P. 1
Logistica Reversa Mecanismo Para Descarte Do Lixo Eletronico

Logistica Reversa Mecanismo Para Descarte Do Lixo Eletronico

|Views: 1.781|Likes:
Publicado porJaqueline Sakon

More info:

Published by: Jaqueline Sakon on Jan 16, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

12/16/2012

pdf

text

original

Sections

  • INTRODUÇÃO
  • 1 LOGISTICA
  • 1.1 ABORDAGEM LOGÍSTICA
  • 1.2 LOGÍSTICA NO BRASIL
  • 1.3 LOGÍSTICA INTEGRADA
  • Figura 1: Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos
  • 1.4 GERENCIAMENTO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS
  • 2 PRODUÇÃO
  • 2.1 EVOLUÇÃO DA NECESSIDADE E DA PRODUÇÃO
  • 3 O AVANÇO TECNOLÓGICO
  • 3.1 IMPACTOS DO AVANÇO TECNOLÓGICO
  • Figura 3: Caminho reverso do lixo eletrônico
  • Figura 4: Contaminação dos Recursos hídricos
  • 4 MODERNIZAÇÃO DA LOGISTICA
  • 4.1 LOGÍSTICA REVERSA
  • 4.2 CANAL DE DISTRIBUIÇÃO REVERSO DE PÓS-VENDA
  • Figura 6: Fluxo reverso de pós-venda
  • 4.3 CANAL DE DISTRIBUIÇÃO REVERSO DE PÓS-CONSUMO
  • Figura 7: Fluxo logístico de pós-consumo
  • 4.4 FATORES DETERMINANTES DA LOGÍSTICA REVERSA
  • 4.4.1 Fatores Econômicos
  • 4.4.2 Fatores Ecológicos
  • 4.4.3 Fatores Legislativos
  • 4.4.4 Fatores Logísticos
  • 4.4.5 Fatores Tecnológicos
  • PÓS-CONSUMO AO CICLO PRODUTIVO
  • Figura 9: Retorno dos produtos de pós-consumo ao ciclo produtivo
  • 4.6 LOGISTICA REVERSA NO SETOR DE COMPUTADORES
  • 4.7.1 Redução de Custos
  • 4.7.2 Responsabilidade Social
  • 5 ESTUDO DE CASO
  • 5.1 OBJETIVOS
  • MATEUS/ES
  • 5.3 ANÁLISE E RESULTADO DA PESQUISA DE CAMPO
  • 6 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES
  • 7 REFERÊNCIAS
  • 8 APÊNDICE
  • 8.3 LEVANTAMENTO FOTOGRÁFICO DO ESTUDO DE CASO

INSTITUTO VALE DO CRICARÉ FACULDADE VALE DO CRICARÉ CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

FÁBIO OLIVEIRA DOS SANTOS MÁRCIA APARECIDA NATALE DE ARAÚJO RONÁRIA JULIANA SILVESTRE

LOGÍSTICA REVERSA COMO MECANISMO PARA O DESCARTE DO LIXO ELETRÔNICO

SÃO MATEUS 2010

FÁBIO OLIVEIRA DOS SANTOS MÁRCIA APARECIDA NATALE DE ARAÚJO RONÁRIA JULIANA SILVESTRE

LOGÍSTICA REVERSA COMO MECANISMO PARA O DESCARTE DO LIXO ELETRÔNICO

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Administração da Faculdade Vale do Cricaré, como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Administração. Orientador: Prof. Especialista Ademilson Jacinto da Mota.

SÃO MATEUS 2010

FÁBIO OLIVEIRA DOS SANTOS MÁRCIA APARECIDA NATALE DE ARAÚJO RONÁRIA JULIANA SILVESTRE

LOGÍSTICA REVERSA COMO MECANISMO PARA O DESCARTE DO LIXO ELETRÔNICO

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Administração da Faculdade Vale do Cricaré, como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Administração.

Aprovado em 07 de julho de 2010.

BANCA EXAMINADORA

_________________________________ PROF. ADEMILSON JACINTO DA MOTA FACULDADE VALE DO CRICARÉ ORIENTADOR

_________________________________ PROF. HELVÉCIO FAUSTINI JUNIOR FACULDADE VALE DO CRICARÉ

_________________________________ PROF. TACIANA M. COMMANDEUR FACULDADE VALE DO CRICARÉ

Dedico a Deus, que esteve comigo durante todo esse período. À minha família, que mesmo de longe me apoiou e acreditou no meu triunfo. Aos meus “amigos”, pela paciência e apoio. Fábio Oliveira dos Santos

Dedico a Deus, que nas dificuldades me deu força. A minha família, pelo incentivo. Ao meu esposo pela compreensão e paciência. Em especial aos meus filhos Júlia e Luiz Eduardo que tanto sofreram com a minha ausência. Márcia Aparecida Natale de Araújo

Dedico a Deus, pela presença em minha vida me iluminando em todos os

momentos, pois sem ele nada seria possível. Dedico aos meus pais e familiares pelo apoio e confiança. Ronária Juliana Silvestre

nos permitindo errar e crescer por intermédio desse. e por entenderem a nossa ausência durante muitos momentos no decorrer desse trabalho. o importante foi a intenção. e por muitas vezes dispor dos seus momentos de lazer para estar conosco. para transmitidos o mais perto Agradecemos aos nossos colegas de turma. que nos possibilitou a realização desse trabalho e nos iluminou em cada etapa desse processo. orações ou pensamentos positivos. pelo companheirismo e pelos momentos únicos que compartilhamos nesses 04 anos juntos. Agradecemos também de forma especial ao nosso professor orientador Ademilson J. . Agradecemos aos nossos professores (Mestres e Doutores) que com os nos da conhecimentos conduziram sabedoria. pela disponibilidade e paciência.Agradecemos primeiramente ao nosso grandioso Deus. esse ato foi fundamental e nos deu ainda mais forças para que conseguíssemos concluir essa etapa tão importante das nossas vidas. Agradecemos aos nossos pais e familiares pelo apoio. seja por ações. Enfim queremos agradecer a todos que de alguma forma contribuíram para a realização desse trabalho. Mota.

. Aqui estamos. pareciam intransponíveis.... Muitas vezes nos sentimos sós. a garra e a tenacidade foram mais fortes. Agora. apesar de todos os percalços.. com coragem suficiente para mudar a nossa postura..... assim. sobrepondo esse sentimento. que fez a tua rosa tão importante” . apesar da sinuosidade do caminho. muito mais fortes e hábeis. porém.. muitas vezes. como sobreviventes de uma longa batalha. discussão. a sensação do dever cumprido se faz presente e podemos constatar que as noites de sono perdidas e visitas realizadas. o estivemos. não foram em vão. ao olharmos para trás.DURANTE ESTE TRABALHO. As dificuldades não foram poucas. Como dizia Antoine Saint Exupèry em sua obra prima “O Pequeno Príncipe”: “Foi o tempo que perdeste com a tua rosa. Os obstáculos. os longos tempos de leitura. e. digitação. a ansiedade em querer fazer e a angústia de muitas vezes não o conseguir. por problemas estruturais. porém. Os desafios foram muitos. O desânimo quis contagiar. fazendo-nos seguir a caminhada. o cansaço dos encontros.

Essa realidade tem despertado a sensibilidade ecológica da sociedade. ou destinando-os à disposição adequada. O presente trabalho busca mostrar as conseqüências do descarte inadequado do lixo eletrônico e como a logística reversa pode recuperar o valor dos produtos após o fim de sua vida útil através dos canais reversos de distribuição. Palavras Chaves: Inovações tecnológicas. Sensibilidade ecológica e Logística reversa. Descarte. bem como novos comportamentos de compras. Lixo eletrônico. com um enfoque ambientalmente correto. .RESUMO As inovações tecnológicas além de contribuírem para a otimização das tarefas e rapidez no fluxo de informações. tem contribuído para o consumo inconsciente da sociedade e conseqüentemente para a alta descartabilidade de resíduos eletrônicos no ambiente. reinserindo-os novamente ao ciclo produtivo.

electronic junk.ABSTRACT Technological innovations besides contributes to optimization of tasks. Keywords: Technological innovations. as well as new purchase behaviors. . it has contributed to the consumption unconscious of society and consequently for the high electronic waste disposal in the environment. disposition. with an environmentally friendly focus. ecological Sensitivity and reverse logistics. reinserting them back to the productive cycle. This work seeks to show the consequences of inappropriate disposing of electronic junk and how reverse logistics can to retrieve the value of the products after the end of its useful life through reverse distribution channels. and the fast flow information. This reality has risen the ecological sensitivity of society. or for destine them appropriately.

...... 46 Figura 9 – Retorno dos produtos de pós-consumo ao ciclo produtivo..................................................................................................................................................................... 35 Figura 3 – Contaminação dos Recursos Hídricos.........................................................................................................................Gerenciamento da cadeia de suprimentos............................................ 45 Figura 8 – Fatores que influenciam na organização dos canais reversos de pósconsumo...........LISTA DE FIGURAS Figura 1 ................ 22 Figura 2 – Gestão das partes da cadeia de suprimentos............... 41 Figura 6 – Fluxo reverso de pós-venda..................................................................51 . 37 Figura 5 – Representação esquemática dos processos logísticos diretos e reversos .............................................................................................................. 24 Figura 3 – Caminho reverso do lixo eletrônico............................... 43 Figura 7 – Fluxo logístico de pós-consumo.

.............................. 78 Foto 4 – Sucata eletrônica entulhada.......................................................LISTA DE FOTOS Foto 1 – Fachada da loja Pastore Fechada............................................79 ............ 77 Foto 2 – Fachada da loja Pastore Aberta............................................................. 78 Foto 5 – Proprietário da loja Pastore em visita ao depósito de lixo eletrônico............................... 77 Foto 3 – Depósito de sucata eletrônica da loja Pastores..............

.................................................................................................................................................. 60 Gráfico 5 – Responsabilidade dos fabricantes.... 59 Gráfico 3 – Quantidade de descarte e reutilização........................ 60 Gráfico 6 – Forma de retorno dos produtos............................ 61 Gráfico 7 – Quantidade de descarte diário.............................. 61 ...................................... 59 Gráfico 4 – Local de descarte.......LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Importância do descarte correto................................................ 58 Gráfico 2 – Tempo de permanência dos produtos até o descarte..........................................................................

...............36 4 MODERNIZAÇÃO DA LOGISTICA ...........30 3 O AVANÇO TECNOLÓGICO ....................................40 4...........2 CONSEQÜÊNCIAS DO LIXO TECNOLOGICO PARA SAÚDE HUMANA E O MEIO AMBIENTE...................................................1 ABORDAGEM LOGÍSTICA..................................................................32 3.......45 4.........18 1.............26 2..49 4......4 Fatores Logísticos .........................................................................................................................5 UMA NOVA VISÃO SOBRE O RETORNO DOS PRODUTOS DE PÓSCONSUMO AO CICLO PRODUTIVO ..........................................................................46 4...........................41 4..........48 4....SUMÁRIO INTRODUÇÃO ......................43 4......................................3 CANAL DE DISTRIBUIÇÃO REVERSO DE PÓS-CONSUMO ............5 Fatores Tecnológicos .....................4...............................................................................................................................................40 4...........................................4...............................................................1 LOGÍSTICA REVERSA .........................................................................23 2 PRODUÇÃO ..............2 Fatores Ecológicos .....................1 IMPACTOS DO AVANÇO TECNOLÓGICO........................48 4.......................................4.....................20 1..............................................................3 LOGÍSTICA INTEGRADA .......................16 1.........................2 OS IMPACTOS DOS AVANÇOS TECNOLÓGICOS PARA O AUMENTO DA PRODUTIVIDADE.........47 4............................................6 LOGISTICA REVERSA NO SETOR DE COMPUTADORES...............4.47 4......................................3 Fatores Legislativos...............51 ...13 1 LOGISTICA...............16 1.............1 Fatores Econômicos .................................................................................1 EVOLUÇÃO DA NECESSIDADE E DA PRODUÇÃO.........................................................................................................26 2.........................................2 LOGÍSTICA NO BRASIL .....................................................................32 3.....4 GERENCIAMENTO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS .......................................................................................4............................2 CANAL DE DISTRIBUIÇÃO REVERSO DE PÓS-VENDA ................................................4 FATORES DETERMINANTES DA LOGÍSTICA REVERSA.....................................

...........................................................................68 8 APÊNDICE.........72 8..............1 OBJETIVOS ..............................................................................................57 5.......................................52 4........................................54 4.......57 5.................3 LEVANTAMENTO FOTOGRÁFICO DO ESTUDO DE CASO .......2 LEVANTAMENTO DAS INFORMAÇÕES COLETADAS NA PESQUISA DE CAMPO UTILIZADA NO ESTUDO DE CASO.................................7 BENEFÍCIOS EMPRESARIAIS INERENTES DO GERENCIAMENTO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS ...............................................................................7..............57 5..................................................................................................................................................73 8.......1 Redução de Custos ..............................................................4..3 ANÁLISE E RESULTADO DA PESQUISA DE CAMPO..........2 Responsabilidade Social ..........7.....................................................58 6 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES .......................................................55 5 ESTUDO DE CASO ......64 7 REFERÊNCIAS.......................................................................................................................................................................................................2 ESTUDO DE CASO NAS EMPRESAS DE ELETRÔNICOS DE SÃO MATEUS/ES...................1 PESQUISA DE CAMPO SOBRE GERENCIAMENTO DO LIXO ELETRÔNICO NA CIDADE DE SÃO MATEUS/ES....................77 ......75 8......

