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Arquivo - TCC - Monografia - Andre Eduardo Borges - 27 06 2010 pos Agrimensura e Geoprocessamento - versao final

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FACULDADE UNIÃO DAS AMÉRICAS Curso de Pós-Graduação em Agrimensura e Geoprocessamento

Análise histórica da expansão agrícola dos municípios de San Alberto, Minga Porã e Itakyry (Alto Paraná - Paraguai) através de técnicas de geoprocessamento, visando a adequação ambiental da área

André Eduardo Borges

FOZ DO IGUAÇU 2010

ANDRE EDUARDO BORGES

Análise histórica da expansão agrícola dos municípios de San Alberto, Minga Porã e Itakyry (Alto Paraná - Paraguai) através de técnicas de geoprocessamento, visando a adequação ambiental da área

Monografia apresentada como requisito parcial à obtenção do grau de especialista em Agrimensura e Geoprocessamento, Curso de Especialização em Agrimensura e Geoprocessamento, da Faculdade União das Américas

Orientador: Prof. Dr. Osvaldo Coelho Neto

FOZ DO IGUAÇU 2010

TERMO DE APROVAÇÃO

ANDRE EDUARDO BORGES

Análise histórica da expansão agrícola dos municípios de San Alberto, Minga Porã e Itakyry (Alto Paraná - Paraguai) através de técnicas de geoprocessamento, visando a adequação ambiental da área

Monografia apresentada como Trabalho Final de Pós-Graduação aprovado como requisito parcial para obtenção do grau de Especialista em Agrimensura e Geoprocessamento, Habilitação de ..............................., da Faculdade União das Américas com Orgulho, pela seguinte banca examinadora:

___________________________________________ Dr. Osvaldo Coelho Neto – professor orientador

___________________________________________ – professor relator

___________________________________________ – professora convidada

A Deus Dedico .

pela ajuda em todas as duvidas apresentadas. Dr. Ao meu amigo Felype Machado de Souza. pela compreensão por minhas ausências. As minhas filhas. e colaboração em todas as solicitações que lhe encaminhei. pelo apoio. Vanessa e Luciana. Aos meus pais. atendendo prontamente. e por serem o maior estímulo em minha vida. Isabella. pela paciência e pela preciosa consultoria nos aspectos técnicos.AGRADECIMENTOS A Valéria pela imensa atenção e dedicação. Osvaldo Coelho. e o encorajamento nos momentos difíceis. graças a forma que me ensinaram. que mesmo à distância sempre estiveram presentes. Rigoberto Lazaro Pietro Cainzos. relativas ao geoprocessamento. . Especial agradecimento ao prof. pela dedicada coordenação. paciência nas leituras dos textos preliminares e disposição em ajudar sempre. Leila Limberger. E por se a esposa que é. Ao orientador Dr.

Willian J. Bryan . é questão de decisão.O destino não é questão de sorte. é algo que se consegue. não é algo que se espera.

................................................xii RESUMO.................xi LISTA DE ANEXOS......24 2..................3 Sensoriamento Remoto........................................................................xiv RESUMEN...........................................................................................................................................................1 Registro de imagens............................................................................................................................16 1.....................................1 Sensor TM Landsat...........................................4.....................2 Milho......................7..23 2....................................................................7.........................................................2 Eliminação de ruído......................................1 Soja...............................................................................................................................32 2.............................................................................21 2......................................2 Sistema de Informação Geográfica..................................................................................1 Geoprocessamento............................24 2.xv INTRODUÇÃO.......................7........................27 2.............................................................SUMÁRIO LISTA DE FOTOGRAFIAS.....................................................................................3 Realce de imagens......................7......................................................................33 .....18 2.............4........4 Processamento digital de imagens..................................................................................................................30 2.......1 Objetivo Geral.....................2 Objetivos específicos ..................................................................................................6 A utilização do sistema GPS......................................................4.......................................3.........................................................................................25 2..........32 2..................17 1.....................25 2..................................................5 Transformação IHS.....................................ix LISTA DE TABELAS.........................22 2.........xiii ABSTRACT.............4 Mandioca...............................................................7 Atividades agrícolas relevantes da região............................................................. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.....................5......................................ix LISTA DE FIGURAS.4..................20 2............................................................29 2.................................................................................3 Trigo......1 Respostas espectrais dos alvos.......................................................................................................................4....18 2.......... OBJETIVOS..........................17 2........................17 1....18 2.................................................26 2.....31 2.....................................................4 Segmentação...............................................................23 2.......................................................................................................4..........5 Análise de imagens................6 Classificação de imagens............................................

............................70 4.......................................................................................................................................................................................36 2................................................................82 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..............63 3................85 ANEXOS.....................................................................................................................................................................................................................46 3.2 O Paraguai e a região do Alto Paraná...........................5.................................................... METODOLOGIA.............................................................................2 Realce e correção de ruído.............................................................................................33 2..........................................2........................................5.........................................................9 Solo................57 3.....................................74 4....................11.........................3 Resumo comparativo da legislação sobre proteção de recursos naturais brasileira e paraguaia..........................45 3.............................75 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS..............................................39 2..........................................................38 2......78 6 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES...................3 Segmentação e classificação.........................................................3 Softwares utilizados...........................1 Uso do solo na região oriental.....................................11........................2 Materiais........................5.........3 Expansão agrícola da região...................8 Clima............1 Georreferenciamento das imagens..................66 4 RESULTADOS E DISCUSSÕES.............................................................................................................................10 Vegetação..........................................................47 3..........70 4...........5................................................41 3..............90 ............................................................................................................................1 Caracterização e localização da área de estudo.............................44 3...................................................44 3..........80 GLOSSÁRIO........................................................5 Trabalho de escritório......11 O Paraguai....................4 Trabalho de campo...........................2 Áreas de mata ciliar.60 3......................................4 Produção de imagens e mapas digitais..........35 2.................62 3.........1 Comparativo das áreas de vegetação entre 1985 e 2009................34 2.........................................11..............................................

...............49 Foto 4 ...Área de trigo em fase vegetativa (foto do autor – 24/07/2009)...................15/02/2008)..............54 Foto 14 ...............................40 Figura 3 .................. cobrindo totalmente a superfície do solo (foto do autor)...........................52 Foto 9 .....54 Foto 13 ..............................................................Soja na fase reprodutiva (florescimento)..............................Área de pastagem com mata ao fundo (foto do autor: 30/03/2010).22/01/2008)............................Área de milho safrinha.......................................Coleta de ponto a campo com equipamento GPS de navegação.53 Foto 12 ..........Superficie semeadas com os principais cultivos identificados pelo Ministerio de Agricultura y Ganadería...... MAG.......................11/04/2008)...................Soja em ponto de colheita (foto do autor: 30/03/2010)........................... recobrindo todo o solo (foto do autor .......LISTA DE FOTOGRAFIAS Foto 1 ...Divisão política do município de San Alberto..........Área de soja em fase inicial do desenvolvimento (foto do autor – 12/11/2007).................53 Foto 11 ............... composição colorida falsa cor (RGB 453)....51 Foto 8 ..............59 ix ......................................................52 Foto 10 .........................................39 Figura 2 ........ composição colorida (RGB543)..........................................Soja em fase reprodutiva (foto do autor .......49 Foto 5 .44 Figura 4 .... ainda não recobre toda superfície do solo (foto do autor)...............Área de milho de verão (foto do autor – 04/12/2007)..............Área de soja em ponto de colheita (foto do autor .............15/09/2009).Coleta de ponto com GPS de navegação em área de milho...48 Foto 3 ...Imagem da divisão política do município de San Alberto.......................Milho safrinha......................................................................Resultados das maiores produções em quantidade e valores no Paraguai em 2007..58 Figura 5 ...........................................50 Foto 7 .........................Localização da região de atuação...........................11/12/2007)..............................................50 Foto 6 ...............................Área de trigo espigado (foto do autor ....................................................55 Foto 15 .................Limite entre área de cultivo e área de mata (foto do autor .........56 LISTA DE FIGURAS Figura 1 ............................................Pastagem típica da região do Itakyry (foto do autor: 30/03/2010)..................48 Foto 2 .............

.................................................60 Figura 7 .................................... cursos hídricos (azul) e ação antrópica (vermelho) .........................Registro de imagem pelo Spring 4........................ dos municípios de San Alberto........Pontos ao redor de cursos hídricos onde não há vegetação..........Georreferenciamento via gvSIG.....................................72 Figura 16 – Classes: cobertura vegetal (verde).66 Figura 12 ............................61 Figura 8 ..................1985...................Mapa de distancias de 100 metros em torno dos cursos d'água.........................3.......... ....61 Figura 9...... Composição colorida RGB543.................................................Ruido na imagem da banda 4 de 17 de março de 2009 do Landsat 5TM.................................................................72 Figura 15 .............75 Figura 19 – Evolução do desmatamento e recuperação de vegetação nativa ocorrida na região noroeste do município de San Alberto (composição colorida RGB543) entre os anos de 1985 (a) e 2009 (b)..............Georreferenciamento pelo Quantum GIS..... Composição colorida RGB543......................................................................Mapa de uso do solo 2009..............................................................Classes: cobertura vegetal (verde)...Mapa da região de estudo do ano de 1985...................................64 Figura 11.........63 Figura 10 ..............................................77 x .................68 Figura 14 – Classes: cobertura vegetal (verde).............................. cursos hídricos (azul) e ação antrópica (vermelho) ..................................... cursos hídricos (azul) e ação antrópica (vermelho) ..................................Mapa da região de estudo do ano de 2009...............................................................Figura 6 ..........................73 Figura 17 ........................ Itakyry e Minga Porã.Recorte de imagem segmentada com similaridade 8 e área de 55 pixels......67 Figura 13 ........................74 Figura 18 .....................................2009......3..............................................1999............................

.........71 Tabela 7 .......................................76 xi .............................Quantidades em ha e porcentagem das áreas de mata e que sofreram ação antrópica no município de San Alberto entre 1985 e 2009............Evolução da área agrícola do município de Minga Porã de 1985 ao ano de 2009..........Quantidades em ha e porcentagem das áreas de mata e que sofreram ação antrópica no município de Itakyry entre 1985 e 2009..........................45 Tabela 4 .......................................................71 Tabela 6 ............................................Evolução da área agrícola do município de Itakyry de 1985 ao ano de 2009.................71 Tabela 5 .....Classificação da produção das 5 principais atividades do Paraguai..............76 Tabela 8 ..Principais aplicações e características das bandas do sensor TM..........38 Tabela 3.......Evolução da área agrícola do município de San Alberto de 1985 ao ano de 2009.................................................................................................................................................76 Tabela 9 ..................................LISTA DE TABELAS Tabela 1 ......Quantidades em ha e porcentagem das áreas de mata e que sofreram ação antrópica no município de Minga Porã entre 1985 e 2009....................Imagens com menor presença de nuvens obtidas no INPE.......................22 Tabela 2 ...................

..92 xii .......................Lei N 2524/2004..............LISTA DE ANEXOS Anexo A ....................................................................................90 Anexo B ......Lei N 536/95..........................................................

porém. torna-se imprescindível a utilização do geoprocessamento. e para isto foram utilizadas imagens Landsat 5TM do período com menor cobertura de nuvens.RESUMO A evolução de áreas agrícolas pode ser determinada de diversas formas. De maneira geral. de forma que os mesmos respondem hoje por quase 33% de toda a área agrícola do Alto Paraná. A maior parte do trabalho foi realizada com o aplicativo Spring. e de preferência adotando um SIG livre ou gratuito. Visando preencher parte desta lacuna. xiii . adotando para o estudo softwares e imagens satelitais de distribuição gratuita e um software de baixo custo. com o qual foi possível realizar o georreferenciamento e as demais etapas necessárias ao geoprocessamento. Verificou-se no presente trabalho que a área agrícola destes municípios aumentou quase três vezes e meia no período. com uma superfície cultivada de 246. estudou-se a evolução da área agrícola dos municípios do Itakyry. O principal objetivo foi quantificar as áreas agrícolas dos municípios estudados no período compreendido entre os anos de 1985 e 2009. de San Alberto e de Minga Porã.43 hectares.863. a metodologia apresentada neste trabalho foi útil para avaliar a evolução da área agrícola dos municípios abrangidos e pode auxiliar no estudo detalhado de outras regiões. para uma avaliação rápida a um custo mais baixo. No Paraguai não existem estudos detalhados da evolução de áreas agrícolas.

In Paraguay there are no detailed studies of the evolution of agricultural areas. preferably adopting a GIS open source or free. we studied the evolution of the agricultural area of the municipalities of Itakyry. adopting for the study satellite images and software distribution free and a low-cost software. so that they now account for almost 33% of all agricultural areas of Alto Paraná area. and it can help in the detailed study of other regions. the methodology presented in this paper was useful to evaluate the development of the agricultural area of the municipalities concerned.863. In general. In order to fill part of this gap. xiv .ABSTRACT The evolution of agricultural areas may be determined in several ways. with a cultivated area of 246. and so were used for this Landsat 5TM images of the period with less cloud cover. Most of the work was carried out with the Spring application.43 hectares. The main objective was to quantify the agricultural areas of the cities studied in the period between 1985 and 2009. with which it was possible to perform the geocoding and other steps in the geoprocesing. San Alberto and Minga Pora. it becomes essential the use of GIS. but for a quick assessment at a lower cost. It was found in this work that the agricultural area of these cities has increased almost three and a half times the period.

La mayoría del trabajo se llevó a cabo con la aplicación Spring.RESUMEN La evolución de las zonas agrícolas se puede determinar de varias maneras. En general. pero para una evaluación rápida a un costo menor. con el que fue posible realizar la georeferenciación y otras medidas en el geoprocessamiento. la metodología presentada en este trabajo fue útil para evaluar el desarrollo de la superficie agrícola de los municipios afectados. se convierte en fundamental el uso de los SIG. El principal objetivo fue cuantificar las áreas agrícolas de las ciudades estudiadas en el periodo entre 1985 y 2009.863. adoptando para el estudio software y imágenes de satélite de distribución gratis y un software de bajo costo. En Paraguay no existen estudios detallados sobre la evolución de las zonas agrícolas. por lo que ahora representan casi el 33% de todas las zonas agrícolas de la zona de Alto Paraná. y puede ayudar en el estudio detallado de otras regiones. San Alberto y Minga Porã. preferentemente la adopción de un SIG libre o gratis . se estudió la evolución de la superficie agrícola de los municipios de Itakyry. Con el fin de cubrir parte de estas necesidades. con una superficie cultivada de 246.43 hectáreas . y fueron utilizadas para esto imagenes Landsat 5TM del periodo con menos nebulosidad. xv . Se encontró en este trabajo que la superficie agrícola de estas ciudades ha aumentado casi tres veces y media en el período.

