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Livro de Sistemas Operacionais Excelente

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Sections

  • Pref´acio
  • Introdu¸c˜ao
  • 1.1 Definindo os sistemas operacionais
  • 1.2 Objetivos de um sistema operacional
  • 1.3 Breve hist´orico
  • 1.3.1 O in´ıcio
  • 1.3.2 D´ecada de 1940
  • 1.3.3 D´ecada de 1950
  • 1.3.4 D´ecada de 1960
  • 1.3.5 D´ecada de 1970 e 1980
  • 1.3.6 D´ecada de 1990
  • 1.3.7 D´ecada de 2000
  • 1.4 Tipos de sistemas operacionais
  • 1.5. RECURSOS E AMBIENTE OPERACIONAL 17
  • 1.5 Recursos e ambiente operacional
  • Processos
  • 2.1 O que ´e um processo computacional
  • 2.1.1 Subdivis˜ao dos processos
  • 2.2 Ocorrˆencia de processos
  • 2.2.1 Processos seq¨uenciais
  • 2.2.2 Processos Paralelos
  • 2.3 Estado dos processos
  • 2.4 PCB e tabelas de processos
  • 2.4.1 PCB
  • 2.4.2 Tabelas de processos
  • 2.5 Opera¸c˜oes sobre processos
  • 2.6 Fun¸c˜oes do n´ucleo de sistema operacional
  • 2.7 Competi¸c˜ao por recursos
  • 2.7.1 Regi˜oes cr´ıticas
  • 2.7.2 C´odigo reentrante
  • 2.8 Protocolos de acesso
  • 2.8.1 Solu¸c˜ao com instru¸c˜oes TST ou TSL
  • 2.8.2 Situa¸c˜oes de corrida
  • 2.8.3 Requisitos de um protocolo de acesso
  • 2.9 A solu¸c˜ao de Dekker
  • 2.10 A solu¸c˜ao de Peterson
  • 2.11 Deadlocks
  • 2.11.1 Diagramas de processos e recursos
  • 2.11.2 Condi¸c˜oes para ocorrˆencia de deadlocks
  • 2.11.3 Recupera¸c˜ao de deadlocks
  • 2.11.4 Preven¸c˜ao de deadlocks
  • 2.11.5 Estados seguros e inseguros
  • 2.11.6 Algoritmo do banqueiro
  • 2.12 Comunica¸c˜ao de processos
  • 2.12.1 Buffers e opera¸c˜oes de sleep e wakeup
  • 2.12.2 Sem´aforos
  • 2.12.3 Mem´oria compartilhada
  • 2.12.4 Outros mecanismos de IPC
  • 2.13 Threads
  • 2.13.1 Modelos de multithreading
  • 2.13.2 Benef´ıcios do uso
  • Escalonamento de Processos
  • 3.1 Objetivos do escalonamento
  • 3.2 N´ıveis de escalonamento
  • 3.3 Escalonamento preemptivo e n˜ao preemptivo
  • 3.4 Qualidade do escalonamento
  • 3.5 Algoritmos de escalonamento
  • 3.5.1 Escalonamento FIFO (First In First Out)
  • 3.5.2 Escalonamento HPF (Highest Priority First)
  • 3.5.3 Escalonamento SJF (Shortest Job First)
  • Figura 3.6: Escalonamento SJF (Shortest Job First)
  • 3.5.4 Escalonamento HRN (Highest Response-Ratio Next)
  • 3.5.5 Escalonamento SRT (Shortest Remaining Time)
  • Figura 3.8: Escalonamento SRT (Shortest Remaining Time)
  • 3.5.6 Escalonamento RR (Round-Robin)
  • 3.5.7 Escalonamento MQ (Multilevel Queues)
  • 3.5.8 Escalonamento MFQ (Multilevel Feedback Queues)
  • 3.6 Compara¸c˜ao dos algoritmos de escalonamento
  • Gerenciamento de Mem´oria
  • 4.1 Primeiras considera¸c˜oes
  • 4.2 Multiprograma¸c˜ao
  • 4.3 Organiza¸c˜ao da mem´oria
  • 4.4 Defini¸c˜ao de gerenciamento de mem´oria
  • 4.5 Cria¸c˜ao de programas
  • 4.5.1 Espa¸cos l´ogicos e f´ısicos
  • 4.5.2 Compiladores (compilers)
  • 4.5.3 Ligadores (linkers)
  • 4.5.4 Carregadores (loaders)
  • 4.5.5 Relocadores (swappers)
  • 4.6 Mem´oria virtual
  • 4.7 Modelos de gerenciamento de mem´oria
  • • Monoprogramado com armazenamento real
  • 4.7.1 Monoprogramado com armazenamento real
  • 4.7.2 Particionamento fixo
  • 4.7.3 Particionamento vari´avel
  • 4.7.4 Pagina¸c˜ao
  • 4.7.5 Segmenta¸c˜ao
  • 4.7.6 Pagina¸c˜ao versus Segmenta¸c˜ao
  • 4.7.7 Pagina¸c˜ao e segmenta¸c˜ao combinadas
  • 4.7.8 Tabelas de p´aginas
  • 4.7.9 Algoritmos de troca de p´aginas
  • Gerenciamento de I/O
  • 5.1 M´odulos de I/O
  • 5.2 Opera¸c˜ao de M´odulos de I/O
  • 5.2.1 I/O Programado
  • 5.2.2 I/O com interrup¸c˜oes
  • 5.2.3 I/O com Acesso Direto `a Mem´oria (DMA)
  • 5.3 Tipos de dispositivos de E/S
  • 5.3.1 Conex˜ao de Dados dos I/O
  • 5.3.2 Tipos de Transferˆencia de I/O
  • 5.3.3 Conex˜oes ponto a ponto e multiponto com I/Os
  • 5.4 Dispositivos perif´ericos t´ıpicos
  • 5.4.1 Unidades de disco
  • 5.4.2 Escalonamento de disco
  • 5.4.3 Unidades de fita
  • 5.4.4 Terminais
  • 5.5 Sistemas de arquivos
  • 5.5.1 Arquivos
  • 5.5.2 Diret´orios
  • 5.5.3 Servi¸cos do sistema operacional
  • 5.5.4 Implementa¸c˜ao L´ogica
  • 5.5.5 Implementa¸c˜ao F´ısica
  • 5.5.6 Fragmenta¸c˜ao

Notas sobre

Sistemas Operacionais

Peter Jandl Jr.

ii Jandl, Peter, Jr. Notas sobre Sistemas Operacionais/Peter Jandl Jr. Apostila 1. Sistemas operacionais: Computadores : Processamento de dados : 005.43 2004 Hist´rico o 1.1 Fev2004 Revis˜o Geral. Threads. Escalonamento por prioridades. Esa calonamento com m´ltiplas filas. u 1.0 Ago1999 Vers˜o Inicial. a

(C) 2004 Prof. Peter Jandl Jr. Vers˜o 1.1 Fevereiro/2004 a A Este documento foi preparado utilizando L TEX 2ε .

iii

”O homem pode se tornar culto pela cultura dos outros, mas s´ pode se tornar s´bio o a pelas pr´prias experiˆncias.” o e ´ (Prov´rbio Arabe) e

iv

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . o 2. . . . .5 D´cada de 1970 e 1980 . . . . . . co u 2. . u 2. . co 2. . . . 2. . . . . . . 2. . . . . . . 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . a 2. . . . . . . . . . .2 Tabelas de processos . . . . . .3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .4 D´cada de 1960 . . . . . . . . . . .4 Tipos de sistemas operacionais . . . . . .2. . . . .1 Processos seq¨enciais .7. . . . . . .3. e 2. . . . . .4. . . . . . . .1 O que ´ um processo computacional . . . . . . . . . . . . 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ca 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .8. . . . . .1 Regi˜es cr´ o ıticas . . . .3. . e 2.1 PCB . . . . . . . . . . . .Sum´rio a Pref´cio a 1 Introdu¸˜o ca 1. .4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . .1. . 1 3 3 6 7 7 7 9 11 13 14 15 15 17 21 21 22 23 24 24 25 28 29 30 30 31 32 32 33 33 36 . . . . . . . . . . . .3 Estado dos processos . . . . . . . . . . . . . . . . .3. . . . . . . . .1 Solu¸˜o com instru¸˜es TST ou TSL ca co v . . . . . . . . . .3.2 Processos Paralelos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3 Breve hist´rico . . . . . .2 Ocorrˆncia de processos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . .1 O in´ ıcio . e 1. . . . 1. . . . .3 D´cada de 1950 . . . . . . . .3. . . . . . . .2 Objetivos de um sistema operacional 1. . . . . . . o 1. . . . .7 D´cada de 2000 . . . . . .2 C´digo reentrante . . e 1. . . . . . . .7. . e 1. . . . . .1 Subdivis˜o dos processos . . . . . . . . . . . . 2.8 Protocolos de acesso . . . . . . 2 Processos 2.1 Definindo os sistemas operacionais . . . . . . . . . 2. . .2 D´cada de 1940 . . . . . . . . . . . . . .5 Opera¸˜es sobre processos . . . . . . . .5 Recursos e ambiente operacional . . . . . . . e 1. . .2. . . . . . . . . .6 Fun¸˜es do n´cleo de sistema operacional . . . e 1. . . . . e 1. . . . . 2. . . . . . .3. . . . . .4 PCB e tabelas de processos . . . . . .7 Competi¸˜o por recursos . . .6 D´cada de 1990 . . . . . . . . . .

. . ca Deadlocks . ca A solu¸˜o de Peterson . . . . . .4 Preven¸˜o de deadlocks .8 Escalonamento MFQ (Multilevel Feedback Queues) . . . . ca 2.5. . . . . . . . . . . . . . . . . 3. . . . . . . . .2 Situa¸˜es de corrida . .2 Condi¸˜es para ocorrˆncia de deadlocks co e 2. .9 2. . . . . . . . .11. . . . ca o 4. . Comunica¸˜o de processos . . . . . 3.3 Requisitos de um protocolo de acesso . . . . . . . . . . . . . . .3 Mem´ria compartilhada . . . .11. . .12. . . . . .1 Objetivos do escalonamento . . . . . . .12. . . . . ca 4. . . . . 2.1 Modelos de multithreading . A solu¸˜o de Dekker . . . . . . . . . . . . 3. . .6 Compara¸˜o dos algoritmos de escalonamento . . . . .5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .2 Multiprograma¸˜o . . . .1 Escalonamento FIFO (First In First Out) . . . . . . . . . . . . . . . .4 Escalonamento HRN (Highest Response-Ratio Next) 3. . . . . . . . . . .2 Compiladores (compilers) . . . . . . . ca 4 Gerenciamento de Mem´ria o 4. . . . . . . . . .4 Qualidade do escalonamento . . . . . . . . . . . . . .6 Escalonamento RR (Round-Robin) . . 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Threads . 3. . . . . . . . . . . .1 Espa¸os l´gicos e f´ c o ısicos . . .6 Algoritmo do banqueiro . . . .2 Benef´ ıcios do uso . . . . . . . . . co 2. . . . . . .11. . . . . . . . . . . . . . .5. . . . . . . . . .3 Recupera¸˜o de deadlocks .7 Escalonamento MQ (Multilevel Queues) . . . . . . .5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5. . . . . . . . .12. . .11. . . . . . . . . . . . . . . . .8. . . . . . . . . . . . . .3 Escalonamento preemptivo e n˜o preemptivo . . . . . . . . . . .12 2. . . . . . . . .4 Outros mecanismos de IPC . . . . . . . . . . . . .5. . 37 40 40 43 45 46 49 50 51 51 53 53 54 57 58 60 62 64 64 67 68 69 69 71 72 73 74 76 77 79 80 83 84 87 89 89 92 95 97 99 101 103 2. . . . . a 3. . . . . 3. .5 Escalonamento SRT (Shortest Remaining Time) . . .13. . . 2. . .8. . . . . . . . . . .1 Buffers e opera¸˜es de sleep e wakeup . .13. . .10 2. . . . . . . .vi 2. . . . . . . . . . co 2. . . . . . . . . . . . . 3. . . .5. . . . .1 Primeiras considera¸˜es . . . . . . . . . . ca 2. . . . . . . . . . . . . 2. .5. . . . . . . .2 Escalonamento HPF (Highest Priority First) . . . ca 2. . . . . . . . . .5 Algoritmos de escalonamento . co 4. . .5 Estados seguros e inseguros . . . . . . . . . . . . . . . . . .2 Sem´foros . . .2 N´ ıveis de escalonamento . . . . . . .11. . .1 Diagramas de processos e recursos . . . . . . .3 Organiza¸˜o da mem´ria . . . . . . .11. . 4. . 3. . . . ´ SUMARIO . . 3. . . . . ca 4. . 2. . . .13 3 Escalonamento de Processos 3.11 2. 3.5 Cria¸˜o de programas . . . .12.5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . . a 2. . .4 Defini¸˜o de gerenciamento de mem´ria ca o 4. . . . . . . . . . o 2. . .3 Escalonamento SJF (Shortest Job First) . . . . . . . . . . . . 3. .5. . . . .

. .4. . . . . . . . . . . . . . . .4. . .5. . . . . . . . . . .5. . . . .7 Pagina¸˜o e segmenta¸˜o combinadas ca ca 4. .3.5. . . . . . . . 5. .6 4. . . . . . . . . . . . . 5. .2 Opera¸˜o de M´dulos de I/O . . . .9 Algoritmos de troca de p´ginas . . . . . . . .5. . . . . . . . .1 Arquivos . a 4. . . . . . . . . . . . . . . . .4 Terminais . . . . . . . . . . o 5. . . . . .4 Implementa¸˜o L´gica . . . . . .2. a 4. 4. . . . .3. . . . . . . .5 Implementa¸˜o F´ ca ısica . . . . o 5. . . . . . . . . . . . . . . . vii 107 110 111 113 118 118 120 122 123 128 131 132 134 139 143 143 145 145 148 150 152 152 153 154 155 156 160 165 167 171 173 178 181 184 186 192 195 4. real . . . . . co 5.8 Tabelas de p´ginas . . . . . e 5.3 Servi¸os do sistema operacional .´ SUMARIO 4. . .3 Conex˜es ponto a ponto e multiponto com I/Os . . . . . . 5. . . . .7. . . 5. 5.4. .3 Ligadores (linkers) . . . . . .2. . . . . . . . . . . . . . . .2 Diret´rios .3 Unidades de fita . . . . . . . . . . .5. . . . . . . . .5. .7. . . . . .2 I/O com interrup¸˜es . . . . .5. 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . .4 Carregadores (loaders) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ca ca 4.5. . ca o 5. . . . . . ca 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3 Tipos de dispositivos de E/S . . . . . . . . . . . .7. . . o 5. . . . . a 5. . . . . . . . . . . . . . . .7. . . . . . .3 Particionamento vari´vel . . . . . . .7. . .2 Tipos de Transferˆncia de I/O . . . . . . . . Mem´ria virtual . . 5. . . .7. . . . . . . . . . . . .3 I/O com Acesso Direto ` Mem´ria (DMA) . . . . .3. . . . . . . . . . . . . . . 5. .4 Dispositivos perif´ricos t´ e ıpicos . . . .4 Pagina¸˜o . .5 Relocadores (swappers) . . . . . . . . . . . . . . . . .2 Escalonamento de disco . . . . . . . . . . . . . . . . .1 Monoprogramado com armazenamento 4. 5. . . . . . . . . . ca o 5.7.5 Segmenta¸˜o . . . . . . . o 4.4.2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ca 4. . . .2 Particionamento fixo . . . 4. c 5. . . . . . . . . . . . ca Bibliografia . . . . . . . . . . . 5. . 5. . . . .1 M´dulos de I/O . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5. . .7. .6 Fragmenta¸˜o . . . . . . . . . .7 5 Gerenciamento de I/O 5. . .7. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .1 Unidades de disco . . . . o Modelos de gerenciamento de mem´ria . . . . . . . . . . . . . . . a o 5. .1 Conex˜o de Dados dos I/O . . . . . . . . . . . .5 Sistemas de arquivos .6 Pagina¸˜o versus Segmenta¸˜o . . .1 I/O Programado . . . a . . . . . . . . . . . . . .

viii ´ SUMARIO .

alguns conceitos importantes. des´ pertando o interesse no tema e principalmente motivando um estudo mais profundo e amplo. acompanhadas de diagramas. O Cap´ ıtulo 2 discute os processos computacionais. organizadas num roteiro a bastante tradicional. um breve hist´rico de sua evolu¸˜o e uma classifica¸˜o de seus o ca ca tipos. ca Como o pr´prio t´ o ıtulo indica. O Autor 1 . t˜o pouco substituir a a vasta bibliografia existente. ıvel a a O Cap´ ıtulo 1 apresenta os Sistemas Operacionais. sua ocorrˆncia e e as principais quest˜es associadas ao seu controle. e Que este material possa ser util aos estudantes desta disciplina. e onde sempre que poss´ s˜o citadas outras fontes bibliogr´ficas. An´lise de Sistemas e ca a Sistemas de Informa¸˜o. coment´rios e a exemplos que tem como objetivo maior facilitar o entendimento do tema.Pref´cio a Este texto representa a condensa¸˜o do material apresentado durante as ca aulas da disciplina Sistemas Operacionais. desenhos. Desta forma. t˜o a importante dentro da Ciˆncia da Computa¸˜o assim como em outros cursos e ca correlatos. mas apenas oferecer um texto de referˆncia. ministradas ao longo de meu trabalho no magist´rio nos cursos de gradua¸˜o em An´lise de Sistemas e e ca a Engenharia da Computa¸˜o. o No Cap´ ıtulos 3 falamos sobre o escalonamento de processos enquanto que o Cap´ ıtulo 4 trata o gerenciamento de mem´ria. tais como Engenharia da Computa¸˜o. s˜o notas de aulas. Finalmente o Cap´ o ıtulo 5 aborda o gerenciamento de dispositivos perif´ricos. n˜o se pretendeu colocar como um ca a estudo completo e detalhado dos sistemas operacionais.

2 ´ PREFACIO .

os sistemas operacionais. gerenciando cuidadosamente o hardware a para que se obtenha uma performance adequada. O hardware oferece capacidade computacional bruta. embora tenham se tornado mais comuns e acess´ ıveis. Os a sistemas operacionais disponibilizam convenientemente tais capacidades aos usu´rios. ´pticos e eletromecˆe e o o a nicos que comp˜e o computador. acompanharam a pr´pria evolu¸˜o dos computadores. em termos de suas origens e desenvolvimento. O hardca ware ´ o conjunto de dispositivos el´tricos. Deitel o ca nos traz a seguinte defini¸˜o de sistema operacional: ca Vemos um sistema operacional como os programas. o O software ´ o conjunto de todos os programas de computador em opera¸˜o e ca num dado computador. sua populariza¸˜o ainda esconde sua ca tremenda complexidade interna. 3] Nesta defini¸˜o surgem alguns novos termos explicados a seguir. Tamb´m proporemos uma forma o ca e simples para sua classifica¸˜o e forneceremos alguns outros conceitos imporca tantes. que tornam o hardware utiliz´vel. implementados como software ou firmware. p.Cap´ ıtulo 1 Introdu¸˜o ca Neste cap´ ıtulo vamos apresentar os sistemas operacionais. determina as capacidades deste sistema. aparentemente identific´vel pelos dispositivos ou m´dulos que a o comp˜e um sistema computacional. Neste sentido. eletrˆnicos.1 Definindo os sistemas operacionais Desde sua cria¸˜o. O hardware. [DEI92. seus objetivos e um breve hist´rico de sua evolu¸˜o. J´ o firmware ´ representado por programas espea e ciais armazenados de forma permanente no hardware do computador que 3 . ca ca a o e Ao longo dos ultimos 50 anos evolu´ ´ ıram incrivelmente e. sendo a m´quina f´ o a ısica propriamente dita. os computadores sempre foram sistemas de elevada sofistica ca¸˜o em rela¸˜o ao est´gio tecnol´gico de suas ´pocas de desenvolvimento. 1.

sendo este ultimo um dispositivo microprogramado. ca ca Os programas de aplica¸˜o s˜o todos os demais softwares. compiladores.4 CAP´ ITULO 1. programas de correio eletrˆnico. navegadores (browsers). Neste n´ ca ıvel. programas gr´ficos. O software deste sistema ou os programas do sistema s˜o representados a pelo sistema operacional e todos os seus componentes (bibliotecas de fun¸˜es co e programas utilit´rios) al´m de todos os outros programas acess´rios do sisa e o tema. e ca e Na Figura 1.1 podemos identificar o hardware como sendo os dispositivos f´ ısicos. desenvolvidos ca a com finalidades particulares. exigindo grande conhecimento e esfor¸o para c execu¸˜o de tarefas muito simples. sua microprograma¸˜o e o firmware existente neste computador. intera pretadores de comando (shells). Figura 1. tais como planilhas a eletrˆnicas. que s˜o utilizados num dado sistema computaa cional sob suporte e supervis˜o do sistema operacional. ca Como exemplos de dispositivos existentes num sistema podemos citar os circuitos integrados de mem´ria. aplicativos de comunica¸˜o e ferramentas ca de administra¸˜o e manuten¸˜o do sistema. firmware e o SO Por si s´. software. ´ O firmware geralmente vem acondicionado em circuitos de mem´ria n˜o o a vol´til (ROM.1: Hardware. o o aplica¸˜es multim´ co ıdia etc. o hardware do computador dificilmente poderia ser utilizado o diretamente e mesmos assim. as unidades de disco flex´ ou r´ o ıvel ıgido e o processador do sistema. jogos. PROM ou EPROM) sendo os programas ali gravados escritos a geralmente em linguagem de m´quina e destinados a execu¸˜o de opera¸˜es a ca co especiais tal como a auto-verifica¸˜o inicial do sistema (POST ou power on ca self test) e a carga do sistema operacional a partir de algum dispositivo adequado (bootstrap). tais como editores de texto. geralmente associadas a alguns perif´ricos e a execu¸˜o de outros programas tamb´m especiais. o computador somente ´ cae . INTRODUCAO ¸˜ permitem o funcionamento elementar e a realiza¸˜o de opera¸˜es b´sicas ca co a em certos dispositivos do computador.

p.1. tornando penosa e cana a sativa a tarefa dos programadores. os recursos de um sistema computacional aos seus usu´rios. Um sistema operacional ´ um programa. 222] Silberschatz utiliza praticamente a mesma defini¸˜o. indicando que um ca sistema operacional ´ um ambiente intermedi´rio entre o usu´rio e o harde a a ware do computador no qual programas podem ser executados de forma conveniente e eficiente [SG00. 1] Os sistemas operacionais s˜o uma camada de software que ”envolve” os a componentes f´ ısicos de um computador. por sua vez. ou conjunto de programas. ´ adequada a existˆncia de uma camada intermedi´ria entre e e a o hardware e os programas de aplica¸˜o que pudesse n˜o apenas oferecer ca a um ambiente de programa¸˜o mais adequado mas tamb´m um ambiente de ca e trabalho mais simples. define um sistema operacional atrav´s de uma e o ´tica ligeiramente diferente: O mais fundamental de todos os programas do sistema ´ o sise tema operacional que controla todos os recursos computacionais e provˆ uma base sobre a qual programas de aplica¸˜o podem ser e ca escritos. ao tratar dos objetivos e fun¸˜es dos sistemas operacionais. Shay [SHA96] e outros tamb´m apresentam id´ias semelhantes. Um sisa tema operacional pode ser pensado como tendo dois objetivos ou desempenhando duas fun¸˜es: conveniˆncia. co afirma que: Um sistema operacional ´ um programa que controla a execu¸˜o e ca dos programas de aplica¸˜o e atua como uma interface entre o ca usu´rio do computador o hardware do computador. p. e especialmente desenvolvido para oferecer. DEFININDO OS SISTEMAS OPERACIONAIS 5 paz de entender programas diretamente escritos em linguagem de m´quina.1. . pois faz o sistema co e computacional mais conveniente de usar. p. [STA96. intermediando as intera¸˜es entre co estes componentes e os usu´rios ou os programas dos usu´rios. [TAN92. seguro e eficiente. da forma mais simples e transparente poss´ ıvel. e eficiˆncia. e e Tanenbaum. cada diferente tipo de computador possui uma arquitetura ine terna distinta que pode se utilizar de diferentes processadores que por sua vez requisitar˜o diferentes linguagens de m´quina. a controlando e organizando o uso destes recursos de maneira que se obtenha um sistema eficiente e seguro. Neste sentido a a ´ apropriado considerar que os sistemas operacionais podem ser vistos como e uma extens˜o do pr´prio computador ou como gerenciadores dos recursos a o existentes neste computador. Desta forma. a Al´m disso. Davis [DAV91]. Stallings. pois pere mite que os recursos do sistema computacional sejam usados de maneira eficiente. 23].

poderiam e o a provocar erros de dimens˜es catastr´ficas. mesmo que involunt´rias. mas tamb´m isolando o hardware a e e das aplica¸˜es. O sistema co c operacional deve se encarregar de controlar os recursos do computador.2 Objetivos de um sistema operacional A despeito do tipo. acarretando perda de grandes o o quantidades de dados. 1. sofistica¸˜o ou capacidades do computador. e e . Oferecer os recursos do sistema de forma simples e transparente. e 3. Historicamente as primeiras interfaces dos sistemas operacionais a eram baseadas em um conjunto de palavras-chave (comandos) e mensagens de di´logo que permitiam a execu¸˜o de tarefas e a comunica¸˜o entre hoa ca ca mem (o operador) e m´quina. viola¸˜es importantes de seguran¸a etc. assim sendo. sendo substitu´ a ıdas por interfaces gr´ficas mais modernas e simples que buscam facilitar a utiliza¸˜o a ca do computador atrav´s de sua aparˆncia atraente e uso intuitivo. garantindo seu uso adequado.6 CAP´ ITULO 1. Gerenciar a utiliza¸˜o dos recursos existentes buscando seu uso eficica ente em termos do sistema. Al´m destes objetivos. n˜o ´ razo´vel que o controle destes recursos a e a seja transferido aos programadores pois isto acrescentaria uma sobrecarga desnecess´ria a cada programa. ca ca proporcionado n˜o apenas transparˆncia. erros ou omiss˜es. Garantir a integridade e a seguran¸a dos dados armazenados e procesc sados no sistema e tamb´m de seus recursos f´ e ısicos. sem que fosse poss´ otimizar o uso dos rea ıvel cursos. Atualmente as interfaces baseadas em modo texto est˜o em desuso. um sistema ca operacional deve atender aos seguintes princ´ ıpios: 1. INTRODUCAO ¸˜ Ao inv´s de lidar com a complexidade inerente ao hardware. Assim temos que o comportamento do sistema operacional co ´ como uma extens˜o do pr´prio hardware ou como uma m´quina virtual. um sistema operacional tamb´m deve proporcie e onar uma interface adequada para que ele possa ser utilizado pelos seus usu´rios. e a o a que possui caracter´ ısticas diferentes da m´quina f´ a ısica real. Estes comandos e mensagens definiam a a Interface Humano-Computador (IHC) daquele sistema. 2. o sistema e operacional oferece a funcionalidade dispon´ no hardware atrav´s de uma ıvel e interface de programa¸˜o orientada a opera¸˜o de cada tipo de recurso. buscando tamb´m otimizar tal uso objetivando e um melhor eficiˆncia do sistema. o sistema operacional se come porta como gerente dos recursos do computador. Al´m disso. Imaginando que m´ltiplos programas em execu¸˜o desejem fazer uso dos u ca diversos recursos do hardware.

Em 1870 ´ conse tru´ uma m´quina anal´gica para previs˜o de mar´s por Willian Thomson.3.3. criando a primeira m´quina program´vel. matem´tico h´ngaro. Blaise Pascal projeta e constr´i uma m´quina de calcular o a mecˆnica. ıcio a o a para resolu¸˜o de sistemas. proposta pelo f´ ca ısico John Vicent Atanasoft. a a Charles Babbage constr´i em 1822 a m´quina de diferen¸as e depois.2). BREVE HISTORICO 7 1. a e o 1. e e 1939 Desenvolvida a primeira calculadora eletromecˆnica dos laborat´rios a o Bell.1 O in´ ıcio Por volta de 1643. baseada em v´lvulas.3 Breve hist´rico o O desenvolvimento dos sistemas operacionais pode ser melhor observado e compreendido quando acompanhamos a hist´ria do pr´prio computador. Joseph-Marie Jacquard constr´i um e e o tear que utiliza cart˜es de papel˜o perfurado para determinar o padr˜o a o a a ser desenhado no tecido. em diferentes pontos do mundo. sendo e ele hoje reconhecido como pai do computador moderno. Em 1890 o Censo Americano utio liza com grande sucesso as m´quinas de tabular de Herman Hollerith. utilizada at´ hoje (veja Figura 1. 1937 John Von Neumann. que a funda em 1896 a Tabulating Machine Company.´ 1. No final do s´culo XVIII. lentas. As descobertas da ´poca motivaram cientistas de diversas especialidades e a trabalhar no desenvolvimento dos ent˜o chamados c´rebros eletrˆnicos. estas m´quinas eram muito grandes. Na d´cada de 30 come¸am a surgir. a a a 1935 In´ do projeto da m´quina eletrˆnica ABC. Recentemente comprovou-se que suas id´ias eram corretas.2 D´cada de 1940 e Os primeiros computadores eram realmente grandes m´quinas de calcua lar. a 1. e c projetos de m´quinas eletromecˆnicas e eletrˆnicas de calcular: a a o 1934 M´quina eletromecˆnica program´vel do engenheiro Konrad Zuse. que deu origem as calculadores mecˆnicas utilizadas at´ meados a a e do s´culo XX. Compostas por circuitos baseados em relˆs e outros dispositivos eletroe mecˆnicos. consumiam muita a a . paro a c tindo das id´ias de Jacquard. projeta a m´quina anal´ e a ıtica.3. a qual n˜o foi tera minada. o o No breve resumo que segue pretende-se enfocar os principais eventos e movimentos relacionados ao desenvolvimento destas m´quinas. Alguns anos depois esta companhia se transformaria na IBM (International Business Machines). prop˜e uma arquitetura a u o gen´rica para o computador. ıdo a o a e que origina os computadores anal´gicos.

a qual ´ decodificada ca o e . restringindo seu uso ` organismos militares. o que representava uma tarefa complexa e delicada. co A seguir temos a Figura 3 representando o esquema b´sico de funcia onamento dos processadores. o ENIAC. Em 1946 o Ex´rcito Americano e revela seu computador eletrˆnico digital. O computador de Von Neumann era uma m´quina gen´rica. cujo bloco a e processador seria capaz de realizar um conjunto de opera¸˜es matem´ticas co a e l´gicas al´m de algumas opera¸˜es de movimenta¸˜o de dados entre os o e co ca blocos da m´quina. agˆncias goa e vernamentais e grandes universidades. Estas opera¸˜es.2: Arquitetura de Von Neumann O uso destes sistemas exigia um grande grau de conhecimento de sua arquitetura e funcionamento. O uso do computador era claramente experimental. Um dos primeiros sistemas program´veis constru´ a ıdos foi o computador eletromecˆnicos Mark I. utilizado para c´lculos o a de bal´ ıstica externa. de posse de esquemas de liga¸˜o. Nesta d´cada o matem´tico Von Neumann propˆs a constru¸˜o de sise a o ca tema computacional baseada numa arquitetura composta por trˆs blocos e b´sicos (Figura 1. projetado em conjunto pela IBM e pela Universia dade de Harvard. embora muito mais caras. INTRODUCAO ¸˜ energia el´trica e eram de dif´ opera¸˜o. instru¸˜es e controle do sistema. de forma que a m´quina pudesse a o a ser energizada e os c´lculos realizados. Com isso os computadores da ´poca a e eram car´ ıssimos. Ap´s ligado. um processador efetua um cio clo de busca por uma instru¸˜o na mem´ria (fetch). Figura 1. apresentado em 1944. um pouco mais confi´veis ıda a o a e r´pidas.2) onde a seq¨ˆncia de passos a ser executada pela m´quina a ue a fosse armazenada nela pr´pria sem necessidade de modifica¸˜o de seu hardo ca ware.8 CAP´ ITULO 1. determinando quais m´dulos deveriam ser interligados e em que o ordem. que vinha sendo utilizado a alguns anos. Os engenheiros exerciam o papel de programadores. seriam armaa co co zenadas no bloco mem´ria enquanto o bloco de dispositivos de E/S (Entrada o e Sa´ ıda) ou I/O (Input and Output) seria respons´vel pela entrada e sa´ a ıda dos dados. Esta tecnologia foi progressie ıcil ca vamente substitu´ pelas v´lvulas eletrˆnicas. e ca realizavam a conex˜o de tais m´dulos. Nesta ´poca o computador n˜o era a e a program´vel pois seu hardware era modificado para cada tipo de problema a diferente. Um grupo de t´cnicos treinados. chamadas de instru¸˜es.

Apesar de todas as restri¸˜es tecnol´gicas ca co o da ´poca. decodifica¸˜o e execu¸˜o indefinidamente. as id´ias de Von Neumann revolucionaram a constru¸˜o dos come e ca putadores e ditaram a nova dire¸˜o a ser seguida. j´ era poss´ a ıvel fabricar e vender computadores para grandes empresas e organismos governamentais.3: Funcionamento b´sico dos processadores a Assim sendo. A programa¸˜o era feita em assembly. Mesmo tais especialistas tinham dificuldade em o ca lidar com diferentes computadores. dado que cada computador possu´ uma ıa estrutura e funcionamento particulares. o Univac-I (Universal Automatic Computer ) e em 1953 a IBM lan¸a seu primeiro computador c digital. Ap´s a execu¸˜o repetem-se os cica ´ o ca clos de busca. o IBM 701. Apesar de seu custo ainda alto.´ 1. ca 1. um mesmo hardware poderia resolver diferentes tipos de problemas sem necessidade de qualquer modifica¸˜o. BREVE HISTORICO 9 do ciclo seguinte (decode).3. ou seja. que determina quais as a¸˜es necess´rias para co a sua execu¸˜o no ultimo ciclo (execute). A repeti¸˜o desta ca ca ca seq¨ˆncia s´ ´ interrompida atrav´s da execu¸˜o de uma instru¸˜o de parada ue oe e ca ca (halt) ou pela ocorrˆncia de um erro grave. e Figura 1.3 D´cada de 1950 e A descoberta do transistor deu novo impulso ` eletrˆnica e aos computaa o dores. bastando que uma ca seq¨ˆncia adequada de instru¸˜es fosse carregada no computador. tanto que em 1951 surge o primeiro computador comercial. Para program´-los ainda era necess´rio conhecer detalhes sobre seus cira a cuitos e sobre o funcionamento de seus dispositivos. Tais exigˆncias fae ziam que os computadores s´ pudessem ser utilizados por especialistas em o eletrˆnica e programa¸˜o.3. diretamente em linguagem ca de m´quina. tornou-se necess´rio criar a ca a pequenos programas que os controlassem na execu¸˜o de tarefas cotidianas. Com a evolu¸˜o dos computadores. Com ue co isto nascem os conceitos de programa. computador program´vel e com eles a a programa¸˜o de computadores. ca tais como acionar certos dispositivos em opera¸˜es repetitivas ou mesmo co .

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CAP´ ITULO 1. INTRODUCAO ¸˜

simplificar a execu¸˜o de novos programas. Surgiram assim os primeiros ca sistemas operacionais. O uso individual do computador (conceito de open shop) era pouco produtivo, pois a entrada de programas constitu´ uma etapa muito lenta e ıa demorada que na pr´tica representava o computador parado. a Para otimizar a entrada de programas surgiram as m´quinas leitoras de a cart˜o perfurado (semelhantes as m´quinas de tabular constru´ a a ıdas por Herman Hollerith) que aceleravam muito a entrada de dados. Os programadores deveriam ent˜o escrever seus programas e transcrevˆ-los em cart˜es perfua e o rados. Cada programa e seus respectivos dados eram organizados em conjuntos denominados jobs que poderiam ser processados da seguinte forma: os v´rios jobs de diferentes usu´rios eram lidos por uma m´quina leitora de a a a cart˜es que gravava os dados numa fita magn´tica. Esta fita era levada para o e o computador propriamente dito que lia os jobs, um a um, gravando uma outra fita magn´tica com os resultados de cada job. Esta fita de sa´ era e ıda levada a outro m´quina que lia a fita e imprimia as listagens, devolvidas aos a usu´rio juntamente com seus cart˜es. a o

Figura 1.4: Sistema Univac, 1951 (processamento em lote - batch) Apesar da natureza seq¨encial do processamento, para os usu´rios era u a como se um lote de jobs fosse processado a cada vez, originando o termo processamento em lote (batch processing). Os sistemas batch viabilizaram o uso comercial dos computadores, ´poca em que grandes fabricantes de e computadores come¸am a surgir. c Ainda na d´cada de 50 surgiram a primeira linguagem de programa¸˜o de e ca alto n´ (o IBM FORTRAN - Formula Translator - em 1957), a primeira ıvel unidade de disquetes comercialmente dispon´ ıvel no modelo IBM 305 e os mecanismos de interrup¸˜o implementados diretamente no hardware dos ca processadores. Em 1959 a DEC (Digital Equipment Corporation) apresenta seu minicomputador, o PDP-I, que fez grande sucesso comercial, originando uma grande linha de equipamentos.

´ 1.3. BREVE HISTORICO

11

1.3.4

D´cada de 1960 e

Buscando uma utiliza¸˜o mais eficiente e segura dos computadores, os sisca temas operacionais foram se tornando cada vez mais complexos, passando a administrar os recursos do computador de forma cada vez mais sofisticada. Ao mesmo tempo em que se buscava um uso mais eficiente e seguro do computador, estudavam-se alternativas para que pessoas menos especializadas nos aspectos construtivos da m´quina pudessem utilizar o computador, se a concentrando em suas verdadeiras tarefas e ampliando as possibilidades de uso dos computadores. Nesta d´cada aparece o COBOL (Commom Business Oriented Lane guage), linguagem de programa¸˜o especialmente desenvolvida para o Penca t´gono americano para auxiliar o desenvolvimento de sistemas comerciais. a Em 1961 a Farchild inicia a comercializa¸˜o dos primeiros circuitos integraca dos. Em 1963 a DEC introduz o uso de terminais de v´ ıdeo e no ano seguinte surge o mouse. Um dos primeiros avan¸os ocorridos na d´cada de 60 foi a c e utiliza¸˜o da multiprograma¸˜o. Segundo Deitel: ca ca Multiprograma¸˜o ´ quando v´rios jobs est˜o na mem´ria princa e a a o cipal simultaneamente, enquanto o processador ´ chaveado de um e job para outro job fazendo-os avan¸arem enquanto os dispositic vos perif´ricos s˜o mantidos em uso quase constante. [DEI92, p. e a 4] Enquanto o processamento chamado cient´ ıfico era muito bem atendido pelo processamento em lote comum o mesmo n˜o acontecia com processaa mento dito comercial. No processamento cient´ ıfico ocorre a execu¸˜o de ca grande quantidade de c´lculos com quantidades relativamente pequenas de a dados, mantendo o processador ocupado na maior parte do tempo sendo que o tempo gasto com I/O (entrada e sa´ ıda) era insignificante, da´ este comı portamento ser chamado CPU Bounded. J´ no processamento comercial o a processador permanece bastante ocioso dado que os c´lculos s˜o relativaa a mente simples e o uso de I/O ´ freq¨ente dada a quantidade de dados a ser e u processada, temos um comportamento I/O Bounded. A multiprograma¸˜o permitiu uma solu¸˜o para este problema atrav´s ca ca e da divis˜o da mem´ria em partes, chamadas parti¸˜es, onde em cada divis˜o a o co a um job poderia ser mantido em execu¸˜o. Com v´rios jobs na mem´ria o ca a o processador permaneceria ocupado o suficiente para compensar o tempo das opera¸˜es mais lentas de I/O. co A utiliza¸˜o de circuitos integrados na constru¸˜o de computadores coca ca merciais e a cria¸˜o de fam´ ca ılias de computadores compat´ ıveis iniciadas com o IBM System/360 inaugurou uma nova era na computa¸˜o e a expans˜o de ca a sua utiliza¸˜o. Outra t´cnica utilizada era o spooling (simultaneous peripheca e ral operation on line), isto ´, a habilidade de certos sistemas operacionais em e ler novos jobs de cart˜es ou fitas armazenado-os em uma ´rea tempor´ria o a a

12

CAP´ ITULO 1. INTRODUCAO ¸˜

Figura 1.5: Parti¸˜es de mem´ria num sistema multiprogramado co o do disco r´ ıgido interno para uso posterior quando uma parti¸˜o de mem´ria ca o fosse liberada [TAN92, p. 9]. Apesar destas novas t´cnicas, os sistemas da ´poca operavam basicae e mente em lote. Assim, enquanto satisfaziam as necessidades mais comuns de processamento comercial e cient´ ıfico, n˜o ofereciam boas condi¸˜es para a co o desenvolvimento de novos programas. Num sistema em lote, a corre¸˜o de ca um problema simples de sintaxe poderia levar horas devido a rotina imposta: prepara¸˜o dos cart˜es, submiss˜o do job no pr´ximo lote e a retirada dos ca o a o resultados v´rias horas ou at´ mesmo dias depois. a e Tais problemas associados ao desenvolvimento de software motivaram a concep¸˜o de sistemas multiprogramados, isto ´, sistemas que permitissem o ca e uso simultˆneo do computador por diversos usu´rios atrav´s do pseudoparaa a e lelismo. O pseudoparalelismo poderia ser obtido com o chaveamento do processador entre v´rios processos que poderiam atender os usu´rios desde que a a fossem dotados de interfaces interativas. A id´ia central destes sistemas era e dividir o poder computacional de um computador entre seus v´rios usu´rios, a a fornecendo uma m´quina virtual para cada um destes. Esta m´quina vira a tual deveria passar a impress˜o de que o computador estava integralmente a dispon´ para cada usu´rio, mesmo que isto n˜o fosse verdade. ıvel a a Nestes sistemas, denominados de sistemas em tempo repartido (time sharing systems), o tempo do processador era dividido em pequenos intervalos denominados quanta de tempo ou janelas temporais, como ilustra a (Figura 1.6). Tais quanta de tempo eram distribu´ ıdos seq¨encialmente enu tre os processos de cada usu´rio, de forma que a espera entre os intervalos a fosse impercept´ para os usu´rios. Depois que um quanta de tempo era ıvel a distribu´ para cada processo, se iniciava um novo ciclo de trabalho. A um ıdo dado processo seriam concedidos tantos quanta de tempo quanto necess´rio a mas apenas um a cada ciclo. Com isto, a capacidade de processamento da 1 m´quina ficava dividida entre os usu´rios do sistema a raz˜o de n , onde n ´ a a a e o n´mero de usu´rios do sistema. u a O mecanismo central de funcionamento destes sistemas ´ a interrup¸˜o. e ca Uma interrup¸˜o ´ uma forma de parar a execu¸˜o de um programa qualca e ca

´ 1.3. BREVE HISTORICO

13

quer, conduzindo o processador a execu¸˜o de uma outra rotina, previaca mente especificada que ap´s ser executada por completo, permite o retorno o ao programa original, sem preju´ para execu¸˜o do primeiro. ızo ca Os sistemas em tempo repartido tamnb´m criaram as necessidades dos e mecanismos de identifica¸˜o de usu´rio (userid e password ), dos mecanismos ca a de in´ e t´rmino de sess˜o de trabalho (login ou logon), da existˆncia de ıcio e a e contas de usu´rio, etc. a

Figura 1.6: Ciclo de trabalho em sistemas de tempo repartido Um dos processos de cada usu´rio poderia ser um interpretador de coa mandos (shell ) que representaria a interface do computador para o usu´rio. a Inicialmente estas interfaces eram implementadas como linhas de comando em terminais de teletipo e depois em terminais de v´ ıdeo. Como utilizavam exclusivamente caracteres tamb´m s˜o conhecidas como interfaces em modo e a texto. As maiores dificuldades que surgiram durante o desenvolvimento destes sistemas foram a solu¸˜o dos problemas associados ao compartilhamento ca dos recursos, ` organiza¸˜o dos usu´rios e das tarefas do sistema, al´m dos a ca a e mecanismos de seguran¸a e privacidade. c

1.3.5

D´cada de 1970 e 1980 e

Estas d´cadas s˜o marcadas especialmente pelo crescimento em tamanho, e a sofistica¸˜o e complexidade dos sistemas computacionais. Aparece o termo ca mainframe (computador principal) e tornam-se cada vez mais comuns os centros de processamento de dados (CPDs) corporativos de uso privativo e bureaus de processamento de dados que vendiam servi¸os para terceic ros. Surge o primeiro microprocessador comercial integrado em um unico ´ chip, o Intel 4004 em 1971. Na d´cada de 70 come¸am a surgir pequenos e c computadores destinados ao uso pessoal ou dom´stico, come¸ando pelos mie c crocomputadores da Xerox em Palo Alto em 1973, o Altair 8.800 destinado ao consumo em massa em 1974, o IBM 5100 em 1975 e o sucesso de vendas do Apple 2 lan¸ado em 1976. Come¸am a ser desenvolvidas as primeiras c c aplica¸˜es comerciais dos microcomputadores. co A d´cada de 80 viu o surgimento da gera¸˜o do microcomputadores, o e ca boom dos sistemas desktop a partir do lan¸amento do IBM-PC (Personal c Computer) em 1981 e o desenvolvimento de uma enorme ind´stria de hardu

engenharia o e entre outras. ca sendo necess´rio adapt´-los aos mais diversos tipos de aplica¸˜o e usu´rio. Al´m disso a eletrˆnica embarcada come¸a a ser tore o c nar presente em autom´veis e utens´ o ılios dom´sticos. a ind´stria de u hardware vem continuamente desenvolvendo novos processadores tamb´m e com velocidade cada vez maior. come¸am a ser tornar m´quinas fant´sticas. alguns milh˜es de linhas de programa s˜o necess´rias para a o a a cria¸˜o de um sistema operacional que atenda em parte tais necessidades. INTRODUCAO ¸˜ ware. pela come e co puta¸˜o pessoal port´til e pela interoperabilidade. Tais equipamentos s˜o free a quentemente empregados para simula¸˜es complexas. Internet. Os supercomputadores.667 GFlops1 [NCA04]. processamento paralelo etc. Sistemas de correio eletrˆnico. tal como o Cray Y-MP c a a capaz de processar at´ 2. 1 . Engineering ou Manufacturing). software e servi¸os originadas nestes eventos. 1. mesmo aqueles cuja atividade fim n˜o ´ a inform´tica. ferramentas CASE a sofisticadas para modelagem de dados e sistemas. palmtops e PDAs (personal digital assistents) representam o m´ximo em portabilidade e flexibilidade. astrof´ ısica. ATM. co Ferramentas de desenvolvimento r´pido (RAD tools). educa¸˜o ` o a ca a distˆncia. Os notebooks. aplica¸˜o.14 CAP´ ITULO 1. Na mesma d´cada de 80 c e surgem empresas especializadas em arquiteturas de alto desempenho e s˜o a desenvolvidos os primeiros supercomputadores tais como os modelos 1-A ou X-MP da Cray Research. In´meras tecnologias de projeto. a e a Mesmo estes pequenos aparelhos possuem vers˜es simplificadas de sistemas o operacionais. integra¸˜o e interoperabilidade. Disp˜e-se de microcomca a o putadores cujo poder de processamento ´ maior do que os mainframes da e d´cada de 1970. Corba. Java. permitindo que uma gama maior de servi¸os e funcionalidac des sejam oferecidas. profissionais de design. u desenvolvimento. complexos sistemas de CAD-CAE-CAM (Computer Aided Design. farmacˆutica. grupos de discuss˜o. E a a ca a para dar suporte a tremenda complexidade destes programas. a Com isto.3. processamento vetorial. multim´ a ıdia. novas necessidades e maior complexidade aos sistemas operacionais contemporˆneos. tais como as requerico das pela metereologia. al´m das tradicionais e e aplica¸˜es industriais. adicionando dica ca versidade.6 D´cada de 1990 e Esta d´cada ´ marcada pelas esta¸˜es de trabalho (workstations). sistemas distribu´ ıdos. circuitos de mem´ria de maior capacidade o A capacidade de processamento computacional (computer power ) ´ usualmente mee dida em termos do n´mero de opera¸˜es em ponto flutuante completas por segundo u co (Flops). fabricados quase que artesanale mente. e est˜o grandemente incorporaa a dos no cotidiano de executivos. vendedores e outros profissionais liberais. f´ ısica atˆmica.

como e alternativa mais econˆmica e de desempenho semelhante aos supercompuo tadores. e tudo atrav´s das novas tecnologias. e 1. os quais s˜o comparados segundo alguns aspectos a considerados importantes como pode ser visto na Tabela 1.1.4 Tipos de sistemas operacionais Identificamos atrav´s da hist´ria dos sistemas operacionais alguns tipos de e o sistemas operacionais. tornando o desenvolvimento cont´ ınuo dos sistemas operacionais uma tarefa essencial. TIPOS DE SISTEMAS OPERACIONAIS 15 Figura 1. Gra¸as ` pesquisa e a c a evolu¸˜o dos sistemas distribu´ ca ıdos. tem capacidades de processamento de 6. impulsionando os fabricantes a criarem novos produtos. O n´mero de usu´rios de computador tamb´m a u a e cresce vertiginosamente.4.7: Servidor.323 TFlops [NCA04] e 52.7 D´cada de 2000 e A supercomputa¸˜o se torna superlativa. workstation e notebook e velocidade bem como dispositivos perif´ricos cada vez mais sofisticados. Exemplos disso s˜o os novos sisca a temas da IBM e da Cray Research.8) que. tal como as t´cnicas de grid computing. 1.3. O desenvolvimento e miniaturiza¸˜o de novos componentes eletrˆnicos ca o em adi¸˜o e a utiliza¸˜o de novos processos de fabrica¸˜o associados ` grande ca ca ca a expans˜o das redes digitais de telefonia m´vel permitem que muitos milh˜es a o o de usu´rios se beneficiem de equipamentos que somam as caracter´ a ısticas de telefones port´teis com PDAs cada vez mais sofisticados. e o emprego de clusters (agrupamentos) de computadores geograficamente dispersos e interligados atrav´s da Internet ou conectados atrav´s de redes e e locais de alto desempenho tamb´m vem se tornando mais comum. sem d´vida alguma. a Os computadores dedicados e os de uso gen´rico est˜o se tornando cada e a vez mais populares em contraste com as necessidades e exigˆncias mais soe fisticadas de seus usu´rios. conhecidos como IBM BlueSky e Cray X1 (Figura 1.4 TFlops [CRA04].1. servi¸os e solu¸˜es. imprescind´ como ca e u ıvel ferramenta para o homem moderno. . respectivamente. c co Com tudo isso a computa¸˜o ´.

uma medida e de interatividade. embora sejam admitidas esperas mais longas. que representa o intervalo de tempo decorrido entre um pedido ou solitica¸˜o de processamento (por exemplos. ca a O tempo de resposta (response time) ´. Embora normal. a entrada de um coca mando ou execu¸˜o de um programa) e a resposta produzida pelo sistema ca (realiza¸˜o das opera¸˜es solicitadas ou finaliza¸˜o do programa ap´s sua ca co ca o execu¸˜o completa). uma resposta produzida num intervalo de 30 segundos pode ser considerada normal levando-se em conta a natureza e complexidade da opera¸˜o solicitada. podendo receber as respostas deste. Por exemplo.8: Supercomputador Cray X1 Tabela 1. . Tempos de resposta da ordem de alguns segundos conca figuram sistemas interativos.16 CAP´ ITULO 1.1: Tipos de sistemas operacionais Tipo de SO Interativo Tempo de Produtividade Multiusu´rio a Resposta (Throughput) Open Sim Baixo Baixa N˜o a Shop Irregular Batch N˜o a Alto M´dia Alta e Sim Simples Regular Batch com N˜o a Alto M´dia Alta e Sim Spooling Regular Tempo Sim Baixo M´dia e Sim Repartido Previs´ ıvel Tempo Sim Baixo M´dia e Sim Real Previs´ ıvel A interatividade ´ o aspecto que considera se o usu´rio utiliza diree a tamente o sistema computacional. desta forma. INTRODUCAO ¸˜ Figura 1. intervalos desta ordem de grandeza ou ca superiores tornam enfadonho e cansativo o trabalho com computadores. sem intermedia¸˜o e dentro de intervalos de tempo razo´veis.

tarefas por hora. mas simultaneamente envolt´ria deste. pois depende muito da arquitetura do sistema e do sistema operacional o quanto desta capacidade ´ efetivamente convertida em trabalho util e o quanto ´ dispene ´ e dida nas tarefas de controle e gerˆncia do pr´prio sistema computacional. Ao mesmo tempo ´ uma camada envolt´ria pois pretende oferecer os ca e o recursos do computador ao usu´rio do sistema minimizando os aspectos de a como s˜o tais dispositivos ou como ser˜o feitas as opera¸˜es que os utilizam. p. seus verdadeiros limites. expressa usualmente em tarefas completas por unidade de tempo. placas de rede ca ou comunica¸˜o. ou seja. ou seja: monitores de v´ a ıdeo. e o Podemos notar que dentre estas medidas de performance (existem ainda diversas outras). atrav´s de sua interface. pois o hardware do computador. impressoras. isto ´. unidades de disco flex´ ou r´ ca ıvel ıgido. RECURSOS E AMBIENTE OPERACIONAL 17 O tempo de rea¸˜o (reaction time) tamb´m ´ outra medida de interaca e e tividade a qual considera o tempo decorrido entre a solicita¸˜o de uma a¸˜o ca ca e seu efetivo processamento. jobs por dia etc.5 Recursos e ambiente operacional O hardware do computador. 1. sua parte f´ ısica. Unidades poss´ ca ıveis do throughput s˜o: programas por hora. unidades leitoras/gravadoras de CD. unidades de fita. mesas digitalizadoras. e por si s´.1. ´ aparentemente capaz de realizar e tarefas de um modo espec´ ıfico ditado pela pr´pria interface. n˜o ´ capaz de copiar um determinado arquivo de uma unidade o a e .5. 423]. Todos os elementos funcionais e do computador s˜o considerados recursos do sistema computacional e s˜o. O conjunto de hardware e sistema operacional. O sistema operacional o est´ sobre o hardware e firmware pois deles depende para sua pr´pria exea o cu¸˜o. a a geralmente. define uma e nova m´quina que ´ a combina¸˜o de um certo hardware com este sistema a e ca operacional. portas de comunica¸˜o serial e paralela. representados pelos dispositivos que o comp˜e e que podem ser o utilizados pelos usu´rios. O sistema operacional aparece como uma camada sobre o hardware e firmware. mouse. a a co Desta forma o sistema operacional. enquanto outras s˜o orientadas ao sistema ca a em si. J´ a produtividade (throughput) ´ uma medida de trabalho relativa do a e sistema. scanners. determina suas capacidades brutas. tal como o tempo de a a resposta ou o tempo de rea¸˜o. tal como a taxa de utiliza¸˜o do processador ou a produtividade ca [DEI92. ´ uma medida que relaciona o trabalho efetivamente produzido e e o tempo utilizado para realiza¸˜o deste trabalho. teclado. Note que o amo biente operacional ´ distinto do hardware. a A produtividade n˜o deve ser confundida com o desempenho bruto do a processador do sistema (sua capacidade de processamento). usualmente chamado de plataforma ou ambiente operacional. DVDs etc. ou seja. algumas s˜o orientadas ao usu´rio.

