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A Técnica da VOZ CANTADA

Qualidade da Voz Vocalizes Considerações


A Altura Extensão e Agilidade
Intensidade Para Intensidade
O Timbre Mobilidade
A Homogeneidade Para Locução
A Afinação
O Vibrato
O Alcance da Voz Erros Técnicos-Causa e efeito
A Fadiga Vocal
Classificação da Voz O Maltrato Vocal
A Respiração Invertida
Fatores Predominantes A Rigidez Muscular
Fatores Secundários O Esforço Excessivo
Características Morfológicas A Voz Estridente
Vozes Masculinas
Vozes Femininas
O Falsete

A Função Vocal Percepção Musical

O Aparelho Respiratório Memória Auditiva


O Diafragma O Inconsciente
A Cinta Abdominal A Música e Você
A Laringe e as Cordas Vocais O Som e a Audição
Cavidade de Ressonância Percepção Sonora
O Sistema Auditivo
O Gesto Vocal Os Cuidados
O Canto e a Posição Fonatória
Os Graves e Agudos Preservação da Voz
Freqüência no Véu Palatino
A Voz como Instrumento O Mal do Fumo
O Cantar e a Respiração O Álccol
Respiração Costo-Abdominal Bebidas Geladas
Articulação ao Cantar Poluição
A QUALIDADE DA VOZ
CONSIDERAÇÕES INICIAIS.

A voz a serviço da música, utiliza o sopro e possibilita modular, enriquecer e sustentar


as sonoridades vocais e torná-las mais expressivas.
Nenhum instrumento é comparável a ela, sendo a única a ter o privilégio de poder unir o
texto à melodia. Mas, só emociona dependendo da sensibilidade e da musicalidade do
intérprete que, além das notas e palavras, necessita conceber em suas interpretações a
melhor forma de sentir e expressar e que não está escrito.
Para o cantor, a voz passa a desempenhar o papel de intrumento musical onde ele
desenvolve a atividade artística e intelectual a qual a inteligência participa, mas a
primazia é dada à expressão e à emoção. A voz é, para quem canta, o seu Eu interior
que de forma vibrante, libera pensamentos e sentimentos.
É também verdade que o cantor expressará de modos diferentes esse canto interiorizado
e sentido segundo sua concepção da obra a ser interpretada e das infinitas nuances da
sua voz. Seu poder expressivo refletirá tanto seu temperamento como sua personalidade.
A voz e a personalidade estão estreitamente relacionadas e são inseparáveis já que
traduzem o ser humano na sua totalidade.
Entre o corpo e a voz existe uma íntima relação. É com eles que o cantor exterioriza sua
afetividade e desempenha o papel intermediário entre o público e a obra musical. Mas,
para isso é ´preciso que ele possua uma técnica precisa e impecável a fim de poder
dominar as inúmeras dificuldades que vai encontrar.

OS PARÂMETROS
O cantor pode variar voluntariamente as qualidades integrantes da voz, seja ao mesmo
tempo ou isoladamente. No canto estas qualidades dependem da duração, dai a
necessidade de desenvolver uma tonicidade e agilidade muscular que respondam a este
imperativo.
Freqüentemente, é através do controle auditivo que o cantor modifica a qualidade de sua
voz. Mas é necessário, também que ele o faça por meio de uma técnica apropriada,
utilizando movimentos precisos e pela percepção de certas sensações musculares que
determinam as coordenações musculares, sendo elas funções destes diferentes
parâmetros. A Altura, A Intensidade, O Timbre, A Homogeneidade, A Afinação , O
Vibrato e O Alcance da Voz

A ALTURA

Para mudá-la a altura da voz, é preciso mudar a pressão expiatória. Isto é, modular o
grau de tonicidade da musculatura abdominal, assim como o volume das cavidades
supra-laringeas que modificarão a posição da laringe, o fechamento glótico, a
freqüência das vibrações das cordas vocais e o deslocamento da sensação vibratória
A INTENSIDADE

A intensidade da voz depende da pressão sub-glótica, ou seja da sustentação abdominal


que permite a potência. A intensidade se conretiza por uma sensação de tonicidade que
se distribui pelos órgãos vocais. Ela é percebida como uma energia transmitida, pouco a
pouco, ao conjunto das cavidades de ressonância e aos músculos faringo-laríngeos. O
cantor, durante o seu trabalho, deve ter conciência do dispêndio muscular que a
intensidade requer, da dinâmica vocal apropriada e generalizada que provocarão o
enriquecimento do aspecto sonoro.
A intensidade aumenta com a tonicidade e eastá associada à altura tonal, dependendo
das vozes, varia de 80 a 120 decibéis

O TIMBRE

É o resultado dos fenômenos acústicos que se localizam nas cavidades supra-laríngeas.


É modificando o volume, a tonicidade dessas áreas, assim como a dos lábios e das
bochechas, que o som fundamental, emitido pela laringe, vai ser enriquecido ou
embobrecido voluntariamente segundo a ordem, o número , a intensidade dos
harmônicos que o acompanham e que são filtrados nestas cavidades conforme a altura
tonal e a vogal.
( a, ã , e , é, ê , i , o , ó , u )
A riqueza do timbre está em função do uso dos resonadores, da pressão sub-glótica, da
posição mais ou menos alta da laringe, fechamento glótico e qualidade das mucosas,
condiçãoões estas, essenciais à qualidade do timbre, assim como da morfologia.
O timbre é definido de diferentes maneiras. Fala-se do seu colorido e estes está
diretamente relacionado com a forma dos ressonadores. Fala-se da amplitude que
corresponde às sonoridades extensas e redondas, do mordente, da espessura, do brilho
que cresce e decresce com as modificações da intensidade e estão em correlação com a
tonicidade das cordas vocais.
Estas diferentes formas acústicas são realizadas por mecanismos extremamente
delicados, por todo um conjunto de movimentos musculares e pela maior ou menor
tonicidade.
Mas o timbre pode ser tranformado com a utilização de certos métodos que o
modificam, enquanto é a realização do mecanismo fisiológico da voz que pemitirá
desenvolver e apreciar o timbre natural do cantor. O cantor pode variar voluntariamente
as qualidades integrantes da voz.

