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Apontamentos_Teoricos

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  • 1.2. Operações com polinómios
  • 1.2.1. Adição e subtração
  • 1.2.2. Multiplicação
  • 1.2.3. Divisão. Regra de Ruffini
  • 1.3. Teorema do resto
  • 1.4. Zero de um polinómio
  • 1.5. Decomposição de um polinómio em factores
  • 1.6. Método dos coeficientes indeterminados
  • 2. Fracções algébricas
  • 2.1. Simplificação
  • 2.2. Outras operações
  • 3. Equações
  • 3.1. Equações fraccionárias
  • 3.2. Equações irracionais
  • 4. Inequações fraccionárias
  • 1. Definição
  • 2. Propriedades
  • 1. Aplicações entre conjuntos
  • 2. Funções reais de uma variável real. Domínios
  • 3. Gráfico de uma função
  • 4. Funções definidas por diferentes expressões analíticas
  • 5. Função Módulo
  • 6. Classificação de funções reais de variável real
  • 6.1. Funções sobrejectivas
  • 6.2. Funções injectivas
  • 6.3. Funções bijectivas
  • 6.4. Funções pares e funções ímpares
  • 6.5. Funções periódicas
  • 7. Monotonia. Funções limitadas
  • 7.1. Funções monótonas
  • 7.2. Funções limitadas
  • 8. Zeros de uma função
  • 9. Operações com funções
  • 9.1. Soma
  • 9.2. Diferença
  • 9.3. Produto
  • 9.4. Quociente
  • 9.5. Composição de funções
  • 10. A função identidade e função inversa
  • 10.1. Função identidade
  • 10.2. Função inversa
  • 11. Funções polinomiais
  • 11.1. Função afim
  • 11.2. Função quadrática
  • 11.3. Inequações do 2.o
  • 12. Limites de funções reais de variável real
  • 12.1. Noções topológicas
  • 12.2. Definição de limite de uma função
  • 12.3. Extensão da noção de limite
  • 12.4. Limites laterais
  • 12.5. Propriedades dos limites de funções
  • 12.6. Indeterminações
  • 13. Continuidade de funções reais de variável real
  • 13.1. Função contínua e função descontínua num ponto
  • 13.2. Propriedades das funções contínuas num ponto
  • 13.3. Continuidade num intervalo
  • 13.4. Continuidade da função composta
  • 1. Função exponencial e função logarítmica
  • 1. Razões trigonométricas de ângulos agudos
  • 1.1. Fórmula fundamental da trigonometria
  • 2. Ângulos orientados. Medidas de ângulos
  • 2.2. Ângulo num referêncial
  • 2.3. Generalização da noção de ângulo
  • 2.5. Sistema sexagesimal e sistema circular
  • 3. Generalização das razões trigonométricas
  • 3.2. Linhas trigonométricas
  • 3.3. Enquadramento das razões trigonométricas
  • 3.4. Sinal das razões trigonométricas
  • 4.4. Ângulos complementares
  • 5. Equações trigonométricas
  • 5.1. Equações do tipo sinx = p
  • 5.2. Equações do tipo cosx = p
  • 6. Funções circulares directas
  • 6.1. Função seno
  • 6.2. Função co-seno
  • 6.3. Função tangente
  • 6.4. Função co-tangente
  • 1. Recta tangente a uma curva num dos seus pontos
  • 2. Derivada de uma função num ponto; derivadas laterais
  • 3. Derivabilidade e continuidade
  • 4. Função derivada
  • 5. Regras de derivação
  • 6. Derivadas das funções circulares
  • 7. Derivada da função exponencial e função logarítmica
  • 8. Derivadas sucessivas
  • 9. Regra de Cauchy
  • 10. Sentido de variação de uma função
  • 11. Extremos relativos
  • 11.1. Determinação dos extremos

Instituto Politécnico de Leiria

Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Apontamentos Teóricos de Matemática Geral

Luís Cotrim Miguel Felgueiras Pedro Matos Departamento de Matemática
2009

Índice
Capítulo I. Lógica 1. Designações e proposições 2. Expressões designatórias e condições. 2.1. Expressões designatórias 2.2. Condições 2.3. Classificação de uma condição num dado universo 2.3.1. Condições impossíveis 2.3.2. Condições possíveis 2.3.3. Conjunto solução de uma condição numa variável 2.4. Equivalência de expressões com variáveis 2.4.1. Equivalência de expressões designatórias 2.5. Equivalência de condições 3. Operações entre condições e entre conjuntos 3.1. Disjunção de condições e reunião de conjuntos 3.2. Conjunção de condições e intersecção de conjuntos 3.3. Negação e complementação 4. Quantificadores e implicação formal 4.1. Quantificadores 4.2. Implicação 4.3. A equivalência como dupla implicação. 1 1 3 3 3 4 5 5 6 7 7 8 8 8 11 14 16 16 18 21

Capítulo II. Cálculo algébrico 1. Expressões algébricas. Polinómios. 1.1. Definições
iii

23 23 23

Equações irracionais 4.iv ÍNDICE 1. Zero de um polinómio 1. 4. 1. Generalidades sobre funções. Equações fraccionárias 3. Inequações fraccionárias Capítulo III. Adição e subtração 1. Decomposição de um polinómio em factores 1.1. Funções reais de uma variável real. Operações com polinómios.1.6. 23 23 26 30 34 35 35 38 39 39 41 42 44 46 49 51 51 53 59 59 60 61 63 64 65 65 66 67 . 3. 1. Função Módulo.1. Gráfico de uma função. Aplicações entre conjuntos. 6. Domínios.2. Divisão. Funções definidas por diferentes expressões analíticas 5. 1.2.3.4. 6. 2. Fracções algébricas 2. 6.2. Funções injectivas. Teorema do resto 1. Regra de Ruffini. Multiplicação 1. Simplificação 2. Definição 2. Outras operações 3.3.2. Classificação de funções reais de variável real.2. Somatórios 1.2.5. Equações 3. Funções sobrejectivas. 6.2. Propriedades Capítulo IV. Método dos coeficientes indeterminados 2.1.2.3. Funções bijectivas.

Função inversa 11. 7. Indeterminações quando x tende para a (finito) 12. A função identidade e função inversa 10.2.3. Propriedades dos limites de funções 12.2.5. Noções topológicas 12.6. Indeterminações quando x tende para +∞ ou −∞. Função quadrática 11.1. Produto de um escalar por uma função 9. Indeterminações 12.1. Função afim 11.1.4.1.2. Funções limitadas. Definição de limite de uma função 12. Extensão da noção de limite 12. Zeros de uma função 9. Diferença 9.4. 67 67 68 68 69 69 71 71 72 72 73 73 75 77 77 77 78 79 82 90 92 92 95 97 101 104 109 109 111 .ÍNDICE v 6. 6.6.5.4. Funções limitadas 8.3. Função identidade 10. Produto 9.1. Inequações do 2. Quociente 9.3. Funções periódicas.2.6.2. 7.5. Composição de funções 10. Operações com funções 9. Soma 9. Monotonia. 12.1.1. Limites de funções reais de variável real. Funções pares e funções ímpares. Funções polinomiais 11.2.3.o grau 12. Limites laterais 12. Funções monótonas 7.

Função exponencial 1.1.3. 13.2. Linhas trigonométricas 3. A função exponencial de base e (número de Neper) 1.4. Razões trigonométricas de 0o . Razões trigonométricas de .2. Sistema sexagesimal e sistema circular 3. Função exponencial e função logarítmica 1. 1.4. Sinal das razões trigonométricas 3. Continuidade num intervalo 13. Função logarítmica Capítulo VI. 80o e 270o π π π 3. Continuidade de funções reais de variável real. e 6 4 3 114 114 120 120 123 125 125 125 129 129 137 137 138 139 140 140 140 142 142 143 144 144 145 146 147 147 147 . Definições 3. Ângulo num referêncial 2.1. Ângulo orientado 2. O radiano 2. Generalização da noção de ângulo 2. Enquadramento das razões trigonométricas 3.5.1.2. Continuidade da função composta Capítulo V. Relação entre o seno. o co-seno.1.1.2. Funções transcendentes. Propriedades das funções contínuas num ponto 13. 90o .1. Trigonometria 1.3.2.vi ÍNDICE 13. Medidas de ângulos 2.1. Fórmula fundamental da trigonometria 1.3. Ângulos orientados. a tangente e co-tangente de um mesmo ângulo 2.6. Razões trigonométricas de ângulos agudos 1.5. Função contínua e função descontínua num ponto 13. Generalização das razões trigonométricas 3.4.

2. Função co-tangente Capítulo VII.3. Ângulos do 3.2. Regra de Cauchy 10.1. 3. Equações do tipo cos x = p 5. Cálculo diferencial em R 1. 148 148 149 149 150 151 151 151 153 155 156 156 158 160 162 163 163 164 169 171 172 181 185 188 189 190 192 194 5. Ângulos do 4. Ângulos do 2. 270o − α. Derivada de uma função num ponto.o quadrante 4.o quadrante 4. Determinação dos extremos . Relação entre as razões trigonométricas de α com 90o + α.4.3. Função derivada 5.4.3. Funções circulares directas 6. Função tangente 6.2. Derivabilidade e continuidade 4. Regras de derivação 6. Equações trigonométricas 5.2.1. Equações do tipo tan x = p e cot x = p 6.1. Extremos relativos 11. Função seno 6.5. Sentido de variação de uma função 11. Derivada da função exponencial e função logarítmica 8. Recta tangente a uma curva num dos seus pontos.o quadrante 4.o quadrante 4. Equações do tipo sin x = p 5. 270o + α. Ângulos complementares 4. Derivadas das funções circulares 7. Função co-seno 6. Redução ao 1. Derivadas sucessivas 9.ÍNDICE vii 4. derivadas laterais.1.

viii ÍNDICE Bibliografia 199 .

2. √ (3) 7. √ (4) 7 > 7. Distinga. (6) 4 ∈ {1. • Duas designações dizem-se equivalentes ou sinónimas se representam o mesmo ser.CAPÍTULO I Lógica 1. {1. nas expressões seguintes.c. nomes ou termos são expressões que representam seres existentes. 12) .d. 2. 3} .d. Exemplo 1.1. Proposições são expressões acerca das quais faz sentido dizer se são verdadeiras ou falsas. 3} .c.1. Designações e proposições Designações. 3}. / (7) m. Exemplo 1. 2. (8. (8. (8) m. Exercício 1. 2 + 3 × 4 = 20. 10. 1 . 3 + 2 = 5. 5 + 2. Portugal. Portugal é um país da Europa. carteira. as designações das proposições: (1) 6 + 24. (2) 6 + 24 = 30. • Se duas designações são equivalentes escreve-se entre elas o sinal =. 2. 12) = 4. (5) {1.

Sejam p. 4 + 5 = 6 + 3 pois 4 + 5 e 6 + 3 representam o mesmo número.m. u: 8 : 4 = 4 : 8. (1) Indique. r: a multiplicação é distributiva em relação à adição.2 I. r. (2) 3 ∈ N é equivalente a 2 + 2 = 4 (são ambas proposições verdadeiras) .c. s : 0 : 5 = 0.c. . Exemplo 1. (2) Modifique as que são falsas de modo a que sejam verdadeiras. as que são equivalentes.4. t: 5 : 1 = 5. (2) Haverá designações equivalentes? Quais? Exercício 1.d. Considere as designações seguintes: • √ 22 + 32 • |5 − 52 | • m. justificando. 4. q: a subtracção é comutativa em R.3. Exercício 1. LÓGICA Exemplo 1. Duas proposições dizem-se equivalentes se são ambas verdadeiras ou ambas falsas. (2. s. 5) • √ ¢2 ¡√ 5 − 45 • (2−2 + 3−2 ) × 6−2 (1) Calcule o número designado por cada uma delas. q. (13. t e u as proposições seguintes: p: a adição de números naturais tem elemento neutro. Considere os seguintes pares de proposições equivalentes: (1) 4 + 10 : 2 = 7 é equivalente a 5 + 1 2 = 3 (são ambas proposições falsas) . 52) • m.2.3.

• Expressão designatória é uma expressão com variáveis que se transforma numa designação quando as variáveis são substituídas por constantes (do domínio das variáveis). em R : (a) x3 + 3 (de domínio R) . • Variável é um símbolo representativo de qualquer dos elementos de A.1. +∞[) . • Constante é um símbolo que representa um e um só elemento de A. (b) x2 + 2x + 1 (de domínio R) . 2. (2) A expressão x2 + 2xy + y 2 é uma expressão designatória de duas variáveis.2. Condições. EXPRESSÕES DESIGNATÓRIAS E CONDIÇÕES. . Uma condição é uma expressão com variáveis que se transforma numa proposição quando as variáveis são substituídas por constantes do seu domínio. 3 2. Na fórmula que dá o perímetro de uma circunferência 2πr (em R) . • Domínio da expressão designatória é o conjunto dos valores da variável para as quais a expressão tem significado num dado universo. √ (c) x − 3 (de domínio [3.2. 2. Exemplo 2. Seja A um conjunto qualquer. Expressões designatórias. (1) São expressões designatórias de uma variável. as constantes são 2 e π e a variável é r. Exemplo 2. y) com x ∈ R e y ∈ R. Expressões designatórias e condições.1.2. sendo o seu domínio o conjunto dos pares (x. • Ao conjunto A chama-se domínio da variável.

Já o número 0 não é solução da condição.3. visto que se transforma numa proposição sempre que x é substituído por um número real. visto que 2 × 0 + 3 > 4. 2. indique as que são expressões designatórias e as que são condições. (4) 5x + 3.1.3. (1) As equações. (3) |x − 2| < 3. que é uma proposição falsa . (7) x − 2 > 0. as inequações. (2) Também são condições expressões do tipo x + 1 6= 3 Exercício 2. que é uma proposição verdadeira. 2.4 I. 3x−6 = 0 é uma condição na variável x. . (1) 3x + 4 = 0. Diz-se então que 1 é uma solução da condição. (b) x = 2 transforma-se em 3 × 2 − 6 = 0. (8) a soma do dobro de x com a sua metade. (2) o dobro de x. Classificação de uma condição num dado universo. Por exemplo: (a) x = 5 transforma-se em 3 × 5 − 6 = 0. . (6) x2 − 3x + 2. os sistemas de equações e os sistemas de inequações são exemplos de condições. Consideremos no universo dos números reais a condição 2x + 3 > 4. Entre as expressões seguintes. Se concretizarmos a variável fazendo x = 1 obtemos uma proposição verdadeira 2 × 1 + 3 > 4. Com efeito. LÓGICA Exemplo 2. 3} . (5) |x − 2| − 3. x ∈ {1.

2. Uma condição diz-se impossível num dado universo. a condição 2x + 3 > 4 é impossível no universo {−2. 0} . da equação pois 12 − 1 = 0 é uma proposição verdadeira. Enquanto x = 1 é solução da equação uma vez que 22 − 1 = 0 é uma proposição falsa. Justifique que. 2. Uma condição diz-se possível num determinado universo se não for impossível. (2) A condição x2 + 1 > 0 é possível e universal.4. Condições impossíveis. em N. em R.3. Assim. são universais as condições: (1) 2x > 1. (4) |x| − 1 = −2. as condições x2 + 1 > 0 e x2 − 1 = 0. . Exemplo 2. Condições possíveis. em R. nos universos considerados. −1. em {0. nos universos considerados. em R. em R. 2} . Exercício 2.2. (3) x2 + 4x = 0. são impossíveis as condições: (1) x2 + 1 = 0.1. (2) x2 − 2x = 0. se para todas as concretizações das variáveis se transforma numa proposição falsa.3. (2) x + 1 = 0. x = 2 não é solução Exercício 2. (3) A condição x2 − 1 = 0 é possível mas não universal. (6) x > x + 1. em N0 . EXPRESSÕES DESIGNATÓRIAS E CONDIÇÕES. pois origina proposições verdadeiras para qualquer concretização da variável (todos os números reais a verificam).3. Justifique que. (1) São possíveis. em R.2. 5 é uma proposição falsa. 2. em N. (5) |2x + 3| + 1 < 0.

(4) |x + 1| + 3 = 0. (5) x2 − x + 5 = 0.6 I. (7) (x + 1)2 > 0. (11) − (x + 2)2 < 0.3. (2) universal. Dada a condição x + 1 > 3 indique um universo em que a condição seja: (1) impossível. (9) (x + 1)3 < 0. (6) x2 + 3x = 0. isto é. cada uma das seguintes condições: (1) x2 > 0. LÓGICA (3) −x2 − 1 ≤ 0. 5 (10) x2 + 4 6= 0. Exercício 2. em Z. (8) (x + 1)2 > 0. Chama-se conjunto solução de uma condição p(x). num dado universo.5. em N e em R. os valores que a transformam numa proposição verdadeira. . (12) |x + 3| > 0. Conjunto solução de uma condição numa variável. 2.3. Classifique. (3) |x| + 1 > 0. (3) possível mas não universal.4. (2) x2 + y 2 ≤ 0. ao conjunto dos valores do universo que são soluções da condição. Exercício 2.

3. Duas expressões designatórias.1. 2. em R. 7 Exemplo 2. +∞ .4. Como. enquanto que o conjunto solução de uma condição impossível é o conjunto vazio. £ £ (2) Em R. são equivalentes as seguintes expressões designatórias: (1) (x − 2)2 − 3 (x − 1) (x + 5) e 19 − 16x − 2x2 . o seu conjunto solução é R. o conjunto de solução da condição 3x − 4 > 0 é 4 . em toda a concretização das variáveis. Exemplo 2.8. o conjunto de solução da condição |x − 2| < 3 é {1. a condição x2 + 1 > 0 é universal. Para exprimir que duas expressões designatórias são equivalentes. Equivalência de expressões designatórias. Em R.6. dizem-se equivalentes num dado universo. EXPRESSÕES DESIGNATÓRIAS E CONDIÇÕES. Em N.7.6. . nas mesmas variáveis. 4} . Exercício 2. (2) x2 − 3x = x(x − 3). temos por exemplo: (1) (a + b)2 = a2 + 2ab + b2 .2. em R. Mostre que.4. Equivalência de expressões com variáveis. 2. quando se transformam em designações equivalentes.5. escreve-se entre elas o sinal = (“é sempre igual a”) . Exemplo 2. a condição 2x − 3 = 0 é impossível pelo que o seu conjunto solução é {x ∈ N : 2x − 3 = 0} = ∅. 3 Evidentemente uma condição universal tem por conjunto solução o universo. Exemplo 2. Tem-se como exemplos: (1) Em N. 2.

(2) (x + 3)2 − 3 (x + 1)2 + 4 (x − 1) (x + 1) e 2x2 + 1. em R. Resulta então do que se disse anteriormente. LÓGICA (2) 2 (x − y)2 − 2 (x − y) (x + y) e 4y 2 − 4xy. Mostre que. Exercício 2. então o conjunto solução da condição p(x) ∨ q(x) é a reunião P ∪ Q. Exercício 2. (6) 3 (x − y)2 (x + y) − 3 (x + y)2 (x − y) e 6y 3 − 6x2 y. (5) |x − 1| = 3 e x2 − 2x − 8 = 0. Operações entre condições e entre conjuntos 3. (3) (2x − 3) (x − 1)2 − x2 (2x − 7) e 8x − 3. dizem-se equivalentes. √ (1) x e x2 não são equivalentes. em R. Se designarmos por P e Q o conjunto de solução de p(x) e q(x) respectivamente.1. em N.7. Para exprimir que duas condições são equivalentes. Chama-se disjunção de duas condições. p(x) e q(x). em R. (1) 3x2 − 6x + 2 = 0 e x2 + x = 0. em R. 2.8. escreve-se entre elas o sinal ⇐⇒.8 I. (4) 4 − 2x < −3 e |2x| > 7. quando se transformam em proposições equivalentes em toda a concretização das variáveis. nas mesmas variáveis. Equivalência de condições. que duas condições são equivalentes num dado universo se tiverem o mesmo conjunto solução. que é verificada pelos valores que são soluções de pelo menos uma das condições. q (2) (x2 + 1)2 e x2 + 1 são equivalentes. Mostre que as seguintes expressões são equivalentes e una-as com o sinal conveniente. em R+ . . em R. à condição p(x) ∨ q(x) (“p(x) ou q(x)”) . Duas condições. Disjunção de condições e reunião de conjuntos. 3.5. num dado universo.

Em R. Exercício 3. (4) 2x > x ∨ |x| < 3. sempre que possível: (1) x > 2 ∨ x > 3. (6) |x| > x ∨ x > 5. Em R.1. Determine. 0] ∪ [2. +∞[ . . +∞[ = R.3. a disjunção das condições x > 2 e x ≤ 3 é a condição x > 2 ∨ x ≤ 3. Em R. OPERAÇÕES ENTRE CONDIÇÕES E ENTRE CONJUNTOS 9 Exemplo 3. em R. (2) x < 1 ∨ x > 0. a disjunção das condições x ≤ 0 e x > 2 é a condição x ≤ 0 ∨ x > 2. 3] = ]−∞. +∞[ . +∞[ = ]2.1. +∞[ ∪ ]−∞. cujo conjunto solução é ]−∞. Exemplo 3.2. cujo conjunto solução é ]2. a disjunção das condições x > 2 e x > 7 é a condição x > 2 ∨ x > 7. o conjunto solução de cada uma das condições seguintes. (3) 8 − 2x < 0 ∨ x − 1 < 0. (5) |x − 1| > 2 ∨ x2 − 3x = 0. utilizando intervalos de números reais. +∞[ ∪ ]7.3. cujo conjunto solução é ]2. Exemplo 3.

10 I. cada um dos seguintes conjuntos: (1) A = {x ∈ N : 3x − 2 = 16 ∨ 12 − 2x = 0} . Em termos de conjuntos. (4) A ∪ B ∪ C. em extensão. Defina.Tem-se assim: p(x) ∨ u(x) ⇐⇒ u(x) P ∪U = U (5) A disjunção de uma condição qualquer p(x) com uma condição impossível i(x) é equivalente à primeira condição. a reunião de um conjunto qualquer P com o conjunto vazio é igual ao primeiro conjunto. Tem-se assim: p(x) ∨ i(x) ⇐⇒ p(x) P ∪∅ = P (2) B = {x ∈ N : |x| ≤ 3 ∨ |x| + 2 < 0} . Em termos de conjuntos. a reunião de um conjunto qualquer P com o universo U é igual ao universo. . LÓGICA Exercício 3. Propriedades da disjunção de condições e da reunião de conjuntos (1) Propriedade comutativa (a) Condições: p(x) ∨ q(x) ⇐⇒ q(x) ∨ p(x) (b) Conjuntos: P ∪ Q = Q ∪ P (2) Propriedade associativa (a) Condições: [p(x) ∨ q(x)] ∨ r(x) ⇐⇒ p(x) ∨ [q(x) ∨ r(x)] (b) Conjuntos: (P ∪ Q) ∪ R = P ∪ (Q ∪ R) (3) Idempotência (a) Condições: p(x) ∨ p(x) ⇐⇒ p(x) (b) Conjuntos: P ∪ P = P (4) A disjunção de uma condição qualquer p(x) com uma condição universal u(x) é equivalente a uma condição universal. (3) C = {x ∈ N : x2 − 7x + 12 = 0 ∨ |x| − 2 < 0} .2.

30} .5. Exercício 3. respectivamente. 3. que é verificada pelos elementos que são solução de ambas as condições.2. Se designarmos por P e Q o conjunto solução de p(x) e q(x). 3[ . temos por exemplo: (1) A conjunção das condições x > 10 e x ∈ {5. Conjunção de condições e intersecção de conjuntos.3. Exemplo 3. Simplifique as seguintes disjunções de condições: (1) x2 < −1 ∨ x > 5. 30} . é a condição x > 10 ∧ x ∈ {5. +∞[ ∩ {5. 30} = {5. OPERAÇÕES ENTRE CONDIÇÕES E ENTRE CONJUNTOS 11 Exemplo 3. Chama-se conjunção de duas condições.4. Em R. p(x) e q(x). (2) |x| + 2 > 0 ∨ x − 3 > 0. cujo conjunto de solução é [10. (4) x2 + 2 6= 0 ∨ |x − 1| + 1 = 0. (3) x2 + x + 3 = 0 ∨ x + 1 = x. 3[ ∪ ∅ = ]−∞. +∞[ = R (2) x + 1 > x ∨ |x| < 0 ⇐⇒ x + 1 > x (Em R) R∪∅=R (3) x + 3 < 0 ∨ x + 1 < x ⇐⇒ x + 3 < 0 (Em R) ]−∞. à condição p(x) ∧ q(x) (“p(x) e q(x)”). então o conjunto solução da condição p(x) ∧ q(x) é P ∩ Q. Considere as seguintes condições e conjuntos (1) x2 > 0 ∨ x > 3 ⇐⇒ x2 > 0 (Em R) R∪ ]3. 30} .3. .

Q e R. Q = {x ∈ R : |x + 2| < 3} . 2 (6) x2 − 9 6= 0 ∧ x + 1 > x. cujo conjunto de solução é [1. (7) x > (8) |x + 1| = 0 ∨ (|x + 1| + 3 = 0 ∧ |x + 1| > 0) .5. Q ∩ R e P ∩ Q ∩ R. o conjunto solução de cada uma das condições seguintes. (5) (3) x > −1 ∧ x > 1. (3) (P ∩ Q) ∪ R e P ∩ (Q ∪ R) . x−3 + x ≤ 0 ∧ |x + 1| > 2. 3] . (2) P ∩ Q. LÓGICA (2) A conjunção das condições x > 1 e x ≤ 3. Determine. (2) x > 1 ∧ x ≤ −1. (4) |x| ≤ 2 ∧ 3x + 1 > 0. Considere os conjuntos: P = {x ∈ R : x2 − 9 6= 0 ∧ 1 − 2x < 5} . Exercício 3.12 I. R = {x ∈ R : x + 1 > 0} . utilizando intervalos de números reais sempre que possível: (1) x > 2 ∧ x ≤ 3. em R. Exercício 3. é a condição x > 1 ∧ x ≤ 3. 2 x ∧ x > 3x − 4 ∧ x2 + 1 6= 0.4. Determine sob a forma de intervalos de números reais os conjuntos: (1) P. .

Tem-se assim: p(x) ∧ u(x) ⇐⇒ p(x) P ∩U = P (5) A conjunção de uma condição qualquer p(x) com uma condição impossível i(x) é uma condição impossível. Em termos de conjuntos. Em termos de conjuntos. OPERAÇÕES ENTRE CONDIÇÕES E ENTRE CONJUNTOS 13 Propriedades da conjunção de condições e da intersecção de conjuntos (1) Propriedade comutativa (a) Condições: p(x) ∧ q(x) ⇐⇒ q(x) ∧ p(x) (b) Conjuntos: P ∩ Q = Q ∩ P (2) Propriedade associativa (a) Condições: [p(x) ∧ q(x)] ∧ r(x) ⇐⇒ p(x) ∧ [q(x) ∧ r(x)] (b) Conjuntos: (P ∩ Q) ∩ R = P ∩ (Q ∩ R) (3) Idempotência (a) Condições: p(x) ∧ p(x) ⇐⇒ p(x) (b) Conjuntos: P ∩ P = P (4) A conjunção de uma condição qualquer p(x) com uma condição universal u(x) é equivalente a p(x). Tem-se assim: p(x) ∧ i(x) ⇐⇒ i(x) P ∩∅ = ∅. a intersecção de um conjunto qualquer P com o universo U é igual a P . Propriedades de ligação (1) Propriedade distributiva da disjunção relativamente à conjunção (a) Condições: p(x) ∨ [q(x) ∧ r(x)] ⇐⇒ [p(x) ∨ q(x)] ∧ [p(x) ∨ r(x)] (b) Conjuntos: P ∪ (Q ∩ R) = (P ∪ Q) ∩ (P ∪ R) (2) Propriedade distributiva da conjunção relativamente à disjunção (a) Condições: p(x) ∧ [q(x) ∨ r(x)] ⇐⇒ [p(x) ∧ q(x)] ∨ [p(x) ∧ r(x)] .3. a intersecção de um conjunto qualquer P com o conjunto vazio é o conjunto vazio.

6.6. .7.14 I. (3) x2 − x + 5 6= 0 ∧ x2 + 5 ≤ 0. Negação e complementação. (4) x2 > 2 ∧ |x| + 1 > 0. Exercício 3. • A condição ∼ p(x) é verificada pelos elementos do universo que não são solução de p(x). a que se chama contrária da condição dada. Simplifique as seguintes condições em R: (1) |x − 1| ≤ 0 ∧ x2 + 1 < 0. defina os conjuntos correspondentes a cada uma das condições. 3. (1) Simplifique as seguintes condições em R : (b) x + 3 > x ∧ |x| > 2. 2] ∩ ∅ =∅ Exercício 3.3. (2) Recorrendo a intervalos de números reais. (c) |1 − x| > 3 ∧ x > x + 1. Temos como exemplos: (1) x = 2 ∧ |x| > 0 ⇐⇒ x = 2 ( em R) (2) x < 2 ∧ x2 < 0 ⇐⇒ x2 < 0 ( em R) ]−∞. (a) x2 + 1 > 0 ∨ x > 2. • Antepondo à condição p(x) o sinal ∼ (“não é verdade que”) obtemos uma nova condição ∼ p(x). LÓGICA (b) Conjuntos: P ∩ (Q ∪ R) = (P ∩ Q) ∪ (P ∩ R) Exemplo 3. {2} ∩ R = {2} (2) x2 > 0 ∧ x2 + 1 > 0.

se P é o conjunto solução da condição p(x). (2) 3x − 2 = 0. OPERAÇÕES ENTRE CONDIÇÕES E ENTRE CONJUNTOS 15 • Complementar de um conjunto P é o conjunto P dos elementos do universo que não pertencem a P . Considere em R as condições: 2 (1) q(x) : x > 3 ∼ q(x) : x < 2 3 ∙ 2 Conjunto solução : Q = . P é o conjunto solução da condição ∼ p(x). / Assim. 3} Conjunto solução : R = R\ {1. Considere os conjuntos E = {x ∈ R: − 2 < x < 5} e F = {x ∈ R: |x| < 3} . com intervalos de números reais. E e F . (3) 1 − x > 1. 3 Conjunto solução : P = {3} Conjunto solução : P = R\ {3} Conjunto solução : R = {1. (2) Defina. 3} / Exercício 3. . Exercício 3.8. isto é P = {x ∈ U : x ∈ P } . os conjuntos E e F . em compreensão. (1) Represente. em R: (1) x + 3 < 0. Sem usar o símbolo ∼ escreva a negação de cada uma das condições.3.7.9. (4) x ∈ {x = 2n ∧ n ∈ N} . +∞ 3 ¸ ∙ 2 Conjunto solução : Q = −∞. Exemplo 3. 3} ∼ r(x) : x ∈ {1. 3} ∙ (2) p(x) : x = 3 ∼ p(x) : x 6= 3 (3) r(x) : x ∈ {1.

x + 1 = 0 é falsa. (1) A condição x2 + 4 > 0 é universal em R. x > .1. aplicado a uma condição numa variável. (2) A proposição ∀x ∈ R. porque a condição x + 1 = 0 não é universal em R. obtém-se uma proposição verdadeira se escrevermos ∀x ∈ R: x2 + 4 > 0 ou x2 + 4 > 0 : ∀x ∈ R. Exercício 4. x (1) ∀x ∈ R. Quantificadores. então se escrevermos ∃x ∈ Z: x + 3 = 0. . Exemplo 4. LÓGICA 4. (4) (x + 1)2 = x2 + 2x + 1. ∀x ∈ N.1. obtemos uma proposição verdadeira. Exemplo 4. aplicado a uma condição numa variável. dá origem a uma proposição verdadeira se a condição é possível e falsa se é impossível. Quantificadores e implicação formal 4.1. x > .16 I. 2 x (2) ∀x ∈ N. dá origem a uma proposição verdadeira se a condição for universal e falsa nos outros casos. ∀x ∈ R. 2 2 2 (3) (x + 1) = x + 2x + 1. (1) A condição x + 3 = 0 é possível em Z. Chama-se quantificador de existência ao símbolo ∃ (lê-se: “existe pelo menos um” ou “há pelo menos um”) que. Indique se as proposições seguintes são verdadeiras ou falsas.2. Chama-se quantificador universal ao símbolo ∀ (lê-se: “qualquer que seja” ou “para todo o”) que.

as proposições: (1) ∀x ∈ T. x fez os trabalhos de casa)⇐⇒ ∃x ∈ T : x não fez os trabalhos de casa. Portanto: (9) ∼ (∀x ∈ T.3. 1 (4) ∀x ∈ R. Exemplo 4. em R. 2 2 (6) ∃x ∈ R : x + 3 = 2. 2 1 (5) ∃x ∈ R : x2 = x. Considere. x2 = x e 2 (1) Classifique cada uma delas. . x2 = x . vem: (7) ∃x ∈ T : x não fez os trabalhos de casa. São dadas. (6) Nenhum aluno da turma gosta de matemática. QUANTIFICADORES E IMPLICAÇÃO FORMAL 17 (2) A proposição ∃x ∈ Z: 2x + 3 = 0 é falsa. (2) ∃x ∈ T. x gosta de matemática. no conjunto T dos alunos da turma. Em linguagem corrente.2. x2 + 3 = 2. respectivamente. estas proposições traduzem-se. (8) ∀x ∈ T. por: (3) Todos aos alunos da turma fizeram os trabalhos de casa. A negação destas proposições em linguagem corrente é: (5) Nem todos aos alunos da turma fizeram os trabalhos de casa. x não gosta de matemática. Traduzindo em linguagem simbólica. (4) Há pelo menos um aluno na turma que gosta de matemática. |x + 1| + 2 > 0 . porque a condição 2x + 3 = 0 é impossível em Z. x fez os trabalhos de casa. as condições: 1 |x + 1| + 2 > 0 .4. (2) Diga se são verdadeiras ou falsas as proposições: (3) ∀x ∈ R. Exercício 4.

