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POLÍTICA PÚBLICA PARA O IDOSO - DO ISOLAMENTO A (RE) INSERÇÃO SOCIAL

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  • 1 INTRODUÇÃO
  • 1.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA
  • 1.3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
  • 1.4 OBJETIVOS
  • 1.4.1 OBJETIVO GERAL
  • 1.4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • 1.5 HIPÓTESE
  • 1.6 METODOLOGIA
  • 1.6.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA
  • 1.6.2 TÉCNICA PARA COLETA DE DADOS
  • 1.6.3 FONTES PARA COLETA DE DADOS
  • 1.6.4 CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA PESQUISADA
  • 1.6.6 POSSIBILIDADE DE TRATAMENTO E ANÁLISE DOS DADOS
  • 1.7 APRESENTAÇÃO DO CONTEÚDO DAS PARTES
  • 2 REFERENCIAL TEÓRICO
  • 2.2 O CIDADÃO IDOSO NA HISTÓRIA
  • 2.3 POLÍTICAS PÚBLICAS PARA POPULAÇÃO IDOSA
  • 2.4 A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DO IDOSO
  • 2.5 A INTERVENÇÃO DO PROFISSIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL
  • 3 ESTUDO DE CASO
  • 3.2 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS
  • 3.2.1 VISÃO DOS IDOSOS QUANTO A SUA (RE) INSERÇÃO SOCIAL
  • 3.2.2 ENTREVISTA COM A ENFERMEIRA DO PSF
  • 3.2.3 DADOS DA COORDENAÇÃO DO PROJETO
  • 4 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES
  • 4.1 CONCLUSÃO
  • 4.2 RECOMENDAÇÕES
  • 5 REFERÊNCIAS
  • APÊNDICE A – FORMULÁRIO (IDOSO)
  • ANEXO I – FOTOS DOS IDOSOS EM ATIVIDADES

FACULDADE DE NOVA VENÉCIA – UNIVEN SERVIÇO SOCIAL

LARISSA ALVES DE ANDRADE

POLÍTICA PÚBLICA PARA O IDOSO: DO ISOLAMENTO A (RE) INSERÇÃO SOCIAL

NOVA VENÉCIA 2010

1

LARISSA ALVES DE ANDRADE

POLÍTICA PÚBLICA PARA O IDOSO: DO ISOLAMENTO A (RE) INSERÇÃO SOCIAL

Trabalho de conclusão de curso - TCC apresentado ao curso de graduação em Serviço Social como item para obtenção do título de Bacharel na Universidade Capixaba de Nova Venécia – UNIVEN ORIENTADOR (A): Profª. Zélia Martinelli Xavier

NOVA VENÉCIA 2010

2

Catalogação na fonte elaborada pela “Biblioteca Pe. Carlos Furbetta”/UNIVEN

A543p
Andrade, Larissa Alves de Política pública para o idoso: do isolamento a (re) inserção social/ Larissa Alves de Andrade - Nova Venécia: UNIVEN / Faculdade Capixaba de Nova Venécia, 2010.

52f. : enc. Orientador: Zélia Martinelli Xavier

Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Serviço Social) UNIVEN / Faculdade Capixaba de Nova Venécia, 2010.

3

LARISSA ALVES DE ANDRADE

POLÍTICA PÚBLICA PARA O IDOSO: DO ISOLAMENTO A (RE) INSERÇÃO SOCIAL

Monografia apresentada ao Programa de Graduação em Serviço Social da Faculdade Capixaba de Nova Venécia, como requisito parcial para a obtenção do grau de bacharel em Serviço Social.

Aprovada 22 de Julho de 2010

COMISSÃO EXAMINADORA

_______________________________________ Profª. Zélia Martinelli Xavier Faculdade Capixaba de Nova Venécia Orientadora

_______________________________________ Profª. Simone Carletti Faculdade Capixaba de Nova Venécia Membro 1

_______________________________________ Profª. Maria das Graças Santana Fernandes Faculdade Capixaba de Nova Venécia Membro 2

4

Primeiramente a Deus porque sem ELE nada seria possível. Aos meus familiares, meu namorado Max, pelo apoio e carinho durante a realização deste trabalho de conclusão de curso.

. aos professores da instituição que me ajudaram e a todos que torceram por mim o meu muito obrigado.5 A minha orientadora Zélia Martinelli pelo a dedicação e presteza na orientação.

2002. p. (CNBB.6 “Dentro de cada pessoa velha está o mesmo ser humano que uma vez foi jovem”.103) .

porém esta é uma políticas públicas que da certo e é um campo importantíssimo para o Serviço Social sendo que de acordo com a pesquisa ele vem trazendo bons resultados aos participantes. devido principalmente as mudanças demográficas que se processam tanto no cenário mundial como no Brasil. que são idosos participantes do grupo de convivência. pois menos da metade da população e atendida por ele e que ha um certo descaso pois nem os órgão públicos do município sabem da quantidade de idosos existentes no município. nos últimos anos. Como metodologia utilizou-se pesquisa bibliográfica e entrevista com roteiro semi estruturado de modo com uma amostra de 20 entrevistados com escolha aleatória e consentimento dos mesmo. palestras dentre outras. Serviço Social . Palavras-Chave: Idoso. Há no município um projeto denominado Alegria de Viver que atende 250 idosos aproximadamente com o objetivo de proporcionar a alguns idosos a felicidade de viver esta fase da vida com mais dignidade a partir de atividades de coordenação motora. ginásticas. produção artesanal. Foi possível concluir que o Projeto Alegria de Viver é um projeto pouco conhecido por parte dos idosos do município. Objetivo geral de analisar e apontar atividades que possam promover e garantir a (re) inserção dos idosos na comunidade do município de Montanha como política pública. danças. Grupo de Convivência. entretanto este trabalho abre horizontes para que novos pesquisadores possam participar do estudo desta temática e também de possíveis aplicações práticas.7 RESUMO A população idosa vem se tornando cada vez mais expressiva.

There is a local project called Joy of Life that serves about 250 elderly people in order to provide some happiness to the elderly to live this life stage with more dignity from the activities of motor coordination. who are elderly participants living group. because less than half the population and attended by him and that there is a certain disregard for the public body or the council know the number of seniors in the city. but this is a public policy that's right and is a very important field for social work is that according to the research he brings good results to participants. talks among others. Keywords: Elderly. however this work opens new horizons for researchers to participate in this study theme and also possible practical applications. Group Living. craft. It can be concluded that the Project Joy of Living is a little known project by the elderly in the city. mainly because of demographic changes that take place both on the world stage as in Brazil in recent years. The methodology we used literature search and interviews with semi-structured way with a sample of 20 respondents randomly selected and consent of yourself.8 ABSTRACT The elderly population is becoming increasingly significant. production. gymnastics. General purpose of analyzing and pointing out activities that would promote and ensure the (re) integration of the elderly in the community as the city of Mountain (cidade de Montanha) policy public. dance. Social Service .

..............Composição familiar.................................................................................................... GRÁFICO 6 .....................População de idosos atendidos pelos PSFs de Montanha-ES............... GRÁFICO 2 . GRÁFICO 4 .......... GRÁFICO 5 ....População de idosa no município de Montanha-ES...... 36 37 38 39 40 ....Renda dos idosos do Projeto Alegria de Viver..... GRÁFICO 3 ........ GRÁFICO 7 ......................................Doenças comuns aos idosos do Projeto Alegria de 35 35 Viver...................Tempo que participa do Projeto Alegria de Viver..........................Importância do Projeto Alegria de Viver..............9 LISTA DE GRÁFICOS GRÁFICO 1 ...........

........... 13 15 15 15 15 16 16 16 16 18 19 19 20 20 21 1 1... 23 O CIDADÃO IDOSO NA HISTÓRIA.........................................................4.................................6 POSSIBILIDADES DE TRATAMENTO E ANÁLISE DOS DADOS................................................................. 1...........................................1 REFERENCIAL TEÓRICO....................... A INTERVENÇÃO DO PROFISSIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL...6.. UM BREVE RELATO SOBRE O ASSISTENTE SOCIAL NO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA..................... 31 24 25 28 29 2....................4 1......... 1.... METODOLOGIA........................................................ 22 POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O IDOSO: DO ISOLAMENTO A (RE) INSERÇÃO SOCIAL...............6 HIPÓTESE..1 OBJETIVO GERAL................................................6 3 3................................................................................................3 2................1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA... A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DO IDOSO....................5 2......................................1 ESTUDO DE CASO.......4..................6.....................3 FONTES PARA COLETA DE DADOS.... 12 JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DO TEMA.................................2 1...................................................... 1.............................................5 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS...6........6.................................10 SUMÁRIO INTRODUÇÃO..............................6.................................................................. POLÍTICAS PÚBLICAS PARA POPULAÇÃO IDOSA........................................... DELIMITAÇÃO DO TEMA....................... 1................. FORMULAÇÃO DO PROBLEMA.................................2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS.............................. OBJETIVOS...............1 1....................................... 1.....................................................5 1..............................................................2 TÉCNICAS PARA COLETA DE DADOS..................................................... 1....6..... 1..........................................7 APRESENTAÇÃO DO CONTEÚDO DAS PARTES DO TRABALHO..........2 2.................3 1........... 32 MUNICÍPIO DE MONTANHA-ES E O PROJETO ALEGRIA DE ....... 1.....4 CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA PESQUISADA..........4 2..................... 2 2............................................................. 1................................................................................