A HOMOGENEIDADE

É uma qualidade essencial, que está em função da distribuição das zonas de ressonância
e da fusão das diferentes sonoridades vocais dada sua interação permanente. Ela só pode
ser rea1izada pela harmonização progressiva de todos os órgãos indispensáveis a
fonação. Ou seja, por um sistema de compensação sobre toda a extensão e sobre todas
as vogais de modo a atenuar ou reforçar certos formantes.
A AFINAÇÃO DA VOZ

Ela é o par da homogeneidade. Trata-se da pressão e da tonicidade bem distribuidas que


irão determinar uma coaptação adequada das cordas vocais.
Assim como uma acomodação das cavidades de ressonância. A afinação é regulada por
movimentos extremamente delicados.
Pelo domínio de um conjunto de sensações as quais é preciso ficar muito atento
associado ao controle auditivo vigilante. Alguns cantores cantam "baixo” porque eles
não sustentam o sopro devido a uma hipotonia muscular. Outros cantam muito alto, eles
" empurram ", seja por excesso de pressão ou porque o sopro se gasta rápido demaiso O
som em geral localizado muito "em cima" é errado e desafina

O VIBRATO

Ele tem um efeito estético evidente e um papel primordial porque ele dá a voz sua
riqueza expressiva, sua leveza e seu poder emocional. Ele se caracteriza por modulações
de frequência, (na razão de cinco a sete vibrações por segundo), acompanhadas de
vibrações sincrônicas da intensidade de dois a três decibéis e da altura ¼ de tom e ½
tom que tem uma influência sobre o timbre. Estas flutuações são criadas pelo cantor e
tem uma ação musical importante.
O vibrato só se adquire a medida que o cantor domina sua técnica e realiza da melhor
maneira possível a junção faringo-laringea: seu mecanismo fisiológico corresponde a
finas tremulações do conjunto da musculatura respiratória e laríngea.
Sem vibrato a voz é achatada, inexpressiva e sem calor humano. O Vibrato não existe
nas crianças nem nas vozes incultas.
O ALCANCE DA VOZ

Quaisquer que sejam as mudanças de timbre, intensidade, altura ou as modificações das


condições ambientais, a técnica vocal deve permanecer a mesma. O cantor deve
simplesmente adaptá-la a estes diferentes parâmetros.
A voz produzida, se ressente, se transforma no interior de nossos órgãos. Do ponto de
vista funcional, o alcance vocal está sempre relacionado com a energia gasta e se traduz,
principalmente, pela consciência de uma tonicidade generalizada no corpo inteiro, às
sensações proprioceptivas mais perceptíveis e ao enriquecimento do jogo acústico do
timbre.
A voz, diferentemente dos outros instrumentos, não é materializada e por esta razão e
mais difícil de controlar. É por este motivo que o cantor deve ter a sua disposição, uma
técnica segura, consciente baseada nas sensações e movimentos precisos que lhe
permitirão não perder o domínio da voz quando estiver nas grandes salas, nas igrejas, ao
ar livre ou em locais desprovido de acústica.
Assim pode-se dizer que, a condição essencial para que a voz tenha alcance é o controlo
das sensações internas. São as sensações musculares que, particularmente, informam
sobre a atividade dos órgãos e seguindo-se a elas é a sensação de vibração que permite
situar o tremor vibratório. Isto é tão evidente que muitos cantores colocam a mão sobre
a caixa craniana para senti-lo melhor. Este procedimento não é recomendável, (Salvo
momentâneamente) pois quando é suprimido, o cantor tem a impressão de não ter mais
voz e fica desorientado.
O cantor sente a necessidade de localizar essas sensações e os instrumentistas também
as buscam. Alguns deles tocam com os olhos fechados para sentir as vibrações de seu
instrumento, juntar-se a ele, isolar-se do público e concentrar-se melhor. Por estas
mesmas razões a famosa cantora negra Marian Anderson cantava sempre de olhos
fechados.
Buscar o alcance da voz procurando lançá-la para "a frente" e um erro fundamental.
Esta atitude provoca a contração da laringe, das cordas vocais, que contraem as
cavidades de ressonância e passam a exercer uma pressão exagerada. Levam, pois, a um
esfôrço generalizado do corpo todo, com todas as conseqüências que isto pode ter sobre
a laringe e sobre o timbre. Não é por um excesso de intensidade que a voz terá um
melhor alcance. Antes de tudo, o que importa é poder realizar uma distribuição do
trabalho muscular, bem como adotar as corretas atitudes orgânicas, a fim de obter uma
voz homogênea que possua, desde a saída dos lábios, o máximo de riqueza acústica.
A CLASSIFICAÇÃO VOCAL
Considerações:
Para um professor inexperiente. É um problema difícil e delicado. E também um
problema sério pois dela vai depender a carreira do cantor. Existem vozes naturais que
podem ser imediatamente classificadas. Outras, mais numerosas, só podem ser
classificadas após longos meses. De uma forma geral, os professores de canto confiam
no seu ouvido, na facilidade do aluno para o grave ou para o agudo, na tessitura, e
principalmente no timbre. Mas a apreciação de sua qualidade varia com cada indivíduo!
Não podemos tomar como referencia somente o gosto do professor ou do aluno, nem o
resultado da técnica de alguém que não é mais um iniciante. Esta última seria
conseqüência de uma pesquisa sistemática da ressonância palatal, nasal, bucal, sendo
importante que, através de um trabalho bem adaptado, se possa distribuí-las
harmoniosamente, obtendo-se desta forma as características acústicas do timbre natural
do cantor.
Para ser válida, a classificação da voz deve ser feita, principalmente, sobre as bases
anatômicas, morfológicas e acústicas. É preciso considerar vários
fatores, dos quais uns são predominantes e outros são secundários.