Itakyry e Minga Porã. a proliferação de pragas e doenças. prover a região dos municípios de San Alberto. 2004) – Anexo A) na parte oriental do país. erosão dos solos. degradadas pela ação antrópica. nos dias atuais. sem planejamento. que deverão ser avaliados pelos proprietários de áreas que sejam de “prioridad forestal” (Ley 536/95 (PARAGUAY. com isto. Essa produção requer expansão de áreas agrícolas. O governo paraguaio implantou uma legislação em 2004 que impõe a “Deforestación Cero” (Desmatamento Zero . Com base nisto busca-se. causando diversas conseqüências indesejáveis. No Paraguai tal panorama não é diferente. na seqüência. moderna. o governo paraguaio já havia promulgado uma lei de favorecimento ao florestamento e reflorestamento no ano de 1995. com interessantes incentivos fiscais. entre outras. e certamente. de forma desordenada. Grandes áreas da cobertura vegetal original foram derrubadas. tendo sua validade estendida até 2013. onde se observa essa expansão agrícola buscando novas fronteiras. serem utilizados para avaliar o impacto econômico e social. repleta de recursos tecnológicos que evoluíram devido à necessidade constante de produzir mais e mais alimentos. de ferramentas para a avaliação da evolução da área agrícola e do percentual de área que deverá ser recuperada. Por outro lado. e consequentemente traçar planos estratégicos para a recuperação destas áreas desflorestadas. exigirá a reposição das áreas que deveriam ter cobertura de mata. esta válida por dois anos. Ley 2524/04 (PARAGUAY. dentre outras. tais como: a destruição da biodiversidade existente. e isso ocorre. Hoje existe uma necessidade premente de recuperação dessas áreas de mata ciliar.INTRODUÇÃO A agricultura é. 1995) – Anexo B). encostas. 16 . assoreamento do leito dos rios com a retirada da proteção proporcionada pelas matas (barreiras naturais). em muitos lugares do mundo.Ley de Deforestación 0 en la Region Oriental del Paraguay. porém em 2006. com o presente trabalho. terminada sua vigencia teve a mesma prorrogada pela Lei 3139/2006 e novamente alterada pela Ley 3663/2008. podendo.

pastagem e área agrícola.1 Objetivo Geral O objetivo geral do trabalho é avaliar a evolução temporal da área agrícola da região do estudo. e preferencialmente livres) de sensoriamento e georreferenciamento.Identificar metodologias baratas (gratuitas. determinando os percentuais de vegetação.Identificar áreas onde a ação preservacionista é prioritária (margens de cursos d´água e nascentes).2 Objetivos específicos Os objetivos específicos são: . .1.Quantificar o avanço da área agrícola nos últimos 24 anos. .Estabelecer metodologia barata para o estudo das classes de uso e ocupação do solo da região. 1. . OBJETIVOS 1. 17 . de modo a instrumentalizar a região de estudo com ferramentas para a delimitação e planejamento da recomposição de áreas de interesse florestal.

Conforme Silva e Zaidan (2007). O mesmo é requisitado sempre que há a necessidade de se gerenciar informações espacialmente distribuídas. investigar sistematicamente as propriedades e relações posicionais dos eventos e entidades representados em uma base de dados georreferenciados. uma tecnologia bastante difundida. a disciplina do conhecimento que utiliza técnicas matemáticas e computacionais para o tratamento da informação geográfica é o geoprocessamento (CÂMARA et al. transformando-os em informação destinada ao apoio a decisão. com sua localização geográfica determinada. isto é. No contexto da coleta de informações sobre a distribuição geográfica de recursos minerais. quando eles são observados por um sistema sensor.2.2 Sistema de Informação Geográfica O termo Sistemas de Informação Geográfica (SIG) é aplicado para sistemas que realiza o tratamento computacional de dados geográficos e armazenam a geometria e os atributos dos dados que estão georreferenciados. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2. 2. propriedades e outros recursos da superfície terrestre. ou seja. Para Moreira (2007). o geoprocessamento pode ser entendido como a utilização de técnicas matemáticas e computacionais para tratar dados obtidos de objetos ou fenômenos geograficamente identificados ou extrair informações desses objetos ou fenômenos.. devido a sua aplicação nas mais diversas áreas do conhecimento.1 Geoprocessamento O geoprocessamento é nos dias atuais. localizados na 18 . a questão de analisar a geotopologia do ambiente. 2001).

a abordagem mais adequada para a definição de SIG é a que enfatiza a importância da análise espacial e modelagem que pode ser realizada. cada uma à sua maneira. 19 . Desta forma o SIG pode ser entendido. Conforme Miranda (2005). como ferramentas computacionais para o geoprocessamento. 2004). manipular e visualizar estes dados. dados cadastrais das regiões observadas. que permitem realizar análises complexas. imagens de satélite. Segundo. A partir destes conceitos.. cartas topográficas. é possível indicar duas importantes características de SIG’s.superfície terrestre e representados numa projeção cartográfica. etc. 1996). ao integrar dados de diversas fontes (fotos aéreas. As definições de SIG’s refletem. na qual o SIG é visto mais como uma ciência de informação espacial do que uma tecnologia.) e criar bancos de dados georreferenciados (CÂMARA et al. SIG’s oferecem mecanismos para recuperar. dados de censo e cadastro urbano e rural.. A principal diferença de um SIG para um sistema de informação convencional é sua capacidade de armazenar tanto os atributos descritivos como as geometrias dos diferentes tipos de dados geográficos (QUEIROZ & FERREIRA. através de algoritmos de manipulação e análise (CAMARA et al. (DRUCK et all. Primeiro. Permite ainda a automatização da produção de documentos cartográficos. de informações geográficas provenientes de fontes diversas tais como dados cartográficos. a multiplicidade de usos e visões possíveis desta tecnologia e apontam para uma perspectiva interdisciplinar de sua utilização. 2001). numa única base de dados. 2006). imagens de satélite e modelos numéricos de terreno. tais sistemas possibilitam a integração. imagens vetoriais.

colocados em satélites ou aeronaves. equipamentos para aquisição. O termo sensoriamento refere-se a obtenção dos dados. e remoto. ou seja. é utilizado porque a obtenção é feita à distancia. oferece diversos produtos caracterizados por imagens de diversas resoluções espaciais e espectrais. o moderno sensoriamento remoto afastou-se de sua origem: a fotografia aérea. que significa distante. a identificar e classificar entidades e eventos. É definido como a utilização conjunta de sensores. principalmente. Com o desenvolvimento tecnológico. 2007). Os modernos dados de sensoriamento remoto provêm predominantemente de satélites e são imediatamente registrados digitalmente (BLASCHKE e KUX. Segundo Silva e Zaidan (2007). conforme Silva (2003) que o considera como uma tecnologia que obtém medidas de um objeto sem tocá-lo e. 20 . Ainda pode ter uma conotação mais restrita às plataformas orbitais.2. registrados a distancia por diversos detectores. é destinado. 2008). Conforme Florenzano (2002) é a tecnologia que permite obter imagens e outros tipos de dados. sem o contato físico entre o sensor e a superfície terrestre. com o objetivo de estudar o ambiente terrestre a partir do registro e da análise das interações entre a radiação eletromagnética e os alvos (NOVO. da superfície terrestre através da captação e do registro da energia refletida ou emitida pela superfície. processamento e transmissão de dados.3 Sensoriamento Remoto O Sensoriamento remoto é considerado uma das principais fontes de dados que abastecem os bancos de dados dos sistemas de geoprocessamento.

e recomenda a sua utilização em aplicações que utilizem escalas até 1:100.000. 21 . sendo três da região do visível. Seu período de revolução é de 99 minutos. 2007). sendo os dados arquivados até 1982 o transformaram na feramenta ideal para a utilização em programas de monitoramento. o Landsat 5 se enquadra na classe de satélites multiespectrais de resolução espacial média (entre 10 e 50 m). cujas aplicações mais comuns à análise ambiental são mostradas na tabela 1. retorna ao mesmo ponto de cobertura em 16 dias (revisita). três na região do infravermelho refletido e uma na região termal.5 órbitas por dia e. A largura da faixa imageada é de 185 km (MOREIRA. sd) Conforme Blaschke e Kux (2007).3.1 Sensor TM Landsat O sensor TM opera em sete bandas espectrais. O satélite Lansat 5 percorre uma órbita polar sol-síncrona a uma altitude de 705 km e uma inclinação de 98. Afirmam ainda que. (NASA.2. passando pelo equador normalmente às 9:45 da manhã (± 15 min) da hora local. e realiza desta forma 14.2º.

4 – 12. Permite detectar a umidade da cobertura vegetal.55 – 1. Diferenciação de espécies de plantas em função da presença de pigmentos da clorofila.69 Vermelho 30 3 30 4 0. Permite diferenciar o vigor da vegetação pela maior sensibilidade à reflectância no verde. Permite avaliar a biomassa da cobertura vegetal. de da Faixa espectral (μm) 0. e também mapear corpos d’água devido ao contraste entre a alta reflectância da vegetação no infravermelho e a alta absorção dessa faixa pelas superfícies líquidas. 2.52 Azul Resolução espacial 30 2 0.Principais aplicações e características das bandas do sensor TM BANDAS 1 Aplicação Diferenciação solo/vegetação em virtude da absorção de pigmentos das plantas nessa região do espectro/diferenciação entre espécies decíduas e coníferas.45 – 0. Permite avaliar diferenças temperatura entre alvos superfície.90 Infravermelho próximo 30 5 1.35 Infravermelho médio 30 6 120 7 Útil para a identificação de áreas sujeitas a alterações hidrotermais. 30 Adaptado de NOVO (2008) e MOREIRA (2007).75 Infravermelho médio 10.Tabela 1 .76 – 0.52 – 0. Também permite discriminar solo exposto e vegetação. Através destas imagens podem ser geradas composições coloridas a partir da utilização da combinação de bandas espectrais diferentes.08 – 2.60 Verde 0. pois essa região do espectro é sensível à presença de água no tecido foliar.63 – 0. e outras 22 .4 Processamento digital de imagens As imagens digitais podem ser processadas visando à extração de informações específicas.5 Infravermelho termal 2.

2007).4. O ruido é normalmente causado por falha na transmissão dos dados do satélite. os pixels aparecem nas imagens com níveis de cinza diferentes. o processo de superposição de uma mesma cena que aparece em duas ou mais imagens. Desta forma. 2008). 2008. geralmente apartir de cartas topográficas. entre outros. 2. MOREIRA.1 Registro de imagens Entende-se como registro. (NOVO.2 Eliminação de ruído O ruido na imagem digital é a falta de informação da energia refletida pelo alvo no terreno (figura). Realiza-se o registro utilizando um sistema de referencia. 23 .4. 2.combinações de imagens diferentes. de épocas diferentes. de acordo com o objetivo desejado. 2008). Sua correção consiste basicamente em estimar os pixels das faixas onde não existem dados a partir dos vizinhos mais próximos. Uma das metodologias mais comuns. pode-se realizar o registro utilizando-se para isto coordenadas obtidas através de aparelho GPS (MOREIRA. de forma que os pontos correspondentes nas mesmas coincidam espacialmente (ROSA. 2001). sd. Entretanto. 2007). falha nos detetores. NOVO. consiste em substituir o pixel faltante pela média de seus vizinhos (INPE. mais escuros (pretos) ou saturados (brancos) (NOVO.

facilitando a análise posterior do fotointérprete.3 Realce de imagens A técnica de realce de contraste tem por objetivo melhorar a qualidade das imagens sob os critérios subjetivos do olho humano.2. A 24 .4.4. 2. onde algumas dessas áreas são utilizadas como treinamento pelo classificador (MOREIRA. para facilitar a identificação de padrões (INPE. quando utilizamos o classificador supervisionado Maxver). A manipulação de contraste permite a alteração do histograma original. Segundo estas técnicas. Neste processo. que tenta solucionar o problema da subjetividade do treinamento (por exemplo. geração de composições coloridas e filtragem digital. Conforme Rosa (2001). diz respeito à modificação de imagens para torná-las mais apropriadas às capacidades da visão humana.4 Segmentação Trata-se de um procedimento adotado antes da classificação (por regiões). a imagem é dividida em regiões que devem equivaler às áreas associadas à aplicação em questão. Utilizada na fase inicial do processamento digital de imagens. 2006). A manipulação de contraste é um dos processamentos mais simples a que se pode submeter uma imagem. Entende-se por regiões um conjunto de "pixels" próximos. as imagens são modificadas por funções matemáticas. de modo a destacar certas informações espectrais e melhorar a qualidade visual da imagem. realçando os objetos de interesse (NOVO. 2008). que se espalham bidirecionalmente e que apresentam uniformidade. Ainda segundo este autor. 2007). dividindo a imagem em regiões espectralmente semelhantes. de forma que uma nova imagem é gerada. as principais técnicas de realce de imagens são: ampliação de contraste. que por sua vez alteram os níveis de cinza de uma imagem.

4. 2. no sistema de cores RGB. no qual a energia é refletida ou transmitida. 2. com o objetivo de melhorar a resolução espacial. Um alto valor de saturação resulta em uma cor espectralmente pura.6 Classificação de imagens A associação de conjuntos de classes espectrais originadas de tipos específicos de objetos da superfície é realizada através de técnicas matemáticas conhecidas pelo termo “reconhecimento de padrões” ou “classificação de padrões”. ou pela intensidade I. ou de sensores diferentes. ora do mesmo sensor.4. Esses padrões são os “vetores matemáticos de pixels” que contém o conjunto de valores de brilho 25 . 2008). A transformação IHS por si só já realça as informações das bandas tratadas. onde a intensidade ou brilho é a medida de energia total envolvida em todos os comprimentos de onda. a imagem final terá as propriedades de ambos conjuntos de dados (NOVO. consiste basicamente em um processo de crescimento de regiões. verde G e azul B. produzindo tons pastéis (INPE. em uma imagem pode ser representada pelas intensidades das componentes vermelho R. a saturação expressa o intervalo de comprimento de onda em torno do comprimento de onda médio. que é responsável pela sensação de brilho da energia incidente sobre o olho. o matiz ou cor de um objeto é a medida do comprimento de onda médio da luz que se reflete. Após transformar novamente do espaço IHS para RGB.divisão nestas áreas de “pixels” semelhantes. pela cor H e pela saturação no espaço IHS. 2006). porém sua maior utilização se dá na fusão de imagens.5 Transformação IHS A cor de um objeto. 2006). o que determina a cor do objeto e. de detecção de bordas ou de detecção de bacias (INPE. da mesma forma que um baixo valor indica uma mistura de comprimentos de onda.

maior é a quantidade de informação que podemos obter. 2005). Na classificação procura-se rotular cada pixel da imagem segundo a ocupação do solo.). deve-se ter o conhecimento da região. da época de plantio. 2. o qual considera as correlações entre os canais espectrais. A classificação envolve a atribuição de uma “classe espectral” a cada pixel dos dados espectrais disponíveis (NOVO. 26 . Conforme afirma Florenzano (2002).5 Análise de imagens Para a análise de imagens. do estágio de desenvolvimento fenológico das culturas segundo a época observada. mas existe um limite não descartável do conhecimento científico do usuário (MIRANDA. quanto maior é o conhecimento sobre a área de estudo. para uma correta avaliação das respostas espectrais dos alvos. 2007). a partir da interpretação de fotografias ou imagens desta área.das bandas analisadas. (MOREIRA. Pode-se facilmente exemplificar o que foi afirmado quando se necessita analisar uma imagem tomada sobre lavouras de soja. etc. 2008). na qual a classificação é o processo de reconhecimento de classes ou grupos cujos membros exibem características comuns. semelhante ao que se faz na abordagem visual. etc. Para isso utilizam-se softwares apropriados. ecologia. O uso da tecnologia ajuda. Rosa (2001) tem uma definição mais simples. o conhecimento de SIG requer uma complementação profissional do usuário em uma das diversas áreas da ciência (agricultura. Segundo Blaschke e Kux (2007) o procedimento de classificação pelo método da máxima verossimilhança é o mais freqüentemente usado no sensoriamento remoto. denominados algoritmos de classificação. planejamento.

