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Adolf Hitler - minha luta

Adolf Hitler - minha luta

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the book the Hitler himself wrote, in prison, before the 2 World War.
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03/26/2014

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Minha Luta (Mein Kampf

)
Adolf Hitler

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO

Prefácio

Dedicatória

PRIMEIRA PARTE

I Na ca!a "aterna

II Ano! de a"rendi#ado e de !ofri$ento e$ %iena

III Ref&e'(e! )erai! !o*re a "o&+tica da ,"oca de $inha e!tadia e$ %iena

I% Muni-ue

% A .uerra Mundia&

%I A "ro"a)anda da )uerra

%II A Re/o&u01o

%III 2o$e0o de $inha ati/idade "o&+tica

I3 O Partido Tra*a&hi!ta A&e$1o

3 2au!a! "ri$ária! do co&a"!o

3I Po/o e ra0a

3II O "ri$eiro "er+odo de de!en/o&/i$ento do Partido Naciona& Socia&i!ta do! Tra*a&hadore! A&e$1e!

SE.UNDA PARTE

I Doutrina e "artido

II O E!tado

III 2idad1o! e 4!5dito!4 do E!tado

I% Per!ona&idade e conce"01o do E!tado Naciona&

% 2once"01o do $undo e or)ani#a01o

%I A &uta no! "ri$eiro! te$"o! A i$"ort6ncia da oratória

%II A &uta co$ a frente /er$e&ha

%III O forte , $ai! forte !o#inho

I3 Id,ia! funda$entai! !o*re o fi$ e a or)ani#a01o do! tra*a&hadore! !ocia&i!ta!

3 A $á!cara do federa&i!$o

3I Pro"a)anda e or)ani#a01o

3II A -ue!t1o !indica&

3III Po&+tica de a&ian0a da A&e$anha a"ó! a .uerra

3I% Orienta01o "ara &e!te ou "o&+tica de &e!te

3% O direito de defe!a

Po!fácio

APRESENTAÇÃO
Nélson Jahr Garcia

Minha Luta (Mein Kampf) foi a melhor obra já escrita contra o nazismo. Já se escreveram livros, artigos, crônicas fizeram!se filmes, pe"as #e teatro. $or mais %ue #emonstrassem o totalitarismo, a cruel#a#e e a #esfa"atez #a%uele regime, na#a conseguiu superar o original. & comuni#a#e ju#aica, pelo menos alguns #e seus setores, batalham por proibir a #ivulga"'o #o livro. ('o enten#o. )uanto mais se conhecer, maior se tornará o rep*#io e avers'o. + certo %ue os filhos #e ,srael foram persegui#os, mas n'o s-. .amb/m o foram os negros, os eslavos, membros #as 01esist2ncias0, ma"ons, to#os originários #e %ual%uer ra"a %ue n'o fossem consi#era#os 0arianos0. 3m suma, perseguiu!se tantos %uanto se opuseram aos planos megaloman4acos #o pe%ueno austr4aco %ue resolveu tornar!se rei #o universo. 5erta vez perguntei a um e6!capit'o #o e6/rcito mecaniza#o nazista7 05omo foi poss4vel %ue um #os povos mais cultos #a 3uropa apoiasse um projeto neur-tico e genoci#a como o #os nazis80 1espon#eu!me, com certa simplici#a#e7 0$er#2ramos a , 9ran#e 9uerra, engenheiros, m/#icos e tantos reviravam latas #e li6o para encontrar comi#a, os ju#eus, comerciantes em sua maioria, e6punham suas merca#orias sugerin#o serem beneficia#os pela situa"'o, era solo f/rtil para as prega":es anti!semitas0. )uanto ao anti!semitismo, al/m #a postura racista in%uestionável e confessa, havia uma estrat/gia #e propagan#a. ;itler enten#ia %ue %ual%uer movimento precisava #e inimigos para fortalecer!se. <ubestiman#o a capaci#a#e intelectual #o povo, afirmava e6plicitamente, %ue as massas tinham #ificul#a#es #e enten#imento e compreens'o. =a4 a necessi#a#e #e re#uzir os vários a#versários a um inimigo *nico7 os ju#eus. &s cr4ticas #a imprensa eram escritas por ju#eus, %ue tamb/m #ominavam a literatura, as artes e o teatro.

>ran"a e ,nglaterra estavam controla#as pelo capitalismo ju#aico. ?s ju#eus levavam imigrantes negros para contaminar as ra"as europ/ias. ?s mar6istas e revolucionários russos eram ju#eus. & ma"onaria era controla#a por ju#eus. @ma generaliza"'o absur#a %ue, infelizmente, funcionou. $enso %ue 0Minha Luta0 #eva ser amplamente conheci#o, um te6to preconceituoso, presun"oso e %ue traz embuti#os neuroses e psicoses in#iscut4veis, conhec2!lo talvez seja a melhor forma #e impe#ir %ue a%uelas i#/ias ressuscitem. &l/m #isso sou contra %ual%uer forma #e censura. ?s romanos incen#iaram a Aiblioteca #a Aabilônia, ;itler e <talin %ueimaram livros, 9et*lio Bargas tamb/m, os militares #e nossa recente #ita#ura inclusive, e outros tantos, a humani#a#e s- per#eu. $or isso tu#o #ivulgo o livro, uma pe"a #e propagan#a bastante eficiente, mas apenas no seu tempo e conte6to. =evemos ler, analisar, #iscutir e pro#uzir vacinas. 5omo os v4rus, as i#/ias absur#as ten#em a retornar fortaleci#as e resistentes s- conhecen#o po#eremos enfrentá!las.

PRE7Á2IO (o #ia C.D #e abril #e CEFG, por for"a #e senten"a #o .ribunal #e Muni%ue, tinha eu entra#o no pres4#io militar #e Lan#sberg sobre o Lech. &ssim se me oferecia, pela primeira vez, #epois #e anos #e ininterrupto trabalho, a possibili#a#e #e #e#icar!me a uma obra, por muitos solicita#a e por mim mesmo julga#a conveniente ao movimento nacional socialista. =eci#i!me, pois, a esclarecer, em #ois volumes, a finali#a#e #o nosso movimento e, ao mesmo tempo, esbo"ar um %ua#ro #o seu #esenvolvimento. (esse trabalho apren#er!se!á mais #o %ue em uma #isserta"'o puramente #outrinária. &presentava!se!me tamb/m a oportuni#a#e #e #ar uma #escri"'o #e minha vi#a, no %ue fosse necessário H compreens'o #o primeiro e #o segun#o volumes e no %ue pu#esse servir para #estruir o retrato len#ário #a minha pessoa feito pela imprensa sem4tica. 5om esse livro eu n'o me #irijo aos estranhos mas aos a#eptos #o movimento %ue ao mesmo a#eriram #e cora"'o e %ue aspiram esclarecimentos mais substanciais. <ei muito bem %ue se con%uistam a#eptos menos pela palavra escrita #o %ue pela palavra fala#a e %ue, neste mun#o, as gran#es causas #evem seu #esenvolvimento n'o aos gran#es escritores mas aos gran#es ora#ores. ,sso n'o obstante, os princ4pios #e uma #outrina"'o #evem ser estabeleci#os para sempre por necessi#a#e #e sua #efesa regular e cont4nua. )ue estes #ois volumes valham como blocos com %ue contribuo H constru"'o #a obra coletiva. ? &@.?1 Lan#sberg sobre o Lech $res4#io Militar DEDI2AT8RIA

(o #ia E #e novembro #e CEFI, na firme cren"a #a ressurrei"'o #o seu povo, Hs CF horas e IJ minutos #a tar#e, tombaram #iante #o %uartel general assim como no pátio #o antigo Minist/rio #a 9uerra #e Muni%ue os seguintes ci#a#'os7 &lfarth (>eli6). (egociante, nasci#o a K #e julho #e CEJC. Aaurie#l (&n#reas). 5hapeleiro, nasci#o a G #e maio #e CLME. 5asella (.heo#or). Aancário, nasci#o a L #e agosto #e CEJJ. 3hrlich (Nilhelm). Aancário, nasci#o a CE #e agosto #e CLEG. >aust (Martin). Aancário, nasci#o a FM #e janeiro #e CEJC. ;echenberger (&nt.). <erralheiro, nasci#o a FL #e setembro #e CEJF. K:rner (?sOar). (egociante, nasci#o a G #e janeiro #e CLMK. Kuhn (Karl). 9ar"'o.5ehfe, nasci#o a FP #e julho #e CLEM. Laforce (Karl). 3stu#ante #e engenharia, nasci#o a FL #e outubro #e CEJG. (eubauer (Kurt). =om/stico, nasci#o a FM #e mar"o #e CLEE. $ope (5laus von). (egociante, nasci#o a CP #e agôsto #e CEJG. $for#en (.heo#or von #er). Membro #o <upremo .ribunal, nasci#o a CG #e maio #e CLMI. 1icOmers (Joh.). 5apit'o #e 5avalaria, nasci#o a M #e maio #e CLLC. <cheubner!1ichter (Ma6 3rQin von). 3ngenheiro, nasci#o a E #e janeiro #e CLLG. <transOR (Lorenz 1itter von). 3ngenheiro, nasci#o a CG #e mar"o #e CLEE. Nolf (Nilhelm). (egociante, nasci#o a CE #e outubro #e CLEL. &s chama#as autori#a#es nacionais recusaram aos her-is mortos um t*mulo comum. $or isso eu lhes #e#ico, para a lembran"a #e to#os, o primeiro volume #esta obra, a fim #e %ue esses mártires iluminem para sempre os a#eptos #o nosso movimento. Lan#sberg sobre o Lech, $res4#io Militar, CP #e outubro #e CEFG. &#olf ;itler

PRIMEIRA PARTE
2AP9TULO I NA 2ASA PATERNA 5onsi#ero hoje como uma feliz #etermina"'o #a sorte %ue Araunau no ,nn tenha si#o #estina#a para lugar #o meu nascimento. 3ssa ci#a#ezinha está situa#a nos limites #os #ois pa4ses alem'es cuja volta H uni#a#e antiga / vista, pelo menos por n-s jovens, como uma %uest'o #e vi#a e #e morte. & Sustria alem' #eve voltar a fazer parte #a gran#e $átria germTnica, aliás sem se aten#er a motivos #e or#em econômica. Mesmo %ue essa uni'o fosse, sob o ponto #e vista econômico, in-cua ou at/ preju#icial, ela #everia realizar!se. $ovos em cujas veias corre o mesmo sangue #evem pertencer ao mesmo 3sta#o. &o povo alem'o n'o assistem raz:es morais para uma pol4tica ativa #e coloniza"'o, en%uanto n'o conseguir reunir os seus pr-prios filhos em uma pátria *nica. <omente %uan#o as fronteiras #o 3sta#o tiverem abarca#o to#os os alem'es sem %ue se lhes possa oferecer a seguran"a #a alimenta"'o, sent'o surgirá, #a necessi#a#e #o pr-prio povo, o #ireito, justifica#o pela moral, #a con%uista #e terra estrangeira. ? ara#o, nesse momento será a espa#a, e, rega#o com as lágrimas #a guerra, o p'o #e ca#a #ia será assegura#o H posteri#a#e.

$or isso, essa ci#a#ezinha #a fronteira aparece aos meus olhos como o s4mbolo #e uma gran#e miss'o. <ob certo aspecto, ela se apresenta como uma e6orta"'o nos tempos %ue correm. ;á mais #e cem anos, esse mo#esto ninho, cenário #e uma trag/#ia cuja significa"'o to#o o povo alem'o compreen#e, con%uistou, pelo menos, na hist-ria alem', o #ireito H imortali#a#e. (o tempo #a maior humilha"'o infligi#a H nossa $átria, tombou ali, por amor H sua i#olatra#a &lemanha, Johannes $alm, #e (uremberg, livreiro burgu2s, obstina#o nacionalista e inimigo #os franceses. .enazmente recusara!se, como Leo <chlagter, a #enunciar os seus c*mplices, ou melhor os cabe"as #o movimento. 5omo este, ele foi #enuncia#o H >ran"a, por um representante #o governo. @m chefe #e pol4cia #e &usburgo con%uistou para si essa triste gl-ria e serviu assim #e mo#elo Hs autori#a#es alem's no governo #e <evering. (essa ci#a#ezinha #o ,nn, imortaliza#a pelo mart4rio #e gran#es alem'es, bávara pelo sangue, austr4aca %uanto ao governo, moravam meus pais no fim #o ano LJ #o s/culo passa#o, meu pai como funcionário p*blico, fiel cumpri#or #os seus #everes, minha m'e to#a absorvi#a nos afazeres #om/sticos e, sobretu#o, sempre #e#ica#a aos cui#a#os #a fam4lia. (a minha mem-ria, pouco ficou #esse tempo, pois, #entro #e alguns anos, meu pai teve %ue #ei6ar a %ueri#a ci#a#ezinha e ir ocupar novo lugar em $assau, na pr-pria &lemanha. & sorte #e emprega#o a#uaneiro austr4aco se tra#uzia, na%uele tempo, por uma constante peregrina"'o. $ouco tempo #epois, meu pai foi para Linz, para on#e finalmente se #irigiu tamb/m #epois #e aposenta#o. 3ssa aposenta#oria n'o #evia, por/m, significar um ver#a#eiro #escanso para o velho funcionário. >ilho #e um pobre lavra#or, já noutros tempos ele n'o tolerava a vi#a inativa em casa. &in#a n'o contava treze anos e já o jovem #e ent'o fazia os seus preparativos e #ei6ava a casa paterna no Nal#viertel. &pesar #os conselhos em contrário #os 0e6perientes0 mora#ores #a al#eia, o jovem #irigiu!se para Biena, como objetivo #e apren#er um of4cio manual. ,sso aconteceu entre CLKJ e CLPJ. &rroja#a resolu"'o essa #e afrontar o #esconheci#o com tr2s florins para as #espesas #e viagem. &os #ezessete anos, tinha ele feito as provas #e apren#iz. ('o estava, por/m, contente. Muito ao contrário. & longa #ura"'o #as necessi#a#es #e outrora, a mis/ria e o sofrimento constantes fortaleceram a resolu"'o #e aban#onar #e novo o of4cio, para vir a ser alguma coisa mais eleva#a. (a%uele tempo, aos olhos #o pobre jovem, a posi"'o #e pároco #e al#eia parecia a mais eleva#a a %ue se po#ia aspirar agora, por/m, na esfera mais vasta #a gran#e capital, a sua ambi"'o maior era entrar para o funcionalismo. 5om a tenaci#a#e #e %uem, na meninice, já era um velho, por eleito #a pen*ria e #as afli":es, o jovem #e #ezessete anos insistiu na sua resolu"'o e tornou!se funcionário p*blico. =epois #os Binte e tr2s anos, creio eu, estava atingi#o o seu objetivo. $arecia assim estar cumpri#a a promessa %ue o pobre rapaz havia feito, isto /, #e n'o voltar para a al#eia paterna sem %ue tivesse melhora#o a sua situa"'o. &gora estava atingi#o o seu i#eal. (a al#eia, por/m ningu/m mais #ele se lembrava e a ele mesmo a al#eia se tornara #esconheci#a. )uan#o, aos cin%Uenta e seis anos, ele se aposentou, n'o pô#e suportar esse #escanso na ociosi#a#e. 5omprou, ent'o, uma proprie#a#e na vila #e Lambach, na alta Sustria, valorizou!a e voltou assim, #epois #e uma vi#a longa e trabalhosa, H mesma origem #os seus pais. (esse tempo, formavam!se no meu esp4rito os primeiros i#eais. &s correrias ao ar livre, a longa caminha#a para a escola, as rela":es com rapazes e6tremamente robustos ! o %ue muitas vezes causava a minha m'e os maiores cui#a#os ! esses hábitos me po#eriam

preparar para tu#o menos para uma vi#a se#entária. 3mbora, mal pensasse ain#a seriamente sobre a minha futura voca"'o, #e nenhum mo#o as minhas simpatias se #irigiam para a linha #e vi#a segui#a por meu pai. 3u creio %ue já nessa. /poca meu talento verbal se a#estrava nas #iscuss:es com os camara#as. 3u me tinha torna#o um pe%ueno chefe #e motins, %ue, na escola, apren#ia com facili#a#e, mas era #if4cil #e ser #irigi#o. )uan#o, nas minhas horas livres, eu recebia li":es #e canto no coro paro%uial #e Lambach, tinha a melhor oportuni#a#e #e e6tasiar!me ante as pompas festivas #as brilhant4ssimas festas #a igreja. &ssim como meu pai via na posi"'o #e pároco #e al#eia o i#eal na vi#a, a mim tamb/m a situa"'o #e aba#e pareceu a aspira"'o mais eleva#a. $elo menos temporariamente isso se #eu. =es#e %ue meu pai, por motivos #e fácil compreens'o, n'o po#ia #ar o #evi#o apre"o ao talento orat-rio #o seu bulhento filho, para #a4 tirar conclus:es favoráveis ao futuro #o seu pimpolho, / -bvio %ue ele n'o concor#asse com essas i#/ias #e moci#a#e. &preensivo, ele observava essa #ispari#a#e #a natureza. (a reali#a#e a voca"'o temporária por essa profiss'o #esapareceu muito ce#o, para #ar lugar a esperan"as mais conformes com o meu temperamento. 1evolven#o a biblioteca paterna, #eparei com #iversos livros sobre assuntos militares, entre eles uma e#i"'o popular #a guerra franco!alem' #e CLMJ!CLMC. 3ram #ois volumes #e uma revista ilustra#a #a%uele tempo. .ornaram!se a minha leitura favorita. ('o tar#ou muito para %ue a gran#e luta #e her-is se transformasse para mim em um acontecimento #a mais alta significa"'o. =a4 em #iante, eu me entusiasmava ca#a vez mais por tu#o %ue, #e %ual%uer mo#o, se relacionasse com guerra ou com a vi#a militar. <ob outro aspecto, isso tamb/m #everia vir a ser #e importTncia para mim. $ela primeira vez, embora ain#a #e maneira confusa, surgiu no meu esp4rito a pergunta sobre se havia alguma #iferen"a entre estes alem'es %ue lutavam e os outros e, em caso afirmativo, %ual era essa #iferen"a. $or %ue a Sustria n'o combateu com a &lemanha nesta guerra8 $or %ue meu pai e to#os os outros n'o se bateram tamb/m8 ('o somos iguais a to#os os outros alem'es8 ('o formamos to#os um corpo *nico8 3sse problema come"ou, pela primeira vez, a agitar o meu esp4rito infantil. 5om uma inveja intima, #everia Hs minhas cautelosas perguntas aceitar a resposta #e %ue nem to#o alem'o possu4a a felici#a#e #e pertencer ao imp/rio #e AismarcO. ,sso era inconceb4vel para mim. 3stava #eci#i#o %ue eu #everia estu#ar. 5onsi#eran#o o meu caráter e, sobretu#o o meu temperamento, pensou meu pai po#er chegar H conclus'o #e %ue o curso #e humani#a#es oferecia uma contra#i"'o com as minhas ten#2ncias intelectuais. $areceu!lhe %ue uma escola profissional correspon#eria melhor ao caso. (essa opini'o, ele se fortaleceu ain#a mais ante minha manifesta apti#'o para o #esenho, mat/ria cujo estu#o, no seu mo#o #e ver, era muito negligencia#o nos ginásios austr4acos. .alvez estivesse tamb/m e6ercen#o influ2ncia #ecisiva nisso a sua #if4cil luta pela vi#a, na %ual, aos seus olhos, o estu#o #e humani#a#es #e pouca utili#a#e seria. $or princ4pio, era #e opini'o %ue, como ele, seu filho naturalmente seria e #everia ser funcionário p*blico. <ua amarga juventu#e fez com %ue o 26ito na vi#a fosse por ele visto como tanto maior %uanto consi#erava o mesmo como pro#uto #e uma f/rrea #isposi"'o e #e sua pr-pria capaci#a#e #e trabalho. 3ra o orgulho #o homem %ue se fez por si %ue o in#uzia a %uerer elevar seu filho a uma posi"'o igual ou, se poss4vel, mais alta %ue a #o seu pai, tanto mais %uan#o por sua pr-pria #ilig2ncia, estava apto a facilitar #e muito a evolu"'o #este.

? pensamento #e uma repulsa a%uilo %ue, para ele, se tornou o objetivo #e uma vi#a inteira, parecia!lhe inconceb4vel. & resolu"'o #e meu pai era, pois, simples, #efini#a, clara e, a seus olhos, compreens4vel por si mesma. >inalmente para o seu temperamento torna#o imperioso atrav/s #e uma amarga luta pela e6ist2ncia, no #ecorrer #a sua vi#a inteira, parecia coisa absolutamente intolerável, em tais assuntos, entregar a #ecis'o final a um jovem %ue lhe parecia ine6periente e ain#a sem responsabili#a#e. <eria imposs4vel %ue isso se coa#unasse com a sua usual concep"'o #o cumprimento #o #ever, pois representava uma #iminui"'o reprovável #e sua autori#a#e paterna. &l/m #isso, a ele cabia a responsabili#a#e #o futuro #o seu filho. 3, n'o obstante, coisa #iferente #everia acontecer. $ela primeira vez na vi#a fui, mal chegava aos onze anos, for"a#o a fazer oposi"'o. $or mais firmemente #eci#i#o %ue meu pai estivesse na e6ecu"'o #os planos e prop-sitos %ue se formara, n'o era menor a teimosia e a obstina"'o #e seu filho em repelir um pensamento %ue pouco ou na#a lhe agra#ava. 3u n'o %ueria ser funcionário. (em conselhos nem 0s/rias0 a#moesta":es conseguiram #emover!me #essa oposi"'o. (unca, jamais, em tempo algum, eu seria funcionário p*blico. .o#as as tentativas para #espertar em mim o amor por essa profiss'o, inclusive a #escri"'o #a vi#a #e meu pai, malogravam!se, pro#uziam o efeito contrário. 3ra para mim abominável o pensamento #e, como um escravo, um #ia sentar!me em um escrit-rio, #e n'o ser senhor #o meu tempo mas, ao contrário, limitar!me a ter como finali#a#e na vi#a encher formuláriosV )ue pensamento po#eria isso #espertar em um jovem %ue era tu#o menos bom no senti#o usual #a palavra8 ? estu#o e6tremamente fácil na escola proporcionava!me tanto tempo #ispon4vel %ue eu era mais vis4vel ao ar livre #o %ue em casa. )uan#o hoje, meus a#versários pol4ticos e6aminam com carinhosa aten"'o a minha vi#a at/ aos tempos #a minha juventu#e para, finalmente, po#er apontar com satisfa"'o os maus feitos %ue esse ;itler já na moci#a#e havia perpetra#o, agra#e"o aos c/us %ue agora alguma coisa me restitua H mem-ria #a%ueles tempos felizes. 5ampos e florestas eram outrora a sala #e esgrima na %ual as ant4teses #e sempre vinham H luz. Mesmo a fre%U2ncia H escola profissional %ue se seguiu a isso em na#a me serviu #e estorvo. @ma outra %uest'o #everia, por/m, ser #eci#i#a. 3n%uanto a resolu"'o #e meu pai #e fazer!me funcionário p*blico encontrou em mim apenas uma oposi"'o #e princ4pios, o conflito foi facilmente suportável. 3u po#ia, ent'o #issimular minhas i#/ias 4ntimas, n'o sen#o preciso contra#itar constantemente. $ara minha tran%Uili#a#e, bastava!me a firme #ecis'o #e n'o entrar #e futuro para a burocracia. 3ssa resolu"'o era, por/m, inabalável. & situa"'o agravou!se %uan#o ao plano #e meu pai eu opus o meu. 3sse fato aconteceu já aos treze anos. 5omo isso se #eu, n'o sei bem hoje, mas um #ia pareceu!me claro %ue eu #everia ser artista, pintor. Meu talento para o #esenho, in%uestionavelmente, continuava a afirmar!se, e foi at/ uma #as raz:es por %ue meu pai me man#ou H escola profissional sem contu#o nunca lhe ter ocorri#o #irigir a minha e#uca"'o nesse senti#o. Muito ao contrário. )uan#o eu, pela primeira vez, #epois #e renova#a oposi"'o ao pensamento favorito #e meu pai, fui interroga#o sobre %ue profiss'o #esejava ent'o escolher e %uase #e repente #ei6ei escapar a firme resolu"'o %ue havia a#ota#o #e ser pintor, ele %uase per#eu a palavra.

0$intorV &rtistaV0 e6clamou ele. Julgou %ue eu tinha per#i#o o ju4zo ou talvez %ue eu n'o tivesse ouvi#o ou enten#i#o bem a sua pergunta. )uan#o compreen#eu, por/m, %ue n'o tinha havi#o mal!enten#i#o, %uan#o sentiu a serie#a#e #a minha resolu"'o, lan"ou!se com a mais inabalável #ecis'o contra a minha i#/ia. <ua resolu"'o era #emasia#o firme. ,n*til seria argumentar com as minhas apti#:es para essa profiss'o. 0$intor, n'oV 3n%uanto eu viver, nuncaV0 terminou meu pai. ? filho %ue, entre outras %uali#a#es #o pai, havia her#a#o a teimosia, retrucou com uma resposta semelhante mas no senti#o contrário. 5a#a um ficou irre#ut4vel no seu ponto #e vista. Meu pai n'o aban#onava o seu nunca e eu refor"ava ca#a vez mais o meu n'o obstante. &s conse%U2ncias #isso n'o foram muito agra#áveis. ? velho tornou!se irrita#o e eu tamb/m, apesar #e gostar muito #ele. &fastou!se para mim %ual%uer esperan"a #e vir a ser e#uca#o para a pintura. >ui mais a#iante e #eclarei ent'o absolutamente n'o mais estu#ar. 5omo eu, naturalmente, com essa #eclara"'o teria to#as as #esvantagens, pois o velho parecia #isposto a fazer triunfar a sua autori#a#e sem consi#era":es #e %ual%uer natureza, resolvi calar #a4 por #iante, converten#o, por/m, as minhas amea"as em reali#a#e. &cre#itava %ue %uan#o meu pai observasse a minha falta #e aproveitamento na escola profissional, por bem ou por mal consentiria na minha sonha#a felici#a#e. ('o sei se meus cálculos #ariam certo. & ver#a#e / %ue meu insucesso na escola verificou!se. <- estu#ava o %ue me agra#ava, sobretu#o a%uilo #e %ue eu po#eria precisar mais tar#e como pintor. ? %ue me parecia sem significa"'o para esse objetivo ou o %ue n'o me era agra#ável, eu punha #e la#o inteiramente. (esse tempo os meus certifica#os #e estu#os, apresentavam sempre notas e6tremas, #e acor#o com as mat/rias e o apre"o em %ue eu as tinha. =igno #e louvor e -timo, #e um la#o sofr4vel ou p/ssimo #o outro. ,ncomparavelmente melhores eram os meus trabalhos em geografia e, sobretu#o, em hist-ria. 3ram essas as #uas mat/rias favoritas, nas %uais eu fazia progressos na classe. )uan#o, #epois #e muitos anos, e6amino o resulta#o #a%ueles tempos, vejo #ois fatos #e muita significa"'o7 C.D .ornei!me nacionalista. F.D &pren#i a enten#er a hist-ria pelo seu ver#a#eiro senti#o. & antiga Sustria era um 0esta#o #e muitas nacionali#a#es0. ? ci#a#'o #o imp/rio alem'o, pelo menos outrora, n'o po#ia, em *ltima análise, compreen#er a significa"'o #esse fato na vi#a #iária #o in#iv4#uo, em um 3sta#o assim organiza#o como a Sustria. =epois #o maravilhoso cortejo triunfal #os her-is #a guerra franco!prussiana, os alem'es %ue viviam no estrangeiro eram vistos como ca#a vez mais estranhos H vi#a #a na"'o, %ue, em parte, n'o se esfor"avam por apreciar ou mesmo n'o o po#iam. 5onfun#ia!se, na &lemanha, sobretu#o em rela"'o aos austro!alem'es, a #esmoraliza#a #inastia austr4aca com o povo %ue, na ess2ncia, se mantinha s'o. ('o se concebe como o alem'o na Sustria ! n'o fosse ele #a melhor t2mpera ! pu#esse possuir for"a para e6ercer a sua influ2ncia em um 3sta#o #e KF milh:es. ('o se concebe tamb/m, sem essa hip-tese, %ue, at/ na &lemanha, se tenha forma#o a opini'o erra#a #e %ue a Sustria era um 3sta#o alem'o, #isparate #e s/rias conse%U2ncias %ue constitui,

por/m, um brilhante atesta#o em favor #os #ez milh:es #e alem'es #a fronteira oriental. <- hoje, %ue essa triste fatali#a#e caiu sobre muitos milh:es #os nossos pr-prios compatriotas, %ue, sob o #om4nio estrangeiro, acham!se afasta#os #a $átria e #ela se lembram com angustiosa sau#a#e e se esfor"am por ter ao menos o #ireito H sagra#a l4ngua materna, compreen#e!se, em maiores propor":es, o %ue significa ser obriga#o a lutar pela sua nacionali#a#e. <- ent'o um ou outro po#erá, talvez, avaliar a gran#eza #o sentimento alem'o na velha fronteira oriental, sentimento %ue se manteve por si mesmo, e %ue, #urar te s/culos, protegera o 1eich na fronteira oriental para finalmente se resumir a pe%uenas guerras #estina#as apenas a conservar as fronteiras #a l4ngua. ,sso se #ava em um tempo em %ue o governo alem'o se interessava por uma pol4tica colonial, en%uanto se mantinha in#iferente pela #efesa #a carne e #o sangue #e seu povo, #iante #e suas portas. 5omo sempre acontece em to#as as lutas, havia na campanha pela l4ngua tr2s classes #istintas7 os luta#ores, os in#iferentes e os trai#ores. Já na escola se come"ava a notar essa separa"'o, pois o mais #igno #e nota na luta pela l4ngua / %ue / justamente na escola, como viveiro #as gera":es futuras, %ue as on#as #o movimento se fazem sentir mais vibrantes. 3m torno #a crian"a empenha!se a luta, e a ela / #irigi#o o primeiro apelo7 0Menino #e sangue alem'o, n'o te es%ue"as #e %ue /s um alem'o menina, pensa %ue um #ia #everás ser m'e alem'0. )uem conhece a alma #a juventu#e po#erá compreen#er %ue s'o justamente os mo"os %ue com mais intensa alegria ouvem tal grito #e guerra. =e centenas #e maneiras #iferentes costumam eles #irigir essa luta em %ue empregam os seus pr-prios meios e armas. 3les evitam can":es n'o alem'es, entusiasmam!se pelos her-is alem'es, tanto mais %uanto maior / o esfor"o para #eles afastá!los, sacrificam o estômago para economizarem #inheiro para a luta #os gran#es 3m rela"'o ao estu#ante n'o!alem'o, s'o incrivelmente curiosos e ao mesmo tempo intratáveis. @sam as ins4gnias proibi#as #a na"'o e sentem!se felizes em ser por isso castiga#os ou mesmo bati#os. <'o, em pe%uenas propor":es, um %ua#ro fiel #os gran#es, fre%Uentemente com melhores e mais sinceros sentimentos. & mim tamb/m se ofereceu outrora a possibili#a#e #e, ain#a relativamente muito jovem, tomar parte na luta pela nacionali#a#e #a antiga Sustria. )uan#o reuni#os na associa"'o escolar, e6pressávamos os nossos sentimentos usan#o l-ios e as cores preta, vermelha e ouro, %ue, entusiasticamente, sau#ávamos com urras. 3m vez #a can"'o imperial, cantávamos 0=eutschlan# Uber alles0, apesar #as a#moesta":es e #os castigos. & juventu#e era assim politicamente ensina#a em um tempo em %ue os membros #e uma soi!#isant nacionali#a#e, na maioria #a sua nacionali#a#e conhecia pouco mais #o %ue a linguagem. )ue eu ent'o n'o pertencia aos in#iferentes, compreen#e!se por si mesmo. =entro #e pouco tempo, eu me tinha transforma#o em um fanático (acional!&lem'o, #esigna"'o %ue, #e nenhuma maneira, / i#2ntica H concep"'o #o atual parti#o com esse nome. 3ssa evolu"'o fez em mim progressos muito rápi#os, tanto %ue, aos %uinze anos, já tinha chega#o a compreen#er a #iferen"a entre patriotismo #inástico e nacionalismo racista. ? *ltimo conhecia eu, ent'o, muito mais. $ara %uem nunca se #eu ao trabalho #e estu#ar as con#i":es internas #a monar%uia #os ;absburgos, um tal acontecimento po#erá n'o parecer claro. <omente as li":es na escola sobre a hist-ria universal #everiam, na Sustria, lan"ar o germe #esse #esenvolvimento, mas s- em pe%uenas propor":es e6iste uma hist-ria austr4aca espec4fica. ? #estino #esse 3sta#o / t'o intimamente liga#o H vi#a e ao crescimento #o povo

alem'o, %ue uma separa"'o entre a hist-ria alem' e a austr4aca parece imposs4vel. )uan#o, por fim, a &lemanha come"ou a separar!se em #ois 3sta#os #iferentes, at/ essa separa"'o passou para a hist-ria alem'. &s ins4gnias #o ,mpera#or, sinais #o esplen#or antigo #o ,mp/rio, preserva#as em Biena, parecem atuar mais como um po#er #e atra"'o #o %ue como penhor #e uma eterna soli#arie#a#e. ? primeiro grito #os austro!alem'es, nos #ias #o #esmembramento #o 3sta#o #os ;absburgos, no senti#o #e uma uni'o com a &lemanha, era apenas efeito #e um sentimento a#ormeci#o mas #e ra4zes profun#as no cora"'o #os #ois povos o anelo pela volta H m'e! pátria nunca es%ueci#a. (unca seria isso, por/m, compreens4vel, se a apren#izagem hist-rica #os austro!alem'es n'o fosse a causa #e uma aspira"'o t'o geral. &i está a fonte %ue nunca se estanca, a %ual, sobretu#o nos momentos #e es%uecimento, pon#o #e parte as #el4cias #o presente, e6orta o povo, pela lembran"a #o passa#o, a pensar em um novo futuro. ? ensino #a hist-ria universal nas chama#as escolas m/#ias ain#a hoje muito #ei6a a #esejar. $oucos professores compreen#em %ue a finali#a#e #o ensino #a hist-ria n'o #eve consistir em apren#er #e cor #atas e acontecimentos ou obrigar o aluno a saber %uan#o esta ou a%uela batalha se realizou, %uan#o nasceu um general ou %uan#o um monarca %uase sempre sem significa"'o, pôs sobre a cabe"a a coroa #os seus av-s. ('o, gra"as a =eus n'o / #isso %ue se #eve tratar. &pren#er hist-ria %uer #izer procurar e encontrar as for"as %ue con#uzem Hs causas #as a":es %ue vemos como acontecimentos hist-ricos. & arte #a leitura como #a instru"'o consiste nisto7 conservar o essencial, es%uecer o #ispensável. >oi talvez #ecisivo para a minha vi#a posterior %ue me fosse #a#a a felici#a#e #e ter como professor #e hist-ria um #os poucos %ue a enten#iam por esse ponto #e vista e assim a ensinavam. ? professor Leopol# $Wtsch, #a escola profissional #e Linz, realizara esse objetivo #e maneira i#eal. 3ra ele um homem i#oso, bom mas en/rgico e, sobretu#o pela sua #eslumbrante elo%U2ncia, conseguia n'o s- pren#er a nossa aten"'o mas empolgar!nos #e ver#a#e. &in#a hoje, lembro!me com #oce emo"'o #o velho professor %ue, no calor #e sua e6posi"'o, fazia!nos es%uecer o presente, encantava!nos com o passa#o e #o nevoeiro #os s/culos retirava os ári#os acontecimentos hist-ricos para transformá!los em viva reali#a#e. (-s o ouv4amos muitas vezes #omina#os pelo mais intenso entusiasmo, outras vezes comovi#os at/ Hs lágrimas. ? nosso contentamento era tanto maior %uanto este professor enten#ia %ue o presente #evia ser esclareci#o pelo passa#o e #este #eviam ser tira#as as conse%U2ncias para #ai #e#uzir o presente. &ssim fornecia ele, muito fre%Uentemente, e6plica":es para o problema #o #ia, %ue outrora nos #ei6ava em confus'o. (osso fanatismo nacional #e jovens era um recurso e#ucacional #e %ue ele, fre%Uentemente apelan#o para o nosso sentimento patri-tico, se servia para completar a nossa prepara"'o mais #epressa #o %ue teria si#o poss4vel por %uais%uer outros meios. 3sse professor fez #a hist-ria o meu estu#o favorito. &ssim, já na%ueles tempos, tornei!me um jovem revolucionário, sem %ue fosse esse o seu objetivo. )uem, com um tal professor, po#eria apren#er a hist-ria alem', sem ficar inimigo #o governo %ue, #e maneira t'o nefasta, e6ercia a sua influ2ncia sobre os #estinos #a na"'o8 )uem po#eria, finalmente, ficar fiel ao impera#or #e uma #inastia %ue no passa#o e no presente sempre traiu os interesses #o povo alem'o, em beneficio #e mes%uinhos interesses pessoais8 Já n'o sab4amos, n-s jovens, %ue esse 3sta#o austr4aco nenhum amor por n-s possu4a e

sobretu#o n'o po#ia possuir8 ? conhecimento hist-rico #a atua"'o #os ;absburgos foi refor"a#o pela e6peri2ncia #iária. (o norte e no sul, o veneno estrangeiro #evorava o nosso sentimento racial, e at/ Biena tornava!se, a olhos vistos e ca#a vez mais, estranha ao esp4rito alem'o. & 5asa #a Sustria tche%uizava!se, por to#a parte, e foi por efeito #o punho #a #eusa #o #ireito eterno e #a ine6orável lei #e .ali'o %ue o inimigo mortal #a Sustria alem', ar%ui#u%ue >ranz >er#inan#o, foi v4tima #e uma bala %ue ele pr-prio havia aju#a#o a fun#ir. 3ra ele o patrono #a eslaviza"'o #a Sustria, %ue se operava #e cima para bai6o, por to#as as formas poss4veis. 3normes foram os ônus %ue se e6igiam #o povo alem'o, inau#itos os seus sacrif4cios em impostos e em sangue, e, n'o obstante, %uem %uer %ue n'o fosse cego, #everia reconhecer %ue tu#o isso seria in*til. ? %ue nos era mais #oloroso era o fato #e ser esse sistema moralmente protegi#o pela alian"a com a &lemanha, e %ue a lenta e6tirpa"'o #o sentimento alem'o na velha monar%uia at/ certo ponto tinha a san"'o #a pr-pria &lemanha. & hipocrisia #os ;absburgos com a %ual se preten#ia #ar no e6terior a apar2ncia #e %ue a Sustria ain#a era um 3sta#o alem'o, fazia crescer o -#io contra a 5asa &ustr4aca, at/ atingir a in#igna"'o e, ao mesmo tempo, o #esprezo. <- no 1eich os já ent'o pre#estina#os0 na#a viam #e tu#o isso. 5omo atingi#os pela cegueira, caminhavam eles ao la#o #e um ca#áver e, nos sinais #a #ecomposi"'o, acre#itavam #escobrir in#4cios #e nova vi#a. (a fatal alian"a #o jovem imp/rio alem'o com o arreme#o #e 3sta#o austr4aco estava o germe #a 9ran#e 9uerra, mas tamb/m o #o #esmembramento. (o #ecurso #este livro terei %ue me ocupar mais #emora#amente #este problema. Aasta %ue a%ui se constate %ue, já nos primeiros anos #a juventu#e, eu havia chega#o a uma opini'o %ue nunca mais me aban#onou, mas, pelo contrário, ca#a vez mais se fortificou. 3 essa era %ue a seguran"a #o germanismo pressupunha a #estrui"'o #a Sustria e %ue o sentimento nacional n'o era i#2ntico ao patriotismo #inástico e %ue, antes #e tu#o, a 5asa #os ;absburgos estava #estina#a a fazer a infelici#a#e #o povo alem'o. =essa convic"'o eu já tinha outrora tira#o as conse%U2ncias7 amor ao meu ber"o austro! alem'o, profun#o -#io contra o governo austr4aco. & arte #e pensar pela hist-ria, %ue me tinha si#o ensina#a na escola, nunca mais me aban#onou. & hist-ria universal tornou!se para mim, ca#a vez mais, uma fonte inesgotável #e conhecimentos para agir no presente, isto /, para a pol4tica. 3u n'o %uero apren#er a hist-ria por si, mas, ao contrário, %uero %ue ela me sirva #e ensinamento para a vi#a. &ssim como logo ce#o tornei!me revolucionário, tamb/m tornei!me artista. & capital #a alta Sustria possu4a outrora um teatro %ue n'o era mau. (2le se representava %uase tu#o. &os #oze anos, vi pela primeira vez 09uilherme .eVV0 e, alguns meses #epois, 0Lohengrin0, a primeira -pera %ue assisti na minha vi#a. <enti!me ime#iatamente cativa#o pela m*sica. ? entusiasmo juvenil pelo mestre #e AaRreuth n'o conhecia limites. 5a#a vez mais me sentia atra4#o pela sua obra, e consi#ero hoje uma felici#a#e especial %ue a maneira mo#esta por %ue foram as pe"as representa#as na capital #a prov4ncia me tivesse #ei6a#o a possibili#a#e #e um aumento #e entusiasmo em representa":es posteriores mais perfeitas. .u#o isso fortificava minha profun#a avers'o pela profiss'o %ue meu pai me havia escolhi#o. 3ssa avers'o cresceu #epois #e passa#os os #ias #a meninice, %ue para mim

foram cheios #e pesares. 5a#a vez mais eu me convencia %ue nunca seria feliz como emprega#o p*blico. =epois %ue, na escola profissional, meus #otes #e #esenhista se tornaram conheci#os, a minha resolu"'o ain#a mais se afirmou. (em pe#i#os nem amea"as seriam capazes #e mo#ificar essa #ecis'o. 3u %ueria ser pintor e, #e mo#o algum, funcionário p*blico. 3, coisa singular, com o #ecorrer #os anos aumentava sempre o meu interesses pela ar%uitetura. 3u consi#erava isso, outrora, como um natural complemento #a minha inclina"'o para a pintura e regozijava!me intimamente com esse #esenvolvimento #a minha forma"'o art4stica. )ue outra coisa, contrário a isso, viesse acontecer, n'o previa eu. ? problema #a minha profiss'o #evia, por/m, ser #eci#i#o mais rapi#amente #o %ue eu supunha. &os treze anos per#i repentinamente meu pai. &in#a muito vigoroso, foi v4tima #e um ata%ue apopl/tico %ue, sem provocar!lhe nenhum sofrimento, encerrou a sua peregrina"'o na terra, mergulhan#o!nos na mais profun#a #or. ? %ue mais almejava, isto /, facilitar a e6ist2ncia #e seu filho, para poupar!lhe a vi#a #e #ificul#a#es %ue ele pr-prio e6perimentara, n'o havia si#o alcan"a#o, na sua opini'o. &penas sem o saber, ele lan"ou as bases #e um futuro %ue n'o hav4amos previsto, nem ele, nem eu. &parentemente, a situa"'o n'o se mo#ificou logo. Minha m'e sentia!se no #ever #e, conforme aos #esejos #e meu pai, continuar minha e#uca"'o, isto /, fazer!me estu#ar para a carreira #e funcionário. 3u, por/m, estava ain#a mais #eci#i#o #o %ue antes, a n'o ser burocrata, sob con#i"'o alguma. & propor"'o %ue a escola m/#ia, pelas mat/rias estu#a#as ou pela maneira #e ensiná!las, afastava!se #o meu i#eal, eu me tornava in#iferente ao estu#o. ,nespera#amente, uma enfermi#a#e veio em meu au64lio e, em poucas semanas, #eci#iu #o meu futuro, pon#o termo H constante controv/rsia na casa paterna. @ma grave afec"'o pulmonar fez com %ue o m/#ico aconselhasse a minha m'e, com o maior empenho, a n'o permitir absolutamente. %ue, #e futuro, eu me entregasse a trabalhos #e escrit-rio. & fre%U2ncia H escola profissional #everia tamb/m ser suspensa pelo menos por um ano. &%uilo %ue eu, #urante tanto tempo, almejava, e por %ue tanto me tinha bati#o, ia, por for"a #esse fato, uma vez por to#as, transformar!se em reali#a#e. <ob a impress'o #a minha mol/stia, minha m'e consentiu finalmente em tirar!me, tempos #epois, #a escola profissional e em #ei6ar!me fre%Uentar a &ca#emia. >oram os #ias mais felizes #a minha vi#a, %ue me pareciam %uase %ue um sonho e na reali#a#e #e sonho n'o passaram. =ois anos mais tar#e, o falecimento #e minha m'e #ava a esses belos projetos um inespera#o #esenlace. & sua morte se #eu #epois #e uma longa e #olorosa enfermi#a#e %ue, logo #e come"o, pouca esperan"a #e cura oferecia. ('o obstante isso, o golpe atingiu!me atrozmente. 3u respeitava meu pai, mas por minha m'e tinha ver#a#eiro amor. & pobreza e a #ura reali#a#e #a vi#a for"aram!me a tomar uma rápi#a resolu"'o. ?s pe%uenos recursos econômicos #ei6a#os por meu pai foram %uase esgota#os #urante a grave enfermi#a#e #e minha m'e. & pens'o %ue me coube como -rf'o, n'o era suficiente nem para as necessi#a#es mais imperiosas. 3stava escrito %ue eu, #e uma maneira ou #e

outra, #everia ganhar o p'o com o meu trabalho. .en#o na m'o unia pe%uena mala #e roupa e, no cora"'o, uma vonta#e imperturbável, viajei para Biena. ? %ue meu pai, cin%Uenta anos antes, havia consegui#o, esperava eu tamb/m obter #a sorte. 3u %ueria tornar!me 0algu/m0, mas, em caso algum, emprega#o p*blico. 2AP9TULO II ANOS DE APRENDI:ADO E DE SO7RIMENTO EM %IENA )uan#o minha m'e morreu, meu #estino sob certo aspecto já se tinha #eci#i#o. (os seus *ltimos meses #e sofrimento eu tinha i#o a Biena para fazer e6ame #e a#miss'o H &ca#emia. &rma#o #e um grosso volume #e #esenhos, #irigi!me H capital austr4aca convenci#o #e po#er facilmente ser aprova#o no e6ame. (a escola profissional eu já era sem nenhuma #*vi#a, o primeiro aluno #e #esenho #a minha classe. =a%uele tempo para cá a minha apti#'o se tinha #esenvolvi#o e6traor#inariamente. #e maneira %ue, contente comigo mesmo, esperava, orgulhoso e feliz, obter o melhor resulta#o #a prova a %ue me ia submeter. <- uma coisa me afligia7 meu talento para a pintura parecia sobrepuja#o pelo talento para o #esenho, sobretu#o no #om4nio #a ar%uitetura. &o mesmo tempo, crescia ca#a vez mais meu interesses pela arte #as constru":es. Mais vivo ain#a se tornou esse interesse %uan#o, aos #ezesseis anos incompletos, fiz minha primeira visita a Biena, visita %ue #urou #uas semanas. &li fui para estu#ar a galeria #e pintura #o 0;ofmuseum0, mas %uase s- me interessava o pr-prio e#if4cio #o museu. $assava o #ia inteiro, #es#e a manh' at/ tar#e #a noite, percorren#o com a vista to#as as rari#a#es nele conti#as, mas, na reali#a#e, as constru":es / %ue mais me pren#iam a aten"'o. =urante horas segui#as, ficava #iante #a Xpera ou a#miran#o o e#if4cio #e $arlamento. & 01ingstrasse0 atuava sobre mim como um conto #e mil!e!uma noites. &chava!me agora, pela segun#a vez, na gran#e ci#a#e, e esperava com ar#ente impaci2ncia, e, ao mesmo tempo, com orgulhosa confian"a, o resulta#o #o meu e6ame #e a#miss'o. 3stava t'o convenci#o #o 26ito #o meu e6ame %ue a reprova"'o %ue me anunciaram feriu!me como um raio %ue ca4sse #e um c/u sereno. 3ra, no entanto, uma pura ver#a#e. )uan#o me apresentei ao #iretor para pe#ir!lhe os motivos #a minha n'o aceita"'o H escola p*blica #e pintura, assegurou!me ele %ue, pelos #esenhos por mim trazi#os, evi#enciava!se a minha inapti#'o para a pintura e %ue a minha voca"'o era visivelmente para a ar%uitetura. (o meu caso, acrescentou ele, o problema n'o era #e escola #e pintura mas #e escola #e ar%uitetura. ('o se po#e absolutamente compreen#er, em face #isso, %ue eu at/ hoje n'o tenha fre%Uenta#o nenhuma escola #e ar%uitetura nem mesmo toma#o se%uer uma li"'o. &bati#o, #ei6ei o magn4fico e#if4cio #a 0<hillerplatz0, sentin#o!me. pela primeira vez na vi#a, em luta comigo mesmo. ? %ue o #iretor me havia #ito a respeito #a minha capaci#a#e agiu sobre mim como um raio #eslumbrante a revelar uma luta 4ntima, %ue, #e há muito, eu vinha sofren#o, sem at/ ent'o po#er #ar!me conta #o por%u2 e #o como. 3m pouco tempo, convenci!me #e %ue um #ia eu #everia ser ar%uiteto. ? caminho era, por/m, #ific4limo, pois o %ue eu, por teimosia, tinha evita#o apren#er na escola profissional, ia agora fazer!me falta. & fre%U2ncia #a 3scola #e &r%uitetura #a &ca#emia #epen#ia #a fre%U2ncia #a escola t/cnica #e constru":es e a entra#a para essa e6igia um e6ame #e ma#ureza em uma escola m/#ia. .u#o isso me faltava completamente. =entro

#as possibili#a#es humanas, já n'o me era mais l4cito esperar a realiza"'o #os meus sonhos #e artista. )uan#o, #epois #a morte #e minha m'e, pela terceira vez, e #esta vez para #emorar!me muitos anos, fui a Biena, a tran%Uili#a#e e uma firme resolu"'o tinham volta#o a mim, com o tempo #ecorri#o nesse intervalo. & antiga teimosia tamb/m tinha volta#o e com ela a persist2ncia na realiza"'o #o meu objetivo. 3u %ueria ser ar%uiteto. ?bstáculos e6istem n'o para %ue capitulemos #iante #eles mas para os vencermos. 3 eu estava #isposto a arrostar com to#as essas #ificul#a#es, sempre ten#o, #iante #os olhos, a imagem #e meu pai, %ue, #e simples apren#iz #e sapateiro #e al#eia, tinha subi#o at/ ao funcionalismo p*blico. ? ch'o sobre %ue eu pisava era mais firme, as possibili#a#es na luta, maiores. ? %ue, outrora, me parecia aspereza #a sorte, aprecio hoje como sabe#oria #a $rovi#2ncia. 3n%uanto a necessi#a#e me oprimia e amea"ava ani%uilar!me, crescia a vonta#e #e lutar. 3, finalmente, foi vitoriosa a vonta#e. &gra#e"o H%ueles tempos o ter!me torna#o forte e po#er s2!lo ain#a. 3 ain#a mais agra#e"o o ter!me livra#o #o t/#io #a vi#a fácil e ter!me tira#o #o conforto #espreocupa#o #o lar, para #ar!me o sofrimento como substituto #e minha m'e e lan"ar!me na luta #e um mun#o #e mis/rias e #e pobreza, %ue apren#i a conhecer e pelo %ual mais tar#e #everia lutar. (esse tempo, abriram!se!me os olhos para #ois perigos %ue eu mal conhecia pelos nomes e %ue, #e nenhum mo#o, se me apresentavam niti#amente na sua horr4vel significa"'o para a e6ist2ncia #o povo germTnico7 mar6ismo e ju#a4smo. Biena, a ci#a#e %ue para muitos reputa#a como um comple6o #e inocentes prazeres, como lugar para homens %ue se %uerem #ivertir, vale para mim, infelizmente, como uma viva lembran"a #os mais tristes tempos #a minha vi#a. &in#a hoje, essa capital s- #esperta em mim pensamentos sombrios. 5inco anos #e mis/ria e #e sofrimentos, eis o %ue significa a minha esta#ia nessa ci#a#e #e prazeres. 5inco anos em %ue, primeiro como aju#ante #e operário, #epois como apren#iz #e pintor, vime for"a#o a trabalhar pelo p'o %uoti#iano, mes%uinho p'o %ue nunca bastava para saciar a minha fome habitual, & fome era ent'o minha companheira fiel %ue nunca me #ei6ava sozinho e %ue #e tu#o igualmente participava. 5a#a livro %ue eu comprava aumentava a sua participa"'o na minha vi#a. @ma visita H Xpera fazia com %ue ela me fizesse companhia o #ia inteiro. 3ra uma eterna luta com o meu impie#oso companheiro. 3, n'o obstante isso, nesse tempo apren#i mais #o %ue nunca. &l/m #o meu trabalho em constru":es, #as raras visitas H Xpera, ! feitas com o sacrif4cio #o estômago ! tinha como *nico prazer a leitura. Li muito e profun#amente. (o tempo livre, #epois #o trabalho, subia ime#iatamente ao meu %uarto #e estu#o. 3m poucos anos, lancei os alicerces #e conhecimentos #e %ue ain#a hoje me utilizo. Mais importante #o %ue tu#o isso7 na%ueles tempos a#%uiri uma no"'o #o mun#o %ue serviu #e fun#amento gran4tico para o meu mo#o #e agir #e ent'o. & essa no"'o precisei acrescentar pouca coisa, mu#ar na#a. &o contrário. 3stou firmemente convenci#o #e %ue, em conjunto, várias i#/ias cria#oras %ue hoje possuo, já na moci#a#e apareciam fun#a#as em princ4pios. >a"o #iferen"a entre a sabe#oria #a velhice, %ue vale pela sua maior profun#i#a#e e pru#2ncia, resultantes #a e6peri2ncia #e uma longa vi#a, e a geniali#a#e #a juventu#e %ue, em inesgotável prolifera"'o, cria pensamentos e i#/ias sem po#er logo elaborá!las #efinitivamente, em conse%U2ncia #o tumulto em %ue elas se suce#em. & moci#a#e fornece o material #e constru"'o e os pia!nos #e futuro, #os %uais a velhice toma os blocos, trabalha!os e levanta a constru"'o, isso %uan#o a chama#a sabe#oria #os velhos n'o sufoca a geniali#a#e #os mo"os.

& vi#a %ue eu at/ ali tinha leva#o na casa paterna #iferenciava!se em pouco ou em na#a #a vi#a #os outros. <em cui#a#os, po#ia esperar pelo #ia seguinte, e para mim n'o havia %uest'o social. &s rela":es #a minha juventu#e compunham!se #e pe%uenos burgueses, por conseguinte #e um mun#o %ue mantinha muito poucas rela":es com o ver#a#eiro operário. $or mais estranho %ue isso possa parecer H primeira vista, o abismo entre essa cama#a social, cuja situa"'o econômica na#a tem #e brilhante, e o trabalha#or manual, / fre%Uentemente mais profun#o #o %ue se pensa. & raz'o #essa %uase inimiza#e jaz no receio %ue tem um grupo social %ue, apenas há pouco tempo, elevou!se acima #o n4vel #o proletaria#o, #e #escer H antiga e pouco preza#a posi"'o ou #e, pelo menos, ser visto como pertencen#o a essa classe. & isso se acrescente, entre muitos, a #esagra#ável lembran"a #a ignorTncia #essa bai6a classe, a constante brutali#a#e nas suas rela":es uns com os outros e compreen#er!se!á por%ue a pe%uena burguesia, em uma posi"'o social ain#a inferior, consi#era to#o contato com essas 4nfimas cama#as sociais como um far#o insuportável. ,sso e6plica por%ue / mais fre%Uente a uma pessoa altamente coloca#a, #o %ue a um parvenu, nivelar!se, sem afeta"'o, com os mais humil#es. ? parvenu / o %ue, por sua pr-pria for"a #e vonta#e, passa, na luta pela vi#a, #e uma posi"'o social a outra mais eleva#a. 3ssa luta, as mais #as vezes áspera, mata a compai6'o no cora"'o humano e estanca a simpatia pelos sofrimentos #os %ue ficam atrás. <ob esse aspecto, a sorte foi comigo compassiva. 3n%uanto me compelia a voltar para esse mun#o #e pobreza e #e incertezas, %ue, no #ecurso #e sua vi#a, meu pai já havia aban#ona#o, punha, ao mesmo tempo, #iante #os meus olhos, com to#os os seus aspectos repugnantes, a e#uca"'o estreita #os pe%uenos burgueses. <- ent'o apren#i a conhecer os homens, apren#i a fazer a #iferen"a entre ocas apar2ncias, e6terioriza":es brutais e a ess2ncia 4ntima #as coisas. Já no fim #o s/culo passa#o, Biena pertencia ao n*mero #as ci#a#es em %ue era vis4vel o #ese%uil4brio social. Arilhante ri%ueza e #egra#ante pobreza revezavam!se em contrastes violentos. (o centro #a ci#a#e e nas suas a#jac2ncias sentia!se o bater #o pulso #o ,mp/rio #e cin%Uenta e #ois milh:es, com to#o o seu po#er mágico #e atra"'o, nesse 3sta#o #e várias nacionali#a#es. & 5orte no seu #eslumbrante esplen#or, agia como 4m' sobre a ri%ueza e a intelig2ncia #o resto #o 3sta#o. & isso #eve!se juntar a forte centraliza"'o #a pol4tica #a monar%uia #os ;absburgos. (essa concentra"'o, estava a *nica possibili#a#e #e manter!se em firme uni'o essa sala#a #e povos. & conse%U2ncia #isso foi, por/m, uma e6agera#a concentra"'o #as autori#a#es governamentais na capital, na resi#2ncia #a 5orte &l/m #isso, Biena era, n'o s- espiritual e politicamente, mas tamb/m economicamente, o centro #a antiga monar%uia #anubiana. 3m frente ao e6/rcito #e oficiais superiores, funcionários p*blicos, artistas e sábios, esten#ia!se um e6/rcito ain#a maior, composto #e trabalha#ores em frente #a ri%ueza #a aristocracia e #o com/rcio, uma pobreza atroz. =iante #os palácios #a 1ingstrasse perambulavam milhares #e sem!trabalho e, por bai6o #essa via triunfal #a velha Sustria, amontoavam!se os sem!teto, no lusco!fusco e na imun#4cie #os canais. =ificilmente em uma ci#a#e alem' se po#eria t'o bem estu#ar a %uest'o social como em Biena. Mas ningu/m se ilu#a. esse estu#o n'o po#e ser feito #e cima para bai6o. )uem n'o se viu nas garras #essa v4bora nunca apren#erá a conhecer os seus #entes venenosos. <em essa etapa, tu#o re#un#a em palavrea#o superficial ou sentimentalismo hip-crita. @m e outro caso s'o #e conse%U2ncias nocivas7 no primeiro, por%ue n'o se po#e #escer ao Tmago #a %uest'o, no segun#o, por%ue se passa sobre ela.

('o sei o %ue / mais #esola#or7 a in#iferen"a pela mis/ria social %ue se nota #iariamente na maioria #os %ue foram favoreci#os pela sorte ou %ue subiram pelos seus pr-prios m/ritos, ou a afabili#a#e soberba, importuna, sem tato, embora sempre compassiva, #e certas senhoras #a mo#a %ue afetam sentir com o povo. 3ssa gente peca por falta #e instinto mais #o %ue se po#e supor. $or isso, com surpresa sua, o resulta#o #e sua ativi#a#e social / sempre nulo, fre%Uentemente provoca repulsa, o %ue / interpreta#o como prova #a ingrati#'o #o povo. =ificilmente entra na cabe"a #essa gente %ue uma ativi#a#e social n'o consiste nisso e %ue, sobretu#o, n'o se #eve esperar grati#'o, pois, no caso, n'o se trata #e #istribui"'o #e favores mas apenas #e restabelecimento #e #ireitos. $or isso, escapei #e enten#er a %uest'o social por essa forma. )uan#o ela me arrastou aos seus #om4nios parecia n'o me convi#ar para apren#er mas sim para pôr!me H prova. ('o foi por seu merecimento %ue a cobaia, ain#a sa#ia, suportou a opera"'o. (a maior parte #os casos n'o era muito #if4cil, na%uele tempo, encontrar trabalho, uma vez %ue eu n'o era operário t/cnico, mas #evia con%uistar o p'o #e ca#a #ia, como aju#ante #e operário e muitas vezes como trabalha#or #e. emerg2ncia. 5olocava!me, por isso, no ponto #e vista #a%ueles %ue saco#em #os p/s a poeira #a 3uropa, com o irremov4vel prop-sito #e, rio (ovo Mun#o, criar uma nova vi#a, construir uma nova pátria. Liberta#os #e to#as as no":es at/ a%ui falhas sobre profiss'o, ambiente e tra#i":es, pegam!se a to#o ganho %ue se lhes oferece, agarram!se a to#o trabalho, lutan#o sempre, com a convic"'o #e %ue nenhuma ativi#a#e envergonha, pouco importan#o #e %ue natureza esta possa ser. &ssim estava eu tamb/m #eci#i#o a lan"ar!me #e corpo e alma no mun#o para mim novo e abrir!me um caminho, lutan#o. 5e#o me convenci #e %ue trabalho há sempre, mas per#emo!lo com a mesma facili#a#e com %ue o encontramos. & incerteza #o ganho #o p'o %uoti#iano, #entro #e pouco tempo pareceu!me ser o aspecto mais sombrio #a nova vi#a. ? operário t/cnico n'o / lan"a#o t'o fre%Uentemente na rua, como os %ue n'o o s'o, mas ele tamb/m n'o está inteiramente ao abrigo #essa sorte. 3ntre eles, ao la#o #a per#a #o p'o por falta #e trabalho, po#em concorrer o chômage e as suas pr-prias greves. (esses casos, a incerteza #o ganho #o p'o #iário tem fortes rea":es sobre to#a a economia. ? campon2s %ue se #irige Hs gran#es ci#a#es atra4#o pelo trabalho %ue imagina fácil ou %ue o / realmente, mas sempre trabalho #e pouca #ura"'o, ou o %ue / atra4#o pelo esplen#or #a gran#e ci#a#e, o %ue suce#e na maioria #os casos, esse ain#a está habitua#o a uma certa seguran"a #o p'o. 3le costuma s- aban#onar os antigos postos, %uan#o tem outro pelo menos em perspectiva. & falta #e trabalha#ores #o campo / gran#e e, por isso, a probabili#a#e #e falta #e trabalho / ali muito pe%uena. + pois, um erro acre#itar %ue o jovem trabalha#or %ue se #irige H ci#a#e seja inferior ao %ue fica trabalhan#o na al#eia. & e6peri2ncia mostra %ue acontece o contrário com to#os os elementos #e emigra"'o, %uan#o s'o sa#ios e ativos. 3ntre esses emigrantes #evem!se contar n'o s- os %ue v'o para a &m/rica mas tamb/m os jovens %ue se #eci#em a aban#onar sua al#eia para se #irigirem as gran#es capitais #esconheci#as. 3sses tamb/m est'o #ispostos a aceitar uma sorte incerta. (a maioria, trazem algum #inheiro, e, por isso, n'o se v2em na conting2ncia #e ser arrasta#os ao #esespero logo nos primeiros #ias, se, por infelici#a#e, #e come"o n'o encontram trabalho. ? pior /, por/m, %uan#o per#em, em

pouco tempo, o trabalho %ue haviam encontra#o. 3ncontrar outro, sobretu#o no inverno, / #if4cil, se n'o imposs4vel. (as primeiras semanas, a situa"'o / ain#a insuportável, pois ele recebe #a cai6a #o sin#icato a prote"'o #a#a ao seu trabalho e atravessa como po#e os #ias #e #esemprego. )uan#o o seu *ltimo vint/m / gasto, %uan#o a cai6a, em conse%U2ncia #a longa #ura"'o #a falta #e trabalho, tamb/m suspen#e o pagamento, vem a gran#e mis/ria. 3nt'o, faminto, erra para cima e para bai6o, empenha ou ven#e os objetos %ue lhe restam e ca#a vez mais sens4vel se lhe torna a falta #e roupas. =esce a uma 5onviv2ncia %ue acaba por envenenar!lhe o corpo e a alma. >ica sem casa e, se isso acontece no inverno como / comum, ent'o a mis/ria aumenta. >inalmente, encontra algum trabalho, mas o jogo se repete. @ma segun#a vez atingiu #e maneira semelhante H primeira, a terceira vez as coisas se tornaram ain#a mais #if4ceis, e assim, pouco a pouco, ele apren#e a suportar com in#iferen"a a eterna inseguran"a. $or fim, a repeti"'o a#%uire for"a #e hábito. 3 assim o homem, outrora #iligente, aban#ona inteiramente a sua antiga concep"'o #a vi#a, para, pouco a pouco, transformar!se em um instrumento cego #a%ueles %ue #ele se utilizam apenas na satisfa"'o #os mais bai6os proveitos. <em nenhuma culpa sua ele ficou tantas vezes sem trabalho, %ue, mais uma vez, menos uma vez, pouco lhe importa. &ssim mesmo %uan#o n'o se trata #a luta pelos #ireitos econômicos #o operaria#o mas #e #estrui"'o #os valores pol4ticos, sociais ou culturais, ele será ent'o, %uan#o n'o entusiasta #e greves, pelo menos in#iferente a elas. 3ssa evolu"'o eu tive oportuni#a#e #e acompanhar cui#a#osamente em milhares #e e6emplos. )uanto mais eu observava esses fatos, tanto mais aumentava a minha avers'o pela ci#a#e #os milh:es %ue os homens, cheios #e cobi"a, acumulavam para, #epois, t'o cruelmente, #esper#i"á!los. 3u tamb/m fui fustiga#o pela vi#a na gran#e metr-pole e H minha pr-pria custa submeti!me a essa prova"'o, e6perimentan#o, uma por uma to#as essas #olorosas sensa":es. ?bservei ain#a %ue essa rápi#a mu#an"a #o trabalho para a ociosi#a#e for"a#a e vice! versa, essa eterna oscila"'o #o emprego para o #esemprego, com o tempo, haveria #e #estruir o sentimento #e economia e as raz:es para um pru#ente e%uil4brio #e vi#a. Lentamente o corpo parece acostumar!se a viver H farta nos bons tempos e a passar fome nos maus. & fome #estr-i to#os os projetos #os operários no senti#o #e um melhor e mais razoável mo#us viven#i. (os bons tempos eles se #ei6am embalar por uma constante miragem pelo sonho #e uma vi#a melhor, sonho %ue empolga #e tal mo#o a sua e6ist2ncia %ue eles es%uecem as antigas priva":es, logo %ue recebem os seus salários. =ai resulta %ue o %ue consegue trabalho, ime#iatamente, #a maneira mais #esrazoável, es%uece uma pru#ente #istribui"'o #e suas #espesas, para viver H larga, apenas nos #ias ime#iatos. ,sso con#uz ao transtorno #a manuten"'o #a casa #urante a semana, tornan#o n'o mais poss4vel uma razoável #istribui"'o #a receita. ? #inheiro #a semana, #e come"o, #á para cinco #ias em vez #e sete, mais tar#e para tr2s em vez #e %uatro, finalmente apenas para um #ia e, por fim, logo na primeira noite / inteiramente gasto em prazeres. 3m casa, as mais #as vezes, há mulher e crian"as. .amb/m elas recebem a influ2ncia #essa maneira #e viver, principalmente se o chefe #e fam4lia / bom para os seus. (esse caso, o ganho #a semana / esbanja#o com to#os em casa nos tr2s primeiros #ias. 5ome!se e bebe!se en%uanto o #inheiro #ura, e, nos *ltimos #ias, to#os passam fome. 3nt'o a mulher percorre humil#emente a vizinhan"a e os arre#ores, pe#e empresta#o alguma coisa, faz pe%uenas #ivi#as no ven#eiro e procura assim manter!se com os seus nos *ltimos #ias #a semana. &o meio!#ia, sentam!se to#os juntos, #iante #e magros pratos, muitas vezes at/

esses faltam, e, fazen#o planos, esperam pelo #ia #o pagamento. 3n%uanto passam fome sonham #e novo com a felici#a#e. 3 assim as crian"as #es#e a mais tenra i#a#e, acostumam!se a essa mis/ria, o pior, por/m, / %uan#o, #es#e o come"o, o mari#o segue o seu caminho e a mulher, por amor aos filhos, levanta!se contra isso. 3nt'o surgem as brigas, as #isputas constantes. 3 H propor"'o %ue o mari#o se afasta #a mulher, apro6ima!se #o álcool. .o#os os sába#os ele se embriaga. $or instinto #e conserva"'o, por si e pelos filhos, a mulher briga para tomar os *ltimos vint/ns #o mari#o %uan#o este se #irige #a fábrica para a espelunca. $or fim, #omingo ou segun#a!feira, H noite, ele volta para casa, embriaga#o e brutal, sempre sem vint/m. 3nt'o #esenrolam!se fre%Uentemente cenas lastimáveis. &ssisti tu#o isso em centenas #e casos. (o come"o sentia!me enoja#o ou irrita#o para, mais tar#e, compreen#er to#a a trag/#ia #essa mis/ria e as suas causas mais profun#as. ,nfelizes vitimas #e p/ssimas con#i":es sociais. .'o tristes, talvez, eram, outrora, as con#i":es #as habita":es. & crise #e casas para os aju#antes #e operários #e Biena era horr4vel. &in#a hoje sinto calafrios %uan#o penso na%ueles horr4veis covis, as estalagens e nas habita":es coletivas, na%ueles sombrios %ua#ros #e sujeira e #e escTn#alos. )ue po#eria resultar #a4, %uan#o #esses covis #e mis/ria a torrente #e escravos aban#ona#os se lan"asse sobre a outra parte #a humani#a#e, livre #e cui#a#os, #espreocupa#a8 <im, o resto #o mun#o / #espreocupa#o. =espreocupa#o fica, #ei6an#o %ue as coisas sigam o seu caminho, sem pensar %ue, na sua falta #e intui"'o, a revanche terá lugar, mais ce#o ou mais tar#e, se em tempo os homens n'o mo#ificarem essa triste reali#a#e. )uanto agra#e"o hoje H $rovi#2ncia o ter!me lan"a#o nessa escolaV &4 eu n'o po#ia mais sabotar o %ue n'o me era agra#ável. 3ssa escola e#ucou!me #epressa e soli#amente. & menos %ue eu n'o %uisesse per#er a esperan"a nos homens com %uem convivia outrora, #everia fazer a #iferen"a entre a vi#a %ue aparentavam e as raz:es #a mesma. .u#o isso #everia, pois, ser suporta#o sem #esTnimo. 3nt'o, #e to#a essa infelici#a#e e mis/ria, #e to#a essa suji#a#e e #egra#a"'o, #everiam surgir na minha mente n'o mais homens, mas miseráveis pro#utos #e leis miseráveis. $or isso, a gravi#a#e #a luta pela vi#a %ue sustentei, evitou %ue eu capitulasse por mero sentimentalismo ante os pecos resulta#os #esse processo #e evolu"'o. ('o, isso n'o #everia ser compreen#i#o assim. Já, na%ueles tempos, eu havia chega#o H conclus'o #e %ue s- um caminho #uplo po#eria con#uzir ao objetivo #a melhoria #essa situa"'o7 um mais profun#o sentimento #e responsabili#a#e no senti#o #o estabelecimento #e melhores bases para a nossa evolu"'o, combina#o isso com a brutal resolu"'o #e #emolir to#as as incorrig4veis e6cresc2ncias. &ssim como a natureza concentra os seus maiores esfor"os n'o na conserva"'o #o %ue e6iste mas no cultivo #o %ue cria, para continua"'o #a esp/cie, assim tamb/m na vi#a humana trata!se menos #e melhorar artificialmente o %ue há #e mau ! o %ue, pela natureza humana, em noventa e nove por cento #os casos / imposs4vel ! #o %ue, #es#e o in4cio, assegurar, por melhores m/to#os, a evolu"'o #as novas cria":es Já #urante a minha luta pela vi#a em Biena, tornou!se evi#ente ao meu esp4rito %ue a ativi#a#e social nunca #everá ser vista como uma obra #e prote"'o sem! finali#a#e e irris-ria, mas sim na remo"'o #e #efeitos substanciais na organiza"'o #e nossa vi#a econômica e cultural %ue possam concorrer para a #egenera"'o #os in#iv4#uos ou pelo menos para o seu #esvio. & #ificul#a#e #essa maneira #e proce#er em face #os *ltimos e brutais meios contra os

#elitos #os inimigos #o 3sta#o, jaz justamente na incerteza #o julgamento sobre os. motivos 4ntimos ou causas principais #os fenômenos contemporTneos. 3ssa incerteza / fun#a#a na convic"'o #a culpa #e ca#a um nessas trag/#ias #o passa#o e inutiliza to#a s/ria e firme resolu"'o. 5ausa ao mesmo tempo, a fra%ueza e a in#ecis'o na e6ecu"'o at/ mesmo #as mais necessárias me#i#as #e conserva"'o. )uan#o um tempo vier n'o mais empana#o pela sombra #a consci2ncia #a pr-pria culpabili#a#e, a conserva"'o #e si mesmo criará a tran%Uili#a#e 4ntima, a for"a e6terior, brutal e sem consi#era":es, para matar os maus rebentos #a erva ruim. 5omo o 3sta#o &ustr4aco praticamente #esconhecia %ual%uer legisla"'o social, sua incapaci#a#e para o combate #e morte aos maus germes saltava #iante #os nossos olhos em to#a sua evi#2ncia. 3u n'o sei o %ue na%ueles tempos mais me horrorizava, se Ya mis/ria econômica #os meus camara#as, se a sua grosseria espiritual .e moral e o n4vel bai6o #e sua cultura. )uantas vozes n'o se tomava #e c-lera a nossa burguesia, %uan#o, #a boca #e algum miserável vagabun#o, ouvia a #eclara"'o #e %ue lhe era in#iferente ser ou n'o alem'o, contanto %ue ele tivesse a sua subsist2ncia garanti#a. 3ssa falta #e orgulho nacional, /, ent'o, censura#a #a maneira mais incisiva e a repulsa por um tal mo#o #e sentir / e6pressa em termos en/rgicos. )uantos, por/m, já se fizeram a pergunta sobre %uais eram as causas #e possu4rem eles pr-prios melhores sentimentos8 )uantos compreen#em a infini#a#e #e recor#a":es pessoais sobre a gran#eza #a pátria, #a na"'o,Y em to#as as fronteiras #a vi#a art4stica e cultural %ue lhes inspiram o justo orgulho #e po#erem pertencer a um povo t'o favoreci#o8 )uantos pensam na #epen#2ncia #o orgulho nacional em rela"'o ao conhecimento #as gran#ezas #a $átria em to#os esses #om4nios8 1efletem nossos c4rculos burgueses em %ue irris-ria e6tens'o esses motivos #e orgulho nacional se apresentam ao povo8 (ingu/m se #esculpe com o argumento #e %ue 0em outros pa4ses a coisa n'o se passa #e outra maneira0 e %ue, n'o obstante, o trabalha#or orgulha!se #a sua nacionali#a#e. Mesmo %ue isso fosse assim, n'o po#eria servir como #esculpa para a nossa pr-pria neglig2ncia. .al, por/m, n'o se #á. ? %ue n-s sempre pintamos como uma e#uca"'o 0chauvin4stica0 #os franceses, por e6emplo, n'o / mais #o %ue a e6alta"'o #as gran#ezas #a >ran"a em to#os os #om4nios #a 5ultura, ou #a 0civilisation0, como a #enominam os nossos vizinhos. ? jovem franc2s n'o / e#uca#o para o objetivismo, mas para as opini:es subjetivas, %ue a gente s- po#e avaliar, %uan#o se trata #a significa"'o #as gran#ezas pol4ticas ou culturais #a sua pátria. 3ssa e#uca"'o terá %ue ser sempre restrita aos gran#es e gerais pontos #e vista %ue, se preciso, por meio #e eterna repeti"'o, se gravem na mem-ria e nos sentimentos #o povo. 3ntre n-s, aos erros por omiss'o, junta!se ain#a a #estrui"'o #o pouco %ue o in#iv4#uo tem a felici#a#e #e apren#er na escola. ? envenenamento pol4tico #o nosso povo elimina ain#a esse pouco #o cora"'o e #a mem-ria #as vastas massas, %uan#o a necessi#a#e e os sofrimentos já n'o o tinham feito. $ense!se no seguinte. 3m um alojamento subterrTneo, composto #e #ois %uartos abafa#os, mora uma fam4lia proletária #e sete pessoas. 3ntre os cinco filhos, suponhamos um #e tr2s anos. + esta a i#a#e em %ue a consci2ncia #a crian"a recebe as primeiras impress:es. 3ntre os mais #ota#os encontra!se, mesmo na i#a#e ma#ura, vest4gio #a lembran"a #esse tempo. ?

espa"o #emasia#o estreito para tanta gente n'o oferece con#i":es vantajosas para a conviv2ncia. Arigas e #isputas, s- por esse motivo, surgir'o fre%Uentemente. &s pessoas n'o vivem umas com as outras, mas se comprimem umas contra as outras. .o#as as #iverg2ncias, sobretu#o as menores, %ue, nas habita":es espa"osas, po#em ser sana#as por um ligeiro isolamento, con#uzem a%ui a repugnantes e intermináveis #isputas. $ara as crian"as isso / ain#a suportável. 3m tais situa":es, elas brigam sempre e es%uecem tu#o #epressa e completamente. <e, por/m, essa luta se passa entre os pais, %uase to#os os #ias, e #e maneira a na#a #ei6ar a #esejar em mat/ria #e grosseria, o resulta#o #e uma tal li"'o #e coisas faz!se sentir entre as crian"as. )uem tais meios #esconhece #ificilmente po#e fazer uma i#/ia #o resulta#o #essa li"'o objetiva, %uan#o essa #isc-r#ia rec4proca toma a forma #e grosseiros #esregramentos #o pai para com a m'e e at/ #e maus tratos nos momentos #e embriaguez. &os seis anos, já o jovem conhece coisas #eploráveis, #iante #as %uais at/ um a#ulto s- horror po#e sentir. 3nvenena#o moralmente, mal alimenta#o, com a pobre cabecinha cheia #e piolhos, o jovem 0ci#a#'o0 entra para a escola. & custo ele chega a ler e escrever. ,sso / %uase tu#o. )uanto a apren#er em casa, nem se fale nisso. &t/ na presen"a #os filhos, m'e e pai falam #a escola #e tal maneira %ue n'o se po#e repetir e est'o sempre mais prontos a #izer grosserias #o %ue pôr os filhos nos joelhos e #ar!lhes conselhos. ? %ue a crian"a ouve em casa n'o / #e mol#e a fortalecer o respeito Hs pessoas com %ue vai conviver. &li na#a #e bom parece e6istir na humani#a#e to#as as institui":es s'o combati#as, #es#e o professor at/ Hs posi":es mais eleva#as #o 3sta#o. .rata!se #e religi'o ou #a moral em si, #o 3sta#o ou #a socie#a#e, tu#o / igualmente ultraja#o #a maneira mais torpe e arrasta#o na lama #os mais bai6os sentimentos. )uan#o o rapazinho, apenas com %uatorze anos, sai #a escola, / #if4cil saber o %ue / maior nele7 a incr4vel estupi#ez no %ue #iz respeito a conhecimentos reais ou a cáustica impru#2ncia #e suas atitu#es, alia#a a uma amorali#a#e %ue, na%uela i#a#e, faz arrepiar os cabelos. 3sse homem, para %uem já %uase na#a / #igno #e respeito, %ue na#a #e gran#e apren#eu a conhecer, %ue, ao contrário, conhece to#as as vilezas humanas, tal criatura, repetimos, %ue posi"'o po#erá ocupar na vi#a, na %ual ele está H margem8 =e menino #e treze anos ele passou, aos %uinze, a um #esrespeita#or #e to#a autori#a#e. <uji#a#e e mais suji#a#e, eis tu#o o %ue ele apren#eu. 3 isso n'o / #e mol#e a estimulá! lo a mais eleva#as aspira":es. &gora entra ele, pela primeira vez, na gran#e escola #a vi#a. 3nt'o come"a a mesma e6ist2ncia %ue nos anos #a ! meninice ele apren#eu #e seus pais. &n#a para cima e para bai6o, entra em casa =eus sabe %uan#o, para variar bate ele mesmo na al%uebra#a criatura %ue foi outrora sua m'e, blasfema contra =eus e o mun#o e, enfim, por %ual%uer motivo especial, / con#ena#o e arrasta#o a uma pris'o #e menores. Lá recebe ele os *ltimos polimentos. ? mun#o burgu2s a#mira!se, no entanto, #a falta #e 0entusiasmo nacional0 #este jovem 0ci#a#'o0. & burguesia v2, como no teatro e no cinema, no li6o #a literatura e na torpeza #a imprensa, #ia a #ia, o veneno se #erramar sobre o povo, em gran#es %uanti#a#es, e a#mira! se ain#a #o precário 0valor moral0, #a 0in#iferen"a nacional0 #a massa #esse povo, como se a sujeira #a imprensa e #o cinema e coisas semelhantes pu#essem fornecer base para o conhecimento #as gran#ezas #a $átria, abstrain#o!se mesmo a e#uca"'o in#ivi#ual anterior. $u#e ent'o bem compreen#er a seguinte ver#a#e, em %ue jamais havia pensa#o7 ? problema #a 0nacionaliza"'o0 #e um povo #eve come"ar pela cria"'o #e con#i":es sociais sa#ias como fun#amento #e uma possibili#a#e #e e#uca"'o #o in#iv4#uo. <omente

%uem, pela e#uca"'o e pela escola, apren#e a conhecer as gran#es alturas, econômicas e, sobretu#o, pol4ticas #a pr-pria $átria, po#e a#%uirir e a#%uirirá, certamente, a%uele orgulho 4ntimo #e pertencer a um tal povo. <- se po#e lutar pelo %ue se ama, s- se po#e amar o %ue se respeita e respeitar o %ue pelo menos se conhece. Logo %ue o interesses pela %uest'o social foi em mim #esperta#o, comecei a estu#á!la profun#amente. &os meus olhos surgia um novo mun#o at/ ent'o #esconheci#o. (o ano #e CEJE para CECJ, minha pr-pria situa"'o mo#ificou se um pouco por%ue n'o precisava mais ganhar o p'o #e ca#a #ia como aju#ante #e operário. Já trabalhava, por minha conta, como #esenhista e a%uarelista. 5ontinuava a ganhar muito pouco ! o essencial para viver ! mas em compensa"'o tinha lazeres para aperfei"oar!me na profiss'o %ue havia escolhi#o. Já n'o entrava em casa, H noite, como antigamente, cansa#o ao e6tremo, incapaz #e parar a vista em um livro sem a#ormecer #entro #e pouco tempo. Meu trabalho #e agora corria paralelo com a minha profiss'o art4stica. $o#ia, ent'o, como senhor #o meu pr-prio tempo, #ivi#i!lo melhor #o %ue antes. 3u pintava para ganhar o p'o e estu#ava por prazer. &ssim foi poss4vel Hs minhas observa":es sobre a %uest'o social juntar o complemento te-rico in#ispensável. 3u estu#ava %uase tu#o %ue sobre esse assunto se po#ia assimilar em livros, #an#o assim Hs minhas pr-prias i#/ias base mais s-li#a. 5reio %ue os %ue comigo conviviam na%uele tempo tinham!me por um tipo es%uisito. 3ra natural %ue eu, com ar#or, satisfizesse H minha pai6'o pela ar%uitetura. &o la#o #a m*sica, a ar%uitetura me parecia a rainha #as artes. Minha ativi#a#e, em tais con#i":es, n'o era um trabalho, mas um gran#e prazer. $o#ia ler ou #esenhar at/ tar#e #a noite, sem cansar!me absolutamente. &ssim fortalecia!se a convic"'o #e %ue o meu belo sonho, #epois #e longos anos, transformar!se!ia em reali#a#e. 3stava inteiramente convenci#o #e um #ia con%uistar um nome como ar%uiteto. ('o me parecia muito significativo %ue eu tamb/m tivesse o maior interesse por tu#o %ue se relacionasse com a pol4tica. &o contrário, isso era, em minha opini'o, um #ever natural #e ca#a ser pensante. )uem na#a enten#e #e pol4tica per#e o #ireito a %ual%uer critica, a %ual%uer reivin#ica"'o. .amb/m sobre esse assunto li e apren#i muito. <ob o nome #e leitura, concebo coisa muito #iferente #o %ue pensa a gran#e maioria #os chama#os intelectuais. 5onhe"o in#iv4#uos %ue l2em muit4ssimo, livro por livro letra por letra, e %ue, no entanto, n'o po#em ser aponta#os como 0li#os0. 3les possuem uma multi#'o #e 0conhecimentos0, mas o seu c/rebro n'o consegue e6ecutar uma #istribui"'o e um registro #o material a#%uiri#o. >alta!lhes a arte #e separar, no livro, o %ue lhes / #e valor e o %ue / in*til, conservar para sempre #e mem-ria o %ue lhes interessa e, se poss4vel, passar por cima, #esprezar o %ue n'o lhes traz vantagens, em %ual%uer hip-tese n'o conservar consigo esse peso sem finali#a#e. & leitura n'o #eve ser vista como finali#a#e, mas sim como meio para alcan"ar uma finali#a#e. 3m primeiro lugar, a leitura #eve au6iliar a forma"'o #o esp4rito, a #espertar as #isposi":es intelectuais e inclina":es #e ca#a um. 3m segui#a, #eve fornecer o instrumento, o material #e %ue ca#a um tem necessi#a#e na sua profiss'o, tanto para o simples ganha!p'o como para a satisfa"'o #e mais eleva#os #es4gnios. 3m segun#o lugar, #eve proporcionar uma i#/ia #e conjunto #o mun#o. 3m ambos os casos, /, porem, necessário %ue o conte*#o #e %ual%uer leitura n'o seja confia#o H guar#a #a mem-ria na or#em #e sucess'o #os livros, mas como pe%uenos mosaicos %ue, no %ua#ro #e conjunto, tomem o seu lugar na posi"'o %ue lhes / #estina#a, assim au6ilian#o a formar este %ua#ro

no c/rebro #o leitor. =e outra maneira, resulta um bric!á!brac #e mat/rias apren#i#as #e cor, inteiramente in*teis, %ue transformam o seu infeliz possui#or em um presun"oso, seriamente convenci#o #e ser um homem instru4#o, #e enten#er alguma coisa #a vi#a, #e possuir cultura, ao passo %ue a ver#a#e / %ue, a ca#a acr/scimo #essa sorte #e conhecimentos, mais se afasta #o mun#o, at/ %ue acaba em um sanat-rio ou, como 0pol4tico0, em um parlamento. (unca um c/rebro assim forma#o conseguirá, #a confus'o #e sua 0ci2ncia0, retirar o %ue / apropria#o Hs e6ig2ncias #e #etermina#o momento, pois seu lastro espiritual está arranja#o n'o na or#em natural #a vi#a mas na or#em #e sucess'o #os livros, como os leu e pela maneira por %ue amontoou os assuntos no c/rebro. )uan#o as e6ig2ncias #a vi#a #iária #ele reclamam o justo emprego #o %ue outrora apren#eu ent'o precisará mencionar os livros e o n*mero #as páginas e, pobre infeliz, nunca encontrará e6atamente o %ue procura. (as horas cr4ticas, esses 0sábios0, %uan#o se v2em na #olorosa conting2ncia #e pes%uisar casos análogos para aplicar Hs circunstTncias, s- #escobrem receitas falsas. ('o fosse assim e n'o se po#eriam conceber os atos pol4ticos #os nossos sábios her-is #o 9overno %ue ocupam as mais eleva#as posi":es, a menos %ue a gente se #eci#isse a aceitar as suas solu":es n'o como conse%U2ncias #e #isposi":es intelectuais patol-gicas, mas como infTmias e trapa"arias. )uem possui, por/m, a arte #a boa leitura, ao ler %ual%uer livro, revista ou brochura, #irigirá sua aten"'o para tu#o o %ue, no seu mo#o #e ver, mere"a ser conserva#o #urante muito tempo, %uer por%ue seja *til, %uer por%ue seja #e valor para a cultura geral. ? %ue por esse meio se a#%uire encontra sua racional liga"'o no %ua#ro sempre e6istente %ue a representa"'o #esta ou #a%uela coisa criou, e corrigin#o ou reparan#o, realizará a justeza ou a clareza #o mesmo. <e %ual%uer problema #a vi#a se apresenta para e6ame ou contesta"'o, a mem-ria, por esta arte #e ler, po#erá recorrer ao mo#elo #o %ua#ro #e percep"'o já e6istente, e por ele to#as as contribui":es coligi#as #urante #ezenas #e anos e %ue #izem respeito a esse problema s'o submeti#as a uma prova racional e ao nosso e6ame, at/ %ue a %uest'o seja esclareci#a ou respon#i#a. <- assim a leitura tem senti#o e finali#a#e. @m leitor, por e6emplo, %ue, por esse meio, n'o fornecer H sua raz'o os fun#amentos necessários, nunca estará na situa"'o #e #efen#er os seus pontos #e vista ante uma contra#ita, correspon#am os mesmos mil vezes H ver#a#e. 3m ca#a #iscuss'o a mem-ria o aban#onará #es#enhosamente. 3le n'o encontrará raz:es nem para o fortalecimento #e suas afirma":es, nem para a refuta"'o #as i#/ias #o a#versário. 3n%uanto isso acarreta, como no caso #e um ora#or o ri#4culo #a pr-pria pessoa, ain#a se po#e tolerar #e p/ssimas conse%U2ncias /, por/m, %ue esses in#iv4#uos %ue 0sabem0 tu#o e n'o s'o capazes #e coisa alguma, sejam coloca#os na #ire"'o #e um 3sta#o. Muito ce#o esforcei!me por ler por a%uele processo e fui, #a maneira mais feliz, au6ilia#o pela mem-ria e pela raz'o. ?bserva#as as coisas por esse aspecto, foi me fecun#o e proveitoso, sobretu#o o tempo %ue passei em Biena. & e6peri2ncia #a vi#a #iária servia #e est4mulo para sempre novos estu#os #os mais #iversos problemas. )uan#o eu, por fim, cheguei H situa"'o #e po#er fun#amentar a reali#a#e na teoria e tirar a prova #a teoria na e6peri2ncia, na prática, estava em con#i":es #e evitar o e6cesso #e apego H teoria, ou #escer #emais H reali#a#e. &ssim, a e6peri2ncia #a vi#a #iária, nesse tempo, em #ois #os mais importantes problemas, al/m #o social, tornou!se #efinitiva e serviu #e estimulante para s-li#o estu#o

te-rico. )uem sabe se eu algum #ia me teria aprofun#a#o na teoria e na vi#a #o mar6ismo, se, outrora, eu n'o tivesse %uebra#o a cabe"a com esse problema8 ? %ue eu, na minha moci#a#e, conhecia sobre a social #emocracia era muito pouco e muito erra#o. 5ausava!me intenso prazer %ue a social #emocracia #irigisse a luta pelo #ireito #o voto secreto e universal. & minha raz'o já me #izia, por/m, %ue essa con%uista #everia levar a um enfra%uecimento #o regime #os ;absburgos, por mim já t'o o#ia#o. (a convic"'o #e %ue o 3sta#o #anubiano nunca se manteria sem o sacrif4cio #o esp4rito alem'o, e %ue o mesmo pr2mio #e uma lenta eslaviza"'o #o elemento germTnico #e mo#o algum ofereceria garantia #e um governo ver#a#eiramente viável, pois a for"a cria#ora #o 3sta#o #os eslavos / muito hipot/tica, via eu com prazer to#o movimento %ue, na minha imagina"'o, po#eria contribuir para o #esmembramento #esse 3sta#o #e #ez milh:es #e alem'es, inviável e con#ena#o H morte. )uanto mais o palavr-rio corro4a o parlamento, mais pr-6imo #everia estar a hora #a ru4na #esse 3sta#o babilônico e com ela tamb/m a hora #a liberta"'o #os meus compatriotas austro!alem'es. <- assim se po#eria voltar H antiga ane6a"'o H m'e!pátria. $or isso, a ativi#a#e #a social!#emocracia n'o me parecia antipática. 5omo esse movimento se preocupava em melhorar as con#i":es vitais #o operaria#o ! como eu acre#itava na minha ingenui#a#e #e outrora ! pareceu!me melhor falar a seu favor #o %ue contra. ? %ue mais me afastava #a social!#emocracia era sua posi"'o #e a#versária em rela"'o ao movimento pela conserva"'o #o esp4rito germTnico, a #eplorável inclina"'o em favor #os 0camara#as0 eslavos %ue s- aceitavam esse alerta %uan#o era acompanha#o #e concess:es práticas, repelin#o!o, arrogantes e orgulhosos, %uan#o n'o viam interesses. =avam, assim, ao importuno men#igo a paga mereci#a. (a i#a#e #e #ezessete anos, a palavra mar6ismo era!me pouco conheci#a, en%uanto socialismo e social!#emocracia pareciam!me concep":es i#2nticas. >oi preciso, tamb/m, nesse caso, %ue o punho forte #o #estino me abrisse os olhos para essa mal#ita maneira #e lu#ibriar o povo. &t/ ent'o eu s- tinha contato com a social!#emocracia como observa#or em algumas #emonstra":es coletivas, sem possuir nenhuma i#/ia #a mentali#a#e #e seus a#eptos ou #a ess2ncia #a #outrina. =e repente. pu#e sentir os efeitos #e sua #outrina"'o e #e sua maneira #e encarar o mun#o. ? %ue, talvez s- #epois #e #ezenas #e anos, tivesse aconteci#o, apren#i agora no #ecurso #e poucos meses, isto /, a ver#a#eira significa"'o #e uma peste ambulante sob a máscara #e virtu#e social e amor ao pr-6imo e #a %ual se #eve #epressa libertar a terra, pois, ao contrário, muito facilmente a humani#a#e será por ela imola#a. (o servi"o #e constru":es teve lugar o meu primeiro encontro com os sociais! #emocratas. Logo #e come"o, n'o foi muito agra#ável. Minhas roupas ain#a estavam em or#em, minha linguagem era cui#a#a, minha vi#a come#i#a. .inha tanto %ue lutar com a minha sorte %ue pouco po#ia cui#ar #o %ue me cercava. <- procurava trabalho para n'o passar fome e para ter a possibili#a#e #e continuar, mesmo lentamente, a minha e#uca"'o. .alvez eu n'o me tivesse absolutamente preocupa#o com o novo meio em %ue me achava, se, Cá no terceiro ou %uarto #ia, n'o se tivesse #a#o um fato %ue me for"ou a tomar ime#iatamente uma posi"'o #efini#a7 fui intima#o a entrar no sin#icato. Meus conhecimentos sobre organiza"'o sin#ical eram ent'o %uase nulos. (em a sua utili#a#e nem a sua inutili#a#e po#ia eu a%uilatar. )uan#o me esclareceram %ue eu #everia entrar, recusei!me. >un#amentava a minha resolu"'o com a raz'o #e %ue eu n'o enten#ia #o assunto e %ue, sobretu#o, n'o me #ei6ava levar H for"a para parte alguma. .alvez fosse a

primeira a raz'o por %ue n'o me puseram ime#iatamente na rua. .alvez esperassem %ue, #entro #e alguns #ias, eu estivesse converti#o ou pelo menos mais #-cil. ;aviam!se engana#o ra#icalmente. =epois #e %uatorze #ias, eu n'o po#eria mais entrar para o sin#icato, mesmo %ue o tivesse #eseja#o. (estes %uatorze #ias, pu#e conhecer #e mais perto os %ue me cercavam, #e mo#o %ue nenhuma for"a #o mun#o po#eria mais arrastar!me a uma organiza"'o, cujos esteios me apareceram sob uma luz t'o #esfavorável. (os primeiros #ias fi%uei in#igna#o. &o meio!#ia, uma parte #os operários ia para a estalagem pr-6ima, en%uanto a outra ficava no local #a! constru"'o e a4 tinha o seu magro almo"o. 3stes eram casa#os, para os %uais as mulheres, em miseráveis vasilhas, traziam a sopa #o meio!#ia. $ara o fim #a semana, o n*mero #esses era sempre maior. & raz'o #isso s- mais tar#e compreen#i. 3nt'o conversava!se pol4tica. 3u bebia minha garrafa #e leite e comia o meu pe#a"o #e p'o, conservan#o!me sempre afasta#o, e estu#ava com aten"'o meus novos conheci#os ou refletia sobre a minha triste sorte. ('o obstante isso, ouvia mais #o %ue o suficiente. $areceu!me fre%Uentemente %ue se apro6imavam #e mim #e prop-sito para me for"arem a tomar uma posi"'o. 3m to#o caso, como vim a saber, isso visava o efeito #e me provocar. &li tu#o se negava7 a na"'o era uma inven"'o #as classes capitalistas (%ue n*mero infinito #e vezes ouvi essa palavraV) a $átria era um instrumento #a burguesia para e6plora"'o #as massas trabalha#oras a autori#a#e #a lei era simples meio #e opress'o #o proletaria#o a escola era instituto #e cultura #o material escravo e mantene#or #a escravi#'o a religi'o era vista como meio #e atemorizar o povo para melhor e6plora"'o #o mesmo a moral n'o passava #e uma prova #a est*pi#a paci2ncia #e carneiro #o povo. ('o havia na#a, por mais puro, %ue n'o fosse arrasta#o na lama mais as%uerosa. =e come"o, tentei manter!me em sil2ncio. $or fim, n'o po#ia mais. 5omecei a tomar posi"'o, comecei a contra#itar. 3nt'o passei a compreen#ei! %ue essa oposi"'o #e na#a valia, en%uanto eu n'o possu4sse conhecimentos seguros sobre os pontos #ebati#os. 5omecei a pes%uisar nas pr-prias fontes, #e on#e eles e6tra4am a sua fict4cia sabe#oria. Li livros sobre livros, brochuras sobre brochuras. (o local #o servi"o, as coisas chegavam fre%Uentemente H e6alta"'o. 3u #iscutia ca#a vez melhor, at/ %ue um #ia foi emprega#o um meio %ue facilmente levava #e venci#a a raz'o7 o terror, a for"a. &lguns #os #efensores #o la#o contrário intimaram!me a aban#onar a constru"'o ime#iatamente ou a ser joga#o #o an#aime. 5omo estava sozinho e a resist2ncia seria imposs4vel, preferi seguir o primeiro alvitre, a#%uirin#o assim mais uma e6peri2ncia. <a4, enoja#o, mas, ao mesmo tempo, t'o impressiona#o %ue já agora seria inteiramente imposs4vel para mim aban#onar a %uest'o. ('o. =epois #a eclos'o #a primeira revolta, a obstina"'o #e novo venceu. 3stava firmemente resolvi#o a voltar, apesar #e tu#o para outro servi"o #e constru"'o. 3ssa #ecis'o foi fortaleci#a pela situa"'o precária em %ue me encontrei algumas semanas mais tar#e, #epois #e gastar as pe%uenas economias. ('o me restava outra sa4#a, %uer eu %uisesse %uer n'o. 3 cena i#2ntica #esenrolou!se, para acabar #a mesma forma %ue a primeira. .ravou!se uma luta no meu 4ntimo, %ue se #efine nesta pergunta7 isso / gente #igna #e pertencer a um gran#e povo8 3is uma pergunta angustiosa. <e a respon#ermos afirmativamente, a luta por uma nacionali#a#e merecerá os trabalhos e os sacrif4cios %ue os melhores fazem por um tal rebotalho8 <e a resposta for negativa, ent'o o nosso povo já está muito pobre em homens.

5om #esTnimo in%uieta#or via eu, na%ueles #ias cr4ticos e atormenta#os, a massa, %ue já n'o pertencia a seu povo, tornar!se um e6/rcito amea"a#or. 5om %ue sentimentos #iferentes fitava, ent'o, as filas sem fim #os trabalha#ores vienenses em um #ia #e #emonstra"'o coletivaV =urante %uase #uas horas, #e p/, um #ia, observei, com a respira"'o suspensa, a monstruosa on#a humana %ue rolava lentamente. .oma#o #e um #esTnimo in%uieto, aban#onei a pra"a e #irigi!me para casa. (o caminho, vi em uma tabacaria o 0&rbeiterzeitung0, -rg'o central #a antiga social!#emocracia. 3m um caf/ popular, %ue eu fre%Uentava constantemente a fim #e ler os jornais, esse peri-#ico tamb/m era e6posto H ven#a. 3u n'o po#ia, por/m, fazer o sacrif4cio #e passar uma vista por mais #e #ois minutos na folha infame, %ue, para mim, tinha o efeito #o vitr4olo. =ebai6o #a acabrunha#ora impress'o %ue a #emonstra"'o coletiva havia pro#uzi#o, senti uma voz 4ntima %ue me incitava a comprar o jornal e l2!lo inteiramente. Z noite tratei #isso, vencen#o a crescente repulsa %ue sempre e6perimentava ao ver essa torneira #e mentiras concentra#as. Melhor #o %ue em to#a a literatura te-rica, pu#e, pela leitura #iária #a imprensa social!#emocrática, estu#ar a ess2ncia #o movimento e o curso #as suas i#/ias. )ue #iferen"a entre as cintilantes frases #e liber#a#e, beleza e #igni#a#e #a literatura te-rica, entre o fogo!fátuo #o palavr-rio %ue, laboriosamente, aparenta a mais profun#a e irresist4vel sabe#oria, prega#a com uma seguran"a prof/tica, e a brutal virtuosi#a#e #a mentira #a imprensa #iária %ue trabalhava pela salva"'o #a nova humani#a#e sem recuar ante nenhuma obje"'o, usan#o #e to#os os recursos #a cal*niaV @ma / #estina#a aos est*pi#os #as cama#as intelectuais m/#ias e superiores, a outra Hs massas. & me#ita"'o sobre a literatura e a imprensa #essa #outrina"'o, servia!me para #escobrir #e novo a minha gente. ? %ue, a princ4pio, me parecia um abismo intranspon4vel, #evia tornar!se motivo para amar ca#a vez mais o meu povo. <- um louco po#eria, #epois #e conhecer esse monstruoso trabalho #e envenenamento, con#enar ain#a as v4timas #o mesmo. )uanto mais in#epen#ente eu me tornava nos anos seguintes, tanto mais longe alcan"ava a minha vista as causas 4ntimas #o 26ito #a social! #emocracia. 3nt'o compreen#en#o a significa"'o #a e6ig2ncia brutal feita ao operário para s- ler jornais vermelhos, s- fre%Uentar assembl/ias vermelhas, s- ler livros vermelhos, etc., vi, muito claro, os efeitos violentos #essa #outrina"'o #a intolerTncia. & psi%ue #as massas / #e natureza a n'o se #ei6ar influenciar per meias me#i#as, por atos #e fra%ueza. &ssim como as mulheres, cuja receptivi#a#e mental / #etermina#a menos por motivos #e or#em abstrata #o %ue por uma in#efin4vel necessi#a#e sentimental #e uma for"a %ue as complete e, %ue, por isso preferem curvar!se aos fortes a #ominar os fracos, assim tamb/m as massas gostam mais #os %ue man#am #o %ue #os %ue pe#em e sentem!se mais satisfeitas com uma #outrina %ue n'o tolera nenhuma outra #o %ue com a tolerante largueza #o liberalismo. 3las n'o sabem o %ue fazer #a liber#a#e e, por isso, facilmente sentem!se aban#ona#as. & impu#2ncia #o terrorismo espiritual passa!lhes #espercebi#a, assim como os crescentes atenta#os contra a sua liber#a#e %ue as #everiam levar H revolta. 3las n'o se apercebem, #e nenhum mo#o, #os erros intr4nsecos #essa #outrina"'o. 3las v2em apenas a for"a incontrastável e a brutali#a#e #e suas resolutas manifesta":es e6ternas, ante as %uais sempre se curvam. <e uma #outrina %ue encerrasse mais inveraci#a#e ao la#o #e i#2ntica brutali#a#e na

propagan#a, fosse oposta H social!#emocracia, triunfaria, #o mesmo mo#o, por mais áspera %ue fosse a luta. 3m menos #e #ois anos, n'o s- a #outrina #a social!#emocracia mas tamb/m o seu emprego como instrumento prático, tornaram!se!me claros. 3u compreen#i o infame terror espiritual %ue esse movimento e6erce especialmente sobre a burguesia. & um #a#o sinal, os seus propagan#istas lan"am um chuveiro #e mentiras e cal*nias contra o a#versário %ue lhes parece mais perigoso, at/ %ue se rompam os nervos #os agre#i#os %ue, para terem tran%Uili#a#e, se ren#em ao inimigo. Mas / #o #estino #os tolos nunca alcan"arem o sossego. ? jogo recome"a e repete!se in*meras vozes, at/ %ue o pavor ante os monstros selvagens provoca uma significativa imobili#a#e #o a#versário. 5omo a social #emocracia, por e6peri2ncia pr-pria, conhece muito bem o valor #a for"a, lan"a!se mais violentamente contra a%ueles em cuja in#ivi#uali#a#e #escobre algum sistema #e resist2ncia. $or outro la#o, incensa to#os os fracos #o la#o oposto, a princ4pio cautelosamente e #epois abertamente, conforme essas %uali#a#es morais sejam reais ou imaginárias. 3les receiam menos um g2nio impotente e sem vonta#e #o %ue uma natureza forte, mesmo intelectualmente mo#esta. & social!#emocracia se recomen#a sobretu#o aos fracos #e esp4rito e #e caráter. 3sse parti#o sabe aparentar %ue s- ele conhece o segre#o #a paz e tran%Uili#a#e, en%uanto, cautelosamente mas #e maneira #eci#i#a, con%uista uma posi"'o #epois #a outra, ora por meio #e #iscreta press'o, ora atrav/s #e re%uinta#as escamotea":es em momentos em %ue a aten"'o geral está #irigi#a para outros assuntos, n'o %uer por ele ser #esperta#a ou tem a oportuni#a#e como n'o merecen#o gran#e interesses ou receia provocar o perverso a#versário. 3ssa / uma tática %ue, ten#o em conta e6atamente ti#as as fra%uezas humanas, / coroa#a #e 26ito matemático, %uan#o o a#versário n'o apren#e a usar gás venenoso contra gás venenoso, isto /, as mesmas armas #o agressor. + preciso %ue se #iga Hs naturezas fracas %ue se trata #e uma luta #e vi#a ou #e morte. ('o menos compreens4vel para mim tornou!se a significa"'o #o terror material em rela"'o aos in#iv4#uos e Hs massas. &%ui tamb/m havia um cálculo e6ato #e atua"'o psicol-gica. ? terror nos lugares #e trabalho, nas fábricas, nos locais #e reuni'o e por ocasi'o #as #emonstra":es coletivas, era sempre coroa#o #e 26ito, en%uanto um terror maior n'o se lhe opunha. )uan#o acontece essa *ltima hip-tese, o parti#o, em gritos #e pavor, embora habitua#o a #esrespeitar a autori#a#e #o 3sta#o, em altos berros pe#irá seu au64lio, para, na maioria #os casos, no meio #a confus'o geral, alcan"ar o seu ver#a#eiro objetivo, isto /7 encontrar covar#es autori#a#es %ue, na t4mi#a esperan"a #e po#er #e futuro contar com o tem4vel a#versário, au6iliem!no a combater o inimigo. )ue impress'o um tal 26ito e6erce sobre o esp4rito #as vastas massas e #os seus a#eptos, assim como sobre o vence#or, s- po#e avaliar %uem conhece a alma #o povo, n'o atrav/s #e livros mas pelo estu#o #a pr-pria vi#a, pois, en%uanto, no c4rculo #os vence#ores, o triunfo alcan"a#o / ti#o como uma vit-ria #o #ireito #e sua causa, o a#versário bati#o, na maioria #os casos, #uvi#a #o 26ito #e uma outra resist2ncia. )uanto melhor eu conhecia os m/to#os #a viol2ncia material, tanto mais me inclinava a #esculpar as centenas #e milhares #e proletários %ue ce#iam ante a for"a bruta.

& compreens'o #esse fato #evo principalmente aos meus antigos tempos #e sofrimentos, os %uais me fizeram enten#er o meu povo e fazer a #iferen"a entre as v4timas e os seus con#utores. 5omo v4timas #evem ser vistos os %ue foram submeti#os a essa situa"'o corruptora. )uan#o eu me esfor"ava por estu#ar, na vi#a real, a natureza 4ntima #essas cama#as 0inferiores0, n'o po#ia #elas fazer uma i#/ia justa, sem a seguran"a #e %ue, nesse meio, tamb/m encontrava %uali#a#es recomen#áveis, como sejam capaci#a#e #e sacrif4cio, fiel camara#agem, e6traor#inária sobrie#a#e, #iscreta mo#/stia, virtu#es essas muito comuns, sobretu#o nos antigos sin#icatos. <e / ver#a#e %ue essas virtu#es se #ilu4am ca#a vez mais nas novas gera":es, sob a atua"'o #as gran#es ci#a#es, incontestável / tamb/m %ue muitas conseguiam triunfar sobre as vilezas comuns #a vi#a. <e esses homens, bons e bravos, na sua ativi#a#e pol4tica, entravam nas fileiras #os inimigos #o nosso povo e a estes au6iliavam, era por%ue n'o compreen#iam e nem po#iam compreen#er a vileza #a nova #outrina ou por%ue, em ultima ratio, as injun":es sociais eram mais fortes #o %ue to#as as vonta#es em contrário. &s conting2ncias #a vi#a a %ue, #e um mo#o ou #e outro, estavam fatalmente sujeitos, faziam!nos entrar no acampamento #a social!#emocracia. 5omo a burguesia, in*meras vezes, #a maneira mais inepta e tamb/m a mais imoral, fazia frente Hs mais justas aspira":es coletivas, sem muitas vezes retirar ou esperar retirar %ual%uer proveito #e uma tal atitu#e, mesmo o mais or#eiro trabalha#or saia #a organiza"'o sin#ical para tomar parte na ativi#a#e pol4tica. Milh:es #e proletários, na intimi#a#e, foram, sem #*vi#a, #e come"o, inimigos #o parti#o social!#emocrático. >oram, por/m, #errota#os na sua oposi"'o pela con#uta i#iota #o parti#o burgu2s combaten#o to#as as reivin#ica":es #a massa #os trabalha#ores. & impugna"'o cega #a burguesia a to#os os ensaios por uma melhoria nas con#i":es #o trabalho, tais como um aparelhamento #e #efesa contra as má%uinas, a prote"'o ao trabalho #as crian"as e a prote"'o #a mulher, pelo menos nos *ltimos meses #e gravi#ez, tu#o isso au6iliou a social!#emocracia a pegar as massas nas suas re#es. 3sse parti#o sabia aproveitar to#os os casos em %ue pu#esse manifestar sentimentos #e pie#a#e para com os oprimi#os. (unca mais po#erá a nossa burguesia pol4tica reparar os seus erros, pois, en%uanto ela se opunha a to#as as tentativas por uma remo"'o #os males sociais, semeava -#io e justificava mesmo as afirma":es #os inimigos #a nacionali#a#e, segun#o as %uais s- o $arti#o <ocial =emocrata #efen#ia os interesses #as classes pro#utoras. &4 est'o as raz:es morais #a resist2ncia #os sin#icatos e os motivos por %ue prestaram os melhores servi"os H%uele parti#o pol4tico. (os meus anos #e apren#iza#o em Biena fui for"a#o, %uer %uisesse %uer n'o, a tomar posi"'o no problema #os sin#icatos. 5omo eu os via como parte integral e in#ivis4vel #o $arti#o <ocial =emocrata, minha #ecis'o foi rápi#a e falsa. 5omo era natural, recusei!me a entrar para o sin#icato. .amb/m nesta importante %uest'o foi a vi#a real %ue me serviu #e mestre. ? resulta#o foi uma reviravolta nos meus primeiros julgamentos. &os vinte anos, já fazia a #iferen"a entre o sin#icato como meio #e #efesa #os #ireitos sociais #os emprega#os e #e luta pela melhoria #as con#i":es #e vi#a #os mesmos e o sin#icato como instrumento #o parti#o na luta pol4tica #e classes. 5omo a social!#emocracia compreen#eu a enorme significa"'o #o movimento sin#icalista, assegurou para si a colabora"'o #esse instrumento e #ai o seu 26ito como a burguesia n'o a compreen#eu, isso lhe custou a sua posi"'o pol4tica. (a sua teimosa

oposi"'o, imaginou a burguesia fazer parar uma evolu"'o fatal e, na reali#a#e, conseguiu apenas for"á!la a tomar um caminho il-gico. =izer!se %ue o movimento sin#ical em si / inimigo #a $átria / uma i#iotice, e al/m #isso, uma inver#a#e. ? contrário / %ue / a ver#a#e. <e uma ativi#a#e sin#ical tem como objetivo a melhoria #e uma classe %ue constitui uma #as colunas mestras #a na"'o e se esfor"a por realizá!lo, essa ativi#a#e n'o sn'o se e6erce contra a $átria e o 3sta#o mas, no ver#a#eiro senti#o #a palavra, consulta os interesses nacionais. + fora #e %ual%uer #*vi#a %ue essa atua"'o au6ilia a criar programas sociais, sem o %ue nem se #eve pensar em uma e#uca"'o nacional coletiva. 3sse movimento atinge seu maior m/rito %uan#o, pelo combate aos cancros sociais e6istentes, ataca as causas #as mol/stias #o corpo e #o esp4rito, contribuin#o para a conserva"'o #a sa*#e #o povo. + ociosa a #iscuss'o sobre as vantagens #essas agita":es. 3n%uanto, entre os %ue #istribu4rem trabalho, houver homens %ue n'o compreen#am a %uest'o social ou possuam i#/ias erra#as #e #ireito e #e justi"a, / n'o s- #ireito mas #ever #os por eles emprega#os, ! %ue aliás formam uma parte #o nosso povo ! proteger os interesses #a %uase totali#a#e contra a avi#ez ou a irracionali#a#e #e poucos, pois a manuten"'o #a f/ na massa #o povo / para o bem!estar #a na"'o t'o importante %uanto a conserva"'o #a sua sa*#e. &mbos esses interesses ser'o seriamente amea"a#os pelos in#ignos emprega#ores %ue n'o t2m os mesmos sentimentos #a coletivi#a#e, #e %ue vivem #ivorcia#os. =evi#o H sua con#enável atitu#e, inspira#a na ambi"'o ou na intransig2ncia, nuvens amea"a#oras anunciam tempesta#es futuras. 1emover as causas #e uma tal evolu"'o / con%uistar um m/rito em rela"'o H $átria. &gir ao contrário / trabalhar contra os interesses #a na"'o. ('o se #iga %ue ca#a um tem in#epen#2ncia suficiente para tirar to#as as conclus:es #as injusti"as reais ou fict4cias %ue lhe s'o feitas. ('o, isso / hipocrisia e #eve ser visto como tentativa para #esviar a aten"'o #as solu":es justas. & alternativa / a seguinte7 evitar acontecimentos nocivos H coletivi#a#e consulta ou n'o os interesses #a na"'o8 (a primeira hip-tese, a luta #eve ser aceita com to#as as armas %ue possam assegurar o triunfo. ? trabalha#or, in#ivi#ualmente, n'o está nunca em con#i":es #e empenhar!se, com 26ito, em uma luta contra o po#er #o gran#e emprega#or. (esse conflito n'o se trata #o problema #a vit-ria #o #ireito. <e assim fosse, o simples reconhecimento #esse #ireito faria cessar to#a luta, pois #esapareceria, em ambas as partes, o #esejo #e combater. .rata!se, por/m, #e uma %uest'o #e for"a. (a%uele caso, o sentimento #e justi"a por si s- faria terminar a luta #e mo#o honroso, ou melhor, nunca se chegaria a ela. <e atos in#ignos ou contrários aos interesses sociais arrastam H !rea"'o, a luta s- po#erá ser #eci#i#a em favor #o la#o mais forte, salvo se a justi"a se #ispuser H solu"'o #esses males. &l/m #isso, / evi#ente %ue o emprega#or, apoia#o na for"a concentra#a #e suas empresas, terá %ue enfrentar o corpo #e emprega#os, se n'o %uiser ser compeli#o a per#er, #es#e o in4cio, %ual%uer esperan"a #e vit-ria. &ssim a organiza"'o sin#ical po#e pro#uzir o fortalecimento #os i#eais sociais por unia atua"'o mais prática e, com isso, o afastamento #e causas #e irrita"'o %ue sempre #'o motivo a #escontentamentos e a %uei6as. <e isso n'o acontece #eve!se em gran#e parte H%ueles %ue a to#as as solu":es legais #as #ificul#a#es #o povo julgam opor obstáculos ou impe#i!las por meio #e sua influ2ncia pol4tica. 3n%uanto a burguesia n'o compreen#ia a significa"'o #a organiza"'o sin#ical, ou, melhor, n'o %ueria enten#2!la, e insistia em fazer!lhe oposi"'o, a social!#emocracia punha!

se ao la#o #o movimento combati#o. Ben#o longe, ela criou para si uma base firme %ue nos momentos cr4ticos, já lhe havia servi#o #e *ltimo esteio. & ver#a#e, por/m, / %ue a antiga finali#a#e era, pouco a pouco, aban#ona#a, para #ar lugar a outros objetivos. & social!#emocracia nunca pensou em solucionar os problemas reais #o movimento profissional. 3m poucas #/ca#as, nas m'os espertas #a social!#emocracia, o movimento sin#ical #e instrumento #e #efesa #os #ireitos sociais passou a ser instrumento #e #estrui"'o #a economia nacional. ?s interesses #os trabalha#ores n'o #everiam em na#a obstar a sua a"'o, pois, politicamente, o emprego #e meios #e compress'o econômica sempre permite a e6tors'o e o e6erc4cio #e viol2ncias a to#a hora, sempre %ue, #e um la#o, há a necessária falta #e escr*pulos e, #o outro, a suficiente estupi#ez junta a uma paci2ncia #e cor#eiro. 3 isso acontece nos #ois campos em luta. Já no come"o #este s/culo o movimento sin#ical, #e há muito, havia #ei6a#o #e servir ao seu objetivo #e outrora. =e ano a ano, ele, ca#a vez mais, ca4a nas m'os #os pol4ticos #a social!#emocracia, para, por fim, ser utiliza#o apenas como pára!cho%ue na luta #e classes. 3m conse%U2ncia #e permanentes conflitos #everia, finalmente, levar H ru4na to#a a organiza"'o econômica, pacientemente constru4#a, arrastan#o o e#if4cio #o 3sta#o H mesma sorte, pela #estrui"'o #e suas fun#a":es econômicas. 5ogitava!se ca#a vez menos #a #efesa #e to#os os interesses reais #o proletaria#o, at/ chegar!se H conclus'o #e %ue a pru#2ncia pol4tica consi#erava como n'o aconselhável melhorar as con#i":es sociais e culturais #as gran#es massas, pois, ao contrário, corria!se o perigo #e %ue essas, ten#o seus #esejos satisfeitos, n'o mais po#eriam ser eternamente utiliza#as como tropas #e combate facilmente manejáveis. 3ssa evolu"'o atemorizou #e tal maneira os guias #a luta #e classes %ue eles, por fim, se opuseram a to#as as salutares reformas sociais e, #a maneira mais #eci#i#a, tomaram posi"'o #e combate Hs mesmas. (a justifica"'o #os fun#amentos #essa atitu#e negativa e incompreens4vel na#a #eviam recear. (o campo burgu2s estava se escan#aliza#o com essa vis4vel falta #e sinceri#a#e #a tática #a social #emocracia, sem %ue, por/m, #ai se tirassem as m4nimas conclus:es para um acerta#o plano #e a"'o. Justamente o receio #a social!#emocracia #iante #e ca#a melhoria real #a situa"'o #o proletaria#o em rela"'o H profun#i#a#e #e sua at/ ent'o mis/ria cultural e social, talvez tivesse concorri#o a arrancar esse instrumento #as m'os #os representantes #e classes ,sso n'o aconteceu, por/m. 3m vez #e tomar a ofensiva, a burguesia #ei6ou apertar!se ca#a vez mais o cerco em torno #e si para, enfim, a#otar provi#2ncias ina#e%ua#as %ue, por muito tar#ias, tornaram!se sem efici2ncia, e, por isso mesmo, eram facilmente repeli#as. &ssim ficou tu#o como antes, apenas o #escontentamento tornou!se ca#a vez maior. ?s 0sin#icatos in#epen#entes0, como uma nuvem tempestuosa, obscureciam o horizonte pol4tico, amea"an#o tamb/m a e6ist2ncia #os in#iv4#uos. 3ssas organiza":es se transformaram no mais tem4vel instrumento #e terror contra a seguran"a e in#epen#2ncia #a economia nacional, a soli#ez #o 3sta#o e a liber#a#e #os in#iv4#uos. >oram eles, sobretu#o, %ue transformaram a concep"'o #a #emocracia em uma frase as%uerosa e ri#4cula, %ue profanava a liber#a#e e escarnecia, #e maneira imperec4vel, #a

fraterni#a#e, nesta proposi"'o7 0<e n'o %uiseres ser #os nossos, n-s te arrebentaremos a cabe"a0. &ssim come"ava eu a conhecer esses inimigos #o 0g2nero humano0. (o #ecurso #os anos, a opini'o sobre eles #esenvolveu!se e aprofun#ou!se, sem mo#ificar!se, por/m. )uanto mais eu estu#ava o aspecto e6terior #a social!#emocracia, tanto mais crescia o #esejo #e penetrar na estrutura 4ntima #essa #outrina. & literatura oficial #o $arti#o #e pouca utili#a#e me po#eria ser na realiza"'o #esse objetivo. 3la /, no %ue #iz respeito a %uest:es econômicas, falsa nas suas afirma":es e conclus:es e mentirosa %uanto H finali#a#e pol4tica. =a4 a raz'o por %ue eu me sentia, #e cora"'o, afasta#o #os novos mo#os #e e6press'o #a eterna rabulice pol4tica e #a sua maneira #e #escrever as coisas. 5om um inconceb4vel lu6o #e palavras #e significa"'o obscura, gaguejavam senten"as %ue #everiam ser ricas #e pensamento como eram falhas #e senso. <- a #eca#2ncia #os nossos intelectuais #as gran#es ci#a#es po#eria, neste labirinto #a raz'o, sentir!se confortavelmente, para, no nevoeiro #este #a#aismo literário, compreen#er a 0vi#a 4ntima0, apoia#o na proverbial inclina"'o #e uma parte #o nosso povo, para sempre farejar a sabe#oria profun#a no meio #os para#o6os pessoais. 3n%uanto eu, na reali#a#e #e suas #emonstra":es, pesava to#as as mentiras e #esatinos te-ricos #essa #outrina, chegava, pouco a pouco, a uma compreens'o mais clara #a sua vonta#e. (estas horas apo#eravam!se #e mim i#/ias tristes e maus presságios. Bi #iante #e mim uma #outrina, constitu4#a #e ego4smo e #e -#io, %ue, por leis matemáticas, po#erá ser leva#a H vit-ria mas arrastará a humani#a#e H ru4na. (esse 4nterim, eu já tinha compreen#i#o a liga"'o entre essa #outrina #e #estrui"'o e o caráter #e uma certa ra"a para mim at/ ent'o #esconheci#a. <- o conhecimento #os ju#eus ofereceu!me a chave para a compreens'o #os prop-sitos 4ntimos e, por isso, reais #a social!#emocracia. )uem conhece este povo v2 cair!se!lhe #os olhos o v/u %ue impe#ia #escobrir as concep":es falsas sobre a finali#a#e e o senti#o #este parti#o e, #o nevoeiro #o palavrea#o #e sua propagan#a, #e #entes arreganha#os, v2 aparecer a caricatura #o mar6ismo. ;oje /!me #if4cil, sen'o imposs4vel, #izer %uan#o a palavra ju#eu pela primeira vez foi objeto #e minhas refle6:es. (a casa paterna, #urante a vi#a #e meu pai, n'o me lembro #e t2!la ouvi#o. 5reio %ue ele já via nessa palavra a e6press'o #e uma cultura retr-gra#a. (o curso #e sua vi#a, ele chegou a uma concep"'o mais ou menos cosmopolita #o mun#o combina#a a um nacionalismo ra#ical %ue, tamb/m, e6ercia seus efeitos sobre mim. (a escola tamb/m n'o encontrei oportuni#a#e %ue me pu#esse levar a uma mo#ifica"'o #esse mo#o #e encarar as coisas, %ue me havia transmiti#o meu pai. + ver#a#e %ue, na esc ola profissional, eu havia conheci#o um jovem ju#eu %ue era trata#o por n-s com certa preven"'o, mas isso somente por%ue n'o t4nhamos confian"a nele, #evi#o ao seu to#o taciturno e a vários fatos %ue nos haviam escarmenta#o. (em a mim nem aos outros #espertou isso %uais%uer refle6:es. <- #os meus %uatorze para os %uinze anos #eparei fre%Uentemente com a palavra ju#eu, liga#a em parte a conversas sobre assuntos pol4ticos. <entia contra isso uma ligeira repulsa e n'o po#ia evitar essa impress'o #esagra#ável %ue, aliás, sempre se apo#erava #e mim %uan#o #iscuss:es religiosas se travavam na minha presen"a.

(esse tempo eu n'o via a %uest'o sob %ual%uer outro aspecto. 3m Linz havia muito poucos ju#eus. 5om o #ecorrer #os s/culos, o aspecto #o ju#eu se havia europeiza#o e ele se tornara pareci#o com gente. 3u os tinha por alem'es, ('o me era poss4vel compreen#er o erro #esse julgamento, por%ue o *nico tra"o #iferencial %ue neles via era o aspecto religioso #iferente #o nosso. Minha con#ena"'o a manifesta":es contrárias a eles, a persegui"'o %ue se lhes movia, por motivos #e religi'o como eu acre#itava, levavam!me H irrita"'o, 3u n'o pensava absolutamente na e6ist2ncia #e um plano regular #e combate aos ju#eus. 5om essas i#/ias vim para Biena. &bsorvi#o pela avalancha #e impress:es %ue a ar%uitetura #espertava, abati#o pelo peso #a minha pr-pria sorte, eu n'o tinha olhos para observar a estrutura #a popula"'o #a gran#e ci#a#e. 3mbora Biena, já na%uele tempo, possu4sse #uzentos mil ju#eus em uma popula"'o #e #ois milh:es, n'o me apercebi #esse fato. (as primeiras semanas, os meus senti#os n'o pu#eram abarcar o conjunto #e tantos valores e i#/ias novas. <- #epois %ue, pouco a pouco, a sereni#a#e voltou e as imagens confusas #os primeiros tempos come"aram a esclarecer! se, / %ue mais acura#amente pu#e ver em torno #e mim o novo mun#o %ue me cercava e, ent'o, #eparei tamb/m com o problema ju#aico. ('o %uero afirmar %ue a maneira por %ue eu os conheci me tenha si#o particularmente agra#ável. 3u s- via no ju#eu o la#o religioso. $or isso, por uma %uest'o #e tolerTncia, consi#erava injusta a sua con#ena"'o por motivos religiosos. ? tom, sobretu#o #a imprensa anti!sem4tica #e Biena, parecia me in#igno #as tra#i":es #e cultura #e um gran#e povo, 5ausava!me mal!estar a lembran"a #e certos fatos #a ,#a#e M/#ia, cuja repro#u"'o n'o #esejava ver. 5omo esses jornais n'o valiam gran#e coisa ! e a raz'o #isso eu ent'o n'o conhecia ! via neles mais o pro#uto #e mes%uinha inveja #o %ue o resulta#o #e uma %uest'o #e princ4pios, embora falsos. >ortaleci!me nessa maneira #e pensar pela forma infinitamente mais #igna (assim pensava eu ent'o) por %ue a gran#e imprensa respon#ia a to#os esses ata%ues ou ! o %ue me parecia #e mais m/rito ain#a pelo sil2ncio #e morte em %ue se mantinha. Lia com fervor a chama#a gran#e imprensa (0(eue >reie $resse0, 0Niener .ageblatt0, etc.) e ficava a#mira#o ante a e6tens'o #os assuntos %ue oferecia ao leitor assim como #iante #a objetivi#a#e #as suas manifesta":es em ca#a caso particular. &preciava o seu estilo elegante, #istinto. ?s e6ageros #e forma n'o me agra#avam, chocavam!me. $or%ue eu tenha visto Biena assim, apresento como #esculpa o esclarecimento %ue me #ei a mim mesmo. ? %ue repeti#amente me causava repugnTncia era a maneira in#igna pela %ual a imprensa bajulava a corte. ('o havia acontecimento na corte %ue n'o fosse comunica#o aos leitores em tom #o mais intenso entusiasmo ou #a mais lamurienta consterna"'o, prática essa %ue, mesmo tratan#o!se #o 0mais sábio monarca0 #e to#os os tempos, po#ia ser compara#a aos e6cessos inconti#os #e um galo silvestre. ,sso me parecia e6agera#o e era por mim visto como uma mancha para a =emocracia liberal. $reten#er as gra"as #esta corte e #e maneira t'o in#igna era o mesmo %ue trair a #igni#a#e #a na"'o. 3sta foi a primeira sombra %ue #evia perturbar as minhas afini#a#es espirituais com a gran#e imprensa #e Biena.

5omo sempre, tamb/m em Biena, eu acompanhava to#os os acontecimentos #a &lemanha com o maior ar#or, %uer se tratasse #e %uest:es pol4ticas ou #e problemas culturais. 5om uma a#mira"'o a %ue se juntava o maior orgulho, eu comparava a eleva"'o #o 1eich com a #eca#2ncia #o 3sta#o austr4aco, 3n%uanto os acontecimentos #a pol4tica e6terna, na sua maior parte, provocavam geral contentamento, a pol4tica interna fre%Uentemente #ava margem a sombrias afli":es. & campanha %ue, na%uele tempo, se movia contra 9uilherme ,,, n'o tinha a minha aprova"'o, (ele eu n'o via s- o ,mpera#or #os &lem'es mas tamb/m o cria#or #a frota alem'. & imposi"'o feita pelo 1eichstag #e n'o permitir ao Kaiser fazer #iscursos in#ignava!me #e mo#o t'o e6traor#inário, por%ue essa proibi"'o partia #e uma fonte %ue, aos meus olhos, nenhuma autori#a#e possu4a, aten#en#o a %ue, em um s- per4o#o #e sess'o, esses gansos #o parlamento haviam grassita#o mais i#iotices #o %ue o po#eria fazer, #urante s/culos, uma inteira #inastia #e impera#ores, #a#o o seu muito menor n*mero. 3u me encolerizava com o fato #e, em um pa4s em %ue %ual%uer imbecil n'o sreivin#icava para si o #ireito #e cr4tica mas, no $arlamento, tinha at/ a permiss'o #e #ecretar leis para a $átria, o #etentor #a coroa imperial pu#esse receber a#moesta":es #a mais superficial #as institui":es #e palavr-rio #e to#os os tempos. ,rritava!me ain#a mais com o fato #e ver %ue a mesma imprensa 0vienense0 %ue, #iante #e um cavalo #a corte, se #esfazia nas mais respeitosas mesuras a um aci#ental movimento #a cau#a #o mesmo, aparentan#o cui#a#os %ue para mim n'o passavam #e mal encoberta mal#a#e, pu#esse e6primir o seu pensamento contra o impera#or #os alem'esV 3m tais casos o sangue me subia H cabe"a. >oi isso o %ue, pouco a pouco, me fez olhar com mais aten"'o a gran#e imprensa. >ui for"a#o a reconhecer uma vez %ue um #os jornais anti!sem4ticos, o 0=eutsche BolOsblatt0, em uma oportuni#a#e i#2ntica, portara se #e maneira mais #ecente. ? %ue tamb/m me enervava era a nojenta bajula"'o com %ue a gran#e imprensa se referia H >ran"a. +ramos for"a#os a nos envergonhar #e sermos alem'es %uan#o nos chegavam aos ouvi#os esses a"ucara#os hinos #e louvor H 0gran#e na"'o #a cultura0. 3ssa lastimável galomania mais #e uma vez me levou a #ei6ar cair #as m'os um #esses gran#es jornais. >re%Uentemente, procurava o 0BolOsblatt0 %ue, apesar #e muito menor, parecia!me mais limpo nesses assuntos. ('o concor#ava com a sua atitu#e ra#icalmente anti!sem4tica, mas, #e vez em %uan#o, eu encontrava argumenta":es %ue me faziam refletir. =e %ual%uer mo#o, por meio #e 0BolOsblatt0, eu pu#e conhecer aos poucos o homem e o movimento #e %ue #epen#iam a sorte #e Biena7 o =r. Karl Lueger e o $arti#o <ocial 5rist'o. )uan#o vim para Biena era francamente contrário a ambos. ? movimento e o seu l4#er me pareciam reacionários. ? habitual sentimento #e justi"a #everia, por/m, mo#ificar esse julgamento, H propor"'o %ue se me oferecia oportuni#a#e #e conhecer o homem e a sua atua"'o. 5om o tempo, tornei!me #e franco entusiasmo por ele. ;oje, vejo!o, mais #o %ue antes, como o mais forte burgo!mestre alem'o #e to#os os tempos, )uantas #e minhas arraiga#as convic":es ca4ram por terra com essa mu#an"a #e mo#o #e ver a respeito #o movimento social!crist'oV

& minha maior metamorfose foi, por/m, a %ue e6perimentei em rela"'o ao movimento anti!sem4tico. ,sso me custou, #urante meses, as maiores lutas 4ntimas, entre os meus sentimentos e as minhas i#/ias, luta em %ue as i#/ias acabaram por triunfar. $or ocasi'o #essa áspera luta entre a e#uca"'o sentimental e a raz'o pura, a observa"'o #a vi#a #e Biena prestou!me servi"os inestimáveis. 3u já n'o errava pelas ruas #a importante ci#a#e como um cego %ue na#a v2. 5om os olhos bem abertos, observava n'o mais somente os monumentos ar%uitetônicos mas tamb/m os homens. @m #ia em %ue passeava pelas ruas centrais #a ci#a#e, subitamente #eparei com um in#iv4#uo vesti#o em longo caftan e ten#o pen#i#os #a cabe"a longos caches pretos. Meu primeiro pensamento foi7 isso / um ju#eu8 3m Linz eles n'o tinham as caracter4sticas e6ternas #a ra"a. ?bservei o homem, #isfar"a#a mas cui#a#osamente, e %uanto mais eu contemplava a%uela estranha figura, e6aminan#o!a tra"o por tra"o, mais me perguntava a mim mesmo7 isso / tamb/m um alem'o8 5omo acontecia sempre em tais ocasi:es, tentei remover as minhas #*vi#as recorren#o aos livros. $ela primeira vez na minha vi#a, comprei, por poucos pfennigs, alguns panfletos anti!sem4ticos. ,nfelizmente, to#os partiam #o ponto #e vista #e já ter o leitor algum conhecimento #a %uest'o sem4tica. ? tom #a maior parte #esses folhetos era tal %ue, #e novo, fi%uei em #*vi#a. &s suas afirma":es eram apoia#as em argumentos t'o superficiais e anticient4ficos %ue a ningu/m convenciam. =urante semanas, talvez meses, permaneci na situa"'o primitiva. ? assunto parecia! me t'o vasto, as acusa":es t'o e6cessivas, %ue, tortura#o pelo receio #e fazer uma injusti"a, #e novo fi%uei em um esta#o #e incerteza e ansie#a#e. ('o me era l4cito #uvi#ar %ue, no caso, n'o se tratava #e uma %uest'o religiosa, mas #e ra"a, pois logo %ue comecei a estu#ar o problema e a observar os ju#eus, Biena apareceu!me sob um aspecto #iferente. Já agora, para %ual%uer parte %ue me #irigisse, eu via ju#eus e %uanto mais os observava mais firmemente convenci#o ficava #e %ue eles eram #iferentes #as outras ra"as. <obretu#o no centro #a ci#a#e e na parte norte #o canal #o =an*bio, notava!se um ver#a#eiro en6ame #e in#iv4#uos %ue, por seu aspecto e6terior, em na#a se pareciam com os alem'es. Mesmo, por/m, %ue me assaltassem ain#a algumas #*vi#as, to#as as hesita":es se #issipavam em face #a atitu#e #e uma parte #os ju#eus. <urgiu entre eles um gran#e movimento #e vasta repercuss'o em Biena %ue muito concorreu para um ju4zo seguro sobre o caráter racial #os ju#eus. esse movimento foi o <ionismo. $arecia, H primeira vista, %ue s- uma parte #os ju#eus aprovava essa atitu#e e %ue a gran#e maioria con#enava a%uele princ4pio e o rejeitava #eci#i#amente. &p-s observa"'o mais acura#a, verificava!se %ue essa apar2ncia se tra#uzia em um misto #e teorias, para n'o #izer #e mentiras, apresenta#as por motivos tácitos, pois o chama#o ju#eu liberal rejeitava os pontos #e vista #os sionistas, n'o por%ue esses fossem n'o ju#eus mas por%ue eram ju#eus %ue pertenciam a um cre#o pouco prático e talvez mesmo perigoso para o pr-prio ju#a4smo. 3ssa #isc-r#ia em na#a alterava, por/m, a soli#arie#a#e 4ntima entre os a#versários. & luta aparente entre os sionistas e os ju#eus liberais muito ce#o me #espertou nojo. 5omecei a v2!la como hip-crita, uma #eslava#a mis/ria, #e come"o a fim, e, sobretu#o, in#igna#a #a t'o proclama#a pureza moral #esse povo.

=e mais a mais, essa pureza moral ou #e %ual%uer outra natureza era uma %uest'o #iscut4vel. )ue eles n'o eram amantes #e banhos po#ia!se assegurar pela simples apar2ncia. ,nfelizmente n'o raro se chegava a essa conclus'o at/ #e olhos fecha#os, Muitas vezes, posteriormente, senti náuseas ante o o#or #esses in#iv4#uos vesti#os #e caftan. & isso se acrescentem as roupas sujas e a apar2ncia acovar#a#a e tem!se o retrato fiel #a ra"a. .u#o isso n'o era #e mol#e a atrair simpatia. )uan#o, por/m, ao la#o #essa imun#4cie f4sica, se #escobrissem as n-#oas morais, maior seria a repugnTncia. (a#a se afirmou em mim t'o #epressa como a compreens'o, ca#a vez mais completa, #a maneira #e agir #os ju#eus em #etermina#os assuntos. $o#eria haver uma suji#a#e, uma impu#2ncia #e %ual%uer natureza na vi#a cultural #a na"'o em %ue, pelo menos um ju#eu, n'o estivesse envolvi#o8 )uem, cautelosamente, abrisse o tumor haveria #e encontrar, protegi#o contra as surpresas #a luz, algum ju#euzinho. ,sso / t'o fatal como a e6ist2ncia #e vermes nos corpos putrefatos. ? ju#a4smo provocou em mim forte repulsa %uan#o consegui conhecer suas ativi#a#es, na imprensa, na arte, na literatura e no teatro. $rotestos moles já n'o po#iam ser aplica#os. Aastava %ue se e6aminassem os seus cartazes e se conhecessem os nomes #os responsáveis intelectuais pelas monstruosas inven":es no cinema e no #rama, nas %uais se reconhecia o #e#o #o ju#eu, para %ue se ficasse por muito tempo revolta#o. 3stava!se em face #e uma peste, peste espiritual, pior #o %ue a #evasta#ora epi#emia #e CIGL, conheci#a pelo nome #e Morte (egra. 3 essa praga estava sen#o inocula#a na na"'o. )uanto mais bai6o / o n4vel intelectual e moral #esses in#ustriais #a &rte, tanto mais ilimita#a / a sua atua"'o, pois at/ os garotos, transforma#os, em ver#a#eiras má%uinas, espalham essa sujeira entre os seus camara#as. 1eflita!se tamb/m no n*mero ilimita#o #as pessoas contagia#as por esse processo, $ense!se em %ue, para um g2nio como 9oethe, a natureza lan"a no mun#o #ezenas #e milhares #esses escrevinha#ores %ue, porta#ores #e bacilos #a pior esp/cie, envenenam as almas. + horr4vel constatar, ! mas essa observa"'o n'o #eve ser #espreza#a.!.ser justamente o ju#eu %ue parece ter si#o escolhi#o pela natureza para essa ignominiosa tarefa. =ever!se!ia procurar na ignom4nia #essa miss'o o motivo #e haver essa escolha reca4#o nos ju#eus8 5omecei a estu#ar cui#a#osamente os nomes #e to#os os cria#ores #essas po#ri#:es art4sticas forneci#as ao povo. ? resulta#o foi aumentar as minhas preven":es na atitu#e em rela"'o aos ju#eus. $or mais %ue isso contrariasse meus sentimentos, eu era arrasta#o pela raz'o a tirar as minhas conclus:es #o %ue observava. ('o se po#ia negar ! por%ue era uma reali#a#e ! o fato #e correrem por conta #os ju#eus nove #/cimos #a sor#i#ez e #os #isparates #a literatura, #a arte e #o teatro, fato esse tanto mais grave %uanto / sabi#o %ue esse povo representa um cent/simo #a popula"'o #o pa4s. 5omecei tamb/m a e6aminar #ebai6o #o mesmo ponto #e vista a gran#e imprensa #e minha pre#ile"'o. Z propor"'o %ue o meu e6ame se aprofun#ava #iminu4a o motivo #e minha antiga a#mira"'o por essa imprensa. ? estilo #esses jornais era insuportável, as i#/ias eu as repelia por superficiais e banais e as afirma":es pareciam aos meus olhos conter mais mentiras #o %ue ver#a#es honestas. 3 os e#itores #essa imprensa eram ju#eusV Muitas coisas %ue at/ ent'o %uase me passavam #espercebi#as agora me chamavam a aten"'o como #ignas #e ser observa#as, outras %ue já tinham si#o objeto #e minhas

refle6:es passaram a ser melhor compreen#i#as. 5omecei a ver sob outra luz as opini:es liberais #esses peri-#icos. ? tom #e #istin"'o #as r/plicas aos ata%ues, assim como o seu completo sil2ncio em certos assuntos, revelavam!se agora como tru%ues inteligentes e vis. &s suas brilhantes criticas teatrais sempre favoreciam os autores ju#eus e as aprecia":es #esfavoráveis s- atingiam os autores alem'es. <uas ligeiras alfineta#as contra 9uilherme ,,, assim como os elogios H cultura e H civiliza"'o francesa, evi#enciavam a persist2ncia nos seus m/to#os. ? conte*#o #as novelas era #e repelente imorali#a#e e na linguagem via!se claramente o #e#o #e um povo estrangeiro. ? senti#o geral #os seus escritos era t'o evi#entemente #eprecia#or #e tu#o %uanto era alem'o, %ue n'o se po#ia #ei6ar #e nisso ver uma inten"'o #elibera#a. )uem teria interesses nessa campanha8 <eria tanta coinci#2ncia mero acaso8 & #*vi#a foi crescen#o em meu esp4rito. 3ssa evolu"'o mental precipitou!se com a observa"'o #e outros fatos, com o e6ame #os costumes e #a moral segui#os pela maior parte #os ju#eus. &%ui ain#a foi o espetáculo #as ruas #e Biena %ue me proporcionou mais uma li"'o prática. &s liga":es #os ju#eus com a prostitui"'o e sobretu#o com o tráfico branco po#iam ser estu#a#as em Biena, melhor #o %ue em %ual%uer ci#a#e #a 3uropa oci#ental, como e6ce"'o, talvez, #os portos #o sul #a >ran"a. )uem H noite passeasse pelas ruas e becos #e Biena seria, %uer %uisesse %uer n'o, testemunha #e fatos %ue se conservaram ocultos a gran#e parte #o povo alem'o, at/ %ue a 9uerra #eu aos luta#ores oportuni#a#e #e po#erem, ou melhor, #e serem obriga#os a assistir a cenas semelhantes. )uan#o, pela primeira vez, vi o ju#eu envolvi#o, como #irigente frio, inteligente e sem escr*pulos, nessa escan#alosa e6plora"'o #os v4cios #o rebotalho #a gran#e ci#a#e, passou! me um calafrio pelo corpo, logo segui#o #e um sentimento #e profun#a revolta. 3nt'o n'o mais evitei a #iscuss'o sobre o problema sem4tico. 5omo procurava apren#er a vi#a cultural e art4stica #os ju#eus sob to#os os aspectos, encontrei!os em uma ativi#a#e %ue jamais me tinha passa#o pela mente. &gora %ue me tinha assegura#o #e %ue os ju#eus eram os l4#eres #a social!#emocracia, comecei a ver tu#o claro. & longa luta %ue mantive comigo mesmo havia chega#o ao seu ponto final. (as rela":es #iárias com os meus companheiros #e trabalho, já minha aten"'o tinha si#o #esperta#a pelas suas surpreen#entes muta":es, a ponto #e tomarem posi":es #iferentes em torno #e um mesmo problema, no espa"o #e poucos #ias e, Hs vezes, #e poucas horas. =ificilmente eu po#ia compreen#er como homens %ue, toma#os isola#amente, possuem vis'o racional #as coisas, per#em!na #e repente, logo %ue se p:em em contato com as massa. 3ra motivo para #uvi#ar #e seus prop-sitos. )uan#o, #epois #e #iscuss:es %ue #uravam horas inteiras, eu me tinha convenci#o #e haver afinal esclareci#o um erro e já e6ultava com a vit-ria, acontecia %ue, com pesar meu, no #ia seguinte, tinha #e recome"ar o trabalho, pois tu#o tinha si#o #ebal#e. 5omo um p2n#ulo em movimento, %ue sempre volta para as mesmas posi":es, assim acontecia com os erros combati#os, cuja reapari"'o era sempre fatal. &ssim pu#e compreen#er7 C.D %ue eles n'o estavam satisfeitos com a sorte %ue t'o áspera lhes era F.D %ue o#iavam os emprega#ores %ue lhes pareciam os responsáveis por

essa situa"'o I.D %ue injuriavam as autori#a#es %ue lhes pareciam in#iferentes ante a sua #eplorável situa"'o G.D %ue faziam #emonstra":es nas ruas sobre a %uest'o #os pre"os #os g2neros #e primeira necessi#a#e. .u#o isso po#ia!se ain#a compreen#er, pon#o!se a raz'o #e la#o. ? %ue, por/m, era incompreens4vel era o -#io sem limites H sua pr-pria na"'o, o achincalhamento #as suas gran#ezas, a profana"'o #a sua hist-ria, o enlameamento #os seus gran#es homens. 3ssa revolta contra a sua pr-pria esp/cie, contra a sua pr-pria casa, contra o seu pr-prio torr'o natal, era sem senti#o, inconceb4vel e contra a natureza. =urante #ias, no má6imo semanas, conseguia!se livrá!los #esse erro )uan#o, mais tar#e, encontrávamos o pretenso converti#o, já os antigos erros #e novo se haviam apo#era#o #e seu esp4rito. & monstruosi#a#e tinha toma#o posse #e sua v4tima. $ouco a pouco, compreen#i %ue a imprensa social!#emocrática era, na sua gran#e maioria, controla#a pelos ju#eus. Liguei pouca importTncia a esse fato %ue, aliás, se verificava com os outros jornais. ;avia, por/m, um fato significativo7 nenhum jornal em %ue os ju#eus tinham liga":es po#eria ser consi#era#o como genuinamente nacional, no senti#o em %ue eu, por influ2ncia #e minha e#uca"'o, enten#ia essa palavra. Bencen#o a minha relutTncia, tentei ler essa esp/cie #e imprensa mar6ista, mas a repulsa por ela crescia ca#a vez mais. 3sforcei!me por conhecer mais #e perto os autores #essa maroteira e verifi%uei %ue, a come"ar pelos e#itores, to#os eram ju#eus. 36aminei to#os os panfletos sociais!#emocráticos %ue pu#e conseguir e, invariavelmente, cheguei H mesma conclus'o7 to#os os e#itores eram ju#eus. .omei nota #os nomes #e %uase to#os os l4#eres e, na sua gran#e maioria, eram #o 0povo escolhi#o0, %uer se tratasse #e membros #o 01eichscrat0, #e secretários #os sin#icatos, #e presi#entes #e associa":es ou #e agita#ores #e rua. 3m to#os encontravam!se sempre a mesma sinistra figura #o ju#eu. ?s nomes #e &usterlitz, =avi#, &#ler, 3llenbogen etc., ficar'o eternamente na minha mem-ria. @ma coisa tornou!se clara para mim. ?s l4#eres #o $arti#o <ocial =emocrata, com os pe%uenos elementos #o %ual eu tinha esta#o em luta #urante meses, eram %uase to#os pertencentes a uma ra"a estrangeira, pois para minha satisfa"'o 4ntima, convenci!me #e %ue o ju#eu n'o era alem'o. <- ent'o compreen#i %uais eram os corruptores #o povo. @m ano #e esta#ia em Biena tinha si#o suficiente para #ar!me a certeza #e %ue nenhum trabalha#or #everia persistir na teimosia #e n'o se preocupar com a a%uisi"'o #e um conhecimento mais certo #as con#i":es sociais. $ouco a pouco, familiarizei!me com a sua #outrina e #ela me utilizava como instrumento para a forma"'o #e minhas convic":es 4ntimas. )uase sempre a vit-ria se #eci#ia para o meu la#o. .o#o esfor"o #evia ser tenta#o para salvar as massas, ain#a com gran#es sacrif4cios #e tempo e #e paci2ncia. =o la#o #os ju#eus nenhuma esperan"a havia, por/m, #e libertá!los #e um mo#o #e encarar as coisas. (esse tempo, na minha ingenui#a#e #e jovem, acre#itei po#er evi#enciar os erros #a sua #outrina. (o pe%ueno c4rculo em %ue agia, esfor"ava!me, por to#os os meios ao meu alcance, por convenc2!los #a perniciosi#a#e #os erros #o mar6ismo e pensava atingir esse objetivo, mas o contrário / o %ue acontecia sempre. $arecia %ue o e6ame ca#a vez mais profun#o #a atua"'o #elet/ria #as teorias sociais #emocráticas nas suas aplica":es servia apenas para tornar ain#a mais firmes as #ecis:es #os ju#eus. )uanto mais eu conten#ia com eles, melhor apren#ia a sua #ial/tica. $artiam eles #a

cren"a na estupi#ez #os seus a#versários e %uan#o isso n'o #ava resulta#o fingiam!se eles mesmos #e est*pi#os. <e falhavam esses recursos, eles se recusavam a enten#er o %ue se lhes #izia e, #e repente, pulavam para outro assunto, sa4am!se com ver#a#eiros truismos %ue, uma vez aceitos, tratavam #e aplicar em casos inteiramente #iferentes. 3nt'o %uan#o, #e novo, eram apanha#os no pr-prio terreno %ue lhes era familiar, fingiam fra%ueza e alegavam n'o possuir conhecimentos preciosos. $or on#e %uer %ue se pegassem esses ap-stolos, eles escapuliam como enguias #as m'os #os a#versários. )uan#o, um #eles, na presen"a #e vários observa#ores, era #errota#o t'o completamente %ue n'o tinha outra sa4#a sen'o concor#ar, e %ue se pensava haver #a#o um passo para a frente, e6perimentava!se a #ecep"'o #e, no #ia seguinte, ver o a#versário a#mira#o #e %ue assim se pensasse. ? ju#eu es%uecia inteiramente o %ue se lhe havia #ito na v/spera e repetia os mesmos antigos absur#os, como se na#a, absolutamente na#a, houvesse aconteci#o. >ingia!se encoleriza#o, surpreen#i#o e, sobretu#o, es%ueci#o #e tu#o, e6ceto #e %ue o #ebate tinha termina#o por evi#enciar a ver#a#e #e suas afirma":es. 3u ficava pasmo. ('o se sabia o %ue mais a#mirar, se a sua lo%uaci#a#e, se o seu talento na arte #e mentir. 9ra#ualmente comecei a o#iá!los. .u#o isso tinha, por/m, um la#o bom. (os c4rculos em %ue os a#eptos, ou pelo menos os propaga#ores #a social!#emocracia, ca4am sob as minhas vistas, crescia o meu amor pelo meu pr-prio povo. )uem po#eria honestamente anatematizar as infelizes v4timas #esses corruptores #o povo, #epois #e conhecer!lhes as #iab-licas habili#a#es8 5omo era #if4cil, at/ mesmo a mim, #ominar a #ial/tica #e mentiras #essa ra"aV )u'o imposs4vel era %ual%uer 26ito nas #iscuss:es com homens %ue invertem to#as as ver#a#es, %ue negam #escara#amente o argumento ain#a há pouco apresenta#o para, no minuto seguinte, reivin#icá!lo para siV )uanto mais eu me aprofun#ava no conhecimento #a psicologia #os ju#eus, mais me via na obriga"'o #e per#oar aos trabalha#ores. &os meus olhos, a culpa maior n'o #eve recair sobre os operários mas sim sobre to#os a%ueles %ue acham n'o valer a pena compa#ecer!se #a sua sorte, com estrita justi"a #ar aos filhos #o povo o %ue lhes / #evi#o, mas poupar os %ue os #esencaminham e corrompem. Leva#o pelas li":es #a e6peri2ncia #e to#os os #ias, comecei a pes%uisar as fontes #a #outrina mar6ista. 3m casos in#ivi#uais, a sua atua"'o me parecia clara. =iariamente, eu observava os seus progressos e, com um pouco #e imagina"'o, po#ia avaliar as suas conse%U2ncias. & [nica %uest'o a e6aminar era saber se os seus fun#a#ores tinham presente no esp4rito to#os os resulta#os #e sua inven"'o ou se eles mesmos eram vitimas #e um erro. &s #uas hip-teses me pareciam poss4veis. (o primeiro caso, era #ever #e to#o ser pensante colocar!se H frente #a rea"'o contra esse #esgra"a#o movimento, para evitar %ue chegasse Hs suas e6tremas conse%U2ncias na segun#a hip-tese, os cria#ores #essa epi#emia coletiva #everiam ter si#o esp4ritos ver#a#eiramente #iab-licos, pois s- um c/rebro #e monstro ! e n'o o #e um homem ! po#eria aceitar o plano #e uma organiza"'o #e tal porte, cujo objetivo final con#uzirá H #estrui"'o #a cultura humana e H ru4na #o mun#o. (esse *ltimo caso, a solu"'o %ue se impunha, como *ltima tábua #e salva"'o, era a luta com to#as as armas %ue pu#esse abra"ar a raz'o e a vonta#e #os homens, mesmo se a sorte #o combate fosse #uvi#osa.