Para realizar esta c´pia.dvi a:\ ou. at´ a transferˆncia efetiva e e dos dados. co Figura 1.10). Tais possibilidades s˜o bastante a atraentes. atrav´s do sistema operacional temos a impress˜o e a de que o computador se tornou capaz de realizar a tarefa desejada atrav´s e do comando dado ou da opera¸˜o visual efetuada. pois se cada sistema operacional tem a capacidade de ”transformar”o hardware de um computador em um determinado ambiente operacional. tal a¸˜o poderia ser poss´ e ca ıvel atrav´s de um comando fornecido dentro de um console (uma interface de e modo texto. se dispusermos de uma interface gr´fica (Figura 1. tal como mostra a Figura 1. oferecer˜o transperentemente um ambiente operacional a . uma simplifica¸˜o obtida atrav´s da automatiza¸˜o da tarefa e ca e ca atrav´s de sua programa¸˜o no sistema operacional. passando pela localiza¸˜o das partes do arquivo origem ca e das ´reas dispon´ a ıveis no disquete de destino.9: Interface em modo texto (linha de comando ou console) Enquanto o hardware isolado n˜o permitia a realiza¸˜o direta da tarefa a ca de copiar um arquivo. INTRODUCAO ¸˜ de disco r´ ıgido para uma unidade de disquete. isto eq¨ivale a dizer que computadores diferentes. ca e Observamos que a cria¸˜o de uma interface. sem a necessidade do ca conhecimento de detalhes de como a tarefa ´ verdadeiramente realizada. e A aparentemente expans˜o das capacidades do hardware do computador a ´. atrav´s de uma a e opera¸˜o visual frequentemente denominada arrastar e soltar (drag and ca drop) devido as a¸˜es realizadas com o mouse. O hardware ´ realmente e ca e o realizador da tarefa. uma o s´rie procedimentos devem ser executados. indo desde o acionamento das e unidades utilizadas.18 CAP´ ITULO 1.9. para um sisca a a tema operacional ´ extremamente importante 2 . na verdade. enquanto o sistema operacional apenas intermedia esta opera¸˜o atrav´s de sua interface. por exemplo: copy so. gr´fica ou n˜o. Atrav´s da interface do sistema operacional. dotados de um mesmo u sistema operacional. pois determinam a cria¸˜o e ca de um ambiente operacional consistente.

Depois ser˜o estudadas co a a administra¸˜o da execu¸˜o dos programas no sistema. 2 O projeto de interfaces consistentes. bem como sua avalia¸˜o. convenientes e uso simplificado. com a conseq¨ente cria¸˜o u ca de uma plataforma de desenvolvimento. Determina¸˜o de um ambiente de trabalho equivalente para os usu´ca a rios. ca e . o gerenciamento de ca ca mem´ria e tamb´m dos dispositivos de entrada e sa´ o e ıda. o emprego de uma distribui¸˜o do Linux em microcomca putadores baseados em processadores na Intel oferece o mesmo ambiente que workstations IBM utilizando este mesmo sistema operacional. fundamental para uma compreens˜o mais a ampla dos problemas envolvidos e de suas solu¸˜es.5. ca Para estudarmos os sistemas operacionais devemos primeiro no familiarizar com o conceito de processo. se comportar˜o como se fossem m´quinas de um mesmo e a a tipo. RECURSOS E AMBIENTE OPERACIONAL 19 Figura 1. Cria¸˜o de um ambiente de desenvolvimento semelhante.10: Interface gr´fica a idˆntico. que podem desconhecer as diferen¸as entre os diversos computac dores dotados de um mesmo sistema operacional (plataforma de opera¸˜o). Por exemplo. ca 2. ´ uma disciplina compreendida como IHC ou Interface Humano-Computador. Redu¸˜o das necessidades de treinamento e acelera¸˜o do processo de ca ca familiariza¸˜o e aprendizado no novo ambiente. testados e utilizados em diferentes computadores dotados de um mesmo SO. 3. Esta possibilidade propicia as seguintes vantagens: 1.1. onde outros ca programas podem ser desenvolvidos. ou seja.

INTRODUCAO ¸˜ .20 CAP´ ITULO 1.

ou seja. podemos entender um processo como um programa em execu¸˜o. temos que a impress˜o de um documento ´ um processo a e computacional assim como a c´pia de um arquivo. manuais ca ou autom´ticas.1 O que ´ um processo computacional e Um processo computacional ou simplesmente processo pode ser entendido como uma atividade que ocorre em meio computacional. n˜o existem processos ca a instantˆneos. Veremos que a os processos computacionais constituem a unidade b´sica de administra¸˜o a ca de um sistema e. tendo dura¸˜o finita e utilizando uma quanca tidade limitada de recursos computacionais. Simplificando. usualmente possuindo um objetivo definido. Outro ponto importante ´ a dura¸˜o finita. Todas as atividades. os registraca o dores do processador. Esta defini¸˜o traz algumas implica¸˜es: apenas as atividades que aconca co tecem num sistema computacional s˜o compreendidas como sendo processos a computacionais. os dados em uso. o que envolve o c´digo do programa. que ocorrem dentro de um computador podem ser descritas a como processos computacionais. 2. surgem uma s´rie de e problemas que devem ser adequadamente equacionados dentro de qualquer sistema operacional. sua pilha (stack ) e o contador de programa al´m de e outras informa¸˜es relacionadas a sua execu¸˜o. Atualmente quase todos os computadores s˜o capazes de realizar diversas a 21 . Al´m disso. a compila¸˜o de um proo ca grama ou a execu¸˜o de uma rotina qualquer. que junto deste importante conceito. por mais r´pido ou curto que possa a ser tem sempre uma dura¸˜o maior que zero. co ca Desta forma. pois isto ime ca plica que um processo computacional. um processo utiliza ao menos um dos recursos a e computacionais existentes para caracterizar seu estado.Cap´ ıtulo 2 Processos O estudo e o desenvolvimento dos sistemas operacionais requer a compreens˜o de um conceito fundamental: processo computacional.

Num instante de tempo qualquer. Em computadores com dois ou mais processadores ´ e poss´ a existˆncia de paralelismo verdadeiro pois cada processador pode ıvel e executar um processo independentemente. para depois executar outro programa por outro pequeno intervalo de tempo e assim sucessivamente. depende do tipo de problema em quest˜o e a tamb´m da solu¸˜o pretendida. ca 2. Para funcionarem desta forma tais computadores s˜o multiprogramados. co a O termo processo (process) ´ muitas vezes substitu´ pelo termo tarefa e ıdo (task ) e pode assumir um dos seguintes significados: • um programa em execu¸˜o. e ao mesmo tempo conferindo-lhe complexa organiza¸˜o e estrutura pois tal ca administra¸˜o n˜o ´ simples e requer a considera¸˜o de muitos fatores e ca a e ca situa¸˜es diferentes. e ca Processos tipicamente tamb´m podem criar novos processos. algumas vezes. isto ´. ou seja. onde cada uma destas tarefas pode representar um ou mesmo mais processos. ca • uma atividade ass´ ıncrona. podem ser decompostos em processos componentes mais simples que o processo como um todo.22 CAP´ ITULO 2. Esta ca ca an´lise aprofundada dos processos atrav´s de sua decomposi¸˜o em suba e ca processos pode ser feita quase que indefinidamente. • uma entidade que pode utilizar um processador ou • uma unidade que pode ser despachada para execu¸˜o. O processo e criador ´ chamado de processo-pai (parent process) enquanto os processos e . ou seja. A administra¸˜o de v´rios diferentes programas em execu¸˜o concomica a ca tante ´ o que permite o funcionamento eficiente dos computadores modernos. mesmo que improv´veis. o processador ´ chaveado de processo em a e processo. ou seja.1 Subdivis˜o dos processos a Outro ponto importante ´ que os processos computacionais podem ser die vididos em sub-processos. o que permite um detalhamento da realiza¸˜o de sua tarefa ou do seu modo de opera¸˜o. PROCESSOS tarefas ao mesmo tempo. chamado de paralelismo virtual e ou pseudoparalelismo. o processador executa um e programa durante um pequeno intervalo de tempo. at´ o exagerado limite e das micro-instru¸˜es do processador que ser´ utilizado. a Este comportamento ´. • o esp´ ırito ativo de um procedimento. mas durante um intervalo de tempo maior ele poder´ a ter executado trechos de muitos programas criando a ilus˜o de paralelismo. o processador estar´ executando apenas a um dado programa. em pequenos intervalos de tempo. O n´ co a ıvel adequado de divis˜o de um processo ´ aquele que permite um entendimento preciso a e dos eventos em estudo.1.

ˆ 2.2. OCORRENCIA DE PROCESSOS

23

criados s˜o denominados de processos filhos (child process). Um processoa filho tamb´m pode criar novos processos, permitindo a cria¸˜o de ´rvores de e ca a processos hierarquicamente relacionados, como exemplificado na Figura 2.1.

Figura 2.1: Subdivis˜o de um processo a

2.2

Ocorrˆncia de processos e

´ E importante estudarmos os processos computacionais porque a raz˜o de a ser dos computadores ´ a realiza¸˜o de certas atividades de maneira mais e ca r´pida e confi´vel do que seria poss´ para o homem. Como cada processo a a ıvel precisa de recursos para ser executado e conclu´ ıdo, a ocorrˆncia de processos e significa a utiliza¸˜o de recursos do computador. Sendo assim, para que um ca sistema operacional possa cumprir com seu papel de gerente de recursos de um sistema computacional ´ fundamental um entendimento mais profundo e dos processos computacionais e de suas particularidades como forma efetiva de criar-se sistemas operacionais capazes de lidar com as exigˆncias dos e processos em termos de recursos. Um crit´rio muito importante de an´lise dos processos computacionais e a ´ aquele que considera os processos segundo sua ocorrˆncia, isto ´, a obe e e serva¸˜o de seu comportamento considerando o tempo. Neste caso ter´ ca ıamos os seguintes tipos de processos: Seq¨ enciais S˜o aqueles que ocorrem um de cada vez, um a um no tempo, u a serialmente, como que de forma exclusiva. Paralelos aqueles que, durante um certo intervalo de tempo, ocorrem simultaneamente, ou seja, aqueles que no todo ou em parte ocorrem ao mesmo tempo.

24

CAP´ ITULO 2. PROCESSOS

2.2.1

Processos seq¨ enciais u

Dados que os processos seq¨ enciais s˜o aqueles que ocorrem um de cada u a vez no tempo, como numa s´rie de eventos (veja Figura 2.2), temos que para e um dado processo, todos os recursos computacionais est˜o dispon´ a ıveis, ou seja, como s´ ocorre um processo de cada vez, os recursos computacionais o podem ser usados livremente pelos processos, n˜o sendo disputados entre a processos diferentes, mas apenas utilizados da maneira necess´ria por cada a processo.

Figura 2.2: Diagrama-exemplo de processos seq¨enciais u Esta aparente situa¸˜o de simplicidade esconde um outro fato alarmante: ca como ´ muito improv´vel que um processo utilize mais do que alguns poucos e a recursos do sistema, todos os demais recursos n˜o utilizados ficar˜o ociosos a a por todo o tempo de execu¸˜o deste processo. No geral, com a execu¸˜o de ca ca um unico processo, temos que a ociosidade dos diversos recursos computa´ cionais ´ muito alta, sugerindo que sua utiliza¸˜o ´ pouco efetiva, ou, em e ca e outros termos, invi´vel economicamente. a

2.2.2

Processos Paralelos

Os processos paralelos s˜o aqueles que, durante um certo intervalo de a tempo, ocorrem simultaneamente, como mostra Figura 2.3. Se consideramos a existˆncia de processos paralelos, ent˜o estamos admitindo a possibilidade e a de que dois ou mais destes processos passem, a partir de um dado momento, a disputar o uso de um recurso computacional particular.

Figura 2.3: Diagrama-exemplo de processos paralelos Considerando tal possibilidade de disputa por recursos e tamb´m sua e natureza, os processos paralelos podem ser classificados nos seguintes tipos:

2.3. ESTADO DOS PROCESSOS

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Independentes Quando utilizam recursos completamente distintos, n˜o se a envolvendo em disputas com outros processos. Concorrentes Quando pretendem utilizar um mesmo recurso, dependendo de uma a¸˜o do sistema operacional para definir a ordem na qual os ca processos usar˜o o recurso. a Cooperantes Quando dois ou mais processos utilizam em conjunto um mesmo recurso para completarem uma dada tarefa. Como n˜o se pode prever quais os tipos de processos que existir˜o num a a sistema computacional, o sistema operacional deve estar preparado para administrar a ocorrˆncia de processos paralelos concorrentes em quantidade, e ou seja, dever´ assumir a complexidade de administrar e organizar a coa existˆncia de in´meros processos diferentes disputando todos os tipos de e u recursos instalados no sistema. Apesar da maior complexidade, a existˆncia de processos paralelos pere mitem o melhor aproveitamento dos sistemas computacionais e mais, atrav´s e do suporte oferecido pelo sistema operacional passa a ser poss´ ıvel a explora¸˜o do processamento paralelo e da computa¸˜o distribu´ ca ca ıda.

2.3

Estado dos processos

Dado que um processo pode ser considerado como um programa em execu¸˜o, num sistema computacional multiprogramado poder´ ca ıamos identificar trˆs estados b´sicos de existˆncia de um processo: e a e Pronto (Ready ) Situa¸˜o em que o processo est´ apto a utilizar o proca a cessador quando este estiver dispon´ ıvel. Isto significa que o processo pode ser executado quando o processador estiver dispon´ ıvel. Execu¸˜o (Running ) Quando o processo est´ utilizando um processador ca a para seu processamento. Neste estado o processo tem suas instru¸˜es co efetivamente executadas pelo processador. Bloqueado (Blocked ) Quando o processo est´ esperando ou utilizando a um recurso qualquer de E/S (entrada e sa´ ıda). Como o processo dever´ aguardar o resultado da opera¸˜o de entrada ou sa´ a ca ıda, seu processamento fica suspenso at´ que tal opera¸˜o seja conclu´ e ca ıda. Durante o ciclo de vida de um processo, isto ´, desde seu in´ at´ seu e ıcio e encerramento, podem ocorrer diversas transi¸˜es entre os estados relacionaco dos, como ilustra a Figura 2.4. Devemos observar que entre os trˆs estae dos b´sicos existem quatro transi¸˜es poss´ a co ıveis, isto ´, quatro situa¸˜es de e co modifica¸˜o de estado que correspondem ` a¸˜es espec´ ca a co ıficas do sistema operacional com rela¸˜o ao processos: Despachar (Dispatch), Esgotamento ca

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CAP´ ITULO 2. PROCESSOS

(TimeRunOut), Bloqueio (Block ) e Reativar (Awake). Al´m destas quae tro transi¸˜es existe outras duas correspondentes a Cria¸˜o (Create) e Fico ca naliza¸˜o (Terminate) do processo. ca

Figura 2.4: Diagrama-exemplo de processos paralelos Quando solicitamos a execu¸˜o de um programa, o sistema operacional ca cria (Create) um processo atribuindo a este um n´ mero de identifica¸˜o u ca ou seu PID (Process Identifier ), um valor inteiro que servir´ para distinguir a este processo dos demais. Ap´s a cria¸˜o, o processo ´ colocado no final de uma fila onde existem o ca e apenas processos prontos, ou seja, o estado inicial de um processo ´ definido e como sendo o estado Pronto (Ready). Quando todos os processos existentes nesta fila, ou seja, criados anteriormente, j´ tiverem utilizado seu quantum a (fra¸˜o de tempo do processador), o sistema operacional acionar´ uma rotina ca a especial para Despachar (Dispatch) o processo, ou seja, para efetivamente colocar o processo em execu¸˜o. Nesta situa¸˜o ocorrer´ uma transi¸˜o do ca ca a ca estado do processo de Pronto para Execu¸˜o (Running). Quando a fra¸˜o ca ca de tempo destinada ao processo se esgotar, ocorrer´ uma interrup¸˜o que dea ca volver´ o controle para o sistema operacional, fazendo-o acionar uma rotina a especial (TimeRunOut) para retirar o processo do processador e recoloc´-lo a na fila de processos prontos. Esta ´ transi¸˜o do estado Execu¸˜o para o e ca ca estado Pronto. Nos casos em que o processo deseje utilizar algum dispositivo de entrada/sa´ ıda, ou seja, efetuar uma opera¸˜o de I/O, na solicita¸˜o deste ca ca recurso o pr´prio processo sair´ do estado de Execu¸˜o entrando voluno a ca tariamente no estado Bloqueado (Blocked ) para utilizar ou esperar pela disponibilidade do recurso solicitado. Ao finalizar o uso do recurso, o sistema operacional recolocar´ o processo na lista de processos prontos, atrav´s a e da transi¸˜o denominada Reativa¸˜o ou Awake, que faz com que o processo ca ca passe do estados Bloqueado para Pronto. A Tabela 2.1 mostra resumidamente as opera¸˜es de transi¸˜o de estado co ca dos processos, indicando os respectivos estados inicial e final.

O processador empilha o program counter e tamb´m o conte´do dos e u regsitradores do processador. Sendo assim est´ intimamente a e a a ligada ao hardware do computador. Regularmente. ESTADO DOS PROCESSOS 27 Tabela 2. . a cada intervalo de tempo fixo ou vari´vel.1: Opera¸˜es de transi¸˜o de estado dos processos co ca Opera¸˜o de ca Estado Estado Transi¸˜o ca Inicial Final Create() Ready Dispatch(PID) Ready Running TimeRunOut(PID) Running Ready Block(PID) Running Blocked Awake(PID) Blocked Ready Devemos destacar que a transi¸˜o do estado Execu¸˜o (Running) para ca ca Bloqueado (Blocked ) ´ a unica causada pelo pr´prio processo. O e scheduler ´ uma fun¸˜o de baixo n´ e ca ıvel. pois permitem que perif´ricos do sistema possam trabalhar de e forma independente. Neste sentido. as interrup¸˜es s˜o um mecanismo co a important´ ıssimo para que os sistemas possa alcan¸ar melhores n´ c ıveis de produtividade. Praticamente todas as outras fun¸˜es do sistema operacional s˜o acioco a nadas por chamadas expl´ ıcitas ou impl´ ıcitas de suas pr´prias fun¸˜es (chao co madas de sistema ou system calls) enquanto outras entidades do pr´prio o sistema operacional assumem a forma de processos que tamb´m compartie lham o processamento. e Num sistema em tempo repartido a entidade que coordena a utiliza¸˜o ca do processador por parte dos processos ´ o escalonador (scheduler ).2. voe ´ o e lunt´ria. Outro ponto importante ´ que os estados Pronto e (Ready) e Execu¸˜o (Running) s˜o estados considerados ativos enquanto ca a que o estado Bloqueado (Blocked ) ´ tido como inativo.3. que se utiliza de um temporizador (timer ) do sistema para efetuar a divis˜o de processamento que. De forma simplificada podemos dizer que o escalonador e a interrup¸˜o ca do temporizador do sistema se relacionam da seguinte maneira: 1. isto ´. enquanto as demais s˜o causadas por agentes externos (entidades a a do sistema operacional). Esta rotina realiza algumas opera¸˜es com os registradores do processador co que forma que o resultado seja o chaveamento do processador para o pr´ximo o processo na fila de processos em estado Pronto (Ready). caracterizando a execu¸˜o de atividades em paralelo ca num sistema computacional. este tempoa rizador dispara uma interrup¸˜o (um mecanismo especial de chamada de ca rotinas) que ativa uma rotina que corresponde ao escalonador do sistema. em ultima a ´ instˆncia ´ uma mera divis˜o de tempo. Ao encerrar-se esta interrup¸˜o o novo processo em execu¸˜o ´ aquele preparado pelo escalonaca ca e dor.

A rotina ´ finalizada e. O temporizador ´ reprogramado. 5. e ca 9. a ca preservando o contexto do processo interrompido. assim. como veremos na se¸˜o 2.4.. O conte´do dos registradores e o program counter empilhados s˜o cou a piados para uma ´rea de controle pr´pria do processo interrompido a o (cada processo tem tal ´rea de controle. a 6. passando a continuar a execu¸˜o de um processo u ca que tinha sido interrompido em um momento anterior. ca 7. Rotina consulta escalonador para determinar qual ser´ o pr´ximo proa o cesso a ser executado (qual o processo que utilizar´ processador). Processador restaura seus registradores e o program counter com base nos conte´do da pilha. ´ comum a cria¸˜o e manuten¸˜o de uma tabela para e ca ca a organiza¸˜o das informa¸˜es relativas aos processos chamada de tabela ca co . para que este possa efetivamente controlar os processos existentes em um sistema. O processador carrega um novo valor para o program counter a partir do vetor de interrup¸˜o onde existe uma rotina que realizar´ a troca ca a de processos em execu¸˜o.5: Representa¸˜o do escalonamento de processos ca 2. alterando a seq¨ˆncia de retorno da ue interrup¸˜o. Rotina copia o conte´do dos registradores e do program counter aru mazenado na ´rea de controle do processo para a pilha.4 PCB e tabelas de processos Quando o modelo de administra¸˜o de processos ´ adotado em um sistema ca e operacional. PROCESSOS Figura 2. 2. restaurando o a contexto deste processo e. encerrando a interrup¸˜o. Rotina modifica estado do processo cuja execu¸˜o foi interrompida (o ca processo atual) para Pronto (Ready).1). 4. e 8.28 CAP´ ITULO 2. ca 3. com isso.

co o • informa¸˜es sobre arquivos em uso.4. o u • c´pia do conte´do dos registradores do processador. co 2. recebe o nome de PCB. Para cada processo existente existe uma entrada correspondente nesta tabela. o u • identificador do processador sendo utilizado. um elemento da estrutura destinado a armazenar os dados relativos ao respectivo processo.1 PCB O PCB (Process Control Block ou Process Descriptor ) ´ uma estrutura de e dados que mantˆm a representa¸˜o de um processo para o sistema operae ca cional.2. Esta tabela ´ usualmente implementada sob a forma de um e vetor de estruturas ou uma lista ligada de estruturas. ızo Apesar de ser dependente do projeto e implementa¸˜o particulares do ca sistema operacional. O PCB contˆm todas as informa¸˜es necess´rias para a execu¸˜o do e co a ca mesmo possa ser iniciada. o e • c´pia do conte´do do contador de programa (program counter ). co • permiss˜es e direitos. o A Figura 2. geralmente o PCB cont´m as seguintes informa¸˜es: e co • identifica¸˜o do processo (PID). PCB E TABELAS DE PROCESSOS 29 de processos.4. como mostra a Figura 2. • informa¸˜es sobre diret´rios raiz e de trabalho. ca • estado corrente do processo. • lista de ponteiros para as regi˜es alocadas de mem´ria. projetada para armazenar as informa¸˜es. • estat´ ısticas sobre uso de mem´ria e perif´ricos.6 ilustra uma tabela de processos e os PCB associados. o o • informa¸˜es sobre hor´rio de in´ co a ıcio.6. • prioridade do processo. tempo utilizado do processador. ou seja. sem preju´ para o processo. interrompida e retomada conforme determina¸˜o ca do sistema operacional. • ponteiro para o processo pai (parent process). • lista de ponteiros para os processos filho (child processes). . Tal estrutura.

4.2 Tabelas de processos 2.30 CAP´ ITULO 2.6: Organiza¸˜o de uma tabela de processos ca 2.5 Opera¸˜es sobre processos co Considerando os estados poss´ ıveis dos processos e as necessidades dos sistema operacional. temos que dispor das seguintes opera¸˜es a serem realico zadas sobre os processos: • cria¸˜o (create) ca • destrui¸˜o (destroy) ca • suspens˜o (suspend ou wait) a • retomada (resume) • troca de prioridade • bloqueio (block ) • ativa¸˜o (activate) ca • execu¸˜o (execute ou dispatch) ca • comunica¸˜o inter-processo ca A cria¸˜o de um processo envolve algumas outras opera¸˜es particulares: ca co • identifica¸˜o do processo (determina¸˜o do PID) ca ca . PROCESSOS Figura 2.

´ 2. a O n´cleo de um sistema operacional constr´i. ´ a parcela mais u a e importante e mais intensivamente utilizada. controla sua m´quina virtual a de modo a realizar suas tarefas. onde cada a m´quina virtual ´ designada para um processo.) • manipula¸˜o dos PCBs (Process Control Blocks) ca • troca de estados dos processos (execu¸˜o. Resumidamente. Apesar do u n´cleo n˜o representar a maior parte do sistema operacional. a a consequentemente. suspens˜o. destrui¸˜o. um grande e co n´mero delas ´ constantemente dirigida ao processador e seu efetivo prou e cessamento determina qu˜o bem ser˜o utilizados os recursos do sistema e. o a Uma das mais importantes fun¸˜es do n´cleo do sistema operacional co u ´ o gerenciamento das interrup¸˜es.6 Fun¸˜es do n´ cleo de sistema operacional co u Todas as opera¸˜es que envolvem os processos s˜o controladas por uma parte co a do sistema operacional denominada n´ cleo (core ou kernel ). timerunout e ativa¸˜o) ca ca • intercomunica¸˜o de processos ca • sincroniza¸˜o de processos ca • gerenciamento de mem´ria o • gerenciamento de dispositivos de E/S • suporte a um ou mais sistemas de arquivos . pois em grandes sistemas. retomada ca ca ca a etc.6. Tal processo. tanto que fica permanentemente alocada na mem´ria prim´ria do sistema. dentro de cera e tos limites impostos pelo sistema operacional. a partir de uma m´quina u o a f´ ısica dotada de um ou mais processadores. n m´quinas virtuais. FUNCOES DO NUCLEO DE SISTEMA OPERACIONAL ¸˜ • inser¸˜o do processo na lista de processos conhecidos do sistema ca • determina¸˜o da prioridade inicial do processo ca • cria¸˜o do PCB ca • aloca¸˜o inicial dos recursos necess´rios ca a 31 2. o n´cleo de um sistema operacional deve conter rotinas u para que sejam desempenhadas as seguintes fun¸˜es: co • gerenciamento de interrup¸˜es co • manipula¸˜o de processos (cria¸˜o. como ser˜o os tempos de resposta para os processos dos a usu´rios.

como representado na Figura 2. permitindo assim grande otimiza¸˜o e. a co 2. como ´ mais frequente.7 Competi¸˜o por recursos ca Quando afirmamos que existir˜o dois ou mais processos em execu¸˜o paralela a ca estamos admitindo a possibilidade de que alguns destes processos solicitem a utiliza¸˜o de um mesmo recurso simultaneamente. Figura 2.7.7. que ser˜o tratadas nas se¸˜es seguintes. PROCESSOS • suporte ` fun¸˜es de administra¸˜o do sistema a co ca Devido ao uso intensivo destas rotinas. ca e ıvel ca 2. dizemos que este recurso determina uma regi˜o a cr´ ıtica (ou critical section).7: Representa¸˜o de uma regi˜o cr´ ca a ıtica Segundo Guimar˜es: a . Sendo assim uma regi˜o cr´ a ıtica pode ser uma rotina de software especial ou um dispositivo de hardware ou uma rotina de acesso para um certo dispositivo do hardware. portanto. transformando tal situa¸˜o numa competi¸˜o pelos recursos ca ca do sistema. ´ comum que boa parte delas e sejam programadas diretamente em assembly.32 CAP´ ITULO 2. a maior eficiˆncia poss´ em sua execu¸˜o. que seja exie gido o uso individual e organizado de recurso. Conforme o tipo de reca curso requisitado e tamb´m as opera¸˜es pretendidas. ´ desej´vel que ocorra e co e a o compartilhamento de tal recurso ou. Obviamente o processo que recebe o direito de usar primeiramente o recurso ´ favorecido em rela¸˜o e ca aos demais. A exigˆncia de uso individual ou a possibilidade de compartilhamento e caracterizam duas situa¸˜es importantes: o c´digo reentrante e as regi˜es co o o cr´ ıticas.1 Regi˜es cr´ o ıticas Quando um dado recurso computacional s´ pode ser utilizado por um unico o ´ processo de cada vez.

uma forma de administrar a e concess˜o e devolu¸˜o de um recurso comum. p.2. todos os demais. isto ´. dizemos que esta rotina ´ um bloco de c´digo reentrante ou c´digo e o o p´ blico (ou ainda public code). s˜o exclu´ a ıdos. sinalizando que este se encontra ıda e o . A rotina de sa´ ´ executada ap´s o uso do recurso. quando uma certa rotina de software pode ser utilizada simultaneamente por uma quantidade qualquer de processos. aumentando a eficiˆncia do sistema como e um todo.7. a Assim. dizemos estar ocorrendo um acesso simultˆneo. sejam quais forem. Para prevenir que mais de um processo fa¸a uso de uma regi˜o cr´ c a ıtica. Tal situa¸˜o geralmente conduz a perda de dados de um ou a ca mais dos processos participantes e. organizando um fila de espera (espera inativa) a ou apenas bloqueando a entrada do processo (espera ativa). [GUI86. 81] a ca 33 A situa¸˜o que se deseja ´ a exclus˜o m´ tua. portanto. A rotina de entrada determina se um processo pode ou n˜o utilizar o recurso. o comprometimento da estabilidade do sistema como um todo.8) que. as vezes. processos paralelos concorrentes. u O c´digo reentrante ´ uma situa¸˜o bastante desej´vel. resolve as situa¸˜es de competi¸˜o bem e ca co ca como a organiza¸˜o de uma eventual lista de espera no caso de disputa do ca recurso por processos concorrentes. Apenas quando a e a regi˜o cr´ a ıtica for liberada ´ que um outro processo ter´ acesso a mesma e e a tamb´m de forma exclusiva. onde um mesmo recurso ´ e e utilizado por diversos processos. quando um ca e a u processo qualquer utiliza a regi˜o cr´ a ıtica. como ilustrado na Figura 2. ficam impossibilitados de utiliz´-la. a Quando acidentalmente acontece o acesso de um ou mais processos enquanto regi˜o cr´ a ıtica est´ ocupada ou quando dois ou mais processo adena tram a regi˜o cr´ a ıtica simultaneamente. 2. Os processos de desejam utilizar uma regi˜o e a cr´ ıtica s˜o.8 Protocolos de acesso Um protocolo de acesso (access protocol ) ´ composto por uma rotina de e entrada e uma outra de sa´ ıda. n˜o ´ razo´vel que tal controle seja realizado pelos pr´prios processos. o sistema operacional implementa uma rotina de tratamento especial denominada protocolo de acesso (se¸˜o 2. ou seja.2 C´digo reentrante o Em contrante com as regi˜es cr´ o ıticas. al´m de determinar ca e os crit´rios de utiliza¸˜o do recurso. PROTOCOLOS DE ACESSO Uma regi˜o cr´ a ıtica ´. 2. pois a e a o erros de programa¸˜o ou a¸˜es mal intencionadas poderiam provocar preca co ju´ ızos aos usu´rios ou comprometer a estabilidade do sistema. pois representa o e ca a um compartilhamento ben´fico para o sistema.8. no fundo.8.

isto ´. pois podem ocorrer situa¸˜es onde um processo de prioridade co mais baixa n˜o consegue utilizar a regi˜o cr´ a a ıtica dado que sempre existem processos de maior prioridade. PROCESSOS Figura 2. capacidade e. causando a libera¸˜o do recurso para outro processo ca em espera ou bloqueado. O processador possui certas caracter´ ca ısticas enquanto a mem´ria possui outras. co e a a Devemos ainda considerar que o sistema operacional gerencia diferentes tipos de recursos computacionais. Acontece o mesmo quando avaliamos o a funcionalidade de unidades de disco e fita. controla dispositivos com cae racter´ ısticas bastante diferenciadas em termos de velocidade. onde os a e co a v´rios processos que est˜o em disputa pelo uso recurso s˜o bloqueados de a a a modo tal que o recurso continue sem uso. portas de comunica¸˜o e outros dispositivos que podem ser interligados a um sistema ca computacional.8: Representa¸˜o de c´digo reentrante ca o desocupado. a a Torna-se ´bvio que o controle destes diferentes dispositivos por si s´ o o adiciona uma razo´vel complexidade aos sistemas operacionais. Existem tamb´m as situa¸˜es de bloqueio simultˆneo. mas quando a consideramos que diferentes processos computacionais far˜o uso distinto e a imprevis´ ıvel destes recursos. ou seja. Quando tais caracter´ ca ısticas s˜o a . tal complexidade e as inerentes dificuldades aumentam tremendamente. principalmente utiliza¸˜o. exigindo especial aten¸˜o durente o projeto do ca sistema. as quais deo vem ser respeitadas durente sua utiliza¸˜o. Todas estas situa¸˜es tamb´m s˜o inaceit´veis. O sistema operacional deve dispor de um protocolo de acesso diferente para cada tipo de recurso devido suas caracter´ ısticas pr´prias. ou ainda de adiamento infinito. Desta forma o tratamento ideal que deve ser dado a uma impressora n˜o pode ser aceit´vel para um outro tipo de dispositivo. configurando um problema de prioridade est´tica. N˜o se pode definir o acesso ` recursos unicamente pela atribui¸˜o de pria a ca oridades fixas. impressoras. onde um processo ´ sistem´tica e indefinidamente bloqueado de utilizar o e a recurso.34 CAP´ ITULO 2.

pode ocorrer uma viola¸˜o do desejado acesso exclusivo: se o ca dois processos executarem o teste da vari´vel de controle X antes que um a deles consiga fazer com que X = 0. na verdade. mas e o antes da altera¸˜o da vari´vel de controle. ent˜o qualquer outro poder´ ca a a a adentrar a regi˜o cr´ a ıtica.9: Protocolo de acesso simples O protocolo exemplificado necessita de 2 a 4 instru¸˜es para ser impleco mentado numa m´quina convencional (vide Exemplo 2. os processos n˜o est˜o sendo exea a cutados paralelamente.9 temos um exemplo simplificado de um protocolo de acesso. ent˜o ambos utilizar˜o a regi˜o cr´ a a a ıtica. Mesmo considerando que. as caracter´ ısticas desej´veis de um protocolo de a acesso est˜o relacioandas na Tabela 2. Quando o primeiro tem retomada sua execu¸˜o. provocando os a a problemas descritos. ca a . mas em situa¸˜es de corrida. portanto pode a ocorrer uma interrup¸˜o de um dos processos durante a execu¸˜o do trecho ca ca antes da atualiza¸˜o da vari´vel X. isto ´. c De modo resumido.2.2 a Tabela 2.1).2: Fun¸˜es de um protocolo de acesso co Garantir Evitar Exclus˜o M´tua Acesso Simultˆneo a u a Bloqueio M´tuo ou Simultˆneo u a Adiamento Indefinido Prioridade Est´tica a Na Figura 2.8. pois j´ realizou o teste da vari´vel de controle. ca ele continuar´ seu processamento usando a regi˜o cr´ a a ıtica. com destaque as suas partes de entrada e sa´ ıda. se o primeiro deles ´ interrompido ap´s o teste. Aparentemente o problema parece resolvido. PROTOCOLOS DE ACESSO 35 entendidas e tratadas da forma adequada podemos obter situa¸˜es que faco vore¸am o desempenho global do sistema. mesmo que esteja ocupada. nas situa¸˜es onde dois co e co ou mais processos procuram acessar um recurso simultaneamente (ou algo pr´ximo a isto). Figura 2.

n˜o podendo ser a interrompida durante sua execu¸˜o. assim. La¸o: c CLR A EXA X BZ La¸o c . ca As instru¸˜es TST ou TSL foram primeiramente implementadas no final da co d´cada de 1950 e introduzidas na linha IBM/360. Zera vari´vel X a .2 Protocolo de acesso funcional com instru¸˜o EXA ca 2. tamb´m deveria ser usada de forma exclusiva.1 . . Tais instru¸˜es realizavam e co duas opera¸˜es atomicamente. Carrega o acumulador com X . Se zero repete o teste . de forma indivis´ co e ıvel. . . .2. . Se zero repete o teste . isto ´. tamb´m conse e titui uma regi˜o cr´ a ıtica e. permitindo assim resolver os problemas ca de exclus˜o m´tua encontrados at´ ent˜o. copia valor de x para v . Coloca um no acumulador EXA X .1 Solu¸˜o com instru¸˜es TST ou TSL ca co O uso de instru¸˜es de troca levou alguns fabricantes a criarem uma insco tru¸˜o especial denominada TST (Test and Set) ou TSL (Test and Set Lock ). Sai da RC MVI A.8. permite resolver o problema. A modifica¸˜o do protocolo exemplificado utilizando-se uma instru¸˜o de ca ca troca. uma vari´vel comum aos proa a cessos. PROCESSOS . . seta valor de x para 1 Com isto poder´ ıamos implementar um protocolo de acesso eficiente atrav´s da constru¸˜o de duas primitivas de exclus˜o m´tua como indicado e ca a u . . apenas adiou-se o problema de um n´ ıvel. . ou seja. .1 C´digo assembly de protocolo de acesso ineficiente o Uma an´lise cuidadosa permite ver que X. x) Equivale `: a v ? x ? x 1 . Troca acumulador com X Exemplo 2. Zera o acumulador . Troca acumulador com X .36 La¸o: c LDA X BZ La¸o c CLR X . isto ´. Entra na RC . uma instru¸˜o que efetua a movimenta¸˜o de conte´do entre e ca ca u dois registradores distintos. As opera¸˜es realizadas atrav´s a u e a co e de uma instru¸˜o TST s˜o ilustradas abaixo: ca a TST(v. como ilustrado no Exemplo 2. Entra na RC Exemplo 2. . CAP´ ITULO 2. .

entrou na RC .. flag CMP reg.e. armazena zero na flag . assim. onde cada terminal ´ monia o a e torado por um processo especial que necessita efetuar a contagem das linhas de texto enviadas pelos usu´rios. . percebia-se que tais instru¸˜es eram apenas um solu¸˜o parcial e co ca tempor´ria.8. o problema da exclus˜o ca co a m´tua n˜o estava completamente resolvido. As situa¸˜es ca co de corrida exigem protocolos de acesso extremamente bem elaborados para evitarmos o acesso simultˆneo ou o bloqueio m´tuo.3 Protocolo de acesso eficiente com instru¸˜o TST ca Apesar da solu¸˜o oferecida pelas instru¸˜es TST. a u Para ilustrar o que s˜o as situa¸˜es de corrida. i. deixando a valor 21688 no acumulador. Se um segundo .4 a qual atualiza o n´mero de o u linhas de texto enviadas por cada terminal: LOAD linesEntered ADD 1 STORE linesEntered Exemplo 2.8. saiu da RC Exemplo 2. Assumae e a mos que cada terminal em uso seja representado por um processo que possui uma c´pia da rotina exibida no Exemplo 2..2. 37 copia flag p/ reg e a seta para 1 compara flag com zero se n~o zero loop (travado) a retorna. . PROTOCOLOS DE ACESSO abaixo: Enter Region: TSL reg.2 Situa¸˜es de corrida co Dizemos existir uma situa¸˜o de corrida quando a execu¸˜o de dois ou mais ca ca processos se d´. sendo interrompido pelo sistema co operacional e. retorna. de tal forma. imaginemos um sistema a co multiusu´rio que disp˜e de v´rios de terminais. que tais processos solicitam o uso de uma a regi˜o cr´ a ıtica simultaneamente ou praticamente nesta condi¸˜o. i. #0 RET . . Embora na ´poca a ´ e n˜o se pretendesse construir computadores dotados de m´ltiplos processaa u dores. A contagem do total das linhas de texto a ´ mantida atrav´s de uma vari´vel global de nome linesEntered.e.4 Rotina local de contagem de linhas Imaginando que o valor corrente de linesEntered ´ 21687 quando um e processo executa as instru¸˜es LOAD e ADD. #0 JNZ Enter Region RET Leave Region: MOV flag. pois tais instru¸˜es s´ resolvem u a co o tal quest˜o em sistemas dotados de um unico processador. a 2.

Como o problema do acesso co exclusivo tamb´m pode surgir em decorrˆncia de aplica¸˜es com m´ltiplos e e co u usu´rios ou que apenas compartilhem dados de maneira especial. num problema semelhante envolvendo a contagem da retirada de pe¸as. com seguran¸a. Tais primitivas poderiam ser utilizadas como mostra o Exemplo 2. tais como a de ca co Dekker (se¸˜o 2. tal tarefa. o valor 21697 ser´ utilizado novamente a o a resultando em 21688. seria cona veniente dispor-se de primitivas de controle para que os pr´prios programao dores realizassem. c u imagine que a contagem se refira a pe¸as produzidas numa f´brica que conta c a com diversas linhas de produ¸˜o: ao final de um per´ ca ıodo n˜o se saberia a com certeza quantas pe¸as foram produzidas. Tamb´m poderiam ser utilizadas as instru¸˜es TST nesta e e co implementa¸˜o ou usadas outras solu¸˜es mais elegantes. ca Torna-se claro que todas estas s˜o situa¸˜es inadmiss´ a co ıveis. onde dependendo da ordena¸˜o dos eventos.10). como o valor 21688 ainda n˜o foi armazenado em mem´ria. Numa institui¸˜o financeira.38 CAP´ ITULO 2. Para evitar-se este problema a cada processo deveria ter recebido acesso exclusivo `s opera¸˜es sobre a a co vari´vel linesEntered que ´ uma regi˜o cr´ a e a ıtica. Quando o primeiro processo retomar sua execu¸˜o o ca valor 21688. que respectivamente significam a indica¸˜o de enca trada e sa´ de uma regi˜o cr´ ıda a ıtica. a Concluimos que o sistema perdeu o controle do n´mero de linhas enviado u pois o valor correto deveria ser 21689! Isto ocorreu porque dois processos acessaram simultaneamente a regi˜o cr´ a ıtica delimitada pelas opera¸˜es reaco lizadas sobre a vari´vel global linesEntered.9) ou de Peterson (se¸˜o 2. Embora o problema de controle de linhas de texto enviadas pare¸a in´til. prejudicando a institui¸˜o ou o cliente. Quando um c n´mero m´ u ınimo ´ atingido. se faz necess´ria a compra de pe¸as para que a e a c produ¸˜o n˜o seja interrompida pela falta das mesmas. ca ca . As primitivas EnterMutualExclusion e ExitMutualExclusion correspondem a implementa¸˜o das regi˜es de entrada e sa´ de um protocolo de ca o ıda acesso gen´rico. Se a opera¸˜o de ca a ca retirada n˜o ´ contabilizada corretamente torna-se prov´vel que a produ¸˜o a e a ca seja interrompida por falta de pe¸as. que resolve o problema de acesso ` vari´vel a a global linesEntered. sendo necess´rio cont´-las no c a a estoque. Percebemos ser muito importante que um sistema operacional ofere¸a c mecanismos de controle adequado para seus recursos e tamb´m oferecendo e suporte para o desenvolvimento de aplica¸˜es. um d´bito ou um cr´dito ca e e poderiam deixar de ser efetuados. presente no acumulador ser´ armazenado novamente. O mesmo vale para um sistema de controle de estoque. PROCESSOS processo executa a rotina de forma completa. c Tais primitivas de programa¸˜o poderiam ser EnterMutualExclusion e ca ExitMutualExclusion.5. o mesmo c ca tipo de problema poderia se refletir no saldo da conta corrente de um cliente.

2. ProcessaALinha. begin while true do begin LeProximaLinhaDoTerminal. ProcessoDois. end. { Vari´vel global para contagem das linhas } a var linesEntered: integer. end. { Procedimento correspondente ao primeiro terminal } procedure ProcessoUm. Exemplo 2. ProcessaALinha.8. ExitMutualExclusion. { Programa principal: ativa¸~o dos terminais } ca begin linesEntered := 0. parbegin ProcessoUm. begin while true do begin LeProximaLinhaDoTerminal. ExitMutualExclusion. linesEntered := linesEntered + 1. { Procedimento correspondente ao segundo terminal } procedure ProcessoDois. end. EnterMutualExclusion. end. PROTOCOLOS DE ACESSO 39 program ExclusaoMutua. EnterMutualExclusion.5 Uso de primitivas de exclus˜o m´tua a u . linesEntered := linesEntered + 1. parend. end.

ca A engenhosa solu¸˜o baseia-se em uma vari´vel de controle para cada ca a processo envolvido. Esta elegante solu¸˜o ca tornou-se conhecida como solu¸˜o de Dekker para exclus˜o m´tua de dois ca a u processos e ´ ilustrada na Figura 2.8.3 Requisitos de um protocolo de acesso Antes de nos concentrarmos em outras solu¸˜es para o problema da exclus˜o co a m´tua. A unica hip´tese que pode ser feita quanto a velocidade de execu¸˜o ´ o ca dos processos paralelos ´ que ela ´ n˜o nula e.10.9 A solu¸˜o de Dekker ca At´ 1964 n˜o se conhecia uma solu¸˜o geral considerada satisfat´ria para e a ca o o problema de exclus˜o m´tua.10 representa apenas o algoritmo da solu¸˜o de Dekker correspondente ao processo A. 78]: 1. ´ interessante analisar os requisitos desej´veis para um protocolo de u e a acesso eficiente. Neste ano o matem´tico co a holandˆs T. isto n˜o deve ima pedir que outros processos acessarem a regi˜o cr´ a ıtica. 2. os quais podem ser expressos atrav´s dos postulados de e Dijkstra [GUI86. quando e e a um processo acessa um regi˜o cr´ a ıtica ele sempre a libera depois de um tempo finito. no caso Avez e Bvez. Mesmo em improv´veis situa¸˜es de corrida. pois cada uma das vari´veis de controle s´ s˜o alteradas pelos processos as quais pertencem. em particular. que pode ser manipulada por todos os processos ca envolvidos mas apenas ap´s o uso da regi˜o cr´ o a ıtica. ou seja. PROCESSOS 2. 3. excetuando-se os mecanismos de hardware a u implementados pelas instru¸˜es de troca e TTST. uma solu¸˜o que utilizava apenas os ca recursos comuns das linguagens de programa¸˜o. J. p. 4. A solu¸˜o n˜o deve impor uma prioridade est´tica entre os processos ca a a que desejem acessar a regi˜o cr´ a ıtica. a qual n˜o necessitava instru¸˜es especiais imu a co plementadas pelo hardware. a o a Al´m destas vari´veis de controle individual. Para obtermos a vers˜o ca a deste fluxograma correspondente ao processo B. Cada processo possui uma vers˜o a ligeiramente diferente do algoritmo do protocolo de acesso. s˜o inaceit´veis as situaa co a a co ¸˜es de bloqueio m´tuo ou acesso simultˆneo de processos em uma u a regi˜o cr´ a ıtica. O funcionamento correto desta solu¸˜o implica na ca . devemos substituir as ocorrˆncias da vari´vel Avez por Bvez e vice-versa e depois as ocorrˆncias de e a e B por A e vice-versa. Se um processo ´ bloqueado fora da regi˜o cr´ e a ıtica. 2. existe uma outra para detere a mina¸˜o de prioridade (Pr).40 CAP´ ITULO 2. e O fluxograma ilustrado na Figura 2. Dekker propˆs uma solu¸˜o para o problema de exclus˜o e o ca a m´tua de dois processos.

pois n˜o necessita de instru¸˜es especiais e a co no hardware. ca A solu¸˜o proposta por Dekker apresenta as seguintes vantagens: ca • ´ particularmente elegante. o processo bloqueo e ado continua consumido tempo do processador na ´rea de entrada do a protocolo de acesso para verificar a possibilidade de entrada na regi˜o a cr´ ıtica. temos no ca ca Exemplo 2. A SOLUCAO DE DEKKER ¸˜ 41 Figura 2. cada um destinado a um dos processos ca envolvidos. Em contrapartida esta solu¸˜o possui algumas desvantagens que s˜o: ca a • torna-se complexa para um n´mero maior de processos pois exige a u introdu¸˜o de novas opera¸˜es de teste a cada processo adicionado. Mesmo em situa¸˜es de corrida. ca co • ´ de dif´ implementa¸˜o pois necessita uma rotina diferente para e ıcil ca cada processo. • um processo fora de sua regi˜o cr´ a ıtica n˜o impede (n˜o bloqueia) outro a a processo de adentr´-la. a prioridade est´tica e o acesso u a simultˆneo.9. . a solu¸˜o garante a exclus˜o co ca a m´tua.6 uma sugest˜o para a resolu¸˜o do problema de contagem das a ca linhas enviadas pelos terminais usando a nota¸˜o de paralelismo Pascal. isto ´. a Para demonstrarmos uma aplica¸˜o da solu¸˜o de Dekker. evitando o adiamento indefinido. e • imp˜e uma espera ativa ou espera ocupada. e a • um processo que deseja entrar na regi˜o cr´ a ıtica o far´ sem a possibilia dade de adiamento infinito.10: Algoritmo de Dekker para exclus˜o m´tua de 2 processos a u utiliza¸˜o destes dois algoritmos.2.

while processo = 1 do. end. { espera RC livre } { Regi~o Cr´tica } a ı linesEntered := linesEntered + 1. processo := 1. Exemplo 2.6 Solu¸˜o do problema dos terminais atrav´s de Dekker ca e . { valor arbitrariamente escolhido } parbegin ProcessoUm. processo: integer. { Globais para contagem das linhas e prioridade } var linesEntered: integer. ProcessoDois. procedure ProcessoDois.42 CAP´ ITULO 2. { Programa principal: ativa¸~o dos terminais } ca begin linesEntered := 0. end. { Primeiro terminal } begin while true do begin LeProximaLinhaDoTerminal. end. { Segundo terminal } begin while true do begin LeProximaLinhaDoTerminal. ProcessaALinha. while processo = 2 do. { Fim da Regi~o Cr´tica } a ı processo := 1. end. { espera RC livre } { Regi~o Cr´tica } a ı linesEntered := linesEntered + 1. end. PROCESSOS program ExclusaoMutuaDekker. ProcessaALinha. parend. { Fim da Regi~o Cr´tica } a ı processo := 2. procedure ProcessoUm.

void enter region(int process) { int other = 1 . co co e o 2. que e ca representa uma solu¸˜o mais simples que a solu¸˜o de Dekker. ca ca A solu¸˜o de Peterson. respectivamente. ca como era de se esperar. ca Donald Knuth aperfei¸oou ainda mais a solu¸˜o geral de Dijkstra. devem ser utilizadas para sinalizar a entrada do processo na regi˜o cr´ a ıtica e sua sa´ da ıda mesma. elimic ca nando a possibilidade de adiamento infinito. como colocado na Listagem 9. Peterson. No exemplo ´ dado a solu¸˜o para dois e ca processos. A SOLUCAO DE PETERSON ¸˜ 43 Dijkstra generalizou a solu¸˜o de Dekker para n processos em 1965 e. } void leave region(int process) { interested[process] = FALSE.10. publicado em 1981. interested[process] = TRUE. } Exemplo 2. se baseia na ca defini¸˜o de duas primitivas de exclus˜o m´tua.7 Solu¸˜o de Peterson para exclus˜o m´tua de 2 processos ca a u Note tamb´m o uso de um vetor contendo a sinaliza¸˜o de interesse dos e ca processo em utilizar a regi˜o cr´ a ıtica. while (turn==process && interested[other]==TRUE).process. #define FALSE 0 #define TRUE 1 #define N 2 int turn. turn = process. utilizadas pelos procesca a u sos que desejam utilizar a regi˜o cr´ a ıtica. int interested[N]. Na solu¸˜o proposta por Peterson temos que as fun¸˜es enter region() ca co e leave region() s˜o equivalentes as primitivas EnterMutualExclusion e a .10 A solu¸˜o de Peterson ca Outras maneiras de implementar-se primitivas de exclus˜o m´tua seria aa u trav´s da utiliza¸˜o do algoritmo de G. L. que simplifica a determina¸˜o de interesse por parte dos demais ca processos. Visto a introdu¸˜o de insca tru¸˜es tipo TST o interesse nestas solu¸˜es ´ apenas hist´rico. Tais primitivas s˜o as fun¸˜es a co enter region() e leave region() que. a generaliza¸˜o mostrou-se bem mais complicada.2.

• EnterCriticalSection. que prepara o uso de uma regi˜o cr´ a ıtica. tal como na solu¸˜o de Dekker ou atrav´s do uso de insca e tru¸˜es TST. p.8 Mecanismo de exclus˜o m´tua no MS-Windows 9x/2000 a u A declara¸˜o da vari´vel especial de controle deve ser global. { c´digo da regi~o cr´tica ´ posicionado aqui } o a ı e { sinaliza¸~o de sa´da na regi~o cr´tica } ca ı a ı LeaveCriticalSection(Section). enquanto ca a que a inicializa¸˜o e libera¸˜o desta vari´vel deve ocorrer respectivamente ca ca a .44 CAP´ ITULO 2. 224]: • InitializeCriticalSection. Tal mecanismo pode ser utilizado como sugerido no Exemplo 2. co Os sistemas operacionais Microsoft Windows 9x/2000 oferecem um mecanismo eficiente e relativamente simples para o controle de acesso ` regi˜es a o cr´ ıticas. a • LeaveCriticalSection. que corresponde a finaliza¸˜o do uso da reca gi˜o cr´ a ıtica (regi˜o de sa´ do protocolo de acesso). que corresponde a solicita¸˜o de uso da reca gi˜o cr´ a ıtica (regi˜o de entrada do protocolo de acesso). Sua unica desvantagem ´ que imp˜e uma ´ e o espera ocupada. PROCESSOS ExitMutualExclusion respectivamente. Exemplo 2. { sinaliza¸~o de entrada na regi~o cr´tica } ca a ı EnterCriticalSection(Section). { libera¸~o da vari´vel de controle } ca a DeleteCriticalSection(Section). o qual est´ expresso na linguagem ObjectPascal do Borland Delphi. que elimina as estruturas de controle declaradas para uma regi˜o cr´ a ıtica. a { declara¸~o da vari´vel especial de controle } ca a Section: TRTLCriticalSection. baseado numa estrutura especial designada Critical Section e algumas primitivas de controle [CAL96. { inicializa¸~o da vari´vel de controle } ca a InitializeCriticalSection(Section). Tal solu¸˜o ´ bastante simples e ca e pode ser facilmente implementada para n processos diferentes pois a mesma rotina serve a todos os processos.8. e a ıda • DeleteCriticalSection.

significa um evento que jamais ir´ ocorrer [DEI92.11 Deadlocks Em sistema multiprogramado.12). em uso por A (veja a Figura 2. Sem´foros Contadores e Contadores de eventos s˜o outros a a a tipos de solu¸˜o de podem solucionar problemas de exclus˜o m´tua. Alca a u gumas destas alternativas ser˜o vistas mais a frente. ou seja. a o Um bloqueio perp´tuo pode ocorrer de diferentes maneiras: e • Quando um processo ´ colocado em espera por algo e o sistema opee racional n˜o inclui qualquer previs˜o para o atendimento desta espera a a dizemos que ocorreu o bloqueio perp´tuo de um processo unico (onee ´ process deadlock ). ca Esta solu¸˜o resolve problemas de exclus˜o m´tua originados por procesca a u sos de uma mesma aplica¸˜o. bloqueio perp´e tuo ou impasse. onde um processo A. threads de um mesmo programa. [TAN92. Dizemos que um processo est´ em deadlock quando espera por a um evento particular que jamais acontecer´. onde temos ilustrado um deadlock que pode ocorrer em duas linhas de trens cujas interse¸˜es n˜o s˜o compartilh´veis. O c´digo ca ca o reconhecido como regi˜o cr´ a ıtica deve ser posicionado entre as primitivas de sinaliza¸˜o de entrada e sa´ da regi˜o cr´ ca ıda a ıtica. co a a a Problemas semelhantes podem ocorrer no trˆnsito de uma metr´pole.15). liberar o recurso o que aloca.2). sendo utilizado por todos as rotinas que possam estar em execu¸˜o concomitante. que detˆm um e recurso R1. ou seja. p. que por sua vez est´ solicitando o recurso R1.2. solicita um recurso R2 alocado para um processo B. a ca Sem´foros. Igualmente dizemos que um a sistema est´ em deadlock quando um ou mais processos est˜o nesta situa¸˜o. Para ca sincroniza¸˜o de rotinas de programas diferentes deve ser utilizado outro meca canismo.12. ca e . TAN92. ca ca 2. DEADLOCKS 45 antes de qualquer uso da regi˜o cr´ a ıtica e ap´s a finaliza¸˜o de tal uso por o ca diferentes processos da aplica¸˜o (no caso threads da aplica¸˜o). 242] Observemos a Figura 2. configura-se uma situa¸˜o de bloqueio perp´tuo. cujo funcionamento ´ e semelhante aos sem´foros (veja a se¸˜o 2. • Quando se forma uma cadeia sucessiva de solicita¸˜es de recursos que co culminam num arranjo circular.11. a a ca Segundo Tanenbaum: Um conjunto de processos est´ num bloqueio perp´tuo quando a e cada processo do conjunto est´ esperando por um evento que apea nas outro processo do conjunto pode causar. o termo deadlock. a SGG01]. voluntariamente. denominado Mutexes no MS-Windows 9x. quando tratarmos da a comunica¸˜o inter-processos (se¸˜o 2. a Como nenhum processo de disp˜e a.11.

