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Apontamentos_Teoricos

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  • 1.2. Operações com polinómios
  • 1.2.1. Adição e subtração
  • 1.2.2. Multiplicação
  • 1.2.3. Divisão. Regra de Ruffini
  • 1.3. Teorema do resto
  • 1.4. Zero de um polinómio
  • 1.5. Decomposição de um polinómio em factores
  • 1.6. Método dos coeficientes indeterminados
  • 2. Fracções algébricas
  • 2.1. Simplificação
  • 2.2. Outras operações
  • 3. Equações
  • 3.1. Equações fraccionárias
  • 3.2. Equações irracionais
  • 4. Inequações fraccionárias
  • 1. Definição
  • 2. Propriedades
  • 1. Aplicações entre conjuntos
  • 2. Funções reais de uma variável real. Domínios
  • 3. Gráfico de uma função
  • 4. Funções definidas por diferentes expressões analíticas
  • 5. Função Módulo
  • 6. Classificação de funções reais de variável real
  • 6.1. Funções sobrejectivas
  • 6.2. Funções injectivas
  • 6.3. Funções bijectivas
  • 6.4. Funções pares e funções ímpares
  • 6.5. Funções periódicas
  • 7. Monotonia. Funções limitadas
  • 7.1. Funções monótonas
  • 7.2. Funções limitadas
  • 8. Zeros de uma função
  • 9. Operações com funções
  • 9.1. Soma
  • 9.2. Diferença
  • 9.3. Produto
  • 9.4. Quociente
  • 9.5. Composição de funções
  • 10. A função identidade e função inversa
  • 10.1. Função identidade
  • 10.2. Função inversa
  • 11. Funções polinomiais
  • 11.1. Função afim
  • 11.2. Função quadrática
  • 11.3. Inequações do 2.o
  • 12. Limites de funções reais de variável real
  • 12.1. Noções topológicas
  • 12.2. Definição de limite de uma função
  • 12.3. Extensão da noção de limite
  • 12.4. Limites laterais
  • 12.5. Propriedades dos limites de funções
  • 12.6. Indeterminações
  • 13. Continuidade de funções reais de variável real
  • 13.1. Função contínua e função descontínua num ponto
  • 13.2. Propriedades das funções contínuas num ponto
  • 13.3. Continuidade num intervalo
  • 13.4. Continuidade da função composta
  • 1. Função exponencial e função logarítmica
  • 1. Razões trigonométricas de ângulos agudos
  • 1.1. Fórmula fundamental da trigonometria
  • 2. Ângulos orientados. Medidas de ângulos
  • 2.2. Ângulo num referêncial
  • 2.3. Generalização da noção de ângulo
  • 2.5. Sistema sexagesimal e sistema circular
  • 3. Generalização das razões trigonométricas
  • 3.2. Linhas trigonométricas
  • 3.3. Enquadramento das razões trigonométricas
  • 3.4. Sinal das razões trigonométricas
  • 4.4. Ângulos complementares
  • 5. Equações trigonométricas
  • 5.1. Equações do tipo sinx = p
  • 5.2. Equações do tipo cosx = p
  • 6. Funções circulares directas
  • 6.1. Função seno
  • 6.2. Função co-seno
  • 6.3. Função tangente
  • 6.4. Função co-tangente
  • 1. Recta tangente a uma curva num dos seus pontos
  • 2. Derivada de uma função num ponto; derivadas laterais
  • 3. Derivabilidade e continuidade
  • 4. Função derivada
  • 5. Regras de derivação
  • 6. Derivadas das funções circulares
  • 7. Derivada da função exponencial e função logarítmica
  • 8. Derivadas sucessivas
  • 9. Regra de Cauchy
  • 10. Sentido de variação de uma função
  • 11. Extremos relativos
  • 11.1. Determinação dos extremos

Instituto Politécnico de Leiria

Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Apontamentos Teóricos de Matemática Geral

Luís Cotrim Miguel Felgueiras Pedro Matos Departamento de Matemática
2009

Índice
Capítulo I. Lógica 1. Designações e proposições 2. Expressões designatórias e condições. 2.1. Expressões designatórias 2.2. Condições 2.3. Classificação de uma condição num dado universo 2.3.1. Condições impossíveis 2.3.2. Condições possíveis 2.3.3. Conjunto solução de uma condição numa variável 2.4. Equivalência de expressões com variáveis 2.4.1. Equivalência de expressões designatórias 2.5. Equivalência de condições 3. Operações entre condições e entre conjuntos 3.1. Disjunção de condições e reunião de conjuntos 3.2. Conjunção de condições e intersecção de conjuntos 3.3. Negação e complementação 4. Quantificadores e implicação formal 4.1. Quantificadores 4.2. Implicação 4.3. A equivalência como dupla implicação. 1 1 3 3 3 4 5 5 6 7 7 8 8 8 11 14 16 16 18 21

Capítulo II. Cálculo algébrico 1. Expressões algébricas. Polinómios. 1.1. Definições
iii

23 23 23

Definição 2. Aplicações entre conjuntos. Classificação de funções reais de variável real. Funções definidas por diferentes expressões analíticas 5. Decomposição de um polinómio em factores 1.iv ÍNDICE 1.1.4. 6.1. Simplificação 2.5. Adição e subtração 1. Multiplicação 1. Funções sobrejectivas. Funções injectivas. 6. Funções reais de uma variável real. Funções bijectivas.1. Domínios. 1. Zero de um polinómio 1. Regra de Ruffini. Equações irracionais 4. Teorema do resto 1. 3. 6.6. Operações com polinómios.2. Equações fraccionárias 3.2. 2. Outras operações 3. Equações 3. 4.2.3. Fracções algébricas 2. 23 23 26 30 34 35 35 38 39 39 41 42 44 46 49 51 51 53 59 59 60 61 63 64 65 65 66 67 .2.2.2. 1. 6. Inequações fraccionárias Capítulo III. Método dos coeficientes indeterminados 2.3.3.2. Gráfico de uma função.1. 1. Divisão. Função Módulo. Generalidades sobre funções. Somatórios 1. Propriedades Capítulo IV.2.

1. Funções polinomiais 11.1. Limites de funções reais de variável real.o grau 12. Zeros de uma função 9. Limites laterais 12. Indeterminações 12.3. Funções limitadas 8.6.3.2.1. Noções topológicas 12. Extensão da noção de limite 12. Função afim 11.5. Produto 9. 7.2.3. Funções periódicas.4. Propriedades dos limites de funções 12.5. Definição de limite de uma função 12. Composição de funções 10. Função inversa 11.1. 7. Inequações do 2. 12. Soma 9. Funções monótonas 7.6.2. Função quadrática 11.6.2. Quociente 9. Monotonia. Funções limitadas. Indeterminações quando x tende para +∞ ou −∞.2. Função identidade 10.4. Funções pares e funções ímpares.ÍNDICE v 6.2.3. 6.1. Indeterminações quando x tende para a (finito) 12.1.5.4. Produto de um escalar por uma função 9. 67 67 68 68 69 69 71 71 72 72 73 73 75 77 77 77 78 79 82 90 92 92 95 97 101 104 109 109 111 .1. Operações com funções 9. Diferença 9. A função identidade e função inversa 10.

4. Sinal das razões trigonométricas 3.2. 13. Função exponencial e função logarítmica 1.1. Razões trigonométricas de 0o .1. Continuidade da função composta Capítulo V.3. Ângulos orientados. Função logarítmica Capítulo VI. 1. Generalização das razões trigonométricas 3.6.2. 90o . a tangente e co-tangente de um mesmo ângulo 2. 80o e 270o π π π 3.1.4.1. O radiano 2.3. Continuidade num intervalo 13.5. A função exponencial de base e (número de Neper) 1. Funções transcendentes. e 6 4 3 114 114 120 120 123 125 125 125 129 129 137 137 138 139 140 140 140 142 142 143 144 144 145 146 147 147 147 . Continuidade de funções reais de variável real. Ângulo orientado 2. Função contínua e função descontínua num ponto 13. Razões trigonométricas de ângulos agudos 1.4. Propriedades das funções contínuas num ponto 13.1. o co-seno. Linhas trigonométricas 3. Generalização da noção de ângulo 2. Ângulo num referêncial 2.2.5. Sistema sexagesimal e sistema circular 3.3. Relação entre o seno. Razões trigonométricas de . Medidas de ângulos 2. Definições 3. Função exponencial 1. Enquadramento das razões trigonométricas 3. Fórmula fundamental da trigonometria 1.vi ÍNDICE 13. Trigonometria 1.1.2.2.1.

3.o quadrante 4. Derivabilidade e continuidade 4. Derivada de uma função num ponto.ÍNDICE vii 4. Sentido de variação de uma função 11. 270o + α.1. derivadas laterais.o quadrante 4. Relação entre as razões trigonométricas de α com 90o + α. Recta tangente a uma curva num dos seus pontos. 3. Ângulos do 4. Função tangente 6. Ângulos do 2. 148 148 149 149 150 151 151 151 153 155 156 156 158 160 162 163 163 164 169 171 172 181 185 188 189 190 192 194 5. 270o − α.1. Função seno 6. Ângulos complementares 4.3. Extremos relativos 11.1.5.3.o quadrante 4.2. Ângulos do 3. Funções circulares directas 6. 2.1. Redução ao 1.4. Derivadas sucessivas 9. Derivada da função exponencial e função logarítmica 8. Regras de derivação 6.2. Função derivada 5.o quadrante 4. Equações do tipo tan x = p e cot x = p 6. Equações do tipo cos x = p 5. Determinação dos extremos . Equações trigonométricas 5. Função co-tangente Capítulo VII. Derivadas das funções circulares 7.2. Cálculo diferencial em R 1.4. Função co-seno 6. Regra de Cauchy 10. Equações do tipo sin x = p 5.

viii ÍNDICE Bibliografia 199 .

CAPÍTULO I Lógica 1. √ (4) 7 > 7. (6) 4 ∈ {1. (8.1. Proposições são expressões acerca das quais faz sentido dizer se são verdadeiras ou falsas. (5) {1.c. (8) m. (2) 6 + 24 = 30. 12) = 4. 12) . Distinga. Exemplo 1.c. {1. 2 + 3 × 4 = 20. (8.d. • Duas designações dizem-se equivalentes ou sinónimas se representam o mesmo ser. Designações e proposições Designações. 2. 3} . 2.1. / (7) m. nomes ou termos são expressões que representam seres existentes. as designações das proposições: (1) 6 + 24. 2. 10. Exercício 1. 3 + 2 = 5. nas expressões seguintes.d. • Se duas designações são equivalentes escreve-se entre elas o sinal =.2. 1 . Portugal. Exemplo 1. 3} . 5 + 2. 3}. Portugal é um país da Europa. carteira. √ (3) 7.

2 I. q. r. (2) Haverá designações equivalentes? Quais? Exercício 1. s. t e u as proposições seguintes: p: a adição de números naturais tem elemento neutro. 52) • m. Sejam p. Exemplo 1. Considere os seguintes pares de proposições equivalentes: (1) 4 + 10 : 2 = 7 é equivalente a 5 + 1 2 = 3 (são ambas proposições falsas) . 4. Exercício 1.c.3. Duas proposições dizem-se equivalentes se são ambas verdadeiras ou ambas falsas. justificando. . (2.2. q: a subtracção é comutativa em R. r: a multiplicação é distributiva em relação à adição.m. LÓGICA Exemplo 1. (1) Indique.4. t: 5 : 1 = 5. as que são equivalentes.3. u: 8 : 4 = 4 : 8. s : 0 : 5 = 0. 5) • √ ¢2 ¡√ 5 − 45 • (2−2 + 3−2 ) × 6−2 (1) Calcule o número designado por cada uma delas. 4 + 5 = 6 + 3 pois 4 + 5 e 6 + 3 representam o mesmo número. (2) 3 ∈ N é equivalente a 2 + 2 = 4 (são ambas proposições verdadeiras) .c. (2) Modifique as que são falsas de modo a que sejam verdadeiras. Considere as designações seguintes: • √ 22 + 32 • |5 − 52 | • m.d. (13.

Exemplo 2. +∞[) . Expressões designatórias e condições. (b) x2 + 2x + 1 (de domínio R) . √ (c) x − 3 (de domínio [3. (1) São expressões designatórias de uma variável. (2) A expressão x2 + 2xy + y 2 é uma expressão designatória de duas variáveis.2. as constantes são 2 e π e a variável é r. 2. • Domínio da expressão designatória é o conjunto dos valores da variável para as quais a expressão tem significado num dado universo.2. Expressões designatórias.1. EXPRESSÕES DESIGNATÓRIAS E CONDIÇÕES. Seja A um conjunto qualquer. sendo o seu domínio o conjunto dos pares (x. . 2. • Expressão designatória é uma expressão com variáveis que se transforma numa designação quando as variáveis são substituídas por constantes (do domínio das variáveis). • Constante é um símbolo que representa um e um só elemento de A. 3 2. • Variável é um símbolo representativo de qualquer dos elementos de A.2. Uma condição é uma expressão com variáveis que se transforma numa proposição quando as variáveis são substituídas por constantes do seu domínio. Na fórmula que dá o perímetro de uma circunferência 2πr (em R) . • Ao conjunto A chama-se domínio da variável.1. y) com x ∈ R e y ∈ R. Exemplo 2. em R : (a) x3 + 3 (de domínio R) . Condições.

Com efeito.3. visto que 2 × 0 + 3 > 4. indique as que são expressões designatórias e as que são condições. 2. Se concretizarmos a variável fazendo x = 1 obtemos uma proposição verdadeira 2 × 1 + 3 > 4. .3.4 I. os sistemas de equações e os sistemas de inequações são exemplos de condições.1. . Entre as expressões seguintes. Classificação de uma condição num dado universo. 3x−6 = 0 é uma condição na variável x. (2) Também são condições expressões do tipo x + 1 6= 3 Exercício 2. LÓGICA Exemplo 2. as inequações. 2. (6) x2 − 3x + 2. Por exemplo: (a) x = 5 transforma-se em 3 × 5 − 6 = 0. (3) |x − 2| < 3. visto que se transforma numa proposição sempre que x é substituído por um número real. (7) x − 2 > 0. que é uma proposição falsa . (1) 3x + 4 = 0. (8) a soma do dobro de x com a sua metade. Diz-se então que 1 é uma solução da condição. (2) o dobro de x. (4) 5x + 3. (1) As equações. 3} . (b) x = 2 transforma-se em 3 × 2 − 6 = 0. que é uma proposição verdadeira. x ∈ {1. (5) |x − 2| − 3. Já o número 0 não é solução da condição. Consideremos no universo dos números reais a condição 2x + 3 > 4.

2. −1. .2. as condições x2 + 1 > 0 e x2 − 1 = 0.3. são universais as condições: (1) 2x > 1. (3) x2 + 4x = 0. em N. x = 2 não é solução Exercício 2. Enquanto x = 1 é solução da equação uma vez que 22 − 1 = 0 é uma proposição falsa. se para todas as concretizações das variáveis se transforma numa proposição falsa. Uma condição diz-se possível num determinado universo se não for impossível. (4) |x| − 1 = −2. Condições possíveis. Justifique que. em R. (2) x2 − 2x = 0. Assim. em N. Uma condição diz-se impossível num dado universo. pois origina proposições verdadeiras para qualquer concretização da variável (todos os números reais a verificam). 5 é uma proposição falsa. em R. 2} . Justifique que. 2. (2) x + 1 = 0. Exemplo 2. em R. nos universos considerados. nos universos considerados.1. da equação pois 12 − 1 = 0 é uma proposição verdadeira. (6) x > x + 1. em R. (1) São possíveis. a condição 2x + 3 > 4 é impossível no universo {−2. Exercício 2. (5) |2x + 3| + 1 < 0. Condições impossíveis. 0} . (3) A condição x2 − 1 = 0 é possível mas não universal. (2) A condição x2 + 1 > 0 é possível e universal. em R.3. em N0 .2.3. são impossíveis as condições: (1) x2 + 1 = 0. em {0. EXPRESSÕES DESIGNATÓRIAS E CONDIÇÕES. 2.4.

.5. em Z. (12) |x + 3| > 0. cada uma das seguintes condições: (1) x2 > 0. (11) − (x + 2)2 < 0. (5) x2 − x + 5 = 0. 2.3. (2) x2 + y 2 ≤ 0. (6) x2 + 3x = 0. Exercício 2. (7) (x + 1)2 > 0. (3) possível mas não universal. (9) (x + 1)3 < 0. (2) universal. (3) |x| + 1 > 0. Conjunto solução de uma condição numa variável. (4) |x + 1| + 3 = 0. (8) (x + 1)2 > 0. os valores que a transformam numa proposição verdadeira.6 I. ao conjunto dos valores do universo que são soluções da condição. 5 (10) x2 + 4 6= 0. Classifique.4. isto é. LÓGICA (3) −x2 − 1 ≤ 0. em N e em R. Dada a condição x + 1 > 3 indique um universo em que a condição seja: (1) impossível. num dado universo. Chama-se conjunto solução de uma condição p(x). Exercício 2.3.

Equivalência de expressões designatórias. Em N. enquanto que o conjunto solução de uma condição impossível é o conjunto vazio. +∞ . Mostre que. Exemplo 2. o seu conjunto solução é R.2. £ £ (2) Em R. .1. em R. EXPRESSÕES DESIGNATÓRIAS E CONDIÇÕES.6. quando se transformam em designações equivalentes. 2. Como. dizem-se equivalentes num dado universo. 3. 4} . Exemplo 2. a condição 2x − 3 = 0 é impossível pelo que o seu conjunto solução é {x ∈ N : 2x − 3 = 0} = ∅.8.6. 2. Exemplo 2. 3 Evidentemente uma condição universal tem por conjunto solução o universo. escreve-se entre elas o sinal = (“é sempre igual a”) . em toda a concretização das variáveis. Para exprimir que duas expressões designatórias são equivalentes. temos por exemplo: (1) (a + b)2 = a2 + 2ab + b2 . 7 Exemplo 2. (2) x2 − 3x = x(x − 3). nas mesmas variáveis. Tem-se como exemplos: (1) Em N.4.4.5. Exercício 2.7. o conjunto de solução da condição |x − 2| < 3 é {1. Equivalência de expressões com variáveis. a condição x2 + 1 > 0 é universal. o conjunto de solução da condição 3x − 4 > 0 é 4 . Em R. Duas expressões designatórias. são equivalentes as seguintes expressões designatórias: (1) (x − 2)2 − 3 (x − 1) (x + 5) e 19 − 16x − 2x2 . 2. em R.

8 I. escreve-se entre elas o sinal ⇐⇒. (2) (x + 3)2 − 3 (x + 1)2 + 4 (x − 1) (x + 1) e 2x2 + 1. Operações entre condições e entre conjuntos 3. (1) 3x2 − 6x + 2 = 0 e x2 + x = 0. que duas condições são equivalentes num dado universo se tiverem o mesmo conjunto solução. . Duas condições. Exercício 2. Equivalência de condições. Exercício 2. à condição p(x) ∨ q(x) (“p(x) ou q(x)”) . em N. que é verificada pelos valores que são soluções de pelo menos uma das condições. num dado universo. (6) 3 (x − y)2 (x + y) − 3 (x + y)2 (x − y) e 6y 3 − 6x2 y. em R. Mostre que. LÓGICA (2) 2 (x − y)2 − 2 (x − y) (x + y) e 4y 2 − 4xy. Chama-se disjunção de duas condições. 2.5. q (2) (x2 + 1)2 e x2 + 1 são equivalentes. em R+ . quando se transformam em proposições equivalentes em toda a concretização das variáveis. Se designarmos por P e Q o conjunto de solução de p(x) e q(x) respectivamente. em R.7. Mostre que as seguintes expressões são equivalentes e una-as com o sinal conveniente. então o conjunto solução da condição p(x) ∨ q(x) é a reunião P ∪ Q. em R. nas mesmas variáveis. (4) 4 − 2x < −3 e |2x| > 7.1. dizem-se equivalentes. (5) |x − 1| = 3 e x2 − 2x − 8 = 0. 3. Disjunção de condições e reunião de conjuntos.8. √ (1) x e x2 não são equivalentes. (3) (2x − 3) (x − 1)2 − x2 (2x − 7) e 8x − 3. p(x) e q(x). em R. Para exprimir que duas condições são equivalentes. em R. Resulta então do que se disse anteriormente.

(2) x < 1 ∨ x > 0.3. Em R. Em R. 3] = ]−∞. (6) |x| > x ∨ x > 5. 0] ∪ [2. +∞[ ∪ ]−∞.1. Exemplo 3. +∞[ = R.3. (3) 8 − 2x < 0 ∨ x − 1 < 0. Exemplo 3. o conjunto solução de cada uma das condições seguintes. +∞[ = ]2. +∞[ ∪ ]7. sempre que possível: (1) x > 2 ∨ x > 3. (5) |x − 1| > 2 ∨ x2 − 3x = 0. utilizando intervalos de números reais. +∞[ . .1. cujo conjunto solução é ]2. a disjunção das condições x > 2 e x ≤ 3 é a condição x > 2 ∨ x ≤ 3. Em R. +∞[ . (4) 2x > x ∨ |x| < 3. Determine. a disjunção das condições x ≤ 0 e x > 2 é a condição x ≤ 0 ∨ x > 2. a disjunção das condições x > 2 e x > 7 é a condição x > 2 ∨ x > 7. OPERAÇÕES ENTRE CONDIÇÕES E ENTRE CONJUNTOS 9 Exemplo 3. cujo conjunto solução é ]2. em R.2. Exercício 3. cujo conjunto solução é ]−∞.

10 I. Tem-se assim: p(x) ∨ i(x) ⇐⇒ p(x) P ∪∅ = P (2) B = {x ∈ N : |x| ≤ 3 ∨ |x| + 2 < 0} . a reunião de um conjunto qualquer P com o conjunto vazio é igual ao primeiro conjunto. LÓGICA Exercício 3. Em termos de conjuntos. (4) A ∪ B ∪ C. em extensão. cada um dos seguintes conjuntos: (1) A = {x ∈ N : 3x − 2 = 16 ∨ 12 − 2x = 0} . a reunião de um conjunto qualquer P com o universo U é igual ao universo. . Propriedades da disjunção de condições e da reunião de conjuntos (1) Propriedade comutativa (a) Condições: p(x) ∨ q(x) ⇐⇒ q(x) ∨ p(x) (b) Conjuntos: P ∪ Q = Q ∪ P (2) Propriedade associativa (a) Condições: [p(x) ∨ q(x)] ∨ r(x) ⇐⇒ p(x) ∨ [q(x) ∨ r(x)] (b) Conjuntos: (P ∪ Q) ∪ R = P ∪ (Q ∪ R) (3) Idempotência (a) Condições: p(x) ∨ p(x) ⇐⇒ p(x) (b) Conjuntos: P ∪ P = P (4) A disjunção de uma condição qualquer p(x) com uma condição universal u(x) é equivalente a uma condição universal. (3) C = {x ∈ N : x2 − 7x + 12 = 0 ∨ |x| − 2 < 0} .Tem-se assim: p(x) ∨ u(x) ⇐⇒ u(x) P ∪U = U (5) A disjunção de uma condição qualquer p(x) com uma condição impossível i(x) é equivalente à primeira condição. Em termos de conjuntos.2. Defina.

temos por exemplo: (1) A conjunção das condições x > 10 e x ∈ {5. é a condição x > 10 ∧ x ∈ {5. (2) |x| + 2 > 0 ∨ x − 3 > 0. Exercício 3.3. 3[ ∪ ∅ = ]−∞. Exemplo 3. +∞[ ∩ {5. à condição p(x) ∧ q(x) (“p(x) e q(x)”).3. cujo conjunto de solução é [10. . então o conjunto solução da condição p(x) ∧ q(x) é P ∩ Q. Simplifique as seguintes disjunções de condições: (1) x2 < −1 ∨ x > 5. 3. que é verificada pelos elementos que são solução de ambas as condições. 30} .2. (4) x2 + 2 6= 0 ∨ |x − 1| + 1 = 0. Em R. Conjunção de condições e intersecção de conjuntos. Se designarmos por P e Q o conjunto solução de p(x) e q(x). OPERAÇÕES ENTRE CONDIÇÕES E ENTRE CONJUNTOS 11 Exemplo 3. respectivamente. 30} .4. (3) x2 + x + 3 = 0 ∨ x + 1 = x. Chama-se conjunção de duas condições.5. p(x) e q(x). 30} . 3[ . 30} = {5. +∞[ = R (2) x + 1 > x ∨ |x| < 0 ⇐⇒ x + 1 > x (Em R) R∪∅=R (3) x + 3 < 0 ∨ x + 1 < x ⇐⇒ x + 3 < 0 (Em R) ]−∞. Considere as seguintes condições e conjuntos (1) x2 > 0 ∨ x > 3 ⇐⇒ x2 > 0 (Em R) R∪ ]3.

Determine. o conjunto solução de cada uma das condições seguintes. 3] . utilizando intervalos de números reais sempre que possível: (1) x > 2 ∧ x ≤ 3.5. x−3 + x ≤ 0 ∧ |x + 1| > 2. em R. (7) x > (8) |x + 1| = 0 ∨ (|x + 1| + 3 = 0 ∧ |x + 1| > 0) . (3) (P ∩ Q) ∪ R e P ∩ (Q ∪ R) . (2) x > 1 ∧ x ≤ −1. cujo conjunto de solução é [1. Considere os conjuntos: P = {x ∈ R : x2 − 9 6= 0 ∧ 1 − 2x < 5} .4. (2) P ∩ Q. 2 x ∧ x > 3x − 4 ∧ x2 + 1 6= 0. Q = {x ∈ R : |x + 2| < 3} . Exercício 3. 2 (6) x2 − 9 6= 0 ∧ x + 1 > x. (5) (3) x > −1 ∧ x > 1. . Q ∩ R e P ∩ Q ∩ R.12 I. Determine sob a forma de intervalos de números reais os conjuntos: (1) P. Q e R. LÓGICA (2) A conjunção das condições x > 1 e x ≤ 3. (4) |x| ≤ 2 ∧ 3x + 1 > 0. é a condição x > 1 ∧ x ≤ 3. R = {x ∈ R : x + 1 > 0} . Exercício 3.

3. a intersecção de um conjunto qualquer P com o universo U é igual a P . Tem-se assim: p(x) ∧ u(x) ⇐⇒ p(x) P ∩U = P (5) A conjunção de uma condição qualquer p(x) com uma condição impossível i(x) é uma condição impossível. OPERAÇÕES ENTRE CONDIÇÕES E ENTRE CONJUNTOS 13 Propriedades da conjunção de condições e da intersecção de conjuntos (1) Propriedade comutativa (a) Condições: p(x) ∧ q(x) ⇐⇒ q(x) ∧ p(x) (b) Conjuntos: P ∩ Q = Q ∩ P (2) Propriedade associativa (a) Condições: [p(x) ∧ q(x)] ∧ r(x) ⇐⇒ p(x) ∧ [q(x) ∧ r(x)] (b) Conjuntos: (P ∩ Q) ∩ R = P ∩ (Q ∩ R) (3) Idempotência (a) Condições: p(x) ∧ p(x) ⇐⇒ p(x) (b) Conjuntos: P ∩ P = P (4) A conjunção de uma condição qualquer p(x) com uma condição universal u(x) é equivalente a p(x). Em termos de conjuntos. Em termos de conjuntos. Propriedades de ligação (1) Propriedade distributiva da disjunção relativamente à conjunção (a) Condições: p(x) ∨ [q(x) ∧ r(x)] ⇐⇒ [p(x) ∨ q(x)] ∧ [p(x) ∨ r(x)] (b) Conjuntos: P ∪ (Q ∩ R) = (P ∪ Q) ∩ (P ∪ R) (2) Propriedade distributiva da conjunção relativamente à disjunção (a) Condições: p(x) ∧ [q(x) ∨ r(x)] ⇐⇒ [p(x) ∧ q(x)] ∨ [p(x) ∧ r(x)] . Tem-se assim: p(x) ∧ i(x) ⇐⇒ i(x) P ∩∅ = ∅. a intersecção de um conjunto qualquer P com o conjunto vazio é o conjunto vazio.

• Antepondo à condição p(x) o sinal ∼ (“não é verdade que”) obtemos uma nova condição ∼ p(x). • A condição ∼ p(x) é verificada pelos elementos do universo que não são solução de p(x). (4) x2 > 2 ∧ |x| + 1 > 0.6.6. Negação e complementação.3. . a que se chama contrária da condição dada. (1) Simplifique as seguintes condições em R : (b) x + 3 > x ∧ |x| > 2. 3. Temos como exemplos: (1) x = 2 ∧ |x| > 0 ⇐⇒ x = 2 ( em R) (2) x < 2 ∧ x2 < 0 ⇐⇒ x2 < 0 ( em R) ]−∞.14 I. 2] ∩ ∅ =∅ Exercício 3. (a) x2 + 1 > 0 ∨ x > 2. (3) x2 − x + 5 6= 0 ∧ x2 + 5 ≤ 0. {2} ∩ R = {2} (2) x2 > 0 ∧ x2 + 1 > 0. Exercício 3. LÓGICA (b) Conjuntos: P ∩ (Q ∪ R) = (P ∩ Q) ∪ (P ∩ R) Exemplo 3. defina os conjuntos correspondentes a cada uma das condições. Simplifique as seguintes condições em R: (1) |x − 1| ≤ 0 ∧ x2 + 1 < 0. (c) |1 − x| > 3 ∧ x > x + 1.7. (2) Recorrendo a intervalos de números reais.

3} / Exercício 3. os conjuntos E e F . Exercício 3. 3 Conjunto solução : P = {3} Conjunto solução : P = R\ {3} Conjunto solução : R = {1. / Assim. (2) Defina. 3} ∼ r(x) : x ∈ {1. se P é o conjunto solução da condição p(x). E e F . P é o conjunto solução da condição ∼ p(x). 3} ∙ (2) p(x) : x = 3 ∼ p(x) : x 6= 3 (3) r(x) : x ∈ {1. . (4) x ∈ {x = 2n ∧ n ∈ N} . (3) 1 − x > 1. em R: (1) x + 3 < 0. Considere os conjuntos E = {x ∈ R: − 2 < x < 5} e F = {x ∈ R: |x| < 3} .3. com intervalos de números reais. Exemplo 3.9. +∞ 3 ¸ ∙ 2 Conjunto solução : Q = −∞. (1) Represente. Sem usar o símbolo ∼ escreva a negação de cada uma das condições.8. (2) 3x − 2 = 0. isto é P = {x ∈ U : x ∈ P } . OPERAÇÕES ENTRE CONDIÇÕES E ENTRE CONJUNTOS 15 • Complementar de um conjunto P é o conjunto P dos elementos do universo que não pertencem a P . Considere em R as condições: 2 (1) q(x) : x > 3 ∼ q(x) : x < 2 3 ∙ 2 Conjunto solução : Q = .7. em compreensão. 3} Conjunto solução : R = R\ {1.

