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D e u s

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P a u l a

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Foto: AMPERJ

g a l e r i a

A lei é cantar

Promotores e procuradores do Rio de Janeiro podem descansar do trabalho no coral da AMPERJ

“Minha alma canta, vejo o Rio de Janei- ”

são os

versos do início de Samba do Avião, canção composta por Tom Jobim em 1962; uma das músicas cantadas pelo coral da Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (AMPERJ), fundado oficialmente em

18 de outubro de 1996.

ro, estou morrendo de saudades

em 18 de outubro de 1996. ro, estou morrendo de saudades Encontro de corais realizado na

Encontro de corais realizado na AMPERJ em dezembro de 2008.

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A iniciativa foi do então promotor de Jus-

tiça (atualmente é procurador) do MP do Rio

de Janeiro, Elso Vaz, quando ainda era dire- tor cultural da AMPERJ. A responsável atual pelo grupo é a também procuradora Claudia Maria Oliveira dos Santos, que faz parte do coro desde 1997, mas que já soma mais de

30 anos cantando em corais. “Quem persis-

te em um coral é apaixonado”, garante. “E [cantar] é um vicio”.

O coral da AMPERJ é formado por 14 in-

tegrantes, e apenas dois deles são de fato membros do MP: a própria Claudia e o pro- motor de Justiça Mário Novaes Marques Junior. “O grupo já teve mais promotores, mas com o tempo a participação foi dimi- nuindo”, diz a diretora. “A frequência é

flutuante, algumas pessoas se aposentam e aí desanimam porque vão morar longe”. Do coral também fazem parte por exemplo dois defensores públicos, amigos de pro- motores e de procuradores que em outros tempos já integraram a equipe.

Os ensaios ocorrem terças-feiras, das 9h às 11h, no auditório da AMPERJ. Não há tes- tes para avaliar a qualidade da voz, apenas para descobrir qual é o timbre: soprano ou contraltos para mulheres, e tenor ou baixo para os homens. “Qualquer pessoa que queira participar será bem-vinda”, afirma Claudia. Ela diz que o importante é gostar de cantar, porque quanto mais a pessoa canta, mais vai se aperfeiçoando. “Ninguém precisa ter vergonha”, afirma. Entre os can- tores da AMPERJ, há quatro sopranos, cinco contratos, três baixos e dois tenores.

O grupo costuma participar de encon- tros de coros e realizar apresentações em asilos. Segundo a regente Rejane de Car- valho Ruas, cantora do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, algumas das músicas que mais agradam, principalmente nas visitas aos asilos, são “Eu sei que vou te amar”, de Tom Jobim e Vinícius de Mora- es, e “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso. Além de música popular brasileira, eles têm também um repertório folclórico, com canções de maracatu e baião. “Todas as associações de funcionários deveriam ter um coral, porque é uma atividade que re- laxa”, sugere Claudia. “E não existe quem não saiba cantar. Existe quem não tem a voz treinada. Mas, com a prática, a afina- ção e a voz melhoram”.