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Biografia de Costa Gomes

Introdução

Francisco da Costa Gomes toma posse como Presidente da República na sequência


da renúncia de António de Spínola, a 30 de Setembro de 1974. Em pleno processo
revolucionário terá de enfrentar situações de grande complexidade.

Nascido em Chaves, no seio de uma família numerosa, a sua infância é marcada pela
morte do pai nas vésperas do seu 8º aniversário.

As dificuldades económicas levam a que, terminada a instrução primária, ingresse no


Colégio Militar em Lisboa. A solução não lhe agrada, sobretudo devido ao afastamento
da família.

Dados Biográficos

Filho de António José Gomes, capitão do exército, e sua mãe Idalina Júlia Moreira da
Costa, Francisco da Costa Gomes nasce em Chaves, a 30 de Junho de 1914.

Os seus pais, de origem camponesa e com posses medianas, têm 8 filhos.


Carreira profissional

Alista-se no exército em 1931, sendo colocado no Regimento de Cavalaria nº9.

Servirá depois em muitas outras unidades.

Atingindo o topo da carreira, passa a ocupar a chefia Suprema das Forças Armadas
Portuguesas, com o cargo de chefe de Estado Maior. General das Forças Armadas
(CEMGFA), a partir de Setembro de 1972.

Carreira política

Desempenha as funções de subsecretário de Estado do Exército de 14 de Agosto de


1958 a 13 de Abril de 1961.

É chamado ao governo por Botelho Moniz, então Ministro da Defesa, no seguimento


de uma remodelação governamental, com a missão de reorganizar as Forças
Armadas.

Eleição

A escolha de Costa Gomes para a Presidência é, para muitos, óbvia. Antes de mais,
porque, ainda antes do golpe de Estado, é ele o escolhido pelos capitães para assumir
a Presidência – os capitães haviam pensado nele como o rosto da ``Revolução´´.
Depois, porque nos primeiros meses da Revolução demonstra estar próximo das
ideias e anseias do MFA. O seu mandato como Presidente da República, na era da
democracia, durou 2 anos (1974-1976).
Mandatos presidenciais

A sua experiência presidencial acabará por se revelar difícil, porque coincide com o
período de radicalização de transição: por um lado, torna-se urgente o reconhecimento
internacional e a obtenção de apoios externos; paralelamente, é fundamental definir o
rumo da economia portuguesa e o novo Regime Político o novo Institucional.

Apesar da ambiguidade de que muitos o acusam, todos lhe reconhecem o mérito por
ter conseguido evitar a guerra civil.

Finalmente há eleições presidenciais (27 de Julho de 1976), às quais opta por não se
candidatar.

Empossando o novo Presidente, o general Ramalho Eanes, Costa Gomes decide


retirar-se da vida política activa.

Depois da Presidência

Depois de deixar a cadeira presidencial, Costa Gomes mantém uma actividade


discreta mas intensa. Está presente na posse do general Ramalho Eanes, primeiro
Presidente da República eleito em eleições livres por sufrágio Universal.

Depois de uma prolongada doença a morte acabará por colhê-lo a 31 de Julho de


2001.