(2) A proposição ∀x ∈ R. (1) A condição x2 + 4 > 0 é universal em R. (4) (x + 1)2 = x2 + 2x + 1. Quantificadores e implicação formal 4. porque a condição x + 1 = 0 não é universal em R. dá origem a uma proposição verdadeira se a condição for universal e falsa nos outros casos. Exemplo 4. LÓGICA 4. aplicado a uma condição numa variável. então se escrevermos ∃x ∈ Z: x + 3 = 0.1. Exemplo 4. obtém-se uma proposição verdadeira se escrevermos ∀x ∈ R: x2 + 4 > 0 ou x2 + 4 > 0 : ∀x ∈ R. Exercício 4.1. obtemos uma proposição verdadeira.16 I. ∀x ∈ R. x > . x > .1. 2 2 2 (3) (x + 1) = x + 2x + 1. aplicado a uma condição numa variável. Chama-se quantificador universal ao símbolo ∀ (lê-se: “qualquer que seja” ou “para todo o”) que.2. . x (1) ∀x ∈ R. (1) A condição x + 3 = 0 é possível em Z. dá origem a uma proposição verdadeira se a condição é possível e falsa se é impossível. 2 x (2) ∀x ∈ N. x + 1 = 0 é falsa. Quantificadores. Indique se as proposições seguintes são verdadeiras ou falsas. Chama-se quantificador de existência ao símbolo ∃ (lê-se: “existe pelo menos um” ou “há pelo menos um”) que. ∀x ∈ N.

. QUANTIFICADORES E IMPLICAÇÃO FORMAL 17 (2) A proposição ∃x ∈ Z: 2x + 3 = 0 é falsa. Portanto: (9) ∼ (∀x ∈ T. Exemplo 4. respectivamente.2. (4) Há pelo menos um aluno na turma que gosta de matemática. Exercício 4. (8) ∀x ∈ T. as proposições: (1) ∀x ∈ T. Traduzindo em linguagem simbólica. Em linguagem corrente. São dadas. por: (3) Todos aos alunos da turma fizeram os trabalhos de casa. Considere. x gosta de matemática. x2 = x e 2 (1) Classifique cada uma delas. vem: (7) ∃x ∈ T : x não fez os trabalhos de casa. x fez os trabalhos de casa. no conjunto T dos alunos da turma. porque a condição 2x + 3 = 0 é impossível em Z. as condições: 1 |x + 1| + 2 > 0 . 2 2 (6) ∃x ∈ R : x + 3 = 2. A negação destas proposições em linguagem corrente é: (5) Nem todos aos alunos da turma fizeram os trabalhos de casa. 2 1 (5) ∃x ∈ R : x2 = x. 1 (4) ∀x ∈ R. x não gosta de matemática.3. x2 + 3 = 2. (6) Nenhum aluno da turma gosta de matemática. x fez os trabalhos de casa)⇐⇒ ∃x ∈ T : x não fez os trabalhos de casa. |x + 1| + 2 > 0 . em R. (2) Diga se são verdadeiras ou falsas as proposições: (3) ∀x ∈ R. x2 = x . (2) ∃x ∈ T. estas proposições traduzem-se.4.

Tem-se por exemplo: (1) x é homem ⇒ x é mortal É uma proposição verdadeira. 1[ . Exemplo 4. Implicação. 4.2. (x > 2 ∧ x < 5) ∨ x > 3. x > 2 ∨ x = 3. Exercício 4. se o conjunto solução P da primeira estiver contido no conjunto solução Q da segunda. (2) ∃x ∈ R : x > 5 ∧ x > 7. . LÓGICA (10) ∼ (∃x ∈ T : x gosta de matemática)⇐⇒ ∀x ∈ T. (4) ∃x ∈ R. (2) x > 3 ⇒ x < 1 (em R) É uma proposição falsa pois ]3. Conclusão: A negação transforma o quantificador universal em quantificador de existência seguido de negação: ∼ ∀ ⇐⇒ ∃ ∼ .4. (3) ∀x ∈ R. x não gosta de matemática. +∞[ não está contido em ]−∞. Assim: p(x) ⇒ q(x) é uma proposição verdadeira se P ⊂ Q. (5) ∀x ∈ R.3. 1 ≤ x ≤ 5. Negue cada uma das proposições seguintes: (1) ∀x ∈ R.18 I. Diz-se que uma condição p(x) implica outra condição q(x). x − y = 2. A negação transforma o quantificador de existência em quantificador universal seguido de negação: ∼ ∃ ⇐⇒ ∀ ∼ . ∀y ∈ R.

Então pela lei de conversão. (3) x2 − 9 = 0 ⇒ x = 3. Se m(x) e p(x) designam duas condições. “se x não for um paralelogramo =⇒ x não é um rectângulo”. QUANTIFICADORES E IMPLICAÇÃO FORMAL 19 (3) n é múltiplo de 10 ⇒ n é par É uma proposição verdadeira. vem ∼ (x = 0 ∨ y = 0) ⇒∼ (x. inclusive nele próprio. que podemos traduzir por “todo o rectângulo é um paralelogramo” . Em R. Indique. (1) x < −4 ⇒ x < 1. Exemplo 4. Obviamente. pois o conjunto vazio está contido em qualquer outro conjunto. Exercício 4.y = 0 =⇒ x = 0 ∨ y = 0 ( lei do anulamento do produto ) .y = 0) . . Considere a proposição verdadeira “x é um rectângulo ⇒ x é um paralelogramo ”. esta proposição é equivalente a “se x não for um paralelogramo então também não é rectângulo”. o valor lógico das proposições seguintes: (2) x = 2 =⇒ x2 − 2x = 0. tem-se assim a lei de conversão (m(x) ⇒ p(x)) ⇐⇒ (∼ p(x) ⇒∼ m(x)) .y 6= 0. (4) |x| < 1 =⇒ x + 3 > 0. em R. ou seja. (justifique) (4) x2 − x + 3 = 0 ⇒ x2 < 0 (em R) É uma proposição verdadeira.5.4. x. ou seja x 6= 0 ∧ y 6= 0 ⇒ x.4.

5.6. A negação desta proposição será “existe pelo menos um rectângulo que não é um paralelogramo” ou seja. “∃x : x é rectângulo ∧ x não é paralelogramo”. LÓGICA Considere-se novamente a proposição verdadeira “x é um rectângulo ⇒ x é um paralelogramo ” que já vimos. . Assim a negação de p(x) ⇒ q(x) é ∃x : p(x)∧ ∼ q(x). (2) A negação (sem utilizar o sinal ∼). Considere as seguintes proposições: • x > 2 ⇒ |x| > 2 (em R) 3x • |x − 4| > 4 ⇒ − > 0 (em R\ {0}) . Note que ¡ ¢ ∼ x > 2 ⇒ x2 > 4 ⇐⇒ ∃x : x > 2 ∧ x2 ≤ 4. Exercício 4.20 I. 2 Para cada uma delas indique: (1) Se é verdadeira ou falsa. Exemplo 4. pode ser traduzido por “todo o rectângulo é um paralelogramo”.

2} . No conjunto dos paralelogramas. Basta.4. De um modo geral. Considere as condições x2 = 4 e |x| = 2 (em R) . (3) 6x = 0 ⇐⇒ (x2 − 1) 6x = 0. ou é suficiente. Do mesmo modo. Diga. . Exercício 4. (1) 6x = 0 ⇐⇒ (x2 + 1) 6x = 0. QUANTIFICADORES E IMPLICAÇÃO FORMAL 21 4. justificando.6. que x seja quadrado para ser rectângulo. se são verdadeiras ou falsas as seguintes proposições (em R) : (2) 6x = 0 =⇒ (x2 − 1) 6x = 0. A equivalência como dupla implicação.3. pelo que são equivalentes: x2 = 4 ⇐⇒ |x| = 2. Tem-se assim que x2 = 4 ⇐⇒ |x| = 2 é equivalente a x2 = 4 =⇒ |x| = 2 ∧ |x| = 2 =⇒ x2 = 4. Como o conjunto solução de x2 = 4 está contido no conjunto solução de |x| = 2 (pois são idênticos) . Ambas têm conjunto solução {−2. se p(x) e q(x) forem duas condições. |x| = 2 =⇒ x2 = 4 também é uma proposição verdadeira. tem-se x é quadrado =⇒ x é rectângulo. e é necessário que x seja rectângulo para ser quadrado. tem-se [p(x) ⇐⇒ q(x)] ⇐⇒ [p(x) ⇒ q(x) ∧ q(x) =⇒ p(x)] . a proposição x2 = 4 =⇒ |x| = 2 é verdadeira .

resulta do que se disse sobre a equivalência entre condições. Exercício 4. . Considere.7. que se p(x) ⇐⇒ q(x) então p(x) (respectivamente q(x)) é uma condição necessária e suficiente para que se verifique q(x) (respectivamente p(x)) . LÓGICA Assim se p(x) ⇒ q(x) for uma proposição verdadeira. (b) q(x) é condição ______ para que se verifique p(x). diz-se que p(x) é uma condição suficiente para que se verifique q(x) e q(x) é uma condição necessária para que se verifique p(x). as condições: p(x) : x + 2 > 1 e q(x) : x2 − 4x + 3 = 0.22 I. (1) Determine o conjunto solução de cada uma das condições. (2) Complete (a) p(x) é condição ______ para que se verifique q(x). Obviamente. em R.

. Polinómios. Exemplo 1. B = 7 − 6x + 5x2 − x3 e C = 2x2 − 3x3 + 1 : (1) Determinar A + B e A − B.1. an ∈ R ∧ a0 6= 0. 1.. • Uma expressão numa variável diz-se algébrica quando sobre a variável não incidem outras operações além de adições. a1 . divisões ou extracções de raiz. Definições. 1. ao conjunto dos números que substituidos no lugar da variável dão sentido à expressão. Resolução: A + B = (5x2 − 3x + 4) + (7 − 6x + 5x2 − x3 ) = 5x2 − 3x + 4 + 7 − 6x + 5x2 − x3 = −x3 + 10x2 − 9x + 11 23 . Expressões algébricas.1. Operações com polinómios. Adição e subtração.2. • Chama-se polinómio de grau n numa variável x a uma expressão algébrica do tipo a0 xn + a1 xn−1 + · · · + an . . multiplicações. • Chama-se domínio da expressão algébrica.2.CAPÍTULO II Cálculo algébrico 1. subtracções. e representa-se por D. Supondo que A = 5x2 − 3x + 4.. com a0 .1. 1.

. Resolução: A + B − C = (−x3 + 10x2 − 9x + 11) − (2x2 − 3x3 + 1) = 2x3 + 8x2 − 9x + 10 e A − B − C = x3 + 3x − 3 − 2x2 + 3x3 − 1 = x3 + 3x − 3 − 2x2 + 3x3 − 1 = 4x3 − 2x2 + 3x − 4. Resolução: P − Q = 0 ⇐⇒ (3x2 − 5x + 8) − (2x + 3x2 − 6) = 0 ⇐⇒ −7x + 14 = 0 ⇐⇒ x = 2. Exemplo 1. tal que P − Q = 0. = −x3 + 10x2 − 9x + 11 − 2x2 + 3x3 − 1 = 5x2 − 3x + 4 − 7 + 6x − 5x2 + x3 (2) Determinar A + B − C e A − B − C.24 II. Supondo que P = 3x2 − 5x + 8 e Q = 2x + 3x2 − 6. CÁLCULO ALGÉBRICO e A − B = (5x2 − 3x + 4) − (7 − 6x + 5x2 − x3 ) = x3 + 3x − 3. Resolução: A + (B − C) = (5x2 − 3x + 4) + [(7 − 6x + 5x2 − x3 ) − (2x2 − 3x3 + 1)] = 2x3 + 8x2 − 9x + 10. (3) Somar a A a diferença entre B e C. determine o valor de x.2.

(3) −x2 + 8x − 5. µ ¶ µ ¶ 2 5 2 7 1 1 2 2 (2) 3x − x + 2 − x − 0. 5 3 2 Soluções: (1) 8x2 + x + 1. B = 2x2 − 8x + 1. (5) A − (B + D) . 2x − 3. Exercício 1. (6) 9x − 4. (2) x2 − 0. 8x − 1. Considere os polinómios A = x2 − 4. EXPRESSÕES ALGÉBRICAS. (6) A − B − D. Simplifique as expressões seguintes: (1) 8x2 − 1. 5x2 − 3x − 0. 2x + − 3 x − .1. (2) A + (B + C) . 5 + (3. POLINÓMIOS. 2x + 1. C = 3x2 − 4x e D = −x2 − x − 1. 5x2 − 0. (4) 4x2 − 3x + 1. (4) C − D. Soluções: (1) 6x2 − 12x − 3. (2) 6x2 − 12x − 3. 25 Exercício 1. (3) A − B. Calcule: (1) (A + B) + C. . 4) − (3. (5) 9x − 4.2. 9) .1.

C = (x − 1) .B = (x − 1) . Resolução: A.C = (2x2 + x − 3) − (2x2 − 5x + 3) = 6x − 6. Resolução: A. CÁLCULO ALGÉBRICO 1. A.4.C. Multiplicação. Supondo que A = x − 1. Resolução: a (2x + 3) = ax + 2 ⇐⇒ 2ax + 3a = ax + 2 ⇐⇒ 2ax − ax = 2 − 3a ⇐⇒ ax = 2 − 3a 1 ⇐⇒ x = (2 − 3a) . (B − C) = 24. Exemplo 1. a Nota: Se fosse a = 0.C e A. (2x + 3) = 2x2 + x − 3 = 2x2 + 3x − 2x − 3 e A.26 II. tal que A. calcule. seria impossível. Exemplo 1. (2) O valor de x. (1) Os valores de A. então.B.3. a equação ficaria reduzida a 0x+2 = 0 e. Resolva em ordem a x a equação a (2x + 3) = ax + 2 com a 6= 0.2.B − A.B − A. (2x − 3) = 2x2 − 5x + 3 = 2x2 − 3x − 2x + 3 logo A. (B − C) = 24 ⇐⇒ 6x − 6 = 24 ⇐⇒ x = 5. B = 2x + 3 e C = 2x − 3.2. .

assim. (2) 2x (x2 − 4) . a fórmula conhecida por quadrado da soma (a + b)2 = a2 + 2ab + b2 . . (7) 6x4 − 72x3 − 6x2 . Calcule: (1) −3 (x2 + 5x) . Soluções: (2) 2x3 − 8x. 27 Exercício 1. POLINÓMIOS. (7) (x2 − 12x − 1) 6x2 . (1) −3x2 − 15x. Faz-se agora uma revisão dos casos notáveis da multiplicação de números reais. (5) −2x3 + 12 3 (6) 5x4 − 20x3 + 20x2 . µ ¶ x x 4 2 (5) − 4x − + . Obteve-se. (3) −2 (−3x + 8) . x2 2 − x. (4) 4x (−x − 2) . (3) 6x − 16. EXPRESSÕES ALGÉBRICAS.1. (8) (z 3 − 3z + 9) (−2z 2 ) .3. (1) Quadrado da soma Sendo a e b números reais temos (a + b)2 = (a + b) (a + b) = a2 + ab + ba + b2 = a2 + 2ab + b2 . (4) −4x2 − 8x. (8) −2z 5 + 6z 3 − 18z 2 . 2 6 3 (6) (x2 − 4x + 4) 5x2 .

6. Simplifique as seguintes expressões. Resolução: (x + y)2 + (x − y)2 = (x2 + 2xy + y 2 ) + (x2 − 2xy + y 2 ) = 2x2 + 2y 2 . a fórmula conhecida por quadrado da diferença (a − b)2 = a2 − 2ab + b2 . = a2 − ab − ba + b2 Obteve-se. assim. .28 II. Resolução: (x + y)2 − (x − y)2 = (x2 + 2xy + y 2 ) − (x2 − 2xy + y 2 ) = 4xy. Exemplo 1. Exemplo 1. (3) Produto da diferença de dois termos pela sua soma Sendo a e b números reais temos (a − b) (a + b) = a2 + ab − ba − b2 = a2 − b2 . (1) (x − 1)2 − 5 (x − 3) = (x + 5) (x − 5) . Resolva as seguintes equações. (2) (x + y)2 − (x − y)2 .5. (1) (x + y)2 + (x − y)2 . CÁLCULO ALGÉBRICO (2) Quadrado da diferença Sendo a e b números reais temos (a − b)2 = (a − b) (a − b) = a2 − 2ab + b2 .

(2) (3a − 2b)2 + (3a + 2b)2 .4. EXPRESSÕES ALGÉBRICAS. 2 . 29 Resolução: (x − 1)2 − 5 (x − 3) = (x + 5) (x − 5) ⇐⇒ x2 − 2x + 1 − 5x + 15 = x2 − 25 ⇐⇒ −7x = −41 41 ⇐⇒ x = .1. (6) 9 (x − 3)2 − 2 (x + 1)2 − (2x − 3)2 . POLINÓMIOS. (4) (x − 3) (x + 2) − (x + 1) (x − 1) . Simplifique as seguintes expressões: (1) (a + 2b)2 − (a − 2b)2 . Exercício 1. (5) (m + n)2 − (m − n)2 + (m + n) (m − n) . Prove que as igualdades seguintes são verdadeiras: (1) (x + a)2 = (x − a)2 + 4ax. Resolução: 4 (x + 1)2 − (x − 1)2 − 3 (x − 2) (x + 2) = 0 ⇐⇒ 10x = −15 3 ⇐⇒ x = − . (4) −x − 5. (3) −2x2 + 9. 2 Exercício 1. (2) 18a2 + 8b2 . (5) m2 + 4mn − n2 . Soluções: (1) 8ab. (3) (x − 3)2 − 3x (x − 2) .5. 2 (2) (2a)2 + (1 − a2 ) = (1 + a2 ) . 7 (2) 4 (x + 1)2 − (x − 1)2 − 3 (x − 2) (x + 2) = 0. (6) 3x2 − 46x + 70.

efectuar a divisão de um polinómio A(x) por um polinómio B(x) é determinar o quociente Q(x) e o resto R(x).Q(x) + R(x). (4) 3. no conjunto dos polinómios. .2. Divisão. CÁLCULO ALGÉBRICO Exercício 1. 1.6. 13 (3) 10.3. sendo o grau de R(x) menor que o grau de B(x). (3) 5 (x − 2) (x + 2) − 5 (x − 4) (x + 6) = 0. < 3 Dividendo : 19 sendo que Divisor : 3 Quociente : 6 Resto : 1 Tal como em N. Soluções: (1) −2. 5 (2) − . Regra de Ruffini.de modo que A(x) = B(x). Resolva as seguintes equações: (1) (2x + 1) (2x − 1) = (4x + 5) (x − 3) .30 II. (4) (4x − 3)2 − (8x + 3) (2x − 3) = 0. (2) (x + 2)2 + (x + 1)2 = x (2x − 7) . temos: 19 −18 1 3 6 logo 19 = 1 3×6+1 . Algoritmo da divisão de polinómios Em N.

obtendo-se o primeiro termo do quociente: 4x3 − 9x2 − 6x + 4 x2 − 2x + 1 4x • Multiplica-se 4x por cada um dos termos do divisor e subtrai-se do dividendo: 4x3 − 9x2 − 6x − 4x + 4 x2 − 2x + 1 4x −4x3 + 8x2 −x2 − 10x + 4 • Como o grau do resto ainda não é inferior ao do divisor. divide-se o primeiro termo do resto pelo primeiro do quociente. 31 Apresenta-se a seguir a divisão de dois polinómios.7. sendo A(x) = −9x2 + • Divide-se o primeiro termo do dividendo pelo primeiro do divisor.1. Resolução: • Ordenam-se os polinómios dividendo e divisor segundo as potências decrescentes de x: 4x3 − 9x2 − 6x + 4 x2 − 2x + 1 Determine o quociente e o resto da divisão de A(x) por B(x). Tem-se: 4x3 − 9x2 − 6x − 4x + 4 x2 − 2x + 1 4x − 1 −4x3 + 8x2 −x2 − 10x + 4 . onde se mostra o procedimento a efectuar. POLINÓMIOS. EXPRESSÕES ALGÉBRICAS. Exemplo 1. 4 + 4x3 − 6x e B(x) = 1 − 2x + x2 .

Verifique este resultado. multiplicando o quociente pelo divisor e adicionando ao resto. . Caso o divisor seja uma expressão da forma x−α existe uma regra simples. a Regra de Ruffini. Calcule ¢ ¡ ¢ ¡ −x + 3x4 − x5 + 2 : −3x2 + 1 .8. Exercício 1. Exemplo 1. Quociente → x 1 x3 − x2 + − 3 9 3 Resto → − 10 7 x+ 9 3 : −12x + 5 Solução: Regra de Ruffini O método anterior permite determinar qualquer divisão de polinómios.32 II.8. pois o grau do resto é inferior ao do divisor. CÁLCULO ALGÉBRICO • Multiplica-se −1 por cada um dos termos do divisor e subtrai-se do dividendo: 4x3 −4x3 + 8x2 x2 − 9x2 − 6x − 4x − 2x + 4 x2 − 2x + 1 4x − 1 + 4 + 1 −x2 − 10x −12x + 5 A divisão terminou. Determine o quociente e o resto da divisão de A (x) = x4 −3x2 +x−3 por B (x) = x−2. Tem-se: Quociente : 4x − 1 Resto Exercício 1.7. Apresenta-se a seguir um exemplo onde se mostra o procedimento a efectuar. para determinar o quociente e o resto da divisão.

o coeficiente e coloca-se o produto ao nível de 2 adicionando em seguida o 2. POLINÓMIOS. EXPRESSÕES ALGÉBRICAS. 0 2 2 −3 4 1 1 2 3 −3 6 3 0 2 2 −3 1 −3 0 −3 1 −3 . • No canto esquerdo escreve-se o número 2 que anula o polinómio divisor. em linha.o coeficiente e coloca-se a um nível inferior. ordenados segundo as potências decrescentes de x. 1 2 1 • Repete-se o processo anterior 1 2 1 Temos então: • Q (x) = x3 + 2x2 + x + 3 • R (x) = 3 e consequentemente ¡ 4 ¢ x − 3x2 + x − 3 = (x − 2) (x3 + 2x2 + x + 3) + 3. 1 2 0 −3 1 −3 • Copia-se o 1. (x − 2) .o coeficiente com o produto determinado. 33 Resolução: • Escrevem-se os coeficientes do dividendo.1. 1 2 1 • Multiplica-se o número 2 pelo 1.

x+1 x4 − 8 8 = x3 − 2x2 + 4x − 8 + . Em cada um dos casos.1.9.34 II. efectue a operação indicada. o valor que toma o dividendo quando se substitui x por α. e indique o resultado obtido na D R forma =Q+ .3.Q + R D R =Q+ d d (6) (x − 1) : (2x + 3) 1. x+2 x+2 3x3 − 2x + 1 7x − 5 = 3x + 6 + 2 . 2x − 3 2 4 2x − 3 5 x−1 =1− 2 . 2 2x + 3 2x + 3 D = d. Teorema do resto. Teorema 1. O resto da divisão de um polinómio P (x) por x − α é P (α). 2−3 x x −3 19 x2 + 3x − 2 1 9 = x+ + 4 . . x2 − 2x + 1 x − 2x + 1 38 5x4 − 2x2 − 1 = 5x2 + 13 + 2 . isto é. d d (1) (x3 + 1) : (x + 1) (2) (x4 − 8) : (x + 2) (3) (3x3 − 2x + 1) : (x2 − 2x + 1) (4) (5x4 − 2x2 − 1) : (x2 − 3) (5) (x2 + 3x − 2) : (2x − 3) Soluções: (1) (2) (3) (4) (5) (6) x3 + 1 = x2 − x + 1. CÁLCULO ALGÉBRICO Observação: D R d Q grau de R < grau de d Exercício 1.

Q(α) + R P (α) = R (R constante) . αn . Se. Seja P (x) = x3 − 2x2 + x + 18. por exemplo. . EXPRESSÕES ALGÉBRICAS.. triplas. é em particular para α. Temos que : P (−2) = (−2)3 − 2(−2)2 − 2 + 18 = 0 e P (1) = 1 − 2 + 1 + 18 = 18.1. Determine o resto da divisão do polinómio P (x) = 3x2 + 3x + 5 por x − 2... pode escrever-se como um produto a0 (x − α1 ) (x − α2 ) . • Um número real α é zero ou raiz de um polinómio P (x) se e só se P (α) = 0. Se um polinómio na variável x. POLINÓMIOS. 1. de grau n. (x − αn ) . O número real −2 é zero do polinómio enquanto que 1 não é zero do mesmo polinómio. α1 . Um polinómio pode ter raízes duplas. a0 xn + a1 xn−1 + · · · + an admite n raízes. Solução: α = 2 e R = P (α) = P (2) = 23. vem P (α) = (α − α) Q(α) + R P (α) = 0. Decomposição de um polinómio em factores... 1. ¤ Exercício 1. α1 = α2 diz-se que a raiz α1 é dupla ou de multiplicidade 2. α2.. • α é zero de um polinómio se e só se o polinómio é divísivel por x − α.4. Fazendo então x = α.. Como a igualdade anterior é válida para todo o x real. 35 Demonstração.10. a0 6= 0. Seja Q(x) e R o quociente e o resto da divisão de P (x) por x − α.5. Tem-se : P (x) = (x − α)Q(x) + R... Zero de um polinómio.

o grau.o grau este polinómio. se possível. Resolução. 4 2 ou ¶ µ 1 (x + 3) 2x + 7x + 3 = 2 x + 2 2 1 (2) 4x2 − . num produto de factores do 1. Como não existem raízes reais. 9 Resolução. Decomponha. (1) 2x2 + 7x + 3. não é possível decompor em factores do 1. Tem-se: x − 3x + 10 = 0 ⇐⇒ x = 2 3± √ 9 − 40 2 (Impossível) . Temse: 2x + 7x + 3 = 0 ⇐⇒ x = Temos então: ∙ µ ¶¸ 1 2x + 7x + 3 = 2 x − − [x − (−3)] 2 2 2 −7 ± √ 49 − 24 1 ⇐⇒ x = − ∨ x = −3. cada um dos seguintes polinómios. Vamos calcular as raízes. . Sabendo que: a2 − b2 = (a − b) (a + b) vem 1 4x − = (2x)2 − 9 2 ¶µ ¶ µ ¶2 µ 1 1 1 2x + = 2x − 3 3 3 (3) x2 − 3x + 10. Resolução.9. CÁLCULO ALGÉBRICO Exemplo 1. Vamos calcular as raízes do polinómio utilizando a fórmula resolvente.36 II.

Tem-se: (x − 1)2 − 3(x − 1) = (x − 1) [2 (x − 1) − 3] = (x − 1) (2x − 5) (5) x3 + 3x2 − x − 3. sendo este.11. (4) (x + 2) (x − 2) (x + 3) (x − 3) . . pois existe um factor comum para pôr em evidência. Tem-se: 1 −3 1 Assim: ¡ ¢ x3 + 3x2 − x − 3 = (x + 3) x2 − 1 = (x + 3) (x − 1) (x + 1) . (3) x3 − x2 − 9x + 9. Aqui a decomposição é imediata.1. sabendo que admite a raíz −3. Decomponha. cada um dos seguintes polinómios: (1) x2 − 5x + 6. EXPRESSÕES ALGÉBRICAS. 37 (4) 2(x − 1)2 − 3(x − 1). Soluções: (1) (x − 2) (x − 3) . Resolução. Resolução. (4) x4 − 13x2 + 36. se possível. ¡ ¢¡ ¢ (2) 6x x + 1 x − 1 . 2 3 (2) 6x3 + x2 − x. (3) (x − 1) (x − 3) (x + 3) . 3 −3 0 −1 0 −1 −3 3 0 Exercício 1. num produto de factores do 1. POLINÓMIOS.o grau. (x − 1) . O resto da divisão do polinómio por x + 3 é zero.

11. .10. Determine k. obtém-se o sistema ⎧ ⎧ ⎪ a=1 ⎪ a=1 ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎨ b=3 ⎨ −3a + b = 0 ⇐⇒ ⎪ c=1 ⎪ 2a − b + c = 0 ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎩ ⎩ d = 0. m e n ∈ R de modo que 4x2 + mx + n = (x − 1)2 + kx2 . Método dos coeficientes indeterminados. Resolução. CÁLCULO ALGÉBRICO 1. Efectuando as operações. vem: 4x2 + mx + n = x2 − 2x + 1 + kx2 4x2 + mx + n = (1 + k) x2 − 2x + 1. d=0 Exemplo 1. Igualando os coeficientes das mesmas potências de x. vem: x3 = ax (x2 − 3x + 2) + b (x2 − x) + cx + d x3 = ax3 − 3ax2 + 2ax + bx2 − bx + cx + d x3 = ax3 + (−3a + b) x2 + (2a − b + c) x + d. Exemplo 1. Este método baseia-se no princípio de que dois polinómios são idênticos se os coeficientes dos termos do mesmo grau são iguais.6.38 II. Resolução. Efectuando as operações. c e d ∈ R de modo que x3 = ax (x − 1) (x − 2) + bx (x − 1) + cx + d. Determine a. b.

x + 4 + 4x Resolução: x2 (2) x2 + 1 − 2x . Simplifique as seguintes fracções: x+2 (1) 2 . x2 − 3 + 2x (x − 1) (x + 3) x+3 (3) 2 (x − 3)2 − 3 (x − 3) . 4 4 (x − 3) (x − 3) (x − 3)3 x+2 x+2 1 = e D = R\ {−2} . 2. não esquecendo o domínio em que a simplificação é válida. Simplificação. Para simplificar uma fracção algébrica factoriza-se o numerador e o denominador e dividem-se os dois termos pelos factores comuns. 2 = + 4 + 4x (x + 2) x+2 . (x − 3)4 Resolução: (x − 3) (2x − 6 − 3) 2x − 9 2 (x − 3)2 − 3 (x − 3) = = e D = R\ {3} . FRACÇÕES ALGÉBRICAS 39 Igualando os coeficientes das mesmas potências de x. 1} . Exemplo 2.2.1. obtém-se o sistema ⎧ ⎧ ⎪ k=3 ⎪ 1+k =4 ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎨ ⎨ ⎪ ⎪ ⎪ ⎩ m = −2 n=1 ⇐⇒ m = −2 ⎪ ⎪ ⎪ ⎩ n = 1.1. x2 − 3 + 2x Resolução: (x − 1)2 x−1 x2 + 1 − 2x = = e D = R\ {−3. Fracções algébricas 2.

