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DissMestradoElianaFortis2003osComitesDeBacHidr_LicoesDaEexperienciaDeMG

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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA CENTRO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

OS COMITÊS DE BACIA HIDROGRÁFICA: LIÇÕES DA EXPERIÊNCIA DE MINAS GERAIS Eliana Fortis Silveira Anjos

Orientador: Maria Augusta Almeida Bursztyn

Dissertação de Mestrado

Brasília-DF: Outubro / 2003

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA CENTRO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

OS COMITÊS DE BACIA HIDROGRÁFICA: LIÇÕES DA EXPERIÊNCIA DE MINAS GERAIS Eliana Fortis Silveira Anjos
Dissertação de Mestrado submetida ao Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília, como parte dos requisitos necessários para a obtenção do Grau de Mestre em Desenvolvimento Sustentável, área de concentração em Política e Gestão Ambiental, opção Acadêmica.

Aprovado por:

_____________________________________ Maria Augusta Almeida Bursztyn, Doutora em Ciências da Água (Universidade de Paris VI) (Orientadora)

_____________________________________ Armando Caldeira Pires, Doutor em Engenharia Mecânica (Universidade Técnica de Lisboa) Examinador Interno _____________________________________ Demétrios Christofidis, Doutor em Política e Gestão Ambiental (CDS/UnB) Examinador Externo

Brasília-DF, 15 de Outubro de 2003.

ANJOS, ELIANA FORTIS SILVEIRA Os comitês de Bacia Hidrográfica: Lições da Experiência de Minas Gerais, 185 p., 297 mm, (UnB-CDS, Mestre, Política e Gestão Ambiental, 2003). Dissertação de Mestrado – Universidade de Brasília. Centro de Desenvolvimento Sustentável. 1. Comitê de Bacia Hidrográfica 3. Mobilização Social I. UnB-CDS 2. Política Nacional de Recursos Hídricos 4. Descentralização e Participação II. Título (série)

É concedida à Universidade de Brasília permissão para reproduzir cópias desta dissertação e emprestar ou vender tais cópias somente para propósitos acadêmicos e científicos. O autor reserva outros direitos de publicação e nenhuma parte desta dissertação de mestrado pode ser reproduzida sem a autorização por escrito do autor.

______________________________ Eliana Fortis Silveira Anjos

DEDICATÓRIA

Aos meus pais (in memóriam) meu eterno agradecimento. Aos meus filhos, Rodrigo, Patrícia, Marcelo, Viviane e Fernanda razão principal da minha vida. Ao Jair, companheiro de todas as horas.

AGRADECIMENTOS À minha orientadora, Maria Augusta Almeida Bursztyn pela orientação segura e direcionada do trabalho. Aos amigos da Agência Nacional de Águas – ANA e da Secretaria de Recursos Hídricos – SRH/MMA, pela inestimável disponibilidade de documentos oficiais. Aos entrevistados, pela transferência de experiência e a paciência dispensada. Aos membros da Banca Examinadora, Dr Armando Caldeira Pires e Dr Demetrios Christofidis, com os meus agradecimentos por terem aceito o convite e pelas colaborações dadas e que muito melhoraram o trabalho. Ao Dr. Raymundo José Santos Garrido, pelo apoio profissional e institucional oferecido. Ao Dr. Antônio Félix Domingues, pela solidariedade de apoio de dois anos ao meu programa de trabalho.

RESUMO

Este estudo aborda temas relativos às políticas públicas de gestão dos recursos hídricos em nível nacional e estadual com enfoque na formação e constituição dos comitês de bacias hidrográficas federais e do estado de Minas Gerais. Para tal, foram apresentadas informações sobre a problemática nacional, destacando a evolução da questão hídrica e os principais problemas na formação dos comitês. Os dispositivos da Lei nº 9.433, de 19 de janeiro de 1997, que preconiza a Política Nacional de Recursos Hídricos e a interface do quadro institucional atual da gestão federal e estadual dos recursos hídricos, foram analisados em face da perspectiva de implementação de uma gestão descentralizada e participativa, que apesar de manter as responsabilidades dos níveis federais e estaduais no tocante a proporcionar meios que possibilitem a adequada gestão dos recursos hídricos, transfere para a comunidade, representada pelo seu comitê de bacia, a responsabilidade pela tomada de decisão sobre o que fazer e que meios serão empregados para a consecução dos objetivos. Foi elaborada uma análise crítica da situação atual dos comitês, apresentando, a problemática na sua formação e instalação, aspectos positivos, pontos críticos, deficiência de corpo técnico e problemas de ordem institucional. Algumas recomendações também foram apresentadas visando contribuir para uma melhor estruturação do órgão gestor e do processo de mobilização.

433. Some recommendations were also presented in order to contribute to a better structuring in the management organism and to the mobilization process. critical points. transfer to the community. For that. in despite of.ABSTRACT This study deals with themes related to public policies in management of water resources at national and state level with focus on formation and constitution of federal and Minas Gerais state watershed committees. which preconizes the National Water Resource Policy and the interface about the institutional picture in the present federal and state water resources management were analyzed in the perspective of implementation of a decentralized and participative management that. to maintain the responsibilities of federal and state levels in respect to proportionate means which possibility an adequate water resources management. from January 8 of 1997. it was presented information about the national problematic with emphasis on evolution in the water resources questions and in the main problems in committee formation. The apparatus in law nº 9. . represented by the watershed committee. It was elaborated a critical analysis about the present committees situation. the responsibility in deciding about what to do and what means will be used to the objectives consecution. personnel deficiency and institutional problems. presenting the problematic in its formation and installation. positive aspects.

Resoluções do CNRH (nºs 5.SUMÁRIO INTRODUÇÃO________________________________________________________ 14 1 1.Decreto nº 4.2 1.I .Relação dos Comitês de Bacias Hidrográficas do Brasil _________________ 6.1 5. II . IV .Lista de entrevistados e questionário ___________________________________ 6.613. V .4 MARCO DE REFERÊNCIA CONCEITUAL ___________________________ 17 A gestão sustentável dos recursos naturais _______________________________ 17 Os valores ecológico e econômico da água ________________________________ 20 Gerenciamento de bacias hidrográficas __________________________________ 22 Fundamentos do processo decisório na gestão participativa _________________ 26 2 3 4 4.1 EVOLUÇÃO DA QUESTÃO HÍDRICA NO BRASIL_____________________ 32 QUADRO ATUAL _________________________________________________ 49 OS COMITÊS DE BACIAS HIDROGRÁFICAS_________________________ 64 Comitês de bacias hidrográficas de rios federais __________________________ 71 5 5.2 A GESTÃO DAS ÁGUAS EM MINAS GERAIS _________________________ 88 Comitês de bacia hidrográfica legalmente instituídos no estado de Minas Gerais _ 101 Análise crítica da formação e desempenho dos comitês_______________________ 120 CONCLUSÕES_______________________________________________________ 128 BIBLIOGRAFIA _____________________________________________________ 134 6.Legislação de Recursos Hídricos dos Estados e do Distrito Federal __________ 6.1 1.3 1. de 11 de Março de 2003 ___________________________ . 18 e 24) ______________________________ 6.III . ANEXOS __________________________________________________________ 140 6.

________ 94 Figura 5.Arranjo institucional da lei nº 9.Diagrama com a distribuição de comitês por estado.Mapa das Bacias Hidrográficas do estado de Minas Gerais ________________________________ 88 Figura 5.2 .3 .2.LISTA DE FIGURAS Figura 3.1.1.3 .2 . _____________________________________ 65 Figura 4.433/97.Organograma da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.4 – Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos – UPGRH _______________________ 96 Figura 6. comitês de bacias hidrográficas do estado de Minas Gerais________________________________ 100 .1 .1 – Distribuição dos comitês por estados _________________________________________________ 64 Figura 4. Composição do Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH.Situação dos estados brasileiros com relação às suas respectivas leis de recursos hídricos. _______ 63 Figura 4.3 – Comitês federais instalados no Brasil _________________________________________________ 72 Figura 5. __________________________ 56 Figura 3. ________________________________________________ 52 Figura 3.Mapa do estágio atual dos Planos Diretores no estado de Minas Gerais ______________________ 95 Figura 5.

4 .3 .11 .Composição do CBH Araguari_____________________________________________________ 105 Quadro 6.Composição do CBH Verde________________________________________________________ 111 Quadro 6.Composição do CBH Piracicaba __________________________________________________ 117 Quadro 6.LISTA DE QUADROS Quadro 3.1 .Composição do CBH Paraopeba ___________________________________________________ 113 Quadro 6.Composição do CBH Araçuaí _____________________________________________________ 115 Quadro 6.Composição do CBH Mogi-Guaçu/Pardo____________________________________________ 119 .____________________________________________________ 110 Quadro 6.1 .Composição do CBH Paracatu _____________________________________________________ 107 Quadro 6.Composição do CBH Mosquito _____________________________________________________ 104 Quadro 6.2 .5 . _____________________________________________________ 114 Quadro 6.Composição do CBH Caratinga.Composição do CBH Pará ________________________________________________________ 109 Quadro 6.433/97__ 62 Quadro 6.Estados brasileiros que editaram suas leis estaduais após a promulgação da lei federal 9.10 .Composição do CBH Sapucaí.6 .Estados brasileiros que editaram suas leis estaduais antes da promulgação da lei federal 9.8 .12 . 62 Quadro 3.Composição do CBH Velhas ______________________________________________________ 102 Quadro 6.433/97.9 .2 .7 .

Comissão Econômica para a América Latina CETESB .Associação Brasileira de Recursos Hídricos ABRH .Associação Brasileira das Entidades de Meio Ambiente ABES .Artigo.Associação Brasileira de Recursos Hídricos ABRH . CEEIBH . .Associação Brasileira de Recursos Hídricos AEE/GO . CBHs – Comitês de Bacias Hidrográficas.Assembléia Geral Ordinária da Associação Brasileira de Recursos Hídricos ABRH .Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de Goiás AESBE .Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem ABIQUIM .Centro Industrial do Rio de Janeiro CNI .Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental CIRJ . Art.Associação Brasileira da Indústria Química e de Produtos Derivados ABRH .Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico .LISTA DE ABREVIAÇÕES E SIGLAS ABAS .Comitê Especial de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas CEEIVAP .Associação das Empresas Estaduais de Saneamento Básico ANA – Agência Nacional de Águas.Confederação Nacional da Indústria CNPq .Comitê Executivo de Estudos Integrados da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul CEPAL .Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem ABID .Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental ABID .Associação Brasileira de Águas Subterrâneas ABEMA .

Decreto.Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IGAM – Instituto Mineiro de Gestão das Águas ILAM .Centrais Elétricas Brasileiras FIBRA . ONG – Organização Não Governamental.Federação das Indústrias de Brasília FIRJAN .Instituto Latino.Americano Inc. PNUD .Fundação do Desenvolvimento Administrativo IBAMA . CNUMAD . Ações de Outorga e Ações Reguladoras.Departamento Nacional de Transportes Aquaviários ELETROBRAS .Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica DNTA . CTCT – Câmara Técnica de Ciência e Tecnologia.Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República SEMA .Inciso. DAEE/SP .Secretaria Especial do Meio Ambiente . DNAEE .Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento CONAMA . CTCOB – Câmara Técnica de Cobrança pelo Uso dos Recursos Hídricos. .Departamento de Águas e Energia Elétrica Dec. CTGRHT – Câmara Técnica de Gestão de Recursos Hídricos Transfronteiriços. .CNRH – Conselho Nacional de Recursos Hídricos. CTAS – Câmara Técnica de Águas Subterrâneas.Comercial do Rio de Janeiro. CTPOAR – Câmara Técnica de Integração de Procedimentos. CTPNRH – Câmara Técnica Plano Nacional de Recursos Hídricos. CTIL – Câmara Técnica de Assuntos Legais e Institucionais. Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro FUNDAP .Conselho Nacional do Meio Ambiente CTAP – Câmara Técnica de Análise de Projetos.Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento SAE .

Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos SUREHMA .SERLA .Superintendência dos Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Estado do Paraná. .Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas do Estado do Rio de Janeiro SNGRH .

Tais políticas.984 de 17 de julho de 14 . e é parte de quase todas as atividades econômicas do homem. instrumentos e um sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos universalmente aceitos e praticados em muitos países. vêm norteando a gestão integrada dos recursos hídricos. enquadramento de corpos d’água e sistema de informações. Essas mudanças resultaram em grande pressão sobre os recursos hídricos disponíveis. encontrando-se. majoritariamente urbana. alguns deles.INTRODUÇÃO A água é vital e indispensável a todas as formas de vida. A lei federal 9. aprovaram suas respectivas leis de organização administrativa para o setor de recursos hídricos. devido ao aumento da demanda e às novas modalidades de uso. No entanto. amparadas pela lei federal. A carga significativa das competências do poder público. por incorporar fundamentos. tanto públicos como privados. o País modificou-se em profundidade. tornando-se industrial. sendo que em muitos estados a lei já se encontra regulamentada e com alguns instrumentos de gestão sendo implementados. levou o governo federal a propor a instituição da Agência Nacional de Água – ANA. planos de recursos hídricos. será com certeza a exploração racional dos recursos hídricos. Destaca-se a gestão descentralizada e a participação do Poder Público. esse recurso natural. Durante esse período. que a humanidade supunha infinito.433 de 1997 insere-se no longo processo de regulamentação dos recursos hídricos brasileiros iniciado. exigindo a sua alta dialogação e presença em diferentes setores. é oportuno enfatizar que a implementação de uma adequada política de gestão das águas torna-se uma medida de indiscutível valor estratégico e. Considerando que um dos maiores desafios que devemos enfrentar nas próximas décadas. em conseqüência. a economia desenvolveu-se e a sociedade deixou de ser agrária. um dever do poder público. tais como: outorga. por força da lei nº 9. Várias unidades da federação. tendo em vista o fato de serem detentoras de domínio sobre as águas estaduais. em avançado estágio de regulamentação. A população cresceu significativamente. dos usuários e das comunidades. há quase 70 anos. A proposta dessa nova política constituiu-se num marco institucional no país. vem a cada dia dando sinais de esgotamento.com a promulgação do Código de Águas.

contando com a participação dos usuários.2000. O projeto de lei 1616. São organizações inteiramente novas na realidade institucional brasileira. destinadas a atuar como “parlamento das águas”. caso não funcionem adequadamente. ii) Identificar os principais problemas na instalação dos comitês de bacias hidrográficas enfatizando o processo de mobilização e participação social. em 10 de abril de 2000 e posteriormente modificada pelas Resoluções nº 18. de 1999 que prevê a criação das agências. fixa dispositivos para a sua criação e operação. de 20/12/2001 e nº 24 de 24/05/2002. por si só. tais comitês podem desgastar o processo participativo e gerar descrença por parte da sociedade. exercendo as funções de secretaria executiva dos respectivos comitês. Os comitês federais foram regulamentados pela Resolução CNRH nº 5. 15 . Estabeleceu-se como objetivos específicos: i) Analisar a gestão dos recursos hídricos no Brasil enfocando a sua evolução histórica e o quadro atual. É preciso ter presente que a mera multiplicação de comitês de Bacias. O Brasil conta hoje com mais de 80 comitês de bacias criados em âmbito estadual e federal e outros tantos em diferentes estágios de implantação. para implementação da política nacional de recursos hídricos. tendo em vista a necessidade imediata de apoiar o setor de recursos hídricos. Um dos elementos-chave para a adequada gestão de águas são os comitês de Bacias Hidrográficas. visando detectar os avanços e impasses da sua implementação. com suas respectivas agências de águas. Este estudo foi elaborado com o objetivo principal de apresentar os comitês de bacias hidrográficas instalados no estado de Minas Gerais. funcionando como fórum de decisão no âmbito de cada bacia hidrográfica. cujo papel é municiar os colegiados com informações de qualidade e avaliações técnicas para a tomada de decisões e sua implementação. Ao contrário. prefeituras. prestando apoio técnico e administrativo. não garante uma efetiva ação e tampouco uma participação eficiente. iii) Destacar os principais impasses no funcionamento dos comitês e avaliar os avanços ocorridos após a sua implementação. sociedade civil organizada e dos níveis de governo estaduais e federal.

usuários e municípios para formação de comitês. A dissertação está estruturada em cinco capítulos. com sete profissionais e gestores públicos que atuam em cenário nacional e estadual na implementação de políticas públicas de recursos hídricos. unidade federada na qual se dará ênfase à formação dos comitês de bacias. abordando os antecedentes legais da gestão de recursos hídricos no Brasil. O Capítulo I. Nos últimos cinco anos participamos de reuniões de Câmaras Técnicas do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. fazendo referência ao arranjo institucional federal e do estado de Minas Gerais. com questionário contendo oito perguntas básicas ao desenvolvimento da compreensão do tema (Anexo I). 16 . além da Introdução e Conclusões.. foi realizado um vasto levantamento de dados da evolução da gestão de recursos hídricos no Brasil. de diversas consultas e audiências públicas na elaboração dos Planos Diretores de Recursos Hídricos. sugestões e ações julgadas necessárias para a efetiva e bem sucedida implementação dos comitês de Bacias Hidrográficas no estado de Minas Gerais. com destaque ao estado de Minas Gerais. dando destaque aos comitês de bacias hidrográficas de rios federais. O Capítulo III apresenta o quadro atual dos recursos hídricos no Brasil incluindo a Política Nacional e Estaduais de Recursos Hídricos. no processo de criação de comitês de rios federais e em eventos promovidos por órgãos gestores para promover a mobilização da sociedade civil. O Capitulo II dedicou à evolução da questão hídrica no Brasil.Para elaboração desta dissertação. apresentando propostas. é o marco de referência conceitual que enfoca a gestão sustentável dos recursos naturais. Foram efetuadas entrevistas semi-estruturadas. Faz referência ao processo de formação dos comitês criados no estado de Minas Gerais e aborda também uma análise crítica do processo de criação e instalação dos comitês. com ênfase na gestão dos recursos hídricos e processo decisório. coleta de informações sobre o estado da arte dos comitês federais e estaduais. O Capítulo IV apresenta os comitês de bacias hidrográficas no Brasil. O Capítulo V traz uma caracterização do estado de Minas Gerais. pesquisas bibliográficas abrangendo diversos trabalhos sobre a formação e instalação de comitês de bacias hidrográficas.

1. faz-se necessário o desencadeamento de um processo de discussão e comprometimento de toda sociedade (LANNA. 1. gerando sérias conseqüências ao meio ambiente. com mecanismos de distribuição das riquezas geradas e com capacidade de considerar a fragilidade. Em decorrência. significar desenvolvimento social e econômico estável e equilibrado. Contudo. criando mecanismos que permitam o acesso a esses recursos por toda a sociedade. na prática de campo ou na formulação de políticas públicas em geral. tem justificado a exploração selvagem dos recursos naturais. ainda. pelo planejamento e pela participação dos usuários na definição de responsabilidades e na viabilização e perpetuação desses recursos paras as gerações futuras. 17 . a interdependência e as escalas de tempo próprias e específicas dos elementos naturais. seja no âmbito científico. A corrida pelo desenvolvimento. alimentada pelas necessidades de uma população que cresce em número e pobreza. principalmente ao serem consideradas as inter-relações e as sinergias estabelecidas em suas respectivas cadeias reprodutivas e as pressões antrópicas a que esses recursos estão sujeitos. gerando conseqüências deletérias para uma complexa matriz de interações das dimensões ecológicas. sociais e econômicas presentes na dinâmica das relações produtivas do País. 1995). além de transformações nos processos de produção e de consumo. deve-se reconhecer que a sustentabilidade do uso desses recursos passa pela utilização racional.1 MARCO DE REFERÊNCIA CONCEITUAL A gestão sustentável dos recursos naturais Rico em recursos naturais. as diferentes facetas da sustentabilidade encontram dificuldade em se integrar. gerar riquezas utilizando os recursos naturais de modo sustentável e respeitar a capacidade de recuperação e recomposição desses recursos. o Brasil é. As ações de desenvolvimento têm mostrado que é comum o uso abusivo de recursos naturais. Enquanto não se pode contar com todo o conhecimento necessário à exploração adequada dos recursos naturais. Para tanto. Viabilizar esse conceito na prática implica mudança de comportamento pessoal e social. Desenvolvimento sustentável deve. Deve-se reconhecer que há evidentes dificuldades na determinação do limite de sustentabilidade de cada recurso. exemplo de contrastes. também. Significa. o próprio conceito de sustentabilidade é ainda controverso.

a vinculação do desenvolvimento social e econômico à proteção e à melhoria do meio ambiente pode contribuir decisivamente no atingimento dos objetivos do desenvolvimento sustentável. A essência dessa abordagem integrada se expressa na oportunidade de coordenação entre as atividades de planejamento setorial e aquelas de natureza gerencial. promovendo alternâncias locacionais ou de recurso utilizado. internalize a idéia segundo a qual os recursos naturais apenas estarão disponíveis. em quaisquer de suas dimensões. Além disso. no desafio de implementar meios de gestão que lhes garantam a sustentabilidade. O fato é que a observância a esses “tempos” muitas vezes não se adequa às necessidades de reprodução do capital para o atendimento às necessidades associadas ao crescimento populacional. assim como a definição e a promoção de diretrizes e critérios que permitam julgar quando e como o uso de recursos naturais pode ser empregado como instrumento de conservação da natureza. relacionadas aos diversos 18 . A adequação das atividades humanas a esses “tempos” é um dos grandes desafios do processo de desenvolvimento sustentável. A abordagem integrada do planejamento do uso e da gestão compartilhada dos recursos naturais é prática necessária e inadiável. sua implementação impõe a existência de políticas públicas adequadas. A questão central da conservação dos recursos naturais está. No entanto. de modo geral. É possível reduzir os conflitos dessa utilização a um patamar mínimo. portanto. gerando situações que ameaçam espécies e condições naturais em todo o planeta. Trata-se de entender não apenas as condições socioeconômicas e ecológicas que levam à sobre exploração e ao empobrecimento dos recursos. faz-se necessário que a sociedade.Considerando que o modo como se dá o uso dos recursos naturais é determinante no processo de construção de um desenvolvimento sustentável. Esses conhecimentos podem conduzir a práticas de manejo sustentável dos recursos naturais. se utilizados de modo racional e em consonância com os respectivos tempos de regeneração e reposição. uma das alternativas de solução dos atuais problemas dessa exploração. como também identificar e entender as condições que levam à sustentabilidade e à manutenção da diversidade biológica. para usos mais eficientes. Atualmente. para esta geração ou para as vindouras. parte significativa dos danos causados à base dos recursos naturais do planeta é fruto do desconhecimento ou da negligência dos diferentes atores sociais em relação à observância da capacidade–suporte dos ecossistemas.

a base da gestão compartilhada consiste na responsabilidade dos diferentes atores sociais no processo de uso e conservação dos recursos naturais. Por outro lado. A base do processo de gestão dos recursos naturais consiste na existência de instituições e grupos. direta ou indiretamente. A gestão sustentável dos recursos naturais requer posturas mais abrangentes do governo e da sociedade como condições indispensáveis à sua implementação. a construção de uma pauta de atividades que leve à gestão sustentável dos recursos naturais. utilize recursos naturais deve estar comprometida com a proteção ambiental. Trata-se de permitir que agentes governamentais locais. dotados de recursos humanos capacitados para interagir com as populações na execução de planos de manejo. É essencial estabelecer mecanismos que permitam essa participação. direta ou indiretamente. com poder de decisão. A inserção da variável ambiental. criando as condições de comunicação necessárias ao entendimento dos meios e dos objetivos da gestão pretendida. a percolação das ações por toda a sociedade. atuam no processo de utilização dos recursos naturais. É da capacidade institucional instalada que dependerá. muitas vezes predominantemente no processo de concepção. procedimentos licenciatórios. também. Para efetivação dessa participação. passando pelos processos de licenciamento e pelos critérios e limites a serem adotados. avaliação e implementação de políticas públicas setoriais.aspectos do uso da terra e dos recursos naturais. toda e qualquer política pública que. campanhas de monitoramento. 19 . É sobre ela que estarão centradas a tarefa de disseminação essencial à natureza da gestão e primordiais para a construção de processos participativos. somente poderá ser implementada com a participação dos diferentes atores sociais que. desde a definição do objeto da gestão até a execução das atividades de monitoramento e fiscalização. A gestão dos recursos naturais. Nesse sentido. entre outros. assumam. é preciso que as informações derivadas do exercício da gestão possam ser adaptadas aos diferentes públicos a que se destinam. considerando os possíveis impactos ambientais e introduzindo procedimentos de prevenção de possíveis danos. governamentais e não-governamentais. em conjunto com os agentes sociais. é fundamental para a viabilização da gestão dos recursos naturais e para a construção de um processo de desenvolvimento sustentável.

desde uma perspectiva planetária. é preciso que se respeite e cuide o ciclo da água em todo o planeta Terra e que se considerem os elementos de suas diversas etapas para conseguir que continue sendo o valioso motor e base da vida. A água representa um grande valor ecológico. de nada serviria fazer a gestão dos recursos hídricos em uma pequena localidade. Por exemplo. Sem água não funcionariam os ciclos biológicos. em suma.1. Os ecossistemas dependentes de fluxos de energias e de ciclos de nutrientes essenciais são providos pela água graças a sua capacidade de dissolvê-los e transportá-los. uma vez que estabelece as bases para que os diversos ecossistemas sejam eles aquáticos ou terrestres. A presença da água equilibra o calor do nosso planeta ao transportar calor de umas a outras latitudes e consegue que as variações térmicas sejam menores. a flora e a fauna. para a vida. tenham possibilidades de vida. global e integradora. os vapores resultantes já não têm sal. Vejamos alguns detalhes: Quando as águas oceânicas evaporam. geológicos.2 Os valores ecológico e econômico da água Ao fazer referência ao valor ecológico da água estamos buscando examinar as qualidades que possui a água desde a perspectiva dos ecossistemas e avaliando o significado e alcance que tem para os seres vivos. 20 . Por este motivo. já que todos os processos mencionados têm uma permanente interação e uma decisiva influência mútua. nem químicos que permitem a vida. Tudo isto destaca a enorme importância de manter um bom equilíbrio global da água. se no seu entorno as atividades estão desequilibradas. a qual é transportada posteriormente para as superfícies continentais. de maneira isolada. de maneira que nesse momento se realiza uma valiosa transformação da água salgada em água doce.

A conclusão do paradoxo de Smith afirma: Se a exigência depende da utilidade do produto. na Conferência Internacional sobre Água e Meio Ambiente. “O paradoxo do diamante e a água” século XVIII. Pensamos em preços quando as empresas de água nos cobram por entregá-la em nossas casas ou quando é preciso comprar água em garrafões porque não temos o serviço de abastecimento. Este princípio aborda um tema muito importante. são vendidos a preços altíssimos. pois a idéia equivocada de que a água é abundante nos tem levado a considerá-la como um bem que teremos para sempre. Mas à medida que nos damos conta de que escasseia. a água deverá propiciar que os povos do mundo aprendam a compartilhar 1 Smith. assinalava: “A água tem que ser um instrumento de paz e não de guerra”. Mas é necessária uma visão mais ampla. mas se estivessem no meio do deserto durante três dias. o senhor Kader Asmal. um dos quais considera explicitamente o valor econômico da água. entretanto. A argumentação continua assim: as pessoas podem sobreviver sem diamantes. Economista. foram aprovados quatro princípios básicos que expressavam elementos fundamentais da relação da água com o ambiente. os diamantes.Smith1 desenvolveu o paradoxo do diamante e a água. Em 1992. 21 . Adam. valorizariam um copo de água mais do que todos os diamantes do mundo. sua valorização econômica começa a crescer e inclusive chega a propiciar conflitos entre regiões e países. celebrada em Dublin. Com efeito. Contraditoriamente. Vejamos quais são estes princípios: O Princípio nº 1 indica: “a água doce é um recurso finito e vulnerável. mas tem uma utilidade marginal inferior devido a sua abundância relativa. Como estamos avançando nesse sentido? Tradicionalmente. a água deveria ser mais valorizada. O ganhador do Prêmio Estocolmo de Água no ano 2000. A utilidade total da água é maior. o desenvolvimento e o meio ambiente”. cuja utilidade real para a vida é nula e servem unicamente em sua condição de jóia. O que ocorre é que os diamantes têm preços elevados devido a uma certa utilidade (ou satisfação) marginal alta que se relaciona com sua limitada reserva. essencial para manter a vida. Este paradoxo considera que apesar de a água ser extremamente útil para os seres humanos e essenciais para a manutenção da vida. se dá um valor econômico à água ou se pensa em seus custos em função de seu papel nos processos produtivos quando a indústria faz uso da água ou quando a agricultura a utiliza para a irrigação. é depreciada e vendida excessivamente barata.

De fato. É reconhecido que os bens que a natureza oferece. dos planejadores e dos responsáveis pelas decisões em todos os níveis”. Promover a ativa participação das mulheres neste campo é. uma garantia de êxito e de promoção do desenvolvimento. a gestão da água. 1. Em todos os países das Américas. 22 . que visa a compatibilização das demandas e das oportunidades de desenvolvimento da sociedade com o potencial existente e futuro do meio ambiente. projetos prévios para a construção das hidroelétricas ou dos sistemas de água potável não incorporam os custos referentes ao valor de água em si mesma e a sua regeneração nem se tratam de maneira integrada os custos da conservação da bacia ou do tratamento das águas servidas. no longo prazo. Em muitas ocasiões. O Princípio nº 3 afirma: “A mulher desempenha um papel fundamental no abastecimento. na gestão e na proteção da água”. na unidade espacial de intervenção da bacia hidrográfica. assim como nas possibilidades de obter um melhor abastecimento.seus escassos recursos e que atuem de maneira conjunta para preservar e recuperar aqueles mananciais ameaçados ou degradados O Princípio nº 2 destaca: “O aproveitamento e a gestão da água devem se basear na participação dos usuários.3 Gerenciamento de bacias hidrográficas O gerenciamento de bacia hidrográfica (GBH). o Princípio nº 4 indica de maneira contundente: “A água tem um valor econômico em todos os diversos usos aos quais se destina e deveria ser reconhecida como um bem econômico”. deve contar com a participação de todos os setores da população que estejam interessados em melhorar suas condições de vida. O reconhecimento do valor econômico da água leva em conta precisamente a importância do serviço ambiental que presta este recursos. ligada diretamente com os processos econômicos e de desenvolvimento. sem dúvida. Por último. têm sido subestimados a tal ponto que nos projetos de desenvolvimento não se contempla como custo o valor de água. entre eles a água. a experiência de trabalho com as mulheres na gestão da água mostra o papel fundamental que desempenham em seu manejo e proteção. sustentado por conhecimentos científicos e tecnológicos. pode ser considerado como um processo de negociação social.

portanto. comida. Com o mesmo grau de importância. de uso do ambiente. as demandas de desenvolvimento social. Oportunidades de desenvolvimento da sociedade As oportunidades de desenvolvimento recorrem a formas alternativas. questões econômicas e financeiras organizacionais e operacionais. Abrangem. elas dizem respeito à vocação do ambiente da bacia hidrográfica. político. e. Há uma tendência de se enfatizar a participação direta da sociedade nessa negociação. Além do caráter multidisciplinar. a compreensão da dinâmica ambiental exige a interdisciplinariedade. por conseqüência.As demandas da sociedade dizem respeito ao atendimento de diversos tipos de necessidades atuais e futuras. ainda. educacionais e científicas. Conhecimentos científicos e tecnológicos – o conhecimento de diversas disciplinas deve fundamentar o Gerenciamento de Bacia Hidrográfica (GBH) na compreensão e projeção da dinâmica ambiental. relativos às decisões sobre intervenções na bacia hidrográfica. Elas incluem desde as necessidades básicas da vida (tais como. Pode ser realizado de forma direta. higiene. as demandas sociais de uma bacia de uso predominantemente agrícola 23 . em toda a sua complexidade que envolve aspectos relacionados a: disponibilidade dos recursos ambientais. não são derivadas de demandas explícitas da sociedade. que buscam viabilizar cenários sociais mais equânimes. abrigo. oportunizado pela criação de entidades colegiadas de bacia. educacional e cultural. devem ser consideradas.Para uma melhor compreensão do conceito. Via de regra.1995): Negociação social . através da formação de uma infra-estrutura de capital. também. políticas e legais. definem-se abaixo alguns dos termos abordados (Lanna.por processo de negociação social entende-se a articulação e compatibilização de diversos pontos de vista da sociedade. sensibilidade e vulnerabilidade do ambiente. saúde) até aquelas de usufruto da qualidade ambiental (amenidades ambientais). através de negociação com a participação dos interessados. com a interveniência de seus representantes políticos. Por exemplo. através de um processo integrador. ou de forma indireta. deriva do valor de uso de seus recursos ambientais. oriundas de variados segmentos sociais. não-tradicionais. que. as necessidades de ordem econômica que possibilitam o desenvolvimento material da sociedade presente e das futuras gerações. entre outras. Demandas de desenvolvimento da sociedade .

De forma contrária. A unidade de intervenção bacia hidrográfica2 é uma das alternativas de estabelecimento do sistema a ser gerenciado.. ou seja. em conjunto com uma necessária articulação entre as partes. Brasília. principais e secundários. que vai das partes mais altas para as mais baixas. baseada na constituição A bacia hidrográfica é o conjunto de terras drenadas por um rio principal. O modelo sistêmico de integração participativa trata-se do modelo mais moderno de Gerenciamento das Águas. a organização natural por ordem de menor volume para os mais caudalosos. Instrumento 2. responsável pela execução de funções gerenciais específicas. Instrumento 1. H. Planejamento estratégico por bacia hidrográfica – baseado no estudo de cenários alternativos futuros. seus afluentes e subafluentes. Lopes. conseqüentemente. 2 24 . A idéia de bacia hidrográfica está associada à noção da existência de nascentes.podem ser relacionadas à conservação do solo como forma de promover a produtividade dos cultivos tradicionais sazonais. bacias de inclinação baixa como a do Rio Amazonas tendem a ser mais largas. nos Estados Unidos. alguns esquemas de subdivisão de grandes bacias deverão ser adotados.G. a dimensão espacial de algumas relações de causa-efeito de caráter econômico e político. na forma de uma matriz institucional de gerenciamento. Tomada de decisão através de liberações multilaterais e descentralizadas .implementação da negociação social. 2. Alternativas organizacionais mais adequadas para viabilizar o uso dos instrumentos de avaliação de impactos ambientais e gerenciamento de bacia hidrográfica. segundo sua localização.1994): 1. a delimitação completa de uma bacia poderá estabelecer uma unidade de intervenção demasiadamente grande para a negociação social. Ela apresenta algumas vantagens e desvantagens.F. estabelecendo metas alternativas específicas de desenvolvimento sustentável (crescimento econômico. e pela adoção de três instrumentos (Tonet e Lopes3. secundárias e terciárias. o processo de busca do perfil de equilíbrio fluvial tende a estreitar a área da bacia. IBAMA. como litorâneas ou interiores. divisores de águas e características dos cursos de água. Ele se caracteriza pela criação de uma estrutura sistêmica. Uma bacia hidrográfica evidencia a hierarquização dos rios. R. denominados afluentes e subafluentes. objetivo estratégico de qualquer reformulação institucional e legal bem conduzida. em certas situações. Em bacias de inclinação acentuada como a do Rio Colorado. equidade social e sustentabilidade ambiental) no âmbito de uma bacia hidrográfica. particularmente aquelas que envolvem o meio hídrico.C. As desvantagens são que nem sempre os limites municipais e estaduais respeitam os divisores da bacia e.(Rede das Águas). As bacias podem se classificadas de acordo com sua importância. Nesses casos. Além disso. 3 Tonet. como principais (as que abrigam os rios de maior porte). A vantagem é que a rede de drenagem de uma bacia consiste num dos caminhos preferenciais de boa parte das relações causa-efeito.

Esse comitê tem a si assegurada a análise e aprovação dos planos e programas de investimentos vinculados ao desenvolvimento da bacia. surge como estratégia para aumentar a eficácia e a efetividade na gerência. devido a permitir envolver os interessados em todas as etapas do processo de busca de objetivo. permitindo a interveniência dos representantes dos diversos segmentos interessados. Estabelecimento de instrumentos legais e financeiros . apesar de existirem. A constituição do comitê de Bacia Hidrográfica visa a promoção de uma negociação social através da formação de um fórum no qual todos os interessados possam expor seus interesses e discuti-los. permitindo o cotejo dos benefícios e custos correspondentes às diferentes alternativas. o poder público. privadas. De acordo com Tonet e Lopes(1994) “as formas de participação têm origem na crescente conscientização de que o direcionamento e a influência para a obtenção de objetos comunitários depende da forma como o poder é utilizado e da maneira como são tratados os conflitos de interesse. Existem formas de corrigir este problema. tem maior probabilidade de fazer ocorrer os resultados esperados e de atender as expectativas dos atores. Isto porque. usuários. 3. comunidades e de classe políticas e empresariais atuantes na bacia.de um comitê de Bacia Hidrográfica no qual participem representantes de instituições públicas. de um lado. que aos poucos vem acentuando suas práticas nesse sentido. de forma transparente e inequívoca. como aspiração democrática da sociedade.Tendo por base o planejamento estratégico e as decisões são estabelecidos os instrumentos legais pertinentes e as formas de captação de recursos financeiros necessários para implementação de planos e programas de investimentos.” Uma outra constatação surge de uma reflexão sobre as causas da falência dos modelos historicamente adotados para o Gerenciamento das Águas. nem sempre são acatadas. e a 25 . de acordo com o que dispõem a Constituição. Surgem. No entanto. Parte do pressuposto que o poder público deve efetivamente assumir a propriedade dos recursos hídricos e estabelecer controles sobre o seu uso. De outro lado. Uma é reforçar o poder de polícia das entidades responsáveis. Sendo assim. o que exige grandes investimentos em pessoal e equipamentos. Instrumento 3. como é dito popularmente “as leis muitas vezes não pegam” ou seja. o Gerenciamento das Águas é complexo e envolve diversos interesses conflitantes. Uma delas é que. deve reconhecer a necessidade de promover uma descentralização do gerenciamento. sem abdicar ao seu papel de gestor e coordenador.

Toda pessoa é vocacionada para o exercício crítico do processo social. mais racional.4 Fundamentos do processo decisório na gestão participativa O Capítulo 23 da Agenda 21 – documento assinado por 170 países durante a Eco 92. por outro é necessário que faça isto com a convicção teóricoprática de que o indivíduo é parte de um todo. é fazer com que os agentes entendam as razões da existência das leis e de que forma suas infrações poderão afetar o bem-estar das gerações presentes e futuras. 1. da necessidade de água de boa qualidade. Outra. A sociedade brasileira vem se mobilizando para participar da gestão das águas desde o início das discussões em torno da elaboração do aparato legal da área de recursos hídricos. os governos e os organismos internacionais devem criar meios para que as ongs (organizações não-governamentais) sejam parceiras no desenvolvimento sustentável.tomada de medidas coercitivas impopulares e de difícil sustentação política. Esse tratado internacional evidencia que a participação dos cidadãos é pré-requisito fundamental para alcançar o desenvolvimento sustentável e prevê mecanismos para isso. Participar conscientemente neste processo é exercer a cidadania em suas diversas formas. A constituição de um comitê com atribuições no Gerenciamento das Águas de uma bacia é uma das formas de se obter este entendimento fazendo com que cada participante controle sua própria atuação. 1999). Essa mobilização acontece tanto por meio de organizações civis não governamentais de âmbito nacional. considerado o maior esforço conjunto de governos de todo mundo para identificar ações que aliem o desenvolvimento à proteção ambiental – destaca o papel do cidadão na defesa do meio ambiente. e reforce a atuação das entidades com atribuições de controle. visando o bem comum dos interessados na bacia hidrográfica (Setti. 26 . impeça a atuação anti-social de outros. principalmente. A participação tem dois aspectos: por um lado significa que a pessoa toma parte ativa e autônoma na construção da sociedade e das sociedades. quanto por ações pontuais que ocorrem no meio escolar e municipal visando a conservação e preservação da água. Destaca que a sociedade. É crescente o número de atividades esparsas no país visando a conscientização da sociedade a respeito dos problemas ambientais e.

e portanto. seja devido à falta de informações ou ausência de conhecimentos sobre as alternativas. os gestores contam com situações em que os resultados não são totalmente conhecidos. Em um país com escassez de bases de dados e informações qualitativas e quantitativamente adequadas. Entretanto. qualquer informação pode adquirir importância e relevância (LANNA. A maioria das decisões é tomada em um contexto de elevadas incertezas sobre o futuro. A utilização das informações no processo decisório determina condições de riscos e incertezas. Os decisores permanecem abertos a qualquer nova informação que possa auxiliar-lhes a melhor compreender um problema e a encontrar uma solução. pode haver muitas variáveis envolvidas. além de processos de interação ineficientes. as pessoas estão sempre mais dispostas a aceitarem uma decisão que elas auxiliaram a tomar. 1995). indivíduos mal preparados e informados. a probabilidade de acertos aumenta. como o desequilíbrio de forças entre indivíduos ou setores representados. está a quantidade e qualidade das informações. indivíduos desinteressados. mas cairão em uma série de alternativas ou probabilidades. muitos fatos desconhecidos. obstáculos podem surgir em nível de grupos decisórios. 27 . Nesse caso. Dentre os fatores que determinam o sucesso do processo decisório. pouco sensíveis ou com baixa competência interpessoal. os decisores não podem avaliar as alternativas com adequado grau de confiança. ou ambos. As condições de incertezas operam quando os decisores têm dificuldades de levantar as probabilidades de ocorrência das alternativas. Ademais.A crescente valorização da gestão participativa vem ao encontro dos estudos que demonstram que apesar de grupos serem mais lentos do que indivíduos isolados na tomada de decisões. principalmente considerando-se a escassez de informações. fatores que lhes conferem confiança na formulação de cenários. Sob condições de riscos. O comportamento ideal em um processo decisório é a busca de informações até a obtenção das respostas do problema analisado.

A gestão da água nos CBH é particularmente complexa (compatibilização de idéias. A valorização da gestão descentralizada e participativa sem a consideração de seus riscos potenciais pode gerar obstáculos à efetivação dos objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos. assegurando-se de que nada foi omitido. A falta de uma abordagem adequada pode fazer com que a complexidade do ambiente se torne uma barreira ao processo decisório. exigindo discussões. não pela complexidade ambiental em si. diálogo e conscientização dos indivíduos. informação ou acordo do grupo. Principalmente considerando as realidades de escassez de informações. parece consensual a incapacidade humana de compreender toda a lógica da complexidade hídrica e ambiental. O desdobramento e o conhecimento total destes contextos pela mente humana é um desafio. O processo participativo de gestão da água envolve uma variedade e. No caso dos CBH. . 28 . integrados. mas pela forma com que o organismo trata tal complexidade. os decisores não têm como deixar de omitir certas dimensões do conhecimento na gestão da água. devendo selecionar e agregar as informações mais relevantes.Decisões independentes: não precisam de discussão. As águas existem em contextos distintos.Decisões de grupos potencializados: são tomadas por grupos que receberam poderes para decidir sem aprovação ou revisão de níveis hierárquicos superiores. sendo tomadas unilateralmente para acelerar o processo e resolver os problemas. sistêmicos e mutuamente condicionados. Cabe destacar o princípio cartesiano da exaustividade. uma complexidade ambiental incompatível com qualquer visão reducionista (análise dos fatos por meio de sua decomposição). Este fato pode indicar disfunções nos organismos decisórios. portanto. segundo o qual o homem deve compreender detalhadamente um objeto ou fato a partir da análise de todos os seus aspectos e partes.Segundo Lanna (1995) a gestão participativa deve estar inserida em uma rede de decisões: . levando a um controle dos decisores pelo sistema que os envolvem (inversão do processo). .Decisões colaborativas ou consultivas: são tomadas por grupos aos quais foram concedidas responsabilidades e autoridade.