quase simultaneamente. 2007). altura. quando observados nas imagens. textura. 2001).A interpretação ou análise visual de imagens orbitais é muito semelhante a interpretação de fotografias aéreas. 2. As imagens apresentam os elementos básicos de análise e interpretação. sombra. são realizadas diversas atividades. reconhecimento. padrão e localização (FLORENZANO. transmitância e absorbância. Interpretar fotografias ou imagens é identificar objetos nelas representados e dar um significado a esses objetos. forma. Esses elementos são: tonalidade / cor. inclui-se a 27 . a partir dos quais se extraem informações de objetos. análise. que divergem em suas respostas espectrais de acordo com sua interação. (MOREIRA. 2008). a maioria dos casos que envolve o uso do sensoriamento remoto em estudos da vegetação. Porém. classificação e avaliação de precisão.1 Respostas espectrais dos alvos Também deve-se destacar a importância da interação da REM (Radiação EletroMagnética) com os alvos na superfície terrestre. quais sejam: detecção. quer seja refletindo-o em diferentes níveis de intensidade. 2002). tamanho. Consiste em obter as informações dos alvos de acordo com suas respostas espectrais.5. dedução. áreas ou fenômenos. Para se caracterizar o comportamento espectral da vegetação é preciso conhecer como se dá o processo de interação com a REM em termos de três fenômenos físicos: reflectância. A análise visual pode ser definida como o ato de examinar uma imagem com o propósito de identificar objetos e julgar suas propriedades. que seja absorvendo determinado comprimento de onda. (NOVO. Durante este processo. O conhecimento de interação entre a REM e a vegetação é fundamental para a identificação dos temas de estudo (MENESES & MADEIRA NETTO.

3 μm.5 μm. Inclui-se a interferência de vários parâmetros e fatores (MENESES & MADEIRA NETTO. que outros fatores tem sido citados. a reflectância da vegetação se deve ao conteúdo de água das folhas (NOVO. De 0. a análise pura e simples de uma curva espectral de determinado objeto da superfície terrestre não fornece informações suficientes sobre ele. umidade e CTC (capacidade de troca de cátions).7 μm a 1. o comportamento dos solos é função principalmente do percentual de matéria orgânica.reflectância como o fenômeno mais analisado (MENESES & MADEIRA NETTO. 28 . Em 0. 2001).56 μm. as condições de drenagem do solo. 2001). composição mineralógica. devido a forte absorção da radiação pelos pigmentos da folha. a reflectância da vegetação é relativamente baixa. resultando num espectro característico do parâmetro em questão. a temperatura. temos uma alta reflectância da vegetação devido a estrutura celular e. em torno de 4%. O que é medido efetivamente por um sensor efetivamente. há um pequeno aumento de reflectância responsável pela percepção da cor verde das folhas. não pode ser explicado somente pelas características do interior desta cobertura. 2007). um parâmetro pode sobrepujar os outros em termos de reflectância. 2001. granulometria. MOREIRA. Porém. 2008). a quantidade de energia refletida por um solo é função de todos esses fatores. Segundo Rosa (2001). 2001). 2008. ROSA. De um modo geral. Na região do visível. entre outros. oriundo de uma cobertura vegetal. a localização. tem uma reflectância muito pequena. Moreira (2007) acrescenta ainda. como por exemplo: a cor do solo. o que faz com que os sensores disponíveis sejam muitas vezes insensíveis às mudanças de cores da mesma (MENESES & MADEIRA NETTO. a menos que se tenham informações sobre as condições de coleta dos dados (NOVO. e em determinadas condições. deste ponto até 2. A água.

29 . Como nos trabalhos realizados não havia este objetivo. elementos da infra-estrutura urbana. 2. Em trabalhos que se necessite também de dados altimétricos. porém. estes equipamentos não serão adotados. 2002). não se teve problema em sua utilização. a precisão dos equipamentos GPS de navegação é menor que o pixel da imagem do Landsat 5 TM (30 x 30m). o GPS. mesmo porque. limites de propriedades. De acordo com SOUZA (2001) “O GPS é um potente meio para aquisição de dados para Sistemas de Informações Geográficas (SIG’s). como por exemplo. mesmo o de navegação. entre outros”. não se deve utilizar equipamentos GPS destinados à navegação para levantamentos altimétricos. a precisão dos equipamentos GPS de navegação é menor que o pixel da imagem do Landsat 5 TM (30 x 30m). Em trabalhos que se necessite também de dados altimétricos.6 A utilização do sistema GPS Segundo COELHO (2003). edifícios. o cadastramento de ruas. a data da imagem é uma informação extremamente importante. Conforme diversos autores citados por ÂNGULO FILHO (2001). não há problema em sua utilização. dutos. Segundo COELHO (2003). pois a imagem é uma representação de uma parte da superfície da Terra no momento da passagem do satélite (FLORENZANO. estes equipamentos não deverão ser adotados. mesmo porque.Como os ambientes da superfície terrestre sofrem mudanças. sofrendo influência em sua precisão devida à cobertura vegetal e ao tamanho das áreas mapeadas. não se deve utilizar equipamentos GPS destinados à navegação para levantamentos altimétricos. Como nos trabalhos que serão realizados não existe este objetivo. tem várias aplicações na área florestal e agricultura.

pelo seu significativo volume produzido. Entretanto. o GPS. como a ampla dispersão espacial. De acordo com SOUZA (2001) “O GPS é um potente meio para aquisição de dados para Sistemas de Informações Geográficas (SIG’s). devido a fatores ambientais. porém torna-se praticamente impossível realizar uma classificação das áreas ocupadas por esta cultura na área estudada. edifícios. somente foi abordada no presente trabalho por fazer parte da cultura alimentar do país e. porém. a obtenção de informação atualizada sobre este setor da economia é particularmente difícil (LUIZ. na destacada importância da soja nos três municípios estudados. dutos. limites de propriedades. o cadastramento de ruas. elementos da infra-estrutura urbana. sofrendo influência em sua precisão devida à cobertura vegetal e ao tamanho das áreas mapeadas. 2. tem várias aplicações na área florestal e agricultura. tendo como culturas complementares o milho e o trigo principalmente.Conforme diversos autores citados por ÂNGULO FILHO (2001). este fator pode ser observado. econômicos e de tradição agrícola. 30 . apenas algumas espécies são consideradas como as mais importantes (LUIZ.7 Atividades agrícolas relevantes da região A agricultura. devido às pequenas áreas plantadas com a mesma. em cada município ou conjunto de municípios vizinhos. abrange uma grande quantidade de atividades. entre outras. mesmo o de navegação. entre outros”. 2003). que não chegam a ocupar 1(um) hectare e. 2003). envolvendo várias centenas de espécies vegetais cultivadas. como por exemplo. Devido às características inerentes às atividades agropecuárias. Tratou-se um pouco a respeito da mandioca. Na região do referido trabalho. o grande número de produtores e a variabilidade do tamanho das propriedades.

Somente as que ocupam a maior área. na China. 1999). (CAPECO. 2008) No seu início. em busca da obtenção do auto-abastecimento deste cereal.Atualmente. as espécies vegetais que pertencem a esse grupo (plantadas em grandes áreas) também são aquelas que apresentam alto interesse econômico ao longo de sua cadeia produtiva (LUIZ. principalmente ao longo do Rio Amarelo. quando foi plantada no Jardim Botânico de Paris. Sua primeira ocorrência na América foi registrada em 1804. 2003). Sua evolução começou com o aparecimento de plantas oriundas de cruzamentos naturais. entretanto. O cultivo da soja no Paraguai remonta a década de 1960. 2. em talhões cujas dimensões mínimas geralmente superam dez hectares de área (LUIZ e EPIPHANIO.1 Soja A soja (Glycine max (L. os registros indicam que a soja se tornou conhecida a partir de 1739.) Merrill) que hoje é cultivada mundo afora. surgiu como um cultivo de rotação para o trigo.7. (CASTRO & KLUGE. entre duas espécies de soja selvagem. cuja semeadura havia sido fortemente impulsionada pelo governo com generosos planos de financiamento. 2001). apenas algumas culturas agrícolas podem ser efetivamente monitoradas através do sensoriamento remoto. Na Europa. 2003). Pelo mesmo motivo. na Pensilvânia. que até então era quase que totalmente importado. sendo cultivadas mecanicamente e. que foram domesticadas e melhoradas por cientistas da antiga China. é muito diferente dos ancestrais que lhe deram origem: espécies de plantas rasteiras que se desenvolviam na costa leste da Ásia. ainda que o princípio do seu auge se situa nos primeiros anos da década seguinte. (EMBRAPA. 2008) 31 . (CAPECO.

o que levou a uma grande especialização e adaptação da planta. além das três Américas. (CAPECO.856 ha. No Paraguai. 2008) O Paraguai consolidou-se como o 6º maior produtor mundial desta leguminosa. foram semeados 430.7. 32 . 1999).644. figurando como o estado de maior produção do grão dentro do pais.Porém o impulso mais forte foi dado pela abertura do caminho até o Leste (hacia el Este) e a construção da Ponte da Amizade. Caaguazú e Canindeyu.303 ha e uma produção de 2. cultivando uma área de 2. há cerca de 10.722 toneladas do grão na safra 2007/2008.900.700 a.2 Milho O milho é encontrado nos mais diversos ambientes. Neste cenário.318 toneladas de soja.000 anos. até abaixo do nível do mar. e produzindo 6. conforme dados da FAO (2009). é cultivado praticamente em todas as outras regiões do mundo. com uma área plantada de 754.036. Desde os primórdios da agricultura no sudoeste da Ásia. e na safra seguinte. na antiga Mesopotâmia (atual Iraque). nos Andes peruanos. destaca-se o estado do Alto Paraná. obteve um resultado de 1.7. desde a latitude 40º S até 58º N e altitudes que variam entre os 3. conforme dados do MAG (2009) na safra de milho de 2007. Atualmente.805. 2. ao redor de 6. colhendo-se 1. ficando responsável pela produção de 30% de toda soja do país. (CASTRO & KLUGE.3 Trigo Aceita-se que o trigo foi cultivado pela primeira vez entre os rios Tigre e Eufrates.C.000 ha de milho.250. o que permitiu a expansão da fronteira agrícola nos Estados do Alto Paraná. uma região montanhosa.000 toneladas.000 toneladas. 2. em regiões do mar Cáspio. conforme dados da CAPECO (2008) e FAO (2009).000 m.

com soja. as terras aráveis são frequentemente cultivadas duas vezes por ano em condição de sequeiro.000 toneladas colhidas.4 Mandioca A mandioca (Manihot esculenta Crantz).000 ha de trigo.700 mm a sudeste (SÁNCHEZ. 2. algodão (o que não ocorre atualmente) ou milho. ela pode ser encontrada entre as latitudes de 30 Norte e Sul. (CASTRO & KLUGE. foram semeadas 320. 1973). 33 . Provavelmente a mandioca tenha surgido na região amazônica. A chuva média anual aumenta desde os 400 mm a noroeste até os 1. com cereais de zona temperada.8 Clima Há um pronunciado gradiente de chuvas no Paraguai. seguido por um cultivo de inverno. tendo como centro de origem o “Brasil Oriental Tropical”. as histórias do trigo e da civilização humana estão interligadas. Conforme Sánchez (1973). no leste do Paraguai. 2. onde existe grande variação térmica e pouca precipitação. (CASTRO & KLUGE. Embora a maior concentração do cultivo de mandioca esteja localizada na faixa geográfica entre os paralelos 15 de latitude Norte e Sul (regiões quentes e úmidas). 1999). segundo concordância entre botânicos e ecologistas mundiais. com um resultado final de 800.7. Conforme dados da FAO (2009) e MAG (2009) na safra referente ao ano de 2007. (CASTRO & KLUGE. 1999).árida. é uma planta de origem americana. 1999).

2007). calcário e minério de ferro. Por isso. 1969. HANRATTY & MEDITZ.0 ºC (Mariscal Estigarribia).100 mm (VERMA. ROSENBERG. sobre rochas antigas e cristalinas (gnaisse. 2. Cfa na classificação de Köppen (EIDT. 1996. Com temperatura média variando de 25ºC a 35ºC no verão e de 10ºC a 20ºC no inverno (SENATUR. O país tem poucos recursos minerais comprovados. a evapotranspiração potencial alcança valores de até 2. Os verões são quentes e muito quentes. a planície relativamente seca do Chaco paraguaio (região ocidental). o Paraguai tem um clima classificado como Subtropical Úmido.4 ºC no canto noroeste da região oriental (Pedro Juan Caballero). no início de uma tempestade). resultando em erosão eólica da terra pronta e nua (HACKER et al. (FAO.. 1988). geologicamente jovem. com solos neutros a alcalinos e a área úmida oriental com solos lateríticos e em sua maioria ácidos.8 ºC (Encarnación) a 44.9 Solo O Paraguai tem duas principias e diferentes regiões fisiográficas. 1982). A energia hidroeléctrica é um recurso considerável. O Paraguai tem solos férteis e florestas exuberantes que sustentam a sua agricultura e as indústrias madeireiras. ocorrem geadas noturnas (até uma temperatura mínima absoluta de -6. A máxima absoluta oscila desde 40.As temperaturas médias anuais variam desde 25. As mudanças de temperatura podem ser repentinas (15 a 20 graus centígrados em poucas horas. No inverno. exceto no extremo noroeste (GATZLE. sd). granito. Em resumo.9 ºC ao norte (Bahía Negra) a 21. mas pesquisas têm localizado depósitos significativos de manganês. 1999). A velocidade do vento supera os 6 m/s em 14 por cento do ano.0 ºC). porque os ventos predominantes vão de norte a sul porque não existem barreiras montanhosas significativas para retê-los. xisto). Nos 34 . 2005).

