverá atentar para os seguintes critérios:
1) ter autorização da comunidade registrada em ata;
2) ter quadras em condições de manter os animais;

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3) permanecer com os animais contidos sem acesso às áreas de campo comum;
4) se responsabilizar por danos causados a terceiros quando provocados pelo seu rebanho.
d) no caso da letra “c”, o prazo para permanência deverá ser estipulado pela comunidade e não poderá
exceder 30 dias.
43. A criação de suínos fica condicionada à aprovação da comunidade e ao confinamento dos animais
em cercados distantes das áreas onde exista a coleta de água para o consumo humano, bem como a
criação de caprinos, aves e demais animais de pequena criação.
44. Na comunidade de Sagrado Coração de Jesus só será permitida a criação de gado branco e criados
dentro de cercados contidos nas áreas de cada criador, ficando assim proibida a criação de gado
búfalo.
45. O criador ou comunitários que encontra animais de seus vizinhos em sua área, deverá de imediato
comunicar o dono para que o mesmo vá buscá-los. (comunidade Sagrado Coração de Jesus)
46. O criador que trouxer seus animais das áreas terra firme (colônia) para a várzea com orientação
veterinária de insetos (carrapatos e outros) deverá mantê-los presos para que não haja
contaminação do rebanho de outros criadores que já estejam naquela área (comunidade Sagrado
Coração de Jesus).
47. Nas comunidades do PAE Paru fica proibida a criação de gado búfalo e a criação de gado branco
limitada em até 500 cabeças de gado por cada criador e 10 de cavalo também por criador.

CAPÍTULO V
Intervenções na fauna e flora

48. É proibido destruir ou danificar as Florestas existentes dentro das áreas pertencentes ao PAE PARU,
mesmo que em processo de formação, ou utilizá-las sem o cumprimento das normas de proteção,
especialmente para o estabelecimento de campos para pastagem e roçados.
49. Fica terminantemente proibida a captura, tanto para alimentação quanto para o comércio, de
animais silvestres, exceto quando autorizada por órgão ambiental competente dento do que prevê a
legislação através dos planos de manejo.
50. A criação de animais silvestres em cativeiro ou outra modalidade será permitida dentro do PAE
PARU, condicionada, no entanto à aprovação de um plano de manejo de fauna pelo órgão ambiental
competente.
51. É proibida a captura de quelônios, bem como a coleta de ovos e larvas, dentro do PAE PARU exceto
se através de planos de manejo ou outra modalidade de manejo aprovadas pelos órgãos
competentes.
52. A Associação Representante dos Moradores, em parceria com as comunidades membros e o apoio
de entidades parceiras, buscará desenvolver projetos de recuperação de áreas degradadas que
possam ser apontadas como prioridades dentro do PAE.

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CAPÍTULO VI
Intervenções no subsolo

53. Fica proibida a extração de barro na área do PAE, bem como qualquer atividade de extração de
minério, excetuando-se aquelas de interesse do Governo Federal.
54. A instalação de empreendimentos comerciais ou industriais que utilize matéria prima oriunda da
área pertencente ao PAE fica condicionada aos seguintes critérios:
a) aprovação em Assembleia Geral da Associação Representativa dos Moradores;
b) comprovação de legalidade junto aos órgãos competentes;
c) participação de representantes da Associação Representante dos Moradores para conhecimento do
cronograma de execução das atividades;
d) assegurar a Associação Representante dos Moradores percentual nos lucros conforme acerto formal
entre as partes.
55. Fica garantida a compensação financeira pelos danos e prejuízos causados por empresas ou pessoas
dentro do PAE. A Associação Representante dos Moradores fará a administração dos recursos, cuja
aplicação será definida em Assembleia Geral, dando-se sempre prioridade a projetos coletivos.