As organizações para se manterem competitivas. com cada vez mais inovações. por meio dos canais de distribuição reversos. para que dessa forma atraiam a preferência dos mesmos e criem relacionamentos duradouros. por conseguinte a alta descartabilidade de resíduos sólidos no meio ambiente. principalmente com produtos de informática. [. logístico.] a logística reversa é a área da logística empresarial que planeja. 20-21). agregando-lhes valor de diversas naturezas: econômicos. Devido a grande oferta e variedades de produtos eletrônicos. e conseqüentemente aumentado a quantidade de lixo eletrônico gerado e. 2003. bem como seus riscos a saúde humana. opera e controla o fluxo e as informações logísticas correspondentes. 16-17). e tem expressado essa consciência ecológica dando preferência às organizações com imagem institucional de empresa ecologicamente correta.. legal. A rapidez na evolução tecnológica. Dessa forma o ciclo de vida dos produtos tem diminuído significativamente. tem aguçado o senso consumista da sociedade. do retorno dos bens de pós venda e de pós-consumo ao ciclo de negócios ou ciclo produtivo. a sociedade tem se sensibilizado quanto às questões ambientais e a destinação final dos elementos eletrônicos. tem mudado as estratégias competitivas empresariais.. acompanhando o ritmo acelerado da oferta de produtos e variedades.. a fim de melhorar o nível de serviço aos clientes. . empresas que gerenciam o impacto ambiental provindas dos seus produtos. tem se preocupado cada vez mais como os diversos aspectos do equilíbrio ecológico. (LEITE. ou seja.. (LEITE.. p. Essa nova realidade de mercado.. de consumidores cada vez mais sensibilizados e preocupados com as questões ecológicas. p. [. ecológico. os consumidores têm respondido às inovações tecnológicas. Diante das conseqüências cada vez mais presentes e visíveis do lixo tecnológico no meio ambiente. têm investido em logística reversa. 2003. entre outros.].] a questão da preservação ecológica dirigirá esforços das empresas para a defesa de sua imagem corporativa e seus negócios [. A sociedade em todas as partes do globo.13 INTRODUÇÃO O mercado corporativo tem passado por grandes transformações. de imagem corporativa.

bem como os prejuízos financeiros e ambientais que o gerenciamento ineficaz do mesmo pode causar a todas as partes envolvidas. além de reduzirem seus custos com base no reaproveitamento de materiais. A organização que inserir o processo reverso em suas operações. a fim de avaliar as praticas de descarte do lixo eletrônico das mesmas. No quinto capitulo é apresentado o estudo de caso na cidade de São Mateus / ES. bem como suas principais definições e melhores práticas. Conforme descrição dos capítulos. e como as organizações podem minimizar os impactos dos seus produtos de pós-venda e pós-consumo no meio ambiente com a . agregando valor aos mesmos reinserindo-os novamente ao ciclo produtivo como insumos. onde é possível visualizar o aumento gradativo da necessidade da produção. além de sua importância organizacional e como ferramenta de gestão. trata do retorno dos produtos de pós-venda ou pós-consumo através dos canais reversos de distribuição. No segundo. Por isso a importância da conscientização organizacional com relação à realidade que é o lixo eletrônico.14 Mas como será se as empresas não aderirem à logística reversa como parte integrante dos seus processos empresariais? É notório que o alto consumismo levará a superlotação de lixo eletrônico. agregará valor à sua imagem corporativa frente ao mercado. e conseqüentemente aumento de competitividade empresarial são abordados no quarto capítulo. Para melhor apresentação do tema. dessa forma esses insumos implicarão em um novo produto final. o decorrer do trabalho abordara os motivos da geração do lixo eletrônico. O mecanismo para o gerenciamento dos impactos provindos do avanço tecnológico. este trabalho esta dividido em cinco capítulos. por conseguinte um grande caos mundial. causando. e como os avanços tecnológicos impactaram nesse aumento. O primeiro capítulo faz um breve histórico do início das atividades logísticas no mundo e no Brasil. A solução proposta na logística reversa como mecanismo para o descarte do lixo eletrônico. No terceiro capítulo os problemas gerados pela evolução da tecnologia e seus principais ímpetos para o meio ambiente e a saúde humana. é abordada a evolução da produção. que inclusive implicará na extração futura de nova matéria prima para novas produções. que será enviado novamente para o mercado. onde foi realizado pesquisa nas principais empresas de eletrônicos da cidade.

. passa a ser uma ferramenta de gestão agregando competitividade às organizações. Dessa forma a logística reversa bem aplicada nas organizações além de ferramenta para destinação final da sucata eletrônica.15 inserção da logística reversa nos seus processos.

Esse compromisso com o cliente é a base para a formulação de uma estratégia Logística. e com essa junção há uma otimização das atividades e compreensão da importância das mesmas. Desta forma. Considerando-se o assunto nos dias atuais. na década de 1980. A partir desse período o conceito de logística vem se desenvolvendo e se integrando cada vez mais como parte da estratégia competitiva das organizações.16 1 LOGISTICA 1. 17). pois são essenciais para os negócios das empresas. quando e onde estes quiserem adquiri-los. As atividades de transporte. É por isso que “a Logística é um assunto vital” (BALLOU.1 ABORDAGEM LOGÍSTICA Após a Segunda Guerra Mundial houve a necessidade do aceleramento logístico empresarial. Essa idéia implica que a Logística é parte do processo da cadeia de suprimento e não do processo inteiro. além de possibilitar o gerenciamento eficaz das atividades de movimentação e armazenagem dos produtos. o propósito central da Logística é atingir um nível desejado de serviço ao cliente pelo menor custo possível. 18). p. o que significa que inclui todas as atividades importantes para a disponibilização de bens e serviços aos consumidores. A concepção logística de agrupar conjuntamente as atividades relacionadas ao fluxo de produtos e serviços para administrá-las de forma coletiva é uma evolução natural do pensamento administrativo. 1993. Percebe-se que. na concepção do autor que a Logística é um processo que anda junto com os conceitos administrativos. estoques e comunicações iniciaram-se antes mesmo da existência de um comércio ativo entre regiões vizinhas. Sendo assim. p. No Brasil a Logística desenvolveu após a explosão da Tecnologia da Informação. a chave para alcançar a eficiência Logística é dominar a arte de combinar competência Logística com expectativas e necessidades básicas dos clientes. é possível afirmar que a Logística é um processo. A Logística possibilita a empresa agregar valor aos serviços de distribuição aos clientes. (BALLOU. O gerenciamento da cadeia de suprimentos é um termo surgido mais recentemente e que capta a essência da . 2003.

os consumidores não residem. pois. e na condição física que o desejarem (BALLOU. 3). Partindo desta compreensão. O conceito de sistema logístico tornou-se amplamente aceito e a administração. 17). a Logística pode ser vista como parte das atividades de uma “cadeia de suprimento”. p. O conceito de sistema logístico e a tecnologia da Logística tiveram um processo considerável desde a Segunda Guerra Mundial. atingindo os fornecedores de matérias-primas e de serviços. na quantidade correta. VAN HOOKE. ao invés de uma série funções discretas e independentes. de modo que os consumidores tenham bens e serviços quando e onde quiserem. Tais atividades são: informações. agregam valor ao negócio. tudo para atender ao cliente no momento certo. começa a reconhecer a necessidade de projetar e administrar o sistema logístico como um todo. vê-se que a Logística envolve a integração de uma série de atividades que. armazenamento. se é que alguma vez o fizeram. 2004. a Logística exerce um importante papel. (MAGEE. Quando se vai a uma loja ou a um supermercado se espera encontrar produtos disponíveis e recém-fabricados. entendendo-se que é difícil imaginar atualmente a realização de qualquer atividade de produção ou de marketing sem o apoio logístico. no menor tempo possível e ao menor custo. A Logística é uma grande palavra para um grande desafio (HARISSON. Ela é a atriz principal que trabalha por trás do palco do capitalismo moderno. O grande desafio é coordenar as tarefas individuais de cada ator numa empresa e fora dela. 2003). Desta forma. Além disso. p. próximos donde os bens ou produtos estão localizados. Este é o problema enfrentado pela Logística: diminuir o hiato entre a produção e a demanda. 1993. juntas. tanto privada como governamental. transporte. movimentação dos materiais e embalagem.17 Logística integrada. é um fato econômico que tanto os recursos quanto os seus consumidores estão espalhados numa ampla área geográfica. Tais executivos sabem que é por meio do processo logístico que os materiais fluem pelo sistema de produção de um país e . Para que o consumidor tenha esta satisfação. Muitos dos executivos bem sucedidos na área de Logística se tornam orquestradores das diversas operações que envolvem processos dentro e fora das empresas. Poucas áreas de operações envolvem a complexidade ou abrangem o escopo geográfico característico da Logística. estocagem. Cada uma dessas áreas oferece uma ampla variedade de tarefas estimulantes para quem deseja se profissionalizar nesse ramo.

000 atacadistas. da região da operação e da relação peso/valor dos produtos e materiais. Para dar apoio à Logística. Para mover produtos e materiais entre essas empresas foram registrados 14. Nas empresas. 2000). Isso significa oferecer ao cliente um serviço superior em qualidade e satisfação. elas monitoram suas operações on-line e são capazes de pôr em prática providências corretivas antes que essas falhas atinjam o cliente final. sendo superado somente pelo custo dos materiais consumidos na produção e dos custos dos produtos vendidos no atacado ou no varejo (BOWERSOX. Assim. quando essas providências não são corrigidas em tempo hábil.5 milhões de varejistas e mais de 460. É a antecipação como importante fator de aprimoramento da própria imagem da empresa diante dos seus clientes. os gastos com Logística variam normalmente entre 5% a 35% do valor das vendas. Apenas nos EUA. 1. a Logística tem um histórico bem recente e pode ser considerada .9 milhões de caminhões em 1992. seja no atacado (IMAM. CLOSS. 2001). o principal interesse na Logística não é somente em busca da simples redução de custos. seja no varejo. Verifica-se. Os autores Bowersox e Closs (2001) remetem para um dado muito interessante: a complexidade da Logística é extraordinária. o investimento total em estoques por parte dos fabricantes atacadistas e varejistas ultrapassou a casa de US$ 893 bilhões em 1994. No entanto. conseguem avisar ao cliente de tal situação e encontrar soluções alternativas para que não sejam tomadas por surpresas as falhas nos serviços que ainda estão em andamento. Também as empresas estão preocupadas em detectar problemas em seus produtos. dependendo obviamente do tipo de atividade.18 são distribuídos para os consumidores através dos canais de marketing. a estrutura de marketing envolve aproximadamente 1. portanto. que a Logística é responsável por uma das maiores parcelas do custo final do produto. mas também visa-se compreender melhor como certas empresas utilizam de sua competência Logística para obter vantagem competitiva.2 LOGÍSTICA NO BRASIL No Brasil.

Pode-se mesmo afirmar que se está no despontar de transformações enormes. que tinham a difícil missão de disseminar este novo conceito. pois.19 ainda uma novidade. Isto dificultava quase que totalmente quaisquer tentativas de relação mais próxima na cadeia de suprimentos. voltado para as organizações (SANTOS. É dentro deste contexto ainda recente no Brasil. O Brasil se mostra. É claro. especialmente a partir da estabilização econômica. colocando o Brasil em posição mais segura de competitividade no mercado cada vez mais . dentre outros elementos que se mostram primordiais na permanência e desenvolvimento da moderna visão Logística. isto devido aos enormes espaços para melhorias de qualidade do serviço e aumento de produtividade. (SANTOS. que há sérios e importantes desafios. Isso valeu o posicionamento entre as três maiores do mundo. Surgiram algumas entidades dando enfoque a Logística. que constata-se que a Logística neste país passa por uma fase de significativas mudanças. p. Realidade bem diferente daquela que vivia com as contínuas oscilações de valores das mercadorias e serviços. e tudo isso só foi possível mediante ao estudo de viabilidade Logística. a Logística surgiu no inicio da década de 1980. IMAM (Instituto de Movimentação e Armazenagem). 1). a caminhada da Logística até aqui feita tem culminado com resultados bastante positivos. este processo levou ao fechamento de algumas unidades fabris e uma seleção natural da mão-de-obra. fundamentais para o desenvolvimento de uma competitividade saudável. no Brasil. tirando do ranking empresas tradicionais do Sistema Pilsen. considerando-se os diversos fatores que envolvem sua dinâmica nas práticas empresariais eficientes. 2007. fazendo assim com que as três marcas fossem produzidas em unidade fabris únicas espalhadas pelo Brasil. então. como foi o caso da AmBev (Companhia de Bebidas das Américas) que juntou as três principais marcas de cervejas do mercado. Para o empresariado brasileiro. ASLOG (Associação Brasileira de Logística). causadas pela inflação e proporcionavam espaços para a prática especulativa. chegando a fusão de algumas. um espaço promissor para o exercício adequado da Logística. p. logo após a explosão da Tecnologia da Informação. 1). no entanto. entre outras. na qualidade e disponibilidade da infra-estrutura de transportes e comunicação. A nova realidade exigiu uma mudança de comportamento nas organizações. O contingente de empresas que estão investindo grandes somas de valores em sua estrutura Logística é bom e este volume tende a aumentar. utilizando as mesmas tecnologias e mão de obra. como: ASBRAS (Associação Brasileira de Supermercados). 2007.

1. • As estradas estão em péssimas condições de utilização. trilhos e pelo tráfego em áreas urbanas. Resta continuar trabalhando na busca por maior produtividade e melhores serviços. nossos alicerces para consolidação dos conceitos logísticos são muito frágeis. com exceção das do interior do estado de São Paulo. Há que se considerar ainda o que escreve Dias (2006). • Pouca utilização do transporte hidroviário. mesmo com a nossa riqueza hidrográfica. Se trata de algo ainda muito novo.3 LOGÍSTICA INTEGRADA Para uma melhor compreensão do significado de Logística Integrada é preciso destacar que a mesma está diretamente ligada ao gerenciamento do fluxo de materiais. No entanto. chegando a faltar caminhões na época da safra. p. • Baixa capacidade operacional dos portos. quando destaca a situação brasileira: Falando de Logística aqui no Brasil não há mais que 25 anos. • 60% do total da carga transportada no Brasil é feita pelo modal rodoviário e apenas 23% pelo modal ferroviário. estaduais e municipais) e da iniciativa privada. • Infraestrutura de armazéns inadequada. em razão da falta de investimentos em composições ferroviárias. • Não há equilíbrio na disponibilidade dos modais de transportes. Desta forma. não apresentam condições mínimas de sustentação. 2006.20 exigente da globalização. Necessidade de manutenção e dragagem. • A idade média da frota brasileira de caminhões gira em torno de 17 anos. como podemos ver a seguir: • Ausência de política que sincronize as ações dos governos (federal. • A maior parte de nossa produção destinada à exportação é transportada até o porto de embarque por meio de caminhões. (DIAS. • Baixo investimento de tecnologia de informações para viabilizar sistemas dinâmicos de relacionamentos entre fornecedores. Vê-se. que as mudanças são muitas e as dificuldades também. prestadores de serviços logísticos e clientes. 1). informações e serviços. quando as operações logísticas estão integradas e são consideradas uma competência-chave. ainda há muito espaço a conquistar. Para as empresas brasileiras. Frota muito antiga e inoperante. É por isso que um desempenho integrado produz melhores resultados do que funções gerenciadas . elas podem servir como base para a obtenção de vantagens estratégicas. • Nas poucas ferrovias a velocidade é muito baixa (em torno de 25 km por hora). • Poucos profissionais com competência para fazer a gestão de Logística nas empresas. portanto. o caminho já foi estabelecido. que levarão a uma maior competitividade.

