P. 1
Apostila de Serigrafia

Apostila de Serigrafia

|Views: 5.569|Likes:
Publicado pornetto2011

More info:

Published by: netto2011 on Jan 24, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

02/25/2014

pdf

text

original

rt

Apostila
de

Curso de Design - UFSC Produção Gráfica I Coordenação e revisão: Berenice Santos Gonçalves Editoração e diagramação: Rafael de Queiroz Oliveira Colaboradores: Priscila Lopes
Rafael de Queiroz Olveira

WJ
Serigrafia
Ano: 2006

metal. Em 1914. passou-se a usar crinas de cavalo para evitar o uso de pontes. Na Europa. como. ficando somente a tinta (terra) onde não havia bloqueio. porém com evolução e aplicações muito complexas. 1 . cor e material. dentro da qual. tamanho. época em que iniciou o processo de película fotográfica. para a impressão foi usado um bloqueio – no caso. plásticos. no qual a cada nova cor bloqueava-se mais um pouco a matriz. Também os egípcios usaram máscaras vazadas em papiro para ornamentar seus ambientes. usava-se o stencil de uma forma rústica. 5 . 2 . Ideal para imagens com cores chapadas. e. durante a idade média. Quanto à estamparia. A cor passava através dos fios sendo aplicada com um pincel. O processo espalhou-se primeiro pela Europa e depois pela Ásia. bonés e uniformes em grande escala. 6 . A serigrafia é geralmente utilizada em layouts a traço¹. O processo usado é semelhante ao da serigrafia. É uma técnica de base simples. O resto do stencil impedirá a passagem de tinta. São mãos impressas em ocre. porém sem a nitidez e a qualidade da tipografia e da litografia. as mãos.usfn Serigrafia Apostila de O que é Serigrafia? A serigrafia é um processo de impressão que utiliza como matriz uma malha fina esticada numa moldura (quadro). Francis Willete usou organdi5 sobre armação de madeira e um rodo de tábua revestido de chita6. cada cor no layout significa uma nova impressão. Cento e cinqüenta anos mais tarde. utilizou-se cabelo humano ou fios de seda para unir os bordos de dois papéis quando um deles era usado como uma ilha.Stencil: molde de papel ou outro material em que se recortam e eliminam as áreas onde se deseja imprimir. conseqüentemente. assim. Já no caso do uso de tecidos. constituindo-se em um marco inicial da história da gravura. vidro. Em qualquer dos dois processos. A serigrafia é um processo relativamente barato. no século XVIII. Nos Estados Unidos. o uso de pontes. começa o emprego desenfreado da serigrafia no comércio ascendente americano. muito leve e transparente. estampado a cores. é o processo disponível que oferece melhor relação custo x beneficio para altas tiragens: ele é largamente utilizado para a produção de camisetas. tinta e tela diferentes. Entretanto. esse método era utilizado para a impressão da cruz vermelha em escudos e uniformes. adequado para tiragens pequenas ou médias sobre papel. Jonh Pilsworth inventou um método para imprimir várias cores. os tecidos eram impressos utilizando-se stencil4 de folhas de plátano ou bananeira.as áreas de impressão. A partir desse momento. A imagem impressa apresenta-se em negativo. A versatilidade é um dos pontos positivos do processo serigráfico. O fato é contestado por alguns historiadores que afirmam que. passou-se a utilizar um tecido de seda.policromia: basea-se na justaposição de pontos das cores primárias do sistema de impressão (pigmento transparente) para a criação de uma gama de cores maior. cujos poros são vedados nas áreas chamadas de “não impressão” e deixados abertos nas partes em que deverá haver passagem de tinta . impressos com tintas vegetais. aliado à xilogravura.meio-tons: é o termo utilizado quando ocorre variações de valor (acrescentando mais preto ou branco) em uma imagem. em 1907. Mais tarde. uma vez que. o  . Esse processo foi empregado em larga escala durante a Primeira Guerra Mundial. foram encontrados sinais de expressão gráfica usados como reprodução.organdi: tecido armado. É possível imprimir sobre substrato de qualquer forma. Samuel Simon registrou patente sob o título de “Melhoramentos em/ou referentes a stencis”. inserese a serigrafia. porém com qualidade satisfatória apenas com a utilização de equipamentos automáticos para a impressão em altas tiragens. No Japão. vermelho e preto. madeira. Para a maior parte dos pesquisadores. a serigrafia teve muito uso no início do século XX.layout a traço: basea-se em vetores para a criação de artes ou manchas gráficas.chita: tecido ordinário. eliminando. Também existem tipos variados de tintas que possibilitam diferentes acabamentos. pois jatos de terra colorida eram lançados sobre as mãos. nas ilhas Fidji. Durante as cruzadas. por exemplo: tecido. 4 . a reprodução de policromias² com meios-tons³ é possível. bem como para comunicação ligada à imagem. de algodão. em que usava uma escova em lugar do rodo. para imprimir naipes e estampas religiosas. 3 . Histórico Já nas cavernas dos Pirineus. papéis etc. o processo atual de serigrafia é produto do nosso século.