Quando um processo ´ bloqueado indefinidamente. indefinite blocking). processos e recursos. deteriorando o tempo de resposta do sistema. Nos deadlocks circulares. 156]. tamb´m dizemos que ele est´ em ca e e a starvation (isto ´. ou seja. dizemos que est´ ocorrendo um adiamento indefinido ou bloa queio indefinido (respectivamente indefinite postponement. PROCESSOS Figura 2. Na Figura 2. isto ´. al´m da aloca¸˜o desnecess´ria de ree ca a cursos.46 CAP´ ITULO 2.1 Diagramas de processos e recursos O estudo dos bloqueios perp´tuos pode ser bastante facilitado atrav´s da e e utiliza¸˜o de diagramas especiais denominados diagramas de aloca¸˜o de reca ca cursos ou diagramas de processo versus recursos ou ainda grafos de aloca¸˜o ca de recursos [SGG01. e A maioria dos problemas que culminam com os deadlocks est˜o relacioa nados com recursos dedicados. os deadlocks causam preju´ ızos s´rios ao sise tema. pois mesmo num one-process deadlock.11. Os recursos s˜o representados atrav´s de cira a e cunferˆncias. com recursos que devem ser utilizados e serialmente. Como um processo nessa situa¸˜o n˜o pode prosseguir com sua a ca a execu¸˜o devido a ausˆncia de recursos. estagnado). o que significa que restar˜o menos recursos para os demais a processos. Os arcos direcionados unindo processos e recursos s˜o usados e a com dois significados distintos: requisi¸˜o de recursos e aloca¸˜o de recurca ca sos. ficando em espera por e um recurso. por um processo de cada vez [DEI92. podendo at´ causar situa¸˜es de e co instabilidade ou crash do sistema operacional. podem ser formadas filas de esperas pelos recursos envolvidos. Nestes diagramas existem apenas duas entidades. recursos ficam alocados desnecessariamente. p. 162]. 2. Os processos s˜o representados atrav´s a e de quadrados ou retˆngulos.12 temos os elementos construtivos poss´ ıveis deste tipo de . p.11: Representa¸˜o de um deadlock ca Independentemente do tipo. interligadas por arcos direcionados.

2. atrav´s e destes trˆs elementos (retˆngulos.14. os processos alocados a os processos requisitantes destes recursos. de modo que passam a n˜o existir processos isolados. isto a ´. processos requisitando ou alocando outros processos e. sendo assim este diagrama pode ser reduzido: a 1.2. seus pedico dos de recursos (requests) e a aloca¸˜o de recursos determinada pelo sistema ca operacional (grants). a n˜o existe qualquer deadlock. uma e a para cada unidade de sua capacidade de compartilhamento.13: Situa¸˜es proibidas no diagrama de processos e recursos co Usualmente n˜o se ilustram o uso de mem´ria e processador por parte a o dos processos. processos que n˜o estejam utilizando algum outro tipo de recurso. Na e a Tabela 2. Ao mesmo tempo. Neste exemplo. circunferˆncias e arcos) podemos represene a e tar uma infinidade de diferentes situa¸˜es envolvendo processos.3 podemos construir o diagrama de processos e e recursos ilustrado na Figura 2. . temos que s˜o proibidas as constru¸˜es ilustradas na a co Figura 2. dispostas dentro do recurso compartilh´vel.12: Elementos do Diagrama de Processos x Recursos Recursos capazes de ser compartilhados podem ser representados por pequenas circunferˆncias. D finaliza o uso de Z. Assim. ou seja. e da mesma forma. C libera W para alocar Z.3 est˜o relacionados os recursos do sistema. Com Z livre.11.13. recursos requisitando ou alocando outros recursos. isto ´. Atrav´s da Tabela 2. 47 Figura 2. n˜o existe nenhum caminho fechado. embora exista disputa por recursos (processos B e E requisitam o uso do recurso W). Figura 2. DEADLOCKS diagrama.

Com Y livre. esta a situa¸˜o desej´vel em um sistema.3 3.3: Exemplo de aloca¸˜o e requisi¸˜o de recursos ca ca Recurso Processo Processo(s) Alocado Requisitante X A Y B A W C B. Com W livre. ca a Diferentemente. c a 4. Y ser´ liberado. PROCESSOS Tabela 2. A despeito de quest˜es relacionadas o com desempenho. alocando W. embora E permane¸a em espera. como ilustra a Figura 2. poca der´ ıamos representar um deadlock envolvendo dois processos e dois recursos. Se B for favorecido nesta a a disputa. N˜o surgindo novos processos. co . a 6. Utilizando o diagrama de aloca¸˜o de recursos. ou B ou E poder˜o aloc´-lo.15. A libera X para alocar Y. ca A redu¸˜o. E Z D C Figura 2. mostra que tais processos ser˜o atendidos dentro de um a intervalo de tempo menor ou maior. independentemente do tempo que os processos utilizar˜o os ca a recursos alocados. 5. E pode prosseguir sua execu¸˜o.14: Diagrama de processos e recursos da Tabela 2. a aloca¸˜o e requisi¸˜o de recursos em um sistema pode ca ca configurar um deadlock. Atrav´s destes diagramas. fica clara a situa¸˜o da forma¸˜o de uma e ca ca cadeia circular (um caminho fechado) ligando uma sequˆncia de requisi¸˜es e co e aloca¸˜es de recursos do sistema por parte de um grupo de processos.48 CAP´ ITULO 2. B libera W. Com W livre.

ou seja.2 Condi¸˜es para ocorrˆncia de deadlocks co e Coffman. ca a u 2. Os recursos n˜o podem ser retirados dos processos que os mantˆm a e alocados enquanto estes processos n˜o finalizam seu uso (condi¸˜o de a ca ausˆncia de preemptividade). Os processos exigem controle exclusivo dos recursos que solicitam (condi¸˜o de exclus˜o m´tua).11. A alternativa mais simples realmente ´ ignorar o problema e conviver com a possibilidade de sua e ocorrˆncia. onde cada processo solicita um recurso alocado pelo pr´ximo processo na cadeia (condi¸˜o de o ca espera circular). Deve-se utilizar algum algoritmo que a a produza um diagrama de aloca¸˜o de recursos. e 4. procurandoe se detect´-los e recuper´-los.2. co 2. Os sistemas UNIX utilizam esta aproxima¸˜o favorecendo e ca aspectos de performance em situa¸˜es mais comuns. DEADLOCKS 49 Figura 2. Elphick e Shoshani (1971) afirmam que existem quatro condi¸˜es co para a ocorrˆncia de um deadlock : e 1. 245] existem basicamente quatro alternativas para o tratamento dos bloqueios perp´tuos.11. Segundo Tanenbaum [TAN92. devem ser cona ca sideradas a possibilidade de ocorrˆncia dos deadlocks e os custos come putacionais associados ao seu tratamento.15: Representa¸˜o de deadlock envolvendo 2 processos ca 2. quatro ese trat´gias b´sicas para resolvermos os problemas dos deadlocks: e a 1. Forma-se uma cadeia circular de processos. analisando em busca ca . p. Ignorar o problema (algoritmo da avestruz) Apesar de n˜o parecer uma solu¸˜o para o problema. Detec¸˜o e recupera¸˜o dos deadlocks ca ca Outra alternativa ´ permitir que os bloqueios ocorram. Os processos mantˆm alocados recursos enquanto solicitam novos ree cursos (condi¸˜o de espera por recurso) ca 3.

Recupera¸˜o atrav´s de preemp¸˜o ca e ca Retirando-se algum recurso envolvido no bloqueio perp´tuo do proe cesso que o aloca permite a quebra do caminho fechado e conseq¨ente u solu¸˜o do deadlock. ca e Circular 2. Recupera¸˜o atrav´s de opera¸˜es de rollback ca e co Exige a implementa¸˜o de checkpoints.3 Recupera¸˜o de deadlocks ca Ainda que os deadlocks ocorram. podem evitar maiores transtornos no sistema possibilitando que na ocorrˆncia dos deadlocks estes sejam descobertos e eliminados. Tais algoritmos tamb´m s˜o complexos ca e a e acabam por onerar o sistema computacional. PROCESSOS de caminhos fechados (deadlocks) utilizando alguma t´cnica de recue pera¸˜o. Tabela 2. M´tua u Reten¸˜o ca Exigir a aloca¸˜o inicial de todos os recursos ca e Espera necess´rios. que apesar da sobrecarga que ca provocam. Estes algoritmos especiais. recuper´-los ou elimin´-los. isto ´. 2. para preven¸˜o de deadlocks co ca Condi¸˜o ca Aproxima¸˜o ca Exclus˜o a Colocar todos os recursos do sistema em spool. isto ´. Preven¸˜o dinˆmica ca a Os deadlocks podem ser prevenido atrav´s de procedimentos cuidae dosos de aloca¸˜o que analisam constantemente a possibilidade de ca forma¸˜o de cadeias circulares. 4.11. a Ausˆncia de e Retirada de recursos dos processos. Preven¸˜o estrutural ca Os deadlocks podem ser estruturalmente eliminados de um sistema atrav´s da nega¸˜o de uma ou mais das quatro condi¸˜es de ocorrˆncia. Preemptividade Espera Ordena¸˜o num´rica dos pedidos de recursos. o que ´ co e resumidamente apresentado na Tabela 2.4: Condi¸˜es de Coffman et al. e 3. utilizando algumas t´cnicas: e e a a e 1. e ca co e Para isto devem ser tratadas as condi¸˜es de Coffman et al. O problema reside que nem sempre um recurso ca pode ser retirado de um processo sem efeitos colaterais prejudiciais a este processo.50 CAP´ ITULO 2.. dentro de certas circunstˆncias ´ poss´ a e ıvel resolvˆ-los.4 abaixo. um mecanismo de armaca e zenamento de estados seguros do sistema atrav´s da c´pia dos estados e o .

Se a solicita¸˜o de recursos ocorrer em ordem linear ascendente. 2. Recupera¸˜o atrav´s de elimina¸˜o de processos ca e ca Esta ´ maneira mais simples. ´ poss´ evitar-se a co e ıvel ocorrˆncia dos deadlocks utilizando-se o algoritmo do banqueiro de Dijkstra e (65). 3. procedimentos de atualiza¸˜o em bancos de ca ca dados nem sempre podem ser interrompidos e reiniciados. Isto possibilita que tais estados sejam retomados a partir daquele ponto. adotando-se uma pol´ ıtica que assume o custo da preven¸˜o como alternativa aos preju´ ca ızos poss´ ıveis da ocorrˆncia dos deadlocks e e de sua elimina¸˜o.11. a ca espera circular n˜o consegue se formar. embora resolva bem o problema. Um ou e e a mais dos processos identificados como envolvidos no bloqueio perp´tuo e podem ser sumariamente eliminados.2. 166] [TAN92. ca al´m da dif´ implementa¸˜o. a Mesmo com as quatro condi¸˜es estando presentes. e 2.e. Enquanto alguns processos podem ser seguramente reiniciados (p. Um estado seguro ´ aquele em que existe e garantia que todos os processos poder˜o ser finalizados considerando (1) suas a necessidades em termos de recursos e (2) os recursos efetivamente dispon´ ıveis no sistema [DEI92.11. Desta forma os recursos cedidos aos processos ser˜o devolvidos ao sistema para serem alocados para outros a processos.5 Estados seguros e inseguros A maioria dos algoritmos conhecidos para preven¸˜o de deadlocks se baseia ca no conceito de estado seguro. Um processo s´ pode solicitar um recurso se liberar o recurso que o detˆm. ue . e 3. tal como proposto por e Havender (1968): 1. de modo que o bloqueio seja resolvido. exige muitos recursos e tem elevado e ıcil ca custo computacional. A elimina¸˜o de processos que n˜o podem ser simplesmente reiniciados pode ca a provocar preju´ ızos ao sistema.4 Preven¸˜o de deadlocks ca A preven¸˜o de deadlocks ´ a estrat´gia preferencialmente adotada pelos ca e e projetistas de sistemas. Um processo que tˆm negado o pedido de recurso adicional deve liberar e o recursos que atualmente detˆm. 254]. Esta solu¸˜o. 2. p. embora tamb´m a mais dr´stica. numa seq¨ˆncia de estados seguros (veja a Figura 2. uma compila¸˜o). Para prevenir-se a ocorrˆncia dos deadlocks podem ca e ser adotadas uma ou mais das seguintes estrat´gias.11. Antes disto devemos diferenciar estados seguros e inseguros. DEADLOCKS 51 individuais dos processos em arquivos especiais.. p.16).

O sistema operacional. portanto.17. um estado considerado como inseguro ´ aquele em n˜o e a existe a garantia de devolu¸˜o dos recursos devidos pois o processo n˜o ca a recebe todos os recursos de que necessita n˜o devolvendo ao sistema aqueles a eventualmente j´ alocados [DEI92. p.16: Seq¨ˆncia de estados seguros ue Por outro lado. a a Figura 2. 166] [TAN92.17: Seq¨ˆncia de estados inseguros ue A ocorrˆncia de um estado inseguro. deve analisar se pode ou n˜o atender plenamente as necessidades de um processo a antes de ceder recursos que n˜o poder˜o ser devolvidos.52 CAP´ ITULO 2. a a . Esta situa¸˜o a ca ´ ilustrada na Figura 2. A maior conseq¨ˆncia de um estado inseguro ´ que existem ue e grandes chances de ocorrer um deadlock a partir desta situa¸˜o sendo por ca isso necess´rio evit´-lo. p. PROCESSOS Figura 2. e depende estritamente da ordem com os recursos dispon´ ıveis s˜o alocados e a liberados pelos processos envolvidos. 254]. bem como de um estado seguro. partindo da mesma situa¸˜o inicial colocada na e ca Figura 25.

12. a e • transferˆncia de dados entre perif´ricos. geralmente. ca e e Na pr´tica. Outro ponto ´ a e e que a quantidade de recursos pode variar (geralmente diminuir com falhas no sistema) aumentado muito a complexidade desta solu¸˜o e. caso contr´rio tal a e e a solicita¸˜o ´ adiada at´ que possa conduzir a um estado seguro. 256]. o pedido ´ concedido. a cada pedido de uso de um recurso. inicialmente. etc. atrav´s da utiliza¸˜o de recursos coca a e ca muns aos processos envolvidos na pr´pria comunica¸˜o. Para a comunica¸˜o inter-processo ´ neca ca e cess´rio algum mecanismo bem estruturado. portanto. Se um novo processo conduzir a um estado inseguro. A comunica¸˜o entre processos pode ocorrer em v´rias situa¸˜es ca a co diferentes tais como: • redirecionamento da sa´ (dos resultados) de um comando para outro. 167] [TAN92. Veremos alguns mecanismos a poss´ ıveis para a comunica¸˜o de processos destacando-se: ca • Buffers .11. quando os processos devem compartilhar ou trocar dados e entre si. se tal aloca¸˜o leva a um estado seguro ou ca n˜o. Este algoritmo efetua o um mapeamento dos recursos e processos de forma a considerar. p. sua cria¸˜o ca dever´ ser adiada.2. Al´m disso. as interrup¸˜es s˜o reservadas para co co a a administra¸˜o do sistema em si. p. COMUNICACAO DE PROCESSOS ¸˜ 53 2. sua ca aplica¸˜o pr´tica. Como n˜o ´ razo´vel o ca a e a que tal comunica¸˜o envolva mecanismos de interrup¸˜o devido a sua comca ca plexidade e limita¸˜es de performance. e e Tal comunica¸˜o se d´. ´ uma solu¸˜o e ca cl´ssica no estudo dos sistemas operacionais que visa ilustrar as quest˜es a o associadas a concess˜o de recursos aos processos e as conseq¨ˆncias poss´ a ue ıveis destas concess˜es [DEI92. o problema desta solu¸˜o ´ que cada processo deve espea ca e cificar. a quantidade de processos varia a cada instante em sise temas reais. Se o estado seguinte ´ seguro. a quantidade m´xima de cada recurso que pretenda a utilizar.12 Comunica¸˜o de processos ca A comunica¸˜o entre processos ou comunica¸˜o inter-processo (IPC ou Inca ca ter Process Communication) ´ uma situa¸˜o comum dentro dos sistemas e ca computacionais que ocorre quando dois ou mais processos precisam se comunicar. ıda • envio de arquivos para impress˜o. ca a 2. proposto por Dijkstra em 1965. isto ´. o que tamb´m pode gerar um deadlock.6 Algoritmo do banqueiro O algoritmo do banqueiro. a • transmiss˜o de dados atrav´s da rede.

90] [TAN92. com isto retirando as entradas ´ da ´rea de spool. onde dois processos dise tintos compartilham um buffer. temos ca a uma forte limita¸˜o na forma que a placa consegue consumir (transmitir) ca os dados produzidos pelos programas e colocados no buffer de transmiss˜o. p. o que torna este problema um co cl´ssico dentro do estudo dos sistemas operacionais. tais e a ca como os problemas do jantar dos fil´sofos e do barbeiro dorminhoco discuo tidos em detalhes por Tanenbaum [TAN92. E claro que a ´rea reservada para o spool ´ finita e que a a e as velocidades dos diversos produtores (programas que desejam imprimir) pode ser substancialmente diferente das velocidades dos consumidores (das diferentes impressoras instaladas no sistema). Tanto o buffer como a vari´vel que controla a quantidade de dados que a o buffer cont´m s˜o regi˜es cr´ e a o ıticas. p. A mesma situa¸˜o pode ocorrer quando diversos processos utilizam uma ca placa de rede para efetuar a transmiss˜o de dados para outros computadores. a solu¸˜o do a u ca problema ´ simples. enquanto o hardware da placa e seu c´digo a o representam o consumidor. uma ´rea de dados de tamanho fixo que a se comporta como um reservat´rio tempor´rio [DEI92. o a 39]. Na Figura 2. p. Mesmo nos casos onde existam m´ltiplos produca e u tores ou m´ltiplos consumidores o problema encontrado ´ basicamente o u e mesmo. O processo produtor coloca informa¸˜es no buffer enquanto o processo co consumidor as retira de l´. PROCESSOS 2. Dado que o buffer tem um tamanho limitado e fixo podem ocorrer problemas tais como: . 56].18 temos a um esquema do problema produtor-consumidor. denominada de printer spool.1 Buffers e opera¸˜es de sleep e wakeup co Um problema t´ ıpico ´ o do produtor-consumidor. mas caso sejam processos paralelos passa a existir uma e situa¸˜o de concorrˆncia. a Se o produtor e o consumidor s˜o processos seq¨enciais. desde que isto n˜o impusesse e a u a esperas demasiadamente longas aos processos envolvidos.54 • Sem´foros a • Mem´ria Compartilhada o CAP´ ITULO 2. a Existem outras situa¸˜es semelhantes. Programas que desejam imprimir podem colocar suas entradas (nomes dos arquivos a serem impressos ou os arquivos de impress˜o propriamente a ditos) em uma ´rea de spooling. a Os processos s˜o os produtores.12. portanto deveriam ter seu acesso limitado atrav´s de primitivas de exclus˜o m´tua. Este ´ um problema cl´ssico de comunica¸˜o inter-processo. Em fun¸˜o do tipo de rede e do tr´fego. direcionando-as para uma ou mais impressoras existentes quando estas se tornam ociosas. Um outro a processo (tipicamente um daemon de impress˜o) verifica continuamente a a entrada de entradas no spool.

5. O consumidor lˆ contador=0. O produtor atualiza vari´vel contador=1. O produtor envia sinal wakeup para consumidor pois contador=1.18: Problema do produtor-consumidor • o produtor n˜o pode colocar novas informa¸˜es no buffer porque ele a co j´ est´ cheio.9. ou a a • o consumidor n˜o pode retirar informa¸˜es do buffer porque ele est´ a co a vazio.2. O consumidor se coloca como inativo atrav´s de um sleep. como indicado na seq¨ˆncia de etapas a seguir. ter sua execu¸˜o suspensa. Nestes casos tanto o produtor como o consumidor poderiam ser adormecidos. ca A solu¸˜o dada ´ considerada parcial pois pode ocorrer que um sinal de ca e wakeup seja enviado a um processo que n˜o esteja logicamente adormecido. O buffer se torna vazio. isto ´. O escalonador interrompe o consumidor. continuando execu¸˜o. Uma tentativa de solu¸˜o deste problema utia ca lizando as primitivas sleep (semelhante a uma opera¸˜o suspend ) e wakeup ca (semelhante a uma opera¸˜o resume) pode ser vista no Exemplo 2. O sinal de wakeup ´ perdido pois o consumidor n˜o est´ logicamente e a a inativo. e 3. 7. at´ que existisse espa¸o no buffer e ca e c para que o produtor coloque novos dados ou existam dados no buffer para o consumidor possa retir´-los. a conduzindo os dois processos a um estado de suspens˜o que permanecer´ a a indefinidamente. a 6. e . 9.12. 2. pois considera que e ca contador=0. O consumidor ´ ativado. O produtor produz novo item e o coloca no buffer. COMUNICACAO DE PROCESSOS ¸˜ 55 Figura 2. 4. ue 1. 8.

contador++. Ambos os processos permanecer˜o para sempre inativos. while (TRUE) { produzir item(&item). if (contador == 1) wakeup(consumidor). colocar item(item). if (contador == N-1) wakeup(produtor). contador--. fazendo que o proa a dutor se coloque como inativo com outro sleep. PROCESSOS void produtor(void) { int item. ocorrendo o seguinte: • se flag=0. o processo adormece.9 Solu¸˜o parcial do problema produtor-consumidor ca 10. O produtor continuar´ produzindo. a 11.56 #define FALSE 0 #define TRUE 1 #define N 100 int contador = 0. e . Em qualquer tentativa de adormecer. consumir item(item). O buffer ficar´ cheio pois consumidor est´ inativo. CAP´ ITULO 2. A primeira solu¸˜o encontrada para este problema foi adicionar ca uma flag que sinalizasse a situa¸˜o de envio de um sinal wakeup para um ca processo ativo. while (TRUE) { if (contador == 0) sleep(). } } Exemplo 2. o processo deve antes verificar esta flag. a A perda de um sinal wakeup acontece devido ao uso irrestrito da vari´vel a contador. } } void consumidor (void) { int item. Tal flag se denomina (wakeup waiting flag). if (contador == N) sleep(). 12. remover item(&item).

Estas vari´veis foram denominadas a sem´foros. X=0). e ca um deles ´ escolhido aleatoriamente pelo sistema para ser ativado e (sem´foro retornar´ a zero. Opera¸˜o ca V(X) ou Up(X) Incrementa o valor do sem´foro X de uma unidade. na ocorrˆncia uma opera¸˜o down. de forma que enquanto uma opera¸˜o esteja em andaca mento com um dado sem´foro. de forma exclusiva. consome um sinal de wakeup). 57 Esta improvisada solu¸˜o resolve o problema as custas de uma flag para ca processo envolvido no problema. ou ca a ca a seja. Ambas a opera¸˜es devem ser realizadas como transa¸˜es atˆmicas. e representam uma solu¸˜o para ca . a e Caso afirmativo decrementa X de uma unidade (ou seja. u Os sem´foros e as opera¸˜es sobre eles s˜o usualmente implementadas a co a como chamadas do sistema operacional. e sobre elas estabeleceu-se duas diferentes opera¸˜es: P (coa co nhecida tamb´m como Down) e V (conhecida tamb´m como Up).2 Sem´foros a Para resolver o problema produtor-consumidor.12.e. garantindo-se a a consistˆncia dos valores das vari´veis sem´foro. ou seja. o uso de sem´foros garante que um dado recurso seja utilizado a de forma seq¨encial.. 89]. isto co co o ´. Tabela 2. e a a A utiliza¸˜o de sem´foros permite a sincroniza¸˜o de v´rios processos. fazendo inativo o processo. Dijkstra propˆs tamb´m em o e 1965 a utiliza¸˜o de vari´veis inteiras para controlar o n´mero de sinais waca a u keup para uso futuro [DEI92. 2. COMUNICACAO DE PROCESSOS ¸˜ • se flag=1. a Existindo processos inativos. num ambiente onde existem diversos processos paralelos competindo por recursos. mas ´ necess´rio destacar que o problema e a continua a existir. Caso negativo envia sinal de sleep.5.12. p. de forma indivis´ e ıvel. a a A implementa¸˜o de sem´foros em linguagem C poderia ser realizada ca a como esquematizada no Exemplo 2.10.5: Opera¸˜es P() e V() sobre sem´foros co a Opera¸˜o ca P(X) ou Down(X) Verifica se o valor do sem´foro X ´ positivo (X>0). i.2. nenhuma outra seja efetuada. apenas de maneira mais sutil. o processo permanece ativo e faz flag=0. que s˜o e e a generaliza¸˜es das opera¸˜es sleep e wakeup e funcionam como mostra a co co Tabela 2.

sua implementa¸˜o utiliza instru¸˜es ca co tipo TST e. que permitem que apenas um dentre n processos utilize um dado recurso. } else { s = *s + 1. s˜o opera¸˜es extremamente a co r´pidas. e ca A ´rea de mem´ria reservada para os processo ´ semelhante a um buffer.1. a o e mas nesta situa¸˜o todos os processos envolvidos podem escrever e ler neste ca . embora provocando um espera ativa. Sendo regi˜es cr´ o ıticas.12. } } CAP´ ITULO 2.58 typedef int semaforo.10 e inclu´ ıdas no programa atrav´s do cabe¸alho declarado. p. ou seja. co co Sem´foros iniciados com valor 1 s˜o conhecidos como sem´foros bin´rios a a a a [TAN92. PROCESSOS Exemplo 2. muito mais eficientes que o uso de outras solu¸˜es que utilizem tais a co instru¸˜es ou as solu¸˜es de Dekker ou Peterson. ou seja.3 Mem´ria compartilhada o A mem´ria compartilhada ´ um mecanismo freq¨entemente utilizado o e u para a comunica¸˜o entre processos diferentes onde uma regi˜o de mem´ria ca a o ´ reservada para uso comum dos processos envolvidos na comunica¸˜o. s˜o utilizados para garantir a ocorrˆncia de certas seq¨ˆncias a e ue de eventos ou para impedir que outras seq¨ˆncias nunca ocorram ou para ue que ocorram de uma forma espec´ ıfica.10 Implementa¸˜o de opera¸˜es P() e V() sobre sem´foros ca co a o problema de perda de sinais de wakeup visto no problema produtorconsumidor. void P(semaforo *s) { if(*s > 0) { s = *s . Consideramos que as opera¸˜es P() a co e V() foram implementadas como ilustrado no Exemplo 2. No Exemplo 2. e c 2. } else { sleep(). 42].11 temos uma poss´ solu¸˜o para o problema do proıvel ca dutor consumidor utilizando sem´foros. a u Os sem´foros s˜o freq¨entemente utilizados para sincroniza¸˜o de proa a u ca cessos. garantem o uso individual deste recurso atrav´s da e exclus˜o m´tua. } } void V(semaforo *s) { if (ExisteProcessoEsperando(s)) { AtivaProcessoEsperando(s).

} } Exemplo 2. while (TRUE) { produzir item(&item). COMUNICACAO DE PROCESSOS ¸˜ 59 #include "semforos. p(&mutex). colocar item(item). v(&mutex). semaforo cheio = 0. v(&vazio). v(&mutex). remover item(&item). v(&cheio). consumir item(item).12.h" #define FALSE 0 #define TRUE 1 #define N 100 typedef int semaforo.2. while (TRUE) { p(&cheio). p(&mutex). semaforo mutex = 1. } } void consumidor(void) { int item. semaforo vazio = N. p(&vazio). void produtor(void) { int item.11 Solu¸˜o do problema produtor-consumidor com sem´foros ca a .

o um processo de cada vez deve utilizar a regi˜o de mem´ria destinada a a o comunica¸˜o entre eles. associa-se um sem´foro com ca a valor inicial 1 ` regi˜o de mem´ria. a solu¸˜o ´ semelhante aquela do problema de produtores ca e e consumidores. antes de usarem a a o a ´rea de mem´ria devem acionar uma opera¸˜o P(). aplicada a n processos que podem tanto ler ou escrever numa regi˜o de mem´ria espec´ a o ıfica. sendo freq¨entemente utilizada para passagem u de mensagens entre processos. Como dois processo n˜o podem acessar simultaneamente esta regi˜o a a de mem´ria. Segundo Guimar˜es: a .60 CAP´ ITULO 2. Todo os processos. a ca De forma geral. degradando o sistema e podendo causar at´ mesmo e sua instabilidade. mutex co a a e vazio na solu¸˜o do problema produtor-consumidor usando sem´foros) ca a pode provocar um bloqueio perp´tuo. Para obter-se isso. 2.12. de forma semelhante ao uso de sem´foros. Esta solu¸˜o utiliza uma vari´vel ca a ca a especial denominada contador de eventos (event counters) que possui trˆs e opera¸˜es definidas como mostra a Tabela 2.6: Opera¸˜es sobre contadores de eventos co Opera¸˜o ca Descri¸˜o ca read(E) Retorna o valor corrente de E. advance(E) Incrementa. await(E. faz com que uma dada tarefa e pare de ser executada. ou seja. mas seu uso deve ser cuidadoso para que n˜o provoque e a situa¸˜es desastrosas. vari´veis e estruturas agrupados num m´dulo ou pacote a o especial. ou seja.4 Outros mecanismos de IPC Contadores de eventos Reed e Kanodia propuseram em 1979 uma outra solu¸˜o para o problema ca de produtor-consumidor sem a necessidade de obter-se a exclus˜o m´tua. Para que tais problemas pudessem ser resolvidos mais facilmente Hoare (1974) e Hansem (1975) propuseram o conceito demonitor: uma cole¸˜o ca de procedimentos. v) Espera que E tenha valor igual ou superior a v. Ao finalizar o uso a o ca dever˜o acionar uma opera¸˜o V(). (por exemplo. PROCESSOS buffer. embora compartilhada seu uso deve ser serializado. A invers˜o de dois sem´foros. ´ E poss´ solucionar-se o problema utilizando os contadores de eventos ıvel e suas opera¸˜es. atomicamente. co a Monitores Tanto os sem´foros como os contadores de eventos podem resolver uma a s´rie de problemas.6 co Tabela 2. a u tal como na solu¸˜o que utiliza sem´foros. garantindo seu uso exclusivo. o valor de E de uma unidade.

45]. ca ca Monitor Exemplo. Um monitor corresponde. Um procedimento do monia a tor corresponde a uma regi˜o cr´ a ıtica. temos a declara¸˜o de um monitor numa nota¸˜o semelhante ao Pascal. Um dos processos em espera pela condi¸˜o. portanto. procedure AlocaRecurso. p. { inicializa¸~o } ca end. 88] a 61 Processos podem acessar os procedimentos e fun¸˜es de um monitor co embora n˜o possam utilizar diretamente a estrutura interna de seus dados a [TAN92. COMUNICACAO DE PROCESSOS ¸˜ Monitor ´ um conjunto de procedimentos que operam sobre vae ri´veis comuns a v´rios processos. pode efetuar uma opera¸˜o de signal sobre aquela vari´vel de condi¸˜o. saindo ca a ca imediatamente do monitor.12. a a . { declara¸~o de vari´veis } ca a emUso : boolean. No Exemplo 2. ele efetua uma opera¸˜o wait sobre uma certa vari´vel de condi¸˜o. signal(livre). ao ca ser ativado pelo escalonador poder´ ent˜o prosseguir com o trabalho.12. [GUI86. end.2. Exemplo 2. begin emUso := false. provocando o bloqueio ca a ca do processo que utilizou o monitor. a um conjunto de regi˜es cr´ o ıticas operando sobre as mesmas vari´veis comuns. anteriormente bloqueado utilize o recurso. p. procedure LiberaRecurso. end monitor. Isto permite que outro processo. begin emUso := false. ou ainda outro.12 Exemplo de monitor Esta solu¸˜o se baseia na introdu¸˜o de vari´veis de condi¸˜o e de duas ca ca a ca opera¸˜es especiais sobre elas: AlocaRecurso e LiberaRecurso. Este processo. end. Quando co um monitor descobre que uma opera¸˜o n˜o ´ poss´ ca a e ıvel. num arranjo muito semelhante a utiliza¸˜o da interface de ca um objeto. begin if emUso then wait(livre). emUso := true. sem acesso aos seus campos privativos. livre : condition.

62

CAP´ ITULO 2. PROCESSOS

Apesar de serem semelhantes as opera¸˜es de sleep e wakeup, vistas na co se¸˜o 2.12.1, atrav´s dos monitores os problemas ocorridos em situa¸˜es ca e co de corrida n˜o se repetem dado a garantia de exclus˜o m´tua sobre as a a u opera¸˜es nas vari´veis de condi¸˜o internas dos pr´prios monitores. Al´m co a ca o e disso, as opera¸˜es wait e signal s´ podem ser utilizadas internamente aos co o procedimentos e fun¸˜es dos monitores. Os monitores s˜o um conceito de co a programa¸˜o. Enquanto que os sem´foros podem ser implementados direca a tamente em C ou Pascal, com uso de algumas rotinas assembly, a implementa¸˜o de monitores ´ um pouco mais complexa, exigindo do compilador ca e primitivas de exclus˜o m´tua. a u

2.13

Threads

Como vimos, cada processo conta com uma estrutura de controle razoavelmente sofisticada. Nos casos onde se deseja realizar duas ou mais tarefas simultaneamente, o solu¸˜o trivial a disposi¸˜o do programador ´ dividir as ca ca e tarefas a serem realizadas em dois ou mais processos. Isto implica na cria¸˜o ca de manuten¸˜o de duas estruturas de controle distintas para tais processos, ca onerando o sistema, e complicando tamb´m o compartilhamento de recursos, e dados serem processos distintos. Uma alternativa ao uso de processos comuns ´ o emprego de threads. e Enquanto cada processo tem um unico fluxo de execu¸˜o, ou seja, s´ recebe ´ ca o a aten¸˜o do processador de forma individual, quando um processo ´ divido ca e em threads, cada uma das threads componentes recebe a aten¸˜o do procesca sador como um processo comum. No entanto, s´ existe uma estrutura de o controle de processo para tal grupo, o espa¸o de mem´ria ´ o mesmo e todos c o e os recursos associados ao processo podem ser compartilhados de maneira bastante mais simples entre as suas threads componentes. Segundo Tanebaum, ”as threads foram inventadas para permitir a combina¸˜o de paralelismo com exeu¸˜o seq¨encial e chamadas de sistema bloca ca u queantes” [TAN92, p. 509]. Na Figura 2.19 representamos os fluxos de execu¸˜o de um processo comum e de outro, divido em threads. ca

Figura 2.19: Processos e threads

2.13. THREADS

63

Desta forma, as threads podem ser entendidas como fluxos independentes de execu¸˜o pertencentes a um mesmo processo, que requerem menos ca recursos de controle por parte do sistema operacional. Assim, as threads s˜o o que consideramos processos leves (lightweight processes) e constituem a uma unidade b´sica de utiliza¸˜o do processador [TAN92, p. 508] [SGG01, a ca p. 82]. Sistemas computacionais que oferecem suporte para as threads s˜o usua almente conhecidos como sistemas multithreading. Como ilustrado na Figura 2.20, os sistemas multithreading podem suportar as threads segundo dois modelos diferentes: User threads As threads de usu´rio s˜o aquelas oferecidas atrav´s de bia a e bliotecas espec´ ıficas e adicionais ao sistema operacional, ou seja, s˜o a implementadas acima do kernel (n´cleo do sistema) utilizando um mou delo de controle que pode ser distinto do sistema operacional, pois n˜o a s˜o nativas neste sistema. a Kernel threads As threads do sistema s˜o aquelas suportadas diretamente a pelo sistema operacional e, portanto, nativas.

Figura 2.20: Threads de usu´rio e de kernel a Em sistemas n˜o dotados de suporte a threads nativamente, o uso de a bibliotecas de extens˜o permite a utiliza¸˜o de pseudo-threads. Exemplos a ca de bibliotecas de suporte threads de usu´rio s˜o o PThreads do POSIX ou a a o C-threads do sistema operacional Mach. Atrav´s de tais biblioteca s˜o oferecidos todos os recursos necess´rios e a a para a cria¸˜o e controle das threads. Usualmente os mecanimos de cria¸˜o ca ca de threads de usu´rio s˜o bastante r´pidos e simples, mas existe uma desa a a vantagem: quando uma thread ´ bloqueada (por exemplo, devido ao uso e de recursos de I/O), as demais threads freq¨entemente tamb´m s˜o devido u e a ao suporte n˜o nativo. Quando o suporte ´ nativo, a cria¸˜o das threads ´ a e ca e usualmente mais demorada, mas n˜o ocorrem os inconveniente decorrentes a do bloqueio de uma ou mais threads em rela¸˜o `s demais. ca a

64

CAP´ ITULO 2. PROCESSOS

2.13.1

Modelos de multithreading

A forma com que as threads s˜o disponibilizadas para os usu´rios ´ o que a a e denominamos modelos de multithreading. Como mostra a Figura 2.21, s˜o a comuns trˆs modelos distintos: e • Modelo n para um. Este modelo ´ empregado geralmente pelas bibliotecas de suporte de e threads de usu´rio, onde as v´rias threads do usu´rio (n) s˜o associadas a a a a a um unico processo suportado diretamente pelo sistema operacional. ´ • Modelo um para um. Modelo simplificado de multithreading verdadeiro, onde cada threads do usu´rio ´ associada a uma thread nativa do sistema. Este moa e delo ´ empregado em sistemas operacionais tais como o MS-Windows e NT/2000 e no IBM OS/2. • Modelo n para m. Modelo mais sofisticado de multithreading verdadeiro, onde um conjunto de threads do usu´rio n ´ associado a um conjunto de threads a e nativas do sistema, n˜o necess´riamente do mesmo tamanho (m). Este a a modelo ´ empregado em sistemas operacionais tais como o Sun Solaris, e Irix e Digital UNIX.

Figura 2.21: Modelos de multithreading

2.13.2

Benef´ ıcios do uso

A utiliza¸˜o das threads pode trazer diversos benef´ ca ıcios para os programas e para o sistema computacional em si [SGG01, p. 83]: • Melhor capacidade de resposta, pois a cria¸˜o de uma nova thread e ca substancialmente mais r´pida do a cria¸˜o de um novo processo. a ca • Compartilhamento de recursos simplificado entre as threads de um mesmo processo, que ´ a situa¸˜o mais comum de compartilhamento e ca e comunica¸˜o inter-processos. ca

2.13. THREADS

65

• Economia, pois o uso de estruturas de controle reduzidas em compara¸˜o ao controle t´ ca ıpico dos processos, desoneramos o sistema. Al´m e disso o compartilhamento de recursos simplificado leva tamb´m a ecoe nomia de outros recursos. • Permitem explorar mais adequadamente as arquiteturas computacionais que disp˜em de m´ltiplos processadores. o u

66 CAP´ ITULO 2. PROCESSOS .

isto ´. p. e Mais do que um simples mecanismo. o sistema operacioe a nal deve decidir qual ser´ executado primeiro. podemos afirmar que num sistema onde s´ exista um unico o ´ processador. em grande parte. p. o escalonamento representa a ordem em que os processos ser˜o a executados. A parte do sisa tema operacional dedicada a esta decis˜o ´ chamada escalonador a e ( scheduler) e o algoritmo utilizado ´ chamado algoritmo de ese calonamento ( scheduling algorithm). Tanenbaum prop˜e a seguinte defini¸˜o: o ca Quando mais de um processo ´ execut´vel. A forma com que se d´ o escalonamento ´.Cap´ ıtulo 3 Escalonamento de Processos O escalonamento de processadores ´ a forma com os processadores e existentes num sistema computacional s˜o utilizados para efetuar o proa cessamento. Isto ´ chamado ese calonamento do processador ( processor scheduling). 287] Simplificando. 62] Por sua vez. ´ como os processos s˜o distribu´ e e a ıdos para execu¸˜o nos ca processadores. [DEI92. Deitel coloca que: A designa¸˜o de processadores f´ ca ısicos para processos permite aos processos a realiza¸˜o de trabalho. [TAN92. respons´vel a e a pela produtividade e eficiˆncia atingidas por um sistema computacional. o escalonamento deve representar uma pol´ ıtica de tratamento dos processos que permita obter os melhores resultados poss´ ıveis num sistema. Esta designa¸˜o ´ uma tarefa ca ca e complexa realizada pelo sistema operacional. 67 .

ou seja. ou seja. • Maximizar a produtividade (throughput): procurar maximizar o n´u mero de tarefas processadas por unidade de tempo.68 CAP´ ITULO 3. u ıvel a • Minimizar a sobrecarga (overhead ): recursos n˜o devem ser desperdia c ¸ados embora algum investimento em termos de recursos para o sistema pode permitir maior eficiˆncia. . tendo possibilidades idˆnticas de uso do processador.1 Objetivos do escalonamento O projeto de um escalonador adequado deve levar em conta uma s´rie de e diferentes necessidades. devendo ser evitado o e adiamento indefinido. o projeto de uma pol´ ıtica de escalonamento deve contemplar os seguintes objetivos: • Ser justo: todos os processos devem ser tratados igualmente. O maior problema existente no projeto de algoritmos de escalonamento est´ associado a natureza imprevis´ a ıvel dos processos. Como pode ser visto facilmente. processos que usam recursos sub-utilizados deveriam ser favorecidos. assim como os demais recursos computacie onais. c • Balancear o uso de recursos: o escalonador deve manter todos os recursos ocupados. pois n˜o ´ poss´ a e ıvel prevermos se um dado processo utilizar´ intensamente o processador. • Minimizar o tempo de resposta para usu´rios interativos. pois dado que a quantidade de tempo dispon´ de processamento o ıvel (tempo do processador) ´ finita. ESCALONAMENTO DE PROCESSOS 3. ou a se precisar´ grandes quantidades de mem´ria ou se necessitar´ numerosos a o a acessos aos dispositivos de E/S. a • Maximizar o n´mero poss´ de usu´rios interativos. • Exibir degrada¸˜o previs´ ca ıvel e progressiva em situa¸˜es de intensa co carga de trabalho. alguns destes objetivos s˜o contraa dit´rios. para que um processo seja favorecido outro deve ser prejudicado. • Ser previs´ ıvel: uma tarefa deveria ser sempre executada com aproximadamente o mesmo tempo e custo computacional. e • Favorecer processos bem comportados: processos que tenham comportamento adequado poderiam receber um servi¸o melhor.

dentre os processos ativos.2. corresponde a ade miss˜o de processos. wakeup ou activate). N´ IVEIS DE ESCALONAMENTO 69 3.3 Escalonamento preemptivo e n˜o preemptivo a Um algoritmo de escalonamento ´ dito n˜o preemptivo quando temos que e a o processador designado para um certo processo n˜o pode ser retirado deste a at´ que o processo seja finalizado (completion). isto ´. o mapa a ca de estados dos processos pode ser representado de maneira mais completa como ilustrado na Figura 3. utilizando-se e a de primitivas de suspens˜o (suspend ) e ativa¸˜o (resume ou activate). . • Escalonamento de baixo n´ ıvel Rotinas que determinam qual processos.3. ue co • Escalonamento de alto n´ ıvel Chamado tamb´m de escalonamento de tarefas. O escalonamento de alto n´ ıvel ou de longo prazo ocorre menos freq¨entemente num sistema enquanto o escalonamento de u baixo n´ ou de curto prazo ocorre constantemente. as tarefas transformam-se em processos. usualmente uma rotina esa crita diretamente em linguagem de m´quina que se encontra permaa nentemente na mem´ria principal. o Os n´ ıveis de escalonamento alto. Este n´ ıvel de escalonamento ´ respons´vel por administrar a carga do sistema. Analogamente. Considerando assim os n´ ıveis de escalonamento e as opera¸˜es de susco pens˜o (suspend ou sleep) e ativa¸˜o (resume.2 3. a ca Correspondem a rotinas internas do sistema operacional. ser´ o pr´ximo processo que efetivamente utilizar´ o processador. dado que representa a ıvel troca de contexto e o chaveamento do processador entre os processos ativos. Correspondem a rotinas de alto n´ ıvel oferecidas pelas APIs do sistema operacional. intermedi´rio e baixo tamb´m s˜o a e a conhecidos respectivamente como escalonamento de longo prazo. um algoe ritmo de escalonamento ´ considerado preemptivo quando o processador e designado para um processo pode ser retirado deste em favor de um outro processo. • Escalonamento de n´ ıvel intermedi´rio a Corresponde a determina¸˜o de quais processos existentes competir˜o ca a pelo uso do processador (processos ativos).2 N´ ıveis de escalonamento Existem trˆs n´ e ıveis distintos de escalonamento em um sistema computacional quando se considera a freq¨ˆncia e complexidade das opera¸˜es envolvidas. m´dio e prazo e curto prazo. Uma vez admitidas. Esa o a tas tarefa s˜o executadas pelo dispatcher. a determina¸˜o de quais tarefas passar˜o a e ca a a competir pelos recursos do sistema.

ıvel Por sua vez. a preemptividade representa a troca do processo em execu¸˜o. . s˜o geralmente mais eficientes e previs´ a ıveis quanto ao tempo de entrega de suas tarefas. assim sendo. e designado a outro processo. ESCALONAMENTO DE PROCESSOS Figura 3. representando ca uma sobrecarga computacional para realiza¸˜o desta troca e armazenagem ca de tais dados. os algoritmos n˜o preemptivos s˜o mais simples e adea a quados para o processamento n˜o interativo. no caso de sistemas ca multiusu´rio interativos (sistemas em tempo repartido) ou em sistema de a tempo real.70 CAP´ ITULO 3. anteriormente interrompido. Tal troca exige que todo o estado de execu¸˜o de um processo seja ca adequadamente armazenado para sua posterior recupera¸˜o. semelhante aos esquemas de a processamento em lote dos sistemas batch. para que o processador seja retirado de ca um processo. interrompendo seu trabalho.1: N´ ıveis de escalonamento Algoritmos preemptivos s˜o mais adequados para sistemas em que m´la u tiplos processos requerem aten¸˜o do sistema. ´ fundamental que ocorra a troca de contexto dos e processos. Usualmente os algoritmos preemptivos s˜o mais complexos a dada a natureza imprevis´ dos processos. Nestes casos. ou seja. Embora n˜o proporcionando ina teratividade.

mas a preemp¸˜o ocorre em duas situa¸˜es a a ca co bem definidas: quando o processo efetua uma opera¸˜o de I/O e quando o ca processo ´ finalizado [SGG01. a ca e dado que muitas vezes n˜o podem ser retirados de um processo sem que a ocorra preju´ para este. A preemp¸˜o voe ca lunt´ria pode auxiliar numa distribui¸˜o mais equitativa da capacidade de a ca processamento do sistema. throughput. naturalmente.4 Qualidade do escalonamento Existem v´rias crit´rios que permitem a avalia¸˜o da qualidade do servi¸o a e ca c oferecido por um algoritmo de escalonamento [SGG01. ou seja. A preemptividade de certos algoritmos se baseia no fato de que o processador ´. O mesmo acontece com a mem´ria. e O tempo de permanˆncia.1. e ´ um crit´rio simples dado pela soma do tempo de espera com o tempo e e de servi¸o ou tempo de execu¸˜o: c ca . Por outro lado.2: Mapa de estados dos processos Existem tamb´m algoritmos de escalonamento cooperativo. 98]: uso do processador. outros tipos de recursos o n˜o podem sofrer preemp¸˜o. p.4. tempo de resposta e tempo de permanˆncia. um recurso preemptivo. QUALIDADE DO ESCALONAMENTO 71 Figura 3. Tamb´m ´ poss´ que um processo e e e ıvel ceda o processador. um recurso que e pode ser retirado de um processo e posteriormente devolvido sem preju´ ızo. o processo educado poderia executar uma chamada a uma fun¸˜o yeld ca (dar preferˆncia). Neste a caso. ızo 3.3. 97]. p. volunt´riamente. tempo de retorno ou turnaround time. em favor de outros processos. como no caso do MS-Windows 3. tais como impressoras e at´ mesmo arquivos. mas conta com a generosidade do programador. nem sempre dispon´ ıvel. onde os proe cessos n˜o s˜o interrompidos.

otimizando um ou mais aspectos do comportamento geral do sistema. o principal objetivo ´ ıvel e designar o processador para um certo processo dentre v´rios processos exisa tentes. Assim e a sendo. o que constitui o melhor caso poss´ ıvel.1) Em geral deseja-se que o tempo de permanˆncia seja o menor poss´ e ıvel. 356]: 1. o tratamento justo e o balanceamento do ca uso de recursos.3 temos uma representa¸˜o gr´fica do tempo de permanˆncia. Stallings categoriza os escalonadores como [STA92. 3. Orientados ao usu´rio: quando procuram otimizar os tempos de a resposta e permanˆncia al´m da previsibilidade.5 Algoritmos de escalonamento Existem v´rios algoritmos que s˜o utilizados para a realiza¸˜o do escalonaa a ca mento de baixo n´ ou de curto prazo. ca a e Figura 3. Na Figura 3. valores maiores do que este indicam um pior servi¸o oferecido pelo c algoritmo de escalonamento. a raz˜o entre o tempo de e a permanˆncia (tp) e o tempo de servi¸o (ts): e c tpn = tpermanencia tespera + tservico = tservico tservico (3. Orientados ao sistema: quando enfatizam a produtividade.2) Se a espera for zero. Ser˜o abordados os seguintes algoritmos de escalonamento: a • First In First Out . ou seja. Em todos eles. e e 2.72 CAP´ ITULO 3. a taxa de utiliza¸˜o da processador. p. teremos que o tempo de permanˆncia normalizado de um processo ser´ 1 (um).3: Representa¸˜o gr´fica do tempo de permanˆncia ca a e Uma outra forma de avaliar-se o escalonamento ´ utilizando-se o tempo e de permanˆncia normalizado (tpn). ESCALONAMENTO DE PROCESSOS tp = tpermanencia = tespera + tservico (3.

e ca Outro ponto ´ que processos importantes podem ficar a espera devido ` e a execu¸˜o de outros processos menos importantes dado que o escalonamento ca . ou primeiro a chegar. ca e Com esta fun¸˜o de sele¸˜o.1 Escalonamento FIFO (First In First Out) ´ E a forma mais simples de escalonamento tamb´m conhecido como FCFS e (First Come First Served ). Assim sendo. o escalonamento FIFO ´ um algoritmo n˜o preemptivo. ocorre que processos e de pequena dura¸˜o n˜o s˜o favorecidos pois tem seu tempo de resposta forca a a temente influenciado pelos processos a serem processados primeiramente. ca a a Figura 3.5. ou seja. ALGORITMOS DE ESCALONAMENTO • Highest Priority First • Shortest Job First • Highest Response-Ratio Next • Shortest Remaining Time • Round Robin • Multilevel Queues • Multilevel Feedback Queues 73 3. seleciona-se dentre os processos na fila de ca ca espera aquele com menor tempo de chegada. de forma que os demais ca e processos na fila fiquem esperando por sua oportunidade de processamento. o tempo de resposta aumenta consideravelmente em fun¸˜o da quantica dade de processos posicionados a frente e tamb´m pela dura¸˜o destes. ou seja.4. o processo e permanece em execu¸˜o at´ que seja finalizado. Tal processo recebe o uso do processador at´ que seja completado (completion). o que corresponde dizer que sua fun¸˜o ca de sele¸˜o ´ min(tchegada ).4: Escalonamento FIFO (First In First Out) Embora dˆ igual tratamento a todos os processos. pois e a os processos em execu¸˜o n˜o s˜o interrompidos. primeiro a ser servido. No escalonamento FIFO os processos prontos (ou jobs) s˜o colocado numa fila a organizada por ordem de chegada.3. como mostra a Figura 3.5.

1. processos com diferentes n´ ıveis de prioridade). isto ´.75 e 4. p. oferecendo como a vantagem de propora cionar tempos m´dios de espera menores para processos priorit´rio.00 B 1 35 2 37 1. 105]. a Tabela 3. Ap´s iniciados.1: Exemplo de fila de processos sob escalonamento FIFO Processo tchegada tservico tespera tperm tpn A 0 3 0 3 1.5: Escalonamento HPF (Highest Priority First) . semelhante aos sistemas de processamento em lote (batch systems) n˜o ´ utilizada como esquema a e principal de escalonamento.74 CAP´ ITULO 3. onde quatro processos A.2 Escalonamento HPF (Highest Priority First) O escalonamento HPF (Highest Priority First) ou escalonamento por prioridades ´ uma variante do escalonamento FIFO onde os processos em espera e pelo processador s˜o organizados numa fila segundo sua prioridade. ou seja. p. Avaliemos o exemplo ilustrado pela Tabela 3. sua fun¸˜o e ca de sele¸˜o ´ max(prioridade). em fun¸˜o de como ocorreu o escalonamento.7 Podemos perceber que. 12 e 4 segundos. num esquema de escalonamento que c tende a ter tempos m´dios de resposta maiores quanto maior o n´mero de e u processos em espera. ESCALONAMENTO DE PROCESSOS FIFO n˜o concebe qualquer mecanismo de distin¸˜o entre processos (por a ca exemplo. respectivamente 3. mas como forma auxiliar de escalonamento para processamento de filas batch.75 M´dias 21. B.00 D 3 4 47 51 12. 3.5. 64] [SGG01. Na e a Figura 3. C e D com tempos de processamento distintos. o ca menor processo obteve o pior servi¸o. s˜o escalonados conforme sua chegada pelo sistema operacional.06 C 2 12 36 48 4. favorecendo os processos considerados mais ca e importantes [TAN92. ca Figura 3. sendo a colocados a frente os processos jobs de maior prioridade. ´ uma forma o a a e de escalonamento n˜o preemptivo. 35. os processos n˜o s˜o interrompidos.25 34. Esta forma de escalonamento.5 temos uma representa¸˜o deste tipo de escalonamento.