21 individualmente. o canal de distribuição física refere-se ao hiato de tempo e espaço entre os pontos de processamento da empresa e seus clientes. O canal de suprimento físico refere-se ao hiato de tempo e espaço entre as fontes de material imediato de uma empresa e seus pontos de processamento. isto é. os quais estão no final da cadeia de suprimento e é a razão de todo este esforço integrado. Portanto o trabalho da Logística Integrada deve ser encarado como a procura de respostas para as perguntas sobre o quê. a fim de que o diferencial logístico seja alcançado. O que se pode perceber é que um dos maiores desafios para qualquer executivo da área de Logística é exatamente coordenar os trabalhos dessas áreas funcionais de modo integrado e com o foco bem direcionado para o real e pleno atendimento das necessidades dos clientes. por sua vez. A diferença primordial entre estes níveis de planejamento está no momento em que cada um ocorre. a fim de que produza valores que expressem satisfação para os clientes. o planejamento adequado. em qualquer empresa. de forma eficiente e rápida. através da estrutura Logística planejada. o planejamento tático possui um foco em resultados intermediários. p. (BALLOU. harmoniosamente. se o planejamento estratégico é estruturado para longo prazo. em três níveis. embora esta seja uma oportunidade emergente. somente irá acontecer quando as atividades das várias áreas estiverem acontecendo de forma coordenada. todavia. O planejamento operacional. sobre o quando e sobre o como se desenvolve a Logística. Da mesma maneira. é admitido como algo que se estrutura em curto espaço de tempo. o máximo controle gerencial que pode ser esperado está sobre o suprimento físico imediato e sobre os canais de distribuição física. 2003). Assim. 2001. a principal preocupação de tudo isso é o modo através do qual o produto será encaminhado. sem coordenação entre si. segundo argumenta BALLOU (2001). Normalmente. Esta integração é à base de existência da Logística e gera ciclos de atividades que devem ser trabalhadas de modo coeso. os quais são: nível estratégico. tático e operacional (BALLOU. basicamente. A interação dentro da Logística está diretamente ligada ao entendimento de que. com posicionamentos dia a dia. uma empresa geralmente não está habilitada a controlar seu fluxo de produto inteiro no canal. Então. 22). Estas perguntas devem se desenvolver. Isto. desde as fontes de matéria-prima até o ponto final de consumo. Na figura 1 abaixo são postos exemplos de processos de decisões e os . Devido às similaridades nas atividades entre os dois canais. o suprimento físico e a distribuição física compreendem as atividades que estão integradas na Logística empresarial. É preciso que haja.

Quanto maior for o impacto da falha do serviço sobre o cliente. um bom preço. a fonte de excelência da empresa. uma boa propaganda. o impacto de uma falha Logística sobre o custo-benefício está diretamente relacionado com a importância da execução do serviço para o cliente envolvido. Uma empresa pode ter um ótimo produto. Fonte: Adaptado por BALLOU. CLOSS (2001) esse nível de serviço dado ao cliente é . 53. R. O grande desafio aqui está em equilibrar as expectativas de serviços que o cliente espera com os gastos da empresa prestadora de modo a alcançar os objetivos do negócio. aos olhos dos clientes. o objetivo da Logística está em criar valor para o cliente ao menor custo possível. mas ela entrega mais rápido que os seus concorrentes. Segundo BOWERSOX. Todas as empresas fazem alguma atividade Logística para os clientes (estocam. movimentam cargas).22 recursos logísticos. transportam. o que alguns autores chamam de competência central. Esse posicionamento estratégico com foco de excelência na Logística torna-se. Na maioria das situações. trocam informações com clientes. maior será a prioridade dada ao desempenho logístico. p. Assim. Esse é um pilar essencial no raciocínio das atividades da Logística. Logística Empresarial. ou informa melhor que ninguém onde estão seus produtos antes de chegar ao cliente. Figura 1: Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos.

a importância originada pela Cadeia de Suprimentos é exatamente a distinção que surge entre o valor do produto final para o cliente e o desempenho que a Cadeia de Suprimento faz para realizar a sua vontade. portanto. 1993). A finalidade de toda a Cadeia de Suprimentos é. É às custas. desempenho operacional e confiabilidade do serviço. enquanto visa-se também a redução dos custos para o fluxo logístico. 1. E é dessa soma de todos os custos incorporados na operação Logística em comparação com o benefício esperado pelo cliente que deve ser levado em conta na decisão envolvendo atividades logísticas. . vale ressaltar que sua compreensão clara se faz necessária. Sendo assim. Desta forma.4 GERENCIAMENTO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS Como o gerenciamento da Cadeia de Suprimentos exige uma preocupação considerável por parte dos responsáveis pela mesma. a maximização do valor global gerado (CHOPRA. desta Logística Integrada que se considera normalmente o trabalho com a noção de custos totais. Isto significa dizer que a o serviço ao cliente deve ser muito otimizado. Pode-se observar na figura 2 a seguir como o gerenciamento da Cadeia de Suprimentos funciona. A relação entre cada uma das fases existentes no processo.23 medido em termos de disponibilidade. 2003). MEINDL. Assim é que o custo total é compreendido como o custo que inclui todos os gastos necessários para executar as exigências logísticas. à proporção que os produtos e materiais se encaminham rumo ao seu destino – o consumidor – sua composição baseia-se em uma postura de busca da qualidade total. então. tal gerenciamento deve ser compreendido como a gestão e a coordenação dos fluxos de informações e materiais entre a fonte e os usuários como um sistema. e não apenas levando em conta os custos unitários das operações. de forma integrada (BALLOU. confirmando o produto solicitado.

porém complexa. dessa forma é possível aperfeiçoar o atendimento. a fim de que. tendo em vista seu interesse por uma maior integração das atividades das organizações. Outro fator considerável é o fornecimento de um ponto comum para relação com todos os clientes. Portanto. bem como além da estruturação de relações de confiança e de longa duração com clientes e fornecedores. o que gera um entendimento comum sobre características de produtos e serviços. E isto não é fácil! Vale ainda ressaltar que tudo isso deve ser permeado por sistemas de informações que ofereçam apoio sólido e dêem suporte ao procedimento. a organização consiga agregar ao produto acabado valor . 33 Para que ocorra um correto desenvolvimento da Cadeia se faz necessário desenvolver equipes centradas estrategicamente em determinada classe de clientes. bem como desenvolver sistemas flexíveis de produção.24 Figura 2: Gestão das partes da cadeia de suprimentos. o gerenciamento da Cadeia de Suprimentos precisa ser tratada como uma atividade importante. a fim de torná-los atrativos para aquela classe de clientes. Faz-se necessário também atender aos pedidos dos clientes sem erros e dentro do prazo de entrega combinado. atendendo de forma eficiente a suas consultas e requisições. que estejam aptos a atender com dinamismo às transformações nas condições do mercado. desse modo. 2002. p. Fonte: ARAÚJO.

25 perceptível aos consumidores finais. .

Com as adaptações de armas e ferramentas se aventurava com suas tralhas as conquistas e aos poucos se tornou detentor de grande adiáforo de sobrevivência.26 2 PRODUÇÃO 2. que variavam de acordo com ambiente e da força de sustentabilidade do grupo. mesmo não sendo o maior em espécie e número. assim cada bando aumentava a possibilidade de jazigo nas conquistas territoriais. Os dominantes emergiam poderes de perseguição e os dominados as estratégias de sobrevivência e a vida não só dependia da sorte. A evolução do negócio conduziu a fabricação de produtos. Esta busca foi primordial para superar os obstáculos e aos poucos acumular pertences. O homem nascente já era atribuído das guardas de seus pertences mesmo sendo ele nômade como os demais animais. o qual evoluiu de acordo com os desejos humanos estimulando as necessidades. Com o tempo a ocupação terrestre por colônias humanas desencadeou a escassez de recursos naturais e maximizou a necessidade. nem tampouco em força. A troca de bens fundamentou o desejo em possuir algo a invés de outro. em buscas de novas conquistas e assim lhe garantindo a soberana vivência da espécie. variavam de acordo com as necessidades básicas para o desenvolvimento da vida de cada espécie existente. A necessidade foi o ponto inicial para o homem inventar e fabricar suas ferramentas e utensílios. partiam em tribos a outros ambientes.1 EVOLUÇÃO DA NECESSIDADE E DA PRODUÇÃO Antes mesmos da existência do homem os caminhos já estavam formados pelas manadas de animais. Quando surge o homem. mas da ação de cada líder de bando. originando os negócios. Os trajetos destinavam das águas as montanhas. Era usuário do mesmo caminho e trilhava com suas cargas até o ambiente onde se sentia seguro e saciado das suas necessidades e quando a escassez chegava. A onda crescente para . entretanto com a maior adoção em raciocínio que lhe garante um diferencial atributo que o torna no maior predominante entre os animais.

como político e social. como a produção era em linha graduada . além da diminuição dos custos. a partir de então novas técnicas foram introduzidas. de novas estratégias de sobrevivência e de negócios que vem a viabilizar caminhos que antes não foram trilados nem percorridos por nenhum outro. lanças. originando novas necessidades e passamos a um segundo momento histórico vivenciado pela Revolução Industrial. as mudanças realmente revolucionárias que descentralizam a autoridade. O mundo sofreu profundas e aceleradas transformações. como um marco diferenciado que garante e viabiliza conceitos de produzir e negociar a favor da humanidade doravante. as cordas de teares e as roupagens de algodão se associaram aos métodos de navegações. Após a Segunda Guerra Mundial a economia entrou em uma fase de crescimento. também estimularam parcerias e privilegiam a qualidade com foco nos clientes consumidores. que a evolução da produção de bens. como é o caso da produção em massa ou escala desenvolvida por Henri Ford na década de 10 que consistia em produzir em grande escala um mesmo produto. chuchus e escudos foram os principais produtos fabricados. A busca pela perfeição do negócio. até atingir o estágio inicialmente visado. reduziram a hierarquia. Desde então começaram a ser desenvolvidas novas técnicas de produção. Ferramentas e tecnologias aplicadas foram fatores perseguidos ao longo dos anos por pensadores que buscavam a exeqüibilidade acima de tudo em seus planos de forma seqüencial e incremental. O conceito de produtividade vem evoluindo juntamente com as mudanças na economia. com o objetivo de produzir mais e a custos mais baixos. com um relativo ganho na qualidade. Destrate. O método de produção em massa aumentou muito a produção dos produtos acabados. tanto no campo econômico. arreios. pois a introdução de maquinários alavancou a produção e padronizou os cortes que aperfeiçoou os encaixes das peças. coletes. porém com as descobertas de novos continentes.27 ter seus desejos saciados. Taylor deu inicio as primeiras técnicas de aumento da produtividade. requer cada vez mais. teve inicio a modo artesanal intencionalmente a suprir as necessidades de campo de conquistas terrestre em combates por nações e poderes. ferraduras. em relação aos produtos artesanalmente fabricados. entretanto o grande problema da produção em escala eram as inspeções. Armaduras. começou uma acelerada caminhada rumo à globalização.

troca de ferramentas. Assim. se definiu padrão de estratégia organizacional que determinava a eliminação de todos os itens que não agregassem valor ao produto. Um dos problemas que têm acompanhado os administradores ao longo dos tempos é decidir sobre a quantidade a ser produzida. sujeiras e contaminações. Com a ideologia de produção mais flexível dava aos trabalhadores oportunidade de inovar na produção. 23-24) . Boa parte desses preceitos focaliza o relacionamento entre clientes e fornecedores. p. O principal objetivo do Just in Time é diminuir a manutenção de estoque. internos e externos. que agregava custos finais aos produtos. consubstanciada nos quatorze pontos organizacionais e com o emprego dos métodos estatísticos de Walter Andrew Shewhart. (LEITE. bem como os fundamentos projetais de Joseph Moses Juran. tais como: desperdício. (MARTINS e LAUGENI. controle e planejamento que tinha como foco o aumento da produção com qualidade nas fabricas a custos mais baixos. O conflito é evidente: produzir a mais gera custos desnecessários. além dos gastos com os inspetores dos lotes. lotes de produção. defeitos. Ainda na década de 60 surgiu uma nova técnica produtiva. 2003. A partir da produção enxuta começaram a ser produzidos produtos personalizados de acordo com a necessidade do cliente. afinal não tinha como mensurar onde começou e terminou o lote com defeito. Com a evolução da filosofia de William Edwards Deming. Devido à procura por uma ferramenta que sanasse o problema quanto à quantidade a ser produzida foi implementado o conceito de Just in Time. estoques em trânsito. se desenvolveu um método de controle de qualidade que ao invés de encontrar e eliminar as peças defeituosas buscava evitar que os defeitos ocorressem que culminou em um processo de produção em série e com qualidade.28 ficava difícil mensurar em caso de defeito qual a quantidade de produtos defeituosos. denomina produção enxuta. produzir a menos gera custos não-atendimento. os suprimentos são recebidos a medida da necessidade para a produção. devido à produção ser contínua.11). bem como escolher o melhor método de trabalho. falhas e inspeções. formando uma “corrente virtual” em direção ao consumidor final e acrescentando valor de diferentes naturezas ao produto ou serviço fornecido. ou seja. de modo que se entenda o que o primeiro necessita do segundo. p. tempo ocioso. desgaste na imagem da empresa e perda de clientes. de melhoria. 2003.

que incidiram no aumento dos desejos isentando as necessidades que culminaram no aumento significativo do consumo da população. (SLACK 2009. Desse momento. nas estocagens e embalagens de produtos. O aumento da demanda desencadeou um crescimento nas variedades das ofertas de produtos e ao mesmo tempo a praticidade evolutiva dos produtos culminou com a redução do ciclo de vida mercadológico dos produtos. tanto quanto nos depósitos e envios das encomendas que viabilizaram conceitos estratégicos com melhoria diferenciada aos clientes. cujo acúleo foi o mercado globalizado. A partir da entrada de matéria prima no sistema de produção. 29). p. Provindo os anos da década de 90 veio à estabilidade econômica dos principais países em desenvolvimentos. de onde surgiu um novo modelo de mercado abrolhado na possibilidade de consumo da população. os quais ficam cada vez mais exigentes e simultaneamente os produtos evoluem de acordo com as projeções dos desejos dessas demandas tornando mais customizados e mais variados em espécies. destes novos usuários dos países emergentes. devem-se usar eficientemente seus recursos e produzir bens e serviços de maneira que satisfaça a seus consumidores”. Para uma “[. Assim esta evolução deve ser planejada para que se estabeleça uma interação entre a produção e a incubação dos desejos elaboradores das necessidades humanas.29 A partir desses métodos a importância do consumidor e sua satisfação cresceram perante a organização. prazos de fornecimento e com isso se fez necessário a adequação de seus sistemas logísticos. garantias.] produção eficaz. passa a existir a necessidade de agregar diferencial competitivo nos produtos para garantir a sobrevivência nas intenções de consumo. e as empresas passaram a produzir de maneira a atender as necessidades dos clientes. Das intenções de mercados se desenvolveram vários novos processos e metodologias expandidas através das tecnologias. que direcionou os negócios para uma fronteira franqueada. quão refletiu no avanço da produção. O mercado passou a exigir mais das empresas no tocante nível de qualidade. desencadeando novas reflexões no modelo de gerenciar negócios.. ..

de repente. (FLEURY.]”. “O avanço da Tecnologia da Informação (TI) nos últimos anos vem permitindo às empresas executar operações que antes eram inimagináveis”. pois além de maquinários altamente modernos e sofisticados fornecem ainda informações precisas em tempo real. ficaram ao alcance dos países e elites capazes de comandar o novo sistema tecnológico.. p. revoluções no sentido de que um grande aumento repentino e inesperado de aplicações tecnológicas transformou os processos dos países de produção e distribuição.. (LEITE 2003. “Sem dúvida. Pode-se afirmar que a tecnologia aumentou desordenadamente a inserção de produtos no mercado... denominado Logística Reversa ou Inversa. p. criou uma enxurrada de novos produtos e mudou de maneira decisiva a localização das riquezas e do poder do mundo. (CASTELLS. acarretando ganhos de eficiência e produtividade nas organizações. [. Provindo desse aumento na produção e conseqüentemente o descarte. 1999. . 2. 2000. 2007. e a evolução da tecnologia determinou em grande parte a capacidade produtiva da sociedade [. 53). surgiu em 2002 um novo conceito em Logística.] de fato. informação e conhecimento sempre foram elementos cruciais no crescimento da economia. (CASTELLS. que. 34-35) Diante desse aumento no consumo a quantidade de resíduos sólidos descartados cresceu significativamente. com clara tendência à descartabilidade”. p. Os avanços tecnológicos são de extrema importância no que tange aumento de competitividade e produtividade nas organizações.30 “O acelerado ímpeto de lançamentos de inovações no mercado cria um alto nível de obsolescência desses produtos e reduz seu ciclo de vida.2 OS IMPACTOS DOS AVANÇOS TECNOLÓGICOS PARA O AUMENTO DA PRODUTIVIDADE Os avanços tecnológicos foram fundamentais para o aumento da produtividade e para os rumos da economia mundial. 119) O avanço tecnológico tem sido ferramenta importante para usos gerenciais. 285). p.