Os importados propiciam uma melhor qualidade nos resultados impressos. 100 a 120T: Retículas até 20 linhas. Usa-se cola para o tensionamento da tela. Fio de baixa resistência. o  . Além disso. significa o número de fios por cm² para nylon ou poliéster. 34 a 49T: Tecidos grossos 49 a 77 T: Superfícies grossas e absorventes. pois era adquirida por preços módicos. apesar de apresentar melhor estabilidade dimensional e melhor resistência à tensão e umidade. a serigrafia cresceu assustadoramente. porém menor definição. nas quais a tela deve ser mantida aquecida durante a impressão. Sua ampla utilização ocorreu durante a pop art. Tornou-se verdadeiramente aceita nos anos 50. facilitando assim o seu comércio. logo superada pelo Nufilm de Joe Ulano. e uma ampla fonte de novas experiências artísticas. pois não absorve a água como o nylon. que a torna empenada e frágil. Existe também o quadro de ferro. Deve ser impermeabilizado com laca especial porque o uso constante de líquidos altera as características da madeira. sendo as melhores marcas de origem suíça. pois apresenta baixo custo. Tipos de Malha Seda: Possui boa resistência aos solventes. tintas com pigmentos grossos. bem como. que possui excelente estabilidade dimensional devido ao grande peso. menos à soda cáustica e à água acima de 60°C.usfn Serigrafia Apostila de A medida em que foi criada a película de recorte por Luis d’Autremont. Poliéster: Possui características parecidas ao nylon. tornou-se popular nos anos 30. a malha pode ser: S – fio fino: Proporciona menor descarga de tinta. já que apresenta uma descarga ideal de tinta e boa definição. Possui boa resistência aos solventes e à abrasão mecânica. madeira. que absorve muita água. provocando instabilidade dimensional. T – fio médio: A malha com esse tipo de fio é a que tem maior uso na serigrafia em geral. letras finas. graças à depressão. A limpeza é feita com soda cáustica. Usada para impressões industriais à quente. Fio de grande resistência. muito usado em casos de quadricromia ou impressos com alta definição. Por sua versatilidade a serigrafia tornou-se a mais popular forma de expressão da segunda metade do século XX. ou liga de fósforo e bronze. no âmbito da serigrafia. Artisticamente. detalhes. à tensão e à umidade. Materiais Tipos de Quadro O quadro de madeira é o mais usado em serigrafia artesanal. Metálica: São confeccionadas com fios de aço e inox. Quanto aos tipos de fio. HD – fio grosso: Proporciona maior descarga de tinta. Lineatura O termo lineatura. Também é usada na impressão de circuitos impressos. depósito reduzido de tinta. O preço elevado é compensado pela sua leveza e pelo ótimo resultado. Já o quadro de alumínio possui ótima precisão – pela estabilidade dimensional – e resistência a produtos químicos. onde era normal usá-la na representação da cultura urbana – irresistível para artistas como Andy Warhol e Roy Lichtenstein. 120 a 200T: Retículas finas. bandeiras etc. 77 a 100T: Letras grandes. tem baixa resistência à tensão. Apresenta custo elevado e precisa de pintura para aumentar a resistência a produtos químicos e oxidação. impressão detalhada. porém maior definição. inclusive passando a contar com uma produção de tintas especiais para ela. Nylon: É o tecido mais usado.