Facilmente se verifica que os zeros do numerador são os valores 0 e -5. logo para determinarmos os seus zeros necessitamos de uma das suas raízes. Uma das suas raízes é um zero do numerador. CÁLCULO ALGÉBRICO (4) x2 + 5x .o grau. • O polinómio do denominador é do 3.40 II. −2 Logo. tem-se: −1 −5 −1 −6 5 −1 1 5 6 30 −30 . Sendo −5 um zero do denominador (verifique). pois se assim não fosse. −3. 2} . 3 − 6x2 + x + 30 −x − (x + 5) (x + 3) (x − 2) (x + 3) (x − 2) . x2 + 5x x(x + 5) −x = = e D = R\ {−5. −x3 − 6x2 + x + 30 = − (x + 5) (x + 3) (x − 2) Assim. a fracção não era simplificada. −x3 − 6x2 + x + 30 Resolução: • x2 + 5x = x(x + 5). 0 Calculemos os restantes zeros do denominador √ 1 ± 1 + 24 2 −x − x + 6 = 0 ⇐⇒ x = ⇐⇒ x = −3 ∨ x = 2.

Efectue e simplifique. 2−x x+3 2 − x (x − 5) (x + 5) (2 − x) (x + 5) Nota: As operações com fracções algébricas efectuam-se de uma forma semelhante às operações com fracções onde não aparecem variáveis.2.2. 5} e x+5 x+3 x+3 x + 5 x2 − 25 : = × = . 1 x (1) + . x−1 x2 − 3x − 1 2x + 1 = . x2 − 4 x+3 Resolução: D = R\ {−3. −3.2. . 2. 2−4 x x+3 (x − 2) (x + 3) (x + 2) x−2 (4) x + 5 x2 − 25 : . 2} e x2 + 3x x + 2 x (x + 3) (x + 2) x × = = . x x+2 x (x + 2) (x) Resolução: D = R\ {1} e x − (x−1) (3) x2 + 3x x + 2 × . −2. x x+2 Resolução: D = R\ {−2. FRACÇÕES ALGÉBRICAS 41 2. Outras operações. 2−x x+3 Resolução: D = R\ {−5. x−1 x−1 (x) (x+2) 1 x x2 + x + 2 + = . 0} e (2) x − 2x + 1 . Exemplo 2.

3. logo. (x − 2) (x + 5) x−2 x+5 3. (x − 2) (x + 5) = Temos que: 7 (A + B) x + 5A − 2B = . ⇐⇒ ⇐⇒ ⎩ B = −1 ⎩ 7 = −7B ⎩ 7 = 5A − 2B 7 1 1 = − . . em R. cada uma das seguintes equações. 7 A B = + (x − 2) (x + 5) x−2 x+5 = Ax + 5A + Bx − 2B (x − 2) (x + 5) (A + B) x + 5A − 2B . (x − 2) (x + 5) (x − 2) (x + 5) Então: ⎧ ⎧ ⎧ ⎨ A=1 ⎨ A = −B ⎨ 0=A+B . Resolva. (1) x3 = x. Determine A e B de modo que: 7 A B = + . Equações A decomposição de polinómios em factores e a lei do anulamento do produto permitem-nos resolver algumas equações.1. (x − 2) (x + 5) x−2 x+5 Resolução: O método dos coeficientes indeterminados permite determinar A e B. CÁLCULO ALGÉBRICO Exemplo 2.42 II. Exemplo 3.

Resolução: 2 −2 2 1 −4 −3 −5 6 1 2 −2 0 2x3 + x2 − 5x + 2 = 0 ⇐⇒ (x + 2) (2x2 − 3x + 1) = 0 √ 3± 9−8 ⇐⇒ x = −2 ∨ x = 4 ⇐⇒ x = −2 ∨ x = 1 2 ∨x=1 . 3} . EQUAÇÕES 43 Resolução: x3 = x ⇐⇒ x3 − x = 0 ⇐⇒ x (x2 − 1) = 0 ⇐⇒ x = 0 ∨ x2 − 1 = 0 ⇐⇒ x = 0 ∨ x = −1 ∨ x = 1 logo S = {−1.3. 1} . 2. Resolução: 2x3 − 10x2 + 12x = 0 ⇐⇒ 2x (x2 − 5x + 6) = 0 ⇐⇒ 2x = 0 ∨ x2 − 5x + 6 = 0 √ 5 ± 25 − 24 ⇐⇒ x = 0 ∨ x = 2 ⇐⇒ x = 0 ∨ x = 2 ∨ x = 3 logo S = {0. (2) 2x3 − 10x2 + 12x = 0. 0. (3) 2x3 + x2 − 5x + 2 = 0. sabendo que −2 é uma das raízes.

1. (1) x2 + 2x − 8 = 0. 2} . tem-se: x + 4x = 0.44 II. CÁLCULO ALGÉBRICO logo ½ ¾ 1 s = −2. Atendendo a que ambas pertencem ao domínio. x Resolução: já se encontra na forma Como: ¡ ¢ x3 + 4x = 0 ⇐⇒ x x2 + 4 = 0 ⇐⇒ x = 0 ∨ x2 + 4 = 0 ⇐⇒ x = 0. Determine o conjunto solução. O domínio é R\ B 3 Como √ −2 ± 4 + 32 2 ⇐⇒ x = −4 ∨ x = 2. 3 S = {−4. (2) A = 0. Chama-se equação fraccionária a uma equação em que a incógnita figura no denominador. 1 . . de cada uma das seguintes equações. em R. Na resolução de uma equação fraccionária. A (2) Reduz-se a equação à forma = 0. B . deve-se proceder do seguinte modo: (1) Determina-se o domínio da equação. 2 3. B (3) Os zeros de A que pertencem ao domínio da equação são as soluções da equação dada.2. 3x − 4 Resolução: ½ ¾ A 4 já se encontra na forma = 0. x + 2x − 8 = 0 ⇐⇒ x = 2 as soluções possíveis são −4 e 2. |{z} C. Equações fraccionárias.I. Exemplo 3. O domínio é R\ {0} .

(3) 1 1 2x2 + = 2 . x−1 6 (3) = 0. (1) x−3 2 x − 8x + 7 (2) = 0. Atendendo a que 0 não pertence ao domínio. x−1 x+1 x −1 Resolução: A 1 1 2x2 começamos por reduzir à forma = 0 a equação + = . vem S = {0} . x−1 3+x (4) = 5. as soluções possíveis são 0 e 1. Exercício 3. tem-se: S = ∅. 2−x 6x x x (5) 2 + = . 1} . EQUAÇÕES 45 a solução possível é 0. x −9 3−x x+3 3 1 1 (6) 2 = − . Resolva cada uma das seguintes equações: (x − 3) (x + 1) = 0.O B x − 1 x + 1 x2 − 1 domínio da equação é R\ {−1. Temos: 1 1 2x2 1 1 2x2 + = 2 ⇐⇒ + − 2 =0 x−1 x+1 x −1 x−1 x+1 x −1 ⇐⇒ Como −2x2 + 2x = 0 ⇐⇒ x (−2x + 2) = 0 ⇐⇒ x = 0 ∨ x = 1. Como 1 não pertence ao domínio.3.1. x −1 x+1 1−x −2x + 2x = 0. x2 − 1 (x+1) 2 (x−1) (1) .

√ √ √ • 2x + 1 + x − 3 = 2 x. as soluções de A2 = B 2 . isto é. São exemplos de equações irracionais √ • x − 3 = 5. CÁLCULO ALGÉBRICO Soluções: (1) x = −1. B = . são ou não são soluções de A = B. 2 Exercício 3. 7 (4) x = . Considere a expressão A (x) = x+1 . 6 (5) x = 0.2. Como A2 = B 2 ⇐⇒ A2 − B 2 = 0 ⇐⇒ (A − B) (A + B) = 0 ⇐⇒ A = B ∨ A = −B. Verifica-se que numa equação irracional a incógnita figura no radicando. 3. Equações irracionais.46 II. 5 5 (2) x = −3. As soluções destas equações conseguem-se por sucessivas elevações ao quadrado de ambos os membros. . já que A = B ⇒ A2 = B 2 . x Soluções: 1 4 (1) A = . (1) Determine A e B de modo que (x − 3) (x + 2) x−3 x+2 1 (2) Resolva a equação A (x) = . (x − 3) (x + 2) A B x+1 = + . 3 (6) x = . (3) S = ∅. (2) x = 7 .2. é necessário verificar se as soluções encontradas.

EQUAÇÕES 47 Exemplo 3. Resolução: √ 2x − 1 − x = −2 ⇐⇒ √ 2x − 1 = x − 2 ⇒ 2x − 1 = (x − 2)2 √ 6+3+3=6 √ 25 + 11 = 6 Proposição verdadeira Proposição falsa ⇐⇒ −x2 + 6x − 5 = 0 ⇐⇒ ⇐⇒ x = 5 ∨ x = 1. √ 10 − 1 − 5 = −2 Proposição verdadeira Proposição falsa √ 2 − 1 − 5 = −2 . Verifiquemos estas soluções: x=3: x = 11 : logo S = {3} .3. (2) √ 2x − 1 − x = −2. Resolução: √ 2x + 3 + x = 6 ⇐⇒ √ 2x + 3 = 6 − x =⇒ 2x + 3 = (6 − x)2 ⇐⇒ 2x + 3 = 36 − 12x + x2 ⇐⇒ x2 − 14x + 33 = 0 ⇐⇒ x = 3 ∨ x = 11. Verifiquemos estas soluções: x=5: x=1: logo S = {5} (3) √ √ √ x + 1 + 2x + 5 = x + 4. √ (1) 2x + 3 + x = 6. Considere as seguintes equações irracionais.3.

Resolva cada uma das seguintes equações irracionais: √ 2x + 3 = x − 6. (3) x = − 20 ∨ x = 4. √ (3) 2 x2 − 16 = 4 − x. √ (2) x − 4 = 4x − 19. Verifiquemos estas soluções: √ √ √ x = −4 : −3 + −3 = 0 x = −1 : logo S = {−1} . Das seguintes afirmações diga qual é verdadeira. (1) Soluções: (1) x = 11. (2) x = 5 ∨ x = 7.3.4. √ √ √ 0+ 3= 3 ⇐⇒ x2 + 5x + 4 = 0 ¡√ ¢2 √ x + 1 + 2x + 5 = x + 4 ⇐⇒ ⇒ ⇐⇒ Proposição falsa Proposição verdadeira . (1) Se A = B então A2 = B 2 . CÁLCULO ALGÉBRICO Resolução: √ √ √ x + 1 + 2x + 5 = x + 4 =⇒ √ √ 2x2 + 7x + 5 = −x − 1 ⇐⇒ 2 2x2 + 7x + 5 = −2x − 2 ⇐⇒ ⇒ 2x2 + 7x + 5 = (−x − 1)2 ⇐⇒ x = −4 ∨ x = −1. √ √ (4) x − 2 − 3x − 2 = 6. (2) Se A2 = B 2 então A = B. Exercício 3. Exercício 3.48 II. 3 (4) S = ∅.

é construir um quadro depois de reduzir a inequação à forma A(x) ≶ 0. > 2. +∞[ (2) 3 <1 x−1 Resolução: 3 x−1 −x + 4 3 3 < 1 ⇐⇒ < ⇐⇒ < 0. o processo mais simples de resolução.4. Considere as seguintes inequações: x−1 (1) >0 x+3 Resolução: x x−1 −∞ −3 − − 1 +∞ − 0 + x+3 − 0 + + + x−1 + ss − 0 + x+3 Olhando para a última linha do quadro verifica-se que a fracção é positiva se: x ∈ ]−∞.1. −3[ ∪ ]1. B(x) Exemplo 4. INEQUAÇÕES FRACCIONÁRIAS 49 4. São exemplos de inequações fraccionárias: 3x 1 x+1 ≤0 . x−4 x+2 x De um modo geral. < 1 ⇐⇒ x−1 x − 1 (x−1) x−1 x−1 x−1 (1) x −x + 4 x−1 −x + 4 x−1 −∞ 1 + − − 4 +∞ − + − + + 0 0 + + ss + 0 . Inequações fraccionárias Numa inequação fracionária a incógnita figura no denominador.

. CÁLCULO ALGÉBRICO Verifica-se que a fracção é negativa se: x ∈ ]−∞. 1[ ∪ ]4.50 II. +∞[ .

lê-se o somatório de uk desde p até n. · · · . isto é: n X uk = up + up+1 + · · · + un−1 + un . k=p (1.CAPÍTULO III Somatórios 1. limite ı inf erior e limite superior do somatório. então podemos escrever de forma abreviada a soma anterior. Definição Consideremos a soma: 12 + 22 + 32 + 42 + 52 + 62 + 72 + 82 + 92 + 102 . 51 . 10 Assim.letra sigma maiúscula do alfabeto grego. para representarmos uma soma com o símbolo identificar: P temos de • uma expressão designatória. no caso geral. 2. 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 k=1 uma das parcelas desta soma se obtém dando a k sucessivamente os valores 1. • um conjunto K. K ⊂ Z. onde a variável k toma os seus valores. k ∈ Z e n ≥ p.1) À letra k chama-se ´ndice da soma e aos números p e n. uk . k=p uk . respectivamente. Como cada na expressão k2 . n P Assim. que representa a soma dos quadrados dos primeiros 10 números naturais. que em cada concretização da variável k nos permita obter sucessivamente cada uma das parcelas. Temos assim: 10 X 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9 + 10 = k2. utilizando P o símbolo de somat´rio o .

k=n Exemplo 1. 4 P (1) (2) (k2 + 1) = (12 + 1) + (22 + 1) + (32 + 1) + (42 + 1) = 2 + 5 + 10 + 17 = 34. todos os anos.m. isto é.m. O custo de uma máquina nova no início do 1. no início do quarto ano pode ser representada por: 3 X i=0 (100 + i) . 3 P (3) (3p − 2) x3−p = −2x3 + x2 + 4x + 7. A despesa da empresa.1. isto é. SOMATÓRIOS Nota: • A soma (1. (3 − 4k) = (3 − 4 · (−1))+(3 − 4 · 0)+(3 − 4 · 1)+(3 − 4 · 2)+(3 − 4 · 3) = = −5.52 III. n X uk = un . . p=0 k=1 3 P k=−1 Uma aplicação: Suponha que uma pequena empresa adquire uma máquina nova no início de cada ano. • A variável k (índice da soma) é uma variável muda.) e o preço aumenta 5 u. pode ser substituída por outra letra qualquer pois n X n X i=m n X n X uk = ui = uj = k=m j=m p=m up = um + um+1 + · · · + un−1 + un .1) tem exactamente n − p + 1 parcelas. • Sempre que os limites superior e inferior do somatório forem iguais a soma apenas tem uma parcela. na aquisição de máquinas.o ano é 100 unidades monetárias (u.

Soluções: (1) (2) 45 P 45 P (2k) .1 (Aditiva).1. Solução: n P ak xk ou k=0 k=0 n P ak xn−k . (2) números ímpares.0.0.2 (Homogénea). PROPRIEDADES 53 Exercício 1. n X (uk + vk ) = k=m k=m n X uk + k=m n X vk . = k=m k=m ¤ Propriedade 2. 2. Escreva na forma de somatório a soma dos primeiros quarenta e cinco: (1) números pares. Escreva na forma de somatório a forma geral dos polinómio de grau n. (2k − 1) .2. k=1 k=1 Exercício 1. (α constante real) . Demonstração. n X αuk = α k=m k=m n X uk . . Propriedades Propriedade 2. n X k=m (uk + vk ) = (um + vm ) + (um+1 + vm+1 ) + · · · + (un + vn ) = (um + um+1 + · · · + un ) + (vm + vm+1 + · · · + vn ) = n n X X uk + vk .2.

SOMATÓRIOS Demonstração.0. 2 2Recorde que.4. 1−r Demonstração. 1 = α(1 + 1 + · · · + 1) = α (n − m + 1) . então a soma dos p primeiros termos u1 + up é dada por S = · p. ¤ Caso particular da propriedade anterior: n X α=α k=m k=m n X Propriedade 2. é a soma1 de n − m + 1 termos de uma progressão aritmética de razão 1. 2 Demonstração. ¤ Propriedade 2. Análoga à anterior. | {z } (n−m+1) parcelas k=m n X k= m+n (n − m + 1) . n X rk = k=m 1 − rn−m+1 m ·r . n X k=m αuk = αum + αum+1 + · · · + αun = α (um + um+1 + · · · + un ) = α k=m n X uk . se (un ) é uma progressão aritmética de razão r. então a soma dos p primeiros n 1 − rp termos é dada por S = · u1 .54 III. obtém-se o resultado pretendido. 1−r . Uma vez que n X k=m k = m + (m + 1) + (m + 2) + · · · + (n − 1) + n. se (u ) é uma progressão geométrica de razão r. 1Recorde ¤ que.0.3. tendo em conta que estamos perante uma progressão geométrica2 de razão r.

n+r X k=m+r uk = um+r + um+r+1 + · · · + un+r = k=m n X uk+r .0.7.6. Demonstração. ¤ k=m . −m X uk = k=−n k=m n X u−k .0.0. PROPRIEDADES 55 Propriedade 2. ¤ Propriedade 2. r X uk + k=m k=r+1 n X uk = um + um+1 + · · · + ur + ur+1 + · · · + un = = um + um+1 + · · · + un = n X uk . Demonstração. ¤ Propriedade 2. −m X k=−n uk = u−n + u−n+1 + · · · + u−m−1 + u−m = = u−m + u−(m+1) + · · · + u−(n−1) + u−n = n X k=m u−k .5.2. r X uk + k=m k=r+1 n X uk = k=m n X uk . m ≤ r < n. Demonstração. n+r X uk = k=m+r k=m n X uk+r .

1. ¤ Exercícios 2. n X k=p (uk − uk−1 ) = un − up−1 . (1) Calcule cada um dos somatórios: 7 P (a) 15 (150) k=−2 5 P (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) (i) (j) (3k) (45) (65) (2385) −3 P k=0 4 P (4j + 5) (2 + 5k) (5k 2 ) + k− 18 P j=0 30 P 10 P 15 P k=1 k=3 k=−10 (2k − 5k2 ) (−104) k (−42) (−876184) (1400) (10573) (15840) k=2 500 P k=5 k=5 4 P (1 − 7k) 100 (p + 1) (2i − 5) p=−2 105 P i=−3 100 P (3k + 7) k=2 . Demonstração.8 (Telescópia). SOMATÓRIOS Propriedade 2.56 III.0. n X k=p (uk − uk−1 ) = up − up−1 + up+1 − up + up+2 − up−1 + · · · + un−1 −un−2+ un − un−1 = un − up−1 .

PROPRIEDADES 57 (k) (l) n=−5 n=1 (2) Resolva em ordem a x cada uma das seguintes equações: 124 ¡ 71 ¢ P (k + x) = 12000 (a) 2 k=5 200 P 99 ¢ √ P ¡√ n− n+1 5 P 32+n ¡ 88573 ¢ 27 (−9) (b) 4 (k2 + 1) = 20x 23 P k=1 k=1 (c) 3 − x = (d) k=−26 −5 P k=3 k2 − k=1 2−k = k=2 26 ¢ P¡ 3x + 2k 20 P 200 P (k2 + 1) (k + 2)2 ¡ 28 ¢ − 75 ¡1¢ 5 (−526) .2.

CAPÍTULO IV

Generalidades sobre funções.
1. Aplicações entre conjuntos. Definição 1.1. Dados dois quaisquer conjuntos A e B, chama-se aplicação (função) de A em B a toda a correspondência que a cada elemento de A associa um e um só elemento de B. Se representarmos a aplicação por f e por x e y, respectivamente, as variáveis representativas dos elementos de A e de B, escreve-se f : A −→ B x −→ y = f (x). Observação: • À variável x dá-se o nome de variável independente e à variàvel y chama-se variável dependente . • Numa aplicação de A em B há sempre a considerar três conjuntos: — o domínio sendo o conjunto A, que se representa por Df ; — o conjunto de chegada sendo o conjunto B; — o contradomínio sendo o conjunto f (A) = {f (a) ∈ B : a ∈ A} , que habitualmente se representa por Df ou Im f . ´ “conjunto das imagens (transformados dos elementos de A por f )” • f e g são a mesma aplicação se e só se têm o mesmo domínio D, o mesmo conjunto de chegada e, para qualquer a ∈ D , f (a) = g(a).
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IV. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.

• Se f e g são duas aplicações com o mesmo conjunto de chegada, se Df ⊆ Dg e se f (a) = g(a), qualquer que seja o elemento a ∈ Df , então diz-se que f é uma restrição de g ou que esta é uma extensão de f . 2. Funções reais de uma variável real. Domínios. Definição 2.1. Uma função real de variável real (f.r.v.r.) é uma aplicação de A em R, sendo A um subconjunto de R. f : A −→ R x Observações: • Por definição as f.r.v.r. têm conjunto de chegada R. • Para que sejam bem definidas é necessário indicar apenas o domínio e a chamada expressão analítica ou lei de transformação. Como as funções reais de variável real, são em geral definidas pela sua expressão analítica (expressão designatória), é necessário calcular nesses casos o domínio da expressão que a define. Exercício 2.1. Determine o domínio de cada uma das seguintes funções definidas por: (1) f (x) = x2 − 4x + 3; 4 (2) g(x) = 2 ; x +5 x+2 ; (3) f (x) = x+3 4 ; (4) h(x) = 2 x √ − 2x (5) t(x) = x − 4; √ 1− x−3 (6) j(x) = ; √x + 5 (7) m(x) = 3 x − 4; √ (8) p(x) = 4 x − 4. −→ y = f (x)

3. GRÁFICO DE UMA FUNÇÃO.

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O domínio de cada uma destas funções é o conjunto dos valores reais da variável independente para os quais são possíveis em R as operações indicadas na expressão que a define. Temos assim as seguintes soluções: (1) Df = R; (2) Dg = {x ∈ R : x2 + 5 6= 0} = R; (3) Df = {x ∈ R : x + 3 6= 0} = RÂ {−3} ; (5) Dt = {x ∈ R : x − 4 > 0} = [4, +∞[ ; (4) Dh = {x ∈ R : x2 − 2x 6= 0} = RÂ {0, 2} ;

(6) Dj = {x ∈ R : x − 3 > 0 ∧ x + 5 6= 0} = [3, +∞[ ; (7) Dm = R; (8) Dp = {x ∈ R : x − 4 > 0} = [4, +∞[ . Observações: No cálculo dos domínios atrás, tiveram-se em atenção as seguintes situações: • Em R, a divisão só é possível se o divisor for diferente de zero. • Se o índice de uma raiz é ímpar, a radiciação é possível para todos os valores da variável independente que dão significado ao radicando. • Se o índice de uma raiz é par, a radiciação só é possível para os valores da variável independente que transformam o radicando num valor real nulo ou positivo, isto é, maior ou igual a zero.

3. Gráfico de uma função. Uma função f pode ser representada num plano, onde se fixe um sistema de eixos Oxy, por um conjunto de pontos o qual se diz gráfico ou imagem geométrica de f . © ª G = (x, y) ∈ R2 : x ∈ Df ∧ y = f (x) .

Exemplo 3.1.

Considere as funções f : R → R definidas pela fórmula f (x) = mx+b, em que m, b ∈ R. Funções deste tipo são representadas graficamente por uma linha recta; se m = 0, a

GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.5 1.0 1.62 IV. f (x) = x + 1 g(x) = −2x + 3 y 2 y 1 4 3 2 -2 -1 -1 1 x 2 1 -0.5 2. Apresentam-se de seguida alguns exemplos de gráficos que não representam funções.5 -1 -2 0.5 x -2 f (x) = 2 Refere-se que mais à frente voltamos à representação dos gráficos de algumas funções particulares de forma mais cuidada. Tem-se por exemplo: 1) 2) Observação: Justifique porque motivo os gráficos representados não representam funções .0 2. função é constante e o gráfico é uma recta paralela ao eixo Ox.

Considere a função g definida. Temos então: 11 ) = 11. ⎧ ⎪ 3x ⎨ ⎪ ⎩ x+1 ⇐ ⇐= x > 2 x < 2.1. 3 Para calcular. Funções definidas por diferentes expressões analíticas Consideremos a função definida em R da seguinte forma: x → 3x e x → x+1 Para calcular. por ⎧ ⎪ x−1 ⎨ g(x) = ⎪ ⎩ 3x − 2 (1) Calcule g(−2). Para definir a função f é costume escrever-se ⎧ ⎪ 3x ⎨ se x > 2 x → f (x) = ⎪ ⎩ x + 1 se x < 2 ou x → f (x) = Exercício 4. por exemplo. se x < 1 se x > 1. em R . por exemplo. f (0) ou f (−1) consideramos f (5) = 15 e f ( f (x) = x + 1.4. Temos então: f (0) = 1 e f (−1) = 0. para x>2 11 ) consideramos 3 f (x) = 3x. f (5) ou f ( para x < 2. . FUNÇÕES DEFINIDAS POR DIFERENTES EXPRESSÕES ANALíTICAS 63 4. g(0). g(1) e g(3).

|−5| = 5 isto é |−5| = −(−5) = 5. Soluções: (1) −3. −1. Observação: Facilmente se verifica que o gráfico desta função é: ⎪ ⎩ −x y 4 3 2 1 -4 -3 -2 -1 1 2 3 x 4 . 1. (2) Sendo h ∈ R+ . mostre que g(1 + h) + 3g(1 − h) = 1. se x > 0 se x < 0. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. 5. em R a função ⎪ ⎩ − x f (x) = |x| pode escrever-se f (x) = ⎧ ⎪ x ⎨ (função módulo) . 7. (2) Ao cuidado do aluno.64 IV. De um um modo geral tem-se: ⎧ ⎪ ⎨ x se se x>0 x < 0. |0| = 0 . Por exemplo: |5| = 5 . Função Módulo. |x| = Assim.

Considere. 6. B ⊂ R é sobrejectiva se e só se o seu contradomínio for B. Definição 6. 65 Exemplo 5. ⎪ ⎩ − (x − 4) ⎧ ⎪ x−4 ⎨ ⎪ ⎩ −x + 4 g(x) = 6. Uma função real de variável real f : A −→ R (A ⊂ R) diz-se sobrejectiva se e só se o seu contradomínio for R. CLASSIFICAÇÃO DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. Resolução: g(x) = isto é: ⎧ ⎪ x−4 ⎨ se x − 4 > 0 se x − 4 < 0. a função real de variável real.1. com A. . Verifica-se assim que uma função é sobrejectiva se e só se o seu contradomínio coincide com o conjunto de chegada.1.6.1. se x > 4 se x < 4. Uma função real de variável real f : A −→ B. f é sobrejectiva ⇐⇒ ∀y ∈ R ∃x ∈ A : y = f (x). g definida por: g(x) = |x − 4| . Funções sobrejectivas. Resolução: g(0) = 4 e g(6) = 2. (2) Defina a função sem utilizar o símbolo || . (1) Calcule g(0) e g(6). Classificação de funções reais de variável real.

GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. Exercício 6. de variável real.2. de variável real. f é injectiva ⇐⇒ ∀x1 . 1) 2) 3) y 10 y 5 4 2 y 20 -3 -3 -2 -1 0 1 2 -2 -1 -2 1 2 x 3 -4 -2 -20 2 x 4 x 3 -4 . Exercício 6. x2 ∈ Df . Funções injectivas. Dos seguintes gráficos de funções reais.66 IV. x1 6= x2 =⇒ f (x1 ) 6= f (x2 ).1. Dos seguintes gráficos de funções reais. 1) 2) y 4 2 y 10 -4 -2 -2 -4 2 x 4 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 x 4 6. esta definição pode tomar a forma f é injectiva ⇐⇒ ∀x1 . x2 ∈ Df . Uma aplicação diz-se injectiva se e só se quaisquer dois objectos diferentes têm imagens diferentes. Recorrendo à lei de conversão. diga justificando qual representa uma função sobrejectiva. diga justificando quais representam funções injectivas. Definição 6. f (x1 ) = f (x2 ) =⇒ x1 = x2 .2.2.

6. Funções bijectivas. Uma aplicação diz-se bijectiva se e só se é injectiva e sobrejectiva. CLASSIFICAÇÃO DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. o gráfico é simétrico em relação à origem do referencial. ∀x ∈ Df .5. Refere-se que mais à frente iremos verificar que se uma função é par. 6. ∀x ∈ Df . Definição 6. Isto verifica-se porque os valores da função são iguais quando os valores da variável independente x são simétricos. ∀x ∈ Df Ao menor número positivo a que verifica a igualdade anterior chama-se período fundamental. Exercício 6. 67 6. Definição 6. Do mesmo modo iremos verificar à frente que se uma função é ímpar. 6.3. quando os valores da variável independente x. Funções periódicas. o seu gráfico é simétrico em relação ao eixo dos yy. Note que nesta situação.4.3. bijectiva.6.5.4. são simétricos. f é uma função par sse existem f (x) e f (−x) e f (−x) = f (x). . f é uma função ímpar sse existem f (x) e f (−x) e f (−x) = −f (x). Dê um exemplo de um gráfico que represente uma função real. Definição 6. os valores da função são simétricos.3. Significa isto que o gráfico da função tem a origem como centro de simetria. de variável real. Funções pares e funções ímpares. Definição 6. Uma função é periódica se existe um número a tal que f (x + a) = f (x).

y ∈ A se tem x < y ⇒ f (x) ≥ f (y). Uma função f diz-se decrescente (sentido lato) em A ⊆ Df se e só se para quaisquer x. y ∈ A se tem x < y ⇒ f (x) ≤ f (y).68 IV. Definição 7. 7.4. k ∈ Z.3. Exemplo 6. Definição 7.1.2. para k = 1. 7. Monotonia. Com efeito: sin(x + α) = sin x. α = 2kπ. Uma função f diz-se estritamente crescente em A ⊆ Df se e só se para quaisquer x. Uma função f diz-se estritamente decrescente em A ⊆ Df se e só se para quaisquer x. Funções limitadas.1. Definição 7. . y ∈ A se tem x < y ⇒ f (x) < f (y). y = sin x é uma função peródica de período fundamental 2π.1. vem α = 2π. Definição 7. Funções monótonas. Observação: Refere-se que estes conceitos serão utilizados na resolução de algumas inequações à frente. Logo. y ∈ A se tem x < y ⇒ f (x) > f (y). Uma função f diz-se crescente (sentido lato) em A ⊆ Df se e só se para quaisquer x. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.

x1 é zero de f ⇐⇒ f (x1 ) = 0. Definição 7. Exercício 7. Funções limitadas. Definição 7.6. Zeros de uma função Definição 8.0 y -2 1 y 20 2 4 -4 -2 -20 2 x x 4 x -1 8.2. ou seja. Um número real M é majorante (respectivamente m é minorante) de um conjunto A se e só se todos os elementos a ∈ A satisfazem a relação a ≤ M (respectivamente a ≥ m).5. qualquer que seja x ∈ A.8. Uma função limitada. um conjunto com majorantes e minorantes. Dos seguintes gráficos de funções reais. Zeros de uma função são os valores da variável x para os quais a função se anula.1. . ZEROS DE UMA FUNÇÃO 69 7.4 0. diga justificando quais representam funções limitadas.8 0. A definição de função limitada em A é equivalente à afirmação de que existe um número real L tal que |f (x)| ≤ L.2 -4 -2 0 2 4 -4 1. é uma função cujo contradomínio é um conjunto limitado. 1) 2) 3) y 0.1. de variável real.6 0.

em R. (x2 − 16) . 1 e 4. (x2 − 16) = 0 logo o zero de f é −2. x−1 Resolução: Temos que resolver a equação fraccionária O domínio da equação é R Â {1} . Como x2 − 4 = 0 ⇐⇒ x = −2 ∨ x = 2.70 IV. tem-se que ambas são soluções da equação. as soluções possíveis são −2 e 2. Resolução: g(x) = 0 ⇐⇒ x2 + 5 = 0 ⇐⇒ x2 = −5 (Condição impossível) logo g não tem zeros. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.1. x−1 x2 − 4 = 0. Assim os zeros de f são −2 e 2. (1) f (x) = 3x + 6. (3) f (x) = (x − 1) . Determine os zeros das seguintes funções. ⇐⇒ x − 1 = 0 ∨ x2 − 16 = 0 ⇐⇒ x = 1 ∨ x = −4 ∨ x = 4 logo os zeros de f são −4. Resolução: f (x) = 0 ⇐⇒ 3x + 6 = 0 ⇐⇒ x = −2 (2) g(x) = x2 + 5. . Resolução: f (x) = 0 ⇐⇒ (x − 1) . definidas. Exemplo 8. (4) f (x) = x2 − 4 . Atendendo a que ambas pertencem ao domímio.

