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PROJETO FAMILIA ACOLHEDORA

PROJETO FAMILIA ACOLHEDORA

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Published by: Rafael Mendes Teixeira on Jan 10, 2011
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FAMÍLIA ACOLHEDORA

O Programa Jovens de Ouro que beneficia os adolescentes de Ouro Preto. Constitui-se pela oferta de prestação de serviços especializados e continuados a indivíduos e famílias com direitos violados. pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do adolescente em parceria com o Conselho tutelar. Algumas vezes essas explorações e violência têm origem em sua própria família. Muitas vezes os direitos das crianças e adolescente não são respeitados. trabalhando. voltadas a assegurar proteção social e promover o desenvolvimento do protagonismo e talentos de crianças e adolescentes. articula e executa a proteção social de média complexidade. Foi implantado também o Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS que é uma unidade pública que coordena. o que torna a questão ainda mais grave. fundado em 01 de novembro de 2001. Para amenizá-la foram implantados projetos e programas desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania como. Em Ouro Preto esta realidade não é muito diferente. Ao invés de estarem na escola ou brincando muitas estão nas ruas. o Programa de Socialização que designa um campo de aprendizagem. entre 07 e 14 anos. Promotoria da Infância e Juventude e Prefeitura Municipal de Ouro Preto. esse tem como objetivo preparar os jovens de 16 a 18 anos para a posterior entrada no mundo do trabalho. mas sem rompimento de vínculos. Na época entidade “Movimento Familiar Cristão” de Ouro Preto assumiu a administração da Casa .APRESENTAÇÃO A realidade brasileira acerca das crianças e adolescentes é muito preocupante e demanda esforço da sociedade civil e governamental para mudar esta realidade. Um outro programa voltado para crianças é o Programa Casa Lar. correndo o risco de sofrerem vários tipos de abusos e exploração.

em Ouro Preto. A principal preocupação da Casa Lar é que as crianças estejam inseridas em ambientes comunitários e desenvolvam atividades diárias. JUSTIFICATIVA O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em seu artigo 19 estabelece que: “toda criança ou adolescente tem direito a ser criada e educada no seio da sua família e. Todas se encontram regularmente matriculadas nas escolas do município. . a superlotação compromete a qualidade do serviço prestado às crianças e suas famílias. esta situação não é diferente. Porém. entretanto sabe-se que nada substitui a convivência familiar que é o ambiente mais adequado para o desenvolvimento da criança e do adolescente. Ações voltadas para prevenção de situações de risco devem ser priorizadas. excepcionalmente. A Casa Lar possui capacidade para abrigar 10 (dez) crianças e 2 (dois) bebês com idades entre 0 e 12 anos.Lar. Atualmente atende 23 crianças/adolescentes com média de idade de 8 anos. odontológico e psicológico. No entanto sabe-se que o problema da superlotação em serviços de acolhimento abrange todo o território nacional e. assegurada a convivência familiar e comunitária. Têm acompanhamento médico. assim como está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. A Casa Lar visa oferecer um ambiente tranqüilo como um lar para as crianças. Em 2006 a Prefeitura assumiu toda a responsabilidade da Casa Lar. mas enquanto isso não ocorre as crianças continuam sendo revitimizadas e levadas para os serviços de acolhimento. em família substituta. em ambiente livre da presença de pessoas dependentes de substancias entorpecentes”. Esta abriga crianças em situação de vulnerabilidade e de risco pessoal e/ou social.

Este elevado número de crianças abrigadas no local descaracteriza o objetivo principal do Programa Casa Lar. tanto domestica ou sexual. pois o objetivo principal é a reintegração à família de origem. Este programa se justifica pelo fato de que a família é a primeira agência social e vinculo fundamental para o desenvolvimento pleno do indivíduo. Permitindo assim a convivência familiar e comunitária. inserindo-as na comunidade. priorizando ações para a reinserção destes às suas famílias de origem. Outro agravante para este problema é o fato de não haver no município locais destinados a abrigar adolescentes. É um serviço que organiza o acolhimento de crianças e adolescentes afastados da família de origem em residências de famílias acolhedoras como medida de proteção. praticados contra crianças.Devido ao fato da Casa Lar ser o único programa destinado a abrigar crianças no município de Ouro Preto. Toda criança e adolescente têm direito ao convívio familiar. 19 do ECA. O Programa Família Acolhedora irá auxiliar no cumprimento do Art. No Programa Família Acolhedora não existe vínculo com a adoção. O Programa Família Acolhedora é uma modalidade de atendimento que visa promover a guarda familiar temporária de crianças e adolescentes que são afastados de suas famílias. O Programa Família Acolhedora se destina a atender famílias que apresentem ocorrência de algum tipo de negligencia ou violência. . além de garantir atenção individualizada. o número de crianças abrigadas no local extrapola a capacidade da casa. além de auxiliar no suprimento da demanda do município que cresce a cada dia. O Programa deve ser desenvolvido em constante articulação com o Conselho Tutelar e a Vara de Infância e Juventude para maior agilidade no acompanhamento das famílias. que é funcionar como um verdadeiro lar para as crianças. e evitar a institucionalização da criança.