FACTORES PREDOMINANTES.

1 - A tessitura - é o conjunto de notas que o cantor pode emitir facilmente.


2 - A extensão vocal - abrange a totalidade dos sons que a voz pode realizar.
A extenssão vocal pode variar de acordo com :
2.1 - A forma e o volume das cavidades de ressonância.
Que são variáveis para cada indivíduo.
2.2 - O comprimento_ e a espessura das cordas vocais.
2.3 - O timbre que é uma qualidade do som que permite diferenciar cada pessoa, de
reconhecê-la...Ele é apreciado de modos diferentes.
1 - A capacidade respiratória e o desenvolvimento torácico e abdominal.
2 - A altura tonal da voz falada, desde que o sujeito utilize aquela que corresponde à
sua constituição anatômica.
3 - A amplitude vocal que indica uma voz com sonoridades amplas, arredondadas sobre
toda a extensão vocal.
4 - A intensidade que permite a potência sem esforço.
5 - O temperamento que representa o conjunto das qualidades do cantor em relação às
suas possibilidades vocais.
6 - As características morfológicas. Geralmente admitimos que um tenor ou um
soprano são brevilíneos, baixos e gordos, que um baixo ou um contralto são altos e
magros… Mas isto não é uma constante. Há tantas exceções que estes fatores não
podem ser considerados como determinantes. Eles podem apenas confirmar os fatores
predominantes e facilitar a classificação.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS

Geralmente admitirnos que um tenor ou um soprano são brevilineos, baixos e gordos,


que um baixo ou um contralto são altos e magros!... Mas isto não é uma constante. Há
tantas exceções que estes fatores não podem ser considerados como determinantes. Eles
podem apenas confirmar os fatores predominantes e facilitar a classificação.
Devemos considerar, também, que numerosas pessoas apresentam desarmonias nos
órgãos vocais e respiratórios. Desta forma podemos encontrar cantores com cordas
vocais grandes e caixas de ressonância pequenas, ou uma capacidade respiratória
insuficiente, ou pequenas cordas vocais com um grande ressonador , ou uma laringe
assimétrica: uma corda vocal ou uma aritenoide mais desenvolvida de um lado, uma
assimetria faringo-laringea provocada por uma escoliose cervical.
Tudo é possível! Quando existe muita discordância, a voz, mesmo sendo muito bela,
será curta, ela terá poucos graves ou um agudo limitado. Mas quando estas
discordâncias são pouco sensíveis, dada a capacidade de adaptação dos orgãos vocais e
se utilizamos uma boa técnica respiratória, elas poderão ser compensadas com eficácia.
Sabemos que um cantor pode produzir sons que parecem ser de boa qualidade, mas
emitidos com péssimas coordenações musculares, o que leva mais ou menos
rapidamente, a dificuldades vocais. Acontece também que uma pessoa adquire um
timbre particular por mau hábito, por uma técnica mal adaptada ou por imitação. Ela
pode estar cantando numa outra categoria de voz, forçando nos graves, ampliando
anormalmente sua extensão em direção aos agudos etc... Pois, quando é jovem, o cantor
pode fazer de tudo com sua voz e portanto pode mudar seu timbre natural. Estas
multiplas modificações podem ser explicadas pelas possibilidades de adaptação das
cavidades de ressonância, que permitem uma grande variedade de coloridos utilizados
de maneiras diferentes dependendo do caráter da obra musical.
É importante saber que a classificação da voz falada se processa como a da voz cantada.
É o mesmo instrumento, a mesma constituição anatômica, a mesma função fisiológica.
Deve haver concordância entre as duas vozes, tanto para o timbre como para o modo de
emissão. Caso contrário, ou o cantor esta mal classificado, ou ele modifica a altura tonal
da voz falada, geralmente tornado-a mais grave. De qualquer modo, é prejudicial para
um cantor, falar ou cantar com uma voz que não corresponda a sua constituição
anatômica. Portanto, quando se fala é preciso lembrar daquilo que chamamos "0 uso
primordial da voz".
Para um soprano é aproximadamente o re 3 para um mezzo si 2 e para um contralto, sol
2. Em definitivo, o melhor critério para a classificação do cantor é quando a emissão se
apóia no bom uso do sopro, o que é obtido graças ao controle das atitudes fonatórias e
articulatórias corretas. Pois não podemos classificar uma pessoa que faça um esfôrço,
seja ao nível da respiração ou dos órgãos vocais e que não saiba usar a respiração nem
as cavidades de ressonância.
Temos seis categorias principais para classificar as vozes das mulheres e dos homens.
Em cada uma delas encontramos diferenças de extensão. Estas podem variar de algumas
notas, de intensidade, de amplitude vocal, de volume e de timbre. Estas particularidades
justificam sub-categorias e usos variáveis.
Duas vozes não fazem parte da classificação habitual. São elas: a voz de apito e a voz de
falsete.
A voz de apito é muito rara. Ela permite, a um soprano agudo, acrescentar algumas
notas a extensão normal e chegar a atingir o dó6. Nesta tessitura, as cordas vocais
apresentam uma pequena fenda fusiforme.

