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[LÍNGUA PORTUGUESA – 8ºANO]

HISTÓRIA DE UMA
GAIVOTA E DO GATO QUE
A ENSINOU A VOAR
[GUIÃO DE LEITURA – 1ª parte]
Graça
[2010]

FICHA DE VERIFICAÇÃO DE LEITURA

1 GUIÃO HISTÓRIA GAIVOTA E GATO Prof Graça


Viais / Dezembro 2010
Após uma leitura atenta da obra, responde, de forma clara e correcta, às questões
que se seguem.
1. Quem escreveu esta obra?
__________________________________________________________
2. Onde decorre a acção desta fábula?
___________________________________________________
3. Com se chama a primeira personagem que aparece nesta fábula?
___________________________
3.1. Esta estava ansiosamente à espera de que grande acontecimento?
_______________________________________________________________________________________
3.2. Porém, algo de muito grave acontece! O quê?
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
4. A gaivota conseguiu libertar-se, voou e encontra o gato Zorbas.
4.1. Antes de falecer, que pedido lhe faz?
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
5. Zorbas ainda tenta salvar Kengah, pedindo ajuda. A quem?
_______________________________________________________________________________________
5.1. Ao verificarem que nada mais podiam fazer pela gaivota, que atitude
tomam?
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
6. O que fez Zorbas para cumprir a primeira parte da promessa feita à gaivota?
_______________________________________________________________________________________
7. Ao nascer, a gaivotazinha diz ter fome. O que lhe dá Zorbas para a alimentar?
_______________________________________________________________________________________
8. Ao aperceber-se que a gaivotazinha corre perigo, onde é que Zorbas a esconde?
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
9. Zorbas e os outros gatos gostariam de lhe dar um nome. Contudo, há um
problema. Qual?
_______________________________________________________________________________________
10. Para solucionarem esse «enigma», quem é que eles consultaram?
____________________________________________________________________________________
_
11. Por que lhe atribuíram o nome de Ditosa?
________________________________________________
____________________________________________________________________________________
_
12. Que preocupação teve Zorbas durante o crescimento de Ditosa?
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
13. Ao criar a gaivota, Zorbas aprendeu uma lição. Qual?
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
14. Ao contrário do que demonstra, Ditosa sente o chamamento da sua espécie.
Porquê?
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
15. Ao tentar cumprir a última parte da promessa que fez à mãe de Ditosa, Zorbas
vê-se impedido de o fazer. Por que razão?
___________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________

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Viais / Dezembro 2010
15.1.Desta vez, para pedir ajuda, Zorbas teve de quebrar algo. O quê?
______________________________________________________________________________________
16. Zorbas aprendeu uma nova lição.Qual?
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Completa o resumo da obra com as palavras que se seguem:

diferente vontade Barlavento auxílio


enciclopédias Secretário ensiná-la tabu
falar cumprir natureza alcançá-lo
gato promessas fábula cuidar
debilitado Collonelo gordo responsabilidade
honra valores hesitante dificuldades
Sabetudo maré negra voo Hamburgo

História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar é uma_______________, em que o


protagonista é um________________. Esta é a história de Zorbas, um gato grande, preto
e_________________, que morava numa casa perto do porto de___________________ e
de uma gaivota chamada Kengah.
Um dia, Kengah, vítima da poluição de uma______________________, com dificuldade em
bater as asas, levantou ______________________e aterrou sem forças na varanda do gato
Zorbas. Antes de morrer, com as suas últimas forças, pôs um ovo, e solicitou três
_____________________a Zorbas. A primeira era não comer o ovo, a segunda era
_________________dele até nascer a gaivota e a terceira era _________________a voar.
Perante o estado ____________________da pobre gaivota-mãe, Zorbas aceitou cumprir
todas as promessas, sem se aperceber do tamanho dessa ________________________.
Começou aí a aventura de Zorbas, que, para cumprir as suas promessas, procurou
______________ junto dos seus amigos:____________________, um gato com alguma
idade, mas sempre pronto a dar um bom conselho; ___________________, o seu
ajudante;__________________, um gato muito inteligente que ajudava os seus amigos
recorrendo às enciclopédias, e______________________, o gato de mar. Decidiram dar-lhe
um nome e todos concordaram chamar-lhe Ditosa. Ela integrou-se bem no grupo, apesar de
ser um ser ____________________, mas achava que também ela era um gato e era com
eles que ela queria ficar, mas como era uma gaivota, ia sentindo ________________de voar.
Aos poucos, Sabetudo consultando as suas ______________________ e com a ajuda dos
outros gatos, foi dando “lições de voo” a Ditosa, sem sucesso. O gato Zorbas decidiu então
quebrar o ________________________dos gatos e procurou ajuda junto de um humano, o
poeta. Este, não querendo acreditar no que via e ouvia, pois nunca se tinha ouvido um
gato___________________, decidiu prestar-lhe todo o seu apoio.
E, numa noite chuvosa, combinaram um encontro no cimo da torre de uma igreja. O humano
pegou em Ditosa e atirou-a para o céu, esta ainda ____________________ estendeu as
asas, seguiu o seu destino e voou, deixando Zorbas com lágrimas nos olhos, ao ver partir a
sua amiga, mas compreendendo também a necessidade dela seguir a
sua___________________.
Esta é a história de dois seres completamente distintos que, por partida do destino se
juntaram, que por ____________________ a uma promessa acabaram por construir uma
bela amizade; é a história de um grupo de amigos que, por lealdade, apesar de todas as
__________________ aparentes, ajudaram Zorbas a __________________uma promessa
quase impossível de cumprir.
Esta obra é um exemplo de uma linda amizade e de __________________ que não vemos

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no dia-a-dia, e mostra-nos que, quando queremos algo, se nos empenharmos, conseguimos
_________________________, pois que, “ Só voa quem se atreve a fazê-lo.

CAPíTULO PRIMEIRO

O Mar do Norte
- Banco de arenques a bombordo! - anunciou a gaivota de vigia, e o bando do
Farol da Areia Vermelha recebeu a notícia com grasnidos de alívio.
Iam com seis horas de voo sem interrupções e, embora as gaivotas-piloto as
tivessem conduzido por correntes de ares cálidos que lhes haviam tornado agradável
aquele planar sobre o oceano, sentiam a necessidade de recobrar forças, e para isso
não havia nada melhor que um bom fartote de arenques.
Voavam sobre a foz do rio Elba, no Mar do Norte. Viam lá do alto os barcos
alinhados uns atrás dos outros, como pacientes e disciplinados animais aquáticos à
espera de vez para saírem para o mar largo e ali orientarem os seus rumos para todos
os
portos do planeta.
Kengah, uma gaivota de penas cor de prata, gostava especialmente de
observar as bandeiras dos barcos, pois sabia que cada uma delas representava uma
forma de falar, de dar nome às mesmas coisas com palavras diferentes.
- As dificuldades que os humanos têm! Nós, gaivotas, ao menos grasnamos o
mesmo em todo o mundo - comentou uma vez Kengah para uma das suas
companheiras de voo.
- Pois é. E o mais notável é que às vezes até conseguem entender-se -
grasnou a outra.
Mais para além da linha de costa, a paisagem tornava-se de um verde intenso.
Era um enorme prado em que se destacavam os rebanhos de ovelhas pastando ao
abrigo dos diques e das preguiçosas velas dos moinhos de vento.
Seguindo as instruções das gaivotas-piloto, o bando do Farol da Areia Vermelha
tomou uma corrente de ar frio e lançou-se em voo picado sobre o cardume de
arenques. Cento e vinte corpos perfuraram a água como setas e, ao regressar à
superfície, cada gaivota segurava um arenque no bico.
Saborosos arenques. Saborosos e gordos. Era mesmo do que precisavam para
recuperar energias antes de continuarem o voo para Den Helder, onde se lhes juntaria
o bando das ilhas Frísias.
No plano de voo estava previsto que seguiriam depois até ao estreito de
Calais e ao canal da Mancha, onde seriam recebidas pelos bandos da baía do Sena e
de Saint-Malo, com os quais voariam juntas até chegarem aos céus da Biscaia.
Seriam então umas mil gaivotas que, como uma rápida nuvem cor de prata,
iriam aumentando com a incorporação dos bandos de Belle-Ìle e de Oléron, dos cabos
de Machicaco, do Ajo e de Peñas. Quando todas as gaivotas autorizadas pela lei do
mar e dos ventos voassem sobre a Biscaia, poderia começar a grande convenção das
gaivotas dos mares Báltico, do Norte e Atlântico.
Seria um belo encontro. Era nisso que Kengah pensava enquanto dava conta
do seu terceiro arenque. Como todos os anos, iriam escutar-se interessantes histórias,
especialmente as contadas pelas gaivotas do cabo de Peñas, infatigáveis viajantes
que voavam às vezes até às ilhas Canárias ou às de Cabo Verde.

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As fêmeas como ela iriam entregar-se a grandes festins de sardinhas e lulas
enquanto os machos instalariam os ninhos à beira de uma escarpa. Neles poriam os
ovos, neles os chocariam a salvo de qualquer ameaça e, quando tivessem crescido às
gaivotinhas as primeiras penas resistentes, chegaria a parte mais bela da viagem:
ensinar-lhes a voar nos céus da Biscaia.
Kengah mergulhou a cabeça para agarrar o quarto arenque e por isso não
ouviu o grasnido de alarme que estremeceu o ar:
- Perigo a estibordo! Descolagem de emergência!
Quando Kengah tirou a cabeça da água viu-se sozinha na imensidade do oceano.