&ssim comecei a entrar em contato com os fun#a#ores #a #outrina a fim #e po#er estu#ar os princ4pios em %ue se fun#ava o movimento mar6ista. 5onsegui esse objetivo mais #epressa #o %ue me seria l4cito supor, #evi#o aos conhecimentos %ue possu4a sobre a %uest'o sem4tica, embora ain#a n'o muito profun#os. 3ssa circunstTncia tornou poss4vel uma compara"'o prática entre as reali#a#es #o mesmo e as reivin#ica":es te-ricas #a social!#emocracia, %ue tanto me tinha au6ilia#o a enten#er os m/to#os verbais #o povo ju#eu, cuja principal preocupa"'o / ocultar ou pelo menos #isfar"ar os seus pensamentos. <eu objetivo real n'o está e6presso nas linhas mas oculto nas entrelinhas. >oi por esse tempo %ue se operou em mim a maior mo#ifica"'o #e i#/ias %ue #evia e6perimentar. =e inoperante ci#a#'o #o mun#o passei a ser um fanático anti!semita. Mais uma vez ain#a ! e agora pela *ltima vez ! pensamentos sombrios me arrastavam ao #esTnimo. =urante meus estu#os sobre a influ2ncia #a na"'o ju#aica, atrav/s #e longos per4o#os #a hist-ria #a civiliza"'o, o t/trico problema se armou #iante #e mim n'o teria inescrutável #estino, por motivos ignora#os por n-s, pobres mortais, #ecreta#o a vit-ria final #essa pe%uena na"'o8 & esse povo n'o teria si#o #estina#o o #om4nio #a .erra como uma recompensa8 Z propor"'o %ue me aprofun#ava no conhecimento #a #outrina mar6ista e me esfor"ava por ter uma i#/ia mais clara #as ativi#a#es #o mar6ismo, os pr-prios acontecimentos se encarregavam #e #ar uma resposta H%uelas #*vi#as. & #outrina ju#aica #o mar6ismo repele o princ4pio aristocrático na natureza. 5ontra o privil/gio eterno #o po#er e #a for"a #o in#iv4#uo levanta o po#er #as massas e o peso! morto #o n*mero. (ega o valor #o in#iv4#uo, combate a importTncia #as nacionali#a#es e #as ra"as, anulan#o assim na humani#a#e a raz'o #e sua e6ist2ncia e #e sua cultura. $or essa maneira #e encarar o universo, con#uziria a humani#a#e a aban#onar %ual%uer no"'o #e or#em. 3 como nesse gran#e organismo, s- o caos po#eria resultar #a aplica"'o #esses princ4pios, a ru4na seria o #esfecho final para to#os os habitantes #a .erra. <e o ju#eu, com o au6ilio #o seu cre#o mar6ista, con%uistar as na":es #o mun#o, a sua coroa #e vit-rias será a coroa mortuária #a ra"a humana e, ent'o, o planeta vazio #e homens, mais uma vez, como há milh:es #e anos, errará pelo /ter. & natureza sempre se vinga ine6oravelmente #e to#as as usurpa":es contra o seu #om4nio. $or isso, acre#ito agora %ue ajo #e acor#o com as prescri":es #o 5ria#or ?nipotente. Lutan#o contra o ju#a4smo, estou realizan#o a obra #e =eus. 2AP9TULO III RE7LE3;ES .ERAIS SO<RE A POL9TI2A DA =PO2A DE MIN>A ESTADA EM %IENA 3stou convenci#o #e %ue, a menos %ue se trate #e in#iv4#uos #ota#os #e #ons e6cepcionais, o homem, em geral, n'o se #eve ocupar, publicamente, #e pol4tica, antes #os trinta anos #e i#a#e. ('o o #eve, por%ue s- ent'o se realiza, o mais #as vezes, a forma"'o #e uma base #e i#/ias, #e acor#o com a %ual, ele e6amina os #iferentes problemas pol4ticos e #etermina a sua atitu#e #efinitiva em rela"'o aos mesmos. <- #epois #e a#%uirir uma tal concep"'o fun#amental e #e alcan"ar, por meio #ela, firmeza no! mo#o #e encarar as %uest:es particulares #o seu tempo, #eve ou po#e o homem, intelectualmente ama#ureci#o, tomar parte na #ire"'o #a coisa p*blica.

& n'o ser assim, corre ele o perigo #e um #ia mu#ar #e atitu#e sobre %uest:es essenciais ou, contra as suas i#/ias e sentimentos, permanecer fiel a uma maneira #e ver #es#e muito tempo repeli#a pela sua raz'o, pelas suas convic":es. ? primeiro caso, /, para o in#iv4#uo pessoalmente #oloroso, por%ue, %uem vacila n'o tem mais o #ireito #e esperar %ue a f/ #e seus a#eptos tenha a inabalável firmeza %ue #antes tinha e, para os seus #irigi#os, a fra%ueza #o chefe sempre se tra#uz em perple6i#a#e e n'o raro no sentimento #e um certo ve6ame em face #a%ueles %ue at/ ent'o combatiam. 3m segun#o lugar, sobrevem o %ue. sobretu#o hoje, / muito fre%Uente7 H me#i#a %ue o chefe n'o #á mais cr/#ito ao %ue ele pr-prio #isse, a sua #efesa torna!se mais fraca e, por isso mesmo, vulgar %uanto H escolha #os meios. &o passo %ue ele pr-prio n'o pensa mais em #efen#er os seus pontos #e vista pol4ticos (ningu/m morre por a%uilo em %ue n'o cr2), as suas e6ig2ncias junto aos seus parti#ários, tornam!se proporcionalmente ca#a vez mais impru#entes at/ %ue, afinal, ele sacrifica as suas *ltimas %uali#a#es #e chefe para converter!se num 0pol4tico0, isto /, nesse tipo #e homem cujo *nico sentimento ver#a#eiro / a falta #e sentimento, ao la#o #e uma arrogante impertin2ncia e uma #escara#a arte #e mentir. <e, por infelici#a#e #os homens #ecentes, um sujeito #esses chega ao $arlamento, #eve saber!se #es#e logo %ue, para ele, a ess2ncia #a pol4tica consiste apenas numa luta her-ica pela posse #ura#oura #e uma 0mama#eira0 para si e para a sua fam4lia. )uanto mais #epen#am #ele mulher e filhos, tanto mais aferra#amente lutará pelo seu man#ato. )ual%uer outro homem #e ver#a#eiros instintos pol4ticos /, por isso mesmo, seu inimigo pessoal. 3m %ual%uer novo movimento, fareja ele o poss4vel come"o #o fim #e sua carreira, e em ca#a homem superior a probabili#a#e #e um perigo %ue amea"a. &#iante, falarei mais #etalha#amente #essa esp/cie #e percevejos parlamentares. ? homem #e trinta anos ain#a terá #e apren#er muito, no curso #e sua vi#a, mas isso será apenas o complemento e acabamento #o %ua#ro #outrinário tra"a#o pela concep"'o por ele já aceita. $ara ele, apren#er n'o / mais mu#ar #e m/to#o, mas enri%uecer os seus conhecimentos e seus parti#ários n'o ter'o #e suportar a ang*stia #e at/ ent'o terem recebi#o #ele ensinamentos errôneos, mas, ao contrário, a evi#ente evolu"'o #o chefe lhes #ará satisfa"'o, por%ue o %ue este apren#e significa o aprofun#amento #a #outrina #eles. 3 isso / uma prova #a justeza #e suas intui":es. @m chefe pol4tico %ue se vir na conting2ncia #e aban#onar as suas i#/ias, reconhecen#o! as como falsas, s- proce#erá com #ec2ncia se, ao reconhecer a falsi#a#e #as mesmas, estiver #isposto a ir at/ Hs *ltimas conse%U2ncias. 3m tal caso, #eve, no m4nimo, renunciar ao e6erc4cio p*blico #e uma futura ativi#a#e pol4tica. $or%ue, ten#o a#miti#o o reconhecimento #e um erro fun#amental, fica aberta a possibili#a#e #e uma segun#a #esca4#a. =e mo#o algum, po#e mais preten#er ou e6igir a confian"a #e seus conci#a#'os. &testa %u'o pouco se aten#e hoje a esse #ecoro a vileza #a canalha %ue, ! por vezes, se julga chama#a a 0fazer0 pol4tica. =a regra geral %uase ningu/m escapa. ?utrora, sempre me abstive #e ingressar publicamente na vi#a p*blica, se bem %ue sempre me tivesse preocupa#o com a pol4tica, mais %ue muitos outros. <- a c4rculos restritos falava eu #o %ue me impelia ou atraia. 3 o falar em pe%uenos grupos tinha, em si, #e certo mo#o, muita utili#a#e. (o m4nimo, eu apren#ia a 0falar0 e com isso a conhecer os homens nas maneiras #e ver e #e objetar, Hs vezes e6tremamente simplistas. &ssim, sem per#er tempo nem oportuni#a#e, aperfei"oava o meu esp4rito. & ocasi'o era, nesse tempo, em Biena, mais favorável #o %ue em %ual%uer parte #a &lemanha. &s i#/ias pol4ticas em voga, na velha Monar%uia #o =an*bio, eram #e mais interesses

%ue na velha &lemanha #a mesma /poca, e6ceto em parte #a $r*ssia, em ;amburgo e nas costas #o Mar #o (orte. <ob a #enomina"'o #e 0Sustria0 enten#o nesse caso, o #om4nio #o gran#e ,mp/rio #os ;absburgos, em %ue a popula"'o alem' era, sob to#os os aspectos, n'o somente o motivo hist-rico #a forma"'o #a%uele 3sta#o, mas a for"a %ue, por si s-, #urante s/culos, tornara poss4vel a forma"'o cultural #o pa4s. )uanto mais o tempo passava, mais #epen#iam #a conserva"'o #essa 0c/lula mater0 a estabili#a#e e o futuro #a%uele 3sta#o. ?s velhos #om4nios here#itários eram o cora"'o #o ,mp/rio, %ue sempre fornecia sangue fresco H circula"'o #a vi#a #o 3sta#o e #a sua cultura. Biena era, ent'o, ao mesmo tempo, c/rebro e vonta#e. <- pelo seu aspecto e6terior, Biena se impunha como a rainha #a%uele conglomera#o #e povos. & magnific2ncia #e sua beleza fazia es%uecer o %ue ali havia #e mau. $or mais violentamente %ue palpitasse o ,mp/rio, no interior, em sangrentas lutas #as #iferentes ra"as, o estrangeiro e, em particular, os alem'es, s- viam, na Sustria, a imagem agra#ável #e Biena. Maior ain#a era a ilus'o por%ue, a esse tempo, Biena parecia ter atingi#o a sua fase #e maior prosperi#a#e. <ob o governo #e um burgomestre ver#a#eiramente genial, #espertava a venerável resi#2ncia #o soberano #o velho ,mp/rio, mais uma vez, para uma vi#a maravilhosa. ? *ltimo gran#e alem'o, o cria#or #o povo #e coloniza#ores #a fronteira oriental, n'o era ti#o oficialmente entre os chama#os 0esta#istas0. ? =r. Lueger, ten#o presta#o inau#itos servi"os como burgomestre #a 0cabe"a #o 3sta#o0 e 0ci#a#e resi#2ncia0 (Biena), fazen#o!a progre#ir, como por encanto, em to#os os #om4nios econômicos e culturais, fortalecera o cora"'o #o ,mp/rio, tornan#o!se assim, in#iretamente, maior esta#ista %ue to#os os 0#iplomatas0 #e ent'o reuni#os. <e o aglomera#o #e povos a %ue se #á o nome #e 0Sustria0 fracassou, isso na#a %uer #izer contra a capaci#a#e pol4tica #o germanismo na antiga fronteira oriental, mas / o resulta#o for"a#o #a impossibili#a#e em %ue se encontravam #ez milh:es #e in#iv4#uos #e conservarem #ura#ouramente um 3sta#o #e #iferentes ra"as com cin%Uenta milh:es #e habitantes, a n'o ser %ue ocorressem na ocasi'o oportuna #etermina#as circunstTncias favoráveis. ? alem'o austr4aco teve %ue enfrentar um problema acima #as suas possibili#a#es. 3le sempre se acostumou a viver no %ua#ro #e um gran#e 3sta#o e nunca per#eu o sentimento inerente H sua miss'o hist-rica. 3ra o *nico, na%uele 3sta#o, %ue, al/m #as fronteiras #o aperta#o #om4nio #a coroa, via ain#a as fronteiras #o ,mp/rio. )uan#o, afinal o #estino o separou #a pátria comum, ele tentou tomar a si a gran#iosa tareia #e tornar se senhor e conservar o germanismo %ue seus pais, outrora, em infin#os combates, haviam imposto ao leste. & prop-sito, conv2m n'o es%uecer %ue isso aconteceu com for"as #ivi#i#as, pois, no esp4rito #os melhores #escen#entes #a ra"a alem', nunca cessou a recor#a"'o #a ! pátria comum #e %ue a Sustria era uma parte. ? horizonte geral #o alem'o!austr4aco era proporcionalmente mais amplo. &s suas rela":es econômicas abrangiam %uase to#o o multiforme ,mp/rio. )uase to#as as empresas ver#a#eiramente gran#es se achavam em suas m'os e o pessoal #irigente, t/cnicos e funcionários, era na maior parte coloca#o por ele. 3ra tamb/m o #etentor #o com/rcio e6terior em tu#o o %ue o ju#a4smo ain#a n'o havia posto a m'o, nesse campo #e suas prefer2ncias. <- o alem'o conservava o 3sta#o politicamente uni#o. Já o servi"o militar o punha fora #o lar. ? recruta alem'o austr4aco ingressaria talvez, #e prefer2ncia, num regimento alem'o, mas o regimento po#eria estar tanto na ;erzegovina como em Biena ou na 9al4cia. o corpo #e oficiais era sempre alem'o, prevalecen#o sobre o alto funcionalismo. &lem's, finalmente, eram a arte e a ci2ncia. &bstra"'o feita #o 0Oitsch0 %ue / o novo

processo na &rte, cuja pro#u"'o po#ia ser sem #*vi#a tamb/m #e um povo #e negros, era s- o alem'o o possui#or e vulgariza#or #o ver#a#eiro sentimento art4stico. 3m m*sica, literatura, escultura e pintura, era Biena a fonte %ue inesgotavelmente abastecia, sem cessar, to#a a #upla monar%uia. ? germanismo era enfim o #etentor #e to#a a pol4tica e6terna, abs. train#o!se um pouco #a ;ungria. $ortanto, era v' to#a tentativa #e conservar o ,mp/rio, Bisto faltar, para isso, a con#i"'o essencial. $ara o 3sta#o #e povos austr4acos s- havia uma possibili#a#e7 vencer as for"as centrifugas #as #iferentes ra"as. ? 3sta#o, ou tornava!se central e interiormente organiza#o, ou n'o po#ia e6istir. 3m vários momentos #e luci#ez nacional, essa i#/ia chegou Hs 0alt4ssimas0 esferas, para logo ser es%ueci#a ou ser posta #e la#o por ine6e%U4vel. .o#o pensamento #e um refor"o #a >e#era"'o, for"osamente teria #e fracassar em conse%U2ncia #a falta #e um n*cleo estatal #e for"a pre#ominante. & isso acrescentem!se as con#i":es intrinsecamente #iferentes #o 3sta#o austr4aco em face #o ,mp/rio alem'o, segun#o o conceito #e AismarcO. ! (a &lemanha tratava!se apenas #e vencer as tra#i":es pol4ticas, pois sempre houve uma base comum cultural. &ntes #e tu#o, possu4a o 1eich, H e6ce"'o #e pe%uenos fragmentos estranhos, um povo *nico. ,nversa era a situa"'o #a Sustria. Lá a recor#a"'o #a pr-pria gran#eza, em ca#a ra"a, #esapareceu inteiramente ou foi apaga#a pela esponja #o tempo ou pelo menos tornou!se confusa e in#istinta. $or isso, #esenvolveram!se, ent'o, na era #os princ4pios nacionalistas, as for"as racistas. Benc2!las tornava!se relativamente mais #if4cil, visto %ue, H margem #a monar%uia, come"aram a formar!se 3sta#os nacionais, cujos ! povos, racialmente aparenta#os ou iguais Hs na":es #esmembra#as, po#iam e6ercer mais for"a #e atra"'o, ao contrário #o %ue acontecia com o austro!alem'o. & pr-pria Biena n'o po#ia resistir por muito tempo a essa luta. 5om o #esenvolvimento #e Au#apeste, %ue se tornou gran#e ci#a#e tinha ela, pela primeira vez, uma rival, cuja miss'o n'o era mais a concentra"'o #e to#a a monar%uia, mas antes o fortalecimento #e uma parte #a mesma. =entro #e pouco tempo, $raga seguiu o e6emplo e #epois Lemberg, Laibach, etc. 5om a eleva"'o #essas ci#a#es, outrora provincianas, a metr-poles nacionais, formaram se n*cleos culturais mais ou menos in#epen#entes. 3 #ai as ten#2ncias nacionalistas #as #iferentes ra"as. &ssim #evia apro6imar!se o momento em %ue as for"as motrizes #esses 3sta#os seriam mais po#erosas %ue a for"a #os interesses comuns e, ent'o, e6tinguir!se!ia a Sustria. 3ssa evolu"'o tomou fei"'o #efini#a #epois #a morte #e Jos/ ,,, #epen#en#o a sua rapi#ez #e uma s/rie #e fatores em parte inerentes H pr-pria monar%uia, mas %ue por outro la#o eram o resulta#o #a atitu#e #o 1eich na pol4tica internacional #e ent'o. <e se preten#esse seriamente a#mitir a possibili#a#e #a conserva"'o #a%uele 3sta#o e lutar por ela, s- se po#eria ter por objetivo uma centraliza"'o absoluta e obstina#a. =epois, primeiro %ue tu#o, se #evia acentuar, pela fi6a"'o #e uma l4ngua oficial una, a homogenei#a#e pura e formal, cuja #ire"'o, por/m, #eteria nas m'os os e6pe#ientes t/cnicos, pois sem isso n'o po#e subsistir um 3sta#o uno. =epois, com o tempo, tratar!se!ia #e #esenvolver um sentimento nacional uno, por meio #as escolas e #a instru"'o. ,sso n'o se alcan"aria em #ez ou vinte anos, mas em s/culos, pois em to#as as %uest:es #e coloniza"'o a pertinácia vale mais %ue a energia #o momento.

5ompreen#e!se, sem maiores e6plica":es, %ue a a#ministra"'o, bem como a #ire"'o pol4tica, #everiam ser con#uzi#as com a mais rigorosa uni#a#e #e vistas. 3ra para mim imensamente instrutivo e6aminar por%ue isso n'o aconteceu, ou melhor, por%ue n'o se fez isso. ? culpa#o por essa omiss'o foi o culpa#o pelo #esmoronamento #o 1eich. Mais %ue %ual%uer outro 3sta#o estava a antiga Sustria #epen#ente #a intelig2ncia #os seus guias. & ela faltava o fun#amento #o 3sta#o nacional, %ue possui, na base racista, sempre uma for"a #e conserva"'o. ? 3sta#o racionalmente uno po#e suportar a natural in/rcia #e seus habitantes (e a for"a #e resist2ncia a ela inerente), a pior a#ministra"'o, a pior #ire"'o, por per4o#os #e tempo espantosamente longos, sem por isso subverter!se. Muitas vezes, tem!se a impress'o #e %ue em tal corpo n'o há mais vi#a, / como se estivesse morto e bem morto. =e repente, o suposto ca#áver se levanta e #á aos homens surpreen#entes sinais #e sua for"a vital. &ssim n'o acontece com um 3sta#o composto #e ra"as #iferentes, manti#o, n'o pelo sangue comum, mas por um s- pulso. (esse caso, %ual%uer fra%ueza na #ire"'o po#e n'o scon#uzir o 3sta#o H estagna"'o como #ar causa ao #espertar #os instintos in#ivi#uais, %ue sempre e6istem, sem %ue em tempo oportuno possa e6ercer!se uma vonta#e pre#ominante. <- por via #e uma e#uca"'o comum, #urante s/culos, por uma tra#i"'o comum, por interesses comuns, po#e esse perigo ser atenua#o. $or isso, tais forma":es estatais, %uanto mais jovens, mais #epen#entes s'o #a superiori#a#e #a #ire"'o e %uan#o s'o obras #e homens violentos ou #e her-is espirituais, logo #esaparecem ap-s a morte #e seu gran#e fun#a#or. Mas, mesmo #epois #e s/culos, esses perigos n'o #evem ser consi#era#os como venci#os apenas a#ormecem, para, Hs vezes, #espertarem #e repente, %uan#o a fra%ueza #a #ire"'o comum e a for"a #a e#uca"'o e a sublimi#a#e #e to#as as tra#i":es n'o po#em mais #ominar o impulso #a pr-pria vitali#a#e #as #iferentes ra"as. ('o ter compreen#i#o isso / talvez a culpa, #e t'o trágicas conse%U2ncias, #a casa #os ;absburgos. <- a um #eles o #estino apresentou o fanal, %ue logo #epois se apagou para sempre, #o #estino #a sua pátria. Jos/ ,,, impera#or cat-lico!romano, viu, angustiosamente, %ue, um #ia, no re#emoinho #e uma Aabilônia #e povos %ue se comprimiam H fronteira #o ,mp/rio, #esapareceria a sua 5asa, a n'o ser %ue, H *ltima hora, fossem sana#os os #escui#os #os antepassa#os. 5om sobre!humana for"a, o 0amigo #os homens0 tentou reme#iar a neglig2ncia #e seus antecessores e procurou recuperar em #/ca#as o %ue se havia per#i#o em s/culos. <e para a realiza"'o #e sua obra, ao menos #uas gera":es, #epois #ele, tivessem continua#o, com o mesmo afinco, a tarefa inicia#a, provavelmente se teria realiza#o o milagre. Mas %uan#o, ap-s #ez anos #e governo, faleceu, e6austo #e corpo e #e esp4rito, com ele caiu a sua obra no t*mulo, para n'o mais #espertar, para a#ormecer para sempre na sepultura. ?s seus sucessores n'o estavam H altura #a tarefa, nem pela intelig2ncia, nem pela energia. )uan#o, atrav/s #a 3uropa, flamejavam os primeiros sinais #a tempesta#e revolucionária, come"ou tamb/m a Sustria a pegar fogo, pouco a pouco. )uan#o, por/m, o inc2n#io irrompeu afinal, já a fogueira era ati"a#a menos por causas sociais ou pol4ticas %ue por for"as impulsoras #e origem racial. 3m outra parte %ual%uer, a revolu"'o #e CLGL po#ia ser uma luta #e classes, mas na Sustria já era o come"o #e um novo conflito racial. )uan#o o alem'o #a%uele tempo, es%uecen#o ou n'o reconhecen#o essa origem, se colocava a servi"o #a subleva"'o

revolucionária, tra"ava ele pr-prio o seu #estino. 5om isso au6iliava o #espertar #o esp4rito #a #emocracia oci#ental, %ue, #entro #e pouco tempo, teria #e subverter!se!lhe a base #a pr-pria e6ist2ncia. 5om a forma"'o #e um corpo representativo parlamentar, sem o pr/vio estabelecimento e fi6a"'o #e uma l4ngua oficial, foi coloca#a a pe#ra fun#amental #o fim #o #om4nio #o germanismo na monar%uia #os ;absburgos. =es#e esse momento, estava per#i#o tamb/m o pr-prio 3sta#o. ? %ue se seguiu foi apenas a li%ui#a"'o hist-rica #e um ,mp/rio. 3ra t'o comovente %u'o instrutivo acompanhar essa #ecomposi"'o. <ob milhares #e formas realizava!se aos poucos a e6ecu"'o #essa senten"a hist-rica. ? fato #e %ue parte #os homens se agitava Hs cegas atrav/s #os acontecimentos prova apenas %ue estava na vonta#e #os #euses o ani%uilamento #a Sustria. ('o #esejo per#er me a%ui em min*cias, pois esse n'o / o fim #este livro. &penas %uero incluir no %ua#ro geral #e uma observa"'o a%ueles acontecimentos %ue, como causas sempre invariáveis #a #eca#2ncia #e povos e 3sta#os, tamb/m t2m significa"'o para o nosso tempo e finalmente se fazem sentir, em apoio #os fun#amentos #e meu pensamento pol4tico. 3ntre as institui":es %ue, aos olhos mesmo pouco perspicazes #o ci#a#'o comum, mais claramente po#iam ! mostrar a #ecomposi"'o #a monar%uia austr4aca, estava, em primeiro lugar, a%uela %ue parecia #ever procurar na for"a a raz'o #e sua pr-pria e6ist2ncia, isto /, o $arlamento ou, como se #izia na Sustria, o 5onselho #o ,mp/rio (01eichsrat0). 3vi#entemente, o mo#elo #essa corpora"'o encontrava!se na ,nglaterra, o pa4s #a 0#emocracia0 clássica. =e lá transportaram essa mal#ita institui"'o e estabeleceram!na em Biena, tanto %uanto poss4vel sem mo#ificá!la. (a &bgeor#netenhaus e na ;errenhaus, o sistema bicameral ingl2s festejava a sua ressurrei"'o. &s 0casas0 eram, por/m, algo #iferentes. )uan#o, outrora, AarrR fez surgir #as on#as #o .Tmisa o seu palácio #o $arlamento, mergulhou na ;ist-ria #o ,mp/rio AritTnico e retirou #ela ornatos para os CFJJ nichos, consolos e colunas #e sua monumental constru"'o. &ssim as 5Tmaras #os 5omuns e #os Lor#es se tornaram, pelas suas esculturas e pinturas, o templo #a gl-ria nacional. &4 surgiu a primeira #ificul#a#e para Biena. )uan#o o #inamar%u2s ;ansen acabava #e colocar a *ltima cumeeira #a casa #e mármore para os novos representantes #o povo, s- lhe restava, para #ecora"'o, recorrer a empr/stimos H arte clássica. ?s esta#istas e fil-sofos gregos e romanos embelezaram esse teatro #a 0#emocracia oci#ental0 e, com ironia simb-lica, avan"am sobre as #uas casas %ua#rigas em #ire"'o aos %uatros pontos car#eais, e6pressan#o melhor, #essa maneira, as ten#2ncias #ivergentes ent'o e6istentes no interior. &s várias ra"as tomariam como ofensa e provoca"'o %ue nessa obra se glorificasse a ;ist-ria #a Sustria, e6atamente como no imp/rio &lem'o foi preciso vir o ribombar #as batalhas #a guerra mun#ial para %ue se ousasse consagrar ao povo alem'o a obra #e Nallot ! o 1eichstag. )uan#o, com menos #e FJ anos #e i#a#e, penetrei no majestoso palácio #e >ranzensring, para assistir, como ouvinte e especta#or a uma sess'o #a 5Tmara #os =eputa#os, senti!me possu4#o #os mais #esencontra#os sentimentos. <empre o#iei o $arlamento, mas n'o a institui"'o em si. &o contrário, como homem #e sentimentos liberais, eu n'o po#ia imaginar outra possibili#a#e #e governo, pois a i#/ia #e %ual%uer #ita#ura, #a#a a minha atitu#e em rela"'o H casa #os ;absburgos, seria consi#era#a um crime contra a liber#a#e e contra a raz'o. ('o pouco contribuiu para isso uma certa a#mira"'o pelo $arlamento ingl2s, %ue a#%uiri

insensivelmente, #evi#o H abun#ante leitura #e jornais #e minha juventu#e ! a#mira"'o %ue n'o po#eria per#er facilmente. 5ausava!me enorme impress'o a gravi#a#e com %ue a 5Tmara #os 5omuns cumpria a sua miss'o (como #e maneira t'o atraente costuma #escrever a nossa imprensa). $o#eria haver uma forma mais eleva#a #e self .government #e um povo8 Justamente por isso / %ue eu era um inimigo #o $arlamento austr4aco. 5onsi#erava a sua forma #e atua"'o in#igna #o gran#e mo#elo. &l/m #isso, acrescia o seguinte7 ? #estino #o germanismo (=eutschtum) no 3sta#o &ustr4aco #epen#ia #e sua posi"'o no 1eichsrot. &t/ H intro#u"'o #o sufrágio universal e secreto, os alem'es, no $arlamento, estavam em maioria, embora pe%uena. Já esse esta#o #e coisas era grave, pois n'o merecen#o a social!#emocracia a confian"a nacional, esta, para n'o afugentar os a#eptos n'o alem'es, era sempre, nas %uest:es cr4ticas referentes ao germanismo, contrária Hs aspira":es alem's. Já na%uela /poca a social!#emocracia n'o po#ia ser consi#era#a um parti#o alem'o. 5om a intro#u"'o #o sufrágio universal cessou a supremacia alem', numericamente falan#o. ('o havia, pois, nenhum empecilho no caminho #a futura #esgermaniza"'o #o 3sta#o. Já na%uele tempo, o instinto #e conserva"'o nacional fazia com %ue eu me sentisse pouco inclina#o pela representa"'o popular, na %ual a ra"a alem', em vez #e ser representa#a, era sempre tra4#a. 3ntretanto, esses #efeitos, como muitos outros, n'o #eviam ser atribu4#os ao sistema em si, mas ao 3sta#o austr4aco. 3u pensava outrora %ue, com o restabelecimento #a maioria alem', nos corpos representativos, n'o haveria mais necessi#a#e #e uma atitu#e #outrinária contra a%uela institui"'o,. en%uanto per#urasse o velho 3sta#o austr4aco. 5om essa #isposi"'o interior entrei pela primeira vez nos t'o sagra#os %u'o #isputa#os sal:es. + ver#a#e %ue para mim eles s- eram sagra#os #evi#o H beleza #a magn4fica constru"'o. @ma obra!prima hel2nica em terra alem'. Mas, #entro #e pouco tempo, sentia ver#a#eira in#igna"'o ao assistir ao lamentável espetáculo %ue se #esenrolava ante meus olhos. 3stavam presentes centenas #esses representantes #o povo, %ue tinham #e tomar atitu#e sobre uma %uest'o #e importTncia econômica. Aastou para mim esse primeiro #ia para fazer refletir #urante semanas e semanas sobre a situa"'o. ? conte*#o mental #o %ue se #iscutia era #e uma 0eleva"'o0 #eprimente, a julgar pelo %ue se po#ia compreen#er #o falat-rio, pois alguns #eputa#os n'o falavam alem'o e, sim l4nguas eslavas, ou melhor, seus #ialetos. ? %ue, at/ ent'o, s- conhecia atrav/s #a leitura #e jornais, tinha agora oportuni#a#e #e ouvir com os meus pr-prios ouvi#os. 3ra uma massa agita#a %ue gesticulava e gritava em to#os os tons. @m velhote inofensivo se esfor"ava, suan#o por to#os os poros, para restabelecer a #igni#a#e #a casa, agitan#o uma campainha, ora falan#o com benevol2ncia, ora amea"an#o. .ive #e rir. &lgumas semanas mais tar#e, tornei a aparecer na 5Tmara. ? %ua#ro estava mu#a#o a ponto #e n'o ser reconheci#o. & sala completamente vazia. =ormia!se lá em bai6o. &lguns #eputa#os se encontravam em seus lugares e bocejavam. @m #eles 0falava0. 3stava presente um vice presi#ente #a 5Tmara, o %ual, visivelmente aborreci#o, percorria a sala com os olhos. <urgiram!me as primeiras #*vi#as. 5a#a vez %ue se me oferecia uma oportuni#a#e, corria para lá. e observava silenciosa e atentamente o %ua#ro, ouvia os #iscursos, sempre

%ue po#ia compreen#2!los, estu#ava as fisionomias mais ou menos inteligentes #esses eleitos #as ra"as #a%uele triste 3sta#o e, aos poucos, fazia as minhas pr-prias refle6:es. Aastou um ano #essa calma observa"'o para mo#ificar ou afastar #efinitivamente o meu ju4zo sobre o caráter #essa institui"'o. (o meu 4ntimo já tinha toma#o atitu#e contra a forma a#ultera#a %ue essa institui"'o tomava na Sustria. Já n'o po#ia mais aceitar o $arlamento em si. &t/ ent'o eu vira o insucesso #o $arlamento austr4aco na falta #e uma maioria alem'7 agora, por/m, eu reconhecia a fatali#a#e na ess2ncia e caráter #essa institui"'o. (a%uela ocasi'o apresentou!se!me uma s/rie #e %uest:es. 5omecei a familiarizar!me com o princ4pio #a resolu"'o por maioria como base #e to#a a =emocracia. 3ntretanto, n'o #ispensava menor aten"'o aos valores mentais e morais #os cavalheiros %ue, como eleitos #o povo, #eviam servir a esse #esi#eratum.. &pren#i assim a conhecer ao mesmo tempo a institui"'o e os seus representantes. (o #ecurso #e alguns anos, #esenvolveu!se em minha mente o tipo plasticamente claro #o fenômeno mais respeitável #os nossos tempos, o homem parlamentar. 5ome"ou!se a gravar #e tal forma em minha mem-ria, %ue n'o sofreu mo#ifica"'o essencial #a4 por #iante. =esta vez tamb/m o ensino intuitivo #a reali#a#e prática evitou %ue eu aceitasse uma teoria %ue, H primeira vista, t'o se#utora parece a muitos e %ue, entretanto, #eve ser conta#a entre os sinais #e #eca#2ncia #a humani#a#e. & atual =emocracia #o oci#ente / a precursora #o mar6ismo, %ue sem ela seria inconceb4vel 3la oferece um terreno propicio, no %ual consegue #esenvolver!se a epi#emia. (a sua e6press'o e6terna ! o parlamentarismo ! apareceu como um mostrengo 0#e lama e #e fogo0, no %ual, a pesar meu, o fogo parece ter!se consumi#o #epressa #emais. <ou muito grato ao #estino por ter!me apresenta#o essa %uest'o a e6ame, anteriormente em Biena, pois cismo %ue, na &lemanha, n'o po#eria t2!la resolvi#o t'o facilmente. <e eu tivesse reconheci#o em Aerlim, pela primeira vez, o absur#o #essa institui"'o chama#a $arlamento, teria talvez cal#o no e6tremo oposto e, sem aparente boa raz'o, talvez me tivesse enfileira#o entre a%ueles a cujos olhos o bem #o povo e #o ,mp/rio está na e6alta"'o #a i#/ia imperial e %ue assim se p:em, cegamente, em oposi"'o H humani#a#e e ao seu tempo. ,sso seria imposs4vel na Sustria. L' n'o era t'o fácil cair #e um erro no outro. <e o $arlamento na#a valia, menos ain#a valiam os ;absburgos. Lá a rejei"'o #o parlamentarismo, por si s-, n'o resolveria na#a, pois ficaria #e p/ a pergunta7 e #epois8 & elimina"'o #o 1eichsrat #ei6aria ficar, como *nico po#er governamental, a casa #os ;absburgos, ! i#/ia %ue se me afigurava intolerável. & #ificul#a#e #esse caso particular con#uziu!me a estu#ar o problema #e maneira mais profun#a #o %ue, #e outra forma, teria feito em t'o ver#es anos. ? %ue mais %ue tu#o e com mais insist2ncia me fazia refletir no e6ame #o parlamentarismo era a falta evi#ente #e %ual%uer responsabili#a#e in#ivi#ual #os seus membros. ? $arlamento toma %ual%uer #ecis'o ! mesmo as #e conse%U2ncias mais funestas ! e ningu/m / por ela responsável, nem / chama#o a prestar contas. $o#e!se, porventura, falar em responsabili#a#e, %uan#o, ap-s um colapso sem prece#entes, o governo pe#e #emiss'o, %uan#o a coaliz'o se mo#ifica, ou mesmo o $arlamento se #issolve8 $o#erá, por acaso, uma maioria hesitante #e homens ser jamais responsabiliza#a8

('o está to#o conceito #e responsabili#a#e intimamente liga#o H personali#a#e8 $o#e!se, na prática, responsabilizar o #irigente #e um governo pelos atos cuja e6ist2ncia e e6ecu"'o #evem ser leva#as H conta #a vonta#e e #o arb4trio #e um gran#e grupo #e homens8 $orventura consistirá a tarefa #o esta#ista #irigente n'o tanto em pro#uzir um pensamento cria#or, um programa, como na arte com %ue torna compreens4vel a natureza #e seus planos a um est*pi#o rebanho, com o fim #e implorar!lhe o final assentimento8 $o#e ser crit/rio #e um esta#ista %ue ele #eva ser t'o forte na arte #e convencer como na habili#a#e pol4tica #a escolha #as gran#es linhas #e con#uta ou #e #ecis'o8 3stá prova#a a incapaci#a#e #e um #irigente pelo fato #e n'o conseguir ele ganhar, para uma #etermina#a i#/ia, a maioria #e uma aglomera"'o reuni#a mais ou menos por simples acaso8 Já aconteceu %ue essas cTmaras compreen#essem uma i#/ia antes %ue o 26ito se tornasse o proclama#or #a gran#eza #essa mesma i#/ia8 .o#a a"'o genial neste mun#o n'o / um protesto #o g2nio contra a in/rcia #a massa8 )ue po#e fazer o esta#ista %ue s- consegue pela lisonja con%uistar o favor #esse aglomera#o para os seus planos8 =eve ele comprar o apoio #esses representantes #o povo ou #eve ! em lace #a tolice #a e6ecu"'o #as tarefas consi#era#as vitais ! retrair!se e permanecer inativo8 3m tal caso, n'o se #á um conflito insol*vel entre a aceita"'o #esse esta#o #e coisas e a #ec2ncia ou, melhor, a opini'o sincera. ?n#e está o limite %ue separa o #ever para com a coletivi#a#e e o compromisso #a honra pessoal8 )ual%uer ver#a#eiro #irigente n'o #everá abster!se #e #egra#ar!se assim em aproveita#or pol4tico8 3, inversamente, n'o #everá to#o aproveita#or estar #estina#o a 0fazer0 pol4tica, #es#e %ue a responsabili#a#e n'o caberá, afinal, a ele, mas H massa intang4vel8 ? princ4pio #a maioria parlamentar n'o #eve con#uzir ao #esaparecimento #a uni#a#e #e #ire"'o8 &cre#itamos, acaso, %ue o progresso neste mun#o provenha #a a"'o combina#a #e maiorias e n'o #e c/rebros in#ivi#uais8 ?u pensa!se %ue, no futuro, po#emos #ispensar essa concep"'o #e cultura humana8 ('o parece, ao contrário, %ue a compet2ncia hoje seja mais necessária #o %ue nunca8 (egan#o a autori#a#e #o in#iv4#uo e substituin#o!a pela soma #a massa presente em %ual%uer tempo, o princ4pio parlamentar #o consentimento #a maioria peca contra o princ4pio básico #a aristocracia #a natureza e, sob esse ponto #e vista, o conceito #o princ4pio parlamentar sobre a nobreza na#a tem a ver com a #eca#2ncia atual #e nossa alta socie#a#e. $ara um leitor #e jornais ju#eus / #if4cil imaginar os mais %ue a ,nstitui"'o #o controle #emocrático pelo parlamento ocasiona, a n'o ser %ue ele tenha apren#i#o a pensar e a e6aminar o assunto com in#epen#2ncia. 3la / a causa principal #a incr4vel #omina"'o #e to#a a vi#a pol4tica justamente pelos elementos #e menos valor. )uanto mais os ver#a#eiros chefes forem afasta#os #as ativi#a#es pol4ticas, %ue consistem principalmente, n'o em trabalho criativo e pro#u"'o, mas no regatear e comprar os favores #a maioria, tanto mais a atua"'o pol4tica #escerá ao n4vel #as mentali#a#es vulgares e tanto mais essas se sentir'o atra4#as para a vi#a p*blica. )uanto mais tacanho for, hoje em #ia, em esp4rito e saber, um tal merca#or #e couros,

%uanto mais clara a sua pr-pria intui"'o lhe fizer ver a sua triste figura, tanto mais louvará ele um sistema %ue n'o lhe e6ige a for"a e o g2nio #e um gigante, mas contenta!se com a ast*cia #e um alcai#e e chega mesmo a ver com melhores olhos essa esp/cie #e sapi2ncia %ue a #e um $/ricles. &l/m #isso, um palerma assim n'o precisa atormentar!se com a responsabili#a#e #e sua a"'o. 3le está fun#amentalmente isento #essa preocupa"'o, por%ue, %ual%uer %ue seja o resulta#o #e suas tolices #e esta#ista, sabe ele muito bem %ue, #es#e muito tempo, o seu fim está escrito7 um #ia terá #e ce#er o lugar a um outro esp4rito t'o gran#e %uanto ele pr-prio. @ma #as caracter4sticas #e tal #eca#2ncia / o fato #e aumentar a %uanti#a#e #e 0gran#es esta#istas0 H propor"'o %ue se contrai a escala #o valor in#ivi#ual. ? valor pessoal terá #e tornar!se menor H me#i#a %ue crescer a sua #epen#2ncia #e maiorias parlamentares, pois tanto os gran#es esp4ritos recusar'o ser esbirros #e ignorant:es e tagarelas, como, inversamente, os representantes #a maioria, isto /, #a estupi#ez, na#a mais o#eiam %ue uma cabe"a %ue reflete. <empre consola a uma assembl/ia #e simpl-rios conselheiros municipais saber %ue tem H sua frente um chefe cuja sabe#oria correspon#e ao n4vel #os presentes. 5a#a um terá o prazer #e fazer brilhar, #e tempos em tempos, uma fagulha #e seu esp4rito e, sobretu#o, se <ancho po#e ser chefe, por %ue n'o o po#e ser Martinho8 Mas, ultimamente, essa inven"'o #a #emocracia fez surgir uma %uali#a#e %ue hoje se transformou em uma ver#a#eira vergonha, %ue / a covar#ia #e gran#e parte #e nossa chama#a 0li#eran"a0. )ue felici#a#e po#er a gente escon#er!se, em to#as as ver#a#eiras #ecis:es #e alguma importTncia, por trás #as chama#as maioriasV Beja!se a preocupa"'o #e um #esses saltea#ores pol4ticos em obter a rogos o assentimento #a maioria, garantin#o!se a si e aos seus c*mplices, para, em %ual%uer tempo, po#er alienar a responsabili#a#e. 3 eis a4 uma #as principais raz:es por %ue essa esp/cie #e ativi#a#e pol4tica / #esprez4vel e o#iosa a to#o homem #e sentimentos #ecentes e, por. tanto, tamb/m #e coragem, ao passo %ue atrai to#os os caracteres miseráveis ! a%ueles %ue n'o %uerem assumir a responsabili#a#e #e suas a":es, mas antes procuram fugir!lhe, n'o passan#o #e covar#es pulhas. =es#e %ue os #irigentes #e uma na"'o se componham #e tais entes #esprez4veis, muito #epressa vir'o as conse%U2ncias. (ingu/m terá mais a coragem #e uma a"'o #ecisiva7 to#a #esonra, por mais ignominiosa, será aceita #e prefer2ncia H resolu"'o corajosa. (ingu/m mais está #isposto a arriscar a sua pessoa e a sua cabe"a para e6ecutar uma #ecis'o temerária. @ma coisa n'o se po#e e n'o se #eve es%uecer7 a maioria jamais po#e substituir o homem. 3la / sempre a a#voga#a n'o s- #a estupi#ez, mas tamb/m #a covar#ia, e assim como cem tolos reuni#os n'o somam um sábio, uma #ecis'o her-ica n'o / provável %ue surja #e um cento #e covar#es. )uanto menor for a responsabili#a#e #e ca#a chefe in#ivi#ualmente, mais crescerá o n*mero #a%ueles %ue se sentir'o pre#estina#os a colocar ao #ispor #a na"'o as suas for"as imortais. 5om impaci2ncia, esperar'o %ue lhes chegue a vez eles formam em longa cau#a e contam, com #olori#os lamentos, o n*mero #os %ue esperam na sua frente e %uase %ue calculam a hora %uan#o possivelmente alcan"ar'o o seu #esi#erato. =a4 a Tnsia por to#a mu#an"a nos cargos por eles cobi"a#os e #a4 serem eles gratos a ca#a escTn#alo %ue lhes abre mais uma vaga. 5aso um #eles n'o %ueira recuar #a posi"'o toma#a, %uase %ue sente isso como %uebra #e uma combina"'o sagra#a #e soli#arie#a#e comum. 3nt'o / %ue eles se tornam mal#osos e n'o sossegam en%uanto o #esavergonha#o, finalmente venci#o, n'o p:e o seu lugar novamente H #isposi"'o #e to#os. $or isso mesmo, n'o alcan"ará ele t'o ce#o essa posi"'o. )uan#o uma #essas criaturas / for"a#a a #esistir #o seu posto, procurará

ime#iatamente intrometer!se #e novo na fileira #os %ue est'o na e6pectativa, a n'o ser %ue o impe"a, ent'o, a gritaria e as inj*rias #os outros. ? resulta#o #isso / a terr4vel rapi#ez #e mu#an"a nas mais altas posi":es e fun":es, em um 3sta#o como o nosso, fato %ue / #esfavorável, #e %ual%uer mo#o, e %ue fre%Uentemente opera com efeitos absolutamente catastr-ficos, por%ue n'o s- o est*pi#o e o incapaz s'o vitima#os por esses m/to#os #e proce#er, mas mesmo os ver#a#eiros chefes, se algum #ia o #estino os colocar nessas posi":es #e man#o. Logo %ue se verifica o aparecimento #e um homem e6cepcional, ime#iatamente se forma uma frente fecha#a #e #efesa, sobretu#o se um tal cabe"a, n'o sain#o #as pr-prias fileiras, ousar, mesmo assim, penetrar nessa sublime socie#a#e. ? %ue eles %uerem fun#amentalmente / estarem entre si, e / consi#era#o inimigo comum to#o c/rebro %ue possa sobressair no meio #e tantas nuli#a#es. 3, nesse senti#o, o instinto / tanto mais agu#o %uanto / falho a outros respeitos. ? resulta#o será assim sempre um crescente empobrecimento espiritual #as classes #irigentes. )ual%uer um, #es#e %ue n'o perten"a a essa classe #e 0chefes0, po#e julgar %uais sejam as conse%U2ncias para a na"'o e para o 3sta#o. ? regime parlamentar na velha Sustria já e6istia em germe. + ver#a#e %ue ca#a chefe #e gabinete ministerial era nomea#o pelo impera#or e rei, por/m essa nomea"'o na#a mais era #o %ue a e6ecu"'o #a vonta#e parlamentar. ? hábito #e #isputar e negociar as várias pastas já era #emocracia oci#ental #o mais puro %uilate. ?s resulta#os correspon#entes tamb/m aos princ4pios em voga. 3m particular, a mu#an"a #e personali#a#es se #ava em per4o#os ca#a vez mais curtos, para transformar!se, finalmente, numa ver#a#eira ca"a#a. &o mesmo tempo #eca4a crescentemente a gran#eza #os 0esta#istas0 #e ent'o, at/ %ue s- ficou a%uele pe%ueno tipo #e espertalh'o parlamentar, cujo valor se a%uilatava e reconhecia pela capaci#a#e com %ue conseguia promover as coliga":es #e ent'o, isto /, com %ue realizava os pe%ueninos neg-cios pol4ticos ! *nicos %ue justificavam a voca"'o #esses representantes #o povo para um trabalho prático (esse terreno oferecia a escola #e Biena as melhores perspectivas ao observa#or. ? %ue me impressionava tamb/m era o paralelo entre a capaci#a#e e o saber #esses representantes #o povo e a gravi#a#e #os problemas %ue tinham #e resolver. )uer se %uisesse, %uer n'o, era preciso tamb/m atentar mais #e perto para o horizonte mental #esses eleitos #o povo, sen#o ain#a imposs4vel #ei6ar #e #ar a aten"'o necessária aos processos %ue con#uzem ao #escobrimento #esses impressionantes aspectos #e nossa vi#a p*blica Balia a pena tamb/m estu#ar e e6aminar a fun#o a maneira pela %ual a ver#a#eira capaci#a#e #esses parlamentares era emprega#a e posta a servi"o #a pátria, ou seja o processo t/cnico #e sua ativi#a#e. ? panorama #a vi#a parlamentar parecia tanto mais lamentável %uanto mais se penetrava nessas rela":es 4ntimas e se estu#avam as pessoas e o fun#amento #as coisas, com #esassombra#a objetivi#a#e. 3 isso vem muito a prop-sito, tratan#o!se #e uma institui"'o %ue, por interm/#io #e seus #etentores, a to#o passo se refere H 0objetivi#a#e0 como *nica base justa #e %ual%uer atitu#e. 36aminem!se esses cavalheiros e as leis #e sua amarga e6ist2ncia e o resulta#o a %ue se chegará será espantoso. ('o há um princ4pio %ue, objetivamente consi#era#o, seja t'o erra#o %uanto o parlamentar. $o#e!se mesmo, nesse caso, abstrair inteiramente a maneira pela %ual se realiza a escolha #os senhores representantes #o povo, mesmo os processos por %ue chegam a seu posto e H sua nova #igni#a#e, 5onsi#eran#o %ue a compreens'o pol4tica #a gran#e massa

n'o está t'o #esenvolvi#a para a#%uirir por si opini:es pol4ticas gerais e escolher pessoas a#e%ua#as, chegar!se!á com facili#a#e H conclus'o #e %ue, nos parlamentos, s- em propor"'o m4nima, / %ue se trata #a realiza"'o #e um #esejo geral ou mesmo #e uma necessi#a#e p*blica. & nossa concep"'o or#inária #a e6press'o 0opini'o p*blica0 s- em pe%uena escala #epen#e #e conhecimento ou e6peri2ncias pessoais, mas antes #o %ue outros nos #izem. 3 isso nos / apresenta#o sob a forma #e um chama#o 0esclarecimento0 persistente e enfático. =o mesmo mo#o! %ue o cre#o religioso resulta #a e#uca"'o, ao passo %ue o sentimento religioso #ormita no 4ntimo #a criatura, assim a opini'o pol4tica #a massa / o resulta#o final #o trabalho, Hs vezes incrivelmente ár#uo e intenso, #a intelig2ncia humana. & %uota mais eficiente na 0e#uca"'o0 pol4tica, %ue, no caso, com muita proprie#a#e, / chama#a 0propagan#a0, / a %ue cabe H imprensa, a %ue se reserva a 0tarefa #e esclarecimento0 e %ue assim se constitui em uma esp/cie #e escola para a#ultos. .o#avia, essa instru"'o n'o está nas m'os #o 3sta#o, mas / e6erci#a por for"as em geral #e caráter muito inferior. )uan#o ain#a jovem, em Biena, eu tive as melhores oportuni#a#es para a#%uirir conhecimento seguro sobre os chefes e sobre os hábeis operários mentais #essa má%uina #estina#a H e#uca"'o popular. ? %ue primeiro me impressionou foi a rapi#ez com %ue a%uela for"a perniciosa #o 3sta#o conseguia fazer vitoriosa uma #efini#a opini'o, muito embora essa opini'o implicasse no falseamento #os ver#a#eiros #esejos e i#/ias #o p*blico. =entro #e poucos #ias um absur#o irris-rio se tornava um ato governamental #e gran#e importTncia, ao mesmo tempo %ue problemas essenciais ca4am no es%uecimento geral ou antes eram rouba#os H aten"'o #as massas. &ssim, no #ecurso #e algumas semanas, alguns nomes eram como %ue magicamente tira#os #o na#a e, em torno #eles, se erguiam incr4veis esperan"as no esp4rito p*blico #ava! se!lhes uma populari#a#e, %ue nenhum ver#a#eiro homem jamais esperaria conseguir #urante to#a a sua vi#a. &o mesmo tempo, perante os seus contemporTneos, velhos e #ignos caracteres #a vi#a p*blica e a#ministrativa eram consi#era#os mortos, %uan#o se achavam em plena efici2ncia, ou eram cumula#os #e tantas inj*rias %ue seus nomes pareciam prestes a tornar!se s4mbolos #e infTmia. 3ra necessário estu#ar esse vergonhoso m/to#o ju#eu #e, como por encanto, atacar #e to#os os la#os e lan"ar lama, sob a forma #e cal*nia e #ifama"'o, sobre a roupa limpa #e homens honra#os, para a%uilatar. em seu justo valor, to#o o perigo #esses patifes #a imprensa. ('o há nenhum meio a %ue n'o recorra um tal saltea#or moral para chegar aos seus objetivos. 3le meterá o focinho nas mais secretas %uest:es #e fam4lia e n'o sossegará en%uanto o seu faro n'o tiver #escoberto um miserável inci#ente %ue possa #eterminar a #errota #a infeliz v4tima. 5aso na#a seja encontra#o, %uer na vi#a p*blica %uer na vi#a particular, o patife lan"a m'o #a cal*nia, firmemente convenci#o, n'o s- #e %ue, mesmo #epois #e milhares contesta":es, alguma coisa sempre fica, como tamb/m #e %ue #evi#o a centenas #e repeti":es %ue essa #emoli"'o #a honra encontra entre os c*mplices, imposs4vel / H v4tima manter a luta na maioria #os casos. 3ssa corja nem mesmo age por motivos %ue possam ser compreens4veis para o resto #a humani#a#e. =eus nos livreV 3n%uanto um ban#i#o #esses ataca ! o resto #a humani#a#e, essa gente escon#e!se por trás #e uma ver#a#eira nuvem #e probi#a#e e frases untuosas, tagarela sobre 0#ever jornal4stico0 e %uejan#as balelas e alteia!se at/ a falar em 0/tica0 #e imprensa, em assembl/ias e congressos, ocasi:es em %ue a praga se encontra em maior n*mero e em %ue

a corja mutuamente se aplau#e. 3ssa s*cia, por/m, fabrica mais #e #ois ter"os #a chama#a 0opini'o p*blica0, #e cuja espuma nasce a &fro#ite parlamentar. <eria necessário escrever volumes para po#er pintar com e6ati#'o esse processo e representá!lo na sua inteira falsi#a#e. Mas, mesmo abstrain#o tu#o isso e observan#o somente os efeitos #a sua ativi#a#e, parece!me isso suficiente para esclarecer o esp4rito mais cr/#ulo %uanto H insensatez objetiva #essa institui"'o. Mais #epressa e mais facilmente compreen#eremos a falta #e senso e perigo #essa aberra"'o humana se compararmos o sistema #emocrático parlamentar com uma ver#a#eira #emocracia germTnica. (a primeira, o ponto mais importante / o n*mero. <uponhamos %ue %uinhentos homens (ultimamente tamb/m mulheres), s'o eleitos e chama#os a #ar solu"'o #efinitiva sobre tu#o. $raticamente, por/m, s- eles constituem o governo, pois se / ver#a#e %ue #entro #eles / escolhi#o o gabinete, o mesmo, s- na apar2ncia, po#e fiscalizar os neg-cios p*blicos. (a reali#a#e, esse chama#o governo n'o po#e #ar um passo sem %ue antes lhe seja outorga#o o assentimento geral #a assembl/ia. ? 9overno contu#o n'o po#e ser responsável por coisa alguma, #es#e %ue o julgamento final n'o está em suas m'os mas na maioria parlamentar. 3le s- e6iste para e6ecutar a vonta#e #a maioria parlamentar em to#os os casos. $ropriamente s- se po#eria ajuizar #e sua capaci#a#e pol4tica pela arte com %ue ele consegue se a#aptar H vonta#e #a maioria ou atrair para si essa mesma maioria. 5ai, assim, #a posi"'o #e ver#a#eiro governo para a #e men#igo #a maioria ocasional. (a ver#a#e, o seu problema mais premente consistirá, em vários casos, em garantir!se o favor #a maioria e6istente ou em provocar a forma"'o #e uma nova mais favorável. 5aso consiga isso, po#erá continuar a 0governar0 por mais algum tempo caso n'o o consiga, terá #e resignar o po#er. & reti#'o #e suas inten":es, por si s-, n'o importa. & responsabili#a#e praticamente #ei6a #e e6istir. @ma simples consi#era"'o mostra a %ue ponto isso con#uz. & composi"'o intima #os %uinhentos representantes #o povo, eleitos, segun#o a profiss'o ou mesmo segun#o a capaci#a#e #e ca#a um, resulta em um %ua#ro t'o #isparata#o %uanto lastimável. ('o se irá pensar por acaso %ue esses eleitos #a na"'o sejam tamb/m eleitos #a intelig2ncia. ('o / #e esperar %ue #as c/#ulas #e um eleitora#o capaz #e tu#o, menos #e ter esp4rito, surjam esta#istas Hs centenas. &#emais, nunca / e6cessiva a nega"'o perempt-ria H i#/ia tola #e %ue #as elei":es possam nascer g2nios. 3m primeiro lugar, s- muito raramente aparece em uma na"'o um ver#a#eiro esta#ista e muito menos centenas #e uma s- vez em segun#o lugar, / ver#a#eiramente instintiva a antipatia #a massa contra %ual%uer g2nio %ue se #esta%ue. + mais fácil um camelo passar pelo fun#o #e uma agulha %ue ser 0#escoberto0 um gran#e homem por uma elei"'o. ? in#iv4#uo %ue realmente ultrapassa a me#i#a normal #o tipo m/#io costuma fazer!se anunciar, na hist-ria universal, pelos seus pr-prios atos, pela afirma"'o #e sua personali#a#e. )uinhentos homens, por/m, #e craveira abai6o #a me#4ocre, #eci#em sobre os neg-cios mais importantes #a na"'o, estabelecem governos %ue em ca#a caso e em ca#a %uest'o t2m #e procurar o assentimento #a eru#ita assembl/ia. &ssim / %ue, na reali#a#e, a pol4tica / feita pelos %uinhentos. Mas, mesmo pon#o #e la#o o g2nio #esses representantes #o povo, consi#ere!se a %uanti#a#e #e problemas #iferentes %ue esperam solu"'o, muitas vezes em casos opostos, e facilmente se compreen#erá o %uanto / imprestável uma institui"'o governamental %ue transfere a uma assembl/ia o #ireito #e #ecis'o final ! assembl/ia essa %ue possui em

%uanti#a#e m4nima conhecimentos e e6peri2ncia #os assuntos a serem trata#os. &s mais importantes me#i#as econômicas s'o assim submeti#as a um foro cujos membros s- na porcentagem #e um #/cimo #emonstraram e#uca"'o econômica. 3 isso n'o / mais %ue confiar a #ecis'o *ltima a homens aos %uais falta em absoluto o #evi#o preparo. &ssim acontece tamb/m com %ual%uer outra %uest'o. & #ecis'o final será #a#a sempre por uma maioria #e ignorantes e incompetentes, pois a organiza"'o #essa institui"'o permanece inaltera#a, ao passo %ue os problemas a serem trata#os se esten#em a to#os os ramos #a vi#a p*blica, e6igin#o, pois, constante mu#an"a #e #eputa#os %ue sobre eles tenham #e julgar e #eci#ir. + #e to#o imposs4vel %ue os mesmos homens %ue tratam #e %uest:es #e transportes, se ocupem, por e6emplo, com uma %uest'o #e alta pol4tica e6terior. <eria preciso %ue to#os fossem g2nios universais, como s- #e s/culos em s/culos aparecem. ,nfelizmente trata!se, n'o #e ver#a#eiras 0cabe"as0, mas sim #e #iletantes, t'o vulgares %uanto convenci#os #o seu valor, enfim #e me#iocri#a#e #a pior esp/cie. =a4 prov/m a levian#a#e tantas vezes incompreens4vel com %ue os parlamentares falam e #eci#em sobre coisas %ue mesmo #os gran#es esp4ritos e6igiriam profun#a me#ita"'o. Me#i#as #a maior relevTncia para o futuro #e um 3sta#o ou mesmo #e uma na"'o s'o toma#as como se se tratasse #e uma simples parti#a #e jogo #e baralho e n'o #o #estino #e uma ra"a. <eria certamente injusto pensar %ue to#o #eputa#o #e um tal parlamento tivesse sempre t'o pouco sentimento #e responsabili#a#e. ('o. &bsolutamente n'o. ?brigan#o esse sistema o in#iv4#uo a tomar posi"'o em rela"'o a %uest:es %ue n'o lhe tocam #e perto, ele corrompe aos poucos o seu caráter. ('o há um #eles %ue tenha a coragem #e #eclarar7 0Meus senhores, eu penso %ue na#a enten#emos #este assunto. $elo menos eu n'o enten#o absolutamente0. &liás, isso pouco mo#ificaria, pois certamente essa maneira #e ser franco seria inteiramente incompreen#i#a e, al/m #isso, n'o se haveria #e estragar o brin%ue#o por caso #e um asno honesto. )uem, por/m, conhece os homens, compreen#e %ue em uma socie#a#e t'o ilustre ningu/m %uer ser o mais tolo e, em certos c4rculos, honesti#a#e / sempre sinônimo #e estupi#ez. &ssim / %ue o representante ain#a sincero / joga#o for"osamente no caminho #a mentira e #a falsi#a#e. Justamente a convic"'o #e %ue a rea"'o in#ivi#ual pouco ou na#a mo#ificaria, mata %ual%uer impulso sincero %ue porventura surja em um ou outro. (o final #e contas, ele se convencerá #e %ue, pessoalmente, longe está #e ser o pior entre os #emais e %ue com sua colabora"'o talvez impe"a maiores males. + ver#a#e %ue se fará a obje"'o #e %ue o #eputa#o pessoalmente po#erá n'o conhecer este ou a%uele assunto, mas %ue a sua atitu#e será guia#a pela fra"'o a %ue perten"a esta, por sua vez, terá as suas comiss:es especiais %ue ser'o suficientemente esclareci#as pelos enten#i#os. Z primeira vista, isso parece estar certo. <urgiria, por/m, a pergunta7 por %ue se elegem %uinhentos, %uan#o s- alguns possuem a sabe#oria suficiente para tomarem atitu#e nas %uest:es mais importantes8 &4 / %ue está o busilis. ('o / m-vel #e nossa atual =emocracia formar uma assembl/ia #e sábios, mas, ao contrário, reunir uma multi#'o #e nuli#a#es subservientes, %ue possam ser facilmente con#uzi#as em #etermina#as #ire":es #efini#as, #a#a a estreiteza mental #e ca#a uma #elas. <- assim po#e ser feito o jogo #a pol4tica parti#ária, no mau senti#o %ue hoje tem. Mas isso, por sua vez, torna poss4vel %ue os %ue manobram os cor#/is fi%uem em seguran"a por trás #os basti#ores, sem possibili#a#e #e serem torna#os pessoalmente responsáveis. &tualmente, uma #ecis'o, por mais nociva %ue seja ao povo, n'o po#e ser atribu4#a, perante os olhos #o p*blico, a um patife *nico, ao passo %ue po#e sempre ser transferi#a para os

ombros #e to#o um grupo. $raticamente, pois, n'o há responsabili#a#e, por%ue a responsabili#a#e s- po#e recair sobre uma in#ivi#uali#a#e *nica e n'o sobre as gaiolas #e tagarelice %ue s'o as assembl/ias parlamentares. $or isso esse tipo #e =emocracia se tornou o instrumento #a ra"a %ue, para a consecu"'o #e seus objetivos, tem #e evitar a luz #o sol, agora, e sempre. (ingu/m, a n'o ser um ju#eu, po#e estimar uma institui"'o %ue / t'o suja e falsa %uanto ele pr-prio. 3m contraposi"'o ao %ue prece#e, está a ver#a#eira #emocracia germTnica. %ue escolhe livremente o seu chefe, sobre %uem recai a inteira responsabili#a#e #e to#os os atos %ue prati%ue ou #ei6e #e praticar. (ela n'o há a vota"'o #e uma maioria no %ue se refere Hs várias %uest:es, sem a #etermina"'o #e um in#iv4#uo *nico %ue respon#a com seus bens e vi#a por suas #ecis:es. 5aso se objete %ue em tais con#i":es s- #ificilmente haverá algu/m %ue %ueira #e#icar a sua pessoa a t'o arrisca#a tarefa, po#er!se!á retrucar7 ? ver#a#eiro senti#o #a #emocracia germTnica resi#e, justamente, gra"as a =eus, no fato #e n'o ser poss4vel ao primeiro ambicioso, in#igno ou impostor, chegar, por caminhos escusos, ao governo #e seu povo. & e6tens'o #a responsabili#a#e assumi#a afasta os incompetentes e os fracos. (a hip-tese #e um in#iv4#uo #essa estofa tentar insinuar!se, fácil será ir!lhe ao encontro com esta ap-strofe7 $ara fora, covar#e, patife. 1etira o p/, tu maculas os #egraus #a esca#a, pois a ascens'o ao panteon #a hist-ria n'o / para os %ue rastejam e, sim, para os her-isV &p-s #ois anos #e fre%U2ncia ao parlamento #e Biena já havia chega#o a essa conclus'o. ('o me aprofun#ei mais sobre o assunto. ? regime parlamentar teve, como seu principal m/rito, enfra%uecer, nos *ltimos anos, o velho 3sta#o #os ;absburgos. )uanto mais se enfra%uecia, pela sua a"'o, o pre#om4nio #o germanismo, tanto mais se ca4a em um regime #e cho%ue entre as várias ra"as. (o pr-prio 1eichsrat isso se #ava sempre H custa #o ,mp/rio, pois, por volta #a passagem #o s/culo, o mais inocente in#iv4#uo veria %ue a for"a #e atra"'o #a monar%uia n'o conseguia mais banir as ten#2ncias separatistas #os #iferentes povos. &o contrário. )uanto mais mes%uinhos se tornavam os meios emprega#os pelo 3sta#o para a sua conserva"'o, tanto mais aumentava o #esprezo geral pelo mesmo 3sta#o. ('o s- na ;ungria, como tamb/m nas várias prov4ncias eslavas, o sentimento #e fi#eli#a#e H monar%uia era t'o frágil %ue a sua fra%ueza n'o era consi#era#a uma vergonha. 3sses sinais #e #ecl4nio %ue apareciam provocavam at/ alegria, pois era mais #eseja#a a morte %ue a convalescen"a #o antigo regime. (o parlamento conseguiu!se evitar o colapso total por uma ren*ncia in#igna e pela realiza"'o #e to#a sorte #e opress'o sobre o elemento germTnico. (o interior jogava!se, habili#osamente, um povo contra o outro. 3ntretanto, nas linhas gerais, a atua"'o pol4tica era #irigi#a contra os alem'es. <obretu#o, #es#e %ue a sucess'o ao trono come"ara a #ar ao ar%ui#u%ue >ernan#o uma certa influ2ncia, estabeleceu!se um plano regular na tche%uiza"'o pratica#a pelo governo. &%uele futuro soberano #a #upla monar%uia procurava, por to#os os meios poss4veis, fazer progre#ir a #esgermaniza"'o, promoven#o!a por to#os os mo#os ou, no m4nimo, #efen#en#o!a. Locali#a#es puramente alem's eram, por via in#ireta, na burocracia oficial, #evagar por/m seguramente, inclu4#as na zona perigosa #as l4nguas mistas. (a pr-pria Aai6a Sustria esse processo progre#ia mais ou menos

rapi#amente e muitos tchecos consi#eravam Biena como a sua principal ci#a#e. ? pensamento pre#ominante #esse novo ;absburgo, cuja fam4lia falava o theco #e prefer2ncia (a esposa #o ar%ui#u%ue era uma con#essa tcheca e casara com o pr4ncipe morganaticamente, sen#o o meio em %ue ela nascera tra#icionalmente anti!germTnico), era estabelecer gra#ualmente um 3sta#o eslavo na 3uropa central, em linhas estritamente cat-licas, como uma prote"'o contra a 1*ssia orto#o6a. (esse senti#o, como tantas vezes aconteceu aos ;absburgos, a religi'o era mais uma vez arrasta#a a servir a uma concep"'o puramente pol4tica, concep"'o lamentável, %uan#o encara#a #o ponto #e vista germTnico. & vários respeitos, o resulta#o foi mais %ue trágico. (em a casa #os ;absburgos nem a ,greja 5at-lica tiraram o proveito %ue esperavam. ? ;absburgo per#eu o trono, 1oma per#eu um gran#e 3sta#o. 5haman#o for"as religiosas a servirem a seus fins pol4ticos, a coroa provocou um esta#o #e esp4rito %ue ela pr-pria inicialmente julgou ser imposs4vel. & tentativa #e e6terminar o germanismo na velha monar%uia #espertou o movimento pangermanista na Sustria. (a #/ca#a #e LJ o liberalismo manchesteriano, #e origem ju#aica, atingira, se n'o ultrapassara, o seu ponto culminante na monar%uia. & rea"'o contra ele, entretanto, n'o proveio como em tu#o, na Sustria, #e pontos #e vista sociais e, sim, #e pontos #e vista nacionais. ? instinto #e conserva"'o obrigou o germanismo a pôr se em guar#a, #a maneira mais viva. <- em segun#o plano / %ue as consi#era":es econômicas come"aram a ganhar influ2ncia apreciável. &ssim! / %ue #esabrocharam, #a confus'o pol4tica, #ois parti#os, um mais nacionalista, outro mais socialista, ambos por/m altamente interessantes e ,nstrutivos para o futuro. &p-s o fim #eprimente #a guerra #e CLPP a 5asa ;absburgo preocupava!se com a i#/ia #e uma revanche no campo #e batalha. <- a morte #o impera#or Ma6imiliano, #o M/6ico, cuja e6pe#i"'o infeliz se atribuiu em primeira linha a (apole'o ,,, e cujo aban#ono, por parte #os franceses, provocou geral in#igna"'o, evitou uma alian"a mais 4ntima com a >ran"a. 3ntretanto, os ;absburgos estavam #e alcat/ia na ocasi'o. 5aso a guerra #e CLMJ! MC n'o se tivesse transforma#o numa e6pe#i"'o triunfal, *nica no g2nero, a corte #e Biena teria ousa#o tentar um golpe sangrento #e vingan"a por causa #e <a#oQa. )uan#o, por/m, chegaram as primeiras narra":es #os feitos her-icos #os campos #e batalha, maravilhosos e %uase incr4veis e, no entretanto, ver#a#eiros, o mais 0sábio\ #e to#os os monarcas reconheceu %ue a hora n'o era prop4cia e aparentou alegrar!se com o %ue, na reali#a#e, contrariava os seus planos. & luta #e her-is #esses #ois anos conseguira milagre muito mais formi#ável, pois, %uanto aos ;absburgos, a sua atitu#e mo#ifica#a jamais correspon#ia a um impulso 4ntimo #e cora"'o, mas sim H for"a #as circunstTncias. ? povo alem'o, na velha Marca oriental, foi arrasta#o pela embriaguez #a vit-ria #o 1eich e via, profun#amente comovi#o, a ressurrei"'o #o sonho #os antepassa#os converti#o em maravilhosa reali#a#e. )ue ningu/m se engane, por/m. ? &ustr4aco #e sentimento ver#a#eiramente germTnico reconhecera, #essa hora em #iante, em KWnigratz, a con#i"'o t'o trágica %uanto in#ispensável #a restaura"'o #o imp/rio, o %ual n'o #evia estar liga#o ao marasmo po#re #a antiga alian"a, e n'o o estava. <obretu#o ele, apren#eu a sentir, H sua pr-pria custa, %ue a casa #os ;absburgos terminara a sua miss'o hist-rica e %ue o novo ,mp/rio s- po#eria eleger impera#or %uem, pelo seu sentimento hist-rico, fosse capaz #e oferecer uma cabe"a #igna H 0coroa #o 1eno0. .anto mais era, pois, #e louvar o #estino por ter realiza#o essa investi#ura no rebento #e uma #inastia %ue, com >re#erico, o 9ran#e, já #era H na"'o, em tempos perturba#os, um

e6emplo elo%Uente para inspirar a gran#eza #a ra"a. )uan#o, por/m, ap-s a gran#e guerra, a casa #os ;absburgos se lan"ou #eci#i#amente no caminho #a #estrui"'o lenta por/m ine6orável, #a perigosa germaniza"'o #a #upla monar%uia (cujas inten":es intimas n'o po#iam #ei6ar #*vi#as) ! e esse tinha #e ser o fim #a pol4tica #e eslaviza"'o ! irrompeu a resist2ncia #o povo con#ena#o ao e6term4nio e #e maneira nunca vista na hist-ria alem' #os tempos mo#ernos. $ela primeira vez, homens #e sentimentos nacionalistas e patri-ticos se fizeram rebel#es. 1ebel#es, n'o contra a na"'o ou contra o 3sta#o, e sim contra uma forma #e governo %ue, segun#o as suas convic":es, tinha #e con#uzir ao ani%uilamento #a pr-pria ra"a. $ela primeira vez, na hist-ria alem', contemporTnea, o patriotismo corrente, #inástico, se #ivorciou #o amor H pátria e ao povo. =eve!se ao movimento pangermanista #a Sustria alem' #a #/ca#a #e EJ o ter constata#o #e maneira clara e insofismável %ue uma autori#a#e p*blica s- tem #ireito #e e6igir respeito e prote"'o, %uan#o ela correspon#e aos #esejos #e uma nacionali#a#e ou pelo menos %uan#o n'o lhe causa #ano. ('o po#e haver autori#a#e p*blica %ue se justifi%ue pelo simples fato #e ser autori#a#e, pois, nesse caso, to#a tirania neste mun#o seria inatacável e sagra#a. )uan#o, por for"a #a a"'o #o governo, uma nacionali#a#e / leva#a H #estrui"'o, a rebeli'o #e ca#a um #os in#iv4#uos #e um tal povo n'o / s- um #ireito, mas tamb/m um #ever. )uan#o um caso assim se apresenta a %uest'o n'o se #eci#e por consi#era":es te-ricas, mas pela viol2ncia e ! pelo 26ito. 5omo to#o po#er p*blico, naturalmente, chama a si o #ever #e conservar a autori#a#e #o 3sta#o, mesmo %ue ela seja má e traia mil vozes os #esejos #e uma nacionali#a#e, o instinto #e conserva"'o, em luta com esse po#er pela con%uista #a liber#a#e ou #a in#epen#2ncia, terá #e usar #as mesmas armas com as %uais o a#versário procura manter! se. & luta será, portanto, trava#a com o recurso aos meios 0legais0. en%uanto o povo n'o #everá recuar mesmo #iante #e meios ilegais, %uan#o o opressor colocar!se fora #a lei. =e um mo#o geral, n'o se #eve es%uecer nunca %ue a conserva"'o #e um 3sta#o ou #e um governo n'o / o mais eleva#o fim #a e6ist2ncia humana, mas o #e conservar o seu caráter racial. 5aso este se ache em perigo #e ser #omina#o ou elimina#o, a %uest'o #a legali#a#e terá apenas importTncia secun#ária. Mesmo %ue o po#er #ominante empregue mil vezes os meios 0legais0 na sua a"'o, o instinto #e conserva"'o #os oprimi#os / sempre uma justifica"'o eleva#a para a luta por to#os os meios. <- a#mitin#o essa hip-tese / %ue se po#e compreen#er por%ue os povos #eram t'o formi#áveis e6emplos hist-ricos nas lutas pela liber#a#e, contra a escraviza"'o, %uer seja interna, %uer e6terna. ?s #ireitos humanos est'o acima #os #ireitos #o 3sta#o. <e, por/m, na luta pelos #ireitos humanos, uma ra"a / subjuga#a, significa isso %ue ela pesou muito pouco na balan"a #o #estino para ter a felici#a#e #e continuar a e6istir neste mun#o terrestre, pois %uem n'o / capaz #e lutai pela vi#a tem o seu fim #ecreta#o pela provi#2ncia. ? mun#o n'o foi feito para os povos covar#es. )uanto / fácil a uma tirania proteger!se com o manto #a 0legali#a#e0, ficou clara e elo%Uentemente #emonstra#o com o e6emplo #a Sustria. ? po#er legal #o 3sta#o baseava!se, ent'o, no anti!germanismo #o parlamento, com a sua maioria n'o!germTnica e na casa reinante, tamb/m german-foba. (esses #ois fatores,

estava encarna#a to#a a autori#a#e p*blica. )uerer mo#ificar o #estino #o povo teuto! austr4aco #essa posi"'o era tolice. &ssim, por/m, segun#o o parecer #os venera#ores #a autori#a#e #o 3sta#o e #a legali#a#e, to#a resist2ncia #everia ser aban#ona#a por n'o ser e6e%U4vel por meios legais. ,sso, por/m, significaria o fim #o povo alem'o na monar%uia, necessariamente, for"osamente, e #entro #e breve tempo. 3fetivamente s- pela #erroca#a #a%uele 3sta#o foi o germanismo salvo #esse #estino. ?s teoristas #e -culos, preferem, por/m, morrer por sua #outrina a morrer pelo seu povo. 5omo os homens, primeiro, criam as leis, pensam, #epois, %ue estas est'o acima #os #ireitos humanos. >oi m/rito #o movimento pangermanista #e ent'o na Sustria o ter varri#o #e uma vez essa tolice, para #esespero #e to#os os cavaleiros an#antes e fetichistas #a teoria #o 3sta#o. 3n%uanto os ;absburgos tentavam perseguir o germanismo, este parti#o atacava ! e impavi#amente ! a sublime, 5asa soberana. $ela primeira vez, ele lan"ou a son#a nesse 3sta#o apo#reci#o, abrin#o os olhos a centenas #e milhares #e pessoas. >oi seu m/rito ter liberta#o a maravilhosa no"'o #e amor pátrio #a influ2ncia #essa triste #inastia. &%uele parti#o, nos seus primeiros tempos, contava com muitos a#eptos, amea"an#o mesmo transformar!se em ver#a#eira avalanche. 3ntretanto, o 26ito n'o #urou. )uan#o cheguei a Biena, o movimento há muito já havia si#o ultrapassa#o pelo $arti#o 5rist'o <ocialista, %ue alcan"ara o po#er e se encontrava em esta#o #e #eca#2ncia. 3sse processo #e evolu"'o e #esaparecimento #o movimento pangermanista #e um la#o e #a incr4vel ascens'o #o parti#o socialista, #e outro, #everia tornar!se, para mim, #a maior importTncia como objeto #e estu#o. )uan#o cheguei a Biena, minhas simpatias estavam inteiramente #o la#o #a orienta"'o pangermanista. )ue se tivesse a coragem #e e6clamar no parlamento ! viva ;ohenzollernV ! me impunha respeito e me causava contentamento %ue se consi#erasse esse $arti#o como parte apenas momentaneamente separa#a #o ,mp/rio alem'o e se proclamasse esse sentimento publicamente, a ca#a momento, #espertava!me alegre confian"a %ue se a#mitissem impavi#amente to#as as %uest:es referentes ao germanismo e nunca se entregassem a compromissos parecia!me o *nico caminho ain#a acess4vel para a salva"'o #e nosso povo %ue, por/m, o movimento, #epois #e sua magnifica ascens'o, tornasse a #ecair, n'o po#ia eu compreen#er. Menos ain#a compreen#ia %ue o $arti#o 5rist'o <ocialista conseguisse alcan"ar nessa mesma /poca, t'o gran#e viol2ncia. 3ste havia chega#o e6atamente ao auge #e sua gl-ria. &o comparar os #ois movimentos, #eu!me o #estino o melhor ensinamento, apressa#o pela minha aliás triste situa"'o, para %ue eu compreen#esse as causas #esse enigma. $reliminarmente, come"arei o meu e6ame por #ois homens %ue po#em ser consi#era#os os chefes e fun#a#ores #os #ois parti#os7 9eorg von <chWnere e o =r. Karl Lueger. )uanto ao ponto #e vista #o caráter, ambos se elevam muito acima #a m/#ia #as chama#as personali#a#es parlamentares. (o pantanal #e uma corrup"'o pol4tica generaliza#a, a minha simpatia pessoal #e in4cio #irigia!se ao pangermanista <chWnere e spouco a pouco tamb/m ao chefe crist'o social. 5ompara#os %uanto Hs suasY capaci#a#es, já na%uele tempo, <chWnere me parecia o melhor e mais s-li#o pensa#or #os problemas básicos. Melhor %ue %ual%uer outro, ele reconheceu, #e mo#o mais certo e claro, o fim fatal #o 3sta#o austr4aco. <e as suas a#vert2ncias tivessem acha#o eco, sobretu#o no 1eichstag, no %ue #izia respeito H

monar%uia #os ;absburgos, a #esgra"a #a guerra #a &lemanha contra a 3uropa jamais teria aconteci#o. Mas se <chWnere compreen#ia os problemas, na sua ess2ncia ,ntima, errava muito %uanto aos homens. (esse conhecimento estava, ao contrário, a for"a #o =r. Lueger. 3ste era um raro conhece#or #os homens, %ue se precavia #e v2!los melhores #o %ue eles s'o na reali#a#e. $or isso contava ele mais com as reais possibili#a#es #a vi#a, #e %ue conhecimento tinha <chWnere. .u#o o %ue pensava o pangermanista estava teoricamente certo, mas faltava!lhe a for"a e a habili#a#e #e transmitir H massa o conhecimento te-rico, pois essa capaci#a#e / e sempre será limita#a. 3ssa falta #e real reconhecimento #os homens con#uziu, com o correr #os anos, a um engano na avalia"'o #e vários movimentos, bem como #e institui":es anti%u4ssimas. >inalmente reconheceu <chWnere, sem #*vi#a, %ue se tratava, no caso, #e %uest:es #e concep"'o universal, por/m n'o enten#eu %ue a gran#e massa se presta a#miravelmente para #etentora #essas convic":es %uase religiosas. ,nfelizmente, teve ele uma percep"'o muito imperfeita #as e6traor#inárias limita":es #a #isposi"'o #a burguesia para a luta. =evi#o a sua situa"'o econômica, os burgueses s'o t4mi#os, n'o se arriscam a preju4zos, o %ue sempre os impe#e #e agir. 3ssa incompreens'o #a importTncia #as cama#as bai6as #a socie#a#e foi a causa #a e6trema inefici2ncia #e suas opini:es sobre %uest:es sociais. 3m tu#o ,sso o =r. Lueger era o oposto #e <chWnere. ? profun#o conhecimento #os homens fazia com %ue a%uele n'o s- fizesse ju4zo certo #as for"as aproveitáveis, como tamb/m ficasse a coberto #e uma avalia"'o #emasia#amente bai6a #as institui":es e6istentes, sen#o %ue, talvez por esse motivo, apren#esse a empregá! las em au6ilio #a consecu"'o #e seus intentos. 3le compreen#eu perfeitamente %ue a for"a combativa #a burguesia superior, hoje em #ia, / pe%uena, / insuficiente para conseguir a vit-ria #e um gran#e e novo movimento. =ai vem %ue atribu4a gran#e importTncia, na sua ativi#a#e pol4tica, H con%uista #as cama#as cuja e6ist2ncia estava amea"a#a e, nas %uais, por isso mesmo, a vonta#e #e lutar servia #e est4mulo em vez #e ser motivo #e in/rcia. &l/m #isso, ele era inclina#o a empregar to#os os meios violentos para atrair a si as fortes institui":es e6istentes com o fito #e tirar, #essas velhas fontes #e po#er, to#o o proveito para o seu movimento. $or isso, baseou o seu novo parti#o, em primeira linha na classe m/#ia. amea"a#a #e e6tin"'o, e assegurou!se, assim, uma classe #e a#eptos e6tremamente #if4ceis #e serem abala#os e #ota#os #e t'o gran#e esp4rito #e sacrif4cio como #e vonta#e #e lutar. & sua atitu#e e6tremamente hábil em rela"'o H ,greja 5at-lica con%uistou!lhe, em pe%ueno espa"o, a mais nova gera"'o #o clero, e #e tal maneira %ue o antigo parti#o clerical foi for"a#o a retirar!se #o campo ou, mais avisa#amente, a a#erir ao novo parti#o a fim #e, paulatinamente, ganhar posi"'o a posi"'o. 9ran#e injusti"a seria feita a esse homem, se se consi#erasse essa como a sua *nica caracter4stica, pois, al/m #a %uali#a#e #e um tático inteligente, ele possu4a as #e um reforma#or ver#a#eiramente gran#e e genial. 3ntretanto, tamb/m nessa gran#e personali#a#e n'o era completo o conhecimento #as possibili#a#es e6istentes bem como #e sua pr-pria capaci#a#e pessoal. ?s objetivos %ue esse homem ver#a#eiramente notável se tinha proposto eram eminentemente práticos. 3le %ueria con%uistar Biena. Biena era o cora"'o #a monar%uia. =essa ci#a#e partia ain#a o *ltimo alento #e vi#a para o corpo #oentio e envelheci#o #o

imp/rio #eca#ente. )uanto mais sau#ável se tornasse o cora"'o, mais facilmente reviveria o resto #o corpo. @ma i#/ia correta em princ4pio, %ue, por/m, s- po#ia ter aplica"'o #urante um tempo #etermina#o e limita#o. &4 / %ue estava a fra%ueza #esse homem. ? %ue ele realizou como burgomestre na ci#a#e #e Biena / imortal no melhor senti#o #a palavra. Mesmo assim, n'o conseguiu, por/m, salvar a monar%uia ! era tar#e #emais. <eu rival <chWnere vira mais claramente. (a sua atua"'o prática o =r. Lueger obtinha a#mirável 26ito. ? efeito, por/m, #o %ue ele esperava sempre #ei6ava #e realizar!se. ? %ue <chWnere #esejava, ele n'o o conseguia o %ue ele temia, realizava!se, infelizmente, #e uma maneira terr4vel. &ssim, os #ois homens n'o realizaram o seu objetivo. Lueger n'o pô#e mais salvar a Sustria e <chWnere n'o conseguiu evitar a ru4na #o povo alem'o. + infinitamente instrutivo para o nosso tempo estu#ar a causa #o fracasso #esses #ois parti#os. + essencial, sobretu#o, para os meus amigos, pois, em muitos pontos, as con#i":es #e hoje s'o semelhantes Hs #a%uele tempo, po#en#o!se, por isso, evitar erros %ue con#uziram H morte #e um. movimento e H esterili#a#e #o outro. ? colapso #o movimento pangermanista na Sustria teve, a meu ver, tr2s causas7 $rimeira a no"'o pouco clara #a importTncia #o problema social, justamente tratan#o!se #e um parti#o novo essencialmente revolucionário. 3n%uanto <chWnere e seus a#eptos se #irigiam em primeira linha Hs cama#as burguesas, o resulta#o s- po#ia ser fraco, inofensivo. & burguesia alem' /, sobretu#o nas suas cama#as superiores, embora %ue n'o o pressintam os in#iv4#uos, pacifista a ponto #e renunciar a si mesma, principalmente %uan#o se trata #e %uest:es internas #a na"'o ou #o 3sta#o. (os bons tempos, isto /, nos tempos #e um bom governo, tal #isposi"'o / uma raz'o #o valor e6traor#inário #essas cama#as para o 3sta#o em /pocas #e governos maus, por/m, ela age #e maneira ver#a#eiramente mal/fica. $ara conseguir a realiza"'o #e uma luta s/ria, o movimento pangermanista tinha #e lan"ar! se á con%uista #as massas. ? fato #e n'o se ter agi#o assim tirou!lhe, #e come"o, o impulso inicial %ue uma tal on#a necessita para n'o #esfazer!se. )uan#o, inicialmente, n'o se tem em mira e n'o se e6ecuta esse princ4pio básico, o novo parti#o per#e, para o futuro, to#a possibili#a#e #e evitar os efeitos #o erro #e come"o. &ceitan#o, em n*mero e6cessivo, elementos mo#era#os burgueses, a atitu#e #o movimento será #irigi#a por estes, fican#o assim e6clu4#a a possibili#a#e #e recrutar for"as apreciáveis no seio #a gran#e massa popular. .al movimento n'o passará mais #e páli#os me6ericos e cr4ticas. (unca mais se po#erá criar a f/ %uase religiosa alia#a a i#2ntico esp4rito #e sacrif4cio surgirá, por/m, em seu lugar, a ten#2ncia #e, por meio #e coopera"'o 0positiva0 ! neste caso isso significa o reconhecimento #o statu %uo ! aos poucos, aparar a #ureza #a luta para finalmente chegar a uma paz po#re. >oi o %ue aconteceu ao movimento pangermanista, pelo fato #e n'o ter, #es#e o princ4pio, acentua#o principalmente a con%uista #e seus a#eptos entre os c4rculos #a gran#e massa. .ornou!se um movimento 0burgu2s, #istinto, mo#era#amente ra#ical0. =esse erro #ecorreu, por/m, a segun#a causa #e seu rápi#o #esaparecimento. & situa"'o na Sustria, para o germanismo, no tempo #o aparecimento #o movimento pangermanista, já n'o #ava lugar a esperan"as. =e ano a ano, o parlamento se tornava, ca#a vez mais, uma institui"'o #estina#a ao ani%uilamento lento #o povo alem'o. .o#a tentativa #e salva"'o na #/cima!segun#a hora s- po#ia oferecer uma probabili#a#e, embora pe%uena,

#e 26ito, na e6tin"'o #essa institui"'o. 5om isso surgiu, junto ao movimento, uma %uest'o #e importTncia te-rica. $ara #estruir o parlamento, #ever!se!ia ir ao parlamento, a fim #e esvaziá!lo 0#e #entro para fora0 ou #evia!se con#uzir essa luta #e fora, atacan#o a%uela institui"'o. ?s pangermanistas entraram no parlamento e foram #errota#os. Ber#a#e / %ue se #evia penetrar ali. 5on#uzir uma luta contra tal pot2ncia, #o la#o #e fora, significava armar!se #e coragem inabalável / estar tamb/m #isposto a sacrif4cios infinitos. &garra!se o touro pelos cornos e recebe!se fortes marra#as. &s vezes se cairá por terra, po#en#o levantar!se com os membros parti#os, somente #epois #a mais áspera luta / %ue a vit-ria sorrirá ao ousa#o atacante. <omente a gran#eza #os sacrif4cios con%uistará novos luta#ores para a causa, at/ %ue a persist2ncia garanta sucesso. $ara isso, por/m, s'o necessários os filhos #o povo, tira#os #a gran#e massa. <- eles s'o suficientemente #eci#i#os e tenazes para con#uzir essa luta ao seu fim sangrento. ? movimento pangermanista, por/m, n'o possu4a essa gran#e massa na#a mais lhe restava, pois, %ue ir ao parlamento. <eria falso pensar %ue essa resolu"'o tivesse si#o o resulta#o #e longos sofrimentos 4ntimos ou mesmo #e me#ita":es n'o, n'o se pensava absolutamente em outra coisa. 3ssa tolice, na#a mais era %ue o refle6o #e no":es pouco claras sobre a importTncia e o efeito #e tal participa"'o numa institui"'o reconheci#a, já em princ4pio, como falsa. 3sperava!se, geralmente, facilitar o esclarecimento #a gran#e massa popular, uma vez %ue se tinha a oportuni#a#e #e falar #iante #o 0foro #a na"'o inteira0. $arecia tamb/m claro %ue o ata%ue H raiz #o mal teria mais 26ito %ue o ata%ue feito #e fora. $ensava!se %ue a prote"'o #as imuni#a#es fortaleceria a seguran"a #os vários luta#ores, #e sorte %ue o ata%ue se tornaria mais forte. (a reali#a#e, por/m, as coisas tomaram outro aspecto. ? 0foro0 perante o %ual falavam os #eputa#os pangermanistas em vez #e tornar!se maior, tornara!se menor, pois ca#a um s- fala #iante #o c4rculo %ue / capaz #e ouvi!lo ou %ue, por meio #os comunica#os #a imprensa, recebe uma repro#u"'o #o %ue foi #ito. ? maior foro #e ouvintes / representa#o n'o pela sala #e um parlamento e, sim, por um gran#e com4cio p*blico. (o com4cio se encontra um gran#e n*mero #e pessoas %ue vieram somente para ouvir o %ue o ora#or tem a #izer!lhes, ao passo %ue no sal'o #e sess:es #a 5Tmara #os =eputa#os s- há algumas centenas #e in#iv4#uos %ue est'o em geral apenas para receberem o seu subs4#io e n'o para receber esclarecimentos #a sapi2ncia #e um ou outro senhor 0representante #o povo0. &ntes #e tu#o, por/m, trata se, no caso, #o mesmo p*blico %ue nunca está #isposto a apren#er algo #e novo, pois, al/m #e faltar!lhe intelig2ncia, falta!lhe a necessária vonta#e para isso. Jamais um #esses representantes fará por si mesmo honra H melhor ver#a#e para, em segui#a, pôr!se a seu servi"o. ('o. (enhum fará isso, a n'o ser %ue tenha raz'o #e esperar %ue tal mu#an"a possa salvar o seu man#ato por mais uma legislatura. <- %uan#o pressentem %ue o seu parti#o sairá mal nas pr-6imas elei":es / %ue essas gl-rias #a humani#a#e se me6em para verificar como se po#erá mu#ar para um parti#o #e orienta"'o mais segura, sen#o %ue essa mu#an"a #e atitu#e se processa sob um #il*vio #e justifica":es morais. ! =a4, acontecer sempre %ue %uan#o um parti#o #ecai em gran#e escala #o favor

p*blico e %ue há amea"a provável #e uma #errota fulminante, come"a a gran#e migra"'o7 os ratos parlamentares aban#onam o navio parti#ário. ,sso na#a tem %ue ver com o saber e o %uerer, mas / um 4n#ice #a%uele #om #ivinat-rio %ue a#verte, ain#a em tempo oportuno, o tal percevejo parlamentar, fazen#o com %ue ele se abrigue em outra cama parti#ária mais %uente. >alar perante um tal 0foro0 significa, na ver#a#e, jogar p/rolas a porcos. =e fato, isso n'o vale a penaV (esse caso o 26ito n'o po#e ser sen'o igual a zero. 3 assim era, na reali#a#e. ?s #eputa#os pangermanistas po#eriam falar at/ rebentar7 o efeito, por/m, seria nulo. & imprensa, por sua vez, conservava!se mu#a ou mutilava os #iscursos #e tal maneira %ue %ual%uer cone6'o era imposs4vel e mesmo o senti#o era #eturpa#o, %uan#o n'o se per#ia inteiramente. 3 por isso a opini'o p*blica s- recebia uma imagem muito imperfeita #as inten":es #o novo movimento. 3ra inteiramente #estitu4#o #e importTncia o %ue #izia ca#a um #os #eputa#os7 a importTncia estava na%uilo %ue se #ava a ler como sen#o #eles. 5onsistia isso em e6tratos #e seus #iscursos, %ue, mutila#os, s- po#iam e #eviam provocar impress'o errônea. &ssim o p*blico perante o %ual eles falavam realmente era os escassos %uinhentos parlamentares. 3 isso nos #iz bastante. ? pior, por/m, era o seguinte7 o movimento pangermanista s- po#eria contar com sucesso caso tivesse compreen#i#o, #es#e o primeiro #ia, %ue n'o se #everia tratar #e um novo parti#o e, sim, #e uma nova concep"'o pol4tica #o mun#o. <- esta conseguiria provocar as for"as internas para essa luta gigantesca. $ara esse fim, por/m, s- servem para chefes as melhores e mais corajosas cabe"as. 5aso a luta por um sistema universal n'o seja con#uzi#a por her-is prontos ao sacrif4cio, em curto espa"o #e tempo será imposs4vel encontrar luta#ores prepara#os para morrer. @m homem %ue combate e6clusivamente por sua e6ist2ncia pouco terá #e sobra para a causa geral. & fim #e %ue se possa realizar a%uela hip-tese, / necessário %ue ca#a um saiba %ue o novo movimento trará honra e gl-ria ante a posteri#a#e e %ue, no presente, na#a oferecerá. )uantos mais postos tenha um movimento a #istribuir, maior será a concorr2ncia #os me#4ocres., at/ %ue estes pol4ticos oportunistas, sufocan#o pelo n*mero o parti#o vitorioso, o luta#or honesto n'o mais reconhe"a o antigo movimento e os novos a#esistas o rejeitem #eci#i#amente como um intruso0 incômo#o. 5om isso, por/m, estará li%ui#a#a a 0miss'o0 #e tal movimento. Logo %ue a agita"'o pangermanista aceitou o parlamento, come"ou a #ispor #e 0parlamentares0 em vez #e guias e luta#ores #e ver#a#e. ? parti#o bai6ou ao n4vel #e %ual%uer #as fac":es #o tempo e, por isso, per#eu a for"a necessária para enfrentar o #estino com a au#ácia #os mártires. 3m vez #e lutar, apren#eu tamb/m a 0falar0 e a 0negociar0. 3m breve tempo, o novo parlamentar sentia como mais nobre #ever, ! por%ue menos arrisca#o ! combater a nova concep"'o #o mun#o com as armas 0espirituais0 #a elo%U2ncia parlamentar, em vez #e lan"ar!se numa luta com o risco #a pr-pria vi#a ! luta #e resulta#o incerto e %ue na#a ren#e para os seus l4#eres. 5omo eles estavam no parlamento, os a#eptos, lá fora, come"aram a esperar milagres, %ue naturalmente n'o se realizaram e nem po#eriam realizar!se. =entro em pouco, apareceu a impaci2ncia, pois, mesmo o %ue se conseguia ouvir #os pr-prios #eputa#os #e mo#o algum correspon#ia Hs esperan"as #os eleitores. ,sso era #e fácil e6plica"'o, pois a imprensa inimiga evitava transmitir ao p*blico uma imagem e6ata #a a"'o #os representantes pangermanistas. )uanto mais crescia o gosto #os novos representantes #o povo pela maneira ain#a suave

#a luta 0revolucionária0 no parlamento e nas #ietas, tanto menos se achavam eles #ispostos a voltar ao mais perigoso trabalho #e propagan#a, no seio #as cama#as populares. ?s com4cios, %ue eram o *nico meio eficiente #e influir sobre as pessoas e, portanto, capaz #e atrair gran#es massas populares, eram ca#a vez menos utiliza#os. =es#e %ue as reuni:es nas casas p*blicas foram #efinitivamente substitu4#as pela tribuna #o parlamento, para, #este foro, #erramar os #iscursos sobre as cabe"as #o povo, o movimento pangermanista #ei6ou #e ser um movimento popular e #esceu, em curto tempo, H categoria #e um clube #e #isserta":es aca#2micas, #e caráter mais ou menos s/rio. & má impress'o propaga#a pela imprensa n'o era, #e maneira alguma, corrigi#a pela ativi#a#e #as assembl/ias parlamentares. &ssim, a palavra 0pangermanista0 passou a soar mal aos ouvi#os populares. + preciso %ue os literatelhos e peralvilhos #e hoje saibam %ue as maiores revolu":es #este mun#o nunca foram #irigi#as por escrevinha#oresV ('o. & pena sempre se limitou a tra"ar as bases te-ricas #as revolu":es. ? po#er, por/m, %ue pôs em movimento as gran#es avalanchas hist-ricas, #e caráter religioso e pol4tico, foi, #es#e tempos imemoriais, a for"a mágica #a palavra fala#a. <obretu#o a gran#e massa #e um povo sempre s- se #ei6a empolgar pelo po#er #a palavra. .o#os os gran#es movimentos s'o movimentos populares, s'o erup":es vulcTnicas #e pai6:es humanas e #e sensa":es ps4%uicas provoca#as ou pela #eusa cruel #a necessi#a#e ou pela tocha #a palavra atira#a entre a massa e n'o por meio #e jorros #e literatos a"ucara#os meti#os a estetas e a her-is #e sal'o. <- uma tempesta#e #e pai6'o escal#ante / %ue consegue torcer o #estino #os povos7 mas s- consegue provocar entusiasmo %uem o possua no seu 4ntimo. <- esse entusiasmo inspira aos seus eleitos as palavras %ue, como golpes #e martelo, conseguem abrir as portas #o cora"'o #e um povo. ('o / escolhi#o para anuncia#or #a vonta#e #ivina a%uele a %uem falta a pai6'o e mant/m!se em um sil2ncio cômo#o. $or isso, to#o escritor #evia restringir!se ao seu tinteiro, para trabalhar 0teoricamente0, se n'o lhe faltam intelig2ncia e saber. $ara chefe n'o nasceu ele, por/m, nem para tal foi escolhi#o. @m movimento #e gran#es objetivos, #eve, pois, #iligenciar para n'o per#er o contato com a massa #o povo. 3sse ponto #eve ser e6amina#o em primeiro lugar e as #ecis:es #evem ser toma#as sob essa orienta"'o. =everá ser evita#o tu#o o %ue posse #iminuir ou enfra%uecer a capaci#a#e #e a"'o sobre a coletivi#a#e, n'o por motivos 0#emag-gicos0, mas pelo simples reconhecimento #e %ue sem a for"a formi#ável #a massa #e um povo n'o se po#e realizar uma gran#e i#/ia, por mais eleva#a e sublime %ue ela pare"a. & #ura reali#a#e / %ue #eve #eterminar o caminho para o objetivo visa#o n'o %uerer palmilhar caminhos #esagra#áveis significa neste mun#o #esistir #o ,#eal, %uer se %ueira, %uer n'o. Logo %ue o movimento pangermanista, por sua atitu#e parlamentar, colocou o seu ponto #e apoio no parlamento e n'o no povo, per#eu o futuro e ganhou, em troca, o 26ito barato e passageiro. 3scolheu a luta mais fácil, e, por isso mesmo, #ei6ou #e merecer a vit-ria final. Justamente essas %uest:es foram por mim estu#a#as em Biena, #a maneira mais profun#a, notan#o, ent'o, %ue, no seu n'o reconhecimento, estava um #os principais motivos #o colapso #o movimento, %ue, a meu ver, era #estina#o a tomar em suas m'os a #ire"'o #o germanismo. ?s #ois primeiros erros %ue fizeram com %ue fracassasse o movimento pangermanista

completavam!se, um era conse%U2ncia #o outro. & falta #e conhecimento #as for"as impulsoras #as gran#es revolu":es #eu lugar H erra#a avalia"'o #a importTncia #as gran#es coletivi#a#es #a4 proveio o pouco interesses pela %uest'o social, o me#4ocre aliciamento #as cama#as inferiores #a na"'o, bem como tamb/m a atitu#e favorável em rela"'o ao parlamento. 5aso tivesse si#o reconheci#o o incr4vel po#er %ue cabe H massa como porta#ora #a resist2ncia revolucionária em to#os os tempos, ter!se!ia trabalha#o #e outra maneira, tanto socialmente como com rela"'o H propagan#a. ('o se teria tamb/m, ent'o, acentua#o o movimento em #ire"'o ao parlamento e sim em #ire"'o H oficina e H rua. ? terceiro erro, por/m, se caracterizou ain#a mais pelo n'o reconhecimento #o valor #a massa, %ue, uma vez movimenta#a em #etermina#a #ire"'o, por esp4ritos superiores, mais tar#e, como um volante, #á impulso H for"a e tenaci#a#e uniforme #o ata%ue. & áspera luta %ue o movimento pangermanista teve #e sustentar com a ,greja cat-lica sse e6plica #evi#o H falta #e compreens'o #a psicologia #o povo. &s causas #o ata%ue violento #o novo parti#o contra 1oma estavam no seguinte7 0Logo %ue a 5asa #os ;absburgos se #eci#ira #efinitivamente a transformar a Sustria em um 3sta#o eslavo, foram utiliza#os to#os os meios %ue pareciam pr-prios para esse fim. &s institui":es religiosas foram tamb/m inescrupulosamente postas ao servi"o #a nova i#/ia oficial, por essa inconscient4ssima #inastia. & utiliza"'o #e par-%uias tchecas e #e seus curas era somente um #os muitos meios #e chegar a este fim, isto /, uma eslaviza"'o generaliza#a #a Sustria0. ? processo #esenrolava!se mais ou menos assim7 0?s pa#res tchecos eram man#a#os para par-%uias puramente alem's. 3sses sacer#otes lenta, mas seguramente, come"avam a sobrepor os interesses #o povo tcheco aos interesses #a ,greja, tornan#o!se assim a c/lula mater #o processo #e #esgermaniza"'o0. ? clero germTnico, ante esse processo, fracassou %uase completamente. 3 assim aconteceu n'o s- por%ue esses pr-prios sacer#otes eram inteiramente incapazes #e uma semelhante luta, no senti#o #o germanismo. como por n'o conseguirem opor a necessária resist2ncia ao! ata%ue #os outros. =essa maneira o germanismo era lenta, mas irresistivelmente, repeli#o por um la#o, pela a"'o #esabusa#a #e parte #o clero %ue se lhe opunha e pelo outro pela insufici2ncia #a #efesa. <e, como vimos, isso se #ava em pe%uena escala, em gran#e escala n'o seria outra a situa"'o. &4 tamb/m as tentativas antigermTnicas #os ;absburgos n'o encontraram, sobretu#o #e parte #o alto clero, a resist2ncia e6igi#a, e, assim, a #efesa #os interesses alem'es passava a plano secun#ário. & impress'o geral era #e %ue havia uma ofensa grosseira aos #ireitos alem'es #a parte #o clero cat-lico. $arecia com isso %ue a ,greja n'o sentia com o povo alem'o e se colocava, #e maneira injusta, ao la#o #o inimigo #o mesmo. & raiz #e to#o o mal, por/m, estava, segun#o a opini'o #e <chWnere, no fato #e a #ire"'o #a ,greja cat-lica n'o estar na &lemanha, bem como na animosi#a#e, proveniente #esse fato, contra os anseios #e nossa nacionali#a#e. ?s chama#os problemas culturais passaram, como %uase tu#o na Sustria, para segun#o plano. ? %ue valia, na atitu#e #o movimento pangermanista, com rela"'o H! ,greja cat-lica, era menos a atitu#e #esta relativamente H ci2ncia %ue a sua insuficiente compreens'o #os interesses alem'es e, inversamente, uma constante fomenta"'o #as pretens:es e #a cobi"a eslavas. 9eorge <chWnere n'o era homem %ue fizesse as coisas pela meta#e. ,niciou a luta contra

a ,greja, convenci#o #e %ue somente por ela / %ue a ra"a alem' po#eria salvar se. ? movimento #e liberta"'o contra 1oma (Los von 1om0) parecia o mais formi#ável, por/m tamb/m o mais #if4cil processo #e ata%ue, %ue teria #e #estruir a ci#a#ela inimiga. >osse ele vitorioso estaria venci#a, para sempre, a infeliz cis'o religiosa na &lemanha e a for"a interior #o 1eich e #a na"'o alem' po#eria, com uma tal vit-ria, lucrar #e maneira formi#ável. 3ntretanto, nem a previs'o nem as conclus:es #essa luta estavam certas. ,ncontestavelmente a for"a #e resist2ncia #o clero cat-lico, #e nacionali#a#e alem', era inferior, em to#as as %uest:es referentes ao germanismo, Hs #e seus irm'os n'o alem'es, sobretu#o tchecos. &o mesmo tempo, s- um ignorante n'o veria %ue ao clero alem'o jamais ocorreu uma #efesa agressiva #os interesses #a sua ra"a. =emais, %uem %uer %ue n'o estivesse ofusca#o pelas apar2ncias, #everia reconhecer %ue esse fato #eve ser atribu4#o primeiro %ue tu#o a uma circunstTncia %ue to#os n-s alem'es #evemos lastimar7 a 0objetivi#a#e0 com %ue encaramos os problemas raciais, assim como to#os os outros. &ssim como o sacer#ote tcheco era subjetivo em rela"'o ao seu povo e somente objetivo em rela"'o & ,greja, o sacer#ote alem'o era #e#ica#o subjetivamente H ,greja e permanecia objetivo com rela"'o H na"'o. 3sse / um fenômeno %ue em mil outros casos po#emos constatar, para infelici#a#e nossa. ,sso n'o / #e maneira alguma s- uma heran"a especial #o catolicismo, mas ataca, entre n-s, em curto espa"o #e tempo, %uase to#a a organiza"'o #o 3sta#o. 5ompare!se, por e6emplo, a atitu#e %ue o nosso funcionalismo p*blico assume em face #as tentativas #e um renascimento nacional com a #o funcionalismo #e %ual%uer outra na"'o em circunstTncias semelhantes. ,magina!se, acaso, %ue o corpo #e funcionários #e %ual%uer outro pa4s #o mun#o preteriria #e maneira semelhante os #esejos #a na"'o ante a frase oca 0autori#a#e #o 3sta#o0, como / corrente entre n-s #es#e cinco anos, sen#o at/ consi#era#o particularmente #igno #e elogios, %uem assim proce#e8 ('o assumem os #ois cre#os, hoje em #ia, na %uest'o ju#aica, uma atitu#e %ue n'o está em harmonia nem com os #esejos #a na"'o nem com os ver#a#eiros interesses #a pr-pria religi'o8 5ompare!se, por e6emplo, a atitu#e #e um rabino, em to#as as %uest:es, mesmo #e somenos importTncia #o ju#a4smo como ra"a, com a #o clero #e ambos os cre#os crist'os com rela"'o H ra"a germTnica. ,sso acontece conosco to#a vez %ue se trata #e #efen#er uma i#/ia abstrata. & 0autori#a#e #o 3sta#o0, a 0#emocracia0, o 0pacifismo0, a 0soli#arie#a#e internacional0, etc., s'o i#/ias %ue sempre convertemos em concep":es fi6as, puramente #outrinárias, #e sorte %ue to#o julgamento sobre as necessi#a#es vitais #a na"'o / feito e6clusivamente por esse crit/rio. 3ssa maneira infeliz #e consi#erar to#as as aspira":es pelo prisma #e uma opini'o preconcebi#a #estr-i to#a a capaci#a#e #e aprofun#ar!se o homem num assunto subjetivamente por contra#izer objetivamente a pr-pria teoria e con#uz finalmente a uma invers'o #e meios e #e finali#a#es. .o#a tentativa #e levantar a na"'o será repeli#a, #es#e %ue impli%ue na e6tin"'o #e um regime, mesmo mau, #es#e %ue seja uma infra"'o ao 0princ4pio #e autori#a#e0. ? 0princ4pio #e autori#a#e0 n'o /, por/m, um meio para um fim, antes, aos olhos #esses fanáticos #a objetivi#a#e, representa o pr-prio fim, o %ue / suficiente para e6plicar a triste vi#a #esse princ4pio. &ssim / %ue, por e6emplo, to#a tentativa por uma #ita#ura seria recebi#a com in#igna"'o, mesmo %ue o seu e6ecutor fosse

um >re#erico, o 9ran#e, e %ue os artistas pol4ticos #e uma maioria parlamentar momentTnea n'o passassem #e an:es incapazes ou #e in#iv4#uos me#4ocres. & lei #a #emocracia parece mais sagra#a para um #esses #outrineiros %ue o bem #a na"'o. @m protegerá, portanto, a pior tirania %ue ani%uila um povo, #es#e %ue o 0princ4pio #e autori#a#e0 se corporiza nela, ao passo %ue o outro rejeita mesmo o mais aben"oa#o governo, #es#e %ue este n'o correspon#a H sua concep"'o #e #emocracia. =a mesma maneira o nosso pacifista alem'o silenciará #iante #o mais sangrento atenta#o contra o povo, mesmo %ue ele parta #as mais ru#es >or"as militares silenciará #es#e %ue a mu#an"a #esse #estino s- seja poss4vel por meio #e uma resist2ncia, portanto, #e uma viol2ncia, pois isso contraria o seu esp4rito pacifista. ? socialista alem'o internacional, entretanto, po#e ser sa%uea#o soli#ariamente pelo resto #o mun#o ele mesmo retribui com simpatia fraternal e n'o pensa em repara":es ou mesmo protestos, pois %ue ele / ! um alem'o. ,sso po#e ser #eplorável, por/m %uem %uiser mo#ificar uma situa"'o #eve reconhec2!la primeiramente. ? mesmo acontece com a #efesa #os anseios #o povo alem'o por uma parte #o clero. $or si, isso n'o representa nem má vonta#e, nem / provoca#o, por e6emplo, por or#em 0#e cima0. Bemos, por/m, nessa fra%ueza nacional, o resulta#o #e uma e#uca"'o tamb/m falha no senti#o #a germaniza"'o #a juventu#e como tamb/m, por outro la#o, uma submiss'o irrestrita H i#/ia torna#a 4#olo. & e#uca"'o para a #emocracia, para o socialismo #e feitio internacional, para o pacifismo, etc., / t'o r4gi#a e ra#ical, portanto consi#era#a por eles puramente subjetiva %ue, com isso, a imagem geral #o resto #o mun#o / influencia#a por essa no"'o fun#amental, ao passo %ue a atitu#e para com o germanismo #es#e a juventu#e sempre se caracterizou pelo seu objetivismo. =essa maneira o pacifista alem'o %ue se submete subjetivamente H sua i#/ia, procurará sempre primeiro os #ireitos objetivos, mesmo em casos #e amea"as injustas e pesa#as a seu povo e nunca se colocará, por puro instinto #e conserva"'o, na fileira #e seu rebanho para lutar ao la#o #ele. )uanto isso vale para os vários cre#os, po#e ser mostra#o pelo seguinte7 ? protestantismo representa, por si, melhor, as aspira":es #o germanismo, #es#e %ue esse germanismo esteja fun#amenta#o na origem e tra#i":es #a sua igreja falha, entretanto, no momento em %ue essa #efesa #os interesses nacionais tenha #e realizar!se num #om4nio em #iscor#Tncia com a sua tra#icional maneira #e conceber os problemas mun#iais. ? protestantismo servirá para promover tu#o o %ue / essencialmente germTnico, sempre %ue se trate #e pureza interior ou, #e intensificar o sentimento nacional, ou #e #efesa #a vi#a alem', #a l4ngua e tamb/m #a liber#a#e, uma vez %ue tu#o isso / parte essencial nele mas / mais hostil a %ual%uer tentativa #e salvar a na"'o #as garras #e seu mais mortal inimigo, por%ue a sua atitu#e em rela"'o ao ju#a4smo foi tra"a#a mais ou menos como um #ogma. (isso ele gira in#ecisamente em torno #a %uest'o e, a n'o ser %ue essa %uest'o seja resolvi#a, n'o terá senti#o ou possibili#a#e #e 26ito %ual%uer tentativa #e um renascimento alem'o. =urante minha esta#ia em Biena, eu tive bastante prazer e oportuni#a#e #e e6aminar essa %uest'o, sem esp4rito preconcebi#o e, pu#e ain#a verificar milhares #e vezes, no conv4vio #iário, a corre"'o #esse mo#o #e ver. (essa ci#a#e em %ue est'o em foco as mais varia#as ra"as, era evi#ente, a to#os parecia claro, %ue somente o pacifista alem'o procura consi#erar sempre objetivamente as aspira":es #e sua pr-pria na"'o, por/m nunca o faz assim o ju#eu em rela"'o Hs #o seu povo %ue somente o socialista alem'o / 0internacional0, isto /, / proibi#o #e fazer justi"a a

seu pr-prio povo #e outra maneira %ue n'o seja com lamenta":es e choro entre os companheiros internacionais. (unca agem assim o tcheco, o polaco, etc. 3nfim, reconheci #es#e ent'o, %ue a #esgra"a s- em parte está nessas teorias e, por outra parte, em nossa insuficiente e#uca"'o com rela"'o ao nacionalismo e numa #e#ica"'o #iminu4#a, em virtu#e #isso, em rela"'o ao mesmo. $or essas raz:es, falhou o primeiro fun#amento puramente te-rico #o movimento pangermanista contra o catolicismo. 3#u%ue!se o povo alem'o, #es#e a juventu#e, no reconhecimento firme #os #ireitos #a pr-pria nacionali#a#e e n'o se empestem os cora":es infantis com a mal#i"'o #e nossa 0objetivi#a#e0, mesmo em coisas relativas H conserva"'o #o pr-prio eu, e em pouco tempo, verificar!se!á %ue (supon#o!se um governo ra#ical nacional), assim como na ,rlan#a, na $olônia ou na >ran"a, o cat-lico alem'o será sempre alem'o. & mais formi#ável prova #isso foi forneci#a na%uela /poca em %ue, pela *ltima vez, o nosso povo, em #efesa #e sua e6ist2ncia, se apresentou, #iante #a justi"a #a ;ist-ria, em uma luta #e vi#a e #e morte. 3n%uanto na%uele momento n'o faltou a #ire"'o #e cima, o povo cumpriu o seu #ever #o mo#o mais #ecisivo. $astor protestante ou pa#re cat-lico, ambos contribu4ram infinitamente para uma longa conserva"'o #e for"a #e resist2ncia, n'o s- no 0front0 mas, sobretu#o, no interior #o pa4s. (esses anos, e sobretu#o nos primeiros momentos #e entusiasmo, s- e6istia na reali#a#e um *nico imp/rio alem'o sagra#o nos #ois campos e para cuja subsist2ncia e futuro ca#a um se #irigia ao seu c/u. ? movimento pangermanista na Sustria #everia ter!se proposto a seguinte pergunta7 + ou n'o poss4vel a conserva"'o #o germanismo austr4aco sob uma f/ cat-lica8 (o caso afirmativo, o parti#o pol4tico n'o se #everia ter incomo#a#o com a %uest'o religiosa ou #e cre#o. 3m caso contrário, seria necessária uma reforma religiosa e nunca um parti#o pol4tico. &%uele %ue pensa po#er chegar, pelo atalho #e uma organiza"'o pol4tica, a uma reforma religiosa, mostra somente %ue lhe falta %ual%uer vislumbre #a evolu"'o #as no":es religiosas ou mesmo #as #ogmáticas e #a atua"'o prática #o clero. (a reali#a#e n'o se po#e servir a #ois senhores, sen#o %ue eu consi#ero a fun#a"'o ou #estrui"'o #e uma religi'o muito mais importante #o %ue a fun#a"'o ou #estrui"'o #e um 3sta#o, %uanto mais #e um parti#o. ('o se #iga %ue os alu#i#os ata%ues foram a #efesa contra ata%ues #o la#o contrárioV + certo %ue, em to#as as /pocas, houve in#iv4#uos sem consci2ncia %ue n'o tiveram pejo #e fazer #a religi'o instrumento #e seus interesses pol4ticos (pois / #isso %ue se trata %uase sempre e e6clusivamente entre esses pulhas). 3ntretanto, / falso tornar a religi'o ou o cre#o responsável por um ban#o #e patifes %ue #ela fazem mau uso, #a mesma forma por %ue poriam %ual%uer outra coisa a servi"o #e seus bai6os instintos. (a#a po#e melhor servir a um tratante e man#ri'o parlamentar #o %ue a oportuni#a#e %ue assim se lhe oferece #e, ao menos posteriormente, conseguir a justifica"'o #e sua esperteza pol4tica. $ois logo %ue a reCigi'o ou o cre#o / responsabiliza#o por uma mal#a#e pessoal e por isso ataca#os, o maroto chama, com berreiro formi#ável, o mun#o inteiro para testemunhar %u'o justa fora a sua atua"'o e como, gra"as a ele e H sua lo%uaci#a#e, foram salvas a religi'o e a igreja. ?s contemporTneos, t'o tolos %uanto es%ueci#os, n'o reconhecem o ver#a#eiro causa#or #a luta, #evi#o ao gran#e berreiro %ue se faz ou n'o se lembram mais #ele e assim atinge o patife o seu objetivo.

3ssas astuciosas raposas sabem bem %ue isso na#a tem a ver com a religi'o. $or isso mais rirá ele consigo mesmo, en%uanto %ue o seu a#versário, honesto por/m inábil, per#e a carta#a e retira!se #e tu#o, #esilu#i#o #a leal#a#e e #a f/ nos homens. 3m outro senti#o, seria tamb/m injusto tomar a religi'o ou mesmo a igreja como responsável pelos #esacertos #e %uais%uer in#iv4#uos. 5ompare!se a gran#eza #a organiza"'o vis4vel com a #efeituosi#a#e m/#ia #os homens em geral e será necessário a#mitir %ue a rela"'o #o bem para o mal / melhor entre n-s #o %ue em %ual%uer outra parte. + certo %ue há tamb/m, mesmo entre os pr-prios pa#res, alguns para os %uais a sua fun"'o sagra#a / apenas um meio para a satisfa"'o #e sua ambi"'o! pol4tica e %ue chegam mesmo a es%uecer, na luta pol4tica, muitas vezes #e maneira mais #o %ue lamentável, %ue #everiam ser os guar#as #e uma ver#a#e superior e n'o os representantes #a mentira e #a cal*nia. 3ntretanto para ca#a in#igno #esses há, por outro la#o, milhares e milhares #e curas honestos, #e#ica#os #a maneira mais fiel H sua miss'o %ue, em nossos tempos atuais, t'o mentirosos como #eca#entes, se #estacam como pe%uenas ilhas num pTntano geral. .'o pouco con#eno ou #evo con#enar a igreja pelo fato #e um sujeito %ual%uer #e batina cair em falta imun#a contra os costumes, %uan#o muitos outros mancham e traem a sua nacionali#a#e, em uma /poca em %ue isso ocorre fre%Uentemente. <obretu#o hoje em #ia, / bom n'o es%uecer %ue para ca#a 3fialtes há milhares #e pessoas %ue, com o cora"'o sangran#o, sentem a infelici#a#e #e seu povo e, como os melhores #e nossa na"'o, #esejam ansiosamente a hora em %ue para n-s o c/u possa sorrir tamb/m. & %uem, por/m, respon#e %ue, no caso, n'o se trata #e pe%uenos problemas #a vi#a #iária, mas sobretu#o #e %uest:es #e ver#a#e fun#amental e #e conte*#o #ogmático, po#e! se #ar a #evi#a resposta com outra %uest'o7 0<e te consi#erares feito pelo #estino a fim #e proclamar a ver#a#e, faze!o tem, por/m, tamb/m, a coragem #e n'o %uereres fazer isso pelo talho #e um parti#o pol4tico ! pois constitui tamb/m esperteza, mas coloca, em lugar #o mal #e agora, o %ue lhe parece melhor para o futuro. <e porventura te faltar a coragem ou se n'o conheceres bem o %ue em ti há #e melhor, n'o te metas em to#o caso, n'o tentes, pelo recurso #e um movimento pol4tico, conseguir astuciosamente a%uilo %ue n'o tens coragem #e fazer #e viseira ergui#a0. ?s parti#os pol4ticos na#a t2m a ver com os problemas religiosos, a n'o ser %ue estes, estranhos ao povo, venham solapar os costumes e a moral #a pr-pria ra"a. & religi'o tamb/m n'o se #eve imiscuir em intrigas #o parti#arismo pol4tico. )uan#o os #ignitários #a igreja se servem #e institui":es ou #outrinas religiosas para preju#icar a sua nacionali#a#e, nunca #ever'o ser segui#os nessa trilha e sim combati#os com as mesmas armas. &s #outrinas e ,nstitui":es religiosas #e seu povo #evem ser intang4veis para o chefe pol4tico ao contrário, este n'o #everia ser pol4tico e sim reforma#orV )ual%uer outra atitu#e con#uziria a uma catástrofe, especialmente na &lemanha. (as minhas observa":es sobre o movimento pangermanista em sua luta contra 1oma, cheguei, na%uela ocasi'o e, sobretu#o posteriormente, H seguinte conclus'o7 #evi#o a sua fraca compreens'o #a significa"'o #o problema social, o movimento per#eu a for"a combativa #a massa popular. ,n#o ao parlamento, per#eu a sua for"a #e impuls'o e sobrecarregou!se com to#a a fra%ueza inerente H%uela institui"'o. & sua luta contra a igreja #esacre#itou!o perante muitas cama#as #as classes bai6a e m/#ia e privou!o #e muitos #os melhores elementos %ue se po#eriam in#icar como essencialmente nacionais.

?s resulta#os #a 0KulturOampf0 na Sustria foram praticamente nulos. + ver#a#e %ue foi poss4vel arrancar perto #e cem mil membros H igreja, por/m sem %ue ela por isso tivesse sofri#o #ano sens4vel. 1ealmente, nesse caso, n'o havia necessi#a#e #e chorar pelas 0ovelhinhas0 per#i#as ela s- per#eu o %ue há já muito tempo intimamente lhe n'o pertencia. 3ssa era a #iferen"a entre a nova reforma e a antiga. ?utrora, muitos #os melhores elementos #a igreja se tinham afasta#o #ela por convic"'o religiosa 4ntima, ao passo %ue agora s- os 0mornos0 / %ue se foram e por 0consi#era":es0 pol4ticas. Justamente #o ponto #e vista pol4tico o resulta#o foi muito ri#4culo e #eplorável. Mais uma vez fracassara um promissor movimento pol4tico #a na"'o alem' por n'o ter si#o con#uzi#o com a necessária sobrie#a#e, mas per#era!se um campo %ue for"osamente teria #e con#uzir a um #esagregamento. & ver#a#e, pois, / %ue7 ? movimento pangermanista jamais teria cometi#o esse erro, se n'o possu4sse pouca compreens'o #a psicologia #a massa. <e os seus chefes tivessem sabi#o %ue para conseguir 26ito n'o se #eve nunca mostrar a massa #ois ou mais a#versários, por consi#era":es puramente ps4%uicas, pois isso con#uziria #e outra maneira ao #esagregamento #a for"a combativa, s- por esse motivo o movimento pangermanista #everia ter si#o principalmente #irigi#o contra um s- a#versário. (a#a mais perigoso para um parti#o pol4tico %ue #ei6ar! se levar nas suas #ecis:es por levianos %ue tu#o %uerem sem conseguir jamais coisa alguma. Mesmo %ue nos vários cre#os haja muita coisa a eliminar o parti#o pol4tico n'o #eve per#er #e vista um minuto o fato #e %ue, a julgar por to#a a e6peri2ncia #a hist-ria at/ hoje, nunca um parti#o pol4tico conseguiu, em situa":es semelhantes, chegar a uma reforma religiosa. ('o se estu#a, por/m, a hist-ria para n'o recor#ar os seus ensinamentos %uan#o / chega#a a hora #e aplicá!la praticamente ou para pensar %ue as coisas agora s'o outras e %ue, portanto, as suas ver#a#es n'o s'o mais aplica#as, mas apren#e!se #ela justamente o ensino *til para o presente. )uem n'o consegue isso, n'o #eve ter a pretens'o #e ser chefe pol4tico. 3sse / na reali#a#e um i#iota superficial e muito convenci#o e to#a boa vonta#e n'o #esculpa a sua incapaci#a#e prática. & arte #e to#os os gran#es con#utores #e povos, em to#as as /pocas, consiste, em primeira linha, em n'o #ispersar a aten"'o #e um povo e sim em concentrá!la contra um *nico a#versário. )uanto mais concentra#a for a vonta#e combativa #e um povo, tanto maior será a atra"'o magn/tica #e um movimento e mais formi#ável o 4mpeto #o golpe. >az parte #a geniali#a#e #e um gran#e con#utor fazer parecerem pertencer a uma s- categoria mesmo a#versários #ispersos, por%uanto o reconhecimento #e vários inimigos nos caracteres fracos e inseguros muito facilmente con#uz a um princ4pio #e #*vi#a sobre o #ireito #e sua pr-pria causa. Logo %ue a massa hesitante se v2 em luta contra muitos inimigos, surge ime#iatamente a objetivi#a#e e a pergunta #e se realmente to#os est'o erra#os ou s- o pr-prio povo ou o pr-prio movimento / %ue está com o #ireito. 5om isso aparece tamb/m o primeiro colapso #a pr-pria for"a. =a4 ser necessário %ue uma maioria #e a#versários internos seja sempre vista em blocos, #e sorte %ue a massa #os pr-prios a#eptos julgue %ue a luta seja #irigi#a contra um inimigo *nico. ,sso fortalece a f/ no pr-prio #ireito e aumenta a irrita"'o contra o inimigo. ? fato #e o movimento pangermanista n'o ter compreen#i#o isso lhe custou a #errota. ? seu objetivo estava certo. & vonta#e era pura. ? caminho segui#o, por/m, estava erra#o. 3le se assemelhava a um alpinista %ue tem em vista o pico a ser galga#o e %ue se

p:e a caminho com #ecis'o e for"a, sem por/m #e#icar aten"'o a esse *ltimo, ten#o a vista sempre volta#a para o objetivo, sem atentar na trilha %ue segue. $or isso, fracassa. ,nversamente, parecia passarem!se as coisas nas fileiras #o a#versário ! no $arti#o <ocialista 5rist'o. ? caminho segui#o por este foi sábia e seguramente escolhi#o. 3ntretanto, faltou!lhe a compreens'o e6ata #o objetivo. 3m %uase to#os os pontos em %ue o movimento pangermanista falhou, eram bem e corretamente pensa#as as #isposi":es #o $arti#o <ocialista 5rist'o. 3le compreen#ia e6atamente a importTncia #as massas e, #es#e o seu in4cio, atraiu a si uma certa cama#a popular, pela ostensiva afirma"'o #e seu caráter social. 3 #es#e %ue se #ispôs a ganhar a classe m/#ia e a classe #os artes'os, ganhou permanentes e fi/is sectários, prontos para o sacrif4cio #e si mesmos. ? parti#o evitou combater contra %uais%uer organiza":es representa#as pela ,greja, asseguran#o!se, assim, o apoio #essa po#erosa organiza"'o. $ossu4a, por isso, um *nico a#versário ver#a#eiramente gran#e. 5ompreen#eu o valor #a propagan#a em larga escala e especializou!se em influenciar psicologicamente os instintos #a gran#e maioria #e seus a#eptos. ? fato #e ter o parti#o falha#o em seu sonho #e salvar a Sustria foi #evi#o aos seus m/to#os, %ue eram erra#os em #ois senti#os, assim como H obscuri#a#e #e seus objetivos. 3m vez #e ser fun#a#o sobre base racial, o seu anti!semitismo tinha fun#amento religioso. & raz'o por %ue esse erro se insinuou foi a mesma %ue causou o segun#o erro. <e o $arti#o <ocialista 5rist'o %uisesse salvar a Sustria n'o se #everia apoiar, na opini'o #e seu fun#a#or, no princ4pio racial, #es#e %ue, #e %ual%uer mo#o, em breve prazo, ocorreria a #issolu"'o geral #o 3sta#o. ?s chefes #o parti#o enten#eram %ue a situa"'o em Biena e6igia %ue se evitassem as ten#2ncias para a #ispers'o e se apoiassem to#os os pontos #e vista con#ucentes H uni#a#e. (a%uela /poca, Biena se achava fortemente impregna#a #e elementos tchecos e na#a a n'o ser a e6trema tolerTncia nos problemas raciais po#eria evitar %ue a%uele parti#o fosse anti!germTnico #es#e o in4cio. ! $ara salva"'o #a Sustria, a%uele parti#o n'o po#eria ser #ispensa#o. $or isso fizeram esfor"os especiais para ganhar o gran#e n*mero #e pe%uenos negociantes tchecos #e Biena pela oposi"'o H escola liberal #e Manchester e, com isso, julgavam haver #escoberto um grito #e guerra para a luta contra o ju#a4smo, luta basea#a na religi'o, %ue #ei6aria na sombra to#as as #iferen"as #e ra"a #a velha Sustria. 5laro / %ue um combate em tal base molestaria muito pouco os ju#eus. (a pior #as hip-teses, um pouco #e água benta bastaria para salvar os seus neg-cios e, ao mesmo tempo, o seu ju#a4smo. 5om essa base leviana, nunca foi poss4vel tratar #e maneira s/ria e cient4fica #o problema, mas apenas per#eram!se muitos a#eptos %ue n'o compreen#iam essa esp/cie #e anti!semitismo. 5om isso a for"a #e aliciar a#eptos ficaria circunscrita %uase e6clusivamente a c4rculos intelectuais restritos, a n'o ser %ue se %uisesse passar #o puro sentimento para um ver#a#eiro #o problema. & atitu#e #as classes intelectuais era #e franca nega"'o. & %uest'o parecia ca#a vez mais limitar!se a uma nova tentativa #e convers'o #os ju#eus. .inha!se at/ a impress'o #e tratar!se #e uma certa inveja #e concorrente. 5om isso a luta per#eu o caráter #e um movimento superior e para muitos ! e justamente n'o para os piores ! tomou a apar2ncia #e imoral e reprovável. >altava a convic"'o #e %ue se tratava #e uma %uest'o vital #e to#a a humani#a#e, #e cuja solu"'o #epen#ia o #estino #e to#os os povos n'o ju#eus. &s meias me#i#as, a in#ecis'o, haviam #estru4#o o valor #a posi"'o anti!sem4tica #o

$arti#o <ocialista 5rist'o. 3ra um anti!semitismo aparente, era pior #o %ue na#a, por%ue o povo tinha a ilus'o #e segurar firmemente o seu inimigo nas m'os, %uan#o este / %ue o guiava. ? ju#eu, por/m, em curto espa"o #e tempo, #e tal maneira se acostumara a essa esp/cie #e anti!semitismo, %ue a sua supress'o certamente lhe teria feito mais falta #o %ue incômo#os lhe #ava a sua e6ist2ncia. <e o 3sta#o constitu4#o #e #iferentes ra"as já e6igia um sacrif4cio, maior ain#a o e6igia a #efesa #o germanismo. ('o se po#ia ser 0nacionalista0, a n'o ser %ue, mesmo em Biena, se %uisesse #ei6ar #e sentir a terra #ebai6o #os p/s. 3sperava!se salvar o 3sta#o #os ;absburgos contornan#o suavemente essa %uest'o e, assim, o atiravam #iretamente H ru4na. 5om isso, por/m, per#eu o movimento a *nica po#erosa fonte, #e energia %ue po#e fornecer for"a, #ura#ouramente, a um parti#o pol4tico. ? movimento crist'o social tornou!se, com isso, um parti#o como %ual%uer outro. 3u havia segui#o atentamente os #ois movimentos, um por impulso 4ntimo #o cora"'o, o outro arrasta#o pela a#mira"'o pelo homem raro %ue já ent'o me aparecia como um s4mbolo amargo #e to#o o germanismo austr4aco. )uan#o o formi#ável cortejo f*nebre con#uzia o faleci#o burgomestre #a 1athaus para a 1ingstrasse, tamb/m me encontrava entre as muitas centenas #e milhares #e pessoas %ue assistiam ao espetáculo f*nebre. ,ntimamente comovi#o, #izia!me o sentimento %ue tamb/m a obra #esse homem tinha #e ser em v'o, #evi#o H fatali#a#e %ue irrecusavelmente teria #e con#uzir a%uele 3sta#o ao ani%uilamento. <e o =r. Karl Lueger tivesse vivi#o na &lemanha, teria si#o inclu4#o entre os maiores homens #e nossa ra"a. >oi infelici#a#e sua e #e sua obra %ue tivesse vivi#o na%uele 3sta#o insustentável %ue era a Sustria. &o mesmo tempo #e sua morte, já come"ava a espalhar!se vivamente, ca#a m2s %ue se passava, a%uela pe%uena chama #os Aalc's, #e maneira %ue, por uma gentileza #o #estino, foi lhe poupa#o ver a%uilo %ue ele acre#itava po#er evitar. 3u, por/m, tentei encontrar as causas #o insucesso #e ambos os movimentos e cheguei H convic"'o firme #e %ue, abstrain#o inteiramente a impossibili#a#e #e ain#a conseguir na velha Sustria o fortalecimento #o 3sta#o, os erros #os #ois parti#os eram os seguintes7 ? parti#o pangermanista teoricamente tinha to#a raz'o %uanto ao objetivo #a regenera"'o germTnica, mas era infeliz na escolha #e seus m/to#os. 3ra nacionalista, mas, infelizmente, n'o bastante social para ganhar a a#es'o #a massa popular. ? seu anti! semitismo era basea#o na ver#a#eira aprecia"'o #a importTncia #o problema racial e n'o em! teorias religiosas. $or outro la#o, a sua luta contra um cre#o #efini#o estava erra#a tanto %uanto aos fatos como %uanto H tática. &s i#/ias #o movimento crist'o socialista acerca #o objetivo #o renascimento germTnico eram #emasia#amente vagas, mas, como parti#o, era feliz e inteligente na escolha #e seus m/to#os. 5ompreen#ia a importTncia #a %uest'o social, mas laborava em erro na sua luta contra os ju#eus e ignorava inteiramente a for"a #o sentimento nacional. <e o $arti#o <ocialista 5rist'o possu4sse, al/m #e sua inteligente compreens'o #a gran#e massa, uma no"'o certa #a importTncia #o problema #a ra"a, como a tinha apanha#o o movimento pangermanista, e tivesse ele tamb/m si#o nacionalista ou tivesse o movimento pangermanista a#ota#o, al/m #a sua compreens'o certa #o objetivo #a %uest'o ju#aica e #a importTncia #o sentimento nacional, tamb/m a intelig2ncia prática #o $arti#o <ocialista 5rist'o, sobretu#o %uanto H atitu#e em rela"'o ao socialismo ! ter!se!ia pro#uzi#o a%uele movimento %ue, já ent'o ! estou convenci#o ! po#eria ter influ4#o no #estino #o

germanismo. <e isso assim n'o aconteceu, foi #evi#o, em gran#e parte, ao caráter #o 3sta#o austr4aco. 5omo n'o via a minha convic"'o realiza#a em nenhum outro parti#o, eu n'o po#ia me #eci#ir a ingressar em uma #as organiza":es e6istentes ou mesmo colaborar na luta. Já na%uele tempo eu consi#erava to#os os movimentos pol4ticos falha#os e incapazes #e realizar o gran#e renascimento nacional #o povo alem'o. & minha antipatia pelo 3sta#o #os ;absburgos crescia ca#a vez mais, na%uela /poca. )uanto mais eu come"ava a preocupar!me sobretu#o com %uest:es #e pol4tica e6terna, tanto mais ganhava terreno a minha convic"'o #e %ue a%uela estrutura estatal tinha #e tornar!se! a #esgra"a #o germanismo. 5a#a vez mais claramente via, enfim, %ue o #estino #a na"'o alem' n'o mais seria #eci#i#o #esse lugar e, sim, #o pr-prio 1eich. ,sso, por/m, n'o #izia respeito apenas Hs %uest:es pol4ticas, mas tamb/m a to#as as %uest:es #a vi#a cultural propriamente. ? 3sta#o austr4aco mostrava tamb/m no campo #as ativi#a#es puramente culturais ou art4sticas to#os os sintomas #e #eca#2ncia, ou, pelo menos, a sua insignificTncia para o futuro #a na"'o alem'. (o campo #a ar%uitetura era %ue mais isso se fazia sentir. & ar%uitetura mo#erna, por isso mesmo, n'o tinha gran#e 26ito na Sustria, pois, ap-s a constru"'o #a 1ingstrasse, as obras, pelo menos em Biena, eram insignificantes relativamente aos gran#es planos %ue surgiam na &lemanha. 5omecei assim a levar ca#a vez mais uma vi#a #upla a raz'o e a reali#a#e fizeram!me passar por uma t'o amarga %uanto aben"oa#a escola na Sustria. 3ntretanto o cora"'o an#ava por outros lugares. @m angustioso #escontentamento me empolgara H me#i#a %ue eu reconhecia a vacui#a#e em torno #esse 3sta#o e a impossibili#a#e #e salvá!lo, sentin#o, ao mesmo tempo, com to#a a certeza, %ue, em tu#o e por tu#o, ele s- po#eria representar a #esgra"a #o povo alem'o. 3u estava convenci#o #e %ue o 3sta#o se encontrava em situa"'o #e po#er #ominar e inutilizar %ual%uer alem'o ver#a#eiramente gran#e e #e apoiar %ual%uer coisa %ue fosse contra o germanismo. ?#iava o conglomera#o #e ra"as, checos, polacos, h*ngaros, rutenos, s/rvios, croatas, etc. e acima #e tu#o a%uela e6cresc2ncia #esses cogumelos presentes em to#a parte ! ju#eus e mais ju#eus. $ara mim a ci#a#e gigante parecia a encarna"'o #o incesto. ? alem'o %ue eu falava na juventu#e era o #ialeto fala#o na Aai6a Aaviera eu n'o conseguia nem es%uec2!lo nem apren#er a g4ria vienense. )uanto mais tempo eu permanecia na%uela ci#a#e, mais aumentava em mim o -#io contra a estranha mistura #e ra"as %ue come"ava a corroer a%uele velho centro cultural alem'o. & i#/ia, por/m, #e %ue a%uele 3sta#o pu#esse manter!se por mais tempo me pareceu inteiramente ri#4cula. & Sustria era ent'o como um velho mosaico, cuja argamassa #estina#a a segurar as pe#rinhas se tivesse torna#o velha e %uebra#i"a. & obra consegue aparentar a sua e6ist2ncia, mas logo %ue recebe um cho%ue, %uebra!se em mil pe#acinhos. & %uest'o to#a era saber %uan#o se #aria esse cho%ue. ? meu cora"'o sempre pulsara, n'o por uma monar%uia austr4aca e sim por um imp/rio alem'o. & hora #a #eca#2ncia #esse 3sta#o s- me po#eria parecer como o come"o #a re#en"'o #a na"'o alem'! $or to#os esses motivos, ca#a vez se tornou mais intenso em mim o #esejo #e po#er ir para o lugar para on#e, #es#e a mais tenra juventu#e, me atra4am secreta Tnsia e #eci#i#o amor.