Essa situação tem-se desenhado em função de uma conjugação de fatores. sociedade civil organizada. territoriais e setoriais. as bacias hidrográficas. dentre outros. fato muitas vezes motivado pela crise de confiança dos usuários em relação à qualidade e à transparência dos serviços públicos. as regiões e o Estado. Mesmo países de antiga tradição “participativa” como a França. pode atrasar ou mesmo retroceder a resolução de conflitos e problemas ambientais. considera-se que um dos pilares da gestão racional da água tem sido internacionalmente defendido como sendo a abertura dos sistemas nacionais à participação dos atores locais e à aplicação do princípio da subsidiariedade (Magalhães. as pressões sociais por mais transparência e qualidade dos serviços prestados motivou as companhias operadoras à evoluir em 29 . a efetivação de uma estrutura nacional integrada e coerente de armazenamento e troca de dados sobre água em nível inter e intra-institucional (um sistema nacional de informações sobre recursos hídricos) (Lima. dentre os quais. os departamentos. Os comitês de bacia na França visam elaborar as orientações da gestão das bacias e avaliar e aprovar os programas de ação qüinqüenais elaborados pelas Agências de água. 2001). No Brasil. No caso da França.funções e objetivos entre diferentes atores de diferentes escalas de atuação) e vulnerável à manipulação de interesses pessoais. as comunas. A geração de novos “núcleos de poder e decisão” sem a aplicação e o controle dos reais objetivos de defesa dos interessados comuns em nível de bacia hidrográfica. os comitês de bacia são considerados como “parlamento da água” nos quais a gestão participativa e democrática é operacionalizada a partir da representação de todos os setores da sociedade (coletividades territoriais. da disponibilidade de dados ambientais em escala. a carência de bases de dados e o mau aproveitamento das bases de dados existentes fazem parte do histórico do processo de gestão ambiental nacional. Mesmo tendo em mente tais riscos. têm sofrido uma intensificação de pressões sociais para uma maior abertura à participação social na gestão da água. fato que se verifica principalmente via organismos de bacia. Para isto. As raízes do atual modelo de gestão remontam a 1964. Nessa estrutura descentralizada baseada na aplicação do princípio da subsidiariedade. a viabilização dos CBH depende. usuários da água. linguagem e apresentação compatível com a realidade dos decisores. seus braços executores. poder público). Um dos países com maior tradição de gestão participativa da água é a França. 2002). sendo atualmente marcado por um conjunto de vários níveis de intervenção integrados: as unidades territoriais intrabacia.

Este capítulo dedicou-se a apresentar a sustentabilidade dos recursos naturais. incluindo não apenas as associações não governamentais. mas também outras instâncias como os CBH. O sucesso da consulta depende da qualidade das informações utilizadas antes e durante o processo. O processo pode ocorrer sob variadas formas. etc) se firmaram nos anos 90 dentre os principais vetores de contato entre o poder público e a sociedade civil. passam pelo desafio de institucionalização coletiva. No processo de participação propriamente dito. estudo de impacto ambiental. gestão de recursos hídricos e processo decisório. O processo consultivo. os cidadãos deixam de ser vistos como atores passivos do sistema. atingindo-se uma etapa de gestão conjunta baseada em co-decisões. incluindo o poder de criação e difusão de informação. é geralmente realizado a partir de enquetes públicas de opinião ou de satisfação. elas também sofrem os riscos de se profissionalizarem e de se burocratizarem. Engajadas na busca de abertura do processo decisório à participação. fato verificado em certos exemplos internacionais. há uma eqüitativa de poderes entre os participantes. em termos globais. para serem valorizados como atores responsáveis pela existência dos serviços e.suas relações com a sociedade. os valores ecológicos e econômicos da água. Estes poderes são. em detrimento de uma democracia interna. no qual não é permitido aos cidadãos o poder deliberativo. reuniões públicas e conferências. ou como resposta a uma proposição por iniciativa das autoridades. portanto. todas as instâncias participativas. por sua vez. usuários. o poder de opinião e o poder de decisão. passando da tradicional referência do cidadão-usuário para a noção do cidadão-consumidor ou cliente. afirma Lima (2001). este último o grau mais elaborado de cogestão. O próximo capítulo se ocupará da evolução da questão hídrica no Brasil. De acordo com Lima (2001) o poder resulta de uma conquista a partir de uma relação de forças construída com as autoridades (pressão). Nesse caso. nos quais a liberdade de expressão é mais ou menos regulada. onde se fará uma ampla abordagem da gestão dos recursos hídricos desde a edição do Código de Águas brasileiro e a criação dos Comitês Especiais de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas – 30 . exigindo o desvio do antagonismo histórico entre Estado e propriedade privada. com direito à informação e à opinião sobre o desempenho dos serviços. As associações civis (consumidores. Na busca de sua afirmação e do reforço de seu poder de decisão. exercidos via diversos mecanismos participativos.

que juntamente com o encaminhamento do Projeto de Lei federal 2249/91. que resultou na lei federal 9.433/97.CEEIBH. 31 . constituíram marco histórico no processo de gerenciamento dos recursos hídricos no Brasil.

O primeiro projeto de um Código de Águas data de 1907. apesar de aprovado. Criou-se. Sob muitos aspectos.000m³/s se for levada em conta toda a vazão da Bacia Amazônica. Essa abrangente legislação. continha dispositivos específicos sobre a gestão da água Nesse tema. quando Portugal estava sob domínio espanhol.900m³/s. em segunda discussão. Esse potencial hídrico corresponde a 53% do total referente à América do Sul e a 12% do total mundial (Barth. apresentava uma concepção atual da gestão de recursos hídricos Aplicada em uma região com abundância relativa de água. isto porque a maior parte dessa água. encarregada de elaborar um novo projeto. a iniciativa foi retomada pelo Governo Provisório instalado após a Revolução de 1930. está na bacia Amazônica onde vivem 7% da população brasileira.2. se for considerada somente a contribuição do território brasileiro e de 251. cerca de 70% . estimada em 202. não foi observada. com 12% das reservas mundiais. EVOLUÇÃO DA QUESTÃO HÍDRICA NO BRASIL A disponibilidade hídrica do Brasil é de 177. Sempre tratamos a água como um recurso natural renovável e abundante. Passadas mais de duas décadas.1987). Encaminhado à apreciação do Congresso Nacional. promulgadas em 1580. que regulava os mais diversos aspectos da sociedade da época. nesse mesmo ano. no âmbito da Comissão legislativa desse governo. refletia a situação de escassez vigente na maior parte da Península Ibérica. em 10 de junho de 1934 o Código de Águas foi promulgado. poucos dias antes da Constituição Federal de 1934. Desta vez a iniciativa prosperou e.000m³/s. A água não é abundante e os quantitativos que são renováveis nem sempre atendem nos locais onde é requerida de forma a suprir com folga. não teve prosseguimento. uma Subcomissão do Código de Águas. Os antecedentes legais da gestão de recursos hídricos no Brasil remontam às Ordenações Filipinas. pela Câmara dos Deputados. mas isso é uma falácia no sentido pragmático. Somente no inicio desse século as autoridades públicas passaram a se preocupar com a formulação de um arcabouço legal para a gestão de recursos hídricos. Previa penalidades muito severas para os que degradassem ou a utilizassem sem a devida autorização. 32 . O Brasil é o país mais rico em água doce.

8º do Código. as águas públicas ou as águas comuns”. acabou por se constituir na diretriz política básica do processo de utilização do recurso natural água. cuja concepção tratava a água mais como um insumo industrial e fonte geradora de energia. Com relação ao aproveitamento das águas públicas. na hipótese de derivações insignificantes" (art 43) e que "a concessão para o aproveitamento das águas que se destinem a um serviço público será feita mediante concorrência 33 . responderão pelas perdas e danos que causarem pelas multas que lhes forem impostas nos regulamentos administrativos" Isto tudo mais de trinta anos antes da existência das primeiras legislações ambientais. além da responsabilidade criminal. A concepção do Código de Águas (só alterada cinqüenta e quatro anos depois. dos Estados. sem a existência de concessão administrativa. 110 determina que "os trabalhos para a salubridade das águas serão executados à custa dos infratores. do que como um bem natural de utilidades múltiplas. com a Constituição Federal de 1988). O art. Prevê a cobrança do uso dos recursos hídricos públicos e enuncia claramente o princípio poluidor-pagador. 34) e permite "a todos usar de quaisquer águas públicas conformando-se com os regulamentos administrativos" (art.634/34. que será dispensada. Dispõe que "as águas públicas não podem ser derivadas para as aplicações da agricultura. dos Municípios e também o domínio privado sobre (“águas particulares”). O Código de Águas brasileiro é considerado. com prejuízo de terceiros". estabelecia o domínio da União. que segundo o Art. de autorização administrativa. 109 dispõe que "a ninguém é licito conspurcar ou contaminar as águas que não consome. todavia. não se verificando esta. se houver. Diversos princípios seus foram seguidos em legislações de diversos países. É pioneiro em diversas matérias objeto das atuais legislações ambientais. no caso de utilidade pública e. Seu art. 36 estabelece que "o uso comum das águas pode ser gratuito ou retribuído.O marco histórico do início do processo de gerenciamento dos recursos hídricos no Brasil pode ser considerado como sendo a edição do Decreto Federal Nº 24. da indústria e da higiene. ao longo desse período. o Código assegura "o uso gratuito de qualquer corrente ou nascente de água. O § 2º de seu art. seriam “as nascentes e todas as águas situadas em terrenos que também o sejam. conforme as leis e regulamentar da circunscrição administrativa a que pertencerem". uma das mais completas leis de águas produzidas. quando as mesmas não estiverem classificadas entre as águas comuns de todos. internacionalmente. 36). para as primeiras necessidades de vida" (art. que.

terá "em qualquer hipótese para o abastecimento de populações" (art. 44) Determina que. propriamente dito. Acarretou a implementação do Código de Águas sob a ótica da energia hidrelétrica. Essa assimetria favoreceu a hipertrofia do setor de energia elétrica. Os dispositivos que não dissessem respeito a essa indústria. 48). O Código de Águas dá ao aproveitamento dos potenciais de energia elétrica e à regulamentação dos serviços de energia elétrica um tratamento mais aprofundado. como a autorização. apesar de diversos dispositivos seus não haverem sido regulamentados. atualização e complementação" do atual. Estabelece que "em regulamento administrativo se disporá sobre as condições de derivação. de modo a se conciliarem quanto possível os usos a que as águas se prestam" (art. quando o uso depender de derivação. não foram regulamentados e deixaram de ser aplicados. 51 "caput" combinado com a alínea a). Aos quase setenta anos. salvo nos casos em que as leis ou regulamentos a dispensem" (art. Somente em 1986 o Poder Executivo encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei regulamentando as águas subterrâneas. de Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara dos Deputados destinada a examinar a utilização de recursos hídricos no Brasil. ou pudessem prejudicar seus interesses. o Código de Águas permanece válido. ou conforme os serviços públicos a que se destine a mesma derivação. Indústria e Comércio. pelos Estados ou pelos Municípios. Em 1920. transformada no Serviço de Águas do Departamento Nacional da Produção Mineral. mas a "revisão. no Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil. Não se faz necessário um novo código. deve ser feita sem prejuízo da navegação. desproporcional ao que concede à gestão dos recursos hídricos. Em 1934. sucessor do Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil. como muitos argumentam. e o dos serviços de energia elétrica. acabando a vinculação legal entre recursos hídricos e energia elétrica. conforme o seu domínio sobre as águas a que se referir. em outubro de 1984. o de águas. em geral. a gestão da água à dos serviços de energia elétrica. desde cedo. 36) e que "a concessão. salvo" nos casos que prevê (art. foi criada a Comissão de Estudos de Forças Hidráulicas. o Código de Águas estabeleceu que: "as concessões ou autorizações para derivação que não se destinem à produção de energia hidrelétrica serão outorgadas pela União. posteriormente. gerando problemas muito graves. A regulamentação administrativa da gestão de recursos hídricos iniciou-se pela geração de energia hidrelétrica e vinculou. de acordo com os dispositivos desse Código e as leis especiais 34 . conforme conclusão.pública. do então Ministério da Agricultura. É preciso dividi-lo em dois códigos.

o Serviço de Águas.sobre os mesmos serviços" (art. acumulou as funções de gestão de recursos hídricos. a transformação e distribuição de energia elétrica. foram construídas visando exclusivamente à produção de energia. d) exercer todas as atribuições que lhe foram conferidas por este Código e seu regulamento" (art. g) do escoamento e rejeição das águas. e de gestão dos serviços de energia elétrica. 62).DNAEE. 63). c) fiscalizar a produção. a transmissão. Desde seus primórdios. em detrimento das funções de regulação dos recursos hídricos. em prejuízo dos outros setores usuários e da gestão integrada dos recursos hídricos. b) da salubridade públicas. "as concessões ou autorizações para derivação que se destine à produção de energia elétrica serão outorgadas pela União. apesar de o Código de Águas dispor. e "o Serviço de Águas do Departamento Nacional da Produção Mineral. As hidrelétricas. que “em todos os aproveitamentos de energia hidráulica serão satisfeitas exigências cauteladoras dos interesses gerais”: a) da alimentação e das necessidades das populações ribeirinhas. transmissão. d) da irrigação." (art. do Ministério da Agricultura. posteriormente Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica . Essa realidade acarretou uma subordinação da gestão da água aos interesses dos serviços de energia elétrica. e) da proteção contra as inundações. 143. em seu art. é o órgão competente do Governo Federal para: a) proceder ao estudo e avaliação da energia hidráulica do território nacional. em sua grande maioria. 35 . b) examinar e instruir técnica e administrativamente os pedidos de concessão ou autorização para a utilização da energia hidráulica e para a produção. transformação e distribuição da energia elétrica. f) da conservação e livre circulação dos peixes. no âmbito federal. Sua estruturação e suas atividades priorizam o cumprimento das funções reguladoras dos serviços de energia elétrica. c) da navegação. 144). do Ministério de Minas e Energia.

o desenvolvimento de ações em situações críticas. que se caracteriza por investimentos de vulto.financeira. esses setores estavam contaminados por uma visão assistencialista de seu negócio.662. em relação ao saneamento. como se fosse possível seccioná-los do todo. em 1976. Saneamento. A Lei n0 6. de 1991. que objetivou atingir melhores condições sanitárias nas bacias dos rios Tietê e Cubatão. Quando finalmente se estruturam em bases organizacionais adequadas. Outros setores usuários de recursos hídricos aguardaram que a regulamentação do Código de Águas se completasse e tardaram a se organizar em bases gerências adequadas. Legislações correlatas passaram a ocupar-se de recursos hídricos.A regulamentação dada ao Código de Águas privilegiou os serviços de energia elétrica. adequação de obras de saneamento. Algo semelhante propunha. Os bons resultados do Acordo MME/CESP. navegação foram geridos por agências governamentais que priorizavam a componente social e serviços prestados e descuidavam-se de sua viabilidade econômico . que "dispõe sobre a Política Nacional de Irrigação e dá outras providências" regulamenta os aspectos da gestão de recursos hídricos da irrigação. com longo prazo de retorno. o Projeto de Lei n0 53. controle de inundações. impedindo uma boa gestão. integralmente vetado por Sua Excelência o Presidente da República. abastecimento de água e tratamento e disposição de esgotos. motivou os Ministérios de Minas e Energia e do Interior para a criação do Comitê Especial de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas – CEEIBH. A qualidade da água é objeto da legislação ambiental e regulamentada por intermédio de resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA. na sua primeira fase. favorecendo seu desenvolvimento em nosso país e o aproveitamento de nosso abundante potencial de energia hidráulica. de 25 de junho de 1979. O estabelecimento de regras claras para os serviços de eletricidade possibilitou sua organização em bases empresariais. em 1978. após sua aprovação pelo Congresso Nacional. irrigação e. com gestão e suporte financeiro adequados a essa atividade. Um marco importante de integração intergovernamental e interinstitucional para o gerenciamento de recursos hídricos no Brasil é a celebração do Acordo do Ministério das Minas e Energia e Governo do Estado de São Paulo. com os objetivos principais de classificação dos 36 . até mesmo.

em grande parte. vinculados ao CEEIBH. Resolvido este problema. do Acordo MME/CESP. que instituiu o Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul-CEIVAP. 37 . de fato com o Decreto nº 1. com a criação dos comitês paulistas da bacia. foi objeto de rejeição a partir da eleição direta do Governador do Estado. isto é. A partir de 1983. O Comitê do rio São Francisco-CEEIVASF. mas a sua extinção somente ocorreu. A razão básica desse declínio e posterior extinção foram de natureza política: criado em período de centralização e autoritarismo. por lei. elaborando estudos e diagnósticos que serviram de base para os trabalhos dos comitês. rejeição essa que aumentou a partir da criação do comitê paulista. Pode-se dizer que a razão foi a mesma do Comitê do Alto Tietê.842. o Comitê do Alto Tietê entrou em declínio. em 1994. Outro caso que pode ser citado é o do Comitê do Paranapanema. O apoio do DNAEE no processo. O comitê da Bacia do Rio Paraíba do Sul. tendo em vista as desapropriações de terras inundadas pelas usinas construídas por essa empresa. contribuiu para a sua continuidade a atuação de sua presidência no sentido de descentralizar o comitê.cursos de água da União e o estudo integrado e o acompanhamento da utilização racional dos recursos hídricos. em 1983. falta de representatividade política dos participantes. que se acentuou a partir da criação do Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo. do apoio que receberam de entidades estaduais que suportaram a presidência e a secretaria executiva. foi a razão do importante impulso que receberam na sua fase inicial. A criação do comitê paulista do rio Paraíba do Sul. Em diversas bacias hidrográficas de rios com águas de domínio da União foram criados Comitês Executivos. O bom funcionamento dos comitês dependeu. criando subcomitês e articulando-se com os municípios. teve o apoio da SABESP inicialmente à presidência e depois a sua secretaria executiva ao longo de quase 20 anos. por exemplo. sustentado pela CESP como estratégia da empresa para conciliar os conflitos entre essa empresa e o estado do Paraná. visto como democrático e participativo. o comitê começou a declinar e foi extinto de fato. de 22 de março de 1996. Além desse suporte. entre 1996 e 1998. em 1991. foi inicialmente suportado pela CODEVASF e posteriormente pela CHESF. colocou em questão a existência do CEIVAP no modelo centralizador com que foi constituído em 1978. por razões políticas.

Quanto à competência administrativa. 20 e " os potenciais de energia hidráulica constituem propriedade distinta da do solo. Estava estabelecida a primeira base política da mudança. que estabelece os Princípios Gerais da Atividade Econômica. Com relação ao aproveitamento de recursos hídricos. art. Incluem-se entre os bens dos Estados as águas superficiais ou subterrâneas. 21.”." art 22. diretamente ou mediante autorização concessão ou permissão o aproveitamento energético dos cursos de água.. art.. neste caso. e no Capítulo I do Título VII.. e pertencem a União. A Constituição de 1988 muda radicalmente essa concepção política. ressalvadas. 26. Um único preceito refere-se á competência legislativa: "compete privativamente á União legislar sobre. Preceitua que: "são bens da União os lagos. sirvam de limites com outros países. art. 176.. determinando o fim da existência das águas particulares. no interesse nacional. Nossa última Constituição estendeu o domínio público a todas as águas. ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham.. bem como os terrenos marginais e as praias fluviais". Dispõem sobre o domínio das águas. na forma da lei. por brasileiros ou empresa brasileira de capital nacional na forma da lei. O domínio municipal já havia sido retirado pela Constituição de 1967.art. respectivamente. para efeito de exploração ou aproveitamento. as decorrentes de obras da União. e “. 176. ou que banhem mais de um estado. art. Estatui que: "compete à União explorar. o aproveitamento dos potenciais somente poderão ser efetuados mediante autorização ou concessão da União.. encerrando um processo iniciado com a promulgação do Código de Águas.art. fluentes. rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio. dispõem que: "compete à União instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu 38 . emergentes e em depósito. em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos". 20 CF. Estão nos Capítulos II e III do Título III. seu aproveitamento e as competências legislativa e administrativa das três esferas do Poder Público. que estabelecerá as condições específicas quando essas atividades se desenvolverem em faixa de fronteira ou terras indígenas". "são bens da União os potenciais de energia hidráulica".A Constituição de 1988 contém vários dispositivos sobre recursos hídricos de água doce. CF. suas disposições limitam-se aos potenciais de energia hidráulica. que versam sobre a União e sobre os Estados Federados. nessa matéria.

de autoria do Deputado Koyo Iha. Belo Horizonte. de 5 de junho de 1986. nos anos de 1984 a 1986.CNPq e pelo Comitê Especial de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas. a necessidade de formulação de uma política nacional de recursos hídricos e de alteração da modalidade vigente de seu gerenciamento sensibilizou vários segmentos da nossa sociedade. que contou com representantes das Unidades da Federação. do Distrito Federal e dos Municípios registrar acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos em seus territórios”. 21. a Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara dos Deputados que. Alemanha e Inglaterra. de 1989. pela Constituição Federal de 1988. 39 . A Necessidade de Articulação com a União e Estados Vizinhos. pelo Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica -DNAEE. em 30 de novembro de 1989. e.. em março de 1983. por fim. pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico .ABRH. "é competência comum da União. diretamente ou mediante autorização. promovido. a Associação Brasileira de Águas Subterrâneas . de 18 de julho de 1990. do Ministro das Minas e Energia. o Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo. em São Paulo.uso”.. aprovada pela Assembléia Geral Ordinária da Associação Brasileira de Recursos Hídricos ABRH. em maio de 1990. em articulação com os estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos" art. dos Estados.ABAS. 21.400. a Carta de Foz do lguaçu sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos. Nos últimos 20 anos. promovido. em Brasília. evento que contou com a presença de especialistas da França. o Seminário sobre Gerenciamento de Recursos Hídricos. de setembro de 1983 a outubro de 1984. a Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem ABID e a Associação Brasileira de Recursos Hídricos . a atribuição de competência à União para instituição do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. art. realizados em São Paulo. concessão ou permissão. pelo Instituto de Engenharia de São Paulo. os Encontros Nacionais de Órgãos Gestores de Recursos Hídricos. Porto Velho. cujos resultados subsidiaram a elaboração do Projeto de Lei. Salvador. a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental ABES. Brasília e Porto Alegre. examinou a "utilização de recursos hídricos no Brasil". a apresentação do Projeto de Lei n0 1. o Grupo de Trabalho criado pelo Decreto n099.895. o Grupo de Trabalho Interministerial criado pela Portaria no 661. Marcos significativos desse processo foram o Seminário Internacional sobre a Gestão de Recursos Hídricos. Diversas iniciativas visando a estudar e debater a questão e a encaminhar seu equacionamento foram realizadas. pela então Secretaria Especial do Meio Ambiente -SEMA. 23 e compete à União explorar. art.. o aproveitamento energético dos cursos de água.

em nível nacional. "a colaboração de órgãos ou entidades da administração federal. da Economia.SERLA.IBAMA. Antes de encerrar suas atividades. no que se refere ao uso. dentre eles as Secretarias Nacionais de Vigilância Sanitária. o Conselho de Recursos Hídricos do Estado do Rio Grande do Sul e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de Goiás AEE/GO. do Meio Ambiente. da Agricultura e Reforma Agrária. a Secretaria de Infra -Estrutura e Desenvolvimento Urbano do Estado de Pernambuco. da Infra Estrutura e da Ação Social e das Secretarias da Ciência e Tecnologia.ABRH. a Secretaria de Reforma Agrária e Recursos Hídricos do Estado da Bahia. quando necessário. das Relações Exteriores.FIBRA.CNI e a Federação das Indústrias de Brasília . A composição desse Grupo.SUREHMA. Seus membros foram representantes dos Ministérios da Marinha. a Associação Brasileira de Recursos Hídricos .DNTA. que deveria solicitar. Entidades da comunidade técnica e científica e da sociedade civil colaboraram de forma marcante e fundamental. No início de seus trabalhos. a fim de colher subsídios. Sua coordenação foi atribuída a esta Secretaria. destacando-se a Associação das Empresas Estaduais de Saneamento Básico . o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis . em seu nome e no de suas empresas controladas e ligadas. o Instituto de Engenharia de São Paulo. e um bom indicativo das abrangências multisetorial da questão dos recursos hídricos e da complexidade de seu equacionamento. das Unidades da Federação e da sociedade para a realização dos trabalhos". a Superintendência dos Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Estado do Paraná . principalmente na fase inicial dos trabalhos. de Irrigação e de Saneamento. do Desenvolvimento Regional e de Assuntos Estratégicos da Presidência da República .AESBE.SAE. o Departamento Nacional de Transportes Aquaviários . No desenrolar de suas atividades.Esse Grupo de Trabalho foi criado para: “(a) estudar o gerenciamento e a administração dos recursos hídricos. da Saúde. a Confederação Nacional da Indústria . o Grupo promoveu um Seminário Técnico na Presidência da República. proteção e controle de água e b) propor medidas visando ao estabelecimento da Política Nacional de Recursos Hídricos e à instituição do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos". a Centrais Elétricas Brasileiras -ELETROBRAS. conservação. a Secretaria de Recursos Hídricos do Estado do Ceará. com representação da maioria dos órgãos do primeiro escalão da administração federal. a Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas do Estado do Rio de Janeiro . o Grupo submeteu o resultado de seu trabalho à crítica de três 40 . Fazenda e Planejamento. diversos órgãos da administração federal e dos Estados apresentaram contribuições.

o Poder Executivo estaria habilitado a produzir um projeto de lei sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos e o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos que espelhasse o consenso possível entre os segmentos interessados da sociedade brasileira. o espaço jurídico-institucional para que os Estados brasileiros concebessem sistemas estaduais de gerenciamento das águas de seu domínio. Na esteira dessas concepções que se consolidavam. de renome internacional. assunto em que não havia sido possível um consenso entre seus integrantes. transporte fluvial e lacustre. criando o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos instituindo o Plano Nacional de Recursos Hídricos e orientando a implementação do Sistema e a elaboração do Plano. O objetivo prioritário era a integração dos programas e atividades governamentais nas áreas de abastecimento público. Estava aberto também. por exemplo. O Grupo teve o cuidado de recuperar o extenso conhecimento disponível sobre gestão de recursos hídricos. Ora.consultores nacionais. b) consolidação do entendimento do Grupo sobre a estrutura do Sistema de Gerenciamento. instituía um Sistema Estadual de Recursos Hídricos. ou seja. Já nas Constituições estaduais de 1989. irrigação e drenagem. pesca. em alguns estados aparecem artigos específicos sobre o tema. com alternativas para vincularão de sua Secretaria Executiva. o Estado do Rio Grande do Sul. O Grupo produziu dois importantes documentos: a) uma minuta de projeto de lei disposto sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos. controle de cheias. órgão das Nações Unidas. criando o Conselho de Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul e definindo os objetivos do Sistema. o que realmente aconteceu. tinha como foco a gerenciamento dos usos. e de um consultor da Comissão Econômica para a América Latina . conseguiu formar uma ampla visão do pensamento nacional sobre o assunto Com base no resultado de seus trabalhos. já em maio de 1981.CEPAL. aproveitamento hidrelétrico e meio ambiente. este tipo de objetivo também estava relacionado com as concepções e propostas 41 . Apesar de integrado apenas por representante da esfera federal do Poder Público.

por outro. permitir a participação de atores mais permanentes. Enquanto isso no campo político. seu Departamento de Águas e Energia Elétrica .ABRH. ou seja.de planejamento integrado da ação pública. o planejamento deixava de ser setorial e centralizador. Muito embora a pertinência da introdução dos procedimentos de articulação da ação das políticas públicas no País.DAEE/SP e sua Fundação do Desenvolvimento Administrativo -FNNDAP) e em conjunto com a Associação Brasileira de Recursos Hídricos . políticas públicas cuja garantia de aplicabilidade e sucesso dependem diretamente da participação cotidiana do cidadão. Enfim. muitas delas do seu interesse imediato ou. e deixava de considerar o gerenciamento da oferta de água. a Comissão de Defesa do Consumidor. Em abril de 1992. que versa sobre o assunto. especialmente do que se convencionou chamar desenvolvimento ambientalmente sustentável.895. de maneira a garantir a ação do Sistema de Gerenciamento como um instrumento real de gestão da oferta da água. através da garantia da sua disponibilidade para todos que dela necessitam. a democracia representativa começava a demonstrar sua incapacidade de garantir a participação real do cidadão no processo decisório da construção e da implementação de políticas públicas. dois paradigmas. envolver os diferentes usuários da água no processo e. 42 . o Seminário Técnico sobre o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. tão em moda na década de 80. alterou. O desenvolvimento sustentável. em conjunto com o governo do Estado de São Paulo (por intermédio da Secretaria da Administração e Modernização do Serviço Público. de 1989. como na maioria dos casos. promoveu. Era preciso por um lado. infra-estrutura fundamental do desenvolvimento social e econômico. mas permanecia tecnocrático. Aí estava a segunda base política da mudança. Meio Ambiente e Minorias desta Casa. o do desenvolvimento a qualquer preço e o da preservação ambiental apenas como discurso reativo ao crescimento econômico predador. de autoria do Deputado Koyulha. para debate do Projeto e do Projeto de Lei n0 1. esse tipo de ação padecia da falta de continuidade administrativa originada no hábito bem brasileiro de destruir o que foi realizado a cada novo governo. a democratização do acesso à água. uma proposta político/conceitual moderna de desenvolvimento social e econômico. surgido ainda no final da década de 80. ao mesmo tempo. em São Paulo.

CEEIVAP. Rio Grande do Norte. e Secretaria de Estado para Assuntos do Meio Ambiente .ABEMA. Comitê Executivo de Estudos Integrados da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul . Por intermédio do Coordenador de Recursos Hídricos da Secretaria de Recursos Hídricos. Pernambuco. ciência e tecnologia e agricultura. Magoas e Sergipe. da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas . Encaminharam propostas de emenda ao Projeto as entidades mencionadas a seguir. Comercial do Rio de Janeiro. por ocasião do 1 Encontro Nacional de Consórcios Intermunicipais. Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro . apesar de não ter sido o objeto principal do evento. Sergipe e Bahia. Ceará.ABES e da Associação Brasileira das Entidades de Meio Ambiente . integrada pelas Assembléias Legislativas dos Estados de Minas Gerais. Comissão Interparlamentar para o Desenvolvimento Sustentado da Bacia do Rio São Francisco CIPE . seu Departamento de Águas e Energia Elétrica -DAEE/SP e sua Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental .PNUD. aos órgãos estaduais de recursos hídricos e de meio ambiente às Prefeituras Municipais. do Estado do Espírito Santo.SEAMA. Pernambuco. promovido pelo Ministério das Relações Exteriores.CIRJ.ABAS. foi encaminhado um documento critico do Projeto elaborado por autoridades e técnicos em recursos hídricos dos Estados do Maranhão.Em dezembro de 1992. em São Paulo. pelo Instituto Latino.Americano . Piauí. o Projeto foi objeto de um dia de debates. às universidades filiadas ao Conselho de 43 . da Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem . Numerosas circulares encaminhando cópia do Projeto e solicitando sugestões. com a colaboração do Governo do Estado de São Paulo (por intermédio de sua Secretaria de Energia e Saneamento. da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental . que pudessem auxiliar na elaboração do parecer.ILAM e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento .ABIQUIM.FIRJAN e Centro Industrial do Rio de Janeiro . o Projeto foi novamente debatido no Seminário Qualidade e Gestão da Água . comentários e outros subsídios. evento promovido pelo Consórcio Intermunicipal para Recuperação Ambiental das Bacias dos Rios Santa Maria da Vitória e Jucu (ES) e pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba e Capivari (SP).São Francisco. Bahia.ABRH. na ordem cronológicas em que as recebemos: Associação Brasileira da Indústria Química e de Produtos Derivados .CETESB) e com o apoio da Associação Brasileira de Recursos Hídricos .ABID. Em janeiro de 1993. sua Secretaria do Meio Ambiente. Saneamento e Habitação do Estado da Bahia. em Vitória. às Secretarias de Estado de meio ambiente.Busca de um Modelo Integrado para a Cooperação Internacional.

que dispõe sobre a organização da Presidência da República. às instituições e associações científicas. com competência "para planejamento. em matéria de recursos hídricos. 1. dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal. O início dos trabalhos visando a montagem de uma base institucional em recursos hídricos ocorreu com a Medida Provisória n0 813. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. conservação e uso racional dos recursos naturais renováveis". Merecem destaque: A Carta do Rio de Janeiro sobre Recursos Hídricos e Meio Ambiente. à época: 44 . que altera a MP 813. a promulgação da Lei Estadual de São Paulo n0 7. a promulgação da lei cearense sobre recursos hídricos e as iniciativas legislativas dos Estados da Bahia. A Medida Provisória n0 1549-31. e "preservação. Assim. de 30 de dezembro de 1991. aos sócios da Associação Brasileira de Recursos Hídricos e a. a reforma da administração federal que lançou as bases necessárias para uma gestão integrada de recursos hídricos possibilitou a transformação do Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal em Ministério do Meio Ambiente. Nesse período. em 14 de novembro de 1991. alterando o nome do Ministério e dando ênfase e destaque às questões relativas aos recursos hídricos.663. aprovada pela Assembléia Geral Ordinária da Associação Brasileira de Recursos Hídricos .ABRH. ao "aproveitamento da energia hidráulica". supervisão e controle das ações relativas ao meio ambiente e aos recursos hídricos". resultado de intenso debate na sociedade paulista. insere a Secretaria dos Recursos Hídricos no âmbito do Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal. às associações de profissionais ligados a recursos hídricos.Reitores das Universidades Brasileiras. Minas Gerais. dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal. Foi um ato inaugural do Governo Fernando Henrique Cardoso. de 13 de junho de 1997. aproximadamente. Igualmente importante foi a restrição das competências do Ministério de Minas e Energia. o debate e as iniciativas brasileiras a respeito dos recursos hídricos não se limitaram à apreciação do Projeto. estabelecendo "normas de orientação à Política Estadual de Recursos Hídricos bem como ao Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos". coordenação.700 organizações não-governamentais. foi o primeiro e fundamental passo nessa direção. de 1 de janeiro de 1995. prevê as seguintes competências designadas ao MMA. transformado em Ministério do Meio Ambiente.

Conselho Nacional do Meio Ambiente. . c) Preservação. integram a estrutura básica do Ministério do Meio Ambiente. .Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. . . conservação e uso racional dos recursos naturais renováveis. dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal: . b) Formulação e execução da política nacional do meio ambiente e dos recursos hídricos. . .Comitê do Fundo Nacional do Meio Ambiente. d) Implementação de acordos internacionais na área ambiental. coordenação. supervisão e controle das ações relativas ao meio ambiente e aos recursos hídricos. . .Ministério do Meio Ambiente. e) Política integrada para a Amazônia Legal.Secretaria de Coordenação dos Assuntos de Desenvolvimento Integrado. 45 .Conselho Nacional dos Recursos Naturais Renováveis.Conselho Nacional de Recursos Hídricos.Secretaria de Coordenação dos Assuntos do Meio Ambiente.Secretaria de Coordenação dos Assuntos da Amazônia Legal.XIII . . De conformidade com a MP 1549-31/97.Secretaria de Recursos Hídricos. dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal: a) Planejamento.Conselho Nacional da Amazônia Legal.

A medida provisória n0 1794-8. São os resultados de pressão exercida junto às autoridades municipais pelas respectivas comunidades. omissão essa que acarretou profunda degradação das águas da respectiva bacia. Ceará e Pernambuco criaram empresas de recursos hídricos. os DAEE. de 31 de dezembro de 1998. cabe mencionar. e da bacia dos rios Santa Maria da Vitória e Jucu. d) Políticas para integração do meio ambiente e produção. no Espírito Santo. surgiram recentemente consórcios e associações intermunicipais. No nível estadual. Alguns estados antecederam o Governo Federal no processo de integração e coordenação da gestão de recursos hídricos. voltados para a gestão integrada dos recursos hídricos da bacia. conservação e utilização sustentável de ecossistemas. mecanismos e instrumentos econômicos e sociais para a melhoria de qualidade ambiental e do uso sustentável dos recursos naturais. b) Política de preservação. os da bacia dos rios Piracicaba e Capivari. constituindo áreas de competência deste Ministério os seguintes assuntos: a) Política Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos. dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal para Ministério do Meio Ambiente. Essa realidade decorre de nossa legislação atribuir exclusivamente à União competência para regulamentar os serviços de energia elétrica. c) Proposição de estratégicas. no Estado de São Paulo. Dentre os consórcios existentes. altera o nome do Ministério do Meio Ambiente. O Paraná colocou sob um mesmo órgão a gestão ambiental e a da água. No nível local da bacia hidrográfica. e) Políticas e programas Integrados para a Amazônia Legal. apesar de diversos estados haverem copiado a organização federal e criado seus Departamentos de Águas e Energia Elétrica. a vinculação da gestão da água aos interesses dos serviços de energia elétrica foi menos intensa do que no federal. cansadas de omissões das autoridades federal e estaduais. distintas da de saneamento e da de distribuição de eletricidade. 46 . por sua atuação e pioneirismo. biodiversidade e florestas.

Ao longo da tramitação do Projeto de Lei. o comitê prevê a participação de 50% de seus componentes para entidades da sociedade civil e usuários de recursos hídricos e decisão por dois terços da totalidade das representações estaduais. previstos em suas Constituições. criando o Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul. qual sejam: São Paulo. O Estado da Bahia promulgou uma lei sobre recursos hídricos que estabelece uma política. Com tal composição e regra de funcionamento. Legislações similares foram estabelecidas pelos Estados do Ceará e Santa Catarina. As dos Estados do Amapá. Espírito Santo. Além disso. Minas Gerais. Rio Grande do Sul. cabendo aos representantes da União o papel fundamental de articulação e negociação. mas não cria sistema de gestão.842. O desempenho desse papel à União marcou uma mudança importante em direção à descentralização de todo o processo decisório. permitiram a edição do Decreto Federal 1.A velocidade das mudanças no campo social e político já não garantem que o voto exercido a cada eleição como expressão máxima do exercício da cidadania seja suficiente. São Paulo. São Paulo. Amazonas. de 22/03/96. Mato Grosso do Sul e a do Distrito Federal prevêem a criação de sistemas estaduais de gerenciamento de recursos hídricos. Roraima. sob um modelo diverso daqueles que existiam até então. Apesar de a Constituição Federal de 1988 atribuir privativamente à União competência para legislar sobre águas. As Constituições do Acre. 47 . o comitê passou a deliberar por consenso entre os estados. embora suas Constituições não disponham sobre a matéria. As da Bahia e Sergipe. As de Pernambuco. Está colocada a terceira base política da mudança. São Paulo. Bahia. Então. Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul contêm dispositivos sobre a cobrança do uso do recurso e a do Rio Grande do Sul sobre critérios de outorga. Goiás. Mato Grosso. Goiás. Sergipe. é preciso criar outras instâncias de participação onde o cidadão possa ser recolocado no processo decisório de maneira mais amiúde. Paraná. foram promulgadas pelos Estados de Minas Gerais. Rio de Janeiro e Minas Gerais. O comitê passa a ser composto por três representantes federais e 12 representantes de cada um dos Estados que compõem a bacia hidrográfica. Rio Grande do Sul e pelo Distrito Federal. negociações entre estados e governo federal. Alagoas. Sergipe. Maranhão e Santa Catarina são as que menos se estendem sobre a matéria. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul determinam a elaboração do Plano Estadual de Recursos Hídricos. Rondônia. São Paulo. Legislações ordinárias instituindo a Política Estadual de Recursos Hídricos e criando o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos. várias constituições estaduais apresentam dispositivos sobre recursos hídricos.

Tratamos aqui os principais marcos históricos que culminaram com a edição da lei 9.Este Capítulo proclamou os antecedentes e a evolução das questões hídricas no Brasil. a configuração final para o setor. alcançando.433/97 e no arranjo institucional federal. 48 . O Capítulo 3 mostrará a situação atual dos estados brasileiros com relação às políticas estaduais de recursos hídricos. no que diz respeito aos recursos hídricos.

24. 2002).643. QUADRO ATUAL A lei nº 9. Revogou-se o art. envolvendo todos os interessados nos problemas da água.da água como um bem limitado. que passa. por vezes escasso. XIX da Constituição que atribui à União instituir o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso. 3 . passível. criando um novo paradigma ao apontar na direção de uma gestão participativa. As principais inovações estabelecidas pela Lei são os princípios: 1 . de 08 de janeiro de 1997 institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos dando execução ao disposto no art.caput). conseqüentemente. 2 . impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações (Art. 223. de 10 de julho de 1934 (Código de Águas). no entanto.8 do Dec. de apropriação individual – passa a ser considerada res communis. além de induzir a quebra da hegemonia setorialista (em termos de setor usuário) sobre o geral e sobre os usos múltiplos da água (Calasans.433. um patrimônio comum. na 4 a própria Constituição Federal reconhece que o meio ambiente é um bem de uso comum do povo.da gestão descentralizada. que era tida res nullius – coisa sem dono. portanto. que previa a possibilidade de apropriação particular de determinada categoria de recursos hídricos (as nascentes e todas as águas situadas em terrenos particulares. a ser dotado de valor econômico. A água.3. Inova. as águas públicas ou as águas comuns). todos têm responsabilidade sobre sua preservação4. desde que não estivessem classificadas entre as águas comuns de todos. Surge então o conceito de res communis: o bem ambiental pertence a todos. 4 .da água como bem de domínio público. 49 . O conceito de res communis implica. A Lei das Águas culminou num longo processo de avaliação das experiências de gestão de recursos hídricos e de formulação de propostas para a melhoria dessa gestão em nosso País.a gestão que sempre proporcione o uso múltiplo do recurso.

o que facilita a sua conservação e preservação. Tratando-se. portanto. já formalmente reconhecido em âmbito internacional. desse modo. dans le respect des équilibres naturels. se e na medida em que os objetivos da ação encarada não possam ser suficientemente realizados pelos Estados –Membros. algum deles já conhecidos e empregados em outros países – a outorga de direito de uso e a cobrança pelo uso da água e outros ainda pouco Artigo L210-1: L’eau fait partie du patrimoine commun de la nation. L210-1 do Código Francês de Meio Ambiente dispõe que esta faz parte do patrimônio comum da nação5. assegurando que esta se faça preservando o interesse público.necessidade de uma regulamentação do recurso: é necessário prever uma organização para que todos possam. no Tratado de Roma. sa mise en valeur et le développment de la ressource utilisable. Com relação à previsão de uma gestão que sempre proporcione o uso múltiplo do recurso. de um recurso escasso. 6 De acordo com o Artigo 5º (ex-artigo 3º -B) do Tratado de Roma: A comunidade atuará nos limites das atribuições que lhe são conferidas e dos objetivos que lhe são cometidos pelos do presente Tratado. de 07 de fevereiro de 1992. desde a sua inserção. A regulação abrange tanto o aspecto quantitativo quanto qualitativo do recurso.mas que sua gestão deve assegurar o conjunto desses usos em um mesmo corpo d’água. 5 50 . devido à dimensão ou aos efeitos da ação prevista. e concretiza-se por meio da implementação de instrumentos específicos. tanto sua utilização quanto degradação podem ser mensuradas de um ponto de vista econômico. cabe lembrar que o art. em tendência nacional e mundial de reformulação do papel do Estado na gestão de bens e serviços públicos. dele. incumbe ao Poder Público regular a sua utilização. pela União Européia. Sa protection. cabe ressaltar que isto significa que a água não deve ser destinada a um único fim – como a diluição de efluentes/esgotos. usufruir. Trata-se da implementação do princípio da subsidiariedade. Nos domínios que não sejam das suas atribuições exclusivas. Com relação à água. este passa a ser dotado de valor econômico: a partir daí. A ação da Comunidade não deve exceder o necessário para atingir os objetivos do presente Tratado. a Comunidade intervém apenas. da necessidade de sua preservação. de 25 de março de 19576. A nova Lei inscreve-se. pelo tratado de Maastricht. a geração de energia elétrica ou o consumo humano . ser melhor alcançados ao nível comunitário. L’usage de l’eau appartient à tous dans le cadre des lois et règlements ainsi que des droits antérieurement établis. a Lei forma a base legal para uma radical descentralização da gestão: da sede do poder público para a esfera local da bacia hidrográfica. Para que se tenha consciência do valor do recurso. e possam pois. de acordo com o princípio da subsidiariedade. sont d’intérêt général. Para que atinja esses objetivos.

Faz parte desta ação de regulação a instalação de capacidade institucional para o funcionamento do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. arbitrar administrativamente os conflitos ligados ao uso da água. significa exercer um controle sobre a disponibilidade (quantidade) e a qualidade dos recursos hídricos. promover as condições para assegurar o reconhecimento da água como bem econômico e dar ao usuário uma indicação de seu real valor. ocupação e conservação do solo e do meio ambiente com as políticas federal e estaduais de recursos hídricos. a outorga dos direitos de uso de recursos hídricos. stricto sensu.433/97. incentivar a racionalização do uso da água. por meio dos Planos de Recursos Hídricos. deve cumprir os seguintes objetivos: coordenar a gestão integrada das águas. I) e em quantidade suficiente. a cobrança pelo uso da água e o sistema de informações sobre Recursos Hídricos. art. normas legais e infralegais que assegurem a regulação strictu sensu.433. Numa acepção mais ampla. implementar a Política Nacional de Recursos Hídricos.conhecidos e empregados a outorga para lançamento de cargas residuais. a preservação e a recuperação dos recursos hídricos. regular e controlar o uso. promovendo a integração das políticas locais de saneamento. segundo os usos preponderantes da água. 2º. latu sensu. regular. em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos (Lei 9. Deste modo. estabelecido pela Lei 9. regular significa também normatizar. planejar. elaborar regras. de uso. obter recursos financeiros para o financiamento dos programas e intervenções contemplados nos 51 . significa assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água. isto é. inc. Em se tratando de regular os usos da água: a expressão regular. com a finalidade de manutenção do enquadramento dos rios. em sentido estrito. e o mercado de títulos negociáveis. O Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. enquadramento dos corpos de água em classes.