....2................................................................. 48 APENDICE B ......2............ 3........................................... 34 34 39 40 3....................................................................................................... 49 ANEXO ANEXO I ................................................3 DADOS DA COORDENAÇÃO DO PROJETO..........FOTOS DOS IDOSOS EM ATIVIDADES............................................................................. CONCLUSÃO... 4 4.........2................................................................. 42 42 RECOMENDAÇÕES...................................................MODELO DO TERMO DE CONSENTIMENTO DO ENTREVISTADO.................11 VIVER.................................. 44 5 REFERÊNCIAS... 51 ............................................................................2 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES.............................................................. 3...........32 3....2 ENTREVISTA COM A ENFERMEIRA DO PSF.....1 VISÃO DOS IDOSOS QUANTO A SUA (RE) INSERÇÃO SOCIAL. APÊNDICE 45 APÊNDICE A – FORMULÁRIO (IDOSO).......1 4........2 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS.............................................................

pois o beneficio recebido por muitos idosos é pouco se comparado as varias mudanças que ocorre quando uma pessoa vai atingindo a velhice. (GROSSI. sendo considerando um fator muito preocupante. 2003. pois em sua maioria os idosos necessitam tomar mais medicamentos.1) Isso se dar em conseqüências das varias mudanças que estão ocorrendo no modo de viver da população.12 1 INTRODUÇÃO A população idosa vem se tornando cada vez mais expressiva. O que significa que em muitas famílias o salário dos idosos e a principal fonte de renda familiar. Contudo. tais como idade. 2010). da assistência social. Calcula-se que o número de pessoas em idade avançada no Brasil será de 33. no mercado de trabalho. sexo. p. al.5 milhões. et. nos últimos anos. O idoso vem se tornando um membro de fundamental importância para famílias brasileira que muitas vezes por possuírem uma renda fixa provenientes de aposentadoria e/ou com outros benefícios sociais. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde. (Pinholato. o Brasil ocupe a sexta posição em número de pessoas idosas (pessoas acima de 60 anos). na infraestrutura urbana e nas políticas publicas. o aumento do número de idosos acompanha também vários problemas nos setores da saúde. como por exemplo o controle de natalidade que antes os casais tinham em media de 05 até15 filhos hoje pode se observar que os casais tem em média de 02 a 03 filhos. renda e também a classe social. Com todos esses fatores. O envelhecimento populacional vem ocorrendo de forma heterogênea devido às múltiplas categorias que o definem.. estima-se que no ano de 2025. SOUZA. irem mais ao médico comer uma alimentação mais saudável com frutas e verduras e todos esses fatores tornam o padrão de vida mais caro. devido principalmente as mudanças demográficas que se processam tanto no cenário mundial como no Brasil. Com isso e indispensável que os valores .

que possibilitem que essa faixa etária cresça não só em termos quantitativos. Indonésia. 2008). 2006). Para isso e necessário que as políticas publicas sejam efetivadas com a finalidade de proporcina-lhe uma melhor qualidade de vida. Devido ao controle de natalidade em vários países como a China. (OLIVEIRA e OLIVEIRA. (Souza. o que evidencia a necessidade de preparação da sociedade para proporcionar melhor qualidade de vida aos cidadãos idosos (OLIVEIRA e OLIVEIRA. pois eles trazem consigo muitas experiências. Por isso. pois apesar da idade avançada as necessidades de se divertir. o número de idosos está crescendo a cada ano. tradições e um aprendizado de muita riqueza para as novas gerações. 1. eles precisam de qualidade de vida e atenção. Japão. [.1 JUSTIFICATIVA DO TEMA Os idosos constituem um segmento da população de grande importância para a sociedade. 2006).] torna-se então necessário adotar ações eficazes e oportunas. Estados Unidos. No entanto. . nos termos desta Lei e da legislação vigente”. de inutilidade e de isolamento por grande parte da sociedade.. mas também com uma melhor qualidade de vida. considera –se até mais que outras faces pois e necessário que eles se sintam úteis para a sociedade..8º) “o envelhecimento é um direito personalíssimo e a sua proteção um direito social. art. Índia. De acordo com o autor. essa fase da vida é vista como decadente. em busca das melhorias progressivas em suas qualidade de vida. De acordo com o estatuto do idoso (2003. Brasil entre outros. conversar se exercitar que os cidadãos idosos possuem são as mesmas qualquer outras fases da vida. O envelhecimento populacional constitui uma realidade mundial. (SOUZA.13 sejam revistos que os conceitos e praticas em prol do idoso sejam firmados. 2008).

Outros 17% da população não recebem atendimento direto dos PSFs. 2221 (dois mil duzentos e vinte um) são pessoas idosas com mais de 60 anos. ao esporte.. palestras dentre outras.. ginásticas.] é obrigação da família. No entanto. o que atualmente constitui um dos grandes desafios para a população idosa. O Estatuto do idoso é uma lei que foi criada para assegurar direitos. De acordo com o estatuto do idoso e também em seu Art. a saúde. a cidadania. à dignidade.8º “o envelhecimento é um direito personalíssimo e a sua proteção um direito social. dos quais. De acordo com o estatuto do idoso em seu Art.3º: [. ao lazer. cerca de 1971 (hum mil setecentos e um) idosos que se sabe de sua existência no município não são atendidos por esse projeto e nem o conhece o que evidencia um . de acordo com a área coberta pelos PSFs atendem a um total de 83% da população montanhense. pois nele contém todas as medidas de proteção caso seus direitos sejam violados ou deixados de serem cumpridos. a cultura. O Município de Montanha localizado no interior do Estado do Espírito Santo está imerso nesses problemas mundiais que rodeiam a população idosa. a liberdade. danças. a efetivação do direito a vida. nos termos desta Lei e da legislação vigente”. da sociedade e o poder público assegurar às pessoas idosas com absoluta prioridade. da comunidade. a educação. ao respeito e à convivência familiar e comunitária. Política Nacional do Idoso e Estatuto do idoso dentre outras. produção artesanal. Isso geralmente não é bem efetivado pelas autoridades responsáveis e inclusive pela própria sociedade o que faz com que elas deixem de ser colocadas em prática.14 As leis existentes com o BPC (Beneficio de Prestação continuada da Assistência Social). garantem teoricamente ao idoso uma vida mais digna. Há no município um projeto denominado Alegria de Viver que atende 250 idosos aproximadamente com o objetivo de proporcionar a alguns idosos a felicidade de viver esta fase da vida com mais dignidade a partir de atividades de coordenação motora. ao trabalho. a alimentação.

3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA Como promover políticas públicas que garantam a (re) inserção dos idosos na sociedade? 1. (SEMS – MONTANHA. a partir da análise da qualidade de vida dos idosos não atendidos por esse projeto.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA O trabalho delimitou-se a identificar a satisfação dos idosos. Este trabalho é de extrema importância pois poderá ser ponto de partida para novas pesquisas na área e chamar a atenção para o desenvolvimento da política pública do idoso. . 2009) São esses os desafios que motivam esta pesquisa que visa refletir e analisar os motivos do isolamento dos cidadãos idosos. principalmente. 1.1 OBJETIVO GERAL Analisar e apontar atividades que possam promover e garantir a (re) inserção dos idosos na comunidade do município de Montanha como política pública.4. quanto a Política pública para o idoso: do isolamento a (re) inserção social. Diante disso. no ano de 2010. no Projeto Alegria de Viver. no município de Montanha-ES.4 OBJETIVOS 1. o interesse pelo tema surgiu a partir do contato da pesquisadora com o projeto “Alegria de Viver” e a qualidade de vida que ele proporciona aos seus integrantes e.15 déficit na qualidade de vida desses cidadãos que acabam por sobreviver a esta fase da vida. 1.

