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IRRIGAÇÃO POR ASPERSÃO

Prof. José A. O. Leite

DEFINIÇÃO: é o processo de se produzir sobre as plantas ou sobre o solo o fenômeno
artificial da chuva.
Na irrigação fazemos o controle da intensidade, duração e momento da irrigação por
aspersão.

Vantagens: maior uniformidade, distribuição e controle da quantidade de água aplicada.
Desvantagem: a gota provida de Energia Cinética ao cair no solo causa uma certa
desagregação do mesmo, bem como sua compactação.

COMPONENTES DE UM SISTEMA DE IRRIGAÇÃO

* Conjunto Motobomba
* TUBULAÇÕES:
- Linha de suprimento (adutora): vai da bomba até a área a ser irrigada, é facultativa.
- Linha principal: é a continuação da linha de suprimento dentro da área a ser irrigada,
é facultativa.
- Linha de irrigação ou linha lateral: parte da linha principal, componente
indispensável é onde estão instalados os aspersores.

*ASPERSORES: São equipamentos responsáveis pela distribuição da água

* ACESSÓRIOS: embora não sejam indispensáveis melhora o funcionamento do sistema.

a)Motobomba: Em geral, em irrigação por aspersão convencional, as bombas centrífugas de
eixo horizontal são as mais utilizadas. Tem a função de captar a água na fonte e suprir o
sistema de aspersores. Acoplado a bomba existe um motor, normalmente elétrico ou diesel,
para transferir potência. O conjunto deverá ser dimensionado para fornecer vazão suficiente
ao sistema à altura manométrica requerida. A altura de elevação da água, desde o manacial até
a área irrigada, constitui um dos principais fatores envolvidos no consumo de energia e, a
medida que aumenta essa altura mais elevados deverão ser os níveis de eficiência dos
sistemas de irrigação para resultar em um consumo energético satisfatório.

b)Tubulações: Normalmente são de alumínio, aço zincado, aço galvanizado ou PVC rígido,
com comprimento padrão de 6 metros e diâmetro variando entre 2" e 8". Outros materiais, tais
como, ferro fundido e cimento amianto, podem ser utilizados em linhas fixas enterradas. Com
a função de conduzir a vazão necessária desde a motobomba até os aspersores, as tubulações,
segundo a disposição no terreno, classificam-se em: linhas laterais - geralmente são providas
de acoplamentos rápidos, conduzem a água até os aspersores; linhas secundárias - de
alumínio, PVC ou aço zincado, alimentam as linhas laterais a partir da linha principal; linha
principal - em PVC, aço zincado ou alumínio, conduz a água da motobomba até as linhas
secundárias.

c)Aspersores: Constituem as peças principais do sistema, responsáveis pela distribuição da
água sob o terreno na forma de chuva.

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etc.250 a 500 KPa -Alta pressão .maior que 500 KPa Obs. podendo ser quadrada ou triangular. do diâmetro do bocal e do espaçamento).um. principalmente. borrachas de vedação. curvas.: A escolha é baseada. CARACTERÍSTICAS DOS ASPERSORES * Quanto ao funcionamento: -Rotativos: de giro completo (360o) -Tipo setorial * Ângulo de inclinação do jato: -inclinação normal entre 25o e 30o -subcopa com ângulo de 6o - * Número de bocais: . cotovelos de derivação. Q  m3 / h  I EF =   → ( mm / h )  S =l x e S  m 2  d)Acessórios: Os acessórios mais comuns são. derivação em "T". registros de gaveta. * Intensidade de precipitação: chuva fornecida pelo aspersor no tempo (mm/h) -Intensidade de precipitação efetiva: representa a chuva distribuída por aspersor isolado. válvulas de linha. O espaçamento (múltiplo de 6 metros) no campo pode ser definido pelas condições de velocidade do vento. haste de subida do aspersor. 2 . A disposição no campo mais comum é a retangular. manômetros. engate rápido para aspersores com válvula de saída. tampão final.100 a 250 KPa -Média pressão . válvula de retenção. sendo na linha de 30% a 50% do diâmetro do círculo molhado e de até 65% entre linhas. na intensidade de precipitação por eles fornecida (função da pressão.d 2 I EF =  2  A m  4 -Intensidade de precipitação média: representa a chuva distribuída por um sistema de irrigação. dois ou três bocais cujo diâmetro varia de 2 a 30 mm * Quanto à pressão -Baixíssima pressão .10 a 100 KPa -Baixa pressão . Q  m3 / h   → ( mm / h )  A = π.

