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6.

Consideremos uma n x n matriz da forma em blocos


 
A B
D= ,
0 C
onde A é uma r x r matriz, C é uma s x s matriz, B r x s matriz e 0 indica a s x r matriz nula. Mostre que
det(D) = det(A). det(C).

Demonstração: Inicialmente vamos analisar os casos em que o det(A) = 0, ou det(C) = 0.


Se det(A) = 0, então uma das colunas de A se escreve como combinação linear das demais e como todos os
elementos abaixo de A são nulos, segue que uma das colunas da matriz D é combinação lineardas demais colunas de
D e, portanto:
det(D) = 0 = 0. det(C) = det(A). det(C)
Agora para o caso em que det(C) = 0, então uma das linhas de C se escreve como combinação linear das demais
e como todos os elementos à esquerda de C são nulos, segue que uma das linhas da matriz D é combinação lineardas
demais colunas de D e, portanto:

det(D) = 0 = 0. det(A) = det(A). det(C)

Suponhamos que det(A) 6= 0 e det(C) 6= 0, então ambas as matrizes possuem inversa, e a matriz D pode ser
reescrita como o produto:

A BC −1 I A−1 BC −1
           
A B I 0 A 0 I 0
D= = . = . .
0 C 0 I 0 C 0 I 0 I 0 C
Podemos então aplicar o determinante a esse último produto:

I A−1 BC −1
     
A 0 I 0
det(D) = det . .
0 I 0 I 0 C
usando agora a propriedade do determinante do produto, temos:

I A−1 BC −1
     
A 0 I 0
det(D) = det . det . det
0 I 0 I 0 C
Observe agora que o termo do meio da segunda parte da igualdade é uma matriz triangular superior, com todos os
elementos da diagonal iguais a 1, logo:

I A−1 BC −1
 
det =1
0 I
e nosso cálculo resume-se a:
   
A 0 I 0
det(D) = det . det
0 I 0 C
Usemos agora a definição por permutações:
  X
A 0
det = sgn(σ).a1σ(1) .a2σ(2) . . . . .arσ(r) . . . . .anσ(n)
0 I
σ

Veja agora que A é uma matriz r x r e os termos do somatório para i > r são iguais a 1, se i = j, e iguais a zero
se i 6= j, de acordo com a definição de matriz identidade.
Portanto o somatório resume-se a:
X
sgn(σ).a1σ(1) .a2σ(2) . . . . .arσ(r) = det(A)
σ

1
logo:
 
A 0
det = det(A)
0 I
De forma completamente análoga, podemos mostrar que;
 
I 0
det = det(C)
0 C
Finalmente temos:
     
A B A 0 I 0
det = det . det = det(A). det(C) = det(D)
0 C 0 I 0 C
e está concluída a demonstração. 

7. Dizemos que a matriz A ∈ Mn (K) é anti-simétrica se At = −A. Se A ∈ Mn (C) é anti-simétrica e n é ímpar,


demonstrar que det(A) = 0.

Demonstração: Tomemos a matriz B como sendo obtida a partir da multiplicação de cada linha da matriz A pelo
escalar α = −1, é fácil ver que B = −A, vemos também que
n vezes
z }| {
det(B) = −1. − 1. . . . . − 1 . det(A) = −1n . det(A)

usando agora o fato de n ser um número inteiro ímpar, temos:

det(B) = −1n . det(A) = − det(A)


Finalmente, usando o fato de o determinante da matriz transposta ser igual ao determinante da matriz original,
concluímos que:

det(−A) = − det(A)
det(At ) = − det(A)
det(A) = − det(A)
2. det(A) = 0
det(A) = 0