00 4. sendo necess´rio o uso de estimativas feitas pelo usu´rio ou a a pelo programador. C e D com tempos de processamento distintos. relativamente simples. dado o escalonamento ordenar os processos segundo sua prioridade. Notemos que o c tempo de processamento de um job n˜o pode ser determinado antes de seu a processamento. as quais s˜o com freq¨ˆncia pouco precisas. ca Observe tamb´m que o processo A. e . respectivamente 3.5.2: Exemplo de fila de processos sob escalonamento HPF Processo tchegada prio tservico tespera tperm tpn A 0 4 3 0 3 1. o sistema pode utilizar diversos fatores. s˜o escalonados conforme suas prioridades. representada por um n´mero inteiro. n˜o sendo interrompido com a chegada de processos de maior pria oridade.08 B 1 2 35 14 49 1.2.75 M´dias e 15. processos poderiam ter ca sua prioridade incrementada at´ que sejam executados [SGG01.06 Podemos perceber que.5 29. de maneira emp´ ırica.4 D 3 3 4 47 51 12. B. Quando determinada internamente. ALGORITMOS DE ESCALONAMENTO 75 A prioridade ´. Tabela 3. embora tenha prioridade mais baixa e que os demais. estimativas do tempo o a de servi¸o e outros elementos para calcular a prioridade.00 C 2 1 12 1 13 1. ca No caso do HPF. a mesma ´ simplesmente atribu´ ao processo e ıda pelo operador ou pelo programador. alguns processos podem ser prejudicados em fun¸˜o ca de outros de maior prioridade. como mostra a Tabela 3. para a ca solu¸˜o do problema da estagna¸˜o denominada aging (envelhecimento). No caso a ue de prioridade externamente. ou seja pode sofrer de estagna¸˜o (starvation). Avaliemos o mesmo exemplo utilizado para o escalonamento FIFO.3. A prioridade pode ser definida interna ou externamente ao sistema. pois se processos grande s˜o executados pria meiro ocorre uma degrada¸˜o significativa para os demais processos. como forma de compensar a espera e evitar a estagna¸˜o. tais como quantidade de mem´ria necess´ria. existe uma solu¸˜o. pois este algoritmo n˜o ´ preemptivo. onde quatro processos A. 12 e 4 segundos. em geral. Por outro lado. ca ca Tal solu¸˜o consistem em progressivamente aumentar a prioridade dos proca cessos que aguardam na fila a medida que o tempo passa. 103]. come¸ou a ser executado antes devido ao seu tempo de chec gada. no ene u tanto n˜o existe consenso em definir prioridade maiores como n´meros maia u ores (indicando sua maior importˆncia) ou o inverso (indicando sua ordem a preferencial). 35. devemos a e considerar tamb´m que um processo de prioridade relativamente baixa pode e ter sua execu¸˜o adiada indefinidamente pela chegada cont´ ca ınua de processos de maior prioridade (indefinite postponement). ou seja. p. a definidas externamente.

No caso. os processos em espera pelo processador s˜o organizados numa a fila segundo seu tempo de execu¸˜o. ou seja. favorecendo os e ca ca e processos que podem ser finalizados intervalos de tempo menores. mas como forma a e auxiliar de escalonamento para processamento de filas batch.76 CAP´ ITULO 3. os resultados apresentados por este algoritmo poderiam tanto aproxim´-lo do escalonamento FIFO como a apresentar resultados de qualidade melhores. ESCALONAMENTO DE PROCESSOS Conforme as prioridades e os processos. e ´ E um caso especial do HPF. tamb´m e ´ conhecido como SPF (Shortest Process First) ou menor processo primeiro. os processos n˜o s˜o interrompidos.3 Escalonamento SJF (Shortest Job First) O escalonamento SJF (Shortest Job First) ou menor job primeiro.6: Escalonamento SJF (Shortest Job First) O grande problema deste esquema de escalonamento ´ que o tempo de e processamento de um job n˜o pode ser determinado antes de seu procesa samento. sendo necess´rio o uso de estimativas feitas pelo usu´rio ou pelo a a programador. sua fun¸˜o de sele¸˜o ´ min(tservico ). entre a e os quais o incorreto posicionamento de um job pelo sistema devido a uma estimativa incorreta. prejudicando outros jobs. Uma outra quest˜o ´ a possibilidade deste algoritmos provocar a esa e tagna¸˜o (starvation) de processos grandes os quais podem permanecer inca . os resultados exibidos foram um pouco melhores. ou seja. ´ uma forma o a a e de escalonamento n˜o preemptivo.5. sendo colocados a frente os menores proca cessos jobs. isto ´. Na Figura 3. Da mesma forma que no escalonamento FIFO. as quais s˜o com freq¨ˆncia pouco precisas.6 temos uma representa¸˜o deste tipo de escaca lonamento. Para evitar abua ue sos por parte dos usu´rios (que podem indicar estimativas mais baixas que a os tempos esperados). 3. onde o tempo de servi¸o ´ tomado como prioric e dade. Na verdade sua maior qualidade est´ na execu¸˜o a ca seletiva de jobs conforme sua prioridade calculada ou atribu´ ıda. podem ser adotadas pol´ ıticas de premia¸˜o em fun¸˜o ca ca do acerto das estimativas. mas isto n˜o resolve uma s´rie de problemas. o escalonamento HPF n˜o ´ utilizado como esquema principal de escalonamento. Figura 3. Ap´s iniciados. mas mesmo assim oferece a vantagem a de proporcionar tempos m´dios de espera menores do aqueles obtidos num e esquema FIFO.

3) tservico A fun¸˜o de sele¸˜o escolhe o job de maior a prioridade para faca ca zer uso do processador.5. para evitar a estagna¸˜o. este ca valor corresponde ao tempo de permanˆncia normalizado.2). s˜o escalonados em conforme suas dura¸˜es a co e tempo de chegada pelo sistema operacional. 35.3.3. na verdade. Uma solu¸˜o para este problema seria impor um ca tempo m´ximo de espera fixo ou proporcional ao tempo de servi¸o.75 1.75 18.00 D 3 4 0 4 1. tal como mostra e prioridade = . 3. Tabela 3.22 Podemos perceber que neste caso. 12 e 4 segundos. Da mesma forma que os demais esquemas de escalonamento vistos.42 B 1 35 18 51 1.1) ou mesmo o HPF (Tabela 3.3: Exemplo de fila de processos sob escalonamento SJF Processo tchegada tservico tespera tperm tpn A 0 3 0 3 1. o escalonamento SJF n˜o ´ utilizado como esquema principal de escalonaa e mento.4 Escalonamento HRN (Highest Response-Ratio Next) Para corrigir algumas das deficiˆncias do escalonamento SJF. Hansen (1971) e propˆs um balanceamento entre a dura¸˜o do job e seu tempo de espera. a partir a c do qual tais processos seriam executados. ALGORITMOS DE ESCALONAMENTO 77 definidamente na fila de espera caso processos de menor dura¸˜o cheguem ca continuamente ao sistema.46 M´dias e 5. como mostra a Tabela 3. onde quatro processos A. mas como forma auxiliar de escalonamento para processamento de filas batch. Para ca tanto idealizou uma forma dinˆmica de organiza¸˜o da fila de processos a ca atrav´s do c´lculo de suas taxas de resposta (response ratio) ou prioridades e a como dado a seguir: tespera + tservico (3. podemos notar que. o ca de forma a compensar a espera excessiva de tarefas de maior dura¸˜o. evidenciando as qualidades do escalonamento SJF. max(prioridade).5. ca Avaliemos o mesmo exemplo utilizado para o escalonamento FIFO. em fun¸˜o do escalonamento ordenar ca os processos segundo sua dura¸˜o.00 C 2 12 5 17 1. Tanto o tempo m´dio de espera como os tempos m´dios e e de permanˆncia e de permanˆncia normalizado apresentam valores bastante e e inferiores aos obtidos com o escalonamento FIFO (Tabela 3. C e D com tempos de processamento distintos. respectivamente 3. os menores processos obtiveram o meca lhor servi¸o sem que isso resultasse numa degrada¸˜o significativa para os c ca processos maiores. B. Observe atentamente a rela¸˜o que determina a prioridade. ou seja.

tal como o de outros algoritmos de a escalonamento baseados em estimativas do tempo de execu¸˜o. respectivamente 3. C e D com tempos de processamento distintos.08 D 3 4 12 16 4.51 M´dias e 7.2. onde quatro processos A. Na Figura 3. o o ca que pode inviabilizar seu uso pr´tico. Da mesma forma que no escalonamento SJF e SRT.7: Escalonamento HRN (Highest Response-Ratio Next) Uma vez encaminhados a CPU. como mostra a Tabela 3. B. ca Novamente tomemos o exemplo utilizado para o escalonamento FIFO e SJF.7 temos uma ilustra¸˜o deste esquema de escalonamento. at´ mesmo os jobs de maior e dura¸˜o v˜o tendo suas prioridades aumentadas at´ que estas superem as prica a e oridades de processos curtos rec´m-chegados.25 1. sendo assim. proporcionando um equil´ e ıbrio bastante positivo a medida que os processos v˜o sendo selecionados e exea cutados. ca c A medida que a espera vai se tornando maior. este um algoritmo n˜o preemptivo de escalonamento ca a apesar da forma dinˆmica com que a fila de processos em espera ´ adminisa e trada. o escalonamento HRN pressup˜e a disponibilidade dos tempos de execu¸˜o de cada job. os jobs s˜o processados at´ sua finaa e liza¸˜o.4: Exemplo de fila de processos sob escalonamento HRN Processo tchegada tservico tespera tperm tpn A 0 3 0 3 1. ESCALONAMENTO DE PROCESSOS a Equa¸˜o 3.78 CAP´ ITULO 3. num primeiro momento. Temos assim que. os jobs de curta ca dura¸˜o s˜o favorecidos.00 B 1 35 18 53 1. Note que as prioridades s˜o reaa valiadas ao final do t´rmino de cada job.90 Podemos observar que os resultados apresentados pelo HRN foram bas- .75 21. 12 e 4 segundos. Tabela 3. ca Figura 3.00 C 2 12 1 13 1. 35. determinando a pr´xima tarefa a e o ser processada.4. pois o tempo de permanˆncia figura no numeraca a e dor da fra¸˜o enquanto apenas o tempo de servi¸o aparece no denominador. s˜o escalonados em conforme a suas prioridades pelo sistema operacional.

3).8 esquematiza ca o funcionamento de algoritmo. a Cada processo suspenso pelo SRT dever´ ser recolocado na fila em uma a posi¸˜o correspondente apenas ao seu tempo restante de execu¸˜o e n˜o ca ca a mais o tempo de execu¸˜o total. 3. tornando este algoritmo util para sistemas em tempo re´ partido. de forma semelhante ao SJF. Por outro lado. possui as mesmas deficiˆncias ca e dos escalonamentos SJF e HRN quanto ` precis˜o das estimativas e abusos a a por parte dos usu´rios. ou seja. Sendo assim. Na entrada de um novo processo.5.5 Escalonamento SRT (Shortest Remaining Time) O algoritmo de escalonamento SRT (Shortest Remaining Time) ou SRF (Shortest Remaining First) ´ a variante preemptiva do escalonamento SJF.5. sendo ca processados primeiro os menores jobs. ocorre a ca e ca preemp¸˜o do processo em execu¸˜o. este algoritmo tamb´m se baseia nas estimativas de e tempo de execu¸˜o dos processos. caso a estimativa de seu tempo de execu¸˜o seja menor que o ca ca do processo correntemente em execu¸˜o. permitindo oferecer tempos m´dios e de espera baixos. ALGORITMOS DE ESCALONAMENTO 79 tante superiores ao FIFO (Tabela 3. ou seja. tornando-se necess´rio registrar os tempos ca a decorridos de execu¸˜o de cada processo suspenso. o algoritmo de escalonamento avalia seu tempo de execu¸˜o incluindo o job ca em execu¸˜o. sendo mais equilibrado para o processamento de jobs de tamanhos diversos. Assim. e A fila de processos a serem executados pelo SRT ´ organizada conforme o e tempo estimado de execu¸˜o.3. ou seja. Por outro lado. mas um pouco inferiores ao algoritmo SJF (Tabela 3. a fun¸˜o de sele¸˜o do SRT ca ca ca ca corresponde ` min(tservicorestante ).1). de dura¸˜o mais curta. devem tamb´m ser consideradas as a e seguintes quest˜es: o . A Figura 3.8: Escalonamento SRT (Shortest Remaining Time) A sobrecarga imposta pelo registro dos tempos decorridos de execu¸˜o e ca pela troca de contexto ´ justificada pelo fato de pequenos processos serem e executados praticamente de imediato. o HRN n˜o apresenta o risco do adiaa amento infinito. ocorre a substitui¸˜o do processo ca ca em execu¸˜o pelo rec´m chegado. Figura 3.

00 D 3 4 0 4 1. a cada processo ´ concedido apenas um pequeno intervalo de e tempo (time slice ou quantum).5. podemos perceber que os resultados obtidos pelo SRT s˜o exatamente os mesmos do algoritmos a SJF Tabela 3. Mas devemos observar que para outros conjuntos de processos. ca 3. ou seja.3). sendo ent˜o despaa chados para execu¸˜o. 2.75 1. 3. isto ´. Tabela 3.75 18.80 CAP´ ITULO 3. Existe um risco potencial de processos grandes acabarem sendo adiados por um tempo indeterminado (starvation) devido ao excessivo favorecimento de jobs de curta dura¸˜o. c Teoricamente.5.42 B 1 35 18 51 1. o escalonamento SRT deveria oferecer um melhor situa¸˜o ca de performance do que o escalonamento SJF. o processador ´ designado para outro processo. ocorre sua substitui¸˜o pelo pr´ximo processo na fila de ca o processos ativos. os resultados deveriam ser ligeiramente melhores que o SJF. algum mecanismo extra deve ser adicionado para evitar que esta preemp¸˜o inoportuna acabe impondo ca um servi¸o pior.5: Exemplo de fila de processos sob escalonamento SRT Processo tchegada tservico tespera tperm tpn A 0 3 0 3 1.46 M´dias e 5. como teoricamente previsto. No entanto. sendo o processo em execu¸˜o interrompido e novamente ca colocado na fila de processos prontos. Caso o processo n˜o seja finalizado neste a intervalo de tempo. sendo e . Jobs de maior dura¸˜o tem seus tempos de espera vari´veis em fun¸˜o ca a ca de jobs menores que venham a ser executados primeiramente. teoricamente. ao inv´s de serem executados at´ o fim ca e e (completion). ocorre a preemp¸˜o do e ca processador. Dado que a preemp¸˜o poderia. ocorrer quando um proca cesso esta prestes a ser finalizado.6 Escalonamento RR (Round-Robin) No escalonamento RR (Round Robin) ou circular os processos tamb´m s˜o e a organizados numa fila segundo sua ordem de chegada. de seu quantum. ESCALONAMENTO DE PROCESSOS 1. co Podemos aplicar o exemplo utilizado anteriormente para os algoritmos de escalonamento estudados ao SRT.00 C 2 12 5 17 1. embora a sobrecarga existente possa equiparar os resultados obtidos em situa¸˜es particulares. mas em seu fim. Isto significa que ao final de seu intervalo de tempo.22 Dada a ordem de chegada particular deste caso. como mostra a Tabela 3.

e ´ Dado que a troca de contexto toma um tempo aproximadamente constante temos que a sobrecarga pode ser calculada atrav´s da rela¸˜o a seguir: e ca ttc = trc + tpc (3. portanto. necess´rio garantir-se tempos de resa a a posta razo´veis. Tal situa¸˜o ´ ilustrada na ca ca e Figura 3. pois somente o quantum de processamento ´ efetivamente util. a recupera¸˜o do contexto do processo.9: Escalonamento RR (Round Robin) O escalonamento RR se baseia na utiliza¸˜o de temporizadores. 2.4) .9. constica tuindo um algoritmo preemptivo bastante adequado para ambiente interativos. podemos observar o quantum de processamento concedido para cada processo e os tempos de preserva¸˜o de ca recupera¸˜o de contexto a cada preemp¸˜o. Para cada processo despachado ca ca para execu¸˜o ocorre: ca 1. Na Figura 2. ıvel A determina¸˜o do tamanho do intervalo de tempo (quantum) ´ extreca e mamente importante. ou seja. temos que para cada a janela de tempo concedida aos processos a troca de contexto representa uma sobrecarga. A sobrecarga (overhead ) imposta pela troca de contexto a representa um investimento para atingir-se um bom n´ de eficiˆncia. a qual ca o e tamb´m toma um intervalo de tempo denotado por (tpc ). ALGORITMOS DE ESCALONAMENTO 81 salvo o contexto do processo interrompido para permitir a continuidade da sua execu¸˜o quando sua vez chegar novamente.5.3. pois ıvel e com diversos processos em execu¸˜o simultˆnea (pseudoparalelismo) ´ posca a e s´ manter ocupados todos os recursos do sistema. que toma um tempo que deca nominaremos (trc ). onde ilustramos o escalonamento de processos.5. a preserva¸˜o do processo ap´s o t´rmino de seu quantum. pois relaciona-se com a sobrecarga imposta ao sistema pelas trocas de contexto dos processos ativos. a execu¸˜o do processo pela dura¸˜o do quantum e ca ca 3. e Como o tempo tomado para a troca de contexto (ttc ) n˜o ´ util do ponto a e´ de vista de processamento de processos dos usu´rios. Figura 3. em sistemas em tempo repartido onde coexistem m´ltiplos u usu´rios simultˆneos sendo.

5) Por exemplo.7. Podemos tamb´m medir o rendimento proporcionado pelo escalonamento e RR considerando quanto do tempo alocado para cada processo ´ efetivae mente usado para o processamento. com os ue mesmos tempos de chegada e servi¸o. a sobrecarga imposta pela troca de contexto representa 20% ´ do processamento. C e D. temos que apenas 80% do tempo de processamento ´ e e util. Com ou aumento da velocidade dos processadores.6) quantum + ttc ttc + quantum rendimento = Ao aumentarmos o quantum diminu´ ımos a sobrecarga percentual da troca de contexto. nu = (3. podemos verificar o comportamento do algoritmo de escalonamento RR para uma seq¨ˆncia de quatro processos A. como na rela¸˜o que segue: ca quantum ttc = 1−sobrecarga = 1− (3. Tomaremos como quantum um valor c de 100 ms.82 CAP´ ITULO 3. Na Tabela 3.6 Como antes. Diminuindo o quantum temos uma situa¸˜o inversa de maior sobrecarga e ca tamb´m de um maior n´mero poss´ de usu´rios sem degrada¸˜o sens´ e u ıvel a ca ıvel dos tempos de resposta. a troca de contexto se d´ mais rapidamente. ESCALONAMENTO DE PROCESSOS sobrecarga = ttc ttc + quantum (3.8) quantum + ttc Usualmente o tamanho do quantum utilizado ´ tipicamente algo em torno e de 20ms. Nestes c´lculos consideramos um tempo de resposta a fixo de tr = 1s e tamb´m um tempo troca de contexto constante ttc = 2ms. conforme a Tabela 3. Assim teremos os resultados apontados pela Tabela 3. e Na Figura 3. tr = nu ∗ (quantum + ttc ) ou tr (3.6 temos um exemplo hipot´tico do comportamento poss´ e ıvel do rendimento e do n´mero de usu´rios em fun¸˜o da varia¸˜o do quantum u a ca ca usado pelo sistema. mas um n´mero menor de usu´rios (nu) ser´ necess´rio u a a a para que os tempos de resposta (tr ) se tornem maiores e percept´ ıveis. ou seja. a rela¸˜o entre o quantum ca (usado para o processamento) e a soma deste com o tempo para troca de contexto (tomada para cada processo). diminuindo a sobrecarga e aumentando a ligeiramente a quantidade de usu´rios poss´ a ıveis para um mesmo limite de tempo de resposta. se o tempo para troca de contexto (ttc ) toma 2 ms e o quantum ´ de 8 ms. ou seja.7) . B.10 podemos ver o comportamento do rendimento e n´mero u de usu´rios do sistema em fun¸˜o do quantum para um tempo de resposta a ca fixo.

6: Rendimento e n´mero de usu´rios em fun¸˜o do quantum u a ca quantum n´mero de rend. ALGORITMOS DE ESCALONAMENTO 83 Tabela 3.8 Tabela 3.0 1.3 3.0 200 5 99. o algumas filas pode ser preemptivas enquanto outras n˜o.0 5 143 71.7: Exemplo de fila de processos sob Processo tchegada tservico tespera A 0 3 4. onde a fila de processos do sistema teria a maior prioridade enquanto a fila de processos secund´rios teria a menor prioridade. o algoritmo RR apresenta resultados bastante a melhores que o escalonamento FIFO e pouco inferiores aos algoritmos SJF.5.3 M´dias 12. como ilustrado ca a na Figura 3.7 Escalonamento MQ (Multilevel Queues) Quando ´ poss´ dividir os processos em diferentes categorias. conforme seu e ıvel tipo.3 20 45 90.46 13.0 500 2 99. quando poss´ ca ca ca ıvel. sendo que os crit´a e rios de sele¸˜o dos processos para execu¸˜o e da preemp¸˜o. a Cada fila pode possuir seu pr´prio algoritmo de escalonamento. 3. p. ´ podem ser distintos de uma fila para outra.0 C 2 12 17.5 2.6 1000 1 99.11. 105].3. processos interativos.85 2.9 50 19 96. p.4 10 83 83. apresenta um grau de interatividade muito superior a todos os algoritmos citados. ou seja.53 53. tais como processos do sistema.35 e escalonamento RR tperm tpn 7.3 2 250 50. a fila u de processos prontos seria separada em v´rias filas.5 D 3 4 9. processos batch e processos secund´rios. processos de edi¸˜o interativa.6 B 1 35 18.51 29. E um arranjo comum que a fila de processos do sistema e batch usem um algoritmo tal como o FIFO .6 2. uma para cada tipo de a processo. HRN e SRT. u (ms) usu´rios a (%) 1 333 33. pode-se empregar o escalonamento em m´ltiplas filas [TAN92.46 N˜o surpreendentemente.2 100 10 98. Por outro lado. compensando largamente seu emprego. 64] [SGG01. prioridade e consumo de recursos. Deste modo.5.32 25.

possibilitando at´ mesmo a ese tagna¸˜o de processos nas filas de prioridades inferiores.10: Comportamento do rendimento e n´mero de usu´rios em fun¸˜o u a ca do quantum enquanto que as demais utilizem algoritmos semelhantes ao round robin. 15%. Isto pode comprometer o n´ e ıvel de resposta dos processos nas demais filas. de modo que as duas filas utilizam um algoritmo round robin convencional e a divis˜o do procesa samento entre as filas utilizasse um round robin assim´trico que dedicasse e 80% do processamento para a fila de primeiro plano e os 20% restantes para fila de segundo plano. Entre as diferentes filas a divis˜o do processamento tamb´m pode ocora e ´ rer de diversas maneiras. e a Diferentemente do algoritmo MQ.5. tais como 25%.8 Escalonamento MFQ (Multilevel Feedback Queues) O escalonamento MFQ (Multilevel Feedback Queues) ou filas multin´ reaıvel limentadas ´ um interessante esquema de divis˜o de trabalho do processador e a que ´ baseado em v´rias filas encadeadas. que disp˜e de filas distintas para proo cessos de tipos diferentes.12. E poss´ ıvel realizar tal divis˜o considerando um a algoritmo de prioridade simples. todos os novos processos s˜o colocados iniciala . Uma alternativa simplificada de emprego deste algoritmos ´ o uso de e apenas duas filas. como mostra a Figura 3. por exemplo. 10% e 5%. 3.84 CAP´ ITULO 3. onde. Outra solu¸˜o seria ca ca o emprego de um algoritmo round robim assim´trico. a e fila de processos de sistema poderia receber uma janela de processamento de 50% enquanto as demais receberiam janelas progressivamente menores. onde a fila de maior prioridade tem seus processos executados at´ que esteja vazia. ESCALONAMENTO DE PROCESSOS Figura 3. uma para processos em primeiro plano (foreground ) e outra para processos em segundo plano (background ).

sendo bloqueado at´ e que o pedido de E/S seja atendido. de escalonamento round robin. de forma a atender-se os ca ıvel processos existentes nas filas superiores. voltando para a mesma fila at´ que e seu quantum de tempo se esgote. e Neste esquema de escalonamento temos que: • processos curtos s˜o favorecidos pois recebem tratamento priorit´rio a a enquanto permanecem nas filas de n´ superior. embora os processos s´ e o utilizem o processador na sua vez e na ausˆncia de processos nas filas de e n´ superior. que tem um comportamento FIFO. ca Ao utilizar o processador podem ocorrer trˆs situa¸˜es: e co 1. ou seja.11: Escalonamento MQ (Multiple queues) mente na fila de n´ ıvel 1. ıvel Nas filas seguintes o mecanismo ´ o mesmo. ou seja. A ultima fila apresenta um comportamento um pouco diferente: ela n˜o ´ a ´ uma FIFO e sim uma fila circular. tendo esgotado seu quantum inicial de tempo. e 3. ALGORITMOS DE ESCALONAMENTO 85 Figura 3. o processo solicita o uso de dispositivos de E/S. o processo ´ finalizado e ent˜o retirado das filas. o processo aguarda sua vez para execu¸˜o conforme sua ordem de chegada. e a 2.5. o processo ´ colocado e no final da fila de n´ 2. Quando novos processos aparecem em filas superiores ocorre ıvel a preemp¸˜o dos processos nas filas n´ inferior. ıvel .3. e onde os processos permanecem at´ que seja finalizados.

ou seja.12: Escalonamento MFQ (Multiple feedback queues) • processos com utiliza¸˜o intensa de E/S s˜o favorecidos pois o uso de ca a E/S n˜o os desloca para filas inferiores. e • processos que demandem dispositivos de E/S para obter adequada utiliza¸˜o dos perif´ricos do sistema. ´ capaz de perceber e . pois pode ser considerado um algoritmo adaptativo. e a • processos de processamento maior tamb´m s˜o favorecidos pois os e a quanta de tempo s˜o progressivamente maiores nas filas de n´ infea ıvel rior. ıvel Considerando que um algoritmo de escalonamento deveria avalar a natureza dos processos em execu¸˜o promovendo um escalonamento adequado ca de modo que. minimamente. O esquema de m´ltiplas filas encadeadas tem comportamento semelhante u a ` um esquema de prioridades. de escalonamento ´ round robin corresponde ao n´ de prioridade mais baixo.86 CAP´ ITULO 3. ca e Notamos que o MFQ constitui uma alternativa bastante atraente. ESCALONAMENTO DE PROCESSOS Figura 3. onde as filas de n´ superior eq¨ivalem aos ıvel u n´ ıveis de prioridade mais altos do sistema e a ultima fila. fossem favorecidos: • processos de curta dura¸˜o de forma a minimizar os tempos m´dios de ca e resposta.

8: Algoritmos de escalonamento n˜o preemptivos a Caracter´ ıstica Fun¸˜o de ca Sele¸˜o ca Preemptividade Throughput Tresposta Sobrecarga Adiamento Indefinido FIFO min(tchegada ) n˜o a m´dia e alto baixa HPF max(prio) n˜o a m´dia e baixo:m´dio e baixa:alta SJF min(tservico ) n˜o a alta baixo:m´dio e baixa:alta HRN max(tpn ) n˜o a alta baixo:m´dio e baixa:alta n˜o a sim sim n˜o a Dentre os algoritmos n˜o preemptivos (Tabela 3.6 Compara¸˜o dos algoritmos de escalonamento ca Nas Tabelas 3. possibilitando ganho de eficiˆncia. penalizando o sistema como um todo. e 3.8 e 3. sendo poss´ ıvel o adiamento indefinido destes. pois e e acaba penalizando processos pequenos que ocorram entre processos maiores e tamb´m n˜o trata o uso de dispositivos de E/S da maneira e a adequada.8) temos que apresena tam o seguinte comportamento geral: • O algoritmo FIFO ´ o mais simples e tamb´m o mais ineficiente. Tabela 3. • O escalonamento SJF penaliza os processos longos. tempo de resposta e sobrecarga apresentados. permitindo a avalia¸˜o co ca comparativa em termos de sua fun¸˜o de sele¸˜o.6. o sistema torna-se mais sens´ ao comportamento dos processos.9 agrupamos as principais carater´ ısticas dos algoritmos de escalonamento estudados nas se¸˜es anteriores. proporciona uma alta . O crit´rio de recoloca¸˜o de processos nas e ca mesmas filas ap´s uso de dispositivos de E/S influencia grandemente no o quanto este esquema de escalonamento ´ adaptativo. no quanto ele e e ´ capaz de atender aos diferentes padr˜es de comportamento dos processos. COMPARACAO DOS ALGORITMOS DE ESCALONAMENTO 87 ¸˜ o comportamento de um processo.3. Por outro lado. preemptividade. ıvel separando-os em categorias (os v´rios n´ a ıveis das filas). e o Embora a sobrecarga para administra¸˜o deste esquema de escalonamento ca seja maior. throughput ca ca (produtividade). favorecendo-o atrav´s da recoloca¸˜o em e ca uma fila de n´ ıvel adequado. isto ´. No entanto os resultados do escalonamento tendem a se aproximar do FIFO quando ocorrem v´rios processos com o mesmo n´ de a ıvel prioridade. • O algoritmo HPF ´ relativamente simples e permite implantar uma e pol´ ıtica diferencida de escalonamento atrav´s da defini¸˜o de prioridae ca des.

9: Algoritmos de escalonamento preemptivos Caracter´ ıstica RR SRT MQ MFQ Fun¸˜o de ca constante min(tservrest ) complexa complexa Sele¸˜o ca Preemptividade sim sim sim sim (quantum) (chegada) alta baixo:m´dio e m´dia:alta e (quantum) m´dia e baixo:m´dio e m´dia:alta e (quantum) m´dia e baixo:m´dio e m´dia:alta e Throughput Tresposta Sobrecarga Adiamento Indefinido m´dia e baixo:m´dio e baixa n˜o a sim sim sim Analisando agora os algoritmos preemptivos (Tabela 3.88 CAP´ ITULO 3. t´ ıpico de aplica¸˜es co comerciais com processamento simples de grandes quantidades de dados. e • O HRN ´ um dos melhores algoritmos de escalonamento n˜o preemptie a vos. tempos de resposta adequados e bom equil´ ıbrio entre atendimento de processos grandes e pequenos. oferecendo o mesmo n´ de produtividade do round ıvel robin. Por outro lado se mostra mais eficiente em situa¸˜es que os co processos exibem comportamento I/O bounded. Permite obter a bons resultados quando a categoriza¸˜o dos processos ´ poss´ ca e ıvel.9). todos possuem implementa¸˜o mais sofisticada que os algoritmos n˜o preemptivos ca a • A solu¸˜o round robin ´ uma alternativa geral simples. pois sua eficiˆncia e e se acha bastante associada ao tamanho do quantum. A sobrecarga ´ um de seus aspectos negativos. . implicando em e maior sobrecarga. mas desfavorece processos longos al´m de possibilitar e o adiamento indefinido. Al´m disso n˜o possibilita a ocorrˆncia de adiamento indefinido. pois apresenta alta produtividade. • O algoritmo MFQ ´ razoavelmente mais complexo. ESCALONAMENTO DE PROCESSOS produtividade as custas de uma maior sobrecarga e tempos de resposta m´dios. • O escalonamento SRT apresenta produtividade alta e tempos de resposta adequado. que proporciona ca e tratamento justo e ´ ainda razoavelmente produtivo. e a e Tabela 3. e • O algoritmo MQ ´ uma solu¸˜o que pode ser ligeiramente mais come ca plexa que o round robin ou t˜o complexa como o MFQ.

Cap´ ıtulo 4

Gerenciamento de Mem´ria o
Neste cap´ ıtulo vamos tratar do gerenciamento de mem´ria e de suas imo plica¸˜es para com as funcionalidades oferecidas pelos sistemas operacionais. co Para isto veremos como as diferentes formas de endere¸amento influenciam c as capacidades de um sistema e as diferentes estrat´gias de organiza¸˜o e e ca controle da mem´ria. o

4.1

Primeiras considera¸˜es co

Antes de definirmos o que ´ o gerenciamento de mem´ria, devemos primeiro e o considerar a estrutura dos computadores, tal como proposta no final da d´cada de 1930 por John Von Neumann, matem´tico h´ngaro erradicado e a u nos EUA, que trabalhava na Universidade de Princeton: Um computador ´ composto de trˆs partes fundamentais: o proe e cessador, os dispositivos de entrada/sa´ e a mem´ria. ıda o Atrav´s desta estrutura, ilustrada na Figura 4.1, Von Neumann mudou e radicalmente o conceito do computador, afirmando que o programa deveria ser armazenado na mem´ria junto com os dados, transformando as sofiso ticadas m´quinas de calcular existentes em uma nova esp´cie de m´quina, a e a completamente diferente, mais gen´rica e capaz de lembrar seq¨ˆncias de e ue comandos previamente fornecidas, executando-as fielmente. Este novo conceito permitiu construir-se computadores capazes de executar diferentes seq¨ˆncias de instru¸˜es sem a altera¸˜o de seu hardware, ue co ca o que n˜o acontecia com as antigas m´quinas de calcular gigantes. Mas a a duas vertentes surgiram praticamente na mesma ´poca, direcionando difee rentemente a arquitetura de sistemas computacionais baseados em mem´ria. o Conforme forma organizados, receberam o nome de arquitetura de Von Neumann ou arquitetura Princeton. Os pesquisadores da Universidade de Harvard propuseram uma arquitetura ligeiramente diferente da proposta inicial de Von Neumann, onde 89

90

´ CAP´ ITULO 4. GERENCIAMENTO DE MEMORIA

Figura 4.1: Arquitetura Princeton existiam dispositivos de mem´ria distintos para o armazenamento de dados o e programas (veja a Figura 4.2). O grande diferencial ´ que a arquitetura e de Princeton possui um unico barramento para transferˆncia de dados e ins´ e tru¸˜es entre mem´ria e processador enquanto que a arquitetura de Harvard co o possui dois barramentos, cada um ligando o processador aos dispositivos de mem´ria de dados e programas respectivamente. Apesar da arquitetura de o Harvard ser potencialmente mais eficiente, a simplicidade da arquitetura Princeton predominou com o passar dos anos.

Figura 4.2: Arquitetura Harvard Apesar destas duas arquiteturas serem conceitos revolucion´rios para a a ´poca, existia um grave problema: n˜o se dispunha de tecnologia suficiente e a para constru¸˜o de dispositivos eletro-eletrˆnicos que funcionassem como ca o mem´rias. o Quando Von Neumann propˆs o computador como uma m´quina capaz o a de memorizar e executar seq¨ˆncias de comandos, j´ existia tecnologia para ue a implementar-se os primeiros circuitos processadores e tamb´m os dispositie vos b´sicos de entrada e sa´ a ıda, mas n˜o se sabia como construir circuitos a de mem´ria. Se passaram v´rios anos at´ que uma primeira implementa¸˜o o a e ca satisfat´ria de um circuito de mem´ria permitisse construir um computador o o conforme sugerido por Von Neumann. Isto explica a origem de um defasagem tecnol´gica, at´ hoje n˜o superada por completo, entre mem´rias e o e a o

4.1. PRIMEIRAS CONSIDERACOES ¸˜

91

processadores. O pr´prio termo core memory, utilizado para designar a mem´ria prio o m´ria ou principal, tem sua origem nos primeiros dispositivos de mem´ria a o constru´ ıdos com pequenos n´cleos magnetiz´veis de ferrite interligados mau a tricialmente por uma delicada fia¸˜o de cobre, onde cada n´cleo armazenava ca u um unico bit. ´ Tipicamente tem-se que os processadores s˜o capazes de ler e princia palmente escrever mais r´pido do que os circuitos de mem´ria do mesmo a o n´ tecnol´gico. Isto usualmente for¸a uma determinada espera por parte ıvel o c dos processadores quando ocorre a troca de informa¸˜es com a mem´ria. co o Estes tempos de espera s˜o conhecidos como wait states. Este problema a n˜o seria t˜o grave se a intera¸˜o entre processador e mem´ria n˜o consa a ca o a titu´ a pr´pria essˆncia do funcionamento dos computadores baseados na ısse o e arquitetura de Von Neumann. Na arquitetura de Von Neumman o processador exibe o seguinte comportamento (como ilustrado na Figura 1.3) enquanto estiver ativo s˜o repetidas a as a¸˜es seguintes: co • busca de uma instru¸˜o (ciclo de fetch ou opcode fetch); ca • decodifica¸˜o da instru¸˜o (ciclo de instruction decode); e ca ca • execu¸˜o da instru¸˜o (ciclo de instruction execution). ca ca Notamos que o ciclo de fetch ´ basicamente uma opera¸˜o de leitura da e ca mem´ria, sendo o ciclo de decodifica¸˜o interno ao processador, enquanto o ca o ciclo de execu¸˜o pode realizar tanto opera¸˜es internas ao processador ca co como tamb´m opera¸˜es de leitura ou escrita na mem´ria. e co o Apesar das dificuldades encontradas, a arquitetura computacional baseada nos trˆs elementos b´sicos (processador, mem´ria e dispositivos de e a o entrada/sa´ ıda) ainda se mostra a melhor que existe, principalmente quando se inclui nela todos os avan¸os tecnol´gicos destes ultimos 1950 anos. c o ´ Hoje temos que, em conseq¨ˆncia da mencionada defasagem tecnol´gica ue o e dos problemas inerentes a constru¸˜o de dispositivos de mem´ria, o custo ca o relativo entre mem´ria e principalmente o processador faz com que a mem´o o ria represente uma parcela bastante significativa de um sistema computacional, parcela esta que se torna ainda mais significativa quanto mais sofisticado ´ tal sistema (usualmente s˜o sistemas de alto desempenho). e a ´ E muito importante ressaltarmos que, quando se fala em mem´ria, eso tamos nos referindo aos circuitos que trocam dados diretamente com o processador durante o ciclo de execu¸˜o de seus comandos mais b´sicos, ou ca a seja, a mem´ria prim´ria ou armazenamento prim´rio. Os dispositivos de o a a armazenamento secund´rio, isto ´, os dispositivos de mem´ria de massa tal a e o como fitas, cartuchos e disco magn´ticos (fixos ou remov´ e ıveis) n˜o devem a ser confundidos com a mem´ria b´sica do computador. o a

92

´ CAP´ ITULO 4. GERENCIAMENTO DE MEMORIA

A mem´ria dita prim´ria possui intera¸˜o direta com o processador, isto o a ca ´, fica diretamente conectada aos seus barramentos. J´ os dispositivos chae a mados de mem´ria secund´ria necessitam de alguma circuitaria ou memos o a mecˆnica extra para que os dados presentes no barramento do processador a sejam gravados em suas m´ ıdias e vice-versa. Como veremos mais tarde, a mem´ria secund´ria ter´ papel fundamental dentro do gerenciamento da o a a mem´ria prim´ria, mas isto deve ser tratado com cautela, pois apesar de seu o a custo ser bastante inferior ao da mem´ria prim´ria b´sica, sua velocidade ´ o a a e milhares de vezes menor, como indicado na Tabela 4.1. Tabela 4.1: Valores M´dios de Tempo de Acesso e Pre¸o por MByte para e c Dispositivos de Microcomputadores PC Compat´ ıveis em 1998 Dispositivo Tempo de Acesso Pre¸o/MByte c (ms) (US$) Cartuchos 200 0.05 Disco R´ ıgido 13 0.22 SIMM 45 12.00 DIM 25 16.00 Sendo assim, somente uma cuidadosa an´lise de custo versus benef´ a ıcio, que leve em conta outros fatores inerentes ao gerenciamento de mem´ria, o poder´ diagnosticar com precis˜o como e quando utilizar-se da mem´ria a a o secund´ria ao inv´s da mem´ria prim´ria. a e o a Resumidamente, justificamos a necessidade do gerenciamento de mem´o ria pelos trˆs fatores relacionados a seguir: e • A mem´ria prim´ria ´ um dos elementos b´sicos da arquitetura como a e a putacional atual. • Dado que a velocidade de suas opera¸˜es de leitura e escrita serem co mais baixas que a correspondentes velocidades dos processadores e ainda seu custo ser mais elevado, exige-se seu uso cuidadoso. • Como todo processo utiliza mem´ria prim´ria, ao gerenciarmos meo a m´ria estamos indiretamente gerenciando os processos. o

4.2

Multiprograma¸˜o ca

Como j´ vimos, a multiprograma¸˜o ´ uma importante t´cnica utilizada a ca e e para o projeto e constru¸˜o de sistemas operacionais. Segundo Guimar˜es: ca a A maioria do computadores modernos opera em regime de multiprograma¸˜o, isto ´, mais de um programa em execu¸˜o ”sica e ca multˆnea” na mem´ria. A existˆncia nesses sistemas de pea o e

100 % A ociosidade do processador exibida neste exemplo representa um desperd´ de sua capacidade equivalente a execu¸˜o de outros trˆs programas ıcio ca e idˆnticos. simultaneamente na mem´ria a c a o principal do sistema de maneira a obter-se a melhor utiliza¸˜o poss´ dos ca ıvel recursos do sistema. ca e . as quais podem ser executadas paralelamente. MULTIPROGRAMACAO ¸˜ rif´ricos ass´ e ıncronos e com velocidades de opera¸˜o as mais dica versas tornou economicamente necess´rio introduzir a multiproa grama¸˜o a fim de utilizar de maneira mais eficiente os recursos ca do sistema. num sistema monoprogramado. isto tamb´m permite que uma tarefa seja dividida em e partes. obter ´ ındices adequados de produtividade e eficiˆncia. de ca a e ıvel maior custo de aquisi¸˜o e propriedade. Constata¸˜o an´loga pode ser feita para os dispositivos de E/S e ca a deste sistema. 75 % Ociosidade do Disco 25 % Ociosidade de Outros Disp. Tabela 4. o objetivo da multiprograma¸˜o ´ maximizar a produca e tividade (throughput) e minimizar os tempos de resposta. p. As possibilidades oferecidas por sisca temas monoprogramados impedem que melhores ´ ındices de produtividade e eficiˆncia sejam atingidos. A execu¸˜o deste programa imp˜e a situa¸˜o ıda ca o ca relacionada na Tabela 4.2: An´lise de ociosidade a Tempo Total 32 s Tempo de Proc 8s Tempo de I/O 24 s Ociosidade do Proc. [GUI86. e Basicamente. neste sentido. portanto. Tal situa¸˜o n˜o ´ admiss´ em sistemas de maior porte e. Em computadores de pequeno porte ou destinados ao uso pessoal ´ toe ler´vel uma situa¸˜o de baixa eficiˆncia ou baixa produtividade. O maior problema da multiprograma¸˜o ´.4. Em suma. 71] [grifos do autor] 93 Da mesma forma. onde tanto a ca e o processador como os dispositivos perif´ricos permanecem ociosos por boa e parte do tempo de funcionamento do equipamento. Para isto ´ nee cess´rio a presen¸a de v´rios programas ativos. reduzindo o tempo total de processamento. ´ executado e utilizando 8 segundos da atividade do processador (a convers˜o da imagem a propriamente dita) e 24 segundos de atividade de dispositivos de E/S (gastos para carregamento do arquivo de entrada e armazenamento do arquivo de sa´ produzido pela rotina. as custas de um sistema de maior complexidade. Tomemos como exemplo um programa (ou rotina) conversor de imagens de formato BMP para GIF que.2.2. portanto. a multiprograma¸˜o ´ a alternativa e ca e que permite. a multiprograma¸˜o visa alcan¸ar melhores ca c ´ ındices de produtividade num sistema computacional.

2) Nestas equa¸˜es p ´ o n´mero de processos ativos existentes no sistema co e u e tio representa a taxa m´dia de utiliza¸˜o de dispositivos de E/S por parte e ca destes processos.3: Comportamento da taxa de utiliza¸˜o do processador ca . GERENCIAMENTO DE MEMORIA tornar compat´ ıveis os tempos de execu¸˜o dos programas e o atendimento ca dos usu´rios junto das diferentes velocidades de opera¸˜o dos perif´ricos do a ca e sistema. e • existe capacidade de efetuar-se processamento verdadeiramente paralelo. • os processos sejam totalmente independentes. considerando-se diferentes taxas m´dias de utiliza¸˜o a e ca de E/S. podemos obter as seguintes curvas e ca ilustrando o comportamento da utiliza¸˜o do processador para um n´mero ca u vari´vel de processos.94 ´ CAP´ ITULO 4. Figura 4. Se partirmos de um modelo bastante simplificado de sistema onde possamos supor verdadeiras as seguintes condi¸˜es: co • a sobrecarga imposta pelos mecanismos de administra¸˜o do sistema ca operacional ´ desprez´ e ıvel.1) (4. Atrav´s desta rela¸˜o. Nestes casos a taxa de ociosidade e utiliza¸˜o do processador podem ser ca dadas respectivamente pelas seguintes rela¸˜es: co ociosidade = tp io utilizacao = 1 − ociosidade = 1 − tp io (4.

ou seja. maior ´ o n´mero p de processos e u necess´rio para que a utiliza¸˜o do processador se mantenha em n´ a ca ıveis adequados. ou ca seja. PROM ou ROM. utilizacao > 85%. diretamente acess´ a co o ıveis pelo processador. o comportamento esperado em sistemas reais ´ o mesmo a despeito e dos valores absolutos obtidos. a Em virtude das dificuldades tecnol´gicas associadas a constru¸˜o de diso ca positivos eficientes de mem´ria e seu custo. o projetista de um sistema operacional determina quanto de cada tipo de mem´ria ser´ necess´rio para que o sistema seja ao o a a mesmo tempo eficiente e economicamente vi´vel. Tipicamente s˜o circuitos eletrˆnicos integrados do tipo a o RAM.3.´ 4. EEPROM. ORGANIZACAO DA MEMORIA ¸˜ 95 Notamos que conforme aumenta a taxa m´dia de utiliza¸˜o de disposie ca tivos de E/S (tio ) por parte dos processos. ou seja. • Armazenamento prim´rio a S˜o as posi¸˜es de mem´ria externa. Com isto justifica-se a necessidade de ambientes multiprogramados como unica forma de obter-se sistemas de alta ´ produtividade e eficiˆncia. tais valores tem valor indicativo. o armazenamento de dados aso sumiu historicamente a seguinte organiza¸˜o: ca • Armazenamento interno S˜o posi¸˜es de mem´ria dispon´ a co o ıveis internamente ao processador para permitir ou agilizar sua opera¸˜o. • Armazenamento secund´rio a S˜o as posi¸˜es de mem´ria externa que n˜o podem ser acessadas a co o a . Isto pode ser entendido de outra forma: quanto maior a taxa m´dia de utiliza¸˜o de dispositivos de E/S. u a Apesar de ser uma simplifica¸˜o. em diversos n´ ıveis dado que ´ realizado em diferentes tipos e de dispositivos devido ` quatro fatores b´sicos: a a • tempo de acesso • velocidade de opera¸˜o ca • custo por unidade de armazenamento • capacidade de armazenamento Com isto em mente. e 4.3 Organiza¸˜o da mem´ria ca o Num sistema computacional o armazenamento de dados ocorre hierarquicamente. Constitui-se dos registradores do ca processador e de seu cache interno. maior ´ o e ca e n´mero de usu´rio suportado pelo sistema. EPROM.

devendo ser movidas para o armazenamento prim´rio antes de sua utiliza¸˜o. Disto decorre sua implementa¸˜o em quantidades menores. Tipicamente dispositivos de a ca armazenamento de massa tais como unidades de disco e fita. e Com a evolu¸˜o do computadores.4: Organiza¸˜o da mem´ria em n´ ca o ıveis diretamente pelo processador.96 ´ CAP´ ITULO 4. a atual organiza¸˜o conta com outros ca ca elementos adicionados para otimizar a performance do sistema e ainda assim reduzir seu custo. embora sendo os mais caros. A mem´ria prim´ria representa um caso intermedi´rio. Em conca trapartida. os menores tempos de acesso representando os melhores dispositivos em termos de performance. Note que o armazenamento interno ´ aquele que possui as maiores vee locidades de acesso. a a ca mas cujo custo ainda assim ´ elevado. mas significativamente mais ca lentos. conforme a figura a seguir: Figura 4. os dispositivos de armazenamento secund´rio s˜o os de maior a a capacidade e de melhor rela¸˜o custo por byte. GERENCIAMENTO DE MEMORIA Figura 4.5: Organiza¸˜o t´ ca ıpica de armazenamento . ou seja. onde a velocio a a dade e tempo de acesso s˜o adequadas ` opera¸˜o direta com o processador.

4. a necessidade de controlarmos como esta mem´ria ´ utilizada o o e por estes v´rios programas. A mem´ria prim´ria armazena os programas e dados em execu¸˜o no o a ca sistema. s˜o transferidos os blocos determinae a dos como necess´rios para a continua¸˜o do processamento. Os dispositivos de armazenamento secund´rio s˜o usados para prea a serva¸˜o dos dados de forma perene. como pode ser utilizada pelos o e e processos existentes neste sistema. cuja administra¸˜o influencia proo e ca fundamente na eficiˆncia e performance de um sistema computacional. ´ e e necess´rio considerar-se trˆs estrat´gias para sua utiliza¸˜o: a e e ca 1. e 4. devido sua maior u velocidade. Estrat´gias de posicionamento e S˜o as estrat´gias relacionadas com a determina¸˜o das regi˜es da a e ca o mem´ria prim´ria (f´ o a ısica) que ser˜o efetivamente utilizados pelos proa gramas e dados. . s˜o geralmente utilizados para manter dentro do processador dados a freq¨entemente utilizados. Como os processos s˜o tratados pelo sistema operacional quanto `s a a suas necessidades de uso de mem´ria. p.4 Defini¸˜o de gerenciamento de mem´ria ca o A necessidade de manter m´ltiplos programas ativos na mem´ria do sistema u o imp˜e outra. a o e o resultado da aplica¸˜o de duas pr´ticas distintas dentro de um sistema ca a computacional: 1. ou o uma por¸˜o de dados (evitando-se uso da mem´ria principal) e com isto ca o aumentando o desempenho do sistema [DEI92. Como a mem´ria principal ´ vista. Os cache interno e externo. podendo esta t´cnica ca e ser utilizada para outros tipos de perif´ricos.´ 4. s˜o usados para manter uma por¸˜o do programa (que pode a ca assim ser executada mais rapidamente do que na mem´ria principal). ou seja. Estrat´gias de busca e As estrat´gias de busca (fetch strategies) preocupam-se em determinar e qual o pr´ximo bloco de programa ou dados que deve ser transferido da o mem´ria secund´ria para a mem´ria prim´ria. 30]. o Como a mem´ria ´ um recurso caro. embora tamb´m possam ser usados ca e para expandir as capacidades da mem´ria prim´ria. O gerenciamento de mem´ria ´. implementados em n´mero limitado devido ao seu u custo. a ca 2. pela determina¸˜o do espa¸o de endere¸aca c c mento utilizado (placement strategies). DEFINICAO DE GERENCIAMENTO DE MEMORIA ¸˜ 97 Os registradores. ou seja. portanto. O cache de disco ´ utio a e lizado para acelerar a opera¸˜o das unidades de disco. 2. Usualmente se utilizam o a o a estrat´gias de demanda. isto ´.

para ca a e o entendermos como os processos enxergam a mem´ria. Estrat´gias de reposi¸˜o ou substitui¸˜o e ca ca S˜o as estrat´gias preocupadas em determinar qual bloco ser´ enviado a e a a mem´ria secund´ria para disponibiliza¸˜o de espa¸o na mem´ria o a ca c o principal para execu¸˜o de outros programas. de particionamento vari´vel a • multiprogramados com armazenamento virtual paginado • multiprogramados com armazenamento virtual segmentado • multiprogramados com armazenamento virtual combinado Na Figura 4. ca o Para sabermos como se comporta um programa durante sua execu¸˜o e ca quais s˜o suas limita¸˜es quanto a utiliza¸˜o da mem´ria.98 ´ CAP´ ITULO 4. Por outro lado. sua evolu¸˜o. todo sistema computacional possui alguma estrat´gia de e busca e alguma estrat´gia b´sica de posicionamento. as quais comp˜em o modelo de adminiso o tra¸˜o de mem´ria empregado pelo sistema. a a e ca Historicamente. ´ necess´rio conhecer o e a em detalhe como os programas se comportam durante sua execu¸˜o. ca O comportamento exibido pelos programas durante sua execu¸˜o cria ca determinadas limita¸˜es que devem ser observadas cuidadosamente pelo sisco tema operacional atrav´s de seu gerenciamento de mem´ria. GERENCIAMENTO DE MEMORIA 3. Os modos b´sicos de orgaca a niza¸˜o da mem´ria dos sistemas s˜o: ca o a • monoprogramado • multiprogramados com armazenamento real. particionamento fixo e endere¸amento reloc´vel c a • multiprogramados com armazenamento real. de certa forma. Minimamente. o desenvolvimento da organiza¸˜o e gerenciamento de ca mem´ria foi grandemente afetado pelo pr´prio desenvolvimento dos compuo o tadores e evolu¸˜o dos sistemas operacionais. Para maximizar-se as capacidades dos sistemas computacionais s˜o necess´rias as estrat´gias de reposi¸˜o. determinam ca quais blocos de mem´ria ser˜o substitu´ o a ıdos por outros (replacement strategies). O aumento da soe a fistica¸˜o dos sistemas computacionais exige a utiliza¸˜o de estrat´gias de ca ca e busca posicionamento mais sofisticadas. ou seja. e o os programas tamb´m devem se comportar dentro de regras estabelecidas e pelo pr´prio sistema operacional. a ca o ca Com rela¸˜o ao primeiro aspecto b´sico da gerˆncia de mem´ria. ca .6 temos um quadro onde se ilustra o relacionamento dos modelos b´sicos de organiza¸˜o da mem´ria e. devemos analisar a co ca o todo o processo de cria¸˜o dos programas. particionamento fixo e endere¸amento absoluto c • multiprogramados com armazenamento real.

