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Amazonês - dicionario - sergio freire

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Amazonês

Amazonês
Termos e expressões usadas no Amazonas
O AUTOR Sérgio Augusto Freire de Souza é amazonense de Manaus, professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Mestre em Letras pela própria UFAM e Doutor em Lingüística pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Publicou dois livros. O primeiro, em co-autoria, foi a série Citizen 2000, pela Editora Novo Tempo. A série didática foi utilizada por anos pelos alunos do ensino médio da rede pública do Amazonas, tendo sido reformulada em 2004 e rebatizada de New Citizen. O segundo livro, Conhecendo Análise de Discurso: linguagem, sociedade e ideologia, apresenta uma introdução à área de Análise de Discurso e foi publicado pela Editora Valer. O autor tem publicado artigos em vários periódic os impressos e on-line e apresentado trabalho em encontros e congressos, além de proferir palestras em várias instituições. Suas áreas de interesse na lingüística são a Análise de Discurso, Produção de Mate rial Didático, Aquisição de Linguagem e Informátic a e Ensino de Línguas. Mais recentemente ampliou seu interesse por Gestão da Educação Pública. É casado com Fabiana Eid e pai de Ana Clara e de Marina. Em seu site pessoal (www.sergiofreire.com.br) podem ser encontradas mais informações e outros textos do autor, como suas crônicas, muitas publicadas em jornais locais.

Umas palavras iniciais« Este livro é fruto de paixões misturadas: a paixão pela ciência, a paixão pela linguagem e a paixão pelo Amazonas. A paixão pela ciência se manifesta porque é por meio dos trabalhos científicos que descrevemos e explicamos (e, portanto, compreendemos melhor) o mundo em que vivemos. No entanto, fazer ciência em um país como o Brasil não fácil. O fomento é limit ado e as dificuldades tremendas. A despeito dos empecilhos, f azer ciência é uma forma de se eternizar no mundo, de deixar um olhar muito particular sobre determinado objeto. Quando os obstáculos para se concretizar uma pesquisa são superados, há ainda o desafio de tornála pública, pois todo texto surge do social e a ele deve voltar. Nesse particular, alegra -me sobremaneira a acolhida ao trabalho feita pela Editora Valer, grande agente de resgate e perpetuação da memória cultural de Manaus, por meio de suas inúmeras publicações, n as mais variadas área do conhecimento . A paixão pela ciência se manifesta por meio da paixão pela linguagem. Pela linguagem somos. Pela linguagem damos sentido ao m undo. Na linguagem podemos nos ver da forma mais verdadeira: nossas crenças, nossos valores, nosso lugar no mundo, enfim. Somos o que aprendemos a ser durante nossa vida e aprendemos a ser via linguagem, no nosso caso a língua portuguesa. É doce ilusão, no en tanto, acreditar que a língua portuguesa é única e inteligível por todos os seus falantes. Um breve deslocamento basta para ou vir outras línguas portuguesas, com outras palavras, outros cantos, outras identidades. Há o português mineiro, um trem danado de bão; o português gaúcho, tri-diferente ecuiúdo; há o português caipira e seu falar forgado; há o português carioca, do povo do ridijanero, sem falar do português falado pelo maranhense, que ao perguntar qual sua pontuação quer saber o número que você calça. Há vários ³portugueses´ espalhados no Brasil, todos bem diferentes do Português que aqui chegou, supostamente nas naus de Ca bral. Depois que aqui aportou, seria impossível que o português de Portugal não sofresse influência das mais de trezentas línguas indígenas então existentes , bem como das línguas africanas e européias que para cá também vieram, como registram a nossa histó ria e os nossos estudos lingüísticos. A língua portuguesa brasileira possui outra história e outra historicidade, diferentes das que embarcaram nas caravelas no séc. XVI. P or tantas diferenças, alguns lingüistas já ousam chamá -la de língua brasileira. São línguas com materialidades tão distintas que ao instalar um programa no computador, por exemplo, há a opção para ambos os idiomas como se fossem dois, porque de fato o são. Se cada variante do português espalhada por esse país imenso tem sua nuance é porqu e também tem sua história particular. E a variante falada no Amazonas tem a sua. Os termos indígenas na linguagem da região são bem marcantes, como igarapé, igapó e bubuia. A linguagem dos soldados da borracha, nordestinos que para cá migraram no fim do século XIX, deixou sua marca, como catinga, abestado e de lascar. O chiado do português de Portugal se manteve no s final da pronúncia dos amazonenses. Por tudo isso, é bobagem disputar a naturalidade dos termos. O que podemos afirmar é que todos são termo s do português brasileiro que, pelo capricho dos movimentos da história, resolveram aparecer e se fixar aqui ou ali. Assim, o dicionário de Amazonês vai cer tamente trazer marcas, por exemplo, de um cearês por conta do encontro lingüístico dos tempos da bor racha. Essas fronteiras lingüísticas são muito tênues e móveis. Estar neste pequeno dicionário não batiza a palavra como amazonense, mas a naturaliza como cidadã do m aior estado do país porque ela faz sentido na linguagem dessa região. Essa região é a terceira paixão que confluiu para o aparecimento do livro: a paixão pelo Amazonas. Terra abençoada com uma cultura tão rica quanto qualquer cultura e tão peculiar como peculiar é também toda cultura. Como o peixe é o último a perceber a água, é preciso se distanciar para chegar mais perto. O texto acadêmico embrião deste livro surgiu na agradável cidade de Campinas, SP, durante o doutorado na Unicamp. O artigo, requisito para a qualificação de área em Sociolingüística, é apresentado na primeira parte do livro. No

texto há algumas reflexões sobre linguagem e discurso que introduzem e ajudam a compreender a segunda e maior parte do livro, o dicionário em si. Por fim, o livro traz ainda uma entrevista sobre o Amazonês feita por Moisés Arruda para seu blog. Peixe fo ra d¶água, Moisés é um amazonense exilado em São Paulo que viu na linguagem da sua terra uma forma de diminuir a saudade. A entrevista é excelente e sintetiza as várias entrevista dadas à imprensa sobre o assunto durante os cinco anos necessários para que o material tomasse a forma final e chegasse às suas mãos. A entrevista feita por Moisés responde as dúvidas mais comuns dos leitores leigos. Pelo distan ciamento da linguagem, aqui vista não como parte naturalizada da vida, mas como objeto teórico, não há c omo não se espantar com o que nos rodeia o tempo todo: a língua que falamos. Ou melhor: a língua que nos fala. Boa leitura. Sérgio Augusto Freire de Souza Verão sem chuva de 2007 Peculiaridades do falar amazonense: um dicionário e algumas reflexões pedagógicas Sérgio Augusto Freire de Souza Doutor em Lingüística ± UNICAMP Introdução Um dos índices de identidade mais forte que conhecemos é a língua. É como diz Labov (1972), ³a questão sociolingüística funda mental vem da necessidade de se compreender por que alguém diz algo´. Dizer algo passa por usar a língua. No entanto, a denominação ³língua´ apaga que dentro de uma língua há várias línguas e variações que por vezes tornam difusas as bordas e fronteiras. ³Qualquer l íngua, falada por qualquer comunidade, exibe sempre variações´ (Alkimim 2001: 33). É nesse pressuposto sociolingüístico que esse trabalho se constrói. O texto que aqui apresentamos é resultado de mais de cinc o anos de análise de situações de linguagem oral em Manaus, no Amazonas. Em nossa coleta de registros, tentamos o máximo fugir do ³Paradoxo do Observador´ (Labov, op.cit.: 181), criando situações que desviavam o foco da fala, permitindo com isso que o falante se expressasse sem saber que era ela, a fala, que estava no centro do estudo. Como produto da análise, buscamos reunir em um dicionário signos do falar que identifica o manauara e que, por outro lado, o desidentifica em relação ao português falado em outras regiões do país. Na costura do trabalho, como dito, enfatizamos o disc urso da oralidade (Gallo 1995) por ser esse discurso menos sujeito às normatividades da língua padrão [1]. Buscamos ainda considerar alguns aspectos na feitura do texto, e deixamos de fora, por uma questão de recorte, o aspecto fonético e sintático, que merecem um estudo à parte, ainda que o reconheçamos necessários dentro da inter -relação constitutiva das partes da linguagem. O trabalho constou das seguintes fases: definição do escopo do trabalho, d efinição do corpus, análise das enunciações, classificação e elaboração do dicionário. 1 O escopo do trabalho, a definição do corpus e as resultantes Como em toda pesquisa, é necessário recortar o objeto para melhor trabalhá -lo teoricamente. Nosso recorte teve uma dupla característica: foi um recorte discursivo e um recorte lingüístico ao mesmo tempo. No aspecto discursivo, privilegiaram -se a oralidade, tomada do ponto de vista da análise de discurso (Gallo op.cit.), e registros dessa oralidade em situações concretas de enunciação, a fim de evitar procedimentos que envolvam dados ³inventados´, como os que normalmente vemos em algumas teorias, notadamente aquelas fundamentadas nos trabalhos da Gramática Gerativa. Esse duplo recorte nos possibilitou coletar da dos nas seis zonas geográficas de Manaus [2], assim determinadas conforme Decreto n.º 2.924 de 07 de agosto de 1996. É interessante notar, e desenvolveremos essa consideração mais à frente nas co nclusões, a predominância dos traços que identificam a linguagem utilizada como ³amazonense´ nas áreas de menor poder aquisitivo e de menor acesso aos bens sociais. Essa forte correlação tem, a nosso ver, uma importância fundamental na compreensão do própr io processo identitário do manauara e de sua relação com a língua trabalhada na escolarização. O tratamento analítico do corpus apresentou duas resultantes: uma referencial e uma pedagógica. A resultante referencial é a compilação de um dicionário básico de regionalismos amazonenses falados na cidade de Manaus. A resultante pedagógica é uma reflexão das implicações desse falar para o ensino de língua portuguesa nas escolas da rede pública da cidade. 2 O tratamento do corpus A língua é uma entidade caleidoscópica que simula para o falante uma falaciosa homogeneidade. Nessa simulação, entram dois níveis: o nível lingüístico e o nível discursivo. No nível lingüístico, o falante vê -se iludido na imagem circulante de que a língua que fala é igual para todos os ou tros falantes. Nessa visão, basta que o processo de comunicação como proposto por Jakobson (1988: 123) se efetive para que haja comunicação: um em issor emite uma mensagem num código inteligível pelo receptor através de um canal limpo. Se o caminho estiver perfeito a compreensão acontece. O esquema proposto por Jakobson, no entanto, desconsidera um aspecto fundamental da linguagem, que é o discurso [3]. No nível discursivo, cada dizer não é dito se m motivação ideológica, revelando processos que localizam o sujeito enunciador em um lugar sócio-histórico que dará sentido ao seu dizer. A teoria do discurso, no entanto, afirma que o sujeito ³esquece´ essa filiação histó ricoideológica, sendo esse esquec imento constitutivo da natureza da linguagem (Pêcheux e Fuchs 1975; Souza 2006). Esse apagamento de

Assim. Os migrantes. No entanto. queremos de antemão evidenciar que o estudo lingüístico aqui descrito não se inscreve na pressuposição da relaç ão um-para-um língua-grupo social. Termos e expressões . essas duas variáveis passaram a desenhar os traços do linguajar amazônico. tendo em vista que uma comunidade de fala se define por ser uma en tidade sociolingüística e uma unidade fundamental de análise (Gumperz 1968). se manifesta tanto no registro padrão da língua quanto em um não-padrão. funciona como uma espécie de marcação de posição quanto ao que não é: a linguagem padrão produto de investimento dos meios de comunicação de massa e da mídia em geral. notadamente Norte e Leste. Resumindo: a identidade lingüística não garante a identidade discursiva. pelo exame dessa dupla perspectiva: a da roupagem lingüística e a do caráter discursivo da linguagem. Segundo Freire (2004). Como criti ca Romaine (1982): ³É preciso reconhecer. 2. ou seja. bem como as demais línguas das nações indígenas existentes. o discurso x.3 O falar caboco: a roupagem O que caracteriza o falar caboco? Qual a margem que o localiza como pertencente a um sujeito diferente? Definir essas margens é um dos grandes desafios dos lingüistas. 2. Por outro lado. o Português é língua hegemônica na Amazônia há apenas 150 anos. as relações de organização no espaço da cidade e as relações políticas no sentido grego da polis. é: ³não é bom falar como eu falo porque isso lembra que eu sou o que eu sou. não há como negar que existem correlações entre as variações lingüísticas e um amplo leque de características sociológicas dos falantes. entendido como uma prática social. Até que ponto isso é um termo do falar amazonense e não mais uma herança do falar nordestino incorporada ao patrimônio lingüístico local pela diacroni a lingüística. Em sua organização. como tem sido documentado pelos inúm eros trabalhos sob a influência laboviana. a identificação negativa se mostrou muito m ais comum nos falantes das zonas mais pobres da cidade. Assim. como se essa identidade ³ruim´ devesse ser apagada ou dissociada de si. Retomaremos a questão discursiva em nossas conclusões. Indígenas vêem a presença de seus termos de forma forte no português amazônico. O que estamos querendo dizer é que mesmo reconhecendo as correlações sociais entre a variante utilizada e grupo social que a utiliza.2 O caráter discursivo da linguagem Todo grupo social que utiliza a linguagem se organiza. Por outro lado. Uma comunidade de fala é extre mamente complexa e heterogênea e é extremamente arriscado definir correlações biunívocas entre fala e comportamento social sem uma análise mais profunda dessa complexidade. Por que levantamos essa questão? Porque em nosso trabalho percebemos identidade lingüística onde não havia identidade discursiva e vice-versa. a presença de migrantes nordestinos foi acentuada e seu falar passou a compor o cenário lingüístico da região. relações de poder (Foucault 1979) se estabelecem j untamente com o estabelecimento de formações imaginárias em relação aos demais grupos que se inter -relacionam. entram nessa equação as relações de classe. apresentaremos alguns excertos de nossa pesquisa com respec tivos comentários. normalmente um falar é associado a um comportamento social. Quando falamos da dificuldade de definir bordas é exatamente a esses limites opacos que nos referimos. Por agora. essas correlações se dão de forma heterogênea e não são garantias de homogeneid ade discursiva. Nordestinos reconhecem em termos cabocos sua filiação nordestina. 2. Às vezes nós [lingüistas] mal s abemos quão heterogêneas algumas comunidades de fala são´ (p. principalmente cearenses. no caso a linguagem. Nossa análise passa. da relação de cidadania. são duas as grandes influências que compõe o falar amazonense: a influência nordestina e a influê ncia indígena. de que à coisa dita corresponde sempre o significado pretendido. 15). Por roupagem lingüística referimo -nos ao registro lingüístico utilizado pelo falante. Apesar de fazer uso da linguagem local com mais freqüência. No aspecto discursivo. podemos afirmar que existem duas principais atitudes em relação ao falar amazonense: uma atitude de identificação positiva e uma de identificação negativa.1 A roupagem lingüística O discurso não está em correlação direta com a roupagem lingüística. assim. Com o início do Ciclo da Borracha (1879-1912). que apagou o traço da história? Na análise de nosso corpus. Mais do que identidade discursiva. ou seja.filiação discursiva leva o sujeito à idéia de que a língua é transparente. É interessante notar que a identificação positiva aparece muito mais nos falantes localizados em uma faixa econômica mais privilegiada economicamente e que menos está sujeita a marcações da linguagem regiona lizada em sua fala. Sob a base do português geral. na linguagem padrão. A identificação com ³o que é nosso´. Até então a presença lingüística da Língua Geral (Nheengatu) era preponderante. ser identificado como ³caboco´ [4] traz imediatament e uma sensação de negação identitária. o que há é certa garantia de identidade lingüística. Na composição dessas relações imaginárias sociais entram como elementos fundamentais a movimentação e a composição do tecido social através das organizaçõe s sócio-geopolíticas. É preciso um breve histórico dessa influência. numa homogeneização que leva aos estereót ipos sociais no imaginário de uma coletividade. morador da periferia sem acesso aos a parelhos sociais´. fugiam da seca e da miséria que avassalava sua região então. O recado.

citamos dois exemplos recentes. Encontramos índices de identificação e de contra identificação (Pêcheux 1988) nas falas analisadas. cearenses. da mesma forma que carapanã. cremos que a abordagem à língua padrão pode ser feita de forma mais proveitosa através da exploração de processos de identificação lingüísticos. ³gente. A transposição da o ralidade não-padrão para a escrita padrão. Uma vez feito o levantamento do vocabulário. Só cabocão fala assim«´. mas a maioria dos termos era desconhecida. do bodozal¶. Bentes & Fernandes 2005). e fazer a ponte dessa bagagem com a língua padrão. caga-raiva e desconforme trazem uma cor nordestina. de vários registros. o desconhecimento também o é. ³« é uma pena que muita gente fala esse português errado«´. A repercussão foi extremamente positiva na cidade e o comercial bastante comentado. Algumas falas de contra -identificação: ³« é muita caboquice falar assim. coisa de gente pobre. todos os signos são pharmakon. antes que alguém reclame que determinada palavra não é exclusividade do falar amazonense. utilizando o slogan ³Amazonense como você´. A nossa linguagem é única e fantástica´. O professor que souber aproveitar a capacidade do aluno de ser poliglota em sua própria língua atingirá dois objetivos desejá veis para a escola de hoje: respeitará a diversidade constitutiva do social. Se o reconhecimento é um critério de identificação. passamos a ³testar´ suas bordas com pessoas não pertencentes ao universo discursivo amazonense. Para isso. se faz muito forte e marcadamente pela linguagem. O Banco HSBC decidiu fazer propagandas regionalizadas e utilizou várias expressões. Assim. Com essa premissa definida. porque a língua é vo látil. cultural ou lingüístico. a norma de investimento naci onal. é bom ou ruim ser caboco? Como nos diz Derrida (1997). produto e prática social. ³« é (sic) muito chibata essas expressões´. de ser sujeito no mundo e proporcionará momentos de acesso real do aluno à chamada norma padrão. já desconstruídas há algum tempo no campo da l ingüística. quando associam o regis tro que usam a uma língua inferior. Alguns termos foram reconhecidos na acepção utilizada pelo amazonense. para que se evidencie ao aluno o caráter complexo da linguagem. não o aceitam como de valor na economia das trocas simbólicas (Bourdieu 1999). como ³Cortar a curica´. Marcuschi 2001a. A rede de drogarias Pague Menos chegou a Manaus oferecendo descontos de 60% nos medicamentos por ela vendidos. Odeio quando falo as coisas aqui no Rio e ninguém me entende´. Ainda como exemplo de que a transversalidade valorativa perpassa as várias classes sociais. Por um lado. fluminenses e catarinenses. jururu. Vale ressaltar que a atitude positiva veio de um públic o que é cliente de banco e que tem acesso aos meios de comunicação. baianos. essa mesma associação habita o imaginário das classes mais pobres que possuem acesso restrito à língua padrão. Os dois grupos que dominam o mercado farmacêutico em Mana us começaram uma propaganda maciça fazendo um chamamento à amazonidade. Podem ser bons ou ruins. 2001b). portanto. 3 As implicações pedagógicas à guisa de conclusão Em todo processo de coleta de registros. Sabendo da impossibilidade de um recorte preciso. Expusemos os vocábulos a paul istas. Aqui voltamos à tese de que não há coincidência entre identidade lingüíst ica e identidade discursiva. gaúchos. ³« triste esse jeito de falar. análise e compilação do dicionário. possibilitando igualmente a inserção desse aluno num universo social cuja barreira. ampliando no aluno a consciência de sua id entidade lingüística e. utilizando frases como ³quem não lhe conhece não pode inspirar confiança´ e coisas do gênero .4 O falar caboco: o discurso Afinal. ³«ouvir essas palavras de novo me faz voltar o que de mais feliz eu tive: a minha infância´. explicamos que a dinâmica da língua nunca garantirá tal propriedade exclusiva. Algumas frases traduzem o preconceito lingüí stico (Bagno 1999) da associação biunívoca entre norma padrão e língua portuguesa.comoarrudear. sem dúvida. Mesmo utilizando o registro. . um objetivo corolário nos acompanhou. além de econômica. É pela língua padrão que ele acessa bens culturais que ampliam seu espaço de cidadania. É. Por outro lado. sendo todos os outros registros considerados como sendo português errado ou de pior qualidade. tentamos ajustar o máximo possível as fronteiras que definiam o que ficava dentro e fora do dicionário. mangarataia. incluindo a oralidade. já encontra bastante suporte na literatura lingüística ( cf. o professor deve levar em conta toda a bagagem lingüística trazida pelo aluno . como é bom falar e ser entendida. É preciso que não caia em nenhuma das falácias abordadas por Soares (1997). mimetizando em sua própria auto -imagem da identidade social esse não-valor. bucho. 2. Algumas falas de identificação: ³« é muito bom falar de coisas nossas. é necessário que o professor de língua portuguesa transite por conceitos sociolingüís ticos que lhe permitam um deslocamento do lugar de sujeito normativista. O que pode esse percurso levantar de questões para o ensino de lí ngua portuguesa na escola? Que reflexões podem ser levantadas para o tratamento sistemático da linguagem em ambiente escolar? Partimos da premissa de que ao aluno deve ser proporcionado o acesso à língua padrão e cabe à escola essa experiência. amazonenses. Essa ampliação passa pelo trabal ho com os diversos gêneros orais e escritos ( cf. pitiú apontam para uma indigeniedade marcante. necessária a ampliação de visão metodológica para o trabalho com a linguagem. Não seria diferente com a imagem de ser cab oco. como a teoria d o déficit cognitivo. por exemplo. dependendo da dosagem e do paciente. muitas frases de identificação vêm de falantes que não utilizam os termos cabocos com freqüência. A escola não deve se furtar a tal tarefa sob pena d e ser uma escola excludente. como procedimento metodológico. empachado. Assim. mineiros.