1). Figura 3. O Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos apresenta um arranjo institucional que contém: I.433/97. os Comitês de Bacia Hidrográfica.433 serão alcançados com a cobrança pelo uso da água. Fonte: Tese Doutorado – Olhares sobre a política de recursos hídricos no Brasil: O caso da bacia do rio São Francisco. o Conselho Nacional de Recursos Hídricos. II.Arranjo institucional da lei nº 9. III.planos de recursos hídricos. IV. os Conselhos de Recursos Hídricos dos Estados e do Distrito Federal. os órgãos dos poderes públicos federal. Outra característica importante do sistema é a importância dada à participação pública. que segundo a Lei 9. as Agências de Água (bacia) (Figura 3. Garantiu-se a participação de usuários e da sociedade civil em todos os plenários por ele constituídos. desde o Conselho Nacional de Recursos Hídricos até os Comitês de Bacia 52 . e V. Demetrios Christofidis. 2001. em conjunto com as organizações civis. cujas atividades se relacionem com a gestão de recursos hídricos. estaduais e municipais.1.

Gustavo Krause. IV. Nesse sentido. já que requer receptividade ao processo de constituição de parcerias. III. sistema de Informações sobre Recursos Hídricos. como forma de legitimar a decisão e é também garantir sua implementação. a outorga de direitos de uso dos recursos hídricos. V. a cobrança pelo uso dos recursos hídricos. referia-se ao arranjo institucional do Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos. que carecia de um órgão com a atribuição executiva de implantar a Política Nacional de Recursos 53 . II. A Lei 9. os Planos de Recursos Hídricos. Há que se assinalar que os estados têm avançado na criação dos Comitês de Bacias Hidrográficas e muitos deles apresentam Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. quase didático. o que não garante que estejam funcionando e atuando ativamente em prol da melhoria da gestão e do disciplinamento dos recursos hídricos. dos instrumentos que devem ser utilizados para viabilizar a implantação da Política Nacional de Recursos Hídricos: I. A implantação do sistema prosseguiu com a regulamentação do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). para prestar apoio técnico. o enquadramento dos corpos de águas em classes de usos preponderantes. 2. Em novembro desse.433/97. sob a presidência do então Ministro do Meio Ambiente. Dentre as principais inovações introduzidas pela Lei 9.433/97 é importante para a ordenação territorial do país. A Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente exerce a função de Secretaria Executiva do CNRH. principalmente no que se refere à normatização do sistema e ao estabelecimento de critérios gerais para a aplicação dos instrumentos de gestão criados pela Lei n. a principal dificuldade observada nos anos subseqüentes à aprovação da Lei 9. Seus primeiros trabalhos referiram-se à organização do SNGRH. 9.Hidrográfica. que se concretizou através do Decreto Federal no. foi realizada sua primeira Reunião Ordinária.433/97 está o estabelecimento claro.612 de junho de 1998. mesmo ano. administrativo e financeiro ao Conselho. mas implica mudanças importantes dos administradores públicos e dos usuários.433/97.

O poder decisório passa a ser compartilhado nos Comitês de Bacia Hidrográfica e nos Conselhos Nacional ou Estaduais de Recursos Hídricos. Concluiu-se que um sistema. mas mantém com o poder público o poder de outorgar direitos de uso. A lei possibilita a delegação às Agências de Água da cobrança pelo uso da água. ou mesmo para a implementação de sistemas complexos como a cobrança pelo uso da água (Scardua. as quais.(vf). serão criadas por lei específica. Efetiva uma parceria do poder público com a sociedade civil organizada. por terem base territorial diversa da divisão político-administrativa do país. A lei busca assegurar viabilidade ao sistema: viabilidade financeira .(ve).2003). que dispõe sobre a gestão administrativa e a organização institucional do sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos. não poderiam ser exercidas pelos organismos existentes. O Projeto de Lei 1616/99. viabilidade administrativa – (va). ao criar organismos de apoio técnico. O sistema criado potencializa a atuação da estrutura administrativa existente e cria somente os organismos necessários à execução das novas atividades. O poder público abre mão de parcela dos poderes que. As Agências têm como área de atuação uma ou mais bacias hidrográficas e suas competências primordiais são o planejamento dos recursos hídricos da bacia e a cobrança pelo uso da água. estadual ou federal. c) o plano de aplicação dos recursos 54 . ao destinar parte dos recursos arrecadados com a cobrança pelo uso da água ao custeio dos organismos que integram o sistema e à constituição dos financiamentos das intervenções identificadas pelo processo de planejamento.Hídricos. ainda não foi votado no Congresso Nacional. A lei inicia o processo para uma radical descentralização da gestão: da sede do poder público para a esfera local da bacia hidrográfica. por sua natureza. não poderia se estruturar para atender atividades essencialmente técnicas como a concessão de outorgas. As agências de bacia. em particular dos contornos das agências de bacias a serem criadas no resto do país. elaborar o Plano de Recursos Hídricos para apreciação do respectivo Comitê de Bacia Hidrográfica e propor ao respectivo Comitê de bacia hidrográfica: a) o enquadramento dos corpos de água nas classes de uso para encaminhamento ao respectivo CNRH ou CERH. braços executores dos comitês de bacias hidrográficas e que efetuarão a cobrança pelo uso dos recursos hídricos. baseado quase que exclusivamente na ação dos Comitês de Bacia. financeiro e administrativo aos colegiados do sistema e viabilidade executiva . que têm base municipal. b) os valores a serem cobrados pelo uso de recursos hídricos. manter o cadastro de usuários. mantendo balanço atualizado da disponibilidade de recursos hídricos. podem ser compartilhados ou delegados.

e d) o rateio de custo das obras de uso múltiplo. locais ou setoriais de usuários de recursos hídricos.deliberar sobre os projetos de aproveitamento de recursos cujas repercussões extrapolem o âmbito dos Estados em que serão implantados. VIII – acompanhar a execução e aprovar o Plano Nacional de Recursos Hídricos e determinar as providências necessárias ao cumprimento de suas metas. representantes indicados pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. A composição do Conselho Nacional de Recursos Hídricos-CNRH. de interesse comum ou coletivo. representantes das organizações civis de recursos hídricos. V – Analisar propostas de alteração da legislação pertinente a recursos hídricos e à Política Nacional de Recursos Hídricos. VI – estabelecer diretrizes complementares para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. III . estaduais e dos setores usuários. aplicação de seus instrumentos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.promover a articulação do planejamento de recursos hídricos com os planejamentos nacional. acompanha. Dentre as organizações civis de recursos hídricos foram definidas: consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas. RN). A composição do Conselho foi assim estabelecida pela lei: representantes dos ministérios e secretarias da Presidência da República com atuação no gerenciamento ou no uso de recursos hídricos. organizações não-governamentais com objetivos de defesa de interesses difusos e coletivos da sociedade. IX – estabelecer critérios gerais para a outorga de direitos de uso de recursos hídricos e para a cobrança por seu uso. representantes dos usuários dos recursos hídricos.arrecadados com a cobrança pelo uso de Recursos Hídricos. O número de representantes do Poder Executivo Federal não poderá exceder à metade mais um do total dos membros do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. VII – aprovar propostas de instituição dos Comitês de Bacia Hidrográfica e estabelecer critérios gerais para a elaboração de seus regimentos. é 55 . regional. IV – deliberar sobre as questões que lhe tenham sido encaminhadas pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos ou pelos Comitês de Bacia Hidrográfica. Conselho Nacional de Recursos Hídricos O Conselho Nacional de Recursos Hídricos é o órgão máximo normativo e deliberativo com atribuições de: I . os conflitos existentes entre Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. associações regionais. II – arbitrar em última instância administrativa. organizações técnicas e de ensino e pesquisa com interesse na área de recursos hídricos.

SRH/MMA SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CNRH MINISTÉRIO DA AGRICULTURA. A Secretaria Executiva do CNRH A Secretaria de Recursos Hídricos exerce o papel de Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos.613. técnico e financeiro ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Composição do Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH.SECRETARIA ESPECIAL DE DESENVOLVIMENTO URBANO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MINISTÉRIO DA FAZENDA MINISTÉRIO DA DEFESA MINISTÉRIO DA SAÚDE MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL GOVERNO FEDERAL 50% + 1 + 15 REPRESENTANTES MINISTÉRIO DA JUSTIÇA MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA NORTE NORDESTE SUDESTE CINCO REPRESENTANTES DOS ESTADUAIS DE RECURSOS HÍDRICOS (UM PARA CADA REGIÃO DO PAÍS) TRÊS REPRESENTANTES DAS ORGANIZAÇÕES CIVIS DE RECURSOS HÍDRICOS ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS SUL CENTRO-OESTE SEIS REPRESENTANTES DOS USUÁRIOS DE RECURSOS HÍDRICOS ORGANIZAÇÕES TÉCNICAS DE ENSINO E PESQUISA ORGANIZAÇÕES CONSÓRCIOS E ASSOCIAÇÕES INTERMUNICIPAIS IRRIGANTES INSTRUÇÕES DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTAMENTO SANITÁRIO GERAÇÃO DE ENERGIA SETOR HIDROVIÁRIO PESCADORES LAZER E TURISMO INDÚSTRIAS Figura 3. INDÚSTRIAS E COMÉRCIO EXTERIOR AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA PR . Compete à Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos: prestar apoio administrativo.2). PECUÁRIA E ABASTECIMENTO MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO. Fonte: Tese Doutorado – Olhares sobre a política de recursos hídricos no Brasil: O caso da bacia do rio São Francisco. alterando a sua composição conforme Anexo V. Demetrios Christofidis. ORÇAMENTO E GESTÃO MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO. e por uma Secretaria Executiva (Figura 3.2. 2001. coordenar a elaboração do Plano Nacional de Recursos Hídricos e 56 . de 11 de Março de 2003. regulamenta o CNRH. que é o Ministro Titular do Ministério do Meio Ambiente. Total de representantes = 29 MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE PRESIDENTE DO CNRH SECRETÁRIO DE RECURSOS HÍDRICOS .gerido por um Presidente. O Decreto nº 4.

captações e lançamentos de pouca expressão. Também participam os usuários de recursos hídricos e entidades civis de recursos hídricos com atuação comprovada na bacia. Nos comitês de bacias de rios fronteiriços e transfronteiriços. Distrito Federal e municípios à metade do total de membros. É limitada a representação dos poderes executivos da União. IX) estabelecer critérios e promover o rateio de custo das obras de uso múltiplo de interesse comum ou coletivo. II) arbitrar. ou III) grupo de bacias ou sub-bacias hidrográficas contíguas. IV) acompanhar a execução do Plano de Recursos Hídricos da bacia e sugerir as providências necessárias ao cumprimento de suas metas.encaminhá-lo à aprovação do Conselho Nacional de Recurso Hídricos. ou de tributário desse tributário. no todo ou em parte. representantes da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e das comunidades indígenas. derivações. Estados. exercem as atribuições principais de: I) promover o debate das questões relacionadas a recursos hídricos e articular a atuação das entidades intervenientes. para efeito de isenção da obrigatoriedade de outorga de direitos de uso de recursos hídricos. na respectiva bacia hidrográfica. 57 . representantes: da União. V) propor ao Conselho Nacional e aos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos as acumulações. VI) estabelecer os mecanismos de cobrança pelo uso de recursos hídricos e sugerir os valores a serem cobrados. Comporão os comitês de rios de domínio federal. coordenar o Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos. do Distrito Federal e dos municípios cujos territórios se situem. III) aprovar o Plano de Recursos Hídricos da bacia. de acordo com os domínios destes. II) sub-bacia hidrográfica de tributário do curso de água principal da bacia. dos estados. a representação da União deverá incluir o Ministério das Relações Exteriores e. em primeira instância. Os Comitês de Bacias Hidrográficas Os Comitês de Bacias Hidrográficas que podem ter como área de atuação: I) a totalidade de uma bacia hidrográfica. naqueles cujos territórios abranjam terras indígenas.

Compete às Agências de Água. via Aviso nº 1. estarão credenciadas para exercer as principais funções de gerenciamento de recursos hídricos no âmbito da correspondente bacia hidrográfica. sem fins lucrativos. A criação dessas agências está condicionada. As Agências de Água serão as responsáveis mediante delegação pela cobrança pelo uso de recursos hídricos em sua jurisdição e exercerão a função de Secretaria Executiva do respectivo Comitê de Bacia Hidrográfica. 44.As Agências de Água A Agência de Água terá a atuação de um ou mais comitês de Bacia Hidrográfica e a sua criação dependerá de autorização do Conselho Nacional de Recursos. em cada bacia. 58 . por prazo determinado. mediante solicitação de um ou mais Comitês de Bacia Hidrográfica (Art. II) manter o cadastro de usuários de recursos hídricos. enquanto esses organismos não estiverem constituídos (Art. 51. à prévia existência do Comitê de Bacia Hidrográfica e à viabilidade financeira. os consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas poderão receber delegação do Conselho Nacional ou dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. Os consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas mencionados no art. o Projeto de Lei 1616 que dispõe sobre a gestão administrativa e a organização institucional do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e estabelece as normas gerais a serem observadas na criação de Agência de Bacia. As agências de bacia. enquanto esses organismos não estiverem constituídos). no âmbito de sua área de atuação: I) manter balanço atualizado da disponibilidade de recursos hídricos em sua área de atuação. por prazo determinado. Este Projeto de Lei propõe que as agências de bacia sejam entidades de direito privado. podendo inclusive firmar contratos de gestão com órgãos e entidades estaduais que detenham poder de outorga dos recursos hídricos. assim constituídas. que poderá ser assegurada pela cobrança pelo uso de recursos hídricos. para o exercício de funções de competência das Agências de Água. De acordo com a lei federal. a cobrança pelo uso de recursos hídricos). para o exercício de funções de competência das Agências de Água. ou dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. mediante delegação do outorgante. instituídas por comitês de bacia hidrográfica para atuar como suas secretarias executivas. e III) efetuar.463/Casa Civil. O Poder Executivo encaminhou ao Congresso Nacional no dia 02 de Setembro de 1999. 47 poderão receber delegação do Conselho Nacional ou dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos.

com autonomia administrativa e financeira. Trata-se de regular o uso do recurso natural pelos seguintes mecanismos: outorga. além de possibilitar a geração dos recursos financeiros necessários à recuperação e conservação dos rios e lagos. Desta maneira. A implementação de um sistema de gerenciamento é um processo que deve ser analisado e observado ao longo de vários anos. Com a edição do Decreto n° 3.984 e a Agência iniciou suas atividades com a posse de sua primeira Diretoria.De acordo com o PL 1616. Cabe à ANA implementar o sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos. previsto na Constituição Federal de 1988 e regular o uso da água no país. com velocidade e características distintas. e cobrança. Estes três mecanismos devem ser implementados de 59 . integrando o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.ANA é uma autarquia sob regime especial. que tem fortes componentes democráticos e participativos. Até a presente data o PL ainda não obteve aprovação daquela casa. para assegurar que as outorgas sejam licenças efetivamente respeitadas e não meros formalismos cartoriais. de 17 de Julho de 2000 com a finalidade de implementar. tanto para captação de água quanto para lançamento de efluentes. mas logicamente. para assegurar que os corpos hídricos sejam utilizados com parcimônia. os Comitês de Bacia Hidrográfica poderão: exercer o papel de parlamento da respectiva bacia .ANA Responsável pela execução da Política Nacional de Recursos Hídricos.692. vinculada ao Ministério do Meio Ambiente. A ANA foi criada pela Lei nº 9. procurando conciliar interesses de segmentos distintos. em 22 de dezembro do mesmo ano. fiscalização. para disciplinar a utilização dos corpos hídricos. A Agência Nacional de Águas . a Agência Nacional de Águas . descentraliza-se a ação governamental sem subtrair do Governo Federal a responsabilidade pela condução do fio de unidade nacional. como o de usuários dos recursos hídricos.984. de organizações não governamentais voltadas para temas ambientais e os governamentais em todos os níveis. facilitará significativamente a implementação do Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos. a Política Nacional de Recursos Hídricos. em sua esfera de atribuições. de 19 de dezembro de 2000. mas se aprovado. regulamentou-se a Lei 9.Debater temas relacionados com o uso de recursos hídricos. mas já é possível perceber que em todo país esse processo vem ocorrendo de forma sistemática.

433/97. o que impõe uma estreita articulação entre a ANA e os órgãos e entidades gestoras de recursos hídricos dos governos estaduais (Art. de 29/01/99. III) a prevenção e a defesa contra eventos hidrológicos críticos de origem natural ou decorrentes do uso inadequado dos recursos naturais) e (Art. de 04/01/94. incluindo os recursos hídricos.433/97. com uma articulação não só do ponto de vista legal. de 25/07/2001. incluindo o transporte aquaviário. As Leis Estaduais de Recursos Hídricos É prerrogativa do plano federal legislar sobre água. que promulgou a lei nº 5. sobre política mineraria. a filosofia da gestão contida nessa lei não é a mesma da União e dos demais estados não pertencentes à Região Norte. suscitando ajustes e revisões. Isto ocorreu com alguns estados como Minas Gerais que teve a lei nº 11. mas os estados estão avançando no sentido de aprovar e regulamentar suas leis. 2º São objetivos da Política de Recursos Hídricos: I) assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água. de 20/06/94 revogada pela lei nº 13. mas também de formação de uma competência técnica e gerencial para essa questão de água. 60 . Esta lei foi revogada pela lei nº 6.199. em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos. que dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e institui o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos. seguindo orientações do dispositivo federal contidas na lei nº 9. 4º A União articular-se-á com os Estados tendo em vista o gerenciamento dos recursos hídricos de interesse comu). com vistas ao desenvolvimento sustentável. mas observando os parâmetros estabelecidos no projeto de lei que tramitava no Congresso. constatando-se que muitas vezes as leis não estão adequadas às condições locais. Como não poderia deixar de ser. Entretanto.504. Atualmente são 25 unidades federadas que já dispõem de suas leis estaduais (Anexo II). Alguns começaram antes mesmo da aprovação da lei federal. Todos os demais estados se mobilizaram após a edição da lei 9.forma homogênea em cada bacia hidrográfica. na implantação dos sistemas de gerenciamento têm ocorrido diferenças importantes. II) a utilização racional e integrada dos recursos hídricos. Destaque deve ser dado ao estado do Pará.793. que promoveu os ajustes necessários.381. restando os estados do Acre e Roraima a editarem suas leis de recursos hídricos.

foi criada a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e no Estado de Goiás. os quais explicitam os arranjos institucionais para implementar as ações concernentes à gestão dos recursos hídricos. concomitantemente.2 mostra os estados brasileiros que tiveram suas respectivas leis estaduais sancionadas após a edição da lei 9. No caso de Minas Gerais. os estados têm procurado instituir. foram criadas Superintendências de Recursos Hídricos. o que se deu por intermédio da lei nº 2.433/97. O Quadro 3.2003). por esta razão tiveram seus dispositivos legais mais coerentes com os preceitos da lei das águas.725. As leis de recursos hídricos em muitos estados e no Distrito Federal já foram regulamentadas e vários estados já apresentam seus respectivos Conselhos Estaduais e alguns dos instrumentos já regulamentados (Scardua.1 mostra a situação dos estados brasileiros que tiveram suas leis estaduais de recursos hídricos promulgadas antes da lei federal 9.O Distrito Federal apesar de ter sido a terceira Unidade Federada no Brasil a ter sua lei de recursos hídricos sancionada.725/01. vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. de 29 de julho de 1993 e não teve até agora nenhum dos seus artigos sido regulamentado. de 13 de junho de 2001) ampliou significativamente a participação da sociedade nos comitês. Os estados do Pará. Além de algumas distorções conceituais o arcabouço institucional preconizado pela lei 512/93 deixava muito a desejar.IGAM. dos Recursos Hídricos e da Habitação. Ao estabelecerem suas políticas de recursos hídricos. No Distrito Federal. As questões de critérios e valores de multas previstas na lei 512/93 teriam que ser atualizadas. mormente na composição dos comitês de Bacias Hidrográficas. Nos Estados de Pernambuco e Alagoas os órgãos gestores são as Secretarias Estaduais de Recursos Hídricos. seus respectivos sistemas de gerenciamento. Na Bahia e em Sergipe. Minas Gerais e o Distrito Federal tiveram suas leis reeditadas.433/97 e. A nova lei (nº 2. optou-se pela criação do Instituto Mineiro de Gestão das Águas . a Secretaria de Meio Ambiente. para se adequarem aos preceitos da lei federal. O Quadro 3. sobretudo com referência ao grau de participação da sociedade civil. A formatação desses arranjos institucionais tem atendido às iniciativas e especificidades de cada estado. 61 . por intermédio da lei nº 512.

406. de 29 de janeiro de 2002 5.308.663. DF. de 17 de agosto de 2000 2.239.793. de 01 de julho de 1996 6.3).870. de 02 de julho de 1996 Quadro 3. AM. de 04 de janeiro de 1994 e 6.165. RJ. SC. de 02 e agosto de 1999 12.426. MS. MT.123. de 25 de setembro de 1997 6.350. ESTADOS SÃO PAULO CEARÁ DISTRITO FEDERAL PARÁ MINAS GERAIS SANTA CATARINA RIO GRANDE DO SUL BAHIA RIO GRANDE DO NORTE PARAÍBA LEIS 7. de 30 de dezembro de 1994 6. de 12 de maio de 1995 6.908. de 30 de dezembro de 1991 11/996. MG.712.Quadro 3.1 .199 de 29 de janeiro de 1999 9. de 16 de julho de 1997 3.239.052. PI. MA.Estados brasileiros que editaram suas leis estaduais após a promulgação da lei federal 9. RN e PA) e aqueles que editaram suas respectivas leis após a lei federal (PE.Estados brasileiros que editaram suas leis estaduais antes da promulgação da lei federal 9. de 13 de junho de 2001 5.381. CE.945. PA. de 02 de agosto de 1999 5.433 (SP. de 29 de julho de 1993 e 2. de 07 de junho de 2002 A seguir optou-se por. de 22 de março de 2002 686.885. ES.965.307. de 22 de dezembro de 1997 5. GO. PR. BA. de 25 de julho de 2001 11. RO. de 17 de janeiro de 1997 13. de 10 de novembro de 1997 7. de 05 de novembro de 1997 2.504. RS.433/97 ESTADO PERNAMBUCO GOIÁS SERGIPE MATO GROSSO MATO GROSSO DO SUL ALAGOAS MARANHÃO ESPÍRITO SANTO RIO DE JANEIRO PARANÁ PIAUÍ AMAZONAS RONDÔNIA TOCANTINS AMAPÁ LEI 11. SE.2 . de 20 de junho de 1994 e 13. de 30 de dezembro de 1998 3.725. ilustrar a situação dos estados brasileiros que tiveram suas leis sancionadas antes da lei 9.433/97. de 25 de janeiro de 2002 1.818. de 28 de dezembro de 2001 Lei Complementar 255.748 de 30 de novembro de 1994 10. TO. 62 . AP) e os estados que ainda não dispõem de legislação específica para o setor de recursos hídricos (AC e RR) e aqueles que revisaram (Figura 3. AL. de 24 de julho de 1992 512.

3 . O capítulo também abordará as competências dos comitês. a formação e seu funcionamento.433/97 Estados Brasileiros que não possuem Lei de Recursos Hídricos Figura 3. Fonte: Secretaria de Recursos Hídricos (SRH/MMA.433/97 Estados Brasileiros que editaram a Lei Estadual após a promulgação da Lei Federal 9. O Capítulo 4 analisará a formação dos Comitês de Bacias Hidrográficas integrantes do Sistema Nacional de Recursos Hídricos (Resolução CNRH nº 5) à luz da Resolução n° 5 do CNRH e da alteração de alguns de seus dispositivos por força das Resoluções CNRH nºs 18 e 24.RR AP AM PA MA PI CE PE RN PB AL SE AC RO TO MT GO DF BA MG ES MS SP PR SC RS ES RJ Estados Brasileiros que editaram a Lei Estadual antes da promulgação da Lei Federal 9.Situação dos estados brasileiros com relação às suas respectivas leis de recursos hídricos. mostrando os avanços alcançados com a edição da lei federal e das leis estaduais de recursos hídricos. 63 . 2002) O capítulo 3 dedicou-se a apresentar o quadro atual dos estados brasileiros.

Art. Além dos comitês. Em 2000 havia cerca de 40 comitês no país e em 2003 já são cerca de 80 comitês de rios federais e estaduais abrangendo bacias de corpos de água nos estados do Ceará. Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Anexo III).1e Figura 4. 1º § 1). São Paulo. Rio de Janeiro. a participação da sociedade civil acontece de outras maneiras. optou-se por incentivar inicialmente a formação de associações. hoje em número de 90. está ilustrada no mapa do Brasil e na forma de diagrama. onde participam usuários da água e organizações não governamentais. Minas Gerais. Os dados mostrados referem-se ao ano de 2002. Espírito Santo.2).1 – Distribuição dos comitês por estados Fonte: Secretaria de Recursos Hídricos – MMA (2002) 64 . A distribuição dos comitês por estado. Paraná.CNRH. Pernambuco.4. como “células” do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos onde a presença da sociedade é expressiva. Estados que possuem Comitês formados Figura 4. Sergipe. OS COMITÊS DE BACIAS HIDROGRÁFICAS Os comitês de bacia hidrográfica são órgãos colegiados (Resolução nº 5 . tendo como fonte a Secretaria de Recursos Hídricos (Figura 4. dependendo do processo de implementação do sistema. No Rio Grande do Norte. por exemplo.

na sua bacia (Lei 9. São colegiados deliberativos e consultivos e atuam na área de sua unidade de gerenciamento. chegando a mais de 30 (até agosto de 2002).Figura 4. ou seja. nos quais são definidas as propostas de aplicação de recursos financeiros.II. pois neles são promovidos os debates das questões relacionadas a recursos hídricos da bacia. os programas e ações que visam promover a integração entre os usuários das águas.III). SRH/MMA. os conflitos relacionados com os recursos hídricos.433 (Art. Como foram definidos em lei. 37 I.2 . Os Comitês de Bacias Hidrográficas constituem a base dos sistemas nacional e estaduais de gerenciamento. Fonte: Secretaria de Recursos Hídricos – MMA (2002) Houve também aumento substancial no número de consórcios intermunicipais de bacias nos últimos dois anos. Art. Para cumprir seu papel. conforme dados disponíveis no Sistema de Acompanhamento do Processo de Implementação da Política. a manutenção e recuperação dos recursos hídricos. e resolvidos. os comitês obedecem a seguinte estrutura: 65 .Diagrama com a distribuição de comitês por estado. 5º). todos são iguais e têm as mesmas responsabilidades. em primeira instância. Uma das principais atribuições dos CBHs é aprovar o Plano de Bacias. sendo estabelecidos em seu Decreto de instituição (Resolução nº 5 CNRH. articulada a atuação das entidades intervenientes. 2002.

eleição e competências. mostraram-se insuficientes 66 . têm poder de voto. VI). eleitos para compor o colegiado como titulares e suplentes. considerado o disposto nesta Resolução.CNRH. e VII) aprovar seu regimento interno. II) aprovar o Plano de Recursos Hídricos da Bacia. inclusive os relativos aos comitês de bacias de cursos de água tributários. Todos os cidadãos podem participar. que institui a Política Nacional de Educação Ambiental.795. assim como um processo mais amplo de mobilização social e 4) os prazos estabelecidos pela Resolução nº 5 de CNRH. com o Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica de sua jurisdição. 3) a necessidade de se realizar um trabalho maior de articulação institucional. que lhe forem submetidas. os planos de recursos hídricos da bacia hidrográfica à audiência pública. no exercício das atribuições que lhe são conferidas pela Lei nº 9. no qual são definidas as regras e procedimentos para realização das assembléias deliberativas. considerando. em primeira instância administrativa. Ressalta-se que o Conselho Nacional de Recursos Hídricos . IV) compatibilizar os planos de bacias hidrográficas de cursos de água de tributários. VI) desenvolver e apoiar iniciativas em educação ambiental em consonância com a Lei nº 9. formas de participação. respeitando as respectivas diretrizes. 2) que os rios de domínio da União envolvem geralmente mais de um estado da federação. O Art. de 27 de abril de 1999.433 (art. III) aprovar as propostas da Agência de Água. 7º desta Resolução atribuiu aos Comitês de Bacias Hidrográficas as seguintes competências: I) arbitrar. V) submeter. os conflitos relacionados aos recursos hídricos. aprovou a Resolução nº5/2000 (Anexo IV) que estabelece diretrizes para a formação e funcionamento dos Comitês de Bacia Hidrográfica. dentre outros aspectos: 1) a experiência adquirida com a instalação dos comitês de bacia hidrográfica já instituídos. muitas vezes outros países.Cada comitê de bacia tem seu próprio estatuto. respeitando sempre a característica tripartite. No ano de 2001 a Resolução nº 5 foi alterada pela Resolução nº 18 (Anexo IV). Essa resolução traduz o estágio em que se encontra a regulamentação da matéria na esfera federal. Os mandatos de todos os integrantes são de dois anos. Todos podem se candidatar aos cargos da diretoria e câmaras técnicas. 35. As assembléias são públicas e os representantes. obrigatoriamente.

8º e 14º da Resolução nº 5. no sentido de possibilitar a prorrogação do mandato da Diretoria Provisória dos comitês de bacia hidrográfica. Os comitês são órgãos similares aos conselhos. a critério do CNRH. mas não possuem personalidade jurídica. em conformidade com a vocação da bacia hidrográfica.. § 1º: “Os Comitês de Bacia Hidrográfica são órgãos colegiados com atribuições normativas.. estrutura de composição e estratégia de atuação. garantida a participação de pelo menos um representante por Estado e do Distrito Federal. e IV – o mandato dos representantes e critérios de renovação ou substituição”. dispõe em seu art. bem como os prazos no §2º do art. Entretanto. deliberativas e consultivas a serem exercidas na bacia hidrográfica de sua jurisdição”. pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos. destes diferindo na abrangência territorial. com pelo menos. obedecido quarenta por cento do total de votos. que destacamos abaixo: Natureza Jurídica A Lei 9. entre os seguintes setores usuários:. cujos territórios se situem. A Resolução nº 24/2002 (Anexo IV). por tempo determinado. ainda que parcialmente.433 não dispõe sobre a natureza jurídica dos comitês. As disposições sobre os comitês de bacia hidrográfica na lei 9. A Resolução CNRH 5/2000 tampouco aborda a questão. vinte por cento do total de votos. 12 poderão ser prorrogados. passam a vigorar com as seguintes alterações: “Art.para viabilizar o processo de instalação dos comitês. Desta forma.433/97 constam em seus artigos 37 a 40. III – número de representantes dos usuários dos recursos hídricos. Os comitês prestam serviço de interesse público. II). em suas respectivas áreas de atuação.número de representantes de entidades civis. de 10 de abril de 2000.. O prazo de mandato a que se refere o § 1º do art. veio alterar também a Resolução nº 5. os arts. Sua proliferação e desenvolvimento poderá levá-los a assumir 67 . proporcional à população residente no território de cada Estado e do Distrito Federal. 1º. 11 e no caput do art. 8º. desde que tenha sido prévia e justificadamente solicitado pelo Presidente Interino do comitê. com a seguinte redação “Art.. tendo em vista o estágio atual de implementação dos instrumentos de gestão dos recursos hídricos e os requisitos legais e institucionais necessários para a emissão de outorga. Com essas considerações apresentadas foi enriquecida e alterada a Resolução nº 5. 12-A. quarenta dias antes do término de seu mandato. O Art.”.11. 14 dispõe: “Os usos sujeitos à outorga serão classificados pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos.

Entretanto. O critério limita a possibilidade da criação discricionária de comitês. principalmente quando se 68 . Aos Conselhos Estaduais vinculam-se os Comitês Estaduais. Área de atuação Art. §2º: “Os Comitês de Bacia Hidrográfica. a Resolução nº 5 determina que a “área de atuação de cada comitê de bacia será estabelecida no decreto de sua instituição. ou de tributário desse tributário. Para efeito de aplicação do artigo 37. com base no disposto na lei 9. Autonomia e vinculação Das decisões dos Comitês de Bacia Hidrográfica caberá recurso ao Conselho Nacional ou aos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. caberia uma resolução do CNRH. cujo curso de água principal seja de domínio da União. que permita identificar responsabilidades em sua atuação. A instituição de comitês de Bacia Hidrográfica em rios com águas de domínio da União será efetivada por ato do presidente da República.personalidade jurídica. implícita está sua vinculação aos primeiros. o que seria positivo para todo o Sistema de Gerenciamento. que poderia resultar em uma expansão questionável dos agentes do sistema. Esse preceito consta da Resolução CNRH 5/2000. A possibilidade instituída de criação de vários comitês autônomos em uma mesma bacia de rio principal. seus níveis e vinculações”. a ser incluída no Plano Nacional de Recursos Hídricos. ou III – grupo de bacias ou sub-bacias contíguas. Não obstante. 37 – Os comitês terão como área de atuação: I – a totalidade de uma bacia hidrográfica. 38.433/97. nesta Resolução e na Divisão Hidrográfica Nacional. Nesse sentido. em seu art. II – sub-bacia de tributário do curso de água principal da bacia. representa desafio ao funcionamento do sistema. serão vinculados ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos”. identificando os cursos d’água principais. de acordo com a esfera de competência (art. o critério leva à discussão do que é considerado “curso d’água principal”. Parágrafo Único) A autonomia dos comitês é fundamental para o pleno funcionamento do sistema.1º. onde deve constar a caracterização das bacias hidrográficas brasileiras. Parágrafo Único. sendo os conselhos as instâncias recursivas às decisões dos comitês.

considera o duplo domínio das águas e a aplicação dos instrumentos da política, pois tende a restringir a atuação do comitê do rio principal à sua calha, uma vez que as questões referentes aos tributários dos rios principais, ou aos tributários destes, seriam tratadas no comitê pertinente, demandando compatibilizações nos comitês de abrangência territorial maior, o que põe em questão o próprio conceito de comitê de bacia. Assim, a Resolução 5 estabelece que “os planos de recursos hídricos e as decisões tomadas por Comitês de Bacias Hidrográficas de sub-bacias deverão ser compatibilizados com os planos e decisões referentes à respectiva bacia hidrográfica”. Com esta determinação cria-se uma condição peculiar para os comitês instituídos para rios não-principais, uma vez que estes não serão efetivamente autônomos, pois, na prática, suas decisões que afetem a quantidade e qualidade da água no exutório das sub-bacias, dependeriam de compatibilizações no âmbito do comitê do rio principal, perante o que cabe o questionamento sobre a funcionalidade desse modelo. Composição Art. 39 – Os Comitês de Bacia Hidrográfica serão compostos por representantes: I– da União;

II – dos Estados e do Distrito Federal cujos territórios se situem, ainda que parcialmente, em suas respectivas áreas de atuação; III – dos Municípios, situados, todo ou em parte, em sua área de atuação; IV – dos usuários das águas de sua área de atuação; V - das entidades civis de recursos hídricos com atuação comprovada na bacia. § 1º. O número de representantes de cada setor mencionado neste artigo, bem como os critérios para sua indicação, serão estabelecidos nos regimentos dos comitês, limitada a representação dos poderes executivos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios à metade do total de membros.

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§ 2º. Nos comitês de Bacia Hidrográfica de bacias de rios fronteiriços e transfronteiriços de gestão compartilhada, a representação da União deverá incluir um representante do Ministério das Relações Exteriores. § 3º. Nos comitês de Bacia Hidrográfica de bacias cujos territórios abranjam terras indígenas devem ser incluídos representantes: I– da Fundação Nacional do Índio – FUNAI, como parte da representação da União;

II – das comunidades indígenas ali residentes ou com interesses na bacia. § 4º. A participação da União nos comitês de Bacia Hidrográfica com área de atuação restrita a bacias de rios sob domínio estadual dar-se-á na forma estabelecida nos respectivos regimentos. A limitação imposta no §1º da lei, para a representação do poder público (metade do total de membros), não é observada em vários estados, principalmente naqueles que tiveram suas leis de recursos hídricos promulgadas anteriormente à lei federal. Essa questão recebeu tratamento avançado na Resolução 5/2000, ao limitar o número de votos dos representantes dos Poderes Executivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, a 40% do total de votos, percentual este que foi efetivamente conferido à representação dos usuários cabendo à sociedade civil pelo menos 20% do total de votos (art. 8º da Resolução 5/2000). Ou seja, pela resolução somente os usuários terão assegurado a representação de 40% do total de votos, pois a do poder público terá até 40%, o que implica em que a da sociedade civil terá pelo menos 20%. O avanço consiste em que a representação do poder público é minoritária no comitê, fato novo com o qual a sociedade se adapta, já que até pouco tempo o poder decisório sobre as questões hídricas era inteiramente dos primeiros; e também, na destacada representação dos usuários (40%), categoria à qual competirá o maior peso decisório na aplicação dos instrumentos da política na bacia, principalmente a cobrança. Assim definido, o segmento sobre o qual recairá o maior ônus da cobrança terá maior poder decisório na definição dos valores a serem cobrados, o que é perfeitamente coerente e justo. O fato da distribuição de poder no comitê não ser observada na maioria dos comitês de bacias que envolva rios de domínio estadual, deve-se em parte à inexistência da regulamentação federal. Entretanto, é comum o argumento, no âmbito dos gestores estaduais, de que as representações dos usuários e da sociedade civil nos comitês estaduais ainda não estariam suficientemente amadurecidas para assumir participação majoritária em relação ao estado, havendo, 70

inclusive, por parte desses setores, demanda pela presença majoritária da representação do poder público no comitê, pelo menos até que haja maior amadurecimento de sua participação no colegiado. Direção Os Comitês de Bacia Hidrográfica serão dirigidos por um Presidente e um secretário, eleitos dentre seus membros. A Resolução 5/2000 estabelece que “os mandatos do Presidente e do Secretário serão coincidentes, escolhidos pelo voto dos membros integrantes do respectivo comitê de bacia, podendo ser reeleitos uma única vez (art.8º, § 1º). O critério estabelecido na lei tem sido observado nos comitês em geral, que em seus estatutos definem sua organização, sendo comum a estrutura: plenário, secretaria executiva, subcomitês e câmaras técnicas. 4.1 Comitês de bacias hidrográficas de rios com águas de domínio da União A instalação dos comitês de bacias hidrográficas de rios de domínio da União, também tem avançado, sendo esta uma das principais atribuições do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Isto implica a necessidade de estreita articulação da Secretaria de Recursos HídricosSRH/MMA com a Agência Nacional de Águas-ANA, uma vez que cabe a esta última, a atividade de estimular e apoiar as iniciativas voltadas para a criação de Comitês de Bacias Hidrográficas em rios que se constituem bens de domínio da União. A Figura 4.3 mostra os 6 comitês desta natureza já constituídos, que são: I) Paraíba do Sul; II) São Francisco; III) Pomba/Muriaé; IV) Doce; V) Piracicaba; e VI) Paranaíba.

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148. e instalado no dia 18 de dezembro de 1997.842.Figura 4.012 em Minas Gerais. Cerca de 18% da população fluminense reside na bacia Paraíba.Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do rio Paraíba do Sul . 72 .3 – Comitês federais instalados no Brasil I .163 no estado de São Paulo.772. o Comitê para integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do SulCEIVAP vem se firmando como fórum de debate e decisões sobre as questões do rio Paraíba.288 no Rio de Janeiro e 1. A população da bacia é de 5 milhões e 62 mil habitantes. 8% dos paulistas e apenas 5% dos mineiros( IBGE/2000). de 22 de março de 1996. 2. sendo 1.CEIVAP Criado pelo Decreto Federal nº 1.142.

Muriaé e Dois Rios.Entre os principais usos da água estão a captação para uso doméstico. no município de Três Rios (RJ). no 73 .02 por metro cúbico de água captada e devolvida poluída. principalmente nos municípios situados na sub-bacia do rio Preto. uma nova modalidade de esporte. e R$ 0. abrangendo 180 municípios – 88 em Minas Gerais. com a finalidade de coordenar a instalação do CBH-SF. A área da bacia corresponde a cerca de 0.000 km². com atribuições normativas. O uso da água para recreação ocorre principalmente nas regiões serranas. pagará mais quem poluir mais. entre o município de Levy Gasparian (RJ) e a confluência com o rio Paraíba do sul. Ou seja.900 km²). com os critérios e valores definidos pelo CEIVAP. possibilitando o início da cobrança pelo uso da água e agilizar a execução de ações para despoluir os rios da bacia. geração de energia elétrica. A atividade pesqueira na bacia desenvolve-se principalmente no baixo curso dos rios Paraíba do Sul. onde há cachoeiras e a canoagem é bastante difundida. Em Junho/2002 o CEIVAP criou a Agência de Água da Bacia. conforme determina a Resolução nº 05 do CNRH. vem sendo praticada no rio Paraibuna. O Art. deliberativas e consultivas. O valor a ser cobrado é de R$ 0. a aqüicultura vem-se expandido nos últimos anos.7% da área do país e.150 km e sua foz é na praia de Atafona. uso agrícola. nas nascentes de diversos cursos d’água. O comitê está em pleno funcionamento. II .900 km²) e Minas Gerais (20. o rafting. 1° estabelece “fica instituído o Comitê da Bacia Hidrográfica do rio São Francisco. na bacia do Paraibuna (MG-RJ). a pesca esportiva é pratica em toda a bacia. aproximadamente. a 6% da região sudeste do Brasil. A arrecadação prevista inicialmente é em torno de R$ 14 milhões ao ano. usos industrial. estendendo-se pelos estados de São Paulo (13. Ocupa uma área de 55. 53 no estado do Rio e 39 no estado de São Paulo. as cachoeiras constituem o principal atrativo turístico.Comitê da Bacia Hidrográfica do rio São Francisco O comitê da bacia hidrográfica do rio São Francisco foi criado por Decreto Presidencial em 5 de junho de 2001 e para a condução inicial dos trabalhos foi nomeada uma Diretoria Provisória.008 por metro cúbico (mil litros) de água captada e devolvida limpa. A extensão do rio Paraíba do Sul é de 1. A implantação da cobrança pelo uso da água na bacia do Paraíba do Sul em Novembro/2002 foi aprovada pelo Conselho Nacional de recursos Hídricos – CNRH (Resolução nº 5).700 km²). município de São João da Barra – Rio de Janeiro/Oceano Atlântico. órgão colegiado. Rio de Janeiro (20.

Sete unidades da federação possuem superfícies na bacia Hidrográfica do Rio São Francisco . devastada pelo uso agrícola e pastagens. dos quais 99 são perenes e 69 são intermitentes. A bacia hidrográfica do rio são Francisco abrange 639. A Bacia do São Francisco contempla fragmentos dos biomas: floresta Atlântica. agricultura 7%. A Bacia do são Francisco possui 58% da área do polígono além de 270 de seus municípios ali inscritos. Margeando os rios. ribeirões.9%). O cerrado cobre. onde a umidade é mais elevada. Alagoas (2. quando altera seu curso para este. Situa-se majoritariamente na região Nordeste. observam-se regiões de Mata Seca. metade da área da bacia – de Minas Gerais ao oeste e sul da Bahia. 24. nos termos da Resolução nº 5. Minas Gerais (36. Sergipe (1. Corrente e Grande. Deste total.âmbito da respectiva bacia hidrográfica.2%). 168 afluentes. mas.6%.3%. em 1985. O rio São Francisco tem 2. A bacia hidrográfica do rio São Francisco tem grande importância para o país não apenas pelo volume de água transportada em uma região semi-árida.219 km² de área de drenagem (7.9% e os usos diversos 0. com várias zonas geográficas e diferentes índices de aridez. o polígono das secas é um território reconhecido pela legislação como sujeito a períodos críticos de prolongadas estiagens.Bahia (48.850 m³/s (2% do total do país). córregos e veredas. Localizado em parte da região. enquanto a caatinga predomina no nordeste da Bahia. Pernambuco (10. cerrado. as pastagens ocupavam 16. Em termos quantitativos genéricos. chegando ao Oceano Atlântico através da divisa entre Alagoas e Sergipe. onde as condições climáticas são mais severas.5%) e Distrito Federal(0. praticamente.2%) – e compreendendo áreas de 504 municípios (cerca de 9% do total de municípios do país). Goiás (0. escoando no sentido sul-norte pela Bahia e Pernambuco.700 km de extensão e nasce na Serra da Canastra em Minas Gerais. vinculado ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH. porém estende-se até o norte de Minas Gerais.2%).5% do país) e vazão média de 2.2%). entre rios. Um exemplar da floresta Atlântica. pode-se estimar que a ação antrópica já atingia. O rio São Francisco tem. ocorre no Alto São Francisco.8%). costeiros e insulares. riachos. e 74 .8% da área da região. principalmente nas cabeceiras. também pelo potencial hídrico passível de aproveitamento e por sua contribuição histórica e econômica para a região. pela margem esquerda. Carinhanha. caatinga. de 10 de abril de 2000”. Os mais importantes formadores com regime perene são os rios: Paracatu. o reflorestamento 0. Urucuia.

irrigação. são intermitentes. organizada para subsidiar a estruturação e funcionamento do comitê. lazer e turismo em toda bacia. entre os quais: 1) Definir estratégia que solucione conflitos entre os diversos usuários – abastecimento urbano.das Velhas. principalmente entre os maiores usuários. Os afluentes. piscicultura. 5) Definir programas para uso e manejo adequado dos solos. aproveitamento energético. situados no polígono das secas a jusante do Rio Grande (Bahia). aproveitamento setorial não integrado e restrições de uso dos recursos hídricos. a bacia do rio são Francisco apresenta: • Conflitos de interesses na gestão. De modo geral. Jequitaí e Verde Grande. com a realização de uma Oficina de Planejamento Estratégico. em alguns trechos. resíduos industriais e de mineradoras. O comitê encontra-se em pleno funcionamento e suas primeiras atividades foram iniciadas em Maio/2003. 6) Compatibilizar os usos na geração de energia com os demais. • Conflitos entre demandas para usos consuntivos e qualidade inadequada das águas. 4) Estabelecer estratégias de prevenção de cheias e proteção de áreas inundáveis. navegação. caracterizados por secarem nos períodos de pouca pluviosidade e apresentarem grandes torrentes na época das chuvas. 2) Implementar sistemas de tratamento de esgotos domésticos e industriais. dessedentação de animais. 75 . 3) Racionalizar o uso da água para irrigação no Médio e Sub-mèdio São Francisco. A situação atual da bacia hidrográfica do rio são Francisco apresenta alguns trabalhos principais. lançamento de esgotos. Ainda no mês de Maio. pela margem direita.