VOZES MASCULINAS.

(extensão das vozes)

Tenor Voz Aguda


Do2 ao Ré4
Barítono Voz Intermediária
Sol1 ao Lá3
Baixo Voz Grave
Do1 ao Fá3

Derivações da sub-classificação DAS VOZES MASCULINAS


TENOR
Contratenor - Voz de homem muito aguda, que iguala ou mesmo ultrapassa em
extensão a de um contralto (Voz Grave Feminina). Muito apreciada antes de 1800, esta
é a voz dos principais personagens da ópera antiga francesa (Lully, Campra, Rameau),
de uma parte das óperas italianas, do contralto das cantatas de Bach, etc.
Tenor ligeiro - Voz brilhante, que emite notas agudas com facilidade, ou nas óperas
de Mozart e de Rossini, por exemple, voz ligeira e suave. Exemplo: Almaviva, em Il
barbiere di Siviglia [O brabeiro de Servilha], de Rossini; Tamino, em Die Zauberflöte
[A flauta Mágica], de Mozart.
Tenor lírico. Tipo de voz bem próxima da anterior, mais luminosa nos agudos e ainda
mais cheia no registro médios e mais timbrada.
Tenor dramático - Com relação à anterior, mais luminosa e ainda mais cheia no registro
médio. Exemplo: Tannhäuser, protagonista da ópera homônima de Wagner

BARÍTONO
Barítono "Martin", ou Barítono francês - Voz clara e flexível, próxima da voz de
tenor. Exemplo: Pelléas, na ópera Pelléas et Mélisande, de Debussy.
Barítono verdiano - Exemplo: o protagonista da ópera Rigolleto, de Verdi.
Baixo-barítono - Mais à vontade nos graves e capaz de efeitos dramáticos. Exemplo:
Wotan, em Die Walküre [A Valquíria], de Wagner.

BAIXO
Baixo cantante - Voz próxima à do barítono, mais naturalmente lírica do que dramática.
Exemplo: Boris Godunov, protagonista da ópera de mesmo nome, de Mussorgski.
Baixo profundo - Voz de grande extensão a amplitude no registro grave. Exemplo:
Sarastro em Die Zauberflöte [A flauta mágica] de Mozart.

VOZES FEMININAS

(extensão das vozes)

Soprano Voz Aguda


Dó3 ao Fá5
Mezzo Voz Intermediária
Lá2 ao Si4
Contralto Mi2 ao Lá4 Voz Grave

Derivações da sub-classificação DAS VOZES FEMININAS


SOPRANO
Soprano coloratura (palavra italiana), ou soprano ligeiro, o termo coloratura
significava, na origem, "virtuosismo" e se aplicava a todas as vozes. Hoje, aplica-se a
um tipo de soprano dotado de grande extensão no registro agudo, capazes de efeitos
velozes e brilhantes. Exemplo: a personagem das Rainha da Noite, em Die Zauberflöte
[A flauta mágica], de Mozart.
Soprano lírico. Voz brilhante e extensa. Exemplo: Marguerite, na ópera Faust [Fausto],
de Gounod.
Soprano dramático. É a voz feminina que, além de sua extensão de soprano, pode
emitir graves sonoras e sombrias. Exemplo: Isolde, em Tristan und Isolde [Tristão e
Isolda], de Wagner.

MEZZO
Ou Mezzo-soprano (palavra italiana). Voz intermediária entre o soprano e o
contralto. Exemplo: Cherubino, em Le nozze di Figaro [As bodas de Fígaro]
CONTRALTO
Muitas vezes abreviada para alto, a voz de contralto prolonga o registro médio em
direção ao grave, graças ao registro "de peito". Exemplo: Ortrude, na ópera Lohengrin,
de Wagner
O FALSETE

A voz de falsete é utilizada para alongar a extensão vocal e no momento da passagem


para o falsete, acontece um descanso laríngeo. É uma caracteristica das vozes
masculinas e a coaptação das cordas vocais é incompleta, e a sua junção em
profundidadfe está reduzida. O gasto de ar é muito grande. Esta voz não pode ser
aumentada ou diminuida e carece de harmônicos agudos.

