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Manual do sexo tântrico

Nada de ejaculação precoce nem pressa: o sexo tântrico busca o prazer máximo e
duradouro com os cinco sentidos. Se você quer experimentar o chamado
hiperorgasmo... tome nota!

Carícias
Uma relação sexual comum dura por volta de 15 minutos. O sexo tântrico deve
durar ao menos duas horas. Caso dure menos de uma hora, é considerado
ejaculação precoce. O sexo tântrico tem uma duração mínima, mas não uma
máxima: quanto mais tempo durar, mais prazer proporcionará. O tantra encoraja
o homem a fazer com que sua companheira se sinta divina.

Sem dúvida, os norte-americanos não praticam o sexo tântrico: 70% deles


ejaculam apenas dois minutos depois da penetração. O sexo tântrico tem como
proposta exatamente o contrário: evitar a penetração rápida e brusca, para que a
ejaculação não seja o único motivo da relação sexual.

O sexo tântrico leva em conta que nossa pele possui cerca de 600 mil pontos de
sensibilidade. A ejaculação é considerada um desperdício de energia vital e por
isso deve-se aprender a adiá-la.

Começando
Faz parte do ritual tântrico iniciar o sexo com uma contemplação e adoração
mútuas, com palavras doces e carícias, fazendo amor com os olhos bem abertos,
sem dispersão ou agressividade, sem pressa e com sentimento. Depois das
carícias tântricas, o passo a seguir é o sexo tântrico, cujo objetivo principal é
prolongar a excitação sexual do casal.

O pênis do homem deve penetrar a vagina de sua companheira, mas apenas cerca
de dois centímetros e meio. O homem mantém o pênis dentro um minuto, depois
o retira e o descansa sobre o prepúcio do clitóris da companheira antes de voltar a
penetrar.

Esse jogo deve ser mantido por cerca de vinte minutos, quando se iniciam as dez
posições básicas do sexo tântrico. Essas devem ser executadas seguidamente ao
longo de duas horas. Devem ser alternadas por descansos e pausas para que o
casal descanse, a ereção se distensione e os corpos reponham forças bebendo ou
comendo algo leve.

As posições
Depois da introdução, o sexo tântrico começa com o casal sentado, os dois
levemente inclinados para trás e se apoiando o peso nos braços. A penetração é
lenta e os movimentos pélvicos circulares.

A seguir acontece a penetração profunda. A mulher deve abrir bastante as pernas,


quase em forma de V. Compensando o esforço físico anterior, o sexo segue com o
casal sentado, cara a cara, os corpos erguidos e as pernas entrelaçadas. É uma
postura para abraçar-se, acariciar-se e deixar que circulem os sentimentos.
A postura clássica do missionário é a quarta etapa. O homem deve procurar a todo
momento retardar e refrear sua ejaculação, porque a quinta etapa o levará a uma
postura mais cômoda: com o homem deitado, a mulher se senta agachada sobre
ele em plenitude completa, ambos unidos pelas mãos, fazendo movimentos
pélvicos circulares.

Um momento de descanso
A sexta posição é uma variação da anterior: o homem coloca algum apoio
(almofadas) sob as costas, nos quais pode apoiar-se. Assim, a mulher pode
mostrar-lhe seu corpo e oferecer-lhe seus seios para que ele os beije.

O sétimo passo obriga ambos a se olharem nos olhos e a deter a marcha da


relação. É um passo difícil, mas é obrigatório para conservar a energia até o final.
Para isso, uma postura clássica com o homem recostado sobre ela é o ideal.

Depois do instante de relaxamento, a oitava etapa coloca o homem em cima, por


trás da mulher, ambos estirados, com penetrações profundas.

O nono momento é o das tesouras. É uma postura atípica, na qual ela recebe
quase de costas, passando uma perna sobre a cintura do parceiro, que a penetra
profundamente, entrelaçando os corpos. É o prelúdio da última postura: ele está
semi-incorporado e ela e se senta sobre ele, dando-lhe as costas e deixando-se
penetrar suavemente enquanto ele lhe acaricia os seios e beija o pescoço.

Todas as etapas do sexo tântrico foram cumpridas e a excitação dos amantes é


absoluta. Este é o momento de viver algo difícil de narrar: o hiperorgasmo.