O total de habitantes em toda a bacia é de 573. com uma população de 236. que ocorre nas proximidades da cidade de Mirai. é Itaperuna.Comitê das Sub-bacias Hidrográficas dos Rios Pomba e Muriaé O Comitê das Sub-bacias Hidrográficas dos Rios Pomba e Muriaé localizadas nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. neste estado. A cidade de maior porte às margens do rio Muriaé. aproximadamente 300 km de extensão. e no território fluminense. totalizando 408. com uma população de 88. procedeu-se à eleição de sua diretoria e à realização da Primeira Reunião Ordinária do Comitê. III .489 habitantes em toda a bacia. de sua nascente até a foz no Paraíba do Sul. antes de desaguar no rio Paraíba do Sul. de domínio da União. Muriaé e Carangola. delimitada pelas áreas de drenagem com seus exutórios. Seu principal afluente neste estado é o rio Glória. totalizando uma população de 485. do qual é o seu afluente da margem esquerda. Miracema. Santo Antônio de Pádua. no estado de Minas Gerais. Suas nascentes encontram-se na Serra da Mantiqueira. A bacia do rio Pomba possui uma área de drenagem de cerca de 8.230 km².659 habitantes (IBGE. em sua maior parte.847 habitantes.700 km² e aproximadamente 280 km de extensão. Em seu percurso pelo estado de Minas Gerais tem em suas margens cidades do porte de Mirai. O rio Muriaé é formado pela confluência dos ribeirões Samambaia e Bonsucesso. drenando uma área de 8. foi instituído pelo Decreto de 5 de junho de 2001. 1999). Cataguases. tributários do rio Paraíba do Sul. consideradas cidades de médio porte. é definida pelos limites geográficos das bacias hidrográficas dos rios Pomba e Muriaé. O processo de formação do comitê das sub-bacias hidrográficas dos rios Pomba e Muriaé – CEHIPOM teve início em maio de 1999 com o encaminhamento de ofício ao Secretário de 76 .642 habitantes e 10 municípios pertencentes ao estado do Rio de Janeiro com uma população de 171.444. em território mineiro. no estado de Minas Gerais. banhando os municípios de Leopoldina.215 habitantes e apenas 4 municípios em território fluminense. Aperibé e Cambuci. Ubá e Santos Dumont. localizadas nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Na bacia do rio Muriaé estão contidos 18 municípios mineiros. Percorre. Há 35 municípios mineiros participando da área de bacia. No território fluminense seu principal afluente é o rio Carangola que banha Natividade e Porciúncula.deste ano. A área de atuação do Comitê das Sub-bacias Hidrográficas dos Rios Pomba e Muriaé.

Secretário Executivo do CNRH.Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce Instituído por Decreto Presidencial. Mas. do Regimento Interno. passando a existir oficialmente como Comitê das Sub-bacias hidrográficas dos rios Pomba e Muriaé. IV . em terras capixabas. de 25 de janeiro de 2002. com metodologia de mobilização social que se constitui de momentos diferenciados de divulgação. solicitação de criação do Comitê Pomba e Muriaé foi aprovada por aclamação pelos membros do CEIVAP. para instalação do comitê. A aprovação da ata da 3ª Reunião Ordinária do CNRH.Recursos Hídricos do MMA. Em fevereiro de 2002 foi aprovado o Plano de Trabalho. com suas realizações. de mobilização e. de forma a garantir ampla participação e publicidade dos eventos. ocorrida em 31 de maio de 2000. Este documento foi organizado em conjunto pelos consórcios Pomba e Muriaé. O Decreto de criação do comitê do Pomba e Muriaé foi assinado pelo Presidente da República em junho/2001. e foi o primeiro comitê federal aprovado pelo CNRH. com defesa do Secretário de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro e então presidente do CEIVAP. de efetivação de procedimentos eleitorais. Não foram encaminhadas à Secretaria Executiva do CNRH informações complementares relativas ao registro em Cartório. O Doce é um rio interestadual. a par de sua importância sócioeconômica. o Comitê da Bacia do Rio Doce é o quarto comitê federal legalmente instituído. com assinaturas de representantes dos Governos Estaduais e Municipais de Minas Gerais e Rio de Janeiro. de ONG’s e empresários usuários solicitando a inclusão. efluentes industriais e dejetos de praticamente todos os municípios cortados pelo seu leito e por seus afluentes. até chegar ao Atlântico. a condução e transparência de todo o processo. estando oficialmente aprovada a formação e instalação do Comitê Pomba e Muriaé.Um outro problema sério que a Bacia Hidrográfica 77 . Em reunião ordinária do CEIVAP ocorrida em setembro/99 na cidade de Muriaé. Após ofício enviado pelo CEIVAP comunicando a aprovação da criação do comitê. no dia comemorativo ao dia Mundial de Meio Ambiente. bem como. em pauta da reunião do CNRH de junho/99. dos nomes de todos os representantes que fazem parte da composição do comitê e do relatório da situação atual do comitê. São 875 quilômetros de extensão desde a nascente em Minas Gerais. da solicitação de aprovação de criação do Comitê Pomba e Muriaé. a solicitação entrou em pauta na 3ª Reunião Ordinária do CNRH. inclusive. o Doce enfrenta um problema comum a outros rios brasileiros: é um canal receptor e transportador de rejeitos.

agravada com estiagens mais prolongadas. a Bacia Hidrográfica do rio Doce caracteriza-se pela sua não uniformidade climática em toda a sua extensão devido a fatores geográficos que influenciam as massas de ar tropical atlântica e polar que atuam durante todo o ano e as correntes de oeste presentes no final da primavera e verão. Recebe o nome de rio Doce no encontro dos Rios Carmo com Piranga. A Bacia Hidrográfica do rio Doce está localizada na região Sudeste do Brasil. a Sudoeste e Sul com a Serra da Mantiqueira. No outro lado da moeda. temperaturas mais elevadas em Aimorés-MG. causa escassez de água para consumo humano. dos minérios. com grandes danos a economia regional. o que causam diferentes variações da temperatura média anual em suas mínimas e máximas. a Sudeste com a Serra do Caparaó e Leste com o Oceano Atlântico. possuía matas com 25 metros de altura. Devido a sua localização na faixa tropical do hemisfério sul. a Oeste com a Serra do Espinhaço. das pedras preciosas e principalmente nos desmatamentos predatórios para a expansão da lavoura e do gado. hoje a Bacia Hidrográfica apresenta alguns locais em acelerado processo de desertificação. com seus índios Botocudos. Sua economia exploratória baseada na extração da madeira. Nunca houve uma preocupação quanto à forma de ocupação de terras ou utilização de rios e córregos. a 1. Nasce na Serra da Mantiqueira no município de Ressaquinha-MG. sendo 86% em Minas Gerais e 14% no estado do Espírito. Limita-se ao Norte com Serra Negra e Serra dos Aimorés. Para uma região que até a década de 1910. O assoreamento é crescente. assim com o início da construção da Ferrovia Vitória a Minas. irrigação e trato do gado. se matem preservadas. deixou a Bacia Hidrográfica com poucos locais remanescentes da Mata Atlântica. ficando em torno de 16 a 35º graus. Principais rios formadores: Xopotó.400 km². que de difícil acesso ou por transformação em unidade de conservação. da mica. Abrange 201municípios no estado de Minas Gerais e 26 no estado do Espírito Santo. abaixo da cidade de Ponte Nova – MG.200 metros de altitude do nível do mar e possui mais de 1000 km de extensão. causando perdas materiais e humanas. que eram temidos. do ouro. A região do Baixo Rio 78 . a pouca disponibilidade hídrica no Médio rio Doce. Piranga e Carmo. Governador Valadares-MG e mais amenas no alto rio Doce. Enchentes sucedem-se ano após ano.enfrenta relaciona-se com a vulnerabilidade de municípios quando acometidos de catástrofes naturais. com uma área de drenagem de 83. mata esta que assustava os viajantes estrangeiros. Influência litorânea até Baixo Gandu-ES.

o assoreamento do rio tem aumentado diminuindo a profundidade média do rio e conseqüentemente provocando enchentes e perda da lâmina de água. O objetivo é informar sobre as legislações federal e estadual de recursos hídricos. Sua área é definida pelos limites geográficos da bacia hidrográfica do rio Piracicaba. abrangendo os Estados de Minas Gerais e São Paulo. somente possui algumas unidades de conservação e estudos técnicos comprovam que está em acelerado processo de desertificação e o Alto Rio Doce ainda apresenta boa cobertura de topo de morro. com bacias que se desenvolvem paralelamente 79 . Capivari e Jundiaí. Lixos urbanos e esgotos da cidade são jogados in natura no rio. este comitê foi criado por Decreto em 20 de maio de 2002 e teve sua Diretoria Provisória nomeada pela Portaria do Presidente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Capivari e Jundiaí No ano de 2001 a Superintendência de Gestão de Recursos Hídricos – SGR. Outro problema que tem assustado a população em geral é a rápida diminuição do volume de águas. assim como o aumento da turbidez das águas que transportam os sólidos em suspensão. principalmente. comprovando o secamento das nascentes. Os representantes eleitos do comitê do Rio Doce vêm promovendo Encontros Regionais reunindo usuários de água.Doce ainda possui algumas reservas devido a cultura do Café e do Cacau que dependiam das matas para desenvolvimento. de domínio do Estado de São Paulo. Grandes bancos de areia e surgimento de ilhas comprovam este fato. por motivos da geografia acentuada do local. e dos rios Capivari e Jundiaí. delimitada pelas áreas de drenagem com seus exutórios. em 2001.Comitê da Bacia Hidrográfica dos Rios Piracicaba. o médio Rio Doce. organizações da sociedade civil e representante do poder público municipal. sob o nº 6 publicada em 3 de julho de 2002. analisou e encaminhou ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH o processo de criação do comitê dos rios Piracicaba. V . causando sua degradação e perda de qualidade das águas. estes últimos afluentes do Médio Tietê. o processo de instalação do comitê e. Capivari e Jundiaí. abrangendo os Estados de Minas Gerais e São Paulo. A bacia conjunta dos Rios Piracicaba. Após aprovação pelo CNRH da criação do Comitê das Bacias dos rios Piracicaba. Devido ao desflorestamento de suas cabeceiras. Capivari e Jundiaí. divulgar as normas e procedimentos para a escolha dos seus futuros membros. de domínio da União.

em território mineiro. essa pequena participação relativa em termos populacionais ganha relevância diante das condições de produção de água.117. conforme previsto na Lei Estadual nº 7. sendo 11. Extrema. A área de abrangência do comitê federal apresenta condições peculiares. em território paulista. sendo 70 paulistas e 5 mineiros.Acrescidos os 1. já em território paulista. que se configuram em verdadeiros desafios à gestão dos recursos hídricos: as nascentes do rio Jaguari. têxtil. couros.Contabilizando-se somente os municípios com sede na bacia.322.231 km². estadual.1. o rio Jaguari é represado e compõe o chamado sistema “Cantareira”. criado em 18 de novembro de 1993. Somente 1.. concorre com aproximadamente 16m³/s. químico.663/91.2% da população reside nas cabeceiras do rio Jaguari/Camanducaia. Toledo e Sapucaí-Mirim em Minas Gerais. e 57.794 habitantes em Minas Gerais. Ao todo são 75 municípios na bacia.189 km² às nascentes dos rios Jaguari e Camanducaia em território mineiro. o rio Jaguari.A área de atuação do comitê federal contém a área de atuação do Comitê das Bacias Hidrográficas dos rios Piracicaba. Capivari e Jundiaí – CBHPCJ. estende-se por 14. Desse montante. que após receber o rio Atibaia em território paulista passa a chamar-se Piracicaba. considerando-se a população dos 70 municípios que possuem território na bacia. construído para permitir a reversão de água para a bacia do Alto Tietê. 80 .313. tem-se uma população de 4.887.65 km² correspondentes à Bacia do Rio Jundiaí.31 km² correspondentes à Bacia do Rio Piracicaba. mas em virtude do grau de preservação e ocupação da região que permite a oferta de água em boas condições para os usuários a jusante. tem-se que os corpos d’água apresentam-se em desconformidade com os seus enquadramentos nas diversas classes. Adicionando-se ao grande contingente populacional em território paulista – com a grande maioria dos municípios sem tratar seus esgotos – o grande número de indústrias dos ramos de papel e celulose. petroquímico e sucroalcooleiro.042. localizam-se nos territórios municipais de Camanducaia.tem-se uma população de 4.339 habitantes na parte mineira.611.453 habitantes no estado de São Paulo. Além disso.Alguns quilômetros abaixo da referida confluência.073 habitantes na parte paulista e 52.68 km² correspondentes à Bacia do Rio Capivari e 1.64 km². ao entrar no estado de São Paulo. com reforço ao abastecimento da região Metropolitana de São Paulo(RMSP) em aproximadamente 31m³/s. a área de intervenção do comitê federal é de 15. Itapeva. alimentício.no sentido leste/oeste. metalúrgico.

Jundiaí. 55 em Minas Gerais (30%). Foram realizadas diversas reuniões: Extrema/MG. será elaborada a Agenda do Comitê Federal em consonância com a Agenda do Comitê Estadual. A bacia do rio Paranaíba é considerada a terceira maior do País.Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba O Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) aprovou no dia 24 de maio de 2002 a criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba. sua composição. visando maximizar os benefícios de uma gestão integrada entre União e Estado. A diretoria provisória teve seu mandato prorrogado até Setembro/2003. Monte Verde/MG e Indaiatuba. com a perfuração de poços artesianos nos arredores de nascentes e com a escassez de água. com representantes da indústria. sendo 136 em Goiás (65%). o Rio Paranaíba sofre com a poluição causada pela mineração de ouro. A área abrange 196 municípios. a minuta do regimento do comitê. A iniciativa ganha importância devido aos problemas existentes na bacia. 81 .O processo de instalação do comitê federal em área alta complexidade está sendo conduzido pela ANA a partir da interlocução com representantes do comitê PCJ. VI . O comitê foi instituído pelo Decreto de 16 de Julho de 2002 e publicado no Diário Oficial de 17 de Julho de 2002. comércio e sociedade civil. que inviabiliza os usos múltiplos. Itatiba. com representantes do Consórcio Intermunicipal das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba. Americana. estando prevista a composição dos dois Comitês com representantes comuns. sendo que aproximadamente 680 km estão na divisa de Minas Gerais como os estados de Goiás e Mato Grosso do Sul. a sistemática de realização do pleito em março de 2003.COBARIPA.160 quilômetros de extensão. Limeira e seminários abertos ao público Rio Claro. com uma área de 222 mil quilômetros quadrados. Capivari e Jundiaí. quatro em Mato Grosso do Sul (2%) e o Distrito Federal (3%). Os resultados obtidos até o momento retratam o esforço de integração entre os diferentes segmentos de usuários. tendo sido acatado pelo Conselho Nacional em sua IX Reunião Extraordinária. ocasião em que foram sendo discutidas a sistemática do processo eleitoral. estadual. com a função de definir as ações de gerenciamento das águas na região. A partir da eleição dos membros do comitê estadual. Inferior em área apenas para a Amazônica e a do São Francisco. a cobrança pelo uso da água e as perspectivas advindas da aplicação dos recursos na própria bacia. Com aproximadamente 1.

Na totalidade dos municípios da bacia. residem aproximadamente sete milhões de habitantes. Só agora. com nível d’água igual a 401m. Represa de Itumbiara: também situada na divisa dos estados de Minas Gerais e Goiás. Além das quatro represas citadas. ao lazer e aos usos industriais. área de importância estratégica para integração do Mercosul. através da iniciativa dos municípios e apoio do Governo Federal. indicativos estatísticos. Para se ter idéia da importância do rio para a geração de energia elétrica. tem início o reservatório da usina de Ilha Solteira. sendo elas. os vários usos da água e o planejamento estratégico para toda a região começam a ser debatidos. quase não há produção científica.35m. tributários indiretos do rio Paranaíba. cerca de 70% da energia consumida em Minas Gerais é garantida pelas águas do Paranaíba. O rio Paranaíba possui quatro represas de grande porte em seu curso. a Bacia. Os rios Paraná e Paraguai formam a Bacia do rio do Prata. Goiás e Distrito Federal. É a menor das quatro barragens. com nível de água a 660. ao abastecimento público em Minas Gerais. 82 . à irrigação. É importante frisar que os principais mananciais de abastecimento do Distrito Federal estão localizados nos rios Descoberto e previsto no rio São Bartolomeu. após o eixo de São Simão. Represa de São Simão: trata-se da última da represa no rio Paranaíba. os rios. com nível de água a 520 m. cujo barramento localiza-se no rio Paraná. principalmente para produção de óleos vegetais e para utilização em usinas de álcool. Esta bacia apresenta deficiência de informação. planejamento ou manejo integrado da Bacia como um todo. de montante para jusante: Represa de Emborcação: localizada na divisa dos estados de Minas Gerais e Goiás. seu nível de água atinge a 430 m. Represa de Cachoeira Dourada: limitando os mesmos estados citados anteriormente. ao turismo. Os principais usos da água identificados na bacia referem-se à geração de energia elétrica. para jusante da confluência do rio Paranaíba com o rio Verde.

criar um Comitê Provisório da Bacia. Coromandel e Patos de Minas. posteriormente. por uma área relativamente plana. O comitê do Paranaíba é o sexto criado em bacias de águas de rios de domínio da União. Rio Paraíba. os organizadores houveram por bem. MS. iniciaram-se os trabalhos de sensibilização e esclarecimento da sociedade sobre os reais problemas que a Bacia do Rio Paranaíba começava a enfrentar. MG e DF. Goiás: Goiatuba. A partir de 1997. foram também iniciados os estudos para a elaboração do Plano de Bacia. Foram realizadas nove reuniões em municípios pólos. Encontros Nacionais de Comitês de Bacias Hidrográficas Foram realizados 4 (quatro) Encontros Nacionais de Comitês de Bacias Hidrográficas. Quando da mobilização. que recebeu o nome de COBARIPA. Valparaíso. Teve como objetivos debater a proposta do Projeto de Lei sobre a criação da Agência Nacional de Águas e trocar experiências sobre os Comitês de Bacia de todo o Brasil em torno de 3 eixos: sistema de informações. na cidade de Goiatuba – Go. em 23/08/97. até atingir as proximidades do município de Patos de Minas.Com uma região de nascentes localizadas num planalto. O evento contou com a 83 . O I Encontro ocorreu na cidade de Ribeirão Preto/SP no período de 25 a 27 de outubro de 1999. A instalação do Comitê se deu via Decreto nº 16/07/2002 e teve sua publicação no Diário Oficial da União em 17/07/2002. licença ambiental e Plano de Bacia. envolvendo centenas de pessoas nos estados de Goiás e Minas Gerais conforme relação a seguir: Minas Gerais: Araguari. o rio Paranaíba apresenta áreas mais acidentadas nas encostas. passando. Diante deste cenário de problemas que ensejou o desencadeamento de toda a mobilização e educação ambiental. outorga. cerca de 120 km. foram realizadas também audiências públicas. o qual a partir daquela data passou a liderar todo o processo. Simultaneamente e com o apoio da SRH/MMA. juntamente com o processo de mobilização desencadeado em 1997. a criação do Comitê Provisório e o início da elaboração de estudos para consolidar o Plano de Bacias. Rio Verde. pode-se afirmar que a criação do comitê da bacia do rio Paranaíba vem ao encontro dos anseios da sociedade dos estados de GO. Durante o cumprimento das diversas etapas de elaboração do Plano de Bacias. Morrinhos e Três Ranchos.

no relacionamento com a Secretaria de Recursos Hídricos/MMA. trocar experiências e colocar diversos casos práticos sobre a formação de comitês de Bacias. preocupação com possíveis disputas entre os estados a partir de diferentes políticas de gestão da água e meio ambiente.433. que possam resultar na transferência de empreendimentos ou investimentos. a participarem da discussão para a regulamentação da Outorga e fiscalização das águas de domínio da União efetivamente. quando houver diferenciação nos critérios de outorga e tarifação de determinados usos. que possam estimular o usuário a transferir seu empreendimento). no Brasil. o I Fórum recomendou que o Ministério do Meio Ambiente convidasse os representantes dos estados. Com referência à Carta de Ribeirão Preto. em reuniões específicas para esse fim. foi recomendado que na implantação do Sistema de Gestão. em sua avaliação. considerou que apesar dos esforços despendidos. o II Fórum apresentou as seguintes considerações: 1. através do Fórum Nacional dos comitês. foram discutidos outros aspectos envolvendo os Comitês de Bacias: i) os estados colocaram as dificuldades de obterem recursos. representando os segmentos estadual. para implantação e manutenção dos Comitês de Bacias. O II Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas ocorreu nos dias 25 a 28 de junho de 2000. no sentido de trocarem e repassarem experiências. onde estiveram presentes 450 pessoas representando diversos Comitês. Como conclusão. O foco maior do encontro foi a manutenção e fortalecimento do fórum nacional como elemento importante na mobilização nacional dos órgãos e colegiados ligados aos Recursos Hídricos e Meio Ambiente. 2. Dentre outros aspectos relevantes. Este Fórum recomendou que as leis estaduais deveriam prever sempre esta questão. na cidade de Fortaleza/CE. traz em seu bojo diversos conflitos e dúvidas no que tange a sintonia das ações desse organismo. Consórcios e Organismos de Bacias de quase a totalidade dos Estados do País. não viu contemplado no projeto da ANA. que se intensifique o intercâmbio e o auxílio mútuo. 84 . iii) foi levantada também. municipal. de um estado para outro (por exemplo. foi recomendado.participação de 307 pessoas de 13 estados brasileiros. as proposições apresentadas por este colegiado de Comitês de Bacias. que criou a ANA.ii) a partir das dificuldades colocadas por alguns Estados. No tocante ao projeto de Lei 1617/99. federal e organizações da sociedade civil. dentro do contido na lei 9. Além desses eixos. decorrente do I Encontro o Fórum.

entrega da relação dos participantes do Fórum. Para que se possa sensibilizar de fato. ocorreu na cidade de Belo Horizonte. Valorização e incentivos ao produtor rural como agente fundamental de preservação ambiental da água. Criação do Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas. atividades culturais locais.3. Prioridade para que os organismos de gestão das águas realizem obras de preservação e recuperação da biodiversidade ambiental das bacias hidrográficas. que funcione nos encontros e entre eles. efetivação de membros do Fórum da Sociedade Civil na coordenação do Fórum dos Comitês de Bacias e uma melhor divulgação e possibilidades de participação do segmento civil e usuários no Fórum.. Considerado um importante mecanismo do processo de gestão. o Senado. fauna. matas. 85 . no período de 17 a 21 de junho de 2001. que busque esta postura como órgão de influência política. uma agenda de atividades anual e da rede civil de comunicação eletrônica. este Fórum precisa ser melhor articulado. com proteção das nascentes dos cursos d’água. sob pena de não ter reconhecimento nas esferas do governo. o Presidente da República. espaços para Fóruns de segmentos participantes da Gestão das Águas. foram levantados pela Sociedade Civil durante o III Fórum diversos pontos: Custeio das despesas básicas para efetiva participação da Sociedade Civil na gestão das águas e de eventos promovidos na área. O III Encontro Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas. etc. social e de representação de um segmento nacional que seja forte. com estatuto. com um canal de comunicação mais dinâmico e se não um órgão institucionalmente organizado. os Órgãos de governo. denominado por aclamação da Plenária Final “Eng° Flávio Terra Barth”. a Câmara Federal. Recursos de financiamento para o funcionamento dos Comitês de Bacias. Melhoria no próximo Fórum Nacional dos Comitês de Bacias para além da troca de informações.

o caso do Plano Emergencial dos Mananciais da Grande São Paulo. Alguns questionamentos foram levantados no plenário: Houve manifestação quanto à falta de concretização dos planos de recursos hídricos. O IV Encontro Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas foi realizado em Santa Catarina. 86 . Debates em audiências públicas sobre a privatização dos serviços de saneamento. quando disponíveis. Posteriormente. aprovado há 5 anos e engavetado. são pobres. As informações para a elaboração dos Planos. desarticuladas e desatualizadas. A população não conhece a figura do Comitê de Bacia. Respeito e direitos iguais dos segmentos participantes dos comitês de bacias hidrográficas. Manifestação contrária aos Programas de Educação Ambiental elaborados em gabinete. foi elaborado o Plano da Billings. tendo sido gastos R$ 5 milhões. no Balneário Camboriú no período de 19 a 23 de maio de 2002. a título de exemplo. Foi mencionado. Urgência na ação de preservação dos ecossistemas naturais na gestão das águas.Compatibilização das leis das águas federais e estaduais para a melhoria no processo de gestão. que até o momento não se concretizou. pois não há divulgação sobre a sua importância e o seu papel na gestão das águas. Os técnicos formados pelas universidades públicas são pouco solidários com as comunidades das bacias. Foi destacado o fato de que o IBGE não disponibiliza as informações da forma que interessa à gestão de recursos hídricos. sem o envolvimento da sociedade.

A implantação do sistema nos moldes da Lei 9. A documentação para se criar um comitê da dimensão do rio São Francisco. Outra conclusão dos integrantes desses fóruns é a necessidade de revisão da Resolução nº 5. dando-lhe uma grande contribuição. não importando o número de municípios e nem a extensão do rio. A avaliação técnica dos 4 Encontros Nacionais concluiu que a implantação do Sistema Nacional de Recursos Hídricos é cara.Solicitação de informação sobre como se dará a compatibilização dos comitês de rios estaduais com os de rios federais.433 só se justifica nas bacias onde os benefícios dessa implantação supere muito os custos de implementação. que integra 503 municípios é a mesma para um comitê como o da bacia do rio Mucuri (Minas Gerais e Bahia). O que se discutiu nesses eventos. que tem somente 17 municípios. Neste Capítulo também abordaremos os principais problemas enfrentados na formação dos comitês e no seu funcionamento e uma análise crítica da estruturação e desempenho dos comitês. O Capítulo 5 se dedicará a apresentar a gestão das águas em Minas Gerais e dará ênfase à formação dos comitês no estado de Minas Gerais. sistema de cobrança e a montagem e operação de um sistema de outorga são extremamente elevados. conforme avaliação dos participantes desses fóruns. O excesso de burocracia está prejudicando o andamento dos processos e há grupos que aguardam há mais de um ano para constituição do seu comitê. implantação do sistema de informação. 87 . é que temos um sistema ainda incompleto. isto porque ainda não foram criadas as Agências de bacia e a sua inexistência é um grande obstáculo dentro do sistema. isto porque os recursos financeiros necessários para formação dos comitês. onde descreveremos todos os comitês já constituídos e instalados. A cobrança pelo uso da água neste primeiro momento talvez fosse suficiente para a criação e a manutenção de um quadro técnico qualificado que pudesse apoiar o comitê. isto porque o caminho legal é o mesmo na formação de comitês. Este capítulo mostrou os comitês de bacias hidrográficas com destaque aos comitês de rios federais abordando também os quatro encontros nacionais de comitês de bacias hidrográficas.

BA GO MS SP RJ 0 50 ES N 100 km Figura 5. Goiás (O e NO) conforme (Figura 5. Mato Grosso do Sul (O). correspondentes às nascentes de alguns dos principais rios federais.6 km2. A GESTÃO DAS ÁGUAS EM MINAS GERAIS O estado de Minas Gerais possui uma superfície aproximada de 588.1).1 . tem como limites a Bahia(NE).383.5. Rio de Janeiro (S e SE).9 % da área total do País e engloba dezessete bacias hidrográficas. Equivalente a 6. com uma população de mais de 16 milhões de habitantes.Mapa das Bacias Hidrográficas do estado de Minas Gerais Fonte: Instituto Mineiro de Gestão das Águas (2001) 88 . São Paulo (S e SO). Situado a noroeste da região sudeste. Espírito Santo (L).

de calcinação. os mineiros uniram-se à Revolução Liberal. já em 1842. produção de matérias-primas e insumos de origem vegetal. de alimentos e de bebidas. Paranaíba. as primeiras descobertas importantes de ouro provocaram uma corrida cheia de incidentes. foi criada a Capitania de são Paulo e Minas de Ouro. na pecuária e na agricultura. Juiz de Fora. siderúrgica. cimenteiras. Em 1693. foi o primeiro Estado a instituir o voto secreto. A predominância de atividades siderúrgicas. A economia se baseia na indústria (têxtil. por bandeirantes que buscavam ouro e pedras preciosas. em 1789. No século 20. provocando a revolta popular. confecções. que. transformação de minerais não-metálicos. a grande oferta de material lenhoso. construção civil. Doce. tradicionais consumidoras de lenha e carvão vegetal. Grande. Entretanto. Mucuri e Pardo são os rios principais. Em 1709. em 1720. expansão urbana. Jequitinhonha. A expansão das atividades agropecuárias. que culminou na Inconfidência Mineira. Na primeira metade do século 18. A capital é Belo Horizonte e compreende 756 municípios. material elétrico. o descontentamento com a regência provocou o Movimento Restaurador. Minas Gerais é o Estado mais elevado do País. Contagem. a inexistência de legislação adequada e a fragilidade dos sistemas de controle 89 . sendo o mais grave a Guerra dos Emboabas (1707-10). foi desmembrada em são Paulo e Minas Gerais. parte deles destinada ao suprimento do setor siderúrgico. a concessão de incentivos fiscais federais para o reflorestamento estimulou a formação dos grandes maciços florestais plantados. Governador Valadares e Uberaba. o que levou Portugal a buscar meios para aumentar a arrecadação de impostos. Uberlândia. Na década de 70. Em 1833. Outro fator relevante que tem resultado em significativos impactos ambientais é a forte dependência do setor industrial mineiro em relação à biomassa florestal.O desbravamento da região teve início no século 16. No entanto. Montes Claros. a região tornou-se o centro econômico da colônia. com 57% das terras acima dos 600 metros de altitude (serras da Mantiqueira e do Espinhaço). de cerâmica. metalúrgica. infra-estrutura e produção mineral alteraram significativamente a cobertura vegetal original e provocaram a degradação do solo e dos recursos hídricos em grande parte do Estado. com rápido povoamento. os baixos custos de extração. a produção aurífera começou a cair por volta de 1750. mineração. resultou em grande desmatamento e perda de habitats. Minas Gerais se firmou como uma das grandes forças políticas e econômicas do país. São Francisco. agroindústria). As cidades mais importantes são: Belo Horizonte. Em 1927.

000 ha somente no período de 1990 a 1995.605 km2 (FJP. também é crítica. O estado se caracteriza por uma grande diversidade cultural e ambiental. a pressão antrópica sobre os biomas do Estado ainda responde por uma perda significativa da biodiversidade.458 para a região. tanto sob o aspecto da quantidade quanto da qualidade. bem inferior ao do Brasil. em uma área de 174. O esgotamento das reservas da Mata Atlântica do Vale do Rio Doce fez com que o desmatamento avançasse sobre outras áreas de mata. Nesse aspecto. É o caso do semi-árido mineiro. vale destacar o valor do IDH de 0. apresentando desde regiões com expressivo potencial hídrico. tendo sido verificado um desmatamento em torno de 89. que engloba 83 municípios.8% da área do Estado de Minas Gerais. 1999). A avaliação do mapa de cobertura vegetal realizada pelo IEF (1994) demonstra que a situação do bioma Cerrado. vem acarretando significativos conflitos de uso. sendo 62% os valores registrados para Minas Gerais e 45% para o País. denominado Região Mineira do Nordeste. o estado continua sofrendo grandes transformações em seus ecossistemas. A despeito dos avanços na legislação ambiental mineira. e sobre áreas do Cerrado. 90 . segundo informações obtidas na Fundação João Pinheiro (FJP.742. A porcentagem de pessoas com renda insuficiente na região é de 79%. com uma significativa parcela de população de baixa renda. em função de um modelo que não prioriza as questões ambientais. até áreas nas quais a escassez de água. correspondente a cerca de 29. Essa região. Embora tenham sido criadas inúmeras Unidades de Conservação-UC estaduais de proteção integral após 1996. apresenta condições climáticas adversas e é tradicionalmente deprimida sob o aspecto social e econômico. principalmente dos vales dos rios Mucuri e Jequitinhonha. duplicando-se a superfície protegida por Ucs dessa natureza.permitiram que a utilização dos recursos nativos quase atingisse o limite da exaustão. igual a 0. assim como a situação da Caatinga e dos Campos Rupestres mineiros.1999). fornecedora de mão-de-obra para outras áreas. Dados levantados pela Fundação SOS Mata Atlântica demonstram que a área originalmente coberta pela Mata Atlântica encontra-se reduzida a cerca de 4%.

259 KW. Espírito Santo. Goiás.3% correspondem à energia hidrelétrica. Além das riquezas minerais existentes em seu subsolo e do potencial de suas terras para o desenvolvimento da agropecuária. irrigação. recepção e diluição de resíduos. isto porque aqui se encontram as principais bacias hidrográficas que abastecem de água e energia elétrica o nosso País.031. saneamento básico. para abastecimento humano. Lei 12. o estado de Minas Gerais publicou uma série de novos instrumentos para a conservação ambiental.581/97. entre outras atividades. exigem um permanente monitoramento desse indispensável recurso da natureza. lazer e turismo.428/96. um total de apenas 1. recebendo de outros estados no mesmo período. na terça parte da bacia deste rio.3% do total de energia hidrelétrica produzida.040/95. Minas Gerais ocupa um lugar de destaque. compreendida entre as suas nascentes e a divisa com a Bahia. resultaram nos instrumentos jurídicos relacionados aos recursos hídricos já mencionados. Mato Grosso do Sul. A par do uso energético.713/95.A capacidade de geração de energia elétrica no estado é de 11. como a criação das Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPNs – estaduais. basta dizer que seu território contribui com 80% da vazão total do rio São Francisco. São Paulo. Lei 12. Rio de Janeiro. Outros mecanismos importantes para a conservação da biodiversidade estão sendo implementados. 003/96 e 004/96). agropecuário e como fonte de geração de energia. As terras das alterosas são conhecidas como “caixa d’água do Brasil”. no país (Fundação João Pinheiro. a exemplo da lei que redefiniu a distribuição da cota-parte do ICMS. Os múltiplos usos da água nos setores industrial. O volume de água que Minas Gerais que escoam anualmente para outros estados é de cerca de 160 bilhões de metros cúbicos. Resolução SEMAD 002/95. respondendo por cerca de 19. os recursos hídricos são demandados. incluindo a variável ambiental (Lei 12. 1998). dessedentação de animais. dos quais 20. Minas dispõe de grandes mananciais. Neste contexto. privilegiando a gestão local. Nos últimos anos. Dessa riqueza hídrica que originá-se no estado de Minas Gerais dependem diretamente diversos ecossistemas nos estados da Bahia. Para ressaltar a importância de Minas Gerais no cenário das águas nacionais. 91 . A necessidade de compatibilização desses usos múltiplos e de instituição de um gerenciamento descentralizado dos recursos hídricos. o que representa uma cifra 100 vezes menor que o valor de sua contribuição. simultaneamente. Decreto 37.57 bilhão de metros cúbicos.

que estabelece a política de recursos hídricos. alguns casos. ano da criação do Comitê Estadual de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas – CEEIBH-MG. além da capacidade dos mananciais.504/94 passou por um processo de adequação. seguindo orientações do governo federal contidas na lei 9. para promover os ajustes necessários. que deve ser considerado como o marco de um processo que evoluiu e culminou com o embasamento legal existente hoje no estado. foi contemplada a participação de novos organismos de bacia como consórcios intermunicipais e associações de usuários reconhecidos pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos-CERH e foram acrescentados instrumentos fundamentais de gestão de recursos hídricos como os Planos Diretores. sancionada em 20 de junho de 1994 e reeditada em 29 de janeiro de 1999 pela Lei nº 13.504. como um aparato institucional que integra o Sistema Estadual de Meio AmbienteSISEMA e o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SEGRH).199. Esta lei já estabelecia o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos de Minas Gerais. resíduos industriais e defensivos agrícolas. o Enquadramento dos Corpos de Água em Classes e o Sistema Estadual de Informações. A Lei 11. somamse o desperdício e a contaminação dos mananciais pelos esgotos urbanos. sancionada em janeiro/99. Esta preocupação resultou na elaboração da Lei nº 11. de 20/06/94.504. constantemente revistos e atualizados. Neste processo de adequação. formadoras do rio Paraná. resultando na Lei 13. Esses dois sistemas têm proporcionado os elementos básicos para a colocação em prática de uma política 92 . A utilização da água vem crescendo em ritmo acelerado e.433/97. O estado de Minas Gerais apresenta uma tradição de política ambiental aprimorada ao longo das últimas décadas. a nova lei estadual ampliou as competências dos Comitês de Bacia. as bacias Paranaíba e Grande. Em 1993. foi realizado o Seminário Legislativo “Águas de Minas” que propiciou uma ampla discussão da sociedade sobre temas relativos à gestão de recursos hídricos. resultando na promulgação da primeira lei sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos. Fica evidente que o estado possui tantos instrumentos legais. na bacia do Prata. Lei 11.Além disso.199. levam águas de Minas Gerais à Argentina e o Uruguai. O interesse e a preocupação com o uso racional das águas em Minas Gerais surgiu em 1979. Para agravar este quadro.

vinculado à Secretaria Estadual de Minas e Energia. entretanto. mas com a participação de diversos segmentos da sociedade. A SEMAD compõe o sistema Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SISEMA de forma integrada com os órgãos vinculados. por sua vez. não se limitando à atuação dos órgãos oficiais. O funcionamento do Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM) desde 1977 ampliou e consolidou a formulação da política ambiental do estado. Proteção e Desenvolvimento das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais (FHIDRO) criado pela Lei 13. O Fundo de Recuperação. 93 .2). Fundação Estadual de Meio Ambiente-FEAM. também com a atuação de vários setores da sociedade. O SEGRH.estadual de águas. o processo está lento.194/99. para a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SEMAD. Instituto Estadual de Florestas-IEF e dos Conselhos de Política Ambiental-COPAM e de Política de Recursos Hídricos-CERH (Figura 5. Cabe à SEMAD formular e coordenar a política estadual de proteção e conservação do meio ambiente e de gerenciamento dos recursos hídricos e articular as políticas de gestão dos recursos ambientais. Instituto Mineiro de Gestão das ÁguasIGAM. está sendo construído de forma participativa. O IGAM tem por objetivo alavancar a implementação do SEGRH incentivando a criação de Comitês de Bacia Hidrográfica em regiões do estado onde já existiam conflitos ou algum problema relacionado ao uso da água. inaugurando uma mudança política que desatrela a gestão da água do setor energético e a vincula à problemática ambiental. O IGAM resultou da transferência do Departamento de Recursos Hídricos. com o objetivo de dar suporte financeiro a programas e projetos que promovam a racionalização do uso e a melhoria. nos aspectos quantitativo e qualitativo dos recursos hídricos estaduais. visando ao desenvolvimento sustentável no Estado de Minas Gerais. o que faz dele ainda um sistema frágil. O Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM é o órgão responsável pelo planejamento e administração de todas as ações direcionadas à preservação da quantidade e da qualidade dos recursos hídricos em Minas Gerais.

Jequitinhonha e Pardo concluído integralmente. O estado de Minas Gerais avançou muito na elaboração dos Planos Diretores de Recursos Hídricos. A 94 .433/97. que dispõe sobre as normas para elaboração dos Planos. como a solicitação ao IGAM para elaborar um estudo que orientasse a criação dos Comitês de Bacia. Os Planos Diretores elaborados no estado de Minas são: Paracatu.Figura 5. Algumas bacias já possuem seus Planos Diretores concluídos.2 Sustentável. Organograma da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Fonte: SENAD/Governo de Minas Gerais (2001) O Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH) é o órgão máximo deliberativo do SEGRH. não seguindo as orientações estabelecidas na lei federal. A elaboração dos Planos Diretores dos rios Pardo e Jequitinhonha se deu em período anterior à lei 9. outras estão com os planos diretores quase totalmente finalizados. que estabelece o conteúdo mínimo que deverá conter os Planos Diretores e a Resolução nº 17. Paranaíba com apenas 30% executado. Embora ainda tímido já tem deliberado questões importantes para a estruturação da política das águas em Minas Gerais. Cabe ressaltar que este estudo se mostrou bastante operacional e vem sendo bem aceito pelas diversas regiões do estado. criado em 1998. de 29/05/01. Baixo Grande e Afluentes do São Francisco com cerca de 90% executados e Bacias do Leste com 80% do plano elaborado.

95 .3 . Isso tem motivado a sociedade a se organizar para uma participação efetiva nas instâncias colegiadas previstas nos textos legais.3 mostra o Estágio atual em que se encontram os planos diretores já iniciados no estado de Minas Gerais.Mapa do estágio atual dos Planos Diretores no estado de Minas Gerais Fonte: Instituto Mineiro de Gestão das Águas (2000) As restrições ao desenvolvimento decorrente da degradação resultante dessa pressão e as potencialidades ambientais em cada uma das bacias hidrográficas do estado de Minas Gerais impulsionaram a mobilização dos diversos segmentos sociais. indicando os percentuais de sua elaboração. Uma das conseqüências dessa mobilização foi a criação das legislações específicas. existindo no estado de Minas uma demanda crescente para a criação de comitês de bacias hidrográficas em diversas regiões. que se fundamentam na gestão participativa e descentralizada. na busca de um modelo de planejamento que favorecesse a criação de fóruns onde os principais atores de uma região pudessem participar de forma efetiva no processo de gestão de seus recursos hídricos.Figura 5. Figura 5.

e que passaram a reordenar e orientar. econômicas. o estado foi organizado em 34 Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos-UPGRH. para participar do gerenciamento das águas. uma demanda crescente do interesse da sociedade em se organizar.4 – Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos – UPGRH Fonte: Instituto Mineiro de Gestão das Águas (2000) Já existem em torno de 10 regiões correspondentes a estas Unidades se mobilizando para a formação de novos comitês sinalizando.Para orientar o processo de planejamento de criação dos comitês. assim. (Figura 5. N 0 50 100 km Figura 5. com todas suas possibilidades. realizada em Belo Horizonte. mas também pela movimentação gerada a partir da I Conferência Águas de Minas. em março de 2000. identificadas dentro das bacias hidrográficas. a partir de então. A mobilização da população está surgindo não só devido aos problemas relativos ao uso da água e à própria evolução do Sistema Estadual de Gerenciamento. 96 . políticas e ecológicas.4) que correspondem a unidades físico . apresentando uma identidade regional sintetizada por características físicas. a formação dos Comitês de Bacia Hidrográfica e a gestão das águas. sócio-culturais.territoriais.