A FUNÇÃO VOCAL

A função vocal é um conjunto, um todo inseparável e homogêneo, determinado pela


interação entre os diferentes órgãos vocais e respiratórios. É uma atividade muscular
que só pode se desenvolver e adquirir qualidades emocionais e expressivas buscando
um conjunto de sensações proprioceptivas e cinestesicas que se apóiam nas leis da
física, da acústica, da fonética e da fisiologia dos órgãos.
Ela é vivida como um fenômeno vibratório e como uma sensação global de movimentos
e de trabalho muscular. No que diz respeito a respiração esta é sentida, principalmente,
como uma sensação de resistência, de sustentação firme e ágil ao nível da cinta
abdominal, do grande reto, da parte inferior do tórax e da região para-vertebral.
Esta sensação de tonicidade muscular que é, ao mesmo tempo, uma sensação de
mobilidade e de movimentos, informa sobre a atividade dos órgãos, sobre sua posição,
seu grau de flexibilidade e eficácia.
Quanto às cavidades supra-laringeas, é preciso buscar uma sensação de a1argamento, de
afastamento dos pilares que vai repercurtir ao nível do véu palatino e da parede
faringea. É ao mesmo tempo a consciência de um trabalho muscular necessário para a
preparação de uma forma, uma atitude na qual os fenômenos acústicos e articulatórios
vão se realizar normalmente e estarão associados a uma ligeira tensão, muito difusa, da
musculatura da laringe.
O trabalho dos músculos, os movimentos dos orgãos, e a consciência do tremor
vibratório estão associados a propagação da onda sonora através da cavidade faríngea
que segue a parede músculo- membranosa situada ao longo da coluna vertebral. É aí o
lugar da voz como dizem os cantores.
Lugar este que eles buscam com a ajuda
de sons de boca fechada, meio utilizado
para chegar a um resultado sonoro, a uma
sensação vibratória sentida de modos
diferentes segundo a mobilização da
laringe, a riqueza harmônica do som
laríngeo e a altura tonal.
Estas sensações não são percebidas pelo
ouvinte, mas são essenciais para o cantor.
Elas constituem um meio eficaz de
domínio após um longo treinamento. O
conjunto destas sensações deve ser
completado pelo controle audio-fonatório, isto é, pela escuta da propria voz, já que o
rendimento acústico e controlado pelo ouvido, o que permite avaliar e apreciar a
qualidade dos sons. Assim o cantor utilizará, por um lado as possibilidades de dominar
a voz que ele escuta por via aerea e, por outro lado, um conjunto de vibrações buco-
faringeas, nasais e laringeas que chegam ao ouvido intemo por intermédio da via óssea.
Para os sons graves, chegam pelos músculos abaixadores da laringe, para os agudos,
pelos músculos elevadores deste órgão.
As sensações auditivas variam em função do lugar onde o cantor se encontra e em
função da acústica. Algumas vezes lhe parece que sua voz vibra demais. Outras vezes,
ele escuta mal e sua voz Ihe parece ensurdecida. Se o cantor não quiser forçar a sua voz,
deverá estar atento às sensações intemas -musculares e vibrat6rias pois estas não variam
e não dependem do lugar onde ele se encontra.
A aquisição da voz cantada se dá, pois, como auxilío destas sensações, que são o
resultado das atitudes e das relações complexas cuja conscientização é indispensável
para a qualidade e estabilidade vocal.
Aos principiantes é preciso dar informações sensoriais e vibratórias, através de
exercícios e de procedimentos complementares, que permitam as coordenações
musculares que agem diretamente sobre a respiração e ao mesmo tempo sobre os órgãos
vocais e articulatórios. É para facilitar a pesquisa destas diferentes sensações, que os
professores de canto utilizam um vocabulário de expressões imaginárias, de metáforas,
de evocações subjetivas acrescentadas da representação mental do som , de seu
colorido, de seu mecanismo, o que indiretamente acarretara a postura fonatória .
O professor deverá dar exemplos e explicações coerentes e válidas que permitirão, ao
aluno, encontrar um equilíbrio entre a pressão expiratória e a emissão vocal,
concretizada por uma dinâmica generalizada

O APARELHO RESPIRATÓRIO

O aparelho respiratório compreende o tórax no interior do qual se encontram os


púlmões. O tórax e composto de doze pares de costelas, fixas atrás na coluna vertebral,
que formam uma curva côncava para dentro e inclinada para baixo. Por intermédio das
cartilagens costais. Elas se inserem no osso esterno, na frente, com exceção das duas
últimas costelas, as flutuantes, que permitem uma maior mobilidade da parte inferior do
tórax no sentido antero-posterior e lateral.
As costelas estão ligadas umas as outras por músculos inspiradores e expiradores. Um
conjunto muscular muito poderoso recobre a caixa torácica e permite os movimentos
necessários a entrada e saída do ar pulmonar.

VISTA DOS DOZE PARES DE COSTELAS DO TÓRAX


ESCÁPULA ESTERNO
1 - ACRÔMIO 11 - INCISURA JUGULAR
2-PROCESSO CORACÓIDE 12 - MANÚMBRIO
3 - CAVIDADE GLENÓIDE
4 - COLO DA ESCÁPULA
5 - INCISURA DA ESCÁPULA
6 - FOSSA SUBESCAPULAR

Inspira, expira. Inspira, expira. Entra o ar, sai o ar. É assim o tempo todo! Você pode
estar na escola, correndo, comendo, vendo tevê, dormindo – não importa. Lá está você:
inspirando, expirando, puxando ar, mandando ar embora.
Mas por quê a gente respira?
Porque somos formados por células, milhões de células, e cada uma precisa de um
pouco de ar. Tem que ter ar para todas! E quando a gente faz um exercício físico, como
dançar ou jogar futebol, as células precisam de mais ar. Por isso a gente respira mais
depressa e o nosso coração bate mais forte. Mais ar! Mais ar!
A respiração é a função mediante a qual as células vivas do corpo tomam oxigênio (O2)
e eliminam o bióxido de carbono (CO2).
É um intercâmbio gasoso (O2 e CO2) entre o ar da atmosfera e o organismo.
O sangue circula dentro de diminutos vasos adjacentes a cada célula corporal e são os
glóbulos vermelhos do sangue que levam oxigênio aos tecidos e extraem bióxido de
carbono.
Nos pulmões, os glóbulos vermelhos descarregam seu bióxido de carbono no ar e dele
tomam sua nova carga de oxigênio. O processo se chama hematose.
O sistema respiratório está formado por:
Vias respiratórias: cavidades nasais, nasofaringe, traquéia, árvore bronquial; que
conduzem, aquecem, umedecem e filtram o ar inalado de partículas de pó e gases
irritantes, antes de sua chegada à parte pulmonar. Parte respiratória dos pulmões,
formada pelos pulmões com os bronquíolos respiratórios, os alvéolos pulmonares e o
tecido elástico.
Todas as vias respiratórias, das narinas até os bronquíolos terminais, se mantêm úmidas
pela presença de uma capa de células (epitélio) que produz uma substância chamada
muco. O muco umedece o ar e impede que as delicadas paredes alveolares se sequem,
ao mesmo tempo que apanha as partículas de pó e substâncias estranhas. Também há
células ciliadas. Os cílios são espécies de pelos na superfície da célula que têm um
movimento ondulatório. Esses movimentos fazem com que o muco flua lentamente até
a laringe. Depois o muco e as partículas que levam presas são deglutidos ou expelidos
pela tosse.