. capaz de inovar e de se adaptar a mudanças globais constantes e à economia local. 179) define a tecnologia de processos como sendo as “[. autônomo. Pois possibilita produção cada vez mais crescente e a preços mais acessíveis e isso tem crescido a demanda por novas tecnologias e. a forma pela qual ela vai desempenhar sua função. (SLACK. 197). Os investigadores acreditam que o crescimento da produtividade. transformação do trabalho. equipamentos e dispositivos que ajudam a produção a transformar materiais e informações e consumidores de forma a agregar valor e atingir os objetivos estratégicos da produção”. é que a produtividade aumenta substancialmente. Slack (2009. Subentende da contextualização que as inovações tecnológicas têm definido as formas de gestão. A Tecnologia da Informação deve ser vista não apenas como uma ferramenta para a automatização ou desenho de processos. naquele período. (FURLAN. difusão de uma nova forma de organização em torno de rede. mas. (CASTELLS. num melhor balanceamento de recursos e na redução de custos. num sector.. 1994. inovação e comercialização. p. p. . Logo se faz necessário que os gerentes avaliem os reais benefícios da tecnologia dentro da organização. numa região ou num país.] máquinas. com o crescimento de trabalho altamente qualificado. por conseguinte diminuído o ciclo de vida mercadológico dos produtos.]“Só quando estas três condições se cumprem numa empresa. todos eles condições necessárias para que o crescimento da produtividade aconteça: geração e difusão de novas tecnologias microeletrônicas/digitais de comunicação e informação. e só quando isto acontece é que é possível sustentar a competitividade em longo prazo”. 2009. p. p. na redução do tempo de resposta. Além dos benefícios com relação à competitividade. com base em investigação científica e inovação tecnológica.. produção. [. 36-37). como uma ferramenta que pode auxiliar na reformulação do modo como o negócio opera. está associado a três processos.. mas devem ser capazes de entender o suficiente sobre a tecnologia para definir seu propósito. 21). Diante dessa afirmação fica explicito que a tecnologia traz retornos significativos a organização.31 Gerentes de produção não precisam ser especialistas na tecnologia que estão gerenciando. os avanços tecnológicos têm gerado impactos a sociedade e ao meio ambiente. Além do processamento de informações a tecnologia possibilitou uma nova geração de equipamentos e a custos mais baixos. bem como a conheçam a fundo. os benefícios de usar a tecnologia em sua operação e as limitações que o uso da tecnologia pode colocar na operação. 2005. principalmente.

A primeira foi à agricultura. pois as operações de uma organização passaram a ser feitas além das fronteiras nacionais. conectando valiosos segmentos de mercado de cada país a uma rede global. E continua sendo de grande importância para o alcance dos objetivos estratégicos e o desafio de criar novos produtos. o capital necessitou de extrema mobilidade. Os avanços tecnológicos foram de importância imprescindível para as organizações.1 IMPACTOS DO AVANÇO TECNOLÓGICO De acordo com ROBINS (2002. onde a maioria dos países desenvolvidos passou de sociedades agrárias para sociedades baseadas em maquinas que foi do final do século XIX até os anos 1960.32 3 O AVANÇO TECNOLÓGICO 3. é voltada para os trabalhadores do conhecimento. processos e sistemas gerenciais.285) define informação como sendo "dados organizados de modo significativo. p. “Para abrir novos mercados. MIRANDA (1999. flexibilidade e inovação. 7-8) A historia humana pode ser dividida em ondas. produtividade. que prevaleceu até o fim do século XX. e as . dados e conhecimento para o desenvolvimento das demandas de tarefas diárias. bem como para traçarem suas possíveis estratégias. serviços. Os trabalhos são projetados em torno da aquisição e da aplicação de informações. melhores condições de vida e melhorias ao acesso da informação e entretenimento. A terceira onda foi à informação. A economia também sofreu grandes transformações com os avanços tecnológicos. Os integrantes das organizações necessitam de informações. A Tecnologia tem nos proporcionado facilidades em nossas atividades rotineiras. que chegou nos anos 1970. Além de facilidades quanto às atividades cotidianas. e para tanto é necessário a precisão nas informações. a tecnologia propicia a otimização das atividades nas organizações. qualidade. no que tange redução de custos. A segunda foi à industrialização. p. sendo subsídio útil à tomada de decisão".

automóveis. embalagens e equipamentos de telecomunicações. p.33 empresas precisaram de uma capacidade de informação extremamente maior” (CASTELLS. “A vida útil de um bem é entendida como o tempo decorrido desde a sua produção original até o momento em que o primeiro possuidor se desembaraça dele”. valores e interesses das pessoas que utilizam as tecnologias”. O desenvolvimento acelerado de programas de computador. 170). o que os tornou mais inconstantes e exigentes. gerando produtos de ciclos de vida cada vez mais curtos”. p. por meio da digitalização. p. MP7. tem seu custo reduzido e uma obsolescência acelerada. 34). 2003.17) “A sociedade é que dá forma à tecnologia de acordo com as necessidades. As inovações tecnológicas têm sido constantes principalmente com produtos de informática. 138). “Eletrodomésticos. 35). 2007. equipamentos eletrônicos e meios de comunicação voltados à informação tem proporcionado oportunidades de aumento de produtividade empresarial. . inteligência artificial e realidade virtual. automação. E com isso o cliente passou a ter uma gama de produtos e serviços ofertados. entre outros. Segundo CASTELLS (2005. (LEITE. computadores. sendo assim a vida média de um produto de informática passa a ser muito curta. (LEITE. o que tem desencadeado novos comportamentos de compras e encurtado a vida útil dos produtos. MP15 e assim sucessivamente. Um exemplo prático de inovação são os aparelhos celulares com TV. consumindo esses produtos na medida que são lançados no mercado. p. tanto operacional como administrativa. surgiu MP6. ( PHILIPPI. 2003. p. e os consumidores tem respondido a essas inovações. Essa crescente demanda por novas tecnologias gera-se estímulo para produção dos mais variados produtos. teletrabalho. Isso ocorre devido à grande oferta de novos produtos e variedades no mercado. bem como melhoria de qualidade na prestação de serviços. pois os produtos tornam-se ultrapassados em pouquíssimo tempo de uso. 2005. afinal os produtos estão chegando ao mercado cada vez mais rápido e com as mais diversas funções e isso aguça a curiosidade dos consumidores por produtos cada vez mais modernos.

ou seja.. Todos esses materiais são descartados no ambiente antes mesmo da utilização do novo produto. bem como o intuito de proteção dos mesmos ao saírem da fabrica até o consumidor final. O e-commerce tem colaborado muito para o aumento do descarte de resíduos sólidos. 2003. pois antes os produtos eram apenas expostos em lojas físicas e hoje é . e acabam sendo depositados no meio ambiente. a “obsolescência programada” tem sido grande aliada para a geração de grandes quantidades de lixo.. Como não existe contato entre produto e cliente. os produtos são revestidos de isopor. Quando é lançado um produto no mercado a indústria já esta trabalhando em outro e essa é uma forma de forçar o consumidor a acompanhar esse ciclo produtivo acelerado adquirindo um produto novo. No momento da aquisição de um novo produto. Ainda relevante na geração de lixo é a “obsolescência programada”. que consiste em programar os produtos para ficarem obsoletos mais rapidamente.34 Essa grande oferta de produtos tecnológicos além da necessidade acentua o senso consumista da população e faz com que os produtos tornem-se ineficientes mais rapidamente. Outro fator relevante para a geração de lixo eletrônico é o e-commerce. o comércio eletrônico. (LEITE. ou seja. o nível de devolução é relativamente maior que no comercio tradicional.10). antes mesmo da sua utilização já são descartados vários componentes no ambiente. p.]. Em resumo a obsolescência programada é o ato de a indústria produzir bens de consumo com vida útil mais curta possível. O comércio eletrônico entre empresa e o consumidor final apresenta as mesmas características do comercio de vendas por catálogo. além da caixa. Ambos pertencem ao setor denominado ‘canal direto de vendas’. plásticos isolantes. papel. um nível de devoluções por não-conformidade às expectativas do consumidor na ordem de 25 a 30% em relação ao total das vendas [. e toda essa sucata eletrônica normalmente não recebem tratamento final adequando. E essa diminuição na duração de um bem ou produto faz com que o consumidor acredite que os novos lançamentos são de qualidade superior aos anteriores. Devido à fragilidade de alguns produtos. Assim sendo além dos avanços tecnológico que tem alavancado as vendas lançando novos produtos em grande velocidade e aumentado significativamente o consumo. Contudo esse consumo inconsciente vem gerando acúmulo de lixo eletrônico.

O fato é que em loja física existe contato entre fornecedor.com. rios. Já no comércio eletrônico não existe contato físico com o produto o que gera muito mais devoluções de mercadoria do que no comércio tradicional. A figura 3 abaixo demonstra de forma clara e dinâmica o caminho que o lixo tecnológico/eletrônico percorre entre a casa do consumidor e o destino final. Contudo os resíduos eletrônicos têm sido encontrados em ruas.35 possível adquiri-los pela internet e receber em casa com toda comodidade. é necessário algo que agregue valor . com ou sem o descarte adequado. alguns produtos ao fim de sua vida útil poderiam ser reciclados e assim retornarem ao processo produtivo como insumo. 9). Fonte: http://planetasustentavel.br/noticia/lixo/lei-equipamento-eletroeletronico-ongorganizacao-nao-governamental-eletrodomestico-aterro-sanitario-550477. o que tem resultado em novos comportamentos de compras. muitas vezes ainda invisíveis e até permanentes. A reinserção desses produtos novamente no ciclo produtivo reduz custos e tempo de produção. Dependendo do estado de conservação.shtml Os novos clientes estão mais sensíveis quanto às questões ambientais. em sistemas em todo o mundo. Figura 3: Caminho reverso do lixo eletrônico. (VALLE e LAGE 2003. A conscientização da sociedade para as questões ambientais tem sido despertada pela ocorrência de alguns desastres ecológicos que deixaram marcas. Além de benefícios econômicos essa reinserção acarreta ainda benefícios ambientais. entre outros. consumidor e produto. e essa realidade têm aumentado a consciência ecológica do consumidor. p.abril. com isso eles buscam mais que preço e qualidade.

] bens e materiais residuais [. [. p. oferecem riscos à saúde humana [. e a postura de empresa ecologicamente correta atrai a preferência dos consumidores. Quando jogadas no ambiente as substâncias químicas encontradas nos eletrônicos. cobre. seja pelo acúmulo desses resíduos. [. quando jogados em grandes lixões causam danos tanto a saúde humana.LEITE. que ao chover penetram no solo ocasionando contaminação de plantas e animais. quando liberados em certas condições de concentração. originando indiretamente poluição.. mercúrio e outros metais pesados que. seja pela liberação de constituintes nocivos à vida.36 perceptível. Isso tem gerado ações por parte de algumas empresas que visam comunicar ao público uma imagem institucional “ecologicamente correta”.]. 3... muitas vezes nocivos a saúde humana e ao meio ambiente. arsênio e outros. de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Leasing (ABEL) há preciosidades como ouro e prata nos circuitos eletrônicos. que esperam que as empresas reduzam os impactos negativos de sua atividade ao meio ambiente. quanto as espécies animais e ao meio ambiente. 2003. (LACERDA.] um aspecto diz respeito ao aumento da consciência ecológica dos consumidores.2 CONSEQÜÊNCIAS DO LIXO TECNOLÓGICO PARA SAÚDE HUMANA E O MEIO AMBIENTE Os produtos de informática têm tantos elementos preciosos quando perigosos.. Além do acúmulo de lixo que o descarte de resíduos sólidos gera no ambiente. Esses metais pesados encontrados nos produtos eletrônicos. 41). cádmio. existem ainda problemas muito mais graves relacionados aos componentes tóxicos que existem nesses equipamentos... é a quantidade extensiva de substâncias perigosas em sua composição. mais o campeão em toxidade é o monitor que possui alto volume de metais pesados. como chumbo. Um dos principais impactos do lixo tecnológico para o meio ambiente e saúde humana. e ao ingerir tais alimentos . Algumas pilhas usadas em aparelhos eletrônicos contêm chumbo. cádmio... mercúrio.] caso não seja devidamente ‘controlada’ gerara impactos ambientais. 2009).

com/2009_12_01_archive. A contaminação dos recursos hídricos pode ser melhor ilustrada na figura 4 abaixo: Figura 4: Contaminação dos Recursos hídricos Fonte:< http://seixomirense. câncer de pele e problemas de visão.html> Kevin Bridgen.37 os seres humanos podem ser contaminados. Abaixo algumas substâncias que podem ser encontradas em componentes eletrônicos e seus prejuízos a saúde humana. além da pulverização de gases na atmosfera que acentuam o buraco na camada de ozônio que causam entre outros. Seus componentes são classificados como tóxicos e com risco de efeitos irreversíveis a saúde humana. Chumbo: Prejudicial ao cérebro e sistemas nervosos central e periférico dos seres humanos. da unidade de ciência do Greenpeace afirma que “Muitos dos elementos químicos encontrados são tóxicos e podem afetar o desenvolvimento do sistema reprodutor de crianças. Muito se tem discutido que as substâncias tóxicas encontrados em computadores e celulares são muitas vezes nocivas a saúde humana. Cádmio: É um agente cancerígeno.blogspot. O cádmio e os . reprodutor e nos rins. digestivo. além de efeitos negativos no sistema circulatório. além de interferir no desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso”.