2} .1. 3−2 3 3 x x−2 e g(x) = 1 . Resolução: Resta determinar a expressão analítica de f + g. Tem-se: (f + g) (x) = f (x) + g(x) = Assim: f + g : RÂ {0. Resolução: Df +g = Df ∩ Dg = RÂ {2} ∩ RÂ {0} = RÂ {0. as funções definidas por: f (x) = (1) Calcule Df +g . chama-se soma de f com g à função que se representa por f + g e que tem por • domínio Df +g = Df ∩ Dg • expressão analítica (f + g) (x) = f (x) + g(x). x . Dadas duas funções reais de variável real f e g. em R. Exemplo 9. x−2 x 1 x + . Soma. Considere. OPERAÇÕES COM FUNÇÕES 71 9.9. Resolução: (f + g) (3) = f (3) + g(3) = (3) Defina f + g. Operações com funções 9. 2} −→ R x −→ 1 x + . x−2 x 3 1 10 + = .1. (2) Determine (f + g) (3) .

Produto.g e que tem por • domínio Df ×g = Df ∩ Dg • expressão analítica (f × g) (x) = f (x) × g(x).72 IV. Dadas duas funções reais de variável real f e g. Dadas duas funções reais de variável real f e g. 9. Sejam r e t duas funções reais de variável real definidas por: √ r(x) = 2 − 1 − x e t(x) = 3 + x. (2) Calcule os zeros de r + t. chama-se produto de f com g à função que se representa por f. chama-se diferença de f com g à função que se representa por f − g e que tem por • domínio Df −g = Df ∩ Dg • expressão analítica (f − g) (x) = f (x) − g(x).3. −→ 5 + x − √ 1 − x. 9. Diferença. Soluções: (1) r + t : ]−∞. . 1] −→ R x (2) −3. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. (1) Defina r + t. Exercício 9.2.1.

Resolução: ¡√ ¢ ¡√ ¢ (h × t) (x) = h(x) × t(x) = x−2−2 × x−2+2 = ¢2 ¡√ x − 2 − 22 = x − 2 − 4 = x − 6. OPERAÇÕES COM FUNÇÕES 73 Exemplo 9. reais de variável real é uma função que tem por • domínio D f = Df ∩ Dg ∩ {x ∈ R : g(x) 6= 0} . por exemplo.3. Produto de um escalar por uma função. 9. f (x) = λ ∀x ∈ R. 9. Sendo f uma função constante. logo não são idênticas. em R. o produto f × g tem por domínio Dg . = (2) A funcão definida em R por s(x) = x − 6 é idêntica a h × t? Justifique. ∀x ∈ Dg . Quociente. √ x−2−2 (1) Determine a expressão analítica que define h × t. Assim. O quociente de duas funções f e g.9. +∞[ vem Dh×t = Dh ∩ Dt = [2. pois Dh×t = [2. representa-se por λg e a expressão analítica é dada por (λg) (x) = λg (x) . Considere. h(x) = e t(x) = √ x − 2 + 2. +∞[ .1. Resolução: Dh = Dt = {x ∈ R : x − 2 > 0} = {x ∈ R : x > 2} = [2.4. +∞[ e Ds = R.2. g . verifica-se que têm a mesma expressão analítica mas não tem o mesmo domínio.

g Resolução: (1) Domínio. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. • expressão analítica µ ¶ f f (x) (x) = . defina . +∞[ Â {0. (2) Expressão analítica. 2[ ∪ ]2. 2} vem Df g = [−1. em R.3. 2} −→ R g √ x+1 .74 IV. +∞[ ∩ R ∩ RÂ {0. g g(x) Exemplo 9. Sendo Df = {x ∈ R : x + 1 > 0 } = [−1. 2} = . +∞[ Dg = R e {x ∈ R : g(x) 6= 0} = © ª x ∈ R : x2 − 2x 6= 0 = {x ∈ R : x(x − 2) 6= 0} = = {x ∈ R : x 6= 0 ∧ x − 2 6= 0} = {x ∈ R : x 6= 0 ∧ x 6= 2} = = RÂ {0. x −→ 2 x − 2x = Df ∩ Dg ∩ {x ∈ R : g(x) 6= 0} = [−1. 0[ ∪ ]0. √ µ ¶ x+1 f (x) f (x) = = 2 g g(x) x − 2x implicando que f : [−1. √ f Sendo f (x) = x + 1 e g(x) = x2 − 2x. +∞[ .

vem Df ◦g ½ = {x ∈ R : x ∈ Dg ∧ g(x) ∈ Df } = x ∈ R : x 6= 2 ∧ ¾ x ∈R = x−2 x x−2 = {x ∈ R : x 6= 2 ∧ x 6= 2} = {x ∈ R : x 6= 2} = RÂ {2} (2) Expressão analítica.r. (f ◦ g) (x) = f [g(x)] = f implicando que µ x x−2 ¶ =2 x+2 x −1= x−2 x−2 f ◦ g : RÂ {2} −→ R x+2 . Composição de funções. sendo o seu domínio o conjunto Df ◦g = {x ∈ R : x ∈ Dg ∧ g(x) ∈ Df } . Exemplo 9.4. x −→ x−2 . definidas por f (x) = 2x − 1 e g(x) = e caracterizemos f og. Observação: Transformam-se por f os elementos do contradomínio da função g.r. Consideremos as funções reais de variável real.v. com domínios Df e Dg .. fazendo (f ◦ g) (x) = f [g(x)] .9.5. Definição 9.1. Resolução: (1) Domínio. Se f e g são f. Sendo Df = R Dg = RÂ {2} . respectivamente. OPERAÇÕES COM FUNÇÕES 75 9. define-se fog.

Exemplo 9. é falsa a proposição: ∀ f. obtivemos expressões diferentes f ◦ g e g ◦ f. dizem-se permutáveis se e só se f ◦ g = g ◦ f. 1] definida por y(x) = √ 1 − x2 pode ser vista como a composta das funções g(x) = 1 − x2 √ f (x) = x. . Note que y 6= g ◦ f que é a função de domínio R+ definida por 0 ¡√ ¢2 √ (g ◦ f ) (x) = g [f (x)] = g( x) = 1 − x = 1 − x. g . tendo-se y = f ◦ g. (2) Justifique porque não são idênticas as funções r ◦ s e t. Assim. as funções definidas por: r(x) = x2 + 1 √ x−5 s(x) = t(x) = x − 4. Exercício 9.5. A função de domínio [−1. em R. São dadas. f ◦ g = g ◦ f . Nota: No exemplo anterior. (1) Defina r ◦ s.76 IV. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.2. Duas funções. f e g .

A FUNÇÃO IDENTIDADE E FUNÇÃO INVERSA 77 Soluções: (1) r ◦ s : [5.1.1. chama-se função identidade à função f : A −→ A x −→ x. Definição 10.10. Função identidade. Sendo f injectiva.r. para que a inversa f −1 esteja bem definida. Quando A = R o gráfico da função identidade é a bissectriz dos quadrantes ímpares.r. 10. y ∈ Df Exemplo 10. Definição 10. A função bijectiva de domínio R definida por f (x) = 2x + 5. Sendo A ⊂ R. injectiva. 0 y = f (x). é usual e tem muito interesse definir-se a inversa de uma função que seja. 10. Função inversa. pelo menos. tem por inversa a função x−5 de domínio R definida por f −1 (x) = .v. Para as f.2. 2 . x ∈ Df ⇐⇒ x = f −1 (y).2. A função identidade e função inversa 10. 0 Sendo f uma função definida de Df em Df . a função inversa de f designa-se por f −1 e tem-se. +∞[ −→ R x −→ x − 4 (2) Têm a mesma expressão analítica. mas os domínios são diferentes pois Dr◦s = [5. o domínio é o contradomínio de f e não o conjunto de chegada. +∞[ e Dt = R.1.

chama-se função polinomial. Como habitualmente. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. Note que se f e g são funções inversas. substituindo-se a letra y por x f −1 : R −→ R x −→ y = Nota: O gráfico de f −1 pode ser obtido do de f através duma simetria sobre a recta de equação y = x (bissectriz dos quadrantes ímpares). 2 real.78 IV. então (f ◦ g) (x) = x. 2 y−5 . funções definidas por expressões do tipo: ¡ ¢ 2x + 1. Obtém-se a expressão designatória de f −1 resolvendo em ordem a x a equação y = 2x + 5. ∀x ∈ Dg e (g ◦ f ) (x) = x. x2 + 4x + 1. (x + 1) 2x2 − 1 + 2x. 11..1. que possa ser definida por um polinómio numa variável. Observação: Como uma função deste tipo está bem definida para todo o número x−5 . ∀x ∈ Df . A uma função real de variável real. y ∈ R. São exemplos de funções polinomiais. então o seu domínio é R. Tem-se: y = 2x + 5.. designa-se os elementos do 2 domínio por x e os transformados por y. . Funções polinomiais Definição 11. x ∈ R ⇐⇒ x = implicando que f −1 (y) = y−5 . .

Mostre que a função y definida. b) . Função afim. o gráfico coincide com o eixo do xx. Resolução: (1) D=R (2) y = (2x − 3)2 − x (4x − 1) ⇐⇒ y = −11x + 9.1. Exemplo 11. • Se b = 0. (1) a = 0 • Neste caso.1. por y = (2x − 3)2 − x (4x − 1) é uma função afim. Definição 11. FUNÇÕES POLINOMIAIS 79 11. Chama-se função afim numa variável real x a toda a função do tipo f : R −→ R x −→ ax + b em que a e b são números reais. Propriedades Consideremos a função afim: y = ax + b com a.2. b ∈ R. que intersecta o eixo dos yy no ponto (0. • O seu gráfico é uma recta paralela ao eixo dos xx. . em R.11. Vamos analisar dois casos: a = 0 e a 6= 0. tem-se uma função constante. y = b.

— é negativa se x < −3. isto é. x2 ∈ R. y 4 3 2 1 -4 -3 -2 -1 -1 1 2 3 x 4 • Do seu gráfico conclui-se: — tem um zero: x = −3. . quaisquer dois objectos diferentes têm imagens diferentes. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. ∀x1 . mas se b = 0 todos os números reais são zeros da função. Verifica-se também que não é sobrejectiva visto o seu contradomínio ser {b} e o conjunto de chegada ser R. visto que o contradomínio é igual ao conjunto de 0 chegada.80 IV. x1 6= x2 =⇒ y1 6= y2 . — é injectiva. isto é Dy = R. (2) a 6= 0 • A função y = x + 3 é deste tipo: a = 1 e b = 3. — é positiva se x > −3. — é sobrejectiva. • A função não é injectiva pois quaisquer dois elementos diferentes têm imagens iguais (b). a função não tem zeros. — é crescente. • Se b 6= 0.

(3) Caso geral (y = ax + b) com a 6= 0. y 6 4 2 -3 -2 -1 -2 1 2 3 4 x 5 • Do seu gráfico conclui-se: — tem um zero: x = 2. x1 6= x2 =⇒ y1 6= y2 . isto é. — é negativa se x > 2. quaisquer dois objectos diferentes têm imagens diferentes.11. Zeros y = 0 ⇐⇒ ax + b = 0 ⇐⇒ x = − Sinal Função positiva ax + b > 0 ⇐⇒ x > − ax + b > 0 ⇐⇒ x < − b a>0 a b a a<0 Função negativa ax + b < 0 ⇐⇒ x < − ax + b < 0 ⇐⇒ x > − b a b a b a . isto é Dy = R. — é injectiva. — é decrescente. — é sobrejectiva. FUNÇÕES POLINOMIAIS 81 • Consideremos agora a função afim y = −2x + 4 em que a = −2 e b = 4. ∀x1 . — é positiva se x < 2. visto que o contradomínio é igual ao conjunto de 0 chegada. x2 ∈ R.

x2 ∈ R • é sobrejectiva. f : R −→ R x −→ ax2 + bx + c com a. que muitas vezes há interesse em saber se a função quadrática tem ou não zeros. a O domínio da função inversa é R. 11. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.3. Zeros Os zeros da função quadrática são as soluções da equação ax + bx + c = 0 ⇐⇒ x = 2 −b ± √ b2 − 4ac . grau numa variável real. 2a Refere-se. ∀x1 .82 IV. portanto o contradomínio da função é também R. • É injectiva. b. pois invertendo a função tem-se: y = ax + b ⇐⇒ y − b = ax ⇐⇒ x = y−b .2. calculando o sinal de b2 − 4ac . Função quadrática. é verdadeira a proposição x1 6= x2 =⇒ y1 6= y2 . Nesta situação. c ∈ R e a 6= 0. isto é. o que prova a sobrejectividade. Definição 11. Função quadrática é toda a função que pode ser definida por um polinómio do 2o . independentemente de se conhecer o seu valor.

11. ˜ Zero : 0.2. FUNÇÕES POLINOMIAIS 83 que se chama “discriminante ” e representa-se por 4. 2. defina uma função quadrática com: (1) dois zeros. (1) f (x) = 3x2 . Resolução h(x) = 0 ⇐⇒ x2 − 3x + 2 = 0 ⇐⇒ x = zeros : 1. 3± √ 9−8 ⇐⇒ x = 1 ∨ x = 2 2 3 2 N ao tem zeros. Resolução f (x) = 0 ⇐⇒ 3x2 = 0 ⇐⇒ x = 0 (2) g(x) = 2x2 + 3.2. Resolução g(x) = 0 ⇐⇒ 2x2 + 3 = 0 ⇐⇒ x2 = − (3) h(x) = x2 − 3x + 2. b 2a Exemplo 11. de modo que a expressão 2x2 −3x+k.k > 0 ⇐⇒ k < . Determine k. tem-se: √ ⎧ −b − b2 − 4ac ⎪ ⎪ x1 = ⎨ 2a • 4 > 0 ⇒ há dois zeros reais : √ ⎪ 2 ⎪ ⎩ x = −b + b − 4ac 2 2a • 4 = 0 ⇒ há um zero real ( duplo): x1 = − • 4 < 0 ⇒ Não há zeros reais. Exemplo 11. resolução 9 4 > 0 ⇐⇒ 9 − 4. 8 .3. definidas em R. Calcule os zeros de cada uma das funções seguintes.

(1) a > 0 • Consideremos a função definida por y = 2x2 .k = 0 ⇐⇒ k = . (−1. 8) Fazendo a marcação destes pontos e unindo-os de seguida por uma linha contínua obtém-se o gráfico de y = 2x2 . 0) . GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. (1. (0. 2) . 2) . (2) um zero.84 IV. • Considerando um referencial cartesiano ortogonal e monométrico. a 6= 0 e b = c = 0. comecemos por determinar alguns pontos.k < 0 ⇐⇒ k > . 8 (3) nenhum zero. cujo domínio é R. 8) . (−2. resolução 9 4 < 0 ⇐⇒ 9 − 4. resolução 9 4 = 0 ⇐⇒ 9 − 4. 8 Estudo gráfico da função quadrátrica Comecemos por representar o gráfico de funções do tipo x → y = ax2 .2.2. • Se x = 0 • Se x = 1 • Se x = 2 • Se x = −1 • Se x = −2 vem vem vem vem vem y=0 y=2 y=8 y=2 y=8 . y 15 10 5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 x 4 . (2.

0) situado sobre este eixo é o vértice da parábola. −8) .11. — não é injectiva (justifique). • Tal como no exemplo anterior. cujo domínio é R. 0[ e crescente no intervalo ]0. (0. +∞[ . tem como eixo de simetria o eixo dos yy. FUNÇÕES POLINOMIAIS 85 Esta linha chama-se parábola e. — tem a concavidade voltada para a parte positiva do eixo dos yy (para cima) . −2) . o ponto (0. (−1. — tem como contradomínio o intervalo [0. (2) a < 0 • Consideremos a função definida por y = −2x2 . — é uma função par (justifique). • Se x = 0 • Se x = 1 • Se x = 2 • Se x = −1 • Se x = −2 Tem-se: -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 vem vem vem vem vem y=0 y = −2 y = −8 y = −2 y = −8 . (1. −2) . (2. −8) x 4 y -5 -10 -15 • Obteve-se assim uma parábola com: . 0) . Da observação do gráfico conclui-se ainda: — é decrescente no intervalo ]−∞. (−2. — não é sobrejectiva (justifique). atribuímos diferentes valores a x e calculamos os correspondentes valores de y. +∞[ .

y = ax2 + bx + c com a. • concavidade voltada para baixo se a < 0. o vértice vai estar exactamente a meio dos zeros. • concavidade voltada para cima se a > 0. Exemplo 11. 0[ .86 IV. — concavidade no sentido negativo do eixo dos yy (voltada para baixo) . — não injectiva (justifique). — par (justifique). +∞[ e crescente no intervalo ]−∞. c ∈ R e a 6= 0. • Coordenadas do vértice. É facil de verificar que para obter o gráfico de uma função quadrática. a abcissa do vértice é a média . Represente graficamente funções abaixo indicadas. basta determinar as coordenadas do vértice e os seus zeros. caso existam. — não sobrejectiva (justifique). isto é. Atendendo a que a parábola tem um eixo de simetria. — vértice na origem. — eixo de simetria coincidente com o eixo dos yy. (1) f (x) = −2x2 + 8x + 10. Resolução. • o vértice (ponto da parábola que pertence ao eixo de simetria) . • E a função é: — decrescente no intervalo ]0. Vamos agora mostrar como representar o gráfico da função quadrática (caso geral) . ou melhor. — contradomínio o intervalo ]−∞. Nota: Uma parábola tem: • um eixo de simetria. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. 0] . • Zeros: f (x) = 0 ⇐⇒ −2x2 + 8x + 10 = 0 ⇐⇒ x = −1 ∨ x = 5. b.4.

18) . Atendendo a que a concavidade é virada para baixo (a = −2 < 0) . obtendo-se V −→ (2. visto a parábola ser tangente ao eixo das abcissas.11. podemos representar o gráfico da função. . Neste caso o zero é o vértice da função. • Coordenadas do vértice. tendo-se: y 20 15 10 5 -2 -1 -5 1 2 3 4 5 x 6 (2) g(x) = x2 − 10x + 25. Assim a abcissa do vértice é xv = −1 + 5 =2 2 e a ordenada do vértice será yv = f (2) = −8 + 16 + 10 = 18. • Gráfico. • Gráfico. Resolução. FUNÇÕES POLINOMIAIS 87 dos zeros da função. • Zeros: g(x) = 0 ⇐⇒ x2 − 10x + 25 = 0 ⇐⇒ x = 5.

0 + (−4) = −2. O mais fácil nesta situação é procurar os objectos cuja imagem seja 5 porque a equação do 2o grau a resolver simplifica-se. 2×1 ⇐⇒ x (x + 4) = 0 ⇐⇒ x = 0 ∨ x + 4 = 0 ⇐⇒ x = 0 ∨ x = −4. Tem-se: h(x) = 5 ⇐⇒ x2 + 4x + 5 = 5 ⇐⇒ x2 + 4x = 0 ⇐⇒ 2 −4 ± √ 16 − 4 × 1 × 5 . Como a função não tem zeros.88 IV. A abcissa do vértice é a média destas duas abcissas: xv = A ordenada é yv = h(−2) = 4 − 8 + 5 = 1. vamos arranjar dois pontos com a mesma imagem. Resolução. • Coordenadas do vértice. O vértice ficará no meio deles dada a simetria da parábola. • Zeros: h(x) = 0 ⇐⇒ x + 4x + 5 = 0 ⇐⇒ x = que é uma equação impossível em R. vem: y 10 5 -1 1 2 3 4 5 6 7 x 8 (3) h(x) = x2 + 4x + 5. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. 2 . Sendo a = 1 > 0 (concavidade virada para cima) .

2a 2a b . 1) . a abcissa do vértice fica sempre a igual distância de dois objectos com a mesma imagem. a = A abcissa do vértice é a média destes dois valores: xv = − A ordenada do vértice é yv = f (xv ) . f − . podemos sempre seguir o método exposto no exemplo anterior para facilmente encontrar as coordenadas do vértice. yv ) = − . FUNÇÕES POLINOMIAIS 89 Temos então que V −→ (−2.11. 2a . Tem-se assim: µ ¶¶ µ b b V −→ (xv . Assim. Sendo a = 1 > 0 (concavidade virada para cima) vem: y 10 8 6 4 2 -5 -4 -3 -2 -1 1 x 2 Nota: Devido à simetria da parábola. Fazemos então: ax2 + bx + c c ⇐⇒ ax2 + bx = 0 ⇐⇒ x (ax + b) = 0 ⇐⇒ b ⇐⇒ x = 0 ∨ ax + b = 0 ⇐⇒ x = 0 ∨ x = − . • Gráfico.

o grau na variável x a toda a condição que se possa reduzir à forma ax2 + bx + c > 0 ou ax2 + bx + c < 0 com a. Resolva. Resolução. dentro do intervalo dos zeros. Definição 11.o grau basta estudar o sinal da função quadrática y = ax2 + bx + c. b e c ∈ R e a 6= 0. grau as condições: ax2 + bx + c > 0 e ax2 + bx + c ≤ 0 com a. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. as seguintes inequações. Note que qualquer função quadrática toma o sinal de a. Para resolver inequações do 2.90 IV. tem-se: x2 − 4x + 3 > 0 ⇐⇒ x ∈ ]−∞. fora do intervalo dos zeros.5. b e c ∈ R e a 6= 0. e o sinal contrário ao de a. Chama-se inequação do 2. 11. (1) x2 − 4x + 3 > 0. 1[ ∪ ]3.4. Exemplo 11.o . Inequações do 2. Nota: São ainda inequações do 2. Os zeros serão dados por x2 − 4x + 3 = 0 ⇐⇒ x = 1 ∨ x = 3.3. em R.o grau. +∞[ . . Sabendo que a função f (x) = x2 −4x+3 toma o sinal contrário ao de a quando x pertence ao intervalo dos zeros e o sinal de a fora desse intervalo.

podemos recorrer a um quadro de sinais. Os zeros serão dados por x − 3x + 4 = 0 ⇐⇒ x = 2 3± √ 9 − 16 (equacão ímpossivel em R) . 2 A função f (x) = x2 − 3x + 4 não tem zeros e.11. 3 . tem-se: ¸ ∙ 1 −2x + 5x + 3 > 0 ⇐⇒ x ∈ − . Temos então: . (4) 2 x+2 < . Resolução. 5x − 2x2 + 7 > 4 ⇐⇒ −2x2 + 5x + 3 > 0. toma sempre o sinal de a. a inequação é uma condição ímpossivel. 2 2 (3) x2 + 4 < 3x. Assim. x+2 1−x 2 x+2 2 ⇐⇒ − < 0 ⇐⇒ 2x + 1 1 − x 2x + 1 2x2 + 7x x (2x + 7) ⇐⇒ < 0 ⇐⇒ < 0. Resolução. portanto. 1 − x 2x + 1 Resolução. 2 Sabendo que a função f (x) = −2x2 + 5x + 3 toma o sinal contrário ao de a quando x pertence ao intervalo dos zeros e o sinal de a fora desse intervalo. x2 + 4 < 3x ⇐⇒ x2 − 3x + 4 < 0 ⇐⇒ x ∈ ∅. Os zeros serão dados por 1 −2x2 + 5x + 3 = 0 ⇐⇒ x = − ∨ x = 3. FUNÇÕES POLINOMIAIS 91 (2) 5x − 2x2 + 7 > 4. (1 − x) (2x + 1) (1 − x) (2x + 1) < Para resolver a inequação.

Determine a distância entre os números reais: (1) 2 e 3.1. chama-se vizinhança . Dados dois números reais x e y.1. 3) = |2 − 3| = |−1| = 1. 2 4 2 4 4 4 Definição 12. Definição 12.1. Exemplo 12. Noções topológicas. Limites de funções reais de variável real. − ∪ − .2. ¡ ¡ ¢¯ ¯ ¯ ¢ ¯ Resolução: d − 1 . 2 2 12. 0 ∪ ]1. Resolução: d (2. −3) = |0 − (−3)| = |3| = 3. (3) − 1 e − 3 2 4 Resolução: d (0. chama-se distância de x a y ao valor absoluto da sua diferença: d (x. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. − 3 = ¯− 1 − − 3 ¯ = ¯ 1 ¯ = 1 . 12. x 2x2 + 7x −2x2 + x + 1 2x2 + 7x −2x2 + x + 1 −∞ − 7 2 + − − 0 − 0 − − −1 2 − 0 0 − 0 1 + + +∞ + − + + + 0 + s/s − 0 + s/s − Verifica-se que as soluções da inequação são os valores de x tais que: ¸ ∙ ¸ ∙ 7 1 x ∈ −∞. (2) 0 e −3. y) = |x − y| . Sendo a um número real qualquer e δ um número real positivo. +∞[ .92 IV.

1} = ]1. 2. Vδ (a) = {x ∈ R : |x − a| < δ} = ]a − δ. 6 é ponto interior de C. Exemplo 12. Exemplo 12. 1[ . O ponto 1.2. LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. 01. (2) V0. a + δ[ .1 (1. 01} = ]−0.1 (3) . Diz-se que a é ponto interior de C se e só se existe pelo menos uma vizinhança de a contida em C. Definição 12. porque V0. 6) ⊂ ]1. Considere as seguintes vizinhanças: (1) V0. 2[ .3. 01[ .1. 5. Exercício 12. 02[ .1 (2) = {x ∈ R : |x − 2| < 0. 0.01 (0) = {x ∈ R : |x| < 0. a é ponto interior de C ⇔ ∃δ ∈ R+ : Vδ (a) ⊂ C Ao conjunto de todos os pontos interiores de C chama-se interior de C e representa-se por int (C). (1) Seja C = ]1. 93 de centro a e raio δ ao conjunto dos números reais cuja distância a a é inferior a δ. . 2[ . 9. 3.3. Determine um valor de δ de modo que: (1) Vδ (3) ⊂ V0. (2) Vδ (3) ⊂ ]2. Sejam C um subconjunto de R e a um elemento de C.12.

os pontos fronteiros são 1 e 2 e a fronteira é o conjunto {1. int(B) = ]−∞. Sejam C um subconjunto de R e b um número real. Definição 12. 3] ∪ {5} . GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. Definição 12. Então. Exercício 12. Dê um exemplo de um conjunto que: (1) coincida com a sua fronteira. pois qualquer vizinhança de 2 possui pontos que não pertencem a ]1. O interior de C é o próprio conjunto C. ¤ £ (2) B = −3. Sejam C um subconjunto de R e d um número real. 2[ do exemplo anterior.5. b é ponto fronteiro de C ⇔ ∀δ ∈ R+ . 3} ∪ ]4.4. 5[ . 3[ . 5} .3. (2) coincida com o seu interior. Determine o interior e a fronteira de cada um dos conjuntos de números reais: (1) A = {2. (2) Seja B = ]−∞. Relativamente ao conjunto ]1. 2 (3) C = {x ∈ R : |x + 1| ≤ 3} . diz-se que d é ponto de acumulação .4. Então F r(B) = {3. 2} .5.2. 3] ∪ {5} . 2[ . Já 2 não é ponto interior de C. Seja B = ]−∞. b diz-se ponto fronteiro de C se e só se as intersecções de qualquer vizinhança de b com C e com o seu complementar forem ambas não vazias. Vδ (b) ∩ C 6= ∅ ∧ Vδ (b) ∩ R\C 6= ∅ Ao conjunto de todos os pontos fronteiros de C chama-se fronteira de C e representa-se por F r(C). Exemplo 12. 1 .94 IV. Exercício 12. Exemplo 12.

12. d é ponto de acumulação de C ⇔ ∀δ ∈ R+ .7 (Limite de Cauchy). 2[ ∪ {3} . 3 é ponto isolado de A. 12. 2] . Chama-se ponto isolado de C a um elemento de C que não é ponto de acumulação. Definição de limite de uma função. Definição 12. LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL.6. Definição 12. Tem-se A0 = [1.6. Seja f uma função real de variável real e a ∈ R um ponto de acumulação do seu domínio. isto é. ∃a ∈ C : a 6= d ∧ a ∈ Vδ (d) O conjunto de todos os pontos de acumulação de um conjunto C chama-se derivado de C e representa-se por C’. Seja A = ]1. Diz-se que o limite de f quando x tende para a é o número real b se e só se para toda a vizinhança de b de raio ε existe uma vizinhança de a de raio δ tal que x ∈ Vδ (a) \ {a} =⇒ f (x) ∈ V ε (b) . x→a lim f (x) = b ⇐⇒ ∀ε > 0 ∃δ > 0 : 0 < |x − a| < δ =⇒ |f (x) − b| < ε. 95 de C se e só se em qualquer vizinhança de d existe pelo menos um elemento de C diferente de d.2. Exemplo 12. .

esse limite é o único. • O limite de f quando x tende para a dá-nos o comportamento da função quando x é vizinho de a não havendo necessidade de f estar definida em a. b é uma expressão com variáveis. Basta tomar δ = ε para ter a certeza que para todo o ε > 0 x ∈ Vδ (a) \ {a} =⇒ f (x) ∈ V ε (a) . daí que a definição exija que a seja um ponto de acumulação do domínio de f. excepto possivelmente em a. • Para tal é necessário que f esteja definida numa vizinhança de a. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. Observações: • Se b é o limite de f quando x tende para a.7. • Se b é o limite de f quando x tende para a. Dada a função definida por f (x) = x. represente-a graficamente e verifique ( graficamente) que lim f (x) = a. b é um número real. . Exemplo 12. • Em caso algum.96 IV. • A afirmação “b é o limite da função f ” não tem qualquer sentido se não indicar a condição “quando x tende para a”. x→a Resolução: Em primeiro lugar Df = R pelo que todos os pontos são de acumulação.