S oares.Esse deslocamento nas posturas teóricas e metodológicas é hoje o maior desafio de todos nós que trabalhamos na formação de professores.). não dos seus produtos. São Paulo: Cortez. Microfísica do poder. Souza. ± Mentiroso. Esse dicionário é uma pequena contribuição para o fascinante mundo da linguagem. Artigo traduzido e publicado: ³A propósito da análise do discurso: atualização e perspectivas´. In: Langages. S.. uma prática social cuja regularidade só pode ser apreendida a partir da análise dos processos de sua produção. 1968. adv. S. J. _________ ³Oralidade e ensino de língua: uma questão pouco falada´. R. S. 1999.). Fernandes. portanto. V. Preconceito lingüístico: o que é. ³O Amaro está a perigo. J. Londrina. Leste. A PRÓPRIA loc. 1990. In: International encyclopedia of social sciences. o meio de produção um determinante na caracterização do discurso. obrigado. Pecheux. A. que entende discurso como seu objeto teórico (objeto histórico -ideológico). M. id. & Holmes. A farmácia de Platão. A. Notas [1] Em seu trabalho. São Paulo: Perspectiva. que eu tô a perigo´. ³The study of language in its social context´. Romaine. 1982. 2001. A economia das trocas simbólicas. ± 1 Palmeira que dá frutos oleosos e comestíveis para vinho ou mingau. adj. L. In: O livro didático de português: múltiplos olhares. Centro-Sul. ³O Dudu é um tremendo abacabeiro! Disse que o pai dele é dono da Microsoft´. J. (Org. Fuchs. 2001. (ed. 1999. Manaus: Valer. ABACABA s. 1988. Rio de Janeiro: Lucerna. Campinas: Editora da Unicamp. ³Paga o lanche pra mim. Bagno. ³What is a speech community´. 2006. ± A tal. ³Se quiser ir embora. P. Discurso da escrita e ensino. A PULSO loc. Vol 1. Centro-Oeste. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. Sociolinguistics. Neste trabalho nos referimos a discurso sempre dentro do campo teórico da Análise de Discurso oriunda dos trabalhos de Michel Pêcheux. W. In: Pride. Foucault. 13 ed. F. 2 ed. London: Edward Arnold. Semântica e discurso: uma crítica à afirmação do óbvio. L. 37. São Paulo: Ática. ³Compra um real de cigarro na venda do Zé. São Paulo: Cortez. ³Comendo sem gosto« Parece até que está comendo a pulso´. o que é bom para fumante liso como eu´. S. como se faz. 1979. Oralidade e literatura. Ele disse que pescou na linha cento e vinte jaraqui numa manhã´.. Campinas: Editora da Unicamp. R. mas a relação do enunciador com a institucionalização de seu dizer . adv. m. f. Terminamos onde começamos. 2001a. A. Bentes. New York: McMillan. [3] O termo discurso é um termo portmanteau que agrega vários entendimentos conceituais. New York: Penguin. Introdução à lingüística: domínios e fronteiras.. M. Rio de Janeiro: Graal. 2005. A LA VONTÉ exp. In: Mussalim. com Labov (1972): ³a questão sociolingüística fundament al vem da necessidade de se compreender por que alguém diz algo´. J. In: Fernandes. Pega o leite e o abacate que eu vou fazer uma abacatada para mim´. Conseguir deslocar imaginário faz parte do compromisso político do pesquisador que se diz educador. Solange Gallo afirma que o Discurso da Oralidade pode ser tanto falado quanto escrito. 2 Mentira. Jakobson. ³A poesia oral nas periferias do mundo: hip-hop e rap´. Sul. J. 2004. Hak. ± Como queira. 2 Muito tempo sem manter relações sexuais. A. São Paulo: Cultrix. Gumperz. 1997. n. Rio de Janeiro: Atlântica. Ele vende a retalho. F. T. A A COMO? loc. f. Freire. M. ± Vitamina de abacate.br ou participe na comunidade dedicada ao Amazonês no site de relacionamento Orkut. Está pegando até velha desdentada´. 1995. Conhecer a historicidade desse dizer nos ajuda a compreender nossa própria identidade e nosso papel na teia social. C. ideologia. . É na conjunção da teoria e da prática que a mudança política se possibilita. Rio Babel: a história das línguas na Amazônia. 1997. ± Forçado. B.Sociolinguistics variations in speech communities. São Paulo: Loyola. 2. A RETALHO loc. ³A Ana Paula comprou um perfume francês e chegou aqui se sentindo a própria´. ³Sociolingüística´. [2] São elas: Norte. adv. 1975. ³O Paulinho tava lá contando a maior abacaba. 1972. T. In: Romaine. cara. ± Quanto custa? ³A como tá o tucunaré?´ ³R$ 10 a enfiada´. Campinas: Editora Unicamp. In: Gadet. Referências Bibliográficas Alkimim. A. Pêcheux. que faz da subsistência seu meio de vida no interior do Estado.com. adv. Linguagem e escola: uma perspectiva social.. (org). Oeste. a boa. ´Mises au point et perspectives à p ropos de l¶analyse automatique du discours´. 15 ed. 1988. F. Bentes. [4] Utilizamos o termo ³caboco´ e não ³caboclo´ para diferenciar a identidade do falante urbano manauara da identidade do amazôni da. ± 1 Sem dinheiro. Derrida. A. Por uma análise automática do discurso: uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Marcuschi. Bourdieu. ± No varejo. C (orgs) . na marra. Para contribuir com futuras edições mande um e mail para sergio_freire@uol. a melhor. não sendo. ³Estou morrendo de fome. sociedade. C. Conhecendo análise de discurso: linguagem. M. ABACABEIRO s. São Paulo: Editora Iluminuras. a la vonté! E já vai tarde!´ A PERIGO loc. F. Lingüística e comunicação. ³The speech community´. ABACATADA s. que se produz socialmente através de sua materialidade específica (a língua). Labov. M. pois sociedade e linguagem se constituem mutuamente. F. Gallo.

± Bebida alcoólica. Sua regeneração é extraordinariamente grande mesmo sendo abatida vorazmente pela indústria de palmito.Após comê-lo. ³Tem que trocar o saco de lixo que esse aqui já tá abarrotado´. Só está amancebada´. sabor ácido -adocicado. ± Expressão manifestando a opinião de que a pessoa mereceu o que teve. com sabor adocicado e de grande delicadeza. de múltiplos troncos de até 25 m de altura. ACHO É BOM! exp. ± Fato. ³O Lanche Filho da Fruta vende sanduíche pequeno. ± Apropriar-se de bens alheios. ± Exagerado. em forma de tronco de cone invertido. m. ± Satisfeito. não. ³Altea aí a TV que não está dando pra ouvir nada´. avoado. ALEGAR v. m. não. ³Tu tens cinco goiabas aí. A maturação de seus frutos verifica -se durante a maior parte do ano. AJUNTAR-SE v. ± Arranque. feita a partir do arroz. empanturrado. ± 1 Agarrar alguém com intenções sexuais. ³Não gosto dele. ALPERCATA s. sorrir. ± Bajular com alguma intenção. grande e aloprado´. ³O parafuso não segura porque ele está cuspido e a porca está afolosada´. ± Aumentar. ± Sentar. ± Chateado. ± Apressado. ³Presta atenção. ± Apanhar o que está no chão. comp. Ele é muito abirobado. empanzinado. ³Pára de falar abobrinha. ± Encobrir namoro de um casal. m. ³Não confio no Guilherme pra levar os pratos lá. ± Pelo menos. largo. ± Rir. ³Espere um pouco que ela já vem. ± Fruta de origem oriental do tamanho de uma manga grande. ± Dar algo a alguém e depois ficar passando na cara. polpa gelatinosa. ± Apalermado. . ACUNHAR v. ³O afobado come cru´. ± Enxerimento. ABESTADO adj. ABISCOITAR v. afanar. Encontrado em grande número em estado silvestre na Amazônia. ACOCHAR v. ³Peguei um abuso da Creuza. doutor delegado. porém predominando de setembro a janeiro. ³Me empresta tua alpercata pra eu ir lá fora. -AÇU el. m. ± Sufixo de composição significando Grande. ALOCÉ adj. m. ± Frouxo. Na hora do acontecido eu tava dormindo´. atiramento. ³Ele só chega cheio do aço toda noite´. ALUADO adj. AGÁ s. Fruto arredondado de casca amarela. ± Mulher fogosa. ³Sei não. ele ficou acuado na sala´. 2 Cobrar. ± Nervoso. ³Esse menino está aluado hoje. ALTEAR v. ³Quando chegaram todos para tirar a coisa a limpo. idiota. ³A ex-mulher do Mário se ajuntou com o Walter Papagaio. ALUÁ s. é melhor pegar de volta o dinheiro que tu me emprestaste!´ ALGUIDAR s. f. imbecil. ³O namorado da Alice botou chifre nela. cheio. mas sumiu´. Vê se te informas antes de dizer as coisas´. não. AFOBADO adj. m. redondo. ± Ver Abafar. ± Besteira. os lábios ficam grudentos. ABESTALHADO adj. AGORINHA adv. Abanque-se aí no sofá. m. m. AMANCEBADO s. Ver Comer abiu. falso propósito. ABUSO s. referindo-se ao passado e não ao futuro. ± Encobrir namoro de um casal. AGUAPÉ s. ABIROBADO adj. adv. inquieto. ± Recolher-se sem chance de defesa.³Quando passei estavam os dois no maior agarro no muro da igreja´. ³Cadê o trabalho? Não dá mais para enrolar. AFOLOSADO adj. ALOPRADO adj. Seus frutos nascem em cachos em número de três a oito por planta.ABAFAR v. de onde veio no século XVIII. ³Te juro pela luz que me alumia que não sei de nada´. Sua freqüência no Baixo Amazonas chega a tal ordem que produz populações homogêneas. AÇAÍ s. estúpido. ALMENO loc. menino´. rapaz! Diz que faz e nada!´ AGARRO s. caule liso. ACESUME s. pessoa que não entende de nada. coisa sem importância. Me dá almeno uma´. O chefe está me acochando!´ ACOITAR v. médio. lembra mesmo os abricós do Oriente. Acho é bom! Ela também traiu o ex-marido!´ AÇO s. m. ABOBRINHA s. AGONIADO adj. ³Se é pra alegar. baixo. e com diversos usos domésticos. m. id. com maior intensidade nos meses de julho -dezembro. viver junto. ³O Júlio está agoniado com tanta dívida´. ACUAR v. emburrado. ABIO/ABIU s. ³O Sandro só tem agá. Agorinha quer dizer hápouquíssimo tempo atrás. menina. v. com adição de água. m ± Ato de namorar despudoradamente com carícias corporais. ³No lago do Janauacá tem muito jacaré-açu´. Altamente energético. ± Palmeira altamente ornamental. ³Quando chega homem aqui. m. levemente curva e apresentando raízes visíveis na base. Rita! Tá toda alocé hoje´. m. ± Vaso de barro ou de metal. Um dia eu me dou bem´. ± Amasiar-se. ³Ela estava aqui agorinha. Raoni´. ³Comi tanta macaxeira que fiquei afrontada´. ± Sandália. ³Ele contou a piada e todo mundo achou graça´. AJUNTAR v. inclusive armazenagem e na fabricação do tucupi. ³Ajunta teus brinquedos e bora embora. ± Pessoa solteira que vive maritalmente com outra. essas meninas ficam num acesume só´. ± Cheio demais. ± Vinho ralo. ACREANA s. Só de olhar pra ela fico irritado´. não. ACHAR GRAÇA loc. m. Estão morando juntos´. ± Referente a quem anda ou está nas nuvens. ABANCAR-SE v. ± Abestalhado. do milho ou do abacaxi. ³O Dangliney está acochando a mulher do Walter´. ALCOVITAR v. Ele é muito abestado pro meu gosto´. ± Iluminar. ³Eu não desisto da Rosinha. homem!´ ABARROTADO adj. ± Nojo. não quis comer«´ ALUMIAR v. Vai fazer besteira´. ³O advogado pilantra abafou a herança do cliente´. translúcida ou ligeiramente brancacenta. ± Bebida fermentada. impaciente. ± Diferentemente do uso no Sudeste. Floresce quase o ano inteiro. ABRICÓ s. AFRONTADO adj. f. ± Envolver-se amorosamente. Não falou com ninguém. Continuo adubando. ACONTECIDO s. ± Ver Abestado. ³Ela não casou. ADUBAR v.

ARUÁ adj. despentear o cabelo. tô até o toco de trabalho´. ARREDAR v. sem dinheiro. Só se amigaram´. ³Vou aparar meu cabelo hoje´. ³Arria as caixas aí mesmo´. m. ASSUNTAR v. m. ± Aproximar-se. AMO-DO-BOI s. ± Dar a volta. ± 1 Cortar. Só anda na pindaíba´. ± Confusão. ANHANGÁ s. ³Ele soltou papagaio ontem. ³Deixa de ser apresentado. Bia. ARMAR v. ³D. demora ndo várias semanas para germinar. daí o verbo. ARMADOR s. ATÉ PARECE« exp. ³Deixa como tá. ± Apressado. ± Paquerar. ± O cheiro adocicado característico do araçá -boi agrada logo de primeira. APERREAR v. Fica arengando por qualquer coisinha´. ³Vou me assear pra dormir´. ± Emburrado. adj. ± Cearense. ± Imitar jocosamente.³Arrente vai lá com ela´. ANEL DE COURO s. Quando não há. posso entrar pela frente?´ ³Não. ³Vamos apofiar uma corrida até a igreja?´ APORRINHAR v. ± Deslocar-se. ARAÇÁ-BOI s. ARDOROSO adj. ARRENTE pron. ³Não perco o festival por nada. ± Descansar uma carga pesada sobre o solo. duro. ASA DURA s. ³Ei. APODERAR-SE v. m. ± Ingênuo. ARRIAR v. ATÉ O TUCUPI exp. 2 Coletar o papagaio no ar. ± O mesmo que se amancebar. f. ± Gogó. ± Indica dúvida. ARRANCA-TOCO adj. Ele já tá todo assanhado!´ 2 Mexer com o que está quieto. ARIGÓ s. m. AMIGAR v. Com sua polpa amarelada é possível preparar sucos e doces deliciosos. mas ela é muito arisca´. ± Implicar. ³O pior é que se apoderou da minha camisa e diz que não devolve mais!´ APOFIAR v. Nem adianta´. ³Cuidado que o Salgadinho se acha o maior arranca-toco da paróquia´. maninha! Esse estofado não é só teu!´ ARREGAÇAR v. ± Ver Aporrinhar. Vou atar a minha rede e tirar um ronco´. APLUMAR v. ³Eles não casaram. ³Rapá. tô aperreado com aquele negócio da dívida´. ± Arrumar. já aos dois anos. brigar. ARISCO adj. ± Apostar. ³Pegaram o ladrão lá e o povo arregaçou o infeliz´. ± Perturbar. m. ± Invenção desnecessária. gostosão´. ³Ninguém entra pela sala. ± Sujeito baixo.AMARELO EMPOMBADO loc. Quem te deu o direito de me abraçar?´ APROCHEGAR v. ³O Zé só tem arranque. id. aperrear. após cortar. muito nervoso. ± 1 Bagunçar. ³Não assanha o menino senão ele vai querer brincar contigo a tarde toda´. ± Muito danado. ³Desde que a namorada deixou ele. ³Acho o Manoel um camarada muito enjoado. ³Eu saí de lá porque tá o maior angu: todo mundo querendo brigar´. ANDAR NA PINDAÍBA loc. ³Esse som do teu carro é arrombado! Foi caro?´ ARRUDEAR v. forte e maceta. ³A Priscila vem dormir aqui?! Até parece« Ela nunca dorme fora de casa. espírito do mal. Vou até de asa dura se precisar. em forma de pirâmide. f. ATARRANCADO adj. ± Pronúncia herdada dos nordestinos de A gente. ± Árvore cuja madeira é resistente e da qual se extrai o óleo (cruz-de-andiroba. f. ³Eu acho que essa menina arrasta uma asa pra ti. ³Pára de assanhar mais meu cabelo. ± O ânus. ± Ardido. ARREMEDAR v. ± Andar liso. ARAPUCA s. ³Esse menino é atentado!´ ATENTAR v. Variações: Até o talo. ± Encher o saco. ± Até o máximo possível. Não vem com arrumação que tu vais acabar estragando tudo´. Usada na região de Parintins. apesar de morrer de medo´. ± Comércio de comidas típica s e atividades sócio-culturais para promover um evento ou uma causa. ± Pessoal difícil de envolver nos planos. As sementes apresentam dormência natural. ± Muito bom.´ ATENTADO adj. ± Valentão. ³Hoje tem o arraia de São Judas Tadeu´. ³Pedir dinheiro emprestado do Jaime? Coitado« aquele liso é pior do que eu. mal-humorado. ³Arreda pra lá. Até o toco. Até o tchoco. ± Cantador de toada no Boi-Bumbá. Quem quiser entrar em casa vai ter que arrudear´. . ANDIROBA s. mover-se para o lado para abrir espaço. O araçá-boi é da mesma família da goiaba e frutifica precocemente. destruir. ³Estou com sono que só. id. ± Limpar. AMUADO adj. v. APARAR v. ASSEAR v. blefe. ³Pára de me aporrinhar e vai dormir!´ APRESENTADO adj. ³Não vou nem levar a rede. ± Pendurar a rede de dormir no armador. ± Lavar a louça com palha-de-aço. ± Avião. m. v. ARRASTAR ASA loc. m. ele só anda amuado´. tomar banho. ³Só mesmo uma aruá como a Zefa para emprestar dinheiro para o Zé Calote´. m. sem saber o que fazer diante de uma situação difícil. ± Detonar. Cortou e aparou mais de dez´. dar em cima de. nós. ³Eu tô muito afim da Luciana. ATAR v. de aparência frágil. ³A pimenta murupi é a mais ardorosa de todas´. ARRUMAÇÃO s. Lá não tem armador. ± Gancho para pendurar a rede de dormir. ARRANQUE s. f. metido a besta. ± Paquerar. ARENGAR v. Zefa. ± Indivíduo fraco. ARIAR v. ³Hoje eu tô a fim de armar« vou pras barcas!´ ARRAIAL s. ARROMBADO adj. ASSANHAR v. ± Diabo. Não. Já faz um tempo que eu tento. ± Apossar-se de algo sem permissão. incredulidade. ³Apluma a cama que eu vou o bebê pra dormir´. usa-se areia. menino! Pára de atentar o cachorro!´ . Disse que ia me ajudar e na hora vazou da área´. levado. inquieto. m. ANGU s. ± Enxerido. ± Ficar atento à conversa alheia. arrudia´. ³Rapaz. ± Armadilha para caçar feita de madeira. carma pesado). APERREADO adj.