1. O que anunciou a gaivota de vigia?

2. As gaivotas iam com quantas horas de voo?

3. As gaivotas voavam sobre a foz de que rio?

4. Recolhe o nome de todos os bandos de gaivotas referidos neste primeiro capítulo.


4.1. Pesquisa na internet os locais de onde cada bando provem, e assinala-os no seguinte
mapa

5. Onde se localizava a grande convenção das gaivotas?


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5.1. Por que motivos é que as gaivotas se dirigiam para lá?
5.2. Em que estação do ano se passa este 1º capítulo?
6. O que é que Kengah gostava especialmente de observar? Porquê?
7. Qual a crítica que ela faz aos homens?
8. Por que razão é que Kengah não ouviu o aviso de emergência?
Após
9. Ondeseis
é que Kengah se viu quando tirou a cabeça da água?
ho-ras de
voo sem Seguindo as
Banco ins-truções
interrupçõ de
Saborosos
das arenques!
es, o arenques a
Saborosos e gordos!
bombordo! gaivotas-
bando do piloto, o Era mesmo do que
precisava para
Farol da bando recuperar
1. Lê a Ver-
Areia banda desenhada que se segue, relativa ao primeiro capítulo da obra.energias
lançou-se antes de ir para
melha em voo Den Helder!
voava picado sobre
o cardume
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No planoa de
de arenques.
do rio
foz estava
voo
previsto
Elba, noque
seguiriam Todas na convenção das
mar até
depois do ao gaivotas dos mares
Báltico, do Norte e
Norte.
estreito de Atlântico. Que belo
Calais e ao encontro!
canal da
Mancha,
onde seriam
Q
recebidas
pelos bandos
da baía do
Sena e de
Saint-Malo,
com os quais
voariam Pensava Kengah, enquanto
juntas até dava conta do seu terceiro
chegarem arenque.
Kengah mergulhou a
aos céus da cabeça para agarrar o
Biscaia. quarto arenque e
Perigo a por isso não ouviu o
estibordo! grasnido de alarme que
Descolagem estremeceu o ar.
de Quando Kengah tirou a
emergência cabeça da água viu-se
! sozinha na
imensidade do oceano.

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7 GUIÃO HISTÓRIA GAIVOTA E GATO Prof Graça
Viais / Dezembro 2010
2. Após a observação da seguinte B.D. sobre as características da Banda desenhada,
identifica na B.D. do 1º capítulo de História de Uma Gaivota e do Gato que a ensinou a
voar:

1
a) o número de pranchas, tiras e vinhetas.
a) o número de balões de fala e pensamento.
b) o número de cartuchos e vinhetas.

3. Compara as 2 versões do capítulo.


3.1. Consideras que a BD captou o essencial do
capítulo?
3.2. Que alterações isso implicou?
2

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2. Escolhe um capítulo da obra e elabora
uma B.D. com base no mesmo ( já tens
a história!).

• a tua B.D. não poderá exceder uma


prancha, com o número de vinhetas e
tiras que entenderes.
• para isso terás de distinguir o
essencial do acessório, mas não
impedindo a compreensão do capítulo.
• convém por isso leres atentamente o
capítulo que escolheste, seleccionando os
momentos, informações e falas /
pensamentos essenciais que deverão
constar da B.D.
• Se tiveres jeito para desenhar, podes
ser tu próprio o autor das ilustrações.
Caso contrário, poderás recorrer às

B.D. retirada de:


http://www.bedeteca.com/recursos/files.php?pdf_id=14

CAPíTuLO SEGundO

Um gato grande, preto e gordo

9 GUIÃO HISTÓRIA GAIVOTA E GATO Prof Graça


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- Tenho muita pena de te deixar sozinho - disse o garotoacariciando o lombo do gato
grande, preto e gordo.
Depois continuou a meter coisas na mochila. Pegava numa cassette do grupo Pur, um dos
seus favoritos, guardava-a,tinha dúvidas, tirava-a, e não sabia se havia de tornar a metê-la na
mochila ou deixá-la em cima da mesa-de-cabeceira. Era difícil decidir o que havia de levar
para as férias e o que devia deixar em casa.
O gato grande, preto e gordo olhava para ele com atenção, sentado no peitoril da janela, o
seu lugar favorito.
- Guardei os óculos de nadar? Zorbas, viste os meus óculos de nadar? Não. Não os conheces
porque não gostas da água. Não sabes o que perdes. Nadar é um dos desportos mais
divertidos. Vão umas bolachinhas? - ofereceu o garoto pegando na caixa de bolachas para
gatos.
Serviu-lhe uma ração mais que generosa, e o gato grande, preto e gordo começou a
mastigar lentamente para prolongar o prazer. Que bolachas deliciosas, estaladiças e a saber
a peixe!
"É bom rapaz,", pensou o gato de boca cheia. "Bom rapaz? É o melhor que há!", corrigiu ele
enquanto engolia.
Zorbas, o gato grande, preto e gordo, tinha muito boas razões para pensar isto do garoto,
que não só gastava o dinheiro da sua mesada naquelas deliciosas bolachas, como ainda lhe
mantinha sempre limpo o caixote de areia onde aliviava o corpo e o instruía falando-lhe de
coisas importantes.
Costumavam passar muitas horas juntos na varanda, contemplando a incessante azáfama
do porto de Hamburgo, e nessas ocasiões, por exemplo, o garoto dizia-lhe:
- Estás a ver aquele barco, Zorbas? Sabes donde vem? Pois vem da Libéria, que é um país
africano muito interessante porque foi fundado por pessoas que tinham sido escravos.
Quando for grande hei-de ser comandante de um grande veleiro e hei-de ir à Libéria. E tu
vens comigo, Zorbas. Serás um bom gato de mar. Tenho a certeza.
Como todos os rapazes do porto, também este sonhava com viagens a países distantes. O
gato grande, preto e gordo sentia uma grande afeição pelo garoto, e não se esquecia de que
lhe devia a vida.
Zorbas contraíra essa dívida precisamente no dia em que abandonou o cesto que lhe servia
de morada juntamente com os seus sete irmãos.
O leite da mãe era morno e doce, mas ele queria provar uma daquelas cabeças de peixe que
a gente do mercado dava aos gatos grandes. E não pensava comê-la inteira, nada disso, a
sua ideia era arrastá-la até ao cesto e depois miar aos irmãos:
- Já basta de chupar na nossa pobre mãe! Não vêem como ela ficou fraca? Comam peixe,
que é o alimento dos gatos de porto.
Poucos dias antes de abandonar o cesto, a mãe tinha-lhe miado muito a sério:
- Tu és ágil e vivaço, e ainda bem, mas tens de ter cuidado com o que fazes e não sair do
cesto. Amanhã ou depois vêm os humanos e decidem sobre o teu destino e sobre o dos teus
irmãos. De certeza que lhes vão dar nomes simpáticos e terão comidinha garantida. É uma
grande sorte terem nascido num porto, pois nos portos as pessoas gostam dos gatos e
protegem-nos. A única coisa que os humanos esperam de nós é que mantenhamos os ratos à
distância. Sim, meu filho. Ser um gato de porto é uma grande sorte, mas tu tens de ter
cuidado porque há em ti qualquer coisa que te pode tornar infeliz. Filho, se olhares para os
teus irmãos verás que todos são cinzentos e têm a pele às riscas como os tigres. Mas tu
nasceste todo preto, com excepção desse pequeno tufo de pêlo branco que tens debaixo do
queixo. Há humanos que julgam que os gatos pretos dão azar e por isso, filho, não saias do
cesto.
Mas Zorbas, que naquela altura era assim como uma bolinha de carvão, saiu do cesto.
Queria provar uma daquelas cabeças de peixe. E também queria ver um pouco de mundo.
Não foi muito longe. Ia trotando para um lugar de venda de peixe, de rabo todo alçado e
vibrante, e passou diante de um grande pássaro que dormitava de cabeça inclinada. Era um
pássaro muito feio e com um papo enorme debaixo do bico. De repente, o pequeno gato
preto sentiu que o chão se lhe afastava das patas, e, sem compreender o que estava a
acontecer, deu consigo às voltas no ar. Lembrando-se de um dos primeiros ensinamentos da
mãe, procurou um lugar onde caísse em cima das quatro patas, mas lá em baixo esperava-o o
pássaro de bico aberto. Caiu-lhe no papo, que estava muito escuro e cheirava horrivelmente.
- Deixa-me sair! Deixa-me sair! - miou ele desesperado.
- Vá lá. Podes falar - grasnou o pássaro sem abrir o bico. - Que bicho és tu?
10 GUIÃO HISTÓRIA GAIVOTA E GATO Prof Graça
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- Ou me deixas sair ou arranho-te! - miou ele ameaçador.
- Desconfio que és uma rã. Tu és uma rã? - perguntou o pássaro sempre de bico fechado.
- Estou a afogar-me, pássaro idiota! - gritou o gatinho.
- Sim. És uma rã. Uma rã preta. Que curioso.
- Sou um gato e estou furioso! Deixa-me sair ou ainda te arrependes! - miou o pequeno
Zorbas, procurando onde havia de cravar as garras no papo às escuras.
- Julgas que não sei distinguir um gato de uma rã? Os gatos são peludos, velozes e cheiram
a pantufa. Tu és uma rã. Uma vez comi várias rãs e não eram más, mas eram verdes. Ouve
lá, não serás tu uma rã venenosa? - grasnou o pássaro preocupado.
- Sim! Sou uma rã venenosa e além disso dou azar!
- Que dilema! Uma vez engoli um ouriço venenoso e não me aconteceu nada. Que dilema!
Engulo-te ou cuspo-te? - meditou o pássaro, mas não grasnou mais nada porque se agitou,
bateu as asas e finalmente abriu o bico.
O pequeno Zorbas, todo molhado de babas, deitou a cabeça de fora e saltou para o chão.
Então viu o garoto, que segurava o pássaro agarrado pelo cachaço e o sacudia.
- Deves estar cego, pelicano imbecil! Vem cá, gatinho. Por pouco acabavas na pança deste
passarão - disse o garoto,
colocando-o nos braços.
Assim começara aquela amizade que já durava há cinco anos.
O beijo que o garoto lhe deu na cabeça desviou-o das suas recordações. Viu-o enfiar a
mochila, caminhar para a porta e, de lá, despedir-se mais uma vez.
- Vemo-nos daqui a quatro semanas. Pensarei em ti todos os dias, Zorbas. Prometo.
- Adeus, Zorbas! Adeus, gordalhufo! - despediram-se os dois irmãos mais novos do garoto.
O gato grande, preto e gordo ouviu-os fechar a porta a sete chaves e correu para uma janela
que dava para a rua, para ver a sua família adoptiva antes de ela se afastar.
O gato grande, preto e gordo respirou com prazer. Durante quatro semanas seria dono e
senhor do apartamento. Um amigo da família iria todos os dias abrir-lhe uma lata de comida e
limpar-lhe o caixote de areia. Quatro semanas para preguiçar pelos cadeirões, pelas camas,
ou para ir até à varanda, trepar ao telhado, saltar de lá para os ramos do velho castanheiro e
descer pelo tronco até ao pátio interior, onde costumava encontrar-se com os outros gatos do
bairro. Não ia aborrecer-se. Nem por sombras.
Assim pensava Zorbas, o gato grande, preto e gordo, porque não sabia o que lhe iria cair em
cima nas próximas horas.