Acompanhar e orientar tanto as famílias de origem quanto as famílias acolhedoras. Garantir os direitos das crianças e adolescentes previstos no ECA. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • • • • • • • Atender de forma individualizada. priorizando a convivência familiar.OBJETIVO GERAL: Acolher provisoriamente e excepcionalmente a criança e ao adolescente em situação de risco social. Promover a desinstitucionalização de crianças/adolescentes. em ambiente familiar crianças e adolescentes. Assegurar a convivência comunitária. possibilitando proteção integral á família natural. pessoal. CRITÉRIOS PARA CADASTRAMENTO FAMÍLIAS ACOLHEDORAS . Fortalecer os vínculos familiares para reestruturação da composição familiar. em famílias acolhedoras. vítima de violência intrafamiliar e negligência. promovendo o rompimento do processo de violência e a desinstitucionalização. Favorecer e potencializar a promoção social das famílias de origem das crianças e adolescentes.

Disponibilidade de tempo e afeto para cuidar da criança.As famílias voluntariamente que se interessarem em acolher crianças e adolescentes deverão atender os seguintes critérios: • • • • • • • • • • Ser maior de 21 anos (sem restrição de raça. Ter a diferença mínima de 16 anos entre a idade do responsável e a criança ou adolescente a ser acolhido. Ter residência no município há no mínimo 02 anos. Garantir a freqüência da criança na escola. Não ter antecedentes criminais. Não estar respondendo a inquérito policial ou envolvido em processo judicial. gênero e estado civil ). Não ter problemas psiquiátricos. . alcoolismo ou dependência em drogas ilícitas. Possuir boa saúde zelar pela saúde da criança. Não estar inscrito nas varas de adoção da Infância e Juventude. RECURSOS NECESSÁRIOS PARA A IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA Equipe Técnica Exclusiva: • • • Assistente Social (carga horária mínima de 30 horas semanais) Psicólogo (carga horária mínima de 30 horas semanais) Coordenador com formação mínima de nível superior Infra-Estrutura: • • Sala para equipe técnica Espaço adequado para realização de palestras e reuniões.

para a descentralização do cadastro das famílias. a família deverá entregar cópia dos documentos pessoais (comprovante de residência. entre outros) de todos os membros da família. vestuário para a criança/adolescente acolhida e outros benefícios eventuais). título de eleitor. atestado de bons antecedentes. . atestado de saúde física e mental. Conselho tutelar. Material para realização de oficinas que serão planejadas de acordo com a demanda das famílias. comprovante de renda. material escolar. Benefícios para as famílias acolhedoras (cesta básica. Conselho Municipal da Criança e Adolescente. identidade. entidades voltadas para o tema. entre outros) disponíveis no município. Lanche para a realização das reuniões. No momento do cadastro. cpf. Estabelecimento de parcerias com a rede social (Centro de Referência da Assistência Social . Secretarias Municipais. com intuito de expor ás famílias os objetivos do programa.CRAS. Equipamentos e materiais de escritório para realização de trabalhos. As informações deverão ser claras. METODOLOGIA 1ª ETAPA – DIVULGAÇÃO E CADASTRO: Divulgação permanente nos meios de comunicação municipais para a captação de famílias interessadas em se cadastrar no programa.Recursos Materiais: • • • • • Transporte para realização de visitas às famílias acolhedoras e biológicas.