Estabelece critérios.6. Visa oferecer informações sobre o assunto. . 1. p. pois avalia-se a possibilidade de desenvolver um. 1. 42).4. Geralmente é a bibliográfica. Segundo Gil (2002.5 HIPÓTESE Espera-se que ao final deste trabalho de pesquisa tenham como resposta ao problema a seguinte hipótese: • A promoção da política pública para o idoso é viabilizada a partir do momento em que a comunidade entender e conscientizar-se de sua importância.16 1. p. 80) a pesquisa exploratória é: O primeiro passo do trabalho científico. • Entender se há isolamento do idoso na comunidade de Montanha. métodos.ES para os idosos. técnicas para a elaboração de uma pesquisa.6 METODOLOGIA 1.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA Para realização deste trabalho a pesquisa se classificou em exploratória e descritiva. • Analisar e refletir a importância do projeto “Alegria de Viver” do município de Montanha .2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Refletir sobre a importância do idoso no contexto geral e para a comunidade Montanhense. quanto a abordagem quantitativa e qualitativa. definir os objetivos da pesquisa e orientar a formulação da hipótese.a pesquisa sobre determinado assunto. Para Ferrão (2003.

conseqüentemente. uma margem de segurança quanto as inferências. Justifica-se a abordagem qualitativas face o uso de dados com características não quantificáveis. Para Rodrigues (2007). p. a pesquisa quantitativa traduz em números as opiniões e informações para serem classificadas e analisadas. o estabelecimento de relações entre variáveis. haja vista proporcionar a descrição das características sobre os dados e ainda correlacionar as variáveis. p. tais como questionário e a observação sistemática. Já a pesquisa descritiva.. utilizam-se técnicas estatísticas. 41) diz que. possibilitando. . [.] na maioria dos casos.17 A pesquisa descritiva tem como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou então. entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado e análises de exemplos que estimulem a compreensão. face ser a primeira vez que está abordando sobre o assunto e buscar maior familiaridade. Para Richardson (1999. Dado qualitativo representa a intenção de garantir a precisão dos resultados. Este trabalho classificou quanto aos objetivos em pesquisa exploratória. É freqüentemente aplicado nos estudos descritivos. para analise de como estão sendo aplicadas a atividades da política publica para os idosos no município de Montanha-ES. Esta tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas a torná-lo mais explicito ou a construir hipóteses. como as pesquisas em livros. Já a pesquisa exploratória Gil (2002. essas pesquisas envolvem o levantamento bibliográfico..] uma de suas características mais significativas esta na utilização de técnicas padronizada de coleta de dados. evitar distorções de análise e interpretação. A análise quantitativa permitiu trabalhar dados numéricos. 70).. [..

que são as conclusões. o estudo de caso é: [. hipótese. p. um órgão público ou mesmo um país. 87). jornais.54). p. levando às conclusões.] uma modalidade de pesquisa amplamente utilizada nas ciências bioquímicas e sociais. uma vez que há a interferência do pesquisador sobre eles” (ANDRADE. isto é.18 1. de campo e estudo de caso. de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento. 2001. p.2 TÉCNICA PARA COLETA DE DADOS Este trabalho contou com os métodos de dedução e indução com base em pesquisa bibliográfica. onde ocorrem espontaneamente os fenômenos. chega-se ao geral. (FERRÃO. Segundo Gil (2002. a indução é o método que parte de uma observação particular individual e. uma empresa. através do raciocínio descendente.. às leis. A pesquisa bibliográfica. Parte do geral e. analise critica e interpretação dos dados. entendidas essas como uma pessoa. segundo Vergara (2000. pelo raciocínio ascendente.. abstratos e conclusões. devido ser um assunto que busca estudar de forma mais aprofundada e detalhada sobre o assunto e a pesquisa de campo devido a . p. tarefa praticamente impossível mediante outros delineamentos já considerados. Utilizaram-se o estudo de caso. um produto. “A pesquisa de campo é assim denominada porque a coleta de dados é efetuada em campo. material acessível ao público em geral” que é circunscrito a uma ou poucas unidades. Consiste no estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos. às teorias. experimentação. “é o estudo com base em material publicado em livros. Quando ao método de dedução vale ressaltar que é o inverso do indutivo. uma família. O emprego desse método passa pelas seguintes fases: observação. Para Ferrão (2003. 49). redes eletrônicas.6. atinge-se o particular.127). revistas. 2003).

6. As fontes primárias. p. p. que vão formar uma literatura ampla sobre aquele determinado assunto. 43). sobre determinado assunto.3 FONTES PARA COLETA DE DADOS Os dados de uma pesquisa monográfica podem ser de dois tipos: os de fontes primárias e fontes secundárias. Segundo Andrade (2001. . do município de Montanha-ES. 1. Sendo realizada a pesquisa no dia 07 de Junho de 2010. isto é. “E as fontes secundárias referem-se a determinadas fontes primárias. Foram utilizados neste trabalho os dados primários quando realizado a pesquisa no campo e os dados secundários através da pesquisa em livros e demais publicações sobre o tema em questão.6. são constituídas pela literatura originada de determinadas fontes primárias e constituemse em fontes da pesquisa bibliográfica” (ANDRADE. Fontes primárias são constituídas por obras ou textos originais. 43). 1.19 aplicação de um questionário e proporcionar estar maior tempo junto ao entrevistado. material ainda não trabalhado. dão origem a outras obras.4 CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA PESQUISADA A pesquisa foi realizada com uma amostra de 20 idosos do Projeto Alegria de Viver e 01 enfermeira chefe de um PSF (Programa de Saúde da Família). pela sua relevância. 2001. Para o aprofundamento e estudo da problemática que ora se estabelece no município de Montanha-ES se faz necessário a utilização da pesquisa de campo onde os dados foram coletados aleatóriamento numa amostra de 20 idosos que estão inseridos no grupo de convivência local.

“entrevista é o encontro de duas pessoas com o objetivo de obter informações a respeito de determinado assunto. p. foram utilizados o questionário. 1. Neste trabalho.6 POSSIBILIDADE DE TRATAMENTO E ANÁLISE DOS DADOS Depois de coletados os dados foram selecionados. 104). “Esta. quanto às perguntas elaboradas para a melhoria de suas respostas e ainda a entrevista com perguntas não estruturas junto a enfermeira chefe de um dos PSF (Programa de Saúde da Família). a elaboração dos dois instrumentos difere em alguns pontos.108) uma vez que os dados foram coletados e elaborados.20 1. Segundo Ferrão (2003. dependendo do que o autor consiga fazer. p. fez-se necessário à aplicação de formulário e uma entrevista não estruturada.6. codificados e tabulados. A tabulação realizou-se de forma manual. mas não dispensa a presença do pesquisador. Se o . a fase seguinte é de analise e de interpretação. Logicamente. face tratar de pessoas idosas que precisam de maior esclarecimento.5 INSTRUMENTO PARA COLETA DE DADOS Tentando chegar a uma resposta para o problema. além da pesquisa bibliográfica. Andrade (2001. 148 e 149) faz a seguinte distinção entre questionários e formulários: questionário é um conjunto de perguntas que o informante responde. p. sem necessidade de presença do pesquisador.6. O formulário também é constituído por uma serie de perguntas. interpretados para análise. para coleta de dados. depois apresentados. com perguntas abertas. mediante uma conversa natural ou programada de forma profissional”. constitui a parte central da pesquisa. Segundo Ferrão (2003. que sobrevive ou se perde.

A analise e interpretação dos dados foram feita na forma de gráficos.21 exame de dados é falho. compreendendo. No capítulo quatro trata da conclusão de que a importância do grupo de convivência é explicita e que o profissional de Serviço Social deve estar presente e orientando o grupo e juntos fazer representar-se dentro da comunidade em que vive. a introdução. introdução. delimitação do tema. O referencial teórico é descrito no Capítulo segundo abordando o tema do envelhecimento e o papel do Assistente Social dentro deste processo.7 APRESENTAÇÃO DO CONTEÚDO DAS PARTES De acordo com a pesquisa realizada sobre a importância do grupo de convivência para o idoso do município de Montanha. o resto da pesquisa perde o sentido. a discussão e as conclusões são inúteis”. formulação do problema e metodologia utilizada para o trabalho. e por meio de categorias gerais para conclusão do trabalho. E por fim no capítulo quinto é abordado as referências utilizadas para o desenvolvimento deste trabalho. discutindo os resultados. justificativa. a interpretação. apresento o caminho decorrido até aqui. . No Capítulo primeiro deste trabalho abordou-se o desenvolvimento sobre o assunto. 1. O Capítulo terceiro descreve os dados alcançados dentro dos objetivos apresentados nesta pesquisa.