?utrora eu #esejara po#er algum #ia fazer nome como ar%uiteto e, em pe%uena ou gran#e escala, conforme o #estino man#asse, prestar H na"'o o meu #evota#o servi"o. >inalmente, eu #esejava ter a felici#a#e #e, no local, po#er #esempenhar o meu papel no pa4s on#e o mais ar#ente #esejo #e meu cora"'o tinha #e ser realiza#o7 a uni'o #e meu ama#o lar com a pátria, comum. Muitas pessoas ain#a hoje n'o po#er'o compreen#er a gran#eza #e uma tal Tnsia. 3ntretanto eu me #irijo H%ueles a %uem o #estino negou at/ agora essa felici#a#e #irijo!me a to#os a%ueles %ue, #esliga#os #a pátria, t2m #e lutar at/ pelo bem sagra#o #a l4ngua, e %ue, #evi#o a seu sentimento #e fi#eli#a#e H pátria, s'o persegui#os e martiriza#os e %ue, #olorosamente comovi#os, esperam ansiosamente a hora %ue os #ei6e voltar #e novo ao cora"'o #a m'e %ueri#a #irijo!me a to#os esses e sei %ue eles me compreen#er'oV <- a%uele %ue sente #entro #e si o %ue significa ser alem'o sem po#er pertencer H pátria %ueri#a / %ue po#erá me#ir a profun#a Tnsia %ue em to#os os tempos atormenta a%ueles %ue #ela se acham possu4#os e nega!lhes satisfa"'o e felici#a#e at/ %ue se lhe abram as portas #a casa paterna e no 1eich comum o sangue comum torne a encontrar paz e sossego. Biena era e permaneceu para mim a mais ru#e, embora mais completa, escola #e minha vi#a. 3u pisara essa ci#a#e ain#a meio crian"a e aban#onei!a já homem feito. (ela recebi os fun#amentos #e uma concep"'o pol4tica em pe%uena escala, %ue mais tar#e ain#a tive #e completar em #etalhes, por/m %ue nunca mais me aban#onara. ? ver#a#eiro valor #a%ueles anos #e apren#iza#o s- hoje / %ue posso apreciar plenamente. $or isso / %ue tratei esse per4o#o mais #esenvolvi#amente, pois Yfoi ele justamente %ue nessas %uest:es me proporcionou a primeira li"'o #e coisas em problemas %ue afetam os princ4pios #o parti#o, o %ual, ten#o come"a#o em mui pe%uenas propor":es, se acha, #epois #e apenas cinco anos, em vias #e tornar!se um gran#e movimento popular. ('o sei %ual seria hoje a minha atitu#e em face #o ju#a4smo, #a social!#emocracia, #e tu#o o %ue se enten#e por mar6ismo, por %uest'o social, etc., se a for"a #o #estino, na%uele primeiro per4o#o #e minha vi#a, n'o me tivesse #a#o um fun#amento #e opini:es forma#o pela e6peri2ncia pessoal. $ois, se bem %ue a #esgra"a #a pátria consegue estimular milhares e milhares #e pessoas a pensarem nas causas 4ntimas #a #erroca#a, esse fato n'o consegue nunca con#uzir H%uela profun#i#a#e, H%uela agu#a intui"'o %ue se abre para a%uele %ue, somente #epois #e muitos anos #e luta, se tornou senhor #o #estino. 2AP9TULO I% MUNI?UE (a primavera #e CECF fui #efinitivamente para Muni%ue. &%uela ci#a#e parecia!me t'o familiar como se eu tivesse mora#o há longo tempo #entro #e seus muros. ,sso provinha #o fato #e %ue os meus estu#os a ca#a passo se reportavam a essa metr-pole #a arte alem'. )uem n'o conhece Muni%ue n'o viu a &lemanha, %uem n'o viu Muni%ue n'o conhece a arte alem'. 3ntretanto, esse per4o#o anterior H guerra foi o mais feliz e tran%Uilo #e minha vi#a. <e bem %ue os meus salários fossem ain#a muito re#uzi#os, eu n'o vivia para po#er pintar, mas pintava para #essa maneira, assegurar a minha vi#a ou, melhor, para assim po#er continuar os meus estu#os. 3u estava convenci#o #e %ue um #ia ain#a conseguiria o meu objetivo. 3 s- isso já me fazia suportar com in#iferen"a to#os os pe%uenos aborrecimentos #a vi#a %uoti#iana. &crescente!se mais o gran#e amor %ue eu tinha por a%uela ci#a#e,

%uase %ue #es#e a primeira hora #a minha perman2ncia ali. @ma ci#a#e alem'V )ue #iferen"a #e BienaV <entia!me mal em pensar na%uela babel #e ra"as. &l/m #isso, o #ialeto muito mais chega#o a mim, me fazia lembrar a minha juventu#e, sobretu#o no trato com a Aai6a Aaviera. ;avia milhares #e coisas %ue já eram ou com o tempo se me tornaram caras. ? %ue, por/m, mais me atra4a era a a#mirável alian"a #a for"a e #a arte no ambiente geral, essa linha *nica #e monumentos %ue vai #o ;ofbr]uhaus ao ?#eon, #a ?cOtoberfest H $inacoteca. <into!me hoje pertencer mais H%uela ci#a#e #o %ue a %ual%uer outro lugar #o mun#o e isso #evi#o ao fato #e estar a mesma inseparavelmente liga#a H minha pr-pria vi#a, H minha evolu"'o. ? fato #e, já na%uela ocasi'o, eu gozar uma ver#a#eira tran%Uili#a#e, era #e atribuir!se ao encanto %ue a a#mirável resi#2ncia #e Nitteisbach e6erce sobre to#os os homens %ue possuam %uali#a#es intelectuais alia#as a sentimentos art4sticos. ? %ue, afora os trabalhos #e minha profiss'o, mais me atra4a, era o estu#o #os acontecimentos pol4ticos #o #ia, sobretu#o os #a pol4tica e6terna. 3u cheguei a estes atrav/s #os ro#eios #a pol4tica alem' #e alian"a, a %ual, #es#e os meus tempos #a Sustria, consi#erava absolutamente falsa. &penas n'o compreen#era, em Biena, em to#a a sua e6tens'o, como o 1eich a si mesmo se enganava, com a prática #a%uela pol4tica. Já na%uela /poca estava eu inclina#o a a#mitir ! ou procurava convencer!me a mim mesmo, e6clusivamente como #esculpa ! %ue possivelmente em Aerlim já se sabia %u'o fraco e pouco merece#or #e confian"a seria na reali#a#e o alia#o austr4aco, o %ue, entretanto, por motivos mais ou menos secretos, se mantinha sob reserva, a fim #e apoiar uma pol4tica #e alian"a %ue o pr-prio AismarcO havia inaugura#o e cujo aban#ono brusco n'o era aconselhável, para n'o assustar o estrangeiro ou in%uietar o povo, no interior. 3ntretanto, as minhas rela":es, sobretu#o entre o povo, fizeram %ue muito #epressa verificasse, horroriza#o, %ue essa minha convic"'o era falsa. 5om gran#e surpresa minha, tive #e constatar, em to#a parte, %ue, mesmo nos c4rculos bem informa#os, n'o se tinha a mais páli#a i#/ia #o caráter #a monar%uia #os ;absburgos. Justamente entre o povo #ominava a persuas'o #e %ue o alia#o #evia ser consi#era#o uma pot2ncia #e ver#a#e %ue, na hora #o perigo, agiria como um s- homem. (o seio #a massa, consi#erava!se sempre a Monar%uia como um 3sta#o 0alem'o0 e pensava!se tamb/m po#er contar com ela. $ensava!se %ue a for"a nesse caso tamb/m po#ia ser computa#a por milhares, como por e6emplo na pr-pria &lemanha, e es%uecia!se, inteiramente7 C.D) %ue, há muito tempo. a Sustria #ei6ara #e ser um 3sta#o #e caráter alem'o F.D) %ue as con#i":es internas #a%uele pa4s ca#a vez mais ten#iam para a #esagrega"'o. (a%uele tempo se conhecia melhor a%uela estrutura #e 3sta#o #o %ue a chama#a 0#iplomacia0 oficial, a %ual, como %uase sempre, cambaleava cegamente para a fatali#a#e. & #isposi"'o #e Tnimo #o povo na#a mais era %ue o resulta#o #a%uilo %ue #e cima se #espejava na opini'o p*blica. ?s #e cima, por/m, mantinham pelo alia#o um culto como pelo bezerro #e ouro. 3sperava!se po#er substituir por habili#a#e a%uilo %ue faltava em sinceri#a#e. .omavam!se sempre as palavras como valores reais. 3m Biena eu me encolerizava ao constatar a #iferen"a %ue, #e tempos a tempos, aparecia entre os #iscursos #os esta#istas oficiais e o mo#o #e e6pressar!se #a imprensa local. 3ntretanto, Biena era, ao menos aparentemente, uma ci#a#e alem'. 5omo eram #iferentes as coisas, %uan#o se saia #e Biena, ou melhor #a Sustria alem', e se ca4a nas prov4ncias eslavas #o 1eichV Aastava %ue se manuseassem os jornais #e $raga para saber!se #e %ue maneira era ali julga#a a sublime fantasmagoria #a .r4plice &lian"a. &li s- havia cruel ironia e sarcasmo para essa obra!prima #os 0esta#istas0. 3m plena paz, en%uanto os

#ois impera#ores trocavam entre si o beijo #a amiza#e, ningu/m ocultava %ue essa alian"a #esapareceria no #ia em %ue se tentasse, #o mun#o #e fantasias, ! esp/cie #e i#eal #os (ibelungen ! transportá!la para a reali#a#e prática. )uanta e6cita"'o houve %uan#o, alguns anos #epois, chega#a a hora #a prova #a .r4plice &lian"a, a ,tália aban#onou!a, #ei6an#o os seus #ois companheiros, para, enfim, transformar!se em inimigaV & n'o ser para a%ueles %ue estivessem ataca#os #e cegueira #iplomática, era simplesmente incompreens4vel %ue, mesmo por um minuto, se pu#esse acre#itar no milagre #e vir a ,tália a combater ao la#o #a Sustria. 3ntretanto, as coisas na Sustria n'o se passavam #e mo#o #iferente. (a Sustria, s- os ;absburgos e os alem'es eram a#eptos #a i#/ia #e alian"a. ?s ;absburgos por cálculo e necessi#a#e os alem'es por cre#uli#a#e e estupi#ez pol4tica. $or cre#uli#a#e, por%ue eles pensavam, por meio #a .r4plice &lian"a, prestar um gran#e servi"o H &lemanha, fortalec2!la e proteg2!la por estupi#ez pol4tica, por/m, por%ue o %ue eles imaginavam n'o correspon#ia H reali#a#e, pois %ue estavam apenas concorren#o para acorrentar o ,mp/rio H carcassa #e um 3sta#o morto, %ue teria #e arrastá!los ao abismo, sobretu#o por%ue a%uela alian"a contribu4a para, ca#a vez mais, #esgermanizar a pr-pria Sustria. $or%ue, #es#e %ue os ;absburgos acre#itavam %ue uma alian"a com o ,mp/rio po#eria garanti!los contra %ual%uer interfer2ncia #e parte #este ! e infelizmente nisso tinham raz'o ! eles ficavam capacita#os a continuarem na sua pol4tica #e livrar!se, gra#ualmente, #a influ2ncia germTnica no interior, com mais facili#a#e e menos risco. 3les tinham %ue temer %ual%uer protesto #e parte #o governo alem'o, %ue era conheci#o pela 0objetivi#a#e0 #e seu ponto #e vista e, al/m #isso, tratan#o com os austr4acos alem'es, po#iam sempre fazer calar %ual%uer voz impertinente %ue se levantasse contra %ual%uer feio e6emplo #e favoritismo para com os eslavos, com uma simples refer2ncia H .r4plice &lian"a. )ue po#eria fazer o alem'o na Sustria, se o pr-prio alem'o #o ,mp/rio e6primia reconhecimento e confian"a no governo #os ;absburgos8 =everia oferecer resist2ncia para #epois ser estigmatiza#o por to#a a opini'o p*blica alem' como trai#or #a pr-pria nacionali#a#e8 3le, %ue há #ezenas #e anos vinha fazen#o os maiores sacrif4cios pela sua nacionali#a#eV )ue valor, por/m, possu4a essa alian"a, caso tivesse si#o #estru4#o o germanismo #a monar%uia #os ;absburgos. ('o era, para a &lemanha, o valor #a .r4plice &lian"a, #epen#ente #a manuten"'o #a hegemonia alem' na Sustria8 ?u acre#itava!se, por acaso, %ue mesmo com a eslaviza"'o #o ,mp/rio #os ;absburgos, se pu#esse manter a alian"a8 & atitu#e #a #iplomacia alem' oficial, bem como tamb/m #e to#a a opini'o p*blica com rela"'o ao problema interno #as nacionali#a#es na Sustria, n'o era simplesmente uma tolice mas uma ver#a#eira loucuraV 5ontava!se com uma alian"a, fazia!se o futuro e a seguran"a #e um povo #e setenta milh:es #e habitantes #epen#erem #ela ! e ficava!se observan#o, impass4vel, como, #e ano para ano, a *nica base para essa alian"a era sistematicamente, infalivelmente #estru4#a pelo alia#oV 5hegaria o #ia em %ue restaria apenas um 0trata#o0 com a #iplomacia vienense, mas o au64lio #o alia#o #o ,mp/rio faltaria no momento oportuno. (a ,tália isso se verificara #es#e o princ4pio. <e se tivesse feito um estu#o mais inteligente #a hist-ria #a &lemanha e #a psicologia #a ra"a, ningu/m po#eria ter acre#ita#o, por um instante, %ue o )uirinal #e 1oma e o ;ofburg #e Biena viessem um #ia a lutar, la#o a la#o, em uma frente *nica #e batalha. & ,tália se transformaria num vulc'o antes %ue %ual%uer governo ousasse enviar um s- italiano a

combate. ? 3sta#o #os ;absburgos era fanaticamente o#ia#o. ?s italianos s- po#eriam marchar como inimigosV Mais #e uma vez vi flamejar em Biena o apai6ona#o #es#/m e inson#ável -#io %ue mantinham os italianos contra o 3sta#o austr4aco. ?s erros e crimes #a 5asa #e ;absburgo, no #ecurso #os s/culos, contra a liber#a#e e a in#epen#2ncia #a ,tália, eram #emasia#o gran#es para jamais serem es%ueci#os, mesmo na hip-tese #e haver %ual%uer #esejo nesse senti#o. ('o havia tal #esejo nem entre o povo nem #e parte #o governo italiano. $ara a ,tália, por isso, s- havia #ois mo#os poss4veis #e tratar com a Sustria ! a alian"a ou a guerra. .en#o escolhi#o o primeiro, po#iam eles preparar!se calmamente para o segun#o. & pol4tica alem' #e alian"a era ao mesmo tempo ine6pressiva e arrisca#a, especialmente #es#e %ue as rela":es #a Sustria para com a 1*ssia ten#iam crescentemente para uma solu"'o pela guerra. >oi esse um caso clássico, em %ue se pô#e constatar a falta #e gran#iosas e acerta#as linhas #e con#uta. $or %ue, pois, foi conclu4#a uma alian"a8 <implesmente para garantir o futuro #o 1eich, %uan#o ele estava em posi"'o #e manter!se sobre os pr-prios p/s. ? futuro #o 1eich estava na pol4tica #e habilitar, por to#os os meios, a na"'o alem' a continuar e6istin#o. $or conse%U2ncia, o problema #everia ter si#o posto assim7 %ue forma #everá assumir a vi#a #a na"'o alem' em um futuro tang4vel8 3 como se po#erá garantir a essa evolu"'o os necessários fun#amentos e a necessária seguran"a, no %ua#ro #o concerto #as pot2ncias europ/ias8 5onsi#eran#o claramente as con#i":es para a ativi#a#e #a pol4tica e6terna, tinha!se #e fatalmente chegar H seguinte convic"'o7 & &lemanha tem um acr/scimo #e popula"'o #e, apro6ima#amente, EJJ mil almas por ano. & #ificul#a#e #e alimenta"'o #esse e6/rcito #e novos ci#a#'os tem #e aumentar #e ano para ano e acabar finalmente numa catástrofe, caso se n'o encontrem meios #e, em tempo, #ominar o perigo #a mis/ria e #a fome. ;avia %uatro caminhos para evitar esse tremen#o #esenlace. CD $o#ia!se, a e6emplo #a >ran"a, limitar artificialmente o acr/scimo #e nascimentos e, com isso, impe#ir uma superpopula"'o. & pr-pria natureza costuma agir no senti#o #e limitar o aumento #e popula"'o #e #etermina#as terras ou ra"as, em /pocas #e gran#es necessi#a#es ou más con#i":es climáticas, bem como #e pobreza #o solo e isso com um m/to#o t'o sábio %u'o ine6orável. 3la n'o impe#e a capaci#a#e #e procria"'o em si e sim, por/m, a conserva"'o #os rebentos, fazen#o com %ue eles fi%uem e6postos a t'o #uras prova":es %ue o menos resistente / for"a#o a voltar ao seio #o eterno #esconheci#o, o %ue ela #ei6a sobreviver Hs intemp/ries está milhares #e vezes e6perimenta#o e capaz #e continuar a pro#uzir, #e maneira %ue a sele"'o possa recome"ar. &gin#o #esse mo#o brutal contra o in#iv4#uo e chaman#o!o #e novo momentaneamente a si, #es#e %ue ele n'o seja capaz #e resistir H tempesta#e #a vi#a, a natureza mant/m a ra"a, a pr-pria esp/cie, vigorosa e a torna capaz #as maiores realiza":es. & #iminui"'o #o n*mero, por esse processo, re#un#a em um refor"o #a capaci#a#e #o in#iv4#uo e, por conseguinte, em *ltima análise, em um revigoramento #a esp/cie. &s coisas se passam #e outra maneira %uan#o / o homem %ue toma a iniciativa #e provocar a limita"'o #e seu n*mero. &i / preciso consi#erar n'o s- o fator natural como o humano. ? homem sabe mais %ue essa cruel rainha #e to#a a sabe#oria ! a natureza. 3le n'o limita a conserva"'o #o in#iv4#uo, mas a pr-pria repro#u"'o. ,sso lhe parece, a ele %ue

sempre tem em vista a si mesmo e nunca H ra"a, mais humano e mais justifica#o %ue o inverso. ,nfelizmente, por/m, as conse%U2ncias s'o tamb/m inversas. 3n%uanto a natureza, liberan#o a gera"'o, submete, entretanto, a conserva"'o #a esp/cie a uma prova #as mais severas, escolhen#o #entro #e um gran#e n*mero #e in#iv4#uos os %ue julga melhores e s- a estes conserva para a perpetua"'o #a esp/cie, o homem limita a procria"'o e se esfor"a, aferra#amente, para %ue ca#a ser, uma vez nasci#o, se conserve a to#o pre"o. 3ssa corre"'o #a vonta#e #ivina lhe parece ser t'o sábia %uanto humana e ele alegra!se #e, mais uma vez, ter sobrepuja#o a natureza e at/ #e ter prova#o a insufici2ncia #a mesma. 3 o filho #e &#'o n'o %uer ver nem ouvir falar %ue, na reali#a#e, o n*mero / limita#o, mas H custa #o apoucamento #o in#iv4#uo. <en#o limita#a a procria"'o e #iminu4#o o n*mero #os nascimentos, sobrevem, em lugar #a natural luta pela vi#a, %ue s- #ei6a viverem os mais fortes e mais s'os, a natural mania #e conservar e 0salvar0 a to#os, mesmo os mais fracos, a to#o pre"o. &ssim se #ei6a a semente para uma #escen#2ncia %ue será tanto mais lamentável %uanto mais prolonga#o for esse escárnio contra a natureza e suas #etermina":es. ? resulta#o final / %ue um tal povo um #ia per#erá o #ireito H e6ist2ncia neste mun#o, pois o homem po#e, #urante um certo tempo, #esafiar as leis eternas #a conserva"'o, mas a vingan"a virá mais ce#o ou mais tar#e. @ma gera"'o mais forte e6pulsará os fracos, pois a Tnsia pela vi#a, em sua *ltima forma, sempre romperá to#as as correntes ri#4culas #o chama#o esp4rito #e humani#a#e in#ivi#ualista, para, em seu lugar, #ei6ar aparecer uma humani#a#e natural, %ue #estr-i a #ebili#a#e para #ar lugar H for"a. &%uele, pois, %ue %uiser assegurar a e6ist2ncia ao povo alem'o limitan#o a sua multiplica"'o, rouba lhe com isso o futuro. FD ?utro caminho seria a%uele %ue hoje em #ia fre%Uentemente ouvimos aconselha#o e louva#o7 a chama#a coloniza"'o interna. 3ssa / uma proposta %ue muitos fazem, na melhor #as inten":es, %ue /, por/m, mal compreen#i#a pela maioria e %ue po#e trazer, por isso, os maiores preju4zos imagináveis. <em #*vi#a, a capaci#a#e pro#utiva #e um terreno po#e ser eleva#a at/ #etermina#o limite. Mas s- at/ esse limite #etermina#o e n'o infinitamente mais. =urante um certo lapso, po#er!se!á, portanto, compensar, sem perigo #e fome, a multiplica"'o #o povo alem'o por meio #o aumento #o ren#imento #e nosso solo. 3ntretanto, a isso se op:e o fato #e crescerem as necessi#a#es #a vi#a mais #o %ue o n*mero #a popula"'o. &s necessi#a#es humanas com rela"'o ao alimento e ao vestuário crescem #e ano para ano e, por e6emplo, já hoje em #ia, n'o est'o em propor"'o com as necessi#a#es #e nossos antepassa#os #e cem anos atrás. +, pois, errôneo pensar %ue ca#a eleva"'o #a pro#u"'o provo%ue a con#i"'o necessária a uma multiplica"'o #a popula"'o. ,sso se #á at/ um certo ponto, pois %ue ao menos uma parte #o aumento #a pro#u"'o #o solo / consumi#a na satisfa"'o #as necessi#a#es superiores #a humani#a#e. 3ntretanto, com a má6ima parcimônia #e um la#o e a má6ima #iligencia por outro la#o, chegará um #ia em %ue um limite será atingi#o pelo pr-prio solo. Mesmo com to#a a #ilig2ncia, n'o será poss4vel aproveitá!lo mais e surgirá, embora protela#a por algum tempo, uma nova calami#a#e. & fome aparecerá #e tempos em tempos, %uan#o houver má colheita. 5om o aumento #a popula"'o, isso se #ará ca#a vez mais, #e sorte %ue isso s- n'o aparecerá %uan#o raros anos #e ri%ueza encherem os armaz/ns #e v4veres. 3ntretanto, finalmente, apro6imar!se!á a /poca em %ue n'o se po#erá mais aten#er H mis/ria e a fome, ent'o, tornar!se!á a companheira #e um tal povo. & natureza terá #e prestar au64lio #e novo e proce#er H sele"'o entre os escolhi#os, #estina#os a viver ou ent'o / o pr-prio homem %ue a si mesmo se au6ilia, lan"an#o m'o #o impe#imento artificial #e sua repro#u"'o com

to#as as graves conse%U2ncias para a ra"a e para a esp/cie. $o#er!se!á ain#a objetar %ue esse futuro está #estina#o a to#a a humani#a#e, #e uma maneira ou #e outra, e %ue, portanto, nenhum povo conseguirá naturalmente escapar a essa fatali#a#e. Z primeira vista, sem mais consi#era":es, isso está certo. ;á, tamb/m, a consi#erar o seguinte7 numa #etermina#a /poca, to#a a humani#a#e será certamente for"a#a a interromper o aumento #o g2nero humano ou a #ei6ar a natureza #eci#ir, por si pr-pria. 3ssa situa"'o atingirá a to#os os povos, mas atualmente s- ser'o atingi#as por essa mis/ria as ra"as %ue n'o possuem energia suficiente para assegurarem para si o solo necessário. (ingu/m contesta %ue, hoje em #ia, ain#a há neste mun#o solo em e6tens'o formi#ável e %ue s- espera %uem o %ueira cultivar. =a mesma forma tamb/m / certo %ue esse solo n'o foi reserva#o pela natureza para uma #etermina#a na"'o ou ra"a, como superf4cie #e reserva para o futuro. .rata!se, sim, #e terra e solo #estina#os ao povo %ue possua a energia #e o con%uistar e a #ilig2ncia #e o cultivar. & natureza n'o conhece limites pol4ticos. $reliminarmente, ela coloca os seres neste globo terrestre e fica aprecian#o o jogo livre #as for"as. ? mais forte em coragem e em #ilig2ncia recebe o pr2mio #a e6ist2ncia, sempre atribu4#o ao mais resistente. )uan#o um povo se limita H coloniza"'o interna, en%uanto outras ra"as se agarram a ca#a vez maiores e6tens:es territoriais, será for"a#o a restringir as suas necessi#a#es, em uma /poca em %ue os outros povos ain#a se acham em constante multiplica"'o. 3sse caso #á!se tanto mais ce#o %uanto menor for o espa"o H #isposi"'o #e um povo. 5omo, por/m, em geral, infelizmente, as melhores na":es, ou mais corretamente falan#o, as *nicas ra"as ver#a#eiramente culturais, porta#oras #e to#o o progresso humano, muitas vezes se resolvem na sua cegueira pacifista a #esistir #e nova a%uisi"'o #e solo, contentan#o!se com a coloniza"'o 0interna0, na":es inferiores sabem assegurar!se enormes territ-rios. .u#o isso con#uz a um resulta#o final7 &s ra"as culturalmente melhores, mas menos ine6oráveis, teriam #e limitar a sua multiplica"'o, por for"a #a limita"'o #o solo, ao passo %ue os povos culturalmente mais bai6os, naturalmente mais brutais, ain#a estariam, em conse%U2ncia #a maior superf4cie #ispon4vel, em con#i":es #e se repro#uzirem ilimita#amente, por outras palavras, #ia viria em %ue o mun#o passaria a ser #omina#o por uma humani#a#e culturalmente inferior, por/m mais en/rgica. &ssim, para um futuro n'o muito remoto, s- há #uas possibili#a#es7 ou o mun#o será governa#o nos mol#es #e nossas mo#ernas #emocracias e ent'o o fiel #a balan"a #eci#irá a favor #as ra"as numericamente mais fortes, ou o mun#o será ! governa#o segun#o as leis #a or#em natural e vencer'o ent'o os povos #e vonta#e brutal e, por conse%U2ncia, n'o a na"'o %ue se limita a si mesma. ? %ue ningu/m po#erá #uvi#ar / %ue o mun#o será e6posto Hs mais graves lutas pela e6ist2ncia #a humani#a#e. (o fim, vence sempre o instinto #a conserva"'o. <ob a press'o #este, #esaparece o %ue chamamos esp4rito #e humani#a#e como e6press'o #e uma mistura #e tolice, covar#ia e pretensa sabe#oria, tal %ual a nave ao sol #e mar"o. & humani#a#e tornou!se gran#e na luta eterna, na paz eterna ela perecerá. $ara n-s, alem'es, por/m, a senha #a coloniza"'o interna já / funesta, pois, entre n-s, ela ime#iatamente refor"a a opini'o #e termos acha#o um meio %ue, #e acor#o com o esp4rito pacifista, permite po#ermos numa vi#a #e torpor, 0ganhar0 a e6ist2ncia. 3ssa #outrina, toma#a a s/rio entre n-s, significa o fim #e to#o o esfor"o no senti#o #e conservarmos no mun#o o lugar %ue nos compete. =es#e %ue o alem'o m/#io se tenha convenci#o #e po#er garantir!se por esse meio a vi#a e o futuro, %ual%uer tentativa #e uma

interpreta"'o ativa e, portanto, frutuosa, #as necessi#a#es vitais #a &lemanha estaria per#i#a. .o#a pol4tica e6terna ver#a#eiramente *til po#eria ser consi#era#a imposs4vel com uma tal opini'o #a na"'o, e, com isso, o futuro #o povo alem'o estaria preju#ica#o. .en#o!se em vista essas conse%U2ncias, #eve!se concor#ar %ue n'o / por acaso %ue, em primeira linha, s'o sempre os ju#eus %ue procuram e sabem inocular, no esp4rito #o povo, t'o perigosas i#/ias, aliás mortalmente perigosas. 3les conhecem muito bem as pessoas com %ue t2m #e tratar para n'o saberem %ue essas s'o vitimas agra#eci#as #e %ual%uer charlat'o %ue lhes #iga haver si#o #escoberto o meio #e enganar a natureza, #e mo#o a tornar sup/rflua a #ura e ine6orável luta pela e6ist2ncia, para, em seu lugar, ora com trabalho ou mesmo sem na#a fazer, conforme calha a ca#a um, assenhorear!se #o planeta. ('o / nunca #emasia#o insistir em %ue to#a coloniza"'o alem' interna tem #e servir, em primeiro plano, para evitar males sociais, sobretu#o para livrar a terra #a especula"'o geral. 3ntretanto nunca po#erá ser suficiente para assegurar o futuro #a no"'o sem a con%uista #e novos territ-rios. <e agirmos #e outra maneira, n'o s- chegaremos a esgotar as nossas terras como tamb/m as nossas for"as. >inalmente, há a constatar ain#a o seguinte7 & limita"'o, impl4cita, na coloniza"'o interna, a uma #etermina#a pe%uena superf4cie #e solo, bem como o efeito final %ue se lhe segue #a restri"'o #a repro#u"'o, con#uz o povo a uma situa"'o pol4tico!militar e6traor#inariamente #esfavorável. & garantia #a seguran"a e6terna #e um povo #epen#e #a e6tens'o #e seu 0habitat0. )uanto maior for o espa"o #e %ue um povo #isponha, tanto maior / sua prote"'o natural pois sempre foram consegui#as vit-rias militares mais rápi#as e, por isso mesmo, mais fáceis e especialmente mais eficientes e mais completas contra povos aperta#os em pe%uenas superf4cies #e terra #o %ue contra 3sta#os #e vasta e6tens'o territorial. (a gran#eza #o territ-rio há, pois, sempre, uma certa prote"'o contra ata%ues repentinos, visto como o 26ito s- será consegui#o ap-s longas e severas lutas e, por isso, o risco #e um ata%ue temerário parecerá #emasia#o gran#e, a n'o ser %ue e6istam motivos e6cepcionais. (a vasti#'o territorial, em si mesma, já e6iste uma base para a fácil conserva"'o #a liber#a#e e #a in#epen#2ncia #e um povo, en%uanto %ue, ao contrário, a pe%uenez territorial como %ue #esafia a con%uista. =e fato, as #uas primeiras possibili#a#es para se conseguir um e%uil4brio entre a popula"'o crescente e o solo invariável em gran#eza, foram rejeita#as pelos chama#os c4rculos nacionais #o 1eich. ?s motivos %ue #eterminaram essa atitu#e eram, entretanto, outros %ue os in#ica#os acima. 1elativamente H limita"'o #os nascimentos, a atitu#e era #e recusa, em primeiro lugar por um certo sentimento moral. & coloniza"'o interna era repeli#a com #esapontamento, pois %ue se farejava, nela, um ata%ue contra a gran#e proprie#a#e rural e o come"o #e uma luta geral contra a proprie#a#e particular. $ela forma por %ue sobretu#o essa *ltima terap2utica era recomen#a#a po#ia!se ime#iatamente ver a con#ena"'o #essa hip-tese. =e um mo#o geral, a #efesa em face #a gran#e massa n'o era muito hábil e #e mo#o algum atingia o Tmago #o problema. 3m face #isso, s- restavam #ois caminhos! para assegurar um trabalho s'o H popula"'o crescente. ID $o#iam!se a#%uirir novos territ-rios, a fim #e, anualmente, #erivar os milh:es e6ce#entes, conservan#o #essa maneira a na"'o em con#i":es #e po#er alimentar!se a si mesma, ou se passaria a7

GD $ro#uzir, por meio #a in#*stria e #o com/rcio, para o consumo estrangeiro, a fim #e, por esse mo#o, garantir a vi#a #o povo. $ortanto, pol4tica rural, colonial ou comercial. &mbos os caminhos foram, sob vários pontos #e vista, consi#era#os, e6amina#os, recomen#a#os e combati#os. ? primeiro ponto #e vista sem #*vi#a teria si#o o mais s'o #os #ois. & a%uisi"'o #o novo territ-rio para nele acomo#ar o e6cesso #a popula"'o encerra vantagens infinitamente maiores, especialmente se se toma em consi#era"'o o futuro e n'o o presente. <- as vantagens #a conserva"'o #e uma classe #e camponeses, como fun#amento #e to#a a na"'o, s'o enormes. Muitos #os nossos males atuais n'o s'o mais %ue a conse%U2ncia #o #ese%uil4brio entre o povo #os campos e o #as ci#a#es. @ma base firme constitu4#a #e pe%uenos e m/#ios camponeses foi, em to#os os tempos, a melhor #efesa contra as enfermi#a#es sociais #o g2nero #as %ue nos afligem hoje em #ia. 3ssa / tamb/m a *nica sa4#a %ue permite a um povo encontrar o p'o #e ca#a #ia nos limites #a sua vi#a econômica. & in#*stria e o com/rcio recuam #e sua posi"'o #e #irigentes e se colocam no %ua#ro geral #e uma economia nacional #e consumo e compensa"'o. &mbos n'o s'o mais a base #e alimenta"'o #o povo e sim um au64lio para a mesma. =ispon#o eles #e uma compensa"'o entre a pro#u"'o e o consumo, tornam to#a a alimenta"'o #o povo mais ou menos in#epen#ente #o e6terior. &ju#am, portanto, a assegurar a liber#a#e #o 3sta#o e a in#epen#2ncia #a na"'o, sobretu#o nos #ias graves. 3ntretanto, uma tal pol4tica rural n'o po#erá ser realiza#a, por e6emplo, no 5amerun e sim %uase %ue e6clusivamente na 3uropa. 5alma e mo#estamente, temos #e colocar!nos no ponto #e vista #e %ue certamente n'o #eve ter si#o a inten"'o #o c/u #ar a um povo cin%Uenta vezes mais terra #o %ue a outro. (esse caso, os limites pol4ticos n'o #evem afastar!se #os limites #o #ireito eterno. <e / ver#a#e %ue o mun#o tem espa"o para to#os viverem, ent'o %ue se nos #2 tamb/m o solo necessário H nossa vi#a. ,sso naturalmente n'o será feito #e boa vonta#e. ? #ireito #a pr-pria conserva"'o fará ent'o sentir os seus efeitos e o %ue / nega#o por meios suas-rios tem #e ser toma#o H for"a. .ivessem os nossos antepassa#os feito #epen#er as suas #ecis:es #e tolices pacifistas, como se faz atualmente, e n'o possuir4amos mais %ue um ter"o #o nosso atual territ-rio. ('o / a isso %ue #evemos as #uas Marcas orientais #o 1eich e, com elas, a for"a interior #a gran#eza #o #om4nio territorial #e nosso 3sta#o, o %ue nos tem permiti#o e6istir at/ hoje. ;á outra raz'o para %ue essa solu"'o seja consi#era#a correta7 Muitos 3sta#os europeus #e hoje s'o semelhantes a pirTmi#es %ue se sust2m sobre o seu v/rtice. &s suas possess:es na 3uropa s'o ri#4culas comparativamente com a sua pesa#a carga #e colônias, com/rcio estrangeiro, etc. $o#er!se!ia #izer7 ponto na 3uropa e base em to#o o mun#o. ,nversa / a situa"'o #os 3sta#os @ni#os, cuja base está sobre o seu pr-prio continente e cujo ápice / o seu ponto #e contato com o resto #o globo. =a4 a gran#e for"a interna #a%uele 3sta#o e a fra%ueza #a maioria #as pot2ncias coloniza#oras europ/ias. Mesmo a ,nglaterra n'o / prova em contrário, pois sempre nos inclinamos a es%uecer a ver#a#eira natureza #o mun#o anglo!sa6'o em rela"'o ao ,mp/rio britTnico. $elo fato #e possuir a mesma l4ngua e a mesma cultura %ue os 3sta#os @ni#os, a ,nglaterra n'o po#e ser compara#a com nenhum outro 3sta#o #a 3uropa. $or isso, a *nica esperan"a #e realizar a &lemanha uma pol4tica territorial sa#ia está na a%uisi"'o #e novas terras na pr-pria 3uropa. &s colônias s'o in*teis para esse fim, por parecerem impr-prias para o estabelecimento #e europeus em gran#e n*mero. 3ntretanto,

no s/culo #ezenove, já n'o era mais poss4vel a#%uirir, por m/to#os pac4ficos, tais territ-rios para efeitos #e coloniza"'o. @ma pol4tica #e coloniza"'o #essa esp/cie s- po#eria ser realiza#a por meio #e uma luta áspera, %ue seria mais razoável se aplica#a na obten"'o #e territ-rio no continente, pr-6imo #a pátria, #e prefer2ncia a %uais%uer regi:es fora #a 3uropa. @ma tal #ecis'o e6ige, por/m, a soli#arie#a#e #e to#a a na"'o. ('o / poss4vel abor#ar, com meias me#i#as ou com hesita":es, uma tarefa cuja e6ecu"'o s- / viável pelo emprego #e to#a a energia nacional. & #ire"'o pol4tica #o 1eich teria #e #e#icar!se e6clusivamente a esse fim nenhum passo #everia ser #a#o por outras consi#era":es %ue n'o fosse o reconhecimento #essa tarefa e #as con#i":es pare o seu 26ito. =everia ficar bem claro %ue esse objetivo s- po#eria ser atingi#o em luta, ten#o!se tran%Uilamente em mira o movimento #as armas. .o#as as alian"as #everiam ser e6amina#as e6clusivamente sob esse ponto #e vista e aprecia#as %uanto H sua utili#a#e nesse objetivo. ;ouvesse o #esejo #e a#%uirir territ-rios ria 3uropa e isso teria #e #ar!se #e um mo#o geral H custa #a 1*ssia. ? novo 1eich teria #e novamente pôr!se em marcha na estra#a #os guerreiros #e outrora, a fim #e, com a espa#a alem', #ar ao ara#o alem'o a gleba e H na"'o o p'o #e ca#a #ia. $ara uma tal pol4tica s- havia um poss4vel alia#o na 3uropa7 ,nglaterra. & 9r'!Aretanha era a *nica pot2ncia %ue po#eria proteger a nossa retaguar#a, suposto %ue #/ssemos in4cio a uma nova e6pans'o germTnica. .er4amos tanto #ireito #e faz2!lo %uanto tiveram os nossos antepassa#os. (enhum #os nossos pacifistas se nega a comer o p'o #o ?riente, embora o primeiro ara#o outrora tivesse si#o a espa#a. (enhum sacrif4cio #everia ser consi#era#o #emasia#o gran#e nesse trabalho #e con%uistar as simpatias #a ,nglaterra. =ever!se!ia renunciar Hs colônias e ao po#erio naval, e evitar a concorr2ncia H in#*stria britTnica. <omente uma atitu#e absolutamente clara po#eria con#uzir a um tal objetivo7 ren*ncia a uma marinha #e guerra alem', concentra"'o #e to#as as for"as #o 3sta#o no e6/rcito. ^ ver#a#e %ue o resulta#o seria uma limita"'o temporária, entretanto abrir!se!iam os horizontes para um gran#e futuro. ;ouve uma /poca em %ue a ,nglaterra nos #aria aten"'o nesse senti#o, por%ue ela compreen#ia muito bem %ue, #evi#o a sua crescente popula"'o, a &lemanha teria #e procurar %ual%uer sa4#a e #e achá!la na 3uropa, com o au64lio ingl2s, ou, sem esse au64lio, em %ual%uer outra parte #o mun#o. & tentativa para se obter uma apro6ima"'o com a &lemanha, feita no #obrar #o s/culo, foi #evi#a em tu#o e por tu#o a esse sentimento. Mas aos alem'es n'o agra#ava 0tirar as castanhas #o fogo0 para a ,nglaterra, ! como se fosse poss4vel uma alian"a sobre outra base %ue n'o a #a reciproci#a#e. Aasea#o nesse princ4pio, o neg-cio po#eria muito bem ter si#o feito com a ,nglaterra. & #iplomacia britTnica era bastante hábil para saber %ue na#a era l4cito esperar sem reciproci#a#e. ,maginemos %ue a &lemanha, com uma hábil pol4tica e6terior, tivesse representa#o o papel %ue o Jap'o representou em CEJG, e, #ificilmente, po#eremos prever as conse%U2ncias %ue isso teria ti#o para o pa4s. Jamais teria havi#o a 09uerra Mun#ial0. (o ano #e CEJG, o sangue teria si#o #ez vezes menos %ue o %ue se #erramou em CECG! CL. Mas %ue posi"'o ocuparia a &lemanha, hoje em #ia, no mun#oV <obretu#o a alian"a com a Sustria foi uma i#iotice.

3ssa m*mia #e 3sta#o uniu!se H &lemanha n'o para lutar com ela na guerra mas para conservar uma eterna paz, a %ual ent'o po#eria ser utiliza#a, #e uma maneira inteligente, para a #estrui"'o lenta por/m segura #o germanismo na Monar%uia. 3ssa alian"a era absolutamente inviável, pois %ue n'o se po#eria esperar por muito tempo uma #efesa ofensiva #os interesses nacionais alem'es em um 3sta#o %ue n'o possu4a nem a for"a nem a #ecis'o para limitar o processo #e #esgermaniza"'o nas suas fronteiras ime#iatas. <e a &lemanha n'o possu4a consci2ncia nacional bastante e tamb/m a impavi#ez para arrancar ao imposs4vel 3sta#o #os ;absburgos o man#ato sobre o #estino #e #ez milh:es #e irm'os #e ra"a, n'o se po#eria, ent'o, na ver#a#e, esperar %ue jamais ela recorres. se a planos #e t'o larga vis'o e t'o au#aciosos. & atitu#e #o velho 1eich em rela"'o ao problema austr4aco foi a pe#ra!#e!to%ue #e sua atitu#e na luta #ecisiva #e to#a a na"'o. (ingu/m observava como, ano a ano, o germanismo era ca#a vez mais oprimi#o e %ue o valor #a alian"a, #e parte #a Sustria, era #etermina#o e6clusivamente pela conserva"'o #os elementos alem'es. Mas absolutamente n'o se seguiu esse caminho. (a#a temiam tanto como a luta e, finalmente, na hora mais #esfavorável, foram constrangi#os a ela. )ueriam fugir ao #estino e foram surpreen#i#os por ele. <onhavam com a conserva"'o #a paz #o mun#o e ca4ram na guerra mun#ial. 3 esse foi o mais importante motivo por%ue n'o se #eu o #evi#o valor a essa terceira sa4#a para a garantia #o futuro alem'o. <abia!se %ue a con%uista #o novo solo s- po#ia ser alcan"a#a a leste. & luta necessária foi prevista, mas o %ue se %ueria a to#o pre"o era a paz. & senha #a pol4tica e6terna há muito %ue n'o era mais a conserva"'o #a na"'o alem' a to#o transe, mas a conserva"'o #a paz universal, por to. #os os meios. &in#a voltarei a falar mais #etalha#amente sobre esse ponto. &ssim, restava ain#a a %uarta possibili#a#e7 in#*stria e com/rcio universais, po#er naval e colônias. @m tal #esenvolvimento era na ver#a#e mais fácil e mais rapi#amente acess4vel. ? povoamento #o solo / um processo mais lento e %ue #ura, Hs vezes, s/culos. +, por/m, justamente nisso %ue se #eve procurar a sua for"a intr4nseca. ('o se trata #e um flamejar repentino, mas #e um crescimento lento, mas fun#amental e constante, em contraposi"'o a um #esenvolvimento in#ustrial %ue po#e ser improvisa#o no correr #e poucos anos, assemelhan#o!se, por/m, mais a uma bolha #e sab'o %ue a for"a soli#a, + ver#a#e %ue mais rapi#amente se constr-i uma es%ua#ra #o %ue, em luta tenaz, se erige uma estTncia e coloniza!se a mesma com lavra#ores entretanto a%uela tamb/m mais facilmente se ani%uila #o %ue esta *ltima. 5ontu#o, se a &lemanha, n'o obstante, trilhava esse caminho, ao menos #everia reconhecer!se claramente %ue esse programa um #ia acabaria em luta, s- crian"as imaginariam %ue se po#e conseguir o #eseja#o alimento, pela boa con#uta e pela #eclara"'o #e sentimentos #e paz, na 0concorr2ncia pac4fica #os povos0, como tanto e t'o suntuosamente se tagarelava sobre esse assunto, como se tu#o se pu#esse obter sem lan"ar m'o #as armas. ('o. <e continuássemos a trilhar esse caminho, a ,nglaterra um #ia se tornaria nossa inimiga. (a#a mais insensato #o %ue o #esapontamento %ue e6perimentamos, pelo fato #e a ,nglaterra tomar um #ia a liber#a#e #e enfrentar a nossa ten#2ncia pacifista com a cruel#a#e #o ego4sta violento. <- a nossa reconheci#a ingenui#a#e se po#eria surpreen#er com esse #esfecho. (unca #ever4amos ter agi#o assimV <e uma pol4tica #e a%uisi"'o territorial na 3uropa s- po#eria ser feita em alian"a com a

,nglaterra contra a 1*ssia, uma pol4tica #e colônias e #e com/rcio mun#ial, por outro la#o, s- seria conceb4vel em uma alian"a com a 1*ssia contra a ,nglaterra. (esse caso, #ever!se! ia chegar ine6oravelmente Hs *ltimas conse%U2ncias, pon#o se a Sustria H margem. 5onsi#era#a sob to#os os pontos #e vista, essa alian"a com a Sustria era, já no #obrar #o s/culo, uma ver#a#eira loucura. 3ntretanto, n'o se pensava numa alian"a com a 1*ssia contra a ,nglaterra, nem t'o pouco com a ,nglaterra contra a 1*ssia, pois, em ambos os casos, o resulta#o teria si#o a guerra e, para evitá!la, / %ue se #eci#iu a#otar a pol4tica comercial e in#ustrial. & con%uista 0econômica pacifica0 era uma receita %ue #e uma vez por to#as estava #estina#a a #ar um golpe #ecisivo na pol4tica #e viol2ncia #e at/ ent'o. .alvez n'o houvesse completa confian"a nessa pol4tica, sobretu#o ten#o!se em vista %ue, #e tempos a tempos, surgiam, vin#as #o la#o #a ,nglaterra, amea"as inteiramente incompreens4veis. >inalmente capacitaram!se os alem'es #a necessi#a#e #e construir!se uma frota, n'o com o prop-sito #e atacar e #estruir, mas para #efen#er a paz mun#ial e para a 0con%uista pac4fica #o mun#o0. $or isso tiveram #e mant2!la em escala mo#esta, n'o somente %uanto ao n*mero mas tamb/m %uanto H tonelagem #e ca#a navio e ao respectivo armamento, #e mo#o a tornar evi#ente %ue o seu fim *ltimo era pac4fico. 5onversar em 0con%uista pac4fica #o mun#o0 foi a maior loucura %ue já se tomou como princ4pio #irigente #e uma pol4tica nacional, especialmente por%ue n'o se recuava em citar a ,nglaterra para provar %ue era poss4vel pô!la em prática. ? mal feito pelos nossos professores com o seu ensinamento #e hist-ria e com suas teorias #ificilmente po#e ser reme#ia#o e apenas prova, #e mo#o evi#ente, %uantas pessoas 0ensinam0 hist-ria sem compreen#2!la, sem perceb2!la. 36atamente na ,nglaterra ter!se!ia #e reconhecer uma evi#ente refuta"'o H teoria. =e lato, nenhuma outra na"'o se preparou melhor para a con%uista econômica, mesmo com a espa#a ou mais tar#e a sustentou mais ine6oravelmente %ue a inglesa. ('o / a caracter4stica #os esta#istas ingleses tirarem lucro econômico #a for"a pol4tica e ime#iatamente transformarem o lucro econômico em for"a pol4tica8 &ssim foi um erro completo imaginar %ue a ,nglaterra seria #emasia#o covar#e para #erramar o seu sangue em #efesa #e sua pol4tica econômica. ? fato #e n'o possu4rem os ingleses um e6/rcito nacional n'o era prova em contrário por%ue n'o / a forma #as for"as militares %ue importa, mas antes a vonta#e e a #etermina"'o #e for"a e6istente. & ,nglaterra sempre possuiu os armamentos #e %ue necessitava. <empre lutou com as armas precisas para garantir o 26ito #a sua pol4tica. Lutou com mercenários en%uanto os mercenários bastavam aos seus planos, mas lan"ou m'o #o melhor sangue #e to#a a na"'o %uan#o tal sacrif4cio foi necessário para assegurar a vit-ria. <empre teve a #etermina"'o #e lutar e sempre foi tenaz e ine6orável na sua maneira #e con#uzir a guerra. (a &lemanha, entretanto, com o correr #o tempo se estimulava, por meio #as escolas, #a imprensa e #os jornais humor4sticos, a %ue se tivesse #a vi#a inglesa e mais ain#a #o ,mp/rio uma i#/ia pr-pria a con#uzir a inoportuna #ecep"'o por%ue tu#o gra#ualmente se contaminou com essa tolice e o resulta#o foi a opini'o falsa sobre os ingleses, %ue se tra#uziu em amarga #esforra por parte #eles, 3ssa i#/ia correu t'o largamente %ue to#a a gente estava convenci#a #e %ue o ingl2s, tal %ual o imaginavam, era um homem #e neg-cios, ao mesmo tempo la#ino e incrivelmente covar#e. Jamais ocorreu aos nossos #ignos mestres #a ci2ncia professoral %ue um ,mp/rio vasto como o ,mp/rio britTnico n'o po#eria ser fun#a#o e conserva#o uni#o apenas com ast*cia e m/to#os escusos. ?s primeiros %ue a#vertiram sobre esse assunto n'o foram ouvi#os ou tiveram #e ficar em sil2ncio. 1ecor#o!me perfeitamente #o espanto #e meus camara#as %uan#o nos

enfrentamos com os 0.ommies0 em >lan#res. =epois #os primeiros #ias #e luta, alvoreceu no c/rebro #e ca#a um a no"'o #e %ue a%ueles escoceses n'o correspon#iam e6atamente H gente %ue os escritores #e jornais humor4sticos e as not4cias #a imprensa enten#iam #escrever!nos. 5omecei ent'o a refletir sobre a propagan#a e sobre as suas formas mais *teis. 3sse falseamento certamente tinha suas vantagens para a%ueles %ue o propagavam. 3stavam aptos a #emonstrar, com e6emplos, por mais incorretos %ue estes fossem, se era correta a i#/ia #e uma con%uista econômica #o mun#o. ? %ue o ingl2s conseguiu n-s po#er4amos tamb/m conseguir, haven#o para n-s a vantagem especial #e nossa maior probi#a#e, a aus2ncia #a%uela perf4#ia especificamente inglesa. 3ra #e esperar ain#a com isso ganharmos mais facilmente a simpatia #e to#as as pe%uenas na":es e a confian"a #as gran#es. ('o compreen#4amos %ue a nossa probi#a#e causasse aos outros um 4ntimo horror, #es#e %ue acre#itávamos seriamente em tu#o isso, en%uanto o resto #o mun#o via nessa con#uta a e6press'o #e uma falsi#a#e astuta, at/ %ue, com o maior espanto, a revolu"'o proporcionou uma vis'o mais profun#a #a ilimita#a tolice #e nosso mo#o #e pensar. $ela tolice #essa 0con%uista econômica pac4fica0 #o mun#o se #epreen#e ime#iatamente a tolice #a tr4plice alian"a. 5om %ue 3sta#o se po#ia, pois, fazer alian"a8 5onjuntamente com a Sustria, n'o era poss4vel pensar em con%uistas guerreiras, mesmo na 3uropa. Justamente nisso / %ue estava, #es#e o primeiro momento, a fra%ueza intr4nseca #a alian"a. @m AismarcO po#ia tomar a liber#a#e #e um tal e6pe#iente, mas n'o nenhum #os seus ignorantes sucessores, muito menos numa /poca em %ue n'o e6istiam mais as mesmas con#i":es #a alian"a promovi#a por AismarcO. AismarcO acre#itava ain#a %ue a Sustria fosse um 3sta#o alem'o. 5om a intro#u"'o #o sufrágio universal, tinha esse pa4s, entretanto, paulatinamente, a#ota#o um sistema #e governo parlamentar e antigermTnico. & alian"a com a Sustria, sob o ponto #e vista racial e pol4tico, foi simplesmente nociva. .olerava!se o #esenvolvimento #e uma nova pot2ncia eslava na fronteira #o 1eich, pot2ncia essa %ue mais ce#o ou mais tar#e teria #e tomar atitu#es em rela"'o H &lemanha muito #iferentes #a 1*ssia, por e6emplo. 5om isso a alian"a #e ano para ano tinha #e tornar!se ca#a vez mais fraca, H propor"'o %ue os *nicos porta#ores #esse pensamento na monar%uia per#iam influ2ncia e eram #esaloja#os #as posi":es #ominantes. Já pelo #obrar #o s/culo, a alian"a com a Sustria tinha entra#o na mesma fase %ue a alian"a #a Sustria com a ,tália. <- havia #uas possibili#a#es7 ou prevalecia a alian"a com a monar%uia #os ;absburgos ou se protestava contra o combate ao germanismo na Sustria. 3ntretanto, %uan#o se inicia tal movimento, o resulta#o final, geralmente, / a luta aberta, #eclara#a. ? valor #a tr4plice alian"a era, psicologicamente, #e somenos importTncia, uma vez %ue a for"a #e uma alian"a #eclina %uan#o se limita a manter uma situa"'o e6istente. $or outro la#o, uma alian"a será tanto mais forte %uanto mais as pot2ncias contratantes estejam convenci#as #e %ue, com a mesma, po#em obter uma vantagem tang4vel, #efini#a. ,sso era compreen#i#o em vários meios, mas infelizmente n'o o era pelos chama#os 0profissionais0. Lu#en#orff, ent'o coronel no gran#e esta#o!maior, apontava essa fra%ueza um memoran#o escrito em CECF. (aturalmente os 0esta#istas0 seY recusaram a #ar %ual%uer importTncia ao assunto, pois a raz'o, %ue está ao alcance #e %ual%uer mortal, escapa aos 0#iplomatas0. $ara a &lemanha foi uma felici#a#e %ue a guerra #e CECG, embora in#iretamente, irrompesse por interm/#io #a Sustria, obrigan#o os ;absburgos a nela tomarem parte.

.ivesse aconteci#o o contrário e a &lemanha teria fica#o sozinha. (unca o 3sta#o #os ;absburgos teria po#i#o ou mesmo teria %ueri#o tomar parte em uma guerra %ue se originasse #e parte #a &lemanha. &%uilo %ue, em rela"'o H ,tália, tanto se con#enou, ter!se! ia #a#o mais ce#o na Sustria7 ela teria fica#o 0neutra0 para assim ao menos salvar o 3sta#o contra uma revolu"'o. ? eslavismo austr4aco, no ano #e CECG, teria preferi#o #estruir a monar%uia a consentir no au6ilio H &lemanha. $oucas pessoas na%uela ocasi'o po#iam compreen#er como eram gran#es os perigos e #ificul#a#es oriun#as #as alian"as com a monar%uia #o =an*bio. 3m primeiro lugar, a Sustria possu4a inimigos #emais, %ue cogitavam #e her#ar #e um 3sta#o carcomi#o. ('o era poss4vel %ue, no correr #o tempo, n'o surgisse um certo -#io contra a &lemanha, na %ual se en6ergava a causa #o impe#imento H %ue#a #a monar%uia, por to#os espera#a e #eseja#a. 5hegou!se H convic"'o #e %ue, no final #e contas, s- se po#eria alcan"ar Biena via Aerlim. & liga"'o com a Sustria privava a &lemanha #as melhores e mais promissoras alian"as. 3m lugar #essas alian"as, surgiu uma situa"'o tensa com a 1*ssiaY e mesmo com a ,tália. 3m 1oma o sentimento geral era t'o simpático H &lemanha como antipático H Sustria. 5omo os alem'es se tinham lan"a#o na pol4tica #o com/rcio e #a in#*stria, n'o havia mais o menor motivo para uma luta contra a 1*ssia. <omente os inimigos #e ambas as na":es / %ue po#eriam ter nisso um vivo interesses. =e fato, eram em primeira linha ju#eus e mar6istas %ue, por to#os os meios, incitavam a guerra entre os #ois 3sta#os. 3ssa alian"a, em terceiro lugar, tinha em si um gran#e perigo, pois %ue com facili#a#e uma #as pot2ncias inimigas #o imp/rio #e AismarcO em %ual%uer tempo po#eria mobilizar vários 3sta#os contra a &lemanha, uma vez %ue estavam em con#i":es #e, H custa #o alia#o austr4aco, acenar com as perspectivas #e gran#es vantagens. .o#o o oriente #a 3uropa po#eria levantar!se contra a monar%uia #o =an*bio, sobretu#o a 1*ssia e a ,tália. (unca se teria realiza#o a coliga"'o mun#ial, %ue se vinha #esenvolven#o #es#e a a"'o inicial #o rei 3#uar#o, se a Sustria, como alia#a #a &lemanha, n'o tivesse ofereci#o vantagens t'o apeteci#as pelos inimigos. <- assim foi poss4vel reunir, numa *nica frente #e ata%ues, pa4ses #e #esejos e objetivos t'o heterog2neos. 5a#a um #eles po#eria esperar, numa a"'o conjunta contra a &lemanha, conseguir enri%uecer!se. 3sse perigo aumentou e6traor#inariamente pelo fato #e parecer %ue a essa alian"a infeliz tamb/m estava filia#a a .ur%uia como s-cio coman#itário. ? mun#o financeiro internacional ju#aico necessitava, por/m, #esse chamariz, a fim #e po#er realizar o plano, há muito #eseja#o, #a #estrui"'o #a &lemanha %ue ain#a n'o se tinha submeti#o ao controle financeiro e econômico geral, H margem #o 3sta#o. <- assim se po#ia forjar uma coaliz'o torna#a forte e corajosa pelo simples n*mero #os e6/rcitos #e milh:es em marcha, pronta, finalmente, a avan"ar contra o len#ário <iegfrie#. & alian"a com a monar%uia #os ;absburgos %ue, já nos tempos em %ue eu estava na Sustria, tanto me irritava, come"ou a tornar!se a causa #e longas prova":es intimas %ue, no correr #o tempo, ain#a mais refor"avam a minha primeira opini'o. (o meio mo#esto, %ue eu ent'o fre%Uentava, nenhum esfor"o fiz para escon#er a minha convic"'o #e %ue a%uele infeliz trata#o com um 3sta#o con#ena#o H #estrui"'o teria #e levar a &lemanha a um colapso catastr-fico, a n'o ser %ue ela conseguisse #esvencilhar!se #o mesmo, ain#a em tempo. (unca vacilei, por um momento mantive!me, nessa convic"'o, firme como uma rocha, at/ %ue, por fim, a torrente #a guerra mun#ial tornou imposs4vel uma refle6'o razoável, e o 4mpeto #o entusiasmo tu#o levou #e venci#a e o #ever #e to#os passou a ser a consi#era"'o #as reali#a#es, Mesmo %uan#o me achava na

frente #e batalha, sempre %ue o problema era #iscuti#o, eu e6primia a minha opini'o #e %ue %uanto mais #epressa fosse rompi#a a alian"a tanto melhor para a na"'o alem' e %ue sacrificar a monar%uia #os ;absburgos n'o seria sacrif4cio para a &lemanha, se com isso ela pu#esse re#uzir o n*mero #e seus inimigos, #es#e %ue os milh:es #e capacetes #e a"o n'o se tinham reuni#o para manter uma #ecr/pita #inastia, mas para salvar a na"'o alem'. &ntes #a guerra, parecia, Hs vezes, %ue num campo ao menos havia uma leve #*vi#a %uanto H corre"'o #a pol4tica #e alian"a %ue vinha sen#o segui#a. =e tempos a tempos, os c4rculos conserva#ores na &lemanha come"avam a fazer a#vert2ncias contra a e6cessiva confian"a nessa pol4tica, mas, como tu#o mais %ue era razoável, fazer essas a#vert2ncias era como falar no #eserto. ;avia a convic"'o geral #e %ue a &lemanha estava a caminho #e con%uistar o mun#o, %ue o 26ito seria ilimita#o e %ue na#a teria #e ser sacrifica#o. Mais uma vez, ao 0n'o profissional0 na#a era permiti#o fazer sen'o olhar silenciosamente, en%uanto os 0profissionais0 marchavam #iretamente para a #estrui"'o, arrastan#o consigo .a na"'o inocente, como o ca"a#or #e ratos #e ;amein. & causa mais profun#a #o fato #e ter si#o poss4vel apresentar a um povo inteiro, como processo pol4tico prático, a insensatez #e uma 0con%uista econômica0, ten#o como objetivo a conserva"'o #a paz universal, resi#ia numa enfermi#a#e #e to#os os nossos pensamentos pol4ticos. & vitoriosa marcha #a t/cnica e #a in#*stria alem's, os crescentes triunfos #o com/rcio alem'o, fizeram %ue se es%uecesse #e %ue tu#o isso s- era poss4vel #a#a a suposi"'o #a e6ist2ncia #e um 3sta#o forte. Muitos, ao contrário, chegavam at/ a proclamar a sua convic"'o #e %ue o 3sta#o #evia a sua vi#a a esses progressos, #es#e %ue o 3sta#o, primeiro %ue tu#o e mais %ue tu#o, / uma institui"'o econômica e #everia ser #irigi#o #e acor#o com as regras #a economia, #even#o, por isso, a sua e6ist2ncia ao com/rcio ! con#i"'o %ue era consi#era#a ser a mais s' e mais natural #e to#as. 3ntretanto, o 3sta#o na#a tem a ver com %ual%uer #efini#a concep"'o ou #esenvolvimento econômico. ? 3sta#o n'o / uma assembl/ia #e negociantes %ue #urante uma gera"'o se reuna #entro #e limites #efini#os para e6ecutar projetos econômicos, mas a organiza"'o #a comuni#a#e, homog2nea por natureza e sentimento, uni#a para a promo"'o e conserva"'o #a sua ra"a e para a realiza"'o #o #estino %ue lhe tra"ou a $rovi#2ncia. 3sse e nenhum outro / o objeto e a significa"'o #e um 3sta#o. & economia / t'o somente um #os muitos meios necessários H realiza"'o #esse objetivo. (unca, por/m, / o objetivo #e um 3sta#o, a n'o ser %ue este, #es#e o princ4pio, repouse em uma base falsa, por antinatural. <- assim / %ue se e6plica %ue o 3sta#o, como tal, n'o necessite ter, como con#i"'o, uma limita"'o territorial. ,sso sserá necessário entre povos sue, por si mesmos, %uerem assegurar a alimenta"'o #e seus irm'os em ra"a e %ue, portanto, est'o prontos a lutar com o seu pr-prio trabalho, em prol #e sua e6ist2ncia. ?s povos %ue, como zang:es, conseguem infiltrar!se no resto #a humani#a#e, a fim #e, sob to#os os prete6tos, fazer com %ue os outros trabalhem para si, po#em, mesmo sem possu4rem um 0habitat0 #etermina#o e limita#o, formar um 3sta#o. ,sso se #á em primeira linha num povo sob cujo parasitismo, sobretu#o hoje, to#a a humani#a#e sofre7 o povo ju#eu. ? 3sta#o ju#aico nunca teve fronteiras, nunca teve limites no espa"o, mas era uni#o pela ra"a. $or isso, a%uele povo sempre foi um 3sta#o #entro #o 3sta#o. >oi um #os mais hábeis ar#is já inventa#os o #e encobrir!se a%uele 3sta#o sob a capa #e religi'o, obten#o!se assim a tolerTncia %ue o ariano sempre esten#eu a to#os os cre#os. & religi'o mosaica na#a mais / %ue uma #outrina para a conserva"'o #a ra"a ju#aica. $or isso ela abra"a %uase to#os os ramos #o conhecimento sociol-gico, pol4tico e econômico %ue lhe possam #izer respeito.

? instinto #e conserva"'o #a esp/cie / sempre a causa #a forma"'o #as socie#a#es humanas. $or isso, o 3sta#o / um organismo racial e n'o uma organiza"'o econômica, #iferen"a essa %ue, sobretu#o hoje em #ia, passa #espercebi#a aos chama#os 0esta#istas0. =a4 pensarem estes po#er construir o 3sta#o pela economia %uan#o, na reali#a#e, a%uele na#a mais / %ue o resulta#o #a atua"'o #a%uelas virtu#es %ue resi#em no instinto #e conserva"'o #a ra"a e #a esp/cie. 3stas s'o, por/m, sempre virtu#es her-icas e nunca ego4smo mercantil, pois %ue a conserva"'o #a e6ist2ncia #e uma esp/cie pressup:e o sacrif4cio voluntário #e ca#a um. (isso / %ue está justamente o senti#o #a palavra #o poeta7 0e se n'o arriscar#es a vi#a, nunca vencereis na vi#a0, isto /, a capaci#a#e #e sacrif4cio #e ca#a um / in#ispensável para assegurar a conserva"'o #a esp/cie. & con#i"'o mais essencial, por/m, para a forma"'o e conserva"'o #e um 3sta#o / a e6ist2ncia #e um sentimento #e soli#arie#a#e, basea#o na i#enti#a#e #e ra"a, bem como a boa vonta#e #e por ele sacrificar!se. ,sso, em povos senhores #e seu pr-prio solo, con#uz H forma"'o #e virtu#es her-icas, em povos parasitas con#uz H hipocrisia mentirosa e H cruel#a#e #issimula#a, %uali#a#es essas %ue #evem ser pressupostas pela maneira #iferente como vivem em rela"'o ao 3sta#o. & forma"'o #e um 3sta#o s- será poss4vel pela aplica"'o #essas virtu#es, pelo menos originariamente, sen#o %ue na luta pela conserva"'o ser'o submeti#os ao jugo e assim mais ce#o ou mais tar#e sucumbir'o os povos %ue apresentarem menos virtu#es her-icas ou %ue n'o estejam na altura #a ast*cia #o parasita inimigo. Mas, tamb/m nesse caso, isso #eve ser atribu4#o n'o tanto H falta #e intelig2ncia como H falta #e #ecis'o e #e coragem, %ue procura escon#er!se sob o manto #e sentimento #e humani#a#e. ? fato #e a for"a interna #e um 3sta#o s- em casos raros coinci#ir com o chama#o progresso econômico mostra claramente como está pouco liga#o Hs virtu#es %ue servem para a forma"'o e conserva"'o #o 3sta#o essa prosperi#a#e %ue, em infinitos e6emplos, parece at/ in#icar a pr-6ima #eca#2ncia #o 3sta#o. <e, por/m, a forma"'o #a comuni#a#e humana tivesse #e ser atribu4#a em primeira linha a for"as econômicas, ent'o o mais eleva#o #esenvolvimento econômico significaria a mais formi#ável for"a #o 3sta#o e n'o inversamente. & cren"a na for"a #a economia para formar e conservar um 3sta#o, torna!se incompreens4vel, sobretu#o %uan#o se trata #e um pa4s %ue, em tu#o e por tu#o, mostra clara e incisivamente o contrário.! Justamente a 1*ssia #emonstra, #e maneira evi#ent4ssima, %ue n'o s'o as con#i":es materiais, mas as virtu#es i#eais, %ue tornam poss4vel a forma"'o #e um 3sta#o. <omente sob a sua guar#a / %ue a economia consegue florescer, at/ %ue, com a #eca#2ncia #as puras for"as gera#oras #o 3sta#o, a economia tamb/m #ecai, processo esse %ue e6atamente agora po#emos observar com #esespera#a tristeza. ?s interesses materiais #os homens sempre conseguem prosperar melhor en%uanto permanecem H sombra #e virtu#es her-icas. <empre %ue aumentava o po#er pol4tico #a &lemanha o progresso material se fazia sentir, os neg-cios come"avam a melhorar ao passo %ue %uan#o os neg-cios monopolizavam a vi#a #e nosso povo e enfra%ueciam as virtu#es #e nosso esp4rito, o 3sta#o #esfalecia, arrastan#o, na sua ru4na, os pr-prios neg-cios. 3 se perguntarmos a n-s mesmos %uais s'o as for"as %ue fazem e conservam os 3sta#os, vemos %ue elas aparecem sob uma *nica #enomina"'o7 habili#a#e e abnega"'o para o sacrif4cio in#ivi#ual, por amor #a comuni#a#e. )ue essas virtu#es n'o t2m rela"'o com a economia torna!se -bvio pela compreens'o #e %ue o homem nunca se sacrifica por neg-cios, isto /, os homens n'o morrem por neg-cios, mas por i#eais. (a#a mostrou

melhor a superiori#a#e psicol-gica #os ingleses, na #e#ica"'o por um i#eal nacional, #o %ue as raz:es %ue eles apresentaram para combater. 3n%uanto n-s lutávamos pelo p'o %uoti#iano, a ,nglaterra lutava pela 0liber#a#e0, n'o pela pr-pria mas pela #as pe%uenas na":es. (a &lemanha to#os zombavam ou se irritavam com essa impu#2ncia, o %ue prova %uanto se tornara insensata e est*pi#a a ci2ncia oficial na &lemanha #e antes #a guerra. ('o t4nhamos a menor no"'o #a natureza #as for"as %ue po#em levar os homens H morte por sua livre e espontTnea vonta#e. 3n%uanto o povo alem'o continuava a pensar, em CECG, %ue lutava por i#eais, ele manteve!se firme mas logo %ue se tornou evi#ente %ue lutava apenas pelo p'o %uoti#iano, preferiu renunciar ao brin%ue#o. ?s nosso inteligentes 0esta#istas0, entretanto, ficaram atônitos com essa mu#an"a #e sentimento. eles nunca compreen#eram %ue o homem, #es#e o momento %ue luta por um interesse econômico, evita o mais %ue po#e a morte, pois %ue esta o faria per#er o gozo #o pr2mio #e sua luta. & preocupa"'o pela salva"'o #e seu filho faz %ue a mais fraca #as m'es se torne hero4na e somente a luta pela conserva"'o #a esp/cie e #a lareira e tamb/m #o 3sta#o fez, em to#os os tempos, com %ue os homens se jogassem #e encontro Hs lan"as #os inimigos. $o#e!se consi#erar a seguinte frase como uma senten"a eternamente ver#a#eira7 Jamais um 3sta#o foi fun#a#o pela economia pac4fica e sim, sempre, pelo instinto #e conserva"'o #a esp/cie, esteja este situa#o no campo #a virtu#e her-ica ou #a ast*cia. ? primeiro pro#uz os 3sta#os arianos, #e trabalho e cultura, o segun#o, colônias ju#aicas parasitárias. =es#e %ue um povo ou um 3sta#o procura #ominar esses instintos, est'o atrain#o para si a escravi#'o, a opress'o. & cren"a #e antes #a guerra #e %ue era poss4vel ter o mun#o aberto para a na"'o alem' ou #e fato con%uistá!lo pelo m/to#o pac4fico #e uma pol4tica #e com/rcio e coloniza"'o, era um sinal evi#ente #e %ue haviam #esapareci#o as genu4nas virtu#es %ue fazem e conservam os 3sta#os. bem como a intui"'o, a for"a #e vonta#e e a #etermina"'o %ue fazem as gran#es coisas. 5omo era #e esperar, o resulta#o ime#iato #isso foi a gran#e guerra, com to#as as suas conse%U2ncias $ara a%uele %ue n'o e6aminasse a %uest'o, essa atitu#e #e %uase to#a a na"'o alem' era um enigma in#ecifrável, pois a &lemanha era justamente um e6emplo maravilhoso #e um imp/rio %ue surgiu #e uma pol4tica #e for"a. & $r*ssia ! c/lula mater #o 1eich ! proveio #e gran#es hero4smos e n'o #e opera":es financeiras ou neg-cios comerciais. 3 o pr-prio 1eich era o mais maravilhoso pr2mio #a #ire"'o #a pol4tica #e for"a e #a coragem in#ômita #os seus sol#a#os. 5omo po#eria, justamente o povo alem'o, chegar a tal amortecimento #e seus instintos pol4ticos8 ('o se tratava, / preciso %ue se note, #e um fenômeno isola#o e sim #e sintomas #e #eca#2ncia geral %ue, em propor":es ver#a#eiramente assusta#oras, ora flamejavam como fogos!fátuos no seio #o povo ora corro4am a na"'o como tumores malignos. $arecia %ue uma torrente #e veneno constante era impeli#a por uma for"a misteriosa at/ os *ltimos vasos sangU4neos #esse corpo #e her-is, com o fim #e ani%uilar o seu bom senso, o simples instinto #e conserva"'o. 36aminan#o to#as essas %uest:es, con#iciona#as ao meu ponto #e vista em rela"'o H pol4tica #e alian"as #a &lemanha e H pol4tica econômica #o 1eich, nos anos #e CECF e CECG, restou, como solu"'o #o enigma a%uela for"a %ue já anteriormente eu conhecera em Biena sob prisma inteiramente #iverso7 a #outrina mar6ista, sua concep"'o #o mun#o e a influ2ncia #e sua capaci#a#e #e organiza"'o. $ela segun#a vez na minha vi#a analisei profun#amente essa #outrina #e #estrui"'o !

#esta vez por/m n'o mais guia#o pelas impress:es e efeitos #o meu ambiente #iário, e sim #irigi#o pela observa"'o #os acontecimentos gerais #a vi#a pol4tica. &profun#ei!me novamente na literatura te-rica #esse novo mun#o, procurei compreen#er os seus efeitos poss4veis, comparei estes com os fenômenos reais e com os acontecimentos no %ue #iz respeito H sua atua"'o na vi#a pol4tica, cultural e econômica. 5omecei a consi#erar, pela primeira vez, %ue tentativa #everia ser feita para #ominar a%uela pestil2ncia mun#ial. 3stu#ei os m-veis, as lutas e os sucessos #a legisla"'o especial #e AismarcO. 9ra#ualmente o meu estu#o me forneceu princ4pios gran4ticos para as minhas pr-prias convic":es ! tanto %ue #es#e ent'o nunca pensei em mu#ar minhas opini:es pessoais sobre o caso. >iz tamb/m um profun#o estu#o #as liga":es #o mar6ismo com o ju#a4smo. <e, outrora, em Biena, a &lemanha me tinha #a#o a impress'o #e um colosso inabalável, come"aram agora entretanto a surgir em mim consi#era":es apreensivas. (o meu 4ntimo eu estava #escontente com a pol4tica e6terna #a &lemanha, o %ue revelava ao pe%ueno circulo %ue meus conheci#os, bem como com a maneira e6tremamente leviana, como me parecia, #e tratar!se o problema mais importante %ue havia na &lemanha #a%uela /poca ! o mar6ismo. 1ealmente, eu n'o po#ia compreen#er como se vacilava cegamente ante um perigo cujos efeitos ! ten#o!se em vista a inten"'o #o mar6ismo tinham #e ser um #ia terr4veis. Já na%uela /poca eu chamava a aten"'o, no meio em %ue vivia, para a frase tran%Uiliza#ora #e to#os os poltr:es #e ent'o7 0& n-s na#a nos po#e acontecer0. 3sse pestilento mo#o #e pensar já outrora #estru4ra um imp/rio gigantesco. $or acaso s- a &lemanha n'o estaria sujeita Hs mesmas leis #e ti#as as outras comuni#a#es humanas8 (os anos #e CECI e CECG manifestei a opini'o, em vários c4rculos, %ue, em parte, hoje est'o filia#os ao movimento nacional!socialista, #e %ue o problema futuro #a na"'o alem' #evia ser o ani%uilamento #o mar6ismo. (a funesta pol4tica #e alian"as #a &lemanha eu via apenas o fruto #a a"'o #estrui#ora #essa #outrina. ? pior era %ue esse veneno #estru4a %uase insensivelmente os fun#amentos #e uma sa#ia concep"'o #o 3sta#a e #a economia, sem %ue os por ele atingi#os se apercebessem #e %ue a sua maneira #e agir, as manifesta":es #a sua vonta#e já eram uma conse%U2ncia #estrui#ora #o mar6ismo. & #eca#2ncia #o povo alem'o tinha come"a#o há muito tempo, sem %ue os in#iv4#uos, como acontece fre%Uentemente, pu#essem claramente ver os responsáveis pela mesma. Muitas vezes se tentou procurar um rem/#io para essa enfermi#a#e, mas confun#iam!se os sintomas com a causa. 5omo ningu/m conhecia ou %ueria conhecer a ver#a#eira causa #o mal!estar #a na"'o, a luta contra o mar6ismo n'o passou #e um charlatanismo sem efici2ncia. 2AP9TULO % A .UERRA MUNDIAL )uan#o ain#a jovem, na fase em %ue tu#o nos sorri, na#a me fazia t'o triste, como o ter nasci#o justamente em uma /poca em %ue to#as as honras e gl-rias eram reserva#as a negociantes ou a funcionários #o governo. &s on#as #os acontecimentos hist-ricos aparentemente tinham arrefeci#o e, #e tal maneira, %ue o futuro, na reali#a#e parecia pertencer H 0concorr2ncia pacifica #os povos0, isto /, a uma calma e rec4proca la#roagem, pela elimina"'o #os m/to#os violentos #a rea"'o #as v4timas. ?s #iferentes pa4ses come"avam a se assemelhar, ca#a vez mais, a

empresas %ue se solapassem reciprocamente o ch'o #ebai6o #os p/s, na con%uista sem tr/gua #e fregueses e #e encomen#as, procuran#o ca#a um sobrepujar as outras, por to#os os meios ao seu alcance. .u#o isso era posto em e6ecu"'o com uma espetaculosi#a#e t'o gran#e %uanto ing2nua. 3ssa evolu"'o parecia n'o s- permanente, como #estina#a tamb/m a, algum #ia (com a aprova"'o geral), transformar o mun#o inteiro em uma *nica e gran#e casa #e neg-cios, em cujas ante!salas seriam e6postos, para a posteri#a#e, os bustos #os mais atila#os especula#ores e #os mais ing2nuos funcionários #a a#ministra"'o. ?s comerciantes po#eriam ser, ent'o representa#os pela ,nglaterra os funcionários a#ministrativos seriam os alem'es os ju#eus, por/m, fariam o sacrif4cio #e ser os proprietários, pois %ue, como eles pr-prios confessam, nunca lucram, sempre t2m #e 0pagar0 e, al/m #isso, falam a maioria #as l4nguas. &hV se me tivesse si#o poss4vel ter nasci#o cem anos antesV Mais ou menos no tempo #as guerras #a ,n#epen#2ncia, %uan#o o homem, mesmo sem neg-cios, ain#a valia alguma coisaV Muitas vezes me ocorriam pensamentos #esagra#áveis, relativos H minha peregrina"'o terrena, #emasia#o tar#ia na minha opini'o, e a /poca 0#e calma e or#em0 %ue se me #eparava eu consi#erava uma infTmia imereci#a #o #estino. + %ue já, nos meus mais tenros anos, eu n'o era 0pacifista0. .o#as as tentativas #e e#uca"'o nesse senti#o tinham resulta#o in*teis. & guerra #os 0Aoers00, ent'o #esenca#ea#a, teve sobre mim o efeito #e um relTmpago. =iariamente, eu aguar#ava ansioso os jornais, #evorava telegramas e boletins, e consi#erava!me feliz por ser, ao menos #e longe, testemunha #essa luta #e tit's. & guerra russo!japon2sa já me encontrou sensivelmente mais ama#ureci#o e, tamb/m mais atento aos acontecimentos. Moviam!me, sobretu#o, raz:es nacionais. =es#e os primeiros momentos, tomei parti#o, e, #iscutin#o as opini:es correntes, colo%uei!me ime#iatamente #o la#o #os japoneses, pois via na #errota #os russos uma #iminui"'o #o esp4rito eslavo na Sustria. Muitos anos se passaram #es#e ent'o, e a%uilo %ue, outrora, %uan#o ain#a rapaz, me parecia morbi#ez, compreen#ia agora como sen#o a calma, antes #a tempesta#e. Já #es#e o tempo em %ue vivia em Biena pairava sobre os Aalc's a%uela atmosfera pesa#a, pren*ncio #e tempesta#e, e já lampejos mais claros riscavam o c/u, mas se per#iam ligeiros nas trevas sinistras. 3m segui#a, veio a guerra #os Aalc's, e, com ela, o primeiro temporal varreu a 3uropa, já agora nervosa. & /poca %ue se seguiu influiu como um pesa#elo sobre os homens. ? ambiente estava t'o carrega#o %ue, em virtu#e #o mal!estar %ue a to#os afligia, a catástrofe %ue se apro6imava chegou a ser #eseja#a. )ue os c/us #essem livre curso ao #es. tino, já %ue n'o havia barreiras %ue o #etivessemV 5aiu ent'o o primeiro formi#ável raio sobre a terra a tempesta#e #esenca#eou!se, e, aos trov:es #o c/u, juntavam!se as baterias #a guerra mun#ial. )uan#o a not4cia #o assassinato #o gr'o!#u%ue >rancisco >er#inan#o chegou a Muni%ue, eu estava justamente em casa e ouvia contar o #esenrolar #os acontecimentos #e maneira muito vaga. Meu primeiro receio foi %ue as balas assassinas tivessem parti#o #e estu#antes alem'es, %ue, in#igna#os com o constante trabalho #e eslaviza"'o feito pelo her#eiro presuntivo #a coroa austr4aca, tivessem %ueri#o livrar o povo alem'o #esse inimigo interno. &s conse%U2ncias eram fáceis #e imaginar7 uma nova on#a #e persegui":es aos alem'es, %ue, agora, facilmente seriam 0e6plica#as e justifica#as0, perante o mun#o. )uan#o, por/m, logo #epois, ouvi o nome #os autores presum4veis e verifi%uei %ue eram s/rios, fi%uei estupefato ante essa vingan"a #o #estino impenetrável. ? maior

amigo #a ra"a eslava ca4ra sob as balas #e fanáticos eslavosV )uem, nos *ltimos anos, tivesse ti#o oportuni#a#e #e observar constantemente as rela":es entre a Sustria e a </rvia, n'o po#eria #uvi#ar, nem um segun#o, #e %ue a pe#ra come"ara a rolar e %ue na#a po#eria #et2!la na sua %ue#a. + uma injusti"a fazer hoje em #ia recrimina":es ao governo #e Biena sobre a forma e o conte*#o #o seu 0@ltimatum0. (enhuma outra pot2ncia #o mun#o teria agi#o #e maneira #iferente, se se encontrasse em i#2nticas con#i":es. & Sustria tinha, na sua fronteira su#oeste, um inimigo #e morte, o %ual, ca#a vez mais, #esafiava a Monar%uia e nisso persistiria at/ %ue chegasse o momento propicio H #estrui"'o #o ,mp/rio. 1eceava!se, com raz'o, %ue isso se #esse, o mais tar#ar, com a morte #o velho impera#or. 3, nesse momento, talvez a monar%uia n'o estivesse em con#i":es #e oferecer resist2ncia s/ria. ? 3sta#o inteiro encontrava!se, nos *ltimos anos, #e tal maneira #epen#ente #a vi#a #e >rancisco Jos/, %ue a morte #esse homem, tra#icional personaliza"'o #o ,mp/rio, e%Uivaleria, no sentir #a massa popular, H morte #o pr-prio ,mp/rio. 3ra at/ consi#era#o uma #as mais inteligentes manobras, sobretu#o #a pol4tica eslava, fazer crer %ue a Sustria #evia a sua e6ist2ncia H habili#a#e e6traor#inária e *nica #esse monarca. 3ssa bajula"'o era tanto mais aprecia#a na 5orte, %uan#o ela em na#a correspon#ia, na reali#a#e, ao m/rito #esse ,mpera#or. ('o se po#ia ver o espinho escon#i#o atrás #essa lisonja. ('o se lobrigava ou n'o se %ueria ver %ue, %uanto mais a monar%uia #epen#esse #a e6traor#inária arte #e governar, como se costumava #izer, #este 0mais sábio monarca #e to#os os tempos0, tanto mais catastr-fica seria a situa"'o, %uan#o um #ia o #estino batesse a essa porta, reclaman#o o seu tributo. <eria poss4vel imaginar a velha Sustria sem o seu velho ,mpera#or8 ('o se repetiria, ime#iatamente, a trag/#ia %ue outrora atingira Maria .eresa8 ('oV (a ver#a#e, / uma injusti"a %ue se faz aos c4rculos governamentais #e Biena censurá!los por terem eles provoca#o uma guerra %ue talvez tivesse si#o poss4vel evitar. 3sse #esfecho era, por/m, inevitável. )uan#o muito po#eria ter si#o protela#o por um ou #ois anos. >oi este o castigo #as #iplomacias, tanto #a alem' como #a austr4aca. 3las sempre tentaram protelar o ajuste #e contas %ue tinha #e vir e agora eram for"a#as a #ar o golpe na hora menos favorável. & ver#a#e / %ue mais outra tentativa para manter a paz teria trazi#o a guerra numa /poca ain#a menos prop4cia. )uem n'o %uisesse esta guerra #everia ter a coragem #e arcar com as conse%U2ncias. 3ssas, por/m, s- po#eriam consistir no sacrif4cio #a Sustria. &ssim mesmo, a guerra teria vin#o, talvez n'o mais como a luta #e to#os contra n-s mas sim ten#o como finali#a#e o ani%uilamento #a monar%uia #os ;absburgos. =e %ual%uer mo#o, uma #ecis'o tinha #e ser toma#a7 ou entrávamos na guerra ou ficar4amos #e fora, observan#o, a fim #e vermos, #e m'os cruza#as, o #estino seguir o seu curso. Justamente a%ueles %ue, hoje, mais vociferam contra o #esenca#ear #a guerra, foram os %ue mais funestamente aju#aram a ati"á!la. & social!#emocracia, há #ezenas #e anos, fomentava, #a maneira mais torpe, a guerra contra a 1*ssia, en%uanto o $arti#o #o 5entro, basea#o num ponto #e vista religioso, fazia a pol4tica alem' girar em torno #o 3sta#o austr4aco. .inha!se %ue arcar com as conse%U2ncias #esse erro. ? %ue veio tinha #e vir e, em hip-tese nenhuma, po#eria ser evita#o. & culpa #o governo alem'o neste caso foi #e per#er sempre as boas oportuni#a#es #e interven"'o, #evi#o H preocupa"'o constante #e manter a paz. &ssim agin#o, o governo se emaranhava em uma coliga"'o #estina#a H manuten"'o #a paz universal, para tornar!se, por fim, a v4tima #e uma coliga"'o #o mun#o inteiro, %ue antepunha H press'o pela manuten"'o #a paz a #etermina"'o #e fazer a guerra.

5aso o governo #e Biena tivesse #a#o uma forma mais suave ao seu ultimato, em na#a teria mu#a#o a situa"'o. )uan#o muito teria si#o varri#o #o po#er pela in#igna"'o popular. &os olhos #a gran#e massa #o povo, o tom #o ultimato ain#a era bran#o #emais e, #e mo#o nenhum, lhe parecia brutal. (ele n'o havia e6cessos. )uem hoje procura negar isso ou / um #esmemoria#o ou um mentiroso consciente. 9ra"as a =eus, a luta #o ano #e CECG n'o foi, na reali#a#e, imposta e sim #eseja#a pelo povo inteiro. .o#os %ueriam acabar #e vez com uma inseguran"a generaliza#a. <- assim po#e!se tamb/m compreen#er %ue mais #e #ois milh:es #e alem'es, homens e rapazes, se pusessem voluntariamente sob a ban#eira #eci#i#os a proteg2!la com a *ltima gota #o seu sangue. &%uelas horas foram para mim uma liberta"'o #as #esagra#áveis recor#a":es #a juventu#e, &t/ hoje n'o me envergonho #e confessar %ue, #omina#o por #elirante entusiasmo, ca4 #e joelhos e, #e to#o cora"'o, agra#eci aos c/us ter!me proporciona#o a felici#a#e #e po#er viver nessa /poca. .inha!se #esenca#ea#o uma luta #e liberta"'o, a mais formi#ável %ue o mun#o jamais vira, pois logo %ue a fatali#a#e tinha inicia#o o seu curso, as gran#es massas perceberam %ue, #esta vez, n'o se tratava #o #estino nem #a </rvia nem #a Sustria, e sim #a vi#a ou morte #a na"'o alem'. $ela primeira vez, #epois #e muitos anos, o povo via claro o seu pr-prio futuro. &ssim / %ue, logo no come"o #a luta titTnica, ain#a sob a a"'o #e um transbor#ante entusiasmo, brotaram, no esp4rito #o povo, os sentimentos H altura #a situa"'o, pois somente esta i#/ia #e salva"'o geral conseguiu %ue a e6alta"'o nacional significasse alguma coisa mais #o %ue simples fogo #e palha. & certeza #a gravi#a#e #a situa"'o era, por/m, por #emais necessária. 3m geral, ningu/m po#ia, na%uela /poca, ter a menor i#/ia #a #ura"'o #a luta %ue, ent'o, se iniciava. <onhava!se po#er estar #e volta, H casa, no pr-6imo inverno, a fim #e retomar o trabalho pac4fico. &%uilo %ue o homem #eseja vale como objeto #e esperan"a e cren"a. & gran#e maioria #a na"'o estava cansa#a #o eterno esta#o #e inseguran"a. <assim po#e!se compreen#er %ue n'o se pensasse numa solu"'o pac4fica #o conflito austro! s/rvio, mas em uma solu"'o #efinitiva para as complica":es e6istentes. &o n*mero #esses milh:es %ue assim pensavam pertencia eu. Mal se tinha #ivulga#o em Muni%ue a not4cia #o atenta#o e já me passavam pela mente #uas i#/ias, a saber7 a guerra seria absolutamente inevitável e o imp/rio #os ;absburgos seria for"a#o a ficar fiel Hs suas alian"as. ? %ue eu mais havia temi#o sempre era a possibili#a#e #e a &lemanha entrar em conflito ! talvez mesmo em conse%U2ncia #essa alian"a ! sem %ue a Sustria tivesse si#o a causa #ireta, e %ue, #essa maneira, o governo austr4aco n'o se #eci#isse, por motivo #e pol4tica interna, a se colocar ao la#o #o seu alia#o. & maioria eslava #o ,mp/rio teria ime#iatamente inicia#o a sua resist2ncia a uma #ecis'o espontTnea nesse senti#o, preferin#o ver o ,mp/rio #estru4#o nos seus fun#amentos a conce#er o au64lio solicita#o. 3ntretanto, esse perigo estava agora afasta#o. ? velho ,mp/rio tinha #e lutar, por bem ou por mal. Minha atitu#e em face #o conflito era bem clara e #efini#a. $ara mim n'o se tratava #e uma guerra para %ue a Sustria obtivesse satisfa"'o por parte #a </rvia. ('o. & &lemanha / %ue lutava pela sua vi#a, e com ela o povo pela sua e6ist2ncia, pela sua liber#a#e, por seu futuro. & pol4tica #e AismarcO ia ser segui#a. &%uilo %ue os antepassa#os haviam con%uista#o com o sacrif4cio #o sangue #os seus her-is nas batalhas #e Neissenburg, at/ <e#an e $aris, tinha #e ser recon%uista#o pela jovem &lemanha. 5aso fosse essa luta vitoriosa, o nosso povo entraria #e novo no rol #as gran#es pot2ncias, com o seu po#er e6terior aumenta#o. 3 assim o ,mp/rio alem'o po#eria se tornar uma eficiente garantia #a

paz, sem ter #e #iminuir o p'o #e ca#a #ia #e seus filhos, em nome #essa mesma paz. )uantas vezes, rapazinho ain#a, tive o #esejo sincero #e po#er provar por fatos %ue para mim o entusiasmo nacional n'o era uma pura fantasia. & mim me parecia muitas vezes %uase um crime aplau#ir o %ue %uer %ue fosse sem se estar convenci#o #a raz'o #e ser #e seus gestos. )uem tinha o #ireito #e assim agir sem ter passa#o por a%ueles momentos #if4ceis sem %ue a m'o ine6orável #o #estino, #an#o aos acontecimentos um tom mais s/rio, e6ige a sinceri#a#e #as atitu#es humanas8 Meu cora"'o, como o #e milh:es #e outros, transbor#ava #e orgulho e felici#a#e por po#er #e vez libertar!me #essa situa"'o #e in/rcia. .antas vezes tinha eu canta#o o 0=eutschlan#, =eutschlan# Uber alles0, com to#as as for"as #e meus pulm:es e grita#o 0;eil0... %ue %uase me parecia uma gra"a especial po#er comparecer agora, perante a justi"a #ivina, para afirmar a sinceri#a#e #essa minha atitu#e. =es#e o primeiro instante estava firmemente #eci#i#o, em caso #e guerra ! esta me parecia inevitável ! a aban#onar os livros ime#iatamente. &o mesmo tempo sabia muito bem %ue o meu lugar seria a%uele para on#e me chamava a voz #a consci2ncia. $or motivos pol4ticos, tinha preliminarmente aban#o. na#o a Sustria. (a#a mais natural, pois, %ue agora %ue se iniciava a luta, coerente com as minhas opini:es pol4ticas, eu assim proce#esse. ('o era meu #esejo lutar pelo imp/rio #os ;absburgos. 3stava pronto, por/m, a morrer, em %ual%uer instante, pelo meu povo ou pelo governo %ue o representasse na reali#a#e. & I #e agosto apresentei um re%uerimento a <. M. o rei Lu4s ,,,, no %ual eu solicitava a permiss'o para assentar pra"a num regimento bávaro. & secretaria #o 9overno, na%uela ocasi'o, como era natural, estava assoberba#a #e servi"o. $or isso tanto mais alegre fi%uei ao tomar conhecimento, já no #ia seguinte, #o #espacho favorável H minha solicita"'o. &o abrir, com m'os tr2mulas, o #ocumento no %ual li o #eferimento #o meu pe#i#o, com a recomen#a"'o #e me apresentar a um regimento bávaro, meu contentamento e minha grati#'o n'o tiveram limites. $oucos #ias #epois, eu envergava a far#a, %ue s- %uase seis anos mais tar#e #everia #espir. 5ome"ou ent'o para mim, como provavelmente para to#os os outros alem'es, a mais ines%uec4vel e a maior /poca #a minha vi#a. 5ompara#o com a luta titTnica %ue se travava, to#o o passa#o #esaparecia inteiramente. 5om orgulho e sau#a#e, recor#o!me, justamente nesses #ias em %ue se passa o CJo. aniversário #a%ueles formi#áveis acontecimentos, #as primeiras semanas #a%uela luta her-ica #e nosso povo, na %ual gra"as H benevol2ncia #o #estino, me foi #a#o tomar parte. 5omo se fosse ontem, passam #iante #e meus olhos to#os os acontecimentos. Bejo!me far#a#o, no c4rculo #os meus %ueri#os camara#as. Lembro!me #a primeira vez %ue sa4mos para e6erc4cios militares, etc., at/ %ue enfim chegou o #ia #a parti#a para o front. @ma *nica preocupa"'o me afligia na%uele momento, a mim como a muitos outros. 3ra recear chegarmos tar#e #emais no front. 3ssa i#/ia n'o me #ei6ava tran%Uilo. & ca#a manifesta"'o #e j*bilo por um novo feito her-ico, sentia uma profun#a tristeza, pois to#a a vez %ue se festejava uma nova vit-ria, parecia para mim aumentar o perigo #e chegarmos #emasia#amente tar#e. >inalmente, chegou o #ia #e #ei6armos Muni%ue, a fim #e nos apresentarmos ao cumprimento #o #ever. .ive ent'o a oportuni#a#e #e ver, pela primeira vez, o 1eno, na nossa viagem para o oci#ente, feita ao longo #as suas águas calmas. & n-s estava confia#a a #efesa, contra a cobi"a #os inimigos, #o mais germTnico #e to#os os rios. )uan#o os primeiros raios #e sol #a manh', atravessan#o um leve v/u #e neblina, refletiam!se no monumento #e (ie#erQal#, irrompeu, #o longu4ssimo trem #e transporte, a velha can"'o alem' 0=ie Nacht am 1hein0. <enti!me transbor#ante #e entusiasmo.

3m segui#a, veio uma noite *mi#a e fria, em >lan#res, #urante a %ual marchamos silenciosos e, %uan#o o sol come"ou a #espontar atrav/s #as nuvens, rompeu #e repente sobre as nossas cabe"as uma sau#a"'o #e a"o, e, entre as nossas fileiras, sibilavam balas %ue ca4am levantan#o a terra molha#a. &ntes #e #esaparecer a pe%uena nuvem, #uzentas bocas gritavam ao mesmo tempo 0urra0 a esses primeiros mensageiros #a morte. 3m segui#a, come"ou o pipocar #a metralha, a gritaria, o estron#o #a artilharia, e, febricitante #e entusiasmo, ca#a um marchava para a frente, ca#a vez mais #epressa, at/ %ue, sobre os campos #e beterraba, e, atrav/s #as charnecas, come"ou a luta corpo a corpo. =e longe, por/m, chegavam aos nosso ouvi#os os sons #e uma can"'o, %ue, ca#a vez mais se apro6imava, passan#o, #e companhia a companhia, e, en%uanto a morte #izimava as nossas fileiras, a can"'o chegava a n-s e n-s a passávamos a#iante7 0=eutschlan#, =eutschlan#, Uber alles, Uber alles in #er NeltV0 $assa#os %uatro #ias, voltamos. &t/ a maneira #e an#ar #os sol#a#os se tinha mo#ifica#o. 1apazes #e #ezessete anos pareciam homens feitos. ?s voluntários #o regimento #e List talvez n'o tivessem apren#i#o bem a lutar, o %ue / certo / %ue sabiam morrer como velhos sol#a#os 3sse foi o come"o. &ssim continuou a luta, ano a ano. &o romantismo #as batalhas tinha suce#i#o o horror. ? entusiasmo se arrefecera aos poucos e o j*bilo transbor#ante foi abafa#o pelo pavor #a morte. 5hegou a /poca em %ue ca#a um tinha #e lutar entre o instinto #e conserva"'o e o imperativo #o #ever. .amb/m eu n'o escapei a essa luta. 5a#a vez %ue a morte ron#ava algo in#etermina#o procurava se revoltar, basea#o na raz'o, e, no entre. tanto, isso na#a mais era #o %ue a covar#ia %ue, assim #isfar"a#a, procurava envolver ca#a um. 5ome"ou uma luta pr- e contra, e o *ltimo resto #e consci2ncia #eci#ia #efinitivamente. 3ntretanto %uanto mais claro se ouviam essas vozes %ue recomen#avam cautela, %uanto mais elas procuravam atrair e falar alto, tanto mais violenta era a resist2ncia, at/ %ue, enfim, ap-s longa luta interior, a consci2ncia #o #ever vencia. Já no inverno #e CECK a CECP eu tinha #eci#i#o essa luta. & vonta#e tinha finalmente consegui#o se impor. (os primeiros #ias, eu tinha avan"a#o com j*bilo e alegria nos lábios agora me encontrava calmo e #eci#i#o. &ssim #evia permanecer at/ o fim. <- agora o #estino po#ia caminhar para as *ltimas provas, sem %ue os meus nervos se rompessem ou a minha raz'o falhasse. ? jovem voluntário tinha se transforma#o num sol#a#o e6perimenta#o. 3ssa transforma"'o tinha se opera#o no e6/rcito inteiro. &s lutas constantes o tinham envelheci#o e ao mesmo tempo, enrija#o. ?s %ue n'o pu#eram resistir H tempesta#e foram por ela venci#os. <omente agora / %ue se po#eria julgar esse e6/rcito. <- agora #epois #e #ois a tr2s anos em %ue uma batalha se seguia a outra, em %ue ele combatera contra inimigos superiores em n*mero e em armas, sofren#o fome e necessi#a#es, s- agora / %ue se po#ia avaliar o valor #esse e6/rcito, *nico no mun#o. =urante milhares #e anos ningu/m po#erá falarem hero4smo sem se lembrar #o e6/rcito alem'o na guerra mun#ial. <- ent'o, #o v/u #o passa#o, a fronte #e a"o #o capacete cinzento, firme e inabalável, aparecerá como monumento imortal. 3n%uanto houver alem'es na face #a terra, eles ter'o #e se lembrar %ue a%ueles homens eram #ignos filhos #a $átria. 3u era sol#a#o na%uela ocasi'o e n'o %ueria me meter em pol4tica. & /poca na ver#a#e n'o era para isso. &t/ hoje sou #a opini'o %ue o *ltimo cocheiro prestou ao pa4s servi"os maiores #o %ue o primeiro, #igamos assim, 0parlamentar0. (unca o#iei tanto estes palra#ores como no tempo em %ue ca#a in#iv4#uo #eci#i#o %ue tinha alguma coisa a #izer,

ou berrava!a na cara #e seus inimigos ou ent'o calava!se oportunamente e cumpria silenciosamente o seu #ever, fosse on#e fosse. =e fato, na%uela /poca, eu o#iava esses 0pol4ticos0, e se fosse por mim, teria man#a#o formar ime#iatamente um batalh'o parlamentar #e sapa#ores. <- assim eles po#eriam, inteiramente H vonta#e, e6pan#ir entre si a sua verborragia, sem incomo#ar ou preju#icar o resto #a humani#a#e honesta e #ecente. (a%uela /poca eu n'o %ueria saber #e pol4tica entretanto n'o tinha outro rem/#io sen'o tomar parti#o em certos acontecimentos %ue #iziam respeito H na"'o inteira, sobretu#o a n-s sol#a#os. ;avia #uas coisas %ue ent'o me aborreciam intimamente e eram por mim consi#era#as preju#iciais H causa #a na"'o. Logo ap-s as primeiras not4cias #e vit-rias, uma certa imprensa come"ou a #ei6ar cair sobre o entusiasmo geral algumas gotas #e entorpecente, e isso #evagar e #esapercebi#amente para muitos. &gia, essa mesma imprensa, sob a máscara #e boa vonta#e, #e boas inten":es e at/ mesmo #e zelo pela sorte #o sol#a#o. 1eceava!se um e6cesso no festejar #as vit-rias. &l/m #isso, havia o pensamento #e %ue essa forma #e celebrar os triunfos militares n'o era #igna #e uma gran#e na"'o. &chava!se %ue a bravura e o hero4smo #o sol#a#o alem'o #everiam ser naturais, sem espetaculosi#a#es. ?s alem'es n'o se #eviam #ei6ar empolgar por manifesta":es #e contentamento irrefleti#as, %ue iriam repercutir no estrangeiro, o %ual apreciaria a forma calma e #igna #e alegria mais #o %ue uma e6alta"'o #esme#i#a, etc. (-s alem'es, acrescentavam, n'o #ever4amos es%uecer %ue a guerra n'o estava no nosso programa, e, por isso, n'o #ever4amos nos envergonhar #e confessar abertamente %ue, em %ual%uer /poca, contribuir4amos com o nosso esfor"o para a confraterniza"'o #a humani#a#e. ('o era, pois, conveniente empanar a pureza #os leitos #o e6/rcito com uma gritaria #emasia#o espetaculosa. ? resto #o mun#o compreen#eria muito mal essa maneira #e agir. (a#a / mais a#mira#o #o %ue a mo#/stia com %ue um ver#a#eiro her-i es%uece, silenciosa e calmamente, os seus maiores feitos. 3m vez #e pegar esses camara#as pelas orelhas, amarrá!los a um poste e pu6á!los por uma cor#a, a fim #e %ue a na"'o em festas n'o mais pu#esse ofen#er a sensibili#a#e est/tica #e tais escrevinha#ores, come"ou!se a proce#er na reali#a#e contra a maneira 0ina#e%ua#a0 #e celebrar as vit-rias. ('o se tinha a mais páli#a i#/ia #e %ue o entusiasmo, uma vez abafa#o, n'o mais po#e ser provoca#o %uan#o se #eseja. 3le / uma embriaguez e #eve ser manti#o nesse esta#o. 5omo, por/m, se po#eria manter uma luta sem essa for"a #o entusiasmo, principalmente tratan#o!se #e uma luta %ue iria pôr H prova, #e uma maneira in/#ita, as %uali#a#es morais #a na"'o8 3u conhecia o bastante sobre a psicologia #as gran#es massas para saber %ue com sentimentalismo est/tico n'o se po#eria manter aceso esse ar#or c4vico. (o meu mo#o #e ver, era remata#a loucura n'o ati"ar o fogo #essa pai6'o. ? %ue eu ain#a menos compreen#ia / %ue se procurasse #estruir o entusiasmo e6istente. ? %ue me irritava tamb/m era a atitu#e %ue se tomava em rela"'o ao mar6ismo. $ara mim essa atitu#e era uma prova #e %ue n'o se tinha a m4nima i#/ia #o %ue fosse essa calami#a#e. &cre#itava!se seriamente ter re#uzi#o H ina"'o o mar6ismo, com a simples #eclara"'o #e %ue agora n'o e6istiam mais parti#os. ('o se percebia absolutamente %ue, no caso, n'o se tratava #e um parti#o e sim #e uma #outrina %ue ten#e a #estruir a humani#a#e inteira. 5ompreen#e!se isso, consi#eran#o!se %ue, nas @niversi#a#es sujeitas a influ2ncias sem4ticas, na#a se #izia a respeito, e %ue muitos, sobretu#o nossos altos funcionários, acham, por uma %uest'o #e tola pretens'o,

in*til o apren#er algo %ue n'o figure entre as mat/rias leciona#as nas escolas superiores. &s transforma":es sociais mais ra#icais passam #espercebi#as a essas cabe"as ocas, raz'o pela %ual as institui":es #o governo s'o em muito inferiores Hs institui":es particulares. Z%uelas calha bem o prov/rbio7 0? %ue o campon2s n'o conhece, n'o come0. &lgumas poucas e6ce":es s- servem para confirmar a regra. >oi tolice remata#a i#entificar o trabalha#or alem'o com o mar6ismo, nos #ias #e agosto #e CECG. ? trabalha#or alem'o tinha!se livra#o, justamente na%uela /poca, #esse veneno. <e assim n'o fosse, ele nunca teria se apresenta#o para a guerra. $ensou!se estupi#amente %ue o mar6ismo tinha!se torna#o 0nacional0. 3ssa suposi"'o s- serve para mostrar %ue, nesses longos anos, nenhum #os #irigentes #o 3sta#o se tinha #a#o ao trabalho #e estu#ar a ess2ncia #essa #outrina, pois, se assim fosse, #ificilmente se teria propala#o semelhante tolice. ? mar6ismo, cuja finali#a#e *ltima / e será sempre a #estrui"'o #e to#as as nacionali#a#es n'o ju#aicas, teve #e verificar com espanto %ue, nos #ias #e julho #e CECG, os trabalha#ores alem'es, já por eles con%uista#os, #espertaram, e ca#a #ia com mais ar#or se apresentavam ao servi"o #a pátria. 3m poucos #ias, estava #estru4#a a mistifica"'o #esses embusteiros infames #os povos. <olitária e aban#ona#a, encontrava!se essa corja #e agita#ores ju#eus, como se n'o restasse mais um tra"o #as loucuras inculca#as, #urante mais #e PJ anos, ao operaria#o alem'o. >oi um mau momento para esses mistifica#ores. Logo %ue tais agita#ores perceberam o gran#e perigo %ue os amea"ava, em conse%U2ncia #e suas constantes mentiras, #isfar"aram!se e trataram #e fingir %ue acompanhavam o entusiasmo nacional. .inha chega#o agora o momento oportuno #e proce#er contra a trai"oeira camarilha #e envenena#ores #o povo. =ever!se!ia ter agi#o sumariamente, sem consi#era"'o para com as lamenta":es %ue provavelmente se #esenca#eariam. 3m agosto #e CECG tinham #esapareci#o, como por encanto, as i#/ias ocas #e soli#arie#a#e internacional e, no lugar #elas, já poucas semanas #epois, choviam, sobre os capacetes #as colunas em marcha, as b2n"'os fraternais #os shrapnell americanos. .eria si#o #ever #e um governo cui#a#oso e6terminar sem pie#a#e os #estrui#ores #o nacionalismo, uma vez %ue os operários alem'es se tinham integra#o #e novo na $átria. 3m um tempo em %ue os melhores elementos #a na"'o morriam no front, os %ue ficaram em casa, entregues aos seus trabalhos, #eviam ter livra#o a na"'o #essa piolharia comunista. &o inv/s #isso, sua Majesta#e o Kaiser esten#ia a m'o a esses conheci#os criminosos, #an#o, assim, oportuni#a#e a esses p/rfi#os assassinos #a na"'o #e voltarem a si e #e recuperarem o tempo per#i#o. & v4bora po#ia, pois, recome"ar o seu trabalho, com mais cautela #o %ue antes, por/m #e maneira mais perigosa. 3n%uanto os honestos sonhavam com a paz, os criminosos trai#ores organizavam a revolu"'o. <enti!me intimamente #esgostoso com essas meias me#i#as. ? %ue eu nunca po#eria imaginar, por/m, era %ue o fim fosse t'o horroroso. )ue se #everia fazer8 $ôr os #irigentes #o movimento nos cárceres, processá!los e #eles livrar a na"'o. .er!se ia #e empregar com a má6ima energia to#os os meios #e a"'o militar, a fim #e #estruir essa praga. ?s parti#os teriam #e ser #issolvi#os, o 1eichstag teria #e ser chama#o H. raz'o pela for"a convincente #as baionetas. ? melhor at/ teria si#o #issolv2!lo. &ssim como a 1ep*blica, hoje, tem meios #e #issolver os parti#os, na%uela /poca, com mais raz'o, #evia!se ter apela#o para tal recurso, pois se tratava #e uma %uest'o #e vi#a ou

#e morte #e to#a uma na"'o. + ver#a#e %ue nesses momentos surge sempre a pergunta7 <erá. poss4vel #estruir i#/ias a ferro e a fogo8 <erá poss4vel combater concep":es universais empregan#o a for"a bruta8 Já na%uele tempo, por mais #e uma vez, me fiz a mim mesmo essas perguntas. Me#itan#o sobre casos análogos, principalmente sobre a%ueles casos #a hist-ria universal %ue se baseiam em fun#amentos religiosos, chega!se H seguinte conclus'o básica7 &s i#/ias, assim como os movimentos %ue t2m uma #etermina#a base espiritual, seja ela certa ou erra#a, s- po#em, #epois #e ter atingi#o um certo per4o#o #e sua evolu"'o, ser #estru4#os por processos t/cnicos #e viol2ncia, %uan#o essas armas s'o elas mesmas porta#oras #e um novo pensamento flamejante, #e uma i#/ia, #e um princ4pio universal. ? emprego e6clusivo #a viol2ncia, sem o est4mulo #e um i#eal preestabeleci#o, n'o po#e jamais con#uzir H #estrui"'o #e uma i#/ia ou evitar a sua propaga"'o, e6ceto se essa viol2ncia tomar a forma #e e6termina"'o irre#ut4vel #o *ltimo #os a#eptos #o novo cre#o e #a sua pr-pria tra#i"'o. ,sto significa, entretanto, na maioria #os casos, a segrega"'o #e um tal organismo pol4tico #o c4rculo #as ativi#a#es, Hs vezes por tempo in#efini#o e at/ para sempre. & e6peri2ncia tem mostra#o %ue um tal sacrif4cio #e sangue atinge em cheio a parte mais valiosa #a nacionali#a#e, pois to#a persegui"'o %ue tem lugar sem pr/via prepara"'o espiritual, revela!se como moralmente injustifica#a, provocan#o protestos veementes #os mais eficientes elementos #o povo, protesto esse %ue re#un#a geralmente em a#es'o ao movimento persegui#o. Muitos assim proce#em por um sentimento #e repulsa a to#o combate a i#/ias, pela for"a bruta. ? n*mero #os a#eptos cresce ent'o proporcionalmente H intensi#a#e #a persegui"'o. 3ntretanto, o e6term4nio sem tr/guas #a nova #outrina s- po#erá ser poss4vel H custa #e gran#e e crescente #izima"'o #os %ue a aceitam, #izima"'o %ue, em *ltima análise, con#uzirá o povo ou o governo ao #epauperamento. .al processo será, #es#e o princ4pio, in*til, %uan#o a #outrina a ser combati#a já tenha ultrapassa#o certo c4rculo restrito. + por isso %ue a%ui, como em to#o processo #e crescimento, o per4o#o #a infTncia / o %ue está mais e6posto H #estrui"'o, en%uanto %ue, com o correr #os anos, a for"a #e resist2ncia aumenta, para s- ce#er lugar H nova infTncia com a apro6ima"'o #a fra%ueza senil, se bem %ue sob outra forma e por outros motivos. =e fato, %uase to#as as tentativas #e, por meio #a for"a, e sem base espiritual, #estruir uma #outrina, con#uzem ao insucesso e n'o raras vezes ao contrário #o #eseja#o, e isso pelos seguintes motivos7 & primeira #e to#as as con#i":es para uma luta pela for"a bruta / a persist2ncia. ,sto %uer #izer %ue s- há possibili#a#e #e 26ito no combate a uma #outrina %uan#o se empregam m/to#os #e repress'o uniformes e sem solu"'o #e continui#a#e. >azen#o!se, entretanto, in#ecisamente, alternar a for"a com a tolerTncia, acontecerá %ue, n'o s- a #outrina a ser #estru4#a conseguirá fortificar!se mas tamb/m ela ficará em situa"'o #e tirar novas vantagens #e ca#a persegui"'o, pois %ue, passa#a a primeira on#a #e compress'o, a in#igna"'o pelo sofrimento lhe trará novos a#eptos, en%uanto %ue os já e6istentes se conservar'o ca#a vez mais fi/is. Mesmo a%ueles %ue tinham aban#ona#o as fileiras, passa#o o perigo, voltar'o a elas. & con#i"'o essencial #o sucesso / a aplica"'o constante #a for"a. & continui#a#e /, por/m, sempre o resulta#o #e uma convic"'o espiritual #etermina#a. .o#a for"a %ue n'o prov/m #e uma firme base espiritual torna!se in#ecisa e vaga. & ela faltará a estabili#a#e %ue s- po#erá repousar em certo fanatismo. 3mana #a energia e #ecis'o bruta #e um in#iv4#uo. 3stá, por/m, sujeita a mo#ifica":es #e acor#o com as personali#a#es %ue a aceitam, isto /, com a for"a e o mo#o #e ser #e ca#a um.

&l/m #isso, há a consi#erar outra coisa7 to#a concep"'o universal, seja ela religiosa ou pol4tica ! Hs vezes / #if4cil estabelecer a linha #ivis-ria ! luta menos pela #estrui"'o negativa #o mun#o #e i#/ias contrário #o %ue pela vit-ria positiva #e suas pr-prias i#/ias. & luta consiste assim, menos na #efensiva, #o %ue na ofensiva. 3ntretanto, ela ain#a leva uma vantagem, pois tem o seu objetivo #etermina#o, isto / a vit-ria #a pr-pria i#/ia, en%uanto %ue, inversamente, / #if4cil #eterminar %uan#o está atingi#o o fim negativo #a #estrui"'o #a #outrina inimiga. &%ui tamb/m a #ecis'o pertence ao ata%ue e n'o H #efesa. & luta contra uma for"a espiritual por meios violentos s- / uma #efesa en%uanto as armas n'o s'o elas mesmas porta#oras e #issemina#oras #e uma nova #outrina. 1esumin#o, po#e!se estabelecer o seguinte7 .o#a tentativa #e combater pelas armas um princ4pio universal tem #e ser mal suce#i#a, en%uanto a luta n'o tomar rigorosamente forma #e ofensiva por novas i#/ias. + somente na luta #e #ois princ4pios universais %ue a for"a bruta, emprega#a, persistente e #eci#i#amente, po#e provocar a #ecis'o favorável ao la#o por ela sustenta#o. $or isso / %ue at/ ent'o tinha fracassa#o a luta contra o mar6ismo. 3ste foi o motivo pelo %ual a legisla"'o socialista #e AismarcO acabou falhan#o e tinha #e falhar. >altou a plataforma #e uma nova #outrina universal por cuja vit-ria se #everia ter luta#o. =e fato, estimular uma luta #e vi#a e morte com e6press:es vazias, tais como 0autori#a#e #o 3sta#o0, 0paz e or#em0, / algo %ue s- po#eria mesmo ocorrer a altos funcionários #e secretaria, sabi#amente ocos #e i#/ias. >altan#o, como faltou, nessa luta, uma ver#a#eira base espiritual, teve AismarcO #e contar, a fim #e po#er intro#uzir a sua legisla"'o socialista, com uma institui"'o %ue na#a mais era #o %ue um aborto #o comunismo. 5onfian#o o #estino #e sua guerra ao mar6ismo H complac2ncia #a #emocracia burguesa, o chanceler #e ferro %ueria fazer #a ovelha, lobo. 3ntretanto, tu#o isso era a conse%U2ncia for"a#a #a falta #e um princ4pio geral básico e #e gran#e po#er con%uista#or. %ue fosse oposto ao mar6ismo. ? resulta#o final #a luta #e AismarcO re#un#ou, pois, numa gran#e #esilus'o. 3ram, por/m, as con#i":es, #urante a guerra, ou mesmo no seu come"o, #iferentes8 ,nfelizmente, n'o. )uanto mais eu me preocupava com a i#/ia #e uma mo#ifica"'o #e atitu#e #o governo com rela"'o H social!#emocracia ! parti#o esse %ue no momento, representava o mar6ismo ! tanto mais eu reconhecia a falta #e um suce#Tneo para essa #outrina. )ue se ia oferecer Hs massas, na hip-tese #a %ue#a #a social!#emocracia8 ('o havia um movimento ao %ual fosse l4cito esperar %ue pu#esse atrair as massas #e operários, nesse momento, mais ou menos, sem guias. <eria remata#a ingenui#a#e imaginar %ue o fanático internacional, %ue já havia aban#ona#o o parti#o #e classe, se #eci#isse a entrar num parti#o burgu2s, portanto em uma nova organiza"'o #e classe. ,sso / inegável, embora n'o seja #o agra#o #as várias organiza":es %ue parece acharem muito natural uma cis'o #e classes, at/ o momento em %ue essa cis'o n'o comece a lhes ser #esfavorável sob o ponto #e vista pol4tico. & contesta"'o #esse tato s- serve para provar a insol2ncia e a estupi#ez #os mentirosos. =e um mo#o geral, / um erro julgar %ue a gran#e massa seja mais tola #o %ue parece. 3m pol4tica n'o / raro o sentimento #eci#ir mais acerta#amente #o %ue a raz'o. & alega"'o #e %ue a massa erra, #ei6an#o!se levar pelo sentimento, alega"'o %ue se procura evi#enciar com a sua ing2nua atitu#e na pol4tica internacional ! po#e!se rebater vigorosamente observan#o!se o fato #e n'o ser menos insensata a #emocracia pacifista, cujos li#eres, no entanto, prov2m e6clusivamente #a burguesia.

3n%uanto milh:es #e ci#a#'os ren#em culto, to#as as manh's, H sua imprensa #emocrática, ficará muito mal a estes senhores rirem #as tolices #o companheiro %ue, no final #as contas, engole as mesmas asneiras, se bem %ue com outra encena"'o. (os #ois casos, o fabricante #esses racioc4nios / sempre ju#eu. =eve!se, portanto, evitar a nega"'o #e fatos %ue e6istem na reali#a#e. ? fato #e %ue há uma %uest'o #e classe (n'o se trata e6clusivamente #e problemas i#eais, conforme se costuma fazer crer, sobretu#o em /pocas #e elei":es) n'o po#e ser contesta#o. ? sentimento #e classe #e gran#e parte #e nosso povo, bem como o menosprezo #o trabalha#or manual, / um fenômeno %ue n'o prov/m #a fantasia #e um lunático. ('o obstante, ele mostra a pe%uena capaci#a#e #e racioc4nio #os nossos chama#os intelectuais, %uan#o, justamente nesses c4rculos, n'o se compreen#e %ue um esta#o #e coisas, o %ual n'o po#e evitar o #esenvolvimento #e uma calami#a#e como o mar6ismo, agora n'o está mais em con#i":es #e recon%uistar o per#i#o. ?s parti#os 0burgueses0, como eles mesmos se #enominam, n'o po#er'o jamais contar com o apoio #as massas proletárias, pois a%ui temos #ois mun#os antagônicos, em parte naturalmente, em parte artificialmente cin#i#os, e cuja atitu#e rec4proca s- po#e ser a #e luta. ? vence#or neste caso s- po#eria ser o mais jovem, e esse seria o mar6ismo. =e fato, em CECG, seria poss4vel imaginar uma luta contra a social!#emocracia. &gora, pre#izer o tempo #a #ura"'o #este embate seria #uvi#oso, uma vez %ue faltava um suce#Tneo prático para ela. &%ui havia uma gran#e lacuna. 3u possu4a essa opini'o já muito antes #a 9uerra e, por isso, nunca pu#e me #eci#ir a me apro6imar #e um #os parti#os e6istentes. (o correr #os acontecimentos #a guerra mun#ial tive essa minha opini'o refor"a#a pela impossibili#a#e vis4vel #e come"ar a luta sem tr/guas contra a social!#emocracia, já %ue faltava um movimento %ue fosse mais #o %ue um parti#o 0parlamentar\. Muitas vezes me e6ternei a esse respeito com os meus camara#as mais 4ntimos. &pareceram!me ent'o as primeiras i#/ias #e, mais tar#e, tomar parte na pol4tica. Justamente foi esse o motivo %ue fez com %ue eu muitas vezes comunicasse ao pe%ueno c4rculo #e meus amigos a minha inten"'o #e, passa#a a 9uerra, combinar o meu trabalho profissional com a ativi#a#e pol4tica, como ora#or. 5reio %ue isso estava resolvi#o, no meu espirito, com to#a a serie#a#e. 2AP9TULO %I A PROPA.ANDA DA .UERRA ?bserva#or cui#a#oso #os acontecimentos pol4ticos, sempre me interessou vivamente a maneira por %ue se fazia a propagan#a #a guerra. 3u via nessa propagan#a um instrumento maneja#o, com gran#e habili#a#e, justamente pelas organiza":es sociais comunistas. 5ompreen#i, #es#e logo, %ue a aplica"'o a#e%ua#a #e uma propagan#a / uma ver#a#eira arte, %uase %ue inteiramente #esconheci#a #os parti#os burgueses. somente o movimento crist'o social, sobretu#o na /poca #e Lueger, aplicou este instrumento com gran#e efici2ncia e a isso se #evem muitos #os seus triunfos. & %ue resulta#os formi#áveis uma propagan#a a#e%ua#a po#e con#uzir, a guerra já nos tinha mostra#o. ,nfelizmente tu#o tinha #e ser apren#i#o com o inimigo, pois a ativi#a#e, #o nosso la#o, nesse senti#o, foi mais #o %ue mo#esta. Justamente o insucesso total #o plano #e esclarecimento #o povo #o la#o alem'o, foi para mim um motivo para me ocupar

mais particularmente #a %uest'o #e propagan#a. ('o nos faltava oportuni#a#e para pensar sobre essa %uest'o. ,nfelizmente as li":es práticas eram forneci#as pelo inimigo e custaram!nos caro. ? a#versário aproveitou, com inau#ita habili#a#e e cálculo ver#a#eiramente genial, a%uilo #e %ue nos hav4amos #escui#a#o. &pren#i imensamente nessa propagan#a #e guerra feita pelo inimigo. &%ueles %ue #a mesma se #eviam ter servi#o, como li"'o eficiente, #ei6aram!na passar #espercebi#a julgavam!se espertos #emais para apren#er #os outros. $or outro la#o, n'o havia vonta#e honesta para tal. ;averia entre n-s uma propagan#a8 ,nfelizmente, s- posso respon#er pela negativa. .u#o o %ue, na reali#a#e, foi tenta#o nesse senti#o era t'o ina#e%ua#o e errôneo, #es#e o princ4pio, %ue em na#a a#iantava. Zs vezes era at/ preju#icial. 36aminan#o atentamente o resulta#o #a propagan#a #e guerra alem', chegava!se H conclus'o #e %ue ela era insuficiente na forma e psicologicamente erra#a, na ess2ncia. 5ome"ava!se por n'o se saber claramente se a propagan#a era um meio ou um fim. 3la / um meio e, como tal, #eve ser julga#a #o ponto #e vista #a sua finali#a#e. & forma a tomar #eve consentir no meio mais prático #e chegar ao fim %ue se colima. + tamb/m claro %ue a importTncia #o objetivo %ue se tem em vista po#e se apresentar sob vários aspectos, ten#o!se em vista o interesses social, e %ue, portanto, a propagan#a po#e variar no seu valor intr4nseco. & finali#a#e pela %ual se lutava #urante a guerra era a mais eleva#a e formi#ável %ue se po#e imaginar. .ratava!se #a liber#a#e e #a in#epen#2ncia #e nosso povo, #a garantia #a vi#a, #o futuro e, em uma palavra, #a honra #a na"'o. 3stávamos em face #e uma %uest'o %ue, n'o obstante opini:es #ivergentes #e muitos, ain#a e6iste ou melhor #eve e6istir, pois os povos sem honra costumam per#er a liber#a#e e a in#epen#2ncia, mais tar#e ou mais ce#o. ,sso, por sua vez, correspon#e a uma justi"a mais eleva#a, pois gera":es #e vagabun#os sem honra n'o merecem a liber#a#e. &%uele, por/m, %ue %uiser ser escravo covar#e n'o #eve ter o sentimento #e honra, pois, #o contrário, esta cairia muito rapi#amente no #esprezo geral. ? povo alem'o lutava por sua e6ist2ncia e o fim #a propagan#a #a guerra #evia ser o #e apoiar essa luta. Levá!la H vit-ria, eis o seu objetivo. )uan#o, por/m, os povos lutam neste planeta por sua e6ist2ncia, %uan#o se trata #e uma %uest'o #e ser ou n'o ser, caem por terra to#as as consi#era":es #e humani#a#e ou #e est/tica, pois to#as essas i#/ias n'o est'o no ambiente, mas originam!se na fantasia #os homens e a ela est'o presas. 5om a sua parti#a #esse mun#o #esaparecem tamb/m essas i#/ias, pois a natureza n'o as conhece. Mesmo entre os homens, elas s- s'o pr-prias a alguns povos ou melhor a certas ra"as, na me#i#a %ue elas prov/m #o sentimento #esses mesmos povos ou ra"as. ? sentimento humanitário e est/tico #esapareceria, at/ mesmo #e um mun#o habita#o, uma vez %ue este per#esse as ra"as cria#oras e porta#oras #essa i#/ia. .o#as essas i#/ias t2m uma significa"'o secun#ária na luta #e um povo pela sua e6ist2ncia, chegam mesmo a #esaparecer, uma vez %ue possam contrariar o seu instinto #e conserva"'o. )uanto H %uest'o #o sentimento #e humani#a#e já MoltOe afirmava %ue ele resi#ia no processo sumário #a guerra, e %ue, portanto, a maneira mais incisiva #e combate, / a %ue con#uz a esse fim. &%ueles %ue procuram argumentar nesses assuntos com palavras, tais como est/tica, etc., po#e!se respon#er #a seguinte maneira7 &s %uest:es vitais #a importTncia #a luta pela vi#a #e um povo anulam to#as as consi#era":es #e or#em est/tica. & maior feal#a#e na

vi#a humana / e será. sempre o jugo #a escravi#'o. <erá poss4vel %ue esses #eca#entes consi#erem 0est/tica0 a sorte atual #o povo alem'o8 + ver#a#e %ue, com os ju#eus, %ue s'o os inventores mo#ernos #essa cultura perfuma#a, n'o se #eve #iscutir sobre esses assuntos. .o#a a sua e6ist2ncia / um protesto vivo contra a est/tica #a imagem #o 5ria#or. <e, na luta, esses pontos #e humani#a#e e beleza s'o e6clu4#os, eles tamb/m n'o po#er'o servir #e orienta"'o para a propagan#a. & propagan#a #urante a guerra era um meio para um #etermina#o fim, e esse fim era a luta pela e6ist2ncia #o povo alem'o. $ortanto, a propagan#a s- po#eria ser encara#a sob o ponto #e vista #e princ4pios con#ucentes H%uele objetivo. &s armas mais terr4veis seriam humanas, #es#e %ue con#uzissem a vit-ria mais rapi#amente. Aelos seriam somente os m/to#os %ue aju#assem a assegurar a #igni#a#e H (a"'o7 a #igni#a#e #a liber#a#e. 3ssa era a *nica atitu#e poss4vel na %uest'o #a propagan#a #e guerra, numa luta #e vi#a e #e morte. >ossem esses pontos conheci#os #a%ueles %ue os #eviam conhecer, nunca se teriam verifica#o vacila":es %uanto H forma e aplica"'o #essa arma ver#a#eiramente terr4vel na m'o #e um conhece#or. & segun#a %uest'o #e importTncia #ecisiva era a seguinte7 a %uem se #eve #irigir a propagan#a, aos intelectuais ou H massa menos culta8 &. propagan#a sempre terá #e ser #irigi#a H massaV $ara os intelectuais, ou para a%ueles %ue, hoje, infelizmente assim se consi#eram, n'o se #eve tratar #e propagan#a e sim #e instru"'o cient4fica. & propagan#a, por/m, por si mesma, / t'o pouco ci2ncia %uanto um cartaz / arte, consi#era#o pelo seu la#o #e apresenta"'o. & arte #e um cartaz consiste na capaci#a#e #e seu autor #e, por meio #a forma e #as cores, chamar a aten"'o #a massa. ? cartaz #e uma e6posi"'o #e arte s- tem em vista chamar a aten"'o sobre a arte #a e6posi"'o %uanto mais ele consegue esse #esi#eratum tanto maior / a arte #o #ito cartaz. &l/m #isso, o cartaz #eve transmitir H massa uma i#/ia #a importTncia #a e6posi"'o, nunca, por/m, #everá ser um suce#Tneo #a arte %ue se procura oferecer. &ssim, %uem #esejar se ocupar #a arte mesma, terá #e estu#ar mais #o %ue o pr-prio cartaz, e n'o lhe bastará por e6emplo, um simples passeio pela e6posi"'o. =ele se espera %ue se aprofun#e nas várias obras, observan#o!as com to#o cui#a#o, acaban#o por fazer #elas um ju4zo justo. <emelhantes s'o as con#i":es #o %ue hoje #esignamos pela palavra propagan#a. ? fim #a propagan#a n'o / a e#uca"'o cient4fica #e ca#a um, e sim chamar a aten"'o #a massa sobre #etermina#os fatos, necessi#a#es, etc., cuja importTncia s- assim cai no c4rculo visual #a massa. & arte está e6clusivamente em fazer isso #e uma maneira t'o perfeita %ue provo%ue a convic"'o #a reali#a#e #e um fato, #a necessi#a#e #e um processo, e #a justeza #e algo necessário, etc. 5omo ela n'o / e n'o po#e ser uma necessi#a#e em si, como a sua finali#a#e, assim como no caso #o cartaz, / a #e #espertar a aten"'o #a massa e n'o ensinar aos cultos ou H%ueles %ue procuram cultivar seu esp4rito, a sua a"'o #eve ser ca#a vez mais #irigi#a para o sentimento e s- muito con#icionalmente para a chama#a raz'o. .o#a propagan#a #eve ser popular e estabelecer o seu n4vel espiritual #e acor#o com a capaci#a#e #e compreens'o #o mais ignorante #entre a%ueles a %uem ela preten#e se #irigir. &ssim a sua eleva"'o espiritual #everá ser manti#a tanto mais bai6a %uanto maior for a massa humana %ue ela #everá abranger. .ratan#o!se, como no caso #a propagan#a #a manuten"'o #e uma guerra, #e atrair ao seu c4rculo #e ativi#a#e um povo inteiro, #eve se proce#er com o má6imo cui#a#o, a fim #e evitar concep":es intelectuais #emasia#amente

eleva#as. )uanto mais mo#esto for o seu lastro cient4fico e %uanto mais ela levar em consi#era"'o o sentimento #a massa, tanto maior será o sucesso. 3ste, por/m, / a melhor prova #a justeza ou erro #e uma propagan#a, e n'o a satisfa"'o Hs e6ig2ncias #e alguns sábios ou jovens estetas. & arte #a propagan#a resi#e justamente na compreens'o #a mentali#a#e e #os sentimentos #a gran#e massa. 3la encontra, por forma psicologicamente certa, o caminho para a aten"'o e para o cora"'o #o povo. )ue os nossos sabi#os n'o compreen#am isso, a causa está na sua pregui"a mental ou no seu orgulho. 5ompreen#en#o!se, a necessi#a#e #a con%uista #a ! gran#e massa, pela propagan#a, segue!se #a4 a seguinte #outrina7 + erra#o %uerer #ar H propagan#a a varie#a#e, por e6emplo, #o ensino cient4fico. & capaci#a#e #e compreens'o #o povo / muito limita#a, mas, em compensa"'o, a capaci#a#e #e es%uecer / gran#e. &ssim sen#o, a propagan#a #eve!se restringir a poucos pontos. 3 esses #ever'o ser valoriza#os como estribilhos, at/ %ue o *ltimo in#iv4#uo consiga saber e6atamente o %ue representa esse estribilho. <acrifican#o esse princ4pio em favor #a varie#a#e, provoca!se uma ativi#a#e #ispersiva, pois a multi#'o n'o consegue nem #igerir nem guar#ar o assunto trata#o. ? resulta#o / uma #iminui"'o #e efici2ncia e conse%uentemente o es%uecimento por parte #as massas. )uanto mais importante for o objetivo a conseguir!se, tanto mais certa, psicologicamente, #eve ser a tática a empregar. $or e6emplo, foi um erro fun#amental %uerer tornar o inimigo ri#4culo, como o fizeram os jornais humor4sticos austr4acos e alem'es. 3ste sistema / profun#amente erra#o, pois o sol#a#o, %uan#o caia na reali#a#e, fazia #o inimigo uma i#/ia totalmente #iferente, o %ue, como era #e esperar, acarretou graves conse%U2ncias. <ob a impress'o ime#iata #a resist2ncia #o inimigo, o sol#a#o alem'o sentia!se lu#ibria#o por a%ueles %ue o tinham orienta#o at/ ent'o, e, em vez #e um aumento #e sua combativi#a#e ou mesmo resist2ncia, #ava!se o oposto. ? homem #esanimava. 3m contraposi"'o, a propagan#a #e guerra #os americanos e ingleses era psicologicamente acerta#a. &presentan#o ao povo os alem'es como bárbaros e ;unos, ela preparava o esp4rito #os seus sol#a#os para os horrores #a guerra, aju#an#o assim a preservá!los #e #ecep":es. & mais terr4vel arma %ue fosse emprega#a contra ele, parecer! lhe!ia mais uma confian"a no %ue lhe tinham #ito e aumentaria a cren"a na YBeraci#a#e #as afirma":es #e seu governo como tamb/m, por outro la#o, servia para fazer crescer o -#io contra o inimigo infame. ? cruel efeito #a arma #o a#versário %ue ele come"ava a conhecer parecia!lhe aos poucos uma prova #a brutali#a#e feroz #o inimigo 0bárbaro0 #e %ue ele já tinha ouvi#o falar, sem %ue, por um segun#o, tivesse si#o leva#o a pensar %ue as suas pr-prias armas fossem, muito provavelmente, #e a"'o mais terr4vel. &ssim / %ue, sobretu#o o sol#a#o ingl2s, nunca se sentiu mal informa#o pelos seus, o %ue infelizmente se #ava com o sol#a#o alem'o, 3ste chegava a rejeitar as noticias oficiais como falsas, como ver#a#eiro embuste. .u#o isso era a conse%U2ncia #e se entregar esse servi"o #e propagan#a ao primeiro asno %ue se encontrava, em vez #e compreen#er %ue para este servi"o / necessário um profun#o conhece#or #a alma humana. & propagan#a #e guerra alem' serviu #e e6emplo ine6ce#4vel em efeitos negativos, em virtu#e #a falta absoluta #e racioc4nio psicologicamente certo. Muito se po#eria ter apren#i#o #o inimigo, sobretu#o a%uele %ue, #e olhos abertos e com o senti#o alerta, observasse a on#a #a propagan#a inimiga #urante os %uatro anos e meio #e guerra.

? %ue menos se compreen#ia era a con#i"'o primeira #e to#a ativi#a#e propagan#ista, a saber7 a atitu#e fun#amentalmente subjetiva e unilateral %ue a mesma #eve assumir em rela"'o ao objetivo visa#o. (este terreno cometeram se erros t'o gran#es, logo no come"o #a guerra, %ue se tinha o #ireito #e #uvi#ar se tanta asneira po#ia ser atribu4#a s- H pura ignorTncia. )ue se #iria, por e6emplo, #e um cartaz anuncian#o um novo sab'o e %ue, no entanto, aponta como 0bons0 outros sab:es8 & *nica coisa a fazer #iante #isso seria levantar os ombros, e passar. ? mesmo se #á em rela"'o H propagan#a pol4tica. >oi um erro fun#amental, nas #iscuss:es sobre a culpabili#a#e #a guerra, a#mitir %ue a &lemanha n'o po#ia sozinha ser responsabiliza#a pelo #esenca#eamento #essa catástrofe. =everia ter!se incessantemente atribu4#o a culpa ao a#versário, mesmo %ue esse fato n'o tivesse correspon#i#o e6atamente H marcha #os acontecimentos, como na reali#a#e era o caso. )ual, por/m, foi a conse%U2ncia #essa in#ecis'o8 & gran#e massa #e um povo n'o se comp:e #e #iplomatas ou s- #e professores oficiais #e =ireito, mesmo #e pessoas capazes #e aju#ar com acerto, e sim #e criaturas propensas H #4vi#a e Hs incertezas. )uan#o se verifica, em uma propagan#a em causa pr-pria, o menor in#4cio #e reconhecer um #ireito H parte oposta, cria!se ime#iatamente a #*vi#a %uanto ao #ireito pr-prio. & massa n'o está em con#i":es #e #istinguir on#e acaba a injusti"a estranha e on#e come"a a sua justi"a pr-pria. 3la, num caso como esse, torna!se in#ecisa e #esconfia#a, sobretu#o %uan#o o a#versário n'o comete a mesma tolice, mas, ao contrário, lan"a to#a e %ual%uer culpa sobre o inimigo. (a#a mais natural, pois %ue, finalmente, o povo acabe acre#itan#o mais na propagan#a inimiga #o %ue na pr-pria, #a#a a uniformi#a#e coer2ncia #esta. 3sse efeito /, ent'o, inevitável %uan#o se trata #e um povo como o alem'o %ue já por si sofre #e t'o gran#e mania #e objetivismo, e está sempre preocupa#o em evitar injusti"as ao inimigo, mesmo ante o perigo #o seu pr-prio ani%uilamento. & massa n'o chega a compreen#er %ue n'o / assim %ue se imaginam essas coisas nos postos #e coman#o. ? povo, na sua gran#e maioria, / #e 4n#ole feminina t'o acentua#a, %ue se #ei6a guiar, no seu mo#o #e pensar e agir, menos pela refle6'o #o %ue pelo sentimento. 3sses sentimentos, por/m, n'o s'o complica#os mas simples e consistentes. (eles n'o há gran#es #iferencia":es. <'o ou positivos ou negativos7 amor ou -#io, justi"a ou injusti"a, ver#a#e ou mentira. (unca, por/m, o meio termo. .u#o isso foi compreen#i#o, sobretu#o pela propagan#a inglesa e por ela aproveita#o, #e uma maneira ver#a#eiramente genial. Lá n'o havia in#ecis:es %ue pu#essem provocar #*vi#as. & prova #o conhecimento %ue tinham os ingleses #o primitivismo #o sentimento #a gran#e massa foi as #ivulga":es #as cruel#a#es #o nosso e6/rcito, campanha %ue se a#aptava a esse esta#o #e esp4rito #o povo. 3ssa tática serviu para assegurar, #e maneira absoluta, a resist2ncia no front, mesmo na ocasi'o #as maiores #errotas. &l/m #isso, persistiu!se na afirma"'o #e %ue o inimigo alem'o era o *nico culpa#o pelo rompimento #e hostili#a#es. >oi essa mentira repeti#a e repisa#a constantemente, proposita#amente, com o fito #e influir na gran#e massa #o povo, sempre propensa a e6tremos. ? #esi#eratum foi atingi#o. .o#os acre#itaram nesse embuste. ? %uanto foi eficiente essa maneira #e fazer propagan#a ficou patentea#o claramente no fato #e ter ela consegui#o, ap-s %uatro anos, n'o s- assegurar a resist2ncia ao inimigo como

come"ar a influir nocivamente no mo#o #e ver #o nosso pr-prio povo. ('o / #e espantar %ue H nossa propagan#a estivesse reserva#o um tal insucesso. 3la trazia a semente #a ineficácia na sua pr-pria #ubie#a#e. &l/m #isso, era pouco provável, a julgar pelo seu conte*#o, %ue ela fosse capaz #e causar o efeito necessário no seio #a multi#'o anônima. <- mesmo os nossos 0esta#istas0 falhos #e esp4rito po#eriam imaginar %ue, com esse pacifismo an-#ino e cheiran#o a flor #e laranja, se conseguisse #espertar o entusiasmo #e algu/m ao ponto #e arrastá!lo ao sacrif4cio at/ #a vi#a. >oi, pois, in*til essa miserável tática e at/ mesmo perniciosa. )ual%uer %ue seja o talento %ue se revele na #ire"'o #e uma propagan#a n'o se conseguirá sucesso, se n'o se levar em consi#era"'o sempre e intensamente um postula#o fun#amental. 3la tem #e se contentar com pouco, por/m, esse pouco terá #e ser repeti#o constantemente. & persist2ncia, nesse caso, /, como em muitos outros #este mun#o, a primeira e mais importante con#i"'o para o 26ito. 3m assuntos #e propagan#a, justamente, / %ue n'o se po#e ser guia#o por estetas, nem por blas/s. ?s primeiros #'o, pela forma e pela e6press'o, um tal cunho H propagan#a %ue, #entro em pouco, ela s- tem po#er #e atra"'o nos c4rculos literários os segun#os #evem ser cui#a#osamente evita#os, pois a sua falta #e sensibili#a#e faz com %ue procurem constantemente novos atrativos. 3ssas criaturas #e tu#o se fartam com facili#a#e o %ue eles #esejam / varie#a#e e s'o incapazes #e uma compreens'o #as necessi#a#es #e seus conci#a#'os ain#a n'o contamina#os pelo seu pessimismo. 3les s'o sempre os primeiros cr4ticos #a propagan#a, ou, melhor, #e seu conte*#o, o %ual lhes parece #emasia#o arcaico, #emasia#o bati#o, etc. <- %uerem novi#a#es, s- procuram varie#a#e e tornam!se #essa maneira inimigos mortais #e uma con%uista eficiente #as massas sob o ponto #e vista pol4tico. Logo %ue uma propagan#a, na sua organiza"'o e no seu conte*#o, come"a a se #irigir pelas necessi#a#es #eles, per#e to#a a uni#a#e e se #ispersa inteiramente. & propagan#a, entretanto, n'o foi cria#a para fornecer a esses senhores blas/s uma #istra"'o interessante e sim para convencer a massa. 3sta, por/m, necessita ! sen#o como / #e #if4cil compreens'o ! #e um #etermina#o per4o#o #e tempo, antes mesmo #e estar #isposta a tomar conhecimento #e um fato, e, somente #epois #e repeti#os milhares #e vezes os mais simples conceitos, / %ue sua mem-ria entrará em funcionamento. )ual%uer #igress'o %ue se fa"a n'o #eve nunca mo#ificar o senti#o #o fim visa#o pela propagan#a, %ue #eve acabar sempre afirman#o a mesma coisa. ? estribilho po#e assim ser ilumina#o por vários la#os, por/m o fim #e to#os os racioc4nios #eve sempre visar o mesmo estribilho. <- assim a propagan#a po#erá agir #e uma maneira uniforme e #ecisiva. <- a linha mestra, %ue nunca #eve ser aban#ona#a, / capaz #e, guar#an#o a acentua"'o uniforme e coerente, fazer ama#urecer o sucesso final. <- ent'o po#er!se!á, com espanto, constatar %ue formi#áveis e %uase incompreens4veis resulta#os tal persist2ncia / capaz #e pro#uzir. .o#o an*ncio, seja ele feito no terreno #os neg-cios ou #a pol4tica, tem o seu sucesso assegura#o na constTncia e continui#a#e #e sua aplica"'o. .amb/m a%ui foi mo#elar o e6emplo #a propagan#a #e guerra inimiga, restrita a poucos pontos #e vista, e6clusivamente #estina#a H massa e leva#a avante com tenaci#a#e incansável. =urante to#a a guerra empregaram!se os princ4pios fun#amentais reconheci#os certos, assim como as formas #e e6ecu"'o, sem %ue se tivesse nunca tenta#o a menor mo#ifica"'o. (o princ4pio essa tática parecia louca no atrevimento #e suas afirma":es. .ornou!se mais tar#e #esagra#ável, e finalmente acre#ita#a. )uatro e meio anos ap-s, estalou na &lemanha

uma revolu"'o cujo leit!motiv provinha #a propagan#a #e guerra inimiga. (a ,nglaterra, entretanto, compreen#eu!se mais uma coisa, a saber7 3ssa arma espiritual s- tem o seu sucesso garanti#o na aplica"'o Hs massas e esse sucesso cobre regiamente to#as as #espesas. Lá, a propagan#a valia como arma #e primeira or#em, en%uanto %ue entre n-s era consi#era#a o *ltimo ganha!p'o #os pol4ticos #esocupa#os, e fornecia pe%uenas ocupa":es para her-is mo#estos. ? seu sucesso era, pois, #e mo#o geral, igual a zero. 2AP9TULO %II A RE%OLUÇÃO & propagan#a inimiga tinha come"a#o entre n-s, no ano #e CECK #es#e CECP tornou!se ca#a vez mais intensa, para finalmente se transformar, no come"o #e CECL, numa on#a avassala#ora. $o#ia se. ent'o, a ca#a passo, reconhecer os efeitos #esta con%uista #e almas. ? e6/rcito alem'o apren#ia aos poucos a pensar conforme o inimigo #esejava. & nossa rea"'o, no entanto, falhava inteiramente. 3ntre os #irigentes responsáveis pela #ire"'o #o e6/rcito, havia a inten"'o #e aceitar a luta tamb/m para esse #esi#eratum. <ob o ponto #e vista psicol-gico, cometeu!se um erro, #ei6an#o %ue esses esclarecimentos se processassem no seio #a pr-pria tropa. $ara ser eficiente elas #everiam ter vin#o #a na"'o. <- ent'o po#er!se!ia contar com o seu sucesso, entre homens %ue há %uatro anos escreviam para a hist-ria #e sua $átria páginas imorre#ouras, #e inigualáveis feitos her-icos, alcan"a#os no meio #as maiores #ificul#a#es e priva":es. (o entanto, o %ue, #a $átria, chegava Hs linhas #a frente8 3ra isso estupi#ez ou crime8 3m pleno ver'o #e CECL, ap-s a evacua"'o #a margem sul #o Mama, a imprensa, sobretu#o, a imprensa alem' se portava #e mo#o t'o miseravelmente inábil, mesmo criminosamente imbecil, %ue, #iariamente, a par #o -#io crescente, ocorria!me perguntar se, na reali#a#e, n'o haveria mesmo ningu/m capaz #e pôr um fim a esse #esper#4cio #o hero4smo #o e6/rcito. )ue aconteceu em >ran"a %uan#o, em CECG, #e vit-ria em vit-ria, varr4amos o solo franc2s8 )ue fez a ,tália nos #ias #a #erroca#a #e seu front #o ,sonzo8 )ue fez a >ran"a na primavera #e CECL, %uan#o o ata%ue #as #ivis:es alem's parecia abalar as suas posi":es nos seus fun#amentos e %uan#o as baterias #e longo alcance come"aram a fazer sentir os seus efeitos em $aris8 5omo lá se soube tirar parti#o #a pai6'o nacional leva#a ao paro6ismo, lan"a#a em rosto aos regimentos em retira#a #esabala#aV 5omo trabalhou a propagan#a na influencia"'o #a massa, no senti#o #e inculcar a f/ na vit-ria final no cora"'o #os sol#a#os #os fronts rompi#osV )ue aconteceu entre n-s8 (a#a ou pior #o %ue isso. (a%uela ocasi'o subiam!me H cabe"a a raiva e a in#igna"'o %uan#o, ao ler os jornais, tinha #e analisar, sob o ponto #e vista psicol-gico, a%uela matan"a em massa. Mais #e uma vez me atormentou a i#/ia #e %ue, se a $rovi#2ncia me tivesse coloca#o no lugar #esses ignorant:es ou mal intenciona#os incompetentes ou criminosos #e nosso servi"o #e propagan#a, talvez outro tivesse si#o o #esfecho #a luta.