 Novas configurações familiares e importância dela para a formação da criança e do adolescente  Orientações sobre o perfil das crianças encaminhadas às famílias acolhedoras: importância do amor e da questão do limite para a educação da criança e do adolescente.  Etapas do desenvolvimento da personalidade. dinâmicas de grupo e visitas domiciliares com a equipe psicossocial para verificar as condições do ambiente familiar para receber uma criança. .2ª ETAPA – ENTREVISTAS E AVALIAÇÃO DAS FAMÍLIAS As famílias interessadas em participar do programa passarão por um processo de avaliação.  Instruções sobre o funcionamento da rede de serviços de proteção à família e acompanhamento psicossocial. Serão realizadas entrevistas individuais e coletivas.  Direitos da Criança e do Adolescente. com o objetivo de identificar os aspectos subjetivos que os qualificam para a inclusão no programa. 3ª ETAPA – INSERÇÃO E CAPACITAÇÃO DAS FAMÍLIAS ACOLHEDORAS SELECIONADAS Nesta etapa as famílias receberão orientações sobre a rede de serviços oferecidos pelo município. Os temas sugeridos são:  Esclarecimentos sobre o programa família acolhedora. e também serão realizadas palestras com o objetivo de orientar e capacitar as famílias para o acolhimento de crianças.

das suas famílias de origem e das famílias acolhedoras. Os casos que necessitarem de tratamento (médico.  Aproximação supervisionada entre a criança/adolescente e a família acolhedora.4ª ETAPA – CADASTRAMENTO As famílias que forem consideradas aptas a participarem do programa deverão formalizar sua inscrição. O acompanhamento das famílias também será feito através das seguintes ações:  Preparação da família acolhedora para o acolhimento da criança/adolescente. a equipe técnica do programa fará o acompanhamento das crianças/adolescentes. tratamento para dependência química). psiquiátrico. As famílias também participarão de oficinas a serem montadas de acordo com o interesse das mesmas e da disponibilidade de profissionais e materiais para realizá-las. 5ª ETAPA – ACOMPANHAMENTO DAS FAMÍLIAS DE ORIGEM.  Estabelecimento de vínculo de confiança e orientação sobre o acolhimento familiar com a criança/adolescente acolhido. A coordenação do programa deverá encaminhar a documentação dos futuros participantes a Vara da Infância e Juventude. psicológico. . DAS ACOLHEDORAS E DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES Nesta etapa. serão encaminhados para realização do mesmo. quando ocorrer o acolhimento. para que possa ser emitido o termo de guarda da criança/adolescente. desde a inserção da criança/adolescente na família acolhedora.

 Viabilização de encontros semanais entre a família de origem e a criança/adolescente.  Realização de reuniões mensais onde estão presentes as famílias acolhedoras.  Dependência química. biológicas e as crianças.  Encaminhamentos se necessário a rede de educação.  Uso de entrevistas e visitas domiciliares periódicas no acompanhamento das famílias acolhedoras como da família de origem. costumes.  Escuta individual da criança/adolescente. condição de saúde e situação escolar da criança/adolescente.  Elaboração de um plano de acompanhamento às famílias envolvidas.  Cuidados básicos com a saúde da criança. saúde e outras. Esclarecimento a família de origem a respeito do objetivo e regras do programa.  Encaminhamentos a assessoria jurídico-administrativas necessárias. com o objetivo de orientar e preparar as famílias para receberem as crianças novamente. Também serão realizadas palestras. Além dos temas trabalhados com as famílias acolhedoras serão abordados os temas abaixo:  Cuidados com a higiene corporal e do ambiente. além da escuta sobre os hábitos. baseada na adaptação à família acolhedora. formas de relacionamento. 6ª ETAPA – REINSERÇÃO NA FAMÍLIA BIOLÓGICA OU ENCAMINHAMENTO (desligamento) Durante o período de acolhimento será realizada uma avaliação da família biológica para verificar se as propostas realizadas pelo programa .

7ª ETAPA – AVALIAÇÃO Nesta etapa serão avaliados todos os processos de atendimento desenvolvidos pela equipe técnica do programa. Também é fundamental continuar acompanhando a família de origem após a reintegração da criança/adolescente por um período médio de um ano. A avaliação será feita anualmente com fim de verificar se todos os objetivos e metodologia foram alcançados. .surtiram efeito e a família biológica está apta a receber a criança novamente. Caso a família não tenha se adequado para receber a criança será avaliado o melhor encaminhamento para a mesma. A equipe técnica deverá preparar-se para promover o apoio emocional e a escuta individual a criança/adolescente com o objetivo de reinseri-la na família de origem. Nesta etapa a equipe técnica intermediará a família acolhedora com relação a manutenção de vínculos com a criança/adolescente após a reinserção familiar. será definido se a criança irá para uma instituição ou encaminhada para adoção. Para isto é necessário a intensificação de forma progressiva do contato entre a criança/adolescente e a família de origem. portanto separá-la da família acolhedora. ou seja.

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