4.18 I. x não gosta de matemática.2. x > 2 ∨ x = 3. +∞[ não está contido em ]−∞. (4) ∃x ∈ R. A negação transforma o quantificador de existência em quantificador universal seguido de negação: ∼ ∃ ⇐⇒ ∀ ∼ . (2) ∃x ∈ R : x > 5 ∧ x > 7. Exemplo 4. Assim: p(x) ⇒ q(x) é uma proposição verdadeira se P ⊂ Q. (2) x > 3 ⇒ x < 1 (em R) É uma proposição falsa pois ]3. 1 ≤ x ≤ 5. ∀y ∈ R. Negue cada uma das proposições seguintes: (1) ∀x ∈ R. (x > 2 ∧ x < 5) ∨ x > 3. Diz-se que uma condição p(x) implica outra condição q(x). 4.3. 1[ . se o conjunto solução P da primeira estiver contido no conjunto solução Q da segunda. Conclusão: A negação transforma o quantificador universal em quantificador de existência seguido de negação: ∼ ∀ ⇐⇒ ∃ ∼ . x − y = 2. Implicação. Tem-se por exemplo: (1) x é homem ⇒ x é mortal É uma proposição verdadeira. LÓGICA (10) ∼ (∃x ∈ T : x gosta de matemática)⇐⇒ ∀x ∈ T. Exercício 4. . (3) ∀x ∈ R. (5) ∀x ∈ R.

4. pois o conjunto vazio está contido em qualquer outro conjunto. ou seja x 6= 0 ∧ y 6= 0 ⇒ x. tem-se assim a lei de conversão (m(x) ⇒ p(x)) ⇐⇒ (∼ p(x) ⇒∼ m(x)) . (justifique) (4) x2 − x + 3 = 0 ⇒ x2 < 0 (em R) É uma proposição verdadeira. vem ∼ (x = 0 ∨ y = 0) ⇒∼ (x. Exercício 4. Então pela lei de conversão.5. em R. Considere a proposição verdadeira “x é um rectângulo ⇒ x é um paralelogramo ”.y = 0) . Obviamente. (1) x < −4 ⇒ x < 1. Se m(x) e p(x) designam duas condições. Exemplo 4.y 6= 0. que podemos traduzir por “todo o rectângulo é um paralelogramo” . inclusive nele próprio. (4) |x| < 1 =⇒ x + 3 > 0. QUANTIFICADORES E IMPLICAÇÃO FORMAL 19 (3) n é múltiplo de 10 ⇒ n é par É uma proposição verdadeira. . Em R.y = 0 =⇒ x = 0 ∨ y = 0 ( lei do anulamento do produto ) . “se x não for um paralelogramo =⇒ x não é um rectângulo”. (3) x2 − 9 = 0 ⇒ x = 3. o valor lógico das proposições seguintes: (2) x = 2 =⇒ x2 − 2x = 0. Indique. ou seja. esta proposição é equivalente a “se x não for um paralelogramo então também não é rectângulo”.4. x.

Exemplo 4. Considere as seguintes proposições: • x > 2 ⇒ |x| > 2 (em R) 3x • |x − 4| > 4 ⇒ − > 0 (em R\ {0}) . A negação desta proposição será “existe pelo menos um rectângulo que não é um paralelogramo” ou seja.6. Exercício 4. LÓGICA Considere-se novamente a proposição verdadeira “x é um rectângulo ⇒ x é um paralelogramo ” que já vimos. pode ser traduzido por “todo o rectângulo é um paralelogramo”. . Assim a negação de p(x) ⇒ q(x) é ∃x : p(x)∧ ∼ q(x).5.20 I. 2 Para cada uma delas indique: (1) Se é verdadeira ou falsa. “∃x : x é rectângulo ∧ x não é paralelogramo”. (2) A negação (sem utilizar o sinal ∼). Note que ¡ ¢ ∼ x > 2 ⇒ x2 > 4 ⇐⇒ ∃x : x > 2 ∧ x2 ≤ 4.

QUANTIFICADORES E IMPLICAÇÃO FORMAL 21 4. tem-se x é quadrado =⇒ x é rectângulo. De um modo geral. Considere as condições x2 = 4 e |x| = 2 (em R) . |x| = 2 =⇒ x2 = 4 também é uma proposição verdadeira. se p(x) e q(x) forem duas condições. Exercício 4. e é necessário que x seja rectângulo para ser quadrado.6. A equivalência como dupla implicação. pelo que são equivalentes: x2 = 4 ⇐⇒ |x| = 2. Ambas têm conjunto solução {−2. a proposição x2 = 4 =⇒ |x| = 2 é verdadeira . Como o conjunto solução de x2 = 4 está contido no conjunto solução de |x| = 2 (pois são idênticos) . tem-se [p(x) ⇐⇒ q(x)] ⇐⇒ [p(x) ⇒ q(x) ∧ q(x) =⇒ p(x)] . Do mesmo modo. Basta. 2} . ou é suficiente. . No conjunto dos paralelogramas.4. justificando. se são verdadeiras ou falsas as seguintes proposições (em R) : (2) 6x = 0 =⇒ (x2 − 1) 6x = 0. Diga.3. Tem-se assim que x2 = 4 ⇐⇒ |x| = 2 é equivalente a x2 = 4 =⇒ |x| = 2 ∧ |x| = 2 =⇒ x2 = 4. que x seja quadrado para ser rectângulo. (1) 6x = 0 ⇐⇒ (x2 + 1) 6x = 0. (3) 6x = 0 ⇐⇒ (x2 − 1) 6x = 0.

Considere. em R. Obviamente. (2) Complete (a) p(x) é condição ______ para que se verifique q(x). .7. Exercício 4. (1) Determine o conjunto solução de cada uma das condições. diz-se que p(x) é uma condição suficiente para que se verifique q(x) e q(x) é uma condição necessária para que se verifique p(x). as condições: p(x) : x + 2 > 1 e q(x) : x2 − 4x + 3 = 0. (b) q(x) é condição ______ para que se verifique p(x). que se p(x) ⇐⇒ q(x) então p(x) (respectivamente q(x)) é uma condição necessária e suficiente para que se verifique q(x) (respectivamente p(x)) . resulta do que se disse sobre a equivalência entre condições.22 I. LÓGICA Assim se p(x) ⇒ q(x) for uma proposição verdadeira.

a1 . • Uma expressão numa variável diz-se algébrica quando sobre a variável não incidem outras operações além de adições. • Chama-se domínio da expressão algébrica. com a0 .1.1. 1. Supondo que A = 5x2 − 3x + 4. Resolução: A + B = (5x2 − 3x + 4) + (7 − 6x + 5x2 − x3 ) = 5x2 − 3x + 4 + 7 − 6x + 5x2 − x3 = −x3 + 10x2 − 9x + 11 23 . B = 7 − 6x + 5x2 − x3 e C = 2x2 − 3x3 + 1 : (1) Determinar A + B e A − B.2. divisões ou extracções de raiz. multiplicações. Exemplo 1. an ∈ R ∧ a0 6= 0. Definições. . Adição e subtração. Polinómios. Expressões algébricas.1. • Chama-se polinómio de grau n numa variável x a uma expressão algébrica do tipo a0 xn + a1 xn−1 + · · · + an . Operações com polinómios.CAPÍTULO II Cálculo algébrico 1. ao conjunto dos números que substituidos no lugar da variável dão sentido à expressão.. subtracções. 1. 1.2. e representa-se por D...

determine o valor de x. Resolução: P − Q = 0 ⇐⇒ (3x2 − 5x + 8) − (2x + 3x2 − 6) = 0 ⇐⇒ −7x + 14 = 0 ⇐⇒ x = 2. Resolução: A + B − C = (−x3 + 10x2 − 9x + 11) − (2x2 − 3x3 + 1) = 2x3 + 8x2 − 9x + 10 e A − B − C = x3 + 3x − 3 − 2x2 + 3x3 − 1 = x3 + 3x − 3 − 2x2 + 3x3 − 1 = 4x3 − 2x2 + 3x − 4. Supondo que P = 3x2 − 5x + 8 e Q = 2x + 3x2 − 6. . Exemplo 1.2.24 II. = −x3 + 10x2 − 9x + 11 − 2x2 + 3x3 − 1 = 5x2 − 3x + 4 − 7 + 6x − 5x2 + x3 (2) Determinar A + B − C e A − B − C. (3) Somar a A a diferença entre B e C. CÁLCULO ALGÉBRICO e A − B = (5x2 − 3x + 4) − (7 − 6x + 5x2 − x3 ) = x3 + 3x − 3. tal que P − Q = 0. Resolução: A + (B − C) = (5x2 − 3x + 4) + [(7 − 6x + 5x2 − x3 ) − (2x2 − 3x3 + 1)] = 2x3 + 8x2 − 9x + 10.

(4) C − D.1. POLINÓMIOS.2. Soluções: (1) 6x2 − 12x − 3. 5x2 − 0. (2) 6x2 − 12x − 3. 8x − 1. (6) 9x − 4. (6) A − B − D. 2x + − 3 x − . Simplifique as expressões seguintes: (1) 8x2 − 1. 9) . 5x2 − 3x − 0. EXPRESSÕES ALGÉBRICAS. 5 3 2 Soluções: (1) 8x2 + x + 1. C = 3x2 − 4x e D = −x2 − x − 1. 4) − (3. Considere os polinómios A = x2 − 4. (2) A + (B + C) . (2) x2 − 0. 2x − 3. . (5) 9x − 4. 5 + (3. (3) −x2 + 8x − 5. µ ¶ µ ¶ 2 5 2 7 1 1 2 2 (2) 3x − x + 2 − x − 0. (5) A − (B + D) . 25 Exercício 1. B = 2x2 − 8x + 1. Calcule: (1) (A + B) + C.1. (4) 4x2 − 3x + 1. 2x + 1. (3) A − B. Exercício 1.

Resolução: a (2x + 3) = ax + 2 ⇐⇒ 2ax + 3a = ax + 2 ⇐⇒ 2ax − ax = 2 − 3a ⇐⇒ ax = 2 − 3a 1 ⇐⇒ x = (2 − 3a) .2.2. B = 2x + 3 e C = 2x − 3. Resolução: A.B − A. tal que A.3.C e A. seria impossível. CÁLCULO ALGÉBRICO 1. Exemplo 1.26 II. a Nota: Se fosse a = 0.C = (x − 1) . . Supondo que A = x − 1. (2x − 3) = 2x2 − 5x + 3 = 2x2 − 3x − 2x + 3 logo A. calcule.B. (B − C) = 24 ⇐⇒ 6x − 6 = 24 ⇐⇒ x = 5. (2) O valor de x.B = (x − 1) .B − A. Resolução: A.4. (2x + 3) = 2x2 + x − 3 = 2x2 + 3x − 2x − 3 e A.C = (2x2 + x − 3) − (2x2 − 5x + 3) = 6x − 6. Multiplicação. (1) Os valores de A. Exemplo 1. (B − C) = 24. então. a equação ficaria reduzida a 0x+2 = 0 e.C. A. Resolva em ordem a x a equação a (2x + 3) = ax + 2 com a 6= 0.

(1) −3x2 − 15x. POLINÓMIOS. Obteve-se. . a fórmula conhecida por quadrado da soma (a + b)2 = a2 + 2ab + b2 . (5) −2x3 + 12 3 (6) 5x4 − 20x3 + 20x2 . µ ¶ x x 4 2 (5) − 4x − + . Soluções: (2) 2x3 − 8x. assim.1. (7) 6x4 − 72x3 − 6x2 . (7) (x2 − 12x − 1) 6x2 . x2 2 − x. Calcule: (1) −3 (x2 + 5x) .3. (1) Quadrado da soma Sendo a e b números reais temos (a + b)2 = (a + b) (a + b) = a2 + ab + ba + b2 = a2 + 2ab + b2 . Faz-se agora uma revisão dos casos notáveis da multiplicação de números reais. (4) 4x (−x − 2) . (8) (z 3 − 3z + 9) (−2z 2 ) . (3) 6x − 16. (3) −2 (−3x + 8) . 2 6 3 (6) (x2 − 4x + 4) 5x2 . (8) −2z 5 + 6z 3 − 18z 2 . 27 Exercício 1. (2) 2x (x2 − 4) . (4) −4x2 − 8x. EXPRESSÕES ALGÉBRICAS.

Resolução: (x + y)2 + (x − y)2 = (x2 + 2xy + y 2 ) + (x2 − 2xy + y 2 ) = 2x2 + 2y 2 . Resolva as seguintes equações. CÁLCULO ALGÉBRICO (2) Quadrado da diferença Sendo a e b números reais temos (a − b)2 = (a − b) (a − b) = a2 − 2ab + b2 . a fórmula conhecida por quadrado da diferença (a − b)2 = a2 − 2ab + b2 . (2) (x + y)2 − (x − y)2 . (3) Produto da diferença de dois termos pela sua soma Sendo a e b números reais temos (a − b) (a + b) = a2 + ab − ba − b2 = a2 − b2 .5. Exemplo 1. (1) (x + y)2 + (x − y)2 . = a2 − ab − ba + b2 Obteve-se. assim. Simplifique as seguintes expressões. (1) (x − 1)2 − 5 (x − 3) = (x + 5) (x − 5) . Resolução: (x + y)2 − (x − y)2 = (x2 + 2xy + y 2 ) − (x2 − 2xy + y 2 ) = 4xy. . Exemplo 1.6.28 II.

(2) 18a2 + 8b2 .5. Resolução: 4 (x + 1)2 − (x − 1)2 − 3 (x − 2) (x + 2) = 0 ⇐⇒ 10x = −15 3 ⇐⇒ x = − . (3) −2x2 + 9. 29 Resolução: (x − 1)2 − 5 (x − 3) = (x + 5) (x − 5) ⇐⇒ x2 − 2x + 1 − 5x + 15 = x2 − 25 ⇐⇒ −7x = −41 41 ⇐⇒ x = . (4) −x − 5. Prove que as igualdades seguintes são verdadeiras: (1) (x + a)2 = (x − a)2 + 4ax. (2) (3a − 2b)2 + (3a + 2b)2 . (6) 9 (x − 3)2 − 2 (x + 1)2 − (2x − 3)2 . EXPRESSÕES ALGÉBRICAS.4. 7 (2) 4 (x + 1)2 − (x − 1)2 − 3 (x − 2) (x + 2) = 0. 2 Exercício 1. Exercício 1. 2 . (5) m2 + 4mn − n2 . (3) (x − 3)2 − 3x (x − 2) . (6) 3x2 − 46x + 70. (4) (x − 3) (x + 2) − (x + 1) (x − 1) . (5) (m + n)2 − (m − n)2 + (m + n) (m − n) . POLINÓMIOS. Simplifique as seguintes expressões: (1) (a + 2b)2 − (a − 2b)2 . Soluções: (1) 8ab.1. 2 (2) (2a)2 + (1 − a2 ) = (1 + a2 ) .

temos: 19 −18 1 3 6 logo 19 = 1 3×6+1 . Soluções: (1) −2. (3) 5 (x − 2) (x + 2) − 5 (x − 4) (x + 6) = 0. . Regra de Ruffini.3. Resolva as seguintes equações: (1) (2x + 1) (2x − 1) = (4x + 5) (x − 3) .Q(x) + R(x). no conjunto dos polinómios. (4) (4x − 3)2 − (8x + 3) (2x − 3) = 0. (2) (x + 2)2 + (x + 1)2 = x (2x − 7) . CÁLCULO ALGÉBRICO Exercício 1.de modo que A(x) = B(x). (4) 3.6. 13 (3) 10. < 3 Dividendo : 19 sendo que Divisor : 3 Quociente : 6 Resto : 1 Tal como em N. sendo o grau de R(x) menor que o grau de B(x).30 II. 1. efectuar a divisão de um polinómio A(x) por um polinómio B(x) é determinar o quociente Q(x) e o resto R(x). Algoritmo da divisão de polinómios Em N. Divisão. 5 (2) − .2.

Exemplo 1. obtendo-se o primeiro termo do quociente: 4x3 − 9x2 − 6x + 4 x2 − 2x + 1 4x • Multiplica-se 4x por cada um dos termos do divisor e subtrai-se do dividendo: 4x3 − 9x2 − 6x − 4x + 4 x2 − 2x + 1 4x −4x3 + 8x2 −x2 − 10x + 4 • Como o grau do resto ainda não é inferior ao do divisor. 4 + 4x3 − 6x e B(x) = 1 − 2x + x2 . EXPRESSÕES ALGÉBRICAS. POLINÓMIOS. Tem-se: 4x3 − 9x2 − 6x − 4x + 4 x2 − 2x + 1 4x − 1 −4x3 + 8x2 −x2 − 10x + 4 . Resolução: • Ordenam-se os polinómios dividendo e divisor segundo as potências decrescentes de x: 4x3 − 9x2 − 6x + 4 x2 − 2x + 1 Determine o quociente e o resto da divisão de A(x) por B(x). onde se mostra o procedimento a efectuar. sendo A(x) = −9x2 + • Divide-se o primeiro termo do dividendo pelo primeiro do divisor. 31 Apresenta-se a seguir a divisão de dois polinómios. divide-se o primeiro termo do resto pelo primeiro do quociente.7.1.

32 II.8. Exercício 1. CÁLCULO ALGÉBRICO • Multiplica-se −1 por cada um dos termos do divisor e subtrai-se do dividendo: 4x3 −4x3 + 8x2 x2 − 9x2 − 6x − 4x − 2x + 4 x2 − 2x + 1 4x − 1 + 4 + 1 −x2 − 10x −12x + 5 A divisão terminou.7. a Regra de Ruffini. para determinar o quociente e o resto da divisão. . Caso o divisor seja uma expressão da forma x−α existe uma regra simples. multiplicando o quociente pelo divisor e adicionando ao resto. Quociente → x 1 x3 − x2 + − 3 9 3 Resto → − 10 7 x+ 9 3 : −12x + 5 Solução: Regra de Ruffini O método anterior permite determinar qualquer divisão de polinómios. Calcule ¢ ¡ ¢ ¡ −x + 3x4 − x5 + 2 : −3x2 + 1 . Determine o quociente e o resto da divisão de A (x) = x4 −3x2 +x−3 por B (x) = x−2. Verifique este resultado. Exemplo 1. Tem-se: Quociente : 4x − 1 Resto Exercício 1. pois o grau do resto é inferior ao do divisor. Apresenta-se a seguir um exemplo onde se mostra o procedimento a efectuar.8.

(x − 2) . 1 2 0 −3 1 −3 • Copia-se o 1.o coeficiente com o produto determinado.1. • No canto esquerdo escreve-se o número 2 que anula o polinómio divisor. ordenados segundo as potências decrescentes de x.o coeficiente e coloca-se o produto ao nível de 2 adicionando em seguida o 2. em linha. 1 2 1 • Repete-se o processo anterior 1 2 1 Temos então: • Q (x) = x3 + 2x2 + x + 3 • R (x) = 3 e consequentemente ¡ 4 ¢ x − 3x2 + x − 3 = (x − 2) (x3 + 2x2 + x + 3) + 3. EXPRESSÕES ALGÉBRICAS. POLINÓMIOS.o coeficiente e coloca-se a um nível inferior. 33 Resolução: • Escrevem-se os coeficientes do dividendo. 0 2 2 −3 4 1 1 2 3 −3 6 3 0 2 2 −3 1 −3 0 −3 1 −3 . 1 2 1 • Multiplica-se o número 2 pelo 1.

x2 − 2x + 1 x − 2x + 1 38 5x4 − 2x2 − 1 = 5x2 + 13 + 2 . d d (1) (x3 + 1) : (x + 1) (2) (x4 − 8) : (x + 2) (3) (3x3 − 2x + 1) : (x2 − 2x + 1) (4) (5x4 − 2x2 − 1) : (x2 − 3) (5) (x2 + 3x − 2) : (2x − 3) Soluções: (1) (2) (3) (4) (5) (6) x3 + 1 = x2 − x + 1.9. Em cada um dos casos. 2−3 x x −3 19 x2 + 3x − 2 1 9 = x+ + 4 . isto é. CÁLCULO ALGÉBRICO Observação: D R d Q grau de R < grau de d Exercício 1. 2x − 3 2 4 2x − 3 5 x−1 =1− 2 . 2 2x + 3 2x + 3 D = d. x+2 x+2 3x3 − 2x + 1 7x − 5 = 3x + 6 + 2 .3.1.Q + R D R =Q+ d d (6) (x − 1) : (2x + 3) 1. o valor que toma o dividendo quando se substitui x por α. efectue a operação indicada. x+1 x4 − 8 8 = x3 − 2x2 + 4x − 8 + . Teorema 1. O resto da divisão de um polinómio P (x) por x − α é P (α). .34 II. e indique o resultado obtido na D R forma =Q+ . Teorema do resto.

Seja P (x) = x3 − 2x2 + x + 18.4.. ¤ Exercício 1. a0 xn + a1 xn−1 + · · · + an admite n raízes.. Fazendo então x = α. Como a igualdade anterior é válida para todo o x real. 1.. Se. Solução: α = 2 e R = P (α) = P (2) = 23. triplas. O número real −2 é zero do polinómio enquanto que 1 não é zero do mesmo polinómio. α1 . • Um número real α é zero ou raiz de um polinómio P (x) se e só se P (α) = 0. a0 6= 0. POLINÓMIOS. Zero de um polinómio.. Um polinómio pode ter raízes duplas.. EXPRESSÕES ALGÉBRICAS... 1.10. Determine o resto da divisão do polinómio P (x) = 3x2 + 3x + 5 por x − 2. Temos que : P (−2) = (−2)3 − 2(−2)2 − 2 + 18 = 0 e P (1) = 1 − 2 + 1 + 18 = 18.. Tem-se : P (x) = (x − α)Q(x) + R. por exemplo. α1 = α2 diz-se que a raiz α1 é dupla ou de multiplicidade 2. αn .Q(α) + R P (α) = R (R constante) .. • α é zero de um polinómio se e só se o polinómio é divísivel por x − α. . Se um polinómio na variável x. 35 Demonstração. (x − αn ) . vem P (α) = (α − α) Q(α) + R P (α) = 0. de grau n. Decomposição de um polinómio em factores. α2. Seja Q(x) e R o quociente e o resto da divisão de P (x) por x − α.5. pode escrever-se como um produto a0 (x − α1 ) (x − α2 ) . é em particular para α.1.

Vamos calcular as raízes. 4 2 ou ¶ µ 1 (x + 3) 2x + 7x + 3 = 2 x + 2 2 1 (2) 4x2 − . Temse: 2x + 7x + 3 = 0 ⇐⇒ x = Temos então: ∙ µ ¶¸ 1 2x + 7x + 3 = 2 x − − [x − (−3)] 2 2 2 −7 ± √ 49 − 24 1 ⇐⇒ x = − ∨ x = −3. Como não existem raízes reais. Tem-se: x − 3x + 10 = 0 ⇐⇒ x = 2 3± √ 9 − 40 2 (Impossível) . Resolução.9. Decomponha. (1) 2x2 + 7x + 3. CÁLCULO ALGÉBRICO Exemplo 1. . não é possível decompor em factores do 1.o grau.36 II. Resolução. Vamos calcular as raízes do polinómio utilizando a fórmula resolvente. num produto de factores do 1. cada um dos seguintes polinómios. se possível.o grau este polinómio. 9 Resolução. Sabendo que: a2 − b2 = (a − b) (a + b) vem 1 4x − = (2x)2 − 9 2 ¶µ ¶ µ ¶2 µ 1 1 1 2x + = 2x − 3 3 3 (3) x2 − 3x + 10.

2 3 (2) 6x3 + x2 − x. sabendo que admite a raíz −3. Soluções: (1) (x − 2) (x − 3) . (4) x4 − 13x2 + 36. POLINÓMIOS.o grau. (3) (x − 1) (x − 3) (x + 3) .1. pois existe um factor comum para pôr em evidência. Tem-se: 1 −3 1 Assim: ¡ ¢ x3 + 3x2 − x − 3 = (x + 3) x2 − 1 = (x + 3) (x − 1) (x + 1) . se possível. Aqui a decomposição é imediata. Tem-se: (x − 1)2 − 3(x − 1) = (x − 1) [2 (x − 1) − 3] = (x − 1) (2x − 5) (5) x3 + 3x2 − x − 3. 3 −3 0 −1 0 −1 −3 3 0 Exercício 1. EXPRESSÕES ALGÉBRICAS. cada um dos seguintes polinómios: (1) x2 − 5x + 6. Decomponha. O resto da divisão do polinómio por x + 3 é zero. . (3) x3 − x2 − 9x + 9. Resolução. sendo este.11. (x − 1) . num produto de factores do 1. ¡ ¢¡ ¢ (2) 6x x + 1 x − 1 . 37 (4) 2(x − 1)2 − 3(x − 1). (4) (x + 2) (x − 2) (x + 3) (x − 3) . Resolução.

m e n ∈ R de modo que 4x2 + mx + n = (x − 1)2 + kx2 .38 II. Determine k. Exemplo 1. . vem: 4x2 + mx + n = x2 − 2x + 1 + kx2 4x2 + mx + n = (1 + k) x2 − 2x + 1. d=0 Exemplo 1. Efectuando as operações.11. CÁLCULO ALGÉBRICO 1. vem: x3 = ax (x2 − 3x + 2) + b (x2 − x) + cx + d x3 = ax3 − 3ax2 + 2ax + bx2 − bx + cx + d x3 = ax3 + (−3a + b) x2 + (2a − b + c) x + d. c e d ∈ R de modo que x3 = ax (x − 1) (x − 2) + bx (x − 1) + cx + d.10.6. b. Método dos coeficientes indeterminados. Resolução. Igualando os coeficientes das mesmas potências de x. Este método baseia-se no princípio de que dois polinómios são idênticos se os coeficientes dos termos do mesmo grau são iguais. Determine a. Resolução. obtém-se o sistema ⎧ ⎧ ⎪ a=1 ⎪ a=1 ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎨ b=3 ⎨ −3a + b = 0 ⇐⇒ ⎪ c=1 ⎪ 2a − b + c = 0 ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎩ ⎩ d = 0. Efectuando as operações.

x + 4 + 4x Resolução: x2 (2) x2 + 1 − 2x . Simplifique as seguintes fracções: x+2 (1) 2 . FRACÇÕES ALGÉBRICAS 39 Igualando os coeficientes das mesmas potências de x. x2 − 3 + 2x (x − 1) (x + 3) x+3 (3) 2 (x − 3)2 − 3 (x − 3) .2. x2 − 3 + 2x Resolução: (x − 1)2 x−1 x2 + 1 − 2x = = e D = R\ {−3. 1} . (x − 3)4 Resolução: (x − 3) (2x − 6 − 3) 2x − 9 2 (x − 3)2 − 3 (x − 3) = = e D = R\ {3} .1. não esquecendo o domínio em que a simplificação é válida. 4 4 (x − 3) (x − 3) (x − 3)3 x+2 x+2 1 = e D = R\ {−2} . 2. 2 = + 4 + 4x (x + 2) x+2 . Fracções algébricas 2. obtém-se o sistema ⎧ ⎧ ⎪ k=3 ⎪ 1+k =4 ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎨ ⎨ ⎪ ⎪ ⎪ ⎩ m = −2 n=1 ⇐⇒ m = −2 ⎪ ⎪ ⎪ ⎩ n = 1. Simplificação. Para simplificar uma fracção algébrica factoriza-se o numerador e o denominador e dividem-se os dois termos pelos factores comuns. Exemplo 2.1.

40 II. 0 Calculemos os restantes zeros do denominador √ 1 ± 1 + 24 2 −x − x + 6 = 0 ⇐⇒ x = ⇐⇒ x = −3 ∨ x = 2. 3 − 6x2 + x + 30 −x − (x + 5) (x + 3) (x − 2) (x + 3) (x − 2) . −3. −2 Logo. Sendo −5 um zero do denominador (verifique).o grau. pois se assim não fosse. Uma das suas raízes é um zero do numerador. • O polinómio do denominador é do 3. tem-se: −1 −5 −1 −6 5 −1 1 5 6 30 −30 . a fracção não era simplificada. x2 + 5x x(x + 5) −x = = e D = R\ {−5. −x3 − 6x2 + x + 30 = − (x + 5) (x + 3) (x − 2) Assim. CÁLCULO ALGÉBRICO (4) x2 + 5x . Facilmente se verifica que os zeros do numerador são os valores 0 e -5. logo para determinarmos os seus zeros necessitamos de uma das suas raízes. −x3 − 6x2 + x + 30 Resolução: • x2 + 5x = x(x + 5). 2} .