Essa proposta surgiu a partir de uma avaliação crítica sobre a necessidade de apoiar essas organizações já que enfrentam problemas. através de apoio técnico e administrativo. é o que de concreto surgiu como forma alternativa de fortalecimento institucional dos Comitês de Bacia.Por meio de 31 pré-conferências nas áreas definidas como Unidades de Planejamento. Um dos fatores preponderantes é o nível de organização já existente na região. o capital social pode ser considerado como um indicador que demonstra o nível de cooperação dos membros de determinada sociedade ou organização social 7 97 . O resultado do conjunto desses fatores é o capital social. sensibilizou e mobilizou a população do Estado. por exemplo. Sapucaí e Verde. além de divulgar a Política Estadual de Recursos Hídricos e delimitar suas principais diretrizes. gerou uma demanda para a qual o IGAM não estava totalmente estruturado. colocando o tema água como assunto em evidência na política estadual. das quais participaram milhares de pessoas. Por outro lado. Mogi-Guaçu/Pardo. são percebidas pela população local também têm O conceito de ‘capital social’ foi desenvolvido por Robert Putnam (1996) para explicar as diferenças no desenvolvimento regional. com apoio da ANA. A participação da sociedade nesse processo tem variado muito. assim como as questões relativas à quantidade de água. É evidente. O projeto “Estruturação e Assessoria Técnica e Administrativa de Apoio aos Comitês de Bacia Hidrográfica”. O apoio aos comitês tem se concretizado com um projeto elaborado em 1999 e financiado pelo Proágua – Programa do Ministério do Meio Ambiente financiado pelo Banco Mundial – que tem como objetivo dar subsídios. as regras de reciprocidade. considerando fatores como: os laços sociais. de diferentes setores da sociedade. como secas ou mesmo enchentes. as redes horizontais e verticais de cooperação. principalmente pela falta da regulamentação das leis. aos comitês. como alta poluição industrial e de esgotos domésticos. estes têm se mostrado um fator que impulsiona os comitês. a conferência. Este projeto vem atendendo os Comitês de Bacia Hidrográfica dos rios Araguari. que deverão ser realizados de forma bem interativa com os comitês e ainda observando todos os estudos já realizados naquelas regiões é uma das metas a ser atingida pelo projeto. Entretanto. que naquelas regiões cujos municípios possuem Conselhos Municipais de Desenvolvimento do Meio Ambiente (CODEMAS). isto é. a confiança e os sistemas de participação cívica. que impossibilita a implantação da cobrança e a instituição das Agências. A consolidação de planos de ações para as bacias. a forma como os problemas relacionados com a qualidade das águas. Portanto. o capital social7 acumulado pelos atores locais. principalmente no que toca a questões ambientais.

demonstrado serem fatores determinantes para a organização social e a participação nos comitês. Sem dúvida, a atuação do Estado na mobilização da população, estimulando e mesmo promovendo a organização também é um elemento fundamental nesse processo; às vezes simplesmente viabilizar as reuniões torna-se um fator que muda as condições da região para a formação do comitê. Vale destacar, no entanto, que o nível de organização da sociedade civil ainda está muito aquém da demanda que uma organização como o Comitê de Bacia Hidrográfica requer. É visível a dificuldade que vários comitês enfrentaram para conseguir entidades para compô-lo, muitos não conseguiram o número suficiente, de forma a que se equipare com os demais setores (poder público estadual, municipal e usuários). Outro problema na estruturação dos comitês é o recorte geográfico da bacia hidrográfica que, como afirmado anteriormente, não corresponde a nenhuma das formas organizacionais estabelecidas no país e no estado de Minas Gerais. Isso significa forçar a criação de uma identidade que não existe previamente à formação dos comitês. A sociedade tem agora que se organizar em torno de uma percepção nova do espaço, estabelecendo uma identidade em torno da água, a qual se sobrepõe às formas tradicionais de definição de identidades sociais como o município, a cultura, a homogeneidade ambiental, a região definida pela facilidade dos caminhos viários, ou mesmo a regionalização administrativa das instituições. Os Comitês de Bacia Hidrográfica de Minas Gerais são organismos de caráter deliberativo e normativo que têm como objetivo exercer a gestão descentralizada e participativa a que se refere à Lei 13.199/99, desempenhando um papel político importante para a definição das ações a serem implementadas na Bacia. A composição destes organismos, segundo a lei mineira, é quatripartite, ou seja, contempla a participação de quatro segmentos da sociedade: poderes públicos estadual e municipal de forma paritária, e Usuários e Sociedade Civil de forma paritária com o poder público. Nota-se, porém, uma tendência a que todos os segmentos sejam paritários, ou seja, que a representatividade no comitê fique composta por 25% de participantes de cada segmento. O estado vem melhor orientando a composição desses comitês, definindo quais entidades compõem os segmentos da ‘sociedade civil organizada’ e de ‘usuários’. O segmento ‘usuário’ denota primordialmente uma atividade econômico-produtiva. Assim, por exemplo, um sindicato de Produtores Rurais, embora considerado uma entidade da sociedade civil em outras instâncias, 98

no caso de sua participação no comitê pode ser entendida como representando os interesses do segmento de ‘usuários’. Isso não foi compreendido desta forma na instituição desses primeiros comitês, como também pode ser observado nas composições apresentadas a seguir. A aglutinação de órgãos representativos da bacia, a participação do setor ‘usuários’ exprimindo a exata vocação econômica da região, a ampla participação dos municípios representando as regiões do alto, médio e baixo curso do rio, e organizações da sociedade civil representando os interesses dos diversos grupos locais, é fundamental para a representatividade e legitimidade do comitê. Podemos observar algumas dessas tendências na composição dos comitês, assim como também é visível interpretações variadas sobre o significado de ‘usuário’ e de ‘sociedade civil’, que ainda não seguem o mesmo critério. A lei estadual estabeleceu algumas competências para os Comitês: promover o debate das questões relacionadas com recursos hídricos e articular a atuação de órgãos e entidades intervenientes; arbitrar, em primeira instância administrativa, os conflitos relacionados com os recursos hídricos; e estabelecer critérios e normas e aprovar os valores propostos para cobrança pelo uso de recursos hídricos. O processo de formação dos Comitês de Bacia Hidrográfica em Minas Gerais tem sido bem diversificado, pois existem comitês originados das diretrizes do Comitê Estadual de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas – CEEIBH, no início da década de 80 (como o CBH Pará e CBH Verde), que denominamos de ‘primeira fase’, ou seja, aqueles criados por incentivo exclusivo do estado; e os comitês de ‘segunda fase’, formados a partir de demandas de setores sociais das áreas das bacias. Atualmente, existem 12 comitês legalmente instituídos e em funcionamento no estado, de um total de 32 previstos conforme as Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos. Destacamos os comitês estaduais em funcionamento e os que estão em processo de formação/mobilização nas unidades de planejamento e gestão (Figura 5.).

99

ESTADO DE MINAS GERAIS Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável IGAM COMITÊS DE BACIA HIDROGRÁFICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Legenda Comitês de Rios Federais Rio Paraíba do Sul Rio Pomba e Muriaé Rio São Francisco Rio Docê Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí Comitê de Rio Federal com Processo de Formação Rio Verde Grande Rio Mucuri Rio Paranaíba Comitês estaduais em funcionamento SF-2 - CBH do Rio Pará SF-3 - CBH do Rio Paraopeba SF-5 - CBH do Rio das Velhas SF-7 - CBH do Rio Paracatu GD-3 - CBH - Entorno do Reservatório de Furnas GD-4 - CBH do Rio Verde GD-5 - CBH do Rio Sapucaí GD-6 - CBH dos afluentes mineiros dos Rios Mogi-Guaçu/Pardo GD-8 - CBH dos afluentes mineiros do Baixo Rio Grande PN-2 - CBH do Rio Araguari PA-1 - CBH do Rio Mosquito DO-2 - CBH do Rio Piracicaba DO-5 - CBH do Rio Caratinga JO-2 - CBH do Rio Araçual Comitês aprovados no Conselho Estadual de Recursos Hídricos - MG
CONVENÇÕES

GD-1 - CBH Afluentes Mineiros do Meio Rio Grande DO-3 - CBH do Rio Santo Antonio BF-1- CBH Afluentes Mineiros do Alto São Francisco Do1 - CBH do Piranga BF-6 - CBH dos Rios Jequitaí/____ Comitês em processo de formação mobilização J23 - CBH do Médio e Baixo Jequitinhonha DO-4 - CBH Suaçuí - Grande DO-5 - CBH Manuaçu BF-4 - CBH dos Rios Abaeté/Borrachudo SB-8 - CBH do Rio Urucuié SF-9 - CBH dos Rios Panteiro e Caindá SF-10 - CBH Afluentes Mineiros do Rio Verde Grande PN-3 - CBH Afluentes Mineiros do Baixo Paranaíba GD-2 - CBH dos Rios das Mortes e Jericó PN-1 - CBH Afluentes Mineiros do Alto Paranaíba

Unidade de Planejamento Bacias de Rios Federais RioPiracicaba Rio Paranaíba Rio Grande Rio São Francisco Bacias do Leste Rio Doce Rio Paraíba do Sul Rio Pardo Rio Jequitinhonha

Figura 5.5. comitês de bacias hidrográficas do estado de Minas Gerais
Fonte: Instituto Mineiro de Gestão das Águas (2002)

Analisa-se a seguir o processo de formação de cada comitê dos rios estaduais e dos principais problemas por eles enfrentados. Vale ressaltar que, entre as 10 novas regiões que estão se mobilizando para a formação de comitês, o IGAM está trabalhando efetivamente em 8 delas, nas quais o processo já está mais amadurecido, pois estão contando com mais apoio de prefeituras, universidades e setor produtivo. Estas regiões estão em posição de vantagem, pois têm agora, à disposição, as experiências dos comitês instituídos. O acesso a estas experiências que não se restringe às condições propiciadas pelo órgão gestor nem se limita às informações por ele acumuladas, mas também, através do Fórum Mineiro de Comitês, instância criada em 100

é fundamental dar visibilidade do comitê e estabelecer prioridades mais factíveis na bacia.março/2001. Por ter sido o primeiro Comitê de Minas Gerais. vivendo em 51 municípios. o que lhe confere importância significativa. além de se constituir num dos principais mananciais e sistema de drenagem da região metropolitana de Belo Horizonte. e que pode vir a se constituir em um importante espaço de intercâmbio das experiências vivenciadas por todos os comitês e de articulação entre essas organizações. 5. Nesta bacia localiza-se o maior parque industrial do estado resultando em graves problemas hidroambientais. Porém. As informações relativas ao Plano Diretor foram disponibilizadas aos 28 membros do 101 . a mobilização da sociedade da bacia ficou inicialmente comprometida. No entanto. além de haver priorizado ações relacionadas ao saneamento na bacia e estar realizando seminários visando à capacitação dos membros. espelhada no Fórum Nacional de Comitês. e também pela agilidade que o processo relacionado ao PROSAM exigiu. Foi por meio dos estudos realizados no âmbito do PROSAM que a Política Estadual de Recursos Hídricos foi discutida e aprimorada e as primeiras discussões sobre a natureza jurídica da Agência de Bacia e sua viabilidade foi aprofundada. a bacia do rio das Velhas é a de maior área.1 Comitês de bacia hidrográfica legalmente instituídos no estado de Minas Gerais CBH Velhas Entre os afluentes do rio São Francisco. a criação do CBH Velhas alavancou todo o processo organizativo de várias regiões do estado para a gestão dos recursos hídricos. O comitê está trabalhando no sentido de criação de sua Agência de Bacia e já constituiu a ‘Unidade Técnica Transitória’ com a finalidade de ser o embrião da Agência. Conta com uma população acima de 3 milhões e 100 mil pessoas. A criação do CBH Velhas foi agilizada pela existência de condicionante no acordo de Empréstimo do Banco Mundial no âmbito do PROSAM – Programa de Saneamento Ambiental das Bacias dos Rios Arrudas e Onça. Para sua formação foram realizadas apenas quatro reuniões preparatórias e uma reunião conclusiva onde foi estabelecida a composição do comitê. O CBH Velhas dispõe de Plano Diretor e Enquadramento do rio das Velhas e de seus afluentes.

Industriais. Titular . Instituto Estatudal de Florestas – IEF 7. de Várzea da Palma 7.Composição do CBH Velhas COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO DAS VELHAS . Instituto Mineiro de Gestão – IGAM 3. Titular: Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de M. Titular . Cia de Saneamento de M/G . esses instrumentos ainda não foram divulgados na bacia. de Contagem 3. de Planejamento – SEPLAN 2. de Rio Acima 5. A motivação pela formação do comitê foi a demanda da população da região em participar da operacionalização da Barragem de Samambaia. de Lassance SOCIEDADE CIVIL 1.000 habitantes. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural EMATER/MG 5. Titular: Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa – FUNDEP 6.1 . Titular: Associação Brasileira de Engenharia Sanitária – ABES Fonte: IGAM (1998) CBH Mosquito O rio Mosquito é afluente do rio Pardo. único manancial superficial da região. Secretaria do Estado da Saúde 4. Cia.COPASA 2.G – FETAEMG 7. Federação da Agricultura de Est. Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM 5. Mun.Pref. Titular: Associação Comunitária Jardim Canadá 4. Mun. Mun. e embora já tenham sido utilizadas como suporte para priorizar ações. gerava conflito na região. Titular: Associação Mineira de Defesa do Ambiente – AMDA 2. pois as lavouras dos pequenos agricultores que moravam à jusante ficavam comprometidas. com uma economia essencialmente agropecuária. Secretaria Es. Mun. Instituto Brasileiro de Siderurgia – IBS 6. Titular/Suplente – Pref. no nordeste de Minas Gerais. executora e operadora da barragem e iniciou-se um processo de negociação para a gestão parcitipativa das águas da barragem. MG -FAEMG 4. Titular: Associação Brasileira de Águas Subterrâneas – ABAS e Associação Brasileira de Recursos Hídricos – ABRH 3.Federação das Assoc. com destaque para o saneamento. Fundação Rural Mineira de Colonização e Desenvolvimento Agrário – RURALMINAS 6.Pref. Titular . Mun. Titular: Sociedade Mineira de Engenheiros 5. Quadro 5. de Gouveia 6. Mun. Mun. na região do semi-árido. A operacionalização da barragem por parte apenas da CEMIG. Titular . Titular/Suplente – Pref. Fundação Estadual do Meio Ambiente-FEAM USUÁRIOS 1. O IGAM contatou a CEMIG – Companhia Energética de Minas Gerais.Pref. Associação Comercial da Serra do Cipó PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. próximo à fronteira com a Bahia. de Belo Horizonte 2. Comerciais. Energética de MG – CEMIG 3.comitê (Quadro 5.1). de Nova Lima 4.Pref.G – FEDERAMINAS 7. Titular . A Bacia do rio Mosquito conta com uma população em torno de 20. 102 . Agropecuárias e de Serviços do Estado de M.28 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1.Pref.

como se encontra desatualizado. a bacia do rio Mosquito é a menor do estado que possui um comitê. Entretanto. revitalização do rio Mosquito e trabalho de educação sanitária relativo à esquistossomose. o Proágua possibilitou para a bacia do rio Mosquito. o fato dele ser atuante na região e o apoio que representa foram fundamentais para sua agilização. O comprometimento e persistência de algumas lideranças mantiveram o comitê ativo nos primeiros anos de funcionamento. já que se observa uma tendência a confundir os papéis do Projeto do Proágua e do Comitê (Fonte IGAM).O estado estimulou a formação deste comitê em 1996. Posteriormente. do qual o rio Mosquito é afluente. de uma certa forma. o que pode gerar uma certa fragilidade. a bacia do rio Mosquito foi contemplada com o projeto Proágua (Programa de Melhoria da Oferta de Água no Semi-Árido Mineiro). o comitê precisa resgatar sua identidade como instância de decisão dos assuntos relacionados à gestão dos recursos hídricos na região e trabalhar de maneira plena com o Proágua. O único instrumento de gestão que dispõe a bacia é o Plano Diretor dos Vales do Jequitinhonha e Pardo-Planvale que não só é desconhecido pelo comitê. numa região que apresenta uma grande escassez de recursos. onde estão sendo executadas obras de infra-estrutura de saneamento básico do complexo denominado “Águas Vermelhas”. o Plano foi trabalhado numa escala em um nível extremamente macro que dificilmente se adequará às necessidades da bacia. e com isso aglutinar um maior número de entidades e poder potencializar sua atuação. tendo um menor número de municípios. no sentido que exige muito dos poucos membros. Tudo o que os outros comitês buscam para suas bacias.2). Além disso. o CBH Mosquito pode vir a desempenhar um papel de impulsor da criação do comitê do rio Pardo. Essa dimensão se reflete na própria composição do comitê. Apesar de o comitê não ter sido protagonista na definição desse Projeto. já que foi elaborado em 1994. 103 . Em termos comparativos. com um número de entidades bem inferior à média dos comitês mineiros (Quadro 5. No entanto. e contou com o empenho e participação de lideranças locais.

Associações Comunitárias CBH Araguari O rio Araguari. Polícia Florestal USUÁRIOS 1. Santa Cruz de Salinas SOCIEDADE CIVIL 1. principalmente de café. As universidades e as próprias prefeituras. fundamentado em sua primeira Política Estadual de Recursos Hídricos. e a mobilização da sociedade concentrou-se muito na sua simples criação.856 km². Curral de Dentro . mas sim como espectadores.3. É uma das principais sub-bacias da Bacia do rio Paranaíba com uma área de aproximadamente 21. como pode ser verificado na própria composição do comitê.504/94. tem 475 km de extensão. A criação do comitê foi estimulada pelo estado. Cia de Saneamento de MG . que mostra a articulação dos municípios 104 . Cia. não estão participando de uma maneira efetiva. Sindicato dos Trabalhadores Rurais (1) 2. Na ocasião do processo de formação do comitê. Associações Comunitárias 4. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural EMATER/MG 4. O CBH Araguari surgiu devido aos conflitos relativos ao uso da água na agricultura irrigada. No processo de mobilização não foi observada a importância de se estabelecer parcerias na região para garantir uma infra-estrutura mínima de apoio administrativo e técnico para o comitê. Associações Comunitárias 3.Quadro 5. situado na região conhecida como Triângulo Mineiro.COPASA 3. Sendo uma de suas primeiras iniciativas quanto à formação de comitês.IGAM 2.Composição do CBH Mosquito COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MOSQUITO – 16 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. Irrigantes (1) 4. o estado não estava preparado o suficiente e não aprofundou devidamente na região o papel do comitê. a Lei 11. Instituto Estadual de Florestas IEF 3. instituições importantes neste processo.2 . Mineradores (1) Fonte: IGAM (1998) PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. Os principais usos identificados na Bacia são a geração de energia elétrica e irrigação. nasce no município de São Roque de Minas. as Prefeituras participaram intensamente. no Parque Nacional da Serra da Canastra e atravessa cerca de 20 municípios mineiros. gerando redução de sua quantidade e prejudicando usuários localizados a jusante de extensas áreas irrigadas. Divisa Alegre 4. Águas Vermelhas 2. Instituto Mineiro de Gestão das Águas. Energética de MG – CEMIG 2. falta de racionalização do uso da água. é afluente do rio Paranaíba.

Titular e Suplente 5.Titular e Suplente Titular e Suplente 7.Titular e Suplente Ambiental -ABES / MG -. Universidade Federal de Uberlândia 9. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural . Cia. primeira fase do Plano.Titular e Suplente Titular e Suplente 2. Uberlândia e Tupaciguara -. Sec. Mun. MG –FAEMG 4.Titular e Suplente Titular e Suplente 5.Titular e Suplente 3.Titular e Suplente 1. Fundação Rural Mineira de Colonização e Desenvolvimento Agrário – Titular e Suplente RURALMINAS . Mun. Quadro 5. São Roque de Minas-Tapira2. Araguari -.Titular e Suplente 5.Titular e Suplente 9.Titular 2. Empresas de Reflorestamento .Titular e Suplente 9. de Usuários do Setor de Lazer e Turismo -Titular e Suplente Fonte: IGAM (1998) 105 . Uberlândia -.Titular e Suplente 7. porém numa avaliação rápida contata-se que esta participação se traduziu em apenas presença O CBH Araguari conta com o diagnóstico do Plano Diretor do rio Paranaíba. mas tal instrumento de gestão ainda está incompleto e.3). Cia de Saneamento de MG – COPASA . Pref. Indianópolis-Iraí de Minas7. ONGs Ambientalista -. Empresa Mineira de Turismo – TURMINAS .Titular e Suplente Titular e Suplente 5.Titular e Suplente Titular e Suplente 7. Pedrinópolis-Perdizes-Santa Juliana 6. Pref.Titular e Suplente USUÁRIOS SOCIEDADE CIVIL 1. Assoc. Energética de MG – CEMIG . Mun.Campos Altos-Ibiá-Pratinha 4. Pref. Federação da Agricultura de Est. Fundação Estadual de Meio Ambiente –FEAM . Patrocínio e Ibiá -.Titular e Suplente 8. Mun. de Estado de Educação – SEE . Tupaciguara -. Mun.Titular e Suplente 8. Federação das Indústrias de MG –FIEMG 6.para dele participarem. Universidade Federal de Uberaba ( UNIUBE) Titular e Suplente 8. Mun.Composição do CBH Araguari COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO ARAGUARI – 36 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL (titular e suplente) PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. Associação de Irrigantes -. Patrocínio-Serra do Salitre9. Araxá.Titular e Suplente 3. Instituto Mineiro de Agropecuária –IMA .Titular e Suplente 6. Pref. Pref. Assoc. Instituições de Ensino Superior (02) 8. Pref. Araguari e Nova Ponte -. Instituto Estadual de Florestas – IEF .Titular e Suplente 3.Titular e Suplente e Suplente 3. Cias Autônomas de Águas e Esgoto – SAEE . Mun.Titular e Suplente Nova Ponte -. no sentido de trazer informações úteis para pautar suas ações.Titular e Suplente 6.Titular e Suplente 4. Cia. ligadas à Cultura de Hortifrutigranjeiros .Uberaba e Sacramento -.EMATER/MG Sacramento -. Mun. portanto não conta com a aprovação do Comitê composto por 36 membros (Quadro 5. Representante de Mineradores . Brasileira de Engenharia Sanitária e 2.Titular e Suplente 1. Associações Ligadas à Cultura do Café . Instituto Mineiro de Gestão das Águas. Pref.Titular e Suplente Rio Paranaíba -.Titular e Suplente 4. Pref. Polícia Florestal -. Assoc.IGAM .3 .

pois por meio dele o comitê já tem um grande instrumento que pode possibilitar a captação de recursos e de um planejamento para as ações do comitê na bacia. apresenta 24 membros (Quadro 5. 106 . ONG’s e sindicato de produtores rurais para as discussões sobre a formação do comitê. devido ao pouco envolvimento dos membros do comitê e da falta de parceria que pudesse contribuir para o apoio administrativo e técnico do comitê. Fonte IGAM. A descaracterização dos ambientes úmidos como várzeas e veredas pela agricultura irrigada. tem sua economia ligada principalmente à pecuária extensiva. em 1996 iniciaram-se as primeiras reuniões com lideranças.CBH Paracatu A Bacia hidrográfica do rio Paracatu localiza-se quase integralmente no noroeste de Minas Gerais. com uma pequena parcela no estado de Goiás e no Distrito Federal. A existência do Plano Diretor de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Paracatu. Região inserida no bioma Cerrado. à agricultura irrigada e à exploração mineral. prefeituras. elaborado em 1996 pelo consórcio Magna/Dam/Eyser sob a coordenação da Fundação Ruralminas/SEAPA-MG e Secretaria de Recursos Hídricos-SRH/MMA. o que impede sua utilização para o planejamento das ações na bacia. os conflitos pelo uso da água surgida devido à irrigação e à exploração mineral comprometendo a qualidade das águas da bacia levaram o estado a estimular e incentivar a formação do comitê. Portanto.4) e teve uma atuação precária até a presente data. coloca este comitê em situação privilegiada. Percebe-se atualmente uma vontade dos membros de reunirem esforços para uma melhor atuação do comitê. O comitê foi instalado no final de 1998. Esse Plano ainda não foi aprovado pelo comitê.

Inst.Titular e Suplente Pref.Titular e Suplente 4. hoje destacam-se a extração de minérios. e suas respectivas indústrias de derivados.4 . Mineira de Metais Morro Agudo .RURALMINAS . a metalurgia e as indústrias de produtos alimentícios e têxtil. Rurais Pinheirenses . O CBH Pará. 5.Titular e Suplente Pref.Titular e Suplente 6. Fonte: IGAM (1998). em algumas áreas. 5. 3. as quais ainda hoje participam do comitê. de Paracatu . Mun. PODER PÚBLICO MUNICIPAL Pref. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural ( EMATER) Titular e Suplente 3. granjas e criação de suínos. 2. Na produção agropecuária sobressaem-se a criação de gado leiteiro.Composição do CBH Paracatu COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARACATU .Titular 6. Apoio Prod.Titular e Suplente USUÁRIOS 1.Titular 2.Titular e Suplente 5.Quadro 5. 4. 3. Irrigação de Paracatu – Titular Cia. Mineira de Metais – Reflorestamento – Titular CBH Pará O rio Pará é um dos afluentes do alto rio São Francisco. 4. Cia de Saneamento de MG (COPASA). Polícia Florestal – PMFLO .Titular e Suplente Pref. de Engenheiros Agrônomos de Unaí Titular e Suplente Assoc. de Dom Bosco . Mineiro de Gestão das Águas. além da produção de diversos cultivos agrícolas sendo que o tomate é predominante no sul da bacia.Titular e Suplente Pref. como ao sul. Prod. Já abrigou um pólo siderúrgico que encontra-se em decadência. É uma região de tradição agrícola e industrial. Rurais de João Pinheiro . Ruralminas e Adjacências – ASPROM . Assoc.Titular 4. João Pinheiro . Rurais AAPER . Sindicato Rural de Paracatu – Titular 5.24 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. de Lagamar .Titular e Suplente 2. 6.Titular 1. Mun. Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA . nascendo nas serras do Galga e da Cebola e desaguando no reservatório da CEMIG de Três Marias. Cia.Titular e Suplente Pref. 2. um dos primeiros comitês instituídos no estado. seguido da contaminação proveniente dos dejetos industriais que são despejados nos rios. Prod. Mun. 6. O esgoto urbano é um dos principais problemas. Assoc. sendo parte do 107 .Titular e Suplente Movimento Verde de Paracatu – MOVER Titular e Suplente Cond. 1. originou-se em 1987 com a mobilização de lideranças da região. Mun. Fundação Rural Mineira . Guarda-Mor . a contaminação derivada do uso de agrotóxicos na agricultura já se encontra com índices alarmantes. com um curso de aproximadamente 300 km.Titular SOCIEDADE CIVIL Assoc. Mun.IGAM . de Engenheiros Agrônomos de Paracatu Titular e Suplente Assoc. Mun.Titular 3. de Brasilândia . de Promoção Social e Meio Ambiente da Bacia do Rio Prata. Sind. Instituto Estadual de Florestas ( IEF) .

e contando com o comprometimento financeiro dos órgãos e prefeituras que fazem parte do comitê. as informações estão disponibilizadas numa escala inadequada a uma utilização prática pelo comitê (Quadro 5. elaborando-os através de parcerias com universidades. Nesse sentido. o que se reflete na existência de diversos Conselhos Municipais de Meio Ambiente (CODEMA) que estão presentes em muitos dos municípios. Esse grupo inicial articulou com o do SEEIASF (Sub-Comitê de Estudos Executivos Integrados do Alto São Francisco) e em 1998 se adequou às leis vigentes. As fundamentais parcerias que foram estabelecidas. órgãos municipais e estaduais. 108 . A região possui uma tradição de lutas e esforços em relação às questões ambientais e de recursos hídricos na bacia. também está desenvolvendo um trabalho de comunicação. além de estar com dados defasados. em fase de conclusão. a articulação necessária com as instituições que atuam direta e indiretamente com os recursos hídricos e usuários da água. além do imprescindível compromisso dos participantes estão propiciando o apoio administrativo/técnico e o aprimoramento dos trabalhos do comitê.5). A forte liderança exercida pela atual diretoria do comitê tem conseguido a viabilização de projetos e a captação de recursos para a bacia.grupo constituído por 40 (quarenta) membros. com o envolvimento dos órgãos estaduais e das Prefeituras. foi aprovado o projeto “Sistema de Apoio à Gestão da Bacia Hidrográfica do Rio Pará” pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA). e empresas) e para instituições de fora. Este projeto impulsionou o comitê legitimando-o como o organismo que trata dos interesses da coletividade na região da bacia. onde se destaca a publicação de um jornal bimensal com ampla distribuição na bacia (como escolas. já foi apresentado ao comitê e a principal crítica é que. O Projeto está realizando um diagnóstico georreferenciado da bacia enfocando nos usos da água. O Plano Diretor. Os instrumentos que possui são o Plano Diretor dos afluentes mineiros do rio São Francisco e o enquadramento dos cursos de água (Deliberação Normativa nº 28 e 32/98). transformando-se no CBH Pará.

FAEMG -. Pref. Pref. Cia de Saneamento de MG – COPASA . Proteção Integração Ambiental – ARPIA – Titular e Suplente 5. Assoc. Assoc. Pref.G . de M. Pref. Superintendência Regional de Ensino . Mun. de Engenharia e Agronomia – CREA . Mun. Mun. Sind.Titular e Suplente 9. Clube dos Pescadores Tangará .5 . Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA . Cia Energética de Minas Gerais . Mun.EMATER Titular e Suplente 3. Polícia Florestal – PMFLO . Reg.IGAM . Diretoria Regional de Saúde – DRS . Instituto Estadual de Florestas – IEF . Departamento de Estradas de Rodagem – DER Titular e Suplente USUÁRIOS 1. Pitangui – Titular 6.CEMIG .Titular e Suplente 2.Composição do CBH Pará COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARÁ – 40 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1.E. abrangendo 16 municípios com uma população de 210. 2.Quadro 5. FEAM . CBH Caratinga O rio Caratinga é tributário do rio Doce. com 36 membros (Quadro 5. de Carmo da Mata – Titular 7. práticas arraigadas na região. Rurais do Oeste Mineiro – ASROM -.Titular e Suplente 5. Pref. Pref. Carmópolis de Minas – Titular 2. de Bom Despacho – Titular SOCIEDADE CIVIL Comunidade Indígena Kaxixó . Mun.Titular e Suplente 3.Titular 3. sendo que mais de 40% vive na zona rural. Sociedade Ecológica de Itapecerica – S.Titular e Suplente Conselho Reg. Ministério Público – Titular e Suplente 7. Assoc. Suinocultores Paraiminenses Ltda – COSUIPAM – Titular 7. Mun.Titular e Suplente 4. de Avicultores de Minas Gerais – AVIMIG – Titular e Suplente PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. Carmo do Cajuru .FIEMG -. Federação das Indústrias do Est. Mineiro de Gestão das Águas. Pedra do Indaiá – Titular 9. A formação deste comitê.Titular e Suplente 10. Mun. Movimento Ambiental PANGEA – Titular 4.Titular e Suplente 9.G .000 habitantes. foi estimulada pelo Estado em 1996. Coop. Porém. de Pará de Minas – Titular 5. 2. Houve uma mobilização significativa na região com a presença dos setores ligados à pecuária e agricultura. de Nova Serrana – Titular 10.Titular e Suplente 5.Titular e Suplente 3. de M. dos Municípios da Micro região do Vale do Itapecerica – Titular 1. Pref.Titular e Suplente 6. Fonte: IGAM (1998). Pref.Titular e Suplente 6. Serviços Autônomos de Abastecimento de Água e Esgoto – SAAE Titular e Suplente 4. no processo de formação não 109 . Divinópolis – Titular 8.6). Empresa de Pesquisa Agropecu[aria de MG – EPAMIG (Escola Experimental de Agricultura de Pitangui ). apoio da imprensa e das faculdades.Titular 7.Titular e Suplente Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural . Federação da Agricultura do Est. Assoc. Assoc. O relevo é montanhoso e a região tem como principal fonte econômica a cultura de café e a pecuária. Ordem dos Advogados do Brasil -Titular e suplente 10.Titular e Suplente 8. originados da erosão devida aos constantes desmatamentos para o cultivo do café e as queimadas. Pref. Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cláudio – Titular 9. Inst. Mun. Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG – Titular 8. Comercial Industrial de Divinópolis – Titular 8. Mun. Pref.I Titular e Suplente 6. Mun. A motivação pela formação do comitê foi devido ao avançado processo de assoreamento do rio e conseqüente escassez de água.Titular e Suplente 10. Itaúna – Titular 4.

COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO CARATINGA .CEASA 8. Cia de Saneamento de MG – COPASA 3.G . Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural . Energética de MG – CEMIG 2. Pref.36 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. Pref. Pref. feijão e batata. Instituto Estadual de Florestas . englobando 31 municípios.UNICOOP 1. Comercial e Industrial de Caratinga – ACIC 4. 110 . Imprensa Fonte: IGAM (1999). CLUBE DE SERVIÇOS – ORBIS 7. União das Cooperativas de M.Sociedade Presbiteriana de Educação Pesquisa 3. Pref. As principais atividades econômicas são a pecuária leiteira. Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA 7. Associação das Câmaras de Vereadores do Meio Leste 9.000 habitantes. Municipal Santa Rita de Minas 2. Quadro 5. Sind. Centrais de Abastecimento de M. Pref. Rurais 6. AMURC – Associação de Mulheres Rurais de Caratinga Mineiro – ACALEM 9. Superintendência Regional de Ensino 9. Rural Patronal 7. Munic. Tarumirim 7.Composição do CBH Caratinga. Polícia Florestal de Minas Gerais 6.G . Pref. Sind. Foi realizado recentemente. por iniciativa e solicitação da Diretoria do comitê um planejamento de ações e acredita-se que com os resultados deste planejamento haverá um redirecionamento para a atuação do comitê. Fundação Educacional de Caratinga – FUNEC 2. a cultura do café. milho. 9. Associação de Defesa do Rio Caratinga – ADERC 5. Assembléia Legislativa 4. Municipal de Caratinga EMATER/MG 3. Câmara Dirigentes Lojistas 5. Municipal Inhapim 5. Associação dos Amigos do Rio Caratinga – AARCA 6. Munic.6 . Assoc. Dom Cavati 6. Cia.2.IEF 1. Pref. Tem uma população estimada em 400. Trab. Municipal de Piedade De Caratinga 3. Munic.foi aprofundado o papel do comitê com a necessária clareza e o funcionamento deste ficou comprometido na fase inicial. Ministério Público de Minas Gerais USUÁRIOS SOCIEDADE CIVIL 1. EBC –Estação Biológica Caratinga 4. A Diretoria do comitê também está buscando alternativas de suporte técnico junto às Prefeituras e universidades bem como a captação de recursos por meio de projetos junto ao Ministério do Meio Ambiente. Municipal de Ubaporanga 4. Polícia Militar de Minas Gerais 5. inserida na bacia do rio Grande que integra a bacia platina. Itanhomim 8. SPEP. Munic. Pref. Lojas Maçônicas 8. Pref. Conselheiro Pena 9. CBH Verde A bacia do rio Verde está localizada no sul do estado. Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM 8.

foi criado em 1987 com o nome de SCOBVER – Sub Comitê Executivo de Estudos Integrados da Bacia do Rio Verde. Secretaria Est. originado do CEEIBH.G . Estadual de Estradas de Rodagem . Furnas Centrais Elétricas S. Itanhandu 3. Cruzília 10. Cambuquira 5. Cia. Em 1999 coube ao estado adequá-lo à lei 13. de Educação 11. Três Corações 7.DER 3.199/99 e tornou-se o CBH Verde. Superágua – Empresa de Águas Minerais S. UNINCOR – Universidade Vale do rio Verde 5. Ass. Instituto Estadual de Florestas – IEF 5.7 . São Tomé das Letras 9.G . Sindicato dos Hotéis/Restaurantes e similares 12. Serviço Autônomo de Águas e Esgoto – SAEE 5. Varginha 8.ACIV 10. Assoc. Fundação Estadual de Meio Ambiente – FEAM 9.COMIG 11. Secretaria Est. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural EMATER/MG 6.48 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. Médica (Varginha) 2. São Lourenço 6. Agrônomos 7. Ministério Público USUÁRIOS 1. Associação Comercial Industrial e Agropecuária de Varginha . Amigos de Conceição do Rio Verde – 8.Composição do CBH Verde COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO VERDE . Conc.A 2. ABES – Assoc. do Rio Verde 11. Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM 2. Quadro 5.Este comitê. Fundação Rural Mineira de Colonização e Desenvolvimento Agrário – RURALMINAS 7. AMICON 9. de Saúde 12. Mineira de Eng.COCCAMIG Fonte: IGAM (1998). Centro Universitário do Sul de Minas FEPESMIG 4. Mineira de Médicos Veterinários 6. Nascente Associação Ambiental 111 . Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA 10. Federação da Agricultura de Est. devido ao acelerado estado de poluição das águas desta bacia. Soc. Cia de Saneamento de MG – COPASA 4. de MG – FETAEMG 9.A 6. Sanitária 3. Assoc. Coop. Federação das Indústrias do Est. Ecológica Vertente 11. Dept. SOS Rio Verde 12. Companhia Mineradora de M. Caxambu 2. Campanha 12. Polícia Florestal 4.7). Central de Cafeicultores de M. Assoc. Lideranças e técnicos da região se uniram visando a organização da população. destacando-se a efetiva participação de educadores da região em articulação com o comitê (Quadro 5. Nova Cambuquira 10. Energética de MG – CEMIG 3. Empresa Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – EPAMIG 8. Brasileira de Engª. MG – FIEMG 8. Passa Quatro SOCIEDADE CIVIL 1. PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. MG -FAEMG 7. Baependi 4. Soc. Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Est. sempre trabalhou no sentido de sensibilizar a população diante do comprometimento da qualidade das águas da bacia e realizou trabalhos relevantes de sensibilização junto a vários segmentos da bacia. O CBH Verde.

devido a compromissos mais urgentes nos municípios.CBH Paraopeba O rio Paraopeba é um dos afluentes do alto rio São Francisco. Porém. 112 . O CBH Paraopeba dispõe de Plano Diretor dos Afluentes mineiros do Rio São Francisco. Municípios como os de Contagem e Betim. O CIBAPAR foi a primeira entidade com atuação na bacia hidrográfica de Minas Gerais. tanto pela carga excessiva de esgoto como pela contaminação industrial. com o passar do tempo. altamente industrializados e que abrigam uma grande população urbana. criado com o objetivo de revitalizar e preservar a bacia hidrográfica. O principal problema é a qualidade das águas. situam-se na bacia do rio Paraopeba. A formação deste comitê foi demanda do Consórcio Intermunicipal da Bacia do Rio Paraopeba – CIBAPAR. responsável por grande parte do abastecimento de água da região metropolitana de Belo Horizonte. existente há 5 anos na bacia. Atualmente ele se mantém pelo esforço somente de poucas prefeituras que acreditam na importância e nas possibilidades do Consórcio. inovando e aprimorando os processos de comitês formados anteriormente.8). com cerca de 90% já executado e enquadramento do rio Paraopeba e de seus afluentes conforme Deliberação Normativa COPAM nº 016/96 (Quadro 5. O processo de formação deste comitê com 34 representantes foi bastante participativo. as prefeituras não cumpriram com a idéia inicial de contribuir financeiramente para os propósitos do Consórcio. A atuação do CIBAPAR e sua parceria com o IGAM foi decisiva para a criação do comitê que foi instalado em junho/2000.

Agropecuária e Prestação de 4. 6.UFOP Titular: As. da Saúde – SES 5. de 22 de setembro de 1998 atendendo solicitação de lideranças ligadas a ONG’s ambientalistas da bacia ao IGAM. Titular : Assoc. Titular: Fed. Titular/Suplente: Cia de Saneamento de Minas Gerais – COPASA 1. de Estado do Planejamento e Coordenação Geral – SEPLAN 8. Desenvolvimento Sustentável 8. Industrial. Titular : Ferteco Mineração S/A 7. do Rio Paraopeba – CIBAPAR Titular / Suplente : Inst. que se restringe às várzeas de alguns cursos d’água. Titular/Suplente – Sec. A motivação pela formação deste comitê foi devido às enchentes que ocorrem com certa freqüência nesta bacia. da Agricultura do Estado de Minas Gerais – FAEMG 4. 2. Titular/Suplente: Consórcio Intermunicipal da Bacia Hid. Titular: ACIAPs (Assoc. 6. de Ouro Preto . Fed. Titular/Suplente . Fonte Gde.Com. Rurais Cons. Titular/Suplente–Assembléia Legislativa 7. Os terrenos da bacia são ocupados predominantemente por pastagens e as declividades acentuadas não favorecem a prática da agricultura. Estado da Agricultura. da Educação . Contagem Titular : APHAA – BV ( Assoc.Composição do CBH Paraopeba COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARAOPEBA – 34 Representantes UNIÃO 1. Titular/Suplente – Polícia Militar do Estado de Minas Gerais – PMMG 6. Artístico e Ambiental de Belo Vale) Fonte: IGAM (1999). 5. 3. Entretanto o comitê acabou por ser constituído via Decreto nº 39. Instituto Mineiro de Mineração – IBRAM 6. 2.Mateus Leme Titular . 1. Titular/Suplente – Fund. Est. Lafaiete Titular: Sind. 2.CETEC USUÁRIOS 1. Sanitária – ABES Titular: Soc. 3.Secretaria Estadual de Meio Ambiente e 7. Centro Tecnológico de Minas Gerais . Titular/Suplente . Titular/Suplente – Sec. Trab. Titular/ Suplente: Fed. Brasileiro de meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis – IBAMA Titular / Suplente : Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM PODER PÚBLICO ESTADUAL PODER PÚBLICO MUNICIPAL Titular Titular Titular – Contagem Titular – Congonhas Titular – Ibirité Titular – Juatuba Titular . Nem o estado e nem o grupo que liderou a formação do comitê conseguiram uma mínima mobilização na bacia. Pecuária e Abastecimento – SEAPA 3. Seu clima é considerado úmido.São Joaquim De Bicas SOCIEDADE CIVIL Titular: Univ. Est.Sec. Indústrias de Minas Gerais FIEMG Titular : Açominas 3. apoiado pelo estado que estimulou a sua formação.8 .SEE 4. CBH Sapucaí A bacia do rio Sapucaí está inserida no sudoeste de Minas Gerais. Titular / Suplente : Cia Energética de Minas Gerais – CEMIG 8. do B. nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgotos de Minas Gerais – SINDÁGUA Titular: Universidade Federal de MG – UFMG Titular: As. Fed. 4. 2. Bras. Titular/Suplente – Sec. Mineira de Engenheiros – SME Titular: Sind Trab. 2. 5. do Patrimônio Histórico. Mineira de Empresas de Turismo Rural AMETUR 7. de Eng. Comercial. 113 .Quadro 5.911. Mineira de Pesca e Desportos Sub-Aquáticos 8. Serviço de Mateus Leme) 5. 1.