Da mesma forma que os computadores n˜o entendem a nossa linguaa gem.. ou seja. a O compilador (compiler ) ´ um programa especial que traduz o are quivo fonte em um arquivo bin´rio que contˆm instru¸˜es. Existem entidades especiais respons´veis pela transforma¸˜o a ca do arquivo-fonte do programa em uma forma pass´ de execu¸˜o pelo comıvel ca putador.7. que contˆm um roa e teiro estruturado de passos e a¸˜es a serem executadas pelo programa que se co deseja. ou seja a linguagem que naturalmente utilizamos para nossa comunica¸˜o. an´logo ` uma reda¸˜o. CRIACAO DE PROGRAMAS ¸˜ 99 Figura 4. mas qualquer que seja a linguagem. estes arquivos-texto s˜o uma representa¸˜o dos algoritmos a ca que se desejam programar.6: Evolu¸˜o da organiza¸˜o da mem´ria ca ca o 4.4. estas m´quina t˜o pouco entendem as linguagens de programa¸˜o ca a a ca diretamente. m´dio ou baixo n´ e ıvel.5. seu tipo e a forma de estrutura¸˜o do programa. sujeito ` regras de sintaxe a a ca a e de contexto.5 Cria¸˜o de programas ca Os programas s˜o criados a partir de arquivos-texto. Estas entidades est˜o ilustradas na Figura 4. Estes passos e a¸˜es est˜o descritos dentro do co a arquivo-texto atrav´s de uma linguagem de programa¸˜o e por isso s˜o e ca a usualmente chamados de arquivo-fonte do programa (resumidamente arquivo-fonte ou fonte). As linguagens de programa¸˜o utilizadas podem ca ser de alto. dados e endere¸os a e co c (representados binariamente) que permitem executar as a¸˜es necess´rias co a atrav´s das instru¸˜es em linguagem de m´quina do processador existente e co a . o arquivo-fonte continua a ser ca simplesmente um texto.

7: Esquema de cria¸˜o de programas ca no computador em quest˜o. O arquivo-execut´vel ´ aquele que pode ser transfea a e rido para a mem´ria do computador possibilitando a execu¸˜o do programa. onde se dar´ a execu¸˜o do programa carregado. respons´vel por controlar eficientemente as estruturas de mem´ria a o prim´ria. que ´ parte integrante do sistema operacional. chamada carregador (loader ). objeto e execut´vel e a constituem arquivos. est˜o armazenados nas estruturas de mem´ria a o secund´ria (unidades de disco r´ a ıgido. fitas. Os arquivos bin´rios produzidos pelo compia a lador s˜o os arquivos-objeto ou resumidamente objeto. discos flex´ ıveis. Note que cada a compilador ´ apropriado para uma unica linguagem de programa¸˜o. o Existe uma outra entidade especial. quando necess´rio.100 ´ CAP´ ITULO 4. o ca Assim como os compiladores. o ligador tamb´m ´ uma entidade deste proe e cesso de gera¸˜o de programas e tamb´m est´ sujeito a operar com arquivos ca e a objeto produzidos apenas por determinados compiladores. apenas encadeia dois ou mais ara quivos objeto sob a forma de um unico arquivo de programa execut´vel ou ´ a arquivo-execut´vel. de armazenamento secund´rio e o processamento do sistema coma a . e ´ ca O ligador (linker ). Devemos ressaltar que at´ agora os arquivos fonte. a ca Os carregadores constituem uma parte do sistema operacional porque a coloca¸˜o de programas na mem´ria e a execu¸˜o dos mesmos s˜o fun¸˜es ca o ca a co deste. respons´vel por transportar os e a arquivos de programa execut´vel da mem´ria secund´ria para a mem´ria a o a o principal. cartuchos ou discos ´pticos). GERENCIAMENTO DE MEMORIA Figura 4. ou seja.

mas apenas lido a a e o pelo sistema operacional.1 Espa¸os l´gicos e f´ c o ısicos Retomemos os conceitos envolvidos com os arquivos de programa fonte. 4. e Durante a implementa¸˜o dos programas utilizam-se. idealiza-se conceitualmente o uma forma de representa¸˜o do dados a serem manipulados e depois disso ca um conjunto de opera¸˜es especiais que manipular˜o as estruturas criadas co a possibilitando a obten¸˜o dos resultados esperados do programa. Tais abstra¸˜es s˜o os objetos l´gicos do programa. dentro do computador a c o execu¸˜o do programa tem que ocorrer dentro da mem´ria principal. Pode-se dizer assim ca co c o que os programas fonte representam. onde ele mesmo se transforma numa imagem ıvel ca execut´vel. numa dada linguagem de programa¸˜o. ´reas de mem´ria reservadas para a o a a o vari´veis do programa. como ca o conseq¨ˆncia e limita¸˜o da arquitetura de Von Neumann. a mem´ria principal pode sempre ser expressa como um vetor. antes da carga do m´dulo de c´digo. como meios de ca express˜o. Ap´s o transporte do arquivo execut´vel para a mem´ria principal ´ o a o e poss´ iniciar sua execu¸˜o. manuseando dados de forma ue interativa ou n˜o. por mais simples ou complexo que ele seja. ca Notem que ao projetar-se um programa. que representa a expans˜o do c´digo de programa contido no a a o arquivo execut´vel em c´digo execut´vel. pilha retorno e ´rea extra para aloca¸˜o dinˆmica a a ca a por parte do programa.5. mas c o e co a sem qualquer v´ ınculo com as linguagens de programa¸˜o ou com os proca cessadores e computadores que executar˜o os programas criados a partir a desta concep¸˜o. o sistema operacional. O co a o espa¸o l´gico cont´m todas as defini¸˜es necess´rias para o programa. ap´s o entendimento do problema. ca Para isto. tamb´m abstrata. CRIACAO DE PROGRAMAS ¸˜ 101 putacional. deve conhecer de antem˜o seu tamanho o o a total e a quantidade m´ ınima de mem´ria extra necess´ria. ue ca Seja qual for o computador e a particulariza¸˜o da arquitetura de seu ca hardware. Qual ´ o objetivo b´sico de um programa? A resposta ´: ensinar o come a e putador a executar um seq¨ˆncia de passos.4. A bem da verdade. de posi¸˜es de mem´ria que se iniciam num determinado co o .5. o unidimensional. as linguagens de programa¸˜o que possibilitam expressar de maa ca neira concreta (apesar das limita¸˜es impostas por qualquer linguagem de co programa¸˜o) as formula¸˜es contidas no espa¸o l´gico. O espa¸o l´gico ´ a representa¸˜o abstrata da solu¸˜o do ca c o e ca ca problema. Num outro extremo. sejam elas de natureza estrutural ou procedural/funcional. define-se um espa¸o l´gico que re´ne todas as abstra¸˜es c o u co feitas para criar-se o programa. Tais informa¸˜es o a co residem geralmente num cabe¸alho (header ) localizado no in´ do arquivo c ıcio de programa execut´vel. com o objetivo final de realizar c´lculos ou transforma¸˜es a a co com os dados fornecidos durante a execu¸˜o do programa. que n˜o ´ copiado para mem´ria. ca o espa¸o l´gico do programa.

acabando por definir um ´ ca o espa¸o f´ c ısico.912 para um computador com 512 Mbytes de mem´ria. a um processo de mapeamento. Do outro lado. Tipicamente se orco o ganizam as mem´rias dos microcomputadores em bytes. Ao conjunto de posi¸˜es a o co de mem´ria utilizado por uma imagem se d´ o nome de espa¸o f´ o a c ısico desta imagem. podendo armazenar o que se chama de o e e palavra de dados do computador. a mem´ria est´ organizada em nibo a bles. No nosso contexto ca binding significa o mapeamento do espa¸o l´gico de um programa no espa¸o c o c f´ ısico que possibilita sua execu¸˜o dentro do sistema computacional em uso. 16 e 32 bits representam. dizemos que os endere¸os de o a c mem´ria representam fisicamente a organiza¸˜o de mem´ria de um compuo ca o tador.8: Representa¸˜o do binding ca Veremos a seguir que o binding tem que ser realizado por uma das entidades envolvidas no processo de cria¸˜o de programas.8. durante a execu¸˜o da imagem temos que c o ca as posi¸˜es de mem´ria usadas constituem o espa¸o f´ co o c ısico deste mesmo programa. words e double words. 536. representada e contida pelo seu ca espa¸o l´gico. ou seja. A este processo de liga¸˜o se d´ o nome de mapeamento ou ca a binding (amarra¸˜o). na verdade. os quais co o u ca s˜o chamados de endere¸os. organiza¸˜es de mem´ria em bytes. Como a mem´ria de um computador ´ um a c o e componente eletrˆnico. respectivamente. usualmente o zero. sendo que nos refeo ca renciamos as posi¸˜es de mem´ria pelos seus n´meros de posi¸˜o. A liga¸˜o entre o espa¸o l´gico e f´ ca c o ısico representa. assim cada posi¸˜o o ca de mem´ria poderia armazenar um byte de informa¸˜o.102 ´ CAP´ ITULO 4.870. constituindo o espa¸o f´ c ısico deste mesmo programa. Palavras de dados de 8. fisicamente palp´vel. Sabemos que um programa quando em execu¸˜o na mem´ria principal ca o de um computador se chama imagem execut´vel e que esta imagem ocupa a um regi˜o de mem´ria finita e bem determinada. na pr´tica um conjunto de bits. onde cada elemento do espa¸o l´gico ´ unido de forma c o e unica a uma posi¸˜o de mem´ria do computador. em algum instante o espa¸o l´gico do programa foi c o transformado e ligado a organiza¸˜o de mem´ria do sistema computacional ca o em uso. em alguns insca . a Se a palavra de dados tem 4 bits . GERENCIAMENTO DE MEMORIA ponto. De alguma forma. por exemplo. De um lado a concep¸˜o do programa. e terminam em outro. como representado na Figura 4. ca Figura 4. Cada posi¸˜o desta o ca estrutura de mem´ria ´ idˆntica.

o compilador associa a o ca diretamente posi¸˜es de mem´ria a estruturas de dados. ca Figura 4. capaz de entender um algoritmo expresso em termos de uma e linguagem de programa¸˜o. dados e endere¸os que possibico c litam a execu¸˜o do programa por um processador particular.5.5. o a e empregando dois modos de endere¸amento: o absoluto e o reloc´vel. alguns aspectos da arquitetura e do sistema operacional a co devem ser observados pelos compiladores como forma de produzir c´digo o verdadeiramente util para uma dada arquitetura computacional. o compilador fixa co . esco a o co truturas de dados e vari´veis externas. Em outras palavras. vari´veis. c a Quando no modo de endere¸amento absoluto. tem apenas o local de chamada mara cado em tabelas de s´ ımbolos externos para liga¸˜o posterior com bibliotecas ca ou outros m´dulos de c´digo.2 Compiladores (compilers) Como j´ foi definido. Fun¸˜es. portanto. liga¸˜o.9).4. ´ No Exemplo 4. endere¸os co o a c de rotinas e fun¸˜es do programa. ıvel ıvel ca Os compiladores podem gerar c´digo de duas maneiras b´sicas.1 temos um trecho de c´digo escrito em linguagem de alto o n´ e um poss´ resultado de compila¸˜o. O compilador ca ´. isto ´. Sendo assim. E poss´ ca ca ca ´ ıvel tamb´m que o binding seja realizado por mais de uma destas entidades. carregamento ou mesmo execu¸˜o. convertendo-o nas instru¸˜es necess´rias para ca co a sua execu¸˜o por um processador particular (vide Figura 4.9: Compilador e cross-compilador Todas as defini¸˜es internas s˜o transformadas em c´digo. durante a compila¸˜o. 4. onde e cada uma realiza uma parcela deste processo de mapeamento. CRIACAO DE PROGRAMAS ¸˜ 103 tante da compila¸˜o. um compilador ´ um programa especial capaz de a e traduzir um arquivo escrito em uma linguagem de programa¸˜o espec´ ca ıfica em um outro arquivo contendo as instru¸˜es. o compilador imac gina que o programa ser´ sempre executado numa unica e bem determinada a ´ regi˜o de mem´ria. Al´m de considerar o processador que execuo o e tar´ tais instru¸˜es.

. Tamb´m conhecido como header. o while (. . ´ chamado c a e de endere¸o base de compila¸˜o ou apenas de endere¸o base. . . . a). estruturas ou a fun¸˜es).104 ´ CAP´ ITULO 4. Desta c ca c maneira a compila¸˜o se torna mais simples. printf("%d\n". . .1 Resultado da compila¸˜o ca os endere¸os de execu¸˜o do programa. . c ca Este endere¸o de origem.10. e ´ C´digo Segmento onde reside o c´digo do programa. . . . ca TSE A tabela de s´ ımbolos externos ´ o local onde s˜o listadas as e a posi¸˜es de chamada de s´ co ımbolos externos (vari´veis.10: Arquivo objeto gerado atrav´s de compila¸˜o absoluta e ca Na Figura 4. a = a + 1. Figura 4. temos os elementos seguintes: e ca Cabe¸alho Regi˜o onde s˜o colocadas informa¸˜es gerais sobre o arquivo c a a co objeto e suas partes. c ca tornando-se assim compiladores absolutos. LOAD 500 . E o o gerado da mesma forma que na compila¸˜o absoluta. JNZ 0200 // trecho de c´digo fonte. } Exemplo 4.. co Os arquivos objeto produzidos tem seus endere¸os calculados a partir c de um endere¸o de origem padronizado ou informado antes da compila¸˜o.) { . mas como conseq¨ˆncia direta ca ue disto temos que: . a partir do qual os demais s˜o definidos. propriamente dito. . onde se apresenta a estrutura interna de arquivos gerados atrav´s de compila¸˜o absoluta. GERENCIAMENTO DE MEMORIA trecho de c´digo compilado o 0200: . CALL printf . realizando por completo o binding. . ..

mas al´m de gerar o c ca ca e c´digo o compilador reloc´vel monta o arquivo objeto da seguinte forma: o a O unico elemento novo no arquivo objeto ´ a TER (tabela de en´ e dere¸os reloc´veis) onde s˜o relacionadas as posi¸˜es de todos os enc a a co dere¸os existentes dentro do bloco de c´digo cujo valor depende da posi¸˜o c o ca inicial do c´digo. o compilador contic a nua realizando todas as suas tarefas.4. o • n˜o podem existir duas ou mais instˆncias do mesmo programa exea a cut´vel na mem´ria. ıvel c o • modificar o endere¸amento do programa pois n˜o se pode distinguir c a que s˜o os endere¸os dentro dos arquivos objeto gerados pelos compia c ladores absolutos. tornando praticae ca co c mente imposs´ ıvel: • reverter a compila¸˜o. o • a soma das imagens poss´ ıveis de serem carregadas em mem´ria para o execu¸˜o paralela tem que ser menor ou igual a quantidade total de ca mem´ria dispon´ o ıvel. ou seja. • duas ou mais imagens execut´veis n˜o podem se sobrepor na mem´ria a a o (ocupar os mesmos endere¸os de mem´ria) total ou parcialmente. dados e endere¸os. Como existem apenas n´meros bin´rios em todo o arquivo objeto. a n˜o ser que se realizem compila¸˜es adicioa o a co nais for¸ando a gera¸˜o do c´digo para uso em diferentes regi˜es de c ca o o mem´ria. o • dois ou mais diferentes programas execut´veis n˜o podem ser carregaa a dos na mem´ria a n˜o ser que tenham sido compilados prevendo exao a tamente a ordem de carregamento e as ´reas adicionais de mem´ria a o que venham a utilizar. As raz˜es para estas limita¸˜es s˜o simples e todas baseadas no fato de o co a que dentro do arquivo objeto s´ existem n´meros bin´rios. CRIACAO DE PROGRAMAS ¸˜ 105 • um arquivo de programa execut´vel s´ pode ser executado numa regi˜o a o a fixa de mem´ria. c o • uma imagem execut´vel deve sempre ocupar uma regi˜o cont´ a a ınua de mem´ria. pois o binding se tornou irrevers´ ca ıvel. o c . como no caso da compila¸˜o absoluta. lista todos os endere¸os relativos existentes. ca fixando os endere¸os de execu¸˜o durante a compila¸˜o. Tais n´meros o u a u representam tanto os c´digos das instru¸˜es do processador como os dados o co constantes do programa e tamb´m os endere¸os determinados pelo compilae c dor. n˜o sendo a poss´ reconstituir-se o espa¸o l´gico que originou o programa. n˜o u a a ´ trivial a distin¸˜o entre instru¸˜es. Quando no modo de endere¸amento reloc´vel.5.

pois os endere¸os est˜o evidenciados na TER. sem a necessidade da realiza¸˜o de compila¸˜es adicionais o ca co para for¸ar a gera¸˜o do c´digo para uso em diferentes regi˜es de c ca o o mem´ria. o que corresponde dizer que o binding n˜o se realizou por a a completo. ainda ´ imposs´ reconstituir-se o espa¸o l´gico a e ıvel c o original do programa. alter´vel. o o • poder˜o existir duas ou mais instˆncias do mesmo programa execut´vel a a a na mem´ria. GERENCIAMENTO DE MEMORIA Figura 4. a serem determinadas pelo sistema operacional. a TER relaciona onde est˜o os endere¸os que deveriam a c ser modificados para permitir a transposi¸˜o da imagem execut´vel de uma ca a regi˜o de mem´ria para outra. ca o De qualquer forma o uso de compiladores reloc´veis proporcionar´ as a a seguintes situa¸˜es: co • um arquivo de programa execut´vel poder´ ser executado em diversas a a regi˜es de mem´ria. pois ´ atrav´s desta tabela que o binding torna-se revers´ a e e ıvel. ou melhor. constituindo o segredo dos compiladores rea o loc´veis.11: Arquivo objeto gerado atrav´s de compila¸˜o reloc´vel e ca a Desta forma. o • dois ou mais diferentes programas execut´veis poder˜o ser carregaa a dos na mem´ria sem que seja necess´ria a previs˜o da ordem exata o a a de carregamento e as ´reas adicionais de mem´ria que venham a ser a o utilizadas. • duas ou mais imagens execut´veis n˜o podem se sobrepor na mem´ria a a o (ocupar os mesmos endere¸os de mem´ria) total ou parcialmente. • ´ poss´ que outra entidade venha a modificar o atual endere¸amento e ıvel c do programa. sendo que c a tal modifica¸˜o possibilita determinar o espa¸o f´ ca c ısico do programa em fun¸˜o da disponibilidade de mem´ria do sistema. c o .106 ´ CAP´ ITULO 4. Portanto temos as seguintes implica¸˜es: co • ainda n˜o ´ poss´ a e ıvel reverter-se a compila¸˜o em si pois apesar do ca binding ser alter´vel.

} FuncType. Atrav´s de s´ ´ a e ımbolos e posi¸˜es relacionados em tabelas de s´ co ımbolos geradas pelos compiladores. os ligadores s˜o capazes de unir trechos de c´digo existentes em diferentes a o arquivos objeto em um unico arquivo execut´vel. estruturas de dados e vari´veis que a co a ser˜o utilizadas por m´dulos externos. o • a soma das imagens poss´ ıveis de serem carregadas em mem´ria para o execu¸˜o paralela tem que ser menor ou igual a quantidade total de ca mem´ria dispon´ o ıvel. ser definidas e criadas em certos arquivos.5. co bastando a indica¸˜o adequada de sua existˆncia no exterior destes arquivos ca e fontes. ´ a Os s´ ımbolos destas tabelas representam fun¸˜es ou estruturas de dados co que podem. temos que os carregadores ca ca s˜o os candidatos naturais a finaliza¸˜o do binding no caso da compila¸˜o a ca ca reloc´vel. // vari´vel inteira exportada a extern int CallStack[NUM FUNC]. outros arquivos de programa fonte podem utilizar-se destas fun¸˜es e estruturas sem a necessidade de redefini-las. Exemplo 4. compiladas separadamente.3 Ligadores (linkers) Programas capazes de unir parcelas de c´digo. // Exporta¸~o de estruturas e vari´veis em linguagem C ca a // estrutura de dados typedef struct { char FuncName[ID LEN]. CRIACAO DE PROGRAMAS ¸˜ 107 • uma imagem execut´vel deve sempre ocupar uma regi˜o cont´ a a ınua de mem´ria. Segundo estas mesmas regras. Assim sendo temos: • M´dulos exportadores o Aqueles onde s˜o indicadas fun¸˜es. a 4. int Loc. Utilizam varia¸˜es de cl´usulas a o co a extern ou export.4.2 Declara¸˜es de exporta¸˜o co ca .5. dentro de certas regras. o em um unico arquivo de programa execut´vel. Vemos que uma parte das limita¸˜es provocadas pelo uso de compiladoco res absolutos podem ser contornadas com o uso do modelo de compila¸˜o ca reloc´vel. // vetor de estruturas exportado extern FuncType FuncTable[]. Como os ligadores n˜o exercem participa¸˜o no binding no toa a ca cante a modifica¸˜o ou finaliza¸˜o do binding.

Os ligadores n˜o exercem papel de modifica¸˜o ou a ca finaliza¸˜o do binding. ´ como ilustrado na Figura 4.hpp> #include <dos.3 Declara¸˜es de importa¸˜o co ca Cabe ao ligador a tarefa de unir os arquivos que cont´m estas defini¸˜es e co aos arquivos que as utilizam.12. co a // Importa¸~o de m´dulos em linguagem C ca o #include <vcl\Forms. constituindo um elemento neutro dentro a da cria¸˜o dos programas quando analisada sob o aspecto de modelo de ca endere¸amento. que determina o o a espa¸o f´ c ısico definitivo. gerando disto um unico arquivo de programa. com a conseq¨ente uni˜o posterior dos m´ca u a o dulos produzidos atrav´s de um ligador. tem os seguintes objetivos: e 1. o Utilizam varia¸˜es de cl´usulas import ou include.hpp> #include <vcl\Classes. tarefa que fica a cargo das entidades anteriores (os ca compiladores) ou posteriores (os carregadores e relocadores). c Os ligadores participam do binding efetuando a uni˜o dos espa¸os f´ a c ısicos dos m´dulos a serem ligados como o programa execut´vel. Reduzir o tempo de desenvolvimento diminuindo os tempos consumidos durante a compila¸˜o atrav´s da parti¸˜o do programa fonte em ca e ca . A liga¸˜o nunca afeta a maneira com que ca o binding foi ou ser´ realizado.h> Exemplo 4. GERENCIAMENTO DE MEMORIA • M´dulos importadores o Aqueles onde s˜o indicadas quais fun¸˜es.hpp> #include <vcl\ Windows. Figura 4.12: Esquema de compila¸˜o em separado e uso de ligador ca A compila¸˜o em separado.108 ´ CAP´ ITULO 4. estruturas de dados e vari´a co a veis encontram-se declaradas e implementadas em m´dulos externos.

Pode-se a partir desta c divis˜o concentrar-se o trabalho em uma das partes de cada vez. as diversas compila¸˜es intermedi´rias durante co a o desenvolvimento totalizam um menor tempo quando feita por partes do que quando o programa era manuseado por inteiro. Quando se consica dera o resultado final. Tal divis˜o requer cuidadoso projeto e especifica¸˜o a ca detalhada e consistente das partes do programa. que a por ser menor toma um menor tempo de compila¸˜o. mesmo o ´ a que os m´dulos tenham sido escrito em diferentes linguagens. mas tem-se a indiscut´ vantagem de que o desenvolvimento pode ser realizado ıvel num prazo bastante inferior dado que as partes podem ser desenvolvidas em paralelo. mas n˜o poder˜o alter´-lo. 4. ent˜o um ligador apropriado ser´ capaz de unir estes dio a a ferentes m´dulos num unico arquivo de programa execut´vel. durante a implementa¸˜o destes m´dulos. pode-se com isto distribuir-se esta fun¸˜es e estruturas sob a forma compilada. 3. s˜o capazes de gerar um formato compat´ de informa¸˜o ca a ıvel ca simb´lica.5. as diversas partes podem ser implementadas paralelamente por equipes de 2 ou mais programadores. Com isto podem ser aproveitadas bibliotecas escritas numa certa linguagem (as bibliotecas matem´ticas do FORTRAN. resultados retornados) criando-se assim bibliotecas. Dado que ´ poss´ co e ıvel a compila¸˜o ca de uma parte de um programa contendo apenas fun¸˜es (de uso geco ral ou espec´ ıfico) e estruturas de dados associadas. podem ser e e melhor exploradas certas carater´ ısticas das linguagens em programas . Permitir a padroniza¸˜o de c´digo e a constru¸˜o de bibliotecas de ca o ca fun¸˜es e estruturas de dados. 2. da´ obt´m-se a a a a ı e padroniza¸˜o segura de fun¸˜es e estruturas de dados. Outros programadores poder˜o utilizar este m´o a o dulo em seus programas. Para que isto ca co seja poss´ basta seguir as regras de compila¸˜o por partes e acompaıvel ca nhar o m´dulo objeto de uma descri¸˜o das suas fun¸˜es (parˆmetros o ca co a de entrada. Permitir o uso de diferentes linguagens de programa¸˜o dentro de um ca mesmo programa. ou seja co um m´dulo objeto.4. Assim os totais gastos s˜o os mesmos quando se consideram a soma dos tempos gastos a por cada elemento da equipe ou o custo de tal trabalho. CRIACAO DE PROGRAMAS ¸˜ 109 peda¸os (logicamente divididos e encadeados). Considerando a capacidade limitada dos Ligadores em interpretar as tabelas de s´ ımbolos geradas pelos compiladores. devem ser observaca o das as conven¸˜es de chamada para rotinas externas escritas em ouco tras linguagens espec´ ıficas para cada linguagem. Seguindo o mesmo princ´ ıpio que o da redu¸˜o do tempo ca de desenvolvimento. Na vero dade. Atrav´s destas t´cnicas. Permitir a divis˜o do trabalho dado que o programa pode ser dividido a em partes. se v´rios compiladores. mesmo que de diferentes linguagens de proa grama¸˜o. por exemplo) em programas escritos em a outras linguagens (C ou PASCAL).

resultando geralmente na interrup¸˜o abrupta do programa pelo sistema ca operacional. tais carregadores s˜o chamados de carregadores absolutos e ca a recebem do sistema operacional apenas as informa¸˜es do nome do arquivo co execut´vel a ser carregado e o endere¸o de carga (endere¸o a partir de onde a c c se iniciar´ a c´pia do c´digo na mem´ria principal). no a a o c´lculo impr´prio dos resultados ou na perda de controle do sistema. ca Quando o arquivo objeto foi gerado em modo absoluto. a devem ser utilizados carregadores reloc´veis. C e a PASCAL . carregadores capaa zes de interpretar o conte´do da TER (tabela de endere¸os reloc´veis) de u c a forma a transpor a imagem execut´vel da ´rea original (iniciada/definida a a pelo endere¸o base de compila¸˜o) para uma outra ´rea de mem´ria. Caso contr´rio as conseq¨ˆncias s˜o imprevis´ a ue a ıveis. ele soma ao endere¸o lido (endere¸o original da compila¸˜o) o valor o c c ca do endere¸o de carga fornecido pelo sistema operacional e com isto se realiza c o modifica¸˜o do binding (iniciado pelo compilador reloc´vel) finalizandoca a se o mapeamento com a transposi¸˜o da imagem para uma nova regi˜o de ca a mem´ria. determinada pelo sistema operacional e n˜o pelo compilador. o a . neste ponto o sistema operacional determinar´ quando se iniciar´ a execu¸˜o a a ca do programa.4 Carregadores (loaders) Os carregadores s˜o os programas respons´veis pelo transporte dos arquia a vos de programa execut´veis das estruturas de armazenamento secund´rio a a (unidades de disco ou fita) para a mem´ria principal. c ca a o A transposi¸˜o da ´rea de mem´ria se baseia no fato de que durante a ca a o transferˆncia do programa execut´vel para a mem´ria principal o carregador e a o reloc´vel. os carregadores apropriados para esta situa¸˜o apenas realizam uma c´pia do arquivo de ca o programa execut´vel. atrav´s da TER identifica quem s˜o os endere¸os componente do a e a c c´digo. transferindo dados do dispositivo de armazenamento a secund´rio (unidades de disco ou fita) para a mem´ria principal. C e SQL. 4. Nesta a o situa¸˜o. Os carregadores tem o suas a¸˜es dirigidas pelo sistema operacional. GERENCIAMENTO DE MEMORIA envolvendo v´rias linguagens (C e Clipper.5. ou seja. de acordo com o que a foi programado no fonte. a o Quando temos que o arquivo objeto foi gerado em modo reloc´vel. VisualBasic e C. Cada vez que o carregador reloc´vel lˆ um endere¸o dentro do o a e c c´digo. C e DBase. que determina qual m´dulo co o execut´vel deve ser carregado e em que regi˜o de mem´ria isto deve ocorrer a a o (endere¸o base de execu¸˜o). c ca o e o carregador sinaliza ao sistema operacional que o programa foi carregado. na invas˜o da ´rea de dados/c´digo de outros programas. que se transforma em uma imagem execut´vel ao iniciar sua a execu¸˜o efetivamente. etc). a o o o Se o endere¸o de carga for o mesmo que o endere¸o base da compila¸˜o.110 ´ CAP´ ITULO 4. Ap´s o t´rmino do processo de carregamento. c c ca a imagem resultante ser´ executada sem problemas.

A existˆncia e de relocadores num sistema depende do tipo de gerenciamento de mem´ria o oferecido pelo sistema operacional. a o sistema operacional s´ realiza o carregamento quando tais m´dulos n˜o o o a est˜o presentes na mem´ria.3) A TSE (tabela de s´ ımbolos externos) ´ lida pelo sistema operacional para e que os m´dulos externos necess´rios ao programa sejam carregados previao a mente. No entanto a ´rea ocupada pelo programa n˜o corresponde apenas ao a a segmento de c´digo contido no arquivo execut´vel. Caso tais m´dulos sejam usados globalmente.13: Estrutura t´ ıpica de imagem execut´vel a Tal expans˜o do c´digo ocorre devido as necessidades dos programas de a o possuirem uma ´rea adicional de mem´ria para armazenamento da pilha a o dos endere¸os de retorno (stack ) e outra ´rea extra para armazenamento de c a conte´do dinˆmico do programa (heap). tais como vari´veis locais e blocos u a a de mem´ria alocados dinˆmicamente. a o Finalmente devemos observar que tanto o cabe¸alho existente no arquivo c de programa execut´vel como a TSE n˜o s˜o transferidas para mem´ria prina a a o cipal.5. compartilhados o e por v´rios programas (como as DLLs dos sistemas MS-Windows 95/98).14. como ilustrado na Figura 4.13 Figura 4. como ilustrado na Figura 4.4. CRIACAO DE PROGRAMAS ¸˜ 111 Endnovo = Endoriginal + (Endbasecompilacao − Endbasecarregamento ) (4. Por essa raz˜o. chamamos tal conte´do o a o u de mem´ria de imagem execut´vel ou simplesmente imagem.5. isto ´. ap´s a transferˆncia do o a a o e c´digo do armazenamento secund´rio para mem´ria. Antes de verificarmos quais modelos . sendo substancialmente o a maior. o a 4.5 Relocadores (swappers) Os relocadores s˜o rotinas especiais do sistema operacional respons´veis a a pela movimenta¸˜o do conte´do de certas ´reas de mem´ria prim´ria para ca u a o a mem´ria secund´ria (especificamente dispositivos de armazenamento como o a unidades de disco) e vice-versa.

processos nos estados de running e tamb´m e e . tornando-se dispon´ a ıveis para outros processos. devemos o compreender melhor a natureza de seu trabalho. partes de alguns processos ser˜o transferidas para o disco. ent˜o. novamente disponibilizar espa¸o. que det´m o gerenciamento co e da mem´ria e dos processos. no que se denomina opera¸˜o de troca ou swapping. se avaliarmos a soma total de mem´ria utilizada por ca o todos os processos ativos. cuja algumas de suas partes est˜o armazenadas no disco. este processo em execu¸˜o poder´ solicitar ´reas ca a a adicionais de mem´ria. seja u recolocada na mem´ria. Quando a estes processos.14: Conceito de reloca¸˜o ca Considerando que num sistema multiprogramado existem v´rios procesa sos ativos (em estado ready). bloqueados (em estado blocked ) e suspensos (em estado suspended ). isto ´. u a Nesta situa¸˜o. um relocador pode ser comandado para retirar o o conte´do de uma ´rea de mem´ria armazenado-a em disco. Ao copiar tais ´reas de mem´ria para o a o disco. Figura 4. Estes pedidos de aloca¸˜o de mem´ria podem ser o ca o atendidos de duas formas: ´reas efetivamente livres s˜o cedidas ao processo a a ou aciona-se o relocador para libera¸˜o de ´reas de mem´ria pertencentes aos ca a o demais processos ativos e inativos atrav´s da remo¸˜o de seu conte´do para e ca u os arquivos de troca. a meca e a dida de suas necessidades. ca Seguindo instru¸˜es do sistema operacional. de modo que este seja agora c usado para que o conte´do das partes anteriormente copiadas em disco. ca o ca Com isto. utilizando o processador (estado running). Todas estas opera¸˜es ocorrem sob orienta¸˜o do o co ca sistema operacional. Tamb´m se efetua um registro do que foi copiado para mem´ria e o possibilitando recuperar este conte´do quando necess´rio. O que geralmente ocorre ´ que o relocador realiza uma c´pia das ´rea de e o a mem´ria movimentadas para o disco em um arquivo especial denominado o arquivo de troca ou swap file. O espa¸o em u a o c mem´ria disponibilizado atrav´s desta opera¸˜o ´ pode ser usado para ateno e ca e der pedidos de aloca¸˜o de mem´ria do processo correntemente em execu¸˜o. estas s˜o assinaladas como livres. isto ´. uma nova opera¸˜o de reloca¸˜o pode ser u ca ca efetuada para. sabemos que apenas um processo est´ efetivamente a em execu¸˜o. a necessitarem de tais conte´dos. GERENCIAMENTO DE MEMORIA de gerenciamento de mem´ria podem fazer uso dos relocadores.112 ´ CAP´ ITULO 4.

Segundo Deitel: o O termo mem´ria virtual ´ normalmente associado com a habio e lidade de um sistema endere¸ar muito mais mem´ria do que a c o fisicamente dispon´ ıvel [DEI92. Silberschatz e Galvin prop˜em as seguintes defini¸˜es: o co . 89]. dados e pilha podem exceder a quantidade de mem´ria o f´ ısica dispon´ para o mesmo [TAN92.15 temos uma representa¸˜o da mem´ria ca o real e virtual.´ 4. pois alguns destes processos tiveram suas ´rea de mem´ria transferidas para a a o unidade de disco quando n˜o estavam em execu¸˜o. p. ca 4.6.15: Representa¸˜o da mem´ria real e virtual ca o Por sua vez. Tanenbaum simplifica a o defini¸˜o do termo: ca A id´ia b´sica da mem´ria virtual ´ que o tamanho combinado do e a o e programa. Este ´ o princ´ b´sico a ca e ıpio a que possibilita a implementa¸˜o de mem´ria virtual como ser´ tratado a ca o a seguir (se¸˜o 4. p. constru´ e ıdo pela Universidade de Manchester (Inglaterra).6 Mem´ria virtual o O conceito de reloca¸˜o de mem´ria possibilitou o desenvolvimento de um ca o mecanismo mais sofisticado de utiliza¸˜o de mem´ria que se denominou ca o mem´ria virtual ou virtual memory. Figura 4. embora sua utiliza¸˜o mais ca ampla s´ tenha acontecido muitos anos depois.6). Na Figura 4. ıvel Outra defini¸˜o poss´ de mem´ria virtual ´ a quantidade de mem´ria ca ıvel o e o excedente a mem´ria f´ o ısica instalada em um sistema computacional que esta aparentemente em uso quando se consideram a soma das quantidades totais de mem´ria utilizadas por todos os processos existentes num dado momento o dentro deste sistema. MEMORIA VIRTUAL 113 em ready. Este conceito ´ antigo: surgiu em 1960 no computador Atlas. 215]. temos que a quantidade de mem´ria utilizada por eles pode ser o significativamente maior do que a mem´ria f´ o ısica instalada no sistema.

c ca • Maior eficiˆncia do sistema devido ` presen¸a de um n´mero maior e a c u de processos. 301]. 302]. portanto. o o Os maiores benef´ ıcios obtidos atrav´s da utiliza¸˜o de sistemas que eme ca pregam mecanismos de mem´ria virtual s˜o: o a • Percep¸˜o por parte de programadores e usu´rios de que a quantidade ca a de mem´ria potencialmente dispon´ o ıvel ´ maior do que a realmente e existente no sistema. • Abstra¸˜o de que a mem´ria ´ um vetor unidimensional.114 ´ CAP´ ITULO 4. De qualquer forma. possui um tamanho m´ximo a que ´ fixo e conhecido. pela quantidade de espa¸o livre existente nas unidade de u c disco do sistema possuindo. ´ capaz de disponibilizar uma quantidade aparente e de mem´ria maior do que a mem´ria de fato (real) existente do sistema. denominados unidades de aloca¸˜o. o termo mem´ria virtual indica que o sistema o computacional possui a capacidade de oferecer mais mem´ria do que a fisicao mente instalada. De qualquer modo. Do ponto de vista de velocidade. A mem´ria f´ o ısica tem seu tamanho usualmente limitado pela arquitetura do processador ou do sistema. um valor vari´vel e mais flex´ (pois a ıvel ´ mais f´cil acrescentar novas unidades de disco a um sistema ou substituir e a as unidades do sistema por outras de maior capacidade). ou seja. e a o freq¨entemente. de tamanho e posi¸˜o fixas. cont´ ca o e ınuo. permitindo uso equilibrado e sustentado dos recursos dispon´ ıveis. ou seja. p. mas a velocidade da e o mem´ria total do sistema tende a ser uma m´dia ponderada das velocidao e des de acesso da mem´ria f´ o ısica e virtual cujos pesos s˜o as quantidades a envolvidas. Mem´ria Virtual ´ a separa¸˜o da mem´ria l´gica vista pelo o e ca o o usu´rio da mem´ria f´ a o ısica [SG94. a velocidade m´dia de acesso a mem´ria do e o sistema torna-se uma valor intermedi´rio entre as velocidades de acesso da a mem´ria f´ o ısica e virtual sendo que quanto maior a quantidade de mem´ria o virtual utilizada menor ser´ a velocidade m´dia de acesso a mem´ria. ca ca . a o p. J´ a mem´ria virtual tem seu tamanho limitado. GERENCIAMENTO DE MEMORIA Mem´ria Virtual ´ uma t´cnica que permite a execu¸˜o de proo e e ca cessos que podem n˜o estar completamente na mem´ria [SG94. a velocidade de acesso da mem´ria f´ o ısica ´ substancialmente maior do que da mem´ria virtual. a e o V elM emF isica > V elM emT otal > V elM emV irtual A mem´ria virtual pode ser implementada basicamente atrav´s de meo e canismos de: • Pagina¸˜o ca T´cnica em que o espa¸o de endere¸amento virtual ´ dividido em bloe c c e cos. dotado de endere¸amento linear iniciado na posi¸˜o zero.

a • Segmenta¸˜o ca T´cnica em que o espa¸o de endere¸amento virtual ´ dividido em bloe c c e cos de tamanho fixo ou vari´vel. A segmenta¸˜o ´ um alternativa o a e ca ca e menos utilizada. e Figura 4. Para isto o processador deve dispor de mecanismos ca a de deslocamento dos endere¸os referenciados pelo programa para as regi˜es c o ´ ´bvio que tal tarefa s´ pode ser de mem´ria que efetivamente ser˜o usadas. os mecanismos mais populares de implementa¸˜o de meca m´ria virtual s˜o atrav´s da pagina¸˜o.16: MMU e Reloca¸˜o dinˆmica ca a Estas duas t´cnicas s´ podem ser implementadas se for poss´ a desase o ıvel socia¸˜o dos endere¸os referenciados pelos processos em execu¸˜o dos efetica c ca vamente utilizados na mem´ria f´ o ısica do sistema. definidos por um in´ e um tamanho. c o mantido pelo sistema operacional. determinando tamb´m quais est˜o presenc o e a tes na mem´ria f´ o ısica e quais est˜o nos arquivos de troca. efetuando um controle de quais blocos est˜o presentes na o a mem´ria f´ o ısica e quais est˜o nos arquivos de troca. ca de forma que em alguns poucos sistemas se usam ambas as t´cnicas. a Atualmente. mas identificados unica e a vocamente. E o o a o completada com um sofisticado mecanismo de endere¸amento de mem´ria. O u sistema operacional efetua um mapeamento das unidades de aloca¸˜o ca em endere¸os de mem´ria. Tais mecanismos s˜o geralmente implea . os quais se associa um n´mero. embora mais adequada do ponto de vista de programa¸˜o. a ıcio cuja posi¸˜o tamb´m pode ser fixa ou vari´vel. MEMORIA VIRTUAL 115 geralmente de pequeno tamanho. perca ca mitindo adiar at´ o ultimo momento o mapeamento do espa¸o l´gico de um e ´ c o programa em seu espa¸o f´ c ısico definitivo de execu¸˜o.´ 4. O sistema operacional mapeia estes blocos em endere¸os c de mem´ria. isto ´ o que chamamos ca e de reloca¸˜o dinˆmica.6. Isto eq¨ivale a dizer que o u binding deve se completar no momento da execu¸˜o de cada instru¸˜o.

portanto. dentre outras. c • capacidade de administra¸˜o de endere¸os do sistema operacional e ca c • capacidade de armazenamento dos dispositivos de armazenamento secund´rio (unidades de disco). p. a GlobalMemoryStatus Retorna informa¸˜es sobre utiliza¸˜o co ca da mem´ria do sistema. Suas API o (Application Program Interface) oferecem. a soma de sua mem´ria o e o f´ ısica (de tamanho fixo) com a mem´ria virtual do sistema. determinando a utiliza¸˜o da mem´ria f´ ca o ısica. HeapSize Retorna o tamanho corrente do heap. GERENCIAMENTO DE MEMORIA mentados como uma unidade de gerenciamento de mem´ria ou meo mory management unit (MMU) esquematizada na Figura 53. Al´m dos mecanismos de pagina¸˜o ou segmenta¸˜o.3: Fun¸˜es de gerenciamento de mem´ria virtual da API Win32 co o Fun¸˜o ca Utiliza¸˜o ca VirtualAlloc Permite reservar ou alocar mem´ria o para um programa. 252-262]. as unidades de disco s˜o ca a quase sempre utilizadas. a mem´ria virtual e ca ca o exige a disponibiliza¸˜o de espa¸o nos dispositivos de armazenamento seca c cund´rio para a cria¸˜o de um (ou mais) arquivos de troca. HeapAlloc Efetua uma aloca¸˜o parcial no heap. minimizando o impacto das transferˆncias entre e mem´ria prim´ria (mem´ria f´ o a o ısica do sistema) e mem´ria secund´ria (unio a dades de disco). os swap files. O tamanho o da mem´ria virtual do sistema ´ definida por. e GetProcessHeap Obtˆm um handler para o heap atual. e CreateHeap Cria um novo heap. ca HeapReAlloc Modifica o tamanho de uma aloca¸˜o ca parcial do heap.116 ´ CAP´ ITULO 4. co Tabela 4. tamanho . as importantes fun¸˜es relacionadas na Tabela 4. VirtualFree Libera mem´ria alocada ou reservada o atrav´s de VirtualAlloc. basicamente. A mem´ria total de um sistema ´. o Atrav´s destas fun¸˜es o usu´rio pode administrar o uso da mem´ria e co a o virtual do sistema. ca HeapDestroy Destroy a ´rea de heap. HeapFree Libera uma aloca¸˜o parcial do heap. o menor valor o e dentre os seguintes: • capacidade de endere¸amento do processador. a Nos sistemas Win32 (Windows 95/98 e Windows NT) s˜o oferecidas a fun¸˜es espec´ co ıficas para o gerenciamento de mem´ria virtual.3 [CAL96. a ca Em fun¸˜o da velocidade dos dispositivos de E/S.

UpdateMemStatus. Gauge1.5 temos exemplos de utiliza¸˜o de algumas destas ca fun¸˜es. o tamanho do arquivo de troca e sua utiliza¸˜o.MaxValue:=dwTotalPhys. Label2.´ 4. o Nos Exemplos 4. Exemplo 4. Gauge2.Caption:=IntToStr(ToKb(dwTotalPageFile))+’ Kb’.4 utiliza a fun¸˜o da API GlobalMemoryStatus para co ca determinar o tamanho da mem´ria f´ o ısica instalada. O Exemplo 4. var Status: TMemoryStatus. with Status do { Atualiza labels e gauges } begin Label1.4 e 4. ca { Para Borland Delphi 2. Gauge1. GlobalMemoryStatus(Status).dwAvailPhys. A rotina possui um tratamento m´ ca o ınimo de erros. procedure TForm1.dwLength := sizeof(TMemoryStatus).dwAvailPageFile.Caption:=IntToStr(ToKb(dwTotalPageFile dwAvailPageFile))+’ Kb’.Progress:=dwTotalPhys . Gauge2. MEMORIA VIRTUAL 117 e utiliza¸˜o do arquivo de troca.Caption:=IntToStr(ToKb(dwTotalPhys))+’ Kb’. a o permitindo seu uso atrav´s de um ponteiro para a ´rea alocada.Caption:=IntToStr(ToKb(dwTotalPhys dwAvailPhys))+’ Kb’. end.MaxValue:=dwTotalPageFile. Label4.5 que aloca um bloco de mem´ria de tamanho Size. begin result := Value div 1024. efetuando e a sua libera¸˜o ap´s o uso. end. tamanho do heap etc. end. Al´m disso pode ca e efetuar a aloca¸˜o de novas ´reas de mem´ria para sua aplica¸˜o.0 ou superior. .Progress:=dwTotalPageFile .4 Uso de GlobalMemoryStatus J´ no Exemplos 4. a quantidade de mem´ria o f´ ısica dispon´ ıvel.6. function ToKb(Value: DWORD): DWORD. Label3. o que perca a o ca mite a cria¸˜o de um mecanismo particular de utiliza¸˜o e controle do espa¸o ca ca c de endere¸amento virtual que opera de forma transparente com rela¸˜o aos c ca mecanismos de mem´ria virtual implementados pelo sistema operacional. } begin { Obt^m status da mem´ria } e o Status.

} a e . de tamanhos diferentes. era a forma mais comum de gerenciamento de mem´ria at´ meados da o e d´cada de 1960. } P := VirtualAlloc(nil. 0. . . memCommit or mem Reserve. tamb´m chamado de modelo de aloca¸˜o e ca cont´ ınua. Este modelo. } ca ´ o if not VirtualFree(P.118 ´ CAP´ ITULO 4. Size. Page ReadWrite). existem v´rios diferentes modelos para a ora ganiza¸˜o e o gerenciamento de mem´ria os quais trataremos brevemente: ca o • Monoprogramado com armazenamento real • Multiprogramado com parti¸˜es fixas sem armazenamento virtual co • Multiprogramado com parti¸˜es vari´veis sem armazenamento virtual co a • Multiprogramado com armazenamento virtual atrav´s de pagina¸˜o e ca • Multiprogramado com armazenamento virtual atrav´s de segmenta¸˜o e ca • Multiprogramado com armazenamento virtual atrav´s de pagina¸˜o e e ca segmenta¸˜o combinadas ca 4.5 Aloca¸˜o de bloco de mem´ria com VirtualAlloc ca o 4. mem Release) then ShowMessage("Erro liberando mem´ria. { Libera¸~o da area alocada ap´s uso. if P = nil then ShowMessage("Aloca¸~o n~o foi poss´vel") ca a ı else begin { Uso da ´rea alocada atrav´s do ponteiro P. Tamb´m era a t´cnica mais comum usada pelos sistemas e e e operacionais das primeiras gera¸˜es de microcomputadores.1 Monoprogramado com armazenamento real Neste modelo de gerenciamento a mem´ria ´ dividida em duas parti¸˜es o e co distintas. armazenamento direto ou monoprogramado com armazenamento real. o end.").0 ou superior.7. Exemplo 4.17. onde uma ´ utilizada pelo sistema opee racional e a outra ´ utilizada pelo processo do usu´rio conforme ilustrado e a na Figura 4. co . GERENCIAMENTO DE MEMORIA { Para Borland Delphi 2.7 Modelos de gerenciamento de mem´ria o Como ilustrado na Figura 44.

que n˜o s˜o utilizados meo a a a canismos de mem´ria virtual e que usualmente apenas um processo (proo grama) era executado de cada vez. minimizando a quantidade necess´ria de mem´ria f´ a a o ısica e . dos microcomputadores Apple e compat´ ıveis utilizava esquema semelhante. O CP/M (Control Program/Monitor ). satisfazendo as restri¸˜es do programa ca a co a ser desenvolvido e da mem´ria dispon´ no sistema.7. ca Como exemplo o PC-DOS/MS-DOS (Disk Operating System). MODELOS DE GERENCIAMENTO DE MEMORIA 119 Figura 4. deve ser adicionada ao programa e mantida na mem´ria o o todo o tempo. procura manter apenas os procedimentos de uma se¸˜o verca tical da ´rvore. Esta estrutura¸˜o deve ser feita pelo usu´rio.´ 4. sendo que raramente a mem´ria ser´ inteiramente o a utilizada. No caso do DOS. sistema operacionais dos microcomputadores IBM e seus compat´ ıveis. onde no topo est˜o a a os procedimentos mais usados e nos extremos os menos utilizados. Na pr´tica ca ca u a este esquema de gerenciamento s´ est´ preparado para a execu¸˜o de um o a ca programa de cada vez. o que limita a programa¸˜o a constru¸˜o de programas estritamente seq¨enciais. que funcionava como um sistema de gerenciamento de mem´ria virtual. este modelo de organiza¸˜o tamb´m ´ ca e e conhecido como organiza¸˜o monoprogramada real. utiliza um esquema semelhante.17: Organiza¸˜o da mem´ria em modo monoprogramado real ca o Esta forma de gerenciamento de mem´ria ´ bastante simples e permite o e que apenas um processo seja executado de cada vez. onde o sistema operacional ficava residente na primeira parte da mem´ria e a ´rea de programa destinada aos usu´rios utilizava o o a a espa¸o restante dos 640 Kbytes de espa¸o de endere¸amento dispon´ c c c ıveis. a Dado que o espa¸o de endere¸amento corresponde a quantidade de mec c m´ria prim´ria fisicamente instalada no sistema. sendo freq¨ente a existˆncia de uma ´rea livre ao final da ´rea de u e a a programa destinada ao usu´rio. a o Os overlays (do termo recobrimento). entre elas os c mecanismos de extens˜o de mem´ria e os overlays. s˜o o resultado da estrutura¸˜o a ca dos procedimentos de um programa em forma de ´rvore. Uma biblioteca de o ıvel controle dos overlays. v´rios outros esa quemas adicionais forma criados para estender as capacidades b´sicas (e a bastante limitadas) de endere¸amento do sistema operacional.

184]. p. dado que ca . n˜o s˜o necessariamente iguais. co 4. usualmente a primeira ou a ultima. A maneira mais simples de c a realizar-se esta tarefa ´ efetuar a divis˜o da mem´ria prim´ria do sistema em e a o a grandes blocos os quais s˜o denominados parti¸˜es. Tanto o modelo de endere¸amento absoluto como reloc´vel podem c a ser utilizados pois: • Nos sistemas batch os programas eram compilados no instante da execu¸˜o possibilitando o uso de compiladores absolutos.18: Organiza¸˜o da mem´ria em modo multiprogramado com ca o parti¸˜es fixas co Enquanto o sistema operacional utiliza permanentemente uma destas parti¸˜es. os processos dos usu´rios co ´ a podem ocupar as demais parti¸˜es. possibilitando diferentes a a configura¸˜es para sua utiliza¸˜o. o que poderia ser feito de tempos em tempos ou at´ e mesmo diariamente pelo operador do sistema. os tamanhos e posi¸˜es anteriormente definidos co co eram fixos. cujo n´mero depender´ do tamanho co u a total da mem´ria do sistema e dos tamanhos das parti¸˜es realizadas.2 Particionamento fixo Dada as vantagens dos sistemas multiprogramados sobre os monoprogramados.120 ´ CAP´ ITULO 4.18. como ilustrado na Figura 4. As parti¸˜es. At´ uma nova defini¸˜o dos e ca tamanhos das parti¸˜es. Os processos poder˜o ent˜o ocupar as parti¸˜es de mem´ria a partir de a a co o uma fila unica de processos que encaminhar´ o processo para a parti¸˜o dis´ a ca pon´ ıvel. co ca Figura 4. o co Geralmente as parti¸˜es eram determinadas atrav´s da configura¸˜o do co e ca sistema operacional. ´ necess´rio que a mem´ria seja dividida de forma tal a possibilitar a e a o presen¸a de v´rios processos simultaneamente. GERENCIAMENTO DE MEMORIA assim superando as limita¸˜es do DOS [GUI86. embora a co co de tamanho fixo.7.

´ co a ca e igual a mem´ria f´ o ısica instalada no sistema. • Best fit: O processo ´ alocado para a menor parti¸˜o que o comporte. u co o . A melhor co solu¸˜o encontrada foi adotar uma unica fila de processos e crit´rios de eleca ´ e gibilidade para designa¸˜o de parti¸˜es para processos visando bom uso da ca co mem´ria e um throughput adequado. o particionamento fixo ´ um esquema de organiza¸˜o de mem´ria que n˜o utiliza mem´ria virtual. e ca o a o V´rios sistemas comerciais de grande porte utilizavam este esquema de a gerenciamento de mem´ria. minimizando o trabalho de procura. baseadas no ca tamanho do processo/parti¸˜o. portanto. pois nesta situa¸˜o poderiam o ca ser utilizadas filas diferentes de processos para cada parti¸˜o. Para esta tarefa podemos utilizar um dos seguintes crit´rios. Ainda assim poder´ ca ıamos ter uma situa¸˜o ca de parti¸˜es livres e uma.´ 4. onde o operador ou o administrador do sistema o definia o n´mero e o tamanho das parti¸˜es da mem´ria principal. embora ocorresse perda significativa de mem´ria pela n˜o ca o a utiliza¸˜o integral das parti¸˜es. exige pesquisa ıcio a o em todas as parti¸˜es livres. e ca produzindo o maior desperd´ de ´reas de mem´ria. o Torna-se evidente que a determina¸˜o da parti¸˜o para a execu¸˜o de ca ca ca um dado processo influencia no desempenho do sistema. do tamanho m´ximo dos processos em execu¸˜o. bem ca o como para sele¸˜o da melhor parti¸˜o a ser liberada. uma unica fila de processos poco ´ deria atender a contento a tarefa de definir qual processo ocuparia uma certa parti¸˜o. o ca Quando do uso de parti¸˜es iguais. co • Worst fit: O processo ´ alocado para a maior parti¸˜o que o comporte. exige pesquisa ıcio a o em todas as parti¸˜es livres. que correspondem a estrat´gias e e de posicionamento (placement strategies): • First fit: Aloca-se o processo para a primeira parti¸˜o encontrada que ca comporte o processo. um carregador reloc´vel poderia a a transpor o c´digo corretamente para a parti¸˜o escolhida. com uma fila de processos. ca ca De qualquer forma. e ca produzindo o menor desperd´ de ´reas de mem´ria. a somat´ria dos tamanhos das o a o parti¸˜es e. p. • Se utilizado compiladores reloc´veis. o espa¸o de endere¸amento corresponde ao tamanho c c da mem´ria prim´ria do sistema. em especial. co Langsam et al. O uso de parti¸˜es fixas de diferentes taca co co manhos permitia fazer melhor uso da mem´ria. [LAT96. ou seja.7. 625] sugerem alguns algoritmos em linguagem C para a aloca¸˜o de blocos de mem´ria utilizando o first fit e best fit. MODELOS DE GERENCIAMENTO DE MEMORIA 121 a posi¸˜o que o programa utilizaria na mem´ria (parti¸˜o) era conheca o ca cida. Assim.