Força a passagem de uma maior cobertura de tinta. Apresenta custo reduzido. A emulsão. as malhas dividem-se em brancas. e ainda a possibilidade de armazenar (somente em ambiente escuro) a tela emulsionada por até três semanas antes de ser exposta. O rodo. madeira. pode-se aumentar o tempo de exposição. amarelas. Com malhas coloridas. Existem dois tipos de emulsão: uma para trabalhos em que a tinta a ser utilizada é solúvel em água (como é o caso das tintas têxteis) e outra quando a tinta for solúvel em solvente. chamado bicromato. Redondo: Usado na impressão de tecidos e materiais muito porosos. plásticos etc. não deve exceder a inclinação de 50 graus para a frente. seu uso é limitado pelo alto custo. No entanto. ao puxar a tinta. disponível nos seguintes materiais: Poliuretano: Ótima resistência mecânica e química. provocando uma segunda exposição na emulsão. Borracha Sintética: Resistência boa aos solventes. exercendo-se certa pressão para baixo e no sentido do operador. quando molhada. acetato. Ex: vidros e cerâmicas. laranjas ou vermelhas. o diazo apresenta algumas vanagens como: proporcionar maior definição e resistência. Não precisa ser lixado. Classificação quanto à dureza do material do rodo: Emulsão o 4 A emulsão fotográfica é um produto especial de consistência viscosa. a emulsão se desprende da tela nos lugares onde se forma o desenho. o que permite matrizes mais definidas e resistentes. precisa ser lixado. possibilitando assim a reprodução da imagem. desenvolvida especialmente para gravar o desenho do diapositivo (fotolito) na matriz serigráfica. Imprime-se no ângulo de 45°. malhas fechadas e camadas finas de tinta. Deve ser puxado sempre com firmeza. Precisa ser lixado constantemente. Duro (86 a 95 Shore): Indicado para impressões com traços finos. é de 9 partes de emulsão para 1 parte de sensibilizante (bicromato). Tipos de Rodo (Puxador) Rodo é o objeto usado para deslocar a tinta sobre a tela. na maioria dos casos. Outro sensibilizante muito empregado na serigrafia é o diazo. Médio (76 a 85 Shore): Indicado para a maioria das impressões manuais.usfn Serigrafia Apostila de A regra geral referente à lineatura é a seguinte: Até 90 fios: tecido Acima de 81: papel Cor da Malha Quanto à cor. . antes de aplicada na tela. É isso que permite a gravação do desenho. De forma alguma deve ser usado em ângulo reto ou maior. Após ser exposta à luz. Reto: Usado para impressões em papel. Assim mesmo. Adequado para plastisóis. Borracha Natural: Possui baixa resistência mecânica e aos solventes. sem com isso prejudicar a definição. As malhas coloridas apresentam a vantagem de evitar reflexão branca. Possui custo elevado. O bicromato deve ser misturado à emulsão nas quantidades estabelecidas pelo fabricante. Apresenta custo médio. Tipos de ângulo: Macio (60 a 75 Shore): Indicado para impressões serigráficas chapadas e superfícies vitrificadas. Essa emulsão tem a característica de ficar insolúvel em água quando exposta à luz e de se manter solúvel em áreas não expostas. deve ser preparada com um produto que lhe dará a sensibilidade à luz. Chanfrado: Usado principalmente em superfícies irregulares. que. Comparado ao bicromato.