portátil ou transportável Ele se caracteriza. As mais modernas tubulações com aspersores são adaptadas sobre rodas. pela mobilidade da bomba que. normalmente. são as mais próximas das plantações a serem irrigadas. *uma linha principal que pode ser ou não fixa *uma linha lateral com aspersores (linha de irrigação sempre móveis) Vantagens: menor consumo de materiais (equipamentos) Desvantagens: . podendo ser rebocadas. Figura 1 . em geral. As tubulações.Sistema convencional portátil. principal e lateral. aspergindo a água sobre toda a plantação. Isso facilita o trabalho e diminui o tempo gasto nas aspersões. também são móveis. 3 . é montada sobre rodas.Desgaste intenso dos equipamentos Obs. podendo ser mudadas de posição e de local. de acordo com as necessidades. o que facilita o seu transporte para as fontes de água em que será utilizada e que. justamente.1) Móvel.: Não se aconselham ramais com mais de 300 a 400 m e o diâmetro no máximo de 100 a 125 mm.mão-de-obra muito demanda . TIPOS DE INSTALAÇÕES 1) REDE CLÁSSICA COM COBERTURA PARCIAL 1.

semimóvel. *Linhas laterais duplas e opostas com aspersores Vantagens: .2) Sistema semifixo.Sistema Convencional Semiportátil 4 . enquanto que os ramais ou linhas laterais são móveis. a bomba ou unidade de potência e a tubulação principal são fixas no terreno.menor demanda de mão-de-obra Desvantagens: .Uso de material em dobro nas linhas laterais Figura 2 . ou tipo. e podem ser de metal ou PVC.melhor aproveitamento do conjunto moto-bomba . semiportátil ou semitransportável Nesse caso.1.

onde são acoplados os aspersores. anteriormente descritos.1) TUBOS EM COBERTURA TOTAL Tipo fixo ou permanente A característica desse último tipo é o fato de a bomba. *uma linha principal *linhas de irrigação em toda a extensão da área Vantagens: . deslocamento só dos aspersores . O custo desse tipo de irrigação é muito mais elevado do que os outros dois tipos.2) TUBOS E ASPERSORES EM COBERTURA TOTAL * apenas a operação de abrir e fechar registros Vantagens: -mínimo uso de mão-de-obra -o sistema pode ser totalmente automatizado Desvantagens: -alto custo de implantação Figura 3 . a linha principal e todos os ramais serem fixos e subterrâneos.Facilidade de operação.a tubulação pode ser toda enterrada 2. Somente os hidrantes ou tomadas ficam na superfície.Sistema convencional fixo-permanente. 5 .2) COBERTURA TOTAL 2.

DISPOSIÇÃO DAS TUBULAÇÕES A linha principal geralmente é instalada no sentido perpendicular ao declive e as linhas de irrigação em nível Q/2 Q/2 Q/2 Q Q 6 .

: trabalhar sempre que possível com área retangular *Solo -Capacidade de infiltração básica (CIB) = 15 mm/h -Umidade de capacidade de campo (θ cc) = 20% -Umidade de ponto de murcha permanente (θ pmp) = 12% -Densidade global ou aparente (ρ g) = 1. topografia) 250 x 400 topografia 5% Obs.Variação do nível d’água = 0.0 m .Fator de disponibilidade (f) = 0.5 m DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE IRRIGAÇÃO POR ASPERSÃO 1) CÁLCULO DA LÂMINA A SER APLICADA a) DISPONIBILIDADE TOTAL DE ÁGUA NO SOLO DTA =10 ( θcc − θpmp ) ⋅ ρg ⋅ p em que: θ cc = umidade de capacidade de campo (%) θ pmp = umidade de ponto de murcha permanente (%) ρ g = densidade global (g/cm3) p = profundidade efetiva do sistema radicular (m) 7 .30 m -Altura da cultura = 0. PROJETO DE IRRIGAÇÃO -Requisitos: *Área (dimensão.0 m/s (máximo) .50 m -Evapotranspiração ou Uso Consuntivo Máximo (Etm) = 5 mm/dia *Dados Gerais .Diferença do nível d’água até a bomba = 1.Eficiência da irrigação = 75% .7 . Efetiva do Sistema Radicular (p) = 0.Topografia .Ventos = 2.Tempo diário de irrigação = 16 h/dia (tempo de funcionamento do conjunto motobomba) .5 g/cm3 *Cultura -Tipo: Feijão -Prof.