. (OLIVEIRA e OLIVEIRA. art. 9º. O Estatuto do Idoso foi uma das grandes conquistas para as pessoas idosas a partir dos 60 anos. 8). educação. a liberdade. ao respeito e à convivência familiar e comunitária. (OLIVEIRA e OLIVEIRA. ao esporte. ao trabalho. a cidadania. Os indivíduos precisam se preparar para a velhice e aceitar o próprio envelhecimento como um processo gradativo e natural. 2003. Diante disso. para que isso se efetive se faz necessário que elas sejam colocadas em prática no dia-a-dia dos cidadãos idosos.) da população idosa. mediante efetivação de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições de dignidade”. garantir à pessoa idosa a proteção à vida e à saúde. a efetivação do direito a vida. é obrigação da família. saúde. a educação. da sociedade e o poder público assegurar ao idoso com absoluta prioridade. ocupação. 2008). a saúde. Isso retrata que as leis em sua maioria não são de conhecimento da sociedade nem tão pouco praticadas. 2008). propõe-se que haja um cumprimento mais coletivo das leis que beneficiam a população da terceira idade. a cultura. No entanto. art. ao lazer. 3º. Há que ser notado também que para o Estatuto do Idoso BRASIL (2003. A cada ano aumenta as demandas sociais (lazer. a alimentação. à dignidade. Isso é fundamentalmente necessário para que se tenha uma vida afetiva de qualidade e possa participar ativamente da sociedade e no meio em que vive. O Estatuto do Idoso em suas leis assegura diversos benefícios aos cidadãos idosos. p.. a necessidade de se refletir as políticas publicas para o idoso. por isso. (BRASIL. da comunidade.. p. alguns em sua maioria são mais praticadas e respeitadas pela sociedade outras são de menor conhecimento. 5).22 2 REFERENCIAL TEÓRICO O envelhecimento populacional constitui uma realidade mundial e com isso vem evidenciando a importância da preparação das sociedade para proporcionar um melhor qualidade de vida aos cidadãos idosos . Com isso é bom ressaltar que “é obrigação do estado.

a morte de amigos e a proximidade da própria morte e até mesmo pela sua redução na capacidade de execução das atividades da vida diária (AVD). 2. eles têm o importante papel que é o de resgatar as histórias que não contém nos livros. Garantir as políticas públicas para o idoso significa retribuir os tantos benefícios que eles trouxeram trazem para a sociedade. (MENDES. na qual umas têm maior dimensão e complexidade que outras. O envelhecimento é entendido como parte integrante e fundamental no curso de vida de cada individuo. Todos esses fatores fazem com que os cidadãos idosos se sintam isolados e inúteis o que os torna cada vez mais triste e fora da sociedade. os costumes e tradições que são passados de geração para geração e que hoje estão presentes na vida de todas as pessoas. tais como aposentadoria. Pois. a viuvez. quando isso não ocorre são gerados inúmeros problemas de ordem física e psicológica para essa população. Ao envelhecer os indivíduos se defrontam com várias rupturas. p. Por isso.1 POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O IDOSO: DO ISOLAMENTO A (RE) INSERÇÃO SOCIAL Os idosos são de extrema importância para a construção cultural de qualquer sociedade. integrando assim a formação do individuo idoso. 2004. a perda das habilidades físicas e mentais. com isso continuam . isto é. é a perda de sua capacidade funcional.23 O principal problema que pode afetar o idoso como conseqüência da evolução de suas enfermidades e seu estilo de vida. resultantes da trajetória de vida. p. No entanto. 2005. necessárias para a realização de suas atividades básicas e instrumentais de vida diárias. 3). o que compromete sua autonomia e auto-estima. È nessa fase que emergem experiências e características próprias e peculiares. (CAMARANO. Além dos problemas físicos próprios da idade muitos idosos não conseguem os benefícios de aposentadoria que teoricamente lhes é de direito. 15). há que se mostrar a importância da execução de políticas públicas que garantam aos cidadãos idosos sua (re) inserção na sociedade para que vivam uma velhice com dignidade. além de valorizar a sua importância.

De acordo com Souza (2006. portanto. O mais comum baseia-se no limite etário.13) .24 a trabalhar mesmo sem condições físicas. cantar. apesar da idade podem e precisam ter amigos. A retirada da vida de competição auto-estima e a sensação de ser útil se reduzem.2 O CIDADÃO IDOSO NA HISTÓRIA Existe uma gama bastante ampla de critérios para a demarcação do que venha ser um idoso. e com 65 anos ou mais. Isso ocasiona mais problema de saúde. o importante e que esses cidadãos não percam a alegria de viver e seres felizes com o que podem fazer. p. que possibilitem que essa faixa etária cresça não só em termos quantitativos. Mas na verdade existem vários conceitos para o termo idoso. A segunda é associada a suposição de que características biológicas existem de forma independente de características culturais e a terceira à finalidade social do conceito de idoso. 2. pois. A primeira diz respeito a heterogeneidade entre indivíduos no espaço. 2). 2004.limite biológico e apresenta. três limitações. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera como idosas as pessoas com 60 anos ou mais. comumente é gerada uma crise no individuo. entre grupos sociais. Além de tudo isso. 3) Devido às dificuldades de encontrarem empregos e trabalhos os idosos possuem muito tempo livre o que gera a necessidade de promover (garantir) políticas públicas que os (re) insira na sociedade e que os faça sentirem-se úteis. (CAMARANO. pintar. p. pelo menos. bordar mesmo que a visão já não ajude tanto. se elas residem em países desenvolvidos. psicologicamente. raça/cor no tempo. dançar. ao se aposentar a saúde ficar mais precária e eles já não conseguem mais fazer as mesmas coisas de antes o que os obriga a se isolarem por achar que não servem para mais nada e serem um peso para seus familiares. “torna-se então necessário adotar ações eficazes e oportunas. p. O conceito de idoso. mas também com uma melhor qualidade de vida”. Os estudos sobre aposentadoria revelam que. 2005. (MENDES et al. se elas residem em países em desenvolvimento. envolve mais do que a simples determinação de idade .

determina a atitude perante o idoso. Alguns países se destacam quando o assunto é o tratamento dado aos idosos. (CNBB. (SCHOTSMANS. Na sociedade industrial. a importância da produção e da concorrência. sem contar as varias lutas de conquista adquirida ao longo da historia. econômicos e sociais que isso implica. pois para muitos eles são a peça fundamental em uma família. existe uma grande população de idosos os quais não são valorizados e respeitados como tal. apud. No entanto. Em outro tipo de sociedade. Na China. p. Isso demonstra claramente quanto uma hierarquia de valores. dentro da sociedade industrializada ocidental. . o idoso é tratado com reverência e respeito pela sociedade. Em varias regiões do mundo os cidadãos idosos são valorizados pelos muito os saberes. na Índia o mais velho da família é considerado sagrado e é ele quem dá a palavra final. 2003.103) 2. e têm por isso uma participação importante. pois são eles que fazem a manutenção e transmissão dos conhecimentos da tribo. pois os idosos são honrados por causa de suas rica experiência e de seu critério. encontramos os papeis inversos. Isso resulta do fato de que. 1991. 67) Diante dessa análise existencial que deve ultrapassar a dinâmica pragmática da sociedade industrial há que se lembrar que “dentro de cada pessoa velha está o mesmo ser humano que uma vez foi jovem”. a saber. muito mais que sua experiência. p. CNBB. No Brasil. por exemplo. para os índios também os idosos são considerados de estrema importância para manter acessa as tradições. simultaneamente se afasta daquilo que dá sentido e prestígio a essa sociedade: o processo produtivo. o que se salienta é antes de tudo a incapacidade do idoso. A saber. constatamos o seguinte: uma vez que o homem se retira do mundo do trabalho. no caso. o de resgatar as historia dos antepassados.3 POLÍTICAS PÚBLICAS PARA POPULAÇÃO IDOSA As políticas públicas para a população se fazem de extrema necessidade para a sociedade. 2003. hoje a sociedade em geral já não trata o idoso como antes.25 A população idosa ao longo dos anos tem desempenhado um importante papel na sociedade. a brasileira com todos os desafios culturais. por exemplo.