97 12. 000 000 001 x = −0. 000 0001 f (x) = 0. . Considere-se a função f definida em R\ {0} por f (x) = 1 . LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. 000 000 001 f (x) = −0. considerem-se os caso seguintes: x = 10 000 000 x = −10 000 000 x = 1 000 000 000 x = −1 000 000 000 nas em módulo. f (x) = 0. 000 0001 x = −0. f (x) = 10 000 000 f (x) = −10 000 000 f (x) = 1 000 000 000 f (x) = −1 000 000 000 Estes exemplos mostram que. Estudemos agora o comportamento de f para valores de x “ grandes ” em módulo. . . Para tal é útil a introdução de dois números que não são números reais. Extensão da noção de limite. 000 000 001 . um que é maior que todos os números reais. Como no exemplo anterior. x Vamos examinar o comportamento de f nas vizinhanças de zero. 000 000 001 A valores de x muito grandes em módulo correspondem imagens f (x) muito peque- . Vamos agora estudar o caso geral das funções cujos valores se tomam arbitrariamente grandes numa vizinhança de um número a. o outro menor . . .12. correspondem imagens f (x) “ muito grandes ” em módulo. ou arbitrariamente próximos de um valor b para valores “grandes ”de x. a valores de x “ muito pequenos ” em módulo. 000 0001 f (x) = −0. 000 0001 x = 0.3. x = 0. .

• ∀x ∈ R\ {0} . 0 ∞ Uma vizinhança de +∞ (resp. ¯ ¯ = +∞.98 IV. −∞} munido com a adição e a multiplicação usuais completadas pelas condições que definem o cálculo para os elementos infinitos. 0 × ∞. onde A é um número real positivo. −∞ < x. (−∞) + (−∞) = −∞. x < +∞ . • ∀x ∈ R . −A[) . / / • ∀x ∈ R . não reais. Representa-se por R o conjunto R∪ {+∞. . • ∀x ∈ R . ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ x ¯ ¯ x ¯ ¯ ¯ ¯ • ∀x ∈ R . representados por +∞ (mais infinito) e −∞ (menos infinito) . − ∞) é qualquer intervalo VA (resp. (−1) × (−∞) = +∞. . que todos os números reais. −∞ ∈ R. ¯x¯ ¯ ¯ • ∀x ∈ R\ {0} . Nota: Insistimos sobre o facto que os seguintes elementos não estão definidos ∞ 0 em R : ∞ − ∞. 0 • (−1) × (+∞) = −∞ . GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. Estes dois números correspondem às noções intuitivas de infinito positivo e infinito negativo. Estas regras de cálculos foram estabelecidas de acordo com a noção intuitiva de número maior que todos os outros. ]−∞. Considerem-se dois elementos. V−A ) da forma ]A. ∀x ∈ R . • (+∞) × (+∞) = +∞. ¯ ¯ +∞ ¯ = ¯ −∞ ¯ = 0. verificando as seguintes condições: • +∞ ∈ R . x + ∞ = +∞ + x = +∞. • (+∞) + (+∞) = +∞ . +∞[ (resp. x − ∞ = −∞ + x = −∞. . |x| × (+∞) = (+∞) × |x| = +∞.

LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. 99 Tem-se x ∈ ]A. +∞[ ⇐⇒ x > A x ∈ ]−∞. b = +∞ x→+∞ lim f (x) = +∞ ⇐⇒ ∀B > 0 ∃A > 0 : x ∈ VA =⇒ f (x) ∈ VB ⇐⇒ ∀B > 0 ∃A > 0 : x > A =⇒ f (x) > B . A definição de Cauchy pode agora generalizar-se aos casos em que a e b não são finitos. Se a for infinito. b = +∞ x→a lim f (x) = +∞ ⇐⇒ ∀B > 0 ∃δ > 0 : x ∈ Vδ (a) \ {a} =⇒ f (x) ∈ VB ⇐⇒ ∀B > 0 ∃δ > 0 : 0 < |x − a| < δ (3) =⇒ f (x) > B a ∈ R . Vδ (a) dá lugar a VA e se b for infinito.b∈R x→a lim f (x) = b ⇐⇒ ∀ε > 0 ∃δ > 0 : x ∈ Vδ (a) \ {a} =⇒ f (x) ∈ V ε (b) ∀ε > 0 ∃δ > 0 : 0 < |x − a| < δ =⇒ |f (x) − b| < ε (2) a ∈ R . b = −∞ x→a lim f (x) = −∞ ⇐⇒ ∀B > 0 ∃δ > 0 : x ∈ Vδ (a) \ {a} =⇒ f (x) ∈ V−B ⇐⇒ ∀B > 0 ∃δ > 0 : 0 < |x − a| < δ (4) a = +∞ . Vε (b) é substituída por VB . −A[ ⇐⇒ x < −A.12. Temos assim: (1) a∈R. b ∈ R x→+∞ =⇒ f (x) < −B lim f (x) = b ⇐⇒ ∀ε > 0 ∃A > 0 : x ∈ VA =⇒ f (x) ∈ Vε (b) ⇐⇒ ∀ε > 0 ∃A > 0 : x > A =⇒ |f (x) − b| < ε (5) a = +∞ .

x→−∞ x→+∞ lim f (x) = 0 lim f (x) = 0. Dada a função f definida por f (x) = 1 . Quando x tende para zero. mas se x é negativo. b = −∞ x→−∞ lim f (x) = −∞ ⇐⇒ ∀B > 0 ∃A > 0 : x ∈ V−A =⇒ f (x) ∈ V−B ⇐⇒ ∀B > 0 ∃A > 0 : x < −A =⇒ f (x) < −B Exemplo 12. x→0 f (x) é arbitrariamente grande positivo. a imagem de f (x) não se aproxima de nenhum elemento de R pelo que não existe lim f (x). b ∈ R x→−∞ lim f (x) = b ⇐⇒ ∀ε > 0 ∃A > 0 : x ∈ V−A =⇒ f (x) ∈ Vε (b) ⇐⇒ ∀ε > 0 ∃A > 0 : x < −A =⇒ |f (x) − b| < ε (8) a = −∞ .8. (6) a = +∞ . . f (x) é arbitrariamente grande negativo. b = +∞ x→−∞ lim f (x) = +∞ ⇐⇒ ∀B > 0 ∃A > 0 : x ∈ V−A =⇒ f (x) ∈ VB ⇐⇒ ∀B > 0 ∃A > 0 : x < −A =⇒ f (x) > B (9) a = −∞ . GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. tem-se: x . b = −∞ x→+∞ lim f (x) = −∞ ⇐⇒ ∀B > 0 ∃A > 0 : x ∈ VA =⇒ f (x) ∈ V−B ⇐⇒ ∀B > 0 ∃A > 0 : x > A =⇒ f (x) < −B (7) a = −∞ .100 IV. Isto ocorre pois quando x tende para zero e x é positivo.

Considere-se a função f definida por ⎧ ⎨ 2x + 1 f (x) = ⎩ 2x − 3 se se x>1 x<1 . verificamos que f (x) tende para −1. Definição 12. Escreve-se: x→1+ lim f (x) = 3. então f (x) aproxima-se de 3. . isto é x ∈ ]1. considerarmos apenas os valores de x superiores a 1.12. Diz-se que b é o limite de f à esquerda (resp. Escreve-se: x→1− lim f (x) = −1. 1 + ε[ . Observando o gráfico da função concluímos que: • Não existe lim f (x). • Se em vez de trabalharmos com Vε (1).4.8. Seja f uma função real de variável real e a um ponto de acumulação do domínio de f . LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. direita) de a se para todo ε > 0 existir um δ > 0 tal que x ∈ Vδ (a) ∧ x < a ( resp. x→1 • Se em vez de trabalharmos com x ∈ ]1 − ε. Limites laterais. considerarmos apenas os valores de x inferiores a 1. diremos que o limite de f à esquerda de 1 é igual a −1. x > a) =⇒ f (x) ∈ Vε (b). 101 12. x ∈ ]1 − ε. isto é. 1 + ε[ . diremos que o limite da função à direita de 1 é 3. 1[ .

102 IV. Exemplo 12. Teorema 12. x→3 Note-se que 3 não é ponto do domínio mas é um ponto de acumulação do domínio.9. • Tem-se: x→−1− lim f (x) = 1 .1. x→a lim f (x) = b ⇐⇒ lim+ f (x) = lim f (x) = b. x→−1+ lim f (x) = 2. x→a x→a− x→a x→a− Observação: Resulta deste teorema que se lim+ f (x) 6= lim f (x) então não existe x→a lim f (x). Observe-se o seguinte gráfico de uma função f . GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. • Tem-se: x→3− lim f (x) = 0 e lim f (x) = 0. ( com as devidas alterações caso b seja infinito). pelo que não existe lim f (x). x→−1 Note-se que −1 não é ponto do domínio mas é um ponto de acumulação do domínio. Seja f uma função real de variável real e a um ponto de acumulação do domínio. . + x→3 pelo que lim f (x) = 0.Para b ∈ R.

+∞[ . 103 • Finalmente lim f (x) = −2. determine lim t(x) e lim t(x). (justifique) x→4 ⎧ ⎨ x2 + 1 Seja t a função definida por t(x) = ⎩ −1 − x2 (2) Esboce o gráfico da função. LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. Exemplo 12.10.4. esquerda) de a. se se x>0 x<0 . Então: lim f (x) = lim f (x) = 0. + x→2 x→2 . + − x→0 x→0 (4) Existe lim t(x)? Justifique. Considere-se a função definida por f (x) = √ x − 2 cujo gráfico é o seguinte: Verifica-se que: • O domínio de f é Df = [2. x→0 Observação: Se a função está definida apenas à direita (resp.12. • O número 2 é ponto de acumulação do domínio mas só podemos considerar valores de x superiores a 2. (3) Graficamente. Exercício 12. esquerda) de a. (1) O ponto 0 é ponto de acumulação de Dt ? Justifique. então o valor do limite de f quando x tende para a coincide com o limite à direita (resp.

Demonstração. Suponhamos que x→a lim f (x) = b e limf (x) = c x→a com b. tem-se f (x) ∈ Vε (b) ∩ Vε (c).5.1 (Unicidade do Limite). ¤ . Consequentemente lim f (x) é x→a único. As propriedades dos limites vão permitir-nos calcular limites sem recorrer à definição.5. isto é. Então para x ∈ Vδ (a) \ {a} . este será único. Seja ε > 0 arbitrário. Se existir o limite de f quando x tende para a ∈ R . Sendo ε arbitrário resulta que |b − c| = 0. c ∈ R (caso b ou c sejam infinitos o raciocínio é semelhante) . GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. b = c. Propriedades dos limites de funções. |f (x) − b| < ε e |f (x) − c| < ε. quer dizer . δ 1 } . 12.104 IV. Tem-se pelas propriedades dos módulos. Considere-se δ = min {δ 1 . |b − c| = |b − f (x) + f (x) − c| |b − c| = |b − f (x) + f (x) − c| ≤ |f (x) − b| + |f (x) − c| ≤ 2ε. Propriedade 12. Então existem δ 1 e δ 2 tais que x ∈ Vδ1 (a) \ {a} ⇒ f (x) ∈ Vε (b) e x ∈ Vδ2 (a) \ {a} ⇒ f (x) ∈ Vε (c).

elementos de R. LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL.5. quando x tende para a ∈ R.12. x→+∞ x→−∞ (3) lim 0. chama-se indeterminação ∞ − ∞. Propriedade 12. Se f e g tendem para b e c. (exceptuando o caso em que b e c são ambos infinitos de sinais contrários) então a função f + g tende para b + c quando x tende para a. Calcule lim (x + 3) . Exemplo 12. Determine : (1) lim 5. e tem que ser analisado caso a caso. 105 Propriedade 12. x→2 Resolução: Atendendo às propriedades dos limites.5. Observação: O caso em que b e c são infinitos de sinais contrários. x→2 x→2 . vem x→2 lim (x + 3) = lim x + lim 3 = 2 + 3 = 5. Se f é uma constante então o limite de f quando x tende para a ∈ R é a própria constante. Exercício 12. x→3 (2) lim (−4) .2 (Limite de Uma Constante).5.11.3 (Limite de uma Soma).

Utilize esta propriedade para justificar que: (1) lim [k. com b. x→−2 (2) lim (3x2 + 4) . Exercício 12.g) (x) = b. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. x→1 (2) lim (3 − x) . Propriedade 12. Se lim f (x) = b e lim g(x) = c.f (x)] = k.7. c ∈ R . então x→a lim (f. . exceptuando-se o caso b = ∞ e c = 0 (ou x→a x→a b = 0 e c = ∞). (4) lim (2 − x) . Exercício 12. Calcule lim (4x2 + 2x + 1) .8. x→a x→a x→a x→a Exemplo 12. Determine: (1) lim (x2 + 3x + 2) .6.4 (Limite de um Produto). mais geralmente lim [f (x)]n = lim f (x) .lim f (x) (k constante) . x→+∞ x→−∞ x→−∞ (3) lim (x + 5) .5. x→1 Resolução: x→1 ³ ´2 ¢ ¡ lim 4x2 + 2x + 1 = 4lim x2 + 2lim x + lim 1 = 4 lim x + 2 × 1 + 1 = x→1 x→1 x→1 x→1 = 4 × 1 + 2 + 1 = 7.106 IV.12. Determine: (1) lim (x + 2) . x→+∞ x→−∞ (3) lim (2x3 + 7) . 2 Exercício 12. x→a x→a h i2 h in (2) lim [f (x)]2 = lim f (x) .c.

12. LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL.

107

Propriedade 12.5.5 (Limite de um Quociente). Suponhamos que f e g tendem para b e c respectivamente quando x tende para a , f b exceptuando os casos de ambos serem nulos ou ambos infinitos, então tende para g c quando x tende para a. Exemplo 12.13. x Determine lim . x→2 x + 1 Resolução lim x x 2 2 x→2 = = = . x→2 x + 1 lim (x + 1) 2+1 3 lim
x→2

Exercício 12.9. Determine: (1) lim 5
x→+∞ x2

; 1 x;

x2 x +3 ; (3) lim x→0 x − 1 x . (4) lim − x→−1 x + 1
x→−∞ 2

(2) lim

2−

Propriedade 12.5.6 (Limite de uma Raiz). p √ Se lim f (x) = b e p ∈ N então lim p f (x) = p b, admitindo no caso de p ser par, que f (x) > 0 ∀x ∈ Df .
x→a x→a

Observação: Caso b seja infinito, Exemplo 12.14. 5x √ . Calcule lim x→8− 6 − 5x − 4 Resolução:

√ p b também será infinito.

5x √ = lim − x→8 6 − 5x − 4 =

x→8

lim 5x − ¢= ¡ x→8 √ lim 6 − 5x − 4 − q 40
x→8−

6−

lim (5x − 4)

=

40 = +∞. 0+

108

IV. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.

Exercício 12.10. (1) Determine: √ (a) lim 3 10 + 5x − x3 ;
x→−2 x→0

(b) lim (3x2 + x) ; 4x − 3 ; x→−1 x + 1 4x − 3 (d) lim − ; x→−1 x + 1 x2 . (e) lim − x→−3 x − 3 (c) lim +

(2) Seja a função h definida, em R, por ⎧ ⎨ 2x se x > 3 h(x) = ⎩ x2 − 3 se x < 3 (a) Calcule lim h(x) e
x→5 x→−∞

.

lim h(x).

(b) Investigue se existe lim h(x) , calculando lim h(x) e lim h(x). + −
x→3 x→3 x→3

(3) Considere, em R , as funções f e g definidas por: ⎧ ⎧ ⎨ −x2 se x > 0 ⎨ x2 − x + 2 se x > 0 e g(x) = f (x) = ⎩ 1 − x se x < 0 ⎩ 2x + 1 se x < 0 (a) Mostrar que não existem lim f (x) nem lim g(x).
x→0 x→0 x→0

.

(b) Definir, em R , a função f + g e calcular, se existir, lim (f + g) (x) . (c) Calcular lim (f + g) (x) e
x→+∞ x→−∞

lim (f + g) (x) .

(4) Considere as funções reais , de variável real, definidas por: f (x) = x2 2 3 e g(x) = 1 − . +1 x

(a) Calcule lim f (x) e lim g(x).
x→+∞ x→+∞

(b) Determine lim

f (x) g(x) e lim . x→+∞ g(x) x→+∞ f (x)

12. LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL.

109

(5) É dada a função t definida, em R ⎧ ⎪ −2x ⎪ ⎪ ⎨ t(x) = x2 + 1 ⎪ ⎪ ⎪ ⎩ 3x − 2 Investigue se existe: (a) lim t(x);
x→−1

, por: se x < −1

se −1 ≤ x < 2 . se x > 2

(b) lim t(x).
x→2

12.6. Indeterminações. Nas situações em que a aplicação das propriedades não permite chegar a um resultado, estamos em presença de operações não definidas em R, a que chamamos indeterminações. A resolução destas indeterminações deve ser feita caso a caso. Vamos aqui ver métodos de resolução para as indeterminações ∞ − ∞, 0 × ∞, 12.6.1. Indeterminações quando x tende para a (finito). 0 ∞ e . 0 ∞

Vamos verificar que todas as indeterminações deste tipo se podem reduzir à indeter0 minação . 0 (1) lim x3 − 3x2 + 4x − 2 x→1 x2 − 3x + 2

Resolução. Aplicando o teorema do limite do quociente obtemos

0 , o que 0 mostra que 1 anula os termos da fracção. Efectuando a divisão por, x − 1 pela regra de Ruffini vem: 1 1 1 −3 1 −2 4 −2 2 −2 2 0 1 1 1 −3 1 −2 2 −2 . 0

Então: x3 − 3x2 + 4x − 2 (x − 1) (x2 − 2x + 2) = lim . x→1 x→1 x2 − 3x + 2 (x − 1) (x − 2) lim

110

IV. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.

Como o limite se calcula quando x tende para 1 por valores diferentes de 1, vem x − 1 6= 0, e consequentemente x3 − 3x2 + 4x − 2 x2 − 2x + 2 lim = lim = −1. x→1 x→1 x2 − 3x + 2 x−2

√ x−3 (2) lim x→9 x − 9

0 Resolução. Aplicando os teoremas sobre limites obtemos . Vamos multiplicar 0 √ ambos os termos da fracção por x + 3, vem: √ √ √ x−3 ( x − 3) ( x + 3) √ = lim lim x→9 x − 9 x→9 (x − 9) ( x + 3) x−9 √ = lim x→9 (x − 9) ( x + 3) 1 1 = . = lim √ x→9 x + 3 6 ∙ 2 ¸ x −4 3x + 1 × (3) lim x→2+ x (x − 2)2 efectuarmos a multiplicação vem lim + (x2 − 4) (3x + 1) , x (x − 2)2

Resolução. Trata-se de uma indeterminação do tipo 0 × ∞ (porquê?) , mas se

x→2

0 que é uma indeterminação do tipo . Tem-se sucessivamente: 0 ∙ 2 ¸ (x2 − 4) (3x + 1) x −4 3x + 1 = lim × lim x→2+ x→2+ x (x − 2)2 x (x − 2)2 (x − 2) (x + 2) (3x + 1) = lim + x→2 x (x − 2)2 (x + 2) (3x + 1) = lim x→2+ x (x − 2) 4×7 = = +∞. 2 × 0+ 2x 2 (4) lim + x − 4 . 5 x→−2 x+2

Indeterminações quando x tende para +∞ ou −∞.6. 111 Resolução. Vem: 0 2x 2 lim + x − 4 5 x→−2 x+2 2x (x + 2) 5 (x2 − 4) = = x→−2 lim + (5) lim + x→−1 Resolução.2. Se efectuarmos previ∞ 0 amente as operações indicadas obtém-se uma indeterminação do tipo . = 8+0+0 4 6+ Resolução. ∞ De um modo geral as indeterminações reduzem-se ao tipo . LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL.12. ∞ ³∞´ 2 6x + 7x + 3 (1) lim x→+∞ 8x2 + 6x + 1 ∞ 7 3 + 2 x x lim 1 6 x→+∞ 8+ + 2 x x 3 6+0+0 = . Dividindo ambos os termos da fracção por x2 . x→−2 5 (x − 2) 5 lim + = = x→−1 lim + −1 = +∞ 0− 12.. Trata-se de uma indeterminação do tipo ∞ − ∞. vem: 6x2 + 7x + 3 = lim x→+∞ 8x2 + 6x + 1 (2) lim 1√ 2 x +1 x→−∞ 2x (0 × ∞) . x2 − 1 x + 1 2x (x + 2) x→−2 5 (x − 2) (x + 2) 2x 1 = lim + = . Trata-se de uma indeterminação do tipo ∞ . Efectuando a adição vem: µ ¶ 1 1 + = lim x→−1+ x2 − 1 x + 1 1 1 lim + + x→−1 (x + 1) (x − 1) x + 1 1 + (x − 1) = lim + x→−1 (x + 1) (x − 1) x (x + 1) (x − 1) ∙ ¸ µ ¶ 1 1 + .

Resolução: ∙ µ ¶¸ 3 2 3 = +∞. Dividindo ambos os termos por da fracção por |x|. = −2 2 4x +1 (3) lim x→−∞ x2 2x4 + 1 x2 Resolução. vem: 4 8x + 4x x4 = lim lim 4 2 1 1 x→−∞ x + x x→−∞ + 3 x x 8+0 = = −∞. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. lim (x − 3x + 2) = lim x 1 − 2 + 3 x→+∞ x→+∞ x x 3 (5) lim x→+∞ √ ¢ ¡√ x2 + x − x2 + 1 (∞ − ∞) . µ ¶ 0 0 4x 2 lim x + 1 x→−∞ x2 2x4 + 1 4x (2x4 + 1) ³ ∞ ´ = lim x→−∞ (x2 + 1) x2 ∞ = 8x5 + 4x . Resolução. vem: 1√ 2 x +1 = lim x→−∞ 2x √ x2 + 1 lim x→−∞ q 2x 1 1 + x2 = lim 2x x→−∞ |x| √ 1+0 1 =− . 0− 5 8+ (4) lim (x3 − 3x + 2) x→+∞ (∞ − ∞) .112 IV. x→−∞ x4 + x2 lim Dividindo ambos os termos da fracção por x5 .

11. (1) x→ 1 2x2 − 5x + 2 3 2 µ ¶ x3 − 5x2 + 8x − 4 2 (2) lim R: . + x − x2 x→0 √ µ ¶ 1− x+4 1 (8) lim R: − . x→0 x + 3x . Multiplicando e dividindo ambos os termos da fracção por √ √ x2 + x + x2 + 1. x→2 x3 − 3x2 + 4 3 x3 + 1 lim (R : 3) . 113 Resolução. Calcule cada um dos seguintes limites: µ ¶ 2x2 − 3x + 1 1 lim R: . LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. vem: √ √ ¢ ¡√ ¢ ¡√ √ ¢ ¡√ x2 + x − x2 + 1 x2 + x + x2 + 1 2+x− 2+1 √ √ lim x x = lim x→+∞ x→+∞ x2 + x + ¢ x2 + 1 ¢2 ¡√ ¡√ 2 x2 + x − x2 + 1 √ √ = lim x→+∞ x2 + x + x2 + 1 x2 + x − (x2 + 1) √ = lim √ x→+∞ x2 + x + x2 + 1 ³ ´ x−1 ∞ √ . x→−3 2 ∙ x+3 ¸ 3x + 2 (R : 10) .12. vem: 1 1− x−1 1 x r √ lim √ = . (3) x→−1 x + 1 x3 − 6x2 + 11x − 6 x→1 x3 + x2 − 5x + 3 x lim (R : 0) . x−1 (R : 2) . =r x→+∞ x2 + x + 2 x2 + 1 1 1 1+ + 1+ 2 x x Exercício 12. (9) lim (x2 − 1) x→1 x¸− 1 ∙ 4x + 3 (10) lim x2 2 (R : 0) . = lim √ x→+∞ x2 + x + x2 + 1 ∞ Dividindo ambos os termos da fracção por x. (6) lim √ x→1 x − 1 √ x− x (7) lim 3 (R : + ∞) . (5) x→0 √x (4) lim + (R : + ∞) .

x3 + 5x (R : − ∞) . (24) lim x→+∞ ¡√ ¢ 1−x+x (R : − ∞) . lim (x4 − 3x + 1) (R : + ∞) . . x→−2+ 4 − x2 x + 2 3 + 7x lim (R : − 7) . Considerem-se as funções f . 13. x→−∞ 7x2 − 3 x2 (19) lim 3 (R : 0) .114 IV. (20) lim x→+∞ x2 + 1 µ ¶ µ ¶ x2 1 1 (21) lim R: .1. Função contínua e função descontínua num ponto. x→1 x + 2 3 2 xµ− 1 ¶ 1 1 (R : − ∞) . x→+∞ x + 9 ∙ ¸ x (x + 3) (R : 1) . − lim x→0+ x x2 µ ¶ 1 1 − lim (R : − ∞) . x→+∞ 2 − x (R : 2) . (11) (12) x→−3 (13) (14) (15) (16) 2x2 + 5x (17) x→−∞ x2 + 3x + 2 lim (18) lim 1 (R : 10) . x→−∞ 3x2 + 1 x 3 (22) x→−∞ x→−∞ lim (x3 − x) (R : − ∞) . ¡√ √ ¢ x+3− x (R : 0) . Continuidade de funções reais de variável real. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. h e m reais de variável real definidas pelos seus gráficos. (25) lim (23) x→−∞ 13. lim x x→0 2x + 1 x2 x µ ¶ 2 1−x lim R: − . g. ∙ lim − (x + 3) 5 9 + x2 + 6x ¸ (R : − ∞) .

a função obtida seria contínua em x = 0. A função h não é contínua no ponto x = 2. CONTINUIDADE DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. de modo que o seu gráfico fosse uma parábola completa.13. 115 Intuitivamente podemos afirmar que a função f é a única que é contínua em todos os pontos do seu domínio pois é a única cujo gráfico se pode desenhar sem levantar o lápis do papel. Observe-se que x→2 lim h(x) = 1 mas h(2) = 0. ela seria contínua se a imagem do ponto 2 fosse 1. Tem-se: x→0+ lim g(x) = 1 e lim g(x) = 2 = g(0). − x→0 Diremos que g é contínua à esquerda em x = 0 pois se restringíssemos o domínio de g a ]−∞. 0] . nem à esquerda nem à direita. De facto não existe lim m(x) uma vez que os limites laterais são diferentes e além disso diferem x→1 ambos de m(1) que é igual a −2. daí a descontinuidade no ponto x = 2. . A função g não é contínua no ponto no ponto x = 0. A função m não é contínua em x = 1.

x→a Considere os seguintes casos: • Averiguar se a função f é contínua no ponto x = 1. Seja a um ponto de acumulação do domínio de uma função real de variável real f . não existe lim f (x) e consequentemente f não é contínua em x = 1. Como x→1 x→1 à direita e à esquerda de 1 a função está definida por expressões diferentes. − x→a Nota: Não faz qualquer sentido falar em continuidade ou em descontinuidade de uma função f num ponto a que não pertença ao domínio ( não existiria f (a)) ou num ponto isolado do domínio (não faria sentido falar em lim f (x)). Caso não exista lim f (x) ou este seja diferente de f (a). lim f (x) = f (a)).1. vamos determinar os limites laterais. x→1 x→1− x→1− Como os limites laterais são diferentes. f (x) = ⎩ x2 se x < 1 Resolução: f é contínua em x = 1 se e só se existir lim f (x) e lim f (x) = f (1).116 IV. sendo ⎧ ⎨ x + 1 se x > 1 . Diz-se que f é contínua à direita ( resp. + x→1 . Observação: Como lim f (x) = f (1). esquerda ) de a se e só se x→a+ lim f (x) = f (a) ( resp. diremos que f é descontinua x→a em x = a. f é contínua à direita em x = 1. Tem-se: x→1+ lim f (x) = lim f (x) = x→1+ lim (x + 1) = 2 lim x2 = 1. Definição 13. Diz-se que f é contínua no ponto a se e só se existe lim f (x) e x→a x→a lim f (x) = f (a). GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.

Por outro lado. x→−2− x→−2− Assim lim g(x) = 3. x→0 Exercício 13. por ⎧ ⎨ x3 − 5x + 2 se x > 0 h(x) = . pelo que lim g(x) 6= g(−2) e x→−2 x→−2 a função g não é contínua no ponto x = −2. ⎩ x+2 se x < 0 Vamos estudar a continuidade de h no ponto x = 0. • Seja h a função definida em R. Vamos estudar a continuidade de g no ponto x = −2. CONTINUIDADE DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. . Resolução. Resolução.1. 117 • Seja g a função definida por ⎧ ⎪ x2 − 1 se x > −2 ⎪ ⎪ ⎨ 1 ⎪ ⎪ ⎪ ⎩ x+5 se x < −2 g(x) = se x = −2 . g(−2) = 1. Tem-se: x→−2+ lim g(x) = lim g(x) = x→−2+ lim (x2 − 1) = 3 lim (x + 5) = 3.13. Tem-se: x→0+ lim h(x) = lim h(x) = x→0+ lim (x3 − 5x + 2) = 2 lim (x + 2) = 2. x→0− x→0− Como h(0) = 2 resulta que lim h(x) = h(0) e a função h é contínua em x = 0. Resolva cada um dos seguintes exercícios: (1) Observe os seguintes gráficos e complete.

.. ⎪ − =⇒ não existe lim f (x).... x→1 • f não é .. ........ x→1 • f (1) = .. x→2 • f (2) = ..... (1) (a) • lim f (x) = ..118 IV. • f não é .... • f é contínua no ponto. ⎪ + ⎭ lim f (x) = .. (b) • x→1 x→1 ⎫ ⎬ lim f (x) = . GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.... (c) • lim f (x) = .... no ponto x = 1.

por: ⎧ ⎪ x2 − 3x + 1 se x > 0 ⎪ ⎪ ⎨ 2 ⎪ ⎪ ⎪ ⎩ x+1 se x < 0 t(x) = se x = 0 . 119 (2) Considere a função real. (5) Considere a função real.13. CONTINUIDADE DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. por: (6) Prove que é contínua à esquerda de 0 a função real. de variável real. em R. (4) Seja g uma função real. (b) Averigue se é contínua no ponto x = 3. definida ⎧ ⎨ x + |x| se x 6= 0 x . m definida por: ⎧ ⎨ x2 + 1 se x > 3 . (a) Escreva a expressão designatória da função sem utilizar o símbolo de módulo. t definida por: x se x 6= −1 |x + 1| t(x) = . ⎩ 0 se x = −1 ⎧ ⎨ Mostre que t não é contínua para x = −1. de variável real. (3) Seja t a função definida. Averigue se é contínua em x = 0. em que g(x) = |x − 3| + x. de variável real. de variável real. m(x) = ⎩ 1 − 3x se x < 3 Estude a continuidade em x = 3. m(x) = ⎩ 0 se x = 0 .