CAPÍTULO VII
Outras intervenções

:: Turismo e artesanato

56. Poderão ser desenvolvidas atividades que promovam o turismo, especialmente o turismo ecológico,
garantido, porém, o respeito ao meio ambiente e a cultura local. As atividades e ações turísticas
devem ser planejadas e executadas de forma a promover a participação de todos e a distribuição dos
benefícios em favor das comunidades.
57. Os turistas ou empresas de turismo que desejarem visitar as comunidades do PAE PARU deverão
entrar em contato com a liderança da comunidade que pretendem visitar para combinar sua ida, suas
atividades, período e demais detalhes da visita. O turista ou qualquer outra pessoa que visitar ou
permanecer determinado período dentro da área do PAE fica obrigado a respeitar as regras deste
Plano de Utilização.
58. Fica proibida a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos dentro do PAE PARU, o
descumprimento da presente determinação, sujeita o infrator às penalidades legais, bem como às
regras contidas neste plano.
59. O artesanato poderá ser produzido e deverá contar com o incentivo da Associação Representante
dos Moradores, garantindo principalmente a participação do trabalho das mulheres e jovens.
Poderão ser formados grupos de artesãos e artesãs para a busca de incentivos à produção e
comercialização do artesanato de forma a divulgar o nome das comunidades e gerar renda para os
comunitários envolvidos.

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:: Tratamento de resíduos sólidos

60. Fica sob a responsabilidade da Associação Representante dos Moradores, em conjunto com as
lideranças comunitárias, coordenar os trabalhos da coleta seletiva de lixo nas comunidades do PAE
PARU, conforme calendário a ser definido, bem como firmar parceria com a Prefeitura Municipal de
Óbidos, a Colônia de Pescadores e o Sindicato dos Trabalhadores para a execução das atividades.
61. A Associação Representante dos Moradores poderá buscar parceiras para a realização de cursos,
seminários e palestras, com o objetivo de capacitar os comunitários quanto à coleta adequada do lixo
e a destinação correta do material colhido.
62. A Associação Representante dos Moradores, juntamente com as lideranças das comunidades, as
escolas e os agentes de saúde comunitários, deverá promover campanhas, gincanas e demais
atividades coletivas, que trabalhem o tema lixo dentro das comunidades, de forma a buscar a
sensibilização para o problema e a adoção de soluções práticas e criativas.
63. As pilhas, baterias, embalagens de venenos e demais materiais tóxicos deverão ser separados para
serem entregues ao responsável no barco coletor e jamais poderão ser reutilizados, enterrados,
queimados, ou deixados ao ar livre, expostos à chuva e ao sol.
64. Os donos de embarcações devem evitar o despejo de lixo no rio, lagos, igarapés e canais, para isso,
fica recomendado o uso de aviso, fixado em local visível, dentro da embarcação e a presença de
lixeira, podendo ainda a Associação Representante dos Moradores juntamente com o INCRA
requisitar o apoio da Marinha visando à busca de soluções no combate a esta prática abusiva.

CAPÍTULO VIII
Gestão e fiscalização do PAE
65. A Associação Representante dos Moradores, através de seus representantes, servidores do INCRA e
fiscais do órgão ambiental competente realizarão a fiscalização do PAE PARU.
66. A Associação Representante dos Moradores constituirá comissões específicas para cada caso
surgido dentro do PAE que requeira uma intervenção maior no sentido de melhorar a gestão do PAE e
resolver possíveis conflitos.
67. A Associação Representante dos Moradores, juntamente com o INCRA deverá requerer aos órgãos
competentes ações de fiscalização dentro do PAE para evitar a prática de irregularidades
relacionadas ao descumprimento das regras deste plano.
68. Os recursos oriundos de ações coletivas, projetos ou programas devem ser geridos pela Associação
Representante dos Moradores e aplicados na conformidade do que dispuser a assembleia geral,
sempre dando prioridade em investimentos para a capacitação dos comunitários.

CAPÍTULO IX
Penalidades
69. A invasão e/ou uso indevido dos recursos naturais por pessoa que não faça parte do PAE, sujeita o
infrator à punição mediante a retirada imediata do mesmo da área e o ressarcimento pelos danos
causados, de acordo com as normas de uso e a legislação vigente, procedimento este realizado
através de ofício ao INCRA que tomará as medidas necessárias.
70. Ao não cumprimento de qualquer das normas constantes do presente plano de utilização pelos
moradores, fica o infrator sujeito às seguintes penalidades:

18
a) advertência oral ou por escrito;
b) embargo de atividades e suspensão de direitos junto à associação;
c) perda definitiva da Concessão de Uso, no caso de reincidência, e retirada do infrator da
área do PAE.
71. O comunitário que considerar injusta a penalidade imposta poderá recorrer junto à diretoria
executiva da Associação de Moradores num prazo de 10 (dez) dias a partir da aplicação da
penalidade. No caso de sua defesa não ser acatada em primeira instância, o morador poderá recorrer
ao INCRA.
72. Além das punições constantes deste Plano de Utilização os comunitários estão sujeitos às
penalidades contidas na Lei Ambiental, impostas pelos órgãos ambientais competentes.
73. Dependendo da gravidade da infração cometida por comunitário em relação a este plano ou de sua
reincidência, a Associação de Moradores encaminhará o caso ao INCRA através de ata e lista de
presença, solicitando que o infrator seja retirado da área como forma de resguardar o direito da
coleta.