Arsênico: Causa doenças de pele. “A incineração do lixo produzido nas cidades tem sido contestada em diversas comunidades pelos efeitos da emanação de gases” (LEITE 2003. bronquite crônica. vômito. impotência. dor generalizada. ataques asmáticos e problema no fígado e no sangue. p. podendo vir a deteriorá-los. tosse. nervosas e reprodutivas.. Retardantes de chamas (BRT): Causam desordens hormonais. Manganês: Causa anemia. pode causar problemas respiratórios. quanto pelas agências públicas. Berílio: Causa câncer no pulmão. Devido aos componentes altamente tóxicos encontrados nos eletrônicos eles não podem ser descartados em lixo comum. Níquel: Causa irritação nos pulmões. dores abdominais. mas também pode ser ingerido nos alimentos. prejudica o sistema nervoso e pode causar câncer no pulmão. provocando sérios danos à saúde humana. transforma as cidades em um campo minado [. febre. p. 23). PVC: Se queimado e inalado. . O metilmercúrio acumula-se facilmente nos organismos vivos e concentra-se através da cadeia alimentar pela via dos peixes. nem em lixões. que raramente dispõem de sistemas de tratamento adequado. especialmente nos rins. ou aterros sanitários como resíduos urbanos comuns e nem podem ser incinerados. seborréia. Essa emanação de gases contribui para a intensificação do efeito estufa e liberam ozônio em baixas altitudes.. 1987. [.38 compostos de cádmio acumulam-se no corpo humano... O metilmercúrio provoca problemas de estômago. náusea e vômito. 83). Cloreto de Amônia: Acumula-se no organismo e provoca asfixia. tremor nas mãos e perturbações emocionais. alterações genéticas e no metabolismo. arrepios. reações alérgicas.] o tratamento inadequado do lixo. com o tempo. distúrbios renais e neurológicos. tanto pela população que o joga irresponsavelmente em qualquer lugar.]. fraqueza. Mercúrio: O mercúrio inorgânico disperso na água é transformado em metilmercúrio nos sedimentos depositados no fundo. O cádmio é absorvido por meio da respiração. Zinco: Produz secura na garganta. (VIOLA et al.

mais ele deve caminhar lado a lado com a sustentabilidade. acarretando assim contaminação das águas. provindo do avanço tecnológico e conseqüentemente do consumo inconsciente da população surgiu a necessidade de modernizar todo o sistema logístico. como se desfazer de toda essa sucata eletrônica produzida passou a ser um problema do mundo inteiro. O desenvolvimento econômico e o cuidado com o meio ambiente são compatíveis. possuem aterros sanitários. Segundo LEITE (2003. causa perturbações no ecossistema. solo e lençóis freáticos e a proliferação de vetores de doenças.39 De acordo com estudos do IBGE divulgados no ano de 2010 aproximadamente 64% dos municípios depositam seus resíduos em lixões a céu aberto e sem nenhum tratamento. interdependentes e necessários. p. Partindo dessa compreensão pode-se afirmar que a destinação final inadequada dos resíduos eletrônicos. p. Diante do problema exposto. “Condições tecnológicas. O lixo eletrônico antes era um problema dos países desenvolvidos. para que não haja conflito entre crescimento econômico e qualidade de vida. 226). (DIAS. O desenvolvimento sustentável é simplesmente impossível se for permitido que a degradação ambiental continue. 21). sendo que em torno de 14% somente. hoje com a evolução acelerada da tecnologia. O desenvolvimento econômico podem e devem coexistir com um meio saudável. industriais e formas de organização e gestões econômicas da sociedade estão em conflito com a qualidade de vida” (MORATO LEITE. 2003. O desenvolvimento econômico é importante e necessário. 2003 p. O desenvolvimento econômico e o bem-estar do ser humano dependem dos recursos da Terra. 20) “Um dos mais graves problemas ambientais urbanos da atualidade é a dificuldade de disposição do lixo urbano”. .

40 4 MODERNIZAÇÃO DA LOGISTICA 4. p. Os conceitos de logística reversa evoluíram ao longo do tempo e hoje é definida por como sendo. 2003. do retorno dos bens de pós venda e de pós-consumo ao ciclo de negócios ou ciclo produtivo. 2003. [... o termo refere-se ao papel da logística no retorno de produtos. reforma.15).].. 1998. Conforme contextualizado a logística reversa consiste em agregar valor a um bem após o fim de sua vida útil. opera e controla o fluxo e as informações logísticas correspondentes. por meio dos canais de distribuição reversos. A partir dessa necessidade surgiu um novo conceito em logística denominado a logística reversa. existem também os ganhos . apud LEITE. reciclagem. entre outros. logístico. (LEITE. A partir de tais problemas gerados. p. a sociedade e para as organizações. Logística reversa: em uma perspectiva de logística de negócios. viu-se a necessidade de modernizar o sistema logístico. redução na fonte. agregando-lhes valor de diversas naturezas: econômicos. Diante da definição de Leite pode-se afirmar que além dos ganhos financeiros e logísticos que a logística reversa proporciona. (STOCK.] a área da logística empresarial que planeja. substituição de materiais. reparação e remanufatura [. com a proposta de revalorização dos produtos obsoletos. bem como os desastres ecológicos. disposição de resíduos. reuso de materiais. por conseguinte a redução do ciclo de vida mercadológico dos produtos e conseqüentemente o aumento das quantidades de materiais descartados pela sociedade. Essa realidade do alto índice de descartabilidade de resíduos sólidos acabou despertando a sensibilidade ecológica dos consumidores. legal. ecológico. 16-17). tem se tornado um grande problema para o meio ambiente.1 LOGÍSTICA REVERSA A crescente demanda e oferta de novas tecnologias que desencadearam o consumo inconsciente da população e.. de imagem corporativa. reintegrando-o novamente ao ciclo produtivo. visto que a população passou a presenciar os ímpetos causados pela destinação final inadequada desses resíduos.

representa o processo logístico reverso de forma simples e dinâmica. retornam ao processo tradicional de suprimentos. beneficia ainda a redução dos custos globais.pdf. 4. A distribuição no sistema logístico além de favorecer a comunidade onde está inserida. já que a postura de empresa ecologicamente correta atrai a preferência dos clientes. A Figura 5 a seguir. Figura 5: Representação esquemática dos processos logísticos diretos e reversos. tendo como objetivo a aquisição de um novo valor ou a realização de um descarte adequado. além de ser ainda um diferencial competitivo numa economia globalizada. Fonte: LACERDA (2009). como sendo o processo de planejar.com. Disponível em: http://www.br/site/artigos_pdf/artigo_logistica_reversa_leonardo_lacerda.41 referentes à imagem institucional. a sociedade e o meio ambiente.2 CANAL DE DISTRIBUIÇÃO REVERSO DE PÓS-VENDA . executar e controlar o fluxo de matérias-primas. estoque em seguimento e produtos acabados. Então pode-se afirmar que as matérias reaproveitadas deste processo logístico reverso.sargas. produção e distribuição. pois é possível ter uma boa economia com base no reaproveitamento de materiais.

um dos principais canais reversos de pósvenda é o e-commerce.42 Os bens de pós-venda são taxados como os bens devolvidos com pouco ou nenhum uso. Vale ressaltar que um recall em produtos serve para aprimorar. O nível de devoluções por nãoconformidades às expectativas do cliente da ordem de 25 a 30% em relação ao volume de vendas. chamados de recall. defeitos ou falhas de funcionamento do produto. 2003. operacionalização e controle do fluxo físico e das informações logísticas correspondentes de bens de pós-venda. os quais por diferentes motivos retornam aos diferentes elos da cadeia de distribuição direta que se constituem de uma parte dos canais reversos pelos quais fluem esses produtos. 2003. . Esse fluxo de retorno se estabelecerá entre os diversos elos da cadeia de distribuição direta.. viabilizar operacionalmente o retorno de produtos ao ciclo produtivo. ou problemas apresentados após a venda. A partir das conjunções apresentadas. avaliar e principalmente para inspecionar a qualidade dos produtos para que não apresentem novos erros. (LEITE. agregando valor aos mesmos. avarias no transporte. De acordo com LEITE (2003). com ou sem uso. dependendo do objetivo estratégico ou do motivo de retorno.. quando do retorno desses produtos eles podem ser submetidos a consertos ou reformas e assim voltam novamente ao mercado com valor comercial. entre outros. “Comerciais” e de “Substituição de Componentes”. (LEITE. os produtos devolvidos por motivo de defeitos de fabricação ou de funcionamento. Pode-se afirmar que a logística reversa de pós-venda é uma importante ferramenta com relação a aumento de competitividade no mercado e diferenciação no nível de serviço ao cliente. garantia dada pelo fabricante. pode-se afirmar que o canal reverso de pós-venda tem por objetivo. 206). erros no processamento dos pedidos. A logística reversa de pós-venda trata do retorno dos produtos de pós-venda por motivos de “Garantia/Qualidade”. p. Outro motivo de retorno de bens de pós-venda é o termino da validade. Seu objetivo estratégico é agregar valor a um produto logístico devolvido por razões comerciais.] a Logística reversa de pós-venda é a área de atuação que se ocupa do planejamento. 206). [. p. pois devido à falta de contato entre cliente e produto o número de devoluções é relativamente maior. Pode-se rotular como devoluções por “Garantia/Qualidade”.

validade. os produtos devolvidos por motivo de erros de expedição.> 4.3 CANAL DE DISTRIBUIÇÃO REVERSO DE PÓS-CONSUMO . categoriza-se os bens duráveis e semiduráveis.br/girotto/files/Logistica_de_Distribuicao/logistica_reversa . Figura 6: Fluxo reverso de pós-venda. reciclagem ou descarte.com.facensa.venda. Na classificação “Substituição de Componentes”. erros de processamento de dados. etc.pdf. Fonte: LEITE (2003) Disponível_em:<http://pessoal.. quer seja retornar ao mercado. assim recebem destinação final adequada.43 São classificados como “Comerciais”. Abaixo a figura 6 representando o fluxo logístico de pós. pontas de estoque. e são reparados. que tem seus elementos submetidos a manutenções e consertos ao longo de sua vida útil.

(FULLER e ALLEN. como a incineração ou os aterros sanitários. . retornam ao ciclo produtivo pelo canal reverso de “reciclagem industrial” como matéria prima secundária. A logística reversa de pós-consumo trata de agregar valor econômico. 2005. do ponto de vista ambiental. 34). Caso os bens de pósconsumo não tenham as condições descritas às mesmas terão destinação final adequada. 3). 6).. podem ser encaminhados para disposições finais seguras ou inseguras. 1995. sendo as demais formas consideradas inseguras. ou serem enviados a destinos tradicionais. “Os bens industriais apresentam ciclos de vida útil de algumas semanas ou muitos anos. ecológico e logístico aos produtos de pós-consumo ou seus elementos constituintes. p. p. por acarretarem poluição ambiental. de diferentes maneiras. são os aterros sanitários e a incineração. mesmo assim. 244). constituindo os produtos de pós-consumo e os resíduos sólidos em geral”. O descarte dos produtos ao fim de sua vida útil é que dá origem ao processo de logística reversa. Quando os produtos tornam-se obsoletos eles devem retornar ao seu ponto de origem para serem reaproveitados ou descartados de maneira adequada. (LEITE 2003. após o que são descartados pela sociedade. (CHAVES e MARTINS. fim de vida útil e resíduos industriais. um produto só é descartado em último caso”. portanto. em condições uso. 2003. Na figura 7 abaixo representação de LEITE (2003) do fluxo logístico de pósconsumo. (LEITE. p. ainda podem retornar ao ciclo produtivo.] Um produto ou material torna-se bem de pós-consumo quando sua vida útil é encerrada e. Estes bens e resíduos industriais de pós-consumo. As disposições finais. tradicionalmente consideradas seguras. Os produtos de pós-consumo descartáveis em condições logísticas.. “O foco de atuação da logística reversa envolve a reintrodução dos produtos ou materiais a cadeia de valor através do ciclo produtivo ou de negócios e.44 A vida de um produto não termina na sua entrega para o cliente. tecnológicas e econômicas. [. p.

. em conseqüência. Fonte: LEITE (2003) Disponível_em:<http://pessoal. que são os fatores econômicos.com. Esses fatores são abordados por LEITE (2003) como os fatores que interferem na organização e estruturação e.br/girotto/files/Logistica_de_Distribuicao/logistica_reversa .45 Figura 7: Fluxo logístico de pós-consumo. legislativos.4 FATORES DETERMINANTES DA LOGÍSTICA REVERSA Existem vários fatores que podem ser considerados como determinantes da logística reversa além da competitividade. logísticos e tecnológicos. ecológicos. A figura 8 abaixo apresenta os fatores de influência da logística reversa de pós-consumo.pdf. no equilíbrio entre as quantidades de bens de pós-consumo que são descartadas e as que são reintegradas ao ciclo produtivo e que justificam o grau de inserção da logística reversa na estratégia empresarial.facensa.> 4.

ou de revalorizações mercadológicas nos canais reversos de reuso e de remanufatura. pois as matérias primas provenientes de produtos de pós-consumo são relativamente mais baratas para a produção de novos produtos. O objetivo econômico da implementação da logística reversa de pós consumo pode ser entendido como a motivação para a obtenção de resultados financeiros por meio de economias obtidas nas operações industriais. Tais benefícios são possíveis.46 Figura 8: Fatores que influenciam na organização dos canais reversos de pós-consumo. p. (LEITE. Fonte: LEITE. provenientes dos canais reversos de reciclagem. 107).1 Fatores Econômicos A logística reversa proporciona benefícios econômicos para as organizações com base no reaproveitamento de materiais. Portanto a reintegração desses materiais no ciclo produtivo traz retornos financeiros significativos para as organizações. 89 4.4. principalmente pelo aproveitamento de matérias-primas secundárias. . 2003. 2003 p.

26) Essas pressões legais têm impulsionado as empresas a agirem de maneira socialmente responsável. No Brasil em 10 de março de 2010 foi aprovado o novo projeto de lei. incluindo os perigosos. que tem expressado a sua preocupação ambiental nas declarações de missões empresariais. que diz em seu artigo 1° que. (LEITE. A revalorização ecológica de um bem em fim de vida é entendida como a eliminação ou a mitigação desse somatório de custos dos impactos no meio ambiente provocados pela ação nociva de produtos perigosos à vida humana ou pelos excessos desses bens.2 Fatores Ecológicos A revalorização ecológica de um bem minimiza os impactos do mesmo ao meio ambiente.124). de 1991). 4. p.4. p. Esta Lei institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. bem como sobre as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos.3 Fatores Legislativos Os fatores legislativos são um dos principais motivos das empresas estarem aderindo a logística reversa em suas operações. “Um dos principais fatores estratégicos da logística reversa é o crescente número de legislações ambientais que têm surgido em todo mundo”. Essa preferência tem desencadeado novos comportamentos ecológicos por parte das empresas. a sociedade tem ficado cada vez mais ecologicamente sensibilizada. . dispondo sobre seus princípios.. objetivos e instrumentos. e aos instrumentos econômicos aplicáveis. Diante da crescente visibilidade dos desastres ecológicos provindos do descarte inadequado das sucatas eletrônicas. (Lei nº 203. 2003. Logo a imagem de empresa ecologicamente correta atrai a preferência dos consumidores. p. 153).. às responsabilidades dos geradores e do Poder Público. “Empresas fabricantes de produtos que de alguma maneira impactem negativamente o meio ambiente serão certamente afetadas por legislações restritivas de alguma natureza às suas operações [.]” (LEITE 2003. (ROGERS E TIBBEN LEMBKE 1999.47 4.4.