0} e (2) x − 2x + 1 . 2−x x+3 Resolução: D = R\ {−5. 1 x (1) + . . FRACÇÕES ALGÉBRICAS 41 2. 5} e x+5 x+3 x+3 x + 5 x2 − 25 : = × = . 2. x−1 x−1 (x) (x+2) 1 x x2 + x + 2 + = . 2−4 x x+3 (x − 2) (x + 3) (x + 2) x−2 (4) x + 5 x2 − 25 : . Outras operações. x−1 x2 − 3x − 1 2x + 1 = . x2 − 4 x+3 Resolução: D = R\ {−3. −2. 2} e x2 + 3x x + 2 x (x + 3) (x + 2) x × = = .2. Exemplo 2. Efectue e simplifique. x x+2 Resolução: D = R\ {−2. x x+2 x (x + 2) (x) Resolução: D = R\ {1} e x − (x−1) (3) x2 + 3x x + 2 × . −3.2. 2−x x+3 2 − x (x − 5) (x + 5) (2 − x) (x + 5) Nota: As operações com fracções algébricas efectuam-se de uma forma semelhante às operações com fracções onde não aparecem variáveis.2.

Equações A decomposição de polinómios em factores e a lei do anulamento do produto permitem-nos resolver algumas equações. Determine A e B de modo que: 7 A B = + . cada uma das seguintes equações. (1) x3 = x. Exemplo 3. (x − 2) (x + 5) x−2 x+5 Resolução: O método dos coeficientes indeterminados permite determinar A e B.3. Resolva. logo. 7 A B = + (x − 2) (x + 5) x−2 x+5 = Ax + 5A + Bx − 2B (x − 2) (x + 5) (A + B) x + 5A − 2B .1. .42 II. (x − 2) (x + 5) x−2 x+5 3. (x − 2) (x + 5) (x − 2) (x + 5) Então: ⎧ ⎧ ⎧ ⎨ A=1 ⎨ A = −B ⎨ 0=A+B . (x − 2) (x + 5) = Temos que: 7 (A + B) x + 5A − 2B = . CÁLCULO ALGÉBRICO Exemplo 2. em R. ⇐⇒ ⇐⇒ ⎩ B = −1 ⎩ 7 = −7B ⎩ 7 = 5A − 2B 7 1 1 = − .

sabendo que −2 é uma das raízes. 0. EQUAÇÕES 43 Resolução: x3 = x ⇐⇒ x3 − x = 0 ⇐⇒ x (x2 − 1) = 0 ⇐⇒ x = 0 ∨ x2 − 1 = 0 ⇐⇒ x = 0 ∨ x = −1 ∨ x = 1 logo S = {−1. (3) 2x3 + x2 − 5x + 2 = 0. 2.3. 1} . 3} . (2) 2x3 − 10x2 + 12x = 0. Resolução: 2 −2 2 1 −4 −3 −5 6 1 2 −2 0 2x3 + x2 − 5x + 2 = 0 ⇐⇒ (x + 2) (2x2 − 3x + 1) = 0 √ 3± 9−8 ⇐⇒ x = −2 ∨ x = 4 ⇐⇒ x = −2 ∨ x = 1 2 ∨x=1 . Resolução: 2x3 − 10x2 + 12x = 0 ⇐⇒ 2x (x2 − 5x + 6) = 0 ⇐⇒ 2x = 0 ∨ x2 − 5x + 6 = 0 √ 5 ± 25 − 24 ⇐⇒ x = 0 ∨ x = 2 ⇐⇒ x = 0 ∨ x = 2 ∨ x = 3 logo S = {0.

|{z} C. Atendendo a que ambas pertencem ao domínio. 1 . . (1) x2 + 2x − 8 = 0.I. B . B (3) Os zeros de A que pertencem ao domínio da equação são as soluções da equação dada. de cada uma das seguintes equações. Determine o conjunto solução. deve-se proceder do seguinte modo: (1) Determina-se o domínio da equação. (2) A = 0. O domínio é R\ {0} . Na resolução de uma equação fraccionária. Equações fraccionárias. 2 3. Exemplo 3. 3 S = {−4.1. 2} . x Resolução: já se encontra na forma Como: ¡ ¢ x3 + 4x = 0 ⇐⇒ x x2 + 4 = 0 ⇐⇒ x = 0 ∨ x2 + 4 = 0 ⇐⇒ x = 0. O domínio é R\ B 3 Como √ −2 ± 4 + 32 2 ⇐⇒ x = −4 ∨ x = 2. tem-se: x + 4x = 0. Chama-se equação fraccionária a uma equação em que a incógnita figura no denominador. 3x − 4 Resolução: ½ ¾ A 4 já se encontra na forma = 0. A (2) Reduz-se a equação à forma = 0. CÁLCULO ALGÉBRICO logo ½ ¾ 1 s = −2.44 II.2. em R. x + 2x − 8 = 0 ⇐⇒ x = 2 as soluções possíveis são −4 e 2.

Temos: 1 1 2x2 1 1 2x2 + = 2 ⇐⇒ + − 2 =0 x−1 x+1 x −1 x−1 x+1 x −1 ⇐⇒ Como −2x2 + 2x = 0 ⇐⇒ x (−2x + 2) = 0 ⇐⇒ x = 0 ∨ x = 1. 1} . Exercício 3. vem S = {0} . x −9 3−x x+3 3 1 1 (6) 2 = − . EQUAÇÕES 45 a solução possível é 0. x−1 3+x (4) = 5.1. x−1 x+1 x −1 Resolução: A 1 1 2x2 começamos por reduzir à forma = 0 a equação + = . x −1 x+1 1−x −2x + 2x = 0. Atendendo a que 0 não pertence ao domínio. tem-se: S = ∅. x2 − 1 (x+1) 2 (x−1) (1) .3. 2−x 6x x x (5) 2 + = . Resolva cada uma das seguintes equações: (x − 3) (x + 1) = 0. Como 1 não pertence ao domínio. as soluções possíveis são 0 e 1. (3) 1 1 2x2 + = 2 . (1) x−3 2 x − 8x + 7 (2) = 0.O B x − 1 x + 1 x2 − 1 domínio da equação é R\ {−1. x−1 6 (3) = 0.

7 (4) x = . (1) Determine A e B de modo que (x − 3) (x + 2) x−3 x+2 1 (2) Resolva a equação A (x) = . Considere a expressão A (x) = x+1 . é necessário verificar se as soluções encontradas. x Soluções: 1 4 (1) A = . são ou não são soluções de A = B. 5 5 (2) x = −3. As soluções destas equações conseguem-se por sucessivas elevações ao quadrado de ambos os membros. (2) x = 7 . Como A2 = B 2 ⇐⇒ A2 − B 2 = 0 ⇐⇒ (A − B) (A + B) = 0 ⇐⇒ A = B ∨ A = −B. (3) S = ∅. 3. 6 (5) x = 0. . Equações irracionais. √ √ √ • 2x + 1 + x − 3 = 2 x. 2 Exercício 3. B = .2. São exemplos de equações irracionais √ • x − 3 = 5.2. (x − 3) (x + 2) A B x+1 = + .46 II. isto é. CÁLCULO ALGÉBRICO Soluções: (1) x = −1. Verifica-se que numa equação irracional a incógnita figura no radicando. as soluções de A2 = B 2 . já que A = B ⇒ A2 = B 2 . 3 (6) x = .

Verifiquemos estas soluções: x=3: x = 11 : logo S = {3} . EQUAÇÕES 47 Exemplo 3. Resolução: √ 2x + 3 + x = 6 ⇐⇒ √ 2x + 3 = 6 − x =⇒ 2x + 3 = (6 − x)2 ⇐⇒ 2x + 3 = 36 − 12x + x2 ⇐⇒ x2 − 14x + 33 = 0 ⇐⇒ x = 3 ∨ x = 11. (2) √ 2x − 1 − x = −2. Considere as seguintes equações irracionais. Verifiquemos estas soluções: x=5: x=1: logo S = {5} (3) √ √ √ x + 1 + 2x + 5 = x + 4. √ (1) 2x + 3 + x = 6.3.3. Resolução: √ 2x − 1 − x = −2 ⇐⇒ √ 2x − 1 = x − 2 ⇒ 2x − 1 = (x − 2)2 √ 6+3+3=6 √ 25 + 11 = 6 Proposição verdadeira Proposição falsa ⇐⇒ −x2 + 6x − 5 = 0 ⇐⇒ ⇐⇒ x = 5 ∨ x = 1. √ 10 − 1 − 5 = −2 Proposição verdadeira Proposição falsa √ 2 − 1 − 5 = −2 .

(1) Se A = B então A2 = B 2 . CÁLCULO ALGÉBRICO Resolução: √ √ √ x + 1 + 2x + 5 = x + 4 =⇒ √ √ 2x2 + 7x + 5 = −x − 1 ⇐⇒ 2 2x2 + 7x + 5 = −2x − 2 ⇐⇒ ⇒ 2x2 + 7x + 5 = (−x − 1)2 ⇐⇒ x = −4 ∨ x = −1. Exercício 3. (1) Soluções: (1) x = 11. (2) x = 5 ∨ x = 7. √ (3) 2 x2 − 16 = 4 − x. √ (2) x − 4 = 4x − 19. Exercício 3. Verifiquemos estas soluções: √ √ √ x = −4 : −3 + −3 = 0 x = −1 : logo S = {−1} . Resolva cada uma das seguintes equações irracionais: √ 2x + 3 = x − 6. √ √ (4) x − 2 − 3x − 2 = 6. 3 (4) S = ∅.48 II. (3) x = − 20 ∨ x = 4. √ √ √ 0+ 3= 3 ⇐⇒ x2 + 5x + 4 = 0 ¡√ ¢2 √ x + 1 + 2x + 5 = x + 4 ⇐⇒ ⇒ ⇐⇒ Proposição falsa Proposição verdadeira . Das seguintes afirmações diga qual é verdadeira. (2) Se A2 = B 2 então A = B.3.4.

< 1 ⇐⇒ x−1 x − 1 (x−1) x−1 x−1 x−1 (1) x −x + 4 x−1 −x + 4 x−1 −∞ 1 + − − 4 +∞ − + − + + 0 0 + + ss + 0 . +∞[ (2) 3 <1 x−1 Resolução: 3 x−1 −x + 4 3 3 < 1 ⇐⇒ < ⇐⇒ < 0.4. o processo mais simples de resolução. São exemplos de inequações fraccionárias: 3x 1 x+1 ≤0 . B(x) Exemplo 4. Inequações fraccionárias Numa inequação fracionária a incógnita figura no denominador. é construir um quadro depois de reduzir a inequação à forma A(x) ≶ 0. −3[ ∪ ]1. Considere as seguintes inequações: x−1 (1) >0 x+3 Resolução: x x−1 −∞ −3 − − 1 +∞ − 0 + x+3 − 0 + + + x−1 + ss − 0 + x+3 Olhando para a última linha do quadro verifica-se que a fracção é positiva se: x ∈ ]−∞. > 2. INEQUAÇÕES FRACCIONÁRIAS 49 4.1. x−4 x+2 x De um modo geral.

+∞[ .50 II. 1[ ∪ ]4. . CÁLCULO ALGÉBRICO Verifica-se que a fracção é negativa se: x ∈ ]−∞.

k=p uk .CAPÍTULO III Somatórios 1. respectivamente.letra sigma maiúscula do alfabeto grego.1) À letra k chama-se ´ndice da soma e aos números p e n. uk . Como cada na expressão k2 . que representa a soma dos quadrados dos primeiros 10 números naturais. que em cada concretização da variável k nos permita obter sucessivamente cada uma das parcelas. então podemos escrever de forma abreviada a soma anterior. k=p (1. isto é: n X uk = up + up+1 + · · · + un−1 + un . Definição Consideremos a soma: 12 + 22 + 32 + 42 + 52 + 62 + 72 + 82 + 92 + 102 . utilizando P o símbolo de somat´rio o . 2. K ⊂ Z. k ∈ Z e n ≥ p. 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 k=1 uma das parcelas desta soma se obtém dando a k sucessivamente os valores 1. no caso geral. lê-se o somatório de uk desde p até n. • um conjunto K. 10 Assim. 51 . · · · . onde a variável k toma os seus valores. limite ı inf erior e limite superior do somatório. para representarmos uma soma com o símbolo identificar: P temos de • uma expressão designatória. n P Assim. Temos assim: 10 X 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9 + 10 = k2.

. isto é.1. SOMATÓRIOS Nota: • A soma (1. k=n Exemplo 1. • A variável k (índice da soma) é uma variável muda.1) tem exactamente n − p + 1 parcelas. p=0 k=1 3 P k=−1 Uma aplicação: Suponha que uma pequena empresa adquire uma máquina nova no início de cada ano.52 III. A despesa da empresa. pode ser substituída por outra letra qualquer pois n X n X i=m n X n X uk = ui = uj = k=m j=m p=m up = um + um+1 + · · · + un−1 + un . n X uk = un . 4 P (1) (2) (k2 + 1) = (12 + 1) + (22 + 1) + (32 + 1) + (42 + 1) = 2 + 5 + 10 + 17 = 34.o ano é 100 unidades monetárias (u. • Sempre que os limites superior e inferior do somatório forem iguais a soma apenas tem uma parcela. todos os anos.) e o preço aumenta 5 u. O custo de uma máquina nova no início do 1.m. isto é. na aquisição de máquinas.m. (3 − 4k) = (3 − 4 · (−1))+(3 − 4 · 0)+(3 − 4 · 1)+(3 − 4 · 2)+(3 − 4 · 3) = = −5. 3 P (3) (3p − 2) x3−p = −2x3 + x2 + 4x + 7. no início do quarto ano pode ser representada por: 3 X i=0 (100 + i) .

2. Soluções: (1) (2) 45 P 45 P (2k) .0. (2) números ímpares. Demonstração. . Escreva na forma de somatório a soma dos primeiros quarenta e cinco: (1) números pares.1.2 (Homogénea). n X (uk + vk ) = k=m k=m n X uk + k=m n X vk .0. = k=m k=m ¤ Propriedade 2.1 (Aditiva). Solução: n P ak xk ou k=0 k=0 n P ak xn−k . Escreva na forma de somatório a forma geral dos polinómio de grau n.2. n X k=m (uk + vk ) = (um + vm ) + (um+1 + vm+1 ) + · · · + (un + vn ) = (um + um+1 + · · · + un ) + (vm + vm+1 + · · · + vn ) = n n X X uk + vk . Propriedades Propriedade 2. n X αuk = α k=m k=m n X uk . (2k − 1) . PROPRIEDADES 53 Exercício 1. 2. k=1 k=1 Exercício 1. (α constante real) .

0. então a soma dos p primeiros n 1 − rp termos é dada por S = · u1 . se (un ) é uma progressão aritmética de razão r.3.4. 2 2Recorde que. 1 = α(1 + 1 + · · · + 1) = α (n − m + 1) .0. se (u ) é uma progressão geométrica de razão r.54 III. 2 Demonstração. 1−r . ¤ Propriedade 2. ¤ Caso particular da propriedade anterior: n X α=α k=m k=m n X Propriedade 2. é a soma1 de n − m + 1 termos de uma progressão aritmética de razão 1. Análoga à anterior. | {z } (n−m+1) parcelas k=m n X k= m+n (n − m + 1) . então a soma dos p primeiros termos u1 + up é dada por S = · p. tendo em conta que estamos perante uma progressão geométrica2 de razão r. n X rk = k=m 1 − rn−m+1 m ·r . Uma vez que n X k=m k = m + (m + 1) + (m + 2) + · · · + (n − 1) + n. 1−r Demonstração. SOMATÓRIOS Demonstração. 1Recorde ¤ que. n X k=m αuk = αum + αum+1 + · · · + αun = α (um + um+1 + · · · + un ) = α k=m n X uk . obtém-se o resultado pretendido.

¤ Propriedade 2. r X uk + k=m k=r+1 n X uk = um + um+1 + · · · + ur + ur+1 + · · · + un = = um + um+1 + · · · + un = n X uk . −m X k=−n uk = u−n + u−n+1 + · · · + u−m−1 + u−m = = u−m + u−(m+1) + · · · + u−(n−1) + u−n = n X k=m u−k .5.6.0. Demonstração.2. r X uk + k=m k=r+1 n X uk = k=m n X uk . −m X uk = k=−n k=m n X u−k . PROPRIEDADES 55 Propriedade 2. Demonstração. Demonstração. n+r X k=m+r uk = um+r + um+r+1 + · · · + un+r = k=m n X uk+r .0. n+r X uk = k=m+r k=m n X uk+r .7. ¤ k=m . ¤ Propriedade 2.0. m ≤ r < n.

1. n X k=p (uk − uk−1 ) = un − up−1 .8 (Telescópia).56 III. Demonstração. SOMATÓRIOS Propriedade 2. n X k=p (uk − uk−1 ) = up − up−1 + up+1 − up + up+2 − up−1 + · · · + un−1 −un−2+ un − un−1 = un − up−1 .0. ¤ Exercícios 2. (1) Calcule cada um dos somatórios: 7 P (a) 15 (150) k=−2 5 P (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) (i) (j) (3k) (45) (65) (2385) −3 P k=0 4 P (4j + 5) (2 + 5k) (5k 2 ) + k− 18 P j=0 30 P 10 P 15 P k=1 k=3 k=−10 (2k − 5k2 ) (−104) k (−42) (−876184) (1400) (10573) (15840) k=2 500 P k=5 k=5 4 P (1 − 7k) 100 (p + 1) (2i − 5) p=−2 105 P i=−3 100 P (3k + 7) k=2 .

2. PROPRIEDADES 57 (k) (l) n=−5 n=1 (2) Resolva em ordem a x cada uma das seguintes equações: 124 ¡ 71 ¢ P (k + x) = 12000 (a) 2 k=5 200 P 99 ¢ √ P ¡√ n− n+1 5 P 32+n ¡ 88573 ¢ 27 (−9) (b) 4 (k2 + 1) = 20x 23 P k=1 k=1 (c) 3 − x = (d) k=−26 −5 P k=3 k2 − k=1 2−k = k=2 26 ¢ P¡ 3x + 2k 20 P 200 P (k2 + 1) (k + 2)2 ¡ 28 ¢ − 75 ¡1¢ 5 (−526) .

CAPÍTULO IV

Generalidades sobre funções.
1. Aplicações entre conjuntos. Definição 1.1. Dados dois quaisquer conjuntos A e B, chama-se aplicação (função) de A em B a toda a correspondência que a cada elemento de A associa um e um só elemento de B. Se representarmos a aplicação por f e por x e y, respectivamente, as variáveis representativas dos elementos de A e de B, escreve-se f : A −→ B x −→ y = f (x). Observação: • À variável x dá-se o nome de variável independente e à variàvel y chama-se variável dependente . • Numa aplicação de A em B há sempre a considerar três conjuntos: — o domínio sendo o conjunto A, que se representa por Df ; — o conjunto de chegada sendo o conjunto B; — o contradomínio sendo o conjunto f (A) = {f (a) ∈ B : a ∈ A} , que habitualmente se representa por Df ou Im f . ´ “conjunto das imagens (transformados dos elementos de A por f )” • f e g são a mesma aplicação se e só se têm o mesmo domínio D, o mesmo conjunto de chegada e, para qualquer a ∈ D , f (a) = g(a).
59

60

IV. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.

• Se f e g são duas aplicações com o mesmo conjunto de chegada, se Df ⊆ Dg e se f (a) = g(a), qualquer que seja o elemento a ∈ Df , então diz-se que f é uma restrição de g ou que esta é uma extensão de f . 2. Funções reais de uma variável real. Domínios. Definição 2.1. Uma função real de variável real (f.r.v.r.) é uma aplicação de A em R, sendo A um subconjunto de R. f : A −→ R x Observações: • Por definição as f.r.v.r. têm conjunto de chegada R. • Para que sejam bem definidas é necessário indicar apenas o domínio e a chamada expressão analítica ou lei de transformação. Como as funções reais de variável real, são em geral definidas pela sua expressão analítica (expressão designatória), é necessário calcular nesses casos o domínio da expressão que a define. Exercício 2.1. Determine o domínio de cada uma das seguintes funções definidas por: (1) f (x) = x2 − 4x + 3; 4 (2) g(x) = 2 ; x +5 x+2 ; (3) f (x) = x+3 4 ; (4) h(x) = 2 x √ − 2x (5) t(x) = x − 4; √ 1− x−3 (6) j(x) = ; √x + 5 (7) m(x) = 3 x − 4; √ (8) p(x) = 4 x − 4. −→ y = f (x)

3. GRÁFICO DE UMA FUNÇÃO.

61

O domínio de cada uma destas funções é o conjunto dos valores reais da variável independente para os quais são possíveis em R as operações indicadas na expressão que a define. Temos assim as seguintes soluções: (1) Df = R; (2) Dg = {x ∈ R : x2 + 5 6= 0} = R; (3) Df = {x ∈ R : x + 3 6= 0} = RÂ {−3} ; (5) Dt = {x ∈ R : x − 4 > 0} = [4, +∞[ ; (4) Dh = {x ∈ R : x2 − 2x 6= 0} = RÂ {0, 2} ;

(6) Dj = {x ∈ R : x − 3 > 0 ∧ x + 5 6= 0} = [3, +∞[ ; (7) Dm = R; (8) Dp = {x ∈ R : x − 4 > 0} = [4, +∞[ . Observações: No cálculo dos domínios atrás, tiveram-se em atenção as seguintes situações: • Em R, a divisão só é possível se o divisor for diferente de zero. • Se o índice de uma raiz é ímpar, a radiciação é possível para todos os valores da variável independente que dão significado ao radicando. • Se o índice de uma raiz é par, a radiciação só é possível para os valores da variável independente que transformam o radicando num valor real nulo ou positivo, isto é, maior ou igual a zero.

3. Gráfico de uma função. Uma função f pode ser representada num plano, onde se fixe um sistema de eixos Oxy, por um conjunto de pontos o qual se diz gráfico ou imagem geométrica de f . © ª G = (x, y) ∈ R2 : x ∈ Df ∧ y = f (x) .

Exemplo 3.1.

Considere as funções f : R → R definidas pela fórmula f (x) = mx+b, em que m, b ∈ R. Funções deste tipo são representadas graficamente por uma linha recta; se m = 0, a

5 -1 -2 0. Tem-se por exemplo: 1) 2) Observação: Justifique porque motivo os gráficos representados não representam funções .0 2.5 2.5 1. f (x) = x + 1 g(x) = −2x + 3 y 2 y 1 4 3 2 -2 -1 -1 1 x 2 1 -0.5 x -2 f (x) = 2 Refere-se que mais à frente voltamos à representação dos gráficos de algumas funções particulares de forma mais cuidada. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.62 IV.0 1. função é constante e o gráfico é uma recta paralela ao eixo Ox. Apresentam-se de seguida alguns exemplos de gráficos que não representam funções.

por exemplo.1. por exemplo. para x>2 11 ) consideramos 3 f (x) = 3x. Temos então: 11 ) = 11. em R . Temos então: f (0) = 1 e f (−1) = 0. f (5) ou f ( para x < 2.4. por ⎧ ⎪ x−1 ⎨ g(x) = ⎪ ⎩ 3x − 2 (1) Calcule g(−2). Para definir a função f é costume escrever-se ⎧ ⎪ 3x ⎨ se x > 2 x → f (x) = ⎪ ⎩ x + 1 se x < 2 ou x → f (x) = Exercício 4. Funções definidas por diferentes expressões analíticas Consideremos a função definida em R da seguinte forma: x → 3x e x → x+1 Para calcular. . g(1) e g(3). 3 Para calcular. se x < 1 se x > 1. g(0). FUNÇÕES DEFINIDAS POR DIFERENTES EXPRESSÕES ANALíTICAS 63 4. ⎧ ⎪ 3x ⎨ ⎪ ⎩ x+1 ⇐ ⇐= x > 2 x < 2. Considere a função g definida. f (0) ou f (−1) consideramos f (5) = 15 e f ( f (x) = x + 1.

(2) Sendo h ∈ R+ . De um um modo geral tem-se: ⎧ ⎪ ⎨ x se se x>0 x < 0. Soluções: (1) −3. em R a função ⎪ ⎩ − x f (x) = |x| pode escrever-se f (x) = ⎧ ⎪ x ⎨ (função módulo) . |x| = Assim. Por exemplo: |5| = 5 . GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.64 IV. Função Módulo. Observação: Facilmente se verifica que o gráfico desta função é: ⎪ ⎩ −x y 4 3 2 1 -4 -3 -2 -1 1 2 3 x 4 . 5. 7. |0| = 0 . se x > 0 se x < 0. |−5| = 5 isto é |−5| = −(−5) = 5. 1. (2) Ao cuidado do aluno. −1. mostre que g(1 + h) + 3g(1 − h) = 1.

Resolução: g(x) = isto é: ⎧ ⎪ x−4 ⎨ se x − 4 > 0 se x − 4 < 0. CLASSIFICAÇÃO DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. 6. ⎪ ⎩ − (x − 4) ⎧ ⎪ x−4 ⎨ ⎪ ⎩ −x + 4 g(x) = 6. a função real de variável real. Uma função real de variável real f : A −→ B. com A. . Considere. f é sobrejectiva ⇐⇒ ∀y ∈ R ∃x ∈ A : y = f (x). Uma função real de variável real f : A −→ R (A ⊂ R) diz-se sobrejectiva se e só se o seu contradomínio for R.1. se x > 4 se x < 4. 65 Exemplo 5. g definida por: g(x) = |x − 4| . (1) Calcule g(0) e g(6). (2) Defina a função sem utilizar o símbolo || . Resolução: g(0) = 4 e g(6) = 2.1. Verifica-se assim que uma função é sobrejectiva se e só se o seu contradomínio coincide com o conjunto de chegada.1. Definição 6.6. Funções sobrejectivas. Classificação de funções reais de variável real. B ⊂ R é sobrejectiva se e só se o seu contradomínio for B.

x2 ∈ Df . 1) 2) y 4 2 y 10 -4 -2 -2 -4 2 x 4 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 x 4 6. Exercício 6. Uma aplicação diz-se injectiva se e só se quaisquer dois objectos diferentes têm imagens diferentes. de variável real.66 IV. Dos seguintes gráficos de funções reais. Dos seguintes gráficos de funções reais. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. 1) 2) 3) y 10 y 5 4 2 y 20 -3 -3 -2 -1 0 1 2 -2 -1 -2 1 2 x 3 -4 -2 -20 2 x 4 x 3 -4 . diga justificando qual representa uma função sobrejectiva.2. diga justificando quais representam funções injectivas. Recorrendo à lei de conversão. Funções injectivas.2. f (x1 ) = f (x2 ) =⇒ x1 = x2 .1. x2 ∈ Df . x1 6= x2 =⇒ f (x1 ) 6= f (x2 ). f é injectiva ⇐⇒ ∀x1 . Exercício 6. Definição 6. de variável real. esta definição pode tomar a forma f é injectiva ⇐⇒ ∀x1 .2.

Definição 6. ∀x ∈ Df . f é uma função ímpar sse existem f (x) e f (−x) e f (−x) = −f (x). o gráfico é simétrico em relação à origem do referencial. Uma função é periódica se existe um número a tal que f (x + a) = f (x). Funções pares e funções ímpares. o seu gráfico é simétrico em relação ao eixo dos yy. são simétricos. quando os valores da variável independente x. CLASSIFICAÇÃO DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. .3.5. Funções bijectivas. Refere-se que mais à frente iremos verificar que se uma função é par. Funções periódicas. 67 6. Note que nesta situação.5. 6.6. Do mesmo modo iremos verificar à frente que se uma função é ímpar. Significa isto que o gráfico da função tem a origem como centro de simetria.6. Exercício 6.4. Definição 6. ∀x ∈ Df . Uma aplicação diz-se bijectiva se e só se é injectiva e sobrejectiva. Definição 6. 6.3. os valores da função são simétricos.3. Definição 6. de variável real. bijectiva. Isto verifica-se porque os valores da função são iguais quando os valores da variável independente x são simétricos. ∀x ∈ Df Ao menor número positivo a que verifica a igualdade anterior chama-se período fundamental. Dê um exemplo de um gráfico que represente uma função real.4. f é uma função par sse existem f (x) e f (−x) e f (−x) = f (x).

α = 2kπ.3. Funções limitadas. Definição 7.1. y ∈ A se tem x < y ⇒ f (x) ≥ f (y). Funções monótonas. Exemplo 6. y = sin x é uma função peródica de período fundamental 2π. Uma função f diz-se estritamente crescente em A ⊆ Df se e só se para quaisquer x. Monotonia. Uma função f diz-se decrescente (sentido lato) em A ⊆ Df se e só se para quaisquer x. Definição 7.4. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. . k ∈ Z.1. 7. y ∈ A se tem x < y ⇒ f (x) > f (y).2.1. Definição 7.68 IV. Logo. 7. y ∈ A se tem x < y ⇒ f (x) ≤ f (y). Uma função f diz-se crescente (sentido lato) em A ⊆ Df se e só se para quaisquer x. para k = 1. Uma função f diz-se estritamente decrescente em A ⊆ Df se e só se para quaisquer x. Definição 7. y ∈ A se tem x < y ⇒ f (x) < f (y). Observação: Refere-se que estes conceitos serão utilizados na resolução de algumas inequações à frente. vem α = 2π. Com efeito: sin(x + α) = sin x.

x1 é zero de f ⇐⇒ f (x1 ) = 0.2. 1) 2) 3) y 0.8. . diga justificando quais representam funções limitadas. Definição 7.1.0 y -2 1 y 20 2 4 -4 -2 -20 2 x x 4 x -1 8.8 0. A definição de função limitada em A é equivalente à afirmação de que existe um número real L tal que |f (x)| ≤ L.4 0. Dos seguintes gráficos de funções reais. Funções limitadas.5.6. um conjunto com majorantes e minorantes. Zeros de uma função Definição 8.2 -4 -2 0 2 4 -4 1. ou seja. Zeros de uma função são os valores da variável x para os quais a função se anula. Uma função limitada. qualquer que seja x ∈ A. Definição 7. Exercício 7. é uma função cujo contradomínio é um conjunto limitado.6 0.1. Um número real M é majorante (respectivamente m é minorante) de um conjunto A se e só se todos os elementos a ∈ A satisfazem a relação a ≤ M (respectivamente a ≥ m). ZEROS DE UMA FUNÇÃO 69 7. de variável real.

Resolução: g(x) = 0 ⇐⇒ x2 + 5 = 0 ⇐⇒ x2 = −5 (Condição impossível) logo g não tem zeros. (x2 − 16) = 0 logo o zero de f é −2.70 IV. . ⇐⇒ x − 1 = 0 ∨ x2 − 16 = 0 ⇐⇒ x = 1 ∨ x = −4 ∨ x = 4 logo os zeros de f são −4. Resolução: f (x) = 0 ⇐⇒ 3x + 6 = 0 ⇐⇒ x = −2 (2) g(x) = x2 + 5. em R. (x2 − 16) . (3) f (x) = (x − 1) . definidas. tem-se que ambas são soluções da equação. (1) f (x) = 3x + 6. Exemplo 8. (4) f (x) = x2 − 4 . as soluções possíveis são −2 e 2. Como x2 − 4 = 0 ⇐⇒ x = −2 ∨ x = 2.1. x−1 Resolução: Temos que resolver a equação fraccionária O domínio da equação é R Â {1} . 1 e 4. Atendendo a que ambas pertencem ao domímio. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. Determine os zeros das seguintes funções. Resolução: f (x) = 0 ⇐⇒ (x − 1) . Assim os zeros de f são −2 e 2. x−1 x2 − 4 = 0.