Figura 4.19: Organiza¸˜o da mem´ria em modo multiprogramado com ca o parti¸˜es vari´veis co a Neste tipo de sistema. de forma que parti¸˜es de diferentes tamanhos sejam posicionae co das na mem´ria do sistema. ca Mesmo utilizando-se o algoritmo worst fit ainda ´ poss´ que existam e ıvel regi˜es livres de mem´ria entre as parti¸˜es efetivamente alocadas. de forma que todas as pequenas ´reas livres ca ıcio o a componham uma unica ´rea livre maior no final da mem´ria.20. Este o o co fenˆmeno. GERENCIAMENTO DE MEMORIA 4. ´ denominado fragmenta¸˜o interna. onde todas as parti¸˜es ocupadas s˜o deslocadas em ca o co a dire¸˜o ao in´ da mem´ria. aumentando as possibilidade de sucesso de transforma¸˜o da ca ca a ´rea desocupada em uma nova parti¸˜o livre para um novo processo. a Um estrat´gia poss´ para eliminar a fragmenta¸˜o interna ´ a da come ıvel ca e pacta¸˜o de mem´ria. como indicado ´ a o na Figura 4. a estrat´gia de posicionamento worst fit ´ bastante e e util pois permite maximizar o tamanho das ´rea livres (buracos) obtidas a ´ a cada aloca¸˜o. uma certa por¸˜o da mem´ria total do sistema pode continuar ca o permanecendo sem uso. podendo ser ocupadas no todo ou em parte co por novos processos como esquematizado na Figura 4. que tende a aumentar conforme a utiliza¸˜o do sistema e n´mero o ca u de processos presentes na mem´ria. o e ca Desta forma. a mem´ria o o ´ dividida.19.122 ´ CAP´ ITULO 4. A compacta¸˜o de mem´ria ´ uma t´cnica raramente utilizada devido ca o e e ao alto consumo de processador para o deslocamento de todas as parti¸˜es e co . A medida que os processos sejam finalizados. Este esquema de organiza¸˜o de mem´ria tamb´m ´ denominado de particionamento por ca o e e demanda. o suas parti¸˜es tornam-se livres.7. A cada novo processo.3 Particionamento vari´vel a O particionamento vari´vel ´ bastante semelhante ` organiza¸˜o de mea e a ca m´ria em parti¸˜es fixas. anulando alguns dos benef´ ıcios do particionamento vari´vel e do algoritmo worst fit. exceto pelo fato de que agora ´ o sistema operacioo co e nal efetua o particionamento da mem´ria.

do mesmo tamanho das p´ginas. Da mesma forma a mem´ria a e u o o f´ ısica ´ dividida em blocos iguais. O sistema operacional tamb´m deve controlar quais p´ginas virtuais e a est˜o localizadas nos arquivos de troca (swap files). no particionamento vari´vel o espa¸o de endere¸amento ´ igual ao a c c e tamanho da mem´ria prim´ria existente no sistema e. portanto. Para que este esquema de divis˜o seja util. o sistema operacional deve a ´ realizar um mapeamento de forma a identificar quais p´ginas est˜o presena a tes na mem´ria f´ o ısica. como representado na o Figura 4. Cada a a p´gina ´ identificada por um n´mero pr´prio. O trabalho despendido ca o no reposicionamento de uma parti¸˜o pode ser suficiente para finalizar o proca cesso que a ocupa ou outro presente na mem´ria. um esquema o a de organiza¸˜o de mem´ria que tamb´m n˜o utiliza mem´ria virtual.20: Compacta¸˜o de mem´ria ca o Da mesma forma que na organiza¸˜o da mem´ria atrav´s de parti¸˜es ca o e co fixas. ou seja.´ 4. ca o e a o 4.7. denoe a minados molduras de p´ginas (page frames). como mostra a Figura 4. sendo que para cada uma destas mole e u duras de p´gina corresponde uma certa regi˜o da mem´ria f´ a a o ısica do sistema. isto ´.21.22. co o ca Figura 4. o espa¸o de endere¸amento ´ maior que o tao c c e manho da mem´ria fisicamente presente no sistema. que em conjunto com a a mem´ria f´ o ısica do sistema representam a mem´ria virtual do sistema (vide o . Cada moldura de p´gina a a tamb´m ´ identificada por um n´mero. MODELOS DE GERENCIAMENTO DE MEMORIA 123 manuten¸˜o das estruturas de controle da mem´ria. tornando a movimenta¸˜o o ca de parti¸˜es um ˆnus para os processos em execu¸˜o. deve determinar quais os page frames que e est˜o ocupados e quais p´ginas virtuais (virtual pages) est˜o nele armazea a a nados. O espa¸o de endere¸amento total do sistema.4 Pagina¸˜o ca A pagina¸˜o ´ um esquema de organiza¸˜o de mem´ria que faz uso da ca e ca o mem´ria virtual.7. denominado de espa¸o de c c c endere¸amento virtual ´ dividido em pequenos blocos de igual tamanho chac e mados p´ginas virtuais (virtual pages) ou apenas p´ginas (pages).

sem se preocupar com o posicionamento cont´ ıguo de partes de um mesmo programa. para a ocorrˆncia de troca de p´ginas. propiciam grande flexibilidade ao sistema. o sistema operacioa nal vai relacionando quais p´ginas virtuais est˜o sendo alocadas para cada a a um destes programas. a Neste mesmo momento a MMU detecta se uma dada p´gina est´ ou n˜o a a a presente na mem´ria f´ o ısica. trazendo-a para a mem´ria f´ a o ısica. ca a Os page faults s˜o um decorrˆncia da existˆncia de um mecanismo de a e e mem´ria virtual e embora sejam opera¸˜es relativamente lentas quando como co ´ paradas ao processamento. como esquematizado na Figura 61. realizando uma opera¸˜o de page fault (falta de ca p´gina) caso n˜o esteja presente. E comum a implementa¸˜o de mecanismos de contabiliza¸˜o dos page faults em ca ca sistemas de maior porte. GERENCIAMENTO DE MEMORIA Figura 4. onde pode existir at´ mesmo um limite. e a A convers˜o de endere¸os por parte da MMU ´ necess´ria porque cada a c e a programa imagina possuir um espa¸o de endere¸amento linear originado no c c zero quando na verdade compartilha blocos isolados da mem´ria f´ o ısica com . A medida que os programas v˜o sendo executados. a a Quando ocorre um page fault ´ acionada uma rotina do sistema opee racional que busca na mem´ria virtual (nos arquivos de troca) a p´gina o a necess´ria. No instante efetivo da execu¸˜o a MMU ca (memory management unit) converte os endere¸os virtuais em endere¸os c c f´ ısicos utilizando as tabelas de p´ginas. sendo necess´ria a utiliza¸˜o de um algoritmo de troca de p´ginas para proceder-se a ca a a substitui¸˜o de p´ginas. configurado e pelo administrador do sistema.15).21: Espa¸os de endere¸amento virtual e real na pagina¸˜o c c ca Figura 4.124 ´ CAP´ ITULO 4. Esta opera¸˜o ´ particularca e mente complexa quando j´ n˜o existe espa¸o livre na mem´ria f´ a a c o ısica.

ou seja. como a execu¸˜o ca de um processo cujo tamanho total ´ maior que o armazenamento prim´rio e a do sistema. Sendo assim. oferendo suporte para as opera¸˜es de convers˜o de endere¸os necess´rias ao uso deste esquema de co a c a organiza¸˜o de mem´ria. MODELOS DE GERENCIAMENTO DE MEMORIA 125 Figura 4. e a ca Outra implica¸˜o deste mecanismo ´ que os blocos fisicamente ocupados ca e na mem´ria principal n˜o necessitam estar continuamente nem ordenadao a mente posicionados.23: Formato do endere¸o virtual para sistema de pagina¸˜o pura c ca . o u a ca deslocamento (displacement ou offset) a partir da origem desta p´gina. tomando a forma de pares ordenados (p. onde p a representa o n´mero da p´gina virtual e d a posi¸˜o desejada.22: Endere¸amento Virtual e Real na Pagina¸˜o c ca outros programas que tamb´m est˜o em execu¸˜o. ou seja.´ 4. os endere¸os virtuais (veja a Figura 4.7. ca o Num sistema de pagina¸˜o pura. que determinam ılio a a rela¸˜o entre as p´ginas do espa¸o de endere¸amento virtual e as molduras ca a c c de p´ginas do espa¸o de endere¸amento f´ a c c ısico. a pagina¸˜o ´ um esquema extremamente flex´ ca e ıvel. d). a Figura 4. O mapeamento das p´ginas virtuais nos efetivos endere¸os de mem´ria ´ a c o e realizado pela MMU com o aux´ de tabelas de p´ginas.23 ca c s˜o denominados v. Isto permite tanto a execu¸˜o de um processo com ca apenas uma de suas p´ginas presente na mem´ria f´ a o ısica.

. isto ´. . Cada entrada da tabela de p´ginas contˆm. c co 2. . n−1 p Molduras de P´ginas a Endere¸amento c Real das P´ginas a 0 : p − 11 p : 2p − 1 2p : 3p − 1 3p : 4p − 1 4p : 5p − 1 . os endere¸os inia a c ciais dos page frames s˜o m´ltiplos integrais do tamanho das p´ginas. c 4. (n − 1)p : np − 1 O funcionamento da MMU. mantidas total ou parcialmente na mem´ria prim´ria a o a pelo sistema operacional. MMU recebe o endere¸o virtual contido nas instru¸˜es do programa. n˜o a u a a podendo ser designadas de outra forma. MMU comp˜e o endere¸o final usando o endere¸o da moldura de p´gina o c c a e uma parte do endere¸o virtual (displacement). gerala e mente: • um bit indicando presen¸a ou ausˆncia da p´gina na mem´ria princic e a o pal. o endere¸o da p´gina no armazenaca c a mento secund´rio (swap files) quando ausente da mem´ria principal. conforme esquematizado na Figura 4.4: Endere¸amento das c N´mero do Tamanho do u Page Frame Page Frame 0 p 1 p 2 p 3 p 4 p . • o n´mero da moldura de p´gina (page frame number ). c Para o funcionamento apropriado da MMU ´ necess´ria a existˆncia de e a e tabelas de p´ginas. pode ser descrito resumidamente nos passos relacionados abaixo: 1. Obtˆm-se o endere¸o f´ e c ısico da moldura de p´gina que contˆm o ena e dere¸o virtual solicitado ou ocorre um page fault.24. Tabela 4.126 ´ CAP´ ITULO 4.4 exibe a rela¸˜o entre ca as molduras de p´ginas e seu endere¸amento na mem´ria f´ a c o ısica. GERENCIAMENTO DE MEMORIA J´ as posi¸˜es das molduras de p´ginas (page frames). . e u a • dependendo da implementa¸˜o. . . A Tabela 4. seus ena co a e dere¸os iniciais s˜o determinados da seguinte forma: como as molduras de c a p´ginas possuem o mesmo tamanho das p´ginas virtuais. . a 3. O n´mero de p´gina virtual ´ usado como ´ u a e ındice na tabela de p´ginas. a o .

implementada no hardware do c processador.7. Diversos estudos a e estrat´gias j´ foram realizados para sugerir organiza¸˜es mais eficientes e a co para o mapeamento e a convers˜o de endere¸os. e contando com um espa¸o de endere¸amento virtual de 16 bits. os arranjos das a o tabelas de p´ginas podem se tornar grandes e complexos. Gra¸as a MMU. no caso mais comum.24: Convers˜o de endere¸os pela MMU a c O mecanismo de convers˜o de endere¸os depende da organiza¸˜o das taa c ca belas de p´ginas (um. a ´ ıvel . Em fun¸˜o do tamanho do espa¸o de endere¸amento virca c c tual. simplificando bastante o trabalho de programa¸˜o. minicomputador de 16 bits popular da d´cada de 1970. mapeamento associativo e mapeamento combinado associativo/direto). p. MODELOS DE GERENCIAMENTO DE MEMORIA 127 Figura 4. cont´ c ınuo e de grande tamanho. dois ou m´ltiplos n´ a u ıveis) e da forma do mapeamento (mapeamento direto. o Exemplos de sistemas computacionais que utilizam a pagina¸˜o pura s˜o: ca a • DEC PDP-11. do tamanho da p´gina e do tamanho da mem´ria real. p´ginas c c a de 8 KBytes e at´ 4 MBytes de mem´ria f´ e o ısica.´ 4. a c Temos assim que a pagina¸˜o permite a execu¸˜o de programas individuca ca almente maiores que a mem´ria f´ o ısica do sistema ou. a execu¸˜o de diversos programas cuja soma dos seus tamanhos exceda o ca tamanho da mem´ria f´ o ısica. as aplica¸˜es podem ser desenvolvidas imaginando um espa¸o co c de endere¸amento linear. 97]. A pagina¸˜o ´ o sistema de organiza¸˜o ca ca e ca de mem´ria mais utilizado atualmente. utilizando tabelas de p´ginas de um unico n´ [TAN92.

isto ´. Cada segmento representa um espa¸o de endere¸amento linear c c independente dos demais segmentos. o espa¸o de endere¸amento viro c c tual ´ dividido em blocos de tamanho vari´vel. limitado ao a tamanho da mem´ria f´ o ısica do sistema e um n´mero m´ximo de segmentos u a distintos. Este conceito foi c c introduzido nos sistemas Burroughs e Multics [GUI86. Embora seja poss´ ter-se c´digo. operando em plataforma Intel 80386 ou 80486. Dado que um segmento ´ uma unidade l´gica. 293]. todos com diferentes tamanhos. 137]. p´ginas de 4 KBytes [PET96. sucessor do DEC PDP-11. um ou mais segmentos de dados e o um segmento para sua pilha (stack ). Num esquema de mem´ria segmentada. a segmenta¸˜o e ´ ca prop˜e um modelo bidimensional.25. o espa¸o de endere¸amento virtual ofee c c recido a cada um dos diversos processos ´ unico e linear. onde cada processo pode utilizar-se de o diversos espa¸os de endere¸amento virtuais independentes. onde cada bloco pode ase a sumir tamb´m um posicionamento vari´vel. ´ E comum que os segmentos possuam um tamanho m´ximo. ca ıvel o .7. Uma situa¸˜o poss´ e comum ´ a de um processo que possui um ca ıvel e segmento de c´digo (o programa em si). p. minicomputador de 64 bits que utiliza um esquema de tabela de p´ginas invertidas (inverted page table) [STA96. 11]. dirigido para processadores 80386 ou superior. p. isto ´. Estes blocos s˜o denominados segmentos de mem´ria ou simplesmente segmentos. a • Microsoft Windows 95. para um dado processo. e a e enquanto cada segmento deve ocupar um espa¸o de endere¸amento cont´ c c ınuo na mem´ria f´ o ısica. p. p. GERENCIAMENTO DE MEMORIA • DEC VAX (Virtual Addresses eXtensions). Os modelos de sua a fam´ contavam com no m´ ılia ınimo 2 MBytes de mem´ria f´ o ısica at´ 512 e MBytes. 98]. a 4.128 ´ CAP´ ITULO 4. minicomputador de 32 bits.0 (Operating System/2). a o como ilustrado na Figura 4. p. • IBM OS/2 2. 248]. tamanho de c p´gina de 4 KBytes com pagina¸˜o por demanda [IBM92b. possuindo um espa¸o de endere¸amento c c virtual de 32 bits e pequenas p´ginas de 512 bytes. n˜o existe necessidade dos diversos segmentos deste proa cesso estarem alocados de forma cont´ ıgua ou sequer ordenada. isto permite que cada segmento possa crescer ou diminuir conforme suas necessidades e livremente de outros segmentos. a ca • IBM AS/400. oferecia at´ 512 MBytes de espa¸o l´gico linear e c o por processo num esquema de endere¸amento de 32 bits. o programador deve exe o plicitamente determinar sua utiliza¸˜o. oferece espa¸o de endere¸amento linear virtual de 2 GBytes (endere¸os c c c de 32 bits).5 Segmenta¸˜o ca Enquanto que a organiza¸˜o da mem´ria atrav´s da pagina¸˜o ´ um modelo ca o e ca e puramente unidimensional. As tabelas de p´ginas possu´ a ıam dois n´ ıveis [TAN92.

onde s representa o n´mero do segmento e d a posi¸˜o u ca desejada.26: Formato do endere¸o virtual para sistema de segmenta¸˜o c ca .´ 4. A cada segmento podem ser associados co tipos de acesso que especifiquem as opera¸˜es que podem ser executadas co no segmento. d).7. p. s˜o denominados v e tomam a forma de pares a ordenados (s. cuja estrutura ca c se indica na Figura 4. tais como leitura (read ). ca c Num sistema de segmenta¸˜o pura. Al´m disto oferece importantes facilidades do ponto ca e de vista de compartilhamento e prote¸˜o. ou seja. o deslocamento (displacement ou offset) a partir da origem deste segmento. uma biblioteca ca de fun¸˜es pode ser colocada num segmento e compartilhada pelas diverco sas aplica¸˜es que as necessitem. invalidando seus benef´ ca o ıcios. principalmente as de tamanho vari´vel em ca a tempo de execu¸˜o. Tais opera¸˜es podem ainda ser associadas a modos de ca co acesso espec´ ıficos. Por exemplo.26. A organiza¸˜o da mem´ria em segmentos favorece e simplifica a orgaca o niza¸˜o de estruturas de dados. execu¸˜o (execute) e ca anexa¸˜o (append ).25: Armazenamento prim´rio na segmenta¸˜o a ca dados e pilha num unico segmento. os endere¸os virtuais. MODELOS DE GERENCIAMENTO DE MEMORIA 129 Figura 4. 233]. ca Figura 4. criando um amplo conjunto de possibilidades uteis para ´ implanta¸˜o de esquemas de seguran¸a [DEI92. Notamos que a forma¸˜o dos endere¸os na segmenta¸˜o ´ ca c ca e semelhante a existente na pagina¸˜o. escrita (write). isto representa uma m´ utiliza¸˜o desta ´ a ca estrutura de organiza¸˜o da mem´ria.

p. Outro ponto ´ que deve ser u a e determinada qual regi˜o de mem´ria permite a coloca¸˜o do novo segmento. com arquiıcio e tetura tipo pilha [GUI86. • HP 3000. Para isto segmentos devem ser transferidos da mem´ria secund´ria para a mem´ria prio a o m´ria da mesma forma que as p´ginas no esquema de pagina¸˜o. 4. ou seja. ou seja. p.130 ´ CAP´ ITULO 4. minicomputador tipo pilha cujo espa¸o l´gico consistia de c o at´ 255 segmentos de c´digo execut´vel de 16 KBytes cada e um unico e o a ´ segmento de dados de 64 KBytes manipulado por hardware [GUI86. e a ca utiliza um esquema de mapeamento e tabelas de mapeamento de segmentos (segment map tables): 1.157]. . o Isto indica que os segment faults s˜o opera¸˜es mais lentas. O n´mero de segmento virtual ´ usado como ´ u e ındice na tabela de segmentos. 3. dado que a co os segmentos s˜o usualmente maiores do que as p´ginas. Exemplos de sistemas computacionais que utilizaram a segmenta¸˜o pura ca s˜o: a • Burroughs B6700. pois o n´mero de segmentos de um processo ´ tipicamente u u e menor que o n´mero de p´ginas equivalente. c O mecanismo de convers˜o de endere¸os depende da organiza¸˜o das a c ca tabelas de segmentos e da forma do mapeamento (mapeamento direto ou mapeamento associativo).172]. deve ser obtido atrav´s de ale goritmos que implementem as estrat´gias de substitui¸˜o (replacement strae ca tegies). e tamb´m mea a e nos freq¨entes. GERENCIAMENTO DE MEMORIA Um processo somente pode ser executado se ao menos um de seus segmentos contendo c´digo estiver presente na mem´ria f´ o o ısica. em caso de um segment fault. MMU comp˜e o endere¸o final usando o endere¸o de in´ do segmento o c c ıcio e uma parte do endere¸o virtual (displacement). O mapeamento dos endere¸os virtuais em endere¸os reais pertencentes c c aos segmentos corretos se faz de maneira idˆntica ` pagina¸˜o. computador do in´ da d´cada de 60. O segmento que deve e ser substitu´ ıdo. a o ca opera¸˜o que pode ser realizada atrav´s de algoritmos que apliquem as esca e trat´gias de posicionamento (placement strategies). c co 2. Obtˆm-se o endere¸o f´ e c ısico de in´ do segmento ou ocorre um segment ıcio fault. a a ca cada segmento deve ser transferido inteiramente e posicionado numa regi˜o a cont´ ınua de mem´ria. MMU recebe o endere¸o virtual contido nas instru¸˜es do programa.

MODELOS DE GERENCIAMENTO DE MEMORIA 131 • Intel 8086/8088. onde o tamanho m´ximo ca a dos segmentos era 64 Kbytes. 249]. espa¸o de endere¸amento virtual de c c 512 MBytes por aplica¸˜o e mem´ria f´ ca o ısica m´xima de 16 MBytes a [IBM92b. onde se avaliam estas formas de organiza¸˜o do armazenamento prim´rio.x. tamanho m´ximo dos segmentos que a a administrava [BOR92. p. ca a Podemos notar que a pagina¸˜o ´ um esquema de organiza¸˜o de meca e ca m´ria mais simples. ca 4. 14]. a custo de uma maior complexidade. tamb´m dirigido para o microprocessador Ine tel 80286.x (Operating System/2). segmentos de no m´ximo 64 KByca a tes. p. utilizava segmenta¸˜o pura.7. a segmenta¸˜o pura imp˜e dificulca ca o . 342].6 Pagina¸˜o versus Segmenta¸˜o ca ca Como visto. os esquemas de organiza¸˜o de mem´ria atrav´s de pagina¸˜o ca o e ca e segmenta¸˜o possuem vantagens e desvantagens. 48MBytes de espa¸o de endere¸amento virtual e mem´ria f´ c c o ısica m´xima de 16 MBytes [IBM92b. as opera¸˜es de posicionamento e co substitui¸˜o tendem a se tornar lentas conduzindo o sistema a uma situa¸˜o ca ca de ineficiˆncia.7. 131]. • Microsoft Windows 3. A solu¸˜o desta ıvel ca desvantagem se d´ na utiliza¸˜o conjunta dos esquemas de segmenta¸˜o e a ca ca pagina¸˜o. Existe ainda o problema maior de um segmento individual e se tornar maior que a mem´ria f´ o ısica dispon´ no sistema. principalmente para o programador. oferecia um espa¸o de c endere¸amento l´gico de 1 MByte. a segmenta¸˜o apresenta uma grande desvantagem: cone ca forme os segmentos se tornam grandes. microprocessador de 8 bits. oferece mecanismos mais ca sofisticados para organiza¸˜o e compartilhamento de dados ou procedimenca tos. p. ca Enquanto o grande inconveniente da pagina¸˜o pura ´ sua excessiva simca e plicidade como modelo de programa¸˜o. 142]. p. Na Tabela 4. A raz˜o para isto se encontra no porque destes esquemas terem sido a inventados. podendo efetuar o endere¸amento c o c f´ ısico de no m´ximo 64 KBytes. voltado para o microprocessador Intel 80286.5 temos um ca quadro comparativo.´ 4. a Apesar de ser um esquema de organiza¸˜o de mem´ria que oferece uma ca o s´rie de vantagens. como veremos mais a frente. • IBM OS/2 1. usava segmenta¸˜o pura. p. o prop´sito o da segmenta¸˜o foi permitir que programas e dados pudessem ser logicaca mente divididos em espa¸os de endere¸amento independentes facilitando o c c compartilhamento e prote¸˜o [STA96. Enquanto a pagina¸˜o foi desenvolvida para ser um esquema de orgaca niza¸˜o invis´ ao programador. proporcionando um grande espa¸o de enca ıvel c dere¸amento linear. maior que a mem´ria f´ c o ısica e de uso simples. 11][LET89. enquanto que a o segmenta¸˜o. p. tal como proposto por Deitel [DEI92.

compartilhamento e prote¸˜o. ao serem paginados. ou seja. os programas podem ser divididos em m´ltiplos espa¸os de u c endere¸amento virtuais que. pois a troca de segmentos entre o o armazenamento prim´rio e secund´rio se torna lento para segmentos de a a grande tamanho. ca o seguran¸a e prote¸˜o.5: Quadro comparativo pagina¸˜o versus ca Considera¸˜o ca Programador precisa saber que esta t´cnica e ´ utilizada? e Quantos espa¸os de endere¸amento linear existem? c c O espa¸o de endere¸amento virtual pode exceder c c o tamanho da mem´ria f´ o ısica? Dados e procedimentos podem ser distinguidos? Tabelas cujo tamanho ´ vari´vel podem ser e a acomodadas facilmente? O compartilhamento de procedimentos ou dados entre usu´rios ´ facilitado? a e segmenta¸˜o ca Pag. mais coo nhecidos como sistemas multiprogramados com pagina¸˜o e segmenta¸˜o ca ca combinadas. Seg. penalizando o desempenho do sistema. Combinando-se pagina¸˜o e segmenta¸˜o de forma que os segmentos tornem-se paginados. N˜o a Sim 1 Sim N˜o a N˜o a N˜o a Muitos Sim Sim Sim Sim dades no gerenciamento da mem´ria virtual. A pagina¸˜o proporciona grande espa¸o de endere¸amento linear e facica c c lidade para o desenvolvimento embora n˜o ofere¸a mecanismos mais sofisa c ticados de organiza¸˜o de c´digo e dados bem como de compartilhamento.7 Pagina¸˜o e segmenta¸˜o combinadas ca ca De forma que possam ser obtidas as maiores vantagens dos esquemas de pagina¸˜o e segmenta¸˜o. Por sua vez. desenvolveu-se o uso combinado destas duas t´cnicas ca ca e em sistemas com esquemas h´ ıbridos de gerenciamento de mem´ria. todo programa e dados o podem ser concentrados num unico segmento.132 ´ CAP´ ITULO 4. n˜o necessitam de armac a zenamento cont´ ınuo na mem´ria real. 4. Num sistema com pagina¸˜o/segmenta¸˜o combinadas. mas deixa de ser convenica ca ente quando os segmentos tornam-se grandes al´m de impor um modelo e de desenvolvimento de software um pouco mais complexo. GERENCIAMENTO DE MEMORIA Tabela 4. Se desejado. Todos os benef´ ıcios da segmenta¸˜o s˜o manca a tidos.7. ca ca associam-se as vantagens de cada um destes esquemas eliminando suas maiores deficiˆncias as custas de uma organiza¸˜o um pouco mais complexa mas e ca transparente para o desenvolvedor. os segmentos deca ca vem necessariamente ter tamanho m´ltiplo do tamanho das p´ginas. a segmenta¸˜o oferece tais mecanismos c ca ca de organiza¸˜o. fazendo que o resultado sejam ´ . n˜o u a a mais necessitando ser armazenado inteiramente na mem´ria e t˜o pouco de o a forma cont´ ıgua e ordenada.

a 5.27.27: Formato do endere¸o virtual para sistema de pagina¸˜o e segc ca menta¸˜o combinadas ca Notamos que o espa¸o de endere¸amento virtual oferecido ´ tridimenc c e sional. ´ selee cionada a tabela de mapa de segmentos pertencente ao processo. cuja indica¸˜o figura no ca PCB (Process Control Block abordado na se¸˜o 2. c . como indicado na Figura 4. num sistema de pagina¸˜o/segmenta¸˜o combinadas. E utilizada a tabela de p´ginas relativa ao segmento em uso. resumidamente. Geralmente o sistema operacional mant´m e uma tabela de mapa de segmentos por processo. u a ca ou seja. A partir da tabela de controle dos processos (tabela de PCB). Figura 4. denominados v. Desta forma. p representa o n´mero da p´gina virtual e d a posi¸˜o desejada. onde s representa o n´mero do u segmento. como segue: 1. Obtˆm-se o endere¸o f´ e c ısico da moldura de p´gina que contˆm o ena e dere¸o virtual solicitado ou ocorre um page fault. O n´mero de p´gina virtual ´ usado como ´ u a e ındice na tabela de p´ginas. a 6. Para se resolver um endere¸o vira c tual determinando-se o endere¸o real torna-se necess´ria a utiliza¸˜o de inc a ca forma¸˜es em trˆs tabelas diferentes. MMU recebe o endere¸o virtual contido nas instru¸˜es do programa. MMU comp˜e o endere¸o final usando o endere¸o da moldura de p´gina o c c a e uma parte do endere¸o virtual (displacement). p. tomam c a forma de triplas ordenadas (s. d). co e O funcionamento da MMU nestes sistemas. MODELOS DE GERENCIAMENTO DE MEMORIA 133 semelhante a um sistema paginado puro.1). 3. O n´mero de segmento virtual ´ usado como ´ u e ındice na tabela de segmentos obtendo-se o n´mero de p´gina virtual.´ 4. c co 2. se encontra esquematizado na Figura 4. os ca ca endere¸os virtuais. tornando-se necess´rio a existˆncia de uma estrutura de controle a e mais sofisticada nestes sistemas.28 e pode ser descrito. e uma tabela de ca p´ginas para cada segmento individual.7. c 7.4. u a ´ 4. o deslocamento (displacement ou offset) a partir da origem da p´gina a indicada dentro deste segmento.

o ponto central a c destes esquemas de organiza¸˜o de mem´ria. ou seja. o p. 252]. 132]. • IBM MVS (Multiple Virtual Storage System). Este a c esquema de convers˜o de endere¸os ´ denominado convers˜o ou tradu¸˜o a c e a ca . suportando at´ 64 TBytes de endere¸amento virtual ılia e c e um m´ximo de 4 GBytes de mem´ria f´ a o ısica. s˜o implementadas tabelas para realizar a convers˜o de ca a a endere¸os virtuais em endere¸os f´ c c ısicos. ca o A id´ia b´sica ´ que o endere¸o virtual ´ composto de duas partes. Estas tabelas. com espa¸o e c l´gico de 16 MBytes divididos em 16 segmentos de 1 MByte [GUI86. Exemplos de sistemas computacionais que utilizam a pagina¸˜o e segca menta¸˜o combinadas s˜o: ca a • Honeywell 6000. 4. mantido num registrador c a qualquer do processador. um e a e c e n´mero da p´gina virtual e um deslocamento dentro da p´gina.7.134 ´ CAP´ ITULO 4. • IBM System/360. computadores das d´cadas de 1960 e 1970. computador do final da d´cada de 1960. O n´mero u a a u da p´gina virtual ´ usado como ´ a e ındice numa tabela de p´ginas. e p. compostos de p´ginas de 4096 e a bytes [STA96. nos quais e e poderiam existir 2048 segmentos de 256 p´ginas de 4096 bytes [DEI92.8 Tabelas de p´ginas a Como visto. oferecendo at´ 8192 e segmentos de at´ 4 GBytes cada um. a p. • Fam´ Intel P6. p.29 temos uma ilustra¸˜o que esquematiza as opera¸˜es reca co alizadas na convers˜o de um endere¸o virtual para um outro real. ´ a e somado ao endere¸o de base da tabela de p´ginas.144) segmentos cada um com at´ 64 KBytes de tamanho [TAN92. a juntamente com os mecanismos de convers˜o de endere¸os. Somandoe c a se o deslocamento contido no endere¸o virtual ao endere¸o da moldura de c c p´gina obtido da tabela de p´ginas obtˆm-se o endere¸o real completo. a a e c Na Figura 4.154]. GERENCIAMENTO DE MEMORIA A manuten¸˜o desta estrutura complexa requer cuidadoso projeto para ca que n˜o consuma recursos excessivos e processamento significativo nos sisa temas que as utilizam. 677]. tanto a organiza¸˜o de mem´ria atrav´s de pagina¸˜o como ca o e ca de segmenta¸˜o e os sistemas h´ ca ıbridos que utilizam a pagina¸˜o combinada ca com segmenta¸˜o. obtendo-se uma referˆncia para uma entrada da e tabela que contˆm o endere¸o real da moldura de p´gina desejada. suportadas diretamente pelo hardware do sistema e mantidas pelo sistema operacional s˜o. operando na arquitetura ESA/370. provˆ cada processo com at´ 2 GBytes de. operando e com sistema operacional MULTICS suportando processos com at´ 218 e (262.

MODELOS DE GERENCIAMENTO DE MEMORIA 135 Figura 4.´ 4.28: Estrutura de tabelas para sistemas com pagina¸˜o e segca menta¸˜o combinadas ca .7.

a o a 3. ıvel 2. O mapeamento pode se tornar lento para tabelas grandes ou complexos. Se for realizada a troca das tabelas durante o chaveamento de processos. 93]. Figura 4.136 ´ CAP´ ITULO 4. ou ainda. A tabela de p´ginas pode se tornar extremamente grande.29: Convers˜o de endere¸os por mapeamento direto a c Embora de relativa simplicidade e eficiˆncia. Como cada referˆncia a mem´ria deve necessariamente ter e o . ao esgotar-se o a seu quantum. economiza-se mem´ria prim´ria embora tornando o a a opera¸˜o de troca de contexto lenta. Se forem mantidas todas as ca tabelas de p´ginas em mem´ria prim´ria. Tabelas de p´ginas em mem´ria versus troca de tabela de p´ginas. a Grandes espa¸os virtuais de endere¸amento requerem tabelas com muic c tas entradas. pagina¸˜o com um n´ de c ca ıvel tabelas. reduzindo a mem´ria diso o pon´ para os processos que podem ser executados pelo sistema. uma por¸˜o preciosa da a ca mem´ria pode ser consumida para este fim. Se as tabelas s˜o grandes. GERENCIAMENTO DE MEMORIA de endere¸os por mapeamento direto. a troca de contexto torna-se a o a r´pida. mas isto pode exaurir a mem´ria prim´ria do sistema. p. a sua execu¸˜o ´ interrompida sendo substitu´ por ca e ıda outro processo. a o a Como cada processo possui suas tabelas de p´ginas. ıvel ıvel Os problemas identificados s˜o: a 1. o mapeamento indireto e pode apresentar dois problemas importantes a medida que o espa¸o de enc dere¸amento virtual se torna relativamente muito maior que a mem´ria f´ c o ısica dispon´ ou poss´ de ser implementada no sistema [TAN92.

Cada hardware espec´ ıfico possui uma estrutura de tabelas particular.7. embora a flexibilidade adicionada torna-se menos valiosa do que a complexidade inerente ao maior n´mero de n´ u ıveis. o a Outra solu¸˜o para evitar a presen¸a de enormes tabelas na mem´ria. 4. Um espa¸o virc tual de 32 bits poderia ter seu endere¸o divido em trˆs partes: (1) um n´mero c e u de tabela de p´ginas T P1 de 10 bits. uma tabela simples por processo deveria conter 22 entradas. armazenando-a na mem´ria vira o o tual. mais numerosas e complicadas ser˜o as opera¸˜es de convers˜o e. MODELOS DE GERENCIAMENTO DE MEMORIA 137 seu endere¸o convertido. a co a assim. como indicado na Figura 68. ent˜o ´ necess´rio uma tabela de p´ginas contendo 222 a e a a entradas para cada processo existente no sistema. afetando de forma significativa a performance do sistema. Como as p´ginas deste sistema possuem apenas c c a 512 bytes (29 bytes).obtido na c c a tabela de segundo n´ ıvel. e do deslocamento (offset).´ 4. o valor T P2 atua como outro ´ ındice. p. Com a divis˜o de uma unica tabela (de primeiro n´ a ´ ıvel) em uma tabela de entrada (de primeiro n´ ıvel) e tabelas de p´ginas auxiliares (de segundo a n´ ıvel) passa a ser poss´ administrar-se a pagina¸˜o das tabelas de p´ginas ıvel ca a de maneira mais flex´ ıvel. Na tabela de segundo n´ ıvel selecionada. um sistema de tabela de p´ginas de dois n´ a a ıveis pode ser expandido para trˆs.194. selecionando uma das tabelas do segundo n´ ıvel. p. O valor T P1 atua como ´ ındice para a tabela de p´ginas de primeiro a n´ ıvel. obtendo-se assim o endere¸o real da moldura de p´gina (page frame). Para ilustrar esta situa¸˜o. ou seja. cada processo pode possuir at´ 2 GBytes (231 bytes) de e espa¸o de endere¸amento. ca a a ca como qualquer outra ´rea de mem´ria. A MMU comp˜e o c a o endere¸o real final a partir do endere¸o da moldura de p´gina . ou seja. 248]. ca c o conforme indicado por Tanembaum [TAN92. ser´ maior o overhead imposto pela convers˜o dos endere¸os. analisemos a seguinte situa¸˜o: na arquiteca ca tura DEC VAX. fazendo que apenas uma parte dela esteja necessariamente presente na mem´ria prim´ria. 8. que no modo segmentado/paginado oferece 64 TBytes (246 bytes) de mem´ria virtual? Com p´ginas de 4096 bytes (212 bytes) e sabendo o a que metade do endere¸amento virtual ´ oferecido individualmente para cada c e 34 processo. retirado do endere¸o c virtual. Se uma tabela desta magnitude j´ ´ indesej´vel. Como regra geral. ´ divis˜o destas numa e a estrutura de m´ltiplos n´ u ıveis. a De forma an´loga. quatro ou mais n´ e ıvel. cada tabela de p´ginas nunca ´ a e maior que o tamanho de uma p´gina [STA96.589. faa a c zendo que o maepamento se torne inconvenientemente lento. (2) um n´mero de p´gina virtual T P2 a u a de 10 bits e (3) um deslocamento (offset) de 12 bits. que leva em conta as peculiaridades da implementa¸˜o tais ca .304 entradas.934. que tal um sistema a e a Pentium. 94].592 de entradas! Uma primeira solu¸˜o seria submeter a tabela de p´ginas ` pagina¸˜o. quanto maiores ou mais complexas as tabec las.

o ca a Independentemente do n´mero de n´ u ıveis e do layout das tabelas. um bit de habilita¸˜o do cache (caching disabled ) usado a ca para evitar que a p´gina seja colocada no cache e os bits de referˆncia (refea e renced ) e modifica¸˜o (modified ) utilizados para controlar o uso e altera¸˜o ca ca do conte´do da p´gina.30: Estrutura multin´ para tabelas de p´ginas ıvel a como o tamanho do espa¸o de endere¸amento virtual.31: Entrada T´ ıpica de uma Tabela de P´ginas a Exemplos de sistemas que se utilizam de diferentes formas para a implementa¸˜o e administra¸˜o de suas tabelas de p´ginas s˜o: ca ca a a . o bit presente/ausente c a (present/absent) que sinaliza se a p´gina est´ ou n˜o na mem´ria prim´ria. u a Figura 4. as entradas t´ ıpicas das tabelas de p´ginas possuem v´rios campos utilizados para a a o controle adequado da mem´ria: o n´mero da moldura de p´gina (page o u a frame number ) que indica o endere¸o real da p´gina. GERENCIAMENTO DE MEMORIA Figura 4.138 ´ CAP´ ITULO 4. a m´xima quantidade c c a f´ ısica de mem´ria endere¸´vel e o tamanho da p´gina. a a a o a os bits de prote¸˜o (protection) que especificam as opera¸˜es que podem ser ca co realizadas na p´gina.

7. ou seja. uma opera¸˜o de substitui¸˜o simples. • Pagina¸˜o em trˆs n´ ca e ıveis: Sun Spark.´ 4. • Pagina¸˜o em quatro n´ ca ıveis: Motorola 68030. • Pagina¸˜o em dois n´ ca ıveis: DEC VAX. podendo o a ser simplesmente sobrescrita pela p´gina que tomar´ seu lugar na mem´ria a a o prim´ria. a a ıda a Note que se uma p´gina n˜o tiver sido modificada ent˜o n˜o necessita a a a a ser copiada para a mem´ria virtual (armazenamento secund´rio). IBM AS/400. necessitam acessar dispositivos de entrada e o a ´o sa´ muito mais lentos do que a mem´ria prim´ria. 4. ocorrer´ a hiperpaco ca a gina¸˜o (hiperpaging ou thrashing) ou seja. numa opera¸˜o mais lenta do que uma ca a ca substitui¸˜o simples. Como n˜o ´ poss´ realizar tal previs˜o. ou seja. a minimizando a ocorrˆncia de page faults e com isto as opera¸˜es de troca e co de p´ginas. Quando um processo necessita acessar uma por¸˜o de seu c´digo ca o contida fora do espa¸o de endere¸amento real. minimizando as opera¸˜es de substitui¸˜o de p´ginas. c c ´ detectada a falta de uma p´gina que dever´ ser trazida novamente para a e a a mem´ria principal. • Pagina¸˜o via mem´ria associativa (n´ zero): MIPS R2000. ca . Um algoritmo ´timo de troca a a o de p´ginas deveria ser capaz de identificar qual p´gina n˜o mais ser´ utia a a a lizada ou estabelecer aquela que demorar´ mais a ser novamente utilizada. co ca a O grande problema consiste ent˜o em determinar qual p´gina ser´ subsa a a titu´ ou copiada para os arquivos de troca como forma de liberar espa¸o ıda c para aquele p´gina que se tornou necess´ria. 254]. MODELOS DE GERENCIAMENTO DE MEMORIA • Pagina¸˜o em um n´ ca ıvel: DEC PDP-11. p. o a a substitu´ for necess´ria em breve ou for preciso um n´mero muito grande ıda a u de substitui¸˜es para execu¸˜o dos programas ativos. outras formas de se a a e ıvel a definir qual p´gina ser´ substitu´ s˜o empregadas [DEI92. ocorre um page fault. uma degrada¸˜o significativa da ca ca performance do sistema devido ao excesso de opera¸˜es de troca de p´ginas.7.9 Algoritmos de troca de p´ginas a Os mecanismos de mem´ria virtual se baseiam no fato de que por¸˜es dos o co processos s˜o armazenadas em arquivos especiais denominados arquivos de a troca. ou seja. E ´bvio que se a p´gina ıda. o As opera¸˜es de substitui¸˜o de p´ginas s˜o lentas pois envolvem o acesso co ca a a a ` mem´ria secund´rio. IBM ca PowerPC. co a Sendo assim estes algoritmos devem procurar substituir p´ginas pouco utilia zadas ou n˜o utilizadas por aquelas que s˜o freq¨entemente utilizadas pelos a a u processos ativos. ca o ıvel 139 • Pagina¸˜o via tabelas invertidas: IBM RS6000 (sistemas RISC). Se a p´gina foi a ca ca a modificada ent˜o dever´ ser copiada para o armazenamento secund´rio antes a a a da substitui¸˜o pela nova p´gina.

GERENCIAMENTO DE MEMORIA Os algoritmos que tratam deste problema s˜o aqueles que implementam a as estrat´gias de substitui¸˜o (replacement strategies) e s˜o denominados e ca a algoritmos de troca ou algoritmos de substitui¸˜o de p´ginas. as primeiras que entram s˜o a as primeiras que saem (FIFO ou First In First Out). ´ raramente utilizado dado que a p´gina substitu´ ca e a ıda pode ser a pr´xima a ser necess´ria. Troca de p´ginas FIFO a A id´ia central deste algoritmo ´ que as p´ginas que est˜o a mais tempo e e a a na mem´ria podem ser substitu´ o ıdas. n˜o necessaca a o a riamente se traduz em verdade. Dada esta raz˜o n˜o ´ utilizado na forma pura. maior u a s˜o as chances de sucesso imediato deste algoritmo. . a ca Este mecanismo de substitui¸˜o. presente a muito tempo a e a na mem´ria. Quanto maior o n´mero de p´ginas existentes. permitindo a identifica¸˜o das mais antigas. a a e co Troca de p´ginas segunda chance a O algoritmo de troca de p´ginas segunda chance (second chance) ´ uma a e varia¸˜o da estrat´gia FIFO. embora prov´vel e l´gico. pois processos de longa dura¸˜o pode contica nuar necessitando de suas p´ginas mais do que processos de curta dura¸˜o a ca que entram e saem rapidamente enquanto os outro permanecem.140 ´ CAP´ ITULO 4. Os algoritmos ca a de substitui¸˜o de p´ginas mais comuns s˜o: ca a a • Random • First In First Out (FIFO) • Second Chance • Clock • Last Recently Used (LRU) • Last Frequently Used (LFU) • Not Recently Used (NRU) Troca de p´ginas aleat´ria a o Algoritmo de baixa sobrecarga que seleciona aleatoriamente qual p´gina a dever´ ser substitu´ a ıda. ou seja. Como visto. pode ser indevidamente substitu´ o ıda. Embora seja r´pido e de a a implementa¸˜o simples. mas sim varia¸˜es deste algoritmo. Tamb´m ´ chamado de random page o a e e replacement. a deficiˆncia do algoritmo de troca ca e e de p´ginas FIFO ´ que uma p´gina de uso intenso. criando-se uma lista de a p´ginas por idade. Para isto associa-se um marca de tempo (timestamp) para cada p´gina.

Para superar a deficiˆncia do algoritmo de troca de p´ginas e e a FIFO. MODELOS DE GERENCIAMENTO DE MEMORIA 141 No algoritmo de troca de p´ginas Segunda Chance a sele¸˜o prim´ria da a ca a p´gina a ser substitu´ e semelhante ao FIFO. Se o bit estiver em 1. ou seja. ca a . seu bit de referˆncia sempre ser´ 1. da´ o algoritmo troca sua marca de tempo por uma nova e ajusta o ı bit de referˆncia para zero. seu valor ´ trocado por 0 e a referˆncia da lista movida e e e e conforme os ponteiros de um rel´gio. c o a Troca de p´ginas rel´gio a o O algoritmo de troca de p´ginas rel´gio (clock ) ´ uma outra varia¸˜o da a o e ca estrat´gia FIFO. escolhe-se a p´gina a ıda a mais antiga. a Este algoritmo n˜o costuma ser usado sem otimiza¸˜es devido ` sobrea co a carga que imp˜e. se uma p´gina antiga ´ utilizada. co a O sistema operacional MS Windows 95 utiliza esta estrat´gia de substie tui¸˜o de p´ginas [PET96. Com este comportamento. sendo o elemento da lista correspondente a uma p´gina utilizada sendo posicionado no final da lista. ou seja. o que significa uma e a a sobrecarga substancial. onde se o bit de e o e referˆncia ´ 1. Para isto ´ necess´rio que cada p´gina possua uma marca de tempo e a a (timestamp) atualizada a cada referˆncia feita ` p´gina. o algoritmo segunda chance verifica o bit de referˆncia o e mantendo na mem´ria p´ginas em uso atrav´s da renova¸˜o de sua marca o a e ca de tempo. assumindo que o passado ´ um bom e indicativo do futuro. 725]. que ´ a substitui¸˜o de uma p´gina de uso intenso em fun¸˜o de sua e ca a ca idade na mem´ria. a A estrat´gia do rel´gio ´ manter uma lista circular. A implementa¸˜o pode ser feita atrav´s de listas ca e contendo uma entrada para cada page frame. Troca de p´ginas LRU a A atua¸˜o do algoritmo de troca de p´ginas LRU (least recently used ou ca a menos usada recentemente) se baseia em identificar a p´gina que n˜o foi a a utilizada pelo maior per´ ıodo de tempo. Al´m disso. Tal comportamento eq¨ivale a dizer que as p´ginas no in´ da u a ıcio lista (mais velhas) s˜o reposicionadas no fim da lista (mais novas). e a o uma segunda chance de permanˆncia na mem´ria prim´ria. fazendo com a e e a que permane¸a na mem´ria prim´ria a despeito de sua idade real.´ 4.7. em la¸os longos ou chamadas com muitos o e c n´ ıveis de profundidade. simulando uma nova p´gina na mem´ria. Antes de proceder-se a substitui¸˜o propriamente dita. Caso contr´rio a p´gina ´ substitu´ o a a e ıda. colocando o sistema numa situa¸˜o de ca opera¸˜es desnecess´rias devido a page faults. Nesta situa¸˜o e o a ca outra p´gina deve ser escolhida para substitui¸˜o. significa que a p´gina e a a foi usada. a pr´xima p´gina a ser usada pode ser exatamente o a uma das menos usadas recentemente. verificaca se o bit de referˆncia da p´gina. p. Se o bit de referˆncia a ca e estivesse em 0 a p´gina seria substitu´ a ıda.

do a grupo de menor utiliza¸˜o que contiver p´ginas nesta situa¸˜o. aleatoriamente escolhida. Apesar de melhorar o desempenho do algoritmo LRU. levando a a a a a substitui¸˜es in´teis. Tabela 4. ´ ca Este algoritmo ´ utilizado em v´rios sistemas devido aos seus pontos e a fortes: simplicidade.6. a ca .142 ´ CAP´ ITULO 4. Neste algoca a ca ritmo se d´ preferˆncia a remo¸˜o de uma p´gina modificada sem uso no a e ca a ultimo ciclo do que uma sem modifica¸˜o que tenha sido utilizada. Neste algoritmo pretende-se calcular a u a freq¨ˆncia de uso das p´ginas. f´cil implementa¸˜o e performance adequada. co u Troca de p´ginas NRU a As entradas de cada p´gina na tabela de p´ginas possuem geralmente bits a a de referˆncia e modifica¸˜o (bits referenced e modified. co a como relacionado na Tabela 4.6: Grupos de p´ginas a Bit Situa¸˜o ca Modified 0 N˜o referenciado e n˜o modificado a a 1 N˜o referenciado e modificado a 0 Referenciado e n˜o modificado a 1 Referenciado e modificado Bit Referenced 0 0 1 1 A atua¸˜o do algoritmo de troca de p´ginas NRU (not recently used ou ca a n˜o recentemente usada) ou NUR (not used recently ou n˜o usada recena a temente) se baseia em remover uma p´gina. conforme Figura 69) e ca cujos valores combinados definem quatro situa¸˜es ou grupos de p´ginas. ainda ´ poss´ e ıvel que p´ginas pesadamente utilizadas durante uma certa etapa do processaa mento permane¸am desnecessariamente na mem´ria prim´ria em rela¸˜o a c o a ca outras etapas mais curtas cujas p´ginas n˜o ter˜o uso t˜o intenso. de forma a se identificar qual p´gina foi ue a a menos intensivamente utilizada. GERENCIAMENTO DE MEMORIA Troca de p´ginas LFU a Uma variante do algoritmo LRU ´ a estrat´gia conhecida como LFU (least e e frequently used ou menos freq¨entemente usada) ou ainda NFU (not frequenu tly used ou n˜o usada freq¨entemente).

o compuo tador seria uma m´quina in´til caso n˜o existissem meios de realizar-se as a u a opera¸˜es de entrada e sa´ co ıda. Mas diferentemente do que poder´ ıamos pensar. tais como unidades de disco. dispositivos perif´ricos ou apenas perif´ricos poe e dem ser classificados de forma ampla em trˆs categorias [STA96.Cap´ ıtulo 5 Gerenciamento de I/O O acrˆnimo I/O (Input/Output) ou E/S (Entrada/Sa´ o ıda) representa toda a sorte de dispositivos eletrˆnicos. CD-ROM ou fita magn´tica. o barramento de endere¸os (address bus) e o barrac mento de controle (control bus). Machine-Readable S˜o aqueles projetados para interliga¸˜o do computaa ca dor com outros equipamentos. p. e Communication Destinados a realizar a comunica¸˜o do computador com ca outros dispositivos remotos. ao inv´s a a a e disso. 5.2) define o computador como o conjunto de processador. mas. os perif´ricos s˜o conectados a m´dulos de I/O que por sua vez s˜o e a o a ligados aos barramentos do sistema. De certa forma.1 M´dulos de I/O o A arquitetura de Von Neumann (Figura 1. mem´ria e dispositivos de entrada e sa´ intercoo ıda nectados atrav´s v´rios barramentos (buses) especializados: o barramento e a de dados (data bus). As raz˜es para isto s˜o v´rias: o a a 143 . eletromecˆnicos e ´pticos que s˜o integrao a o a dos a um sistema computacional com o prop´sito de realizar a comunica¸˜o o ca do processador e mem´ria com o meio externo. tais como placas de rede ou modems. Os dispositivos de I/O. o mouse ou o monitor de v´ ıdeo. os dispositivos perif´ricos e em si n˜o s˜o conectados diretamente ` tais barramentos. 179]: e Human-Readable Dispositivos apropriados para serem utilizados por usua ´rios do computador tais como o teclado.

mais e a a adaptada ` opera¸˜o com um processador e. sendo impratic´vel implantar no computador uma l´gica que ca a o permitisse a opera¸˜o com todos ou mesmo uma grande parte destes ca dispositivos. isto ´. J´ a conex˜o com o perif´rico propriamente a a e dito ´ usualmente uma interface de baixo n´ e ıvel. uma conex˜o orientada ` comandos. portanto. Por essa raz˜o. a velocidade de opera¸˜o dos dispositivos perif´ricos ´ ca e e muito menor que a da mem´ria ou do processador.144 CAP´ ITULO 5. Um m´dulo de I/O geralmente possui algumas linhas de controle ino ternas que servem para determinar as a¸˜es que devem ser executadas pelo co m´dulo. o Desta forma ´ muito mais conveniente implementar-se m´dulos de I/O e o que atuem como conex˜es mais gen´ricas para os diferentes perif´ricos. GERENCIAMENTO DE I/O • Existem in´meros tipos de perif´ricos. linhas de status que servem para indicar o estado de funcionamento o do m´dulo ou resultado de alguma opera¸˜o.1: Estrutura gen´rica de m´dulo de I/O e o A conex˜o com o barramento do processador geralmente tende a ser a uma interface de alto n´ ıvel. linhas de dados para conex˜o o ca a do m´dulo de I/O com o barramento de dados do sistema e um conjunto o particular de linhas para conex˜o com o perif´rico que efetivamente ser´ cona e a trolado pelo m´dulo de I/O. os m´dulos de IO s˜o freq¨entemente chamados a o a u de interfaces.1 temos um representa¸˜o gen´rica o ca e do que pode ser um m´dulo de I/O. com diferentes formas de opeu e ra¸˜o. poso e e sibilitando o uso de estruturas padronizadas para liga¸˜o com a mem´ria e ca o processador. que exige tratamento mais espee o cializado. dirigida ao trabalho a ca de programa¸˜o de alto n´ ca ıvel. Desta forma. as particularidades de cada tipo de perif´rico ficam e isoladas do sistema principal. • Como visto. a . facilitando o desenvolvimento dos programas que utilizar˜o estes dispositivos. o Figura 5. Na Figura 5. contendo in´meros sinais u el´tricos e um protocolo dedicado pr´prio.