formando impressão em alto relevo. Mesmo que não possamos considerar isto como uma regra definitiva. pode-se concluir que uma camada de espessura variável sempre terá áreas subexpostas e superexpostas. É importante secar a matriz em temperatura controlada. a base seja somente água. considerando que uma camada de emulsão mais espessa requer um tempo de exposição mais longo. Perolado: Tinta que tem como principal característica seu acabamento metalizado. Pode ser usada em tecidos claros e escuros.Superfície lisa: No lado da tela que entra em contato com o substrato a ser impresso. pois diferenças na espessura causam diferenças no depósito e na cobertura da tinta. que consiste em quatro cores com uma seqüência universal de aplicação pela ordem amarelo. Pode ser usada para dar fundos em estampas e rebaixar tons de outras cores através de mistura. Por este motivo. Branco Super: Tinta pronta com alto poder de cobertura para tecidos escuros. Alguns detalhes devem ser levados em conta durante a aplicação da emulsão. Essa variação de temperatura e tempo de secagem poderá alterar o tempo de exposição. menor será o tempo de secagem e vice-versa. em sua composição química. Puff: Tinta expansiva através de aquecimento. pois excesso de pigmentação pode acarretar em desbotamento da estampa ou até descascar a tinta do tecido. Possui aproximadamente 99% de partes não voláteis. que não deve ser confundida. . Não permite cobertura em tecidos escuros nem com repiques. isentos de solventes. . no sentido de deixá-la mais líquida. com a necessidade de repiques. A pigmentação do puff transparente deve ser de até 5%. Por sua consistência é necessária uma porcentagem maior de pigmentação para atingir a cor desejada. a camada de emulsão deve ser bem lisa. Mix: Tinta à base d’água para tecidos 100% algodão e mistos. que permitem uma aplicação uniforme da camada de emulsão. com pigmentação de no máximo 3%. e sim como um referencial para o segmento de estamparia têxtil. existem agentes químicos específicos. Não seca . Sua aplicação na tela é feita por meio de calhas especiais. Clear: Tinta à base d’água para tecidos claros com composição 100% algodão. Tintas De forma geral. podemos dizer que as titnas a base de água são utilizadas sobre tecidos.Consistência: A camada de emulsão tem que preencher totalmente as aberturas da malha. trata-se de um tipo de tinta específica. o 5 Plastisol: Tinta derivada de resina PVC e plastificantes. Quando aplicado em tecidos escuros é necessário estampar o fundo em branco. Eventuais bolsas de ar resultam em matrizes menos resistentes. que também são reconhecidos como produtos auxiliares. Clear Cromia: Tinta usada para quadricromia. ciano e preto. água ou outros produtos que evaporam. Pode ser aplicada em tecidos 100% algodão ou mistos. pois quanto maior for a temperatura. ou pelo menos na área da imagem. prata e também incolor. Neste caso. a emulsão deve secar sob um ventilador ou uma estufa aquecida no máximo a 40°C. de no máximo 8%. Essas quatro cores irão resultar em todas as outras cores. para desaparecerem as bolhas provenientes da mistura.Espessura uniforme: a espessura deve ser uniforme em toda a extensão da matriz. mas recomenda-se que nestes seja feito um teste prévio. disponível na cor ouro. Depois de aplicada. pois a qualidade da superfície da matriz influencia na qualidade do trabalho final de serigrafia: . Os desníveis e irregularidades prejudicam a definição da imagem. e depois as tintas de Cromia. possibilitando sua pigmentação para que se obtenham outras cores metalizadas. não deve ser utilizada água sobre a tinta de qualquer fabricante. Além disso. Deve ser aplicada em tecido branco para obter o resultado.usfn Serigrafia Apostila de A emulsão deve ser preparada e deixada em repouso por algum tempo. O fato de ser conhecida como tinta a base de água não significa que.O clear consiste em uma base incolor para pigmentação de no máximo 4% da tinta. Recomendase teste prévio em tecidos mistos ou sintéticos. magenta. Sua composição permite uma cobertura razoável em tecidos escuros.