3−2 3 3 x x−2 e g(x) = 1 . 2} . OPERAÇÕES COM FUNÇÕES 71 9. Tem-se: (f + g) (x) = f (x) + g(x) = Assim: f + g : RÂ {0.1. Resolução: Resta determinar a expressão analítica de f + g. Soma. x−2 x 3 1 10 + = .9. em R.1. 2} −→ R x −→ 1 x + . Resolução: Df +g = Df ∩ Dg = RÂ {2} ∩ RÂ {0} = RÂ {0. (2) Determine (f + g) (3) . chama-se soma de f com g à função que se representa por f + g e que tem por • domínio Df +g = Df ∩ Dg • expressão analítica (f + g) (x) = f (x) + g(x). Dadas duas funções reais de variável real f e g. as funções definidas por: f (x) = (1) Calcule Df +g . x−2 x 1 x + . Resolução: (f + g) (3) = f (3) + g(3) = (3) Defina f + g. Considere. x . Operações com funções 9. Exemplo 9.

9. 9. chama-se diferença de f com g à função que se representa por f − g e que tem por • domínio Df −g = Df ∩ Dg • expressão analítica (f − g) (x) = f (x) − g(x).2. (2) Calcule os zeros de r + t. Produto. . GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. −→ 5 + x − √ 1 − x. Soluções: (1) r + t : ]−∞.3. Diferença. Dadas duas funções reais de variável real f e g.72 IV.g e que tem por • domínio Df ×g = Df ∩ Dg • expressão analítica (f × g) (x) = f (x) × g(x). 1] −→ R x (2) −3. (1) Defina r + t. Sejam r e t duas funções reais de variável real definidas por: √ r(x) = 2 − 1 − x e t(x) = 3 + x.1. Dadas duas funções reais de variável real f e g. Exercício 9. chama-se produto de f com g à função que se representa por f.

Sendo f uma função constante.1. pois Dh×t = [2. 9. Quociente. reais de variável real é uma função que tem por • domínio D f = Df ∩ Dg ∩ {x ∈ R : g(x) 6= 0} . Assim. g . = (2) A funcão definida em R por s(x) = x − 6 é idêntica a h × t? Justifique. Considere. Produto de um escalar por uma função. OPERAÇÕES COM FUNÇÕES 73 Exemplo 9.2. representa-se por λg e a expressão analítica é dada por (λg) (x) = λg (x) . +∞[ e Ds = R. Resolução: Dh = Dt = {x ∈ R : x − 2 > 0} = {x ∈ R : x > 2} = [2. √ x−2−2 (1) Determine a expressão analítica que define h × t. em R. o produto f × g tem por domínio Dg . +∞[ vem Dh×t = Dh ∩ Dt = [2.4. h(x) = e t(x) = √ x − 2 + 2. 9. O quociente de duas funções f e g. verifica-se que têm a mesma expressão analítica mas não tem o mesmo domínio.3. logo não são idênticas.9. Resolução: ¡√ ¢ ¡√ ¢ (h × t) (x) = h(x) × t(x) = x−2−2 × x−2+2 = ¢2 ¡√ x − 2 − 22 = x − 2 − 4 = x − 6. f (x) = λ ∀x ∈ R. ∀x ∈ Dg . por exemplo. +∞[ .

Sendo Df = {x ∈ R : x + 1 > 0 } = [−1. • expressão analítica µ ¶ f f (x) (x) = . √ f Sendo f (x) = x + 1 e g(x) = x2 − 2x. +∞[ Â {0. √ µ ¶ x+1 f (x) f (x) = = 2 g g(x) x − 2x implicando que f : [−1. (2) Expressão analítica. 0[ ∪ ]0. g g(x) Exemplo 9. +∞[ . 2} −→ R g √ x+1 . 2} = . g Resolução: (1) Domínio.3. 2} vem Df g = [−1. x −→ 2 x − 2x = Df ∩ Dg ∩ {x ∈ R : g(x) 6= 0} = [−1. +∞[ Dg = R e {x ∈ R : g(x) 6= 0} = © ª x ∈ R : x2 − 2x 6= 0 = {x ∈ R : x(x − 2) 6= 0} = = {x ∈ R : x 6= 0 ∧ x − 2 6= 0} = {x ∈ R : x 6= 0 ∧ x 6= 2} = = RÂ {0. defina . em R. +∞[ ∩ R ∩ RÂ {0. 2[ ∪ ]2. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.74 IV.

Se f e g são f. Observação: Transformam-se por f os elementos do contradomínio da função g.v. sendo o seu domínio o conjunto Df ◦g = {x ∈ R : x ∈ Dg ∧ g(x) ∈ Df } . vem Df ◦g ½ = {x ∈ R : x ∈ Dg ∧ g(x) ∈ Df } = x ∈ R : x 6= 2 ∧ ¾ x ∈R = x−2 x x−2 = {x ∈ R : x 6= 2 ∧ x 6= 2} = {x ∈ R : x 6= 2} = RÂ {2} (2) Expressão analítica. Definição 9. Exemplo 9. definidas por f (x) = 2x − 1 e g(x) = e caracterizemos f og. Composição de funções..r.4. (f ◦ g) (x) = f [g(x)] = f implicando que µ x x−2 ¶ =2 x+2 x −1= x−2 x−2 f ◦ g : RÂ {2} −→ R x+2 . respectivamente. define-se fog.r.1.9. x −→ x−2 .5. Sendo Df = R Dg = RÂ {2} . Consideremos as funções reais de variável real. Resolução: (1) Domínio. fazendo (f ◦ g) (x) = f [g(x)] . OPERAÇÕES COM FUNÇÕES 75 9. com domínios Df e Dg .

é falsa a proposição: ∀ f. em R.2. (1) Defina r ◦ s. f ◦ g = g ◦ f . f e g . as funções definidas por: r(x) = x2 + 1 √ x−5 s(x) = t(x) = x − 4. . Assim. obtivemos expressões diferentes f ◦ g e g ◦ f. 1] definida por y(x) = √ 1 − x2 pode ser vista como a composta das funções g(x) = 1 − x2 √ f (x) = x. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. (2) Justifique porque não são idênticas as funções r ◦ s e t. Nota: No exemplo anterior. Note que y 6= g ◦ f que é a função de domínio R+ definida por 0 ¡√ ¢2 √ (g ◦ f ) (x) = g [f (x)] = g( x) = 1 − x = 1 − x. g .5. tendo-se y = f ◦ g. Exemplo 9. São dadas.76 IV. Duas funções. A função de domínio [−1. Exercício 9. dizem-se permutáveis se e só se f ◦ g = g ◦ f.

chama-se função identidade à função f : A −→ A x −→ x. 10.2. Sendo A ⊂ R. A função bijectiva de domínio R definida por f (x) = 2x + 5. é usual e tem muito interesse definir-se a inversa de uma função que seja. y ∈ Df Exemplo 10. Função inversa.v. tem por inversa a função x−5 de domínio R definida por f −1 (x) = . o domínio é o contradomínio de f e não o conjunto de chegada. 0 y = f (x). +∞[ −→ R x −→ x − 4 (2) Têm a mesma expressão analítica. A FUNÇÃO IDENTIDADE E FUNÇÃO INVERSA 77 Soluções: (1) r ◦ s : [5. 0 Sendo f uma função definida de Df em Df .1. Para as f. Função identidade. +∞[ e Dt = R. pelo menos. injectiva.r. para que a inversa f −1 esteja bem definida. a função inversa de f designa-se por f −1 e tem-se.10.1. Definição 10. 10. Quando A = R o gráfico da função identidade é a bissectriz dos quadrantes ímpares. A função identidade e função inversa 10.2. mas os domínios são diferentes pois Dr◦s = [5. Sendo f injectiva.1.r. 2 . Definição 10. x ∈ Df ⇐⇒ x = f −1 (y).

substituindo-se a letra y por x f −1 : R −→ R x −→ y = Nota: O gráfico de f −1 pode ser obtido do de f através duma simetria sobre a recta de equação y = x (bissectriz dos quadrantes ímpares). Note que se f e g são funções inversas. São exemplos de funções polinomiais. A uma função real de variável real. Obtém-se a expressão designatória de f −1 resolvendo em ordem a x a equação y = 2x + 5.78 IV. designa-se os elementos do 2 domínio por x e os transformados por y. que possa ser definida por um polinómio numa variável. 11. Como habitualmente. . chama-se função polinomial. Funções polinomiais Definição 11. Tem-se: y = 2x + 5. então o seu domínio é R. y ∈ R..1. x2 + 4x + 1. 2 y−5 . ∀x ∈ Df . (x + 1) 2x2 − 1 + 2x. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. . Observação: Como uma função deste tipo está bem definida para todo o número x−5 . 2 real.. então (f ◦ g) (x) = x. ∀x ∈ Dg e (g ◦ f ) (x) = x. x ∈ R ⇐⇒ x = implicando que f −1 (y) = y−5 . funções definidas por expressões do tipo: ¡ ¢ 2x + 1.

1. em R.11. b ∈ R. Exemplo 11.1. Função afim. FUNÇÕES POLINOMIAIS 79 11. por y = (2x − 3)2 − x (4x − 1) é uma função afim. Definição 11. • O seu gráfico é uma recta paralela ao eixo dos xx. Resolução: (1) D=R (2) y = (2x − 3)2 − x (4x − 1) ⇐⇒ y = −11x + 9.2. y = b. que intersecta o eixo dos yy no ponto (0. tem-se uma função constante. . o gráfico coincide com o eixo do xx. Propriedades Consideremos a função afim: y = ax + b com a. Vamos analisar dois casos: a = 0 e a 6= 0. Mostre que a função y definida. Chama-se função afim numa variável real x a toda a função do tipo f : R −→ R x −→ ax + b em que a e b são números reais. • Se b = 0. (1) a = 0 • Neste caso. b) .

— é crescente. isto é. mas se b = 0 todos os números reais são zeros da função. • Se b 6= 0. x2 ∈ R. ∀x1 . . • A função não é injectiva pois quaisquer dois elementos diferentes têm imagens iguais (b). visto que o contradomínio é igual ao conjunto de 0 chegada. — é negativa se x < −3. isto é Dy = R. y 4 3 2 1 -4 -3 -2 -1 -1 1 2 3 x 4 • Do seu gráfico conclui-se: — tem um zero: x = −3. a função não tem zeros.80 IV. — é sobrejectiva. Verifica-se também que não é sobrejectiva visto o seu contradomínio ser {b} e o conjunto de chegada ser R. x1 6= x2 =⇒ y1 6= y2 . quaisquer dois objectos diferentes têm imagens diferentes. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. — é injectiva. — é positiva se x > −3. (2) a 6= 0 • A função y = x + 3 é deste tipo: a = 1 e b = 3.

x2 ∈ R. visto que o contradomínio é igual ao conjunto de 0 chegada. (3) Caso geral (y = ax + b) com a 6= 0. y 6 4 2 -3 -2 -1 -2 1 2 3 4 x 5 • Do seu gráfico conclui-se: — tem um zero: x = 2.11. isto é. ∀x1 . — é decrescente. quaisquer dois objectos diferentes têm imagens diferentes. FUNÇÕES POLINOMIAIS 81 • Consideremos agora a função afim y = −2x + 4 em que a = −2 e b = 4. isto é Dy = R. x1 6= x2 =⇒ y1 6= y2 . Zeros y = 0 ⇐⇒ ax + b = 0 ⇐⇒ x = − Sinal Função positiva ax + b > 0 ⇐⇒ x > − ax + b > 0 ⇐⇒ x < − b a>0 a b a a<0 Função negativa ax + b < 0 ⇐⇒ x < − ax + b < 0 ⇐⇒ x > − b a b a b a . — é sobrejectiva. — é injectiva. — é negativa se x > 2. — é positiva se x < 2.

2a Refere-se. f : R −→ R x −→ ax2 + bx + c com a. calculando o sinal de b2 − 4ac . que muitas vezes há interesse em saber se a função quadrática tem ou não zeros. Função quadrática é toda a função que pode ser definida por um polinómio do 2o .2. x2 ∈ R • é sobrejectiva. Definição 11. o que prova a sobrejectividade. isto é. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. grau numa variável real. 11. b. é verdadeira a proposição x1 6= x2 =⇒ y1 6= y2 . ∀x1 . independentemente de se conhecer o seu valor. • É injectiva. portanto o contradomínio da função é também R. Zeros Os zeros da função quadrática são as soluções da equação ax + bx + c = 0 ⇐⇒ x = 2 −b ± √ b2 − 4ac . a O domínio da função inversa é R. c ∈ R e a 6= 0.3. pois invertendo a função tem-se: y = ax + b ⇐⇒ y − b = ax ⇐⇒ x = y−b . Função quadrática.82 IV. Nesta situação.

(1) f (x) = 3x2 . b 2a Exemplo 11. defina uma função quadrática com: (1) dois zeros. 8 .11. 3± √ 9−8 ⇐⇒ x = 1 ∨ x = 2 2 3 2 N ao tem zeros. Resolução f (x) = 0 ⇐⇒ 3x2 = 0 ⇐⇒ x = 0 (2) g(x) = 2x2 + 3.3. Determine k. 2. de modo que a expressão 2x2 −3x+k. Exemplo 11.2.2. ˜ Zero : 0. FUNÇÕES POLINOMIAIS 83 que se chama “discriminante ” e representa-se por 4. Calcule os zeros de cada uma das funções seguintes. definidas em R. Resolução g(x) = 0 ⇐⇒ 2x2 + 3 = 0 ⇐⇒ x2 = − (3) h(x) = x2 − 3x + 2. Resolução h(x) = 0 ⇐⇒ x2 − 3x + 2 = 0 ⇐⇒ x = zeros : 1. resolução 9 4 > 0 ⇐⇒ 9 − 4.k > 0 ⇐⇒ k < . tem-se: √ ⎧ −b − b2 − 4ac ⎪ ⎪ x1 = ⎨ 2a • 4 > 0 ⇒ há dois zeros reais : √ ⎪ 2 ⎪ ⎩ x = −b + b − 4ac 2 2a • 4 = 0 ⇒ há um zero real ( duplo): x1 = − • 4 < 0 ⇒ Não há zeros reais.

8 (3) nenhum zero. (2.2. y 15 10 5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 x 4 . • Se x = 0 • Se x = 1 • Se x = 2 • Se x = −1 • Se x = −2 vem vem vem vem vem y=0 y=2 y=8 y=2 y=8 . (1. (−2. 8 Estudo gráfico da função quadrátrica Comecemos por representar o gráfico de funções do tipo x → y = ax2 .2. (0. (−1.84 IV. • Considerando um referencial cartesiano ortogonal e monométrico. comecemos por determinar alguns pontos. 2) .k < 0 ⇐⇒ k > . (2) um zero. resolução 9 4 = 0 ⇐⇒ 9 − 4. 8) Fazendo a marcação destes pontos e unindo-os de seguida por uma linha contínua obtém-se o gráfico de y = 2x2 . 2) . (1) a > 0 • Consideremos a função definida por y = 2x2 . resolução 9 4 < 0 ⇐⇒ 9 − 4.k = 0 ⇐⇒ k = . 0) . a 6= 0 e b = c = 0. 8) . GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. cujo domínio é R.

0[ e crescente no intervalo ]0. 0) situado sobre este eixo é o vértice da parábola. Da observação do gráfico conclui-se ainda: — é decrescente no intervalo ]−∞. (1. +∞[ . — é uma função par (justifique). (2) a < 0 • Consideremos a função definida por y = −2x2 . −8) x 4 y -5 -10 -15 • Obteve-se assim uma parábola com: . +∞[ . o ponto (0. • Tal como no exemplo anterior. — não é injectiva (justifique). — não é sobrejectiva (justifique). (−2. (0. — tem como contradomínio o intervalo [0. −8) . cujo domínio é R. — tem a concavidade voltada para a parte positiva do eixo dos yy (para cima) . tem como eixo de simetria o eixo dos yy.11. −2) . FUNÇÕES POLINOMIAIS 85 Esta linha chama-se parábola e. −2) . 0) . atribuímos diferentes valores a x e calculamos os correspondentes valores de y. • Se x = 0 • Se x = 1 • Se x = 2 • Se x = −1 • Se x = −2 Tem-se: -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 vem vem vem vem vem y=0 y = −2 y = −8 y = −2 y = −8 . (2. (−1.

c ∈ R e a 6= 0. basta determinar as coordenadas do vértice e os seus zeros. Atendendo a que a parábola tem um eixo de simetria. Nota: Uma parábola tem: • um eixo de simetria. 0[ . 0] . • Zeros: f (x) = 0 ⇐⇒ −2x2 + 8x + 10 = 0 ⇐⇒ x = −1 ∨ x = 5. Resolução. +∞[ e crescente no intervalo ]−∞. — não sobrejectiva (justifique). caso existam. — par (justifique). b. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.86 IV. — concavidade no sentido negativo do eixo dos yy (voltada para baixo) . — eixo de simetria coincidente com o eixo dos yy. — contradomínio o intervalo ]−∞. a abcissa do vértice é a média . (1) f (x) = −2x2 + 8x + 10. o vértice vai estar exactamente a meio dos zeros. • Coordenadas do vértice. • E a função é: — decrescente no intervalo ]0.4. Represente graficamente funções abaixo indicadas. — vértice na origem. • o vértice (ponto da parábola que pertence ao eixo de simetria) . isto é. • concavidade voltada para cima se a > 0. Exemplo 11. É facil de verificar que para obter o gráfico de uma função quadrática. — não injectiva (justifique). ou melhor. • concavidade voltada para baixo se a < 0. Vamos agora mostrar como representar o gráfico da função quadrática (caso geral) . y = ax2 + bx + c com a.

. • Zeros: g(x) = 0 ⇐⇒ x2 − 10x + 25 = 0 ⇐⇒ x = 5. visto a parábola ser tangente ao eixo das abcissas. obtendo-se V −→ (2. FUNÇÕES POLINOMIAIS 87 dos zeros da função. Atendendo a que a concavidade é virada para baixo (a = −2 < 0) . Resolução.11. • Gráfico. podemos representar o gráfico da função. tendo-se: y 20 15 10 5 -2 -1 -5 1 2 3 4 5 x 6 (2) g(x) = x2 − 10x + 25. Neste caso o zero é o vértice da função. 18) . • Gráfico. Assim a abcissa do vértice é xv = −1 + 5 =2 2 e a ordenada do vértice será yv = f (2) = −8 + 16 + 10 = 18. • Coordenadas do vértice.

2 . Resolução. Tem-se: h(x) = 5 ⇐⇒ x2 + 4x + 5 = 5 ⇐⇒ x2 + 4x = 0 ⇐⇒ 2 −4 ± √ 16 − 4 × 1 × 5 .88 IV. • Zeros: h(x) = 0 ⇐⇒ x + 4x + 5 = 0 ⇐⇒ x = que é uma equação impossível em R. • Coordenadas do vértice. 0 + (−4) = −2. vem: y 10 5 -1 1 2 3 4 5 6 7 x 8 (3) h(x) = x2 + 4x + 5. O vértice ficará no meio deles dada a simetria da parábola. O mais fácil nesta situação é procurar os objectos cuja imagem seja 5 porque a equação do 2o grau a resolver simplifica-se. vamos arranjar dois pontos com a mesma imagem. Como a função não tem zeros. Sendo a = 1 > 0 (concavidade virada para cima) . 2×1 ⇐⇒ x (x + 4) = 0 ⇐⇒ x = 0 ∨ x + 4 = 0 ⇐⇒ x = 0 ∨ x = −4. A abcissa do vértice é a média destas duas abcissas: xv = A ordenada é yv = h(−2) = 4 − 8 + 5 = 1. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.

FUNÇÕES POLINOMIAIS 89 Temos então que V −→ (−2. a = A abcissa do vértice é a média destes dois valores: xv = − A ordenada do vértice é yv = f (xv ) . Fazemos então: ax2 + bx + c c ⇐⇒ ax2 + bx = 0 ⇐⇒ x (ax + b) = 0 ⇐⇒ b ⇐⇒ x = 0 ∨ ax + b = 0 ⇐⇒ x = 0 ∨ x = − . yv ) = − . Tem-se assim: µ ¶¶ µ b b V −→ (xv . Assim.11. a abcissa do vértice fica sempre a igual distância de dois objectos com a mesma imagem. 2a 2a b . 1) . podemos sempre seguir o método exposto no exemplo anterior para facilmente encontrar as coordenadas do vértice. f − . 2a . • Gráfico. Sendo a = 1 > 0 (concavidade virada para cima) vem: y 10 8 6 4 2 -5 -4 -3 -2 -1 1 x 2 Nota: Devido à simetria da parábola.

b e c ∈ R e a 6= 0.o grau. Resolva. Os zeros serão dados por x2 − 4x + 3 = 0 ⇐⇒ x = 1 ∨ x = 3. 11. . Para resolver inequações do 2. Definição 11.4. as seguintes inequações. tem-se: x2 − 4x + 3 > 0 ⇐⇒ x ∈ ]−∞.o . GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. fora do intervalo dos zeros.90 IV. dentro do intervalo dos zeros. e o sinal contrário ao de a. 1[ ∪ ]3.5. em R. Sabendo que a função f (x) = x2 −4x+3 toma o sinal contrário ao de a quando x pertence ao intervalo dos zeros e o sinal de a fora desse intervalo. Chama-se inequação do 2.o grau basta estudar o sinal da função quadrática y = ax2 + bx + c. +∞[ . Exemplo 11. (1) x2 − 4x + 3 > 0. b e c ∈ R e a 6= 0. Note que qualquer função quadrática toma o sinal de a.o grau na variável x a toda a condição que se possa reduzir à forma ax2 + bx + c > 0 ou ax2 + bx + c < 0 com a.3. Nota: São ainda inequações do 2. grau as condições: ax2 + bx + c > 0 e ax2 + bx + c ≤ 0 com a. Resolução. Inequações do 2.

3 . x2 + 4 < 3x ⇐⇒ x2 − 3x + 4 < 0 ⇐⇒ x ∈ ∅. FUNÇÕES POLINOMIAIS 91 (2) 5x − 2x2 + 7 > 4. podemos recorrer a um quadro de sinais. (4) 2 x+2 < . x+2 1−x 2 x+2 2 ⇐⇒ − < 0 ⇐⇒ 2x + 1 1 − x 2x + 1 2x2 + 7x x (2x + 7) ⇐⇒ < 0 ⇐⇒ < 0. tem-se: ¸ ∙ 1 −2x + 5x + 3 > 0 ⇐⇒ x ∈ − . Resolução. Temos então: . 5x − 2x2 + 7 > 4 ⇐⇒ −2x2 + 5x + 3 > 0. a inequação é uma condição ímpossivel. 2 Sabendo que a função f (x) = −2x2 + 5x + 3 toma o sinal contrário ao de a quando x pertence ao intervalo dos zeros e o sinal de a fora desse intervalo.11. 2 2 (3) x2 + 4 < 3x. 2 A função f (x) = x2 − 3x + 4 não tem zeros e. Resolução. toma sempre o sinal de a. Assim. Os zeros serão dados por 1 −2x2 + 5x + 3 = 0 ⇐⇒ x = − ∨ x = 3. (1 − x) (2x + 1) (1 − x) (2x + 1) < Para resolver a inequação. portanto. 1 − x 2x + 1 Resolução. Os zeros serão dados por x − 3x + 4 = 0 ⇐⇒ x = 2 3± √ 9 − 16 (equacão ímpossivel em R) .

1. (2) 0 e −3. 0 ∪ ]1.92 IV. 2 4 2 4 4 4 Definição 12. 12. x 2x2 + 7x −2x2 + x + 1 2x2 + 7x −2x2 + x + 1 −∞ − 7 2 + − − 0 − 0 − − −1 2 − 0 0 − 0 1 + + +∞ + − + + + 0 + s/s − 0 + s/s − Verifica-se que as soluções da inequação são os valores de x tais que: ¸ ∙ ¸ ∙ 7 1 x ∈ −∞. Exemplo 12. Sendo a um número real qualquer e δ um número real positivo. Noções topológicas. (3) − 1 e − 3 2 4 Resolução: d (0. − ∪ − . Dados dois números reais x e y.1. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.1. Resolução: d (2. chama-se vizinhança . ¡ ¡ ¢¯ ¯ ¯ ¢ ¯ Resolução: d − 1 . Limites de funções reais de variável real. +∞[ .2. − 3 = ¯− 1 − − 3 ¯ = ¯ 1 ¯ = 1 . y) = |x − y| . Definição 12. Determine a distância entre os números reais: (1) 2 e 3. chama-se distância de x a y ao valor absoluto da sua diferença: d (x. 3) = |2 − 3| = |−1| = 1. −3) = |0 − (−3)| = |3| = 3. 2 2 12.

12. Exemplo 12.1 (3) . (1) Seja C = ]1.1 (2) = {x ∈ R : |x − 2| < 0. 93 de centro a e raio δ ao conjunto dos números reais cuja distância a a é inferior a δ. Definição 12.3.01 (0) = {x ∈ R : |x| < 0. 01} = ]−0. a é ponto interior de C ⇔ ∃δ ∈ R+ : Vδ (a) ⊂ C Ao conjunto de todos os pontos interiores de C chama-se interior de C e representa-se por int (C). Determine um valor de δ de modo que: (1) Vδ (3) ⊂ V0. Sejam C um subconjunto de R e a um elemento de C. 01. 2[ . Exemplo 12. Exercício 12. Diz-se que a é ponto interior de C se e só se existe pelo menos uma vizinhança de a contida em C. LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. 02[ . 5. porque V0. O ponto 1. Vδ (a) = {x ∈ R : |x − a| < δ} = ]a − δ.3. 3. 1[ . (2) V0. 2[ . 0. (2) Vδ (3) ⊂ ]2.1 (1. . 6 é ponto interior de C. Considere as seguintes vizinhanças: (1) V0. 2. 9. 1} = ]1. 01[ . a + δ[ . 6) ⊂ ]1.1.2.

Definição 12. Seja B = ]−∞. Sejam C um subconjunto de R e b um número real. Exercício 12. Então F r(B) = {3. Vδ (b) ∩ C 6= ∅ ∧ Vδ (b) ∩ R\C 6= ∅ Ao conjunto de todos os pontos fronteiros de C chama-se fronteira de C e representa-se por F r(C). 3[ .94 IV. (2) coincida com o seu interior. Determine o interior e a fronteira de cada um dos conjuntos de números reais: (1) A = {2. 2[ do exemplo anterior.5. 3] ∪ {5} . b diz-se ponto fronteiro de C se e só se as intersecções de qualquer vizinhança de b com C e com o seu complementar forem ambas não vazias. Definição 12. Sejam C um subconjunto de R e d um número real. 1 . b é ponto fronteiro de C ⇔ ∀δ ∈ R+ . Exemplo 12.3. O interior de C é o próprio conjunto C. 3] ∪ {5} . os pontos fronteiros são 1 e 2 e a fronteira é o conjunto {1. 5[ . Exercício 12. (2) Seja B = ]−∞. Relativamente ao conjunto ]1.4. 5} . 2[ . 2} . Então. int(B) = ]−∞.4. pois qualquer vizinhança de 2 possui pontos que não pertencem a ]1. Já 2 não é ponto interior de C. Dê um exemplo de um conjunto que: (1) coincida com a sua fronteira. diz-se que d é ponto de acumulação . GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. ¤ £ (2) B = −3.5. Exemplo 12. 2 (3) C = {x ∈ R : |x + 1| ≤ 3} .2. 3} ∪ ]4.

6. Tem-se A0 = [1. ∃a ∈ C : a 6= d ∧ a ∈ Vδ (d) O conjunto de todos os pontos de acumulação de um conjunto C chama-se derivado de C e representa-se por C’. x→a lim f (x) = b ⇐⇒ ∀ε > 0 ∃δ > 0 : 0 < |x − a| < δ =⇒ |f (x) − b| < ε. 3 é ponto isolado de A. d é ponto de acumulação de C ⇔ ∀δ ∈ R+ .6. Chama-se ponto isolado de C a um elemento de C que não é ponto de acumulação. Diz-se que o limite de f quando x tende para a é o número real b se e só se para toda a vizinhança de b de raio ε existe uma vizinhança de a de raio δ tal que x ∈ Vδ (a) \ {a} =⇒ f (x) ∈ V ε (b) . Seja A = ]1. Definição de limite de uma função. 12.7 (Limite de Cauchy). 2[ ∪ {3} . Exemplo 12. 95 de C se e só se em qualquer vizinhança de d existe pelo menos um elemento de C diferente de d. Seja f uma função real de variável real e a ∈ R um ponto de acumulação do seu domínio.12. LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. isto é. Definição 12. 2] . .2. Definição 12.

. • Para tal é necessário que f esteja definida numa vizinhança de a. Exemplo 12. • Em caso algum. Observações: • Se b é o limite de f quando x tende para a.96 IV. represente-a graficamente e verifique ( graficamente) que lim f (x) = a. x→a Resolução: Em primeiro lugar Df = R pelo que todos os pontos são de acumulação. Dada a função definida por f (x) = x. Basta tomar δ = ε para ter a certeza que para todo o ε > 0 x ∈ Vδ (a) \ {a} =⇒ f (x) ∈ V ε (a) . • A afirmação “b é o limite da função f ” não tem qualquer sentido se não indicar a condição “quando x tende para a”. b é um número real. • O limite de f quando x tende para a dá-nos o comportamento da função quando x é vizinho de a não havendo necessidade de f estar definida em a. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.7. esse limite é o único. b é uma expressão com variáveis. daí que a definição exija que a seja um ponto de acumulação do domínio de f. excepto possivelmente em a. • Se b é o limite de f quando x tende para a.

Vamos agora estudar o caso geral das funções cujos valores se tomam arbitrariamente grandes numa vizinhança de um número a.3. Considere-se a função f definida em R\ {0} por f (x) = 1 . Como no exemplo anterior. Para tal é útil a introdução de dois números que não são números reais. 000 0001 x = 0. correspondem imagens f (x) “ muito grandes ” em módulo. 000 000 001 x = −0. x Vamos examinar o comportamento de f nas vizinhanças de zero. f (x) = 10 000 000 f (x) = −10 000 000 f (x) = 1 000 000 000 f (x) = −1 000 000 000 Estes exemplos mostram que. .12. 000 000 001 A valores de x muito grandes em módulo correspondem imagens f (x) muito peque- . 000 0001 f (x) = 0. 000 000 001 . . 000 000 001 f (x) = −0. . . 000 0001 x = −0. a valores de x “ muito pequenos ” em módulo. Estudemos agora o comportamento de f para valores de x “ grandes ” em módulo. ou arbitrariamente próximos de um valor b para valores “grandes ”de x. x = 0. 000 0001 f (x) = −0. . 97 12. LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. o outro menor . f (x) = 0. Extensão da noção de limite. considerem-se os caso seguintes: x = 10 000 000 x = −10 000 000 x = 1 000 000 000 x = −1 000 000 000 nas em módulo. um que é maior que todos os números reais. .