7 = 25 .30 = 36 mm b) DISPONIBILIDADE REAL DE ÁGUA NO SOLO DRA = DTA⋅ f em que: f = fator de disponibilidade que representa a fração de água em relação a capacidade de água disponível que poderá ser utilizada ou apropriada pela cultura sem que ocorra déficit de água (em decimal) DRA = DTA ⋅ f = 36 ⋅ 0. DRA 25.2 mm c) TURNO DE REGA: intervalo entre duas irrigações sucessivas numa mesma área.2 TR = = = 5 dias Etm 5 d) LÂMINA BRUTA DE IRRIGAÇÃO Etm ⋅ TR 5 ⋅5 LBI = = = 33.75 e) PERÍODO DE IRRIGAÇÃO (PI): é o número de dias necessárias para completar uma irrigação em uma determinada área. DTA =10 ( 20 −12 ) ⋅1. PI ≤ TR PI = 5 dias 2) ÁREA IRRIGADA POR DIA AREA ( 400 × 250) AI / DIA = = = 2 ha / dia PI 5 8 .5 ⋅ 0.33 mm EI 0.

70 6.25 ZED-30 6.04 6) NÚMERO DE IRRIGAÇÕES POR DIA Jornada de trabalho NID = (1 hora  tempo de mudança) TI + 1hora 16 NID = = 4.3) DISPOSIÇÃO DO SISTEMA NA ÁREA 400 m 5% 250 m 4) ESCOLHA DO ASPERSOR (IP ≤ CIB) Modelo Diâmetro do Pressão de Alcance Q Espaçamento Precipitação bocal (mm) serviço ou Raio (m3/h) (m x m) (mm/h) (mca) (m) ZED-30 6.0 x 9.37 horas PRECIPITAÇ ÃO 14 .42 5) TEMPO DE IRRIGAÇÃO LBI 33.0 x 8.21 24 x 24 14.05 8.37 +1 7) NÚMERO DE IRRIGAÇÕES POSSÍVEIS NIP = NID × PI NIP = 4 x 5 = 20 irrigações 8) NÚMERO DE POSIÇÕES NA LINHA PRINCIPAL 400 m 9 .0 x 7.00 8.30 24 x 24 14.5 40 19.5 30 17.5 20 18.06 18 x 24 14.33 TI = = = 2.04 ZED-30 6.74 = 4 irrigações por dia 2.

4 = 10 posições 1a posição = 12 m 2a posição = 36 m 3a posição = 48 m 10a posição = 228 m (alcance do aspersor = 17.7 m) chegando a 245.1 =11 aspersores Espaçament o entre aspersores 18 DISPOSIÇÃO DOS ASPERSORES NA LINHA LATERAL 13.7 m) 9)NÚMERO DE POSIÇÕES LATERAIS NPL = TOTAL DE LATERAIS = 20 laterais (10 de cada lado da linha principal) 10) NÚMERO DE LINHAS DE IRRIGADAS POR IRRIGAÇÃO NIL 20 NLII = = = 1 linha lateral NIP 20 11) NÚMERO DE ASPERSORES POR LINHA LATERAL L arg ura da área 200 LALL = = =11 . 5% 250 m 24 compriment o da área NPLP = espaçament o entre linhas laterais = 250/24 = 10.1) LINHA LATERAL À DIREITA DA LINHA PRINCIPAL Linha principal aspersor 10 .