Continuidade num intervalo.2.g e f g (g (a) 6= 0) . Sejam f e g funções contínuas num ponto a pertencente a Df ∩ Dg e ponto de acumulação de Df ∩ Dg . • Uma função f diz-se contínua se e só se for contínua em todos os pontos do seu domínio. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. Sendo f e g contínuas em a tem-se: lim (f + g) (x) = lim f (x) + lim g(x) = f (a) + g(a) = (f + g) (a) . Vejamos apenas o caso f + g. b[. são contínuas no ponto a. ¤ o que prova que f + g é contínua no ponto a.1.2. Se p ∈ N e f é uma função contínua no ponto a. Então: f + g. . 13. x→a x→a f − g. Demonstração. à direita de a e à esquerda de b. x→a Assim: x→a lim (f + g) (x) = (f + g) (a) . Propriedades das funções contínuas num ponto.2. também são contínuas em a as funções √ f p e p f (excepto se p par e f (x) < 0) . b[ se for contínua em todos os pontos desse intervalo.3.120 IV. Propriedade 13. As demonstrações resultam imediatamente das propriedades dos limites e da definição de continuidade. Propriedade 13. • Uma função f diz-se contínua em ]a. 13. deixando os outros como exercício. b] se for contínua em ]a. f.2. • Uma função f diz-se contínua em [a.

13. Seja: f (x) = a0 xn + a1 xn−1 + .1. Se f (x) = x. 121 Exemplo 13. (2) A função identidade é contínua. definida por: ⎧ ⎪ x2 − 1 se x > 2 ⎪ ⎪ ⎨ f (x) = 3 ⎪ ⎪ ⎪ ⎩ 7 se x = 2 . Exemplo 13. para ∀x ∈ Df . CONTINUIDADE DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. Verifica-se que f é a soma de produtos de funções contínuas. de variável real. De facto se f (x) = k (k constante) . se x < 2 ..2. (5) Uma função racional ( quociente de funções polinomiais ) é contínua no seu domínio. Estude a continuidade da função f real. sendo estas f (x) = x e g(x) = x. Considere os seguintes exemplos: (1) Uma função constante é contínua. ∀a ∈ IR. (4) Uma função polinomial f é contínua.. vem x→a lim f (x) = f (a). (3) A função definida por y = x2 é contínua pois é o produto de duas funções contínuas. x→a lim f (x) = f (a) = k. + an .

Para cada número real k a expressão seguinte representa uma função real. e x→2− x→2 lim f (x) = x→2− não existe lim f (x) e consequentemente f não é contínua em x = 2. é contínua no intervalo ]−∞. Resolução. Como para x < 2 f é constante. +∞[ . Resolução. Resta estudar a continuidade de f no ponto x = 2. (2) Qual deve ser o valor de k de modo que a função g seja contínua à direita de 2? .122 IV. 2[ . de variável real: ⎧ ⎪ 2x2 ⎪ se x < 2 ⎪ ⎨ g(x) = k se x = 2 . qualquer que seja k. pelo que não existe lim g(x). Então f é contínua em R\ {2} . +∞[ por ser representada por polinómios. 2[ e ]2. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. o que significa que a função é sempre descontínua no ponto x = 2. Como: x→2+ lim f (x) = x→2+ lim (x2 − 1) = 3 lim 7 = 7. então f é contínua no intervalo ]2. o valor do limite não existe independentemente do valor de k. A função é contínua em ]−∞. Assim. Para x > 2 a função é definida por um polinómio. ⎪ ⎪ ⎪ ⎩ −x + 3 se x > 2 (1) Mostrar que para qualquer valor de k a função tem um ponto de descontinuidade. Exemplo 13. tem-se: x→2+ lim g(x) = x→2+ lim (−x + 3) = 1 e x→2− lim g(x) = x→2 x→2− lim (2x2 ) = 8.3. Em x = 2.

Resolução. Nota: Pelo resultado anterior. CONTINUIDADE DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL.13. ou seja k = 1. Seja f uma função contínua num ponto a do seu domínio e g uma função contínua em b = f (a) então gof é contínua em a. x→a lim (gof ) (x) = (gof ) (a) . são permutáveis o sinal lim e o x→a h i lim g [f (x)] = g lim f (x) . + x→2 (3) Indique os valores de k de modo que a função seja descontinua à esquerda e à direita no ponto x = 2 (descontinuidade bilateral). Logo k ∈ R\ {1. ou ainda x→a Quer dizer. temos que ter: k 6= 1 (descontinuidade à direita) e k 6= 8 (descontinuidade à esquerda) . A função será contínua à direita de 2 se lim g(x) = g(2). Teorema 13. 13. x→a sinal da função g. Continuidade da função composta.1. nas condições referidas. . ou seja x→a lim g [f (x)] = g [f (a)] . 123 Resolução. 8} . Para termos uma descontinuidade bilateral.4.

.

∀ x1 . Função exponencial. a ∈ R+ \{1}. Estudo da variação da função exponencial (1) a > 1 • x > 0 =⇒ ax > 1. • lim ax = +∞. • O seu contradomínio é R+ . 1. Assim.1. Propriedades 1.1.CAPÍTULO V Funções transcendentes.1. expa : R → R+ x 7→ y = ax . ∀ x1 . • ax1 = ax2 =⇒ x1 = x2 . Função exponencial e função logarítmica 1. lim ax = 0. x2 ∈ R (função estritamente crescente) • é contínua em todo o seu domínio. Definição 1. a função exponencial é injectiva. x2 ∈ R. • x < 0 =⇒ ax < 1. • x = 0 =⇒ ax = 1. x→+∞ x→−∞ • x1 < x2 ⇐⇒ ax1 < ax2 . • O seu domínio é R. • o gráfico da função quando a > 1 é: 125 . Chama-se função exponencial de base a à função real de variável real.1.

• lim ax = 0.1. em R. • x < 0 =⇒ ax > 1. o conjunto solução de cada uma das seguintes condições: (1) x2 × 3−x − 2 × 3−x = 0. lim ax = +∞. x2 ∈ R (função estritamente decrescente) • é contínua em todo o seu domínio. • x = 0 =⇒ ax = 1. FUNÇÕES TRANSCENDENTES. • o gráfico da função quando 0 < a < 1 é: y 30 20 10 -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 x 5 Exemplo 1.126 V. x→+∞ x→−∞ • x1 < x2 ⇐⇒ ax1 > ax2 . y 15 10 5 -5 -4 -3 -2 -1 1 2 3 4 x 5 (2) a < 1 • x > 0 =⇒ ax < 1. ∀ x1 . Determine. .

é impossível). vem: x2 − 3x > −2 ⇐⇒ x2 − 3x + 2 > 0 ⇐⇒ x ∈ ]−∞. (como a função exponencial não tem zeros. vem: x2 ≤ 6x ⇐⇒ x2 − 6x ≤ 0 ⇐⇒ x (x − 6) ≤ 0 ⇐⇒ x ∈ [0. 3−x = 0. O conjunto solução é [0.1. 1[ ∪ ]2. 2 (2) (0. 2 8 2 2 Atendendo a que a função exponencial de base menor que a unidade é decrescente. 2 . . Resolução: (0. 6] . (3) 10x 2 −3x > 0. 125)2x . a primeira equação. 6] .01 ⇐⇒ 10x > 10−2 . 125) 2x µ ¶x2 µ ¶2x µ ¶x2 µ ¶6x 1 1 1 1 ⇐⇒ > ⇐⇒ > . 5)x > (0. isto é. 5) x2 > (0. O conjunto solução é ]−∞. Atendendo a que a função exponencial de base maior que a unidade é crescente. O conjunto solução é n √ √ o − 2. +∞[ . +∞[ . FUNÇÃO EXPONENCIAL E FUNÇÃO LOGARíTMICA 127 Resolução: x2 × 3−x − 2 × 3−x = ¢ ¡ 0 ⇐⇒ 3−x x2 − 2 = 0 ⇐⇒ ⇐⇒ 3−x = 0 ∨ x2 − 2 = 0 ⇐⇒ x2 − 2 = 0 ⇐⇒ √ √ ⇐⇒ x = − 2 ∨ x = 2. 1[ ∪ ]2. 2 −3x 2 −3x Resolução: 10x > 0. 01.

definidas por: µ ¶x−4 1 2x+x2 g (x) = 4 − 1 e m (x) = + 2. (b) g(x) > 15.5x ≥ ( )3x . FUNÇÕES TRANSCENDENTES. (a) x = 2 . (2) Resolva cada uma das condições: (a) f (x) = f (2). 8 Soluções: (1) ]6/5. Soluções (1) D = R e D0 =] − ∞. +∞[.3. . 1[. reais de variável real. 1 2 (2) 0. o conjunto solução das inequações: (1) 5x−1 > 55−4x . Exercício 1.128 V. (b) f (x) > 0. (2) [0. (3) Determine os valores de x tais que: (a) g(x) = g(1). Considere as funções g e m. (1) Determine o domínio e o contradomínio da função. em R.1. de variável real. (b) ]2. Determine. 3 (1) Indique o domínio e o contradomínio de cada uma delas.2. Exercício 1. +∞[. Considere a função real. 9]. definida por: f (x) = 1 − 72−x . Exercício 1. (2) Calcule os zeros de g e os de m.

2. positiva e diferente de um. Como caso particular das funções exponenciais. +∞[ . com a > 1 e ainda.1. x→0 x2 ln (1 + u) (1) . ex − 1 =1 x→0 x ex lim p = +∞.4.2. dá-se a definição de logaritmo de um número. ∙ ∙ 3 0 (1) Dg = R . tem-se a função exponencial de base e (exp x) f (x) = ex . x→+∞ x lim Exercício 1. Logaritmo de um número positivo x na base a. Definição 1. seguida das propriedades operatórias dos logaritmos. (c) x ∈ [−1. FUNÇÃO EXPONENCIAL E FUNÇÃO LOGARíTMICA 129 (c) m(2x + 1) ≤ m(x). √ £ ¤ √ ¤ £ (b) x ∈ −∞. 4 (2) g : {−2. +∞ . Função logarítmica. m não tem zeros. é o número . Dm = ]2.1. Dm = R. A função exponencial de base e (número de Neper). Note-se que esta função tem todas as propriedades da função f (x) = ax . (3) lim u−→0 u (2) lim − 1. −1 − 3 ∪ −1 + 3. Antes de apresentar a função logarítmica. (1) lim 3x x−→0 e −1 3 ex+1 − e (+∞). Calcule cada um dos seguintes limites: µ ¶ 5 5x . +∞ . 1. +∞[ . = − . 0 Dg Soluções (a) x = −3 ∨ x = 1. p ∈ R . 0}.1.

y → R x Propriedades 1.2.130 V. Desta equivalência resulta que x = aloga e que. • loga xp = p loga x. 7→ y = loga x ⇐⇒ x = ay . loga ay = y. FUNÇÕES TRANSCENDENTES. Quando a base é e omite-se o e e escreve-se ln x. • O seu contradomínio é R.2.y) = loga x + loga y. A estes logaritmos chamam-se neperianos. tem-se: • loga (x. Definição 1. logb a. Chama-se função logarítmica à sua inversa.1. . Podemos agora introduzir o conceito de função logarítmica. Sendo a função exponencial uma função injectiva. • O seu domínio é R+ . • Tem um zero para x = 1. loga x = y ⇐⇒ x = ay . ∀ p ∈ R. Sendo x e y números positivos e a e b números positivos diferentes de 1.2.3. a que se deve elevar a base para obter x. admite inversa. • logb x = loga x. em homenagem ao matemático inglês Neper. loga : R + x • loga ( x ) = loga x − loga y. ∀ n ∈ N (Caso particular da propriedade anterior). a ∈ R + \{1}. Propriedades 1. pois loga x = 0 ⇐⇒ x = a0 ⇐⇒ x = 1. √ 1 • loga n x = n loga x.

decrescente). ∀ x1 . • x < 1 =⇒ loga x > 0. • lim loga x = +∞. • x = 1 =⇒ loga x = 0. • x = 1 =⇒ loga x = 0. + x→+∞ x→0 • x1 < x2 =⇒ loga x1 > loga x2 .1. crescente). a função logarítmica é injectiva. + x→+∞ x→0 • x1 < x2 =⇒ loga x1 < loga x2 . • x < 1 =⇒ loga x < 0. . lim loga x = −∞. Estudo da variação da função logarítmica (1) a > 1 • x > 1 =⇒ loga x > 0. • lim loga x = −∞. • o gráfico da função quando a > 1 é: y 2 1 -2 -1 -1 -2 1 2 3 4 x 5 (2) a < 1 • x > 1 =⇒ loga x < 0. x2 ∈ R+ (função estritamente • é contínua em todo o seu domínio. ∀ x1 . lim loga x = +∞. x2 ∈ R+ . ∀x1 . Assim. x2 ∈ R+ (função estritamente • é contínua em todo o seu domínio. FUNÇÃO EXPONENCIAL E FUNÇÃO LOGARíTMICA 131 • loga x1 = loga x2 =⇒ x1 = x.

Considere os seguintes exercícios: (1) Seja f a função real. Resolução: f (x) f (0) ⇐⇒ 5 − log3 (2 + 3x) = 5 − log3 2 ⇐⇒ 2 + 3x = log3 1 ⇐⇒ ⇐⇒ log3 (2 + 3x) − log3 2 = 0 ⇐⇒ log3 2 2 + 3x = 1 ⇐⇒ x = 0.132 V. • o gráfico da função quando é 0 < a < 1 é y 4 2 -2 -1 1 2 3 4 x 5 -2 Observação: No caso de a = e.2. obtém-se a função logaritmo natural que se representa por ln . definida por: f (x) = 5 − log3 (2 + 3x) . ⇐⇒ 2 = . (b) Definir. Exemplo 1. (a) Determinar o domínio e o contradomínio de f . em R. +∞ 3 0 Df = R. FUNÇÕES TRANSCENDENTES. Resolução: ∙ ¸ 2 Df = {x ∈ R : 2 + 3x > 0} = − . o conjunto-solução de cada uma das condições: f (x) = f (0) e f (x) > 6. de variável real.

tendo-se: ∙ ¸ 1 −1 . +∞ y : R→ 2 1 1 + × 72x−6 .1. FUNÇÃO EXPONENCIAL E FUNÇÃO LOGARíTMICA 133 Atendendo a que 0 ∈ Df . o contradomínio e definir a função inversa da função definida por: y =3+ Resolução: ∙ 1 Dy = {x ∈ R : 2x − 1 > 0} = . 3 9 (2) Calcular o domínio. Tem-se: y 1 1 log7 (2x − 1) ⇐⇒ y − 3 = log7 (2x − 1) ⇐⇒ 2 2 ⇐⇒ 2 (y − 3) = log7 (2x − 1) ⇐⇒ 2x − 1 = 72y−6 ⇐⇒ 1 1 ⇐⇒ x = + × 72y−6 .− . portanto: 2 + 3x < 1 5 ∧ x ∈ Df ⇐⇒ x < − x ∈ Df . a função logarítmica é crescente e. 2 2 = 3+ 1 log7 (2x − 1) . +∞ 2 0 Dy = R. 3 9 ¸ ∙ 2 5 − . 2 O conjunto solução é Podemos agora definir a inversa. x 7−→ 2 2 . 3 Como a base é maior que a unidade. ¸ Vamos agora determinar a expressão que define a inversa. então o conjunto solução da condição é {0} f (x) > 6 ⇐⇒ 5 − log3 (2 + 3x) > 6 ⇐⇒ − log3 (2 + 3x) > 1 ⇐⇒ 1 ⇐⇒ log3 (2 + 3x) < −1 ⇐⇒ log3 (2 + 3x) < log3 .

µ ¶ 2−e (3) f .134 V. Exercício 1. Exercício 1. +∞[ 1 3 − 1 ( 1 )x : 3 2 x 7−→ −5 + 105−x .: (1) t(x) = 1 + 3x−1 . (2) Uma expressão designatória da sua inversa. 2 . .r. FUNÇÕES TRANSCENDENTES. de variável real.5. (2) s(x) = log 1 (1 − 3x). definida por: f (x) = 1 + ln(2 − 3x).6. +∞[→ R x 7−→ 1 + log3 (x − 1) : (2) y −1 : R → ] − ∞. ¤ £ (1) Df = −∞.v.r. 2 (3) p(x) = 5 − log10 (x + 5). Determine: (1) O seu domínio. 3 2 − ex−1 −1 . Considere a função real. 1 [ 3 x 7−→ (3) y −1 : R → ] − 5. 3 Soluções. (2) f (x) = 3 (3) 2. Soluções: (1) y −1 : ]1. Caracterize a função inversa de cada uma das seguintes f.

Exercício 1. ln 7}. x. (2) {0. 1 ln x + 2lny + 1. Soluções. (1) ]e−1 .y 2 . Determine o conjunto solução das condições: (1) 4(ln x)2 − 3 ln x − 7 < 0. Determine E. (2) ex + 7e−x = 8.1. sabendo que: ln E = √ Solução: E = e. FUNÇÃO EXPONENCIAL E FUNÇÃO LOGARíTMICA 135 Exercício 1.7.8. 2 7 . e 4 [.

.

Razões trigonométricas de ângulos agudos Para determinar as razões trigonométricas de um determinado ângulo agudo α. α Assim.CAPÍTULO VI Trigonometria 1. pois todos os triângulos rectângulos com um ângulo agudo de amplitude α são semelhantes. podemos recorrer a qualquer triângulo rectângulo que tenha esse ângulo α. de um modo geral: sin α = medida do cateto oposto a α medida da hipotenusa medida do cateto adjacente a α medida da hipotenusa medida do cateto oposto a α medida do cateto adjacente a α medida do cateto adjacente a α . medida do cateto oposto a α 137 cos α = tan α = cot α = .

Dividindo ambos os membros da igualdade anterior por c2 obtemos: (sin α)2 + (cos α)2 = 1. Consideremos o seguinte triângulo [ABC] . logo logo a = c sin α b = c cos α. TRIGONOMETRIA 1. qualquer que seja o ângulo agudo α. a fórmula fundamental da trigonometria: sin2 α + cos2 α = 1.138 VI. Fórmula fundamental da trigonometria. . B c a α C b A Temos que: a c b cos α = c sin α = Pelo Teorema de Pitágoras: a2 + b2 = c2 . rectângulo em C. Então. de um modo mais simplificado. Assim.1. (c sin α)2 + (c cos α)2 = c2 ⇔ c2 (sin α)2 + c2 (cos α)2 = c2 . podemos escrever.

deduzem-se as seguintes fórmulas: a a sin α tan α = = c = b b cos α c b cos α b c . a tangente e co-tangente de um mesmo ângulo.2.1. 7 6 1 . deduzem-se as seguintes fórmulas: sin2 α + cos2 α = 1 ⇔ 1 + tan2 α = 1 cos2 α 1 sin2 α + cos2 α = 1 ⇔ 1 + cot2 α = . Sendo α um ângulo agudo e tan α = Exercício 1. √ 3 . calcule sin2 α + 2 cos2 α. sin2 α Exemplo 1. sin2 α sabendo que Solução: . 1 + cos α sin α sin α 3 25 1 = ⇔ sin2 α = . Determine sin2 α. RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS DE ÂNGULOS AGUDOS 139 1. mostre que: sin α 1 + cos α 2 + = . Tendo em conta a fórmula: 1 + cot2 α = vem 1+ Exercício 1.2. Relação entre o seno.1.1. 2 3 28 sin α √ 5. cot α = = a = a sin α c Partindo da fórmula fundamental da trigonometria. Partindo das definições das razões trigonométricas de um ângulo agudo α. o co-seno. tan α = 5 Resolução. Sendo α um ângulo agudo.

O A B • • Se a semi-recta OA ficar fixa (lado de origem) e a semi-recta OB (lado de extremidade) rodar em torno da origem no sentido contrário aos ponteiros do relógio.140 VI. Ângulos orientados. . • • O A B 2. • o lado de origem do ângulo a coincidir com o semi-eixo positivo dos xx.2. Ângulo orientado. Consideremos as semi-rectas OA e OB. Medidas de ângulos 2. TRIGONOMETRIA 2. Representa-se um ângulo num referêncial quando de coloca: • o vértice na origem das coordenadas. • • B O A Se a semi-recta OA fica fixa (lado de origem) e a semi-recta OB (lado de extremidade) vai rodar em torno da origem no sentido dos ponteiros do relógio obtém-se o ângulo negativo AOB. Quando representamos um sistema de eixos ortogonais e monométricos ficamos com o plano dividido em quatro quadrantes. Ângulo num referêncial.1. obtém-se o ângulo positivo AOB.

ÂNGULOS ORIENTADOS.o quadrante.o quadrante. • O ângulo β tem o lado de extremidade no 3.2.o quadrante. MEDIDAS DE ÂNGULOS 141 2º quadrante y 1º quadrante C + A x 3º quadrante 4º quadrante Consideremos a seguinte figura: y α x β • O ângulo α tem o lado de extremidade no 2. Diz-se que β é um ângulo do 3.o quadrante. . Diz-se que α é um ângulo do 2.

Na figura seguinte representou-se um arco AB cujo comprimento é igual ao raio da circunferência. De um modo geral. α + 360o . α − 2 × 360o . . y B • α O A x Imaginemos agora que a semi-recta OB vai dar voltas completas em ambos os sentidos. α − 360o . Generalização da noção de ângulo. TRIGONOMETRIA 2. · · · têm o mesmo lado de origem e o mesmo lado de extremidade. α + 2 × 360o . Consideremos a seguinte figura onde a semi-recta OB descreve o ângulo α. • Chama-se um radiano à amplitude de um ângulo ao centro cujo arco correspondente tem comprimento igual ao raio da circunferência.142 VI. 2. então α + k × 360o . k ∈ Z são também amplitudes de ângulos que têm o mesmo lado de origem e o mesmo lado de extremidade.3. O radiano. temos que se α é uma das amplitudes de um ângulo orientado.4. Os ângulos: α.

uma circunferência contém o seu raio 2π vezes.π π ⇔x= 180 4 180 –– π 150 –– y 180 –– π −30 –– z • Um grau corresponde 60 minutos (1o = 600 ) . de raio r. Tendo em conta que π = 3. Exemplo 2. 150. rad e 1 rad. Assim. Reduza a graus 10 4 Resolução: π –– 180 π –– 180 3π π –– x –– y 10 4 x = 18 Assim. • Um minuto corresponde a 60 segundos (10 = 6000 ) .5. MEDIDAS DE ÂNGULOS 143 Como o perímetro de uma circunferência. Neste sistema temos: • Um ângulo giro corresponde a 360o . 28 vezes. No sistema circular a medida fundamental é o radiano (rad). uma circunferência contém o seu raio 6. Neste sistema a unidade fundamental é o grau. do comprimento da circunferência. 3π π rad. Resolução: 180 –– π 45 –– x 45.2. 4 6 6 x= y= Exemplo 2. é igual a 2πr. ÂNGULOS ORIENTADOS. rad a 135o e 1 rad a 57o .π 5π −30. 2.2. 10 4 z ' 57 .1. Reduza a radianos os ângulos 45o . 150o e −30o . O sistema sexagesimal já se usa desde a antiguidade.π π ⇔y= z= ⇔z=− 180 6 180 6 π 5π π Assim. 14 · · · . 150o a rad e −30o a − rad. é 2π. 45o correspondem a rad. Sistema sexagesimal e sistema circular. y = 135 π –– 180 1 –– z π 3π rad correspondem a 18o . a medida em radianos.

Definições. y) e a circunferência de raio r e centro O no ponto .1. Exprima no sistema sexagesimal: (1) − (2) π rad 3 (−60o ) 2π rad 3 5π rad 3 11π rad 12 (120o ) (3) (300o ) (4) (165o ) .144 VI. Generalização das razões trigonométricas 3. Na figura seguinte o lado de extremidade do ângulo α intersecta a circunferência de raio 1 e centro O no ponto P → (x.1. Reduza a radianos cada uma das seguintes amplitudes: ´ ³π (1) 60o rad 3 (2) 90 o ³π 2 ´ rad (3) 180o (4) 270 o ( π rad) µ µ ¶ 3π rad 2 ¶ 7π rad 6 µ ¶ 7π − rad . 4 (5) 210 o (6) −315o Exercício 2. TRIGONOMETRIA Exercício 2. 3.2.

Na figura seguinte representamos um ângulo α do 1. Linhas trigonométricas. b y cos α = tan α = cot α = Como o valor das razões trigonométricas não depedende do raio da circunferência vamos usar sempre o círculo de raio 1 e centro na origem a que se chama círculo trigonométrico.2. 3. Temos: sin α = b y = =y r 1 a x = =x r 1 b y = a x a x = . GENERALIZAÇÃO DAS RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS 145 P1 → (a. b) .3.o quadrante que intersecta uma .

TRIGONOMETRIA circunferência de raio 1 e centro O no ponto P → (x. • Ao eixo dos yy é usual chamar eixo dos senos (sin α = y) . Da mesma forma verificamos que o co-seno de ângulo α. Facilmente verificamos que o seno do ângulo α. • Ao eixo dos xx é usual chamar eixo dos co-senos (cos α = x) . Enquadramento das razões trigonométricas. sendo a abcissa do ponto P associado ao ângulo α do círculo trigonométrico. Assim: −1 ≤ cos α ≤ 1. 3. pode tomar qualquer valor entre −1 e 1. y) . A tangente e a co-tangente de um ângulo α podem ser um número real qualquer. • Temos ainda a linha das tangentes e a linha das co-tangentes assinaladas na figura. sendo a ordenada do ponto P associado ao ângulo α do círculo trigonométrico. Assim: −1 ≤ sin α ≤ 1. .146 VI.3. pode tomar qualquer valor entre −1 e 1.

O sinal das razões trigonométricas depende somente do sinal das coordenadas do ponto P associado ao ângulo α do círculo trigonométrico. 80o e 270o . Sinal das razões trigonométricas. Razões trigonométricas de 0o . Tendo em conta os conhecimentos anteriormente adquiridos podemos construir o seguinte quadro: α 0o (0) ³π ´ 90o 2 o 180 (π) µ ¶ 3π o 270 2 sin α cos α tan α cot α 0 1 0 −1 1 0 −1 0 0 − 0 − − 0 − 0 π π π . GENERALIZAÇÃO DAS RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS 147 3.1. e . 3. 90o . fica como exercício ao cuidado dos 6 4 3 alunos. Determine as razões trigonométricas de: .6.5. 3.4. 6 4 3 π π π O cálculo das razões trigonométricas de . Razões trigonométricas de Exercício 3.3. e .

Não é necessária mais informação pois para qualquer 2 ângulo no 2. 3.o quadrante. .o quadrante que tem em valor absoluto as mesmas razões trigonométricas. cos = . Redução ao 1. cot = 3 6 2 6 2√ 6 3 6 √ 2 2 π π π π Solução: sin = .o ou 4. Ângulos do 2. cot = 1 4 2 4 2 4 4 √ √ π π 1 π √ π 3 3 Solução: sin = .o quadrantes existe um ângulo no 1. 4. tan = . cot = 3 2 3 2 3 3 3 4. Temos: sin 120o = sin (180o − 60o ) = sin 60o cos 120o = cos (180o − 60o ) = − cos 60o .148 VI. cos = . temos: sin (180o − α) = sin α tan (180o − α) = tan α cos (180o − α) = − cos α cot (180o − α) = − cot α. .o quadrante sin 120o e cos 120o .1.o quadrante Nas tabelas trigonométricas apenas encontramos os valores das razões trigonométrih πi cas de ângulos do intervalo 0. De um modo geral. tan = 1. TRIGONOMETRIA π (1) 6 π (2) 4 π (3) 3 √ √ 3 3 π 1 π π π √ Solução: sin = . cos = . Vamos reduzir ao 1. tan = 3.o quadrante.

o QUADRANTE 149 4. Temos: sin 330o = sin (360o − 30o ) = − sin 30o cos 330o = cos (360o − 30o ) = cos 30o . . REDUÇÃO AO 1. De um modo geral.2. Vamos reduzir ao 1.o quadrante sin 330o e cos 330o .3. Vamos reduzir ao 1. Ângulos do 4. 4.o quadrante. Ângulos do 3.o quadrante.4.o quadrante sin 210o e cos 210o . temos: sin (180o + α) = − sin α tan (180o + α) = tan α cos (180o + α) = − cos α cot (180o + α) = cot α. Temos: sin 210o = sin (180o + 30o ) = − sin 30o cos 210o = cos (180o + 30o ) = − cos 30o .

1. Temos: sin (3π − α) = sin (π − α) = sin α cos (α − 7π) = cos (π + α) = − cos α tan (4π − α) = tan (2π − α) = − tan α. Assim. . Conhecidas as razões trigonométricas de um ângulo α. Resolução. temos: sin (360o − α) = − sin α tan (360o − α) = − tan α Exemplo 4. o ângulo de amplitude α é complementar do ângulo de amplitude 90o − α.150 VI.4. podemos determinar as razões trigonométricas do seu complementar (figura ao cuidado dos alunos) . O ângulo de amplitude 60o é complementar do ângulo de amplitude 30o . Simplifique a expressão sin (3π − α) + cos (α − 7π) + tan (4π − α) . TRIGONOMETRIA De um modo geral. Ângulos complementares. cos (360o − α) = cos α cot (360o − α) = − cot α. sin (3π − α) + cos (α − 7π) + tan (4π − α) = sin α − cos α − tan α. Logo. 4.

mostre que: 2 2 2 tan (π − α) − sin (α − 9π) + cos 2 2 3 ³π ´ 3 − 2√3 −α = . k ∈ Z. Equações trigonométricas 5. Relação entre as razões trigonométricas de α com 90o + α. cos (90o − α) = sin α cot (90o − α) = tan α.. µ ¶ √ π 3π 3π Sabendo que < α < e tan − α = 2.1. se uma delas for α. sin −β − 2 2 13 5. 4. 2π] e. 270o − α. temos: sin x = sin α ⇔ x = α + 2kπ ∨ x = π − α + 2kπ. há duas soluções em [0.1. • Quando p ∈ ]−1. Equações do tipo sin x = p. π[ . 2 18 Exercício 4. mostre que: 2 √ µ ¶ ³ 26 + 65 5π π´ + cos (π + β) − cot −β =− . É ainda possível estabelecer as relações entre as razões trigonométricas de outros ângulos. 1[ . ³ π ´ Sabendo que cot − − β = 5 e que β ∈ ]0.5. De um modo geral. As figuras em cada um dos casos fica ao cuidado dos alunos. temos: α e 90o + α sin (90o + α) = cos α cos (90o + α) = − sin α α e 270o − α α e 270o + α sin (270o − α) = − cos α sin (270o + α) = − cos α cos (270o − α) = − sin α cos (270o + α) = sin α tan (270o + α) = − cot α tan (90o + α) = − cot α tan (270o − α) = cot α cot (90o + α) = − tan α cot (270o − α) = tan α cot (270o + α) = − tan α Exercício 4. .5. temos: sin (90o − α) = cos α tan (90o − α) = cot α 270o + α.2. EQUAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS 151 De um modo geral.