dentre outros que provam que apesar da idade eles são capazes de fazer muita coisa ainda. p. a atormentar e a desequilibrar. Os direitos dos idosos garantidos na Constituição de 1988 foram regulamentados através da Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS (Lei n° 8. Viena.229: A família. quebra de preconceitos. . com a publicação da Lei n° 8. 2006. a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas. que reconhecidamente. defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida. 1982) e nacionais. Estas políticas trazem em si linhas de ação que buscam satisfazer o interesse público. A morte já está. Entre os vários benefícios dessa Lei pode-se destacar o Beneficio de Prestação Continuada – BPC que consiste em repassar um salário-mínimo mensal a pessoa com 65 anos ou mais e a pessoa com deficiência. foi um grande avanço. dirigidas a atender às necessidades de toda sociedade a fim do bem comum.26 As políticas públicas desempenham um papel essencial na sociedade atual. atender aos anseios da sociedade. (SOUZA. 2003. De acordo com a Constituição Federal de Art. de 04/02/1994. em termos. informar . A preocupação com as políticas sociais de atenção ao idoso originou-se no grande esforço de segmentos específicos do Governo e na grande mobilização da sociedade em busca do cumprimento de normativas internacionais (Assembléia Mundial sobre Envelhecimento. assegurando sua participação na comunidade.842 . Uma política pública pode ser definida como um conjunto de ações exclusivas do Estado. É função delas articular as ações da iniciativa privada e a comunidade. autoestima. fomentar pesquisas e. (CNBB. Isso possibilita a redução de vários problemas do seu dia a dia. Essa preocupação. quando na verdade é para eles que as políticas públicas devem cumprir e desempenhar um papel em tempo ágil uma vez que o conceito e percepção de tempo para essa faixa etária é limitado. 59) As políticas públicas para os idosos foram e são grandes conquistas uma vez que podem trazer de novo a dignidade da pessoa idosa. p. de um modo geral. cuidando assim da população de determinado local. muitas vezes. é minimizada para o complexo mundo existencial da população idosa. sem condições de sobreviver e incapaz para o trabalho. 4). como a solidão. Áustria.742/93).

2002. (CNBB. p. maior interesse por atividades consideradas de lazer.27 No entanto. Aposentadoria é o seguro para o tempo da velhice. Não são poucos aqueles que atingem cada vez mais as idades bem avançadas e cujo estado de dependência é bastante lamentável. muitas vezes não consumados no tempo de vida ativa. multiplicação dos esportes modernos. assunto de responsabilidade social. Ao mesmo tempo em que avançava o envelhecimento da população. identificados mais facilmente no Brasil não se enquadram na ideologia da terceira idade ativa. nas maioria as famílias este beneficio não e suficiente para o sustento. Consideramos que tanto estes como os “idosos hipodotados”. Isso se justifica pelo fato de que quando a pessoa chega a uma idade mais avançada começam também a surgir problemas ligados a saúde que requer uma alimentação mais balanceada em verduras e frutas. No Brasil. de acordo com Fernandes e Santos (2010.55) Apesar disso. aumenta-se na grande maioria o uso de medicamentos e até mesmo de fraudas geriátricas que nem sempre são encontrados em Secretarias de Saúde e outros órgãos públicos que dispõe desses materiais. Vários fatores têm influído para a transformação do envelhecimento. vive dos 'benefícios” da aposentadoria. a destino não mais de poucos privilegiados. pois aqueles que se encontram abaixo da linha da pobreza possuem tantas necessidades básicas não atendidas que um salário – mínimo não basta para lhes garantir uma vida digna.62) Falar hoje no envelhecimento de uma população não se restringe mais ao seleto grupo que ainda pode usufruir de um modo de vida que encara o envelhecimento como uma fase da vida só de lazeres e de prazeres. aposenta-se. p. A grande maioria das aposentadorias não dá aos aposentados a possibilidade de uma vida digna. e geralmente dar de cara com a pobreza. essa política pouco vem contribuindo para a construção da cidadania. que habilmente procura camuflar a existência de sua realidade. Esses fenômenos sociais têm sido caracterizados como conseqüência da urbanização dos grandes centros e passaram a ocorrer tanto em decorrência do processo de . enquanto processo que só importava ao indivíduo. outros fatos também estavam ocorrendo: mais tempo disponível para o indivíduo.

O aumento da perspectiva de vida gerou maiores gastos com previdência social. a velhice tornou-se um problema social. No país as iniciativas para esse grupo se projetam timidamente. seja de ordem financeira ou de saúde. desconectados da realidade social. em todas as suas fases. adequações necessárias à saúde . inclusive na velhice. Há que se considerar como fundamental a formação daqueles que vão atuar com pessoas idosas ou aposentadas. 2003). principalmente aqueles que atuam no campo do lazer. 51). No momento em que ocorre a diminuição do tempo destinado ao trabalho. Essas reflexões não podem passar despercebidas daqueles que atuam com idosos. e provavelmente um dos mais importantes relacionado ao que se entende como novo modo de envelhecer. não existindo grandes pressões. Os momentos do lazer não podem ser compreendidos como instantes de alienação.4 A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DO IDOSO Num tempo em que o ser humano conquistou a longevidade graças aos avanços tecnológicos. incluindo nele os que se utilizam da prática das atividades físicas esportivas. 1996). (VIGARELLO. o que não significa que devamos desconsiderar o prazer. apesar de ser um desafio concreto. a religião e o lazer passam a ser as principais ocupações no tempo social das pessoas.28 industrialização como da artificialização do tempo do trabalho (MELO e ALVES JUNIOR. nem sempre esses profissionais estão atentos a determinadas especificidades de um grupo que nada têm de homogêneo e que tem demandas que os diferencia substancialmente de crianças ou mesmo de adultos jovens. No entanto. tampouco como espaços de fuga. 2003 p. 2. é a possibilidade de se engajar nos diversos projetos associativos. sanitários e cognitivos. para assim atender a demanda emergente. a família. Um dos componentes. uma das características fundamentais de sua definição (MELO e ALVES JUNIOR. imprescindível que a sociedade reconheça e prepare-se para o fenômeno do desenvolvimento humano.

deva produzir problemas do envelhecimento para o próprio homem. apud. 2.5 A INTERVENÇÃO DO PROFISSIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL .19). demandou ainda a formação de profissionais especialistas. tratamentos e cirurgias. independente da visão capitalista que valoriza o novo. Embora de maneira paradoxal exija que tal teoria conceba o desengajamento como um processo de mudança irreversível e necessário. O imperativo que é a eterna juventude leva muitas pessoas ao consumo desenfreado de produtos de beleza.29 pública. Por fim. É particularmente frustrante constatarmos que os mesmos êxitos nos progressos econômicos. (RAMOS. LINS. p. há que se frisar que a transformação da velhice em problema social não é o resultado do envelhecimento populacional ou de que terceira idade é o nome que se dá a uma etapa do processo de degeneração física. é no momento da análise que a riqueza humana emerge e nos desafia em toda sua complexidade. novo corte de cabelo. ao se aposentar tanto abre espaço para as pessoas jovens e eficientes. 2008). papéis e posições. a fim de melhor administrar os aspectos positivos e negativos desenvolvimento humano. tenham produzido também as mudanças que fazem dos idosos um grupo geralmente dependente e os tenham roubado suas mais importantes e tradicionais funções. médicos e industriais que agora possibilitam que um percentual tão grande da população mundial alcance uma idade avançada. Além disso. assim. 2001. Cada sujeito apresenta diversas maneiras de aperceber-ser velho. Atualmente. Isso dificulta a aceitação da condição natural de envelhecimento da pessoa. ao passo que ganha tempo para se preparar pra o desengajamento total – a morte. (BROTMAN. carro novo. o jovem e seus atributos. O sofrimento simbólico que acontece podem ser atribuídos ao império da juventude no campo das relações de poder. O envelhecimento nos traz ainda um outro desafio que a cultura burguesa buscou a todo custo esconder de si mesma: o medo da morte. vive-se na dinastia do novo: Novo celular. O progresso na investigação humana por uma vida mais longa. constata-se a necessidade de iniciativas que considerem a velhice enquanto uma etapa produtiva do ser humano.

O velho necessita também de ter um espaço próprio. isto é. É fundamental que o idoso sinta-se acolhido e amado. 2010). por sua formação e atualização. O Serviço Social tem como objeto de trabalho o indivíduo enquanto sujeito de sua própria história social e como agente dentro de seu grupo. . mas também o social. No campo da política de proteção ao idoso a prática do Serviço Social está ligada ao trabalho cotidiano com o usuário e suas relações com o seu grupo (FERNANDES.30 O perfil do profissional de Serviço Social é o desejado para que se diminua o abismo estabelecido entre cidadãos com mais de 60 anos e a sociedade da qual fazem parte. constrói a sua identidade juntamente com outros sócios (CAMARANO. O assistente social é o elo entre o idoso e sua família e entre a instituição e a comunidade da qual faz parte. devendo conhecer as tensões que influem nas vidas envolvidas. Esta é outra exigência humana. O profissional desta área tem a possibilidade. que tanto impedem a preservação da saúde. O homem é um ser social. e mais ainda. para quem já teve tantas perdas e se sente ameaçado quanto ao seu espaço. psicológicos e sociais do idoso. Sua atuação deve estar centralizada na consideração das mútuas implicações desses fatores. interpretar e explicar o problema do isolamento do idoso e de inseri-lo no contexto social. Ao Assistente Social cabe relacionar os aspectos emocionais. de compreender. não apenas físico. tendo um papel sócio-cultural de destaque para sentir-se útil e assim se sentir bem. como pioram a qualidade de vida. bem como as característica de comportamento pessoal e do grupo. 2004). As exigências para implantar projetos de apoio e reabilitação de idosos. resgatando a cidadania destes indivíduos. incluem a existência e funcionamento de serviços específicos para que os aspectos sociais ganhem expressão em regime aberto e com todas as atividades efetivamente integradas ao esquema da vida comunitária.