ATOCHAR v. BACABA s. 2 Banho com o auxílio de uma cuia feita de cabaça-do-mato (árvore que produz cabaças). ± Ver Abacabeiro. ± Bombom. ³Quando eu era pequeno. f. É dinheiro perdido!´ BABITA s. ± Dividir ao meio. m. que o rapaz tá baldeando toda a recepção´. m. Daqui a pouco está igual a um baiacu´. ± Discussão acalorada. . ± Resto de comida. m. tem!´ BAQUEADO adj. ³O barco tinha que virar: atocharam mais gente do que cabia´. é? Aí é babau. paquerar. f. ATRÁS DE loc. BALDEAR v. BALA (DA VIDA) adj. ± 1 Fruta de polpa branco-amarelada e perfumada que oferece um dos sabo res mais sutis e originais da Amazônia. em geral de chocolate. m. m. BANHO s. ³Esse menino anda tão avoado. ± Canoa. perda irrecuperável de alguma coisa. matei muito passarinho com baladeira´. Mas não rolou. ± Doente. BAQUE s. ³Ele tava com tanta raiva que ele bandou o cd que ela tinha dado pra ele´. BAIÃO-DE-DOIS s. ± Pequena onda que se forma nos rios amazônicos por causa do movimento dos barcos semelhante à onda do mar . ± 1 Gíria futebolística: lençol. ³E aí? Pegou a babita lá?´ BABUGEM s. não. encher demais. f. mano. Todos batem com as mãos. f. ± Embarcação de aço que serve para fazer a travessia de um lado a outro do rio. recheio de cupuaçu ou castanha. f. ± Metido num atoleiro. fora do normal. ± Disperso. rolo. ³Sumiu dinheiro da bolsa da mamãe e ela tá bala da vida´. grana. BAR DO BOI s. BAIXAR O SARRAFO loc. ³Vai a barca pro show do Reginaldo Rossi hoje´. ± Apressar. vai baldear o pátio antes que teu pai chegue e te dê uma pisa´ 2 Vomitar. ³Tive muito medo na travessia para Benjamin Con stant. que falta com o compromisso assumido. ATOLADO adj. ± 1 Estilingue feito com forquilhas de goiabeira e tiras de borracha de câmara de ar. BANDAR v. ± Noitada. ³Deixe de me encher o saco. ³Quando eu viajo para Minas. ³O Sandro pode até nem ser. ³Avia! Senão tu vais te atrasar!´ AVOADO adj. m. situação em que o jogador. m. ³Domingo nós vamos pro banho do Raimundão na rodovia Manaus-Itacoatiara´. f. ³Se mimar muito o curumim. ao mesmo tempo. m. contendo. ³Mexeram com a irmã dele. Três horas de ônibus e mais uma de pernada´. ± Abestado. ± Banho rápido. f. m. ATULEIMADO adj. ± Ver Babão. ± Puxa-saco. m. f. m. BARGUILHA s. BALSA s. ± Furão. BATE-FOFO s. ± Ficar. BAITOLA adj. BAGACEIRA s. mano. ± Pessoa gorda. ± Balneário. f. ³Estou atolado de trabalho pra fazer´. ± Variação de Braguilha. desconcentrado. ³Numa bajara dessa cabe até cinco pessoas´. f. BACURI s. ± Batida policial com revista geral. ± Em busca de. m. mas que ele tem o baque. BARRA-BANDEIRA s. ± Ver Abacaba. 2 Rede de dormir. Acho que tá apaixonado´. Guloseima de confeitaria. ³Tava a Maria e Marta no maior bate-boca em frente à casa do seu Gumercindo´. ³Já vou que ainda tenho que pegar a balsa das sete´. f. às vezes. ³A Wanderléa pegou o marido dela com outra no maior agarro e foi o maior bafafá na rua´. ³Ela mora lá na baixa-da-égua. BAIXA-DA-ÉGUA s. muito chateado. ± Dinheiro. ³A PM adora dá um baculejo na galera da Zona Leste´. namorar. ± Fazer entrar à força. BACIO s. Só tem babugem na panela´. ³Pagou serviço adiantado prum marceneiro? Tu é leso. BAIACU adj. m. m. BACULEJO s. BACABEIRO s. ± Jeito. com um leve toque. ± Açoitar violentamente. ele vai acabar ficando atuleimado´. BACURAU s. Ela é muito arisca´. AVIAR v. baderna. ± Fulo. ³Pára de comer. ± Confusão. f. ³Passei a noite toda azarando a Nelma. em dificuldades. AVALI(E) v. ± Arranhar com as unhas.³Corre. BANHO-DE-CUIA s. m. AZUNHAR v. Vá pra baixa da égua!´ 2 Lugar distante. ele foi lá e baixou o sarrafo em deus e o mundo´. ± Festa organizada pelos bumbas em Manaus para arrecadar dinheiro para o Festival de Parintins. ³Hélio. zíper. ³Esse Mota é o maior babão que eu conheço!´ BABA-OVO s. surrar. ³Vamos atrás de cerveja que a nossa acabou´. se abestalhou e o gato fez foi é azunhar ele todo´. m. BAFAFÁ s. v. à procura de. prep. Dificilmente encontrável in natura fora da região. ³Cheguei tarde. Vai levar um babau por isso!´ Ver Sabacu 2 Prejuízo total. BANHO TECHO s. o banzeiro quase virou a voadeira´. ± Comida feita de arroz e feijão-de-praia que complementa o peixe frito. ± O povo. Acabou a comida. avali(e) menina bonita´. BARCA s. ³Fez besteira. ± Urinol. ah. BABAU s. ³Ontem eu fui pra bagaceira e cheguei de madrugada´. BANZEIRO s. eu levo bala de cupuaçu pra Zuleica´. mas encontrável em polpa em conserva para sucos e doçaria. AZARAR v. B BABÃO s. doutor. ± 1 Lavar algo usando um balde para transportar a água. ± 1 Lugar para onde se mandam pessoas que estão nos chateando. ³Ele tentou dar banho no gato. BALADEIRA s. 2 Porquinho pequeno 3 Menino. ± 1 Punição que um grupo confere a alguém por um malfeito. BALA s. ± Homossexual. ± Brincadeira infantil em que dois grupos disputam uma bandeira ou outro objeto. na cabeça do indivíduo. ³Hoje não fui trabalhar porque estou meio baqueado´. m. ³Se o Getúlio namora até mulher feia. BAJARA s. ± Pássaro noturno. ± Quanto mais. passa a bola sobre o corpo do adversário e pega do outro lado. m. todo mundo. BATE-BOCA s. em que só se lava as partes íntimas.

³Minha sogra adora bater perna no centro´. m. moço?´ BONITO PRA TUA CARA! exp. BIRRENTO adj. ± Coisas penduradas. BODÓ s. ³Nem vai falar com ele porque ele tá bodado desde ontem´. ³Vai no Hospital Tropical. ³Deixa de ser bocó e presta mais atenção no que tu tá fazendo!´ BODADO s. ± Cassetete. ± Diz-se da pessoa com um corpo bonito. vê essa tua bicheira que não sara´. BORIMBORA interj.BATELÃO s. Em Manaus. ± Bairro pobre. BIQUEIRA s. m. bom para caldeirada. m. dá para atar a rede´. f. feita com calda de açúcar aromatizada e acrescida de corantes. ³Leva ele pra casa que ele bebeu todas e tá muito bodado´. há os ensaios conhecidos como currais do boi. ± Baixinho. ³Cara. BEM-FEITA loc. ± Barco de madeira para transporte de passageiros e cargas. ± Peixe cascudo. tá dando uma bilora em mim«´ BILOTO s. m. na realidade o fogo -fátuo. f. BORDUNA s. BOI s. de difícil acesso. ³Essa música é o bicho!´ BICO s. Eu sou tua mãe e já decidi que vai ser assim´. f. m. v. que faz virar as embarcações e engole pessoas. ± Desmaio. Muito bom. ³Não vai sair e não adianta ficar bicuda aí. do qual emana fosfato de hidrogênio pela decomposição de sub stâncias animais. adj. BOCÓ s. 2 Saliência carnosa. v. ± Homossexual masculino. o Garant ido (Vermelho) e o Caprichoso (Azul). ± Rotatória. f. BODOZAL s. id. ³Demorou porque eu não tenho computador e tive que bater à máquina´. v. BILHA s. BICHEIRA s. ± Penetra. BICHEIRENTO adj. ± Sujeito a bicheiras . cansado. mal-estar. ela tá na biqueira de ser demitida´. BERIMBELO s. ± Beiradão. Esperei. m. que acontece no fim de junho. v. m. ± Carne do pulmão de boi. com o qual se disputa com o adversário para ver quem consegue romper a linha do outro. ± Serviço tempor ário informal. ± Festa realizada em Parintins em que se enfrentam dois bois. 3Chateado. ± Pequena guloseima de consistência firme. ³Será que tu podes bater uma caixinha pra tua irmã? Estou afinzão dela´. m. ± Bobo. ³De tanta besteira que fez. ³Na festa de casamento do Amarildo no Cassam eu entrei de bicão´. ³Bora dar uma volta?´ BORA VER« loc. m. ± Catraca de ônibus. ± Exaurido. ± Seja o que Deus quiser. ± Obediente. ³A gente não tem mais nada a fazer aqui. ± Benção. ³A Dira é uma caboca bem-feitinha a danada. m. ³Tira aquele berimbelo dali que dá´. Já tá é batendo biela´. ± 1 Animal em geral. f. BATORÉ adj. vou dormir. ± Lugar esquisito. BICÃO s. m. ± Mito amazônico da Cobra Grande. menino?´ BENZEDURA s. esperei. 2 Adj. não?´ ³Não mexe aí! Quebrou! Bonito pra tua cara!´ BORA exp. ± Biscoito chato. ± Datilografar. pega a rua do posto´. BOITATÁ s. ± Usado para referir-se ao fato de um papagaio (pipa) enroscar -se em outro. ± Vamos embora. m. filho do Basílio. f. ± Bolo feito de mandioca ralada. id ± Vamos. é um camarada muito bicheirento. Dá para passar por baixo da borboleta do ônibus´. ³Lá no bodozal onde ela mora não tem nem água e nem esgoto´. Tô bodado!´2 Bêbado. BOLADA s. m. BATER FOFO loc. ± Objeto de barro feito para guardar água. ³Se tirar os biributes dali. depois da bola. BERADEIRO s. leve e fino feito com a massa da mandioca. ± Andar muito. zangado. nos meses que antecedem o Festival. ³Já pediu a bença da tua vó Helena hoje. periferia. submisso. Bora ver«´ BORBOLETA s. BOIÚNA s. BOLO PODRE s. m. BOLA s. ± Brinquedo com uma pedra amarrada na extremidade de uma linha. a gente fez o possível. ³A onça é um bicho traiçoeiro´. O Boitatá é um gênio protetor dos campos: mata quem os destrói. BENÇA s. ³Ô menino birrento esse Douglas! Não faz as coisas só para implicar´. verruga. ³O Júlio. m. ± Mito amazônico cujo nome significa ³coisa de fogo´. eu vou levar na dona Cora pra uma benzedura´. m. f. ± 1 Com muito sono. ³A dona Maria faz um bobó delicioso´. f. Fiquei com medo de entrar lá naquela biboca´. f. ³O André tem um biloto na orelha. pelo fogo ou pelo medo. m. ± Faltar a um encontro. ± Implicante gratuito. ± Ajudar alguém a conquistar uma pessoa. ± Próximo. m. não é?´ BEM-MANDADO adj. BILORA s. ± Amuado. em forma de uma sucuri. BATER CAIXINHA loc. ³Eu voltei do meio do caminho. ± 1 Botão. BICHO s.. Entidade escura. abestado. BEIJU s. de cinema etc. ³Procura por ele lá. disciplinado. Aparece sob a forma de enorme serpente de fogo. Parece o Conde Drácula´. BOLE-BOLE s. Nunca vi igual«´. f. m. BOIOLA s. BOBÓ s. ± Habitante das margens do rio. ± Usado no sentido de ³Tu não tens vergonha do que tu fizeste. f. Gilson. BIBOCA s. BICUDO adj. v. m. ou santelmo. em tupi. ou de ingredientes com sabores diversos. BIRIBUTES s. Borimbora!´ . ³O Zeca é bem-mandado pela mulher dele´. ± Ferida causada pelo parasitismo de insetos. m. BATENDO BIELA loc. BATER PERNA loc. ³Se não passar a febre desse curumim. ³Esse ventilador já deu o que tinha que dar. ± Modo de curar ³quebranto´ ou ³mau-olhados´ através de orações. gente do interior. ³Ele é pequeno. ³Ai. descumprir algum acordo. ³Aceita o troco de bombom. BATER À MÁQUINA loc. ³Vai direto e. ³ Marquei um encontro com a menina e ela bateu fofo. ³Rapaz. BEIRADEIRO s. perto de. O Mauro é um batoré moreno de perna curta´. m. ± Objeto que não tem nome e que balança. adj. BOMBOM s. esperei e nada´.

± Dinheiro. ± 1 Víscera de peixe. muito forte. CACHOLA s. BROCADO adj. Cadê a bufunfa?´ BULIADO adj. importuno. ± O hímen. BRECHA s. Marta. CACETE (ê) adj. ³Aí o caboco chegou lá e falou um monte de coisa´. Tadeu!´ CACURI s. BOTO s. hein!´ CACHULETA s. Os frutos são colocados de molho por 24 hors pra soltarem a película cor -de-vinho que os envolve e então a polpa. f. ³O pai da menina é o maior caga-raiva da paróquia´. ± Recipiente usado para armazenar ou transportar água. dissolvido em vinagre. ± Fome. CACOETE s. BRECHEIRO s. ± Maçante. ± Armadilha de pesca. m. ± Sortudo. ³Pára de falar alto. ± Se fazer de importante. m. estragar tudo. Uma planta adulta chega a pro duzir mais de 600 frutos em cada cacho. ± Botijão de gás. BREAR v. f. hein!´ CACHINGAR v. C CABA s. ³Essa aí tem cara de que já perdeu o cabaço´. CABOCÃO s. ± Objeto imprestável ou de uso duvidoso. f. grana. m. dar mancada. CABAÇA s. CABAÇUDA adj. f. ³A professora explicou pra caramba. ± Fazer algo mal feito. m. CACARECO s. ³O cara é cagado! Ganhou duas vezes na loteria!´ CAGAR O PAU exp. ± Cetáceo dos rios amazônicos. bebida altamente energ ética. ± Troço velho. ³Tava tudo dando certo. CACIMBA s. ³Cara. Com a polpa preparase também sorvetes e doces. ± Teimoso. eu costumava brechar as empregadas lá de casa tomando banho´. ³Quando eu era pequeno. m. meu!´ CABOCO s. ± Masturbação masculina. m. m. ± Mulher. ³Cadê o pai dela? Tá bem lá caducando com a menina. m. ± Puxar de uma perna. pode ser utilizada para a confecção do ³vinho de buriti´. mamíferos e répteis. CABROCHA s. Tira aqueles cacarecos e joga fora´. ± Mania. que ninguém consegue fazer mudar de opinião. f. ³Estou de olho naquela cabrocha ali´. CABAÇO s. ³Tem de tirar o bucho pra comer o peixe´ 2 Mulher feia. CADUCAR v. Toni. ± Alguém que não se comporta direito. ± Mulher de raça cruzada e cabelos lisos. CABEÇA-DURA adj. BREGUEÇO s. f. ± Acariciar criança nova com carinho. É o sexto«´ BUFA s. ³A Fabi está buchuda de novo. ± Coisa nenhuma. né?´ CAGADO adj. BRINCANTE s. CABOCA s. tô brocado! Vamos comer um x-caboquinho?´ BRONHA s. ± Grávida. ³Essa história de viajar sozinha com o namorado não tem cabimento´. colocar alguma coisa a perder. ³Aí nós fomos pra festa ver se a gente arrumava umas cabocas pra passar a noite´. f. Liniker! Todo cabocão o cara. m. ³Cuidado que a correnteza aqui é braba´. menino!´ BRIBA s. f. . ± Peteleco dado com o dedo na orelha de alguém. BRABO adj. ³Vai limpar a dispensa. m. ± Pum sem ruído. A quadrada é perigosa pros meninos´. ³Pega a outra botija pra mim que essa aqui acabou´. ± Chance. ± Espécie de vespa cuja ferroada produz dor e febre. mas confesso que não entendi bulufas´. CABIDELA s. ± Poço de pouca profundidade. ³Vai lá. ± Desconfiado. m. BUBUIA s. ± Valente. ± Pessoa. ± Sentido. como é que pode?! Tu ficaste com aquele bucho. f. Aí o Junior gritou e cagou o pau!´ CAGA-RAIVA adj. sujeito. ± Pessoa com fome. CADÊ adv. ³Mano. ± Virgem. m. m. aproveita que ele está distraído e dá uma cachuleta nele!´ Ver Plets. Conhecido por lendas que diz em ser o ³boto´ o responsável pela gravidez das garotas ribeirinhas. ± Folião do Boi-bumbá. ³Cacoete feio esse de falar piscando os dois olhos. estourado. m. f. ³E tu ainda guardas esse bregueço?! Joga fora isso. Expressão usada quando não se conhece o sujeito de uma ação: ³Foi o boto«´. ± ³Onde está?´ Existe a variação Quede? CADILHO s. cara. ± O buritizeiro é uma das mais vistosas e bonitas palmeiras da flora amazônica. ³Quebrou o vaso« agora tem que brear antes da mamãe chegar´. ³Aqui está a farinha. ± Neurastênico. ± Arredondado. id. de coloração amarela. Voyeur. CABREIRO adj. f. ³Não joga bola aí porque tem uma casa de caba bem nessa árvore´. id. ± Olhar pela brecha. ± Colar. ³Brincando com álcool e fogo de novo. f. f. BURITI s. ³É melhor pegar aquela mesa buliada. ± Tigela que recebe a seiva da seringueira. ³Que aluno mais cacete esse. m. ³Será que tem brecha de eu entrar na festa?´ BRECHAR v. menino! O que que tu tens dentro dessa tua cachola. BROCA s. BUCHO s. espionar. ³Esse moleque só vive trancado no banheiro batendo bronha´. ± Pequena lagartixa caseira. ³Vamos almoçar que a broca está comendo o próprio estômago´. ± Ver Ficar de bubuia. ³Alguém soltou uma bufa! Tá podre aqui!´ BUFUNFA s. mano?´ BUCHUDA adj. BULUFAS s. m. Provável corruptela de víbora. ± Cozido de galinha feito com o sangue da ave. ³É melhor a gente parar porque teu marido já está cabreiro´. em que a água mina de uma fonte próxima. ³Não tem um centavo no bolso e não quer ajuda« vai botar banca assim lá na baixa-da-égua!´ BOTIJA s. ± Quem gosta de brechar. f.BOTAR BANCA Exp. m. CABIMENTO s. ± Cabeça.

Acho que vou capar o gato´. ³Babita no bolso. ³Hoje a Alice está de calundu´. ± Pessoal servil. tinha um monte de moleque roubando goiaba. ± Embriagado. própria para refrescos. CAMU-CAMU s. é usado para tirar manchas de ferro. m. por possuir alto teor de tanino. todo cangulão´. s. carro novo« eita que eu vou é cair na buraqueira!´ CAIR PRA TRÁS exp. podendo atingir até três m de altura. 2 Papagaio penso.CAIR NA BURAQUEIRA exp. ± Arbusto de pequeno porte. zanga. ralho. f. buracos ou fendas de uma embarcação). CALUNDU s. legumes. ± Profissional que veda ou fabrica embarcações de madeira. ± Urubu. ³Tem uns caraminguás aí pra eu comprar o jornal?´ CARÃO s. rodete. hematoma. CANARANA s. ± Um jeito especial de fazer alguma coisa. CALDEIRADA s. antiescorbútica (que serve para curar a doença escorbuto -carência de vitamina C. caipirinhas. m. ovos. m. caule com casca lisa. m. m. m. ± Mulher feia. f. ± Pessoa que tem os pés para dentro ou as pernas arqueadas. confeitaria. fósforo e ferro) e contendo vitaminas A . m. ± 1 Pequeno porco-do-mato. ³Para chegar lá temos que pegar três ônibus. muito suculenta. ± Até parece! ³Ele disse que vai me levar com ele?! Capaz!´ CAPINA! LAVA! SACA! interj. CANGAPÉ s. m. geralmente com um pedaço de madeira que sobe e desce. ± Vencer num jogo com grande margem. id. CAMARADA s. ³Não quero mais te ver andando com essa cambada de vagabundo que não quer estudar. CANOA s. m. ± Sai fora! ³Quando eu olhei. CAMIRANGA s. CALDO DE CARIDADE s. ± Bolinho de comida amassada comido com a mão. ± Dinheiro miúdo. f. m. turbinado. m. CAQUEADO s. ± Embarcação para transporte nos rios. O coitado ficou com cara de tacho´. ± Caldo feito com farinha branca. CANDIRU s. ³Vou te contar uma que tu vais cair pra trás: o Zecão é baitola´. f. ± Fruta de sabor agridoce. ervas. ± Ir embora. ± 1 Desengonçado. dependendo do grau de maturação. f. aglomeradas em grupos de três a quatro . erigindo as espinhas nas suas guelras e de lá saindo só após muito esforço ou ação de bisturi. cara. m. estimulador do apetite. CANCELA s. Cheguei lá e gritei: Capina! Lava! Lava daqui! Saca. CAITITU s. ± Ficar perplexo e surpreso. CANTO s. ± Galo. ³Aí o camarada disse que não sabia de nada´. ³Quebrei a lâmpada e meu pai me deu o maior carão´. ± Portão simples. v. a carambola é considerada uma fruta febrífuga (que serve para combater a febre). ± Lugar distante. ± Boi-bumbá de Parintins. ± Na cara-de-pau. rica em sais minerais (cálcio. temperos e condimentos. m. protuberância inflamada. ± Camisa de malha. aromática. m. ± Prato regional fei to com peixe. m. O Azul. João Queiroz canto com a Rua H´. com uma das extremidades conformada em roldana de gorne para a passagem da correia ou corda que imprime a rotação. troncho. Flores brancas. ± Esporro. de coloração avermelhada quando jovem e roxo-escura quando maduro. ± Vedar com estopa alcatroada (as junturas. Folhas avermelhadas quando jovens e verdes posteriormente. Ela mora lá na caixa-prego´. e que se caracteriza pela tendência a hemorragias) e. CAJÁ s. Frutifica de novembro a março. CAPACHO s. CARAMBOLA s. molecada!´ CAPITÃO s. m. devido à grande quantidade de ácido oxálico. ³Eu moro na Av. ± Peixe intruso que se entranha nos orifícios humanos. ± Cair na gandaia. ± Parte posterior do pescoço. pimenta -do-reino e sal para dar sustança ou tirar ressaca. ³Essa festa não tá com nada. ± Quem faz ou quem comanda a canoa no rio. f. além de possuir um delicioso sabor. sendo ainda usada pela medic ina popular no tratamento de afecções renais. CAPAZ! interj. m. Sua casca. CAPOTE s. é utilizad a como antidesintérico. com a parte inferi or do caule freqüentemente submersa. CANOEIRO s. ³Me dá um cheiro no cangote?´ CANGULA adj. CALAFETAR v. de tintas e ainda limpar metais. m. ± Desapontado. ³Ele veio pedir meu carro emprestado na maior cara -dura´. m. VerTaberebá. O fruto é arredondado. m. . C e do complexo B. ³Será que ela não melhora se der um caldo de caridade?´ CALIBRADO adj. ± Esquina. Aparece predominantemente ao longo das margens de rios e lagos. ³Chegou com o presente dela do dia do namorado e ela tava beijando outro. ³O irmão dele é uma alto. CARAMINGUÁ s. m. ± Capim de beira de rio ou lago. CARA-DURA adv. cor variando do verde ao amarelo. sair. f. CAPAR O GATO loc. ³Pô! O cara é cheio de caqueado para trocar o pneu´. m. id. CAIXA-PREGO s. ± Bando. CAMBADA s. lisas e brilhantes. ± Fruta tropical. Polpa aquosa envolvendo a semente de coloração esverdeada. meu filho!´ CAMBOTA adj. ir para a farra. ± Mau-humor. ± Brinquedo feito com um pedaço de cabo de vassoura e um prego com a cabeça lixada no asfalto na ponta que se joga no barro como um dardo. know-how. m. CAMISA DE MEIA s. CANHÃO s. aromáticas. CALAFATE s. de sabor acido -adocicado pronunciado. 2 Peça principal do aparelho de ralar mandioca: um cilindro de madeira ao longo do qual se adaptam serrilhas metálicas. Seu suco. CALOMBO s. CARA DE TACHO loc. cujo poder adstringente pode prender o intestino. ± Pessoa. ³Ganhamos de capote! Querem de novo?´ CAPRICHOSO s. CANGOTE s.