48 Com a intervenção governamental as empresas se vêem obrigadas a por em prática suas políticas ambientais e agir em conforme com o meio ambiente seja na hora de produzir ou de destinar adequadamente os produtos ao fim de sua vida útil. influindo ou permitindo equilíbrio entre os fluxos reversos e diretos. Sendo que a logística proporciona viabilidade econômica à organização. 169). (LEITE. 4. pois são estes os responsáveis pela eficiência e precisão do processo. garantindo os processamentos logísticos e industriais nas diversas etapas dos canais reversos.4. 2003. Dizem respeito à existência de condições de organização. processadores intermediários. 4. localização e sistemas de transporte entre os diversos elos da cadeia de distribuição reversa: fontes primárias de captação. Conforme contextualizado o fator logístico influi diretamente no que tange origem e destino. é uma das condições básicas de estruturação e organização das cadeias reversas de produtos e materiais. p. p.5 Fatores Tecnológicos Os fatores tecnológicos são de suma importância no processo logístico.4 Fatores Logísticos O fator logístico é de importância fundamental para a estruturação e organização dos canais reversos. A existência de tecnologia adequada e economicamente viável. 2003. (LEITE. pois possibilita acessibilidade dos produtos de pós-consumo no local certo e com quantidade necessária. . centros de consolidação e adensamento de cargas dos materiais de pós-consumo. 92). pois aumenta o fluxo de informações e diminui o hiato do percurso a ser percorrido quando do retorno do produto de pós-consumo ao ciclo produtivo.4. centros de processamento de reciclagem e usuários finais desses materiais reciclados.

a logística reversa. objetiva tornar possível o retorno dos bens ou de seus materiais constituintes ao ciclo produtivo ou de negócios. Partindo dessa idéia pode-se afirmar que os produtos oriundos dessa matéria prima secundária já chegarão ao mercado com sua vida útil em decadência. 2003. Sua importância vai desde a elaboração do projeto do produto até o seu retorno ao ciclo produtivo quando obsoleto. evitando danos ao meio ambiente e a sociedade. p. por meio de sistemas operacionais diferentes em cada categoria de fluxos reversos. . melhorar o nível e a qualidade de serviços. (LEITE. Portanto. agregar valores que diferenciem e fortaleçam a posição competitiva da empresa”.5 UMA NOVA VISÃO SOBRE O RETORNO DOS PRODUTOS DE PÓS-CONSUMO AO CICLO PRODUTIVO Quando os produtos tornam-se obsoletos os mesmos devem retornar ao ciclo produtivo para reciclagem ou para compor um novo produto final e então ser lançado novamente no mercado.49 Conforme contextualizado a tecnologia tem papel fundamental no tratamento econômico dos resíduos sólidos no seu descarte. Agrega valor econômico. ecológico. 163) ainda afirma que a “logística é última fronteira gerencial que resta ser explorada para reduzir tempos e custos. O retorno dos produtos de pós-consumo ao ciclo produtivo é definido por LEITE (2003) como. separação e seleção. Com base nessa afirmação nota-se que a qualidade é uma característica imprescindível no processo logístico. como subproduto. ou seja. o mais importante é que o produto final saia com qualidade. não basta que o produto de pósconsumo seja reciclado ou volte ao ciclo produtivo. 4. 17). ou seja. DRUCKER (1995 apud BATALHA. Conforme contextualizado os bens de consumo após o fim de sua vida útil retornam ao ciclo produtivo como matéria prima secundária. legal e de localização ao planejar as redes reversas e as respectivas informações e ao operacionalizar o fluxo desde a coleta dos bens de pós-consumo ou de pós-venda. e dessa forma a vida útil do produto seja compatível com o tempo da necessidade do cliente final. 2001. p. por meio dos processamentos logísticos de consolidação. até a reintegração ao ciclo.

2001. visto que o produto não terá a mesma qualidade de um produto constituído por matérias primas primárias oriundas do meio ambiente. e um produto no mercado a partir de matérias primas secundarias.39). Os clientes buscam sempre o melhor nível de serviço. Ao retornar ao ciclo produtivo como insumo as partes integrantes dos produtos de pós-consumo devem ser separadas. conforme figura 9 representada abaixo: . subprodutos não oferecem esse nível de serviço. Partindo dos conceitos existentes de logística reversa e o objetivo da mesma em melhorar os níveis de serviços ao cliente. transformadas em insumo e então retornar ao ciclo produtivo. dessa forma o serviço ao cliente “é medido em termos de disponibilidade. p. p.50 “Um dos critérios-chave para um relacionamento duradouro e uma garantia de fidelização de clientes. além de gerar um produto com vida útil programada. se faz necessário que ao retornar ao ciclo produtivo. (STERN. obtidos por meio da logística empresarial integrada. A logística reversa é um diferencial competitivo e pode auxiliar a empresa na retenção de seus clientes. O tempo de vida útil dos elementos que compõem um produto é diferente. é a qualidade ou o nível de serviços logísticos que lhes são oferecidos”. ou seja. 2001. chega-se a conclusão de que o retorno dos produtos de pós-consumo ao ciclo produtivo como subproduto. 48). ocasionará ainda insatisfação por parte do consumidor final. desempenho operacional e confiabilidade de serviço”. visto que o mesmo já chega ao mercado com pouco tempo de vida útil. A satisfação do cliente é uma preocupação fundamental da logística. (LEITE 2003. (BOWERSOX. sua empresa e seus métodos de serviço a clientes através dos olhos dos seus clientes”. p. (STONER & FREEMAN 1999. e dessa forma um subproduto de pós-consumo não pode compor um produto final. “O serviço a clientes bem-sucedido sempre implica olhar para seus produtos.24). “As coisas que a organização traz do ambiente – e o que ela faz com as mesmas – irão determinar a qualidade e o preço de seu produto final”. os produtos de pós-consumo devem retornar como insumo e não como subproduto. Partindo da concepção de produtos gerados a partir de subprodutos com o nível de qualidade que o cliente busca. p. 207).

51

Figura 9: Retorno dos produtos de pós-consumo ao ciclo produtivo. Fonte: Autores

4.6 LOGISTICA REVERSA NO SETOR DE COMPUTADORES
Conforme abordado no capitulo 3, as constantes inovações tecnológicas, principalmente no setor de computadores têm criado um alto grau de obsolescência dos produtos, devido a redução do ciclo de vida dos mesmos, levando a um alto índice de descartabilidade. Segundo LEITE (2003), os bens produzidos são classificados em três categorias: bens descartáveis, bens duráveis e bens semiduráveis.
● Bens descartáveis: são os bens que apresentam duração de vida útil média de algumas semanas, raramente superior a seis meses. Essa categoria de bens produzidos constitui-se tipicamente de produtos de embalagens, brinquedos, materiais para escritório, suprimentos para computadores, artigos cirúrgicos, pilhas de equipamentos eletroeletrônicos, fraldas, jornais, revistas, entre outros. ● Bens duráveis: são os bens que apresentam duração de vida média útil variando de alguns anos a algumas décadas. Constituem bens produzidos para a satisfação de necessidades da vida social e incluem os bens de capital em geral. Fazem parte dessa categoria os automóveis, os eletrodomésticos, os eletroeletrônicos, as máquinas e os equipamentos industriais, os edifícios de diversas naturezas, os aviões, as construções civis, os navios, entre outros.

52

● Bens semiduráveis: são bens que apresentam duração média de vida útil de alguns meses, raramente superior a dois anos. Trata-se de uma categoria intermediária que, sob o enfoque dos canais de distribuição reversos dos materiais, apresenta características ora de bens duráveis, ora de bens descartáveis. Trata-se de bens como baterias de veículos, óleos lubrificantes, baterias de celulares, computadores e seus periféricos, revistas especializadas, entre outros. (LEITE, 2003, p. 34).

O objetivo principal da logística reversa no setor de computadores é promover meios de gerenciamento desses produtos ao fim de sua vida útil. Partindo dessa concepção a logística reversa objetiva agregar valor aos produtos informáticos ou os elementos dos mesmos, retornando-os ao ciclo produtivo por meio do canal reverso de pós-consumo quando termina sua vida útil. Atualmente, por motivos de legislação, redução de custos e imagem corporativa, as organizações fabricantes de produtos de informática reutilizam os elementos dos seus produtos eletrônicos quando chegam ao fim de sua vida eletrônica. Dessa as organizações têm buscado meios de recuperar de alguma forma os produtos de pós-consumo reinserindo-os novamente ao ciclo produtivo. Uma placa mãe, por exemplo, pode ser diretamente reutilizada,

remanufaturando-a em brinquedos eletrônicos ao invés de enviá-la para aterros, evitando assim o descarte da mesma no ambiente (RAVI; SHANKAR, 2005). Dessa forma é possível reduzir custos e diminuir o impacto ambiental do descarte dos produtos de informática.

4.7 BENEFÍCIOS

EMPRESARIAIS

INERENTES

DO

GERENCIAMENTO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS
Fatores antes considerados diferenciais competitivos e maneiras de conquistar e fidelizar clientes não parecem surtir o mesmo efeito face ao novo cenário corporativo. Preço, qualidade e atendimento são essenciais para entrar no mercado, porém não são suficientes para permanecer nele. Sendo assim é necessário algo que agregue valor perceptível aos clientes, algo que permita relacionamentos duradouros com os mesmos, e nesse sentido conquistá-los vai além de tais fatores, é preciso inovar.

53

[...] um dos critérios-chave para um relacionamento duradouro e uma garantia de fidelização de clientes, obtidos por meio da logística empresarial integrada, é a qualidade ou o nível de serviços logísticos que lhes são oferecidos, tais como rapidez, confiabilidade nas entregas, freqüência de entregas, disponibilidade de estoques [...] que agregue valor perceptível aos clientes. (LEITE, 2003, p. 205).

A busca pela competitividade no meio corporativo tem levado as empresas a investirem em logística reversa. A crescente sensibilização ecológica por parte dos consumidores também tem incentivado a prática da logística reversa. Os consumidores estão exigindo um nível de serviço mais elevado das empresas e estas, como forma de diferenciação e fidelização dos clientes, estão investindo em logística reversa (CHAVES e MARTINS, 2005, p. 1). Os consumidores estão cada vez mais ecologicamente sensibilizados, desse modo eles buscam mais que um bom atendimento. Diante dessa sensibilidade com relação a questões ambientais, se faz necessário um relacionamento eficaz e duradouro entre empresa e clientes, adequando os produtos e serviços as suas necessidades e desejos. As empresas que inserirem o processo reverso em suas operações tendem a se destacar no mercado, visto que as mesmas oferecem serviço diferenciado aos seus clientes. Quando a empresa investe em logística reversa, ela esta investindo em benefícios para ela, a sociedade, o meio ambiente e as gerações futuras. Mediante a diferenciação por serviços que a logística reversa oferece, as organizações tendem a sobressair em relação à concorrência.
Os varejistas acreditam que os clientes valorizam as empresas que possuem políticas mais liberais de retorno de produtos. Esta é uma vantagem percebida onde os fornecedores ou varejistas assumem os riscos pela existência de produtos danificados. Isto envolve, é claro, uma estrutura para recebimento, classificação e expedição de produtos retornados. Esta é uma tendência que se reforça pela existência de legislação de defesa dos consumidores, garantindo-lhes o direito de devolução ou troca. (LACERDA, 2009).

Além dos benefícios econômicos e competitivos, a logística reversa proporciona benefícios com relação à imagem institucional.
Alem das possíveis oportunidades oriundas desses ‘reaproveitamentos’, ‘reutilizações’, ‘reprocessamentos’, ‘reciclagens’ etc., a questão da preservação ecológica dirigirá esforços das empresas para a defesa de sua imagem corporativa e seus negócios, enquanto a sociedades se defenderão por meio de legislações e regulamentações específicas. (LEITE 2003, p. 21).

54

A organização que inserir o processo reverso em sua cadeia produtiva, agregará valor à sua imagem frente à sociedade, trazendo benefícios ao meio ambiente, estabelecendo inclusive novas oportunidades de negócios, além de benefícios como a geração de postos de trabalho, revertendo assim em benefícios ao meio no qual está inserida. A imagem corporativa vem ganhando espaço no ambiente competitivo, visto que as organizações buscam relacionamentos duradouros com os clientes, e estes devido à crescente consciência ecológica passou a exigir maior responsabilidade sócio-ambiental das empresas, e com isso a imagem institucional vem ganhando cada vez mais destaque.

4.7.1 Redução de Custos
A logística reversa além de proporcionar ganhos com relação à imagem corporativa e competitividade, possui outro fator importante que é a redução de custos, pois é possível minimizar parte das perdas econômicas. De acordo com LACERDA (2009) as iniciativas relacionadas à logística reversa têm trazido consideráveis retornos para as empresas. As organizações têm sido instigadas a realizarem cada vez mais novas iniciativas empresariais com base no reaproveitamento de materiais, pois a utilização de embalagens retornáveis tem trazido benefícios econômicos às organizações. Ainda completa que os esforços em desenvolvimento e melhorias nos processos de logística reversa podem produzir também retornos consideráveis, que justificam os investimentos realizados. (LACERDA, 2009). De acordo com os conceitos apresentados até então se percebe que podem ser alcançadas significativas reduções de custos e inclusive agregação de valor dos produtos pelos canais reversos de pós-consumo e pós-venda. É possível ter redução de custos com o reaproveitamento de produtos e isso tem estimulado novas iniciativas empresariais.
“[…] todo indivíduo e toda empresa têm condições de ‘evitar’ os impostos mudando de comportamento, de designs, de processos e de aquisições. Isso funciona. Muitas municipalidades aumentaram consideravelmente a

” (GARDNER e SAMPAT apud HAWKEN. conseqüentemente os benefícios com relação às pressões legais que também impactam no processo. por meio da percepção de que o posicionamento e o reforço de suas imagens corporativas permitirão a perenização de seus negócios. LOVINS & LOVINS. incluam a sua performance social.55 vida útil de um aterro sanitário quase repleto tributando os acréscimos desnecessários ou recompensando a redução. p. 1999. os ganhos vão desde a redução de matéria prima e a produção de um novo produto. Ao minimizar os impactos negativos da produção.2 Responsabilidade Social As empresas têm tomado consciência de que para estar e permanecer no mercado deve participar da sociedade de forma responsável. além da utilização eficiente dos produtos. 4. 2000. (LEITE. além de demonstrar essa preocupação em sua missão e valores institucionais. políticas e práticas ambientais. em todo o mundo.] responsabilidade social: trata-se da capacidade da empresa ouvir e fazer convergir os interesses de suas diferentes partes interessadas. as empresas têm definido políticas de proteção ao meio ambiente.7. 156). 2003.. “[. Cada vez mais.244). tais comportamentos empresariais acarretam em retorno financeiro. ao espelhar o desempenho do negócio como um todo. de doze para 82 por cento em menos de uma década: vinte vezes mais que a taxa média de quatro por cento da maioria dos países industrializados. e cada vez mais com a responsabilidade dela pelos impactos decorrentes de sua forma de operar. é introduzida na reflexão estratégica de empresas lideres como um diferencial competitivo. transporte e armazenagem e. em um ambiente em que essa diferenciação é extremamente difícil por meio de outras variáveis mercadológicas. A variável ambiental. As empresas comprometidas com a responsabilidade sócio-ambiental estabelecem programas e diretrizes de gestão dos impactos negativos de seus . Cada vez menos esses indicadores têm a ver com programas sociais patrocinados pela empresa. 134). as empresas têm sido estimuladas a adotar indicadores que. p. A partir dos preceitos de que empresa socialmente responsável tem a preferência dos clientes e que o intermédio dessa visibilidade se dá por meio da imagem institucional. tanto quanto social. (ESTEVES. nas construções.. Os impostos de aterros sanitários da Dinamarca aumentaram a reutilização do entulho. p. a reutilização e a reciclagem.