<enti, pela primeira vez, nesses meses, a mal#a#e #a sorte %ue me mantinha no front, ao alcance #o tiro #e %ual%uer negro, en%uanto, no seio #a $átria, eu po#eria prestar servi"os mais eficientes. Já na%uela ocasi'o, tinha bastante confian"a em mim mesmo para acre#itar %ue teria leva#o a cabo tal empresa. 3u n'o passava, por/m, #e um #esconheci#o, um entre oito milh:esV &ssim sen#o, o melhor era calar a boca e tratar #e cumprir, na posi"'o em %ue estava, o meu #ever, #a melhor maneira. (o ver'o #e CECK. ca4ram em nossas m'os os primeiros boletins inimigos. <eu conte*#o era %uase sempre o mesmo, se bem %ue com algumas variantes na forma #a e6posi"'o. .o#os afirmavam %ue a mis/ria na &lemanha aumentaria ca#a vez mais %ue a #ura"'o #a guerra seria infinita, %ue as probabili#a#es #e vit-ria seriam ca#a vez menores, %ue o povo em casa ca#a vez mais #esejava a paz, %ue s- o 0militarismo0 e o 0Kaiser0 %ueriam a continua"'o #a guerra %ue o mun#o inteiro ! %ue bem sabia #isso ! n'o fazia a guerra ao povo alem'o e sim e6clusivamente ao *nico culpa#o %ue era o Kaiser, %ue a luta n'o teria fim antes #o afastamento #esse inimigo #a humani#a#e pac4fica %ue as na":es liberais e #emocráticas aceitariam a &lemanha, uma vez acaba#a a guerra, na liga eterna #a paz mun#ial, aceita"'o essa %ue seria garanti#a, #es#e o momento em %ue estivesse ani%uila#o o 0militarismo prussiano0, etc., etc. $ara melhor ilustrar o e6posto n'o raras vezes eram ent'o transcritas 0cartas #e casa0, isto /, #as fam4lias #os sol#a#os, cujo conte*#o parecia apoiar essas afirma":es. (o primeiro momento, os sol#a#os, na sua maioria, levavam na tro"a essas tentativas #o inimigo. ?s boletins eram li#os, em segui#a envia#os para a retaguar#a aos esta#os!maiores e, na maioria #os casos, olvi#a#os at/ %ue o vento trou6esse novo carregamento para #entro #as trincheiras. 9eralmente eram aeroplanos %ue #istribu4am esses boletins. (esse processo #e propagan#a, evi#enciava!se, H primeira vista, o fato #e atacarem com veem2ncia a $r*ssia, justamente nos setores #o front, on#e havia bávaros. &sseverava!se %ue a $r*ssia era o ver#a#eiro culpa#o e responsável pela guerra e %ue, por outro la#o, n'o havia, especialmente contra a Aaviera, a menor animosi#a#e. + ver#a#e, #iziam, %ue na#a se po#ia fazer em seu favor, en%uanto ela se encontrasse a servi"o #o militarismo prussiano, au6ilian#o!o a 0tirar as castanhas #o fogo0. 3sta maneira #e persua#ir come"ou na reali#a#e já em CECK a pro#uzir certos efeitos. (o seio #a tropa, a má vonta#e contra a $r*ssia crescia visivelmente, sem %ue as autori#a#es tomassem %uais%uer provi#2ncias. 3vi#entemente, isso foi mais #o %ue uma simples neglig2ncia %ue mais ce#o ou mais tar#e se faria sentir, #e maneira terr4vel, n'o scontra a 0$r*ssia0 mas tamb/m contra o povo alem'o, no seio #o %ual, a Aaviera ocupa lugar #e #esta%ue. =es#e o ano #e CECP, a propagan#a inimiga come"ou a alcan"ar triunfos completos, nesse senti#o. &l/m #isso, as %uei6as %ue se continham nas cartas #as fam4lias! #os sol#a#os vinham pro#uzin#o, há muito, os seus naturais efeitos. Já n'o era nem mais necessário %ue o inimigo as transmitisse ao front, por meio #e boletins, etc. 5ontra esse esta#o #e coisas tamb/m n'o se tomaram provi#2ncias 0por parte #o governo0, salvo algumas 0e6orta":es0, psicologicamente asnáticas. ? front continuou a ser inun#a#o com esse veneno fabrica#o em casa por mulheres ing2nuas, as %uais, naturalmente, n'o suspeitavam %ue esse era o meio #e refor"ar ao e6tremo, no esp4rito #o inimigo, a confian"a na vit-ria e %ue assim prolongavam e agra#avam os sofrimentos #os seus parentes em luta nas trincheiras. &s

cartas levianas #as mulheres alem's custaram a vi#a a centenas #e milhares #e homens. &ssim, já em CECP, come"aram a aparecer sintomas alarmantes. ? front vociferava e mostrava!se #escontente com muitas coisas, e, Hs vezes, com raz'o, se in#ignava. 3n%uanto os sol#a#os, pacientemente passavam fome nas linhas #a frente e os seus parentes sofriam gran#es priva":es em casa, em outros lugares havia abun#Tncia e #issipa"'o. Mesmo no campo #a luta, nem tu#o, a esse respeito, se passava, como seria #e esperar. &ssim, já na%uela ocasi'o, murmurava se contra esse esta#o #e coisas. 3ssas reclama":es n'o passavam, por/m, #e %uest:es 0#om/sticas0. ? mesmo homem %ue, pouco antes, tinha vocifera#o e resmunga#o, poucos minutos #epois cumpria silenciosamente o seu #ever, com a má6ima naturali#a#e. & mesma companhia, %ue pouco antes se manifestara #escontente, agarrava!se a um pe#a"o #e trincheira, cuja #efesa lhe tinha si#o confia#a, como se o #estino #a &lemanha #epen#esse e6clusivamente #esses CJJ metros #e buracos #e lama. 3sse era ain#a o front #o velho e maravilhoso e6/rcito #e her-is. & #iferen"a entre eles e a $átria iria eu conhecer em uma muta"'o brusca. 3m fins #e setembro #e CECP, a minha #ivis'o se #eslocou para a batalha #o <omme. 3ssa foi para n-s a primeira #as. formi#áveis batalhas materiais %ue se seguiram, e a impress'o, #if4cil #e #escrever, era mais #e inferno #o %ue #e guerra. <emanas a fio, sob o furac'o #o fogo #e barragem resistia o front alem'o, Hs vezes comprimi#o um pouco para trás, Hs vezes avan"an#o #e novo, por/m nunca recuan#o. & M #e outubro #e CECP fui feri#o. 5onsegui ser leva#o para a retaguar#a e #evia voltar para a &le. manha em um trem #e ambulTncia. =ois anos se haviam passa#o sobre a *ltima vez %ue eu vira a $átria, per4o#o #e tempo, %uase infinito, em tais circunstTncias. 3u mal po#ia imaginar a e6ist2ncia #e alem'es %ue n'o estivessem meti#os em uniforme. )uan#o, em ;ermies, no hospital #e feri#os, %uase estremeci #e susto ao ouvir a voz #e uma mulher alem' enfermeira %ue tinha #irigi#o a palavra a um meu vizinho #e cama. ?uvir um tal som pela primeira vez ap-s #ois anosV )uanto mais o trem, %ue nos #evia con#uzir H $átria, se apro6imava #a fronteira, tanto mais in%uieto ca#a um se sentia intimamente. <uce#iam!se as locali#a#es pelas %uais, há #ois anos atrás, t4nhamos passa#o como jovens sol#a#os7! Aru6elas, Louvam, Li/ge, e finalmente acre#itamos reconhecer a primeira casa alem' com a sua cumeeira alta e suas lin#as janelas. & $átriaV 3ra outubro #e CECG, ar#4amos #e entusiasmo ao atravessar a fronteira agora reinavam o sil2ncio e a como"'o 5a#a um se sentia feliz por ter o #estino lhe permiti#o rever ain#a uma vez o solo pátrio %ue tivera #e #efen#er com sua vi#a e %uase %ue se envergonhava #e se sentir observa#o pelos outros. )uase no #ia #e completar um ano #a minha parti#a, fui interna#o no hospital #e Aeelitz, perto #e Aerlim. )ue mu#an"aV =a lama #a batalha #o <omme Hs camas brancas #essa constru"'o maravilhosaV (o princ4pio %uase n'o ousávamos nos #eitar nesses leitos. <- lentamente po#er4amos rios acostumar a esse novo mun#o, t'o #iferente #as trincheirasV ,nfelizmente, por/m, este mun#o era tamb/m novo noutro senti#o. ? esp4rito #o e6/rcito no front parecia n'o encontrar acolhi#a a%ui. &lgo, ain#a #esconheci#o no front, ouvi a%ui pela primeira vez7! o elogio #a pr-pria covar#iaV

Lá fora seria poss4vel mal#izer e ouvir vociferar, porem nunca com a inten"'o #e faltar com o #ever ou #e glorificar o covar#e. ('oV ? covar#e era sempre consi#era#o covar#e e mais na#a e o #esprezo %ue o atingia era sempre geral, assim como geral era a a#mira"'o %ue se #e#icava ao ver#a#eiro her-i. (o hospital, entretanto, #ava!se já em parte o inverso7 ?s mais #eslava#os instiga#ores / %ue tinham a palavra e procuravam, com to#os os recursos #a sua verborragia lamentável, tornar ri#4culos os conceitos #o sol#a#o #ecente e proclamar como virtu#e a falta #e caráter #o covar#e. 3ram sobretu#o alguns miseráveis rapazolas %ue #avam o tom. @m #eles se vangloriava #e ter ele mesmo passa#o a m'o pelo arame farpa#o, a fim #e ir para o hospital. 3le parecia, n'o obstante esse ferimento ri#4culo, já estar ali há muito tempo, e %ue, s- por um embuste, tinha vin#o num trem #e transporte para a &lemanha. 3ste sujeito venenoso ia t'o longe, a ponto #e colocar a pr-pria covar#ia num p/ #e igual#a#e com a valentia superior ou a morte her-ica #e um sol#a#o #ecente. Muitos ouviam silenciosos, outros se afastavam, outros, por/m, concor#avam. 3u estava enoja#o no entanto o instiga#or era tolera#o no estabelecimento. )ue se #evia fazer8 & #ire"'o #evia saber e sabia %uem e o %ue ele era. 3ntretanto na#a acontecia. Logo %ue pu#e an#ar #e novo, consegui licen"a para ir a Aerlim. & mis/ria áspera, mais negra, era vis4vel por to#a a parte. & ci#a#e #e milh:es estava faminta. ? #escontentamento era gran#e. 3m muitas casas visita#as por sol#a#os, o tom era semelhante ao #o hospital. .inha!se a impress'o #e %ue esses in#iv4#uos procuravam justamente esses lugares, a fim #e espalhar a4 o seu mo#o #e pensar. Muito e muito pior era, por/m, a situa"'o em Muni%ueV )uan#o me restabeleci e tive alta #o hospital e fui transferi#o para o batalh'o #e reserva pensei n'o reconhecer mais a ci#a#e. =escontentamento, #esTnimo, impreca":es por to#a a parte. Mesmo no batalh'o #e reserva, o moral era abai6o #a critica. $ara isso contribu4a a%ui a maneira gran#emente inábil como os antigos oficiais instrutores tratavam os sol#a#os vin#os #o front. 3les ain#a n'o tinham esta#o uma hora se%uer no front e, por esse motivo, s' em parte conseguiam estabelecer rela":es cor#iais com os velhos sol#a#os 3stes possu4am certas particulari#a#es oriun#as #os servi"os #e campanha, as %uais eram inteiramente incompreens4veis para os #irigentes #essas tropas #e reserva e %ue s- o oficial vin#o #o front po#eria compreen#er. 3ste *ltimo naturalmente era consi#era#o pelos sol#a#os, #outra maneira %ue n'o o era pelo coman#ante #e etapas0. &bstrain#o #isso tu#o, por/m, a impress'o geral era p/ssima. <er reacionário era consi#era#o sinal #e superiori#a#e a perseveran"a no cumprimento #o #ever tomava!se como fra%ueza ou estreiteza #e esp4rito. ?s escrit-rios estavam repletos #e ju#eus. )uase to#o escriturário era ju#eu e %uase to#o ju#eu era escriturário. 3u ficava abisma#o ante essa massa #e luta#ores #o povo eleito e n'o po#ia #ei6ar #e compará!la com os poucos representantes no front. (o mun#o #os neg-cios, pior ain#a era o esta#o #e coisas. (esse ponto, o povo ju#eu tinha se torna#o na reali#a#e 0in#ispensável0. ? morcego tinha come"a#o a lentamente chupar o sangue #o povo. $elos caminhos ,n#iretos #as socie#a#es #e guerra, tinha!se acha#o uma maneira #e eliminar aos poucos a economia nacional livre. $regava!se a necessi#a#e #e uma centraliza"'o sem limites. &ssim / %ue, na reali#a#e, já no ano #e CECP para CECM, %uase to#a a pro#u"'o se achava sob o controle #os financistas ju#eus. 5ontra %uem, por/m, se #irige o -#io #o povo8 (essa /poca, eu via com pavor apro6imar!se uma calami#a#e %ue, se n'o fosse #esvia#a em tempo oportuno, teria #e provocar a #ebacle. 3n%uanto o ju#eu roubava a na"'o inteira e a oprimia sob o seu jugo, instigava!se o

povo contra os 0$russianos0. 5omo no front, tamb/m a%ui n'o se tomavam provi#2ncias contra essa propagan#a venenosa. $arecia n'o passar pela cabe"a #e ningu/m %ue o colapso #a $r*ssia estava longe #e provocar o soerguimento #a Aaviera. &o contrário, a %ue#a #e um teria #e arrastar o outro para o abismo, impie#osamente. <entia!me infinitamente mal ante essa atitu#e. (ela eu via o mais genial manejo #os ju#eus, %ue #esejavam afastar #e si a aten"'o geral para #irigi!la para outros assuntos. 3n%uanto brigava o bávaro com o prussiano, ele roubava aos #ois a e6ist2ncia en%uanto se falava mal, na Aaviera, #o prussiano, o ju#eu organizava a revolu"'o e #estru4a ao mesmo tempo a $r*ssia e a Aaviera. 3u n'o po#ia tolerar essa mal#ita luta entre filhos #o mesmo povo por isso, sentia!me contente por voltar ao front, para on#e, ao chegar em Muni%ue, tinha pe#i#o minha transfer2ncia. (o princ4pio #e mar"o #e CECM, encontrava!me #e novo no meu regimento. Lá para os fins #o ano #e CECM, parecia ter atingi#o o má6imo o #esTnimo no e6/rcito. ? e6/rcito inteiro, ap-s o colapso russo, estava anima#o #e nova esperan"a e #e nova coragem. & tropa come"ava ca#a vez mais a se convencer #e %ue a luta havia #e acabar com a vit-ria #a &lemanha. ?uvia!se, novamente cantar, e os agourentos ca#a vez eram mais raros. .inha!se #e novo f/ no #estino #a $átria. <obretu#o o colapso italiano, no outono #e CECM, tinha pro#uzi#o um efeito maravilhoso. Bia!se nessa vit-ria a prova #a possibili#a#e #e romper o front, mesmo abstrain#o o teatro #e opera":es russas. @ma f/ maravilhosa inva#ia novamente o cora"'o #e milh:es, e fazia com %ue aguar#assem com confian"a a primavera #e CECL. ? inimigo, por/m, estava visivelmente abati#o. (esse inverno houve mais calma #o %ue #e costume era a calma %ue prece#e a tempesta#e. Justamente en%uanto o front fazia os *ltimos preparativos para o t/rmino final #a luta, en%uanto transportes #e homens e material rolavam para as linhas #o oeste, e a tropa recebia instru":es para o gran#e ata%ue, arrebentou na &lemanha a maior patifaria #e to#a a guerra. & &lemanha n'o #evia vencer. & *ltima hora, %uan#o a vit-ria come"ava a se #eci#ir pelas ban#eiras alem's, lan"ou!se m'o #e um meio %ue parecia a#e%ua#o a sufocar, #e um golpe, no nasce#ouro, a ofensiva alem' #a primavera, tornan#o a vit-ria imposs4vel. ?rganizou!se a greve #e muni":es. 5aso ela vingasse, o front alem'o teria #e se esfacelar e seria realiza#o o #esejo, manifesta#o pelo 0BorQ]rts0 #e %ue a vit-ria #esta vez n'o fosse #as cores alem's. & linha #a frente teria #e ser rompi#a, em poucas semanas, por falta #e muni"'o. & ofensiva seria assim evita#a, a 3ntente estaria salva e o capital internacional se teria torna#o #ono #a &lemanha. & finali#a#e ,ntima #o mar6ismo, isto /, a mistifica"'o #os povos, teria si#o atingi#a. & #estrui"'o #a economia nacional, em beneficio #o capital internacional, / um fim %ue foi atingi#o gra"as H tolice e H boa f/ #e um la#o e a uma covar#ia inominável #o outro. + ver#a#e %ue a greve #e muni"'o, %ue visava anular o front pela falta #e armas, n'o teve o sucesso espera#o. 3le #esmoronou ce#o #emais para %ue a falta #e muni"'o, conforme estava planeja#o, pu#esse ter con#ena#o o e6/rcito H #estrui"'o. .anto mais terr4vel, por/m, foi o #ano moral provoca#o. 3m primeiro lugar, to#os se perguntavam7 $ara %ue, afinal #e contas, lutava o e6/rcito, se a pr-pria $átria n'o #esejava a vit-ria8 $ara %ue os enormes sacrif4cios e priva":es8 ? sol#a#o tem #e lutar pela vit-ria e a $átria faz greveV 3m segun#o lugar, %ual teria si#o o efeito #esses acontecimentos sobre o inimigo8

(o inverno #e CECM a CECL, pela primeira vez, nuvens tenebrosas surgiram no firmamento #o mun#o alia#o. =urante %uase %uatro anos. tinha!se investi#o contra o gigante alem'o, sem se ter po#i#o #errubá!lo e, no entanto, este s- tinha um escu#o para se #efen#er, en%uanto a espa#a tinha #e #istribuir golpes, ora para o oeste, ora para o sul. >inalmente o gigante estava com as costas livres. 1ios #e sangue tinham corri#o at/ ele abater #efinitivamente um inimigo. 3ra chega#o o momento #e, no oeste, juntar a espa#a ao escu#o e se, at/ ent'o, o inimigo n'o tinha consegui#o romper a #efensiva, a ofensiva ia atingi!lo em cheio. 3le era temi#o e receava!se a sua vit-ria. 3m Lon#res e $aris suce#iam se as confer2ncias. &t/ a propagan#a inimiga já se fazia com #ificul#a#e. Já n'o era t'o fácil #emonstrar a improbabili#a#e #a vit-ria alem'. ? mesmo se #ava nas frentes #e batalha, on#e reinava sil2ncio absoluto, at/ nas tropas alia#as. 3sses senhores tinham per#i#o #e repente a insol2ncia. .amb/m para eles, as coisas come"aram lentamente a aparecer sob uma luz #esagra#ável. & sua atitu#e interna com rela"'o ao sol#a#o alem'o tinha!se mo#ifica#o. &t/ ent'o, os nossos sol#a#os eram vistos como loucos a %uem uma #errota certa esperava. &gora, por/m, estava #iante #eles o #estrui#or #o alia#o russo. & restri"'o #as ofensivas alem's #o oeste. provin#as #a necessi#a#e, pareciam entretanto tática genial. =urante tr2s anos os alem'es tinham investi#o contra a 1*ssia, no princ4pio aparentemente sem o menor sucesso. )uase %ue se tinha ri#o #esse come"o #e luta. (o final #as contas, o gigante russo teria #e sair vence#or gra"as H superiori#a#e num/rica. & &lemanha, por/m, estava fa#a#a a esvair!se em sangue. & reali#a#e parecia justificar essas esperan"as. =es#e os #ias #e setembro #e CECG, %uan#o. pela primeira vez, come"aram a rolar para a &lemanha, pelas ruas e estra#as, os magotes ,nfinitos #os prisioneiros russos #a batalha #e .ennenberg, a avalanche parecia n'o ter fim. 3ntretanto, ca#a e6/rcito bati#o e #estru4#o era substitu4#o por um novo. ? ,mp/rio colossal fornecia ao 5zar ca#a vez novos sol#a#os e H guerra suas novas v4timas e isso inesgotavelmente. )uanto tempo po#eria a &lemanha resistir a essa corri#a8 ('o chegaria o #ia em %ue, ap-s uma *ltima vit-ria alem', n'o aparecessem os *ltimos e6/rcitos para a *ltima batalha8 3 maisV (a me#i#a #as possibili#a#es humanas, a vit-ria #a 1*ssia po#eria ser posterga#a, por/m, teria #e vir. &gora tinham acaba#o to#as essas esperan"as. ? alia#o %ue tinha trazi#o ao altar #os interesses comuns os maiores sacrif4cios em sangue, tinha chega#o ao fim #e suas for"as e jazia no ch'o H merc2 #o inimigo ine6orável. ? me#o e o pavor se infiltravam nos cora":es #os sol#a#os, %ue at/ ent'o eram anima#os #e uma cren"a %uase cega. .emia!se a primavera pr-6ima. $ois, se at/ ent'o n'o se tinha consegui#o #errubar o alem'o, %ue, sem parte, tinha po#i#o aten#er ao front oci#ental, como se po#eria ain#a contar com a vit-ria, agora %ue parecia se reunir a for"a to#a #o 3sta#o her-ico nessa frente8 & imagina"'o era trabalha#a pelas sombras #as montanhas #o sul #o .irol. &t/ na n/voa #o >lan#res se projetavam as fisionomias sombrias #os e6/rcitos bati#os #e 5a#orna, e a f/ na vit-ria ce#ia o lugar ao me#o #a pr-6ima #errota. )uan#o já se pensava ouvir o rolar uniforme #as #ivis:es #e ata%ue #o e6/rcito alem'o em marcha, e %uan#o já se esperava o ju4zo final, eis %ue irrompe #a &lemanha uma luz vermelha %ue projeta a sua sombra at/ o *ltimo buraco #e trincheira inimiga. (o momento em %ue as #ivis:es alem's recebiam as *ltimas instru":es para a gran#e ofensiva, #eclarava!se na &lemanha a greve geral. & primeira impress'o #o mun#o foi #e estupefa"'o. 3m segui#a, por/m, a propagan#a inimiga, toman#o novo alento, atirou!se a essa tábua #e salva"'o #a #/cima segun#a hora.

=e um golpe se tinham encontra#o os meios #e C!eviver a confian"a arrefeci#a #os sol#a#os alia#os, #e apresentar a probabili#a#e #e vit-ria como sen#o uma certeza e #e transformar a pavorosa #epress'o com rela"'o aos acontecimentos vin#ouros em confian"a absoluta. $o#ia!se agora inculcar aos regimentos, at/ ent'o na e6pectativa #o ata%ue alem'o, a convic"'o, na maior batalha #e to#os os tempos, #e %ue a #ecis'o final #essa guerra n'o ia #epen#er #o arrojo #a ofensiva alem' e sim #e sua persist2ncia na #efensiva. ?s alem'es po#iam obter %uantas vit-rias %uisessem, na sua pátria esperava!se uma revolu"'o e n'o o e6/rcito vitorioso. ?s jornais ingleses, franceses e americanos come"aram a semear essa convic"'o no cora"'o #e seus leitores, en%uanto uma propagan#a imensamente hábil era utiliza#a com o fim #e elevar o moral #as tropas. 0& &lemanha Hs v/speras #a revolu"'oV & vit-ria #os alia#os inevitávelV0 3ste foi o melhor rem/#io para pôr o in#eciso .ommR e o $oilu #e novo firmes sobre as pernas. $o#iam agora fazer funcionar #e novo os fuzis e os fuzis!metralha#oras e, no lugar #e uma fuga em pTnico, estabeleceu!se resist2ncia cheia #e esperan"as. >oi esse o resulta#o #a greve #as muni":es. 3la reavivou entre os povos inimigos a f/ na vit-ria e pôs termo H paralisaste #epress'o no front alia#o. 3m conse%U2ncia #isso, milhares #e sol#a#os alem'es tiveram %ue pagar com seu sangue esse #esatino. ?s promotores #esse mais %ue infame golpe eram a%ueles %ue esperavam obter os mais eleva#os postos a#ministrativos na &lemanha revolucionária. =o la#o alem'o po#er!se!ia talvez ter reagi#o com sucesso, #o la#o #o inimigo entretanto as conse%U2ncias eram inevitáveis. & resist2ncia tinha #ei6a#o #e ser a%uela ofereci#a por um e6/rcito %ue consi#erava tu#o per#i#o e foi substitu4#a por uma luta #e vi#a e #e morte pela vit-ria. & vit-ria tinha #e vir. Aastava para isso %ue o front oci#ental resistisse alguns meses H ofensiva alem'. (os parlamentos #a 3ntente reconheceram!se as possibili#a#es #o futuro, e foram conce#i#os cr/#itos imensos para a continua"'o #a propagan#a com o fim #e #estruir a uni#a#e alem'. 3u tive a felici#a#e #e po#er tomar parte nas #uas primeiras ofensivas e na *ltima. 3stas se tornaram a mais tremen#a impress'o #e to#a minha vi#a tremen#a por%ue, pela *ltima vez, a luta per#eu o seu caráter #e #efensiva e tornou!se uma ofensiva, como em CECG. $elas trincheiras #- e6/rcito alem'o passou um novo alento %uan#o, finalmente, #epois #e tr2s anos #e espera no inferno inimigo, tinha chega#o o #ia #a 0revanche0. Mais uma vez e6ultaram os batalh:es vitoriosos e as *ltimas coroas #e louro entrela"aram!se Hs ban#eiras vitoriosas. Mais uma! vez retumbaram as can":es H $átria, ao longo #as colunas em marcha, e, pela *ltima vez, a miseric-r#ia #ivina sorria a seus filhos ingratos. 3m pleno ver'o #e CECL, pairava uma atmosfera pesa#a sobre o front. (a $átria havia #issen":es. )ual era a causa8 Muita coisa se contava entre as #iversas uni#a#es #o e6/rcito. =izia!se %ue a guerra agora se tornara sem finali#a#e, pois, somente loucos po#eriam acre#itar na vit-ria. ('o era mais o povo, e sim os capitalistas e a monar%uia %ue estavam interessa#os em continuar a guerra. .o#as essas not4cias vinham #a $átria e eram #iscuti#as no front. (o princ4pio o sol#a#o pouco reagia contra isso. )ue nos importava o sufrágio universal8 3ra por ele %ue n-s v4nhamos combaten#o há %uatro anos8 >oi um golpe infame esse #e roubar #essa maneira, no t*mulo, a finali#a#e #a guerra ao her-i morto. ;á tempos os jovens regimentos n'o tinham marcha#o, em >lan#res, para a morte, com o grito 0Biva o sufrágio universal secreto0 e sim bra#an#o 0=eutschlan# Uber alles0. $e%uena, por/m, n'o

totalmente! insignificante #iferen"aV &%ueles %ue gritavam pelo #ireito #e voto, na sua gran#e maioria, n'o tinham esta#o lá para lutar por essa con%uista. ? front n'o conhecia essa canalha pol4tica. Lá! on#e se encontravam os alem'es #ecentes %ue permaneceriam, en%uanto sentissem um sopro #e vi#a, s- se via uma fra"'o #iminuta #os senhores parlamentares. ? front, na sua primitiva situa"'o, tinha muito pouco interesses pelo novo alvo #e guerra #os senhores 3bert, <chei#mann, Aarth, LiebOnecht. etc. ('o se po#ia compreen#er por%ue esses reacionários se arrogavam o #ireito #e, passan#o por cima #o e6/rcito, controlar o 3sta#o. Minhas no":es pol4ticas pessoais estavam fi6a#as #es#e o come"o. 3u o#iava essa corja #e miseráveis parti#ários trai#ores #a na"'o. ;á muito tempo eu tinha compreen#i#o %ue para esses tratantes n'o se! tratava #o bem #a na"'o e sim #e encher os seus bolsos vazios. 3 o fato #e eles estarem #ispostos a sacrificar a (a"'o inteira por esse fim e #e permitir, se necessário fosse, a #estrui"'o #a &lemanha, fez com %ue perante meus olhos merecessem a forca. .omar em consi#era"'o os seus #esejos significava sacrificar os interesses #o povo trabalha#or em favor #e alguns bate#ores #e carteira. <- se po#eria satisfazer os seus #esejos no caso #e se estar #eci#i#o a abrir m'o #a sorte #a &lemanha. &ssim pensava a maioria #o e6/rcito combatente. Mas o refor"o vin#o #a $átria se tornava ca#a vez menos eficiente, #e sorte %ue a sua vi#a, em vez #e pro#uzir um aumento #e combativi#a#e, tinha o efeito contrário. <obretu#o o refor"o constitu4#o pelos novos sol#a#os era na maior parte in*til. =ificilmente se po#eria acre#itar %ue esses eram filhos #o mesmo povo %ue tinha man#a#o a sua juventu#e para a luta em _pres. 3m agosto e setembro, aumentaram ca#a vez mais os sintomas #e #eca#2ncia, embora o efeito #o ata%ue inimigo n'o pu#esse ser compara#o com o pavor pro#uzi#o pelas nossas batalhas #efensivas #e outrora. 5ompara#as a elas, as batalhas #o <omme e #e >lan#res eram coisas #o passa#o, #e horripilante mem-ria. 3m fins #e setembro, a minha #ivis'o, pela terceira vez, chegava Hs posi":es %ue t4nhamos toma#o #e assalto, %uan#o /ramos ain#a um regimento #e voluntários, recentemente forma#o. )ue reminisc2nciasV 3m outubro e novembro #e CECG, t4nhamos ali recebi#o nosso batismo #e fogo. 5om o cora"'o ar#en#o #e patriotismo e com can":es nos lábios, tinha o nosso novo regimento segui#o para a batalha, como para uma festa. ? sangue mais caro era #a#o com prazer H $átria, pensan#o ca#a um com isso garantir H (a"'o a sua in#epen#2ncia e a sua liber#a#e. 3m julho #e CECM, pisamos, pela segun#a vez, o solo t'o sagra#o para n-s to#os, pois nele repousavam nossos melhores camara#as %ue, %uase ain#a crian"as, tinham se lan"a#o H morte, #e olhos fi6os na $átria %ueri#aV (-s, os velhos, %ue outrora ali passamos com nosso regimento, %ue#ávamo!nos respeitosamente comovi#os #iante #esse lugar sagra#o, on#e t4nhamos jura#o 0fi#eli#a#e e obe#i2ncia at/ H morte0. 3sse terreno, há tr2s anos atrás toma#o #e assalto pelo nosso regimento, tinha agora #e ser #efen#i#o numa tremen#a batalha #efensiva. ? ,ngl2s preparava a gran#e ofensiva #o >lan#res com um fogo #e barragem %ue já #urava tr2s semanas. $arecia ent'o %ue o esp4rito #os mortos revivia o regimento se agarrava com unhas e #entes H lama imun#a, apagava!se aos buracos e Hs fen#as #o solo, sem se abalar nem ce#er um palmo, e ia se tornan#o, como já uma vez, ca#a vez mais #esfalca#o, at/ %ue, finalmente a IC #e julho #e CECM, se #esenca#eou o ata%ue #os ingleses.

(os primeiros #ias #e agosto fomos substitu4#os. ? regimento tinha se transforma#o em algumas companhias estas marchavam para a retaguar#a, recobertas #e lama, mais se assemelhan#o a espectros #o %ue a criaturas. >ora algumas centenas #e metros #e buracos #e grana#as, o ingl2s s- tinha consegui#o encontrar a morte. &gora no outono #e CECL, estávamos, pela terceira vez, no terreno #a ofensiva #e CECG. & nossa ci#a#ezinha, 5omines, outrora t'o sossega#a, tinha se transforma#o em campo #e batalha. + ver#a#e %ue, embora o terreno #a luta fosse o mesmo, as criaturas tinham mu#a#o7 fazia!se agora pol4tica entre a tropa. ? veneno #a $átria come"ou, como em to#a parte, a trazer at/ a%ui os seus efeitos. ?s refor"os mais novos falharam inteiramente ! eles tinham vin#o #a $átria, já contamina#os. (a noite #e CI a CG #e outubro, come"ou o bombar#eio a gás na frente sul #e _pres. 3mpregava!se um gás cujo efeito ignorávamos ain#a. (essa mesma noite, eu #evia conhec2!lo por e6peri2ncia pr-pria. 3stávamos ain#a numa colina ao sul #e NerQicO, na noite #e CI #e outubro, %uan#o ca4mos sobre um fogo #e grana#as %ue já #urava horas e %ue se prolongou pela noite a #entro, #e maneira mais ou menos violenta. Lá por volta #e meia!noite, já uma parte #e nossos companheiros tinha si#o posta fora #e combate, alguns para sempre. $ela manh' senti tamb/m uma #or %ue #e CK em CK minutos se tornava mais agu#a e, Hs M horas #a manh', trôpego e tonto, com os olhos ar#en#o, eu me retirava levan#o comigo a minha *ltima mensagem #a guerra. Já algumas horas mais tar#e, os meus olhos tinham se transforma#o em carv'o incan#escente. 3m torno #e mim tu#o estava escuro. >oi assim %ue eu vim para o hospital #e $aseQalO na $omerTnia e ali tive #e assistir a revolu"'oV Já há algum tempo pairava no ar algo #e incerto e #esagra#ável. =izia!se %ue, #entro #e algumas semanas, ia haver alguma coisa. 3u n'o compreen#ia o %ue se %ueria #izer com isso. $rimeiramente, pensei numa greve semelhante H #a primavera. Aoatos #esfavoráveis com rela"'o H Marinha apareciam constantemente, #izia!se %ue esta estava em plena efervesc2ncia. $ensei %ue isso fosse mais o resulta#o #a fantasia #e alguns in#iv4#uos #o %ue a opini'o #a gran#e massa. (o hospital %uase to#os falavam esperan"a#os no breve t/rmino #a guerra, por/m, ningu/m contava com isso 0ime#iatamente0. ?s jornais, eu n'o os po#ia! ler. 3m novembro aumentou a tens'o geral. 3, finalmente, um #ia, inopina#amente, #eu!se a #esgra"a. Marinheiros vin#os em caminh:es incitavam H revolu"'o. &lguns rapazolas ju#eus eram os 0#irigentes0 #essa luta pela 0liber#a#e, beleza e #igni#a#e0 #e nosso povo. (enhum #eles tinha esta#o no front. ?s tr2s orientais tinham si#o man#a#os para casa pelo recurso a um 0lazareto #e #oen"as ven/reas0. &gora i"avam na $átria o trapo vermelho. @ltimamente, eu tinha melhora#o um pouco. & #or cruciante nos olhos #iminu4a. &os poucos eu conseguia ! #istinguir imprecisamente os %ue me cercavam. $o#ia alimentar a esperan"a #e recuperar a vista, ao menos a ponto #e po#er e6ercer mais tar#e uma profiss'o %ual%uer. + ver#a#e %ue eu n'o po#eria jamais pensar em #esenhar. &chava!me assim no caminho #a convalescen"a, %uan#o aconteceu a calami#a#e. &in#a tive a esperan"a #e %ue se tratasse #e uma trai"'o mais ou menos #e caráter local. 5heguei a procurar convencer alguns camara#as nesse senti#o. <obretu#o os meus companheiros bávaros #o hospital estavam inclina#os a pensar assim. Lá o ambiente era tu#o, menos revolucionário. (unca pu#e imaginar %ue tamb/m era Muni%ue a loucura se #esenca#easse. & mim me parecia %ue a fi#eli#a#e H #igna casa #e Nitteisbach fosse mais

forte #o %ue a vonta#e #e alguns ju#eus. &ssim me convenci #e %ue se tratava #e um pronunciamento simples #a Marinha, o %ual seria #omina#o em poucos #ias. ?s #ias seguintes foram passan#o e, com eles, veio a mais terr4vel certeza #e minha vi#a. ?s boatos aumentavam constantemente. ? %ue eu tinha toma#o por uma %uest'o local era na reali#a#e uma revolu"'o geral. &l/m #isso chegavam a ca#a instante as noticias mais vergonhosas #o front. )ueria!se capitular. Mas, <enhor, seria poss4vel tal coisa8 & #ez #e novembro o velho pastor veio ao hospital para uma pe%uena pr/#ica. >oi ent'o %ue soubemos #e tu#o. 3stava presente e fi%uei profun#amente emociona#o. ? velho e #igno senhor parecia tremer ao nos comunicar %ue a casa #os ;ohenzollern n'o mais po#eria usar a coroa imperial e %ue a $átria se tinha transforma#o em rep*blica, e %ue s- restava pe#ir ao .o#o! $o#eroso %ue conce#esse a sua b2n"'o a essa transforma"'o e n'o aban#onasse o nosso povo #e futuro. 3le n'o po#ia #ei6ar #e, em poucas palavras, relembrar a casa imperial %ueria prestar homenagens aos servi"os #essa 5asa H $r*ssia, H $omerTnia, enfim a to#a $átria alem' e, nesse momento, o bom velho come"ou a chorar. (o pe%ueno sal'o havia profun#o #esTnimo em to#os os cora":es e creio %ue n'o havia %uem pu#esse conter as lágrimas. )uan#o o pastor procurou continuar e come"ou a comunicar %ue ter4amos %ue acabar essa longa guerra e %ue a nossa $átria, agora %ue t4nhamos per#i#o a guerra e estávamos sujeitos H miseric-r#ia #o inimigo, iria sofrer gran#es opress:es e %ue o armist4cio seria aceito #epen#en#o #a magnanimi#a#e #os nossos inimigos ! eu n'o me contive. $ara mim era imposs4vel permanecer on#e estava. 5omecei a ver tu#o preto em torno #e mim e cambalean#o voltei ao #ormit-rio. Joguei!me na cama e cobri a cabe"a em fogo com o cobertor e o travesseiro. =es#e o #ia em %ue estivera #iante #o t*mulo #e minha m'e nunca mais tinha chora#o. )uan#o na minha juventu#e o #estino era #uro para comigo, a minha pertinácia aumentava. )uan#o, #urante os longos anos #e guerra, a morte colhia um #os nossos caros camara#as e amigos, parecia!me um peca#o %uei6ar!me e lamentar a per#a. ('o morriam eles pela &lemanha8 )uan#o, nos *ltimos #ias #a terr4vel luta fui atingi#o pelo gás terr4vel %ue come"ou a corroer os meus olhos, tive no momento #e susto 4mpetos #e fra%uejar #iante #e e6pectativa #a cegueira eterna. ,me#iatamente ouvi #entro #e mim a voz #a consci2ncia bra#ar7 miserável poltr'o ain#a %ueres chorar %uan#o há milhares %ue sofrem mais #o %ue tuV 3 assim conformei!me, cala#o, com o #estino. &gora por/m n'o suportava mais. <- ent'o verifi%uei como a #or pessoal #esaparece #iante #a #esgra"a #a $átria. .u#o tinha si#o em v'o. 3m v'o to#os os sacrif4cios e priva":es, e em v'o a fome e a se#e #e meses sem fim. 3m v'o as horas em %ue, transi#os #e pavor, cumpr4amos assim mesmo o nosso #ever, e em v'o a morte #e #ois milh:es %ue ent'o ca4ram. <eria %ue n'o se iam abrir os t*mulos #as centenas #e milhares %ue outrora tinham parti#o com f/ na $átria para nunca mais voltarem8 ('o se iriam abrir esses t*mulos, a fim #e enviarem H na"'o os her-is mu#os enlamea#os e ensangUenta#os, %uais esp4ritos vingativos, pela trai"'o #o maior sacrif4cio %ue um homem po#e oferecer nesse mun#o8 >oi para isso %ue morreram os sol#a#os #e agosto e setembro #e CECG8 >oi para isso %ue se lhes ajuntaram os regimentos #e voluntários #o ?utono #esse mesmo ano8 >oi para isso %ue rapazes #e CM anos tombaram na terra #e >lan#res8 3ra esse o senti#o #o sacrif4cio ofereci#o pelas m'es alem's H $átria, %uan#o, com o cora"'o parti#o, #ei6avam partir seus filhos mais caros para n'o mais rev2!los8 .u#o isso aconteceu para %ue agora um punha#o #e miseráveis criminosos pu#esse pôr a m'o sobre a $átria8

>oi para isso %ue o sol#a#o alem'o tinha persisti#o, ao sol e H neve, sofren#o fome, se#e, frio e cansa"o #as noites sem #ormir e #as marchas sem fim8 >oi para ,sso %ue ele, sempre com o pensamento no #ever #e proteger a $átria contra o ,nimigo, se e6pôs sem recuar ao inferno #e fogo #e barragem, e H febre #os gases asfi6iantes8 (a ver#a#e, tamb/m esses her-is merecem uma lápi#e em %ue se escreva7 0Biajante %ue vin#es H &lemanha, contai H na"'o %ue a%ui repousamos fi/is H $átria e obe#ientes ao #ever0. 3 a $átria8 <eria esse o *nico sacrif4cio %ue ter4amos #e suportar8 Baleria a &lemanha #o passa#o menos #o %ue sup*nhamos8 ('o tinha ela obriga":es para com a sua pr-pria ;ist-ria8 +ramos n-s ain#a #ignos #e nos cobrir com a gl-ria #o seu passa#o8 5omo po#er4amos justificar Hs gera":es futuras esse ato #o presente8 Miseráveis e #eprava#os criminososV )uanto mais eu procurava esclarecer as i#/ias, nessa hora, com rela"'o ao terr4vel acontecimento, tanto mais eu corava #e raiva e #e vergonha. )ue significavam to#as as #ores #os meus olhos compara#as com essa mis/ria. <eguiram!se #ias terr4veis e noites mais terr4veis ain#a. 3u sabia %ue tu#o estava per#i#o. 5ontar com a miseric-r#ia, #o inimigo era loucura. (essas noites cresceu em mim o -#io contra os responsáveis por esses acontecimentos. (os #ias %ue se seguiram tive a consci2ncia #o meu #estino. 1i!me, ao pensar no meu futuro, %ue há pouco tempo me tinha preocupa#o. ('o seria ri#4culo %uerer construir um e#if4cio s-li#o sobre tais bases8 >inalmente me convenci %ue o %ue havia aconteci#o era o %ue eu havia sempre temi#o. <omente n'o tinha po#i#o acre#itar. ? impera#or 9uilherme ,, tinha si#o o primeiro impera#or alem'o %ue tinha ofereci#o a m'o H concilia"'o com os l4#eres #o mar6ismo, sem se lembrar %ue ban#i#os n'o t2m honra. 3n%uanto eles seguravam a m'o #o impera#or com a outra procuravam o punhal. 5om ju#eus n'o se po#e pactuar. <- há um pr- ou um contra. 3u, por/m, resolvi tornar!me pol4tico. 2AP9TULO %III 2OMEÇO DE MIN>A ATI%IDADE POL9TI2A 3m fins #e novembro #e CECL voltei para Muni%ue. =e novo entrei no batalh'o #e reserva #o meu regimento, o %ual se achava ent'o nas m'os #os 0conselhos #e sol#a#os0. <enti!me t'o enoja#o %ue resolvi aban#onar o batalh'o, logo %ue me fosse poss4vel. Juntamente com o meu fiel camara#a #e guerra, <chmi#t 3rnest, #irigi!me para .raunstein e ali permaneci at/ a #issolu"'o #o acampamento. 3m mar"o #e CECE, voltamos #e novo para Muni%ue. & situa"'o era insustentável. & continua"'o #a revolu"'o se tornara fatal. & morte #e 3isner tinha ti#o apenas o efeito #e apressar os acontecimentos, provocan#o a #ita#ura #os 5onselhos, ou, melhor, um #om4nio temporário #os ju#eus, objetivo %ue tinham em vista a%ueles %ue provocaram a revolu"'o. $or essa /poca, passavam pela minha cabe"a planos e mais planos. =ias a fio eu me#itava sobre o %ue se po#eria fazer, mas chegava sempre H conclus'o #e %ue, #evi#o ao fato #e ser eu um #esconheci#o, n'o possu4a os re%uisitos in#ispensáveis para garantia #o 26ito #e %ual%uer atua"'o. Mais a#iante voltarei a falar sobre os motivos %ue me in#uziram a n'o me filiar a nenhum #os parti#os ent'o e6istentes. =urante a nova revolu"'o #os 5onselhos, assumi, pela primeira vez, uma atitu#e %ue me

custou a má vonta#e #o 5onselho 5entral. 3m FM #e abril #e CECE, pela manh' ce#o, eu #evia ser preso. 3ntretanto, #iante #e um fuzil com %ue eu os ameacei, os tr2s rapazolas incumbi#os #e me pren#er, per#eram a coragem e #esistiram #a i#/ia. &lguns #ias #epois #a liberta"'o #e Muni%ue, fui intima#o a comparecer #iante #a comiss'o #e sin#icTncias, a fim #e prestar esclarecimentos sobre os acontecimentos relativos H revolu"'o no Fo. regimento #e infantaria. >oi essa a minha primeira incurs'o no campo #a ativi#a#e puramente pol4tica. &lgumas semanas mais tar#e, recebi or#em #e tomar parte num 0curso0 #estina#o aos membros #a mil4cia #e #efesa. 3sse curso visava #ar aos sol#a#os certas bases #e orienta"'o c4vica. $ara mim a vantagem #a iniciativa consistia no fato #e eu po#er travar conhecimento com alguns camara#as %ue pensavam #a mesma maneira %ue eu, e com os %uais eu po#ia #iscutir #etalha#amente a situa"'o #o momento. 3stávamos to#os mais ou menos convenci#os #e %ue a &lemanha n'o se po#eria salvar #o colapso ca#a vez mais pr-6imo, por interm/#io #os parti#os #o centro e #a social!#emocracia. %ue tinham si#o causa#ores #o crime #e novembro. &l/m #isso, sab4amos %ue os chama#os parti#os #os 0burgueses nacionais0 n'o po#eriam, mesmo com a melhor boa vonta#e #o mun#o, conseguir reparar o mal já feito. >altava uma s/rie #e con#i":es essenciais, sem as %uais o 26ito n'o seria poss4vel. ? #ecorrer #o tempo provou a justeza #as nossas previs:es. 5om essas i#/ias, #iscutimos, no pe%ueno c4rculo #e camara#as, a forma"'o #e um novo parti#o. &s i#/ias fun#amentais %ue ent'o possu4amos eram as mesmas %ue mais tar#e foram realiza#as no 0$arti#o .rabalhista &lem'o0. ? nome #o movimento a ser inaugura#o tinha #e, #es#e o princ4pio, oferecer a possibili#a#e #e uma apro6ima"'o com a gran#e massa. <em essa con#i"'o, to#o trabalho parecia in-cuo e sem finali#a#e. &ssim, ocorreu!nos o nome 0$arti#o <ocial 1evolucionário0, e isso por%ue os pontos #e vista sociais #o novo parti#o significavam na reali#a#e uma revolu"'o. & raz'o mais profun#a, entretanto, estava no seguinte7 5on%uanto eu me tivesse ocupa#o outrora #o e6ame #os problemas econômicos, nunca tinha ultrapassa#o os limites #e certas consi#era":es #esperta#as pelo estu#o #as %uest:es sociais. <omente mais tar#e alargaram!se os meus horizontes com o e6ame #a pol4tica #e alian"a #a &lemanha. 3ssa pol4tica, em gran#e parte, era o resulta#o #e uma falsa avalia"'o #o problema econômico, bem como #a falta #e clareza %uanto Hs poss4veis bases #e subsist2ncia #o povo alem'o no futuro. .o#as essas i#/ias, por/m, eram basea#as ain#a na opini'o #e %ue, em to#o o caso, o capital era somente o pro#uto #o trabalho e, portanto, como este mesmo sujeito H corre"'o #e to#os a%ueles fatores %ue #esenvolvem ou restringem a ativi#a#e humana. &i ent'o estaria a significa"'o nacional #o capital. 3le #epen#ia #e uma maneira t'o imperiosa #a gran#eza, liber#a#e e po#er #o 3sta#o, portanto #a (a"'o, %ue a reuni'o #os #ois por si mesma estava #estina#a a guiar o 3sta#o e a (a"'o, impulsiona#os ambos pelo capital, pelo simples instinto #e conserva"'o e #e multiplica"'o. 3ssa #epen#2ncia #o capital em rela"'o ao 3sta#o livre for"ava a%uele a, por seu la#o, intervir pela liber#a#e, pelo po#er, e gran#eza #a (a"'o. ? problema #o 3sta#o em rela"'o ao capital tornava!se assim simples e claro. 3le steria #e fazer com %ue o capital se mantivesse a servi"o #o 3sta#o e evitar %ue esse se convencesse #e %ue era o #ono #a na"'o. 3ssa atitu#e po#ia!se manter em #ois limites7 conserva"'o #e uma economia viva nacional e in#epen#ente, #e um la#o, garantia #e #ireitos sociais #os emprega#os, #e outro la#o. &nteriormente eu n'o tinha consegui#o ain#a #istinguir, com a clareza %ue seria #e

#esejar, a #iferen"a entre o capital consi#era#o como resulta#o final #o trabalho pro#utivo, e o capital cuja e6ist2ncia repousa e6clusivamente na especula"'o. 3sta #iferen"a foi e6austivamente trata#a e esclareci#a por 9ottfie# >e#er, professor em um #os cursos já por mim cita#os. $ela primeira vez na minha vi#a, assisti a uma e6posi"'o #e princ4pios relativa ao capital internacional, no %ue #iz respeito a movimentos #e bolsa e empr/stimos. =epois #o ter ouvi#o a primeira prele"'o #e >e#er, passou!me ime#iatamente pela cabe"a a i#/ia #e ter ent'o encontra#o uma #as con#i":es básicas para a fun#a"'o #e um novo parti#o. &os meus olhos o m/rito #e >e#er consistia em ter pinta#o, com as cores mais fortes, o caráter especulativo, assim como econômico, #o capital internacional e ter mostra#o a sua eterna preocupa"'o #e juros. &s suas e6posi":es eram t'o certas em to#as as %uest:es fun#amentais, %ue os cr4ticos #as mesmas #es#e logo combatiam menos a veraci#a#e te-rica #a i#/ia #o %ue a possibili#a#e prática #e sua e6ecu"'o. &ssim, a%uilo %ue aos olhos #e outros era consi#era#o o la#o fraco #as i#/ias #e >e#er, constitu4a aos meus o seu ponto mais forte. & miss'o #e um #outrina#or n'o / a #e estabelecer vários graus #e e6e%uibili#a#e #e uma #etermina#a causa, e sim a #e esclarecer o fato em si. ,sso %uer #izer, %ue o mesmo #eve se preocupar menos com o caminho a seguir #o %ue com o fim a atingir. &%ui, o %ue #eci#e / a veraci#a#e, em princ4pio, #e uma i#/ia, e n'o a #ificul#a#e #e sua e6ecu"'o. &ssim %ue o #outrina#or procura, em lugar #a ver#a#e absoluta, levar em consi#era"'o as chama#as 0oportuni#a#e0 e 0reali#a#e0, #ei6ará ele #e ser uma estr/ia polar #a humani#a#e para se transformar em um receita#or %uoti#iano. ? #outrina#or #e um movimento #eve estabelecer a finali#a#e #o mesmo o pol4tico #eve procurar realizá!lo. @m, portanto, #irige seu mo#o #e pensar pela eterna ver#a#e, o outro / #irigi#o na sua a"'o pela reali#a#e prática. & gran#eza #e um resi#e na ver#a#e absoluta e abstrata #e sua i#/ia, a #o outro no ponto #e vista certo em %ue se coloca com rela"'o aos fatos e ao aproveitamento *til #os mesmos, sen#o %ue a este #eve servir #e guia o objetivo #o #outrina#or. 3n%uanto o sucesso #os planos e #a a"'o #e um pol4tico, isto /, a realiza"'o #essas a":es, po#e ser consi#era#a como pe#ra!#e!to%ue #a importTncia #esse pol4tico, nunca se po#erá realizar a *ltima inten"'o #o #outrina#or, pois ao pensamento humano / #a#o compreen#er as ver#a#es, armar i#eais claros como cristal, por/m a realiza"'o #os mesmos tem #e se esboroar #iante #a imperfei"'o e insufici2ncia humanas. )uanto mais abstratamente certa, e, portanto, mais formi#ável for uma i#/ia, tanto mais imposs4vel se torna a sua realiza"'o, uma vez %ue ela #epen#e #e criaturas humanas + por isso %ue n'o se #eve me#ir a importTncia #os #outrina#ores pela realiza"'o #e seus fins, e sim pela ver#a#e #os mesmos e pela influ2ncia %ue eles tiveram no #esenvolvimento #a humani#a#e. <e assim n'o fosse, os fun#a#ores #e religi:es n'o po#eriam ser consi#era#os entre os maiores homens #esse mun#o, por%uanto a realiza"'o #e suas inten":es /ticas nunca será, nem apro6ima#amente, integral. Mesmo a religi'o #o amor, na sua a"'o, n'o / mais #o %ue um refle6o fraco #a vonta#e #e seu sublime fun#a#or a sua importTncia entretanto resi#e nas #iretrizes %ue ela procurou imprimir ao #esenvolvimento geral #a cultura e #a morali#a#e entre os homens. & gran#e #iversi#a#e entre os problemas #o #outrina#or e os #o pol4tico / um #os motivos por %ue %uase nunca se encontra uma uni'o entre os #ois, em uma mesma pessoa. ,sto se aplica sobretu#o ao chama#o pol4tico #e 0sucesso0, #e pe%ueno porte, cuja ativi#a#e #e fato na#a mais / #o %ue a 0arte #o poss4vel0, como mo#estamente AismarcO cognominava a pol4tica. )uanto mais livre tal pol4tico se mant/m #e gran#es i#/ias tanto

mais fáceis, comuns e tamb/m vis4veis, sempre entretanto mais rápi#os, ser'o os seus sucessos. + ver#a#e tamb/m %ue esses est'o #estina#os ao es%uecimento #os homens e, Hs vezes, n'o chegam a sobreviver H morte #e seus cria#ores. & obra #e tais pol4ticos /, #e mo#o geral sem valor para a posteri#a#e, pois o seu sucesso no presente repousa no afastamento #e to#os os problemas e ,#/ias gran#iosos %ue como tais teriam si#o #e gran#e importTncia para as gera":es futuras. & realiza"'o #e i#/ias #estina#as a ter influ2ncia sobre o futuro / pouco lucrativa e smuito raramente / compreen#i#a pela gran#e massa, H %ual ,nteressam mais re#u":es #e pre"o #e cerveja e #e leite #o %ue gran#es planos #e futuro, #e realiza"'o tar#ia e cujo benef4cio, finalmente, s- será usufru4#o pela posteri#a#e. + assim %ue, por uma certa vai#a#e, vai#a#e esta sempre inerente H pol4tica, a maioria #os pol4ticos se afasta #e to#os os projetos realmente #if4ceis, para n'o per#er a simpatia #a gran#e massa. ? sucesso e a importTncia #e tal pol4tico resi#em e6clusivamente no presente, e n'o e6istem para a posteri#a#e. 3sses microc/falos pouco se ,ncomo#am com isso7 eles se contentam com pouco. ?utras s'o as con#i":es #o #outrina#or. & sua importTncia %uase sempre está no futuro, por ,sso n'o / raro ser ele consi#era#o lunático. <e a arte #o pol4tico / consi#era#a a arte #o poss4vel, po#e!se #izer #o i#ealista %ue ele pertence H%ueles %ue s- agra#am aos #euses, %uan#o e6igem e %uerem o imposs4vel. 3le terá #e %uase sempre renunciar ao reconhecimento #o presente colhe, entretanto, caso suas i#/ias sejam imortais, a gl-ria #a posteri#a#e. 3m per4o#os raros #a hist-ria #a humani#a#e po#e acontecer %ue o pol4tica e o i#ealista se reunam na mesma pessoa. )uanto mais intima for essa uni'o, tanto maior ser'o as resist2ncias opostas H a"'o #o pol4tico. 3le n'o trabalha mais para as necessi#a#es ao alcance #o primeiro burgu2s, e sim por i#eais %ue s- poucos compreen#em. + por isso %ue sua vi#a / alvo #o amor e #o -#io. ? protesto #o presente, %ue n'o compreen#e o homem, luta com o reconhecimento #a posteri#a#e pela %ual ele trabalha. )uanto maiores forem as obras #e um homem pelo futuro, tanto menos ser'o elas compreen#i#as pelo presente tanto mais pesa#a / a luta tanto mais raro / o sucesso. <e em s/culos esse sorri a um, / poss4vel %ue em seus *ltimos #ias o circun#e um leve halo #a gl-ria vin#oura. + ver#a#e %ue esses gran#es homens s'o os corre#ores #e Maratona #a ;ist-ria. & coroa #e louros #o presente toca mais comumente Hs t2mporas #o her-i moribun#o. 3ntre eles se contam os gran#es luta#ores %ue, incompreen#i#os pelo presente, est'o #eci#i#os a lutar por suas i#/ias e seus i#eais. <'o eles %ue, mais tar#e, mais #e perto, tocar'o o cora"'o #o povo. $arece at/ %ue ca#a um sente o #ever #e no passa#o re#imir o peca#o cometi#o pelo presente. <ua vi#a e sua a"'o s'o acompanha#as #e perto com a#mira"'o comovi#amente grata, e conseguem, sobretu#o nos #ias #e tristeza, levantar cora":es %uebra#os e almas #esespera#as. $ertencem a essa classe n'o s- os gran#es esta#istas, como tamb/m to#os os gran#es reforma#ores. &o la#o #e >re#erico o 9ran#e, figura a%ui Martinho Lutero, bem como 1icar#o Nagner. )uan#o assisti a primeira confer2ncia #e 9ottfrie# >e#er sobre a 0aboli"'o #a escravi#'o #o juro0, percebi ime#iatamente %ue se tratava a%ui #e uma ver#a#eira teoria #estina#a a imensa repercuss'o no futuro #o povo alem'o. & separa"'o acentua#a entre o capital #as bolsas e a economia nacional, oferecia a possibili#a#e #e se enfrentar a internacionaliza"'o #a economia alem', sem amea"ar o princ4pio #a conserva"'o #a e6ist2ncia nacional in#epen#ente, na luta contra o capital. 3u via com! bastante clareza o

#esenvolvimento #a &lemanha, para n'o perceber %ue a maior luta n'o seria contra os povos inimigos e sim contra o capital internacional. <enti na confer2ncia #e >e#er o formi#ável grito #e guerra para a pr-6ima luta. ?s fatos, mais tar#e, vieram #emonstrar %u'o certo era o nosso pressentimento #e ent'o. ;oje em #ia n'o somos mais ri#iculariza#os pelos i#iotas #a nossa pol4tica burguesa hoje em #ia, mesmo esses, #es#e %ue n'o sejam mentirosos conscientes, reconhecem %ue o capital internacional n'o foi s- o maior ,nstiga#or #a guerra, como, mesmo ap-s o t/rmino #a luta, continua a transformar a paz num inferno. ? combate contra a alta finan"a internacional se tornou um #os pontos capitais #o programa na luta #a na"'o alem' pela sua in#epen#2ncia econômica e pela sua liber#a#e. )uanto Hs restri":es feitas pelos chama#os homens práticos, po#e!se!lhes respon#er #a seguinte maneira7 to#os os receios relativos Hs terr4veis conse%U2ncias econômicas provenientes #a realiza"'o #a aboli"'o #a 0escravi#'o #o juro0 s'o sup/rfluas. &ntes #e tu#o, as receitas econômicas at/ ent'o usa#as #eram muito maus resulta#os ao povo alem'o. &s atitu#es com rela"'o a uma afirma"'o nacional lembram!nos vivamente o parecer #e peritos semelhantes #e outros tempos7 por e6emplo, #a junta m/#ica bávara, com rela"'o H %uest'o #a intro#u"'o #a estra#a #e ferro. .o#os os receios #essa sábia corpora"'o n'o se realizaram os viajantes #os trens, #o novo cavalo a vapor, n'o ficavam tontos, os especta#ores tamb/m n'o ficavam #oentes e #esistiu!se #os tapumes #e ma#eira #estina#os a tomar essa nova organiza"'o invis4vel. <- se conservaram, para a posteri#a#e, as pare#es #e ma#eira nas cabe"as #e to#os os chama#os peritos. 3m segun#o lugar, #eve!se tomar nota #o seguinte7 to#a i#/ia, por melhor %ue ela seja, torna!se perigosa %uan#o ela imagina ser um #esi#eratum, %uan#o na reali#a#e n'o / mais #o %ue um meio para um fim. $ara mim, por/m, e para to#os os ver#a#eiros nacionais socialistas, s- há uma #outrina7 $ovo e $átria. ? objetivo #a nossa luta #eve ser o #a garantia #a e6ist2ncia e #a multiplica"'o #e nossa ra"a e #o nosso povo, #a subsist2ncia #e seus filhos e #a pureza #o sangue, #a liber#a#e e in#epen#2ncia #a $átria, a fim #e %ue o povo germTnico possa ama#urecer para realizar a miss'o %ue o cria#or #o universo a ele #estinou. .o#o pensamento e to#a i#/ia, to#o ensinamento e to#a sabe#oria, #evem servir a esse fim. .u#o #eve ser e6amina#o sob esse ponto #e vista e utiliza#o ou rejeita#o segun#o a conveni2ncia. &ssim / %ue n'o há teoria %ue se possa impor como #outrina #e #estrui"'o, pois tu#o tem #e servir H vi#a. >oi assim %ue os #ogmas #e 9ottfrie# >e#er me incitaram a me ocupar #e uma maneira #eci#i#a com esses assuntos %ue eu pouco conhecia. 5omecei a apren#er e compreen#er, s- agora, o senti#o e a finali#a#e #a obra #o ju#eu Karl Mar6. s- agora compreen#i bem seu livro ! 0? 5apital0 ! assim como a luta #a social! #emocracia contra a economia nacional, luta essa %ue tem em mira preparar o terreno para o #om4nio #a ver#a#eira alta finan"a internacional. .amb/m em outro senti#o foram esses cursos #e gran#es conse%U2ncias para mim. 5erto #ia pe#i a palavra. @m #os presentes achou %ue #evia %uebrar lan"as pelos ju#eus e come"ou a #efen#2!los em longas consi#era":es. 3ssa atitu#e provocou #e minha parte uma r/plica. & gran#e maioria #os presentes ao curso colocou!se #o meu la#o. ? resulta#o, por/m, foi %ue poucos #ias #epois #eterminaram a minha inclus'o num regimento #e Muni%ue como 0oficial #e cultura intelectual0. (a%uela /poca a #isciplina #a tropa era bem fraca, ela sofria as conse%U2ncias #o per4o#o #os 05onselhos #e <ol#a#os0. <- aos poucos e com muita! cautela po#er!se!ia ir

restabelecen#o a #isciplina militar e a subor#ina"'o, em lugar #a obe#i2ncia 0voluntária0 ! como se costumava #esignar o chi%ueiro sob o regime #e Kurt 3isner. & tropa tinha #e apren#er a sentir e a pensar #e maneira nacional e patri-tica. & minha ativi#a#e #irigia!se nesses #ois senti#os. 5omecei o trabalho com to#o entusiasmo e amor. .inha #e repente a oportuni#a#e #e falar #iante #e um au#it-rio maior, e a%uilo %ue já antigamente, sem saber, eu aceitava por puro sentimento, realizou!se7 eu sabia 0falar0. .amb/m a voz tinha melhora#o bastante, a ponto #e me fazer ouvir suficientemente em to#os os pontos #o pe%ueno compartimento #os sol#a#os. ('o havia miss'o %ue me fizesse mais feliz #o %ue essa, pois agora, antes #e minha sa4#a, po#eria prestar servi"os *teis H institui"'o %ue t'o #e perto me tocava o cora"'o7 ao e6/rcito. $osso #izer %ue a minha atua"'o foi coroa#a #e 26ito7 centenas, talvez milhares #e camara#as foram por mim recon#uzi#os, no #ecorrer #as minhas li":es, ao seu povo e H sua $átria. 3u 0nacionalizava0 a tropa e po#ia, por esse meio, au6iliar a fortalecer a #isciplina geral. &in#a uma vez tive oportuni#a#e #e conhecer uma s/rie #e camara#as, %ue pensavam como eu, e %ue mais tar#e come"aram a e#ificar a base #o novo movimento. 2AP9TULO I3 O PARTIDO TRA<AL>ISTA ALEMÃO @m #ia recebi or#em #a autori#a#e superior para ir verificar o %ue se passava num gr2mio aparentemente pol4tico, cujo nome era 0$arti#o .rabalhista &lem'o0. ? #ito gr2mio preten#ia realizar uma reuni'o por a%ueles #ias, em %ue #everia falar 9ottfrie# >e#er. & miss'o #e %ue fui incumbi#o era ir at/ lá verificar o %ue se passava e, em segui#a, apresentar um relat-rio. & curiosi#a#e #o e6/rcito #e ent'o em rela"'o aos parti#os pol4ticos era mais #o %ue compreens4vel. & revolu"'o tinha #a#o ao sol#a#o o #ireito #e participa"'o na pol4tica. =esse #ireito faziam uso justamente os mais ine6perientes. <- no momento em %ue o 5entro e a social!#emocracia tiveram #e reconhecer, com gran#e pesar, %ue as simpatias #os sol#a#os come"avam a se afastar #os parti#os revolucionários para se inclinarem pelo movimento #e reerguimento #a na"'o, / %ue se julgou necessário retirar #a tropa o #ireito #e voto e #e participa"'o na pol4tica. 3ra -bvio %ue o 5entro e o mar6ismo lan"assem m'o #essas me#i#as, pois se n'o se tivesse proce#i#o ao corte #os 0#ireitos c4vicos0 ! como se costumava #enominar a igual#a#e #e #ireitos pol4ticos #os sol#a#os ap-s a revolu"'o ! n'o teria havi#o, poucos anos #epois, o chama#o governo #e novembro e, conse%uentemente, teria si#o evita#a essa #esonra nacional & tropa estava naturalmente in#ica#a para livrar a (a"'o #os suga#ores #a 3ntente. ? fato #e os chama#os parti#os 0nacionais0 concor#arem entusiasma#os com a mo#ifica"'o #o programa #os criminosos #e novembro, para tornar, por esse mo#o, ineficiente o e6/rcito como instrumento #e ressurrei"'o nacional, #emonstrou mais uma vez at/ on#e po#em levar as i#/ias e6clusivamente #outrinárias #esses 0mais inocentes #os inocentes0. 3ssa burguesia, #oente #e senili#a#e mental, pensava com to#a serie#a#e %ue o e6/rcito voltaria a ser o %ue tinha si#o, isto /, um sustentáculo #a #efesa nacional, en%uanto o 5entro e o Mar6ismo s- pensavam em lhe e6trair. o #ente perigoso #o nacionalismo, sem

o %ual o e6/rcito n'o / mais #o %ue uma policia e nunca uma tropa capaz #e lutar com o inimigo. .u#o isso o futuro encarregou!se #e provar H sacie#a#e. $ensariam porventura, os nossos 0pol4ticos nacionais0 %ue a transforma"'o #a mentali#a#e #o e6/rcito se pu#esse processar em outro senti#o %ue n'o o nacional8 3ssa / a miserável mentali#a#e #esses senhores, e isso prov/m #o fato #eles, em vez, como sol#a#os, terem combati#o no front, terem fica#o, nas suas cômo#as posi":es, como parla#ores, isto /, conversa#ores parlamentares. ('o po#iam ter a m4nima i#/ia #o %ue se passava no cora"'o #e homens %ue a posteri#a#e reconhecerá como os primeiros sol#a#os #o mun#o. =eci#i!me ent'o a ir assistir H &ssembl/ia #esse parti#o, at/ ent'o inteiramente #esconheci#o para mim. )uan#o cheguei, H noite, ao 0Leiberzimmer0 #a antiga cervejaria <ternecOer, o %ual #everia mais tar#e se tornar hist-rico para n-s, encontrei ali umas FJ a FK pessoas, na maioria gente #as mais bai6as cama#as #o povo. & confer2ncia #e >e#er já me era conheci#a #os tempos em %ue eu fre%Uentava os seus cursos, #e sorte %ue fiz abstra"'o #a mesma e me preocupei em observar o au#it-rio. & impress'o %ue tive n'o foi má um gr2mio rec/m!fun#a#o como muitos outros. 3stávamos justamente em uma /poca em %ue to#o o mun#o se julgava habilita#o a fun#ar um novo parti#o, isso por%ue a ningu/m agra#ava o rumo %ue as coisas tomavam e os parti#os e6istentes n'o mereciam nenhuma confian"a. $or to#a parte apareciam novas associa":es %ue logo #epois #esapareciam sem #ei6ar o menor vest4gio #e sua passagem. 9eralmente os fun#a#ores n'o tinham a menor i#/ia #o %ue fosse transformar uma associa"'o em um parti#o ou mesmo iniciar um movimento. <o"obravam assim essas fun#a":es, %uase sempre #iante #e sua ri#4cula estreiteza #e i#/ias. ('o foi #e outra forma %ue julguei 0o $arti#o .rabalhista &lem'o0, ap-s assistir #urante #uas horas uma #e suas sess:es. >i%uei contente %uan#o >e#er terminou seu #iscurso. .inha visto o bastante, e já me #ispunha a sair %uan#o a anuncia#a abertura #os #ebates livres me in#uziu a ficar. $arecia %ue tu#o ia correr sem significa"'o, at/ %ue, #e repente, come"ou a falar um 0$rofessor0, o %ual inicialmente pôs em #*vi#a a e6ati#'o #os argumentos #e >e#er. &nte uma resposta muito a#e%ua#a #e >e#er, colocou!se o #ito 0$rofessor0 #e repente 0no terreno #as reali#a#es70, sem, por/m, #ei6ar #e recomen#ar muito oportunamente ao jovem parti#o a#otar, como ponto importante #e seu programa, a luta pela 0separa"'o0 #a Aaviera #a $r*ssia. ? homenzinho afirmava atrevi#amente %ue, nesse caso, a Sustria alem' sobretu#o, se ligaria ime#iatamente H Aaviera, %ue a paz seria ent'o muito melhor, e outros absur#os. ('o me contive mais e pe#i a palavra, a fim #e fazer sentir ao eru#ito senhor a minha opini'o nesse ponto e fi!lo com tanto sucesso %ue meu antecessor na tribuna aban#onou o recinto como um c'o bati#o, antes mesmo #e eu acabar. 3n%uanto eu falava, a assist2ncia ouvia cheia #e espanto e %uan#o eu me #ispunha a #izer boa!noite H assembl/ia e retirar!me, um #os assistentes #irigiu!se a mim, apresentou! se (nem pu#e compreen#er #ireito o seu nome), colocou em minhas m'os um pe%ueno livreto, visivelmente uma brochura pol4tica, com o pe#i#o insistente #e l2!la. $ara mim isso foi muito agra#ável, pois era #e esperar %ue, por esse meio, pu#esse conhecer #e maneira mais fácil a%uela socie#a#e ma"ante, sem ter, #epois, #e assistir a sess:es t'o #esinteressantes. &l/m #isso, eu tinha ti#o uma boa impress'o #esse #esconheci#o, %ue me pareceu ser um operário. 1etirei!me. $or a%uela /poca,, eu morava no %uartel #o FD. regimento #e infantaria, num pe%ueno cub4culo %ue trazia em si, ain#a bem patentes, os sinais #a revolu"'o. 9eralmente, #urante

o #ia, eu passava fora, as mais #as vezes no regimento #e ca"a#ores n.D GC ou ent'o em reuni:es, em confer2ncias, em outras uni#a#es #a tropa. <omente H noite me recolhia aos meus aposentos. 5omo costumava acor#ar ce#o, Já antes #e K horas, tinha o hábito #e #ivertir!me em jogar, para os camun#ongos %ue passeavam pelo meu cub4culo, pe#acinhos #e p'o #uro %ue haviam sobra#o #a v/spera. 3u ficava a ver esses engra"a#os animaizinhos se #isputarem essas preciosas iguarias. (a minha vi#a eu tinha passa#o tanta mis/ria %ue bem po#ia imaginar o %ue fosse a fome e, portanto, o prazer #a%ueles bichinhos. (a manh' seguinte H%uela reuni'o eu estava #eita#o, mal acor#a#o, lá pelas K horas, assistin#o o movimento #os ! camun#ongos. 5omo n'o pu#esse conciliar o sono, lembrei!me, #e repente, #a noite passa#a, e veio!me H lembran"a a brochura %ue o operário me havia #a#o. 5omecei a l2!la. 3ra uma pe%uena brochura, na %ual o autor, o tal operário, #escrevia a maneira pela %ual ele tinha chega#o #e novo ao pensamento nacionalista atrav/s #a confus'o mar6ista e #as frases ocas #as corpora":es profissionais. =ai o t4tulo ! 0meu #espertar pol4tico70. ! =es#e o in4cio o livreto me #espertou interesses, pois nele se refletia um fenômeno %ue há #oze anos eu tinha senti#o. ,nvoluntariamente vi se avivarem as linhas gerais #a minha pr-pria evolu"'o mental. =urante o #ia pensei sobre o assunto várias vezes e ia pô!lo finalmente #e la#o, %uan#o, menos #e uma semana #epois, recebi, com surpresa minha, um cart'o postal anuncian#o %ue eu tinha si#o aceito s-cio #o 0$arti#o .rabalhista &lem'o0. $e#ia!se %ue eu me e6ternasse a respeito e para isso viesse na pr-6ima %uarta!feira a uma sess'o #a comiss'o #o $arti#o. (a reali#a#e eu me sentia mais #o %ue surpreso por essa maneira #e angariar0 s-cios e n'o sabia se me #evia zangar ou rir. 3u n'o pensava em entrar para um parti#o já organiza#o e sim em fun#ar o meu pr-prio parti#o. 3ssa pretens'o #e filiar!me a um parti#o n'o me tinha passa#o pela cabe"a. Já me #ispunha a respon#er H%ueles senhores por escrito %uan#o venceu a curiosi#a#e e #eci#i!me a comparecer, no #ia marca#o, a fim #e, oralmente, e6por os meus motivos. 5hegou %uarta!feira. ? hotel no %ual se #evia realizar a sess'o anuncia#a era o 0&lte 1ossenba#0, na ;ermstrasse. 3ra um lugarzinho mo#esto on#e, s- #e %uan#o em %uan#o, aparecia alguma alma pena#a. 3m CECE isso n'o era #e estranhar, pois o car#ápio mesmo #os hot/is maiores era pouco atraente, #a#o a sua mo#/stia e e6igui#a#e. 3ste hotel, por/m, eu n'o conhecia. &travessei o sal'o mal ilumina#o no %ual n'o havia viva alma. =irigi!me para a porta %ue #á para um %uarto lateral e achei!me #iante #a 0assembl/ia0. (a meia obscuri#a#e #e um lampi'o a gás, meio %uebra#o, estavam senta#os, em re#or #e uma mesa, %uatro jovens, entre os %uais o autor #a pe%uena brochura, o %ual ime#iatamente me cumprimentou #a maneira mais amável e me #eu as boas vin#as como novo membro #o $arti#o .rabalhista &lem'o. (a reali#a#e eu estava um tanto embasbaca#o. 5omo me comunicassem %ue o ver#a#eiro 0presi#ente #o 1eich0 ain#a viria, resolvi a#iar, por algum tempo, as minhas #eclara":es. >inalmente apareceu este. 3ra o presi#ente #a reuni'o na 5ervejaria <ternecO, por ocasi'o #a confer2ncia #e >e#er. =e novo, movi#o pela curiosi#a#e, esperei pelos acontecimentos. &gora eu já conhecia os nomes #os vários senhores presentes. ? presi#ente #a 0organiza"'o #o 1eich, era um senhor ;arr, o #a #e Muni%ue, um senhor &nton =re6ier. 3m segui#a foi li#a a ata #a *ltima sess'o e aprova#o um voto #e agra#ecimento ao conferencista. Beio #epois o relat-rio #a cai6a. & socie#a#e possu4a um total #e M marcos e KJ pfennigs ! pelo %ue o tesoureiro recebeu um voto #e confian"a geral. 3sse fato foi

consigna#o em ata. ? primeiro presi#ente tratou em segui#a #as respostas a uma carta #e Kiel, a uma #e =Ussel#orf e a outra #e Aerlim. .o#os concor#aram com as respostas apresenta#as. 3m segui#a proce#eu!se H comunica"'o #a correspon#2ncia entra#a7 uma carta #e Aerlim, uma #e =Ussel#orf e outra #e Kiel, cujo recebimento pareceu provocar gran#e contentamento. 5onsi#erou!se esse constante aumento #e correspon#2ncia como o melhor e mais vis4vel sinal #a e6pans'o e importTncia #o $arti#o .rabalhista &lem'o, e, em segui#a, teve lugar um longo #ebate sobre as respostas novas a serem #a#as, ;orr4vel, simplesmente horr4vel. ,sso na#a mais era #o %ue uma associa"'o ma"ante #a pior esp/cie. (esse clube / %ue eu #evia entrar8 Logo #epois tratou!se #a aceita"'o #e novos s-cios, isto /, tratou!se #o meu ingresso para o clube. 5omecei a fazer!me perguntas. $on#o #e parte algumas #iretrizes na#a mais havia, nem um programa, nem um panfleto, enfim na#a impresso, nem cart:es #e s-cio nem mesmo um simples carimbo. ;avia sim vis4veis boa f/ e boa vonta#e. $er#i a vonta#e #e sorrir, pois o %ue era tu#o isso sen'o o sinaC t4pico #o completo ator#oamento geral e #o inteiro fracasso #e to#os os parti#os, at/ ent'o, #e seus programas, #e suas inten":es e #e suas ativi#a#es8 ? %ue levava esses jovens a se reunirem #e uma maneira aparentemente t'o ri#4cula na#a mais era #o %ue o eco #e vozes interiores, %ue, mais por instinto #e %ue conscientemente, lhe fazia crer na impossibili#a#e #o reerguimento #a (a"'o alem' bem como #a sua convalescen"a #e males interiores por meio #e parti#os como o caráter #os at/ ent'o e6istentes. Li por alto as #iretrizes #atilografa#as %ue havia e vi nelas mais uma Tnsia por alguma coisa nova #o %ue uma reali#a#e. Muita coisa faltava, por/m na#a havia feito. 3m tu#o se sentia, por/m, o sinal #e uma aspira"'o #e to#os. ? %ue essas criaturas sentiam eu bem o sabia era o #esejo por um novo movimento %ue #everia ser mais #o %ue um parti#o na acep"'o corrente #a palavra. )uan#o na%uela noite voltei ao %uartel, tinha meu ju4zo forma#o com rela"'o a esse gr2mio. &chava!me talvez #iante #a mais #if4cil interroga"'o #e minha vi#a7 #everia cooperar nesse setor ou recusar!me8 & raz'o s- po#ia aconselhar a recusa, o sentimento, por/m, n'o me #ei6ou sossegar e %uanto mais vezes eu procurava me convencer #a tolice #isso tu#o, tanto mais o sentimento me inclinava para esse agrupamento #e jovens. ?s #ias %ue se seguiram foram #e #esassossego para mim. 5omecei a pensar. ;á muito %ue estava #eci#i#o a tomar parte ativa na pol4tica. $ara mim era claro %ue isso #everia se #ar por meio #e um novo movimento, somente me tinha falta#o at/ ent'o um impulso para a ativi#a#e. 3u n'o perten"o H categoria #as pessoas %ue come"am hoje uma coisa para, no #ia seguinte, aban#onarem!na ou passarem a outra. Justamente essa convic"'o era o motivo principal por %ue eu #ificilmente me resolveria a uma tal fun#a"'o nova, a %ual seria tu#o ou #ei6aria #e e6istir. 3u sabia %ue isso seria #ecisivo para mim e n'o havia a possibili#a#e #e um 0recuo0 tratava!se pois, n'o #e uma brinca#eira passageira e sim #e algo muito s/rio. Já na%uele tempo eu tinha uma avers'o instintiva por pessoas %ue tu#o come"avam sem na#a acabar. .o#os esses trapalh:es me eram o#iosos. 3u consi#erava a ativi#a#e #essas criaturas pior #o %ue a ociosi#a#e. &t/ o #estino parecia me estar #an#o uma in#ica"'o. (unca eu teria a#eri#o a um #os gran#es parti#os e mais tar#e e6plicarei mais claramente os motivos. 3ssa pe%uen4ssima fun#a"'o, possuin#o uma meia #*zia #e s-cios, pareceu!me ter a vantagem #e n'o se ter

ain#a fossiliza#o em uma 0organiza"'o0. 3la parecia oferecer a impossibili#a#e #e uma ver#a#eira ativi#a#e pessoal a ca#a um. &%ui ain#a se po#eria trabalhar e, %uanto menor fosse o movimento, mais fácil seria con#uzi!la pelo caminho certo. &%ui se po#eria ain#a #eterminar o caráter objetivo e os m/to#os #a organiza"'o, o %ue n'o se po#eria pensaiY em fazer tratan#o!se #os glan#es parti#os. )uanto mais eu refletia sobre o assunto mais crescia em mim a convic"'o #e %ue justamente #e um tal movimento pe%ueno / %ue algum #ia po#eria ser prepara#o o reerguimento #a na"'o, e nunca #os parti#os pol4ticos parlamentares, presos a velhos preconceitos ou mesmo #epen#entes #os proveitos #o novo regime. ? %ue se #everia anunciar a%ui era um novo princ4pio universal e n'o uma nova propagan#a eleitoral. (a ver#a#e uma #ecis'o imensamente #if4cil essa #e transformar uma inten"'o em reali#a#e. )ue antece#entes tinha eu para po#er arcar com tarefa #e tal vulto8 ? fato #e ser pobre, #e n'o possuir recursos financeiros, parecia o menos mais #if4cil era a circunstTncia #e pertencer eu H categoria #os #esconheci#os, um entre milh:es, %ue o acaso #ei6a viver ou arranca #a vi#a, sem %ue o mun#o mais pr-6imo #isso tome o menor conhecimento. & tu#o isso se juntava a #ificul#a#e proveniente #e minha falta #e instru"'o. & chama#a 0intelectuali#a#e0 v2 com infinito #es#/m to#o a%uele %ue n'o passou pelas escolas oficiais, a fim #e se #ei6ar encher #e sabe#oria. (unca se pergunta7 )ue sabe o in#iv4#uo e sim7 %ue estu#ou ele8 $ara essas criaturas 0cultas0 mais vale a cabe"a oca, %ue vem protegi#a por #iplomas, #o %ue o mais vivo rapazola %ue n'o possua tais canu#os. 3ra, pois, fácil para mim imaginar a maneira pela %ual esse mun#o oculto ! se me oporia e s- me enganei pelo fato #e na%uele tempo ain#a consi#erar os homens melhores #o %ue na reali#a#e o s'o. + ver#a#e %ue há e6ce":es, %ue naturalmente brilhar'o com tanto maior fulgor. &pren#i, entretanto, a #istinguir entre os eternos estu#antes e os ver#a#eiros conhece#ores. &p-s #ois #ias #e tormentosos pensamentos e me#ita":es convenci!me #e %ue #evia #ar o passo. >oi essa a #ecis'o #e maiores conse%U2ncias em to#a a minha vi#a. ('o havia e n'o po#ia haver um recuo. &ceitei a minha inclus'o como s-cio #o $arti#o .rabalhista &lem'o e recebi um cart'o provis-rio #e s-cio, com o numero sete. 2AP9TULO 3 2AUSAS PRIMÁRIAS DO 2OLAPSO & e6tens'o #a %ue#a #e %ual%uer corpo / sempre me#i#a pela #istTncia entre a sua posi"'o no momento e a %ue ocupava anteriormente. ? mesmo acontece com a ru4na #os povos e #os 3sta#os. & posi"'o primitiva tem, por isso, uma importTncia capital. <- o %ue se esfor"a por ultrapassar as fronteiras normais po#erá cair e arruinar!se. & to#os os %ue pensam e sentem, isso faz com %ue a ru4na #o ,mp/rio apare"a sob aspecto t'o grave e horr4vel, pois assim o colapso / visto #e uma altura #e %ue, hoje, #iante #as propor":es #as #esgra"as atuais, #ificilmente se po#e fazer uma i#/ia e6ata. ? ,mp/rio tinha surgi#o abrilhanta#o por um acontecimento %ue entusiasmava to#a a na"'o. ? 1eich nasceu #epois #e uma s/rie #e vit-rias sem paralelo, como um coroamento glorioso ao imortal hero4smo #os seus filhos. 5onsciente ou inconscientemente, pouco importa, os alem'es estavam to#os possu4#os #o sentimento #e %ue o ,mp/rio n'o #evia a

sua e6ist2ncia Hs trapa"as #os parlamentos parti#ários, mas, ao contrário, pela maneira sublime por %ue fora fun#a#o, elevava!se muito acima #a m/#ia #os outros 3sta#os. ? ato festivo %ue anunciou %ue os alem'es, pr4ncipes e povo, estavam resolvi#os a, #e futuro, fun#ai um imp/rio e #e novo alcan"ar a coroa imperial como s4mbolo #as suas gl-rias, n'o foi comemora#o atrav/s #o cacarejo #e uma arenga parlamentar mas ao ribombar #os canh:es no cerco #e $aris. ('o se verificou nenhum assassinato, nem foram #esertores nem embusteiros %ue fun#aram o 3sta#o #e AismarcO, mas sim os regimentos #o front. 3sse nascimento original, com o seu batismo #e fogo, já era por si s- suficiente para envolver o ,mp/rio #e um halo #e gl-ria, fato %ue apenas com os 3sta#os antigos se verificara e isso mesmo raramente.3 %ue progresso isso provocouV & liber#a#e no e6terior proporcionou o p'o %uoti#iano no interior. & na"'o enri%ueceu! se em n*mero e em bens terrenos. Mas a honra #o 3sta#o e com ela a #e to#o o povo estava protegi#a por um e6/rcito %ue tornava evi#ente a #iferen"a entre a nova situa"'o e a #a antiga 5onfe#era"'o 9ermTnica. ? golpe #esfecha#o sobre o imp/rio alem'o e sobre o seu povo foi t'o forte %ue o povo e governo, como toma#os #e vertigem, parecem haver per#i#o a capaci#a#e #e sentir e refletir. =if4cil / evocar a antiga gran#eza, t'o fantástica nos aparece a gl-ria #os tempos #e outrora compara#a com a mis/ria #e hoje. 3 isso por%ue os homens se #ei6am ofuscar pela gran#eza e se es%uecem #e procurar os sintomas #o gran#e colapso %ue, mesmo na /poca #e prosperi#a#e, #eviam e6istir, #e uma ou #e outra forma. (aturalmente isso se aplica H%ueles para os %uais a &lemanha era mais alguma coisa #o %ue um campo para ganhar e #esper#i"ar #inheiro, pois s- a%ueles po#em ver na situa"'o atual uma ver#a#eira catástrofe, ao passo %ue aos outros s- preocupa a satisfa"'o #os seus apetites at/ ent'o ilimita#os. 3mbora esses sinais já fossem vis4veis, muito poucas pessoas se preocupavam em #eles retirar li":es #efinitivas. 3sse estu#o / hoje mais necessário #o %ue nunca. &ssim como s- se consegue a salva"'o #e um #oente %uan#o a causa #a mol/stia / conheci#a, na cura #as #evasta":es pol4ticas / preciso tamb/m conhecer os prece#entes. + ver#a#e %ue se costuma consi#erar mais fácil a #escoberta #e uma mol/stia pela sua apar2ncia #o %ue pelas causas 4ntimas. &4 está a raz'o por %ue tantas pessoas nunca conseguem passar #o conhecimento #os efeitos e6ternos e mesmo os confun#em com as causas, cuja e6ist2ncia, aliás, se comprazem em negar. $or isso, a maioria #o povo alem'o reconhece agora a ruma #a &lemanha apenas pela pobreza econômica geral e seus resulta#os. )uase to#os s'o atingi#os por essa crise, raz'o por %ue ca#a um po#e avaliar a e6tens'o #a catástrofe. 5ompreen#e!se %ue isso assim aconte"a com a massa popular. ? fato, por/m, #e as cama#as inteligentes #a comuni#a#e verem o colapso #o pa4s antes #e tu#o como uma catástrofe econômica e pensarem %ue a salva"'o está em provi#2ncias #e or#em econômica, / a raz'o por %ue at/ agora n'o foi poss4vel a aplica"'o #e uma terap2utica eficaz. 3n%uanto n'o estiverem to#os convenci#os #e %ue o problema econômico vem em segun#o ou mesmo terceiro lugar, e %ue os fatores /ticos e raciais s'o os pre#ominantes, n'o se po#erá compreen#er as causas #a infelici#a#e atual e imposs4vel será #escobrir os meios e m/to#os #e reme#iar essa situa"'o. ? problema #a pes%uisa #as causas #a ru4na alem' /, por isso, #e importTncia #ecisiva, sobretu#o tratan#o se #e um movimento pol4tico cujo objetivo aliás #eve ser a solu"'o #a crise. 3m uma tal pes%uisa atrav/s #o passa#o, #eve!se evitar confun#ir os fatos %ue mais

ferem a vista com as causas menos vis4veis. & mais cômo#a (por isso a mais geralmente aceita) raz'o para e6plicar as nossas #esgra"as atuais consiste em atribuir H per#a #a 9ran#e 9uerra a causa #o presente mal! estar. $rovavelmente muitos acre#itam sinceramente nesse absur#o, mas, na maioria #os casos, esse argumento / uma mentira consciente. 3ssa *ltima afirma"'o se ajusta perfeitamente H%ueles %ue se comprimem em torno #a gamela governamental. ('o foram justamente os arautos #a 1evolu"'o ,%ue #eclararam fre%Uentemente e, #a maneira a mais ar#orosa, %ue, para a gran#e massa #o povo, o resulta#o #a guerra era in#iferente8 ('o asseguraram eles %ue s- o 0gran#e capitalista0 tinha interesses na vit-ria #a monstruosa guerra e nunca o povo em si e muito menos o operário alem'o8 ('o proclamaram os ap-stolos #a confraterniza"'o universal %ue, com a #errota #a &lemanha, s- o 0Militarismo0 havia si#o venci#o e %ue, o povo, ao contrário, nisso #evia ver a sua magn4fica ressurrei"'o8 ('o se proclamou nesses c4rculos a generosi#a#e #a 3ntente e n'o se lan"ou a culpa #a guerra sobre a &lemanha8 .er!se!ia po#i#o fazer essa propagan#a sem o esclarecimento #e %ue a #errota #o e6/rcito seria sem conse%U2ncias para a vi#a #a na"'o8 ('o foi o grito #e guerra #a 1evolu"'o %ue, com ela, a vit-ria #o pavilh'o alem'o tinha si#o evita#a, mas somente com ela a na"'o alem' conseguiria completamente a sua liber#a#e interna e e6terna8 ('o eram esses in#iv4#uos mentirosos e infames8 + caracter4stico #a impu#2ncia #o ver#a#eiro ju#eu atribuir ele H #errota militar a causa #o colapso #a na"'o, en%uanto o 0Xrg'o central #e to#as as trai":es nacionais0, o BorQ'rts, #e Aerlim, escrevia %ue #esta vez H na"'o alem' n'o seria permiti#o voltar com o seu pavilh'o vitorioso. 3 agora a #errota militar #eve ser vista como causa #a nossa ru4naV + evi#ente %ue n'o valeria a pena tentar lutar contra esses mentirosos #esmemoria#os. 3, por isso, eu tamb/m n'o per#eria uma s- palavra com eles, se esse erro absur#o n'o fosse aplau#i#o por tanta gente irrefleti#a, %ue n'o se apercebe #a perversi#a#e e #a falsi#a#e conscientes #esses mentirosos. =emais, as #iscuss:es po#em oferecer recursos %ue facilitam o esclarecimento #os nossos a#eptos, recursos esses muito necessários em um tempo em %ue / costume torcer o senti#o #as palavras. & resposta H afirmativa! #e %ue a per#a #a guerra / a causa #os nossos males atuais #eve ser a seguinte7 (aturalmente a per#a #a guerra teve um efeito terr4vel sobre o #estino #o nosso pa4s, mas n'o foi uma causa e sim o efeito #e várias causas. .o#os os homens inteligentes e bem intenciona#os sabem muito bem %ue o #esfecho infeliz #a%uela luta #e vi#a e morte s- po#eria pro#uzir efeitos #esastra#os. Mas há muitos %ue infelizmente #ei6aram #e compreen#er essa ver#a#e no momento prop4cio ou %ue, embora convenci#os #o erro, negavam!na com afinco. 3sses eram, na sua maior parte, os %ue, #epois #e realiza#os os seus #esejos secretos, conseguiam chegar a outra concep"'o #a catástrofe. 3les s'o as causas criminosas #o colapso e n'o a per#a #a guerra como se compraziam em sustentar. & per#a #a guerra foi simplesmente o resulta#o #a a"'o #esse in#iv4#uos e, #e nenhuma forma, po#e ser atribu4#a a 0má #ire"'o0, como eles afirmam agora.

?s inimigos n'o eram compostos #e covar#es, eles tamb/m sabiam se bater e, #es#e o primeiro #ia #a luta, tinham superiori#a#e num/rica sobre o e6/rcito alem'o, al/m #e po#erem contar com a in#*stria #e to#o o mun#o para o fornecimento #e armamentos t/cnicos. 3, apesar #e tu#o, n'o po#emos #ei6ar #e proclamar %ue as constantes vit-rias alem'es, #urante %uatro anos #e ásperas lutas contra o mun#o inteiro, foram #evi#as, pon#o!se #e parte o hero4smo #o nosso sol#a#o e a boa organiza"'o #o e6/rcito, e6clusivamente a uma #ire"'o superior. & organiza"'o e a #ire"'o #o nosso e6/rcito eram as mais perfeitas %ue jamais e6istiram no mun#o. &s suas falhas #evem!se H limita"'o #os po#eres humanos #e resist2ncia. & #errota #esse e6/rcito n'o foi a causa #as nossas infelici#a#es atuais, mas simplesmente a conse%U2ncia #e outros crimes, um #os %uais precipitou um outro colapso, bem patente aos olhos #e to#os. ? fato #e ter esse e6/rcito si#o #errota#o n'o foi a causa #e nossa infelici#a#e #e hoje, mas a conse%U2ncia #o crime #e outros, #e uma causa %ue, por ai s-, #everia provocar o come"o #e uma maior e mais vis4vel catástrofe. & ver#a#e #isso resulta #as seguintes raz:es7 @ma #errota militar #eve ter como conse%U2ncia a ru4na #e uma na"'o e #e seu 9overno8 =es#e %uan#o / essa a conse%U2ncia fatal #e uma guerra mal suce#i#a8 &s na":es, #e fato, jamais se arruinaram semente pela per#a #e uma guerra8 3ssa pergunta po#e ser respon#i#a em poucas palavras. ,sso sempre acontece %uan#o a #errota militar #e um povo / #evi#a H neglig2ncia, covar#ia, falta #e caráter ou in#igni#a#e #a na"'o. <e essa hip-tese n'o se verifica, a #errota militar, em vez #e ser vista com o t*mulo #e um povo, #eve servir #e est4mulo para %ue to#os trabalhem por um futuro melhor. & hist-ria está repleta #e in*meros e6emplos %ue comprovam a corre"'o #essa afirmativa. & #errota militar #a &lemanha foi, n'o uma imereci#a catástrofe mas um castigo a %ue fizemos jus pelos nossos pr-prios erros. & #errota foi mais #o %ue mereci#a. >oi apenas o sintoma e6terior #e uma longa s/rie #e sintomas internos %ue se conservaram invis4veis H maioria #os homens ou %ue ningu/m %uis observar. ?bserve!se a simpatia com %ue o povo alem'o recebeu essa catástrofe. 3m muitos setores n'o se manifestou contentamento, e, #a maneira mais vergonhosa, pela #errota #a $átria8 )uem faria isso, se o povo n'o merecesse esse castigo8 ('o se ia mais longe, at/ ao ponto #o regozijo, por se ter enfra%ueci#o a linha #a frente8 ,sso n'o se #eve ao inimigo. 3ssa vergonha #eve!se aos pr-prios alem'es. $or ventura a infelici#a#e provoca a injusti"a8 $ela maneira por %ue o povo alem'o recebeu a catástrofe po#e!se claramente #escobrir %ue a ver#a#eira causa #a nossa ruma #eve ser procura#a em outra parte e n'o na per#a #e posi":es militares ou na #ire"'o #a ofensiva. <e as tropas no front, entregues a si mesmas, tivessem realmente aban#ona#o os seus postos, se o #esastre nacional tivesse si#o #evi#o a um fracasso militar, a na"'o alem'o teria visto a #erroca#a #e outra maneira. ? povo teria aceito a gran#e #esgra"a com irrita"'o ou teria ca4#o em esta#o #e prostra"'o. ,rritar!se!iam os alem'es contra a sorte #esfavorável ou contra o ,nimigo vitorioso. 3nt'o, a na"'o agiria como o <ena#o romano, %ue foi ao encontro #as #ivis:es venci#as, com o agra#ecimento #a $átria pelo sacrif4cio feito e com o apelo para %ue confiassem no governo. & capitula"'o teria si#o assina#a com intelig2ncia, e o cora"'o #o povo come"aria a

palpitar pela ressurrei"'o futura. &ssim, a #errota teria si#o aceita como pro#uto #a fatali#a#e. ('o se teria festeja#o a #errota, a covar#ia n'o teria proclama#o com orgulho a má sorte #o e6/rcito, as tropas combatentes n'o teriam si#o objeto #e mofa e as cores nacionais n'o teriam si#o arrasta#as na lama. 3, sobretu#o, n'o se teria cria#o esse esta#o #e esp4rito %ue inspirou a um oficial ingl2s, coronel 1epington, a #eclara"'o #e %ue 0em ca#a grupo #e tr2s alem'es havia um trai#or0. ('oV & pestil2ncia nunca teria alcan"a#o essas propor":es, t'o consi#eráveis %ue fizeram com %ue o mun#o per#esse o resto #e respeito %ue tinha por n-s. $or ai se percebe claramente a mentira #a afirma"'o %ue consiste em atribuir ao fracasso #a guerra a causa #a ru4na #o pa4s. ? fracasso militar, foi n'o há #*vi#a, a conse%U2ncia #e uma s/rie #e manifesta":es #oentias #e uma parte #a na"'o. 3ssas manifesta":es já vinham infeccionan#o o pa4s antes #a guerra. & #errota foi o primeiro resulta#o catastr-fico vis4vel, por parte #o povo, #e um envenenamento moral, %ue consistia no enfra%uecimento #o instinto #e conserva"'o, resultante #a propagan#a #e #outrinas %ue, #e há muitos anos, vinham minan#o os fun#amentos #a na"'o e #o ,mp/rio. 3ra natural %ue o ju#eu, acostuma#o H mentira, e o esp4rito combativo #o seu mar6ismo, procurassem lan"ar a responsabili#a#e #o #esastre #a na"'o sobre um homem, justamente o %ue, com uma vonta#e e uma energia sobre!humanas, tentou evitar a catástrofe %ue havia previsto e poupar H na"'o um per4o#o #e sofrimentos e humilha":es. Lan"an#o sobre Lu#en#orf a responsabili#a#e #a #errota na guerra, eles #esarmaram moralmente o *nico a#versário bastante perigoso para enfrentar os trai#ores #a $átria. 1esulta #a pr-pria natureza #as coisas %ue no volume #a mentira está uma raz'o para ela ser mais facilmente acre#ita#a, pois a massa popular, nos seus mais profun#os sentimentos, n'o sen#o má, consciente e #elibera#amente, / menos corrompi#a e, #evi#o H simplici#a#e #o seu caráter, / mais fre%Uentemente v4tima #e gran#es mentiras #o %ue #e pe%uenas. 3m pe%ueninas coisas ela tamb/m mente, en%uanto %ue #as gran#es mentiras ela se envergonha. @ma tal inver#a#e nunca lhe passaria pela cabe"a e tamb/m n'o acre#itaria %ue algu/m fosse capaz #a inau#ita impu#2ncia #e t'o infame cal*nia. Mesmo #epois #e e6plica":es sobre o caso, as massas, #urante muito tempo, mant2m!se na #*vi#a, vacilan#o, antes #e aceitar como ver#a#eiras %uais%uer causas. + um fato tamb/m %ue #a mais #escara#a mentira sempre fica alguma coisa, ver#a#e essa %ue to#os os gran#es artistas #a mentira e suas %ua#rilhas conhecem muito bem e #ela se aproveitam #a maneira mais infame. ?s maiores conhece#ores #as possibili#a#es #o emprego #a mentira e #a cal*nia foram, em to#os os tempos os ju#eus. 5ome"a, entre eles, a mentira por tentarem provar ao mun#o %ue a %uest'o Ju#aica / uma %uest'o religiosa, %uan#o, na reali#a#e, trata!se apenas #e um problema #e ra"a e %ue ra"aV @m #os maiores esp4ritos #a humani#a#e perpetuou em uma frase imorre#oura o julgamento sobre esse povo, %uan#o os #esignou como 0os maiores mestres #a mentira0. )uem n'o reconhecer essa ver#a#e ou n'o %uiser reconhec2!la, n'o po#erá nunca concorrer para a vit-ria #a ver#a#e neste planeta. >oi, po#e!se #izer, uma gran#e felici#a#e para a na"'o alem' %ue a epi#emia nacional %ue se vinha alastran#o lentamente tivesse #e repente chega#o ao seu per4o#o mais agu#o, com to#os os seus efeitos catastr-ficos. <e as coisas se tivessem passa#o #e outra maneira, a na"'o teria marcha#o para a ru4na mais lentamente talvez, mais firmemente por/m. & mol/stia ter!se!ia torna#o crônica e passaria %uase #espercebi#a, ao passo %ue, na sua forma agu#a, atraiu a aten"'o #e um n*mero mais consi#erável #e observa#ores e por eles

pô#e ser compreen#i#a. ('o foi obra #o acaso %ue os homens tivessem venci#o a peste mais facilmente #o %ue a tuberculose. & primeira aparece fazen#o in*meras v4timas, o %ue impressiona a to#a gente a segun#a intro#uz!se lentamente. @ma inspira o terror, a outra a in#iferen"a crescente. & conse%U2ncia #isso / %ue os homens combatem a peste #a maneira mais en/rgica, en%uanto procuram vencer a tuberculose por m/to#os ineficientes. $or isso os homens venceram a peste, mas foram venci#os pela tuberculose. ? mesmo se aplica Hs afec":es #o organismo pol4tico. )uan#o n'o se apresentam sob a forma catastr-fica, to#a gente a elas aos poucos se acostuma para, finalmente, #epois #e um per4o#o mais ou menos prolonga#o, ser v4tima #as mesmas. +, pois, uma felici#a#e, embora amarga, %ue a $rovi#2ncia tenha #eci#i#o intrometer!se nesse lento processo #e corrup"'o e, #e um golpe rápi#o, tenha evi#encia#o o combate H mol/stia, aos %ue a haviam compreen#i#o. 3ssas catástrofes suce#em!se fre%Uentemente. $or isso #evem ser vistas como causas para %ue se promova a salva"'o #a maneira mais #eci#i#a. 3m caso i#2ntico, essa hip-tese vale pelo reconhecimento #as causas intimas %ue ocasionam o mal em %uest'o. + importante lazer a #iferen"a entre os responsáveis pelo mal e a situa"'o por eles provoca#a. 3ssa situa"'o torna!se mais #if4cil, H propor"'o %ue os germes #a mol/stia tomam conta #o corpo e nele se julgam estar em habitat pr-prio. $o#e acontecer %ue, #epois #e um certo tempo, certos venenos sejam vistos como fazen#o parte #o organismo ou pelo menos como a ele necessários. &ssim consi#era!se como in*til pes%uisar o autor #o envenenamento. (os longos per4o#os #e paz %ue prece#eram a 9ran#e 9uerra, constatavam!se vários males, sem %ue algu/m se preocupasse em #escobrir os seus responsáveis, salvo em casos e6cepcionais. 3ssas e6ce":es se verificaram principalmente no #om4nio econômico %ue, aos in#iv4#uos, mais impressionam #o %ue %uais%uer outros males. ;avia vários outros sintomas #e #eca#2ncia %ue a um observa#or consciencioso #everiam impressionar. <ob o ponto #e vista econômico, eram naturais as seguintes observa":es7 ? impressionante aumento #a popula"'o #a &lemanha, antes #a 9uerra, fez com %ue a %uest'o #a alimenta"'o m4nima %ue se #everia assegurar ao povo tomasse uma posi"'o #e #esta%ue entre os pensa#ores e os homens práticos %ue se interessavam pela vi#a pol4tico! econômica #a na"'o. ,nfelizmente, por/m, eles n'o pu#eram se resolver a tomar a *nica solu"'o aconselhável, por%ue imaginavam po#er chegar ao seu objetivo por m/to#os homeopáticos. 1enunciaram H i#/ia #e a#%uirir novos territ-rios e, em substitui"'o a essa pol4tica, lan"aram!se loucamente na pol4tica #e con%uistas econômicas, %ue, for"osamente, havia #e levá!los por fim a uma in#ustrializa"'o sem limites e preju#icial H na"'o. ? primeiro resulta#o ! e o mais fatal ! foi o enfra%uecimento #a classe agr4cola. Z propor"'o %ue essa classe se arruinava, o proletaria#o acumulava!se nas gran#es ci#a#es, perturban#o por fim o e%uil4brio nacional. ? abismo entre ricos e pobres tornou se mais sens4vel. & superflui#a#e e a pobreza viviam em contato t'o 4ntimo %ue as conse%U2ncias #esse fato s- po#eriam ser as mais #eploráveis. & pobreza e a gran#e falta #e emprego come"aram a arruinar o povo e a criar o #escontentamento e o -#io. & conse%U2ncia #isso foi a luta pol4tica #e classes. 3m to#as as castas econômicas, o #escontentamento tornava!se ca#a vez maior e mais profun#o. 5hegou a um ponto em %ue era opini'o geral %ue 0isso n'o po#ia continuar0, sem %ue, por/m, surgisse uma orienta"'o sobre o %ue se #everia ou po#eria fazer. 3ram os sinais

caracter4sticos #e um profun#o #escontentamento geral %ue, por esse meio, se faziam sentir. ;avia fenômenos ain#a mais #eploráveis, liga#os H in#ustrializa"'o #o pa4s. 5om a #omina"'o #o 3sta#o pela in#*stria, o #inheiro tornou!se um #eus a %uem to#os teriam #e servir e ren#er homenagem. ?s #euses celestiais sa4ram #a mo#a, tornaram!se coisas #o passa#o e, no seu lugar, instalou!se a orgia #os i#-latras #e Mamon. 5ome"ou, ent'o, um per4o#o #e #esmoraliza"'o, #e p/ssimos efeitos, sobretu#o por%ue se iniciou em um momento em %ue a na"'o, mais #o %ue nunca, precisava #os mais eleva#os sentimentos #e hero4smo para enfrentar o perigo %ue a amea"ava. & &lemanha #everia estar se preparan#o para um #ia amparar, com a espa#a, seu esfor"o para garantir a alimenta"'o #o povo, por meio #e uma 0ativi#a#e econômica pacifica0. ,nfelizmente a #omina"'o #o #inheiro foi sanciona#a justamente on#e #everia ter encontra#o maior oposi"'o. >oi uma infeliz inspira"'o a #e <ua Majesta#e in#uzir a nobreza a entrar no c4rculo #os novos financistas. <irva #e #esculpa para o Kaiser o fato #o pr-prio AismarcO n'o ter compreen#i#o esse perigo. & ver#a#e, por/m, / %ue #es#e ent'o as gran#es i#/ias ce#eram o lugar ao #inheiro. @ma vez %ue tomou esse caminho, a nobreza #a espa#a teria %ue ficar abai6o #a nobreza #as finan"as. ('o era na#a convi#ativo aos ver#a#eiros her-is e aos esta#istas serem coloca#os no mesmo plano #os ju#eus #os bancos. ?s homens #a merecimento real n'o po#iam ter interesses em possuir con#ecora":es facilmente a#%uiri#as. &o contrário, evitavam!nas. <ob o ponto #e vista racial, esse fato era #e conse%U2ncias #eploráveis. & nobreza per#ia ca#a vez mais a raz'o racial #e sua e6ist2ncia e, na sua gran#e maioria, po#ia!se com proprie#a#e #ar!lhe o %ualificativo contrário. @m sintoma #a ru4na econômica foi a lenta elimina"'o #o #ireito #e proprie#a#e in#ivi#ual e a passagem gra#ual #a economia #o povo para a proprie#a#e #as socie#a#es por a":es. $or esse sistema, .o trabalho #esceu a objeto #e especula"'o #oa traficantes sem consci2ncia. & aliena"'o #a proprie#a#e aos capitalistas progre#iu. & Aolsa come"ou a triunfar e preparou!se a pôr, lenta, mas firmemente, a vi#a #a na"'o sob sua prote"'o e controle. &ntes #a guerra, a internacionaliza"'o #os neg-cios alem'es já estava em an#amento, sob o #isfarce #as socie#a#es por a":es. + ver#a#e %ue uma parte #a in#*stria alem' fez uma #eci#i#a tentativa para evitar o perigo, mas, por fim, foi venci#a por! uma investi#a combina#a #o capitalismo ambicioso, au6ilia#o pelos seus alia#os #o movimento mar6ista. & guerra persistente contra as 0in#*strias pesa#as0 #a &lemanha foi o ponto #e parti#a vis4vel #a internacionaliza"'o %ue se processava com a aju#a #o mar6ismo. + o *nico meio #e completar a obra era assegurar a vit-ria #o mar6ismo ! por meio #a 1evolu"'o. (o momento em %ue escrevo estas linhas, espera!se o 26ito #a tentativa #e passar as m'os #o capitalismo ,nternacional os. caminhos #e ferro #a &lemanha. & social! #emocracia 0internacional0 com isso alcan"ará um #os seus mais eleva#os objetivos. &t/ %ue ponto essa 0#issipa"'o0 #a economia alem' tinha chega#o v2!se claramente no fato #e, #epois #a 9uerra, um #os guias #a in#*stria nacional e, sobretu#o #o com/rcio, fazer a #eclara"'o #e %ue s- a economia #o pa4s estava em situa"'o #e po#er levantar a &lemanha. & esse erro n'o se #eu, no momento, o valor espera#o, por%ue a >ran"a, nas suas escolas, #eu to#o #esta%ue H e#uca"'o sobre bases human4sticas, para evitar o erro #e confiarem a na"'o e o 9overno a sua e6ist2ncia a motivos econômicos e n'o aos eternos

valores i#eais. & afirma"'o feita por <tinnes provocou uma incr4vel confus'o, mas foi logo aceita, com uma pressa alarmante, como leit motiv #e to#os os remen#:es e charlat'es %ue o acaso tinha guin#a#o H posi"'o #e 0esta#istas0. @ma #as piores provas #e #eca#2ncia #a &lemanha, já antes #a 9uerra, era a %uase in#iferen"a geral %ue se notava a respeito #e tu#o. 3ssa situa"'o mental / sempre a conse%U2ncia #a incerteza sobre as coisas. =essa e #e outras causas surge a pusilanimi#a#e como conse%U2ncia fatal. ? sistema e#ucacional contribu4a para agravar essa situa"'o. ;avia muitos pontos fracos na e#uca"'o #os alem'es, antes #a 9uerra. 3ram inspira#os em um sistema unilateral, visan#o principalmente a instru"'o pura, sem se preocupar em fornecer ao povo a capaci#a#e prática Menos ain#a se pensava na forma"'o #o caráter, muito pouco se cogitava #e encorajar o senso #a responsabili#a#e e na#a absolutamente sobre cultivo #a for"a #e vonta#e e #e #ecis'o. & conse%U2ncia #isso / %ue n'o se faziam homens fortes mas maleáveis sabich:es. &ssim eram universalmente consi#era#os os alem'es antes #a 9uerra e, por esses motivos, / %ue gozavam #e consi#era"'o. ? alem'o era estima#o por%ue era *til, mas #evi#o H sua falta #e for"a #e vonta#e ele era pouco respeita#o. (isso estava o motivo por %ue ele trocava a sua nacionali#a#e por outra, mais facilmente #o %ue %ual%uer outro povo. este prov/rbio7 05om o chap/u na m'o po#e se percorrer o mun#o0, #efine essa mentali#a#e. ?s efeitos #essa maleabili#a#e tornaram!se ain#a mais #esastrosos %uan#o influ4ram na forma por %ue to#os se #everiam portar junto ao soberano. ? uso era n'o replicar mas aprovar tu#o o %ue o <oberano enten#esse #e or#enar. 3, no entanto, era justamente nesse caso %ue mais necessária se fazia a e6ist2ncia #e homens #ignos e in#epen#entes. &o contrário, a subservi2ncia geral arrastaria um #ia o ,mp/rio H ru4na. Bivia!se em um mun#o to#o #e lisonjas. <- aos bajula#ores e aos servis, em uma palavra, aos elementos #eca#entes #e uma na"'o %ue sempre se sentaram bem junto aos mais altos tronos, mais H vonta#e #o %ue os homens honestos e in#epen#entes, po#erá parecer essa a *nica forma #e rela":es #e um povo para com os seus monarcasV 3ssas criaturas, tipo 0humil#e servo0, em to#as as suas humilha":es junto aos seus senhores, aos %ue lhes #'o o p'o, sempre #emonstraram o maior atrevimento em rela"'o ao resto #a humani#a#e, sobretu#o %uan#o, com o maior #espu#or, como os *nicos 0monar%uistas0, se comparam ao resto #os mortais. ,sso constitui uma ver#a#eira impu#2ncia #e %ue s- vermes, nobres ou plebeus, s'o capazes. (a reali#a#e esses homens foram sempre os cor#eiros #a monar%uia e sobretu#o #o pensamento monár%uico. + imposs4vel pensar #e outra maneira, pois um homem capaz #e respon#er por alguma coisa nunca po#erá ser um hip-crita e um bajula#or, um sem caráter. <e ele está seriamente empenha#o na conserva"'o e #esenvolvimento #e uma institui"'o #ará a isso to#o o esfor"o #e %ue / capaz e nunca aban#onará o seu posto, %uais%uer %ue sejam os riscos %ue aparecerem. @m homem assim n'o aproveita to#as as oportuni#a#es para berrar em p*blico, #a maneira mais hip-crita, como fazem os amigos 0#emocráticos0, #a monar%uia. &o contrário. ele procurará aconselhar e a#vertir <ua Majesta#e, o pr-prio #epositário #a coroa. 3le n'o se colocará no ponto #e vista #e %ue <ua Majesta#e #eve conservar as m'os livres para agir H vonta#e, mesmo %ue isso visivelmente con#uzisse a um #esastreV &o contrário, assim agin#o protegerá a monar%uia contra o monarca, evitan#o!lhe to#os os perigos. <e o m/rito #essa coor#ena"'o #epen#esse #a pessoa #e ca#a monarca, ent'o a monar%uia seria a pior institui"'o imaginável, pois s- em rasos rar4ssimos, os monarcas s'o

#epositários #a mais alta sabe#oria, #a raz'o mais perfeita ou mesmo #o caráter mais puro. (isso s- acre#itam os bajula#ores e hip-critas. .o#os os esp4ritos retos e esses s'o os elementos #e mais valor #o 3sta#o ! sentir'o repulsa em #efen#er erro t'o grave. 3ssa situa"'o / boa para sicofantas, mas os homens #e bem ! %ue, felizmente, ain#a s'o a maioria #a na"'o ! s- repulsa po#eriam sentir por uma prática t'o absur#a. $ara esses a hist-ria / a hist-ria e a ver#a#e / sempre a ver#a#e, mesmo %uan#o se trata #e um monarca. & felici#a#e #e possuir um gran#e monarca e um gran#e homem combina#os na mesma pessoa / t'o rara na vi#a #as na":es %ue elas t2m #e se contentar com %ue a mal#a#e #a sorte poupe!as ao menos #os erros mais graves. & virtu#e e a significa"'o #a i#/ia monár%uica n'o po#em essencialmente estar liga#as H pessoa #o monarca, a menos %ue =eus se #igne pôr a coroa sobre a cabe"a #e um gran#e her-i como >re#erico o 9ran#e ou um caráter pru#ente como 9uilherme ,. ,sso po#e acontecer uma vez em vários s/culos, raras vezes mais fre%Uentemente. & i#/ia vem antes #a pessoa, a sua significa"'o #eve repousar e6clusivamente na pr-pria institui"'o, e o monarca entrará na lista #os %ue o servem. 3le passa a ser consi#era#o como mais uma ro#a na má%uina pol4tica #o 3sta#o, perante o %ual tem #everes como to#a gente. 3le tamb/m terá %ue se bater pela realiza"'o #os gran#es objetivos nacionais e 0monar%uista0 n'o será mais o #epositário #a coroa %ue consente nas maiores ofensas H mesma, mas, ao contrário, a%uele %ue a #efen#e. <e a pre#ominTncia n'o fosse #a#a H i#/ia mas Hs pessoas, consi#era#as 0sagra#as0, %uais%uer %ue elas fossem, nunca se #everia empreen#er o afastamento #e um pr4ncipe ! visivelmente louco. + necessário %ue se aceite essa ver#a#e agora %ue aparecem H tona ca#a vez mais os sinais ocultos no passa#o, aos %uais se #eve atribuir, e n'o em pe%uena escala, o fato #e ter si#o imposs4vel evitar a ru4na #a monar%uia. 5om uma ing2nua imperturbabili#a#e, continua essa gente a falar no 0seu rei0, rei %ue há poucos anos, eles aban#onaram miseravelmente na hora cr4tica e come"aram a apontar como maus alem'es to#os a%ueles %ue n'o est'o #ispostos a concor#ar com as suas i#/ias. (a reali#a#e, eles s'o os mesmos poltr:es %ue, em CECL, #iante #e %ual%uer fita vermelha, fugiam espavori#os, viam 0seu rei0 #ei6ar #e ser rei, trocavam precipita#amente a alabar#a pela 0bengala0 e, como pac4ficos burgueses, #esapareciam como por encanto. =e um golpe eles foram afasta#os, esses campe:es #o rei, e s- #epois #e passa#a a tempesta#e revolucionária, o %ue se #eveu H ativi#a#e #e outros, e %ue, #e novo, se tornou poss4vel #ar vivas ao rei, come"aram esses 0cria#os e conselheiros0 #a coroa a aparecer na superf4cie. &gora est'o to#os a4 a chorar #e novo, pelas cebolas #o 3gito, lembran#o!se #o passa#o mal se po#em conter #e tanta fi#eli#a#e ao rei, #e tanta vonta#e #e luta, at/ %ue um #ia apare"a a primeira fita vermelha. 3nt'o o barulho em favor #a monar%uia #e novo #esaparecerá, e eles fugir'o como ratos #iante #e gatos. <e os monarcas n'o fossem eles pr-prios culpa#os por esses fatos po#er!se!ia ao menos lastimá!los por terem eles esses #efensores #e hoje. 3les #evem, por/m, se convencer %ue, com tais cavalheiros, / fácil per#er um trono, mas nunca con%uistar uma coroa. 3ssa pusilanimi#a#e era um erro #a nossa e#uca"'o %ue reagia #a maneira mais #esastra#a na vi#a pol4tica. &os seus efeitos se #evem os lastimáveis sintomas vis4veis em to#as as cortes e neles #evem!se procurar as causas #o progressivo enfra%uecimento #a institui"'o monár%uica. )uan#o o e#if4cio come"ou a abalar!se, os seus #efensores como %ue se evaporaram. ?s bajula#ores n'o se #ei6aram matar pelos seus senhores. $or%ue os monarcas nunca se aperceberam #essa situa"'o e, %uase por uma %uest'o #e princ4pio,

jamais trataram #e estu#á!la, ela se transformou na causa #e sua ru4na. @m #os resulta#os #essa e#uca"'o mal orienta#a era o receio #e enfrentar as responsabili#a#es e #ai a fra%ueza na maneira #e resolver os problemas essenciais #a na"'o. ? ponto #e parti#a #essa epi#emia está, entre n-s, sobretu#o na institui"'o #o parlamentarismo, on#e a irresponsabili#a#e era francamente cultiva#a cm estufa. ,nfelizmente essa mol/stia lentamente contaminou to#a a vi#a #o pa4s e mais intensamente a vi#a pol4tica. $or to#a parte, come"ou a enfra%uecer!se a no"'o #a responsabili#a#e e, em conse%U2ncia #isso, #ava!se prefer2ncia em tu#o Hs meias me#i#as, pelo emprego #as %uais, o n*mero #as pessoas #e responsabili#a#e foi sempre se restringin#o ca#a vez mais, observe!se apenas a con#uta #o pr-prio ,mp/rio, em face #e uma s/rie #e sintomas alarmantes #e nossa vi#a p*blica, e logo se perceberá a terr4vel significa"'o #essa geral covar#ia e in#ecis'o, conse%U2ncia #a falta #a no"'o #a responsabili#a#e. Mostrarei alguns casos #entre os in*meros %ue ocorrem. (os meios jornal4sticos / costume apontar a imprensa como um 0gran#e po#er0 #entro #o 3sta#o. + ver#a#e %ue / imensa a sua importTncia atual. =ificilmente se po#e avaliar to#o o seu prestigio. (a reali#a#e a sua miss'o / #e continuar a e#uca"'o #o povo at/ a uma i#a#e avan"a#a. 3m conjunto po#em ser #ivi#i#os os leitores #e jornais em tr2s gran#es grupos7 C.D ? #os %ue acre#itam em tu#o %ue l2em. F.D ? #a%ueles %ue já n'o mais acre#itam em coisa alguma. I.D ? #os %ue submetem tu#o o %ue l2em H cr4tica para chegarem, a um julgamento seguro. ? primeiro grupo / muito mais numeroso %ue os outros. 5omp:e se #a gran#e massa #o povo e, por isso mesmo, #a parte intelectualmente mais fraca #a na"'o. ('o po#e ser #esigna#o por classes, mas pelo grau #e intelig2ncia. & esse grupo pertencem to#os os %ue n'o nasceram para ter pensamento in#epen#ente ou n'o foram e#uca#os para isso e %ue, em parte por incapaci#a#e e em parte por falta #e vonta#e, acre#itam em tu#o %ue lhes / apresenta#o em letra #e fôrma. & essa classe tamb/m pertencem os pregui"osos %ue po#em pensar mas, por mera in#ol2ncia, agra#eci#os, aceitam tu#o o %ue os outros pensam, na suposi"'o #e %ue esses já chegaram a essas conclus:es com muito esfor"o. $ara to#a essa gente, %ue representa a gran#e massa #o povo, a influ2ncia #a imprensa / fantástica. 3les n'o est'o em con#i":es, por falta #e cultura ou por n'o o %uererem, #e e6aminar as i#/ias %ue se lhes apresentam. &ssim, a maneira #e encarar os problemas #o #ia / %uase sempre resulta#o #a influ2ncia #as i#/ias %ue lhes v2m #e fora. 3ssa situa"'o po#e ser vantajosa %uan#o os esclarecimentos %ue lhes s'o #a#os partem #e uma fonte s/ria e amiga #a ver#a#e, mas constitui uma #esgra"a %uan#o t2m sua origem em pulhas e mentirosos. ? segun#o grupo / muito menor %uanto ao n*mero. 3m parte / composto #e elementos %ue, #e come"o, pertenciam ao primeiro grupo e %ue, #epois #e amargas #ecep":es, passaram para o la#o oposto e n'o acre#itam em mais na#a %ue lhes seja apresenta#o em forma impressa. 3sses t2m -#io a to#os os jornais, n'o os l2em ou irritam!se contra tu#o o %ue neles se cont/m, convenci#os #e %ue neles s- se encontram mentiras e mais mentiras. + #if4cil manobrar com esses homens, por%ue para eles a pr-pria ver#a#e / sempre vista com #esconfian"a. 3 uma classe com %ue n'o se (leve contar para %ual%uer agita"'o eficiente. ? terceiro grupo / #e to#os o menor. 5omp:e!se #os esp4ritos #e elite %ue, por naturais #isposi":es intelectuais e pela e#uca"'o, apren#eram a pensar com in#epen#2ncia, %ue, sobre to#os o assuntos, se esfor"am por formar i#/ias pr-prias e %ue submetem to#as as suas cui#a#osas leituras a um em cursiva pessoal para #a4 tirar conse%U2ncias. 3sses n'o

ler'o nenhum jornal sem %ue as i#/ias recebi#as passem por um crivo. & situa"'o #o e#itor n'o / na#a fácil. $ara os %ue pertencem a esse terceiro grupo o erro %ue um jornal possa perpetrar oferece pouco perigo e / #e muita significa"'o. (o #ecurso #e sua vi#a eles se acostumaram a ver, com fun#a#as raz:es, em ca#a jornalista, um patife %ue, s- por e6ce"'o, fala a ver#a#e. ,nfelizmente, o valor #esses tipos brilhantes jaz apenas na sua intelig2ncia e n'o no n*mero, o %ue constitui uma infelici#a#e em uma /poca em %ue a maioria e n'o a sabe#oria vale tu#oV ;oje %ue o voto #as massas / #ecisivo, a *ltima palavra cabe ao grupo mais numeroso, %uase constitui #a gran#e multi#'o #os simples e cr/#ulos. + um interesses essencial #o 3sta#o e #a na"'o evitar %ue o povo caia nas m'os #e maus e#uca#ores, ignorantes e mal intenciona#os. +, por isso, #ever #o 9overno velar pela e#uca"'o #o povo e impe#ir %ue o mesmo tome orienta"'o erra#a, fiscalizan#o a atua"'o #a imprensa em particular, pois a sua influ2ncia sobre o esp4rito p*blico / a mais forte e a mais penetrante #e to#as, #es#e %ue a sua a"'o n'o / transit-ria mas cont4nua. <ua imensa importTncia está no fato #a uniforme e persistente repeti"'o #a sua propagan#a. &%ui, mais #o %ue em %ual%uer setor, / #ever #o 3sta#o n'o es%uecer %ue a sua atitu#e, %ual%uer %ue ela seja, #eve con#uzir a um fim *nico e n'o #eve ser #esvia#a pelo fantasma #a chama#a liber#a#e #e imprensa0, #esprezan#o assim os seus #everes com preju4zo #o alimento #e %ue a na"'o precisa para a conserva"'o #e sua sa*#e. ? 3sta#o #eve controlar esse instrumento #e e#uca"'o popular com vonta#e firme e pô! lo ao servi"o #o 9overno e #a na"'o. )ue sorte #e alimento intelectual a imprensa alem' ofereceu ao povo antes #a 9uerra8 ('o foi, porventura, o mais perigoso veneno %ue se po#eria imaginar8 ('o se inoculou no cora"'o #o povo um pacifismo #a pior esp/cie, justamente %uan#o o mun#o se preparava, lenta mas seguramente, para estrangular a &lemanha8 Já em plena paz, n'o tinha essa imprensa instila#o, gota a gota, no esp4rito #o povo, a #*vi#a sobre os #ireitos #a pr-pria na"'o, com o fim #e enfra%uece ,a, #es#e o primeiro momento #e sua #efesa8 ('o foi a imprensa alem', %ue fez o nosso povo interessar se! pela 0#emocracia oci#ental0, at/ convencen#o!o, por meio #e frases bombásticas, %ue seu futuro po#eria ser confia#o a uma confe#era"'o8 ('o colaborou ela para e#ucar o povo na amorali#a#e8 ('o foram a moral e os bons costumes ri#iculariza#os pelos jornais como retr-gra#os e peculiares aos provincianos, at/ %ue o povos por fim, se tornou 0mo#erno0 ?s alicerces #a autori#a#e #o 3sta#o n'o foram por eles constantemente mina#os at/ chegar ao ponto #e um simples empurr'o po#er provocar a ru4na #o e#if4cio8 ('o se opuseram eles por to#os os meios a %ue se #esse ao 3sta#o o %ue ao 3sta#o era #evi#o8 ('o foram eles %ue #esacre#itaram o e6/rcito, %ue pregaram contra o servi"o militar, contra a concess'o #e cr/#itos para o e6/rcito, at/ tornar o 26ito militar imposs4vel8 ? %ue a chama#a imprensa liberal fez antes #a 9uerra foi cavar um t*mulo para a na"'o alem' e para o 1eich. ('o precisamos #izer na#a sobre os mentirosos jornais mar6istas. $ara eles o mentir / t'o necessário como para os gatos o miar. <eu *nico objetivo / %uebrar as for"as #e resist2ncia #a na"'o, preparan#o!a para a escravi#'o #o capitalismo internacional e #os seus senhores, os ju#eus. )ue fez o 9overno para resistir a esse envenenamento em massa #o povo alem'o8 (a#a, absolutamente na#aV &lguns fracos #ecretos, algumas multas por ofensas t'o graves %ue n'o po#iam ser #espreza#as, e na#a maisV 3sperava!se con%uistar as simpatias #esses pestilentos atrav/s #e lisonjas, #o reconhecimento #o 0valor0 #a imprensa, #e sua 0significa"'o0, #a sua 0miss'o e#uca#ora0 e

outras imbecili#a#es. ?s ju#eus, por/m, recebiam essas #emonstra":es com um sorriso #e raposa e retribu4am com um astucioso agra#ecimento. & raz'o para essa ignominiosa ren*ncia #o 9overno n'o estava no #esconhecimento #o perigo, mas em uma covar#ia %ue gritava aos c/us e na in#ecis'o %ue, em conse%U2ncia #isso, caracterizava to#as as resolu":es toma#as. (ingu/m tinha a coragem #e Yempregar meios ra#icais, ao contrário #isso, to#os porfiavam em prescrever receitas homeopáticas e, em vez #e #ar!se um golpe certeiro na v4bora, aumentava!se a sua capaci#a#e #e envenenar. ? resulta#o / %ue n'o s- tu#o ficou pior #o %ue #antes como a institui"'o %ue se #everia combater tomou ca#a #ia maior vulto. & campanha #e #efesa inicia#a, outrora, pelo 9overno, contra a imprensa, controla#a, na sua maioria, por ju#eus, e %ue estava lentamente corrompen#o a na"'o, n'o obe#eceu a um plano #efini#o e #ecisivo ou, pelo menos, n'o teve nenhum objetivo vis4vel. & con#uta #os representantes #o 9overno falhou ao objetivo, tanto no mo#o #e avaliar a importTncia #o combate como. na escolha #os m/to#os e no estabelecimento #e um plano #efini#o. &gia!se H!toa. =e %uan#o em vez, %uan#o gravemente ofen#i#os, eles punham no 6a#rez algumas v4boras jornal4sticas por algumas semanas, ou mesmo meses, mas #ei6avam sempre o seu ninho em paz. .u#o isso era a conse%U2ncia, por um la#o, #a tática astuciosa #os ju#eus e, por outro, #a conselheira estupi#ez ou #a ingenui#a#e #o mun#o oficial. ? ju#eu era esperto bastante para n'o consentir %ue to#a a sua imprensa fosse, ao mesmo tempo, manieta#a. @ma parte #a mesma estava sempre livre para acobertar a outra. 3n%uanto os jornais mar6istas, #a maneira mais bai6a, combatiam o %ue #e mais sagra#o po#eria parecer aos homens, investiam, pelos processos mais infames, contra o 9overno e a"ulavam gran#es setores #a popula"'o uns contra os outros, as folhas #emocrático! burguesas #os ju#eus #avam a apar2ncia #a mais notável preocupa"'o com esses fatos, concentravam to#as as suas for"as, saben#o e6atamente %ue os imbecis s- sabem julgar pelas apar2ncias, e jamais s'o capazes #e penetrar no Tmago #as coisas. + a essa fra%ueza humana %ue os ju#eus #evem a consi#era"'o em %ue s'o ti#os. $ara esses leitores o >ranOfurter `eitung / o %ue há #e mais respeitável. (unca usa e6press:es ásperas, nunca fez apologia #a for"a bruta e apela sempre para a luta com as armas #a intelig2ncia o %ue, ! / curioso constatar ! agra#a sobretu#o Hs classes menos intelectuais ,sso / uma conse%U2ncia #a nossa in#ecis'o, %ue #ivorcia o homem #as suas inclina":es naturais %ue lhe inocula umas #etermina#as i#/ias %ue n'o po#em con#uzi!lo a no":es posteriores por%ue a #ilig2ncia e a boa vonta#e, por si s-, #e na#a servem, tornan#o! se necessária a intelig2ncia trazi#a #o ber"o. 3ssas no":es a %ue me refiro t2m sempre a sua e6plica"'o em causas intuitivas. ,sso %uer #izer %ue o homem n'o #eve nunca cair no erro #e acre#itar %ue surgiu para ser o senhor #a natureza ! concep"'o %ue o regime #a meia e#uca"'o tanto facilita mas, ao contrário, #eve compreen#er a necessi#a#e fun#amental #o po#er #a (atureza e tamb/m %ue a sua pr-pria e6ist2ncia está #epen#ente #as leis #a eterna luta natural. <entiremos ent'o, %ue, em um mun#o em %ue planetas e sois an#am H ro#a, no %ual a for"a sempre #omina a fra%ueza e submete!se H escravi#'o ou elimina!a, n'o po#em e6istir outras leis para os homens $o#emos tentar compreen#e!las mas nunca #elas nos libertarmos. + justamente para os fil-sofos semi!intelectuais %ue o ju#eu escreve na sua chama#a 0imprensa intelectual0. o tom #o >ranOfurter `eitung e #o Aerliner .ageblatt / manti#o com a inten"'o #e agra#ar a essa classe, justamente a mais influencia#a por esses jornais. &o passo %ue, com o má6imo cui#a#o, evitam to#a grosseria #e linguagem recorrem a outros

processos para envenenar o esp4rito p*blico, $or meio #e uma amálgama #e frases agra#áveis eles enganam seus leitores, incutin#o!lhes lhes a cren"a #e %ue a ci2ncia pura e a ver#a#eira moral s'o as for"as propulsoras #e suas a":es, ao passo %ue na reali#a#e ,sso n'o passa #e um inteligente artif4cio para roubarem uma arma %ue seus a#versários po#eriam usar contra a imprensa. 3n%uanto uns, por #ec2ncia, sentem!se enoja#os tanto mais acre#itam os imbecis %ue se trata #e ata%ues temporários %ue nunca chegar'o a ferir #e morte a 0liber#a#e #e imprensa0 como se costuma #enominar o abuso #esse instrumento #e lu#4brio e #e envenenamento #o povo, ao abrigo #e %uais%uer puni":es. $or isso, to#os t2m evita#o proce#er contra esse ban#itismo, com receio #e ter contra si a imprensa 0in#epen#ente0, receio aliás muito fun#amenta#o. Logo %ue se tenta agir contra um #esses vergonhosos jornais, to#os os outros #o parti#o se aproveitam, n'o para aprovar ! o %ue seria #emais ! as lutas #o jornal em %uest'o, mas em nome #o princ4pio #a liber#a#e #e imprensa, #a liber#a#e #e pensamento <- se batem pela liber#a#e #e imprensaV &o som #esse clamor, os homens mais fortes sentem!se fracos, #es#e %ue a gritaria parte #as folhas 0in#epen#entes0. $or esse processo pô#e esse veneno penetrar e circular livremente no sangue #o povo e pro#uzir os seus efeitos, sem %ue a 3sta#o se sentisse com for"a bastante para combater essa mol/stia. (as irris-rias meias me#i#as emprega#as pelo 3sta#o já se po#eriam ver os sinais amea"a#ores #a %ue#a #o ,mp/rio, pois uma institui"'o %ue n'o mais está resolvi#a a #efen#er!se com to#as as armas renuncia H sua pr-pria e6ist2ncia .o#a in#ecis'o / um vis4vel sinal #a ru4na interna %ue #eve ser segui#a, mais ce#o ou mais tar#e, #o colapso e6terno. $enso %ue a gera"'o atual se bem #irigi#a, evitará mais facilmente esse perigo. 3la passou por várias e6peri2ncias capazes #e enrijar os nervos #e %uem %uer %ue n'o tenha per#i#o a no"'o #a sua for"a. @m #ia virá em %ue o ju#eu gritará bem alto nos seus jornais, %uan#o sentirem %ue uma m'o forte está #isposta a pôr fim a esse vergonhoso uso #a imprensa, pon#o esse instrumento #e e#uca"'o a servi"o #o 3sta#o, retiran#o!o #as m'os #e estrangeiros e inimigos #a na"'o. &cre#ito %ue essa empresa, para n-s jovens, será menos incômo#a #o %ue o foi aos nossos pais. @ma grana#a #e trinta cent4metros fala mais alto #o %ue mil v4boras #a imprensa ju#aica. =ei6ai %ue elas gritem. ?utro e6emplo #e in#ecis'o e fra%ueza #a #ire"'o oficial nas %uest:es #e interesse vital #a na"'o consiste no seguinte. &o mesmo tempo %ue se processava uma contamina"'o moral e pol4tica, verificava!se, #e há muito, um envenenamento n'o menos horr4vel, #o povo, #o ponto #e vista #e sua sa*#e. <obretu#o nas gran#es ci#a#es, a s4filis grassava #e maneira impressionante. $or seu la#o, a tuberculose mantinha a sua colheita normal em to#o o pa4s. &pesar #e %ue, em ambos os casos, as conse%U2ncias para a na"'o fossem horr4veis ningu/m tinha coragem #e tomar me#i#as #ecisivas. 3specialmente a respeito #as #evasta":es #a s4filis, / patente a capitula"'o #o povo e #o 9overno. 3m uma luta s/ria #ever!se!ia recorrer a processos mais ra#icais #o %ue H%ueles #e %ue se lan"ou m'o. & #escoberta #e um recurso para o problema em %uest'o, assim como contra a e6plora"'o comercial #e uma tal epi#emia, s- poucas vantagens po#eria apresentar. =ever!se!ia cogitar somente #as causas #essa calami#a#e e n'o em fazer #esaparecerem os sintomas e6ternos. & causa primária estava, por/m, na prostitui"'o #o amor. Mesmo %ue essa prostitui"'o n'o tivesse por conse%U2ncia a terr4vel epi#emia %ue #evastava a na"'o, ela, s- por seus efeitos morais, seria bastante para levar um povo H

ru4na. 3sse envenenamento #a alma #o povo pelos ju#eus, essa mercantiliza"'o #as rela":es entre os #ois se6os haviam, mais ce#o ou mais tar#e, #e preju#icar as novas gera":es, #es#e %ue, em lugar #e crian"as nasci#as #e um instinto natural apareciam apenas lamentáveis pro#utos #e um esp4rito ,nteiramente comercial. ?s interesses materiais eram, ca#a vez mais, o fun#amento *nico #os casamentos. ? amor tinha %ue tirar a sua revanche em outros setores. =urante algum tempo, talvez fosse poss4vel zombar #a natureza, mas a rea"'o n'o tar#aria ela far!se!ia reconhecer mais tar#e ou seria vista pelos homens #emasia#amente tar#e. &s conse%U2ncias #esastra#as #o #esprezo #as leis naturais no %ue #iz respeito ao casamento s'o vis4veis no mun#o aristocrático. (esse setor as m'es s- obe#eciam a imposi":es sociais ou a interesses financeiros. (o primeiro caso, a conse%U2ncia era o enfra%uecimento #a ra"a no segun#o, tratava!se #e um envenenamento #o sangue nacional, uma vez %ue to#a filha #e pe%ueno comerciante ju#eu se julgava com #ireito a suprir a #escen#2ncia #e <ua &lteza. 3m ambas as hip-teses a mais completa #egeneresc2ncia era o resulta#o #esse esta#o #e coisas. & burguesia atual esfor"a!se por seguir o mesmo caminho e chegará aos mesmos resulta#os. 5om i#2ntica pressa procura!se passar sobre as ver#a#es #esagra#áveis como se, com essa maneira #e agir, se pu#esse evitar %ue os fatos acontecessem. ('oV ('o se po#e negar, por #emasia#o evi#ente, a triste reali#a#e #e %ue o povo #as nossas gran#es ci#a#es ca#a vez mais se prostitui e, justamente por isso, aumentam as #evasta":es #a s4filis. &s conse%U2ncias #essa epi#emia geral po#emY ser e6amina#as nos hosp4cios e ,nfelizmente tamb/m nas crian"as. <obretu#o estas s'o o mais triste resulta#o #o constante e progressivo infeccionamento #a nossa vi#a se6ual. (as #oen"as #as crian"as s'o evi#entes as taras #os pais. ;á vários meios #a gente #esinteressar!se ante essa #esagra#ável e horr4vel reali#a#e. @ns na#a v2em ou, melhor, n'o %uerem ver. 3ssa / a atitu#e mais simples e mais cômo#a. ?utros se envolvem no manto #e um pu#or irris-rio e mentiroso, falam #o assunto como se se tratasse apenas #e um gran#e peca#o e manifestam, #iante #e ca#a peca#or pega#o em flagrante a sua mais profun#a c-lera, para #epois, toma#os #e nojo, fecharem os olhos H mal#ita epi#emia e pe#irem a =eus, para, #epois #a morte #eles, se poss4vel, enviar uma chuva #e en6ofre e fogo sobre essa <o#oma e 9omorra, para e#ificante e6emplo a essa #espu#ora#a humani#a#e. ?s terceiros leitores v2em muito bem as t/tricas conse%U2ncias %ue essa peste um #ia provocará, mas encolhem os ombros e passam, convenci#os #e %ue na#a po#em fazer contra o perigo. &ssim #ei6am!se as coisas seguirem seu curso natural. ,sto / muito cômo#o, mas / preciso %ue ningu/m se es%ue"a #e %ue esse como#ismo custará o sacrif4cio #a na"'o. & #esculpa #e %ue as outras na":es n'o est'o em situa"'o melhor em na#a mo#ificará a triste reali#a#e #a nossa pr-pria ru4na, salvo se o fato #e a mesma infelici#a#e recair sobre os outros constitu4sse um al4vio para as nossas pr-prias #ores. ? problema #eve, por/m, ser posto nos seguintes termos7 )uais s'o os povos %ue ser'o por ela arrasta#os H ru4na8 .rata!se #e uma prova a %ue s'o submeti#as as ra"as. &%uelas %ue n'o resistirem H prova parecer'o e ser'o substitu4#as pelas mais sa#ias, mais resistentes, mais capazes #e rea"'o. 5omo esse problema 0interessa0, em primeiro lugar, Hs novas gera":es, pertence H

categoria #os em %ue com muita raz'o se #iz %ue os peca#os #os pais se refletem at/ sobre a #/cima gera"'o, ver#a#e essa %ue se tra#uz em um atenta#o contra a pureza #o sangue e #a ra"a. ? peca#o contra o sangue e a ra"a / o peca#o original #este mun#o e o fim #a humani#a#e %ue o comete. 3m %ue situa"'o #eplorável se encontrava a &lemanha #e antes #a 9uerra em rela"'o a esse problemaV )ue se fez para impe#ir a contamina"'o #a juventu#e #as gran#es ci#a#es8 )ue se fez para combater as #evasta":es #a s4filis sobre o corpo #o povo8 & resposta a essas perguntas era a afirma"'o #e %ue se tratava #e uma fatali#a#e inevitável. &ntes #e tu#o, trata!se #e um problema %ue n'o #eve ser encara#o t'o levianamente. + preciso %ue se compreen#a %ue #a sua solu"'o #e. pen#e a felici#a#e ou infelici#a#e #e gera":es inteiras e %ue #ele po#e #epen#er #ecisivamente, embora n'o o #evesse, o futuro #o nosso povo. 3ssa compreens'o #o problema obrigava, por/m, a me#i#as ra#icais, e a uma interven"'o #eci#i#a e firme. 3m primeiro lugar, seria necessário %ue to#os se convencessem #e %ue a aten"'o #e to#o o povo se #everia concentrar nesse terr4vel perigo, #e mo#o %ue to#os os in#iv4#uos, pu#essem se compenetrar #a importTncia #essa luta. <- se po#e transformar em reali#a#e certos #everes, principalmente a%ueles cuja realiza"'o #eman#a sacrif4cio, %uan#o os in#iv4#uos, sem nenhuma coa"'o, se convencem #a necessi#a#e #e cumpri!los. $ara isso / preciso uma enorme propagan#a %ue fa"a passar para um plano Ysecun#ário to#os os outros problemas! #o #ia. 3m to#os os casos em %ue se trata #a solu"'o #e pretens:es, #e problemas aparentemente imposs4veis, #eve!se concentrar to#a a aten"'o #o povo sobre esse problema como se #e sua resolu"'o #epen#esse a e6ist2ncia coletiva. <- por esse meio se po#e tornar um povo conscientemente capaz #e um gran#e esfor"o. 3sse princ4pio tamb/m se aplica aos in#iv4#uos toma#os isola#amente, sempre %ue se trata #a realiza"'o #e gran#es objetivos. ? in#iv4#uo s- po#erá atingir o fim visa#o, por etapas gra#uais, s- concentrará to#os os seus esfor"os para alcan"ar um objetivo #etermina#o, #epois %ue a primeira etapa parecer alcan"a#a e o plano para a nova estiver tra"a#o. )uem n'o a#otar essa #ivis'o, em etapas, #o caminho a percorrer, %uem n'o se esfor"ar por esse plano #e concentra"'o #e to#as as for"as a vencer, etapa por etapa, n'o po#erá nunca atingir o objetivo, ficará ao contrário, no meio #o caminho, talvez at/ no #esvio. 3sses preparativos para a consecu"'o #e uma #etermina#a finali#a#e constituem uma ver#a#eira arte e e6igem o em prego #e to#as as energias #ispon4veis para %ue se possa, passo a .passo, chegar ao fim. & primeira con#i"'o %ue se torna necessária para o povo vencer as #iferentes etapas / %ue a #ire"'o consiga convencer a massa #o povo %ue a pr-6ima etapa a ser alcan"a#a / a *ltima e %ue, #e sua con%uista, tu#o #epen#e. ? povo nunca v2 em to#a sua e6tens'o, o caminho a percorrer, sem cansar!se e hesitar na sua tarefa. &t/ certo ponto ele verá a meta a ser atingi#a, mas s- po#erá abranger com a vista pe%uenas etapas, tal %ual o vian#ante %ue sabe %ual / o fim #a sua jorna#a mas vence melhor o caminho sem fim, se #ivi#i!lo em trechos e procurar venc2!los, como se ca#a um fosse o fim #a jorna#a. <- assim, ele caminha sempre para a frente, sem #esanimo. &ssim se #everia, pelo emprego #e to#os os meios #e propagan#a, ter convenci#o a na"'o #e %ue o combate contra a s4filis era o problema má6imo #o povo e n'o um #os seus problemas. $ara alcan"ar esse fim, #ever!se!ia convencer o povo #e %ue to#os os seus

males resultaram #essa horr4vel infelici#a#e e, pelo emprego #e to#os os meios poss4veis, martelar essa i#/ia na cabe"a #e to#os, at/ %ue to#a a na"'o chegasse a compreen#er %ue #a solu"'o #esse problema tu#o #epen#e, o futuro #a $átria ou a sua ru4na. <- #epois #e uma tal prepara"'o, mesmo %ue #urasse anos, po#er!se!ia #espertar a aten"'o #o povo inteiro e impeli!lo a #ecis:es firmes. <- assim se po#eria tomar me#i#as %ue e6igiriam gran#es sacrif4cios, sem correr o perigo #e n'o ser compreen#i#o e ser aban#ona#o pela boa vonta#e #a na"'o. $ara combater uma peste seriamente s'o necessários inau#itos sacrif4cios e esfor"os. & campanha contra a s4filis e6ige uma campanha i#2ntica contra a prostitui"'o, contra preconceitos, contra velhos hábitos, contra i#/ias ain#a em voga, pontos #e vista e, por fim, contra o pu#or artificial #e certos meios sociais. & primeira hip-tese, aliás por motivos morais, para combater a s4filis consiste em facilitar os casamentos #os jovens, nas futuras gera":es. (os casamentos tar#ios está uma #as causas #a conserva"'o #e um esta#o #e coisas %ue, por mais %ue se %ueira torcer, / e será sempre uma vergonha para a humani#a#e, e %ue #eve ser visto como uma mal#i"'o para criaturas %ue, mo#estamente, se julgam feitas H imagem #o 5ria#or. & prostitui"'o / uma vergonha para a humani#a#e, %ue n'o po#e, por/m, ser removi#a com prele":es morais, pie#osos sentimentos, etc. & sua #iminui"'o e a sua e6tin"'o completa pressup:em a remo"'o #e um n*mero infinito #e con#i":es preliminares. & primeira con#i"'o, por/m, / a cria"'o #e um ambiente #e facili#a#es ao casamento #os jovens, o %ue aliás correspon#e a uma e6ig2ncia #a natureza. 1eferimo!nos sobretu#o aos homens, pois nesses assuntos a mulher / sempre passiva. 5omo os homens #e hoje, em parte se acham #esvia#os, po#e!se ver no fato #e, fre%Uentemente, as m'es, na chama#a 0melhor0 socie#a#e, #arem gra"as a =eus encontrarem no filho um homem %ue já se iniciou0. 5omo essa / a hip-tese mais fre%Uente, as pobres raparigas encontrar'o um <iegfrie# 0inicia#o0 e as crian"as sofrer'o os efeitos #esses 0ajuiza#os casamentos0. <e refletirmos %ue uma gran#e #iminui"'o #a procria"'o / conse%U2ncia #esse esta#o #e coisas e %ue #isso está #epen#ente a sele"'o natural %ue s- po#e ter como resulta#o criaturas infelizes, ent'o / l4cito %ue nos fa"amos esta pergunta7 $or %ue manter uma tal institui"'o8 )ue objetivo preenche ela8 ('o / ela, porventura, igual H pr-pria prostitui"'o8 ? #ever para com a posteri#a#e n'o e6iste mais8 ('o se compreen#e %ue praga se reserva a futuras gera":es atrav/s #e uma t'o criminosa e leviana aplica"'o #e um #ireito natural %ue / tamb/m o maior #ever para com a (atureza8 &ssim se #egeneram os gran#es povos e gra#ualmente s'o arrasta#os H ru4na. ? casamento n'o #eve ser uma finali#a#e em si, mas ao contrário, #eve servir H multiplica"'o e conserva"'o #a esp/cie e #a ra"a, 3sse / o seu significa#o, essa / a sua finali#a#e. &ssim sen#o, a sua raz'o #e ser #eve ser me#i#a pela maneira por %ue / alcan"a#o esse objetivo. ?s casamentos entre jovens se justificam ao primeiro e6ame, por%ue po#em #ar pro#utos mais sa#ios e mais resistentes. $ara facilitar essas uni:es tornam!se imprescin#4veis várias con#i":es sociais, sem as %uais imposs4vel / contar com casamentos entre jovens. & solu"'o #esse problema, aparentemente t'o fácil, n'o se encontrará sem me#i#as #ecisivas sob o ponto #e vista social. & importTncia #esse problema ressalta #o fato #e vivermos em um tempo em %ue a chama#a 1ep*blica 0<ocial0, #emonstran#o a sua incapaci#a#e para resolver o problema #as habita":es, tornou imposs4veis in*meros casamentos e incrementou, por esse meio, a

prostitui"'o. Z irracionali#a#e #a nossa maneira #e #ivi#ir os salários, sem nenhuma aten"'o ao problema #a fam4lia e seu sustento, #eve!se o fato #e muitos casamentos n'o se realizarem. <- se po#e tentar uma ver#a#eira guerra contra a prostitui"'o se, por uma mo#ifica"'o ra#ical nas atuais con#i":es sociais, se facilitarem as uni:es entre jovens, mais #o %ue acontece atualmente. 3ssa / a primeira con#i"'o para %ue o problema #a prostitui"'o possa ser resolvi#o. 3m segun#o lugar, a e#uca"'o e a instru"'o ter'o %ue eliminar uma por"'o #e erros com os %uais at/ hoje ningu/m se preocupou. &ntes #e tu#o / preciso pôr no mesmo plano a e#uca"'o intelectual propriamente #ita e a e#uca"'o f4sicaV ? %ue hoje se conhece pelo nome #e 9inásio / um arreme#o #o mo#elo grego. 5om os nossos processos e#ucacionais, tem!se a impress'o #e %ue to#os se es%ueceram #e %ue um esp4rito sa#io s- po#e e6istir em um corpo s'o. 3ssa ver#a#e / tanto mais pon#erável %uan#o se aplica H gran#e massa #o povo, pon#o!se #e parte e6ce":es in#ivi#uais. .empo houve, na &lemanha #e antes #a 9uerra, em %ue ningu/m se preocupava com essa ver#a#e. $ecava!se abertamente contra a sa*#e #o corpo e pensava!se %ue, na forma"'o intelectual, estava uma garantia #a prosperi#a#e #a na"'o, 3sse erro come"ou a fazer sentir as suas conse%U2ncias mais #epressa #o %ue se esperava. ('o foi por obra #o acaso %ue a on#a bolchevista encontrou meio mais favorável justamente entre as popula":es %ue mais haviam sofri#o fome ou alimenta"'o insuficiente, isto /, a &lemanha central, a <a6ônia e o 1uhr. (essas regi:es %uase n'o se nota a resist2ncia, #a parte #os chama#os 0intelectuais0, contra essa epi#emia ju#aica, e isso menos em conse%U2ncia #a mis/ria #o %ue em conse%U2ncia #a e#uca"'o. & maneira unilateral #e encarar a e#uca"'o nas cama#as eleva#as #a socie#a#e, justamente nesta /poca em %ue / o punho %ue #eci#e e n'o o espirito, torna!as incapazes #e manterem as suas posi":es e ain#a menos #e vencerem. .(a fra%ueza f4sica está a raz'o principal #a covar#ia #os in#iv4#uos. ? valor e6cessivo #a#o H cultura intelectual pura e a neglig2ncia em rela"'o H forma"'o f4sica #'o origem, antes #e tempo, Hs solicita":es se6uais. ? jovem %ue se fortalece nos #esportos e nos e6erc4cios #e ginástica está menos sujeito a capitular ante a satisfa"'o #os seus instintos #o %ue a%uele %ue vive, se#entariamente, no gabinete #e estu#o. @ma e#uca"'o racional terá %ue tomar em consi#era"'o esse aspecto #o problema. 3ssa e#uca"'o n'o #eve per#er #e vista %ue se #eve esperar #a mulher um rebento mais sa#io #o %ue os %ue atualmente já nascem contamina#os. ? conjunto #a e#uca"'o #everia ser organiza#o #e maneira %ue to#o o tempo #ispon4vel #a moci#a#e fosse emprega#o na sua cultura f4sica. (os tempos %ue correm, a moci#a#e n'o tem o #ireito #e errar pelas ruas e cinemas, fazen#o #ist*rbios, cumpre!lhe, #epois #a faina #iária, e6ercitar!se fisicamente para, %uan#o entrar na vi#a, apresentar a resist2ncia necessária. $repará!la para isso #eve ser o objetivo #a e#uca"'o e n'o simples a%uisi"'o #a chama#a cultura intelectual. =evemo!nos livrar #a no"'o #e %ue a cultura f4sica compete ao pr-prio in#iv4#uo. (ingu/m tem liber#a#e #e errar H custa #a posteri#a#e, isto /, #a ra"a. & luta contra o envenenamento #a alma #eve!se #esenvolver ao la#o #a cultura f4sica. ;oje to#a a nossa vi#a em p*blico / uma esp/cie #e estufa para o cultivo #e i#/ias e atra":es se6uais. ?lhem!se os programas #e cinemas, #as casas #e #ivers:es, #os teatros #e varie#a#es e ver!se!á %ue a%uelas i#/ias parecem ser vistas como o alimento apropria#o, especialmente para a e#uca"'o #a moci#a#e. 5asas e %uios%ues #e propagan#a coligam!se para atrair a aten"'o p*blica pelos mais bai6os e6pe#ientes. )uem %uer %ue n'o tenha

per#i#o a capaci#a#e #e penetrar na. alma #os jovens, logo compreen#erá %ue essa e#uca"'o s- po#e resultar em graves preju4zos para a moci#a#e. 3sse ambiente / causa #e imagens e e6cita":es se6uais em um momento em %ue os jovens n'o t2m nenhuma i#/ia #e tais coisas. ? resulta#o #esse processo #e e#uca"'o n'o po#e ser visto #e maneira satisfat-ria na moci#a#e #e hoje. ?s jovens ama#urecem #epressa #emais e envelhecem antes #o tempo. (as sa4as #as nossas cortes #e justi"a aparecem fre%Uentemente casos %ue permitem fazer!se uma i#/ia #o horr4vel estalo #e esp4rito #os nossos jovens #e %uatorze e %uinze anos. )uem se po#erá a#mirar #e %ue, já nessa i#a#e, a s4filis fa"a as suas v4timas8 ('o / uma lástima verem!se tantos jovens, fisicamente fracos e espiritualmente corrompi#os, ingressarem na vi#a #e casa#os, #epois #e um estágio na prostitui"'o #as gran#es ci#a#es8 )uem %uiser combater a prostitui"'o, #eve, em primeiro lugar, au6iliar a combater as raz:es espirituais em %ue ela se fun#a. =eve, primeiro, livrar!se #o li6o #a intelectuali#a#e #as gran#es ci#a#es e isso sem vacila":es ante a gritaria %ue, naturalmente, se verificará. <e n'o livrarmos a moci#a#e #o charco %ue atualmente a amea"a, ela nele afun#ará. )uem n'o %uiser se aperceber #essa situa"'o, estará concorren#o para apoiá!la, transforman#o!se em co!autor #a lenta prostitui"'o #as futuras gera":es. ? teatro, a arte, a literatura, o cinema, a imprensa, os an*ncios, as vitrines, #evem ser emprega#os em limpar a na"'o #a po#ri#'o e6istente e pôr!se a servi"o #a moral e #a cultura oficiais. 3, em tu#o isso, o objetivo *nico #eve ser a conserva"'o #a sa*#e #o povo, tanto #o ponto #e vista f4sico como #o intelectual. & liber#a#e in#ivi#ual #eve ce#er o lugar H conserva"'o #a ra"a. <- #epois #e e6ecuta#as essas me#i#as, po#e!se ter s-li#as esperan"as #e 26ito na campanha profilática contra a epi#emia. (essa luta tamb/m n'o se #eve recorrer a meias me#i#as mas, ao contrário, #evem ser toma#as resolu":es s/rias e #ecisivas. + #eplorável %ue se consinta %ue in#iv4#uos %ue sofrem #e mol/stias incuráveis continuem a contaminar as pessoas sa#ias. ,sso correspon#e a um sentimento #e humani#a#e #o %ual #ecorre o seguinte ! para n'o fazer mal a um arruinam!se centenas. .ornar imposs4vel %ue in#iv4#uos #oentes procriem outros mais #oentes / uma e6ig2ncia %ue #eve ser posta em prática #e uma maneira met-#ica, pois se trata #a mais humana #as me#i#as. 3la poupará a milh:es #e infelizes #esgra"as %ue n'o mereceram e terá como conse%U2ncia a eleva"'o #o n4vel #a sa*#e #o povo. & firme resolu"'o #e envere#ar por esse caminho oporá tamb/m um #i%ue Hs mol/stias ven/reas. (esse assunto, %uan#o necessário, #eve!se proce#er, sem compai6:es, no senti#o #o isolamento #os #oentes incuráveis. 3ssa me#i#a / bárbara para os infelizes porta#ores #essas mol/stias mas / a salva"'o #os coevos e p-steros. ? sofrimento imposto a um s/culo livrará a humani#a#e #e sofrimentos i#2nticos por milhares #e anos. & luta contra a s4filis e sua companheira inseparável ! a prostitui"'o ! / uma #as mais importantes miss:es #a humani#a#e,! sobretu#o por%ue n'o se trata, no caso, #a solu"'o #e um s- problema mas #a remo"'o #e uma s/rie #e males %ue #'o causa a essa pestil2ncia. & #oen"a ! f4sica, no caso em %uest'o, / apenas a conse%U2ncia #a #oen"a #o instinto social, moral e racial. <e essa luta for #irigi#a por processos cômo#os e covar#es, #entro #e %uinhentos anos os povos #esaparecer'o. ('o mais se po#erá ver no homem a imagem #e =eus, sem grave ofensa a esse.