± Calote. ³Come direito« depois fica dando chilique aí´. ± 1 Tirar piolho. CATINGA s. m. COLORAU s. CASQUETA s. travosa. ± Acúmulo de sujeira na pele por falta de banho. 2 Maço de cigarros. ± Ver Cascudo. ³O cara chegou aqui cheio de caqueado dizendo que fazia e acontecia e não fez foi nada´. m. f. no sentido sexual. Como não deixaram. ³Viu o chagão que ele levou?! Caiu sentado!´ CHAPADO adj. ± Drible rápido e desconcertante no futebol.³Essa galinha tá mais dura do que carne de tetéu. CHECHO s. ³Chegou quatro da manhã. ± Ficar burro. m. é? Parece que comeu coquinho´. ± Renome. meu!´ 2 De porre. ³Daqui a gente sente a catinga do igarapé poluído´. CASA DO SEM JEITO loc. m. ± Coisa muito boa. ± Meleca. ³Como já então?! Assim de repente?!´ . Drible da vaca. CASQUINHA s. ± Sujeito afetado. f. CHIBATA adj. COÇA s. m. CHOVE-NÃO-MOLHA s. Tua venta tá cheia de cataraca´. ³Não vou pagar aquela encomenda que ele me trouxe. m. posso fazer chibé pra merendar?´ CHILIQUE s. m. ± Mistura de farinha. ± Beiju. ± Procurar a fundo. Foi entrar na garagem e pisou no acelerador ao invés de pisar no freio. ± O alto da cabeça. ³Mãe. m. metido a gostoso. não? Tá chapado. ³Vai tomar banho. ± Forte pancada na cabeça de alguém (quase sempre em crianças). ³Vai lavar essa cara imunda. id. CATARACA s. ³Pegou fogo na casa da vizinha. ± Pó vermelho feito de urucum para dor cor à comida. ± Recolher a linha quando se está empinando papagaio. m. ³Deixa de cerca-lourenço e diz logo o que tu queres comigo´. ± Exibir-se. CASCALHO s. m. ± Músculo dolorido. CHIRRADO adj. ³Meu filho levou uma pedrada no cocoruto que levou dois pontos´. f. ³ Tem 40 anos e não casou. f. f. água e açúcar. ³Se tu cascaviar tu achas a prova de que ele está te roubando´. ± O olho do furúnculo. ± Pisa. ± Feder. CAUXI s. ³Tu é lesa. CASCAVIAR v. CARTAZ s. vai te sentar na tua carteira para gente começar a prova´ . adv. ± Pernilongo. peia. Como ele sabia que tava errado. CISMADO adj. 2 Movimentar o papagaio para cima e para bai xo até que ele suba até a altura que se deseja. ³Se fizer isso vai levar uma coça de mim´. f. CATINGAR v. m. cheio de presepada desnecessária. m. m. ³Eu nem ligo pro que ela diz. ³Ela quis furar a fila. ³Vamos jogar cemitério?´ CERCA-LOURENÇO s. ± Bêbado. ³Nem vem cartar comigo. ± Pequena embarcação usada para fazer travessia em riachos urbanos. ± Conversa mole. m. m. Vou ver se eu passo o checho nele´. ± Cheiro forte. Armstrong! Não passou desodorante hoje. 2 Pessoa difícil. CATAR v. ³Aqui tá cheio de carapanã!´ CARITÓ s. COLHER (ô) v. tá na casa do sem jeito´. arrebentando o carro todo´. ± Que eu até. ± Fila. f. CHEGA EU« exp. ³Quando eu vi a freira estava beijando o padre. ± Ficar calado quando a situação é inconveniente ou desagradável. ± Ver Calombo. correr. ± Maço de coentro e cebolinha. 2Showzinho ridículo em público. ³Pô. ± 1 Mesa escolar.´ CHAGÃO s. ± Caso perdido. ostentando arrogância. COMBUSTOL s. ± 1 Desmaio. CASCUDO s. m. ± Expressão de espanto. sem ir direto ao assunto. comeu abiu e não disse nada´. CATOMBO s. f. ± Chibatada com cipó. ³Fui ao médico sarjar o carnegão ontem´. ³Teu caso. COBRINHA s. cipoada. ³Vai ou não vai? Fica aí nesse chove-não-molha que irrita!´ CIPOADA s. CARREGAR v. CATRAIA s. que comigo tu danças´. seu nojento. menino. ³Rapá. ± Cheio de invenção. Nem a besta-fera consegue comer isso´. ± 1 Com cecê. ± Lugar onde ficam as solteironas. m. id. ³Vai lá e traz duas carteiras de Carlton pra mim´. Acha que eu vou dar esse cartaz para ela?´ CARTEIRA s. ³A diretora da escola onde eu estudo é a maior carne de tetéu´. chama que eu quero cascalho´. ± Desconfiado. ± Proveito. CEMITÉRIO s. não.³A Luciana estava aprendendo a dirigir. ± Com tudo. COMER ABIO/ABIU loc. ± Indecisão. ± Jogo de queimada. Chega eu fiquei pasmo!´ CHEIO DE CAQUEADO exp. ± Planta esponjosa que causa coceira. fama. m. ± Vidro moído aplicado com cola nas linhas dos papagaios com o intuito de cortar o papagaio advers ário. bêbado ou sob o efeito de narcóticos. m. ³Joguei futebol ontem e fiquei com a carne magoada´. ³Ele fez besteira e a mãe largou a cipoada nele´. ³É melhor a gente parar de se ver porque minha mulher já tá cismada contigo´. v. CHISPAR v. ³Vou nadar aqui não. CARNEGÃO s. COM BORRA (E TUDO) exp. m. CEROTO s. Tá cheio de cauxi nesse igarapé´. CHEIRO-VERDE s. chapadaço´. notoriedade. CEROL s. ³Se o cascalheiro passar. COMO JÁ ENTÃO?! exp. m. ³Vou lá pra festa par ver se pelo menos tiro uma casquinha de alguém´. Tá no caritó´. f. ± Pequeno papagaio (pipa). CARNE DE TETÉU ± 1 Qualquer alimento não macio. Expressão de exagero e alopro. Passou o dia jogando bola e tá com dois cordões de ceroto no pescoço. v. COMER COQUINHO loc. c om o dedo médio dobrado. id. ela deu um chilique dizendo que era juíza. ³A tia Yá disse que a cobrinha lá no hospital tava dobrando o quarteirão´.´. ³Aline. m. filho. ³Eu falei o que tinha pra falar. COCOROTE s. Grandes coisa!´ CHINFRA s. m. o filme é chibata! Vou ver de novo!´ CHIBÉ s. ³Colhe rápido antes que a chuva chegue´. ± Óleo diesel.CARAPANà s . que foi pouco cozido. ³O ladrão entrou aqui e carregou tudo«´ CARTAR v. CARNE MAGOADA s. não. Aí entrou com borra e tudo na garagem. id. ± Roubar. COCORUTO s. ± Fugir.

Referido desde o séc. Do tupi curóca. m. CURITE s. tô com uma curuba coçando pra burro!´ CURUMIM s. COROCA s. ± Ferida. É o maior cu doce que eu conheço´. COPAÍBA s. muito grandes. CURICA s. f. CUVITEIRO s. em lugar das sementes de cacau. ± Pessoa que se faz de muito difícil. caduco. CUTUCAR v. pele escura e os pés às avessas. Essa porca tá cuspida´. ao sair do espremedor (tipiti). prestam-se à fabricação de chocolate e já foram utilizadas para esse fim. COURO QUENTE loc. Por esse emprego. f. o Curupira é descrito como tendo a estatura de um menino. f. ± Bisbilhotar. mesmo em noites quentes. ³Levantei uma curica hoje só pra brincar´. m. f. adv. curumim. o óleo de copaíba é bastante procurado nos mercados regional. f. ± Cócega. ± Pedaço de tecido para fazer roupa. não ata nem desata. ³O cuirão passou aqui zimpado!´ CUNHÃ s. que se perdem nas florestas. ± Bater. também conhecido como papa -terra. ³Pára de me cutucar! Não adianta que a fila não anda!´ CUVÃO s. ± Garota. os seringueiros e caçadores. ± Espanar a rosca. ± Mulher. Os galhos são longos e grossos. senão a gente vai chegar atrasado´. ³Quando eu dou as costas. tocar com a ponta de qualquer objeto. m. serve de recipiente para líquidos. m. um líquido transparente e tera pêutico. f. o Tacacá. isto é. ± Pessoa muito chata. Parte do imaginário do Boi-bumbá de Parintins. 2 Falcatrua. que passou a ser cultivada em quase todo o Brasil. CRICRI adj. Já disse que depois eu te conto o segredo´. f. COURO DE PICA exp. f. gente besta. CURUBA s. fazem oferendas de pinga e fumo. suas pegadas enganam os caçadores e seringueiros. vocês ficam aí só me cortando. ³Pára que eu tenho cosca aqui no sovaco´. ³Se não sossegar. nativa da Amazônia. ± As sementes de cupuaçu. ± Surrado. ³Queria sair hoje. Usado na região do Alto Solimões. mulher?´ CURIBOCA s. ³Cheguei lá na festa e tava cheio de curumim«´ CURUPIRA s. f. ³Eu moro com minha sogra. CORONEL-DE-BARRANCO s. ± Árvore da qual se extrai um óleo com propriedades medicinais. CURRIOLA s. Alguns aproveitam para fazer mingau. ± De avançada idade. ³Ela entrou crente que tava abafando com aquele vestido rosa. ± Espécie de papagaio (pipa) pequeno e sem tala (palitos da armação). D . pedante. As folhas. ± Ver Cascudo. como. COSCA s. menino. habita as florestas e é o protetor das plantas e dos animais. f. ± Expressão que indica alguma coisa que não se resolve. ± Ver Alcoviteiro. Pertencente à família das esterculiáceas e ao mesmo gênero do cacau-verdadeiro. CUSPIR v. CURERA s. cortei e aparei a curica dela´. m. id. ± Falar mal de alguém. né?´ CORTE s. O us o mais comum é o medicinal. CRUVIANA s. ³Pra resolver as coisas mesmo tem de falar lá com o coronel -debarranco da área´. ± A massa de mandioca mole que. f. mas eu. Foi um acidente´. COQUE s. ± Dim-dim. acaba e volta. id ± Humilhar ou diminuir de certa forma. CUNHANTÃ s. ± Faltando um pedaço. ± Mulher bonita. com os calcanhares para frente. COTÔCO ± s. ± Buraco feito no chão para que se possa pôr lixo e aterrar. por seu alto teor de gordura. CRENTE QUE TÁ ABAFANDO exp. ± 1 Cabide. ³Deixa de ser cricri. CUIDAR v. ³Cuida. m. É imprópria para a fabricação da farinha. o cupuaçu recebeu no passado nomes como cacau -do-peru e cacau-decaracas. ± Expressão que indica que alguém acha que está chamando a atenção e não está. ³Rapá. O óleo da copaíba é um líquido transparente. ³Minha mulher queria pular carnaval. f. m. CURIAR v. adaptando um costume indígena.CONTRÁRIO s. id. o cupuaçu é uma árvore de porte médio. que já tá meio coroca´. f. xeretar. ± Menino. ³Quer e diz que não quer. ± Denominação dada ao boi adversário e a seus torcedores no festival de Parintins. ³O noivado desses dois é igual a couro de pica. tu vais dormir de couro quente´. sendo empregado como antiinflamatório natural. ± Garoto. menino. que é a seiva extraída mediante a aplicação de furos no tronco da árvore até atingir o cerne. A copaíba fornece o bálsamo ou óleo de copaíba. ± Mestiço de branco com índio. CUPUAÇU s. volta e acaba´. ± Homem que manda na região. segundo a crença popular. P ara não serem incomodados. ± Ventinho forte na madrugada. m. ± Ser fantástico que. o parafuso. ³Tô precisando de umas cruzetas pra guardar essas blusas´. ³O que tu tá curiando aí. não foi coada. chegam às vezes a cinqüe nta centímetros de comprimento. por exemplo. ± Gesto de xingamento que envolve fechar a mão e esticar o dedo médio. ± Turma de amigos. id. CORTAR v. ± Apressar-se. Ninguém deu a menor bola pra ela´. m. ma s flexíveis. É comum encontrar o suco e o creme de cupuaçu. ³Não adianta que não vai. CU DOCE s. por ser dura e embolada. ³Quem essa é essa cunhantã já?´ CUNHÃ-PORANGA s. limpa da polpa. CORTAR E APARAR exp. COTÓ adj. mas meu pai cortou e aparou minha curica´. CUIA s. viscoso e fluido. CURIMATÃ s. m. Pelas propriedades químicas e medicinais. CORTAR A CURICA exp. de sabor amargo com uma cor entre amarelo até marrom claro dourado. ± Matar a intenção no nascedouro. ³A polícia descobriu uma cruzeta do governador com a empreiteira´. f. m. CRUZETA s. m. CUIRÃO s. ± Peixe que se nutre de vegetais e lodo. XVI. como um bom marido que sou. m. ³O braço dele é cotó. O curupira também faz as pessoas se perderam imitando gritos humanos. nacional e internacional. ± Fruta cuja casca dura. exceto nos estados do sul. m.

se mandar. ± No rego da bunda. ³A prova foi de lascar. eu vou dar um pulo aqui na taberna e volto já!´ DAR UMA CARREIRA exp. ³O fusca dela deu prego de novo´. ³Essa aí adora debochar das desgraças dos outros´. tu vais te dar mal. adv. DAR BOLO EM CATITA exp. adv. demais. v. ± Com certeza. DERRADEIRO s. DAR A CARA A BOFETEexp. né? Ela é muito dada´. ± Escapamento. ³Ele jogou os bombons de piruada´. ³A Rudervânia descansou ontem. DEBOCHAR v. adv. ³Eu gostei da tua mãe. DAR DE« loc. 2 Pra sempre. id. ³Discai se não ele vai ter cortar na mão. ± Esquivar-se. DE COM BORRA loc. DE BODE loc. id. ela já tinha dado no pira´. DAR NO PIRA exp. ³A chuva de ontem à noite foi desconforme´. ± Cair a pele. ± Aparecer. DENTRO DA GARAGEM loc. ³A saia dela tá toda dentro da garagem´. ± Dar corda. DESCARGA s. DESCULPA ESFARRAPADA loc. v. ± 1 Dar seta no carro. ³Ele saiu antes dela chegar. ³Boa viagem. DAR UM PULO exp. ± Indica um curto espaço de tempo. DAR PREGO loc. ± Escarnecer. DESCARADO adj. ± Dar-se conta. ³Eu dei uma carreira. adv. Esse cara é pilantra´.DADAU s. ± Grande. DESCAIR v. v. enguiçar. DAR DE COM FORÇA loc. mas ele me deu um chagão que eu caí de bunda no chão´. ± Descontrolado. escangalhar. ³Ele saiu daqui desembestado quando soube que a casa dele tava pegando fogo´. cínico. ± Menstruada. zombar. ³Esse menino não sossega. ± Dar confiança. DAR SINAL loc. ³Todo mês essa mulher diz que está doente. de ouvidos bem atentos. id. ³Mãe. indicando que vai fazer a curva 2Mandar notícia. Agora que ficou famoso nem olha´. ± Mingau de mamadeira. ³Ela foi de mala e cuia pra casa da mãe. dar confiança. ± Ir embora. id. ³Não fala assim manso com ela que ela fica cheia de dengo´. exalar um cheiro muito forte. id. id. id. ³Essa fila tá tão grande que não dá nem para saber quem é o derradeiro´. ³Tava na fila. É uma menina´. estilo quem pegar. parir. ³É bom ficar de mutuca na conversa dessa menina«´ DE PIRUADA loc. ³Se tu deres trela para o Ariovaldo. ³O calor tá de lascar´. DENGO s. eu vou dar o grau nele´. ± Deslocar. id. arrumar. mas está mesmo é de bode!´ DE COCA loc. em excesso. ± Com grande vantagem. DESCONFORME adj. ³Eu dou o maior valor pras músicas da terra´. DAR AS CARAS exp. ± Ver De com borra. ± O último. DE MUTUCA loc. f. DAR O MAIOR VALOR exp. o filha da mãe chegou e me deu uma dedada´. DESMENTIR v. ³O senhor dá o balão depois pega a segunda à direita no sinal´. ³Acho que desmenti meu dedo jogando bola ontem. DAR UM CHAGÃO exp. ± Atacar. adv. ± Ser esperto. de rocha. id. agora estou descapelando´. dar atenção. v. ³Ela foi embora de vez pro Rio de Janeiro´. Alguém deu o bizu pra ele«´ DAR O GRAU exp. ± De cócoras. ± Sair sem pagar a conta. ± Correr. v. ± Fazer bem feito. ³Antes de vender meu carro. ± Ligado na conversa alheia. ± Faceirice. ³Cuidado para não queimar a perna na descarga da moto´. id. DESCAPELAR v. DEDADA s. ³O doido matou a mulher e depois deu cabo do corpo´. ³Fui correr atrás do Rato. DE COM FORÇA loc. DE REPENTE loc. ± Endiabrado. ± Indica algo ruim em intensidade. adv. destroncar. ± Avisar. que não gosta de banho. ³Peguei muito sol. DESBOCADA adj. DANADO adj. DAR FÉ loc. Dá sinal de vida. antes. ± 1 Fruta quase madura. ± Desculpa mal fundamentada. adv. ± Fazer o retorno com o automóvel. Gosta de um papo. ± Gostar muito. adv. Deixou o marido mesmo´. ± Que fala muito palavrão. ± Ter neném. adj. m. ± Desvirginar. DE LASCAR loc. ³Ficou de conversa e quando deu fé já era meia-noite´. ³Eu vou aparecer lá. v. ± Distribuir algu ma coisa jogando para o alto. caprichar. adv. Égua do menino danado!´ DANÇA DE RATO E SAPATEADO DE CATITAloc. DESEMBESTADO adj. ± Cara-de-pau. ³Deixa de dança de rato e sapateado de catita e vai logo tomar banho que é melhor´. ³Vou aqui de repente e volto já já´. . ± Ser muito superior. desconjuntar. adv. id. DADO adj. ± Alguém de fácil trato. m. ± Enrolar. ³De primeiro ela falava comigo. id. ³Quando eu olhei. ³Dou minha cara a bofete se ele trouxer o que ele prometeu´. id. DAR O PINO loc. semelhante ao cheiro do sangue de origem uterina que ciclicamente a mulher expele. ³A Jaqueline é uma mulher muito desbocada. adv. ³A chuva foi tão forte que água veio de com borra pra cima das casas´. DAR O BALÃO exp. adv. Esse teu cerol é do colhe ou do descai?´ DESCANSAR v. ³Fiquei esperando a noite toda e ela não deu nem as caras´. DE ROCHA loc. Fica esperto!´ DAR CABO exp. ³Olha lá o Jaime! Tá dando de com força no bolo!´ DAR DE MIL exp. luxar. ± Ir rapidinho em um lugar. ³Não dá corda porque depois tu vais te arrepender´. v. dar o toque final. ± Ato de cutucar o bumbum de alguém com o dedo. ± Soltar a linha quando se está empinando papagaio. hein!´ DAR TRELA loc. id. DE VEZ loc. ± Expressão que indica intensidade. ± Antigamente. ³O meu carro dá de mil no teu´. m. malcomportado. adv. DAR CORDA exp. Preciso puxar o dedo´. O cara dá bolo em catita. postergar algo. ± Começar a« ³Agora ele deu de sair tarde todo dia´. mas consegui pegar o último ônibus´. ± Dar sumiço. ± Quebrar. A associação vem do fato desse caprino. DAR O BIZU exp. m. v. pegou. ± Apostar. DE PRIMEIRO loc.´ DE LAVADA loc. s. pode acreditar´. ³Cuidado com o Jurimar. ± Transferir-se para outro lugar com todos os pertences. ³O São Raimundo ganhou de lavada do Flamengo ontem: 5 x 0!´ DE MALA E CUIA loc. Dá até vergonha!´ DESCABAÇAR v.