A tosse.
A respiração é uma das funções essenciais do organismo. Consiste em fornecer oxigênio
ao sangue, oxigênio esse que será levado a todas as células. Sem oxigênio, os tecidos, e,
portanto, o organismo inteiro, não poderiam viver. O oxigênio está contido no ar e o ar
entra em contato com o sangue, mediante um aparelho chamado "respiratório". Permite
ele as trocas entre o sangue e o ar: o ar cede ao sangue o oxigênio; o sangue, por sua
vez, por meio dos pulmões, abandona o anidrido carbônico que é um produto de
rejeição da respiração das células. A respiração se exerce por meio de uma série de atos
tais que permitem a passagem do ar através das vias respiratórias.
Começando pelo nariz, que é onde a gente pega o ar. Dentro do nariz, há um monte de
pêlos. Eles servem como um filtro, já que o ar pode estar sujo.
E, contra a sujeira, espirro nela! Sim, é um dos motivos por que a gente espirra.
Para expulsar impurezas que vêm junto com o ar inspirado. Imagine – argh – que um
mosquito entra no seu nariz. Ele vai ficar preso nos pêlos, aí seu corpo vai expulsar um
monte de ar, fazendo uma ventania. É o espirro! O mosquito vai sair a mais de 160
quilômetros por hora! E já vai tarde.
O ar pode entrar pela boca também, mas nesse caso não é filtrado. É por isso que dizem:
em boca fechada não entra mosquito. Para o ar, a boca deve ser como uma rua de mão
única: só saída.
Do nariz ou da boca, o ar passa por um grande túnel, cheio de estações, como a linha do
metrô. No começo do túnel há um portão, a glote. Ela só deixa entrar o ar, impedindo
que alimentos passem.
A primeira estação é a laringe, muito importante para a voz. Por isso que a gente fica
rouco quando tem laringite: é quando a laringe está doente.
Em seguida, vêm as cordas vocais. São elas que regulam o ar, quando a gente fala
grosso ou fino.
Logo embaixo vem a traquéia. É a última estação antes de chegar aos pulmões – ou a
primeira quando o ar está saindo. Como o nariz, a traquéia tem um filtro de pêlos, que
não deixa que nenhuma partícula passe para os pulmões: próxima parada...
No começo dos pulmões estão os brônquios. A gente só lembra deles se tem bronquite,
mas são muito importantes. Os brônquios formam uma rede através do pulmão, levando
o ar por caminhos cada vez mais estreitos até os alvéolos. A bronquite faz esses
caminhos ficarem muito mais estreitos, causando falta de ar.
Alvéolos pulmonares, a estação terminal do sistema respiratório. Aqui o ar é passado ao
sangue e começa outra viagem. Para a gente, o principal componente do ar é o oxigênio.
Então o sangue vai pegar o oxigênio com seus glóbulos vermelhos e levá-lo até as mais
remotas células. Pensa que demora? Que nada, isso acontece muitas vezes por minuto.
É nos alvéolos também que chega o sangue sujo, com o ar usado. Lembra que o coração
manda o sangue sujão para o pulmão? Quando você respira, as células transformam o
oxigênio em gás carbônico. Os alvéolos pegam esse ar usado e mandam embora, pelo
mesmo caminho por onde entrou: brônquios, traquéia, cordas vocais, laringe, nariz ou
boca.
Então quer dizer que, quando a gente fala, nossas palavras estão cheias de significado
e... gás carbônico!? Pois é.
A peça central do movimento da respiração é o diafragma. Ele fica logo abaixo da caixa
torácica. Para o ar entrar, ele abaixa e empurra o estômago. Para expulsar o ar, ele dá
um empurrão para cima. Portanto, quando você fala, é o diafragma que está mandando o
ar para cima.

Soluços - Quem não tem?


É raro encontrar alguém que não teve durante a vida uma crise de soluço. E existem
outras pessoas que apresentam crises periódicas, quase mensais, tomando sua vida um
inferno.
O soluço decorre da contração involuntária e repetida do músculo diafragma, que separa
o tórax do abdômen. O diafragma é o elemento mais importante da respiração, sendo
inervado pelo frênico, que sai da medula na altura da coluna cervical. O ruído
característico do soluço decorre do fechamento súbito da glote, com vibrações das
cordas vocais.
Portanto, o soluço é provocado pela irritação do diafragma. Assim, qualquer situação
que imite o nervo frênico ou diretamente o músculo, acontece o soluço. As crises
agudas de soluço são leves e passageiras, tornando impossível descobrir a causa, porém
regridem espontaneamente. Entre as causas agudas de soluço, podemos mencionar a
ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, bebidas quentes ou irritativas (café, etc.),
alimentação excessiva ou agressiva (condimentos em geral), aerofagia (ingestão de ar),
enfim, tudo que pode ocasionar irritação do esôfago, estômago e do nervo frênico.
As pessoas excessivamente ansiosas (neuroses em geral), com maus hábitos alimentares
(comer rápido, não mastigar bem, etc.), portadores de doenças intestinais etc.,
geralmente engolem ar numa quantidade exagerada, causando a síndrome da bolha
gástrica. A distensão aguda do estômago determina então, dores intensas e soluços.
Cerca de 20 a 60% do gás no tubo digestivo provém do ar deglutido, todavia a ingestão
excessiva determina a aerofagia.
Com a finalidade de aliviar a sensação prolongada de distensão, o indivíduo tenta
expulsar o ar pelo arroto ou eructação, piorando ainda mais a situação. Com efeito, em
decorrência do arroto, o indivíduo engole mais ar num círculo vicioso interminável. O
mesmo acontece com os lactentes, que ao mamarem engolem ar, provocando uma
dilatação do estômago, que pode terminar em soluço. Por isso, os pediatras recomendam
a posição vertical dos bebês após a mamada, que facilita a eliminação do ar pelo arroto,
eliminando a causa do soluço. Se o lactente permanecer deitado no berço o soluço
persiste, provocando o vômito.
Os soluços crônicos e prolongados são indicadores de doenças graves, como as neurites
do nervo frênico (herpes zoster. difteria, hanseníase, sífilis, etc.), doenças pulmonares
(pneumonias, neoplasia, abscessos, água na pleura, etc.), enfermidades do esôfago
(megas, tumores, regurgitação, etc.), do estômago (câncer, úlceras, gastrites, etc.), do
intestino (úlceras, tumores, etc.), do fígado (cirrose, hepatites, tumores, etc.), do
pâncreas (pancreatites, etc.) e até do aparelho urinário (pedras, neoplasias, etc) e do
cérebro (tumores).