V−A ) da forma ]A. +∞[ (resp. −A[) . Nota: Insistimos sobre o facto que os seguintes elementos não estão definidos ∞ 0 em R : ∞ − ∞. . Estas regras de cálculos foram estabelecidas de acordo com a noção intuitiva de número maior que todos os outros. (−∞) + (−∞) = −∞. Representa-se por R o conjunto R∪ {+∞. Estes dois números correspondem às noções intuitivas de infinito positivo e infinito negativo. ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ x ¯ ¯ x ¯ ¯ ¯ ¯ • ∀x ∈ R . x + ∞ = +∞ + x = +∞. representados por +∞ (mais infinito) e −∞ (menos infinito) . 0 ∞ Uma vizinhança de +∞ (resp. |x| × (+∞) = (+∞) × |x| = +∞. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. / / • ∀x ∈ R . que todos os números reais. x < +∞ . • ∀x ∈ R . verificando as seguintes condições: • +∞ ∈ R . Considerem-se dois elementos. 0 • (−1) × (+∞) = −∞ . −∞ ∈ R. ¯x¯ ¯ ¯ • ∀x ∈ R\ {0} . • ∀x ∈ R\ {0} . −∞ < x. • (+∞) + (+∞) = +∞ . (−1) × (−∞) = +∞. onde A é um número real positivo.98 IV. −∞} munido com a adição e a multiplicação usuais completadas pelas condições que definem o cálculo para os elementos infinitos. x − ∞ = −∞ + x = −∞. ]−∞. ∀x ∈ R . • (+∞) × (+∞) = +∞. ¯ ¯ +∞ ¯ = ¯ −∞ ¯ = 0. − ∞) é qualquer intervalo VA (resp. não reais. . 0 × ∞. ¯ ¯ = +∞. • ∀x ∈ R . .

b = +∞ x→a lim f (x) = +∞ ⇐⇒ ∀B > 0 ∃δ > 0 : x ∈ Vδ (a) \ {a} =⇒ f (x) ∈ VB ⇐⇒ ∀B > 0 ∃δ > 0 : 0 < |x − a| < δ (3) =⇒ f (x) > B a ∈ R . LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. +∞[ ⇐⇒ x > A x ∈ ]−∞. −A[ ⇐⇒ x < −A.b∈R x→a lim f (x) = b ⇐⇒ ∀ε > 0 ∃δ > 0 : x ∈ Vδ (a) \ {a} =⇒ f (x) ∈ V ε (b) ∀ε > 0 ∃δ > 0 : 0 < |x − a| < δ =⇒ |f (x) − b| < ε (2) a ∈ R .12. b ∈ R x→+∞ =⇒ f (x) < −B lim f (x) = b ⇐⇒ ∀ε > 0 ∃A > 0 : x ∈ VA =⇒ f (x) ∈ Vε (b) ⇐⇒ ∀ε > 0 ∃A > 0 : x > A =⇒ |f (x) − b| < ε (5) a = +∞ . b = +∞ x→+∞ lim f (x) = +∞ ⇐⇒ ∀B > 0 ∃A > 0 : x ∈ VA =⇒ f (x) ∈ VB ⇐⇒ ∀B > 0 ∃A > 0 : x > A =⇒ f (x) > B . Temos assim: (1) a∈R. Se a for infinito. Vε (b) é substituída por VB . Vδ (a) dá lugar a VA e se b for infinito. 99 Tem-se x ∈ ]A. A definição de Cauchy pode agora generalizar-se aos casos em que a e b não são finitos. b = −∞ x→a lim f (x) = −∞ ⇐⇒ ∀B > 0 ∃δ > 0 : x ∈ Vδ (a) \ {a} =⇒ f (x) ∈ V−B ⇐⇒ ∀B > 0 ∃δ > 0 : 0 < |x − a| < δ (4) a = +∞ .

b = −∞ x→+∞ lim f (x) = −∞ ⇐⇒ ∀B > 0 ∃A > 0 : x ∈ VA =⇒ f (x) ∈ V−B ⇐⇒ ∀B > 0 ∃A > 0 : x > A =⇒ f (x) < −B (7) a = −∞ .100 IV.8. Isto ocorre pois quando x tende para zero e x é positivo. Quando x tende para zero. x→−∞ x→+∞ lim f (x) = 0 lim f (x) = 0. f (x) é arbitrariamente grande negativo. mas se x é negativo. a imagem de f (x) não se aproxima de nenhum elemento de R pelo que não existe lim f (x). b = −∞ x→−∞ lim f (x) = −∞ ⇐⇒ ∀B > 0 ∃A > 0 : x ∈ V−A =⇒ f (x) ∈ V−B ⇐⇒ ∀B > 0 ∃A > 0 : x < −A =⇒ f (x) < −B Exemplo 12. . (6) a = +∞ . x→0 f (x) é arbitrariamente grande positivo. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. tem-se: x . b = +∞ x→−∞ lim f (x) = +∞ ⇐⇒ ∀B > 0 ∃A > 0 : x ∈ V−A =⇒ f (x) ∈ VB ⇐⇒ ∀B > 0 ∃A > 0 : x < −A =⇒ f (x) > B (9) a = −∞ . b ∈ R x→−∞ lim f (x) = b ⇐⇒ ∀ε > 0 ∃A > 0 : x ∈ V−A =⇒ f (x) ∈ Vε (b) ⇐⇒ ∀ε > 0 ∃A > 0 : x < −A =⇒ |f (x) − b| < ε (8) a = −∞ . Dada a função f definida por f (x) = 1 .

então f (x) aproxima-se de 3. considerarmos apenas os valores de x inferiores a 1. isto é. 1 + ε[ . diremos que o limite da função à direita de 1 é 3. x ∈ ]1 − ε. . • Se em vez de trabalharmos com Vε (1).8. verificamos que f (x) tende para −1. isto é x ∈ ]1. LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. x > a) =⇒ f (x) ∈ Vε (b).4. Diz-se que b é o limite de f à esquerda (resp. Considere-se a função f definida por ⎧ ⎨ 2x + 1 f (x) = ⎩ 2x − 3 se se x>1 x<1 .12. diremos que o limite de f à esquerda de 1 é igual a −1. direita) de a se para todo ε > 0 existir um δ > 0 tal que x ∈ Vδ (a) ∧ x < a ( resp. x→1 • Se em vez de trabalharmos com x ∈ ]1 − ε. 1 + ε[ . Seja f uma função real de variável real e a um ponto de acumulação do domínio de f . 1[ . Limites laterais. Escreve-se: x→1+ lim f (x) = 3. 101 12. Observando o gráfico da função concluímos que: • Não existe lim f (x). Definição 12. considerarmos apenas os valores de x superiores a 1. Escreve-se: x→1− lim f (x) = −1.

Teorema 12. Exemplo 12.1. • Tem-se: x→−1− lim f (x) = 1 . Observe-se o seguinte gráfico de uma função f . x→−1+ lim f (x) = 2. x→a x→a− x→a x→a− Observação: Resulta deste teorema que se lim+ f (x) 6= lim f (x) então não existe x→a lim f (x).Para b ∈ R. x→a lim f (x) = b ⇐⇒ lim+ f (x) = lim f (x) = b.9. .102 IV. Seja f uma função real de variável real e a um ponto de acumulação do domínio. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. + x→3 pelo que lim f (x) = 0. x→−1 Note-se que −1 não é ponto do domínio mas é um ponto de acumulação do domínio. • Tem-se: x→3− lim f (x) = 0 e lim f (x) = 0. x→3 Note-se que 3 não é ponto do domínio mas é um ponto de acumulação do domínio. ( com as devidas alterações caso b seja infinito). pelo que não existe lim f (x).

103 • Finalmente lim f (x) = −2. Exemplo 12. + − x→0 x→0 (4) Existe lim t(x)? Justifique. • O número 2 é ponto de acumulação do domínio mas só podemos considerar valores de x superiores a 2. (3) Graficamente.10. + x→2 x→2 . (1) O ponto 0 é ponto de acumulação de Dt ? Justifique. x→0 Observação: Se a função está definida apenas à direita (resp. Exercício 12.12. esquerda) de a.4. LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. se se x>0 x<0 . (justifique) x→4 ⎧ ⎨ x2 + 1 Seja t a função definida por t(x) = ⎩ −1 − x2 (2) Esboce o gráfico da função. esquerda) de a. Considere-se a função definida por f (x) = √ x − 2 cujo gráfico é o seguinte: Verifica-se que: • O domínio de f é Df = [2. +∞[ . então o valor do limite de f quando x tende para a coincide com o limite à direita (resp. determine lim t(x) e lim t(x). Então: lim f (x) = lim f (x) = 0.

GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.104 IV. Seja ε > 0 arbitrário. Suponhamos que x→a lim f (x) = b e limf (x) = c x→a com b. Tem-se pelas propriedades dos módulos. As propriedades dos limites vão permitir-nos calcular limites sem recorrer à definição.5. Se existir o limite de f quando x tende para a ∈ R . |f (x) − b| < ε e |f (x) − c| < ε. Propriedades dos limites de funções. quer dizer . Considere-se δ = min {δ 1 .1 (Unicidade do Limite). Demonstração. 12. tem-se f (x) ∈ Vε (b) ∩ Vε (c). Então para x ∈ Vδ (a) \ {a} . este será único. b = c. Consequentemente lim f (x) é x→a único. isto é.5. Sendo ε arbitrário resulta que |b − c| = 0. δ 1 } . ¤ . Propriedade 12. Então existem δ 1 e δ 2 tais que x ∈ Vδ1 (a) \ {a} ⇒ f (x) ∈ Vε (b) e x ∈ Vδ2 (a) \ {a} ⇒ f (x) ∈ Vε (c). c ∈ R (caso b ou c sejam infinitos o raciocínio é semelhante) . |b − c| = |b − f (x) + f (x) − c| |b − c| = |b − f (x) + f (x) − c| ≤ |f (x) − b| + |f (x) − c| ≤ 2ε.

Determine : (1) lim 5.3 (Limite de uma Soma).11. chama-se indeterminação ∞ − ∞. x→+∞ x→−∞ (3) lim 0.2 (Limite de Uma Constante). Se f é uma constante então o limite de f quando x tende para a ∈ R é a própria constante. x→2 x→2 . e tem que ser analisado caso a caso.12. 105 Propriedade 12. Propriedade 12. elementos de R. vem x→2 lim (x + 3) = lim x + lim 3 = 2 + 3 = 5. LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL.5.5. Exemplo 12. (exceptuando o caso em que b e c são ambos infinitos de sinais contrários) então a função f + g tende para b + c quando x tende para a. Exercício 12. quando x tende para a ∈ R. Observação: O caso em que b e c são infinitos de sinais contrários. Calcule lim (x + 3) . x→3 (2) lim (−4) . Se f e g tendem para b e c.5. x→2 Resolução: Atendendo às propriedades dos limites.

Utilize esta propriedade para justificar que: (1) lim [k. Exercício 12. (4) lim (2 − x) . GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. então x→a lim (f. x→a x→a h i2 h in (2) lim [f (x)]2 = lim f (x) .5. x→1 Resolução: x→1 ³ ´2 ¢ ¡ lim 4x2 + 2x + 1 = 4lim x2 + 2lim x + lim 1 = 4 lim x + 2 × 1 + 1 = x→1 x→1 x→1 x→1 = 4 × 1 + 2 + 1 = 7. Determine: (1) lim (x2 + 3x + 2) .6.f (x)] = k. Propriedade 12. x→+∞ x→−∞ x→−∞ (3) lim (x + 5) . Determine: (1) lim (x + 2) . .4 (Limite de um Produto). 2 Exercício 12.lim f (x) (k constante) .7. x→a x→a x→a x→a Exemplo 12.8. exceptuando-se o caso b = ∞ e c = 0 (ou x→a x→a b = 0 e c = ∞). Se lim f (x) = b e lim g(x) = c. Exercício 12. x→+∞ x→−∞ (3) lim (2x3 + 7) .12. com b. x→−2 (2) lim (3x2 + 4) . mais geralmente lim [f (x)]n = lim f (x) . Calcule lim (4x2 + 2x + 1) .106 IV.g) (x) = b.c. x→1 (2) lim (3 − x) . c ∈ R .

12. LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL.

107

Propriedade 12.5.5 (Limite de um Quociente). Suponhamos que f e g tendem para b e c respectivamente quando x tende para a , f b exceptuando os casos de ambos serem nulos ou ambos infinitos, então tende para g c quando x tende para a. Exemplo 12.13. x Determine lim . x→2 x + 1 Resolução lim x x 2 2 x→2 = = = . x→2 x + 1 lim (x + 1) 2+1 3 lim
x→2

Exercício 12.9. Determine: (1) lim 5
x→+∞ x2

; 1 x;

x2 x +3 ; (3) lim x→0 x − 1 x . (4) lim − x→−1 x + 1
x→−∞ 2

(2) lim

2−

Propriedade 12.5.6 (Limite de uma Raiz). p √ Se lim f (x) = b e p ∈ N então lim p f (x) = p b, admitindo no caso de p ser par, que f (x) > 0 ∀x ∈ Df .
x→a x→a

Observação: Caso b seja infinito, Exemplo 12.14. 5x √ . Calcule lim x→8− 6 − 5x − 4 Resolução:

√ p b também será infinito.

5x √ = lim − x→8 6 − 5x − 4 =

x→8

lim 5x − ¢= ¡ x→8 √ lim 6 − 5x − 4 − q 40
x→8−

6−

lim (5x − 4)

=

40 = +∞. 0+

108

IV. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.

Exercício 12.10. (1) Determine: √ (a) lim 3 10 + 5x − x3 ;
x→−2 x→0

(b) lim (3x2 + x) ; 4x − 3 ; x→−1 x + 1 4x − 3 (d) lim − ; x→−1 x + 1 x2 . (e) lim − x→−3 x − 3 (c) lim +

(2) Seja a função h definida, em R, por ⎧ ⎨ 2x se x > 3 h(x) = ⎩ x2 − 3 se x < 3 (a) Calcule lim h(x) e
x→5 x→−∞

.

lim h(x).

(b) Investigue se existe lim h(x) , calculando lim h(x) e lim h(x). + −
x→3 x→3 x→3

(3) Considere, em R , as funções f e g definidas por: ⎧ ⎧ ⎨ −x2 se x > 0 ⎨ x2 − x + 2 se x > 0 e g(x) = f (x) = ⎩ 1 − x se x < 0 ⎩ 2x + 1 se x < 0 (a) Mostrar que não existem lim f (x) nem lim g(x).
x→0 x→0 x→0

.

(b) Definir, em R , a função f + g e calcular, se existir, lim (f + g) (x) . (c) Calcular lim (f + g) (x) e
x→+∞ x→−∞

lim (f + g) (x) .

(4) Considere as funções reais , de variável real, definidas por: f (x) = x2 2 3 e g(x) = 1 − . +1 x

(a) Calcule lim f (x) e lim g(x).
x→+∞ x→+∞

(b) Determine lim

f (x) g(x) e lim . x→+∞ g(x) x→+∞ f (x)

12. LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL.

109

(5) É dada a função t definida, em R ⎧ ⎪ −2x ⎪ ⎪ ⎨ t(x) = x2 + 1 ⎪ ⎪ ⎪ ⎩ 3x − 2 Investigue se existe: (a) lim t(x);
x→−1

, por: se x < −1

se −1 ≤ x < 2 . se x > 2

(b) lim t(x).
x→2

12.6. Indeterminações. Nas situações em que a aplicação das propriedades não permite chegar a um resultado, estamos em presença de operações não definidas em R, a que chamamos indeterminações. A resolução destas indeterminações deve ser feita caso a caso. Vamos aqui ver métodos de resolução para as indeterminações ∞ − ∞, 0 × ∞, 12.6.1. Indeterminações quando x tende para a (finito). 0 ∞ e . 0 ∞

Vamos verificar que todas as indeterminações deste tipo se podem reduzir à indeter0 minação . 0 (1) lim x3 − 3x2 + 4x − 2 x→1 x2 − 3x + 2

Resolução. Aplicando o teorema do limite do quociente obtemos

0 , o que 0 mostra que 1 anula os termos da fracção. Efectuando a divisão por, x − 1 pela regra de Ruffini vem: 1 1 1 −3 1 −2 4 −2 2 −2 2 0 1 1 1 −3 1 −2 2 −2 . 0

Então: x3 − 3x2 + 4x − 2 (x − 1) (x2 − 2x + 2) = lim . x→1 x→1 x2 − 3x + 2 (x − 1) (x − 2) lim

110

IV. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.

Como o limite se calcula quando x tende para 1 por valores diferentes de 1, vem x − 1 6= 0, e consequentemente x3 − 3x2 + 4x − 2 x2 − 2x + 2 lim = lim = −1. x→1 x→1 x2 − 3x + 2 x−2

√ x−3 (2) lim x→9 x − 9

0 Resolução. Aplicando os teoremas sobre limites obtemos . Vamos multiplicar 0 √ ambos os termos da fracção por x + 3, vem: √ √ √ x−3 ( x − 3) ( x + 3) √ = lim lim x→9 x − 9 x→9 (x − 9) ( x + 3) x−9 √ = lim x→9 (x − 9) ( x + 3) 1 1 = . = lim √ x→9 x + 3 6 ∙ 2 ¸ x −4 3x + 1 × (3) lim x→2+ x (x − 2)2 efectuarmos a multiplicação vem lim + (x2 − 4) (3x + 1) , x (x − 2)2

Resolução. Trata-se de uma indeterminação do tipo 0 × ∞ (porquê?) , mas se

x→2

0 que é uma indeterminação do tipo . Tem-se sucessivamente: 0 ∙ 2 ¸ (x2 − 4) (3x + 1) x −4 3x + 1 = lim × lim x→2+ x→2+ x (x − 2)2 x (x − 2)2 (x − 2) (x + 2) (3x + 1) = lim + x→2 x (x − 2)2 (x + 2) (3x + 1) = lim x→2+ x (x − 2) 4×7 = = +∞. 2 × 0+ 2x 2 (4) lim + x − 4 . 5 x→−2 x+2

Dividindo ambos os termos da fracção por x2 .. x→−2 5 (x − 2) 5 lim + = = x→−1 lim + −1 = +∞ 0− 12. Efectuando a adição vem: µ ¶ 1 1 + = lim x→−1+ x2 − 1 x + 1 1 1 lim + + x→−1 (x + 1) (x − 1) x + 1 1 + (x − 1) = lim + x→−1 (x + 1) (x − 1) x (x + 1) (x − 1) ∙ ¸ µ ¶ 1 1 + .12.6. LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. Se efectuarmos previ∞ 0 amente as operações indicadas obtém-se uma indeterminação do tipo . x2 − 1 x + 1 2x (x + 2) x→−2 5 (x − 2) (x + 2) 2x 1 = lim + = .2. Trata-se de uma indeterminação do tipo ∞ . ∞ ³∞´ 2 6x + 7x + 3 (1) lim x→+∞ 8x2 + 6x + 1 ∞ 7 3 + 2 x x lim 1 6 x→+∞ 8+ + 2 x x 3 6+0+0 = . Indeterminações quando x tende para +∞ ou −∞. Trata-se de uma indeterminação do tipo ∞ − ∞. 111 Resolução. ∞ De um modo geral as indeterminações reduzem-se ao tipo . = 8+0+0 4 6+ Resolução. Vem: 0 2x 2 lim + x − 4 5 x→−2 x+2 2x (x + 2) 5 (x2 − 4) = = x→−2 lim + (5) lim + x→−1 Resolução. vem: 6x2 + 7x + 3 = lim x→+∞ 8x2 + 6x + 1 (2) lim 1√ 2 x +1 x→−∞ 2x (0 × ∞) .

GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. vem: 1√ 2 x +1 = lim x→−∞ 2x √ x2 + 1 lim x→−∞ q 2x 1 1 + x2 = lim 2x x→−∞ |x| √ 1+0 1 =− . 0− 5 8+ (4) lim (x3 − 3x + 2) x→+∞ (∞ − ∞) . vem: 4 8x + 4x x4 = lim lim 4 2 1 1 x→−∞ x + x x→−∞ + 3 x x 8+0 = = −∞. µ ¶ 0 0 4x 2 lim x + 1 x→−∞ x2 2x4 + 1 4x (2x4 + 1) ³ ∞ ´ = lim x→−∞ (x2 + 1) x2 ∞ = 8x5 + 4x .112 IV. = −2 2 4x +1 (3) lim x→−∞ x2 2x4 + 1 x2 Resolução. x→−∞ x4 + x2 lim Dividindo ambos os termos da fracção por x5 . lim (x − 3x + 2) = lim x 1 − 2 + 3 x→+∞ x→+∞ x x 3 (5) lim x→+∞ √ ¢ ¡√ x2 + x − x2 + 1 (∞ − ∞) . Resolução: ∙ µ ¶¸ 3 2 3 = +∞. Resolução. Dividindo ambos os termos por da fracção por |x|.

x−1 (R : 2) . x→2 x3 − 3x2 + 4 3 x3 + 1 lim (R : 3) . 113 Resolução. x→−3 2 ∙ x+3 ¸ 3x + 2 (R : 10) . =r x→+∞ x2 + x + 2 x2 + 1 1 1 1+ + 1+ 2 x x Exercício 12. x→0 x + 3x . (1) x→ 1 2x2 − 5x + 2 3 2 µ ¶ x3 − 5x2 + 8x − 4 2 (2) lim R: .11. (9) lim (x2 − 1) x→1 x¸− 1 ∙ 4x + 3 (10) lim x2 2 (R : 0) . vem: √ √ ¢ ¡√ ¢ ¡√ √ ¢ ¡√ x2 + x − x2 + 1 x2 + x + x2 + 1 2+x− 2+1 √ √ lim x x = lim x→+∞ x→+∞ x2 + x + ¢ x2 + 1 ¢2 ¡√ ¡√ 2 x2 + x − x2 + 1 √ √ = lim x→+∞ x2 + x + x2 + 1 x2 + x − (x2 + 1) √ = lim √ x→+∞ x2 + x + x2 + 1 ³ ´ x−1 ∞ √ .12. (3) x→−1 x + 1 x3 − 6x2 + 11x − 6 x→1 x3 + x2 − 5x + 3 x lim (R : 0) . vem: 1 1− x−1 1 x r √ lim √ = . = lim √ x→+∞ x2 + x + x2 + 1 ∞ Dividindo ambos os termos da fracção por x. + x − x2 x→0 √ µ ¶ 1− x+4 1 (8) lim R: − . Multiplicando e dividindo ambos os termos da fracção por √ √ x2 + x + x2 + 1. Calcule cada um dos seguintes limites: µ ¶ 2x2 − 3x + 1 1 lim R: . (5) x→0 √x (4) lim + (R : + ∞) . (6) lim √ x→1 x − 1 √ x− x (7) lim 3 (R : + ∞) . LIMITES DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL.

1. x→−∞ 7x2 − 3 x2 (19) lim 3 (R : 0) . (20) lim x→+∞ x2 + 1 µ ¶ µ ¶ x2 1 1 (21) lim R: . ∙ lim − (x + 3) 5 9 + x2 + 6x ¸ (R : − ∞) . − lim x→0+ x x2 µ ¶ 1 1 − lim (R : − ∞) . x→1 x + 2 3 2 xµ− 1 ¶ 1 1 (R : − ∞) . ¡√ √ ¢ x+3− x (R : 0) . x→+∞ 2 − x (R : 2) . lim (x4 − 3x + 1) (R : + ∞) . x→+∞ x + 9 ∙ ¸ x (x + 3) (R : 1) . lim x x→0 2x + 1 x2 x µ ¶ 2 1−x lim R: − . (11) (12) x→−3 (13) (14) (15) (16) 2x2 + 5x (17) x→−∞ x2 + 3x + 2 lim (18) lim 1 (R : 10) . 13. x3 + 5x (R : − ∞) . g.114 IV. (24) lim x→+∞ ¡√ ¢ 1−x+x (R : − ∞) . x→−∞ 3x2 + 1 x 3 (22) x→−∞ x→−∞ lim (x3 − x) (R : − ∞) . x→−2+ 4 − x2 x + 2 3 + 7x lim (R : − 7) . Considerem-se as funções f . Função contínua e função descontínua num ponto. (25) lim (23) x→−∞ 13. . Continuidade de funções reais de variável real. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. h e m reais de variável real definidas pelos seus gráficos.

Observe-se que x→2 lim h(x) = 1 mas h(2) = 0. CONTINUIDADE DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. A função h não é contínua no ponto x = 2. 0] .13. A função g não é contínua no ponto no ponto x = 0. 115 Intuitivamente podemos afirmar que a função f é a única que é contínua em todos os pontos do seu domínio pois é a única cujo gráfico se pode desenhar sem levantar o lápis do papel. de modo que o seu gráfico fosse uma parábola completa. Tem-se: x→0+ lim g(x) = 1 e lim g(x) = 2 = g(0). . ela seria contínua se a imagem do ponto 2 fosse 1. nem à esquerda nem à direita. De facto não existe lim m(x) uma vez que os limites laterais são diferentes e além disso diferem x→1 ambos de m(1) que é igual a −2. a função obtida seria contínua em x = 0. A função m não é contínua em x = 1. daí a descontinuidade no ponto x = 2. − x→0 Diremos que g é contínua à esquerda em x = 0 pois se restringíssemos o domínio de g a ]−∞.

Observação: Como lim f (x) = f (1). esquerda ) de a se e só se x→a+ lim f (x) = f (a) ( resp. lim f (x) = f (a)).1. não existe lim f (x) e consequentemente f não é contínua em x = 1. Como x→1 x→1 à direita e à esquerda de 1 a função está definida por expressões diferentes. x→a Considere os seguintes casos: • Averiguar se a função f é contínua no ponto x = 1. vamos determinar os limites laterais. f é contínua à direita em x = 1. sendo ⎧ ⎨ x + 1 se x > 1 . + x→1 . diremos que f é descontinua x→a em x = a. Caso não exista lim f (x) ou este seja diferente de f (a).116 IV. − x→a Nota: Não faz qualquer sentido falar em continuidade ou em descontinuidade de uma função f num ponto a que não pertença ao domínio ( não existiria f (a)) ou num ponto isolado do domínio (não faria sentido falar em lim f (x)). Diz-se que f é contínua à direita ( resp. Tem-se: x→1+ lim f (x) = lim f (x) = x→1+ lim (x + 1) = 2 lim x2 = 1. Diz-se que f é contínua no ponto a se e só se existe lim f (x) e x→a x→a lim f (x) = f (a). Definição 13. f (x) = ⎩ x2 se x < 1 Resolução: f é contínua em x = 1 se e só se existir lim f (x) e lim f (x) = f (1). x→1 x→1− x→1− Como os limites laterais são diferentes. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. Seja a um ponto de acumulação do domínio de uma função real de variável real f .

13. Resolva cada um dos seguintes exercícios: (1) Observe os seguintes gráficos e complete. x→0− x→0− Como h(0) = 2 resulta que lim h(x) = h(0) e a função h é contínua em x = 0. Tem-se: x→0+ lim h(x) = lim h(x) = x→0+ lim (x3 − 5x + 2) = 2 lim (x + 2) = 2. CONTINUIDADE DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. • Seja h a função definida em R. por ⎧ ⎨ x3 − 5x + 2 se x > 0 h(x) = . pelo que lim g(x) 6= g(−2) e x→−2 x→−2 a função g não é contínua no ponto x = −2. . Resolução. x→0 Exercício 13. g(−2) = 1.1. Vamos estudar a continuidade de g no ponto x = −2. x→−2− x→−2− Assim lim g(x) = 3. Por outro lado. ⎩ x+2 se x < 0 Vamos estudar a continuidade de h no ponto x = 0. Tem-se: x→−2+ lim g(x) = lim g(x) = x→−2+ lim (x2 − 1) = 3 lim (x + 5) = 3. Resolução. 117 • Seja g a função definida por ⎧ ⎪ x2 − 1 se x > −2 ⎪ ⎪ ⎨ 1 ⎪ ⎪ ⎪ ⎩ x+5 se x < −2 g(x) = se x = −2 .

....... GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES...... . (c) • lim f (x) = . • f é contínua no ponto. • f não é .... x→2 • f (2) = ... ⎪ + ⎭ lim f (x) = .... ⎪ − =⇒ não existe lim f (x)... x→1 • f não é ... no ponto x = 1. (1) (a) • lim f (x) = ..118 IV... x→1 • f (1) = ... (b) • x→1 x→1 ⎫ ⎬ lim f (x) = .

de variável real. em que g(x) = |x − 3| + x. m(x) = ⎩ 1 − 3x se x < 3 Estude a continuidade em x = 3. de variável real. em R.13. (4) Seja g uma função real. (3) Seja t a função definida. Averigue se é contínua em x = 0. m definida por: ⎧ ⎨ x2 + 1 se x > 3 . por: ⎧ ⎪ x2 − 3x + 1 se x > 0 ⎪ ⎪ ⎨ 2 ⎪ ⎪ ⎪ ⎩ x+1 se x < 0 t(x) = se x = 0 . definida ⎧ ⎨ x + |x| se x 6= 0 x . de variável real. ⎩ 0 se x = −1 ⎧ ⎨ Mostre que t não é contínua para x = −1. por: (6) Prove que é contínua à esquerda de 0 a função real. CONTINUIDADE DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. (5) Considere a função real. de variável real. m(x) = ⎩ 0 se x = 0 . t definida por: x se x 6= −1 |x + 1| t(x) = . (a) Escreva a expressão designatória da função sem utilizar o símbolo de módulo. (b) Averigue se é contínua no ponto x = 3. 119 (2) Considere a função real.

b[ se for contínua em todos os pontos desse intervalo. Vejamos apenas o caso f + g. Se p ∈ N e f é uma função contínua no ponto a.2. . deixando os outros como exercício.120 IV. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. Propriedades das funções contínuas num ponto. Sendo f e g contínuas em a tem-se: lim (f + g) (x) = lim f (x) + lim g(x) = f (a) + g(a) = (f + g) (a) . f. • Uma função f diz-se contínua em ]a. x→a Assim: x→a lim (f + g) (x) = (f + g) (a) .1. b[. Então: f + g. 13.g e f g (g (a) 6= 0) . As demonstrações resultam imediatamente das propriedades dos limites e da definição de continuidade. • Uma função f diz-se contínua em [a. ¤ o que prova que f + g é contínua no ponto a. Propriedade 13. também são contínuas em a as funções √ f p e p f (excepto se p par e f (x) < 0) . b] se for contínua em ]a. Sejam f e g funções contínuas num ponto a pertencente a Df ∩ Dg e ponto de acumulação de Df ∩ Dg . Propriedade 13. Continuidade num intervalo.2.2. à direita de a e à esquerda de b. x→a x→a f − g. Demonstração. são contínuas no ponto a.2. • Uma função f diz-se contínua se e só se for contínua em todos os pontos do seu domínio. 13.3.

sendo estas f (x) = x e g(x) = x. de variável real. se x < 2 . (5) Uma função racional ( quociente de funções polinomiais ) é contínua no seu domínio. (4) Uma função polinomial f é contínua.1. Se f (x) = x. definida por: ⎧ ⎪ x2 − 1 se x > 2 ⎪ ⎪ ⎨ f (x) = 3 ⎪ ⎪ ⎪ ⎩ 7 se x = 2 . ∀a ∈ IR.2. (3) A função definida por y = x2 é contínua pois é o produto de duas funções contínuas.. para ∀x ∈ Df . 121 Exemplo 13. Seja: f (x) = a0 xn + a1 xn−1 + . Considere os seguintes exemplos: (1) Uma função constante é contínua. Verifica-se que f é a soma de produtos de funções contínuas. De facto se f (x) = k (k constante) . x→a lim f (x) = f (a) = k.13. CONTINUIDADE DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. (2) A função identidade é contínua. + an .. vem x→a lim f (x) = f (a). Estude a continuidade da função f real. Exemplo 13.