Esta alternativa estrutural. 207]. proporcionando consider´vel ganho de performance e ainda assim utilizando uma arquitetura a mais simples que os canais de I/O [TAN92. usada tipicamente em computadores de grande porte (mainframes).2 Opera¸˜o de M´dulos de I/O ca o Os m´dulos de I/O podem ser operados de trˆs maneiras b´sicas: o e a • I/O Programado. 27]. p. o que distingue estas trˆs formas de opera¸˜o ´ a pare ca e ticipa¸˜o do processador e a utiliza¸˜o do mecanismo de interrup¸˜es. o processador deve o 1 O acrˆnimo IDE significa integrated device eletronics ou dispositivo eletrˆnico inteo o grado. comunica¸˜o com ca ca ca perif´rico. p.´ 5. Compartilhando este barramento encontramse dispositivos especializados nas em fun¸˜es mais importantes (unidades co de disco e monitor de v´ ıdeo) chamados controladores. 5. a Os m´dulos de I/O geralmente executam algumas das seguintes fun¸˜es: o co controle e temporiza¸˜o. pois as opera¸˜es de I/O s˜o realizadas co a paralelamente ao processamento. mem´ria e os deca o mais dispositivos do sistema.2. conca ca co duzindo a resultados bastante distintos. Os canais de I/O s˜o sistemas computacionais de a prop´sito especial destinados ao tratamento de entrada e sa´ de forma o ıda independente do processador do sistema computacional [DEI92. OPERACAO DE MODULOS DE I/O ¸˜ 145 Esta estrutura permite que um unico m´dulo de I/O controle mais de ´ o um perif´rico. . tal como nos controladores de e unidades de disco IDE 1 que podem administrar de uma at´ quatro unidades e de disco deste padr˜o. u podendo acessar o armazenamento prim´rio de forma independente. ou seja. opera com m´ltiplos barramentos de alta velocidade. Micro e minicomputadores utilizam geralmente um modelo de barramento interno simples para comunica¸˜o entre processador. armazenamento tempor´rio de dados e detec¸˜o de erros. • I/O com Interrup¸˜es e co • I/O com Acesso Direto ` Mem´ria (DMA) a o De forma geral. comunica¸˜o com o processador. 5.2. e a ca Uma outra estrutura poss´ ıvel para os m´dulos de I/O s˜o os canais o a de I/O (I/O channels). geralmente do mesmo tipo. proa porcionando grande desempenho.1 I/O Programado Com o I/O programado (programmed I/O) os dados s˜o trocados diretaa mente entre o processador e o m´dulo de I/O.

ca e ent˜o o processador dever´ permanecer em espera durante toda a opera¸˜o a a ca executada no perif´rico. Veja na Figura 5. escrita (write) ou leitura (read ).2 um esquema indicando o ca o funcionamento das opera¸˜es de I/O programadas. O m´dulo de I/O se relaciona com o processador atrav´s de comandos. co Figura 5. ca a teste (test). digamos uma unidade de disco. ca Dado que ´ poss´ para um m´dulo de I/O controlar mais de um dise ıvel o positivo perif´rico. por mais lento que possa ser. o e ou seja. de forma a permitir sua opera¸˜o individualizada. GERENCIAMENTO DE I/O executar um programa que verifique o estado do m´dulo de I/O. preparandoo o para a opera¸˜o se necess´rio. dado que o processador fica ocupado com a monitora¸˜o da opera¸˜o em andamento (veja Fica ca gura 5. o Portanto ´ responsabilidade do processador verificar o estado do m´dulo e o de I/O em todas as situa¸˜es. inclusive quando aguarda dados. tais como controle (control ). ent˜o ´ necess´rio que sejam associados endere¸os a cada e a e a c um destes perif´ricos. significando um s´rio e e comprometimento da performance geral do sistema.146 CAP´ ITULO 5. Geralmente os comandos do m´dulo de I/O tem equivalˆncia direta com as instru¸˜es do processador. e ca Existem duas formas para a interpreta¸˜o destes endere¸os por parte dos ca c m´dulos de I/O quando existe o compartilhamento de barramentos do siso tema: .3). enviando o comando que deve ser executado ca a e aguardando o resultado do comando para ent˜o efetuar a transferˆncia ena e tre o m´dulo de I/O e algum registrador do processador. Isto significa co que o processador n˜o pode executar outras tarefas enquanto aguarda a a opera¸˜o do m´dulo de I/O. o e co facilitando sua opera¸˜o integrada.2: Funcionamento do I/O programado Como os comandos enviados ao m´dulo de I/O podem significar uma o opera¸˜o com um dispositivo perif´rico lento. c´digos de controle transformados em sinais enviados ao m´dulo o o que indica qual opera¸˜o dever´ ser realizada.

co Utilizando a forma de I/O mapeado em mem´ria temos uma maior simo plicidade e a disponibilidade de um maior conjunto de instru¸˜es embora co reduzido espa¸o em mem´ria devido a reserva de endere¸os para portas de c o c I/O. onde existe um espa¸o e c de endere¸amento independente para os dispositivos de I/O. para enviar-se dados ao monitor de v´ ca ıdeo padr˜o a do sistema devem ser utilizados os endere¸os de I/O na faixa de 03D0h a c 03DFh. Os computadores baseados nos processadores Motorola 680x0 utilizam este m´todo. Desta forma o o c processador trata os registradores de status e dados do m´dulo de I/O o como posi¸˜es ordin´rias de mem´ria utilizando opera¸˜es comuns de co a o co leitura e escrita.3: Temporiza¸˜o do I/O programado ca • Mapeada em Mem´ria (memory-mapped ) o Onde o m´dulo de I/O opera dentro do espa¸o de endere¸amento da o c c mem´ria. usando um conjunto de endere¸os reservados. Para o funcionamento neste modo o processador deve dispor de uma linha individual de leitura e outra para escrita. Os microcomputadores IBM PC compat´ ıveis s˜o um exemplo a desta utiliza¸˜o.´ 5. Para c tanto o processador deve dispor de uma linha de leitura/escrita e outra de entrada/sa´ ıda.2. OPERACAO DE MODULOS DE I/O ¸˜ 147 Figura 5. No caso. • Mapeada em I/O (I/O mapped ) Tamb´m chamada de I/O isolado (isolated I/O). As portas de I/O passam a ser acess´ ıveis apenas por opera¸˜es especiais de I/O. enquanto que o acesso `s placas de som tipo SoundBlaster devem a . e Com o I/O isolado temos maior seguran¸a nas opera¸˜es envolvendo c co mem´ria ou I/O e um maior espa¸o de endere¸amento as custas de uma o c c organiza¸˜o ligeiramente mais complexa e um reduzido n´mero de instru¸˜es ca u co dedicadas.

e. os dados ca e solicitados s˜o lidos do m´dulo de I/O para um registrador do procesa o sador e depois transferidos para uma ´rea de mem´ria apropriada. Tecnicamente fae co lando. 6. o uma opera¸˜o read ). preservando assim o conte´do do contador de programa e demais regisu tradores.148 usar o endere¸o 0220h. Conforme podemos observar na Figura 5. c CAP´ ITULO 5. pode ser utilizado o mecanismo das interrup¸˜es. p. quando o processador envia um comando para o m´dulo o de I/O.. Ao t´rmino da instru¸˜o corrente. sem a necessidade de monitorar o m´dulo acionado. a opera¸˜o de I/O com inca terrup¸˜es ´ a seguinte: co e 1. um outro processo. ou seja. 2. denominada vetor de interrup¸˜es. Tais endere¸os s˜o armazenados numa regi˜o ca c a a pr´-determinada da mem´ria. ou e co seja o I/O atrav´s de interrup¸˜es (interrupt driven I/O). uma interrup¸˜o permite que uma unidade ganhe a aten¸˜o imediata ca ca de outra. O processador salva o contexto da tarefa atual na pilha (stack ). O processador executa a troca de dados. e o co 7. ca 4.2. aciona uma interrup¸˜o o e ca para requisitar o processamento dos dados (a troca de dados com o processador). Ao finalizar a opera¸˜o requisitada. o mesmo pode passar executar uma outra tarefa. Quando a opera¸˜o for conclu´ o ca ıda. 3.4. O processador carrega o endere¸o da rotina de servi¸o no contador de c c programa para poder iniciar a execu¸˜o da rotina de tratamento da ca interrup¸˜o detectada. O processador passa a executar outra tarefa. o processador verifica a ocorrˆncia e ca e de uma interrup¸˜o. liberando o m´dulo de I/O o e retomando o processamento anterior. o m´dulo de I/O interrompe o processador. que a realiza de modo independente (i. a o . ou seja.2 I/O com interrup¸˜es co Para superar o problema da espera do processador por opera¸˜es nos disco positivos perif´ricos. 25]. 5. isto ´. Assim sendo. O processador envia um comando ao m´dulo de I/O (por exemplo. GERENCIAMENTO DE I/O 5. determinando qual dispositivo a originou e ent˜o ca a sinalizando conhecimento (acknowledgment signal ). em ca paralelo a atividade do processador). de forma que a primeira unidade possa finalizar sua tarefa [DEI92. o m´dulo de I/O sinaliza uma ca o interrup¸˜o para o processador. A rotina de tratamento da interrup¸˜o ´ executada.

lendo o conte´do do contador u de programa e demais registradores da pilha. e u ca hardware poll vetorizado e bus arbitration vetorizada. 9. como mostra tamb´m a Figura 5. ca Figura 5. software poll. e O maior problema relacionado com o uso das interrup¸˜es ´ que.5. o processador resca taura o contexto da tarefa interrompida. podem ser empregadas v´rias diferentes o a t´cnicas [STA96.´ 5. o processador disp˜e de poucas linhas de interrup¸˜o. 194]: m´ltiplas linhas de interrup¸˜o. embora os dados da opera¸˜o continuem a ser a ca manipulados pelo processador. Isto significa que uma interrup¸˜o de n´mero 4 u ca u ser´ processada primeiro do que uma interrup¸˜o de n´mero maior (>= 5). mas podendo ser interrompida por uma interrup¸˜o de n´mero menor (< 4). p. a ca u sem ser interrompida por estas. usualco e mente. Usualmente s˜o assia nalados n´meros para as interrup¸˜es. Mais um momento mais a frente. onde as de menor n´mero tem prioriu co u dade sobre as n´mero maior. melhorando o desempenho do sistema pois duas atica vidades s˜o paralelizadas. em seu quantum. ca u . o processo que solicitou a opera¸˜o de I/O ser´ executado com os dados obtidos a sua ca a disposi¸˜o. O processador retorna ao processamento da tarefa no ponto em que foi interrompida. OPERACAO DE MODULOS DE I/O ¸˜ 149 8. 10.4: Funcionamento do I/O com interrup¸˜es co A opera¸˜o de dispositivos de I/O utilizando interrup¸˜es permite que ca co o processador permane¸a trabalhando enquanto o m´dulo de I/O realiza c o a opera¸˜o solicitada. Finalizada a rotina de tratamento da interrup¸˜o.2. Desta forma o ca surgem as seguintes quest˜es: como o processador identificar´ o m´dulo o a o que sinalizou uma interrup¸˜o e como ser˜o tratadas m´ltiplas interrup¸˜es ca a u co simultˆneas? a Para resolver-se esta quest˜es.

pois isso envolve a execu¸˜o repea ca tida de v´rias instru¸˜es. apresentamos a Tabela 5.1 que contˆm o mapeamento e das interrup¸˜es num sistema IBM-PC compat´ co ıvel.3 I/O com Acesso Direto ` Mem´ria (DMA) a o As t´cnicas de I/O programado e I/O com interrup¸˜es possuem um grande e co inconveniente que ´ a limita¸˜o da velocidade de transferˆncia de dados a e ca e capacidade do processador em movimentar tais dados a partir do m´dulo o de I/O para o armazenamento prim´rio.5: Temporiza¸˜o do I/O com interrup¸˜es ca co Como exemplo. Al´m disso o processador fica comprometido n˜o a co e a .150 CAP´ ITULO 5. Tabela 5.1: Mapa de interrup¸˜es de um IBM-PC compat´ co ıvel Int 0 1 2 3 4 5 6 7 Dispositivo Cronˆmetro do sistema o Teclado Controlador de interrup¸˜o ca Placa de rede (*) Porta de comunica¸˜o COM1 ca Placa de som (*) Controlador de disco flex´ ıvel Porta de Impressora LPT1 Int 8 9 10 11 12 13 14 15 Dispositivo CMOS/Rel´gio do sistema o Porta de comunica¸˜o COM3 ca Porta de comunica¸˜o COM2 ca Ponte PCI (*) Mouse porta PS/2 (*) Coprocessador num´rico e Controlador IDE/ESDI Controlador IDE/ESDI (*) Op¸˜es n˜o padronizadas co a 5.2. Alguns dos valores s˜o a padronizados enquanto outros s˜o particulares do sistema utilizado como a exemplo. GERENCIAMENTO DE I/O Figura 5.

7. . a Para solucionar-se este problema pode ser utilizada uma outra t´cnica e denominada I/O atrav´s de acesso direto ` mem´ria ou DMA (direct memory e a o access). o proco ´ ca cessador fica liberada para executar outras tarefas e a transferˆncia dos e dados ocorre em bloco (e n˜o byte a byte) diretamente entre o perif´rico e a a e mem´ria. atrasando-o ligeiramente. O processador pode executar a rotina de tratamento da interrup¸˜o ca processando os dados lidos ou produzindo novos dados para serem escritos. Outra grande vantagem da t´cnica de DMA ´ que ela pode ser implemene e tada no hardware de diversas formas diferentes. cada a e um utilizando um canal de DMA (DMA channel ). Este m´todo ´ significativamente mais r´pido do que o I/O programado e e a ou I/O via interrup¸˜es pois utiliza apenas uma unica interrup¸˜o. ca ambas as formas comprometer˜o a performance do sistema. o 4. a e o chamado de controlador de DMA.2. e ca suportando tipicamente o trabalho com v´rios perif´ricos diferentes.´ 5. p. ilustrada na Figura 5. OPERACAO DE MODULOS DE I/O ¸˜ 151 apenas com a transferˆncia dos dados. Ao final da opera¸˜o o controlador de DMA aciona uma interrup¸˜o ca ca para sinalizar o t´rmino da opera¸˜o. cuja opera¸˜o. Para acessar a mem´ria o controlador de DMA rouba ciclos do proceso sador para acessar a mem´ria principal. O processador envia comando (leitura ou escrita) para controlador de DMA. o O controlador de DMA ´ um dispositivo especializado nesta opera¸˜o. 2. ou com a sobrecarga imposta pelas opera¸˜es de interrup¸˜o. Se um m´dulo de co ca ca o I/O for utilizado para a movimenta¸˜o de uma grande quantidade de dados. no caso de I/O via interrup¸˜o. e ca 5. A t´cnica de DMA prop˜e utilizar uma unica interrup¸˜o para efetuar e o ´ ca a transferˆncia de um bloco de dados diretamente entre o perif´rico e a e e mem´ria prim´ria. sem o envolvimento do processador e com isso reduzindo o a o n´mero de opera¸˜es necess´rias e assim acelerando o processo. no caso de I/O programado. 199]: 1. ´ ca e descrita a seguir [STA96. conforme a quantidade de dispositivos de I/O e performance pretendida. O processador continua seu trabalho enquanto DMA efetua a transferˆncia com o dispositivo de I/O. mas com a monitora¸˜o do m´dulo e ca o de I/O. torna-se necess´ria a existˆncia de um m´dulo adicional. e 3.6. u co a Para tanto. como ilustrado na Figura 5.

as conex˜es dos dispositivos de I/O. v´rias linhas de sinal s˜o utilizadas de modo a a a que v´rios bits de dados (bytes ou words tipicamente) sejam transferidos a em paralelo. relativamente confi´veis.3. A transferˆncia dos dados a e . embora nomio a a nalmente mais lentas que as conex˜es paralelas. ou seja.6: Funcionamento do I/O com DMA 5. a ca Numa conex˜o serial. a Em ambas os tipos de conex˜o. a e 5.3 Tipos de dispositivos de E/S Os dispositivos de I/O e suas interfaces podem ser classificados de forma ampla quanto ao tipo de conex˜o e tipo de transferˆncia de dados. sendo usualmente utilizadas o para dispositivos baratos e lentos tais como impressoras e terminais. sejam de dados ou o e controle.1 Conex˜o de Dados dos I/O a Conforme natureza do perif´rico que ser´ conectado ao sistema e tamb´m e a e as condi¸˜es desta liga¸˜o. todos os bits. protocolo e transferˆncia de dados entre a e o m´dulo de I/O e o perif´rico. sendo utilizadas para conex˜o com disa a positivos mais velozes. a As conex˜es seriais s˜o baratas. As conex˜es paralelas. acelerando as transferˆncias. GERENCIAMENTO DE I/O Figura 5. uma unica linha de sinal ´ utilizada para o esa ´ e tabelecimento de toda a conex˜o. do ponto de co ca o vista dos dados. ao mesmo tempo. s˜o mais caras. s˜o projetadas para opera¸˜o serial ou paralela. pois se e comportam como v´rias linhas seriais atuando ao mesmo tempo. tais como unidades de disco. devido a interface mais complexa.152 CAP´ ITULO 5. a o e Numa conex˜o paralela. bastante o a confi´veis e de melhor desempenho. s˜o transferidos um a um entre m´dulo de I/O e perif´rico. o m´dulo de I/O e o perif´rico trocam a o e sinais de controle garantindo a permiss˜o para o envio ou recebimento de a dados (protocolo de conex˜o ou handshaking). unidades de fita ou mesmo impressoras r´pidas. Tamb´m ´ a e e comum que existam linhas independentes para o tr´fego de sinais de controle. ou seja.

cujo tamanho depende do dispositivo.5. ou seja. o formato dos dao e dos recebidos e transmitidos ´ responsabilidade da aplica¸˜o que utiliza o e ca dispositivo. exigindo que a aplica¸˜o conhe¸a tal formato tanto para a ca c constru¸˜o de tais blocos destinados ` transmiss˜o como para sua adequada ca a a recep¸˜o. sem a necessidade de alguma forma de estrutura¸˜o dos dados ca por parte do m´dulo de I/O e do perif´rico. exigindo o envio de sinais de confirma¸˜o a cada byte ou bloco e ca dependendo do dispositivo. a transferˆncia de dados ´ feita a e e byte a byte.2 Tipos de Transferˆncia de I/O e Os dispositivos de I/O atuam usualmente como dispositivos orientados ` a caractere (character devices) e dispositivos orientados ` blocos (block a devices). Os blocos tamb´m possuem um fore mato particular.3.7: Configura¸˜es de DMA co ´ feita.3. Nos primeiros. usualmente entre 128 e 1024 bytes. Nos dispositivos de transferˆncia orientados ` blocos. TIPOS DE DISPOSITIVOS DE E/S 153 Figura 5. orientados ` caractere. 5. ca . tipo de conex˜o e do protocolo de transferˆncia a e adotado. a troca de dados ´ e a e realizada em blocos de tamanho fixo.

E geralmente utilizada para a conex˜o o a de dispositivos mais simples. 206]. a a Nem todos os dispositivos se ajustam a esta classifica¸˜o. portanto linhas de sinal. Por outro lado. ´ poss´ que um m´dulo de I/O compartilhe um cone ıvel o junto de linhas de sinais entre diversos dispositivos perif´ricos. Exemplos de conex˜es ponto-a-ponto padronizadas s˜o os protocolos o a RTS/CTS (Request to Send e Clear to Send ) e Xon/Xoff (Transmission . Nos sistemas Unix esta distin¸˜o ´ bastante aparente. 5. principalmente ca e durante os procedimento de instala¸˜o e configura¸˜o do sistema operacioca ca nal. p. o Figura 5. teclado e impressoras. Desta forma. ou seja.3. teclados e portas a seriais s˜o orientados ` caractere [PIT98. tais como modems. p. desde que e dentre estas linhas existam algumas para realizar o endere¸amento ou sele¸˜o c ca do dispositivo com o qual deseja-se realizar a opera¸˜o.8.8: Conex˜es ponto-a-ponto e multiponto o A conex˜o ponto-a-ponto oferece melhor confiabilidade. GERENCIAMENTO DE I/O Temos portanto que a opera¸˜o de dispositivos orientados ` caractere ca a e ` blocos ´ bastante diferente. Unidades de disco e fita s˜o dispositivos a e a orientados ` blocos enquanto que impressoras. permite a operaa ca ¸˜o simultˆnea de diversos perif´ricos simultaneamente (dependendo apenas a e das capacidades do m´dulo de I/O) embora exigindo um maior n´mero de o u ´ conex˜es e. Uma representa¸˜o o a ca das conex˜es ponto a ponto e multiponto se encontra na Figura 5. terminais.154 CAP´ ITULO 5. um m´dulo de I/O a o deveria dispor de um conjunto de linhas para dispositivo de I/O com o qual pretende se comunicar. as linhas de sinais existentes para a comunica¸˜o entre e ca estas unidades s˜o dedicadas a este fim. tais como ca os temporizadores (timers) do sistema ou monitores de v´ ıdeo de mem´ria o [TAN92. 68]. A conex˜o multica a ponto ´ como um conjunto de barramentos dedicado a comunica¸˜o entre e ca um m´dulo de I/O e v´rios dispositivos semelhantes.3 Conex˜es ponto a ponto e multiponto com I/Os o A conex˜o mais simples entre um dispositivo perif´rico e seu m´dulo de I/O a e o ´ do tipo .

4. cartucho. bastante utilizados em comunica¸˜o de curta ca distˆncia entre computadores e perif´ricos de baixa velocidade. etc. O RTS/CTS e Xon/XOff s˜o considerados protoa colos de baixo n´ ıvel simples. Figura 5.24) a a [BLA87. impressoras. tais como unidades de disco. Veja uma representa¸˜o do funcionamento destes protocolos entre dois ca equipamentos DTE (data terminal equipment) na Figura 5. usualmente a e utilizando a interface padr˜o RS-232C (equivalente ` standard CCITT V. Existem v´rios padr˜es para estas conex˜es. mesas digitalizadoras etc. utilizando reduzido n´mero total u de linhas. fita. • EIDE (extended IDE ). onde s˜o exemplos: a o o a • IDE (integrated device eletronics). p. Tal conex˜o ´ tipicamente utilizada para dispositivos e a e de armazenamento. • SCSI (small computer system interface).9: Protocolos RTS/CTS e Xon/Xoff Dado que s˜o protocolos simples. plotters. o computador seria in´til u . • USB (universal serial bus) 5.9. modems. mas por outro lado n˜o permite a opera¸˜o simultˆnea dos pea ca a rif´ricos conectados. DISPOSITIVOS PERIFERICOS T´ IPICOS 155 On e Transmisson Off ). constituindo a ca e a uma alternativa flex´ e de baixo custo para interliga¸˜o de equipamentos ıvel ca tais como multiplexadores. A conex˜o multiponto ´ bastante mais flex´ do que a conex˜o pontoa e ıvel a a-ponto pois permite maior escalabilidade. demultiplexadores.´ 5. sua implementa¸˜o ´ f´cil. pois como colocado anteriormente. 53]. terminais de v´ ıdeo. CD-ROM.4 Dispositivos perif´ricos t´ e ıpicos Os dispositivos perif´ricos tem papel fundamental dentro de um sistema e computacional.

exise tem dispositivos apropriados para sistemas computacionais de grande porte. giram em velocidade constante (2400 ou 3600 rpm. Neste caso bra¸os mecˆnicos. isto ´. instaladas em e e computadores destinados ao segmento SOHO2 . a Estes disco. montados verticalmente num mesmo eixo. subsistemas de armazenamento secund´rio. Estas unidades s˜o compostas de um ou mais discos e a met´licos de a¸o ou alum´ a c ınio recobertos de uma fina pel´ ıcula magnetiz´vel. Al´m destes. a maioria voltados para uso em microcomputadores. Existem muitos tipos o de dispositivos perif´ricos. dentre os mais comuns podemos citar: e Unidades de Disco R´ ıgido Unidades de Disco Flex´ ıvel Unidades de Fitas Magn´tica e Unidades de CD-R/RW Unidades de DVD-R/RW Mouse Trackball Mousepad Teclados Scanners Mesas digitalizadoras Impressoras Modems Portas de comunica¸˜o serial ca Portas de comunica¸˜o paralela Portas de comunica¸˜o USB ca ca Placas de Rede Monitores de v´ ıdeo Portas de jogos Placas de som Placas de captura de v´ ıdeo etc. tais como controladoras de terminais. dados estes que permanecem gravados mesmo que as unidades de disco permane¸am desligadas por um razo´vel c a per´ ıodo de tempo. Al´m destes. faremos alguns coment´rios sobre a e a os terminais de v´ ıdeo. GERENCIAMENTO DE I/O se fosse apenas composto de processador e mem´ria. Estas cabe¸as s˜o capazes de gravar ou ler dados magneticamente armazenac a dos na pel´ ıcula que recobre os discos. a ca Dentre todos estes dispositivos daremos destaque as unidades de disco e fita por representarem os perif´ricos mais importantes do ponto de vista de e armazenamento secund´rio. doc o c a tados de dispositivos de acionamento.156 CAP´ ITULO 5. ou seja. s˜o respons´veis pela movimenta¸˜o a a ca r´pida e precisa de cabe¸as por praticamente toda a superf´ a c ıcies dos discos. micro e pequenas empresas al´m e de escrit´rios dom´sticos caracterizando um grande segmento de mercado que utiliza mio e . praticamente todos os tipos de computadores disp˜e de unidao des de disco magn´tico. exibem as seguintes caracter´ ısticas: 2 SOHO significa small office or home office. essenciais em sistemas multiusu´rio. a 5. As tecnologias envolvidas no desenvolvimento e fabrica¸˜o das unidades ca de disco vem sido aperfei¸oadas desde as primeiras gera¸˜es de computadoc co res e com isto.1 Unidades de disco Atualmente. por exemplo). terminais de v´ ıdeo. subsistemas de comunica¸˜o etc.4. As unidades podem possuir cabe¸as de leitura e grava¸˜o fixas (uma para cada trilha de cada disco) ou c ca cabe¸as m´veis (uma para cada disco). as unidades de disco magn´tico comuns.

uma unidade de disco pode possui um ca ou v´rios discos (disks). utilizando t´ce nicas de espelhamento (mirroring).4. podemos perceber sua importˆncia para os coma putadores. A IBM tradicionalmente denomina suas unidades de disco o de DASD (direct access storage devices) numa clara alus˜o a forma com que a os dados pode serem lidos e gravados. 161].8. que s˜o dispositivos de acesso direto.´ 5. onde os dados s˜o graa vados de forma distribu´ num grupo de unidades permitindo at´ mesmo ıda e a substitui¸˜o de uma unidade de disco com o equipamento em funcionaca mento. `s vezes chamados de pratos (platters). Stallings traz maiores detalhes sobre as t´cnicas de RAID [STA96. isto ´. como mostra a Figura 5. tipicamente maiores que 1 GBytes (230 ). Segundo Deitel [DEI92. Todo o a a crocomputadores e equipamentos de pequeno porte. As unidades de disco s˜o constru´ a ıdas de forma modular por quest˜es o de economia e modularidade. Dispositivos desta natureza tamb´m s˜o chamados de dispositivos de e a acesso aleat´rio. . ca Outros sistemas tem duplicadas suas unidades de disco. e p. • Dimens˜es reduzidas (discos de 3. permitindo que v´rias unidades possam ser a controladas por um mesmo m´dulo de I/O. a e Organiza¸˜o dos discos ca Do ponto de vista de organiza¸˜o. onde os dados s˜o gravados de forma a idˆntica nas unidade espelhadas. as unidades de disco magn´tico e s˜o talvez o mais importante perif´rico dentro de um sistema computacional. Uma outra estrat´gia de alta confiabilidade e disponibie lidade ´ a utiliza¸˜o de m´ltiplas unidades de disco num arranjo conhecido e ca u como RAID (redundant array of inexpensive disks). o • Baixo consumo (apropriados para equipamentos port´teis). A configura¸˜o multiponto ´ mais comum pois simplifica o ca e projeto das controladoras de disco dada a redu¸˜o do n´mero de conex˜es ca u o necess´rias. As unidade de disco. Com tais caracter´ ısticas. Isto permite grande flexibilidade aos sistemas computacionais a pois a capacidade do armazenamento secund´rio pode ser aumentada pela a simples adi¸˜o de novas unidades de disco. quala e quer setor contendo informa¸˜o pode ser acessado atrav´s de uma simples ca e opera¸˜o de pesquisa (seek ) sem necessidade da leitura de setores adicioca nais. mais conhecido como controo ladora de disco. DISPOSITIVOS PERIFERICOS T´ IPICOS 157 • Grandes capacidades de armazenamento. 26]. p. a • Tempos de acesso inferiores a 15 ms e • Baixo custo por MByte. em arranjos ponto a ponto ou multiponto.5” ou menores). permitindo a r´pida recupera¸˜o do sistema e a ca em caso de falhas.

10: Estrutura esquem´tica de uma unidade de disco magn´tico a e Como forma de simplifica¸˜o. todas as trilhas armazenam a mesma quanca tidade de dados. 103]. Entre as trilhas existe um espa¸o livre (inter-track gap) tal como entre os setores c (inter-sector gap). O processo de divis˜o das superf´ e a ıcies em trilhas e setores ´ o que e se denomina formata¸˜o f´ ca ısica da unidade enquanto que sua adequa¸˜o ca ao sistema de arquivos do sistema operacional ´ chamada de formata¸˜o e ca l´gica. Para cada superf´ de disco equipada com cabe¸a ıcie c de leitura (head ) se define uma trilha (track ). Os dados s˜o gravados nos setores de cada trilha podendo ser recuo a perados posteriormente se for conhecido o n´mero do setor desejado. u Uma outra caracter´ ıstica fundamental das unidades de disco ´ a possie bilidade de serem divididas em parti¸˜es.158 CAP´ ITULO 5. permitindo que: • uma unidade de disco f´ ısica seja vista e tratada como v´rias unidaa . recebendo uma numera¸˜o de ca referˆncia. Uma parti¸˜o ´ um conjunto de co ca e cilindros consecutivos. tal como fatias de uma pizza. portanto a densidade de grava¸˜o ´ maior nas trilhas inca e teriores dos discos.10 temos a estrutura de uma e unidade de disco magn´tico. O hardware da unidade de disco disp˜e de meios para o identificar o setor inicial sendo que os demais setores s˜o identificados cona forme o disco e trilha ao quais pertencem. e a p. e Figura 5. cujo tamanho ´ determinado pelo usu´rio [NOR89. que tamb´m ´ dividida rae e dialmente em setores (sectors). Na Figura 5. GERENCIAMENTO DE I/O conjunto de discos ´ dividido em circunferˆncias concˆntricas denominadas e e e cilindros (cylinders). Todo o espa¸o livre existente entre trilhas e setores n˜o c a ´ utilizado por estes dispositivos.

Ainda assim. cada mini-disco aparentava ser a uma unidade de disco de uso privativa e isolada das demais. As controladoras geca ralmente possuem capacidade para tratar v´rios discos simultaneamente. ´ necess´rio mover-se a cabe¸a de leitura e escrita at´ o setor desejado e a c e para o in´ da opera¸˜o. a habilidade de realizar acessos (seeks) aos discos melhora consideravelmente a performance destas unidades. tempo m´dio c c a e de acesso. de espa¸amento fixo ou aerodinˆmicas). n´mero de cilindros. 217] [STA96.´ 5. Tempo de acesso Quando ´ solicitada uma opera¸˜o de leitura ou escrita numa unidade de e ca disco. Estas interfaces a ca padronizadas (por exemplo IDE. capacidade de transferˆncia da controladora e MTBF (Medium e Time Between Failures). ıcio ca e e p. onde os arquivos e programas eram criados e modificados. cujas interfaces padronizadas s˜o de a f´cil integra¸˜o com a maioria dos sistemas computacionais. n´mero de superf´ a u u ıcies. e ca • v´rios sistemas operacionais diferentes sejam instalados nas diversas a parti¸˜es. facilitando o trabalho de programa¸˜o. Atrav´s de uma solicita¸˜o aos operadores do e ca sistema. Para o usu´rio. p. podendo o usu´rio dar direitos a de acesso de seu mini-disco para outros usu´rios do sistema. o usu´rio recebia direitos de acesso ` um novo mini-disco. A maioria dos detalhes de opera¸˜o das unidades de disco magn´tica s˜o ca e a tratadas pelas controladoras de disco. o usu´rio podia pedir uma amplia¸˜o de seu mini-disco ou requerer a a ca um novo mini-disco. a No sistema operacional multiusu´rio IBM VM/SP (Virtual Machine/a System Product). Resumidamente.4. ampliando significativamente as possibilidades de uso da co m´quina. criado a a para seu uso particular. pequenas parti¸˜es de uma das unica co dades de disco do sistema. DISPOSITIVOS PERIFERICOS T´ IPICOS 159 des de disco l´gicas distintas. pois a transferˆncia de dados de e uma unica unidade geralmente consome toda capacidade de processamento ´ destas controladoras. Tal tempo ´ determinado por trˆs fatores [TAN92. u n´mero de setores. caracter´ ısticas importantes que descrevem uma unidade de disco s˜o: n´mero de discos. a embora a opera¸˜o paralela se resuma ao acionamento das unidade de disca cos em busca de setores (overlapped seeks). um procedimento comum para aloca¸˜o de espa¸o em disco para os usu´rios era ca c a a cria¸˜o de mini-discos. 160]: . EIDE e SCSI) trabalham com comandos de alto n´ ıvel. movimenta¸˜o das cabe¸as (fixas ou m´veis). Quando nea cess´rio. usado em computadores IBM de grande porte. tipo de u ca c o cabe¸as (de contato. na verdade. facilitando a organiza¸˜o dos dados e o ca instala¸˜o de programas. de forma a possuir v´rias mini-parti¸˜es diferentes do a co sistema.

1) Dado que. a 2. o tempo necess´rio para a leitura ou escrita de a um determinado setor. o tempo necess´rio para mover-se at´ o cilindro correto. A soma destes trˆs componentes de tempo ´ o que se denomina tempo de e e acesso (access time). GERENCIAMENTO DE I/O 1. pois e a c nelas o seek time ´ zero).11: Componentes do tempo de acesso de uma unidade de disco 5.2 Escalonamento de disco Uma das maiores quest˜es relacionadas ao desempenho das unidades de o disco se relaciona a forma com que as cabe¸as de leitura s˜o posicionadas c a em fun¸˜o dos pedidos de leitura e escrita realizados. em fun¸˜o da maior velocidade ca . sua ca e ca redu¸˜o colabora substancialmente com a performance destes dispositivos ca (esta ´ raz˜o pela qual existem unidades de disco com cabe¸as fixas. a leitura ou escrita e e dos dados (transfer time ou transmission time). ou seja. ou seja .11.4. o tempo de transferˆncia dos dados. chamado de atraso rotacional (rotational delay) e 3. e Figura 5. Considerando um sistema multiprogramado onde existam in´meros prou cessos efetuando pedidos de leitura e escrita.1. O controle deste atenca dimento ´ feito por algoritmos de escalonamento de disco (disk scheduling e algorithms ou disk arm scheduling algorithms). o tempo necess´rio para a cabe¸a ser posicionada no in´ a c ıcio do setor desejado. o tempo de movimenta¸˜o entre trilhas (seek time) ´ o maior dentro desta composi¸˜o. como indicado na Equa¸˜o 5. o a e tempo de acesso ` trilha ou tempo de pesquisa da trilha (seek time). Estes componentes ca do tempo de acesso tamb´m est˜o representados na Figura 5.160 CAP´ ITULO 5. isto ´. e a taccess = tseek + trotationaldelay + ttransf er (5. para a maioria das unidades de disco.

beneficiando o sistema. a fila de pedidos ´ executada na ordem em que aparee cem. ca c Um algoritmo para escalonamento do disco deve ent˜o proporcionar boa a produtividade (throughput).´ 5. 366] [TAN92. desenvolvida por Denning em 1967. ele primeiro realiza os pedidos numa dire¸˜o (p. ca c Esta ´ a justificativa da preocupa¸˜o com o escalonamento das tarefas de e ca movimenta¸˜o das cabe¸as de leitura [DEI92. assim sendo. quanto menor o tempo despendido a na movimenta¸˜o da cabe¸a de leitura melhor o desempenho da unidade. podendo c ocorrer um adiamento indefinido (starvation). que preca tendia corrigir sua variˆncia e a possibilidade de adiamento indefinido. 366] de pedidos. Esta ca ca ca forma de escalonamento pode resultar em longos tempos de espera em situa¸˜es de alta carga de trabalho. do ca cilindro mais externo para o mais interno) para depois realizar uma mudan¸a de dire¸˜o (do cilindro mais interno para o mais externo) c ca . • SCAN ´ E uma varia¸˜o do SSTF.4. ´ razo´vel considerar que os pedidos e a dever˜o esperar para poderem ser atendidos. 218]. 363]. a co menor o tempo de espera dos processos. tal como o SSTF. tamb´m trabalha escolhendo os pedidos e que exigem menor movimenta¸˜o. p. p. Existem v´rios algoritmos para escalonamento do disco. E a [TAN92. embora razo´vel para situa¸˜es de co a co baixo carregamento [DEI92. DISPOSITIVOS PERIFERICOS T´ IPICOS 161 de processamento em rela¸˜o a capacidade de realizar a leitura e escrita dos ca dados por parte da unidade de disco. a unidade co a dever´ efetuar uma s´rie de movimenta¸˜es da cabe¸a de leitura para realia e co c zar o trabalho necess´rio. Como as opera¸˜es solicitadas provavelmente utilizar˜o setores distintos. e co Quanto mais r´pido a unidade de disco puder completar as solicita¸˜es. onde a alguns preocupam-se em otimizar a movimenta¸˜o entre trilhas e outros em ca aproveitar o percurso rotacional das cabe¸as de leitura: c • FCFS (first come first served ) Neste algoritmo. qualquer que seja o sentido da movimenta¸˜o (setores internos para ca centro ou setores externos para bordas). al´m disso proporcie ona grande variˆncia em termos de desempenho conforme a seq¨ˆncia a ue ´ um algoritmos orientado ` cilindros [DEI92. sem qualquer reordena¸˜o ou otimiza¸˜o de movimenta¸˜o. ou seja. mas apenas numa dire¸˜o preferenca ca cial. 217]. p.e. oferecer baixo tempo de resposta e apresentar razo´vel previsibilidade (comportamento previs´ a ıvel nas diversas situa¸˜es co de carga).. p. • SSTF (shortest seek time first) A fila de pedidos ´ executada de forma que sejam atendidos primeiro e os pedidos que exigem a menor movimenta¸˜o poss´ ca ıvel entre trilhas. portanto os processos ficar˜o a a bloqueados at´ suas respectivas solicita¸˜es serem completas. Pedidos destinados aos setores extremos geralmente recebem baixa qualidade de servi¸o. a O SCAN. p.

p. n˜o existindo e a a a possibilidade de adiamento infinito para quaisquer pedidos [DEI92. torna-se o melhor algoritmo. Proporciona boa performance e bom tempo de resposta m´dio com pequena variˆncia. na ordem em que exigem menor movimenta¸˜o. ou seja. Para pedidos em setores sobrepostos apenas um ´ e ´ atendido na varredura corrente. p. exceto pelo fato que apenas ca e os pedidos pendentes s˜o atendidos ` cada varredura. embora o C-SCAN se prove melhor [DEI92. inclusive para alta carga de trabalho [DEI92. • C-SCAN O algoritmo C-SCAN (circular SCAN) ´ uma varia¸˜o do algoritmo e ca SCAN que elimina a quest˜o de atendimento diferenciado para os cia lindros extremos. GERENCIAMENTO DE I/O completando as tarefas. Para uma carga de trabalho m´dia este algoritmo proporciona os melhores resultados. Embora os setores externos continuem a ser menos visitados que os setores intermedi´rios. • N-SCAN O algoritmo N-SCAN (n step SCAN) ´ uma outra varia¸˜o do SCAN. p. Os pedidos que a a chegam durante uma varredura s˜o agrupados e ordenados para serem a atendidos no retorno da varredura. • Eschenbach A movimenta¸˜o ´ semelhante ao C-SCAN. dado que aumentam as possibilidades de dois ou ca mais pedidos se referenciarem a mesma trilha. e e a 366]. p. O C-SCAN atende os pedidos. a ıvel Por isso tamb´m ´ conhecido como algoritmo do elevador (elevator ale e gorithm). 368]. 370]. seguindo uma dire¸˜o pr´-definida: do ca ca e cilindro mais externo para o mais interno. Para baixa c e carga de trabalho este ´ melhor algoritmo de escalonamento para disco e conhecido. e ca Sua movimenta¸˜o ´ semelhante ao SCAN. Ao finalizar os pedidos nesta dire¸˜o.162 CAP´ ITULO 5. Se tamb´m e e otimizado para minimizar o atraso rotacional. Em situa¸˜es de grande carga de trabalho. Uma estrat´gia semelhante e ao SSTF para a otimiza¸˜o rotacional ´ o algoritmo SLTF (shortest latency ca e time first) que procura atender os pedidos com menor atraso rotacional dentro da trilha corrente [DEI92. mas cada cilindro tem ca e sua trilha percorrida por completo. E uma estrat´gia para otimiza¸˜o do e ca atraso rotacional. sendo os pedidos reordenados durante este percurso. 365]. Novos pedidos que v˜o surgindo durante a vara redura s˜o atendidos se poss´ durante a varredura em andamento. Tamb´m ´ um algoritmos orientado ` cilindros [DEI92. 369]. deve ser considerada a otico miza¸˜o rotacional. o bra¸o ´ deslocado para o pedido que necessita o setor mais ca c e externo sendo reiniciada a varredura. n˜o existe a possibilidade de um adiaa a mento indefinido e a qualidade do servi¸o ´ mais regular. p. .

´ 5.2: Organiza¸˜o de um floppy de 1. 100]. 34. Na Tabela 5. DISPOSITIVOS PERIFERICOS T´ IPICOS 163 Veja na Figura 5. ca ıvel a p. e . Na trilha 0 do lado 1 temos os trˆs ultimos setores destinados ` e ´ a organiza¸˜o do diret´rio e seis setores destinados aos dados. quatro setores destinados ` tabela de aloca¸˜o de arquivos (FAT propriamente dita. ou seja: o P ercursototal = P ercursoi (5. ca exceto pelo fato de possu´ ırem cabe¸as de leitura/escrita de contato e que c utilizam o algoritmo de escalonamento de disco FCFS. 9 e 12. e Se considerarmos que entre duas trilhas distintas existe um percurso que pode ser calculado por: P ercurso = |trilhaf inal − trilhainicial | (5. O registro de boot sempre est´ localizado na trilha 0 e setor 0 de disa quetes. 36. Nele pode ser colocado um pequeno programa destinado a iniciar o processo de carregamento do sistema operacional.2) Ent˜o o percurso total realizado para atendimento de n pedidos ´ a a e somat´ria dos percursos individuais. possibilitando que este disquete possa dar a partida do sistema.12 uma compara¸˜o destes algoritmos de escalonamento ca de disco supondo um disco de 40 cilindros.4. Tabela 5.560 Na trilha 0 do lado 0 de um disquete de qu´drupla densidade temos a 9 setores ocupados respectivamente por: um setor de boot. com a cabe¸a inicialmente sobre c o cilindro n´mero 11.5” com qu´drupla densidade [NOR89. Cada sistema operacional possui um formato diferente para o conte´do do registro de boot.44 Mbytes ca N´mero de Superf´ u ıcies 2 N´mero de Cilindros u 80 N´mero de Trilhas por Cilindro u 2 N´mero de Setores por Trilha u 9 Tamanho do Setor (bytes) 512 Capacidade Total (bytes) 1.3) As unidades de discos flex´ ıveis (floppies comuns e ZIP disks) tamb´m e funcionam segundo os mesmos princ´ ıpios e possuem a mesma organiza¸˜o. mas a id´ia central u e ´ sempre a mesma. como a ca veremos na se¸˜o ???) e quatro setores para a organiza¸˜o do diret´rio do ca ca o disquete.2 temos a organiza¸˜o de um disco flex´ de 3. Nas demais ca o trilhas do disquete teremos nove setores de dados cada. cujos pedidos indicam cilindros: 2.474. u Os gr´ficos representam a movimenta¸˜o da cabe¸a de leitura segundo um a ca c algoritmo espec´ ıfico para atender a s´rie dada de pedidos. 16.

12: Compara¸˜o dos algoritmos de escalonamento de disco ca .164 CAP´ ITULO 5. GERENCIAMENTO DE I/O Figura 5.

Cada bloco de informa¸˜o gravada. separado do registro anterior e posterior por espa¸os denominados espa¸os inter-registro (inter-record c c gaps). todos os registros existentes entre a posi¸˜o inicial da cabe¸a de ca c leitura e o registro desejado devem ser lidos. que s˜o dispositivos de acesso dia reto. ´ identificado ca e como um registro f´ ısico (physical record ). Veja na Figura 5.13: Formato esquem´tico de fita magn´tica a e Diferentemente das unidade de disco.´ 5. as unidades de fita magn´tica s˜o conhecidas como dispositivos de e a acesso seq¨ encial. 174]. paralelamente ao sentido do comprimento da fita. embora tipicamente com maior velocidade. Claramente temos que as unidades de fita s˜o dispositivos mais lentos que as unidades de disco. ent˜o a fita ou cartucho ca ca a dever˜o ser rebobinados at´ o seu in´ ou posi¸˜o anterior adequada para a e ıcio ca que a pesquisa pelo registro desejado possa ser iniciada. word ou double word por vez respecca tivamente. 128. a . ca de forma que nesta sejam identificadas trilhas de grava¸˜o (tracks). Se o registro desejado estiver localizado numa posi¸˜o anterior a posi¸˜o corrente.13 a representa¸˜o esquem´tica da organiza¸˜o de ca a ca uma fita magn´tica contendo 9 trilhas. e a para a grava¸˜o paralela de um byte.4. DISPOSITIVOS PERIFERICOS T´ IPICOS 165 5. juntamente com alguns bits extras utilizados para o controle de paridade [STA96. ca As fitas. e Figura 5.4. que c trabalha em contato direto com a fita pl´stica. A cabe¸a leitura. acondicionadas em rolos ou cartuchos de v´rios tipos e tamaa nhos. 256 ou 512 bytes. grava simultaneamente v´rios a a bits de informa¸˜o na fita. pois para efetuar-se a leitura de um determinado regisu tro f´ ısico. 18 ou 36 trilhas.3 Unidades de fita As unidades de fita magn´tica s˜o outro importante dispositivo de I/O tendo e a sido os primeiros perif´ricos utilizados para o armazenamento secund´rio e a nos sistemas computacionais. s˜o movimentadas tal como gravadores de ´udio de fita em rolo ou a a cassete. mas valores usuais s˜o 9. Utiliza os mesmos princ´ ıpios f´ ısicos para o armazenamento perene de dados: uma fina fita pl´stica (de Mylar ou maa terial semelhante) ´ recoberta com algum ´xido met´lico cujas propriedae o a des magn´ticas possibilitam que atrav´s de uma cabe¸a leitura se realize a e e c grava¸˜o ou leitura de dados na fita. dependendo do tipo de unidade de fita u e a e da fita magn´tica que utiliza. p. O ca n´mero de trilhas existente ´ vari´vel.

isto ´. sendo que depois da opera¸˜o a e e ca . Veja na Figura 5.14: Componentes do tempo de acesso de uma unidade de fita Nos discos flex´ ıveis ocorre o mesmo que nas unidades de fita: a movimenta¸˜o s´ ocorre durante as opera¸˜es de leitura e escrita. pois a cabe¸a ca o co c de leitura tamb´m ´ do tipo de contato. ou seja . Da´ a existˆncia do atraso de movimenta¸˜o que corresponde ao ı e ca tempo necess´rio para o acionamento do mecanismo de movimenta¸˜o da a ca fita.4) Devido ao fato das unidades de fita magn´tica terem cabe¸as de leitura e c de contato. o tempo necess´rio para a cabe¸a de leitura come¸ar a ser movimena c c tada. GERENCIAMENTO DE I/O O tempo de acesso (access time) para uma unidade de fita magn´tica e tamb´m ´ dado pela soma de trˆs componentes de tempo.166 CAP´ ITULO 5.4. a movimenta¸˜o da fita s´ ocorre durante as opera¸˜es de leitura ou ca o co escrita minimizando tanto o desgaste da fita magn´tica como da cabe¸a de e c leitura. o tempo de acesso ao registro (seek time) e 3. 2. que para lerem os dados s˜o mantidas em contato com e a a fita. chamado de tempo de atraso de movimenta¸˜o (move deca lay). o tempo decorrido nas e e opera¸˜es de leitura ou escrita dos dados no registro (transfer time ou co transmission time). o tempo de acesso pode ser determinado como indicado na Equa¸˜o 5.14: 1. ca taccess = tmovedelay + tseek + ttransf er (5. Figura 5. o tempo de transferˆncia dos dados. o tempo necess´rio para mover-se at´ o registro f´ a e ısico.14 uma representa¸˜o esquem´tica dos componentes ca a do tempo de acesso de uma unidade de fita. Sendo assim. representados na e e e Figura 5. isto ´.

onde um unico caractere ´ transmitido por vez. sendo prea feridos os formatos tipo cartucho.4. DISPOSITIVOS PERIFERICOS T´ IPICOS 167 movimenta¸˜o ´ interrompida. rela¸˜o ca de recebimento para concession´rias de servi¸os p´blicos etc). utilizam terminais para realizar a a a a comunica¸˜o entre os usu´rios e os computadores. Existem v´rios tipos diferentes a de terminais os quais empregam diferentes tecnologias e estrat´gias para e seu funcionamento.´ 5. de qualquer porte. Nos discos r´ ca e ıgidos. configurando um dispositivo de armazenamento secund´rio compacto e de baix´ a ıssimo custo por MByte. Figura 5. possam ser utilizadas pelos usu´rios do sistema. como ilustrado na Figura 5. onde o mecanismo de acionamento ´ desativado e para redu¸˜o do consumo.4. Esta forma .4 Terminais Todos os sistemas computacionais. devido a uma empresa de mesmo nome que a tornou-se conhecida pelo seus equipamentos. podem existir procedimentos especiais para que unidades de fita magn´tica. 227]. exceto nos caca sos de economia de energia. cujas capacidades de grava¸˜o podem ser ca superiores a 1 GByte por cartucho. e ıvel Atualmente os formatos de fita em rolo est˜o caindo em desuso. a Em sistemas computacionais de grande porte.15 temos uma classifica¸˜o dos terminais. as aplica¸˜es mais comuns das fitas magn´ticas s˜o a reco e a aliza¸˜o de c´pias de seguran¸a (backups) e o transporte manual de grandes ca o c quantidades de dados (por exemplo. o mecanismo de movimenta¸˜o dos discos permanece ativo durante todo o tempo. Na Figura 5.16. Devido ` a velocidade e custo. t´ ca ıpico em computadores port´teis ou pessoais. que oferecem servi¸os c interativos para v´rios usu´rios simultˆneos. RAIS. Os terminais tamb´m ca a e s˜o denominados TTY (teletype). a c u 5. geralmente pr´ximas e o ao computador central. pois a m´ a ıdia utilizada ´ remov´ e barata. p. IR. folha de pagamento.15: Tipos de terminais Os terminais baseados na interface RS-232 utilizam um protocolo de comunica¸˜o serial para a transmiss˜o de dados entre o computador e o ca a terminal. ca semelhante a sugerida por Tanenbaum [TAN92. as unidades de fita magn´tica e ainda s˜o largamente utilizadas. a taxa de 1200 ´ e a 9600 bps (bits por segundo). a Apesar da velocidade bastante mais baixa.

Os terminais CRT (catodic ray tube) s˜o os terminais que utilizam a monitores de v´ ıdeo para exibi¸˜o das mensagens. come¸ou a a c se tornar um inconveniente dado o n´mero crescente de terminais de um u sistema computacional.17. Tal forma de conex˜o. A UART recebe o caractere. O funcionamento desta conex˜o pode ser descrito a da seguinte maneira: 1. percursores dos terminais de o v´ ıdeo. tomaria 2 segundos para ser preenchida completamente. ele o envia para sua UART. imprimem em papel todas as mensagens recebidas do computador. a 2. Os terminais de c´pia impressa (hardcopy). transe miss˜o e recep¸˜o). Apenas a transmiss˜o de um unico caractere a 9600 bps a ´ toma aproximadamente 1 ms. Quando a UART efetua a transmiss˜o do caractere. enviando uma resposta quando devido. entre os quais citamos o popular Intel 8255. A UART do computador recebe o caractere.16: Protocolo de comunica¸˜o serial ca Os terminais que utilizam este protocolo s˜o compostos por um teclado. Quando o terminal deseja enviar um caractere ao computador (para estabelecer uma conex˜o com o sistema ou para enviar dados e comana dos do usu´rio). GERENCIAMENTO DE I/O de comunica¸˜o se tornou t˜o comum que v´rios fabricantes desenvolveram ca a a circuitos integrados (chips) especializados nesta tarefa. gerando uma interrup¸˜o para o procesca samento do caractere no terminal. A UART interna do terminal ´ conectada e a ` interface RS-232 do computador via um cabo de trˆs fios (terra. chamados de UARTs (Universal Asynchronous Receiver Transmitter). Atrav´s de seu teclado as mensagens s˜o enviadas do terminal para o come a putador. A interface RS-232 do computador deve possuir tantas a ca conex˜es e UARTs quantos terminais a serem conectados. como ilustrado o na Figura 5. a um monitor de v´ ıdeo e alguns circuitos eletrˆnicos que implementam a l´gica o o de controle necess´ria ao seu funcionamento. sendo portanto equipamentos a de custo relativamente baixo. processando-o. Figura 5. com o passar do anos. operando da mesma forma ca que os terminais hardcopy. gera uma intera rup¸˜o indicando que pode transmitir outro caractere. 4.168 CAP´ ITULO 5. ca 3. . portanto uma tela de 25 linhas por 80 colunas (2000 caracteres).

