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Trabalho de Marcas e Patentes

Trabalho de Marcas e Patentes

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Marcas & Patentes

Empreendedorismo
Paulo Cezar 2008208028 Jonathan Lobato 2008208012 13/10/2010

13 de Outubro de 2010 Belém - Pará

Sumario

Introdução................................................................................................pg 3

Patente......................................................................................................pg 3

Marca.......................................................................................... ..............pg 4

Marca não é patente .........................................................................pg 4

Lei da Propriedade Industrial«««««««««««««««««...pg 5

Vantagens e as Desvantagens do Modelo de Patentes «««««....pg 5 Conclusão««««««««««««««««««««««««««..pg 6 Referências bibliográficas««««««««««««««««««....pg 8

1. Introdução

As primeiras patentes de que se tem notícia datam de 1421 em Florença na Itália com Felippo Brunelleschi e seu dispositivo para transportar mármore e em 1449 na Inglaterra com John de Utynam ganhando o monopólio de 20 anos sobre um processo de produção de vitrais,a primeira lei de patentes do mundo é então promulgada em 1474 em Veneza,já com a visão de proteger com exclusividade o invento e o inventor,concedendo licença para a exploração,reconhecendo os direitos autorais e sugerindo regras para a aplicação no âmbito industrial. Já no Brasil ao alvorecer do novo século, o XXI, o direito industrial ganha destaque com o intenso debate acerca das patentes e, com efeito, dos direito do titular daquele direito. Caso emblemático foi o acontecido no governo Fernando Henrique Cardoso, quando ocorreu o rompimento de alguns monopólios internacionais de medicamentos antivirais. Esse tema das patentes é importante e será problematizado no presente trabalho, mais definidamente, teremos como mote o histórico das patentes e as conseqüências desse processo de desenvolvimento. Objetivaremos descobrir como as influências moldaram o coevo direito patentário existente e também, igualmente, como ele se configura, hodiernamente, no mundo. Para tanto, nosso presente labor, dividir -se-á em duas seções: num Primeiro Capítulo, tematizaremos o instituto romanista da propriedade presente como cânone do direito civil e, ademais, a patente e seu conceito clássico de influência do modelo francês de analogia; num Capítulo Segundo, problematizaremos o histórico do direito de patente que levou a consistência de vantagens, de desvantagens, além de críticas sociais ao sistema patentário.
2. Patente

A pesquisa e o desenvolvimento para elaboração de novos produtos (no sentido mais abrangente) requerem, na maioria das vezes, grandes investimentos. Proteger esse produto através de uma patente significa prevenir-se de que competidores copiem e vendam esse produto a um preço mais baixo, uma vez que eles não foram onerados com os custos da pesquisa e desenvolvimento do produto. A proteção conferida pela patente é, portanto, um valioso e imprescindível

instrumento para que a invenção e a criação industrializável se tornem um investimento rentável. Patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade, outorgados pelo Estado aos inventores ou autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras de direitos sobre a criação. Em contrapartida, o inventor se obriga a revelar detalhadamente todo o conteúdo técnico da matéria protegida pela patente. Durante o prazo de vigência da patente, o titular tem o direito de excluir terceiros, sem sua prévia autorização, de atos relativos à matéria protegida, tais como fabricação, comercialização, importação, uso, venda, etc.
3. Marca

Marca, segundo a lei brasileira, é todo sinal distintivo, visualmente perceptível, que identifica e distingue produtos e serviços de outros análogos, de procedência diversa, bem como certifica a conformidade dos mesmos com determinadas normas ou especificações técnicas.
3.1. Marca não é patente

Uma confusão comum entre algumas pessoas é imaginar que se patenteia uma marca. Não existe ³patente de marca´. O que existe é ³registro de marca´. Marcas e patentes fazem parte de uma grande área do direito chamado ³Propriedade Intelectual´. Se, por acaso, o que você deseja é, por exemplo, uma patente de invenção, ou um modelo de utilidade, clique aqui para saber mais informações. Mas, se você de fato está interessado em obter uma marca, ou apenas quer ter mais informações a respeito, é bom, desde já, ficar com a definição legal: marca, segundo a lei br asileira, é todo sinal distintivo, visualmente perceptível, que identifica e distingue produtos e serviços de outros análogos, de procedência diversa, bem como certifica a conformidade dos mesmos com determinadas normas ou especificações técnicas.