. 6m 12 m 1o Aspersor = 12 m 2o Aspersor = 30 m 3o Aspersor = 48 m . 10o Aspersor = 168 m 11o Aspersor = 186 m 12) ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO 11 . .2) LINHA LATERAL À ESQUERDA DA LINHA PRINCIPAL 1o Aspersor = 6 m 2o Aspersor = 24 m 3o Aspersor = 42 m . . . . . 10o Aspersor = 174 m 11o Aspersor = 192 m 13.

aço galvanizado. Para que isto ocorra. ou seja: hfr = hf x F em que: hfr = perda de carga em tubulações com múltiplas saídas (linha lateral). PVC. multiplicada por um fator F. etc. em função do número de saídas. é uma tubulação com distribuição em marcha – a vazão vai se reduzindo do início para o final à medida que vai abastecendo os diversos aspersores. ferro fundido.90. F = fator de correção. m = 2. que é o caso da linha lateral.85. a máxima perda de carga por atrito ao longo da linha lateral não pode ser superior a 20% da pressão de serviço. se Scobey. é igual à perda de carga determinada como se a tubulação não tivesse saída alguma (hf). A perda de carga ao longo da linha lateral é calculada por meio de fórmulas. para o dimensionamento da linha lateral. ou seja: alumínio. é o número de aspersores. sob o ponto de vista hidráulico. O fator F pode ser calculado pela seguinte equação: 1 1 m −1 F= + + m +1 2N 6N 2 em que: m = coeficiente que depende do expoente da velocidade na equação em uso (se Hazen-Willians.1) Cálculo da vazão a ser transportada na linha lateral (QLL) 12 . Para garantir adequada pressão essa linha deve ser disposta em nível. o comprimento da tubulação e a perda de carga admissível real na tubulação (hf) e ainda o material empregado.13) DIMENSIOAMENTO DA LINHA LATERAL A linha lateral. devendo-se cuidar para que a pressão média ao longo da linha seja igual à pressão de serviço do aspersor (PS). 13. dentre elas a mais usada é a equação de Hazen-Willians. ao longo da tubulação. A perda de carga real em tubulações com múltiplas saídas. há a necessidade de se conhecer a vazão de água que passará na lateral (QLL). hf = perda de carga como se não existisse saída intermediárias. N = número de saídas. que é função do número de saídas.0). se Darcy- Weisbach. Portanto. m = 1. No caso das linhas. m = 1.

V = velocidade da água na tubulação (m/s).54 Em que: Q = vazão no início da linha lateral (m3/s).2) Cálculo da perda de carga admissível real na linha lateral (hfa) hfadmissível ≤ 0.20 PS ± ∆z hfadmissível ≤ 0.06 x 11 QLL = 66.018517 m3/s 13.2788 x C x D2.355 x C x D0.20 PS + ∆z (LL em declive  morro abaixo) hfadmissível ≤ 0.20 PS + 0 (LL em nível  ∆z = 0) hfadmissível ≤ 0.54 Q=AxV Q = 0. J = perda de carga unitária (m/m). D = Diâmetro interno da tubulação (m).63 x J0.QLL = Vazão de cada aspersor (m3/h) x no de aspersores em cada lateral QLL = 6.a.20 PS − ∆z (LL em aclive  morro acima) No caso estudado a linha lateral está disposta em nível hfadmissível ≤ 0.66 m3/h QLL = 0.0 m. varia com a natura da tubulação e com o regime de escoamento da água.663 x J0. A = área da seção interna da tubulação (m2). C = Coeficiente de Hazen-Willians. Como valores médios de C pode-se citar: Ferro fundido C = 100 Aço galvanizado C = 125 Aço zincado C = 130 Alumínio C = 130 PVC C = 150 Para estipulando o valor do diâmetro (D). Equação de Hazen-Willians V = 0.20 x 30 hfadmissível ≤ 6. emprega-se a Fórmula de Bresse 13 .c.