Os indivíduos terminais, com distúrbios metabólicos importantes (uremia, amoniemia,


etc.) ou com distúrbios respiratórios (acidose, alcalose, etc.), também apresentam
soluços intermináveis e de tratamento problemático. O soluço aparece mais no sexo
masculino do que no feminino, sem se saber por quê. Em geral, regride de maneira
espontânea, sem causar qualquer tipo de prejuízo. Entre as soluções caseiras para os
soluços esporádicos, citam-se interromper a respiração por alguns segundos ou respirar
dentro de um saco de papel (nunca de plástico), pois o acúmulo de gás carbônico no
sangue inibe a contração do diafragma, parando o soluço. Ainda beber água gelada
rapidamente e engolir pão seco ou gelo triturado.
O susto não exerce qualquer efeito na mecânica do soluço. Se for criança provoca
angústia e medo, sem resolver o problema. O tratamento do soluço crônico necessitada
descoberta e solução da causa básica ou doença primária. Pode-se usar remédios, como
o amplictil, até o bloqueio anestésico dos nervos que controlam o diafragma,
provocando a sua paralisação. Portanto, o fundamental no soluço é descobrir a causa
que irrita o músculo diafragma, através de exames de laboratório, sob a orientação
médica
Às vezes a gente está comendo e engole ar junto. Então a glote fica confusa, não sabe se
abre, se fecha... E o diafragma entra em ação, empurrando ar para cima para expulsar
algum alimento que possa ter entrado.
Aí, para o soluço ir embora, cada um tem uma receita: beber água pulando num pé só,
prender a respiração e contar até 83, pular corda enquanto assovia o hino nacional e
outras loucuras.

As vias respiratórias
As vias respiratórias são constituídas por uma série de dutos que permitem ao ar passar do
ambiente externo aos pulmões e vice-versa. O ar entra pelo nariz percorre as fossas nasais e passa
para a faringe; daí desce pela laringe que é continuada pela traquéia. Esta, chegando no tórax, se
bifurca em dois ramos, o brônquio direito e o brônquio esquerdo que chegam aos respectivos
pulmões. Para a respiração contribui também a caixa torácica, da qual os movimentos de expansão
e de redução são essenciais para que o ar possa entrar e sair das vias respiratórias.
Fossas nasais e faringe, mesmo fazendo parte das vias respiratórias, desempenham ainda outras
funções: as fossas nasais são a sede do sentido do olfato, enquanto a faringe pode ser considerada
também um órgão do aparelho digestivo desde que por ela (ou melhor, pela porção faringe que está
atrás da boca) passa o bolo alimentar, além do ar.
A laringe, a traquéia, os brônquios e os pulmões são, ao contrário, órgãos unicamente respiratórios
e não tem outras funções. Ocupar-nos-emos aqui destes órgãos, enquanto as fossas nasais e a
faringe terão o seu lugar nos capítulos dedicados aos órgãos do sentido e ao aparelho digestivo.
A DINÂMICA DA RESPIRAÇÃO
Pode dividir-se em distintos processos:
1. Inspiração: Consiste na entrada de ar até os
alvéolos pulmonares. Ingressa oxigênio.
2. Processo de intercâmbio de oxigênio e bióxido de
carbono entre os alvéolos pulmonares e o sangue; e
transporte do sangue aos tecidos.
3. Expiração: consiste na saída do ar dos alvéolos
pulmonares para o exterior. Elimina-se bióxido de
carbono.
O oxigênio ingressa pela narina, atravessa a faringe,
a laringe e traquéia. A traquéia se ramifica em dois
brônquios, que se dirigem cada um a um pulmão.
No pulmão os brônquios vão se dividindo e, ao
mesmo tempo, diminuem seu calibre até formar os
bronquíolos.
Esses continuam se dividindo em condutos ainda
menores até o bronquíolo terminal ou respiratório, que formam finalmente os sacos aéreos ou
alvéolos. Em volta de cada alvéolo há uma rede de capilares sangüíneos. Nos pulmões o oxigênio
passa por difusão dos alvéolos aos capilares sangüíneos e o bióxido de carbono dos capilares para
os alvéolos.
Nos tecidos corporais o oxigênio passa do sangue e líquidos corporais às células, e o bióxido de
carbono no sentido oposto, também pelo processo de difusão. As funções metabólicas normais das
células requerem um fornecimento constante de oxigênio e, por sua vez, produzem bióxido de
carbono como resíduo, portanto a carga de bióxido de carbono nas células é maior e a de oxigênio é
menor em relação à dos capilares, o que produz a difusão de uma zona de maior concentração a
outra de menor.