Associação Brazopolense dos Criadores de Peixes – 5.Composição do CBH Sapucaí. 114 . COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO SAPUCAÍ .Delfim Moreira Titular/Suplente – Brazópolis 4. O principal problema da bacia é a seca. Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA 5. Assoc. de Eng. o comitê está buscando implementar a capacitação dos membros do comitê bem como um planejamento de ações e atividades que poderão alavancar a atuação deste comitê. Federação das Indústrias do Est. dos Reflorestadores da Serra da Mantiqueira – Delfim Moreira 7.ABES 2. As. no nordeste de Minas. FURNAS 1.FEAM 7. MG – FIEMG 4. Fund. Assoc. Instituto Estadual de Florestas – IEF 3. Essa situação leva a uma forte migração temporária. REGIÃO DO MÉDIO SAPUCAÍ (03) Titular – Cambuí Titular – Careaçu Titular . A vegetação da região varia entre caatinga e cerrado. Faculdade de Engenharia de Itajubá 6.28 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. A bacia hidrográfica do rio Sapucaí não conta com nenhum instrumento de gestão de recursos hídricos (Quadro 5. o plantio extensivo do eucalipto (a maior plantação do mundo encontra-se na região) e o mau uso do solo. REGIÃO DO ALTO SAPUCAÍ (03) Titular/Suplente – Itajubá Titular/Suplente .Nesta fase inicial.9 . Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. Bras. causando prejuízos na produção agrícola e na condição de vida em geral.9). Polícia Florestal 6. Energética de MG – CEMIG 03 INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR 3. Fundação Rural Mineira de Colonização e Desenvolvimento Agrário RURALMINAS 4. Ecológica Amigos do Rio Sapucaí ASBRAPE de Itajubá . MG –FAEMG 03 ONGs 7. CBH Araçuaí O rio Araçuaí é o principal afluente do rio Jequitinhonha. Sanitária . Titular – Machado USUÁRIOS SOCIEDADE CIVIL 1. Federação da Agricultura de Est. principalmente da população masculina adulta. Cia. encontrando também algumas partes de mata Atlântica. Assoc. Cia de Saneamento de MG – COPASA 2. Escola Agrotécnica Federal de Machado 4.Pouso Alegre REGIÃO DO BAIXO SAPUCAÍ (01) 7. Ecológica Bordamatense – Borda da Mata Fonte: IGAM (1998).(AEARSI) 6. mas também com o forte desmatamento e assoreamento dos rios. Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM 2. Estadual do Meio Ambiente . Escola Federal de Engenharia de Itajubá 5. Cias Autônomas de Águas e Esgoto – SAEE 3. Quadro 5. A seca está relacionada não só com o clima e a ausência de chuvas. na região do semi-árido.

ou seja. Titular – Escola Estadual de Novo Cruzeiro 5.Instituto Mineiro de Gestão das Águas IGAM 3.10). Titular/ Suplente . Titular – Itamarandiba 3.Empresa de Assistência Técnica e ExtensãoRural EMATER/MG 2.10 . No entanto. 01 Representante do Baixo Araçuaí 9. Cafeicult. Titular – Turmalina MUNICÍPIOS DO BAIXO ARAÇUAÍ (02) 5. 115 . Reg. Entretanto.Composição do CBH Araçuaí COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO ARAÇUAÍ – 24 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. e não o requerido por muitas organizações que demandavam um tempo maior para mobilizar suas bases. o ritmo imposto para a criação do comitê seguiu o ritmo político do estado. Titular – Minas Novas 4. de 16 de fevereiro de 2000 (Quadro 5. Titular/ Suplente . Titular: Pólo Sindical Alto Jequitinhonha 2. Titular: Trab. Titular: Associação Frutaboa SOCIEDADE CIVIL 1. Suplente : Sindicato Rural de Novo Cruzeiro ? 4. Titular: Centro de Agricultura Alternativa . Titular/ Suplente: Banco Nacional de Agricultura Familiar – BNAF 7. Titular/ Suplente . Chapada de Minas 6. Titular – Fundação Rural Mineira de Colonização e Desenvolvimento Agrário RURALMINAS 6.Instituto Mineiro de Agropecuária . terminou-se com um acordo pela criação do comitê.931. Titular – Araçuaí USUÁRIOS 1. a articulação com as organizações da sociedade civil foi realizada de forma diferenciada. Titular: Suzano (Reflorestamento) Produtores Rurais 3. dois problemas foram visíveis no processo de formação do comitê.IMA (Capelinha) PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. o estado procurou aprimorar o trabalho de mobilização. Titular . MUNICÍPIO DO ALTO ARAÇUAÍ (01) Titular – Felício dos Santos MUNICÍPIOS DO MÉDIO ARAÇUAÍ (03) 2.A organização do comitê partiu de uma iniciativa da Universidade Federal de Ouro Preto. Primeiro. e que articulou junto a algumas organizações da sociedade civil a mobilização para a criação do comitê. Titular – Chapada do Norte 6. Médio Araçuaí 4. organizou reuniões regionais nas quais eram passadas informações a respeito da política estadual de recursos hídricos. tendo promovido também o intercâmbio com outras experiências no estado. que desenvolvia um trabalho na região. Titular: Campo Vale 5.CAV (Turmalina) Fonte: IGAM (2000). apesar de haver surgido conflitos nesse processo. Titular: Cons. 02 Rep. que se deu via decreto nº 40. de acordo com experiências de formação dos outros comitês. Titular: 5. Por outro lado. Rurais de Boa Esperança 8. Quadro 5. Titular: Cáritas Diocesana de Carbonita 6. Nesse caso. 01 Representante do Alto Araçuaí 7. do planejamento à avaliação. Titular: Cia de Saneamento de MG – COPASA (Capelinha) 2. isto é. sem que envolvessem os principais agentes interessados ao longo de todo o processo de organização. Titular: Pólo Sindical do Médio Jequitinhonha 3.Instituto Estadual de Florestas IEF 4.

com entidades participantes e ativas que contribuem de fato para a sua estruturação. O CBH Piracicaba surgiu da própria demanda da região. com uma extensão de 241 km tem sua nascente no município de Ouro Preto e sua foz na margem direita do rio Doce. com entidades que já participavam de vários movimentos.CBH Piracicaba A bacia hidrográfica do rio Piracicaba compreende uma área de drenagem de cerca de 6. reflorestamento e siderurgia. que foi estimulada por lideranças locais que já conheciam profundamente os aspectos legais da gestão de recursos hídricos. Todas as reuniões sempre têm quorum suficiente para as deliberações (o que nem sempre ocorre nos demais comitês). O comitê. O segmento da sociedade civil é atuante. entretanto. A formação de três grupos técnicos (capacitação. A economia desta bacia está ligada às atividades minerárias. 116 .300 km² onde estão localizados total ou parcialmente 20 municípios. As Prefeituras e o setor de usuários fortalecem o comitê fornecendo todo o apoio administrativo.000 habitantes. dois terços de seus membros presentes. O instrumento de gestão que dispõe o comitê é o enquadramento das águas do rio Piracicaba e dos seus afluentes. Devido ao rico processo de mobilização da região. A região é bastante industrializada e a recuperação da qualidade das águas na bacia foi o fator principal para a criação deste comitê. É um comitê onde a presença e a participação dos municípios é muito forte. comunicação e levantamento de dados da bacia) também demonstra o envolvimento dos membros nas ações do comitê. ou seja. abrigando uma população estimada de 600. Sua sede funciona com uma infra-estrutura muito boa em parceria com a AMEPI – Associação do Médio Piracicaba (associação regional que reúne as prefeituras municipais). a composição do comitê é bastante sólida. que se deu via Deliberação Normativa COPAM nº 009/94. O rio Piracicaba. O colegiado compõe-se de vários técnicos de todos os segmentos. ainda não analisou a proposta de enquadramento nem o submeteu a aprovação do colegiado para sua efetivação. O papel do estado foi o de esclarecer questões específicas para a formação do comitê e divulgar amplamente a Política Estadual de Recursos Hídricos. e que já tinham uma tradição de lutas pela questão ambiental da região. demonstrando total interesse do colegiado.

CBH Mogi-Guaçu/Pardo Esta bacia. compreende uma área de drenagem em torno de 35.Fund. Titular – Rio Piracicaba Polícia Florestal (4º Pelotão) BAIXO PIRACICABA Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA 7. Titular – Nova Era com amor ( Nova Era) BAIXO PIRACICABA 7. No entanto. Titular – Mariana Secretaria do Estado da Saúde 2. 5. Cult. Titular .Composição do CBH Piracicaba COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PIRACICABA – 36 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. Titular .Rurais (Timóteo.Timóteo SOCIEDADE CIVIL ALTO PIRACICABA 1.Catas Altas EMATER/MG MÉDIO PIRACICABA Assembléia Legislativa 4. 8. Ecol. A população estimada 117 . Antônio Dias) 9.11).O comitê com 36 representantes (Quadro 5. Titular – Associação Comunitária ( Brumal) MÉDIO PIRACICABA 4. Titular . Serra do Seara (J.Santa Barbára Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural . 4. Titular – João Monlevade Departamento de Estradas de Rodagem –DER/MG 6.AESSE Assoc. 9. 01 Sindicato de Produtores Rurais (Mariana) Fonte: IGAM (2000). Titular . 7. 3.Ipatinga 8. Titular – Assoc.) 6.Assoc. 02 Mineradoras (Instituto Brasileiro de Mineração IBRAM) 3. Titular .742 km quadrados (sendo 17% em Minas Gerais e 83% em São Paulo). Rurais ( Santa Bárbara) 3.Sind.IBS) 5. XXI ( Itabira) 5.Sind. e esses devem avançar no sentido de assegurar diálogo em lugar de exercer uma improdutiva cobrança mútua de responsabilidades pela atual degradação dos rios. Trab. Titular. 02 Companhias de Saneamento (Associação Serviços Municipais de Água e Esgoto .Trab. Titular . Titular . Quadro 5. tem se mostrado auto-suficiente. 6. 01 Cia Reflorestamento (Associação Brasileira de Florestas Renováveis – ABRACAVE) 8. Titular. Fabriciano 9. 2. Titular – Itabira Instituto Estadual de Florestas – IEF 5. 01 Assoc. Relictus (Ipatinga) USUÁRIOS 1. Titular – Cel. Beneficência Popular (Ipatinga) 8. PODER PÚBLICO MUNICIPAL Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM ALTO PIRACICABA Secretária de Estado da Educação (24ª e 1ª SRE) 1. segundo o IGAM os diversos segmentos necessitam amadurecer no entendimento de que o comitê é um espaço de negociação.ASSEMAE) 7. Titular .M.3.Comissão Pastoral da Terra (Catas Altas) 2. Comercial (Acita Itabira) 9. buscando apoio de várias parcerias e não tem contado com apoio financeiro do Estado.11 . 02 Siderúrgicas (Instituto Brasileiro de Siderurgia . situada no sul de Minas. Itabira Sec.

posteriormente a Diretoria do comitê trabalhou intensamente para dar visibilidade do comitê na região. assim como à participação de vários setores da sociedade da bacia como o poder público municipal. O estado estimulou a formação do comitê da parte mineira dessa bacia. principalmente. A mobilização da sociedade nesta região foi realizada no final de 1999. O processo de formação teve início em junho de 1997 com a presença de representantes dos governos estaduais e do governo federal em uma reunião no município de Poços de Caldas com o objetivo de divulgar a Lei 9. são considerados os problemas mais críticos da região. as superintendências regionais de ensino e o setor produtivo.433/97.930. principalmente na mídia e nos municípios das bacias. Os resultados deste trabalho inicial. incluindo o complexo industrial da Nuclebrás situado nas cabeceiras do rio Pardo. somados à forte influência do estado de São Paulo.000 habitantes e a atividade predominante na bacia é a agropecuária. de 16 de fevereiro de 2000.12). Percebe-se ainda que este comitê. Um grupo de técnicos atuantes no setor ambiental e de recursos hídricos levou a frente o processo. a mídia. A proximidade com o estado de São Paulo também alavancou o processo. em parceria com o IGAM. Naquela época era grande a movimentação e o interesse do governo federal em implementar os sistemas estaduais e federal de gestão de recursos hídricos. estão apontando para um caminho que poderá trazer resultados rápidos na atuação do comitê. motivado pela má qualidade das águas comprometidas pelo uso abusivo e indiscriminado de agrotóxicos. ao envolvimento da diretoria do comitê da bacia hidrográfica Mogi-Guaçu/Pardo e dos grupos técnicos já formados e atuantes. mas o grupo que levou o processo adiante participou ativamente até a sua instalação e.da parte mineira é cerca de 500. Tal mobilização não foi significativa no momento da formação do comitê com 40 representantes (Quadro 5. O uso de agrotóxico nas culturas da batata e morango e o parque industrial da cidade de Poços de Caldas. devido aos esforços e avanços daquele Estado na gestão de Recursos hídricos. pouco tempo antes da edição do Decreto nº 40. bem como as discussões sobre a importância do comitê e. a necessidade da região em se organizar para a gestão de recursos. A presença de representantes de comitês do Estado de São Paulo em várias reuniões realizadas nos municípios das bacias enriqueceu o processo. já conta com apoio de usuários que manifestaram disposição para pagar pelo uso da 118 . por ter feito um trabalho inicial de articulação. pois as experiências vividas nestes comitês eram repassadas.

02 Representantes das Empresas Mineradoras 10. 02 Representantes de Cooperativas e Associações Agropecuárias.595). 01 Representante da OAB – Poços de Caldas 4. e será encaminhado para o Conselho Nacional de Recursos Hídricos-CNRH.CEMIG ( Titular e Suplente) 6. APRIMOF – Associação dos Amigos e Protetores do 7. Ouro Fino 10. Associação dos Serviços Municipais de Água e Esgoto . o que esbarra. 02 Representantes da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais 8. Fonte: IGAM. da Educação (Titular e Suplente) 8. que ainda não regulamentou a cobrança nem definiu a natureza jurídica das Agências de Bacia. Em 2002 foram instituídos os Comitês das Bacias Hidrográficas do Entorno do Reservatório de Furnas (Decreto nº 42.596). Companhia Energética de Minas Gerais .ASSEMAE (Titular e Suplente) 02 Representantes de Empresas do Setor de Energia Elétrica: 3.IGAM ( Titular e Suplente) 2. já concluiu todo o processo de mobilização e está encaminhando a documentação exigida pela Resolução nº 5 para a Agência Nacional de Águas-ANA.E/POÇOS DE CALDAS (Titular e Suplente) 4. Departamento Municipal de Eletricidade . O comitê da bacia hidrográfica do rio Mucuri. Arceburgo 05 REPRESENTANTES DOS MUNICÍPIOS DA BACIA DO RIO MOGI-GUAÇU/MG 6. Sec.D. 01 Representante da Associação Sul Mineira de Engenharia. Associação Águas Claras (Caldas) 6. Gorutuba na bacia do rio São Francisco). Instituto Mineiro de Gestão das Águas . 01 Representante da USAB. Sec. Estadual da Saúde (Titular e Suplente) 9. Tocos do Mogi 8.FEAM ( Titular e Suplente ) 7. Secretaria Estado Minas e Energia ( Titular) 05 REPRESENTANTES DOS MUNICÍPIOS DA BACIA DO RIO PARDO/MG 1. Inconfidentes 9. Assistência Comunitária São José – ( Bom Repouso) 9. Manhuaçu/Doce e Bambuí/São Miguel/Machado.12 . dos Afluentes Mineiros do Médio Rio Grande (Decreto nº 42. Urucuia. Guaranésia 4.União Sociedade Amigos de Bairro – Poços de Caldas 2. Polícia Florestal ( Titular e Suplente ) 6.Composição do CBH Mogi-Guaçu/Pardo COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DOS RIOS MOGI-GUAÇU/PARDO 40 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. Rio Mogi-Guaçu e seus Afluentes de Ouro Fino (Ouro Fino) 8. Ipuíuna 5. Outros comitês estão em processo de formação/mobilização no estado de Minas Gerais (Baixo Rio Grande. Associação Cultural. para análise e aprovação. 02 Representantes da PUC – Campus Poços de Caldas 04 Representantes de ONGs: 5. Esses comitês ainda não estão em funcionamento. Abaeté/Borrachudo.594) e o Santo Antônio (Decreto 42. Bom Repouso 7.IEF ( Titular e Suplente ) 4. Empresa Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – EPAMIG (Titular ) 10.IMA (Titular e Suplente ) 5. Pandeiros/Calindó. para posterior encaminhamento ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos para aprovação e criação do comitê. Instituto Mineiro de Agropecuária . Médio e Baixo Jequitinhonha. Pacuí/Jequitaí. entretanto. 01 Representante de Escola Agrotécnica (Inconfidentes) USUÁRIOS 02 Representantes de Empresas de Saneamento: 1. Companhia de Saneamento de Minas Gerais – COPASA (Titular e Suplente) 2.água. Ecológica e Comunitária – ACECI ( Inconfidentes) 10. 119 . Arquitetura e Agronomia – Poços Caldas 3. de Est. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER ( Titular e Suplente ) 3. Caldas 3. Fundação Estadual de Meio Ambiente . Jacutinga SOCIEDADE CIVIL 1. Instituto Estadual de Florestas . Suaçuí-Grande/Doce. na morosidade da implementação do SEGRH. O comitê da bacia hidrográfica do rio Verde Grande (domínio federal) já está aprovado pela Diretoria Colegiada da ANA. Quadro 5.M. Poços de Caldas 2.

que inclusive serviu de modelo para a criação do Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA. realmente revolucionário. principalmente a mineira. dando efetividade às decisões dos comitês. formados por representantes da sociedade civil e com forte atuação em suas áreas de competência. é um avanço ainda maior da participação da sociedade em processos decisórios para a administração de um bem público (garantia constitucional) a água. tem já um bom amadurecimento no trabalho com Conselhos deliberativos.2 Análise crítica da formação e desempenho dos comitês A administração pública. para a garantia da sociedade civil nos processos decisórios tipicamente reservados aos poderes públicos e impingidos a toda sociedade. com independência técnica e administrativa. Entretanto. autorizando a implementação de atividades que gerem algum impacto ambiental e formulando normas e padrões de qualidade ambiental. O COPAM se constitui no primeiro passo. a instituição dos Comitês de Bacias Hidrográficas. Desde a sua criação. está no Conselho de Política Ambiental – COPAM. Dentre os principais problemas identificados na constituição e funcionamento dos comitês no estado de Minas Gerais podemos destacar os seguintes: Pouco envolvimento do poder público municipal e dos membros do comitê Falta de suporte técnico e de planejamento de ações Desconhecimento da existência do comitê na bacia Falta de estabelecimento de parcerias Falta de recursos financeiros Decisões centralizadas na diretoria do comitê Desconfiança das entidades da sociedade civil em relação ao setor de usuários Apreensão do setor de usuários em relação ao setor público 120 . o COPAM tem formulado e executado a política ambiental no estado de Minas Gerais.5. associados a Agências. O maior exemplo dessa atuação.

A mobilização não é um fator determinante no processo organizativo inicial. conforme a lei vigente. Deve cumprir. assegurar a participação da sociedade. secretários e membros mais envolvidos. O estado tem agora o papel histórico de buscar alternativas para apoiar os comitês. pouco envolvimento dos membros e falta de planejamento e ações práticas na bacia. promover a negociação dos interesses. uma necessidade contínua. a articulação. sobretudo. avaliada a todo momento. ela é. também. de disponibilidade e de seriedade das pessoas que estão à frente dessas iniciativas. Ou seja. iniciando a implementação do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos. o posicionamento de comprometimento. pois é por meio dela que o comitê se fortalece. pois o que vem se mostrando é que por meio de parcerias e articulando com outros órgãos ele pode conseguir viabilizar sua manutenção e realizar ações na bacia. promover discussões sobre a cobrança levando este tema ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos e estudar alternativas para a criação de Agências de Bacia de comitês que estão localizados em áreas mais carentes do 121 . A partir dessa análise da situação atual dos comitês em funcionamento em Minas Gerais percebe-se que os fatores determinantes para um melhor desempenho desses colegiados são: a organização existente. coordenar. devido à novidade do processo e a pouca estrutura existente. quais sejam: a regulamentação da cobrança e definição da natureza jurídica da Agência de Bacia. decisões centralizadas na diretoria do comitê. a formalização deste processo. como presidentes. um papel ainda mais relevante e responsável que é o de instrumentalizar os comitês com um aparato técnico. a avaliação leva ao reconhecimento que este cumpriu com o seu papel de estimular a formação dos comitês. A falta de recursos não é fator tão determinante para a atuação do comitê nesta situação inicial. de fato. proporcionar a interação dos segmentos da sociedade e o avanço dos meios necessários à implementação da gestão. Os objetivos do órgão gestor de recursos hídricos têm sido de estimular o processo organizativo da bacia.Falta de um estudo preliminar ou diagnóstico de algumas bacias que venha nortear as ações do comitê Diante dos problemas que os comitês estão enfrentando. a parceria. a informação e. verifica-se que sua atuação fica ainda mais comprometida quando ocorrem simultaneamente os seguintes fatores: dependência do estado. mesmo atuando de maneira incipiente. Em relação ao papel do estado.

cabe ao estado propiciar uma condição que torne os comitês auto-sustentáveis e nesse aspecto. a maioria dos produtores pratica o “molhamento” ou o “aguamento”. Segundo Willer Pós. ocupando uma superfície equivalente a 4. Por outro lado. depois de analisados pelo Igam. Em Minas Gerais. Proteção e Desenvolvimento das Bacias Hidrográficas do estado de Minas Gerais-. O comitê estadual mais antigo é o rio da Velhas. Willer Hudson Pós. Além do mais.3% dos rios e lagos naturais e artificiais do país estão em solo mineiro. muito longe da escala de ação do comitê. “O Brasil é perdulário com a água. Diretor Geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM/2002. essencialmente do setor siderúrgico e industrial. com participação dos setores mineral e agrícola. todos estes instrumentos se encontram desarticulados entre si e com os comitês de Bacia. e muitos deles encontram-se já defasados no tempo. afirma Willer Pós8”. Cerca de 8. 8 122 . Para ele. embora o órgão gestor tenha avançado tecnicamente em relação aos instrumentos de gestão como outorga. Os considerados mais estruturados são os comitês de bacia do Rio das Velhas. enquadramento e planos diretores. o que gera impactos no meio ambiente. considerado misto.457 km² existentes no Brasil. de formação quase totalmente agrícola e o de Paracatu. grande maioria dos Planos Diretores foi elaborada numa escala macro. proporcionando condições necessárias à atuação dos comitês. cada um dos comitês estaduais implementados em Minas Gerais tem características diferentes. o setor da agricultura irrigada é responsável por cerca de 70% das outorgas concedidas pelo poder público. o do Pará e do Paraopeba. Enfim.586 km² dos 55. é um comitê que já está deliberando sobre processos de outorgas com previsão legal. que possui plano diretor e um estudo preliminar para a cobrança de tarifas. Além disso. (Em entrevista pessoal). seguido pelo de Araguari. Minas é conhecida como a maior “caixa d’água” do Brasil. São poucos os comitês que se apropriaram dos instrumentos que dispõem e que estão utilizando-os nos seus planos de ação. deve-se trabalhar politicamente pela operacionalização do FHIDRO – Fundo de Recuperação. entendemos que o Conselho Estadual de Recursos Hídricos tem um papel fundamental de consolidar o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos.estado e que dificilmente conseguirão viabilizar em suas áreas de atuação estas entidades executivas. O da bacia do rio Doce é constituído especialmente pelo setor siderúrgico. Além disso.

Ele atribui o fato às características de formação do setor. Ela acredita que a participação do setor agrícola está em ritmo crescente e a possibilidade do início do processo de cobrança está despertando preocupação e um maior interesse na participação. é preciso que haja a cobrança pelo uso da água. de prefeituras municipais. para haver as agências. como o de Araguari. Com a regulamentação da cobrança no estado. funcionam dentro de sedes de associações. que já foi considerado “a menina dos olhos do Igam”. Alguns comitês. com ampla autonomia administrativa e financeira e que funcionarão como a secretaria executiva da gestão 9 Dra. que conta com a participação de grupos familiares. de difícil sustentabilidade e com pouco acesso à informação. na opinião do diretor presidente do Igam. A engenheira sanitarista Luiza de Marillac Camargos9 afirma que os comitês irão realmente funcionar e mostrar resultados quando surgirem as agências de água. descapitalizado. não conseguem deslanchar. E. avalia-se uma imediata criação das Agências de Água. Luiza de Marilac Moreira Camargos.Nem todos os setores estão preparados para participar dos comitês. apesar de ser o maior usuário da água”. Mas o estado tem feito todo esforço para fortalecê-los”. completa ela. “Os comitês sofrem hoje as dificuldades de qualquer organização pioneira. com baixa produção. Um grande avanço na consolidação dos comitês será a regulamentação da cobrança pelo uso de recursos hídricos cuja minuta de decreto para aprovação já se encontra no Conselho Estadual de Recursos Hídricos-CERH. Chefe da Divisão de Ordenamento de Bacias Hidrográficas do IGAM 123 . as quais podem ser organizações civis. com forte representação agrícola. afirma Willer Pós. Ela considera importante o estabelecimento de parcerias regionais para o fortalecimento dos comitês de bacia. Na opinião dos técnicos da área. o que lhes dariam mais suporte e o empurrão necessário pra uma atuação mais ampla. faltam-lhes subsídios importantes como um inventário ou um plano para a bacia hidrográfica. iii) a cobrança pelo uso da água será implementada de forma gradativa e não recairá sobre os usos considerados insignificantes. O decreto prevê: i) a cobrança pelo uso de recursos hídricos é instrumento de gestão fundamental para a implementação do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos SERGH-MG. ii) os usos de recursos hídricos superficiais ou subterrâneos serão cobrados nos termos deste decreto. de direito privado. “Considero o setor agrícola o menos preparado e com menor representação nos comitês de bacia. de universidades.

“Minas é um estado interior. considera Fátima. Fátima Chagas Dias Coelho. esses comitês têm uma formação paritária entre o poder público (estadual e municipal) e a sociedade civil organizada e usuária. como o das Velhas. ou seja. do Paraopeba. sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos. “O poder público e as pessoas envolvidas na implementação prática do sistema de gestão de recursos hídricos têm que buscar. O Conselho de Recursos Hídricos de Minas Gerais ainda não deliberou sobre a cobrança da taxa pelo uso da água dos rios estaduais. São necessários indicadores e métodos 10 Dra. rapidamente. As Agências se constituem no braço técnico de seus respectivos comitês. Como determina a legislação. em que as bacias são compartilhadas com a união.dos recursos hídricos. do Caratinga e o do Araguari. A representatividade e a capilaridade dos comitês de bacia existentes no estado é uma das atuais preocupações da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais – SEMAD. onde os interesses existentes dentro da bacia são discutidos e tirado um consenso ou não. A Engª. Entre seus feitos. além da deliberação para a formação dos comitês de bacia. começará a contar com a atuação de comitês técnicos. “O comitê das Velhas está discutindo a cobrança e uma forma de criar uma unidade transitória que se transformará numa agência de bacia”. a aprovação da divisão do Estado em unidades de planejamento e gestão. Secretária Adjunta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais – SEMAD. referindo-se especialmente às bacias dos rios São Francisco e Doce e á formação de seus comitês.399): os recursos arrecadados com a bacia serão revertidos para ela. mas suas reuniões estão cada vez mais freqüentes e.399. o CERH. brevemente. o assunto passa para outra instância. Alguns deles são extremamente dinâmicos.399. Na falta desse consenso. dando efetividade às deliberações emanadas desses. o CERH contabiliza o decreto de regulamentação da Lei 1. comenta Fátima. mecanismos para aferir a eficiência do sistema que está sendo colocado em prática através da Lei 1. (Em entrevista pessoal) 124 . Temos que ter cuidado no trato das nossas águas e do nosso território”. Fátima Chagas10 considera que a garantia do uso dos recursos financeiros oriundos da cobrança para a bacia é clara na lei estadual (lei 1. Sua sustentabilidade é garantida pela cobrança pelo uso da água. preconizada pelos comitês. do Pará. com o objetivo de constituir fóruns democráticos.

concretos, que saiam da subjetividade, para verificar se estão sendo atendidos os níveis de representatividade e de capilaridade dos principais interessados”, defende a enga. Fátima Chagas. No que toca à participação da sociedade, fica evidente que para o funcionamento dos comitês se requer organização e participação. Nesse processo é fundamental contar com atores comprometidos com os objetivos do comitê. Para o eng. Júlio Thadeu11, os avanços que a formação dos comitês de bacias de rios estaduais e federais trouxeram para o estado de Minas Gerais “foram no sentido de melhorar a participação da sociedade organizada no processo de decisão e institucionalização do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos”. Já para Luiza de Marilac, os avanços foram observados “na sensibilização e mobilização de várias regiões do estado em relação ao tema água e maior conhecimento da Política Estadual de Recursos Hídricos”. Quanto à implementação dos instrumentos de gestão, segundo Marilac “com a criação de comitês em Minas, os assuntos sobre cobrança e o surgimento das futuras Agências de bacia estão sendo cada vez mais discutidos, mas em relação à implementação dos instrumentos de gestão, têm-se poucas experiências. O CBH-Pará e o CBH-Paraopeba estão avançando neste sentido, porque obtiveram apoio institucional e financeiro para viabilizar a implementação dos instrumentos. O Igam iniciou a discussão sobre o sistema de Informações, mas o projeto não avançou (dificuldades para captar recursos financeiros), os planos diretores também estão paralisados. A outorga é ainda o nosso instrumento que obteve maior avanço”. Acredita que isto aconteceu não tanto pela criação dos comitês, mas um pouco pela sensibilização dos usuários e mais ainda porque todo processo de empréstimo aos empreendimentos nos bancos financiadores exige a outorga. Com relação à carência de recursos humanos capacitados para compor as equipes técnicas dos comitês Maria de Lourdes Pereira dos Santos12, atribui à esta dificuldade o fato do quadro de servidores do estado ser reduzido pelos baixos salários e poucas chances de crescimento profissional, e por esta razão saírem de cena os técnicos com melhor capacitação. Dessa forma, crê ser difícil para o estado conseguir equipes multidisciplinares, como devem ser, para o

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Engº Júlio Thadeu Silva Kettelhut. Diretor de Programa de Implementação da Secretaria de Recursos

Hídricos do Ministério do Meio Ambiente. (Em entrevistas pessoal).
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Dra. Maria de Lourdes Pereira dos Santos. Ex-Diretora de Desenvolvimento Hídrico do IGAM. (Em entrevista pessoal).

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atendimento aos comitês, já que os órgãos técnicos estaduais são extremamente carentes de profissionais especializados. “O que se vê, comumente, é a cessão temporária de servidores dos órgãos representados nos colegiados, para o suporte às suas atividades e ações. Sobre esta matéria, comenta Luiza de Marilac: “O Igam ainda não tem uma estrutura formalizada de apoio aos comitês, mas temos esta dificuldade sim, por se tratar de assunto novo e especialmente deste trabalho possuir uma nova dinâmica (necessária interação e participação de técnicos com o comitê para que este aproprie dos conhecimentos). O Igam tem um projeto de apoio aos comitês, com recursos do PROÁGUA, que atendeu 4 comitês em 2002 e está previsto o apoio a mais 4 comitês em 2003” No que diz respeito as questões referentes ao processo de implantação dos comitês Patrícia Boson13 dá o seu depoimento: “O tamanho da bacia diz respeito à questão da descentralização. Penso ser impossível aplicar o princípio da descentralização com eficácia em uma área de 600 mil km². Outrossim, quando falamos em gestão participativa, não estamos falando em gestão representativa. Portanto, a participação diz respeito à proximidade do agente que participa com o problema e o tamanho da área dificulta essa efetiva participação”. A pesquisadora considera também que a credibilidade é o fator chave do processo, principalmente quando se trata da questão da cobrança pelo uso da água e sua aplicação pelo comitê de bacia. “Penso que a questão da credibilidade é o ponto mais crítico de todos os citados para a efetivação do comitê. Não tenho dúvidas que o primeiro gesto deve vir do setor público. Cabe a ele, por intermédio de seus agentes, provar que a questão da descentralização não é uma historia para enganar e que a cobrança não será mais uma CPMF. Pontos delicados em andamento infelizmente têm dado provas do contrário. A aplicação dos recursos oriundos do pagamento pelo uso da água pelas hidrelétricas, por exemplo, não seguem os ditames das leis 9.433 e 9.984. A priorização de formação de comitês do porte do São Francisco em detrimento de um programa incisivo de fortalecimento dos Sistemas Estaduais, a forma agressiva com que foram conduzidas as questões de implantação da cobrança no CEIVAP, os posicionamentos das organizações ambientalistas da década de 70, sempre contra as empresas – capitalistas selvagens, são pontos que quebram a necessária credibilidade para a implantação do Sistema”. A geóloga Maria de Lourdes Pereira: “Acho que a principal dificuldade tanto nos comitês de rios de

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Dra. Patrícia Gambogi Bóson. Pesquisadora da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais – CETEC. (Em entrevista pessoal).

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domínio federal quanto estaduais é o número reduzido de técnicos capacitados, no quadro dos órgãos gestores das águas, para a devida mobilização na região da bacia hidrográfica. Outra dificuldade é a escassez de recursos financeiros para o atendimento às demandas de viagens e reuniões e o entrosamento com os outros estados e com a União além da adequação do que deve ser realizado para o bem da bacia, aos interesses setoriais e institucionais de cada um, no caso dos comitês de rios da União”. Quanto aos critérios para priorização das bacias a serem apoiadas pelo órgão gestor com vistas à formação do comitê, Luiza de Marilac afirma “Inicialmente houve uma priorização em regiões onde já havia algum conflito relacionado a quantidade/qualidade da água. Assim surgiram os primeiros comitês: Velhas, Mosquito, Araguari, Paracatu, Pará e Sapucaí com o estado fazendo o papel de incentivar a formação. Posteriormente, a demanda por comitês surgiu da própria sociedade da bacia”. Em verdade, nem a sociedade civil e menos ainda o poder público do país, no seu tradicional e histórico desejo administrativo centralizador, estão preparados para tal estrutura apresentada pelo Sistema Nacional e Estadual de Gestão de Recursos Hídricos. Assim, vivemos neste momento, em que alguns comitês já se instalam no Brasil e mais ainda em Minas Gerais, um grande laboratório, onde tudo é aprendizado.

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controle e avaliação de uma nova política ambiental e social. cada vez mais presente e forte. a população pede por iniciativas que possam reverter a situação atual. 128 .CONCLUSÕES A constituição dos comitês no âmbito da Política. como condição para a democratização da sociedade e para a conquista da cidadania política. no caso a água. com reflexos numa futura e providencial situação de dependência. Nacional e Estadual. através da instituição desses colegiados. ou seja: a população. Talvez por isso. Por outro lado. de Recursos Hídricos segue. decisão. não estejam resolvendo problema algum. subordinação. monitoramento ou acompanhamento. e não perderam a oportunidade. como um novo instrumento de elaboração. Tais análises são realizadas tendo. temem que a descentralização venha ferir suas competências e autonomia de ação como agentes reguladores de um bem público. cria-se o cenário propício para a democratização da política. Refletindo uma reforma política quando. velhos referenciais que até então foram utilizados para interpretar a realidade social. o fenômeno do surgimento de uma nova ordem política. cada vez mais. de fato. financiadas por grandes programas e projetos governamentais. os poderes públicos constituídos. implementação ou execução. Estamos sem dúvida alguma diante de algo muito novo. como condição para a universalização da cidadania. em verdade. Por isso não raro escutamos discursos no sentido de que esses colegiados enfraquecem as instituições já tradicionalmente montadas para a solução dos problemas públicos. A instituição de Conselhos e comitês surge. pelos meios de comunicação que. como base teórica e conceitual. através do fomento a iniciativas locais. da sociedade civil organizada na administração de temas. Mas é fácil verificar. não raro nos deparamos com análises contrárias a esse formato da administração pública. de exercerem um papel tutelar sobre os comitês. mesmo que essas. até então. consubstanciada pela participação direta. fiscalização. portanto. Os mecanismos dessa gestão ainda são incógnitas para aqueles que realmente importam no processo. A gestão de recursos hídricos no Brasil é uma questão relativamente nova para os setores envolvidos e interessados na preservação ou recuperação de nossos aqüíferos superficiais e subterrâneos. exclusivamente públicos. no papel político. ou poucos e de forma muito precária.

por um lado. como previsto no PL 1. portanto. a todos eles cabem as responsabilidades perante o cidadão. quebrando uma postura corporativa até então existente entre os órgãos e instituições governamentais. fato de primeira relevância no novo processo de gerenciamento hídricos que se implanta no Brasil. Se. regidos pela Lei 9. e que hoje estão consubstanciados na Política e Sistema Nacionais de Recursos Hídricos. as legislações sobre o tema se consolidaram nos últimos trinta anos. as Agências de Água (ou Agências de Bacia. preenchendo lacuna apontada nos comitês do CEEIBH.616/99. O desafio do aperfeiçoamento é permanente.Em vários países. condição essencial ao êxito do processo. principalmente na França. Essa duplicidade leva a estéreis debates sobre competência que não contribuem para o desenvolvimento do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. o qual na funcionará adequadamente se prevalecer um caráter competitivo entre seus integrantes. sendo fundamental ao sistema que se estabeleçam níveis hierárquicos e responsabilidades para os diversos agentes que o integram. Além disso. Os comitês criados pelo Comitê Especial de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas CEEIBH cumpriram papel histórico importante. irão traduzir quando forem criados os chamados “braço executivo do comitê”. Esse foi um enorme avanço que permitiu os aperfeiçoamentos subseqüentes. Acertos e equívocos das decisões sobre política hídrica. hoje são compartilhados por todos os segmentos representados no comitê e. 129 . Os Comitês de Bacias Hidrográficas atuais contam com participação crescente de representações dos usuários e da sociedade civil. que no passado eram creditados exclusivamente ao governo.433/97 e a correspondente lei de seu estado. e utilizado na maioria das leis estaduais). Ao contrário. a complexa gestão da água demanda ações coordenadas e cooperativas entre seus agentes. cresce na mesma proporção a responsabilidade desses segmentos no processo decisório. intervenientes na administração da água. Daí a importância de se definir a personalidade jurídica desses colegiados. Existem no Brasil cerca de 80 comitês de bacia hidrográfica em atividade. a importância de se tratar as questões referentes aos recursos hídricos em colegiados de decisão. de modo a caracterizar as responsabilidades de seus integrantes. cuja legislação foi utilizada como modelo para a elaboração dos primeiros atos administrativos e legislativos que visam a estruturação do setor. qual seja o de consolidar. em nosso meio. os comitês criam espaços cada vez maiores à participação dos usuários e à sociedade civil. a maioria comitês estaduais.

deve ser voltada à proteção dos recursos hídricos. municípios e sociedade civil. nesse esforço que já vem sendo empreendido. mesmo quando se tratar de infração cometida pela Administração Pública. diante do cenário atual. a situação requer muito mais. nesse sentido. ao criar a figura dos colegiados deliberativos. principalmente nas áreas urbanas e em especial nas regiões metropolitanas. portanto que já existe uma base jurídica para o combate à degradação dos recursos hídricos. como condição de ordem social. Todavia. Considerada a água como valor coletivo. ao tratar dos casos concretos. a necessidade de cooperação entre cidadãos. uma lei que permite que a água tenha o seu uso cobrado. Os princípios constitucionais adotados devem ser os que congregam a proteção do meio ambiente nas atividades humanas. pois embora não participe da formulação das políticas públicas. entre estados. ou seja. Muito já se conseguiu. há um enorme trabalho por realizar. a lei não resolve todos os problemas. mas as idéias não saem do papel. por força constitucional. Cabe ressaltar a importância do papel do Judiciário nesse processo. Cabe ao Judiciário exigir que a lei seja cumprida. A independência dos poderes não pode sobrepor-se ao princípio da legalidade. Em outras palavras. houve um grande esforço para que isso ocorresse. É preciso envolver os setores usuários num processo em que cada qual assuma compromisso com a recuperação e melhoria das condições existentes. em regulamentos. Sem ela. Ocorre que.Tem-se. Verifica-se. é necessário apostar no pleno funcionamento dos comitês de bacia. a política pode estar consubstanciada em inúmeras leis. nem dos processos legislativos.433/97. com a edição da lei 9. Requer que sejam alocados vultosos recursos para reverter a degradação. à qual encontra-se adstrito o Poder Público. de 1992 a 1997. hoje. é preciso compartilhar responsabilidades e isso só é possível se também a gestão dos recursos hídricos for compartilhada. estabeleceu canais permanentes que institucionalizaram a participação da 130 . Mas há muito que fazer. Destaca-se. A interpretação da lei. no Brasil. é quem vai dar o contorno definitivo da política de águas. para antecipar a realização das obras necessárias e assim alcançar a universalização do saneamento. abre-se a possibilidade de somar recursos públicos aos arrecadados com a cobrança. O sistema de gerenciamento de recursos hídricos. entre esferas de poder. É importante ressaltar que não basta realizar as obras necessárias se o processo de degradação não for estagnado. Do primeiro projeto.

viabilização de parcerias que mantenham minimamente uma infraestrutura para o comitê. buscando a integração dos usuários e da sociedade civil organizada. é importante assinalar alguns pontos que são fundamentais para uma adequada implementação da política de recursos hídricos no Brasil. pode-se inferir que os problemas mais freqüentes com relação à criação. e a sua implantação implica em mudanças importantes não só de leis preexistentes. a união está empenhada na implantação de comitês de bacias nos rios de seu domínio. a seu critério. engajamento da comissão Pró-comitê. estadual e federal) com as atividades dos diversos segmentos produtivos. em suas diferentes instâncias (municipal. implantação e funcionamento dos comitês de bacias hidrográficas são: conflitos de interesses.O Executivo abre mão do seu poder discricionário de alocar recursos financeiros. Em 25 deles. foram aprovadas as leis estaduais que regulamentam a matéria. entendimentos da legislação. Hoje se discute em todo o país a questão do gerenciamento de recursos hídricos. tanto no âmbito federal quanto estadual: O modelo composto pelos Comitês de Bacias. somente a consolidação do sistema permitirá que se consiga a integração efetiva das diferentes políticas setoriais públicas. disputa pela participação nos comitês. sensibilização dos segmentos para a importância do comitê. Paralelamente. A grande mudança foi a descentralização e a delegação do poder decisório.sociedade de forma organizada. distância entre os municípios. e passa a compartilhar a competência para decidir quais as ações devem ser prioritariamente executadas. falta de recursos e de capacitação dos membros do comitê. Agências de Água e cobrança pelo uso é inovador. Mais do que isso: estão sendo implantados sistemas de gerenciamento de recursos hídricos em todos os estados brasileiros. mas também de postura e comportamento dos administradores públicos que precisam ser receptivos a uma parceria como os usuários de recursos hídricos e as comunidades. para as obras que julgava necessárias. 131 . densidade demográfica. Mais do que permitir aos usuários o direito de voz nos fóruns concedeu o direito de voto nas decisões. de forma articulada com as demais entidades e órgãos governamentais. Para solucionar essa equação. A partir da experiência de Minas Gerais e não desconsiderando as particularidades regionais. Finalmente.

soluções diversificadas e progressivas. basicamente por questões políticas.A implantação do gerenciamento de recursos hídricos deve ser visto como um processo político. sem obrigar a adoção de soluções incompatíveis com as condições econômicas. Os municípios devem se envolver. uma negociação aberta e 132 . são mais factíveis as soluções inovadoras. A cobrança é um processo político fundamentado no acordo social. sem cercear iniciativas e. desenvolvimento e implantação de políticas ambientais e de recursos hídricos dos municípios são necessárias políticas de capacitação dos representantes nos comitês. do ambiente e dos aspectos sanitários. políticas e sociais de cada estado ou região. Nos estados em que isso não ocorrer. Nas bacias e regiões em que os conflitos são mais sérios e que tenha havido mobilização das comunidades e das entidades civis em torno do tema. gradual. respeitadas as peculiaridades de cada bacia ou região brasileira. que implicam em parcerias entre o Poder Público e a sociedade. progressivo. porém explicitando-se diretrizes de longo prazo. em consonância com as características e condições brasileiras. sociais e econômicos do desenvolvimento das bacias e do processo decisório. essas inovações são mais difíceis e deve procurar estágios intermediários de gerenciamento de recursos hídricos. É fundamental assegurar a transparência e acesso público das informações sobre a situação das águas. É através da cobrança pelo uso da água que se pode garantir a independência política e administrativa dos comitês. As leis de caráter nacional devem permitir. requerendo. participar e se comprometer com os comitês. ao mesmo tempo. no qual a confiança é o elemento de condução e sustentação. A garantia da manutenção de estrutura paritária nos comitês de bacia (como atual modelo quatripartite equilibrada) é fundamental no processo decisório. ao mesmo tempo. em etapas sucessivas de aperfeiçoamento. Para o fortalecimento. para sua implantação.

ou seja.transparente com o segmento no qual irá recair este instrumento de gestão. os usuários. Portanto todas as etapas do processo devem ser reavaliadas no sentido de se garantir que os objetivos de conservação e melhoria das condições de oferta e proteção dos ecossistemas e uso integrado sustentável dos recursos hídricos sejam atingidos. A gestão das águas se enquadra num modelo de gestão adaptativa. 133 .

13. Relatório Final. 190p. R. 1999 15. 2000. São Paulo Março/2003. 1996. 113/Número 51. Relatório de Atividades. Vol. 11. Anais do I Encontro Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas. Água: Os comitês que cuidam da sua conservação em São Paulo. Brasília. 2. 6. 1997. 4. Agência Nacional de Águas – ANA – Homepage http://www.abril/2000. Súmula do Encontro Fortaleza/CE. MMA/PNUD Brasília. Brasília: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Revista de Economia Agrícola da FGV. Rio de Janeiro: Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais. 2000 134 . 12.ana.gov. Anais do seminário para discussão dos anteprojetos de lei para criação da ANA. v. 18. Anais do II Encontro Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas. 7. 1998. Serviços Geológico do Brasil. ABEAS. nº 3. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Economia. ABRH – Associação Brasileira de Recursos Hídricos. 1996. Diário Oficial – Estado de São Paulo. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Economia. 9. 5.BIBLIOGRAFIA 1. nº 3. Econômicos e Institucionais para o Gerenciamento de Recursos Hídricos. Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior – Programa de suporte técnico à gestão de recursos hídricos – Curso de Instrumentos Jurídicos. Encontro Nacional de Recursos Hídricos e Desenvolvimento Sustentável: Agenda 21 – Capítulo 18. Revista de economia agrícola da FGV.br/ . Política e Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. 80 p. São Paulo. A ÁGUA EM REVISTA. Julho/99.R. AGROANALYSIS. 1997. Comissão de Gestão. Revista Técnica e Informativa da CPRM. Direito do meio ambiente e participação popular. Centro de Estudos Agrícolas da FGV. AGROANALYSIS. Ribeirão Preto/SP. ANA – “A evolução da gestão dos recursos hídricos no Brasil” Edição Comemorativa do dia Mundial da Água – Março/2002 14. ano V. março de 1998. Volume 18. 64p. 10. Água – O desafio para o próximo milênio. Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL. Agenda 21 brasileira – Bases para discussão – Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda Nacional e da Agenda 21. AGUIAR. “O Estado das Águas no Brasil – 1999”. 3. ABEAS – Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior. 8. nº 8. Centro de Estudos Agrícolas. 2ª Edição.A.