. Assim é possível melhorar o processo produtivo. enquadrando à empresa as estratégias pela busca da eficácia competitiva.56 produtos no ambiente através dos canais reversos logísticos. acarretando em redução de custos.

e como é visto pelos representantes a importância e necessidade dos fabricantes utilizarem métodos reversos para retorno e descarte adequado dos produtos de pós-consumo. A questão 3 expõe a maneira como é feita a destinação final dos produtos . 5. com perguntas direcionadas. Optamos por realizar a pesquisa por meio de questionário.57 5 ESTUDO DE CASO 5.2 ESTUDO DE CASO NAS EMPRESAS DE ELETRÔNICOS DE SÃO MATEUS/ES Para melhor desenvolvimento desta pesquisa. mas possibilita o estabelecimento de relações constantes entre determinadas condições (variáveis independentes) e determinados eventos (variáveis dependentes).1 OBJETIVOS O presente estudo de caso tem como objetivo avaliar como é feito o descarte dos produtos eletrônicos na cidade de São Mateus/ES. p. A questão 2 procura mostrar qual o tempo de permanência dos produtos dos clientes no estabelecimento. Entrevistamos treze empresas de consertos de eletrônicos e três grandes empresas revendedoras de grande porte da cidade. (OLIVEIRA. não permite o isolamento e o controle das variáveis supostamente relevantes. observados e comprovados”. A questão 1 objetiva identificar a conscientização dessas empresas quanto ao descarte correto do lixo eletrônico nessa cidade. na coleta dos dados e no registro de variáveis presumivelmente para posteriores análises. “Pesquisa de campo consiste na observação dos fatos tal como ocorrem espontaneamente. 1999.124). o mesmo é composto por sete questões. buscamos também livros. com o intuito de conhecer as práticas que as mesmas utilizam para a destinação dos produtos quando termina sua vida útil. quando os mesmo não retornam para buscá-los. artigos e revistas que tratam sobre o assunto em questão.

100% acham importante que exista um local apropriado para o descarte dos resíduos sólidos eletrônicos. A questão 7 procura mensurar a quantidade de lixo eletrônico descartado diariamente por essas empresas. A questão 4 demonstra os destinos encontrados pelas empresas para descartar o seu lixo eletrônico. A questão 6 identifica qual a melhor maneira para as empresas recolherem os seus produtos de pós-consumo. 5.Você acha importante ter um descarte correto de resíduos eletrônicos na cidade de São Mateus? 0. A questão 5 investiga a importância da inserção da logística reversa no recolhimento do produto quando chega ao final de sua vida útil para as empresas.3 ANÁLISE E RESULTADO DA PESQUISA DE CAMPO 1. .58 eletrônicos quando termina sua vida útil. 100% GRÁFICO 1: IMPORTÂNCIA DO DESCARTE CORRETO Diante de entrevista realizada com as empresas de eletrônicos da cidade de São Mateus / ES. 0% SIM NÃO 16. Em posse dos resultados desta pesquisa apresentamos a análise a seguir.

59 2. 25% reutilizam para remanufatura de outros produtos eletrônicos e 6% destinam esses produtos de ambas as formas. . 6% 4. e apenas 6% permitem que os produtos permaneçam por mais de 6 meses aguardando o retorno do cliente. 25% Des ca rta Reuti l i za Ambos 11. você : 1. 25% permitem que os produtos permaneçam em seu estabelecimento por até 06 meses. 69% GRÁFICO 2: TEMPO DE PERMANENCIA DOS PRODUTOS ATÉ O DESCARTE Com relação ao período que os produtos eletrônicos permanecem no estabelecimento aguardando até que o cliente volte para buscá-lo 69% aguardam até um mês para então dar destinação ao equipamento. 69% GRÁFICO 3: QUANTIDADES DE DESCARTE E REUTILIZAÇÃO Quando findado o tempo de espera pelo retorno do cliente para buscar os produtos. descartam e reutilizam.Quando o cliente não aparece para pegar o equipamento deixado para receber os devidos reparos. qual é o período que você permite que os equipamentos eletrônicos permaneçam no seu comércio? 1. 25% até 1 mês de 01 a 6 mes es mai s de 6 mes es 11. 3. 69% das empresas entrevistadas descartam os mesmos. 6% 4.Quando o cliente deixa um produto e não retorna para buscá-lo.

94% das empresas fazem o descarte do seu lixo eletrônico no lixo mateense. 6% 15. mostrando assim o grande impacto ambiental que este causa. 94% 0. . 12. onde você descarta? 1. 87.5% GRÁFICO 5: RESPONSABILIDADE DOS FABRICANTES Com relação à responsabilidade do fabricante em recolher o que ele mesmo produz. 87.Você acha que as empresas que fabricam os produtos deveriam ter responsabilidade em recolher os mesmos? 2. devido não haver outro lugar para efetuar o descarte adequado.60 4 – Quando descartado. 5 .5% SIM NÃO 14.5% das empresas concordam que os mesmos deveriam recolher o produtos ao fim de sua vida útil. Um fato importante neste gráfico é que apenas uma empresa se destacou em termos de preocupação com a disposição final do seu lixo eletrônico. 0% Lixo Ma te ens e Devol ve a os Fa bri ca ntes Ma ntém es toca do GRÁFICO 4: LOCAL DE DESCARTE Observando a estatística acima.

7. 13% Posto de Coleta Transportadora Retirar no local 13. 0% 01 à 10 uni da de s a ci ma de 20 uni da des a ci ma de 50 uni da des 14. além do mais não existe apoio e nem incentivo governamental para que tais práticas sejam adotadas. 81% Negaram a pergunta anterior GRÁFICO 6: FORMA DE RETORNO DOS PRODUTOS Como melhor forma para recolhimento dos resíduos sólidos eletrônicos. qual é a forma que as empresas deveriam utilizar para o retorno dessas sucatas? 0. 6% 2. 81% acham que a melhor maneira se dá por meio de um posto de coleta.Se a pergunta anterior for positiva. 0% 1. 87% GRÁFICO 7: QUANTIDADE DE DESCARTE DIÁRIO As empresas de eletrônicos entrevistadas descartam cerca de 1 a 10 unidades de produtos eletrônicos por dia. 13% 0. as práticas socialmente responsáveis com relação ao descarte dos resíduos sólidos eletrônicos não estão sendo realizadas.61 6 . Com base nos resultados da pesquisa de campo realizada na cidade de São Mateus/ES.Qual é a quantidade de lixo eletrônico descartado diariamente? 2. Existe consciência por parte das organizações sobre os impactos da .

dessa forma são descartados cerca de 10 produtos diariamente por cada empresa. portanto a mesma continua a depositar os produtos eletrônicos obsoletos sem condição de reuso ou remanufatura no andar em cima da loja. a céu aberto. correndo risco de que a água seja contaminada. bem como as condições quase impossíveis de higiene. anualmente a quantidade será relativamente grande. Conforme as fotos apresentadas no apêndice 3 é possível evidenciar a realidade descrita acima da empresa Pastore. principalmente às que moram próximas ao lixão. expondo toda a população mateense aos mais diversos riscos. dessa forma a mesma encaminhou um ofício à justiça. mais se multiplicado pela quantidade de empresas que realizam esse descarte. Conforme a foto 4 conferida no apêndice 3 é possível mensurar a quantidade de lixo eletrônico entulhada no local. Apenas 25% das empresas entrevistadas reutilizam os produtos quando os mesmos tornam-se obsoletos. É preciso que haja conscientização governamental. A empresa tem plena consciência das conseqüências que seriam causadas caso esses resíduos fossem descartados em local inapropriado. Até então a empresa Pastore não teve retorno desse ofício. Dentre as empresas entrevistadas uma nos chamou a atenção.62 destinação inadequada do lixo eletrônico para o meio ambiente e conseqüentemente a sociedade. parece pouco. visto que o mesmo poderia ser utilizado para outros fins que intermediassem a expansão do lucro da empresa. a empresa Pastore. observamos o quão importante é o processo de logística reversa não . pois a grande quantidade de sucata dificulta o manejamento das mesmas e do local. a mesma possui o 3º piso da loja repleto de sucata eletrônica. Conforme abordado no capitulo 03. pedindo uma solução para se desfazer da sucata eletrônica de maneira adequada. Devido à falta de local apropriado para destinação final dos equipamentos 94% das empresas realizam seus descartes no lixo mateense. Onde na foto 3 é possível demonstrar a grandiosidade do espaço gasto com sucata eletrônica. e essa quantidade só tende a aumentar cada vez mais. contaminando os animais e por fim as pessoas. para que a mesma ofereça condições de local adequado para o descarte desses resíduos. pois por falta de destinação para o descarte dos produtos. quando chove os produtos tóxicos existentes nos equipamentos descartados escorrem e penetram nos lençóis freáticos. Por fim.

63 só na empresa Pastore. Essa é uma situação que esta acontecendo de forma global. . Por isso a necessidade de apoio governamental. no setor de eletrônicos em São Mateus/ES quase não existem práticas reversas de manejamento dos produtos obsoletos. mais em todo o mundo. A realidade que o estudo de caso apresentou não se delimita apenas na cidade de São Mateus/ES. mas em todas as empresas que lidam com produtos eletrônicos e buscam a excelência nos serviços prestados aos seus clientes e conseqüentemente para o sucesso destas. ressaltando que para ter êxito neste processo é necessário um apoio direto dos órgãos governamentais. para que todas as empresas possam aderir à logística reversa como parte integrante do processo de serviço ao cliente. Após minucioso estudo das conjunções desse trabalho. De acordo com as evidencias do estudo de campo. algumas empresas ainda reaproveitam esses bens de pós-consumo. outra como a loja Pastore estoca. chega-se ao seu fechamento trazendo a seguinte conclusão.

64 6 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES Os avanços tecnológicos têm definido novos padrões de comportamento humano. A visibilidade dos problemas gerados a partir da falta de destinação final adequada do lixo eletrônico tem ganhado destaque frente à sociedade. as empresas estarão se preocupando com a qualidade de vida das pessoas e com as gerações . pois a mesma esta exposta aos mais diversos riscos. e isso têm mudado os rumos da economia. pois não tem existido equilíbrio entre produção. É diante de tudo isso. que é o acumulo de lixo eletrônico. em atividades simples do cotidiano das pessoas e das empresas. Pois a partir dos novos rumos de competitividade empresarial e pressões legais. A constância na produção acarretou em grande volume de produtos obsoletos. além do mais possibilita atender os desejos mais simples de uma pessoa até as mais diversas necessidades das grandes organizações. sendo esse o principal instrumento utilizado para responder as suas expectativas. seja descartando. E isso tem gerado um forte agravante do meio ambiente. que este trabalho apresenta com o fim específico de fomentar a reflexão de um mecanismo que possibilita o manejamento correto final da sucata eletrônica. Frente ao papel que a sociedade tem desenvolvido perante a realidade do lixo eletrônico. A tecnologia esta presente em todos os momentos. ou retornando ao ciclo produtivo para compor um novo produto final. consumo e meio ambiente. inerentes do impacto ambiental provinda da sucata eletrônica em destino final inadequado. Sua dinâmica resultou no aumento dos desejos e das necessidades humanas que culminaram no aumento da produção. a logística reversa passa a ser considerada uma ferramenta para as empresas. pois às inúmeras inovações e facilidades de aquisição dos produtos eletrônicos aguçaram o senso consumista da população. Ao se preocupar em recolher o lixo que ela mesma produz. quebrando os limites. A tecnologia proporcionou o alavancamento da economia mundial. transformando as estratégias de fazer negócios. a logística reversa passa a ser um mecanismo solucionador de tais problemas gerados. rompendo as fronteiras nacionais. principalmente como diferencial competitivo. encurtando as distâncias e tornando o tempo momento instantâneo para tomar decisões.