Resolução. e x→2− x→2 lim f (x) = x→2− não existe lim f (x) e consequentemente f não é contínua em x = 2. +∞[ por ser representada por polinómios.3. +∞[ . Em x = 2. GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES. qualquer que seja k. Como para x < 2 f é constante. Resolução. Então f é contínua em R\ {2} . tem-se: x→2+ lim g(x) = x→2+ lim (−x + 3) = 1 e x→2− lim g(x) = x→2 x→2− lim (2x2 ) = 8. pelo que não existe lim g(x). Para cada número real k a expressão seguinte representa uma função real. ⎪ ⎪ ⎪ ⎩ −x + 3 se x > 2 (1) Mostrar que para qualquer valor de k a função tem um ponto de descontinuidade. Para x > 2 a função é definida por um polinómio. Exemplo 13. Resta estudar a continuidade de f no ponto x = 2. 2[ . A função é contínua em ]−∞. o valor do limite não existe independentemente do valor de k. o que significa que a função é sempre descontínua no ponto x = 2. Assim. é contínua no intervalo ]−∞.122 IV. Como: x→2+ lim f (x) = x→2+ lim (x2 − 1) = 3 lim 7 = 7. 2[ e ]2. de variável real: ⎧ ⎪ 2x2 ⎪ se x < 2 ⎪ ⎨ g(x) = k se x = 2 . (2) Qual deve ser o valor de k de modo que a função g seja contínua à direita de 2? . então f é contínua no intervalo ]2.

1.13. . Resolução. A função será contínua à direita de 2 se lim g(x) = g(2). x→a lim (gof ) (x) = (gof ) (a) . Logo k ∈ R\ {1. Continuidade da função composta. nas condições referidas. ou seja k = 1. são permutáveis o sinal lim e o x→a h i lim g [f (x)] = g lim f (x) . 123 Resolução. x→a sinal da função g.4. Para termos uma descontinuidade bilateral. temos que ter: k 6= 1 (descontinuidade à direita) e k 6= 8 (descontinuidade à esquerda) . 13. Teorema 13. 8} . ou seja x→a lim g [f (x)] = g [f (a)] . + x→2 (3) Indique os valores de k de modo que a função seja descontinua à esquerda e à direita no ponto x = 2 (descontinuidade bilateral). CONTINUIDADE DE FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL. Seja f uma função contínua num ponto a do seu domínio e g uma função contínua em b = f (a) então gof é contínua em a. Nota: Pelo resultado anterior. ou ainda x→a Quer dizer.

.

1.1. expa : R → R+ x 7→ y = ax . Estudo da variação da função exponencial (1) a > 1 • x > 0 =⇒ ax > 1. x2 ∈ R (função estritamente crescente) • é contínua em todo o seu domínio. • x = 0 =⇒ ax = 1. Assim. a função exponencial é injectiva. ∀ x1 . x2 ∈ R. ∀ x1 .1. • ax1 = ax2 =⇒ x1 = x2 . Definição 1. Função exponencial.CAPÍTULO V Funções transcendentes. Propriedades 1.1. • lim ax = +∞. lim ax = 0. a ∈ R+ \{1}. 1. • o gráfico da função quando a > 1 é: 125 . • O seu domínio é R. • x < 0 =⇒ ax < 1. • O seu contradomínio é R+ . Função exponencial e função logarítmica 1. Chama-se função exponencial de base a à função real de variável real. x→+∞ x→−∞ • x1 < x2 ⇐⇒ ax1 < ax2 .

y 15 10 5 -5 -4 -3 -2 -1 1 2 3 4 x 5 (2) a < 1 • x > 0 =⇒ ax < 1. • x = 0 =⇒ ax = 1. em R. x2 ∈ R (função estritamente decrescente) • é contínua em todo o seu domínio. .126 V.1. lim ax = +∞. x→+∞ x→−∞ • x1 < x2 ⇐⇒ ax1 > ax2 . • lim ax = 0. Determine. o conjunto solução de cada uma das seguintes condições: (1) x2 × 3−x − 2 × 3−x = 0. • x < 0 =⇒ ax > 1. FUNÇÕES TRANSCENDENTES. ∀ x1 . • o gráfico da função quando 0 < a < 1 é: y 30 20 10 -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 x 5 Exemplo 1.

vem: x2 ≤ 6x ⇐⇒ x2 − 6x ≤ 0 ⇐⇒ x (x − 6) ≤ 0 ⇐⇒ x ∈ [0. Atendendo a que a função exponencial de base maior que a unidade é crescente. a primeira equação. +∞[ . +∞[ . . (como a função exponencial não tem zeros. 6] . 3−x = 0. 125) 2x µ ¶x2 µ ¶2x µ ¶x2 µ ¶6x 1 1 1 1 ⇐⇒ > ⇐⇒ > . isto é.1. é impossível). O conjunto solução é n √ √ o − 2. O conjunto solução é ]−∞. 6] . 5)x > (0. 2 (2) (0. FUNÇÃO EXPONENCIAL E FUNÇÃO LOGARíTMICA 127 Resolução: x2 × 3−x − 2 × 3−x = ¢ ¡ 0 ⇐⇒ 3−x x2 − 2 = 0 ⇐⇒ ⇐⇒ 3−x = 0 ∨ x2 − 2 = 0 ⇐⇒ x2 − 2 = 0 ⇐⇒ √ √ ⇐⇒ x = − 2 ∨ x = 2. Resolução: (0. 1[ ∪ ]2. (3) 10x 2 −3x > 0. 01. 125)2x . O conjunto solução é [0. 2 8 2 2 Atendendo a que a função exponencial de base menor que a unidade é decrescente. vem: x2 − 3x > −2 ⇐⇒ x2 − 3x + 2 > 0 ⇐⇒ x ∈ ]−∞. 2 −3x 2 −3x Resolução: 10x > 0. 1[ ∪ ]2.01 ⇐⇒ 10x > 10−2 . 2 . 5) x2 > (0.

Considere a função real. em R. definidas por: µ ¶x−4 1 2x+x2 g (x) = 4 − 1 e m (x) = + 2. (2) Resolva cada uma das condições: (a) f (x) = f (2).2. 9]. . de variável real. (a) x = 2 . FUNÇÕES TRANSCENDENTES.1. +∞[. 1 2 (2) 0.5x ≥ ( )3x . Exercício 1. Exercício 1. definida por: f (x) = 1 − 72−x . Determine. (b) f (x) > 0. reais de variável real. (2) [0. 3 (1) Indique o domínio e o contradomínio de cada uma delas. (b) g(x) > 15.128 V. Soluções (1) D = R e D0 =] − ∞.3. Considere as funções g e m. o conjunto solução das inequações: (1) 5x−1 > 55−4x . (b) ]2. 8 Soluções: (1) ]6/5. Exercício 1. (3) Determine os valores de x tais que: (a) g(x) = g(1). (2) Calcule os zeros de g e os de m. 1[. +∞[. (1) Determine o domínio e o contradomínio da função.

0}.1. Dm = ]2. A função exponencial de base e (número de Neper). é o número . (1) lim 3x x−→0 e −1 3 ex+1 − e (+∞). x→+∞ x lim Exercício 1. FUNÇÃO EXPONENCIAL E FUNÇÃO LOGARíTMICA 129 (c) m(2x + 1) ≤ m(x). ex − 1 =1 x→0 x ex lim p = +∞. 0 Dg Soluções (a) x = −3 ∨ x = 1. (3) lim u−→0 u (2) lim − 1.1. seguida das propriedades operatórias dos logaritmos.2. +∞ . Calcule cada um dos seguintes limites: µ ¶ 5 5x .2. Função logarítmica. +∞ . dá-se a definição de logaritmo de um número.4. positiva e diferente de um. Note-se que esta função tem todas as propriedades da função f (x) = ax . −1 − 3 ∪ −1 + 3. Antes de apresentar a função logarítmica. (c) x ∈ [−1. p ∈ R . Dm = R. = − . 1. tem-se a função exponencial de base e (exp x) f (x) = ex . +∞[ . x→0 x2 ln (1 + u) (1) . √ £ ¤ √ ¤ £ (b) x ∈ −∞. 4 (2) g : {−2. +∞[ . Logaritmo de um número positivo x na base a. com a > 1 e ainda. m não tem zeros.1. ∙ ∙ 3 0 (1) Dg = R . Definição 1. Como caso particular das funções exponenciais.

Desta equivalência resulta que x = aloga e que. pois loga x = 0 ⇐⇒ x = a0 ⇐⇒ x = 1. FUNÇÕES TRANSCENDENTES.1. Podemos agora introduzir o conceito de função logarítmica. . ∀ p ∈ R.3. Chama-se função logarítmica à sua inversa. Propriedades 1. y → R x Propriedades 1. • loga xp = p loga x. tem-se: • loga (x. • O seu contradomínio é R. Quando a base é e omite-se o e e escreve-se ln x. loga x = y ⇐⇒ x = ay .y) = loga x + loga y.2. • O seu domínio é R+ .2. 7→ y = loga x ⇐⇒ x = ay . a ∈ R + \{1}. Definição 1. loga ay = y. Sendo a função exponencial uma função injectiva. • logb x = loga x.2. • Tem um zero para x = 1. em homenagem ao matemático inglês Neper. A estes logaritmos chamam-se neperianos. √ 1 • loga n x = n loga x.130 V. admite inversa. a que se deve elevar a base para obter x. ∀ n ∈ N (Caso particular da propriedade anterior). Sendo x e y números positivos e a e b números positivos diferentes de 1. loga : R + x • loga ( x ) = loga x − loga y. logb a.

∀ x1 .1. decrescente). Estudo da variação da função logarítmica (1) a > 1 • x > 1 =⇒ loga x > 0. . ∀x1 . Assim. FUNÇÃO EXPONENCIAL E FUNÇÃO LOGARíTMICA 131 • loga x1 = loga x2 =⇒ x1 = x. + x→+∞ x→0 • x1 < x2 =⇒ loga x1 < loga x2 . + x→+∞ x→0 • x1 < x2 =⇒ loga x1 > loga x2 . • x = 1 =⇒ loga x = 0. • lim loga x = +∞. x2 ∈ R+ . crescente). lim loga x = −∞. ∀ x1 . lim loga x = +∞. • x < 1 =⇒ loga x > 0. a função logarítmica é injectiva. • x < 1 =⇒ loga x < 0. • lim loga x = −∞. x2 ∈ R+ (função estritamente • é contínua em todo o seu domínio. x2 ∈ R+ (função estritamente • é contínua em todo o seu domínio. • o gráfico da função quando a > 1 é: y 2 1 -2 -1 -1 -2 1 2 3 4 x 5 (2) a < 1 • x > 1 =⇒ loga x < 0. • x = 1 =⇒ loga x = 0.

Considere os seguintes exercícios: (1) Seja f a função real. (b) Definir.2. Exemplo 1. em R. o conjunto-solução de cada uma das condições: f (x) = f (0) e f (x) > 6.132 V. Resolução: f (x) f (0) ⇐⇒ 5 − log3 (2 + 3x) = 5 − log3 2 ⇐⇒ 2 + 3x = log3 1 ⇐⇒ ⇐⇒ log3 (2 + 3x) − log3 2 = 0 ⇐⇒ log3 2 2 + 3x = 1 ⇐⇒ x = 0. Resolução: ∙ ¸ 2 Df = {x ∈ R : 2 + 3x > 0} = − . definida por: f (x) = 5 − log3 (2 + 3x) . de variável real. obtém-se a função logaritmo natural que se representa por ln . • o gráfico da função quando é 0 < a < 1 é y 4 2 -2 -1 1 2 3 4 x 5 -2 Observação: No caso de a = e. FUNÇÕES TRANSCENDENTES. ⇐⇒ 2 = . +∞ 3 0 Df = R. (a) Determinar o domínio e o contradomínio de f .

3 9 ¸ ∙ 2 5 − . 3 Como a base é maior que a unidade. x 7−→ 2 2 . portanto: 2 + 3x < 1 5 ∧ x ∈ Df ⇐⇒ x < − x ∈ Df . +∞ 2 0 Dy = R. 3 9 (2) Calcular o domínio. 2 O conjunto solução é Podemos agora definir a inversa.1. ¸ Vamos agora determinar a expressão que define a inversa.− . Tem-se: y 1 1 log7 (2x − 1) ⇐⇒ y − 3 = log7 (2x − 1) ⇐⇒ 2 2 ⇐⇒ 2 (y − 3) = log7 (2x − 1) ⇐⇒ 2x − 1 = 72y−6 ⇐⇒ 1 1 ⇐⇒ x = + × 72y−6 . FUNÇÃO EXPONENCIAL E FUNÇÃO LOGARíTMICA 133 Atendendo a que 0 ∈ Df . o contradomínio e definir a função inversa da função definida por: y =3+ Resolução: ∙ 1 Dy = {x ∈ R : 2x − 1 > 0} = . tendo-se: ∙ ¸ 1 −1 . +∞ y : R→ 2 1 1 + × 72x−6 . 2 2 = 3+ 1 log7 (2x − 1) . a função logarítmica é crescente e. então o conjunto solução da condição é {0} f (x) > 6 ⇐⇒ 5 − log3 (2 + 3x) > 6 ⇐⇒ − log3 (2 + 3x) > 1 ⇐⇒ 1 ⇐⇒ log3 (2 + 3x) < −1 ⇐⇒ log3 (2 + 3x) < log3 .

3 Soluções.134 V. 2 (3) p(x) = 5 − log10 (x + 5). definida por: f (x) = 1 + ln(2 − 3x). µ ¶ 2−e (3) f .r. Considere a função real. (2) f (x) = 3 (3) 2. Exercício 1.6. FUNÇÕES TRANSCENDENTES. Soluções: (1) y −1 : ]1. +∞[ 1 3 − 1 ( 1 )x : 3 2 x 7−→ −5 + 105−x . 1 [ 3 x 7−→ (3) y −1 : R → ] − 5. de variável real. Caracterize a função inversa de cada uma das seguintes f. Determine: (1) O seu domínio.5. ¤ £ (1) Df = −∞. Exercício 1. +∞[→ R x 7−→ 1 + log3 (x − 1) : (2) y −1 : R → ] − ∞.: (1) t(x) = 1 + 3x−1 . 3 2 − ex−1 −1 . 2 . (2) s(x) = log 1 (1 − 3x).v. (2) Uma expressão designatória da sua inversa. .r.

1 ln x + 2lny + 1. ln 7}. (2) {0.1. Determine o conjunto solução das condições: (1) 4(ln x)2 − 3 ln x − 7 < 0. 2 7 . e 4 [.y 2 .8. x. Determine E. (2) ex + 7e−x = 8. Soluções. (1) ]e−1 . FUNÇÃO EXPONENCIAL E FUNÇÃO LOGARíTMICA 135 Exercício 1. Exercício 1.7. sabendo que: ln E = √ Solução: E = e.

.

pois todos os triângulos rectângulos com um ângulo agudo de amplitude α são semelhantes. podemos recorrer a qualquer triângulo rectângulo que tenha esse ângulo α. de um modo geral: sin α = medida do cateto oposto a α medida da hipotenusa medida do cateto adjacente a α medida da hipotenusa medida do cateto oposto a α medida do cateto adjacente a α medida do cateto adjacente a α . medida do cateto oposto a α 137 cos α = tan α = cot α = .CAPÍTULO VI Trigonometria 1. α Assim. Razões trigonométricas de ângulos agudos Para determinar as razões trigonométricas de um determinado ângulo agudo α.

Fórmula fundamental da trigonometria.1. Dividindo ambos os membros da igualdade anterior por c2 obtemos: (sin α)2 + (cos α)2 = 1. logo logo a = c sin α b = c cos α. B c a α C b A Temos que: a c b cos α = c sin α = Pelo Teorema de Pitágoras: a2 + b2 = c2 . (c sin α)2 + (c cos α)2 = c2 ⇔ c2 (sin α)2 + c2 (cos α)2 = c2 . podemos escrever. de um modo mais simplificado. Então.138 VI. . rectângulo em C. qualquer que seja o ângulo agudo α. Consideremos o seguinte triângulo [ABC] . TRIGONOMETRIA 1. Assim. a fórmula fundamental da trigonometria: sin2 α + cos2 α = 1.

1. tan α = 5 Resolução. sin2 α sabendo que Solução: . Determine sin2 α. calcule sin2 α + 2 cos2 α. deduzem-se as seguintes fórmulas: sin2 α + cos2 α = 1 ⇔ 1 + tan2 α = 1 cos2 α 1 sin2 α + cos2 α = 1 ⇔ 1 + cot2 α = . a tangente e co-tangente de um mesmo ângulo.2. 7 6 1 . Sendo α um ângulo agudo e tan α = Exercício 1. mostre que: sin α 1 + cos α 2 + = . cot α = = a = a sin α c Partindo da fórmula fundamental da trigonometria. Partindo das definições das razões trigonométricas de um ângulo agudo α. o co-seno. Sendo α um ângulo agudo. Tendo em conta a fórmula: 1 + cot2 α = vem 1+ Exercício 1. RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS DE ÂNGULOS AGUDOS 139 1. 1 + cos α sin α sin α 3 25 1 = ⇔ sin2 α = . sin2 α Exemplo 1. 2 3 28 sin α √ 5.1.2. deduzem-se as seguintes fórmulas: a a sin α tan α = = c = b b cos α c b cos α b c .1. √ 3 . Relação entre o seno.

140 VI. TRIGONOMETRIA 2. Consideremos as semi-rectas OA e OB. O A B • • Se a semi-recta OA ficar fixa (lado de origem) e a semi-recta OB (lado de extremidade) rodar em torno da origem no sentido contrário aos ponteiros do relógio. Medidas de ângulos 2. Representa-se um ângulo num referêncial quando de coloca: • o vértice na origem das coordenadas. Quando representamos um sistema de eixos ortogonais e monométricos ficamos com o plano dividido em quatro quadrantes. • o lado de origem do ângulo a coincidir com o semi-eixo positivo dos xx.1. • • B O A Se a semi-recta OA fica fixa (lado de origem) e a semi-recta OB (lado de extremidade) vai rodar em torno da origem no sentido dos ponteiros do relógio obtém-se o ângulo negativo AOB.2. . Ângulo orientado. obtém-se o ângulo positivo AOB. • • O A B 2. Ângulo num referêncial. Ângulos orientados.

o quadrante.o quadrante. Diz-se que β é um ângulo do 3. .o quadrante.2. ÂNGULOS ORIENTADOS. Diz-se que α é um ângulo do 2.o quadrante. MEDIDAS DE ÂNGULOS 141 2º quadrante y 1º quadrante C + A x 3º quadrante 4º quadrante Consideremos a seguinte figura: y α x β • O ângulo α tem o lado de extremidade no 2. • O ângulo β tem o lado de extremidade no 3.

• Chama-se um radiano à amplitude de um ângulo ao centro cujo arco correspondente tem comprimento igual ao raio da circunferência. Generalização da noção de ângulo. 2.3. . α − 360o . então α + k × 360o . O radiano. α + 360o . α + 2 × 360o . α − 2 × 360o . y B • α O A x Imaginemos agora que a semi-recta OB vai dar voltas completas em ambos os sentidos. TRIGONOMETRIA 2.142 VI. Consideremos a seguinte figura onde a semi-recta OB descreve o ângulo α. · · · têm o mesmo lado de origem e o mesmo lado de extremidade. Na figura seguinte representou-se um arco AB cujo comprimento é igual ao raio da circunferência. De um modo geral. k ∈ Z são também amplitudes de ângulos que têm o mesmo lado de origem e o mesmo lado de extremidade. Os ângulos: α. temos que se α é uma das amplitudes de um ângulo orientado.4.

uma circunferência contém o seu raio 6. rad e 1 rad.2. uma circunferência contém o seu raio 2π vezes. Neste sistema temos: • Um ângulo giro corresponde a 360o . No sistema circular a medida fundamental é o radiano (rad). ÂNGULOS ORIENTADOS.π π ⇔x= 180 4 180 –– π 150 –– y 180 –– π −30 –– z • Um grau corresponde 60 minutos (1o = 600 ) . Neste sistema a unidade fundamental é o grau. 150o e −30o . 2. rad a 135o e 1 rad a 57o . 14 · · · . 45o correspondem a rad. 3π π rad. é igual a 2πr. O sistema sexagesimal já se usa desde a antiguidade. Reduza a radianos os ângulos 45o . MEDIDAS DE ÂNGULOS 143 Como o perímetro de uma circunferência. Exemplo 2. do comprimento da circunferência. 28 vezes. 10 4 z ' 57 . Resolução: 180 –– π 45 –– x 45. • Um minuto corresponde a 60 segundos (10 = 6000 ) . 150.π 5π −30.π π ⇔y= z= ⇔z=− 180 6 180 6 π 5π π Assim. Assim. Tendo em conta que π = 3. 150o a rad e −30o a − rad. Sistema sexagesimal e sistema circular. é 2π. Reduza a graus 10 4 Resolução: π –– 180 π –– 180 3π π –– x –– y 10 4 x = 18 Assim.5.2. 4 6 6 x= y= Exemplo 2.1. y = 135 π –– 180 1 –– z π 3π rad correspondem a 18o . de raio r. a medida em radianos.

1. y) e a circunferência de raio r e centro O no ponto . 4 (5) 210 o (6) −315o Exercício 2. 3.144 VI. TRIGONOMETRIA Exercício 2.1. Definições. Na figura seguinte o lado de extremidade do ângulo α intersecta a circunferência de raio 1 e centro O no ponto P → (x. Reduza a radianos cada uma das seguintes amplitudes: ´ ³π (1) 60o rad 3 (2) 90 o ³π 2 ´ rad (3) 180o (4) 270 o ( π rad) µ µ ¶ 3π rad 2 ¶ 7π rad 6 µ ¶ 7π − rad . Generalização das razões trigonométricas 3.2. Exprima no sistema sexagesimal: (1) − (2) π rad 3 (−60o ) 2π rad 3 5π rad 3 11π rad 12 (120o ) (3) (300o ) (4) (165o ) .

2. Linhas trigonométricas.o quadrante que intersecta uma . GENERALIZAÇÃO DAS RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS 145 P1 → (a. Na figura seguinte representamos um ângulo α do 1. b y cos α = tan α = cot α = Como o valor das razões trigonométricas não depedende do raio da circunferência vamos usar sempre o círculo de raio 1 e centro na origem a que se chama círculo trigonométrico. b) .3. 3. Temos: sin α = b y = =y r 1 a x = =x r 1 b y = a x a x = .

3. TRIGONOMETRIA circunferência de raio 1 e centro O no ponto P → (x. pode tomar qualquer valor entre −1 e 1. Assim: −1 ≤ cos α ≤ 1. y) . Assim: −1 ≤ sin α ≤ 1. . sendo a abcissa do ponto P associado ao ângulo α do círculo trigonométrico. Facilmente verificamos que o seno do ângulo α. Enquadramento das razões trigonométricas. • Ao eixo dos yy é usual chamar eixo dos senos (sin α = y) . Da mesma forma verificamos que o co-seno de ângulo α.146 VI. • Ao eixo dos xx é usual chamar eixo dos co-senos (cos α = x) . pode tomar qualquer valor entre −1 e 1. • Temos ainda a linha das tangentes e a linha das co-tangentes assinaladas na figura. 3. A tangente e a co-tangente de um ângulo α podem ser um número real qualquer. sendo a ordenada do ponto P associado ao ângulo α do círculo trigonométrico.

3. e .1.4. e . 3. Razões trigonométricas de 0o .3.6. Razões trigonométricas de Exercício 3. O sinal das razões trigonométricas depende somente do sinal das coordenadas do ponto P associado ao ângulo α do círculo trigonométrico. fica como exercício ao cuidado dos 6 4 3 alunos.5. 80o e 270o . Tendo em conta os conhecimentos anteriormente adquiridos podemos construir o seguinte quadro: α 0o (0) ³π ´ 90o 2 o 180 (π) µ ¶ 3π o 270 2 sin α cos α tan α cot α 0 1 0 −1 1 0 −1 0 0 − 0 − − 0 − 0 π π π . 90o . Sinal das razões trigonométricas. Determine as razões trigonométricas de: . 6 4 3 π π π O cálculo das razões trigonométricas de . GENERALIZAÇÃO DAS RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS 147 3.

De um modo geral.1. Não é necessária mais informação pois para qualquer 2 ângulo no 2. temos: sin (180o − α) = sin α tan (180o − α) = tan α cos (180o − α) = − cos α cot (180o − α) = − cot α. tan = 3. TRIGONOMETRIA π (1) 6 π (2) 4 π (3) 3 √ √ 3 3 π 1 π π π √ Solução: sin = . cot = 1 4 2 4 2 4 4 √ √ π π 1 π √ π 3 3 Solução: sin = . cos = . Redução ao 1. cos = . Temos: sin 120o = sin (180o − 60o ) = sin 60o cos 120o = cos (180o − 60o ) = − cos 60o . .o quadrante que tem em valor absoluto as mesmas razões trigonométricas.o quadrante. cos = . cot = 3 2 3 2 3 3 3 4. Ângulos do 2. Vamos reduzir ao 1.148 VI. tan = 1.o quadrante sin 120o e cos 120o .o quadrante Nas tabelas trigonométricas apenas encontramos os valores das razões trigonométrih πi cas de ângulos do intervalo 0. tan = .o quadrantes existe um ângulo no 1.o quadrante.o ou 4. cot = 3 6 2 6 2√ 6 3 6 √ 2 2 π π π π Solução: sin = . 4. 3. .

4. REDUÇÃO AO 1. temos: sin (180o + α) = − sin α tan (180o + α) = tan α cos (180o + α) = − cos α cot (180o + α) = cot α. . Ângulos do 4.o quadrante sin 210o e cos 210o . Vamos reduzir ao 1.o quadrante. Temos: sin 210o = sin (180o + 30o ) = − sin 30o cos 210o = cos (180o + 30o ) = − cos 30o . Temos: sin 330o = sin (360o − 30o ) = − sin 30o cos 330o = cos (360o − 30o ) = cos 30o . De um modo geral.2.o QUADRANTE 149 4.o quadrante sin 330o e cos 330o . Vamos reduzir ao 1.o quadrante. Ângulos do 3.4.3.

temos: sin (360o − α) = − sin α tan (360o − α) = − tan α Exemplo 4.1. . Temos: sin (3π − α) = sin (π − α) = sin α cos (α − 7π) = cos (π + α) = − cos α tan (4π − α) = tan (2π − α) = − tan α. cos (360o − α) = cos α cot (360o − α) = − cot α. podemos determinar as razões trigonométricas do seu complementar (figura ao cuidado dos alunos) . 4.4. Conhecidas as razões trigonométricas de um ângulo α. Assim. Ângulos complementares. o ângulo de amplitude α é complementar do ângulo de amplitude 90o − α. Resolução. O ângulo de amplitude 60o é complementar do ângulo de amplitude 30o . Logo. TRIGONOMETRIA De um modo geral.150 VI. Simplifique a expressão sin (3π − α) + cos (α − 7π) + tan (4π − α) . sin (3π − α) + cos (α − 7π) + tan (4π − α) = sin α − cos α − tan α.

EQUAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS 151 De um modo geral. • Quando p ∈ ]−1. temos: α e 90o + α sin (90o + α) = cos α cos (90o + α) = − sin α α e 270o − α α e 270o + α sin (270o − α) = − cos α sin (270o + α) = − cos α cos (270o − α) = − sin α cos (270o + α) = sin α tan (270o + α) = − cot α tan (90o + α) = − cot α tan (270o − α) = cot α cot (90o + α) = − tan α cot (270o − α) = tan α cot (270o + α) = − tan α Exercício 4. temos: sin x = sin α ⇔ x = α + 2kπ ∨ x = π − α + 2kπ. É ainda possível estabelecer as relações entre as razões trigonométricas de outros ângulos. 2 18 Exercício 4. µ ¶ √ π 3π 3π Sabendo que < α < e tan − α = 2. temos: sin (90o − α) = cos α tan (90o − α) = cot α 270o + α. . 270o − α.1. De um modo geral. 4. Equações do tipo sin x = p.1. π[ .. ³ π ´ Sabendo que cot − − β = 5 e que β ∈ ]0. mostre que: 2 2 2 tan (π − α) − sin (α − 9π) + cos 2 2 3 ³π ´ 3 − 2√3 −α = . mostre que: 2 √ µ ¶ ³ 26 + 65 5π π´ + cos (π + β) − cot −β =− . 1[ . k ∈ Z.5. cos (90o − α) = sin α cot (90o − α) = tan α. há duas soluções em [0. As figuras em cada um dos casos fica ao cuidado dos alunos. Relação entre as razões trigonométricas de α com 90o + α. sin −β − 2 2 13 5. 2π] e. Equações trigonométricas 5.5.2. se uma delas for α.

k ∈ Z . 1} .152 VI. TRIGONOMETRIA • Nos casos de p ∈ {−1. k ∈ Z. k ∈ Z. k ∈ Z. S = x ∈ R : − + kπ ∨ x = 12 3 12 3 √ 2 + 2 sin (3x) = 0. 12 4 n o π π S = x ∈ R : x = − + kπ ∨ x = + kπ. 12 4 Exemplo 5. 12 3 12 3 ¾ ½ 2 5π 2 π + kπ. .2. Exemplo 5. 0. • Se p ∈ R \ [−1. k ∈ Z . k ∈ Z 2 π sin x = 1 ⇔ x = + 2kπ.1. k ∈ Z 4 4 π 2 5π 2 ⇔ x = − + kπ ∨ x = + kπ. Resolva em R a equação Resolução: √ 2 + 2 sin (3x) = 0 √ 2 ⇔ sin (3x) = − 2 π π ⇔ 3x = − + 2kπ ∨ 3x = π + + 2kπ. 3 2 Resolução: ³ π´ 1 sin 2x + = 3 2 π π π π ⇔ 2x + = + 2kπ ∨ 2x + = π − + 2kπ. k ∈ Z 3 6 3 6 π π ⇔ x = − + kπ ∨ x = + kπ. k ∈ Z 2 sin x = 0 ⇔ x = kπ. 1]. as expressões gerais das soluções da equação podem tomar um aspecto mais simples: π sin x = −1 ⇔ x = − + 2kπ. a equação é impossível. ³ π´ 1 Resolva em R a equação sin 2x + = .

k ∈ Z. k∈Z . (4) sin2 x − 2 sin x = 0. 6 3 ½ ¾ π kπ 2 (6) sin (2x) − 1 = 0. S= x∈R:x= 2 4 4 Exercício 5. há duas soluções em [0. . S= x∈R:x=− + ∨x= + . S = x ∈ R : x = 0 ∨ x = + kπ. Resolva em R a equação sin3 (2x) − sin (2x) = 0. se uma delas for α. k ∈ Z . (3) sin 2 2 21 7 21 7 S = {x ∈ R : x = kπ. k ∈ Z} ¾ ½ π 2 (5) x sin (3x) = x. S= x∈R:x= 15 5 15 5 ½ ¾ √ π 3π (2) 2 − 2 sin x = 0. Resolução: sin3 (2x) − sin (2x) = 0 ⇔ sin (2x) = 0 ∨ sin (2x) = −1 ∨ sin (2x) = 1 ⇔x= 3π π kπ ∨x= + kπ ∨ x = + kπ. 4 4 √ ½ ¾ 3 2π 4kπ 8π 4kπ 7x =− . Resolva em R as seguintes equações: ¾ ½ √ 2kπ 2π 2kπ π (1) 2 sin (5x) = 3. 2π] e. + ∨x= + .2. 2 4 4 £ ¤ ⇔ sin (2x) sin2 (2x) − 1 = 0 ¾ ½ 3π π kπ ∨x= + kπ ∨ x = + kπ.3. k ∈ Z. S = x ∈ R : x = + 2kπ ∨ x = + 2kπ. k∈Z . • Quando p ∈ ]−1. S= x∈R:x= + . Equações do tipo cos x = p.1.5. 4 2 5. k∈Z . temos: cos x = cos α ⇔ x = α + 2kπ ∨ x = −α + 2kπ. EQUAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS 153 Exemplo 5. 1[ . k ∈ Z . k ∈ Z .