1. Após a leitura deste segundo capítulo, caracteriza o gato Zorbas, preenchendo a


grelha:
Retrato físico Retrato psicológico Condição social

- Indicação de particularidades
como hábitos, sentimentos,
temperamento, relacionamento
- Indicação de com os outros… - Indicação de particularidades
particularidades como como profissão, estatuto
altura, estatura, cor económico, nível cultural…
- A caracterização psicológica
dos olhos..
feita de forma directa, é,
normalmente, realizada através - A caracterização social feita de
- É geralmente feita de adjectivos como sensato, forma directa, é, normalmente,
de forma directa, mas teimoso, obstinado, perspicaz, realizada através de adjectivos
o facto de a tolerante, agressivo… como rico, pobre, culto,
personagem ser desfavorecido, desempregado…
apresentada a
- Quando é realizada de forma
carregar grandes - Quando é realizada de forma
indirecta é ao leitor que cabe a
pesos indica uma indirecta, é o leitor que tem de
atribuição das qualidades de
constituição física inferir a qualidade de pobreza
corajosa a uma personagem que
robusta, dando-nos, em relação a uma personagem
é apresentada a salvar sozinha a
assim, uma GAIVOTA E GATO que mora numa ruaProfestreita,
11 GUIÃO HISTÓRIA sua casa em chamas, quando Graça
característica
Viaisfísica de 2010
/ Dezembro sem sol e com as casas em
todas as outras já haviam
forma indirecta. ruína.
1.1. Das características apresentadas no quadro anterior, refere duas cujo processo de
caracterização seja indirecta, justificando a tua resposta.

2. Em que cidade vive o gato?


3. "É bom rapaz,", pensou o gato de boca cheia. "Bom rapaz? É o melhor que há!",
corrigiu ele enquanto engolia.
4. Explica os motivos pelos quais Zorbas considera o seu dono, um bom rapaz.
5. Há quanto tempo Zorbas vive naquela casa?

TEMPO DA HISTÓRIA
Consiste no tempo durante o qual a acção se desenrola, segundo uma ordem cronológica, e em
que surgem marcas objectivas da passagem das horas, dias, meses, anos… ou referências à
época em que se passa a história.

O NARRADOR PODE CONTAR A HISTÓRIA DE FORMA:

CRONOL モ GI ANACR モ NIC


CA A

O narrador narra a história Os acontecimentos cronológicos


segundo um seguimento da história são organizados pelo
temporal linear, isto é, seguindo narrador, não apresentando
a ordem temporal pela qual os sempre um seguimento temporal
acontecimentos ocorrerram. linear / cronológico.
O narrador conta a histia
seguindo a sucess 縊 O narrador conta a histia
cronolica dos dias, alterando a ordem temporal dos
meses e anos vividos acontecimentos vividos pelas
personagens.
pelas personagens,
seguindo a sucess 縊
cronolica dos recorrendo
recorrendo
acontecimentos da �prolepse
�analepse
(antecipa 鈬 o
histia. (recuo a
de
aconteciment
aconteciment
os passados)
os futuros);

6. O narrador organizou as sequências da acção da primeira parte da obra em 9 capítulos.


6.1. De acordo com o modelo, sintetiza o conteúdo de cada capítulo.
Mar do Um gato Hamburg O fim Em Um Um Zorbas Uma
Norte grande, o à vista de um busca de lugar gato começa noite
preto e voo conselho curioso que a triste
gordo sabe cumprir
tudo o
prometid
o
Chegada -o gato
das Zorbas
gaivotas ea
-kengah partida
fica do rapaz
sozinha -
adopção
de
Zorbas
6.2. O narrador organizou as sequências narrativas de modo cronológico?
7. O episódio do encontro de Zorbas com o rapaz, está desfasado em relação ao tempo
em que a acção decorre.

12 GUIÃO HISTÓRIA GAIVOTA E GATO Prof Graça


Viais / Dezembro 2010
7.1. Justifica esta afirmação.
7.2. Procura explicar por que motivo o narrador recorre a esta técnica de recuar no
tempo narrado.

CAPÍTULO III Hamburgo à vista

Kengah estendeu as asas para levantar voo, mas a espessa onda foi mais rápida e cobriu-a
inteiramente. Quando veio ao de cima, a luz do dia havia desaparecido e, depois de sacudir a cabeça
energicamente, compreendeu que a maldição dos mares lhe obscurecia a visão.
Kengah, a gaivota de penas cor de prata, mergulhou várias vezes a cabeça, até que uns clarões lhe
chegaram às pupilas cobertas de petróleo. A mancha viscosa, a peste negra, colava-lhe as asas ao
corpo, e por isso começou a mexer as patas na esperança de nadar rapidamente e sair do centro da
maré negra.
Com todos os músculos contraídos pelo esforço, chegou por fim ao limite da mancha de petróleo e ao
fresco contacto com a água limpa. Quando, de tanto pestanejar e mergulhar a cabeça, conseguiu
limpar os olhos, olhou para o céu e não viu mais que algumas nuvens que se interpunham entre o mar
e a imensidade da abóbada celeste. As suas companheiras do bando do Farol da Areia Vermelha já
voariam longe, muito longe.
Era a lei. Também ela vira outras gaivotas surpreendidas pelas mortíferas marés negras e, apesar da
vontade de descer para lhes oferecer um auxílio tão inútil como impossível, afastara-se, respeitando a
lei que proíbe presenciar a morte das companheiras.
De asas imobilizadas, coladas ao corpo, as gaivotas eram presas fáceis para os grandes peixes, ou
morriam lentamente, asfixiadas pelo petróleo que, metendo-se entre as penas, lhes tapava todos os
poros.
Era essa a sorte que a esperava, e desejou desaparecer depressa entre as fauces de um grande
peixe.
A mancha negra. A peste negra. Enquanto esperava o fatal desenlace, Kengah amaldiçoou os
humanos.
- Mas não todos. Nada de injustiças - grasnou ela debilmente.
Muitas vezes vira lá do alto como certos grandes barcos petroleiros aproveitavam os dias de neblina
costeira para se afastarem pelo mar dentro para lavar os tanques. Atiravam ao mar milhares de litros
de uma substância espessa e pestilenta que era arrastada pelas ondas. Mas vira também que às vezes
umas pequenas embarcações se aproximavam dos petroleiros e os impediam de esvaziar os tanques.
Infelizmente aquelas embarcações decoradas com as cores do arco-íris nem sempre chegavam a
tempo de impedir o envenenamento dos mares.
Kengah passou as horas mais longas da sua vida poisada à superfície da água, perguntando a si
mesma, apavorada, se porventura a esperava a mais terrível das mortes; pior que ser devorada por um
peixe, pior que sentir a angústia da asfixia, era morrer de fome.
Desesperada perante a ideia de uma morte lenta, sacudiu-se toda e verificou com espanto que o
petróleo não lhe tinha colado as asas ao corpo. Tinha as penas impregnadas daquela substância
espessa, mas ao menos podia estendê-las.
- Talvez tenha ainda uma possibilidade de sair daqui, e quem sabe se, voando alto, muito alto, o sol
não derreterá o petróleo - grasnou Kengah.
Veio-lhe à memória uma história ouvida a uma velha gaivota das ilhas Frísias que falava de um
humano chamado Ícaro, que, para realizar o sonho de voar, fabricara umas asas com penas de águia e
voara alto, até muito perto do sol, tanto que o calor deste derreteu a cera com que colara as penas e
caiu.
Kengah bateu as asas energicamente, encolheu as patas, ergueu-se uns dois palmos e caiu de borco
na água. Antes de tentar de novo submergiu o corpo e moveu as asas debaixo de água. Desta vez
ergueu-se mais de um metro antes de cair.
O maldito petróleo pegava-lhe as penas da rabadilha, de tal maneira que não podia orientar a subida.
Mergulhou uma vez mais e, com o bico, puxou pela capa de imundície que lhe cobria a cauda. Suportou
a dor das penas arrancadas, até que finalmente verificou que a sua parte traseira estava um pouco
menos suja.
À quinta tentativa, Kengah conseguiu levantar voo.
Batia as asas com desespero, pois o peso da camada de petróleo não lhe permitia planar. Bastaria
uma só pausa para ir por ali abaixo. Por sorte, era uma gaivota jovem e os músculos respondiam em
boa forma.
Ganhou altura. Sem deixar de mover as asas, olhou para baixo e viu a costa que se perfilava apenas
como uma linha branca. Viu também alguns barcos movendo-se como diminutos objectos sobre um
pano azul. Ganhou mais altura, mas os esperados efeitos do sol não a atingiam. Talvez os seus raios
produzissem um calor muito fraco, ou então era a camada de petróleo que era excessivamente
espessa.