5omo se cui#ou, na antiga &lemanha, #e livrar o povo #essa calami#a#e8 $or um e6ame sereno chegar!se!á a uma triste conclus'o. (os c4rculos governamentais conheciam!se muito bem to#os os males #ecorrentes #essa mol/stia, se bem %ue n'o se refletisse sobre to#as as suas conse%U2ncias. (a luta, por/m, o fracasso foi completo por%ue, em vez #e me#i#as ra#icais, tomaram!se me#i#as #eploráveis. =outrinava!se sobre a mol/stia e #ei6ava!se %ue as suas causas continuassem a pro#uzir os mesmos efeitos. <ubmetia!se a prostituta a um e6ame m/#ico, inspecionava!se a mesma como se po#ia e, no caso #e se constatar uma mol/stia, internava!se a #oente em um lazareto %ual%uer, #o %ual sa4a #epois #e uma cura aparente para #e novo infeccionar o resto #a humani#a#e. + ver#a#e %ue na lei havia um 0parágrafo #e #efesa0 pelo %ual se proibia o tráfego se6ual a %uem n'o fosse inteiramente sa#io ou n'o estivesse cura#o. 3m teoria essa me#i#a / justa mas na sua aplica"'o prática o fracasso / completo. 3m primeiro lugar, a mulher, %uan#o atingi#a por essa infelici#a#e, em virtu#e #os nossos preconceitos e #os seus pr-prios, na maioria #os casos evitará servir #e testemunha contra o %ue furtou a sua sa*#e e comparecer perante os juizes, muitas vezes em con#i":es #olorosas. =e pouca utili#a#e / esse processo, mesmo por%ue, na maioria #os casos, ela / %ue sofrerá mais, pois será ain#a mais #espreza#a por a%ueles com %uem convive, o %ue n'o aconteceria com o homem. >ez!se, porventura, a hip-tese #e ser o pr-prio mari#o porta#or #a mol/stia8 & mulher, nesse caso, #everia %uei6ar!se8 )ue #everia ela fazer8 )uanto ao homem #eve!se acrescentar %ue infelizmente / muito comum %ue, justamente #epois #as liba":es alco-licas, / %ue ele corre atrás #essa peste, o %ue o coloca em situa"'o #e n'o po#er julgar #as %uali#a#es #e suas 0belas0V &s prostitutas #oentes sabem muito bem #isso, o %ue faz com %ue prefiram pescar os homens nesse esta#o. ? resulta#o / %ue por mais %ue #2 trato H bola, ele n'o conseguirá lembrar!se #a benfeitora %ue lhe proporcionou a #esagra#ável surpresa #a contamina"'o. ,sso n'o / #e a#mirar em uma ci#a#e como Aerlim ou mesmo Muni%ue. & isso se acrescente o caso #e um provinciano completamente #esnortea#o no meio #a vi#a alegre #as gran#es ci#a#es. &l/m #isso, %uem sabe e6atamente se está #oente ou n'o8 ('o se verificam in*meros casos em %ue uma pessoa aparentemente cura#a, recai e causa #esgra"as horr4veis, na perfeita ignorTncia #a reali#a#e8 &ssim, a efici2ncia prática #essa #efesa, atrav/s #a puni"'o legal #e um contágio culposo, / absolutamente nula. ? mesmo acontece com a inspe"'o m/#ica #as prostitutas. & pr-pria cura / hoje uma coisa incerta, #uvi#osa. <- uma coisa / certa ! apesar #e to#as as me#i#as, a calami#a#e torna!se ca#a vez mais #evasta#ora, o %ue confirma, #a maneira mais impressionante, a insufici2ncia #as provi#2ncias a#ota#as. .u#o o %ue se fez foi, ao mesmo tempo, insuficiente e irris-rio. & corrup"'o #o povo n'o foi evita#a. &liás na#a se tentou #e s/rio nesse senti#o. )uem estiver propenso a encarar levianamente esse problema, #eve estu#ar os #a#os estat4sticos sobre o progresso #essa peste, refletir sobre o seu futuro #esenvolvimento. <e, #epois #isso, n'o se sentir revolta#o po#e #ar a si, com to#a justi"a, o %ualificativo #e asno. & fra%ueza e a in#ecis'o com %ue, já na antiga &lemanha, se encarava essa grave %uest'o, #evem ser vistas como sintoma #a #eca#2ncia #e um povo. )uan#o já n'o há for"a para o combate pela sa*#e #e um povo, esse povo n'o tem mais #ireito H vi#a em um mun#o #e lutas como o nosso. ? mun#o pertence aos fortes, aos

#eci#i#os, e n'o aos t4mi#os. @m #os mais vis4veis sintomas #a #eca#2ncia #o antigo ,mp/rio era, incontestavelmente, a lenta #iminui"'o #a cultura geral. <ob essa #enomina"'o n'o se #eve incluir o %ue hoje se chama 0civiliza"'o0. &o contrário, a civiliza"'o atual parece significar uma inimiga #a ver#a#eira no"'o #o %ue seja a eleva"'o moral #o esp4rito #e um povo. Já por ocasi'o #a entra#a #este s/culo, come"ou a infiltrar!se, em nossa arte um elemento %ue lhe era absolutamente estranho e #esconheci#os ,ncontestável / %ue, tamb/m em outros tempos, sempre se notaram #esvirtuamentos #o bom gosto. 3m tais casos, tratava!se, por/m, #e #eslizes art4sticos, aos %uais a posteri#a#e po#eria #ar um certo valor hist-rico, como prova n'o já #e uma #eprava"'o art4stica mas #e um #esvio intelectual %ue chegara at/ H falta #e esp4rito. (isso já se po#iam vislumbrar sintomas #a ru4na futura. ? bolchevismo #a arte / a *nica forma cultural poss4vel #a e6terioriza"'o #o mar6ismo. )uan#o essa coisa estranha aparece, a arte #os 3sta#os bolchevi%uiza#os s- po#e contar com pro#utos #oentios #e loucos ou #egenera#os, %ue #es#e o s/culo passa#o, conhecemos sob a forma #e #a#aismo e cubismo, como a arte oficialmente reconheci#a e a#mira#a. (o curto per4o#o #os 05onselhos0 #a 1ep*blica bávara, essa esp/cie #e arte já havia apareci#o. Já por a4 se po#eria constatar como os placar#s oficiais, os an*ncios #os jornais, etc. traziam em si o sinete n'o s- #a ru4na pol4tica como #a #eca#2ncia cultural. &ssim como n'o se po#ia, há #ezesseis anos, pensar em um colapso #a pol4tica #o imp/rio em face #a gran#eza %ue hav4amos atingi#o, muito menos se po#eria pensar em uma #eca#2ncia cultural pelas #emonstra":es futur4sticas e cub4sticas %ue come"aram a aparecer #es#e CEJJ. ;á #ezesseis anos uma e6posi"'o #e pro#u":es .0#a#a4sticas0 teria pareci#o imposs4vel e os e6positores teriam si#o leva#os ao hosp4cio, ao passo %ue hoje s'o guin#a#os H presi#2ncia #as associa":es art4sticas. 3ssa epi#emia n'o po#eria ter venci#o outrora, n'o s- por%ue a opini'o p*blica n'o a toleraria como por%ue o 9overno n'o a veria com in#iferen"a. + um #ever #os #irigentes proibir %ue o povo caia sob a influ2ncia #e tais loucuras. @m t'o #eplorável esta#o #e coisas #everia um #ia receber um golpe fatal, #ecisivo. Justamente no #ia em %ue essa esp/cie #e arte correspon#esse ao gosto geral, ter!se!ia inicia#o uma #as mais graves metamorfoses #a humani#a#e. & retrogra#a"'o #o esp4rito humano teria come"a#o e mal se po#eria prever o fim #e tu#o isso. Logo %ue se verificou, nessa #ire"'o, a evolu"'o #e uma vi#a cultural, %ue se vem realizan#o, há uns vinte e cinco anos, #ever!se!ia ver com espanto como já estávamos a#ianta#os nesse processo #e involu"'o. <ob to#os os aspectos, estamos em uma situa"'o em %ue viceja o germe %ue, mais ce#o ou mais tar#e, há #e arruinar a nossa cultura. (esses sintomas #evemos ver tamb/m os sinais evi#entes #e uma lenta #eca#2ncia #o mun#o. ,nfelizes os povos %ue já n'o po#em #ominar essa epi#emiaV 3ssa calami#a#e po#eria ser facilmente constata#a em %uase to#as as manifesta":es art4sticasY e intelectuais #a &lemanha. .u#o fazia crer ter a mesma atingi#o o auge para provocar a precipita"'o no abismo. ? teatro #eca4a ca#a vez mais e po#eria ser consi#era#o como um fator #esprez4vel na cultura #o povo se o teatro #a corte n'o resistisse contra a prostitui"'o #a arte. $on#o #e parte essa e outras gloriosas e6ce":es, as representa":es teatrais, por conveni2ncia #a na"'o, #everiam ser proibi#as. 3ra um triste in#4cio #a ru4na #o povo %ue n'o se pu#esse mais man#ar a moci#a#e a essas chama#as 0casas #e arte0, on#e se representavam coisas #espu#ora#as com o aviso pr/vio ! impr-prio para menores. 3 pensar!se %ue essas me#i#as #e precau"'o eram julga#as necessárias justamente nos

lugares %ue #everiam ser os primeiros a fornecer o material para a forma"'o #a juventu#e e ! n'o para o #ivertimento #os velhos blas/sV )ue #iriam os gran#es #ramaturgos #e to#os os tempos ao saberem #essas precau":es e sobretu#o #as causas %ue a tornavam necessárias8 ,magine!se a in#igna"'o #e <chillerV 9oetheV ficariam furiosos ante esse espetáculoV Mas, na reali#a#e, %ue s'o 9oethe, <chiller ou <haOespeare em compara"'o com os her-is #a nova poesia alem'8 9astas e obsoletas coisas #e um passa#o %ue n'o po#ia mais sobreviverV & caracter4stica #esses literatos / %ue eles n'o s- pro#uzem somente sujeira mas, pior #o %ue isso, lan"am lama sobre tu#o o %ue / realmente gran#e ! no passa#o. 3sse sintoma se verifica sempre nesses tempos #e #eca#2ncia. )uanto mais bai6as e #esprez4veis forem as pro#u":es intelectuais #e um #etermina#o tempo e os seus autores, tanto mais o#eiam esses os representantes #e uma gran#eza passa#a. 3m tais tempos, procura!se apagar a lembran"a #o passa#o #a humani#a#e para, em face #a impossibili#a#e #e %ual%uer paralelo, esses literatos #e fancaria po#erem mais facilmente impingir as suas pro#u":es como 0obras #e arte. $or isso, to#a institui"'o nova, %uanto mais miserável e #esprez4vel ela for, tanto mais se esfor"ará por lan"ar uma esponja sobre o passa#o, ao passo %ue to#a renova"'o #e ver#a#eira significa"'o para a humani#a#e, sem preocupa":es subalternas, procura fazer liga"'o com as con%uistas #as gera":es passa#as e mesmo pô!las em relevo. 3ssas renova":es bem intenciona#as na#a t2m a temer em um confronto com o passa#o, mas, ao contrário, retiram uma t'o valiosa contribui"'o #o tesouro geral #a cultura humana %ue, muitas vezes, para sua completa aprecia"'o, se #esvelam os seus promotores em ressaltar os esfor"os #os %ue vieram antes, a fim #e conseguirem para as suas iniciativas uma compreens'o mais e6ata por parte #os contemporTneos. )uem na#a tem #e valioso a oferecer ao mun#o, mas, ao contrário, se esfor"a por %ue este lhe ofere"a coisas %ue s=eus sabe, o#iará tu#o o %ue já se fez no passa#o e será sempre propenso a tu#o negar, a tu#o #estruir. ,sso se verifica n'o somente nas novas pro#u":es #a cultura geral como na pol4tica. ?s novos movimentos revolucionários o#iar'o os antigos mo#elos %uanto menor for a sua pr-pria significa"'o. (esse terreno, constata!se, #a mesma maneira %ue na vi#a intelectual e art4stica, a preocupa"'o #e #ar vulto Hs obras #e fancaria, o %ue con#uz a um -#io cego contra tu#o %uanto #e bom se fez no passa#o. 3n%uanto, por e6emplo, a lembran"a hist-rica #a vi#a #e >re#erico o 9ran#e n'o tiver #esapareci#o, >re#erico 3bert s- po#erá provocar uma a#mira"'o muito relativa. ? gran#e homem #e <ans <ouci aparece junto ao antigo taberneiro #e Aremen como o sol perante a lua somente %uan#o os raios #o sol #esaparecem / %ue a lua po#e brilhar 3, por isso, tamb/m muito natural o -#io #essas novas 0luas0 #a humani#a#e contra as estrelas fi6as. (a vi#a pol4tica, essas nuli#a#es, %uan#o o acaso as leva Hs posi":es #e man#o, costumam, com maior f*ria, n'o s- enlamear o passa#o como evitar, por to#os os meios, a cr4tica geral Hs suas pessoas. @m e6emplo #isso po#e!se encontrar na lei #e #efesa #o governo #a nova rep*blica alem'. <e %ual%uer nova i#/ia, nova #outrina, nova concep"'o #o mun#o ou %ual%uer movimento pol4tico ou econômico tenta negar o conjunto #o passa#o, ou consi#erá!lo sem valor, a novi#a#e, s- por esse motivo, #eve ser vistaY com cautela e #esconfian"a! (a maior parte #os casos, a raz'o para esse -#io ao passa#o / a me#iocri#a#e ou a ! má inten"'o. @m movimento renova#or ver#a#eiramente salutar terá sempre %ue construir sobre bases %ue lhe forne"a o passa#o, n'o precisan#o envergonhar!se #e recorrer Hs ver#a#es já e6istentes. ? conjunto #a cultura geral como a #o pr-prio ,n#iv4#uo, n'o / mais #o %ue o resulta#o #e

uma longa evolu"'o em %ue ca#a gera"'o concorre com a sua pe#ra e a#apta!a H constru"'o já inicia#a. & finali#a#e e a raz'o #e ser #as revolu":es n'o consistem em #emolir o e#if4cio inteiro, mas afastar as causas #a. sua ru4na, reconstruin#o a parte amea"a#a #e #emoli"'o. <omente assim se po#e falar em progresso #a humani#a#e. <em isso, o mun#o nunca sairia #o caos, pois ca#a gera"'o, ten#o o #ireito #e negar o passa#o, estabeleceria como con#i"'o para a sua pr-pria tarefa a #estrui"'o #o %ue houvesse si#o feito pela gera"'o anterior. ? aspecto mais lamentável #a nossa cultura geral, antes #a 9uerra, n'o era somente a absoluta impot2ncia #a for"a cria#ora art4stica e intelectual, mas tamb/m o -#io com %ue se procurava enlamear a lembran"a #as gran#ezas passa#as ou negá!las absolutamente. )uase em to#os os #om4nios #a arte, sobretu#o no teatro e na literatura, #es#e o fim #o s/culo, os autores se preocupavam menos em pro#uzir alguma coisa #e valor real #o %ue em #enegrir o %ue havia #e melhor no passa#o, apontan#o essas obras!primas como me#4ocres e passa#istas, como se, nos tempos atuais, %ue se caracterizam pela mais vergonhosa! me#iocri#a#e, pu#esse algu/m lan"ar essa pecha sobre as gran#es pro#u":es #o passa#o. &s más inten":es #esses ap-stolos #o futuro tornam!se evi#entes justamente pelo esfor"o %ue #esenvolvem para ocultar o passa#o aos olhos #o presente. (isso se #everia ter visto #es#e logo %ue n'o se tratava, no caso, #e uma nova, embora falsa, concep"'o cultural, mas #e uma #estrui"'o sistemática #os fun#amentos #a cultura %ue tornasse poss4veis a #emoli"'o #os sa#ios sentimentos art4sticos e a conse%Uente prepara"'o intelectual para o bolchevismo pol4tico. &ssim como o s/culo #e $/ricles apareceu corporiza#o no $anteon, o bolchevismo atual / representa#o por uma caricatura cubista. $elo mesmo crit/rio #eve ser e6amina#a a evi#ente covar#ia #e nosso povo %ue, por for"a #a sua e#uca"'o e #e sua pr-pria posi"'o, estava no #ever #e #ar combate a essa vergonhosa orienta"'o intelectual. $or mero temor #a gritaria #os ap-stolos #a arte bolchevista %ue atacavam a to#os %ue n'o os consi#eravam como cria#ores, renunciava!se Hs mais s/rias resist2ncias e to#os se conformavam com o %ue lhes parecia ,nevitável. .inha!se horror a resistir a esses incultos mentirosos e impostores, como se fosse uma vergonha n'o compreen#er as pro#u":es #esses #egenera#os ou #escara#os embusteiros. 3sses jovens 0intelectuais0 possu4am um meio muito simples #e imprimir as suas pro#u":es o cunho #a mais alta importTncia. 3les apresentavam aos contemporTneos maravilha#os to#as as loucuras vis4veis e as incompreens4veis como se constitu4ssem a vi#a 4ntima #estes, retiran#o assim, #e in4cio, H maior parte #os in#iv4#uos, %ual%uer possibili#a#e #e r/plica. )ue essas loucuras representem #e fato a vi#a interna n'o / #e #uvi#ar. ('o se conclui #a4, por/m, %ue se #eve pôr #iante #os olhos #e uma socie#a#e sa#ia as alucina":es #e #oentes #o esp4rito ou #e criminosos. &s obras #e um Moritz von <chQin# ou as #e um AocOlin eram a #escri"'o real #a vi#a, mas #a vi#a #e artistas #a maior eleva"'o moral e n'o #a e6ist2ncia #e buf:es. (esse esta#o #e coisas po#ia!se muito bem compreen#er a miserável covar#ia #os nossos chama#os intelectuais %ue se encolhiam a ca#a resist2ncia s/ria contra esse envenenamento intelectual e moral #o nosso povo, %ue assim ficava entregue a si mesmo na luta contra esses impu#entes erros. $ara n'o revelar ignorTncia era mat/ria #e arte comprava!se alho por bugalho at/ %ue, com o tempo, tornava! #if4cil #istinguir as pro#u":es #e valor real #as obras #e fancaria. .u#o isso constitu4a um sintoma alarmante para o futuro.

5omo sinal alarmante #eve ser consi#era#o tamb/m o fato #e, já no s/culo b,b, as nossas gran#es ci#a#es terem come"a#o a per#er ca#a vez mais o aspecto #e ci#a#es culturais para bai6arem H situa"'o #e meras aglomera":es humanas. & falta #e apego #os proletários #os gran#es centros ao lugar em %ue moram resulta #o fato #e ser vista a resi#2ncia #e ca#a um apenas como um #omic4lio provis-rio. ,sso em parte / #evi#o H situa"'o social, %ue provoca t'o constantes mu#an"as #e #omicilio, %ue os homens n'o t2m tempo #e se apegar H sua ci#a#e. Mas as causas principais #evem ser procura#as na pobreza #a nossa cultura geral e na mis/ria atual #os gran#es centros. (o tempo #a guerra #a in#epen#2ncia as ci#a#es alem's eram n'o s- em menor n*mero mas mais mo#estas. &s poucas gran#es ci#a#es e6istentes eram, na sua maior parte, a se#e #os governos e, como tais, possu4am %uase sempre um certo valor cultural e art4stico. ?s poucos lugares #e mais #e cin%Uenta mil habitantes eram, em compara"'o com as ci#a#es atuais #o mesmo vulto, ricas em tesouros cient4ficos e art4sticos. )uan#o Muni%ue contava setenta mil habitantes, já se preparava para tornar!se um #os primeiros centros art4sticos #a &lemanha. ;oje %ual%uer centro fabril já alcan"ou a%uele n*mero #e habitantes e at/ mesmo ultrapassou #e muito sem %ue, em muitos casos, possa apresentar %ual%uer valor pr-prio. ('o passam esses lugares #e mero aglomera#o #e casas #e resi#2ncias e #e aluguel e na#a mais, )ue #esse esta#o #e coisas pu#esse resultar um apego a tais lugares / %uase imposs4vel. (ingu/m se apegará a uma ci#a#e %ue na#a mais oferece aos seus habitantes #o %ue %uais%uer outras, %ue #ei6a #e satisfazer Hs e6ig2ncias in#ivi#uais e, na %ual, criminosamente, se lhes nega tu#o %ue tenha a apar2ncia #e obras #e arte ou pro#utos culturais. ('o / s-. (as ci#a#es ver#a#eiramente gran#es, H propor"'o %ue a popula"'o aumentava, crescia tamb/m a pobreza art4stica. 3las ofereciam, em maiores propor":es, o mesmo %ua#ro #os centros fabris. ? %ue os tempos atuais acrescentaram H cultura #as nossas gran#es ci#a#es / #e to#o insuficiente. .o#as as nossas gran#es ci#a#es vivem #as gl-rias e #os tesouros #o passa#o. <ubtraia!se #a atual Muni%ue tu#o o %ue foi cria#o por Lu4s , e constatar!se!á com espanto como / mes%uinho o progresso #e ent'o para cá em cria":es art4sticas #e valor real. & mesma observa"'o se po#erá aplicar a Aerlim e H maioria #os outros gran#es centros. ? mais importante / o seguinte7 (enhuma #as nossas gran#es ci#a#es possui monumentos importantes %ue, #e %ual%uer mo#o, valham como sinais caracter4sticos #a /pocaV &s ci#a#es antigas, %uase to#as, possu4am monumentos #e %ue se orgulhavam. & caracter4stica #ominante #as ci#a#es antigas n'o está em constru":es particulares mas em monumentos p*blicos %ue n'o s'o #estina#os para o momento mas para a eterni#a#e, pois neles n'o se refletem as ri%uezas #e um particular mas a gran#eza #a coletivi#a#e. &ssim se originavam os monumentos p*blicos, cujo objetivo era fazer com %ue os habitantes se apegassem H ci#a#e, os %uais, hoje, parecem a n-s %uase incompreens4veis. ? %ue se tinha em mente, na%ueles tempos, era menos insignificantes casas particulares #o %ue pomposos monumentos para a coletivi#a#e. &o la#o #esses monumentos, a casa #e habita"'o tem uma importTncia muito secun#ária, s- comparan#o as gran#es propor":es #as antigas constru":es #o 3sta#o com as constru":es particulares #o mesmo tempo po#eremos compreen#er o eleva#o alcance #o princ4pio %ue consistia em #ar prefer2ncia Hs obras #e caráter coletivo. &s obras colossais %ue hoje a#miramos nas ru4nas #o mun#o antigo n'o s'o palácios comerciais, mas templos e e#if4cios p*blicos, obras %ue aproveitam a to#a a coletivi#a#e. Mesmo em pleno fausto #a

1oma #os *ltimos tempos, ocupavam o primeiro lugar, n'o as vilas e palácios #os burgueses, mas os templos e as termas, os está#ios, os circos, os a%ue#utos, as bas4licas, etc.. to#as constru":es #o 3sta#o e, por conseguinte, #e to#o o povo. 3ssa observa"'o tamb/m se aplica H &lemanha #a ,#a#e M/#ia, embora sob outro aspecto art4stico. ? %ue para a antigUi#a#e representava a &cr-pole ou o $anteon, representava, para a ,#a#e M/#ia, apenas a igreja g-tica. 3ssas obras monumentais elevam!se como gigantes ao la#o #as mes%uinhas constru":es #e ma#eira ou #e tijolo #as ci#a#es #a ,#a#e M/#ia e constituem ain#a hoje o sinal caracter4stico #e uma /poca, pois ca#a vez mais est'o em voga as casas #e aluguel. 5ate#rais, pa"os municipais, merca#os etc. s'o os sinais vis4veis #e uma concep"'o %ue em na#a correspon#e H antiga. )u'o mes%uinhas s'o hoje as propor":es entre as constru":es #o 3sta#o e as particularesV <e Aerlim viesse a ter as artes #e 1oma, a posteri#a#e s- po#eria a#mirar, como obras mais importantes #o nosso tempo e como e6press'o #a nossa cultura, os armaz/ns #e alguns ju#eus e os hot/is #e algumas socie#a#es. 5ompare!se a #espropor"'o, mesmo em uma ci#a#e como Aerlim, entre as constru":es #os 9overnos e as #o mun#o #as finan"as e #o com/rcio. & %uota #estina#a Hs constru":es #o 3sta#o / insuficiente e irris-ria. ('o / poss4vel construir obras para a eterni#a#e e sim para as necessi#a#es #o momento. (enhum eleva#o pensamento po#erá inspirá!las. ? castelo #e Aerlim foi, para o seu tempo, uma obra #e maior significa"'o #o %ue a nova Aiblioteca, em rela"'o ao presente. 3n%uanto s- a constru"'o #e um navio #e guerra representa a soma #e sessenta milh:es, para o e#if4cio #o 1eichstag, o primeiro monumento gran#ioso #o 9overno. foi conce#i#a apenas a meta#e #a%uela importTncia. )uan#o se cogitou #a ornamenta"'o interna #o e#if4cio, to#os os membros #o 1eichstag votaram contra o emprego #e pe#ra e or#enaram %ue as pare#es fossem revesti#as #e gesso. =essa vez, os parlamentares, por e6ce"'o, agiram #ireito, pois cabe"as #e gesso correm perigo entre pare#es #e pe#ra. &s nossas ci#a#es atuais faltam monumentos %ue sejam a e6press'o #a vi#a coletiva. ('o /, por isso, #e a#mirar %ue essa tamb/m n'o e6ista. & falta #e interesses #os habitantes #as gran#es ci#a#es pela sorte #as mesmas #á lugar a preju4zos %ue se refletem praticamente sobre a vi#a. (esse fato vemos tamb/m um sinal #a #eca#2ncia #a nossa cultura e um pren*ncio #a ru4na geral. o 3sta#o afun#a!se em mes%uinhas preocupa":es ou melhor, p:e!se a servi"o #o #inheiro. $or isso, n'o / #e a#mirar %ue, sob a influ2ncia #e uma tal #ivin#a#e, n'o haja est4mulo para os fatos #e hero4smo. (os #ias %ue correm, colhemos apenas o %ue o pr-6imo passa#o semeou. .o#os esses sintomas #e #eca#2ncia s'o, em *ltima análise, a conse%U2ncia #a falta #e uma #efini#a concep"'o #o mun#o por to#os reconheci#a e #a4 tamb/m a inseguran"a nos julgamentos e nas atitu#es em rela"'o ao *nico realmente gran#e problema #o presente. 3ssa / a raz'o por%ue, a come"ar #o programa e#ucacional, tu#o se faz por meias me#i#as, to#os receiam a responsabili#a#e e terminam por tolerar os pr-prios males por to#os reconheci#os. ? sentimento #e compai6'o torna!se a mo#a. 3n%uanto se consente na germina"'o #os males e se poupam os seus autores, sacrifica!se o futuro #e milh:es. ? estu#o #as con#i":es religiosas antes #a 9uerra mostrará como tu#o havia atingi#o um esta#o #e #esagrega"'o. Mesmo no #om4nio religioso, gran#e parte #o povo havia per#i#o completamente %ual%uer convic"'o ver#a#eiramente s-li#a. (isso os %ue eram, aberta e publicamente #ivergentes #a ,greja representavam uma parte menor #o %ue os %ue apenas eram in#iferentes. &mbos os cre#os mant2m miss:es na Ssia e na Sfrica, com o fim

#e atrair novos a#eptos para as suas #outrinas (aspira":es %ue apresentam resulta#os muito mo#estos em compara"'o com os progressos feitos pela igreja maometana), en%uanto, na 3uropa, est'o continuamente per#en#o milh:es e milh:es #e genu4nos a#eptos %ue ou se tornam inteiramente estranhos a %ual%uer vi#a religiosa ou agem com liber#a#e. <ob o ponto #e vista moral, as conse%U2ncias s'o na#a boas. ;á sinais evi#entes #e uma luta %ue aumenta #e viol2ncia, #ia a #ia, contra os princ4pios #ogmáticos #as #iferentes igrejas, sem os %uais, na prática, a cren"a religiosa / imposs4vel neste mun#o. &s gran#es massas #a na"'o n'o consistem #e fil-sofos. & f/ para elas / a *nica base para a sua vi#a moral. &s tentativas para encontrar suce#Tneos para as atuais religi:es n'o t2m #emonstra#o tanta conveni2ncia e 26ito %ue provem a vantagem #e uma substitui"'o #as antigas confiss:es religiosas. )uan#o a #outrina e a f/ s'o realmente a#ota#as pela massa #o povo, a autori#a#e absoluta #essa f/ / a *nica garantia eficaz. ? %ue o costume /, para a vi#a geral, assim / a lei para o 3sta#o e o #ogma para a religi'o. <- o #ogma po#e #estruir a incerta, eternamente vacilante e controverti#a concep"'o #o mun#o e #ar!lhe uma forma #efini#a, sem a %ual nunca se transformará em uma ver#a#eira f/. (a outra hip-tese, #a4 nunca resultaria uma concep"'o metaf4sica ou, em outras palavras, um cre#o filos-fico, o ata%ue contra o #ogma e, em si mesmo, muito semelhante H luta contra os princ4pios gerais #o 3sta#o. &ssim como essa luta contra o 3sta#o terminaria em completa anar%uia, o ata%ue contra o #ogma resultaria em um niilismo religioso. $ara um pol4tico o valor #e uma religi'o #eve ser aprecia#o menos pelas faltas inerentes H mesma #o %ue pelas vantagens %ue ela possa oferecer. 3n%uanto um suce#Tneo n'o aparecer, s- loucos e criminosos po#er'o %uerer #emolir o %ue e6iste. + bem ver#a#e %ue, nessa situa"'o #esagra#ável #a religi'o, n'o s'o os menos culpa#os a%ueles %ue preju#icam o sentimento religioso com a #efesa #e interesses puramente materiais, provocan#o conflitos inteiramente #esnecessários com a chama#a ci2ncia e6ata. (esse terreno, a vit-ria caberá sempre H *ltima, mesmo %ue a luta seja áspera, e a religi'o muito será #iminu4#a aos olhos #os %ue n'o se po#em elevar acima #e uma ci2ncia aparente. ? mais lastimável, por/m, / o preju4zo ocasiona#o pela utiliza"'o #as convic":es religiosas para fins pol4ticos. ('o se po#e nunca #izer o suficiente contra esses miseráveis e6plora#ores %ue v2em na religi'o! um instrumento a servi"o #a sua pol4tica ou melhor #os seus interesses comerciais. 3sses #escara#os impostores gritam com voz #e estertor para %ue os outros peca#ores possam ouvir, em to#a parte, a confiss'o #e sua f/, pela %ual jamais morrer'o, mas com a %ual procuram viver melhor. $ara conseguirem um 26ito #e importTncia na sua carreira s'o capazes #e ven#er a sua f/ para arranjarem #ez ca#eiras no parlamento, ligam!se com os mar6istas, inimigos #e to#as as religi:es para ganharem uma pasta #e ministro ven#em a alma ao #iabo, a menos %ue este os repila por um resto #e #ecoro. ? fato #e muita gente, na &lemanha #e antes #a 9uerra, n'o gostar #a religi'o, #eve!se atribuir H #eturpa"'o #o cristianismo pelo chama#o $arti#o 5rist'o e pela #espu#ora#a tentativa #e confun#ir a f/ cat-lica com um parti#o pol4tico. 3ssa aberra"'o ofereceu oportuni#a#e H con%uista #e algumas ca#eiras #o $arlamento a representantes incapazes, mas preju#icou seriamente a ,greja. ,nfelizmente a na"'o inteira / %ue teve #e suportar as conse%U2ncias #esse #esvio, pois as conse%U2ncias #ai #ecorrentes sobre o rela6amento #o sentimento religioso coinci#iram justamente com um per4o#o em %ue tu#o come"ava a enfra%uecer!se e oscilar nos seus fun#amentos e at/ os tra#icionais princ4pios #a moral e #os costumes amea"avam entrar em colapso.

3ssas les:es no corpo #a na"'o po#eriam continuar sem perigo, en%uanto a pr-pria na"'o n'o fosse submeti#a a uma ru#e prova #e resist2ncia, mas levariam o povo H ru4na #es#e %ue gran#es acontecimentos tornassem #e #ecisiva importTncia o problema #a soli#arie#a#e interna. .amb/m no #om4nio #a pol4tica um observa#or cui#a#oso po#eria #escobrir males %ue, a menos %ue n'o se tomassem provi#2ncias ime#iatas para melhorar a situa"'o, #everiam ser vistos como sintomas #a pr-6ima #eca#2ncia #a pol4tica interna e e6terna #o ,mp/rio. & falta #e objetivo #a pol4tica e6terna e interna #a &lemanha era vis4vel a to#os os %ue n'o se fingissem #e cegos. & pol4tica #e acor#os pareceu a muitos correspon#er H concep"'o #e AismarcO, uma vez %ue 0a pol4tica / a arte #o poss4vel0. &penas, entre AismarcO e os chanceleres alem'es posteriores, havia uma 0pe%uena0 #iferen"a, &o primeiro era poss4vel a#otar uma tal concep"'o #a reali#a#e pol4tica ao passo %ue aos seus sucessores a mesma concep"'o #everia ter outro senti#o. 5om essa pol4tica ele %ueria #emonstrar %ue para se atingir um #etermina#o fim to#os os meios #everiam ser utiliza#os e se #everia recorrer a to#as as possibili#a#es. <eus sucessores, por/m, viram nesse plano um pro#uto #a necessi#a#e %ue #everia ser visto com entusiasmo, por possuir uma finali#a#e pol4tica. & ver#a#e / %ue nos tempos #e hoje já n'o há finali#a#e pol4tica na #ire"'o #o 1eich. >alta!lhe a base necessária #e uma concep"'o #efini#a #o mun#o, assim como a necessária compreens'o #as leis %ue regem a evolu"'o #o organismo pol4tico. Muitos observavam essa orienta"'o com ansie#a#e e censuravam acrescente essa falta #e plano e #e i#eais na pol4tica #o ,mp/rio. Muitos reconheciam as fra%uezas internas e a insignificTncia #essa pol4tica. .o#os esses, por/m, estavam fora #as hostes pol4ticas. ? mun#o oficial ignorava ás intui":es #e um 5hamberlain, com a mesma in#iferen"a com o %ue o faz hoje. 3ssa gente / #emasia#o est*pi#a para pensar por si mesma e #emasia#o orgulhosa para apren#er #os outros o %ue / necessário. 3ssa / uma ver#a#e #e to#os os tempos e %ue #eu lugar H afirma"'o #e ?6enstierna ! o mun#o será #irigi#o apenas por um 0fragmento #e sabe#oria0, fragmento em %ue um conselho ministerial / apenas um átomo insignificante.0 =es#e %ue a &lemanha se tornou rep*blica, isso já n'o acontece absolutamente, pois / proibi#o pelas leis acre#itar nisso ou mesmo proclamá!loV $ara ?6enstierna foi uma felici#a#e ter vivi#o outrora e n'o na inteligente rep*blica #e hoje. Já antes #a 9uerra, muitos consi#eravam como uma #as maiores fra%uezas #o momento ! o 1eichstag, em %ue a for"a #o ,mp/rio se #everia corporificar. & covar#ia e a falta #e responsabili#a#e já ali se irmanavam #a maneira mais acaba#a. @m #as observa":es mais #espi#as #e senso %ue costumamos ouvir hoje / %ue o 0sistema parlamentar tem si#o um fracasso #es#e a 1evolu"'o0. ,sso #á lugar a %ue se pense %ue, antes #a 1evolu"'o, as coisas se passavam #e mo#o #iferente, (a reali#a#e, o *nico efeito #essa institui"'o /, n'o po#e #ei6ar #e ser, simplesmente #estrui#or e isso assim era já nos tempos em %ue a maior parte #o povo usava antolhos, n'o via na#a ou na#a %ueria ver. $ara a ru4na #a &lemanha essa institui"'o n'o contribuiu pouco. ? motivo por %ue a catástrofe n'o se realizou mais ce#o n'o se #eve pôr H conta #o 1eichstag mas sim #a resist2ncia %ue, nos tempos #e paz, se opunha H atitu#e #esses coveiros #a na"'o e #o 9overno. &o n*mero infinito #e males, #ireta ou in#iretamente #evi#os ao parlamentarismo, escolho ao acaso uma calami#a#e %ue melhor #efine a ess2ncia #a mais irresponsável #asY organiza":es #e to#os os tempos. 1efiro!me H monstruosa levian#a#e e fra%ueza #a #ire"'o pol4tica interna e e6terna #o 1eich, %ue, antes #e tu#o, #evem ser atribu4#as H atua"'o #o

1eichstag, e %ue foram a causa principal #a ru4na pol4tica. =e %ual%uer maneira %ue se observem os fatos, ressalta, em to#a a sua clareza, %ue tu#o o %ue ca4a sob a influ2ncia #o parlamento era feito por meias me#i#as. & pol4tica #e alian"as #o ,mp/rio foi uma #essas meias me#i#as %ue se caracterizam por sua fra%ueza. 3n%uanto se procurava manter a paz, estava!se, #e fato, apressan#o a guerra. =a mesma maneira #eve ser julga#a a pol4tica para com a $olônia, os #irigentes alem'es irritavam os poloneses sem nunca atacar o problema severamente. ? resulta#o n'o foi nem uma vit-ria para os alem'es nem uma reconcilia"'o com os poloneses, mas a con%uista #a inimiza#e #os russos. & solu"'o #o caso #a &lsácia Lorena foi tamb/m uma meia me#i#a. 3m vez #e, por um golpe brutal, abater, #e uma vez por to#as a hi#ra francesa, permitin#o a concess'o #e #ireitos iguais aos alsacianos, n'o se fez nem uma nem outra. ?s maiores atrai"oa#ores #o seu pa4s estavam nas fileiras #os gran#es parti#os, entre eles, o sr. Netterl/ #o $arti#o #o 5entro. .u#o isso ain#a seria tolerável se essas meias me#i#as n'o tivessem ti#o for"a #e sacrificar o e6/rcito, #e cuja e6ist2ncia #epen#ia em *ltima instTncia, a conserva"'o #o ,mp/rio. $ara %ue o chama#o 01eichstag0 alem'o mere"a para sempre as mal#i":es #a na"'o basta o fato #e ter colabora#o nesse crime. $or motivos os mais #eploráveis, esses trapos #e parti#o #o parlamento retiraram #as m'os #a na"'o a arma #a conserva"'o nacional, a *nica #efesa #a liber#a#e e #a in#epen#2ncia #o nosso povo. &bram!se hoje os t*mulos #as plan4cies #a >lTn#ria e #eles se elevar'o os acusa#ores representa#os por centenas #e milhares #a nata #a moci#a#e alem', %ue, pela inconsci2ncia #esses pol4ticos criminosos, foram insuficientemente prepara#os, impeli#os H morte, no e6/rcito. 3sses e mais milh:es #e mortos e #e estropia#os, a $átria per#eu para favorecer a algumas centenas #e embusteiros, para impô!los H for"a ou para tornar poss4vel a vit-ria #e certas teorias repeti#as por ver#a#eiros realejos. 3n%uanto os ju#eus, por meio #e sua imprensa #emocrática e mar6ista, irra#iavam, para o mun#o inteiro, mentiras sobre o 0militarismo0 alem'o e procuravam fazer mal ao pa4s por to#os os meios poss4veis, o parti#o #emocrático e o mar6ista se recusavam a aprovar %ual%uer provi#2ncia %ue concorresse a aumentar as for"as #e resist2ncia #a &lemanha. ? inau#ito crime %ue, com essa atitu#e, se perpetrou tornou claro a to#os %ue apenas %uisessem observar %ue, na hip-tese #e outra guerra, to#a a na"'o pegaria em armas e, por causa #esses 0representantes #o povo0, milh:es #e alem'es, mal ou na#a prepara#os seriam repeli#os pelo inimigo. 3ssa falta #e sol#a#os prepara#os, no come"o #a guerra, facilmente acarretaria a sua per#a, o %ue foi prova#o, #e maneira insofismável, #urante a 9ran#e 9uerra. & per#a #a guerra pela liber#a#e e in#epen#2ncia #a &lemanha foi conse%U2ncia #a in#ecis'o e fra%ueza em coor#enar to#as as for"as #a na"'o para a sua #efesa. <e, em terra, os recrutas n'o recebiam a #evi#a prepara"'o militar, no mar verificava!se a mesma pol4tica #e tornar as armas #e #efesa #a na"'o mais ou menos ineficientes. ,nfelizmente a pr-pria #ire"'o #a Marinha #ei6ou!se #ominar pela pol4tica #as meias me#i#as. & ten#2ncia #e #iminuir ca#a vez mais a tonelagem #os navios lan"a#os ao mar em compara"'o com os #os ingleses foi #e pouco alcance, em na#a genial. @ma frota %ue, #e in4cio, n'o era t'o numerosa %uanto a #o seu provável a#versário, #everia justamente compensar a inferiori#a#e #o n*mero #e uni#a#es com o po#er ofensivo #as mesmas. .ratava!se #e uma superior capaci#a#e #e #estrui"'o e n'o #e uma len#ária superiori#a#e

#e compet2ncia. (a reali#a#e, a t/cnica mo#erna está t'o avan"a#a e / t'o análoga nos #iferentes pa4ses civiliza#os, %ue se #eve ter como imposs4vel #ar a navios #e um certo po#er um maior po#er agressivo #o %ue aos navios #o mesmo n*mero #e tonela#as #as outras na":es Muito menos se #eve pensar em atingir uma maior capaci#a#e (a reali#a#e, essa pe%uena tonelagem #as navios alem'es s- po#eria ter como conse%U2ncia a #iminui"'o #a sua veloci#a#e e #a sua efici2ncia. & frase! com %ue se procura justificar essa reali#a#e já mostrava uma falta #e l-gica #os %ue, na paz, ocupavam as posi":es #e #ire"'o. =izia!se %ue o material #e guerra alem'o era t'o superior ao ingl2s %ue o canh'o alem'o #e vinte e oito cent4metros, n'o ficava atrás #o ingl2s #e IJ,K cent4metros, em po#er #e alcanceV Justamente por isso era #ever #o 9overno ir al/m #o canh'o IJ,K fabrican#o!se um %ue lhe fosse superior, tanto em alcance como em po#er ofensivo. <e assim n'o fosse, n'o teria si#o necessária, no e6/rcito, a constru"'o #o canh'o 0MWrser0 #e IJ,K cent4metros. ,sso n'o aconteceu, por/m, por%ue a #ire"'o #o e6/rcito pensava com acerto, en%uanto a #a Marinha #efen#ia um ponto #e vista erra#o. & ren*ncia a planos #e uma maior efici2ncia #a artilharia, assim como #e uma maior veloci#a#e, baseou!se na falsi#a#e #os chama#os planos gigantescos. 3ssa ren*ncia come"ou pela forma por %ue a #ire"'o #a Marinha atacou a constru"'o #a frota %ue, #es#e o come"o, por for"a #as circunstTncias, se #esviou para as preocupa":es #e um plano #e #efensiva. 5om isso se renunciou tamb/m a um 26ito, pois esse s- po#e estar no ata%ue. @m navio #e pe%uena veloci#a#e, e com um fraco po#er ofensivo seria mais facilmente posto a pi%ue por a#versários mais velozes e mais bem arma#os. ,sso #eve ter si#o senti#o, #a maneira mais amarga, por um gran#e n*mero #e nossos cruza#ores. 5omo era falsa a orienta"'o #a nossa Marinha nos tempos #e paz, #emonstrou, #a maneira mais evi#ente, a 9ran#e 9uerra, %ue nos impeliu ao #esmantelamento #os velhos navios e a mu melhor aparelhamento #os novos. <e, na batalha #e <OagerraO, os navios alem'es tivessem a mesma tonelagem, o mesmo po#er ofensivo e a mesma veloci#a#e #os ingleses, ent'o, a segura e eficiente atua"'o #as grana#as #o IL teria afun#a#o a frota britTnica. ? Jap'o, já há tempos, tinha impulsiona#o outra pol4tica #e constru":es navais. (esse pa4s, ! foi julga#o #a má6ima importTncia, em ca#a nova uni#a#e, conseguir!se um po#er ofensivo maior #o %ue o #o inimigo provável. ,sso satisfazia Hs necessi#a#es #e uma poss4vel posi"'o ofensiva #a frotaV 3n%uanto as for"as #e terra #a &lemanha, na sua #ire"'o, ficavam ao abrigo #a%ueles princ4pios falsos, a Marinha %ue, infelizmente, estava melhor representa#a no $arlamento, teve %ue ser venci#a peta orienta"'o #este. &s for"as #o mar foram organiza#as nesse regime #e meias me#i#as. &s gl-rias imortais %ue ela con%uistou #evem ser leva#as H custa #as %uali#a#es guerreiras #os alem'es, H capaci#a#e e ao incomparável hero4smo #os oficiais e #as guarni":es. <e a anterior #ire"'o #a Marinha se tivesse eleva#o ao n4vel #a capaci#a#e #esses oficiais e marinheiros, tantos sacrif4cios n'o teriam si#o in*teis. .alvez justamente a habili#a#e parlamentar #os li#eres #a Marinha, #urante a paz, tenha si#o uma #esgra"a para a pr-pria Marinha, pois, em vez #e pontos #e vista militares, amea"avam influir pontos #e vista parlamentares. ? regime #as meias me#i#as e #a fra%ueza, assim como a falta #e l-gica, %ue caracterizam o parlamentarismo, mancharam a #ire"'o #a Marinha. &s for"as #e terra, como já #issemos, salvaram!se #essa orienta"'o fun#amentalmente falsa. $rincipalmente, o ent'o chefe #o 3sta#o!Maior, Lu#en#orf, encabe"ou uma campanha #ecisiva contra as criminosas fra%uezas #o parlamento no trato #os problemas

vitais #a na"'o, %ue #esconhecia na sua maior parte. <e a luta %ue esse oficial, na%ueles tempos, encabe"ou, apesar #e seus #esespera#os esfor"os, foi in*til, a culpa #eve!se em parte ao $arlamento e em maior parte talvez H miserável con#uta #o chanceler Aethman ;oliQeg. ,sso n'o impe#e, por/m, %ue os responsáveis pela ru4na #a &lemanha %ueiram hoje lan"ar a culpa justamente sobre a%uele %ue, sozinho se levantou contra essa maneira negligente #e tratar os interesses nacionais. )uem refletir sobre o n*mero #e v4timas %ue ocasionou essa criminosa levian#a#e #os mais irresponsáveis #a na"'o, %uem pensar nos mortos e nos mutila#os, sacrifica#os sem necessi#a#e, assim como na fra%ueza, na vergonha e na mis/ria sem limites em %ue ain#a agora nos encontramos e souber %ue tu#o isso s- aconteceu para %ue se abrisse o caminho #o minist/rio a uma multi#'o #e ambiciosos e ca"a#ores #e empregos, %uem compreen#er tu#o isso compreen#erá tamb/m %ue essas criaturas s- #evem ser #esigna#os com %ualificativos como patifes, infames, pulhas e criminosos. &o contrário, o senti#o #essas palavras e a sua finali#a#e tornar!se! iam incompreens4veis. $ara esses trai#ores #a na"'o ca#a patife / um homem #e honra. .o#as as fra%uezas #a antiga &lemanha s- feriam realmente a aten"'o #epois %ue, em conse%U2ncia #as mesmas, a estabili#a#e interna #a na"'o tinha recebi#o ru#es golpes. (esses casos, a #esagra#ável ver#a#e era proclama#a com berreiro nos ouvi#os #as massas, en%uanto, por pu#ic4cia, se fazia sil2ncio sobre muitas coisas e negavam!se outras. ,sso acontecia %uan#o, no trato #e um problema #e or#em p*blica, se cogitava #e uma reforma %ue pu#esse melhorar o esta#o #e coisas e6istentes. &s %ue e6erciam influ2ncia nos postos #e #ire"'o #a coisa p*blica na#a enten#iam #o valor e #a ess2ncia #a propagan#a. <- os ju#eus / %ue sabiam %ue, por meio #e uma propagan#a inteligente e constante, po#e!se fazer crer %ue o c/u / ,nferno e, inversamente, %ue a vi#a mais miserável / um ver#a#eiro para4so. ?s alem'es, sobretu#o ?s %ue estavam no po#er, n'o tinham nenhuma i#/ia #a efici2ncia #essa for"a. 3ssa ignorTncia #everia pro#uzir os seus piores efeitos #urante a guerra. &o la#o #essas falhas já menciona#as e #e in*meras outras na vi#a alem' #e antes #a 9uerra, notavam!se muitas vantagens. 3m um e6ame consciencioso #ever!se!ia mesmo reconhecer %ue muitas #as nossas imperfei":es eram vistas como suas pr-prias por outros pa4ses, e %ue, em muitos casos, nos #ei6avam at/ mesmo em plano secun#ário, e tamb/m %ue esses povos n'o possu4am muitas #as nossas vantagens. 3ntre outras provas #e superiori#a#e ocupa o primeiro plano o fato #e %ue o alem'o, entre os povos europeus, era o %ue mais se esfor"ava por manter o caráter nacional #a sua economia, e apesar #e to#os os maus sintomas, tinha, pelo menos, a coragem #e resistir ao controle #o capital internacional, infelizmente, essa perigosa superiori#a#e haveria #e mais tar#e ser o maior motivo #e instiga"'o #a 9uerra. <e tivermos em consi#era"'o essa e muitas outras vantagens, #evem!se, #entre as in*meras fontes sa#ias #a na"'o, salientar tr2s institui":es %ue, na sua esp/cie s'o mo#elos %ue #ificilmente po#em ser ultrapassa#os. 3m primeiro lugar, figura a forma #e 9overno em si mesma e o caráter %ue tomou na &lemanha #os *ltimos tempos. =evemos fazer abstra"'o #as pessoas #os monarcas, as %uais, como homens, estavam sujeitos a to#as as fra%uezas #os %ue habitam esse planeta. & este respeito, n'o fosse a nossa in#ulg2ncia, ser4amos for"a#os sobretu#o a #uvi#ar #o presente. ?s representantes #o atual regime, e6amina#os pelo valor #as suas personali#a#es, ser'o, porventura, sob o ponto #e vista intelectual e moral, os mais representativos, %ue, #epois #e ma#uro e6ame,

possamos #escobrir8 )uem #ei6ar #e julgar a 1evolu"'o pelo valor #as pessoas com %ue ela presenteou a na"'o #es#e novembro #e CECL, terá #e escon#er o rosto, toma#o #e vergonha, ante o julgamento #a posteri#a#e. $or%ue agora o sil2ncio já n'o po#e ser imposto por leis, hoje conhecemo!los to#os e sabemos %ue, entre os nossos novos guias, a intelig2ncia e a virtu#e est'o em rela"'o inversa aos seus v4cios. + certo %ue a monar%uia alienara as simpatias #as gran#es massas. ,sso resultou #o fato #e nem sempre se ter cerca#o o monarca #os homens mais esclareci#os, e sobretu#o, mais sinceros ,nfelizmente 2ce preferia, Hs vezes, os bajula#ores aos esp4ritos retos e, por isso, #a%ueles 0recebia li":es0. >oi uma gran#e pena %ue isso acontecesse em uma /poca em %ue o mun#o passa por gran#es muta":es em to#as as antigas concep":es, muta":es %ue, naturalmente, n'o po#eriam ser #eti#as na sua marcha pelas velh4ssimas tra#i":es #a 5orte. ('o /, pois, #e estranhar %ue ao tipo comum #os homens, já na passagem #o s/culo, nenhuma a#mira"'o especial causasse a presen"a #a princesa uniformiza#a nas linhas #a frente. <obre o efeito #e uma tal para#a no esp4rito #o povo, aparentemente, n'o se po#ia fazer uma i#/ia e6ata, pois, #o contrário, jamais ter4amos chega#o H situa"'o infeliz #e hoje. ? sentimento #e humani#a#e, nem sempre ver#a#eiro, #esses c4rculos, continua a provocar mais nojo #o %ue simpatia. <e, por e6emplo, a princesa b se #ignasse provar os alimentos em uma cozinha popular, outrora isso po#ia ser muito bem visto mas, na /poca em %ue falamos, o efeito seria contrário. + fácil #e aceitar!se %ue a princesa, na reali#a#e, n'o tivesse a inten"'o #e, no #ia #a prova #os alimentos, fazer com %ue a alimenta"'o fosse um pou%uinho melhor #o %ue #e costume, Aastava, por/m, %ue os in#iv4#uos aos %uais ela %ueria beneficiar soubessem #isso. &ssim as melhores inten":es poss4veis tornar!se!iam ri#4culas sen'o irritantes. 5artazes anuncian#o a proverbial fragili#a#e #o monarca, o seu hábito #e acor#ar ce#o e trabalhar at/ tar#e #a noite, o perigo amea"a#or #a insufici2ncia #e sua alimenta"'o, provocavam manifesta":es #ignas #e refle6'o. (ingu/m %ueria saber o %ue e %uanto o monarca se #ignava comer, #esejava!se!lhe apenas %ue 0comesse o necessário0. (ingu/m se preocupava em recusar!lhe o sono suficiente. .o#os se contentavam em %ue ele, como homem, honrasse o se6o, e, como chefe #e governo, #efen#esse a honra #a na"'o. &s fábulas já em na#a a#iantavam, mas ao contrário, eram preju#iciais. 3ssas e outras coisas semelhantes eram, por/m, nona#as. ,nfelizmente, no seio #a maioria #a na"'o, havia a convic"'o geral #e %ue, #e %ual%uer mo#o, o povo / governa#o #e cima para bai6o e assim ca#a um n'o se preocupava com coisa alguma mais. 3n%uanto a atua"'o #o 9overno era realmente boa ou, pelo menos, bem intenciona#a, a coisa ain#a passava. @ma infelici#a#e seria, por/m, se algum #ia o velho regente bom em si, fosse substitu4#o por um outro menos respeita#o, 3nt'o a #ocili#a#e passiva e a f/ infantil re#un#ariam na maior calami#a#e imaginável. &o la#o #e to#os esses e #e muitos outros #efeitos, havia aspectos #e importTncia incontestável. & estabili#a#e assegura#a pelo regime monár%uico, a prote"'o #os cargos p*blicos contra o turbilh'o #as especula":es #os pol4ticos gananciosos, a #igni#a#e intr4nseca #a institui"'o monár%uica e a autori#a#e %ue #a4 #ecorria, a #ignifica"'o #o corpo #e funcionários, e, acima #e tu#o, a situa"'o #o e6/rcito acima #os parti#os pol4ticos, eram vantagens incontestáveis. 3ra tamb/m uma gran#e vantagem o fato #a li#eran"a #o 9overno personificar!se no monarca e, com isso, se fornecesse o e6emplo #a responsabili#a#e %ue inspira mais confian"a %uan#o #epen#e #e um monarca #o %ue #os azares #e uma maioria parlamentar.

& proverbial pureza #a a#ministra"'o alem' #eve!se principalmente a isso. &l/m #isso, o valor cultural #a Monar%uia era, para o povo, #a maior significa"'o, po#en#o compensar outras #esvantagens, &s se#es #os governos alem'es continuavam a ser esteio para os sentimentos art4sticos %ue, em nossos tempos #e materialismo, ca#a vez mais est'o amea"a#os #e #esaparecer. ? %ue os pr4ncipes alem'es, no s/culo b,b, fizeram em favor #a arte e #a ci2ncia, foi #e alta significa"'o. ?s tempos #e hoje n'o po#em ser compara#os com a%uelesV 5omo um #os fatores mais eficientes #a na"'o contra essa incipiente mas sempre crescente #ecomposi"'o #a nossa nacionali#a#e #eve ser aponta#o o e6/rcito. &s for"as arma#as eram a mais forte escola #a na"'o e justamente por isso se #irigiam os -#ios #os inimigos contra esse re#uto #a #efesa e #a liber#a#e #o povo. (enhum mais portentoso e#if4cio se po#eria levantar a essa institui"'o #o %ue a proclama"'o #esta ver#a#e7 o e6/rcito foi calunia#o, o#ia#o, combati#o por to#os os in#iv4#uos sem valor, mas foi temi#o. <e a f*ria #os aproveita#ores internacionais em Bersalhes se #irigia contra o antigo e6/rcito alem'o / %ue este era o *ltimo re#uto #as nossas liber#a#es na luta contra o capitalismo internacional. ('o fosse essa for"a amea"a#ora, a ,nten"'o #e Bersalhes se teria realiza#o muito antes. ? %ue o povo alem'o #eve ao e6/rcito po#e!se resumir nesta palavra7 tu#o. ? e6/rcito #eu uma li"'o #e absoluta no"'o #e responsabili#a#e, em uma /poca em %ue essa %uali#a#e tornava!se ca#a vez mais rara. & sua atua"'o impressionava tanto mais %uanto constitu4a uma brilhante e6ce"'o H aus2ncia absoluta #e responsabili#a#e #e %ue o parlamento era o mais elo%Uente mo#elo. ? e6/rcito incentivou a coragem pessoal em um momento em %ue a covar#ia amea"ava contaminar o pa4s inteiro e a capaci#a#e #e sacrif4cio, em favor #o bem coletivo, era visto como estupi#ez por a%ueles %ue s- cui#avam #e conservar e melhorar o seu eu. ? e6/rcito foi a escola %ue #eu aos alem'es a convic"'o #e %ue a salva"'o #a pátria n'o se #evia procurar nas frases mentirosas #e uma confraterniza"'o internacional #e negros, alem'es, franceses, ingleses, etc., mas na for"a e na #ecis'o #o seu pr-prio povo. ? e6/rcito inspirou o esp4rito #e resolu"'o %uan#o na vi#a #o povo, a in#ecis'o e a #*vi#a come"avam a caracterizar to#os os atos #os in#iv4#uos. 3le %ueria significar alguma coisa em um momento em %ue os sabich:es procuravam por to#a parte, o princ4pio #e %ue uma or#em / sempre melhor #o %ue nenhuma. (essa capaci#a#e #e resolu"'o po#ia!se notar um sintoma #e sa*#e integral e robusta %ue teria #esapareci#o #os outros setores #a vi#a #a na"'o, se o e6/rcito, por sua e#uca"'o, n'o se tivesse sempre esfor"a#o por uma renova"'o cont4nua #essa for"a primor#ial. Aasta ver a terr4vel irresolu"'o #os atuais #irigentes #o 1eich, incapazes #e tomar uma #ecis'o em %ual%uer fato, a n'o ser %ue se trate #a assinatura #e um trata#o #e pilhagem. (esse caso, eles p:em #e parte %ual%uer responsabili#a#e e assinam com a #estreza #e um esten-grafo tu#o o %ue se enten#e apresentar!lhes, por%ue a4 a resolu"'o / fácil #e tomar uma vez %ue lhes / #ita#a. ? e6/rcito pregava o i#ealismo e o sacrif4cio em favor #a $átria e #e suas gran#ezas, en%uanto, em outros setores, a ambi"'o e o materialismo tinham assenta#o acampamento, $regava a uni#a#e nacional contra a #ivis'o #o povo em classes. .alvez o seu *nico erro tenha si#o a institui"'o #o voluntaria#o por um ano. ,sso foi um erro por%ue rompeu o princ4pio #e igual#a#e absoluta e estabeleceu a #istin"'o entre as classes bem e#uca#as e a maioria #a na"'o. ? contrário #isso teria si#o mais aconselhável. .en#o!se em consi#era"'o o esp4rito estreito #as nossas classes eleva. #as e o seu

#iv-rcio progressivo #o resto #a na"'o, o 36/rcito po#eria ter agi#o como uma esp/cie #e $rovi#2ncia se tivesse evita#o o isolamento #os intelectuais pelo menos #entro #as fileiras #as classes arma#as. >oi um gran#e erro o n'o se ter agi#o assim. )ue institui"'o neste planeta /, por/m, sem #efeitos8 Mas a #espeito #isso as suas vantagens eram t'o prepon#erantes %ue as suas pe%uenas falhas #everiam ser atribu4#as H imperfei"'o humana. ? maior servi"o presta#o pelo e6/rcito #o antigo ,mp/rio foi pôr a compet2ncia acima #o n*mero, em uma /poca em %ue tu#o se resolvia pela maioria. 5ontra a i#/ia #emocrática #os ju#eus, #e venera"'o Hs maiorias, o 36/rcito manteve o princ4pio #a confian"a no valor #as personali#a#es, #e %ue os *ltimos tempos mais precisavam. (o meio #esse rela6amento e efemina"'o surgiam to#os os anos IKJ.JJJ jovens sa#ios %ue, #epois #e #ois anos #e e6erc4cios, per#iam a #elica#eza #a juventu#e e se tornavam fortes como a"o. $ela maneira #e an#ar reconhecia!se o sol#a#o treina#o. 3ssa foi a gran#e escola #a na"'o alem' e, por isso, n'o foi sem raz'o %ue sobre o e6/rcito convergia o -#io invetera#o #a%ueles cuja inveja e cobi"a e6igiam %ue o 9overno ficasse sem for"a e os ci#a#'os sem armas. & forma #o 9overno e ao e6/rcito #eve!se acrescentar o incomparável corpo #e funcionários p*blicos. & &lemanha era a mais bem a#ministra#a e organiza#a na"'o #o mun#o. $o#er!se!ia #izer %ue os emprega#os alem'es eram burocratas pe#antes, mas a situa"'o n'o era melhor em outros pa4ses. &o contrário, era pior. ? %ue os outros pa4ses n'o possu4am, por/m, era a soli#ez #o aparelhamento e o caráter incorrupt4vel #a burocracia alem'. + melhor ser pe#ante, mas honesto e fiel, a ser ilustre e 0mo#erno0, mas #e caráter fraco ou, como / hoje comum, ignorante e incompetente. + costume #izer!se %ue, antes #a 9uerra, a a#ministra"'o alem' era, burocraticamente, pura, mas sem senso prático, comercial. & essa obje"'o po#er!se!á respon#er7 )ue pa4s #o mun#o tinha um servi"o #e transportes mais bem #irigi#o e melhor organiza#o sob o ponto #e vista comercial #o %ue a &lemanha8 ? corpo #e funcionários p*blicos alem'es e a má%uina a#ministrativa caracterizavam!se pela sua in#epen#2ncia em rela"'o aos 9overnos, cujas i#/ias transit-rias sobre a pol4tica n'o afetavam a posi"'o #os funcionários. =epois #a 1evolu"'o tu#o isso foi profun#amente mo#ifica#o. &s conting2ncias parti#árias substitu4ram a compet2ncia e a habili#a#e e, #ai por #iante, o fato #e ter o funcionário um caráter in#epen#ente, em vez #e ser uma recomen#a"'o, passou a ser uma #esvantagem. <obre a forma #e 9overno, sobre o 36/rcito e sobre o funcionalismo p*blico repousavam a for"a e a efici2ncia #o antigo imp/rio. 3ssas eram as tr2s causas primor#iais #a virtu#e %ue hoje falta ao 9overno alem'o, isto /, a autori#a#e #o 3sta#o. 3ssa autori#a#e n'o se apoia em palavr-rio #os parlamento e #ietas, nem em leis #e prote"'o, nem em senten"as ju#iciais #estina#as a ame#rontar os covar#es, mentirosos, etc., mas na confian"a geral %ue a #ire"'o pol4tica e a#ministrativa #e um pa4s po#e e #eve inspirar. 3sta confian"a / o resulta#o #e uma inabalável certeza #o #esinteresse e #a honesti#a#e #a pol4tica e #a a#ministra"'o #e um pa4s e #a harmonia #o esp4rito #as suas leis com os princ4pios morais #o povo. (enhum sistema #e governo po#e manter!se por muito tempo somente basea#o na for"a, mas sim pela confian"a p*blica na e6cel2ncia #o mesmo e pela probi#a#e #os representantes e #os #efensores #os interesses coletivos. $or mais %ue certos males amea"assem, já antes #a 9uerra, carcomer e minar a for"a #a na"'o, n'o se #eve es%uecer %ue outros pa4ses sofriam ain#a mais #a mesma mol/stia e,

nem por isso, na hora cr4tica #o perigo, cessavam a luta e se arruinavam. <e nos lembrarmos, por/m, %ue, antes #a 9uerra, ao la#o #as fra%uezas alem's já menciona#as havia tamb/m for"as pon#eráveis po#emos e #evemos procurar as causas #a ru4na #o pa4s em outros setores. + esse / o caso na reali#a#e. & mais profun#a causa #a #ebácle #o antigo ,mp/rio está no #esconhecimento #o problema racial e #a sua importTncia na evolu"'o espiritual #os povos .o#os os acontecimentos na vi#a #as na":es n'o s'o obras #o acaso mas conse%U2ncias naturais #a necessi#a#e imperiosa #a conserva"'o e #a multiplica"'o #a esp/cie e #a ra"a, embora os homens nem sempre se apercebam #o fun#amento intimo #as suas a":es. 2AP9TULO 3I PO%O E RAÇA ;á ver#a#es #e tal mo#o #issemina#as por to#a parte %ue chegam a escapar, por isso mesmo, H vista ou, pelo menos, ao conhecimento #a maioria #o povo. 3ste passa fre%Uentemente como cego #iante #estas ver#a#es H vista #e to#o, mun#o e mostra a má6ima surpresa, %uan#o, se repente, algu/m #escobre o %ue to#os, portanto #everiam saber. ?s ovos #e 5olombo an#am espalha#os por centenas #e milhares os 5olombos, por/m, s'o realmente mais #if4ceis #e encontrar. 3 assim os homens erram pelo Jar#im #a (atureza, convenci#os #e %uase tu#o conhecer e saber, e, no entanto, com raras e6ce":es, #ei6am #e en6ergar um #os princ4pios básicos #e maior importTncia na sua organiza"'o a saber7 o isolamento #e to#os os seres vivos #esta terra #entro #as suas esp/cies. Já a observa"'o mais superficial nos mostra, como lei mais ou menos implacável e fun#amental, presi#in#o a to#as as in*meras manifesta":es e6pressivas #a vonta#e #e viver na (atureza, o processo em si mesmo limita#o, pelo %ual esta se continua e se multiplica. 5a#a animal s- se associa a um companheiro #a mesma esp/cie. ? abelheiro cai com o abelheiro, o tentilh'o com o tentilh'o, a cegonha com a cegonha, o rato campestre com o rato campestre, o rato caseiro com o rato caseiro, o lobo com a loba etc. <- circunstTncias e6traor#inárias conseguem alterar essa or#em, entre as %uais figura, em primeiro lugar a coer"'o e6erci#a por pris'o #o animal ou %ual%uer outra impossibili#a#e #e uni'o #entro #a mesma esp/cie. &i, por/m, a (atureza come"a a #efen#er!se por to#os os meios, e seu protesto mais evi#ente consiste, ou em privar futuramente os bastar#os #a capaci#a#e #e procria"'o ou em limitar a fecun#i#a#e #os #escen#entes futuros. (a maior parte #os casos, ela priva!os #a facul#a#e #e resist2ncia contra mol/stias ou ata%ues hostis. ,sso / um fenômeno perfeitamente natural7 to#o cruzamento entre #ois seres #e situa"'o um pouco #esigual na escala biol-gica #á, como pro#uto, um interme#iário entre os #ois pontos ocupa#os pelos pais. <ignifica isto %ue o filho chegará provavelmente a uma situa"'o mais alta #o %ue a #e um #e seus pais, o inferior, mas n'o atingirá entretanto H altura #o superior em ra"a. Mais tar#e será, por conseguinte, #errota#o na luta com os superiores. <emelhante uni'o está por/m em franco #esacor#o com a vonta#e #a (atureza, %ue, #e um mo#o gerac, visa o aperfei"oamento #a vi#a na procria"'o. 3ssa hip-tese n'o se apoia na liga"'o #e elementos superiores com inferiores mas na vit-ria incon#icional #os primeiros. ? papel #o mais forte / #ominar. ('o se #eve misturar com o mais fraco, sacrifican#o assim a gran#eza pr-pria. <omente um #/bil #e nascen"a po#erá ver nisso uma cruel#a#e, o %ue se e6plica pela sua complei"'o fraca e limita#a. 5erto / %ue, se tal lei n'o prevalecesse, seria escusa#o cogitar #e to#o e

%ual%uer aperfei"oamento no #esenvolvimento #os seres vivos em gera. 3sse instinto %ue vigora em to#a a (atureza, essa ten#2ncia H purifica"'o racial, tem por conse%U2ncia n'o s- levantar uma barreira po#erosa entre ca#a ra"a e o mun#o e6terior, como tamb/m uniformizar as #isposi":es naturais. & raposa / sempre raposa, o ganso, ganso, o tigre, tigre etc. & #iferen"a s- po#erá resi#ir na me#i#a variável #e for"a, robustez, agili#a#e, resist2ncia etc., verifica#a em ca#a um in#ivi#ualmente. (unca se achará, por/m, uma raposa manifestan#o a um ganso sentimentos humanitários #a mesma maneira %ue n'o há um gato com inclina"'o favorável a um rato. 3is por%ue a luta rec4proca surge a%ui, motiva#a, menos por antipatia 4ntima, por e6emplo, #o %ue por impulsos #e fome e amor. 3m ambos os casos, a (atureza / especta#ora, pláci#a, e satisfeita. & luta pelo p'o %uoti#iano #ei6a sucumbir tu#o %ue / fraco, #oente e menos resoluto, en%uanto a luta #o macho pela f2mea s- ao mais sa#io confere o #ireito ou pelo menos a possibili#a#e #e procriar. <empre, por/m, aparece a luta como um meio #e estimular a sa*#e e a for"a #e resist2ncia na esp/cie, e, por isso mesmo, um incentivo ao seu aperfei"oamento. <e o processo fosse outro, cessaria to#o progresso na continua"'o e na eleva"'o #a esp/cie, sobrevin#o mais facilmente o contrário. =a#o o fato #e %ue o elemento #e menor valor sobrepuja sempre o melhor na %uanti#a#e, mesmo %ue ambos possuam igual capaci#a#e #e conservar e repro#uzir a vi#a, o elemento pior muito ,mais #epressa se multiplicaria, ao ponto #e for"ar o melhor a passar para um plano secun#ário. ,mp:e!se, por conseguinte, uma corre"'o em favor #o melhor. Mas a (atureza #isso se encarrega, sujeitan#o o mais fraco a con#i":es #e vi#a #if4ceis, %ue, s- por isso, o n*mero #esses elementos se torna re#uzi#o. ('o consentin#o %ue os #emais se entreguem, sem sele"'o pr/via, a repro#u"'o, ela proce#e a%ui a uma nova e imparcial escolha, basea#a no princ4pio #a for"a e #a sa*#e. <e, por um la#o, ela pouco #eseja a associa"'o in#ivi#ual #os mais fracos com os mais fortes, ain#a menos a fus'o #e uma ra"a superior com uma inferior. ,sso se tra#uziria em um golpe %uase mortal #irigi#o contra to#o o seu trabalho ulterior #e aperfei"oamento, e6ecuta#o talvez atrav/s #e centenas #e mil2nios. ,n*meras provas #isso nos fornece a e6peri2ncia hist-rica. 5om assombrosa clareza ela #emonstra, %ue, em to#a mistura #e sangue entre o ariano e povos inferiores, o resulta#o foi sempre a e6tin"'o #o elemento civiliza#or. & &m/rica #o (orte, cuja popula"'o,, #eci#i#amente, na sua maior parte, se comp:e #e elementos germTnicos, %ue s- muito pouco se misturaram com povos inferiores e #e cor, apresenta outra humani#a#e e cultura #o %ue a &m/rica 5entral e #o <ul, on#e os imigrantes, %uase to#os latinos, se fun#iram, em gran#e n*mero, com os habitantes in#4genas. Aastaria esse e6emplo para fazer reconhecer clara e #istintamente, o efeito #a fus'o #e ra"as. ? germano #o continente americano elevou!se at/ a #omina"'o #este, por se ter conserva#o mais puro e sem mistura ali continuará a imperar, en%uanto n'o se #ei6ar vitimar pelo peca#o #a mistura #o sangue. 3m poucas palavras, o resulta#o #o cruzamento #e ra"as /, portanto, sempre o seguinte7 &) 1ebai6amento #o n. C #a ra"a mais forte A) 1egresso f4sico e intelectual e, com isso, o come"o #e uma enfermi#a#e, %ue progri#e #evagar, mas seguramente. $rovocar semelhante coisa n'o passa ent'o #e um atenta#o H vonta#e #o 5ria#or, o castigo tamb/m correspon#e ao peca#o. $rocuran#o rebelar!se contra a l-gica f/rrea #a (atureza, o homem entra em conflito com os princ4pios fun#amentais, aos %uais ele mesmo #eve e6clusivamente a sua e6ist2ncia no seio #a humani#a#e ! =esse mo#o, esse proce#imento #e encontro Hs leis #a (atureza s- po#e con#uzir H sua pr-pria

per#a. + oportuno repetir a afirma"'o #o pacifista mo#erno, t'o tola %uanto genuinamente ju#aica, na sua petulTncia7 0? homem vence a pr-pria (aturezaV0 Milh:es #e in#iv4#uos repetem mecanicamente esse absur#o ju#aico e ,maginam, por fim, %ue s'o, #e fato, uma esp/cie #e #oma#ores #a (atureza. & *nica arma #e %ue #isp:em para firmar tal pensamento / uma i#/ia t'o miserável, na sua ess2ncia, %ue mal se po#e conceb2!la. <omente, pon#o #e parte %ue o homem ain#a n'o superou em coisa alguma a (atureza, n'o ten#o passa#o #e tentativas o levantar, pelo menos, uma ou outra pontinha #o gigantesco v/u, sob o %ual ela encobre os eternos enigmas e segre#os, %ue ele, #e fato, na#a inventa, somente #escobre o %ue e6iste, %ue ele n'o #omina a (atureza, s- ten#o ascen#i#o ao grau #e senhor entre os #emais seres vivos, pela ignorTncia #estes e pelo seu pr-prio conhecimento #e algumas leis e #e alguns segre#os #a (atureza, pon#o #e parte tu#o isso, uma i#/ia n'o po#e #ominar as hip-teses sobre a origem e o #estino #a ;umani#a#e, visto a i#/ia mesma s- #epen#er #o homem. <em o homem n'o po#e haver i#/ia humana no mun#o, por%uanto a i#/ia como tal / sempre con#iciona#a pela e6ist2ncia #os homens e, por isso mesmo, por to#as as leis, %ue regulam a sua vi#a. 3, n'o fica nissoV ,#/ias #efini#as acham!se liga#as a #etermina#os in#iv4#uos. Berifica!se isso, em primeiro lugar, no caso #e pensamentos cujo conte*#o n'o #eriva #e uma ver#a#e e6ata, cientifica, por/m #o mun#o sentimental, repro#uzin#o, como se costuma t'o claramente #efinir, hoje em #ia, um fato vivi#o interiormente. .o#as essa i#/ias %ue em si na#a t2m %ue ver com a l-gica fria, representan#o, pelo contrário, manifesta":es sentimentais, representa":es /ticas, etc., pren#em!se H vi#a #o homem #evi#o a sua pr-pria e6ist2ncia H for"a imaginativa cria#ora #o esp4rito humano. &4 justamente / %ue se imp:e a conserva"'o #essas #etermina#as ra"as e criaturas como con#i"'o primor#ial para a #urabili#a#e #essas i#/ias. )uem, por e6emplo, %uisesse realmente, #e cora"'o, #esejar a vit-ria #o pensamento pacifista, teria %ue se empenhar, por to#os os meios, para %ue os alem'es tomassem posse #o Mun#o pois, se porventura acontecesse o contrário, muito facilmente, com o *ltimo alem'o, e6tinguir!se!ia tamb/m o *ltimo pacifista, visto o resto #o mun#o #ificilmente já ter si#o logra#o por um absur#o t'o avesso H natureza e H raz'o, %uanto o foi o nosso pr-prio povo. <eria pois necessário, #e bom ou #e mau gra#o, nos #eci#irmos com to#a a serie#a#e a fazer a 9uerra a fim #e chegarmos ao pacifismo. >oi isso e na#a mais a inten"'o #e Nilson, o re#entor universal. &ssim pensavam pelo menos os nossos visionários alem'es %ue, por esse meio, chegaram a seus fins. .alvez o conceito pacifista humanitário chegue a ser #e fato aceitável, %uan#o o homem %ue for superior a to#os, tiver previamente con%uista#o e subjuga#o o mun#o, ao ponto #e tornar!se o senhor e6clusivo #esta terra. & tal i#/ia torna! se imposs4vel pro#uzir conse%U2ncias nocivas, #es#e %ue a sua aplica"'o na reali#a#e se torna ca#a vez mais #if4cil, e por fim, impraticável. $ortanto, primeiro, a luta, #epois talvez o pacifismo. (o caso contrário, a humani#a#e teria passa#o o ponto culminante #o seu #esenvolvimento resultan#o, por fim, n'o o imp/rio #e %ual%uer i#/ia moral, mas sim barbaria e confus'o. (aturalmente um ou outro po#erá rir #essa afirma"'o. + preciso %ue ningu/m se es%ue"a, por/m, #e %ue este planeta já percorreu o /ter milh:es #e anos sem ser habita#o e po#erá, um #ia, empreen#er o mesmo percurso #a mesma maneira, se os homens es%uecerem %ue n'o #evem sua e6ist2ncia superior Hs teorias #e uns poucos i#e-logos malucos, mas ao reconhecimento e H aplica"'o incon#icional #e leis imutáveis #a (atureza. .u#o %ue hoje a#miramos nesta terra, ! ci2ncia e arte, t/cnica e inven":es ! / o pro#uto cria#or somente #e poucos povos e talvez, na sua origem, #e uma *nica ra"a. =eles tamb/m

#epen#e a estabili#a#e #e to#a esta cultura. 5om a #estrui"'o #esses povos bai6ará igualmente ao t*mulo to#a a beleza #esta terra. $or mais po#erosa %ue $ossa ser a ,nflu2ncia #o solo sobre os homens, seus efeitos sempre h'o #e variar segun#o as ra"as. & falta #e fertili#a#e #e um pa4s po#e estimular uma ra"a a alcan"ar nas suas ativi#a#es um ren#imento má6imo outra ra"a s- encontrará no mesmo fato motivo para cair na maior mis/ria, acompanha#a #e alimenta"'o insuficiente e to#as as suas conse%U2ncias. &s %uali#a#es intr4nsecas #os povos s'o sempre o %ue #etermina a maneira pela %ual se e6ercem as influ2ncias e6ternas. & mesma causa, %ue a uns leva a passar fome, provoca em outros o estimulo para trabalhar com mais afinco. & raz'o pela %ual to#as as gran#es culturas #o passa#o pereceram, foi a e6tin"'o, por envenenamento #e sangue, #a primitiva ra"a cria#ora. & *ltima causa #e semelhante #eca#2ncia foi sempre o fato #e o homem ter es%ueci#o %ue to#a cultura #ele #epen#e e n'o vice!versa %ue para conservar uma cultura #efini#a o homem, %ue a constr-i, tamb/m precisa ser conserva#o. <emelhante conserva"'o, por/m, se pren#e H lei f/rrea #a necessi#a#e e #o! #ireito #e vit-ria #o melhor e #o mais forte. )uem #esejar viver, prepara!se para o combate, e %uem n'o estiver #isposto a isso, neste mun#o #e lutas eternas, n'o merece a vi#a. $or mais #oloroso %ue isso seja, / preciso confessá!lo. & sorte mais #ura /, sem #*vi#a alguma, a #o homem %ue julga po#er vencer a (atureza e na reali#a#e a (atureza #o mesmo escarnece. & r/plica #a (atureza se resume ent'o em priva":es, infelici#a#es e mol/stiasV ? homem %ue #esconhece e menospreza as leis raciais, em ver#a#e, per#e, #esgra"a#amente a ventura %ue lhe parece reserva#a, ,mpe#e a marcha triunfal #a melhor #as ra"as, com isso estreitan#o tamb/m a con#i"'o primor#ial #e to#o progresso humano. (o #ecorrer #os tempos, vai caminhan#o para o reino #o animal in#efeso, embora porta#or #e sentimentos humanos. + uma tentativa ociosa %uerer #iscutir %ual a ra"a ou %uais as ra"as %ue foram os #epositários #a cultura humana e os ver#a#eiros fun#a#ores #e tu#o a%uilo %ue compreen#emos sob o termo 0;umani#a#e0. ! Mais simples / aplicar essa pergunta ao presente, e, a%ui tamb/m, a resposta / fácil e clara. ? %ue hoje se apresenta a n-s em mat/ria #e cultura humana, #e resulta#os colhi#os no terreno .#a arte, #a ci2ncia e #a t/cnica, / %uase %ue e6clusivamente pro#uto #a cria"'o #o &riano. + sobre tal fato, por/m, %ue #evemos apoiar a 5onclus'o #e ter si#o ele o fun#a#or e6clusivo #e uma humani#a#e superior, representan#o assim 0o tipo primitivo #a%uilo %ue enten#emos por 0homem0. + ele o $rometeu #a humani#a#e, e #a sua fronte / %ue jorrou, em to#as as /pocas, a centelha #o 92nio, acen#en#o sempre #e novo a%uele fogo #o conhecimento %ue iluminou a noite #os tácitos mist/rios, fazen#o ascen#er o homem a uma situa"'o #e superiori#a#e sobre os outros seres terrestres, 36clua!se ele, e, talvez #epois #e poucos mil2nios, #escer'o mais uma vez as trevas sobre a terra a civiliza"'o humana chegará a seu termo e o mun#o se tornará um #esertoV <e a humani#a#e se pu#esse #ivi#ir em tr2s categorias7 fun#a#ores, #epositários e #estrui#ores #e 5ultura, s- o &riano #everia ser visto como representante #a primeira classe. =ele prov2m os alicerces e os muros #e to#as as cria":es humanas, e os tra"os caracter4sticos #e ca#a povo em particular s'o con#iciona#os por proprie#a#es e6teriores, como sejam a forma e o colori#o, + ele %uem fornece o formi#ável material #e constru"'o e os projetos para to#o progresso humano. <- a e6ecu"'o #a obra / %ue varia #e acor#o com as con#i":es peculiares #as outras ra"as. =entro #e poucas #ezenas #e anos, por e6emplo,

to#o o leste #e Ssia possuirá uma cultura, cujo *ltimo fun#amento será t'o impregna#o #e esp4rito hel2nico e t/cnica germTnica %uanto o / a nossa. & forma e6terior / %ue, pelo menos parcialmente, acusará tra"os #e caráter asiático. Muitos julgam erroneamente %ue o Jap'o assimilou a t/cnica #a 3uropa na sua civiliza"'o. ('o / o caso. & ci2ncia e a t/cnica europ/ias recebem apenas um verniz japon2s. & base #a vi#a real n'o / mais a cultura espec4fica #o Jap'o, embora seja ela %uem #2 0a cor local0 H vi#a #o pa4s, o %ue impressiona mais H observa"'o #o 3uropeu, justamente #evi#o aos aspectos e6ternos originais. &%uela base se encontra, por/m, na formi#ável pro#u"'o cient4fica e t/cnica #a 3uropa e #a &m/rica e, portanto, #e povos arianos. <- se basean#o nessas pro#u":es / %ue o ?riente po#erá seguir o progresso geral #a ;umani#a#e. <- elas / %ue #escortinam o campo para a luta pelo p'o %uoti#iano, crian#o, para isso, armas e utens4lios ao esp4rito japon2s s- se vai a#aptan#o gra#ualmente o aspecto e6terior #e tu#o isso. <e a partir #e hoje, cessasse to#a a influ2ncia ariana sobre o Jap'o ! imaginan#o!se a hip-tese #e %ue a 3uropa e a &m/rica atingissem uma #eca#2ncia total ! a ascens'o atual #o Jap'o no terreno t/cnico!cient4fico ain#a po#eria per#urar algum tempo. =entro #e poucos anos, por/m, a fonte secaria, sobreviveria a prepon#erTncia #o caráter japon2s, e a cultura atual morreria, regressan#o ao sono profun#o, #o %ual, há setenta anos, fora #esperta#a bruscamente pela on#a #a civiliza"'o ariana. 3is por%ue, em tempos remotos, tamb/m foi a influ2ncia, #o esp4rito estrangeiro %ue #espertou a cultura japonesa. ;oje tamb/m o progresso #o pa4s / inteiramente #evi#o H influ2ncia ariana. & melhor prova #esse fato / a fossiliza"'o e a rigi#ez, %ue, mais tar#e, se foram verifican#o em tal cultura, fenômeno este %ue um povo s- po#e assinalar, %uan#o a primitiva semente cria#ora se per#eu em uma ra"a, ou %uan#o velo a faltar a influ2ncia e6terna %ue #era o impulso e o material necessários ao primeiro #esenvolvimento cultural. $o#e!se #enominar uma tal ra"a #epositária, nunca, por/m, cria#ora #e cultura. 3stá prova#o, %ue %uan#o a cultura #e um povo, na sua ess2ncia, foi recebi#a, absorvi#a e assimila#a #e ra"as estrangeiras, uma vez retira#a a influ2ncia e6terior, ela cai #e novo no mesmo torpor. @m e6ame #os #iferentes povos, sob tal ponto #e vista, confirma o fato #e %ue, nas origens, %uase n'o se trata #e povos construtores, mas, sempre pelo contrário, #e #epositários #e uma civiliza"'o. <empre resulta. mais ou menos, o seguinte %ua#ro #e sua evolu"'o7 .ribos arianas ! muitas vezes em n*mero ri#iculamente re#uzi#o ! subjugam povos estrangeiros, #esenvolven#o, ent'o, anima#as por con#i":es especiais #a nova regi'o (fertili#a#e, clima etc.), favoreci#as pelo n*mero avulta#o #e au6iliares #a ra"a inferior, suas latentes capaci#a#es intelectuais e organiza#oras. 3las criam, fre%Uentemente, em poucos mil2nios e at/ em per4o#os #e s/culos, civiliza":es, %ue, #e come"o, revelam integralmente os tra"os 4ntimos #a sua in#ivi#uali#a#e a#apta#os Hs proprie#a#es espec4ficas #o solo como #os homens por elas subjuga#os. $or fim acontece, por/m, %ue os con%uista#ores pecam contra o princ4pio ! observa#o no come"o ! #a pureza conserva#ora #o sangue,! #'o para misturar!se com os habitantes subjuga#os, e p:em termo com isso H sua pr-pria e6ist2ncia. & %ue#a pelo peca#o, no $ara4so, teve apenas como conse%U2ncia a e6puls'o =epois #e um mil2nio ou mais, transparece fre%Uentemente o *ltimo vest4gio vis4vel #o antigo povo #omina#or, na colora"'o mais clara #a pele, #ei6a#a pelo seu sangue H ra"a venci#a e tamb/m em uma civiliza"'o entorpeci#a, cria#a por ele primitivamente para ser a gera#ora #as outras. =a mesma maneira %ue o ver#a#eiro con%uista#or espiritual se per#eu no sangue #os venci#os, per#eu!se tamb/m o combust4vel para a tocha #o progresso #a civiliza"'o

humanaV .al %ual a cor #a pele, #evi#o ao sangue #o antigo senhor, ain#a guar#ou como recor#a"'o um ligeiro brilho, a noite #a vi#a espiritual igualmente se acha suavemente ilumina#a pelas cria":es #os primitivos mensageiros #e luz. &trav/s #e to#a a barbárie recome"a#a, elas continuam a brilhar #espertan#o #emais no especta#or #istra4#o a suposi"'o #e ver o %ua#ro #e um povo atual, en%uanto ele se mira apenas no espelho #o passa#o. $o#e ent'o acontecer, %ue, no #ecorrer #a sua hist-ria, um povo entre em contato #uas vezes e mesmo at/ mais com a ra"a #e seus antigos civiliza#ores, sem %ue seja preciso e6istir ain#a uma reminisc2ncia #e pr/vios encontros. ? resto #o antigo sangue #omina#or se encaminhará inconscientemente para o novo tipo e a vonta#e pr-pria conseguirá ent'o o %ue, a princ4pio, s- era poss4vel por coa"'o. Berifica!se uma nova on#a civiliza#ora %ue se mant/m, at/ %ue os seus e6poentes #esapare"am por sua vez no sangue #e povos estrangeiros. >uturamente caberá como tarefa a uma ;ist-ria @niversal e 5ultural fazer pes%uisas nesse senti#o e n'o se #ei6ar sufocar na enumera"'o #e fatos puramente e6teriores, como se #á, infelizmente, as mais #as vezes, com a ci2ncia hist-rica #a atuali#a#e. Já #este esbo"o sobre o #esenvolvimento #e na":es #epositárias #e uma civiliza"'o, resulta tamb/m o %ua#ro #a forma"'o #a ativi#a#e e #o #esaparecimento #os pr-prios arianos, os ver#a#eiros fun#a#ores culturais #esta terra. 5omo na vi#a corrente, o chama#o 092nio0 necessita #e um prete6to, multas vezes at/ literalmente, #e um empurr'o, para chegar ao ponto #e brilhar, assim tamb/m acontece na vi#a #os povos, com a ra"a genial. (a monotonia #a vi#a %uoti#iana, in#iv4#uos #e valor costumam fre%Uentemente parecer insignificantes, elevan#o!se apenas acima #a m/#ia comum #os %ue o cercam entretanto, assim %ue sobrevem alguma situa"'o, %ue a outros faria #esesperar ou enlou%uecer, ergue! se #e #entro #a criatura m/#ia e apaga#a a natureza genial, #ei6an#o facilmente estupefatos a%ueles %ue a viam #antes, no %ua#ro estreito #a vi#a burguesa ! o %ue e6plica talvez o fato #o 0profeta raramente valer %ual%uer coisa em sua terra0. (a#a melhor #o %ue a 9uerra nos oferece oportuni#a#e para fazer tal observa"'o, 3m horas #e ang*stia, surgem subitamente, #e crian"as aparentemente inofensivas, her-is #ota#os #e resoluta coragem, perante a morte e #e gran#e frieza #e refle6'o. ('o fosse tal momento #e prova"'o, ningu/m teria pressenti#o o her-i no rapaz ain#a imberbe. )uase sempre / preciso algum solavanco para provocar o g2nio. & martela#a #o #estino, %ue a uns #erriba logo, já em outros encontra resist2ncia #e a"o, e, #estruin#o o inv-lucro #a vi#a %uoti#iana, #escobre o Tmago at/ ent'o oculto aos olhos #o universo atônito. 3ste se #efen#e e recusa crer, %ue e6emplares #e apar2ncia t'o semelhante possam t'o repentinamente mu#ar #e in#ivi#uali#a#e, processo esse, %ue se #eve repetir com to#a criatura e6cepcional. &pesar #e um inventor, por e6emplo, s- consoli#ar a sua fama no #ia em %ue a inven"'o está termina#a, seria errôneo pensar %ue a geniali#a#e em si n'o se contivesse no homem antes #esse momento. & centelha #o g2nio já fa4sca, #es#e a hora #o nascimento, na cabe"a #o homem ver#a#eiramente #ota#o #e talento cria#or, 9eniali#a#e ver#a#eiramente / sempre inata, nunca fruto #e e#uca"'o ou estu#os. 5omo já acentuamos previamente, o mesmo fenômeno, observa#o no in#iv4#uo, se pro#uz tamb/m na ra"a, &in#a %ue especta#ores superficiais %ueiram #esconhecer esse fato, certo / %ue os povos %ue pro#uzem muito s'o #ota#os #e talento cria#or #es#e a sua origem mais remota. &%ui tamb/m a aceita"'o e6terior s- se manifesta #epois #e obras e6ecuta#as, o resto #o mun#o sen#o incapaz #e reconhecer a geniali#a#e em si, aplau#in#o apenas suas manifesta":es concretas, como sejam7 inven":es, #escobertas, constru":es,

pinturas, etc. Mesmo #epois #isso, ain#a passa Hs vezes muito tempo, at/ chegar a ser reconheci#a. (a vi#a #o in#iv4#uo pre#estina#o, a #isposi"'o genial ou pelo menos e6traor#inária, s- incentivaria por motivos especiais, marcha para a sua realiza"'o prática na vi#a #os povos tamb/m s- #etermina#as hip-teses po#er'o levar H completa utiliza"'o #e for"as e capaci#a#es cria#oras. + nos &rianos ! ra"a %ue foi e / o e6poente #o #esenvolvimento cultural #a ;umani#a#e ! %ue se verifica tu#o isso com a maior clareza. &ssim %ue o #estino os lan"a em situa":es especiais, as facul#a#es %ue possuem come"am a se #esenvolver e a se tornar manifestas. &s civiliza":es por eles fun#a#as em semelhantes casos, %uase sempre s'o #efinitivamente fi6a#as pelo solo e clima e pelos homens venci#os, sen#o este *ltimo fator %uase %ue o mais #ecisivo. )uanto mais primitivos os recursos t/cnicos para um trabalho cultural, mais necessário o au64lio #e for"as humanas, %ue, conjuga#as e bem aplica#as, ter'o %ue substituir a energia #a má%uina. <em tal possibili#a#e #e empregar gente inferior, o ariano nunca teria po#i#o #ar os primeiros passos para sua civiliza"'o, #o mesmo mo#o %ue, sem a aju#a #e animais apropria#os, pouco a pouco #oma#os por ele, nunca teria alcan"a#o uma t/cnica, gra"as H %ual vai po#en#o #ispensar os animais. ? #ita#o7 0o negro fez a sua obriga"'o, po#e se retirar0, possui infelizmente uma significa"'o profun#a. =urante mil2nios, o cavalo teve %ue servir e aju#ar o homem em certos trabalhos nos %uais agora o motor suplantou, o %ue #ispensou perfeitamente o cavalo, =a%ui a poucos anos, este terá cessa#o to#a a sua ativi#a#e. (o entanto, sem a sua coopera"'o inicial, o homem s#ificilmente teria chega#o ao ponto em %ue hoje se acha. 3is como a e6ist2ncia #e povos inferiores tornou!se con#i"'o primor#ial na forma"'o #e civiliza":es superiores, nas %uais s- esses entes po#eriam suprir a falta #e recursos t/cnicos, sem os %uais nem se po#e imaginar um progresso mais eleva#o. & cultura básica #a humani#a#e se apoiou menos no animal #omestica#o #o %ue na utiliza"'o #e in#iv4#uos inferiores. <- #epois #a escraviza"'o #e ra"as inferiores 2 %ue a mesma sorte tiveram os animais, e n'o 0vice!versa0, como algu/m po#eria pensar. + certo %ue foi primeiro o venci#o, e s-, #epois #ele o cavalo, %ue pu6ou o ara#o. <- os bobos pacifistas / %ue po#em en6ergar nisso um in#4cio #e mal#i"'o humana, sem perceber #ireito %ue tal era a marcha a seguir, para, finalmente, chegar!se ao ponto #e on#e esses ap-stolos t2m prega#o ao mun#o o seu charlatanismo. ? progresso humano se assemelha a uma ascens'o em uma esca#a sem fim n'o se chega #e forma alguma encima, sem se ter servi#o #os #egraus inferiores. >oi assim %ue o ariano teve %ue trilhar o caminho tra"a#o pela reali#a#e e n'o a%uele com o %ual sonha a fantasia #e um pacifista mo#erno. ? caminho #a reali#a#e / #uro e espinhoso, mas s- ele con#uz H finali#a#e com %ue os pacifistas sonham afastan#o, por/m, ca#a vez mais a humani#a#e #o i#eal sonha#o. ('o /, portanto, por mero acaso, %ue as primeiras civiliza":es tenham nasci#o ali, on#e o ariano, encontran#o povos inferiores, subjugou os H sua vonta#e foram eles os primeiros instrumentos a servi"o #e uma cultura em forma"'o. 5om isso ficou por/m, claramente #elinea#o o trajeto %ue o ariano teria #e percorrer. 5om a sua autori#a#e #e con%uista#or, submeteu ele os homens inferiores, regulan#o, em segui#a, sob o seu coman#o, a ativi#a#e prática #essas criaturas, conforme a sua vonta#e e visan#o seus pr-prios fins. 3n%uanto assim con#uzia os venci#os para um trabalho *til, embora #uro, o ariano poupava, n'o s- as suas vi#as, como lhes proporcionava talvez uma sorte melhor #o %ue #antes, %uan#o gozavam a chama#a 0liber#a#e0. .o#o o tempo em %ue ele soube manter, sem vacila":es, o seu lugar #e senhor e mestre, conservou!se, n'o

somente o senhor absoluto, como o conserva#or e pioneiro #a civiliza"'o, visto esta #epen#er e6clusivamente #a capaci#a#e #os con%uista#ores e #a sua pr-pria conserva"'o. (o momento em %ue os pr-prios venci#os come"aram a se elevar sob o ponto #e vista cultural, apro6iman#o!se tamb/m #os con%uista#ores pelo i#ioma, ruiu a rigorosa barreira entre o senhor e o servo. ? ariano sacrificou a pureza #o sangue, per#en#o assim o lugar no $ara4so, %ue ele mesmo tinha prepara#o. <ucumbiu, com a mistura racial per#eu, aos poucos, ca#a vez mais, sua capaci#a#e civiliza#ora, at/ %ue come"ou a se assemelhar mais aos in#4genas subjuga#o #o %ue a seus antepassa#os, e isso, n'o s- intelectual como fisicamente. &lgum tempo ain#a, pô#e fruir #os bens já e6istentes #a civiliza"'o, mas, #epois, sobreveio a paralisa"'o #o progresso e o homem se es%ueceu #e si pr-prio. + #esse mo#o %ue vemos a ru4na #e civiliza":es e remos, %ue ce#em o lugar a outras forma":es. &s causas e6clusivas #a #eca#2ncia #e antigas civiliza":es s'o7 a mistura #e sangue e o rebai6amento #o n4vel #a ra"a, %ue a%uele fenômeno acarreta. 3stá prova#o %ue n'o s'o guerras per#i#as %ue e6terminam os homens e sim a per#a #a%uela resist2ncia, %ue s- o sangue puro oferece. .o#o o %ue, no Mun#o, n'o / ra"a boa / joio. .o#o acontecimento na ;ist-ria @niversal n'o passa #e uma manifesta"'o e6terna #o instinto #e conserva"'o #as ra"as, no bom ou no mau senti#o. & %uest'o #as causas 4ntimas %ue #eterminam a importTncia prepon#erante #o arianismo po#e ser e6plica#a menos por uma for"a mais po#erosa #o instinto #e conserva"'o, propriamente, #o %ue pelo mo#o especial por %ue este se manifesta. & vonta#e #e viver, falan#o #o ponto #e vista subjetivo, tem, por to#a parte, a mesma intensi#a#e e s- #ifere pela forma %ue ela a#ota na vi#a real. (os seres mais primitivos, o instinto #e conserva"'o n'o vai al/m #a preocupa"'o com o pr-prio 0eu0. ? ego4smo ! #efini"'o %ue #amos a tal ten#2ncia ! nesses animais chega a limitar!se Hs preocupa":es #o momento, %ue absorvem tu#o, na#a reservan#o para as horas futuras. (esse esta#o, o animal vive e6clusivamente para si, procura o alimento s- para matar a fome no instante e s- luta pela pr-pria vi#a.. 3n%uanto, por/m, o instinto #e conserva"'o se manifesta apenas #esta maneira, falta lhe completamente a base para a forma"'o #e uma comuni#a#e, mesmo sob a forma mais primitiva #a fam4lia. Já a comunh'o entre o macho e a f2mea e6ige uma e6tens'o #o instinto #e conserva"'o, pelo cui#a#o e a luta %ue, al/m #o pr-prio 0eu0, inclui tamb/m a outra meta#e. ? macho, Hs vezes, tamb/m procura alimento para a f2mea o mais fre%Uente / eles ambos procurarem! no para os filhos. @m protege o outro, #e mo#o %ue a%ui se verificam as primeiras formas, embora infinitamente elementares, #e um esp4rito #e sacrif4cio. (o momento em %ue este esp4rito #e sacrif4cio ultrapassa o %ua#ro estreito #a fam4lia, estabelecem!se as con#i":es para a fun#a"'o #e maiores agremia":es e, enfim, #e ver#a#eiros 3sta#os. ?s povos mais atrasa#os #a terra t2m essa %uali#a#e muito apaga#a, #e mo#o %ue, muitas vezes, n'o chegam al/m #a forma"'o #a fam4lia. )uanto mais aumenta a #isposi"'o a sacrificar interesses puramente pessoais, tanto mais se #esenvolve a capaci#a#e para erigir comuni#a#es mais importantes. + o ariano %ue apresenta, #o mo#o mais e6pressivo, essa #isposi"'o para o sacrif4cio #o trabalho pessoal, e, sen#o necessário, at/ #a sua pr-pria vi#a, %ue arrisca em favor #os outros. $or si mesmo, o ariano n'o se caracteriza por ser um homem mais bem #ota#o intelectualmente, mas, sim, pela sua #isposi"'o em! pôr to#as as suas facul#a#es ao servi"o #a comuni#a#e. (ele, o instinto #e conserva"'o alcan"ou a forma mais nobre, submeten#o o pr-prio 0eu0, espontaneamente, H vi#a #a coletivi#a#e, sacrifican#o!o at/ inteiramente, se o momento e6igir.

& raz'o #a facul#a#e civiliza#ora e construtora #o ariano n'o resi#e nos #otes intelectuais. <e ele na#a possu4sse fora #isso, s- po#eria agir como #estrui#or, nunca, por/m, como organiza#or, pois a significa"'o intr4nseca #e to#a organiza"'o repousa sobre o princ4pio #o sacrif4cio, %ue ca#a in#iv4#uo faz #e sua opini'o e #e seus interesses pessoais em proveito #e uma plurali#a#e #e criaturas. <- #epois #e trabalhar pelos outros, recebe ele novamente a parte %ue lhe toca. ('o trabalha mais, #iretamente para si, mas incorpora!se, com o seu trabalho, no %ua#ro geral #a coletivi#a#e, visan#o, n'o o seu proveito mas sim o bem #e to#os. & ilustra"'o mais a#mirável #e semelhante #isposi"'o encontra!se na palavra 0trabalho0 %ue para ele n'o representa absolutamente uma ativi#a#e visan#o somente a manuten"'o #a vi#a, mas uma cria"'o %ue n'o vai #e encontro aos interesses #a generali#a#e. 3m caso contrário, %uan#o as a":es humanas s- aten#em ao instinto #e conserva"'o, sem levar em conta o bem #o resto #o mun#o, o ariano as chama7. furto, usura, roubo, assalto, etc. .al #isposi"'o, %ue faz ce#er o interesses #o pr-prio 0eu0 H conserva"'o #a comuni#a#e, / realmente a con#i"'o in#ispensável para a e6ist2ncia #e to#a civiliza"'o humana. <- ela po#e criar as gran#es obras #a humani#a#e, %ue ao fun#a#or pouca recompensa trazem, as maiores b2n"'os por/m Hs gera":es futuras. <- esse sentimento / %ue e6plica como / %ue tantos in#iv4#uos po#em suportar honestamente uma e6ist2ncia miserável, %ue s- lhes imp:e pobreza e humil#a#e, mas firma para a coletivi#a#e as bases #a e6ist2ncia. 5a#a operário, ca#a campon2s, ca#a inventor, ca#a funcionário, etc., %ue vai trabalhan#o, sem chegar nem uma vez H felici#a#e ou ao bem!estar, / um e6poente #esse eleva#o i#eal, mesmo %ue nunca venha a penetrar o senti#o profun#o #e seu proce#er. ? %ue / ver#a#e, no %ue #iz respeito ao trabalho como base #e nutri"'o e #e to#o progresso humano, aplica!se ain#a, muito mais, em se tratan#o #e preservar o homem e a sua cultura. & coroa"'o #e to#o esp4rito #e abnega"'o resi#e no sacrif4cio #a pr-pria vi#a in#ivi#ual em prol #a e6ist2ncia coletiva. <- assim se po#e impe#ir %ue m'os criminosas ou a pr-pria (atureza #estruam a%uilo %ue foi obra #e m'os humanas. (ossa l4ngua possui justamente um termo %ue #efine esplen#i#amente o mo#o #e agir nesse senti#o / o 0cumprimento #o #ever0 <ignifica isso n'o se contentar o in#iv4#uo somente consigo, mas em procurar servir H coletivi#a#e. & #isposi"'o fun#amental #e %ue emana um tal mo#o #e proce#er, / chama#a por n-s ,#ealismo, em oposi"'o ao 3go4smo. 3nten#emos por essa palavra a facul#a#e #e sacrif4cio #o in#iv4#uo pelo conjunto #e seus semelhantes. + necessário proclamar repeti#amente %ue o i#ealismo n'o significa apenas uma sup/rflua manifesta"'o sentimental, era e será sempre, em ver#a#e, a con#i"'o primor#ial para o %ue #enominamos 0civiliza"'o0! >oi esse i#ealismo o cria#or #o conceito 0homem0V + a essa ten#2ncia interior %ue o ariano #eve sua posi"'o no Mun#o, esse a ela tamb/m #eve a e6ist2ncia #o homem superior. ? i#ealismo foi %ue, #o esp4rito puro, plasmou a for"a cria#ora, cuja obra ! os monumentos culturais ! brotou #e um cons-rcio singular entre a viol2ncia bruta e a intelig2ncia genial. <em as ten#2ncias #o i#ealismo, mesmo as facul#a#es mais brilhantes n'o passariam #e uma abstra"'o, pura apar2ncia e6terior, sem valor intr4nseco, nunca po#en#o resultar em for"a cria#ora. 5omo, entretanto, o i#ealismo genu4no n'o / mais nem menos #o %ue a subor#ina"'o #os interesses e #a vi#a #o in#iv4#uo H coletivi#a#e, isso tamb/m, por sua vez, estabelece as con#i":es para novas organiza":es #e to#a esp/cie. 3sse sentimento, no seu 4ntimo, correspon#e H vonta#e mais imperiosa #a (atureza. <- ele / %ue con#uz os homens a

reconhecerem espontaneamente o privil/gio #a for"a e #o vigor, fazen#o #eles uma poeirinha insignificante na%uela organiza"'o %ue forma e constitui o @niverso. ? i#ealismo mais puro reveste!se inconscientemente #o mais profun#o conhecimento. ? %uanto isso / ver#a#eiro, o %uanto / ine6istente a rela"'o entre o i#ealismo real e as fantasmagorias #e brin%ue#o, ressalta, H primeira vista, #o ju4zo #e uma crian"a pura, #e um menino s'o, por e6emplo. ? mesmo jovem %ue escuta, sem interesses e com repugnTncia, as tira#as intermináveis #e um pacifista 0i#ealista0, prontifica!se a #ar ime#iatamente sua vi#a pelo i#eal #e seu nacionalismo. ,nconscientemente obe#ece a4 ao instinto, %ue reconhece a necessi#a#e recôn#ita #a conserva"'o #a esp/cie, H custa #o in#iv4#uo. <e preciso for, lan"ará um protesto contra as fantasias #o #iscursa#or pacifista, %ue, em reali#a#e, no seu pape) #e ego4sta mascara#o, por/m covar#e, peca #iretamente contra as leis #a evolu"'o. 3sta / con#iciona#a pela #isposi"'o ao sacrif4cio #o in#iv4#uo em prol #a esp/cie, e n'o por vis:es m-rbi#as #e sabich:es covar#es e cr4ticos #a (atureza. + justamente nas /pocas em %ue o sentimento i#ealista parece %uerer #esaparecer, %ue po#emos tamb/m ime#iatamente verificar uma %ue#a #a%uela for"a forma#ora #e coletivi#a#e e, por si mesma, cria#ora #e possibili#a#es culturais. Logo %ue o ego4smo principia a governar um povo, afrou6am!se os v4nculos #a or#em e, na ca"a atrás #a felici#a#e, / %ue os homens se precipitam #o c/u para #entro #o inferno. <im, at/ o posteri#a#e es%uece a%ueles %ue s- serviram a seus interesses pessoais e e6alta os her-is %ue renunciaram H sua pr-pria ventura. ? ju#eu / %ue apresenta o maior contraste com o ariano. (enhum outro povo #o mun#o possui um instinto #e conserva"'o mais po#eroso #o %ue o chama#o 0$ovo 3leito0. Já o simples fato #a e6ist2ncia #esta ra"a po#eria servir #e prova cabal para essa ver#a#e. )ue povo, nos *ltimos #ois mil2nios, sofreu menos altera":es na sua #isposi"'o intr4nseca, no seu caráter, etc., #o %ue o povo ju#eu8 )ue povo, enfim, sofreu maiores transtornos #o %ue este, sain#o, por/m, sempre o mesmo, no meio #as mais violentas catástrofes #a humani#a#e8 )ue vonta#e #e viver, #e uma resist2ncia infinita para a conserva"'o #a esp/cie, fala atrav/s #esses fatosV &s %uali#a#es intelectuais #o ju#eu formaram!se no #ecorrer #e mil2nios, 3le passa hoje por 0inteligente0 e o foi sempre at/ um certo ponto. <omente, sua compreens'o n'o / o pro#uto #e evolu"'o pr-pria, mas #e pura imita"'o. ? esp4rito humano n'o consegue galgar alturas, sem passar por #egraus para ca#a passo ascen#ente, necessita ele #o fun#amento #o passa#o, na%uele senti#o lato %ue s- na cultura geral po#e transparecer. &penas uma pe%uena parte #o pensamento universal repousa sobre o conhecimento pr-prio a maior parte / #evi#o Hs e6peri2ncias #e /pocas prece#entes. ? n4vel geral #e cultura mune o in#iv4#uo sem %ue #isso ele se aperceba, #e uma tal ri%ueza #e conhecimentos preliminares, %ue, assim prepara#o, ele, mais facilmente, seguirá o seu caminho. ? menino #e hoje, por e6emplo, cresce, cerca#o por uma infini#a#e #e inventos t/cnicos #os *ltimos s/culos, #e tal mo#o, %ue muitas coisas ! um enigma, há cem anos, para os esp4ritos mais a#ianta#os ! lhe passam #espercebi#as, embora a observa"'o e a compreens'o #os nossos progressos no #ito terreno sejam para ele #e uma importTncia #ecisiva. <e mesmo um c/rebro genial #a segun#a #/ca#a #o s/culo passa#o sa4sse hoje #o seu t*mulo, encontraria maior #ificul#a#e em se orientar no tempo atual, #o %ue, hoje, um rapazinho #e %uinze anos, #e ,ntelig2ncia me#iana. &o ressuscita#o faltaria to#a a forma"'o pr/via, interminável, %uase inconscientemente absorvi#a pelo nosso contemporTneo #urante seu per4o#o #e crescimento, no meio #as manifesta":es #a civiliza"'o geral. 5omo ent'o o ju#eu ! por

motivos %ue ressaltam H primeira vista ! nunca possuiu uma cultura pr-pria, as bases #o seu trabalho espiritual sempre foram #ita#as por outros. 3m to#os os tempos, seu intelecto #esenvolveu!se por influ2ncias #o mun#o civiliza#o %ue o cerca. (unca se operou um processo inverso. Mesmo %ue o instinto #e conserva"'o #o povo ju#eu n'o fosse mais fraco e sim mais forte #o %ue o #e outros povos, %uan#o mesmo sua capaci#a#e intelectual pu#esse #ar a impress'o #e po#er ele concorrer sem #esigual#a#e com as #emais ra"as, faltar!lhe!ia, no entanto, inteiramente, a con#i"'o 0sine %ua non0 para um povo e6poente #e cultura ! a mentali#a#e i#ealista. (o povo ju#eu, a vonta#e #e sacrificar!se n'o vai! al/m #o puro instinto #e conserva"'o #o in#iv4#uo. ? sentimento #e soli#arie#a#e acha seu fun#amento em um instinto gregário muito primitivo, %ue se manifesta em muitos outros seres nesse mun#o. (otável / nisso tu#o o fato #2 %ue o instinto gregário s- con#uz ao apoio m*tuo, ali on#e um perigo comum torna apropria#o ou ,nevitável tal au64lio. ? mesmo ban#o #e lobos %ue, era #etermina#o momento, assalta em comum a sua presa, se #ispersa #e novo, assim %ue acaba #e matar a fome. ? mesmo fazem os cavalos, %ue, juntos, procuram #efen#er!se #e um ata%ue, para #ispersarem!se, para to#os os la#os, uma vez o perigo passa#o. &nálogo / o caso #o ju#eu. <eu espirito #e sacrif4cio / s- aparente, s- per#ura, en%uanto a e6ist2ncia #e ca#a um o e6ige peremptoriamente. 3ntretanto uma vez venci#o o inimigo comum e afasta#o o perigo, %ue a to#os amea"ava, os esp-lios em seguran"a, cessa a aparente harmonia #os ju#eus entre si, para #ei6ar novamente transparecerem as ten#2ncias primitivas. ? ju#eu s- conhece a uni'o, %uan#o amea"a#o por um perigo geral ou tenta#o por uma filhagem em comum #esaparecen#o ambos estes motivos, os sinais caracter4sticos #o ego4smo mais cru surgem em primeiro plano, e o povo, ora uni#o, #e um instante l\ara outro transforma!se em uma chusma #e ratazanas ferozes. <e os ju#eus fossem os habitantes e6clusivos #o Mun#o n'o s- morreriam sufoca#os em sujeira e porcaria como tentariam vencer!se e e6terminar!se mutuamente, contanto %ue a in#iscut4vel falta #e esp4rito #e sacrif4cio, e6presso na sua covar#ia, fizesse, a%ui tamb/m, #a luta uma com/#ia. + pois uma i#/ia fun#amentalmente errônea, %uerer en6ergar um certo esp4rito i#ealista #e sacrif4cio na soli#arie#a#e #o ju#eu na luta ou, mais claramente, na e6plora"'o #e seus semelhantes, &%ui igualmente o ju#eu n'o / movi#o por outra coisa sen'o pelo ego4smo in#ivi#ual nu e cru. $or isso mesmo, o 3sta#o ju#aico ! %ue #eve ser o organismo vivo para a conserva"'o e multiplica"'o #a ra"a ! n'o possui nenhum limite territorial. @ma forma"'o estatal compreen#i#a #entro #e um #etermina#o espa"o, pressup:e sempre uma #isposi"'o i#ealista na ra"a, %ue ocupa esse 3sta#o, antes #e tu#o, por/m, uma compreens'o e6ata #a no"'o #e 0trabalho0. & falta #e tal convic"'o acarreta o #esTnimo, n'o s- para construir, como at/ para conservar um 3sta#o com limites marca#os. 5om isso #esaparece o fun#amento *nico #a origem #e uma civiliza"'o. $or isso tamb/m / %ue o povo ju#eu, apesar #e suas aparentes apti#:es intelectuais, permanece sem nenhuma cultura ver#a#eira e, sobretu#o, sem cultura pr-pria. ? %ue ele hoje apresenta, como pseu#o!civiliza"'o, / o patrimônio #e outros povos, já corrompi#os nas suas m'os. $ara se julgar o ju#a4smo em face #a civiliza"'o humana, / preciso salientar o tra"o caracter4stico mais inerente H sua natureza, a saber7 %ue nunca houve uma arte Ju#aica, como hoje ain#a n'o há, e %ue as #uas rainhas entre as artes ! a ar%uitetura e a m*sica ! na#a #e espontTneo lhe #evem, o %ue tem feito no terreno art4stico / ou fanfarronice verbal ou plágio espiritual. &l/m #isso, faltam ao ju#eu a%uelas %uali#a#es %ue #istinguem as

ra"as privilegia#as no ponto #e vista cria#or e cultural. & %ue ponto o ju#eu aceita por imita"'o a civiliza"'o estranha, at/ #eforman#o!a, está prova#o pelo fato #e ser a arte #ramática a %ue mais o atrai, sen#o, como, a %ue menos #epen#e #e inven"'o pessoal. Mesmo nessa especiali#a#e, ele realmente n'o passa #e um 0cabotino0, melhor ain#a, #e um maca%uea#or, faltan#o!lhe a inspira"'o para gran#es realiza":es nunca / construtor genial, mas sim puro imita#or. ?s pe%uenos tru%ues por ele utiliza#os n'o po#em entretanto a ningu/m enganar, encobrin#o a falta #e. vitali#a#e intr4nseca #o seu talento. <- a imprensa ju#aica, %ue presta o seu au6ilio carinhosamente, completan#o falhas e entoan#o, mesmo sobre o remen#'o mais me#4ocre, um tal hino #e 0louvores0 %ue o resto #o mun#o acaba supon#o tratar!se #e um ver#a#eiro artista, %uan#o se trata, apenas, #e um miserável come#iante. ('o. ? ju#eu n'o possui for"a alguma suscet4vel #e construir uma civiliza"'o e isso pelo fato #e n'o possuir nem nunca ter possu4#o o menor i#ealismo, sem o %ual o homem n'o po#e evoluir em um senti#o superior. 3is a raz'o por %ue sua intelig2ncia nunca construirá coisa alguma ao contrário, agirá #estruin#o %uan#o muito, po#er #ar um incentivo passageiro, aparecen#o ent'o como o prot-tipo #a 0>or"a, %ue sempre #eseja o Mal, fazen#o o Aem0. ('o por ele, mas sim apesar #ele, vai se realizan#o #e %ual%uer mo#o o progresso #a humani#a#e. ? ju#eu, n'o ten#o jamais possu4#o um 3sta#o com #efini#os limites territoriais e, portanto, nenhuma cultura pr-pria, formou!se o hábito #e classificar esta ra"a entre os nôma#es. + isto um erro t'o gran#e %uanto perigoso. ? nôma#e #isp:e, para viver, #e um espa"o limita#o por fronteiras n'o o cultiva, por/m, como um lavra#or estabeleci#o, mas vive #o ren#imento #e seus rebanhos, com os %uais percorre as suas terras. & raz'o para isso resi#e, aparentemente, na pouca fertili#a#e #o solo, %ue n'o permite a instala"'o #e uma colônia no fun#o, entretanto, está na #esarmonia entre a civiliza"'o t/cnica #e uma /poca ou #e um povo e a pobreza natural #o lugar habita#o. ;á regi:es, on#e o ariano, somente pelo #esenvolvimento #e sua t/cnica milenar, consegue, em colônias isola#as, apo#erar!se #as terras e #elas e6trair os elementos necessários ao seu sustento, se n'o fosse essa t/cnica, ou ele teria %ue se afastar #essas paragens, ou viver igualmente como nôma#e, em constante peregrina"'o. se / %ue sua e#uca"'o, atrav/s #e mil2nios, e seu hábito #e vi#a estabeleci#a, n'o tornasse semelhante solu"'o totalmente insuportável. <eja lembra#o %ue %uan#o se #escobriu o 5ontinente &mericano, numerosos arianos lutavam pela vi#a, como arma#ores #e al"ap'o, ca"a#ores, etc., e isto fre%Uentemente, em ban#os maiores, com mulher e filhos, mu#an#o sempre #e para#eiro, em uma vi#a igual H #os nôma#es. Logo, por/m, %ue o seu n*mero, por #emais acresci#o, assim como recursos mais aperfei"oa#os, permitiram #esbravar o solo virgem e resistir aos in#4genas, come"ou a surgir, no pa4s, uma colônia #epois #a outra. + provável %ue o ariano tamb/m tenha si#o primeiro nôma#e, #epois, com o #ecorrer #o tempo, se tenha fi6a#o mas nunca o foi o ju#euV ('o, o ju#eu n'o / um nôma#e, pois, mesmo este já tomava atitu#es #efini#as %uanto ao 0trabalho0, contanto %ue, para isso, e6istissem as #evi#as con#i":es espirituais. ? i#ealismo, como sentimento fun#amental, e6iste nele, embora infinitamente apaga#o / por isso %ue, em to#o seu comple6o, o nôma#e po#erá parecer estranho aos povos arianos, mas nunca antipático. .al n'o acontece com o ju#eu este nunca foi nôma#e e sim um parasita incorpora#o ao organismo #os outros povos. <ua mu#an"a #e #omic4lio, uma vez por outra, n'o correspon#e Hs suas inten":es, sen#o resulta#o #a e6puls'o sofri#a por ele, #e tempos em tempos, #a parte #os povos %ue o abrigam e %ue ele e6plora. ? fato #ele continuar a se espalhar pelo mun#o / um fenômeno pr-prio a to#o parasita este an#a sempre H procura #e novos terrenos para

fazer prosperar sua ra"a. 5om o noma#ismo isso na#a tem %ue ver, por%ue o ju#eu n'o cogita absolutamente #e #esocupar uma regi'o por ele ocupa#a, fican#o ai, fi6an#o!se e viven#o a4 t'o bem estabeleci#o, %ue mesmo a viol2ncia #ificilmente o consegue e6pulsar. <ua e6pans'o atrav/s #e pa4ses sempre novos s- principia %uan#o neles e6istem con#i":es precisas para lhe assegurar a e6ist2ncia, sem %ue tenha %ue mu#ar #e #omic4lio como o nôma#e, + e será sempre o parasita t4pico, um bicho, %ue, tal %ual um micr-bio nocivo. <e propaga ca#a vez mais, assim %ue se encontra em con#i":es propicias. & sua a"'o vital igualmente se assemelha H #os parasitas, on#e ele aparece. ? povo, %ue o hospe#a, vai se e6terminan#o mais ou menos rapi#amente. &ssim viveu o ju#eu, em to#os os tempos, nos 3sta#os alheios, forman#o ali seu pr-prio 03sta#o0, %ue aliás costumava navegar em paz, at/ %ue circunstTncias e6teriores #esmascarassem por completo seu aspecto vela#o #e 0comunh'o religiosa0. @ma vez, por/m, %ue a#%uira bastante for"a para prescin#ir #e tal #isfarce, #ei6ava afinal cair o v/u e torna!se #e s*bito, a%uilo, %ue os outros n'o %ueriam, #antes, nem crer nem ver7 o ju#eu. (a vi#a #o ju#eu, incorpora#o como parasita no meio #e outras na":es e #e outros 3sta#os, e6iste um tra"o caracter4stico, no %ual <chopenhauer se inspirou para #eclarar, come já mencionamos7 0? ju#eu / o gran#e mestre na mentira0. & vi#a impele o ju#eu para a mentira, para a mentira incessante, #a mesma maneira %ue obriga o homem #o norte a vestir roupa %uente. <ua vi#a, no seio #e povos estranhos, s- po#e per#urar, se ele conseguir #espertar a cren"a #e ser o representante, n'o #e um povo, mas #e uma 0comunh'o religiosa0, muito embora singular. &4 está a primeira gran#e mentira. $ara po#er levar essa vi#a, H custa #e outros povos, precisa ele recorrer H nega"'o #e sua in#ivi#uali#a#e interior. )uanto mais inteligente / ca#a ju#eu melhor conseguirá ilu#ir. $o#e chegar ao ponto #e gran#e parte o povo %ue o hospe#a acre#itar seriamente %ue o ju#eu seja franc2s ou ingl2s, alem'o ou italiano, embora pertencente a uma cren"a especial. &s v4timas mais fre%Uentes #e t'o infame frau#e s'o os funcionários oficiais %ue parecem sempre influencia#os por essa fra"'o hist-rica #a sabe#oria universal. ? pensamento in#epen#ente, em tais ro#as, passa, Hs vezes, como um ver#a#eiro peca#o contra o progresso na vi#a, #e mo#o %ue ningu/m se #eve a#mirar, %uer por e6emplo, um secretário #e 3sta#o na Aaviera, at/ hoje, ain#a n'o possua a mais leve suspeita #e %ue os ju#eus constituem um povo e n'o uma seita religiosa. &liás, basta um olhar lan"a#o sobre a imprensa, eiva#a #e ju#a4smo, para revelar tal ver#a#e mesmo ao esp4rito mais curto. + ver#a#e, %ue o 03co Ju#eu0 ain#a n'o / o -rg'o oficial, n'o po#en#o tra"ar normas ao intelecto #e uma tal autori#a#e #o 9overno. ? ju#a4smo nunca foi uma religi'o, e sim sempre um povo com caracter4sticas raciais bem #efini#as. $ara progre#ir teve ele, bem ce#o, %ue recorrer a um meio, para #ispersar a aten"'o mal/vola, %ue pesava sobre seus a#eptos. )ue meio mais conveniente e mais inofensivo #o %ue a a#o"'o #o conceito estranho #e 0comunh'o religiosa08 $ois, a%ui, tamb/m, tu#o / empresta#o, ou, melhor, rouba#o ! a personali#a#e primitiva #o ju#eu, já por sua natureza, n'o po#e possuir uma organiza"'o religiosa, pela aus2ncia completa #e i#eal, e, por isso mesmo, #e uma cren"a na vi#a futura, =o ponto, #e vista ariano, / imposs4vel imaginar!se, #e %ual%uer maneira, uma religi'o sem a convic"'o #a vi#a #epois #a morte, 3m ver#a#e, o .almu# tamb/m n'o / um livro #e prepara"'o ao outro mun#o, mas sim para uma vi#a presente boa, suportável e prática. & #outrina Ju#aica /, em primeiro lugar, um guia para aconselhar a conserva"'o #a

pureza #o sangue, assim como o regulamento #as rela":es #os ju#eus entre si, mas ain#a com os n'o ju#eus, isto /, com o resto #o inun#o. ('o se trata, em absoluto, #e problemas morais, e sim #e %uest:es econômicas, muito elementares, 36istem hoje e já e6istiram em to#os os tempos estu#os bastantes aprofun#a#os sobre o valor /tico #o ensino #a #outrina Ju#aica, esp/cie #e religi'o, %ue, aos olhos arianos, parece, por assim #izer, escabrosa (tais estu#os naturalmente n'o prov2m #e iniciativa #os ju#eus, ao contrário, seriam habilmente a#apta#os ao fim visa#o). ? pro#uto #essa e#uca"'o religiosa ! o pr-prio ju#eu / o seu melhor e6poente. <ua vi#a s- se limita a esta terra, e seu espirito conservou!se t'o estranho ao ver#a#eiro 5ristianismo %uanto a sua mentali#a#e o foi, há #ois mil anos, ao gran#e fun#a#or #a nova #outrina. Ber#a#e / %ue este n'o ocultava seus sentimentos relativos ao povo ju#eu em certa emerg2ncia pegou at/ no chicote para en6otar #o templo #e =eus este a#versário #e to#o esp4rito #e humani#a#e %ue, outrora, como sempre, na religi'o, s#iscernia um ve4culo para facilitar sua pr-pria e6ist2ncia financeira. $or isso mesmo, aliás, / %ue 5risto foi crucifica#o, en%uanto nosso atual cristianismo parti#ário se rebai6a a men#igar votos ju#eus nas elei":es, procuran#o ajeitar combina":es pol4ticas com parti#os #e ju#eus ate4stas e tu#o isso em #etrimento #o pr-prio caráter nacional. 3m uma se%U2ncia l-gica, amontoam!se sempre novas mentiras sobre a gran#e mentira inicial, a saber7 %ue o ju#a4smo n'o / uma ra"a, mas uma religi'o. & mentira esten#e!se igualmente H %uest'o #a l4ngua #os ju#eus esta n'o lhes serve #e ve4culo para a e6press'o, mas sim #e máscara para seus pensamentos. >alan#o franc2s, seu mo#o #e pensar / ju#eu tornean#o versos em alem'o n'o faz sen'o fazer transparecer o esp4rito #a sua ra"a. 3n%uanto o ju#eu n'o se torna senhor #os outros povos / for"a#o, %uer %ueira %uer n'o, a falar as l4nguas #esses. (o momento, por/m, em %ue esses se tornassem seus vassalos, teriam %ue apren#er to#os um i#ioma universal (por e6emplo, o 3sperantoV) a fim #e assim po#erem ser #omina#os mais facilmente pelo ju#a4smo. ?s 0$rotocolos #os <ábios #e <i'o0, t'o #etesta#os pelos ju#eus, mostram, #e uma maneira incomparável, a %ue ponto a e6ist2ncia #esse povo / basea#a em uma mentira ininterrupta. 0.u#o isto / falsifica#o0, geme sempre #e novo o 0>ranOfurter `eitung0, o %ue constitui mais uma prova #e %ue tu#o / ver#a#e. .u#o o %ue muitos ju#eus talvez fa"am inconscientemente, acha!se a%ui claramente #esven#a#o. Mas o ponto capital / %ue n'o importa absolutamente saber %ue #o c/rebro ju#eu prov2m tais revela":es. ? ponto #ecisivo / a maneira pela %ual essas revela":es tornam patentes, com uma seguran"a impressionante, a natureza e a ativi#a#e #o povo ju#eu nas suas rela":es 4ntimas, assim como nas suas finali#a#es. & melhor critica #esses escritos / forneci#a entretanto pela reali#a#e. )uem e6aminar a evolu"'o hist-rica #o *ltimo s/culo sob o prisma #este livro, logo compreen#erá tamb/m o clamor #a imprensa ju#aica, pois no #ia em %ue o mesmo for conheci#o #e to#o o povo, nesse #ia estará evita#o o perigo #o ju#a4smo. $ara bem conhecer o ju#eu, o melhor meio / estu#ar o caminho segui#o por ele no seio #os outros povos e no #ecorrer #os s/culos. Aasta para isso estu#ar um s- e6emplo, %ue nos será bastante instrutivo. 5omo a sua evolu"'o, sempre e em to#os os tempos, foi a mesma, como tamb/m os povos por ele #evora#os, s'o sempre os mesmos, seria recomen#ável, em um tal estu#o, #ivi#ir essa marcha #a sua evolu"'o em per4o#os #efini#os, %ue marcarei com letras para simplificar. ?s primeiros ju#eus vieram para a 9ermTnia no curso #a marcha invasora #os 1omanos, como sempre, negocian#o. (os t*mulos #as invas:es parecem entretanto ter #esapareci#o, e o tempo #a primeira forma"'o #e 3sta#os germTnicos po#e ser consi#era#o o in4cio #e

uma nova e permanente invas'o Ju#aica na 3uropa 5entral e <etentrional. 5ome"a a4 uma evolu"'o, %ue sempre foi i#2ntica, to#a vez %ue, em %ual%uer parte, houve colis'o #os ju#eus com povos arianos. a) 5om a instala"'o #as primeiras colônias fi6as, surge repentinamente o ju#eu. 3le chega como negociante, e, a princ4pio, n'o se preocupa em #isfar"ar a sua nacionali#a#e. &in#a / o ju#eu, talvez em parte tamb/m, por%ue, e6teriormente, a #iferen"a racial entre ele e o povo hospitaleiro / gran#e #emais, seu conhecimento #a l4ngua muito falho, as #esconfian"as #a gente #a terra muito sens4veis, para lhe permitirem aparecer sob outro aspecto %ue o #e um comerciante estrangeiro. 5om o seu jeito insinuante e a ,ne6peri2ncia #o outro povo, a conserva"'o #e sua personali#a#e n'o apresenta para ele nenhuma #esvantagem pelo contrário, antes uma vantagem %ue / a #e ser amavelmente recebi#o na sua %uali#a#e #e estrangeiro. b) &os poucos, come"a ele a trabalhar no terreno econômico, n'o como pro#utor mas e6clusivamente como interme#iário. (a sua habili#a#e milenar #e negociante, supera #e muito os arianos, os %uais ain#a se mostram sem jeito e, sobretu#o, #e uma probi#a#e sem limites. &ssim, em pouco tempo, o ju#eu amea"a a#%uirir o monop-lio #o com/rcio. 5ome"a com empr/stimos #e #inheiro, e, como sempre, com juros #e usurários. (a ver#a#e, foi ele %uem, por este meio, intro#uziu o juro. ? perigo #essa nova institui"'o, a princ4pio, n'o / reconheci#o, sen#o ela at/ acolhi#a com entusiasmo pelas vantagens momentTneas %ue oferece. e) ? ju#eu estabeleceu!se completamente, isto /, habita em ci#a#es e lugarejos, bairros especiais, forman#o ca#a vez mais um 3sta#o seu, #entro #o 3sta#o. 5onsi#era o com/rcio e to#os os neg-cios financeiros como seu privil/gio pessoal, %ue e6plora sem escr*pulo algum. #) &s finan"as e o com/rcio tornaram!se #eci#i#amente monop-lio seu. <eus juros #e usurários afinal provocam oposi"'o, seu atrevimento crescente revolta, sua ri%ueza pro#uz inveja. & me#i#a chega a transbor#ar, %uan#o a proprie#a#e e a terra tamb/m ingressam no c4rculo #e seus objetivos comerciais, sen#o rebai6a#os ao grau #e merca#oria ven#ável e mais apta a ser negocia#a. 5omo o ju#eu nunca cultiva a terra, %ue para ele representa um fun#o #e e6plora"'o, o campon2s po#e ficar viven#o ali, entretanto t'o miseravelmente oprimi#o por seu novo senhor, %ue a avers'o contra esse vai pouco a pouco se converten#o em -#io #eclara#o. <ua insaciável tirania torna!se t'o gran#e %ue #esperta rea":es violentas. 5ome"a!se a e6aminar, sempre mais #e perto, o corpo estranho, #escobrin#o!se nele sempre novos tra"os e maneiras repelentes, at/ %ue a cis'o completa se opera. (as /pocas #as maiores priva":es, a f*ria, afinal, rebenta contra ele as massas e6plora#as e totalmente ani%uila#as recorrem H #efesa pr-pria, a fim #e se livrarem #o 0flagelo #e =eus0. (o #ecorrer #os s/culos, já o conheceram #e sobra, sentin#o %ue sua simples e6ist2ncia / uma calami#a#e e%uivalente H peste. e) 3nt'o principia o ju#eu a #esven#ar suas %uali#a#es genu4nas. 9ra"as H lisonja abjeta, consegue acercar!se #os 9overnos, faz girar e trabalhar o seu #inheiro, e #este mo#o arranja sempre uma 0carta brancaY para a e6plora"'o #e suas vitimas. Mesmo %ue, Hs vezes, á ira popular se torne violenta contra a eterna sanguessuga, isso n'o impe#e absolutamente #e aparecer ele no lugar há pouco aban#ona#o e #e recome"ar a vi#a #e outrora. ('o há persegui"'o %ue o possa #emover #o seu processo #e e6plora"'o humana nenhuma o po#erá e6pulsar, pois ca#a persegui"'o termina ela sua volta #entro em breve e sob a mesma forma. $ara impe#ir, pelo menos, a piores conse%U2ncias, come"a!se a retirar a terra #a sua m'o

usurária, tornan#o!se a a%uisi"'o #a mesma imposs4vel #entro #a lei. f) )uanto mais o po#er #os pr4ncipes vai aumentan#o, mais o ju#eu se vai chegan#o a eles. Men#iga 0privil/gios0 %ue facilmente obt/m, em troca #o #evi#o pagamento #estes senhores constantemente em #ificul#a#es financeiras. 5uste o %ue custar, em poucos anos ele recobra novamente, com juros sobre juros, o #inheiro emprega#o. @ma ver#a#eira sanguessuga %ue se agarra ao corpo #o infeliz povo e #a4 n'o se me6e at/ %ue os pr4ncipes precisem novamente #e #inheiro e se encarreguem #e lhes e6tor%uir pessoalmente o sangue suga#o. .al espetáculo repete!se sempre, sen#o %ue o papel #os pr4ncipes alem'es / t'o miserável %uanto o #os pr-prios ju#eus. >oram, com efeito, perante seu povo, o castigo #e =eus. 3sses senhores n'o encontram paralelos sen'o em vários ministros #a /poca atual. &os seus pr4ncipes / %ue a na"'o alem' #eve o n'o ter po#i#o libertar!se completamente #o perigo ju#aico. ,nfelizmente, as coisas n'o se mo#ificaram posteriormente, #e mo#o %ue #o ju#eu s- receberam o pago mil vezes mereci#o pelos peca#os cometi#os contra seu povo. &liaram!se com o #emônio, e foram parar on#e ele estáV g) + assim %ue o seu processo #e se#u"'o tem leva#o os pr4ncipes H ru4na. =evagar, por/m, seguramente, v'o se afrou6an#o os la"os %ue os ligam aos povos, na me#i#a em %ue cessam #e servir os interesses #estes, para se transformarem em e6plora#ores #os mesmos. ? ju#eu conhece perfeitamente o fim reserva#o aos pr4ncipes e procura, por to#os os meios, apressá!lo. 3le mesmo alimenta seus eternos apertos financeiros, afastan#o!os ca#a vez mais #e seus ver#a#eiros #everes, ro#ean#o!os com a mais vil a#ula"'o, con#uzin#o!os aos erros e tornan#o!se ca#a vez mais in#ispensável a eles. <ua habili#a#e (ou melhor sua falta #e escr*pulos, em to#as as %uest:es financeiras sabe se arranjar para e6tor%uir sempre novos recursos #os s*#itos e6plora#os, recurso %ue aos poucos v'o #esaparecen#o. + assim %ue ca#a corte possui seu 0ju#eu #a corte0, como se #enominam esses entes abomináveis %ue atormentam o pobre povo at/ o #esespero, proporcionan#o a seus pr4ncipes alegria perene. )uem se a#mirará, ent'o, %ue esses ornamentos #o g2nero humano por fim tamb/m, %ueren#o se enfeitar, subam at/ H altura #a nobreza here#itária, contribuin#o assim, n'o sa e6por essa classe ao ri#4culo, como tamb/m para envenená!la. 3nt'o, naturalmente, ele po#erá se aproveitar #e sua situa"'o para facilitar seu progresso. &final, ele n'o precisa mais #e outra coisa sen'o #o batismo para entrar na posse #e to#as as possibili#a#es e #e to#os os #ireitos #os filhos #o pa4s. ('o / raro v2!lo li%ui#ar tamb/m esse neg-cio, fazen#o a alegria #as ,grejas pelo novo filho a#%uiri#o e #e ,srael pelo sucesso #a mistifica"'o. h) (o mun#o ju#aico inicia!se, ent'o, uma metamorfose! &t/ agora foram ju#eus, isto /, n'o faziam %uest'o #e passar por outra coisa, e tamb/m era imposs4vel faz2!lo, #a#os os sinais raciais t'o caracter4sticos, #e ambos os la#os. &in#a na /poca #e >re#erico o 9ran#e, ningu/m se lembraria #e ver nos ju#eus outra coisa sen'o 0o povo estranho0, e at/ 9oethe se mostrava horroriza#o com o fato #os casamentos entre crist'os e ju#eus n'o serem proibi#os legalmente. 9oethe, portanto, santo =eus, n'o era nenhum retr-gra#o nem 0ilota0, ? %ue o fazia falar era na#a menos #o %ue a voz #o sangue e #a raz'o, + assim %ue mau gra#o to#a a con#uta vergonhosa #as cortes ! o povo via instintivamente no ju#eu o corpo estranho intro#uzi#o no seu organismo, e tomava, por conseguinte, a atitu#e %ue essa i#/ia lhe sugeria. ,sso, por/m, tinha %ue mu#ar. (o #ecorrer #e mais #e um mil2nio apren#eu ele a #ominar #e tal forma o i#ioma #o pa4s %ue o hospe#a, %ue agora pensa po#er se aventurar a

tornar menos acentua#o seu aspecto ju#aico, pon#o em maior relevo seu 0germanismo0. $or mais ri#4culo, mesmo e6travagante %ue possa parecer isso H primeira vista, permite!se ele, portanto, o atrevimento #e se transformar em um 09ermano0, isto /, em um 0&lem'o0, 5om isso principia uma #as mais infames mistifica":es inimagináveis. ('o possuin#o #o 0&lemanismo0 na#a a n'o ser a arte #e maltratar ! aliás #e um mo#o horr4vel ! a l4ngua alem', com a %ual, por/m, nunca se i#entificou, to#a sua nacionali#a#e alem' se resume e6clusivamente na fala. & ra"a, por/m, n'o resi#e na l4ngua, mas unicamente no sangue. (ingu/m sabe isso melhor #o %ue o ju#eu, %ue muito pouca importTncia #á justamente H conserva"'o #e sua l4ngua. @ma pessoa po#e, sem mais nem menos, mu#ar sua l4ngua, %uer #izer, po#e servir!se #e outra, mas, no seu novo i#ioma, e6pressará suas i#/ias antigas, sua natureza intima n'o sofrerá altera"'o, o ju#eu / o melhor e6poente #esse fenômeno, >ala várias l4nguas e conserva!se, entretanto, sempre ju#eu. <eus tra"os caracter4sticos conservaram!se sempre os mesmos, %uer ! ele tivesse fala#o romano, há #ois mil anos, como ven#e#or #e cereais em Xstia, ou %ue hoje fale alem'o %uebra#o, como negociante, %ue se enri%uece H custa #e trigoV + sempre o mesmo ju#eu. )ue essa ver#a#e evi#ente n'o seja compreen#i#a, hoje em #ia, por um conselheiro ministerial ou um funcionário superior #a policia, n'o / #e a#mirar, pois / #if4cil encontrar!se coisa mais sem intui"'o, mais sem esp4rito #o %ue os servi#ores #e nossa mo#elar autori#a#e oficial #os tempos %ue correm. & causa %ue leva o ju#eu H resolu"'o #e converter!se subitamente em 0alem'o0 / evi#ente. 3le sente como o po#er #os pr4ncipes vai come"an#o a se abalar e procura, por isso, já ce#o, uma base s-li#a para firmar os p/s. &l/m #isso, já / t'o vasta a sua #omina"'o #o mun#o econômico pelo #inheiro, %ue, por n'o possuir to#os os #ireitos #e ci#a#'o, ele acaba n'o po#en#o mais sustentar o colossal e#if4cio por ele cria#o, ou pelo menos n'o po#en#o mais aumentar a sua influ2ncia. &mbos os fins s'o, por/m, por ! ele #eseja#os, pois, %uanto mais alto sobe, mais tenta#or lhe aparece o antigo fim alveja#o, %ue lhe fora pre#ito, d com uma Tnsia febril, %ue os mais esclareci#os c/rebros ju#aicos v2em apro6imar!se novamente o sonho #o #om4nio universal, t'o perto %ue já parece realiza#o, + por isso %ue sua *nica aspira"'o #e hoje / a a%uisi"'o completa #os plenos #ireitos #e ci#a#'os. 3is a raz'o por %ue ele tenta ultrapassar as fronteiras #o 9hetto. i) =este mo#o, o ju#eu cortes'o transforma!se em ju#eu popular, isto /, permanece, como #antes, no c4rculo #os gran#es senhores, procura at/, ca#a vez mais, penetrar nessa ro#a, mas, simultaneamente, outra parte #e sua ra"a vai se aconchegan#o ao povo #e uma maneira %ue inspire confian"a. )uan#o se reflete sobre a soma #e males, %ue, no #ecorrer #os s/culos, ele havia feito ao povo, como, ca#a vez mais, ele o sangrava e e6plorava sem merc2 %uan#o se pensa ain#a, como o povo, por isso, aos poucos, o foi o#ian#o, ven#o afinal na sua e6ist2ncia na#a mais #o %ue um castigo #o 5/u para os outros povos, po#e se avaliar o %uanto #eve ser #if4cil ao ju#eu essa nova atitu#e, sim, com efeito, / uma ár#ua tarefa apresentar!se #e repente como 0amigo #o g2nero humano0 Hs pr-prias vitimas, Hs %uais sempre havia arranca#o a pele. <eu primeiro esfor"o consiste em reparar, aos olhos #o povo, o %ue at/ ent'o lhe fizera #e mal. ,nicia sua metamorfose na %uali#a#e #e 0benfeitor0 #a humani#a#e. $ara %ue a atitu#e #e bon#a#e %ue, agora, resolveu assumir, possua uma base real, ele n'o se po#e apegar H antiga frase b4blica, segun#o a %ual a es%uer#a n'o #eve saber o %ue a #ireita #á, tem %ue a#otar, %uer %ueira %uer n'o, a prática #e propagar por to#a parte o %uanto sente os sofrimentos #a humani#a#e e %ue sacrif4cios faz pessoalmente em beneficio #esta. 5om

essa 0mo#/stia0, %ue nele / inata, proclama com tanto alar#e seus merecimentos pelo mun#o afora, %ue to#os come"am a tomá!lo a s/rio. )uem n'o o fizer, comete uma gran#e injusti"a contra ele. 3m pouco tempo, já principia a revirar os fatos #e tal jeito, como se, at/ hoje, s- ele tivesse sempre si#o lesa#o e n'o inversamente. &lguns, especialmente os tolos, acre#itam nisso, n'o se po#en#o furtar a ter pie#a#e #o infeliz. &l/m #isso, cumpre ain#a observar, nesse ponto, %ue apesar #e to#a a #isposi"'o ao sacrif4cio, o ju#eu pessoalmente nunca empobrece. + %ue ele sabe se arranjar. <- se po#e comparar o benef4cio, por ele pratica#o, ao a#ubo, %ue tamb/m n'o / posto na terra por amor a esta, mas sim na previs'o #o pr-prio bem!estar #o %ue usa #esse processo. 3m to#o caso, em um lapso # e tempo relativamente curto, ficam to#os saben#o %ue o ju#eu se tornou um 0benfeitor e filantropo0. )ue mu#an"a es%uisitaV ? %ue em outras pessoas po#e parecer mais ou menos natural, #a parte #ele #esperta a maior surpresa, mesmo a#mira"'o, por n'o estar #e acor#o com seus antece#entes. + o %ue e6plica achar!se ca#a um #e seus atos filantr-picos muito mais e6traor#inário #o %ue se tivesse si#o pratica#o por %ual%uer outra criatura humana. &in#a mais7 o ju#eu fica #e repente liberal, come"an#o a sonhar com a necessi#a#e #o progresso humano. $ouco a pouco, transforma!se no arauto #e uma nova /poca. (a ver#a#e, ele está #estruin#o ca#a vez mais os fun#amentos #e uma economia ver#a#eiramente *til ao povo. $elo recurso #as socie#a#es #e a":es, vai penetran#o nos c4rculos #a pro#u"'o nacional, faz #esta um objeto mais suscet4vel #e compra e #e traficTncia, rouban#o assim Hs empresas a base #e proprie#a#e pessoal. $or isso, surge entre o patr'o e o emprega#o a%uele #istanciamento %ue con#uz H @lterior luta pol4tica #e classes. 5resce assim a influ2ncia #os ju#eus em mat/ria econômica, al/m #a Aolsa, e isso com assombrosa rapi#ez. .orna!se proprietário ou controla#or #as for"as #e trabalho #o pa4s. $ara consoli#ar sua posi"'o pol4tica, tenta #estruir as barreiras raciais e #e ci#a#ania, %ue mais #o %ue tu#o o embara"am a ca#a passo. $ara atingir tal fim, luta, com sua resist2ncia t4pica, pela tolerTncia religiosa, encontran#o na Ma"onaria, %ue caiu inteiramente em seu po#er, um e6celente instrumento para o combate e para a realiza"'o #e suas aspira":es. ?s c4rculos governamentais, assim como as cama#as superiores #a burguesia pol4tica e econômica, caem em suas arma#ilhas, guia#os por fios ma"ônicos, mal se aperceben#o #isso. <- o povo propriamente #ito ou, melhor, a classe %ue, #espertan#o, luta pelos seus pr-prios #ireitos e sua liber#a#e, n'o po#e ser con%uista#o por esse meio, principalmente nas suas cama#as mais profun#as. 3ssa, por/m, / a con%uista mais in#ispensável. ? ju#eu sente %ue sua ascens'o a uma posi"'o #omina#ora s- se tornará poss4vel, %uan#o e6istir H sua frente um 0precursor0 e este pensa ele #escobrir n'o entre a burguesia mas nas cama#as populares. ('o se po#e, entretanto, con%uistar fabricantes #e luvas e tecel:es com os frágeis processos #a Ma"onaria, tornan#o!se obrigat-rio intro#uzir, nesse caso, meios mais ru#es e grosseiros, por/m n'o menos en/rgicos. 5omo segun#a arma ao servi"o #o ju#a4smo, e6iste, al/m #a Ma"onaria, a imprensa. 5om to#o o afinco e to#a habili#a#e apossa!se 2ce #esse -rg'o #e propagan#a. 5om a mesma principia lentamente a enla"ar to#a a vi#a oficial, a #irigi!la e empurrá!la, ten#o a facili#a#e #e criar e superinten#er a%uela pot2ncia, %ue, sob a #enomina"'o #e 0opini'o p*blica0, / hoje melhor conheci#a #o %ue há algumas #/ca#as. 5om isso tu#o, apresenta!se sempre como anima#o por uma infinita se#e #e saber, elogia to#o progresso, sobretu#o a%uele %ue acarreta a ru4na #os outros, pois s- julga to#o saber e to#a evolu"'o na me#i#a em %ue lhe

facilitam a propagan#a #e sua ra"a. )uan#o falta esse objetivo, torna!se inimigo encarni"a#o #e to#a luz, um o#ia#or #e to#a ver#a#eira civiliza"'o, =esse mo#o, utiliza to#o o saber apren#i#o nas escolas alheias, unicamente ao servi"o #e sua ra"a. 3sse esp4rito racial ele o preserva como nunca, 3n%uanto aparenta transbor#ar #e 0,nstru"'o0, 0Liber#a#e0, 0;umani#a#e0 etc., preserva o mais rigorosamente poss4vel a sua ra"a. &contece %ue, Hs vozes, impinge suas mulheres a crist'os #e influ2ncia, por/m tem por princ4pio conservar sempre a pureza #o ramo masculino. 3nvenenan#o o sangue alheio, zela sobremo#o pelo seu pr-prio. )uase nunca o ju#eu casará com uma ensCi, o inverso se #á entretanto entre o crist'o e a ju#ia, os bastar#os, apesar #isso, s- her#am as %uali#a#es #o la#o ju#eu, a parte mais nobre #egenera completamente. ? ju#eu sabe #isso muito bem e empreen#e, sempre segun#o um programa, esta esp/cie #e 0#esarmamento0 #a cama#a #os 0li#eres0 intelectuais #e seus a#versários #e ra"a. $ara mascarar seu mo#o #e agir, e para ilu#ir as suas v4timas, vai falan#o, ca#a vez mais, #a igual#a#e #e to#os os homens, sem consi#era":es #e ra"a nem #e cor. ?s tolos já principiam a acre#itar nas suas afirma":es. =a#o o fato #e sua personali#a#e ain#a ter um cunho por #emais e6-tico para po#er pren#er, sem mais nem menos, sobretu#o as gran#es massas populares, #á ele H imprensa a incumb2ncia #e representá!lo t'o #iferente #a reali#a#e %uanto seja necessário para servir H finali#a#e visa#a. +, especialmente em jornais humor4sticos, %ue se encontra uma ten#2ncia a mostrar os ju#eus como um povinho inofensivo, %ue tem lá suas peculiari#a#es ! como outros as t2m ! %ue, por/m, mesmo nas suas maneiras talvez um tanto estranhas, #enota possuir uma alma, possivelmente cômica, mas sempre fun#amentalmente honesta e bon#osa. & preocupa"'o #ominante / sempre faz2!lo passar antes por insignificante #o %ue por perigoso. ? fim a atingir nessa luta /, por/m, a vit-ria #a #emocracia, ou como ele a enten#e, o #om4nio #o parlamentarismo, + o %ue mais satisfaz Hs suas necessi#a#es, por%ue, nesse regime, faz!se abstra"'o #a personali#a#e e institui!se, no seu lugar, a prepon#erTncia #a burrice, #a incapaci#a#e e, por *ltimo, #a covar#iaV ? resulta#o final haveria #e ser, mais ce#o ou mais tar#e, a %ue#a fatal #a monar%uia. j) & formi#ável evolu"'o econômica pro#uz uma altera"'o na #istribui"'o #o povo em classes. 5om a morte lenta #os pe%uenos of4cios, tornan#o!se mais rara a possibili#a#e #o operário ganhar a sua e6ist2ncia in#epen#ente. ele se vai 0proletarizan#o0 H vista #Yolhos, + essa a origem #o 0operário #e fábrica0, na in#*stria. ? %ue melhor o caracteriza / provavelmente nunca chegar ele a po#er assegurar!se mais tar#e uma e6ist2ncia pr-pria. (o mais ver#a#eiro senti#o #a palavra, n'o possui na#a sua velhice torna!se um tormento e %uase n'o merece a #enomina"'o #e 0vi#a0. ?utrora, havia uma situa"'o análoga %ue e6igia peremptoriamente uma solu"'o e foi encontra#a por fim. &o campon2s e ao operário, juntou!se a classe #o funcionário e emprega#o, mormente #o 3sta#o. .o#os estes tamb/m eram in#iv4#uos sem proprie#a#e. & solu"'o %ue o 3sta#o #escobriu para pôr fim a essa situa"'o #e mal!estar, foi cui#ar #os funcionários p*blicos, impossibilita#os #e se manterem por si na velhice, instituin#o 0a pens'o0, a aposenta#oria &os poucos, um n*mero ca#a vez maior #e empresas particulares foi seguin#o esse e6emplo, #e mo#o %ue hoje ca#a emprega#o fi6o recebe mais tar#e sua pens'o, #es#e %ue a empresa tenha alcan"a#o ou ultrapassa#o certo sucesso financeiro. + sa garantia #o funcionário p*blico na i#a#e avan"a#a po#eria e#ucá!lo H%uele amor ao #ever %ue, antes #a 9uerra, era a %uali#a#e mais caracter4stica #o funcionalismo alem'o. >oi #esta maneira %ue to#a uma classe popular, %ue permaneceu sem proprie#a#es, foi arranca#a H mis/ria social e assim incorpora#a ao conjunto #a (a"'o. $roblema i#2ntico,