´ 5.17: Conex˜o computador e terminais RS-232 a Os terminais inteligentes s˜o pequenos computadores especializados na a transmiss˜o e recep¸˜o de mensagens. tendo recebido as informa¸˜es do computador co central atrav´s de sua conex˜o dedicada. Dada sua capacidade interna de proco cessamento. coneco tados atrav´s de cabos coaxiais. co A fam´ IBM 3270 ´ um conjunto de terminais. isto ´. vers˜o IBM do protocolo HDLC. Nesta situa¸˜o. sendo bastante conhecidas em diversos segmentos corporativos. u co O processador do terminal. coloca as informa¸˜es que devem ser e a co exibidas na mem´ria de v´ o ıdeo enquanto o controlador de v´ ıdeo gera o sinal correspondente ao conte´do da mem´ria de v´ u o ıdeo. 83]. que ca concentravam tal comunica¸˜o para um computador central. utilizam um protocolo propriet´rio da IBM e a para comunica¸˜o com controladoras de terminais (IBM 3172 e 3174). p. comparando-os e mostrando suas aplica¸˜es. possuindo in´meras fun¸˜es de cona ca u co figura¸˜o. produzindo a imagem . como ilustrado na Figura 5. cuja interface com o computador principal se d´ atrav´s de e a e sua mem´ria de v´ o ıdeo (v´ ıdeo RAM) e um controlador especial denominado controlador de v´ ıdeo (v´ ıdeo controller). DISPOSITIVOS PERIFERICOS T´ IPICOS 169 Figura 5.4. podem armazenar seq¨ˆncias de dados ou realizar tarefas mais ue complexas. com a alguns milh˜es de unidades vendidas [BLA87. possibilitando ca in´meras configura¸˜es.18. Black [BLA87] a traz detalhes destes protocolos. podendo se comunicar com o computador central atrav´s de outras formas mais eficientes tais como e os protocolos BSC (binary synchronous control ) introduzido pela IBM em 1961. o padr˜o ISO HDLC (high-level data link control ) ou o SDLC (syncha ronous data link control ). Outra categoria dos terminais s˜o aqueles que possuem mem´ria maa o peada. Estes terminais. o terminal deve ca possuir capacidade interna de processamento. possibilitando sua configura¸˜o para o trabalho com diferentes ca ca computadores em situa¸˜es diversas. impressoras e controlaılia e doras de terminais tipicamente utilizados em sistemas de grande porte IBM. Os terminais de v´ ıdeo IBM 3178 e 3278 s˜o seus integrantes os mais conhecidos.

onde ca a a mem´ria de v´ o ıdeo ´ preenchida com os pontos (pixels) que devem ser e renderizados. Nos terminais orientados ` caractere apenas telas constitu´ a ıdas de caracteres e uma limitada quantidade de s´ ımbolos gr´ficos podem ser compostas a e exibidas. podendo possuir controladores de v´ ıdeo bastante sofisticados. ue Os microcomputadores IBM PC e compat´ ıveis utilizam esta estrat´gia e para exibi¸˜o de seus v´ ca ıdeos. interrompendo o processador do terminal para enviar seq¨ˆncias de caracteres. sistemas de janelas. O teclado. ca . J´ os terminais ca a orientados ` mphbit permitem a exibi¸˜o de gr´ficos e imagens. GERENCIAMENTO DE I/O Figura 5. ou orientados ` bit.170 CAP´ ITULO 5. ´ u ıcones. caracteres a ca a usando m´ltiplos fontes. destinados a reprodu¸˜o de imagens em alta velocidade ca (v´ ıdeo) ou renderiza¸˜o em 2D e 3D. das capacidades do monitor de v´ ıdeo e do meio de transmiss˜o.18: Fam´ IBM 3270 ılia adequada. restringindo as suas possibilidades de utiliza¸˜o. As telas s˜o reproduzidas em ciclos de 20 a a ms (terminais monocrom´ticos) e 17 ms (terminais coloridos) permitindo a a r´pida exibi¸˜o de caracteres. nesta configura¸˜o tamb´m tornaa ca ca e se completamente independente. O princ´ ´ o mesmo para ıpio e os terminais orientados ` caractere. cuja resolu¸˜o (quanca tidade total de pixels que podem ser apresentados numa unica imagem) de´ pendente da quantidade de mem´ria de v´ o ıdeo. liberando o processador de tal tarefa. onde a mem´ria de v´ a o ıdeo ´ preenchida e com os caracteres e atributos para sua exibi¸˜o.

mesmo quando o sistema computacional permanece desligado por longos per´ ıodos de tempo. e de forma independente dos processos. isto ´. que tem capacidade co o a limitada. que n˜o podem ca a e a ser descartados pois ser˜o utilizados por outros processos. consultas a uma lista telefˆnica. e Dado que podem existir muitos processos num sistema computacional.5 Sistemas de arquivos Como vimos na se¸˜o 4. tal como unidaa des de disco. as ca o e informa¸˜es de tarifa¸˜o de uma companhia telefˆnica etc. p.5. devendo ser compartilhada por muitos outros processos. tal como os dados de lota¸˜o de avi˜es de uma companhia a´rea. movimenta¸˜o de uma conta corrente. o armazenamento e ´ feito de forma confi´vel e ´ e a ıntegra. recupera¸˜o de um o ca ca hist´rico escolar. E inadmiss´ ıvel que tais informa¸˜es sejam reco introduzidas no computador a cada uso. co o resultado de simula¸˜es f´ co ısicas/qu´ ımicas/matem´ticas. CD-ROMs etc. 145]: co e o • Existem in´meros problemas pr´ticos que requerem o armazenamento u a de grandes quantidades de informa¸˜es. permitindo sua recupera¸˜o e uso em ca um outro sistema computacional. Todas estas raz˜es justificam a necessidade do armazenamento de ino forma¸˜es em meios distintos da mem´ria prim´ria. raz˜o de sua existˆncia. os dispositivos de armazenamento secund´rio s˜o ca a a utilizados para armazenar dados de forma perene.5. dada as quest˜es de pero sistˆncia e compartilhamento. SISTEMAS DE ARQUIVOS 171 5. serem dispostas no espa¸o de endere¸amento de um simples e c c programa. co ca o • Os sistemas computacionais est˜o sujeitos ` falhas ou situa¸˜es de a a co contingˆncia. O armazenamento perene de informa¸˜es ´ desejado pelas seguintes raz˜es [TAN92. • Certos conjuntos de dados n˜o podem pertencer a um unico processo. unidades de fita magn´tica. altera¸˜o de um cadastro m´dico. ´ necess´ria uma adequada organiza¸˜o destes dados o e a ca nos dispositivos destinados ao armazenamento secund´rio. tal como o a cruzamento de dados informados em declara¸˜es de imposto de renda. atualiza¸˜o de uma o ca e ca ´ ficha de estoque etc. torna-se . as quais n˜o ser˜o utilizadas co a a totalmente por um certo processo. por exemplo. a solu¸˜o de a ca problemas diversos etc. cada um utilizando e produzindo diferentes conjuntos de dados. sem considerarmos as quest˜es relacionadas e o a integridade e seguran¸a dos dados. a ´ isto ´.3. onde ´ importante que seus dados estejam preservados e e (duplicados) de forma segura. c Para que o armazenamento possa ser realizado de maneira tal a atender as raz˜es enunciadas. • Existem uma outra infinidade de problemas pr´ticos que produzem a dados durante sua execu¸˜o.

funcionalmente falando. 391].172 CAP´ ITULO 5. A seguir. e c • Mecanismos de integridade: que asseguram que os dados de um arquivo permanecem ´ ıntegros. • as opera¸˜es de backup e sua restaura¸˜o sejam suportadas. modificar e eliminar arquivos. 389]: e • M´todos de acesso: forma com que os dados s˜o armazenados nos e a arquivos. isto ´.3. o sistema operacional controla as opera¸˜es sobre os arquivos. Ainda segundo Deitel [DEI92. p. e c • que a interface seja amig´vel e consistente. Um sistema de arquivos geralmente cont´m [DEI92. referˆncia. . um sistema de arquivos deve permitir. • Gerenciamento de arquivos: conjunto de mecanismos de armazenamento. alguns exemplos de sistemas operacionais a e dos sistemas de arquivos suportados. e Com isto percebemos que os sistemas de arquivos preocupam-se com a organiza¸˜o e controle do armazenamento secund´rio de um sistema compuca a tacional. de forma que estes e possam ser utilizados pelos processos. Como tudo mais num sistema computacional. na Tabela 5. bem com rea alizar sua duplica¸˜o ou a transferˆncia de dados entre arquivos. admitindo a realiza¸˜o de a ca opera¸˜es apenas atrav´s dos nomes simb´licos dos arquivos. GERENCIAMENTO DE I/O necess´rio distinguir tais conjuntos de dados. Tamb´m ´ necess´rio destacar que um sistema operacional pode e e a suportar diversos sistemas de arquivos. ca e • seja poss´ o compartilhamento de arquivos atrav´s de mecanismos ıvel e controlados e bem definidos. compartilhamento e seguran¸a. podem operar utilizando die ferentes formas de administra¸˜o dos dispositivos de armazenamento seca cund´rio. co ca • seja poss´ a ado¸˜o ou implementa¸˜o de procedimentos de prote¸˜o ıvel ca ca ca e seguran¸a. p. Os arquivos (files) s˜o as a a unidades que contˆm estes conjuntos distintos de dados. que: • os usu´rios possam criar. garanco e o tindo independˆncia do dispositivo utilizado. organizando seu armazenamento no que co chamamos de sistema de arquivos (file system).

capacidades (capacities). o Outras defini¸˜es poderiam ser citadas. Arquivos s˜o um poderoso e a ca a mecanismo de abstra¸˜o que permite ao usu´rio (e seus programas) utilizar ca a dados armazenados dentro do sistema computacional. etc [GUI86. ou seja. p.Nativo) Sun Solaris UFS 5. uma forma de distin¸˜o simples dos arquivos. de forma simplificada. p. evitando que sejam conhecidos detalhes do funcionamento com que estas opera¸˜es tratam e armazenam a informa¸˜o co ca [TAN92. Tanembaum afirma que. os arquivos podem ser entendidos como seq¨ˆncias de bytes n˜o interpretadas pelo sistema. dependendo-se de ue a aplica¸˜es apropriadas para sua correta utiliza¸˜o [TAN95. o a cart˜es. isto ´. p. p. Deitel co ca coloca que arquivos s˜o uma cole¸˜o identificada de dados [DEI92. que permita e ca . atributos (attribuca tes).5. o sistema de arquivos deve prover um mecanismo de identifica¸˜o dos arca quivos. fitas. de forma transparente. 389]. 146]. lista de controle de acesso (control access list) e uma organiza¸˜o ou tipo.5. atrav´s da e manipula¸˜o dos arquivos s˜o realizadas as opera¸˜es de escrita e leitura de ca a co dados. ca Para que os dados possam ser corretamente identificados e utilizados. 246].5. podem possuir uma identifica¸˜o (file naming).3: Sistemas de arquivos de alguns sistemas operacionais Sistema operacional MS-DOS MS-Windows 95/98 MS-Windows NT MS-Windows 2000 MS-Windows XP IBM OS/2 Linux Sistemas de arquivos suportados FAT (file allocation table) 12 e 16 bits FAT (file allocation table) 12 e 16 bits VFAT (virtual file allocation table) 32 bits FAT (file allocation table) 12 e 16 bits VFAT (virtual file allocation table) 32 bits NTFS (new technology file system) FAT (file allocation table) 12 e 16 bits HPFS (high performance file system) FAT (file allocation table) 12 e 16 bits VFAT (virtual file allocation table) 32 bits Minix (Mini Unix) Extended File System Ext2 (second extended file system . a ca enquanto Guimar˜es explica: a Um arquivo ´ um conjunto de informa¸˜es relacionadas entre e co si e residentes no sistema de mem´ria secund´ria: discos.1 Arquivos Existem v´rias defini¸˜es poss´ a co ıveis para o conceito de arquivos. Os arquivos. dependendo do sistema operacional e do sistema de arquivos em uso. 211]. mas o que ´ mais importante co e ´ o conceito inerente ` utiliza¸˜o dos arquivos. SISTEMAS DE ARQUIVOS 173 Tabela 5.

como exemplificado na Tabela 5. isto ´. informa¸˜es e e co que n˜o fazem parte dos arquivos.old ou source. a tamanho (size). Ab e aB. Diferentes sistemas operacionais usam formas de denomina¸˜o distintas ca para a identifica¸˜o de seus arquivos.174 CAP´ ITULO 5. Al´m dos nomes os arquivos podem possuir atributos. data do ultimo acesso (last ca ´ access date). embora associadas aos mesmos. As permiss˜es de acesso a o s˜o usadas em conjunto com as capacidades ou listas de controle de acesso. tal como execu¸˜o ou ca .4. de leitura etc) permiss˜es de acesso. pode se tornar ´ um pesadelo em certas situa¸˜es quando n˜o se percebe a sutileza de um co a unico caractere com o caixa errado. Desta forma muitas das opera¸˜es que podem co ser realizadas sobre os arquivos s˜o especificadas em termos de seus nomes. AB. de arquivo. dado possuir um sistema de arquivos com denomina¸˜o sens´ ca ıvel ao caixa. data da ultima altera¸˜o (last modification date). a As capacidades s˜o informa¸˜es que autorizam certos usu´rios ou proa co a cessos a realizarem certas opera¸˜es sobre os arquivos. ca Tabela 5. propriet´rio (owner ). que poa dem ser utilizadas para indicar: criador (creator ). 2000. flags diver´ ca sas (de sistema. tal como leitura e co escrita. tamanho m´ximo. a simplificando muito tais tarefas.gzip. Nos sistemas que n˜o utilizam ex´ a tens˜es ou admitem m´ltiplas extens˜es. GERENCIAMENTO DE I/O sua adequada opera¸˜o. tipo etc. oculta¸˜o. Tal caracter´ ıstica. indicando que diferentes a¸˜es co foram tomadas com os arquivos. As listas de controle de acesso s˜o rela¸˜es de usu´rio que podem a co a realizar opera¸˜es espec´ co ıficas sobre um dado arquivo. podem surgir denomina¸˜es tais o u o co como names.4: Denomina¸˜o de arquivos em v´rios sistemas ca a Sistema operacional MS-DOS (FAT12 e FAT16) MS-Windows 95. trataria como sendo diferentes arquivos com os nomes ab. XP (VFAT) MS-Windows NT (NTFS) IBM OS/2 (HPFS) UNIX (gen´rico) e Composi¸˜o ca do nome 1-8 char 1-255 char Composi¸˜o ca da extens˜o a 1-3 char 1-255 char Outras caracter´ ısticas Extens˜o opcional a Insens´ ao caixa ıvel Admite m´ltiplas exts u Comprimento total < 256 Insens´ ao caixa ıvel Admite m´ltiplas exts u Comprimento total < 256 Insens´ ao caixa ıvel Extens˜o opcional a Comprimento total < 256 Insens´ ao caixa ıvel N˜o usa extens˜es a o Comprimento total < 256 Sens´ ao caixa ıvel 1-255 char 1-255 char 1-255 char 1-255 char 1-255 char 1-255 char Note que o UNIX. data de cria¸˜o (creation date). ca o tamanho do registro.dat. embora util.c. 98. Isto ´ feito atrav´s da associa¸˜o de um nome ao ca e e ca arquivo propriamente dito.

Enquanto as capacidades s˜o associadas aos usu´rios ou processos a a as listas de acesso s˜o associadas diretamente aos arquivos. garanu e ue tindo a m´xima flexibilidade ao usu´rio do sistema operacional que oferece a a opera¸˜es bastante simples. 393]. Existem diversos arranjos para arquivos organizados como seq¨ˆncias de registros: registro de tamanho fixo desbloqueados. como organiza¸˜o mais comum. Permiss˜es s˜o associadas a todos os arquivos e o a podem ser diferenciadas em trˆs n´ e ıveis: o do propriet´rio. um arquivo ´ uma co e seq¨ˆncia de registros. Esta estruue tura ´ um pouco menos flex´ e depende de opera¸˜es um pouco mais soe ıvel co fisticadas do SO. A organiza¸˜o em ´rvore ´ raramente implemenue ca a e tada. um arquivo ´ uma seq¨ˆncia de bytes. os quais podem ter diversos formatos. ca as seq¨ˆncias de registro. Na estrutura de registro. MS-Windows 95. p. SISTEMAS DE ARQUIVOS 175 escrita.5. tal como ilustrado na a Figura 5. a Os sistemas UNIX utilizam-se de uma lista de acesso simplificada baseada no conceito de grupos. 98 e NT e Unix estruturam seus arquivos como seq¨ˆncias de bytes. Para cada n´ podem ser a a ıvel especificadas separadamente permiss˜es para leitura. p. 148]. escrita e execu¸˜o.5. que o ca quando combinadas resultam em diferentes modos de acesso. tipicamente os sistemas IBM utilizam. . que na pr´tica representam um prec´rio esquema de prote¸˜o contra a a ca elimina¸˜o indevida.19: Estruturas poss´ ıveis de arquivos Na estrutura seq¨encial. Sistema (System) e Arquivo (Archive). registro ue de tamanho fixo bloqueado. por registros e em ´rvore [TAN92. ca Existem diversas estruturas poss´ ıveis para os arquivos tais como seq¨enu cial. a Sistemas operacionais como DOS. J´ o MS-DOS a associa apenas um mphbit de permiss˜o de escrita (Read-Only). o do grupo ao qual a pertence seu propriet´rio e dos demais usu´rios. Figura 5. ao qual se a associam os atributos Oculto (Hidden). registro de tamanho vari´vel desbloqueados e a registro de tamanho vari´vel bloqueado [DEI92.19. Computadores de grande ue porte.

tabela de se¸˜es e informa¸˜es do cabe¸alho. Os arquivos execut´veis tamb´m s˜o arquivos bin´rios.21. a quando seu conte´do precisa ser interpretado por uma aplica¸˜o para poder u ca ser visualizado. Muitos sistemas operacionais utilizam a extens˜o do nome do a arquivo como uma referˆncia para o tipo de seu conte´do. cabe¸alho c c opcional. co o a Genericamente arquivos comuns. auxiliando o usu´rio. 98.20 encontramos os fora matos de arquivos execut´veis do sistemas operacionais DOS. Na Figura 5. Windows 3. como ilustrado na Figura 5. o tamanho necess´rio para sua a a pilha de retorno. 132]). etc. podem ser considerados como do tipo co texto. cuja execu¸˜o a e a a ca ´ realizada diretamente pelo sistema operacional. sua ´rea de dados. ca co co c Isto ´ poss´ atrav´s da op¸˜o de visualiza¸˜o r´pida oferecida pelo gerene ıvel e ca ca a ciador de arquivos nativo. . GERENCIAMENTO DE I/O Dependendo do conte´do do arquivo este pode ser entendido como de u um certo tipo. isto ´. Vale ressaltar que um e arquivo bin´rio n˜o ´ simplesmente uma seq¨ˆncia de instru¸˜es que podem a a e ue co ser executadas pelo processador. tabela de importa¸˜o. ou sendo bin´rio. Figura 5. quando seu conte´do pode ser visualizado diretamente (via comandos u DOS type [IBM92a] ou Unix more [CON99. Particularmente e u nos sistemas operacionais MS-Windows 95.20: Formato de arquivos execut´veis no Win-32 a Geralmente estas informa¸˜es s˜o posicionadas num cabe¸alho (header ) co a c do arquivo sendo que cada sistema operacional possui um formato pr´prio o de arquivo identificado como execut´vel. p. aqueles utilizados pelos usu´rio para e a o armazenamento de informa¸˜es. NT. 2000 ou XP podem ser associadas aplica¸˜es a determinadas extens˜es.x a e Windows 95 enquanto que Figura 5. al´m do c´digo execut´vel propriamente e o a dito o sistema operacional necessita conhecer informa¸˜es adicionais sobre co o tamanho do programa. Especificamente a c no sistema operacional Windows 95/98 e Windows NT ´ poss´ visualizare ıvel se detalhes internos de arquivos execut´veis e bibliotecas de v´ a ınculo dinˆmico a (DLLs ou dynamic link libraries) tais como cabe¸alho da imagem.22 mostra a estrutura de um arquivo execut´vel no sistema Unix com detalhes de seu cabe¸alho.176 CAP´ ITULO 5.

Em sistemas Unix ainda existem arquivos especiais utilizados para modelar certos dispositivos perif´ricos. A aplica¸˜o deve a ca conhecer a localiza¸˜o dos dados no dispositivo. e a Direto Quando os registro ou bytes s˜o diretamente acessados no meio a em que s˜o armazenados. embora complexo. os sistemas de arquivos geralmente mantˆm e e arquivos especiais denominados diret´rios (directories) que contˆm paro e tes da estrutura do sistema de arquivos. SISTEMAS DE ARQUIVOS 177 Figura 5. embora em discos magn´ticos isto n˜o seja necessariamente verdade.5. a Finalmente. poe dendo ser arquivos especiais de caracteres (character special files) ou arquivos especiais de blocos (block special files) que permitem o acesso terminais. do ponto de vista de armazenamento e acesso. 392]: Seq¨ encial Quando os registros ou bytes s˜o posicionados em sua ordem u a f´ ısica.5. ca ´ e a Seq¨ encial Indexado Os registros bytes s˜o organizados numa seq¨ˆncia u a ue l´gica conforme uma chave e o sistema mantˆm um ´ o e ındice para acelerar . os arquivos podem ser organizados das seguintes maneiras [DEI92. p. discos. fitas e outros dispositivos de armazenamento secund´rio no segundo. usualmente um DASD. impressoras e rede no primeiro caso.21: Visualiza¸˜o r´pida de execut´veis no MS-Windows 98 ca a a Al´m dos arquivos comuns. sendo familiar com sua ca organiza¸˜o. Numa fita isto representa armazenamento cont´ ıguo. E um m´todo extremamente r´pido.

as unidades de disco passaram a armazenar v´rios milhares de arquivos.22: Formato de arquivos execut´veis (binaries) no Unix a o acesso a determinadas partes de um arquivo. assim a apresenta¸˜o a ca de uma simples listagem dos arquivos existentes significaria para o usu´rio a visualizar muitas telas repletas de nomes. o O que motivou a cria¸˜o dos diret´rios ´ o fato de que torna-se dif´ a ca o e ıcil organiza¸˜o de um n´mero grande de arquivos armazenados num determica u nado dispositivo sem qualquer forma de divis˜o. A medida que a capacio ´ o dade de armazenamento destes dispositivos cresceu. que funciona como seu ´ o ındice. ca Particionado Quando o arquivo ´ composto de subarquivos denominados e membros. 5. Esta ´ uma forma de e organiza¸˜o comum em tabelas de bancos de dados. ca ca o o 25].178 CAP´ ITULO 5.2 Diret´rios o Um diret´rio (directory) nada mais ´ que um arquivo mantido pelo siso e tema de arquivos que contˆm uma lista de arquivos e possivelmente outros e diret´rios.0 liberada em 1983. S˜o utilizados a para armazenar bibliotecas ou bancos de dados. onde os diret´rios existentes dentro de outros s˜o denominados subdio a ret´rios. DOS. O sistema operacional DOS. Com a introdu¸˜o de suporte para discos r´ ca ıgidos de maior capacidade na vers˜o 2.5. catalogados num u diret´rio unico associado ao pr´prio dispositivo. usualmente discos flex´ o ´ ıveis de limitada capacidade. em sua vers˜o 1. OS/2. o arquivo particionado possui um diret´rio. . Para acessar seus membros (members). tal como nos sistemas Unix. Desta forma ´ poss´ criar-se estruturas hier´rquicas de arquio e ıvel a vos.0 lan¸ada em 1981. GERENCIAMENTO DE I/O Figura 5. Os primeiros dispositivos a de armazenamento secund´rio tinham pequena capacidade o que resultava a no armazenamento de um pequeno n´mero de arquivos. supora c tava apenas um diret´rio unico por dispositivo. foram adicionadas capaa cidades para cria¸˜o e manuten¸˜o de diret´rios e subdiret´rios [JAM87. p. Windows e outros.

Como mostra a Figura 5. que tal arquivo ou diret´rio simultaneamente presentes como conte´do o u de v´rios diret´rios ao mesmo tempo. ca ca No sistema de arquivos FAT (file allocation table) do MS-DOS e outros sistema operacionais. propriet´rio. a ca e possibilitando seu acesso de forma mais simples. como o a mostra a Tabela 5. Quando s˜o solicitadas opera¸˜es sobre arquivos. data de co cria¸˜o. permitindo seu compartilhamento a o [SG00. 266] [NOR89. p.5.6. onde podem ser criados e links apontando os arquivos ou diret´rios compartilhados. a Figura 5. utiliza¸˜o ou qualquer outro crit´rio. como visto na se¸˜o 5.5 [JAM87. ou u o seja. os endere¸os onde o arquivo est´ fisicamente armazenado no c a dispositivo e outras informa¸˜es tais como tamanho do arquivo. 106] [TAN92.23.23: Organiza¸˜es Poss´ co ıveis de Diret´rios o Tamb´m ´ poss´ organizar-se os diret´rios como grafos ac´ e e ıvel o ıclicos (acyclic graph directories) que permite que um arquivo ou mesmo um diret´rio o seja apontado por m´ltiplas entradas presentes em diferentes diret´rios. 167].5. Isto ´ comum em sistemas UNIX. Nos sistemas Unix as entradas de diret´rios s˜o bem mais simples. A cada uma destas o e entradas s˜o associados atributos que descrevem as permiss˜es associadas a o aos arquivos.1. SISTEMAS DE ARQUIVOS 179 A cria¸˜o de diret´rios permite que os arquivos sejam divididos e organica o zados conforme seu tipo. tais como abertura ou a co cria¸˜o de um arquivo. etc. uma entrada t´ ıpica de diret´rio possui a estrutura o ilustrada na Tabela 5. o sistema operacional consulta o diret´rio corrente ca o . o Internamente os diret´rios s˜o organizados como um conjunto de entrao a das. uma para cada arquivos ou subdiret´rio que contˆm. p. 356]. existem v´rias organiza¸˜es poss´ a co ıveis de diret´rios. p. tais como em um n´ o ıvel.5. em dois n´ ıveis ou em m´ltiplos n´ u ıveis (ou em ´rvores). p.

5: Entrada de diret´rio do sistema de arquivos FAT o Campo Tamanho (bytes) Nome do arquivo 8 Extens˜o a 3 Atributos 1 Reservado para DOS 10 Hora 2 Data 2 N´mero do Setor Inicial u 2 Tamanho do Arquivo 4 Total 32 Tabela 5. Esta denomina¸˜o sistˆmica dos arquivos ´ chamada de ca e e especifica¸˜o completa do caminho do arquivo ou apenas caminho do arquivo ca (pathname) e deve permitir a identifica¸˜o unica de qualquer arquivo ou ca ´ diret´rio do sistema. sendo que utiliza-se um cao a ractere especial. ca ca A existˆncia de uma estrutura de diret´rios traz como implica¸˜o direta a e o ca necessidade de uma forma de denomina¸˜o unica dos arquivo considerandoca ´ se o sistema como um todo.180 CAP´ ITULO 5. isto ´. Os caminhos de arquivos para arquivos ou diret´rios s˜o formados pelo o a nome dos diret´rios nos quais est˜o contidos. o A especifica¸˜o de caminho de arquivo pode ser absoluta (absolute pathca name) ou relativa (relative pathname) quando se refere a diret´rio corrente. o diret´rio que est´ sendo consultado no momento. o . Da mesma forma que n˜o ´ poss´ a existˆncia a e ıvel e de dois arquivos de mesmo nome em um mesmo diret´rio. e o a verificando a existˆncia do arquivo desejado para abertura ou a possibilidade e de cria¸˜o de um novo arquivo segundo as regras de identifica¸˜o do sistema. GERENCIAMENTO DE I/O Tabela 5. como ” o O sistemas operacionais DOS e Windows utilizam-se de uma estrutura de diret´rios hierarquicamente organizada. tal como nos sistemas Unix. o Muitas vezes o diret´rio corrente ´ tratado como diret´rio de trabalho (woro e o king directory). dois arquivos o ou diret´rios quaisquer n˜o podem ter a mesma denomina¸˜o do ponto de o a ca vista do sistema.6: Entrada de diret´rio de sistemas Unix o Campo Tamanho (bytes) N´mero do I-Node u 2 Nome do Arquivo 14 Total 16 (current directory). que n˜o pode ser utilizado na denomina¸˜o de arquivos e a ca diret´rios.

SISTEMAS DE ARQUIVOS 181 diferenciando-se pelo caractere de separa¸˜o de nomes e principalmente pela ca forma de denomina¸˜o de dispositivos. especificados pelo o a e usu´rio durante a configura¸˜o ou opera¸˜o do sistema atrav´s do comando a ca ca e mount [CON99. p. p. tanto o DOS como o Windows d˜o uma denoa mina¸˜o espec´ ca ıfica para cada dispositivo f´ ısico. 5. atrav´s de seu sistema de arquivo. para floppies. visto como unidades. chamando-os de unidades. sempre temos um diret´rio raiz para o cada unidade. Enquanto que no Unix os disposica tivos s˜o tratados como arquivos especiais e mapeados diretamente no sisa tema de arquivos a partir de diret´rios arbitr´rios.5. Sendo assim. deve prover um e conjunto de opera¸˜es para manipula¸˜o dos arquivos e de seu conte´do e co ca u tamb´m dos diret´rios. Figura 5. Da´ a necessidade de adicionar-se a especifica¸˜o da unidade ı ca ao caminho absoluto e tamb´m a impossibilidade de especificar-se caminhos e relativos envolvendo unidades distintas.5. qualquer que seja o dispositivo de armazenamento. 389] [TAN92. como mostra a Tabela 5.3 Servi¸os do sistema operacional c O sistema operacional. isto ´.7.. ou seja.5. e o devem ser oferecidas as seguintes opera¸˜es [DEI92. CD-R/RWs etc. os sistemas operacionais utilizam-se de diret´rios o particulares para armazenamento de arquivos espec´ ıficos. 224]. p. 153]: co • Abertura (open) prepara arquivo para uso. . discos.24: Estrutura de diret´rio de um sistema Unix o Na maioria dos casos. Do ponto de vista dos arquivos.

ca • Renomea¸˜o (rename) troca o nome de um arquivo. ca • Pesquisa (seek ou find ) para determinar uma posi¸˜o para escrita ou ca leitura em um arquivo. . delete ou destroy) remove um arquivo. GERENCIAMENTO DE I/O Tabela 5.7: Diret´rios espec´ o ıficos Sistema operacional DOS Windows 95/98 Diret´rio o DOS TMP ou TEMP Windows Windows\System Windows\Temp Windows\Command Arquivos de Programa Meus Documentos usr home bin etc OS2 OS2\System OS2\MDOS Prop´sito o Arquivos do sistema Arquivos tempor´rios a Utilit´rios do sistema a Arquivos do sistema Arquivos tempor´rios a Arquivos do DOS Produtos instalados Arquivos do usu´rio a Programas de usu´rios a Diret´rios de usu´rios o a Arquivos bin´rios do sistema a Arquivos diversos de config. ca u • Cataloga¸˜o (cat ou dir ) lista os arquivos existentes num determica nado diret´rio ou unidade.182 CAP´ ITULO 5. • Escrita (write) efetua a grava¸˜o de dados em um arquivo. ca • Cria¸˜o (create) cria um novo arquivo. ca • Elimina¸˜o (erase. devem tamb´m existir ca e opera¸˜es para: co • Leitura (read ) possibilita a leitura de dados contidos nos arquivos. o u • Exibi¸˜o (type ou list) exibe o conte´do de um arquivo. considerando a u e manipula¸˜o dos dados armazenados nos arquivos. Utilit´rios do sistema a Arquivos do sistema Arquivos do DOS Unix OS/2 • Fechamento (close) encerra o uso do arquivo evitando sua altera¸˜o. Do ponto de vista do conte´do dos arquivos. ca • C´pia (copy) copia o conte´do de um arquivo para outro. isto ´. o • Modifica¸˜o de atributos (get ou set) obtˆm ou modifica os atrica e butos de um arquivo.

As opera¸˜es de inser¸˜o. ca o • Fechamento (close) opera¸˜o que encerra o uso de um dado diret´rio. p. existindo em sistemas de grande porte onde os arquivos s˜o a a a usualmente organizados em blocos ou registros formatados.5. • Elimina¸˜o (delete) para remo¸˜o de um dado existente em um arca ca quivo. . opera¸˜es eso co pec´ ıficas deve ser supridas para sua utiliza¸˜o [TAN92][p. ca o • Navega¸˜o (traverse) permite a navega¸˜o entre diret´rios do sisca ca o tema.5. atalhos nos sistemas Windows ca co ou shadows nos sistemas OS/2). 161] [SG00. ca a • Atualiza¸˜o (update) para modifica¸˜o de um dado existente em um ca ca arquivo. co o tais como sua reorganiza¸˜o sob algum crit´rio (ordena¸˜o). ca o • Leitura (read ) permite a leitura do conte´do de um diret´rio. ou seja. • Inser¸˜o (insert) para inclus˜o de um dado em um arquivo. associa¸˜o com aplicativos etc.1 de algumas chamadas para um programa simples destinado ao sistema Unix. Como muitos sistemas de arquivos suportam diret´rios. inclus˜o ou ca e ca a remo¸˜o de liga¸˜es (links no sistema Unix. Ainda podem ser poss´ ıveis outras opera¸˜es sobre arquivos e diret´rios. o • Renomea¸˜o (rename) troca o nome de um diret´rio. u o sua cataloga¸˜o ou listagem. obten¸˜o de informa¸˜es sobre arquivos ou ca co diret´rios. u • Abertura (open) opera¸˜o que permite a leitura de um diret´rio. SISTEMAS DE ARQUIVOS 183 • Anexa¸˜o (append ) para adi¸˜o de novos dados num arquivo exisca ca tente. o ca Todas as opera¸˜es suportadas pelo sistema operacional para manipulaco ca ¸˜o de arquivos e diret´rios est˜o dispon´ o a ıveis para utiliza¸˜o em programas ca atrav´s das chamadas do sistema (system calls). ca • Pesquisa (search) para possibilitar a localiza¸˜o de determinados arca quivos em um diret´rio. como no exemplo dado no e Exemplo 5. ca ca o • Remo¸˜o (delete ou remove) elimina um diret´rio e opcionalmente ca o seu conte´do. ca 350] • Cria¸˜o (create) efetua a cria¸˜o e preparo de um novo diret´rio. atualiza¸˜o e elimina¸˜o de dados em arquivos co ca ca ca n˜o s˜o comuns.

a Nos sistemas DOS. ca o As interfaces em modo texto exigem maior abstra¸˜o do usu´rio. O RDONLY). que ca a deve memorizar a sintaxe dos comandos que utiliza mais freq¨entemente. Utilizando uma interface de modo texto que o oferece uma linha de comando. Na a e ıvel e Tabela 5. GERENCIAMENTO DE I/O // vari´vel para controle do arquivo a int arquivo. Exemplo 5. o u que evidentemente significa que tais usu´rios devem ter maior proficiˆncia a e t´cnica para utiliza¸˜o destes sistemas.184 CAP´ ITULO 5. de modo que e os detalhes da implementa¸˜o e funcionamento reais do sistema de arquivos ca sejam completamente ocultos do usu´rio do sistema. Windows e Unix. // abertura de arquivo apenas para leitura arquivo = open("nome do arquivo". tamanho do buffer). e ca Esta dificuldade motivou o desenvolvimento de interfaces gr´ficas que. // cria¸~o de arquivo ca arquivo = create("nome do arquivo". o usu´rio entende o sistema de a arquivos como uma estrutura hier´rquica de diret´rios que admite opera¸˜es a o co sobre arquivos e diret´rios. modo). isto ´.8 a seguir temos alguns exemplos de comandos DOS.5. buffer. possibilitassem: • uma abstra¸˜o mais simples do sistema de arquivos. // leitura de arquivo read(arquivo. // escrita em arquivo write(arquivo. tamanho do buffer). uma interface tipo linha de comando e ou prompt do sistema. ca . isto ´. Windows e Unix para manipula¸˜o de arquivos e diret´rios.4 Implementa¸˜o L´gica ca o Como implementa¸˜o l´gica de um sistema de arquivos entende-se a met´foca o a ra que ´ apresentada ao usu´rio do sistema para que o sistema de arquivos se e a torne compreens´ da maneira mais simples poss´ ıvel ıvel. // fecha arquivo close(arquivo). a entre outros benef´ ıcios. buffer. o usu´rio pode digitar comandos para realizar as a opera¸˜es desejadas imaginando a organiza¸˜o hier´rquica de diret´rios e co ca a o arquivos que n˜o ´ diretamente vis´ atrav´s destas interfaces simples.1 Fragmentos de programa para sistema Unix 5.

25 e 5. o usu´rio dos sistemas o co a MS-Windows pode se movimentar pela estrutura de diret´rios. pode copiar. Mesmo sem o conhecimento de comandos de navega¸˜o na ca estrutura de diret´rios ou de opera¸˜es sobre arquivos. teclado e mouse s˜o transco e a formadas pelo sistema operacional em chamadas do sistema que realizam as tarefas especificadas. isto ´. As opera¸˜es realizadas atrav´s dos menus. SISTEMAS DE ARQUIVOS 185 Tabela 5. todas baseadas em janelas. o renomear. Outros fabricantes. eliminar e criar arquivos ou diret´rios apenas atrav´s da utiliza¸˜o o e ca do sistema de menus oferecidos ou das opera¸˜es que podem ser realizadas co atrav´s do teclado ou mouse. conduzido por um cons´rcio dos o maiores fabricantes de sistemas Unix num esfor¸o de padroniza¸˜o da interc ca face gr´fica de seus sistemas.5.8: Comandos DOS. evitando tanto o conhecimento da forma com que tais opera¸˜es s˜o verdadeiramente realizadas como a memoriza¸˜o dos comanco a ca dos de manipula¸˜o de arquivos e diret´rios. Microsoft a e Apple oferecem seus sistemas operacionais com interfaces gr´ficas proa priet´rias. co Para os sistemas Unix foi criado o padr˜o gr´fico de janelas Xwindows.26 temos exemplos dos utilit´rios de gerenciamento a . a O tratamento gr´fico que especificamente os sistemas MS-Windows d˜o a a a estrutura de diret´rios. Windows e Unix para manipula¸˜o de arquivos ca Prop´sito o DOS Windows Unix Copiar arquivo copy copy cp Renomear arquivo ren ren mv Apagar arquivo del del rm Mover arquivo N/D move mv Exibir arquivo type type more Listar arquivos dir dir ls Criar diret´rio o md md mkdir Remover diret´rio o rd rd rmdir Troca de diret´rio o cd cd cd • uma melhor visualiza¸˜o da distribui¸˜o de arquivos atrav´s da estruca ca e tura de diret´rios e unidades de armazenamento.5. a a que pode ser utilizado para desenvolvimento de aplica¸˜es gr´ficas. e tamb´m co a e o CDE (Common Desktop Environment). uma organiza¸˜o hier´rquica de pastas nas o e ca a quais podem existir arquivos e outras pastas ´ a id´ia central da met´fora e e a apresentada. ca o Nas Figuras 5. Tamb´m ´ poss´ e e e ıvel executar-se aplica¸˜es e co criar-se atalhos (links). o • maior produtividade do usu´rio e a • cria¸˜o de um modelo de interface mais consistente que pudesse ser ca disponibilizada para outras aplica¸˜es. tais como IBM.

394] e Tanenbaum [DEI92. p. GERENCIAMENTO DE I/O de arquivos que acompanham os sistemas MS-Windows 95/98/NT e XP respectivamente. os arquivos podem ser armazenados basicamente de duas formas.5 Implementa¸˜o F´ ca ısica A implementa¸˜o f´ ca ısica de um sistema de arquivos representa a forma com que efetivamente os dados s˜o tratados nos dispositivos de armazenamento. p. corresponde a organiza¸˜o f´ e ca ısica dos dados nestes dispositivos e como se d˜o as opera¸˜es de armazenamento e recupera¸˜o destes dados. a Como indicado por Deitel [DEI92. 162]. o 5.186 CAP´ ITULO 5. Figura 5. a isto ´. 162]. atrav´s da: e . a aparˆncia da estrutura de co a e diret´rios e quest˜es relacionadas a interface. Os implementadoo o res est˜o interessados em como arquivos e diret´rios s˜o armaa o a zenados. como o espa¸o em disco ´ gerenciado e como fazer que c e tudo funcione de forma eficiente e confi´vel [TAN92. Cona co ca forme Tanenbaum: Usu´rios est˜o preocupados em como os arquivos s˜o denominaa a a dos. quais opera¸˜es s˜o permitidas.5. p. al´m disso proporcionam melhor a e visualiza¸˜o da estrutura de diret´rios e da distribui¸˜o de arquivos pelos ca o ca diret´rios e unidades de armazenamento do sistema.25: Gerenciador de arquivos do MS-Windows 95/98/NT Estas interfaces gr´ficas facilitam muito a opera¸˜o do sistema princia ca palmente para usu´rios menos experientes. ou seja.

a ca o ou seja. p.26: Gerenciador de arquivos do MS-Windows XP • Aloca¸˜o cont´ ca ıgua e • Aloca¸˜o n˜o cont´ ca a ıgua.5. 163]. 395] [DEI92. quantidade. se reduz ao tamanho do arquivo e ao setor inicial utilizado o e . o primeiro bloco de dados ocupa o primeiro setor alocado e assim sucessivamente (vide Figura 5.5. caracter´ co u a ısticas das aplica¸˜es que ser˜o utilizadas. As vantagens s˜o: a • o controle de armazenamento do arquivo. Sistemas de arquivos implementados desta forma s˜o denominados de aloca¸˜o cont´ a ca ıgua ou cont´ ınua e neles o armazenamento f´ ısico corresponde ` organiza¸˜o l´gica do arquivo. Este ´ o esquema mais simples de organiza¸˜o f´ e ca ısica de arquivos que exibe algumas vantagens e desvantagens [DEI92. SISTEMAS DE ARQUIVOS 187 Figura 5.27). a manuten¸˜o de e ca diret´rios. A considera¸˜o destes fatores permite determinar qual a melhor ca forma de organiza¸˜o de seus arquivos e diret´rios. isto ´. em setores e consecutivos das unidades de disco [SG00. ca o Aloca¸˜o cont´ ca ıgua Uma forma de organizar-se os arquivos fisicamente ´ atrav´s da armazenae e gem dos dados em ´reas adjacentes dos dispositivos f´ a ısicos. tamanho e opera¸˜es sobre arco a co quivos. isto ´. entre elas: o tipo e n´mero de usu´rios. 373]. p. O projeto de um sistema de arquivos exige o conhecimento de v´rias a informa¸˜es. p.

como mostra a Figura 5. Enquanto que as desvantagens s˜o: a • exige que o tamanho do arquivo seja conhecido no instante de sua cria¸˜o e ca • a ocorrˆncia de fragmenta¸˜o (veja discuss˜o na se¸˜o5.5.6) reduz a e ca a ca capacidade efetiva de armazenamento. de forma que o armazenamento f´ ısico n˜o corresponde ` organiza¸˜o l´gica do a a ca o arquivo. O principal objetivo da aloca¸˜o n˜o-cont´ ca a ıgua ´ proporcionar um mecae nismo mais apropriado para o armazenamento de arquivos que tendem a ter seus tamanhos aumentados ou diminu´ ıdos conforme s˜o utilizados.27: Organiza¸˜o f´ ca ısica na aloca¸˜o cont´ ca ıgua • as opera¸˜es de leitura e escrita s˜o as mais eficientes poss´ co a ıveis para qualquer tipo de dispositivo. a A aloca¸˜o n˜o-cont´ ca a ıgua pode ser implementada de v´rias formas e dena tre estas as estrat´gias de aloca¸˜o orientadas ` setores: e ca a • Lista ligada de setores • Lista ligada de setores indexada . pois novos arquivos s´ podem o ser criados em ´reas cont´ a ıguas. GERENCIAMENTO DE I/O Figura 5.28. Sistemas que exigem maior performance nas opera¸˜es de leitura e escrita co e que n˜o necessitem de modifica¸˜es freq¨entes no tamanho de seus arquivos a co u podem utilizar eficientemente este esquema de aloca¸˜o. Aloca¸˜o n˜o cont´ ca a ıgua A outra forma poss´ ıvel de organizar-se fisicamente o armazenamento de arquivos ´ atrav´s da aloca¸˜o n˜o cont´ e e ca a ıgua. tal como o sistema ca operacional IBM Vm/CMS.188 CAP´ ITULO 5. Neste esquema cada bloco do arquivo pode estar armazenado num setor distinto da unidade de disco.

O sistema pode manter uma lista de setores livres. eliminando a necessidade de mecanismos de compacta¸˜o embora promova a fragmenta¸˜o da unidade ca ca de disco. p. p. co usando integralmente a capacidade do disco.28: Organiza¸˜o f´ ca ısica na aloca¸˜o n˜o cont´ ca a ıgua • Indexa¸˜o de n´s (i-nodes) ca o Na lista ligada de setores (linked list allocation) cada setor do disco contˆm um ponteiro que pode ser utilizado para indicar um outro setor e [SG00. As opera¸˜es de leitura e escrita tendem a ser ineficientes devido a co fragmenta¸˜o inerente deste m´todo.5. ca e . onde cada um destes setores aponta para o pr´ximo. Um ponteiro o com valor nulo indica que o arquivo terminou (vide Figura 5. que podem ser retirados para a cria¸˜o e aumento de arquivos ou recuperados ca quando diminuem ou s˜o eliminados. 163] os maiores problemas encontrados no uso do mecanismo de uma lista ligada de setores s˜o: a 1. SISTEMAS DE ARQUIVOS 189 Figura 5.29: Aloca¸˜o n˜o cont´ ca a ıgua com lista ligada Conforme Tanenbaum [TAN92. Isto permite um mecanismo de armaa zenamento que acomoda facilmente as varia¸˜es de tamanho dos arquivos. Figura 5. 376].5.29). Desta forma uma arquivo pode ser armazenado atrav´s de e uma entrada simples no diret´rio que indica o primeiro de uma seq¨ˆncia de o ue setores. N˜o existe a necessidade dos setores alocados estarem em posi¸˜es adjacentes tal como na co aloca¸˜o cont´ ca ıgua.

ca A lista ligada de setores indexada utiliza o mesmo princ´ ıpio de armazenamento de setores interligados eliminando o inconveniente associado ´ ao ponteiro existente em cada setor. por exemplo.190 CAP´ ITULO 5. O posicionamento do ponteiro dentro de cada setor faz com que o bloco de dados deixe de ser uma potˆncia de 2. E criada uma tabela contendo a rela¸˜o ca de todos os setores do dispositivos sendo que para cada entrada se associa um ponteiro (retirado dos setores de dados). Temos uma representa¸˜o deste esquema de ca c ca organiza¸˜o na Figura 5.30.30: Aloca¸˜o n˜o cont´ ca a ıgua com lista ligada indexada A principal desvantagem deste m´todo ´ o tamanho que da tabela de e e aloca¸˜o pode ter em unidades de grande capacidade. A entrada do diret´rio correso pondente ao arquivo aponta para um setor desta tabela (o primeiro setor do arquivo) que tem associado um ponteiro para a pr´xima entrada e aso sim sucessivamente. criando alguns inconvenientes e do ponto de vista de programa¸˜o. uma ca . O acesso randˆmico deixa de existir pois torna-se necess´rio ler cada o a setor alocado para se determinar o pr´ximo at´ a posi¸˜o desejada. Um ponteiro nulo indica o fim do arquivo na tabela. Isto permite o acesso randˆmico do arquivo e mantˆm o bloco de dados o e do setor num tamanho que ´ potˆncia de 2. o e ca 3. ca Figura 5. embora a ineficiˆncia devido e e e a fragmenta¸˜o permane¸a. GERENCIAMENTO DE I/O 2.

o e ca e que elimina parcialmente o problema da fragmenta¸˜o al´m de permitir a ca e otimiza¸˜o da leitura ou escrita atrav´s de opera¸˜es com blocos inteiros ca e co (read ahead ou lazy write).2K) com FAT de 12 e 16 bits respectivamente. Estas estrat´gias visam e ca a e combinar algumas das vantagens da aloca¸˜o cont´ ca ıgua e da aloca¸˜o n˜o ca a cont´ ıgua atrav´s da aloca¸˜o de blocos ao inv´s de setores individuais. Para arquivos ainda maiores podem ser usados blocos indiretos duplos ou triplos (double ou triple indirect block ).096 setores. A numera¸˜o associada ao nome FAT.2 Gbytes dividida em setores de 1 Kbytes possui uma tabela de aloca¸˜o com mais de um milh˜o de entradas. Como indica Deitel [DEI92. Isto exibe outra fraqueza desta estrat´gia.5. o que ´ um inconveniente devido a granularidade excessivamente grossa (um e arquivo de 1 byte ocupa sempre um setor).2 GBytes de capacidade possuir´ setores de e a 512K (307. ou seja. Um n´ indexado ´ uma pequena estrutura o o e de dados que contˆm um conjunto de atributos e umas poucas centenas de e entradas onde cada entrada ´ um endere¸o de um bloco de dados na unidade e c de disco. alguns dos endere¸os de blocos ´ c de dados s˜o substitu´ a ıdos por endere¸os de outros i-nodes denominados de c bloco indireto simples (single indirect block ). 164]. A tabela de setores ´ chamada de Tabela de e Aloca¸˜o de Arquivos (file allocation table) que d´ origem ao nome do ca a sistema de arquivos FAT.5. otimizando todas as opera¸˜es realizadas sobre ele. 12 a bits permitem endere¸ar 4. existindo valores especiais para designa¸˜o de fim o ca de arquivo e setores defeituosos [NOR89. que pode consumir espa¸o ca a c precioso para ser mantida integralmente em mem´ria. p. p. p. Na FAT o registro inicial armazena informa¸˜es co sobre a pr´pria unidade. no que se denoe mina estrat´gias de aloca¸˜o orientadas ` blocos. como e tamb´m esquematizado na Figura 5. representando u ca assim a quantidade m´xima de setores que pode ser controlada. ca indica o n´mero de bits utilizado para numera¸˜o dos setores. denominados ca e e blocos (blocks ou extents) ao inv´s de setores individuais.31. Se o arquivo n˜o co a puder ser armazenado num unico i-node. Outra forma comum de organiza¸˜o de arquivos ´ atrav´s da indexa¸˜o ca e e ca de n´s (index nodes ou i-nodes). Este ´ esquema tipicamente utilizado pelos sistemas Unix. um pequeno arquivo pode ser mapeado com um unico ´ i-node. e Uma varia¸˜o destas estrat´gias ´ alocar grupos de setores. como FAT12. FAT16 e FAT32. 16 bits endere¸am 64K setores e c c 32 bits possibilitam 4G setores distintos. pois cada entrada o da tabela tipicamente utiliza 3 ou 4 bytes dependendo de como se d´ a a otimiza¸˜o do sistema [TAN92. uma unidade de 1. existem v´rias maneiras de se implementar sistemas de aloca¸˜o orientados ` blocos. ca O DOS e Windows utilizam esta estrat´gia para a organiza¸˜o f´ e ca ısica de floppies e unidades de disco. a ca a semelhantes as existentes para setores: • Lista ligada de blocos (block chaining) . 112].2K) e 32K (19. 397]. SISTEMAS DE ARQUIVOS 191 unidade de 1. Desta forma.

No mapeamento orientado ` blocos. As opera¸˜es de modifica¸˜o ca co ca de tamanho de arquivos se tornam bastante ´geis neste esquema [DEI92. e Na lista ligada de blocos indexada. a 400]. de modo que cada bloco e contenha um ponteiro para o pr´ximo bloco tal como na lista ligada de o setores. A forma de armazenamento mais simples ´ a o e disposi¸˜o dos dados em setores adjacentes das unidades de disco. num mecanismo mais flex´ a ıvel para o armazenamento de dados. os ponteiros s˜o substitu´ a a ıdos por um esquema de numera¸˜o que pode ser facilmente convertido para a ca numera¸˜o de setores de uma unidade de disco.6 Fragmenta¸˜o ca Sob certos aspectos. mas os ca arquivos s˜o freq¨entemente modificados e eliminados e com isto seus tamaa u . 5. p.192 CAP´ ITULO 5.5. apresentando vantagens e desvantagens idˆnticas. GERENCIAMENTO DE I/O Figura 5.31: Aloca¸˜o n˜o cont´ ca a ıgua com I-Nodes • Lista ligada de blocos indexada (index block chaining) • Mapeamento orientado ` blocos (block oriented file mapping) a Na lista ligada de blocos um n´mero fixo de setores ´ alocado de cada u e vez. cujo princ´ tamb´m ´ o mesmo ıpio e e da lista ligada de setores indexada. os problemas de que devem ser resolvidos para organiza¸˜o do armazenamento secund´rio s˜o semelhantes aos encontrados no ca a a gerenciamento de mem´ria. ´ poss´ termos blocos de tamanho e ıvel fixo ou vari´vel. isto ´. os blocos possuem o mesmo tamanho.

setores livres passam a ser ocupados de forma descontinua pelos arquivos a medida que seus tamanhos aumentam ou diminuem. por outro lado a utiliza¸˜o do disco a e ca ca ser´ comprometida pois setores fragmentados do disco poder˜o permanecer a a livres n˜o possibilitando o armazenamento de arquivos maiores. come¸am a surgir setores livres entre setores ocupados. as opera¸˜es de leitura e c co escrita ter˜o seu desempenho comprometido tanto mais fragmentado esteja a o arquivo sob uso. Notamos que em ambos os casos ocorre a fragmenta¸˜o.32: Ocorrˆncia de fragmenta¸˜o com aloca¸˜o cont´ e ca ca ıgua Na aloca¸˜o cont´ ca ıgua temos que os arquivos s˜o armazenados sempre em a setores consecutivos.32 temos uma esquematiza¸˜o da ocorrˆncia da fragmentaca e ca ¸˜o em sistemas de arquivos com aloca¸˜o cont´ ca ıgua e tamb´m com aloca¸˜o e ca n˜o cont´ a ıgua. SISTEMAS DE ARQUIVOS 193 nhos s˜o vari´veis. Embora o aproveitamento do espa¸o em disco seja integral. Satyanarayanan ca (1981) efetuou um estudo sobre o tamanho dos arquivos e as opera¸˜es co realizadas sobre eles concluindo que: . a ´rea anteriormente utilizada provavelmente ficar´ livre ena a quanto o arquivo ser´ rearranjado numa outra ´rea.5. sobrar˜o alguns setores livres no final a de sua ´rea original que s´ poder˜o ser ocupados por pequenos arquivos. Figura 5. ca o ca pois se seu tamanho aumenta e a regi˜o de armazenamento atual n˜o pode a a ser expandida. isto a a ca ´. Este fato provoca o que se chama de fragmenta¸˜o. a o a Na Figura 5. Na situa¸˜o em que o a a ca arquivo tem seu tamanho reduzido. assim o desempenho de opera¸˜es de leitura e escrita co n˜o ´ comprometido pela fragmenta¸˜o. a Caso o armazenamento de arquivos seja feito atrav´s de aloca¸˜o n˜o e ca a cont´ ıgua.5. e c Se o armazenamento de arquivos ´ feito atrav´s da aloca¸˜o cont´ e e ca ıgua temos que uma altera¸˜o em seu tamanho imp˜e algum grau de fragmenta¸˜o.

como ilustrado na Figura 5. Figura 5.33: Utilit´rio de desfragmenta¸˜o de disco do MS-Windows 98 a ca . a ca permitindo ao usu´rio ou administrador maior controle sobre o armazenaa mento. Isto significa que a fragmenta¸˜o ir´ ocorrer qualquer que seja a forma ca a de aloca¸˜o. GERENCIAMENTO DE I/O • a maioria dos arquivos ´ de pequeno tamanho. podem ca a ıvel ser implementados mecanismos de compacta¸˜o ou desfragmenta¸˜o que reca ca organizam o armazenamento nos dispositivos de armazenamento de forma a possibilitar a utiliza¸˜o integral do espa¸o dispon´ no caso da aloca¸˜o ca c ıvel ca cont´ ıgua ou de otimizar as opera¸˜es de leitura e escrita quando a aloca¸˜o co ca ´ n˜o-cont´ e a ıgua. co a u co • a maioria das opera¸˜es de leitura e escrita s˜o seq¨enciais e co a u • que grande parte dos arquivos tem vida curta.33.194 CAP´ ITULO 5. Como isto pode n˜o ser admiss´ em certos sistemas. e • as opera¸˜es de leitura s˜o mais freq¨entes que as opera¸˜es de escrita. Outros sistemas oferecem utilit´rios que podem realizar esta opera¸˜o.

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