13 GUIÃO HISTÓRIA GAIVOTA E GATO Prof Graça


Viais / Dezembro 2010
Kengah compreendeu que as forças não lhe iam durar muito, e, procurando um lugar onde descer ,
voou terra adentro, seguindo a serpenteante linha verde do Elba.
O movimento das asas foi-se-lhe tornando cada vez mais pesado e lento. Estava a perder forças. Já
não voava tão alto.
Numa desesperada tentativa de recuperar altura , fechou os olhos e bateu as asas com as suas
últimas energias. Não soube durante quanto tempo manteve os olhos fechados, mas quando os abriu ia
a voar sobre uma alta torre que ostentava um
cata-vento de ouro.
- São Miguel! - grasnou ela ao reconhecer a torre da igreja de Hamburgo.
As asas negaram-se a continuar o voo.

A/ Sobre o texto:
1. Porque é que a Gaivota mergulhou a cabeça várias vezes no mar com petróleo?
2. Depois de ter sacudido a cabeça energicamente o que compreendeu?
3. Qual era a lei das Gaivotas? Por que existia essa lei?
4. Preenche o quadro com as consequências possíveis para as aves apanhadas numa maré negra.

5. Kengah faz um julgamento negativo de todos os homens? Justifica a tua resposta.


6. Quantas tentativas fez Kengah até conseguir levantar voo?
7. Como é que Kengah chamava às ondas com petróleo?
8. Qual foi a história que Kengah ouviu de uma velha gaivota das ilhas Frísias?
1. Que relação existe entre essa história e a situação de Kengah?
9. Qual o problema para o qual este capítulo pretende alertar?

B/ Observa o seguinte anúncio publicitário:

[Escreva uma citação do


documento ou o resumo de um
ponto interessante. Pode
posicionar a caixa de texto em
qualquer ponto do documento.
Utilize o separador Ferramentas
da Caixa de Texto para alterar a
formatação da caixa de texto
do excerto.]
Todos somos livres de escolher! Mas temos de ter
consciência de que tudo o que consumimos, não aparece Existem alternativas
espontaneamente nos supermercados, nem desaparece à nossa forma de
por magia no contentor do lixo. Tudo o que consumimos
vida actual,
vem de algum lado e vai parar a outro! É um ciclo vicioso
de produção-consumo-resíduos, que vai determinar um elevando o olhar
impacto real e extremamente negativo no Ambiente. acima do supérfluo
Muitas vezes a aquisição de objectos obedece apenas a para nos fixarmos
questões
14 de publicidade,
GUIÃO promoções
HISTÓRIA GAIVOTA E GATOou necessidades apenas no mais Prof Graça
Viais / Dezembro
criadas artificialmente e 2010
não a verdadeiras razões de essencial e
utilidade.
1. A expressão «anúncio publicitário» remete-nos para a palavra «publicidade» que, por sua
vez, deriva do termo latino «publicus» (algo conhecido por todos), e deve ser entendida
como uma técnica que visa promover a venda de produtos ou divulgar serviços. Assim, A
publicidade é a arte de convencer, persuadir e seduzir.
1.1. Qual te parece ser o objectivo deste anúncio da Câmara Municipal do Porto?
1.2. O apelo do título está constituído numa determinada gradação. Explicita-a.
1.3. Analisa a imagem.
a) Em que consiste a sua força comunicativa?
b) Relaciona-a com a pergunta que a acompanha.
2.A ESTRUTURA DO ANÚNCIO
"A estrutura tradicional de um anúncio comporta vários elementos:

-O título: frase que em letras - o slogan / frase emblema: é uma frase


mais destacadas acompanha a ou expressão destacada. Deve ser original,
ilustração curto, conciso, apelativo, fácil de memorizar
e capaz de despertar simpatia pela
marca/produto, identificando-a ao longo
- O texto icónico: a imagem que é de várias campanhas, e mantendo-se
cuidadosamente preparada/escolhida imutável/quase igual com a mudança do
para nos prender o olhar, através da cor, - o texto de argumentação: pretende dar
da originalidade, da associação credibilidade ao anúncio, apontando as
inesperada, do que nos mostra e do que qualidades do produto, a sua superi-oridade, as
nos sugere. vantagens da sua aquisição…
É através do texto de argumentação que
-O logótipo / A marca: é convencemos o público a :
um elemento fundamental e - comprar o produto;
aparece destacada. - adquirir o serviço apresentado;
- mudar atitudes e comportamentos.

Identifica estes elementos no anúncio acima, inscrevendo-os nos espaços aí presentes.

Observa a seguinte publicidade:


Peixe: pilar essencial de
PEIXE MAIS
uma alimentação
FRESCO?
saudável. PERGUNTE ÀS
GAIVOTAS.
É com esta preocupação
que a iglo lhe traz a sua
gama de peixes.
Congelados em práticas
embalagens, os peixes Iglo
não só asseguram uma
escolha de elevada
qualidade e higiene, como
também permitem ter
sempre disponível o peixe
mais fresco. Pode agora
desfrutar a qualquer
15 GUIÃO HISTÓRIA GAIVOTA E GATO Prof Graça
momento dos sabores
Viais / Dezembro 2010
naturais do oceano sem
Existem dois tipos de publicidade:
- Publicidade comercial –
- Publicidade não comercial/institucional – (pretende vender produtos ou
(pretende divulgar ideias, modificar serviços, divulgá-los junto do
comportamentos. Não tem fins comerciais.) público e criar nestes a
anúncios oficiais ou institucionais (de necessidade da sua aquisição.)
organismos públicos da administração anúncios a espectáculos
central ou local) para promoção de pedidos de emprego, compra,
campanhas que visam modificar venda ou aluguer de imóveis
determinados comportamentos de que (classificados)
resulte benefício para o indivíduo e/ou para a anúncios especializados em
sociedade (campanhas de prevenção de venda de cosméticos, moda,
acidentes rodoviários, de incêndios, de automóveis, produtos para a
prevenção de determinadas doenças…) casa, viagens
Ex. « Se conduzir não beba.»; «Há mar e anúncios de economia e finanças
mar, há ir e voltar!» (produtos financeiros e
bancários)

2.1.Qual o objectivo desta publicidade?


A publicidade anterior preconizava o mesmo objectivo?
Classifica-as então quanto ao tipo.
3. Uma boa publicidade deve conseguir despertar nos consumidores aquilo que os
publicitários designam por AIDA
A – Despertar a Atenção
I - Criar/Suscitar o Interesse
D – Provocar o Desejo
A – Desencadear a Acção (compra / comportamento)
3.1. Para consegui-lo, usa vários recursos de que, nem sempre damos conta:
1. RECURSOS PARA • diferentes tipos de frases “Não saia de casa. ": "Descubra a
- frases imperativas diferença." / "Foi você que pediu?"; /
IMPLICAR O - frases interrogativas "Pelos vistos, não bastou dizer não!"
RECEPTOR - frases exclamativas
• marcas da segunda pessoa: "Para ti e para a tua família" “Faça
-pronomes pessoais e uma pausa";
possessivos;
-verbos
• marcas da primeira pessoa do "0 automóvel com que todos
plural, que implica o receptor sonhamos."; “A nossa cerveja."
2. RECURSOS • gradação de adjectivos e "0 melhor bife da cidade"; "Míele,
advérbios sempre melhor'
PARA ELOGIAR A
• outras formas de exprimir o "extrafino"; "superconcentrado";
QUALIDADE DOS superlativo: "ultra-suave"
PRODUTOS: - prefixos "Branco mais branco não há."
- repetição da mesma palavra
3. RECURSOS • jogos de sons, aliterações e “Sagres, a sede que se deseja.";
EXPRESSIVOS: rimas “Maria, lembra-te disto: quero em casa
BOM PETISCO. "
• expressões idiomáticas e “Pão, pão, queijo, queijo ZECA."; "No
provérbios transformados melhor sangue cai o HIV."; "Quem
sabe, sabe e o BES sabe."; “Mais
molhos que barriga. "
• Adjectivação: uso constante de ( “Um tratamento que torna por mais
adjectivos e de adjectivação tempo os cabelos saudáveis, limpos e
expressiva. sedosos.”)
• repetições ("Os melhores produtos pelos
16 GUIÃO HISTÓRIA GAIVOTA E GATO Prof Graça
Viais / Dezembro 2010
melhores preços."; "Onde você
estiver, está lá."; “Em todo o lado,
a toda a hora. ");
• Onomatopeias: criação de Ex.: “Sssschhhh Schweppes”.
palavras através da imitação de
sons próprios do que se quer
representar.
• Polissemia e conotação: “Escreve um conto e ganha
uso da mesma palavra com quatrocentos contos.”
vários significados.
• Metáforas: (“Deixe entrar o sol nos seus
cabelos”)

3.2. Analisa as publicidades, comparando os recursos utilizados, preenchendo o seguinte quadro:

AIDA 1ª PUBLICIDADE 2ªPUBLICIDADE

A – Despertar a Atenção

I - Criar/Suscitar o Interesse

D – Provocar o Desejo

4. A – Desencadear a Acção
(compra /
comportamento)

C/ Com base numas das fotografia que se seguem, elabora um anúncio publicitário para
consciencializar / alertar para o problema das marés negras ou até, organizar um movimento de
acção / protesto contra este problema.