4. Lei da Propriedade Industrial

A Lei da Propriedade Industrial regula os direitos e as obrigações relativos à propriedade industrial. A proteção aos direitos relativos à propriedade industrial se efetua através da concessão de patentes de invenções e de modelo de utilidade; mediante a concessão de registro de desenho industrial e de registro de marca; repressão às falsas indicações geográficas e pela repressão à concorrência desleal. Assim, todo aquele que tiver in teresse em ter reconhecido seus direitos relacionados à Propriedade Industrial, deve necessariamente obter a chancela do órgão responsável pela análise de pedidos, ou seja, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial - INPI. De tal forma, o inventor que desejar obter a proteção conferida pela lei deve recorrer ao INPI, assim como aquele que desejar obter certificado de seu desenho industrial, ou ainda ver sua marca registrada. É importante ter em mente que a despeito de não ser obrigatória, a obtenção do registro, da patente ou do certificado é a única forma de obter o reconhecimento oficial de que a marca, a invenção ou o desenho industrial não estão inseridos nas proibições legais, atribuindo assim ao titular exclusividade na exploração ou utilização, a lém da possibilidade de impedir outros que utilizem total ou parcialmente sua tecnologia, sua marca, seus desenhos industriais.
5. Vantagens e as Desvantagens do Modelo de Patentes

As patentes, enquanto sendo uma propriedade industrial, são um sistema considerado como possuidor tanto de vantagens quanto de desvantagens. As vantagens, pelo menos as principais, relacionar-se-iam, dialeticamente, ao fato de que a patente influenciaria no desenvolvimento de novas e importantes tecnologias não mais ocultadas pelo segredo industrial em prejuízo do desenvolvimento do todo social. A patente, ao conceder um benefício, um privilégio, ao titular do seu direito, o direito de patente, estimularia a atividade inventiva, a qual é condição considerada

para a sociedade, porque as essas se fazem misteres às tecnologias que são desenvolvidas como forma de aprimoramento e também de criação tanto de processos quanto de produtos necessários, os quais seriam catalisados pela influência patentária. O monopólio de exploração da patente pelo titular do direito respectivo resultaria num lucro consistente num grande estímulo àquela atividade inventiva influenciada pelas patentes. Sem tal configuração não seria possível, inclusive, o posterior compartilhamento do inv ento com a sociedade, uma difusão do conhecimento que não seria possível, a nosso ver, como, por exemplo, quanto da manutenção de segredos industriais, que impedem o compartilhament o de informação e de tecnologia. No entanto, não obstante a citada vantagem , o modelo de patente com seu respectivo direito é considerado possuidor de desvantagens e, de tal sorte, ainda de críticas. Em conformidade com esse posicionamento, o modelo de patentes serviria aos interesses de quem ou dos quais possuem os meios necessários para criarem inventos passiveis de patenteamento. Tal modelo, a exemplo, poderia ser configurado como uma forma de exploração internacional, com as nações mais ricas possuidores dos capitais necessários àquela atividade inventiva usufruindo o direito patentário, ao conseguirem vultosos lucros sobre nações mais pobres, as quais não teriam os meios através dos quais promoverem a atividade inventiva (como capital financeiro e capital humano), de tal modo, fadar -se-iam ao jugo internacional. Ademais, o mesmo cenário de dominação internacional de uns países para com outros que recebe as principais críticas como sendo uma das mores desvantagens sociais das patentes é reproduzido, internamente, nas nações, quando na valoração de princípios pelo legislador, pre valece o direito do titular da patente.

6. Conclusão

A patente, quando da análise de seu histórico, do processo de desenvolvimento daquele instituto, é uma instituição que se formou na modernidade, porque a influência da cidade de Veneza, mais justamente, do Senado Veneziano,

tão-somente configurou-se depois da passagem realizada da Idade Média à Moderna com a presença de manufaturas, por exemplo. A despeito disso tudo, há quem entende que na Idade A ntiga já existiria a defesa e a proteção de receitas gastronômicas executadas como monopólios. Todavia, essa corrente é minoritária, porquanto a gênese do instituto é posterior. Posteriormente já na Idade Moderna e na passagem dessa para a contemporaneidade presente, que se configura a influência das revoluções liberais, as quais cambiaram a disciplina daquele instituto. Para findar, rematamos que a patente é um direito que chegou à configuração atual depois de um processo histórico e, como resultado desse, é considerado possuidor tanto de vantagens quanto de desvantagens decorrentes de uma crítica social. A vantagem que o instituto da patente oferece relaciona-se, dialeticamente, à influência e ao estímulo à atividade inventiva consi derada tão necessária ao desenvolvimento social, pois, por meio de um benefício, de um privilégio, recompensasse um posterior compartilhamento de uma informação tecnológica. Noutra vereda, a patente representaria ainda uma desvantagem com origem numa crítica social, uma vez que é considerado um modo de as nações mais ricas, possuidoras dos meios através dos quais é possível a atividade inventiva (a exemplo, os capitais financeiro e humano), subjugarem os países não detentores dos meios. Ademais, o supramencionado cenário internacional, muito bem poderia reproduzir-se, internamente, com explorações de lucro por poucos em prejuízo do bem-estar de todos.

7. Referências bibliográficas: y y Revista de Derecho Industrial ; Volume 30, 1988. . Uma Introdução à Propriedade Intelectual . 2ª Ed. : Rio de Janeiro: Lumen Iuris, 2006. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em : http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.ht m. Patentes História e Futuro ; Ministério do Desenvolvimento Industrial e Comercio Exterior & Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Ed.: Rio de Janeiro -RJ;Praça Mauá 7, Centro. http://www.inpi.gov.br

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