é uma excelente oportunidade para o profissional do serviço social interagir e dialogar com os profissionais de várias áreas. 2. garantindo ainda o acesso a este direito social. O Assistente Social trabalhará diretamente com o usuário aplicando seus instrumentos técnicos – cadastro sócio-econômico.6 UM BREVE RELATO SOBRE O ASSISTENTE SOCIAL NO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA. . descentralização e integralidade. modificando o caráter hospitalar de atendimento institucionalizado e o tratamento meramente medicinal. o governo emite em 2006 a Portaria Nº 648 o qual estabelece a criação do Programa de Saúde da Família (PSF). A consolidação do PSF da uma nova amplitude para as dimensões de família e comunidade. visita domiciliar e outros – conhecendo a realidade social – que pode ser fator determinante na contração da enfermidade – e propondo ações transformadora a partir de então. vinculando a este às diversas inferências sociais capazes de favorecerem a propagação de doenças. O profissional de serviço social tem oportunidade de ver seu trabalho reconhecido e valorizado. Seguindo os princípios do SUS de universalização. pode-se dizer que o trabalho do Serviço Social no Programa de Saúde da Família trará a este uma conotação social.contínuo e de qualidade. sendo ele necessário ao bom funcionamento da equipe e no atendimento ao usuário. e como estratégia prioritária do Ministério da Saúde para organizar a Atenção Básica. possibilitando a esta o acesso universal. Com isso.31 Estar no espaço do grupo de convivência. corroborando com a observação de Vasconcelos (2001) frente ao crescimento internacional da visão de que as unidades de atuação família e comunidade são pontos importantes da estratégia de integração das diversas políticas sociais.

(OLIVEIRA.998 mil habitantes. Bela Vista e Domingos Ramos) e três povoados (São Sebastião do Norte. cujo nome inicial era Comercinho da Palha. mandioca. A principal atividade econômica do município é a agropecuária. O município dispõe de uma área total de aproximadamente 1. O clima tropical com estação chuvosa no verão e seca no inverno (OLIVEIRA. mamão e cana-de- . três assentamentos rurais (São Judas Tadeu. ao Sul com o município de Pinheiros. depois o Governador Jones dos Santos Neves mudou o nome pela última vez para Montanha. O Relevo do município apresenta variações entre plano a ondulado. que até então era centralizado no atual bairro Fundão. a Leste com o município de Pedro Canário e a Nordeste com o Estado da Bahia. o município está localizado no Extremo Norte do Estado do Espírito Santo. a cerca de 336 Km da capital Vitória. Possui um Distrito (Vinhático). 1999) Para Oliveira (1999). estando sua sede a 130 m de altitude. Montanha tornou-se município pela lei nº 1913 de 28 de dezembro de 1963 e teve sua instalação como comarca somente em 21 de maio de 1971.32 3 ESTUDO DE CASO 3. carne e alguns produtos agrícolas como café. visando produção de leite. com população de aproximadamente 17.66 Km². Trinta de Maio e Ramal da Fumaça) e a sede Montanha. até que em 1963. 1999). cuja origem acredita ser em homenagem ao Córrego Montanha. Limita-se ao norte com o Estado de Minas Gerais. Segundo Oliveira (1999). Eram realizados comícios e se faziam projetos.103. com o crescimento da cidade. os políticos locais começaram a desenvolver movimentos em prol da emancipação de Montanha.1 MUNICÍPIO DE MONTANHA-ES E O PROJETO ALEGRIA DE VIVER A cidade de Montanha – ES foi fundada em meados de 1946. a Oeste com o município de Mucurici.

para homens e mulheres. Quando os idosos chegam no Projeto eles recebem um lanche balanceado pela nutricionista. De início começou a funcionar com artesanato através de uma monitora que convidou algumas mulheres. Há dois meses foi mudado de endereço para que todas as atividades fossem realizadas no mesmo local. localizada no Bairro Alcebíades no município de Montanha – ES. Com o tempo surgiram outras atividades como a ioga. Em abril de 2007 a pedido das mulheres que participavam do artesanato começou a funcionar as atividades físicas com uma fisioterapeuta. são realizados visitas domiciliares para aqueles que participavam do grupo e não participam mais por motivo de doença ou outros problemas. depois auferida sua pressão arterial. . Nesse momento foi estabelecido a idade de sessenta anos e o grupo passou a contar com aproximadamente oitenta mulheres. Hoje o Projeto conta com duzentos e cinqüenta idosos sendo sessenta do sexo masculino e cento e noventa do sexo feminino. Foi a partir daí que o grupo começou a convidar outras mulheres para participar.33 açúcar (OLIVEIRA. O Projeto Alegria de Viver foi iniciado em junho de 2006. 1999). No inicio era formado por cerca de cinqüenta pessoas e os encontros eram em uma sala cedida pela Secretaria de Educação do município de Montanha-ES. em setembro de 2007 o projeto foi estendido à aproximadamente vinte homens com atividades físicas. coral. e a manutenção do acompanhamento psicológico. agora eles estão em uma casa bem espaçosa com piscinas e varias salas. Com a construção do CRAS – Centro de Referencia da Assistência Social – em 2003 a sede do grupo foi transferida para o prédio do CRAS onde de manhã eram realizadas atividades físicas e à tarde artesanatos. acompanhamento com a nutricionista. Depois de algumas dificuldades.

De acordo com o resultado da pesquisa 24% são do sexo masculino e 76% são do sexo feminino. Com relação à faixa etária que variou de sessenta e dois anos a oitenta e sete é justamente o momento entre os quais os idosos mais necessitam fortalecer-se enquanto pessoas produtivas. De acordo com os dados é importante ressaltar que poucas pessoas estão se inserindo ao grupo.2. 66% entre dois e três anos e 20% entre quatro a cinco anos. há preconceitos por parte de pessoas do sexo masculino quanto a algumas atividades oferecidas pelo projeto. Além disso. não há preocupação em se definir a quantidade de idosos existentes no município o que de certa forma dificulta a implantação de políticas eficazes para esse setor. Observa-se que há pouca divulgação do projeto por parte dos órgãos competentes. Quanto ao tempo em que participam do Projeto Alegria de Viver 14% menos de um ano. úteis dentro do quadro social e também pessoas que necessitam de atenção.34 3. Além disso. sendo esse o momento da aposentadoria.1 VISÃO DOS IDOSOS QUANTO A SUA (RE) INSERÇÃO SOCIAL Os idosos que freqüentam o projeto Alegria de Viver estão na faixa etária entre sessenta a oitenta e sete anos. conforme gráfico 1. .2 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS 3. Isso revela que há a predominância de pessoas do sexo feminino porque o grupo foi iniciado para atender a esse público.

namoros. Dos idosos que freqüentam o Projeto Alegria de Viver 7% moram sozinhos. ainda buscando o lazer que já não lhe é permitido mais na sociedade mais ampla. 66% tem a família composta por duas a três pessoas (casal mais um filho ou neto). 13% moram em quatro a cinco pessoas e outros 14% moram entre seis a sete pessoas. conforme gráfico 2.35 66% 20% 14% MENOS DE UM ANO ENTRE QUATRO E CINCO ANOS ENTRE DOIS E TRÊS ANOS Gráfico 1 – Tempo que participa do Projeto Alegria de Viver A faixa tempo de freqüência do grupo evidenciando-se entre os três e cinco anos demonstra o período onde o grupo ainda é campo para descobrimento como novas amizades. interagir com o outro com o qual identifica-se. 14% 13% 7% 66% MORA SOZINHO (A) MORA COM DUAS OU TRÊS PESSOAS MORA COM QUATRO OU CINCO PESSOAS MORA COM SEIS OU MAIS PESSOAS Gráfico 2 – Composição familiar .