12 4 n o π π S = x ∈ R : x = − + kπ ∨ x = + kπ. k ∈ Z 4 4 π 2 5π 2 ⇔ x = − + kπ ∨ x = + kπ. k ∈ Z . ³ π´ 1 Resolva em R a equação sin 2x + = . 1]. . k ∈ Z.2. a equação é impossível. 1} .152 VI. as expressões gerais das soluções da equação podem tomar um aspecto mais simples: π sin x = −1 ⇔ x = − + 2kπ. k ∈ Z . • Se p ∈ R \ [−1. k ∈ Z 2 π sin x = 1 ⇔ x = + 2kπ. S = x ∈ R : − + kπ ∨ x = 12 3 12 3 √ 2 + 2 sin (3x) = 0. Resolva em R a equação Resolução: √ 2 + 2 sin (3x) = 0 √ 2 ⇔ sin (3x) = − 2 π π ⇔ 3x = − + 2kπ ∨ 3x = π + + 2kπ. k ∈ Z 3 6 3 6 π π ⇔ x = − + kπ ∨ x = + kπ. k ∈ Z. TRIGONOMETRIA • Nos casos de p ∈ {−1. k ∈ Z 2 sin x = 0 ⇔ x = kπ. 0. k ∈ Z. Exemplo 5.1. 12 4 Exemplo 5. 3 2 Resolução: ³ π´ 1 sin 2x + = 3 2 π π π π ⇔ 2x + = + 2kπ ∨ 2x + = π − + 2kπ. 12 3 12 3 ¾ ½ 2 5π 2 π + kπ.

2π] e. k∈Z . (4) sin2 x − 2 sin x = 0. 6 3 ½ ¾ π kπ 2 (6) sin (2x) − 1 = 0. . temos: cos x = cos α ⇔ x = α + 2kπ ∨ x = −α + 2kπ. k ∈ Z. k ∈ Z . Resolução: sin3 (2x) − sin (2x) = 0 ⇔ sin (2x) = 0 ∨ sin (2x) = −1 ∨ sin (2x) = 1 ⇔x= 3π π kπ ∨x= + kπ ∨ x = + kπ. k∈Z . 2 4 4 £ ¤ ⇔ sin (2x) sin2 (2x) − 1 = 0 ¾ ½ 3π π kπ ∨x= + kπ ∨ x = + kπ.2.1. (3) sin 2 2 21 7 21 7 S = {x ∈ R : x = kπ. k∈Z . Resolva em R a equação sin3 (2x) − sin (2x) = 0. k ∈ Z . S= x∈R:x= + . 4 4 √ ½ ¾ 3 2π 4kπ 8π 4kπ 7x =− .3. Resolva em R as seguintes equações: ¾ ½ √ 2kπ 2π 2kπ π (1) 2 sin (5x) = 3. 1[ . S= x∈R:x= 15 5 15 5 ½ ¾ √ π 3π (2) 2 − 2 sin x = 0. S= x∈R:x= 2 4 4 Exercício 5. S = x ∈ R : x = + 2kπ ∨ x = + 2kπ. S= x∈R:x=− + ∨x= + . há duas soluções em [0. k ∈ Z . EQUAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS 153 Exemplo 5. • Quando p ∈ ]−1.5. Equações do tipo cos x = p. 4 2 5. + ∨x= + . se uma delas for α. k ∈ Z. S = x ∈ R : x = 0 ∨ x = + kπ. k ∈ Z} ¾ ½ π 2 (5) x sin (3x) = x.

154

VI. TRIGONOMETRIA

• Nos casos de p ∈ {−1, 0, 1} as expressões gerais das soluções da equação podem tomar um aspecto mais simples: cos x = −1 ⇔ x = π + 2kπ, k ∈ Z cos x = 1 ⇔ x = 2kπ, k ∈ Z π cos x = 0 ⇔ x = + kπ, k ∈ Z. 2 • Se p ∈ R \ [−1, 1] , a equação é impossível. √ 2 Resolva em R a equação cos (3x) = . 2 Resolução: √ 2 cos (3x) = 2 π π ⇔ 3x = + 2kπ ∨ 3x = − + 2kπ, k ∈ Z 4 4 2kπ π 2kπ π + ∨x=− + , k ∈ Z. ⇔x= 12 3 12 3 ½ ¾ π 2kπ π 2kπ S= x∈R:x= + ∨x=− + , k∈Z . 12 3 12 3 ³ π´ Resolva em R a equação cos (5x) = − cos x + . 6 Resolução: ³ π´ [− cos γ = cos (π − γ)] cos (5x) = − cos x + 6 ³ π´ ⇔ cos (5x) = cos π − x − 6 5π 5π ⇔ 5x = − x + 2kπ ∨ 5x = − + x + 2kπ, k ∈ Z 6 6 5π kπ 5π kπ + ∨x=− + , k ∈ Z. ⇔x= 36 3 24 2 ¾ ½ 5π kπ 5π kπ + ∨x=− + , k∈Z . S= x∈R:x= 36 3 24 2 Exercício 5.2. Resolva em R as seguintes equações: Exemplo 5.5. Exemplo 5.4.

5. EQUAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

155

√ ³ n o 3 π´ π π (1) cos x + = ; S = x ∈ R : x = − + 2kπ ∨ x = − + 2kπ, k ∈ Z ; 3 √ 2 6 2 ½ ¾ 2 3π 2 3π 2 (2) cos (5x) = − ; S= x∈R:x= + kπ ∨ x = − + kπ, k ∈ Z ; 2 20 5 20 5 ½ ¾ ´ 1 ³ kπ π kπ π = ; S= x∈R:x= ∨x=− + , k∈Z ; (3) cos2 2x + 3 4 2 3 2 © ª (4) 4 cos2 x−12 cos x+5 = 0; S = x ∈ R : x = π + 2kπ ∨ x = − π + 2kπ, k ∈ Z ; 3 3 o n π 2 (5) sin x = − sin x cos x; S = x ∈ R : x = kπ ∨ x = − + kπ, k ∈ Z ; 4 n o π S = x ∈ R : x = + kπ ∨ x = π + 2kπ, k ∈ Z . (6) cos2 x + cos x = 0. 2 5.3. Equações do tipo tan x = p e cot x = p. Para qualquer valor real de p as equações têm sempre solução. Se uma das soluções da equações for α, vem: tan x = tan α ⇔ x = α + kπ, k ∈ Z cot x = cot α ⇔ x = α + kπ, k ∈ Z. Exemplo 5.6. Resolva em R a equação tan2 (2x) = 1. Resolução: tan2 (2x) = 1 ⇔ tan (2x) = ±1. tan (2x) = 1 π + kπ, k ∈ Z 4 π kπ , k∈Z ⇔x= + 8 2 ⇔ 2x = Assim, π kπ tan2 (2x) = 1 ⇔ x = ± + , k ∈ Z. 8 2 ¾ ½ π kπ , k∈Z . S= x∈R:x=± + 8 2 Exercício 5.3. Resolva em R as seguintes equações: ; π ⇔ 2x = − + kπ, k ∈ Z 4 π kπ ⇔x=− + , k ∈ Z. 8 2 tan (2x) = −1

156

VI. TRIGONOMETRIA

¾ ½ π kπ , k∈Z ; S= x∈R:x=− + 2 ½ 6 ¾ π 3π , . (2) cot x = cot (3x) , em [0, 2π] . S= 2 2 √ (1) tan (2x) = − 3; 6. Funções circulares directas 6.1. Função seno. Consideremos a função f: R→ [−1, 1]

x 7−→ f (x) = sin x. A sua representação gráfica é:

y

1.0 0.5

-10

-8

-6

-4

-2 -0.5

2

4

6

8

x

10

y = sin x Temos: • Df = R

-1.0

0 • Df = [−1, 1]

• A função seno é contínua em R • A função seno é limitada • sin (2π + x) = sin x (A função seno é periódica de período 2π) • sin (−x) = − sin x, ∀ x ∈ R (A função seno é uma função ímpar) π • A função seno tem máximos relativos para: x = + 2kπ, k ∈ Z 2 3π + 2kπ, k ∈ Z • A função seno tem mínimos relativos para: x = 2 • A função seno tem zeros para: x = kπ, k ∈ Z • A função seno não é injectiva: 0 6= π e sin (0) = sin π = 0 (por exemplo) • Não existe lim sin x.
x→±∞

6. FUNÇÕES CIRCULARES DIRECTAS

157

Exemplo 6.1. Determine o parâmetro real p, de modo que a expressão 3p − 5 2 possa representar o seno de um ângulo. Resolução: Como o seno de um ângulo varia entre −1 e 1, terá de ser −1 ≤ Então: −1 ≤ Assim, 7 3p − 5 ≤ 1 ⇔ −2 ≤ 3p − 5 ≤ 2 ⇔ 3 ≤ 3p ≤ 7 ⇔ 1 ≤ p ≤ . 2 3 ¸ ∙ 7 . p ∈ 1, 3 3p − 5 ≤ 1. 2

Exercício 6.1. Determine o domínio e o contradomínio das funções reais, de variável real, definidas por: ³ π´ (1) p (x) = 2 sin x + ; 3 (2) r (x) = −1 − sin2 (3x) .

0 Solução: Dp = R e Dp = [−2, 2] 0 Solução: Dr = R e Dr = [−2, −1]

Exercício 6.2. Considere a função real, de variável real, definida em [−π, π] por f (x) = 2 sin x. (1) Determine o contradomínio, os zeros e os intervalos em que a função é crescente e positiva. (2) Indique um ponto em que a função seja máxima. Soluções.
0 (1) (a) Df = [−2, 2] .

h π πi (c) A função é crescente em − , , e é positiva no 1.o e 2.o quadrantes. 2 2 ³π ´ ,2 . (2) S = 2

(b) Zeros: −π, 0 e π.

Consideremos a função f: R→ [−1. de variável real. (2) Represente graficamente a função. Considere a função real. k ∈ Z • A função co-seno tem mínimos relativos para: x = π + 2kπ.5 2 4 6 8 x 10 y = cos x Temos: • Df = R -1. ∀ x ∈ R (A função co-seno é uma função par) • A função co-seno tem máximos relativos para: x = 2kπ. TRIGONOMETRIA Exercício 6.2. Função co-seno. A sua representação gráfica é: y 1. de variável real. definida por f (x) = 2 sin (2x) é ímpar. k ∈ Z 2 . definida por f (x) = sin (2πx) . 1] • A função co-seno contínua em R • A função co-seno é limitada • cos (2π + x) = cos x (A função co-seno é periódica de período 2π) • cos (−x) = cos x.5 -10 -8 -6 -4 -2 -0. Exercício 6. 1] x 7−→ f (x) = cos x. (1) Mostre que o período da função é 1.158 VI.0 0 • Df = [−1.4. 6.0 0. k ∈ Z π • A função co-seno tem zeros para: x = + kπ. Mostre que a função real.3.

Indique: (1) o domínio e o contradomínio de f . cada uma das seguintes equações.2. Determine o parâmetro real p. Considere a função real. Exercício 6. (3) os quadrantes onde a função é crescente e onde é decrescente. 2] .o e 4.o quadrantes. Resolução: Para que equação cos (x) = m2 − 1 seja possível é preciso que −1 ≤ m2 − 1 ≤ 1. (3) A função é crescente nos 1. Então. 2 . . de modo que seja possível. FUNÇÕES CIRCULARES DIRECTAS 159 µ ¶ ³π ´ 3π 3π π 6= e sin = sin = 0 • A função co-seno não é injectiva: 2 2 2 2 (por exemplo) • Não existe lim cos x.o e 2. Exercício 6. definida por f (x) = 1 + cos (x − π) . de variável real. Determine os valores reais de m tais que a equação cos (x) + 1 − m2 = 0 tenha soluções em [−2π. 2π] . 5 ∙ ¸ 4 Solução: p ∈ − . 1 − 3p (1) cos x = . em R. 3 (2) Os zeros de f são todos os valores da forma 2kπ. Soluções: 0 (1) Df = R.5. 2 .6.o quadrantes e decrescente nos 3.6. k ∈ Z. Df = [0. x→±∞ Exemplo 6. (2) os zeros e o sinal da função. h √ √ i m2 ≥ 0 ∧ m2 − 2 ≤ 0 ⇔ m2 − 2 ≤ 0 ⇔ m ∈ − 2.

£ √ √ ¤ Solução: p ∈ − 2. de variável real. . (3) h (x) = 4 cos x. 2 . Função tangente.3. y 10 5 -6 -4 -2 -5 2 4 6 x y = tan x -10 . 6 4 2 ³π ´ ³π ´ . ³π ´ ³π ´ ³π ´ (1) p +r −r . (2) r 6 3 Exercício 6. TRIGONOMETRIA (2) 3 cos x − 1 − p2 = 0. k ∈ Z −→ x R A sua representação gráfica é: 7−→ f (x) = tan x. Determine. Solução: 2π. definidas por: π (1) f (x) = cos (4x) .8. Consideremos a função: f: R\ nπ 2 o + kπ.7.p . 2 (2) g (x) = 4 + cos x. definidas por: p (x) = 1 − cos (3x) e r (x) = 1 + cos (2x) . Solução: 2π. " √ # √ 3− 5 3+ 5 . Solução: 2. Solução: . Solução: 3. 6. Calcule o período da funções reais. Solução: p ∈ 2 2 Considere a funções reais. Exercício 6.160 VI. de variável real. (3) cos x = p2 − 3p + 2.

(2) Os zeros da função f são as soluções da equação f (x) = 0. (2) os zeros da função. k ∈ Z . n o n o π π (1) Df = x ∈ R : x + π 6= + kπ. (1) f 2 4 (2) o domínio e o contradomínio da função. k ∈ Z • A função tangente é crescente em todos os intervalos do domínio. Soluções: (1) −1. . k ∈ Z • tan (π + x) = tan x. definida por f (x) = −1+tan (x + π) . de variável real. de variável real. (4) o período de f. ∀ x ∈ Df (A função tangente é periódica de período π) • tan (−x) = − tan (x) . (3) os seus zeros. 4 ´ ³π − x . 0 (2) Df = {x ∈ R : x 6= kπ. f (x) = 0 ⇔ tan (x + π) = 1 π ⇔ x + π = + kπ.6. 2 2 0 Df = R. definida por f (x) = tan 2 ³π ´ ³π ´ −f . k ∈ Z 4 3π ⇔ x = − + kπ. Exemplo 6. k ∈ Z. k ∈ Z} . Determine: Considere a função real. Resolução. Considere a função real.3.9. ∀ x ∈ Df (A função tangente é uma função ímpar) • A função tangente tem zeros para: x = kπ. FUNÇÕES CIRCULARES DIRECTAS 161 Temos: • Df = R \ 0 • Df = R nπ 2 o + kπ. Exercício 6. k ∈ Z = x ∈ R : x 6= − + kπ. Df = R. Indique: (1) o domínio e o contradomínio de f .

k ∈ Z} 0 • Df = R • cot (π + x) = cot x. TRIGONOMETRIA (3) x = (4) π. Consideremos a função: f : R \ {kπ. y 10 5 -6 -4 -2 -5 2 4 6 x 8 -10 y = cot x Temos: • Df = R \ {kπ.162 VI. k ∈ Z 2 • A função tangente é crescente em todos os intervalos do domínio. 2 6.4. k ∈ Z. Função co-tangente. ∀ x ∈ Df (A função tangente é uma função ímpar) π • A função tangente tem zeros para: x = + kπ. ∀ x ∈ Df (A função co-tangente é periódica de período π) • cot (−x) = − cot x. k ∈ Z} −→ x A sua representação gráfica é: R 7−→ f (x) = cot x. π + kπ. .

−1). f (x0 )) um ponto do seu gráfico. 3) . y1 ) é igual a tg α = y1 − y0 . 1) e (2. (2) Considere a recta de equação x = 1. 163 . Recta tangente a uma curva num dos seus pontos. Recorda-se que a inclinação de uma recta é o ângulo que a recta faz com o semi-eixo positivo dos xx. (1) Determine o declive de uma recta: (a) que passe pelos pontos de coordenadas (0. y0 ) e M1 = (x1 .1. f (x)) um qualquer ponto do gráfico distinto de M0 . Seja M = (x. Assim o declive de uma recta que passa pelos pontos M0 = (x0 . Qual a sua inclinação? E o seu declive? Considerem-se uma função f e M0 = (x0 . x1 − x0 Exercício 1.CAPÍTULO VII Cálculo diferencial em R 1. (b) paralela ao vector (−1.

as sucessivas secantes M0 M aproximam-se cada vez mais da posição da recta t. a recta t é a recta que passa por M0 e tem por declive m = lim x→x0 f (x) − f (x0 ) . de f em x0 . Diz-se que f é derivável em x0 ∈ ]a. x→x0 x − x0 lim a que se chama derivada de f em x0 . de variável real. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R A recta M0 M é secante à curva e tem por declive m= f (x) − f (x0 ) .164 VII. chamada recta tangente ao gráfico da função f no ponto M0 . x − x0 2. f (x0 )) é igual a f (x) − f (x0 ) . x→x0 x − x0 lim Definição 2. Assim. Vimos que o declive da recta tangente à curva de equação y = f (x) no ponto M0 = (x0 . Seja f uma função real. b[ .1. derivadas laterais. . caso exista. definida em ]a. Notação: Escrever-se-á f 0 (x0 ) para representar a derivada. x − x0 Quando M se move sobre a curva aproximando-se de M0 . Derivada de uma função num ponto. b[ se existir e for finito f (x) − f (x0 ) .

Assim. De facto: x é derivável no x−1 f (x0 + h) − f (x0 ) . x→1 x→1 x→1 x−1 x − 1 x→1 x−1 lim Assim. h tende para 0. h→0 h→0 h h→0 h h→0 h h3 Assim. de variável real. Tem-se então Vimos anteriormente que f 0 (x0 ) = lim f 0 (x0 ) = lim Nota: Uma equação da recta tangente ao gráfico de f no ponto (x0 . Tem-se: h f (0 + h) − f (0) 1 lim = lim h − 1 = lim = −1. h→0 h Assim. f não é derivável em x0 = 0. DERIVADAS LATERAIS. Tal corresponde a uma recta tangente à curva de f em x0 paralela ao Note-se que se lim eixo dos yy.1. Vamos verificar que esta função é derivável no ponto 1. Considere os seguintes exemplos: Exemplo 2. definida por f (x) = x2 − 1. definida por f (x) = ponto x0 = 0. f (x) − f (x0 ) . (2) A função f real. . fazendo x = x0 + h x→x0 x − x0 vem x − x0 = h. f é derivável em x0 = 0 e f 0 (0) = −1. (1) Considere-se a função f real. √ (3) Sejam f definida por f (x) = 3 x e x0 = 0. não x→x0 x − x0 existindo f 0 (x0 ). de variável real. 165 f (x) − f (x0 ) for infinito. f (x0 )) pode representar-se por y − f (x0 ) = f 0 (x0 ) (x − x0 ) . h→0 h→0 h→0 h − 1 h h √ 1 3 f (0 + h) − f (0) h h3 1 lim = lim = lim = lim 2 = +∞. pelo que quando x tende para x0 . a função não é derivável em x0 . Tem-se: f (x) − f (1) x2 − 1 − 0 (x − 1) (x + 1) = lim lim = lim (x + 1) = 2. DERIVADA DE UMA FUNÇÃO NUM PONTO.2. f é derivável em x = 1 e f 0 1) = 2.

166 VII. x0 = 3 x +1 x−1 (c) h(x) = . (3) Prove a partir da definição que sendo f (x) = xn . se tem f 0 (1) = n. no entanto com declives diferentes. Tem-se: ⎧ ⎨ x se x ≥ 0 f (x) = . Considere-se agora a função definida por f (x) = |x| . x+1 (2) Determine uma equação da recta tangente ao gráfico de f definida por f (x) = √ x2 + 9 no ponto de abcissa 4. mas existem lim + − x→0 x→0 x−0 x−0 Diremos que a derivada lateral à direita em x0 = 0 é igual a 1 e que a derivada lim lateral à esquerda em x0 = 0 é igual a −1. n ∈ N. ⎩ −x se x < 0 y 4 2 -4 -2 0 2 4 x Verifica-se que: • Não existe recta tangente ao gráfico da função no ponto (0. 0) mas existem a semi-tangente à esquerda e a semi-tangente à direita nesse ponto. • Não existe o número f (x) − f (0) x→0 x−0 f (x) − f (0) f (x) − f (0) (é igual a 1) e lim (é igual a −1). CÁLCULO DIFERENCIAL EM R Exercício 2. (1) Utilize a definição para calcular a derivada das funções nos pontos indicados: (a) f (x) = x3 − 3x . x0 = 1 1 (b) g(x) = 2 .1. x0 = 0. .

0 0 Observação: A partir da outra definição de derivada tem-se: ¡ ¢ f 0 x− = 0 ¡ ¢ f 0 x+ = 0 lim − f (x0 + h) − f (x0 ) h f (x0 + h) − f (x0 ) . DERIVADA DE UMA FUNÇÃO NUM PONTO. 167 Definição 2. DERIVADAS LATERAIS. h h→0 e h→0 lim + Geometricamente. a derivada à esquerda de x0 representa o declive da semi-tangente à esquerda e a derivada à direita de x0 representa o declive da semi-tangente à direita.2. x − x0 x→x0 a que se chama derivada lateral à esquerda de x0 e se representa por f 0 (x− ) ou fe (x0 ). . Seja f uma função real de variável real e x0 ∈ Df . 0 Diz-se que f é derivável à direita de x0 se existir o número real f (x) − f (x0 ) . Neste caso 0 0 ¢ ¢ 0 0 ¡ 0 ¡ f (x0 ) = f x− = f x+ .2. x − x0 x→x0 lim+ a que chama derivada lateral à direita de x0 e se representa por f 0 (x+ ) ou fd (x0 ). 0 Obviamente a função f é derivável em x0 ∈ ]a. b[ ⊂ Df se e só se existem e forem ¡ ¢ ¡ ¢ iguais f 0 x− e f 0 x+ . Diz-se que f é derivável à esquerda de x0 se existir o número real lim− f (x) − f (x0 ) .

x+1−3 x→2 x−2 x−2 lim x→2+ x − 2 = 1. (1) Verifique gráfica e analiticamente que a função f . f (x) = ⎩ 3x − 1 se x≥2 . Por outro lado. Considere-se a função definida em R por ⎧ ⎨ −x2 + 7 f (x) = ⎩ x+1 se se x<2 x≥2 representada geometricamente abaixo.2. lim + lim + f (x) − f (2) = x−2 = Assim f 0 (2+ ) = 1. definida em R por ⎧ ⎨ x2 + 1 se x<2 . Exercício 2.2.168 VII. Tem-se : x→2 lim − f (x) − f (2) = x−2 −x2 + 7 − 3 x→2 x−2 − (x − 2) (x + 2) = lim x→2− x−2 = lim (−2 − x) − lim − x→2 Portanto f 0 (2− ) = −4. Como f 0 (2+ ) 6= f 0 (2− ) não existe f 0 (2) . CÁLCULO DIFERENCIAL EM R Exemplo 2. x→2 = −4.

Por exemplo. Há casos em que a existência da derivada num ponto depende apenas da existência de uma das derivadas laterais. Tem-se ¡ ¢ f (x) − f (0) f 0 (0) = f 0 0+ = lim = 1. (2) Verifique gráfica e analiticamente que a função g. g (x) = ⎩ 2x − 1 se x≥1 é derivável para x = 1. x→x0 x − x0 lim Como f (x) − f (x0 ) = vem x→x0 f (x) − f (x0 ) (x − x0 ) . existe e é finito f (x) − f (x0 ) . x − x0 x→x0 lim [f (x) − f (x0 )] = lim x→x0 Como f 0 (x0 ) é um número real (finito). Demonstração.1. Suponhamos que f é derivável em x0 . conclui-se que x→x0 lim [f (x) − f (x0 )] = 0 . Derivabilidade e continuidade Teorema 3. seja f a função definida por ⎧ ⎨ x se f (x) = ⎩ 1 se 0≤x<1 x≥1 . x 6= x0 x − x0 f (x) − f (x0 ) lim (x − x0 ) = f 0 (x0 ) × 0. DERIVABILIDADE E CONTINUIDADE 169 não é derivável no ponto x = 2. isto é.3. Se uma função é derivável num ponto então é contínua nesse ponto. + x→0 x−0 3. definida em R por ⎧ ⎨ x2 se x<1 .

1] x=0 . 1] → R definida por ⎧ ⎨ 1 f (x) = ⎩ 0 se se x ∈ ]0. Resolução: g 0 (−1+ ) = lim + x→−1 Como g (−1) = 0 vem lim g (x) = g (−1) e portanto g é contínua em x0 = −1. Exemplo 3.170 VII. Verifica-se que o recíproco do teorema anterior é falso. x→−1− lim g (x) = lim − (−x − 1) = 0 x→−1 x→−1 (2) Averigue se existe g0 (1) . (1) Mostre que g é contínua em x0 = 1. a função f : [0. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R isto é x→x0 lim f (x) = f (x0 ) ¤ o que prova que f é contínua em x0 . o facto de uma função ser contínua num ponto não garante que seja derivável nesse ponto. Resolução: ⎧ ⎨ x+1 g (x) = ⎩ −x − 1 x→−1+ se se x ≥ −1 x < −1 . g (x) − g (−1) −x − 1 − 0 = lim − = −1 x→−1 x+1 x+1 g 0 (−1− ) = lim − x→−1 Como g0 (−1+ ) 6= g 0 (−1− ) não existe g0 (−1) . Note que o teorema anterior é falso se admitirmos que as derivadas podem tomar valores infinitos.1. isto é. g (x) − g (−1) x+1−0 = lim + =1 x→−1 x+1 x+1 . Seja g a função definida em R por g(x) = |x + 1| . Assim. logo lim g (x) = lim + (x + 1) = 0 x→−1 .

Seja f uma função real.4. Determinar a função derivada da função definida em R por ⎧ ⎨ x+1 se x>2 .1. calcule m0 (0) . chama-se função derivada de f e representar-se-á por f 0 . f (x) = ⎩ 3x2 se x<2 Resolução: . A função que a cada ponto do domínio faz corresponder a derivada de f nesse ponto. de variável real. (1) A função m está definida por m(x) = √ x + 5. Diremos que f é derivável num intervalo I ⊂ Df se for derivável em todos os pontos de I. de variável real.1. Exemplo 4. caso exista. FUNÇÃO DERIVADA 171 não é contínua à direita no ponto 0 e lim + f (x) − f (0) 1−0 = lim = +∞. f definida por f (x) = |x − 3| . 4. (b) Calcule f 0 (3+ ) e f 0 (3− ) para verificar que não existe f 0 (3) . (b) A função é contínua no ponto 0? (2) Considere a função real. Função derivada Definição 4. (a) Aplicando a definição de derivada.1. (a) Mostre que f é contínua para x = 3. x→0+ x x−0 x→0 Exercício 3.

Demonstração. para todo o x ∈ R. f 0 (x) = lim f (x + h) − f (x) c−c 0 = lim = lim = 0. Tem-se: f 0 (x) = lim f (x + h) − f (x) 3 (x + h)2 − 3x2 = lim h→0 h→0 h h 3x2 + 6xh + 3h2 − 3x2 = lim = 6x. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R • Determinação de f 0 (x) para x > 2.172 VII. Regras de derivação (1) Derivada de uma função constante Se f (x) = c (c constante) para todo o x ∈ R então f 0 (x) = 0. 5. h→0 h→0 h h • Determinação de f 0 (x) para x < 2. h→0 h • Determinação de f 0 (x) para x = 2. Tem-se: f 0 (x) = lim f (x + h) − f (x) x+h+1−x−1 = lim = 1. f 0 (2− ) = lim h→0− h→0− h h f 0 (2+ ) = lim + • Não existe f 0 (2) pelo que a função derivada é f 0 : R\ {2} → x ⎧ ⎨ 1 → f 0 (x) = ⎩ 6x R se se x>2 x<2 . h→0 h→0 h h→0 h h ¤ . Tem-se: 2+h+1−3 =1 h→0 h 2 3 (2 + h) − 3 12 + 12h + 3h2 − 3 = lim = −∞.

REGRAS DE DERIVAÇÃO 173 Observações: • A recta tangente em cada ponto coincide com a própria recta representativa da função. se f (x) = x então f 0 (x) = 1 para todo o x ∈ R.1. Tem-se: f 0 (x) = lim f (x + h) − f (x) x+h−x = lim = 1. Tem-se: (f + g) (x) − (f + g) (x0 ) f (x) − f (x0 ) g(x) − g(x0 ) = lim + lim = x→x0 x→x0 x→x0 x − x0 x − x0 x − x0 = f 0 (x0 ) + g0 (x0 ). • O declive de uma recta horizontal é igual a zero. Então f + g é derivável em x0 e (f + g)0 (x0 ) = f 0 (x0 ) + g0 (x0 ). h→0 h→0 h h Assim.5. Indique a derivada das funções definidas por: a) r(x) = −4. Demonstração. lim . (3) Derivada de uma soma de funções Sejam f e g deriváveis num intervalo I e x0 ∈ I. b) s(x) = 5 4 c) t(x) = √ 2. (2) Derivada da função identidade Seja f a função definida em R por f (x) = x. Exercício 5.

¤ Exercício 5.174 VII. Tem-se: x→x0 lim Logo λf é derivável em x0 e (λf ) (x) − (λf ) (x0 ) f (x) − f (x0 ) = λ lim = λf 0 (x0 ) . Demonstração. 0 ¶0 µ 1 b) − x . . Então fg é derivável em I e (fg)0 (x0 ) = f 0 (x0 ) g (x0 ) + f (x0 ) g 0 (x0 ) . Então a função λf é derivável em x0 e (λf )0 (x0 ) = λf 0 (x0 ) . Calcule: a) (2x) . 4 √ (c) h(x) = x − 2. 3 (b) g(x) = + x. 3 ¶0 µ 1 c) 3 − x . ¤ Exercício 5. Determine a derivada de cada uma das funções definidas por: (a) f (x) = x + 2. 3 d) (−3x)0 . λ ∈ R e x0 ∈ I.2. (5) Derivada de um produto de funções Sejam f e g deriváveis num intervalo I e x0 ∈ I. (4) Derivada do produto de uma constante por uma função Sejam f derivável num intervalo I. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R Assim f + g é derivável em x0 e (f + g)0 (x0 ) = f 0 (x0 ) + g 0 (x0 ). x→x0 x − x0 x − x0 (λf )0 (x0 ) = λf 0 (x0 ) .3.