17 GUIÃO HISTÓRIA GAIVOTA E GATO Prof Graça


Viais / Dezembro 2010
CAPÍTULO QUARTO

O fim de um voo

O gato grande, preto e gordo estava a apanhar sol na varanda, ronronando e


meditando acerca de como se estava bem ali, recebendo os cálidos raios pela barriga
acima, com as quatro patas muito encolhidas e o rabo estendido.
No preciso momento em que rodava preguiçosamente o corpo para que o sol lhe aquecesse
o lombo ouviu o zumbido provocado por um objecto voador que não foi capaz de
identificar e que se aproximava a grande velocidade. Atento, deu um salto, pôs-se de pé
nas quatro patas e mal conseguiu atirar-se para um lado para se esquivar à gaivota que
caiu na varanda.
Era uma ave muito suja. Tinha todo o corpo impregnado de uma substância escura e
malcheirosa.
Zorbas aproximou-se e a gaivota tentou pôr-se de pé arrastando as asas.
- Não foi uma aterragem muito elegante - miou.
- Desculpa. Não pude evitar - reconheceu a gaivota.
- Olha lá, tens um aspecto desgraçado. Que é isso que tens
no corpo? E que mal que cheiras! - miou Zorbas.
- Fui apanhada por uma maré negra. A peste negra. A maldição dos mares. Vou morrer -
grasnou a gaivota num queixume.
- Morrer? Não digas isso. Estás cansada e suja. Só isso. Porque é que não voas até ao
jardim zoológico? Não é longe daqui e lá há veterinários que te poderão ajudar – miou
Zorbas.
- Não posso. Foi o meu voo final - grasnou a gaivota numa voz quase inaudível, e
fechou os olhos.
- Não morras! Descansa um bocado e verás que recuperas. Tens fome? Trago-te um pouco
da minha comida, mas não morras - pediu Zorbas, aproximando-se da desfalecida gaivota.
Vencendo a repugnância, o gato lambeu-lhe a cabeça. Aquela substância que a cobria,
além do mais sabia horrivelmente. Ao passar-lhe a língua pelo pescoço notou que a
respiração da ave se tornava cada vez mais fraca.
- Olha, amiga, quero ajudar-te mas não sei como. Procura descansar enquanto eu vou
pedir conselho sobre o que se deve fazer com uma gaivota doente - miou Zorbas
preparando-se para trepar ao telhado.
Ia a afastar-se na direcção do castanheiro quando ouviu a gaivota a chamá-lo.
- Queres que te deixe um pouco da minha comida? – sugeriu ele algo aliviado.
- Vou pôr um ovo. Com as últimas forças que me restam vou pôr um ovo. Amigo gato, vê-
se que és um animal bom e de nobres sentimentos. Por isso vou pedir-te que me faças
três promessas. Fazes? - grasnou ela, sacudindo desajeitadamente as patas numa
tentativa falhada de se pôr de pé.
Zorbas pensou que a pobre gaivota estava a delirar e que com um pássaro em estado tão
lastimoso ninguém podia deixar de ser generoso.
- Prometo-te o que quiseres. Mas agora descansa - miou ele compassivo.
- Não tenho tempo para descansar. Promete-me que não comes o ovo - grasnou ela
abrindo os olhos.
- Prometo que não te como o ovo - repetiu Zorbas.
- Promete-me que cuidas dele até que nasça a gaivotinha.
- Prometo que cuido do ovo até nascer a gaivotinha.
- E promete-me que a ensinas a voar - grasnou ela fitando o gato nos olhos.
Então Zorbas achou que aquela infeliz gaivota não só estava a delirar, como estava
completamente louca.
- Prometo ensiná-la a voar. E agora descansa, que vou em busca de auxílio - miou
Zorbas trepando de um salto para o telhado.
Kengah olhou para o céu, agradeceu a todos os bons ventos que a haviam acompanhado e,
justamente ao exalar o último suspiro, um ovito branco com pintinhas azuis rolou junto
do seu corpo impregnado de petróleo.

A/ Fazer perguntas sobre o conteúdo do texto é uma forma de verificar a sua compreensão.
Constrói e regista as perguntas que poderiam obter as respostas seguintes.

18 GUIÃO HISTÓRIA GAIVOTA E GATO Prof Graça


Viais / Dezembro 2010
1.………………………………………..?
O gato estava na varanda.

2.……..………………………………..?
A gaivota estava muito suja e com o corpo coberto de uma substância malcheirosa porque
tinha sido apanhada pela maldição dos mares.

4.……..………………………………..?
O gato sugeriu-lhe que voasse até ao Jardim Zoológico, porque lá havia veterinários que
cuidariam dela.

5.……..………………………………..?
Em sinal de amizade, o gato lambeu-lhe a cabeça.

6.……..………………………………..?
O gato prometeu que não comeria o ovo, que cuidaria dele até nascer a gaivotinha e que a
ensinaria a voar.

7………………………………………..?
O gato não fez tais promessas convictamente porque, como a gaivota estava doente, por um
lado, ele pensou que ela estava a delirar e que não iria morrer. Por outro lado, achou que
devia ser generoso, fazendo-lhe a vontade para não a preocupar ainda mais.

B/ Segundo o autor da História da Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar, esta obra é uma
fábula. Pretende-se
Tenho através
um grande carinhodos animais,
pelos dar
animais, umnão
mas exemplo
escrevi aos homens.
o livro (História de uma Gaivota e
do Gato que a Ensinou a Voar) na perspectiva das sociedades protectoras dos animais. A
fábula segue a velha escola grega: o seu objectivo é transmitir a prática da tolerância, o
respeito pela diversidade. Sobretudo aprender a respeitar a diferença e aquilo que nos
rodeia.
Luis Sepúlveda, in «Forum Ambiente»

1. Baseando-te no que já conheces da obra e nesta afirmação do autor, responde às


seguintes questões:
1.1. Explica de que forma a obra cumpre o objectivo de transmitir o respeito pela
diversidade.
1.2. Consideras que o gato deu um exemplo de altruísmo (dar, sem esperar nada
receber em troca)? Justifica a tua resposta.
1.3. Qual a personagem que demonstra ser um exemplo de tolerância, respeitando a
diferença?

2. Sabes que o gato Zorbas existiu realmente? Lê o que nos conta o seu dono.
2.1. Infelizmente, quando escreveu este texto, estava muito emocionado e esqueceu-
se de todos os sinais de pontuação. Por isso, para perceberes bem o texto, terás de
recopiá-lo e pontuá-lo devidamente.
De manhã o carteiro entregou-me um pacote abri-o era o primeiro exemplar de um
romance que escrevi a pensar nos meus três filhos pequenos Sebastián que tem onze
anos e os gémeos Max e Léon que têm oito escrevê-lo foi um acto de amor por eles
por uma cidade onde fomos intensamente felizes Hamburgo e pela personagem
central o gato Zorbas um gato grande preto e gordo que foi nosso companheiro de
sonhos histórias e aventuras durante muitos anos justamente quando o carteiro
estava a entregar-me aquele primeiro exemplar do romance e eu a sentir a felicidade
de ver as minhas palavras na ordem meticulosa das suas páginas estava Zorbas a ser
examinado por um veterinário queixoso de uma doença que começou por lhe tirar o
apetite e o fez andar triste e murcho e que acabou por lhe dificultar dramaticamente a
respiração fui buscá-lo à tarde e ouvi a terrível sentença lamento mas o gato tem um
cancro pulmonar muito avançado(…) os parágrados finais do romance falam dos olhos
de um gato nobre de um gato bom de um gato de porto porque Zorbas é tudo isso e
muito mais com o tempo passou de nosso gato a ser mais um companheiro um
querido companheiro de quatro patas e melódico ronronar amámos aquele gato e em
nome
19 desse
GUIÃOamor tive
HISTÓRIA de reunir
GAIVOTA os meus filhos para lhes falar da morte
E GATO Prof Graça
Viais / Dezembro 2010
C/ Zorbas ronronava enquanto apanhava sol na varanda.
1. O verbo assinalado nesta frase foi formado a partir de “ronrom”, uma palavra que imita
o som produzido pelos gatos quando estão felizes.
1.1. Procura no texto mais duas palavras cuja origem seja a mesma, isto é, palavras
de origem onomatopaica.
1.2. Estabelece a relação entre os sons produzidos pelos animais (coluna A) e os
verbos de origem onomatopaica (coluna B).
2. PROCESSOS DE FORMAÇÃO
lobo zurrar DE PALAVRAS
rato coaxar
cão chiar
galinha cacarejar AFIXAÇÃO COMPOSIÇÃO
pinto uivar
burro rosnar C.MORFOLÓGI
rã piar DERIVAÇÃO CA
MODIFICAÇÃ C. MORFO-
O SINTÁCTICA

FLEXÃO
FORMAL
AFIXAÇÃ ADIÇÃO DE UM AFIXO À FORMALISMO
O: PALAVRA BASE, FORMALIDAD
DERIVAÇÃO RESULTANDO UMA NOVA E
- ADIÇÃO DE PALAVRA, DE CLASSE FORMALIZAR
UM AFIXO À GRAMATICAL DIFERENTE FORMALMEN
PALAVRA TE
BASE ADIÇÃO DE UM AFIXO À
INVULGAR PALAVRA BASE,
RESULTANDO UMA NOVA
prefixo MODIFICAÇÃ FORMAL
PALAVRA, DE CLASSE
VULGARM O INFORMAL
GRAMATICAL IGUAL-
ENTE LIMITA-SE A MODIFICAR
O SENTIDO
sufixo
INVULGAR ADIÇÃO DE UM AFIXO À
MENTE PALAVRA BASE, NÃO NOME
prefixo RESULTANDO NUMA →NOMES
sufixo NOVA PALAVRA – BELO →BELA
FLEXÃO VARIAÇÃO EM: AMAR→AMO
• GÉNERO E NÚMERO →
(nomes/ adjectivos) AMAMOS→
• TEMPO, MODO, PESSOA AMAVAS…
E NÚMERO ( verbos)