Como a velhice é um momento propício para o desenvolvimento e aparecimento de doenças. Dessa forma o Projeto se torna um ambiente de socialização. Isso revela que as políticas na área da saúde precisam ser otimizadas. conforme gráfico 3. depressão e falta de cuidados básicos.0% sobrevivem de pensão. 7. de acordo com a pesquisa ficou constatado que 47% tem problemas relacionados a hipertensão. 20% problemas relacionados a colesterol alto e 20% sofre de outras doenças mais comuns.0% não recebe nenhum beneficio e 73.0% auxilio doença. conforme gráfico 4.36 Um dado interessante de se analisar é que os indivíduos que moram entre um e três pessoas somam 73% o que permite afirmar que estão sujeitos a viverem em estado de solidão.0% são aposentados e recebe um salário mínimo. 47% 20% 20% 13% HIPERTENSÃO COLESTEROL ALTO DOENÇAS COMUNS ARTROSE Gráfico 3 – Doenças comuns aos idosos do Projeto Alegria de Viver Quanto à renda dos idosos do Projeto Alegria de Viver constatou-se que 7. A maioria entrevistada relatou estar aposentado o que confirma a freqüência no grupo de acordo com a faixa etária de inclusão dos idosos no país. e que 13% dos pesquisados sofrem de artrose. Resultado este vem . formando assim uma outra família. 13.

o artesanato.:] a política pouco vem contribuindo para a construção da cidadania. Por parte dos administradores do projeto não há uma preocupação em estender a participação dos idosos. 7% 7% 13% 73% PENSÃO NÃO RECEBEM BENEFÍCIOS AUXÍLIO DOENÇA APOSENTADOS Gráfico 4 – Rendas dos idosos do Projeto Alegria de Viver Devido às necessidades físicas da população idosa esta claro que a questão econômica é um grave problema que aflige esses idosos e que precisa ser levados em consideração na elaboração de políticas públicas.6% ingressaram no grupo através do convite de amigos. . a hidroginástica e a conversa com os amigos. o coral. pois aqueles que se encontram abaixo da linha da pobreza possuem tantas necessidades básicas não atendidas que um salário – mínimo não basta para lhes garantir uma vida digna. O Projeto Alegria de Viver oferece diversas atividades dentre as quais as mais destacadas quanto a importância pelos idosos foram a ginástica.37 demonstrar o que relata Fernandes e Santos (2010. pois constata-se que 66. p.. 6.8% foram remanejados da pastoral do idoso e 20. A forma de ingresso é meio controversa.6% vieram através de convite da secretaria da Assistência Social. quando menciona que [.55) quanto a política.

Este resultado vem confirmar o que garante o art. 5) ao mencionar. a educação. é obrigação da família. outras atividades) que venha incentivar a sua inserção no projeto. 26% é um ambiente que contribui para a melhoria da saúde e 40% é um espaço para a construção de novas amizades. ao esporte. a cidadania. conforme gráfico 5. diante disso. 3º do Estatuto do Idoso (2003. . que os idosos sofrem com dois problemas básicos a “inutilidade” ocupacional (própria do atual modelo econômico em que as pessoas servem apenas até certa idade) e o isolamento e neste contexto se destaca a importância do projeto. a efetivação do direito a vida. Outro ponto que vale ressaltar constatado durante a entrevista com os idosos foi a necessidade de estar promovendo ações como (transporte. ao lazer. ao trabalho. à dignidade. da sociedade e o poder público assegurar ao idoso com absoluta prioridade. a saúde.38 Quanto à importância do Projeto Alegria de Viver para os idosos 34% destacaram que é importante para a ocupação do tempo. p. da comunidade. a cultura. ao respeito e à convivência familiar e comunitária. 40% 34% 26% CONSTRUÇÃO DE AMIZADES OCUPAÇÃO DO TEMPO MELHORIA DA SAÚDE Gráfico 5 – Importância do Projeto Alegria de Viver para os idosos Percebe-se. a liberdade. a alimentação.

2221 (dois mil duzentos e vinte um) são pessoas idosas com mais de 60 anos.39 3. o que pode destacar ainda que para se ter uma política eficaz necessário seria 100% de cobertura. dos quais.2 ENTREVISTA COM A ENFERMEIRA DO PSF De acordo com a enfermeira chefe de uma unidade de PSF e uma das responsáveis pela atualização dos dados do SIAB – Sistema de Informação da Atenção Básica – os dados que se tem sobre a população idosa total do município de Montanha-ES são os referentes às áreas de cobertura dos PSFs – Programa de Saúde da Família. 1/5 da população está teoricamente sem assistência. conforme demonstrado no gráfico 6.2. pois. Pois. A saber. são conhecidos apenas 2. Outros 17% da população na recebem atendimento direto dos PSFs. os PSFs atendem a um total de 83% da população montanhense. Quanto à população idosa com mais de sessenta anos de idade percebe-se um descaso quanto às políticas públicas.221 (duas mil duzentas e vinte uma) pessoas idosas por meio de cadastros das quais apenas 250 . 83% 17% POPULAÇÃO ATENDIDA PELOS PSFs POPULAÇÃO NÃO ATENDIDA PELOS PSFs Gráfico 6 – População de idosos atendida pelos PSFs de Montanha-ES Essa realidade inviabiliza a promoção de qualquer política pública eficaz para a população.

3.3 DADOS DA COORDENAÇÃO DO PROJETO De acordo a entrevista informal com a coordenadora do projeto. faixa etária que mais precisam se fortalecer enquanto pessoas produtivas. conforme gráfico 7. Esse resultado demonstra que por parte da sociedade em geral a um certo preconceito. sendo que 76% são do sexo feminino e 24% são do sexo masculino. A questão da quantidade de componentes na família demonstra que os idosos estão sujeitos a viverem em . 1971 250 DESCONHECIDA PARTICIPAM DO PROJETO NÃO PARTICIPAM DO PROJETO RESTANTE DA POPULAÇÃO IDOSA Gráfico 7 – População Idosa do município de Montanha-ES Percebe-se que há um descaso e isolamento do idoso no município de MontanhaES pois. não são ofertadas políticas públicas que os atendam de modo integral e que seja estendida a toda essa população. no caso. existem 250 (duzentos e cinqüenta) idosos que fazem parte do projeto. o Projeto Alegria de Viver.2. A faixa etária que mais procura o grupo é de 62 (sessenta e dois anos) a 87 (oitenta e sete anos).40 (duzentos e cinqüenta) estão inseridas em projeto de políticas públicas específicas para tal população.

O beneficio mais recebidos pelos idosos é a aposentadoria o que se conclui que a maioria dos idosos sobrevivem com um salário mínimo. O que mais gostam de fazer é atividades físicas por melhora a saúde física. . o projeto entra como um ambiente de socialização. A doença que mais aflige s idosos e a hipertensão isso confirma que os idosos necessitam de mais cuidados e de uma alimentação mais saudável e balanceada.41 estado de solidão.

e elas garantem teoricamente uma vida mais digna aos idosos. . No entanto essa lei não esta sendo vista dessa forma por grande parte da sociedade. Com o aumentos da população idosa faz se necessário também a efetivação das políticas publicas.1 CONCLUSÃO Conclui-se que a população idosa vem crescendo muito.42 4 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES 4. De acordo com o estatuto do idoso art. porém não são efetivadas e grande parte da população idosas também não sabem de seus direitos. no Brasil. que proporcione a eles uma melhor qualidade de vida nesta fase. Para muitas famílias também os idosos vem se tornando um dos membros de grande importância para a família. por exemplo. “o envelhecimento e um direito personalíssimo e a sua proteção um direito social. haja visto que a aposentadoria ou outros benefícios sociais recebidos em muitas é a principal fonte de renda da família. o controle de natalidade dos paises. por exemplo. uso de medicamentos. que exige mudanças de hábitos alimentares. a uma perspectiva do aumento da população idosa para 2025 (dois mil e vinte e cinco) de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Porém quando o ser humano chega a velhice ele trás consigo uma serie de mudanças que vão ocorrendo com o passar dos anos. o que geralmente o beneficio recebido por eles se torna insuficiente para essa mudanças. e a importância de projetos como o Alegria de Viver para o município de Montanha – ES. Para atingir o resultado esperado neste trabalho teve como problema Como promover políticas públicas que garantam a (re) inserção dos idosos na sociedade?. 8º (2003). nos termos dessa lei e da legislação vigente”. mudanças essas relacionadas a saúde. Esta pesquisa desafia a diagnosticar o por que do isolamento dos idosos. Esse fato vem ocorrendo devido as varias mudanças ocorridas na sociedade nos últimos tempos como.