A questão é o que fazer com o lixo gerado? A empresa que produz e lança o produto no mercado é responsável em dar destinação final adequada ao mesmo. se não há ação por parte dos órgãos governamentais em implementá-las. acarretará em problemas ambientais como contaminação do solo ou dos lençóis freáticos. Este acúmulo de lixo eletrônico é justamente devido a não se ter um local correto para destinação desses produtos obsoletos. Quanto ao segundo caminho e não muito usual. a sofrerem uma obsolescência mais rápida que em tempos anteriores. fazendo exatamente o caminho inverso da logística tradicional. o produto ao fim de sua vida útil sai do consumidor até a fábrica. mas quanto ao restante não se tem muito que se fazer. E se as organizações não aderirem à logística reversa como parte integrante dos processos empresariais? Diante deste questionamento. pois as empresas e os órgãos governamentais ainda não se deram conta da gravidade do problema que é o lixo eletrônico. analisamos que se as empresas não implantarem esse processo em seu cotidiano empresarial. composto de sucata eletrônica. Acontece que a realidade apresentada no estudo de caso se faz presente de forma global. salas e cômodos dentro das empresas. para então compor um produto final com qualidade. A logística reversa busca resolver esse problema.65 futuras. que é direcionado aos aterros sanitários. onde é reinserido no ciclo produtivo como insumo. Não adianta haver leis bem elaboradas em papel. sujeira e principalmente acarretando na ocupação de espaço que poderia ser destinado a uso benéfico para as empresas em questão. o primeiro e mais comum é o descarte do mesmo em lixo doméstico. e isso tem acontecido com grande intensidade devido aos avanços tecnológicos e a necessidade de se consumir aquilo que estes avanços trazem. levando os produtos anteriores a essa evolução tecnológica. formando assim lixões internos. Assim notamos que para se ter um local apropriado para esse descarte é necessário haver uma nova postura governamental em nosso país. e a não colaboração dos organismos sociais em aderir e praticar no cotidiano de suas rotinas a atividade atinente em conter o aumento dos resíduos descartados. é manter tais produtos dentro de galpões. Algumas empresas até utilizam partes dos produtos em consertos. o lixo eletrônico só terá dois caminhos a ser direcionado. A logística reversa resolve o problema da destinação final dos produtos de pós- . e que diferente do que muitos pensam.

o cliente poderá entrar em contato para recolhimento do mesmo. Dessa forma as empresas agem conforme a legislação ambiental e melhora sua imagem corporativa perante a sociedade. se os governantes do nosso país não se atentarem para esse problema ambiental. mas será necessária uma cobrança maior por parte dos órgãos competentes e constante acompanhamento nas rotinas da sociedade. não será possível atingir o tão sonhado progresso. estipular punições para àqueles. Entretanto não é suficiente ter uma sociedade consciente e pró-ativa. pois sem o apoio dessas autoridades governamentais. aprovada em 10 de março de 2010. que as organizações e a sociedade cumpram com o que está determinado pela Lei nº 203 de 1991. mais e depois o que fazer com esse equipamento obsoleto? Essa é a questão. é preciso que haja conscientização por parte do consumidor também. ou seja.66 consumo. . porque esse produto não tem fabricante. assim quando a vida útil do produto chegar ao fim. para montar o seu próprio equipamento eletrônico. utilizando este processo revolucionário e de grande importância para todos nós que é a logística reversa. que não atenderem ao exposto na lei citada e assim levar a funcionamento promissor deste mecanismo que é a logística reversa. A inserção dessa ferramenta vai trazer soluções plausíveis. para o tratamento do lixo e possíveis avanços da tecnologia e crescimento das empresas. o custo desse produto é relativamente mais barato. um SAC reverso para recolhimento dos produtos. pois sabemos que esta legislação pode resolver o problema no que diz respeito à implantação da logística reversa no descarte do lixo eletrônico. social e político-econômico que é o descarte adequado do lixo eletrônico. sociedade ou empresas. Mais não basta que apenas as empresas adéqüem seus processos a logística reversa. não é dada destinação final adequada. por exemplo. por isso a necessidade e importância dessa conscientização. Pensando em melhores métodos de inserção da logística reversa nas organizações. além de ser uma forma de preocupação e valorização com o cliente. recomendamos a implantação de um SAC (Serviço de Atendimento ao consumidor). e minimiza a utilização dos recursos naturais. onde é citada a Política Nacional de Resíduos Sólidos. dessa forma por falta de responsável para recolher o mesmo quando termina sua vida útil eles vão parar em lixões a céu aberto ou no próprio lixo doméstico. Sugerimos ainda. Infelizmente é fundamental ainda. pois quando o consumidor adquire produtos do Paraguai.

concluímos este trabalho. potencializará maior competitividade corporativa aos desafios doravante. afirmando que os efeitos da inserção da logística reversa nos processos organizacionais. bem como parte integrante do planejamento estratégico empresarial proporcionará resposta aos problemas enfrentados pela falta de destinação dos resíduos principalmente eletrônicos.67 Por fim. . promovendo desta forma. um ganho imensurável e incomparável à sociedade como um todo.

Manuel. 2. BALLOU.br/publicacoes /publicacao_148. Centro Cultural de Belém. 2001. São Paulo: Atlas. 2008.pep. São Paulo: Paz e Terra. Logística empresarial: transportes. CLOSS. Porto Alegre: Bookman. Sandely Fernandes. Disponível em: <http://www. 1993. organização e logística empresarial. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento.. A sociedade em rede.> Acessado em 03 abr. Do Conhecimento Acção CONFERÊNCIA PROMOVIDA PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA. in: A Sociedade em Rede. ed. BATALHA. M. Logística empresarial: o processo de integração da cadeia de suprimento. 10.68 7 REFERÊNCIAS ARAÚJO. 2001.ufrn. São Paulo: Atlas. Ricardo Silveira. Ronald H.). sociedade e cultura. v. CHAVES. São Paulo: Paz e Terra. Utilização de soluções business-to-business (b2b) no segmento downstream da cadeia de suprimentos de uma distribuidora de combustíveis. A era da informação: economia. 2001. Política.megaupload. RN: Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Gestão Agroindustrial. 2010. Manuel.pdf. CASTELLS. Dissertação de Mestrado Natal. ed. 1.> acessado em 10 de abr. Disponível em: <http://www. Manuel. São Paulo: Atlas. BOWERSOX. Donald J. administração de materiais e distribuição física. O.com/?d=C9AB4OAB. CASTELLS. A sociedade em rede. 4 e 5 de março de 2005. 2010. (Coord. CASTELLS.. 2007. à CARDOSO. DIAGNÓSTICO DA LOGÍSTICA REVERSA NA CADEIA DE SUPRIMENTOS DE ALIMENTOS . 1999. Ronald H. BALLOU. Gustavo. MARTINS. Gisele de Lorena D. David J.

1995.. A sociedade do lixo: os resíduos. HAWKEN. Peter. Fernando. Anais. São Paulo: Prentice Hall. 1944. Piracicaba: UNIMEP. Paul. Peter. Jeff. 1999. P. WANKE. 2010. 2003. Amory. FURLAN. . 2003. Logística empresarial: a perspectiva brasileira. HARRINSON.. São Paulo: Futura. FIGUEIREDO.69 PROCESSADOS NO OESTE PARANAENSE. Educação ambiental: princípios e praticas – 8. São Paulo: Makron Books. Disponível em: <http://portal. FIGUEIREDO. ago. 2005. a questão energética e a crise ambiental. Hunter. Alan. São Paulo: Atlas.br/cursos/ibtanews/news-01-06/artigo.). Paulo J. FLEURY. 2000. ed. VAN HOOK. Logística no Brasil e e dificuldade de exportação. 2005. CHOPRA. 2006. LOVINS. Gerenciamento da cadeia de suprimentos.com. DIAS. (org. S. Donald A. Reverse Channel Systems in Polonsky . Márcio. Kleber Fossati. Capitalismo natural: criando a próxima revolução industrial. J.São Paulo: FGV.htm. MEINDL. D. 2000.ibta. e ALLEN. São Paulo. Paulo: CULTRIX. São Paulo: Gaia. Remko. Logística e Operações Internacionais (SIMPOI). LOVINS. O dragão e a borboleta. FULLER. M. Sunil.. L. 1995. 2003. ESTEVES.> Acessado em 03 abr. São Paulo: Axis Mundi / AMCE. Sérgio A. Estratégia e gerenciamento de logística. In: VIII Simpósio de Administração da Produção. Genebaldo Freire. DIAS. Reengenharia da Informação: Do Mito à Realidade.

pdf. Instituto.com. rev. Logística Reversa: Meio ambiente e competitividade. LAUGENI. Disponível em: <http://www. Disponível em: <http://www.> Acessado em 03 de abr.A gestão (desastrosa) de resíduos sólidos no Brasil.br/ARTIGO402.guiadelogis tica. C.br/girotto/files/Logistica_de_Distribuicao/ logistica_reversa.org/blog/brasil-desenvolvimento-e-lixo-eletronico-ii-gestaodesastrosa-de-residuos-solidos-no-brasil>. p. O uso da informação na formulação de ações estratégicas pelas empresas. 2003. 1999. . 2.br/site/artigos_pdf/artigo_logistica_reversa_leonardo_lacerd a. Disponível_em:<http://pessoal. São Paulo: Saraiva. set. Administração da Produção. desenvolvimento e lixo eletrônico II . p. v. da R. Logística Reversa . de 2010. R.com. e atual.sargas. LEITE. Paulo R.> Acesso em: 10 de jun. extrapatrimonial.ed. n.com. MARTINS./dez.284290. Petrônio Garcia. São Paulo: RT. 2003. José Rubens Morato. Paulo Roberto. LEITE.lixoeletronico. LEITE.Uma visão sobre os conceitos básicos e as práticas operacionais.70 IMAM.3. L. Brasília.htm. de 2010. 2000. Fernando P. John F. Acesso em: 02 de jun. 2003. Disponível em: http://www. 21. São Paulo: IMAM. MIRANDA. 2010. Gerenciamento da logística e cadeia de abastecimento. LACERDA. LIXO ELETRÔNICO.facensa. São Paulo: Prentice Hall. MAGEE. 2004.pdf. Brasil.28. Logística reversa. Ciência da Informação. 2010. Dano Ambiental: do individual ao coletivo.> Acesso em: 02 abr. e ampl. LOGÍSTICA REVERSA: Meio ambiente e competitividade.

Going Backwards: Reverse Logistics Trends and Practices. Arlindo Jr (Ed. 2010. Stuart.> Acesso em: 03 abr. J. p. Makron Books. HARLAND.. 2001. Serviço ao cliente na Internet. 1ª ed. São Paulo: Saraiva. Analyzingalternatives in reverse logistics for end-of-lifecomputers: ANP and balanced scorecard approach. J. TIWARI. Brasília. Ciro Eyer do. Ronald S. CHAMBERS. ROGERS. F. Administração. Disponível em: <http://www. – 2009. Mudanças e Perspectivas. Tratado de metodologia cientifica: projetos de pesquisas. soluções. Senac.. 2002. Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil. 2003. Administração da Produção. RAVI. Barueri. TGI. Christine. ROBBINS. Administração. TCC.br/informe-se/artigos/evolucao-logistica-no-brasil/1 3574/.A.com. R. monografias. Silvio Luiz de. 2005. dissertações e teses. Seção 1. TIBBEN.Computers & Industrial Engineering. 38. JOHNSTON. Edição Compacta. 2007.administradores. 1999. A. PHILIPPI. POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS (Brasil). Meio ambiente: aceidentes. .. Stephen P. SHANKAR. FREEMAN.71 OLIVEIRA. 1999. 2005. Resolução n° 203. R. Dale S. STONER. LAGE. de 24 de julho de 1991. 3ª tiragem. Josival Novaes dos. M. Nigel. SP: Manole. University of Nevada: 1999. 24 de julho de 1991. São Paulo: Ppioneira. Evolução Logística no Brasil. Henrique. Saneamento. HARRISON. Robert. SLACK. VALLE.). STERNE. R. lições. Alan. E. SANTOS.. Diário Oficial da União. São Paulo. São Paulo. São Paulo: Editora Atlas S. V.LEMBKE. Reno. Saúde e ambiente: fundamentos para um desenvolvimento sustentável.

A. In: PÁDUA.). O movimento ecológico no Brasil (1974-1986): do ambientalismo à ecopolítica. 8 APÊNDICE . Ecologia e política no Brasil. 1987. J.72 VIOLA. E. (Org. et al. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo: IUPERJ.

Contamos com a sua colaboração respondendo a todas as questões. qual é o período que você permite que os equipamentos eletrônicos permaneçam no seu comércio? ( ) ate 1 mês ( ) de 01 a 6 meses ( ) mais de 6 meses 3- Quando o cliente não aparece para pegar o equipamento deixado para receber os devidos reparos.73 8. qual é a forma que as empresas deveriam utilizar para o retorno dessas sucatas? ( ) Posto de Coleta ( ) Transportadora ( ) Retirar no local .1 PESQUISA DE CAMPO SOBRE GERENCIAMENTO DO LIXO ELETRÔNICO NA CIDADE DE SÃO MATEUS/ES. Esta pesquisa tem como finalidade mensurar e conhecer as práticas de gerenciamento do lixo eletrônico na cidade de São Mateus/ES. onde você descarta? ) Lixo Mateense ( ) Devolve aos Fabricantes 5 .Se a pergunta anterior for positiva. 1- Você acha importante ter um descarte correto de resíduos eletrônicos na cidade de São Mateus? ( ) Sim ( ) Não 2- Quando o cliente deixa um produto e não retorna para buscá-lo.Você acha que as empresas que fabricam os produtos deveriam ter responsabilidade em recolher os mesmos? ( ) Sim ( ) Não 6 . você: ( ) Descarta ( ) Reutiliza ( ) Ambos 4( Quando descartado. A pesquisa será apresentada à Faculdade UNIVC como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Graduação em Administração de Empresas.

74 7( Qual é a quantidade de lixo eletrônico descartado diariamente? ) 01 à 10 unidades ( ) acima de 20 unidades ( ) acima de 50 unidades .

qual é o período que você permite que os equipamentos eletrônicos permaneçam no seu comércio? Alternativas até 1 mês de 01 a 6 meses mais de 6 meses TOTAL Quantidade 11 4 1 16 % 69% 25% 6% 100% 3. onde você descarta? Alternativas Lixo Mateense Devolve aos Fabricantes Mantém estocado TOTAL Quantidade 15 0 1 16 % 94% 0% 6% 100% .Você acha importante ter um descarte correto de resíduos eletrônicos na cidade de São Mateus? Alternativas SIM NÃO TOTAL Quantidade 16 0 16 % 100% 0% 100% 2.75 8.Quando o cliente não aparece para pegar o equipamento deixado para receber os devidos reparos.Quando o cliente deixa um produto e não retorna para buscá-lo. você: Alternativas Descarta Reutiliza Ambos TOTAL Quantidade 11 4 1 16 % 69% 25% 6% 100% 4 – Quando descartado.2 LEVANTAMENTO DAS INFORMAÇÕES COLETADAS PESQUISA DE CAMPO UTILIZADA NO ESTUDO DE CASO NA 1.

Qual é a quantidade de lixo eletrônico descartado diariamente? Alternativas 01 à 10 unidades acima de 20 unidades acima de 50 unidades TOTAL Quantidade 14 2 0 16 % 87.76 5 .Você acha que as empresas que fabricam os produtos deveriam ter responsabilidade em recolher os mesmos? Alternativas SIM NÃO TOTAL Quantidade 14 2 16 % 87.Se a pergunta anterior for positiva.5% 100% 6 . qual é a forma que as empresas deveriam utilizar para o retorno dessas sucatas? Alternativas Posto de Coleta Transportadora Retirar no local Negaram a pergunta anterior TOTAL Quantidade 13 0 1 2 16 % 81% 0% 6% 13% 100% 7.5% 0% 100% .5% 12.5% 12.

Foto 2: Fachada da Loja Pastore aberta.3 LEVANTAMENTO FOTOGRÁFICO DO ESTUDO DE CASO Foto 1: Fachada da loja Pastore fechada. .77 8.

Foto 4: Sucata eletrônica entulhada. .78 Foto 3: Depósito de sucata eletrônica da loja Pastore.

79 Foto 5: Proprietário da loja Pastore em visita ao depósito de lixo eletrônico. .

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->