Órgãos do sitema respiratório

O NARIZ
Os ossos das cavidades nasais estão revestidos por uma capa de células (epitélio) que secreta uma
substância chamada muco. Tem uma rega sangüínea abundante.
Quando os vasos se dilatam e secretam muco em excesso, produz-se o congestionamento do nariz
A traquéia se divide em dois brônquios, um direito e outro esquerdo, que se dirigem até os pulmões. Ambos
têm pouco mais da metade do calibre da traquéia, sendo o direito mais amplo do que o esquerdo. Este é mais
amplo porque o pulmão direito é mais volumoso do que o esquerdo. O brônquio direito se divide em três
brônquios secundários, correspondentes cada um a cada lóbulo do pulmão direito. Dos três brônquios
secundários nascem 10 segmentários ou terciários:
3 para o lóbulo superior.
2 para o lóbulo médio.
5 para o lóbulo inferior.
É possível distinguir 10 segmentos bronco-pulmonares.
O brônquio esquerdo se divide em dois brônquios secundários, correspondentes cada um a cada lóbulo do
mpulmão esquerdo. Os brônquios secundários se dividem em 8 brônquios terciários:
4 para o lóbulo superior.
4 para o inferior.
Portanto, o pulmão esquerdo compreende 8 segmentos.
À medida que se dividem, os brônquios vão fazendo-se progressivamente de menor calibre até passar a
dimensões microscópicas e então tomam o nome de bronquíolos. As divisões repetidas dos bronquíolos dão
lugar aos bronquíolos terminais ou respiratórios, que se abrem no conduto alveolar, do qual derivam os sacos
aéreos. A parede de cada conduto alveolar e saco aéreo está formada por várias unidades chamadas alvéolos.
Árvore brônquio - bronquiolar: Os brônquios, começam na traquéia, penetram no pulmão depois de um curto
trajeto e ali se dividem originando 3 brônquios secundários no pulmão direito e 2 no esquerdo. A partir destes, a
árvore bronquial se ramifica dicotomicamente em forma desigual. As primeiras 9 à 12 divisões constituem os
brônquios; as ramificações seguintes constituem os bronquíolos, dentro dos quais se distinguem
sucessivamente os bronquíolos propriamente ditos, os bronquíolos terminais e os bronquíolos respiratórios.
Estes se ramificam dando lugar aos condutos alveolares que ao mesmo tempo originam os sacos alveolares ou
alvéolos onde se produz o intercâmbio gasoso.
Nos brônquios intrapulmonares, os anéis são substituídos por placas irregulares distribuídas em toda a
circunferência do conduto e cuja importância decresce gradualmente até que desaparecem nos bronquíolos. Os
brônquios não tem cartilagem e possuem uma armação de fibras elásticas e reticulares que se prolongam na
parede alveolar.

Árvore bronquial. 1)Cartilagem tireóide; -2)Cartilagem cricóide;


-3)Traquéia; -4)Bifurcação da traquéia; -5)Brônquio direit;o -6)Brônquio
esquerdo; -7)Brônquio do lobo superior do pulmão direito; -8)Brônquio do
lobo médio do pulmão direito; -9)Brônquio do lobo inferior do pulmão
direito; -10)Brônquio do lobo superior do pulmão esquerdo; -11)Brônquio
do lobo inferior do pulmão esquerdo; -12)Bronquíolos, últimas
ramificações.
Os brônquios são a direta continuação da traquéia. Esta, terminado o seu trajeto
vertical, se bifurca em dois ramos, que são justamente os brônquios. O brônquio
direito se dirige ao pulmão direito e se divide ,em três ramos, um para cada lobo
pulmonar. O brônquio esquerdo entra no pulmão esquerdo e se divide só em dois
ramos, porque o pulmão esquerdo só tem dois lobos.
Cada ramo se divide sucessivamente em ramos, sempre menores. Os brônquios têm
importantes relações com os órgãos vizinhos: o brônquio esquerdo é contornado
pela croça da aorta; o brônquio direito está em relação direta com a veia cava
superior, que lhe fica adiante.
O comprimento da parte extrapulmonar dos brônquios é muito reduzido:5 a 6
centímetros à esquerda; 2 a 3 centímetros à direita. O seu diâmetro é, também, no
máximo, de 1,5 centímetros.
Também os brônquios são formados de anéis cartilaginosos, mas a sua estrutura
muda aos poucos à medida que eles se ramificam e se tornam sempre mais
delgados. A mucosa também é forrada de células cilíndricas com cílios vibráteis, as
quais, todavia, ao nível dos brônquios menores (bronquíolos ), se transformam em
células cúbicas sem cílios.
Os brônquios estão em relação, justamente ao nível da bifurcação da traquéia, com
um grupo de gânglios linfáticos muito importantes, chamados tráqueo-bronquiais.
São eles a sede da adenopatia tráqueo-bronquial, freqüente nas crianças e conexa
com a infecção tuberculosa.

_A Função Vocal ___ _--________página_ 18

O Diafrágma

_____O tórax está separado do abdômen por um músculo : o Diafrágma, cujas inserções
são vertebrais, costais e esternal. E uma fina parede músculo-tendinosa, móvel, uma
especie de cúpula cuja parte central abaixa durante a inspiração, comprimindo as
visceras abdominais, e subindo durante a fala ou o canto. E o músculo mais importante
da respiração, cujos movimentos são influenciados pela movimentação ativa da
musculatura costo-abdominal. A subida progressiva do Diafrágma garante a pressão
expiratória necessária a fonação, através de uma ascensão resistente.
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