#esta vez em muito maior escala, surgiu recentemente para o 3sta#o e para a (a"'o. <empre novas multi#:es #e gente, milh:es, emigravam #o campo para as gran#es ci#a#es, a fim #e ganhar o p'o %uoti#iano, como operários #e fábrica, nas in#*strias novamente fun#a#as. &s con#i":es #e vi#a e #e trabalho eram mais #o %ue #eploráveis. Já n'o convinha, em absoluto, o transporte mais ou menos mecTnico #os velhos m/to#os #e trabalho #o antigo operário ou #os camponeses aos novos %ua#ros. & ativi#a#e #e um como #e outros n'o era mais comparável aos esfor"os e6igi#os #o trabalha#or #e fábrica. <e, no antigo of4cio manual, o tempo ocupava talvez papel menos importante, nos novos m/to#os #e trabalho, era fator essencial. >oi #e um efeito #esastra#o a aceita"'o formal #os antigos horários #e trabalho nas gran#es empresas in#ustriais, visto %ue o pro#uto real alcan"a#o, outrora, era bem re#uzi#o, pela falta #os processos intensivos #e hoje. <e, portanto, #antes. se po#ia aturar o #ia #e CG e CK horas #e trabalho, era imposs4vel suportá!lo em uma /poca, na %ual ca#a minuto / aproveita#o. (a reali#a#e, esta intro#u"'o absur#a #e antigos horários na ativi#a#e in#ustrial #e hoje teve um resulta#o infeliz em #ois senti#os7 a ru4na #a sa*#e e a #estrui"'o #a f/ em um #ireito superior. &crescentou ain#a, #e um la#o, a miserável #iminui"'o #e salários, provocan#o, por outro, a posi"'o ca#a vez melhor #o patr'o. (o campo n'o po#ia haver uma %uest'o social, uma vez %ue o senhor e o servo faziam o mesmo trabalho e comiam #o mesmo prato. &t/ isso se foi mu#an#o. &parece, agora, como consuma#a, em to#os os setores #a vi#a, a separa"'o #o trabalha#or e #o patr'o. ?s progressos #a influ2ncia ju#aica, no seio #o nosso povo, po#em ser facilmente #escobertos na in#iferen"a, mesmo #esprezo, %ue inspira o trabalho manual. &liás, isso n'o / pr-prio ao alem'o >oi a influ2ncia latina sobre a nossa vi#a ! fenômeno %ue n'o passa #e uma influ2ncia ju#aica ! %ue transformou o antigo respeito ao of4cio em um certo #esprezo por to#o e %ual%uer trabalho f4sico. ,sso #eu origem realmente a uma nova categoria social, muito pouco acata#a, #even#o um #ia surgir a %uest'o, se sim ou n'o, a (a"'o possuiria a for"a #e integrá!lo novamente na socie#a#e geral, ou se a #iferen"a #e posi"'o se esten#eria at/ H cis'o completa entre as classes. @ma coisa, entretanto, / inegável. ('o eram os piores elementos %ue a nova casta apresentava nas suas fileiras, pelo contrário, eram os mais en/rgicos. &s sutilezas #a chama#a 0civiliza"'o0 ain#a n'o tinham e6erci#o neles seus efeitos #e #ecomposi"'o e #e #estrui"'o. & nova classe social, na sua maioria, ain#a n'o tinha si#o contamina#a pelo veneno #ebilitante #o pacifismo, manten#o!se robusta, e, segun#o as e6ig2ncias, mesmo brutal. 3n%uanto a burguesia se #escui#a em absoluto #esta %uest'o #e t'o gran#e importTncia, #ei6an#o correr as coisas no maior in#iferentismo, o ju#eu se prevalece #as incomensuráveis possibili#a#es futuras, organizan#o, #e um la#o, os m/to#os capitalistas #e e6plora"'o humana at/ os *ltimos e6tremos, #o outro acercan#o!se #as v4timas #e seus atos, #irigin#o, #entro em pouco tempo, a luta #eles 0contra si mesmos0. ? gran#e mestre na mentira sabe a#miravelmente fazer!se passar por muito puro, a fim #e melhor jogar a culpa nas costas alheias. $ossuin#o o #esplante #e instituir!se em guia #as massas, estas nem #e leve suspeitam a e6ist2ncia, atrás #isso tu#o, #o logro mais infame #e to#os os tempos. 3ntretanto, era assim %ue as coisas se passavam. &penas surgiu a nova categoria social, sa4#a #a transforma"'o econômica %ue se esten#e a to#as as classes, o ju#eu avista, com to#a a niti#ez e clareza, o novo itinerário a seguir para sua prosperi#a#e sempre

crescente. ?utrora, serviu!se #a burguesia como arma contra o mun#o feu#al, agora vai ati"ar o operário contra o burgu2s. <e, H sombra #a burguesia, ele conseguiu, por meios #uvi#osos, a con%uista #os #ireitos #e ci#a#ania, espera agora encontrar, na luta #o trabalha#or pela vi#a, o caminho para implantar o seu #om4nio pol4tico. =oravante, s- resta ao operário a tarefa #e pelejar pelo futuro #o povo ju#eu. <em se aperceber, entra a servi"o #a pot2ncia %ue ele tem a ilus'o #e combater. 5om a apar2ncia #e #ei6á!la atacar o capital, / %ue se po#e melhor faz2!la lutar pelo mesmo. (isso tu#o, grita! se constantemente contra o capital internacional, %uan#o em ver#a#e o %ue se visa e a economia nacional. + esta %ue importa #emolir para %ue, no seu cemit/rio, se possa e#ificar triunfalmente a Aolsa ,nternacional. ? processo a4 emprega#o pelo ju#eu / o seguinte7 apro6ima!se #o trabalha#or, finge compai6'o pela sua sorte ou mesmo revolta contra seu #estino #e mis/ria e in#ig2ncia, tu#o isso unicamente para angariar confian"a. 3sfor"a!se por e6aminar ca#a priva"'o real ou imaginária na vi#a #os operários, #espertan#o o #esejo ar#ente #e mo#ificar a sua situa"'o. & aspira"'o H justi"a social, latente em ca#a ariano, / por ele leva#a #e um mo#o infinitamente hábil, ao -#io contra os privil/gios #a sorte a essa campanha pela #ebela"'o #e pragas sociais imprime um caráter #e universalismo bem #efini#o. 3stá fun#a#a a #outrina mar6ista. &presentan#o!a inseparavelmente liga#a a to#a uma s/rie #e e6ig2ncias sociais bem leg4timas, vai ele favorecen#o sua propagan#a e, por outro la#o, #espertan#o a avers'o #a humani#a#e bem intenciona#a em satisfazer a%uelas e6ig2ncias, %ue, e6postas #a maneira por %ue o s'o, aparecem #es#e o inicio, como injustas, e mesmo #e imposs4vel realiza"'o. + %ue, sob esse #isfarce #e i#/ias puramente sociais, escon#em!se inten":es francamente #iab-licas. 3las s'o e6terna#as ao p*blico com uma clareza #emasia#o petulante. & tal #outrina representa uma mistura #e raz'o e #e loucura, mas #e tal forma %ue s- a loucura e nunca o la#o razoável consegue se converter em reali#a#e. $elo #esprezo categ-rico #a personali#a#e, por conseguinte #a na"'o e #a ra"a, #estr-i ela as bases elementares #e to#a a civiliza"'o humana, %ue #epen#e justamente #esses fatores. 3is a ver#a#eira ess2ncia #a teoria mar6ista, se / %ue se po#e #ar a esse aborto #e um c/rebro, criminoso a #enomina"'o #e 0#outrina0. 5om a ru4na #a personali#a#e e #a ra"a, #esaparece o maior re#uto #e resist2ncia contra o reino #os me#4ocres, #e %ue o ju#eu / o mais t4pico representante. 3ssa #outrina po#e ser julga#a justamente pelos seus #esvarios em mat/ria econômica e pol4tica. .o#os os %ue, #e fato, s'o inteligentes hesitam em entrar no seu s/%uito, e os outros, a %uem falta suficiente ativi#a#e intelectual ou preparo econômico, precipitam!se ao seu encontro. ? ju#eu, #entro #e suas pr-prias fileiras, 0sacrificaY\ o elemento inteligente ao movimento, pois mesmo semelhante movimento n'o se po#e manter sem intelig2ncia. &ssim cria!se um ver#a#eiro movimento trabalhista, sob a chefia #e ju#eus. &parentam visar H melhora #as con#i":es #os operários, ten#o na mente, por/m, em ver#a#e, a escraviza"'o e o ani%uilamento #e to#os os povos %ue n'o s'o ju#eus. & Ma"onaria se encarrega, por meio #a imprensa, hoje nas m'os #os ju#eus, #e levar, H burguesia e Hs cama#as populares, a ,#/ia #e %ue a #efesa #o pa4s #eve consistir no pacifismo. & essas #uas armas #emoli#oras assecla!se, em terceiro lugar, a organiza"'o #a viol2ncia bruta %ue / a mais tem4vel. 5omo patrulha #e ata%ue, o Mar6ismo tem %ue consumar a obra #e #estrui"'o %ue as outras #uas armas prepararam. .rata!se #e uma a"'o simultTnea, a#miravelmente conjuga#a. ('o #eve provocar a#mira"'o o fato #e semelhante arma #estruir institui":es %ue se comprazem em figurar

como e6poentes #a autori#a#e suprema, mais ou menos legen#ária. + nas mais altas esferas #o funcionalismo %ue o ju#eu, em to#as as /pocas, com raras e6ce":es,, #escobriu os promotores mais #-ceis #a sua obra #e #estrui"'o. 3ssa classe / caracteriza#a per7 submiss'o bajula#ora %uan#o trata com 0superiores0, impertin2ncia arrogante com os subalternos. ?utra caracter4stica / uma estupi#ez %ue grita aos c/us e s- se v2, Hs vezes, supera#a, por uma presun"'o fora #o comum. .u#o isso s'o #efeitos #e %ue o ju#eu necessita para agir junto Hs nossas autori#a#es e %ue, por isso, cultiva com carinho. & luta %ue, ent'o, principia, po#e ser 0grosso mo#o0 #elinea#a #a seguinte maneira. =e acor#o com as finali#a#es #a luta ju#aica, %ue n'o consistem @nicamente na con%uista econômica #o mun#o, mas tamb/m na #omina"'o pol4tica, o ju#eu #ivi#e a organiza"'o #o combate mar6ista em #uas partes, %ue parecem separa#as mas, em ver#a#e, constituem um bloco *nico7 o movimento #os pol4ticos e o #os sin#icatos. 3sse *ltimo / um trabalho #e aliciamento. (a #ura luta pela e6ist2ncia, %ue o operário tem %ue enfrentar, #evi#o H ganTncia e H miopia #e muitos patr:es, o movimento lhe prop:e aju#a e prote"'o e a possibili#a#e #e combater por uma melhora nas suas con#i":es #e vi#a. <e o operário #esejar reivin#icar seus #ireitos humanos em uma /poca, em %ue a 0comuni#a#e popular organiza#a0 ! o 3sta#o ! n'o se preocupa com ele em absoluto se ele n'o %uiser confiar essas suas aspira":es H. cega arbitrarie#a#e #e semi!responsáveis, #ota#os, muitas vezes, #e nenhum cora"'o, / preciso %ue, pessoalmente, ele se encarregue #e sua #efesa. (a mesma propor"'o, a chama#a burguesia nacional, cega pelo #inheiro, p:e os maiores obstáculos a essa luta pela vi#a, opon#o!se contra to#as as tentativas #e abrevia"'o #o horário #e trabalho, #esumanamente longo, supress'o #o trabalho infantil, seguran"a e prote"'o #a mulher, melhoramento #as con#i":es sanitárias em oficinas e mora#ias, etc. ? ju#eu, mais inteligente, toma a #efesa #os oprimi#os. &os poucos, torna!se o chefe #o movimento social. ,sso lhe / fácil, pois n'o se trata, na reali#a#e, #e combater com boa inten"'o as chagas sociais, mas somente #e selecionar uma tropa #e combate, nos meios proletários, %ue lhe seja cegamente #evota#a na campanha #e #estrui"'o #a in#epen#2ncia econômica #o pa4s. 3n%uanto a chefia #e uma s' pol4tica social n'o aceitar firmemente estas #uas #iretrizes7 conserva"'o #a sa*#e #o povo e seguran"a #e uma in#epen#2ncia nacional no terreno econômico, o ju#eu na sua luta n'o s- #escurará completamente esses #ois problemas, como fará #e sua supress'o uma ver#a#eira finali#a#e. ('o #eseja ele a conserva"'o #e uma economia nacional in#epen#ente, mas, ao contrário, o seu ani%uilamento. 3m conse%U2ncia, n'o há escr*pulos #e consci2ncia %ue possam #emov2!lo, como chefe #o movimento proletário, #e fazer e6ig2ncias, n'o se6orbitantes, como praticamente irrealizáveis e pr-prias a acarretar a ru4na #a economia nacional. ('o cogita ele #e ver uma gera"'o sa#ia e robusta, #eseja somente um rebanho contamina#o e apto a ser subjuga#o. 5om esse #esi#eratum, faz e6ig2ncias t'o #estitu4#as #e senso %ue sua realiza"'o (ele n'o o ignora) se torna imposs4vel e n'o po#e provocar nenhuma mo#ifica"'o #o esta#o #e coisas e6istente. <erve apenas para e6citar a massa popular at/ ao #esvario. ,sso, por/m, / o %ue ele %uer e n'o a mo#ifica"'o para melhor #a situa"'o #o proletaria#o. & chefia #o ju#eu na %uest'o social se manterá at/ o #ia em %ue uma campanha enorme em prol #o esclarecimento #as massas populares se e6er"a instruin#o!as sobre sua mis/ria infinita, ou at/ %ue o 3sta#o ani%uile tanto o ju#eu como sua obra. + claro %ue, en%uanto #urar a falta #e perspicácia #o povo, e o 3sta#o se conservar in#iferente como o tem si#o at/ hoje, as massas seguir'o sempre #e prefer2ncia a%uele, cujas promessas, #e or#em

econômica, forem as mais au#aciosas. (isso, aliás, o ju#eu leva a palma, pois nenhum escr*pulo moral entrava a sua a"'o. + natural %ue, em pouco tempo, ele tenha venci#o, nesse terreno, to#os os concorrentes. =e acor#o com sua feroz ganTncia, p:e ele, a base #o movimento operário, o princ4pio #a viol2ncia mais brutal. )uem for perspicaz e opuser resist2ncia H tenta"'o #o ju#eu, terá sua teimosia e clarivi#2ncia inutiliza#as pelo terror. ?s efeitos #e tal sistema s'o simplesmente fantásticos. =e fato, atrav/s #o operaria#o, %ue po#eria ser uma b2n"'o para a na"'o, o ju#eu #estr-i as bases #a economia nacional. $aralelamente a isso, progri#e a sua organiza"'o pol4tica. <ua coopera"'o com o movimento proletário manifesta!se pelo mo#o por %ue prepara as massas para a organiza"'o pol4tica, fustigan#o!as at/ pela viol2ncia e pela coa"'o. &l/m #isso, o ju#eu / a fonte financeira %ue alimenta o enorme ma%uinismo #o e#if4cio pol4tico. + o -rg'o fiscaliza#or #a ativi#a#e pol4tica #e ca#a um, #esempenhan#o, em to#as as gran#es manifesta":es oficiais, o papel #e con#utor. $or fim, #ei6a #e se interessar por %uest:es econômicas, pon#o H #isposi"'o #o i#eal pol4tico sua principal arma #e combate ! a ren*ncia ao trabalho, sob a forma #e greve coletiva e geral. & organiza"'o pol4tica e trabalhista consegue, atrav/s #e uma imprensa apropria#a aos mais ignorantes, os meios para resolver e agitar as cama#as mais bai6as #a na"'o, ama#urecen#o!as para os feitos mais au#azes. <ua miss'o n'o consiste em arrancar os homens #o pTntano #os sentimentos bai6os e elevá!los a uma posi"'o mais eleva#a. &o contrário, visa H satisfa"'o #os mais bai6os instintos #estes. .u#o se resume a um neg-cio lucrativo junto H massa popular, t'o cheia #e presun":es %uanto pregui"osa e incapaz #e i#/ias pr-prias. + essa imprensa o -rg'o principal para a #estrui"'o, por uma campanha fanática #e cal*nias, tu#o %ue se po#e consi#erar como esteio #a in#epen#2ncia nacional, #o progresso cultural e #a autonomia #a na"'o. >az ela uma guerra encarni"a#a Hs personali#a#es %ue n'o se %uerem curvar Hs pretens:es #omina#oras #os ju#eus ou %ue, por sua capaci#a#e e6cepcional, impressionam o ju#eu como um perigo iminente. $ara %ue se seja o#ia#o pelo ju#eu, n'o / preciso %ue se o combata. Aasta a suspeita #e %ue seu a#versário possa apenas nutrir a i#/ia #e persegui"'o ou ser um propagan#ista #a for"a e gran#eza #e algum povo hostil H sua ra"a. <eu instinto, incapaz #e se enganar nestas coisas, fareja em ca#a um a alma primitiva, po#en#o contar com a sua inimiza#e to#o a%uele cujo esp4rito n'o / uma c-pia #o seu. ('o sen#o ju#eu a v4tima e sim o agressor, seu inimigo n'o / s- o %ue ataca mas tamb/m o %ue oferece resist2ncia. ? meio, por/m, pelo %ual ele tenta #omar almas t'o ousa#as e francas, n'o / por uma luta leal e sim pela mentira e pela cal*nia. (esse ponto, ele n'o recua #iante #e coisa alguma. .orna!se t'o or#inário na sua vulgari#a#e, %ue ningu/m se #eve a#mirar %ue, entre o nosso povo, a personifica"'o #o #iabo, como s4mbolo #e to#o mal, tome a forma #o ju#eu em carne e osso. & ignorTncia #a gran#e massa sobre a personali#a#e #o ju#eu, a falta #e alcance #as nossas altas cama#as sociais, fazem #o povo facilmente a vitima #essa campanha ju#aica #e mentiras. 3n%uanto as classes mais altas se afastam por covar#ia #o in#iv4#uo ataca#o pela mentira e cal*nia, o povo propriamente, na sua tolice e ingenui#a#e, costuma acre#itar em tu#o. &s autori#a#es #o 9overno mant2m!se, por/m, em sil2ncio, ou, mais fre%Uentemente, a fim #e porem um termo H campanha #os ju#eus pela imprensa, perseguem a inocente vitima. ,sso aparece aos olhos #e um asno, sob a capa #e funcionário, como uma salvaguar#a #a autori#a#e #o 9overno e uma garantia #a or#em e #a tran%Uili#a#eV

<obre o c/rebro e a alma #a gente #e bem, vai #escen#o, aos poucos, como um pesa#elo, o temor #o ju#a4smo, a arma #os mar6istas. .o#os come"am a tremer #iante #o terr4vel inimigo, tornan#o se assim suas vitimas #efinitivas. O) ? #om4nio #o ju#eu no 3sta#o já parece t'o firma#o, %ue, agora, n'o s- ele tem #ireito #e aparecer como ju#eu, como tamb/m #e e6ternar seus pensamentos mais 4ntimos a respeito #e ra"a e #e pol4tica, sem pôr nisso o menor escr*pulo. $arte #a sua ra"a já se confessa abertamente como povo estrangeiro, o %ue ain#a / uma pe%uena mentira. 3n%uanto o <ionismo se esfor"a por fazer crer H ;umani#a#e %ue a consci2ncia #o ju#eu, como povo, encontraria satisfa"'o na cria"'o #e um 3sta#o na $alestina, os ju#eus na#a mais fazem %ue lu#ibriar os crist'os, #a maneira mais miserável. ('o cogitam absolutamente #e implantar na $alestina um 3sta#o para ali viverem. ? %ue eles #esejam, /, unicamente, um centro #e organiza"'o autônomo, ao abrigo #a intrus'o #e outras pot2ncias. )uerem apenas um ref*gio seguro para a sua canalhice, isto /, uma aca#emia para a e#uca"'o #e trapaceiros. +, por/m, um in#4cio, n'o s- #e sua confian"a crescente, como tamb/m #a consci2ncia #e sua seguran"a, %ue uma parte se proclame, aberta e cinicamente, como ra"a ju#aica, ao mesmo tempo %ue a outra, sem a m4nima sinceri#a#e, #isfar"a!se em alem'es, franceses ou ingleses. & maneira por %ue tratam os outros povos /! um sinal evi#ente #e %ue v2em muito pr-6ima a vit-ria. ? ju#euzinho #e cabelos negros espreita, horas e horas, com um prazer satTnico, a menina inocente %ue ele macula com o seu sangue, rouban#o!a ao seu povo. ('o há meios %ue ele n'o empregue para estragar os fun#amentos raciais #o povo %ue ele se prop:e vencer. =o mesmo mo#o %ue, segun#o um plano tra"a#o, vai corrompen#o mulheres e mocinhas, tamb/m n'o recua #iante #o rompimento #e barreiras impostas pelo sangue, empreen#en#o essa obra em gran#e escala, no pa4s estranho. >oram e continuam a ser ain#a ju#eus os %ue trou6eram os negros at/ o 1eno, sempre com os mesmos intuitos secretos e fins evi#entes, a saber7 0bastar#izar0 H for"a a ra"a branca, por eles #etesta#a, precipitá!la #o alto #a sua posi"'o pol4tica e cultural e elevar!se ao ponto #e #ominá!la inteiramente. =ecorre #a4 %ue um povo #e ra"a pura, consciente #e seu sangue, nunca po#erá ser subjuga#o pelo ju#eu. 3ste s- po#erá ser #omina#or #e bastar#os. + assim %ue, sistematicamente, ele tenta fazer bai6ar o n4vel racial por um ininterrupto envenenamento #os in#iv4#uos. 3m mat/ria pol4tica, come"a ele a substituir o i#eal #emocrático pelo #a =ita#ura #o $roletaria#o. (a multi#'o organiza#a #o mar6ismo / %ue ele foi encontrar a arma %ue a =emocracia n'o lhe #á e %ue lhe permite a subjuga"'o e o governo #os povos pela for"a bruta, #itatorialmente. <eu programa visa H revolu"'o em um #uplo senti#o7 econômico e pol4tico. $ovos %ue op:em ao ata%ue interno uma forte resist2ncia s'o por ele envolvi#os em uma teia #e inimigos, gra"as Hs suas influ2ncias internacionais. ,ncita!os H guerra, implantan#o, se preciso for, nos campos #e batalha, a ban#eira revolucionária. 3conomicamente, eles criam para os 3sta#os tal situa"'o %ue as empresas oficiais, #ei6an#o #e #ar resi#as, s'o subtra4#as H #ire"'o #o 3sta#o e submeti#as H fiscaliza"'o financeira #o ju#eu. (o terreno pol4tico, recusam eles ao 3sta#o os meios para sua subsist2ncia, #estroem as bases #e to#a e %ual%uer #efesa nacional, ani%uilam a cren"a em uma chefia, #esprezam a hist-ria e o passa#o, e enlameiam tu#o %ue / e6poente #e gran#eza real.

& contamina"'o, em mat/ria #e cultura, manifesta!se na arte, na literatura, no teatro. 5obrin#o #e ri#4culo o sentimento espontTneo, #estroem to#o conceito #e beleza e eleva"'o, #e nobreza e #e bon#a#e, arrastan#o o homem aos seus sentimentos inferiores. & religi'o / ri#iculariza#a Aons costumes e morali#a#es s'o ta6a#os #e coisas #o passa#o, at/ %ue os *ltimos esteios #e uma nacionali#a#e tenham #esapareci#o. l) $rincipia agora a *ltima gran#e 1evolu"'o. 5hegan#o a alcan"ar a prepon#erTncia pol4tica, #espojam!se eles #os poucos #isfarces %ue ain#a lhes restam, o ju#eu popular e #emocrático se transforma no ju#eu sanguinário e tiraniza#or #e povos. $rocura e6terminar, em poucos anos, os e6poentes nacionais #a intelectuali#a#e, preparan#o os povos, %ue ele priva #e uma natural #ire"'o espiritual, para uma opress'o cont4nua. ? e6emplo mais terr4vel nesse g2nero / apresenta#o pela 1*ssia, on#e o ju#eu, com uma feroci#a#e ver#a#eiramente fanática, truci#ou cerca #e trinta milh:es, alguns por meio #e torturas #esumanas, outros pela fome, e tu#o isso com o fito #e assegurar a um lote #e literatos ju#eus e ban#i#os #a Aolsa o #om4nio sobre um gran#e povo. & conse%U2ncia final, entretanto, n'o / s- a morte #a liber#a#e #os povos oprimi#os, mas tamb/m a morte #esse parasita internacional. &p-s a imola"'o #a v4tima, morre, tamb/m, ce#o ou tar#e, o vampiro. $assan#o em revista to#as as causas #a #erroca#a #a &lemanha, resta, como *ltima e #ecisiva, o #esconhecimento #o problema racial e sobretu#o, #o perigo ju#eu. .eria si#o muito fácil suportar as #errotas #e agosto #e CECL, nos campos #e batalha. ('o foram elas %ue nos ani%uilaram, mas sim a%uela pot2ncia %ue preparou essas #errotas, rouban#o, #es#e muitos anos, sistematicamente, ao nosso povo, os instintos e as for"as morais %ue s'o os fatores e6clusivos para assegurar a capaci#a#e e os #ireitos #os povos H e6ist2ncia. ? antigo ,mp/rio, n'o #an#o a menor aten"'o H %uest'o fun#amental #a ra"a, %ue pesa na forma"'o #e uma nacionali#a#e, #esprezou o #ireito *nico %ue e6plica a vi#a #e um povo. $ovos %ue se tornam bastar#os ou se #ei6am contaminar, atentam contra a vonta#e #a $rovi#2ncia, e seu ani%uilamento n'o / uma injusti"a e sim um restabelecimento #o #ireito. )uan#o um povo n'o %uer mais #ar apre"o Hs %uali#a#es inerentes %ue lhe foram #a#as pela (atureza e %ue se acham enraiza#as no seu sangue, n'o tem mais o #ireito #e chorar a per#a #e sua e6ist2ncia. .u#o nesta terra / suscet4vel #e melhoras. 5a#a #errota po#e engen#rar uma vit-ria futura, ca#a guerra per#i#a origina uma ressurrei"'o vin#oura, ca#a mis/ria fecun#a energias humanas e #e ca#a opress'o as for"as conseguem erguer!se at/ uma renascen"a espiritual. .u#o isso, por/m, en%uanto o sangue se conserva puro. & per#a #a pureza #e sangue por si s- #estr-i a felici#a#e 4ntima, rebai6a o homem por to#a a vi#a, e as conse%U2ncias f4sicas e intelectuais permanecem para sempre. .o#os os #emais problemas vitais, e6amina#os e compara#os em rela"'o a este, aparecer'o ri#iculamente mes%uinhos. .o#os s'o limita#os no tempo. & %uest'o, por/m, #a conserva"'o ou n'o conserva"'o #o sangue per#urará sempre, en%uanto e6istir a ;umani#a#e. .o#os os importantes sintomas #e #eca#2ncia #e antes #a 9uerra tinham seu fun#amento na %uest'o racial. )uer se trate #e %uest:es #e #ireito p*blico ou #e abusos na vi#a econômica, #e fenômenos #e #eca#2ncia ou #e #egeneresc2ncia pol4tica, #e %uest:es relativas a uma #efeituosa e#uca"'o escolar ou uma má influ2ncia e6erci#a sobre a#ultos pela imprensa,

etc., sempre e, em to#a parte, surge a falta #e consi#era"'o aos interesses raciais #o pr-prio povo ou a cegueira #iante #o perigo racial trazi#o pelo estrangeiro. =ai a ineficácia #e to#as as tentativas #e reforma, #e to#as as obras #e assist2ncia social, #e to#os os esfor"os pol4ticos, #e to#o progresso econômico, #e to#o aparente acr/scimo #o saber. & na"'o e o 3sta#o já n'o possu4am sa*#e real, o seu mal progre#in#o H vista #Yolhos, ca#a vez mais, .o#a prosperi#a#e fict4cia #o antigo ,mp/rio n'o conseguia ocultar a fra%ueza 4ntima, to#a tentativa #e um ver#a#eiro fortalecimento #o po#er ficava sem efeito, pois #ei6ava #e la#o a %uest'o #e maior importTncia, a %uest'o racial. <eria errôneo supor %ue os a#eptos #as #iversas fac":es pol4ticas, %ue tentaram esfacelar o organismo alem'o, ! mesmo uma parte #e seus l4#eres ! fossem homens or#inários ou mal intenciona#os. & causa *nica #a esterili#a#e #e seus esfor"os foi s- terem en6erga#o, %uan#o muito, as manifesta":es e6teriores #e nossa mol/stia geral e procura#o combat2! las, #ei6an#o cegamente #e la#o a%uele %ue as provocou. )uem seguir sistematicamente a linha #e evolu"'o #o antigo ,mp/rio, #eve chegar, #epois #e refleti#o e6ame, H conclus'o #e %ue, mesmo no tempo #a unifica"'o e, portanto, #a /poca #o maior progresso #a na"'o alem', já era evi#ente a #eca#2ncia interna e %ue, apesar #e to#os os aparentes triunfos pol4ticos e #a crescente ri%ueza, a situa"'o geral piorava #e ano para ano. Mesmo as elei":es #e representantes ao 01eichstag0 anunciavam, com o seu acr/scimo patente #e votos mar6istas, o #esmoronamento interno ca#a vez mais pr-6imo e a to#os manifesto. .o#os os sucessos #os #enomina#os parti#os pol4ticos n'o tinham mais valor, n'o s- por n'o po#erem fazer parar a ascens'o #a on#a mar6ista, mesmo nas chama#as vit-rias eleitorais burguesas, como tamb/m pelo fato #e já trazerem #entro #e si os fermentos #a #ecomposi"'o. ,nconscientemente, o mun#o burgu2s já se achava contamina#o pelo veneno mortal #o mar6ismo. @m *nico travou a luta, nesses longos anos, com inabalável regulari#a#e, e esse foi o ju#eu. <ua estrela #e =avi0 subiu sempre mais alto, H propor"'o %ue a vonta#e #a conserva"'o #esaparecia #o nosso povo. $or isso / %ue, em agosto #e CECG, n'o foi um povo resolvi#o ao ata%ue %ue compareceu Hs urnas, mas o %ue se #eu foi um *ltimo lampejo #o instinto #e conserva"'o nacional #iante #a paralisa"'o progressiva #o nosso organismo popular, provoca#a pelo pacifismo e pelo mar6ismo. 5omo, mesmo nesses #ias #ecisivos, se #esconhecia o inimigo interno, to#a resist2ncia era #ebal#e. 3ste conhecimento #a situa"'o interna / %ue #everia formular as #iretrizes, assim como a ten#2ncia #o novo movimento. 3stávamos convenci#os #e %ue s- isso seria capaz #e fazer estacionar o #ecl4nio #o povo alem'o, crian#o simultaneamente a base gran4tica sobre a %ual um #ia se po#erá manter um 3sta#o %ue n'o seja um mecanismo #e finali#a#e e interesses puramente econômicos, alheio ao povo, mas sim um organismo popular, isto /, @M 3<.&=? B31=&=3,1&M3(.3 931Me(,5?. 2AP9TULO 3II O PRIMEIRO PER9ODO DE DESEN%OL%IMENTO DO PARTIDO NA2IONAL SO2IALISTA DOS TRA<AL>ADORES ALEMÃES )uan#o, no fim #este volume, #escrevo o primeiro per4o#o #e evolu"'o #o nosso movimento, comentan#o, em breves palavras, as %uest:es #ele #ecorrentes, n'o tenho o intuito #e fazer uma prele"'o sobre os seus fins intelectuais. ?s prop-sitos e fins #o novo movimento s'o t'o importantes %ue s- po#er'o ser trata#os em volume e6clusivamente a

eles #e#ica#o. &ssim tratarei, em um segun#o volume, #as bases #o programa #o movimento e tentarei #emonstrar a%uilo %ue para n-s representa a palavra 03sta#o0. 5om a palavra 0n-s0, #esigno as centenas #e milhares #e pessoas %ue, no fun#o, se batem pelos mesmos i#eais, sem, isola#amente, acharem as palavras para #esignar o %ue no intimo almejam, pois / caracter4stico #e to#as as gran#es reformas, %ue para #efen#2!las apare"a, muitas vezes, um s- homem, en%uanto os seus a#eptos já s'o milhares. ? seu alvo muitas vezes, já / há s/culos o #esejo 4ntimo #e milhares #e pessoas, at/ %ue apare"a um %ue proclame o #esejo geral, e, como porta!estan#arte, con#uza H vit-ria as velhas aspira":es, por meio #e uma i#/ia nova. )ue milh:es #e homens #esejam #e cora"'o uma mu#an"a fun#amental na situa"'o #e hoje, prova!o o #escontentamento profun#o %ue e6perimentam! Manifesta!se esse #escontentamento #e mil maneiras7 em alguns pelo #esTnimo e falta #e esperan"a em outros pela má vonta#e, irascibili#a#e e revolta neste em in#iferen"a e na%uele em e6alta"'o furiosa. 5omo testemunhas #esse #escontentamento intimo po#em servir tanto os 0fatiga#os #e elei":es0 como os %ue se inclinam para o fanatismo #a es%uer#a. 3 / a esses, em primeiro lugar, %ue se #everia #irigir o novo movimento. 3sse n'o #eve ser a organiza"'o #os satisfeitos, #os fartos, mas sim #os sofre#ores e in%uietos, #os infelizes e #escontentes, n'o #eve, principalmente, sobrena#ar na on#a humana, mas sim mergulhar at/ ao fun#o #a mesma. <ob o ponto #e vista puramente pol4tico, apresentava o ano #e CECL o seguinte aspecto7 um povo #ivi#i#o em #uas partes. @ma, a menor, abrange as cama#as #a intelig2ncia nacional com e6clus'o #e to#os os trabalha#ores manuais. + aparentemente nacional, mas n'o / capaz #e #ar a essa palavra outra significa"'o sen'o a #e uma representa"'o vaga e fraca #os chama#os interesses #o 3sta#o, %ue, por sua vez, s'o i#2nticos aos interesses #inásticos. $rocura #efen#er as suas i#/ias e seus fins com armas intelectuais, t'o superficiais como cheias #e lacunas, e %ue falham #iante #a brutali#a#e #o a#versário. 5om um s- golpe terr4vel, essa classe at/ a%ui #ominante / #erruba#a e suporta com covar#ia tr2mula to#as as humilha":es #o vence#or sem escr*pulos. & outra parte comp:e!se #a gran#e massa #o operaria#o, concentra#a em movimentos mar6istas mais ou menos ra#icais, resolvi#a a vencer H for"a bruta to#a resist2ncia #os intelectuais. ('o %uer ser 0nacional0, ao contrário, recusa, conscientemente, trabalhar pelos interesses nacionais, au6ilian#o #o outro la#o a opress'o por parte #o estrangeiro. (umericamente / a mais forte, abrangen#o, antes #e tu#o, a%ueles elementos #o povo, sem os %uais n'o se po#e imaginar uma ressurrei"'o nacional, por%ue, (sobre isso já em CECL n'o #everia ter havi#o mais #*vi#a) to#o o reerguimento #o povo alem'o s- seria poss4vel #epois #a recon%uista #o po#er perante o e6terior. &s con#i":es essenciais para isso, n'o s'o, por/m, como #izem os nossos 0esta#istas0 burgueses, armas, mas sim as for"as #a vonta#e. ?utrora, o povo alem'o possu4a armas em %uanti#a#e mais #o %ue suficiente. ('o soube garantir, a liber#a#e por%ue lhe faltou a energia #o esp4rito nacional #e conserva"'o e a vonta#e firme #e auto!conserva"'o. & melhor arma torna!se material morto e sem valor, %uan#o falta o esp4rito resoluto para manejá!la. & &lemanha tornou!se fraca, n'o por%ue lhe faltassem armas, mas por%ue lhe faltou o Tnimo #e manejá!las para a conserva"'o nacional. <e, hoje, principalmente os nossos pol4ticos es%uer#istas, apontam a falta #e armas como causa obrigat-ria #e sua pol4tica e6terior fraca, con#escen#ente, na ver#a#e, por/m, trai#ora, s' se lhes po#e respon#er uma coisa7 ('oV ? inverso / o %ue se #á7 a vossa criminosa pol4tica #e aban#ono #os interesses nacionais, / %ue vos fez entregar as armas. &gora, %uereis apresentar a falta #e armas como motivo #e Bossa miserável bai6eza. ,sto,

como tu#o %ue fazeis, / mentira e mistifica"'o. 3ssa acusa"'o tamb/m se ajusta e6atamente aos pol4ticos #a #ireita. 9ra"as H sua covar#ia foi poss4vel, em CECL, H corja #os ju#eus, %ue se tinha apossa#o #o po#er, roubar as armas H na"'o. $or isso tamb/m eles n'o po#em, com raz'o, justificar a sua sábia 0mo#era"'o0 (#iga!se covar#ia) com a ho#ierna falta #e armas, por%ue essa falta / justamente um resulta#o #e sua covar#ia. & %uest'o #a recon%uista #o po#er alem'o n'o #eve consistir em saber, por e6emplo, como fabricaremos armas, mas sim, como #espertaremos no povo o esp4rito %ue o habilite a ser porta#or #e armas. )uan#o esse esp4rito #omina um povo, ele achará mil caminhos #os %uais ca#a um terminará junto a uma armaV 3ntreguem!se, por/m, #ez pistolas a um covar#e e, %uan#o for agre#i#o, n'o será capaz #e #isparar um tiro se%uer. .2m nas m'os #ele menos valia %ue um bom porrete nas m'os #e um homem corajoso. & %uest'o #a recon%uista #o po#er pol4tico #o nosso povo /, em primeira linha, uma %uest'o #e saneamento #o nosso sentimento #e conserva"'o nacional, por%ue, segun#o a e6peri2ncia ensina, to#a pol4tica e6terior eficiente, assim como to#o o valor #e um 3sta#o em si, baseiam!se menos nas armas %ue possui #o %ue na reconheci#a ou mesmo suposta facul#a#e #e resist2ncia moral #a na"'o. & possibili#a#e #e alian"as / menos #esigna#a pela e6ist2ncia #e armas mortas #o %ue pela e6ist2ncia vis4vel #e uma incan#escente vonta#e #e auto!conserva"'o nacional e her-ico #esprezo em face #a morte. @ma alian"a n'o / feita com armas mas sim com homens. =essa maneira, o povo ingl2s será consi#era#o o alia#o mais valoroso #o inun#o, en%uanto os seus governantes e o esp4rito #a massa geral #erem mostras #e uma brutali#a#e e persist2ncia %ue fazem supor %ue uma luta, uma vez come"a#a, será continua#a at/ um fim vitorioso, sem me#ir sacrif4cios nem tempo, n'o entran#o em consi#era"'o se os seus preparativos militares est'o em rela"'o aos #os outros 3sta#os ou n'o. 5ompreen#en#o!se, por/m, %ue o reerguimento #a na"'o alem' / uma %uest'o #e recon%uista #a nossa vonta#e #e auto!conserva"'o, fica evi#ente %ue para isso n'o basta a con%uista #e elementos já nacionalistas por si, ao menos pela vonta#e, mas sim a nacionaliza"'o #e to#a a massa abertamente antinacional. @m novo movimento %ue almeja o reerguimento #e um 3sta#o alem'o com soberania pr-pria, terá %ue #irigir sua campanha unicamente no senti#o #a con%uista #as gran#es massas. $or mais miserável %ue seja a nossa chama#a 0burguesia nacional0, por mais fraca %ue seja a sua convic"'o nacional, #esse la#o n'o se po#e esperar uma resist2ncia s/ria contra uma pol4tica forte interior e e6terior. Mesmo %ue a burguesia alem', #e i#/ias e vistas curtas, permane"a em resist2ncia passiva, come já aconteceu com AismarcO, n'o nos fará temer nunca uma resist2ncia ativa #evi#o H sua proverbial covar#ia. ?utras s'o as circunstTncias na massa #e nossos compatriotas impregna#os #e i#/ias internacionais. ('o s- os seus instintos primitivos pen#em mais para o emprego #a for"a, mas tamb/m os seus guias ju#eus s'o mais brutais e sem consi#era"'o. 3les inutilizar'o #o mesmo mo#o to#o movimento #e ressurrei"'o nacional, como outrora ! %uebraram a espinha #orsal ao e6/rcito alem'o. $rincipalmente neste regime parlamentar, por for"a #a sua maioria, far'o ruir to#a a pol4tica nacional e6terior, evitan#o assim uma avalia"'o mais alta #a for"a alem', e, conse%uentemente, a possibili#a#e #e alian"as. ? sintoma #e fra%ueza %ue representam esses CK milh:es #e mar6istas, #emocratas, pacifistas e centristas, n'o / somente percept4vel a n-s, mas muito mais ao estrangeiro, %ue me#e o valor #e uma alian"a conosco por esse peso morto. ('o se faz uma alian"a com um 3sta#o cuja parte ativa #a popula"'o se conserva passiva, ao menos #iante #e %ual%uer pol4tica e6terior resoluta. &junte!se a isso o fato #e serem os chefes #esses parti#os #e trai"'o nacional

a#versos, por instinto #e conserva"'o, a %ual%uer progresso. +, historicamente, #if4cil imaginar %ue o povo alem'o chegue algum #ia a ocupar a sua posi"'o anterior, sem chamar H presta"'o #e contas a%ueles %ue motivaram e promoveram o inau#ito #esmoronamento #e %ue foi v4tima o nosso 3sta#o. =iante #o ju4zo #as gera":es vin#ouras, o m2s #e novembro #e CECL n'o será %ualifica#o #e alta trai"'o, mas sim #e trai"'o H pátria. &ssim, a recon%uista #a autonomia alem', perante o e6terior, está liga#a em primeira linha H recon%uista #a uni'o consciente #o nosso povo. .amb/m, tecnicamente encara#a, a i#/ia #a liberta"'o alem', perante o estrangeiro, parecerá loucura, en%uanto as gran#es massas n'o a#erirem a esse i#eal #e liber#a#e. 3ncara#o #o ponto #e vista puramente militar, %ual%uer oficial, #epois #e alguma refle6'o, reconhecerá %ue uma campanha e6terna n'o po#erá ser realiza#a com batalh:es #e estu#antes, e, %ue, al/m #os c/rebros #e um povo, tamb/m s'o necessários os seus punhos. .amb/m precisa ser consi#era#o %ue a #efesa #e uma na"'o, basea#a somente na chama#a intelectuali#a#e, seria um sacrif4cio #e bens irreparável. & jovem intelectuali#a#e alem' #os regimentos #e voluntários %ue, no outono #e CECG, sucumbiu nas plan4cies #e >lan#res, mais tar#e fez falta enorme. 3ra o bem mais valioso %ue a na"'o possu4a, e a sua per#a n'o pô#e mais ser supri#a #urante a guerra. ('o s- a luta / imposs4vel se os batalh:es %ue avan"am n'o t2m em suas fileiras as massas #os operários, mas tamb/m os preparativos t/cnicos n'o s'o realizáveis sem a uni'o interna consciente #e nosso povo. Justamente o povo alem'o, %ue, #ebai6o #as vistas #o trata#o #e Bersalhes, vive #esarma#o, s- po#erá tratar #e %ual%uer preparativo t/cnico para alcan"ar a liber#a#e e a in#epen#2ncia humana, #epois %ue o e6/rcito #e espi:es internos estiver #izima#o a ponto #e s- restarem a%ueles cuja falta #e caráter lhes permita ven#erem tu#o e to#os pelos conheci#os trinta #inheiros. Mas com esses po#e!se acabar. ,nvenc4veis, no entanto, parecem os milh:es %ue se op:em ao levantamento nacional por convic":es pol4ticas, invenc4veis en%uanto n'o se combaterem as suas i#/ias mar6istas, arrancan#o!as #e seus cora":es e #e seus c/rebros. ,n#iferente, portanto, / o ponto #e vista por %ue se encara a possibili#a#e #a recon%uista #e nossa in#epen#2ncia, tanto #o 3sta#o como #o povo, se #o ponto #o preparo #a pol4tica e6terior, #o ponto t/cnico #o armamento ou mesmo #o ponto #a luta em si mesma, sempre persiste a necessi#a#e #e con%uista anterior #a gran#e massa #o povo para a i#/ia #e autonomia nacional. <em a recon%uista #a liber#a#e e6terior to#a a reforma interior significará, no caso mais favorável, a eleva"'o #a nossa capaci#a#e #e pro#uzir ren#a como colônia. ?s sal#os #e to#a chama#a melhoria econômica ser'o absorvi#os pelos nossos 0controleurs0 e to#o melhoramento social elevará a nossa for"a pro#utiva em beneficio #os mesmos. $rogressos culturais n'o nos ser'o poss4veis, por%ue s'o intimamente liga#os H in#epen#2ncia pol4tica e #igni#a#e #e um povo. <e, portanto, a solu"'o favorável #o futuro alem'o está em liga"'o intima com a con%uista nacional #a gran#e massa #o nosso povo, #eve ser esta a mais alta e importante tarefa #e um movimento, cuja efici2ncia n'o se #eve esgotar na satisfa"'o #e um movimento, mas #eve submeter to#a a sua a"'o a um e6ame sobre as conse%U2ncias futuras prováveis. Já no ano #e CECE, estávamos convenci#os #e %ue o novo movimento #everia ter por escopo principal a nacionaliza"'o #as massas. (o senti#o tático resulta #a4 uma s/rie #e e6ig2ncias. C. ! $ara con%uistar as massas para o levante nacional nenhum sacrif4cio / pesa#o #emais. )uais%uer %ue sejam as concess:es econômicas feitas ao operário, nunca estar'o em rela"'o ao %ue lucra a na"'o em geral, %uan#o elas contribuem para restituir ao seu povo gran#es cama#as #ele afasta#as.

<- a ignorTncia m4ope %ue, lamentavelmente, muitas vezes se encontra entre os nossos emprega#ores, po#e #ei6ar #e reconhecer %ue n'o / poss4vel incremento econômico #urável para eles e, conse%uentemente, mais lucros, en%uanto n'o se restabelecer a soli#arie#a#e interna no seio #o pr-prio povo. <e as fábricas alem's, #urante a guerra, tivessem cui#a#o #os interesses #o operaria#o, sem outras consi#era":es, se tivessem, mesmo #urante a guerra, e6erci#o press'o, por meio #e greves, sobre os acionistas famintos #e #ivi#en#os, se tivessem aten#i#o Hs e6ig2ncias #os operários, se se tivessem mostra#o fanáticas no seu germanismo, em tu#o %ue concerne H #efesa nacional, se tivessem tamb/m #a#o H pátria o %ueY / #a pátria, sem restri"'o alguma, n'o se teria per#i#o a guerra. 3 teriam si#o ver#a#eiramente insignificantes to#as as concess:es econômicas, #iante #a importTncia imensa #a vit-ria. &ssim, um movimento %ue visa a reincorporar o operário alem'o H na"'o alem', #eve reconhecer %ue, neste caso, sacrif4cios econômicos n'o po#em ser toma#os em consi#era"'o, en%uanto n'o amea"arem a conserva"'o e a in#epen#2ncia #a economia nacional. F. ! & e#uca"'o nacional #as gran#es massas s- po#e ser realiza#a #epois #e uma eleva"'o social por%ue, s- por meio #esta, / %ue se prepara o terreno %ue pro#uz as pre#isposi":es %ue permitem ao in#iv4#uo compartilhar #os bens culturais #a na"'o. I. ! & nacionaliza"'o #as gran#es massas nunca se conseguirá por meias me#i#as, por afirma":es t4mi#as #e um chama#o ponto #e vista objetivo, mas sim por uma focaliza"'o unilateral e fanática no fim almeja#o. )uer isso #izer %ue n'o se po#e tornar nacional um povo no senti#o #e nossa ho#ierna burguesia, isto /, com umas tantas restri":es, mas sim tornan#o o 0nacionalista0 com to#a veem2ncia. Beneno s- po#e ser combati#o com contraveneno, e s- a lassi#'o #e um caráter burgu2s / %ue po#erá encarar os atalhos como con#uzin#o ,ao reino #o c/u. & gran#e massa #o povo n'o / composta #e professores nem #e #iplomatas. ? pouco conhecimento abstrato %ue possui con#uz as suas aspira":es mais para o mun#o #o sentimento. + lá %ue ela se coloca para a a"'o positiva ou negativa. <- / apologista #e um golpe #e for"a em uma #essas #uas #ire":es, mas nunca #e situa":es #*bias. 3sse sentimento / tamb/m a causa #e sua persist2ncia e6traor#inária. & f/ / mais #if4cil #e abalar #o %ue o saber, o amor / menos sujeito a transforma"'o #o %ue a intelig2ncia, o -#io e mais #urável %ue a simples antipatia, e a for"a motriz #as gran#es evolu":es, em to#os os tempos, n'o foi o conhecimento cient4fico #as gran#es massas mas sim um fanatismo entusiasma#o e, Hs vezes, uma on#a hist/rica %ue as impulsionava. )uem %uiser con%uistar as massas #eve conhecer a chave %ue abre as portas #o, seu cora"'o. 3ssa chave n'o se chama objetivi#a#e, isto /, #ebili#a#e, mas sim vonta#e e for"a. G. ! & con%uista #a alma #o povo s- / realizável %uan#o, ao mesmo tempo %ue se luta para os pr-prios fins, se ani%uila o a#versário #os mesmos. ? povo, em to#os os tempos, encara a agress'o impetuosa #o a#versário como uma prova #o #ireito #o agressor e consi#era a absten"'o no! ani%uilamento #o outro como um sinal #e #*vi#a #o pr-prio #ireito, %uan#o n'o como sinal #e aus2ncia #o mesmo. & gran#e massa n'o passa #e uma obra #a natureza e o seu sentir n'o compreen#e o aperto #e m'o rec4proco entre homens %ue afirmam preten#er o contrário. ? %ue ela %uer / a vit-ria #o mais forte e o ani%uilamento #o fraco ou a sua ren#i"'o incon#icional. & nacionaliza"'o #e nossa massa popular s- / realizável %uan#o, na luta positiva para a con%uista #a alma #o nosso povo, ao mesmo tempo esmagarmos os seus envenena#ores internacionais.

K. ! .o#as as gran#es %uest:es atuais s'o %uest:es #e momento e representam apenas as conse%U2ncias #e #etermina#as causas. ,mportTncia capital, por/m, tem uma s- entre to#as elas7 a %uest'o #a conserva"'o racial #o povo. ? sangue somente / a base tanto #a for"a como #a fra%ueza #o homem. $ovos %ue n'o reconhecem e consi#eram a importTncia #os seus alicerces raciais, assemelham!se a homens %ue %uisessem ensinar a cachorros 0lulu0 as %uali#a#es caracter4sticas #e cachorros galgos, sem compreen#erem %ue a ligeireza #o galgo e a intelig2ncia #o 0$u#el0 n'o s'o %uali#a#es a#%uiri#as pelo ensino mas sim %uali#a#es inatas #a ra"a. $ovos %ue se #escui#am #a conserva"'o #a pureza #e sua ra"a, abrem m'o tamb/m #a uni#a#e #e sua alma, em to#as as suas manifesta":es. ? enfra%uecimento #e seu ser / a conse%U2ncia l-gica #o 0enfra%uecimento0 #o seu sangue e a mo#ifica"'o #e sua for"a cria#ora e espiritual / o efeito #a transforma"'o #e suas bases raciais. )uem %uiser libertar o povo alem'o #e seus v4cios #e hoje, #as manifesta":es estranhas H sua natureza, precisa livrá!lo #o causa#or #esses v4cios e #essas manifesta":es. <em o mais claro conhecimento #o problema racial e #o problema #os ju#eus, n'o se po#erá verificar um reerguimento #o povo alem'o. & %uest'o #as ra"as fornece n'o s- a chave para compreens'o #a historia universal mas tamb/m para a #a cultura humana em geral. P. ! ? enfileiramento #a gran#e massa popular (%ue hoje faz parte #e uma massa internacional) em uma comuni#a#e popular nacionalista, n'o significa uma ab#ica"'o #a representa"'o #e interesses leg4timos #e classes. ,nteresses antagônicos #e classes e profiss:es n'o s'o i#2nticos a #ivis:es #e classes, por%ue s'o conse%U2ncias l-gicas #a nossa vi#a econômica #e hoje. ? agrupamento profissional n'o se op:e #e forma alguma a uma ver#a#eira coletivi#a#e popular, consistin#o essa na uni'o #o esp4rito nacional em to#as as %uest:es %ue lhe interessam propriamente. & incorpora"'o #e uma classe H coletivi#a#e #a na"'o n'o se efetua com o rebai6amento #e classes superiores e sim com a ascens'o #as inferiores. ? e6poente #esse fenômeno nunca po#erá ser a classe superior mas sim a inferior, %ue luta pela e%uipara"'o #e seus #ireitos. ('o foi por iniciativa #os nobres %ue os ci#a#'os #e hoje foram incorpora#os ao 3sta#o e sim por sua pr-pria energia #ebai6o #e uma #ire"'o autônoma. ('o / atrav/s #e cenas piegas #e confraterniza"'o %ue o operário alem'o será eleva#o a figurar no %ua#ro #a comunh'o nacional e sim por uma eleva"'o consciente #e sua posi"'o cultural e social, at/ %ue se possam consi#erar venci#as as #iferen"as mais importantes %ue o separam #as outras classes. @m movimento visan#o semelhante evolu"'o terá %ue procurar seus a#eptos, em primeiro lugar, nos acampamentos operários. <- se #everá recorrer aos intelectuais, na me#i#a em %ue estes já tiverem percebi#o plenamente o alvo aspira#o. 3ste processo #e transforma"'o e apro6ima"'o n'o estará termina#o em #ez ou vinte anos, prova#o, como está, %ue se prolongará por muitas gera":es. ? empecilho maior para a apro6ima"'o entre o operário #e hoje e a coletivi#a#e nacional n'o resi#e na representa"'o #e interesses ! conforme ca#a posi"'o social ! por/m, ao contrário, na sua con#uta e atitu#e internacionalistas, hostis ao povo e H $átria. &s mesmas corpora":es #irigi#as nas suas aspira":es pol4ticas e populares por um nacionalismo fanático, fariam #e milhares #e operários precios4ssimos membros #a sua organiza"'o nacional, sem levar em conta lutas isola#as #e interesse puramente econômico. @m movimento visan#o H restitui"'o honesta #o operário alem'o ao seu povo, %ueren#o arrancá!lo H loucura internacionalista, precisa opor uma resist2ncia #e a"o, antes #e tu#o, H

convic"'o %ue #omina as empresas in#ustriais. &4 se enten#e por (comunh'o popular0 a ren#i"'o econômica, sem resist2ncia, #o trabalha#or ao patr'o, en6ergan#o se um ata%ue H coletivi#a#e em ca#a tentativa #e preserva"'o #os interesses econômicos, nos %uais o trabalha#or tem os mesmos #ireitos. 1epresentar esta i#/ia e%Uivale a ser o e6poente #e uma mentira consciente7 a coletivi#a#e imp:e suas obriga":es tanto a um la#o como ao outro. 5om a mesma certeza %ue um trabalha#or preju#ica o esp4rito #e uma ver#a#eira coletivi#a#e popular, %uan#o, apoia#o na sua for"a, faz e6ig2ncias #esme#i#as, #a mesma forma, um patr'o trai essa comuni#a#e. se, por uma #ire"'o #esumana e e6plora#ora, abusar #a energia #e seu emprega#o no trabalho, ganhan#o milh:es, como um usurário, H custa #o suor #a%uele. 3nt'o, per#e ele o #ireito #e se consi#erar um membro #a na"'o, #e falar em uma coletivi#a#e nacional, n'o passan#o #e um ego4sta %ue, pela intro#u"'o #a #esarmonia social, provoca lutas futuras. %ue #e uma maneira ou #e outra t2m %ue ser perniciosas H $átria. & fonte #e reserva, na %ual o movimento incipiente tem #e con%uistar seus a#eptos, será, em primeiro lugar, a massa #os nossos operários. 3sta / %ue nos cumpre, a to#o pre"o, arrancar H mania internacional, salvar #a mis/ria social, levantar #a crise cultural, para integrá!la na comunh'o geral e, como um! fator bem #istinto, precioso, #esejan#o agir conforme o sentimento e esp4rito nacionais. <e se acharem, nos c4rculos #a intelig2ncia nacional, in#iv4#uos com o cora"'o vibran#o pelo povo e pelo seu futuro, conhecen#o profun#amente a importTncia #a luta pela alma #essa multi#'o, %ue sejam benvin#os nas fileiras #este movimento, como coluna vertebral #o mais alto valor. & finali#a#e #esse movimento n'o #eve consistir na con%uista #o rebanho eleitoral. (essa hip-tese a#%uiriria uma sobrecarga %ue tornaria imposs4vel a con%uista #as gran#es massas populares. (osso objetivo n'o / selecionar elementos no campo nacionalista mas con%uistar elementos entre os antinacionalistas. 3sse princ4pio / absolutamente necessário para a #ire"'o tática #o movimento. M. ! 3ssa consistente e clara atitu#e #eve ser e6pressa na propagan#a #a nossa causa, por e6ig2ncias #a pr-pria propagan#a. $ara %ue uma propagan#a seja eficiente / preciso %ue ela tenha um objetivo #efini#o e %ue se #irija a um #etermina#o grupo. &o contrário, ela ou n'o será enten#i#a por um grupo ou será julga#a pelo outro t'o compreens4vel por si mesma %ue se torna #esinteressante. &t/ a forma #a e6press'o, o tom, n'o po#e atuar #a mesma maneira em cama#as populares #e n4veis intelectuais #iferentes. <e a propagan#a n'o se inspirar nesses princ4pios, nunca atingirá as massas. 3ntre cem ora#ores, #ificilmente se encontrar'o #ez em con#i":es #e, em um #ia, conseguir sucesso ante um au#it-rio #e varre#ores #e ruas, ferreiros, limpa#ores #e esgotos etc., e, no #ia seguinte, #iante #e especta#ores compostos #e estu#antes e professores, obter o mesmo 26ito em uma confer2ncia #e fun#o intelectual. 3ntre mil ora#ores talvez s- se encontre um capaz #e, #iante #e um au#it-rio #e serralheiros e professores #e universi#a#e, conseguir e6press:es %ue n'o s- correspon#am H capaci#a#e #e apreens'o #e ambas as partes como provo%uem os seus mais entusiásticos aplausos. ('o se #eve per#er #e vista tamb/m %ue as mais belas i#/ias #e uma #outrina, na maior parte #os casos, s- se propagam por interm/#io #os esp4ritos inferiores. ('o se #eve consi#erar o %ue tem em mente o genial cria#or #e uma i#/ia, mas em %ue forma e com %ue

26ito o #efensor #essa i#/ia a comunicará Hs gran#es massas. & gran#e efici2ncia #a <ocial =emocracia, #o movimento mar6ista, sobretu#o, consiste, em gran#e parte, na homogenei#a#e #o p*blico a %ue se #irige. )uanto mais estreitas e limita#as eram as i#/ias propaga#as, tanto mais facilmente eram aceitas pelas massas, a cujo n4vel intelectual correspon#iam perfeitamente. =isso resulta para o novo movimento uma con#uta clara e simples. & propagan#a, tanto pelas suas i#/ias como pela forma, #eve ser organiza#a para alcan"ai! as gran#es massas populares e a sua justeza s- po#e ser avalia#a pelo 26ito na prática. 3m um gran#e com4cio popular, o ora#or mais eficiente n'o / o %ue mais se apro6ima #os elementos intelectuais #o au#it-rio mas o %ue consegue con%uistar o cora"'o #a maioria. ? intelectual %ue, presente a uma reuni'o, apesar #a evi#ente atua"'o #o ora#or sobre as cama#as inferiores, critica o #iscurso, sob o ponto #e vista intelectual, #á #emonstra"'o #a sua incapaci#a#e e #a sua inefici2ncia para o novo movimento. $ara a causa s- ser'o *teis os intelectuais %ue já tenham apreen#i#o muito bem a finali#a#e #a mesma e estejam em con#i":es #e avaliar a efici2ncia #a propagan#a pelo 26ito #a mesma sobre o povo e n'o pela impress'o %ue pro#uz sobre o espirito #eles. & propagan#a n'o #eve visar pessoas %ue já formam entre os nacionais!socialistas mas, sim, con%uistar os inimigos #o nacionalismo, #es#e %ue sejam #a nossa ra"a. $ara o novo movimento #evem!se a#otar, no esclarecimento #o espirito #o povo, as mesmas i#/ias #e %ue eu já tinha feito uma s4ntese na propagan#a #a 9uerra. )ue essas i#/ias eram justas provou!o o 26ito #as mesmas. L. ! ? objetivo #e um movimento #e renova"'o pol4tica nunca será atingi#o por meio #e propagan#a puramente intelectual ou por influ2ncia sobre os #omina#ores #o momento, mas sim pela con%uista #o po#er pol4tico. ?s %ue se batem por uma i#/ia %ue se #estina a mo#ificar o mun#o n'o s- t2m o #ireito mas o #ever #e recorrer aos meios %ue facilitem a sua realiza"'o. ? 26ito / o *nico juiz sobre a justeza #e um tal movimento inicial. 3sse 26ito n'o #eve ser compreen#i#o apenas como a con%uista #o po#er, como aconteceu em CECL, pois um golpe #e esta#o n'o po#e ser visto como bem suce#i#o somente por%ue os revolucionários conseguiram tomar posse #a a#ministra"'o p*blica, como se pensa nos meios oficiais #a &lemanha, mas sim %uan#o seus objetivos trazem mais vantagens ao povo #o %ue as e6istentes no regime prece#ente. 3sse n'o / o caso #a 01evolu"'o &lem'0 #e CECL, como se costuma #enominar esse golpe #e ban#itismo. <e a con%uista #o po#er / a con#i"'o preliminar para a realiza"'o #e reformas pol4ticas, um movimento com finali#a#e renova#ora #eve, #es#e os primeiros #ias #e sua e6ist2ncia, consi#erar!se como um movimento realmente popular e n'o um clube literário ou um clube esportivo #e burgueses. E. ! ? novo movimento /, na sua ess2ncia e na sua organiza"'o, antiparlamentarista, isto /, rejeita, em princ4pio, to#a teoria basea#a na maioria #e votos, %ue impli%ue na i#/ia #e %ue o l4#er #o movimento #egra#a!se H posi"'o #e cumprir as or#ens #os outros. (as pe%uenas coisas como nas gran#es, o movimento baseia!se no princ4pio #a in#iscut4vel autori#a#e #o chefe, combina#a a uma responsabili#a#e integral. &s conse%U2ncias práticas #esse princ4pio fun#amental s'o as seguintes7 ? primeiro chefe #e um grupo local / investi#o nas suas fun":es pelo %ue lhe está ime#iatamente superior e assume a responsabili#a#e #a sua #ire"'o. .o#as as comiss:es #epen#em #ele e n'o ele #as comiss:es. ('o há comiss:es com voto, mas comiss:es com #everes. ? trabalho / #istribu4#o pelo l4#er responsável, isto /, o primeiro chefe ou presi#ente #o grupo. ? mesmo crit/rio #eve ser a#ota#o nas organiza":es maiores. ? chefe

/ sempre in#ica#o pelo seu superior e investi#o #e to#a a responsabili#a#e. <- o chefe #o parti#o / %ue, por e6ig2ncia #e uma #ire"'o *nica, / escolhi#o pela assembl/ia geral #e to#os os correligionários. .o#as as comiss:es #epen#em e6clusivamente #ele e n'o ele #as comiss:es. &ssume a responsabili#a#e #e tu#o. ?s a#eptos #o movimento t2m sempre, por/m, a liber#a#e #e chamá!lo H responsabili#a#e, e, por uma nova escolha, #estitu4!lo #o cargo, #es#e %ue ele tenha aban#ona#o os princ4pios fun#amentais #a causa ou tenha servi#o mal aos seus interesses. @ma #as principais tarefas #o movimento / tornar esse princ4pio #ecisivo, n'o s- #entro #as pr-prias fileiras #o parti#o como na organiza"'o #o 3sta#o. )uem se propuser a ser chefe terá a mais ilimita#a autori#a#e, ao la#o #a mais absoluta responsabili#a#e. )uem n'o for capaz #isso ou for covar#e #emais para n'o arcar com as conse%U2ncias #e seus atos, n'o serve para chefe. <- o her-i está em con#i":es #e assumir esse posto. ? progresso e a cultura #a humani#a#e n'o s'o pro#uto #a maioria mas #epen#em #a geniali#a#e e #a capaci#a#e #e a"'o #os in#iv4#uos. 5ultivar a personali#a#e, investi!la nos seus #ireitos, / a con#i"'o essencial para a recon%uista #as gran#ezas e #o po#er #a nossa ra"a. $or isso o movimento / antiparlamentarista. & sua participa"'o em uma tal institui"'o spo#e ter o objetivo #e #estruir o parlamento, %ue #eve ser visto como um #os mais graves sintomas #a #eca#2ncia #a humani#a#e. lJ. ! ? movimento evita tomar posi"'o em to#o e %ual%uer problema fora #o campo #e sua ativi#a#e pol4tica ou %ue para a mesma n'o seja #e importTncia fun#amental. & sua miss'o n'o / a #e uma reforma religiosa mas a #a reorganiza"'o pol4tica #o nosso povo. B2 em ambas as religi:es um valioso esteio para a e6ist2ncia #a na"'o, e, por isso, combate os parti#os %ue preten#am transformar essa base moral e espiritual #o povo em instrumento #os seus interesses. >inalmente, o nosso parti#o n'o tem por finali#a#e manter ou restaurar ou combater essa ou a%uela forma #e governo, mas criar os princ4pios fun#amentais, sem os %uais nem a 1ep*blica nem a Monar%uia po#em e6istir #urante muito tempo. <ua miss'o n'o consiste em fun#ar uma Monar%uia ou estabelecer uma 1ep*blica, mas em criar um 3sta#o germTnico. & %uest'o #a forma e6terior #esse novo 3sta#o n'o / #e importTncia fun#amental, o %ue importa / a finali#a#e prática. @m povo %ue compreen#eu os seus gran#es problemas e sua miss'o nunca será arrasta#o H luta por formas #e governo. CC. ! ? problema #a organiza"'o interna #o movimento n'o / uma %uest'o #e princ4pios mas #e finali#a#e. & melhor organiza"'o / a %ue entre a #ire"'o #o movimento e os seus a#eptos possua o menor n*mero #e me#ia#ores, pois a finali#a#e #a organiza"'o / comunicar uma i#/ia #efini#a ! %ue sempre se origina no c/rebro #e um *nico in#iv4#uo ! e trabalhar por v2!la transforma#a em reali#a#e. & organiza"'o / apenas um mal necessário. (a melhor hip-tese, / um meio para um fim, na pior hip-tese um fim em si. 5omo o mun#o / composto mais #e naturezas mecTnicas #o %ue #e i#ealistas, a forma #a organiza"'o / mais facilmente percebi#a #o %ue a i#/ia. & marcha #e ca#a um na realiza"'o #e i#/ias novas, sobretu#o entre os reforma#ores, /, em tra"os gerais, a seguinte7 .o#as as i#/ias geniais partem #o c/rebro #os in#iv4#uos %ue se sentem #estina#os a

comunicar os seus pensamentos ao resto #a humani#a#e. 3le faz a sua prega"'o e con%uista, pouco a pouco, um certo c4rculo #e a#eptos. 3ssa transmiss'o #ireta e pessoal #as i#/ias #e um in#iv4#uo aos seus semelhantes / a melhor e a mais natural. & propor"'o %ue aumenta o n*mero #os a#eptos #a nova #outrina, torna!se imposs4vel ao porta#or #a nova i#/ia continuar a e6ercer influ2ncia #ireta sobre os in*meros correligionários e guiá! los pessoalmente. & me#i#a %ue cresce a coletivi#a#e e a a"'o #ireta torna!se imposs4vel, surge a necessi#a#e #e uma organiza"'o. .ermina a situa"'o i#eal primitiva e come"a a organiza"'o como um mal necessário. >ormam!se os pe%uenos grupos %ue no movimento pol4tico constituem, como grupos locais, a c/lula mater #a organiza"'o. 3ssa organiza"'o primitiva #eve sempre se realizar, a fim #e %ue se conserve a uni#a#e #a #outrina e para %ue a autori#a#e #o fun#a#or especial #a mesma seja por to#os reconheci#a. + #a mais alta importTncia geopol4tica a e6ist2ncia #e um n*cleo central, #e uma esp/cie #e Meca #o movimento. (a organiza"'o #os primeiros n*cleos, nunca se #eve per#er #e vista %ue ao n*cleo primitivo #e on#e saiu a i#/ia #eve ser #a#a a maior importTncia. & propor"'o %ue in*meros outros n*cleos se forem entrela"an#o, #eve aumentar tamb/m o apre"o ao lugar %ue, #o aspecto moral, intelectual e prático, representa o ponto #e parti#a #o movimento e a sua cabe"a. .'o fácil / manter a autori#a#e #o n*cleo central em face #os outros grupos locais como #if4cil / proteg2!la contra as mais altas organiza":es %ue se v'o forman#o. (o entanto, a conserva"'o #essa autori#a#e / con#i"'o sine %ua non para a consist2ncia #e um movimento e para a realiza"'o #e uma i#/ia. )uan#o, por fim, esses gran#es centros se ligam a novas formas #e organiza"'o, aumenta a #ificul#a#e #e assegurar o absoluto caráter #e chefia ao lugar #a fun#a"'o #o movimento. &ssim s- se #evem formar n*cleos #e organiza"'o %uan#o se po#e conservar a autori#a#e intelectual e moral #o n*cleo central. &ssim sen#o, a organiza"'o interna #o movimento #eve obe#ecer Hs seguintes linhas gerais7 a) 5oncentra"'o #e to#o o trabalho em um lugar s-, %ue será Muni%ue. =eve!se criar um esta#o maior #e a#eptos #e in#iscut4vel confian"a, a fim #e serem treina#os, e fun#ar uma escola para a propagan#a posterior #a i#/ia. + preciso %ue nesse centro se a#%uira a in#ispensável autori#a#e para agir com efici2ncia no futuro. $ara tornar a nova causa e seus l4#eres conheci#os / necessário n'o somente #estruir a cren"a na invencibili#a#e #o mar6ismo como #emonstrar a possibili#a#e, a viabili#a#e #e um movimento %ue lhe seja contrário. b) ?s grupos locais s- ser'o cria#os #epois %ue a autori#a#e #a #ire"'o central #e Muni%ue for por to#os absolutamente reconheci#a. e) & cria"'o #e c4rculos, #istritos, ligas, etc., n'o surge somente #a necessi#a#e #a sua e6ist2ncia mas #a absoluta seguran"a #e %ue reconhecem a autori#a#e #o n*cleo central. Mais ain#a, a forma"'o #e outros grupos #epen#e #os in#iv4#uos ti#os como l4#eres no momento. ;á #ois caminhos a seguir7 a) ? movimento arranja os meios financeiros para aperfei"oar os c/rebros capazes #e assumir a futura li#eran"a. .? material a#%uiri#o #eve ser #isposto #entro #e um certo plano, #e acor#o com os pontos #e vista táticos e com a finali#a#e #a causa. 3sse caminho / o mais fácil e o mais rápi#o. 36ige, por/m, gran#es somas #e #inheiro, pois esses l4#eres s- a sol#o po#er'o trabalhar pelo movimento. b) ? movimento, em conse%U2ncia #a falta #e recursos financeiros, n'o está em

con#i":es #e se utilizar #e guias pagos, tem %ue recorrer H ativi#a#e #e funcionários gratuitos. 3sse caminho / o mais lento e o mais #if4cil. & #ire"'o #o movimento #eve, caso convenha, paralisar a atua"'o em #etermina#os gran#es setores, at/ %ue, entre os a#eptos #a causa, surja uma cabe"a capaz #e se pôr H testa #a chefia e organizar e #irigir o movimento nesses locais. $o#e acontecer %ue n'o se encontre em certas regi:es ningu/m em situa"'o #e po#er assumir a chefia e %ue, em outras, #uas ou tr2s pessoas estejam em con#i":es mais ou menos i#2nticas %uanto H capaci#a#e. <'o gran#es as #ificul#a#es para a evolu"'o #o movimento em tal situa"'o e, s- #epois #e anos, po#em elas ser venci#as. 3m %ual%uer hip-tese, a con#i"'o in#ispensável na organiza"'o / a e6ist2ncia #e in#iv4#uos capazes para a #ire"'o. $ara a causa / prefer4vel %ue se #ei6e #e organizar um grupo local a %ue se corra o risco #e um insucesso, por falta #e um guia eficiente. $ara a li#eran"a n'o se e6ige somente boa vonta#e, mas tamb/m capaci#a#e, %ue #epen#e mais #a energia #o %ue #e pura geniali#a#e.! & combina"'o #a capaci#a#e, #o po#er #e resolu"'o e #a persist2ncia, constitui o i#eal. CF. ! ? futuro #o movimento #epen#e #o fanatismo, mesmo #a intolerTncia, com a %ual seus a#eptos o #efen#erem como a *nica causa justa e #efen#erem!na em oposi"'o a %uais%uer outros es%uemas #e caráter semelhante. + um gran#e erro pensar %ue o movimento se torna mais forte %uan#o se liga a outros, mesmo %ue possam ter fins pareci#os. .o#o aumento #e e6tens'o realiza#o por essa maneira traz, / ver#a#e, um maior #esenvolvimento ! e6terno, o %ue faz com %ue o observa#or superficial pense tratar!se #e um aumento #e for"a. (a reali#a#e, por/m. a causa apenas recebe o germe #e fra%ueza %ue se fará sentir mais tar#e. $or mais %ue se fale #a i#enti#a#e #e #ois movimentos, essa i#enti#a#e nunca e6iste. &o contrário, n'o haveria #ois movimentos, mas apenas um. $ouco importa saber on#e est'o as #iverg2ncias. >ossem elas apenas fun#a#as na capaci#a#e #os l4#eres n'o #ei6ariam por ,sso #e e6istir. & lei natural #e to#a evolu"'o n'o permite a uni'o #e #ois movimentos #iferentes, mas assegura sempre a vit-ria #o mais forte e a cria"'o #o po#er e #a for"a #o vitorioso, o %ue s- se po#e conseguir por meio #e uma luta incon#icional. $o#e ser %ue a uni'o #e #uas concep":es parti#árias, em #a#o momento, ofere"a vantagens. 5om o tempo, por/m, o 26ito assim consegui#o / sempre uma causa #e fra%ueza. & um movimento / #e vantagem apenas combater por uma vit-ria %ue n'o seja um acesso momentTneo, mas um 26ito #e efeitos #ura#ouros, obti#o #epois #e uma luta incon#icional, capaz #e maiores #esenvolvimentos posteriores. Movimentos %ue #evem seu progresso a liga":es com outros #e concep":es pareci#as, #'o a impress'o #e plantas #e estufa. 3les crescem, mas falta!lhes a for"a para, #urante s/culos, resistir Hs gran#es tempesta#es. & gran#eza #e to#a organiza"'o ativa %ue corporifi%ue uma i#/ia está no fanatismo religioso e na intolerTncia com %ue agri#e to#as as outras, convenci#os os seus a#eptos #e %ue s- eles est'o com a raz'o. <e uma i#/ia em si / justa e #isp:e #essas for"as resistirá a to#as as lutas, será invenc4vel. & persegui"'o %ue contra a mesma se possa mover apenas aumentará sua for"a intr4nseca. & gran#eza #o 5ristianismo n'o está em %ual%uer tentativa para reconciliar!se com as opini:es semelhantes #a filosofia #os antigos, mas na ine6orável e fanática proclama"'o e #efesa #as suas pr-prias #outrinas.

CI. ! ? movimento tem %ue e#ucar os seus a#eptos #e tal maneira %ue, na luta, vejam a necessi#a#e #o emprego #os maiores esfor"os. ('o #evem temer a ,nimiza#e #o a#versário, mas consi#erá!la como con#i"'o essencial para a sua pr-pria e6ist2ncia. ('o se #evem atemorizar pelo -#io #os inimigos #a na"'o mas sim #esejá!lo #o mais intimo #a alma. (a manifesta"'o e6terna #esse -#io, s- há mentira e cal*nia. )uem n'o / ataca#o nos jornais ju#eus, por eles calunia#o e #ifama#o, n'o / um alem'o ,n#epen#ente, n'o / um ver#a#eiro (acional <ocialista. ? melhor crit/rio para se avaliar #os seus sentimentos, #a sinceri#a#e #e suas convic":es e #a Ysua for"a #e vonta#e, / a inimiza#e contra os mesmos evi#encia#a pelos inimigos #o povo alem'o. ?s a#eptos #o movimento e, em senti#o mais lato, to#o o povo, #evem ficar convenci#os #e %ue, nos seus jornais, o ju#eu mente sempre e %ue uma ou outra ver#a#e / apenas o #isfarce #e uma falsi#a#e e por isso sempre uma mentira. ? Ju#eu / o maior mestre #a mentira e a mentira e a frau#e s'o as *nicas armas #a sua luta. 5a#a cal*nia, ca#a mentira #os Ju#eus contra um #e n-s, #eve ser vista como uma cicatriz honrosa. )uanto mais eles nos #ifamarem, mais nos apro6imaremos uns #os outros. ?s %ue nos votam -#io mais mortal s'o justamente os nossos melhores amigos. )uem, pela manh', ler um jornal ju#eu e n'o tiver si#o pelo mesmo #ifama#o, n'o aproveitou bem o seu #ia, pois se o tivesse, teria si#o pelo ju#eu persegui#o, calunia#o, insulta#o, en6ovalha#o. <- os %ue enfrentam #e maneira eficiente esse inimigo mortal #o nosso povo e #a civiliza"'o ariana #evem esperar a cal*nia #essa ra"a e ver #irigi#a contra si a luta #esse povo. <e essas i#/ias fun#amentais forem totalmente assimila#as pelos nossos correligionários, ent'o o movimento será inabalável, invenc4vel. CG. ! ? nosso movimento #eve usar #e to#os os meios para incutir o respeito pelas personali#a#es. ('o #eve per#er #e vista %ue to#os os valores humanos resi#em no in#iv4#uo, %ue to#as as i#/ias, to#as as realiza":es, s'o o resulta#o #o po#er cria#or #e um homem e %ue a a#mira"'o pela gran#eza n'o / simplesmente uma homenagem presta#a mas tamb/m um pacto #e uni'o entre os %ue lhe s'o gratos. ('o há substituto para a personali#a#e, sobretu#o %uan#o essa personali#a#e n'o / mecTnica mas corporifica um elemento cria#or #a cultura. &ssim como um c/lebre artista n'o po#e ser substitu4#o e nenhum outro acerta concluir um %ua#ro já %uase pronto, o mesmo acontece com os gran#es poetas e pensa#ores, os gran#es esta#istas e os gran#es generais. & sua ativi#a#e n'o / forma#a mecanicamente, mas / um #om #a gra"a #e =eus. &s gran#es revolu":es, as gran#es con%uistas #esta terra, suas gran#es pro#u":es culturais, as obras imorre#ouras no terreno #a pol4tica etc., est'o sempre liga#as a um nome e ser'o por ele representa#as. & falta #e reconhecimento #o valor e6cepcional #e um #esses esp4ritos significa a per#a #e uma for"a imensa. Melhor #o %ue ningu/m sabe #isso o ju#eu. 3le %ue s- / gran#e na #estrui"'o #a humani#a#e e #a sua cultura, tem a maior a#mira"'o pelos seus pr-prios valores. (o entretanto, o respeito #os povos pelos seus gran#es esp4ritos ele tenta apontar como coisa in#igna e / consi#era#o como 0culto pessoal0. )uan#o um povo / bastante covar#e para se #ei6ar vencer por essa insol2ncia e #escaramento #os ju#eus, renuncia H mais po#erosa for"a %ue possui, pois essa for"a n'o

consiste no respeito Hs massas mas na venera"'o pelos g2nios. (os primeiros #ias #o nosso movimento, a nossa maior fra%ueza foi a insignificTncia #os nossos nomes e a circunstTncia #e sermos #esconheci#os. <- esse fato tornou problemático o nosso 26ito. ? mais #if4cil, nesses primeiros tempos, em %ue apenas seis, sete ou oito pessoas se reuniam para ouvir o #iscurso #e um ora#or, era #espertar, nesses pe%uenos c4rculos, a confian"a no gran#e futuro #o movimento e em mant2!lo. $ense!se em %ue seis ou sete homens, inteiramente #esconheci#os, simples pobres #iabos, se reuniam com a inten"'o #e criar um movimento #estina#o a vencer #e futuro, ! o %ue at/ ent'o tinha si#o imposs4vel aos gran#es parti#os ! e #e reerguer a na"'o alem' ao seu mais alto po#er e esplen#orV <e, na%ueles tempos, nos tivessem pren#i#o ou ri#o #e n-s, n-s nos sentir4amos felizes #a mesma maneira, pois o %ue mais nos entristecia, na%uele momento, era o passarmos #espercebi#os. 3ra isso o %ue mais me fazia sofrer. )uan#o me incorporei a essa meia #*zia #e homens, n'o se po#ia falar ain#a nem em um parti#o nem em um movimento. Já #escrevi as minhas impress:es a respeito #o primeiro encontro com essa pe%uena organiza"'o. (as semanas %ue se suce#eram a esse in4cio tive oportuni#a#e #e pensar na aparente impossibili#a#e #esse novo parti#o. ? %ua#ro %ue se #eparava aos meus olhos era #e entristecer. ('o e6istia, nesse senti#o, na#a, absolutamente na#a. ? p*blico na#a sabia a nosso respeito. 3m Muni%ue, n'o se conhecia o parti#o nem #e nome, afora a sua meia #*zia #e a#eptos e as poucas pessoas #e suas rela":es. .o#as as %uartas!feiras se realizava, no MUnchen 5af/, uma reuni'o #a comiss'o e, uma vez por semana, havia confer2ncia H noite. 5omo to#os os membros #o 0Movimento0 estavam representa#os apenas pela comiss'o, as pessoas eram naturalmente sempre as mesmas. 3ra, por isso, essencial %ue se alargasse o pe%ueno circulo e se conseguissem novos a#eptos, mas, antes #e tu#o, fazer com %ue o nome #o movimento se tornasse conheci#o. <ervimo!nos #a seguinte t/cnica7 .entamos realizar um com4cio to#os os meses, e, mais tar#e, to#as as %uinzenas. ?s convites para os mesmos eram em parte #atilografa#os e em parte escritos a m'o. 5a#a um se esfor"ava por conseguir, no circulo #e suas rela":es, visitas a essas sess:es preparat-rias. ? 26ito era #os mais lamentáveis. Lembro!me ain#a como, na%ueles primeiros tempos, #epois #e ter #istribu4#o o LJ.D convite, esperava, H noite, a gran#e massa popular, %ue #everia assistir a reuni'o =epois #e a#iar por uma hora a reuni'o, o presi#ente era obriga#o a iniciar a 0sess'o0. +ramos #e novo os sete, sempre os mesmos sete. $assamos a copiar na má%uina os convites em uma casa #e utens4lios #e escrit-rio e tirávamos in*meras c-pias. ? resulta#o foi obtermos maior au#it-rio na pr-6ima reuni'o. ? n*mero subiu lentamente #e onze para treze, finalmente para #ezessete, vinte e tr2s, e vinte e %uatro. $obres #iabos, subscrev4amos pe%uenas importTncias entre os nossos conheci#os, com o %ue conseguimos anunciar um com4cio no 0MUnchener Aeobachter0 %ue era, ent'o, in#epen#ente. ? sucesso #essa vez foi espantoso .4nhamos apraza#o a reuni'o para o ;ofbr]uh, ausOeller. #e Muni%ue, pe%uena sala %ue apenas po#eria comportar cento e trinta pessoas. ? espa"o #eu!me, pessoalmente, a impress'o #e um vasto sal'o e ca#a um #e n-s estava ansioso por ver se conseguir4amos, na hora marca#a, encher este 0vasto0 e#if4cio. &s

sete horas, com a presen"a #e cento e onze pessoas, come"ou o com4cio. @m professor #e Muni%ue #everia fazer o primeiro #iscurso. 3u falaria em segun#o lugar. >alei trinta minutos e a%uilo %ue, antes, sem o saber, havia senti#o intuitivamente, estava prova#o7 eu sabia #iscursar. =epois #e trinta minutos, o au#it-rio estava eletriza#o e o entusiasmo foi tal %ue meu apelo a uma contribui"'o #os presentes ren#eu a soma #e trezentos marcos. ,sso nos libertou #e uma gran#e preocupa"'o. & situa"'o financeira era t'o precária %ue n'o t4nhamos nem recursos para man#ar imprimir as linhas gerais #o programa ou mesmo boletins. &final t4nhamos consegui#o uma base para fazer face Hs #espesas mais in#ispensáveis e mais urgentes. <ob outro aspecto, o 26ito #essa primeira gran#e reuni'o era muito significativo. 5omecei a atrair um gran#e n*mero #e for"as novas. =urante meus longos anos #e servi"o militar, conheci muitos camara#as fi/is %ue come"avam, aos poucos, a entrar no movimento, em conse%U2ncia #e minha propagan#a. 3ram jovens #e gran#e efici2ncia, habitua#os H #isciplina e e#uca#os, #es#e o tempo #o servi"o militar, na convic"'o #e %ue a %uem %uer na#a / imposs4vel. =e como era necessária uma tal aflu2ncia #e sangue novo pu#e reconhecer poucas semanas #epois. ? ent'o presi#ente #o $arti#o, ;err Aarrer, era, por profiss'o e por treino, um jornalista. 5omo chefe #o $arti#o, tinha, por/m, uma gran#e fra%ueza7 n'o era ora#or para as massas. $or mais consciencioso %ue fosse no seu trabalho, talvez por falta #a%uela %uali#a#e, faltava!lhe o po#er #e arrastar o povo. ;err =re6ler, outrora presi#ente #o grupo local #e Muni%ue, era um simples operário, n'o valia gran#e coisa como ora#or, e, sobretu#o, n'o tinha %uali#a#es #e sol#a#o. (unca servira na 9uerra, #e mo#o %ue, al/m #e ser naturalmente fraco e ,n#eciso, nunca tinha passa#o pela *nica escola %ue transforma, em ver#a#eiros homens, esp4ritos fracos e in#ecisos. (enhum #eles possu4a %uali#a#es n'o spara inspirar a f/ entusiástica na vit-ria #e uma causa como para, por uma inabalável for"a #e vonta#e, sem contempla":es e pelos meios mais violentos, vencer a resist2ncia oposta H vit-ria #e uma i#/ia nova. $ara esse objetivo servem apenas os homens %ue possuem a%uelas virtu#es f4sicas e intelectuais #o militar. (a%uele tempo, eu ain#a era sol#a#o. Minha apar2ncia e6terior, meu caráter, se tinham forma#o #e tal mo#o #urante %uase #ois anos %ue, na%uele meio, #evia sentir!me como um estranho. .inha!me es%ueci#o #e e6press:es como estas7 ,sso n'o po#e ser isso n'o se realizará isso n'o se #eve arriscar isso / #emasia#o perigoso, etc. =e fato, a coisa era perigosa. 3m CEFJ, era imposs4vel, em muitas regi:es #a &lemanha, aventurar!se algu/m a #irigir um apelo Hs massas populares para uma assembl/ia nacionalista e convi#á!las publicamente para uma visita. ?s %ue participavam #essas reuni:es %uebravam!se as cabe"as mutuamente. &s chama#as gran#es reuni:es coletivas burguesas eram #eban#a#as por uma #*zia #e comunistas, como aconteceria com lebres em face #e c'es. ?s comunistas n'o #avam importTncia a esses clubes burgueses inofensivos, %ue n'o ofereciam o menor perigo, e %ue eles conheciam melhor #o %ue a seus pr-prios a#eptos. 3stavam, por/m, resolvi#os a li%ui#ar, por to#os os meios ao seu alcance, um movimento novo %ue lhes parecia perigoso. 3 o meio mais eficiente, em tais casos, sempre foi o terror, o emprego #a for"a. Mais #o %ue %ual%uer outro grupo, os mar6istas, lu#ibria#ores #a na"'o, #everiam o#iar um movimento cujo escopo #eclara#o era con%uistar as massas %ue at/ ent'o tinham esta#o a servi"o #os parti#os mar6istas #os ju#eus internacionais. <- o titulo 0$arti#o #os .rabalha#ores &lem'es0 já era capaz #e irritá!los. &ssim n'o era #if4cil

prever %ue, na primeira oportuni#a#e favorável, surgiria uma #efini"'o #e atitu#es em rela"'o aos agita#ores mar6istas ain#a /brios com a vit-ria. (o pe%ueno Tmbito #o movimento #e outrora, ain#a se sentia um certo receio ante uma tal luta. 3vitava!se, pelo menos, uma oportuni#a#e p*blica, com me#o #e ser!se bati#o. Bia!se nisso uma mácula para a primeira gran#e reuni'o e %ue o movimento assim seria sufoca#o no in4cio. ? meu mo#o #e ver era #iferente. $ensava %ue n'o se #evia evitar a luta, mas, ao contrário, ir a seu encontro e tomar as *nicas precau":es garanti#oras contra o emprego #a for"a. ('o se combate o terror com armas intelectuais, mas com o pr-prio terror. ? 26ito #a primeira assembl/ia fortaleceu no meu esp4rito esse ponto #e vista. &#%uirimos coragem para uma segun#a, já #e propor":es mais vastas. Mais ou menos em outubro #e CECE, realizou!se, na 3berlbrauOeller, a segun#a gran#e reuni'o. ? tema foi Arest!LitoQsOR e Bersalhes, os #ois trata#os). &presentaram!se %uatro ora#ores. 3u falei %uase uma hora e o 26ito foi maior #o %ue #a primeira reuni'o. ? n*mero #e convites tinha subi#o a mais #e cento e trinta. @ma tentativa #e perturba"'o foi abafa#a #e in4cio por meus camara#as, os responsáveis pela perturba"'o fugiram #e esca#as abai6o, com as cabe"as machuca#as. )uatorze #ias #epois realizou!se uma reuni'o maior, na mesma sala. ? n*mero #e ouvintes tinha ultrapassa#o cento e setenta ! uma casa cheia. >alei #e novo e o sucesso foi ain#a maior #o %ue #a outra vez. $rocurei conseguir uma sala maior. $or fim encontramos uma em con#i":es, #o outro la#o ! #a ci#a#e, no =eutschen 1eich, na =achauer <trasse. & fre%U2ncia #a primeira reuni'o nessa sala foi menor #o %ue a anterior, apenas cento e %uarenta pessoas. &s esperan"as come"aram a se arrefecer e os eternos c/ticos acre#itavam %ue a causa #a pe%uena fre%U2ncia #evia ser vista na repeti"'o constante #e nossas afirma":es. ;avia fortes #iverg2ncias, sen#o %ue eu #efen#ia o ponto #e vista segun#o o %ual uma ci#a#e #e setecentos mil habitantes #everia comportar n'o um com4cio #e %uinzena em %uinzena mas #ez por semana, a fim #e %ue, por for"a #e repetir, n'o houvesse engano sobre o caminho certo %ue se havia toma#o e %ue mais ce#o ou mais tar#e, com incr4vel constTncia, haveria #e levar ao sucesso. =urante to#o o inverno #e CECE CEFJ, nossa principal luta foi no senti#o #e fortalecer a f/ na for"a con%uista#ora #o novo movimento e elevá!la Hs alturas #o fanatismo capaz #e abalar as montanhas. ? pr-6imo com4cio #o =eutschen 1eich #e novo provou %ue eu tinha raz'o. ? au#it-rio compunha!se #e mais #e #uzentas pessoas e nosso sucesso foi brilhante, tanto no %ue #iz respeito ao p*blico como sob o ponto #e vista financeiro. .omei provi#2ncias ime#iatas para mais vastas reuni:es. &penas %uatorze #ias #epois, realizava!se um novo com4cio e a multi#'o subia a mais #e #uzentos e setenta in#iv4#uos. (esse tempo, conseguimos #ar organiza"'o interna ao movimento. Muitas vezes, no pe%ueno c4rculo em %ue ag4amos, havia #iverg2ncias mais ou menos fortes. =e vários la#os, como acontece ain#a hoje, o novo movimento foi acusa#o #e ser um parti#o. 3m tal concep"'o, eu via sempre a prova #e incapaci#a#e prática e #e estreiteza #e esp4rito. .rata!se #e homens %ue n'o sabem #istinguir a reali#a#e no meio #as apar2ncias e %ue procuram avaliar a importTncia #e um movimento pelas #enomina":es pomposas. =if4cil era, ent'o, fazer compreen#er ao povo %ue to#o movimento, en%uanto n'o tiver atingi#o a vit-ria #e suas i#/ias e a finali#a#e, / um $arti#o, %ual%uer %ue seja a #enomina"'o %ue se lhe #2. )uem %uer %ue possua uma i#/ia ousa#a, cuja realiza"'o pare"a *til ao interesses #e seu pr-6imo e #eseje transformá!la em reali#a#e prática, o primeiro passo a #ar / con%uistar a#eptos %ue estejam #ispostos a levar avante os seus #es4gnios. 3n%uanto esses #es4gnios se

limitarem a anular os parti#os e6istentes no momento, a ultimar a sua #issolu"'o, os representantes #as novas i#/ias, os seus prega#ores, formar'o sempre um $arti#o, at/ %ue o objetivo seja alcan"a#o. + puro jogo #e palavras, mera #issimula"'o, a tentativa #e %ual%uer te-rico popular, cujo 26ito na prática está sempre em rela"'o inversa H sua sabe#oria, #e imaginar poss4vel %ue um movimento ain#a com o caráter #e parti#o se transforme apenas pela mu#an"a #e nome. )uan#o se trata #e um movimento impopular, sua propagan#a / sempre feita sobretu#o com e6press:es alem'es antigas %ue n'o s- n'o s'o aplica#as hoje como n'o tra#uzem pensamentos em forma precisa. 3, al/m #isso, po#em concorrer para %ue se aprecie a ,mportTncia #e um movimento pelo vocabulário %ue emprega. ,sso / um #esatino %ue se po#e observar hoje, em um sem n*mero #e vezes. ? novo movimento #evia e #eve precaver!se contra a invas'o, por parte #e homens, cuja *nica recomen#a"'o consiste, na maior parte #as vezes, no fato #e, #urante trinta ou %uarenta anos, se terem bati#o pela mesma i#/ia. )uem, por/m, #urante to#o esse tempo, se bate por uma i#/ia, sem conseguir o menor 26ito, sem mesmo ter evita#o as i#/ias contrárias, #á uma prova evi#ente #a sua incapaci#a#e. ? mais perigoso / %ue esses in#iv4#uos n'o %uerem entrar no movimento como %uais%uer outros a#eptos mas intrometem!se na #ire"'o #o mesmo, na %ual preten#em posi":es #e #esta%ue, aten#en#o a sua ativi#a#e no passa#o. &i #o novo movimento %ue lhes cai nas m'osV (enhuma recomen#a"'o / para um homem #e neg-cios ter emprega#o, #urante %uarenta anos, a sua ativi#a#e em #etermina#o ramo, para, no fim #esse prazo. arrastar a sua firma H fal2ncia. (ingu/m nisso veria cre#enciais para confiar!lhe a #ire"'o #e outra firma. ? mesmo acontece com esses Matusal/ns populares %ue. #epois #e, no mesmo prazo, haverem fossiliza#o uma gran#e i#/ia, ain#a pensam em #irigir um novo movimento. &liás, esses homens entram em um novo movimento, com o fim #e servi!lo e #e ser *til H nova #outrina, mas, na maioria #os casos, o %ue preten#em /, sob a prote"'o #o mesmo ou pelas possibili#a#es %ue esse lhes oferece, fazer mais uma vez a infelici#a#e geral, com as suas i#/ias pr-prias. & sua caracter4stica principal / possuir!se #e entusiasmo pelos antigos her-is alem'es, pelos tempos mais recua#os, pela i#a#e #a pe#ra, por #ar#os e escu#os, mas, na reali#a#e, n'o passam #os maiores covar#es %ue se po#e imaginar. 3ssa mesma gente %ue tanto finge glorificar o hero4smo #o passa#o, prega a luta no presente com armas intelectuais e foge #iante #e %ual%uer cassetete #e borracha nas m'os #os comunistas. & posteri#a#e terá poucos motivos para #ai retirar uma nova epop/ia. &pren#i a conhecer essa gente bem #emais para n'o sentir o mais profun#o nojo ante suas miseráveis simula":es. & sua atua"'o sobre as massas / irris-ria. ? ju#eu tem to#a raz'o para conservar com cui#a#o esses come#iantes e para preferi!los aos ver#a#eiros propugna#ores por um novo 3sta#o alem'o. 3sses in#iv4#uos, apesar #e to#as as provas #a sua perfeita incapaci#a#e, %uerem enten#er tu#o melhor #o %ue os outros. &ssim transformam!se em uma ver#a#eira praga para os luta#ores retos e honestos, cujo hero4smo n'o se manifesta s- na venera"'o #o passa#o e %ue se esfor"am por #ei6ar H posteri#a#e, atrav/s #e seus atos, um %ua#ro #e heroici#a#e igual ao #os antepassa#os. >re%Uentemente / #if4cil #istinguir, no meio #essa gente, %uem age por estupi#ez ou incapaci#a#e e %uem obe#ece a #etermina#os motivos. ('o foi sem raz'o %ue o novo movimento a#otou um programa #efini#o e n'o empregou a palavra 0popular0. =evi#o ao seu caráter vago, esta e6press'o n'o po#e

oferecer uma base segura para %ual%uer movimento nem um mo#elo para os %ue ao mesmo #e futuro a#erirem. + incr4vel o %ue hoje se compreen#e sob essa #enomina"'o. @m conheci#o professor #a Aaviera, um #os c/lebres luta#ores com 0armas espirituais0, concilia a e6press'o 0popular0 com o esp4rito monár%uico. 3sse sábio0 es%ueceu!se #e e6plicar a i#enti#a#e e6istente entre a nossa velha monar%uia e o %ue hoje se enten#e por 0popular0. &cre#ito %ue isso lhe seria %uase imposs4vel, pois #ificilmente se po#e imaginar coisa menos popular0 #o %ue a maior parte #os 3sta#os monár%uicos #a &lemanha. <e n'o fosse assim, esses 3sta#os n'o teriam #esapareci#o, ou o seu #esaparecimento significaria %ue as opini:es #o povo estavam erra#as. =evi#o ao seu senti#o vago, ca#a um enten#e a e6press'o 0popular0, a seu jeito. <- esse fato a torna inviável para a base #e um movimento pol4tico. $rova #isso / o ri#4culo %ue #esperta. (este mun#o, por/m, %uem n'o se #ispuser a ser o#ia#o pelos a#versários n'o me parece ter multo valor como amigo. $or isso, a simpatia #esses in#iv4#uos era por n-s consi#era#a n'o s- in*til mas preju#icial. $ara irritá!los, a#otamos, #e come"o, a #enomina"'o #e $arti#o para o nosso movimento, %ue tomou o nome #e $arti#o (acional <ocialista #os .rabalha#ores &lem'es. + claro %ue ter4amos #e ser combati#os, n'o com armas eficientes mas pela pena, *nica arma #esses escrevinha#ores. & nossa afirma"'o #e %ue 0nos #efen#emos com a for"a contra %uem nos combate com a for"a0 era incompreens4vel para eles. ;á uma classe #e in#iv4#uos contra os %uais n'o / nunca #emasia#o chamar a aten"'o #os nossos correligionários. 1efiro!me aos %ue 0trabalham no sil2ncio0. ('o s- s'o covar#es como incapazes e in#olentes. )uem %uer %ue enten#a #o assunto social e veja uma possibili#a#e #e perigo, tem a obriga"'o, #es#e %ue conhe"a o meio #e evitar esse perigo, #e agir publicamente contra o mac conheci#o e trabalhar abertamente pela sua cura. <e n'o fizer ,sso / um miserável covar#e, sem no"'o #os seus #everes. + assim %ue age a maior parte #e tais 0trabalha#ores silenciosos0. 3les na#a realizam e, no entanto, tentam ilu#ir o mun#o inteiro com as suas obras s'o pregui"osos e #'o a impress'o #e, com o seu 0trabalho silencioso0, #esenvolverem uma ativi#a#e fora #o comum. 3m resumo, eles s'o trapaceiros, aproveita#ores pol4ticos, %ue v2em com -#io a ativi#a#e #os outros. )ual%uer agita#or %ue tenha coragem para enfrentar seus opositores e #efen#er seus pontos #e vista, com au#ácia e fran%ueza, tem mais efici2ncia %ue mil #esses hip-critas. (o come"o #o ano #e CEFJ eu insisti pelo primeiro gran#e com4cio. & imprensa vermelha come"ava a se ocupar #e n-s. 5onsi#erávamo!nos felizes por termos #esperta#o o seu -#io. .4nhamos come"a#o a fre%Uentar outras reuni:es, como cr4ticos. 5om isso conseguimos ser conheci#os e ver aumenta#os a avers'o e o -#io contra n-s. =ever4amos, por isso, esperar %ue os nossos amigos vermelhos nos fariam uma visita, ao nosso primeiro gran#e com4cio. 3ra muito poss4vel %ue fôssemos ataca#os #e surpresa. 3u conhecia muito bem a mentali#a#e #os mar6istas. @ma forte rea"'o #a nossa parte n'o s- pro#uziria sobre eles uma profun#a impress'o como serviria para ganhar a#eptos. =ever4amos, pois, nos #eci#ir a essa rea"'oV ;arrer, ent'o presi#ente #o $arti#o, n'o concor#ou com os meus pontos #e vista sobre a escolha #o momento, e, como homem #e honra, retirou!se #a li#eran"a #o movimento. ? seu sucessor foi &nton =re6ler. 3u tomei a mim a organiza"'o #a propagan#a #o movimento e resolvi levá!la a cabo sem contempla":es. ? #ia FG #e fevereiro #e CEFJ foi a #ata fi6a#a para o primeiro gran#e com4cio #o

movimento, at/ ent'o #esconheci#o. 3u, pessoalmente, encarreguei!me #e arranjar as coisas. ?s preparativos eram os mais simples. ? an*ncio #everia ser feito por cartazes e boletins orienta#os no senti#o #e pro#uzir a mais forte impress'o sobre as massas. & cor %ue escolhemos foi a vermelha, n'o s- por%ue chama mais aten"'o como por%ue, provavelmente, irritaria os nossos a#versários e faria com %ue eles se impressionassem conosco. <- me #ominava uma preocupa"'o. $erguntava!me7 a sala ficará repleta ou teremos %ue falar em uma sala vazia8 .inha a certeza #e %ue se tiv/ssemos au#it-rio, o sucesso seria completo. &s M horas e meia #a noite come"ou o com4cio. &s M,CK eu entrei na sala #a ;otbrauhaus, #e Muni%ue. <enti uma alegria infinita. & enorme sala ! como me parecia ent'o ! estava H cunha. (o au#it-rio encontravam!se talvez umas #uas mil pessoas, justamente a%uelas a %ue nos %uer4amos #irigir. Mais #a meta#e #os presentes era composta #e comunistas e #e in#epen#entes. )uan#o o primeiro ora#or acabou #e falar, eu pe#i a palavra. =entro #e poucos minutos come"aram os apartes e verificaram!se cenas #e viol2ncia #entro #a sala. &lguns fi/is camara#as #a 9uerra, #epois #e espancarem os perturba#ores #a or#em, restabeleceram a tran%Uili#a#e. $u#e, ent'o, prosseguir. Meia hora #epois, os aplausos abafavam os apartes #os a#versários. 5omecei, ent'o, a e6por o programa, ponto por ponto. =epois %ue e6pli%uei as vinte e cinco teses #o nosso movimento, senti %ue tinha #iante #e mim uma massa popular con%uista#a Hs novas i#/ias, a uma nova cren"a e anima#a #e uma nova for"a #e vonta#e. & propor"'o %ue, #epois #e %uase %uatro horas #e #iscuss:es, a sala come"ou a esvaziar!se, senti %ue as bases #o movimento estavam lan"a#as. no cora"'o #o povo. 3stava atea#o o fogo #e um movimento %ue, com o au64lio #a espa#a, haveria #e restaurar a liber#a#e e a vi#a #a na"'o alem'. $ensan#o no sucesso futuro, sentia %ue a #eusa #a vingan"a marchava contra os trai#ores #a 1evolu"'o #e novembroV ? movimento seguia o seu curso.

SE.UNDA PARTE
2AP9TULO I DOUTRINA E PARTIDO =eu!se em FG #e fevereiro #e CEFJ a primeira manifesta"'o p*blica, em massa, #e nosso novo movimento. (o sal'o #e festas #a ;ofbr]uhaus, #e Muni%ue, perante uma multi#'o #e %uase #uas mil pessoas, foram apresenta#as e jubilosamente aprova#as, ponto por ponto, as vinte e cinco teses #o programa #o novo $arti#o. >oram, nesse momento, lan"a#as as #iretrizes e linhas principais #e uma luta cuja finali#a#e era varrer o monturo #e i#/ias e pontos #e vista gastos e #e objetivos perniciosos. (o putrefato e acovar#a#o mun#o burgu2s. bem como no cortejo triunfal Ga on#a mar6ista em movimento, #evia aparecer uma nova for"a para #eter, H *ltima hora, o carro #o #estino. + evi#ente %ue o novo movimento s- po#eria ter a #evi#a importTncia, a for"a necessária para essa luta gigantesca, se conseguisse #espertar, no cora"'o #e seus

correligionários, #es#e os primeiros #ias, a convic"'o religiosa #e %ue, para ele, a vi#a pol4tica #everia ser, n'o uma simples senha eleitoral, mas uma nova concep"'o #o mun#o #e significa"'o #outrinária. =eve!se ter em mente a maneira lastimável por %ue os pontos #e vista #os chama#os 0programas #e parti#o0 s'o or#inariamente conserta#os, alin#a#os ou remo#ela#os #e tempos a tempos. =evem ser e6amina#os cui#a#osamente os motivos impulsores #as 0comiss:es #e programa0 burguesas para a%uilatar!se #evi#amente o valor #e tais programas. + sempre uma preocupa"'o *nica, %ue leva a uma nova e6posi"'o #e programas ou H mo#ifica"'o #os já e6istentes7 a preocupa"'o com o 26ito nas futuras elei":es. Logo %ue H cabe"a #esses artistas #o 3sta#o parlamentar aco#e a i#/ia #e %ue o povo po#e revoltar!se e escapar #os arreios #o carro parti#ário, costumam eles pintar #e novo os varais #o ve4culo. 3i t'o aparecem os astrônomos e astr-logos #o parti#o, os chama#os 0e6perientes0 e 0enten#i#os0, na maioria velhos parlamentares %ue, pelo seu largo 0tiroc4nio0, po#em recor#ar!se #e casos análogos em %ue as massas per#iam to#a a paci2ncia e se tornavam amea"a#oras. 3 recorrem, ent'o, Hs velhas receitas, formam uma 0comiss'o0, apalpam o sentimento popular, farejam a opini'o #a imprensa e son#am lentamente o %ue po#eria #esejar o ama#o povo, o %ue lhe #esagra#a, o %ue ele almeja. .o#os os grupos profissionais, to#as as classes #e emprega#os s'o acura#amente estu#a#os. $es%uisam!se! lhes os mais 4ntimos #esejos. 3nt'o, com espanto #os %ue os #escobriram e os #ivulgaram, costumam reaparecer subitamente, os mesmos estribilhos #a tem4vel oposi"'o, já agora inofensivos e como %ue fazen#o parte #o patrimônio #o velho parti#o. 1e*nem!se as comiss:es, %ue fazem a 0revis'o0 #o velho programa e elaboram um novo no %ual se #á o seu a seu #ono. 3sses senhores mu#am #e convic":es como o sol#a#o no campo #e batalha mu#a #e camisa, isto /. %uan#o a antiga está imun#aV $or esse novo programa, o campon2s recebe prote"'o para a sua proprie#a#e, o in#ustrial para as suas merca#orias, o consumi#or para as suas compras, aos professores elevam!se os vencimentos aos funcionários melhora!se a aposenta#oria7 #as vi*vas e -rf'os cui#ará o 3sta#o com largueza será incentiva#o o com/rcio as tarifas ser'o re#uzi#as e os impostos ser'o n'o totalmente, mas %uase aboli#os. $or vezes suce#e %ue uma classe fica es%ueci#a ou n'o / aten#i#a uma reclama"'o popular. (esse caso, acrescentam!se a to#a pressa remen#os, %ue continuam a ser feitos, at/ %ue o rebanho #os burgueses comuns e mais as suas esposas se tran%Uilizem e fi%uem, inteiramente satisfeitos. &ssim, #e Tnimo arma#o pela confian"a no bom =eus e na inabalável estupi#ez #os ci#a#'os eleitores, po#em come"ar a luta pelo %ue chamam a 0reforma0, #o 3sta#o. $assa!se o #ia #a elei"'o. ?s parlamentares fizeram a *ltima assembl/ia popular, %ue sse renovará cinco anos mais tar#e e, aban#onan#o a #omestica"'o #a plebe, entregam!se ao #esempenho #e suas altas e agra#áveis fun":es. =issolve!se a comiss'o #o programa0 e a luta pela reforma #as institui":es reveste #e novo a mo#ali#a#e #a luta pelo %ueri#o p'o. nosso #e ca#a #ia, pela 0#ieta0, como #izem os #eputa#os. .o#os os #ias se #irigem os senhores representantes #o povo para a 5Tmara, se n'o para o interior #a casa, ao menos para a ante!sala on#e se acham as listas #e presen"a. ,3m fatigante servi"o pelo povo, eles registam lá os seus nomes e aceitam, como bem mereci#a recompensa, uma pe%uena in#eniza"'o pelos seus e6tenuantes esfor"os. )uatro anos #epois, ou antes, nas semanas cr4ticas, %uan#o come"a a apro6imar!se a #issolu"'o #as corpora":es parlamentares, apo#era!se #eles um impulso ,rresist4vel. 5omo a larva n'o po#e fazer outra coisa sen'o transformar!se em crisáli#a, assim as lagartas

parlamentares aban#onam o casulo comum e voam para o ama#o povo. .ornam a falar aos seus eleitores, contam o enorme trabalho %ue fizeram e a mal/vola obstina"'o #os outros mas as massas ignaras, em vez #e agra#eci#o aplauso, lan"am!lhes em rosto, por vezes, e6press:es ásperas, cheias #e -#io. <e essa ingrati#'o popular sobe at/ um certo ponto, sum rem/#io po#e servir7 / preciso restaurar o esplen#or #o parti#o, o programa necessita ser melhora#o, renasce para a vi#a a 0comiss'o0 e recome"a!se a burla. =a#a a estupi#ez gran4tica #os homens #o nosso tempo, n'o / #e a#mirar o 26ito #esse processo. 9uia#o pela sua imprensa e #eslumbra#o com o novo e se#utor programa, o ga#o 0burgu2s0 e 0proletário0 torna a voltar ao estábulo e #e novo elege os seus velhos impostores. &ssim, o homem #o povo, o can#i#ato #as classes pro#utoras, transforma!se em lagarta parlamentar, %ue se ceva na vi#a #o 3sta#o, para, %uatro anos #epois, #e novo se transmu#ar em brilhante borboleta. (a#a mais #eprimente %ue observar a nua reali#a#e #esse esta#o , #e coisas, %ue ter #e ver repetir!se essa eterna impostura. 5ertamente, #essa base espiritual #o mun#o burgu2s n'o / poss4vel haurir elementos para a luta contra a for"a organiza#a #o mar6ismo. 3 nisso n'o pensam nunca seriamente os senhores parlamentares. =evi#o H reconheci#a estreiteza e ,nferiori#a#e mental #esses m/#icos parlamentares #a ra"a branca, eles pr-prios n'o conseguem imaginar seriamente como uma #emocracia oci#ental possa arrostar com uma #outrina para a %ual a #emocracia e tu#o %ue lhe #iz respeito /, no melhor #os casos, um meio para chegar a um #etermina#o fim um meio %ue se emprega para anular a a"'o #o a#versário e facilitar a sua pr-pria. 3 se uma parte #o mar6ismo, por vezes, tenta, com muita pru#2ncia, aparentar in#issol*vel uni'o com os princ4pios #emocráticos, conv/m n'o es%uecer, %ue esses senhores, nas horas cr4ticas, n'o #eram a menor importTncia a uma #ecis'o por maioria, H maneira #emocrática oci#entalV ,sso foi %uan#o os parlamentares burgueses viam a seguran"a #o 1eich garanti#a pela monumental parvo4ce #e uma gran#e maioria, en%uanto o mar6ismo, com uma multi#'o #e vagabun#os, #esertores, pulhas parti#ários e literatos ju#eus, em pouco tempo, arrebatava o po#er para si, aplican#o, assim, rui#osa bofeta#a H #emocracia. $or isso, s- ao esp4rito cr/#ulo #os magros parlamentares #a burguesia #emocrática cabe supor %ue, agora ou no futuro, os interessa#os pela universal peste mar64stica e seus #efensores possam ser bani#os com as f-rmulas #e e6orcismo #o parlamentarismo oci#ental. ? mar6ismo marchará com a #emocracia at/ %ue consiga, por via in#ireta, os seus criminosos fins, at/ obter apoio #o esp4rito nacional por ele con#ena#o H e6tirpa"'o. )ue ele se convencesse hoje #e %ue o cal#eir'o #e feiticeira, %ue / a nossa #emocracia parlamentar, po#eria repentinamente fermentar uma maioria %ue ! mesmo %ue fosse na base #e sua legisla"'o justifica#a pelo maior n*mero ! enfrentasse seriamente o mar6ismo ! e estaria e6tinta a ilus'o parlamentar, 3nt'o os porta!ban#eiras #a ,nternacional vermelha, em lugar #e um apelo H consci2ncia #emocrática, #irigiram uma incen#iária proclama"'o Hs massas proletárias e a luta se transplantaria ime#iatamente #o ar vicia#o #as salas #e sess:es #os nossos parlamentos para as fábricas e para as ruas. & #emocracia ficaria logo li%ui#a#a e o %ue n'o conseguiria a habili#a#e intelectual #os ap-stolos #o povo, conseguiriam, com a rapi#ez #o relTmpago, tal %ual aconteceu no outono #e CECL, a alavanca e o malho #as e6cita#as massas proletárias. ,sso ensinaria elo%Uentemente ao mun#o burgu2s %uanto ele / insensato em imaginar %ue, com os recursos #a #emocracia oci#ental, / poss4vel resistir H con%uista ju#aica #o mun#o. 5omo já #issemos, s- um esp4rito cr/#ulo po#e aceitar regras #e jogo com um parceiro

para o %ual elas s- vigoram para 0bluff0 ou %uan#o lhe s'o *teis e %ue as #espreza logo %ue #ei6em #e ser!lhe vantajosas. 5omo em to#os os parti#os #a chama#a classe burguesa, to#a luta pol4tica na reali#a#e consiste na #isputa #e ca#eiras in#ivi#uais no parlamento, luta em %ue, #e acor#o com as conveni2ncias, posi":es e princ4pios s'o atira#os fora, como lastros #e areia, #a mesma maneira %ue os seus programas s'o altera#os em to#os os senti#os. 3 por essa bitola s'o avalia#as as suas for"as. >alta!lhes a%uela forte atra"'o magn/tica, %ue sempre seguem as massas, sob a impress'o incoerc4vel #os altos, #omina#ores pontos #e vista e #a for"a convincente #a f/ inabalável, #obra#a pelo esp4rito combativo %ue a sustenta. Mas, numa /poca em %ue uma parte, aparelha#a com to#as as armas #e uma nova #outrina, embora mil vozes criminosa, se prepara para o ata%ue a uma or#em e6istente, a outra parte s- po#e resistir!lhe sempre se a#otar f-rmulas #e uma nova f/ pol4tica em nosso caso, se trocar a senha #e uma #efesa fraca e covar#e pelo grito #e guerra #e um ata%ue animoso e brutal, $or isso, se hoje os chama#os ministros nacionais!burgueses, at/ mesmo #o centro bávaro, fazem a espirituosa censura #e %ue o nosso movimento trabalha por uma 0revolu"'o0, s- uma resposta se po#e #ar a esses pol4ticos liliputianos7 <im, tentamos recuperar o %ue per#estes com a vossa criminosa estupi#ez. 5om os princ4pios #o vosso avacalha#o parlamentarismo, cooperastes para %ue a na"'o fosse arrasta#a ao abismo n-s, por/m, mesmo #e forma agressiva, lan"an#o uma nova concep"'o #o mun#o e #efen#en#o!lhe os princ4pios #e maneira fanática e ine6orável, prepararemos os #egraus pelos %uais um #ia o nosso povo po#erá subir #e novo ao templo #a liber#a#e. &ssim, ao tempo #a fun#a"'o #o novo movimento, os nossos primeiros cui#a#os #everiam ser sempre no senti#o #e impe#ir %ue o e6/rcito #os nossos combatentes por uma nova e eleva#a convic"'o se tornasse uma simples liga para a prote"'o #e interesses parlamentares. & primeira me#i#a preventiva foi a elabora"'o #e um programa %ue con#uzisse convenientemente a um #esenvolvimento %ue, pela sua gran#eza ,ntima, fosse apropria#o a afugentar os esp4ritos pe%ueninos e fracos #e nossa atual pol4tica parti#ária. )uanto era certo o nosso conceito #a necessi#a#e #e um programa #e pontos #e mira #efini#os, provou claramente o fatal enfra%uecimento %ue levou a &lemanha H ru4na. =esse conhecimento #evem sair novas f-rmulas #o conceito #e 3sta#o, %ue sejam parte essencial #e uma nova concep"'o #o mun#o. Já no primeiro volume #esta obra analisei a palavra 0popular0 (volOisch), pois constatei %ue esse termo parece pouco preciso para permitir a forma"'o #e uma #efini#a comuni#a#e #e combatentes. .u#o o %ue / poss4vel imaginar, embora sejam coisas completamente #istintas, corre sob a capa #e 0popular0. $or isso, antes #e passar H miss'o e objetivos #o $arti#o &lem'o (acional <ocialista #os .rabalha#ores, #evo #eterminar o conceito #e 0popular0 e suas rela":es com o movimento parti#ário. ? conceito 0popular0 parece t'o mal #elimita#o, t'o mal e6plica#o, e t'o ,limita#o no seu emprego %uanto a palavra 0religioso0. =everas #if4cil / compreen#er!se por essa palavra alguma coisa e6ata, %uer %uanto H percep"'o #o pensamento, %uer %uanto H realiza"'o prática. ? termo 0religioso0 s- / fácil #e perceber no momento em %ue aparece liga#o a uma forma #etermina#a e #elimita#a #e realiza"'o. + uma bela e fácil e6plica"'o %ualificar um homem #e 0profun#amente religioso0. ;averá, #ecerto, algumas raras pessoas %ue se sintam satisfeitas com uma tal #enomina"'o geral, por%ue tais pessoas po#em perceber uma imagem mais ou menos viva #esse esta#o #e esp4rito. Mas, para as gran#es massas, %ue n'o s'o constitu4#as nem #e santos nem #e fil-sofos, tal i#/ia geral

religiosa apenas significaria para eles, na maioria #os casos, a tra#u"'o #e seu mo#o in#ivi#ual #e pensar e #e agir, sem entretanto, con#uzir H%uela efici2ncia %ue ime#iatamente #esperta a intima Tnsia religiosa pela forma"'o, no ilimita#o mun#o mental, #e uma f/ #efini#a. =e certo, n'o / esse o fim em si, mas apenas um meio para o fim to#avia, / um meio absolutamente inevitável para %ue afinal se possa alcan"ar o fim. 3 esse fim n'o / simplesmente i#eal, mas, em *ltima análise, essencialmente prático. 5omo ca#a um #e n-s po#e capacitar!se #e %ue os mais eleva#os i#eais sempre correspon#em a uma profun#a necessi#a#e #a vi#a, assim a sublimi#a#e #a beleza está, em #erra#eira instTncia, na sua utili#a#e l-gica. & f/, au6ilian#o o homem a elevar!se acima #o n4vel #a vi#a vulgar, contribui em ver#a#e para a firmeza e seguran"a #e sua e6ist2ncia. .ome!se H humani#a#e contemporTnea a sua e#uca"'o apoia#a nos princ4pios #a f/ e #a religi'o, na sua significa"'o prática, %uan#o H moral e aos costumes, eliminan#o!a sem substitui!la por outra e#uca"'o #e igual valor, e ter!se!á em conse%U2ncia um grave abalo nos fun#amentos #a e6ist2ncia humana. 3 #eve ter!se em mente %ue n'o / s- o homem %ue vive para servir os altos ,#eais, mas %ue tamb/m, ao contrário, esses altos ,#eais pressup:em a e6ist2ncia #o homem. 3 assim se fecha o circulo. & #enomina"'o 0religioso0 implica, naturalmente, pensamentos #outrinários ou convic":es, como, por e6emplo, a in#estrutibili#a#e #a alma, a sua vi#a ,mortal, a e6ist2ncia #e um ser supremo, etc. Mas to#os esses pensamentos, ain#a %ue para o in#iv4#uo sejam muito convincentes, sofrem o e6ame critico ,n#ivi#ual e com isso a hesita"'o %ue afirma ou nega, at/ %ue ele aceite, n'o a no"'o sentimental ou o conhecimento, mas a leg4tima for"a #a f/ apo#4tica. 3sse / o principal fator #a luta %ue abre brecha no reconhecimento #as concep":es religiosas. <em a clara #elimita"'o #a f/, a religiosi#a#e, na sua obscura polimorfia n'o s- seria in*til para a vi#a humana, mas provavelmente contribuiria para a confus'o geral. ? mesmo %ue acontece com o conceito 0religioso0 se #á com o termo 0popular0. (ele se subenten#em tamb/m no":es #outrinárias. 3stas s'o, to#avia, bem %ue #a mais alta significa"'o pela forma, #etermina#as com t'o pouca clareza, %ue s- tomam o valor #e uma opini'o a ser mais ou menos reconheci#a %uan#o postas no %ua#ro #e um parti#o pol4tico. $or%ue a realiza"'o #os i#eais #e uma concep"'o #o mun#o e #as e6ig2ncia. #ela #ecorrentes resulta t'o pouco #o sentimento puro e #a vonta#e interior #o homem, em si, como, porventura, a con%uista #a liber#a#e #o natural anseio por ela. ('o, s- %uan#o o impulso i#eal para a in#epen#2ncia sob a forma #e for"a militar recebe organiza"'o combativa ! po#e o ar#ente #esejo #e um povo converter!se em reali#a#e. 5a#a concep"'o #o mun#o, por mais justa e #e mais alta utili#a#e %ue seja para a humani#a#e, ficará sem significa"'o para o aperfei"oamento prático #a vi#a #e uma popula"'o, en%uanto n'o se tornem os seus princ4pios o estan#arte #e um movimento #e luta, %ue, por sua vez, se converte em um parti#o en%uanto n'o tiver transforma#o as suas i#/ias em vit-ria e os seus #ogmas parti#ários n'o formarem as novas leis fun#amentais #o 3sta#o. Mas se uma representa"'o mental #e um mo#o geral #eve servir #e base a um futuro #esenvolvimento, nesse caso a primeira con#i"'o / a absoluta clareza #o caráter, natureza e amplitu#e #essa representa"'o, pois s- sobre esses alicerces / poss4vel organizar um movimento %ue, pela intr4nseca homogenei#a#e #e suas convic":es, possa #esenvolver as necessárias for"as para a luta. @m programa pol4tico #eve ser caracteriza#o por ,#/ias gerais e por uma #efini#a f/ pol4tica em uma #outrina universal. 3sta, visto %ue o seu

objetivo #eve ser praticamente realizável, #everá servir n'o s- H i#/ia em si, mas tamb/m tomar em consi#era"'o os elementos #e luta e6istentes e a serem emprega#os para a consecu"'o #a vit-ria #essa ,#/ia. & uma i#/ia mentalmente correta %ue o autor #o programa tenha #e anunciar, #eve associar!se o conhecimento prático #o homem pol4tico. &ssim, um eterno i#eal #eve contentar!se, infelizmente, com ser a estr/ia guia #a humani#a#e, ten#o em consi#era"'o as fra%uezas humanas, para n'o naufragar #es#e o ,nicio ante a geral #efici2ncia #o homem. &o investiga#or #a ver#a#e #eve associar!se o investiga#or #a psicologia popular, para, #o reino #o eterno ver#a#eiro e #o i#eal, retirar o %ue / humanamente poss4vel para os pobres mortais. & convers'o #a representa"'o i#eal #e uma concep"'o #o mun#o #a má6ima veraci#a#e em uma f/ pol4tica e em uma organiza"'o combativa #efini#a e centraliza#a, pelo esp4rito e pela vonta#e / o servi"o mais ,mportante, pois #o feliz resulta#o #esse trabalho #epen#em e6clusivamente as possibili#a#es #e vit-ria #e uma i#/ia. $reciso /, pois, %ue #o e6/rcito, por vezes #e milh:es #e homens, #os %uais ca#a um pressente ou mesmo compreen#e #e mo#o mais ou menos claro essa ver#a#e, seria algu/m %ue, com for"a apo#4tica, forme, #as i#/ias vacilantes #as massas, princ4pios gran4ficos e empreen#a o combate em #efesa #eles, at/ %ue #o jogo livre #as on#as #o mun#o mental se erga o roche#o #a alian"a #a f/ e #a vonta#e. .entan#o e6trair a significa"'o profun#a #a palavra 0popular0, chegamos H conclus'o seguinte7 & nossa concep"'o pol4tica usual repousa geralmente sobre a i#/ia #e %ue ao 3sta#o, em si, se po#e atribuir for"a cria#ora e cultural, mas %ue ele na#a tem a ver com a %uest'o racial e %ue ele /, antes #e mais na#a, um pro#uto #as necessi#a#es econômicas ou, no melhor #os casos, a resultante natural #a competi"'o pol4tica pelo po#er. 3ssa concep"'o fun#amental, em seu l-gico e conse%Uente #esenvolvimento progressivo, leva n'o s- ao #esconhecimento #as for"as primor#iais #a ra"a como H #esvaloriza"'o #o in#iv4#uo. $or%ue a nega"'o #a #iferen"a entre as ra"as, em rela"'o H capaci#a#e cultural #e ca#a uma #elas, implica necessariamente em transferir esse gran#e erro para a aprecia"'o #o in#iv4#uo. & aceita"'o #a i#enti#a#e #as ra"as viria a ser o fun#amento #e um semelhante mo#o #e ver em rela"'o aos povos e #epois em rela"'o aos homens in#ivi#ualmente. $or isso, o mar6ismo internacional / simplesmente a vers'o aceita pelo ju#eu Karl Mar6 #e i#/ias e conceitos já há muito tempo e6istentes #e fato sob a forma #e aceita"'o #e uma #etermina#a f/ pol4tica. <em o alicerce #e uma semelhante into6ica"'o geral já e6istente, jamais teria si#o poss4vel o espantoso 26ito pol4tico #essa #outrina. 3ntre os milh:es #e in#iv4#uos #e um mun#o %ue lentamente se corrompia, Karl Mar6 foi, #e fato, um %ue reconheceu, com o olho seguro #e um profeta, a ver#a#eira substTncia t-6ica e a apanhou para, como um feiticeiro, com ela ani%uilar rapi#amente a vi#a #as na":es livres #a terra. .u#o isso, por/m, a servi"o #e sua ra"a. & #outrina #e Mar6 / assim o e6trato espiritual concentra#o #as #outrinas universais hoje geralmente aceitas. 3, por esse motivo, %ual%uer luta #o nosso chama#o mun#o burgu2s contra ela / imposs4vel, at/ ri#4cula, pois esse mun#o burgu2s está inteiramente impregna#o #essas substancias venenosas e a#mira uma concep"'o #o mun#o %ue, em geral, s- se #istingue #a mar64stica em grau e pessoas, o mun#o burgu2s / mar64stico, mas acre#ita na possibili#a#e #o #om4nio #e #etermina#o grupo #e homens (burguesia), ao passo %ue o mar6ismo procura calcula#amente entregar o mun#o Hs m'os #os ju#eus. 3m face #isso, a concep"'o 0racista0 #istingue a humani#a#e em seus primitivos elementos raciais, 3la v2, no 3sta#o, em princ4pio, apenas um meio para um fim e concebe

como fim a conserva"'o #a e6ist2ncia racial humana. 5onse%uentemente, n'o a#mite, em absoluto, a igual#a#e #as ra"as, antes reconhece na sua #iferen"a maior ou menor valor e, assim enten#en#o, sente!se no #ever #e, conforme H eterna vonta#e %ue governa este universo, promover a vit-ria #os melhores, #os mais fortes e e6igir a subor#ina"'o #os piores, #os mais fracos. &#mite, assim, em princ4pios, o pensamento aristocrático fun#amental #a (atureza e acre#ita na vali#a#e #essa lei, em or#em #escen#ente, at/ o mais bai6o #os seres. B2 n'o s- os #iferentes valores #as ra"as, mas tamb/m os #iferentes valores #os in#iv4#uos. =as massas #estaca ela a significa"'o #as pessoas, mas, nisso, em face #o mar6ismo #esorganiza#or, age #e maneira organiza#ora. 5r2 na necessi#a#e #e uma i#ealiza"'o #a vi#a humana, pois s- nela v2 a justifica"'o #a e6ist2ncia #a humani#a#e. ('o po#e aprovar, por/m, a i#/ia /tica #o #ireito H e6ist2ncia, se essa i#/ia representa um perigo para a vi#a racial #os porta#ores #e uma /tica superior pois, em um mun#o #e mesti"os e #e negros, estariam para sempre per#i#os to#os os conceitos humanos #o belo e #o sublime, to#as as i#/ias #e um futuro i#eal #a humani#a#e. & cultura humana e a civiliza"'o nesta parte #o mun#o est'o inseparavelmente liga#as H e6ist2ncia #os arianos. & sua e6tin"'o ou #eca#2ncia faria recair sobre o globo o v/u escuro #e uma /poca #e barbaria. & #estrui"'o #a e6ist2ncia #a cultura humana pelo ani%uilamento #e seus #etentores /, por/m, aos olhos #e uma concep"'o racista #o mun#o, o mais abominável #os crimes. )uem ousa pôr as m'os sobre a mais eleva#a semelhan"a #e =eus ofen#e a essa maravilha #o 5ria#or e coopera para a sua e6puls'o #o para4so. &ssim correspon#e a concep"'o racista #o mun#o ao intimo #esejo #a (atureza, pois restitui o jogo livre #as for"as %ue encaminhar'o a uma mais alta cultura humana, at/ %ue, enfim, con%uista#a a terra, uma melhor humani#a#e possa livremente chegar a realiza":es em #om4nios %ue atualmente se acham fora e acima #ela. .o#os pressentimos %ue, em remoto futuro, surgir'o ao homem problemas para cuja solu"'o #everá ser chama#a uma ra"a superior, apoia#a nos meios e possibili#a#es #e to#o o! globo terrestre. 3stá claro %ue a constata"'o geral #e uma concep"'o racista #e análogo conte*#o po#e #ar lugar a milhares #e interpreta":es. =e fato, #ificilmente acharemos uma, para a nossa nova institui"'o pol4tica, %ue n'o se refira #e %ual%uer mo#o a essa concep"'o. 3la prova, to#avia, e6atamente pela sua pr-pria e6ist2ncia em face #e muitas outras, a #iferen"a #e suas concep":es. &ssim, H organiza"'o central #a concep"'o mar64stica, op:e!se uma mi6-r#ia #e conceitos %ue, i#ealmente, H vista #a fecha#a 0frente0 inimiga, / pouco impressionante. ('o se ganha a vit-ria pelejan#o com armas fracasV <omente opon#o H concep"'o internacional ! politicamente #irigi#a pelo mar6ismo ! uma concep"'o igualmente #ota#a #e organiza"'o central e #ire"'o racista, será poss4vel, com igual energia combativa, alcan"ar o sucesso para a ver#a#e eterna. Mas a organiza"'o #e uma concep"'o #o mun#o s- po#e efetuar!se #ura#ouramente sobre a base #e uma f-rmula #efini#a e clara. ?s princ4pios pol4ticos #o parti#o em forma"'o #evem ser como os #ogmas para a 1eligi'o. $or isso, a concep"'o racista #o mun#o tem #e tornar!se um instrumento %ue permita ao $arti#o as #evi#as possibili#a#es #e luta, tal como a organiza"'o parti#ária mar6ista abre o caminho para o internacionalismo. 3sse fim visa o $arti#o (acional <ocialista #os .rabalha#ores &lem'es. )ue uma tal compreens'o parti#ária #o conceito racista implica na vit-ria #a concep"'o

racista, a melhor prova / #a#a, ! ao menos in#iretamente, pelos pr-prios a#versários #e uma tal uni'o parti#ária. 36atamente a%ueles %ue n'o se cansam #e insistir %ue a concep"'o racista n'o / privil/gio #e um in#iv4#uo, mas %ue #ormita ou vive sabe =eus no cora"'o #e %uantos milh:es #e pessoas, #ocumentam, com isso, %ue o fato #a e6ist2ncia #e uma tal i#/ia #e mo#o algum impe#iria a vit-ria #a concep"'o a#versa, %ue, sem #*vi#a, terá a representa"'o clássica #e um parti#o pol4tico. 3 se n'o fora assim, já o povo alem'o teria alcan"a#o uma gigantesca vit-ria e n'o jazeria H beira #e um abismo. ? %ue #eu 26ito H concep"'o internacional foi o fato #e ser representa#a por um parti#o pol4tico nos mol#es #e um batalh'o #e assalto7 o %ue fez sucumbir a concep"'o contrária foi a falta, at/ agora, #e uma representa"'o centraliza#a. ('o / pela facul#a#e #e interpretar um conceito geral, mas sim, pela forma #efini#a e por isso mesmo concentra#a #e uma organiza"'o pol4tica %ue po#e lutar e vencer uma nova #outrina. $or isso, compreen#i %ue a minha pr-pria miss'o era especialmente selecionar, #a vasta informe mat/ria #e uma concep"'o #o mun#o, as i#/ias nucleares e fun#i!las em f-rmulas mais ou menos #ogmáticas, %ue, na sua clara #elimita"'o, servissem para unir e coor#enar os homens %ue as aceitassem. $or outras palavras7 o $arti#o (acional <ocialista #os .rabalha#ores &lem'es apropria!se #as caracter4sticas essenciais #o pensamento fun#amental #e uma concep"'o geral racista #o mun#o e, toman#o em consi#era"'o a reali#a#e prática, o tempo, o material humano e6istente, com as suas fra%uezas, forma uma já pol4tica, a %ual, por sua vez, #entro #esse mo#o #e enten#er a r4gi#a organiza"'o #as gran#es massas humanas, autoriza a prever a luta vitoriosa #essa nova #outrina. 2AP9TULO II O ESTADO Já nos anos #e CEFJ e CEFC, nosso novo movimento era constantemente acusa#o nos c4rculos burgueses, hoje fora #a /poca, #e manter uma atitu#e #e rea"'o contra o 3sta#o. =ai conclu4am to#os os parti#os %ue lhes assistia o #ireito #e combaterem, por to#os os meios poss4veis, o inconveniente campe'o #e uma nova #outrina. =e prop-sito, es%ueceram esses parti#os %ue a pr-pria burguesia já n'o consi#era o 3sta#o como um corpo homog2neo e %ue, #o mesmo, n'o #ava e nem po#e #ar uma #efini"'o precisa. d ver#a#e %ue há professores, nas nossas universi#a#es oficiais, %ue, nas suas confer2ncias sobre #ireito p*blico, tem por tarefa encontrar uma e6plica"'o para a e6ist2ncia mais ou menos feliz #o 3sta#o %ue lhes assegura o p'o. )uanto pior um 3sta#o / constitu4#o tanto mais confusa e incompreens4vel / a e6plica"'o #a sua finali#a#e. )ue po#eria, por e6emplo, outrora, um professor #a @niversi#a#e #o imp/rio, escrever a respeito #o senti#o e #a finali#a#e #o 3sta#o em um pa4s cujo 9overno / a maior monstruosi#a#e #o s/culo bb8 + realmente uma tarefa #if4cil, se pensarmos %ue, no ensino #o #ireito p*blico, em nossos #ias, há menos a preocupa"'o #e aten#er H ver#a#e #o %ue alcan"ar um #etermina#o objetivo. 3sse objetivo consiste em conservar, a to#o pre"o, a monstruosi#a#e %ue se #esigna pelo nome #e 3sta#o. (ingu/m se a#mire #e %ue, na #iscuss'o #esse problema, sejam postos H margem os ver#a#eiros pontos #e vista para, em seu lugar, pôr!se um amálgama #e valores e objetivos intelectuais e morais. 3ntre esses in#iv4#uos #evem!se #istinguir tr2s grupos. a) ? grupo #os %ue v2em o 3sta#o como uma reuni'o mais ou menos voluntária #e in#iv4#uos sob a mesma a#ministra"'o oficial. 3sse grupo / o mais numeroso. (as suas fileiras, encontram!se, sobretu#o, os fanáticos

pelo princ4pio #a legitimi#a#e, para os %uais, nesses assuntos, a vonta#e #os homens n'o #esempenha nenhum papel. $ara esses, a simples e6ist2ncia #o 3sta#o #á!lhes #ireito a uma inviolabili#a#e sagra#a. $ara #efen#er essa concep"'o i#iota eles observam uma fi#eli#a#e #e c'o em rela"'o H autori#a#e #o 3sta#o. &ssim, com a rapi#ez #e um relTmpago, eles convertem um meio em uma finali#a#e. ? 3sta#o, para estes in#iv4#uos, n'o e6iste para servir aos homens mas estes s'o #estina#os a a#orar a autori#a#e #o 3sta#o, %ue se personaliza em %ual%uer emprega#o p*blico. $ara %ue esse 3sta#o, objeto #e uma ver#a#eira a#ora"'o, n'o se perturbe, / %ue o governo toma a si a #efesa #a or#em e #a tran%Uili#a#e. & autori#a#e, ent'o, já n'o! / um fim nem um meio. ? 3sta#o tem %ue cui#ar #a or#em e #a tran%Uili#a#e e, inversamente, essa or#em e tran%Uili#a#e #eve facilitar a e6ist2ncia #o 3sta#o. & vi#a .o#a tem %ue se circunscrever entre esses #ois p-los. (a Aaviera, eram principais representantes #essa teoria os pol4ticos #o chama#o $arti#o $opular Aávaro na Sustria, eram os Legitimistas, no ,mp/rio alem'o, eram os 5onserva#ores %ue se batiam por essas i#/ias. b) ? segun#o grupo / um pouco menor em n*mero. (esse grupo #evem ser computa#os os %ue n'o acre#itam %ue a autori#a#e #o 3sta#o seja a *nica finali#a#e #o mesmo, mas con#icionam!na a umas tantas e6ig2ncias. 3sses #esejam n'o somente um 9overno *nico, mas tamb/m, se poss4vel, uma l4ngua *nica, %uan#o n'o por outras raz:es ao menos por motivos #e t/cnica a#ministrativa. & autori#a#e já n'o / a *nica, a e6clusiva finali#a#e #o 3sta#o. 3ste tem %ue cui#ar tamb/m #o bem!estar #o povo. ,#/ias #e 0liber#a#e0, geralmente mal compreen#i#as, insinuam!se na compreens'o #o 3sta#o, por parte #esse grupo. & forma #e governo já n'o / consi#era#a intang4vel s- por sua .e6ist2ncia em si. =iscute!se tamb/m a sua conveni2ncia. ? caráter sagra#o #a i#a#e n'o a abriga contra as cr4ticas #o presente. ?s principais representantes #essas i#/ias encontram se entre os burgueses, sobretu#o entre os liberais!#emocratas. c) ? terceiro grupo / o mais fraco em n*mero. B2 no 3sta#o um instrumento para realizar ten#2ncias vagas no senti#o #e uma pol4tica #e for"a, por uma na"'o unifica#a e falan#o a mesma l4ngua. & aspira"'o #e uma l4ngua *nica n'o se manifesta somente na esperan"a #e se criar um fun#amento capaz #e pro#uzir um aumento #e prest4gio #a na"'o no e6terior, mas, n'o menos, na fals4ssima opini'o #e %ue, por esse meio, se conseguirá uma orienta"'o #efini#a na obra #e nacionaliza"'o. 3ra uma tristeza ver!se, #urante os *ltimos cem anos, como in#iv4#uos ten#o essas i#/ias na maior parte #os casos #e boa f/ ! jogavam com a palavra 0germanizar0. Lembro!me como, na minha juventu#e, esse vocábulo #ava margem a concep":es absolutamente falsas. Mesmo nos c4rculos pan!germanistas, ouvia!se a opini'o #e %ue, com au64lio #o 9overno, po#er!se!ia realizar com sucesso a germaniza"'o #a Sustria eslava, sem %ue ningu/m se apercebesse %ue s- se po#e germanizar um territ-rio e nunca um povo. ? %ue se compreen#ia pela palavra germaniza"'o resumia!se na a#o"'o for"a#a #a l4ngua. + %uase incr4vel %ue algu/m pense ser poss4vel transformar um negro ou um chin2s em alem'o somente por ter o mesmo apren#i#o a l4ngua alem' e esteja #isposto a falá!la por to#a a vi#a e a votar em %ual%uer #os parti#os pol4ticos alem'es. ?s meios nacionalistas burgueses nunca se elevaram H compreens'o #e %ue semelhante processo #e germaniza"'o re#un#aria em uma #esgermaniza"'o. )uan#o, hoje, pela imposi"'o #e uma l4ngua comum, se #iminuem ou mesmo se suprimem as #iferen"as mais sens4veis entre os povos, isso representa um come"o #e abastar#amento #a ra"a e, no nosso caso, n'o uma germaniza"'o mas a #estrui"'o #os elementos germTnicos. &contece muito fre%Uentemente

na ;ist-ria %ue um povo con%uista#or consiga impor a sua l4ngua aos venci#os, e %ue, #epois #e milhares #e anos, essa l4ngua venha a ser fala#a pois outro povo e %ue assim o vence#or passe H posi"'o #e venci#o. =es#e %ue a nacionali#a#e, ou, melhor, a ra"a, n'o está na l4ngua %ue se fala, mas no sangue, s- se #everia falar em germaniza"'o se, por um tal processo, se pu#esse mo#ificar o sangue #os in#iv4#uos. ,sso / absolutamente imposs4vel. 3ssa mo#ifica"'o teria %ue ser feita pela mistura #o sangue, o %ue resultaria no rebai6amento #o n4vel #a ra"a superior. & conse%U2ncia final seria a #estrui"'o justamente #as %uali#a#es %ue tinham prepara#o o povo con%uista#or para a vit-ria. $or uma tal mistura com ra"as inferiores, sobretu#o as for"as culturais #esapareceriam mesmo %ue o pro#uto #a4 resultante falasse perfeitamente a l4ngua #a ra"a superior. =urante muito tempo, travar!se!á uma luta entre os #ois esp4ritos e po#e ser %ue o povo %ue #esce ca#a vez mais #e n4vel consiga, por um esfor"o supremo, elevar!se e criar uma cultura #e surpreen#ente valor. ,sso po#e acontecer com os in#iv4#uos #as ra"as mais eleva#as ou com os bastar#os, nos %uais, no primeiro cruzamento, ain#a prevalece o melhor sangue7 nunca se verificará, por/m, esse fato com os pro#utos #efinitivos #a mistura. (esses verificar!se!á sempre um movimento #e regress'o cultural. =eve!se consi#erar uma felici#a#e %ue a germaniza"'o #a Sustria, nos mol#es #a empreen#i#a por >rancisco Jos/, n'o fosse continua#a. ? sucesso #a mesma ter!se!ia tra#uzi#o na conserva"'o #o 3sta#o austr4aco, mas em um rebai6amento #o n4vel #a ra"a alem'. .alvez #a4 surgisse um novo 3sta#o, mas uma cultura ter!se!ia per#i#o. 5om o correr #os s/culos, ler!se!ia organiza#o um rebanho, mas esse rebanho seria #e valor muito me#4ocre. =ai po#eria talvez surgir um povo organiza#o em 3sta#o, mas com isso teria #esapareci#o uma civiliza"'o. >oi muito melhor para a na"'o alem' %ue se n'o tivesse realiza#o essa mistura, aliás evita#a n'o por motivos eleva#os mas #evi#o H curteza #e vistas #os ;absburgos. <e o contrário tivesse aconteci#o, hoje mal se po#eria apontar o povo alem'o como um fator #e cultura. ('o s- na Sustria como na pr-pria &lemanha, os chama#os nacionalistas eram e ain#a s'o inclina#os a essas i#/ias falsas. & t'o #eseja#a pol4tica polonesa, no senti#o #e uma germaniza"'o #o oeste, apoiava!se %uase sempre em i#2nticos sofismas. &cre#itava!se po#er conseguir a germaniza"'o #os elementos poloneses apenas pela a#o"'o #a l4ngua. ? resulta#o #essa tentativa s- po#eria ser funesto. @m povo #e ra"a estrangeira e6primin#o os seus pensamentos pr-prios em l4ngua alem' s- po#eria, por sua me#iocri#a#e, comprometer a majesta#e #o esp4rito alem'o. ?s gran#es preju4zos %ue, in#iretamente, já sofreu o esp4rito alem'o, po#em ser constata#os no fato #e os americanos, por falta #e conhecimentos, confun#irem o #ialeto ju#aico com o alem'o. & ningu/m passará pela i#/ia %ue essa piolheira ju#aica %ue, no oriente, fala alem'o, s- por isso #eve ser vista como #e #escen#2ncia alem', como pertencente ao povo alem'o. & hist-ria mostra %ue foi a germaniza"'o #a terra, %ue os nossos antepassa#os promoveram pela espa#a, a %ue nos trou6e proveitos, pois essa terra con%uista#a era coloniza#a com agricultores alem'es, sempre %ue o sangue estrangeiro foi intro#uzi#o no corpo #a na"'o, os seus #esastra#os eleitos se fizeram sentir sobre o caráter #o povo, #an#o lugar ao super!in#ivi#ualismo, infelizmente ain#a hoje muito aprecia#o. (esse terceiro grupo a %ue alu#imos acima, o 3sta#o / visto, #e certa maneira, como um fim, sen#o a sua conserva"'o a mais alta miss'o #a vi#a #os in#iv4#uos. 3m resumo, po#e!se afirmar %ue to#os esses pontos #e vista n'o t2m as suas ra4zes mais

profun#as na convic"'o #e %ue as for"as culturais e cria#oras #e um povo repousam nos elementos raciais e %ue o 3sta#o #eve ter como seu mais alto objetivo a conserva"'o e aperfei"oamento #a ra"a, base #e to#os os progressos culturais #a humani#a#e. &s *ltimas conse%U2ncias #essa concep"'o falsa sobre a e6ist2ncia e a finali#a#e #o 3sta#o foram tira#as pelo ju#eu Karl Mar6. 3n%uanto o mun#o burgu2s aban#onava o conceito #o 3sta#o, ten#o por base os #everes para com a ra"a, e n'o conseguia substituir essa concep"'o por outra f-rmula! %ue pu#esse ser aceita, uma outra #outrina %ue chegava a negar o pr-prio 3sta#o abria caminho no mun#o mo#erno. (esse campo, a luta #o mun#o burgu2s contra o internacionalismo mar64stico #everia ser um fracasso completo. & burguesia já tinha, há ! muito tempo, sacrifica#o os fun#amentos absolutamente in#ispensáveis para a #efesa #e suas i#/ias. <eus espertos a#versários, reconhecen#o a fra%ueza #as institui":es #o inimigo, lan"aram!se na luta com as pr-prias armas %ue este, embora involuntariamente, lhes fornecera. $or tu#o isso, o primeiro #ever #e um novo movimento %ue repousa sobre o fun#amento #a ra"a, / #ar uma forma clara, bem #efini#a, #a concep"'o sobre a e6ist2ncia e a finali#a#e #o 3sta#o. ? gran#e princ4pio %ue nunca #everemos per#er #e vista / %ue o 3sta#o / um meio e n'o um fim. + a base sobre %ue #eve repousar uma mais eleva#a cultura humana, mas n'o e a causa #a mesma. 3ssa cultura #epen#e #a e6ist2ncia #e uma ra"a superior, #e capaci#a#e civiliza#ora. $o#eria haver centenas #e 3sta#os mo#elos no mun#o e isso n'o impe#iria %ue, com o #esaparecimento #os arianos, forma#ores #e cultura, #esaparecesse a civiliza"'o no n4vel em %ue se encontra atualmente nas na":es mais a#ianta#as. $o#emos avan"ar mais um pouco e proclamar %ue o fato #os in#iv4#uos se organizarem em 3sta#os, #e nenhum mo#o afastaria a possibili#a#e #o #esaparecimento #a ra"a humana, #es#e %ue uma capaci#a#e intelectual superior e um gran#e po#er #e a#apta"'o se per#essem por falta #e uma ra"a para conservá!las. <e, por e6emplo, a superf4cie #a terra fosse inun#a#a por um #il*vio, e, #o meio #as vagas #o oceano, surgisse um novo ;imalaia, nessa terr4vel catástrofe #esapareceria a cultura humana. (enhum 3sta#o persistiria, os ban#os se #issolveriam, seriam #estru4#os os atesta#os #e uma evolu"'o #e milhares #e anos e restaria #e tu#o apenas um vasto cemit/rio coberto #e água e #e lama. Mas, se #esse horr4vel caos, se conservassem alguns homens pertencentes a uma certa ra"a #e capaci#a#e cria#ora, #e novo, embora isso #urasse milhares #e anos, no mun#o, #epois #e cessa#a a tempesta#e, se notariam sinais #a e6ist2ncia #o po#er cria#or #a humani#a#e. <- o #esaparecimento #as *ltimas ra"as capazes transformaria a terra em um vasto #eserto. ? contrário #isso vemos em e6emplos #o presente. 3sta#os t2m e6isti#o %ue por n'o possu4rem, #evi#o a suas origens raciais, a geniali#a#e in#ispensável, n'o pu#eram evitar a sua ru4na. ? %ue aconteceu com certas esp/cies animais #os tempos pr/!hist-ricos, %ue ce#eram lugar a outras e, por fim, #esapareceram completamente, acontece com os povos, %uan#o lhes falta a for"a espiritual, *nica arma capaz #e assegurar sua pr-pria conserva"'oV ? 3sta#o em si n'o cria um #etermina#o stan#ar# #e cultura, po#e apenas conservar a ra"a #e %ue #epen#e essa civiliza"'o. 3m outra hip-tese, o 3sta#o po#erá #urar centenas #e anos, mas se n'o tiver evita#o a mistura #e ra"as, a capaci#a#e cultural e to#as as manifesta":es #a vi#a a ela con#iciona#as sofrer'o profun#as mo#ifica":es. ? 3sta#o #e hoje, por e6emplo, po#e, como mecanismo, ain#a por muito tempo aparentar vi#a, mas o envenenamento #a ra"a criará fatalmente um rebai6amento cultural %ue, aliás, já se nota hoje em propor":es assusta#oras.