com textura de franco a franco-arenosa. 2005). samambaias arborescentes e palmeiras. com textura argilosa (VERNETTI. originário de arenito vermelho de formação eólica.últimos anos. e distingue-se por abrigar um grupo de espécies típicas de climas temperados quentes. Os intensivamente cultivados Luvissolos férricos derivados de basalto são o grupo dominante no vale do Alto Paraná. Na região oriental predominam quatro tipos de solo: vermelho-amarelo podzólicogley húmico. originário de derrames basálticos.10 Vegetação A planície ondulada do vale do Alto Paraná esteve coberta uma vez por uma floresta subtropical rica em espécies. muitas das quais se converteram em anos recentes em terras aráveis intensamente cultivadas (particularmente com soja e cereais temperados). de origem basáltica e textura argilosa. que por sua vez. No Alto Paraná. os solos na parte oriental do Paraguai. criou receita para o Paraguai (PARAGUAY. são consideradas de médio-alto potencial para produção de culturas de sequeiro (duas safras por ano). incluindo o 35 . Na parte leste do Paraguai se encontra a vegetação que é comumente chamada de Mata Atlântica de Interior. Trata-se de uma floresta semi-descídua. terra roxa estruturada (latossolo roxo). 2005). na medida em que não há limitações de topografia (declives acentuados) ou alagamento em áreas temporariamente inundadas. e latossolo vermelho. essa floresta não se apresenta muito homogênea em altura e densidade. (FAO. originário de depósitos aluviais. Toda região é uma zona relativamente úmida. e de sedimentos glaciais. projetos hidrelétricos tem aproveitado o poder dos rios para gerar eletricidade. Geralmente. 2. esta região também se caracteriza por um grande número de lianas. Além de espécies importantes para a indústria madeireira. gley-húmico. pseudogley ácido. epífitas. 1974). com textura franco-arenosa fino e franco. FAO (2005).

muitos imigrantes pagaram suas terras apenas com o dinheiro ganho na venda da madeira existente em suas propriedades (MENEZES. 2. O planalto do Paraná.800 km2 de matas (WORLDBANK.79 km 2 (MAG. neste processo. 2009 e FAO. está a região fértil e subtropical Paraneña. (VAZQUES. que é endêmico da Mata Atlântica (GALINDO-LEAL & CÂMARA.11 O Paraguai O processo de ocupação do território e o aproveitamento de seus recursos não se produziram no Paraguai de maneira homogênea nem sustentável nas diferentes áreas ou regiões do país.328. 1987). 2009). se comparado com a região Oriental. 36 . Ainda segundo Vazques (2006). a chamada região Oriental teve sempre maior capacidade de suporte às populações humanas que o Chaco. 184. Segundo os dados mais atuais a respeito da vegetação. e a região oriental uma área de mata nativa de 22. 2005).67 km2 de mata (uma redução de quase 51% da vegetação). nem na atualidade. outras mantiveram o mesmo estoque de recursos e não se viram afetadas pelos assentamentos humanos. devido principalmente ao dispositivo biofísico restritivo deste último. O país possuía até 2005. 2006). todo o Paraguai possuía em 2008 uma área de 91. 2005). 2005). Enquanto algumas áreas viveram profundas transformações. Em cerca de 40 por cento do território paraguaio. Outras ainda foram alternando-se em suas dinâmicas demográficas em relação direta com os sistemas econômicos e comerciais e com as infra-estruturas de transporte disponíveis. recebe mais chuva do que em qualquer outra área do país (PARAGUAY. nem em tempos pré-hispânicos. Por ocasião da colonização. na região Paraneña.palmito juçara (Euterpe edulis).078.

a sua maneira. revelam que o Paraguai alcança níveis satisfatórios na soja e na mandioca. 2003). ocupava cerca de 20% do total da superfície cultivável. (VAZQUES. O cultivo intensivo da soja é o gerador de grande parte da renda da região agro exportadora. porém como atividades complementares. Em princípios de 1960 um inimigo muito conhecido dos cafeicultores. Os rendimentos do algodão tem se deteriorado nos últimos anos. o cultivo do algodão. da mandioca e da produção de ovos. a geada. Outros itens cultivados são o milho e o trigo. que naquele tempo não existia no Paraguai. um território onde a maior parte das infra-estruturas. 2007).A presença de brasileiros na agricultura do Paraguai começou nos primórdios de 1950. Os demais produtos refletem uma escassa modernização e incorporação de tecnologias (FAO. mas a grande quantidade de imigrantes lá chegou na década de 1970 e.232 unidades produtivas de dedicavam ao cultivo de algodão e 67% delas tinham um tamanho que oscilava entre 2 e 20 ha (FORMENTO. Brasil e inclusive a média de produtividade da América do Sul. recepção e comercialização. 138. Em comparação com Argentina. a soja desponta tanto no tempo (verão – inverno) como no espaço. o mesmo ocorre na produção de ovos. chegou pra valer e de uma vez só matou milhares de pés de café. do milho. Em 1981. Os primeiros brasileiros imigraram para o Paraguai na década de 1950. outros produtos tem registrado aumentos de certa consideração. (VAZQUES. 37 . por volta de 1977 se iniciou a expansão dos cultivos de soja no país (MENEZES. 1987). Por volta dos anos 1980. bens e serviços estão sujeitos a este cultivo. 2006). 2006). inicialmente com a cultura do café. É o caso da soja. Os atores econômicos que pilotam as atividades agrícolas desta região são na maioria agricultores e empresários brasileiros. que havia sido incentivado pelo governo. do trigo. O cultivo deste item ordena.

mas perde em valor. Porém.200.597 Produção (1000 T) 6.000 Adaptado de FAO (2009).900.000. integral.810 103.897 hectares de matas e 6. verificou-se que a região oriental era coberta por 2.000 hectares tem aptidão agrícola. da área apta a agricultura.801 hectares de pastagens. Estes fatos confirmamos através da tabela 2. 2009). destacar a soja.800 km2 (WORLDBANK.983. fresco Mandioca Produção (U$ 1000) 1. o milho e o trigo.000 4.907.000.727 92. entre as diversas atividades produtivas desenvolvidas no país.11. 2. como visto anteriormente.Classificação da produção das 5 principais atividades do Paraguai Classificação 1 2 3 4 5 Produto Soja Milho Trigo Leite de vaca. a região oriental do Paraguai possui uma superfície total de 16.000 375. em valor agregado.000 1.23 milhões de pessoas e uma área total de 406.912 hectares eram utilizados na atividade (Figura 1). somente 4. das quais 15.682 219. 38 .481 ha se concentram na região Oriental (FAO. no último censo agrícola realizado em 2008.000 800.1 Uso do solo na região oriental Segundo dados obtidos junto ao “Ministerio de Agricultura y Ganaderia. (MAG)”.211. estando em segundo lugar neste quesito.199.800. podemos. A mandioca se destaca em volume produzido. sendo que destes 7. Tabela 2 .000 de hectares.726 99. Entre as atividades produtivas.O Paraguai possui uma população de 6. 2005).232. Ainda neste censo.

303 hectares e uma produção total de 2. o Alto Paraná. 2003).036.618 toneladas. que se dedicavam a outros cultivos (FORMENTO. 2008 citado por IICA (sd). MAG. e a menor produção relativa a outros estados se deve a povoados de campesinos principalmente brasileiros. obtendo uma produtividade média de 2.Figura 1 . Na campanha de soja referente a safra 2007/2008. o Estado é o que possui a maior área plantada com soja no Paraguai.700 quilos por hectare.11. 39 . 2. 2008 e BCP.9% de toda a produção de soja do país. o Alto Paraná respondeu por 29. na safra 2007/2008. Segundo dados da CAPECO (2008) e do INBIO (2008).2 O Paraguai e a região do Alto Paraná Por volta da década de 1980. o Alto Paraná se encontrava em sétimo lugar em área plantada de algodão. Fonte: MAG. com uma área plantada de 754.Superficie semeadas com os principais cultivos identificados pelo Ministerio de Agricultura y Ganadería. conforme dados da CAPECO (2008) e INBIO (2008).

do milho e do trigo. A questão da mandioca na região do Alto Paraná pode ser facilmente percebida através da Figura 2.De acordo com dados da FAO (2009). sendo principais a soja e o milho no verão e o milho e o trigo na safrinha de inverno. o Alto Paraná possui uma área de 13. pode-se notar a quase inexistência de outros cultivos na região do Alto Paraná. Figura 2 . onde se percebe um alto volume produzido.Resultados das maiores produções em quantidade e valores no Paraguai em 2007. uma precipitação anual variando de 1. 40 . Mesmo a mandioca. e em contrapartida um baixo valor relacionado ao volume gerado. diferentemente das culturas da soja. não é significativa na região do Alto Paraná.474 mm (acima da média nacional) e uma declividade entre 5 a 16%. que responde por uma grande área plantada no país e também significativa produção. Fonte: FAO (2009).475 a 2.729 km2. Conforme dados estatísticos disponíveis na FAO (2009).

percebe-se a importância significativa das culturas da soja.1989) 1. Dentro do que foi apresentado.7. assim como a criação de gado leiteiro. Minga Porã e Itakyry. de 50 (cinquenta) metros para os cursos d'água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura. do milho e do trigo no Paraguai. o feijão e o arroz-irrigado. (Redação dada pela Lei nº 7.771. o girassol. No Brasil. (Redação dada pela Lei nº 7. 2. que nos orienta conforme os ítens transcritos a seguir (extraídos da referida Lei): a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d'água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima será: (Redação dada pela Lei nº 7. que praticamente se concentra na região ocidental do país.3 Resumo comparativo da legislação sobre proteção de recursos naturais brasileira e paraguaia A legislação paraguaia difere bastante da legislação brasileira no que se refere a APP e Reserva Legal. a cana-de-açúcar.803 de 18. girassol e feijão).803 de 18. na região predomina a agricultura empresarial. e segundo a experiência de 6 anos do autor na região de San Alberto. na região do chaco paraguaio.7.Esta característica dos cultivos da região pode ser explicada a partir das explanações dadas por VAZQUES (2006). segundo o qual.803 de 18.11.7.1989) 2. de 30 (trinta) metros para os cursos d'água de menos de 10 (dez) metros de largura.1989) 41 . como o gergelim. Outros cultivos presentes no país. estas culturas ocupam as áreas agrícolas significativas. sendo inexpressivo o cultivo de mandioca na região. ou não são expressivos (gergelim. ou não estão presentes na região (cana-de-açúcar e arroz-irrigado). de15 de setembro de 1965). recorremos a legislação que trata do assunto (Lei Nº 4.

3.

de 100 (cem) metros para os cursos d'água que tenham de 50

(cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura; (Redação dada pela Lei nº 7.803 de 18.7.1989) 4. de 200 (duzentos) metros para os cursos d'água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura; (Redação dada pela Lei nº 7.803 de 18.7.1989) 5. de 500 (quinhentos) metros para os cursos d'água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros; (Incluído pela Lei nº 7.803 de 18.7.1989) b) ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios d'água naturais ou artificiais; c) nas nascentes, ainda que intermitentes e nos chamados "olhos d'água", qualquer que seja a sua situação topográfica, num raio mínimo de 50 (cinquenta) metros de largura; (Redação dada pela Lei nº 7.803 de 18.7.1989) d) no topo de morros, montes, montanhas e serras; e) nas encostas ou partes destas, com declividade superior a 45°, equivalente a 100% na linha de maior declive; f) nas restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues; g) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais; (Redação dada pela Lei nº 7.803 de 18.7.1989) h) em altitude superior a 1.800 (mil e oitocentos) metros, qualquer que seja a vegetação. (Redação dada pela Lei nº 7.803 de 18.7.1989) Já no Paraguai, a lei que trata do tema (Lei Nº 3239/07 – Lei de recursos hídricos (SEAM, sd)) é bem mais limitada no que se refere às APP´s, conforme podemos verificar nos itens abaixo: Artigo 23. – As margens sob domínio privado adjacentes aos cursos hídricos estarão sujeitas, em toda sua extensão, às seguintes restrições: a) Uma zona de uso público com uma largura de cinco metros para zonas urbanas e de dez metros para zonas rurais. Dentro das atividades que a 42

regulamentação defina como de uso público, não poderão impor-se os usos recreativos, direito reservado ao proprietário. Ficará a cargo das prefeituras definir e regulamentar os alcances da área de uso público sem prejuízo das competências que podem exercer as demais autoridades públicas no exercício de suas atribuições. b) Uma zona de proteção de fontes de água de uma largura de cem metros de ambas as margens, na que se condicionará o uso do solo as atividades que ali se realizem, sonforme ao que se estabeleçam as normas jurídicas ambientais. A área de polícia não incluirá a zona de uso público e estará adjacente a esta. c) Aos efeitos do inciso “b”, os proprietários ribeirinhos cujos imóveis haviam tido ou deviam haver tido matas protetoras deverão reestabelecê-las ou reflorestar a superfície necessária para recupera-las e conserva-las. Artigo 25. – Se privilegiará a declaração de áreas protegidas em: áreas de nascentes ou mananciais de água, nos ecossistemas de várzea, nas áreas de recarga de aqüíferos e nas áreas necessárias para a regulagem do caudal ambiental das águas. Como visto, existem diferenças entre a legislação paraguaia e a brasileira no que se refere a recursos naturais, com a primeira prevendo inclusive o uso dos recursos para a recreação. Mas não se define de forma diferenciada a quantidade de mata que deve haver no entorno das áreas de várzea, somente a largura no entorno dos cursos hídricos, desde nascentes até os rios de maior porte, independentemente de sua largura. Outro item que não é abordado é o que se refere às encostas e locais com declive acentuado, muito provavelmente devido à pequena declividade da região de estudo.

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3. METODOLOGIA

3.1 Caracterização e localização da área de estudo

Selecionou-se como área de estudo as regiões de San Alberto, Minga Porã e Itakyry, situadas na parte oriental do Paraguai, no estado do Alto Paraná, onde se concentra a atividade agrícola “empresarial” no país, em sua parte norte, tendo como limites as coordenadas: 24°28’10’’ e 25°11’02’’ de Latitude Sul e 54°21’11’’ e 55°21’11’’ de Longitude Oeste. Esta é a área de atuação profissional do autor deste trabalho, visando conciliar o tempo das atividades relacionadas a trabalho com o desenvolvimento do presente projeto (Figura 3).

Figura 3 - Localização da região de atuação.

Nesta região é comum a prática de dois ciclos agrícolas por ano, com plantio de safrinha de milho ou trigo após o período normal da safra de verão, onde predomina a cultura da soja, com algumas áreas semeadas com milho verão. Diferentemente 44

5 3.5 3. áreas em pousio e áreas onde se iniciará o plantio de trigo. selecionando imagens disponíveis da órbita/ponto 224/077 com menor cobertura de nuvens (os detalhes das imagens obtidas podem ser vistos na Tabela 3). 3. onde ainda há muita mistura de resposta espectral do milho com a do solo. e pelo período abrangido pelas imagens sobre a região de interesse. Trigo já cobre o solo.5 3.4. áreas com milho bem desenvolvido.4. outras em pleno desenvolvimento. Tabela 3.5 3.2 Materiais Os materiais utilizados foram: imagens TM (Thematic Mapper) do Landsat 5. modelo Garmim Etrex Vista ajustado para o sistema de referencia WGS84.5 25/07/2004 09/05/1999 12/06/1994 17/06/1990 31/03/1985 224 224 224 224 224 77 77 77 77 77 Elegeu-se para o presente trabalho as imagens do satélite Landsat 5 TM.4.5 Data da imagem 15/01/2010 17/03/2009 Orbita 224 224 Ponto 77 77 Observações relativas à data de tomada da imagem Final do ciclo de muitas áreas de soja.Imagens com menor presença de nuvens obtidas no INPE.de outras regiões. onde também se cultivam o girassol e a canola pela agricultura empresarial. microcomputador e aparelho GPS (sistema de posicionamento global) de navegação.4. Foram obtidas imagens do satélite Landsat 5 TM.5 3. de 1985 até 2009 em períodos de safra de verão e safrinha de inverno. Trigo já cobre o solo.4.4. Áreas com milho parcialmente desenvolvido. Bandas utilizadas 3. Áreas com milho parcialmente desenvolvido e milho bem desenvolvido. Trigo em pleno desenvolvimento Início da semeadura do trigo. câmera fotográfica digital. 3. primeiro pela gratuidade (imagens adquiridas através do INPE).4. 45 .