COMPOSIÇÃO: A) JUNÇÃO DE DOIS OU MAIS RADICAIS BIBLIOTECA


- JUNÇÃO DE ( unidades não autónomas, → BIBLI+O+TECA
DUAS OU MAIS frequentemente raízes gregas ou CARDIOLOGIA
FORMAS BASE latinas), EXIGINDO, DE UM MODO GERAL, →CARDI+O+LOGIA
QUE ORIGINA 2.2. Desta
UMA VOGAL DE LIGAÇÃO (-o- ou –i-). lista de HERBÍVORO
palavras, forma
UMA SÓ →HERB+I+VORO
verbos utilizando os afixos –izar e –ar.
PALAVRA COM B)JUNÇÃO DE ADJECTIVOS, NOMES,
Sublinha LUSO-AFRICANO
o afixo utilizado.
ADVÉRBIOS, PREPOSIÇÕES E /OU
real → POLÍTICO-
actual→ uso→
UM NOVO
VERBOS, LIGADOS OU NÃO POR HÍFEN.
natural→ CULTURAL
aviso→ escândal
SIGNIFICADO PONTAPÉo→
2.1.Classifica as seguintes palavras inferno→ carácter peso→
GUIÃO HISTÓRIA GAIVOTA E GATO
→ Prof Graça
20
Viais / Dezembro 2010 análise→ canal→ símbolo→
civil→ casa→ piso→
quanto ao processo de formação:
preguiçosame malcheiro
nte sa
horrivelmente gaivotinha
inaudível voas
generoso aterragem
desgraçado zoológico

2.3. Completa as seguintes


conclusões:
a) Os verbos terminados em –zar,
provêm de …
CAPíTULO SÉTIMO

- Terrível! Terrível! Aconteceu qualquer coisa terrível! - miou Sabetudo quando os viu chegar.
Passeava nervosamente diante de um enorme livro aberto no chão e de vez em quando levava à
cabeça as patas dianteiras. Via-se que estava verdadeiramente desconsolado.
- Que se passou? - perguntou Secretário.
- Era exactamente o que eu ia a perguntar. Parece que isso de me tirar os miados da boca é uma
obsessão – observou Colonello.
- Vamos. Não há-de ser assim tão grave - sugeriu Zorbas.
- Não é assim tão grave?! É terrível! Terrível! Esses malditos ratos comeram uma página inteira do
atlas. O mapa de Madagáscar desapareceu. É terrível! - insistiu Sabetudo puxando pelos bigodes.
- Secretário, lembre-me de que tenho de organizar uma batida contra esses "devoradores de
Madagáscar... Madagáscar...", enfim, já sabe ao que me estou a referir - miou Colonello.
- Madagáscar - especificou Secretário.
- Continue, continue a tirar-me os miados da boca. Porca miseria! - exclamou Colonello.
- A gente dá-te uma mãozinha, Sabetudo, mas agora estamos aqui porque temos um grande
problema e, como tu sabes tanto, talvez nos possas ajudar - miou Zorbas. E então contou-lhe a triste
história da gaivota.
Sabetudo escutou com atenção. Fazia que sim com a cabeça e, quando os nervosos movimentos do
rabo expressavam com excessiva eloquência os sentimentos que os miados de Zorbas nele
despertavam, tratava de o meter debaixo das patas traseiras.
-... e assim a deixei, muito mal, há um bocadinho... - concluiu Zorbas.
- Terrível história! Terrível! Vejamos, deixem-me pensar: gaivota... petróleo... petróleo... gaivota...
gaivota doente... É isso! Temos de consultar a enciclopédia! -
exclamou ele jubilosamente.
- A quê? - miaram os três gatos.
- A en-ci-clo-pé-di-a. O livro do saber. Temos de procurar nos volumes sete e dezassete,
correspondentes às letras "G" e "P" - indicou Sabetudo com decisão.
- Ora vejamos essa emplicopé... emplicopé... ora bem! - propôs Colonello.
- En-ci-clo-pé-di-a - disse Secretário lentamente entredentes.
- Era o que eu ia dizer. Verifico mais uma vez que não consegue resistir à tentação de me tirar os
miados da boca - resmungou Colonello.
Sabetudo trepou a um enorme móvel onde se alinhavam grossos livros de imponente aparência e,
depois de procurar nas lombadas as letras "G" e "P" , fez cair os volumes. Depois desceu e, com uma
garra muito curta e gasta de tanto examinar livros, foi passando as páginas. Os três gatos guardavam
respeitoso silêncio enquanto o ouviam sussurrar miados quase inaudíveis.
- Sim, acho que vamos por bom caminho. Que interessante. Gaivagem. Gaivão. Gaivina. Olha que
interessante! Oiçam isto, meus amigos: parece que a gaivina também se chama gaivinha e também é
conhecida por andorinha-do-mar e por outros nomes. Interessante! - exclamou Sabetudo
entusiasmado.
- Não nos interessa o que diga aí da gaivina. Estamos aqui por causa de uma gaivota - interrompeu-o
Secretário.
- Não se importa de ter a amabilidade de não me tirar os miados da boca? - respingou Colonello.
- Desculpem. É que a enciclopédia é para mim uma coisa irresistível. De cada vez que olho para estas
páginas aprendo qualquer coisa de novo - desculpou-se Sabetudo, e continuou a passar palavras até
dar com a que procurava.
Mas o que a enciclopédia dizia das gaivotas não lhes serviu de grande ajuda. Quando muito,
souberam que a gaivota que os preocupava pertencia à espécie argentada, que se chama assim devido
à cor de prata das asas.
E o que encontraram sobre o petróleo também não os levou a saber como ajudar a gaivota, embora
tivessem que suportar uma longa dissertação de Sabetudo, que se alongou a falar de uma guerra do
petróleo que teve lugar nos anos setenta.

21 GUIÃO HISTÓRIA GAIVOTA E GATO Prof Graça


Viais / Dezembro 2010
- Pelos picos do ouriço! Estamos na mesma! - miou Zorbas.
- É terrível! Terrível! Foi a primeira vez que a enciclopédia me desiludiu - admitiu, desconsolado,
Sabetudo.
- E nessa emplicopé... ecimolé... enfim, bem sabes o que eu quero, não há conselhos práticos sobre a
maneira de tirar as nódoas de petróleo? - perguntou Colonello.
- Genial! Terrivelmente genial! Devíamos ter começado por aí! Já vos trago o volume vinte, letra T, de
tira-nódoas - anunciou Sabetudo com euforia, ao mesmo tempo que trepava novamente para o móvel
dos livros.
- Está a ver? Se você evitasse esse odioso costume de me tirar os miados da boca já saberíamos o
que tínhamos de fazer - declarou Colonello ao silencioso Secretário.
Na página dedicada à palavra tira-nódoas encontraram, além de como tirar nódoas de marmelada , de
tinta-da-china, de sangue e de xarope de framboesas, a solução para eliminar manchas de petróleo.
- Limpa-se a superfície afectada com um pano humedecido em benzina,. Cá temos a solução! - miou
Sabetudo.
- Não temos nada. Onde diabo é que vamos buscar benzina? - resmungou Zorbas com evidente mau
humor.
- Pois, se bem estou recordado, na cave do restaurante temos um boião com pincéis mergulhados em
benzina. Secretário, já sabe o que tem a fazer - miou Colonello.
- Desculpe, senhor, mas não estou a captar a sua ideia - desculpou-se Secretário.
- É muito simples: você humedece convenientemente o rabo com benzina e depois vamos tratar
dessa pobre gaivota – indicou Colonello olhando para outro lado.
- Ah, não! Isso é que não! Nem pensar! – protestou Secretário.
- Lembro-lhe que a ementa desta tarde contempla uma dupla ração de fígado com natas - murmurou
Colonello.
- Meter o rabo em benzina!... Disse fígado com natas? – miou Secretário consternado.
Sabetudo decidiu acompanhá-los, e os quatro gatos correram para a saída do bazar de Harry. Ao vê-
los passar, o chimpanzé, que acabava de beber uma cerveja, dedicou-lhes um sonoro arroto.

A/ Sobre o texto:
1. Indica as personagens presentes neste capítulo.
1.1. Indica uma particularidade física e/ou psicológica que individualize cada uma destas personagens,
preenchendo o quadro que se segue ( podes para isso recorrer ao capítulo anterior, se necessário).

NOMES
CARACTERÍSTI
CA FÍSICA
PRINCIPAL
CARACTERÍSTI
CA
PSICOLÓGICA
PRINCIPAL
RELAÇÃO COM
O NOME E/OU
ASPECTO

2. Este capítulo é essencialmente constituído por um diálogo entre as diversas personagens sobre o
problema da gaivota e a procura de uma solução para o mesmo.
2.1. Transcreve do texto todos os verbos utilizados para introduzir / referir uma fala, preenchendo o
seguinte quadro:

verbos sinónimos de DIZER / verbos que introduzem / verbos que indicam


RESPONDER referem uma pergunta surpresa / admiração
miou observou desculpou-se perguntou exclamou
sugeriu respingou
insistiu admitiu
especificou protestou
concluiu anunciou
indicou propôs murmurou
disse resmungou
interrompeu
declarou

22 GUIÃO HISTÓRIA GAIVOTA E GATO Prof Graça


Viais / Dezembro 2010
2.2. “E então contou-lhe a triste história da gaivota.” Como o narrador já conhece a
“triste história da gaivota”, o narrador omitiu esse diálogo.