&ssim sen#o, a con#i"'o essencial para a forma"'o #e uma humani#a#e superior n'o / o 3sta#o mas a ra"a. (a":es ou, melhor, ra"as, possui#oras #e g2nio cria#or trazem sempre essas virtu#es consigo, embora, muitas vezes, em esta#o latente, mesmo %uan#o circunstTncias e6teriores, #esfavoráveis em #a#o momento, n'o permitam o seu #esenvolvimento. + um ultraje, por e6emplo, imaginar %ue os povos alem'es #e antes #a era crist' eram bárbaros. Aárbaros nunca foram eles. ? clima áspero #os pa4ses #o (orte for"ou!os a viver sob con#i":es %ue n'o lhes permitiram #esenvolver suas %uali#a#es cria#oras. <e o mun#o clássico nunca tivesse e6isti#o, se os alem'es tivessem #esci#o para os pa4ses #o sul, #e clima mais favorável, e ali tivessem conta#o com os primeiros au64lios #a t/cnica, empregan#o a seu servi"o ra"as %ue lhe eram ,nferiores, ent'o a capaci#a#e cria#ora latente teria pro#uzi#o uma civiliza"'o t'o brilhante como a #os ;elenos. Mas esta for"a cria#ora #e cultura nem sempre se encontra nos climas #o (orte. ? Lapônio, transporta#o para o sul, pro#uziria t'o pouco, sob o ponto #e vista cultural, como o es%uim-. 3ssa capaci#a#e #omina#ora e cria#ora / caracter4stica #o ariano, %ue a possui em esta#o latente ou em to#a sua efici2ncia, tu#o #epen#en#o #as con#i":es #o meio %ue ou permitem a sua e6pans'o ou a impe#em. =a4 resultam os seguintes princ4pios7 ? 3sta#o / um meio para um fim. <ua finali#a#e consiste na conserva"'o e no progresso #e uma coletivi#a#e sob o ponto #e vista f4sico e espiritual. 3ssa conserva"'o abra"a em primeiro lugar tu#o o %ue #iz respeito H #efesa #a ra"a, permitin#o, por esse meio, a e6pans'o #e to#as as for"as latentes #a mesma. $ela utiliza"'o #essas for"as, promover!se!á a #efesa #a vi#a f4sica e, por outro ! la#o, o #esenvolvimento intelectual. (a reali#a#e, os #ois est'o sempre em fun"'o um #o outro. 3sta#os %ue n'o aten#em a esse objetivo s'o cria":es artificiais, simples mostrengos. ? fato #e semelhante 3sta#o e6istir em na#a altera essa ver#a#e, assim como o 26ito #e uma associa"'o #e piratas n'o justifica o sa%ue. (-s, nacionais!socialistas, como #efensores #e uma nova concep"'o #o mun#o, n'o #evemos nunca nos colocar no ponto #e vista falso #as chama#as 0reali#a#es0. <e assim acontecesse n'o ser4amos os fatores #e uma gran#e i#/ia mas escravos #as mentiras em voga. .emos %ue estabelecer bem claramente a #iferen"a entre o 3sta#o como continente e a ra"a como conte*#o. 3sse continente s- tem senti#o se pu#er manter e proteger o conte*#o. (a hip-tese contrária, torna!se in*til. &ssim, a finali#a#e principal #e um 3sta#o nacionalista / a conserva"'o #os primitivos elementos raciais %ue, por seu po#er #e #isseminar a cultura, criam a beleza e a #igni#a#e #e uma humani#a#e mais eleva#a. (-s, como arianos, i. Yven#o sob um #etermina#o 9overno, po#emos apenas imaginá!lo como um organismo vivo #a nossa ra"a %ue n'o sassegurará a conserva"'o #essa ra"a, mas a colocará em situa"'o #e, por suas possibili#a#es intelectuais, atingir uma mais alta liber#a#e. ? %ue hoje se tenta apresentar!nos como um tipo #e 3sta#o / apenas o pro#uto #e um gran#e erro #e %ue resultar'o as conse%U2ncias mais #eploráveis. (-s, nacionais!socialistas, sabemos muito bem %ue o mun#o atual nos contempla como revolucionários #evi#o Hs nossas ,#/ias e, com esse %ualificativo, preten#e estigmatizar! nos. ?s nossos pensamentos e a":es n'o se #evem, por/m, #ei6ar influenciar pela aprova"'o ou con#ena"'o #os contemporTneos, mas, ao contrário, #evemos nos manter ca#a vez mais firmes na #efesa #as ver#a#es %ue reconhecemos. $o#eremos assim ficar certos #e %ue uma mais clara vis'o #a posteri#a#e n'o s- compreen#erá a nossa atua"'o #e hoje, como aceitá!la!á como justa e #ar!lhe!á o #evi#o apre"o.

$or esse crit/rio / %ue #evemos, n-s, nacionais!socialistas, me#ir o valor #e um 3sta#o 3sse valor será relativo %uanto a um #etermina#o povo e absoluto no %ue #iz respeito H humani#a#e em si. 3m outras palavras7 ? valor #e um 3sta#o n'o po#e ser aprecia#o pela sua eleva"'o cultural ou pelo seu po#er em compara"'o com outros povos, mas, em *ltima análise, pela justeza #e sua orienta"'o em rela"'o H posteri#a#e. @m 3sta#o po#e ser aponta#o como mo#elar %uan#o n'o somente correspon#e Hs con#i":es #a vi#a #o povo %ue representa mas tamb/m assegura a e6ist2ncia material #esse povo, %ual%uer %ue seja a importTncia cultural %ue as institui":es atinjam no resto #o mun#o. & miss'o #o 3sta#o n'o / criar capaci#a#es mas tornar poss4vel a e6pans'o #as for"as e6istentes. $or outro la#o, po#e!se apontar como um 3sta#o mal organiza#o a%uele em %ue, %ual%uer %ue seja a eleva"'o #e sua cultura, consente na ru4na, sob o ponto #e vista racial, #os porta#ores #essa cultura. $ois assim se eliminaria praticamente a con#i"'o in#ispensável para a continua"'o #essa civiliza"'o %ue, aliás, n'o foi cria#a por ele mas / o fruto #e um esp4rito nacional cria#or garanti#o por uma organiza"'o estatal conveniente. ? 3sta#o n'o / um conte*#o mas uma forma. & eleva"'o #a cultura #e um povo, %ual%uer %ue ela seja, n'o #á a me#i#a por %ue se #eve apreciar o valor #e um 3sta#o. + evi#ente %ue um povo altamente civiliza#o #á #e si uma impress'o mais eleva#a #o %ue um povo #e negros. ('o obstante isso, a organiza"'o estatal #o primeiro, observa#a %uanto H maneira por %ue realiza a sua finali#a#e, po#e ser pior %ue a #os negros. &ssim como a melhor forma #e governo n'o po#e pro#uzir, em um povo, capaci#a#es %ue n'o e6istiam antes, assim um 3sta#o mal organiza#o po#e, promoven#o a ru4na #os in#iv4#uos #e uma #etermina#a ra"a, fazer #esaparecerem as %uali#a#es cria#oras %ue possu4am na origem. 5onclui!se #a4 %ue o julgamento #a boa ou má organiza"'o #e um 3sta#o s- po#erá ser feito pela relativa utili#a#e %ue oferece a um #etermina#o povo e nunca pela importTncia %ue atinge em face #o mun#o. 3sse julgamento relativo po#e ser fácil e acerta#amente feito. ? ju4zo, por/m, sobre o valor absoluto / muito #if4cil, pois n'o #epen#e somente #a organiza"'o estatal, mas principalmente #as %uali#a#es #e #etermina#o povo. )uan#o se fala #e uma mais eleva#a miss'o #o 3sta#o, n'o se #eve nunca es%uecer %ue a maior finali#a#e resi#e no povo e %ue o #ever #o 9overno / tornar poss4vel, com a sua organiza"'o, a livre e6pans'o #as for"as e6istentes. )uan#o, por/m, nos perguntamos %ual o 3sta#o %ue precisamos instituir para n-s, #evemos primeiro esclarecer %ue esp/cie #e homens se há. #e propor pro#uzir e %ual o objetivo %ue está #estina#o a servir. ,nfelizmente, o Tmago #a nacionali#a#e alem' já n'o / mais homog2neo, sob o ponto #e vista racial. o processo #e fus'o #os elementos originais n'o tinha ain#a i#o t'o longe %ue já se pu#esse afirmar %ue uma nova ra"a tinha surgi#o #essa fus'o. &o contrário, o envenenamento racial #e %ue o nosso pa4s se vem ressentin#o, #es#e a guerra #os .rinta &nos, n'o s- perturbou a pureza #o sangue como #a pr-pria alma #o povo. &s fronteiras abertas #a $átria, a vizinhan"a #e elementos n'o germTnicos nas fronteiras, e, sobretu#o, a corrente cont4nua #e sangue estrangeiro no interior #o ,mp/rio, n'o #'o tempo a uma fus'o absoluta, #es#e %ue a invas'o continua sem interrup"'o.

('o se formará uma nova ra"a, mas as #iferentes ra"as continuar'o a viver umas ao la#o #as outras. & conse%U2ncia #isso / %ue, nos momentos cr4ticos, justamente %uan#o os rebanhos se costumam unir, os alem'es se #eban#am em to#as as #ire":es. ('o / s- nos seus respectivos territ-rios %ue os elementos raciais se comportam #iferentemente o mesmo acontece com os in#iv4#uos #e ra"as #iferentes, #entro #as mesmas fronteiras. 5olo%uem!se homens #o norte ao la#o #e homens #e leste, ao la#o #e homens #e leste homens #o oeste e o resulta#o será a mistura. $or um la#o, isso / #e gran#es vantagens. >alta aos alem'es o esp4rito gregário %ue sempre se verifica %uan#o to#os s'o #o mesmo sangue e %ue protege as na":es contra a ruma, sobretu#o nos momentos #e perigo, em %ue to#as as pe%uenas #iferen"as #esaparecem e o povo, como um s- rebanho, enfrenta o inimigo comum. (a e6ist2ncia #e elementos raciais #iferentes, %ue se n'o fun#iram, está o fun#amento #o %ue #esignamos pela palavra super!in#ivi#ualismo. (os tempos #e paz, esse super!in#ivi#ualismo po#eria ser *til, mas, bem e6amina#as as coisas, foi o %ue nos arrastou a sermos #omina#os pelo mun#o. <e o povo alem'o, na sua evolu"'o hist-rica, possu4sse a%uela inabalável uni#a#e, %ue foi #e tanta utili#a#e a outros povos, seria hoje o senhor #o globo terrestre. & hist-ria #o mun#o teria toma#o outro curso. ('o ver4amos esses cegos pacifistas men#igarem a paz atrav/s #e %uei6as e lamenta":es, pois a paz #o mun#o n'o se mant/m com as lágrimas #e carpi#eiras pacifistas, mas pela espa#a vitoriosa #e um povo #omina#or %ue p:e o mun#o a servi"o #e uma alta cultura. ? fato #a n'o e6ist2ncia #e uma perfeita uni#a#e racial causou!nos gran#es males. ,sso #eu lugar ao surto #e um pe%ueno n*mero #e potenta#os alem'es, mas retirou H &lemanha o #ireito H #omina"'o, &in#a hoje, o nosso povo sofre as conse%U2ncias #essa #esuni'o. ? %ue, no passa#o e no presente, causou a nossa infelici#a#e, po#e ser, por/m, a nossa salva"'o no futuro. $or mais preju#icial %ue, por um la#o, tenha si#o a falta #e fus'o #os #iferentes elementos raciais, o %ue impe#iu a forma"'o #a perfeita uni#a#e nacional, / incontestável %ue, por outro, com isso se conseguiu %ue, pelo menos uma parte #o povo, #e melhor sangue, se conservasse na sua pureza, evitan#o!se assim a ru4na #a ra"as. 5ertamente, uma completa fus'o #os primitivos elementos raciais originaria uma uni#a#e mais perfeita, mas, como se verifica em to#os os cruzamentos, a capaci#a#e cria#ora seria menor #o %ue a possu4#a pelos elementos primitivos superiores. >oi uma felici#a#e %ue n'o se tenha #a#o a fus'o completa, pois, por isso, ain#a possu4mos representantes #o puro sangue germTnico #o (orte, em %ue vemos o mais precioso tesouro para o nosso futuro. (os #ias sombrios #e hoje, em %ue / completa a ignorTncia sobre as leis raciais, em %ue to#os os homens s'o ti#os como iguais, n'o se tem uma i#/ia clara #os #iferentes valores #os elementos raciais primitivos. <abemos hoje %ue uma mistura completa #os #iversos componentes #o nos. Q organismo racial po#eria, em conse%U2ncia #e uma maior unifica"'o, ter!nos proporciona#o maior po#er e6terior, mas o maior objetivo #a humani#a#e n'o po#eria ser atingi#o, uma vez %ue os in#iv4#uos aponta#os pela $rovi#2ncia a realizá!lo tinham #esapareci#o na mistura geral. ? %ue a sorte evitou, sem o %uerermos, #evemos e6perimentar e utilizar H luz #os conhecimentos a#%uiri#os #e ent'o para cá. )uem falar #e uma miss'o #o povo alem'o neste mun#o, #eve saber %ue essa miss'o spo#e consistir na forma"'o #e um 3sta#o %ue v2, como sua maior finali#a#e, a conserva"'o e o progresso #os elementos raciais %ue se mantiveram puros no seio #o nosso povo, na

humani#a#e inteira. 5om essa miss'o, o 3sta#o, pela primeira vez, assume a sua ver#a#eira finali#a#e. 3m vez #o palavrea#o irris-rio sobre a seguran"a #a paz e #a or#em, por meios pac4ficos, a miss'o #a conserva"'o e #o progresso #e uma ra"a superior escolhi#a por =eus / %ue #eve ser vista como a mais eleva#a. 3m lugar #e uma má%uina %ue s- se esfor"a por viver, #eve ser cria#o um organismo vivo com o objetivo *nico #e servir a uma nova i#/ia. ? 3sta#o alem'o #eve reunir to#os os alem'es com a finali#a#e n'o s- #e selecionar os melhores elementos raciais e conservá!los mas tamb/m #e elevá!los, lenta mas firmemente, a uma posi"'o #e #om4nio. (esse per4o#o #e luta, #eve!se entrar com a mais firme resolu"'o. 5omo sempre acontece em tu#o neste mun#o, a%ui mais uma vez se verifica a ver#a#e #este prov/rbio ! má%uina %ue n'o trabalha se enferruja e tamb/m %ue a vit-ria está sempre no ata%ue. )uanto maior for o objetivo %ue tivermos #iante #e n-s, %uanto menor for a compreens'o #as massas no momento, tanto mais pro#igioso será ! #e acor#o com as li":es #a hist-ria ! o 26ito, #es#e %ue o alvo seja bem compreen#i#o e a luta #irigi#a com firmeza inabalável. + muito natural %ue a maior parte #os emprega#os %ue hoje controlam o 3sta#o se sintam mais a cômo#o trabalhan#o para conservar o statu %uo atual #o %ue lutan#o por uma nova or#em #e coisas. 3les sentir'o %ue / mais fácil consi#erar o 3sta#o como uma má%uina %ue e6iste somente para garantir!lhes a subsist2ncia, uma vez %ue as suas vi#as, como eles costumam #izer, pertencem ao 3sta#o. 5omo #issemos acima, / mais fácil ver na autori#a#e #o 3sta#o apenas um mecanismo #o %ue encará!la como a corporifica"'o #a for"a #e conserva"'o #e um povo na terra. (o primeiro caso, para esses esp4ritos fracos, o 3sta#o / uma finali#a#e em si no segun#o, / a arma po#erosa a servi"o #a eterna luta pela e6ist2ncia, arma %ue n'o / mecTnica, mas a e6press'o #e uma vonta#e geral em favor #a conserva"'o #a vi#a. (a luta pelas novas i#/ias ! %ue est'o em harmonia com o senti#o original #as coisas ! encontraremos poucos combatentes no seio #e uma socie#a#e #e homens envelheci#os, n'o s- #e corpo como #e espirito tamb/m, o %ue / ain#a mais lamentável. <- vir'o para as nossas fileiras os in#iv4#uos e6cepcionais, ,sto /, os velhos #e cora"'o e #e esp4rito mo"os. (unca se incorporar'o Hs nossas hostes a%ueles %ue pensam ser a finali#a#e *nica #a vi#a manter inalterável a situa"'o atual. 5ontra n-s se arregimentara um e6/rcito composto menos #os in#iv4#uos maus #o %ue #os in#iferentes, pregui"osos mentais, e #os interessa#os na conserva"'o #o atual esta#o #e coisas. ? grito #e guerra %ue, logo #e in4cio, afugenta os fracos, / o to%ue #e reunir #as naturezas #ota#as #e esp4rito combativo. =evemos ter sempre presente no esp4rito %ue %uan#o uma certa soma #e gran#e energia e efici2ncia #e um povo / concentra#a em um #eterminoGo fim e segrega#a #efinitivamente, #a in/rcia #as gran#es massas, essa pe%uena minoria está #estina#a a #ominar o resto. & hist-ria #o mun#o / feita pelas minorias, #es#e %ue elas tenham incorpora#o a maior parte #o po#er #e vonta#e e #e #etermina"'o #o povo. ,sso %ue, a muitos, parece uma #esvantagem, /, na reali#a#e, a con#i"'o in#ispensável para a nossa vit-ria. (a gran#eza e na #ificul#a#e #a nossa tarefa, está a possibili#a#e #e %ue s- os melhores Luta#ores formar'o conosco. (essa sele"'o está a garantia #o sucesso. & pr-pria natureza consegue fazer certas corre":es nos seres vivos, no %ue #iz respeito H pureza #a ra"a. 3la tem muito pouca inclina"'o pelos bastar#os. ?s primeiros pro#utos #esse cruzamento s'o os %ue mais sofrem, %uan#o n'o na primeira, na terceira, %uarta ou

%uinta gera"'o. $er#em as %uali#a#es #a ra"a superior, e, pela falta #e uni#a#e racial, per#em tamb/m a constTncia na for"a #e vonta#e e #e #ecis'o. 3m to#os os momentos cr4ticos em %ue as ra"as puras tomam resolu":es certas e firmes, o bastar#o ficará in#eciso, tomará meias me#i#as. ,sso n'o se tra#uz somente na inferiori#a#e #a mistura em rela"'o H pureza mas, na prática, na possibili#a#e #e uma mais rápi#a ru4na. 3m um sem!n*mero #e casos, em %ue a ra"a pura resiste, os bastar#os se #ei6am vencer. (isso se #eve ver uma #as maneiras #e corre"'o #a natureza. 3la vai mais a#iante, %uan#o restringe a possibili#a#e #e procria"'o. 5om isso pro4be a fecun#i#a#e #e novos cruzamentos e arrasta!os ao e6term4nio. <e, por e6emplo, em uma #etermina#a ra"a, um in#iv4#uo cruza com outro #e ra"a inferior, o resulta#o ime#iato / a bai6a #o n4vel racial e, #epois, o enfra%uecimento #os #escen#entes, em compara"'o com os representantes #a ra"a pura. $roibin#o!se absolutamente novos cruzamentos com a ra"a superior, os bastar#os, cruzan#o!se entre si, ou #esapareceriam, #a#a a sua pouca resist2ncia, ou, com o correr #os tempos, atrav/s #e misturas constantes, criariam um tipo em %ue n'o mais se reconheceria nenhuma #as %uali#a#es #a ra"a pura. &ssim se formaria uma nova ra"a com uma certa capaci#a#e #e resist2ncia passiva, mas muito #iminu4#a na importTncia #a sua cultura em rela"'o H ra"a superior #o primeiro cruzamento. (esse *ltimo caso, na luta pela e6ist2ncia, o bastar#o será sempre venci#o, en%uanto e6istir, como a#versário, o representante #e uma ra"a pura. (o correr #os tempos, to#os esses novos organismos raciais, em conse%U2ncia #o rebai6amento #o n4vel #a ra"a e #a #iminui"'o #a elastici#a#e espiritual, #a4 #ecorrente, n'o po#eriam sair vitoriosos em uma luta com uma ra"a pura, mesmo intelectualmente atrasa#a. $o#e!se, pois, estabelecer o seguinte princ4pio7 .o#a mistura #e ra"a ten#e, mais ce#o ou mais tar#e, a provocar a #eca#2ncia #o pro#uto h4bri#o, en%uanto a ra"a superior #o cruzamento se mantiver em sua pureza. <%uan#o os *ltimos representantes #a ra"a superior se tornam bastar#os / %ue para os pro#utos h4bri#os cessa o perigo #e #esaparecimento. ,nicia!se, ent'o, um processo natural, mas lento, #e regenera"'o, %ue gra#ualmente eliminará o veneno racial, #es#e %ue ain#a e6ista um es to%ue #e elementos puros e %ue se tenha impe#i#o a mistura. & essa situa"'o po#em chegar mesmo in#iv4#uos com o mais forte instinto racial e %ue, por for"a #e certas situa":es ou por influ2ncia #e coa"'o, foram obriga#os a aban#onar os processos normais #e multiplica"'oV Logo, por/m, %ue essa situa"'o e6cepcional #ei6a #e e6ercer sua influ2ncia, a parte pura #a ra"a procurará unir!se aos seus semelhantes, opon#o um #i%ue ao abastar#amento. ?s pro#utos bastar#os entram por si mesmos para um segun#o $lano a menos %ue, pelo n*mero consi#erável por eles já atingi#o, a resist2ncia #os elementos raciais puros se tivesse torna#o imposs4vel. ? homem %ue, uma vez, per#eu os seus instintos e se nega ao cumprimento #os #everes %ue a natureza lhe imp:e, n'o #eve, em regra, na#a esperar #e um corretivo #a natureza, #es#e %ue n'o tenha compensa#o com um conhecimento vis4vel a per#a #esse instinto. ;á, nesse caso, sempre o perigo #e %ue o in#iv4#uo, completamente cego, ca#a vez mais #estrua as fronteiras entre as ra"as at/ per#er #e to#o as melhores %uali#a#es #a ra"a superior. 1esultará #e tu#o isso uma massa informe %ue os famosos reforma#ores #e nossos #ias v2em como um i#eal. 3m pouco tempo, #esapareceria #o mun#o o i#ealismo. $o#er! se!ia com isso formar um gran#e rebanho #e in#iv4#uos passivos, mas nunca #e homens

porta#ores e cria#ores #e cultura. & miss'o #a humani#a#e #everia, ent'o, ser vista como termina#a. )uem n'o %uiser %ue a humani#a#e marche para essa situa"'o, #eve!se converter H i#/ia #e %ue a miss'o principal #os 3sta#os 9ermTnicos, / cui#ar #e pôr um para#eiro a uma progressiva mistura #e ra"as. &! gera"'o #os nossos conheci#os fracalh:es #e hoje naturalmente gritará e se %uei6ará #e ofensa aos mais sagra#os #ireitos #os homens. <- e6iste, por/m, um #ireito sagra#o e esse #ireito /, ao mesmo tempo, um #ever #os mais sagra#os, consistin#o em velar pela pureza racial, para, pela #efesa #a parte mais sa#ia #a humani#a#e, tornar poss4vel um aperfei"oamento maior #a esp/cie humana. ? primeiro #ever #e um 3sta#o nacionalista / evitar %ue o casamento continue a ser uma constante vergonha para a ra"a e consagrá!lo como uma institui"'o #estina#a a repro#uzir a imagem #e =eus e n'o criaturas monstruosas, meio homens meio macacos. $rotestos contra isso est'o #e acor#o com uma /poca %ue permite %ual%uer #egenera#o repro#uzir!se e lan"ar uma carga #e in#iz4veis sofrimentos sobre os seus contemporTneos e #escen#entes, en%uanto, por outro la#o, meios #e evitar a procria"'o s'o ofereci#as H ven#a em to#as as farmácias e at/ anuncia#os pelos camelôs, mesmo %uan#o se trata #e pais sa#ios. (este esta#o #e 0paz e or#em0 #os #ias #e hoje, neste mun#o #e bravos 0nacionalistas0 burgueses, a proibi"'o #a procria"'o #e porta#ores #e s4filis, tuberculose e outras mol/stias contagiosas, #e mutila#os e #e cretinos, / Bista como um crime, ao passo %ue a esterili#a#e #e milhares #os in#iv4#uos mais fortes #e nossa ra"a n'o / ti#a como um mal ou ofensa H moral #essa hip-crita socie#a#e, mas aproveita ao seu como#ismo. <e fosse #e outra maneira, eles teriam %ue %uebrar a cabe"a para arranjar meios #e prover H subsist2ncia e H conserva"'o #os elementos sa#ios #a na"'o, %ue #everiam prestar esse gran#e servi"o Hs gera":es futuras. 5omo esse sistema / #esprovi#o #e i#eal e #e honraV (ingu/m se preocupa em cultivar o %ue há #e melhor, em benef4cio #a posteri#a#e, mas, ao contrário, #ei6am!se as coisas continuarem como est'o. &t/ a nossa igreja, %ue fala sempre no homem como cria#o H imagem #e =eus, peca contra esse princ4pio, cui#an#o simplesmente #a alma, en%uanto #ei6a o homem #escer H posi"'o #e #egra#a#o proletário. & gente fica transi#o #e vergonha ao ver a atua"'o #a f/ crist', em nosso pr-prio pa4s, em rela"'o H 0impie#a#e0 #esses in#iv4#uos pecos #e esp4rito e #egra#a#os #e corpo, en%uanto se procura levar a b2n"'o #a igreja a cafres e hotentotes. 3n%uanto os povos europeus s'o #evasta#os por uma lepra moral e f4sica, erra o pie#oso missionário pela Sfrica 5entral, organiza miss:es #e negros, at/ conseguir a nossa 0eleva#a cultura0 fazer #e in#iv4#uos sa#ios, embora primitivos e atrasa#os, bastar#os, pregui"osos e incapazes. <eria muito mais nobre %ue ambas as igrejas crist's, em vez #e importunarem os negros com miss:es, %ue estes n'o #esejam nem compreen#em, ensinassem aos europeus, com gestos bon#osos, mas com to#a serie#a#e, %ue / agra#ável a =eus %ue os pais n'o sa#ios tenham compai6'o #as pobres criancinhas sa#ias e %ue evitem trazer ao mun#o filhos %ue s- trazem infelici#a#e para si e para os outros. ? %ue n'o tem si#o feito em outros setores #eve ser empreen#i#o pelo 3sta#o. , ra"a #eve ser vista como ponto central #a atua"'o #o 3sta#o na vi#a geral #a na"'o. =eve ser conserva#a pura. & infTncia #eve ser vista como a mais preciosa proprie#a#e #a $átria. =eve!se provi#enciar para %ue s- pais sa#ios possam ter filhos. <- há uma coisa vergonhosa7 / %ue pessoas #oentes ou com certos #efeitos possam procriar, e #eve ser

consi#era#a uma gran#e honra impe#ir %ue isso aconte"a. $or outro la#o, #eve ser con#ena#o o privar a na"'o #e filhos sa#ios, o 3sta#o #eve pôr to#os os recursos m/#icos a servi"o #essa concep"'o. =eve proclamar como incapaz #e procriar %uem %uer %ue seja #oente ou tenha certas taras here#itárias e levar esse prop-sito ao terreno prático. =eve provi#enciar tamb/m para %ue a fecun#i#a#e #e uma mulher sa#ia n'o seja #iminu4#a pelas mal#itas con#i":es econômicas #e um regime em %ue o ter filhos / ti#o como uma calami#a#e pelos pais. =eve!se libertar a na"'o #essa in#olente e criminosa in#iferen"a com %ue se tratam as fam4lias #e muitos filhos e, em lugar #isso, ver nelas a maior felici#a#e #e um povo. ?s cui#a#os #a na"'o #evem ser mais em favor #as crian"as #o %ue #os a#ultos. )uem, f4sica ou espiritualmente, n'o / sa#io ou #igno, n'o #eve perpetuar os seus #efeitos atrav/s #e seus filhosV (isso consiste a maior tarefa e#ucativa #o 3sta#o nacionalista. ,sso será visto, #e futuro, como uma obra mais eleva#a #o %ue as mais vitoriosas guerras #o atual s/culo burgu2s. 3#ucan#o o in#iv4#uo, o 3sta#o #eve ensinar %ue n'o / uma vergonha, mas uma lamentável infelici#a#e, ser fraco ou #oente, mas / um crime e tamb/m uma vergonha %ue se arrastem, nessa infelici#a#e, por mero ego4smo, inocentes criaturas. &o contrário / uma prova #e gran#e nobreza #e sentimentos, #o mais a#mirável esp4rito #e humani#a#e, %ue o #oente renuncie a ter filhos seus e consagre seu amor e sua ternura a alguma crian"a pobre, cuja sa*#e #á esperan"a #e Bir a ser ela um membro #e valor #e uma comuni#a#e forte. (essa obra #e e#uca"'o, o 3sta#o #eve coroar os seus esfor"os tratan#o tamb/m #o aspecto intelectual. =eve agir, nesse senti#o, sem consi#era"'o #e %ual%uer esp/cie, sem procurar saber se a sua atua"'o / bem ou mal enten#i#a, popular ou impopular. <- uma proibi"'o, #urante seis s/culos, #a procria"'o #e #egenera#os f4sicos e #e #oentes #e esp4rito n'o s- libertaria a humani#a#e #essa imensa infelici#a#e como pro#uziria uma situa"'o #e salubri#a#e %ue, hoje, parece %uase imposs4vel. <e se realizar com m/to#o um plano #e procria"'o #os mais sa#ios, o resulta#o será a constitui"'o #e uma ra"a %ue trará em si as %uali#a#es primitivas, evitan#o assim a #egra#a"'o f4sica e intelectual #e hoje. <- #epois #e ter toma#o esse caminho / %ue um povo e um 9overno conseguir'o melhorar uma ra"a e aumentar a sua capaci#a#e #e procriar, permitin#o, afinal, H coletivi#a#e retirar to#as as vantagens #a e6ist2ncia #e uma ra"a sa#ia, o %ue constitui a maior felici#a#e #e uma na"'o. + preciso %ue o 9overno n'o #ei6e ao acaso os novos elementos incorpora#os H na"'o, mas, ao contrário, submeta!os a #etermina#as normas. =evem ser organiza#as comiss:es %ue tenham a seu cargo fornecer atesta#os a esses in#iv4#uos, atesta#os %ue obe#e"am ao crit/rio #a pureza racial. &ssim se formar'o colônias cujos habitantes to#os ser'o porta#ores #o mais puro sangue e, ao mesmo tempo, #e gran#e capaci#a#e. <er'o o mais precioso tesouro #a na"'o. ? seu progresso #eve ser visto com orgulho por to#os, pois neles est'o os germes #e um gran#e #esenvolvimento #a na"'o e #a pr-pria humani#a#e. & nova #outrina #eve procurar no seio #o 3sta#o, criar um ambiente mais puro e mais eleva#o em %ue os homens n'o mais #e#i%uem to#a a sua aten"'o H sele"'o #e cavalos, c'es e gatos, mas sim procurem melhorar a sua pr-pria situa"'o, pela ren*ncia consciente #e uns ! os %ue n'o #evem procriar ! e pelo sacrif4cio espontTneo #e outros, os %ue t2m a%uela capaci#a#e. ,sso n'o #eve ser imposs4vel em um mun#o em %ue centenas #e milhares #e homens voluntariamente se entregam ao celibato, apenas por for"a #e um compromisso religioso.

('o será poss4vel essa ren*ncia, se, em lugar #o voto religioso, se colocar a a#vert2ncia #e %ue se #eve pôr um para#eiro ao envenenamento #a ra"a e #ar ao mun#o apenas criaturas ver#a#eiras feitas H imagem #o 5ria#or8 + ver#a#e %ue o calamitoso e6/rcito #os nossos burgueses #e hoje n'o enten#erá isso. 3les encolher'o os ombros ou sair'o sempre com as suas eternas evasivas. =ir'o7 0isso / muito bonito mas / irrealizável0. (o mun#o #eles, isso /, #e fato, imposs4vel, pois n'o t2m capaci#a#e para esse sacrif4cio. 3les s- t2m uma preocupa"'o ! o seu pr-prio eu. ? seu *nico =eus / o #inheiro. Mas nos n'o nos #irigimos a esses e sim Hs gran#es legi:es #a%ueles %ue, por #emasia#o pobres, v2em na sua pr-pria vi#a a *nica felici#a#e e %ue n'o t2m como =eus o #inheiro, mas possuem outras cren"as. <obretu#o H moci#a#e alem', / %ue nos #irigimos. & juventu#e alem', #e futuro, ou constr-i um novo 3sta#o nacionalista ou será a *ltima testemunha #a #erroca#a, #o fim #o mun#o burgu2s. )uan#o uma gera"'o sofre #e certos males %ue ela conhece e contenta!se, como / o caso atual #o mun#o burgu2s, em #eclarar levianamente %ue na#a se po#e fazer, está fatalmente con#ena#a H #estrui"'o. & principal caracter4stica #a nossa burguesia / %ue já n'o po#e negar a enfermi#a#e. 3la / obriga#a a confessar %ue há muita coisa po#re, mas n'o / capaz #e resolver!se a combater o mal e, coor#enan#o, com to#a energia, a for"a #e sessenta ou setenta milh:es #e homens, resistir ao perigo. )uan#o acontece o contrário, procura!se, pelo menos #e longe, provar a impossibili#a#e te-rica #esse mo#o #e proce#er e mostrar %ue n'o se #eve nem pensar em 26ito. ('o há raz'o, por mais absur#a, %ue n'o invo%uem em apoio #a sua mes%uinha propagan#a. <e, por e6emplo, um continente inteiro, envenena#o pelo álcool, se recusa a combater esse mal e libertar o povo #as suas garras, o nosso mun#o burgu2s na#a encontra para #izer. Limita!se a arregalar os olhos e levantar os ombros. 5om uma coisa n'o #evemos nos enganar7 a nossa burguesia atual / incapaz #e realizar %ual%uer gran#e miss'o na humani#a#e. 3 / incapaz, na minha opini'o, n'o por%ue seja #elibera#amente má, mas #evi#o a sua incr4vel in#ol2ncia e tu#o %ue #a4 #ecorre. ;á muito tempo, os clubes pol4ticos %ue aten#em pelo nome #e parti#os burgueses na#a mais s'o #o %ue socie#a#es %ue representam certas classes e profiss:es e a sua maior finali#a#e / #efen#er interesses ego4sticos, #a melhor maneira poss4vel. + -bvio %ue uma liga pol4tica #e burgueses, como os nossos, presta!se para tu#o menos para a luta, especialmente %uan#o o a#versário consiste, n'o em t4mi#os lojistas, mas em massas proletárias e absolutamente resolvi#os H luta. <e reconhecemos %ue a nossa maior miss'o, a bem #o povo, / a conserva"'o e o aperfei"oamento #os melhores elementos raciais, / natural %ue os nossos cui#a#os n'o parem ap-s o nascimento, mas continuem na e#uca"'o #a crian"a, para a sua transforma"'o em uma in#ivi#uali#a#e apta para a multiplica"'o. &ssim como, em conjunto, a con#i"'o essencial para a capaci#a#e #e realiza":es espirituais / a virtu#e racial, #a mesma maneira, %uanto ao in#iv4#uo, a e#uca"'o #eve ter em mira, em primeiro lugar, o aperfei"oamento f4sico, pois, em regra, / nos in#iv4#uos sa#ios e fortes %ue se encontra a maior capaci#a#e intelectual. ('o #esmente essa ver#a#e o fato #e %ue muitos g2nios s'o fisicamente mal forma#os e, at/ mesmo, #oentes. .rata!se, nesse caso, #e e6ce":es %ue apenas confirmam a regra geral. <e a massa #e um povo / composta #e #egenera#os f4sicos, muito raramente surgirá #esse pTntano um esp4rito realmente gran#e. =a sua atua"'o, n'o / l4cito, em nenhum caso, esperar gran#e coisa. & massa inferior ou n'o o enten#era absolutamente ou será t'o fraca #e vonta#e %ue n'o

conseguirá acompanhar o g2nio nos seus surtos. .en#o isso em vista, o 3sta#o #eve #irigir a e#uca"'o #o povo, n'o no senti#o puramente intelectual, mas visan#o sobretu#o H forma"'o #e corpos sa#ios. 3m segun#o plano, / %ue vem a e#uca"'o intelectual. &%ui ain#a, a forma"'o #o caráter #eve ser a primeira preocupa"'o, especialmente a forma"'o #o po#er #e vonta#e e #e #ecis'o e #o hábito #e assumir com prazer to#as as responsabili#a#es. <- #epois #isso, / %ue vem a a%uisi"'o #o conhecimento puro. ? 3sta#o #eve agir na presun"'o #e %ue um homem #e mo#esta e#uca"'o, mas fisicamente sa#io, #e caráter firme, confiante em si mesmo e na sua for"a #e vonta#e, / mais *til H comuni#a#e #o %ue um in#iv4#uo fraco, embora altamente instru4#o. @m povo #e sábios, fisicamente #egenera#os, torna!se fraco #e vonta#e e transforma!se em um corpo #e pacifistas covar#es %ue nunca se elevara Hs gran#es a":es e nem mesmo po#erá assegurar!se a e6ist2ncia na terra. 3m uma áspera luta pela vi#a, / raramente venci#o o %ue sabe menos, mas sempre os %ue n'o po#em tirar parti#o #a sua ci2ncia, na sua atua"'o na vi#a. =eve, pois, haver uma harmonia entre os #ois pontos #e vista. =e um corpo apo#reci#o, mesmo servi#o por um brilhante esp4rito, na#a #e gran#e / l4cito esperar. &s altas cria":es intelectuais nunca se realizar'o por interm/#io #e caracteres #*bios, sem for"a #e vonta#e e fisicamente #oentes. ? %ue tornou imperec4vel o i#eal #a beleza grega foi a harmonia entre a beleza f4sica e a espiritual e moral. ? refr'o popular, segun#o o %ual a 0felici#a#e, no final #as contas, está sempre reserva#a aos mais capazes0 tamb/m se aplica na harmonia %ue #eve e6istir entre o corpo e o esp4rito. ? esp4rito sa#io geralmente coinci#e com o corpo sa#io. & cultura f4sica n'o /, pois, um problema %ue s- interesse ao in#iv4#uo ou %ue afete somente aos pais, mas / um re%uisito ,n#ispensável para a conserva"'o #a ra"a, a %ue o 3sta#o #eve prote"'o. &ssim como, já hoje, o 3sta#o, no %ue #iz respeito H cultura intelectual, passa por cima #o livre arb4trio #os in#iv4#uos e, sem consultar a vonta#e #os pais, torna obrigat-ria a fre%U2ncia Hs escolas, assim tamb/m o 3sta#o, #e futuro, #eve agir no problema #a conserva"'o #a ra"a, sem in#agar se as raz:es para essa atitu#e s'o ou n'o s'o compreen#i#as pelas massas. ? 3sta#o #eve #irigir a e#uca"'o #o povo #e maneira %ue a infTncia, #es#e os primeiros tempos, se prepare a enfrentar a luta pela vi#a %ue a espera. =eve tomar to#o o cui#a#o para %ue n'o se forme uma gera"'o #e como#istas. 3sse trabalho #e e#uca"'o e assist2ncia #eve ser inicia#o pelas m'es. &ssim como foi poss4vel, com um cui#a#oso trabalho #e #ez anos, conseguir um ambiente livre #e infec":es para o nascimento, limitan#o as possibili#a#es #e febres puerperais, tamb/m #evem ser e ser'o poss4veis, por meio #e real e#uca"'o #as irm's e #as pr-prias m'es, já nos primeiros anos #a crian"a, cui#a#os %ue forne"am e6celentes bases para um #esenvolvimento futuro. 3m um 3sta#o nacionalista, a escola #eve reservar mais tempo para o e6erc4cios f4sicos. =e nenhum interesses / %ue se sobrecarregue o c/rebro #as crian"as com e6cesso #e conhecimentos %ue, a prática #emonstra, s- em uma propor"'o insignificante, s'o conserva#os. (a maior parte #os casos, es%uecem o importante e guar#am o %ue / secun#ário, sabi#o como / %ue as crian"as n'o est'o em con#i":es #e fazer a sele"'o #a mat/ria %ue lhes / ensina#a. >oi um erro crasso ter!se, hoje, at/ no programa #as escolas m/#ias, #elibera#o reservar H ginástica apenas #uas horas por semana e, isso mesmo sem

caráter obrigat-rio. ('o se #eve passar um #ia sem %ue ca#a jovem tenha, pelo menos, uma hora #e e6erc4cio f4sico, pela manh' e H tar#e, em esportes e ginástica. 3specialmente o bo6e, visto por muitos nacionalistas 0como ru#e e in#igno0, n'o #eve ser es%ueci#o. + incr4vel a soma #e i#/ias falsas %ue, entre os 0e#uca#os0, há sobre esse assunto. Julga!se natural e honroso %ue os in#iv4#uos apren#am a lutar, a bater!se em #uelo, mas jogar bo6e / grosseiroV $or %ue8 ('o há #esporto %ue estimule tanto o esp4rito #e ata%ue. Mais #o %ue nenhum outro, re%uer #ecis:es rápi#as e enrija e torna fle64vel o corpo, ao mesmo tempo. ('o / mais grosseiro %ue #ois jovens #eci#am uma #isputa a soco #o %ue a espa#a. ('o / tamb/m mais nobre %ue um in#iv4#uo ataca#o se #efen#a a murros #o seu agressor, em vez #e correr a gritar por socorro8 &ntes #e tu#o, o rapaz sa#io #eve apren#er a suportar panca#as. ,sso, aos olhos #os nossos 0luta#ores intelectuais0, po#e parecer selvagem. Mas um 3sta#o nacionalista n'o tem por miss'o fun#ar uma colônia #e estetas pacifistas ou #e #egenera#os f4sicos. ? i#eal humano n'o consiste em mo#estos burgueses ou virtuosas solteironas, mas, ao contrário, em homens e mulheres fortes %ue possam #ar ao mun#o outros seres em i#2nticas con#i":es. & fun"'o #o esporte n'o / somente a #e tornar os in#iv4#uos ágeis e #estemi#os, mas tamb/m #e prepará!los para suportarem to#as as rea":es. <e as nossas classes intelectuais n'o tivessem si#o e#uca#as e6clusivamente em #esportos elegantes se, em vez #isso, tivessem apren#i#o o bo6e, nunca teria si#o poss4vel uma revolu"'o alem' #e rufi:es, #e #esertores e #e outros in#iv4#uos #o mesmo jaez. ? %ue assegurou o 26ito #a 1evolu"'o n'o foi a intrepi#ez e a coragem #os seus organiza#ores, mas a covar#ia, a miserável irresolu"'o #os %ue #irigiam o 3sta#o e eram responsáveis pela sua conserva"'o. ?s con#utores intelectuais #o nosso povo recebiam apenas e#uca"'o espiritual e, por isso, ficaram sem po#er reagir, no momento em %ue os a#versários, em vez #e armas espirituais, puseram em cena ate alavancas. & 1evolu"'o s- triunfou por%ue a e#uca"'o ministra#a nas escolas superiores n'o formava homens, no ver#a#eiro senti#o #a palavra, mas funcionários, engenheiros, juristas, literatos e, por fim, professores encarrega#os #e manter sempre viva essa instru"'o puramente intelectual. (ossa #ire"'o intelectual pro#uziu brilhantes resulta#os, mas o cultivo #a for"a #e vonta#e sempre esteve abai6o #e %ual%uer cr4tica. + claro %ue, por meio #a e#uca"'o, n'o se po#e transformar um intelectual covar#e em um homem corajoso. + evi#ente tamb/m %ue um homem, %ue n'o / covar#e por natureza, mas preju#ica#o no #esenvolvimento #e suas %uali#a#es in#ivi#uais, #es#e %ue n'o receba uma e#uca"'o %ue aperfei"oe a sua for"a f4sica e a sua #estreza, será, logo #e in4cio, #errota#o. + no e6/rcito %ue se po#e avaliar o %uanto a capaci#a#e f4sica estimula a coragem e #esperta o esp4rito #e ata%ue. & e6celente instru"'o recebi#a pelos nossos sol#a#os, #urante a paz, inoculou, nesse gigantesco organismo, a f/ sugestiva na sua pr-pria superiori#a#e, em propor":es %ue os nossos pr-prios a#versários n'o julgavam poss4vel. ? imortal esp4rito #e combativi#a#e e #e coragem %ue, nos meses #o fim #o ver'o e no outono #e CECG, se verificou na ofensiva #o e6/rcito alem'o, foi efeito e6clusivamente #os ininterruptos e6erc4cios #os tempos #e paz, %ue permitiram %ue, #e corpos fracos, se obtivessem os efeitos mais incr4veis e %ue neles inspirou uma confian"a em si mesmos %ue nunca mais os aban#onou nas maiores refregas. Justamente agora %ue a na"'o alem' está em colapso, espezinha#a por to#o mun#o, / %ue mais se faz necessária a%uela confian"a em si mesma. 3ssa confian"a #eve ser cultiva#a na juventu#e, #es#e a meninice. .o#a a sua e#uca"'o, to#o o seu treinamento, #evem ser #irigi#os no senti#o #e #ar!lhe a convic"'o #a sua superiori#a#e. 5erta #a sua

for"a e #a sua habili#a#e, a moci#a#e #eve rea#%uirir a f/ na invencibili#a#e #a sua na"'o. ? %ue levou, outrora, o e6/rcito alem'o H vit-ria foi a confian"a e6traor#inária %ue ca#a um tinha em si mesmo e to#os tinham nos seus chefes. ? %ue po#erá levantar #e novo o povo alem'o / a convic"'o #e %ue a liber#a#e ain#a po#erá ser recon%uista#a. Mas essa convic"'o s- po#erá ser o pro#uto final #e um sentimento partilha#o por milh:es #e in#iv4#uos. (ingu/m se engane sobre isso. ,nau#ita foi a #erroca#a #a nossa na"'o, inau#ito #eve ser o esfor"o para, um #ia, se pôr um fim a essa #eplorável situa"'o. 3ngana!se #esgra"a#amente %uem acre#ita %ue o nosso povo, continuan#o essa e#uca"'o burguesa inspira#a na 0paz e na or#em0, po#erá con%uistar a for"a necessária para mo#ificar a situa"'o atual #e ru4na e jogar os nossos grilh:es #e escravos H face #os nossos a#versários. <- por um imenso #esenvolvimento #e nossa for"a #e vonta#e, por uma se#e #e liber#a#e e por uma alta #evo"'o H $átria / %ue se po#erá recon%uistar o %ue nos tem falta#o. &t/ o vestuário #os jovens #eve ser apropria#o a esse fim. + uma ver#a#eira lástima ser obriga#o a ver como os mo"os #e hoje se submetem a uma mo#a i#iota %ue muito bem se tra#uz no #ita#o popular %ue as roupas fazem os homens. Justamente na moci#a#e / %ue o vestuário #eve estar em fun"'o #a finali#a#e e#ucacional. @m jovem, %ue, no ver'o, an#a para cima e para bai6o vesti#o at/ ao pesco"o, s- por isso #ificulta a sua e#uca"'o f4sica. ? esp4rito #e honra e ! #igamos entre n-s ! a vai#a#e #evem ser cultiva#os, n'o a vai#a#e #e possuir belas roupas, %ue nem to#os po#em comprar, mas a #e criar!se um corpo bem forma#o, a %ue to#os po#em concorrer. ,sso correspon#e, para o futuro, a uma certa finali#a#e. & rapariga #eve conhecer o seu cavalheiro. <e a beleza f4sica n'o se ocultasse hoje, completamente, sob as vestes #a mo#a i#iota, e a se#u"'o #e centenas #e milhares #e mo"as, por ju#eus bastar#os, #e pernas tortas e #esengon"a#os, n'o seria poss4vel. 3stá tamb/m no interesses #a na"'o %ue se chegue H forma"'o #e corpos perfeitos, a fim #e se criar um novo i#eal #e beleza. ,sso / mais necessário, hoje, por faltar a e#uca"'o militar, cuja organiza"'o supria em parte a #efici2ncia #e nosso sistema e#ucacional #e outrora. ? 26ito #essa organiza"'o n'o se via somente na e#uca"'o #o in#iv4#uo, mas tamb/m na sua influ2ncia sobre as rela":es entre os #ois se6os. & rapariga alem' preferia o sol#a#o ao civil. + #ever #o 3sta#o nacionalista cultivar a efici2ncia f4sica, n'o somente nos anos #e fre%U2ncia H escola mas tamb/m #epois #a i#a#e escolar. 3n%uanto o in#iv4#uo se estiver #esenvolven#o fisicamente, este #esenvolvimento #eve ser #irigi#o #e mo#o %ue se torne para ele uma b2n"'o futura. + i#iotice pensar %ue o #ireito #o 3sta#o em superinten#er a e#uca"'o #a sua moci#a#e termina com a i#a#e escolar e s- recome"a com o servi"o militar. 3sse #ireito / um #ever %ue nunca #eve ser per#i#o #e vista. ? 9overno atual, %ue n'o tem nenhum interesses pela sa*#e #o povo, aban#onou essa miss'o #a maneira mais criminosa. 5onsente %ue a moci#a#e se #esmoralize nas ruas e nos bor#/is, em vez #e #irigi!la #e maneira %ue #e futuro se transforme em homens e mulheres sa#ios. =e %ue maneira o 3sta#o continua a #irigir essa e#uca"'o po#e ser, hoje, in#iferente o essencial / %ue ele o fa"a e procure o caminho para chegar a esse fim. ? 3sta#o tem como uma #as suas finali#a#es, a e#uca"'o, tanto intelectual como f4sica, #os jovens, #epois #a i#a#e escolar. 3 essa e#uca"'o #eve ser realiza#a #e acor#o com a orienta"'o oficial, visan#o, nas suas linhas gerais, o servi"o militar.

? e6/rcito n'o #eve, como at/ agora, instruir os mo"os apenas nos e6erc4cios regulamentares mas transformar jovens já perfeitos, no ponto #e vista f4sico, em ver#a#eiros sol#a#os. 3m um 3sta#o nacionalista, o e6/rcito n'o e6iste s- para ensinar o homem a marchar e a outros e6erc4cios militares, mas #eve ser a mais alta escola #a e#uca"'o nacional. (aturalmente, o jovem recruta #eve apren#er a manejar as armas, mas, ao mesmo tempo, #eve ser prepara#o para a Bi#a futura. (essa escola / %ue o rapaz se #eve transformar em homem. ('o #eve s- apren#er a obe#ecer, mas tamb/m a coman#ar, #e futuro. =eve apren#er a silenciar n'o s- %uan#o / censura#o com raz'o, mas #eve tamb/m apren#er a suportar a injusti"a em sil2ncio. &poia#o na confian"a #e sua pr-pria for"a, empolga#o pelo esp4rito #e classe, ele #eve a#%uirir a convic"'o #e %ue sua $átria / invenc4vel. )uan#o tiver termina#o seu servi"o militar #eve estar em con#i":es #e po#er e6ibir #ois #ocumentos7 seu #iploma #e ci#a#'o, %ue lhe #á o #ireito a tomar parte na vi#a p*blica, e um atesta#o #e sa*#e %ue lhe #á #ireito a casar!se. & e#uca"'o #o se6o feminino #eve obe#ecer ao mesmo crit/rio #a #o se6o masculino. ? ponto mais importante / a e#uca"'o f4sica, vin#o, em segui#a, o #esenvolvimento #o caráter e, por *ltimo, o valor intelectual. & preocupa"'o principal, na e#uca"'o #as mulheres, / formar futuras m'es. <-, em segun#o plano, o 3sta#o nacionalista tem #e promover a for. ma"'o #o caráter. &s %uali#a#es reais #e caráter, nos in#iv4#uos, s'o inatas7 o ego4sta / e será sempre ego4sta, o i#ealista sincero será sempre i#ealista. 3ntre esses #ois caracteres, absolutamente t4picos, há milh:es %ue aparecem cujo caráter / confuso, in#istinto. ? criminoso nato será sempre criminoso, mas há in*meras pessoas %ue possuem uma certa ten#2ncia para o crime e %ue po#er'o ser corrigi#as e transforma#as em -timos membros #e uma coletivi#a#e. ,nversamente, caracteres #*bios po#em, por #efeito #e e#uca"'o, transformar!se em p/ssimos elementos. )uantas vezes, #urante a 9uerra, n'o ouvi %uei6as sobre a in#iscri"'o #o nosso povo, %ue, com #ificul#a#e, po#ia guar#ar os mais importantes segre#os, mesmo perante o inimigoV Mas, consi#eremos7 )ue fez a e#uca"'o alem', antes #a 9uerra, para recomen#ar a #iscri"'o como uma virtu#e8 (a escola, o #elator n'o era preferi#o ao %ue se mantinha em sil2ncio8 &lgu/m procurou, por acaso, apontar a #iscri"'o como uma gran#e virtu#e8 ('oV (as nossas escolas, essa virtu#e / consi#era#a coisa insignificante. &penas, essa insignificTncia custou H na"'o incontáveis milh:es, pois noventa por cento #os processos #e ofensa e outros t2m sua origem na incapaci#a#e #e manter o sil2ncio. &firma":es feitas sem responsabili#a#e s'o retruca#as #a mesma maneira. (ossa economia / constantemente preju#ica#a pela #ivulga"'o #os mais importantes m/to#os #e fabrica"'o, etc., e to#os os preparativos para a #efesa #o pa4s s'o simplesmente ilus-rios, por%ue o povo nunca apren#eu a ser #iscreto. =urante uma guerra, esse amor H in#iscri"'o po#e ocasionar a per#a #e batalhas e constitui a causa principal #o insucesso #e uma campanha. (ingu/m se #eve es%uecer #e %ue o %ue n'o / pratica#o na moci#a#e n'o po#e ser apren#i#o na i#a#e ma#ura. =ai se conclui %ue o professor n'o #eve procurar tomar conhecimento #e pe%uenas travessuras, cultivan#o a #ela"'o. & moci#a#e tem o seu governo pr-prio. 3la tem para com os mais cresci#os uma soli#arie#a#e mais limita#a, perfeitamente compreens4vel. & liga"'o #e uma crian"a #e #ez anos com outra #a mesma i#a#e / maior e mais natural #o %ue com uma mais cresci#a. @ma crian"a %ue #enuncia seu camara#a, pratica uma trai"'o %ue, no senti#o figura#o, correspon#e a uma trai"'o contra a

$átria. .al crian"a n'o po#e ser vista como 0valente0 e 0in#epen#ente0, mas como possuin#o %uali#a#es #e caráter #e pouco valor. $ara o professor po#e ser mais cômo#o, a fim #e manter a autori#a#e, utilizar esse mau costume, mas, no cora"'o #a crian"a, esse processo ocasionará um sentimento %ue agirá como um germe fatal. ('o / raro #e um pe%ueno #elator sair um gran#e tratante.,sso / apenas um e6emplo entre muitos. (a escola #e hoje o #esenvolvimento intelectual / maior, mas as nobres %uali#a#es #e caráter est'o re#uzi#as %uase a zero. =eve!se, por isso, #ar maior importTncia ao outro ponto #e vista. >i#eli#a#e, capaci#a#e #e sacrif4cio, #iscri"'o, s'o virtu#es #e %ue um gran#e povo precisa e cujo ensino e cultivo nas escolas / mais importante #o %ue muita coisa %ue, atualmente, figura nos programas. .amb/m #eve fazer parte #esse plano o combate Hs lam*rias e eternas %uei6as. <e um processo e#ucacional #ei6a #e atuar, na crian"a, #e mo#o %ue essa se acostume a suportar em sil2ncio to#os os sofrimentos, ningu/m se #eve a#mirar %ue, mais tar#e, no momento cr4tico, na linha #e frente #e uma batalha, por e6emplo, o tráfico postal s- se ocupe em transmitir cartas lamuriantes #e um la#o e #e outro. <e a nossa juventu#e, nas escolas, tivesse apren#i#o menos conhecimentos e se tivesse mais e6ercita#o no #om4nio #e si mesma. gran#es vantagens se teriam verifica#o nos anos #e CECK!CECL. $or tu#o isso, o 3sta#o nacionalista, na sua miss'o e#ucativa, #eve #ar a maior importTncia H e#uca"'o f4sica e H #o caráter. ,n*meras #eformi#a#es e6istentes hoje no organismo nacional seriam, por esse processo #e e#uca"'o, %uan#o n'o afasta#as pelo menos minora#as. =a maior importTncia / a forma"'o #a for"a #e vonta#e e #o po#er #e #ecis'o, assim como #o prazer #a responsabili#a#e. &ssim como no e6/rcito era convic"'o geral, antigamente, %ue uma or#em / sempre melhor #o %ue nenhuma, tamb/m na juventu#e uma resposta / sempre melhor #o %ue nenhuma. ? receio #e, para n'o #ar uma resposta falsa, n'o #ar nenhuma resposta, #eve envergonhar mais #o %ue respon#er erra#o. ,sso vai aos poucos acostuman#o os jovens a terem a coragem #e suas atitu#es. 3ra geral a %uei6a, em novembro e #ezembro #e CECL, #e %ue havia inefici2ncia em to#os os setores, e %ue, a partir #o ,mpera#or ao *ltimo coman#ante #e #ivis'o, ningu/m tinha coragem #e tomar uma #ecis'o in#epen#ente 3ssa terr4vel reali#a#e / uma praga #a nossa e#uca"'o, pois nessa cruel catástrofe apareceu apenas em vasta escala o %ue já e6istia por to#a parte em casos #e menor importTncia. + essa falta #e po#er #e vonta#e e n'o a falta #e material #e guerra %ue, hoje, nos torna incapazes #e resist2ncia s/ria. 3stá profun#amente arraiga#a no nosso povo e pro4be!nos #e tomar %ual%uer resolu"'o %ue ofere"a um perigo, como se a gran#eza #e uma a"'o n'o consistisse na ousa#ia com %ue / ataca#a. <em o %uerer, um general alem'o encontrou uma f-rmula para essa miserável falta #e #ecis'o, %uan#o avan"ou7 ('o ao nunca sem. contar pelo menos com KCf #e probabili#a#es #e 26ito. (esses KCf está a raz'o #a trágica ru4na #a &lemanha. )uem confia H sorte a vit-ria #e uma causa, n'o compreen#e a importTncia #e um ato #e hero4smo. 3sse está justamente na convic"'o #e %ue, #iante #a possibili#a#e #o perigo, #á! se o passo %ue po#e levar H vit-ria. @m canceroso, cuja morte / certa, n'o precisa #e KCf #e probabili#a#es para tentar uma opera"'o. <e essa opera"'o lhe oferece um meio por cento #e possibili#a#e #e cura, ele, sen#o homem corajoso, arriscar!se!á H mesma. <e n'o o fizer n'o tem o #ireito #e se %uei6ar #a sorte. & epi#emia #e falta #e vonta#e e #e esp4rito #e #ecis'o /, em *ltima análise, sobretu#o a conse%U2ncia #a falha e#uca"'o #a moci#a#e,

cuja atua"'o #evasta#ora se faz sentir na vi#a e cujas *ltimas conse%U2ncias s'o a falta #e coragem c4vica #os esta#istas %ue #irigem a na"'o. <ob o mesmo aspecto, po#e ser visto o terror #a responsabili#a#e %ue grassa em to#o o pa4s. (esse caso tamb/m, o motivo inicial está na maneira por %ue se e#uca a juventu#e. 3ssa falta #e responsabili#a#e conta. mina to#a a vi#a p*blica e encontra a sua mais alta e6press'o na institui"'o #o $arlamento. Já na escola #á!se mais valor a uma #emonstra"'o #e remorso e #e contri"'o #o %ue a uma franca confiss'o #o erro. Justamente por%ue o 3sta#o nacionalista #eve, #e futuro, prestar to#a aten"'o ao cultivo #a for"a #e vonta#e e #e #ecis'o, #eve implantar nos cora":es juvenis, #es#e a meninice at/ a i#a#e a#ulta, a alegria #a responsabili#a#e e a coragem #e confessar as suas faltas. <omente %uan#o o 3sta#o compreen#er essa necessi#a#e em to#a a sua significa"'o, po#erá. #epois #e um trabalho secular, ter como resulta#o #isso um organismo nacional, n'o mais composto #essas criaturas fracas %ue tanto contribu4ram para a nossa ru4na. & instru"'o cient4fica %ue, hoje, / o objetivo *nico #a e#uca"'o oficial po#e ser a#ota#a pelo 3sta#o nacionalista com algumas mo#ifica":es, %ue po#em ser resumi#as nestes tr2s itens. 3m primeiro lugar, o c/rebro infantil n'o #eve ser sobrecarrega#o com assuntos, noventa por cento #os %uais s'o #esnecessários e ce#o es%ueci#os. ? programa #as escolas populares e #as escolas m/#ias, / o mais anar%uiza#o. 3m muitos casos, a mat/ria / t'o vasta %ue s- uma parte / conserva#a e essa mesmo n'o encontra emprego na vi#a prática. =o outro la#o, na#a se apren#e %ue seja #e utili#a#e, em uma #etermina#a profiss'o, para a con%uista #o p'o %uoti#iano. .ome!se, por e6emplo, na i#a#e #e trinta e seis ou %uarenta anos, o tipo normal #o burocrata, %ue tenha feito o curso #o 9inásio ou #a ?berrealschule, e fa"a!se um e6ame sobre o %ue ele apren#eu na escola. 5omo / pouco o %ue ele conservou #e tu#o %uanto lhe meteram na cabe"aV $o#er!se!á respon#er %ue a instru"'o ministra#a na escola n'o visa somente o objetivo #e posse posterior #e m*ltiplos conhecimentos mas tamb/m o #esenvolvimento #a capaci#a#e #e assimila"'o, #e racioc4nio e #e aten"'o #o c/rebro. 3m parte, isso / ver#a#eiro. (isso há, por/m, sempre, um perigo. ? c/rebro juvenil fica empanturra#o #e impress:es %ue, em rar4ssimos casos, consegue assimilar completamente e cuja importTncia, nos #etalhes, n'o po#e perceber nem compreen#er. $or isso, na maioria #os casos n'o / o secun#ário mas o essencial, %ue os jovens es%uecem. ('o /, por e6emplo, compreens4vel %ue milh:es #e pessoas, no #ecorrer #e anos, sejam obriga#os a apren#er #uas ou tr2s l4nguas estrangeiras %ue, s- em propor":es insignificantes, po#em utilizar, e %ue, na maioria #os casos, es%uecem inteiramente. =e cem mil alunos %ue apren#em franc2s, por e6emplo, talvez apenas #ois mil possam encontrar utiliza"'o para esse conhecimento, en%uanto os outros para o mesmo n'o encontrar'o nenhum emprego, #urante .to#a a sua vi#a. (a juventu#e, #e#icaram milhares #e horas a um assunto, sem nenhum valor para a sua vi#a futura. 5ontra mil homens, para os %uais o conhecimento #essa l4ngua foi #e alguma utili#a#e prática, há noventa e oito mil %ue foram inutilmente submeti#os ao supl4cio #e apren#2!la, com sacrif4cio completo #o seu tempo. &l/m #isso, trata!se, nesse caso, #e uma l4ngua #a %ual n'o se po#e #izer %ue constitui a escola para a forma"'o l-gica #o esp4rito, como se #á talvez com a l4ngua latina. $or isso, seria um objetivo mais importante %ue se estu#asse esse i#ioma apenas em suas linhas

gerais, os fun#amentos #e sua gramática, a pron*ncia, a constru"'o atrav/s #e e6emplos mo#elares, etc. ,sso bastaria para as necessi#a#es comuns e, por%ue, mais fácil # e alcan"ar, #e muito mais valor seria #o %ue a apren#izagem #a linguagem fala#a, %ue nunca / completamente #omina#a e / ce#o es%ueci#a. =eve evitar tamb/m o perigo #e, sobrecarregan#o #emais o c/rebro #os jovens com mat/rias %ue ficam sem liga"'o na mem-ria e #e %ue eles s- conseguem apren#er as %ue mais #espertam a sua aten"'o, #esapare"a, nos c/rebros juvenis, a #iferen"a entre o valor e o #esvalor. ? sistema #e e#uca"'o %ue a%ui esbo"o em largos tra"os será suficiente para a gran#e maioria #os jovens, en%uanto %ue os outros %ue, mais tar#e, precisarem #e uma l4ngua estrangeira, po#er'o sempre estu#á!la e6austivamente, H sua livre escolha. &ssim ganhar!se!ia o tempo necessário para a e#uca"'o f4sica e para outras e6ig2ncias mais importantes %ue já in#i%uei. <obretu#o nos m/to#os atuais #e ensinar hist-ria, #eve!se proce#er a uma mo#ifica"'o racial. $oucos povos t2m tanta necessi#a#e #e apren#er hist-ria %uanto o povo alem'o poucos povos a utilizam t'o mal %uanto o nosso. & nossa e#uca"'o hist-rica #eve ser orienta#a pela nossa e6peri2ncia pol4tica. ('o nos #evemos irritar com os miseráveis resulta#os #a #ire"'o #a coisa p*blica se n'o estivermos resolvi#os a cui#ar #e uma melhor e#uca"'o pol4tica. 3m noventa e nove por cento #os casos, as conse%U2ncias #o nosso atual sistema #e ensinar hist-ria s'o as mais #eploráveis. &lgumas #atas e nomes, eis o %ue, habitualmente, fica #o estu#o #a hist-ria. =o mesmo n'o constam as linhas gerais e claras #a evolu"'o. .u#o %ue / essencial, #e importTncia, n'o / ensina#o. =ei6a!se ao maior ou menor talento #os in#iv4#uos a #escoberta #a significa"'o #o #il*vio #e #atas e #a sucess'o #os acontecimentos. $or mais arrepiante %ue seja essa constata"'o, ela mant/m!se incontestável. Aasta, para prova #isso, %ue se leiam com aten"'o os #iscursos #os nossos parlamentares, mesmo em um s- per4o#o #e sess'o, sobre os problemas pol4ticos, at/ os #a pol4tica e6terna. $ense!se em %ue, ao menos pela importTncia #e sua posi"'o, esses parlamentares representam a elite nacional, e %ue eles, em gran#e parte, fre%Uentaram as escolas secun#árias e alguns at/ as superiores, e compreen#er!se!á como / insuficiente a cultura hist-rica #esses homens. <e eles nunca tivessem estu#a#o hist-ria mas possu4ssem intui":es sa#ias, isso teria si#o muito melhor e mais *til H na"'o. <obretu#o no ensino #a hist-ria / %ue se #eve tomar em consi#era"'o uma re#u"'o nos programas. & parte mais importante / o conhecimento #as linhas gerais #a evolu"'o. )uanto mais se restringir o ensino a esse ponto #e vista, tanto mais / #e esperar %ue os in#iv4#uos tirem proveito #os seus conhecimentos, o %ue / tamb/m #e vantagem para a coletivi#a#e. ('o se estu#a hist-ria somente para saber o %ue aconteceu, mas para %ue ela possa orientar o futuro #a na"'o. 3ssa / a finali#a#e, o ensino #a hist-ria / apenas um meio. ('o se argumente %ue o estu#o #essas #atas referentes a in#iv4#uos seja necessário a um fun#amental estu#o #a hist-ria, a fim #e %ue se possa encontrar a base para as linhas gerais #a evolu"'o. 3ssa miss'o compete ao especialista. ? tipo normal n'o /, por/m, o #o professor. $ara a%uele o estu#o #a hist-ria #eve consistir, em primeiro lugar, em proporcionar!lhe as no":es necessárias para %ue possa tomar atitu#e em face #os acontecimentos pol4ticos #a na"'o. )uem #esejar ser professor %ue se aprofun#e mais tar#e nesses estu#os. 3sse sim terá %ue se ocupar com to#os os #etalhes, mesmo os mais insignificantes. <ob to#os os aspectos, o ensino atual #a hist-ria / #eficiente, pois para a maioria #os

in#iv4#uos / #emasia#o e6tenso e para os especialistas muito limita#o. 3nfim, a miss'o #e um 3sta#o nacionalista / #e esfor"ar!se por %ue seja escrita uma hist-ria #o mun#o em %ue a %uest'o racial seja o problema #ominante. 3m resumo7 o 3sta#o nacionalista racista #eve resumir o ensino intelectual, re#uzin#o!o ao %ue / essencial. <- #epois #isso / %ue se oferecerá a possibili#a#e #e uma e#uca"'o especializa#a sobre bases s-li#as. & e#uca"'o geral, #estina#a a to#os, #eve ser obrigat-ria. ? resto #eve ficar ao arb4trio #os in#iv4#uos. & re#u"'o #os programas e #as horas #e estu#o %ue assim se obteria, seria aproveita#a em benef4cio #a cultura f4sica, #o caráter, #a vonta#e, #o po#er #e #ecis'o. & pouca importTncia %ue as nossas escolas, sobretu#o as secun#árias, hoje #'o Hs e6ig2ncias profissionais na vi#a p-s escolar, / evi#encia#a pelo fato #e homens sa4#os #e tr2s escolas #iferentes po#erem abra"ar a mesma profiss'o. =a4 se conclui %ue o importante / a e#uca"'o geral e n'o a especial. )uan#o se trata #e casos em %ue um ver#a#eiro conhecimento especializa#o torna!se necessário, os programas #as nossas escolas secun#árias aparecem #eficientes. & segun#a reforma %ue se imp:e aos nossos programas #e ensino / a seguinte7 $refere! se, nos tempos #e materialismo #e hoje, %ue a nossa e#uca"'o intelectual se oriente ca#a vez mais no senti#o #e especializa":es t/cnicas, como matemática, f4sica, %u4mica, etc. $or mais %ue isso seja necessário em uma /poca em %ue #omina a t/cnica, %ue se apresenta, pelo menos aparentemente, como constituin#o as gran#es caracter4sticas #os nossos #ias, n'o se #eve es%uecer nunca o perigo %ue resulta para o povo #e uma tal orienta"'o. & e#uca"'o #eve sempre e ca#a vez mais aten#er Hs e6ig2ncias profissionais, fornecen#o apenas as bases para futuras especializa":es. &o contrário, #esper#i"ar!se!'o for"as %ue para a conserva"'o #o povo s'o muito mais importantes %ue to#os os conhecimentos especializa#os. ('o se #eve afastar o estu#o #a hist-ria antiga, pois a hist-ria romana, bem aprecia#a nas suas linhas gerais, / e será sempre a melhor mestra n'o s- para o presente como para o futuro. ? i#eal #a cultura hel2nica, na sua t4pica beleza, #eve ser aproveita#o. ('o se #eve #estruir a gran#e comuni#a#e racial pelas #iferencia":es entre os vários povos. & luta %ue hoje se agita tem o gran#e objetivo #e, ligan#o sua e6ist2ncia ao passa#o milenar, unificar o mun#o greco!romano com o germTnico. =eve!se estabelecer uma #iferen"a bem clara entre a e#uca"'o geral e a especializa#a. @ma vez %ue a *ltima amea"a pôr!se ao servi"o #os argentários, a e#uca"'o geral, pelo menos na sua concep"'o i#eal, #eve continuar a servir #e contrapeso H%uela ten#2ncia. =evemos nos aferrar H convic"'o #e %ue a in#*stria, a ci2ncia t/cnica e ocom/rcio spo#em florescer em uma socie#a#e %ue oferece, por seus eleva#os i#eais, as con#i":es in#ispensáveis para a%uele progresso, esses i#eais n'o consistem em ego4smo material, mas em capaci#a#e #e sacrif4cio e prazer #e ren*ncia. & e#uca"'o #a moci#a#e tem, como mais eleva#o objetivo, #ar ao jovem a instru"'o #e %ue, #e futuro, ele precisará para os seus progressos na vi#a. 3ssa orienta"'o po#e ser e6pressa na seguinte f-rmula7 0? jovem #eve ser #e futuro uma uni#a#e *til na socie#a#e humana0. $or isso n'o se #eve enten#er, por/m, a sua capaci#a#e apenas para ganhar o p'o. & superficial e#uca"'o #o 3sta#o burgu2s tem bases fra%u4ssimas. 5omo o 3sta#o em si se apresenta apenas como uma forma, / muito #if4cil e#ucar homens %ue se sintam com #everes para com o mesmo. @ma simples forma / fácil #e #estruir. & concep"'o #e 3sta#o,

#e hoje, n'o possui um conte*#o. &ssim sen#o, tu#o o %ue se po#e fazer em um tal 3sta#o / promover a e#uca"'o 0patri-tica0, hoje em voga. (a &lemanha antiga essa e#uca"'o consistia em uma esp/cie #e venera"'o #os pe%uenos potenta#os regionais, o %ue ocasionou, logo #e inicio, a n'o compreens'o #a na"'o toma#a em conjunto. ? resulta#o, por parte #as massas populares, foi o insuficiente conhecimento #a nossa hist-ria, por falta #e percep"'o #as linhas gerais. + evi#ente %ue, por esse meio, nunca se po#erá chegar a assegurar uma ver#a#eira gran#eza nacional. >alta H nossa e#uca"'o a arte #e, #a evolu"'o hist-rica #a nacionali#a#e, fazer sele"'o #e alguns nomes %ue se imponham H a#mira"'o #a na"'o, #e maneira a formar um s- bloco nacional. ('o se compreen#eu a importTncia #e apresentar aos olhos #o povo os ver#a#eiros gran#es homens como gran#es her-is, #e concentrar sobre os mesmos a aten"'o geral, crian#o!se assim uma opini'o #efini#a no seio #as massas. ('o se pô#e, no trato #as #iferentes mat/rias #os programas nacionais #estina#os H gl-ria #a na"'o, ultrapassar o n4vel #e uma representa"'o material. $or isso, os brilhantes e6emplos #o passa#o n'o pu#eram inflamar o orgulho nacional. $ara a%ueles isso parecia chauvinismo. coisa #e %ue, sob essa forma, menos se gostava. ? patriotismo #inástico pareceu mais agra#ável e mais fácil #e e6ecutar %ue as tempestuosas pai6:es %ue #esperta o orgulho nacional. 5om a primeira forma #e patriotismo estava!se sempre #isposto a 0servir0, com a segun#a, po#er!se!ia, um #ia, #ominar. ? patriotismo monár%uico terminou nas associa":es #e veteranos a meta a %ue se chegaria com o ver#a#eiro ar#or nacional era mais #if4cil #e ser #etermina#a. 3sse se compara a um cavalo nobre %ue n'o consente em ser monta#o por %ual%uer. ('o / #e a#mirar, pois, %ue to#a gente preferisse recuar ante esse perigo. (ingu/m pensou em %ue um #ia uma guerra, com to#os os seus horrores, po#eria pôr H prova a consist2ncia #esses sentimentos patri-ticos. )uan#o ela apareceu / %ue se verificou, #a maneira mais terr4vel, a falta #e um eleva#o sentimento nacional. ?s homens tinham ca#a vez menos vonta#e #e morrer pelo seu impera#or. pelos seus reis. 3 a 0na"'o0 era #esconheci#a pela maior parte #eles. =es#e %ue a 1evolu"'o entrou na &lemanha e #esapareceu o patriotismo monár%uico, o ensino #a hist-ria s- visara na reali#a#e um objetivo ! mera a%uisi"'o #e conhecimentos. 3sse novo 3sta#o n'o precisará #e entusiasmo nacional o %ue ele %uer, por/m, jamais conseguirá. ;á poucas probabili#a#es #e uma permanente for"a #e resist2ncia em um patriotismo #inástico. )uanto H 1ep*blica, o entusiasmo / ain#a menor. ('o, há nenhuma #*vi#a %ue o povo nunca teria permaneci#o, #urante %uatro anos e meio, nos campos #e batalha, se a #ivisa ent'o tivesse si#o ! pela 1ep*blicaV ? resto #o mun#o v2 com simpatia essa 1ep*blica. @m fraco / sempre mais bem recebi#o pelos %ue #ele se utilizam, #o %ue um in#iv4#uo forte. (a simpatia por essa forma #e 9overno está, por/m, a maior cr4tica H mesma. ? estrangeiro gosta #a 1ep*blica alem' e #ei6a!a viver, por%ue n'o se po#eria encontrar um melhor alia#o na obra #e escraviza"'o #e nosso povo. & isso #evemos o 0magn4fico0 %ua#ro #a situa"'o atual. =ai a oposi"'o a %ual%uer e#uca"'o ver#a#eiramente nacional e a e6alta"'o #e her-is fict4cios %ue. na hora #o perigo, fugiriam como lebres. ? 3sta#o nacionalista #eve lutar pela sua e6ist2ncia. ('o a #efen#erá pelo plano =aQes. $ara sua e6ist2ncia e garantia #o seu futuro precisará #a%uilo a %ue hoje se acre#ita ter ele renuncia#o. )uanto mais importante for a forma %ue assumir, tanto maiores ser'o a inveja e a oposi"'o #os a#versários. & sua maior prote"'o n'o está nas armas mas nos seus ci#a#'os. ('o s'o fortalezas %ue o #efen#er'o, mas as muralhas vivas #as mulheres e homens, #omina#os pelo mais eleva#o amor H $átria e por um fanático entusiasmo

nacional. ? 3sta#o nacionalista #eve ver na ci2ncia um meio #e aumentar o orgulho nacional. .anto a hist-ria universal como a hist-ria #a civiliza"'o #evem ser ensina#as sob esse aspecto. @m inventor #eve ser visto n'o s- por%ue / inventor, mas tamb/m por%ue / um #os nossos compatriotas. & a#mira"'o por to#as as gran#es a":es #eve ser combina#a ao orgulho por ser seu e6ecutor um membro #e nossa $átria. =evemos selecionar as maiores figuras #a massa #os gran#es nomes #a nossa hist-ria e pô!las #iante #a juventu#e #e mo#o t'o impressionante %ue elas possam servir #e colunas mestras #e um inabalável sentimento nacionalista. =e acor#o com esses pontos #e vista, #eve ser escolhi#a a mat/ria a ser ensina#a nas escolas. & e#uca"'o #eve ser orienta#a #e tal maneira %ue um jovem, ao #ei6ar a escola, n'o seja um pacifista #emocrata ou coisa %ue o valha, mas um ver#a#eiro alem'o, na mais ampla acep"'o #a palavra. $ara %ue esse sentimento nacionalista seja ver#a#eiro e n'o meramente artificial, já na juventu#e #eve!se manter no c/rebro #e ca#a um a convic"'o firme #e %ue %uem ama seu povo #eve prová!lo somente pelo sacrif4cio #e %ue / capaz em favor #o mesmo. sentimento nacional %ue s- visa lucros n'o e6iste. (acionalismo %ue s- tem em consi#era"'o o esp4rito #e classe n'o merece esse nome. <- o fato #e gritar urraV na#a significa e n'o #ará nenhum #ireito ao t4tulo #e ver#a#eiro nacionalista, se atrás #isso n'o houver a preocupa"'o pela conserva"'o #e um esp4rito nacional sa#io. <- se po#e ter orgulho #e uma na"'o, %uan#o, na mesma, n'o há nenhuma classe #e %ue a gente precise se envergonhar. @ma na"'o, por/m, em %ue a meta#e vive na mis/ria, trabalha#a pelas maiores preocupa":es, ou mesmo corrompi#a, #á #e si uma impress'o t'o pouco e#ificante %ue ningu/m por ela po#e sentir orgulho. 3n%uanto um pa4s n'o aparecer como sa#io #e corpo e alma, o prazer #e a ele pertencer n'o po#erá nunca atingir a esse eleva#o sentimento %ue #enominamos orgulho nacional. Mas esse orgulho s- po#e possuir %uem conhecer a gran#eza #e sua $átria. 3ssa alian"a 4ntima #e nacionalismo e #e esp4rito #e justi"a social #eve ser implanta#a já nos cora":es juvenis. &ssim se formará, #e futuro, um 3sta#o composto #e ci#a#'os uni#os entre si, fortaleci#os, em conjunto, por um amor e um orgulho comum a to#os e %ue se tornará inabalável e invenc4vel para sempre. ? pavor #o chauvinismo, hoje fre%Uente, / uma #emonstra"'o #e incapaci#a#e 5omo falta ao 3sta#o burgu2s a%uela for"a e6uberante, %ue at/ parece #esagra#ável, o mesmo n'o mais está #estina#o a gran#es a":es. &s maiores revolu":es #a humani#a#e n'o teriam si#o poss4veis se as for"as impulsoras #as mesmas fossem apenas virtu#es burguesas inspira#as na paz e na tran%Uili#a#e0, em vez #as fanáticas e hist/ricas pai6:es pela causa #efen#i#a. & ver#a#e / %ue o mun#o passa por gran#es transforma":es. & *nica %uest'o a saber / se o resulta#o final será a favor #a ra"a ariana ou em proveito #o eterno ju#eu. & tarefa #o 3sta#o nacionalista será, por isso, a #e preservar a ra"a e prepará!la para as gran#es e finais #ecis:es, por meio #a e#uca"'o apropria#a #a moci#a#e. & na"'o %ue primeiro entrar no campo #a luta alcan"ará a vit-ria. ? trabalho #e e#uca"'o coletiva #o 3sta#o nacionalista #eve ser coroa#o com o #espertar #o senti#o e #o sentimento #a ra"a, %ue #eve penetrar no cora"'o e no c/rebro #a juventu#e %ue lhe foi confia#a. (enhum rapaz, nenhuma rapariga #eve aban#onar a escola sem, estar convenci#o #a necessi#a#e #e manter a pureza #a ra"a. &ssim se estabelecer'o as con#i":es essenciais para a conserva"'o #os fun#amentos raciais e, com isso, as con#i":es preliminares para o posterior #esenvolvimento cultural.

.o#a e#uca"'o f4sica e intelectual, em *ltima análise, tornar!se!ia in*til, se n'o pu#esse ser aproveita#a por uma criatura #isposta e resolvi#a a manter!se e a mant2!la. &o contrário aconteceria o %ue n-s alem'es já hoje lamentamos, sem talvez nos #armos conta #a e6tens'o #essa trágica infelici#a#e7 no futuro servir4amos apenas #e a#ubo para a civiliza"'o, n'o s- no senti#o #as limita#as concep":es #os burgueses atuais, %ue lastimam a per#a #os in#iv4#uos somente por%ue com eles se per#e o 3sta#o burgu2s, mas tamb/m no senti#o #e %ue, apesar #e to#a a nossa ci2ncia, nossa ra"a se teria arruina#o. 3n%uanto nos misturarmos com outras ra"as elevaremos a um n4vel mais eleva#o as ra"as inferiores mas #esceremos para sempre #a posi"'o eleva#a em %ue nos achávamos antes. <ob o ponto #e vista racial, essa e#uca"'o #eve ser completa#a pelo servi"o militar, %ue #eve ser visto como a conclus'o #a e#uca"'o normal #e ca#a alem'o. 3mbora seja gran#e a importTncia, no 3sta#o nacionalista, #a e#uca"'o f4sica e espiritual, n'o o / menos a sele"'o #os melhores in#iv4#uos. (a maioria #os casos, s'o os filhos #e pais bem situa#os na vi#a %ue s'o julga#os aptos para uma mais eleva#a e#uca"'o. & %uest'o #o talento #esempenha um papel secun#ário. @m filho #e campon2s po#e ser #ota#o #e muito mais talento #o %ue um filho #e pais %ue v2m ocupan#o posi":es eleva#as há muitas gera":es, mesmo %uan#o, na sua capaci#a#e #e percep"'o, pare"a inferior H%uele. ? fato #e o *ltimo possuir maior soma #e conhecimento na#a tem %ue ver com a %uest'o #o talento, mas tem a sua origem na varie#a#e #as impress:es recebi#as pela crian"a, como resulta#o #o meio mais eleva#o em %ue vive. <e o talentoso camponesinho, #es#e os primeiros anos, tivesse cresci#o no mesmo meio, a sua capaci#a#e #e assimila"'o seria outra. ;oje talvez s- e6iste um setor em %ue o nascimento vale menos #o %ue os #otes naturais. 1efiro!me H arte. 5omo a%ui n'o se trata somente #e apren#er, mas tu#o prov/m #e %uali#a#es inatas %ue apenas precisam ser #esenvolvi#as posteriormente, a %uest'o #o #inheiro e #a posi"'o #os pais n'o entra em consi#era"'o, o %ue prova %ue o g2nio n'o #epen#e #a posi"'o social ou #a ri%ueza. ?s maiores n'o raramente t2m origem em fam4lias mo#estas. Muitos pe%uenos camponeses tornam!se, mais tar#e, festeja#os mestres. ('o recomen#a a profun#a cultura #a /poca %ue se n'o tenha tira#o parti#o #essa ver#a#e em benef4cio #a vi#a espiritual #a coletivi#a#e. $ensa!se %ue isso, %ue n'o se po#e negar em rela"'o H arte, n'o se aplica aos chama#os conhecimentos reais. <em #*vi#a po#e!se acostumar os homens a umas certas habili#a#es automáticas, assim como / poss4vel, por um hábil a#estramento, levar os c'es a e6ecutar trabalhos %uase incr4veis. 3m um caso como no outro, n'o /, por/m, o intelecto #o in#iv4#uo %ue o leva H prática #essas habili#a#es. $o#e!se, em %ual%uer hip-tese, levar um talento inferior a a#%uirir habili#a#es cient4ficas, mas o resulta#o caracteriza!se sempre pela falta #e vi#a, #e alma, tal como acontece com os animais. $o#e!se, por um certo e6erc4cio espiritual, ,ncutir no esp4rito #e um homem me#4ocre conhecimentos acima #e me#4ocres, mas essa ci2ncia mant/m!se morta e est/ril =á!se o caso #e um in#iv4#uo ser um ver#a#eiro #icionário vivo, mas, em to#os os momentos #a vi#a, fracassar miseravelmente. & ca#a nova e6ig2ncia %ue se lhe apresenta ele tem %ue apren#er #e novo. esse in#iv4#uo / incapaz #e contribuir com a menor parcela para um maior #esenvolvimento #a humani#a#e. 3ssa ci2ncia mecTnica serve a#miravelmente para ser aceita pelos burocratas #e hoje. + perfeitamente compreens4vel %ue em to#as as cama#as sociais #e uma na"'o ser'o

encontra#os talentos e %ue o valor #o saber será tanto maior %uanto mais possa ser vivifica#o, por essas naturezas #e elite, o conhecimento morto. 1ealiza":es cria#oras spo#em surgir %uan#o se #á a alian"a #o saber com a capaci#a#e. 5omo a humani#a#e #e hoje erra nesse senti#o #emonstra!o um *nico e6emplo. =e tempos em tempos, os jornais ilustra#os comunicam aos seus leitores burgueses %ue, pela primeira vez, a%ui ou ali, um negro tornou!se a#voga#o, professor, pastor, primeiro tenor, etc. 3n%uanto a burguesia sem esp4rito fica a#mira#a #e um t'o maravilhoso a#estramento e, cheia #e respeito por esse fabuloso resulta#o #a atual arte #e e#ucar, o ju#eu esperto compreen#e %ue #a4 será poss4vel tirar mais um aprova #a justeza #a teoria %ue preten#e inculcar no p*blico, segun#o a %ual to#os os homens s'o iguais. ('o se apercebe esse #esmoraliza#o mun#o burgu2s %ue se trata #e um ultraje H nossa raz'o, pois / uma criminosa i#iotice, a#estrar, #urante muito tempo, um meio macaco, at/ %ue se acre#ite %ue ele se fez a#voga#o, en%uanto milh:es #e in#iv4#uos, pertencentes Hs mais eleva#as ra"as, #evem permanecer em uma posi"'o inteiramente #igna, se tem em vista a sua capaci#a#e. + um atenta#o contra o pr-prio 5ria#or #ei6ar!se perecerem, no atual pTntano proletário, centenas #e milhares #as criaturas mais bem #ota#as para a#estrar hotentotes e cafres. (o caso, trata!se na reali#a#e #e um a#estramento, como o #o c'o, e nunca #e e#uca"'o cient4fica. ? mesmo cui#a#o aplica#o em rela"'o a ra"as inteligentes, #aria, a ca#a in#iv4#uo, mil vezes mais #epressa, i#2ntica capaci#a#e #e realiza":es. + intolerável pensar!se %ue, to#os os anos, centenas #e milhares #e in#iv4#uos, inteiramente sem talento, mere"am uma e#uca"'o superior, en%uanto centenas #e milhares #e outros, #ota#os #e gran#e intelig2ncia, fi%uem priva#os #essa e#uca"'o. ('o / para se #esprezar a per#a %ue a na"'o com isso e6perimenta. <e, nas *ltimas #/ca#as, aumentou consi#eravelmente o n*mero #as inven":es importantes, sobretu#o na &m/rica #o (orte, / %ue ali se ofereciam, mais #o %ue na 3uropa, possibili#a#es #e uma e#uca"'o superior Hs cama#as populares. $ara as #escobertas n'o basta a instru"'o mal #igeri#a. + imprescin#4vel o talento, infelizmente, hoje em #ia, na &lemanha, n'o se #á nenhum valor a isso. <- as e6ig2ncias imperiosas #a necessi#a#e / %ue #espertar'o o povo a essa ver#a#e. 3ssa / outra tarefa e#ucacional #o 3sta#o nacionalista. <eu #ever n'o / restringir a #etermina#a classe social a influ2ncia #ecisiva na vi#a #a na"'o, mas permitir %ue surjam os c/rebros mais capazes e prepará!los para as mais altas e mais #ignas posi":es. <ua obriga"'o / n'o s- #ar uma certa e#uca"'o ao tipo m/#io mas tamb/m oferecer aos ver#a#eiros talentos a oportuni#a#e #e #esenvolverem suas %uali#a#es e6cepcionais. =eve consi#erar como a sua mais imperiosa obriga"'o abrir as portas #os estabelecimentos superiores oficiais a to#os os talentos, sem #istin"'o #e classes. 3ssa finali#a#e #eve ser cumpri#a, pois s- assim, #as cama#as #os representantes #e uma ci2ncia morta, po#er'o surgir os con#utores geniais #a na"'o. ;á uma outra raz'o para %ue o 3sta#o #eva volver a sua aten"'o sobre esse assunto. &s cama#as intelectuais, sobretu#o na &lemanha, vivem em um mun#o t'o H parte, %ue n'o t2m nenhuma liga"'o com as classes %ue lhes s'o inferiores. =a4 resultam #ois p/ssimos efeitos7 em primeiro lugar a%uela classe nem enten#e o povo nem por ele tem simpatias. ;á tanto tempo %ue os intelectuais vivem afasta#os #a massa popular %ue n'o po#em possuir a necessária compreens'o #a psicologia #a mesma. .ornaram!se estranhos uns para com os outros. & essas classes superiores, em segun#o lugar, falta a necessária for"a #e vonta#e,

sempre menos fre%Uente entre os intelectuais #o %ue na massa #o povo. 9ra"as a =eus, a n-s alem'es, nunca faltou e#uca"'o cient4fica em compensa"'o era geral a #efici2ncia em for"a #e vonta#e e po#er #e #ecis'o. )uanto mais 0intelectuais0 eram os nossos esta#istas, tanto mais fracas eram as suas realiza":es. (ossa prepara"'o pol4tica para a guerra, assim como a prepara"'o t/cnica, foram insuficientes, n'o por%ue os #irigentes #a na"'o tivessem pouca ilustra"'o, mas, ao contrário, por%ue eram super instru4#os, cheios #e ci2ncia mas vazios #e intui":es sa#ias e, sobretu#o, #e energia e intrepi#ez. >oi uma fatali#a#e %ue a na"'o alem' tivesse #e lutar pela sua e6ist2ncia sob o governo #e um chanceler fil-sofo e fraco. <e, na%uela /poca, em vez #e um Aatmann ;ollQeg, tiv/ssemos por chefe um en/rgico homem #o povo, o sangue her-ico #os nossos grana#eiros n'o teria si#o #errama#o em v'o. &l/m #isso, o e6agera#o intelectualismo #os nossos guias foi o melhor alia#o %ue po#iam encontrar os pulhas #a 1evolu"'o #e novembro. & maneira vergonhosa por %ue esses intelectuais sacrificavam o interesses nacional %ue lhes estava confia#o, em vez #e promoverem a sua #efesa pelos meios mais en/rgicos, ofereceu aos a#versários a con#i"'o essencial para a vit-ria. (esse assunto, a ,greja 5at-lica oferece um e6emplo muito instrutivo, o celibato #os sacer#otes obriga!a a recrutar os seus futuros ministros, n'o nas suas pr-prias fileiras, mas na massa #o povo. 3ssa importTncia #o celibato eclesiástico passa #espercebi#a a muita gente. &4 está a raz'o #a incr4vel for"a #essa institui"'o multissecular. $or%ue, ininterruptamente, esse gigantesco e6/rcito #e #ignitários espirituais / recruta#o nas cama#as inferiores, s- por isso, a ,greja se assegura uma natural liga"'o com os sentimentos #o povo, como tamb/m uma soma #e energia %ue s- se po#e encontrar na massa popular. =a4 resulta a impressionante vitali#a#e #essa formi#ável organiza"'o, a sua fle6ibili#a#e, a sua in%uebrantável for"a #e vonta#e. @ma #as finali#a#es #o 3sta#o nacional, no ponto #e vista #a e#uca"'o, / agir #e maneira %ue seja poss4vel uma perp/tua renova"'o #as classes intelectuais pela inocula"'o #e sangue novo vin#o #as classes inferiores. + obriga"'o #o 9overno selecionar, com o maior cui#a#o e e6ati#'o, #o meio #e to#as as classes, o material humano visivelmente capaz #e pô!lo ao servi"o #a coletivi#a#e. ? 3sta#o e os seus #irigentes n'o e6istem para possibilitar uma vi#a cômo#a Hs #iferentes classes mas para %ue essas possam cumprir a miss'o %ue lhes está reserva#a. ,sso, por/m, s- será poss4vel se para as posi":es #e #ire"'o se instru4rem os mais capazes, os #e mais for"a #e vonta#e. ,sso se aplica n'o s- a to#os os emprega#os p*blicos como aos #iretores intelectuais #a na"'o, em to#os os setores, e constitui um fator #a gran#eza #o nosso povo, pois assim se consegue fazer a sele"'o #os mais capazes e pô!los a servi"o #a na"'o. <e #ois povos entram em concorr2ncia, em igual#a#e #e con#i":es, vencerá a%uele %ue souber aproveitar os maiores talentos e ser'o venci#os os %ue s- cui#am #a #efesa #e suas posi":es ou #e sua classe, sem nenhuma consi#era"'o H capaci#a#e #os in#iv4#uos. ,sso parece, no mun#o #e hoje, imposs4vel. =ir!se!á, em oposi"'o a essa i#/ia, %ue o filho #e um alto funcionário p*blico n'o #eve ser operário, por%ue / superior a n'o importa %ue filho cujos pais foram operários. ,sso está #e acor#o com a i#/ia %ue hoje se faz #o trabalho manual. $or isso, o 3sta#o nacionalista #eve se esfor"ar por mo#ificar a atual concep"'o #o trabalho. <e necessário, mesmo por uma e#uca"'o secular, #eve o 3sta#o acabar com o #esprezo pela ativi#a#e f4sica e valorizar os homens n'o pela sorte #e trabalho %ue #esempenham mas pela forma e vantagens #e sua atua"'o. ,sso po#eria parecer e6travagante em uma /poca em %ue os escrevinha#ores mais sem esp4rito, somente por%ue manejam com a pena, valem mais #o %ue os melhores

profissionais. 3ssa falsa valoriza"'o, n'o tem fun#amento natural, mas / conse%U2ncia #a e#uca"'o, e n'o e6istia outrora. 3ssa situa"'o artificial / sintoma #a super materializa"'o #e nossos tempos. .o#o trabalho tem um #uplo valor, um material e um i#eal. ? valor material resi#e na importTncia #o trabalho realiza#o, %ue se avalia pela sua significa"'o em rela"'o H coletivi#a#e. )uanto maior for a utili#a#e coletiva #e um #etermina#o trabalho, tanto maior será o seu valor. ,sso se verifica tamb/m %uanto H avalia"'o material #o trabalho in#ivi#ual, isto /, %uanto ao salário. ? valor #o trabalho puramente material está em fun"'o #o i#eal. ? valor material #epen#e #a sua necessi#a#e embora a utili#a#e material #e uma #escoberta possa ser maior #o %ue a #e um servi"o #om/stico #e to#os os #ias, to#os v2em no mesmo plano a importTncia #e ambos esses servi"os, #es#e %ue ca#a in#iv4#uo, na sua esfera, %ual%uer %ue ele seja, trate #e se esfor"ar por cumprir o seu #ever #a melhor maneira poss4vel. $or esse crit/rio, / %ue se #eve me#ir o valor #e um homem e n'o pelo %ue ele ganha. &ssim, / #ever #o 3sta#o assegurar a ca#a um a ativi#a#e %ue correspon#a H sua capaci#a#e, ou, em outras palavras, aperfei"oar os in#iv4#uos capazes para os trabalhos %ue lhes est'o reserva#os. & capaci#a#e n'o /, por/m, somente conse%U2ncia #a e#uca"'o / uma %uali#a#e mata, um presente #a natureza e n'o constitui um m/rito para o in#iv4#uo. & avalia"'o pela coletivi#a#e n'o po#e ser feita pela natureza #esse trabalho, %ue / pro#uto tanto #e %uali#a#es trazi#as #o ber"o como #e outras a#%uiri#as pela e#uca"'o. & me#i#a #o valor #e um homem #epen#e #a maneira por %ue ele cumpre a miss'o %ue lhe confiou a coletivi#a#e. ? trabalho n'o / a finali#a#e #a e6ist2ncia humana, mas apenas um meio para garanti!la. ? homem #eve continuar a e#ucar!se, a enobrecer!se, mas isso s- será poss4vel #entro #o %ua#ro #e uma cultura geral, cujo fun#amento #eve ser sempre o 3sta#o. $ara a conserva"'o #esse 3sta#o, ele #eve trazer a sua contribui"'o. & forma #essa contribui"'o / #etermina#a pela natureza, caben#o ao homem, por sua #ilig2ncia e honesti#a#e, restituir H coletivi#a#e o %ue esta lhe #eu. & recompensa material #eve #epen#er #a utili#a#e coletiva #o trabalho. &s for"as #e %ue a natureza #otou os in#iv4#uos e a coletivi#a#e aperfei"oou #evem ser consagra#as ao interesses geral. ('o #eve ser consi#era#o uma vergonha ser um mo#esto trabalha#or. Bergonha / ser um emprega#o incapaz %ue rouba o p'o ao povo, / perfeitamente compreens4vel, por/m, %ue n'o se po#e e6igir #e um in#iv4#uo uma #etermina#a tarefa, sem %ue ele, #e inicio, tenha si#o e#uca#o para e6ecutá!la. & socie#a#e #e hoje, está, por/m, promoven#o a sua pr-pria ru4na. 3la intro#uz o sufrágio universal, tagarela sobre igual#a#e #e #ireitos, n'o encontra, por/m, fun#amentos para essa #outrina. B2 na recompensa material a e6press'o #o valor #o in#iv4#uo, #emolin#o assim as bases #a mais nobre igual#a#e %ue po#e e6istir. & igual#a#e n'o consiste e n'o po#e consistir nas realiza":es humanas em si mesmas, mas / poss4vel na forma por %ue ca#a homem cumpre suas obriga":es, s- assim, se po#e, no julgamento #e valor #o in#iv4#uo, pôr #e la#o as #iferen"as #a natureza, po#en#o, ent'o, ca#a um forjar o seu pr-prio valor. (os tempos #e hoje, em %ue to#os os grupos humanos s- se sabem apreciar pelos salários, n'o po#e haver um enten#imento a esse respeito. ,sso n'o /, por/m, motivo para %ue renunciemos Hs nossas i#/ias. &o contrário. )uem %uiser salvar esse mun#o apo#reci#o #eve ter a coragem #e mostrar as causas primárias #esse mal. & preocupa"'o #o movimento nacional!socialista #eve ser esta7 #esprezan#o to#os os preconceitos burgueses reunir e coor#enar to#as as for"as capazes #e ser aproveita#as como pioneiros #a nova #outrina

universal. 5ertamente levantar!se!á a obje"'o #e %ue, na maioria #os casos, / #if4cil fazer #istin"'o entre o valor material e o i#eal e %ue o menor apre"o #o trabalho seria ocasiona#o justamente pelo menor salário. 3sse pe%ueno apre"o /, por sua vez, a causa #a menor participa"'o #os in#iv4#uos nas ri%uezas culturais #a na"'o. &ssim, / preju#ica#a a cultura i#eal #os homens, %ue na#a tem %ue ver com o seu trabalho. & vergonha %ue se sente pelo trabalho material resi#e nisso7 como conse%U2ncia #os pe%uenos salários, #esce o n4vel cultural #o operário e com isso se justifica o menor valor em %ue / ti#a a sua ativi#a#e. (isso há muita ver#a#e. Justamente por esse motivo, / %ue, #e futuro, se #eve evitar uma gran#e #ispari#a#e #e salários. ('o se argumente %ue, assim, o resulta#o #o trabalho in#ivi#ual seria menor. <eria o mais #eplorável sintoma #a #eca#2ncia #e uma /poca se o est4mulo para as mais altas realiza":es espirituais #epen#esse apenas #e altos salários. <e esse ponto #e vista fosse at/ hoje o *nico, ent'o a humani#a#e n'o teria nunca alcan"a#o as suas gran#es realiza":es no #om4nio #a ci2ncia e #a cultura. &s maiores inven":es, as maiores #escobertas, os trabalhos %ue mais revolucionaram a ci2ncia, os espl2n#i#os monumentos #a cultura humana, n'o surgiram #a ca"a #o #inheiro. &o contrário, a sua origem coinci#e, n'o raramente, com a ren*ncia aos bens terrenos. + poss4vel %ue o #inheiro se tenha torna#o o po#er #ominante na vi#a #e hoje, mas um #ia virá em %ue os homens venerar'o outros #euses, #e mais eleva"'o. Muita coisa hoje #eve sua e6ist2ncia H Tnsia pelo #inheiro e pelo po#er, mas nisso está inclu4#o pouca coisa, cujo #esaparecimento #ei6aria a humani#a#e mais pobre. 3 uma #as finali#a#es #o nosso movimento anunciar %ue virá um tempo em %ue se #ará ao in#iv4#uo o %ue ele precisa para viver, manten#o!se, por/m, o princ4pio #e %ue o homem n'o #eve viver somente para a satisfa"'o #e prazeres materiais. ,sso se realizará, #e futuro, com uma sábia gra#ua"'o #e salários %ue permita a ca#a trabalha#or honesto ter a certeza #e po#er viver uma vi#a or#ena#a e #igna, como homem e como ci#a#'o. ('o se #iga %ue isso / um i#eal %ue n'o resistiria H prática e jamais po#erá ser atingi#o. (-s mesmos n'o somos t'o simpl-rios %ue acre#itemos na possibili#a#e #e se conseguir restituir a e6ist2ncia a uma socie#a#e cheia #e #efeitos. ,sso n'o nos #eve, por/m, livrar #o #ever #e combater as faltas %ue conhecemos, abolir as fra%uezas e lutar por um i#eal. & #ura reali#a#e ocasionará somente restri":es a essa ativi#a#e. $or isso mesmo, o homem se #eve esfor"ar para atingir o objetivo final. ,nsucessos n'o #evem #esviá!lo #a sua finali#a#e, #a mesma maneira %ue n'o se po#e renunciar H justi"a somente por%ue na mesma se verificam erros, nem #esprezar a me#icina por%ue as mol/stias continuam a e6istir. =evemos evitar #ar t'o pouco valor H for"a #e um i#eal. )uem, nesse assunto, sentir!se #esalenta#o, #eve lembrar!se, se já foi sol#a#o, #e um tempo cujo hero4smo era representa#o pela certeza #a for"a #o i#eal, o %ue, ent'o, fez com %ue os homens se #ei6assem morrer n'o foi a preocupa"'o #e ganhar o p'o %uoti#iano, mas o amor #a $átria, a f/ na sua gran#eza, o sentimento geral #a honra #a na"'o. <omente %uan#o o povo alem'o afastou!se #esse i#eal, para seguir as promessas #a 1evolu"'o e trocou as armas pela sacola / %ue alcan"ou o #esprezo geral e a mis/ria. + absolutamente necessário %ue se ponha, #iante #as vistas #os homens práticos #a 1ep*blica 0realista0 #e hoje, um 3sta#o i#eal. 2AP9TULO III 2IDADÃOS E 4S@DITOS4 DO ESTADO

& institui"'o %ue hoje erroneamente / #esigna#a pelo nome #e 3sta#o reconhece apenas #uas sortes #e in#iv4#uos7 ci#a#'os e estrangeiros. 5i#a#'os s'o a%ueles %ue, pelo nascimento ou pela naturaliza"'o, gozam #os #ireitos #e ci#a#ania estrangeiros s'o to#os os %ue gozam i#2nticos #ireitos em seus respectivos pa4ses. 3ntre esses há os %ue se po#em #enominar 0cometas0, %ue n'o pertencem a nenhum 3sta#o e %ue, por isso, n'o t2m o #ireito #e ci#a#ania. ;oje, o #ireito #e ci#a#ania / a#%uiri#o, em primeiro lugar, por se ter nasci#o #entro #as fronteiras #e um #etermina#o 3sta#o. & ra"a e a nacionali#a#e na#a t2m a ver com isso. ? filho #e um negro %ue viveu em um protetora#o alem'o e %ue está #omicilia#o na &lemanha / automaticamente ci#a#'os #o 3sta#o alem'o. =o mesmo mo#o, %ual%uer filho #e ju#eu, #e polon2s, #e africano ou #e asiático, po#e, sem maiores #ificul#a#es, tornar!se ci#a#'o alem'o. &l/m #a naturaliza"'o pelo nascimento e6iste a possibili#a#e #a naturaliza"'o posterior. 3ssa naturaliza"'o está con#iciona#a a várias e6ig2ncias, como sejam, por e6emplo, as seguintes. ? can#i#ato, %uan#o poss4vel, n'o será um arromba#or #e portas ou cáften, n'o será suspeito H pol4cia, n'o tomará parte em pol4tica, isto /, será um imbecil e, finalmente, n'o incomo#ará a sua nova pátria. (aturalmente, o mais importante nesta /poca #e realismo / a situa"'o financeira #o can#i#ato. + uma recomen#a"'o importante apresentar! se como um presum4vel futuro contribuinte para apressar a a%uisi"'o #o #ireito #e ci#a#ania nos tempos atuais. &rgumentos #e ra"a #e na#a valem nesse caso. .o#o o processo para a#%uirir o #ireito #e ci#a#ania em na#a #ifere #a%uele por %ue se consegue entrar em um clube #e autom-veis, por e6emplo. ? can#i#ato faz seu re%uerimento e, um #ia, por meio #um escrito, chega ao seu conhecimento a not4cia #e %ue está consi#era#o ci#a#'o alem'o, o %ue se revestia ain#a #e uma forma pTn#ega. $articipava!se ao catre em %uest'o %ue 0ele com a%uela comunica"'o se tinha torna#o ci#a#'o alem'o0. 3sse passe #e mágica preparava um presi#ente #a 1ep*blica. ? %ue os c/us n'o po#em fazer consegue!o o mais humil#e emprega#o, en%uanto o #iabo esfrega um olho. 5om uma simples pena#a, um cria#o mongol transforma!se, como por encanto, em alem'o #a melhor esp/cieV ? pior / %ue n'o s- ningu/m se preocupava com a ra"a #o can#i#ato como n'o se cogitava tamb/m #a sua sa*#e. @m in#iv4#uo, por mais ro4#o #e s4filis %ue esteja, / recebi#o pelo 9overno #e hoje como ci#a#'o alem'o #es#e %ue, economicamente, n'o crie problemas financeiros ou caracterize uma amea"a pol4tica. ? ci#a#'o alem'o #istingue!se #o estrangeiro por%ue lhe s'o abertas as portas para os empregos p*blicos, por%ue, eventualmente, está sujeito ao servi"o militar e po#e votar e ser vota#o nas elei":es. (isso está to#a a #iferen"a. )uanto H prote"'o #os #ireitos pessoais e #a liber#a#e, a situa"'o #os estrangeiros / a mesma #os alem'es e, Hs vezes, melhor $elo menos / isso %ue acontece na 1ep*blica &lem' #e hoje. <ei %ue ningu/m gosta #e ouvir essas ver#a#es, mas o %ue / incontestável / %ue #ificilmente se po#erá encontrar no mun#o uma legisla"'o t'o insensata, t'o louca como a nossa. ;á um pa4s em %ue, pelo menos, se notam fracas tentativas para melhorar essa legisla"'o. (aturalmente n'o me refiro H nossa mo#elar 1ep*blica &lem' mas ao 9overno

#os 3sta#os @ni#os #a &m/rica #o (orte, on#e se está tentan#o, embora por me#i#as parciais, pôr um pouco #e senso nas resolu":es sobre este assunto. 3les se recusam a permitir a imigra"'o #e elementos maus sob o ponto #e vista #a sa*#e e pro4bem absolutamente a naturaliza"'o #e #etermina#as ra"as. &ssim come"am lentamente a e6ecutar um programa #entro #a concep"'o racista #o 3sta#o. ? 3sta#o nacionalista #ivi#e seus habitantes em tr2s classes7 ci#a#'os, s*#itos e estrangeiros. <- o nascimento #á, em princ4pio, o #ireito #e ci#a#ania. ('o #á, por/m, o #ireito #e e6ercer cargo p*blico ou tomar parte na pol4tica, para votar ou ser vota#o. )uanto aos chama#os s*#itos, a ra"a e a nacionali#a#e ter'o sempre %ue ser #eclara#as. & esses / livre passarem #essa situa"'o H #e ci#a#'os #o pa4s, #epen#en#o isso #a sua nacionali#a#e. ? estrangeiro / #iferente #o s*#ito no fato #e ser s*#ito em um pa4s estrangeiro. ? jovem s*#ito #a na"'o alem' / obriga#o a receber a e#uca"'o %ue se ministra a to#os os alem'es. 3le se submete assim H mesma e#uca"'o #os nacionais. Mais tar#e ele tem %ue se submeter H e#uca"'o f4sica oficial e, finalmente, entra para as fileiras #o e6/rcito. ? servi"o militar / obrigat-rio. =eve abranger to#os os alem'es, a fim #e prepará!los, f4sica e espiritualmente, para as poss4veis e6ig2ncias militares. =epois #o servi"o militar, aos jovens, inteiramente sa#ios, com soleni#a#e será conce#i#o o t4tulo #e ci#a#'o. 3sse será o mais importante #ocumento para to#a a sua vi#a. 3le entra na posse #e to#os os #ireitos e goza #e to#as as vantagens #a4 #ecorrentes. + preciso %ue se fa"a a #iferen"a entre os %ue concorrem para a e6ist2ncia e gran#eza #a na"'o e os %ue resi#em no pa4s apenas para ganhar a vi#a. & concess'o #o t4tulo #e ci#a#'o e6ige um solene juramento em rela"'o H coletivi#a#e e ao 3sta#o. (esse t4tulo #eve ser inscrito7 =eve ser uma honra maior ser varre#or #e rua em sua $átria #o %ue rei em pa4s estrangeiro. ? ci#a#'o alem'o / privilegia#o em rela"'o ao estrangeiro. 3ssa honra e6cepcional tamb/m implica em #everes. ? in#iv4#uo sem honra, sem caráter, o criminoso comum, o trai#or #a $átria, etc., po#e, em %ual%uer tempo, ser priva#o #esses #ireitos. .orna!se, ent'o, s*#ito, novamente. &s jovens alem's s'o s*#itas e s- se tornam ci#a#'s #epois #e casa#as. Z mulher, por/m, %ue vive #o seu trabalho honesto, po#e ser conce#i#o o titulo #e ci#a#'. 2AP9TULO I% PERSONALIDADE E 2ON2EPÇÃO DO ESTADO NA2IONAL <e o 3sta#o nacional socialista e racista tem como sua mais importante finali#a#e a forma"'o e e#uca"'o #o povo, como esteio #o mesmo, / -bvio %ue n'o basta somente favorecer os elementos raciais em si, e#ucá!los para a vi#a prática. >az!se necessário tamb/m %ue a sua pr-pria organiza"'o seja estabeleci#a em harmonia com esse objetivo. <eria loucura %uerer me#ir o valor #os homens pela ra"a, e, ao mesmo tempo, #eclarar guerra ao princ4pio mar6ista segun#o o %ual 0um homem / sempre igual a outro0, se n'o estivermos resolvi#os a tirar #a%uele a6ioma to#as as conse%U2ncias. & *ltima conse%U2ncia #o reconhecimento #a importTncia #a %uest'o #o sangue, isto /, #o fun#amento #o problema racial, #eve consistir em levar aos in#iv4#uos essa convic"'o. &ssim como eu #evo estabelecer a #iferen"a entre os povos pela ra"a a %ue pertencem,

assim tamb/m #evem fazer os in#iv4#uos #entro #e uma #etermina#a coletivi#a#e. & afirma"'o #e %ue os povos n'o s'o iguais provoca nos in#iv4#uos #e uma na"'o a i#/ia #e %ue nem to#as as cabe"as s'o iguais, por%ue, tamb/m nesse caso, embora as partes essenciais sejam semelhantes nas linhas gerais, nos casos in#ivi#uais notam!se milhares #e pe%uenas #iferen"as. & primeira conse%U2ncia #esse mo#o #e encarar o problema / tamb/m a mais elementar. 1efiro!me ao trabalho #e favorecer, no seio #a coletivi#a#e, os elementos #e mais valor sob o ponto #e vista racial e cui#ar sobretu#o #e sua alimenta"'o. Mais fácil torna!se essa tarefa, justamente por%ue po#e ser %uase mecanicamente compreen#i#a e resolvi#a. Mais #if4cil /, por/m, #escobrir, no seio #a coletivi#a#e, os in#iv4#uos #e mais valor sob o ponto #e vista intelectual e i#eal e sobre eles e6ercer uma influ2ncia %ue ponha esses esp4ritos superiores a servi"o #a na"'o. 3sse movimento no senti#o #e estimular a intelig2ncia e a capaci#a#e n'o se po#e fazer mecanicamente, / um trabalho %ue #epen#e #a luta #iária pela vi#a. @ma concep"'o social %ue se prop:e, pon#o #e la#o os pontos #e vista #emocráticos #as massas, a entregar a terra aos melhores, aos tipos mais eleva#os, n'o #eve logicamente estimular, no seio #o povo, o princ4pio aristocrático, mas assegurar a #ire"'o aos mais capazes, para %ue esses possam e6ercer a mais eleva#a influencia sobre esse mesmo povo. 3sse trabalho n'o se po#e fun#ar sobre o princ4pio #a maioria mas #eve ser alicer"a#o no reconhecimento #o valor #a personali#a#e. )uem %uer %ue hoje acre#ite %ue um 3sta#o nacional!socialista!racista po#e #iferenciar!se #os outros 3sta#os, com a aplica"'o #e meios puramente mecTnicos, pela melhoria #a vi#a econômica, etc., isto /, por uma melhor #istribui"'o #a ri%ueza, por um maior controle no processo econômico, por salários mais compensa#ores, pelo combate Hs gran#es #espropor":es #os mesmos, %uem assim pensar, repetimos, encontrar!se!á em um absoluto impasse e provará n'o ter a mais leve i#/ia #o %ue enten#emos por uma ver#a#eira concep"'o #o mun#o. $or esses processos acima alu#i#os, n'o se chegará nunca a reformas profun#as e ra#icais e #e efeitos #ura#ouros, por%ue essa maneira #e agir toca apenas a superf4cie #as coisas sem preparar para o povo uma situa"'o %ue lhe #2 uma seguran"a #efinitiva #e po#er vencer as fra%uezas, #e %ue hoje to#os sofremos. $ara mais facilmente compreen#er!se essa ver#a#e, / oportuno, mais uma vez, lan"ar uma vista sobre as causas primárias #a evolu"'o #a cultura humana. ? primeiro passo %ue, visivelmente, levou o homem a #istinguir!se #o resto #os animais foi o %ue o arrastou a fazer #escobertas. 3ssas #escobertas consistiam, no primeiro momento, na ast*cia, cujo emprego facilitou a luta pela vi#a contra os outros animais e o 26ito na mesma. 3ssas #escobertas primitivas n'o se apresentam claramente no esp4rito #as pessoas, por%ue o observa#or #e hoje as v2 apenas em massa. 5ertos artif4cios e espertos e6pe#ientes %ue o homem po#e observar nos animais aparecem simplesmente como um fato natural. ('o estan#o, por isso, em con#i":es #e #eterminar ou investigar suas causas primárias, contenta!se em consi#erar essas %uali#a#es como instintivas. 3m nosso caso, essa *ltima palavra na#a significa. )uem acre#ita em uma evolu"'o mais eleva#a #a vi#a #eve a#mitir %ue to#as as manifesta":es #essa luta pela e6ist2ncia #evem ter ti#o um come"o. 3m #a#o momento, um in#iv4#uo praticou uma #etermina#a a"'o. $or for"a #a repeti"'o, esse fato se foi tornan#o ca#a vez mais geral at/, #e certo mo#o, passar para o subconsciente #os in#iv4#uos e ser visto como instintivo.

,sso se compreen#erá mais facilmente em rela"'o aos homens. <eus primeiros atos #e intelig2ncia na luta contra os outros animais foram, com certeza, na sua origem, atos pratica#os sobretu#o pelos in#iv4#uos mais capazes. &s %uali#a#es pessoais foram, incontestavelmente, o est4mulo para as #ecis:es e realiza":es %ue, mais tar#e, foram aceitas como naturais por to#a a humani#a#e. =a mesma maneira, a confian"a na sua pr-pria for"a, fun#amento atual #e to#a estrat/gia, foi, originariamente, #evi#a a uma #etermina#a cabe"a e, s- com o correr #e muitos anos, talvez milhares, passou a ser aceita por to#a gente como perfeitamente compreens4vel. ? homem completou essa primeira #escoberta com uma segun#a. &pren#eu outras coisas, outros processos, %ue pôs a servi"o #a sua luta pela subsist2ncia. 5om isso come"ou a ativi#a#e cria#ora, cujos resulta#os vemos por to#a parte. 3ssas inven":es materiais, %ue come"aram pelo emprego #a pe#ra como arma, %ue levaram H #omestica"'o #os animais. e, atrav/s #e cria":es artificiais, #eram ao homem o fogo e, assim por #iante, at/ as m*ltiplas e espantosas #escobertas #e nossos #ias, s'o evi#entemente #evi#as H iniciativa in#ivi#ual, o %ue se torna claro se e6aminarmos as #escobertas #e hoje, sobretu#o as mais importantes, as %ue mais impressionam. .o#as as inven":es %ue vemos em torno #e n-s foram o resulta#o #o po#er cria#or e #a capaci#a#e #o in#iv4#uo e to#as elas, em *ltima análise, concorreram para elevar, ca#a vez mais, o homem acima #o n4vel #os outros animais, #istancian#o!o #os mesmos em progress'o sempre crescente. ? %ue, #e come"o, era apenas simples artif4cio para au6iliar os ca"a#ores #a floresta na sua luta pela e6ist2ncia, serve agora, sob a forma #as brilhantes #escobertas cient4ficas #os tempos atuais, a au6iliar a humani#a#e nas lutas #o presente e a forjar as armas para os embates futuros. .o#o pensamento humano, to#as as inven":es, em seus *ltimos efeitos. servem, em primeiro lugar, para facilitar a luta #o homem pela vi#a neste planeta, mesmo %uan#o a utili#a#e real #e uma #escoberta ou #e uma profun#a concep"'o cient4fica passa #espercebi#a no momento. 3n%uanto tu#o isso au6ilia o homem a elevar!se acima #o n4vel #as criaturas %ue o cercam, ele fortifica ca#a vez mais a sua posi"'o, tornan#o!se, a to#os os respeitos, o rei #a cria"'o. .o#as as #escobertas s'o, pois, a conse%U2ncia #o po#er cria#or #o in#iv4#uo. .o#os esses inventores constituem, %uer se %ueira %uer n'o, os maiores ou menores benfeitores #a humani#a#e. <ua atua"'o proporciona a milh:es #e homens, meios #e subsist2ncia e recursos posteriores para a facilita"'o #a luta pela vi#a. <e, na origem #a civiliza"'o material #e hoje, vemos sempre personali#a#es %ue se completam umas Hs outras e sempre realizam novos progressos, o mesmo acontece na e6ecu"'o e aperfei"oamento #as coisas #escobertas. ?s vários processos #e pro#u"'o, em *ltima análise, s'o sempre obras #e #etermina#os in#iv4#uos. ? trabalho puramente te-rico %ue, em rela"'o a ca#a pessoa, #ificilmente se po#e me#ir, e %ue representa a con#i"'o in#ispensável para to#as as #escobertas posteriores, at/ esse trabalho / pro#uto in#ivi#ual. &s massas nunca inventam, nunca organizam ou pensam por si. (o in4cio #e tu#o está sempre uma ativi#a#e in#ivi#ual. @ma coletivi#a#e humana s- / bem organiza#a %uan#o facilita, por to#os os mo#os poss4veis, o trabalho #esses elementos cria#ores e utiliza!os em benef4cio #a comuni#a#e. ? %ue há #e mais importante em mat/ria #e inven":es, %uer se trate #e inven":es #e or#em material %uer #e #escobertas no mun#o #o pensamento, / sempre o fruto #a for"a cria#ora #e um in#iv4#uo.

@tilizá!las em benef4cio #a coletivi#a#e / a primeira e a mais eleva#a tarefa #a organiza"'o social, %ue #eve ser apenas o #esenvolvimento #esse princ4pio. $or isso #eve livrar!se #a praga #a orienta"'o mecTnica para transformar!se em uma organiza"'o viva. =eve ser, em si mesma, a corporifica"'o #o esfor"o para pôr os valores in#ivi#uais acima #as massas e subor#inar essas H%ueles. 3ssa organiza"'o n'o #eve impe#ir %ue os valores in#ivi#uais surjam #o seio #as massas, mas, ao contrário, por uma a"'o consciente, #eve promover essa evolu"'o facilitan#o!a por to#os os meios poss4veis. =eve partir #o princ4pio #e %ue a prosperi#a#e #o g2nero humano nunca / #evi#a Hs massas, mas Hs cabe"as cria#oras, %ue, por isso, #evem ser vistas como benfeitoras #a esp/cie. >acilitar!lhes a mais vasta influ2ncia está no interesses #a coletivi#a#e. 3sse interesses nunca será aten#i#o pela #omina"'o #as massas incapaMes mas 5inicamente pela #ire"'o #as almas privilegia#as pela (atureza. & áspera luta pela vi#a, mais #o %ue %ual%uer outra causa, concorre para o aparecimento #os in#iv4#uos superiores. (essa luta muitos sucumbem, n'o resistem Hs provas, e, no fim, somente poucos aparecem como os escolhi#os. (os #om4nios #o pensamento, #as cria":es art4sticas e at/ nos #a economia, ain#a hoje esse processo #e sele"'o se verifica sempre, embora. no terreno econômico, encontre gran#es obstáculos. & a#ministra"'o #o 3sta#o e o po#er #as na":es representa#o pela sua capaci#a#e guerreira s'o #omina#os pelo princ4pio #o valor pessoal. (esse setor #omina a i#/ia #a personali#a#e, a autori#a#e #esta em rela"'o aos %ue est'o embai6o e a responsabili#a#e #os %ue est'o em cima. & vi#a pol4tica #e hoje tem ca#a vez mais aban#ona#o esse princ4pio natural. 3n%uanto to#a a cultura humana n'o passa #e uma conse%U2ncia #a ativi#a#e cria#ora #o in#iv4#uo, na comuni#a#e em geral e especialmente entre os l4#eres #a mesma, o princ4pio #a maioria preten#e ser a autori#a#e %ue #eci#e e come"a gra#ualmente a envenenar a vi#a #a na"'o, isto /, a arruiná!la. & a"'o #estrui#ora #o ju#a4smo em vários aspectos #a vi#a #o povo, #eve ser vista como um esfor"o constante para minar a importTncia #a personali#a#e nas na":es %ue os acolhem e substitu4!la pela vonta#e #as massas. ? princ4pio orgTnico #a humani#a#e ariana / substitu4#o pelo princ4pio #estrui#or #os ju#eus. &ssim se torna o ju#a4smo um 0fermento #e #ecomposi"'o0 #os povos e ra"as e, em senti#o mais vasto, #e ru4na #a cultura humana. ? mar6ismo aparece como a tentativa #os ju#eus para enfra%uecer, em to#as as manifesta":es #a vi#a humana, o princ4pio #a personali#a#e e substitu4!lo pelo prest4gio #as massas. 3m pol4tica, o mar6ismo tem. a sua forma #e e6press'o no regime parlamentar cujos efeitos sentimos #es#e as menores c/lulas #a comuni#a#e at/ as posi":es mais eminentes #o 1eich. (o %ue #iz respeito H economia, o efeito #isso / o estabelecimento #e uma organiza"'o %ue, na reali#a#e, n'o serve aos interesses #o proletaria#o mas aos prop-sitos #estrui#ores #o ju#a4smo internacional. & propor"'o %ue a economia se subtraia H atua"'o #o princ4pio #a personali#a#e, e, em lugar #o mesmo, se instalava a influ2ncia7 ,#as massas, per#ia a oportuni#a#e #e ter a seu servi"o to#as as capaci#a#es reais e entrava em #eca#2ncia inevitável. .o#as as organiza":es in#ustriais %ue, em vez #e aten#erem aos interesses #os seus emprega#os, procuram ter influ2ncia sobre a pr-pria pro#u"'o, servem a esses mesmos objetivos #estrui#ores #a economia. <'o nocivos H #ire"'o #a coletivi#a#e e, em conse%U2ncia, tamb/m aos in#iv4#uos toma#os isola#amente.