E EU LÁ SABIA« exp. ± Comilão. id. Cólica no baço. ± Atrasar. ³Destroca essa nota de cinqüenta pra mim?´ DIN-DIN s. DO TRISCA loc. ³Tu viste a cabeça do Fábio? É grande. acabado. Ela é fogo. ± Enjôo. «E MEIA! exp. ³A mulher dele não deixa ele sair sozinho. id. DO TEMPO DO RONCA loc. m. ³Vou para de jogar! Estou com dor de veado´. ± Piolho-de-cobra. DESTROCAR v. ± Égua pode ser usado em várias situações. ³Tenho que arrumar um remédio pra essa minha empinge. ± Meter-se no meio de. com a pele irritada. adj. ± Alguém cheio de orgulho. id. Miau (Itacoatiara) DISQUE ± Contração de diz-se que. ³Vamos ver se a gente consegue empinar o papagaio hoje?´ EMPINGE s. CAROÇO! Exp. ³Embioca aí senão ela vai te ver aqui´. Aquilo ali é uma cabeça gigante´. ± Pessoa que anda agarrada com outra o tempo todo. ± Sem graça. Uma situação estapafúrdia? ³ Éééguaa. ³Ajuda ele lá que ele tá todo embananado´. ± Enrugado. maninho«´. ³Eu te perguntei alguma coisa? Então deixa de ser enxerida!´ ENXERIMENTO s. ³Não vou nem falar com ela que hoje ela está um entojo só´. ENJOADO adj. ± Atrapalhado. ± É pouco. desajeitado. ³Quando eu vi o rato morto. ± Metido a besta. DRAGA s. Cuida!´ EMPANZINADO adj. Só vive encangada nele´. Tomou um susto: ³ égua!´ Alguém faz algo que você não entendeu: ³égua«´. ± Mais do que« ³Se ela é chata. ± Virar de ponta a cabeça. ³Ele ficou enfezado porque não atenderam ele direit o´. trancado. mas tá toda distiorada«´ DJÚCU adj. caroços. ³Nem fala com ela que hoje ela está do trisca´. ³Prova essa pimenta. nojo. ± Desatento. ³E eu lá sabia que essa cerveja era da festa? Bebi sem saber«´ É FOGO! exp. adv. EMPINAR v. atrevimento. do meu top´. desarrumado. ± Micose. ³Sai daqui« se eu te pegar eu te como de pancada. ENCRUADO adj.DESMILINGÜIDO adj. m. né?´ ³Grande é apelido. ± Quantidade de peixe vendida junta num fio. caroço! Foi por pouco«´ ÉGUA! interj. EMBUÁ s. ENGÜIAR v. ± Engatar. m. ENFIADA s. EMBIOCAR v. ± Com diarréia. Possui variações dentro do Estado. DISTIORADO adj. ± Cheio. hein!´ DOS VERA loc. ³Meu cunhado come demais. adv. DESPLANAVIADO adj. . ± Muito velho. ± Pessoa pegajosa. EMPERIQUITADO adj. ³Tem uma casa lá na Cidade Nova. ± Deteriorado. ± Ver Eita porra! EITA PORRA! Interj. ± Trocar o dinheiro em notas menores. A entonação faz parte do sentido. f. ³Quando ela viu o pai atrás dela. m. ± Ter ânsia de vômito. ³Não acredita em mim? Então pronto! Faze r o quê?«´ ENTOJO s. ± De brincadeira. f. EMPAIAR v. ³Eu não sei mais o que faço. adj. ± Expressão de espanto. ± 1 Descer. ³Cuidado com esse menino que ele é fogo!´. ³Fui comer muito agora estou empachado´. EMBRENHAR v. ³Vai bater! Putz! Ê. ± Caboco. não. ³Os dois irmãos que chegaram são djúco. ± Cheio de calombos. ENCASQUETADO adj. ³Tu tá me empaindo toda. m. ³Quando a gente fica muito tempo na piscina. ± Expressão para eximir-se de culpa. que não anda ou não cresce. ENFEZADO adj. É conhecido como Flau (Parintins). Não estou dos brinca. ³O Cara ficou todo desmilingüido quando eu falei que sabia de tudo´. ± De verdade. da minha altura. ³Eu não estou brincando. ³Ela foi pra festa toda emperiquitada´. É dos vera´. DOR DE VEADO loc. não. ³Aí o barco emborcou com o acidente´. ³Eita porra! Pra que tanta farinha no prato?!´ EMBANANADO adj. DO MEU TOP loc. Comeu muito ontem´. id. ± E olhe lá. tu és chata e meia´. admiração. rapaz. DESONERADO adj. Vip (Ipixuna). id. ³Ele é um cara louro. ± Chateado. ± Enfeitado. Tá coçando demais !´ EMPOLADO adj. ³Ele só faz dois abdominais e olhe olhe´. apostar sem valer. EITA PAU! Interj. ± Fazer subir. DOS BRINCA loc. Totó (Coari). ENCANGADO adj. ± Ver Empachado. ENCOSTO s. o dedo fica todo engilhado´. id. ± Intromissão. ± Dor desviada. EMPACHADO adj. desmotivado. sub. EMPATA-FODA s. ± Impressionado. EMPOMBADO adj. m. ela se embrenhou no meio da mata e sumiu´. ³O Nirou não vai jogar bola hoje porque ele tá desonerado. ± Pessoa que atrapalha os planos dos outros. ao que parece. ³Tava descendo do ônibus quando minha sandália enganchou na escada´. Ê. arrumado. djúco´. ³A tua irmã já fez a comida? Disque já´. EMBORCAR v. ± Expressão que indica fim de argumentação. E OLHE OLHE! exp. ± Suco congelado no saquinho. adv. ³Putz! µmorcegar¶ é uma palavra do tempo do ronca´. ± Muito bom ou muito ruim. ENXERIDO adj. 2 Cair o papagaio em parafuso. ± Sensível. ³Ainda estou encasquetado como é que ela saiu e eu não vi´. estufado. Todos os meus alunos andam tão desplanaviados´. ENGILHADO adj. Consta-se. ± Usada quando alguém se safa por pouco de uma situação complicada . ³O carinha enjoado pra fazer negócio«´ ENTÃO PRONTO! exp. ± Do meu tamanho. ± Metido onde não é chamado. f. ± Travado. eu engüei na hora´. ENGANCHAR v. gabolic e. O homem é uma draga«´ E «É APELIDO exp. Melhor que qualquer uma´.

fecho Éclair. ERAS« interj. FAROFA s. deixa de ser espora« me empresta tua caneta rapidinho´. id. ³E não adianta fazer meuã pra mim que eu não tenho medo de cara feia´. ³Olha já este um« Cheio de coisa. sem jeito. ± 1 Meter-se. ± Malária muito violenta . ESGALAMIDO adj. ESPOCAR DE RIR exp. ± Sofá. Se come com tudo. ³Quem fez mal pra filha do seu Alencar? Se ele pegar. ± Sem graça.ENXERIR v. F FACADA s. Foi de escalado´. ele mata!´ FAZER MEUà exp. ³Não vai sujar tua farda. ± O que ele/ela fez foi. vísceras e carne. m. ESTE UM exp. ± Abrir às claras. ± Passar o tempo. ³Espia só« eu vou precisar da tua ajuda´. tem o cabelo estaqueado´. mulher!´ ESPORA s. m. v. ³Vou espiar a Mariazinha tomando banho´. ESPAÇOSO adj. FANTA adj. ± Contador de histórias. ³Vamos ver quem faz mais pezinho?´ FECHICLER s. ³Pára de comer. ESPOCAR v. ESCALDADO adj. ³O Chico está escabreado com a mulher dele. ± Falar mal de alguém. ± Pedido de dinheiro. ³O Xororó. ± Animação. se dar mal. ± Usado para momentos de perplexidade. ³Vou dar um extrato da Avon de presente pra ela´. estalar. ³Esse filme é muito fanta. id. ³Essa televisão está escangalhada. f. ³Ele vai no meu lugar um escambau!´ ESCANCARAR v. f. FAZER HORA loc. rir muito. ± Zíper. . ESCALADO s. ESBANDALHAR v. Me arrependi de ter vindo´. ³Aquela professora é muito escrota. ± Uniforme escolar. pai da Sandy e do Junior. ESCAMBAU s. ESPIAR v. FARINHA-D¶ÁGUA ± Tipo de farinha fina. fraco. que perdeu tudo com a enchente´. ³É melhor sair mais cedo porque daqui até lá é um estirão danado´. ± Espacato. FACHO s. ± Quebrado. ± Caminho cumprido. os filhos. ± Fazer careta. ESTROMPADO adj. m. ± Ferir. ± Perfume. FEZ FOI É exp. ³Ela tem uma flexibilidade. v. geralmente para intimidar. atrevido. Sou escaldado´. Yara! Tu vais espocar.´ ESCULACHO s. ± Confiado. ± Ver Escangalhado. ESTIRÃO s. f. FALAR DE BARRIGA CHEIA loc. Tem de mandar consertar´. malvada ou insensível. ± Raiz da mandioca triturada e secada até fazer grão ou farinha grosseir a. ³Não vem se enxerir nisso que não é da tua conta!´2 Aparecer. ralho. esculhambação. Faz um espaguete que ficar retinha no chão´. m. ± Olhar. não´. maninha. ³Ele foi pular o muro alto e se estrepou todo´. ³Doutora escrooooooota essa aí! Deu remédio certo e curou o menino na hora. FAZER PEZINHO v. Por que que ela contou pra ele?´ FAZER MAL loc. não. ³Ele não foi convidado. f. Ela é muito espaçosa pro meu gosto´.´ ESTICADO adj. v. f. ³Votou nesse deputado aí? Éraste. ³O cara não trabalha e vive de dar facada nos outros´. ± Fofocar. a palavra tem sentido positivo. ± Desvirginar uma moça. ± 1 E o resto. ± Fazer embaixada com a bola. m. ³Vou à livraria fazer hora. ³Ela não tinha nada que ir lá com o papai fazer inferno. cara feia. ± Ver Corte. m. de algo ou alguém muito bom. ESPAGUETE s. ± Estourar. ± Farinha-d¶água assada no casco da tartaruga após a retirada dos ovos. ± Guloso. f. Não dá mole´. ± Pessoa ruim. arrebentar com ruído. ³Ele trabalha de dia e de noite ele é facultário´. f. às vezes. pessoa invasiva. ESTREPAR v. EXTRATO s. Depois te pego´. ESTOFADO s. gordura ou. ³Tu falas de barriga cheia! Pelo menos tu tens onde dormir e o coitado. FAZENDA s. Sempre que puder ela vai fazer a minha caveira´.± Expressão de surpresa. ± Esporro. MANINHO! interj. FAROFA-DO-CASCO s. o cachorro e o escambau!´ 2 Expressão de indignação. f.± Modo de se referir a alguém cujo nome é desconhecido ou que se quer denotar desprezo. ³A Ermelinda quer saber de tudo. FARDA s. ± Ver Espaçoso. Gilvaney! Só tem essa!´ FARINHA s. ³Ele não me engana. ESPIA SÓ« interj. ± Embaraçado. ± Cabelo repicado. m. petulante. ESCROTO adj. ³Contei aquela piada e aí ela se espocou de rir´. FAZER A CAVEIRA loc. FAZER INFERNO v. ³Fiquei todo errado quando ela me pegou com mão na massa´. chato. ESCULHAMBADO adj. ESTAQUEADO adj. m. fuxicar. ± Quebrar. ± Falar sem razão. m. de elogio. FAROFEIRO s. ± 1 Malvado. ³Ela comprou um carro novo só para se enxerir´. comilão. 2 Quando falada arrastada. ± Farinha preparada com manteiga. id. maninho«´ ERRADO adj. ³Baixa o facho porque a gente não vai poder sair hoje. m. Usada para chamar a atenção do interlocutor. ³Quando foi demitida. ³Ele trouxe pra festa a mulher. ± Penetra. FALSIPAR s. v. ± Desconfiado. ± Rir até não agüentar. ESCANGALHADO adj. a mulher escancarou as falcatruas do chefe´. sem funcionamento. ³Deixei minhas ferramentas com ele e ele esbandalhou tudo!´ ESCABREADO adj. ³Ela não gosta de mim. ³Pensei que ela ia gostar das flores. Ela fez foi é jogar no chão´. enxerido. ovos. Chega tarde toda noite´. FACULTÁRIO adj. ± Aloprado. ³Eras« deixei meu carro aqui«cadê ele?´ ÉRASTE. ± Interjeição que antecede algum comunicado. ± Esperto. ± Quem faz faculdade. ³Poxa.

ele fez lá uma gambiarra pra puxar o carro´. ³Joga fora essa calça furreca e compra outra´. ruim. ³Pode fechar a conta. ± Diarréia. ± Frouxo. ± Rosto. ³Não fresque não que hoje eu não tô pra brincadeira!´ FUÇA s. FUTRICAR v. Fica foló´. ± Mexer. ele grita: ³ Fonas!´ FORA A PARTE loc. Gualter. ± Canoa. f. m. em separado. ficar flutuando na água. FULEIRAGEM s. ± Magoar-se. ³Aquela mulher é muito feia. ± Risada. ± Porcaria. FONAS! interj. ± Esperma. ± Perna fina. GALALAU s. ± Fofoqueiro. f. ± Fofocar. ± Remendo. ± Variação de Foló. m. v. FOMINHA adj. ³Só porque ele passou no vestibular agora virou o diabo das gabolices´. FLECHAR v. GAMBITO s. ± Diz-se do olho puxado. ³Foi?´ ³Foi. coisa ruim. meganha. m. ³A briga acabou quando chegou um bando de gambão botando moral´. f. f. ± Sair para passear. id. GANHAR O MUNDO v. ± 1 Grupo de maus elementos que atacam em bando. FURRECA adj. desejável. GALEROSO s. cada noite pegou uma fêmea diferente´.FÊMEA s. m. ³ A loja fica lá naquele ferro de engomar da rua Silva Ramos canto com Japurá´. serviço im provisado. especialmente as disponíveis para o sexo. f. GAGAU s. fazer confusão. FUXIQUEIRO adj. GARITÉ s. ³O parafuso não cabe nessa rosca. ± Menstruar pela primeira vez. ± Menino ou rapaz muito alto. . ³Aí ele sentou a porrada nela´. v. 2 Torcida do Boi-Bumbá de Parintins. m. ³O filme é a maior fuleiragem´. FERRADO adj. id. nadando um pouco?´ ³Não. Denildes. FULEIRO adj. brincalhão. ± Pergunta que pede confirmação por causa de certa incredulidade. GATIADO adj. Irrita qualquer um!´ GASTURA s. m. O vermelho. não!´ FOI? interj. ³Levou uma bolada na fuça´. ± Orgulho besta. FICAR DE BUBUIA exp. ± Coceira na vagina. ± Utilizada no jogo de bolinha de gude. Olha os gambitinhos dela´. ele tá ferrado´. Ela é muito grande. ± Mingau de mamadeira. ³Vai ter um forrobodó lá na academia do Tom´. ³Como a corda quebrou. Mas a coca-cola aqui é fora a parte´. adv. GAMBÃO s. ± Esnobe. FICAR NA PORRONCA loc. GAITADA s. FORMAR v. ± Mexer. ± Ordinário. m. ³Deixa de ser fominha. ³Se o pai dele descobrir que ele pegou a moto sem pedir. ± Encher a paciência. investigar. ± Utilizada para pedir desculpa por algo não intencional. m. ± A mais. GASGUITA adj. f. ³O cara é muito fuleiro. cara. Divide essa coca-cola com a gente´. ± Sujeito que se deu ou vai se dar mal de alguma forma. encher o saco. ± Ato de catar o papagaio em linha reta. FOLOTE adj. f. G GABOLA adj. gatilho. ± Membro de galera. GAMBIARRA s. que quer tudo para si. m. ± Ficar sem fazer nada. FORROBODÓ s. ³Essa menina é muito filé!´ FILHO DE UMA ÉGUA exp. ± Designação genérica para as mulheres. GARRAFADA s. FERRO DE ENGOMAR s. FURUNFAR v. f. ± Comunicação natural entre dois rios ou um rio e um lago. ³E aí. ³Essa mulher vive futricando a minha vida´. FOLÓ adj. aí. Zé. ± Praticar o ato sexual. ± Cabide. f. m. FUXICAR v. GARANTIDO s. ± Pajelança feita por curandeiros em que se mistura ervas e essências medicinais com o objetivo de curar doenças e descarregar maus fluidos. FRESCAR v. ± Boi-bumbá de Parintins. GALA s. GANCHO s. só falta matar a gente de rir´. GABOLICE s. m. ± Ficar sem falar com alguém. ± Esquina com bifurcação triangular. E ela gostou´. ± Pessoa egoísta. Transitável em época de cheia. ³O Gerfran se deu bem em todas as noites do festival. Tô só aqui de bubuia um pouquinho´. ³A voz da minha cunhada Andréa é muito gasguita. ± Coisa sem valor. Não quis ofender. ³Minha filha se formou ontem´. m. ³A melhor coisa do mundo é entrar de férias e ficar na porronca«´ FICAR SENTIDO exp. FOFOBIRA s. ³O cara já é um galalau e quer jogar com a gente´. ³Não precisava gritar com a menina. m. ± Ficar sem fazer nada. ± Soldado. meu. FININHA s. ³Foi mal. FURO s. ³Ontem saí com uma morena dos olhos gatiados´. depende do co ntexto. m. ³Que diabo que ela não tira a mão dali! Tá com uma fofobira federal!´ FOI MAL! exp. ± Esganiçado. ± Xingamento dirigido a alguém que nos irritou. GALERA s. Ela ficou sentida«´ FILÉ adj. FICAR DE MAL loc. ± Encontro para dançar. Quando o sujeito quer ser o último a jogar. ± Pessoa bonita. ± Enjôo. militar. tirar de ordem. FUÇAR v. Mas pode ser também pessoa muito irreverente.

guenzo desse jeito?!´ GUGUENTO adj. ácidos cafeo -tânico e matérias aromáticas. IGARA-MIRIM s. IGAPÓ s. Aí eu disse: µGrandes coisa ser advogado. ± Tiara. GUARIBA s. ± Dar errado. A fonte de água. ³Eu nunca namoraria com a Waldemarina. ³Me empresta o teu grafite que meu lápis quebrou a ponta´. ± 1 Pedra pequena de leito de rio. ³Ele veio aqui dizendo que tu que tinhas mandado« o que que eu havera de dizer´. ± Quelônio da família das tartarugas. O Guaraná também é usado como tônico geral e no combate ao estresse. ³O passeio gorou. nojenta. ³Eu adoro feijão no pão´. m. arroio. ³Meu irmão gostava de pegar jacintas. m. ± Pequeno rio. a semente do Guaraná contém amido.. m. ³Deixa de ser implicante! Tu adoras implicar com tua irmã. ± O guaraná é um fruto utilizado como estimulante e revigorante. m. IGUALZINHO adj. é um balde com água do igarapé. ± Ofuscado pelo brilho.GATO s. GORAR v. m. GURUPEMA s. f. ± Pira. f. ± Dar uma melhorada disfarçando os defeitos de alguma coisa. f. m. destroçar (um papagaio). ILHARGA s. de fazer. 2 Caruncho de grãos de arroz. f. ³Esse brinquedo é invocado. f. m. ± Cheiro forte e ruim. GIRAU s. ± Canoa pequena. GOROROBA s. ± Peneira. f. f. ± Difícil de entender. IGARITÉ s. . IMPLICAR v. m. e Aimé Goujaud Bonpland (1773-1858). f. naturalista francês. Hoje em dia o uso da semente do Guaraná se alastrou como fitoterápico rico em cafeína e estimulante do sistema nervoso central. lavar mãos etc. INHACA s. de óculos´. riacho. encharcada e sombreada pelo mato. ³Quando aquela menina bonita entrou. INVOCADO adj. ± Mingau feito com pouca água. ³Fica logo ali. m. ± Ligação clandestina de energia elétrica ou outro serviço pago. ³Nesse bairro ninguém paga luz. cheia de espinha´. ± Pessoa feridenta. moça. I IACÁ s. ³ Ele é igualzinho ao pai dele´. óleo fixo. ± Bebida alcoólica. HILÉIA s. gânglio. ³Não me diz que tu tá saindo com aquele jaburu. Além da cafeína. ³É um professor assim gitinho. Jaime?´ JACINTA s. Todo mundo puxou um gato´. GORÓ s. ± Canoa grande. farinha e açúcar ou mel. ³Hoje é sexta. ± Comida improvisada. na maioria dos casos. GRAFITE s. m. cheia de marcas na pe le. E eu sou garçonete e daí?´ GUAÍPECA adj. f. ± Pirão feito com água. id. resinosas e pépticas. ± Espécie de macaco. ± Lapiseira. ³Ixe!´ J JABÁ s. ± Canoa grande e forte. ± Incitar discussão. ± Muito semelhante. naturalista alemão. GITO adj. f. ± Barco que nunca chegou. IMPINGE s. Dia de esquecer o trabalho e ir pras barcas!´ ITAMARACÁ s. GUARAMIRANGA s. feijão. ± Pequeno. IGARA-AÇU s. ÍNGUA s. ± Haveria. H HAVERA v. ± Pia rústica e improvisada. Contrário de maceta. ± Baixinho. ± Desajeitado. misturada. ± Expressão de desdém. amarrar uma linha nelas e deixar voar de novo´. ± Libélula. consistente e grosso. ³Vou dá uma porrada no merda que guisou o papagaio do meu irmão´. ± A zona do baixo meretrício em Manaus. GRANDES COISA! exp. ± destruir. JABURU s. ± Floresta pantanosa. mancha no corpo. ± A floresta amazônica. eu fiquei incandiado´. ± Expressão de estranhamento. Tá caindo a maior chuva´. na ilharga da igreja´. f. ± Mulher. id. GUEGUETE s. falou?´ GUENZO s. IXE! interj. f. ± Matar aula. Ela é toda guguenta. GORGULHO s. ± Sair para curtir. GUARIBAR v. segundo denominação de Alexander von Humboldt (1769 -1859).. Ver Empinge. etc. GUISAR v. ³Ele chegou e disse que eu tinha que atendê-lo logo porque ele era advogado. garota. m. etc. f. ³Demorou muito! Veio no Guaramiranga?´ GUARANÁ s. tédio ou repugnância. m. ± Pessoa feia. ³Vai sair assim. m. ± Charque. IR PRAS BARCAS ± exp. Serve para tratar o peixe. GAZETAR v. f. né?´ ³Égua! Ele saiu com uma e voltou com outra? Invocado«´ IPADU s. m. ³Vou deixar aquela gueguete em casa depois volto pro futebol. ± Ao lado. né?´ INCANDIADO adj. IGARAPÉ s. ³Vamos gazetar hoje pra ir pro cinema?´ GIGOLETE s. m. ± Caroço embaixo do braço que indica que o corpo está sofrendo uma inflamação. ³Vou dar uma guaribada no carro antes de vender´. JACUBA s. f.