0 PinLL = 34.40 Obs.75 hfr + ha Em que: hfo = perda de carga até 1o aspersor ha = altura do aspersor PinLL = 12 x 0.0482 +30 +0.6 a 2.34 1.75 x 3.62 2.49 3.018517 192 0.a 14 .018517 192 0. 54 J=  2 .1261 24. D = 15.130 125 0.01851 7 192 0.392 1.42 0.: * Usar o tubo de menor diâmetro em que hfr < hf admissível.106 125 0. 63   0.2788 ×C ×D  hf = L x J hfr = hf x F Q (m3/s) L (m) D (m) C J (m/m) (mca) F (mca) V (m/s) 0.10 0.21 m.4 m/s Recomenda-se o diâmetro de 106 mm para a linha lateral 14) CÁLCULO DA PRESSÃO NO INÍCIO DA LINHA LATERAL (PinLL) PinLL = hfo + PS +0.5 Q p/ (Q  m3/h e D  mm) D = 126.55 mm Tubulação empregada de aço galvanizado e seus diâmetros comerciais Diâmetro Nominal (mm) 50 70 89 108 133 159 Diâmetro Interno (mm) 48 68 87 106 130 156 Cálculo da perda de carga unitária (J) 1  Q  0 .087 125 0. * Admitir velocidades no intervalo de 0.62 + 1.25 0.22 0.c.12 0.0482 9.392 3.392 9.0178 3.

0 mca Quando hfadmissível < ∆Z (descartar este critério) 2o) Velocidade média permitida ao longo da canalização entre 0.c.67 0.7 x 0.018517 228 0.15) DIMENSIONAMENTO DA LINHA PRINCIPAL Comprimento da linha principal (L) = 228 m 5 ∆Z = × 228  ∆Z = 11.4 m 100 Critérios: 1o) hfadmissível ≤ 0.c.12 m.0178 4.90 x 0.087 125 0.c.156 125 0.0482 + 8.6 a 2.01851 7 228 0.018517 228 0.0482 10. 15 .a 17) PRESSÃO DE SUCÇÃO (Hfs) Hfs = hf tubulação + hf curva de 90o + hf conexão excêntrica + hf válvula de pé com crivo Hfs = 3 x 0.10 0.0482 + 11.12 0.4 + 0.018517 228 0.0178 + 0. Hman = 60.64+ 1.64 mca 17) PRESSÃO MANOMÉTRICA OU ALTURA MANOMÉTRICA (Hman) Hman = PsMB + Hfs + ∆Zs Hman = 57.9 x 0.00 m.106 125 0.130 125 0.a.12 + 0.1261 28.4 m/s Q (m3/s) L (m) D (m) C J (m/m) hf = L x J (mca) V (m/s) 0.40 0.20 x PS hfadmissível ≤ 0.07 1.97 Recomenda-se o diâmetro de 106 mm na linha lateral 16) CÁLCULO DA PRESSÃO NA SAÍDA DA BOMBA (PsMB) PsMB = PinLL + hfMB-LL + ∆Z + hf registro de gaveta + hf válvula de retenção PsMB = 34.a.0 x 0.4 x 0.0073 1.20 x 30 hfadmissível ≤ 6.0178 + 1.26 m.76 3.99 2.5 Hman = 59.0482 PsMB = 57.0178 + 30.0178 Hfs = 0.29 + 228 x 0.