2.2.1. Escreve o diálogo que terá ocorrido entre os gatos Zorbas e Sabetudo, usando
todos os verbos que recolheste no exercício anterior (podes acrescentar
outros que também consideres pertinentes).

B/ TEXTO UTILITÁRIO: CARTA DE RECLAMAÇÃO


– “É terrível! Terrível! Foi a primeira vez que a enciclopédia me desiludiu -, admitiu
desconsolado, Sabetudo.”

Como se vê, Sabetudo, que acreditava que a Enciclopédia responde a todas as perguntas,
ficou muito desiludido por não encontrar a resposta que procurava. Sentindo-se
enganado, resolve reclamar do sucedido. Mas, para isso precisa de escrever uma carta de
reclamação.
Como não o sabe fazer, procurou na Enciclopédia tudo o que dizia respeito à carta de
reclamação. Aqui está o que ele encontrou:

CARTA DE RECLAMAÇÃO
A reclamação consiste na apresentação de uma queixa, reivindicando um direito,
com o objectivo de reparar um erro ou negligência. A exigência pode ser feita pelo próprio
ou por terceiros, por telefone,pessoalmente ou por escrito.
No texto da reclamação devem apresentar-se dados precisos:
Quem reclamaO reclamante deve fazer
Ambrósia das constar
Mercêsos seus dados pessoais (nome, morada,
telefone) e assinar a reclamação, colocando a respectiva data.Porque reclamaO
Rua do Sobe e Desce, 12 – 1º Esq.
reclamante deve explicar com clareza o motivo da reclamação (o que ocorreu, onde, que
prejuízo foi causado, etc.)O1660
que– reclamaO
013 PERTINHO DE CÁdeve indicar também que solução
reclamante
espera obter (por exemplo, a devolução do dinheiro, a troca de um artigo, a melhoria de um
serviço ou o pagamento de uma indemnização)Este Pertinhotipo
de Cá,
de 30 de possui
texto Outubroumdecarácter
2006
expositivo-argumentativo e utiliza uma linguagem objectiva, clara e concisa.A reclamação
Exmo de
assume com frequência a forma Senhor
carta, S.
quePedro,
deverá obedecer à seguinte estrutura:

CABEÇALH
Venho por este meio comunicar-lhe que o tempo que me
O
enviou não corresponde ao que eu encomendei.
Remetent
e
Ao contrário do que lhe tinha solicitado, em vez de me
enviar dias cheios de sol, foram-me enviadas noites
LocalDA
CORPO e
CARTA carregadas de chuva. Assim, o mau tempo que me tem
data
Destinatário dado, não corresponde às minhas expectativas no produto
anunciado e que confiante nisso, adquiri.
(Saudação
inicial) Deste modo, exijo que me envie, sem mais demora, os
dias que vos encomendei em troca da devolução do
produto que, certamente me enviou por lapso e, à qual eu
me comprometo desde já, ou à total devolução da quantia
Motivo da por mim paga.
reclamação

Conclusão De Vª Excia.
(regularização
23 GUIÃO HISTÓRIA GAIVOTA E GATO Atentamente,
Prof Graça
Viais / Dezembro 2010
da situação)
 FECHO
Fórmula
de
despedid
a

Assinatur
a

CAPíTulO OITAvo

Os quatro gatos desceram do telhado para a varanda e imediatamente compreenderam


que haviam chegado tarde. Colonello, Sabetudo e Zorbas observaram com respeito o corpo
sem vida da gaivota, enquanto Secretário agitava o rabo ao vento para lhe tirar o
cheiro a benzina.
- Acho que devemos juntar-lhe as asas. É o que se faz nestes casos - indicou
Colonello.
Vencendo a repugnância que lhes provocava aquele ser impregnado de petróleo, uniram-
lhe as asas ao corpo e, ao mexer-lhe, descobriram o ovo branco com pintinhas azuis.
- O ovo! Chegou a pôr o ovo! - exclamou Zorbas.
- Meteste-te numa boa embrulhada, caro amico. Numa boa embrulhada! - avisou
Colonello.
- Que vou eu fazer com o ovo? - perguntou Zorbas cada vez mais aflito.
- Com um ovo podem fazer-se muitas coisas. Uma omeleta, por exemplo - propôs
Secretário.
- Ah, sim! Uma vista de olhos pela enciclopédia logo nos dirá como preparar a melhor
das omeletas. O tema aparece no tomo dezasseis, letra O, - garantiu Sabetudo.
- Disso nem miar! O Zorbas prometeu a essa pobre gaivota que cuidaria do ovo e da
gaivotinha. Uma promessa de honra contraída por um gato do porto obriga todos os gatos
do porto, e por isso o ovo diz-nos respeito - declarou solenemente Colonello.
- Mas eu não sei tratar de um ovo! Até agora nunca tive um ovo ao meu cuidado! - miou
Zorbas desesperado.
Então todos os gatos olharam para Sabetudo. Talvez na sua famosa en-ci-clo-pé-di-a
houvesse qualquer coisa a esse respeito.
- Tenho de consultar o volume dezasseis, letra O,. De certeza que está lá tudo o que
temos de saber acerca do ovo, mas para já aconselho calor, calor corporal, muito calor
corporal - indicou Sabetudo num tom pedante e didáctico.
- Ou seja, deitar-se junto do ovo, mas sem o partir - aconselhou Secretário.
- Era exactamente o que eu ia sugerir. Zorbas, ficas junto do ovo e nós vamos com o
Sabetudo para vermos o que nos diz a sua empilopé... encimopé..., enfim, já sabes ao
que me refiro.
Voltamos à noite com novidades e damos sepultura a essa pobre gaivota - determinou
Colonello antes de saltar para o telhado.
Sabetudo e Secretário acompanharam-no. Zorbas ficou na varanda, com o ovo e a gaivota
morta. Estendeu-se com muito cuidado e puxou o ovo para junto da barriga. Sentia-se
ridículo. Pensava na troça que os dois gatos malvados que tinha enfrentado de manhã
fariam se o vissem.
Mas uma promessa é uma promessa e, assim , aquecido pelos raios do sol, foi-se
deixando adormecer com o ovo branco com pintinhas azuis muito chegado à sua barriga
preta.

1. Qual foi a sugestão dada por Secretário ao descobrirem o ovo?


2. Qual foi a reacção de Colonello à sugestão de Secretário?
3. O que é que Sabetudo aconselhou?

4. Os tipos de frase variam consoante a intenção comunicativa do emissor.

24 GUIÃO HISTÓRIA GAIVOTA E GATO Prof Graça


Viais / Dezembro 2010
Indica o tipo de frase que se utiliza para...

...mostrar um grande espanto TIPO DECLARATIVO

...dar informações
TIPO INTERROGATIVO
...pedir esclarecimentos
...dar uma ordem TIPO IMPERATIVO
...fazer apelos
TIPO EXCLAMATIVO
...manifestar uma grande emoção
1.1. Com as mesmas palavras podem fazer-se várias frases jogando com diferentes
tipos. Identifica os tipos das frases, em cada exemplo.
a) Os gatos ajudam Zorbas a solucionar o problema. _____________________
b) Os gatos ajudam Zorbas a solucionar o problema? _____________________
c) Gatos, ajudem o Zorbas a solucionar o problema! _______________________
d) Os gatos ajudam Zorbas a solucionar o problema! _____________________
1.3- Os tipos não se combinam entre si (uma mesma frase só pode pertencer a um
tipo) mas combinam-se com as diferentes formas.Completa o quadro seguinte,
pondo uma cruz na coluna correspondente.
FORMA
TIPOS
S
FRASES
Decl Inte Im Excl Afi Neg
. r p. . r. .
Zorbas não sabia o que fazer.
Deita-te junto do ovo, mas sem o partir!
Acho que não devemos fazer uma
omelete!
Mas eu não sei tratar de um ovo!
Acho que devemos juntar-lhe as asas.
Que vou eu fazer com o ovo?
Chegou a pôr o ovo!
Não me podem ajudar a tratar do ovo?
Zorbas, não saias de junto do ovo.
2. Classifica as frases que se seguem quanto ao tipo e à forma e obtém outras
diferentes, alterando-as de acordo com o que te é sugerido.
2.1- Tu sabes que tens de ficar junto do ovo. ______/______
________________________________________________________(inter. / afirm.)
________________________________________________________(inter. / neg.)
________________________________________________________(excla. / afirm.)
________________________________________________________(excla. / neg.)
2.2- Vão ajudar-me a cumprir a promessa? _____/_______
________________________________________________________(inter. / neg.)
________________________________________________________(imp./ afirm.)
________________________________________________________(imp. / neg.)
________________________________________________________(decl. / neg.)

2.3- De acordo com o exemplo, altera a forma das frases seguintes, mantendo--
lhes o sentido.

FORMAS DE FRASE
Afirmativa Negativa
É-me impossível cuidar do ovo! Não posso cuidar do ovo!
A casa de Zorbas fica longe do _______________________________________

25 GUIÃO HISTÓRIA GAIVOTA E GATO Prof Graça


Viais / Dezembro 2010
Porto.
____________________________________ O bazar do Harry não está aberto aos

domingos.
Esta promessa é insuportável! _______________________________________
Zorbas detesta estar naquela _______________________________________

situação!