JACUMÃ s. m. um aumento na capacidade sexual devido ao sol quente. Temos ainda as expressões derivadas: ³Deixa de ser leso!´ e ³Pára de leseira!´ Dizem que todos os amazonenses têm três minutos de leseira por dia. v. ± Cair. 2 Escorregadio. ± Bêbado. ± Abóbora. dizem também que o sol também causa nos amazonense o tesão de mormaço. ± Árvore da familia dos ébanos. ³Ele falou que era rico?! Haha« pura lambança«´ 2 Serviço mal realizado. meu amigo! Calça 45!´ ³Sabe a orelha do Abraão? É uma lapa. LAVOURA s. ± Pia rústica e improvisada. m. ± Cantor de toada de boi. ± Infeliz. abatido. ± Mandioca comestível. ± Ir morar juntos. ± Levar vantagem. ± Cachorro-quente. fora de si. M MACACA s. f. ± Pequena formiga de picada dolorosa.. que produz madeira de lei de cores avermelhado até vermelho escuro. JOGAR NO MATO loc. Vou ali ao lanche pegar um x-caboquinho´. ³Prendi meu dedo na porta e ele tá latejando´. ³O Ângelo tem uma lapa de pé. ³E aí. ³Liga pra essa cara. LAVAR DA ÁREA loc. f. LAMBANÇA s. não. JUNTAR v. ± Lanchonete. ± Pessoa que de alguma forma desagrada . ganhar com sorte alguma coisa. JURURU adj. ± Expressão equivalente a ³lá vem você falar nisso de novo´. ± 1 Sem dinheiro. meu irmão?´ LOMBRADO adj. ± 1 Gabolice. ± O peixe mais popular de Manaus. v. ± Leso é alguém que sofre de leseira. LAMBUJA s. f. levar um tombo. ³Ele ganhou na loteria e lavou a burrinha. JIQUITAIA s. Dalva. v. KIKÃO s. m. ± Enrolação. v. tristonho. f. gozar um momento de felicidade. Leseira é um abestal hamento momentâneo que acomete o leso. ³Nós vamos é no jacumã daqui até lá´. Dizem que a leseira baré ocorre entre os amazonenses devido ao sol quente na cabeça. ± Elástico de amarrar dinheiro. f. ³Pois é. Serviço que é bom: nada´. ± Ir embora de onde se está rapidinho. m. ³Preciso de uma lapiseira pra assinar um cheque. f. f. LÁBIA s. ± 1 Sono de bêbado ou drogado. f. É o maior leguelhé´. LANTERNAGEM s. ± Jogar fora. ³Tive uns ketchbacks com ela no passado´. m. LISO adj. leproso!´ LESO adj. Ver Arisco. m. LEVANTADOR DE TOADA s. LAMPARINADA s. ± Estar desempregado. ± Uma dose de cachaça. LAPA s. 2 Coisa indefinida. ³Preciso de uma liga pra amarrar esse maço de notas de dez´. algum prêmio. LIGA s. sujeira. ³A tia Teca escorregou e levou uma queda! Se quebrou toda´. ³Mas que lombra é essa agora. ± Funileiro de veículos. LESEIRA s. LATEJAR v. fanfarrice. ³Por que ela está jururu?´ ³Porque o ex-namorado casou´. na maioria dos casos. ± Um lance amoroso. m. m. ± Papo. ± Direção da canoa com o remo de mão numa das extremidades. f. ³Tô brocado. LEVAR UMA QUEDA loc. JERIMUM s. ³Vamos jogar? De dou dez pontos de lambuja´. vantagem. Serve para tratar o peixe. m. ± Abóbora. ³Vamos pular macaca?´ MAÇARANDUBA s. ± João-ninguém. ± Urubu. pegar no chão. JUNTAR OS PANOS exp. que queima alguns neurônios. LIBRINAR v. JIRIMUM s. f. ³Decide logo! Fica aí nessa lengalenga«´ LEPROSO s. ± Grande. Se a leseira for uma característica contínua. imenso. aipim. ³Eu não vou poder ir pro cinema porque hoje eu tô liso´. meu!´ LAPISEIRA s. f. ± Mentira. que conserta lataria. f. f. ± Ganhar tudo na bolinha de gude. f. . Faz seis meses que ele tá lavando urubu. id. m. m. m. LEGUELHÉ s. desproporcional. Serve Bic´. ³Vou ter que pagar pra consertar o carro de novo. é um balde com água do igarapé. id. O outro mecânico foi mexer sem saber e fez a maior lambança´. bônus. ± Caneta esferográfica. Comprou tudo que tinha direito´. bazófia. ³Junta os brinquedos do chão´. KETCHBACK s. ± Extra. LENGALENGA s. ± Pequeno candeeiro feito de lata de cerveja ou leite em pó. LAZARENTO s. f.. indecisão. JARAQUI s. f. caboco? Topas dar uma lamparinada?´ LANCHE s. ± Chuviscar. LAVADA s. LAMPARINA s. ³O juiz não marcou esse pênalti! Ah. ± Amerelinha. MACAXEIRA s. ³Ele levou a menina na lábia´. LAVAR A ÉGUA ou LAVAR A BURRINHAloc. ± Cabisbaixo. m. Tá librinando´. Mas como tudo tem seus dois lados. ± Vantagem. ³Pede pros meninos entrarem. f. L LÁ VAI! exp. lavar mãos etc. f. A fonte de água. id. LANTERNEIRO s. dizemos que o leso sofre de leseira baré. ± Catar. conversa. f. ± Funilaria de veículos. K KAMIRANGA s. rolo. com um pavio de algodão embebido em querosene. LOMBRA s. LAVAR URUBU exp. ³Esse cara só pode tá lombrado pra fazer isso«´ LOROTA s. ± Pulsar. JIRAU s. f.

³ Ele é tão fofinho que dá vontade de malinar com ele´. m. Pode ser utilizado intercambiavelmente com ³ mano´. MILHITO s. MENINO BARRIGUDO exp. ± Tratamento carinhoso entre conhecidos ou não. ³O salário mínimo desse governo é uma merreca!´ MERUÍM s. faz um favor pra mim?´ ³E aí. ³Eu gosto de pão leve. 2 Muito legal. ± Pessoa suspeita ou estranha. MANGAR v. Interjeição de ênfase. f. MALUVIDO s. ± Ver Maceta. ± Vendedor ambulante. mano?´ Variações no diminutivo: maninho. ± Muito ruim. f. m. MERRECA s. ³Esse cantor é a maior palha´. ± Camburão de polícia. adj. ± Habituado a meter-se no mato ou lá passar parte do dia. fazer malvadeza gratuita. ³Pode deixar que eu mais o Richardson vamos comprar o gelo´. MANDUQUINHA s. ± Corruptela de ³mesmo³. f. f. f. f. MARMOTA s. f. ± Mamadeira de leite. f. ± Entidade mítica que habita os rios. id. f. ³Que menino maluvido!´ MAMADA s. ³Vou bem ali comprar uma merenda que estou brocado´. ± Alguma coisa muito pouca. meu grande. mas o Zeca deu mancada e ela percebeu que era mentira´. ³A gente ia conseguir enganar a Zilma. ± Pronuncia-se ³Mách´. m. ³Eu estou com mijacão nos pés´. Segundo a lenda. f. MERMO adj. ele vai mermo´. lagos e rios. ± Ver ³Tem mil!´ MAS! interj. m. ± Aldeamento de índios. ³Vem de novo aqui que tu vais levar uma mãozada!´ MAPINGUARI s. m. MALINAR v. ± Forma depreciativa de se referir a um soldado de polícia. manja-pega. sobretudo dinheiro. ± Um leso. Nelson! Tamanho paideguão e parece um menino barrigudo!´ MERENDA s. MARMANJO s. ± Bolhas de água. plantas e pertences dos ribeirinhos. MALOCA s. MAL-ENCARADO adj. MANJA s. ³Olha a Maria do Céu ali! Vou mexer com ela: Cééééééééééu!´ 2 Manter relações sexuais. MÁRRAPÁ! exp. como. ± Tapa. f. Há a manja-esconde. Saí fora«´ MÃE-DÁGUA s. ± Febre. ³Não gosto dela não. ³O Félix mexeu com a moça. ³Deixa de marmota e te aquieta«´ MAROMBA s. ± Tratamento para desconhecidos. adulto. É muito metidinha pro meu gosto´. ± Barranco dos rios com vegetação desenraizada que fica boiando conforme o nível do rio. Muito usado para fazer perguntas e pedidos. Macaxeira. entre outras. Seu uso foi estendido a partir do salgadinho da marca Milhitos Jack¶s. v. manja-trepa. Pode ser usado para exprimir dúvida ou confirmação. ± Falar mal de alguém. ³Meu filho já tá um marmanjo´. ± Na vista. ± Entidade que habita a floresta com forma de um grande macaco cabeludo com um olho só na testa. ± 1 Leve. ± 1 Chamar alguém que vai passando. de fabricação local. MANTEIGA-DERRETIDA s. MÃOZADA s. . ± Reinar. agora vai ter de casar´. ³Eu tenho que preparar a mamada do Clauzionor Junior´. MANCHETE s. ± Lanchar. MALEITA s. MASSETA adj. ± Feita com gordura extraída dos ovos da tartaruga. ³E aí. ³Disfarça e não dá manchete que a gente tá aqui´. MERENDAR v. ³A Martinha é meiga. ± Mulher fácil. adit. ³Eu bati nela porque eu caí e ela ficou mangando de mim´. ± Jirau elevado. aí chegou a manduqinha e levou um bocado´. ³A vizinha meteu o pau na sogra´. ± Mal comportado. f. ± Grande. tudo bem. de massa fina´. ± Pão francês. MANTEIGA DE TARTARUGA s. f. para deixar a salvo animais domésticos. MAIS conj. ± Gengibre. f. ± E. MANCADA s. MANDIOCA s. ± Inseto de picada dolorosa. ± Boçal. METER O PAU loc. ³Ele vai sair hoje. Meigalinha«´ MEMBECA s. a quem devora. ± Pessoa crescida. MANEIRO adj. MANO voc. MASSA GROSSA s. MEGANHA s. mixaria. MEU GRANDE voc. ± Lanche. m. Tudo bom?´ ³Fica de olho aí no meu carro. de proporções anormais. f. por exemplo. arrumação. ³Esse barquinho aqui é maneiro´. maninha. Mas devora somente a cabeça. Transmite a filariose. MANGARATAIA s. f. ± A grossa raiz comestível da maniva. MIJACÃO s. MAS QUANDO?! interj. f.MACETA adj. ± Pão de leite. ³Tem muita mulher aqui?´ ³Mách! Só tem!´ MASSA FINA s. ± Brincadeira de criança. MATUPÁ s. meu grande?´ MEXER v. m. ³Esse cara não passa de um meganha!´ MEIGA adj. fácil de manobrar. ± Fazer pouco de alguém. feito com troncos ou madeira. m. ± Pessoa chorona. vai?´ ³É o que vai mermo«´ ³Não. f. f. ± O mesmo que ³Olha já!´ ³Me empresta teu carro?´ ³Márrapá! Claro que não!´ MARRETEIRO s. ³Maior porrada rolando. f. ± Salgadinho de saquinho. durante as enchentes. ± Equívoco lamentável. malária. é ele um terrível inimigo do homem. imenso. que só faz besteira. ± Espécie de grama que se desenvolve as margens dos igarapés. METIDO adj. trapaça. ³Compra dois pães de massa grossa´. ± Invenção. beliscar um bebê porque ele é muito fofo. ³ Mana. falou. MATEIRO adj. ³Eu disse que ia lá brigar com ele e quando eu olhei o cara era macetão. id. m. MAIOR PALHA loc. ³Pára de meter o dedo no bolo.

NO MUNDO loc. mas ele fica ali só de mutuca pra ver se te pega no flagra´. ³Toma. de boa qualidade. marmanjo. ± 1 Inchação. m. mal-estar. m. NÉ NÃO! exp. f. tumor subcutâneo. id. ± ³Nem se empolgue que não tem a menor chance´. ³Nem com nojo!´ NEM COM O PITIU (DO BODÓ) exp. ³Mãe! O Chico tá chamando nome feio!´ O O BICHO s. s. N NÃO BATER BEM exp. 2 Natural de Santarém (PA). que anda pelas paredes da casa e come insetos. f. ± Expressão equivalente ao ³Tem mil!´ ³Vai ali e pega água pra mim´. adv. que não oferece resistência. MUTUCA s. MOTOR s.´ NO OLHO loc. Te manca!´ PAJELANÇA s. Tomar café com feijão?!´ NÃO É PÃO! exp. ³O filme é paid¶égua´. ³O tanque do meu carro pega 40 litros´. ± Não é não. ± 1 Parasita minúsculo que se alimenta de sangue e que vive no capinzal. é?´ ³Né não´. f. m. NO BALDE. m. ± Há muito tempo. ³Fica aí tomando esses chás pra ver se tu não começa a ter miração´. id. id. id. f. ± Barco movido a diesel com grande capacidade de carga. ³Já tem um monte de gente lá na quadra´. . id. m. ± Olhos grandes e claros. ³Rapá. ³Não cai na do Jorge.± Interjeição de indignação correspondente a ³Mas que abuso!´ ³E aí. f. f. PACU s. ± Ver Nem com nojo! NHACA PURA! exp. adv. ± Lagartixa branca com os olhos pretos. abilolado. ± Mingau de milho. MONDRONGO s. indisposição. ³Tu já chegaste. ³Tamanho paid¶eguão brincando no balanço das crianças. força. PAGAR SAPO exp. ± Pessoa invocada. finge que faz. ³O chefe entrou aqui e pagou o maior sapo no Walter´. ± Espécie de gambá que come frango. prenhe. muito legal. pai?´ ³Neca de pitibiriba!´ NEM COM NOJO! exp. ³Posso sair com o carro. ± Preparado rico em carboidratos a base de arroz. ³O teu pai é um cara paid¶égua!´ PAID¶EGUÃO s. m. Briba. NO CABRESTO loc. MIRATINGA s. Esse cara é um maior nó-cego´. ³A filha do Joca tá ovada. ± Claro que sim! ³O barco já chegou?´ ³Massssh« não é pão!´ NÃO FAZER NEM AMARRADO PELO CHINELO PRETO exp. id. Creuza! Tô lá em casa´. m. Pode ser usado de forma exclamativa precedido de Tamanho. ± Ação do curandeiro amazônico. ± Fraqueza. 2 Alguma protuberância grande e esquisita. mano?´ OLHA JÁ (ENTÃO)! interj. ± Fraco. ± Palavrão. m. calombo. id. adv. f. me dá um beijo?´ ³Mas. id. ³Vê se conversa com as pessoas! Parece uma mura!´ MURUPI s. ³Acho que vou ficar. f. ± Uma pessoa que é esperta. ± Diário de classe. vai!´ NO TEMPO DO RONCA loc. ± Não fazer de jeito nenhum. Creuza! No olho! Vai fazer pergunta besta de novo. não. MUCURA s. ± Não mesmo. preso. tinha uma osga nojenta no teto´. adv. ± Alucinação. O cara é o bicho!´ O QUE ERA MAIS? exp. ± Observação. MOFINO adj. Não dava pra agüentar´. ± Na linha dura. id. De gêmeos´. ³Tu pensas que não. OVADA adj. sem folga.± Expressão utilizada para indicar que alguém recebeu uma resposta certeira. milho. MURA s. ± Árvore cujo ramo tem forma de um pênis. O Capitão Sérgio Souza ou o Comandante Mauro Drida?´ MUCUIM s. MIRAÇÃO s. id. id. gata. indisposto. ± Curandeiro que cura tanto com os remédios da terra como com feitiços e benzeduras. PAID¶ÉGUA adj. NECA DE PITIBIRIBA exp. NÓ-CEGO s.MINGAU s. 2 Gente pequena. ³O pai da minha namorada é ciumento. ± Pimenta amarela extremamente forte. MUNGUNZÁ s. m. PAGELA s. ± Ser meio leso. ³É a Leila ali. fechada. PAGAR v. ± Humilhar. Tá dando uma mofineza em mim«´. olha já então esse aí« Te manca!´ OLHOS DE PETECA loc. ± Algo muito bom. MUQUE s. MOCORONGO adj. m. ± Braço. A coitada só vive no cabresto. MOFINEZA s. ³Ele carregou o bezerro no muque´. ± Banana comprida usada para fazer banana frita. ³Essa menina não bate bem. Manoel?´ ³Não. ³O que que esse gato tem? Está tão mofino´. a mulher chegou da rua e tava nhaca pura. PAGÉ s. ± Fedorento. ± Conversa fiada. f. m. ³Quando olhei. ³Que coisa é esta? Que mondrongo é esse na tua cabeça?´ MONTE adv. NOME FEIO s. m. P PACOVà s. ± Grávida. ± Algo ou alguém muito bom. ³O Luis nuca perdeu uma queda-de-braço. ± Bastante. f. ± Caber. f. ³Essa música do Teixeira de Manaus é do tempo do ronca´. MIOLO-DE-POTE s. ± Peixe gordo. NÃO VEM QUE NÃO TEM! exp. ± Adulto. ± Expressão usada por vendedores no sentido de ³Mais alguma coisa?´ ³O que era mais. f. Nem que a vaca tussa. ± Ver Que só. ³Ainda não lancei as freqüências na pagela nova´. mas não faz e sempre se sai bem. ± 1 Desajeitado. banana ou farinha de tapioca extraída da macaxeira. ³Que horas sai o motor pra Coari?´ ³Depende. OSGA s.