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45. José F. Brasília: MME. José Rildo e TAVARES. Brasília 2000. Edição 1998. 20º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES – Rio de Janeiro – RJ. Reis. Belo Horizonte-MG/2001 56. 54. Diagnóstico da Gestão Ambiental no Brasil. Desafios e Capacitação” – ANEEL. Capivari e Jundiaí – Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rio Piracicaba. Anjos. “A lei das águas e sua regulamentação”. 58.G.. 47. “Os tratados internacionais de proteção dos recursos hídricos e oceanos”.S..F. ROCHA. Programa Nacional do Meio Ambiente II – PNMA II – Ministério do Meio Ambiente – MMA. E. Anjos. COIMBRA. MMA/SRH/Comunicação Social. Ciro L. ABEAS. GARRIDO. R. Devanir Garcia.Região Sudeste. e BEEKMAN.44. III Encontro Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas.J. Balneário Camboriú-SC/2002.F. “Conceito do Produtor de Água – A água na agricultura – Workshop: Qualidade das Águas dos Mananciais das Bacias dos Rios Piracicaba. Departamento Ambiental de Águas e Energia Elétrica. DNAEE. Posição da Atual Política Nacional de Recursos Hídricos – A Agência Nacional das Águas e a Política Nacional das Água – II Encontro de Preservação de Mananciais da Zona da Mata Mineira – Viçosa – MG. 53. COUTO.S. 48. 59. E. 1980. Código de Águas. CHRISTOFIDIS.S. KETTELHUT. ABEAS. Anjos.RB. 1999.. Demetrios. Centro de Desenvolvimento Sustentável. E. Relato dos Trabalhos. DOMINGOS...C. Ministério do Meio Ambiente. 50.F. 2001. Brasília.C. Direito Processual Ambiental e de Águas. ITEM – Irrigação e Tecnologia Moderna nº 52~/53 – 4º Trimestre 2001 e 1º Trimestre 2002 – ABID. 49. 1997 52. Gertjan Berndt. Revista Especializada.E. Santos. Capivari e Jundiaí/São Pedro-SP. 51. 1999. INFORMATIVO “Cidadania e Água”. A. Roberto. IV Encontro Nacional dos Comitês de Bacia Hidrográfica .S.. Gestão dos Recursos Hídricos – Subsídios à elaboração da Agenda 21 brasileira. 2002 55. L. I Relatório de Gestão – Edição Comemorativa do Dia Mundial da Água – ANA. H. 46. Rizzo. 2002. CÂNDIDO. “Olhares sobre a política de recursos hídricos: O caso do rio São Francisco – Brasília: Universidade de Brasília. D.. 2001. Furriela.T. 57. “Recursos Hídricos: Conceitos. 1999.. 430p. Relato dos Trabalhos. J. Tese de Doutorado..F.S. 137 .

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“Gestão de Recursos Hídricos: Aspectos legais. O Meio Ambiente e as Águas na Constituição. Arnaldo Augusto.75.M. Francisco T. 80. VAN ACHER. 83. dos Recursos Hídricos e Minerais: Plano Diretor de Recursos Hídricos do Estado da Paraíba/PB. Secretaria Extraordinária do Meio Ambiente. David e PRUSKI. 79. Brasília: ABEAS. THAME. Brasília. A.. Departamento de Engenharia Agrícola. 81. Saneamento e Obras: “Legislação sobre recursos hídricos” – São Paulo – SP. Falco. Seminário Legislativo Águas de Minas II – Belo Horizonte. 2002. ABEAS. SERHID – Secretaria de Recursos Hídricos e Projetos Especiais: “Água é um bem de todos” – legislação sobre recursos hídricos do Estado do Rio Grande do Norte. Programa de Suporte à Gestão de Recursos Hídricos – ABEAS. 139 . 1999. uma revolução conceitual. 82. Gerenciamento de Recursos Hídricos e Organização Institucional no Brasil e a nível Internacional. f. 1999. econômicos. 77. ABEAS. Legislação para o uso de recursos hídricos e desenvolvimento sustentável da agricultura. SRH. 85. 84. D. SDM. Secretaria de Recursos Hídricos. SETTI. COBRAFI. São Paulo/2002. A. SILVA. Secretaria de Recursos Hídricos. Fernando Falco. Bacias do rio Piancó e do Alto Piranhas.C. Demetrius David e PRUSKI. Universidade de Viçosa. 572 p. Recursos hídricos e desenvolvimento sustentável da agricultura. Augusto. março 2000. UFV. 76. SEMAR – Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos: “A lei das águas do Distrito Federal”. Comitês de Bacias Hidrográficas. Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente – Bacias Hidrográficas do Estado de Santa Catarina: Diagnóstico Geral. 1997. competências normativas e administrativas. administrativos e sociais”. Planejamento. 86. 78. SILVA. Brasília: MMA. Natal – RN. SETTI. 252 p. Brasília – 1999. Florianópolis. 1997.

6. ANEXOS 140 .

ANEXO I Lista de entrevistados e questionário 141 .

Secretária Adjunta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais . Fátima Chagas Dias Coelho. engenheiro civil. Geóloga e Engenheira de Minas. 142 . Saneamento e Obras do Estado de São Paulo. Patrícia Gambogi Boson. Diretor Geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM. Doutorado em Química Ambiental. Diretor de Programa de implementa. Dr. Maria de Lourdes Pereira dos Santos. Pesquisadora da Funda. Atuou como membro da Câmara Técnica de Assuntos Legais – CTIL/CNRH.Engº Júlio Thadeu Silva Kettelhut. Dra. Dra. Engenheira Civil. Paraopeba. com pósgraduação em hidrologia subterrânea. membro representante do IGAM nos Comitês de Bacias Hidrográficas rio das Velhas. Engenheira Sanitária. Mauro Guilherme Jardim Arce. Willer Hudson Pós. membro titular do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Secretária Executiva do Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CERH. vinculada à Gestão Ambiental.áo da Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente. da Secretaria de Meio Ambiente de Desenvolvimento Sustentável – SEMAD. Dra. Secretario de Recursos Hídricos. Engenheira Civil. representando a Região Sudeste. Dr. Chefe da Divisão de Ordenamento de Bacias Hidrográficas – IGAM.ão Centro Tecnológico de Minas Gerais – CETEC. membro titular do Conselho Nacional de Recursos Hídricos representando o Ministério do Meio Ambiente e Presidente das Câmaras Técnicas de Assuntos Legais e Institucionais – CTIL e de Análise de Projetos –CTAP. Dra. Químico Ambiental. Pará e Doce. Ex-Assessora de Planejamento e Coordenação e ExDiretora de Desenvolvimento Hídrico do IGAM e atualmente na Companhia do Vale do Rio Doce. Consultora de Recursos Hídricos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – FIEMG e Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM e Membro da Câmara Técnica de Assuntos Legais e Institucionais – CTIL/CNRH apoiando a representação da Confederação Nacional da Indústria – CNI. Luiza de Marilac Moreira Camargos.SEMAD.

para apoiar despesas de mobilização e de sua implementação. o tamanho da bacia. cumprimento dos prazos estabelecidos na Resolução. 143 . credibilidade e liderança. falta de técnicos na bacia com capacidade de atuar como elemento multiplicador em gestão de recursos hídricos têm se constituído problema para o seu funcionamento? 7) É possível o funcionamento adequado do Comitê sem a existência de uma Agência de Bacia ou de um Escritório Técnico que lhe dê suporte nas decisões técnicas? 8) Quais são os critérios para priorização das bacias a serem apoiadas pelo órgão gestor com vistas à formação do Comitê de Bacia? Qual apoio financeiro que o Comitê tem recebido. decorrentes da formação de comitês de bacias hidrográficas? 2) A criação de comitês no Estado de Minas Gerais acelerou a implementação dos instrumentos de gestão e tem contribuído para a solução dos conflitos pelo uso da água? 3) Como se insere um Comitê Estadual de rio de 2ª ordem num Comitê Estadual de rio de 1ª ordem ou mesmo um Comitê de rio de domínio do Estado num Comitê de rio de domínio da União? 4) O estado tem encontrado dificuldade em identificar pessoas capacitadas pra compor as equipes técnicas que darão suporte às atividades do Comitê? Qual é a estrutura de funcionamento dos comitês? 5) Quais têm sido as maiores dificuldades encontradas na criação.1) Quais são os avanços na gestão de Recursos Hídricos no estado de Minas Gerais. implantação e funcionamento dos comitês federais e estaduais? 6) No processo de implantação dos comitês.

ANEXO II Legislação Estadual e do Distrito Federal de Recursos Hídricos 144 .

145 .

de 28 de dezembro de 2.br SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE.br INSTITUTO DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO AMAZONAS IPAAM Endereço: Rua Recife nº 3280 Bairro do Parque 10 de novembro Manaus . (publicada no DOE em 13 e 14.855. 3 . Aprova o Regimento da Superintendência de Recursos Hídricos da Bahia .247.1995) Lei nº 8.145. Mendonça Furtado. estabelece o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências. nº 53 Centro Macapá .194.784.2235771/212-5202: Fax: (96) 223-5731 e-mail: gabinete@sistema. institui o Sistema Estadual de Gerenciamento Integrado de Recursos Hídricos e dá outras providências.Nº 390 Plataforma 04 – 1º andar .057-002 Fones: (92) 642-4848/642-7723 Fax: (92) 642-4890/4778 E-mail: ippaan@ippaan.001 – Disciplina a Política Estadual de Recursos Hídricos. publicado em 23 de outubro de 1998 – Regulamenta o Conselho Estadual de Recursos Hídricos.ipaam.al.AP CEP: 68.br Site: www.br SUPERINTENDÊNCIA DE RECURSOS HÍDRICOS Endereço: Av. Lei nº 8. publicada em 11/11/97 Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos.126 de 16 de dezembro de 1999 – Cria a Secretaria de Estado de Recursos Hídricos.ESTADOS E DF LEGISLAÇÃO ESTADUAL E DO DISTRITO FEDERAL DE RECURSOS HÍDRICOS LEI SOBRE POLÍTICA E ÁGUAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO SISTEMA DE REGULAMENTAÇÃO SUBTERRÂNEAS GESTOR DE RECURSOS GERENCIAMENTO HÍDRICOS Lei nº 5.020-050 Fone: (82) 326-9907 Fax: (82) 326-9936 e-mail: sip@seplan. Lei nº 6. de 21 de janeiro de 2002.SRH.712.gov. de 10/11/97.SRH e do Conselho Dec nº 8. de 13 de janeiro de 2000 – Dispõe sobre as diretrizes básicas para a reforma e organização do Poder Executivo do Estado de Alagoas. Decreto nº 37. de 23 de janeiro de 2001 – Regulamenta a outorga de direito de uso de recursos hídricos.ap.gov. ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ALAGOAS SECRETARIA DE ESTADO DE RECURSOS HÍDRICOS E IRRIGAÇÃO Endereço: Rua Cincinato Pinto 348 Centro Maceió – AL CEP: 57. CIÊNCIA E TECNOLOGIA SEMA Endereço: Av. Dispõe sobre a Política de Gerencia de Recursos Hídricos do estado e dá outras providências.194. de 12/05/95 – Dispõe sobre a Política.Ala Norte Centro Administrativo Salvador – BA CEP: 41. Lei nº 6.965. de 08 de maio de 2002. Decreto nº 006.AM CEP: 69.906-060 Fone: (96) 212-5300/5301 . AMAPÁ Lei nº 686 de 07 de junho de 2002. o Gerenciamento e o Plano Estadual de Recursos Hídricos. Dispõe sobre a criação do Fundo Estadual de Recursos Hídricos da Bahia FERHBA e a reorganização da Superintendência de Recursos Hídricos .746-900 Fones: (71) 370-6195 / 370-6170 / AMAZONAS Lei nº 2. de 21 de BAHIA 146 . de 22 de outubro de 1998.05. Lei Nº 6.

296 de ÁGUAS SUBTERRÂNEAS 21 março de 1997 . de 14 de setembro de 1998. Lei nº 7. Dispõe sobre a criação do Fundo Estadual de Recursos Hídricos da Bahia . infração e penalidades e dá outras providências.ba. Coordenação e Implantação do Projeto de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado da Bahia.812.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO Estadual de Recursos Hídricos .br http://www. de 21 de março de 1997 – Institui o Sistema de Planejamento.gov. LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS janeiro de 2002. de 18 de janeiro de 1995.br 147 .ba. Cria a Superintendência de Recursos Hídricos. Lei nº 7. de 30 de dezembro de 1998. entidade autárquica vinculada à Secretaria de Recursos Hídricos. Cria o Conselho Estadual de Recursos Hídricos. Decreto nº 6. Decreto nº 6.435. Dispõe sobre a organização e estrutura da Administração Pública do Poder Executivo Estadual.CONERH.FERHBA e a reorganização da Superintendência de Recursos Hídricos . Lei nº 6. Saneamento e Habitação.gov.354.295.Dispõe sobre a outorga de direito de uso de recursos hídricos. ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 6198 Fax: (71) 370-6577 E-mail: srh@srh.srh.SRH e do Conselho Estadual de Recursos Hídricos CONERH.

na parte referente à cobrança pela utilização dos recursos hídricos e dá outras providências.264.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO Decreto nº 26.04. Cria os Comitês das Sub-bacias Hidrográficas do Baixo e do Médio Jaguaribe e institui seus estatutos. Regulamenta o art. a estrutura organizacional e distribuição dos cargos de assessoramento da Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH).. da Lei nº 11.ce.srh.Fortaleza Ceará – CEP: 60819-900 Fones: (85) 488 8503 / 8505 Fax: (85) 488 8579 Email: srh@srh. Aprova o Regulamento da Secretaria dos Recursos Hídricos e dá outras providências. de 12 de novembro de 1996. Regulamenta o art.391. de 12 de novembro de 1996 e dá outras providências.264. 7º.Dispõe sobre a finalidade. de 20 de abril de 1993.Bloco C . de 9 de fevereiro de 1994 – Regulamenta o controle técnico das obras de oferta hídrica e dá outras providências. de 03 de janeiro de 2000.br http://www. de 01 de abril de 1998.ce. de 24 de julho de 1992.gov. ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 7. de 11 de fevereiro de 1994.Altera dispositivos do Decreto nº 24.485.870.443. de 28 de abril de 1999. de 01 de março de 1999. LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS Decreto nº 22.2º Andar . Seduc . Decreto nº 25. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS Decreto nº 25. Governador Vírgilio Távora .996.264.361.996. Decreto nº 23.98) Decreto nº 24. e dá outras providências.gov. Altera o prazo máximo de vigência da outorga de direito de uso de recursos hídricos.996 de 24 de junho de 1992. (publicada em 08. Decreto nº 23. SECRETARIA DOS RECURSOS HÍDRICOS Centro Adm. de 27 de agosto de 2001. Altera dispositivos do Decreto nº 24. Decreto nº 25. de 12 de novembro de 1996 e dá outras providências.Ed. CEARÁ Lei Nº 11.725. 4º da Lei nº 11. de 24/07/92 Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos.068. institui o Sistema Integrado de Gestão de Recursos Hídricos SIGERH e dá outras providências.br/ 148 .067. Decreto nº 24.Cambeba .

Decreto nº 23. Dispõe sobre a preservação e o controle dos recursos hídricos.725 de 13 de junho de 2001. de 31 de agosto de 2. de 16/07/97 – Lei nº 13. de 02 de agosto de 2000 . Lei nº.gov. Decreto nº 22. Institui a Política de Recursos Hídricos do Distrito Federal.df. de 30. de 01 de fevereiro de 1994.148.semarh.06.93.gov.359. Decreto n° 23. .123. Regulamenta o Fundo Estadual de Recursos Hídricos FUNORH.996.603 de 07/04/95. criado pela Lei n°11. cria o Sistema de Outorga para Uso da Água.245. de 24 de julho de 1992. Lei Nº 13. 12.025 de 13/01/97 que Dispõe sobre a Política dispõe sobre a pesca. Decreto nº 14.047. cria o Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Distrito Federal e dá outras providências. Decreto n. SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE E DE RECURSOS HÍDRICOS SEMARH Endereço: SEPN 511 – Bloco "A" Ed.750-901 Fone: (61) 340-3756 / 340-3792 Fax: (61) 340-3785 E-mail: semarh@semarh. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS DISTRITO FEDERAL GOIÁS Decreto n° 22. DOS RECURSOS 149 . Regulamenta o Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos do Distrito Federal. Bittar II Brasília – DF CEP: 70.12.358.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO na parte referente à outorga de direito de uso de recursos hídricos.º 2.535.df. de dezembro de 1977.039. e dá outras providências. de 2 de julho de 1981. de 13 de junho de 2001.br/ Lei nº 13. de 03 de fevereiro de 1994.356.º 21. regulamentando a Lei nº 10. de 31 de agosto de 2001. SECRETARIA DO MEIO de 11 de janeiro de que institui a Secretaria de AMBIENTE.583.Dispõe sobre a estrutura orgânica da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos.Revoga a Lei nº 512. de 31 de agosto de 2001 Dispõe sobre a outorga de direito de uso de recursos hídricos no território do distrito federal e dá outras providências.br http://www.410. Aprova o Regimento Interno do Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CONERH.01). do artigo 12. Decreto nº 22. Lei nº 2725. alterada pela Lei n°12. da Lei n. de 28 de julho de 1993.001 . (publicada no DODF nº 116 em 19.Dispõe sobre a outorga de direito de uso de água subterrânea no território do Distrito Federal de que trata o inciso II. e dá outras providências.

03.952.456.535 Vila Iate Goiânia – GO CEP: 74.2002.gov.061 de 09/05/97 que altera o referido Plano Estadual Decreto nº 4. construção de poços tubulares GERÊNCIA ADJUNTA DE MEIO Decreto nº 16.gov. LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos. Lei nº 13. Dispõe sobre o Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CERH. 2.2000. Laurício Pedro Rasmussen n&ordm.goias. aquática. Transforma a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos em Secretaria de Meio Ambiente. AMBIENTE E RECURSOS de 4 de janeiro de 1999. de MT nº 002. a SEMARH Lei nº 13.679. Conselho Estadual de Normatização da Recursos Hídricos – CEHIDRO.go. de 19/06/95.04. Portaria nº 130 de 22/04/99 – Regulamenta o Instrumento da Outorga.br 150 .050-970 (FEMA-MT). institui o Sistema de Gerenciamento Integrado de Recursos Hídricos e dá outras providências.076-820 Fones: (98) 246-5500 / 246-5298 / de Qualidade de Vida. Carlos Cunha s/nº Dispõe sobre a Calhau organização da Gerência São Luís – MA CEP: 65.fema. HÍDRICOS Endereço: Av.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E REGULAMENTAÇÃO SISTEMA DE GERENCIAMENTO Estadual de Recursos Hídricos aqüicultura e proteção da fauna e dá outras providências. Portaria FEMADecreto Estadual nº 3.040.015-080 Fones: (62) 202-3300/ 202-3515 / 223-8521 / 229-3758 / 565-1434 Fax: (62) 202-2366 / 212-5532 E-mail: semarh@sectec. institui o Sistema Estadual de Recursos Hídricos e dá outras providências. Lei nº 13. Paiaguás – Antigo Prédio do DOP Organograma da Fundação Centro Político Administrativo Estadual do Meio Ambiente Cuiabá – MT CEP: 78.mt. Regulamenta o 25. de 20/03/97 que aprova o Plano Estadual de Recursos Hídricos e Minerais para o quadriênio 1995/1998.468. 8429 Fax: (98) 246-7999 FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE – FEMA Diretoria de Recursos Hídricos Decreto nº 393 de 12 de Endereço: Av.052.php MARANHÃO MATO GROSSO Lei Nº 6. "D" s/nº . ÁGUAS SUBTERRÂNEAS 2000. ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS HÍDRICOS E DA HABITAÇÃO SEMARH Endereço: Av. Recursos Hídricos e Habitação.945 de 05/11/97 – Dispõe sobre a Lei de Política Estadual de Recursos Hídricos. de 16 de abril de 1999. Fones: (65) 644-4177 / 313-2054 / 2850 / 231-6617 Fax: (65) 644-2566 / 313-2267 www. de 06. de 22/12/97 – Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos. Lei nº 7. dispôs sobre a conservação e proteção ambiental dos depósitos de água subterrânea no Estado de Goiás.br site: http://www.Palácio agosto de 1999.br/index.gov.

de 8 de março de 2001 Regulamenta a Lei nº 13. Decreto nº 41. que dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos.584 de 17/07.br/ 151 .5600 Fax: (67) 318. INSTITUTO MINEIRO DE GESTÃO DAS ÁGUAS – IGAM Endereço: Rua Santa Catarina.2000 .e dá outras providências. Regulamento do Instituto Mineiro de O IGAM está vinculado à Gestão das Águas – IGAM.mg.mg. de 16.055.Dispõe sobre a fiscalização e o controle da utilização dos recursos hídricos no estado pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM. de 11.igam.199.194.gov. de 29 de janeiro de 1999.SEMAD End.578. Altera a denominação do DRH para IGAM. Lei nº 12. publicada em 30 de janeiro de 1999 – Cria o Fundo de Recuperação.191 de 28 de agosto de 1995. 1671 Belo Horizonte . Prudente de Moraes. SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE CULTURA E TURISMO SEMACT Telefone: (67) 318.170081 Fones: (31) 3337-1819 / 3719 Fax: (31) 3337-3283 / 8705 e-mail diretoriageral@igam.12. a proteção e a conservação das águas subterrâneas de domínio do Estado.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO Lei n. de 16 de novembro de 1998 .1997.º 40. Decreto nº 40.1998.11.º 2406.MG. de 29 de janeiro de 1999. Lei nº 13. Deliberação Normativa CERHMG Nº 03.gov. Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais e dá outras providências. de 10 de abril de 2001 (Publicada no “Minas Gerais” em 18 de abril de 2001) Estabelece os critérios e valores para indenização dos custos de análise.199. Dispõe sobre o Conselho Estadual de Recursos Hídricos . DO SUL Estadual Sistema Gerenciamento dos Recursos Hídricos e dá outras providências. Decreto n. publicações Lei nº 13771. cria de o Institui a Política Estadual de Recursos REGULAMENTAÇÃO ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS MATO GROSSO Hídricos. 1354 4º andar– Bairro de Lurdes Belo Horizonte – MG CEP: 30.br site: http://www.Dispõe sobre a administração.5646 MINAS GERAIS Lei nº 13. de 29 de janeiro de 2002. Decreto nº 37.CERH-MG . publicada em 30 de janeiro de 1999 – Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e dá outras providências. de 29 de janeiro de 1999.057. SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL . Av.

Portaria IGAM/nº 6 de 25 de maio de 2000 . 12 e altera a redação do art. de 7 de junho de 1993. Portaria Administrativa Nº 010/98 (Publicada no “Minas Gerais” em 23 de janeiro de 1999.) Altera a redação da Portaria Nº 030/93. de 07 de junho de 1993. Portaria IGAM/nº 01 de 4 de abril de 2000 – Dispõe sobre a publicidade dos pedidos de outorga de direito de uso de recursos hídricos. de 19 de outubro de 1999. 13 da Portaria nº 030/93. de 30 de dezembro de 1998. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 152 . 8º da Portaria nº 030/93. que regulamenta o processo de outorga de direito de uso de águas de domínio do Estado. com nova redação dada pela Portaria nº 010/98.Acrescenta parágrafo ao art. de 07 de junho de 1993. 8. com nova redação dada pela Portaria nº 010/98.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO e vistoria dos processos de outorga de direito de uso de recursos hídricos no Estado de Minas Gerais e dá outras providências. Altera a redação do § 3º do Art. de 30 de dezembro de 1998 e alterada pela Portaria IGAM nº 007.

de 29 de novembro de 2001.1996. de 02 de abril de 1997.258 de 31. Regulamenta o Controle Técnico das Obras e Serviços de Oferta Hídrica e dá outras providências. 2717 – Bairro Marco Belém – PA CEP: 66.033.96.10.257 de 31. institui o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências. Decreto nº 19.308 de 02. que regulamenta o Fundo Estadual de Recursos Hídricos. aprovado pelo Decreto nº 18.gov.095-770 Fones: (91) 276-1256 / 0731 Fax: (91) 276-8564 http://www. de 11 de maio de 1988 – Cria a Secretaria de Estado da Ciência. e dá outras LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS Lei nº 5457. e dá outras providências. PARAÍBA Lei nº 6. e dá outras providências. Irrigação e Saneamento do Estado da Paraíba – AAGISA.pb. de 25 de julho de 2001.br/ 153 . Decreto nº 19. Tecnologia e Meio Ambiente e dá outras providências.824. que dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos. publicada em 03. Lei nº 5752. Tecnologia e Meio Ambiente – SECTAM e dá outras providências. ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS SECRETARIA DE CIÊNCIA.10. Institui a Política Estadual de Recursos Hídricos.256 de 31. TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE – SECTAM Endereço: Travessa Lomas Valentina. suas diretrizes e dá outras providências. de 31 de outubro de 1997.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO ÁGUAS SUBTERRÂNEAS PARÁ Lei nº 6. Dá nova redação e revoga dispositivos do Decreto nº 18. Irrigação e Saneamento do Estado da Paraíba – AAGISA Telefone: (83) 238.gov.07. de 02 de abril de 1997.5255 http://www.381. Regulamenta a outorga de direito de uso dos recursos hídricos e dá outras providências.97.97. Decreto nº 19.07.br/ Agência de Águas. de 26 de julho de 1993.pa. Cria a Agência de Águas.semarh. Dispõe sobre a reorganização e cria cargos na Secretaria de Ciência.97.sectam.10. Dá nova redação a dispositivos do Regimento Interno do Conselho Estadual de Recursos Hídricos. Decreto nº 19.260. Lei nº 7.823.

Aprova o Regimento Interno do Conselho Estadual dos Recursos Hídricos .352/96 – criação da Superintendência de Desenvolvimento.361. de 31 de agosto de 2001. de 31 de agosto de 2001.315. Decreto nº.º 2. publicado no Diário Oficial do Estado em 15.Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental Rua Santo Antônio 239 Bairro Rebouças Curitiba .646.º 2. Decreto N.316.2001 – delegação de competências da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos SEMA à Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental SUDERHSA PARANÁ Lei nº 12.320 de 28 de junho de 2001. critérios e procedimentos relativos à participação de organizações civis de recursos hídricos junto ao Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Decreto nº 18. de março de 2002.07.726. Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (SUDERHSA) Decreto nº 2. Institui a Política Estadual de Recursos Hídricos. Dispõe sobre o regime de outorga de direitos de uso de recursos hídricos.230-120 Fone: (41) 333-4774 Fax: (41) 333-4774 Ramal 2197 154 .CERH.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO providências.647.824 de 02. Aprova o regulamento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos. que estabelece a cobrança pelo uso das águas. Nomeia os Membros do Conselho Estadual de Recursos Hídricos.97 . 80. 5. Decreto nº 4.646. Lei nº 11. Decreto nº 4.PR CEP. Publicado no Diário Oficial do Estado em 18/07/2000.04. Estabelece normas. de 26 de novembro de 1999.317. Decreto nº 4. Decreto N. publicado no Diário Oficial do Estado ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS Decreto nº 4. cria o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências SUDERSHA . Dispõe sobre o regime de outorga de direitos de uso de recursos hídricos. de 31 de agosto de 2001.

Regulamenta a Lei nº 11.serla.629.br/ Regulamento. e dá outras providências.208. cria o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos. 138 – 3º andar – sala 301 Rio de Janeiro – RJ CEP: 20.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO de 18/07/2000.gov.426 de 17/01/97 Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e o Plano Estadual de Recursos Hídricos. 180 – Casa Forte Recife – PE CEP: 52. § 1º. e dá outras providências.rj. Estabelece os procedimentos técnicos e administrativos para a emissão de outorga de direito de uso de recursos hídricos de domínio do Estado do Rio de Janeiro.269 de 24 de dezembro de 1997 – Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e o Plano Estadual de Recursos Hídricos.427.921440 Fones: (21) 580-0048 / 580-4221 / 580-1198 Fax: (21) 580-0348 / 0548 http://www. Estrutura e http://www. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS PERNAMBUCO Lei nº 11.gov. 0 Decreto n 20. SECRETARIA DE RECURSOS HÍDRICOS Endereço: Rua Irmã Maria David.gov. DISPÕE SOBRE O CONSELHO ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS. de 28 de janeiro de 1999. institui e Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências.pe. Decreto nº 27. institui o Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos.br Organograma da Secretaria de Ciência.Dispõe sobre o Conselho Estadual de Recursos Hídricos. Dispõe sobre a estrutura organizacional do Poder Executivo Estadual. 9.061-070 Fones: (81) 3441-5636 / 1331 / 3441-7525 Decreto nº 19. Lei nº 11. Lei nº 11. inciso VII. Estabelece normas e critérios para a instituição de comitês de bacia hidrográfica DECRETO N.sectma. de 11 de dezembro de 2000. 155 . 0 Decreto n 20. de 2 de outubro de 2000 .br/ RIO DE JANEIRO Lei nº 3. Tecnologia e Meio Ambiente. de 17 de janeiro de 1997. Institui a Política Estadual de Recursos Hídricos. cria e extingue cargos e dá outras providências.srh.pe.º 2. Portaria nº 273. PUBLICADO NO DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DE 18/07/2000. de 06 de Fax: (81) 3441-7525 junho de 1997.239 de 02 de agosto de 1999. Aprova o http://www.427 de 17/01/97 – Dispõe sobre a conservação e a proteção das águas subterrâneas do Estado de Pernambuco. publicado no DOE em 04/08/99. FUNDAÇÃO SUPERINTENDÊNCIA ESTADUAL DE RIOS E LAGOAS – SERLA Endereço: Campo de São Cristovão.314.423 de 26 de março de 1998. regulamenta a Constituição Estadual em seu artigo 261.826.

836. publicado em 25 de março de 1997 – Regulamenta o Sistema Integrado de Gestão de Recursos Hídricos – SIGERH e dá outras providências. e da outras providências.SEMA Endereço: Rua Carlos Chagas. SECRETARIA ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE . Introduz modificações na Lei nº 10. que trata do Conselho Estadual de Recursos Hídricos. que instituiu o Sistema Estadual de Recursos Hídricos e na Lei nº 8.FUNERH. criado pela Lei 6. e dá outras providências. de 30 de dezembro de 1994. ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS Secretaria de Recursos Hídricos do Estado do Rio Grande do Norte Endereço: Av. que dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos. 55. dispõe sobre a Secretaria do Meio Ambiente .560.362. de 21 de novembro de 1996 Regulamenta o artigo 18 da Lei ÁGUAS SUBTERRÂNEAS Lei nº 6. relativas ao gerenciamento e à conservação das águas subterrâneas e dos aqüíferos no Estado do Rio Grande do Sul. de 26 de dezembro de 2002. Regulamenta disposições da Lei nº 10. Regulamenta o Fundo Estadual de Recursos Hídricos .047.285 de 22 de março de 1997. Decreto nº 37. 1174 – Bairro Tirol Natal – RN CEP: 59. de 30 de dezembro de 1994.sema. 4º da Lei nº 6.086.br Lei n.rs. de SUL 30 de dezembro de 1994. com alterações.283 de 22 de março de 1997. publicado em 25 de março de 1997 – Regulamenta o inciso III do art. de 8 de maio de 1989 que criou o Fundo de Investimento em Recursos Hídricos.br/sema/ 156 .º 8. 30 e 31 da Lei nº 10. Lei n.034.350. prevista nos Artigos 29. de 15 de abril de 2002.350. de 21 de novembro de 1996 Regulamenta a outorga do direito de uso da água no estado do Rio Grande do Sul. de 30 de dezembro de 1994 .Institui o Sistema Estadual de Recursos Hídricos.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO Decreto nº 13.//www.gov.RS CEP: 90. 9&ordm. LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS Decreto nº 13.gov.serhid. Hermes da Fonseca.356.908 de 01 de julho de 1996. de 29 de julho de 1999.Dispõe sobre a Política Estadual de RIO GRANDE DO Recursos Hídricos.º 10. de 11/03/1998. Introduz RIO GRANDE DO alterações na Lei nº 10.rn. Decreto nº 37. de 22 de dezembro de 2000. Decreto nº 42. andar . Decreto nº 13. Cria o Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte IGARN.505. Decreto nº 13.350.908 de 1º de julho de 1996.908.033.Centro Porto Alegre . de 08 de dezembro de 2000 Altera o Decreto nº 36. Lei nº 11. publicada em 3 de julho de 1996 .055. regulamentando o artigo 171 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul.850. Lei nº 11. de 4 de julho de 1995. Decreto nº 40.015-001 Fones: (84) 232-2410 / 2409 / 2420 Fax: (84) 232-2411 / 2419 http.030-020 Fone: (51) 286-2513 / 226-1503 Fax: (51) 286-2349 http://www. Aprova o Regulamento da Secretaria de Recursos Hídricos do Estado do Rio Grande do Norte.350. publicado em 25 de março de 1997. Publicado no DOE de 29/06/99. de 1º de julho de 1996. institui o NORTE Sistema Integradas de Gestão de Recursos Hídricos SIGERH e dá outras providências.SEMA e dá outras providências. de 10 de janeiro de 1995.284 de 22 de março de 1997.

Decreto nº 81.350. de 30 de dezembro de 1994. Decreto nº 36. de 17 de fevereiro de 1978 Promulga o Tratado de Cooperação para o Aproveitamento dos Recursos Naturais e o Desenvolvimento da Bacia da Lagoa Mirim e o Protocolo para o Aproveitamento dos Recursos Hídricos do Trecho Limítrofe do Rio Jaguarão. RS 001/1997 .Regulamenta os usos da água que dispensam de outorga. anexo a esse Tratado. que instituiu o Sistema Estadual de Recursos Hídricos. de 04 de julho de 1995 Regulamenta o artigo 7º da Lei nº 10.351. de 30 de dezembro de 1994.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO nº 10.Regulamenta a alocação de recursos financeiros do Fundo de Investimentos em Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul.350. 002/1997 . visando a minimizar problemas de drenagem urbana. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 157 . que instituiu o Sistema Estadual de Recursos Hídricos.055. Resoluções do CRH/RS 001/1995 – Regulamenta a operação experimental do sistema de irrigação Vacaraí/Canas no município de São Gabriel.

ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO 003/1997 Aprova a composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio TaquariAntas.Aprova a alteração de nome do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos. bem como aprova a sua nova composição. 004/1997 . 004/1998 Aprova a composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Caí. 007/1998 Aprova a composição do Comitê de ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 158 . 006/1998 . 002/1998 . – Oficializa a 003/1998 Comissão Provisória do Lago Guaíba.Regulamenta a administração e operação em caráter experimental dos sistemas de irrigação no município de São Gabriel/RS 001/1998 . 005/1998 Aprova a composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo.Aprova a nova composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria e aprova o seu Regimento Interno.Aprova a nova composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí.

009/1998 .ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO Gerenciamento da Bacia Hidrográfica dos rios Vacacaí e Vacacaí-Mirim.Aprova o Regimento Interno do Comitê de Gerenciamento da Bacia ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 159 . 004/1999 .Aprova a proposta do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográgica do Rio Camaquã.Delega ao Instituto Riograndense do Arroz .Delega ao Instituto Riograndense do Arroz .Aprova o Regimento Interno do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos. 002/1999 .Aprova o Regimento Interno do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográficado Rio Caí. 008/1998 .IRGA a continuidade na fiscalização da operação das tomadas de água para irrigação no arroio Velhaco e afluentes no período da safra 1999-2000. 001/1999 . 005/1999 .IRGA a fiscalização da operação das tomadas de água para irrigação no arroio Velhaco e afluentes no período da safra 1998/99. 003/1999 . 010/1998 .Aprova o Regimento Interno do Comitê Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo.Aprova a proposta do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí.

001/2001 .Delega ao IRGA a fiscalização no Arroio Velhaco e seus afluentes.Aprova a proposta de composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí. 002/2001 .IRGA a continuidade na fiscalização a operação da tomadas de água para irrigação no arroio Velhaco e afluentes. 002/2000 .º 4.Aprova o Regimento Interno do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica dos rios Vacaraí e Vacaraí-Mirim. 001/2000 .Inicia o processo de discussão para a criação das Agências de Região ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 160 .Delega ao Intituto Rio Grandense do Arroz . 003/2001 .Discute e delibera sobre o Projeto de Lei n.Aprova o Regimento Interno do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí.Aprova a proposta de composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí. 004/2001 .Institui a Câmara Técnica de Assessoramento Permanente ao Conselho de Recursos Hídricos.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO Hidrográfica do Lago Guaíba. 005/2001 .147/2000. 003/2000 . 006/2001 . no período da safra 2001/2002. no período da safra 2000-2001.

de 07 de janeiro de 1998 . ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS RONDÔNIA Lei Complementar nº 255.Instituição um Grupo de Trabalho para tratar de assuntos relativos ao Programa Estadual Integrado de Capacitação em Recursos Hídricos. 009/2001 .Aprova a proposta de composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica dos Rios TurvoSanta Rosa-Santo Cristo.360.br SANTA CATARINA Lei nº 9.202 Fax: (48) 222-9403/224 0471 http: //www. de 25 de janeiro de 2002.644. de 16 de dezembro de 1985 – Cria o Conselho Estadual de Recursos Hídricos Lei Nº 10.015-900 Fone:(48) 224-3064/223 0400/224 6166 R.900-000 Fone: PABX (69) 224-2220 / 7484 / 2528 / 314. de 26 de setembro de SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO AMBIENTAL – SEDAM Endereço: Estrada de Santo Antônio. articulado ao Programa de Gestão Ambiental Compartilhada. 007/2001 .739. 183.sc. 2º da Lei nº 6.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO Hidrográfica – ARH.739. 5º andar Florianópolis – SC CEP 88.sdm. Osmar Cunha.Dá nova redação ao art. Lei nº 9.Regulamenta o Processo de Instalação dos Comitês de Gerenciamento de Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul. Ceisa Center. Bloco B. Lei nº 6.2110 Fax: (69) 224-2529 / 224 7466 SECRETARIA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO URBANO E MEIO AMBIENTE – SDM Endereço: Av. Institui a Política Estadual de Recursos Hídricos e o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos. de 16 de dezembro de 1985.gov. Ed. 900. 008/2001 .Parque Cujubim Porto Velho RO CEP: 78. alterado pela Lei nº 8.748 de 30/11/94 – Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e dá outras providências.022 de 06/05/93 – Dispõe sobre o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos 161 .

gov.663. que dispõe sobre a preservação dos depósitos naturais de águas subterrâneas do Estado de São Paulo e dá outras providências. de 30/12/91 Estabelece normas de orientação à Política Estadual de Recursos Hídricos bem como ao Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Decreto nº 27. de 3 de fevereiro de 1971.134. DECRETO Nº 13. Lei nº 9866.br e-mail: drh@daee. de 27 de dezembro de 1994 – Dispõe sobre o Plano Estadual de Recursos Hídricos 1994/1995.020.834. contidas no Regulamento baixado pelo Decreto n. Cria a estrutura da Diretoria de Procedimentos de Outorga e Fiscalização LEI nº 8.755. Decreto Estadual nº 41.CERH. de 07 de fevereiro de 1991 – Regulamenta a Lei nº 6. de 02 de junho de 1988 – Dispõe sobre a preservação dos depósitos naturais de águas subterrâneas do Estado de São Paulo. Portaria DAEE nº 01. de 03 de janeiro de 1998.sp. de 28 de novembro de 1997 – Dispõe sobre a proteção e recuperação de mananciais. 285 – 5º andar – Pinheiros São Paulo – SP CEP: 05424-140 Fone: (11) 3813-4145 / 3814-9011 Fax: (11) 3814-9011 Ramal 2131 / 3815 . Decreto nº 32.134/88.sp. Decreto nº 10. Lei n. de 22 de ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS SÃO PAULO Lei nº 10. de 18 de dezembro de 1995. Saneamento e Obras.o 52. de 29 de março de 1993 (*) Cria a Secretaria de Estado de Recursos Hídricos. cursos e reservatórios de água e demais recursos hídricos de interesse da Região Metropolitana da Grande São Paulo e dá providências correlatas.º 898.06. Lei n. Decreto n° 32. Lei nº 9034. Aprova a Norma e os Anexos que disciplinam a fiscalização.955.sp. Decreto nº 37.134.866/97. Disciplina o uso do solo para a proteção dos mananciais. de 2 de junho de 1988. de 28. Autoriza o Poder Executivo a participar da constituição de Agência de Bacias. e nº 10.258 de 31 de agosto de 1996. Dispõe sobre ampliação das atribuições do Departamento de Águas e Energia Elétrica. de 12 de dezembro de 1996.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO 1991. DEPARTAMENTO DE ÁGUAS E ENERGIA ELÉTRICA – DAEE Endereço: Rua Butantã. que cria o Conselho Estadual de Recursos Hídricos . Lei nº 6. altera a denominação da Secretaria de Energia e Saneamento e dá providências correlatas.9452 e-mail: sti@daee.663/91. de 7 de abril de 1998 – Regulamenta a Lei nº 9. DE 27 DE AGOSTO DE 1979. Decreto nº 43. Regulamenta a outorga de direitos de uso dos recursos Hídricos e a fiscalização de usos de recursos hídricos – artigos 9º a 13 da Lei nº 7.br http://www. de 18 de dezembro de 1975.275. Portaria DAEE Nº 712.663/91.gov.007. criado pela Lei nº 7.300 de 25 de agosto de 1993 – Regulamenta o Fundo Estadual de Recursos Hídricos – FEHIDRO.br/ 162 .636. as infrações e as penalidades. de 3 de julho de 1998.022.º 7.daee.576 de 11 de novembro de 1987 – Cria o Conselho Estadual de Recursos Hídricos. Aprova a Norma e os Anexos que disciplinam o uso dos recursos hídricos. Portaria DAEE nº 717.gov.955. de 7 de fevereiro de 1991 regulamenta a Lei nº 6.2002.

SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO E DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA – SEPLANTEC Endereço: Rua Vila Cristina.1141 . Decreto nº 18.SE CEP: 49. e providências. Portaria nº 006. e dá outras Estadual de Recursos Hídricos.gov.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO novembro de 1977.br/seplantec -srh TOCANTINS Decreto nº 637. de 30 de janeiro adota outras providências. de 22 de julho de o Lei n 1. de 22 de março de 1998 – Cria o Conselho Estadual 2002.com. de 2001 – Dispõe sobre a outorga de direito de uso de recursos hídricos. de 03 de dezembro de 1999 .456.079 de 5 de setembro de 2000 – Regulamenta o Fundo Estadual de Recursos Hídricos – FUNERH. e dá providências correlatas. de 26 de março de 1998 – Dispõe sobre o Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CONERH/SE. que regulamenta a outorga de direito de uso de recursos hídricos.Fone: (63) 218-1155 /1151 Geral:63 218.099. Dispõe sobre o enquadramento dos corpos de água receptores na classificação prevista no decreto n. 1051 Bairro São José Aracaju . SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E MEIO AMBIENTE – SEPLAN Endereço: Secretaria do Planejamento e Meio Ambiente .Regulamenta a outorga de direito de uso de recursos hídricos.Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos.br/ 163 . Decreto nº 19. Decreto nº 18.Fax:63 2181158/1099 e-mail: seplangb@zaz.br http://www.163.to.020-150 Fone: (79) 214-4424/214-5177 Fax: (79) 211-9931 E-mail: srh-se@prodase. Dispõe sobre a Política de Recursos Hídricos.seplan. 8. e institui o Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências. de 8 de setembro de 1976. Decreto nº 18.prodase.870 de 25 de setembro de 1997 .Esplanada das Secretarias – Centro .931.050 .ANNO .br http://www. de 3 de julho de 2000 – Corrige os valores de custos operacionais do Anexo único do Decreto nº 18.468 (1). e dá outras providências.456.com. de 3 de dezembro de 1999. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS SERGIPE Lei nº 3.Palmas – TO CEP 77.com.307.

ANEXO III Relação dos Comitês de Bacias Hidrográficas do Brasil 164 .

José Rodrigues Seabra UFP .PARAÍBA DO SUL (CEIVAP) CBH . 1459 Av.807-060 (16) 232 2527 (16) 232 2527 comitetj@recursoshidricos.CP 566 BR 285 Km171 bairro São José Rua Sarkis.gov. BPS.br 3 Rio Grande CBH .BAIXADA SANTISTA Mongaguá SP 11. Getúlio Vargas.br 4 Rio Jacuí CBH .600-000 (49) 551 2018 (49) 551 2004 peixe@unoescjba.TIÊTE JACARÉ Representante Legal Milton Hack Endereço Rua Marechal Floriano. 2125 .br 5 Paraíba do Sul Resende RJ 27.br 6 Rio Paranaíba Araguari MG 38.CP 542 Av.br 7 Rio Doce CBH .520-000 Fone (51) 9971 1254 Fax (51)3663 6494 E-mail/Site cmtramandai@aol.com.sp.sp.DOCE 8 Rio Uruguaí CBH . BPS. Capitão Noray de Paula e Silva.RIO PEIXE Rua getúlio Vargas. Panorama Av.730-000 (13) 3421 1600 (13) 3445 3063 comitebs@recursoshidricos.tche.RELAÇÃO DOS COMITÊS DE BACIAS HIDROGRÁFICAS DO BRASIL Código 1 Foz do Rio Principal Oceano Atlântico Rio Tiête Nome do Comitê CBH TRAMANDAÍ CBH .001-970 (54) 3311 1307 (24) 3355 8389 (34) 3242 8888 castamann@upf.ALTO JACUÍ CBH .500-000 (35) 629 1105/1106/1107/ 1108 (54) 316 8101/ 9981 5386 (celular) (24) 3355 83 89 (35) 622 3596 barbosa@iem.com.gov.com 2 Aldo Benedito Pierri Araraquara SP 14.RIO ARAGUARI Alfredo Castamann Manuel Otoni Neiva (presidente em exercício) Antônio Reinaldo Caetano Aprovado pelo CNRH e instituído pelo Decreto de 25/01/2002 Aristides Cimadon Arthur Parada Prócida (Prefeito de Mongaguá) Passo Fundo RS 99. 418 Centro Cidade Osório Estado RS CEP 95.1303 PinheirinhoCampus Prof.b r .510-100 Ceivap@uol.br 9 Oceano Atlântico CBH .440-000 (34) 3242 8888 cafeari@quantica. 1303 AV.rct-sc.cfeu. 135 – J. 156 Jardim Jalisco Rua Jaime Gomes.RIO SAPUCAÍ Alexandre Augusto Barbosa Itajubá MG 37. 67 Centro Joaçaba SC 89.