4 17.8 0.1 Tê fluxo 1.1 0.1 1.1 gaveta 0.0 21.1 1.0 4.2 0.2 aberto Registro 4.0 11.5 1.4 10.4 9.1 0.0 8.1 2.8 1.6 2.4 direto 0.9 1.9 5.7 3.8 3.2 0.0 22.0 39.1 19.8 1.3 10.8 7.3 2.3 0.1 2.1 4.0 26.5 0.2 0.5 13.1 1.4 1.4 10.1 1.5 18.3 0.6 4.0 17.8 37.8 12.3 5.0 26.6 0.3 Joelho 45º 0.4 10.6 7.3 1.3 7.3 retenção 3.2 0.2 4.4 1.5 0.4 15.1 0.8 28.4 0.9 38.5 retenção leve 2.0 18.2 0.9 1.7 aberto Registro 2.0 11.5 2.6 0.3 Joelho 90º 1.3 2.5 0.6 0.3 10.9 56.0 8.9 1.3 0.8 4.4 0.6 0.8 0.9 6.3 2.4 1.8 7.4 21.3 0.7 2.9 1.4 Válvula de 1.9 2.4 8.6 1.5 2.4 0.3 2.4 0.2 6.0 34.2 1.8 Tê fluxo 1.7 0.6 7.7 1.6 0.4 pesada 18) ESCOLHA DO CONJUNTO MOTOBOMBA 16 .7 8.6 7.5 4.3 23.8 0.2 2. Diam (galv .4 0.0 20.7 0.3 0.6 4.5 0.1 9.3 1.3 10.7 1.4 3.1 9.4 10.3 2.6 1.9 1.6 2.1 1.2 1.4 1.7 3.3 1.1 8.mm) 15 20 25 32 40 50 60 75 100 125 150 0.6 14.1 8.2 16.3 0.2 11.0 42.0 e crivo 8.0 43.4 12.4 3.3 15.4 12.5 17.9 6.4 2.5 4.1 4.0 35.5 13.4 0.5 2.5 1.2 21.7 12.2 9.2 0.0 angular 5.9 1.0 26.4 3.9 1.7 2.0 40.1 0.2 6.pol) 1/2 3/4 1 1 1/4 1 1/2 2 2 1/2 3 4 5 6 Diam (PVC .1 5.6 0.7 4.8 8.5 14.3 50.Comprimentos equivalentes Para conexões e registros (em metros de tubulação).9 6.8 3.8 8.5 2.0 1.0 1.9 Válvula de pé 3.3 5.5 0.9 Curva 90º 0.3 8.6 5.7 0.4 3.6 0.1 10.0 30.1 Curva 45º 0.3 1.0 lateral 2.7 0.3 0.9 0.0 1.9 16.2 0.0 globo 11.5 10.0 23.0 51.0 20.3 4.4 0.0 1.7 0.6 2.1 1.8 6.7 3.1 11.2 4.8 3.6 7.7 25.5 0.7 2.6 5.1 26.3 0.2 Tê fluxo 0.6 7.3 7.2 1.6 3.4 0.0 1.7 8.2 28.5 0.7 8.5 0.0 11.7 0. Os dados de cima da célula se referem a tubulações de aço galvanizado e os de baixo da célula se referem a tubulações de PVC ou cobre.9 Válvula de 1.9 1.9 2.3 10.6 37.8 0.2 6.7 0.5 1.9 4.0 3.7 3.2 0.0 13.4 0.7 1.1 2.0 1.6 3.7 8.2 0.4 43.3 13.3 3.2 5.4 0.1 Registro 0.4 0.0 17.4 2.0 19.0 bilateral 2.0 22.9 2.2 3.6 6.4 0.3 0.5 19.

Nos projetos de irrigação. Quando a altura manométrica exigida da bomba é muito grande. são sempre instaladas em posição acima do nível da água da fonte de captação (poço. serão discutidas suas principais características. Como em irrigação trabalha-se com água limpa. ou seja. usam-se normalmente rotores fechados. sendo necessário observar o limite máximo de altura de sucção. rio ou açude). usam-se bombas com dois ou mais rotores. As bombas com um só rotor são denominadas bombas de mono-estágio. as bombas não trabalham afogadas. Como a maioria das bombas que se usa na irrigação pertence ao tipo centrífuga e de eixo horizontal. o que facilita sua movimentação. Podem ser portáteis ou fixas e são acionadas por motores elétricos. Elas requerem escorvamento e válvula de pé. Esquema de instalação de uma bomba centrífuga -Cálculo da potência absorvida pelo motor é encontrado pela seguinte equação: 17 . denominadas bombas de multi- estágios. a óleo ou a gasolina. em geral. As portáteis são montadas em bloco sobre rodas.

Q = 66.00 m.a. Deve-se admitir um acréscimo na potência instalada. Hman = altura manométrica total (m.a. em função da potência absorvida pela bomba.).66 m3/h Hman = 60. Q = vazão bombeada (l/s).c. Q × Hman P= 75 × Emb em que: P = potência necessária ao sistema (cv). conforme indicado a seguir: Potência necessária Acréscimo < 2 cv 30% 2 a 5 cv 25% 5 a 10 cv 20% 10 a 20 cv 15% > 20 cv 10% 18 .c. em decimais (geralmente < 70%). Emb = eficiência da motobomba.