f. Gíria leve. corri. otário!´ PEGA-MARRECA adj. PASSAMENTO s. ± Caxumba. ³Se eu não descer agora. m. mal-estar. PERNADA s. PAMONHA s. ± Sova. PENCA s. m. ³Amanhã minha dentista. ³Caboco pávulo! Deixa de pavulagem e ajuda logo. m. Já está pedindo penico«´ PEGA. f. ± Papagaio amassado. desconfiado. ± Braço de rio que contorna uma ilha. f. m. PARANÁ s. ± Ir embora. ± Ferida. m. f. ± Infeliz. ³Per´ ainda lá então! Não me apressa!´ PEREBA s. batalha. ³Tá a fim de jogar peteca agora?´ . ± Ver Pardioso. f. ± Pipa. ³Esta roupa está muito papagaiada!´ PAPAGAIO GUISADO exp. ³Ah. seu panema! É tua vez de jogar!´ PANO DE BUNDA s. PAPAGAIADO s. ³Só porque eu cheguei tarde ontem. ³Presta atenção. ³Quem não fizer o que eu mando entra na peia´. ± Interjeição no sentido de ³pega. PAPELIM adj. Alencar. f. ± Franja. PEDI. ± Deixar-se influenciar. falei. ³Corri. f. muitos. PARDIOSO adj. f. PELEJAR v. PELEJA s. ³Essa péssima da Maria ainda não cumpriu minha ordem´. PEGAR O BECO loc. ³Aquele cara é um pamonha´.) loc. ± Roupa íntima. ³Põe uma penseira nesse papagaio que ele sobe´. ³Difícil vai ser convencer ele a mudar de idéia. ± Desmaio. Só caso se for papelim´. Dra. ± Caminhada. ± Mês (ano) que vem. v. nó-cego. PANUVEIRO s. PAVULAGEM. PAVOLAGEM. ³Leva esse menino no médico. PALMINHA s. PERREXÉ s. m. PARA O MÊS (ANO. PEBADO adj. Mala-sem-alça. ± Confusão. PENOSO adj. ferrado. PEIA s. PAPOCO s. PEDI (repetição) ± Repetição rápida do verbo para enfatizar. Equivale a Mano. ³Tu tá igual ao Aritana com essa partinha´. ± Massa feita com farinha de mandioca. ± Forma de tratamento usado para se falar com alguém. ± Luta. Acredita em tudo que te dizem´. barulho. ³Chama o médico que tua irmã está tendo um passamento!´ PASSAR FERRO loc. leso. ± Pessoa pouco confiável. ³O Jones sofreu um acidente e ficou todo pebado´. PAVOLICE ou PAVULICE s. ± Mulher que possui hímen. vou ver se compro uma geladeira nova´. PANEMA adj. PASTORAR v. m. ± Sujeito com características do caboclo do interior. PANELÃO s. ± Feira em Manaus. dar intensidade. ± Passar roupa. Tá muito penso´. PER´AINDA loc. f. ³Divide os bom-bons com a gente! Deixa de ser penoso!´ PENSEIRA ± Compensador para balancear um papagaio penso. m. temperada e assada. ± Ponto de ônibus. ³É naquele bar que se reúnem os péssimos do bairro´. PAU D¶ÁGUA s. f. ³Isso é uma calça ou é uma bermuda? Se for bermuda tá muito longa e se for calça tá pega-marreca´. ³Eu pelejei pra ver se ela voltava atrás e nada´. ± Empáfia. m. ³Eu sou machão mesmo. ³Acho bom você não desafiar esse cara porque ele é muito parrudo!´ PARTINHA s. f. Berna! Tá cheio de pereba na perna´. PASTA s. Sabe como ele é pardioso«´ PARENTE voc. ³Tá na hora de eu pegar o beco. ³Vou pra casa que tenho que passar ferro´. falei e não adiantou nada«´. ± Palmeira que dá fruto semelhante ao açaí. virgem. PEGAR CORDA loc. musculoso. corri. vai tirar meu panelão´. ± Chuva forte. ± Forte. surra. v. ± Dois pedaços de madeira retangula res (itaúba ou sucupira) usados para marcar o ritmo das toadas de Boi -Bumbá. ³Mano. v. m. ± Que tem pena do que tem. ± Dente que tem um buraco grande. minha mãe fez um panuveiro danado´. 2 Uma decepção. não´. ³Pela Madrugada! Você ainda não fez o que te pedi´. ³Para o mês. ± Pessoa lesa que todo mundo faz de trouxa. ± Forma sintetizada de ³Espere ainda um pouco´. ³O show foi a maior palha´. PELA MADRUGADA! interj. MOLEQUE! Int.PALHA s. PEDI. só na próxima parada´. ± Alguém ou alguma coisa extravagantemente colorido. ± Torto. ± Desistir de alguma coisa por falta de coragem ou força. eu não pego em peixe. PETECA s. ³Vou sair. mas o ônibus foi embora´. m. PEDIR PENICO loc. ³O cara não agüenta mais. ± Bola de gude. ± Calça curta demais. PANAIR s. ³Esse papagaio não vai subir não. me dá uma ajudinha aqui?´ PARRUDO adj. dar ouvido a. ³O teu problema é que tu pega corda. azarado. mas vou deixar a Doralice pastorando os meninos´. ± Cacho. Eliana. Pode ser acompanhado de ênfase lá então. ± Expressão de espanto. ± Espécie de palmeira. ± 1 A palma das palmeiras. PAPAGAIO s. f. f. orgulho besta. Qualquer verbo. ± Lascado. usada entre pessoas mais comportadas. PAPEIRA s. m. lembrando um papagaio. ficar olhando. ³Parente. abestalhamento. ± Batalhar. ± Confusão. PARADA s. imprestável normalmente disputado pelas crianças após quedar. f. adv. v. rico em óleo vegetal. pendendo para o lado. que se come como pão. PÉSSIMO adj. cujas folhas servem para cobertura. ± Observar. tentar muito. etc. ³Tava todo mundo em paz e de repente só se ouviu o papoco vindo lá da cozinha´. falei. f. v. Tá tarde´. vai!´ PAXIÚBA s. PATUÁ s. ³A Preta tem uma penca de filhos´. PENSO adj. ± Creme dental. PÉ-DE-MOLEQUE s.

f. PUPUNHA s. ± Peixe-elétrico. ³Hoje a gente vai comer picadinho com batata´. ³Dile. PROVOCAR v. ³Sabe aquele ricão lá da rua? Hoje tá na maior pindaíba´. ³Esse sujeito não dá conta de tanto serviço: é um pomba-lesa´. PURO A adv. casar que é bom nada« estou só nas pirentinhas´. ± Ferida. lerdo. procurando o local ideal. bem apessoado. id. m. adv. m. m. ± Perder ou cortar o cabelo. f. ± Ver Maceta. PROCURAÇÃO s. PLETS s. mas tenho que reconhecer que o Rodrigo Santoro é presença´. PIRARUCU s. Aglutinação de Piranha (ou Perigosa) comGueguete. PRESENÇA adj. ± Muito. ³As piriguetes do trabalho do meu marido ficam dando em cima dele direto´. olha o cara aí« pirocou o cabelo todinho´. É de família´. ± Mosquito pequeno. ± Melhor dizendo. dar uma pimbada. PICHÉ s. ± Jogar para cima alguma coisa para ser pego pelos demais. ± Tipo de cabelo enrolado. f. m. ³Ele tem uma pinta no braço. m. Não larga da gente´. ³Putateba! Deixa eu ver TV em paz!´ PUTATINGA exp. Creuza?´ PIUM s. Deixa de picuinha e vai fazer algo de útil´. ± Pênis. ± Vômito. ± Peia. m. PITIÚ s. PRESEPADA s. PORRETA adj. ± Prato regional decorado a rigor. ³Rapaz. arrumação. de escamas. hoje raras. ± Mulher fácil. ± Expressão de insatisfação.PIAÇAVA s. ± Expressão de insatisfação. ± Fibra da palmeira utilizada em vassoura. PIROCAR v. ± Bonito. ³Menino. ± Ver Chibata e Maceta. ± Ato de procurar. ± Questiúncula irritante com que se azucrina os outros. Peixe grande. f. ± Ver Pissica. ± Cheiro. te aquieta! Se não sossegar. ³Ele chorou com o colírio. f. PINGUELO s. PIRUADA s. ³Olha que eu não acho homem bonito. ± Com cheiro de. ³Isso é muito pequeno. ³Pára de dar pissica nas minhas coisas´. ± Tampinha de refrigerante. ± Ter relações sexuais. ³Faz tempo que eu não dou uma pimbada´. ± O bacalhau amazônico. cuja língua serve de lixa. em local pouco habitado. f. cheirando a. ± Miséria. surra. PIPO s. menina. ± Carne moída. . PIRENTINHA s. POMBA s. PINTA s. id. ³Rapaz. ³Ele casou duas vezes. PISSICA s. Geralmente associado a peixe. aproveita que o Onildo está distraído e dá uma cachuleta nele!´ PÕE-MESA s. f. f. mole. PIMBA s. ± Cheiro ruim. ± Farinha de peixe. m. menino!´ Q QUE DIGA exp. menina! Toda pomba-lesa aí vai acabar quebrando o vaso!´ PORAQUÊ s. PINDAÍBA s. ³Putireba! Acabou a água!´ PUTITANGA exp. ³Tá sentindo um pitiú danando aqui? Tomou banho. ± Vomitar. ± Louva-Deus. PIRARUCU DE CASACA s. ± Peteleco dado com o dedo na orelha de alguém. ± Imagine. ³Vai lavar tua mão que tá puro a peixe´ PUTATEBA exp. Três. ³Essa roupa felpuda tá me pinicando´. f. pobreza. ± Beliscar. ³Traz o pipo que ela tá chorando!´ PIRA s. ± Lanterna ou lamparina. ± Sinal. ³Menino nasce por onde entra: pelo pinguelo´. id. f. id. PINICAR v. ³Hoje tá quente pra porra!´ PREGUENTO adj. f. m. que diga´. ± Grávida. f. PIRIGUETE s. com mato. ³Ela tá com uma pira enorme no braço´. Usada para correção. ± Chupeta de bebê. ± Pênis. id. ³Vai lá. PICADINHO s. feito com farinha e banana. m. PRENHA adj. ± Menina com quem só se quer ter envolvimento sexual. não. comida cozida. m. f. ± 1 Órgão sexual feminino. ± Expressão de insatisfação. característico do verão. f. ³Putitanga! Esqueci minha carteira em casa!´ PUXAR O DEDO exp. mas vou fazer uma procuração´. PINCHA s. ³Tem de ir ali na dona Cora puxar esse dedo. cadê a tesoura?´ ³Não sei. ³Putatinga! Quem tomou meu leite que tava aqui na geladeira. ³Sossega. ± O mesmo que Pitiú. ³Minha tia jogou os bom-bons de piruada na festa´ PISA s. ³Cadê a pincha do guaraná? É que eu faço coleção´. que se alimenta de sangue. ³Deixa de presepada e sossega aí´. confusão. ³Tu tá sentindo um piche de bicho morto?´ PICUINHA s. m. PIXAIM s. PITACO s. vou te dar uma pisa´. ± Pênis de criança. PIMBADA s. f. m. ± Grudento. m. f. ± Época de desova dos peixes que sobem o rio. PIROCA s. que dirá com a injeção´. m. hein!´ PUTIREBA ex. PIXÉ s. f. 2 Clitóris. ± Expressão de indignação. QUE DIRÁ exp. ± Opinião não solicitada. PIRACEMA s. POMBA-LESA adj. PIRACUÍ s. PRA PORRA loc. ± Palhaçada. PORONGA s. Mas só as de metal. ± Lento. PROVOCO (ô) s. Id ± Puxa-se o dedo quando alguém destronca o próprio. PORRUDO adj. id. f. ± Fruta regional da família do pinhão. f. ³Não agüento mais a Débora! Ela é muito preguenta. f. m. f. dar bicadas. mau agouro.

³Quer ir lá com a gente na biblioteca?´ ³Quero não´. QUEIMAR v. REIMOSO/REMOSO adj. ± Resto de qualquer coisa. ± Mercador ambulante que em barco ou canoa percorre o interior parando de lugar em lugar. QUEIXAR v. R RABETA s. REMELA s. (ou seja. RABISSACA s. m. ± Tomar conta. m. m. f. ³Vamos tomar cerveja. em crianças. plástico ou pano que serve para dar estabilidade no papagaio. ± Expressões que garantem acesso à comida que alguém está comendo. REMANSO s. Imitar jocosamente. brigar. RAPIDOLA adj. RECREIO s. ³Ontem cheguei tarde e levei o maior ralho da minha mãe´. esse tacacá tá queimoso que só´. ³Não posso sair hoje que estou rendido com uma diarréia´. ³Pára de ficar me remendando! Parece meu espelho´. diminuindo a correnteza. RATADA s. Por quebranto. Tu acabaste de te operar e pirarucu é reimoso. doutor´. você é um burro!)´. menino. ³Tem que fazer o rancho hoje´. RASGA-MORTALHA s. efusivos. manifestando clara antipatia. Mas se o comedor se antecipar e disser ³Não dou cesso´. m. ± Lombada. ± Ganhar no grito. O uso da palavra ³querida´ no Amazonas denota certo sarcasmo ou ironia. ³Putateba. ³Quando tem churrasco aqui em casa. RALA-RALA s. QUERIDA voc. usado para os dois gêneros: ³Calma. ± Rede de pesca. tio?´ REPIQUETE s. ± 1 Deserto. ganhar na lábia. o Rex é que pega a rebarba´. f. ± Comida que faz mal. ³Pára de remansear e ajuda a gente a carregar essas caixas lá pra baixo´. pisada de bola. ± Motor de popa. ± Secreção ocular. QUERO NÃO. Sem chances de beliscar. compras do supermercado. ³Quanto tá o quebraqueixo. ³Acho que alguém pôs quebranto no Rex. ± Mau-olhado. já posso comer pirarucu?´ ³Tá doido. f. m. ³Quer que eu repare o carro. f. 2 Com hérnia de escroto. querido. por linha com cerol. QUEBRA-QUEIXO s. REMOSO adj. ± Um súbito aumento no nível das águas no período em que o rio está baixando. fazer corpo mole. ± Mancada. m. REMENDAR v. ³Diz a Rádio Cipó que o Gláucio vai ser demitido´. m. Diz a lenda que quando passa perto de alguma casa produzindo seu ruído característico de alguma coisa rasgando. RANCHO s. ± Virada de cabeça brusca em desprezo a uma pessoa com quem se cruza. ³Não posso sair porque tenho que reparar o bebê´. ± Linha com tiras de papel. REPARAR v. f. ³Que horas sai o recreio para a Praia da Lua?´ REGATÃO s. Mas Rachid. Se alguém chegar e disser ³quero cesso´. ± Esculhambar. ± Cesta básica. ± Jogar fora no lixo. RALHO s. QUEBRANTO s. ± Guloseima dura ± daí o nome ± feita com amendoim. m. principalmente aquela presente quando acordamos. ficar com algo de outra pessoa. ³Hoje está quente que só!´ ³Ela é lesa que só!´ ³A sala estava lotada que só!´ QUEBRA-MOLA s. ³Ela tá á na laje se queimando´. quem está comendo tem de dar. ³Ela pensa que nem eu´. a fofoca. m. na maioria das vezes com segundas e sensuais intenções. ± Falso cognato. alguém daquela casa morre. sermão ou briga de alguém que tem autoridade. m. QUIRIRI adj. QUEBRANTAR v. ± Pedaço do rio em que a topografia provoca um refluxo fluvial. minha querida. seu Durval?´ QUEDE«? adv. aí morreu. similar a ³Pra caramba´. Essa rua é cheia de quebra-molas´. ³Quando eu dei de cara com elam tu acreditas que ela me deu uma rabissaca?´ RACHID s. RAPAZ voc. Deu a maior ratada!´ REBARBA s. REBOLAR NO MATO exp. RALHAR v. m. não foi?´ QUER NÃO. ± Gelo ralado colocado num copo e acrescido de xarope de vários sabores. REMANSEAR v. ± Muito rápido. QUERO CESSO / NÃO DOU CESSO exp. ± Jogar mau-olhado. de admiração ou inveja. ± Tocar de leve em outra pessoa. m. . Mulher amazonense odeia ser chamada de querida. ± A boca pequena. calmo. ± 1 Impossibilitado de fazer algo por questões de indisposição de saúde. RABICHO s. RELAR v. ± Bronzear-se. f. ± Esculhambação. ± Cadê? Que é de? Onde está? ³Quede a mamãe?´ QUEIDAR v. ³Eu ia fazer uma festa surpresa. ³Fiz besteira aí minha mãe ralhou comigo´. ± Enrolar. ± Movimento das águas no rio. 2 Tristeza. silencioso. vendida na porta das escolas. f. QUE SÓ! loc. RABIOLA s. ³O lago hoje tava quiriri: nem peixe nem pássaros´ . id. ± Fazer carinhos apertados. NÉ? ± Usa-se para oferecer algo quando não se quer dar. ± Barco de recreio. ± Indica intensidade. mas o João acabou contando antes. adv. ³Meu filho levou uma bolada e fixou rendido. ± Ver Reimoso. QUEIMOSO adj. ± Extensão elétrica. ± Vocativo. ³Escuta aqui. entendeu?´ ³Você não está entendo. ³Vai devagar aí senão quebra o carro. ± Ato de derrubada do papagaio. ³Para levantar esse muro é rapidola´. f. ± Inversão sintática que deixa os interlocutores na dúvida. ³Mãe. ± Ave de mau agouro. meio-a-meio na conta«´ RÁDIO CIPÓ s. RENDIDO adj. Eu sou a mulher dele. f. ³ Quero um rala-rala de groselha´.´ REINAR v. ± Com muita pimenta.QUE NEM ± Expressão de comparação. m. REBOJO s. redemoinho. de pouca potência e fácil manuseio utilizado pelos ribeirinhos. Sempre na negativa e com o né no final. Ele tá tão mofino«´. Rapaz! Que mulher afobada!´ RAPICHÉ s.³Ela me queixou a minha caneta. ± Rachado. id.

O saco está seco´. ao mesmo tempo. ± Cor de rosa. SAFO adj. ³Não é hoje que eu ultrapasso! Essa ruma de carros Não acaba mais de passar!´ S SABACU s. ± Porto. metida a conquistadora . ³Ela comprou uma calça de marca só pra se enxerir´. SARJAR v. ± Pessoa que não gosta de ficar em casa e arruma motivo para sair. ³O médico sarjou meu tumor ontem´. m. f. SESTA s. ± Sujeito esperto. ³Minha filha não vai sair com esse rapaz porque ele é muito saliente!´ SAMBADO adj. ³De quem é essa camisa rósea aqui?´ ROTA s. m. ³Claudemir. ³Ela fez um regime e agora tá só o cuí. inteligente. v. ± Esperto. RÓSEO adj. ± Vazio. v. SE ENXERIR loc.³Então meu filho. ± Rir. SERINGUEIRA s. RUEIRO adj. m. ³Fez besteira! Vai levar sabacu por isso!´ SABIDO adj. ³Tu viste a mulher do Curica? Tá mesmo que uma sacopemba´. . ± Moça. ± Magro de dar dó. ³Leva ele no pronto socorro que ele está se vendo de dor´. v. malvestido. ³Ela frescou aí eu sapequei a porrada nela!´ SARAMANDAIA s. id. SUREMA adj. SUCURI s. SARRAFO s. ± Tirar fora o tumor. ROER UMA PUPUNHA exp. que mata apertando. sua alma sua palma seu coração sua pindoba´. energia. Cuí é a farinha seca peneirada. v. ± Força. ± Muitos. id. ³Tu viste aquela mulher toda requenguela passando pela praia?´ RESERVA s. SECO adj. f. ³Ontem acordei tarde e perdi o rota´. ³Respeite o carro novo que o meu amigo aqui comprou!´ RETALHO s. ± Disfarçado. SALIENTE adj. m. ± Sanduíche. ± Pessoa gorda. ± Namorar. SE ABRIR loc. ³Tu achas que eu vou querer namora contigo?! Se manque!´ SE MENTIR loc. Significa que o teimoso está entregue à sua própria sorte. v. ± Antigo bordel de Manaus. SOLDADO DA BORRACHA s. ± O mesmo que Babau. ± Estar bêbado. ± Dar. ³Pode sossegar o facho que não vai sair hoje não´. né? Tomou dez cervejas e pagou quatro´. SUSTANÇA s. ± Ver Se enxerir. SE MANCAR loc. sufocando e quebrando os ossos do infeliz para depois engolir a vítima. não foi? Olha essa cara de sonso!´ SOSSEGAR O FACHO exp. m. SONGA-MONGA adj. RUMA s. ³Se ela frescar. ³Ela saiu e trouxe rolos de mangas´. SONSO adj. ³Depois que ele se separou da mulher. m. id. sujo.Expressão que se ouve quando alguém teima em fazer alguma coisa que o locutor reprova. m. bater. se aquietar. ± Pneu sobressalente. ± Aquele que sabe o que faz e disfarça. f. Todos batem com as mãos. SARNAMBI s. ³Será que aquela sincera ali topa dançar?´ SÓ O CUÍ exp. garota. ± Semáforo. ± Pancada. ³Ele tinha um carrinho vermelho. além do casal. jeito de besta. ³Tem que comer farinha desde cedo que é pra pegar sustança´. ± Ônibus de transporte que faz a condução às empresas do distrito industrial. Dá pra comer não´. vai jogar o saco de lixo fora´. ³Ele vende cigarro a retalho?´ RÓDO s. ± Objeto com muito uso. ± Originalmente pequena sobra de borracha que se forma durante o processo de defumação do látex. m. f. ± Pessoa enxerida. f. SANDUBA s. mô. ± Enorme cobra sem veneno. ela se abriu da minha desgraça´. ± Varejo. usado para descrever um bife difícil de cortar. SEGURAR VELA loc. ³Ela passou a noite toda se agarrando encostada no muro da igreja´. SAPECAR v. m. f. ± Lixa de unha. ficar. ³Esse bife tá mais duro que sarnambi. ± Repouso após refeição no calor amazônico. f. SUA ALMA SUA PALMA SEU CORAÇÃO SUA PINDOBA. decadente. SARJETA s. ³O Roney é sabido. ± Indica grande quantidade. Aportuguesamento de roadway. RESPEITE! ± Expressão de admiração por alguma coisa. SINAL s. intrometida. ± Nordestino que durante a II Guerra foi atraído pela propaganda oficial do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) de Getúlio Vargas para colher látex na Amazônia. Meio destruído. ³Meu irmão vai pegar o motor lá no ródo´. T TÁ (DE) PORRE exp. ³Quando eu contei o caso. m. pessoa desembaraçada. mete o sarrafo nela!´ SAÚVA s. m. ± Passado. v. ± Ser um terceiro sobrando. todo requenguelo´. ± Passar por dificuldades. ³Não precisa. ± Formiga grande de ferrada dolorida. SE AGARRAR loc. estepe. ± Sentir muita dor. Roeu uma pupunha o coitado´. SERRINHA DE UNHA s. ³Esse peixe tá surema. ± Baixar a bola. ± Meio-fio. SINCERA s. Punição que um grupo confere a alguém por um malfeito. SACOPEMBA adj. ± Se meter onde não é chamada. nem o cachorro quer´. ³Foi tu que pegaste minha coca-cola. id. pele e osso´. principalmente quando há contato físico. f. ficou quebrado. SE VER DE DOR loc. m. v. Querer aparecer. ± Árvore que fornece o látex do qual se fabrica a borracha. ± Se tocar. ROLOS s.REQUENGUELO adj. ³Leva ele que ele tá (de) porre´. na cabeça do coitado. f.