154

VI. TRIGONOMETRIA

• Nos casos de p ∈ {−1, 0, 1} as expressões gerais das soluções da equação podem tomar um aspecto mais simples: cos x = −1 ⇔ x = π + 2kπ, k ∈ Z cos x = 1 ⇔ x = 2kπ, k ∈ Z π cos x = 0 ⇔ x = + kπ, k ∈ Z. 2 • Se p ∈ R \ [−1, 1] , a equação é impossível. √ 2 Resolva em R a equação cos (3x) = . 2 Resolução: √ 2 cos (3x) = 2 π π ⇔ 3x = + 2kπ ∨ 3x = − + 2kπ, k ∈ Z 4 4 2kπ π 2kπ π + ∨x=− + , k ∈ Z. ⇔x= 12 3 12 3 ½ ¾ π 2kπ π 2kπ S= x∈R:x= + ∨x=− + , k∈Z . 12 3 12 3 ³ π´ Resolva em R a equação cos (5x) = − cos x + . 6 Resolução: ³ π´ [− cos γ = cos (π − γ)] cos (5x) = − cos x + 6 ³ π´ ⇔ cos (5x) = cos π − x − 6 5π 5π ⇔ 5x = − x + 2kπ ∨ 5x = − + x + 2kπ, k ∈ Z 6 6 5π kπ 5π kπ + ∨x=− + , k ∈ Z. ⇔x= 36 3 24 2 ¾ ½ 5π kπ 5π kπ + ∨x=− + , k∈Z . S= x∈R:x= 36 3 24 2 Exercício 5.2. Resolva em R as seguintes equações: Exemplo 5.5. Exemplo 5.4.

5. EQUAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

155

√ ³ n o 3 π´ π π (1) cos x + = ; S = x ∈ R : x = − + 2kπ ∨ x = − + 2kπ, k ∈ Z ; 3 √ 2 6 2 ½ ¾ 2 3π 2 3π 2 (2) cos (5x) = − ; S= x∈R:x= + kπ ∨ x = − + kπ, k ∈ Z ; 2 20 5 20 5 ½ ¾ ´ 1 ³ kπ π kπ π = ; S= x∈R:x= ∨x=− + , k∈Z ; (3) cos2 2x + 3 4 2 3 2 © ª (4) 4 cos2 x−12 cos x+5 = 0; S = x ∈ R : x = π + 2kπ ∨ x = − π + 2kπ, k ∈ Z ; 3 3 o n π 2 (5) sin x = − sin x cos x; S = x ∈ R : x = kπ ∨ x = − + kπ, k ∈ Z ; 4 n o π S = x ∈ R : x = + kπ ∨ x = π + 2kπ, k ∈ Z . (6) cos2 x + cos x = 0. 2 5.3. Equações do tipo tan x = p e cot x = p. Para qualquer valor real de p as equações têm sempre solução. Se uma das soluções da equações for α, vem: tan x = tan α ⇔ x = α + kπ, k ∈ Z cot x = cot α ⇔ x = α + kπ, k ∈ Z. Exemplo 5.6. Resolva em R a equação tan2 (2x) = 1. Resolução: tan2 (2x) = 1 ⇔ tan (2x) = ±1. tan (2x) = 1 π + kπ, k ∈ Z 4 π kπ , k∈Z ⇔x= + 8 2 ⇔ 2x = Assim, π kπ tan2 (2x) = 1 ⇔ x = ± + , k ∈ Z. 8 2 ¾ ½ π kπ , k∈Z . S= x∈R:x=± + 8 2 Exercício 5.3. Resolva em R as seguintes equações: ; π ⇔ 2x = − + kπ, k ∈ Z 4 π kπ ⇔x=− + , k ∈ Z. 8 2 tan (2x) = −1

156

VI. TRIGONOMETRIA

¾ ½ π kπ , k∈Z ; S= x∈R:x=− + 2 ½ 6 ¾ π 3π , . (2) cot x = cot (3x) , em [0, 2π] . S= 2 2 √ (1) tan (2x) = − 3; 6. Funções circulares directas 6.1. Função seno. Consideremos a função f: R→ [−1, 1]

x 7−→ f (x) = sin x. A sua representação gráfica é:

y

1.0 0.5

-10

-8

-6

-4

-2 -0.5

2

4

6

8

x

10

y = sin x Temos: • Df = R

-1.0

0 • Df = [−1, 1]

• A função seno é contínua em R • A função seno é limitada • sin (2π + x) = sin x (A função seno é periódica de período 2π) • sin (−x) = − sin x, ∀ x ∈ R (A função seno é uma função ímpar) π • A função seno tem máximos relativos para: x = + 2kπ, k ∈ Z 2 3π + 2kπ, k ∈ Z • A função seno tem mínimos relativos para: x = 2 • A função seno tem zeros para: x = kπ, k ∈ Z • A função seno não é injectiva: 0 6= π e sin (0) = sin π = 0 (por exemplo) • Não existe lim sin x.
x→±∞

6. FUNÇÕES CIRCULARES DIRECTAS

157

Exemplo 6.1. Determine o parâmetro real p, de modo que a expressão 3p − 5 2 possa representar o seno de um ângulo. Resolução: Como o seno de um ângulo varia entre −1 e 1, terá de ser −1 ≤ Então: −1 ≤ Assim, 7 3p − 5 ≤ 1 ⇔ −2 ≤ 3p − 5 ≤ 2 ⇔ 3 ≤ 3p ≤ 7 ⇔ 1 ≤ p ≤ . 2 3 ¸ ∙ 7 . p ∈ 1, 3 3p − 5 ≤ 1. 2

Exercício 6.1. Determine o domínio e o contradomínio das funções reais, de variável real, definidas por: ³ π´ (1) p (x) = 2 sin x + ; 3 (2) r (x) = −1 − sin2 (3x) .

0 Solução: Dp = R e Dp = [−2, 2] 0 Solução: Dr = R e Dr = [−2, −1]

Exercício 6.2. Considere a função real, de variável real, definida em [−π, π] por f (x) = 2 sin x. (1) Determine o contradomínio, os zeros e os intervalos em que a função é crescente e positiva. (2) Indique um ponto em que a função seja máxima. Soluções.
0 (1) (a) Df = [−2, 2] .

h π πi (c) A função é crescente em − , , e é positiva no 1.o e 2.o quadrantes. 2 2 ³π ´ ,2 . (2) S = 2

(b) Zeros: −π, 0 e π.

5 2 4 6 8 x 10 y = cos x Temos: • Df = R -1. (2) Represente graficamente a função. Função co-seno. Considere a função real. 6. definida por f (x) = 2 sin (2x) é ímpar.4.0 0 • Df = [−1.0 0. (1) Mostre que o período da função é 1. Mostre que a função real.2. k ∈ Z • A função co-seno tem mínimos relativos para: x = π + 2kπ. ∀ x ∈ R (A função co-seno é uma função par) • A função co-seno tem máximos relativos para: x = 2kπ. TRIGONOMETRIA Exercício 6. A sua representação gráfica é: y 1. Consideremos a função f: R→ [−1. de variável real. Exercício 6.5 -10 -8 -6 -4 -2 -0. 1] • A função co-seno contínua em R • A função co-seno é limitada • cos (2π + x) = cos x (A função co-seno é periódica de período 2π) • cos (−x) = cos x. de variável real.158 VI. 1] x 7−→ f (x) = cos x. definida por f (x) = sin (2πx) .3. k ∈ Z π • A função co-seno tem zeros para: x = + kπ. k ∈ Z 2 .

Resolução: Para que equação cos (x) = m2 − 1 seja possível é preciso que −1 ≤ m2 − 1 ≤ 1. Exercício 6.6. Determine o parâmetro real p. Exercício 6. 5 ∙ ¸ 4 Solução: p ∈ − . cada uma das seguintes equações. (3) os quadrantes onde a função é crescente e onde é decrescente.o e 2. FUNÇÕES CIRCULARES DIRECTAS 159 µ ¶ ³π ´ 3π 3π π 6= e sin = sin = 0 • A função co-seno não é injectiva: 2 2 2 2 (por exemplo) • Não existe lim cos x. k ∈ Z. 2π] . em R.6. Então. x→±∞ Exemplo 6. 2 .o quadrantes e decrescente nos 3. 2 . Df = [0.o quadrantes. de modo que seja possível. Considere a função real. 2] . Determine os valores reais de m tais que a equação cos (x) + 1 − m2 = 0 tenha soluções em [−2π. de variável real.2. 1 − 3p (1) cos x = . (2) os zeros e o sinal da função. Soluções: 0 (1) Df = R. 3 (2) Os zeros de f são todos os valores da forma 2kπ.5. Indique: (1) o domínio e o contradomínio de f . h √ √ i m2 ≥ 0 ∧ m2 − 2 ≤ 0 ⇔ m2 − 2 ≤ 0 ⇔ m ∈ − 2. definida por f (x) = 1 + cos (x − π) . .o e 4. (3) A função é crescente nos 1.

6 4 2 ³π ´ ³π ´ . Consideremos a função: f: R\ nπ 2 o + kπ. definidas por: p (x) = 1 − cos (3x) e r (x) = 1 + cos (2x) .160 VI. (2) r 6 3 Exercício 6. . Calcule o período da funções reais. Exercício 6. Determine. 6. Solução: 3. " √ # √ 3− 5 3+ 5 . ³π ´ ³π ´ ³π ´ (1) p +r −r .8. 2 . (3) cos x = p2 − 3p + 2. y 10 5 -6 -4 -2 -5 2 4 6 x y = tan x -10 . definidas por: π (1) f (x) = cos (4x) . Solução: 2π.p . de variável real.7. Solução: . £ √ √ ¤ Solução: p ∈ − 2. TRIGONOMETRIA (2) 3 cos x − 1 − p2 = 0.3. Função tangente. Solução: 2π. de variável real. 2 (2) g (x) = 4 + cos x. Solução: p ∈ 2 2 Considere a funções reais. (3) h (x) = 4 cos x. k ∈ Z −→ x R A sua representação gráfica é: 7−→ f (x) = tan x. Solução: 2.

2 2 0 Df = R. Soluções: (1) −1. Df = R.3. definida por f (x) = tan 2 ³π ´ ³π ´ −f . k ∈ Z = x ∈ R : x 6= − + kπ. k ∈ Z . (2) Os zeros da função f são as soluções da equação f (x) = 0. k ∈ Z} . 4 ´ ³π − x .9. Exercício 6. . k ∈ Z • tan (π + x) = tan x.6. ∀ x ∈ Df (A função tangente é uma função ímpar) • A função tangente tem zeros para: x = kπ. n o n o π π (1) Df = x ∈ R : x + π 6= + kπ. (1) f 2 4 (2) o domínio e o contradomínio da função. FUNÇÕES CIRCULARES DIRECTAS 161 Temos: • Df = R \ 0 • Df = R nπ 2 o + kπ. Exemplo 6. ∀ x ∈ Df (A função tangente é periódica de período π) • tan (−x) = − tan (x) . definida por f (x) = −1+tan (x + π) . k ∈ Z. (2) os zeros da função. k ∈ Z • A função tangente é crescente em todos os intervalos do domínio. Determine: Considere a função real. 0 (2) Df = {x ∈ R : x 6= kπ. de variável real. (4) o período de f. Resolução. Indique: (1) o domínio e o contradomínio de f . f (x) = 0 ⇔ tan (x + π) = 1 π ⇔ x + π = + kπ. de variável real. (3) os seus zeros. k ∈ Z 4 3π ⇔ x = − + kπ. Considere a função real.

4. k ∈ Z 2 • A função tangente é crescente em todos os intervalos do domínio. k ∈ Z} 0 • Df = R • cot (π + x) = cot x. TRIGONOMETRIA (3) x = (4) π. ∀ x ∈ Df (A função tangente é uma função ímpar) π • A função tangente tem zeros para: x = + kπ. π + kπ. y 10 5 -6 -4 -2 -5 2 4 6 x 8 -10 y = cot x Temos: • Df = R \ {kπ.162 VI. Consideremos a função: f : R \ {kπ. k ∈ Z} −→ x A sua representação gráfica é: R 7−→ f (x) = cot x. . ∀ x ∈ Df (A função co-tangente é periódica de período π) • cot (−x) = − cot x. Função co-tangente. k ∈ Z. 2 6.

Recta tangente a uma curva num dos seus pontos. (2) Considere a recta de equação x = 1. x1 − x0 Exercício 1. y1 ) é igual a tg α = y1 − y0 . f (x0 )) um ponto do seu gráfico.CAPÍTULO VII Cálculo diferencial em R 1. Seja M = (x.1. 3) . y0 ) e M1 = (x1 . (b) paralela ao vector (−1. Qual a sua inclinação? E o seu declive? Considerem-se uma função f e M0 = (x0 . 163 . −1). 1) e (2. (1) Determine o declive de uma recta: (a) que passe pelos pontos de coordenadas (0. f (x)) um qualquer ponto do gráfico distinto de M0 . Assim o declive de uma recta que passa pelos pontos M0 = (x0 . Recorda-se que a inclinação de uma recta é o ângulo que a recta faz com o semi-eixo positivo dos xx.

b[ se existir e for finito f (x) − f (x0 ) . chamada recta tangente ao gráfico da função f no ponto M0 . x − x0 2. derivadas laterais. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R A recta M0 M é secante à curva e tem por declive m= f (x) − f (x0 ) . x→x0 x − x0 lim Definição 2. as sucessivas secantes M0 M aproximam-se cada vez mais da posição da recta t. b[ . Seja f uma função real. Notação: Escrever-se-á f 0 (x0 ) para representar a derivada. . caso exista.1. de f em x0 . de variável real. x − x0 Quando M se move sobre a curva aproximando-se de M0 . Assim.164 VII. x→x0 x − x0 lim a que se chama derivada de f em x0 . definida em ]a. Derivada de uma função num ponto. a recta t é a recta que passa por M0 e tem por declive m = lim x→x0 f (x) − f (x0 ) . f (x0 )) é igual a f (x) − f (x0 ) . Diz-se que f é derivável em x0 ∈ ]a. Vimos que o declive da recta tangente à curva de equação y = f (x) no ponto M0 = (x0 .

(1) Considere-se a função f real. f (x0 )) pode representar-se por y − f (x0 ) = f 0 (x0 ) (x − x0 ) . fazendo x = x0 + h x→x0 x − x0 vem x − x0 = h. DERIVADA DE UMA FUNÇÃO NUM PONTO. f não é derivável em x0 = 0. definida por f (x) = ponto x0 = 0. pelo que quando x tende para x0 . Assim. Tem-se: f (x) − f (1) x2 − 1 − 0 (x − 1) (x + 1) = lim lim = lim (x + 1) = 2. f é derivável em x = 1 e f 0 1) = 2. Tem-se então Vimos anteriormente que f 0 (x0 ) = lim f 0 (x0 ) = lim Nota: Uma equação da recta tangente ao gráfico de f no ponto (x0 .2. √ (3) Sejam f definida por f (x) = 3 x e x0 = 0. h→0 h→0 h h→0 h h→0 h h3 Assim. f (x) − f (x0 ) . 165 f (x) − f (x0 ) for infinito. não x→x0 x − x0 existindo f 0 (x0 ).1. Tal corresponde a uma recta tangente à curva de f em x0 paralela ao Note-se que se lim eixo dos yy. Considere os seguintes exemplos: Exemplo 2. a função não é derivável em x0 . h→0 h→0 h→0 h − 1 h h √ 1 3 f (0 + h) − f (0) h h3 1 lim = lim = lim = lim 2 = +∞. x→1 x→1 x→1 x−1 x − 1 x→1 x−1 lim Assim. . (2) A função f real. Vamos verificar que esta função é derivável no ponto 1. de variável real. de variável real. f é derivável em x0 = 0 e f 0 (0) = −1. De facto: x é derivável no x−1 f (x0 + h) − f (x0 ) . h tende para 0. DERIVADAS LATERAIS. Tem-se: h f (0 + h) − f (0) 1 lim = lim h − 1 = lim = −1. definida por f (x) = x2 − 1. h→0 h Assim.

Considere-se agora a função definida por f (x) = |x| . (1) Utilize a definição para calcular a derivada das funções nos pontos indicados: (a) f (x) = x3 − 3x . . CÁLCULO DIFERENCIAL EM R Exercício 2. 0) mas existem a semi-tangente à esquerda e a semi-tangente à direita nesse ponto. ⎩ −x se x < 0 y 4 2 -4 -2 0 2 4 x Verifica-se que: • Não existe recta tangente ao gráfico da função no ponto (0. (3) Prove a partir da definição que sendo f (x) = xn . x0 = 0. • Não existe o número f (x) − f (0) x→0 x−0 f (x) − f (0) f (x) − f (0) (é igual a 1) e lim (é igual a −1). se tem f 0 (1) = n. x0 = 1 1 (b) g(x) = 2 . n ∈ N. mas existem lim + − x→0 x→0 x−0 x−0 Diremos que a derivada lateral à direita em x0 = 0 é igual a 1 e que a derivada lim lateral à esquerda em x0 = 0 é igual a −1. x+1 (2) Determine uma equação da recta tangente ao gráfico de f definida por f (x) = √ x2 + 9 no ponto de abcissa 4.166 VII. x0 = 3 x +1 x−1 (c) h(x) = .1. no entanto com declives diferentes. Tem-se: ⎧ ⎨ x se x ≥ 0 f (x) = .

x − x0 x→x0 lim+ a que chama derivada lateral à direita de x0 e se representa por f 0 (x+ ) ou fd (x0 ). 0 Diz-se que f é derivável à direita de x0 se existir o número real f (x) − f (x0 ) . a derivada à esquerda de x0 representa o declive da semi-tangente à esquerda e a derivada à direita de x0 representa o declive da semi-tangente à direita. b[ ⊂ Df se e só se existem e forem ¡ ¢ ¡ ¢ iguais f 0 x− e f 0 x+ . 167 Definição 2. 0 0 Observação: A partir da outra definição de derivada tem-se: ¡ ¢ f 0 x− = 0 ¡ ¢ f 0 x+ = 0 lim − f (x0 + h) − f (x0 ) h f (x0 + h) − f (x0 ) . Seja f uma função real de variável real e x0 ∈ Df . DERIVADA DE UMA FUNÇÃO NUM PONTO. x − x0 x→x0 a que se chama derivada lateral à esquerda de x0 e se representa por f 0 (x− ) ou fe (x0 ). DERIVADAS LATERAIS.2. .2. Diz-se que f é derivável à esquerda de x0 se existir o número real lim− f (x) − f (x0 ) . h h→0 e h→0 lim + Geometricamente. Neste caso 0 0 ¢ ¢ 0 0 ¡ 0 ¡ f (x0 ) = f x− = f x+ . 0 Obviamente a função f é derivável em x0 ∈ ]a.

x→2 = −4. definida em R por ⎧ ⎨ x2 + 1 se x<2 . Exercício 2. Como f 0 (2+ ) 6= f 0 (2− ) não existe f 0 (2) .2.168 VII. Tem-se : x→2 lim − f (x) − f (2) = x−2 −x2 + 7 − 3 x→2 x−2 − (x − 2) (x + 2) = lim x→2− x−2 = lim (−2 − x) − lim − x→2 Portanto f 0 (2− ) = −4. Considere-se a função definida em R por ⎧ ⎨ −x2 + 7 f (x) = ⎩ x+1 se se x<2 x≥2 representada geometricamente abaixo. (1) Verifique gráfica e analiticamente que a função f . f (x) = ⎩ 3x − 1 se x≥2 . CÁLCULO DIFERENCIAL EM R Exemplo 2.2. x+1−3 x→2 x−2 x−2 lim x→2+ x − 2 = 1. lim + lim + f (x) − f (2) = x−2 = Assim f 0 (2+ ) = 1. Por outro lado.

conclui-se que x→x0 lim [f (x) − f (x0 )] = 0 . Suponhamos que f é derivável em x0 . DERIVABILIDADE E CONTINUIDADE 169 não é derivável no ponto x = 2. Há casos em que a existência da derivada num ponto depende apenas da existência de uma das derivadas laterais. g (x) = ⎩ 2x − 1 se x≥1 é derivável para x = 1. + x→0 x−0 3. Por exemplo. isto é. Se uma função é derivável num ponto então é contínua nesse ponto. seja f a função definida por ⎧ ⎨ x se f (x) = ⎩ 1 se 0≤x<1 x≥1 . x→x0 x − x0 lim Como f (x) − f (x0 ) = vem x→x0 f (x) − f (x0 ) (x − x0 ) . x − x0 x→x0 lim [f (x) − f (x0 )] = lim x→x0 Como f 0 (x0 ) é um número real (finito). (2) Verifique gráfica e analiticamente que a função g.3. definida em R por ⎧ ⎨ x2 se x<1 . existe e é finito f (x) − f (x0 ) . Demonstração. Derivabilidade e continuidade Teorema 3. x 6= x0 x − x0 f (x) − f (x0 ) lim (x − x0 ) = f 0 (x0 ) × 0. Tem-se ¡ ¢ f (x) − f (0) f 0 (0) = f 0 0+ = lim = 1.1.

170 VII. x→−1− lim g (x) = lim − (−x − 1) = 0 x→−1 x→−1 (2) Averigue se existe g0 (1) . o facto de uma função ser contínua num ponto não garante que seja derivável nesse ponto. a função f : [0. Assim. Resolução: g 0 (−1+ ) = lim + x→−1 Como g (−1) = 0 vem lim g (x) = g (−1) e portanto g é contínua em x0 = −1. Verifica-se que o recíproco do teorema anterior é falso. 1] → R definida por ⎧ ⎨ 1 f (x) = ⎩ 0 se se x ∈ ]0. logo lim g (x) = lim + (x + 1) = 0 x→−1 . Resolução: ⎧ ⎨ x+1 g (x) = ⎩ −x − 1 x→−1+ se se x ≥ −1 x < −1 . Exemplo 3.1. (1) Mostre que g é contínua em x0 = 1. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R isto é x→x0 lim f (x) = f (x0 ) ¤ o que prova que f é contínua em x0 . g (x) − g (−1) −x − 1 − 0 = lim − = −1 x→−1 x+1 x+1 g 0 (−1− ) = lim − x→−1 Como g0 (−1+ ) 6= g 0 (−1− ) não existe g0 (−1) . isto é. Note que o teorema anterior é falso se admitirmos que as derivadas podem tomar valores infinitos. 1] x=0 . g (x) − g (−1) x+1−0 = lim + =1 x→−1 x+1 x+1 . Seja g a função definida em R por g(x) = |x + 1| .

(1) A função m está definida por m(x) = √ x + 5. f definida por f (x) = |x − 3| .1. de variável real. Seja f uma função real. Diremos que f é derivável num intervalo I ⊂ Df se for derivável em todos os pontos de I. de variável real.4.1. 4. A função que a cada ponto do domínio faz corresponder a derivada de f nesse ponto. x→0+ x x−0 x→0 Exercício 3. calcule m0 (0) . Função derivada Definição 4. FUNÇÃO DERIVADA 171 não é contínua à direita no ponto 0 e lim + f (x) − f (0) 1−0 = lim = +∞. (a) Aplicando a definição de derivada. Exemplo 4. f (x) = ⎩ 3x2 se x<2 Resolução: . (b) A função é contínua no ponto 0? (2) Considere a função real. (b) Calcule f 0 (3+ ) e f 0 (3− ) para verificar que não existe f 0 (3) . chama-se função derivada de f e representar-se-á por f 0 .1. (a) Mostre que f é contínua para x = 3. caso exista. Determinar a função derivada da função definida em R por ⎧ ⎨ x+1 se x>2 .

Tem-se: f 0 (x) = lim f (x + h) − f (x) 3 (x + h)2 − 3x2 = lim h→0 h→0 h h 3x2 + 6xh + 3h2 − 3x2 = lim = 6x. Demonstração. h→0 h • Determinação de f 0 (x) para x = 2.172 VII. h→0 h→0 h h • Determinação de f 0 (x) para x < 2. para todo o x ∈ R. Regras de derivação (1) Derivada de uma função constante Se f (x) = c (c constante) para todo o x ∈ R então f 0 (x) = 0. Tem-se: 2+h+1−3 =1 h→0 h 2 3 (2 + h) − 3 12 + 12h + 3h2 − 3 = lim = −∞. 5. f 0 (2− ) = lim h→0− h→0− h h f 0 (2+ ) = lim + • Não existe f 0 (2) pelo que a função derivada é f 0 : R\ {2} → x ⎧ ⎨ 1 → f 0 (x) = ⎩ 6x R se se x>2 x<2 . Tem-se: f 0 (x) = lim f (x + h) − f (x) x+h+1−x−1 = lim = 1. h→0 h→0 h h→0 h h ¤ . f 0 (x) = lim f (x + h) − f (x) c−c 0 = lim = lim = 0. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R • Determinação de f 0 (x) para x > 2.

lim . b) s(x) = 5 4 c) t(x) = √ 2. REGRAS DE DERIVAÇÃO 173 Observações: • A recta tangente em cada ponto coincide com a própria recta representativa da função. Tem-se: (f + g) (x) − (f + g) (x0 ) f (x) − f (x0 ) g(x) − g(x0 ) = lim + lim = x→x0 x→x0 x→x0 x − x0 x − x0 x − x0 = f 0 (x0 ) + g0 (x0 ).5. se f (x) = x então f 0 (x) = 1 para todo o x ∈ R. • O declive de uma recta horizontal é igual a zero.1. Demonstração. Tem-se: f 0 (x) = lim f (x + h) − f (x) x+h−x = lim = 1. Então f + g é derivável em x0 e (f + g)0 (x0 ) = f 0 (x0 ) + g0 (x0 ). h→0 h→0 h h Assim. (2) Derivada da função identidade Seja f a função definida em R por f (x) = x. (3) Derivada de uma soma de funções Sejam f e g deriváveis num intervalo I e x0 ∈ I. Exercício 5. Indique a derivada das funções definidas por: a) r(x) = −4.

3 ¶0 µ 1 c) 3 − x . 0 ¶0 µ 1 b) − x . (5) Derivada de um produto de funções Sejam f e g deriváveis num intervalo I e x0 ∈ I. Tem-se: x→x0 lim Logo λf é derivável em x0 e (λf ) (x) − (λf ) (x0 ) f (x) − f (x0 ) = λ lim = λf 0 (x0 ) .3. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R Assim f + g é derivável em x0 e (f + g)0 (x0 ) = f 0 (x0 ) + g 0 (x0 ). λ ∈ R e x0 ∈ I. Demonstração. Então fg é derivável em I e (fg)0 (x0 ) = f 0 (x0 ) g (x0 ) + f (x0 ) g 0 (x0 ) . 4 √ (c) h(x) = x − 2.174 VII. Determine a derivada de cada uma das funções definidas por: (a) f (x) = x + 2. Calcule: a) (2x) . ¤ Exercício 5. 3 d) (−3x)0 . 3 (b) g(x) = + x.2. (4) Derivada do produto de uma constante por uma função Sejam f derivável num intervalo I. ¤ Exercício 5. Então a função λf é derivável em x0 e (λf )0 (x0 ) = λf 0 (x0 ) . . x→x0 x − x0 x − x0 (λf )0 (x0 ) = λf 0 (x0 ) .

n ∈ N é derivável em x0 e (f n )0 (x0 ) = nf n−1 (x0 ) f 0 (x0 ) . ¤ Nota: Esta propriedade verifica-se para um número n de funções deriváveis em I. logo: (f g) (x) − (f g) (x0 ) f (x) − f (x0 ) g (x) − g (x0 ) = g (x0 ) lim + f (x0 ) lim x→x0 x→x0 x→x0 x − x0 x − x0 x − x0 0 0 = g (x0 ) f (x0 ) + f (x0 ) g (x0 ) . 0 b) (3x2 − 5x + 1) . . Calcule: a) (x3 ) .5. REGRAS DE DERIVAÇÃO 175 Demonstração. Consequência: “Derivada da potência de expoente natural” Sejam f derivável num intervalo I e x0 ∈ I.4. 0 £ ¤0 c) (x + 3)5 . (f g) (x) − (fg) (x0 ) f (x) − f (x0 ) g (x) − g (x0 ) = g (x) + f (x0 ) . isto é: 0 (f1 f2 · · · fn )0 (x0 ) = f1 (x0 ) f2 (x0 ) · · · fn (x0 ) + 0 0 +f1 (x0 ) f2 (x0 ) · · · fn (x0 ) + f1 (x0 ) f2 (x0 ) · · · fn (x0 ) .5. g (x) → g (x0 ) pois g é contínua (é derivável em x0 ). x − x0 x − x0 x − x0 Exercício 5. lim Assim fg é derivável em x0 e (fg)0 (x0 ) = f 0 (x0 ) g (x0 ) + f (x0 ) g0 (x0 ) . Então f n . Calcule a derivada da função definida por f (x) = (x − 1) (x − 3) . Exercício 5. Tem-se: f (x) g (x) − f (x0 ) g (x0 ) (f g) (x) − (f g) (x0 ) = x − x0 x − x0 e somando e subtraindo f (x0 ) g (x) vem: Quando x → x0 .

f é derivável em x0 e g µ ¶0 µ ¶0 1 f 0 (x0 ) g (x0 ) − f (x0 ) g0 (x0 ) f (x0 ) = f (x0 ) = . g b) . g g [g (x0 )]2 ¤ Exercício 5. d) .176 VII. g [g (x0 )]2 Então. . é derivável em x0 e tem-se g µ ¶0 f 0 (x0 ) g (x0 ) − f (x0 ) g 0 (x0 ) f (x0 ) = . lim x→x0 x − x0 [g (x0 )]2 Assim 1 é derivável em x0 e g µ ¶0 g 0 (x0 ) 1 (x0 ) = − .6. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R (6) Derivada de um quociente Sejam f e g funções deriváveis num intervalo I e x0 ∈ I. g [g (x0 )]2 Demonstração. c) . Calcule: ¶0 µ 1 a) . x+3 µ 3x + 1 x2 − 8x ¶0 µ 3x2 + 4 x2 + 9 ¶0 "µ x−1 x+3 ¶3 #0 1 . Vamos estudar em primeiro lugar a derivada de Tem-se: 1 1 1 1 − (x) − (x0 ) g (x) − g (x0 ) −1 g (x) g (x0 ) g g = = x − x0 x − x0 g (x) g (x0 ) x − x0 e portanto 1 1 (x) − (x0 ) g0 (x0 ) g g =− . atendendo ao que se disse para a derivada de um produto de funções. f Se g (x0 ) 6= 0.