& satisfa"'o #os interesses #os membros #e uma coletivi#a#e, em *ltima análise, n'o / a conse%U2ncia #e meras frases te-ricas, mas, sobretu#o, #e uma seguran"a %ue no in#iv4#uo se oferece a respeito #as necessi#a#es #a vi#a #iária e a convic"'o #efinitiva #a4 resultante #e %ue a #ire"'o geral #e uma coletivi#a#e #eve aten#er aos interesses #os in#iv4#uos. $ouco importa %ue o mar6ismo, no terreno #a sua teoria #as massas, aparente capaci#a#e para tomar sob a sua #ire"'o e #esenvolver a economia e6istente no momento. & cr4tica sobre a justi"a ou injusti"a #esse princ4pio n'o será #etermina#a pela prova #e sua apti#'o para preparar o presente para o futuro, mas pela prova #e sua capaci#a#e para criar uma cultura. Mil vezes po#eria o mar6ismo assumir a #ire"'o #a economia e #ei6á!la progre#ir, o 26ito #essa ativi#a#e na#a provaria contra o fato #e n'o estar o mesmo em con#i":es #e, pelo emprego #o princ4pio #as maiorias, criar essa cultura. ? pr-prio mar6ismo #eu #isso uma prova prática. ('o s- nunca pô#e, em parte alguma, criar uma cultura, ou mesmo um sistema econômico pr-prios, como tamb/m jamais conseguiu #esenvolver um sistema já e6istente, #e acor#o com os seus princ4pios. &o contrário, #epois #e curto espa"o #e tempo, / for"a#o a voltar atrás e fazer concess:es ao princ4pio #a personali#a#e %ue n'o po#e negar nem mesmo nas suas pr-prias organiza":es. & concep"'o racista #eve ser completamente #iferencia#a #es#e %ue a%uela reconhece n'o s- o valor #a ra"a como o #o pr-prio in#iv4#uo, #uas colunas sobre %ue #eve repousar to#o o e#if4cio. 3sses s'o os fatores básicos na sua maneira #e encarar o mun#o. <e o movimento nacional!socialista n'o compreen#esse a importTncia fun#amental #essa ver#a#e, mas, ao contrário, em vez #isso, procurasse pôr remen#os ao 3sta#o atual e visse no ponto #e vista #as massas um ponto #e vista seu pr-prio, transformar!se!ia em um parti#o #e concorr2ncia ao mar6ismo. ('o teria, ent'o, o #ireito #e falar em uma nova #outrina. <e o programa social #o novo movimento consistisse somente em suprimir a personali#a#e e pôr em seu lugar a autori#a#e #as massas, o (acional!<ocialismo, já ao nascer, estaria contamina#o pelo veneno #o mar6ismo, como / o caso #os parti#os burgueses. ? 3sta#o nacionalista racista tem %ue cui#ar #o bem!estar #os seus ci#a#'os, em tu#o em %ue reconhecer o valor #a personali#a#e, e, assim, intro#uzir, em to#os os campos #e ativi#a#e, a%uela pro#utiva capaci#a#e #e #ire"'o %ue s- ao in#iv4#uo / conce#i#a. ? 3sta#o nacionalista #eve trabalhar infatigavelmente para libertar o 9overno, sobretu#o os altos postos #e #ire"'o, #o princ4pio parlamentar #a maioria, para assegurar, em seu lugar, a in#iscut4vel autori#a#e #o in#iv4#uo. =ai resultam as seguintes no":es7 & melhor forma #e 9overno e #e constitui"'o / a%uela %ue, com a mais natural firmeza, eleva aos postos #e coman#o, #e maior influ2ncia, as melhores cabe"as #e uma coletivi#a#e. 5omo na vi#a econômica os homens mais capazes n'o prov2m #e cima mas t2m %ue abrir o seu pr-prio caminho lutan#o e nessa luta recebem as li":es #a e6peri2ncia, tanto em pe%uenos neg-cios como nas gran#es empresas, n'o po#em, por isso, as cabe"as #e valor pol4tico ser #escobertas #e um momento para outro. (a sua organiza"'o, o 3sta#o, #es#e os lugares mais mo#estos at/ aos postos mais eleva#os #a coletivi#a#e, #eve basear!se no princ4pio #a personali#a#e. ('o #eve haver maiorias toman#o #ecis:es mas sim um corpo #e pessoas responsáveis. & palavra 05onselho0 reverterá assim H sua antiga significa"'o. 5a#a um po#erá ter conselheiros a seu la#o, mas a #ecis'o caberá sempre a uma pessoa.

& raz'o por%ue o e6/rcito prussiano se po#e transformar em um a#mirável instrumento #e gran#eza #o povo alem'o / %ue, em senti#o figura#o, ele representava o e#if4cio #e nossa organiza"'o nacional7 autori#a#e e responsabili#a#e. ('o nos po#eremos passar, mesmo ent'o, #essas corpora":es %ue #esignamos sob o nome #e parlamento. & #iferen"a - %ue seus 5onselhos ser'o ver#a#eiramente conselhos, mas a responsabili#a#e recairá sempre sobre uma s- pessoa, a *nica %ue tem autori#a#e e o #ireito #e #ar or#ens. ?s parlamentos em si s'o necessários, antes #e tu#o por%ue neles t2m oportuni#a#e #e se afirmar os valores in#ivi#uais, a %ue, mais tar#e, se po#em confiar miss:es #e responsabili#a#e. 1esulta o seguinte7 ? 3sta#o racista, em nenhum #os setores, terá um corpo #e representantes %ue possa resolver por meio #a maioria #e votos, mas apenas 5onselhos consultivos %ue au6iliam o chefe escolhi#o e, por interm/#io #esse, tomar'o parte nos trabalhos e, #e acor#o com as necessi#a#es, aceitar'o responsabili#a#es incon#icionais, nas mesmas con#i":es em %ue age o chefe ou presi#ente nas gran#es %uest:es. ? 3sta#o racista n'o tolera %ue homens cuja e#uca"'o ou ocupa"'o n'o lhes tenha proporciona#o conhecimentos especiais, sejam convi#a#os a #ar conselhos ou a julgar, o corpo representativo #o 3sta#o será #ivi#i#o em comit2s pol4ticos e comit2s profissionais permanentes. & fim #e obter uma coopera"'o vantajosa entre os #ois haverá sobre eles um <ena#o permanente. Mas nem o <ena#o nem a 5Tmara ter'o po#eres para tomar resolu":es eles s'o #esigna#os para trabalhar e n'o para #eci#ir. ?s seus membros in#ivi#uais po#em aconselhar mas nunca resolver. 3ssa prerrogativa / #a compet2ncia e6clusiva #o presi#ente responsável #o momento. 3sse princ4pio #e absoluta alian"a #a responsabili#a#e com a autori#a#e pouco a pouco tornará poss4vel a escolha #e um l4#er, o %ue, hoje, / absolutamente imposs4vel em face #a irresponsabili#a#e #o parlamento. 3nt'o a constitui"'o pol4tica #a na"'o será posta em harmonia com a lei a %ue esta já #eve a sua gran#eza nos #om4nios #a cultura e #a economia. (o %ue #iz respeito H possibili#a#e #e pôr em prática essa #outrina, #evo lembrar %ue nem sempre o princ4pio #a maioria #e Botos #os parlamentos #emocráticos governou o mun#o. &o contrário, esse princ4pio s- / encontra#o em pe%uenos per4o#os #a hist-ria e esses s'o sempre per4o#os #e #eca#2ncia #as na":es ou #os 9overnos. 3m to#o caso, ningu/m imagine %ue provi#2ncias puramente te-ricas, parti#as #e cima, possam provocar essa mu#an"a, #es#e %ue, logicamente, a mesma n'o se po#e limitar H constitui"'o #e um 3sta#o mas to#a a legisla"'o e, na reali#a#e, to#a a vi#a #a na"'o, #evem por ela ser influencia#as. @ma tal revolu"'o s- po#erá e s- virá a realizar!se por meio #e um movimento inspira#o na%uela i#/ia e %ue traga em si a semente #o novo 3sta#o. &ssim o movimento nacional socialista hoje #eve!se i#entificar com a%uela i#/ia e pô!la em prática em sua organiza"'o pr-pria, #e maneira %ue n'o s- possa guiar o 3sta#o no bom caminho mas tamb/m preparar to#o o corpo #a na"'o, assim melhora#a, a receber a nova or#em #e coisas. 2AP9TULO % 2ON2EPÇÃO DO MUNDO E OR.ANI:AÇÃO

? 3sta#o nacionalista, %ue tentei pintar em linhas gerais, n'o surgirá apenas #o conhecimento #as suas necessi#a#es. ('o basta saber %ue aspecto um tal 3sta#o #everá assumir. Muito mais importante / o problema #a sua forma"'o. ('o se po#e esperar %ue os parti#os atuais, %ue s'o os maiores aproveita#ores #o 3sta#o, mu#em #e atitu#e por sua pr-pria iniciativa. ,sso / absolutamente imposs4vel, uma vez %ue seus ver#a#eiros chefes s'o to#os ju#eus. & evolu"'o por %ue passamos terminará um #ia, se n'o lhe opusermos obstáculos, nesta, profecia ju#aica7 o ju#eu, na reali#a#e, #evorará os povos #a terra e tornar!se!á senhor #os mesmos. $erfeitamente consciente #os seus objetivos, o ju#eu #efen#e!os #e maneira irresist4vel, nas suas rela":es com milh:es #e alem'es proletários e burgueses, os %uais caminham para a #estrui"'o, principalmente #evi#o á sua covar#ia, alia#a H in#ol2ncia e H estupi#ez. ?s parti#os sob a sua #ire"'o n'o po#em fazer outra coisa %ue n'o seja combater por seus interesses e na#a t2m #e comum com o caráter #as na":es arianas. <e se #eve fazer uma tentativa para realizar o i#eal #e um 3sta#o nacionalista, #evem ser postos #e parte os %ue agora controlam a vi#a p*blica e #eve!se procurar uma nova for"a resoluta e capaz #e tomar a si a luta por esse i#eal. & primeira tarefa nesse combate n'o / a cria"'o #e uma nova concep"'o #o 3sta#o, mas a remo"'o #as concep":es ju#aicas atuais. 5omo acontece fre%Uentemente na hist-ria, a principal #ificul#a#e n'o está em encontrar os mol#es #o novo esta#o #e coisas mas em abrir caminho para instalá!los. $reconceitos e interesses #isp:em!se em falanges cerra#as procuran#o evitar por to#os os meios a vit-ria #e uma nova i#/ia %ue vejam como #esagra#ável e amea"a#ora. $or isso, o combatente por um novo i#eal #essa natureza / infelizmente for"a#o, #e maneira veemente, a come"ar a luta pela parte negativa %ue #eve terminar pela remo"'o #as institui":es em vigor. & primeira arma #e uma nova #outrina"'o %ue se inspire em gran#es princ4pios, por mais %ue isso possa #esagra#ar a certos in#iv4#uos, #eve ser o e6erc4cio #a mais forte critica contra a%ueles %ue est'o na li#eran"a #a socie#a#e. =e observa":es superficiais sobre a hist-ria #os povos costuma!se chegar H conclus'o #e %ue a evolu"'o #os mesmos, #e nenhum mo#o, / #evi#a H cr4tica negativa mas ao trabalho construtivo. 3ssa cegueira 0popular0, infantil e sem senti#o, / uma prova #e como, nessas cabe"as, at/ os acontecimentos #os #ias #e hoje passaram sem #ei6ar vest4gios. ? mar6ismo possui um objetivo e tamb/m conhece a atua"'o construtora (somente, por/m, %uan#o se trata #e estabelecer o #espotismo #o capitalismo internacional ju#eu), mas nem por isso ele #ei6ou #e e6ercer a critica, #urante sessenta anos, aliás uma cr4tica #emoli#ora e #issolvente %ue se prolongou at/ %ue o antigo 3sta#o, corro4#o pelo aci#o #essa cr4tica, foi arrasta#o H ru4na. <- ent'o, come"ou o seu chama#o peno. #o 0construtivo0. ,sso era compreens4vel, justo e l-gico. @ma situa"'o e6istente n'o po#e ser posta H margem pela simples anuncia"'o #e um novo esta#o #e coisas. ('o / a#miss4vel %ue os a#eptos ou interessa#os na manuten"'o #o statu %uo se convertessem ao novo movimento simplesmente por%ue se proclamasse a sua necessi#a#e. &o contrário, acontece fre%Uentemente %ue as #uas situa":es continuam uma ao la#o #a outra e, ent'o, a chama#a concep"'o #o mun#o transforma!se em parti#o, n'o po#en#o jamais elevar!se acima #o n4vel #as fac":es. @ma #outrina universal / sempre intolerante e n'o se contenta em representar o papel #e

um 0parti#o ao la#o #os outros0, mas insiste em ser por to#os reconheci#a e em impor uma nova maneira #e encarar a vi#a p*blica, #e acor#o com os seus pontos #e vista. $or esse motivo, n'o po#e tolerar a continua"'o #e uma for"a representan#o a situa"'o anterior, ? mesmo acontece com as religi:es. ? cristianismo n'o se satisfez em erigir os seus altares, mas viu!se na conting2ncia #e proce#er H #estrui"'o #os altares #os pag'os. <- essa fanática intolerTncia tornou poss4vel construir a%uela f/ a#amantina %ue / a con#i"'o essencial #e sua e6ist2ncia. $o#e!se fazer a obje"'o #e %ue, na hist-ria #a humani#a#e, esse fato / caracter4stico #o mo#o #e pensar #os ju#eus e %ue a intolerTncia e o fanatismo s'o a sua raz'o #e ser. 3ssa obje"'o po#e ser muito justa e po#e!se at/ lamentar essa reali#a#e e constatá!la com tristeza na hist-ria humana. ,sso, por/m, n'o impe#e %ue ain#a hoje se verifi%ue o mesmo fenômeno. ?s homens %ue %uerem salvar o nosso povo #a atual situa"'o n'o #evem %uebrar a cabe"a sobre se as coisas se #everiam passar #essa ou #a%uela maneira, mas #evem tentar os meios para #emover os obstáculos #o presente. @ma #outrina universal %ue se caracteriza por sua infernal intolerTncia s- será #estru4#a por outra inspira#a no mesmo esp4rito, manti#a pela mesma vonta#e #e ferro, basea#a, por/m, em i#/ias mais puras e mais ver#a#eiras. 5a#a um po#e hoje, com tristeza, constatar %ue, no tempo antigo, #e muito mais liber#a#e, o primeiro terror espiritual se verificou por ocasi'o #o aparecimento #o cristianismo. ('o se contestará, por/m, o falo #e %ue o mun#o, #es#e a%uele tempo, foi tortura#o e #omina#o por essa intolerTncia e %ue s- se vence um terror com outro terror. <-, ent'o, po#e!se iniciar a obra #e constru"'o. ?s parti#os pol4ticos est'o sempre prontos a assumir compromissos, ao contrário #o %ue acontece com as concep":es universais. &%uelas entram em acor#o com os seus a#versários, essas proclamam!se infal4veis. ?s parti#os pol4ticos, #e come"o, tamb/m acariciam a esperan"a #e e6ercer uma autori#a#e #esp-tica. 3les sempre apresentam ligeiros tra"os #e uma concep"'o mun#ial. & estreiteza #os seus programas priva!os #o hero4smo %ue uma #outrina universal e6ige. & capaci#a#e #e conciliar atrai para o seu seio os esp4ritos fracos e com esses nenhuma ver#a#eira cruza#a po#e ser leva#a a efeito. &ssim ficam #es#e ce#o re#uzi#os Hs suas mes%uinhas propor":es. $or isso, n'o tentam a luta por uma renova"'o #e concep":es, mas, em vez #isso, por uma 0colabora"'o positiva0, visam apenas con%uistar um lugarzinho na gamela #as comi#as e ai permanecer por muito tempo. (isso consiste to#o o seu esfor"o. )uan#o, por um forte e inteligente concorrente H pens'o, eles s'o e6pulsos #a manje#oura, concentram to#a sua intelig2ncia e esfor"os para, por meio #a for"a ou #a ast*cia, #e novo entrar nas primeiras filas #os seus companheiros famintos, e, embora com o sacrif4cio #as suas mais sagra#as convic":es, gozar as #el4cias #as comi#as. 5hacais #a pol4ticaV 5omo uma #outrina mun#ial nunca entra em acor#o com uma segun#a, assim tamb/m n'o po#erá colaborar em uma situa"'o pela mesma con#ena#a, mas, pelo contrário, sente! se no #ever #e combat2!la e combater tamb/m to#as as i#/ias a#versas, preparan#o, assim, a #erroca#a #as mesmas. Logo %ue essa campanha #emoli#ora, cujo perigo por to#os será ime#iatamente reconheci#o, encontran#o por isso resist2ncia geral, inicia tamb/m sua a"'o positiva, #estina#a a assegurar o 26ito #as novas i#/ias, ent'o fazem!se necessários luta#ores resolutos. @m tal movimento s- levará H vit-ria as suas i#/ias se ao mesmo se unirem os

mais corajosos e mais eficientes elementos #o momento, em uma organiza"'o com capaci#a#e para a luta. $ara isso /, por/m, in#ispensável %ue essa organiza"'o, toman#o em consi#era"'o esses elementos, escolha certas i#/ias e lhes #2 uma forma %ue, #e maneira precisa e incisiva, seja a apropria#a a servir #e #ogma H nova socie#a#e. 3n%uanto o programa #e um novo parti#o pol4tico consiste apenas em uma receita para o triunfo nas elei":es, o programa #e uma nova #outrina #eve se tra#uzir na f-rmula #e uma #eclara"'o #e guerra contra uma or#em #e coisas e6istente, em uma palavra, contra as atuais maneiras #e compreen#er o mun#o. ('o / necessário %ue ca#a luta#or, in#ivi#ualmente, tenha conhecimento completo #e to#as as i#/ias e #o processo mental #os l4#eres #o movimento. Muito mais necessário / %ue se lhe esclare"am certos pontos #e vista #e conjunto e as linhas essenciais capazes #e provocar um entusiasmo permanente, #e maneira %ue ca#a um se compenetre #a necessi#a#e #a vit-ria #o movimento em %ue está empenha#o. + o mesmo %ue acontece com o sol#a#o na tropa, o %ual nunca está ao par #os altos planos estrat/gicos. )uanto mais / ele e#uca#o em uma #isciplina r4gi#a, %uanto maior / o seu fanatismo a respeito #o #ireito e #a for"a #a sua causa, tanto mais se entrega #e corpo e alma H mesma. &ssim acontece com o a#epto #e um movimento #e gran#es propor":es, #e gran#e futuro e %ue e6ige gran#e for"a #e vonta#e. .'o pouco valeria um e6/rcito em %ue os sol#a#os fossem to#os iguais aos generais, pela sua e#uca"'o e pela sua sagaci#a#e, como um movimento pol4tico basea#o em uma, concep"'o mun#ial, %ue se compusesse apenas #e um conjunto #e 0homens #e esp4rito0. <'o absolutamente necessários os sol#a#os, sem os %uais n'o se po#e conseguir a #isciplina. 3stá na natureza #e uma organiza"'o #e combate %ue ela s- po#e subsistir se a sua #ire"'o, inspira#a em i#/ias eleva#as, servir a ! uma massa #e in#iv4#uos %ue nela se enfileiram por motivos sentimentais. @m grupo #e #uzentos homens, iguais %uanto H capaci#a#e intelectual, com o tempo, seria mais #if4cil #e #isciplinar #o %ue um #e cento e no. venta homens menos capazes e #e #ez tipos superiores. =essa ver#a#e a social!#emocracia tirou outrora as maiores vantagens. 3la se aproveitou #os %ue se haviam licencia#o #o servi"o #o e6/rcito, já acostuma#os H #isciplina e sa4#os #as vastas cama#as populares, e submeteu!os sua r4gi#a #isciplina parti#ária. & sua organiza"'o se apresentava como um e6/rcito #e sol#a#os e oficiais. ?s operários %ue #ei6avam o servi"o militar eram os sol#a#os #o parti#o, o intelectual ju#eu era o oficial, os emprega#os #e fábricas o corpo #e suboficiais. ? %ue a nossa burguesia sempre olhou com in#iferen"a, isto /, a ver#a#e segun#o a %ual ao mar6ismo s- se ligam as classes iletra#as, era. na reali#a#e, a con#i"'o sine %ua non para o 26ito #o mesmo. 3n%uanto os parti#os burgueses, na sua intelectuali#a#e superficial, na#a mais representavam #o %ue um ban#o incapaz e in#isciplina#o, o mar6ismo, com um material humano intelectualmente inferior, formou um e6/rcito #e sol#a#os parti#ários %ue obe#eciam t'o cegamente aos seus #irigentes ju#eus como outrora aos seus oficiais alem'es. & burguesia alem', por julgar!se superior, nunca se preocupou seriamente com os problemas psicol-gicos, n'o julgou necessário, nesse caso, refletir sobre a importTncia #esse fato e o perigo %ue nele se ocultava. &cre#itava!se, ao contrário, %ue um movimento pol4tico %ue se compunha #e elementos recruta#os nos c4rculos intelectuais s- por esse fato era #e mais valor e tinha mais #ireito e mesmo mais probabili#a#e #e alcan"ar o 9overno

#o %ue um simples movimento #e massas sem instru"'o. ('o se apercebeu #e %ue a for"a #e um parti#o pol4tico n'o repousa em uma intelectuali#a#e eleva#a e in#epen#ente #os seus a#eptos, mas sobretu#o na obe#i2ncia #isciplina#a com %ue a #ire"'o intelectual assegura a vit-ria. )uem #eci#e / a pr-pria #ire"'o. )uan#o #ois corpos #e tropa lutam um contra o outro, n'o vence a%uele em %ue ca#a sol#a#o recebeu uma perfeita e#uca"'o estrat/gica, mas sim o %ue #isp:e #a melhor #ire"'o e, ao mesmo tempo, #as tropas mais #isciplina#as, mais cegas na sua obe#i2ncia e mais treina#as. ,sso / um ponto #e vista fun#amental %ue, no cálculo #as possibili#a#es para a convers'o #e uma #outrina em reali#a#e, #evemos sempre ter em mente. <e, para levarmos essa #outrina H vit-ria, temos %ue nos transportar ao terreno #a luta, logicamente o programa #o movimento #eve ter em consi#era"'o o material humano #e %ue se po#e #ispor. )uanto mais inalterável for o objetivo a ser consegui#o, %uanto mais #ogmáticas forem as i#/ias fun#amentais, tanto mais psicologicamente justo #eve ser o programa #e aliciamento #as massas, sem o au6ilio #as %uais as i#/ias mais eleva#as ficam sempre no terreno #a teoria. $ara %ue o programa racista!nacionalista possa emergir #os vagos anseios #e hoje para tornar!se uma reali#a#e, / preciso %ue se selecionem, #entro #e suas largas concep":es, certas i#/ias mestras bem #efini#as %ue, por sua significa"'o, sejam apropria#as a atrair e conseguir a a#es'o #e vastas massas populares, justamente a%uelas %ue po#em assegurar o 26ito #a gran#e luta #e finali#a#e universal. 1eferimo!nos ao proletaria#o alem'o. 5om esse objetivo, o programa #o novo movimento foi sintetiza#o em vinte e cinco proposi":es principais #estina#as a orientar a luta. 3ssas teses s'o #estina#as, antes #e tu#o, a #ar ao homem #o povo uma i#/ia geral #as inten":es #o movimento. <'o por assim #izer, uma #eclara"'o #e f/ pol4tica, %ue, #e um la#o, serve H causa e, #o outro, visa unir em um bloco s-li#o os a#eptos #o movimento por um compromisso por to#os enten#i#o. &ssim, n'o #evemos nunca aban#onar o seguinte aspecto #a %uest'o. 5omo o programa #o movimento, na sua mais alta finali#a#e, / absolutamente justo mas #eve aten#er ao momento psicol-gico, com o correr #os tempos, po#e!se chegar H convic"'o #e %ue os in#iv4#uos compreen#em mal certas proposi":es e %ue receberiam melhor outro programa. .o#a tentativa #e mo#ifica"'o nesse senti#o /, por/m, fatal. 5om isso, entregar!se!ia H #iscuss'o o %ue se #everia conservar inabalavelmente firme. @ma vez %ue %ual%uer ponto #o #ogma pol4tico / afasta#o, n'o se chegará a pro#uzir um novo, melhor e mais conforme com o programa mas, ao contrário, marchar!se!á, atrav/s #e #iscuss:es sem fim, para o caos geral. (essa situa"'o, #eve!se sempre procurar saber o %ue / mais conveniente, se uma nova f-rmula, embora melhor, %ue ocasiona a #ecomposi"'o #o movimento, ou uma %ue, n'o obstante n'o ser perfeita, no momento corporifica!se em uma nova organiza"'o in%uebrantável, centraliza#a. =o e6ame mais superficial ressalta a vantagem #a *ltima hip-tese. 5omo nessas mo#ifica":es #o programa trata!se apenas #e uma %uest'o #e forma, elas parecer'o sempre poss4veis ou #esejáveis. =evi#o H superficiali#a#e #os homens, há o perigo #e acabarem estes por consi#erar a f-rmula #o programa como a finali#a#e real #o movimento. =iminuem, assim, a vonta#e e a for"a no combate pela i#/ia, e a ativi#a#e %ue se #evia empregar na propagan#a e6terna gasta!se inutilmente em lutas internas sobre %uest:es #e programa.

.ratan#o!se #e uma #outrina s', em suas linhas gerais, / menos preju#icial insistir em uma #etermina#a concep"'o, mesmo %uan#o n'o correspon#a perfeitamente H reali#a#e, #o %ue tentar melhorá!la, abrin#o a #iscuss'o sobre os princ4pios básicos #o movimento %ue #evem ser consi#era#os como inalteráveis. =a4 s- po#er'o resultar as piores conse%U2ncias, entre as %uais a impossibili#a#e #e vit-ria #o movimento. 5omo / poss4vel inspirar aos in#iv4#uos a f/ cega na e6cel2ncia #e uma #outrina, %uan#o mo#ifica":es constantes no programa #e propagan#a #a mesma #esenvolvem a incerteza e a #*vi#a8 ? essencial #e um movimento n'o está nas apar2ncias e6ternas mas no Tmago #as suas concep":es e, nesse campo, na#a #eve ser mo#ifica#o. =evemos to#os #esejar %ue, no seu pr-prio interesses, o movimento mantenha a sua for"a para to#os os combates, evitan#o %ual%uer iniciativa %ue ponha em evi#2ncia #ivis:es e falta #e enten#imento m*tuo. .amb/m nessa %uest'o muito se po#e apren#er com a ,greja 5at-Cica. &pesar #e suas #outrinas estarem ! aliás, sob certos aspectos, #esnecessariarnente ! em muitos pontos, em colis'o com a ci2ncia e6ata e o esp4rito #e investiga"'o, a ,greja n'o sacrifica uma virgula #os seus princ4pios. 5om muita sabe#oria, ela reconheceu %ue seu po#er #e resist2ncia n'o consiste em uma maior ou menor harmonia com as con%uistas cient4ficas #o momento, sempre variáveis, mas na insist2ncia #a #efesa #os #ogmas %ue, em conjunto, e6pressam o caráter #a f/. 5onse%U2ncia #isso / %ue a ,greja mant/m!se mais firme #o %ue nunca. $o#e!se profetizar %ue, com o tempo, ca#a vez con%uistará maior n*mero #e a#eptos. )uem realmente #esejar com sinceri#a#e a vit-ria #e uma #outrina racista #eve reconhecer %ue, para a consecu"'o #e um tal resulta#o, / in#ispensável, primeiro, %ue o movimento se revele capaz para a luta, mas s- se manterá se tiver como fun#amento um programa inalterável e firme. 3sse programa n'o #eve fazer concess:es e6igi#as pelo esp4rito publico em #etermina#o momento, mas manter, para sempre, a f-rmula julga#a boa ou pelo menos at/ H hora #a vit-ria. &ntes #isso, provocará a #esagrega"'o %ual%uer tentativa %ue tenha por fim mo#ificar a finali#a#e #e um ou outro ponto #o programa e terá como conse%U2ncia a #estrui"'o #o esp4rito #e #ecis'o e #a capaci#a#e para a luta, H propor"'o %ue seus a#eptos se empenham em #iscuss:es internas. &crescente!se a isso %ue uma 0reforma0 e6ecuta#a hoje, já amanh' po#eria ser #estru4#a por novas cr4ticas para, no #ia seguinte, encontrar!se uma mais vantajosa. )uem entra nesse caminho, toma uma estra#a livre #a %ual, por/m, s- se conhece o come"o. ? ponto terminal per#e!se em horizontes sem fim. 3ssa importante no"'o #eve ser utiliza#a pelo novo movimento nacional!socialista. ? $arti#o (acional!<ocialista #os .rabalha#ores &lem'es, com o seu programa #e vinte e cinco teses, aceitou uma base %ue #eve ser manti#a inalterável. & miss'o #os a#eptos #o movimento, os #e hoje como os #o futuro, n'o / criticar e alterar essas teses essenciais mas consi#erar #o seu #ever empenhar!se na sua #efesa. &o contrário, as pr-6imas futuras gera":es, com o mesmo #ireito, #issipariam as suas for"as nessa ativi#a#e interna, em vez #e atrair para o seio #o parti#o novos a#eptos, novas for"as. $ara a maior parte #os nossos correligionários a ess2ncia #o movimento #eve estar menos na letra #as teses #o %ue no esp4rito %ue po#emos lhes emprestar. & essa no"'o o novo parti#o #eveu #e inicio o seu nome, #e acor#o com a mesma foi organiza#o o seu programa e nela se fun#amenta o processo #o seu #esenvolvimento. $ara se conseguir a vit-ria #as i#/ias racistas, #eve!se organizar um parti#o popular, um parti#o %ue n'o se componha somente #e guias intelectuais mas tamb/m #e proletários. <em uma organiza"'o forte, %ual%uer tentativa para promover a realiza"'o #e i#/ias no

seio #o povo será sem conse%U2ncias, hoje como #e futuro. <- assim o movimento terá n'o s- o #ireito mas tamb/m o #ever #e consi#erar!se como pioneiro e representante #essas i#/ias. &s i#/ias básicas #o movimento (acional <ocialista s'o nacionalistas, assim como as i#/ias nacionalistas s'o tamb/m #o $arti#o (acional <ocialista. $ara a vit-ria #o $arti#o (acional <ocialista / preciso %ue ele a#ira absolutamente a essas convic":es. + seu #ever e #ireito proclamar, #a maneira mais incisiva, %ue / ina#miss4vel %ual%uer tentativa #e representar a i#/ia nacionalista fora #os limites #o $arti#o e %ue, na maioria #os casos, essa tentativa n'o passa #e embuste. <e algu/m fizer ao movimento a censura #e %ue o mesmo age, como se tivesse 0monopoliza#o0 a i#/ia racista nacionalista, #eve!se!lhe #ar apenas a seguinte resposta7 ('o s- a 0monopolizou0 como a criou para o seu uso. ? %ue at/ hoje e6istia, em mat/ria #e organiza"'o parti#ária, n'o estava em con#i":es #e e6ercer a menor influ2ncia sobre a sorte #o nosso povo, pois a to#as as i#/ias em voga faltava uma e6terioriza"'o clara, um plano uniforme. .ratava!se, na maioria #os casos, #e no":es mais ou menos justas, %ue n'o raramente se contra#iziam e %ue nenhuma liga"'o 4ntima tinham umas com as outras. Mesmo, por/m, %ue houvesse a uni'o a %ue nos referimos, essas i#/ias, por sua fra%ueza, nunca teriam si#o suficientes para, com elas, se organizar um movimento. <e hoje, to#as as associa":es e pe%uenos grupos, e at/ 0gran#es parti#os0 reclamam para si a #enomina"'o #e nacionalistas, #evemos ver nisso a influ2ncia #o movimento nacional! socialista. <em a atua"'o #este, nunca teria ocorri#o a estas organiza":es nem mesmo mencionar a palavra nacionalista. 3sse %ualificativo na#a lhes teria sugeri#o. &o mesmo tempo, essa concep"'o lhes teria passa#o in#iferente, o (<=&$, isto /, o $arti#o (acional! <ocialista #os .rabalha#ores &lem'es, foi o primeiro a #ar um senti#o a essa palavra, %ue hoje tem uma significa"'o t'o vasta e %ue está na boca #e to#a gente. (osso movimento #emonstrou, #e maneira t'o elo%Uente, a for"a #a i#/ia nacionalista, %ue a ambi"'o está for"an#o os outros parti#os pelo menos a preten#erem possuir aspira":es iguais. $or%ue eles p:em tu#o o servi"o #e suas pe%uenas especula":es eleitorais, a concep"'o nacionalista racista n'o passou #e um estribilho oco, superficial, com o %ual os parti#os tentam rivalizar com a for"a cria#ora #o movimento nacionalista!socialista. <- a preocupa"'o #e sua pr-pria subsist2ncia e o receio #a prosperi#a#e #e um movimento %ue se faz em torno #e uma nova concep"'o #o mun#o, cuja significa"'o eles compreen#eram assim como o perigo #e seu esp4rito e6clusivista, obriga!os a usar essa palavra %ue há oito anos eles n'o conheciam, há sete levavam a ri#4culo, há seis apontavam como uma insensatez, há cinco combatiam, há %uatro o#iavam, há tr2s perseguiam, e s- há #ois ane6aram ao resto #o seu vocabulário, para empregá!la como grito #e guerra. &in#a hoje mesmo, / fácil #emonstrar %ue to#os esses parti#os n'o t2m a menor i#/ia #o %ue / preciso ao povo alem'o. & prova mais evi#ente #isso / a superficiali#a#e com %ue compreen#em a palavra 0nacionalista0. ('o menos perigosos s'o os parti#os %ue se agitam em torno #e i#/ias aparentemente nacionalistas, fazem planos fantásticos, apoia#os apenas em i#/ias fi6as %ue, em si mesmas, po#em ser justas, mas, no seu isolamento, n'o t2m nenhuma significa"'o para uma luta cont4nua em favor #a coletivi#a#e e, muito menos, para a constru"'o #e um novo esta#o #e coisas. 3ssa gente, %ue fabrica um programa #e i#/ias pr-prias ou #e i#/ias resultantes #e leituras, / geralmente mais perigosa #o %ue os inimigos #eclara#os #a concep"'o

nacionalista. (a melhor #as hip-teses, s'o te-ricos est/reis, mas, na maior parte, palra#ores %ue se limitam a #estruir e %ue, n'o raramente, acre#itam %ue, com suas longas barbas e a#emanes ultra!germTnicos, po#er'o #isfar"ar a insignificTncia espiritual #e sua maneira #e agir, #e sua capaci#a#e. 3m contraposi"'o a to#as essas est/reis tentativas, / bom %ue se rememore o tempo em %ue o novo parti#o nacional!socialista come"ou a sua luta. 2AP9TULO %I A LUTA NOS PRIMEIROS TEMPOS A IMPORTAN2IA DA ORAT8RIA Mal t4nhamos termina#o o primeiro gran#e com4cio #e FG #e fevereiro #e CEFJ, na sala #e festas #o ;ofbr]uhaus e já nos preparávamos para o pr-6imo. &t/ a%uele momento tinha!se como %uase imposs4vel, em uma ci#a#e como Muni%ue, fazer um com4cio #e %uinze em %uinze #ias ou mesmo uma vez por m2s. (o entanto, 4amos realizar um gran#e mitingue por semanaV (a%ueles tempos, faziamo!nos sempre esta angustiosa pergunta7 ? povo virá Hs nossas reuni:es, estará #isposto a ouvir!nos8 )uanto a mim, já estava firmemente convenci#o #e %ue uma vez %ue o povo comparecesse aos mitingues, a4 permaneceria e ouviria os ora#ores com aten"'o. (o in4cio #o movimento a sala #e festas #o ;ofbr]uhaus #e Muni%ue tinha, para n-s nacionais!socialistas, uma significa"'o %uase sagra#a. .o#as as semanas ali se realizava um com4cio, %uase sempre na mesma sala. & concorr2ncia era ca#a vez maior e a assist2ncia ca#a vez mais atenta. & come"ar #a %uest'o #e saber a %uem cabia a responsabili#a#e na guerra, com %ue ningu/m mais se preocupava, at/ ao trata#o #a paz, tu#o era #iscuti#o, tu#o o %ue #e %ual%uer mo#o, fosse necessário para a agita"'o em favor #as nossas i#/ias, #a nossa finali#a#e. <obretu#o a critica #o trata#o #e paz #espertava gran#e aten"'o popular. )uase tu#o o %ue o novo movimento profetizou sobre esse assunto, junto Hs massas, realizou!se #epois. ;oje / fácil falar ou escrever sobre o trata#o #e paz. ?utrora, por/m, um com4cio popular p*blico composto, n'o #e fleumáticos burgueses, mas #e operários e6cita#os, e %ue tivesse por tema o trata#o #e Bersalhes, era consi#era#o como um ata%ue H 1ep*blica e um sintoma #e reacionarismo, e at/ mesmo #e ten#2ncias monár%uicas. & primeira proposi"'o pronuncia#a por um cr4tico #esse trata#o era invariavelmente recebi#a com o grito7 0+ o trata#o #e Arest!LitoQsOR80 & gritaria #a multi#'o continuava ca#a vez mais forte at/ atingir o auge #a viol2ncia, se o ora#or n'o aban#onasse a i#/ia #e, tentar persua#ir as massas. 3ra #e #esesperar o espetáculo %ue ent'o oferecia o povoV ? povo n'o %ueria ouvir, n'o %ueria enten#er %ue o trata#o #e Bersalhes era uma vergonha e um opr-brio para a na"'o e %ue esse trata#o #e paz %ue nos fora #ita#o tra#uzia! se por um ver#a#eiro sa%ue. & obra #e #estrui"'o #o mar6ismo, a sua propagan#a envenena#ora tinha cega#o o povo. 3 ningu/m se po#eria %uei6ar #essa situa"'o, t'o gran#e era a culpa #o la#o #os #irigentes. )ue tinha feito a burguesia para conter essa terr4vel #esagrega"'o, contrariá!la e. por uma melhor e mais inteligente propagan#a, abrir o caminho para a ver#a#e (a#a, absolutamente na#a. (unca encontrei, na%ueles tempos, os gran#es ap-stolos #e hoje. .alvez estivessem eles fazen#o confer2ncias em reuni:es familiares, em five oY clocO teas ou em outros c4rculos semelhantes. ('o se encontravam

nunca no lugar em %ue #everiam estar, isto /, entre os lobos, uivan#o com eles. 3u via claramente %ue, para o nosso movimento, ent'o na infTncia, a %uest'o #a responsabili#a#e #a guerra #everia ser li%ui#a#a H luz #a ver#a#e hist-rica. >oi uma con#i"'o sine %ua non #o 26ito #a nossa causa o ter proporciona#o Hs massas a ! compreens'o #o trata#o #e paz. 5omo, na%ueles tempos, to#os viam nessa paz uma vit-ria #a =emocracia, fazia!se necessário lutar contra essa i#/ia e gravar na cabe"a #o povo para sempre o -#io contra esse trata#o, para %ue, mais tar#e, %uan#o essa obra #e mentiras, em formas brilhantes, aparecesse na sua #ura reali#a#e, a lembran"a #e nossa atitu#e #e outrora servisse para con%uistar para n-s a confian"a #o povo. Já na%ueles tempos eu tinha toma#o a resolu"'o #e, nas importantes %uest:es #e princ4pio, nas %uais a opini'o p*blica geral tinha aceito um ponto #e vista falso, tomar uma atitu#e contrária, sem preocupa"'o #e populari#a#e. ? $arti#o (acional <ocialista n'o #eve ser um esbirro #a opini'o p*blica mas senhor #a mesma. 3m to#os os movimentos ain#a em inicio, sobretu#o nos momentos em %ue um a#versário mais po#eroso, com a sua arte #e se#u"'o, conseguiu arrastar o povo a alguma lunática revolu"'o ou a tomar uma posi"'o falsa, nota!se uma forte tenta"'o para agir e gritar com as multi#:es, especialmente %uan#o há algumas raz:es, mesmo ilus-rias, para assim agir #o ponto #e vista #o parti#o. & covar#ia humana procura com tanto ar#or essas raz:es %ue %uase sempre encontrará alguma coisa %ue ofere"a uma apar2ncia #e justi"a para, #o seu pr-prio ponto #e vista, colaborar em um tal crime. .ive ocasi'o #e observar, algumas vezes, esses casos, em %ue se faz ! necessário #esenvolver a má6ima energia para evitar %ue a nau #o parti#o n'o navegue na corrente geral, ou melhor, n'o se #ei6e por ela arrastar. & *ltima vez %ue isso aconteceu foi %uan#o a nossa infernal imprensa, %ue / a ;ecuba #a na"'o alem', conseguiu emprestar H %uest'o #o sul #o .irol uma proemin2ncia %ue terá s/rias conse%U2ncias para a na"'o alem'. <em refletirem sobre a causa a %ue estávamos servin#o, muitos #os chama#os nacionalistas, in#iv4#uos, parti#os e associa":es, simplesmente com receio #a opini'o p*blica e6cita#a pelos ju#eus, fizeram coro comum com o sentir geral e, i#iotamente, #eram o seu apoio H luta contra um sistema %ue n-s alem'es, especialmente na crise atual, #ever4amos ver como uma brilhante esperan"a nesse momento #e corrup"'o. 3n%uanto os ju#eus internacionais, lenta mas firmemente, tentam estrangular!nos, os soi!#isants patriotas vociferam contra um homem e um sistema .%ue se tinham aventura#o a libertar, pelo menos um trato #o planeta, #a #omina"'o #os ju#eus!ma"ons, e a opor as for"as nacionais a esse veneno internacional. 3ra mais cômo#o, por/m, para caracteres fracos, navegar ao sabor #os ventos e capitular ante o clamor #a opini'o p*blica. 3, #e fato, tu#o n'o passou #e uma capitula"'o. $o#em esses in#iv4#uos, com a falsi#a#e e mal#a#e %ue lhes / peculiar, n'o confessar essa fra%ueza, nem mesmo perante a sua pr-pria consci2ncia, mas a ver#a#e / %ue s- por me#o e covar#ia #a opini'o p*blica prepara#a pelos ju#eus consentiram em colaborar no movimento a %ue nos referimos. .o#as as outras raz:es %ue apresentam n'o passam #e miseráveis subterf*gios #e %uem tem a consci2ncia #o crime pratica#o. .ornava!se, pois, necessário, um punho #e ferro para #ar outra orienta"'o, a fim #e livrá!lo #os #anos ocasiona#os por essa orienta"'o. .entar uma mu#an"a #essa natureza em um momento em %ue a opini'o p*blica era e6cita#a sempre no mesmo senti#o, por to#as as for"as, n'o era uma miss'o popular, mas, ao contrário, e6tremamente perigosa, mesmo para os mais au#azes. ('o, /, por/m, raro na hist-ria %ue, nestes momentos, in#iv4#uos se

#ei6em lapi#ar por um gesto %ue #ará H posteri#a#e motivos para prostrar!se a seus p/s. 5om esses aplausos #a posteri#a#e #eve contar to#o movimento #e gran#e alcance e n'o somente com os aplausos #os coevos. $o#e acontecer %ue, nesses momentos, os in#iv4#uos se #ei6em entibiar. ('o #evem por/m, es%uecer #e %ue, #epois #essas horas #if4ceis, vem a re#en"'o e #e %ue uma agita"'o %ue preten#e renovar o mun#o, tem %ue visar mais o futuro #o %ue o presente. $o#e!se constatar facilmente %ue os maiores sucessos, os #e efeitos mais #ura#ouros, na hist-ria #a humani#a#e foram, geralmente, #e come"o, pouco compreen#i#os e isso por%ue se contrapunham aos pontos #e vista e ao gosto #a opini'o p*blica. ,sso pu#emos verificar nos primeiros #ias #e nossa apresenta"'o em p*blico. ('o procuramos con%uistar o favor #as massas, ao contrário fomos #e encontro, em tu#o, aos #esvarios #o povo. )uase sempre acontecia, na%ueles tempos, apresentai!!me em reuni:es #e homens %ue acre#itavam no contrário #o %ue eu lhes %ueria #izer e %ueriam o contrário #a%uilo em %ue eu acre#itava. (ossa miss'o era, #urante #uas horas, libertar #ois a tr2s mil homens #as no":es erra#as %ue possu4ram, por golpes sucessivos #estruir os fun#amentos #os mesmos e, finalmente, atra4!los para as nossas i#/ias, para a nossa #outrina. 3m pouco tempo apren#i uma coisa importante %ue consistia em tirar #as m'os #o inimigo as armas #e #efesa. Logo se tornou evi#ente %ue os nossos a#versários, sobretu#o tratan#o!se #e #iscuss:es verbais, sempre se apresentavam com um repert-rio certo #e argumentos %ue, repentinamente, usavam contra as nossas afirma":es, #e mo#o %ue a uniformi#a#e #esse processo #e argumentar proporcionou!nos um treno consciente e #e objetivo bem #efini#o. $u#emos compreen#er o esp4rito #e #isciplina #os nossos a#versários, na sua propagan#a. ;oje orgulho!me #e ter #escoberto os meios n'o s- #e tornar a sua propagan#a ineficiente como tamb/m #e vencer os seus pr-prios l4#eres. =ois anos #epois eu era mestre nesta arte. 3m ca#a #iscuss'o, o importante era ter, #e antem'o, uma i#/ia clara #a forma e #o aspecto prováveis #os argumentos %ue se esperavam por parte #os a#versários e, mencionar, #e come"o, as poss4veis obje":es e provar a sua falta #e consist2ncia. &ssim o ouvinte, apesar #as numerosas obje":es %ue lhe tinham si#o inspira#as, pela #estrui"'o antecipa#a #as mesmas, era facilmente con%uista#o para a causa, #es#e %ue fosse um homem bem intenciona#o. & li"'o %ue lhe ensinavam #e cor era aban#ona#a e sua aten"'o era ca#a vez mais atra4#a para a e6posi"'o #o ora#or. >oi essa a raz'o por %ue, #epois #a minha confer2ncia sobre o trata#o #e Bersalhes, #irigi#a Hs tropas, na %uali#a#e #e 0instrutor0, mu#ei a minha orienta"'o e comecei a falar sobre os #ois trata#os, #e Bersalhes e #e Arest!LitoQsOR, o *ltimo #os %uais antes sempre irritava o au#it-rio. =epois #e algum tempo, no #ecorrer #a #iscuss'o %ue se seguiu H primeira confer2ncia, pu#e afirmar %ue o povo, na reali#a#e, na#a sabia sobre o trata#o #e Arest!LitoQsOR e %ue isso era #evi#o H bem suce#i#a propagan#a #os parti#os pol4ticos %ue apontavam esse trata#o como um #os mais vergonhosos atos #e opress'o #a hist-ria #a humani#a#e. Z tenaci#a#e com %ue essa mentira era posta #iante #os olhos #as gran#es massas, #eve!se o fato #e milh:es #e alem'es verem no trata#o #e Bersalhes na#a mais #o %ue um justo castigo pelo crime %ue hav4amos cometi#o em Arest!LitoQsOR. ,nfluencia#os por essa propagan#a, os nossos compatriotas viam uma campanha forte contra o trata#o #e Bersalhes como injusta e, fre%Uentemente, se irritavam ou se enojavam ante %ual%uer tentativa nesse senti#o. >oi por isso tamb/m %ue o povo se po#e acostumar com a impu#ente e monstruosa palavra 0repara"'o0. $or milh:es #e nossos compatriotas, ilu#i#os por uma propagan#a

falsa, essa mentira passou a ser vista como um ato #e gran#e justi"a. & melhor prova #isso está no 26ito #a propagan#a %ue #irigi contra o trata#o #e Bersalhes, campanha %ue sempre iniciava com uma e6plica"'o sobre o trata#o #e Arest!LitoQsOR. =urante a argumenta"'o punha os #ois trata#os um ao la#o #o outro, comparava!os, ponto por ponto, mostrava %ue um, na reali#a#e, se inspirava em um sentimento generoso, en%uanto, ao contrário, o outro se caracterizava por uma cruel#a#e #esumana. 3sse processo #e compara"'o era coroa#o #o mais completo 26ito. Muitas vezes, #iscorri, outrora, sobre esse tema, em reuni:es #e milhares #e homens, #os %uais a maioria me recebia com olhares agressivos. 3 tr2s #ias #epois, tinha #iante #e mim uma massa agita#a pela mais sagra#a revolta, por uma f*ria sem limites contra esse trata#o. Mais uma vez uma gran#e mentira era #esaloja#a #os c/rebros #e milhares #e homens, e, no lugar #o embuste, se instalava a ver#a#e. 3u consi#erava como as mais importantes as #uas confer2ncias sobre 0&s ver#a#eiras causas #a 9uerra e sobre 0?s trata#os #e Bersalhes e Arest!LitoQsOR0. $or isso, repetia!as #ezenas #e vezes sempre com argumentos novos, at/ %ue uma compreens'o clara e #efini#a se formasse no esp4rito #os ouvintes, no seio #os %uais o nosso movimento granjeava os primeiros a#eptos. 3sses mitingues tiveram para mim ain#a a vantagem #e transformar!me aos poucos em ora#or #e com4cios, ten#o a#%uiri#o o entusiasmo e os gestos %ue as gran#es reuni:es populares estimulam. (a%ueles momentos, como já afirmei, a n'o ser em pe%uenos c4rculos, nunca assisti, por iniciativa #os parti#os, a %ual%uer e6plica"'o sobre esses trata#os, com a orienta"'o por mim a#ota#a. (o entanto, hoje, esses parti#os enchem a boca com essas i#/ias e agem como se fossem eles %ue tivessem mo#ifica#o a opini'o p*blica. <e os chama#os parti#os pol4ticos nacionalistas alguma vez fizeram confer2ncias nesse senti#o, falavam sempre em c4rculos %ue já possu4am as mesmas i#/ias #os conferencistas, %ue apenas serviam para fortalecer as convic":es #o au#it-rio. ('o acontecia nunca, por/m, %ue, por meio #a propagan#a, procurassem con%uistar a a#es'o #os %ue, at/ ent'o, por sua e#uca"'o e por suas i#/ias, se mantinham no campo oposto. .amb/m os folhetos foram postos a servi"o #a nossa propagan#a. Já no seio #a tropa, eu havia re#igi#o um folheto fazen#o um confronto entre o trata#o #e Arest!LitoQsOR e o #e Bersalhes, o %ual alcan"ou uma gran#e tiragem. Mais tar#e, servi!me #esse recurso para a propagan#a #o parti#o. (esse ponto tamb/m, a efici2ncia se fez sentir. ?s nossos primeiros mitingues se #istinguiam pelo fato #e #istribuirmos op*sculos, boletins, jornais e brochuras #e to#a esp/cie. (o entanto, a nossa maior confian"a estava na palavra fala#a. +, #e fato, a palavra fala#a, por motivos psicol-gicos, / a *nica for"a capaz #e provocar gran#es revolu":es. 3m outro capitulo #este livro, já cheguei H conclus'o #e %ue to#os os acontecimentos importantes, to#as as revolu":es mun#iais, n'o s'o jamais fruto #a palavra escrita mas, ao contrário, s'o sempre pro#uzi#as pela palavra fala#a. <obre esse assunto, travou!se, em uma parte #a imprensa, longa #iscuss'o em %ue, sobretu#o entre os nossos espertalh:es #a burguesia, se combateu essa afirma"'o & raz'o por %ue isso acontecia era suficiente para #estruir os argumentos #os %ue contra#itavam essa ver#a#e, os intelectuais burgueses protestavam contra uma tal no"'o somente por%ue visivelmente eles n'o possu4am for"a e capaci#a#e para e6ercer influ2ncia sobre as massas, por meio #a palavra fala#a. &costuma#os a agir sempre pela palavra escrita, renunciaram a utilizar a gran#e for"a #e agita"'o %ue / a palavra fala#a. 3sse hábito, com o #ecorrer #os tempos, teve fatalmente o resulta#o, %ue hoje

verificamos na burguesia, isto /, a per#a #o instinto #e atua"'o sobre as massas. &o passo %ue lhe permite corrigir os seus pontos #e vista #e acor#o com a maneira #e comportar!se #a au#i2ncia, po#en#o seguir seus argumentos com intelig2ncia e verificar se as suas palavras est'o pro#uzin#o o efeito #eseja#o, o escritor nenhum contato tem com seus leitores. $or isso, o escritor /, #e inicio, incapaz #e se #irigir a uma multi#'o #efini#a, com um programa em con#i":es #e arrastá!la e tem %ue se limitar a argumentos #e or#em geral. &ssim per#e ele, at/ certo ponto, a fineza necessária para compreen#er a psicologia popular e, com o tempo, a plastici#a#e in#ispensável. + mais fre%Uente %ue um brilhante ora#or consiga ser um gran#e escritor #o %ue vice!versa. 1eleva notar ain#a %ue as massas humanas s'o naturalmente pregui"osas, e, por isso, inclina#as a conservar os seus antigos hábitos. 1aramente, por impulso pr-prio, procuram ler %ual%uer coisa %ue n'o correspon#a Hs i#/ias %ue já possuem ou %ue n'o encerre a%uilo %ue esperam encontrar. &ssim sen#o, um escrito %ue visa um #etermina#o fim, na maioria #os casos, s- / li#o por a%ueles %ue já possuem a mesma orienta"'o #o autor. Mais eficiente / um boletim ou um folheto. Justamente por serem curtos, #e leitura fácil, po#em #espertar a aten"'o #o antagonista, #urante um momento. 9ran#es possibili#a#es possui a imagem sob to#as as suas formas, #es#e as mais simples at/ ao cinema. (esse caso, os in#iv4#uos n'o s'o obriga#os a um trabalho mental. Aasta olhar, ler pe%uenos te6tos. Muitos preferir'o uma representa"'o por imagens H leitura #e um longo escrito. & imagem proporciona mais rapi#amente, %uase #e um golpe #e vista, a compreens'o #e um fato a %ue, por meio #e escritos, s- se chegaria #epois #e enfa#onha leitura. ? mais importante / %ue o escritor nunca sabe em %ue meios v'o parar as suas pro#u":es e %uem vai aceitar as suas i#/ias, & atua"'o #o propagan#ista será em geral tanto mais eficiente %uanto melhor as no":es propaga#as correspon#am ao n4vel intelectual e ao mo#o #e vi#a #os leitores. @m livro %ue / #estina#o Hs gran#es massas #eve, em primeiro lugar, esfor"ar!se por a#otar um estilo e uma eleva"'o inteiramente #iversos #e outro %ue se #irige Hs altas cama#as intelectuais. <- com essa capaci#a#e #e a#apta"'o po#e a palavra escrita apro6imar!se, nos seus efeitos, #a palavra fala#a. <uponhamos %ue o ora#or trate #o mesmo assunto e6plana#o em um livro. <e ele / um gran#e e genial ora#or, n'o precisa repetir o mesmo assunto, #uas vezes, #a mesma maneira. 3le se i#entificará tanto com as massas %ue as palavras #e %ue precisa fluem naturalmente #e mo#o a tocar o cora"'o #o au#it-rio. )uan#o se empenha em um caminho erra#o, tem a oportuni#a#e #e corrigir!se, at/ mesmo, no seio #a multi#'o. (a fisionomia #os ouvintes po#erá ele observar, primeiro, se está sen#o compreen#i#o, segun#o, se to#os os ouvintes po#em acompanhá!lo, terceiro, se est'o persua#i#os #a justeza #o %ue lhes apresenta. (a hip-tese #e verificar %ue n'o está sen#o compreen#i#o, proce#erá a uma e6plica"'o t'o clara, t'o simples, %ue to#os a aceitar'o. <e sentir %ue o au#it-rio n'o po#e acompanhá! lo em to#os os seus racioc4nios, ele, ent'o, e6porá suas i#/ias lenta e cui#a#osamente, at/ %ue os esp4ritos intelectualmente mais fracos possam apanhá!las. <e compreen#er %ue os ouvintes n'o est'o convenci#os #a corre"'o #e seus argumentos, repeti!los!á tantas vezes %uantas forem necessárias, a#uzin#o sempre novos argumentos e fazen#o ele mesmo as obje":es %ue julga estarem no esp4rito #o au#it-rio. 5ontinuará assim at/ %ue o *ltimo grupo #e oposi"'o #emonstre, pela sua maneira #e portar!se e por sua fisionomia, %ue capitulou ante os racioc4nios apresenta#os.

('o raramente surge o caso #a e6ist2ncia #e po#erosos preconceitos, %ue n'o v2m #a raz'o, mas ao contrário, s'o na maior parte, inconscientes e com base apenas nos sentimentos. + mil vezes mais #if4cil transpor essa barreira #e repulsa instintiva, #e -#io ou #e preconceitos negativos, #o %ue corrigir uma no"'o erra#a ou incorreta! & ignorTncia, falsas concep":es po#em ser removi#as por argumentos, a obstru"'o oriun#a #o sentimento, nunca. <- um apelo a essas for"as ocultas po#e ser bem suce#i#o nesse caso. ,sso / %uase imposs4vel para um escritor. <- um ora#or po#e ter esperan"as #e consegui!lo. & prova mais evi#ente #isso está no fato #e a imprensa burguesa apesar #e sua gran#e habili#a#e, apesar #e espalhar!se por milh:es #e e6emplares, n'o ter po#i#o evitar %ue justamente as massas se constitu4ssem nos maiores inimigos #o mun#o burgu2s. & aluvi'o #e jornais e #e livros %ue, to#os os anos, pro#uzem os intelectuais, escorre, entre milh:es #e alem'es #as cama#as inferiores, como água sobre pele unta#a #e -leo. 3sse fato po#e provar #uas teses7 ou o erro #o conte*#o #e to#as essas pro#u":es escritas ou a impossibili#a#e #e atingir o cora"'o #as massas, s- pela palavra escrita, sobretu#o %uan#o essa palavra escrita n'o está #e acor#o com a psicologia coletiva, como / o caso entre nos. ('o se objete (como o tentou um gran#e jornal nacionalista #e Aerlim) %ue o mar6ismo, com os seus escritos, sobretu#o pela atua"'o #a obra fun#amental #e Karl Mar6, oferece uma prova em contrario #essa afirma"'o. & for"a %ue #eu ao mar6ismo a sua espantosa influ2ncia sobre as massas n'o foi a obra intelectual prepara#a pelos ju#eus, mas sim a formi#ável propagan#a oral %ue inun#ou a na"'o, acaban#o pela #omina"'o #as cama#as populares. =e cem mil proletários alem'es n'o se tiram talvez 5em %ue conhe"am a obra #e Mar6, %ue era estu#a#a, mil vezes mais, pelos intelectuais, especialmente os ju#eus, #o %ue por genu4nos a#eptos #o movimento, nas classes inferiores. 3sse livro foi escrito para o povo mas e6clusivamente para os l4#eres intelectuais #a má%uina %ue os ju#eus montaram para a con%uista #o mun#o, & agita"'o foi #irigi#a com material #e outra esp/cie, isto /, com a imprensa. (isso está a #iferen"a entre a imprensa mar6ista e a burguesa. ?s jornais mar6istas eram re#igi#os por agita#ores, en%uanto a imprensa burguesa preferiu #irigir a sua agita"'o atrav/s #e escritores. ? re#ator clan#estino social!#emocrata, %ue %uase sempre sai #os locais #e reuni'o para as re#a":es, conhece a sua gente melhor #o %ue ningu/m. ? escrevinha#or burgu2s, %ue sai #o seu escrit-rio para pôr!se em contato com o povo, cai #oente s- em sentir o cheiro #as massas e, por isso, fica impotente em face #elas, com a sua palavra escrita. ? %ue fez com %ue o mar6ismo con%uistasse milh:es #e trabalha#ores foi menos a maneira #e escrever #os papas mar6istas #o %ue a infatigável e ver#a#eiramente po#erosa propagan#a #e cem mil incansáveis agita#ores, a come"ar #os ap-stolos #a primeira fila at/ aos pe%uenos emprega#os #e fábrica e aos ora#ores populares. >oi nas centenas #e milhares #e reuni:es, nas salas contamina#as #e fumo #as estalagens, %ue os ora#ores martelavam as suas i#/ias na cabe"a #o povo, obten#o um conhecimento fabuloso #o material humano, %ue o mar6ismo apren#ia a usar as armas a#e%ua#as para con%uistar a opini'o p*blica. & vit-ria #o mar6ismo foi tamb/m #evi#a Hs formi#áveis #emonstra":es coletivas, H%ueles cortejos #e centenas #e milhares #e homens, perante os %uais os in#iv4#uos se Julgavam mes%uinhos vermes, mas, n'o obstante isso, orgulhavam!se #e pertencer H gigantesca organiza"'o, ao sopro #a %ual o o#ia#o mun#o burgu2s po#eria ser incen#ia#o, permitin#o H #ita#ura proletária festejar a sua vit-ria final. =essa propagan#a v2m os homens %ue estavam prepara#os a ler a imprensa social! #emocrática, imprensa %ue n'o / escrita mas fala#a. 3n%uanto, no campo burgu2s,

professores e e6egetas, te-ricos e escritores #e to#as as nuances tentaram a tribuna, os ora#ores mar6istas tamb/m se #e#icaram H pro#u"'o #e trabalhos escritos. <obretu#o o ju#eu, %ue, nesses assuntos, n'o #eve ser per#i#o #e vistas, será, gra"as H sua #ial/tica mentirosa e H sua maleabili#a#e, mais afei"oa#o H orat-ria #o %ue H palavra escrita. 3ssa / a raz'o por %ue os burgueses (pon#o!se #e parte o fato #e %ue estavam em gran#e maioria influencia#os pelos ju#eus e n'o tinham nenhum interesses em instruir a coletivi#a#e) n'o pu#eram e6ercer a menor influ2ncia sobre a gran#e massa #o povo. =e como / #if4cil #estruir preconceitos, impress:es e sentimentos e substitui!los por outros, %ue #epen#em #e influ2ncias e con#i":es imprevis4veis, s- o ora#or, %ue sente a alma popular, po#e fazer uma i#/ia. & mesma confer2ncia, o mesmo ora#or, o mesmo tema, pro#uzem efeitos, Hs #ez horas #a manh', #iferentes #os %ue se po#e obter Hs tr2s horas #a tar#e ou H noite. 3u mesmo, como principiante, tentei fazer reuni:es H tar#e e lembro!me muito bem #e uma #emonstra"'o %ue, como 0protesto contra a opress'o nas nossas fronteiras0, fizemos no Kin#l!Keller #e Muni%ue. 3ra a mais vasta sala #a ci#a#e e o risco em %ue incorr4amos parecia acima #e nossas for"as. $ara facilitar a presen"a #os nossos a#eptos e #e to#os %ue %uisessem na mesma tomar parte, mar%uei a reuni'o para as #ez horas #a manh' #e um #omingo. & e6pectativa era #e ansie#a#e, %ue logo se transformou em uma li"'o #as mais instrutivas7 a sala encheu!se, a impress'o era #e vit-ria, mas notava!se a mais fria #isposi"'o por parte #o au#it-rio. (ingu/m se inflamava. 3u mesmo, como ora#or, sentia!me infeliz, n'o conseguia estabelecer liga"'o com os ouvintes. &liás, eu estava convenci#o #e %ue n'o tinha fala#o mal, mas, n'o obstante isso, o efeito #a confer2ncia foi nulo. =escontente, apesar #e ter a#%uiri#o mais uma e6peri2ncia, #ei6ei a sala #e reuni:es. ?utras provas %ue eu, mais tar#e, tentei, tiveram o mesmo resulta#o. ,sso n'o #eve causar a#mira"'o a ningu/m. )uem for assistir a uma representa"'o teatral Hs tr2s horas #a tar#e e #epois assistir H mesma pe"a Hs oito horas #a noite ficará surpreen#i#o com a #iferen"a #e impress:esV )ual%uer in#iv4#uo #e sentimentos #elica#os e #e capaci#a#e art4stica para compreen#er esse esta#o #e esp4rito, po#erá logo constatar %ue a impress'o causa#a pela representa"'o H tar#e n'o se po#e comparar com a mesma #a noite. ? mesmo acontece com o cinemat-grafo. 3ssa *ltima observa"'o / importante, por%ue po#er!se!ia #izer %ue, #urante o #ia, os artistas #e teatro n'o #esenvolvem o mesmo esfor"o %ue #urante a noite. )uanto ao filme, a situa"'o / a mesma, tanto #e noite como #e #ia. & raz'o / %ue / o pr-prio tempo %ue provoca a altera"'o, tal como acontece comigo em rela"'o ao lugar. ;á lugares %ue provocam frieza, por motivos %ue, #ificilmente, se po#em avaliar, e on#e to#a tentativa #e afina"'o com o povo encontra a mais firme resist2ncia. &s recor#a":es e representa":es #o passa#o, presentes ao espirito #os homens tamb/m po#em criar uma certa impress'o. &ssim uma representa"'o #e $arsifal em AaRreuth pro#uzirá uma impress'o #iferente #a %ue se terá em %ual%uer outra parte #o mun#o. ? m4stico encanto #a casa #e >est!spielhUgel #a ci#a#e #os antigos margraves n'o po#e ser substitu4#o nem sobrepuja#o. 3m to#os os casos, trata!se #e uma #iminui"'o #o livre arb4trio #o homem. ,sso / mais ver#a#eiro ain#a %uan#o se trata #e assembl/ias nas %uais os in#iv4#uos possuem pontos #e vista opostos. $ela manh' e mesmo #urante o #ia, a for"a #e vonta#e #as pessoas parece resistir melhor, com mais energia, contra a tentativa #e impor!se!lhes uma vonta#e estranha. Z noite, #ei6am!se vencer mais facilmente pela for"a #omina#ora #e uma vonta#e forte. (a reali#a#e, em ca#a uma #essas reuni:es há uma luta #e #uas for"as opostas. & superiori#a#e #e um ver#a#eiro ap-stolo, %uanto H elo%U2ncia, tornar!lhe!ia mais fácil o

26ito #a con%uista, para o novo cre#o #e a#eptos %ue já sofreram uma #iminui"'o na sua capaci#a#e #e resist2ncia. Bisa ao mesmo objetivo a misteriosa e art4stica hora #o angelus #a igreja cat-lica, com suas luzes, seu incenso, tur4bulos, etc. (essa luta #o ora#or com o a#versário %ue se %uer convencer, a#%uire este, pouco a pouco, um esp4rito #e combativi#a#e %ue %uase sempre falta ao escritor. =ai resulta %ue as pro#u":es escritas, na sua limita#a efici2ncia, prestam!se melhor H conserva"'o, fortalecimento e aprofun#amento #e um ponto #e vista já e6istente. .o#as as gran#es mo#ifica":es hist-ricas foram #evi#as H palavra fala#a e n'o H escrita. ('o se acre#ite por um momento %ue a 1evolu"'o >rancesa se realizou por for"a #e teorias filos-ficas. 3la teria fracassa#o se n'o contasse com um e6/rcito #e #emagogos #e alto estilo, %ue #espertaram as pai6:es #o povo martiriza#o, a ponto #e provocar a terr4vel erup"'o %ue #ei6ou a 3uropa transi#a #e pavor. & mesma e6plica"'o tem a maior revolu"'o #e nossos #ias, a revolu"'o comunista #a 1*ssia. 3ssa n'o foi conse%U2ncia #os escritos #e Lenine, mas #a efici2ncia orat-ria #e gran#es e pe%uenos ora#ores, %ue #esenvolveram o -#io #as massas contra a situa"'o e6istente. @m povo #e analfabetos n'o seria arrasta#o nunca a uma revolu"'o comunista pela leitura #e um te-rico como Karl Mar6, mas sim pelos milhares #e agita#ores %ue, a servi"o #e uma i#/ia, #iscursavam para o povo. ,sso foi e há #e ser sempre assim. ?s nossos intelectuais, na sua ignorTncia #as reali#a#es, chegam a acre#itar %ue um escritor /, for"osamente, superior em intelig2ncia a um ora#or. 3sse ponto #e vista / #eliciosamente ilustra#o em um artigo #e certo jornal nacionalista, em %ue se afirma %ue geralmente se sente uma #esilus'o %uan#o se l2 um #iscurso #e um gran#e ora#or, por to#os a#mira#o como tal. Lembro!me #e outra cr4tica %ue me veio Hs m'os #urante a 9uerra. ? jornal pegou os #iscursos #e LloR# 9eorge, ent'o ministro #as muni":es, e6aminou!os, nos menores #etalhes, para chegar H brilhante conclus'o #e %ue esses #iscursos revelavam inferiori#a#e intelectual, ignorTncia e banali#a#e. ?btive alguns #esses #iscursos enfei6a#os em um pe%ueno volume e n'o pu#e #ei6ar #e rir, ao pensar %ue o escrevinha#or n'o conseguiu compreen#er a influ2ncia %ue essas obras!primas e6ercem sobre a opini'o p*blica. ? tal escrevinha#or julgou esses #iscursos somente pela impress'o %ue os mesmos causavam no seu esp4rito blas/, ao passo %ue o gran#e #emagogo ingl2s tinha obti#o um efeito imenso no seu au#it-rio e em to#as as cama#as inferiores #a popula"'o britTnica. 36amina#os por esse prisma, os #iscursos #e LloR# 9eorge eram pro#u":es a#miráveis, pois revelavam um gran#e conhecimento #a psicologia #as massas. <ua atua"'o no esp4rito #o povo foi #ecisiva. 5omparem!se os #iscursos #e LloR# 9eorge com os #iscursos f*teis, gagueja#os por um Aethmann!;ollvegV .alvez as ora":es #o *ltimo sejam superiores sob o ponto #e vista intelectual, mas #emonstram a incapaci#a#e #o seu autor para falar H na"'o %ue ele n'o conhecia. )ue LloR# 9eorge era superior a Aethmann!;ollveg prova!o o fato #e ser a forma #a#a aos seus #iscursos em mol#es capazes #e falar ao cora"'o #o seu povo e faz2!lo obe#ecer H sua vonta#e. & simplici#a#e #as suas ora":es, a forma #e e6press'o, a escolha #e ilustra":es simples, #e fácil compreens'o, s'o provas evi#entes #a e6traor#inária capaci#a#e pol4tica #e LloR# 9eorge. ? #iscurso #e um esta#ista, falan#o ao seu povo, n'o #eve ser avalia#o pela impress'o %ue o mesmo provoca no esp4rito #e um professor #e @niversi#a#e, mas no efeito %ue

pro#uz sobre as massas. <- por esse crit/rio / %ue se po#e me#ir a geniali#a#e #e um ora#or. ? a#mirável progresso #o nosso movimento %ue, há poucos anos, se originara #o na#a, e hoje / um movimento #e valor, persegui#o por to#os os inimigos internos e e6ternos #o povo. #eve!se ao fato #e sempre ter si#o toma#a em consi#era"'o a%uela ver#a#e. $or mais importante %ue seja a pro#u"'o escrita #o movimento, ela terá sempre mais valor para a forma"'o intelectual #os gran#es e pe%uenos li#eres, em um plano *nico, #o %ue para a con%uista #as massas coloca#as em pontos #e vista contrários. <- em casos e6cepcional4ssimos, um social!#emocrata convenci#o ou um fanático comunista con#escen#erá em a#%uirir uma brochura ou mesmo um livro nacional!socialista para l2!los e #a4 formar uma i#/ia sobre a nossa #outrina ou para estu#ar a critica Hs suas convic":es. ?s jornais raramente s'o li#os %uan#o n'o trazem bem claro o sinete #o parti#o a %ue pertence o leitor. &l/m #isso, a leitura #e um e6emplar #e jornal pouco a#ianta. & sua atua"'o / #e tal mo#o #ispersiva %ue #a mesma nenhuma influ2ncia #igna #e nota se po#e esperar. ('o se po#e e n'o se #eve e6igir #e ningu/m, sobretu#o #a%ueles para os %uais um pfening / muito #inheiro, %ue assinem jornais inimigos, s- pelo #esejo #e obter esclarecimento sobre os fatos. ,sso talvez n'o aconte"a em um caso sobre #ez mil. )uem já a#eriu a uma causa lerá naturalmente o jornal #o seu parti#o para se pôr ao par #as not4cias #o movimento em %ue está empenha#o. ? contrário acontece com o boletim. @ma ou outra pessoa tomá!lo!á nas m'os, sobretu#o %uan#o o mesmo / #istribu4#o gratuitamente. ,sso acontece mais fre%Uentemente ain#a %uan#o, já na ep4grafe, se anuncia a #iscuss'o #e um tema %ue está na boca #e to#os. =epois #a leitura #e alguns #esses boletins, o leitor talvez seja con%uista#o aos novos pontos #e vista ou pelo menos terá a sua aten"'o #esperta#a para o novo movimento. Mesmo na hip-tese mais favorável, s- se conseguirá, por esse meio, um ligeiro impulso e nunca uma situa"'o #efinitiva, isso s- se obterá com os com4cios populares. ?s com4cios populares s'o necessários, justamente por%ue neles o in#iv4#uo %ue se sente inclina#o a tomar parte em um movimento mas receia ficar isola#o, recebe, pela primeira vez, a impress'o #e uma coletivi#a#e maior, o %ue provoca, na maior parte #os esp4ritos, um estimulo e um encorajamento. ? mesmo homem %ue, nas fileiras #e sua companhia ou #o seu batalh'o, entra na luta #e to#o cora"'o, n'o o faria se estivesse sozinho. (a companhia sente!se como protegi#o, mesmo %uan#o milhares #e raz:es houvesse em contrário. ? caráter coletivo nas gran#es manifesta":es n'o s- fortalece o in#iv4#uo, como estabelece a uni'o e concorre para a forma"'o #o esp4rito #e classe. ? homem %ue se inicia em uma nova #outrina e %ue, na sua empresa ou na sua oficina sofre opress:es, precisa #e fortalecer!se pela convic"'o #e %ue / um membro e um luta#or #entro #e uma gran#e coletivi#a#e. 3ssa impress'o ele recebe apenas nas manifesta":es coletivas. )uan#o ele sai #e sua pe%uena oficina ou #a sua gran#e fábrica, on#e se sente infinitamente pe%ueno, e, pela primeira vez, entra em um com4cio, e a4 encontra milhares e milhares #e pessoas com as mesmas i#/ias %ue as suas, %uan#o / arrasta#o pela for"a sugestiva #o entusiasmo #e tr2s a %uatro mil pessoas, %uan#o o 26ito vis4vel #a causa e a unanimi#a#e #e opini:es lhe #'o a convic"'o #a justeza #o novo movimento e lhe #espertam a #*vi#a sobre a ver#a#e #e suas antigas i#/ias, ent'o estará sob a influ2ncia #o %ue po#eremos #esignar por estas palavras ! sugest'o #as massas. & vonta#e, os anseios, tamb/m a for"a, #e milhares, acumulam!se em ca#a pessoa.

? in#iv4#uo %ue entrou para o com4cio vacilan#o, envolvi#o em #*vi#as, #ali sai firmemente fortaleci#o. .ornou!se membro #e uma coletivi#a#e. ? movimento nacional!socialista nunca se #eve es%uecer #isso e n'o se #eve nunca #ei6ar influenciar por esses patetas burgueses %ue sabem tu#o mas nem por isso #ei6aram ir H ru4na um gran#e 3sta#o e per#eram at/ a #ire"'o #a pr-pria classe. 3les s'o e6traor#inariamente inteligentes, sabem tu#o, enten#em tu#o, s- uma coisa eles n'o enten#eram, isto /, n'o pu#eram impe#ir %ue o povo alem'o ca4sse nas garras #o mar6ismo. (isso eles fracassaram #a maneira mais #eplorável. & sua presun"'o atual / pura ignorTncia. + sabi#o %ue o orgulho an#a sempre #e par com a estupi#ez. )uan#o esses in#iv4#uos se recusam a emprestar %ual%uer valor H palavra fala#a, assim agem simplesmente por%ue, gra"as a =eus, est'o convenci#os #a inefici2ncia #o seu palavrea#o oco. 2AP9TULO %II A LUTA 2OM A 7RENTE %ERMEL>A 3m CECEgFJ e tamb/m em CEFC, assisti pessoalmente a algumas #as chama#as 0assembl/ias burguesas0. & impress'o %ue #elas guar#ei, foi sempre a mesma, %ue me causava, na minha juventu#e, a colher obrigat-ria #e -leo #e f4ga#o #e bacalhau. .em %ue ser engoli#a, #eve fazer muito bem, mas o gosto / #etestávelV <e fosse poss4vel amarrar com cor#as to#o o povo alem'o, arrastan#o!o H for"a para essas manifesta":es p*blicas, trancan#o as portas para n'o #ei6ar sair um s-, at/ o fim #a representa"'o, talvez ao cabo #e alguns s/culos tu#o isso #esse algum resulta#o. &liás #evo confessar abertamente, %ue se isso acontecesse, eu n'o teria mais prazer na vi#a, preferin#o at/ n'o ser mais nem alem'o. ('o sen#o isso poss4vel ! gra"as a =eus ! ningu/m se #eve a#mirar #e %ue o povo sa#io e n'o corrompi#o evitasse as tais 0assembl/ias #e gran#es multi#:es burguesas0, como o #iabo foge #a água benta. 5heguei a conhecer, muito bem, esses profetas #e uma #outrina burguesa, e, por isso, n'o me causa a menor surpresa, sen#o at/ compreens4vel, %ue eles n'o atribuam a, m4nima significa"'o H palavra fala#a. (a%uele tempo, assisti a reuni:es #e =emocratas, #e (acionais!&lem'es, #o $arti#o $opular &lem'o, e tamb/m #o $arti#o $opular #a Aaviera (5entro Aávaro). ? fato %ue em to#as elas chamava logo aten"'o era a homogenei#a#e #o au#it-rio. )uase sempre, os %ue tomavam parte em tais manifesta":es, s- eram os membros #os parti#os. <em #isciplina alguma, o conjunto se assemelhava mais a um clube #e joga#ores #e cartas, %ue já está com sono, #o %ue H assembl/ia #e um povo %ue acabava #e passar por sua maior revolu"'o. $ara conservar esta atmosfera #e paz, os ora#ores faziam tu#o o %ue estava na me#i#a #e suas for"as. >alavam, ou melhor, liam #iscursos %ue mais pareciam artigos #e jornal ou #isserta":es cient4ficas, evitan#o to#a palavra mais grosseira, aplican#o, a%ui e ali, algum insulso gracejo professoral %ue fazia rir, #e uma maneira for"a#a, a #ign4ssima mesa #a =iretoria. <e bem %ue n'o rissem estron#osamente, já era convi#ativo esse riso, abafa#o com #istin"'o e reservaV 3 s- essa mesa presi#encialVVV @ma vez assisti a uma reuni'o na 0<ala Nagner0, em Muni%ue. 3ra uma manifesta"'o por ocasi'o #o aniversário #a gran#e batalha #e Leipzig. ? #iscurso foi proferi#o ou li#o por um respeitável senhor #e i#a#e, professor em uma universi#a#e %ual%uer. & #iretoria ocupava o estra#o H es%uer#a, um mon-culo, H #ireita, um mon-culo, entre os #ois, um 0sem mon-culo0, .o#os tr2s vestiam sobrecasaca, o %ue #ava a impress'o #e se estar, ou

em um tribunal, %ue se prepara a uma e6ecu"'o, ou em um batiza#o festivo enfim, em um ato #e soleni#a#e religiosa. ? tal #iscurso, %ue, escrito, talvez pu#esse ter #a#o uma impress'o sofr4vel pro#uziu um efeito ver#a#eiramente #eplorável. $assa#os tr2s %uartos #e hora, já a assembl/ia cochilava, em uma esp/cie #e esta#o #e transe, interrompi#o somente pela sa4#a #e um ou outro homem ou melhor, pelo barulho #e pratos #as copeiras e os bocejos #e ouvintes, em n*mero sempre crescente. .r2s operários, %ue assistiam H reuni'o, por curiosi#a#e ou sob encomen#a, olhavam!se, #e %uan#o em vez, com uma careta mal #issimula#a, acotovelan#o!se, por fim, antes #e sa4rem bem #evagarinho. &trás #eles estava eu. Bia!se %ue, #e mo#o algum, %ueriam incomo#ar, precau"'o francamente sup/rflua em uma tal assembl/ia. &final, parecia esta apro6imar!se #o termo. =epois #e conclu4#a a confer2ncia #o professor, cuja voz se fora tornan#o ca#a vez mais fraca, ergueu!se o l4#er #a tal sess'o, e6primin#o, em frases bombásticas, sua grati#'o aos 0irm'os e irm's0 alem'es ali reuni#os e sugerin#o a atitu#e %ue eles #everiam tomar #iante #o e6traor#inário e magn4fico #iscurso #o <r. $rofessor b., feito com a má6ima profun#eza e gran#e conhecimento #o assunto, ten#o si#o ver#a#eiramente 0um acontecimento v4vi#o0, sim 0uma a"'o cristaliza#a na palavra0. &crescentar ain#a uma #iscuss'o a essas luminosas #isserta":es, significaria uma profana"'o #esta hora sagra#a. =e acor#o com to#os os presentes, #esistia ele, por conseguinte, #e continuar a falar, pe#in#o a to#os, por/m, %ue se levantassem, entoan#o o bra#o #e7 0(-s somos um povo #e irm'os uni#os0, etc. $ara terminar a sess'o, foram to#os convi#a#os a entoar a 0can"'o #a &lemanha0. 5antaram, ent'o. & minha impress'o era %ue, já na segun#a estrofe, as vozes #iminu4am, s- se avoluman#o muito no estribilho7 na terceira, a mesma impress'o aumentou tanto, %ue cheguei a #uvi#ar se to#os saberiam bem #e cor, o %ue estavam cantan#o. (o entanto, %ue coisa empolgante, %uan#o semelhante can"'o jorra, com to#o o fervor, #o fun#o #a alma #e um alem'o nacionalistaV =epois #isso, #ispersou!se a reuni'o, isto /7 to#os tinham pressa #e sair, uns para beberem cerveja, outros para tomarem caf/, outros ain#a para passearem. 3ra o anseio geralV $ara fora, para o ar livre, para foraV Minha vonta#e era #e fazer o mesmo, 3 isso #eve servir H maior gl-ria #e uma luta her-ica #e centenas e milhares #e $russianos e &lem'es8 1aios os partamV <- o governo po#e com efeito gostar #e tais coisasV (aturalmente, isso / o %ue se po#e chamar uma assembl/ia 0pac4fica0. ? Ministro n'o precisa recear a perturba"'o #a paz e #a or#em ou %ue as on#as #o entusiasmo possam fazer transbor#ar subitamente a me#i#a #a conveni2ncia burguesa ou %ue, leva#o pelo entusiasmo, o povo se precipite fora #a sala, n'o para o caf/ ou pare a taberna mas sim para marchar, %uatro a %uatro, pelas ruas #a ci#a#e cantan#o 0urra H &lemanha0 e incomo#an#o assim uma pol4cia, %ue #eseja #escansar. ('oV 5om tais ci#a#'os, o 3sta#o po#e se #ar por satisfeito. &o contrário #estas, as assembl/ias nacionais!socialistas na#a tinham #e 0pac4ficas0. &4, as on#as #e #uas #outrinas %uebravam!se #e encontro uma H outra, n'o terminan#o com cantos patri-ticos sem significa"'o e sim cem a irrup"'o fanática #e pai6:es populares. =es#e o princ4pio, a intro#u"'o #a #isciplina cega e a garantia #a autori#a#e #a #ire"'o impôs!se nas nossas assembl/ias como uma con#i"'o #as mais importantes, pois os nossos #iscursos n'o eram comparáveis ao falat-rio #esen6abi#o #e %ual%uer ora#or 0burgu2s0, mas, ao contrario, apropria#os, pelo conte*#o e pela forma, a provocar a r/plica #o a#versário.

3 %uantos e %ue sorte #e a#versários havia nas nossas reuni:esV )uantas vezes entravam instiga#ores na sala, em n*meroY avulta#o, no meio #eles alguns especialmente #esigna#os, len#o!se em to#os os semblantes a convic"'o7 0;oje acabamos com voc2s0V <im, %uantas vezes nossos amigos vermelhos compareciam at/ ali, em colunas cerra#as, com a miss'o bem #elinea#a #e #ispersar a%uilo tu#o na mesma noite, H for"a #e panca#a, pon#o um fim H%uela hist-ria, 3 %uantas vezes esteve tu#o perto #isso mesmoV &s inten":es #o a#versário foram ani%uila#as apenas pela energia f/rrea #e nossos l4#eres e pelas me#i#as brutais #e nossa pol4cia #efensiva. 3 eles tinham to#a a raz'o #e se sentir irrita#os. <- a cor vermelha #os nossos cartazes fazia com %ue eles aflu4ssem Hs nossas salas #e reuni'o. & burguesia mostrava!se horroriza#a por n-s termos tamb/m recorri#o H cor vermelha #os bolchevistas, suspeitan#o, atrás #isso, alguma atitu#e amb4gua. ?s esp4ritos nacionalistas #a &lemanha cochichavam uns aos outros a mesma suspeita, #e %ue, no fun#o, n'o /ramos sen'o uma esp/cie #e mar6istas, talvez simplesmente mascara#os mar6istas ou, melhor, socialistas. & #iferen"a entre mar6ismo e socialismo at/ hoje ain#a n'o entrou nessas cabe"as. 3specialmente, %uan#o se #escobriu, %ue, nas nossas assembl/ias, t4nhamos por princ4pio n'o usar os termos 0<enhores e <enhoras0 mas 05ompanheiros e 5ompanheiras0, s- consi#eran#o entre n-s o coleguismo #e parti#o, o fantasma mar6ista surgiu claramente #iante #e muitos a#versários nossos. )uantas boas gargalha#as #emos H custa #esses i#iotas e poltr:es burgueses, nas suas tentativas #e #ecifrarem o enigma #a nossa origem, nossas inten":es e nossa finali#a#eV & cor vermelha #e nossos cartazes foi por n-s escolhi#a, ap-s refle6'o e6ata e profun#a, com o fito #e e6citar a 3s%uer#a, #e revoltá!la e in#uzi!la a fre%Uentar nossas assembl/ias isso tu#o nem %ue fosse s- para nos permitir entrar em contato e falar com essa gente. 3ra #elicioso seguir na%ueles anos a falta #e iniciativa e #e recursos #os nossos a#versários, pela sua tática eternamente vacilante. $rimeiro, incitavam os seus a#eptos a n'o nos #arem a menor aten"'o, evitan#o as nossas reuni:es, conselhos aliás geralmente segui#as. 5omo, por/m, no #ecorrer #o tempo, alguns apareciam isola#amente, aumentan#o lentamente, mas ca#a vez mais, o n*mero, e a impress'o #ei6a#a pela nossa #outrina era manifesta, os chefes iam fican#o nervosos e in%uietos, afincan#o!se na convic"'o #e %ue esta evolu"'o n'o #everia continuar a prolongar!se, #even#o!se!lhe #ar um para#eiro, por um sistema #e terror. =epois #isso, houve convites aos 0$roletários conscientes #e sua classe0, para assistirem, em massas compactas, Hs nossas assembl/ias, a fim #e atacar 0as intrigas monár%uicas, reacionárias0, entre seus representantes, com os punhos cerra#os #o $roletaria#o. =e repente, nossas reuni:es come"aram a ficar repletas #e operários, tr2s %uartos #e hora antes #e come"arem. &ssemelhavam!se ao barril #e p-lvora, %ue po#ia a ca#a instante voar pelos ares, e sob o %ual já se via ar#er a mecha, &contecia, entretanto, sempre o contrário. 3sses operários entravam como inimigos e, ao sa4rem, se já n'o eram a#eptos nossos, pelo menos submetiam sua pr-pria #outrina a um e6ame refleti#o e cr4tico. $ouco a pouco, #epois #e uma conferencia minha, %ue #urou tr2s horas, a#eptos e a#versários chegaram a fun#ir!se em uma s- massa cheia #e entusiasmo. .o#a tentativa para #ispersar a nossa assembl/ia tornou!se #ebal#e. ?s chefes a#versários come"avam francamente a ter me#o, voltan#o!se novamente para os antigos a#versários #esta tática e %ue agora apontavam, com uma certa apar2ncia #e raz'o para sua opini'o, e %ue consistia em ve#ar

categoricamente ao operário a fre%uenta"'o #as nossas reuni:es. (esse ponto, parou ou, pelo menos, #iminuiu a fre%U2ncia. &o cabo #e pouco tempo, recome"ou, por/m, o mesmo jogo. ('o se observava a proibi"'o, os correligionários #eles compareciam ca#a vez mais, triunfan#o, por fim, os parti#ários #a tática ra#icalista. (-s estávamos #estina#os a saltar pelos ares. )uan#o, #epois #e várias reuni:es, #escobriu!se %ue uma #ispers'o, por meio #e bombas, era mais fácil em teoria #o %ue na prática, e %ue o resulta#o #e ca#a reuni'o era um esfacelamento #as tropas rubras #e combate, elevou!se subitamente outro grito7 0$roletários, companheiros e companheirasV 3vitai as &ssembl/ias #os ,nstiga#ores (acionais <ocialistasV0 (a imprensa 0vermelha0 encontrava!se a mesma tática, eternamente vacilante, 36perimentavam matar!nos pelo sil2ncio e acabavam convenci#os #a inutili#a#e #esta tentativa, voltan#o a tomar me#i#as contrárias. .o. #os os #ias, /ramos 0cita#os0 em to#as as oportuni#a#es e, %uase sempre, com o fim #e fazer ver ao operário o ri#4culo #a nossa e6ist2ncia. $assa#o algum tempo, os tais senhores tiveram %ue sentir, entretanto, n'o s- a inocui#a#e como at/ a utili#a#e #e tal iniciativa. (aturalmente, alguns #eles faziam a si pr-prios a pergunta7 0$ara %ue per#er tantas palavras com uma coisa, %ue n'o passa #e uma fic"'o ri#4cula80 & curiosi#a#e popular crescia. (este 4nterim, operou!se uma reviravolta e come"amos a ser trata#os como ver#a#eiros malfeitores #a humani#a#e, 5hoviam artigos sobre artigos, com e6plana"'o e provas sempre renova#as a respeito #as nossas inten":es criminosas, hist-rias escan#alosas, se bem %ue bor#a#as H vonta#e, #e come"o ao fim. ,sso tu#o #evia servir #e complemento ao %ue prece#eu. .o#avia, já em pouco tempo parecia ter si#o tira#a a prova #a ineficácia #esses ata%ues. (a reali#a#e tu#o isto s- servia a contribuir para %ue a aten"'o geral se concentrasse sobre n-s, ain#a mais #o %ue #antes. Minha atitu#e na%uela /poca foi a seguinte7 ficar in#iferente H tro"a ou ao insulto, a ser aponta#o como palha"o, bobo ou como criminoso, o %ue me importava / %ue fôssemos cita#os, %ue a opini'o p*blica se ocupasse conosco e %ue aos poucos aparec2ssemos, #iante #o operaria#o, como sen#o o *nico po#er, com o %ual ain#a era poss4vel haver #iscuss'o. ? %ue realmente somos e tencionamos realizar ain#a chegaremos a #emonstrar, um belo #ia, H corja #a 0imprensa ju#aica0. >oi #evi#o H covar#ia, francamente incr4vel, #os chefes #a oposi"'o, %ue, na%uela ocasi'o, n'o houve %uase um s- ata%ue #ireto contra as nossas assembl/ias. 3m to#os os casos cr4ticos, man#avam na frente alguns toleir:es, %ue o mais %ue faziam era espreitarem fora #as salas o resulta#o #a e6plos'oV )uase sempre viv4amos bem informa#os sobre as inten":es #esses cavalheiros, n'o spor termos, no meio #os blocos vermelhos, muitos correligionários, para servirem nossas conveni2ncias, como tamb/m por causa #a tagarelice #os pr-prios maneja#ores #o parti#o vermelho. (esse caso, isso nos foi #e gran#e utili#a#e, embora n'o #ei6e #e ser um #efeito infelizmente muito #issemina#o entre o povo alem'o. ('o po#iam eles ficar sossega#os, %uan#o tinham uma not4cia nova costumavam, a maior parte #as vezes, cacarejar, antes mesmo #e pôr o ovo. )uantas e %uantas vezes já t4nhamos feito os preparativos mais importantes, sem %ue os coman#antes rubros #o corpo #e bombar#eio o suspeitassem, nem #e leve. 3sse tempo nos for"ou a tomar a peito, por nossa conta, a prote"'o #as nossas assembl/ias. 5om a garantia #as autori#a#es n'o há %uem possa contar ao contrário, está prova#o %ue ela s- beneficia os perturba#ores #a or#em. 3m mat/ria #e interven"'o #e

autori#a#es, po#e!se assinalar, como *nico resulta#o efetivo, a #issolu"'o e, portanto, o encerramento #a assembl/ia, 3 n'o era outra a finali#a#e nem a inten"'o #os #esor#eiros a#versários. =e um mo#o geral, formou!se, na $ol4cia, um hábito, %ue representa a maior monstruosi#a#e imaginável em mat/ria #e atenta#o aos #ireitos humanos. )uan#o a autori#a#e, por meio #e %ual%uer amea"a, / a#verti#a %ue uma &ssembl/ia corre o perigo #e ser ataca#a, em vez #e pren#er os amea"a#ores, pro4be aos outros ! aos inocentes ! a entra#a na sala ! me#i#a esta, %ue ain#a por cima, enche #e orgulho o esp4rito comum #a nossa $olicia. ,sto, no seu mo#o #e ver, representa uma me#i#a preventiva para impe#ir %ual%uer infra"'o 0Hs leis0. ? ban#i#o resoluto, por conseguinte, #isp:e, a to#a hora, #as armas necessárias para impossibilitar o in#iv4#uo honesto #e tomar parte ou trabalhar em %uest:es pol4ticas, 3m nome #o sossego e #a or#em p*blica, curva!se a autori#a#e #o governo #iante #o ban#i#o e pe#e ao outro %ue #esista #e provocá!lo. )uan#o ent'o os (acionais!<ocialistas %ueriam fazer reuni:es em #etermina#os locais, e as corpora":es operárias #eclaravam oposi"'o a tal iniciativa, a $ol4cia seguramente n'o poria esses malfeitores #etrás #o ca#ea#o e #o ferrolho, limitan#o!se a proibir a nossa reuni'o. <im, esses -rg'os #a Lei tiveram at/ o incr4vel #escaramento #e nos fazer tal comunica"'o, in*meras vezes, por escrito. & fim #e escapar a semelhantes eventuali#a#es, era preciso tomar precau":es, para abafar, já no germe, to#a tentativa #e perturba"'o. (este ponto ain#a se #everia consi#erar o seguinte7 0to#o com4cio, %ue n'o contar com outra garantia se n'o a #a pol4cia, #esmoraliza seus organiza#ores aos olhos #a gran#e massa #o povo0. 0&ssembl/ias cuja realiza"'o s- / anuncia#a por um gran#e cartaz policial, n'o s'o convi#ativas, já %ue as con#i":es para a con%uista #as cama#as mais bai6as #e um povo, por si já #evem se manifestar como uma for"a real e bem sens4vel0. .al %ual um homem corajoso vencerá um covar#e na con%uista #e cora":es femininos, um levante her-ico mais facilmente ganhará a alma popular #o %ue um movimento pusilTnime, %ue s- n'o se e6tingue #evi#o H prote"'o policial. 3ra sobretu#o este *ltimo motivo, %ue obrigava o parti#o incipiente a cui#ar #e sua pr-pria #efesa e a resistir sozinho ao regime terrorista #o a#versário. 3is os fun#amentos #a prote"'o Hs assembl/ias7 C) @ma #ire"'o en/rgica e psicologicamente bem compreen#i#a. F) @ma tropa organiza#a para manter a or#em. )uan#o n-s, os (acionais!<ocialistas, promov4amos, na%uele tempo, uma reuni'o, esta era e6clusivamente #irigi#a por n-s #ireito #e chefia esse, %ue, aliás, sem interrup"'o e a ca#a minuto, sublinhávamos e6plicitamente. (ossos a#versários sabiam perfeitamente %ue %ual%uer provoca#or #e #esor#em seria en6ota#o sem a menor consi#era"'o, mesmo %ue n-s s- fôssemos #oze e eles %uinhentos homens. (as reuni:es #a%uela /poca, mormente fora #e Muni%ue, %uinze ou #ezesseis #os nossos correligionários se encontravam fre%Uentemente com %uinhentos, seiscentos, setecentos e oitocentos a#versários. &in#a assim, n'o tolerávamos nenhuma provoca"'o, e os fre%Uenta#ores #as nossas reuni:es sabiam muito bem %ue n-s preferir4amos a morte H ren#i"'o. Mais #e uma vez tamb/m suce#eu, %ue um punha#o #e correligionários nossos, saiu vitorioso, lutan#o contra uma maioria #e vermelhos, %ue berravam e #avam panca#as a torto e a #ireito 3sses %uinze a vinte homens seguramente teriam acaba#o por ser venci#os. Mas os outros sabiam, %ue, antes #isso, um grupo #uas ou tr2s vezes maior teria ti#o ali o crTnio parti#o, e era prefer4vel n'o correr esse risco.

.entamos apren#er e realmente aproveitamos alguma coisa sobre a t/cnica #as assembl/ias mar6istas e burguesas. ?s mar6istas tiveram, #es#e a origem, absoluta #isciplina, #e mo#o %ue nenhum grupo burgu2s jamais cogitou #e atacar uma #as suas reuni:es. 3m compensa"'o, tais inten":es eram sempre alimenta#as pelos vermelhos. &os poucos tinham estes alcan"a#o, nesse terreno, n'o s- uma in#iscut4vel per4cia, mas at/ chegaram ao ponto #e apontar to#a assembl/ia anti!mar6ista, em to#o o territ-rio #o 01eich0, como 0uma provoca"'o ao proletaria#o0, sobretu#o on#e os l4#eres farejavam, em %ual%uer com4cio, a enumera"'o #e seus pr-prios peca#os, #estina#a a #esmascarar a bai6eza #e seus atos mentirosos e engana#ores pratica#os contra o povo. Mal se ouvia anunciar uma reuni'o #esse g2nero, a 0,mprensa Bermelha0, em bloco, come"ava um berreiro louco. ?s #esrespeita#ores profissionais #a Lei, procuravam ent'o, n'o raramente, as autori#a#es, com o pe#i#o, t'o suplicante %uanto amea"a#or, #e impe#ir ime#iatamente tal 0$rovoca"'o ao $roletaria#o0, a fim #e evitar conse%U2ncias mais graves. <uas palavras eram acolhi#as e o sucesso alcan"a#o, segun#o a 0estupi#ez0 #o 0funcionário0 a %uem se #irigiam. <e, por e6ce"'o, em tal posto se achasse realmente um funcionário alem'o (e n'o 0uma criatura funcionaliza#a0) sen#o assim recusa#a a #escara#a e6ig2ncia, seguia!se ent'o o conheci#o convite a repelir uma tal 0$rovoca"'o0. .ratava!se ent'o #e marcar para tal #ia uma reuni'o, H %ual compareciam em gran#e n*mero. $ara %ue se possa fazer uma i#/ia segura, / preciso ter!se visto uma #essas reuni:es, / preciso ter!se passa#o pelo pavor, %ue e6perimentava a #ire"'o #e uma tal sess'oV Mais #e uma vez bastariam amea"as #essa or#em para fazer a#iar uma #essas reuni:es. Zs vezes, o me#o era tamanho %ue, em lugar #e L horas, raramente algu/m comparecia H abertura antes #e E horas ou E menos um %uarto. ? presi#ente se esfor"ava ent'o por e6plicar aos presentes 0<enhores #a ?posi"'o0, ! e isto por meio #e in*meros cumprimentos ! a %ue ponto ele e to#os os presentes se alegravam intimamente (mentira crassaV) com a visita #e homens %ue ain#a n'o partilhavam #e suas convic":es pois s- a permuta #e i#/ias (o %ue foi logo #e antem'o, aprova#o, o mais solenemente poss4vel), po#ia apro6imar as convic":es, #espertar a compreens'o rec4proca e formar como uma ponte entre eles. &sseverava, ao mesmo tempo, %ue a assembl/ia n'o tinha a mais leve inten"'o #e afastar ca#a um #e suas i#/ias antigas. 0Longe #e n-s tal suposi"'o0, #iziam eles, ca#a um %ue seguisse as suas pr-prias i#/ias, consentin#o, por/m, %ue os outros fizessem o mesmoV $or isso pe#ia ele %ue #ei6assem o ora#or prosseguir at/ o fim, aliás pr-6imo, para evitar #e #ar ao mun#o, com esta reuni'o, o espetáculo vergonhoso #o -#io 4ntimo entre irm'os #a mesma pátria. + ver#a#e %ue a irman#a#e #a es%uer#a n'o aten#ia %uase nunca a tal apelo pois, antes mesmo #o ora#or abrir a boca, já era ele alvo #as mais loucas #escomposturas, ten#o %ue escafe#er!se. ('o raramente #ei6ava ele a impress'o #e uma certa grati#'o H sorte, %ue lhe encurtara o processo martirizante, =ebai6o #e um barulho infernal, / %ue esses 0toreros0 #as assembl/ias burguesas #ei6avam a arena, se / %ue n'o rolavam nas esca#as com as cabe"as cheias #e 0galos0 ! o %ue acontecia muito fre%Uentemente. =esse mo#o, a organiza"'o #os nossos com4cios e, sobretu#o, a fei"'o %ue lhes #ávamos, foi uma ver#a#eira novi#a#e para os mar6istas. 3ntravam plenamente convenci#os #e %ue po#eriam repetir o seu eterno jogo7 0;oje #evemos acabar com issoV0 )uantos, ao penetrarem nas nossas sess:es, n'o ter'o proferi#o, com arrogTncia, esta frase para algum colega, para ca4rem #iante #a porta #a sala, antes #e gritarem pela segun#a vezV 3 tu#o isso com a rapi#ez #e um raio.

3m primeiro lugar, já a presi#2ncia #os nossos com4cios era #iferente #a #os #emais. ('o se men#igava permiss'o para fazer confer2ncia, tamb/m n'o se garantia a %ual%uer um, #e antem'o, a liber#a#e #e fazer #iscursos intermináveis. ?bservávamos %ue a presi#2ncia era inteiramente nossa, %ue estávamos em nossa casa e %ue a ousa#ia #e interromper a sess'o por interven":es e6temporTneas seria, sem pie#a#e, castiga#a com a e6puls'o ime#iata. <e sobrasse tempo e isso nos conviesse, tolerar4amos uma #iscuss'o, mas s- nesse caso. <- isso provocava espanto. 3m segun#o lugar, t4nhamos á nossa #isposi"'o um servi"o bem organiza#o #e #efesa. 3ntre os parti#os burgueses, esse servi"o #e #efesa, ou, melhor, servi"o #e or#em, geralmente era confia#o a senhores, %ue, pela #igni#a#e #a sua i#a#e, julgavam possuir algum #ireito H autori#a#e e ao respeito. 5omo as massas populares, incita#as por mar6istas, n'o #avam, absolutamente, importTncia a autori#a#e, nem a i#a#e, essa tal guar#a burguesa era, praticamente, in*til. Logo no come"o #e nossa gran#e ativi#a#e nos com4cios, propus a organiza"'o #e uma 0guar#a #a sala0, como um servi"o #e or#em para 9 %ual s- se #eviam recrutar rapazes fortes. @ns eram camara#as %ue eu conhecia #os tempos #o servi"o militar outros eram correligionários há pouco angaria#os e %ue, #es#e os primeiros #ias, vinham sen#o e#uca#os na convic"'o #e %ue o terror s- se vence pelo terror e %ue, neste mun#o, o sucesso, at/ hoje, sempre se #eci#iu #o la#o %ue #emonstrou mais coragem e resolu"'o, %ue o nosso combate gira em torno #e uma i#/ia formi#ável, t'o gran#e e eleva#a %ue merece plenamente ser resguar#a#a e protegi#a, mesmo com o sacrif4cio #a *ltima gota #e sangue. 3stavam convenci#os #a ver#a#e #o seguinte princ4pio7 o ata%ue constitui a arma mais eficaz #a #efesa, uma vez %ue a raz'o se cala e a viol2ncia / chama#a a falar. (ossa tropa #e servi"o #e or#em tem %ue ser prece#i#a #a fama #e ser uma comuni#a#e #e combatentes #eci#i#os ao e6tremo, e n'o um 05lube #e =ebates0. 3 %ue Tnsia reinava, entre essa moci#a#e, por uma tal #ivisaV )ue #ecep"'o e in#igna"'o, %ue nojo e repugnTncia animava esta gera"'o #e batalha#ores ante a moleza sem nome #os burguesesV &4 / %ue se via, claramente, %ue a 1evolu"'o s- vingara, gra"as H #esola#ora #ire"'o burguesa #o nosso povo. Mesmo na%uela /poca, teria si#o poss4vel encontrar bra"os fortes para proteger o povo alem'o, >altaram, apenas, as cabe"as para guiarem!no. 5om %ue olhos faiscantes me olhavam os meus rapazes, %uan#o eu lhes e6punha a importTncia #a alta miss'o, asseguran#o!lhes, ca#a vez mais, %ue, neste mun#o, to#a sabe#oria fracassa %uan#o n'o / protegi#a pela for"a, %ue a #oce #eusa #a $az s- po#e caminhar ao la#o #o #eus #a 9uerra e %ue to#a e %ual%uer a"'o pac4fica necessita #o amparo e #o au64lio #a for"a. 3ssas prele":es contribu4ram para a compreens'o #a i#/ia #e #efesa pela for"a, mais eficientemente #o %ue os processos outrora a#ota#os. ,sso se Ren. ficava n'o no esp4rito #os 0fossiliza#os0 funcionários p*blicos, ao servi"o #e uma autori#a#e morta, em um pa4s igualmente morto, mas na%ueles %ue tinham pleno conhecimento #o #ever, ca#a um #isposto, in#ivi#ualmente, a pagar com a sua vi#a o tributo e6igi#o pela e6ist2ncia coletiva #e seu povo. 5om %ue entusiasmo se alistavam ent'o esses rapazesV .al %ual um en6ame #e vespas, eles ca4am em cima #e %uem ousasse perturbar nossos com4cios, sem ter em consi#era"'o o fato #e os a#versários estarem em maioria, sem temer ferimentos nem sacrif4cios #e sangue, somente anima#os #o gran#e i#eal, %ue consistia em abrir caminho H santa miss'o #o nosso movimento.

Já no meio #o ver'o #e CEFJ, o <ervi"o #e or#em foi, aos poucos, toman#o uma fei"'o #efini#a, at/ organizar!se, na primavera #e CEFC, em grupos #e cem, %ue, por sua vez, ain#a se sub#ivi#iram. .u#o isso era #e uma necessi#a#e premente, pois, nesse 4nterim, a ativi#a#e nas reuni:es aumentava ca#a vez mais. &in#a nos reun4amos por vezes, na sala #e festas #o 0MUnchener ;ofbr]uhaus0, mais fre%Uentemente, por/m, em salas mais espa"osas. & sala #e festas #o 0AUrgerbr]u0 e #o 0MUnchener Kin#l!Keller0 foram o teatro, em CEFJ e CEFC, #a realiza"'o #e assembl/ias populares ca#a vez mais formi#áveis. ? %ua#ro, por/m, era sempre o mesmo. Manifesta":es #o $arti#o (acional!<ocialista #os .rabalha#ores &lem'es, já, na%uela /poca, tinham #e ser inter#itas pela $ol4cia, a maior parte #as vezes #evi#o H aglomera"'o antes #o in4cio #as reuni:es. & organiza"'o #o nosso servi"o #e or#em veio esclarecer uma %uest'o important4ssima. &t/ ent'o o movimento n'o possu4a, nem ins4gnias nem estan#arte pr-prios #o $arti#o. & falta #e semelhantes emblemas n'o s- apresentava #esvantagens no momento, como se tornava in#efensável no futuro. &s #esvantagens consistiam, no presente, na falta #e um s4mbolo para e6primir a soli#arie#a#e #os correligionários e, #e futuro, n'o seria poss4vel #ispensar um sinal #istintivo #o movimento %ue pu#esse servir #e oposi"'o H 0,nternacional0. Já na minha juventu#e, tinha ti#o, muitas vezes, a ocasi'o #e sentir e compreen#er a significa"'o psicol-gica #e s4mbolos #essa or#em. =epois #a 9uerra, presenciei uma gran#e manifesta"'o #os mar6istas #iante #o $alácio 1eal, no Lustgarten. @ma imensi#a#e #e ban#eiras, #e fai6as e #e flores vermelhas #avam a essa manifesta"'o, na %ual tomavam parte, apro6ima#amente, cento e vinte mil pessoas, uma apar2ncia formi#ável. $u#e sentir com %ue facili#a#e o homem #o povo / empolga#o pela magia sugestiva #e um tal espetáculo. & burguesia, %ue, como parti#o pol4tico, n'o representa nenhum ponto #e vista geral, por isso mesmo, n'o possu4a ban#eira pr-pria. 5ompunha!se #e 0patriotas0 e usava as cores #o 1eich. <e essas fossem, realmente, o s4mbolo #e uma #etermina#a #outrina, compreen#er!se!ia %ue os proprietários0 #o 3sta#o en6ergassem, tamb/m, na ban#eira #este, a representa"'o #e seus pontos #e vista, uma vez %ue o s4mbolo #as suas i#/ias já se tinha torna#o ban#eira #o 3sta#o e #o 1eich, gra"as H sua pr-pria ativi#a#e. 3ntretanto, as coisas n'o se passavam #esse mo#o. ? 1eich se tinha forma#o sem a contribui"'o #a burguesia alem'. & pr-pria ban#eira tinha si#o cria#a no campo #a guerra. ('o passava, por/m, #e uma ban#eira #o 3sta#o, sem a menor significa"'o no senti#o #e uma finali#a#e universal. <- na Sustria alem' / %ue e6istia, at/ ent'o, %ual%uer coisa pareci#a com uma ban#eira burguesa #e parti#o. @ma parte #a burguesia nacional #a%uele pa4s, escolhen#o as cores #e CLGL, preto, vermelho e ouro, para representar sua ban#eira #e parti#o, havia cria#o um s4mbolo %ue, apesar #e n'o ter significa"'o mun#ial, trazia os caracter4sticos pol4ticos #o 3sta#o, embora revolucionário. ?s inimigos mais acerbos #essa ban#eira preta, vermelha e ouro eram, na%uele tempo ! n'o es%ue"amos isso hoje ! os <ociais!=emocratas e os <ociais!5rist'os. 3ram eles, justamente, %ue insultavam, ent'o, e emporcalhavam essas cores, tal %ual mais tar#e, em CECL, fizeram com o pavilh'o preto, branco e vermelho. + ver#a#e %ue o preto, o vermelho e o ouro #os parti#os alem'es #a velha Sustria representavam a cor #o ano #e CLGL, portanto, #e uma /poca %ue po#e ter si#o #e fantasias, %ue, por/m, contava, entre os seus representantes, com os alem'es mais honestos, apesar #e, por trás #os mesmos, e6istir invis4vel o #e#o #o ju#eu. $or essa raz'o, a trai"'o #a

pátria e a vergonhosa ven#a #o povo alem'o e #e suas ri%uezas tornaram logo essas ban#eiras t'o simpáticas ao mar6ismo e ao 5entro, %ue estes parti#os, hoje, veneram esses s4mbolos como a sua maior rel4%uia, a#otan#o estan#artes pr-prios para proteger a ban#eira sobre a %ual, outrora, haviam cuspi#o. + assim %ue, at/ o ano #e CEFJ. o mar6ismo n'o contava com nenhuma ban#eira a#versária %ue oferecesse um contraste em mat/ria #outrinária. Mesmo %ue a burguesia alem', pelos seus melhores parti#os, n'o %uisesse mais con#escen#er, #epois #o ano #e CECL, em a#otar, como seu pr-prio s4mbolo, a ban#eira #o 1eich, preta. vermelha e ouro, n'o tinha, tamb/m, um programa a apresentar futuramente, nessa nova evolu"'o e nem a i#/ia #e reconstru"'o #o antigo 1eich. + a essa i#/ia %ue a ban#eira preta, branca e vermelha, #o antigo 1eich, #eve a sua ressurrei"'o como emblema #e nossos chama#os parti#os nacionais!burgueses. + evi#ente %ue o s4mbolo #e uma crise %ue po#ia ser venci#a pelo mar6ismo, em circunstTncias pouco honrosas, pouco se presta a servir #e emblema sob o %ual esse mesmo mar6ismo tem %ue ser novamente ani%uila#o. $or mais santas e caras %ue possam ser essas antigas e bel4ssimas cores aos olhos #e to#o alem'o bem intenciona#o, %ue tenha combati#o na 9uerra e assisti#o ao sacrif4cio #e tantos compatriotas, #ebai6o #essas cores, n'o po#e essa ban#eira simbolizar uma luta no futuro. &o contrário #os pol4ticos burgueses, sempre #efen#i, no nosso movimento, a opini'o #e %ue, para a na"'o alem', foi uma felici#a#e ter per#i#o sua antiga ban#eira. ('o precisamos investigar o %ue a 1ep*blica tem feito #ebai6o #a sua. =e to#o cora"'o, #ever4amos, por/m, ser gratos ao #estino misericor#ioso %ue preservou a mais her-ica ban#eira #e guerra #e to#os os tempos #e servir #e len"ol nos antros #a prostitui"'o. ? 1eich atual, %ue ven#e seus ci#a#'os e a si pr-prio, nunca #everia arvorar a ban#eira preta, branca e vermelha, coberta #e honras e #e hero4smo. 3n%uanto #urar a vergonha #e novembro po#erá a 1ep*blica continuar a usar suas ins4gnias pr-prias sem roubar a ban#eira #e um passa#o honesto. (ossos pol4ticos burgueses #everiam ter consci2ncia #e %ue o uso #a ban#eira preta, branca e vermelha, por esse 3sta#o, e%Uivale a um roubo ao passa#o. ? antigo pavilh'o, francamente, s- se a#aptava ao antigo 1eich. 9ra"as a =eus, a 1ep*blica, tamb/m, escolheu um #e acor#o com as suas i#/ias. 3is a raz'o por %ue n-s, nacionais!socialistas, n'o ter4amos po#i#o en6ergar, na antiga ban#eira, um s4mbolo e6pressivo #e nossa pr-pria ativi#a#e. (ossa inten"'o n'o / ressuscitar o velho 1eich, %ue pereceu por seus pr-prios erros, mas, sim, construir um novo 3sta#o. & %uest'o #o novo pavilh'o, isto /, o seu aspecto, ocupava muito a nossa aten"'o, na%uele tempo. =e to#os os la#os receb4amos sugest:es muito bem intenciona#as, mas sem sucesso. & nova ban#eira tinha %ue representar o s4mbolo #a nossa pr-pria luta, e, ao mesmo tempo, #everia pro#uzir um efeito majestoso sobre as massas. )uem tiver o hábito #e li#ar com a massa popular verá, facilmente, nessas bagatelas aparentes, %uest:es #e gran#e importTncia. @m emblema %ue pro#uza gran#e efeito po#e, em milhares #e casos, #ar o primeiro impulso ao interesse popular por um movimento %ual%uer. 3is por%ue tivemos #e recusar to#as as propostas, aliás bastante numerosas, para i#entificar, por uma ban#eira branca, o nosso movimento com o antigo 3sta#o ou, melhor ain#a, com a%ueles parti#os enfra%ueci#os. cujo *nico fim pol4tico consistia na restaura"'o #e situa":es passa#as. &cresce ain#a %ue o branco n'o / uma cor arrebata#ora ela / apropria#a a congrega":es #e virgens castas e puras, e n'o a movimentos violentos #e uma /poca revolucionária.

? preto foi igualmente proposto. <eria pr-prio para a /poca atual, n'o e6primia, por/m, as aspira":es #o nosso movimento. &l/m #isso, o efeito #essa cor n'o / empolgante. Aranco!azul n'o foi aceito, apesar #o maravilhoso efeito est/tico, por ser a cor #e um 3sta#o #a &lemanha, infelizmente #e uma atitu#e pol4tica %ue n'o goza #a melhor fama, por sua estreiteza regionalista. &liás, nessa escolha, n'o haveria na#a %ue correspon#esse ao nosso movimento. $reto e branco estava no mesmo caso. $reto, vermelho e ouro, por si mesmo, n'o entrou em %uest'o, por motivos já menciona#os. $reto, branco e vermelho, pelo menos na mesma #isposi"'o antiga, tamb/m n'o foi #iscuti#o. )uanto ao efeito, esta *ltima composi"'o #e cores leva a palma sobre to#as as outras, realizan#o a mais brilhante harmonia. 3u mesmo fui sempre um a#voga#o #a conserva"'o #as cores antigas, n'o s- por venerá!las como uma rel4%uia, na minha %uali#a#e #e sol#a#o, como, tamb/m, pelo efeito est/tico %ue elas e6ercem e %ue / mais conforme ao meu gosto. &pesar #isso, fui obriga#o a recusar, sem e6ce"'o, os in*meros esbo"os %ue sa4am, na%uele tempo, #os c4rculos #o movimento incipiente, e %ue, na maior parte, tinham intro#uzi#o a cruz suástica na antiga ban#eira. 5omo l4#er, eu mesmo n'o %ueria aparecer logo em p*blico com o meu pr-prio projeto, por%ue era poss4vel %ue algu/m tivesse a i#/ia #e outro igual, ou mesmo melhor, #o %ue o meu. 5om efeito, um #entista #e <tarnberg pro#uziu um #esenho bem regular e muito pareci#o com o meu, com um *nico #efeito #e trazer a cruz suástica com ganchos curvos sobre um #isco branco. (esse 4nterim, #epois #e in*meras tentativas, eu havia chega#o a uma forma #efinitiva uma ban#eira #e fun#o vermelho com um #isco branco, em cujo meio figurava uma cruz suástica preta. &p-s longas e6peri2ncias, #escobri, tamb/m, uma rela"'o #etermina#a entre a #imens'o #a ban#eira e a #o #isco branco, como entre a forma e o tamanho #a cruz suástica, e a4 fizemos ponto final. (o mesmo senti#o, fez!se logo encomen#a #e bra"ais para os encarrega#os #o 0servi"o #e or#em0, sen#o o bra"al vermelho, com um #isco branco, trazen#o no centro a cruz suástica preta. ? emblema #o parti#o foi esbo"a#o segun#o as mesmas #iretrizes7 um #isco branco sobre fun#o vermelho e no centro a cruz. @m ourives #e Muni%ue, por nome >Uss, forneceu o primeiro esbo"o suscet4vel #e ser emprega#o e a#ota#o. 3m pleno ver'o #e CEFJ, o novo pavilh'o apareceu, pela primeira vez, em p*blico. &#aptava!se, a#miravelmente, ao nosso movimento incipiente. $arti#o e ban#eira #istinguiam!se pela novi#a#e. (unca tinham si#o vistos antes. <eu efeito, na%uele momento, foi o #e uma tocha incen#ia#a. & nossa alegria foi %uase infantil %uan#o uma fiel a#epta #e nosso parti#o e6ecutou o plano pela primeira vez e no!lo entregou. Já poucos meses #epois, possu4amos meia #*zia em Muni%ue. &s tropas #o 0servi"o #e or#em0, ca#a vez mais, e6tensas, contribu4ram, e6traor#inariamente, para a propaga"'o #o novo s4mbolo #o movimento. 3ra um s4mbolo #e ver#a#eV $or serem int/rpretes #a nossa venera"'o pelo passa#o, estas cores ar#entemente ama#as, %ue, outrora, alcan"aram tanta gl-ria para o povo alem'o, eram, agora, ain#a a melhor materializa"'o #as aspira":es #o movimento. 5omo nacionais! socialistas, costumamos ver na nossa ban#eira o nosso programa. (o vermelho, vemos a i#/ia socialista #o movimento, no branco, a i#/ia nacional, na cruz suástica a miss'o #a luta pela vit-ria #o homem ariano, simultaneamente com a vit-ria #a nossa miss'o renova#ora %ue foi e será eternamente anti!sem4tica. =ois anos mais tar#e, %uan#o as 0tropas #e or#em0 já se tinham transforma#o, há muito

tempo, em um batalh'o #e assalto #e muitos milhares #e homens, surgiu a necessi#a#e #e #ar a essa organiza"'o #e #efesa #a nova #outrina ain#a um s4mbolo especial #e triunfo7 ?s estan#artesV 3sses, tamb/m, foram esbo"a#os por mim e a e6ecu"'o foi confia#a a um fiel a#epto #o parti#o, o ourives 9uhr. =es#e a%uele momento, os estan#artes passaram a ser os sinais caracter4sticos #a campanha nacional!socialista. & ativi#a#e nos com4cios populares, %ue crescia, ca#a vez mais, #urante o ano #e CEFJ, levou!nos, por fim, a marcar #uas reuni:es por semana, &s multi#:es se aglomeravam #iante #os nossos cartazes, as salas mais espa"osas #a ci#a#e estavam sempre repletas e #ezenas #e milhares #e a#eptos, #esvia#os pelos mar6istas, voltaram H sua antiga comuni#a#e, para lutar pela liber#a#e #e um 1eich futuro. Já estávamos conheci#os pelo p*blico #e Muni%ue. >alava!se em nosso nome, e a e6press'o 0(acional!<ocialista0 já era familiar a muitos, significan#o at/ mesmo um programa, o n*mero #os a#eptos #o movimento come"ou a crescer sem interrup"'o, #e mo#o %ue, no inverno #e CEFJgFC, já po#4amos aparecer em Muni%ue com um forte parti#o. (a%uele tempo, n'o havia, fora #os parti#os mar6istas, nenhum outro, pelo menos #e caráter nacional, %ue pu#esse registrar t'o gran#es manifesta":es populares. ? 0MUnchener Kin#l!Keller0, %ue po#ia comportar cinco mil pessoas, ficou, mais uma vez, H cunha, e s- havia um local %ue n'o t4nhamos ousa#o ocupar, 3sse era o circo Krone. (o fim #e janeiro #e CEFC, surgiram, novamente, gran#es preocupa":es para a &lemanha. ? trata#o #e $aris, pelo %ual a &lemanha se obrigava ao pagamento #a soma absur#a #e cem bilh:es #e marcos ouro, #evia se tornar uma reali#a#e sob a forma #o pacto #e Lon#res. @ma associa"'o #e trabalhistas, %ue e6istia há muito tempo em Muni%ue e era forma#a por ligas populares, %ueria aproveitar esse prete6to para lan"ar o convite para um gran#e protesto coletivo, o tempo urgia e, eu mesmo, me sentia nervoso #iante #as eternas hesita":es %uanto Hs resolu":es toma#as. >alou!se, primeiro, em uma manifesta"'o #e protesto #iante #a >el#herrnhaller. ,sso, tamb/m, fracassou, surgin#o, ent'o, a proposta para uma reuni'o geral no MUnchener!Kin#l!Keilcr. (esse 4nterim, passava o tempo. ?s gran#es parti#os n'o tinham #a#o a menor aten"'o ao terr4vel acontecimento e a associa"'o trabalhista n'o se po#ia #eci#ir a fi6ar uma #ata certa para a tal manifesta"'o. (a ter"a!feira, C.D #e fevereiro #e CEFC, e6igi, com a maior urg2ncia, uma resolu"'o #efinitiva. >izeram!me esperar at/ %uarta!feira, (esse #ia, pe#i informa":es seguras %uanto H possibili#a#e #a tal reuni'o, & resposta foi novamente incerta e evasiva, =isseram %ue tinham a inten"'o #e convi#ar a associa"'o trabalhista a realizar uma manifesta"'o #a4 a oito #ias. 5om isso esgotou!se a minha paci2ncia e tomei a iniciativa #e e6ecutar, sozinho, uma manifesta"'o #e protesto. )uarta!feira, ao meio!#ia, em #ez minutos, #itei a uma #atil-grafa o an*ncio #a reuni'o, man#an#o, ao mesmo tempo, alugar o circo Krone, para o #ia seguinte, %uinta!feira, I #e fevereiro. (a%uela /poca, isso significava uma ousa#ia e6traor#inária, ('o era s- a incerteza #e po#er encontrar au#it-rio para encher a%uele enorme espa"o havia, tamb/m, o perigo #e um ata%ue, #urante a sess'o. (ossas 0tropas #e or#em0 n'o eram suficientes para vigiar um espa"o t'o gran#e. 3u tamb/m n'o tinha uma i#/ia #efini#a sobre a atitu#e a tomar na eventuali#a#e #e @m ata%ue, &cresce %ue eu achava a #efesa mais #if4cil em um circo #o %ue em uma sala comum. =evia ser justamente o contrário, como ficou prova#o mais tar#e. 3m uma área

gigantesca, era mais fácil #ominar um batalh'o #e assalto #o %ue em salas aperta#as. <- havia, #e certo, uma coisa7 to#o fracasso po#eria nos atrasar por muito tempo. @m assalto, coroa#o #e sucesso, po#eria #estruir, #e um golpe, a nossa fama e encorajar o a#versário a recome"ar o mesmo jogo. ,sso po#eria ocasionar uma sabotagem #e to#a a nossa ativi#a#e nos com4cios futuros. 3 semelhante #esastre s- po#eria ser repara#o #epois #e muitos meses e ap-s gran#es lutas. <- #isp*nhamos #e um #ia para pregar cartazes. ,nfelizmente chovia #e manh' e t4nhamos o justo receio #e %ue muitos prefeririam ficar em casa a irem a uma reuni'o #ebai6o #e chuva ou #e neve, e6pon#o!se, talvez, at/ a serem assassina#os. & ver#a#e / %ue, na manh' #e %uinta!feira, apo#erou!se #e mim o pavor #e %ue n'o conseguiria encher a casa. ,me#iatamente #itei e man#ei imprimir alguns boletins para serem #istribu4#os H tar#e. <e meu receio se realizasse eu passaria uma gran#e vergonha, #iante #a associa"'o trabalhista, os folhetos naturalmente encerravam o convite para a reuni'o. =ois caminh:es, %ue eu man#ei fretar, foram cobertos com o maior n*mero poss4vel #e panos vermelhos, arvoran#o algumas ban#eiras nossas. )uinze a vinte a#eptos #o nosso parti#o partiram nos mesmos, com a or#em e6pressa #e passar por to#as as ruas #a ci#a#e jogan#o boletins, enfim, fazen#o propagan#a para a colossal manifesta"'o #a noite, 3ra a primeira vez %ue caminh:es emban#eira#os passavam pela ci#a#e sem serem guia#os por mar6istas. 3is por%ue a burguesia via, bo%uiaberta, a passagem #os carros enfeita#os #e vermelho e #e ban#eiras nazistas %ue voavam ao vento, en%uanto, nos bairros afasta#os #o centro #a ci#a#e, levantavam!se, tamb/m, in*meros punhos cerra#os %ue e6primiam uma f*ria vis4vel contra a *ltima 0provoca"'o ao proletaria#o0, &t/ ent'o s- o mar6ismo possu4a o monop-lio #e organizar reuni:es e #e an#ar para cima e para bai6o em caminh:es. &s M horas #a noite, o circo ain#a n'o estava repleto. =e #ez em #ez minutos, chamavam!me ao telefone. <entia!me bastante in%uieto, pois Hs sete horas ou Hs sete e um %uarto, as outras salas já estavam %uase completamente cheias. & raz'o, aliás, n'o tar#ou a ser #escoberta7 eu n'o tinha conta#o com as #imens:es gigantescas #o novo local. Mil pessoas na sala #o ;otbr]uhaus já faziam um bonito efeito, en%uanto passavam inteiramente #espercebi#as no circo Krone. )uase n'o se via ningu/m. $ouco #epois come"aram a vir comunica":es mais favoráveis e, Hs oito horas menos um %uarto, #iziam! me %ue tr2s %uartos #o circo já estavam ocupa#os, haven#o gran#e multi#'o #iante #os guich2s #a entra#a. 5om essa noticia eu me pus a caminho. 5heguei ao circo Hs oito horas e #ois minutos. Bia!se, ain#a uma gran#e multi#'o #iante #o mesmo alguns pareciam meros curiosos, outros, a#versários, %ue esperavam fora o #esenrolar #os acontecimentos. )uan#o penetrei na formi#ável área #ei6ei!me empolgar pela mesma alegria %ue havia e6perimenta#o no ano prece#ente, %uan#o #a primeira reuni'o na sala #e festas #a Ar]uhaus, #e Muni%ue, Mas somente #epois #e eu ter, a muito custo, consegui#o passar atrav/s #e ver#a#eiras muralhas humanas, at/ chegar ao estra#o um pouco eleva#o, e %ue o sucesso, em to#a a sua plenitu#e, se manifestou aos meus olhos. 3sse local se esten#ia #iante #e mim como uma concha enorme, repleta #e milhares e milhares #e pessoas. &t/ o pica#eiro estava repleto. (a entra#a, tinham si#o #istribu4#os cinco mil e seiscentos cart:es sem se contar o n*mero total #os sem trabalho, #os estu#antes pobres e #os nossos homens #o 0servi"o #e or#em0, #eviam ser ao to#o seis mil e %uinhentas pessoas. 0Marchamos para um futuro #e prosperi#a#e ou para a #erroca#a80 3ra esse o tema #a

minha confer2ncia e meu cora"'o e6ultava na convic"'o #e %ue o futuro estava ali #iante #os meus olhos. 5omecei a falar e falei cerca #e #uas horas e meia. =epois #a primeira meia hora, já eu pressentia %ue a reuni'o teria um gran#e sucesso. 3stava estabeleci#a a liga"'o com to#os esses milhares #e in#iv4#uos. Já no fim #a primeira hora, comecei a ser interrompi#o por aplausos %ue e6plo#iam ca#a vez mais, espontaneamente, para #ecrescer novamente, #epois #e #uas horas, passan#o a um sil2ncio solene %ue eu #evia, mais #e uma vez, mais tar#e, constatar nesse lugar, e #e %ue ca#a um #e n-s guar#a uma lembran"a imperec4vel. )uase %ue n'o se ouvia outra coisa sen'o a respira"'o #essa multi#'o colossal e, s- #epois %ue proferi a *ltima palavra, / %ue se levantou, subitamente, um brami#o %ue somente cessou com o cTntico patri-tico 0&lemanha0, entoa#o com o má6imo ar#or. 3u observava como, aos poucos, a enorme área come"ava a se esvaziar e uma monstruosa on#a #e gente procurava a sa4#a pela gran#e porta #o centro. ,sso #urou %uase vinte minutos. <ent'o, possu4#o #o mais vivo contentamento, #ei6ei o meu lugar, a fim #e voltar para casa. .iraram!se fotografias #essa primeira reuni'o no circo Krone, #e Muni%ue. Melhor #o %ue palavras, servir'o elas para provar a importTncia #a manifesta"'o. Jornais burgueses trou6eram ilustra":es e not4cias mencionan#o, por/m, unicamente, o caráter 0nacional0 #a manifesta"'o, silencian#o, por/m, como sempre, sobre o nome #os organiza#ores. 5om essa #emonstra"'o, sa4mos, pela primeira vez, #o %ua#ro #os parti#os e6istentes. ('o po#4amos mais passar #espercebi#os. $ara impe#ir a to#o o pre"o a impress'o #e %ue esse sucesso pu#esse ser visto como ef2mero, mar%uei, ime#iatamente, para a semana vin#oura, a segun#a manifesta"'o no circo, e o sucesso foi i#2ntico. (ovamente, o imenso espa"o se achava H cunha, a tal ponto %ue #eci#i organizar, pela terceira vez, outra reuni'o #o mesmo g2nero, na semana seguinte e, pela terceira vez, o circo gigantesco ficou apinha#o #e gente. &p-s esse conforta#or in4cio #o ano #e CEFC, #esenvolvi ain#a mais nossa ativi#a#e na organiza"'o #e com4cios, em Muni%ue. 5hegamos a realizar n'o um, mas, Hs vezes, #ois com4cios por semana. (o meio #o ver'o e no fim #o outono, realizávamos at/ tr2s por semana. (-s nos reun4amos sempre no circo e, para nossa gran#e satisfa"'o, constatávamos to#as as noites o mesmo brilhante sucesso #e sempre. ? resulta#o foi ent'o um acr/scimo ininterrupto #o n*mero #e a#eptos #o movimento. 3ra natural %ue esses sucessos in%uietassem os nossos a#versários. @ma vez %ue estes, sempre vacilantes na sua tática, ora aconselhavam o terror, ora um sil2ncio absoluto, tornavam!se incapazes #e impe#ir o progresso #o nosso movimento #e um mo#o ou #e outro, como eles pr-prios eram obriga#os a reconhecer. >oi assim %ue, em um esfor"o supremo, resolveram!se a um ato terrorista, a fim #e sufocar, #efinitivamente, a nossa ativi#a#e nos com4cios. 5omo prete6to a tal atitu#e aproveitaram!se #e um atenta#o e6tremamente misterioso contra um #eputa#o #a =ieta, por nome 3rhar# &uer. 5onstava %ue, certa noite, ele tinha recebi#o um tiro, sem se saber #e %uem. & ver#a#e / %ue ele n'o foi atingi#o. ;ouve, por/m, ao %ue se #izia, a inten"'o. .u#o n'o passou #e boatos. & fantástica presen"a #e esp4rito, assim como a coragem proverbial #o chefe #o parti#o social!#emocrata, teria n'o s- anula#o o ata%ue criminoso como, tamb/m, in#uzi#o a fugir, vergonhosamente, os miseráveis autores. .inham fugi#o t'o #epressa e para t'o longe, %ue, mesmo mais tar#e, a pol4cia n'o pô#e mais #escobrir o menor rastro #eles. 3sse processo misterioso serviu ao -rg'o #o parti#o social #emocrata #e Muni%ue como instrumento #e intriga contra o nosso movimento. Me#i#as tinham si#o toma#as para evitar os nossos impressionantes progressos. (esse programa, estava prevista uma oportuna interven"'o #e parte #o proletaria#o, por meio #a viol2ncia.

3 o #ia #a interven"'o n'o se fez esperar. >oi escolhi#o um com4cio, na sala #e festas #o ;otbr]uhaus, #e Muni%ue, na %ual eu mesmo #evia falar, para se #eci#ir, #efinitivamente, a %uest'o. (o #ia G #e novembro #e CEFC, recebi, entre P e M horas #a noite, as primeiras not4cias positivas sobre o pr-6imo ata%ue ao com4cio e soube %ue se tinha a inten"'o #e man#ar para o local gran#es grupos #e operários recruta#os para esse fim, especialmente em alguns meios rubros. & um feliz acaso #evemos o n'o termos recebi#o antes #isso esse aviso. (esse #ia mesmo, t4nhamos #ei6a#o nosso velho e respeitável escrit-rio #a <ternecOergasse, em Muni%ue, mu#an#o!nos para um novo, isto /, t4nhamos sa4#o #o velho, mas n'o po#4amos ain#a entrar no novo, pois esse estava em obras. 5omo o telefone #a antiga se#e tinha si#o retira#o e ain#a n'o estava coloca#o na segun#a, foram in*teis os esfor"os #e numerosas comunica":es telefônicas, avisan#o!nos sobre o ata%ue planeja#o. & conse%U2ncia #isso tu#o foi ficar o servi"o #e #efesa #o com4cio re#uzi#o a algumas patrulhas muito fracas. &chava!se presente s- uma companhia numericamente fraca, #e, mais ou menos, %uarenta e seis pessoas. ? servi"o #e patrulhamento ain#a n'o estava bastante organiza#o para %ue se pu#esse man#ar vir, H noite, #entro #e uma hora, um refor"o suficiente. &crescia ain#a %ue boatos alarmantes #esse g2nero, já nos tinham chega#o aos ouvi#os in*meras vezes, sem %ue na#a #e e6traor#inário tivesse aconteci#o. ? velho #ita#o, segun#o o %ual, revolu":es pre#itas, geralmente n'o arrebentam, at/ ent'o tinha si#o confirma#o pelos fatos. 3is por %ue n'o se tomaram to#as as precau":es necessárias para enfrentar um poss4vel ata%ue, pela maneira mais violenta. 5onsi#erávamos a sala #e festas #o ;ofbr]uhaus, #e Muni%ue, como totalmente impr-pria para ser ataca#a. .4nhamos recea#o isso muito mais nas gran#es salas, sobretu#o no circo. & esse respeito, esse #ia nos trou6e uma preciosa li"'o. Mais tar#e estu#amos to#as essas %uest:es, posso #izer, com m/to#o cient4fico, chegan#o a resulta#os t'o surpreen#entes %uanto interessantes e %ue se tornaram, nos tempos %ue se seguiram, #e uma importTncia fun#amental para a #ire"'o organiza#ora e a tática #e nossos pelot:es #e assalto. )uan#o, Hs L menos um %uarto, penetrei na entra#a #o ;ofbr]uhaus, n'o po#ia, com efeito, subsistir a menor #*vi#a sobre tal inten"'o. & sala estava repleta e, por isso, inter#ita pela pol4cia. ?s a#versários, %ue tinham chega#o muito ce#o, achavam!se na sala e a maior parte #os nossos a#eptos encontravam!se fora #o recinto. & pe%uena 0tropa #e assalto0 me esperava na entra#a. Man#ei fechar as portas #a gran#e sala, #ei or#ens para %ue entrassem os %uarenta e tantos homens. 36pus aos rapazes %ue havia chega#o a hora #e provarem, pela primeira vez, a sua fi#eli#a#e in%uebrantável ao movimento. (enhum #e n-s tinha o #ireito #e #ei6ar a sala sen'o #epois #e morto. 3u ficaria, pessoalmente, na sala e n'o supunha %ue um s- #eles ousasse me aban#onar. <e, por/m, chegasse a avistar algum %ue se mostrasse, pessoalmente, covar#e, arrancar!lhe!ia o bra"al e a ins4gnia. =epois #isso, incitei!os a irem para frente, logo %ue notassem %ual%uer tentativa #e assalto, sem es%uecerem %ue o melhor meio #e #efesa / o ata%ue. & resposta foi um 0viva0, repeti#o tr2s vezes, e %ue, nessa ocasi'o, soou mais alto #o %ue #e costume. =epois #isso, entrei na sala, po#en#o, ent'o, com os meus pr-prios olhos, colher uma vista panorTmica #a situa"'o. ?s inimigos ali estavam, em massas compactas, procuran#o furar!me com os olhares. ,n*meras caras se voltavam para mim, mal conten#o seu -#io, en%uanto outras, com caretas sarcásticas, faziam e6clama":es insofismáveis. 0;oje eles acabariam conosco0, 0n-s #ev4amos #efen#er nossas tripas0, 0nossas bocas seriam #efinitivamente arrolha#as0, enfim uma s/rie #e belas locu":es #esse jaez. 3stavam

conscientes #e sua superiori#a#e e manifestavam!se #e acor#o com a atmosfera #o momento. &pesar #e tu#o, a sess'o pô#e ser abei!ta e tomei a palavra. (a sala #e festas #o ;ofbr]uhaus eu tomava lugar sempre em um #os la#os, em uma mesa #e cerveja. &ssim ficava, realmente, no meio #o p*blico. .alvez essa circunstTncia contribu4sse para criar, nessa sala, um ambiente como nunca encontrei em nenhum outro lugar. (a minha frente, sobretu#o mais para a es%uer#a, s- havia a#versários, senta#os e #e p/. 3ram to#os homens e rapazes robustos, em gran#e parte trabalha#ores #a fábrica Maffei, #e Kusterman, ,sasriz]her, etc. &o longo #a pare#e es%uer#a #a sala, já tinham empurra#o as mesas at/ bem perto #a minha e come"avam a recolher os %uartilhos. 3ncomen#avam sempre mais cerveja, colocan#o os recipientes vazios #ebai6o #a mesa. &ssim se formavam ver#a#eiras baterias. .eria si#o um milagre se as coisas, #essa vez, acabassem em pai. =epois #e hora e meia, mais ou menos, ! per4o#o #urante o %ual consegui falar, apesar #e to#os os apartes ! parecia %ue eu chegaria a #ominar a situa"'o. ? mesmo receio parecia terem os chefes #o pelot'o #e ata%ue. <ua in%uieta"'o aumentava. =e vez em %uan#o saiam e entravam novamente, falan#o, visivelmente nervosos, com o seu pessoal. @m pe%ueno erro psicol-gico %ue cometi, respon#en#o H um aparte e #e cuja inoportuni#a#e tive ime#iatamente consci2ncia, mal acabava #e proferir a palavra, foi o sinal para o come"o #o conflito. =epois #e alguns apartes enfureci#os, um homem saltou em cima #e uma ca#eira, berran#o para o p*blico7 0Liber#a#eV0 ?s 0pioneiros0 #a liber#a#e s- esperavam esse sinal para entrar na luta. 3m poucos segun#os a sala inteira se achava repleta #e uma multi#'o %ue berrava e gritava e, por cima #a %ual, como obuses, voavam in*meros copos ouviam!se o rachar #e pernas #e ca#eiras, o %uebrar #e %uartilhos, gritos e berros #e to#a esp/cie. 3ra um espetáculo simplesmente ri#4culo. >i%uei para#o no meu lugar, po#en#o observar com %ue consci2ncia meus rapazes cumpriam o seu #ever, 3u #esejava ver como se portariam os burgueses em uma tal situa"'o. & 0#an"a0 ain#a n'o tinha come"a#o e já minha patrulha #e assalto ! nome %ue se guar#ou #es#e esse #ia ! iniciava seu ata%ue. 5omo lobos, precipitavam!se, em matilhas #e oito ou #ez, sobre os seus a#versários, conseguin#o, aos poucos, porem!nos fora #a sala. &o cabo #e cinco minutos, %uase to#os eles estavam sujos #e sangue. )uantos eu conheci somente a partir #a%uele momentoV & frente #e to#os estavam o bravo Maurice. meu atual secretário particular, ;esse e muitos outros %ue, apesar #e gravemente feri#os, voltavam sempre ao ata%ue, en%uanto se po#iam manter #e p/. ? barulho infernal #urou vinte minutos, no fim #os %uais, os a#versários, %ue po#iam ser setecentos ou oitocentos, já tinham si#o e6pulsos #a sala e joga#os #e esca#a abai6o, pelos meus homens, %ue n'o eram mais #e cin%Uenta. <- no la#o es%uer#o #o fun#o #a sala ain#a permanecia um gran#e grupo, %ue opunha a mais encarni"a#a resist2ncia. <ubitamente, #a entra#a #a sala, #eram #ois tiros #e pistola sobre o estra#o. segui#os #e um tiroteio #esenfrea#o. 36ultávamos #iante #e uma tal ressurrei"'o #e antiga cena guerreira. ('o havia mais meio #e #istinguir %uem atirava. <- uma coisa se po#ia verificar, / %ue a f*ria #os meus rapazes, cobertos #e sangue, tinha aumenta#o e %ue, afinal, os *ltimos #esor#eiros, venci#os, eram joga#os fora #a sala. .inham #ecorri#o, mais ou menos, vinte e cinco minutos. ? aspecto #a sala era como se uma grana#a a4 tivesse estoura#o.

Muitos #os meus a#eptos estavam sen#o submeti#os a curativos, outros tinham %ue ser transporta#os, mas n-s t4nhamos fica#o senhores #a situa"'o. ;ermann 3sser, %ue, nessa noite, havia assumi#o a chefia #a sess'o, #eclarou7 & sess'o continua. .em a palavra o ora#or. 3 eu recomecei a falar. =epois %ue, n-s mesmos, já t4nhamos encerra#o a sess'o, entrou #e repente um agita#o tenente #e pol4cia gritan#o, com movimentos #escontrola#os7 0& reuni'o está suspensaV0 ,nvoluntariamente, tive %ue rir #esse retar#atário. (os policiais, essa mania #e importTncia / t4pica. )uanto menores eles s'o, mais %uerem aparentar autori#a#e. (essa noite, t4nhamos realmente apren#i#o muito e nossos a#versários, tamb/m, n'o es%ueceram a li"'o recebi#a. &t/ o outono #e CEFI, o 0MUnchener $ost0 n'o nos ame#rontou mais com as amea"as #e viol2ncia por parte #o proletaria#o. 2AP9TULO %III O 7ORTE = MAIS 7ORTE SO:IN>O (o cap4tulo prece#ente, tive ocasi'o #e mencionar a e6ist2ncia #e uma associa"'o trabalhista forma#a por ligas racistas alem's e #esejo, a%ui, eluci#ar, em poucas palavras, o problema #essas organiza":es. 9eralmente enten#e!se por associa"'o trabalhista um agrupamento #e ligas %ue, para facilitarem o seu trabalho, assumem compromissos rec4procos, escolhem uma #ire"'o comum, #e compet2ncia mais ou menos reconheci#a, para realizarem uma a"'o #e conjunto. <- por esse fato, já se v2 %ue se trata #e associa":es ou parti#os, cujas finali#a#es s'o mais ou menos i#2nticas. $ara o tipo normal #o ci#a#'o / agra#ável e cômo#o saber %ue, pelo fato #e tais ligas se unirem forman#o uma associa"'o, elas #estacam os tra"os %ue as po#em unir, pon#o #e la#o o %ue as po#e separar. 5om isso surge a convic"'o #e %ue a for"a #e uma tal agremia"'o aumentou e6traor#inariamente e %ue os pe%uenos grupos se transformaram subitamente em uma ver#a#eira pot2ncia. ,sso, por/m, / %uase sempre falso. + interessante e, na minha opini'o, #e gran#e importTncia para a compreens'o #o problema, conseguir ver claramente como / poss4vel a forma"'o #e ligas, associa":es, etc., to#as visan#o H mesma finali#a#e. <eria l-gico %ue ca#a liga visasse apenas a um fim. ,ncontestavelmente, esse objetivo s- tinha si#o visa#o por uma liga. 3m #etermina#a liga, um in#iv4#uo proclama uma ver#a#e, convi#a outros a resolverem uma %uest'o, prop:e uma finali#a#e e organiza um movimento %ue ten#e H realiza"'o #e seu objetivo. >un#a!se assim uma associa"'o ou um parti#o %ue, segun#o seu programa, #eve conseguir ou a supress'o #os males e6istentes ou o estabelecimento #e con#i":es especiais para o futuro. Logo %ue surge um tal movimento, possui ele praticamente um certo #ireito #e priori#a#e. (a#a mais natural %ue to#os os homens, visan#o ao mesmo objetivo, se filiassem ao novo movimento, fortalecen#o!o, para melhor servirem H causa comum. 5a#a in#iv4#uo %ue pensa por si #everia ver em uma tal filia"'o a con#i"'o in#ispensável para o 26ito #a causa coletiva

$ara atingir!se esse objetivo s- um movimento organiza#o po#e ser eficiente. ;á #uas causas para %ue isso n'o se verifi%ue. & uma #elas eu #aria o %ualificativo #e 0trágica0, a segun#a resi#e na pr-pria fra%ueza humana. 3m ver#a#e, s- vejo em ambas essas causas fatos %ue se prestam a refor"ar a vonta#e e a energia humana e, por uma e#uca"'o aprimora#a #a ativi#a#e #os homens, tornar poss4vel a solu"'o #esse problema. 3is a raz'o pela %ual nunca uma liga por si s- po#e #ar a solu"'o #e um #etermina#o problema. .o#a realiza"'o importante será geralmente a satisfa"'o #e um #esejo alimenta#o, #e há muito, secretamente, por milh:es #e entes humanos. $o#e acontecer %ue, #urante s/culos e s/culos, se anseie pela solu"'o #e um #etermina#o problema, sem %ue, #evi#o H press'o #e con#i":es #if4ceis, se chegue jamais H realiza"'o #esses anelos. =eve!se #ar o %ualificativo #e impotentes aos povos %ue, em uma tal emerg2ncia, n'o encontram uma solu"'o her-ica. & for"a vital #e um povo, o seu #ireito H vi#a, se manifestam #o mo#o mais impressionante, no momento em %ue esse povo recebe a gra"a #e um homem %ue o #estino reservou para a realiza"'o #e suas aspira":es, isto /, para a liberta"'o #e um gran#e cativeiro, para a supress'o #e amargas #ificul#a#es. + um fenômeno t4pico #e to#os os problemas #o momento %ue milhares t