³O galeroso matou o cara lá a terçadada´. ³Tu já faltaste aula três vezes essa semana! Vê se toma tenência´. cheiroso! Esquece!´ TABATINGA s. ó. v. TAPIRI s. ± Sujeito que não enxerga as coisas. ± Eu acho. Olha só: tá cheia de tapuru´. ³Atravessa aí pela lama. f. TALA s. id. ³Vou logo fazer a tarefa de matemática pra poder ir jogar bola´. ³Ele disse que faz o serviço. ³Vou tomar um tacacá bem grande hoje´. filho. TOMA! Int. TIRAR A HONRA loc. ± Virilidade do amazonense causada ao calor. v. vai lá na taberna do seu Nóbrega e traz dois pães´. ³O que que tu ainda estás fazendo aqui.³Amazonense é o bicho na cama. ³O Felipe já tem oito anos. Pode ser de manteiga ou de coco. fingir que nada aconteceu. ³Não quero falar com ela. ± Órgão sexual masculino. TOLICE s. TERÇADO s. ± Bolo de fezes. ± Facão grande de cortar mato. Sobe aqui no tonton do papai´. ± Mulher bonita. ³Ele deixou o sítio dele pra eu tomar de conta´. TIPITI s. adj. ± Utensílio que consiste numa espécie de cesto cilíndrico extensível. ± Fina varinha da parte externa do tronco das palmeiras. ± Casebre coberto com palha. ³Menino. TOLETE s. TAL DE ± Expressão de desdém usada antes de nome próprio. ± Vendinha. m. tolo´. ele ficou todo errado´. ± Disfarçar. m. TACAR v. deixa de leseira. ± Tomar conta. f. parente´. ³Olha que gata ali do lado daquela tigibu´. ± Jogar. ± Mingau quase líquido de goma de tapioca temperado com tucupi. TAPIOCA s. f. com uma abertura na parte superior e duas alças. TÁ. ³O quê? Sozinho? Tem mil pra eu fazer!´ Há a variante ³tem cem!´. ± Aguardente feita de mandioca. TER UM PASSAMENTO loc. m. CHEIROSO! exp. ± Expressão que significa indignação. TE MANCA! interj. TABEFE s. TODO ERRADO loc. m. v.³Tá pra quanto o quilo da goiaba. ± Pequena rede de pescaria. ± Desmaiar. TACACÁ s. TOADA s. ± Iguaria que se faz de mandioca. m. ³A Terezinha saiu de manhã cedo sem tomar café e teve/deu uma bilora no colégio´. TACANHOBA s. TICAR v. mesmo! ³Vou pegar teu carro esse fim-de-semana. v. m. moleque! Te manda! Cuida!´ TE METE! Exp. 2 Furar alguém com faca numa briga. vê como tu estás sendo abestalhado e abusado. m. f. abestalhado. Tá besta!´ TÁ PRA QUANTO? exp. TOMAR TENÊNCIA loc. ± Verme. ± Cangote. ³Deixa eu dormir na tua casa hoje?´ ³Te manca. m. o ácido da mandi oca brava. ³Quero duas tapiocas de coco. Usada na confecção de papagaios. ± Tapa. TESÃO DE MORMAÇO s. ³Quando provaram que ele pegou o dinheiro. ± Tomar jeito. Mas o japa tira o couro na consulta: 500 paus!´ TIRAR v. moço?´ TÁ PUTO COM exp. engraçadinha. ± O mesmo que Capina. usada entre os povos indígenas brasileiros para extrair. TABERNA s. ± Usado pelos homens quando alguém não quer fazer o que é esperado dele. ± Vaso de metal ou de barro. ± Bobo. TAREFA s. Mas tem um porém: precisa de ajuda´. TENHO PRA MIM Exp. ³Foi embora com uma tal de Marluce´. ³Vamos tacar uma pedra no cachorro dele?´ TACHO s. TEM UM PORÉM Exp. ± Mulher baixinha e gorda. Tamanho paid¶eguão!´ TOLO adj. ± Maneira de perguntar o preço de alguma coisa. todo mocinha´. ³Aí ele levou uma bolada de cheio na têca dele´. TIGIBU s. ± Deixa de inventar. TETÉIA s. ³Eu tenho pra mim que esse cara é gay´. ± Comprar a prazo. TARRAFA s. feito de palha. f. ± Música de Boi-Bumbá. ± Não. ± Desmaiar. ± Exercício caseiro da escola. desvirginar. f. ³O chefe disse pra tu fazeres o relatório sozinho´. TER/DAR UMA BILORA loc. ± Tem um detalhe. ± Te toca. ± O ânus. camarão e pimenta. ³Essa carne está estragada. jambu. ± 1 Cortar o peixe para quebrar as espinhas. TOME TENTO! Interj. ³Ei. ± Deflorar. m. rapaz!´ ³Eu não´. o Wandemberg começou a assoviar pra tirar as brocas´. em geral com asas. ³Vem. ± Barro usado para artesanato. TIRAR O COURO loc. id. tolo. ± Aprende! ³Toma! Vai se meter de novo com gente maior do que tu!´ TOMAR DE CONTA loc. ± Está com muita raiva de. Tô puto com ela´. Nakabuda. m. f. ³O melhor médico é o Dr. tá bom?´ ³Tá. cai na real. TAPURU s. f. ± Ver Cajá.TÁ BESTA! exp. f. id. f. m. mais fraquinha. id. ³Ontem fui lá no centro e tirei uma geladeira nova´. TOBA s. f. Dá pra cá. ± Tenha juízo! TONTON s. id. v. f. Só é botar em uso o tesão de mormaço´. leso. ± Situação em que a pessoa está muito envergonhada e sem saber o que fazer. TEM MIL! interj. id. ³Depois que soltou um pum no elevador. id. ³Ih. m. menino!´ TE MANDA! interj. mas é tolo. ± Tanguinha. largo e de pouca fundura. TODO MOCINHA! exp. ³Vem que eu te dou uns tabefes que tu vais parar longe!´ TABEREBÁ s. ± Relativo a tolo. . TIRAR AS BRONCAS loc. v. m. v. id. TAPADO adj. ± Humilhou! ³Olha o anel de ouro com brilhante dela!´ ³Te mete!´ TÊCA s. por pressão. arremessar. TIQUIRA s. ± Cobrar muito caro. essa tapioca é minha. ³O Felipe só faz tolice.

± Cabeça. tá bom. Venha cá conversar comigo´. ± Cobrador de ônibus. VISAGEM s. Tem uma porrada lá na casa dele´. TUXINA s. TRAVOSO adj. Tudo que ela pede ele faz´. ± 1 Cortar rente à base. TRONCHO adj. ³Ela é aquela ali de travessa azul´. ³Pára de ficar urubuservando o papo dos outros!´ URUCUBACA s. f. Mas eu não sei tratar peixe´. ³Ele rodou tanto que saiu de lá zambeta´. m. VERRUGA s. oxiuríase. ³Eu pesco. ± Sem valor. f. açúcar e uma(s) fruta(s). VEXADO adj. 2 Transar com alguém. f. TRATAR v. f. VARIAR v. ³Tô super atrasado. ³Meu Deus! Que vasura esse curumim!´ VAZADO adj. VIXE MARIA! Interj. XODÓ s. m. ³Quando menos esperava topei com ela na esquina´. ± Mau olhado. ± Homem que fica embaixo do boi na festa do Boi-Bumbá. ± Verme branco que aparece nas fezes e dá uma coceira danada. f. m. ± Verdade? ³Ela vem pra festa hoje´. ± Apressado. ± Molho feito do líquido extraído da mandioca. m. falta de sorte. ± Alma de outro mundo. ³Vamos comer alguma coisa? Tô vazado«´ 2 adv. TRELA s. ³Não tinha dinheiro. f. f. ± Expressão de espanto que se relaciona à Virgem Maria. comum. tocar. ± Criança graciosa. Z ZAGAIA s. f. ³Vai lá e pega umeno uma´. ± Expressão de indignação. ± Vitamina. TRIPA s. assombração. ± Ver Tigibu. lança. fantasma. f. U UARINI s. ³Esse cabelo tá muito grande. ³Se der trela pra ela. ³O cara anda todo troncho depois da surra que levou!´ TU JURA? exp. Rapidamente. VASURA adj. A valência foi que o filho dele chegou e atirou na bicha´. f. ³Tu jura?´ TUCANDEIRA s. ± Pessoa torta do juízo ou fisicamente. ± Encontrar. f. ± Formiga gigante que produz ferroadas muito doloridas. ± Sinal que nasceu depois na pessoa. dei um queixo no cobrador e passei por baixo da catraca´. 2 Pessoa difícil. ± Pelo menos. ³Aquele professor é travoso que só´. ZAMBETA adj. VITAMINADA s. XUMBREGA adj. ± Acertar duas bolinhas em uma só jogada no jogo de bolinha de gude.TOPAR v. ³O cara coleciona coruja. ± Peixe amazônico de águas escuras. ± Um monte de. f. Vou ter que sair vazado daqui!´ VENETA s. ± Pigmento natural utilizado de várias formas. ± Sair do juízo normal. V VAI TE LASCAR! interj. igual caju verde. Usado na região de Coari. TURÍTI s. ± 1 Faminto. m. ± Chuva forte com pingos grossos. VOADEIRA s. ± Berne. ± Tipo de arpão artesanal. f. ± 1 Que tem cica. ³Vai casar de novo? Ah. TRIBUFU s. UMENO adv. ± Tiara de cabelo. ³Dizem que a avó da Darle vê visagem´. Acho que vou torar ele´. ³Ficou cara a cara coma onça. azar. ³Tá com febre de 40 graus! E já tá variando: disse que viu a vovó Julia. bastante. f. ± Farinha amarela de grãos grandes. URUCUM s. levamos uma hora e meia para chegar a Nhamundá de voadeira´. TUCUNARÉ s. TOTÓ s. ± A vagina. ± O que serve para livrar de uma situação adversa. ± Lancha de alumínio com motor de popa. VIRADO adj. m. flau. f. vai te lascar!´ VALÊNCIA s. TRAVESSA s. ± O mesmo que relar. deu na veneta cozinhar e ele foi fazer peixe às três da manhã´. vou tomar´. ± Pedaço de madeira que serve para fechar portas. TUCUPI s. ³De repente. ³Saindo de lá. m. TORAR v. URA s. UMA PORRADA loc. ± Dim-dim. ³Sabe quem eu torei ontem? A Sheila´. VARADO (DE FOME) adj. mutilado. alimento preparado no liquidificador com leite. ± Conversa fiada. ³Bora embora que vai cair o maior toró´. id. ± Favorito. m. Êta menininha egoísta! Vou -te!´ X X-CABOQUINHO s. m. ± Sanduíche de pão com queijo e tucumã. f. s. id. ± Tonto. TRANCA s. ± Preparar o peixe para cozinhar. ± Expressão de raiva ou de decepção. ± Pessoa trabalhadora. fruta regional de carne alaranjada. normalmente ba nana. ³Êta caju travoso do cacete´. ± Com muita fome. ³Fique vexado não. URUBUSERVAR v. envergonhado. TORÓ s. ³De quem é essa vitaminada aqui na geladeira? Se não tiver dono. . ela fala a noite inteira´. VOU-TE! exp. ³A Renata é o xodó do patrão. ³Ele ficou com todos os brindes. f. ³O almoço não tá pronto e eu tô varado de fome´. TROCADOR s. m. que morreu faz cinco anos´. TRISCAR v. XIBIU s. ± Olhar atentamente.

tinha jogado tudo no ciberespaço. adotada na rede estadual de ensino do Amazonas. ganhando e perdendo força por meio do uso e desuso. sem esc rita. recentemente. 40 anos. na sua forma final. com classificações e terminologias da lexicografia. ZOADA s. ainda que eu prefira a primeira por q uestões de etimologia. a escrita acaba sendo arbitrária. A língua acompanha os movimentos simbólicos e culturais e caminha no tempo. mas de dizer ³isso é significativo aqui´. MA ± Pode nos dar exemplos no Dicionário de neologismos e. sociedade e ideologia´ e co-autor de ³New Citizen. São dialetos geográficos. de termos em desuso? SF ± Como a língua é dinâmica. autor de ³Conhecendo Análise de Discurso: linguagem. Portanto. ³O caminhão de som passou aqui fazendo a maior zoada´. fiz dele uma das minhas primeiras postag ens. ³buriti´. Mas. e são basicamente termos oralizados. como os dos ³mano´ em São Paulo ou o dos ³galerosos´ em Manaus. que significa algo grande. semelhantes ao seu? Sérgio Freire ± A linguagem sempre foi objeto de curiosidade. Mas quantificar é quase que impossível. ³Tava de porre ontem. besta. poderia estimar. Muita gente escreve ³Maceta´. Já uma expressão em desuso é ³cortar a curica´. como ³abacaxi´. ZIMPADO adv. Amazonense até o tchoco! Por Moisés Arruda Moisés Arruda. de origem do português europeu. não coincidiriam em grande parte com o Dicionário de Amazonês? SF ± Não há monopólio na linguagem. com massa. A língua acompanha os movimentos econ ômicos também. ³Manaus´. indígena e africana? SF ± É muito difícil quantificar a língua. MA ± O senhor utiliza o amazonês no seu cotidiano ou ele é apenas seu objeto de est udo? . usado para se r eferir a uma moça perigosa no que diz respeito a atacar o marido ou namorado de outra. ³minhoca´ e outras hoje i ncorporadas na nossa língua como nossas. O Brasil herdou de Portugal a língua. uma aglutinação de ³piranha´ com ³gueguete´. Cursou Comunicação Social/Jornalismo na Universidade do Amazonas e Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero (SP). fiquei eufórico e orgulhoso. MA ± Alguma palavra causou dificuldade na hora de se decidir qual a grafia mais correta? SF ± Como alguns termos são originados de línguas ágrafas. as línguas africanas tro uxeram palavras como ³figa´. ³ sucuri´ e ³tatu´. termos vêm e vão. por meio do tráfico de escravos. os regionalismos são dialetos. na Internet. Um desses termos é ³Masseta´. científico. acredito. mas a história diferente do país fez daquela língua outra língua. foi um grande sucesso. Quando descobri por acaso. f. onde o mundo poderia apreciar. Muitos nomes de plantas. Grande parte do vocabulário é. ³dendê´. MA ± Os regionalismos podem ser chamados de dialeto ou subdialeto? SF ± O dialeto é qualquer variedade lingüística coexistente com outra e que não p ode ser considerada uma língua em si própria. Um dicionário de ³Amazonês´ não tem a intenção de dizer ³isso é nosso´. ele saiu daqui zimpado´. pronto pra outra. um possível dicionário paraense ou acreano. A língua é um dos índices mais fortes de identidade. Muita gente nova não entendeu. O importante. Muito provavelmente outras pessoas devam ter compilado termos utilizados aqui na região. agregou um sem -número de termos ao português. Acredito que a entrevista a seguir. sim. Há dialetos sociais também. que utiliza o imaginário da cultura local. tive a honra de um contato direto com o professor Sérgio e não quis perder a chance de tirar dúvidas e conhecer detalhes do seu magn ífico trabalho. contrariamente. Esse é um exemplo. E com a influência dos nordestinos na época da Borracha. ZEZÃO adj. que. já no século XVII pode-se dizer o brasileiro se fazia notar como uma língua diferente. frutas e animais brasileiros têm origem no tupinambá. Sérgio Freire é subsecretário municipal de educação de Manaus. inglês para o ensino médio´. O contato cultural enriquece a utilização de novas palavras. que vieram ju nto com a informática. O banco HSBC fez uma propaganda regionalizada e utilizou a expressão. doutor em Lingüística pela Unicamp e professor efetivo da Universidade Federal do Amazonas. é um filho pródigo do Amazonas que vive há quase 20 anos na cidade de São Paulo. Melhor ainda. Apesar de carregar o mesmo nome. casado. o ³Dicionário de Amazonês³. Usamos ³mouse´.ZERO-BALA adj. claro. com materi alidade toda própria. A língua funciona assim. Portanto. área na qual surgiu a expressão. Ela se mexe mesmo. Afinal. terá um tratamento lingüístico. no Amazonas. ³vatapá´. ³orixá´. É muito comum ver termos indígenas apontados pela toponímia (ciência que estuda a origem dos nomes de lug ares): ³Mogi-Mirim´. ´curió´ ³piranha´. ± Barulho. por exemplo. ³Mogi -Guaçu´. Mu itos jovens de hoje não compreendem porque não soltam mais papagaio. sim. ± Rapidamente. é identificar as inf luências e trocas lingüísticas ocorridas. MA ± Pela similaridade de culturas. MA ± Quanto à origem das palavras. ³Quando ele viu o pai da moça atrás dele. Que orgulho! Não só meu. mas agora estou zero-bala´. curiosa série didática. que é um a variável aceitável também. uma vez que o trabalho do professor tem sido replicado ³até o tchoco´. forte. Desde então. seja a primeira do autor sobre o ³Dicionário de Amazonês´ na internet: Moisés Arruda ± O senhor tem conhecimento de trabalhos anteriores. Passados dois anos e muitos downloads depois. ³Paraíba´. tenho divulgado o Dicionário e. O contato com as línguas indígenas. ± Abobado. grosso modo. concedida via e-mail. muito se ganhou de termos daquela região. ³site´ e ³blog´ porque a língua portuguesa não nos deu palavras para nos referirmos a esses conceitos. como esperado. estudado e organizado a língua da minha terra e até o jeito (e trejeitos) do falar amazonense. de Sérgio Augusto Freire de Souza. Acho até que é inútil. principalmente o Tupinambá. Mas o público alvo do banco (as pessoas de trinta para c ima) entendeu. E isso não é problema porque as fronteiras das línguas e dos dialetos são muito difusas e não muito claras. ± Renovado. Um termo relativamente novo é ³piriguete´. Acredito que o diferencial do trabalho que desenvolvo é que este dicionário. alguém com autoridade no assunto tinha coletado. A influência indígena também acabou propiciando a criação de expressões como ³andar na pindaíba´ e ³estar de tocaia´. que significa ³frustrar os planos de alguém´. o percentual de participação européia. há de haver sobreposições. leso. A língua é viva e não tem osso. duas filhas.

Esse conceito tem mudado muito em relação aos meios de circulação tradicionais. Como um índice de identidade. Minha esposa é de Campinas e ela já aponta os carapanãs massetas no quarto com a boca. eliminando os regionalismos? SF ± A língua sabe se defender.com em 26 de novembro de 2006. MA ± Os escritores famosos do estado se utilizam do amazonês em suas obras? SF ± Depende do estilo e do escritor. Em Campina s ela utilizaria o dedo para apontar um pernilongo grande. Uma enciclopédia como a Wikipédia. MA ± É provável que. Recebo e -mails de várias pessoas do interior do Estado sugerindo expressões e palavras particulares à determinada região. Isso ajuda a confundir os ouvidos menos apurados. E assim. a língua traz esse chamariz. Não vejo esse perigo. Mas gosto muito da poesia de Aníbal Beça e de Luiz Bacellar. por dificuldades óbvias e devido à informalidade da proposta. Mas a língua não existe por si só. tipo ³para ser escritor amazonense tem de usar vocabu lário local´. MA ± Há alguma palavra ou expressão regional do Amazonas que tenha se difundido pelo país? SF ± Isso é muito sazonal. Quanto ao uso sem créditos. ela vai acompanhando a cultura ou o econômico. comprometendo a boa literatura. Estou com Fernando Pess oa. ³Flau´ é o ³Din -din´ em Parintins. os regionalismos aparecem como devem aparecer: naturalmente. não. costumam confundir nossa fala com a dos cariocas. Quando ela vai. Publicado em http://www. Mas a prosódia. Nenhum grupo permite isso. MA ± Manaus tem recebido muitos imigrantes nos últimos anos. Mas a tendência maior quando se chega a outra comunidade de fala é a assimilação do falar do local. Já dizia o poeta: ³minha pátria é minha língua´. por exemplo. Vendo por um lado positivo. Qualquer tentativa de regulamentar a língua por decreto é vã. MA ± O seu dicionário tem sido utilizado em larga escala na Internet sem os devidos créditos. Há grandes semelhanças? SF ± A grande semelhança é o ³s´ chiado. Na época em que o boi ganhou mídia nacional.amazonasinsampa. o interior do estado esteja pouco representado no dicionário? SF ± A internet criou um canal de troca muito interessante quanto a isso. Ela permite entrar o que acha que deve. . sem verossimilhança. é bem diferente. a palavra ³toada´ com a acepção utilizada pelos bois até que circulou. Abrir mão do regionalismo é abrir mão das especificidades identitárias.SF ± Má rapá« como um bom amazonense eu uso que só. Quando essas área s se movimentam. vai. Nos escritores famosos. Seu ³Rondel da mandioca´ é muito bom: manimani teu corpo branco esfarelado no caititu chora espremido no tipiti lágrimas vivas de tucupi depois no tacho dança lundus cateretês todo doirado dança emboladas de amido e luz MA ± Os paulistas. É uma questão que me interessa bastante como estudioso de Análise de Discurso. ³Nem com o pitiú do bodó!´ é o equivalente ao ³nem que a vaca tussa´ em Coari. tem idéia do porquê do sucesso do dicionário? SF ± Porque se tem uma coisa de que o ser humano gosta é de falar de si e de suas coisas. por exemplo. Eles mais assimilam ou mais influenciam a fala local? SF ± As duas coisas. Não acredito que seja uma regra geral. A frase do carioca é mais cantada do que a nossa. Espero ampliar essa participação e conto com a internet para isso. Assim se dá o banzeiro lingüístico. Há também a coincidência do uso do ³tu´ como pronome de tratamen to. Senão fica uma linguagem f orçada. promoverem a uniformização da língua. é feita por que m? Na internet os textos tendem a deixar de ter autores e passar a ter ³organizadores´ ou ³disponibilizadores iniciais´. ela se movimenta junto. que é o nome bonito que o lingüista dá para o estudo da entoação. por exemplo. Falar da minha língua é falar de mim. MA ± O senhor vê o perigo dos meios de comunicação no Brasil. através das novelas.blogspot. isso é uma das questões mais atuais sobre a utilização da internet como fonte: a autoria.

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