(GENERALITAT VALENCIANA. para a coleta dos pontos do GPS e geração de arquivos Shapefile.3 Softwares utilizados Para o processamento das imagens orbitais foi utilizado o software SIG Spring.3. que desta forma vem de encontro com o objetivo primeiro do presente trabalho). assim como o gvSIG é um software gratuito distribuído sob a licença GNU / GLP. trata-se de um banco de dados geográfico de 2º geração. A atual versão possui 46 . Mac OSX e Windows e suporta vários tipos de dados. a qual se destina a garantir a liberdade do usuário em compartilhar e modificar todas as versões de um programa.4 e o software gvSIG 1. via transformação IHS. O gvSIG foi desenvolvido pelo Conselho de Infraestruturas e Transporte de Valencia (Espanha). O Spring é um software SIG gratuito. 3.1 (programas distribuídos gratuitamente. Ele roda em Linux.3. além de certificar que o software continue livre para os seus usuários (GNU. com o único objetivo de realizar uma melhora na resolução espacial das imagens do Landsat 5 TM. O Quantum GIS (QGIS). para ambientes UNIX e Windows que opera como um banco de dados geográfico (INPE. 2005).1. 2006). também é uma ferramenta voltada para o manejo de informação geográfica. Unix. além de possuir várias funcionalidades de banco de dados. vetoriais e raster. Trata-se de um SIG Open Source amigável. versão 4. além do Software GPS TrackMaker Pro. Windows e MacOS) desenvolvido 100% em linguagem Java e é distribuído sob a licença GNU / GLP (GNU General Public License). 2009). multiplataforma (disponível para Linux. Trata-se de um software livre (de código aberto – “open source”).Utilizou-se também uma imagem pancromática do Landsat 7 ETM de 05 de agosto de 1999 (resolução espacial de 15 metros). resultado de um projeto oficial da Open Source Geospatial Foundation (OSGeo). o Quantum GIS 1.

Utilizou-se ainda o software Marlin (visualizador de imagens). como cálculo de área. 3.implementada função de suporte ao banco de dados PostgreSQL (QUANTUM GIS. Foram alocados diversos pontos de controle no campo utilizando-se equipamento GPS de navegação. também distribuído de forma gratuita (também distribuído sob a licença GNU / GLP) pelo INPE. 2008). Permite transformar os pontos capturados pelo GPS em arquivos Shape (FERREIRA JUNIOR. para visualização das bandas importadas e avaliação das composições coloridas e o Microsoft Excel para a tabulação dos resultados. É um dos programas mais baratos do mercado com licença por chave de hardware e único em sua categoria. e outras funções avançadas. exportação para o AutoCad e ArcView.4 Trabalho de campo Para o georreferenciamento das imagens. GPS TrackMaker é o programa gratuito mais completo para GPS de navegação. Foram coletados pontos de referência bem distribuídos por toda a área abrangida pelo presente trabalho. sd). e algumas classes foram fotografadas (fotos de 1 a 13) para posterior identificação. de forma a permitir uma correta interpretação de suas respostas espectrais. segundo a classe observada. porém algumas funções somente estão disponíveis na versão paga (GPS TrackMaker Pro). transferência de dados para o Excel. 47 . optou-se pela coleta de pontos de referência in loco empregando um aparelho GPS Etrex Vista da marca Garmin. os quais foram anotados e identificados.

Foto 1 . recobrindo todo o solo (foto do autor 11/12/2007) 48 .Soja na fase reprodutiva (florescimento).Área de soja em fase inicial do desenvolvimento (foto do autor – 12/11/2007) Foto 2 .

15/02/2008) 49 .Área de soja em ponto de colheita (foto do autor . sua reflectância é bastante aumentada nesta fase em relação às fases reprodutiva e vegetativa.Soja em fase reprodutiva (foto do autor . as fotos 4 e 5 já apresentarão respostas espectrais bem distintas. Por se encontrarem em fase de colheita. onde a soja se encontra em pleno desenvolvimento.22/01/2008) Diferentemente das fotos anteriores 2 e 3.Foto 3 . Foto 4 .

Nas fotos 6 e 7. que na foto 6 é característico da região do Foto 6 .Soja em ponto de colheita (foto do autor: 30/03/2010). percebe-se também a diferença do tipo de solo.Área de milho de verão (foto do autor – 04/12/2007) 50 .Foto 5 . além da visivel diferença no desenvolvimento do milho.

enquanto a região mais a leste.Itakyry. possuem solos mais argilosos. onde a resposta espectral do solo tem maior importância. de textura mais arenosa. de San Alberto e Minga Porá. mesmo se tratando da mesma cultura. ainda não recobre toda superfície do solo (foto do autor) Consequentemente. devido a diferenças do tipo de solo nas fases iniciais do desenvolvimento da cultura.Área de milho safrinha. as respostas especrais serão diferentes. 51 . Foto 7 .

11/04/2008) 52 . de forma que os limites não são visualizados de forma precisa.Foto 8 .Limite entre área de cultivo e área de mata (foto do autor . devido às escalas de trabalho utilizadas para este tipo de imagem. cobrindo totalmente a superfície do solo (foto do autor) Em áreas como as apresentadas nas fotos 9 e 10 causam nas imagens Landsat 5 uma mistura das reflectancias dos alvos no pixel.Milho safrinha. Foto 9 . o que não chega a ser problema.

Foto 11 .Foto 10 . 53 .Área de pastagem com mata ao fundo (foto do autor: 30/03/2010).Pastagem típica da região do Itakyry (foto do autor: 30/03/2010).

dados coletados “in loco” através de coordenadas 54 .Área de trigo espigado (foto do autor .Área de trigo em fase vegetativa (foto do autor – 24/07/2009) Foto 13 .Foto 12 .15/09/2009) Realizou-se uma coleta dessas informações utilizando-se o conhecimento do autor com relação à área de estudo.

GPS (fotos 14 e 15) que foram anotadas em caderneta de campo com as respectivas descrições dos pontos de coleta. para que servissem posteriormente como referência nas interpretações das composições das bandas espectrais das imagens orbitais. de forma a buscar no campo. Foram anotados a campo os números dos “waypoints” de cada área e juntamente com o mesmo uma anotação descritiva da localização e características de uso do solo referentes ao ponto anotado.Coleta de ponto a campo com equipamento GPS de navegação Os pontos amostrais coletados. por ser a mais adequada na identificação das categorias em estudo. Foto 14 .4. foram previamente determinados. áreas 55 . observando-se a composição colorida RGB (5.3) da imagem mais recente disponível por ocasião destes trabalhos (imagem de 17 de março de 2009).

de forma a auxiliar na identificação das mesmas nas imagens de satélite. para se evitar o erro de inclusão ou omissão é necessário conseguir informações no campo ou através de fotografias aéreas.Coleta de ponto com GPS de navegação em área de milho Os pontos foram coletados a campo. Visando minimizar os erros. Também a partir desta imagem foram selecionados os pontos utilizados para o georreferenciamento. nas diversas classes de uso existentes. O projeto criado no Spring foi também ajustado para o mesmo datum. avaliandose ainda a facilidade de acesso ao mesmo. 56 . segundo Moreira (2005). que servem como verdade terrestre.representativas de todas as respostas espectrais relevantes encontradas na imagem. as amostras que foram levantadas a campo tiveram suas coordenadas registradas com aparelho GPS Garmin Etrex Vista. pois. O GPS de navegação foi configurado para o DATUM SAD69 e fuso 21 sul. escolhendo-se os de fácil identificação na imagem. Foto 15 .

O trabalho de campo é praticamente indispensável ao estudo e mapeamento do que se pretende estudar através de imagens de sensoriamento remoto. informações sobre a área de estudo. Ele faz parte do processo de interpretação de imagens. ou seja. verificando as combinações que melhor destacavam as feições de interesse (conforme conhecimento do autor a cerca da região de estudo). Realizou-se uma avaliação prévia das combinações das bandas disponíveis. Levantar em livros. Conforme Florenzano (2002). Além das informações coletadas a campo. utilizando-se o software Marlin. elaborando-se diferentes composições coloridas. bem como seu histórico de cultivo. associando as três 57 .As coletas de pontos amostrais foram realizadas em diversas datas durante o ano de 2009 e 2010. conhecendo diversas áreas de agricultores. foi de fundamental importância para a correta identificação das classes de uso. o conhecimento do autor a cerca da região de estudo. também facilita a interpretação de imagens. para os inexperientes em interpretação de imagens. Por meio dele.5 Trabalho de escritório Para o desenvolvimento da primeira etapa. e se concentraram nos períodos de cultivo das safras agrícolas da região. sem cobertura de nuvens. foi efetuada uma pesquisa junto ao INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). por já acompanhá-la a mais de 6 anos. existe a recomendação de que se iniciem por uma área conhecida. buscando informações referentes às imagens de satélites da série Landsat 5 TM desde a data de seu lançamento até os dias de hoje com condições de processamento. Posteriormente processou-se digitalmente três bandas espectrais da imagem obtida do sensor TM. mapas e no campo. o resultado da interpretação torna-se mais confiável. 3.

através de pontos alocados a campo. 5. verde e vermelho. obtendo melhor identificação dos diferentes usos e ocupações dos solos. utilizando-se para tal o sistema de coordenadas UTM (Universal Transversa de Mercator).Imagem da divisão política do município de San Alberto. 3 do Landsat 5 TM (exemplificado nas Figura 4 e Figura 5). 4. Na etapa de georreferenciamento das imagens. Estas coordenadas permitiram confirmação dos pontos amostrados nas imagens. Figura 4 .bandas espectrais a cada uma das três cores aditivas: azul. composição colorida (RGB543). com as bandas 5. 3 e 4. 58 . o objetivo foi referenciá-las geograficamente ao terreno por meio de sua localização espacial. As imagens obtidas foram utilizadas para gerar as composições coloridas RGB respectivamente. realizando primeiramente um realce linear no contraste das bandas.

que foram identificados anteriormente. Definiu-se este procedimento.Divisão política do município de San Alberto. Foram confeccionados mapas temáticos digitais de uso do solo referente ao ano de 2009. composição colorida falsa cor (RGB 453).Figura 5 . Também foram produzidos três mapas municipais estabelecendo as regiões de prioritária ação de recuperação da vegetação (margem de cursos d’água). sd) deverão ser regulamentadas pelos municípios. posteriormente classificadas. utilizando-se como molde as imagens vetoriais (SHP – shape file) dos limites políticos dos municípios estudados e. segundo o uso do solo nas seguintes classes principais: mata. e posterior quantificação das regiões classificadas. 59 . pastagens e corpos d’água. porque as larguras de cinco e dez metros mencionadas na lei 3239/07 (SEAM. área agrícola. para adicionar feições de 100 metros contornando os corpos d’água. no presente trabalho limitou-se a executar um mapa de distancias. Desta forma. além das imagens de evolução da área agrícola entre os anos de 1985 a 2009. As composições obtidas foram recortadas.

3.3. Os três possuem metodologias simples e semelhantes no que se refere ao processo de registro de imagens (Figura 6.1.1 Georreferenciamento das imagens A metodologia de georreferenciamento consistiu na utilização de três softwares.5.3. o Spring 4.3. Figura 7 e Figura 8). para efeito de comparação. o Quantum GIS (QGIS) e o gvSIG 1.1.3 60 .Registro de imagem pelo Spring 4. Figura 6 .

Georreferenciamento pelo Quantum GIS O Spring se diferencia dos outros dois softwares avaliados devido a necessidade de se converter anteriormente as imagens raster do Landsat do formato “. 61 .tif” (geotiff) para um formato nativo do software (.grb).Georreferenciamento via gvSIG Figura 8 .Figura 7 .

Somente minimizou-se o problema. 4 e 3 das referidas imagens.2 Realce e correção de ruído Após o registro. INPE. Devido à interferência da atmosfera na REM. 2008. de forma que no processo de realce o histograma é “espalhado” destacando as diferenças existentes entre os diferentes alvos imageados (NOVO. necessárias ao processo de classificação. utilizou-se então para estas e para as demais imagens ainda não georreferenciadas. devido a grande variação das feições ocorrida no período. Na imagem de 17 de março de 2009. de forma a permitir uma melhor distinção das diferentes feições do terreno e outras características das imagens. 3. As imagens georreferenciadas utilizando-se os pontos coletados foram as do Landsat 5 TM de 17 de março de 2009 e de 15 de janeiro de 2010.Foram selecionados para o georreferenciamento 41 pontos. da órbita / ponto 244 – 077. foi realizado um realce linear das bandas 5. porém os mesmos não puderam ser identificados na imagem de 1985.sd).5. levantados na área de estudo através de GPS de navegação modelo Garmim Etrex Vista. 62 . Os pontos foram selecionados devido a sua fácil identificação nas imagens de satélite. a intensidade desta radiação que chega aos sensores orbitais é pequena. com Níveis Digitais (ND) mais baixos. pois forçando o processo de correção inicia-se uma degradação em toda a imagem. incluindo-se a imagem pancromática do Landsat 7 ETM de 05 de agosto de 1999. o registro a partir das imagens já georreferenciadas anteriormente. a banda 4 apresenta uma linha horizontal mais escura (Figura 9) que foi parcialmente corrigida pelo processo de eliminação de ruído. produzindo desta forma imagens mais escuras.

executaram a classificação através do algoritmo Isoseg com limiar de aceitação de 75%. 8. que separou bem as classes. 22. e a melhor combinação foi com um limiar de similaridade de 8 e área 55. o que também não foi satisfatório para a área estudada. na qual existem muitas parcelas pequenas. Rizzi e Rudorf (2005) adotaram limiar de similaridade de 7 niveis de cinza e área de 64 pixels para a segmentação. 10.3 Segmentação e classificação Para o procedimento de segmentação foram realizados vários testes com cinco similaridades (6. Além disso.5) e cinco (5) hectares. dois e meio (2. para a região em que realizou suas análises de limiares de similaridade o melhor conjunto de limiar e área foi de 12 e 10 respectivamente. Já na área em que se realizou o presente trabalho. Conforme Nascimento (1997). 28. que correspondem aproximadamente a um (1). Apesar de em alguns casos ter ocorrido uma 63 . 55).Figura 9. utilizando somente a banda 4 para reduzir o tempo de processamento computacional. principalmente utilizando-se somente a banda 4. dois (2).Ruido na imagem da banda 4 de 17 de março de 2009 do Landsat 5TM 3. No presente trabalho foram testadas diversas combinações sugeridas por vários autores.5. 11 e 12) e quatro áreas (10. esta combinação de similaridade e área não foi satisfatória.