Fazendo forte tensão. A gravação da matriz deve ser feita com emulsão à base d’água.  Esticagem de Telas  Processo Manual A esticagem sem o auxílio de máquinas é muito usada nos pequenos ateliers pela sua simplicidade e pelo baixo custo dos materiais a serem empregados. puxar e grampear um dos lados. É importante ressaltar que esse processo manual apresenta falhas na tensão. sobre o bastidor. que pode ser molhada. O tecido é tensionado através de barras e/ou garras que são acionadas mecanicamente. são mais seguros.Esticar a tela para o lado menor do bastidor. 5 .Esticar o outro lado do ângulo e grampear a ponta. Processo Mecânico Os processos de esticagem à máquina. Em seguida. Caso necessite diluição. Coloca-se o primeiro grampo. sempre no ângulo de 45°. em equipamentos especiais. No momento do acionamento. No processo mecânico. visto que o tecido tende a voltar ao seu estado natural e o quadro tende a vergar para dentro. puxar o lado restante e grampear. Uma vez acabado este processo. A vantagem deste sistema é a possibilidade de se esticar várias telas ao mesmo tempo. puxar o cadarço sobre a tela e grampear. garantindo melhor tensão na tela. por dentro e por fora. que por sua vez prendem os tecidos. Em seguida.Grampear todo o lado. 8 . 6 7 . que proporcionam diferentes acabamentos. Para a impressão. Esse processo não pode ser usado no caso de quadros de alumínio ou de ferro. Pode ser aplicado úmido sobre úmido ou com secagens intermediares entre as cores. 6 . por isso não é necessária a limpeza da matriz em horas paradas. é necessário o uso de um amaciante específico.usfn Serigrafia Apostila de 1 à temperatura ambiente. A principal desvantagem é que como os quadros estão independentes do tecido. inclusive avançando 1 cm sobre a tela. Pode ser aplicada em tecidos de algodão. 5 3 .Com bastante força. ao mesmo . A tela deve estar muito bem esticada. após a colagem do tecido há uma perda de tensão. Sobre ela é colocado um cadarço que será grampeado posteriormente sobre o bastidor. são colocados sobre uma mesa um ou mais quadros.Puxar a tela em diagonal para o ângulo ainda não grampeado.Grampear todo o lado. A secagem da tinta deve ser feita primeiramente com Flash Cure ou outra fonte de calor. 4 . revestir todo o bastidor com fita gomada.Colocar a tela. É fornecido em forma “Clear” para pigmentação (no máximo 12%) ou já pigmentado pronto para uso. no qual os quadros são apoiados na base de pinças. quando se mostra necessário prender a tela por meio de cola. 7 8 Processo Pneumático o 6 Outro processo de esticagem à maquina é o pneumático. sintéticos ou mistos. 2 . cobrir com verniz marítimo. deve ser colocada em estufa à temperatura de 165 a 170° por 3 minutos. o que pode causar problemas no registro de cores. 4 Etapas 1 . e sua limpeza com solvente sintético ou lava quadro. recomenda-se o uso de um rodo de poliuretano de maior dureza. Existem plastisóis de diversos tipos.

