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Aula 09 – 11.01.

2011

Teorema1- Sejam Σ an e Σ bn séries de termos negativos. Se existem c>0 e n0 ∈ N tal que an≤c.bn. ∀ n> n0 então Σbn
convergente⇒Σan convergente.

Ex5. Se a>1 então Σ é convergente.


Se a≤ 1 então Σ  diverge

Demo:
Demo

         ! $ !*+,
a) Sn= ∑
 =1+ + #+  + + + #+ ⋯+ + ⋯ + )!* #<1 +  + + ⋯ + )!*+, )=
 ! " $ % & ' )!*+, ) -) ! $

! / !  ! ! ! - ! 
=
!
# + !
# + !
# + ⋯+ !
# < ∑0
/ !
# =1

! !  !
Observem que se a>1, # < 1 logo Σ # é série geométrica de razão #.
! ! !

! 
Portanto Σ !
# é convergente.

Concluimos que sm<c, ∀m = 2n-1. Por outro lado (sn) é sequência monótona crescente.

Dado m0∈N qualquer ∃n0 tal que n0 <2m-1.

Daí 45 < 4!*+, < 1 . Logo ∀ m ∈ N sm< c.

Como (sn) é monótona crescente e limitada (sn) é convergente.


Logo Σ #é convergente para r>1



b) Se r=1. Σ 
#é a série harmônica e portanto divergente.

     
Já se r< 1  >  . Pelo teorema 1, tomando an=  ; bn= e c= 1. Concluimos que como Σ 
# diverge ; Σ 
#
também diverge para r< 1. █

Teorema 2: Se Σ an converge, então an→ 0 (lim an=0).

Demo: Seja (tn) sequência com t1=0 e tn=sn-1, onde sn=∑9 89 .

Temos sn=∑9 89 =8 + ∑-


9 89 = 8 + 4- =

=8 + : . Sn = an + tn. Temos também que (sn) converge para ∑0


9 8 =s e (tn) também converge para s.

Fazendo n→∞ com an=sn-tn. Temos lim an=s-s=0 █


 
Obs: lim an=0 não implica Σan convergente. Por exemplo lim =0 mas Σ diverge
 
Séries Absolutamente Convergentes

Teorema3 (Leibiniz): Se (an) é sequência monótona decrescente com an → 0, então Σ (-1)n+1ªn é série convergente.

Demo: Seja sn= ∑9)−1)9= . 89 .

S2n=s2n-2+ a2n-1-a2n (a2n-1-a2n>0 ) pois an é decrescente

S2n+1=s2n-1-a2n+a2n+1 (-a2n+a2n+1<0) pois an é decrescente

(S2n)n∈N é subseqüência monótona crescente

(s2n+1)n∈N é subsequência monótona decrescente

Afirmação: s2≤s4≤ …≤ s2n≤ …≤s2n-1≤ …≤ s3≤ s1

S2n= s2n-1-an

Logo s2n≤ s2n-1

Seja m≥ n

⊦: s2m≤ s2n-1

S2m≤s2m-1≤s2n-1

Conclusão (s2n) e (s2n-1) convergem

Como s2n-1-s2n = an e lim an=0, temos que lim s2n-1=lim s2n █

Seja s = lim s2n. Mostremos que limsn=s

Dado ԑ>0, ∃ n0 ∈ N tal que n> n1 ⇒ |s2n-s| < ԑ e ∃ n2 ∈ N tal que n> n2⇒ | s2n+1-s|<ԑ. Tomando n0=Max {2n; 2n-1}
temos n>n0 ⇒ |sn-s|<ԑ. Conclusão lim sn=s █

Def: Σ an é absolutamente convergente se Σ |an| é convergente.

  
Ex. Pelo teorema de Leibniz temos que ∑)−1)= .  é convergente pois 
#é decrescente e →0. Por outro lado
   
∑ ?)−1)= ? = ∑ e ∑ diverge. Logo ∑)−1)= . é série convergente mas não é absolutamente convergente.
   

Afirmação: Séries com termos que não mudam o sinal são absolutamente convergentes.

Se an≥0 e Σ an ≥0 e Σan converge, então Σ |an| = Σan converge.

Se an ≥ 0 e Σ –an converge então Σ|an| =Σ-(-an)=Σan e Σ-an =-Σan.

Ex: Se -1<a<1 então Σ am é absolutamente convergente.

-@ *A,  
Sn= ⇒∑=0
 8

= -@. Por outro lado ∑ |8 | = ∑|8| para -1<a<1, 0<|a|<1. Daí temos ∑=0 
 |8 | = -|@|.
-@

Ex7. Σ(-1)n+1 log 1 + # é convergente mas não absolutamente convergente.



Log 1 + #→ log 1 = 0 (log é contínua)

 " $ =
∑9 log 1 + # = log 2 + log +log + … + log = log 2+ log 3 – log 2 + log 4 – log 3 + …+log n+1 – log n = log n+1
 ! " 

Daí lim log (n+1) = +∞ pois log é função crescente.

Def: Σ an convergente tal que ∑=0


 |8 |=+∞ chama-se condicionalmente convergente.

Teorema4: Toda série absolutamente convergente é convergente.

Obs: Σan condicionalmente convergente ⇒ Σan+ = +∞ e Σ-an- = + ∞.

Testes de Convergência

Teorema5: Seja Σbn absolutamente convergente com bn≠0. ∀n ∈ N.

@* @
Se # é sequência limitada (Em particular se ∃ lim D* ) então Σan é convergente.
D* *

@* @
Demo: D*
# limitada ⇒ ∃ c>0 tal que ?D* ?≤ c, ∀ n ∈ N. Daí | an | ≤ c | bn|. Pelo teorema 1 Σ|an| converge e pelo
*
teorema 4 Σ an converge. █