CAPÍTULO X
Disposições gerais
74. A área de uso comum é um bem não sujeito à apropriação individual em caráter permanente. São
consideradas como áreas de uso comum as florestas, lagos, rios, igarapés, praias, caminhos e reserva
legal. Os projetos nestas áreas deverão ser apresentados a Associação de Moradores e levados para
aprovação em Assembleia Geral.
75. O fórum de decisão para entrada de novas famílias no PAE PARU é a Assembleia Geral da Associação
dos Moradores com a presença do INCRA, ficando para o momento vetado o ingresso de novas
famílias para compor o projeto, com exceção dos residentes que ainda não tiveram oportunidade de
serem incluídos no programa de reforma agrária, ou filhos de beneficiários, residentes no PAE, que
atingirem a maior idade, constituírem família e atenderem às demais exigências para inclusão em
Relação de Beneficiários, respeitando-se, sempre, a capacidade de suporte de cada comunidade.
76. Fica liberado o acesso ao PAE PARU de familiares de beneficiários, sendo que estes não integrarão a
Relação de Beneficiários do PAE, mas poderão conviver com os seus familiares sob a
responsabilidade destes, desde que respeitem as determinações contidas neste Plano.
77. O presente Plano de Utilização fica sujeito a alterações de quaisquer de suas normas, sempre que o
aparecimento de novos conhecimentos e novas tecnologias possam contribuir para a melhoria do
processo de consolidação do PAE PARU, ou a qualquer tempo, seja por problemas causados por
ocasião da execução ou referente ao seu conteúdo.
78. As propostas de alteração neste Plano deverão ser feitas formalmente pelas comunidades à
associação do PAE para que sejam analisadas em assembleia geral, se aprovadas serão
encaminhadas ao INCRA que dará o parecer final.
79. As propostas de alterações não podem entrar em conflito com as finalidades do Plano nem com as
normas da legislação vigente.
80. Este plano deverá ser amplamente divulgado entre todas as famílias do PAE, bem como junto a
comunidades vizinhas, entidades governamentais e não governamentais, e ainda se necessário,
junto aos meios de comunicação existentes no município.

Óbidos, 01 de Outubro de 2009.

19
O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia é uma
organização não governamental, sem fins lucrativos, que
desenvolve pesquisas científicas, análises de políticas públicas e
programas educativos com o objetivo de promover a boa gestão
socioambiental dos recursos naturais da Amazônia. Fundado em
1995, o IPAM tem sede em Belém, com sucursais em Brasília,
Canarana e Santarém.
Conselho Diretor do IPAM: Reynaldo Victoria, Jean Pierre
LeRoy, Cristovam Diniz, Alfredo Homma, Christine Padoch,
George Woodwell, Stephen Schwartzman, Luis Martinelli.
Diretor Executivo: Marcos Pontes Ximenes

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O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária


(Incra) é uma autarquia federal criada pelo Decreto nº. 1.110, de
9 de julho de 1970 com a missão prioritária de realizar a reforma
agrária, manter o cadastro nacional de imóveis rurais e
administrar as terras públicas da União. Está implantado em
todo o território nacional por meio de 30 Superintendências
Regionais.
Nos últimos anos, o Incra incorporou entre suas prioridades
a implantação de um modelo de assentamento com a
concepção de desenvolvimento territorial. O objetivo é
implantar modelos compatíveis com as potencialidades e
biomas de cada região do País e fomentar a integração espacial
dos projetos. Outra tarefa importante no trabalho da autarquia é
o equacionamento do passivo ambiental existente, a
recuperação da infraestrutura e o desenvolvimento sustentável
dos mais de cinco mil assentamentos existentes no País.

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