Fotolito: película transparente coberta por emulsão fotossensível. pegam-se dois pedaços de estopa. Uma vez seco o filme. É feito um fotolito para cada cor. O filme de recorte é aplicado na parte exterior da tela. filme (positivo ou negativo)ou jogo de filmes que reproduz textos e ilustrações e server de matriz para gravação de chapas para impressão offset e de telas para impressão em serigrafia. utilizando-se thinner especial. e com o seco pressiona-se até o thinner seque. Uma vez confeccionado. podem ser feitos com emulsão sem o uso de sensibilizante. Camadas finas podem ser feitas pelo lado interno. podese repetir o processo. Principais Técnicas de Serigrafia Estêncil Consiste em recortar um papel. Com o estilete percorre-se todo o desenho. Filme de Recorte 7 . a imagem (texto. Constitui-se de uma base de acetato sobre a qual existe uma camada de goma laca. tecido etc) a ser impresso e sobre ele é colocada a tela na qual ele grudará no momento em que a tinta for puxada com o rodo. e em cima dele e prende-se o filme de recorte com o lado fosco para cima. preenchendo-se todas as áreas a serem impressas. pois não retiram a poeira e apenas espalham a gordura de um lado para o outro. Proporciona o uso do gestual na técnica serigráfica. ou seja. tiragem e acabamento. foto. Quando o filme cola (muda de cor). É utilizado para obter-se um contorno nítido e perfeito. Desengraxe das Telas Uma vez tensionadas as telas devem ser desengraxadas e limpas para eliminar qualquer poeira. Com pedaço o molhado pressiona-se levemente. para evitar riscos brancos ou falhas. retira-se toda a laca das áreas a serem impressas. Havendo falhas na aderência. por meios fotomecânicos.Como método alternativo. bem como retoques. é a técnica mais expressiva da serigrafia. um seco e outro molhado em thinner. deixando ilesas as partes que não serão impressas. apresenta uma cor laranja mais forte do que as regiões não coladas. Sabões também não servem pois deixam a superfície da malha muito alcalina. com pressão moderada para que a base de acetato não seja danificada. Sobre ele é colocado o lado exterior da tela. é recomendável o uso dos produtos desenvolvidos especificamente para a preparação de malhas serigráficas. uma vez que a tinta passará onde não houver emulsão. penetra nas malhas da tela. Álcool ou solventes não servem para a limpeza das malhas. proporcionando um trabalho rápido e de baixo padrão de qualidade. O filme deve ser um pouco maior que o desenho. Deve-se tomar cuidado na sua confecção. sujeita contaminante e/ou oleosa. resultando numa tensão menos sujeita a variação. O filme é removido com thinner forte e a emulsão com água. As partes laterais da tela. Feito isso.usfn Serigrafia Apostila de tempo em que o tecido é “puxado” para trás as pinças “empurram” os quadros para a frente. impossibilitando assim um trabalho mais refinado. que pode ser . Coloca-se o filme sobre uma superfície lisa com o lado fosco para cima. A seguir. Emulsão Direta Praticamente restrita à serigrafia artística. sempre sobrepondo-se um pouco sobre o outro. Portanto. é necessário que se tenha um fotolito7 a ser reproduzido. pode ser impresso em jato de tinta ou desenhado com nanquim. etc. cuidando para que o thinner não desmanche o filme.) que se deseja imprimir. pois estes detritos prejudicam a aderência da emulsão na malha e diminuem o tempo de vida da matriz. É uma das técnicas mais primitivas. o estêncil é colocado sobre o substrato (papel. retira-se o acetato. Processo Fotográfico o 7 Para esse processo. onde se registra. Este movimento faz com que haja uma compensação e que a força que o tecido faz para voltar ao seu estado natural seja neutralizada pela força que o quadro também faz para voltar ao seu estado natural. Consiste em pincelar. respingar ou desenhar diretamente sobre a tela (lado externo). O desenho que será reproduzido não deve possuir muitos detalhes pois deverá ser cortado com estilete (o filme). caso ocorra um pequeno erro de registro. Fixa-se o desenho sobre uma base plana. Possui a característica de um molde vazado.