CapíTulO NONO

Um gato no choco

À luz da lua, Secretário, Sabetudo, Colonello e Zorbas cavaram um buraco ao pé do


castanheiro. Pouco antes, procurando não ser vistos por nenhum humano, atiraram a
gaivota morta da varanda para o pátio interior. Depositaram-na rapidamente na cova e
cobriram-na de terra. Então Colonello miou num tom grave:
- Companheiros gatos, nesta noite de lua despedimo-nos dos restos de uma infeliz
gaivota cujo nome nem sequer chegámos a saber. A única coisa que conseguimos saber
dela, graças aos conhecimentos do companheiro Sabetudo, é que pertencia à espécie das
gaivotas argentadas, e que vinha talvez de muito longe, de lá onde o rio se junta ao
mar. Muito pouco soubemos dela, mas o que importa é que chegou moribunda até à casa do
Zorbas, um dos nossos, e depositou nele toda a sua confiança. O Zorbas prometeu-lhe
cuidar do ovo que ela pôs antes de morrer, da gaivotinha que dele vai nascer e, o mais
difícil, companheiros, prometeu ensiná-la a voar...
- Voar. Volume vinte e três, letra V - ouviu-se Sabetudo murmurar.
- É exactamente o que o senhor Colonello ia a dizer. Não lhe tires os miados da boca
- aconselhou Secretário.
- ... promessas difíceis de cumprir - continuou, impassível, Colonello -, mas sabemos
que um gato do porto cumpre sempre os seus miados. Para o ajudar a conseguir, ordeno
que o companheiro Zorbas não abandone o ovo até a gaivotinha nascer e que o companheiro
Sabetudo consulte a sua emplicopé...encimopé..., enfim, aqueles livros, tudo o que
tiver que ver com a arte de voar. E agora digamos adeus a esta gaivota, vítima da
desgraça provocada pelos humanos. Estiquemos os pescoços para a lua e miemos a canção
do adeus dos gatos do porto.
Os quatro gatos começaram a miar uma triste litania ao pé do velho castanheiro, e aos
seus miados bem depressa se juntaram os dos outros gatos das vizinhanças, e depois os
dos gatos da outra margem do rio, e aos miados dos gatos uniram-se os uivos dos cães, o
piar lastimoso dos canários engaiolados e dos pardais nos seus ninhos, o coaxar triste
das rãs, e até os desafinados guinchos do chimpanzé Matias.
As luzes de todas as casas de Hamburgo acenderam-se, e naquela noite todos os seus
habitantes perguntaram a que se deveria a estranha tristeza que subitamente se havia
apoderado dos animais.

1. Recolhe do texto as ordens de Colonello para ajudar Zorbas a cumprir as difíceis


promessas que fez?
2. Que modo verbal usou para expressar tais ordens?

MODO IMPERATIVO

Por ser um modo em que necessariamente um indivíduo se dirige a um interlocutor, não admite a
primeira pessoa do singular.
Afirmativo Ama tu / ame ele / amemos nós / amai vós / amem eles.
IMPERATIVO
Negativo não ames tu / não ame ele / não amemos nós / não ameis vós / não amem
eles.

26 GUIÃO HISTÓRIA GAIVOTA E GATO Prof Graça


Viais / Dezembro 2010
Imperativo afirmativo: Possui formas próprias somente para as segundas pessoas do singular e
plural (tu e vós). Todas as outras pessoas são expressas pelas formas do presente do conjuntivo.

Imperativo negativo: Não possui nenhuma forma própria. Todas as suas formas correspondem às
formas do presente do conjuntivo.

*Para conseguirmos diferenciar o conjuntivo do Imperativo, basta lembrarmos que o primeiro


expressa um desejo, uma vontade, enquanto que o segundo exprime uma ordem ou uma exortação.
EMPREGO: ambos os imperativos, afirmativo e negativo, podem ser usados em orações absolutas,
orações principais ou orações coordenadas, podendo exprimir:

1. Comando, ordem. Exemplo: Ajudem Zorbas agora!

2. Exortação, conselho. Exemplo: Não te afastes do ovo, prometeste cuidar dele.

3. Convite, solicitação. Exemplo: Venham, venham todos ajudar a Gaivota!

4. Súplica. Exemplo: Não me deixem! Por favor, não me deixem sozinho com o ovo.

5. O imperativo também pode ser usado para sugerir uma hipótese, substituindo a ideia de
condição expressa por se + futuro do conjuntivo. Exemplo: Cumpre a promessa e não te
arrependerás. [Se tu comprires a promessa, não te arrependerás].

Outras maneiras de expressarmos o Imperativo:

• Uma ordem pode ser dada por meio de frases nominais e até por simples interjeições.
Exemplo: Mãos à obra! / Silêncio!

• Alguns tempos do Indicativo ajudam-nos a dar uma ordem ou efectuar um pedido de maneira
mais polida / educada, para não parecermos muito agressivos ou grosseiros.
Exemplo: Podes tomar conta do ovo por mim?

• Também podemos construir um Imperativo Impessoal, com o intuito de generalizar a ordem. Ele
é geralmente expresso em frases de comando ou de proibição. Exemplo: Não poluir! / Não deitar
papéis para o chão!

Conjuga os seguintes verbos no Imperativo (afirmativo e negativo):

Reproduction

Période de nidification : avril à juillet.


Nombre de couvaisons : Une couvée.
Nombre d'œufs : 3 œufs gris-vert tachés de brun.
Incubation : 23 à 26 jours (mâle et femelle).

Nid : Nid sommaire fait de matériaux végétaux. Niche volontiers sur les îles artificielles. En Belgique, elle
niche essentiellement en Campine. Son nid est fait d'herbes, de racines, de roseaux, à terre, rarement sur un
bâtiment.

Type de nichoir : N'utilise pas les nichoirs.


Envol : 44 à 46 jours.
Emancipation : 35 à 40 jours.
Taux de survie : %

27 GUIÃO HISTÓRIA GAIVOTA E GATO Prof Graça


Viais / Dezembro 2010
Migration

Partiellement migratrice, essentiellement hivernante et localement sédentaire.

Voix

Chant territorial : ricanement rauque.

Nourriture naturelle

La mouette rieuse est omnivore et profite de toutes les opportunités, mangeant quasiment tout ce qu'elle
trouve. Elle se nourrit d'insectes, de vers, de petits animaux, des déchets de cuisine, de pain dur et de tout ce
qui est jeté.

1.2.

2. Sempre que numa narrativa há referência a acontecimentos que decorreram no passado,


distantes do tempo em que a acção decorre, sabemos que estamos perante uma analepse, um
processo de representação que corresponde a um recuo no tempo narrado. Mas a analepse não é
um recurso estilístico nem uma figura de estilo. Portanto, não sabemos em que medida esta
informação poderá ser útil ao consulente, uma vez que tal palavra, enquanto termo literário, não
é usada senão no domínio da análise literária para classificar essa técnica do narrador. Ninguém
dará, num texto narrativo, algo como «agora vou recorrer à analepse». Mas é esse o processo de
representação do texto do consulente que, centrado nas suas memórias, recua no tempo,
procurando representar vivências passadas.

3. “Pegava numa cassette do grupo Pur, um dos seus favoritos, guardava-a,tinha dúvidas,
tirava-a, e não sabia se havia de tornar a metê-la na mochila ou deixá-la em cima da
mesa-de-cabeceira. Era difícil decidir o que havia de levar para as férias e o que devia
deixar em casa.”
3.2. Rescreve a frase

7. Quantas semanas ficaria o Zorbas em casa sozinho?

ANALEPSE

Analepse é a interrupção de uma sequência cronológica narrativa pela interpolação de eventos ocorridos
anteriormente. É, portanto, uma forma de anacronia ou seja, uma mudança de plano temporal.

TRABALHO DE GRUPO: CONSTRUÇÃO DE UM JOGO


DE PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A OBRA
1. DIVISÃO DA TURMA EM GRUPOS DE 4 ELEMENTOS.
2. DISTRIBUIÇÃO DE 10 CARTÕES COM CORES DIFERENTES A CADA GRUPO
3. NUM PRIMEIRO MOMENTO ( 30 MINUTOS), CADA GRUPO DEVERÁ FORMULAR 10
QUESTÕES SOBRE A OBRA E AS RESPECTIVAS RESPOSTAS. (Este momento visa
aprofundar pormenores da obra)

28 GUIÃO HISTÓRIA GAIVOTA E GATO Prof Graça


Viais / Dezembro 2010
• Será explicado que quanto maior o grau de dificuldade das perguntas mais
dificuldades os outros grupos terão em responder, visto que estas perguntas se
destinam ao jogo em que cada grupo irá disputar o melhor lugar.
• As perguntas deverão ser objectivas de modo a que a sua resposta seja
inequívoca.
• Durante este 1º momento a professora irá corrigindo a ortografia e expressão na
formulação das perguntas / respostas.

4. 2º MOMENTO: 10 MINUTOS PARA CADA GRUPO ESCREVER AS QUESTÕES E RESPOSTAS,


RESPECTIVAMENTE, NA FRENTE E VERSO DOS CARTÕES DISTRIBUÍDOS.
5. 3º MOMENTO: A PROFESSORA RECOLHE OS CARTÕES, BARALHANDO-OS.
6. 4º MOMENTO: INÍCIO DO JOGO

• É ESCOLHIDA A ORDEM PELA QUAL OS GRUPOS IRÃO JOGAR, DE ACORDO COM A


DISPOSIÇÃO NA SALA.

 REGRAS DO JOGO:
 TODOS OS ELEMENTOS DO GRUPO RESPONDEM, NA SUA VEZ, A
UMA PERGUNTA.
 CADA ELEMENTO TEM A POSSIBILIDADE DE PASSAR A VEZ, UMA
ÚNICA VEZ DURANTE O JOGO.
 O ALUNO QUE RESPONDER ERRADAMENTE, OU NÃO RESPONDER
SERÁ ELIMINADO.
 DE CADA VEZ QUE UM ALUNO RESPONDE DE FORMA CORRECTA,
RECEBE O RESPECTIVO CARTÃO A QUE RESPONDER.
 GANHA O JOGO, O ALUNO QUE PRIMEIRO CONSEGUIR JUNTAR 4
CARTÕES OU O ALUNO QUE NÃO TIVER SIDO ELIMINADO.

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