Nas imagens de 2009 e 1985 realizou-se a classificação supervisionada Bhattacharya para efeito de comparação. Figura 10 . Para estas imagens foi realizada uma classificação com limiar de aceitação de 95%.subdivisão excessiva em uma mesma área.Recorte de imagem segmentada com similaridade 8 e área de 55 pixels. realizou-se a segmentação das imagens utilizando-se similaridade 8 e área (pixels) 55. optou-se por esta combinação devido a outras combinações agruparem em uma mesma área classes distintas. que equivale aproximadamente a 5 ha (Figura 10). seguindo-se a classificação não supervisionada Isoseg. que dependem diretamente do treinamento. Isoseg apresentou-se mais prático para a classificação de áreas extensas. A classificação Isoseg foi utilizada para a criação das imagens representativas da evolução da ação antrópica e consequentemente. sendo que o segundo apresentou um melhor resultado final. apesar de necessitar de um maior tempo para a pós-classificação devido a não identificação de algumas respostas espectrais da imagem. a evolução do desmatamento das regiões estudadas. 64 . ou realizarem uma segmentação excessiva de uma mesma classe. requerendo um menor tempo de pós-classificação. Foram ainda testados os classificadores Isoseg e Bhattacharya. Assim.

de forma a isolar as classes e melhor identificá-las.Foram testados para os classificadores Bhattacharya e Isoseg os limiares de aceitação de 75. apesar de gerar um maior número de classes. salvando os arquivos ASCII (txt) gerados. Neste processo as imagens temáticas geradas foram sobrepostas às composições coloridas do Landsat e analisadas individualmente e associadas as classes temáticas adotadas. que foram posteriormente importados no Excel para a realização da tabulação dos dados. foram produzidos mapas de uso do solo para os anos de 1985 e 2009. o que aumentou um pouco o trabalho de identificação das mesmas. Com as imagens temáticas prontas. 95 e 99. utilizando o classificador não supervisionado Isoseg com limiar de aceitação de 95%. Para a elaboração dos mapas de uso do solo. utilizou-se o classificador Bhattacharya. Realizou-se um procedimento de ajuste do treinamento. 65 . Foi necessária uma avaliação após a classificação automática para a correção de áreas classificadas erroneamente. Na maior similaridade gerou-se um número de classes excessivo. Optou-se por mapear individualmente cada classe.9%. optando-se pelo limiar de 95% quando se combinou as bandas 5. de forma similar ao procedimento realizado por RIZZI e RUDORF (2005) em seu trabalho de estimativa de área de soja. 4 e 3 para a segmentação. com limiar de aceitação de 95%. Da mesma forma. agrupando áreas de respostas espectrais diferentes. para adequação de áreas não classificadas. e destes a similaridade de 95% foi a que melhor separou as diversas classes existentes. adicionando cada uma a um plano de informação. mas praticamente eliminou o trabalho de pósclassificação. Nos limiares menores o número de classes foi insuficiente. realizou-se a medida de classes. Neste procedimento foram geradas 20 classes temáticas para o ano de 1985 e 28 classes para o ano de 2009. 90.

000.000 também foram produzidos mapas das composições coloridas RGB543 dos anos de 1985 e 2009 (figuras 9 e 10) em formato digital. 66 . Diversos e diferentes mapas digitais podem ser facilmente produzidos a partir do banco de dados gerado no Spring. 1:125.000. na escala de 1:125. além do aprimoramento dos mapas já produzidos.Mapa da região de estudo do ano de 1985.5. Composição colorida RGB543.000 e 1:100.3. Figura 11.4 Produção de imagens e mapas digitais Foram produzidos mapas de uso do solo nas escalas de 1:500.

Composição colorida RGB543. área de pastagem. onde se utilizou a imagem já georreferenciada no Spring como referencia. corpos hídricos. A imagem de 2010 foi utilizada para efeito de comparação com as áreas identificadas na imagem de 2009. 67 . que foram separados nas categorias: área agrícola.Figura 12 . cobertura vegetal e área urbana. A imagem de 2009 assim como as demais utilizadas para a produção de mapas e imagens foram georreferenciada através do Spring e a de 2010 pelo gvSIG.Mapa da região de estudo do ano de 2009. a qual foi utilizada na confecção de mapas digitais de uso do solo (Figura 13).

pois para que seja verdadeira a afirmação de que o mapa temático representa o universo real.Mapa de uso do solo 2009. 68 . o que causa uma mistura no pixel resultante. muitas áreas de mata que sofreram algum tipo de ação antrópica (mata rala. ele deve ter uma confiabilidade estatística tanto em precisão quanto na exatidão do mapeamento. o que não foi feito nas imagens onde se avaliou ação antrópica como sendo todo tipo de modificação ocorrida na vegetação nativa. Os municípios estudados possuem pequena área urbana e bem arborizada. as quais não puderam ser separadas no processamento das imagens devido a grande confusão destes temas nos classificadores utilizados. que seja aceita pela comunidade (MOREIRA. Neste mapa.Figura 13 . Buscou-se. Itakyry e Minga Porã. onde foram removidas as madeiras de lei) ainda foram incluidas na categoria de cobertura vegetal. dos municípios de San Alberto. 2007). Para a quantificação da área urbana utilizou-se da imagem de 1999 ja com a melhoria da resolução espacial para realizar com o TrackMaker Pro a delimitação manual das áreas urbanas. obter da melhor forma possível o melhor resultado nos mapas produzidos no que se refere a precisão e exatidão.

É muito importante a correta definição destes dois termos. que as definem como sinônimos. principalmente por muitas vezes receberem a mesma definição. 2005). Podemos verificar isto quando buscamos estas definições em dicionários. A precisão expressa a fidelidade nas repetições da medição (MIRANDA. os quais geram muita confusão.A exatidão expressa quão próximo uma medição que se faz representa a verdadeira quantidade a ser medida. 69 .

Quando se pensa na recuperação destas áreas de mata. como o objetivo não era a obtenção de mapas. Um sério problema foi constatado. 70 . dividindo as imagens somente em tres classes temáticas (água. muitos agricultores buscaram se instalar junto a cursos d’água. corpos d’água e área antropizada (agrícola e pastagens). onde se observa um número considerável de pequenas áreas. provavelmente devido à redução da vegetação no período. principalmente do município de Itakyry. mata e antropizada). medidas políticas de compensação ou realocação desta população deverão ser realizadas. optou-se após a segmentação. pois. haverá uma grande redução nas áreas destes agricultores.1 Comparativo das áreas de vegetação entre 1985 e 2009 Para a quantificação de áreas de cobertura vegetal. muitas áreas de nascente e mata ciliar ou estão degradadas ou simplesmente não existem. que foram quantificadas e comparadas. Os dados resultantes podem ser vistos nas tabelas 4 a 6. pela classificação. mas somente a produção de imagens comparativas da evolução da área agrosilvopastoril da região. Em algumas regiões. Percebeu-se no presente trabalho um pequeno aumento na identificação de laminas d’água entre 1985 e 2009. e em algumas situações eliminará totalmente sua área útil. 4.4 RESULTADOS E DISCUSSÕES É nítida a redução da área de vegetação nativa ocorrida no período estudado. caso a legislação ambiental seja posta em prática.

619.32 28.03 Mata (%) 69.658.184.10% 2004 68.936.94 38.366.633.903.419. pelo menos no que se refere a região de estudo.97% 67.866.37% Tabela 5 .613.064.771.29% 41.97% 65.43 54.46% 62. percebeu-se que muitas delas já tiveram suas espécies de maior valor comercial (aplicação madeireira) já totalmente exauridas.25 34.34% 1990 164.Quantidades em ha e porcentagem das áreas de mata e que sofreram ação antrópica no município de San Alberto entre 1985 e 2009.032.08% 56.38 31.69 65.846.39% 78.74% 43.865.24% 15.188.110.02 83.43 64.67% 64.32% 2004 20.492.88% 28.804.822.35% 16.38 69.33 84.743.04% 37.602.02% 29.570.60% 73.58% 1999 111. Área com ação Área com ação Ano Mata (ha) antrópica (ha) Mata (%) antrópica (%) 1985 73.186.759. Área com ação Área com ação Ano Mata (ha) antrópica (ha) Mata (%) antrópica (%) 1985 165.88 21.89% 16.27% 2009 18.86 30.42 Área com ação antrópica (ha) 25.82% 39.92% 60.277.26% Optou-se por tal forma de trabalho para facilitar a avaliação do avanço das ações antrópicas mata adentro (figuras 12 a 14) .925.89 33.51% 2009 42.74 31.Quantidades em ha e porcentagem das áreas de mata e que sofreram ação antrópica no município de Minga Porã entre 1985 e 2009.16 56.Quantidades em ha e porcentagem das áreas de mata e que sofreram ação antrópica no município de Itakyry entre 1985 e 2009.248.57 26.32% 33.54 81.77 38.746.88% 43.58 84.Tabela 4 .25 62.909.05 23.12 58.08 60. em diversas às áreas de mata.351.86% 1994 34.51 21.11 154.173.766.860.55 41.43% 78.70% Área com ação antrópica (%) 26.05 53. já não havia praticamente mais nada o que se preservar.99 14.09% 1994 114.34 126.23 27.58% 76.47% 62.76 67.049. por ocasião da promulgação da lei de desmatamento zero no Alto Paraná. Percebeu-se com o presente estudo que.40 83.56% 1990 54. Nas visitas a campo. 71 .99% 1999 23. Ano 1985 1990 1994 1999 2004 2009 Mata (ha) 67.82 60.572.57 63.42% Tabela 6 .

1985 Figura 15 .1999 72 .Classes: cobertura vegetal (verde).Figura 14 – Classes: cobertura vegetal (verde). cursos hídricos (azul) e ação antrópica (vermelho) . cursos hídricos (azul) e ação antrópica (vermelho) .

2009 73 . cursos hídricos (azul) e ação antrópica (vermelho) .Figura 16 – Classes: cobertura vegetal (verde).

Mapa de distancias de 100 metros em torno dos cursos d'água Percebe-se pelo mapa de distancias gerado que na maioria das áreas em que a agricultura ou pecuária avançou.2 Áreas de mata ciliar Esta etapa do trabalho consumiu bastante tempo. Optou-se desta forma por realizála em etapas. foi criado com 100 metros (Figura 17). Em uma análise visual rápida feita nos mapas temáticos da área de estudo (fração na Figura 18) pode-se constatar a extensão do problema. gera-se o mapa de distâncias. . com zonas de larguras específicas). as nascestes e os cursos d’água estão de alguma forma ameaçados. dividindo-se a região estudada. devido à grande demanda de processamento do computador para a geração do mapa de distâncias (análise de proximidade. que no presente estudo. Selecionando-se os rios demarcados.4. Em muitos pontos não existe nenhum tipo de vegetação. Figura 17 . ou sua ocorrência é esparsa.

vegetação secundária. pastagem. No processo de classificação. seguindo-se as classificações não supervisionada Isoseg e supervisionada Bhattacharya.Pontos ao redor de cursos hídricos onde não há vegetação 4. agricultura. . Estes valores são apresentados nas tabelas 7 a 9. com limiares de aceitação de 95%. área agrícola (agricultura e solo exposto) e corpos d’água. Os valores obtidos através de medidas de classes foram agrupados em: cobertura vegetal (mata e vegetação secundária). urbano e corpos d’água. com similaridade 8 e área (pixels) 55. estas áreas foram separadas nas classes: mata. A segmentação utilizada foi a mesma utilizada para a análise da evolução do desmatamento.Figura 18 . pastagem.3 Expansão agrícola da região A expansão agrícola foi avaliada comparando-se os resultados dos anos de 1985 e 2009. solo exposto.

24 67.11 84. Ano 1985 2009 1985 (%) 2009 (%) Cobertura vegetal 73.602.42 69.865.04% Nas imagens de 1985 não foram encontradas áreas que correspondessem a areas de pastagem.22% 0.064.619.42 17.58 0. ironicamente.00% 4.Evolução da área agrícola do município de Itakyry de 1985 ao ano de 2009.35% 21.655.52% Corpos d'água 428. que se intensificou em 1990. Minga Porã sofreu em 1990 o mais intenso desmatamento entre os três municípios.103.15% Tabela 9 .85% Corpos d'água 3.184. e nesta época já havia um início da expansão agrícola da região de estudo. mais um total de 41. Considerando-se toda a área antropizada.52 e 17. o de San Alberto já em 1985 tinha a maior área de cultivo e.545 ha de pastagens.759.59 0.09% 0. saindo de uma área total de aproximadamente 70.54 131.910.00% 2.408 ha.24% Tabela 8 .34% 60. que ocupam respectivamente 60.063.658.Tabela 7 . Avaliando individualmente os municípios.55 60.82 27.40 472.39% Pastagem 35. e conta hoje com a maior superfície agrícola e maior área de pastagem.32 3.925. .58 119. os três municípios em 2009 somam um total aproximado de 288. hoje possui a maior área de mata nativa.46% 28. porém o Itakyry perdeu a maior superfície de vegetação nativa até 2009.007.85% de seu território.85% Área agrícola 30.24% 21. que se encontra principalmente em sua parte noroeste.173. para uma área de 246. junto ao lago de Itaipu.95 16.Evolução da área agrícola do município de San Alberto de 1985 ao ano de 2009.43% Pastagem 2.74% 62.863 ha em 2009 somente de área agrícola nos tres municípios.184.62 3. Ano 1985 2009 1985 (%) 2009 (%) Cobertura vegetal 67.658 ha.38 83. Ano 1985 2009 1985 (%) 2009 (%) Cobertura vegetal 165.64 0.86 42.792.40% Área agrícola 25.47% Área agrícola 14.95% Corpos d'água 81.256.70% Pastagem 4.Evolução da área agrícola do município de Minga Porã de 1985 ao ano de 2009.09 15.39 26. somente áreas agrícolas.78% 4.56% 75.93 0.99 18.