coloca-se a tela sob um jato de água. Quando dois ou mais fotolitos forem gravados na mesma tela. Deve-se vedar com fite crepe as áreas próximas à moldura. ocorrerá vazamento de tinta por estes locais. deve-se olhar contra a luz vermelha para ver se há alguma falha. Em cima de tudo vai uma superfície regular de vidro ou madeira. falta de emulsão. já as retículas conseguidas com o giz de cera no papel vegetal. cuidando para não amolecer a primeira camada. repete-se a operação. mais tempo de exposição). numa temperatura de aproximadamente 15°C e longe da luz. fazendo a emulsão abrir onde não deve. duas marcas de registro* ( ) .Preparação da matriz: a emulsão a ser usada deve ser preparada na proporção de 9 partes para uma de sensibilizante. alinhando as matrizes pelo que foi impresso. Para retocar a matriz. O desenho gravado ficará todo aberto. coloca-se a tela voltada com a face externa para baixo. é indispensável conferir as condições da matriz que será usada. à cada uma delas. . ficando resistente à água. *Marcas de registro Registro **Marcas de corte o 8 O registro pode ser definido como a coincidência de impressões sucessivas. Impressão Retoque da Matriz Antes de se iniciar a impressão. para posterior refile. Coloca-se o fotolito sobre a mesa na posição como irá ser impresso. mas. O tempo irá variar conforme o tipo de lâmpada. pois pode criar luz branca ao refletir na parede branca. ou seja. Quando a emulsão estiver seca. centralizando-os verticalmente. A tela deve ser seca (com um ventilador ou estufa) em câmara escura. a distância da tela à fonte de luz. Deve ser verificado se o vidro da mesa de gravação está bem limpo. para que a emulsão percorra igualmente sobre a sua superfície.Gravação: expõe-se à luz de lâmpada foto-flood ou ultravioleta. deve-se deixar um espaço de 6 a 7 cm entre eles para facilitar a posterior impressão. e sobre ele é posta uma camada de esponja. O registro na estamparia têxtil é feito por meio de encosto dos parafusos no trilho. adiciona-se. marcas de corte** ( ) . eliminando a possibilidade da tela ficar aberta nas partes de névoa escura que fica em volta das retículas. a uma distância de 50 cm. Se o problema insistir. A lâmpada não pode permanecer ligada todo o tempo de secagem. devem ficar mais tempo na mesa de luz para que ocorra uma seleção de retículas. Atrás da tela. umidade atmosférica etc. coloca-se um papel preto. Esta mistura pode ser preservada por até 90 dias. sobreposta por pesos regulares para que o fotolito tenha perfeito contato com a tela. deixa-se 5 cm de cada lado da tela. . . Para facilitar a impressão. utilize a própria emulsão sensibilizada e vede as falhas com um pincel. papel vegetal ou poliéster. sobretudo. Deve-se isolar com fita o desenho a ser impresso posteriormente. Sobre ele. o que quase sempre se faz necessário. logo a impressão de cada matriz deve estar alinhada à das outras. passa-se outra camada de emulsão. cada cor exige uma matriz específica. Os retoques podem ser feitos com emulsão com ou sem sensibilizante. Para marcar o registro diretamente na tela.Revelação: após a exposição à luz. No processo de serigrafia. A segunda camada deve ser de uma passada precisa.também conhecidas como cruz de registro ou mosca. A imagem gravada começará a aparecer no momento em que a emulsão começar a soltar. o que possibilitará a passagem da tinta no momento da impressão. É aplicada pelo lado externo da tela com uma régua ou calha completamente lisos e de tamanho inferior a um dos lados da tela. pois pontos de sujeira impedem a passagem da luz. as quais definem a área de refile.usfn Serigrafia Apostila de um fotolito normal em Kodalite ou preparado artesanalmente sobre acetato. Insere-se também. a espessura da camada de emulsão (quanto mais grossa. pois a emulsão só endurece nas partes que receberam luz. suportando apenas lâmpada vermelha ou amarela. varia conforme o desenho a ser gravado – linhas mais finas devem ficar menos tempo em exposição. Para corrigir. . acima e abaixo do grafismo a ser gravado. Caso contrário. nos cantos da peça gráfica.