7. 2 − 3x (x − 1)4 (7) Derivada da função composta Seja f uma função definida sobre um intervalo I. e x0 ∈ I. x→x0 x→x0 x − x0 x − x0 lim . 2 − 3)5 x (x "µ ¶−3 #0 x−1 3 (2 − 3x)2 c) = . g uma função definida sobre o intervalo J contendo f (I). (g ◦ f ) (x) − (g ◦ f ) (x0 ) g [f (x)] − g [f (x0 )] = lim .5. Demonstração. Se f é derivável em x0 e g é derivável em f (x0 ). Mostre que: −10 0 i0 h 10 8x −4 2 a) (x ) = − 11 . A demonstração fica como exercício. Suponhamos que f (x0 ) 6= 0. ¡ −n ¢0 f = −nf −n−1 f 0 . então g ◦ f é derivável em x0 e tem-se (g ◦ f )0 (x0 ) = g0 [f (x0 )] f 0 (x0 ). n ∈ N e x0 ∈ I. b) (x − 3) =− . REGRAS DE DERIVAÇÃO 177 Consequência: “Derivada de uma potência de expoente inteiro negativo” Então f −n é derivável em x0 e Seja f derivável num intervalo I . Exercício 5. Isto significa que a fórmula de derivação para uma potência de expoente natural é válida para expoentes inteiros no pressuposto de que f (x0 ) 6= 0.

(x0 ) Sejam f uma aplicação bijectiva de um intervalo I num intervalo J e x0 ∈ I. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R Represente-se f (x) por y e f (x0 ) por y0 . ¤ Exercício 5. b) (f ◦ g)0 (1) . calcule: a) (f ◦ g) (1) .178 VII. f −1 : J → I é contínua em y0 = f (x0 ) . Então quando x tende para x0 .8. Logo g ◦ f é derivável em x0 e (g ◦ f )0 (x0 ) = g0 [f (x0 )] f 0 (x0 ). y tende para y0 uma vez que f é contínua em x0 (por ser diferenciável) pelo que (g ◦ f ) (x) − (g ◦ f ) (x0 ) = lim x→x0 x − x0 ¸ g (y) − g (y0 ) y − y0 lim × x→x0 y − y0 x − x0 g (y) − g (y0 ) f (x) − f (x0 ) = lim lim y→y0 x→x0 y − y0 x − x0 0 0 = g (y0 ) f (x0 ) ∙ = g 0 [f (x0 )] f 0 (x0 ). (8) Derivada da função inversa Suponhamos que f é derivável em x0 com f 0 (x0 ) 6= 0 e que a sua inversa por derivada ¡ −1 ¢0 [f (x0 )] = f f0 1 . Então f −1 é derivável em f (x0 ) e tem . Sendo f (x) = 2x − 3 e sabendo que g (1) = 4 e g0 (1) = 2.

Seja y = f (x). calcule (g−1 ) (10) . REGRAS DE DERIVAÇÃO 179 Demonstração. (x0 ) ¤ ¡ −1 ¢0 (y0 ) = f Exercício 5. x→x0 x→x0 x − x0 x→x0 0 x − x0 y − y0 Quando x tende para x0 . n n xn−1 0 . pelo que para todo x em I vem 1 √ . logo f 0 (x0 ) = 1 x − x0 .5. lim y→y0 y − y0 Como x = f −1 (y) e x0 = f −1 (y0 ) vem f 0 (x0 ) = y→y0 lim f −1 ou seja 1 1 = −1 0 . Sendo g uma função real de variável real invertível tal que g(2) = 10 e g0 (2) = 4. y tende para y0 pois f é contínua em x0 (por ser derivável em x0 ). Por definição. Consequência: “ Derivada da raiz ” √ Suponhamos que f (x) = n x com n ∈ N e seja I um qualquer intervalo contido em Df tal que 0 ∈ I.9. pelo que se g(x) = xn então g −1 (y) = n y. Então f é derivável em todo x ∈ I e / f 0 (x) = Demonstração. Tem-se ¡ −1 ¢0 (y) = g 1 nxn−1 g0 (x) = nxn−1 . −1 (y) − f (y0 ) (f ) (y0 ) y − y0 f0 1 . Se y = xn então x = √ √ n y. vem: f 0 (x0 ) = lim f (x) − f (x0 ) y − y0 1 = lim = lim x − x .

Daqui resulta ¡ −1 ¢0 g (y) = f 0 (x) = 1 p n n y n−1 o que é equivalente a 1 √ . Então n f é derivável em x0 e ³ p ´0 f 0 (x0 ) n f (x0 ) = p . CÁLCULO DIFERENCIAL EM R onde y = xn . . derivável em √ x0 ∈ I. n n f n−1 (x0 ) Exercício 5. 1 n (f n−1 ) n (x0 ) e a fórmula de derivação de uma potência de expoente inteiro pode generalizarse para um expoente racional nas condições acima indicadas.10.12. h i 3 0 Determine (x2 + 3x + 1) 4 . Observação: √ 1 Tem-se n f = f n . Derive cada uma das funções definidas por: √ √ b) u(x) = 10 x. como consequência do resultado sobre a derivada da função composta vem: Seja f uma função real de variável real definida num intervalo I. n ∈ N pelo que podemos escrever ³ 1 ´0 1 f 0 (x0 ) f n (x0 ) = = nf n −1 (x0 ) f 0 (x0 ). µr 3 Calcule 3−x x−1 ¶0 indicando o domínio de validade do resultado.11. Mais geralmente. Exercício 5. e tal que f (x0 ) 6= 0. a) t(x) = 3 x.180 VII. n n xn−1 ¤ Exercício 5.

Derivadas das funções circulares (1) Derivada da função seno A função seno é derivável em R e (sen x)0 = cos x. Demonstração. vem h ¶¸ µ sen ∙ sen (x + h) − sen x 2 cos lim x + h lim = lim = 1. Mais geralmente.6. Atendendo a que sen p − sen q = 2 sen tem-se µ ¶ h h 2 sen cos x + sen (x + h) − sen x 2 2 = lim = lim h→0 h→0 h h h ∙ µ ¶¸ sen 2 lim cos x + h . = lim h→0 h h→0 2 2 Como a função co-seno é contínua. com x ∈ R. DERIVADAS DAS FUNÇÕES CIRCULARES 181 6. resulta do que se disse sobre a derivada da função composta que a função sen f é derivável em todos os pontos de I. sendo f derivável num intervalo I. cos x = cos x h→0 h→0 h h→0 h 2 2 Assim a função seno é derivável e (sen x)0 = cos x. tendo-se: (sen f )0 = f 0 cos f. ¤ p−q p+q cos 2 2 .

sendo f derivável num intervalo I. Calcule a derivada de cada uma das funções seguintes: a) y = sen (2x + 1) . (b) Seja y = sen4 (3x) . Tem-se: y 0 = 4 sen3 (3x) [sen (3x)]0 = 4 sen3 (3x) (3x)0 cos (3x) = 12 sen3 (3x) cos (3x) . temos: y 0 = (2x + 3)0 cos (2x + 3) = 2 cos (2x + 3) .182 VII. c) y = x sen x2 + 3 sen (2x) . Exercício 6. Demonstração.2. Atendendo a que cos x = sen (cos x)0 = ³π ³π ´ − x .1. 2 2 . (2) Derivada da função co-seno A função co-seno é derivável em R e (cos x)0 = − sen x. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R Exemplo 6. Mais geralmente. ¤ Exemplo 6. 2 ³π ´0 ´ − x cos − x = − sen x. Considere os seguintes exemplos: (a) Sendo y = sen (2x + 3) .1. cos f é derivável em todos os pontos de I e (cos f )0 = −f 0 sen f. x ∈ R. b) y = sen5 (5x) . vem: d) y = sen3 (x3 ) . Considere os seguintes exemplos: (a) (x cos x)0 = (x)0 cos x + x (cos x)0 = cos x − x sen x.

6. (tg x)0 = ³ sen x ´0 cos x 1 cos2 x − sen x (− sen x) = . Exercício 6. DERIVADAS DAS FUNÇÕES CIRCULARES 0 0 183 (b) [cos (x2 + 3) + cos5 (2x)] = − (x2 + 3) sen (x2 + 3)+5 cos4 (2x) [cos (2x)]0 = = −2x sen (x2 + 3) − 10 cos4 (2x) sen (2x). então tg f é derivável em todos os pontos de I. k ∈ Z R\ 2 (tg x)0 = Demonstração. b) y = 2 cos3 (1 − x) . d) y = sen x cos x. Determine a derivada de cada uma das funções definidas por: a) y = cos (3x2 − x) − x.3. Considere os seguintes exemplos: (a) √ √ 0 √ 0 [ x tg (2x + 3)] = ( x) tg (2x + 3) + x [tg (2x + 3)]0 √ 1 2 = √ tg (2x + 3) + x 2 . c) y = cos x + x cos2 (x2 ) . cos2 f ¤ Exemplo 6. 2 x √ cos (2x + 3) tg (2x + 3) 2 x √ = + 2 (2x + 3) cos 2 x .2. em o nπ + kπ. (3) Derivada da função tangente A função tangente é derivável no seu domínio. cos2 x tendo-se = Sendo f uma função derivável em I tal que f (I) ⊂ D. cos2 x cos2 x 1 = 1 + tg2 x = sec2 x. tendo-se: (tg f )0 = f0 = f 0 sec2 f. isto é.

vem: tg x ¶0 µ 1 1 (tg x)0 0 =− 2 =− 2 .184 VII. k ∈ Z} tendo-se (cotg x)0 = − 1 = −1 − cotg2 x = − cosec2 x. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R (b) [tg3 (sen x + 1)] 0 = 3 tg2 (sen x + 1) [tg(sen x + 1)]0 = 3 tg2 (sen x + 1) cos x sec2 (sen x + 1) . x+3 √ c) y = cos2 x + tg (x sen2 x) . Em vários pontos do gráfico de f o declive da recta tangente é 16. Escreva uma equação de uma dessas tangentes. (cotg x) = tg x tg x sen x ¤ Mais geralmente. sen2 x Demonstração. tendo-se: (cotg f )0 = − f0 = −f 0 cosec2 f. isto é. se f é uma função derivável num intervalo I tal que f (I) ⊂ D. d) y = tg2 x2 + 1 + tg (cos x) .3. k ∈ Z. Considere a função real de variável real definida por: f (x) = 4 tg (4x) . 1 Como cotg x = .4. Calcule a derivada de cada uma das funções definidas por: µ ¶ 1 a) y = tg . em {x ∈ R : x 6= kπ. sen2 f . Exercício 6. então cotg f é derivável em todos os pontos de I. x 6= kπ. Exercício 6. b) y = tg2 (x2 + 1) . (4) Derivada da função co-tangente A função co-tangente é derivável no seu domínio.

h→0 h→0 h→0 h h h Mais geralmente se f é derivável em I então ef é derivável em I e ¡ f ¢0 e = ef f 0 . Tem-se ¢ ¡ ex eh − 1 ex+h − ex eh − 1 lim = lim = ex lim = ex .4. b) y = 1 + cotg x d) y = cotg2 x2 + sen2 x2 . Demonstração. Considere os seguintes exemplos: (a) £ ¡ ¢¤0 ¡ ¢0 ¢ ¢ ¡ ¡ cotg π − 3x = − π − 3x cosec2 π − 3x = 3 cosec2 π − 3x 3 3 3 3 ¡ ¡ √ ¢0 √ √ ¢0 sen x cotg x = (sen x)0 cotg x + sen x cotg x = √ 1 √ = = cos x cotg x − sen x √ 2 x sen2 x √ sen x √ . 3 (b) ¶ 1 √ + x . DERIVADA DA FUNÇÃO EXPONENCIAL E FUNÇÃO LOGARíTMICA 185 Exemplo 6. x ∈ R. = cos x cotg x − √ 2 x sen2 x Exercício 6. c) y = tg (sen x) + cotg (cos x) .7. Derive cada uma das funções seguintes: a) y = cotg (3x + 2x) .1 = ex . ¤ . Derivada da função exponencial e função logarítmica (1) Derivada da função exponencial de base e A função exponencial de base e é derivável em R e (ex )0 = ex . 2 µ 7.5.

¡ ¢0 (b) esin(3x) = [sin (3x)]0 esin(3x) = 3 cos (3x) esin(3x) Exercício 7. (iii) y = ex sin x + e x . CÁLCULO DIFERENCIAL EM R Exemplo 7. ´0 ³ 2 +3x 2 2 0 = (x2 + 3x) 2x +3x ln 2 = (2x + 3) 2x +3x ln 2. Considere os seguintes exemplos: (a) (e3x+1 ) = (3x + 1)0 e3x+1 = 3e3x+1 . Mais geralmente se f é derivável em I. Resolva cada um dos seguintes exercícios. vem (ax )0 = (x ln a)0 ex ln a = ln aex ln a = ln a ax .1. 1 x 0 (2) Derivada da função exponencial de base a A função exponencial de base a (a > 0) é derivável em R e para todo o x ∈ R. (b) Calcule a derivada de cada uma das funções definidas por: (i) y = e− 2 .186 VII.2. Demonstração. ¤ Exemplo 7. 2x . Uma vez que ax = ex ln a .1. (ii) y = (x − 1)2 − e−x . (a) Seja f a função real de variável real definida por f (x) = e2x+5 . Escreva uma equação da tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa 2. tem-se: (ax )0 = ax ln a. af é derivável em I e ¡ f ¢0 a = af f 0 ln a.

A função h : R+ → R x é a função inversa da função → y = loga x 1 . DERIVADA DA FUNÇÃO EXPONENCIAL E FUNÇÃO LOGARíTMICA 187 Exercício 7. Então h é derivável em R+ e para todo o x > 0. f ln a Se f é derivável em I e f (I) ⊂ R+ então loga f é derivável em I. (b) Derive as funções definidas por: (i) y = 2tg x . cos x √ (iii) y = e 3x + 5cos x . (3) Derivada da função logarítmica de base a A função logarítmica de base a (a ∈ R+ \ {1}) é derivável em R+ e (loga x)0 = Demonstração. 1 − 3x (ii) y = . x ∈ R+ . (iv) y = e √ 3x + 5cos x . x ln a g : R → R+ y → x = ay . g 0 (y) a ln a x ln a f0 . Determine as coordenadas do ponto de tangência. Resolva cada um dos seguintes exercícios: (a) A recta da equação y = 2x ln 2 + 1 é tangente ao gráfico da função real de variável real definida por t (x) = 22x . tendo-se: (loga f )0 = ¤ .7.2. h0 (x) = 1 1 1 = y = .

f) y = ln (e3x + x2 ) . f função f 0 também definida em I. definem-se as derivadas sucessivas de f : f (n) é a derivada da derivada de ordem (n − 1) de f .1. 8. Do mesmo modo. Calcule a derivada de cada uma das funções definidas por: a) y = log3 (x2 + 1) . isto é. Suponhamos que f (x) = ln x e procuremos uma expressão da derivada de ordem n.188 VII. f 00 (x) = − 1 x2 . f (4) (x) = −3 × 2 4×3×2 . Exemplo 8. Se a função f 0 admitir por sua vez uma função derivada. isto é. ¢0 ¡ f (n) = f (n−1) . 1 x e (ln f )0 = f0 .3. (3x + 1) ln 2 (3x + 1) ln 2 Caso particular: Se a = e (número de Neper) vem (ln x)0 = Exercício 7. f (5) (x) = . f 000 (x) = 2 x3 Convencionamos que a derivada de ordem 0 é a própria função. esta é dita segunda derivada ou derivada de segunda ordem de f e representa- se por f 00 .3. Derivadas sucessivas Seja f uma função real de variável real definida em I ⊂ R cuja derivada é uma d) y = log7 (sen x2 ) . CÁLCULO DIFERENCIAL EM R Exemplo 7. g) y = ln (sen x) . f (0) = f. c) y = log2 [tg (ex + x)] . b) y = log2 [tg (ex + x)] . e) y = ln (x2 + 1) . [log2 (3x + 1)]0 = 3 (3x + 1)0 = . Resolução: f 0 (x) = 1 x . 4 x x5 .

1. Regra de Cauchy Se as funções f e g admitem derivada numa vizinhança de um ponto a. 9. Exercício 9.1.2.9. então. x→+∞ x ex − x 1 ex − x − 1 c) lim = . Mostre que: 1 cos x − 1 a) lim =− . determine g (n) (x) . + x sen x x→0 2 x3 + x2 b) lim = 0. e se lim f (x) = lim g (x) = 0 x→a (−1)n+1 (n − 1)! . x→a g 0 (x) x→a g (x) x→a g (x) lim Observações: • A regra de Cauchy é aplicável quando a é (+∞ ou − ∞) . Sendo y = sin (4x) . xn x→a e se existir f 0 (x) f (x) f 0 (x) . seja ∞ . REGRA DE CAUCHY 189 Observando as sucessivas derivadas. Exercício 8. Sendo g(x) = e5x−1 . x→0 xex − x 2 ∞ . x→±∞ g (x) x→±∞ g (x) lim • É igualmente aplicável no levantamento de indeterminações do tipo a finito ou infinito. mostre que y 000 + y 00 + 16y 0 + 16y = 0. f (x) f 0 (x) = lim 0 . conclui-se que f (n) (x) = Exercício 8. lim = lim 0 .

b[ . Note-se que a derivada pode ser nula num ponto de ]a. b[ (gráfico 4 ) mantendo-se a função estritamente crescente. b[ e que a função é estritamente crescente em ]a. b[ . b[ a derivada é nula então a função é constante nesse intervalo (gráfico 3).190 VII. a função será decrescente nesse intervalo (gráfico 2). Para que tal ocorra. . Finalmente se em qualquer ponto de ]a. Se a derivada for negativa em todos os pontos de ]a. Sentido de variação de uma função Vamos analisar os seguintes gráficos Gráfico1 Gráfico2 Gráfico3 Gráfico 4 Verifica-se (gráfico 1) que a derivada é positiva em qualquer ponto de ]a. os pontos onde a tangente à curva é horizontal têm de ser pontos isolados. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R 10.

1. b[. x b) q (x) = x−1 . b[ . 0[ e decrescente em ]0. (1) Se para todo o x ∈ ]a. Estude a monotonia das funções definidas em R por: a) p (x) = 1 − x − 4x3 .10. x −∞ −1 s/s + % 0 0 − 1 +∞ −4x (x2 − 1)2 h0 (x) + h(x) s/s − s/s % 0 & s/s & Portanto h é crescente em ]−∞. h (x) = 2 x −1 Resolução: Tem-se h0 (x) = e h0 (x) = 0 ⇔ x = 0 ∧ x 6= 1 ∧ x 6= −1. x e) m (x) = (2x2 + 3) e−x . x−6 c) r (x) = 1 . Exercício 10. b[ .1. Determinar os intervalos de monotonia da função definida por x2 + 1 . 1[ ∪ ]1. . f 0 (x) é nula então f é constante em ]a. Exemplo 10. +∞[ . Seja f derivável num intervalo ]a. b[. b[. d) g (x) = x2 − 4 . (2) Se para todo o x ∈ ]a. b[ . b[ .1. (3) Se para todo o x ∈ ]a. f 0 (x) é negativa então f é estritamente decrescente em ]a. −1[ ∪ ]−1. f 0 (x) é positiva então f é estritamente crescente em ]a. SENTIDO DE VARIAÇÃO DE UMA FUNÇÃO 191 Teorema 10.

Sejam f uma função definida num intervalo [a. b[ . se existir uma vizinhança V de a tal que x ∈ V ∧ x ≥ a =⇒ f (x) ≤ f (a) (respectivamente f (x) ≥ f (a)) . CÁLCULO DIFERENCIAL EM R 11. • um máximo (respectivamente um mínimo) relativo ou local em a ou que f (a) é um máximo (respectivamente um mínimo) relativo de f . Nota: Um extremo (máximo ou mínimo) f (x0 ) é absoluto se para todo o x ∈ Df se verificar f (x) ≤ f (x0 ) (máximo) ou f (x) ≥ f (x0 ) (mínimo). . f (x) ≤ f (x0 ) (respectivamente f (x) ≥ f (x0 )) .192 VII. se existir uma vizinhança V de b tal que x ∈ V ∧ x ≤ b =⇒ f (x) ≤ f (b) (respectivamente f (x) ≥ f (b)) .1. • um máximo (respectivamente um mínimo) relativo ou local em b ou que f (b) é um máximo (respectivamente um mínimo) local de f . b] e x0 ∈ ]a. Extremos relativos Definição 11. Diz-se que f atinge: • um máximo (respectivamente um mínimo) relativo ou local em x0 ou que f (x0 ) é um máximo (respectivamente um mínimo) relativo de f . se existir uma vizinhança V de x0 tal que para todo o x ∈ V.

EXTREMOS RELATIVOS 193 Exercício 11. ¤ Um ponto x0 ∈ ]a. A existência de f 0 (x0 ) implica a ¡ ¢ ¡ ¢ existência e a igualdade das derivadas laterais f 0 x+ e f 0 x− . temos ¡ ¢ f 0 x+ = 0 lim f (x) − f (x0 ) ≤ 0. b[ tal que f 0 (x0 ) = 0 chama-se ponto crítico ou estacionário . Indique os extremos relativos e absolutos das funções cujos gráficos são: Teorema 11. 0 0 para f . Demonstração. por exemplo.1. que f (x0 ) é um máximo.11. Como f (x) ≤ f (x0 ) 0 0 para todo o x numa vizinhança de x0 . x→x0 x − x0 x>x0 ¡ ¢ f (x) − f (x0 ) f 0 x− = lim ≥ 0. então f 0 (x0 ) = 0. b[ e se f 0 (x0 ) existe. Suponhamos. Se f tem um extremo em x0 ∈ ]a. 0 x→x0 x − x0 x<x 0 ¡ ¢ ¡ ¢ donde f 0 (x0 ) = f 0 x+ = f 0 x− = 0.1.

194

VII. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R

A recíproca do teorema anterior é falsa: Se f 0 (x0 ) = 0, f não tem necessariamente um extremo relativo em x0 . É por exemplo o caso da função f definida por f (x) = x3 no ponto 0.

y

8 6 4 2

-2

-1

-2 -4 -6 -8

1

2

x

Vimos que f pode ter extremos em pontos críticos. No entanto uma função pode admitir um extremo em x0 sem ser derivável em x0 (diz-se então que x0 é um ponto singular para f ): A função definida por f (x) = |x| tem um mínimo no ponto x0 = 0 mas não é derivável nesse ponto. Podemos resumir da seguinte forma: Uma função definida num intervalo só pode atingir um extremo num ponto crítico, num ponto singular ou nas extremidades do intervalo. 11.1. Determinação dos extremos. (1) Suponhamos que x0 é um ponto crítico para f Teste da primeira derivada x f 0 (x) − f (x) x0 0 + ; x f 0 (x) + f (x) x0 0 −

& Min. %

% Máx. &

• Se no ponto x0 a derivada passa de negativa a positiva então f tem um mínimo local em x0 . • Se no ponto x0 a derivada passa de positiva a negativa então f tem um máximo local em x0 .

11. EXTREMOS RELATIVOS

195

Em alternativa ao teste da primeira derivada pode usar-se o teste da segunda derivada. Teste da segunda derivada • Se f 00 (x0 ) > 0 ou lim relativo em x0 . relativo em x0 . zero no ponto x0 . — Se m é par e f (m) (x0 ) > 0 ou lim f (m−1) (x) − f (m−1) (x0 ) = +∞, x→x0 x − x0 f atinge um mínimo relativo em x0 . f (m−1) (x) − f (m−1) (x0 ) = −∞, x→x0 x − x0 f atinge um máximo relativo em x0 . f 0 (x) − f 0 (x0 ) = +∞ então f atinge um mínimo x→x0 x − x0 f 0 (x) − f 0 (x0 ) = −∞ então f atinge um máximo x→x0 x − x0

• Se f 00 (x0 ) < 0 ou lim

• Se f 00 (x0 ) = 0, seja m a ordem da primeira derivada que é diferente de

— Se m é par e f (m) (x0 ) < 0 ou lim

— Se m é ímpar, f não tem extremo em x0 .

Exemplo 11.1. Determinar os extremos relativos da função definida em R por g (x) = 2x4 − 12x2 + 10. Resolução: (a) Dg = R e g0 (x) = 8x3 − 24x, pelo que g só poderá ter extremos em pontos críticos.

g 0 (x) = 0 ⇐⇒ 8x (x2 − 3) = 0 √ √ ⇐⇒ x = 0 ∨ x = − 3 ∨ x = 3. √ √ Assim os pontos críticos são − 3, 0 e 3.

196

VII. CÁLCULO DIFERENCIAL EM R

(b) Teste da primeira derivada x 8x g 0 (x) g(x) −∞ − − & √ − 3 − 0 0 − − + 0 0 − 0 + − − √ 3 + 0 0 +∞ + + +

x2 − 3 +

−8 (Min.) % 10 ( Máx.) & −8 (Min.) %

A função tem um máximo relativo igual a 10 para x = 0 e mínimos √ √ relativos iguais a −8 para x = − 3 e x = 3. (c) Podemos usar, em alternativa, o teste da segunda derivada. Tem-se: g 00 (x) = 24x2 − 24

• g00 (0) = −24 < 0, g tem um máximo relativo para x = 0 igual a

g (0) = 10. √ ¡ √ ¢ ¡√ ¢ • g00 − 3 = g 00 3 > 0, g tem mínimos relativos para x = − 3 √ ¡√ ¢ ¡ √ ¢ e x = 3, iguais a g 3 = g − 3 = −8. Exercício 11.2. Determine, se existirem, os extremos relativos de cada uma das seguintes funções definidas em R por: a) h (x) = x3 − 3x; b) m (x) = x4 − 2x3 + 2; c) n (x) = 2x ; +4

x2

d) p (x) = log2 |16 − x2 | . (2) Suponhamos que x0 é um ponto singular para f Teste para pontos singulares Neste caso não existe ou é infinito lim f (x) − f (x0 ) . x − x0

x→x0

f (x) − f (x0 ) x − x0 quando x tende para x0 , e estes sejam de sinais contrários, então f tem um Caso existam as derivadas laterais ou os limites laterais de

11. EXTREMOS RELATIVOS

197

extremo relativo em x0 . Concretamente:

¡ ¢ ¡ ¢ f (x) − f (x0 ) • Se f 0 x+ < 0 (ou lim+ = −∞ ) e f 0 x− > 0 (ou 0 0 x − x0 x→x0 f (x) − f (x0 ) = +∞), então f atinge um máximo em x0 . lim− x − x0 x→x0 ¡ ¢ ¡ ¢ f (x) − f (x0 ) = +∞ ) e f 0 x− < 0 (ou • Se f 0 x+ > 0 (ou lim+ 0 0 x − x0 x→x0 f (x) − f (x0 ) = −∞), então f atinge um mínimo em x0 . lim− x − x0 x→x0 Exemplo 11.2. Mostrar que a função definida em R por ⎧ ⎨ |x + 1| se h (x) = ⎩ 3−x se

x≤1 x>1

tem um máximo igual a 2 para x = 1 e um mínimo igual a 0 para x = −1. Resolução: Desdobrando a expressão |x + 1| vem: ⎧ ⎪ −x − 1 ⎪ se x < −1 ⎪ ⎨ h (x) = x+1 se −1 ≤ x ≤ 1 . ⎪ ⎪ ⎪ ⎩ 3−x se x>1 −x − 1 − 0 = −1 x→−1 x+1 x+1−0 =1 (b) h0 (−1+ ) = lim + x→−1 x+1 x+1−2 (c) h0 (1− ) = lim =1 − x→1 x−1 (a) h0 (−1− ) = lim −

Para caracterizarmos a função derivada necessitamos das derivadas laterais nos pontos −1 e 1.

onde as derivadas laterais têm sinais contrários. 1} e é definida por ⎧ ⎨ −1 se x < −1 ∨ x > 1 0 h (x) = . h tem um mínimo que tem o valor h (−1) = −1 + 1 = 0 e tem um máximo para x = 1 e o seu valor é h (1) = 1 + 1 = 2. Logo para x = −1. x = 1 e x = −1. x→1 x−1 A função derivada tem domínio R\ {−1. ⎩ 1 se −1 < x < 1 . CÁLCULO DIFERENCIAL EM R (d) h0 (1+ ) = lim + Assim não há ponto crítico e há dois pontos singulares.198 VII. 3−x−2 = −1.

Porto Editora. M. M. Elementos de Lógica Matemática e Teoria dos Conjuntos. J. Introdução à Lógica Matemática. Volume I. Economia e Ciências Sociais e Biológicas. M.. Porto Editora. (1979). [13] Piskounov. A. (2000). [2] Anton. Alves. Alves. Reynolds. M. [14] Silva. [5] Ferreira. Wiley. IST. Fundação Calouste Gulbenkian. (1990). (2002). A. (1990). (1991). J. Administração. [12] Neves. Livraria Escolar Editora.o Ano. Volume I. Rumo. [9] Machado. J. [7] Harshbarger. 199 . [3] Câmera. Compêndio de Matemática e Guia para a sua utilização. Â. (2001). M. Cálculo Diferencial e Integral. (1993). Lopes da Silva. (2006). Cálculo.o Ano. Livro de Texto de Matemática 11. Fundação Calouste Gulbenkian. Vieira. [4] Ferreira. S. Livro de Texto de Matemática 12. Acesso ao Ensino Superior. A. (1990). Volume I. M. E. (1973).. Calculus. J.. Curso de Matemáticas Gerais. [10] Neves. Volume I e II. Curso de Análise Matemática.. McGraw-Hill. GEP. Bookman. J. IMPA. H.. [8] Lima. Matemática Aplicada. Vieira. N. Introdução à Análise Matemática. Matemática 12. T.Bibliografia [1] Apostol. [6] Guerreiro. Vieira. Porto Editora.. (1978).o Ano. [11] Neves. (1993). (1992).

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