Percebeu-se também no presente estudo que na mata presente na região noroeste do município de San Alberto. . conforme observamos na imagem comparativa da Figura 19. parte da vegetação nativa que já não existia em 1985 foi recuperada. a b Figura 19 – Evolução do desmatamento e recuperação de vegetação nativa ocorrida na região noroeste do município de San Alberto (composição colorida RGB543) entre os anos de 1985 (a) e 2009 (b).

estes devem ser avaliados em termos de exatidão baseados em uma amostragem de área realizada a campo. recomenda-se a utilização do . Quanto ao geoprocessamento. Desta forma. para regiões extensas. O Quantum GIS e o gvSIG dispõem de diversas ferramentas para o tratamento de imagens raster e vetoriais. devido a maior demanda para o treinamento. caracteriza-se por áreas cobertas por matas secundárias. A classificação. Para uma maior precisão do trabalho deveria ter sido realizado o modelo de amostragem aleatória estratificada. pastagens associadas a criação de gado. 2002). para contornar o problema da subjetividade nos mapas temáticos. residencias esparsas. com um mínimo de amostras para cada categoria de uso de solo.5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A região por ser tipicamente rural. o que dificulta a identificação da categoria “urbano”. com o intuito de que todas as classes mapeadas estejam igualmente representadas. e além disto. Hay (1979) citado por MOREIRA (2007) propôs a estratificação por categoria. municípios pequenos. principalmente para fotointérpretes iniciantes (ainda com pouca experiência). manipulação de banco de dados espaciais e deve ser dedicado um tempo para seu estudo de forma a explorar suas potencialidades. os dois classificadores utilizados foram semelhantes em seus resultados. Pois de acordo com MOREIRA (2007). por cultivos e reflorestamento (FLORENZANO. conforme MOREIRA (2007). por ser a mais adequada para o trabalho proposto. com os pontos alocados e respectivas descrições de cobertura. sendo que o classificador supervisionado Bhattacharya requer um tempo maior. as composições coloridas. que permite a amostragem de cada categoria de uso do solo separadamente. demanda muito tempo nas exaustivas comparações entre as imagens classificadas. além das comparações posteriores para adequação às classes corretas e inclusão de áreas não classificadas.

Percebe-se que aumentando a similaridade e a área.classificador Isoseg. de forma que fossem suficientes para separar adequadamente as classes temáticas de interesse. buscou-se um limiar de similaridade que separasse adequadamente as classes das áreas estudadas. começa-se a gerar confusão nas classes. . Em ambos os classificadores. ou as áreas maiores sejam subdivididas em parcelas menores. onde uma ou mais classes são englobadas em um mesmo segmento. e em situações onde o mesmo não separe satisfatoriamente as classes temáticas. começam a dividir uma mesma classe em muitos segmentos menores. sugere-se que este último seja ulilizado quando o trabalho a ser realizado abrange áreas menores. ao passo que os menores limiares e áreas. além de demandar um maior tempo de processamento. porém. recomenda-se a utilização do classificador Bhattacharya. procurando minimizar o trabalho de ajuste da classificação no Bhattacharya e buscando um reduzido número de classes no Isoseg.

com cerca de 60%. e o gvSIG quando instalamos o módulo . Os três softwares utilizados se prestam às atividades de geoprocessamento. chegando a uma superfície cultivada de 246.8 % do município. Sugere-se em trabalhos futuros que se busque a melhor combinação de bandas para detectar as bordas úmidas dos cursos d’água.6 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES A área agrícola da região de estudo saiu de uma superfície de 70.21% de superfície cultivada (possui também a maior superfície total).99 hectares de pastagem. O QGIS tem suas funcionalidades aumentadas quando associado ao GRASS.43 hectares em 2009.17% e San Alberto que tem 24. e realizar uma edição vetorial para a delimitação destas bordas e apartir delas realizar o mapa de distancias. Os três municípios possuem atualmente 41.63% de toda a área agrícola da região de estudo. sendo que o Itakyry responde pela maior área. que cobre 17. com um total de 35.658. com quase 76% da superfície do município. seguido por San Alberto com próximo de 63% e por último o Itakyry. o que corresponde a 84. com 48.73% de toda a área agrícola do Alto Paraná e. de forma a recuperar os cursos hídricos. porém percebeu-se que é urgente a necessidade de recuperação de matas ciliares na região de estudo.103. Avaliando a proporção de área agrícola em relação à área total do município. A avaliação ambiental realizada foi superficial.37 hectares em 1985. e todos possuem características de gratuidade.49% da área de pastagem dos três municípios. Minga Porã possui a maior porcentagem de área agrícola. próximo de 6% da área cultivada de toda a Região Oriental. que aumentou quase três vezes e meia. O Itakyry possui também a maior área agrícola da região. o que corresponde hoje a 32.42 hectares.544.863. seguido por Minga Porã com 27.

. ou de outros municípios do país. Uma funcionalidade bem interessante avaliada no gvSIG é seu módulo para elaboração de mapas.3. e cabe ao usuário realizar a experiência com os softwares sugeridos e outros que sejam desenvolvidos posteriormente. as instituições de ensino podem ainda contribuir para o desenvolvimento de outros trabalhos utilizando Sistemas de Informação Geográfica. que o dota com mais de 150 funcionalidades). ou opte pela utilização conjunta de diferentes softwares que se complementem. Assim. além de utilizá-los como ferramenta educacional. que possui interface amigável e proporciona uma confecção de mapas de excelente qualidade. Alguns softwares livres já disponíveis não foram testados devido à amplitude do presente trabalho. Recomenda-se o uso dos SIG sugeridos em escolas e universidades. Sugere-se para a avaliação o GRASS e o Kosmo. A maior parte do trabalho foi realizada com o Spring 4. para a realização de estudos mais detalhados em áreas menores dos municípios abrangidos no presente trabalho.3. também livres. de forma que o mesmo atenda as suas necessidades.Sextante (um dos módulos mais importantes disponíveis para ampliação das funcionalidades do gvSIG.

por coordenadas formando pontos. Banda Um dos níveis de uma imagem multiespectral. Tabela de códigos de oito bits estabelecida pelo American National Standart Institute (ANSI). ou seja. Termo usado para referenciar todos os tipos de dados não gráficos e. ligados a um mapa. ASCII American Standart Code for Information Interchange. linhas e poligonos.Y) e vertical (Z) de pontos. representado por valores refletidos de luz ou calor de uma faixa específica do espectro eletromagnético. Define um padrão para equipamentos de computação. Arquivo raster É um arquivo criado por uma série de pontos. Datum Superfície de referência para controle horizontal (X. chamados "pixels" organizados em linhas e colunas. normalmente alfanuméricos.GLOSSÁRIO Arquivo ASCII Arquivo cujas informações estão codificadas de acordo com a tabela ASCII. . para todos os caracteres do teclado do computador. Arquivo vetorial Arquivo gráfico cujas informações estão armazenadas sob a forma vetorial. Atributo Tipo de dado não gráfico que descreve as entidades representadas por elementos gráficos.

Norte e Sul. m. GPS Global Positioning System . Sistema criado para navegação. iniciado pela NASA em meados dos anos 70. s. das características naturais e artificiais da superfície ou da . w. Landsat Um dos programas americanos de imageamento da superfície terrestre por satélites. Köppen. C. F. f. distribuída sobre a licença GNU/GLP. B. É livre (Open Source) liberado sob a GNU General Public License (GPL). Kosmo Primeira plataforma SIG livre corporativa. d. GRASS É um Sistema de Informação Geográfica (SIG) utilizado para o gerenciamento de dados. utilizando sinais emitidos por satélites artificiais. no ar e sobre a superfície terrestre. classificação de Tipo de classificação climática imaginada por Köppen. geralmente em uma superfície plana e em determinada escala. E. a. modelagem espacial e visualização de vários tipos de dados. b. S. Mapa ou Carta Representação gráfica analógica ou digital. O seu design e arquitetura se baseiam na gestão e análise de informação territorial através de bases de dados espaciais. c. e.Sistema de Posicionamento Global. h. W. T. D. processamento de imagem.Fuso UTM Zona de projeção delimitada por dois meridianos cuja longitude difere de 6 graus e por dois paralelos de latitude 80 graus. Suas aplicações incluem navegação e posicionamento no mar. H. baseado nas letras A. Também usado para designar um ou mais satélites do programa (Landsat 4 e 5) e os dados de imagens por eles enviados. k.

Os acidentes são representados dentro da mais rigorosa localização possível. Mapa digital Mapa produzido e armazenado em meio magnético. perfis e análises hidrológicas entre outras funcionalidades implementadas. Pontos de controle Pontos topográficos ou geodésicos. tema ou assunto em estudo.sub-superfície terrestre. há um sistema de referência coordenadas. identificados numa imagem e usados para verificar e correlacionar todas as demais informações nela contidas. geologia ou cadastro de propriedade. tal como vegetação. índices de vegetação. elementos formadores das estruturas raster. Mapa de distâncias Um mapa de distância é um tipo de análise de proximidade (medida de distância entre objetos. Pixels Abreviatura de "picture elements". comumente medida em unidade de comprimento) que apresenta zonas com larguras especificadas (distâncias) em torno de um ou mais elementos do mapa. Mapas temáticos ou mapas-síntese enfatizam tópicos. Mapa temático Mapa relacionado a um determinado tópico. definidos por linhas verticais e horizontais espaçadas regularmente. relacionados em geral. SEXTANTE Sistema de Informação Geográfica que dotou o gvSIG de capacidades de análises geográficas tanto raster como vetoriais com mais de 150 extensões. como geoestatística. .

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ANEXOS

Anexo A - Lei N 2524/2004
LEY N° 2524 DE PROHIBICIÓN EN LA REGIÓN ORIENTAL DE LAS ACTIVIDADES DE TRANSFORMACIÓN Y CONVERSIÓN DE SUPERFICIES CON COBERTURA DE BOSQUES. EL CONGRESO DE LA NACIÓN PARAGUAYA SANCIONA CON FUERZA DE LEY: Articulo 1°.- Es objetivo de esta ley propiciar la protección, recuperación, y el mejoramiento del bosque nativo en la Región Oriental, para que en un marco de desarrollo sostenible, e! bosque cumpla con sus funciones ambientales, sociales y económicas, contribuyendo al mejoramiento de la calidad de vida de los habitantes del país. Articulo 2°.- A partir de la fecha de promulgación de la presente ley, y por um período ¡nidal de dos años, se prohíbe en la Región Oriental, realizar actividades de transformación o conversión de superficies con cobertura de bosques, a superficies destinadas a! aprovechamiento agropecuario en cualquiera de sus modalidades; o a superficies destinadas a asentamientos humanos. Artículo 3°- A partir de la fecha de promulgación de la presente ley, y por um periodo de dos años, queda prohibida la emisión de permisos; licencias, autorizaciones y/o cualquier otra modalidad de documento jurídicamente valido, que ampare la transformación o conversión de superficies con cobertura de bosques nativos, a superficies destinadas a! aprovechamiento agropecuario en cualquiera de sus modalidades; o a superficies destinadas a asentamientos humanos. Artículo 4°- Se encomienda a la Secretaría del Ambiente, conjuntamente con el Servicio Forestas Nacional, la realización de un inventario en la Región Oriental de los bosques nativos existentes en si país. Dicho inventario será la línea de base oficial a partir de la cual se evaluará la efectividad de la presente disposición normativa y la evolución de la superficie de bosques en el país. Artículo 5°.- A los efectos de la aplicación de la normativa establecida en la presente ley se adoptan las siguientes definiciones; a) Permisos, licencias y/o autorizaciones: Los documentos jurídicamente válidos concedidos tanto por la Secretaria del Ambiente, de conformidad a la Ley N° 1561/2000 "QUE CREA EL SISTEMA NACIONAL DEL AMBIENTE, EL CONSEJO NACIONAL DEL AMBIENTE Y LA SECRETARIA DEL AMBIENTE" y a la Ley N° 284/93 "EVALUACIÓN DE IMPACTO AMBIENTAL"; como los concedidos por el Servicio Forestal Nacional, da conformidad a la Ley N° 422/73 "FORESTAL". b) Bosque: Ecosistema nativo o autóctono, intervenido o no, regenerado por sucesión natural u otras técnicas forestales, que ocupa una superficie mínima de dos hectáreas, caracterizadas por la presencia de árboles maduros de diferentes edades, especies y porte variado, con uno o más doseles que cubran más de! 50% (cincuenta por ciento) de esa superficie y donde existan más de sesenta árboles por hectárea de quince o más centímetros de diámetro medido a la altura del pecho (DAP). Artículo 6°.- A los efectos de deslindar las responsabilidades, y aplicar las sanciones que correspondan, e! Poder Ejecutivo arbitrará los medios para la realización de una auditoria independiente para tocos los "Planes de Uso de la Tierra", que correspondan a lãs actividades mencionadas en el Artículo 2C de la presente Ley; como también a los "Planes de Manejo y/o Aprovechamiento Forestal, de los dos últimos años, y que hayan sido legalmente aprobados en el marco de las Leyes Nos, 294/93 y la 422/73, dicha auditoria deberá georreferenciar, los

con la cobertura boscosa de imágenes satelitales que correspondan a los años de aprobación de dichos Planes. A LOS CUATRO DIAS DEL MES DE NOVIEMBRE DEL AÑO DOS MIL CUATRO... a partir de la promulgación de la presente Ley. Mirta Vergara de Franco Secretaria Parlamentaria Enrique González Quintana Vicepresidente 1° en Ejercicio de la Presidencia H. Artículo 7°. DADA EN LA SALA DE SESIONES DE LA HONORABLE CAMARA DE SENADORES DE LA NACIÓN.Comuníquese al Poder Ejecutivo. E! informe de dicha auditoria y sus recomendaciones deberán ser presentados al Congreso Nacional en un plazo de noventa días. Cámara de Senadores .datos de los Planes.El incumplimiento de las disposiciones de la presente Ley hará pasibles a sus autores de las sanciones contenidas dentro del Artículo 4° de la Ley N° 716/96 "QUE SANCIONA DELITOS CONTRA EL MEDIO AMBIENTE" Articulo 8°.