Repique O repique acontece quando. Inclinação das Retículas Ao colocar um reticulado sobre o outro. na estampagem de um artigo. podendo ser empilhado. ou seja. Por isso. na estampagem. de qualquer tipo de original. é recomendável esperar cerca de 72 horas antes de lavar a estampa impressa. Nas mesas de berços ou mesas térmicas o movimento é o mesmo. no sentido contrário. Em máquinas automáticas. pois o tecido após estampagem. A temperatura de fixação é de. Secagem Devem-se observar as especificações de cada tipo de tinta. Os mix e brancos são produtos que. Em seguida. inicia-se a escala industrial de produção. Mesas Térmicas Foram inicialmente desenvolvidas para aumentar a produção. mas não fixa sobre tecidos. os registros são obtidos nos “raports” após leitura feita pelas fotocélulas e transferidos eletricamente para o conjunto pneumático. necessitam de dois repiques. Em qualquer caso é importante que o estampador mantenha o quadro no registro preciso durante a estampagem. que pode ser evitado na quadricromia através das inclinações corretas para as retículas em serigrafia. o registro é ajudado com o apoio do corpo do próprio estampador. que são diferentes dos outros processos. o produto esfarela. e o seu interior atinge as temperaturas e tempos de permanência do tecido estampado exigidos para cada tinta ou processo. não precisa ficar pendurado para secar. após a secagem. no entanto. por meio de apenas quatro cores básicas: ciano. uma pintura etc. principalmente onde são necessários os repiques. efeito provocado pelo movimento do quadro durante o processo. nos quadros de pequeno tamanho o estampador auxilia o registro com uma das mãos enquanto que. 70 a 80°C. repete-se a cobertura. o registro é obtido por dois movimentos: o movimento de encosto do quadro no trilho e o movimento de encosto no morcete. pois os morcetes se encontram sobre trilhos do lado de cima da mesa. O puff realmente levanta em temperaturas baixas. com a outra. não aconteça o arraste. Nos casos de mesas térmicas ou mesas de berços. como secadores. no mínimo 120°C. Já nos quadros de formato grande. exercendo pressão no quadro do outro lado da mesa. e. com extrema fidelidade. É preciso esclarecer que isso é apenas um repique e não dois como se costuma indicar. muitos utilizam recursos de auxílio de pressão por meio de bastão. Já o termo policromia significa a reprodução de qualquer original com mais de uma cor. por dois minutos. não se deve usar o termo policromia para a reprodução de quadricromia. O Processo de Quadricromia A quadricromia consiste na técnica que permite a reprodução. Outros equipamentos são funcionais para alguns artigos estampados. o 9 . ou seja. São de grande utilidade para diminuir os espaços ocupados pelas estamparias de mesas comuns. Em mesas tradicionais. um desenho. As mesas térmicas também ajudam bastante na aceleração do trabalho.usfn Serigrafia Apostila de O quadro deve ser encostado e seguro para que. ele estampa. apesar de parecerem secas ao toque rapidamente. magenta. Estufas Têm circulação de ar quente. mas não como polimerizadores. dá-se a cobertura. Normalmente. Quando isso não ocorre. Mesmo as tintas que secam ao ar precisam de tempo para a cura completa. Muitas estamparias costumam levantar o puff com secadores ou ferro de passar. amarelo e preto (CMYK). pode-se obter o indesejado efeito de moirè. Por isso. dependendo da inclinação das retículas. para terem seu acabamento perfeito. descasca. seja ele uma foto. não tem solidez.

São Paulo: Global. Rio de Janeiro:2AB. como é o caso do poliuretano.NETO. O critério de impressão da quadricromia é mais apurado do que a impressão com cores aplicadas. . qualquer respingo.Associação dos Designers Gráficos. impressão e acabamento. o 10 .usfn Serigrafia Apostila de Ciano: 105° Amarelo: 90° Magenta: 45° Preto: 75° Malha esticada: 90°. . irregularidade na impressão ou mesmo na camada de tinta. Antônio Celso.COLLARO.OLIVEIRA. São Paulo. São Paulo: Nobel. Na impressão propriamente dita. 1997. inclinação e pressão. Produção Gráfica.BAER. 2005. O uso de borrachas mais duras e precisas. Apostila Abitser de Tecnologia Serigráfica. ABC da ADG. Sâo Paulo: SENAC. James. Papel. Produção Visual e Gráfica. Bibliografia Consultada: . apresenta melhores resultados.2001.ADG . 2003. pois. Preparação e Fechamento e Arquivos para Birôs. 1997. deve-se controlar três aspectos de máxima importância com relação ao rodo: velocidade.1999.PINTO. São Paulo. em se tratando de tintas transparentes. P. Produção Gráfica.CRAIG. . . . Glossário de termos e verbetes utilizados em design gráfico.HORIE. . Marina. A. São Paulo: Summus. proporciona diferença nas cores finais. Produção Gráfica para designers. . São Paulo: Érica. tinta. Produção Gráfica I e II. Lorenzo. Ricardo Minoru. Mário Carramillo. Na impressão devem-se controlar alguns fatores fundamentais para a obtenção de bons resultados.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->