43 sendo este respondido com o objetivo geral e objetivos específicos e ainda no capítulo 3. quando se retrata a quantidade de idosos atendidos.2. item 3. item 3. esse foi respondido no capítulo 3. No segundo objetivo específico em que propôs entender se há isolamento do idoso na comunidade de Montanha. outras atividades) que venha incentivar a sua inserção no projeto. Pode evidenciar ainda que o envelhecimento populacional constitui uma realidade. O primeiro objetivo específico foi refletir sobre a importância do idoso no contexto geral e para a comunidade Montanhense. o artesanato. para os idosos.2.5 em que a promoção da política pública para o idoso é viabilizada a partir do momento em que a comunidade entender e conscientizar-se de sua importância. E finalmente o terceiro objetivo em que busca analisar e refletir a importância do projeto “Alegria de Viver” do município de Montanha – ES.1. a hidroginástica e a conversa com os amigos. o que destaca a importância da sociedade se preparar para proporcionar uma melhor qualidade de vida aos idosos.1 ao ser mencionado pelos idosos que o Projeto Alegria de Viver oferece diversas atividades dentre as quais as mais destacadas quanto a importância foram a ginástica. gráfico 5. item 3. este foi respondido no capítulo 3. uma vez que durante a coleta dos dados em nenhum momento foi mencionado a preocupação da comunidade neste sentido. pode afirmar que essa é falsa. quando mencionado pelos entrevistados a necessidade de estar promovendo ações como (transporte. item 3. quando os idosos mencionam a sua satisfação. é todos precisam se preparar para enfrentar a velhice .2.2 e capítulo 3. no desenvolvimento da teoria e capítulo 3. foi respondido no capítulo 2. ficando assim demonstrado a sua importância para esses cidadãos E por fim a hipótese formulada no item 1.1. O objetivo geral que propôs analisar e apontar atividades que possam promover e garantir a (re) inserção dos idosos na comunidade do município de Montanha como política pública. sendo respondido no capítulo 2. o coral.2.2. do decorrer do histórico sobre o idoso no município. item 2.

Uma das leis que foi criada de grande importância para os idosos a partir dos sessenta anos foi no Estatuto do Idoso. por parte do serviço social. O que precisa ficar claro para a sociedade é que os idosos fazem parte da historia é que não devem ser esquecidos. È função das políticas publicas articular as ações da iniciativa privada e comunidade cuidando assim da população de determinado local. pois menos da metade da população e atendida por ele e que ha um certo descaso pois nem os órgão públicos do município sabem da quantidade de idosos existentes no município. a educação e a ocupação. com a perca do companheiro(a) essa situação se agrava mais. por si só não se esgota o assunto. a efetivação das políticas publicas e nada mais que a forma de retribuir os benefícios por eles concedidos na sociedade. Para o profissional que ira trabalhar com idoso e necessário que este tenha uma preparação. é necessário que suas leis sejam efetivadas.2 RECOMENDAÇÕES Ao executar uma pesquisa. O aumento da perspectiva de vida trouxe consigo também maiores investimentos. sugere que novos estudos científicos sejam feito buscando alternativas que possam dinamizar tais pontos não atendidos. Assim. no entanto. 4. porém esta é uma políticas públicas que da certo e é um campo importantíssimo para o Serviço Social sendo que de acordo com a pesquisa ele vem trazendo bons resultados aos participantes. com um tempo começam a se sentir sem utilidade para a sociedade. a saúde. pois quando eles chegam a terceira idade eles trazem consigo varias rupturas. . para que os idosos tenham direito a vida ao lazer. Constata-se a necessidade de políticas de iniciativas que considerem a velhice enquanto etapa produtiva do ser humano. ao se aposentarem no inicio parece muito bom. e nesta sociedade capitalista que tem condições financeiras não que ficar velho estão sempre procurando se renovarem. se isolando ainda mais da sociedade.44 pois o envelhecimento e um processo gradativo e natural . no decorrer ficou claro que o Projeto Alegria de Viver é um projeto pouco conhecido por parte dos idosos do município.

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br/. Flávia da Silva. 2009.ed. 16 OLIVEIRA. OLIVEIRA.br/autor/Aulas /metodolo gia_cientifica.pdf>. turismo e políticas públicas para a terceira idade. Sylvia Costant. A. VERAS RP. O idoso participante da UNATI/UFES no contexto dos direitos sociais brasileiros.Euflasina Wand-Del-Rey . Revista de saúde pública. 2010. p.ebras. KALECHE. Disponível em: <www.pdf>. 23 SOUZA. 3. 20 RICHARDSON.cfh. William Costa.São Paulo: atlas. Acesso em: 18 maio./Adriano%20Cordeiro%20de%20Oliveira.. Envelhecimento populacional: uma realidade brasileira.46 15 OLIVEIRA . 19 RAMOS. Metodologia científica. 2010. 1999. Projeto Alegria de viver. O limpo e o sujo. A importância do idoso para a historia. São Paulo: Atlas. Tatiana Roberta de. FAETEC/IST Paracambi. 1996. Disponível em: <http://www. 2000. 24 VASCONCELOS. São Paulo: Martins Fontes. 3. Pesquisa social: métodos e técnicas.pdf> Acesso em: 05 Nov.pucpr.html#ixzz0t76Ke2kN>. Disponível em:<www. Prefeitura Municipal de Montanha-ES.bio.ufsc. Políticas públicas. 17 OLIVEIRA. 2009. 2010. 2010. et. educação e o protagonismo dos idosos na universidade.. al. Disponível em revista Cientifica Eletrônica Turismo. 25 VERGARA. 2006.com/articles/7747/1/Saude-EBem-Estar-Social-Uma-Abordagem-Qualitativa-Da-Insercao-Do-AssistenteSocial-No-Programa-De-Saude-Da-Familia-PSF/pagina1. . 2007. Disponível em: <http://www. 2008. Lazer. Acesso em: 18 mai. Adriano Cordeiro de. BR. 1999. ed. Rita de Cássia.webartigos. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 22 SEMS – MONTANHA-ES. 21 RODRIGUES. Eymard Mourão – Educação popular e a atenção à saúde da família.. 2010.Mucurici e Montanha: A ocupação de parte dos terrenos desconhecidos. 211 – 224. Aniele Zanardo.br/eventos/educere/educere2008/anais/pdf/786_362. Acesso em: 06 jun. Acesso em: 19 Mar. 26 VIGARELLO Georges. 18 PINHOLATO. Roberto Jarry. São Paulo: 1987.

47 APENDICES .

Como foi que o senhor (a) chegou ao grupo? ____________________________ 2.O grupo atende as suas necessidades? Se não atende.O que mudou na sua vida após a freqüência no grupo? ____________________ 5. Tempo que freqüenta o grupo: _____________________________________ Composição familiar: _____________________________________________ Doenças relacionadas a velhice: ____________________________________ Recebe beneficio: _______________________________________________ Tempo de residência no município: __________________________________ DADOS DIVERSOS 1.48 APÊNDICE A – FORMULÁRIO (IDOSO) * Amostra com 20 idosos (acima de 60 anos) DADOS SOCIO – ECONÔMICOS Nome: _____________________________________________ Sexo: ( ) Feminino ( ) Masculino Idade: ______________________. o que gostaria que mudasse? ________________________________________________________ .Como o senhor (a) ocupava seu tempo livre antes do grupo? ________________ 4.O que o senhor (a) mais gosta de fazer no grupo? ________________________ 3.

a qualquer tempo. de participar da pesquisa. esclarecimentos sobre esta pesquisa. (3) opção de solicitar que determinadas falas e/ou declarações não sejam incluídas em nenhum documento oficial. solicitar ou não inclusão em documentos de quaisquer informações que já tenha fornecido e desistir.ES. o que será prontamente atendido. recusar e dar informações que julgue prejudiciais a minha pessoa.49 APENDICE B . Nova Venécia . maiores esclarecimentos sobre esta pesquisa. Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Este documento visa solicitar sua participação na Pesquisa: Política Pública para o idoso: do isolamento a (re) inserção social. moral e social. Participantes: ___________________________________________________ Assinatura do Pesquisador: Larissa Alves de Andrade . a qualquer tempo. Declaro estar ciente das informações constantes neste Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. (2) possibilidade de negar-se a responder quaisquer questões ou a fornecer informações que julguem prejudiciais à sua integridade física. a qualquer momento de participar da pesquisa.UNIVEN. Esta pesquisa será utilizada como componente do Trabalho de Conclusão de Curso da Faculdade Capixaba de Nova Venécia-ES – UNIVEN. (4) desistir. Poderei pedir. 07 de junho de 2010. Fico ciente também de que uma cópia deste Termo permanecerá arquivada com o pesquisador do Trabalho de Conclusão de Curso da Faculdade Capixaba de Nova Venécia-ES .MODELO DO TERMO DE CONSENTIMENTO DO ENTREVISTADO. lhes são garantidos os seguintes direitos: (1) solicitar. responsável por esta Pesquisa. Por intermédio deste termo. a qualquer tempo.

50 ANEXOS .

51 ANEXO I – FOTOS DOS IDOSOS EM ATIVIDADES .

52 .

53 .

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