Para ello y en el caso que no disponga de viveros propios. tales como caminos.Dentro del plazo de 1 (un) año computado desde la fecha del otorgamiento del Certificado de Aprobación.. En este caso. señalando el objetivo principal de las inversiones a ejecutar y solicitando la presencia de un ingeniero forestal o agrónomo especializado para recibir las orientaciones técnicas en el terreno y posterior aprobación del proyecto de forestación o de reforestación. se tendrá por aprobado dicho plan. salvo causa de utilidad pública para obras de infraestructura de carácter nacional. puentes. asegurando al mismo tiempo la conservación. Artículo 4º.Lei N 536/95 LEY Nº 536/95 DE FOMENTO A LA FORESTACIÓN Y REFORESTACIÓN EL CONGRESO DE LA NACIÓN PARAGUAYA SANCIONA CON FUERZA DE LEY: CAPÍTULO I DISPOSICIONES GENERALES Artículo 1º. con planes de manejo aprobados por el Servicio Forestal Nacional y que se acojan a las disposiciones de esta Ley. c) Reforestación: La acción de poblar con especies arbóreas mediante plantación.A los efectos de esta Ley se entiende por: a) Suelos de prioridad forestal: Cuando los estudios técnicos especializados concluyan que su aptitud productiva es preferentemente forestal. deberá aprobarlos dentro del plazo de 60 (sesenta) días contado desde la fecha de su presentación. El Servicio Forestal Nacional podrá autorizar a expresa solicitud del interesado y en casos debidamente justificados..Anexo B . podrá adquirir en compra de los viveros forestales que el Servicio Forestal Nacional habilitará en cada uno de los departamentos del país. o de terceros debidamente inscriptos en la entidad de aplicación de esta ley. con especies nativas o exóticas en terrenos que carezcan de ellas o donde son insuficientes. Artículo 2º. previa calificación de suelos de Prioridad Forestal. un terreno anteriormente boscoso que haya sido objeto de explotación extractiva. regeneración manejada o siembra.Los bosques implantados sobre suelos de prioridad forestal. Si así no lo hiciere. en base a un plan de manejo forestal y con los incentivos establecidos en esta Ley. determinado por el Banco Central del Paraguay entre la fecha en que debieron pagarse los tributos exonerados y la fecha del ingreso que se efectúe. represas y otros. debiendo otorgarse el Certificado de Aprobación a objeto de beneficiarle con los incentivos y con lo establecido en el Artículo 3º de esta Ley.. Aceptadas las mismas por el interesado. con el fin de obtener el máximo beneficio de ellos. Artículo 5º. la desafectación de la propiedad del plan de forestación o reforestación. . no están sujetos a la Reforma Agraria ni a expropiación.. d) Plan de manejo: Plan que regula el uso y aprovechamiento sostenible de los recursos naturales renovables de un terreno determinado. canales. Dichos montos serán ajustados conforme a la variación que experimente el índice de precios al consumidor (IPC).. b) Forestación: La acción de establecer bosques.Los propietarios de inmuebles que tengan interés en beneficiarse con los incentivos establecidos en esta Ley deben presentar al Servicio Forestal Nacional el Plan de Forestación o Reforestación. el interesado deberá reintegrar a las arcas fiscales todas las sumas que se hayan dejado de pagar en virtud de exoneraciones tributarias y las bonificaciones otorgadas por la presente ley u otras disposiciones legales. Artículo 6º.El Servicio Forestal Nacional podrá sugerir modificaciones al plan que ante él se presentare. mejoramiento e incremento de dichos recursos. el propietario debe iniciar la acción de forestar o reforestar.El Estado fomentará la acción de forestación y reforestación en suelos de prioridad forestal.. Artículo 3º.

según las diversas zonas. en cuyo caso. determinado por el Banco Central del Paraguay entre la fecha de fijación de éstos y el mes anterior a aquel en que se haga efectivo el cobro de la bonificación. bonificará en un 75% (setenta y cinco por ciento) y por una sola vez para cada superficie forestada o reforestada. cuyos suelos sean calificados de prioridad forestal. Los referidos valores se reajustarán conforme a la variación que experimente el índice de precios al consumidor (IPC). Artículo 9º. serán objeto de despacho inmediato.. Los certificados de forestación o reforestación serán otorgados a partir de los 12 (doce) meses de implantación y luego de comprobado que la sobre vivencia de la plantación no sea menor al 80% (ochenta por ciento) por hectárea establecida. los valores contenidos en la última tabla de costos fijados. Art. especies nativas o exóticas y demás elementos que configuren dichos costos.. Artículo 11.. se utilizarán para los efectos de cálculo y pago de la bonificación. para cuyo efecto exigirá la presentación del certificado de aprobación del plan junto a la solicitud de crédito. Artículo 8º. previa sanitación por las autoridades respectivas.Las bonificaciones señaladas en el Artículo 7º de esta ley. La demora en el pago generará. Texto original de la Ley Nº 536/95 Nueva redacción dada por el artículo 1 de la Ley Nº 1. en el mes de marzo de cada año. preferencial y libre de todo gravamen o tributo fiscal.A los efectos de hacer efectivas las bonificaciones mencionadas en el artículo anterior. en este caso y para estos efectos. a favor del forestador y reforestador. El Ministerio de Hacienda pagará los certificados de forestación y reforestación en un plazo no mayor de sesenta días. previo informe del funcionario comisionado para el efecto y a petición del propietario. un interés equivalente al interés corriente de plaza para el descuento bancario de los documentos comerciales con un incremento del 20% (veinte por ciento).639/00 Artículo 10.. Artículo 12. categorías de suelos.Los propietarios podrán con autorización del Servicio Forestal Nacional importar material reproductor. créditos preferenciales a largo plazo y a bajo interés. De la misma manera se bonificará el 75% (setenta y cinco por ciento) de los costos directos derivados del mantenimiento de la forestación y reforestación durante los 3 (tres) primeros años. siempre que se haya efectuado de acuerdo al Plan de Manejo Forestal aprobado. mediante certificado expedido por el Servicio Forestal Nacional.CAPÍTULO II DE LOS INCENTIVOS A LA ACTIVIDAD FORESTAL Artículo 7º. el valor de los costos directos de plantación y manejo por hectáreas para la temporada del año en curso.Los montos totales de las bonificaciones anuales deberán ser previstos en el Presupuesto General de la Nación en función a los costos por hectáreas establecidos de acuerdo al Artículo 8º de esta Ley y a las superficies de forestación y de reforestación establecidas en los planes de manejo. los costos directos de la implantación en que incurran las personas físicas o jurídicas de cualquier naturaleza y que se realicen en los inmuebles rurales.El Estado desde la vigencia de la presente ley.. los cuales se reajustarán.. 10°. El Ministerio de Hacienda pagará los certificados de forestación y reforestación en un plazo no mayor de 30 (treinta) días contados desde su presentación. contados desde su presentación..El Banco Nacional de Fomento otorgará a los beneficiarios de esta ley.Los montos totales de las bonificaciones anuales deberán ser previstos en el Presupuesto General de la Nación en función a los costos por hectárea establecidos de acuerdo al Artículo 8° de esta ley y las superficies de forestación y reforestación establecidas en los planes de manejo. en la misma forma señalada en el párrafo anterior. . o las intervenciones de manejo indicadas en el Plan de Manejo Forestal. se pagarán cada vez que los beneficiarios acrediten la nueva superficie forestada o reforestada. Si el Servicio Forestal Nacional no fijare dichos costos dentro del plazo ya señalado. el Servicio Forestal Nacional fijará.

sometidos a las disposiciones de la presente Ley.421/04 Artículo 14.. tributará el Impuesto a la Renta establecido en el Capítulo I. a través de las instituciones pertinentes. de la Ley Nº 125/91. Artículo 19. salvo la exención del Impuesto Inmobiliario.La enajenación de madera y demás productos forestales estará sujeta al Impuesto al Valor Agregado (IVA).703/09 Artículo 2º Artículo 15. debiéndose ser utilizado proporcionalmente a la extracción en un período no mayor a cinco años.Las bonificaciones percibidas o devengadas. del o de los programas de reforestación determinados en los planes de manejo forestal: a) Durante el primer año 5% (cinco por ciento) del valor fiscal. de conformidad con lo dispuesto en la presente Ley.. la forestación y la reforestación y la industrialización de productos forestales. Las instituciones pertinentes con la sola presentación del certificado de aprobación otorgado por el Servicio Forestal Nacional.La explotación forestal de los inmuebles rurales sometidos a la presente Ley. presumiéndose de derecho que la renta neta es igual al 10% (diez por ciento) del valor comercial de los árboles talados o del valor de los frutos o productos extraídos de las especies reforestadas.La explotación forestal de los inmuebles rurales sometidos a la presente ley.. El impuesto inmobiliario tendrá una exención del 50% (cincuenta por ciento). b) Durante el segundo año 10% (diez por ciento) del valor fiscal. Título 1. 6) de la Ley Nº 2. creados o a crearse.Las exenciones tributarias contempladas en la presente Ley comenzarán a regir a contar de la fecha del certificado de aprobación expedido por el Servicio Forestal Nacional. desde la etapa de la extracción. 14. El saldo de la cuenta activa gastos preoperativos se deberá actualizar anualmente siguiendo el mismo procedimiento precedentemente descripto. estimulará con créditos de fomento las actividades del sector privado para el manejo de los bosques nativos.. municipal y departamental. CAPÍTULO IV DE LAS SANCIONES Artículo 20. ordenarán de inmediato la exoneración de los impuestos señalados en este artículo. vigente al momento de su pago por la no iniciación oportuna del plan de forestación o reforestación aprobado y por el incumplimiento por causas imputables al reforestador o propietario en su caso. d) Durante el cuarto año 40% (cuarenta por ciento) del valor fiscal. están sujetos al régimen tributario que en esta ley se establece.. mientras esté sujeto al programa de forestación o reforestación.Sólo gozarán del régimen tributario establecido en este Capítulo las rentas obtenidas de la forestación/reforestación. y que consiste en declararlos exentos de cualquier otro tributo fiscal. del 9 de enero de 1992 (texto modificado).. Los gastos de implantación de la forestación y reforestación serán activados como gastos preoperativos y actualizados anualmente al cierre del ejercicio fiscal. Derogado por: Ley Nº 3.. c) Durante el tercer año 20% (veinte por ciento) del valor fiscal. no constituirán ingresos gravados del propietario o del reforestador. en función al Índice de Precios al Consumidor (IPC) calculados por el Banco Central del Paraguay.CAPÍTULO III DEL RÉGIMEN TRIBUTARIO Artículo 13..Fíjanse las siguientes multas que se aplicarán sobre el avalúo fiscal del inmueble rural sometido a la presente Ley. Artículo 16. que regirá a contar del 1 de enero del año siguiente al de la certificación.Los suelos de los inmuebles rurales calificados como de prioridad forestal y los bosques que en ellos se implanten. Art.El Poder Ejecutivo. Ninguna modificación a este régimen tributario podrá aplicarse en perjuicio del reforestador que haya ingresado al programa. Artículo 18. Artículo 17. tributará el Impuesto a la Renta.. . Texto original de la Ley Nº 536/95 Nueva redacción dada por el artículo 36 num.

por el período incumplido del plan.. La contravención a lo dispuesto en este artículo. las que se suspenderán a contar de la fecha de la recepción del informe o declaración jurada. en su caso. transcurrido tres años desde la fecha del corte o explotación. La obligación de reforestar podrá cumplirse en un terreno distinto a aquél en que se efectuó el corte o explotación.Cuando se hubiere interrumpido cualquier programa incluido en el plan de manejo forestal. caerán además en comiso. quedando desde ese momento los inmuebles rurales afectados a las multas señaladas en el artículo anterior de esta Ley. Artículo 25. elaborados por Ingenieros Forestales o Agrónomos especializados.. cualquiera que fuera su estado o su grado de explotación o elaboración. Si los productos provenientes del corte o explotación ejecutada en contravención a lo dispuesto en este artículo fueren enajenados.. sobre el reinicio del programa.e) A contar del quinto año 50% (cincuenta por ciento) del valor fiscal. En el caso que se produjeren nuevas interrupciones. serán sancionadas con la inhabilitación de uno a cinco años del profesional responsable.Cualquier acción de corte o explotación de las plantaciones de los inmuebles rurales sujetos a la presente Ley deberá hacerse previa presentación y registro ante el Servicio Forestal Nacional del respectivo Plan de Manejo. Estas multas comenzarán a devengarse desde el momento en que se incurra en el incumplimiento de los programas de forestación y reforestación contenidos en el plan de manejo forestal de acuerdo a las fechas consignadas en él y se calcularán atendiendo a la incidencia porcentual que tiene en el total la parte incumplida del mismo. Las plantaciones que en este caso se efectúen se considerarán como reforestación para todos los efectos legales. será sancionado con las multas establecidas en el Artículo 21 de esta Ley. Artículo 23. El plan de manejo al que se refieren los artículos anteriores deberá ser suscrito por un ingeniero forestal o agrónomo especializado cuando la superficie total del bosque en que se efectúe el corte o explotación sea superior a 30 (treinta) hectáreas y en superficies menores por un técnico forestal o técnico agrónomo especializado La contravención a lo dispuesto en los párrafos anteriores hará incurrir al propietario del terreno o quien efectuare el corte o explotación no autorizada. al menos.. el infractor será sancionado con una multa equivalente al triple de su valor comercial. en una multa que será igual al doble del valor comercial de los productos.El corte o explotación de bosques en suelos de prioridad forestal obligará a su propietario a reforestar una superficie de terreno igual. Cuando los productos se encontraren en poder del infractor. a la cortada o explotada. facultará además al Servicio Forestal Nacional para ordenar la inmediata paralización de los trabajos.Toda ocultación deliberada o falsedad de datos contenidos en los estudios presentados ante el Servicio Forestal Nacional. sólo cuando el plan aprobado por el Servicio Forestal Nacional así lo contemple.La reiniciación y actualización de cualquier programa del plan de manejo forestal no eximirán del pago de las multas señaladas en el Artículo 21 de esta Ley. las multas se aplicarán en la forma señalada en el Artículo 21 de esta Ley. previo informe elaborado por un ingeniero forestal o agrónomo especializado acompañado de una actualización del plan. a cuyo efecto podrá requerir el auxilio de la fuerza pública.. Artículo 22. previo sumario administrativo. . El Servicio Forestal Nacional determinará el valor comercial de dichos productos. En los casos de corte final se deberá contemplar al menos la reforestación de una superficie igual a la cortada o explotada. según determine el Servicio Forestal Nacional.Corresponderá aplicar las sanciones y multas establecidas en la presente Ley al Servicio Forestal Nacional. Los productos decomisados serán enajenados por el Servicio Forestal Nacional.. en las condiciones contempladas en el plan de manejo aprobado por el Servicio Forestal Nacional. Artículo 24. Artículo 26. Artículo 21. así como las alteraciones en la ejecución de los proyectos. cometidas con el objeto de transgredir obligaciones previstas en esta Ley. El incumplimiento de cualesquiera de estas obligaciones. la reanudación deberá ser aprobada por el Servicio Forestal Nacional de acuerdo al mismo procedimiento a que se sujetó el plan original. tomando como base para ello el porcentaje que se estaba aplicando al momento de la actualización. incrementadas en un 100% (ciento por ciento).

Cámara de Senadores el catorce de diciembre del año un mil novecientos noventa y cuatro y por la H..Para todos los efectos tributarios relacionados con la presente Ley.El fiel cumplimiento del programa de forestación o de reforestación. y sin perjuicio de las responsabilidades y obligaciones que correspondan a los particulares. Artículo 29.Las sumas recaudadas en concepto de multas serán depositadas en la cuenta que el Ministerio de Hacienda habilite para la ejecución del programa creado por la presente Ley. 16 de Enero de 1995... el veinte de diciembre del año un mil novecientos noventa y cuatro. Artículo 30. Artículo 28. sancionándose la Ley. el Servicio Forestal Nacional deberá efectuar en los casos que proceda las comunicaciones pertinentes al Ministerio de Hacienda. Cámara de Diputados Mirian Graciela Alfonso González Secretaria Parlamentaria Evelio Fernández Arévalos Presidente H. Atilio Martínez Casado Presidente H. sometido a las disposiciones de la presente Ley. El Presidente de la República Juan Carlos Wasmosy Arsenio Vasconsellos Ministro de Agricultura y Ganadería Orlando Bareiro Ministro de Hacienda .Téngase por Ley de la República. publíquese e insértese en el Registro Oficial.Comuníquese al Poder Ejecutivo. será fiscalizado periódicamente por el Servicio Forestal Nacional y controlado contable y administrativamente por la Contraloría General de la República. CAPÍTULO V DISPOSICIONES ESPECIALES Y FINALES Artículo 27..Facúltase al Poder Ejecutivo a reglamentar la presente Ley. Cámara de Senadores Juan Manuel Peralta Secretario Parlamentario Asunción. Aprobada por la H. Cámara de Diputados.

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