5. 0 b) (3x2 − 5x + 1) . logo: (f g) (x) − (f g) (x0 ) f (x) − f (x0 ) g (x) − g (x0 ) = g (x0 ) lim + f (x0 ) lim x→x0 x→x0 x→x0 x − x0 x − x0 x − x0 0 0 = g (x0 ) f (x0 ) + f (x0 ) g (x0 ) . lim Assim fg é derivável em x0 e (fg)0 (x0 ) = f 0 (x0 ) g (x0 ) + f (x0 ) g0 (x0 ) . x − x0 x − x0 x − x0 Exercício 5. isto é: 0 (f1 f2 · · · fn )0 (x0 ) = f1 (x0 ) f2 (x0 ) · · · fn (x0 ) + 0 0 +f1 (x0 ) f2 (x0 ) · · · fn (x0 ) + f1 (x0 ) f2 (x0 ) · · · fn (x0 ) . Então f n . Tem-se: f (x) g (x) − f (x0 ) g (x0 ) (f g) (x) − (f g) (x0 ) = x − x0 x − x0 e somando e subtraindo f (x0 ) g (x) vem: Quando x → x0 . 0 £ ¤0 c) (x + 3)5 . . g (x) → g (x0 ) pois g é contínua (é derivável em x0 ). (f g) (x) − (fg) (x0 ) f (x) − f (x0 ) g (x) − g (x0 ) = g (x) + f (x0 ) . Consequência: “Derivada da potência de expoente natural” Sejam f derivável num intervalo I e x0 ∈ I. ¤ Nota: Esta propriedade verifica-se para um número n de funções deriváveis em I.4.5. Calcule: a) (x3 ) . Exercício 5. REGRAS DE DERIVAÇÃO 175 Demonstração. n ∈ N é derivável em x0 e (f n )0 (x0 ) = nf n−1 (x0 ) f 0 (x0 ) . Calcule a derivada da função definida por f (x) = (x − 1) (x − 3) .

g b) . x+3 µ 3x + 1 x2 − 8x ¶0 µ 3x2 + 4 x2 + 9 ¶0 "µ x−1 x+3 ¶3 #0 1 . d) . Calcule: ¶0 µ 1 a) .176 VII. g g [g (x0 )]2 ¤ Exercício 5.6. g [g (x0 )]2 Demonstração. é derivável em x0 e tem-se g µ ¶0 f 0 (x0 ) g (x0 ) − f (x0 ) g 0 (x0 ) f (x0 ) = . . Vamos estudar em primeiro lugar a derivada de Tem-se: 1 1 1 1 − (x) − (x0 ) g (x) − g (x0 ) −1 g (x) g (x0 ) g g = = x − x0 x − x0 g (x) g (x0 ) x − x0 e portanto 1 1 (x) − (x0 ) g0 (x0 ) g g =− . g [g (x0 )]2 Então. c) . CÁLCULO DIFERENCIAL EM R (6) Derivada de um quociente Sejam f e g funções deriváveis num intervalo I e x0 ∈ I. atendendo ao que se disse para a derivada de um produto de funções. f Se g (x0 ) 6= 0. f é derivável em x0 e g µ ¶0 µ ¶0 1 f 0 (x0 ) g (x0 ) − f (x0 ) g0 (x0 ) f (x0 ) = f (x0 ) = . lim x→x0 x − x0 [g (x0 )]2 Assim 1 é derivável em x0 e g µ ¶0 g 0 (x0 ) 1 (x0 ) = − .

5. 2 − 3)5 x (x "µ ¶−3 #0 x−1 3 (2 − 3x)2 c) = . Mostre que: −10 0 i0 h 10 8x −4 2 a) (x ) = − 11 .7. Isto significa que a fórmula de derivação para uma potência de expoente natural é válida para expoentes inteiros no pressuposto de que f (x0 ) 6= 0. Se f é derivável em x0 e g é derivável em f (x0 ). n ∈ N e x0 ∈ I. A demonstração fica como exercício. REGRAS DE DERIVAÇÃO 177 Consequência: “Derivada de uma potência de expoente inteiro negativo” Então f −n é derivável em x0 e Seja f derivável num intervalo I . (g ◦ f ) (x) − (g ◦ f ) (x0 ) g [f (x)] − g [f (x0 )] = lim . x→x0 x→x0 x − x0 x − x0 lim . e x0 ∈ I. ¡ −n ¢0 f = −nf −n−1 f 0 . então g ◦ f é derivável em x0 e tem-se (g ◦ f )0 (x0 ) = g0 [f (x0 )] f 0 (x0 ). Demonstração. 2 − 3x (x − 1)4 (7) Derivada da função composta Seja f uma função definida sobre um intervalo I. Suponhamos que f (x0 ) 6= 0. Exercício 5. g uma função definida sobre o intervalo J contendo f (I). b) (x − 3) =− .

f −1 : J → I é contínua em y0 = f (x0 ) . Então quando x tende para x0 . ¤ Exercício 5.178 VII. b) (f ◦ g)0 (1) . (x0 ) Sejam f uma aplicação bijectiva de um intervalo I num intervalo J e x0 ∈ I. Sendo f (x) = 2x − 3 e sabendo que g (1) = 4 e g0 (1) = 2. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R Represente-se f (x) por y e f (x0 ) por y0 . Então f −1 é derivável em f (x0 ) e tem . calcule: a) (f ◦ g) (1) .8. y tende para y0 uma vez que f é contínua em x0 (por ser diferenciável) pelo que (g ◦ f ) (x) − (g ◦ f ) (x0 ) = lim x→x0 x − x0 ¸ g (y) − g (y0 ) y − y0 lim × x→x0 y − y0 x − x0 g (y) − g (y0 ) f (x) − f (x0 ) = lim lim y→y0 x→x0 y − y0 x − x0 0 0 = g (y0 ) f (x0 ) ∙ = g 0 [f (x0 )] f 0 (x0 ). Logo g ◦ f é derivável em x0 e (g ◦ f )0 (x0 ) = g0 [f (x0 )] f 0 (x0 ). (8) Derivada da função inversa Suponhamos que f é derivável em x0 com f 0 (x0 ) 6= 0 e que a sua inversa por derivada ¡ −1 ¢0 [f (x0 )] = f f0 1 .

Consequência: “ Derivada da raiz ” √ Suponhamos que f (x) = n x com n ∈ N e seja I um qualquer intervalo contido em Df tal que 0 ∈ I.5. y tende para y0 pois f é contínua em x0 (por ser derivável em x0 ). Se y = xn então x = √ √ n y. calcule (g−1 ) (10) . logo f 0 (x0 ) = 1 x − x0 . Então f é derivável em todo x ∈ I e / f 0 (x) = Demonstração. Tem-se ¡ −1 ¢0 (y) = g 1 nxn−1 g0 (x) = nxn−1 . Por definição. pelo que se g(x) = xn então g −1 (y) = n y. Seja y = f (x). lim y→y0 y − y0 Como x = f −1 (y) e x0 = f −1 (y0 ) vem f 0 (x0 ) = y→y0 lim f −1 ou seja 1 1 = −1 0 . x→x0 x→x0 x − x0 x→x0 0 x − x0 y − y0 Quando x tende para x0 . n n xn−1 0 . Sendo g uma função real de variável real invertível tal que g(2) = 10 e g0 (2) = 4. (x0 ) ¤ ¡ −1 ¢0 (y0 ) = f Exercício 5. −1 (y) − f (y0 ) (f ) (y0 ) y − y0 f0 1 . REGRAS DE DERIVAÇÃO 179 Demonstração. vem: f 0 (x0 ) = lim f (x) − f (x0 ) y − y0 1 = lim = lim x − x . pelo que para todo x em I vem 1 √ .9.

µr 3 Calcule 3−x x−1 ¶0 indicando o domínio de validade do resultado. como consequência do resultado sobre a derivada da função composta vem: Seja f uma função real de variável real definida num intervalo I. . 1 n (f n−1 ) n (x0 ) e a fórmula de derivação de uma potência de expoente inteiro pode generalizarse para um expoente racional nas condições acima indicadas. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R onde y = xn .10.12. Derive cada uma das funções definidas por: √ √ b) u(x) = 10 x. Então n f é derivável em x0 e ³ p ´0 f 0 (x0 ) n f (x0 ) = p .11. a) t(x) = 3 x. h i 3 0 Determine (x2 + 3x + 1) 4 . Exercício 5. e tal que f (x0 ) 6= 0. n n xn−1 ¤ Exercício 5. derivável em √ x0 ∈ I. n ∈ N pelo que podemos escrever ³ 1 ´0 1 f 0 (x0 ) f n (x0 ) = = nf n −1 (x0 ) f 0 (x0 ). Daqui resulta ¡ −1 ¢0 g (y) = f 0 (x) = 1 p n n y n−1 o que é equivalente a 1 √ . Mais geralmente.180 VII. Observação: √ 1 Tem-se n f = f n . n n f n−1 (x0 ) Exercício 5.

sendo f derivável num intervalo I. tendo-se: (sen f )0 = f 0 cos f. = lim h→0 h h→0 2 2 Como a função co-seno é contínua. ¤ p−q p+q cos 2 2 . vem h ¶¸ µ sen ∙ sen (x + h) − sen x 2 cos lim x + h lim = lim = 1.6. DERIVADAS DAS FUNÇÕES CIRCULARES 181 6. cos x = cos x h→0 h→0 h h→0 h 2 2 Assim a função seno é derivável e (sen x)0 = cos x. Atendendo a que sen p − sen q = 2 sen tem-se µ ¶ h h 2 sen cos x + sen (x + h) − sen x 2 2 = lim = lim h→0 h→0 h h h ∙ µ ¶¸ sen 2 lim cos x + h . Mais geralmente. com x ∈ R. resulta do que se disse sobre a derivada da função composta que a função sen f é derivável em todos os pontos de I. Demonstração. Derivadas das funções circulares (1) Derivada da função seno A função seno é derivável em R e (sen x)0 = cos x.

Considere os seguintes exemplos: (a) Sendo y = sen (2x + 3) . cos f é derivável em todos os pontos de I e (cos f )0 = −f 0 sen f. Calcule a derivada de cada uma das funções seguintes: a) y = sen (2x + 1) . Mais geralmente. Exercício 6. 2 2 .1.1.2. x ∈ R. sendo f derivável num intervalo I. Atendendo a que cos x = sen (cos x)0 = ³π ³π ´ − x . Considere os seguintes exemplos: (a) (x cos x)0 = (x)0 cos x + x (cos x)0 = cos x − x sen x. Tem-se: y 0 = 4 sen3 (3x) [sen (3x)]0 = 4 sen3 (3x) (3x)0 cos (3x) = 12 sen3 (3x) cos (3x) . (b) Seja y = sen4 (3x) . Demonstração. ¤ Exemplo 6. b) y = sen5 (5x) . 2 ³π ´0 ´ − x cos − x = − sen x. temos: y 0 = (2x + 3)0 cos (2x + 3) = 2 cos (2x + 3) .182 VII. c) y = x sen x2 + 3 sen (2x) . CÁLCULO DIFERENCIAL EM R Exemplo 6. (2) Derivada da função co-seno A função co-seno é derivável em R e (cos x)0 = − sen x. vem: d) y = sen3 (x3 ) .

em o nπ + kπ.3.2. Determine a derivada de cada uma das funções definidas por: a) y = cos (3x2 − x) − x. cos2 f ¤ Exemplo 6. b) y = 2 cos3 (1 − x) . DERIVADAS DAS FUNÇÕES CIRCULARES 0 0 183 (b) [cos (x2 + 3) + cos5 (2x)] = − (x2 + 3) sen (x2 + 3)+5 cos4 (2x) [cos (2x)]0 = = −2x sen (x2 + 3) − 10 cos4 (2x) sen (2x). Exercício 6. tendo-se: (tg f )0 = f0 = f 0 sec2 f. d) y = sen x cos x.6. (3) Derivada da função tangente A função tangente é derivável no seu domínio. então tg f é derivável em todos os pontos de I. cos2 x cos2 x 1 = 1 + tg2 x = sec2 x. (tg x)0 = ³ sen x ´0 cos x 1 cos2 x − sen x (− sen x) = . k ∈ Z R\ 2 (tg x)0 = Demonstração. cos2 x tendo-se = Sendo f uma função derivável em I tal que f (I) ⊂ D. isto é. c) y = cos x + x cos2 (x2 ) . Considere os seguintes exemplos: (a) √ √ 0 √ 0 [ x tg (2x + 3)] = ( x) tg (2x + 3) + x [tg (2x + 3)]0 √ 1 2 = √ tg (2x + 3) + x 2 . 2 x √ cos (2x + 3) tg (2x + 3) 2 x √ = + 2 (2x + 3) cos 2 x .

4. 1 Como cotg x = . sen2 f . então cotg f é derivável em todos os pontos de I. sen2 x Demonstração. (4) Derivada da função co-tangente A função co-tangente é derivável no seu domínio. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R (b) [tg3 (sen x + 1)] 0 = 3 tg2 (sen x + 1) [tg(sen x + 1)]0 = 3 tg2 (sen x + 1) cos x sec2 (sen x + 1) . x+3 √ c) y = cos2 x + tg (x sen2 x) . Considere a função real de variável real definida por: f (x) = 4 tg (4x) .3. b) y = tg2 (x2 + 1) . Exercício 6. (cotg x) = tg x tg x sen x ¤ Mais geralmente. vem: tg x ¶0 µ 1 1 (tg x)0 0 =− 2 =− 2 . x 6= kπ. em {x ∈ R : x 6= kπ. se f é uma função derivável num intervalo I tal que f (I) ⊂ D. Escreva uma equação de uma dessas tangentes. tendo-se: (cotg f )0 = − f0 = −f 0 cosec2 f. Calcule a derivada de cada uma das funções definidas por: µ ¶ 1 a) y = tg . Exercício 6.184 VII. k ∈ Z. d) y = tg2 x2 + 1 + tg (cos x) . isto é. k ∈ Z} tendo-se (cotg x)0 = − 1 = −1 − cotg2 x = − cosec2 x. Em vários pontos do gráfico de f o declive da recta tangente é 16.

b) y = 1 + cotg x d) y = cotg2 x2 + sen2 x2 .1 = ex . Derivada da função exponencial e função logarítmica (1) Derivada da função exponencial de base e A função exponencial de base e é derivável em R e (ex )0 = ex . x ∈ R.7. Considere os seguintes exemplos: (a) £ ¡ ¢¤0 ¡ ¢0 ¢ ¢ ¡ ¡ cotg π − 3x = − π − 3x cosec2 π − 3x = 3 cosec2 π − 3x 3 3 3 3 ¡ ¡ √ ¢0 √ √ ¢0 sen x cotg x = (sen x)0 cotg x + sen x cotg x = √ 1 √ = = cos x cotg x − sen x √ 2 x sen2 x √ sen x √ .4. 3 (b) ¶ 1 √ + x . = cos x cotg x − √ 2 x sen2 x Exercício 6. DERIVADA DA FUNÇÃO EXPONENCIAL E FUNÇÃO LOGARíTMICA 185 Exemplo 6. c) y = tg (sen x) + cotg (cos x) . h→0 h→0 h→0 h h h Mais geralmente se f é derivável em I então ef é derivável em I e ¡ f ¢0 e = ef f 0 . ¤ . Tem-se ¢ ¡ ex eh − 1 ex+h − ex eh − 1 lim = lim = ex lim = ex . Demonstração. Derive cada uma das funções seguintes: a) y = cotg (3x + 2x) . 2 µ 7.5.

af é derivável em I e ¡ f ¢0 a = af f 0 ln a. Escreva uma equação da tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa 2. ¤ Exemplo 7.1. ¡ ¢0 (b) esin(3x) = [sin (3x)]0 esin(3x) = 3 cos (3x) esin(3x) Exercício 7. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R Exemplo 7. ´0 ³ 2 +3x 2 2 0 = (x2 + 3x) 2x +3x ln 2 = (2x + 3) 2x +3x ln 2.1. Resolva cada um dos seguintes exercícios. vem (ax )0 = (x ln a)0 ex ln a = ln aex ln a = ln a ax . 1 x 0 (2) Derivada da função exponencial de base a A função exponencial de base a (a > 0) é derivável em R e para todo o x ∈ R. Mais geralmente se f é derivável em I. (iii) y = ex sin x + e x . (b) Calcule a derivada de cada uma das funções definidas por: (i) y = e− 2 .2. (ii) y = (x − 1)2 − e−x . Demonstração.186 VII. 2x . tem-se: (ax )0 = ax ln a. (a) Seja f a função real de variável real definida por f (x) = e2x+5 . Uma vez que ax = ex ln a . Considere os seguintes exemplos: (a) (e3x+1 ) = (3x + 1)0 e3x+1 = 3e3x+1 .

h0 (x) = 1 1 1 = y = . tendo-se: (loga f )0 = ¤ . DERIVADA DA FUNÇÃO EXPONENCIAL E FUNÇÃO LOGARíTMICA 187 Exercício 7. Resolva cada um dos seguintes exercícios: (a) A recta da equação y = 2x ln 2 + 1 é tangente ao gráfico da função real de variável real definida por t (x) = 22x . 1 − 3x (ii) y = . g 0 (y) a ln a x ln a f0 . (3) Derivada da função logarítmica de base a A função logarítmica de base a (a ∈ R+ \ {1}) é derivável em R+ e (loga x)0 = Demonstração. A função h : R+ → R x é a função inversa da função → y = loga x 1 .7. f ln a Se f é derivável em I e f (I) ⊂ R+ então loga f é derivável em I. cos x √ (iii) y = e 3x + 5cos x .2. x ln a g : R → R+ y → x = ay . (b) Derive as funções definidas por: (i) y = 2tg x . (iv) y = e √ 3x + 5cos x . Determine as coordenadas do ponto de tangência. Então h é derivável em R+ e para todo o x > 0. x ∈ R+ .

isto é. esta é dita segunda derivada ou derivada de segunda ordem de f e representa- se por f 00 . CÁLCULO DIFERENCIAL EM R Exemplo 7. Suponhamos que f (x) = ln x e procuremos uma expressão da derivada de ordem n. c) y = log2 [tg (ex + x)] . isto é. f (0) = f. b) y = log2 [tg (ex + x)] . 8. f 00 (x) = − 1 x2 . Exemplo 8. ¢0 ¡ f (n) = f (n−1) . Se a função f 0 admitir por sua vez uma função derivada. g) y = ln (sen x) . f função f 0 também definida em I. 4 x x5 .1.188 VII. Resolução: f 0 (x) = 1 x .3. f 000 (x) = 2 x3 Convencionamos que a derivada de ordem 0 é a própria função. Derivadas sucessivas Seja f uma função real de variável real definida em I ⊂ R cuja derivada é uma d) y = log7 (sen x2 ) .3. 1 x e (ln f )0 = f0 . Calcule a derivada de cada uma das funções definidas por: a) y = log3 (x2 + 1) . (3x + 1) ln 2 (3x + 1) ln 2 Caso particular: Se a = e (número de Neper) vem (ln x)0 = Exercício 7. f (4) (x) = −3 × 2 4×3×2 . f (5) (x) = . definem-se as derivadas sucessivas de f : f (n) é a derivada da derivada de ordem (n − 1) de f . f) y = ln (e3x + x2 ) . e) y = ln (x2 + 1) . Do mesmo modo. [log2 (3x + 1)]0 = 3 (3x + 1)0 = .

mostre que y 000 + y 00 + 16y 0 + 16y = 0. Sendo y = sin (4x) . x→+∞ x ex − x 1 ex − x − 1 c) lim = . x→±∞ g (x) x→±∞ g (x) lim • É igualmente aplicável no levantamento de indeterminações do tipo a finito ou infinito. então. Exercício 8. x→a g 0 (x) x→a g (x) x→a g (x) lim Observações: • A regra de Cauchy é aplicável quando a é (+∞ ou − ∞) . Mostre que: 1 cos x − 1 a) lim =− . Regra de Cauchy Se as funções f e g admitem derivada numa vizinhança de um ponto a. + x sen x x→0 2 x3 + x2 b) lim = 0. REGRA DE CAUCHY 189 Observando as sucessivas derivadas. e se lim f (x) = lim g (x) = 0 x→a (−1)n+1 (n − 1)! .1.1.2. lim = lim 0 . Sendo g(x) = e5x−1 . xn x→a e se existir f 0 (x) f (x) f 0 (x) . x→0 xex − x 2 ∞ . 9. Exercício 9. determine g (n) (x) .9. f (x) f 0 (x) = lim 0 . conclui-se que f (n) (x) = Exercício 8. seja ∞ .

os pontos onde a tangente à curva é horizontal têm de ser pontos isolados. b[ (gráfico 4 ) mantendo-se a função estritamente crescente. Sentido de variação de uma função Vamos analisar os seguintes gráficos Gráfico1 Gráfico2 Gráfico3 Gráfico 4 Verifica-se (gráfico 1) que a derivada é positiva em qualquer ponto de ]a. Para que tal ocorra. b[ . b[ .190 VII. Finalmente se em qualquer ponto de ]a. b[ a derivada é nula então a função é constante nesse intervalo (gráfico 3). CÁLCULO DIFERENCIAL EM R 10. b[ e que a função é estritamente crescente em ]a. Se a derivada for negativa em todos os pontos de ]a. . Note-se que a derivada pode ser nula num ponto de ]a. a função será decrescente nesse intervalo (gráfico 2).

x −∞ −1 s/s + % 0 0 − 1 +∞ −4x (x2 − 1)2 h0 (x) + h(x) s/s − s/s % 0 & s/s & Portanto h é crescente em ]−∞. b[ . −1[ ∪ ]−1. b[ .10. 0[ e decrescente em ]0. 1[ ∪ ]1. Estude a monotonia das funções definidas em R por: a) p (x) = 1 − x − 4x3 . x e) m (x) = (2x2 + 3) e−x .1. Seja f derivável num intervalo ]a. h (x) = 2 x −1 Resolução: Tem-se h0 (x) = e h0 (x) = 0 ⇔ x = 0 ∧ x 6= 1 ∧ x 6= −1. Determinar os intervalos de monotonia da função definida por x2 + 1 . b[ . . d) g (x) = x2 − 4 . f 0 (x) é negativa então f é estritamente decrescente em ]a. b[. +∞[ . Exemplo 10. f 0 (x) é nula então f é constante em ]a.1. x−6 c) r (x) = 1 . (3) Se para todo o x ∈ ]a. b[. f 0 (x) é positiva então f é estritamente crescente em ]a. Exercício 10. SENTIDO DE VARIAÇÃO DE UMA FUNÇÃO 191 Teorema 10. x b) q (x) = x−1 . b[. b[ . (1) Se para todo o x ∈ ]a. (2) Se para todo o x ∈ ]a.1.

Extremos relativos Definição 11. Sejam f uma função definida num intervalo [a. • um máximo (respectivamente um mínimo) relativo ou local em a ou que f (a) é um máximo (respectivamente um mínimo) relativo de f . Nota: Um extremo (máximo ou mínimo) f (x0 ) é absoluto se para todo o x ∈ Df se verificar f (x) ≤ f (x0 ) (máximo) ou f (x) ≥ f (x0 ) (mínimo). se existir uma vizinhança V de a tal que x ∈ V ∧ x ≥ a =⇒ f (x) ≤ f (a) (respectivamente f (x) ≥ f (a)) .192 VII. se existir uma vizinhança V de b tal que x ∈ V ∧ x ≤ b =⇒ f (x) ≤ f (b) (respectivamente f (x) ≥ f (b)) . se existir uma vizinhança V de x0 tal que para todo o x ∈ V. Diz-se que f atinge: • um máximo (respectivamente um mínimo) relativo ou local em x0 ou que f (x0 ) é um máximo (respectivamente um mínimo) relativo de f . b] e x0 ∈ ]a. • um máximo (respectivamente um mínimo) relativo ou local em b ou que f (b) é um máximo (respectivamente um mínimo) local de f . CÁLCULO DIFERENCIAL EM R 11.1. f (x) ≤ f (x0 ) (respectivamente f (x) ≥ f (x0 )) . b[ . .

Se f tem um extremo em x0 ∈ ]a.1.1. b[ e se f 0 (x0 ) existe. b[ tal que f 0 (x0 ) = 0 chama-se ponto crítico ou estacionário . 0 x→x0 x − x0 x<x 0 ¡ ¢ ¡ ¢ donde f 0 (x0 ) = f 0 x+ = f 0 x− = 0. que f (x0 ) é um máximo. temos ¡ ¢ f 0 x+ = 0 lim f (x) − f (x0 ) ≤ 0. por exemplo. Como f (x) ≤ f (x0 ) 0 0 para todo o x numa vizinhança de x0 . EXTREMOS RELATIVOS 193 Exercício 11. Indique os extremos relativos e absolutos das funções cujos gráficos são: Teorema 11. 0 0 para f . Demonstração. x→x0 x − x0 x>x0 ¡ ¢ f (x) − f (x0 ) f 0 x− = lim ≥ 0. A existência de f 0 (x0 ) implica a ¡ ¢ ¡ ¢ existência e a igualdade das derivadas laterais f 0 x+ e f 0 x− . Suponhamos. então f 0 (x0 ) = 0.11. ¤ Um ponto x0 ∈ ]a.

194

VII. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R

A recíproca do teorema anterior é falsa: Se f 0 (x0 ) = 0, f não tem necessariamente um extremo relativo em x0 . É por exemplo o caso da função f definida por f (x) = x3 no ponto 0.

y

8 6 4 2

-2

-1

-2 -4 -6 -8

1

2

x

Vimos que f pode ter extremos em pontos críticos. No entanto uma função pode admitir um extremo em x0 sem ser derivável em x0 (diz-se então que x0 é um ponto singular para f ): A função definida por f (x) = |x| tem um mínimo no ponto x0 = 0 mas não é derivável nesse ponto. Podemos resumir da seguinte forma: Uma função definida num intervalo só pode atingir um extremo num ponto crítico, num ponto singular ou nas extremidades do intervalo. 11.1. Determinação dos extremos. (1) Suponhamos que x0 é um ponto crítico para f Teste da primeira derivada x f 0 (x) − f (x) x0 0 + ; x f 0 (x) + f (x) x0 0 −

& Min. %

% Máx. &

• Se no ponto x0 a derivada passa de negativa a positiva então f tem um mínimo local em x0 . • Se no ponto x0 a derivada passa de positiva a negativa então f tem um máximo local em x0 .

11. EXTREMOS RELATIVOS

195

Em alternativa ao teste da primeira derivada pode usar-se o teste da segunda derivada. Teste da segunda derivada • Se f 00 (x0 ) > 0 ou lim relativo em x0 . relativo em x0 . zero no ponto x0 . — Se m é par e f (m) (x0 ) > 0 ou lim f (m−1) (x) − f (m−1) (x0 ) = +∞, x→x0 x − x0 f atinge um mínimo relativo em x0 . f (m−1) (x) − f (m−1) (x0 ) = −∞, x→x0 x − x0 f atinge um máximo relativo em x0 . f 0 (x) − f 0 (x0 ) = +∞ então f atinge um mínimo x→x0 x − x0 f 0 (x) − f 0 (x0 ) = −∞ então f atinge um máximo x→x0 x − x0

• Se f 00 (x0 ) < 0 ou lim

• Se f 00 (x0 ) = 0, seja m a ordem da primeira derivada que é diferente de

— Se m é par e f (m) (x0 ) < 0 ou lim

— Se m é ímpar, f não tem extremo em x0 .

Exemplo 11.1. Determinar os extremos relativos da função definida em R por g (x) = 2x4 − 12x2 + 10. Resolução: (a) Dg = R e g0 (x) = 8x3 − 24x, pelo que g só poderá ter extremos em pontos críticos.

g 0 (x) = 0 ⇐⇒ 8x (x2 − 3) = 0 √ √ ⇐⇒ x = 0 ∨ x = − 3 ∨ x = 3. √ √ Assim os pontos críticos são − 3, 0 e 3.

196

VII. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R

(b) Teste da primeira derivada x 8x g 0 (x) g(x) −∞ − − & √ − 3 − 0 0 − − + 0 0 − 0 + − − √ 3 + 0 0 +∞ + + +

x2 − 3 +

−8 (Min.) % 10 ( Máx.) & −8 (Min.) %

A função tem um máximo relativo igual a 10 para x = 0 e mínimos √ √ relativos iguais a −8 para x = − 3 e x = 3. (c) Podemos usar, em alternativa, o teste da segunda derivada. Tem-se: g 00 (x) = 24x2 − 24

• g00 (0) = −24 < 0, g tem um máximo relativo para x = 0 igual a

g (0) = 10. √ ¡ √ ¢ ¡√ ¢ • g00 − 3 = g 00 3 > 0, g tem mínimos relativos para x = − 3 √ ¡√ ¢ ¡ √ ¢ e x = 3, iguais a g 3 = g − 3 = −8. Exercício 11.2. Determine, se existirem, os extremos relativos de cada uma das seguintes funções definidas em R por: a) h (x) = x3 − 3x; b) m (x) = x4 − 2x3 + 2; c) n (x) = 2x ; +4

x2

d) p (x) = log2 |16 − x2 | . (2) Suponhamos que x0 é um ponto singular para f Teste para pontos singulares Neste caso não existe ou é infinito lim f (x) − f (x0 ) . x − x0

x→x0

f (x) − f (x0 ) x − x0 quando x tende para x0 , e estes sejam de sinais contrários, então f tem um Caso existam as derivadas laterais ou os limites laterais de

11. EXTREMOS RELATIVOS

197

extremo relativo em x0 . Concretamente:

¡ ¢ ¡ ¢ f (x) − f (x0 ) • Se f 0 x+ < 0 (ou lim+ = −∞ ) e f 0 x− > 0 (ou 0 0 x − x0 x→x0 f (x) − f (x0 ) = +∞), então f atinge um máximo em x0 . lim− x − x0 x→x0 ¡ ¢ ¡ ¢ f (x) − f (x0 ) = +∞ ) e f 0 x− < 0 (ou • Se f 0 x+ > 0 (ou lim+ 0 0 x − x0 x→x0 f (x) − f (x0 ) = −∞), então f atinge um mínimo em x0 . lim− x − x0 x→x0 Exemplo 11.2. Mostrar que a função definida em R por ⎧ ⎨ |x + 1| se h (x) = ⎩ 3−x se

x≤1 x>1

tem um máximo igual a 2 para x = 1 e um mínimo igual a 0 para x = −1. Resolução: Desdobrando a expressão |x + 1| vem: ⎧ ⎪ −x − 1 ⎪ se x < −1 ⎪ ⎨ h (x) = x+1 se −1 ≤ x ≤ 1 . ⎪ ⎪ ⎪ ⎩ 3−x se x>1 −x − 1 − 0 = −1 x→−1 x+1 x+1−0 =1 (b) h0 (−1+ ) = lim + x→−1 x+1 x+1−2 (c) h0 (1− ) = lim =1 − x→1 x−1 (a) h0 (−1− ) = lim −

Para caracterizarmos a função derivada necessitamos das derivadas laterais nos pontos −1 e 1.

Logo para x = −1. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R (d) h0 (1+ ) = lim + Assim não há ponto crítico e há dois pontos singulares. onde as derivadas laterais têm sinais contrários. ⎩ 1 se −1 < x < 1 .198 VII. h tem um mínimo que tem o valor h (−1) = −1 + 1 = 0 e tem um máximo para x = 1 e o seu valor é h (1) = 1 + 1 = 2. x→1 x−1 A função derivada tem domínio R\ {−1. 3−x−2 = −1. 1} e é definida por ⎧ ⎨ −1 se x < −1 ∨ x > 1 0 h (x) = . x = 1 e x = −1.

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