Moreira de Azevedo.BAIXO JACUÍ CBH .com 18 Rio Grande Oceano Atlântico São Francisco Germano Hernandes Filho Gilberto Gonçalves Gutemberg Granjeiro Maciel SP 15.MÉDIO PARANAPANEMA Carlos Arruda Gams Marília SP 17.180-000 56.guiafloripa.br / cbhtg@terra.br comite@terra.100 Lagoa da Conceição Benedito Mendes Faria.416-500 (19) 434 5111 (19) 434 5111 (51) 3717 7470 (18) 427 1662 (51) 3722 3681 cbh-pcj@merconet.10 Oceano Atlântico CBH . s/nº Av.600-000 (81) 3841 1156 (81) 3841 1246 21 Oceano Atlântico Rio Jequitinhonha CBH .br 19 20 RS PE 96.br 15 16 17 Rio Jacuí Rio Paraná Rio Jacuí RS SP RS 96. 1788 Ed. 162 Centro Sede: Av. Minas Center.RIO ITAJAÍ Hans Prayon Heirich Nikolaus Busselmann Blumenau SC 89.com. Marcolino martins cabralk.010-000 (47) 340 2414 comite@furb. nº 40 A ULTRA Martinho Lutero.sp.640-000 (88) 352 1155 14 Rio Tiête Piracicaba Santa Cruz do Sul Marília Cachoeira do Sul São José do Rio Preto Camaquã Sertânia SP 13.PARDO-RS CBH .br daeebpp@terra.br 166 .br fhbernal@hotmail.062-010 (48)232 0185 (48) 232 0515 comitelagoa@guiafloripa. 40 A Av.RIO MOXOTÓ Carlos Magno Feijó Campelo Claudio Antonio de Mauro Dionei Minuzzi Delevati Elzio Stelato Júnior Fernando Bernal Pentecoste CE 62.LAGOA DA CONCEIÇÃO Alessio dos Passos Santos Caixa Postal 10.705-000 (48) 626 6222 acit@acit-tubarao. 2293 Rua Benedito Mendes Faria.com.RIO CURU CBH PIRACICABA.com.com.com.815-900 17520-520 96.501-000 (51) 3717 7460 (14) 427 1662 (51) 3722 4646 dionei@proppex. Independência .br / www.br 12 Oceano Atlântico CBH .unisc. nº 1400 Cidade Nova BR 116 km 400 Trevo Acesso Sul Praça João Pereira Vale.TURVO GRANDE CBH .gov. Estados Unidos nº 988 Sede: Av.AGUAPEÍ E PEIXE CBH .520-520 (14) 427 1017 (14) 427 1662 comitemp@recursos. 26 Centro Florianópolis SC 88.br 13 Rio Curu CBH . CAPIVARI E JUNDIAÍ CBH .ARAÇUAÍ Araçuaí MG 39. Otavio Pinto César.com.sp.gov.br 22 CBH .600-000 (33) 3731 1570 pnasede@byalnet.RIO TUBARÃO Carlos José Stüpp Tubarão SC 88.085-360 (17) 226 5302 (17) 227 2108 (51) 3671 4001 cimitetg@recursoshidricos. 2º andar CP 50 Rua Dr.com. 20 centro Rua XV de Novembro.combr/comitelagoa da conceicao 11 Rio Paranapanema CBH . 600 Edifício Mauá 2º Andar Pça Rui Barbosa.CAMAQUÃ CBH .

br 30 Oceano Atlântico João Batista machado SP 18.org.620-000 (88) 518 1200/1351 33 Oceano Atlântico Rio Paraná Oceano Atlântico José C Carvalho Brasilia DF 70.990-000 (19) 651 3707 (15) 277 1133/1135 982 3717 (celular) (19) 651 5430 prefpinhal@uol.30-000 (16) 682 1222/682 1221 (16) 682 1302 (11) 3315 9083 / 3315 1309 pfmazul@zaz. 305 Espirito Santo do Pinhal Tapiraí RS SP 13.RIO BANABUIÚ CBH . br cubatao@cubataojoinville.MÉDIO BAIXO JAGUARIBE CBH .MOGI GUAÇU CBH .br ivomello@pro.br 28 29 Rio Uruguaí Rio Grande Ivo Mello João Alborgheti Praça Rio Branco s/nº .070-560 (54) 214 3492 Ramal 2480 (55) 422 4292 (55) 9974 1353 (54) 212 1133 izorzi@ucs.ALTO TIÊTE São Paulo SP 03007-900 (11) 3315 9077 jconejo@sp.23 24 Rio Jaguaribe Rio Grande CBH .gov.br / comite_ibicui@pro.sp.via-rs.gov.RIO CUBATÃO (NORTE) Isidoro Zorzi UCS . 438 Rua Doutor Queiroz Lima nº 330 Setor Policial Sul Área 5 Quadra 03 Bloco L .SÃO FRANCISCO CBH .201-700 (17) 632 1726 (47) 435 3730 (17) 632 4664 (47) 435 3730 167 .com. Conjunto 902 Presidente Prudente SP 19.POMBA MURIAE 27 Rio Taguari CBH .RIO TAQUARI-ANTAS CBH . 9º andar.180-000 (15) 277 1314 comiterb@recursoshidricos. 1130 CP 1352 Caxias do Sul RS 95.SÃO JOSÉ DOS DOURADOS CBH .com.700-000 89.Francisco Getúlio Vargas.b r 32 Rio Jaguaribe José Aluísio Cavalcante Pinheiro Solonópole CE 62.sp.sp. 330.RIO PARDO Luiz Sergio Girão de Lima Homero de Carvalho Freitas Hugo V.b r 31 Rio Paranapanema José Alberto Mangas Pereira Catarino Rua Desbravador Ceará.RIO IBICUÍ CBH . 2266 Rua do Príncipe.br 34 35 José Carlos Guisso José Mario Gomes Ribeiro Jales Joinville SP SC 15.gov. Marques de Resende Instituído pelo Decreto de 5 de junho de 2001 Rua Raul Nogueira nº 9(altos) Rua Dona Maria das Dores.br 26 Rio Paraíba do Sul CBH .610-200 (61) 445 5342 (61) 445 5362 dilma@ana.br 25 Rio Tiête CBH .PONTAL DO PARANAPANEMA CBH .com. s/nº Parque Dom Pedro II Morada Nova Serra Azul CE SP 62.com.br comitesjd@recursoshidricos.SGR ANA Rua: Cinco. S. 248 Centro Av.Centro Rua Augusto Moritz.gov.via-rs.015-190 (18) 221 4350 (18) 221 4350 comitepp@recursoshidricos.RIBEIRA DE IGUAPE E LITORAL SUL CBH . Mercúrio.940-000 14.tche.gov.

br 168 .140-092 31.br 42 Rio Grande CBH .500-000 40 Lagoa dos Patos CBH .br 38 Rio Jacuí Loreno Côvolo Santa Maria RS 39 Oceano Atlântico Lúcio Monteiro Cabo Agostinho PE 54.BAIXO TIÊTE CBH .SAPUCAÍMIRIM GRANDE CBH . 164 Estreito UNIJUÍ CP nº 560 CORSAN Mauricio Sihotsky sobrinho.br comitebt@recursoshidricos.com.990-000 30.gov.36 Oceano Atlântico CBH .com. 24 (81) 3521 1371/3268 1008 (55) 3332 0459 robsaito@yahoo.PARAOPEBA CBH . 600 Menino de Deus Rua Cunhambebe.680-000 (12) 432 3816 (12) 432 3816 Ramal 30 comiteln@pratica.IJUÍ CBH VACACAÍ/VACAC AÍ-MIRIM CBH . 532– Centro Avenida Dr.RIO DAS VELHAS CBH .br (51) 3590 8122 47 Rio Jacuí Paulo Renato Paim RS 93. 950.unisinos.sp.gov.405-600 (16) 3724 5270 (16) 3724 5270 (18) 642 3502 comitesmg@francanet.130-003 (18) 642 3655 (33) 3755 8129/3755 1204 (31) 3337 2978 / 9108 9707 (celular) (31) 3277 5182 mcostaval@uol.022-000 (51) 3590 8508 cmtsinos@cirrus. 100 Rua São Vicente nº 154 Rua Gonçalves Dias nº 2299/1007 Lourdes Av.br 37 Rio Uruguaí CBH .RIO PIRAPAMA Lígia Cassol Pinto Ijuí RS 98.LITORAL NORTE Luiz Roberto Numa de Oliveira Ubatuba SP 11.Vila Exposição Rua Silvares.LAGO GUAÍBA Luiz Antonio Timm Grassi Porto Alegre RS 90.com.070-620 (48) 248 5797/337 0448 9983 5592 (celular) (55) 3332 0453 (55) 9987 9959 (celular) /3221 2447 (81) 3521 9720/3441 9933 R.tche. Saito Rua Nossa Senhora das Graças. Afonso Pena. CP 275 Florianópolis SC 88.br 41 Oceano Atlântico CBH .com.br / saiadm@matrix.com.com.850-110 (51) 3225 6636 grassilat@netmarket.RIO DOS SINOS (COMITESINOS) Agliberto Gonçalves Marcos Martins Villela Marilene Farias de souza Mauro da Costa Val Paulo Maciel Junior Franca SP 14. s/nº Rua Barão do Cerro Largo.br dafma@pbh.b r 43 44 45 46 Rio Tiête Rio Pardo MG/BA São Francisco São Francisco Birigui Águas Vermelhas Belo Horizonte Belo Horizonte São Leopoldo SP MG MG MG 16200-000 39.700-000 rhidrico@unijui. Flávio Rocha. 4000 UNISINOS.RIO CUBATÃO José Y. nº 333 Praça Ministro André Cavalcati. 4551 .RIO MOSQUITO CBH .

590-000 (55) 3231 2480 (55) 3231 2957 cmtsmaria@rosulonline.300-047 (33) 3329 8029 (33) 3329 8001 beirario@prodatanet. Floriano Peixoto.AFLUENTES MINEIROS DOS RIOS PARDO E MOGI GUAÇU CBH . 51 Edifício Tupy Boa Vista Parque Ecológico Rio Camboriú Av.760-000 (51) 3635 1550 comite@cpovo.via-rs.600-000 (38) 3671 5855 9962 6035 (celular) (38) 3671 1366 58 Rio Ibicuí CBH .CARATINGA Caratinga MG 35.045-000 (15) 222 2065 (15) 222 2181 cbhmt@zaz. Américo de Carvalho nº820 Jd.704-083 (35) 3697 2601 57 São Francisco Rodrigo Vargas Paracatu MG 38.PARÁ Rafael Silvio Nunes Raimundo Gonçalez Malta Raimundo José Reis Félix Regina Greco Recife Balneário Camboriú Icapuí Divinópolis PE 50050-240 (81) 3227 3911 ramal 265 (47) 363 7145 (88) 432 1194/432 1200 (37) 344 1142/344 9987 (81) 3227 3519 (47) 363 7145 rgmalta@terra.net 56 Rio Grande CBH .com.br 51 52 53 SC CE MG 88.48 Rio Grande CBH . 22 de Janeiro.11 Samuel Pinto.330-000 62810-000 35. 395 CP172 Rua Sebastião Thomás Oliveira. 3996 Centro Rua Guapé nº 671/ Belvedere Av. Olegário Maciel. Europa M.640-000 (16) 3851 1400 (16) 3851 1166 pmagudo@netsite. Miguel Iron s/nº Santa Rita Morro Agudo SP 14. 1626 Av.BAIXO PARDO GRANDE Paulo Roberto Fiatikoski (Prefeito Munic. de Morro Agudo) Pedro Paulo de Oliveira Martins Praça Martinico Prado.br 49 Rio Doce CBH .com.com.br 50 São Francisco Oceano Atlântico Rio Jaguaribe São Francisco CBH .br 54 Rio Tiête CBH .BAIXO JAGUARIBE CBH .br e cmtsmaria@pro. 544 Edifício horácio Valentim .RIO PAJEÚ CBH .RIO CAMBORIÚ CBH .br 169 .com.SOROCABA MÉDIO TIETÊ Renato Amary (Prefeito Municipal de Sorocaba) Sorocaba SP 18.PARACATU Rodopiano Marques Evangelista Poços de Caldas MG 37.com.SANTA MARIA Romeu Domingos Andreazza Rosário do Sul RS 97. nº 260 Santa Rosália Praça JK.br 55 Rio Jacuí CBH .TRITICO LA Av. Sebastião do Caí RS 95.RIO CAÍ Roberto Carlos da Silva Alves S. 423 Centro Sede: COOP.com.501-271 (37) 3212 4066 regreco@uol.com.

930-117 (35) 3229 5614 64 Rio Paranapanema Walter Martins de Oliveira Walter Maurício Nogueira Barros Vasconcelos Wanderson Rogério Giacomim Piraju SP 18.310-000 35.030-020 (51) 3484 3488 3288 6012 comitegravataí@metroplan.com.gov.ALTO PARANAPANEMA (ALPA) CBH .br 69 Adalto Gomes Tijucas SC 88.br / pmcorupa@netuno.RIO TIJUCAS Yara Cristina Eisembach Curitiba PR 80.55/2 andar/sala 107 Porto Alegre RS 90.RIO JABOATÃO Ubirajara Ferreira Paz Moreno PE 54.pr.b r 61 Rio Capibaribe CBH .630-900 (41) 333 4774 (41) 225-6454 yarabach@sepl.com.rs. 1 /1º andar Rua Prefeito Waldemar Grubba nº 3.300 Rua Coronel Buchelle nº 181 Centro Novo Horizonte SP 14.256-501 .SERRA DA MANTIQUEIRA Valentim Calenzani Vinicius Perdigão Varginha João Montevade MG MG 37.800-000 (14) 351 2599 (14) 351 2790 comitealpa@winf. Amazonas nº 115 6º Andar Centro Rua Santa Lúcia.RIO GRAVATAÍ Sérgio Cardoso Rua Carlos Chagas. São Sebastião.gov.RIO TIÊTE BATALHA Toshio Toyota (Prefeito Municipal de Novo Horizonte) Praça Rio Branco.965-000 (27) 3251 8256 67 Rio Iguaçu CBH .59 Rio Jacuí CBH . 125 Sede: Rua Manoel Pereira Alves.br 60 Rio Tiête CBH .gov.ALTO IGUAÇU / ALTO RIBEIRA CBH .RIO PIRACICABA CBH .com.RIO VERDE CBH .com. 375 Av.br 62 63 Rio Grande Rio Doce CBH .200-000 170 .sp. (47) 370 7933 nono@weg. 255 – Vila Abernéssia Rua Adolpho Serra nº3 Urbis Rua Máximo João Kopp nº274 bl. 185 (Prefeitura Municipal de Moreno) Sofrênio Portela.com.RIO ITAPOCU CBH .br 65 Rio Paraíba do Sul Campos do Jordão SP (12) 262 4122 (12) 262 4122 66 Oceano Atlântico CBH .gov.960-000 (17) 542 1144 (17) 542 1122 comitetb@recursoshidricos.br 68 Oceano Atlântico Oceano Atlântico Ronaldo Klizke Jardim Centenário SC 89.800-000 (81) 3535 1067/1197 (81) 3535 1067 (35) 3229 5658 (31) 3852 1541 cbhpiracicaba@robynet.ITAÚNAS Conceição da Serra ES 29.b r/ada@metroplan. com.br / amvali@netuno. 291 bairro Aclimação Av.rs.br tannay@camaratijucas.

br 71 Oceano Atlântico Tadeu Santos SC 88.Leoberto Leal nº1904 Bairro Universitário CP 225 Av.SALGADO CBH .br / adonismaccari@ig.com.com.802-001 (48) 522 0709/9954 5445 72 Rio Iguaçu Mauro Battistelli Reinaldo Gomes Ribeirete Marcelo Déda Chagas Marcos André Lima da Cunha Pierre Maurice Gervaiseau José Renato Casagrande Guarapuava PR 85030-230 (42) 624 2214 (42) 624 2214 semaflor@gol.silva@bol.com.br Fonte: Agência Nacional de Águas – ANA (2002) 171 .br pbarzan@casan.RIO JACARAÍPE Júlio bernardo da silva Filho Av.com.br 73 Paranapanema Ibiporã PR 86.200-000 (43) 258 5454 (43) 258 2377 imprensaibipora@onda.com.ALTO JAGUARIBE CBH . Aguanambi nº 1770 Rua Cel. Km 353 Parque Municipal das Araucária SEMAFLOR Rua Padre Votoriano Valente nº 540 Praça Olimpio nº 180 Av.100-000 (85) 257 6538/272 9614 (88) 523 2130 andre@cogerh.gov.70 Rio Uruguaí CBH .RIO CANOAS CBH .RIO ARARANGUÁ CBH .010-010 60.RIO TIBAGI CBH .RIO SERGIPE CBH .com.RIO JORDÃO CBH .055-402 63.psi. Getúlio Vargas nº 227 Sala 09 Centro BR 277.br / juliofilho.es.br 77 Serra Azul ES (27) 3251 8264 semma@serra. Antônio Luís nº989 Pimenta Rua Rômulo Castelo nº 18 Centro Araranguá SC (49) 221 0100 (49) 221 0102 senseflora@baroni.br 74 75 76 Rio Sergipe Rio Jaguaribe Rio Jaguaribe Aracaju Fortaleza Crato SE CE CE 49.

ANEXO IV Resoluções CNRH nºs 5. 18 e 24 161 .

1º Os Comitês de Bacias Hidrográficas. bióticas. em primeira instância administrativa. e no Decreto nº 2. com base no disposto na Lei nº 9. observados os critérios gerais estabelecidos nesta Resolução. alterar seus estatutos visando sua adequação ao disposto na Lei nº 9. de acordo com as respectivas competências do Conselho Nacional de Recursos Hídricos ou dos Conselho Estaduais.4º O Conselho Nacional de Recursos Hídricos só deverá intervir em Comitê da Bacia Hidrográfica. Parágrafo único. os conflitos relacionados aos recursos hídricos. de 24 de maio de 2002) O Conselho Nacional de Recursos Hídricos. 7º Cabe aos Comitês de Bacias Hidrográficas. de 8 de janeiro de 1997. onde deve constar a caracterização das bacias hidrográficas brasileiras.O.arbitrar. a ser incluída no Plano Nacional de Recursos Hídricos. de 3 de junho de 1998. Enquanto não for aprovado o Plano Nacional de Recursos Hídricos. necessariamente.612. a ser aprovada pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos. DE 10 DE ABRIL DE 2000 (Publicada no D. econômicas. a Secretaria de Recursos Hídricos elaborará a Divisão Hidrográfica Nacional Preliminar. e nesta Resolução. observadas as deliberações emanadas. Estaduais e Distrital de Recursos Hídricos. tendo em vista o disposto na Lei nº 9. deliberativas e consultivas a serem exercidas na bacia hidrográfica de sua jurisdição. serão vinculados ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. de 1997.433.U de 11 de abril de 2000) (Modificada pela Resolução nº18. seus níveis e vinculações. de forma a implementar o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. § 3º Os Comitês de Bacias Hidrográficas. serão desenvolvidas mediante articulação da União com os Estados. no uso de suas atribuições. de 1997. de 20 de dezembro de 2001.quando houver manifesta transgressão ao disposto na Lei nº 9. resolve: Art. observados os critérios e as normas estabelecidos pelo Conselho Nacional. Parágrafo único. integrantes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. de 8 de janeiro de 1997.3º As ações dos Comitês de Bacia Hidrográfica em rios de domínio dos Estados. 37 a 40.6º Os planos de recursos hídricos e as decisões tomadas por Comitês de Bacias Hidrográficas de subbacias deverão ser compatibilizadas com os planos e decisões referentes à respectiva bacia hidrográfica. de 1997. de 1997. da Lei nº 9433. da Lei nº 9. deverão adequar a gestão de recursos hídricos às diversidades físicas. Art. Art. além do disposto no art.433. Art. sociais e culturais de sua área de abrangência. inclusive os relativos aos Comitês de Bacias de cursos de água tributários.433. tendo em vista a definição que trata o caput deste artigo. 162 . e pela Resolução nº 24. 38. diz respeito às definições sobre o regime das águas e os parâmetros quantitativos e qualitativos estabelecidos para o exutório da sub-bacia. A compatibilização a que se refere o caput. cujo curso de água principal seja de domínio da União. Art. demográficas. Art. deste artigo. Parágrafo único. de 1997. nesta Resolução e na Divisão Hidrográfica Nacional. deverão. organizados e terão seu funcionamento em conformidade com disposto nos art.433. nesta Resolução e nas normas complementares supervenientes. 2º As entidades mencionadas no art. e Considerando a necessidade de estabelecer diretrizes para a formação e funcionamento dos Comitês de Bacias Hidrográficas. serão instituídos. ou do Distrito Federal: I . 5º A área de atuação de cada Comitê de Bacia será estabelecida no decreto de sua instituição.433. Art.433. 51 da Lei nº 9. § 1º Os Comitês de Bacia Hidrográfica são órgãos colegiados com atribuições normativas. § 2º Os Comitês de Bacia Hidrográfica . no âmbito de sua área de atuação. conforme estabelecido pela Lei nº 9. de 1997. afluentes a rios de domínio da União.RESOLUÇÃO Nº 5.433. Será assegurada ampla defesa ao Comitê de Bacia Hidrográfica objeto da intervenção de que trata este artigo.

aprovar seu regimento interno. e VII . de 27 de abril de 1999. 9º A proposta de instituição do Comitê de Bacia Hidrográfica. Estaduais ou Distrito Federal de Recursos Hídricos. em suas respectivas áreas de atuação. 6º desta Resolução ou .número de votos dos representantes dos poderes executivos da União. II . poderá ser encaminhada ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos se subscrita por pelo menos três das seguintes categorias: I .Secretários de Estado responsáveis pelo gerenciamento de recursos hídricos de. pelo menos. do Distrito Federal e dos Municípios. ainda que parcialmente. escolhidos pelo voto dos membros integrantes do respectivo Comitê de Bacia.número de representantes de entidades civis. § 2º As reuniões e votações dos Comitês serão públicas. o seguinte: I . de 24 de maio de 2002. que institui a Política Nacional de Educação Ambiental. com o Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica de sua jurisdição. os planos de recursos hídricos da bacia hidrográfica à audiência pública. com pelo menos. ou do Distrito Federal. aos representantes. 8º Deverá constar nos regimentos dos Comitês de Bacias Hidrográficas. que lhe forem submetidas. (NR) Resolução CNRH nº 24. artigo 1º III – número de representantes dos usuários dos recursos hídricos. com antecedência mínima de trinta dias. de 24 de maio de 2002. de acordo com sua esfera de competência.o mandato dos representantes e critérios de renovação ou substituição. considerado o disposto nesta Resolução. (NR) Resolução CNRH nº 24. b) do Conselho Estadual de Recursos Hídricos. com encaminhamento simultâneo. convocada especialmente para esse fim. para efeito do disposto no art. de 24 de maio de 2002.aprovar as propostas da Agência de Água. dois terços dos Estados contidos na bacia hidrográfica respectiva considerado.compatibilizar os planos de bacias hidrográficas de cursos de água de tributários. V . de 24 de maio de 2002. garantida a participação de pelo menos um representante por Estado e do Distrito Federal. Art. cujo rio principal é de domínio da União. de 24 de maio de 2002. quando existente. podendo ser reeleitos uma única vez. obedecido quarenta por cento do total de votos.aprovar o Plano de Recursos Hídricos da Bacia. da documentação completa sobre os assuntos a serem objeto de deliberação. quando for o caso. respeitando as respectivas diretrizes: a) do Comitê de Bacia de curso de água do qual é tributário. cujos territórios se situem. dos Estados. III . Das decisões dos Comitês de Bacia Hidrográfica caberá recurso aos Conselhos Nacional. e deverão ser aprovadas pelo voto de dois terços dos membros dos respectivos Comitês. Parágrafo único. e (NR) Resolução CNRH nº 24. artigo 1º § 3º As alterações dos regimentos dos Comitês somente poderão ser votadas em reunião extraordinária.desenvolver e apoiar iniciativas em educação ambiental em consonância com a Lei nº 9.795. VI . o Distrito Federal. ou ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. IV . conforme o colegiado que o instituir. artigo 1º IV . artigo 1º Art. vinte por cento do total de votos. 163 . obedecido o limite de quarenta por cento do total de votos. dando-se à sua convocação ampla divulgação. (NR) Resolução CNRH nº 24.II . artigo 1º § 1º Os mandatos do Presidente e do Secretário serão coincidentes.submeter. obrigatoriamente. proporcional à população residente no território de cada Estado e do Distrito Federal.(NR) Resolução CNRH nº 24.

será público. de 1997. desta resolução. com atuação comprovada na bacia. de 1997. da Lei nº 9. do art. legalmente constituídas. à critério do Conselho. com diagnóstico da situação dos recursos hídricos na bacia hidrográfica. o Presidente Interino deverá realizar: I . de pelo menos três dos usos indicados nas letras “a” a “f ”. contados a partir da data de sua nomeação. e IV . com mandato de até seis meses. a que se refere o parágrafo anterior deste artigo.12 Em até seis meses. tendo em vista o que estabelece o art. para indicação de seus respectivos representantes.39.433. Estaduais e. Art.a escolha. dos riscos de racionamento dos recursos hídricos ou de sua poluição e de degradação ambiental em razão da má utilização desses recursos. por seus pares. em função das características locais e justificativas elaboradas por pelo menos três entidades civis. a que se refere o inciso V do art. dos representantes das entidades civis de recursos hídricos com atuação comprovada na bacia. § 2º Em até cinco meses. do art 14º desta Resolução com no mínimo cinco entidades. com incumbência exclusiva de coordenar a organização e instalação do Comitê.9 o. a seguinte documentação: I . § 1º Após a instituição do Comitê.433. a que se referem o art. será efetivada mediante decreto do Presidente da Republica. que poderão ser qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. III. obrigatoriamente da proposta a ser encaminhada ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos.eleição e posse do Presidente e do Secretário do Comitê. e II . com no mínimo dez entidades. com ampla e prévia divulgação. por seus pares.Prefeitos Municipais cujos municípios tenham território na bacia hidrográfica no percentual de pelo menos quarenta por cento. III. e IV. legalmente constituídas.a escolha.433. III .a articulação com os Poderes Públicos Federal.a proposta de que trata o art.14 desta Resolução e inciso IV. Art.entidades civis de recursos hídricos. contados a partir da data de sua nomeação. 39.entidades representativas de usuários. se aprovada. podendo este número ser reduzido. a que se refere o inciso III.II. quando for o caso. da Lei nº 9. dar posse aos respectivos Presidente e Secretario Interinos.caracterização da bacia hidrográfica que permita propor a composição do respectivo Comitê de Bacia Hidrográfica e identificação dos setores usuários de recursos hídricos. caberá ao Secretário-Executivo do Conselho Nacional de Recursos Hídricos.11 A proposta de instituição do Comitê será submetida ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos e.justificativa circunstanciada da necessidade e oportunidade de criação do Comitê. II . § 3º O processo de escolha e credenciamento dos representantes. e quando couber identificação dos conflitos entre usos e usuários. de 1997. II . 14 desta Resolução. 39.433. a serem qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. dos representantes dos Municípios. 164 . no prazo de trinta dias. podendo as entidades civis referenciadas. do art. do Distrito Federal. da Lei nº 9.indicação da Diretoria Provisória. 10 Constará. do art. Art. de 1997. da Lei nº 9. de que trata o artigo anterior. a que se refere o inciso I e II. e IV .aprovação do regimento do Comitê.o credenciamento dos representantes dos usuários de recursos hídricos.39. o Presidente Interino deverá realizar: I .

12–A O prazo de mandato a que se refere o §1º do art. em conformidade com o inciso II. JOSÉ SARNEY FILHO Presidente do Conselho RAYMUNDO JOSÉ SANTOS GARRIDO Secretário Executivo 165 . desde que tenha sido prévia e justificadamente solicitado pelo Presidente Interino do Comitê. considerado relevante. desde que integrem associações regionais. no mínimo. artigo 1º a) abastecimento urbano. c) irrigação e uso agropecuário. I . por tempo determinado. três dos setores usuários mencionados nas “a” a “f” do caput desse artigo. b) critério de cobrança pelo direito de usos das águas que vier a ser estabelecido e os encargos decorrentes aos setores e a cada usuário. 11 e no caput do art. entre os seguintes setores usuários: (NR) Resolução CNRH nº 24. de 20 de dezembro de 2001. levando em consideração: a) vazão outorgada. (AC) Resolução CNRH nº 18. f) pesca. captação e diluição de efluentes industriais. serão representados no segmento previsto no inciso II. b) indústria. e) hidroviário. na bacia hidrográfica conforme alíneas “a” a “f”. 12 poderão ser prorrogados. não poderá ser inferior a quatro por cento e superior a vinte por cento. de 24 de maio de 2002. em conformidade com a vocação da bacia hidrográfica. artigo 1º Art. de 1997.13 O Presidente eleito do Comitê de Bacia deve registrar seu regimento no prazo máximo de sessenta dias. deste artigo. II . bem como os prazos previstos no §2º do art.a representação dos usuários nos Comitês será estabelecida em processo de negociação entre estes agentes. do art. da Lei nº 9.Art. Art. pertencentes a um determinado setor. lazer e outros usos não consuntivos.cada usuário da água será classificado em um dos setores relacionados nas alíneas “a” a “f”. 14 Os usos sujeitos à outorga serão classificados pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos. locais ou setoriais de usuários.433. d) hidroeletricidade. pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos. 47. 8º desta Resolução. Parágrafo único. do art. turismo. e d) outros critérios que vierem a ser consensados entre os próprios usuários. 16 Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. O somatório de votos dos usuários. quarenta dias antes do término de seu mandato. c) a participação de. Art. inclusive diluição de efluentes urbanos. contados à partir de sua aprovação. devidamente documentados e justificados ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Art. 11. deste artigo.15 Os usuários das águas que demandam vazões ou volumes de água considerados insignificantes.

. e Considerando a experiência adquirida com a instalação dos comitês de bacia hidrográfica já instituídos.. muitas vezes outros países....... Considerando que os rios de domínio da União envolvem geralmente mais de um estado da federação." “I... resolve alterar esta Resolução.. que possui a seguinte redação: ......... 12-A. 11 e no caput do art... no uso das competências que lhe são conferidas pela Lei nº 9........ pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos................ no sentido de possibilitar a prorrogação do mandato da Diretoria Provisória dos Comitês de Bacia Hidrográfica.... Art.” Art............ 12 poderão ser prorrogados............ 1º Acrescenta-se o art.612.....U de 06 de março de 2002) O Conselho Nacional de Recursos Hídricos. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação...433.. JOSÉ SARNEY FILHO Presidente do Conselho RAYMUNDO JOSÉ SANTOS GARRIDO Secretário Executivo 166 ...... desde que tenha sido prévia e justificadamente solicitado pelo Presidente Interino do Comitê....... a critério do CNRH. alterado pelo Decreto nº 3. de 23 de novembro de 1999.. 12.978. 11...............” “Art. assim como um processo mais amplo de mobilização social... bem como os prazos previstos no §2º do art.....” “II.. Considerando que os prazos estabelecidos pela Resolução nº 5 do CNRH........ tem-se mostrado insuficientes para viabilizar o processo de instalação dos comitês. à Resolução CNRH nº 5.........RESOLUÇÃO Nº 18. O prazo de mandato a que se refere o §1º do art. de 22 de outubro de 2001.. de 8 de janeiro de 1997..................984.. de 17 de julho de 2000..O.... por tempo determinado............... DE 20 DE DEZEMBRO DE 2001 (Publicada no D.. com a redação dada pela Lei nº 9..... 12–A. Considerando a necessidade de se realizar um trabalho maior de articulação institucional. de 3 de junho de 1998....... regulamentada pelo Decreto nº 2.................. de 10 de abril de 2000. aprovado pela Portaria MMA nº 407......“Art... quarenta dias antes do término de seu mandato........ e tendo em vista o disposto no seu Regimento Interno....

DE 24 DE MAIO DE 2002 (Publicada no D.......612.................... de 10 de abril de 2000......... resolve: Art.......................... ... e Considerando os requisitos legais e institucionais necessários para a emissão de outorga....... e tendo em vista o disposto no seu Regimento Interno............. obedecido quarenta por cento do total de votos.... ainda que parcialmente...... . de 8 de janeiro de 1997............ 1º Os arts..... e IV ............. dando-se à sua convocação ampla divulgação......U de 16 de setembro de 2002) O CONSELHO NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS.. de 3 de junho de 1998..............................433..... e deverão ser aprovadas pelo voto de dois terços dos membros do respectivo Comitê.. com encaminhamento simultâneo aos representantes............ 14 Os usos sujeitos à outorga serão classificados pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos...........O........ III – número de representantes dos usuários dos recursos hídricos.... § 2º As reuniões e votações dos Comitês serão públicas... 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.......(NR)” Art...... garantida a participação de pelo menos um representante por Estado e do Distrito Federal........... § 3º As alterações dos regimentos dos Comitês somente poderão ser votadas em reunião extraordinária......... proporcional à população residente no território de cada Estado e do Distrito Federal..................o mandato dos representantes e critérios de renovação ou substituição...... II ........... entre os seguintes setores usuários: ......... 8º ..........(NR)" “Art................ em conformidade com a vocação da bacia hidrográfica... JOSÉ CARLOS CARVALHO Presidente do Conselho RAYMUNDO JOSÉ SANTOS GARRIDO Secretário Executivo 167 .................. em suas respectivas áreas de atuação.............. vinte por cento do total de votos........ 8º e 14 da Resolução nº 5..... e Considerando o estágio atual de implementação dos instrumentos de gestão dos recursos hídricos.....RESOLUÇÃO Nº 24............. cujos territórios se situem........... com pelo menos. regulamentada pelo Decreto n° 2....... de 23 de novembro de 1999. passam a vigorar com as seguintes alterações: “Art.. com antecedência mínima de trinta dias... no uso das competências que lhe são conferidas pela Lei n° 9. da documentação completa sobre os assuntos a serem objeto de deliberação....... aprovado pela Portaria nº 407................número de representantes de entidades civis...... convocada especialmente para esse fim......

ANEXO V Decreto nº 4.613. de 11 de Março de 2003 168 .

de 8 de janeiro de 1997. os conflitos existentes entre Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. IX .promover a articulação do planejamento de recursos hídricos com os planejamentos nacional.984. de 17 de julho de 2000.aprovar propostas de instituição dos Comitês de Bacias Hidrográficas e estabelecer critérios gerais para a elaboração de seus regimentos. IV . 1o O Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Regulamenta o Conselho Nacional de Recursos Hídricos.acompanhar a execução e aprovar o Plano Nacional de Recursos Hídricos e determinar as providências necessárias ao cumprimento de suas metas. em última instância administrativa.analisar propostas de alteração da legislação pertinente a recursos hídricos e à Política Nacional de Recursos Hídricos. cujas repercussões extrapolem o âmbito dos Estados em que serão implantados. 169 .estabelecer diretrizes complementares para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. DE 11 DE MARÇO DE 2003.Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 4.arbitrar. DECRETA: Art. estaduais e dos setores usuários. e 9. 84. incisos IV e VI. integrante da estrutura regimental do Ministério do Meio Ambiente. da Constituição. órgão consultivo e deliberativo.deliberar sobre as questões que lhe tenham sido encaminhadas pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos ou pelos Comitês de Bacia Hidrográfica. e tendo em vista o disposto nas Leis nos 9. II . V .433. VI . no uso das atribuições que lhe confere o art.deliberar sobre os recursos administrativos que lhe forem interpostos. VIII . aplicação de seus instrumentos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. alínea "a".613.deliberar sobre os projetos de aproveitamento de recursos hídricos. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. regionais. tem por competência: I . e dá outras providências. III . VII .

nos termos do parágrafo único do art. para efeito de isenção da obrigatoriedade de outorga de direitos de uso de recursos hídricos de domínio da União. relativas ao estabelecimento de incentivos. com autonomia administrativa e financeira. nos termos do inciso V do art. para a conservação qualitativa e quantitativa de recursos hídricos. 38 da Lei no 9. XVI .984. o exercício de funções de competência das Agências de Água. 43 da Lei no 9.433.984. 2º da Lei no 9. 4º da Lei no 9.autorizar a criação das Agências de Água. XI .estabelecer critérios gerais para outorga de direito de uso de recursos hídricos e para a cobrança por seu uso.433. e do art.433.delegar. enquanto estas não estiverem constituídas. inclusive financeiros. XIX . de 17 de julho de 2000. em articulação com os Comitês de Bacia Hidrográfica.984. nos termos do § 4º do art. Art. 42 e do art. XVIII . b) do Planejamento.definir.433.ANA.manifestar-se sobre os pedidos de ampliação dos prazos para as outorgas de direito de uso de recursos hídricos de domínio da União. nos termos do inciso XVII do art. de 2000. 170 . derivações. nos termos do inciso VI do art.X .formular a Política Nacional de Recursos Hídricos nos termos da Lei no 9. captações e lançamentos de pouca expressão. de 8 de janeiro de 1997. de 1997. XVII . XII . 4º da Lei no 9.984. aos consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas.433. de 1997. de 2000. 51 da Lei no 9. as prioridades de aplicação dos recursos a que se refere o caput do art.deliberar sobre as acumulações. em consonância com as diretrizes do Conselho Nacional do Meio Ambiente . 5º e seu § 2º da Lei no 9. de 2000. Orçamento e Gestão.um representante de cada um dos seguintes Ministérios: a) da Fazenda. XIV . de 1997. de 2000. por prazo determinado. quando couber. 21 da Lei no 9.manifestar-se sobre propostas encaminhadas pela Agência Nacional de Águas .definir os valores a serem cobrados pelo uso de recursos hídricos de domínio da União.aprovar o enquadramento dos corpos de água em classes. nos termos do art.CONAMA e de acordo com a classificação estabelecida na legislação ambiental. de 1997.984. XV . estabelecidos nos incisos I e II do art. XIII . 22 da Lei no 9. 2º O Conselho Nacional de Recursos Hídricos será presidido pelo Ministro de Estado do Meio Ambiente e terá a seguinte composição: I .

II . Pecuária e Abastecimento.c) das Relações Exteriores. e b) de Políticas para as Mulheres. e e) da Ciência e Tecnologia. c) do Desenvolvimento. f) da Justiça.seis representantes de organizações civis de recursos hídricos.dez representantes dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. g) da Saúde. e l) das Cidades. 171 . e VII .um representante de cada uma das seguintes Secretarias Especiais da Presidência da República: a) de Aqüicultura e Pesca. d) dos Transportes. h) da Cultura.dois representantes de cada um dos seguintes Ministérios: a) da Integração Nacional.doze representantes de usuários de recursos hídricos. j) do Turismo.três representantes de cada um dos seguintes Ministérios: a) do Meio Ambiente. VI . b) da Defesa. d) da Agricultura. V . i) do Desenvolvimento Agrário. e b) de Minas e Energia. IV . III . e) da Educação. Indústria e Comércio Exterior.

pelos irrigantes. § 3º Os representantes mencionados no inciso VI do caput deste artigo. interesses e atuação comprovada na área de recursos hídricos. e seus suplentes. III . § 5º Os representantes de que tratam os incisos V. sendo um indicado pelo setor minero-metalúrgico. e seus suplentes. por organizações não-governamentais com objetivos. III e IV do caput deste artigo e seus suplentes. IV . sendo um indicado pelas organizações técnicas e outro pelas entidades de ensino e de pesquisa. pelas instituições encarregadas da prestação de serviço público de abastecimento de água e de esgotamento sanitário. consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas. pelos pescadores e usuários de recursos hídricos com finalidade de lazer e turismo.dois. II . serão indicados. § 6º O titular da Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente será o Secretário-Executivo do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. sendo um indicado pelo setor portuário. V . obrigatoriamente. por organizações técnicas de ensino e pesquisa com interesse e atuação comprovada na área de recursos hídricos. e III . II. com mais de cinco anos de existência legal. II . respectivamente: I . 172 . e VI . sendo um indicado pelos comitês de bacia hidrográfica e outro pelos consórcios e associações intermunicipais.dois. pelos comitês.dois. § 2º Os representantes referidos no inciso V do caput deste artigo serão indicados pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos e seus suplentes deverão. ser de outro Estado. § 4º Os representantes referidos no inciso VII do caput deste artigo.dois.dois.um. pela indústria. com mais de cinco anos de existência legal. VI e VII do caput deste artigo serão designados pelo Presidente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos e terão mandato de três anos. pelas concessionárias e autorizadas de geração hidrelétrica. serão indicados. serão indicados pelos titulares dos respectivos órgãos e designados pelo Presidente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. pelo setor hidroviário. respectivamente: I .três.dois.§ 1º Os representantes de que tratam os incisos I.dois.

dentre os representantes de que tratam os incisos I. § 3º O Conselho Nacional de Recursos Hídricos reunir-se-á em sessão pública. Art. Art. no Distrito Federal. e.prestar apoio administrativo.instruir os expedientes provenientes dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos e dos Comitês de Bacia Hidrográfica. pelo Secretário-Executivo do Conselho e. extraordinariamente. sempre que razões superiores assim o exigirem. sempre que convocado pelo Presidente. pelo conselheiro mais antigo. e III . 5º O Conselho Nacional de Recursos Hídricos reunir-se-á em caráter ordinário a cada seis meses. II. com a presença da maioria absoluta de seus membros e deliberará por maioria simples. técnico e financeiro ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. por iniciativa própria ou a requerimento de um terço de seus membros.§ 7º O Presidente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos será substituído. 173 . por decisão do Presidente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. na ausência deste. o Presidente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos exercerá o direito do voto de qualidade. § 4º Em caso de empate nas decisões. com quinze dias de antecedência.elaborar seu programa de trabalho e respectiva proposta orçamentária anual e submetê-los à aprovação do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. 3º Caberá à Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente. § 8º A composição do Conselho Nacional de Recursos Hídricos poderá ser revista após dois anos. § 9º O regimento interno do Conselho Nacional de Recursos Hídricos definirá a forma de participação de instituições diretamente interessadas em assuntos que estejam sendo objeto de análise pelo plenário. sem prejuízo das demais competências que lhe são conferidas. contados a partir da publicação deste Decreto. Art. § 1º A convocação para a reunião ordinária será feita com trinta dias de antecedência e para a reunião extraordinária. nas suas faltas e impedimentos. no âmbito do colegiado. II . 4º Compete à Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos: I . III e IV do caput deste artigo. prover os serviços de Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. § 2º As reuniões extraordinárias poderão ser realizadas fora do Distrito Federal.

10. Art. 7º O regimento interno do Conselho Nacional de Recursos Hídricos será aprovado pela maioria absoluta de seus membros. poderá constituir câmaras técnicas. Art. 9º Os representantes de que tratam os incisos I. dos representantes e respectivos suplentes de que tratam os incisos VI e VII do caput do art. de 25 de março de 2002.2003 174 . Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.3. deverão ser indicados no prazo de trinta dias. de 22 de outubro de 2001. Art.174. pelos participantes. Art. 182º da Independência e 115º da República.§ 5º A participação dos membros do Conselho Nacional de Recursos Hídricos não enseja qualquer tipo de remuneração e será considerada de relevante interesse público. IV e V do caput do art. Art. 2o. Ficam revogados os Decretos nos 2. 3. contados a partir da publicação deste Decreto.612. que terão por finalidade a indicação. II. 8º A Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos promoverá a realização de assembléias setoriais públicas. mediante resolução.O. 2o. III. Art. 11. e seus suplentes.U. 6º O Conselho Nacional de Recursos Hídricos. de 3 de junho de 1998. § 6º Eventuais despesas com passagens e diárias serão custeadas pelos respectivos órgãos e entidades representados no Conselho Nacional de Recursos Hídricos. em caráter permanente ou temporário.978. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Marina Silva Este texto não substitui o publicado no D. 11 de março de 2003. Brasília. de 12. e 4.

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